Alvenarias

Condições Técnicas de Execução

Série MATERIAIS

Versão provisória joão guerra martins 2009 (não revista)

Universidade Fernando Pessoa

Materiais de Construção II

Alvenarias  
A importância histórica da alvenaria, deve-se sobretudo ao facto de ser o principal material estrutural responsável pela habitabilidade dos abrigos construídos pelo homem e de ser a principal estrutura dos edifícios ao longo de 4000 anos de civilização. Desde o passado que a construção de abrigos permanentes para os humanos, evoluindo progressivamente até aos edifícios de hoje em dia, anda na maior parte das civilizações interligada sobretudo à alvenaria.

Sabemos que os edifícios são espaços habitáveis, concebidos e realizados fundamentalmente de acordo com exigências e tecnologias variáveis com os utentes, as épocas, os locais e os materiais disponíveis.

A subdivisão, ou mais simplesmente o “desmonte” de um edifício, pode ser feito de várias maneiras, sendo habitual considerar dois tópicos:

1. A subdivisão em órgãos, por analogia com o corpo humano, sendo esta divisão única estrutura, envolvente, compartimentação interior, instalações e divisões exteriores;

2. A subdivisão em componentes, desempenhando cada um deles uma ou mais funções: suportar, separar, isolar, etc. Sendo neste caso possível imaginar várias subdivisões em componentes.

As exigências dos utilizadores para as construções são variáveis com enumeras características, no entanto, as realizações construtivas humanas são a síntese de três critérios (engenharia, economia e estética), com importância relativa variável em diferentes obras, sendo no entanto a estética o elemento distintivo dos abrigos humanos do dos animais.

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Universidade Fernando Pessoa

Materiais de Construção II

Definição de alvenaria Apresentam-se várias definições sobre este tema: •

As alvenarias são elementos discretos construídos de pedras ou blocos, naturais ou artificiais, ligadas entre si de modo estável pela combinação de juntas e interposição de argamassa ou somente por um desses meios;

Alvenaria é o termo que designa as paredes executadas com pedra, tijolo ou blocos de cimento e que, travados em sobreposição por meio de argamassas, servem para a execução de edifícios.

Alvenaria é o sistema construtivo de paredes e muros, ou obras semelhantes, executadas com pedras naturais, tijolos ou blocos unidos entre si com ou sem argamassa de ligação, em fiadas horizontais ou em camadas parecidas, que se repetem sobrepondo-se umas sobre as outras, formando um conjunto rígido e coeso.

Alvenaria é o conjunto de materiais pétreos, naturais ou artificiais, unidos entre si por meio de uma argamassa

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Das soluções tradicionais passámos à necessidade de prever instalações telefónicas em todos os compartimentos. de música ambiente. Estas redes implicam espaços mais amplos nas paredes interiores. Alvenarias 4 . Após a execução das alvenarias interiores. assiste-se à sua demolição para a abertura de roços que posteriormente. redes de aquecimentos. sem que o sistema tradicional de construção tenha sido adoptado para o efeito. várias tomadas por compartimento.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Introdução Nos últimos anos os traçados das redes internas das instalações técnicas aumentaram significativamente. bem como a quantidade dos aparelhos de comando ou de utilização no interior das habitações. habitualmente em tijolo. serão refechados com argamassas sujeitas a processos de fissuração. iluminação decorativa e aumento do número de instalações sanitárias.

Resistência mecânica. Finalidade das alvenarias e principais exigências Divisão. Isolamento acústico. Proteger contra acções do meio externo. Isolamento térmico. Estrutural: paredes que recebem esforços verticais (lajes e coberturas em construções não estruturadas) e horizontais (empuxo de terra). Economia de facilidade construção. Segurança ao contacto.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II 1. Durabilidade e facilidade de manutenção. Estabilidade. Segurança ao fogo. Alvenarias 5 . Estética. vedações e protecção. Estanquidade à água e ao ar.

1 . à estrutura.ALVENARIAS EXTERIORES A espessura das paredes exteriores deve ser definida com muito rigor tendo em conta diversos condicionantes. isolamento térmico e ás caixas de estore. Fig. Alvenarias 6 . deixando-se uma caixa-de-ar de 5cm.Caixa de estore Apesar da definição da espessura das paredes depender das condições particulares do projecto.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II 2 – Tipos de alvenarias 2.1 . no geral. a qual deverá ser preenchida com um isolamento térmico – normalmente de 3 cm (figura 2). nomeadamente no que diz respeito. com tijolo 30x20x15cm ou 30x20x11cm a aplicar pelo exterior e 30x20x11cm no interior. as paredes exteriores são constituídas pelos seguintes elementos: Parede dupla. cujas dimensões variam de caso para caso (figura 1 ).

Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Fig. Recentemente foram introduzidas no mercado soluções de isolamento da caixa-de-ar através da projecção de poliestireno sobre a face interior da alvenaria exterior. Na parte inferior da caixa-de-ar deverá ser executado uma caleira para recolha de eventuais águas provenientes de infiltrações ou de condensações. 2 . Alvenarias 7 . sendo desejável a drenagem das caleiras para o exterior através de furos e tubos colocados na alvenaria exterior. Nas paredes expostas a Norte e decorrente do estudo do comportamento térmico.Parede dupla Nas condições referidas a parede terá a espessura final de 35cm no limpo. poderá ser utilizada uma solução do tipo indicado na (figura 3).

uma vez que as espessuras habitualmente apresentadas são insuficientes.Parede dupla exposta a Norte 2. deverão ser estudadas com muito rigor. A quantidade de roços é em número tão elevado que obriga à quase total reconstrução das paredes já executadas (figuras 4 e 5). Alvenarias 8 .ALVENARIAS INTERIORES Devido á necessidade de embeber as redes nas paredes interiores.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Fig. a espessura das paredes separadoras e confinantes dos compartimentos que possuam tubagens de instalações especiais. tais como as cozinhas e as instalações sanitárias.2 . 3 .

decorrentes da sua adequação funcional. para evitar o seu encosto nas paredes. Alvenarias 9 . Fixação de móveis de cozinha.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Fig. tendo como objectivo garantir uma adequada espessura das paredes para comportarem as diferentes tubagens. Neste contexto destacam-se como frequentes as perfurações de tubagens nas situações seguintes: Instalações de esquentadores e de caldeiras mural. Um dos aspectos relevantes a ter em conta. Fixação dos batentes das portas. 4 e 5 – Parede com roços Deverá ser estudada a compatibilização sistemática entre os projectos de arquitectura e das redes de esgotos. e que foi agravado pelo acréscimo das redes internas. de águas e eléctricas. é a possibilidade das mesmas serem perfuradas pelos futuros utilizadores das habitações. Colocação de toalheiros.

Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Fixação de candeeiros. Alvenarias 10 . À semelhança do que se verifica noutros países da Europa desde há muitos anos. mas. tendo em conta o exposto e. Devido ao elevado número de redes e ao reduzido espaço para a sua passagem é recomendável a definição de critérios na instalação. tal como já sucede com os tectos falsos. quando se compara com sistemas com características acústicas equivalentes ao tijolo. a posterior comunicação aos utilizadores das fracções. com destaque para as obras de reabilitação urbana. permitindo um compromisso entre as novas exigências e soluções mais adequadas. também as divisórias leves irão ocupar o seu espaço. em Portugal. inevitavelmente. tem vindo a ser introduzidos sistemas de divisórias interiores com revestimento a placas de gesso. A questão que se coloca é ainda de custo.

Programação da sequência e duração das diversas tarefas (cronograma).1 . transporte e elevação. em cada caso. Avaliação das exigências logísticas (aquisição de materiais.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II 3 . Alvenarias 11 . Definição de procedimentos de controlo de qualidade. nomeadamente.Organização dos trabalhos 3. ao volume e complexidade da obra. acabamentos. etc. armazenamento. Avaliação dos meios necessários (mão-de-obra. Os principais aspectos a considerar no planeamento da execução das alvenarias são os seguintes: Quantificação global dos trabalhos. Definição dos instrumentos de previsão e controlo da produtividade e custos.).ANÁLISE DO PROJECTO E PREPARAÇÃO PARA OBRA O planeamento e a programação da execução de alvenarias devem obedecer aos mesmos princípios aplicados a outras actividades. adaptados. etc. Definição de equipas de trabalho e sua qualificação. acessórios especiais e equipamentos). instalações técnicas. materiais. manutenção de equipamentos.). (execução da estrutura.

e de preferência de cima para baixo. depois do 6º para o 4º e assim sucessivamente. têm deformações imediatas sob a acção do seu próprio peso e dos elementos construtivos que suportam. que virá a ser preenchida. devido: À deformabilidade das estruturas sob acção das cargas. Recomenda-se ainda que nenhuma alvenaria seja fechada antes de decorridos 14 dias após a execução da última fiada. porque o fecho superior destas – no remate à viga ou piso superior. recomendando-se em alternativa a construção de piso sim. de cima para baixo. piso não. impossível. As alvenarias só deverão ser executadas depois de terminada a estrutura e por ordem inversa. mas deixando um espaço entre última fiada e o tecto (ou viga).2 . por exemplo – só deve ser feito quando todas as alvenarias estiverem executadas ou pelo menos 50% destas. deformações posteriores a médio e longo prazo. além destas deformações têm também. O revestimento só deverá ser efectuado no fim da construção integral das alvenarias. ou ainda. Esta prática é em geral. As estruturas em geral e em particular as de betão armado. À retracção das estruturas e das paredes. Uma alternativa é elevar as alvenarias conforme os pisos são concluídos. quando todos os Alvenarias 12 . começando do 3º para o 1º.INFLUÊNCIA OBRA DA PROGRAMAÇÃO DA EXECUÇÃO DAS ALVENARIAS NO PLANO DA Recomenda-se que se retarde o início das alvenarias e que se aguarde algum tempo ate à execução dos revestimentos.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II 3. isto é.

de modo que a carga estrutural nunca assente nas paredes.3.3 – Materiais utilizados para execução de alvenarias 3. por exemplo). 3. Arestas vivas e cantos resistentes. por uma argamassa deformável (à base de gesso. Fig.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II pisos estiverem concluídos.3. 6 e 7 – Exemplos de alternativas à execução das alvenarias a partir do último para o 1º Piso (X – alvenarias a executar depois da estrutura concluída).1 – CARACTERÍSTICAS ESSENCIAIS DOS TIJOLOS CERÂMICOS: Regularidade na forma e dimensões.1 – TIJOLOS CERÂMICOS 3.1. Som "claro" quando percutido./s. Alvenarias 13 .

esquadro. Melhores isolantes térmicos e acústicos.2 – VANTAGENS Menor peso por unidade de volume. Facilidade no corte. logo após. prumo e nível. executando os cantos e. sem ondulações e necessita de pouca espessura de argamassa de revestimento 3.2 – CORRECTA EXECUÇÃO DE ALVENARIA DE TIJOLOS CERÂMICOS Efectuar a "marcação" das paredes com base na planta baixa (arquitectónica) da edificação. a primeira fiada com argamassa e com o auxílio de linha.3. Aspectos mais uniformes. Executar todas as fiadas. seguindo um fio de nylon nivelado de acordo com as prumadas-guia das extremidades. arestas e cantos mais fortes.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Resistência suficiente para resistir esforços de compressão Ausência de fendas e cavidades.4 – ARGAMASSAS Alvenarias 14 . vertical. Economia de argamassa.1. Economia de mão-de-obra. Uma parede bem executada é plana. controlando com o prumo e assentando os tijolos alternados. Diminuem a propagação da humidade. Nas extremidades da parede suspendem-se prumadas de guia. Homogeneidade da massa e cor uniforme.3. Pouca porosidade (baixa absorção). 3. 3.

introdutores de ar nas misturas de cimento e areia.4. De modo a que as argamassas possuam uma razoável trabalhabilidade torna-se necessária uma proporção de ligante e areia de. da exposição da fachada. Argamassas de cimento e cal – o emprego da cal apagada. o ajuste da resistência pretendida não é fácil. as argamassas tornam-se “ásperas” e pouco trabalháveis. são alternativas à adição da cal em argamassas fracas. conferem às argamassas maior trabalhabilidade. 1:3. uma vez que asseguram a sua trabalhabilidade. torna-se necessário reduzir a quantidade de ligante. Uma vez que estas argamassas são em geral demasiado ricas para o assentamento de alvenarias. Alvenarias 15 . assim como um rápido desenvolvimento das suas características.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II 3. da possibilidade da exposição ao gelo e das propriedades inerentes à sua composição. de reduzida espessura e leves. Debate-se agora as características mais relevantes das diferentes argamassas: Argamassas de cimento – as argamassas de cimento Portland permitem resistências mecânicas elevadas. Contudo. uma vez que para dosagens fracas de cimento. Segundo este documento as argamassas são de 3 tipos: de uso geral. do tipo de material que a constitui. Para que se mantenha a trabalhabilidade deve-se acrescentar cal apagada ou plastificante. pelo menos. em substituição de parte do cimento Portland. Argamassas pré-doseadas em fábrica e argamassas executadas em obra. Argamassas de cimento com aditivos plastificantes – os plastificantes. As argamassas podem ser de duas origens. Segundo o “Eurocódigo 6”.1 – TIPOS DE ARGAMASSAS O projectista deverá seleccionar o tipo de argamassa em função dos requisitos mecânicos da alvenaria. maior retenção de água e adesão (aumentando a resistência à penetração da água). as argamassas pré-doseadas devem respeitar as condições constantes da norma “EN998-2”.

2 . de endurecimento e de aceleramento ou retardamento da presa.2 . são: As argamassas hidráulicas correntes são constituídas por uma mistura de ligantes. não absorventes e que não provoquem a segregação dos materiais. inerte e água.5 – TIPOS DE BLOCOS E TIJOLOS MAIS UTILIZADOS 3.1 .4. sendo contudo preferível a utilização de meios mecânicos. Permite que as instalações eléctricas e hidráulicas fiquem embutidas já na fase de levantamento da alvenaria.BLOCO DE BETÃO DE VEDAÇÃO Alvenarias 16 .Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II 3.5.ESPECIFICAÇÕES QUE AS ARGAMASSAS DEVEM VERIFICAR Sinteticamente. As argamassas não devem ser utilizadas.5. Depois de fabricadas as argamassas deverão ser levadas para os locais de aplicação com o auxílio de meios de transporte limpos. Em geral não devem ser empregadas depois de uma hora de fabrico.BLOCO DE BETÃO ESTRUTURAL Aplicação em alvenaria estrutural armada e parcialmente armada. salvo nos casos de utilização de retardadores de presa. podendo ainda conter aditivos ou adjuvantes que lhes conferem propriedades hidrófugas. após se ter iniciado a presa. 3. 3. O seu fabrico pode ser por processos mecânicos ou manuais.

hoje em dia. Devido às suas dimensões. 3. Devem ser observados os vãos entre vigas e pilares.4 .5.BLOCO CERÂMICO DE VEDAÇÃO Deve-se procurar a modulação dos vãos.5. 3.TIJOLO CERÂMICO MACIÇO Empregado geralmente para alvenaria de vedação ou como estrutural para casas térreas.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Para fechamento de vãos em prédios estruturados. paredes de suporte. apesar de ser mais fácil o corte neste tipo de bloco.BLOCO SILICO-CALCÁREO Empregado como bloco estrutural ou de vedação. Os tijolos maciços também são usados em alvenaria aparente.3 . interiores e exteriores. Mistura de cal e areia silicosa.5. apenas utilizado por razões económicas em construção de casas individuais. e é usado para construção de paredes de fundações. 3. 3.5 . Dimensões mais encontradas (cm): 9x19x19 e 9x19x29. Este é feito de cimento endurecido ao ar sem qualquer cozedura em forno. curadas em autoclaves.6 – PERPIANHO Bloco paralelepipédico que é. Também conhecidos como blocos de betão celular autoclavados. de modo a propor vãos modulados em função das dimensões dos blocos.5. a produtividade da mão-de-obra na execução dos serviços é mais baixa. com vapor e alta pressão e temperatura. Dimensões (cm): 5x10x20 aproximadamente. muros não de suporte e divisórias de distribuição Alvenarias 17 .

ocorrerá corrosão de origem galvânica. Este deverá ser protegido por pintura betuminosa ou por pintura de cromato de zinco (que deverá permanecer intacta durante o assentamento do acessório). enquanto o cobre não é corroído pelo betão ou pelas argamassas ainda frescas. Contudo. Se tal acontecer. para além da resistência mecânica necessária.5. Para essa protecção. de fixação aos pilares. recorre-se em geral à galvanização quando os materiais são ferrosos. e ao corte dessas alvenarias. O emprego do cobre ou do alumínio. são em geral.8 . Em situações de maior agressividade do meio ambiente. não só da acção da humidade e das argamassas.. o mesmo já não se passa com o alumínio. As armaduras são normalmente comercializadas em forma de varões isolados ou em forma de treliça. definem as características de protecção mínimas a que os mesmos deverão obedecer. tais como o cobre ou o alumínio. variando o diâmetro dos varões principais entre 4mm e 5mm. devem ter uma protecção que assegure durabilidade contra corrosão. As “BS5628”. é usual o emprego de armaduras e acessórios em aço inoxidável (AISI 314 ou AISI 316).VANTAGENS DA UTILIZAÇÃO DO BETÃO ARMADO EM ALVENARIAS O betão armado é um material: Alvenarias 18 . metálicos e. Podem ser empregues no fabrico dos acessórios outros metais não ferrosos. A introdução de armaduras nas juntas horizontais das alvenarias possibilitam o aumento da ductilidade e as capacidades resistentes à tracção. com uma micragem suficiente para os defender. em função do tipo de materiais que constituem os acessórios de fixação. à flexão. mas também da eventual dobragem quando manuseados em obra.5.7 – ACESSÓRIOS E ARMADURAS PARA ALVENARIAS As armaduras para alvenarias e os acessórios usados para a execução de ancoragens de paredes. etc. obriga a que não exista contacto directo entre estes materiais e outros elementos em aço.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II 3. 3.

O empreiteiro deverá empregar pessoal devidamente qualificado e experiente para a direcção da obra. este corre o risco de se desmoronar.6 – EQUIPAMENTOS PARA EXECUÇÃO DE ALVENARIAS Alvenarias 19 . em ordem decrescente.5.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Económico – A associação do aço e do betão permite resistir aos esforços de tracção e compressão. 3. de Categoria A. é dependente do tempo pois se o incêndio durar muito tempo. O nível de execução deve ser especificado como sendo. Resistente ao fogo – O betão armado resiste relativamente bem aos incêndios da violência média. 3.9 – MÃO-DE-OBRA Todos os trabalhos devem ser executados por pessoal devidamente qualificado e experiente. mas pelo contrário. Utilização maleável – O betão armado presta-se a todas as formas possíveis de acordo com a confecção das cofragens. Resistente às intempéries – Desde que o betão tenha sido bem executado (compacidade) e que as armaduras tenham sido dispostas a uma distância suficiente. Categoria B ou Categoria C. Devem ser especificados requisitos para a mão-de-obra que não sejam menos exigentes que as recomendações da ENV 1996-1-1. o betão armado resiste às intempéries sem a necessidade de manutenção. o que consiste em ser uma vantagem em relação aos outros materiais.

se apresentam a uniformidade desejada e se não sofreram qualquer deterioração durante o transporte.7 – RECEPÇÃO E ARMAZENAMENTO DOS MATERIAIS EM OBRA A recepção dos materiais em obra destina-se a garantir e verificar se estes corresponde às exigências de projecto.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II 3. Alvenarias 20 .8.

) bem como a integridade das suas embalagens. Verificação da presença de ramos. Verificação do aspecto do tijolo e de eventuais defeitos aparentes. confirmando ainda que a produção dispõe da necessária certificação. Alvenarias 21 .Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II O controlo em obra é sobretudo visual e diz respeito às principais características dos materiais. 3. Os limites de aceitação devem corresponder aos que estiverem definidos na normalização aplicável e ás exigências estabelecidas no caderno de encargos do projecto. Verificação do prazo de validade e da documentação técnica de produtos deterioráveis (adjuvantes.PROCEDIMENTOS FISCALIZAÇÃO DA RECEPÇÃO DOS MATERIAIS EM OBRA POR PARTE DA Os procedimentos normais por parte da fiscalização. Em obras especiais ou de maior envergadura podem estabelecer-se procedimentos laborais. no que diz respeito á qualidade e condições em que se encontra os materiais. argilas) nas areias. etc. necessários á execução de determinada obra.8. procedendo sempre que possível a uma análise granulométrica das mesmas (como se refere no parágrafo referente ao fabrico das argamassas). folhas ou outros materiais indesejáveis (como por exemplo.1 . são os seguintes: Verificação da integridade dos sacos de cimento (e outros ligantes) e de eventuais sinais de humidade que possam constituir indícios de que se deu o início da hidratação.

8 . protegido com filme plástico. apenas nas faces laterais No caso dos tijolos furados. ao serem armazenados no estaleiro. Alvenarias 22 . os tijolos deverão ser protegidos da sujidade e não ficarem em contacto com solos húmidos e poluentes.Embalagem de tijolo em obra.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Fig.

A sua aplicação deve respeitar sempre as indicações do fabricante e deverão estar adequadas aos diferentes tipos de trabalho. temos que efectuar um estudo ás argamassas quanto: À sua capacidade de resistência à flexão e à compressão. estas devem cumprir também as seguintes condições: As argamassas de assentamento das alvenarias serão realizadas com Cimento Portland Normal (CPN) e areia. cal e areia.Fabrico das argamassas de assentamento As argamassas de assentamento têm como principais funções. aos desempenhos das argamassas nos critérios acima referidos. ao traço 1:5. a absorção de deformações. À sua capacidade de retenção de água. a capacidade de unir os vários blocos ou tijolos. Depois de efectuados os testes. Á trabalhabilidade. As possíveis retracções. a distribuição uniforme das cargas verticais. Ao seu módulo de elasticidade.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II 4 . a resistência a esforços laterais e a selagem das juntas contra a entrada de águas. Alvenarias 23 . ou ao traço 1:5:5 de CPN. À sua aderência. Para garantir estes desempenhos.

Deve garantir-se que a pressão exercida sobre os sacos que ficarem debaixo não seja excessiva. Deverá. Igualmente deve garantir-se que os adjuvantes se mantenham nos recipientes vindos de fábrica.1 .1 . estes deverão ser armazenados num espaço fechado. 4. para que não haja qualquer contaminação destes produtos. As argamassas devem ser utilizadas antes do início de presa. e um posterior período de endurecimento. estas deverão estar convenientemente separadas e deve evitar-se qualquer tipo de contaminação.01 m. existir um cuidado especial no aprovisionamento dos ligantes hidráulicos.04m.VERIFICAÇÃO E CONTROLO DAS ARGAMASSAS 4. É de ter em atenção que na evolução de uma argamassa.1. temos um período dormente. tijolo ou betão estrutural. um período de presa. pelo que se deve considerar pequenos volumes. de alvenarias de pedra. são variáveis de acordo com as peças mas nunca inferiores a 0. Se o fornecimento destes for em sacos. com o respectivo início e fim.ESTADO FRESCO Alvenarias 24 . também. No caso de duas areias diferentes.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II A espessura dos leitos e juntas não deverá ser superior a 0. assentes sobre um estrado com boa ventilação. A espessura das massas de assentamento. Os trabalhos de assentamento têm baixos consumos de argamassa (cerca de 10 a 15 litros de argamassa por m2 de alvenaria).02m e superiores a 0. após o seu fabrico. Deverá existir um especial cuidado no aprovisionamento das matérias-primas.

4. será difícil de aplicar e tornar-se mais porosa do que o desejável.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II O estado fresco de uma argamassa define-se pela sua trabalhabilidade. nomeadamente no que diz respeito á: Resistência à flexão. que nos permite uma boa avaliação da trabalhabilidade de uma determinada argamassa. Existe um aparelho de laboratório.1.ESTADO ENDURECIDO Deverá proceder-se a uma recolha. Resistência à compressão.2 . Determinação do módulo de elasticidade (dinâmico). sendo esta a primeira característica e a introdutora de todas as outras. a chamada mesa de espalhamento. para fazer uma escolha racional dos produtos mais adequados. Arranque (pull-off). Uma argamassa que não possua boa trabalhabilidade. Retracção. Alvenarias 25 . (flow-test).

Verificar se existem ferros de espera na estrutura para ligação das alvenarias (se estiverem previstos em projecto). Verificar se estão implementadas as medidas de segurança colectivas necessárias à execução das alvenarias. propriamente dita. cujas tarefas e etapas são descritas nas alíneas seguinte. Verificar se foram executadas todas as tarefas antecedentes previstas no plano de obra. e se decorreram 3 dias após a eventual reparação. Verificar a limpeza e nivelamento dos pavimentos.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II 5 . Depois de se ter efectuado todas as verificações descritas anteriormente. desempeno e alinhamentos).TAREFAS PRELIMINARES Antes de se iniciar a execução das paredes de alvenaria. entramos na fase de execução da alvenaria.1 .Assentamento de tijolos 5. sendo a execução de alvenarias tem três etapas principais: Alvenarias 26 . Verificar a necessidade de uma reparação pontual da estrutura. é necessário realizar diversas verificações preliminares: Verificar o estado da estrutura (geometria. Verificar se as peças de betão armado foram chapiscadas e se decorreram pelo menos 3 dias após essa operação.

A elevação da parede. Fecho (ou fixação).Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II A marcação da primeira fiada.TIPOS DE TIJOLOS MAIS USADOS NAS CONSTRUÇÕES EM PORTUGAL Alvenarias 27 . Estas tarefas devem ser intercaladas com diversos procedimentos de verificação e controlo.2 . 5.

1 . Paredes duplas: Actualmente muito utilizadas na construção. em que o acabamento final de uma ou de ambas as faces é assegurado pelo próprio bloco.CLASSIFICAÇÃO CONSTITUIÇÃO ) DO TIPO DE PAREDES (QUANTO À SUA FORMA DE As paredes podem ser classificadas pela sua forma de constituição de acordo com o EC6.3 – PAREDES DE ALVENARIA 5.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Fig. 9 – Formas e medidas dos tijolos mais usados em alvenarias 5. Paredes de face à vista: São constituídas por um ou dois tipos de unidades de alvenaria. são constituídas por dois panos de alvenaria separados por caixa-de-ar e podendo ter ligadores metálicos de fixação de distância entre panos. Paredes compostas ou dois panos: Alvenarias 28 . e são classificadas como podendo ser: Paredes simples: São constituídas por um único pano de alvenaria.3. e com ou sem junta longitudinal (existência de junta vertical preenchida no comprimento do bloco e localizada a meia espessura. podendo ser com junta horizontal continua ou descontinua na espessura da parede.

por mais do que um material unidos entre si por argamassa podendo essa ligação ser reforçada por meio de ligador metálico. Parede-cortina: É um tipo de parede constituído por dois panos.2 . Neste tipo de parede.1. 10 . no sentido da sua espessura. é usual a fixação do pano de alvenaria ao pano de betão através de fixadores adequados. Fig.Ilustração dos tipos de paredes atrás referidos 5.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II São constituídas. ALVENARIA DE PEDRA Alvenarias 29 .3. sendo um em alvenaria e outro em betão armado ou similar.CLASSIFICAÇÃO CONSTITUEM) DO TIPO DE PAREDES (QUANTO AOS MATERIAIS QUE AS 5.3.2.

A alvenaria de pedra pode também ser de pedra aparelhada. devido exigir mão-de-obra especializada e cara. permite a obtenção de composições arquitectónicas de ambientes rústicos. O consumo de tijolo por m² de alvenaria. bem como. silos enterrados. O traço indicado como normal para alvenaria de pedra é 1:4 de cimento e areia grossa ou 1:2:2 de cimento.2. mantendo a mesma resistência das aglomeradas.3. 5.3 – ALVENARIA DE BLOCO CERÂMICO MACIÇO São indicados para fundações em baldrames. em que se haja necessidade de melhores características de resistência. que no caso de não levarem argamassas. nesse caso sempre argamassada. muros de arrimo e paredes. fossas sépticas. A argamassa destinada à alvenaria de pedra deve garantir a união das pedras.2 – ALVENARIA DE TIJOLO CERÂMICO Confeccionadas com blocos cerâmicos maciços ou furados. 5.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II A alvenaria de pedras pode ser de pedra bruta com ou sem argamassa. depende do tipo de tijolo. cisternas para armazenamento d’ água. externas ou internas.3. permitem a saída de água pelos intervalos entre as pedras. das suas dimensões e da forma de assentamento. possuindo geralmente a forma de paralelepípedo e chamadas de alvenaria de cantaria. o consumo de argamassa para assentamento.4 – ALVENARIA DE BLOCO CERÂMICO FURADOS São constituídas por paredes executadas com blocos cerâmicos furados que proporcionam paredes mais económicas. 5. revestimento de poços.2. É muito usada em muros de contenção de terra (muros de arrimo). sendo menos usada. a alvenaria de blocos maciços aparentes. sendo Alvenarias 30 .3. de agradável visual. bem como. são as mais utilizadas nas construções de um modo geral. areia e saibro. Em edificações residências. por apresentarem custo inferior ao do maciço.2.

5.3. 5. devido ao ar que permanece aprisionado no interior dos seus furos. se desejarmos. ou de contenção. pode-se comparar aos tijolos cerâmicos furados.3 .3. rectilínea ou curvilínea. Paredes armadas: São normalmente definidas como paredes principais (ou parede mestra) destinadas a resistir a esforços verticais e horizontais.3. Estes blocos são mais resistentes e maiores que os cerâmicos.PAREDE RESISTENTE DE ALVENARIA Define-se como sendo uma componente estrutural contínua vertical.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II maiores e mais leves. o emboço como revestimento. ligadores ou outros). não armadas. constituída pela solidarização. podem dispor-se de armaduras verticais (através de furação vertical nos blocos preenchidos posteriormente com argamassa ou em alinhamentos verticais de células para colocação de armaduras especificas envolvidas em argamassa) e/ou de armaduras horizontais (embutidas na argamassa de assentamento de fiadas de blocos e destinadas para o efeito). propiciam maior rapidez de execução. possibilitando com isso rapidez na execução.1 . Alvenarias 31 . as paredes podem ser classificadas como paredes armadas. por meio de um ligante (argamassa). ou soluções mistas. De acordo com a função estrutural que desempenham. dispensando até. dependendo da região. de um conjunto de elementos resistentes (unidades de alvenaria) e que podem integrar elementos de reforço de outra natureza (varões metálicos. confinadas.5 . Na sua constituição.ALVENARIA DE BLOCOS AGLOMERADOS COM CIMENTO A alvenaria de blocos de concreto quando ao aspecto económico.2.CLASSIFICAÇÃO DA FUNÇÃO ESTRUTURAL DE PAREDES 5.3. Os blocos furados têm também um bom comportamento quanto ao isolamento térmico e acústico.

Paredes de contenção Devem garantir a resistência à flexão bem como suportar acções verticais provenientes do peso de paredes ou de lajes superiores. É viável a solução mista de paredes confinadas reforçadas com armaduras especificas colocadas nas juntas horizontais e/ou nas juntas verticais de assentamento.3. 5. não tendo por isso uma distribuição homogénea conforme se verifica nas paredes armadas. Paredes confinadas: São normalmente concebidas com funções de resistência conjunta do pano de alvenaria e de elementos armados de confinamento.3. É frequente a execução de cintas armadas no topo de cada painel de parede com o objectivo de garantir a ligação entre as paredes e as lajes que nelas se apoiam. Estes elementos de confinamento são executados em simultâneo com a alvenaria podendo ser embutidos no interior da alvenaria ou executados com recurso a cofragem ficando com faces de acabamento à vista. Nestas paredes a colocação de armaduras de confinamento é feita através de alinhamentos espaçados. horizontais e verticais. Paredes não armadas: Têm normalmente uma definição de contraventamento das paredes principais.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Neste tipo de paredes a colocação de armaduras é feita através de uma distribuição uniforme. podendo ser dimensionadas para resistir a acções horizontais no seu próprio plano.PAREDE NÃO RESISTENTE DE ALVENARIA Alvenarias 32 .2 .

Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Até hoje. paredes a um quarto de vez. no caso de o tijolo ser assente com a sua menor dimensão.MARCAÇÃO E 1ª FIADA Depois de se ter verificado (ou corrigido) o nivelamento do pavimento (térreo ou elevado). medida perpendicularmente ao paramento vertical da parede. perpendicularmente à face da parede.LEVANTAMENTO DE PAREDES EM ZONA CORRENTE A espessura da alvenaria é definida pela dimensão do tijolo. Na realização desta marcação (em planta). têm sido vulgarmente utilizadas paredes simples como elemento de definição de divisórias interiores e de enchimento de estruturas reticuladas de betão armado ou mesmo de estruturas metálicas. na qual é implantada em primeiro lugar os ângulos (geralmente esquadrias). marca-se as paredes de acordo com o projecto de execução (plantas. em função deste posicionamento. A combinação do posicionamento de dois tijolos. Para estruturas de alvenaria.1 . (largura ou comprimento). estas paredes devem desempenhar uma função similar devendo no entanto assegurar-se limites geométricos para caracterização da sua esbelteza e garantia de suporte do seu próprio peso. etc.4. as paredes podem designar-se. Alvenarias 33 . na mesma fiada. 5. no que se refere á espessura em. Assim.3.4 . conduz a paredes de uma vez e meia. alçados e cortes). 5.3. com uma régua de 2 metros. aplica-se uma fina camada de argamassa de cimento e areia (com largura compatível com a espessura da parede a marcar). duas vezes. a meia vez e a uma vez. e de seguida os alinhamentos rectos (ou curvos) e a localização das aberturas (estas têm uma tolerância de + 5 mm).

Esta divisão em altura.4. Para tal.Marcação e 1ª fiada de paredes simples no interior 5. O “cordel” esticado entre fasquias permite uma constante verificação do nivelamento pretendido das juntas horizontais.3. recorre-se ao uso das “fasquias” nas quais são marcadas as fiadas de tijolo a realizar. e não deve apresentar desvios superiores a 2 mm/m. quer este seja efectuado por "batimento" de um fio pigmentado bem esticado.11 . torna-se necessária a marcação em altura da parede de modo a garantir a horizontalidade das fiadas e a verticalidade do paramento. quer por utilização de uma régua ou por um riscador de aço. A ortogonalidade das paredes pode ser verificada com um esquadro rígido. Fig. a partir dos quais são traçados os restantes alinhamentos no pavimento. padieira dos vãos e pelo pé-direito da parede. que também visa minimizar o número de fiadas a realizar com tijolos cortados.2 . é realizada por tentativas sucessivas com a fita ou com o compasso. a sistemática Alvenarias 34 . e com o auxílio do fio-de-prumo. sendo esta condicionada pela altura dos peitoris das janelas.MARCAÇÃO EM ALTURA E NIVELAMENTO Realizada a 1ª fiada.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Os ângulos são geralmente marcados com o assentamento de 2 tijolos.

12. em vez de adquirir a dureza necessária.4.3. Face ao peso próprio da alvenaria e ao ritmo de presa da argamassa. (não dispensa o uso do nível e do fio de prumo) e garante ainda a correcta interligação das fiadas na junção de duas paredes.MOLHAGEM PRÉVIA Os tijolos. devem ser molhados. sem a água necessária. 5. Esta por sua vez. Verificação de aprumo a alinhamento de uma parede.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II verificação da verticalidade do pano da parede.ELEVAÇÃO DA PAREDE 5. o que corresponde a cerca de 4 fiadas por período de trabalho (meio dia). Alvenarias 35 .3. estes absorvem parte da água da amassadura da argamassa.4. num dia de trabalho não deve ser executada uma altura superior a 1. Fig. antes de serem assentes.1 .3.60 m de parede. torna-se desagregável. Quando não é efectuada uma molhagem previa aos tijolos. Este procedimento facilita e melhora os tempos de execução.3 .

para ventilação.JUNTAS E APARELHO As juntas devem ser executadas tal como especificado no projecto. para qualquer espessura de parede. excepto se especificado de outro modo. porque pode retirar água em excesso da argamassa. Quando especificado. em geral.3. deve ser realizado de modo que as juntas verticais e horizontais (no caso de paredes com espessura superior a uma vez) fiquem desencontradas a pelo menos 1/3 do comprimento do tijolo (“matar a junta”).13 . Fig.4.2 . as juntas podem permanecer abertas. As juntas devem ter espessura e aparência uniformes. as faces contíguas das unidades de alvenaria devem ser firmemente encostadas. Quando for especificado que as juntas transversais não são preenchidas. também é prejudicial.Aspecto da capacidade de absorção do tijolo que.3. A porosidade excessiva. Alvenarias 36 . sendo recomendado o uso de retentores de água nas argamassas de assentamento. por exemplo. drenagem ou assentamento por faixas (juntas descontínuas). como se referiu. O assentamento de tijolos. que seria necessária para as reacções de hidratação. obriga à molhagem prévia (de reparar o excesso de argamassa na base dos tijolos). 5.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II A melhor aderência entre os tijolos e a argamassa obtêm-se com teores médios.

4. as juntas recomendadas (R) inclusivamente algumas não recomendadas. estática.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II As juntas. Os tipos de juntas mais frequentes. 1.3. devem ser realizadas com argamassas pouco consistentes.5cm 1 cm Fig. 14 – Juntas de argamassa A forma do acabamento das juntas pode influenciar na qualidade e na durabilidade das alvenarias. retenção de poeira.Exemplo de juntas 5. de modo a preencher completamente o intervalo entre os tijolos. formação de musgo. Figura15 . com espessura final de cerca de 10 mm. pois podem causar problemas graves como infiltração de humidade. são ilustradas mais abaixo.3.3 – ASSENTAMENTO O assentamento de tijolos deve verificar as seguintes condições: Alvenarias 37 . entre muitos outros problemas.

deve ser permanentemente controlado o acabamento das juntas na face oposta à face de trabalho do operário. garantindo. deste modo. Pode abranger. para evitar a sua dessecação precoce e a diminuição de trabalhabilidade. criando o leito de assentamento. dependendo do ritmo de aplicação e das condições climatéricas.3. de cada vez. Após cada dia de trabalho as paredes devem ser protegidas com filme plástico para evitar uma secagem demasiado rápida ou para as resguardar da chuva. o desempeno dessa superfície. O fecho superior das paredes contra a laje ou viga deve ser feito alguns dias depois (como já referido). O tijolo deve ser ligeiramente carregado. 5.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Cada tijolo deve ser assente sobre o leito de argamassa colocada na fia inferior (junta horizontal) levando no seu topo uma “chapada” de argamassa distribuída à colher (junta vertical). esfregado e percutido pelo maço (ou cabo da colher) de modo a que a argamassa possa refluir pelas juntas. o comprimento de um ou mais tijolos. de modo a recolher a argamassa em excesso que reflui das juntas. Com o tempo seco severo é preferível a aplicação da argamassa tijolo a tijolo. Esta argamassa excedente é imediatamente retirada da face do tijolo (raspada com a colher) e aproveitada para o assentamento do tijolo seguinte.3.4 – PROCESSOS DE ASSENTAMENTO DE TIJOLOS MACIÇOS Alvenarias 38 . O espalhamento da argamassa na junta horizontal. Durante o assentamento.4.

3.4.17 – Ajuste normal de tijolos maciços Alvenarias 39 .4.1 – ASSENTAMENTOS TRADICIONAIS E ESPECIAIS DE TIJOLOS MACIÇOS a chato 1/2 vez a chato 1 vez Ajuste Fileira ímpar em planta Para paredes de 22 a 25 cm de espessura Ajuste Fileira par em planta Fig. 16 – Métodos para assentamento de tijolos maciços 5.3.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Argamassa aplicada no tijolo com a colher Argamassa rebatida com a colher Argamassa abundante 1º método 2º método Fig.

18 – Ajuste inglês ou gótico de tijolos maciços Fileira ímpar em planta Para paredes de 34 a 38 cm de espessura Ajuste francês Fileira par em planta Fig.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Fileira ímpar em planta Para paredes de 22 a 25 cm de espessura Ajuste inglês ou gótico Fileira par em planta Fig.19 – Ajuste francês de tijolos maciços Alvenarias 40 .

4.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Fileira ímpar em planta Para paredes de 34 a 38 cm de espessura Fileira par em planta Ajuste inglês ou gótico Fig. 21 – Ajuste em pilares para tijolos maciços 5.2 – TIPOS DE AMARRAÇÕES EM TIJOLOS Alvenarias 41 . 20 – Ajuste inglês ou gótico de tijolos maciços Fiada par Fiada ímpar Para pilares de 25x25 cm Fiada par Fiada ímpar Para pilares de 38x38 cm Fiada par Fiada ímpar Para pilares de 50x50 cm Ajuste de pilares de tijolos maciços Fig.3.3.4.

são mostrados os tipos de amarrações mais comuns para tijolos maciços ou de dois furos.parede de 1/2 vez 2ª fiada 1ª fiada Parede de meia vez em paredes de uma vez Fig. 1ª fiada 2ª fiada 1ª fiada 2ª fiada Em T .Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Consideram-se alvenarias amarradas as que apresentam juntas verticais descontínuas. 22 – Tipos de amarrações Alvenarias 42 .parede de 1/2 vez Cruzamento . nas figuras. A seguir. Os esquemas também são válidos para outros tipos de tijolos cerâmicos ou blocos de concreto.

23 – Amarrações em cantos Parede de espelho (cutelo) Parede de meio tijolo Parede de um tijolo Parede de um tijolo e meio Fig.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II 2ª fiada 1ª fiada Parede de meia vez 1ª fiada 2ª fiada Canto em parede de meia vez 2ª fiada 1ª fiada Parede de uma vez 2ª fiada 1ª fiada Canto em parede de uma vez Fig. 24 – Tipos de paredes Alvenarias 43 .

mas sempre devidamente travado. etc. pode usar-se o tijolo furado corrente. Na ausência de tijolos de formato especial para estas situações.3. retirando completamente a argamassa das juntas e tornando a executar a operação com argamassa fresca.3.3. conduzem com frequência ao abaulamento transversal da junta da argamassa. 5.5 . como nos resultantes cruzamentos de paredes é muito vantajoso que as fiadas das duas direcções estejam niveladas.CUNHAIS Nos cunhais e ângulos das paredes deverá existir um cuidado especial de modo que os tijolos fiquem bem travados entre si.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II 5. é fundamental que o tijolo não fique com furos voltados para o exterior.4.CORRECÇÃO DO POSICIONAMENTO Qualquer erro no posicionamento inicial do tijolo que não possa ser corrigido com ligeira percussão. usando-se para tal meio tijolo ou três quartos de tijolo para se conseguir o desencontro vertical das juntas. ao alto (furação na vertical) cortado para as dimensões convenientes. podem aplicar-se grampos metálicos na junta horizontal de forma a ligar as duas paredes. Nos cunhais das paredes de fachada. A tentativa de bascular o tijolo em torno do seu eixo longitudinal. Nos cunhais.). Alvenarias 44 .6 . resistência à passagem da água. ombreiras e outras extremidades de parede em contacto com o exterior.3. reduzindo o desempenho da junta (resistência. para permitir um adequado travamento.4. Quando se pretender uma maior rigidez da ligação. deve ser corrigido mediante o levantamento do tijolo. para obter a verticalidade. ou eventual percussão acidental depois do assentamento. isolamento térmico e acústico.

Se o espaço entre a parte superior da divisória e o tecto for muito grande. tal operação designa-se por calafetagem ou encunhamento das paredes (Figura 24) e que consiste em tapar esse espaço com gesso.7 – CALAFETAGEM OU ENCUNHAMENTO DAS PAREDES Sejam quais forem as dimensões dos tijolos utilizados. Nesse caso.3. será necessário incorporar bocados de tijolos ou gravilha com junção de cimento.3. 25 . Ficará sempre um espaço vazio que necessita de ser ocupado.4. -Figura 26 e 27 – Encunhamento de parede Alvenarias 45 . 5.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Fig. é impossível montar a divisória para que esta chegue ao tecto.Cunhal mal executado e esquema do princípio para uma correcta execução. a calafetagem feita apenas de gesso irá originar o risco de fendilhação quando este começar a adquirir presa.

Figura 28 – Encunhamento com cimento expansor 5.8 . à base de cimento. Alinhamento com as paredes dos outros pisos. que é uma argamassa pronta. Aspecto geral das juntas (sem rebarbas.3. tem sido substituída pelo uso de novos materiais e também técnicas que oferecem melhor rendimento. em particular nas fachadas.3. cujo adicionamento de água permite sua expansão. Alvenarias 46 .VERIFICAÇÃO DO LEVANTAMENTO DE PAREDES Terminada a execução de cada pano de parede é necessário proceder ás seguintes verificações: Alinhamento da parede com as paredes confinantes do mesmo piso e com a estrutura. Dimensão das juntas horizontais (tolerância da ordem de 3mm). Uma delas é a utilização de cimento expansor.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II A prática anterior. sem irregularidades e com espaçamento regular). contudo.4. ocupando o espaço vazio.

Confirmação das características necessárias à aplicação do revestimento previsto (porosidade. rugosidade. com aplicação de tubos de drenagem (em plástico) salientes para o exterior (espaçados em cerca de 2 metros). Existem numerosos tipos de paredes duplas.4.3. A seguir executa-se a meia cana ou caleira que remata o fundo da caixa-de-ar e assentase a 18 fiada exterior. Face à eventual Alvenarias 47 .1 – PAREDES DUPLAS As paredes duplas são definidas como duas paredes separadas por uma caixa de ar. aprumo). A presença de uma caixa-de-ar fornece à parede qualidades de isolamento térmico e de luta contra a humidade. 5. e conduzi-las ao exterior. que deve ter a inclinação e impermeabilização adequadas. embora essa técina seja sobretudo utilizada no caso dos tijolos maciços e furados ou numa solução mista que recorre à utilização de ambos os tipos de tijolos. Os tubos de drenagem devem recolher as águas do fundo da caleira.4. com as seguintes particularidades: A primeira operação corresponde à marcação dos 2 panos de alvenaria a que se segue a execução da 18 fiada interior. com uma saliência em relação ao revestimento final não inferior a 15mm. paredes essas que são de alvenaria e compostas por elementos cuja espessura bruta é superior a 10cm e inferior ou igual a 20cm. Devem ser adoptadas as mesmas medidas e precauções descritas para as paredes simples.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Completo preenchimento das juntas verticais de ligação à estrutura de betão armado.

29 . com a largura da caixa-de-ar. Utilização de uma régua horizontal. depois de executada a parede exterior e limpa a caixa-dear. para posterior alinhamento por corte. a retirar posteriormente por aberturas provisórias na 1ª ou 2ª fiada exteriores. ficando bem aprumada deste lado e com algumas irregularidades do outro. que vai recolher os restos de argamassa que caem na caixa-de-ar. No caso de paredes duplas envolventes deverá sempre recordar-se o facto de que a face da parede resultante é mais “cuidada” do lado que o operário está a trabalhar. Execução da parede interior. os tubos devem ficar mais compridos. A execução das paredes duplas devem ter em conta os seguintes aspectos. suspensa.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II incerteza relativa à espessura dos revestimentos. Fig.Parede dupla com placas isolantes encostadas ao pano interior Alvenarias 48 . para se poder proceder à limpeza: Protecção da caldeira com forra de papel. de encontro ao isolante térmico rígido contínuo que protege a caixa-de-ar. sem que estes atinjam a caldeira.

31 e 32 . 30 – Caixa-de-ar com isolante.Caldeira do fundo da caixa-de-ar Alvenarias 49 .Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Fig.Tubos de drenagem da caixa de ar Fig. obstruídas e com isolante mal posicionado (situações não recomendadas) Figs. 33 .

(iv) largura insuficiente ou excessiva. devem ser objecto da colocação de uma barreira contra a humidade ascensional.6 . (ii) inexistência de caleira ou deficiente execução da mesma (superfície não alisada. razão pela qual é necessário a criação de lintéis ou sapatas contínuas.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II 5. sua inadequação ou colocação deficiente.4. ou outros elementos do betão armado.3.VÃOS E CORTE DE TIJOLO Alvenarias 50 .2 – ANOMALIAS EM CAIXAS-DE-AR DE PAREDES DUPLAS A caixa-de-ar de paredes duplas apresenta frequentemente diversas anomalias que impedem o seu adequado desempenho: (i) irregularidade das superfícies. devem ser impermeabilizadas em todas as superfícies em contacto com o terreno. Esta barreira deve ser colocada numa das primeiras fiadas acima do terreno. falta de curvatura e pendente para os tubos de drenagem).5 . quando construídas sobre o terreno.3.3. e de eventuais lintéis de reforço quando executadas sobre pavimento térreo. As paredes enterradas. 5. As paredes em contacto com o terreno ou com sapatas. sem a posterior limpeza. em particular quando o nível freático é elevado ou existem condições favoráveis à infiltração no solo junto às paredes. (v) inexistência de tubos de drenagem.PAREDES EM PAVIMENTO TÉRREO OU EM CONTACTO COM O TERRENO As paredes de alvenaria devem ser assentes sobre base rígida e indeformável no tempo.4. (iii) obstrução da caleira resultante da acumulação de detritos durante a construção.4. 5. com eventual contacto entre as “rebarbas” de argamassa das juntas de assentamento dos 2 panos. que contactem com o terreno.4.

5. quer nos vãos. Alvenarias 51 . isto é. Quer na ligação às estruturas de betão armado. porquanto.3. quer seja ou não guarnecida com cantaria.7 – ABERTURAS Quando é necessário interromper a parede de alvenaria para dar lugar a vãos de porta ou janela.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II O corte de tijolo pode ser feito manualmente com pequenos golpes de martelo ou por meios mecânicos (serra circular com arrefecimento a água).4. como ainda têm de ser “aliviadas” e protegidas contra qualquer hipótese de transmissão de cargas. Há também que ter em conta que as cantarias de guarnecimento não só não participam na resistência da parede. deverá ser protegida por um arco de alvenaria. deve cuidar-se ainda mais do travamento e da rigidez do conjunto. se não formada por um lintel de betão. evitando posteriores demolições ou enchimentos. ao mesmo tempo que terão de ser rigidamente fixadas. há que prever a concentração de cargas transmitidas pelos lintéis ou arcos de ressalva desses vãos. aliviado também da verga de cantaria. para além da necessidade de respeitar formas adequadas. mais rentáveis e com menor desperdício de material. o topo cortado deve ficar voltado para o interior da parede. permitindo o total desempeno da face de corte. Na execução de vãos devem usar-se moldes ou pré-aros indeformáveis que permitam a execução da parede nas dimensões exactas. A verga. deve constituir a última junta vertical interior e não a ligação ou extremidade. O contorno vertical dos vãos (ombreiras) é portanto uma zona a ser executada com especial cuidado.

evitando-se no entanto. A argamassa entre as pedras da aduela deve ser a mínima necessária a um aperto equilibrado. com a preparação da alvenaria para os receber. Alvenarias 52 . acompanhando-se com as fiadas de alvenaria bastantes para garantia da estabilidade das aduelas assentes. em particular se não forem verticais. os cuidados terão de ser ainda maiores e a ordem de execução de trabalhos terá de obedecer a fases que garantam o bom comportamento dos elementos intervenientes e a conveniente rigidez. e ainda simultaneamente. tão robustos quanto necessários para suportar o peso da argola resistente antes de receber a pedra de fecho.4.ROÇOS PARA ALOJAMENTO DE CABOS E TUBAGENS As tubagens embutidas nas paredes só deverão ser executadas aquelas que estão previstas no projecto. o contacto directo com as pedras.3. Os arcos começam ainda antes de se iniciar a volta. O planeamento dos traçados e a sua marcação devem ser rigorosos e a abertura limitada ao mínimo indispensável. De novo se vão acrescentando fiadas de alvenaria até se atingir a altura desejada. assentam-se as restantes aduelas rematando com a pedra de fecho.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Quando sobre os vãos devam existir arcos para ficarem à vista ou não. 5. guarnece-se o cimbre com as aduelas do arco até 1/3 da altura total. Simultaneamente. sem deteriorar os tijolos e juntas confinantes. de ambos os lados. Depois disto. É nessa altura que se colocam os moldes (cimbres) de madeira. Em paredes de espessura reduzida deve evitar-se a execução de roços. incluindo as zonas de cruzamento e atravessamento. encastrando e acompanhando bem esta alvenaria contra a aduela do arco.8 .

janelas e porta-janelas). Quando é necessário abrir roços de maior dimensão. de recobrir convenientemente as tubagens para evitar a fissuração do revestimento posterior. todavia. Antigamente os linteis eram feitos de madeira ou pedra. cargas essas que na parte superior da viga obrigam esta a trabalhar à flexão. os riscos de fissuração por retracção. 35 e 36 . pode ser útil preencher o roço com argamassa e pequenos fragmentos de tijolo. tendo o cuidado. reduzindo a quantidade da primeira e.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Em qualquer parede.4. Alvenarias 53 . 34.Abertura de roços com diferentes graus de danos. devido ao facto de os linteis serem vigas que recebem cargas. enquanto na parte inferior obriga a trabalhar à tracção. se possível. o betão trabalha mal à tracção logo este levar armaduras que ajudam a resistir aos esforços de tracção. 5. mais do que um alvéolo do tijolo. mas hoje em dia estes são feitos normalmente de betão armado.9 – LINTÉIS Os lintéis são vigas com fraca capacidade para suportar cargas e ficam situados por cima das aberturas praticadas nas paredes (portas. consequentemente. Os linteis suportam: O peso da parte de alvenaria situada por cima deles. Figs. e como nós sabemos.3. os roços não devem afectar.

Camada de acabamento (reboco) – Finalidade essencial é o aspecto estético. e esta deve ser rugosa.4 .1 .50 m) cuja altura não ultrapasse os 20 cm Os linteis das baías de maiores dimensões: feitas de vigas e cuja altura é maior do que a amplitude (exemplo: porta de garagem) Podemos igualmente distinguir os linteis isolados e os linteis em série caso em que estão ligados uns aos outros.5 – REVESTIMENTOS As camadas que constituem o revestimento são: Crespido (chapisco) – Tem como finalidade assegurar a aderência do revestimento ao suporte. 5.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II O peso de parte do pavimento.ISOLAMENTO TÉRMICO NA CAIXA-DE-AR Alvenarias 54 . dependendo do caso. (Espessura entre 5mm a 10mm).3. Podemos distinguir lintéis como: Os linteis de pequena amplitude (amplitude inferior a 1.COLOCAÇÃO DE MATERIAIS DE ISOLAMENTO TÉRMICO 5. 5. Camada de base (emboço) – Finalidade de garantir a impermeabilização e a regularidade das paredes. fluída e rica em cimento.4.

1 . que os fluxos de vapor de água que atravessam a parede podem ser significativos e que a resistência térmica diminui com o aumento do teor de humidade). coloca-se entre duas paredes um isolante que poderá ser composto por placas de poliestireno. Se o material isolante contiver um para-vapor é importante que este último fique bem posicionado. de modo a impedir fenómenos de conservação entre as suas duas faces.1. A colocação das placas rígidas do isolamento deve ser coordenadas com sequência de operações da execução das alvenarias. uma vez que inviabiliza. etc. lã de vidro. encostadas à parede interior (com uma caixa de ar livre remanescente de 2 a 7 cm) e cobrir toda a sua superfície.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Para reforçar o isolamento e o valor do coeficiente K. é a parede interior que é erguida em primeiro lugar e o isolante mantido em posição através de uma rede de nylon encostada à parede.MATERIAIS RÍGIDOS A colocação deste tipo de placas na caixa-de-ar de uma parede dupla deve obedecer às seguintes exigências gerais: O material deve ser imputrescível e indeformável (nas condições de aplicação e de serviço) e apresentar.4. por exemplo. 5. uma reduzida absorção de humidade (uma vez que em geral não está garantida a total estanquidade da parede exterior. Em geral a Alvenarias 55 . Se a parede estiver exposta à chuva. de preferência. As placas de isolamento térmico devem estar aprumadas. Nesse caso. o levantamento simultâneo dos 2 panos de parede (exterior e interior). Esse ecrã anti-vapor deverá ser sempre colocado no interior da construção. cria-se uma caixa-de-ar entre o isolante e a parede exterior. As placas devem constituir uma barreira contínua sem juntas verticais ou horizontais abertas entre elas.

Verifica-se todavia que a contribuição da caixa-de-ar remanesce (com largura mínima livre de 2cm) traz significativas vantagens do ponto de vista da prevenção de problemas ligados à humidade. quer às eventuais condensações devidas à difusão do vapor de água proveniente do interior do edifício. com um batente (anilha) de posicionamento do isolante. ligados ou não à parede exterior. Alvenarias 56 . Utilização de espaçadores metálicos ou de plástico. As placas de material isolante não hidrófilo podem ser aplicadas entre os dois panos de parede sem caixa-de-ar. à qual se segue a elevação do plano exterior. previamente fixados nas juntas da parede exterior e que serão posteriormente inseridos nas juntas horizontais a construir depois da colocação do isolante.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II marcação da 2ª fiada dos 2 planos de parede e à execução da caldeira de drenagem. com eventual ajuste através de rosca. Utilização de calços fabricados no local (eventualmente a partir de tiras de isolante excedente) colocados à placa pela face exterior. quer no que respeita às infiltrações exteriores. Para manter as placas de isolamento térmico afastadas da parede exterior terá de se utilizar um dos seguintes processos: Atravessamento do isolamento pelos grampos de ligação das duas paredes.

em geral. o que obriga a inverter a ordem do processo de construção. isto é. 39 e 40 . 5. Alvenarias 57 .2. mas está limitada. obriga à construção da parede exterior em último lugar. MATERIAIS FLEXÍVEIS Condicionantes de fixação em zona corrente: Os materiais flexíveis devem ser fixados por pontos à parede interior. fixados ao pano exterior da parede.1. 37. com densidade compatível com a sua flexibilidade e resistência mecânica. que poderão constituir zonas preferências para a entrada de água.4. a partir de andaimes exteriores e com maiores dificuldades na limpeza final da caldeira da caixa de ar. devem ser aplicados depois de construída a parede interior. 38. pela elevada capacidade da absorção de água destas mantas e pela fragilização da parede exterior nos pontos de fixação. poderia permitir a construção posterior da parede interior.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Figs. Para uma correcta colocação e garantia do cumprimento das diversas exigências já definidas para os isolamentos em placas. A utilização de materiais de isolamento térmico flexíveis sem caixa de ar.Exemplos da utilização de placas de isolamento térmico na caixa-dear.

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5.4.1.3. MATERIAIS A GRANEL

É necessário garantir o total preenchimento da caixa-de-ar, sem vazios ou zonas de diferente compacidade (o que é particularmente difícil em paredes com aberturas ou outros elementos singulares).

È igualmente necessário garantir que o material não sofre qualquer compactação ou adensamento natural com o tempo, que provoque a diminuição do volume que ocupa na caixa-de-ar;

O material deve ser imputrescível, não absorvente e insensível à água;

A face exterior do pano exterior deve ser impermeável à água mas permeável ao vapor de água;

Deve ser garantida a drenagem do fundo da caixa-de-ar, apesar de totalmente preenchida com material granular, mas impedindo que os grânulos de isolante saiam ou obstruam os tubos de drenagem.

5.4.1.4 – VENTILAÇÃO DAS PAREDES DUPLAS

A ventilação nas paredes duplas não é obrigatória mas continua a ser aconselhada para permitir uma secagem mais rápida da parede externa. Criam-se orifícios protegidos na parte superior e inferior da parede.

5.4.2 - REVESTIMENTO DOS LINTÉIS

É importante falar no revestimento exterior dos linteis, pois esse revestimento permite evitar os pontos térmicos e o risco do aparecimento de fissuras no revestimento exterior. Esse revestimento far-se-á com pedras de 5cm ou blocos especiais em forma de U e serve
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de cofragem para os linteis. O material a utilizar deverá ser obrigatoriamente da mesma natureza que o das paredes (terra-cota, perpianhos, etc.)

5.5 – PATOLOGIAS EM ALVENARIAS

5.5.1 – POSSÍVEIS PATOLOGIAS

As patologias mais frequentes relacionam-se com a humidade que pode ser proveniente:

a) Do solo (eflorescências junto ao chão);

b) Por infiltração (manchas de água);

c) Por condensação (fungos ou bolores);

d) Também é frequente em alvenarias verificar-se o aparecimento de fissuras. Estas podem ter diversas designações em função da sua abertura, podendo identificar-se como:

Microfissuras: quando a largura é inferior a 0,2mm;

Fissuras: quando a fissura varia entre 0,2 e 2mm;

Fendas ou gretas: quando a largura é superior a 2mm.

As fissuras podem ainda ser superficiais - quando só afectam o revestimento – ou profundas – quando a sua extensão atinge os elementos estruturais.

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Fig. 41 – Alvenaria com manchas de água

Juntas de argamassa de dimensão inexplicável

Humidade na construção

Eflorescências
Alvenarias

Condensações, fungos e bolores.
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Quando as paredes de alvenaria ou betão contactam com solos húmidos. • Deficiente isolamento térmico das paredes. ocorre um fenómeno de ascensão capilar da água. esmagamento localizado e destacamento de revestimentos. podem estar relacionadas com razões de natureza estrutural ou à presença de água e à acção dos agentes climatéricos. das canalizações de águas e esgotos ou do entupimento das tubagens.que estão total ou parcialmente impedidos. execução defeituosa. As assimetrias de resistência térmica das fachadas conduzem ao fenómeno conhecido por “pontes térmicas” cujo efeito se impõe evitar ou. e que se traduz Alvenarias 61 .5. • O apoio deficiente das paredes para correcção das pontes térmicas. Estas anomalias resultam do facto de haver movimentos naturais de expansão ou contracção . • Devido é rotura nas impermeabilizações. a fenómenos de fissuração.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II 5. ou deficiências estruturais do edifício. frequentemente. As causas para as patologias referidas anteriormente são as seguintes: • Humidade ascensional. de forma directa ou através de elementos construtivos porosos. • A inexistência de juntas de expansão/contracção (vulgarmente conhecidas como “juntas de dilatação”) nas paredes de alvenaria de extensão considerável conduz. minimizar.resultantes de variações de teor de humidade ou temperatura . por ausência ou inadequação das referidas juntas. • Retracção devido á secagem rápida dos materiais. acção térmica.2 – CAUSAS PARA AS PATOLOGIAS As causas das anomalias são de natureza muito diversa. pelo menos.

Os rebocos hidráulicos tradicionais para revestimento de fachada estão bem descritos na bibliografia técnica nacional e têm vantagem em ser executados em 2 ou 3 camadas.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II numa perda de energia significativa e na formação de condensações superficiais internas com consequente formação de fungos e bolores. Alvenarias 62 . • Deficiente execução da caixa-de-ar de paredes duplas. sob a tinta. através da parede. Devem evitar-se argamassas muito ricas em cimento. com teor decrescente de ligante para o exterior. mero receio do envelhecimento da parede ou correcção de anomalias. Uma das funções principais da caixa-de-ar das paredes duplas é a protecção do interior da habitação contra a acção da água da chuva. • Preparação e aplicação inadequadas de rebocos hidráulicos tradicionais. Em complemento. Para prevenção de futura fissuração. Para cumprir a sua acção contra a humidade deve ter capacidade de drenagem das águas infiltradas e da condensação resultante da migração de vapor de água do interior para o exterior. à aplicação de tintas de elevada elasticidade e estanquidade à água (em geral designadas por “membranas”) mas é imperioso garantir que sejam permeáveis ao vapor de água e não tenham o efeito de barreiras pára-vapor. contribui para a resistência térmica da parede. o vento e a chuva e a preparação do suporte são condições essenciais para o sucesso do reboco. é um fenómeno complexo cuja solução passa sempre pela conjugação da ventilação (e/ou redução da produção de vapor de água). do aquecimento interior e do reforço de isolamento térmico. por vezes. para melhorar a sua resistência e diminuir a fissuração. • Erros na utilização de pinturas impermeáveis. quantidade excessiva de água de amassadura e areias com elevados módulos de finura. é muito grande a probabilidade de condensação na face fria do isolante na caixa-de-ar (com a sua eventual deterioração e redução da resistência térmica) ou na face exterior da parede. Caso isso não aconteça. O fenómeno das condensações superficiais interiores. formando bolsas de água de dimensão significativa. Uma fraca ventilação da caixa-de-ar contribui eficazmente para a desejável secagem da parede. recorre-se. A protecção contra o calor.

a uma significativa tensão interna da alvenaria. Estes movimentos. na direcção horizontal. em geral. • Protecção inadequada contra a humidade ascensional . • Juntas de dilatação inadequadas . esmagamento localizado e destacamento de revestimentos.Quando as paredes de alvenaria ou betão contactam com solos húmidos. por ausência ou inadequação das referidas juntas. em termos mecânicos. que pode conduzir a esforços de flexão excessivos e fissuras verticais. Alvenarias 63 . de forma directa ou através de elementos construtivos porosos. somando e por vezes aumentado os seus desempenhos individuais em aspectos relativos à estabilidade. em geral. os grampos devem apresentar resistência e mecânica adequada e durabilidade. e falta de resistência adequada dos lintéis superiores ou de arcos de descarga. A situação é agravada se os materiais apresentarem movimentos irreversíveis significativos. • Ausência de grampeamento em paredes duplas .As paredes duplas são concebidas.resultantes de variações de teor de humidade ou temperatura . ao comportamento térmico. para funcionar em conjunto. facilidade de fixação e pingadeira intercalar. a fenómenos de fissuração. com uma densidade de 2 a 3 grampos/m2. frequentemente. à protecção contra a humidade. uma vez impedidos. Para que o grampeamento seja eficaz e não acarrete anomalias inesperadas. Estas anomalias resultam do facto de haver movimentos naturais de expansão ou contracção . a uma deformação imposta e. consequentemente. em termos de efeito mecânico. ocorre um fenómeno de ascensão capilar da água.que estão total ou parcialmente impedidos. Para que tal aconteça.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II • Movimento de assentamento das fundações. vão equivaler.A inexistência de juntas de expansão/contracção (vulgarmente conhecidas como “juntas de dilatação”) nas paredes de alvenaria de extensão considerável conduz. etc. com maior expressão. exige-se um grampeamento entre os 2 panos.

No que diz respeito às infiltrações. em geral. (ii) degradação da tinta e dos revestimentos (rebocos ou estuques) numa faixa de altura variável.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Este fenómeno tem consequências conhecidas e de difícil solução: (i) acumulação de sais visíveis na superfície da parede. Recordese que o revestimento cerâmico de fachadas não deve ser considerado um revestimento de estanquidade. (iii) manchas nos revestimentos interiores na faixa referida. pelo que a sua interacção com o suporte (incluindo caixa-de-ar. mas também à fissuração das paredes de suporte. • Aplicação inadequada de revestimentos cerâmicos . (iv) descolamento de revestimentos cerâmicos ou equivalentes. e respectiva drenagem) são fundamentais para um equilíbrio dinâmico do teor de humidade da parede ao longo do ano sem redução significativa do seu desempenho. elas são devidas frequentemente à deficiente pormenorização e execução de remates e capeamentos. quando existe. 42 – Alvenaria exterior sem caixa-de-ar (não evita infiltrações de água) Alvenarias 64 . Imagens das patologias: Fig. junto à base das paredes do piso térreo.

desobstruindo entupimentos ou executar paredes duplas. Nos casos mais graves pode ser necessário proceder ao reforço da estrutura. c) Ventilação dos locais assim como prever um bom isolamento térmico na envolvente exterior dos edifícios. as soluções encontradas são as seguintes: a) Drenar a água junto á parede e impregnar a parede com produtos impermeabilizantes.5. Fig.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II 5. No que diz respeito as causas referidas anteriormente. d) Nos casos mais simples motivados por exemplo. 43 – Fenda numa alvenaria Alvenarias 65 . a solução passa pela limpeza da fissura e aplicação de produtos adequados disponíveis no mercado. por retracção.3 – SOLUÇÕES PARA AS POSSÍVEIS PATOLOGIAS Para encontrar a solução adequada é necessário em primeiro lugar identificar a causa. b) Reparar a rotura.

MEDIDAS DE SEGURANÇA NA EXECUÇÃO DE ALVENARIAS.RISCOS E CORRESPONDENTES ACÇÕES DE PREVENÇÃO Após a realização da estrutura.6. através da diminuição da probabilidade de ocorrência e da atenuação dos efeitos dos acidentes que possam vir a ocorrer.ENQUADRAMENTO GERAL É necessário levar a cabo um conjunto de acções destinadas à prevenção e protecção dos trabalhadores. Estes diversos planos devem fazer parte de um documento que reúne todas as informações e indicações relevantes em matéria de segurança e saúde (Plano de Segurança e Saúde do Empreendimento). deve proceder-se ao fecho vertical do edifício por intermédio das paredes – assentes sobre as lajes – que constituem a envolvente exterior. 5. uma medida de protecção colectiva contra os riscos de queda em altura e queda de objectos.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II 5. Alvenarias 66 .1 .2 .6. 5.RISCOS RELATIVOS ÀS CONDIÇÕES DE TRABALHO São obrigatórios os equipamentos de protecção individual e devem ser utilizados em todas as circunstâncias. ela própria. 5. plano de inspecções e o plano de registo de acidentes e índices de sinistralidade.6. dispensando a utilização de guarda-corpos e rodapés. As acções a em prender para a prevenção de riscos compreendem a preparação de um conjunto de planos a nível do empreendimento: o plano de prevenção de riscos. A execução destas paredes aumenta as condições de comodidade e segurança e constitui.3 .6 .

(por exemplo padieiras). Derrube da parede por perda de estabilidade Colocação de escoras ou cunhas de madeira até fixação definitiva. Correcta utilização da escada de mão. nas Utilização de cinto de segurança bordaduras das lajes dos pisos e Queda em altura aberturas neles existentes (vãos. Colocação de uma rede de protecção na periferia do edifício. Delimitação das zonas de circulação. Execução de rodapé nos guardaQueda de objectos corpos. Faseamento da execução em altura para elementos de grande dimensão. Utilização de botas de palmilha e biqueira de aço(EPO).Riscos associados às condições gerais de trabalho na execução de alvenarias e consequentes medidas de protecção aplicáveis.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Quadro 1 . de redes de grande Queda ao mesmo nível Limpeza do estaleiro e arrumação dos materiais e equipamentos. Execução de passadeiras com Utilização de capacete de protecção (EPO)*. Montagem extensão. Riscos Medidas de protecção Colectivas Individuais Utilização de guarda-corpos. Alvenarias 67 . courettes). cobertura de protecção. caixas de elevadores. Calçado de sola anti-derrapante. Execução adequada de andaimes e plataformas de trabalho.

7 . Esta situação encontra-se agora profundamente alterada com a entrada de normas que regulamentam o projecto e a execução de edifícios em alvenaria resistente. * EPO (Equipamento de protecção obrigatório) 5. desfavoráveis (chuva. Utilização de equipamento de protecção adequado (vestuário).NORMAS Antigamente as construções e a sua concepção estrutural eram puramente intuitivas. A filosofia preconizada no Euro código 6 (EC6) e 8 (EC8) estabelecem um quadro avançado e completo para o projecto das estruturas de alvenaria dos diversos tipos. Estas visam o dimensionamento de estruturas de alvenaria e de acessórios de ligação consiste na garantia de condições de durabilidade e na verificação de condições de resistência dos estados limites durante a sua execução e utilização pelo período de vida útil do edifício. contrastando com as técnicas actuais de construção caracterizadas e reguladas por normas. Duas das normas criadas e com maior relevância para o dimensionamento das estruturas de alvenaria são a EC6 e a EC8. Alvenarias 68 .Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Intempéries e Insolação Execução de coberturas protecção. Suspensão dos trabalhos em condições climatéricas vento forte).

João. Melo. SOUSA. LIDEL. Michel (2005). Lourenço. Manual de Alvenaria. Paredes exteriores de edifícios em pano simples. Paulo (2008). ALVENARIA ESTRUTURAL: APLICAÇÃO A UM CASO DE ESTUDO. Porto. ALVENARIAS EM PORTUGAL SITUAÇÃO ACTUAL E PERSPECTIVAS FUTURAS. MATANA. SOUSA.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II BIBLIOGRAFIA ALVES. Alvenarias 69 . Vítor Abrantes. Edições CETOP. Sérgio. Gouveia. Mendes da Silva (2007). Hipólito (2002). Hipólito (2003). Fontes. Patologia em paredes: causas e soluções. Porto.