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UNIVERSIDAD DE BARCELONA

FRANCISCO DOS SANTOS CARVALHO


MARCO ANTONIO ARAÚJO LONGUINHOS

PLANO DIRETOR DO MUNICÍPIO DE VITÓRA DA CONQUISTA,


BAHIA, BRASIL: ANÁLISE DO PROCESSO DE OCUPAÇÃO DO
ESPAÇO FÍSICO EM BAIRROS DO ENTORNO DA SERRA DO
PERIPERI

VITÓRIA DA CONQUISTA – BA
NOVEMBRO - 2008
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FRANCISCO DOS SANTOS CARVALHO


MARCO ANTONIO ARAÚJO LONGUINHOS

PLANO DIRETOR DO MUNICÍPIO DE VITÓRA DA CONQUISTA,


BAHIA, BRASIL: ANÁLISE DO PROCESSO DE OCUPAÇÃO DO
ESPAÇO FÍSICO EM BAIRROS DO ENTORNO DA SERRA DO
PERIPERI

Proposta de Ordenamento Territorial como requisito


parcial para avaliação da Disciplina Principios de La
Planificación Territorial, ministrada pela professor
Dra. Dolores Sánchez Aguilera

VITÓRIA DA CONQUISTA – BA
NOVEMBRO - 2008
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SUMÁRIO

1 DISPOSIÇÕES INICIAIS 3
2 PROBLEMÁTICA 4
3 OBJETIVOS 6
3.1 OBJETIVO GERAL 6
3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS 6
4 HIPÓTESES 6
5 DESCRIÇÃO GERAL DA CIDADE DE VITÓRIA DA CONQUISTA 6
6 METODOLOGIA UTILIZADA PARA ELABORAÇÃO DE PROPOSTA DE 11
MELHORIA NO PLANO DIRETOR DE VITÓRIA DA CONQUISTA - BA
7 RESULTADOS PRELIMINARES DO DIAGNÓSTICO SOBRE OCUPAÇÃO 15
TERRITORIAL DE ÁREAS DA SERRA DO PERIPERI
8 AVALIAÇÃO GERAL E PROPOSTA DE AÇÕES PARA O PLANEJAMENTO 46
URBANO PARA OS BAIRROS DIAGNOSTICADOS
REFERÊNCIAS 55
APÊNDICE A - ENTREVISTA 57
3

1 DISPOSIÇÕES INICIAIS

A ordenação territorial é uma disciplina bastante nova. A Carta Européia de


Ordenação Territorial estabelece que o termo pode ser entendido como a uma expressão
espacial das políticas econômicas, sociais, culturais e ecológicas de uma sociedade
(PUJADAS; FONT, 1998).
A lei n.º 1.385/2006 que institui o Plano Diretor de Vitória da Conquista, Bahia,
contém instrumentos básicos de política urbana. Dentre os principais documentos utilizados
de base para elaboração do Plano Diretor destacamos: a) Os princípios, diretrizes e instâncias
de planejamento para o acompanhamento e controle social do Planejamento Urbano e, em
especial, o Plano Diretor Urbano; b) O partido urbanístico e elementos estruturadores do
espaço urbano; c) As diretrizes para a aplicação dos instrumentos de política urbana, previstos
no Estatuto da Cidade; d) Políticas setoriais e projetos estratégicos; e as diretrizes; e) A Lei
orgânica do Município de Vitória da Conquista – BA; f) O Código de Obras; g) O Código
Municipal do Meio Ambiente; h) Alteração à legislação tributária: proposta de legislação de
ordenamento do uso e ocupação do solo.
O Plano Diretor de Vitória da Conquista de acordo com a Lei 1.385/2006 pretende
definir uma organização físico-territorial para a cidade de Vitória da Conquista que considera
as características do sítio urbano, marcado pela presença da Serra do Periperi, da bacia do
Córrego Verruga, das Lagoas da Jurema e das Bateias e pela fragilidade ambiental do bairro
de Campinhos. Considera as condições da ocupação e do uso do solo, as possibilidades de
articulação viária e de provimento de infra-estrutura e serviços urbanos, para propor um
Macrozoneamento de ocupação e uma estrutura de distribuição e convivência de usos dentro
do Perímetro Urbano.
Considera a instalação maciça de populações de baixa renda em condições precárias
de habitabilidade na cidade como um dos elementos principais de sua expansão nos últimos
20 anos e propõe o reforço da Política Habitacional de Interesse Social, como um dos
elementos principais do ordenamento do crescimento da cidade.
O plano ora em análise indica os instrumentos de política urbana definidos no Estatuto
da Cidade, desde 2001, a serem aplicados em Vitória da Conquista, com vistas ao
enfrentamento do esgarçamento excessivo de sua malha e a conseqüente diminuição dos
custos sociais de urbanização, visando o planejamento das etapas de evolução da cidade nos
4

próximos 20 anos, considerando a fronteira de urbanização representada pelo Anel


Rodoviário, inaugurado em dezembro de 2002, e a rarefação da ocupação no restante do
perímetro urbano da sede municipal.
A Lei n.º 1.385/2006 especifica que a questão do saneamento básico, centrada no
acesso à água potável, ao esgotamento sanitário, à coleta e destinação do lixo ou ao
tratamento de efluentes oriundos do beneficiamento da mandioca, devem ser objeto de ações
sistemáticas. Assim como a melhoria das estradas e dos sistemas de transporte, garantindo a
circulação e a acessibilidade à sede municipal, a dotação de equipamentos sociais, como
centros de saúde, colégios de segundo grau ou quadras de esporte. Os processos de
parcelamento do solo já devem ser objeto de regulação em algumas vilas e povoados, para a
garantia futura de bons padrões de habitabilidade e da implantação de usos institucionais,
como escolas.

2 PROBLEMÁTICA

O Brasil vivenciou um forte proceso de urbanização do Brasil (TAMDJIAN;


MENDES, 2004). Em 1940 apenas 31% dos brasileiros viviam nas cidades e 69% moravam
no campo. Contudo, em 1980, 67% dos brasileiros passaram a viver nas cidades e apenas
32,5% no campo. Tal processo se intensificou ainda mais, pois na década de 1990 o
percentual de população urbana no Brasil chegou a 77%, aproximando-se dos percentuais
identificados na maior parte dos países desenvolvidos. A taxa de urbanização brasileira
registrada em 2000, 81,23% (censos demográficos de 1940 a 2000) assemelha-se à dos países
desenvolvidos.
Uma das características da urbanização é a formação de grandes aglomerações, em que
destacam a heterogeneidade e a fragmentação. Para França (apud SVECENKO,1999, p .32) é
inevitável afirmar que o crescimento rápido e desordenado das cidades provocou a
degradação das condições de vida da população, dando origem às periferias
““desurbanizadas”, sem a infra-estrutura necessária e formadas a partir das práticas de
ocupação do espaço conhecidas pela modalidade habitacional autoconstrução, casa
própria/loteamento periférico” (JACOBI, 1996, p. 20 apud TAVARES; NASCIMENTO;
FIGUEIROA, 2008).
A ocupação desordenada do espaço urbano gera problemas sérios para as população de
baixa renda. Além da moradia, a saúde e a educação também são precárias nas cidades
brasileiras (FRANÇA, 1999; TAMDJIAN; MENDES, 2004, p.168; MOTA, 1999).
5

Um outro problema decorrente é o pequeno número de escolas e hospitais localizados


em áreas mais afastadas do centro, aliada à evasão escolar, em que muitas vezes as crianças
são impulsionadas a ingressarem prematuramente no mercado de trabalho para poder adquirir
uma renda e conseqüentemente ajudar a própria família ao invés de sentarem em um banco
escolar sem ter nenhuma perspectiva de futuro.
No caso específico de Vitória da Conquista a Lei do Plano Diretor instituida pela Lei
1.385/2006 pretende definir uma organização físico-territorial para a cidade. Deve-se
investigar como vem ocorrendo o processo de ocupação do sítio urbano, marcado pela
presença da Serra do Periperi, da bacia do Córrego Verruga, das Lagoas da Jurema e das
Bateias e pela fragilidade ambiental do bairro de Campinhos. É preciso avaliar as condições
da ocupação e do uso do solo, as possibilidades de articulação viária e de provimento de infra-
estrutura e serviços urbanos, para propor um Macrozoneamento de ocupação e uma estrutura
de distribuição e convivência de usos dentro do Perímetro Urbano.

A serra do Periperi para Varges e Marinho (2004, p. 43) funciona como uma esponja
que “capta a água das chuvas formando um expressivo lençol d’água extremamente favorável
ao afloramento freático, na forma de pontos de surgência que correspondem inúmeras
nascentes”. Os autores ainda afirmam que, entretanto, essa área vem sendo muitíssima
degradada, causando sérios prejuízos principalmente as fontes naturais de água. Além disso, o
problema da deposição de lixo e esgoto domiciliar no entorno da serra compromete a
qualidade da água. O impacto sofrido pela Serra do Periperi no decorrer do processo de
urbanização contribuiu para a diminuição significativa das áreas de mata de cipó, “que cobria
o solo evitando o transporte de sedimentos para o rio. Desta área de mata de cipó, restaram
apenas o que hoje constitui a Reserva Florestal do Poço Escuro”. (VARGES; MARINHO,
2004).

2.1 QUESTÃO CENTRAL DA PESQUISA

Como está sendo o processo de ocupação do espaço físico nos bairros situados no
entorno da Serra do Periperi, no Município de Vitória da Conquista – Ba?
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3 OBJETIVOS

3.1 OBJETIVO GERAL

- Analisar o processo de ocupação do espaço físico em Bairros do entorno da Serra do


Periperi em Vitória da Conquista, Bahia, Brasil.

3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

- Identificar avanços no processo de destruição de áreas verdes da Serra do Periperi;


- Analisar como são as ocupações residenciais no entorno da Reserva do Poço Escuro.
- Identificar pontos fracos na intra-estrutura física e paisagística dos bairros
- Indicar medidas para melhoria do processo de ordenamento territorial nos bairros estudados.

4 HIPÓTESE

H1 – Uma parcela significativa das ocupações do espaço físico em Bairros do entorno da


Serra do Periperi não atende as diretrizes do Plano Diretor Urbano.

H2 – A maior parte das ruas e avenidas dos Bairros pesquisados do entorno da Serra do
Periperi não possui pavimentação asfáltica, praças públicas equipadas, nem saneamento
básico.

H3 – A área da Reserva Floresta do Poço Escuro está cada vez mais rodeada de áreas
residenciais.

5 DESCRIÇÃO GERAL DA CIDADE DE VITÓRIA DA CONQUISTA

A cidade de Vitória da Conquista localizada no Sudoeste da Bahia polariza uma área


com um raio de 200 km, onde mora uma população de aproximadamente 2 milhões de
habitantes. Por ser dotado da melhor infra-estrutura urbana na região, Vitória da Conquista
Com uma renda média de R$ 2.700,00, o Sudoeste contribui com 17% da população do
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Estado e tem um PIB da ordem de R$ 5 Bilhões, que corresponde a 16% do valor total da
produção baiana. A localização geográfica de Vitória da Conquista privilegia sobremaneira a
forma de lidar com estes números. Centro de um cruzamento no sentido Norte-Sul do País
(BR-116) e Leste-Oeste do Estado (BA-262), situada a 134 Km da ferrovia de Brumado
(Ferrovia Centro-Atlântica), o que lhe possibilita enorme facilidade de se integrar aos novos
sistemas de transporte intermodal (hidroviário do São Francisco / Rio Corrente, para
escoamento da soja, ferroviário e rodoviário em direção ao porto de Ilhéus).

Mapa 1 – Acessos a Vitória da Conquista – BRs e BAs


Fonte: Carvalho (2008)

Mapa 2 – Acesso a Vitória da Conquista – Rota Salvador/VCA


Fonte: PMVC (2008)
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O município de Vitória da Conquista compreende onze distritos, possuindo 313.898


habitantes , o que lhe confere ser o terceiro município mais populoso do interior da Bahia.
Também merece destaque que o município teve como base econômica por muitos anos a
atividade agropecuária. Todavia, no início dos anos 70 foi implantada a cafeicultura, que foi a
principal fonte de desenvolvimento local no período de 1970 e 1987. A rodovia BR 116 (Rio -
Bahia) vem contribuindo muito para o desenvolvimento do município. O segmento
econômico de maior destaque pelo seu ritmo de crescimento se refere ao setor terciário, que
corresponde a 50% da renda capitalizada no município e na geração do maior contingente de
novos empregos. A prestação de serviços é o setor da atividade econômica que mais cresce no
Município de Vitória da Conquista, oferecendo serviços em diversas áreas, a exemplo de
transportes, gráficos, comunicações, saúde e educação, os quais vêm se ampliando e
diversificando tanto no setor público como no privado (UESB, 2002).
Nos últimos anos as áreas de saúde e educação são importantes vetores de
desenvolvimento local. O município oferece vagas do Ensino Fundamental à Pós-Graduação e
ainda na Educação Profissional de nível técnico. A Universidade Estadual do Sudoeste da
Bahia (UESB) é a principal instituição educacional da Região. Foram implantadas nos
últimos oito anos três faculdades privadas e um campus avanço da Universidade Federal da
Bahia (UFBA).
O Mapa 3 mostra a Região Econômica do Sudoeste da Bahia.
De acordo com dados da PMVC (2008) são aproximadamente 52 municípios baianos e do
norte de Minas Gerais que sofrem influência direta da economia de Vitória da Conquista, por
ser um forte Pólo no comércio, na educação, na área de saúde e prestação de serviços.
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Mapa 3 – Região Econômica do Sudoeste da Bahia


Fonte: UESB (2008)
Localização

O município de Vitória da Conquista está localizado nas coordenadas geográficas 40°48’00” -


40°49’00 W. e 14°49’00 - 14°55’00 S. (mapa 4).
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Mapa 4 – Imagem do satélite LANDSAT 5 TM composição RGB bandas 3-4-5


Localização do município de Vitória da Conquista - BA.
Fonte: Veiga e Matta (2001)

A foto 1 apresenta um visão panorâmica de Vitória da Conquista

Foto 1 – Visão Panorâmica de Vitória da Conquista


Fonte: Carvalho (2008).

É preciso ressaltar desde já que o presente estudo discutirá somente problemas dos
bairros situados no entorno da Serra do Periperi. Os bairros com melhor infra-estrutura estão
localizados em outras áreas da cidade.
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6 METODOLOGIA UTILIZADA PARA ELABORAÇÃO DE PROPOSTA DE


MELHORIA NO PLANO DIRETOR DE VITÓRIA DA CONQUISTA - BA

6.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Esta seção trata da forma do planejamento da pesquisa, identificando os passos


seguidos na formulação e desenvolvimento do estudo em questão. Pretende-se, assim,
fornecer ao leitor subsídios para compreender melhor o proceso de diagnósitico realizado
sobre ordenação e planificação nos bairros localizados no entorno da Serra do Periri, em
Vitória da Conquista, Bahia.
Proceder-se-á a classificação da pesquisa e identificado o universo e amostra
pesquisada, o instrumento de coleta de dados, bem como a forma de tratamento e análise dos
dados.

6.2 TIPO DE PESQUISA

O primeiro passo da presente pesquisa foi a realização de uma revisão da literatura


sobre o assunto em tela. Tal etapa da pesquisa foi significativa na medida que possibilitou
uma melhor compreensão da problemática do objeto de estudo e um planejamento mais
realístico da pesquisa.
Optou-se por dividir a pesquisa em três grandes etapas, a saber: 1) Pesquisa
exploratória com a realização de consulta a diversas fontes biblográficas e a documentos
cedidos pela Prefeitura Municipal de Vitória da Conqusita; 2) Aplicação da Técnica Delphi
com a participação de 10 (dez) especialistas em ordenamento e planificação territorial; 3)
Pesquisa descritiva com a aplicação de entrevistas estruturada com moradores dos bairros
Miro Cairo, Bruno Barcelar, Nossa Senhora Aparecida, Guarani, Cruzeiro e Vivendas da
Serra.
Para Técnica Delphi foram escolhidos as seguintes áreas de conhecimento:
1 Geográfo; 1 Urbanista, 1 Economista, 1 Ecologista, 1 Engenheiro Civil, 1
Historiador; 1 Sociológo; 1 Biólogo, 1 Geólogo, 1 Administrador.
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6.3 UNIVERSO E AMOSTRA

A escolha dos bairros que seriam diagnosticados foi em função de observação anterior
dos pesquisadores acerca do maior impacto dos mesmos na problemática analisada, bem
como no desejo de definir um escopo compatível com o tempo disponível para realização do
presente trabalho. Um escopo maior geraria um maior volume de informações e análise mais
demoradas, o que poderia comprometer os resultados.
Portanto, foram escolhidos para pesquisa seis bairros, três de Adensamento
Condicionado e três de Adensamento Controlado.

- Área de Adensamento Condicionado: Miro Cairo, Bruno Barcelar e Nossa Senhora


Aparecida.
- Área de Adensamento Controlado: Guarani, Cruzeiro e Vivendas da Serra

A amostragem escolhida para as entrevistas foi do tipo não-probabilística, por


conveniencia, uma vez que para se realizar uma pesquisa do tipo probabilística, com margem
de erro de 4 pontos percentuais seriam necessários entrevistar aproximadamente 625
moradores por bairro.

6.4 COLETA DE DADOS e INFORMAÇÕES

A coleta de dados e informações se deu por:


1) Fotos e mapas;
2) Resultado da Técnica Delphi .
3) Aplicação de entrevistas estruturada

Entrevista – foram entrevistados moradores dos Bairros, Miro Cairo, Bruno Barcelar,
Nossa Senhora Aparecida, Guarani, Cruzeiro e Vivendas da Serra, no período de 29 a 31 de
dezembro de 2008. A escolha desse instrumento foi decorrente da indisponibilidade de
aplicação de questionários com amostragem representativa, em função da natureza da
pesquisa, em caráter preliminar.
Participaram das seções de entrevistas moradores 30 (trinta) moradores escolhidos
aleatoriamente.
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6.4.1 A Entrevista

Optou-se por este instrumento pelos seguintes motivos: baixo custo, padronização das
perguntas, maior facilidade para análise dos dados, rapidez na obtenção dos dados, limitações
temporais, limitações financeiras, manutenção do anonimato dos colaboradores e alternativa
para contemplar um universo geograficamente extenso (GIL, 2005).

6.5 ANÁLISE DAS INFORMAÇÕES COLETADAS

A escolha pela análise qualitativa das informações é muito recomenda em pesquisa na


área social. Para Haguette (1997, p. 5) “a abordagem qualitativa dá destaque nas
especificidades de um fenômeno em termos de suas origens e de sua razão de ser”. As
pesquisas qualitativas possibilitam aprofundar as reflexões, pos que a existência de contato
direto do pesquisador com o objeto de estudo pesquisado. (TRIVINOS, 1997; MINAYO,
1999; RICHARDSON, 1999).

6.6 LIMITAÇÕES DA PESQUISA

- A principal limitação da pesquisa foi decorrente do curto espaço de tempo para


realização do diagnóstico e apresentação dos resultados da pesquisa. Portanto,
poder-se-ia utilizar uma gama mais abrangente de instrumentos de pesquisa, a
exemplo de entrevistas, observação in locus, focus group, painel integrado,
Técnica de Diagnóstico DAFO, Método MACTOR.
- Foco maior da pesquisa na planificação física em detrimento de uma análise mais
criterioso sobre aspectos inerentes a um planejamento do tipo estratégico que
englobe questões socio-econômicas, turisticas, culturais e tecnológicas, dentre
outras.

Nesse sentido a metodologia escolhida para estudo se propôs a tratar, notadamente, do


ordenamento físico-territorial. Foram apontadas indicações mais gerais sobre as áreas de
transportes, saneamento, intervenções urbanísticas, sem contudo, apresentar uma discussão
mais técnica sobre o assunto. Tal decisão ocorreu porque foram apenas dois pesquisadores os
responsável pela formulação do presente trabalho. Um com formação nas áreas de
Administração e Informática; o outro com formação em Economia. De acordo com Pujadas e
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Font (1998) o carácter científico de uma ordenação territorial necessita de uma equipe
multidisciplinar, geralmente composta por Geográfos, Geólogos, Físicos, Químicos, Biológos,
Ecologistas, Engenheiros, Economistas, Sociólogos, Urbanistas, Advogados, Historiadores,
dentre outros.

Não foram abordadas políticas setoriais na área industrial, agraria, turística,


tecnológica, nem investigadas as políticas regionais destinadas a corrigir os desequilíbrios
econômicos do município.

Assim, o objeto de estudo foi a planificação física, notadamente o uso dos solos, na
faixa da Serra do Periri em Vitória da Conquista, Bahia

Um esquema das etapas do processo de planificação territorial pode contemplar as


seguintes etapas, segundo Pujadas e Font (1998):

1) Análise da situação atual e apreciação dos problemas;


2) Decisão de atuar;
3) Formulação de objetivos: identificação de metas;
4) Identificação de cursos de ações possíveis;
5) Avaliação de alternativas;
6) Atuação através de intervenções públicas e controle sobre o setor privado;
7) Resultados esperados
8) Revisão

Para realização deste estudo solicitado pela professora Dolores foi observada com
maior ênfase a etapa 1 no trabalho dos pesquisados, ou seja, buscou-se analisar a situação
atual e apreciar os problemas. Além disso também foram confrontadas a ação do poder
público municipal em conformidade com os objetivos formulados para as áreas de
adensamento condicionado e adensamento controlado. A etapa 4 foi indicada pelos
especialistas que participaram da Técnica Delphi, que indicaram cursos de ações possíveis.
Destaca-se, contudo, que as proposições que indicadas neste documento são apenas de
carácter indicativo.
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7 RESULTADOS PRELIMINARES DO DIAGNÓSTICO SOBRE OCUPAÇÃO


TERRITORIAL DE ÁREAS DA SERRA DO PERIPERI.

7.1 DESCRIÇÃO DA SERRA DO PERIPERI

O lócus da pesquisa foram seis bairros situados no entorno da Serra do Periperi. É


salutar apresentar algumas informações preliminares sobre a Serra do Periperi e a Reserva
Floresta do Poço Escuro.

O nome Periperi é indígena:

[...] Vem de Piripiri. Piri, em tupi, é nome que se dá às plantas junciformes,


especialmente à tabúa. Uma extensão de piri, ou tabúa, é um piripiri. A palavra
piripiri foi incorporada à língua portuguesa sobretudo com o sentido de brejo,
terreno encharcado. Como se sabe, a tabúa habita as áreas embrejadas. Ocorreu,
portanto, u’a metonímia, no sentido diacrônico, tal como o termo é usado em
semântica histórica para indicar mudança de significado de uma palavra. De
acúmulo, ou extensão, de tabúa (ou outra planta junciforme) passou a brejo. (PMVC,
2008, p. 1).

O artigo 2º de tal decreto dispõem sobre a finalidade da criação do Parque:

Art. 2º. – O Parque Municipal da Serra do Periperi tem por finalidade precípua
preservar a vegetação nativa, a fauna, as nascentes e conformação topográfica do
topo e encostas da Serra do Periperi, proteger os remanescentes do Poço Escuro,
recuperar as áreas degradas, controlar os processos erosivos, e ordenar o uso e a
ocupação do solo urbano, sendo proibidas quaisquer atividades extrativas – minerais
e/ou vegetais - , construções ou modificações do meio ambiente a qualquer título,
ressalvadas a aquelas destinadas às atividades científicas, educativas e ou de lazer,
devidamente autorizadas pela autoridade competente. (PMVC, 1999, p. 2)

O Parque da Serra do Periperi é uma Unidade de Conservação Ambiental com uma


área de aproximadamente 1.300 ha, no intuito de coibir a degradação ambiental ocorrida,
quase totalmente (PMVC, 2008)
A criação do Parque teve por principais objetivos: a) preservar a vegetação da área
visando diminuir o transporte de sedimentos para as áreas mais rebaixadas da cidade
ocasionadas, principalmente, pela ação pluvial que traz grandes danos no perímetro urbano
como o entupimento de bueiros; b) proteger as nascentes existentes e recuperar as áreas
degradadas pela atividade de mineração. Atribui ainda, ao Parque da Serra do Periperi outra
importante função: “a conservação de uma área de expressiva importância: os 16 hectares de
vegetação exuberante chamado Poço Escuro (Foto 2 e 4), totalmente inserida no contexto
urbano da cidade, onde se abrigam espécies raras. (DOURADO, 2006, p. 13 e 17).
De acordo o SEMMA (2005, p 1) “o Poço Escuro foi preservado desde a origem do
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Arraial da Conquista, por conter a principal fonte de água que abastecia a população até
meados do século XX”, visão reforçada por Coelho (2004) que trata do valor da gestão dos
recursos hídricos para o planejamento urbano.

Foto 2 - Aerofoto apresentando os limites do Poço Escuro


Fonte: (PMVC, 2008 )

Conforme o Plano Diretor Urbano de Vitória da Conquista (2004, p. 78):

[...] O parque do Poço Escuro constitui um elemento relevante da cobertura vegetal


original da região [...]. O melhor aproveitamento desta área está associado a uma
estratégia de integração entre o parque da Serra do Periperi e a cidade, através do
fomento e implantação de equipamentos de apoio à visitação pública, programas de
educação ambiental e valorização da cultura local, ligada à história do surgimento e
desenvolvimento da cidade.

De acordo com o Código, sancionado em cinco de junho de 2007 e instituído através


da Lei Complementar N° 1.410/2007:

Art. 3º. O Município tem competência legislativa, na forma prevista na Constituição


Federal e na legislação infraconstitucional, em relação ao meio ambiente, à gestão
ambiental, à criação de espaços protegidos, ao licenciamento e à imposição de
penalidades a infrações ambientais de interesse local,observadas as competências da
União e do Estado; (LEI n° 1.410/2007)
17

Fotos 3 - Reserva Florestal do Poço Escuro


Fonte: Carvalho (2008)

Deste modo é possível percebe a importância da Serra do Periperi e do Reserva


Florestal do Poço Escuro (Fotos 3) para o processo de Ordenamento e Planificação da Cidade
de Vitória da Conquista.
Os principais marcos relacionados a gestão ambiental no município de Vitória da
Conquista são a Criação da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Lei nº 691/92), Fundo
Municipal do Meio Ambiente (1992) e do Conselho Municipal de Meio Ambiente, a
Comissão Municipal de Vigilância Ambiental em Saúde e a Agenda 21 local. (2002).

Uma valiosa ação implementada foi a criação do Parque Municipal da Serra do


18

Periperi (PMSP), em 1999, através do decreto nº 9.480/99.

7.2 Reserva Florestal do Poço Escuro

Localizada na vertente sul da Serra do Periperi, constituída de uma Mata de Cipó de


aproximadamente 17 hectares, a Reserva Floresta do Poço Escuro (Foto 4) tem uma
significativa diversidade de espécies, uma vez que a sua localização geográfica está na junção
de flores da Caatinga Savânica com a Mata Mesófila, refúgio para fauna nativa. (PMVC,
2008).

Foto 4 – Reserva Floresta do Poço Escuro


Na seção seguinte serão abordadas as etapas metodológicas seguidas para análise do
problema ora em investigação.
19

7.2 SITUAÇÃO ENCONTRADA NO DIAGNÓSTICO

7.2.1 – Área territorial analisada

A área analisada é composta pelos bairros Miro Cairo, Bruno Barcelar, Nossa Senhora
Aparecida, Cruzeiro e Vivendas da Serra. Vale destacar, entretanto, que no documento do
Plano Diretor Urbano de Vitória da Conquista (Planta 6) a divisão do bairros naquela época
era: Zabelê (representado pelo Bairro Miro Cairo), Bruno Barcelar, Nossa Senhora Aparecida,
Guarani, Cruzeiro, Primavera (representado pelo Bairro Vivendas da Serra).
Ressalta-se que os bairros estão localizados no entorno da Serra do Periperi.
A Planta 3 mostra na cor vermelha o Anel Viário de Vitória da Conquista. As áreas na
cor azul representam os Assentamentos. Há, portanto, assentamentos na Serra do Periperi.
Também a Figura 1 (Planta 3) faz indicação das Ocupações, representada na cor
laranja.
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Figura 1 – Planta 03: Áreas de habitação de interesse social

O problema do Adensamento Condicionada é apresentado na Planta 4 pelos bairros


Zabelê, Ibirapuera e Nossa Senhora Aparecida (no nosso estudo representados pelos bairros
Miro Cairo, Senhoria Cairo e Nossa Senhora Aparecida).
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Figura 2 Planta 4 – Áreas de adensamento, expansão e ocupação consolidada

As áreas de Adensamento Controlado foram representadas pelos bairros Guarani,


Cruzeiro, Alto Maron e Primareva (no nosso estudo representadas pelos bairros Guarani,
Cruzeiro e Vivendas da Serra.

A Subseção II do Plano Diretor Urbano de Vitória da Conquista apresenta as Áreas de


Adensamento Controlado.

O artigo 24 da 1.385/2006 assim estabelece:

Art. 24. São Áreas de Adensamento Controlado as áreas com problemas de


drenagem e declividade e restrições ambientais decorrentes da proximidade com a
Serra do Periperi e o Poço Escuro, com infra-estrutura e equipamentos
parcialmente implantados.
§1º. Os objetivos das Áreas de Adensamento Controlado são:
I. Estimular a ocupação dentro dos limites de suporte da área, com requalificação da
infra-estrutura existente;
II. Compatibilizar a ocupação com os condicionantes ambientais da área; e
III. Promover a regularização urbanística e fundiária, quando couber.
§2º. As Áreas de Adensamento Controlado compreendem os Bairros
Guarani, Cruzeiro, Alto Maron, o loteamento Nova Cidade e a parte interior ao Anel
Rodoviário do Bairro Primavera, aos quais se aplicam as seguintes
diretrizes:
I. Controle de densidade, condicionando seu incremento à qualificação
de sua estrutura urbana, observando-se:
a) Densidade Bruta Média: 100 hab/ha;
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b) Densidade Líquida Máxima: 250 hab/ha;


c) Coeficiente de Aproveitamento Básico: 1,0;
d) Coeficiente de Aproveitamento Máximo: 1,5;
II. Preenchimento dos vazios urbanos, parcelando o solo de acordo com
a qualificação da estrutura urbana local, considerando a malha viária
existente;
III. Incentivo à utilização dos lotes existentes;
IV. Ampliação dos espaços públicos e de lazer;
V. Arborização dos espaços públicos e de lazer;
VI. Adequação do sistema viário e do sistema de transporte ao processo
de desenvolvimento urbano;
VII. Melhoria e qualificação de infra-estrutura, principalmente quanto à
drenagem; e
VIII. Reurbanização e qualificação de área prevista para Centro de Bairro
no Alto Maron.
§3º. Os assentamentos de baixa renda existentes na macrozona de que trata
esta Seção serão enquadrados como Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS).

Também identifica-se na Planta 4 a Subseção III, que trata das áreas de Adensaemnto
Condicionado.

Em conformidade com a Lei 1.385/2006:

Art. 25. São Áreas de Adensamento Condicionado as áreas com características


topográficas especiais e restrições ambientais pela proximidade da Serra do Periperi,
carentes de equipamentos urbanos, que exigem uma ocupação condicionada.
§1º. Os objetivos das Áreas de Adensamento Condicionado são:
I. Promover a qualificação da área com implantação da infra-estrutura,
sistema viário e serviços públicos, em especial a solução de esgotamento sanitário e
drenagem;
II. Condicionar a ocupação à requalificação da infra-estrutura; e
III. Promover a regularização urbanística e fundiária, quando couber.
§2º. As Áreas de Adensamento Condicionado compreendem os Bairros de
Nossa Senhora Aparecida, Ibirapuera e Zabelê e os loteamentos Miro Cairo,
Henriqueta Prates e Recanto das Águas, aos quais se aplicam as seguintes
diretrizes:
I. Controle de densidade, condicionando seu incremento à
pavimentação e implantação de redes de infra-estrutura e serviços
urbanos e qualificação de sua estrutura urbana, observando-se:
a) Densidade Bruta Média: 90 hab/ha;
b) Densidade Líquida Máxima: 200 hab/ha;
c) Coeficiente de Aproveitamento Básico: 1,0;
d) Coeficiente de Aproveitamento Máximo:1,5;
II. Preenchimento dos vazios urbanos, parcelando o solo de acordo
com a qualificação da estrutura urbana local, respeitando as
restrições ambientais do sitio e considerando a malha viária
existente;
III. Incentivo à utilização dos lotes vazios, nas áreas infra-estruturadas;
IV. Ampliação dos espaços públicos e de lazer;
V. Adequação do sistema viário e do sistema de transporte ao processo de
desenvolvimento urbano; e
23

Uma outra questão importante que mereceu análise foram as diretrizes para os Planos
de Ações Setoriais. O Plano Diretor, na Seção I, Drenagem, especifica que:

Art. 80. Ficam estabelecidas as seguintes diretrizes para os planos de


ações referentes à drenagem urbana:

I. No Distrito Sede:
a) Implantação, por etapas, do projeto de sistema de drenagem de águas
pluviais, contemplando a implantação de Dispositivos Hidráulicos Especiais
Localizados, a otimização da drenagem do Centro e a preservação de áreas
de inundação;
b) elaboração e implantação de projeto de recuperação ambiental da
Serra do Periperi;
c) recuperação das áreas críticas:
1. elaboração e implantação do projeto executivo do Canal da Serra,
completando o revestimento do canal e interligando-o com a Galeria que
corta o Loteamento Urbis IV;
2. elaboração e implantação de projetos executivos referentes às saídas da
galeria que corta o Loteamento Urbis IV e da rede de manilhas, no Bairro
Bateias, com dissipador de energia, seguido de canal revestido;
3. implantação do projeto de modificação de saída da galeria que cruza a
Av. Otávio Santos;
4. execução do projeto executivo de micro-drenagem no Bairro Recreio,
direcionando as águas pluviais para ruas menos sobrecarregadas;
5. execução do projeto executivo da micro-drenagem da Rua São Geraldo e
Adjacências;
6. execução do projeto executivo da micro-drenagem do Jardim Petrópolis;
7. execução do projeto executivo da micro-drenagem de áreas adjacentes
ao Aeroporto;
8. adequação dos dispositivos de micro-drenagem instalados nos Bairros
Candeias, Zabelê e Ibirapuera;
9. eliminação das ligações clandestinas de esgoto residencial e comercial; e
10. eliminação do ponto crítico de erosão e assoreamento do
Córrego Verruga e finalização da obra da Av. Luiz Eduardo Magalhães;
11. realização de projetos de educação ambiental junto à população
residente nas áreas críticas.
II. Nos outros Distritos, a implantação de pavimentação e de sistemas
de micro-drenagem em áreas críticas.

Os artigos 24 (Área de Adensamento Controlado), 25 (Área de Adensamento


Condicionado) e o Artigo 80 (Diretrizes para Denagem) são essenciais para avaliação do que
o Plano Diretor Propõe e o que efetivamente está sendo operacionalizado.

Para facilitar e tornar mais objetivo a apresentação dos resultados do presente


Diagnóstico optou-se por apresentá-lo dividido por bairros investigados. Assim, a Seção
seguinte mostrará a situação de cada bairro (baseando-se em fotos tiradas de satélite (Google)
24

e fotos tiradas no mês de dezembro de 2008 pelos pesquisadores deste trabalho. Ao final de
cada apresentação das fotos serão realizados comentários sobre a situação encontrada para
cada bairro em relação à questão do ordenamento e planificação territorial.

A – BAIRRO MIRO CAIRO - ÁREA DE ADENSAMENTO CONDICIONADO

Foto 4 - Bairro Miro Cairo – Traçado das ruas proposto


Fonte: Carvalho (2008)

Foto 5 - Bairro Miro Cairo: Localização das residências no ano de ___


Fonte: Carvalho (2008)
25

Foto 6 – Visão Panorâmica do Braço Esquerdo do Anel Viário e do Bairro Miro Cairo à
Esquerda do Anel
Fonte: Carvalho (2008)

Fotos 7 – Bairro Miro Cairo


Fonte: Carvalho (2008)
26

PRINCIPAIS PROBLEMAS IDENTIFICADOS NO BAIRRO MIRO CAIRO:

1) Há uma ocupação desordenada no Bairro Miro Cairo não dando cumprimento ao disposto
na Lei 1.385/2006 do Plano Diretor Urbano;
2) Muitas residências são construídas fora da área prevista para vias públicas (ruas e
avenidas).
3) Não há promoção da qualificação da área com implantação da infra-estrutura, sistema
viário, em especial a solução de esgotamento sanitário e drenagem;
4) Não está sendo condicionada a ocupação à requalificação da infra-estrutura;
5) Não há pavimentação e implantação de redes de infra-estrutura e serviços na área de saúde;
6) Falta espaços públicos de lazer;
7) Algumas construções situadas no Bairro avançam em direção à Serra do Periperi.

Constatou-se nas entrevistas com os moradores que:

Tempo médio de moradia no bairro Acima de 11 anos


Tipo predominante de residência Própria
Principal motivo que levou a família a morar O preço dos terrenos/residências são ou eram
no bairro menores em comparação com outros bairros
Energia elétrica Sim
Água encanada Sim
Esgotamento sanitário Não
Pavimentação Não
Existência de planta física do imóvel Não possuem
aprovada pela PMVC
Coleta de lixo Sim, feita por carroças
Jardins construídos pela PMVC Não
Áreas de laser/esporte construída pela PMVC Não
Postos de Saúde Sim
Escolas Pública Sim
Escolas Particulares Não
Farmácias Não
Posto policial Não
Transporte coletivo Sim
Creches Sim
27

Avaliação média que as famílias fazem sobre os seguintes serviços oferecidos no Bairro:

Serviços públicos Qualificação


Transporte coletivo Ruim
Segurança pública Péssimo
Serviços de saúde Ruim
Proteção ambiental Péssimo
Drenagem para escoamento Ruim
de águas das chuvas
Atividades comerciais Péssima
desenvolvidas no bairro

Os três maiores problemas do seu bairro, por ordem de prioridade:

Colocação Problema
1º lugar Segurança
2º lugar Serviços de saúde
3º lugar Desemprego
28

B – BAIRRO BRUNO BARCELAR - ÁREA DE ADENSAMENTO CONDICIONADO

Fotos 8 – Visão panorâmica do Bairro Bruno Barcelar


Fonte: Carvalho (2008)

Foto 9 – Bairro Bruno Barcelar


Fonte: Carvalho (2008)
29

Fotos 9 – Bairro Bruno Barcelar


Fonte: Carvalho (2008)

PRINCIPAIS PROBLEMAS IDENTIFICADOS NO BAIRRO BRUNO BARCELAR:

1) Muitas residências foram e estão sendo construídas fora da área prevista para vias públicas
(ruas e avenidas).
2) Não há promoção da qualificação da área com implantação da infra-estrutura, em especial a
solução de esgotamento sanitário e drenagem;
3) Há um quantitativo de ruas pavimentadas e há necessidade de implantação de redes de
infra-estrutura e serviços na área de saúde;
4) Falta espaços públicos de lazer;
5) Há um acelerado crescimento do Bairro em direção à Serra do Periperi, causando sérios
problemas de drenagem.
30

Constatou-se nas entrevistas com os moradores que:

Tempo médio de moradia no bairro Acima de 11 anos


Tipo predominante de residência Própria
Principal motivo que levou a família a morar O preço dos terrenos/residências são ou eram
no bairro menores em comparação com outros bairros
Energia elétrica Sim
Esgotamento sanitário Não
Água encanada Sim
Pavimentação Em apenas algumas ruas do bairro
Existência de planta física do imóvel Não possuem
aprovada pela PMVC
Coleta de lixo Sim, feita parte por caminhões e parte
realizada por carroças
Jardins construídos pela PMVC Não
Áreas de laser/esporte construída pela PMVC Sim. Existência do Ginásio Murilão
Postos de Saúde Sim
Escolas Pública Sim
Escolas Particulares Não
Farmácias Não
Posto policial Não
Transporte coletivo Sim
Creches Sim

Avaliação média que as famílias fazem sobre os seguintes serviços oferecidos no Bairro:

Serviços públicos Qualificação


Transporte coletivo Regular
Segurança pública Ruim
Serviços de saúde Ruim
Proteção ambiental Péssimo
Drenagem para escoamento Ruim
de águas das chuvas
Atividades comerciais Ruim
desenvolvidas no bairro

Os três maiores problemas do seu bairro, por ordem de prioridade:

Colocação Problema
1º lugar Segurança
2º lugar Serviços de saúde
3º lugar Falta de escolas
31

C – BAIRRO NOSSA SENHORA APARECIDA


- ÁREA DE ADENSAMENTO CONDICIONADO

Foto 10 – Bairro Nossa Senhora Aparecida


Fonte: Carvalho (2008)

Foto 11 - Bairro Nossa Senhora Aparecida


Fonte: Carvalho (2008)
32

Fotos 12 – Bairro Nossa Senhora Aparecida


Fonte: Carvalho (2008)

PRINCIPAIS PROBLEMAS IDENTIFICADOS NO BAIRRO NOSSA SENHORA


APARECIDA

1) Muitas residências foram e estão sendo construídas fora da área prevista para vias públicas
(ruas e avenidas).
2) Não há promoção da qualificação da área com implantação da infra-estrutura, em especial a
solução de esgotamento sanitário e drenagem;
3) É pequeníssimo o número de ruas pavimentadas e há necessidade de implantação de
redes de infra-estrutura e serviços na área de saúde;
4) Falta espaços públicos de lazer;
5) Há um acelerado crescimento do Bairro em direção à Serra do Periperi
6) Há sérios problemas de drenagem no Bairro
33

Constatou-se nas entrevistas com os moradores que:

Tempo médio de moradia no bairro Acima de 20 anos


Tipo predominante de residência Própria
Principal motivo que levou a família a morar O preço dos terrenos/residências são ou eram
no bairro menores em comparação com outros bairros
Energia elétrica Sim
Esgotamento sanitário Não
Água encanada Sim
Pavimentação Em apenas algumas ruas do bairro
Existência de planta física do imóvel Apenas algumas residências possuem
aprovada pela PMVC
Coleta de lixo Sim, feita parte por caminhões e parte
realizada por carroças
Jardins construídos pela PMVC Não
Áreas de laser/esporte construída pela PMVC Não
Postos de Saúde Sim
Escolas Pública Sim
Escolas Particulares Sim
Farmácias Não
Posto policial Não
Transporte coletivo Sim
Creches Não

Avaliação média que as famílias fazem sobre os seguintes serviços oferecidos no Bairro:

Serviços públicos Qualificação


Transporte coletivo Regular
Segurança pública Péssimo
Serviços de saúde Regular
Proteção ambiental Péssimo
Drenagem para escoamento Péssimo
de águas das chuvas
Atividades comerciais Regular
desenvolvidas no bairro

Os três maiores problemas do seu bairro, por ordem de prioridade:

Colocação Problema
1º lugar Infra-estrutura física –
Drenagem
2º lugar Segurança pública
3º lugar Falta de escolas
34

D - BAIRRO GUARANI – Área de Adensamento Controlado

O Bairro Guarani, entre os pesquisados, é o mais próximo do Centro da cidade. Ele faz
fronteira com a Reserva Floresta do Poço Escuro. Possui melhor infra-estrutura do que os
outros bairros pesquisados, principalmente serviços de pavimentação, comércio, escolhas,
creches, farmácias.

Foto 13 – Parte baixa do Bairro Guarani no entorno do Poço Escuro


Fonte: Carvalho (2008)

Foto 14 – Alto do Bairro Guarani


Fonte: Carvalho (2008)
35

Fotos 15 – Bairro Guarani


Fonte: Carvalho (2008)
36

PRINCIPAIS PROBLEMAS IDENTIFICADOS NO BAIRRO GUARANI:

1) Algumas construções situadas em áreas não apropriadas, na Serra do Periperi.

2) Ocorrência de problemas de drenagem.

3) Problema de lixo depositado em áreas lugares não permitidos.

4) Muitas construções edificadas nas proximidades da Reserva Floresta do Poço Escuro

5) Calçamento das ruas necessitando de reformas

Constatou-se nas entrevistas com os moradores que:

Tempo médio de moradia no bairro Acima de 20 anos


Tipo predominante de residência Própria
Principal motivo que levou a família a morarHouve um equilíbrio entre as respostas
no bairro daquelas que dizem que foi o preço dos
terrenos/residências são ou eram menores em
comparação com outros bairros e aqueles que
afirmaram que o principal motivo decorre de
terem nascido naquele bairro.
Energia elétrica Sim
Esgotamento sanitário Sim
Água encanada Sim
Pavimentação Em quase todas as ruas há asfalto ou
calçamento
Existência de planta física do imóvel A maior parte afirmou possui a planta física
aprovada pela PMVC do imóvel no momento da construção
Coleta de lixo Sim
Jardins construídos pela PMVC Não
Áreas de laser/esporte construída pela PMVC Não
Postos de Saúde Sim
Escolas Pública Sim
Escolas Particulares Sim
Farmácias Sim
Posto policial Sim
Transporte coletivo Sim
Creches Sim

Avaliação média que as famílias fazem sobre os seguintes serviços oferecidos no Bairro:
37

Serviços públicos Qualificação


Transporte coletivo Regular
Segurança pública Ruim
Serviços de saúde Ruim
Proteção ambiental Péssimo
Drenagem para escoamento Bom
de águas das chuvas
Atividades comerciais Regular
desenvolvidas no bairro

Os três maiores problemas do seu bairro, por ordem de prioridade:

Colocação Problema
1º lugar Segurança
2º lugar Falta de
pavimentação
asfáltica
3º lugar Falta de
escolas
públicas
38

E - BAIRRO CRUZEIRO - Áreas de Adensamento Controlado

Faz limite com o alto da Serra do Periperi e a Reserva Floresta do Poço Escuro.

Foto 16 – Bairro Cruzeiro representado pelo triângulo


Fonte: Carvalho (2008)

Foto 17 - Bairro Cruzeiro e proximidade com o alto da Serra do Periperi.


Fonte: Carvalho (2008)
39

Fotos 18 – Bairro Cruzeiro


Fonte: Carvalho (2008)

PRINCIPAIS PROBLEMAS IDENTIFICADOS NO BAIRRO CRUZEIRO

1) Muitas residências são construídas fora da área prevista para vias públicas (ruas e
avenidas).
2) Não ruas que precisam de infra-estrutura, sistema viário, em especial a solução de
esgotamento sanitário e drenagem;
3) Algumas ruas necessitam de pavimentação. Registrou-se que a PMVC fez calçamento de
ruas próximas ao Alto do Cristo, previstas no Projeto Urbanização do Alto do Cristo.
4) Falta espaços públicos de lazer;
5) Algumas construções situadas em áreas não apropriadas, na Serra do Periperi.

Constatou-se nas entrevistas com os moradores que:

Tempo médio de moradia no bairro Acima de 20 anos


Tipo predominante de residência Própria
Principal motivo que levou a família a morar O preço dos terrenos/residências são ou eram
no bairro menores em comparação com outros bairros
Energia elétrica Sim
Esgotamento sanitário Sim
40

Água encanada Sim


Pavimentação O bairro é muito heterogênio em relação à
pavimentação. Há muitas ruas sem
pavimentação, há ruas com pavimentação
asfáltica e há algumas ruas com calçamento.
Existência de planta física do imóvel A maior parte afirmou que não possui a
aprovada pela PMVC planta física do imóvel no momento da
construção
Coleta de lixo Sim
Jardins construídos pela PMVC Não, pois alguns que foram construídos estão
já foram destruídos
Áreas de laser/esporte construída pela PMVC Não
Postos de Saúde Não
Escolas Pública Não
Escolas Particulares Não
Farmácias Não
Posto policial Não
Transporte coletivo Sim
Creches Não

Avaliação média que as famílias fazem sobre os seguintes serviços oferecidos no Bairro:

Serviços públicos Qualificação


Transporte coletivo Ruim
Segurança pública Ruim
Serviços de saúde Ruim
Proteção ambiental Ruim
Drenagem para escoamento Ruim
de águas das chuvas
Atividades comerciais Ruim
desenvolvidas no bairro

Os três maiores problemas do seu bairro, por ordem de prioridade:

Colocação Problema
1º lugar Segurança
2º lugar Saúde
3º lugar Drenagem
41

E - BAIRRO VIVENDAS DA SERRA - Área de Adensamento Controlado

Foto 19 – Braço direto do Anel Viário


Fonte: Carvalho (2008)

Na foto tira no ano de 2001 não havia ocorrido a formação do Bairro Vivendas da
Serra, que se localiza na parte direita da foto x, próximo ao anel viário.

Foto 20 - Visão Panorâmica – Bairros Vivendas da Serra, Nova Cidade, Panorama II e Alto
da Colina
Fonte: Carvalho (2008)
42

Fotos 21 – Bairro Vivendas da Serra


Fonte: Carvalho (2008)
43

PRINCIPAIS PROBLEMAS IDENTIFICADOS NO BAIRRO VIVENDAS DA SERRA

1) Há uma ocupação desordenada no Bairro Vivendas da Serra não dando cumprimento ao


disposto na Lei 1.385/2006 do Plano Diretor Urbano;
2) Muitas residências são construídas fora da área prevista para vias públicas (ruas e
avenidas).
3) Não há promoção da qualificação da área com implantação da infra-estrutura, sistema
viário, em especial a solução de esgotamento sanitário e drenagem;
4) Não está sendo condicionada a ocupação à requalificação da infra-estrutura;
5) Não há pavimentação e implantação de redes de infra-estrutura e serviços na área de
saúde;
6) Falta espaços públicos de lazer;
7) Algumas construções situadas em áreas não apropriadas, na Serra do Periperi.
8) Ocorrência de problemas de drenagem.

Constatou-se nas entrevistas com os moradores que:

Tempo médio de moradia no bairro Entre 4 a 10 anos


Tipo predominante de residência Própria
Principal motivo que levou a família a morar O preço dos terrenos/residências são ou eram
no bairro menores em comparação com outros bairros
Energia elétrica Sim
Esgotamento sanitário Não
Água encanada Sim
Pavimentação Não
Existência de planta física do imóvel Não
aprovada pela PMVC
Coleta de lixo Sim
Jardins construídos pela PMVC Não
Áreas de laser/esporte construída pela PMVC Não
Postos de Saúde Não
Escolas Pública Não
Escolas Particulares Não
Farmácias Não
Posto policial Não
Transporte coletivo Sim
Creches Não
44

Avaliação média que as famílias fazem sobre os seguintes serviços oferecidos no Bairro:

Serviços públicos Qualificação


Transporte coletivo Bom
Segurança pública Péssimo
Serviços de saúde Péssimo
Proteção ambiental Péssimo
Drenagem para escoamento Péssimo
de águas das chuvas
Atividades comerciais Ruim
desenvolvidas no bairro

Os três maiores problemas do seu bairro, por ordem de prioridade:

Colocação Problema
1º lugar Segurança
2º lugar Saúde
3º lugar Drenagem
45

7.3 PROVIDÊNCIAS QUE ESTÃO SENDO ADOTADAS PELA PREFEITURA


MUNCIPAL DE VITÓRIA DA CONQUISTA PARA MINORAR OS PROBLEMAS DE
ESCOAMENTO DAS ÁGUAS DA SERRA DO PERIPERI.

Fotos 22 – Canal que tem início no Alto da Serra do Periperi e deságua na Lagoa das Baterias
Fonte: Carvalho (2008)

A Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista vem realizando obras de ampliação do


Canal para escoamento de águas oriundas da Serra do Periperi. No braço esquerdo do anel
rodoviário as águas são despejadas na denominada Lagoa das Bateias (um dos projetos
estratégicos do Plano Diretor Urbano). No braço direto do canal

Foto 23 – Lagoa das Bateias


Fonte: Carvalho (2008)
46

8 AVALIAÇÃO GERAL E PROPOSTA DE AÇÕES PARA O PLANEJAMENTO


URBANO PARA OS BAIRROS DIAGNOSTICADOS

Fazendo um resgate da questão principal de pesquisa, qual seja, investigar como está
sendo o processo de ocupação do espaço físico nos bairros situados no entorno da Serra do
Periperi, no Município de Vitória da Conquista – Ba, pode-se afirmar que há falhas na
operacionalização do Plano Diretor de Vitória da Conquista, Bahia.

A despeito do Plano Diretor de Vitória da Conquista possuí princípios gerais bem


fundamentados no desejo de promover a justiça social e implementar a gestão democrática do
mesmo e ser possuidor de uma visão progressista, que apregoa a necessidade participação
popular, bem como a necessidade de elaboração do plano diretor com base nas funções de
planejamento e competência técnica e política, constatou-se no diagnóstico que o muitos
princípios não estão sendo atendidos pelo poder público na maior parte dos bairros da Serra
do Periperi. (ANDRADE et al., 2005; ARRANTES; VAINER; MARICATO, 2000;
ASCHER, 2004; BRANDÃO, 2004; PFEIFFER, 2000; BRASIL, 2002; BRASIL, 2008).

Constatou-se que não é possível o poder público afirmar está sendo oferecida garantia
de acesso a bens, serviços e políticas sociais a todos os munícipes, particularmente às
crianças, aos idosos e aos portadores de necessidades especiais; Direito à Cidade para todos,
compreendendo o direito à terra urbana, à moradia, ao saneamento ambiental, à infra-estrutura
urbana, ao transporte, aos serviços públicos, ao trabalho e ao lazer.

Quanto à observação dos objetivos do Plano Diretor verificou-se que há falhas no


processo de orientação das políticas urbanas para o atendimento das funções sociais da
Cidade, promovendo o adensamento da ocupação do solo na malha urbana da Sede. Há
também falhas no combate à degradação ambiental na prestação de serviços básicos de
saneamento e implantação de drenagem urbana, na Sede. A Prefeitura de Vitória da Conquista
utilizou-se do modelo tradicional, também denominado de modernista para propor medidas de
longo prazo, generalistas, sem a devida correlação com medidas de assegurem o real
cumprimento do que foi previsto no plano diretor (VILLAÇA, 1995; ARANTES; VAINER;
MARICATO, 2000).
47

Fotos 24 – Degradação do solo em razão de ocupações na Serra do Periperi.

Há na cidade um leque amplo de problemas que influenciam diretamente na forma


com que as pessoas vivem necessário é pensar o espaço urbano como território aberto a
transformações que possam conduzir a amenização das desigualdades, amplas, presentes na
sociedade local. As cidades devem ser pensadas e planejadas como espaços coletivos, que
possam oferecer a seus moradores condições dignas de permanência em seu espaço. Que
possam também oportunizar a geração de novos empreendimentos empresariais, a instalação
de órgãos e entidades públicas, que em seu conjunto possam produzir um espaço adequado a
melhoria da vida. A ampla velocidade com que a cidade foi transformada, principalmente nos
últimos 20 anos, construiu uma realidade inadequada. Comporta em seu espaço várias
realidades sociais, algumas benéficas a cidadania, e outras nefastas, que penalizam os seus
moradores, que devem e merecem atenção do Poder Público. Não mais é possível pensar no
seu crescimento, sem a existência de um planejamento territorial adequado.

Foram elaboradas três hipóteses para orientar o processo de diagnóstico nos seis
bairros pesquisados.

H1 – Uma parcela significativa das ocupações do espaço físico em Bairros do entorno


da Serra do Periperi não atende as diretrizes do Plano Diretor Urbano.
48

H2 – A maior parte das ruas e avenidas dos Bairros do entorno da Serra do Periperi
não possui pavimentação asfáltica, praças públicas equipadas, nem saneamento básico.

H3 – A área da Reserva Floresta do Poço Escuro está cada vez mais roteada de áreas
residenciais.

As três hipóteses foram confirmadas mediante registros fotográficos, entrevistas com


moradores e painel com especialistas.

No diagnóstico também foi possível identificar pontos fracos na intra-estrutura física e


paisagística dos bairros localizados no entorno da Serra do Periperi. No geral os seis bairros
pesquisados possuem debilidades infra-estruturais em:

- Ocupação desordenada do solo não cumprindo o disposto na Lei 1.385/2006;


- Há falhas técnicas na localização de muitas residências, pois foram e estão sendo
construídas fora da área prevista para vias públicas (ruas e avenidas);
- Não há promoção da qualificação da área com implantação da infra-estrutura,
sistema viário, em especial a solução de esgotamento sanitário e drenagem;
- Faltam espaços públicos de lazer;
- Há uma forte carência de escolas (públicas de privadas) nos bairros;
- Não há pavimentação na maioria das ruas dos bairros;
- A maioria dos bairros pesquisados não possui postos de saúde;
- Os serviços de saúde são avaliados ora como péssimos ora como ruins;
- Em todos os bairros pesquisados identificados que muitas construções residenciais
avançam em direção à Serra do Periperi.
- Há significativo problemas de lixo depositado em local inapropriado.
- Não há coletores de lixo.
- Muitas residências despejam o esgoto residencial nas ruas. Tal problema só diminui
no bairro Guarani.
- Não há jardins construídos pela PMVC na maioria dos bairros pesquisados;
- Não há áreas de laser/esporte construídas pela PMVC;
- Dentre os seis bairros pesquisados somente o Guarani possui Farmácia;
- Somente um bairro possui Posto Policial (Bairro Guarani).
49

- Os serviços de transporte são avaliados como regulares, principalmente pelo tempo


de espera de aproximadamente uma hora, segundo os moradores entrevistados.
- Somente metade dos bairros pesquisados possui creches.
- A maioria absoluta dos moradores entrevistados considerou como péssima a
prestação de serviços de proteção ambiental nos bairros;
- Houve uma avaliação entre péssimo e ruim para os serviços de drenagem. Somente o
Bairro Guarani classificou como bom os serviços de drenagem.
- Metade dos bairros pesquisados considerou como ruins as atividades comerciais
oferecidas no bairro.

Quanto aos três principais problemas existentes nos bairros os moradores avaliaram da
seguinte forma?

1º maior problema: Falta de segurança pública


2º maior problema: Falta de serviços de saúde
3º maior problema: Falta de escolas

Foi possível também registrar que o 4º e o 5º maiores problemas, respectivamente:


Falta de drenagem e pavimentação.

Já havíamos afirmados no trabalho anterior da disciplina Principios de La


Planificación Territorial que cabe um Plano Diretor deve pensar o espaço urbano como
território aberto a transformações que possam conduzir a amenização das desigualdades. É
preciso o oferecimento de condições dignas para todos os seus moradores, gerando
oportunidades de geração de novos empreendimentos empresariais, a instalação de órgãos e
entidades públicas, que em seu conjunto possam produzir um espaço adequado a melhoria da
vida.
Vitória da Conquista vem pasando por um forte processo de amplianção do seu espaço
residencial. A cidade comporta em seu espaço várias realidades sociais, algumas benéficas a
cidadania, e outras nefastas, que penalizam os seus moradores, que devem e merecem atenção
do Poder Público. Não mais é possível pensar no seu crescimento, sem a existência de um
planejamento territorial adequado.
A forma com que a cidade foi instalada, destituída de um planejamento adequado,
levou a ocupação irregular do solo. Os bairros instalados no entorno da Serra do Periperi, e
50

também nesta, aconteceram devido a atração econômica que a cidade de Vitória da Conquista
assim institui na Região Sudoeste da Bahia. Desta forma, por serem ocupações periféricas ao
núcleo central da cidade, são geralmente instaladas de forma irregular, a revelia do poder
público e tendo principalmente os seus atores, indíviduos de baixa renda, sendo este um
fenômeno comum as cidades brasileiras. Como destacado no trabalho, a cidade é o maior
centro econômico regional, para onde fluem pessoas originadas nos municipios menores, sem
expressão econômica, que buscam novas perspectivas de vida. O municipio se constitui,
portanto, em um processo de transferência regional, diante da proximidade com o norte do
Estado de Minas Gerais, também, vinculado a esta região.
Foi evidenciado também na pesquisa de campo que os bairros analisados apresentam
claras características do empobrecimento econômico dos seus moradores, nos levando então a
clara afirmação de que os seus moradores podem ser facilmente identificados como de baixa
renda. Em verdade, as periferias no Brasil, assumem a condição de áreas de menor
estruturação e planejamento, mas, contrariamente, aportam populações amplas. Esta condição
é fácilmente observada diante da rápida urbanização acontecida no Brasil.
A transformação da economia local e seus impactos na economia regional moldaram a
forma com que a cidade entre as décadas de 50 a 90 se estruturou. Evidente também, que
diante da ausencia de um planejamento territorial adequado, o desenvolvimento do núcleo
central municipal e principalmente seus espaços periféricos aconteceram sem um processo de
urbanização ideal, presença de equipamentos públicos eficientes. Ao atrair grande número de
pessoas, deslocadas dos vários municipios da Região Sudoeste, como também, outras áreas do
nordeste brasileiro e região norte do Estado de Minas Gerais, há como resultado um
crescimento da cidade como um todo, com destaque para os bairros mais periféricos. A
população apresentou importante crescimento em sua taxa demográfica, alcançando como
indicado a monta de 313.898 habitantes.
A adoção do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano, (Lei Municipal 1.385/2006),
representa importante avanço para o Município a tentativa de regular o uso do solo urbano.
Mas importante também é a consideração quanto a necessária vinculação de um Planejamento
Territorial Estratégico, que permita transformar as situações negativas já encontradas,
implantadas e ampliadas antes da Legislação, o que aporta parte importante da atual feição
urbana do Município e suas amplas relações com os mais diversos atores.
Os bairros analisados: Miro Cairo, Bruno Barcelar, Nossa Senhora Aparecida,
Cruzeiro e Vivendas da Serra. Vale destacar, entretanto, que no documento do Plano Diretor
Urbano de Vitória da Conquista (Planta 6) a divisão do bairros naquela época era: Zabelê
51

(representado pelo Bairro Miro Cairo), Bruno Barcelar, Nossa Senhora Aparecida, Guarani,
Cruzeiro, Primavera (representado pelo Bairro Vivendas da Serra), se constituem em
importante complexo de ocupação do solo urbano por absorver parte importante da população
e por estarem constituídos em área da Serra do Periperi, importante estrutura geológica e
hídrica para a cidade.
Se apresentam, portanto, como parte da expansão urbana comentada no trabalho, sem
a devida observancia a um planejamento eficiente do uso dos solos, gerando um processo de
urbanização irregular na forma de ocupação, estruturação das vias de acesso, padrão de
construção das moradias, abastecimento de água, tratamento dos detritos, dentre alguns
importantes aspectos. Fato importante a destacar no estudo que tais populações são
caracterizadas como periféricas na estrutura urbana, requerendo elevada demanda por serviços
públicos que se apresentaram na pesquisa de campo qualitativamente insuficientes. A
presença de equipamentos públicos foi constatada como recente (10 anos), mas insuficientes a
demanda nos bairros. Também, de forma flagrante, constatou-se que os bairros não possuem
em seu traçado urbanístico áreas de laser e parques e/ou jardins, além do que, pouco ou
nenhuma atenção recebem dos poderes públicos quanto a orientação ambiental e novas
formas de relacionamento com a Serra do Periperi.
Variável importante também destacada na pesquisa de campo, que remete a grande
preocupação presente e futura, é a forte insegurança pública destacada em parte considerável
dos bairros. Esta situação também está fortemente relacionada ao grande números de ações
ilícitas nos bairros pesquisados, ratificadas pelos moradores. Identificam de forma equivocada
que a presença da força pública é sinônimo de Segurança Pública, quando esta em verdade é
parte integrante de ações públicas mais diversas.
Outro fato importante se refere ao atendimento a saúde ainda deficiente, segundo os
moradores, e a qualidade escolar deficitária, além da ausência de espaços comunitários para
prática do lazer, do conhecimento mútuo, de ações comunitárias, pode-se avaliar também
como consequência futura provável ampliação das atividades ilegais nos bairros em questão,
realizadas desta feita, com a incorporação dos jovens locais ao mundo do crime.
Como indicado no trabalho, solicitamos a grupo de especialistas breve contribuição
para a construção de um Painel de Experts, que possa ampliar a compreensão sobre os
problemas existentes na área em estudo. A seguir é retratado o resultado final desta
metodologia que aponta em direção semelhante ao que foi determinado no estudo:
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Definição de Impactos Chaves


Impactos Chaves Razões
1. Diminuição da vegetação natural 1.1 Impactos na biodiversidade local
1.2 Ampliação do carregamento de
sedimentos para áreas centrais da
cidade
1.3 Aumento do grau de risco por
inundações nas áreas centrais da
cidade
2. Retirada de areia e pedras para 2.1 Ampliação dos riscos de
comercialização erosibilidade na Serra do Periperi
2.3 Nível de degradação ambiental é
elevada
2.4 Atração de mais moradores para
o desenvolvimento da atividade
extrativa
3. Fragilidade da presença pública 3.1 Eleva o número de atividades
irregulares na área
3.2 Torna a Serra do Periperi frágil
ao crescimento de atividades com
impactos ambientais negativos
3.3 Induz a maior desconcientização
dos atores quanto a forma de
extração dos recursos naturais e
minerais e também a forma de
ocupação do solo
4. Criação de rodovia em área da Serra do 4.1 Impactos ambientais são
Periperi ampliados em decorrência da
construção da rodovia e sua regular
utilização
4.2 Risco de incêndio é alto devido
ao tráfego intenso de veículos
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5. Urbanização na Serra do Periperi 5.1 Amplia a ocupação irregular e


inadequada da área;
5.2 Contribui para elevar a poluição,
o depósito inadequado de residuos e
uso irregular dos materiais
ambientais e minerais disponíveis
5.3 Risco de vida para os agentes
que ocupam tais áreas é elevado pela
forma inadequada e irregular das
construções
5.4 Eleva a pressão humana sobre a
Reserva do Poço Escuro, que
contribui para o oferecimento de
água a cidade.

O grupo de especialistas sugeriu as seguintes medidas para minorar os problemas


identificados no presente estudo:

- Construção de mais canais para escoamento das águas no entorno da Serra do


Periperi.
- Proibição do avanço de construções em áreas não autorizadas, com implantação do
sistema de fiscalização nas áreas de preservação e proteção ambiental.
- Adoção de políticas públicas para habitação (reforma e construção de residências
com recursos públicos e/ou financiados), drenagem, pavimentação, instalação de
infra-estrutura de lazer, esportes, cultura, saúde e educação nos bairros.
- Execução dos projetos previstos no Plano Diretor Urbano para o Serra do Periperi
e Reserva Florestal do Poço Escuro.
- Melhoria do sistema viário, com ingresso de mais empresas de transporte coletivo,
mediante concorrência pública.
- Arborização de áreas próximas a Serra do Periperi;
- Desenvolvimento de Programas de educação ambiental.
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No avaliação dos grupo de especialistas é preciso que a Prefeitura Municipal dê


cumprimento aos dispostos nos artigos 24, 25 e 80 da Lei 5.385/2006, e defina novas ações
para dotar os bairros pesquisados de infra-estrutura compatível com os padrões mínimo
exigidos pelos organismos internacionais que lutam pela promoção da qualidade de vida das
parcelas mais marginalizadas da população.

Desta forma, ainda em guisa da necessidade de um planejamento amplo, estratégico a


construção de uma cidade humanizada, com bom nível de qualidade de vida a seus habitantes,
reforça-se no estudo a necessidade de inserção mais ampla de um planejamento urbano
transformador que possa melhorar a relação entre o homem e o meio ambiente.

A Serra do Periperi por ser um importante espaço ambiental da cidade, deve também
ter melhorada a sua preservação e o uso mais racional e eficiente dos recursos naturais postos
a sociedade. Contempla em seu interior o nascimento de importante veio de água potável para
a cidade (Rio Verruga), mas que, contrariamente a seu bom uso, vem paulatinamente sendo
utilizado de forma inadecuada, contaminando as suas águas, desde próximo a seu nascedouro,
decurrente inicialmente da ocupação urbana irregular.

Diante das observações aquí aportadas, importante é que os planejadores públicos


utilizar de forma mais intensa da estrutura das Universidades Públicas, presentes no
Município (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia e Universidade Federal da Bahia) e
Centro Federal de Tecnología (CEFET), para a melhor compreensão dos problemas
mencionados, o estabelecimento de um planejamento urbano de maior leque transformador e
aplicação mais ampla da pesquisa na área ambiental em questão.
Assim, pode afirmar que há cumprimento parcial do Plano Diretor quanto: a)
Ocupação e densificação compatíveis com a qualificação da estrutura urbana local, com vistas
à maior eficiência na distribuição dos equipamentos e serviços públicos; b) Organização das
atividades econômicas comerciais e de serviços e dos equipamentos urbanos, com prioridade
para as consideradas estratégicas para o desenvolvimento municipal; c) Melhoria da
mobilidade urbana e da acessibilidade em nível regional; d) Qualificação da estrutura urbana e
conseqüente melhoria das condições de moradia da população; e) Distribuição dos
equipamentos comunitários, de forma a atender a todas as regiões da Cidade e do Município,
reduzindo a segregação socioespacial.
55

REFERÊNCIAS

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56

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VILLAÇA, F. J. M. As ilusões do plano diretor. São Paulo: Internet, 2005.


57

APÊNDICE A – ENTREVISTA ESTRUTURADA

Dados de identificação

1 – Bairro ______________________
2 – Tempo morando no Bairro:
( ) Menos de 1 ano ( ) De 1 a 3 anos ( ) 4 a 10 ( ) 11 a 20 ( ) Acima de 20 anos

3 – Tipo de residência
( ) Própria ( ) Alugada

4 – Qual o motivo que levou sua família a morar neste bairro?


( ) Nascemos neste bairro
( ) O bairro possui boa infra-estrutura física
( ) O preço dos terrenos/residências são ou eram menores em comparação com outros bairros
( ) Fui beneficiado por programa social da PMVC
( ) Outro: ___________________________________________

5 – Sua casa tem:

Estrutura Sim Não


Energia Elétrica ( ) ( )
Água encanada ( ) ( )
Esgotamento sanitário ( ) ( )
Pavimentação ( ) ( )
Planta física aprovada pela ( ) ( )
PMVC

6 – Seu bairro possui:

Serviços Sim Não


Coleta de lixo ( ) ( )
Jardins construídos pela ( ) ( )
PMVC
Áreas de laser/esporte ( ) ( )
construída pela PMVC
Postos de Saúde ( ) ( )
Escolas Pública ( ) ( )
Escolas Particulares ( ) ( )
Farmácias ( ) ( )
Posto policial ( ) ( )
Transporte coletivo ( ) ( )
Creches ( ) ( )
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7 – Qual a avaliação que sua família faz sobre os seguintes serviços oferecidos em seu
bairro?

Serviços públicos Péssimo Ruim Regular Bom Òtimo


Transporte coletivo ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
Segurança pública ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
Serviços de saúde ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
Proteção ambiental ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
Drenagem para escoamento ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
de águas das chuvas
Atividades comerciais ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
desenvolvidas no bairro

8 – Quais os três maiores problemas do seu bairro, por ordem de prioridade?

Maior Problema _________________________________________________________


Segundo maior problema __________________________________________________
Terceiro maior problema __________________________________________________