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Índice de Desenvolvimento Humano e o PIB X Coeficiente de Gini

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07/30/2013

Índice de Desenvolvimento Humano - IDH O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) foi desenvolvido pelo economista paquistanês Mahbub ul Haq

com a colaboração do economista indiano Amartya Sen em 1990 e desde 1993 tem sido utilizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), órgão da Organização das Nações Unidas (ONU), que tem por incumbência promover a eliminação da pobreza e o desenvolvimento em substituição ao Produto Interno Bruto (PIB) per capita, que avalia apenas a dimensão econômica do desenvolvimento. PIB (Produto Interno Bruto), por definição é a soma de todos os serviços e bens produzidos num determinado período (mês, ano) de uma região (cidade, estado, região, país). O PIB é expresso em valores monetários (no caso do Brasil em Reais ou pela moeda internacional, o dólar). Ele é um importante indicador da atividade econômica de uma região, representando o crescimento econômico. Vale dizer não faz parte do cálculo do PIB insumos de produção (matérias-primas, mão-de-obra, impostos e energia). A Fórmula para o cálculo do PIB de uma região é a seguinte: PIB = C+I+G+X-M. Onde, C (consumo privado), I (investimentos totais feitos na região), G (gastos do governo), X (exportações) e M (importações). O PIB per capita (por pessoa), também conhecido como renda per capita, é obtido ao pegarmos o PIB de uma região, dividindo-o pelo número de habitantes desta região. O PIB do Brasil no ano de 2007 foi de 2,558 trilhões de Reais (com crescimento de 5,4% sobre o ano de 2006). O IDH além de levar em consideração o PIB per capita, isto por habitante, ajustado pelo poder de compra da moeda em dólar para eliminar as diferenças do custo de vida entre os países. Também considera a educação em todos os níveis através do índice de analfabetismo e a taxa de matrícula e a longevidade (expectativa de vida e taxa de mortalidade infantil). O IDH é uma medida padrão usado para comparar o desenvolvimento humano nas suas três dimensões, educação, riqueza e expectativa média de vida e por isto anualmente tem sido ferramenta na elaboração dos relatórios produzidos pelo PNUD ao comparar o quanto às nações membros da ONU têm se comprometido com a eliminação do analfabetismo, com a redução da mortalidade infantil, com a sustentabilidade entre outros aspectos. No mundo os países que estão no topo do IDH são: a Islândia com 0,968 e a Noruega que esta em segundo lugar com 0,968 (perdendo na quinta casa decimal) e em terceiro o Canadá com 0,967. Em último lugar esta Serra Leoa com 0,329 e em penúltima posição esta República Centro-Africana com 0,352, seguida pela República do Congo com 0,361. O PNUD planificou oito metas a serem atingidas para este milênio, por isto definida como Metas do Desenvolvimento do Milênio (MDM), que são: 1. A redução pela metade da pobreza e da fome 2. A universalização do acesso à educação primária 3. A promoção da igualdade entre os gêneros 4. A redução da mortalidade infantil 5. A melhoria da saúde materna 6. O combate ao HIV/AIDS, malária e outras doenças 7. A promoção da sustentabilidade ambiental 8. O estabelecimento de parcerias para o desenvolvimento

Para calcular o IDH de uma localidade, faz-se a seguinte média aritmética:

(onde L = Longevidade, E = Educação e R = Renda)

nota: pode-se utilizar também a renda per capita (ou PNB per capita). Legenda: EV = Expectativa de vida; TA = Taxa de Alfabetização; TE = Taxa de Escolarização; log10PIBpc = logaritmo decimal do PIB per capita. O índice varia de zero (nenhum desenvolvimento humano) até 1 (desenvolvimento humano total), sendo os países classificados deste modo: Quando o IDH de um país está entre 0 e 0,499, é considerado baixo. Quando o IDH de um país está entre 0,500 e 0,799, é considerado médio. Quando o IDH de um país está entre 0,800 e 1, é considerado alto. O Brasil tem evoluído nos últimos anos, porém muito há para ser feito para que possa manter-se entre os países com maior índice de IDH. Mesmo tendo sido usado como parâmetro pela ONU desde 1993, o gráfico abaixo que compara o IDH de 1975 a 2005 do Brasil foi elaborado calculando-se o valores para visualizar o comportamento deste índice neste período, só por isto foi possível observar que o crescimento mesmo lento é constante neste 30 anos de pesquisa.

Fonte: PNUD

De acordo com os dados publicados em 2008 de 2006 o Brasil ocupa a posição 70 com um IDH= 0,800 e por isto está posicionado entre os países com alto índice de desenvolvimento humano.

A tabela abaixo mostra a posição do Brasil entre os países da América do Sul. Posição Não encontrado 38 40 46 70 74 75 85 87 89 95 97 117 IDH Não encontrado 0,869 0,867 0,852 0,800 0,792 0,791 0,774 0,773 0,772 0,755 0,750 0,695 País Guiana Francesa Argentina Chile Uruguai Brasil Venezuela Colombia Suriname Peru Equador Paraguai Guiana Bolivia

http://www.scp.rs.gov.br/atlas/atlas.asp?menu=439 As tabelas a seguir demonstram o quanto cada região o Brasil é responsável pela produção e pela participação no Produto Interno Bruto, e através destes dados é possível perceber a grande disparidade entre as regiões. Isto significa que há pouca intervenção por parte do governo federal para propiciar desenvolvimento nas regiões com pouca participação no PIB.

Conforme foi analisado entre as regiões brasileiras, o mesmo acontece com o estados brasileiros, os que tem maior representação política, obtem maiores verbas e proporcionalmente maior desenvolvimento e poder de investimento. O PIB destes estados obviamente é distoado dos demais estados com pouca representação política ou cujo plano de desenvolvimento esta estagnado.0

Quando analisamos as capitais confirmamos os dados obtidos entre os estados brasileiros, conforme a tabela: Posição 4 9 16 18 48 60 68 71 114 214 309 447 475 566 632 689 859 910 980 1077 1109 1207 1275 1448 1515 1767 2180 IDH-M 0,875 0,865 0,856 0,856 0,844 0,842 0,841 0,839 0,832 0,821 0,814 0,806 0,805 0,800 0,797 0,794 0,788 0,786 0,783 0,779 0,778 0,774 0,772 0,766 0,763 0,754 0,739 Capitais Florianópolis (SC) Porto Alegre (RS) Curitiba (PR) Vitória (ES) Brasília (DF) Rio de Janeiro (RJ) São Paulo (SP) Belo Horizonte (MG) Goiânia (GO) Cuiabá (MT) Campo Grande (MS) Belém (PA) Salvador (BA) Palmas (TO) Recife (PE) Aracaju (SE) Natal (RN) Fortaleza (CE) João Pessoa (PB) Boa Vista (RR) São Luís (MA) Manaus (AM) Macapá (AP) Teresinha (PI) Porto Velho (RO) Rio Branco (AC) Maceió (AL)

Fonte: IBGE

IDH-M (Indice de Desenvolvimento Humano do Município) das cidades da parte sul do Rio Grande do Sul em relação as 5507 cidades brasileiras analisadas pelo Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil e da capital do Rio Grande do Sul: Posição 9 279 596 734 1319 1485 1641 2945 Fonte: IBGE PIB per capita 2006 (mil reais) 19.582 8.248 8.228 17.642 9.022 8.332 9.550 6.108 IDH-M 0,865 0,816 0,799 0,793 0,770 0,764 0,758 0,703 Cidade Porto Alegre Pelotas Santa Vitória do Palmar Rio Grande Capão do Leão Jaguarão Arroio Grande São José do Norte

Os 10 maiores PIBs no Estado em 2004, em US$ bi: Porto Alegre 6,79 Canoas 3,87 Caxias 3,34 Triunfo 2,25 Gravataí 1,48 Novo Hamburgo 1,26 Santa Cruz do Sul 1,07 Rio Grande 1,05 Sapucaia do Sul 0,89 Passo Fundo 0,86 Fonte: Luis Roque Klering, professor da Escola de Administração da UFRGS

Resta mencionar que mesmo que o IDH do país tenha melhorado, igualmente aconteceu com o IDH-M da Cidade de Rio Grande, não significa dizer que as desigualdades diminuíram, pois conforme Coeficiente de Gini, o Brasil esta entre os países com a maior desigualdade econômica do mundo, segundo o site (http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u112798.shtml), o qual menciona o Brasil é oitavo país maior desigualdade social, só não sendo superado pela Guatemala, Suazilândia, República Centro-Africana, Serra Leoa, Botsuana, Lesoto e Namíbia. Ainda, segundo o site no Brasil 46,9% da riqueza do país esta em poder de 10% da população dos mais ricos, no entanto os 10% mais pobres possuem apenas 0,7% da renda. Para comparar com as informações acima mencionada, na Guatemala 10% dos mais ricos tem em suas mãos 48,3% da renda, enquanto na Namíbia, o país com o pior coeficiente de gini, os 10% mais ricos possuem 64,5% da renda nacional. O Coeficiente de Gini foi criada pelo estatístico italiano Corrado Gini, em 1912 e é utilizado para calcular as diferença na distribuição das riquezas. O gráfico a seguir demonstra o Coeficiente de Gini, onde o eixo horizontal representa a renda, e o eixo vertical, a quantidade de pessoas. A diagonal representa a igualdade perfeita de renda, e a área amarela (a) é o coeficiente de Gini. A curva que delimita o coeficiente denomina-se curva de Lorenz.

O coeficiente de Gini que é um número entre 0 e 1, pode ser calculado com a Fórmula de Brown, que é mais prática:

onde:
• • •

G = coeficiente de Gini X = proporção acumulada da variável "população" Y = proporção acumulada da variável "renda"

Sites pesquisados: http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/pibmunicipios/2006/default.shtm http://commons.wikimedia.org/wiki/%C3%8Dndice_de_Desenvolvimento_Humano Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil http://pt.wikipedia.org/wiki/Coeficiente_de_Gini http://pt.wikipedia.org/wiki/Programa_das_Na%C3%A7%C3B5%es_Unidas_para_o_Desenvolvimento http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_impressao.php?id_noticia=1264 http://economia.uol.com.br/ultnot/2008/03/12/ult4294u1118.jhtm https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/br.html

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