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Formando um Lider de Exito 1º-Modulo

Formando um Lider de Exito 1º-Modulo

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1 ESCOLA DE LIDERES FORMANDO UM LÍDER DE ÊXITO Lição nº 01 – Uma Introdução aos Princípios Bíblicos – raciocinar, relacionar e aplicar “E não

vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, perfeita e agradável vontade de Deus.” Romanos 12:2 Introdução Viver por Princípios Bíblicos é a maneira mais perfeita que alguém pode ter para alcançar uma vida cheia de graça, alegria, satisfação e vitória. Os Princípios Bíblicos nos asseguram duas realidades: Não há nenhuma situação provocada pela carne, pelo mundo ou por Satanás que seja suficientemente forte a qual o nome e o sangue de Jesus não possam transformar (Rm 8.31-37). Entraremos na batalha de maneira mais segura e vitoriosa. 1. Viver por Princípios Bíblicos é uma manifestação sincera e pura de adoração ao Grande Rei que se renova a cada instante de nossas vidas. 1- O QUE É PRINCÍPIO BÍBLICO? Princípio vem da palavra no grego ARKÊ que significa origem de tudo, aquilo de onde uma causa procede. Verdade primeira (Dt 28.1-2 / Js 1.8 / Mt 7.24 / Hb 5.14 ). Princípios Bíblicos são ensinamentos básicos, verdades eternas que estão na Palavra de Deus e devem ser aplicadas em todas as áreas da nossa vida: familiar, escolar etc. Eles treinam nossa mente para que possamos discernir o bem do mal, o certo do errado. Quando se praticam os Princípios Bíblicos, as bênçãos de Deus se estabelecem na vida do homem, assegurando-lhe uma trajetória próspera e bem sucedida. 2- POR QUE PRECISO VIVER POR PRINCÍPIOS BÍBLICOS? É necessário conhecermos a história original escrita por Deus para cada um de nós e isto só é possível quando vivemos por Princípios Bíblicos, que são verdades eficazes e infalíveis para nos respaldar no cumprimento das promessas de Deus em nossas vidas. Princípios Bíblicos nos levam a viver a plenitude de Deus para nossa vida e nos asseguram o cumprimento de Suas promessas. 3- CARACTERÍSTICAS DOS PRÍNCIPIOS BÍBLICOS Válidos para todos os que os praticam (Mt 7.24) Válidos em todo o tempo ( Mc 13.31) Válidos em todo lugar ( Dt 28.3) Válidos para todo o procedimento (II Tm 3.16)

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4- RESULTADOS DE UMA VIDA POR PRINCÍPIOS BÍBLICOS. Mente renovada ( Rm 12.2) Discernimento espiritual ( Hb 5.13-14) Fluir do Espírito Santo ( Jo 14.15-17) Vida ajustada em todas as áreas (Sl 1.1-3) Mudança de estilo de vida ( I Pe 1.22-23) 5- MUDANDO O SEU ESTILO DE VIDA Se possível uma mudança no estilo de vida se caminhamos passo a passo para a santidade. Para isso, precisamos compreender que o maior inimigo de uma vida santa e irrepreensível é a nossa própria carne e que há um complÔ maligno, uma espécie de conspiração satânica para afastar a todos do mover do Espírito. Trilhar o caminho da santificação é uma decisão pessoal que fala de sacrificar a carne e ter resultado a presença genuína de Deus.Santidade não é emoção. Santidade é fruto gerado pela atitude de todo aquele que decidiu viver por Princípios Bíblicos e está determinado em permanecer transformado. Começamos o processo de santificação quando decidimos nos separa do mundo, romper com velhas atitudes e comportamentos. Quanto mais estamos separados das corrupções mundanas, mais nos achegamos ao Pai e nos tornamos semelhantes a Cristo (Rm 12.1). A santidade fortalece, harmoniza e alimenta o nosso espírito, alma e corpo nos tornando como lugar agradável para a habitação do Pai e vasos perfeitos para o fluir da vida e poder de Deus. Deus oferece a sua ajuda e seu favor para todo aquele que deseja e luta pela sua santificação em Cristo Jesus (Fp 2.12-13; I Ts 4.3). 6- QUAIS SÃO OS PRINCIPIOS BÍBLICOS? Caráter (Gn 1.26; Ipe 1.16) Mordomia (Gn 2.15) Semear e Colher (GN 2.16-17; GL 6.7) Autogoverno (Pv 25.28 ; Gn 4.7) Soberania (Ex 15.18) Individualidade (Gn 20.20 ; Rm 12.4-5) União, Aliança (Rm 12.4-5) 6.1 – CARÁTER Texto base: Gn 1.26 / I Co 6.9; 11.1 / Gn 5.16-21 / Ipe 1.16. Inspiração: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança;” (Gn 1.26). Quando Deus criou o homem, tinha um sonho: formá-lo à Sua imagem e à Sua semelhança.

3 Ser imagem e semelhança de alguém é ser parecido a tal ponto de ser confundido com essa pessoa. Deus queria que a Sua obra prima fosse parecida com Ele em todas as coisas, inclusive no caráter. E quando terminou a Sua obra, olhou e viu que era muito bom. O QUE É CARÁTER? Caráter é o conjunto de qualidades, defeitos e hábitos que cada indivíduo tem. Geralmente ouvimos dizer: “Fulano não tem caráter” ou “Quem faz isso é alguém sem caráter”. Na verdade, caráter todo mundo tem, pois são qualidades e / defeitos, ou características próprias de cada pessoa. A questão é: o caráter é bom ou mau? CARACTERÍSTICAS DE UM MAU CARÁTER De maneira geral é o hábito da mentira, do engano, da rebeldia, da desobediência, da falta de respeito para com o próximo, da falta de amor, da falta de temor ao Senhor, da agressividade, da violência, do roubo, da inveja etc. podemos dizer que o ensinamento está ligado às obras da carne (Gn 5.16-21). CARACTERÍSTICAS DE UM BOM CARÁTER Podemos associá-los ao fruto do espírito (Gl 5.22-23). São os hábitos de obediência, cordialidade, amabilidade, integridade, honestidade, mansidão, bondade, paz, alegria, amor, verdade, justiça, retidão em tudo o que faz. Esse deve ser o caráter do cristão, de alguém que conhece a Jesus e procura viver segundo a Palavra de Deus. O desejo de Deus é formar a imagem e a natureza de Jesus dentro de cada um de nós, tornando-nos a cada dia mais parecidos com Ele. Para isso, o caráter de Jesus tem que ser impresso. Imprimir é colocar em algo uma marca profunda, assim como quando levamos uma camiseta para que seja impressa uma gravura ou uma frase. O que Deus quer fazer é colocar dentro de nós o caráter de Jesus, é imprimir em nós uma marca única, para que os outros, ao olharem para nós, para o nosso comportamento, possam ver que somos filhos de Deus, que em nós brilha a glória do Pai, que a santidade está em nossa vida. 6.2 – MORDOMIA Inspiração: “Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no Jardim do Éden para o cultivar e o guardar”. (GN 2.15) Mordomia: Administrar, cuidar, tomar para si a responsabilidade sobre algo ou alguém, preservar a integridade de. Antes de Deus criar o homem, preparou todo a terra para recebê-lo. Deus preparou a alimentação, a segurança, tudo que o homem precisava para viver na Terra. Depois de tudo pronto, criou o homem, obra prima da Sua criação, e colocou no Jardim do Éden, local que Ele preparou para receber a Sua imagem e semelhança.

4 E, como proprietário de todas as coisas no Universo, Deus deu ao homem a responsabilidade de cuidar de tudo o que ali havia, para cultivar e guardar a terra que havia sido preparado para ele. Essa mesma responsabilidade Deus deu a cada um de nós: De preservarmos a natureza, de não poluirmos o meio ambiente jogando lixo nos rios ou nas ruas; De administrarmos o nosso tempo, usando-o da melhor maneira possível, sem desperdiçá-las com coisas que não edificam. Devemos priorizar o tempo com o Senhor, orando e lendo a Palavra. De cuidarmos dos dons e talentos que ele nos deu. De cuidarmos dos discípulos,das células, e de tudo que envolve o Reino de Deus. Somos mordomos de Deus. Precisamos entender que tudo que temos foi Ele quem nos deu. Se quisermos comer o melhor desta terra, vamos ter que saber administrar tudo aquilo que nos é dado. Se formos fiéis ao Senhor, Ele nos suprirá em tudo, segundo as Suas riquezas em glória. 6.3 – SEMEAR E COLHER Inspiração: Gl 6.7b Semear e Colher. Quando Deus colocou o homem na Terra, deu-lhe uma ordem: “de toda árvore do jardim comereis, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, não comereis...”(Gn 2.16-17). Mas op versículo continua:... “pois no dia em que comeres, certamente morrerás”. O Senhor estava dizendo ao homem que caso resolvesse desobedecer à ordem dada, receberia a conseqüência do seu ato: a morte. Se comesse, morreria. Essa é a lei da semeadura e da colheita. Tudo o que plantamos, certamente, colheremos, na mesma proporção. Se nós olharmos ao nosso redor, nosso dia-a-dia, veremos claramente este princípio. Por exemplo: Se estudarmos, aprendemos e tiraremos boas notas. Se respeitarmos as pessoas, seremos respeitados. Se buscarmos o reino de Deus e a sua justiça, todas as outras coisas nos serão acrescentadas. Se desobedecermos, receberemos correção. Em Oséias 8.7, lemos que aqueles que semeiam vento colhem tempestades. E o que é semear vento? É quando usamos palavras grosseiras, de desobediência, de atos agressivos. Por isso, precisamos tomar cuidado com tudo que falamos ou fazemos, porque vamos colher os frutos dos nossos atos. Um fariseu, doutor da lei, perguntou certa vez a Jesus qual era o grande mandamento. Jesus lhe respondeu que o primeiro grande mandamento é amar a Deus de todo coração, e de toda a alma e de todo entendimento. E o segundo, que vem ligado ao primeiro, é amar o próximo como a si mesmo (Mt 22.37-39). Qual a relação dessa

5 palavra com semear e colher? Simples: tudo o que eu quero que façam a mim, terei que fazer para os outros. Você quer ser amado? Ame Quer ser respeitado? Respeite Quer ser abençoado? Abençoe Quer ter prazer? Viva em paz com todos. Tudo o que você quiser que os outros lhe façam, faça você primeiro, pois tudo aquilo que você semear colherá o fruto segundo a sua espécie. O fruto é resultado da semente. Cuidado com o que você está semeando. 6.4- AUTOGOVERNO Texto base: Pv 25.28 Inspiração: “Tomou, pois o Senhor Deus ao homem e o colocou no Jardim do Éden para cultivar e o guardar.” (Gn 2.15) Governar : significa ter domínio e autoridade sobre algo ou alguém. Autogoverno. Domínio próprio. Quando Deus criou o homem, deu a ele uma capacidade que só o ser humano tem: raciocinar para poder decidir. Todos os animais criados por Deus são movidos pelo instinto de sobrevivência, de procriação, de alimentação etc. O homem pensa, raciona, decide. Tendo esse entendimento, podemos dizer que autogoverno é a capacidade que o homem tem de controlar o seu comportamento e as suas atitudes em casa, na escola, em qualquer lugar que estiver. Salomão, em toda a sabedoria que Deus lhe deu, disse que o homem que não sabe se controlar assemelha-se a uma cidade que não tem muros para guardá-la, isto é não tem proteção. Assim é o homem que não controla seus impulsos. Como podemos entender esse princípio na nossa vida diária? Simples. Quando não sabemos controlar as nossas atitudes, estamos expostos ao resultado das nossas ações. Por exemplo, se não sei controlar a minha língua, não levo desaforo para casa, e cada vez que alguém faz ou diz algo de que eu não gosto, respondo da mesma maneira, ou seja, transgredindo a Palavra de Deus que diz: “A palavra branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira” (Pv 15.1) Autogoverno é uma obra do espírito Santo em nossa vida. É o fruto do domínio próprio (Gl 5.23). quando somos guiados pelo Espírito santo de Deus, Ele nos ensina como devemos agir em cada situação. Ele mesmo coloca as palavras em nossa boca. Quando o senhor colocou Adão e Eva na Terra, deu-lhes uma instrução: “De toda a árvore do jardim comereis, mas da árvore do conhecimento do bem e do mau não comereis”(Gn 2.16-17). Esse era o teste para o autogoverno de Adão e Eva, mas eles não souberam dominar seu desejo e desobedeceram à instrução, trazendo, assim, o pecado e o afastamento de Deus.

6 Precisamos compreender que em todos os lugares existem regras que foram feitas para serem cumpridas: em casa, no trabalho, na Igreja, na faculdade, mesmo nas brincadeiras existem normas, não é verdade? E ninguém está isento de cumpri-la. Quando temos domínio próprio, quando temos Autogoverno somos capazes de cumprir as regras sem dificuldade, mesmo que, muitas vezes, não gostemos delas. Isso é obediência. A verdadeira obediência está em obedecermos exatamente quando não concordamos. Somos capazes de respeitar nossos pais, professores, pastores, bispos, apóstolos, mesmo que, às vezes, as atitudes deles não sejam o que esperamos. Somos capazes de dominar nossa língua para não falarmos o que não devemos. Autogoverno não se consegue sozinho. Precisamos do Espírito Santo de Deus para nos ajudar a vencer a nossa carne. 6.5 – SOBERANIA Texto base : Ex 15.18 Segundo o dicionário, soberania quer dizer: poder supremo, autoridade moral, autoridade do soberano, qualidade ou estado do que é soberano. O princípio da Soberania nos ensina que Deus é Senhor sobre todas as coisas. Ele é o supremo soberano de todo o universo. Ele é o Criador de todas as coisas, em todo o Universo. Tudo existe porque Ele as fez e elas continuarão a existir enquanto Ele sustentar. Por que nós nascemos? Por que o sol só aparece de dia? Por que as estrelas que estão no céu não caem na nossa cabeça? E quantas outras centenas e milhares de perguntas podemos fazer, para as quais os homens buscam um monte de resposta na ciência, mas a única resposta está na soberania de Deus. Deus assim o fez! Para quê? Para que pudéssemos contemplar as Suas maravilhas e reconhecêssemos o Seu poder e majestade. No Salmo 139, nos versículos 1-4, podemos nos maravilhar, com Davi, quando fala do poder e soberania de Deus nas nossas. Ele diz que o Senhor nos conhece desde o ventre da nossa mãe. Ele conhece o nosso pensamento, sabe quando nos deitamos e quando nos levantamos, conhece todos os nossos caminhos e, antes mesmo da palavra chegar à nossa boca, Ele sabe o que vamos falar. Ele sabe todas as coisas, pois é onisciente. Em Pv 15.3, Salomão nos fala que os olhos do senhor estão em todo lugar, contemplando a todos, tanto aos maus quanto aos bons. Esse deus que sabe todas as coisas, antes mesmo que elas aconteçam, é também esterno como diz o nosso versículo chave: Ele reina e reinará para sempre. Ele é o Senhor do tempo e do espaço. Ele está em todo lugar, pois é onisciente. Aprendemos, no primeiro princípio, que nosso caráter deve ser o caráter de Cristo. Se realmente, Cristo vive em nós, não teremos dificuldade em reconhecer que Deus é o Senhor de nossas vidas e, ao precisarmos tomar qualquer decisão, buscaremos

7 primeiro a direção nEle, pois já vimos que Jesus não fazia nada sem antes consultar a Deus, pois sabia que tudo estava debaixo do controle da Sua mão. 6.6 – INDIVIDUALIDADE Inspiração: “Porque assim como num só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros tem a mesma função, assim também nós, conquanto muitos somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros, tendo, porém diferentes dons a graça que nos foi dada...(Rm 12.4-8). Em Gênesis 2.20, a Bíblia diz que Adão deu nome a todos os animais que havia na Terra. Isto implica a individualidade de toda a criação, mesmo com uma imensa variedade de espécies. Então, o que é o individualismo? É a identidade de cada um. Deus criou todas as coisas com identidades distintas. Cada um é um. Identidade fala das características que são específicas de uma pessoa, de um ser ou de alguma coisa. Como podemos entender isso? O texto de Romanos 12.4-8 diz que em um corpo existem vários membros e cada um deles tem uma função específica. Assim somos nós como corpo de Cristo. Cada um tem o seu lugar, a sua função e o seu valor. Deus, quando criou o homem, deu-lhe características particulares que só ele tem. Diferente de todas as outras criaturas, o homem pensa, decide, sonha. E, embora todos nós, seres humanos, tenhamos uma estrutura física semelhante: cabeça, tronco, membros, coração, fígado, etc; tenhamos ações iguais: andamos, falamos, dormimos, comemos, somos totalmente diferentes uns dos outros. Temos personalidade diferentes, pensamos, reagimos de modo diferente uns dos outros. Isso é individualidade. Embora parecidos, somos únicos nesta Terra. Deus fez cada homem um universo único. Não existe ninguém igual a você. Diante de Deus. Você e eu somos pessoas distintas, alguém especial e Ele olha especificamente para mim e para você. Deus, em seu sublime trono, no meio de uma multidão, olha para cada um de nós como alguém único, especial. Precisamos, aprender, com isso, que as pessoas são diferentes umas das outras, têm histórias diferentes, algumas são mais rápidas, outras são mais lentas; umas falam mais, são mais sociáveis, outras mais caladas e retraídas, tímidas. Podemos levar ainda em consideração a cultura de cada povo, de cada região, pois os costumes são diferentes. Diante disso, precisamos respeitar a todos, compreendendo as dificuldades e os limites de cada um.

6.7 – UNIÃO – PACTO – ALIANÇA Inspiração: “Finalmente, sede todos de um mesmo sentimento, compassivos, cheios de amor fraternal, misericordiosos, humildes” (I Pe 1.3-8).

8 União. Ato ou efeito de unir, adesão; confusão; contato; aliança; casamento. Aproximar; ligar; estabelecer comunicação entre; ligar afetivamente; conciliar. Você já parou para admirar como deus é criativo? Quantas espécies de animais existem? E os vegetais? As formas, as cores, os aromas, os sabores, são realmente fantásticos e nenhum é igual ao outro. Mas todos, para subsistirem, precisam estar em harmonia, vivendo em conjunto. Uns dependem dos outros para viver. Em Romanos 12.5, o apóstolo Paulo diz que, mesmo sendo muitos, somos um corpo em Cristo e membros uns dos outros. O que isso quer dizer? Que precisamos uns dos outros, que apesar se sermos diferentes, necessitamos uns dos outros e precisamos respeitar uns aos outros como parte do corpo de Cristo. O que é mais fácil? Carregar um peso sozinho ou dividi-lo com alguém? É claro que é mais fácil quando dividimos as cargas com alguém. Moisés descobriu isso na batalha contra Amaleque. Cada vez que Moisés levantava os braços, Israel vencia, mas quando seus braços cansavam e os abaixava, Israel era vencido. Vendo isso, Arão e Hur colocaram uma pedra para que ele se sentasse e ambos seguravam as suas mãos para que não baixassem (Ex 17.12) e assim Israel venceu a batalha. A união nos incentiva a realizar grandes obras, como Neemias, quando edificava os muros de Jerusalém e convocou o povo para trabalhar, todos juntos, um protegendo o outro, um ajudando o outro (Ne 4.16-17). Vimos anteriormente, no princípio de Semear e Colher, que tudo o que quisermos que os outros nos façam, temos que fazer primeiro. O princípio da União nos ensina que devemos procurar conviver com os outros em harmonia, tendo em nós o mesmo sentimento de amor, de paz, de misericórdia, como Jesus tinha, olhando para cada pessoa ao nosso redor com respeito, e vendo nelas a imagem e semelhança de Deus. Se estivermos unidos em Cristo, obedeceremos a todos os Princípios Bíblicos entendendo que neles seremos bem sucedidos em todos os projetos. 7 – COMO VIVER POR PRINCÍPIOS BÍBLICOS? Os alunos precisam entender que alcançarão este estilo de vida se cumprirem os dois passos abaixo relacionados: Meditar Descobrir em Deus e na sua Palavra, qual(ais) o(s) Princípio(s) Bíblico(s) a ser(em) aplicados ( Sl 1.2). Aplicar Usar, praticar os Princípios Bíblicos identificados na meditação em sua vida diária (Mt 7.24). O mestre deverá estabelecer, como estilo e método para o seu ensinar, o enfoque por Princípios Bíblicos que consistem em:

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Pesquisar – pesquisar, investigar a Palavra de Deus para identificar os Princípios Bíblicos; Racionar – racionar com deus a aplicação dos princípios em tudo o que for ensinado; Relacionar – relacionar os Princípios Bíblicos em cada assunto do cronograma ou matéria curricular na vida prática do aluno a partir do raciocínio com Deus; Registrar – registrar ou anotar em forma escrita todas as aplicações dos Princípios Bíblicos relacionados com o assunto do cronograma ou matéria curricular, ministrados. CONCLUSÂO Princípios Bíblicos são ensinamentos básicos, verdades eternas que estão na Palavra de Deus e devem ser aplicadas em todas as áreas da nossa vida. Viver por Princípios Bíblicos é uma maneira mais perfeita que alguém pode ter para alcançar uma vida cheia de graça, alegria, satisfação e vitória. Viver por Princípios Bíblicos é uma manifestação sincera e pura de adoração ao grande Rei quer se renova a cada instante de nossas vidas.

Referências Bíblicas: Ef 4.22-24 III Jo 2 Ef 4.24 Jo 8.32 II Co 3.17-18 I Ts 3.13 Is 7.15 Gn 1.26 Hb 12.10 Jo 7.38 Sl 139 Rm 13.14 II Co 3.18

ESCOLA DE LIDERES Lição nº 02 – Conhecendo a Palavra de Deus: a Bíblia

“A tua Palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho.” Salmo 119:105 INTRODUÇÃO A Bíblia é a voz de Deus para nós hoje. Devidamente compilada, ordenada, ela deve ser estudada e interpretada, privilégio que não tiveram gerações anteriores. Não podemos ignorar todo o caminho percorrido inicialmente pelos apóstolos e, depois, por outros santos de Deus, para que hoje pudéssemos praticar livremente a fé em Cristo. Este caminho tem o sangue dos justos, o sacrifício dos inocentes, a renúncia de muitas vidas. Todavia, nenhuns desses atos foram em vão, porque cada semente brotou, e a

10 seu devido tempo continuará brotando e operando segundo a dinâmica da Palavra de Deus, a qual prosperará naquilo para o que foi enviada- “Assim será a palavra que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei” (Is 55:11) Sabemos que cada palavra lançada é como uma semente que brotará no seu devido tempo, isso fala do Princípio Bíblico de semear e colher. Para semear uma boa semente, ou seja, as promessas de Deus para nossas vidas, precisamos conhecer a Sua Palavra. É fundamental conhecermos e retermos a confissão das promessas de Deus para nossas vidas. Não foi de homens a idéia de ordenar todos os fatos bíblicos num livro. Em Isaías 30:8, vemos Deus ordenando ao profeta: “Vai, pois, escreve isso numa tábua perante eles, e aponta-o num livro, para que fique registrado para os dias vindouros, para sempre e perpetuamente”. Ao profeta Daniel disse: “E tu, Daniel, fecha estas palavras e sela este livro, até o fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará”. (Dn 12:4). Vemos o princípio de Sabedoria de Deus sendo estabelecido na vida do homem. Também precisamos observar as ordenanças de Deus para nossas vidas para que sejamos bons mordomos de Sua obra. Que grande mistério há nesse livro, que fez Davi afirmar no salmo 119:105 “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz para os meus caminhos” e o escritor de Hebreus 4:12 dizer: “Porque a Palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante que qualquer espada de dois gumes, e penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração”. Eis um livro que norteia, instrui, conforta, anima e admoesta! Não há outro mistério, senão o próprio Espírito Santo, fazendo parte de Hb 4:12 – PORQUE A PALAVRA DE DEUS É VIVA E EFICAZ. É o Espírito que dá vida à letra, dando à Bíblia essa maravilhosa característica de transformar vidas. A Bíblia não tem por finalidade provar a existência de Deus, pois Deus não se prova, DEUS É; entretanto, a história tem sustentado algumas argumentações, que comprovam a veracidade da Bíblia como Palavra de Deus. Dentre as mais discutidas, citamos: 1. A INSPIRAÇÃO DIVINA DA BÍBLIA A Bíblia é devidamente inspirada e tal inspiração que a diferença de todos os demais livros do mundo, pois é a influência sobrenatural do Espírito Santo como um sopro, sobre os escritores da Bíblia, capacitando-os a receber e transmitir a mensagem divina sem mistura ou erros. A própria Bíblia reivindica a si a inspiração de Deus, pois a expressão “Assim diz o Senhor”, como carimbo de autenticidade divina, ocorre mais de 2.600 vezes nos seus 66 livros. A teoria correta da inspiração da bíblia é a chamada Teoria da Inspiração Planetária ou Verbal, a qual ensina que todas as partes da Bíblia são igualmente inspiradas; o fato de

11 os escritores não agirem como se fossem robôs, mas usando de seu próprio vocabulário comprova que escreveram a Palavra de Deus sob uma influência poderosa do espírito Santo. 2. A PERFEITA HARMONIA E UNIDADE DA BÍBLIA A chegada da bíblia até os nossos dias só pode ser explicada como um milagre, considerando-se que nela há 66 livros escritos por cerca de 40 escritores, num período de aproximadamente 16 séculos, principalmente quando levamos em conta que estes homens tinham as mais variadas ocupações, viveram em diferentes épocas e lugares e muitos deles nem mesmo se conheceram. Mas, apesar de toda esta diversidade, e de tantos estilos, verificamos que os escritores geraram um “produto” poderoso e coerente. A Bíblia, como um todo, não apresenta nenhuma contradição doutrinária, histórica ou científica. A perfeita harmonia desses livros é, para a mente humildade e sincera, uma prova incontestável de sua origem divina, e de que uma única mente via tudo e guiava os escritores: a mente de Deus.

3. O TESTEMUNHO DO ESPÍRITO SANTO DENTRO DO CRENTE Quem de fato aceita Jesus aceita também a Bíblia como a Palavra de Deus, pois o espírito Santo põe na alma do crente a certeza quanto à autoridade desses livros. Esse testemunho do espírito Santo no interior do crente, no tocante às Escrituras, é superior a qualquer argumentação humana (Jo 7:17). 4. A BÍBLIA: INFLUÊNCIA BENÉFICA, UNIVERSAL E ATEMPORAL A Bíblia é o livro mais lido do mundo. E não se pode negar a influência benéfica e transformadora que ela exerce sobre os indivíduos e as nações. Mesmo aqueles que não a aceitam, reconhecem o seu efeito sadio na civilização. É notável o seu caráter universal. Qualquer crente, ao lera Bíblia, recebe sua mensagem como se houvera sido escrita diretamente para ele. Todas as raças consideram a Bíblia como sua possessão; ninguém a considera como um livro alheio ou estrangeiro. A atemporalidade da bíblia é outro fato marcante que a distingue de qualquer outro livro: ela sempre nova e inesgotável. É o livro mais antigo do mundo e ao mesmo tempo o mais moderno. Em mais de 20 séculos o homem não pôde melhorá-lo. É o único livro que é lido seguidas vezes, sem que se perca por ele o interesse, independentemente da idade do leitor. Portanto, a leitura da Bíblia deve se tornar um estilo de vida para todo aquele que confessa Jesus como senhor e Salvador. Devemos entender que, quando lemos a Bíblia, estamos abrindo o nosso coração para receber de Deus alimento seguro e saudável, uma fonte inesgotável de sabedoria e conhecimento de Deus. 5. ESTRUTURA DA BÍBLIA

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A Bíblia é composta de 66 livros, sendo divididos em 39 livros no Antigo Testamento e 27 livros no Novo Testamento. Os 39 livros do Antigo Testamento se classificam em 4 grupos: 05 livros da Lei – Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio Também chamado de Pentateuco, esses livros tratam da origem de todas as coisas, da Lei e do estabelecimento da nação israelita. 12 livros Históricos – Josué, Juízes, Rute, I Samuel, II Samuel, I Reis, II Reis, I Crônicas, II Crônicas, Esdras, Neemias, Ester. Ocupam-se da história de Israel nos seus vários períodos: a Teocracia, sob os juízes; a monarquia, sob Saul, Davi, Salomão; a Divisão do Reino e o cativeiro, contendo relato dos reinos de Judá e Israel, este sendo levado para a Asíria e aquele para a Babilônia; o pós-cativeiro sob Zorobabel, Esdras e Neemias, em conjunto com os profetas contemporâneos. 05 livros poéticos: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares. São assim chamados pelo gênero do seu conteúdo; mas também são chamados de devocionais. 17 livros proféticos Profetas Maiores – Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel e Daniel Profetas Menores – Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofanias, Ageu, Zacarias, Malaquias. As expressões maiores e menores não se refere a notoriedade ou ao mérito do profeta, mas sim ao tamanho dos livros e a extensão do respectivo ministério profético. Poderíamos enumerar várias outras composições que diferem das duas anteriormente apresentadas, como a das Bíblias de edição da igreja Romana, onde o total de livros não é 66, mas 73, com inserção de 7 livros apócrifos e 4 acréscimo; a da Igreja Ortodoxa Grega, que mantém 10 livros apócrifos e4 acréscimo. A edição católica de Matos Soares Figueiredo, que apresenta diferentes divisões nos Salmos, e assim por diante. No sentido religioso, apócrifo significa “não genuíno, espúrio” ou seja, não inspirado. Os 27 livros do Novo Testamento estão classificados em quatro grupos, conforme o assunto que abordam: Biografia (4 livros), História (1 livro), Epístola (21 livros) e Profecia (1 livro). Os 27 livros do Novo testamento também se classificam em 4 grupos: 04 livros biográficos – BIOGRAFIA (4) – São os quatro evangelhos: Mateus, Marcos, Lucas e João.

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Os três primeiros são chamados Evangelhos Sinópticos, devido a certo paralelismo que têm entre si. O quarto é chamado o evangelho da revelação. Os Evangelhos são os livros mais importantes da Bíblia. Descrevem a vida terrena de Jesus e o seu glorioso ministério. Todos os livros que os precedem tratam da preparação para a manifestação de Jesus Cristo, e os que se lhes seguem são explicações da doutrina de Cristo. a) Mateus – é considerado por excelência o Evangelho da Igreja. Escrito para instruir o novo povo de Deus acerca de Jesus Cristo (judeus de língua grega), apresenta uma estrutura basicamente didática. Este evangelho é admiravelmente adaptado a uma igreja intimamente ligada ao Judaísmo; respira a atmosfera do Messianismo, apesar de ter uma mensagem para “todo o mundo”. Aceita-se que tenha sido escrito por volta do ano 70 d.C, pelo próprio apóstolo Mateus, em terras da Síria, provavelmente em Antioquia. Enfatiza o Reino de Deus (o reino dos céus) e a biografia de Jesus. b) Marcos – é o documento mais antigo sobre a vida e obra de Jesus. Por possuir apenas cinco passagens que não se encontram nos outros dois evangelhos sinópticos, Marcos foi relegado a um segundo plano durante longo tempo. Hoje sabemos da sua importância na preparação de Mateus e Lucas. É conciso, claro e direto, estilo este que agradaria à mentalidade romana, avessa a abstrações e fantasias literárias. Escrito por João Marcos, colaborador de Paulo e provável discípulo de Pedro, é o evangelho da ação e da vivacidade. Para origem do documento, aceita-se a data de 50 a 65 d.C, tendo como lugar, Roma. Enfatiza Jesus, o Filho de Deus e Sua obra. c) Lucas – é predominantemente histórico. Normalmente os trechos comuns aos outros dois evangelhos estão melhor colocados em Lucas, que demonstra uma grande aptidão literária, riqueza de vocabulário e excelente domínio da língua grega. O seu autor, que não dá o seu nome, fornece uma introdução literária que declara os seus objetivos ao escrevê-lo, os métodos que empregou e as afinidades com os seus contemporâneos que tinham empreendido a mesma tarefa. O conhecimento de Lucas abrangia todos os fatos de maior relevo e contém particularidades que não aparecem nos outros Evangelhos; é dentre os evangelistas, o que mais se aproxima do nosso conceito atual de historiador. Sua obra foi escrita para cristãos de procedência gentílica (não judeus), com data e local imprecisos aceitando-se o grande intervalo de 60 a 95 d.C e locais como Corinto, Éfeso ou Roma. Enfatiza a doutrina de Jesus , o Messias que veio dar cumprimento perfeito ao plano salvador de Deus. d) João- é o Evangelho fortemente Teológico, que discute particularmente a pessoa de Jesus e a fé nEle. É o mais invulgar e talvez o mais valioso do quarteto dos Evangelhos, também chamado o Evangelho da Revelação. Escrito após os Evangelhos sinópticos, não contém parábolas e apresenta apenas sete milagres, cinco dos quais só aparecem nesse livro. João o escreveu na sua velhice, em Éfeso, provavelmente no final do primeiro século, apresentando-se como testemunha viva da revelação de Deus, no evangelho que leva o seu nome. Denominando-se “o discípulo amado”, João nos mostra a cada passo um Jesus como não encontramos nos demais evangelhos; é como se ele nos mostrasse a alma do mestre; Enfatiza a pessoa de Jesus e a sua figura como Salvador.

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01 livro histórico – Atos dos apóstolos Esse livro registra a história da Igreja primitiva, seu modo de viver é a propagação do evangelho. É apontado como uma continuação do Evangelho de Lucas. Apresenta acontecimentos muitos significativos, como por exemplo, a descida do Espírito Santo (Pentecostes), o discurso de Pedro, a morte de Estevão, a conversão de Paulo, a unidade e a perseguição da Igreja, dentre outros. De todos os livros da Bíblia, diz-se que Atos dos Apóstolos é o único que continua sendo escrito até hoje, pelos santos de Deus, que somos nós. Foi escrito por volta dos anos 80 d.C.

21 epístolas – São 21 as cartas ou epístolas, que vão de Romanos a Judas. Essas cartas contêm a doutrina da igreja. Classificação mais aceita: 09 são dirigidas às Igrejas – Romanos, I Coríntios, II Coríntios, Gálatas, Éfesios, Filipenses, Colossenses, I Tessalonicenses, II Tessalonicenses. 04 são dirigidas a pessoas – I Timóteo, II Timóteo, Tito e Filemom. 01 é dirigida aos hebreus cristãos – Hebreus. 07 são dirigidas a todos os cristãos – Tiago, I Pedro, II Pedro, I João, II João, III João e Judas. Essas epístolas são também chamadas universais, católicas ou gerais, apesar de duas delas serem dirigidas a pessoas ( II João, III João). O Apóstolo Paulo se destaca como o mais famoso escritor do Novo Testamento, com 13 epístola autênticas de sua autoria restando apenas oito para os demais escritores. Este fato é digno de maior relevância , principalmente quando consideramos que Paulo não fazia parte daqueles que acompanharam pessoalmente o ministério de Jesus. Como ele próprio afirma, o seu ministério foi dado diretamente pelo Espírito Santo. ( Gl 1: 11-12) 01 livro profético – é o livro de Apocalipse, também chamado livro da Revelação

6. O TEMA CENTRAL DA BÍBLIA Jesus é o tema central da Bíblia. No Antigo Testamento, tudo apontava para a sua manifestação *e no Novo testamento, tudo conta sobre a sua maravilhosa obra, doutrina e volta gloriosa. (*aprofundar mais as manifestações ou sinais do Messias de Gênesis a Apocalipse.) Passando livro a livro sempre O encontramos; em Gênesis Ele é o mesmo descendente da mulher, em Apocalipse é o Alfa e o Ômega.

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Tomando o Senhor Jesus como centro da Bíblia poderemos resumir o antigo e o novo testamento (66 livros) em cinco palavras que definem a sua história: Preparação: todo o Antigo Testamento, 39 livros, preparam a humanidade para sua vinda. Manifestação: os Evangelhos tratam da sua manifestação. Propagação: o livro dos atos dos Apóstolos trata da propagação do seu Evangelho. Exclamação: as epístolas são a explanação da sua doutrina. Consumação: o apocalipse trata de todas as coisa preditas através de Cristo. . CONCLUSÃO A Bíblia é a palavra de Deus digna de toda aceitação. Seus ensinamentos são verdadeiros, regra de doutrina e fé.

ESCOLA DE LIDERES Lição nº 03 – MEDITAÇÃO BIBLICA “Como é feliz aquele que não consegue o conselho dos ímpios, não imita a conduta dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Ao contrário, sua satisfação está nessa lei do Senhor e nessa lei medita dia e noite. É como árvore plantada à beira de águas correntes. Dá o seu fruto no tempo certo e as suas folhas não murcham. Tudo o que ele fizer prosperará.” Salmo 1:1-3 INTRODUÇÃO O Senhor nosso Deus, após criar o homem, vinha diariamente na viração do dia, encontrar-se com Sua criação. Podemos imaginar como esses encontros deveriam ser prazerosos – homem e Deus – numa conversa de dia-a-dia, compartilhando grandes descobertas, pequenas experiências, gerando relacionamento. Mas um dia essa interação foi quebrada, devido à entrada do pecado. Adão certamente deve ter carregado, ao longo do resto dos seus 930 anos, a saudade daqueles momentos tão especiais e, muitas vezes, deve ter sentido um imenso vazio ao olhar o pôr-do-sol. Para nós, porém, nasceu o “Sol da justiça”, a resplandecente “Estrela da manhã”, e podemos, por causa dEle, Jesus Cristo, nos encontrar novamente, todos os dias, com o nosso Criador. A MEDITAÇÃO BÍBLICA é um dos modos que podemos utilizar para fazer com que esse encontro aconteça. Não deixemos Deus esperando por nós, nem o entristeçamos pela nossa ausência. Compareçamos pontualmente, pela MEDITAÇÃOP

16 BÍBLICA, para dividirmos com Ele o nosso dia, renovamo-nos e nos alegramos diante da Sua presença maravilhosa. 1. O QUE É MEDITAÇÃO BÍBLICA? “Antes, tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite” (Sl 1:2). Meditar vem da palavra hebraica hagah, que significa ler em silêncio ou falar consigo mesmo, à medida que se pensa; refletir; resmungar; ponderar; meditar ou contemplar algo repetindo palavras. Hagah representa algo tranqüilo, diferente, porém, do sentido de “meditação” enquanto exercício mental. No sentido hebraico, meditar nas Escrituras é repeti-las calmamente em som suave e baixo, abandonando interiormente as distrações exteriores. Meditar em o ato feito de ponderar, pensar, refletir, estudar, considerar, matutar sobre. Nota-se que o conceito diz: ato ou efeito, subentendendo ação e reação, ou seja, a meditação é uma atitude da qual se colhe um resultado. Meditação Bíblica, portanto, é uma atividade que envolve leitura e repetição da Palavra, refletindo-se sobre os caminhos de Deus para aplicá-los em cada aspecto de nossas vidas. A Meditação Bíblica não é um ato voluntário, é uma ordenança. “Não se aparte da tua boca o livro desta LEI; ante, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer tudo quanto nele está escrito; porque, então, farás prosperar o teu caminho, e, então prudentemente te conduzirás.” (Js 1:8); Examinai as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam. (Jo 5:39). Aqueles que procuram viver na bênção de Deus meditam na sua Palavra a fim de moldarem seus pensamentos, atitudes e ações. Lêem as palavras das Escrituras, meditam nelas e as comparam com outros trechos bíblicos. Fazer meditação bíblica é uma decisão de obedecer a Deus, refletindo sobre Sua Palavra, expondo-se a ela para receber seus benefícios. “Em teus preceitos meditarei e olharei para os teus caminhos. Alegrar-me-ei nos teus estatutos; não me esquecerei da tua palavra”. (Sl 119:15,16) “Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, Senhor, rocha minha e libertador meu !” (Sl 19:14) 2. PARA QUE MEDITAR NA BÍBLIA Em Js 1:8 encontramos esta resposta: “...para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto está escrito; porque, então, farás prosperar o teu caminho e, então, prudentemente te conduzirás.” 2.1 Para a prática da palavra “E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos”. (Tg 1:22). A obediência à Palavra de Deus realiza a obra de Deus. Devemos ouvir a Palavra e realizar a obra. O objetivo de Deus é que experimentemos a Palavra para que haja uma transformação de vida que resulte no ministério.

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2.2 Para que haja prosperidade “Cantem e alegrem-se os que amam a minha justiça, e digam continuamenbte: o Senhor que ama a prosperidade de seu servo, seja engrandecido” (Sl 35:27). Deus se alegra quando os seus servos prosperam! A Palavra hebraica traduzida aqui por “prosperidade” está carregada de significados: segurança, bem-estar, felicidade, saúde, paz”. Na verdade, essa palavra é normalmente traduzida por “paz”; quando suas necessidades estão satisfeitas, você esta em paz. Ademais, se Deus se agrada com a prosperidade de servos, como ele fica então em relação à prosperidade de seus próprios filhos – aqueles que foram comprados pelo sangue de Jesus e adotados por Ele? Pense em quão emocionante Deus fica quando nós – Seus próprios Filhos – prosperamos em todos os aspectos de nossas vidas. 2.3 Para que haja prudência Não existe prudência sem sabedoria; e a sabedoria é adquirida no temor ao Senhor: “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo e prudência”; “Eu, a sabedoria, habito com a prudência, e disponho de conhecimento e de conselhos.” (Respectivamente: Pv 9:10 e 8:12). Sabedoria é conhecer a verdade e saber como aplicar esta verdade em qualquer situação; Prudência é conhecimento temperado e modificado pela sabedoria e pelo discernimento. 3.A IMPORTÃNCIA DA MEDITAÇÃO BÍBLICA Deus, na Sua soberana vontade, tem muitas formas de falar com o homem (Jó 33:1417), e uma delas é através da Sua Palavra revelada, a Bíblia. Neste tipo de comunicação, a meditação bíblica é um instrumento de grande importância.

3.1 Para sermos regenerados “... sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível., pela Palavra de Deus, viva e que permanece para sempre.” (I Pe 1:23). Como o pecado produziu a morte espiritual nas pessoas, a salvação em Cristo Jesus forneceu a vida espiritual. Esse texto nos fala da semente, que é a Palavra de Deus, que produziu a nova vida em nós e que nos gerou novamente através do poder do Espírito Santo, tornandonos membros da nova criação de Deus. (Ef 2:1-3 / Tg 3:5 / II Co 5:17). 3.2 Para olharmos para a Palavra de Deus e nela vermo-nos a nós mesmos,como num espelho “E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos. Porque se alguém é ouvinte da palavra e não cumpridor, é semelhante ao varão que contempla no espelho o seu rosto natural; porque se contempla a si mesmo, e foi-se, e logo se esqueceu de como era. Aquele, porém que atenta bem para a lei perfeita da liberdade e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas fazedor da obra, esse tal será bem-aventurado no seu feito.” (Tg 1:221-25). Aqui há uma lição. Devemos evitar a tentação de ver e julgar os outros, analisando o que eles devem fazer em vez do que nós precisamos fazer.

18 3.3 Para reconhecermos a autoridade da Palavra de Deus sobre as nossas vidas “Para sempre, ó Senhor, a tua palavra permanece no céu. A tua fidelidade estende-sede geração à geração; tu firmaste a terra, e firme permanece. Conforme o que tu ordenaste, tudo se mantém até hoje; porque todas as coisas te obedecem.” (Sl 119:89-91). Deus é fiel em aplicar o poder, a promessa e a bênção de Sua Palavra, juntamente com as suas exigências de justiça e julgamento sobre as nossas vidas. Como povo “espiritual”, devemos recusar as inclinações naturais do homem perdido, estando prontos para ouvir e aceitar a autoridade da Palavra do próprio Deus. 3.4 Para fortalecermos a nossa alma “Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.” (Mt 4:4). A mensagem evidente desta passagem é de que não há sobrevivência da alma sem a Palavra de Deus – diariamente. Não se trata de uma questão de dever legal, definindo a salvação de alguém, mas de responsabilidade pessoal, definindo a obediência de alguém no caminho do discipulado. Ninguém suponha que a sobrevivência espiritual seja possível por muito tempo sem se alimentar da palavra de Deus. O texto de I Pedro 2:2 (leia) declara que a Palavra de Deus é tão essencial para o crente quanto o leite para o recém-nascido. Tal qual o maná no deserto (Dt 8:3), uma porção regular e diária da Palavra de Deus deve ser procurada e usada como alimento pelo crente. 3.5 Para sermos guiados pela Palavra de Deus “Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz para os meus caminhos.” (Sl 119:105). A palavra de Deus ilumina o caminho dando direção para cada passo e sabedoria para os planos de curto, médio e longo prazo. Já vimos nesta lição que Josué considera a aplicação regular da palavra de Deus, na vida, como o caminho mais seguro para o sucesso, ensinar e confirmar. Não se apresse em ir adiante sem isso – jamais. É através da Palavra que sabemos qual a vontade de Deus para nossa vida e assim nos envolvermos no seu propósito.

3.6 Para crescermos espiritualmente “Eu, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo. Com leite vos criei, e não com alimentos sólidos, pois ainda não estáveis prontos para isso. Com efeito,ainda não estais prontos. Ainda sóis carnais. Pois havendo entre vós inveja, contendas, e dissensões (divergências), não sois, porventura, carnais e não andais segundo os homens?” (I Co 3:1-5). A verdade exigente desta passagem é que nenhuma quantidade de discernimento ou visão espiritual supostos, reflete um verdadeiro crescimento espiritual, se for separado de nosso crescimento básico no conhecimento da Palavra de Deus na Bíblia. Sem esse enraizamento na Palavra, podemos ser iludidos a respeito de nosso crescimento. Tal “enraizamento” é, na verdade e no amor, não simplesmente em aprender conhecimento ou estudo perfeito. Para experimentar o verdadeiro crescimento espiritual, devemos gastar um tempo com a palavra e nos separarmos dos obstáculos da insensibilidade, competitividade e rivalidade. 3.7 Para amarmos a Palavra de Deus como discípulos de Jesus

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“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, este é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu pai, e eu o amarei e me manifestarei nele.” *Jo 14:22). O nosso amor por Jesus está relacionado À vontade de guardar os seus mandamentos. Se o amamos, também guardaremos a Palavra de seu Pai. 3.8 Para conhecermos as Suas promessas Para cada promessa há uma condição. Esse é o princípio de semeadura – semear e colher. 3.9 Para gerarmos comunhão com espírito Santo Princípio de união. 3.10 Para aprendermos a respeito de Deus e de seu Reino Princípio de soberania. 3.11 Para crescermos espiritualmente Devemos crescer espiritualmente sabendo quem somos e qual a nossa missão neste Reino. Princípios de individualidade e mordomia. 3.12 Para sermos transformados à semelhança de Cristo Jesus “Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo, como um espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo espírito do Senhor.” (II Co 3:18). A Bíblia nos mostra a imagem de Cristo para que possamos medir nossa conduta e caráter em relação a ele e permitir que Deus nos molde de acordo com a imagem de Cristo. Na presente era, essa transformação é progressiva e parcial. Quando, porém, Cristo voltar, nós o contemplaremos face a face, e a nossa transformação será completa. À medida que nos expomos a Palavra de Deus recebemos cura, consolo, restauração e direção (Sl 19:7 ; Tg 1:21) 4. PREPARE-SE PARA A MEDITAÇÃO BÍBLICA A meditação bíblica não deve ser realizada de qualquer jeito, pois as coisas pertinentes ao Reino de Deus devem ser realizadas com decência e ordem (I Co 14:40). Portanto, apresentamos a seguir princípios a serem cumpridos na preparação de uma meditação de êxito. (Am 4:12b). Orar pedindo a Deus um coração limpo, para sermos santificados e para mantermos uma comunhão verdadeoira com ele. “Cria em ó Deus, um coração puro...” (Sl 51:10) “Bem aventurados os limpos de coração porque eles verão a Deus.”(Mt 5:8) Depender da orientação do espírito Santo “... esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto eu vos tenho dito.” (Jo 14:26) Calar a nossa vontade. “... seja feita a tua vontade...” (Mt 6:10) Calar a voz de Satanás. “... o espírito imundo bradou...mas Jesus o repreendeu dizendo: Cala-te...” (Mc 1:23,25)

20 Ouvir a voz de Deus. “Hoje se ouvirdes a Sua voz, não endureçais os vossos corações” (Hb 3:7) “Quem tem ouvido para ouvir, ouça o que o Espírito diz...” (Ap 2:29; 3:6,13,22) Render-se a Deus para que Ele abra o entendimento. “Desvenda os meus olhos para que eu veja as maravilhas da tua lei.” (Sl 119:18). “Então lhes abriu o entendimento para compreenderem as escrituras.” (Lc 24:45) Orar agradecendo a Deus. “...Graças te dou, ó Pai...porque revelastes estas coisas aos pequeninos.” (Mt 11:25) 5. PASSOS PARA A MEDITAÇÃO BÍBLICA Ao se meditar num texto bíblico, devem vir à mente, perguntas como estas: O Espírito de Deus está aplicando este versículo à minha condição no momento? Há aqui uma promessa para eu te buscar? Este texto revela um pecado específico que devo empenhar-me em evitar? Deus está dando uma ordem para eu obedecer? Meu espírito está harmonia com o que o espírito Santo está dizendo aqui? Este texto revela uma verdade a respeito de Deus, da salvação, do mundo, ou da minha obediência pessoal a Deus, a respeito da qual preciso receber a iluminação do espírito Santo? E mais, você deve: Memorizar o texto chave. Extrair do texto a promessa de Deus para si, usando os pronomes sempre na 1ª pessoa do singular – eu – para auxiliar na tomada de posse do que Deus estiver prometendo. Extrair a condição para o cumprimento da promessa. Ver qual a aplicação prática da promessa para própria vida. Agradecer, louvar, adorar a Deus e glorificar o Seu Nome. 6. HÁBITOS A SEREMCULTIVADOS NAMEDITAÇÃO BÍBLICA Manter um caderno para anotação diária sobre o que foi meditado. Procurar, se possível, meditar no mesmo horário todos os dias. Ter um local apropriado para a meditação, observando a comodidade e o silêncio. Rever as anotações, assinalando as promessas alcançadas. Considerar a meditação como o momento de um encontro marcado com Deus. CONCLUSÃO Meditação bíblica é pensar, refletir, estudar a Palavra de Deus; A meditação é uma decisão diária com local e hora marcada; Através da meditação compreendemos quais as condições estabelecidas por Deus para recebermos os seus benefícios ou bênçãos.

21 ESCOLA DE LÍDERES FORMANDO UM LÍDER DE ÊXITO 4ª Lição - A BÍBLIA NOS ENSINA QUEM É DEUS “Para que se saiba desde o nascente do sol, e desde o poente, que fora de mim não há outro; Eu Sou o Senhor, e não há outro” Isaias 45:6 Introdução: Nesta lição, teremos contato com o que a Bíblia nos ensina a respeito da pessoa de Deus. Num tempo em que tantas coisas são ditas a respeito de Deus, é importante saber o que Ele mesmo revela a cerca de Si em Sua Palavra. Como toda pessoa, Deus tem atributos ou qualidades que O distinguem de qualquer outra pessoa, ou seja que fazem dEle um ser singular. Existem dois conjuntos de qualidades que Deus possui. O primeiro deles diz respeito à natureza. Seria mais ou menos como dizer de alguém como é sua aparência, embora não possamos comparar Deus a nenhum ser humano na constituição física ou mesmo espiritual. A isto chamaremos de qualidades naturais ou da natureza de Deus. Outro conjunto de qualidades de Deus está relacionado ao Seu caráter ou, conforme a comparação citada anteriormente, como Deus seria por dentro. Isto diz respeito à Seu caráter e aquilo que move Seus atos. A isto chamamos de qualidades morais de Deus, Sua personalidade. 1- QUALIDADE DA NATUREZA DE DEUS Como falamos acima, começaremos a descrever as qualidades de Deus pela Sua natureza. 1.1 – Deus é Espírito esta é, talvez, a qualidade natural mais marcante de Deus. A Bíblia diz, em João 4.24, que Ele é espírito. Ou seja, Ele não é composto de matéria física. Nem tampouco possui uma natureza física. Isto também pode ser explicitado em outras passagens: Jo 1:18 ; I Tm 1.17; 6.15-16. Por causa desta qualidade, Deus não se limita as realidades humanas, nem muito menos às de tempo ou espaço. 1.2 – Deus é fonte de toda a vida. Outra qualidade natural de Deus é o fato de estar vivo. Embora isto seja óbvio devemos perceber como esta qualidade é importante para nós. A Bíblia diz que Deus é o que é. Ou seja, nós seres humanos, existimos a partir de uma outra pessoa (nossos pais e parentes que geram nossa linhagem); Deus, porém não depende disto, pois é a fonte de toda a vida. Ex 3.14 ; Hb 11.6 ; Jr 10.10 ; I Ts 1.9. 1.3- Deus possui uma personalidade Além de possuir qualidades como espirituais e vida, Deus possui uma personalidade. Ele é uma pessoa, um ser pessoal que tem autoconsciência. Deus possui vontade e é capaz de sentir, escolher e ter um relacionamento recíproco (que possui resposta) Ex 3.14 ; 20.7 ; Sl 20.7 ; Gn 3

22 A implicação mais clara para esta realidade é o fato de que deus espera que nos relacionemos com ele pelo fato de sermos Sua imagem e Sua semelhança conforme nos diz a palavra. O detalhe é que Deus espera um relacionamento segundo os Seus padrões e não segundo nossos, que são corrompidos pelo pecado. 1.4- Deus é infinito A última das qualidades naturais que iremos abordar se refere à infinitude. Dentro deste campo podemos dizer que há pelo menos três questões contidas nesta qualidade de Deus. Infinitude representa ausência de qualquer ordem. Ou seja, para Deus nada é impossível. Isto quer dizer que Deus: 1.4.1 Está presente em todos os lugares. Ele está presente em todos os lugares a um só tempo. O salmista afirma que, não importa para onde formos Deus está ali (Sl 139.7-12). Confira com o texto de Jeremias 23.23-24. deus observa tudo quanto fazemos; Isto porque, em resumo, Ele é maior que todas as coisas. Deus não é limitado pelo tempo ou o espaço, embora Ele os use segundo Sua vontade (Sl 90.1-2 ; Jd 25 ; Ef 3.21). Em outras palavras, é como se para Deus nossa vida fosse uma fotografia. Em uma foto, podemos contemplar todos os momentos daquele evento. Para nós, porém, vemos a vida como um filme, que tem começo, meio e fim. Se deixarmos de assistir a uma parte, poderemos perder a compreensão do todo, além do que, sem que vejamos todo o filme, nunca teremos o entendimento do fim. A partir desse exemplo, podemos ter uma idéia do que é esta qualidade de Deus (Is 44.6 ; Ap 1.8 ; 21.6 ; 22.13). 1.4.2 Conhece tudo. Deus sabe todas as coisas (Sl 139.1-6; 147.5). ele conhece não somente nosso procedimento, mas também nossos próprios pensamentos (I Sm 16.7 ; Sl 44.21 ; Jr 17.9-10). Jesus diz que nenhum fio de nossa cabeça cai sem que ele permita (Lc 12.7) e nem mesmo um pardal poderá cair no chão sem sua permissão (Mt 10.30). deus, tanto tem conhecimento dos fatos no passado, presente e futuro, assim como também detém toda a sabedoria à ciência (Rm 11.33). 1.4.3 Tem todo poder. Ele é o Todo-poderoso e detém a autoridade total sobre todas as coisas e sobre todas as criaturas (Gn 17.1 ; Sl 147.13-18 ; Jr 23.17 ; Mt 19.26). Deus pode realizar tudo o que quiser porque está ao Seu alcance fazer isso.

1.4.4 É transcendente Ele é diferente e independente da sua criação (Ê 24.9-18 ; Is 6.1-3). Seu ser e sua existência são infinitamente maiores e mais elevados do que a ordem por Ele criada (I Rs 8.27 ; At 17.24-25). Ele subsiste de modo absolutamente perfeito e puro, muito além daquilo que Ele criou. Ele mesmo é incriado e existe à parte da criação (I Tm 6.16). A transcendência de Deus não significa, porém, que Ele não possa estar entre o Seu povo como seu Deus (Lv 26.11-12 ; Ez 37.27 ; II Co 6.16).

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1.4.5 É eterno. Ele é de eternidade a eternidade (Sl 90.1-2 ; 102.12). Nunca houve nem haverá um tempo, nem no passado nem no futuro, em que Deus existisse ou que não existirá; Ele não está limitado pelo tempo humano (Sl 90.4 ; II Pe 3.8), e é, portanto, melhor descrito como “EU SOU” (Ex 3.14 ; Jo 8.58). 1.4.6 É imutável. Ele é inalterável nos Seus atributos, nas Suas perfeições e nos Seus propósitos para a raça humana (Num 23.19 ; Tg 1.17). Isso não significa, porém, que Deus nunca altere Seus propósitos temporários ante o proceder humano. Ele pode, por exemplo, alterar Suas decisões de castigo por causa do arrependimento sincero dos pecadores (Jn 3.610). Além disso, Ele é livre para atender as necessidades do Seu povo. Em vários casos, a Bíblia fala de Deus mudando uma decisão como resultado das orações perseverantes dos justos (II Rs 20.2-6 ; Lc 18.1-8). 1.4.7 É perfeito e santo. Ele é absolutamente isento de pecado e perfeitamente justo (Lv 11.44-45 ; Mt 5.48). Adão e Eva foram criados sem pecado (Gn 1.31), mas com a possibilidade de pecarem. Deus, no entanto, não pode pecar (Nm 23.19 ; II Tm 2.13). 2- QUALIDADES DO CARÁTER DE DEUS Muitas características do Deus único e verdadeiro, especialmente Seus atributos morais, têm certa similitude com as qualidades humanas, sendo, porém, evidente que todos os Seus atributos existem em grau infinitamente superior aos humanos. Alíás, devemos ressaltar que a capacidade de ter essas características vem do fato de sermos criados à Sua imagem, mas Ele não é com o nós. Dentro do caráter e da personalidade de Deus, podemos dizer que Ele é: 2.1. PLENAMENTE PURO Dentro da pureza moral, podemos dizer que Deus está plenamente distante de tudo que mau e perverso. Por isso, Ele é:

a) Santo. Plenamente separado de tudo aquilo que manche o Seu caráter. Ou seja, o pecado. Isto quer dizer que Deus não aprova o pecado em nenhuma instância. (Ex 15.11 ; Is 6.1-4 ; Hb 1.13 ; Tg 1.13). b) Reto Deus cumpre e é fiel à Sua própria palavra. Ou seja, Deus vive exatamente aquilo que determinou parta os homens. Não há incoerências no comportamento de Deus. A Bíblia afirma que em Deus não há mudança nem sombra alguma da variação (Tg 1.17 ; Sl 19.7-9 ; Gn 18.25).

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c) Justo. Assim como Deus age em relação a Si mesmo, Ele age em relação a tudo o que está ao Seu redor, o que inclui o homem. Embora este aspecto desta qualidade moral de Deus seja próximo do anterior, é importante destacar que retidão refere-se a procedimento e justiça, à aplicação dos princípios de maneira uniforme. (Gn 2.17 ; 1Sm 8.3 ; Am 5.12 ; Tg 2.9 ; Rm 6.23). Deus é justo (Dt 32.4 ; 1 Jo 1.9). Ser justo significa que Deus mantém a ordem moral do universo, e é reto e sem pecado na sua maneira de tratar a humanidade (Ne 9.33 ; Dn 9.14). A decisão de Deus de castigar com a morte os pecadores (Rm 5.12) procede da Sua justiça (Rm 6.23). Sua ira contra o pecado decorre do Seu amor e justiça (Rm 5.36). Ele revela a Sua ira contra todas as formas de iniqüidade (Rm 1.18). Note que a justiça de deus não se opõe ao seu amor. Pelo contrário, foi para satisfazer a Sua justiça que Ele enviou Jesus a este mundo, como dádiva de amor e como Seu sacrifício pelo pecado em lugar do ser humano (1 Pe 3.18), a fim de reconciliar consigo mesmo (II Co 4.18-21). 2.2. INTEGRO Quando falamos que Deus é íntegro, queremos dizer que Ele é plenamente verdadeiro, absoluto. Essa verdade pode ser expressa em pelo menos três momentos: a) Genuinidade Deus é único e verdadeiro. Quando falamos que algo é genuíno, dizemos que isto é original. Por exemplo, quando compramos uma roupa original com uma imitação, logo identificamos detalhes que, embora parecidos, levam à constatação se aquela peça é original e outra não (Jr 10.1-16 ; Jo 17.3 ; I Ts 1.9 ; I Jo 5.20 ; Ap 3.7 ; 6.10). b) Veracidade Deus é a verdade (I Sm 15.29 ; Tt 1.2 ; Hb 6.18 ; Dt 25.13-15 ; 32.4 ; II Co 4.2 ; Jo 3.33). Jesus chamou-Se a Si mesmo “a verdade” (Jo 14.6) e o Espírito é chamado o “Espírito da Verdade”(Jo 14.17). Porque Deus é absolutamente fidedigno e verdadeiro em tudo o que diz e faz, a sua Palavra também é chamada “a verdade” (II Sm 7.28 ; Jo 17.17). Em harmonia com este fato, a Bíblia deixa claro que Deus não tolera a mentira nem a falsidade alguma (Nm 23.19 ; Tt 1.2 ; Hb 6.18). Esta expressão da integridade de Deus diz respeito ao fato de que Ele apresenta as coisas da forma que elas são. C) Fidelidade. Deus nunca deixa de cumprir algo que ele tenha prometido (Nm 23.19 ; I Ts 5.24). Deus é fiel (Ê 34.6 ; Dt 7.9 ; Hb 10.23). Deus fará aquilo que Ele tem revelado na sua Palavra. Ele cumprirá tanto as Suas promessas, quanto as suas advertências (Nm 14.3235 ; II Sm 7.28 ; II Tm 2.13). A fidelidade de Deus é de consolo inexprimível para o crente, e grande medo de condenação para todos aqueles que não se arrependerem nem crerem no Senhor Jesus (Hb 6.4-8 ; 10.26-31).

2.3. AMOR Quando falamos do amor de Deus, referimo-nos à atitude de compartilhar de Si mesmo e de tudo o que tem com Seus filhos e com aqueles a quem criou (Sl 145.16 ; 86.5 ; Ex 34.6 ; Ef 2.8-9 ; I Jo 4.8-16 ; Jo 14.31 ; 15.14 ; Mt 6.26 ; Lc 15). Este atributo do caráter

25 de Deus é expresso pelo menos de três maneiras distintas: Deus é, em primeiro lugar, benevolente. Ou seja, é o bem em ação. É o amor altruísta que visa sempre o nosso bem. Em resumo, é a qualidade do amor de Deus que nos toca bem de perto. Outra manifestação do amor de Deus é a sua graça. Graça, por definição, é favor que não se merece. Então, graça é a atitude que Deus tem de nos dar as coisas (bênçãos materiais ou espirituais) sem que mereçamos. Aprender sobre Deus Pai, Filho e Espírito santo é compreender um pouco mais a respeito de nossa própria vida. Então, esperamos que o conhecimento destes conteúdos acrescentem à sua vida grandes vitórias. a) Deus é bom Tudo quanto Deus criou era bom, era uma extensão da Sua própria natureza (Gn 1:4,10,12,18,21,25,31). Ele continua sendo bom para Sua criação, sustentando-a para o bem de todas as suas criaturas (Sl 104.10-28 ; 25.8 ; Mc 10.18). Ele cuida até dos ímpios (Mt 5.45 ; At 14.17). Deus é bom principalmente para os Seus, que O invocam de verdade 9Sl 145.18-20). b) Deus é misericordioso e clemente Ele não extermina o ser humano conforme merecemos devido aos nossos pecados 9Sl 103.10), mas nos outorga o seu perdão como dom gratuito a ser concebido pela fé em Jesus Cristo (Ex 34.6 ; Dt 4.31 ; Sl 103.8). c) Deus é compassivo Ser compassivo significa sentir tristeza pelo sofrimento doutra pessoa, com desejo de ajudar (II Rs 13.23 ; Sl 68.15). Deus, por Sua compaixão pela humanidade, proveu-lhe perdão e salvação (Sl 78.38). Semelhantemente, Jesus, o filho de Deus, demonstrou compaixão pelas multidões ao pregar o evangelho aos pobres, proclamar libertação aos cativos, dar vistas aos cegos e pôr em liberdade os oprimidos (Lc 4.18 ; Mt 9.36 ; Mc 6.34). d) Deus é paciente e lento ao irar-se Deus é paciente (Ex 34.6 ; Nm 14.8 ; Rm 2.4 ; I Tm 1.16). Deus expressou essa característica pela primeira vez no jardim do Éden após o pecado de Adão e Eva, quando deixou de destruir a raça humana conforme era o Seu direito (Gn 2.16-17). Deus também foi paciente nos dias de Noé, enquanto a arca estava sendo construída ( I Pe 3.20). E Deus continua demonstrando paciência com a raça humana pecadora; Ele não julga na devida ocasião, pois destruiria os pecadores, mas na sua paciência concede a todos a oportunidade de se arrepender e serem salvos (II Pe 3.9). A revelação que Deus faz de si mesmo está em Cristo Jesus. “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, este o fez conhecer”; em outras palavras, se quisermos entender completamente a pessoa de Deus,devemos olhar para Cristo, porque nEle habita a plenitude da divindade (Cl 2.9). Conclusão. Deus é espírito, infinito, poderoso, santo, reto, justo, íntegro, genuíno, verdadeiro, fiel e a própria essência do amor. Em Cristo temos a revelação plena de Deus.

26 ESCOLA DE LÍDERES Lição nº 05 – A BÍBLIA NOS ENSINA QUEM É JESUS “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era luz dos homens.” Jo 1:1-3 Introdução. O livro de João traz a revelação de quem é Jesus e de como Ele se torna a plenitude do poder de Deus entre nós. Nos versos 12 e 13 de João 1, também vemos o que nos tornamos em Cristo e as características que adquirimos diante de Deus por causa de Seu filho. Ainda nesse trecho de João, podemos identificar como Jesus e Deus são rigorosamente unidos, embora sendo duas pessoas distintas. Podemos ver destacada nesta realidade, o principio de união e, a partir deste conceito, concluir que o homem, mesmo sendo limitado, pode entrar numa aliança plena com Deus, e assim experimentar outro principio importante, que é o de individualidade. A sabedoria de Deus promove, através de Jesus, a manifestação do Seu poder salvífico, bem como o seu domínio sobre todas as coisas e sobre o homem, fazendo com que a coroa de Sua criação de torne consciente da necessidade de ter Jesus em sua vida a fim de ser feliz. Nesse momento, vemos expresso o princípio de Soberania. Em Cristo, por intermédio do sacrifício da cruz, temos o maior exemplo de submissão e obediência. Devemos ter a consciência de que segui-lo é uma necessidade. Devemos submeter nossa vontade a Deus, a fim de experimentar resultados bons, perfeitos e agradáveis (Rm 12.2) 1- JESUS COMO DEUS Jesus como filho de Deus, como a Bíblia nos diz (Mq 5.2 ; Is 9.6 ; Jo 1.14 ; 8.58). como Deus, Ele possui todos os atributos da pessoa de Deus. Como modelo de filho obediente, aceitou completamente a tarefa que Deus lhe havia confiado e, por intermédio de seu sacrifício nos “reconciliou com Deus” (II Co 5.18). Para o cumprimento desta tarefa Ele precisou transicionar-se para uma outra realidade; que veremos a seguir: 2- JESUS COMO HOMEM Embora creiamos que Jesus é plenamente Deus e que esteja completamente envolvido de Sua glória e de Suas qualidades, tanto naturais quanto morais, precisamos ver Jesus também na perspectiva da sua humanidade, uma vez que esta nos possibilitou o cumprimento de toda a vontade de Deus (Jo 1.14). Jesus, conforme nos diz a Bíblia, veio ao mundo da mesma forma que todos os homens: nasceu de uma mulher. O que o diferencia foi não vir da semente humana, mas do Espírito Santo de Deus (Gl 4.4 ; Mt 1.18-25 ; 2.1-12). Nesse fato reside o grande trunfo da humanidade. Jesus não foi gerado pela semente de pecado, mas pela própria santidade de Deus. Aqui observamos seu total esvaziamento. Ele que, “embora sendo Deus, não se agarrou a isso como sendo algo de valor, antes se esvaziou, assumindo a forma de servo e tendo uma morte profética, morte de cruz”. (Fp 2.5-11_. Devemos entender que Jesus teve uma humanidade tão efetiva quanto a sua santidade (Deidade), mas sem pecado. Isto nos remete aos fatos de que é possível ser santo e viver o padrão de santidade que Deus deseja para cada filho seu.

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3-AS OBRAS DE JESUS CRISTO Quando falamos das obras de Jesus Cristo, precisamos observar dois aspectos: o primeiro diz respeito ao ato de redenção propriamente dito. O outro fala do que esse ato representa para nós. Neste momento, nos deteremos apenas ao primeiro aspecto. O texto que melhor relata a atitude redentora de Jesus está escrito na carta de Paulo aos filipenses, capítulo 2, versos 5 a 11. nesse texto, vemos um roteiro de vitória contendo 4 passos que levaram Jesus do sofrimento à glória. 3.1 “SUBSISTINDO EM FORMA DE DEUS” (Fp 2.5-6) Essa passagem mostra que Jesus, embora sendo Deus, não se agarrou a isso como algo que O impedisse de cumprir a vontade de Seu Pai. Ao contrário do que se possa imaginar, esse texto não fala de alguém que deixou de ser Deus, mas sim de alguém que, sendo Deus, não usou essa prerrogativa para cumprir seu ministério: a redenção da humanidade (Jo 1.1-2 ; 5.18 ; Hb 13.8) 3.2- “TOMOU A FORMA DE SERVO” (Fp 2.7) Quando a Palavra do esvaziamento de Jesus não se refere à ausência de Sua glória, mas sim à Sua limitação na condição humana. Jesus, enquanto Deus, não caberia com todo o Seu poder e plenitude dentro do limitado homem. Então Ele decidiu torna-se servo e decidiu fazer isso de uma forma que qualquer pessoa entenderia: cumprir os princípios de Sua palavra a fim de que recebesse os resultados dessa escolha. 3.3- “HUMILHOU-SE, SENDO OBEDIENTE ATÉ À MORTE (Fp 2.8) Jesus poderia usufruir seus privilégios, pois, sendo Deus, tinha prerrogativas para isso. Quando se tornou homem, Ele decidiu viver as limitações desta natureza. Ao ser crucificado, foi completamente exposto. Ficou nu, o que para um Judeu era uma grande ofensa. Tudo isso com o objetivo de cumprir o propósito de Deus para a humanidade. Jesus levou às últimas conseqüências a Sua obediência a Seu Pai. Ele mostrou que todos aqueles que são obedientes recebem um galardão segundo a sua obediência. 3.4- “EXALTDO SOBERANAMENTE” (Fp 2.11) Quando Jesus decidiu cumprir os desafios dessa tarefa, estava consciente de que isto também lhe traria um grande privilégio. Todas as vezes que uma semente é plantada, e morrendo, dá fruto. O próprio Jesus disse: “Se um grão de trigo caindo na terra não morrer ele fica só, mas se morrer dá muito fruto.” (Jo 12.24) Devemos perceber que Jesus sabia exatamente o que representava uma morte terrível, pois na mesma intensidade da morte que o diabo queria levar Jesus a experimentar, Deus preparou uma exaltação sem precedentes. Jesus sabia, como filho conhecedor de Seu pai, que ninguém jamais superou a Deus na arte de dar. Como Deus supremo, Ele concedeu a Jesus a máxima exaltação que é compatível com o máximo sacrifício. 4- RESULTADOS DA MORTE DE JESUS Esse sacrifício de Cristo nos trouxe resultados consideráveis para os quais devemos atentar!

28 4.1- RESGATE A morte de Cristo pagou o preço da penalidade pelo pecado. Toda “nota promissória” que o diabo tinha em seu poder contra nós foi rasgada e anulada (Cl 2.14 ; Mt 20.28 ; Ef 1.7) 4.2- RECONCILIAÇÃO A posição do mundo em relação a Deus foi modificada pela morte de Cristo. Agora todos podem ser salvos, pois o relacionamento entre Deus e o homem, rompido pelo pecado, foi restaurado. Deus refez o processo de criação em Cristo, por isso, somos novas criaturas, novas pessoas (II Co 5.18-19 ;5.2). 5- OS BENEFÍCIOS DA MORTE DE JESUS 5.1- JUSTIFICAÇÃO Ser justificado significa tornar-se justo (Rm 3.24-28 ; 8.33). Em Jesus, Deus tomou sobre si todo o castigo que a nossa desobediência merece (Rm 3.24). Na cruz, Ele cumpriu tudo o que a justiça exigia. A Sua vida foi dada em troca da nossa; o Seu sangue pagou o preço da nossa justificação. Ele nos substituiu e em nosso lugar recebeu a condenação por um crime que nós cometemos. 5.2- ADOÇÃO Agora, nós fomos introduzidos na família de Deus pelo sacrifício de Jesus e nos tornamos filhos e co-herdeiros de Jesus Cristo ( Jo 1.12 ; Rm 8.17 ; I Jo 3.1) 5.3- SANTIFICAÇÃO Nós, que em outro tempo éramos escravos do pecado, agora fomos tornados puros pelo sacrifício de Jesus (I Co 6.11 ; Hb 10.10 ; I Pe 1.16 ; I Jo 3.1-3_. Deus nos gerou para um relacionamento com Ele e com nossos semelhantes (Mt 6.9-15). Mas, por causa do pecado, fomos afastados de Sua comunhão (GN 3.22-24) e a raça humana passou a viver por meio da escolha de Adão (Sl 51.5). por causa disso, Jesus assumiu o desafio de assumir a forma de homem (Fp 2.5-11) e assim estabelecer o modelo de comunhão com Deus que a humanidade deveria ter, nos mesmos moldes ditados para o primeiro Adão. Posteriormente, com Sua morte e ressurreição, Jesus decidiu morar dentro de nós, pois Deus compreendia que, se o pecado havia sido colocado para dentro do homem, alguém precisava tirá-lo de lá. Quando Jesus fez isso, estava cumprindo o sentido mais profundo da santificação, pois separou o homem exclusivamente para Deus. Uma das coisas que une o homem a Deus e nos torna semelhantes a Ele é o fato de termos um espírito, Ele decidiu assumir o controle do homem, por intermédio deste espírito recriado (II Co 5.17), direcionando-o a não mais ceder às “inclinações da carne” (Gl 5.17). Santificação, portanto, é a separação do homem de toda a espécie de pecado; é o Senhorio pleno de Cristo Jesus na vida do crente. CONCLUSÃO • • Jesus Cristo, sendo Deus, tornou-se homem para nos salvar e foi fiel ao Pai em tudo. A morte e a ressurreição de Jesus Cristo nos trouxe: resgate, reconciliação, justificação, adoção e santificação.

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ESCOLA DE LÍDERES LIÇÃO Nº 06- A BÍBLIA ENSINA QUEM É O ESPÍRITO SANTO “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra” Atos 1:8 INTRODUÇÃO É essencial que os crentes reconheçam a importância do Espírito Santo no plano divino da redenção. Sem a presença do Espírito Santo neste mundo, não haveria a criação, o universo, nem a raça humana (Gn 1.2 /Sl 104.30). sem o Espírito Santo não haveria Bíblia (II Pe 1.21), nem o Novo Testamento (Jo 14.26 / I Co 2.10) e nenhum poder para proclamar o evangelho. Sem o Espírito Santo, não haveria fé, nem novo nascimento, nem santidade e nenhum cristão neste mundo. Em Atos, identificamos o cumprimento da promessa de Deus feita através de Jesus (Jo 14.15-19). O Seu Espírito foi enviado até nós, para nos conservar como Seus filhos e nos estabelecer como igreja. O Espírito de Deus se manifesta ao homem e no homem, como vimos em Pentecostes (At 2.14-47), através de dons, poder e unção e por meio da santidade, que é a semelhança do homem com Deus- o homem cuida e zela pela sua própria alma e corpo que agora são pertencentes a Deus. 1- O ESPÍRITO SANTO É UMA PESSOA - Através da Bíblia, o Espírito Santo é revelado como Pessoa, com sua própria individualidade( II Co 3.17-18 / Hb 9.14 / I Pe 1.2). - Ele é uma pessoa divina como o Pai e o Filho: Ele é eterno (Hb 9.14), onipresente (Sl 139.7-10), onipotente (Lc 1.35) e onisciente (I Co 2.10-11). - Ele tem atributos pessoais: Ele pensa (Rm 8.27), sente (Rm 15.30), determina (I Co 12.11) e tem a faculdade de amar e de deleitar-se na comunhão; é conselheiro, ensinador e ajudador (Jo 14.26). - Foi enviado pelo Pai para levar os crente à intima presença e comunhão com Jesus (Jo 14.16-18,26); Ele se manifesta como aquele que interpreta a nossa oração junto a Deus (Rm 8.26). À luz destas verdades, devemos tratá-lo como pessoa que é, considerá-lo Deus vivo e infinito em nosso coração, digno da nossa adoração, amor e dedicação (MC 1.11), pois Ele se relaciona com o homem de maneira muito particular. 2- A AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO 2.1 No Antigo Testamento A palavra hebraica para “Espírito” é “ruah” que, às vezes, é traduzida por “vento” e “sopro”. Sendo assim, as referências no AT ao sopro de Deus e ao vento da parte de Deus (Gn 2.7 / Ez 37.9,10,14) também podem referir-se à obra do Espírito Santo.

30 A Bíblia descreve várias atividades do Espírito Santo no Antigo Testamento. Aqui citaremos algumas: - Na criação, o Espírito Santo teve papel ativo: “o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas” (Gn 1.2) preparando tudo para que a palavra criadora de Deus desse forma ao mundo. - O Espírito Santo também é o autor da vida. Quando Deus criou Adão, foi o seu Espírito quem soprou no homem o fôlego de vida (Gn 2.7 /Jó 27.3). Ele continua a dar vidas às criaturas de Deus (Jó 33.4 / Sl 104.30). - O Espírito Santo estava ativo na comunicação da mensagem de Deus ao seu povo. Era Ele, por exemplo, quem instruía os israelitas no deserto (Ne 9.20). os profetas eram inspirados pelo Espírito de Deus a declarar sua Palavra ao povo (Nm 11.29 / Is 61.1-3 / Zc 7.12). - A liderança do povo de Deus no AT era fortalecida pelo Espírito Santo. Moisés, por exemplo, estava em tão estreita harmonia com o Espírito de Deus, que compartilhava dos próprios sentimentos de Deus; sofria, quando Ele sofria, e ficava irado contra o pecado, quando ele se irava (Ex 32.19). - O Espírito Santo vinha também sobre indivíduos a fim de equipá-los para serviços especiais: por exemplo, José a quem foi outorgado o Espírito para capacitá-lo a gir de modo eficaz na casa de Faraó (Gn 41.38-40). Havia ainda, uma consciência no AT de que o espírito desejava guiar as pessoas no terreno da retidão. Davi dá testemunho disto em alguns dos seus salmos (Sl 51.10-13; 143.10). O povo de Deus, que seguia o seu próprio caminho ao invés de ouvir a voz de Deus, recusava-se a seguir o caminho do Espírito (Gn 16.20). Ao longo da história bíblica, podemos ver que o Espírito Santo agiu no Antigo Testamento. Um exemplo disto está descrito em Atos 2.16-21, quando Pedro anuncia que o Pentecostes é um cumprimento da Profecia de Joel 2.28. 2.2 NA VIDA DE JESUS Podemos encontrar a ação do espírito santo antes mesmo de Jesus nascer. Quando Maria recebeu a notícia de que em seu ventre seria gerado o Messias, as palavras ditas pelo anjo foram: “Descerá sobre ti o Espírito santo e o poder do altíssimo te envolverá com a sua sombra”. Por isso o “ente” santo que há de nascer será chamado filho de Deus. Um outro momento em que vemos a ação do Espírito Santo na vida de Jesus é em seu batismo, na forma de uma pomba, conforme descrito em Marcos 1.8 2.3- NA VIDA DO CRENTE - O Espírito Santo é o agente da salvação. Nisto, Ele nos convence do pecado, do juízo e da justiça (Jo 16.7-8). - Revela-nos a verdade a respeito de Jesus (Jo 14.16-26). - Realiza o novo nascimento (Jo 3.3-6).

31 - Faz-nos membros do corpo de Cristo (I Co 12.13). - Torna-nos participantes da natureza divina (I Pe 1.4). - O Espírito santo é o agente da nossa santificação (Rm 8.9 / I Co 6.19); Ele nos purifica, dirige e leva-nos a uma vida santa, libertando-nos da escravidão do pecado (Rm 8.2-4 / Gl 5.16-17). - Ele testifica que somos filhos de Deus (Rm 8.16); ajuda-nos na adoração a Deus (Rm 8.26-27). - Produz em nós as qualidades do caráter de Cristo, que O glorificam (Gl 5.22-23 / I Pe 1.2). 3- O FRUTO DO ESPÍRITO SANTO O fruto do Espírito Santo aparece no texto de Gálatas 5.22-26 em oposição direta à obra da carne que nada mais é do que uma disposição contínua de andar segundo a natureza corrompida do pecado. Nesse ambiente, esse fruto é decorrência de uma nova vida em Cristo Jesus (Gl 2.20). Se somos participantes dos benefícios de Sua morte e ressurreição, devemos compreender que precisamos assumir por completo o modo de vida de Jesus plenamente expressos pelo fruto do Espírito (Hb 3.14 ; 6.4-10). 4- BATISMO NO ESPÍRITO SANTO 4.1 O QUE É BATISMO NO ESPÍRITO SANTO? A palavra batismo tem sua origem na língua grega e literalmente quer dizer: deixar-se ser envolvido, mergulhar profundamente. Batismo no espírito Santo é, portanto, o pleno revestimento no crente que lhe confere autoridade e poder da parte de Deus para testemunhar de Cristo e trabalhar de modo eficaz na igreja e diante do mundo (At 1.8). 4.2 QUEM PODE SER BATIZADO NO ESPÍRITO SANTO? A Bíblia diz quem pode ser batizado. Todo aquele que: - Nasceu de novo ( At 2.38-40). - Busca e obedece a Deus (At 5.38). 4.3 COMO OBTER ESTE BATISMO? - desejar o batismo (Jo 7.37-38). - Pedir a Deus em oração (Lc 11.13) 4.4 EVIDÊNCIA DO BATISMO NO ESPÍRITO A evidência mais importante desse batismo é o falar em outras línguas (At 2.4 / I Co 14.14-15). Este falar em outras línguas, tanto pode representar outros idiomas desconhecidos na terra em que alguém está sendo batizado, quando pode representar línguas de anjos. Este sinal significa basicamente: a) A edificação do corpo de Cristo – a igreja ( I Co 14.5-6, 13-17). b) A devoção a Deus ou edificação pessoal (I Co 14.2,4,14)

32 CONCLUSÃO - O Espírito Santo é uma pessoa que tem plena unidade com deus. Ele é também conselheiro a respeito de Deus ao homem. - O Espírito santo é responsável por nos entregar o poder de Deus e operar em nós o processo contínuo de santificação

ESCOLA DE LÍDERES Lição nº 07- A BÍBLIA NOS ENSINA QUEM É O HOMEM “Ora tudo provem de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação, a saber que Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões e nos confiou a palavra da reconciliação” II Coríntios 5:18-19. INTRODUÇÃO Deus criou o homem a sua imagem e semelhança. Este, porém, com a queda, por causa do pecado, foi descaracterizado e corrompido. Deus, na Sua infinita misericórdia e amor, planejou uma estratégia para resgatar o homem: Jesus Cristo em sacrifício de morte que estabeleceu vitória e vida. Em Cristo, por causa da cruz, somos reconciliados com Deus. Precisamos nos conscientizar de que Deus é um Deus organizado e que administra com excelência toda Sua criação. Agora, em Cristo, nós,com Seu caráter e identidade, precisamos, como bons mordomos, zelar e cuidar de nosso espírito, alma e corpo para permanecermos nEle. Isto só é possível mediante o auxílio do Espírito de Deus, pois somos seres dependentes de Sua vida e glória. O resgate de nossas vidas em Cristo, o cuidado que precisamos ter para velar pela salvação e a plena submissão à vontade do Pai nos assegura vida abundante na Terra e vida eterna no céu. (Deuteronômio 28:1). 1- CONHECIMENTO DA CRIAÇÃO DE DEUS O relato da Criação, no livro de Gênesis, revela um Deus detalhista que se preocupa em estabelecer um Universo perfeitamente controlado por Seus princípios (Gênesis 1:26). Em meio a tudo isso, em Seu esmero, Ele dá ao homem um lugar especial dentre tudo o que foi criado(Salmos 8:5). Ele prepara um jardim que veio entes visando um ambiente todo especial para a chegada daquele a quem o próprio Deus chama de “coroa da criação”. O homem devia possuir a Terra, sujeitá-la e dominar as outras criaturas (Gênesis 1:26,27; 2:3). 1.1 FAÇAMOS O HOMEM Quando Deus diz: Façamos o homem segundo à “Nossa Imagem” (Gênesis 1:26), refere-se a qualidades tais, como: razão, personalidade e intelecto, além da capacidade de relacionar-se, ouvir, ver e falar, enfim, tudo aquilo que o aproximasse de Seu criador. Todas estas são características de Deus, que Ele escolheu reproduzir no homem. Deus criou o homem para ser o líder modelo, a fim de colocar em suas mãos domínio sobre toda criação. Por isso, devemos compreender que:

33 • • Tanto o homem quanto a mulher são uma criação especial de Deus, não produto da evolução (Gênesis 1:27 / Mateus 19:4 / Marcos 10:6).

O homem e a mulher foram igualmente criados à “imagem”e “semelhança” de Deus. Com base nessa imagem, podiam comunicar-se com Deus e ter comunhão com Ele, provando Seu incomparável amor, glória e santidade. Eles fariam isso reconhecendo a dEus e obedecendo-Lhe. Eles tinham semelhança moral com deus, pois não tinham pecado, eram santos. Tinham sabedoria, um coração amoroso e o poder de decisão para fazer o que era certo. Viviam em comunhão pessoal com Deus, a quem obedeciam de forma moral (Gênesis 3:8) 1.2. A QUEDA DO HOMEM A queda do homem (Gênesis 3) diz respeito a sua desobediência à Palavra de Deus. Por causa do pecado, o homem desconsiderou o propósito de Deus para sua vida (Romanos 10:3), desvirtuando todos os planos que Deus lhe havia feito (Romanos 1:25). O resultado disto é encontrado na escravidão causada por esta escolha (Hebreus 2:15,15 / Efésios 6:12). Quando Adão e Eva pecaram, sua semelhança moral com Deus foi desvirtuada (Gênesis 6:5). Na redenção, os crentes devem ser renovados segundo as qualidades morais com as quais originalmente foram criados (Efésios 4:22-24 / Colossenses 3:10). Adão e Eva possuíam semelhança natural com Deus. Foram criados como seres pessoais tendo espírito, mente, emoções, autoconsciência e livre arbítrio (Gênesis 2:19,20; 3:6,7; 9:6). Em certo sentido, a constituição natural do homem e da mulher se assemelha à imagem de Deus, o que não ocorre no reino animal. Deus formou o homem de tal maneira que ele compreendesse Sua manifestação quando ela acontecesse, porém o pecado também desvirtuou isto. Mas, Deus revelou, ao longo de Sua palavra, evidências de que haveria uma restauração. (Lucas 1:35 / Filipenses 2:7 / Hebreus 10:5) 1.3 SALVAÇÃO DO HOMEM O plano da salvação consistia na morte de Jesus Cristo, sendo que todos aqueles que cressem nEle teriam a vida eterna (João 3:16). O que, então, é a verdadeira salvação? Como é oferecida? Como se pode obter? Quais os seus benefícios e bênçãos? Podemos encontrar resposta a estas perguntas no fato de que a verdadeira salvação é aquela oferecida pelo próprio Deus pela morte sacrificial de Seu Filho Jesus Cristo. Não há outro meio pelo qual receber vida eterna (Atos 4:12). O homem, debaixo da promessa de Cristo, deve ser considerado como imagem de Deus (Gênesis 5:1 / Salmos 8:1 / 1 Coríntios 11:7 / Tiago 3:9), não por causa daquilo que o homem é em si mesmo, mas por causa daquilo que o homem é em Cristo. Em Jesus, o ser humano pode agora ser visto no verdadeiro significado da aliança que Deus procurou fazer com Sua criação suprema (Gênesis 1:27-30; 9:8-17 / Efésios 1:22 / Hebreus 2;6). A partir disso, fica claro que a infidelidade do homem não anula a fidelidade de Deus (Romanos 3:3). Jesus Cristo é a verdadeira imagem de Deus (Colossenses 1:15 / II Coríntios 4:4) e, assim sendo, é o verdadeiro homem(João 19:5). Ele é tanto o indivíduo único como representante exclusivo da raça inteira, e Sua realização e vitória significam liberdade e vida para toda a humanidade (Romanos 5:12-21). Ele cumpre a aliança mediante a qual Deus proporciona ao homem seus verdadeiro destino (vida eterna). Em Cristo, mediante

34 a fé, o homem percebe que é transformado na imagem de Deus (II Coríntios 3:18) e pode esperar confiantemente pela plena conformidade com Sua imagem (Romanos 8:29). CONCLUSÃO • • • • • Deus criou o homem à Sua imagem e semelhança para viver eternamente. Temos a trindade do nosso Criador: espírito, alma e corpo. O homem nasceu com a responsabilidade de manter comunhão permanente com o Pai. O homem pecou e a semelhança moral com Deus foi desvirtuada. O homem, mediante a fé em Cristo, é transformado na imagem de Cristo.

ESCOLA DE LÍDERES Lição nº 08 – A CEIA DO SENHOR “E tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo; Este é o meu sangue derramado em favor de vós.” Lucas 22: 19-20 INTRODUÇÃO Jesus, na noite em que foi traído, reuniu Seus discípulos em um local estratégico para celebrar a páscoa. Em meio a esta celebração, uma revelação é feita e a ceia do Senhor é instituída. O pão e o vinho, ingredientes físicos, passam a apontar para significados espirituais de grande relevância. O projeto de redenção do Pai está prestes a se consumar, pois o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo estava sendo entregue à morte. Seu corpo seria partido e seu sangue seria derramado, a fim de abrir o caminho para a paz com Deus. Hoje, todo aquele que confessa seus pecados e crê no Senhor Jesus como seu Salvador, ao celebrar a ceia do Senhor, reafirma sua condição de fé. Celebrar a ceia é afirmar que se estabeleceu entre o pecado arrependido e Deus, que o amou de tal maneira que deu Seu filho unigênito para todo aquele que nEle crer não pereça,mas tenha a vida eterna (João 3:16) 1- A CEIA DE ALIANÇA: UM SIGNIGICADO IMPORTANTE DO ANTIGO TESTAMENTO Ás vezes participamos da ceia do Senhor apenas como um ritual religioso. Mas, ela não é um ritual, é uma permanência na fé e de chamada do Reino de Deus. Em Gênesis 14:18, Abraão recebeu a visita de Melquisedeque, rei de Salém, que “trouxe pão e vinho, pois era sacerdote do Deus Altíssimo”. Como naqueles dias ainda não havia a redenção, Deus veio a Abraão para sinalizar os primeiros passos da fé. A partir daí, Abraão começou a entender que a aliança parte de Deus para o homem, porque depois da queda, o homem ficou bloqueado, não tendo mais condições de assumir, partindo dele, uma aliança com Deus.

35 O Senhor, então, chama Abraão para restaurar o deslize de Noé, que plantou uma vinha, que serviria para uma aliança, mas foi usada para a embriaguez (Gênesis 9:21). Vemos, com isso, que é possível que uma bênção recebida da parte de Deus, se mal administrada por nós, venha a se tornar algo venenoso e uma arma nas mãos do inimigo contra nossa vida. Quando falta a mordomia com aquilo que Deus dá, dons e talentos podem ser mal usados e tornar-se-ão maldição. Deus deu o fruto da terra a Noé, e este a utilizou de maneira incorreta embriagando-se, trazendo maldição sobre sua própria casa Segundo alguns historiadores, quando Abraão toma a ceia com Melquisedeque, todos os que participaram da guerra (Gênesis 14:14), cerca de 318 homens, tomaram a ceia com a família do patriarca. Esse foi o sinal de aliança feita entre aquele povo, que se tornou desde aquele dia um só com Abraão. A ceia de aliança antes do Calvário (Mateus 26:17-30) foi um sinal de que todos entrariam numa dimensão profunda de redenção e que viria um tempo novo para eles.

2- A IMPORTÂNCIA DO ATO PROFÉTICO DO PÃO E DO VINHO Nada na Bíblia é sem sentido. A ceia, nos costumes judaicos, sempre é precedida de uma refeição para honrar o Messias. Há uma oração em hebraico pronunciada na ceia que diz: “Bendito sejas Tu, Senhor nosso Deus, Criador do Universo, que tira o pão da terra. Bendito sejas Tu, Senhor nosso Deus, Rei do Universo Criador do fruto da videira”. Tal oração demonstra o reconhecimento da soberania de Deus, do Deus das alianças, que nos dá os elementos necessários para que aliança com Ele seja instituída. Jesus diz: “Eu sou a Videira verdadeira” (João 15:1) e “Eu sou o pão que desceu do céu” (João 6:41). Jesus é a semente de trigo que brota e alimenta toda a Terra (João 12:24). Ele diz isso porque o ato profético do pão e do vinho representa o Messias. Ele é o Pão da vida e a Videira que cura. Por isso, temos que comer e beber o pão e o vinho no Seu nome, confirmando aliança e o mover de Deus no sobrenatural, trazendo o céu até a terra. O Messias vem para dizer: “Sim, eu estou em aliança com você”. Ele traz para o mundo o alimento físico e retrata o que está acontecendo no mundo espiritual. Assim como todos ficam saciados fisicamente pelo sinal profético das ceia do Senhor, todos vão estar saciados espiritualmente. 3-CUIDADOS NECESSÁRIOS AO PARTICIPAR DA CEIA DO SENHOR Para subirmos ao altar do Senhor e participarmos da ceia, precisaremos tomar algumas posições, pois é um momento no qual lembramos a Deus a aliança que temos com Ele. Por isso,Ele chama a atenção para que nos examinemos antes de cear (I Coríntios 11:28), pois, se houver pendências, precisam ser resolvidas anteriormente a fim de que não morramos, não fiquemos enfermos, nem enganados e façamos tudo com diligência. Depois que fizermos esse exame, comeremos e beberemos. É diferente dos que pregam que “quem estiver em pecado não pode tomar a ceia”. A passagem de I Coríntios 11:28 diz:” “Examine-se, pois o homem, a si mesmo, e assim como do pão e beba do cálice.” Um exame é a checagem dos pecados que existem na nossa vida, para pedirmos perdão e depois cearmos. Por não fazerem tal exame, alguns ficam enfermos e até morrem, afirma o Apóstolo Paulo (I Coríntios 11:30). Todas as vezes que se toma a ceia do Senhor, mexe-se no mundo espiritual e, para isso, precisamos estar espiritualmente bem, Examinemo-nos, pois, e comamos. “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e

36 justo para nos perdoar os pecados nos purificar de toda injustiça” (I João 1:9). Isso é uma forma de humilhar o diabo. Quando um homem segura o cálice e o pão em suas mãos, o diabo se apavora, porque quando se arrepende, confessa seus pecados, ao comer e beber, confirma a aliança que tem com o Messias. A chamada hoje é: examinem as suas vidas e comam. 4- SINAL PROFÉTICO DA CONQUISTA DE NOVOS TERRITÓRIOS A ceia nos revigora, enche-nos do poder de Deus, toma-nos e abre o nosso entendimento. É muito mais do que comer pão e beber suco de uva. É um sinal profético que diz: saímos do Egito e entramos na terra prometida; estamos conquistando um novo território. Todas as vezes que o povo de Deus participava da ceia, era tempo de conquistar território novo. Há uma ceia citada em Apocalipse 19:9, que Jesus ministrará para uma multidão incontável constituída por todos os homens dos dias de Adão até os nossos. Ceia estaque inaugurará mais uma conquista territorial. Será a ceia das Bodas do Cordeiro com os salvos, nela todas as promessas da Canaã Celestial se cumprirão confirmando o triunfo de todo aquele que perseverou na Aliança. CONCLUSÃO A Ceia do Senhor é um sinal profético, entre Deus e o homem, de que Ele está entre nós e em nós, bem como uma sinalização para o retorno do Messias de que Ele virá buscar a Sua Igreja

ESCOLA DELÍDERES Lição nº 09 - BATISMO NAS ÁGUAS “...Batizando em nome do Pai, do filho e do Espírito Santo.” Mt 28:19 INTRODUÇÃO Semelhante à ceia do Senhor, o batismo nas águas é uma ordenança do Senhor e também tem um caráter profético, utilizando elementos físicos para falar de realidades espirituais. A sua pratica dentro do contexto cristão se deve a uma obediência ao mandamento de Jesus expresso nos momentos finais de seu convívio com os discípulos. A palavra batismo no original grego tem o sentido de imersão, mergulhar, envolver por águas. Daí concluímos que a melhor forma de expressar o sinal profético é mergulhar completamente o pecador arrependido em água, expressando no físico as realidades espirituais que se cumprem em sua vida, como veremos a seguir. 1. O BATISMO DE ARREPENDIMENTO PROCLAMADO POR JOÃO BATISTA Quando João surge no cenário bíblico, proclamando uma mensagem de arrependimento, em paralelo a essa mensagem era administrado um sinal público de uma decisão a todos que se achegavam a ele confessando seus pecados e buscando uma identificação agradável com os valores do Reino de Deus (Mt 3:1-2; 5-). Arrependimento, confissão de pecados, decisão pública de mudança de vida, são ingredientes muito apropriados para aqueles que optam por uma vida nesse reino de Deus. O batismo nas águas realizado por João no rio Jordão tinha essa característica marcante. Seu discurso era um convite direto a todos os seus ouvintes para que deixassem suas práticas pecaminosas e, arrependidos, publicassem suas decisões através do batismo para perdão de seus pecados.

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2. O EXEMPLO DE JESUS PARA CUMPRIMENTO DE TODAD A JUSTIÇA DE DEUS Em meio à multidão que vinha até João para ser batizada por ele, compareceu Jesus, certo dia, para que também fosse batizado (Mt 3:13-17). A expressão de surpresas de João para com a atitude de Jesus aponta para o que está escrito em Hebreus 4:15 “em tudo foi tentado, mas sem pecado.” O batismo de João era para o arrependimento e como poderia ser alguém batizado sem ter pecado? A essa indagação responde Jesus: “convém cumprir toda a justiça”. Em Seu batismo, Jesus está, tão somente, colocando-se como modelo de um caminho a ser percorrido por todo aquele que deseja receber de Deus o mesmo testemunho que foi ouvido naquela ocasião: “Este é o meu filho amado, em quem me comprazo”. Seu exemplo não deixa alternativas para quem faz menção de querer agradar a dEus e cumprir a Sua justiça. Para o homem que deseja cumprir com toda a justiça de Deus, não há como se desviar da rota do arrependimento e da declaração pública que reconhece o limite do homem e aponta para a misericórdia de Deus. 3. UMA ORDENANÇA QUE APONTA PARA UMA NOVA ALIANÇA Após sua morte e ressurreição, Jesus reúne Seus discípulos e ao apresentar-lhes suas responsabilidades diante de toda a mensagem a ser proclamada a todo homem, apresenta-lhes o batismo como sinal de aliança assumida por aqueles que, à semelhança desses primeiros, também viriam a ser chamados de discípulos (Mt 28:19). Ninguém pode ser identificado como discípulo se não houver entre ele e Jesus um sinal que confirme uma decisão do coração. Ser batizado, dentro da doutrina que Jesus apresenta a seus discípulos, vai além de um cumprimento de uma obrigação religiosa, é uma expressão pública de uma identificação íntima entre um Senhor e Mestre e aquele que agora quer segui-lO para aprender a viver de forma a agradar ao Pai. 4. O BATISMO NA VIDA DA IGREJA PRIMITIVA Os apóstolos com outros discípulos, cumprindo a missão de proclamarem o Evangelho, anunciaram-no a uma grande multidão que se reuniu em Jerusalém por ocasião de uma festa chamada Pentecostes (At 2:37-38). Como resultado desta ação, muitos creram em Jesus e desejos de andarem na fé que naquele momento estavam abraçando perguntavam o que devia fazer. A resposta apresentada por Pedro ressalta os princípios que de forma fidedigna foram repassados. Arrependimento e fé são os requisitos para que alguém seja batizado. A novidade apresentada por Pedro em sua declaração ficou por conta da promessa a respeito da ação do Espírito Santo. Como resultado de uma identificação com Jesus, todo aquele que O confessa como seu Senhor e Salvador, arrependido dos seus pecados, também passa a ter direito da companhia do Espírito consolador que ao mesmo tempo produz um testemunho no coração do homem dizendo que agora ele pertence a Deus. 5- UM SINAL PROFÉTICO DA IDENTIFICAÇÃOCOM A OBRA DO MESSIAS Ao escrever sua carta à igreja que estava em Roma, o apóstolo Paulo aprofundou alguns conceitos, revelando significados específicos do batismo nas águas (Rm 6:3-10). Como

38 sinal profético, o batismo nos faz publicar verdades espirituais que os olhos não alcançam, mas que, no espiritual, acontecem de forma muito real. O batismo publica a nossa identificação com a morte de Jesus, que é a morte para o pecado e todas as suas implicações, livrando-nos de uma tirania opressora que nos levava a um caminho desagradável ao Pai. Pelo batismo, também revelamos e publicamos a nossa identificação com a vida de Jesus. Temos uma identidade com Jesus que nos faz viver em novidade de vida no presente, ao mesmo tempo em que nos asseguramos de uma vida eterna, a ser vivida com Deus nos céus, que está reservada para aqueles que crêem em Jesus. CONCLUSÃO No batismo cristão, a ênfase está na identidade da pessoa batizada com Cristo na sua morte, sepultamento e ressurreição. O batismo descreve a experiência de uma conversão da aceitação inicial por Cristo para a iniciação à comunidade cristã.

ESCOLA DE LÍDERES Lição nº 10- FÉ E FIDELIDADE “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, portanto é necessário que Aquele que se aproximar de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam.” Hebreus 11:6 1- O QUE É FÉ O versículo-chave para o estudo da fé está em Hebreus 11:1. “A fé é a certeza das coisas que se esperam e a convicção de fatos que não se vêem.” A fé não está relacionada a uma esperança que se adia, mas a uma firme convicção de que Deus cumprirá tudo aquilo que prometeu (Hb 6:13-20). Logo, a fé não é um salto no escuro ou um esforço mental, nem mesmo uma confissão positiva. A fé tem sua base em Deus e na Sua palavra (Rm 4:17b). 1.1 TIPOS DE FÉ a) A fé natural Está relacionada ao raciocínio humano. É aquela que todas as pessoas têm, salvas ou não. Usamos este tipo de fé em nosso cotidiano. Ao sairmos de cãs, temos certeza de que vamos chegar ao nosso destino; não precisamos nos esforçar para crer nisso. Esta é a fé natural. b) A fé para salvação O apóstolo Paulo nos diz em Romanos que, ao ouvirmos a Palavra de Deus, este tipo de fé é gerada em nós, e, por meio dela, recebemos a salvação (Rm 10:8-17 / Ef 2:8-9).

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c) A fé em ação É a declaração das promessas de Deus – a Sua palavra – diante das circunstâncias. Este tipo de fé não depende das nossas emoções e sentimentos. Ela requer, sim, conhecimento do que Deus nos promete. Através de um relacionamento entre nós e as Escrituras, vamos nos apropriando de Suas verdades e delas utilizar, na prática, toda a ferramenta de que necessitamos para vencer qualquer situação adversa. O livro de Tiago, capítulo 1, verso 22, exorta-nos a praticarmos a Palavra de Deus – a base da nossa fé – a fim de que não sejamos meros ouvintes da Palavra e sim praticantes. Toda vez que colocamos a Palavra de Deus em prática, nossa fé é ativada. d) A fé como dom O Espírito Santo concede à Igreja este dom como lhe apraz (I Co 12:9). Este tipo de fé nos leva a ser instrumentos para que os sinais, prodígios e maravilhas se manifestem no nosso meio. 2. O QUE É FIDELIDADE É necessário, em primeiro lugar, que a Igreja de Cristo entenda que FIDELIDADE é um exercício da fé. Fidelidade fala de servir a Deus a despeito de qualquer situação, pois a Bíblia nos diz que “Bem-aventurado é o homem que suporta a provação com perseverança, porque após ter sido aprovado receberá a coroa da vida a qual o Senhor prometeu para aqueles a quem Ele ama” (Tg 1:12). Fidelidade é uma convicção e não um sentimento. Portanto, fidelidade é uma decisão de permanecer firme no propósito que Deus tem para cada um de nós, sem jamais fraquejar ou desistir, porque no final de tudo há um galardão: a vida eterna. 3. A CHAMADA DE DEUS PARA O SEU POVO No tempo do fim, o povo de Deus está recebendo uma convocação: fidelidade. E esse chamado passa por três etapas: 3.1. Fidelidade no Espírito “Digo porém, andeis no Espírito e não haveis de cumprir as concupiscências da carne” (Gl 5:16). Ser fiel no Espírito fala, principalmente, de conservar a comunhão com deus e deixar que o Espírito Santo tome o controle das nossas vidas. Quando somos guiados pelo Espírito Santo e decidimos servirão Senhor de todo o nosso coração, dificilmente tomaremos decisões que prejudicam qualquer área da nossa vida, seja ela sentimental, familiar,ministerial ou financeira. É necessário que sejamos fiéis aos mandamentos que Deus nos deixou, como por exemplo: “Busquem em primeiro lugar o reino de Deus e todas as outras coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6:33). “Dê em graças em todas as circunstância, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus” (I Ts 5:18). “Não apaguem o Espírito.

40 Não tratem com desprezo as profecias, mas ponham à prova todas as coisas e fiquem com o que é bom. Afastem-se de toda forma de mal” (I Ts 5:19-22). Se formos fiéis à Palavra de Deus, principalmente com as nossas atitudes, então atingiremos a primeira e mais importante etapa da fidelidade, para que, a partir desta, possamos alcançamos as outras. 3.2. Fidelidade na alma “...transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:2). Esta segunda etapa da nossa mente e das nossas emoções, as quais muitas vezes nos impedem de alcançarmos as bênçãos de Deus. Quando a nossa mente não está em sintonia com a Palavra, as nossas emoções se tornam instrumentos utilizados pelo inimigo para reter aquilo que Deus tem guardado para os fieis. Dentre os exemplos que podemos citar desse fato, a incredulidade é um deles.. a fidelidade na alma depende muito da inoperância da incredulidade, pois quando cremos nas promessas de Deus, sabemos que ainda que tenhamos que passar por lutas, guerras e perseguições, a nossa vitória é certa (Rm 8:37). Um bom exemplo disso é o ato de dizimar e ofertar, pois só o faz aquele que tem convicção de que Deus supre todas as suas necessidades e que como conseqüência vai reter a ação do gafanhoto (Ml 3:11). Portanto, para ser fiel a Deus na alma, é necessário arrancar todo sentimento de incredulidade, bem como outros sentimentos que são como lixo da alma e que não só nos impedem de sermos abençoados, mas também de praticar o que a bíblia diz, pois “Bem aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus” (Mt 5:8). 3.3. Fidelidade no Corpo “Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional...” (rm 12:1). A terceira e última etapa da fidelidade está inteiramente ligada à santidade. Precisamos entender que corpo envolve todos nossos órgãos e membros, tanto inteiros quanto exteriores, bem como os superiores e os inferiores. Ora, se o nosso corpo deve estar irrepreensível, devemos ser fiéis em todo o nosso proceder, pois a Bíblia diz: “entre vocês não deve haver nem sequer menção de imoralidade sexual como também de nenhuma espécie de impureza e de cobiça; pois essas coisas não são próprias para os santos” (Ef 5:3). Portanto o corpo (com todos os seus órgãos) deve ser plenamente consagrado ao Senhor em santidade, pois a Bíblia declara: “o corpo porém não é para a imoralidade, mas para o Senhor, e o Senhor para o corpo” (I Co 6:13). A Palavra de Deus diz ainda: “Todos tropeçam de muitas maneiras. Se alguém não tropeça no falar, tal homem é perfeito, sendo também capaz de dominar todo o seu corpo..., a língua é um fogo; é um mundo de iniqüidade. Colocada entre os membros do nosso corpo, contamina a pessoa por inteiro, incendeia todo o curso de sua vida, sendo ela mesma incendiada pelo inferno” (Tg 3:2, 6), e mais: “Não sabeis vós que sois santuário de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós” (I Co 3:16).

41 E mais: “..não é o que entra pela boca que contamina o homem, mas o que sai da boca, isto, sim, contamina o homem.” (Mt 15:11). Tomando como base esses versículos, entendemos que, para não cometermos o pecado da infidelidade, é necessário refrear a nossa língua e, sobretudo, ter cuidado co o que estamos alimentando as nossas emoções. O que declaramos com a nossa língua é o resultado do que o nosso coração está cheio. Somos santuários do espírito Santo e, por isso, nosso corpo deve ser santo, limpo de toda iniqüidade. Devemos conservar uma linguagem santa. Quando o senhor retornar quer encontrar um povo fiel. Por isso, assim diz a Palavra: “Que todo o espírito, a alma e o corpo de vocês sejam preservados irrepreensíveis na vinda do nosso Senhor Jesus Cristo. Aquele que os chama é fiel, e fará isso” (I Ts 5:2324).

CONCLUSÃO A fé escolhe crer na Palavra de Deus acima da evidência dos sentidos, sabendo que as circunstâncias naturais devem ser mantidas sujeitas à Palavra de Deus. A fidelidade se mantém no testemunho de Deus vivendo em concordância com Ele. Fé e Fidelidade caminham juntas.

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