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Livro de Resumos do IV Congresso Internacional Cotidiano

Livro de Resumos do IV Congresso Internacional Cotidiano

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Livro de Resumos do IV Congresso Internacional Cotidiano - Diálogos sobre Diálogos. Niterói/RJ, 06 a 09/06/2012.
Livro de Resumos do IV Congresso Internacional Cotidiano - Diálogos sobre Diálogos. Niterói/RJ, 06 a 09/06/2012.

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08/30/2014

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Universidade Federal Fluminense Faculdade de Educação

IV CONGRESSO INTERNACIONAL COTIDIANO: DIÁLOGOS SOBRE DIÁLOGOS

LIVRO DE RESUMOS E PROGRAMAÇÃO
ISBN 978-85-61593-58-2

Realização

Niterói - 2012

APRESENTAÇÃO

 



 Mais
uma
vez
o
Grupalfa
abre
a
sua
grande
rede
de
redes
para
socializar
com
 quem
 conosco
 queira
 dialogar.
 Estamos
 abrindo
 o
 IV
 Congresso
 Internacional
 Cotidiano
–
diálogos
sobre
diálogos.

 Quando
 em
 2005
 realizamos
 o
 I
 Congresso
 Cotidiano
 pareceu
 a
 muit@s,
 pretensioso
 que
 um
 pequeno
 grupo
 de
 pesquisa
 pudesse
 realizar
 um
 congresso
 internacional.
O
resultado
provou
não
ser
descabida
nossa
intenção.
Por
certo
quem
 assim
 avaliava,
 não
 sabia
 que
 nosso
 grupo
 já
 vinha
 há
 alguns
 anos
 a
 construir
 uma
 grande
 rede
 de
 afinidades
 eletivas
 com
 outros
 grupos
 de
 pesquisa
 no
 Brasil,
 na
 América
 Latina
 –
 México,
 Colômbia,
 Argentina,
 nos
 Estados
 Unidos,
 em
 Portugal,
 na
 Espanha.
E
esta
rede
vem
crescendo,
com
fios
que
nos
levam
à
França,
ao
Canadá,
ao
 Equador,
à
Suíça,
a
Moçambique
e
até
à
Índia.

 Nossa
rede
de
diálogos
foi
se
ampliando
desde
o
I
Congresso
Internacional,
no
 qual
 tivemos
 35
 posters
 e
 268
 comunicações
 de
 pesquisas,
 oriundas
 de
 diferentes
 lugares
do
Brasil
e
já
algumas
do

exterior.
A
cada
congresso,
o
II,
o
III,
se
ampliava
o
 número
de
inscritos,
o
que
nos
permite
avaliar
ser
resultado
da
aceitação
crescente
de
 nossos
congressos.
Neste
IV
Congresso
temos
em
torno
de
400
trabalhos,
distribuídos
 em
 posters,
 comunicações
 individuais
 e
 comunicações
 de
 grupo.
 Inscritos
 já
 temos
 mais
de
mil
e,
se
afirmo
que
já
temos,
é
porque
em
geral
as
inscrições
vão
se
dando
 até
o
dia
do
evento.
Sabe‐se
lá
quant@s
inscrit@s
ainda
poderemos
ter
até
a
abertura
 do
Congresso.

 Agora
 umas
 poucas
 linhas
 sobre
 afinal,
 o
 que
 é
 o
 Grupalfa,
 um
 grupo
 de
 pesquisa
que
consegue
realizar
Congressos
Internacionais
...
e
não
somente
isto.

 A
origem
do
Grupalfa
é
a
Universidade
Federal
Fluminense.
Daí
saíram
todos
os
 seus
 e
 suas
 componentes.
 Lá
 nos
 idos
 de
 1986,
 quando
 faço
 concurso
 para
 a
 UFF
 e
 defendo
a
minha
tese
de
doutorado
na
primeira
turma
do
doutorado
em
educação
da
 UFRJ
 e
 conquisto
 minha
 primeira
 bolsa
 de
 pesquisador
 do
 CNPq.
 Todas
 as
 componentes
 do
 GRUPALFA,
 em
 sua
 maioria
 mulheres,
 foram
 minhas
 alunas,
 umas
 poucas
 desde
 o
 curso
 de
 graduação
 e
 a
 maioria
 do
 mestrado.
 E
 foram
 minhas
 orientandas.
 
 Ao
 realizarem
 os
 seus
 doutorados,
 todas
 fizeram
 concursos
 para
 universidades,
 se
 tornando
 assim,
 professoras
 universitárias.
 Somos,
 portanto
 um
 grupo
interinstitucional,
pois
cada
uma
de
nós
atua
em
diferentes
universidades
–
UFF,
 UERJ/São
Gonçalo,
UNIRIO
e
um
companheiro
na
UFFRJ.
E
como
cada
um@
de
nós
se
 dedica
 a
 um
 aspecto
 da
 educação,
 talvez
 possamos
 nos
 afirmar
 um
 grupo
 pluritemático.
 A
 se
 dizer
 que
 o
 que
 nos
 une
 é
 um
 forte
 sentimento
 político
 da
 importância
da
educação,
pois
com
Paulo
Freire
defendemos
que
a
educação
sozinha
 não
muda
o
mundo
...
mas
que
sem
educação
não
há
mudanças
efetivas
no
mundo.


2


Haja
vista
as
reclamações
que
vêem
se
dando
no
Brasil
quanto
aos
fracos
resultados
da
 educação,
 a
 denúncia
 dos
 parcos
 investimentos,
 a
 escola
 tornando‐se
 tema
 de
 discussão
 pela
 mídia,
 a
 carência
 de
 mão
 de
 obra
 capacitada
 para
 atendimento
 às
 demandas,
 a
 falta
 de
 profissionais
 bem
 formados
 de
 modo
 a
 atender
 aos
 desafios
 colocados
no
mundo
e
no
planeta
hoje,
o
que
exigiria
a
produção
de
conhecimentos
 acompanhada
de
capacidade
crítica
e
de
criação.
 

 Dentro
de
nossas
possibilidades,
quero
crer
que
muito
temos
feito,
não
apenas
 em
 procurando
 melhor
 formar
 os
 futuros
 professores
 e
 professoras
 e
 investindo
 fortemente
na
formação
continuada,
como
também
produzindo
textos,
artigos
e
livros
 que
resultam
de
nossas
pesquisas
e
articulação
entre
pesquisa,
extensão
e
docência.

 Já
 estamos
 na
 décima
 turma
 de
 um
 curso
 que
 realizamos
 sem
 qualquer
 auxílio
 financeiro,
 destinado
 às
 professoras
 alfabetizadoras
 –
 Curso
 de
 Pós‐graduação
 lato
 sensu
de
Alfabetização
dos
alunos
e
alunas
das
classes
populares,
já
com
mais
de
cem
 monografias
 produzidas.
 Além
 do
 “curso
 de
 pós”
 como
 o
 chamamos
 carinhosa
 e
 orgulhosamente,
 realizamos
 uma
 vez
 por
 mês,
 o
 que
 
 ficou
 conhecido
 como
 “Conversas
com
Professoras”,
quando
abrimos
para
professor@s
uma
conversa
sobre
 temas
 de
 seu
 interesse,
 conversa
 puxada
 por
 alguém
 que
 conheça
 bem
 o
 tema
 escolhido,
e
convidad@
por
nós.
 

 Nosso
 desejo
 é
 que
 este
 livro
 de
 resumos
 possa
 contribuir
 para
 que
 @s
 participantes
 deste
 IV
 Congresso
 Internacional
 Cotidiano
 –
 diálogo
 sobre
 diálogos
 possam
se
deixar
instigar
a
pensar
o
ainda
não
pensado,
pensando
e
criando
o
novo.
 Quem
sabe
nos
aproximando
tod@s
nós
do
mote
do
Fórum
Social
Mundial
de
que
um
 outro
 mundo
 é
 possível,
 não
 como
 apenas
 um
 sonho
 que
 nos
 inebrie
 e
 aliene,
 mas
 como
o
horizonte
que
oriente
nossas
ações.

 

 Que
os
diálogos
que
hão
de
se
dar
durante
o
nosso
IV
Congresso
Internacional
 Cotidiano
–
diálogos
sobre
diálogos
possam

ser
enriquecedores
para
tod@s
nós.
 

 

 


















































































Regina
Leite
Garcia
 

















































































em
nome
do
Grupalfa



 
 
 
 


3


PROGRAMAÇÃO MANHÃ
HORÁRIO


 
 
 
 
 
 
 
 
 09:00
às
 12:00
 


06/08/2012


07/08/2012

MESAS
DE
DIÁLOGOS
 DIREITOS
HUMANOS,
 SUJEITOS
E
 MOVIMENTOS
SOCIAIS
 Profª
Drª
Célia
Linhares
 –
UFF/UFRRJ
 Prof.ª
Drª

Guadelupe
 Bertussi
–
UPN
(México)
 Prof.
Dr.
Miguel
Arroyo
‐
 UFMG
 


08/08/2012

MESAS
DE
DIÁLOGOS
 AUTORIA
E
 SOCIALIZAÇÃO
DA
 PROPRIEDADE
 INTELECTUAL
 Prof.
Dr.
Cunca
 Bocayuva
–
PUC/RJ
 Prof.
Dr.
Nelson
Pretto
 ‐
UFBA
 Prof.
Dr.
Walter
Filé
–
 UFRRJ
 


09/08/2012

MESAS
DE
DIÁLOGOS
 CRISE
 CONTEMPORÂNEA,
 NOVOS
PARADIGMAS,
 O
SABER
AMBIENTAL

Prof.
Dr.
Alfredo
Veiga‐ Neto
UFRGS/UNISINOS
 Prof.
Dr.
Carlos
Walter
 Porto‐Gonçalves
‐
UFF
 Prof.
Dr.
Marcos
Reigota
 –
Universidade
de
 Sorocaba


Sala
318

D


Sala
318
D


Sala
318
D


DESAFIOS
DA
 VIOLÊNCIAS
 CRIANÇAS:
ESSAS
 EDUCAÇÃO
 COTIDIANAS
 CONHECIDAS
TÃO
 ETNORACIAL‐
 DESCONHECIDAS
 Prof.
Dr.
Carlos
 INTERCULTURALIDADE
E
 Eduardo
Ferraço
‐
UFES
 Prof.
Dr.
Manuel
 DESCOLONIZAÇÃO
 Sarmento
–
 Profª
Drª
Maria
Tereza
 Universidade
do
 Prof.
Dr.
Henrique
 Goudard
Tavares
‐
UERJ
 Minho
(Portugal)
 Cunha
Jr.
‐
UFC
 Prof.
Dr.
Nicanor
 Profª
Drª
Sônia
 Prof.
Dr.
José
Ribamar
 Rebolledo
–
UPN
 Kramer
–
PUC/RJ
 Bessa
Freire
‐
UERJ
 (México)
 Prof.
Dr.
Walter
Kohan
 Prof.
Dr.
Reinaldo
Fleuri
 
 –
UERJ
 –
UFSC
 
 
 
Sala
218

C
 Sala
218

C


Sala
218

C


A
COMPLEXIDADE
DO
 COTIDIANO
DA
ESCOLA‐
 CURRÍCULO
E
 FORMAÇÃO
DE
 PROFESSORES
 Prof.
Dr.
Antonio
Flávio
 Barbosa
Moreira
‐
UCP
 Prof.
Dr.
Daniel
Suarez
–
 UBA
(Argentina)
 Prof.ª
Drª
Nilda
Alves
–
 UERJ
 


FALSAS
QUESTÕES
EM
 RELAÇÃO
À
 ALFABETIZAÇÃO
 Profª
Drª
Carmen
Pérez
 –
UFF
 Profª
Drª
Edwiges
 Zaccur
‐
UFF
 Profª
Drª
Regina
Leite
 Garcia
–
UFF
 
 
 


QUEM
ESTAMOS
 FORMANDO
DA
 FORMA
QUE
 AVALIAMOS?
 Prof.
Dr.
Angel
Díaz
 Barriga
–
UNAM
 (México)
 Prof.
Dr.
Almerindo
 Afonso
‐
Universidade
 do
Minho
(Portugal)
 Profª
Drª
Maria
Teresa
 Esteban
UFF


Auditório
Bloco

D


Auditório
Bloco

D


Auditório
Bloco

D
 


4


PROGRAMAÇÃO TARDE

 HORÁRIO


 14h
às
18:30h


06/08/2012

CREDENCIAMENTO
 E
ENTREGA
DE
 MATERIAL
 


07/08/2012

APRESENTAÇÃO
 DE
 COMUNICAÇÕES
 
 SESSÃO
DE
 POSTER
 


08/08/2012

APRESENTAÇÃO
 DE
 COMUNICAÇÕES
 
 SESSÃO
DE
 POSTER
 
 ATIVIDADES
 CULTURAIS
 Teatro
do
Povo
 para
o
Povo
–
 Antonio
 Veríssimo


09/08/2012

APRESENTAÇÃO

 DE

 COMUNICAÇÕES
 
 SESSÃO
DE
POSTER
 
 
 RODA
DE
CONVERSAS:
 MEDICALIZAÇÃO
DA
 EDUCAÇÃO


17:30h

às

 18:30h
 
 
 18h
às
19h


CERIMÔNIA
 
 
DE

 
 ABERTURA


ATIVIDADES
 CULTURAIS
 Portinari:
um
 homem
do
povo
 que
retratou
o
 povo
‐
João
 Candido
 Portinari
 
 SEMINÁRIO
 AMÉRICA
 LATINA



 
 
 
 19h


CONFERÊNCIA
DE
 ABERTURA:
 GIRO
 DESCOLONIZADOR
 Y
RUPTURA
 EPISTEMOLÓGICA:
 MÁS
ALLÁ
DEL
 EUROCENTRISMO
 Prof.
Dr.

Enrique
 Dussel
–
 Universidad
 Nacional
 Autónoma
de
 México



 LANÇAMENTO
 
 DE
 
 LIVROS


CONFERÊNCIA
DE
 ENCERRAMENTO:
 EPISTEMOLOGIAS
DO
SUL

 ‐DESCOLONIALIDADE:
 NOVOS
MUNDOS
 POSSÍVEIS.
 Profª
Drª
Maria
Paula
 Menezes
–
Universidade
 de
Coimbra
(Portugal)


Coordenação:
 Profª
Drª
Regina
 
 Leite
Garcia
 



 
 
 


5


SUMÁRIO

 PRÁTICAS COTIDIANAS E CURRÍCULO
A
cartografia
escolar
associada
às
tecnologias
da
informação
na
compreensão
das
noções
de
 escola
local
e
global





 
 
 
 
 
 
 
 
 








83
 Luis
Claudio
da
Silva
dos
Santos
 A
escola
de
tempo
integral
na
perspectiva
dos
(as)
professores(as)

 Nailda
Marinho
da
Costa
Bonato,
Natacha
Fernandes
Cascon
 A
escola
pública
é
para
todos.
E
a
cidade,
para
quem
é?

 Juliana
de
Oliveira
Borges
 A
escolha
profissional
para
o
ensino
superior
em
discussão:
análise
das
"vozes"
de
jovens




84
 Gilton
Francisco
Sousa
de
Andrade
 A
 Filosofia
 como
 disciplina
 curricular
 obrigatória:
 desafios
 do
 seu
 ensino
 no
 espaçotempo
 escolar
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 








84
 Maria
Paula
Pinto
dos
Santos
Belcavello,
Tarcísio
Jorge
Santos
Pinto
 A
investigação
do
cotidiano
escolar
no
campo
do
currículo:
o
contexto
da
prática
 Thais
Vianna
Maia
 A
leitura
da
palavra:
uma
ferramenta
para
ler
e
escrever
o
mundo

 Evelyn
dos
Santos
Nascimento,
Maria
Inês
Barreto
Netto
 A
 linguagem
 do
 aluno
 do
 campo
 e
 a
 cultura
 escolar:
 em
 estudo
 sobre
 a
 cultura
 e
 o
 campesinato
na
Escola
Básica
 
 
 
 
 
 
 








 








86
 Luciene
Perini
 A
mediação
dos
dispositivos
móveis
nas
práticas
escolares
 Helenice
Mirabelli
Cassino
Ferreira
 A
pesquisa
na
formação
docente
 
 
 
 
 
 
 
 






















87

 








87
 
 
 
 








86
 
 






 








85
 








85
 
 
 
 








83
 
 
 







83


Jéssica
Mayara
Santana
dos
Santos,
Cristiane
Elvira
de
Assis
Oliveira
 
 A
produção
do
conhecimento
no
cotidiano
escolar

 Marlene
Nunes
Ferreira
 
 
 


A
 religião
 no
 espaço
 público:
 o
 discurso
 religioso
 em
 uma
 escola
 de
 Educação
 Infantil
 em
 Duque
de
Caxias
(RJ)
 
 
 
 
 
 
 
 






















88
 Jordanna
Castelo
Branco,
Vânia
Claudia
Fernandes


6


A
responsividade
dialógica
da
cultura
cordelista
 
 Tatiana
Aparecida
Moreira
 A
sétima
arte
no
cotidiano
da
escola
 Tatiane
Chagas
Lemos

 




















88











88


A
teoria
do
conhecimento
em
Bergson:
elementos
para
se
(re)
pensar
o
currículo



















89
 Luka
de
Carvalho
Gusmão

 "Agora
é
NÓS!
NÓS
é
que
sabe!":
reflexões
de
um
professor‐pesquisador
em
meio
aos
 embates
interculturais
no
cotidiano
escolar
 
 
 
 
 























89
 
 Vilson
Sebastião
Ferreira


Alfabetização
 e
 ensino
 de
 ciências:
 possibilidades
 ao
 ensinar/aprender
 como
 ampliação
 da
 palavramundo
 
 
 
 
 
 
 
 





































90
 Celso
Sánchez,
Tiago
Ribeiro

 Ambiente
 virtual
 de
 aprendizagem
 em
 matemática
 no
 Ensino
 Médio
 Normal:
 projeto
 para
 ensinar/aprender
a
pensar
matemática

 
 
 
 
 
 








90
 Cristiane
Marcelino
Sant´Anna
 As
concepções
da
aprendizagem
nas
inquietações
cotidianas
de
uma
educadora

 Jorgina
do
Nascimento
Martins,
Hélida
Gmeiner
Matta
 As
corporeidades
como
potencializadoras
das
experiências
pedagógicas
cotidianas

 








91
 








90


Rosa
 Malena
 de
 Araújo
 Carvalho,
 Andreza
 Oliveira
 Berti,
 Cintia
 de
 Assis
 Ricardo
 da
 Silva,
Elisângela
Borges
de
Andrade
e
Regiane
de
Souza
Costa

 As
 (in)adequações
 do
 Livro
 Didático
 em
 Educação
 Infantil:uma
 análise
 do
 Programa
 "Alfa
 e
 Beto
na
Pré‐escola"
na
rede
municipal
de
ensino
da
cidade
do
Rio
de
Janeiro
 
 








92
 Renata
de
Oliveira
Rodrigues
 As
representações
imagéticas
das
festas
populares
como
registros
da
memória
coletiva
e
dos
 saberes
difundido
pela
oralidade:
possibilidade
para
promover
o
pertencimento
e
valorização
 das
artes
e
culturas
subalternas
na
escola
pública
 
 
 
 
 








92
 Katia
Maria
Roberto
de
Oliveira
Kodama

 As
tecnologias
de
informação
e
comunicação
em
um
contexto
de
educação
infantil:
reflexões
 sobre
as
dimensões
éticas
e
estéticas
dos
encontros
com
os
desenhos
animados

 








93
 Daniele
de
Carvalho
Grazinoli
 Atuando
nas
margens
curriculares:
docência,
ativismo
e
subversão
sexual

 Marcio
Rodrigo
Vale
Caetano
 Avaliação
e
produção
curricular:
um
desejo
de
acertar

 
 Juliana
Camila
Barbosa
Mendes
 
 
 
 








94
 























93


7


Brincadeira
é
coisa
séria:
um
relato
de
como
a
brincadeira
pode
ajudar
no
resgate
da
disciplina
 escolar
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 








94
 Elisangela
Rodrigues
da
Silva
Farias,

Eliete
Marcelino
Dias
Andrade
 Cibercultura
e
Mobilidade:
Práticas
Contemporâneas
na
Educação
 Aline
Andrade
Weber
Nunes
da
Rocha
 "Circulação
Científica"
em
Educação:
práticas
cotidianas
e
Currículo
 Alessandra
da
Costa
Barbosa
Nunes
Caldas
 Colégio
Pedro
II
e
a
metáfora
do
"nome
do
pai"

 Vera
Lucia
Cabana
de
Queiroz
Andrade

 Concepções
e
práticas
de
professoras:
um
intercambiar
de
olhares

 
 
 








96
 
 
 
 
 








95
 
 
 








95
 
 
 








94


Ariane
 Rodrigues
 Gomes
 Leite,
 Gleice
 Aparecida
 de
 Menezes
 Henriques,
 Maiara
 Ferreira
de
Souza,
Quézia
dos

Santos
Bertoldo
 Conhecimento,
 solidariedade
 e
 partilha:
 fazeressaberes
 no/do
 cotidiano
 escolar
 da
 educação
 integral

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 








96
 Rafael
Marques
Gonçalves
 Conversando
 sobre
 
 o
 
 Processo
 de
 Inclusão
 Escolar:
 
 Um
 desafio
 a
 partir
 do
 Ensino
 Colaborativo


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 








97
 Suzanli
Estef
da
Silva,
Carla
Fernanda

 Corporeidade
 e
 dança
 nas
 práticas
 
 educativas
 
 do
 cotidiano
 da
 
 Educação
 de
 
 Jovens
 
 e

 Adultos

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 








97
 Jalmiris
Regina
Oliveira
Reis
Simão

 Corporeidade
no
cotidiano
das
aulas
de
educação
física
‐
intervenção
e
possibilidades
em
duas
 turmas
de
projetos
da
Prefeitura
do
Rio
de
Janeiro

 
 
 
 
 








98
 Cintia
de
Assis
Ricardo
da
Silva
 Cotidianos,
campos
e
entre‐lugares:
Educadores
na
TV
 
 Rosa
Helena
Mendonça
 Crianças
e
professores
aprendizes:
outras
relações
com
o
conhecimento
 Elaine
Cristina
Borba
Rusenhack

 Cultura,
Conhecimento
e
Saber
Escolar
no
Século
XXI:
princípios
teóricos
 Beatriz
Boclin
Marques
dos
Santos
 Cultura
digital
no
cotidiano
escolar

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






100
 
 








99
 
 








99
 
 
 
 








98


Graziele
Alves
de
Lira,
Helen
Sanches
da
Costa
 Currículo:
dialogia
entre
saberes
e
práticas
culturais
 Rosa
Aparecida
Pinheiro

 




















100


8


Currículo
 do
 PROEJA:
 desigualdades
 sociais
 nas
 concepções
 dos
 professores
 e
 estudantes
 do
 PROEJA
 no
 Instituto
 Federal
 de
 Educação,
 Ciência
 e
 Tecnologia
 do
 Sertão
 de
 Pernambuco
 –
 Campus
Petrolina‐PE

 
 
 
 
 
 
 
 




















100
 Marcia
Araujo
Ribeiro
Lima
 Currículo
 e
 identidade(s)
 docente(s):
 modos
 de
 dizer
 e
 representar
 o
 professor
 nos
 pcns
 de
 língua
portuguesa
 
 
 
 
 
 
 
 
 






101
 Maximiano
Martins
de
Meireles
 Currículo:
tensões
entre
cultural/política/social

 Veronica
Borges

 Currículos
e
experiências
nos
diferenciados
 Cristina
Lens
Bastos
de
Vargas
 Currículos
 em
 redes
 tecidos
 com
 os
 cotidianos
 da
 escola
 pública:
 os
 movimentos
 de
 implementação
e
os
primeiros
usos
do
documento
"Currículo
Básico
da
Escola
estadual'





102
 Adriana
Pionttkovsky
Barcellos
 Das
 pinturas
 em
 tela
 ao
 toque
 da
 zabumba:
 narrativas
 afro‐brasileiras
 compartilhadas
 nas
 escolas

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






103
 Sonia
Regina
dos
Santos
 Desafios
 da
 Educação
 Online:
 formação
 de
 professores
 para
 o
 atendimento
 de
 alunos
 com
 deficiência
visual
 
 
 
 
 
 
 
 
 






103
 Valeria
de
Oliveira
Silva
 Deveres
de
casa:
uma
análise
das
estratégias
educativas
familiares


 Fernanda
Bevilaqua
Costa
Moraes
 Diálogos
nas
salas
de
aula
do
cotidiano
escolar:
o
que
falamos
sobre
as
condições
de
trabalho
 da
contemporaneidade?

 
 
 
 
 
 
 
 






104
 Priscila
Campos
Ribeiro
 Diferença
enquanto
direto
de
cidadania
no
contexto
da
escola
pública


 Larissa
Vitória
Rios
de
Oliveira
 Do
livro
didático
aos
currículos
praticados;
necessidade
de
uma
inversão
epistemológica




105
 Érica
Bolzan,
Wagner
dos
Santos
 Duas
realidades
históricas
da
educação
musical
no
Mercosul
 Ednardo
Monteiro
Gonzaga
do
Monti
 E
 agora,
 eu
 vou
 pra
 onde?
 
 A
 transição
 da
 Educação
 Infantil
 para
 o
 Ensino
 Fundamental
 na
 Rede
de
Mesquita/RJ

 
 
 
 
 
 
 
 
 






106
 Andréa
Silveira
Dutra

 
 
 
 






106
 
 






105
 
 
 






104
 
 
 
 
 
 






102
 
 
 
 
 






101


9


Educação
 de
 jovens
 e
 adultos
 nas
 escolas
 estaduais
 de
 S.Paulo:
 paradigmas
 no
 cotidiano
 escolar
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






107
 Denis
Ramos
Pinheiro
 Educação
 musical
 e
 cotidiano
 escolar:
 os
 currículos
 praticados
 na
 escola
 pública
 de
 Volta
 Redonda
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






107
 Marcelo
Paraiso
Alves
 Educação
quilombola:
identidade
e
currículo

 
 Dayana
Doria
Vieira,

Aline
de
Oliveira
Braga
 Entre
músicas
cotidianas:
manifestações
musicais
praticadas
no
ensino
da
Música
















108

 Carmensilvia
Maria
Sinto,
Marcos
Antonio
dos
Santos
Reigota
 Entre
práticas,
cotidianos
e
redes...
currículos
em
processos
na
formação
profissional
de
nível
 médio
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






108
 Danielle
Piontkovsky

 Escola
Divinéia:
“Só
sabe
o
que
é
aqui
quem
nasceu
e
cresceu
aqui”
 Verônica
Gomes
de
Aquino

 Escola
Imperial/História
Nacional/Contexto
Mundial
 Ana
Beatriz
Frazão
Ribeiro

 Estratégias
 utilizadas
 por
 alunos
 do
 segundo
 ano
 de
 escolaridade
 para
 calcular
 e
 resolver
 problemas

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






110
 Andreia
Almeida
dos
Santos,
Mônica
Cerbella
Freire
Mandarino
 Excursão
 didática
 à
 serra
 da
 Capivara/Pi:
 uma
 experiência
 inter
 e
 transdisciplinar
 na
 prática
 pedagógica
do
PROEJA
do
IF
Sertão/Pe
 
 
 
 
 
 
 






111
 Maria
Nizete
de
Menezes
Gomes
Costa,
Luzinete
Moreira
da
Silva
 Explicadoras,
famílias
e
rendimento
escolar
 Maria
Lucia
Kalaf
 Flagrantes
do
cotidiano:
que
currículo
propõem?

 Meirivan
Batista
de
Oliveira
 Fotografias
afrodiaspóricas
num
mundo
ocidental:
verdades
e
mentiras
sobre
o
outro

 






112
 Juliana
Ribeiro
 Gênero
e
sexualidade
no
cotidiano
escolar
e
o
livro
didático

 Rachel
Mariano
Pereira
 
“Ih!
Na
escola
vai
ter
Lan
House!”
O
que
pensam
os
alunos
e
professores
acerca
da
presença
 da
tecnologia
na
escola?

 
 
 
 
 
 
 
 






113

 Alessandra
da
Costa
Abreu

 
 
 
 






112
 
 
 
 
 






111
 
 
 
 
 
 
 
 






111
 
 
 
 
 






109
 
 
 






109
 
 
 
 
 






107


10


Informação
e
formação
inicial
de
professores

 









113



Clarisse
Duarte
Magalhães
Cancela,
Guaracira
Gouvêa
 Jovens
 professores
 do
 contexto
 da
 prática
 de
 ensino
 de
 ciências
 e
 as
 tecnologias
 de
 informação
e
comunicação
 
 
 
 
 
 
 
 






114
 Heloisa
Helena
Oliveira
de
Magalhães
Couto
 Jurujuba:
 um
 olhar
 
 obre
 
 o
 cotidiano
 
 dos
 sujeitos
 que
 tecem
 os
 seus
 "mitos"
 e
 suas
 "verdades"

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






114
 Carine
Pinto
Lessa

 Livros
e
leitura
na
primeira
infância

 Marcelli
Martins
de
Souza

 Ma
vie
em
rose:
cinema,
representações
e
identidade
de
gênero
 Simone
Gomes
da
Costa
 Matemática
no
1º
ciclo
do
Ensino
Fundamental
‐
uma
abordagem
cultural
 Cláudia
Hernandez
Barreiros
Sonco
 Memórias,
narrativas
e
histórias:
a
educação
de
jovens
e
adultos
de
S.
Gonçalo/RJ
 Daniela
Bruno
Quintanilha

 Metáforas
como
“rota
de
fuga”
no
currículo
praticado
da/na
formação
de
professores









116
 Suzana
Silveira
de
Almeida
 Midia‐educação
 na
 cibercultura:
 um
 caminho
 possível
 para
 os
 desafios
 contemporâneos
 da
 aprendizagem
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






117
 Tiago
Cabral
Dardeau

 Multiculturalismo
em
debate:
contemporaneidade,
escola
e
questões
cotidianas

 






117
 






116
 
 






115
 
 
 






115
 
 
 
 
 
 
 






115


Willian
de
Goes
Ribeiro,
Adriana
do
Carmo
Correa
fontes,

Ana
Paula
da
Silva
Santos,
 Aline
Cleide
Batista
de
Azevedo,

Paulo
Melgaço
da
Silva
Júnior
 Narrativas
das
UPP’s:
cotidianos
escolares
por
eles
mesmos
 Anna
Clara
de
Almeida
Conte
 Narrativas
de
mulheres
negras:
o
cotidiano
no
parque
das
Missões
 Fabiana
da
Silva

 Novas
tecnologias
e
novos
tempos
são
novos
valores?
A
escola
virtual
da
Polícia
Militar
do
Rio
 de
Janeiro

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






119
 Vania
Alves
Pereira,
Ednardo
Monti
 O
 cineclube
 como
 possibilidade
 de
 desconstrução
 da
 heteronormatividade
 no
 cotidiano
 escolar
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






119
 Maria
Cecilia
Sousa
de
Castro
 
 
 






118
 
 
 
 






118


11


O
 cotidiano
 de
 uma
 escola
 pública
 de
 referência
 (CAP‐UFRJ)
 e
 as
 práticas
 curriculares
 de
 geografia:
entre
o
saber
de
referência
e
o
saber
escolar

 
 
 
 






119
 Hilton
Marcos
Costa
da
Silva
Júnior
 O
cotidiano
escolar
marcado
pela
presença
da
religião:
uma
análise
de
escolas
públicas
do
Rio
 de
Janeiro

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






120
 Amanda
André
de
Mendonça,
Allan
do
Carmo
Silva
 O
currículo
Integrado
nos
cursos
de
formação
profissional
de
Nível
Médio,
na
modalidade
de
 Educação
de
Jovens
e
Adultos
–
PROEJA
 
 
 
 
 
 






120
 Thayene
da
Costa
Campos
Santos

 O
currículo
tecido
na
Educação
Infantil
 
 Cristiane
Elvira
de
Assis
Oliveira
 O
diálogo
intercultural
na
construção
do
currículo
da
educação
escolar
indígena
Tupinikim
do
 Espírito
Santo
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






121
 Ozirlei
Teresa
Marcilino
 O
 ensino
 de
 História
 no
 cotidiano
 escolar:
 a
 prática
 pedagógica
 em
 uma
 escola
 pública
 do
 interior
de
Pernambuco
 
 
 
 
 
 
 
 






122
 Ricardo
José
Lima
Bezerra
 O
lúdico
ainda
é
lúdico?
Do
uso
como
pretexto
para
ensinar
ao
aproveitamento
como
meio
de
 desenvolver
habilidades:
contribuições
e
descaracterização
na
apropriação
escolar
 






123
 Daniel
Pereira
de
Oliveira
 O
mal‐estar
contemporâneo
na
relação
entre
os
jovens
da
modernidade
líquida
e
as
escolas
da
 modernidade
sólida

 
 
 
 
 
 
 
 
 






123
 Rafael
Arosa
de
Mattos

 Os
encontros
e
desencontros
de
uma
proposta:
Enturmação

 
 Bianca
da
Silva
Toledo

 Os
 saberesfazeres
 dos
 sujeitos
 praticantes
 dos
 currículos
 pelos
 usos
 cotidianos
 no
 Ensino
 Superior
de
Administração
 
 
 
 
 
 
 
 






124
 Wellington
Machado
Lucena
 Os
sistemas
de
ensino
apostilados
(SAEs),
a
autonomia
da
escola
e
o
lugar
da
infância


 






124
 Jéssica
Angelo
Pereira,
Crislayne
Couto
da
Silva
 Para
além
dos
muros
da
escola
 
 Isadora
Souza
da
Silva
 PARES
‐
Diálogos,
parcerias
e
interações
no
espaço
escolar:
impressões
iniciais


 






125
 
 
 
 
 
 
 






125
 
 
 






124
 
 
 
 
 
 






121


12


Flávia
Maria
de
Menezes,
Aline
Feitosa
Pascoal,
Gabriela
de
Moraes
Hardoim,
Natália
 Nascimento
 Rodrigues,
 Paulina
 de
 Almeida
 Martins
 Miceli,
 Priscila
 de
 Oliveira
 Dornelles,
Rosemary
Barbeito
Pais
 Perguntas
e
respostas
adormecidas
nas
práticas
cotidianas

 
Simone
Araujo
Moreira,

Mary
Rangel
 "Por
 que
 a
 gente
 aprende
 isso
 se
 a
 gente
 nem
 usa?"
 ‐
 Conflitos
 e
 (des)encontros
 de
 quem
 ensina
e
de
quem
aprende
 
 
 
 
 
 
 
 






126
 Mariana
de
Melo
e
Silva
Amaral
 Por
uma
escola
possível:
Práticas
subversivas
nos
cotidianos
escolares

 
 
 






127
 






127
 
 
 
 






126



Rosilene
dos
Santos
Cerqueira,
Alana
Calado
Franco,
José
Guilherme
Franco
Gonzaga
 Por
uma
pedagogia
multicultural:
as
relações
possíveis
entre
a
escola
e
a
capoeira

 Vinícius
Oliveira
Pereira
 Prácticas
 docentes
 asociadas
 a
 los
 usos
 de
 los
 manuales
 escolares
 impresos
 en
 la
 escuela
 primaria
Argentina
 
 
 
 
 
 
 
 
 






128
 Nancy
Edith
Romero
 Prática
pedagógica
cotidiana:
um
diálogo
sobre
o
lugar
do
livro
didático
na
escola
 Lívia
Jéssica
Messias
de
Almeida,
Maria
Rita
Santos
 Práticas
curriculares,
Teoria
Queer
e
autobiografia
 Leonardo
Ferreira
Peixoto
 Práticas
de
pesquisa
e
orientação
no
ambiente
escolar:
aproximações
entre
geografia
e
teoria
 histórico‐cultural
 
 
 
 
 
 
 
 
 






129
 Renan
da
Silva
Gomes
 Práticas
escolares
no
cotidiano
da
cidade
pequena

 Mitsi
Pinheiro
de
Lacerda
 Processos
curriculares
de
formação
na/da/com
a
escola:
trocas
de
saberesfazeres
na
produção
 de
filmes

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






130
 Rebeca
Silva
Brandão
Rosa
 Professores
reféns
de
um
currículo
de
matemática
que
pasteuriza
a
EJA
 Andréa
Thees
 Programa
Mais
Educação:
possibilidade
de
educação
integral
em
Duque
de
Caxias

 Patricia
Flavia
Mota
 Projeto
de
Lei
PNE
2011‐2020:
diferentes
objetos
de
pesquisa

 
 
 
 






132
 






131
 
 






131
 
 
 
 
 






130
 
 
 
 
 






129
 






128


Cíntia
Velasco,

Guilherme
Robson
da
Silva,
Tatiana
Ribeiro
dos
S.
Esteves,
Vera
Lucia
 da
Costa
Nepomuceno


13


Projeto
Tendas
da
Inclusão:
a
utilização
da
informática
educacional
na
promoção
da
inclusão
 digital
de
crianças
e
adolescentes
em
vulnerabilidade
social
 
 
 
 






132
 Mariana
Cecília
de
Mattos
Marques, Ana
Claudia
Carmo
dos
Reis
 Quais
os
sentidos
dados
à
Educação
Física
nos
currículos
de
Pedagogia
da
UFRJ?
 Marcelo
da
Cunha
Matos
 Realização
Curricular
Cotidiana:
ensinar‐aprender‐para‐ensinar

 Maria
Eneida
Furtado
Cevidantes

(Re)
construindo
práticas
pedagógicas:
diálogos
com
o
currículo
no
cotidiano
escolar










133









133
 






134


Lidiane
Maciel
Moraes
Bentes,
Luciana
Santiago
da
Silva
 Reflexões
acerca
da
jornada
de
docente:
uma
questão
política
e
pedagógica
 Nanci
Moreira
Branco,
Maria
Solange
Caravina

 Salas
de
recursos
multificionais:
uma
proposta
complementar
 
 Lucy
Rosa
Silveira
Souza
Teixeira
 Tempo
de
brincadeira
 
 
 
 
 
 
 
 
 






135
 
 
 






135
 
 






134


Juliana
Ramos
de
Faria

 Tempo
do
currículo
no
cotidiano
escolar
 
 
 
 
 
 






136


Rafaela
aparecida
de
Abreu,
Karla
Aparecida
Gabriel
 Temporalidades

 
 
 
 
 
 
 
 
 






136


Luciana
Pacheco
Marques,
Sandrelena
da
Silva
Monteiro,
Jéssica
Mayara
Santana
dos
 Santos,
Bianca
da
Silva
Toledo,
Juciléia
de
Paiva
Silva
 Trabalhando
com
imagens:
negociações
durante
a
coleta
 
 
 
 






136


Lafania
da
Silva
Mendes,
Angelina
Aparecida
Barbosa
Ferreira,
Bárbara
Alves
Ferreira,
 Mitsi
Pinheiro
de
Lacerda
 Uma
história
recontada
a
partir
de
um
filme

 
 
 
 
 
 






137


Juliana
Rodrigues,
Thaís
Monteiro
Silva

 Um
projeto
com
professores
e
cinema

 
 
 
 
 
 
 






137


Izadora
Agueda
Ovelha,
Stephany
Rocha
Rei



 
AUTORIA, PRIVATIZAÇÃO/SOCIALIZAÇÃO DO

CONHECIMENTO

 A
 atividade
 narrativa
 como
 processo
 de
 formação
 de
 sujeitos
 docentes
 autores
 e
 “propietários”
do
seu
saber

 
 
 
 
 
 
 
 






138
 


14


Flávio
 Anício
 Andrade,
 Ana
 Clara
 dos
 Santos
 Rohem
 Contrera,
 Verônica
 Mascarenha
 Santos
 
 A
 escrita
 autobigráfica
 de
 estudantes
 na
 web:
 construindo
 maneiras
 de
 exibição
 de
 identidades
(ficcionalizadas)

 
 
 
 
 
 
 
 






139
 
 
 Milena
Salles
Marques
Domás
 
 A
instrução
pública
nos
periódicos
de
Nictheroy,
durante
as
décadas
de
1870
a
1889
 






139
 
 Mariene
da
Silva
Pereira,
Verônica
Poubel
Simões
 
 Apropriação
 indébita
 e
 autoria
 na
 produção
 textual
 de
 estudantes
 de
 Pedagogia:
 elementos
 para
um
dimensionamento
pedagógico
da
questão
 
 
 
 
 






139
 
 Marcelo
Macedo
Corrêa
e
Castro

 
 O
cinema
na
sala
de
aula
 
 
 
 
 
 
 
 






140
 
 Taís
Regina
Senra
Esteves
 
 Uma
experiência
de
autoria:
usando
o
google
docs
no
ensino
superior
 
 
 






140
 
 Gilselene
Garcia
Guimarães
 




 A
 relação
 professor
 e
 aluno:
 uma
 análise
 da
 autoridade
 frente
 aos
 dilemas
 e
 tensões
 presentes
na
sala
de
aula

 
 
 
 
 
 
 
 






141
 
 Cláudio
Amaral
Overné,
Andréia
Cristini
Marcos
Miranda
Overné
 
 A
violência
escolar
para
além
de
um
confronto
físico:
um
conflito
semântico
 
 






141
 
 Monique
Marques
Longo
 
 A
violência
no
cotidiano
escolar:
desafios
e
possíveis
enfrentamentos

 
 
 






141
 
 Ronald
dos
Santos
Quintanilha,
Leonardo
Dias
da
Fonseca
 
 Das
queixas
aos
problemas
escolares
–
o
plantão
institucional
como
dispositivo

 






142
 
 Kátia
Aguiar
e
Vanessa
Silva
 
 Elaboração
ética
de
conflitos:
uma
experiência
de
oficina
na
escola
 
 
 






142
 
 Tatiana
 Conceição
 Silva
 Mendes
 de
 Oliveira,
 Vanessa
 Monteiro
 Silva,
 Kátia
 Faria
 de
 Aguiar
 Enfrentando
o
Bullying
nas
Escolas
 
 
 
 
 
 
 






143


VIOLÊNCIAS DENTRO E FORA DA ESCOLA

15



 Aline
Fernanda
Gundim
Pereira
da
Costa
 
 Escola
e
violência:
professores
e
produção
de
sentidos
da
escola
 
 
 
 
 Roberto
Marques
 

 Inclusão
escolar
de
alunos
surdos
e
Bullying
 
 
 
 
 
 
 Giselly
dos
Santos
Peregrino,
Pâmela
Suélli
da
Motta
Esteves
 
 Narrativasimagens
sobre
violência
produzidas
nos
cotidianos
escolares
do
IFES 






143









144


144

Maria
José
Corrêa
de
Souza,

Gabriela
Freire
Oliveira
 
 
 O
desafio
de
responder
às
práticas
de
bullying
nas
escolas:
uma
abordagem
cultural

 






145
 
 William
de
Goes
Ribeiro

 
 O
papel
da
gestão
no
enfrentamento
da
violência
na
escola

 
 
 
 






145
 
 Jasmine
Kelly
de
Souza
dos
Anjos

 
 O
tabu
Tabu
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






146
 
 Heitor
Collet
 
 Uma
 relação
 entre
 as
 ações
 do
 gestor
 no
 enfrentamento
 à
 violência
 e
 os
 tipos
 ideais
 weberianos
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






146
 
 Sandra
Lenara
Nunes
de
Carvalho
 
 Violência
 escolar
 
 e
 indisciplina
 no
 cotidiano
 da
 escola:
 concepções
 e
 formas
 de
 enfrentamento


 
 
 
 
 
 
 
 
 






146
 
 Joyce
Mary
Adam
de
Paula
e
Silva
 
 Violências
e
contexto
escolar:
manifestações
na
relação
professor‐aluno
 
 






147
 
 Marina
Morena
Torres
 


AVALIAÇÃO E SUAS CONSEQUÊNCIAS SOCIAIS E POLÍTICAS

A
escola
que
forma
e
deforma
 
 Taís
Lopes
de
Souza
 
 
 
 
 
 
 






147


16


A
experiência
do
PROEJA
na
rede
federal
de
ensino:
avaliação
e
reflexões
sobre
a
qualidade
da
 política
pública
voltada
à
educação
de
jovens
e
adultos

 
 
 
 






148
 Aline
Cristina
de
Lima
Dantas




 As
avaliações
externas
e
o
cotidiano
em
sala
de
aula.


 
 
 
 
 






148


Daniely
Moreira
Vieira,
Marcela
Soares
Campos
Braga


 Avaliação,
crise
institucional
e
relações
de
poder
na
universidade
 Ricardo
Miguel
da
Conceição
Pina
 Avaliação
e
aprendizagem
em
artes
no
contexto
escolar
na
SME
do
Rio
de
Janeiro:
práticas
e
 concepções
frente
à
atual
política
educacional
 
 
 
 
 
 






149
 Juliana
Damiani
de
Carvalho



 Avaliação
em
creches
da
cidade
do
Rio
de
Janeiro:
medidas
para
infância?


 Ana
Cristina
Corrêa
Fernandes
 Avaliação
em
sete
episódios
–
reflexões
sobre
narrativas
da
memória
cotidiana

 Hélida
Gmeiner
Matta


 Avaliação
emancipatória:
desafios
cotidianos

 
 
 
 
 
 






151
 






150
 
 






150
 
 
 






149


Maria
Teresa
Esteban,
Virgínia
Cecília
da
Rocha
Louzada
Launé,Dayana
Santos
Padilha,
 Heloísa
 Josiele
 Santos
 Carreiro,
 Camila
 Avelino
 Cardoso,
 Joceli
 de
 Souza
 Cruz
 Figueiredo,
Fátima
Rodrigues
Burzaff
 Avaliações
externas
e
os
seus
impactos
na
escola:
interstícios
entre
“o
que
se
diz”
e
“o
que
se
 faz”
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






151
 Ivan
Amaro,
Maria
Océlia
Motta,
Regina
Lúcia
Mucy
de
Oliveira


 Avaliando
a
oferta
de
educação
de
jovens
e
adultos
no
horário
diurno
da
rede
pública
 






152
 Andréia
Cristina
da
Silva
Soares

 Centro
 de
 Estudos
 de
 Jovens
 e
 Adultos.
 
 O
 que
 
 é
 
 qualidade
 
 na
 
 educação
 
 de
 jovens
 e
 adultos?


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






152
 Luciana
Bandeira
Barcelos
 Jovens
 na
 educação
 de
 jovens
 e
 adultos:
 avaliando
 a
 escolarização
 em
 fracasso
 e
 suas
 possibilidades
de
superação
 
 
 
 
 
 
 
 






153
 Quezia
Vila
Flor
Furtado
 Limites
e
incongruências
do
atual
modelo
de
avaliação
do
ensino
superior
brasileiro
 






153


17


Luiz
Fernando
Conde
Sangenis
 O
conhecimento
escolar
e
a
cultura
da
avaliação
em
debate
na
cidade
do
Rio
de
Janeiro






154
 Elaine
Constant
 Os
relatórios
de
acompanhamento
individual
das
crianças
na
Creche
UFF:
uma
perspectiva
de
 avaliação
mediadora
na
educação
infantil
 
 
 
 
 
 






154
 Raquel
Marina
da
Silva
do
Nascimento



Polifonia,
 dialogicidade
 e
 politicidade
 na
 construção
 de
 indicadores
 de
 qualidade
 para
 a
 educação
 de
 jovens
e
adultos











154


Fátima
Lobato
Fernandes,
Catia
Maria
Souza
de
Vasconcelos
Vianna,
Cristiane
Xaves
Valentim
 da
 Silva,
 Márcia
 Gomes
 Ferreira,
 Elisângela
 Bernardes
 do
 Nascimento,
 William
 Rodrigues
 Barbosa



Política
 de
 controle
 público
 por
 meio
 da
 avaliação
 e
 cotidiano
 escolar:
 o
 que
 dizem
 os
 professores?


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






155
 Ester
de
Azevedo
Corrêa
Assumpção


Por
uma
qualidade
educativa
na
avaliação
do
ensino



 
 
 
 
 







155


Geruza
Cristina
Meirelles
Volpe,
Rubens
Luiz
Rodrigues


 Práticas
avaliativas
em
educação
física
na
educação
básica:
memórias
discentes
 Wagner
dos
Santos,
Francine
de
Lima
Maximiano


 Processo
avaliativo
de
Língua
Portuguesa
na
era
tecnológica:
uma
proposta
no
NAVE

 






156
 Renata
da
Silva
de
Barcellos,
Fernanda
de
Barcellos
de
Mello
 Qualidade
de
ensino
na
Educação
de
Jovens
e
Adultos:
concepções
e
diagnóstico
 






157
 






156


Jane
 Paiva,
 Daniele
 Vasconcelos
 Pereira,
 Leila
 Botelho
 da
 Silva,
 Maria
 Christina
 de
 Moraes
Lopes
da
Silva,
Soraya
Sampaio
Vergilio


 Qualidade
 na
 educação
 de
 jovens
 e
 adultos:
 discutindo
 a
 construção
 de
 instrumento
 de
 pesquisa
para
alunos
de
EJA
 
 
 
 
 
 
 
 






157
 Pedro
Luiz
de
Araujo
Costa,
Antonio
Cordeiro
Sobrinho,
Jeane
Costa


 Reflexões
sobre
a
prática
pedagógica
do
professor‐pesquisador:
relatos
de
experiência








158
 Paula
Ramos
Ferreira

 Relação
 família
 e
 escola:
 compreendendo
 processos
 e
 práticas
 de
 escolarização
 através
 da
 política
de
nucleação
das
escolas
rurais

 
 
 
 
 
 






158
 Alexandra
Resende
Campos


18


Resultados
 de
 pesquisas
 sobre
 as
 políticas
 de
 avaliação
 em
 larga
 escala
 em
 educação
 e
 seus
 impactos
na
escola
 
 
 
 
 
 
 
 
 






159


Claudia
Fernandes,
Henrique
Dias
Gomes
Nazareth,
Felipe
Ribeiro

 


MEIO AMBIENTE, SABERES AMBIENTAIS, SUSTENTABILIDADE


 A
divulgação
cientifica
no
processo
pedagógico
da
Educação
Ambiental:
concepções
e
práticas
 dos
professores
de
escolas
do
Rio
de
Janeiro
 
 
 
 
 
 






159
 Marcelo
Borges
Rocha
e
Rafael
Vargas
Marques
 Arte,
meio
ambiente
e
educação:
3
em
1
aos
olhos
de
Krajcberg

 Nathália
Alvarenga
Porto
Costa
 Cartografia
 das
 práticas
 cotidianas
 em
 cariacica,
 ES:
 clichês
 e
 saberesfazeres
 socioambientais
 na
atualidade


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






160
 Andreia
Teixeira
Ramos,
Soler
Gonzalez
 Cotidiano
nas
cidades:
rasgos
do
urbano
e
imagens
em
deriva
 
 Juliana
Soares
Bom
Tempo

 Educação
 ambiental
 e
 lixo
 extraordinário:
 a
 interface
 entre
 múltiplos
 saberes
 e
 fazeres
 no
 cotidiano

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






161
 Ariane
Diniz
Silva,
Carmem
Silva
Machado,
Carmensilvia
Maria
Sinto,
Marcos
Antonio
 dos
Santos
Reigota,
Maria
Aparecida
dos
S.
Crisostomo
 Educação
Ambiental
nas
práticas
cotidianas
do
bairro
Ilha
das
Caieiras,
Vitória‐
ES
 Soler
Gonzalez


 Emparedamento
das
crianças:
desequilíbrio
pessoal
e
ambiental

 Léa
Tiriba


 Formação
 de
 educadores
 ambientais
 por
 um
 viés
 crítico
 e
 práxis
 de
 intervenção
 pedagógica:
 uma
relação
fundamental
 
 
 
 
 
 
 
 






162
 Patricia
de
Oliveira
Plácido,
Jessica
Nascimento
Rodrigues

 Formação
integral
do
educador
ambiental

 
 
 
 
 
 






163
 
 
 






162
 






162
 
 
 






160
 
 
 






160


Jéssica
do
Nascimento
Rodrigues,

Mary
Rangel

 Os
balseiros
do
rio
uruguai
adentram
o
cotidiano
escolar

 
 
 
 






164


19


Huarley
 Mateus
 do
 Vale
 Monteiro,
 José
 Carlos
 Moura,
 Marta
 Catunda,
 Maurício
 Massari,

Marcos
Reigota
 Possibilidades
no
aprenderensinar:
A
Educação
Ambiental
através
das
Artes
 Neila
Guimarães
Alves,
Jackeline
Faria
Vasconcellos

 Processos
Formativos
de
Educação
Ambiental
em
Contextos
Diferenciados
 
 






164
 
 






164


Mauro
Guimarães,
Aline
Lima
de
Oliveira,
Edileuza
Dias
de
Queiroz,Patrícia
de
Oliveira
 Plácido

 Saberesfazeres
socioambientais
em
redes
cotidianas
do
congo
de
mascarado
de
roda
d'água,
 Cariacica
–
ES
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






165
 Andreia
Teixeira
Ramos
 Sustentabilidades
 
 possíveis:
 
 artes
 
 de
 
 fazer
 
 em
 
 escolas
 
 de
 
 comunidades
 
 de
 
 dificílimo
 acesso 165
 Patrícia
Raquel
Baroni

 Universidade
 e
 escola:
 a
 pedagogia
 da
 imagem
 como
 agente
 de
 mudança
 para
 uma
 parceria
 sustentável

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






166
 Silvio
Ronney
de
Paula
Costa


EPISTEMOLOGIAS DO SUL – ENCONTROS E DESENCONTROS DE SABERES OUTROS



A
extensão
universitária
em
periferias
urbanas:
a
experiência
do
curso
de
língua
inglesa
para
 comunidade
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






 166
 
 Joana
D'Arc
Rodrigues
Ferreira


 
 A
 prática
 de
 montagem
 no
 funk
 carioca
 como
 princípio
 narrativo:
 uma
 experiência
 em
 uma
 escola
municipal
da
cidade
do
Rio
de
Janeiro
 
 
 
 
 
 






167
 
 José
Carlos
Teixeira
Júnior


 
 Apenas
 um
 Click!
 Revelando
 atos
 de
 leitura
 e
 escrita
 de
 jovens,
 adultos
 e
 idosos
 na
 prática
 social
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






167
 
 Rejane
Cristina
Barreto
Faria

 
 Contando
histórias
e
ouvindo
papos
de
professoras
(chopp)
 
 
 




















168 
 
 
 
 
 
 Marina
Santos
Nunes
de
Campos,
Thiara
Cristina
de
Lima
Leandro
de
Souza
Cruz

 


20


De
subalternos
a
subversivos
‐
a
rebeldia
epistemológica
 
 
 
 






168
 
 José
Guilherme
Franco
Gonzaga

 
 Educação
 Popular
 e
 Feminismo:
 diálogos
 para
 a
 (re)conhecimento
 da
 produção
 de
 mulheres
 artesãs

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






169
 
 Amanda
Motta
Angelo
Castro,
Edla
Eggert



 
 Escola
 pública
 –
 qualidade
 ou
 qualidades
 de
 ensino
 –
 o
 que
 os
 cotidianos
 escolares
 nos
 contam

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






169
 
 Regina
Coeli
Moura
de
Macedo


 
 Experiências
 e
 desafios
 na
 formação
 de
 agentes
 indígenas
 de
 saúde
 no
 estado
 do
 Rio
 de
 Janeiro


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






169
 
 Renata
Pinheiro
Castro
 
 Francisca
aposta
em
seu
futuro
‐
uma
narrativa
feminina
na
EJA
 
 
 






170
 
 Maria
Clara
da
Gama
Cabral
Coutinho


 
 Leitores
e
escritores
inseridos
em
uma
lógica
abissal

 
 
 
 
 






170
 
 Josilene
de
Souza
Santos

 
 Não
existe
pecado
do
lado
de
baixo
do
Equador?
 
 
 
 
 






171
 
 Ana
Maria
de
Campos


 
 No
 caminho
 das
 letras
 fluminenses,
 um
 resgate
 cultural
 e
 identitário
 com
 Amélia
 Tomás
 e
 Maria
Sabina
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






171
 
 Sandrine
Robadey
Huback,

Anabelle
Loivos
Considera
Conde
Sangenis

 
 Nucleação
escolar:
o
processo
de
fechamento
de
escolas
rurais
na
perspectiva
da
Educação
do
 campo
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






172
 
 Tássia
Gabriele
Balbi
de
Figueiredo
e
Cordeiro


 
 O
Conhecimento
na
Prática
Cultural
do
Jongo:
reflexões
que
visam
transformar
ausências
em
 presenças
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






172
 
 Luiz
Rufino
Rodrigues
Junior


 
 O
cotidiano
na
pesquisa
em
educação:
reflexões
a
partir
de
Henri
Lefebvre
e
Agnes
Heller

173
 
 João
Colares
da
Mota
Neto

 
 Ocupa
Niterói,
Ocupa
Mundo:
pesquisando
com
os
sujeitos
nos
cotidianos
da
cidade
 






173
 


21


Sarah
Nery
Siqueira
Chaves





 
 Paulo
 Freire
 e
 a
 possibilidade
 de
 reinvenção
 da
 Educação
 Popular
 numa
 perspectiva
 anticolonial
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






173
 
 João
Baptista
Bastos,
Elder
dos
Santos
Azevedo,
Marcela
Paula
de
Mendonça

 
 Práticas
emancipatórias
e
democracia:
em
busca
de
saberes/fazeres
nos/dos
cotidianos
na/da
 educação
libertária
 
 
 
 
 
 
 
 
 






174
 
 Suzana
Martins
Esteves
 
 Refletindo
 sobre
 os
 caminhos
 escolhidos
 para
 uma
 pesquisa
 sobre
 a
 formação
 musical
 na
 capoeira
e
aproximações
e
as
“Epistemologias
do
Sul”
 
 
 
 
 






174
 
 Tiago
Lima
de
Gusmão


 
 Relacionando
 
 a
 
 justiça
 
 cognitiva
 
 e
 
 social:
 experiências
 numa
 moradia
 estudantil
 universitária


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






175
 
 Marlon
Santos,
Carlos
Riádigos
Mosquera


 
 Saberes
 culturais
 e
 práticas
 educativas
 cotidianas:
 contribuições
 para
 uma
 Epistemologia
 do
 Sul
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






175
 
 Ivanilde
 Apoluceno
 de
 Oliveira,
 
 João
 Colares
 da
 Mota
 Neto,
 Adriane
 Raquel
 Santana
 de
Lima,
Tania
Regina
Lobato
dos
Santos,

Alder
de
Sousa
Dias

 
 Um
Estudo
sobre
a
Etnomatemática
Katunina
 
 
 
 
 
 






175
 
 Everton
Melo
de
Melo



 
 


ALFABETIZAÇÃO NA ESCOLA E PARA ALÉM DELA

 A
 escola
 incorporando
 “novos”
 sentidos
 ao
 cinema:
 leituras
 de
 crianças
 e
 jovens
 na
 contemporaneidade

 
 
 
 
 
 
 
 
 






176
 Érica
Rivas
Gatto,
Kelly
Maia
Cordeiro
 A
 literatura
 infantil
 na
 alfabetização:
 os
 caminhos
 das
 agulhas
 e
 dos
 alfinetes,
 uma
 costura
 prática‐teoria‐prática

 
 
 
 
 
 
 
 
 






177
 Carolina
Monteiro
Soares

 Alfabetização
 Científica
 para
 alunos
 de
 ensino
 médio
 em
 encontros
 científicos
 da
 área
 de
 Biociências:
Reflexões
à
luz
da
teoria
da
aprendizagem
significativa
subversiva
 
 






177
 Michele
Marques
Longo
 Alfabetização
de
Mulheres
sob
a
perspectiva
de
Gênero:
A
experiência
de
Marrocos
 Nádia
Cristina
de
Lima
Rodrigues,
Márjorie
Botelho

 






177


22


Alfabetização
inicial:
a
prática
docente
no
1°
ano
 Cristiane
Wagner
Goulart











178
 






178
 






179
 






179
 






180


Alfabetização
muito
além
da
paideia:
proposta
e
conflitos
em
Angra
dos
Reis

 
 Rodrigo
Torquato
da
Silva

 As
novas
formas
de
ler
e
os
multiletramentos
na
escola
pública

 Denise
Rezende


 Astúcias
e
práticas
de
alfabetização
em
uma
escola
de
educação
em
tempo
integral
 Graciele
Fernandes
Ferreira
Mattos

 Cartas
para
Mikael:
uma
história
vivenciada
em
sala
de
aula
 Gisele
de
Oliveira
Silva

 Cartografias
Vividas
e
as
Leituras
de
Mundo
na
Educação
de
Jovens
e
Adultos
(EJA)

 Ádrio
Espíndola
Mocelin
 
 
 
 
 









180


Como
tenho
me
formado
professora
alfabetizadora?

Da

formação

inicial

às

experiências

do
 cotidiano

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






181
 Daniele
de
Almeida
Gama

 Considerações
sobre
as
políticas
de
livro,
leitura,
literatura
e
biblioteca
no
Município
de
Duque
 de
Caxias
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






181
 Rejane
da
Silva
Xavier


 Construindo
outros
olhares
sobre
a
escola:
a
pesquisa
como
espaço
de
(auto)formação






181
 Mairce
da
Silva
Araujo,
Paulo
Roberto
Santos
da
Silva,
Francine
Azevedo
Esteves

 Desaprender
ensina
os
princípios...
Tecendo
diálogos
sobre
singularidades,
processos
coletivos
 e
alfabetização


 
 
 
 
 
 
 
 
 






182
 Márcia
 Alexandra
 Leardine,
 Heloisa
 Helena
 Dias
 Martins
 Proença,
 Maria
 Fernanda
 Pereira
Buciano,
Renata
Frauendorf,
Simone
Franco,
Tânia
Villarroel,
Vanessa
Ghidotti
 Celente,
Vanessa
França
Simas
 Desenho,
paródia
e
relato
escrito:
“A
minha
inteligência
voltou!”


 Margarida
dos
Santos
 Do
“Sistema
de
alfabetização
e
conscientização”
de
Paulo
Freire
ao
conceito
de
Letramento:
a
 permanência
dos
desafios
da
alfabetização
das
classes
populares
 
 
 






183
 Andréa
Pessôa
dos
Santos

 Escrever
 a
 vida:
 discursos
 de
 trabalhadoras
 e
 trabalhadores
 rurais
 de
 um
 assentamento
 de
 reforma
agrária
no
Rio
Grande
do
Norte
 
 
 
 
 
 






183
 Inez
Helena
Muniz
Garcia

 Gêneros
discursivos
produzidos
por
crianças
em
seus
processos
de
apropriação
da
leitura
e
da
 escrita
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






184
 Maria
Cristina
de
Lima

 
 
 






183


23


Lendo
o
mundo
e
a
palavra:
tecendo
saberes
na
prática
alfabetizadora


 Alessandra
Correia
Xavier










184


O
aprender
como
invenção:
uma
política
cognitiva
divergente
numa
escola
(re)inventada



185
 Luciana
Pires
Alves

 O
cinema
e
as
narrativas
de
crianças
e
jovens:
reflexões
da
pesquisa









































185
 Adriana
 Hoffmann
 Fernades,
 Érica
 Rivas,
 Kelly
 Maia,
 Mirna
 Juliana
 Fonseca,
 Renata
 Ferreira,
Thamyres
Delethese
 O
 diálogo
 e
 o
 tempo:
 Conflitos
 na
 aposta
 radical
 de
 assunção
 dos
 saberes
 das
 crianças
 no
 processo
de
alfabetização



 
 
 
 
 
 
 
 






186
 Maria
Fernanda
Pereira
Buciano,
Guilherme
do
Val
Toledo
Prado
 O
 ensino
 de
 língua
 portuguesa
 na
 educação
 de
 jovens
 e
 adultos:
 práticas
 pedagógicas
 docentes
em
uma
escola
pública
de
São
Gonçalo


 
 
 
 
 






186
 Marcela
Parmanhane
Guimarães
Garcia

 O
sentido
da
escrita
para
adultas
pouco
escolarizadas:
a
marca
da
escola
 Marta
Lima
de
Souza

 O
que
as
crianças
leem?
Diálogos
entre
alfabetização
e
literatura
infantil
 Debora
P.
Samori,

Rafaela
Louise
S.
Vilela


 O
uso
de
tdic
nas
práticas
de
letramento(s)
em
turmas
de
alfabetização
contempladas
com
o
 Prouca
no
município
de
Tiradentes
–
MG
 
 
 
 
 
 






188
 Ana
Paula
Cordeiro
dos
Santos

 Oficinas
pedagógicas
na
educação
de
jovens
e
adultos
trabalhadores:
diálogos
sobre
políticas
 de
leitura
e
escrita
 
 
 
 
 
 
 
 
 






188
 Milena
 Bittencourt
 Pereira,
 Kesley
 Vieira
 Ramos,
 Marcia
 Soares
 de
 Alvarenga,
 Maria
 Luiza
Wilker
da
Silva
Cortes
 Organização
do
conhecimento
no
ensino
médio:
a
produção
de
textos
 
 Lídia
Maria
Ferreira
de
Oliveira

 Políticas
 educacionais,
 alfabetização
 e
 imaginário
 cultural
 em
 comunidades
 rurais:
 múltiplos
 olhares

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






189
 Marcos
 Augusto
 de
 Castro
 Peres,
 Fernanda
 Bevilaqua
 Costa
 Moraes,
 Sonia
 Maria
 de
 Oliveira

 Projeto
Jovens
Leitores:
contribuições
para
a
formação
de
leitores?

 Monique
Gonçalves
Araujo


 Que
leitura
é
essa
que
se
aprende/ensina
na
escola?
Revelações
de
cadernos
escolares
do
1º
 ano
do
ensino
fundamental
 
 
 
 
 
 
 
 






190
 Laudicéia
Leite
Tatagiba

 Redes
sociales
y
educación:
el
movimiento
“ocupa
rio”
 
 Carlos
Riádigos
Mosquera

 
 
 
 






191
 
 
 






190
 
 






189
 
 






187
 
 






187


24


Roda
literária:
uma
cena
privilegiada
em
sala
de
aula
 
 Stella
Maris
Moura
de
Macedo











191


Velhas
perguntas,
atuais
questões:
nos
meandros
da
prática
alfabetizadora,
novos
caminhos
a
 (re)descobrir
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






191
 Tiago
Ribeiro
da
Silva,
Carmen
Sanches
Sampaio

 


DIREITOS HUMANOS: PRIORIDADE DE UMA SOCIEDADE DEMOCRÁTICA
A
aprendizagem
ao
longo
da
vida:
A
EJA
como
uma
prática
educacional
inclusiva

 Aline
de
Menezes
Bregonci


 A
discussão
da
qualidade
da
educação
em
Vitor
Paro



 
 
 
 
 






192
 






192


Amanda
Cristina
Bastos
Costa,
Cleonice
Halfeld
Solano


 A
vida
cotidiana
e
as
políticas
de
promoção
da
igualdade
racial:
reflexões
para
compreender
as
 demandas
da
contemporaneidade
 
 
 
 
 
 
 






193



Gloria
Maria
Anselmo
de
Souza

 Diagnóstico
da
qualidade
do
ensino
na
educação
de
jovens
e
adultos:
um
estudo
de
caso




193
 Debora
 Cristina
 Jeffrey,
 Jane
 Paiva,
 Geruza
 Cristina
 Meirelles
 Volpe,
 Rubens
 Luiz
 Rodrigues
 Direito
 à
 Liberdade
 Religiosa
 num
 Estado
 Laico:
 Diferentes
 posições
 sobre
 a
 presença
 da
 religião
na
educação
pública
 Allan
do
Carmo
Silva

 Educação
 em
 direitos
 humanos
 como
 processo
 emancipatório:
 uma
 contribuição
 freireana
 para
formação
do
sujeito
crítico
 
 
 
 
 
 
 






194
 
 
 
 
 
 
 
 






194


Maria
Neurilane
Viana
Nogueira,
Reginauro
Sousa
Nascimento
 Educar
em
casa:
garantia
do
direito
à
educação
para
uma
sociedade
democrática?


 Silvina
Julia
Fernández



 
 
 
 
 
 






195


Marcia
Soares
de
Alvarenga,
Márcia
Araújo
Lima,
Tassia
Gabriele
Balbi
de
Figueiredo
e






 Cordeiro,

Natália
Fraga
Coutinho,
Gabriela
Fernandes
Santos
Alves,

Isadora
da
Silva
Marques
 
 Estímulos
 táteis:
 a
 utilização
 de
 materiais
 didáticos
 em
 aulas
 de
 História
 para
 deficientes
 visuais
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






195
 
 
 
 
 
 
 Luciano
de
Pontes
Paixão




 Ética
da
libertação
de
Enrique
Dussel:
caminho
de
superação
do
irracionalismo
moderno
e
da
 exclusão
social


 
 
 
 
 
 
 
 
 






196


Alder
de
Sousa
Dias,
Ivanilde
Apoluceno
de
Oliveira



25


Função
fraterna
e
produção
cultural:
um
estudo
sobre
o
grupo
Teatro
da
laje
 
 Ana
Maria
Miguel
da
Costa



 Gênero
e
Educação
em
direitos
humanos:
reflexão
e
experiência
pedagógica
 
 Joice
Oliveira
Nunes









196









196


Memórias
 subterrâneas:
 histórias
 de
 mulheres
 velhas
 das
 comunidades
 de
 Manguinhos
 narradas
na
Oficina
Colcha
de
Memórias
 Marcela
Maria
Freire
Sanches


 O
 direito
 
 à
 
 educação
 
 básica
 através
 da
 educação
 profissional
 na
 educação
 de
 jovens
 e
 adultos








 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






 






197
 
 






198
 
 
 
 
 
 






197


Sandra
Fernandes
Leite




O
processo
de
mediação
em
unidades
socioeducativas
de
internação
 
 Eliane
Taveira
do
Nascimento




 O
que
dizem
os
dados
sobre
a
realidade
da
educação
de
jovens
e
adultos?


 Aline
Rodrigues
de
Souza

 Poder
local

 
 
 
 
 
 
 
 
 









198









199


Políticas
 
 educacionais
 
 para
 
 a
 
 infância
 
 carioca:
 
 os
 
 direitos
 
 das
 
 crianças
 
 e
 
 de
 
 suas


 crianças







 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






199


Alessandra
Maria
Savaget
Barreiros
e
Lima
de
Almeida,
Flávia
Maria
Cabral
de
Almeida


 Projeto
autonomia:
qualidade
para
a
educação
de
jovens
e
adultos?


 
 
 






200


Viviane
de
Oliveira
Veríssimo,
Cintia
Tavares
Ferreira,
Lenira
Santos
Salles,
Eduardo
 Alves
Gomes
 Qualidade
da
educação
na
EJA:
diálogo
a
partir
de
Paulo
Freire
 
 
 
 






200
 Airam
Regina
de
Aquino
Martins,
Mariângela
Tostes
Innocêncio
 


RAÇA, RACIALIDADE E RACISMO

 
 A
formação
da
identidade
étnico‐racial
da
criança
brasileira
na
Creche
UFF:
Quem
sou
eu?
Isso
 é
papel
da
escola?

 
 
 
 
 
 
 
 
 






201
 Gisela
Maria
Gomes
de
Almeida
Alves
Milagres

 A
história
revelando
a
identidade
e
a
memória
de
um
povo
‐
pelo
fim
do
preconceito











201
 Sthefane
Alicia
de
Oliveira
Silva
 A
importância
do
sistema
de
reserva
de
vagas
na
construção
da
identidade
negra
 






202


26


Maria
Alice
Rezende
Gonçalves
 A
 mulher
 negra
 protagonista,
 o
 filme
 documentário,
 o
 processo
 identitário:
 buscando
 ferramentas
para
construir
currículos

 
 
 
 
 
 
 






202
 Diony
Maria
Oliveira
Soares

 As
 micro‐ações
 afirmativas
 e
 a
 aplicação
 da
 lei
 n.
 10.639/03
 na
 abordagem
 do
 "ciclo
 de
 políticas"
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






202
 Nathaly
Pisão
da
Silva

 Buscando
 a
 superação
 do
 racismo
 no
 cotidiano
 escolar
 com
 a
 aplicação
 da
 lei
 10639/03
 e
 a
 experiência
do
projeto
malungo
 
 
 
 
 
 
 






203
 Cristiano
Sant'Anna
de
Medeiros

 Crianças
negras
na
escola
no
pós‐abolição
 Alexandre
Ribeiro
Neto
 Diálogos:
A
relação
terreiro/escola


 Eduardo
Quintana


 Diálogos
 sobre
 escola
 e
 etnicidade
 no
 Brasil:
 um
 olhar
 sobre
 as
 atividades
 do
 projeto
 sociocultural
“Sou
África!”

 
 
 
 
 
 
 
 






204
 Maria
Cecília
do
Nascimento
Bevilaqua

 Discriminação
nas
escolas:
fatores
que
podem
influenciar
no
desenvolvimento
do
alunado

205
 Ana
Cláudia
Avelino,
Camille
Auatt,
Vanessa
Bersót


 DJ,
A
batida
pedagógica
 
 
 
 
 
 
 
 
 






205
 
 
 
 
 
 
 





204
 
 
 
 
 
 






203


Andrew
César
Carneiro,
Caroline
Nascimento,
Maria
das
Graças
Gonçalves
 Dos
autores
clássicos
aos
contemporâneos:
um
estudo
da
relação
classe
e
raça
na
sociologia
 brasileira
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






205
 Marcelo
Siqueira
de
Jesus

 Encontros
e
narrativas
da
afrodiáspora:
uma
experiência
com
crianças
de
uma
escola
pública
 em
Acari
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






206
 Lílian
Silva
de
Santana,

Luana
Francisca
Gomes
dos
Santos


 Experiências
 de
 discriminação:
 o
 efeito
 da
 emoção
 na
 aprendizagem
 de
 alunos
 do
 Ensino
 Médio
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






206
 Bianka
Pires
André


27


Folclore

e

cultura

popular

brasileira:

uma

experiência

na

educação

infantil

a

partir

do
 jongo

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






207
 Gláucia
Luciana
Drumond
Bispo
 Froebel
para
filhos
de
escravos
e
libertos:
projeto
de
uma
creche
abolicionista
em
Niterói


207
 Heloísa
de
Oliveira
Santos
Villela,

Josefina
de
Oliveira
Bastos
Carneiro


 Imagens,
população
negra,
educação:
reflexões
sobre
abordagens
curriculares
 
 Renata
Aquino
da
Silva,
Diony
Maria
Oliveira
Soares

 Investigação‐formação:
Co‐construindo
caminhos
para
a
implementação
da
lei
10.639/03


208
 Regina
de
Fatima
de
Jesus


 Intelectuais
Negras:
a
superação
do
racismo
por
meio
da
educação

 Neuza
Maria
Sant'
Anna
de
Oliveira


 Memórias
 de
 vida
 e
 formação
 docente
 em
 oficina
 pedagógica‐
 possibilidades
 para
 uma
 educação
antirracista
 
 
 
 
 
 
 
 
 






209
 Cinthia
de
Oliveira
da
Silva

 O
 programa
 conexões
 de
 saberes
 como
 política
 afirmativa
 no
 contexto
 do
 semiárido
 nordestino:
O
caso
da
UFERSA
em
Mossoró/RN

 
 
 
 
 






210
 Marcos
Augusto
de
Castro
Peres
 O
silenciamento
da
cultura
afro‐brasileira
nas
aulas
de
artes
 Marcelino
Euzebio
Rodrigues


 O
sonho
de
ser
uma
princesa
da
disney:
processos
identitários
de
crianças
afro‐brasileiras
na
 educação
infantil
 
 
 
 
 
 
 
 
 






211
 Cláudia
Alexandre
Queiroz

 PALAVRAVIVA:
nosso
patrimônio
africano
e
indígena
 
 
 
 
 






211
 
 
 
 






210
 
 
 






209
 






208


Andrew
César
Batista
Carneiro,
Maria
das
Graças
Gonçalves

 Pontos
 
 cantados
 
 de
 
 umbanda:
 
 a
 
 
 perspectiva
 
 dos
 
 praticantes
 em
 relação
 à
 identidade
 negra


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






211
 Bárbara
Castanheira
Pires
 Pré‐universitário
 para
 afrodescendentes:
 um
 estudo
 sobre
 a
 trajetória
 de
 estudantes
 negras
 no
ensino
superior
no
sul
da
Bahia

 
 
 
 
 
 
 






212
 Maria
Rita
Santos,

Lívia
Jéssica
Messias
de
Almeida


28


“Preto
lá
no
morro
é
macaco”:
a
polifonia
hegemônica
no
processo
de
identificação
racial
de
 crianças
e
adolescentes

 
 
 
 
 
 
 
 






212
 Jonê
Carla
Baião

 Processos
 
 Identitários
 
 da
 
 Afrodiáspora:
 
 uma
 
 abordagem
 sobre
 o
 Apelido
 na
 Capoeira
 Angola


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






213
 Ludmilla
de
Lima
Almeida

 Professoras
 Negras
 no
 Ensino
 superior
 de
 Universidades
 Públicas
 do
 Rio
 de
 Janeiro
 e
 Minas
 Gerais

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






213
 Isabel
Cristina
Silva
Machado


 Projeto
 Gente
 Bonita:
 a
 literatura
 infantil
 como
 instrumento
 pedagógico
 de
 valorização
 da
 diversidade
etnicorracial
 
 
 
 
 
 
 
 






214
 Andréa
de
Andrade
Lopes

 Questões
étnicas
dentro
do
meio
escolar
 Juliana
dos
Santos
Meyniel

 Relações
raciais
no
cotidiano
escolar:
possibilidades
da
iniciação
à
docência

 Maria
Elena
Viana
Souza,
Andrea
Rosana
Fetzner

 Relações
Étnico‐raciais
e
Formação
de
Professores

 Danielle
Tudes
Pereira
Silva

 Relações
 étnico‐raciais
 na
 escola:
 reflexões
 sobre
 a
 história
 e
 cultura
 afro‐brasileira
 e
 o
 currículo
escolar
 
 
 
 
 
 
 
 
 






215
 Luciana
Santiago
da
Silva

 Ser
 
 negro(a):
 repensando
 
 o
 
 currículo
 
 para
 
 a
 construção
 identitária
 negra
 na
 educação
 infantil



 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






216
 Bárbara
Maria
Mourão
 
 
 
 
 






215
 
 






214
 
 
 
 
 
 






214


A FORMAÇÃO DE PROFESSORES

 A
cibercultura
e
os
desafios
para
a
Educação
Contemporânea

 
 Andréia
Cristina
Attanazio
Silva

 A
circularidade
de
saberes
a
partir
de
experiências
formativas:
um
estudo
etnográfico
entre
a
 universidade
e
a
escola

 
 
 
 
 
 
 




















217
 
 Luiz
Paulo
Cruz
Borges
 
 
 






216


29


A
construção
sócio‐histórica
dos
currículos
acadêmicos:
contribuições
dos
aportes
teóricos
de
 Ivor
Goodson
e
Thomas
Popkewitz
 

 
 
 
 
 
 






217
 Carla
Vargas
Pedroso,
Tatiane
Castro
dos
Santos



 A
 Faculdade
 de
 Formação
 de
 Professores
 em
 questão:
 um
 estudo
 sobre
 o
 que
 dizem
 os
 estudantes
egressos
sobre
suas
licenciaturas
na
FFP/UERJ 






218
 Mariel
Costa
Moderno


 A
 formação
 continuada
 como
 possibilidade
 de
 alternativa
 para
 a
 formação
 inicial
 de
 professores
alfabetizadores
no
âmbito
do
curso
de
Pedagogia
 
 
 
 






218
 Thiago
Luiz
Alves
dos
Santos




 A
formação
de
professores
alfabetizadores
 
 
 
 
 
 






219
 Ana
 Paula
 Cavalcante
 Lira
 do
 Nascimento,
 Dina
 Maria
 Vieira,
 Priscila
 Andrade
 Magalhães
Rodrigues



 A
(re)escrita
de
textos
no
ambiente
escolar

 
 
 
 
 
 
 






219
 






220
 






220
 Jauranice
Rodrigues
Cavalcanti,
Jane
Magali
Fernandes
 A
origem
da
formação
de
professores
em
institutos
de
educação
no
Brasil


 Adriena
Casini
da
Silva


 Ação
docente
na
educação
infantil:
narrativas
de
professoras
em
formação
inicial
 Ana
Lúcia
Tarouquella
Schilke,
Maria
Inês
Barreto
Netto
 Análise
 dos
 impactos
 do
 programa
 especial
 de
 formação
 de
 professores
 da
 Educação
 Básica/zona
rural
–
PROFIR
no
Ensino
Multisseriado
 




















221
 Ademárcia
Lopes
de
Oliveira
Costa,
Maria
Irinilda
da
Silva
Bezerra



 As
 crônicas
 jornalísticas
 de
 Cecília
 Meireles
 de
 1930
 a
 1933:
 um
 estudo
 sobre
 o
 lugar
 do
 professor
na
escola
pública
brasileira
 
 
 
 
 
 
 






221
 Patricia
Vianna
Lacerda
de
Almeida

 As
Políticas
Educacionais
e
a
Formação
de
Professores
no
Governo
Celso
Peçanha
 Flávia
Monteiro
de
Barros
Araújo,
Waldeck
Carneiro,
Dayana
Flávia
Velasco

.


 Bergson
e
Educação:
contribuições
para
a
formação
de
professores
no
mundo
atual
 Alan
Willian
de
Jesus,
Luka
de
Carvalho
Gusmão

 Biblioteca
viva:
análise
e
intervenção
na
iniciação
a
docência
 
 
 
 






222
 






222
 






221


Rafaela
Corrêa
Silva,
Renata
de
Souza
Moura,
Márcia
Helena
Uchôa
Barbosa.


 Brincar
é
coisa
séria:
concepções
sobre
o
brincar
e
a
brincadeira
no
contexto
da
Educação
 Infantil
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






223
 Murieli
Calixto
de
Oliveira
Francisco,
Katilaini
Oliveira
Mendonça


 Centro
de
Estudos:
um
espaço
para
a
formação
continuada
dos
docentes
no
CAp‐ISERJ







223
 Juliana
Macedo

 Cibercultura,
 Etnografia
 Virtual
 e
 Educação:
 reflexões
 sobre
 as
 relações
 de
 ensino‐ aprendizagem
online
 
 
 
 
 
 
 
 
 






224
 Dilton
Ribeiro
do
Couto
Junior


30


Clássicos
da
literatura
infantil
desenvolvendo
a
criatividade
na
formação
de
professores





224

 Rogério
Carlos
Vianna
Coutinho,
Helena
Amaral
da
Fontoura


 Colcha
de
retalhos:
Uma
experiência
micropolítica
na
Iniciação
a
Docência





 

 






225


Luana
 Pereira
 de
 Sousa,
 Nerice
 Deolinda
 Rozendo
 dos
 Santos,
 Raysa
 Flávia
 Souza
 da
 Silva
 Contextos
 e
 movimentos
 na
 formação
 continuada
 docente:
 discutindo
 os
 resultados
 de
 uma
 pesquisa‐formação
 
 
 
 
 
 
 
 
 






225
 Sandro
Tiago
da
Silva
Figueira
 Conversas
de
trem,
de
ônibus,
de
caronas...
tecendo
redes
e
construindo
saberes
 Liliane
Correa
Mesquita
Neves



 Conversas
entre
micropolítica
e
formação
inventiva
de
professores
 Cotidiano,
tempos
e
narrativas
na
formação
do
ser
professora
 
 Sandrelena
da
Silva
Monteiro
 Desafios
da
docência
na
contemporaneidade:
Sexualidade
na
pré‐escola
 Camila
Reis
da
Silva


 Diálogos
entre
saberes,
memórias
e
experiências
na
formação
de
educadores
 
 Patricia
Guerrero


 Diálogos
verbovisuais
sobre
formação
de
professores
na
literatura
de
cordel
 Ana
Carolina
Santos
de
Oliveira

 E
 por
 falar
 em
 Ensino
 Fundamental
 de
 nove
 anos,
 mais
 um
 equívoco:
 agora
 não
 precisamos
 mais
alfabetizar...
agora
é
só
letrar?

 
 
 
 
 
 
 






228
 Isabela
Mascarenhas
Antoniutti
de
Sousa

 E‐acessibilidade
para
surdos
na
cibercultura:
os
cotidianos
nas
redes
e
na
Educação
Superior
 online
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






229
 Rachel
Colacique


 Educação
Infantil
e
Anos
Iniciais
do
CAp‐ISERJ:
caminhos
e
descaminhos
na
tessitura
por
uma
 escola
integrada

 
 
 
 
 
 
 
 
 






229
 Rosalva
de
Cássia
Rita
Drummond


 Egressos
e
Avaliação
Institucional:
um
estudo
das
Licenciaturas
da
Faculdade
de
Formação
de
 Professores/UERJ


 
 
 
 
 
 
 
 
 






230
 Gláucia
Braga
Ladeira
Fernandes

 Em
busca
da
dialogicidade
na
formação
de
professores


 Camilla
Rocha
da
Silva
 Encontros
com
a
educação
na
TV
e
nas
redes
digitais:
linguagens
audiovisuais
e
formação
de
 professores
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






231 
 Maria
da
Conceição
Silva
Soares

 Encontros,
fluxos
e
formações:
um
diálogo
com
saberes
das
práticas
 
 
 






231
 
 
 
 






230
 
 






228
 






227
 
 






227
 
 
 
 
 






226
 






227
 Rosimeri
de
Oliveira
Dias,
Marilena
dos
Reis
Peluso,
Márcia
Helena
Uchôa
Barbosa

 






226


31


Alexandra
Garcia


 “Então,
foi
assim...”:
história
oral
de
vida
de
professores
do
campo
 Paulo
Rogerio
Torezani,
Charles
Moreto

 Entrançando
redes
de
relações
nos
cotidianos
do
curso
de
formação
docente
 




















232
 Margareth
Maria
de
Melo



 Estágio
supervisionado
na
formação
de
professores:
concepções,
propostas
e
experiências
232
 Maria
Océlia
Mota


 Experiência
e
formação
de
professores
 
 Anelice
Ribetto
 Formação
continuada:
teoria
e
prática
na
formação
do
educador
reflexivo
 Regina
Lúcia
Ribeiro
da
Silva,
Gisele
de
Oliveira
Silva
 Formação
continuada:
uma
avaliação
discursiva
a
partir
da
escrita
docente
 Letícia
Santos
da
Cruz


 Formação
de
professoras
e
trabalho
coletivo
no
cotidiano
escolar

 Laura
Noemi
Chaluh

 Formação
de
professores,
Da
Vinci
e
complexidade:
traçando
percursos
e
caminhos
 
Helena
Amaral
da
Fontoura


 Formação
 
 de
 professores
 
 de
 creches
 comunitárias:
 uma
 experiência
 na
 Baixada
 Fluminense/RJ



 
 
 
 
 
 
 
 
 






235
 Alexandra
Coelho
Pena,
Maria
Leonor
Pio
Borges
de
Toledo


 Formação
de
professores
e
educação
a
distância:
o
curso
de
Pedagogia
da
UFPB
virtual







236
 Maria
da
Conceição
Gomes
de
Miranda

 Formação
de
professores
e
processos
identitários
 
 
 
 
 






236
 






235
 
 
 






234
 
 






234
 
 






233
 
 
 
 
 
 






233
 
 
 






232


Mônica
dos
Santos
Melo,
Silvia
Helena
Ferreira
da
Silva


 Formação
de
professores
leitores,
garantia
de
alunos
leitores?
 
 
 
 






236


Anabelle
 Loivos
 Considera
 Conde
 Sangenis,
 Tiago
 da
 Silva
 Cavalcante
 e
 Lucia
 Maria
 Muniz
Ramineli
 Formação
de
professores
no
HTPC:
diálogos
sobre
a
cultura
escolar
e
os
sentidos
do
trabalho
 docente
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






237
 Renata
 Cristina
 Oliveira
 Barrichelo
 Cunha,
 Cláudia
 Beatriz
 de
 Castro
 Nascimento
 Ometto,
 Guilherme
 do
 Val
 Toledo
 Prado,
 João
 Pedro
 Pezzato,
 Débora
 de
 Moraes
 Brassioli,
Patrícia
de
Andrade
Cavazani
 Formação
 de
 professores
para
a
 equidade
educativa:
resultados
preliminares
de
uma
oficina
 sobre
a
diversidade
na
sala
de
aula
e
métodos
de
diferenciação
pedagógica


 
 






238
 Sandra
Oliveira
Cardoso,
Lourdes
Montero
Mesa 
 Formação
de
professores
para
a
inclusão
de
alunos
com
deficiência:
uma
reflexão
com
base
no
 pensamento
de
Theodor
W.
Adorno

 
 
 
 
 
 
 






238
 Tito
Marcos
Domingues
dos
Santos



32


Formação
 docente
 e
 educação
 infantil:
 Investigando
 algumas
 questões
 sobre
 a
 formação
 de
 professoras
da
infância
no
curso
normal
em
Rio
Bonito

 
 
 
 






239
 Bruna
de
Souza
Fabricante
Pina
 Formação
docente
tecida
na
legitimação
das
falas
dos
estudantes
surdos
 Camila
Machado
de
Lima

 Formação
e
práticas
profissionais:
um
diálogo
entre
saberes
e
fazeres
nos
centros
municipais
 de
Educação
Infantil
de
Salvador
 
 
 
 
 
 
 






240
 Maurícia
Evangelista
Dos
Santos

 Formação
em
Didática
de
professores
na
perspectiva
dos
formadores
 
 Giseli
Barreto
da
Cruz,
Jules
Marcel
de
Oliveira,
Luis
Paulo
Cruz
Borges

 Fórum
 de
 alfabetização,
 leitura
 e
 escrita
 de
 São
 Gonçalo:
 investigando
 narrativas
 e
 práticas
 docentes
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






241
 Aline
 Gomes
 da
 Silva,
 Jacqueline
 de
 Fátima
 dos
 Santos
 Morais,
 Naila
 de
 Figueredo
 Portugal


 História
como
narração:
outra
possibilidade
de
pesquisa
em
Educação

 
 Graça
Regina
Franco
da
Silva
Reis


 Identidade
docente
do
alfabetizador:
(des)construções
da/na
formação
continuada
 Fernanda
Izidro
Monteiro

 Imagens
da/na
escola:
a
prática
pedagógica
que
se
revela/oculta
nas
fotografias
escolares

242
 Nathália
Velloso
de
Castro
Costa,
Mairce
da
Silva
Araújo,
Kaytre
Mattos
 Inclusão
 e
 diversidade
 num
 contexto
 Amazônico:
 algumas
 reflexões
 para
 a
 Formação
 de
 Professores

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






243
 Ana
Luiza
Coelho
Ferreira
Pinhal

 Indagações
sobre
formação
de
educadores
para
a
diversidade
e
inclusão
 Marcia
Roxana
Cruces
Cuevas

 Índices
 e
 origem
 da
 homofobia
 dentro
 do
 curso
 de
 licenciatura
 em
 Ciências
 Biológicas
 do
 campus
Santa
Teresa
–
ES
 
 
 
 
 
 
 




















243
 Yan
Faria
Moreira

 Infância,
Literatura
e
Currículo:
diálogos
transdisciplinares
 Andréa
Cardoso
Reis


 Iniciação
à
docência,
aprendizagem
inventiva
e
cartografia
na
escola
básica
 Renata
Diniz
Cavallini,
Camila
Cupti
de
Medeiros
França
 Iniciação
 a
 docência
 da
 perspectiva
 da
 formação
 inventiva
 de
 professores
 e
 a
 criação
 do
 conselho
escolar
como
dispositivo
disparados
das
micropolítivas
 
 
 






245
 Aline
Bittencourt
Coêlho
Leal,
Augusta
Reis,
Marilena
Peluso
 (inscre)vendo‐se
 
 em
 
 redes
 de
 formação
 docente:
 narrativas
 e/de
 experiências
 alfabetizadoras

 
 
 
 
 
 
 
 
 






245
 
 






244
 
 
 
 






244
 
 






243
 






242
 
 






241
 
 






240
 
 






239


33


Igor
Helal,
Denise
Lima
Tardan
 Inserção
na
creche
e
formação
de
professores
 
 
 
 
 
 






246


Daniele
Vieira
de
Azevedo,
Vera
Maria
Ramos
de
Vasconcellos


 Leitura,
literatura
e
formação
inventiva
de
professores
 
 Joice
Gabriela
Rocha
Barros,
Rosimeri
de
Oliveira
Dias

 Linguagem,
 formação
 de
 professores
 e
 educação
 infantil:
 a
 escrita
 como
 mapa
 de
 saberes
 docentes

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






247
 Bruna
Molisani
Ferreira
Alves

 Medidas
disciplinares
e
punitivas:
a
escola
que
forma
e
conforma
 Maria
Irinilda
da
Silva
Bezerra

 Memória,
Patrimônio
e
Museu:
Exposição
Belezas

do

Meu
Lugar
no
Museu
do
Duque
de
 Caxias

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






248
 Uhelinton
Fonseca
Viana


 Memórias
do
processo
de
alfabetização
no
curso
normal
 Movimento
estudantil
e
suas
narrativas
docentes
 Thais
Barcelos
Dias
da
Silva
 Na
memória
dos
avós:
a
formação
da
professora
Aurélia
de
Souza
Braga

contada
por
seus
 alunos
na
década
de
1930
 
 
 
 
 
 
 
 






249
 Kátia
Maria
Soares


 Negros
e
negras
em
movimento:
diálogos
na
universidade
 Maria
das
Graças
Gonçalves



 O
antirracismo
no
cotidiano
escolar:
inferências
sobre
a
(não)formação
dos
professores





250
 Luciana
Guimarães
Nascimento


 O

coordenador
pedagógico:
a
construção
do
trabalho

no

cotidiano

com

os
professores
da
 EJA


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






250
 Marcia
Cristina
Lauria
de
Moraes
Monteiro



 O
Cotidiano
Escolar
na
formação
continuada
dos
professores
da
rede
municipal
de
Educação
 de
Mesquita/RJ

 
 
 
 
 
 
 
 
 






251
 Ana
Lucia
Gomes
de
Souza

 O
devir
de
(des)encontros
das
palavras
de
professores
no
espaço
de
formação
de
um
grupo
de
 estudos
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






251
 Jeniffer
de
Souza
Faria,
Camila
Silva
Pinho,
Alline
Rezende
Miranda,
Daniele
de
Souza

 Barbosa,
Michely
Dornellas
Pinto


 O
 Papel
 do
 Coordenador
 Pedagógico
 na
 Formação
 Continuada
 dos
 Professores
 no
 Ambiente
 Escolar
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






252
 Solange
Vera
Nunes
de
Lima
D'Água,
Éder
Ralha
de
Castro
Rosa

 
 
 
 






249
 
 
 
 
 
 
 
 






248
 






249
 Ana
Valéria
de
Figueiredo
da
Costa,

llda
Maria
Baldanza
Nazareth
Duarte



 
 
 






247
 
 
 
 






246


34


O
uso
das
tecnologias
de
comunicação
e
informação
na
era
da
convergência
digital:
formação
 de
um
novo
professor
 
 
 
 
 
 
 
 
 






252
 Ana
Carolina
da
Silva
Cabral


 O
uso
de
anáforas
indiretas
em
textos
escolares
 
 
 
 
 






253


Francini
 Mello
 Bento
 de
 Senne
 Marega,
 Marcelo
 Alexandre
 Teodoro,
 Jauranice
 Rodrigues
Cavalcanti
 Oficinas
 de
 relevo:
 outro
 espaço
 
 para
 
 se
 pensar
 
 a
 Educação
 dos
 alunos
 cegos
 e
 com
 baixa
 visão

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






253
 Leidiane
Macambira

 Os
 saberes
 
 docentes
 
 dos
 
 professores
 
 de
 Educação
 Física
 das
 escolas
 estaduais
 de
 Juiz
 de
 Fora

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 





254

 Sara
Silva
dos
Santos,
Daniele
Duque
Souza
 Os
sentidos
da
formação
continuada
para
professores
de
leitura
e
escrita
 Elizabeth
Orofino
Lucio

 Pesquisas‐intervenção
 na
 formação
 continuada
 do
 educador
 da
 infância:
 alguns
 temas
 relevantes
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






255
 Virginia
Georg
Schindhelm,
Ana
Rosa
Costa
Picanço
Moreira,
Núbia
Aparecida
Schaper
 Santos,
Lenita
Ramos
Vasconcelos



 PIBID
Português
2011:
produção
de
textos
na
escola
 
 
 
 
 






255
 
 





254


Renata
Borges
Fernandes
Sousa,
Daiana
Lombardi
de
Cuba
 Planos
Nacionais
de
Educação
e
Formação
de
Professores
 
 
 
 






255


Waldeck
 Carneiro,
 Flávia
 Monteiro
 de
 Barros
 Araujo,
 Jorge
 Najjar,
 Renata
 Araujo
 de
 Castro,
Patricia
Moreira
Bogossian,
Fernando
de
Souza
Paiva
 Por
 uma
 educação
 do
 campo:
 caminhos
 analíticos
 de
 processos
 de
 formação
 –
 identidade,
 saberes,
parcerias
e
reconhecimento
social
 
 
 
 
 
 






256
 Priscila
Andrade
Magalhães
Rodrigues


 Práticas
de
“jardinagem”
no
trabalho
docente
 
 Charles
Moreto



 Práticas
musicais
na
Educação
Infantil:
desafios
para
a
formação
docente
 Pablo
de
Vargas
Guimarães


 Processos
de
formação
continuada:
diálogos
e
desafios
na
supervisão
reflexiva

 






257
 Heloísa
 Helena
 Dias
 Martins
 Proença,
 Guilherme
 do
 Val
 Toledo
 Prado,
 Márcia
 Alexandra
Leardine


 Professorapesquisadora:
o
cotidiano
como
dimensão
da
formação
docente

 Maria
Francisca
Mendes
 Professoras
e
alunos
das
classes
populares:
diferença
e
diálogo

 Marisa
Narcizo
Sampaio

 Quando
a
cidade
ensina:
Estudantes
de
Pedagogia
e
a
produção
do
diálogo
com
o
lugar






259
 
 
 






258
 
 






258
 
 






257

 
 
 
 
 






257


35


Vânia
Alves
Martins
Chaigar


 Quando
 o
 instituído
 atravessa
 o
 instituinte
 na
 escola
 (e
 vice‐versa):
 uma
 discussão
 sobre
 políticas
e
práticas
de
formação
docente
 
 
 
 
 
 






259
 Mariza
Soares
de
Oliveira



 Quem
quer
ser
professor
ou
professora?
Notas
preliminares
de
uma
pesquisa
 
 Neiva
Santos
Masson
Fernandes


 Redes
 de
 Formação
 docente:
 narrativas
 e
 experiências
 de
 professoras‐pesquisadoras
 na
 alfabetização
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






260
 Jacqueline
de
Fatima
dos
Santos
Morais


 Rede
de
saberes:
estudo
sobre
a
troca
de
experiências
docentes

 Valéria
de
Oliveira
Xavier
da
Silva



 Relatos
de
movimentos
ético‐estéticos
na
formação
de
professoras:
qual
lugar
para
o
estudo
 das
infâncias?

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






261
 Denise
Aquino
Alves
Martins

 Representações
sócias
da
escola
por
alunos
da
EJA:
um
estudo
preliminar
sobre
alunos
da
3ª
 idade
do
município
de
Diogo
de
Vasconcelos,
MG
 
 
 
 
 






262
 Angelita
Aparecida
Azevedo
Freitas


 Saberes
docentes
para
o
ensino
da
escrita:
estudo
entre
estudantes
do
curso
de
Pedagogia
262
 













Rejane
Maria
de
Almeida
Trisotto


 Tecendo
 narrativas
 no/com
 o
 cotidiano:
 O
 papel
 da
 escrita
 na
 (trans)formação
 da
 professorapesquisadora
 
 
 
 
 
 
 
 






263
 Dilcelene
Quintanilha
de
Resende
Cordeiro

 Trilhando
 caminhos
 para
 a
 melhoria
 da
 qualidade
 da
 aprendizagem
 dos
 alunos
 da
 escola
 pública:
o
Projeto
Político
Pedagógico,
a
avaliação
e
formação
de
professores
na
escola






264
 Cintia
Cristina
Teixeira
Mendes


 Uma
análise
das
mudanças
nas
Diretrizes
Curriculares
nos
cursos
de
licenciatura
em
Geografia:
 considerações
sobre
as
propostas
de
uma
prática
teoricamente
orientada
 
 






264
 Lucas
Ferraz
Frauches
Carvalho,
Pablo
Guilhermo
Muniz
Guimarães
Bisaggio

 Uma
escola
popular
é
possível?
“Dialogando
com
uma
escola
de
periferia
urbana”

 Douglas
Rodrigues
Ribeiro

 Um
olhar
sobre
a
Educação
Ambiental
nos
cursos
de
licenciatura
 Edileuza
Dias
de
Queiroz
 Um
retrato
do
artista
quando
jovem:
o
estágio
docente
e
sua
narrativa
como
experiência
de
 formação
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






265
 Verônica
Mascarenha
dos
Santos,
Ana
Clara
dos
Santos
Rohem
Contrera,
Flávio
Anício
 Andrade

 Vozes
da
educação
da
educação
em
dados
e
imagens:
diálogo
entre
pesquisa
e
extensão
–
15
 anos
de
uma
história
em
movimento
 
 
 
 
 
 
 






266
 
 
 






265
 






264
 
 
 






261
 






260


36


Tatiana
 Duarte
 Monteiro,
 Thamyres
 Cabral
 Gomes,
 Natane
 Miranda
 dos
 Anjos
 Masseaux
Vidal,
Marcelo
Valente
Sousa,
Rayanne
de
Andrade
Gonçalves,
Maicon
Silva
 Alentejo
 Vozes
de
experiências
luso‐brasileiras
sobre
a
formação
do
professor
de
Educação
Infantil

266
 Maria
Eugênia
Carvalho
de
la
Roca

 Youtube
e
os
diálogos
online
como
espaços
multirreferenciais
de
aprendizagem

 Lydia
Passos
Bispos
Wanderley

 
 






267


A COMPLEXIDADE DO MUNDO INFANTIL: O DESAFIO DA ESCOLA
A
brincadeira
no
espaço/tempo
escolar:
fazer
brincando
ou
brincando
de
fazer

 Jaqueline
de
Fátima
Ribeiro


 A
complexidade
do
mundo
infantil
e
a
escola:
entre
políticas
públicas
e
práticas
docentes


268
 Márcia
Maria
e
Silva,
Maria
Ignez
Ferreira
Campos

 A
Educação
Física
na
Educação
Infantil
em
um
CMEI
Vitória‐ES
 
 Marcos
Vinicius
Klippel,
Lívia
Carvalho
de
Assis


 A
Educação
Infantil
em
contexto
rural:
alguns
achados
de
pesquisa
 A
formação
da
criança
através
da
estética
do
Cinema
 
 Aldenira
Mota
do
Nascimento
 A
leitura
de
literatura
infantil
em
uma
creche
comunitária
na
cidade
do
Rio
de
Janeiro:
o
que
 dizem
e
fazem
as
educadoras
para
e
com
as
crianças
 
 
 
 
 





270
 Patrícia
Corsino,
Maria
Nazare
de
Souza
Salutto
de
Mattosth

 A
meninice
de
Bispo
do
Rosário

 Maria
Jacintha
Vargas
Netto


 A
necessidade
da
prática
reflexiva
na
Educação
Infantil


 Carolina
Ferraz
Frauches
Carvalho

 Ali
 que
 é
 a
 árvore
 ‐
 interfaces
 da
 literatura
 infantil
 e
 da
 dança
 –
 um
 projeto
 pedagógico
 em
 foco

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






271
 Laura
Silvana
Ribeiro
Cascaes

 As
crianças
e
os
“novos”
heróis:
Experiências
Singulares
no
Ensino
Fundamental
 
Leni
dos
Reis
Araujo,
Nathalia
Batista
de
Lima
 As
infâncias,
o
espaço
e
o
lugar
na
Educação
Infantil
 
 
 
 
 




272
 Crislaine
Ribeiro
Silveira,
Mônica
de
Carvalho
Teixeira
 As
 
 políticas
 
 e
 as
 práticas
 na
 Educação
 Infantil:
 a
 construção
 da
 democracia
 com
 a
 Teoria
 Crítica



 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






272
 Pablo
Luiz
de
Faria
Vieira
da
Silva
 





271

 
 
 
 






271
 
 
 
 
 
 
 






270
 
 
 
 
 
 





269
 





269
 Denise
Rangel
Miranda
de
Oliveira,
Ligia
Maria
Leão
de
Aquino



 
 
 





269
 





268


37


Autismo
na
escola,
e
agora?










272
 






273
 






273


Mariana
Esteves
Statzner

 “Até
parece
que
ele
nunca
foi
criança!”:
interação
social
e
uso
do
espaço
na
infância
 Eliete
do
Carmo
Garcia
Verbena
e
Faria



 Brincar
de
matar
o
lobo:
reflexões
sobre
o
gênero
trágico
na
literatura
 
 Lauren
Marchesano


 Conceitos
temporais
no
cotidiano
da
Educação
Infantil:
uma
construção
coletiva
para
além
da
 rotina
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






274
 Sirlene
Oliveira
de
Souza


 Cotidiano
e
saberes
em
contexto
de
Educação
escolar
rural
 Jeruza
da
Rosa
da
Rocha

 Criança
–
sujeito
de
história
e
cultura:
princípios
metodológicos
da
pesquisa
com
crianças


275
 Virna
Mac‐Cord
Catão

 Crianças
 como
 atores
 sociais
 e
 produtoras
 de
 cultura:
 uma
 referência
 para
 se
 pensar
 as
 práticas
da
Educação
Infantil
 
 
 
 
 
 
 
 






275
 Alexsandra
Zanetti,
Núbia
Aparecida
Schaper
Santos

 Diálogo
entre
crianças
e
adultos
na
escola:
culturas
infantis,
cuidado
e
docência
 






275
 Marta
 Nörnberg,
 Ana
 Cristina
 Coll
 Delgado,
 Rogério
 Costa
 Würdig,
 Maria
 de
 Fátima
 Duarte
Martins,
Patrícia
Pereira
Cava

 
“Do
 jeito
 que
 a
 gente
 conhece”:
 a
 relação
 brincar‐conhecer
 a
 partir
 das
 experiências
 das
 crianças
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






276
 Monica
Ledo
Silvestri


 Educação
em
ciência
na
Educação
Infantil:
resgatando
memórias,
práticas
e
saberes
docentes
 através
de
fotografias
 
 
 
 
 
 
 
 
 






276
 Angela
Maria
Ribeiro,
Igor
Helal
 Educação
Infantil:
usos
e
apropriações
do
jogo
nas
aulas
de
Educação
Física
 Lívia
Carvalho
de
Assis,
Marcos
Vinicius
Klippel


 Educação
Infantil:
necessidades
contemporâneas


 Lupércia
Jeane
Soares
 Espaço,
Arte
e
Educação:
A
escola
pensada
com
as
crianças,
para
as
crianças
 Juliana
Nocchi
Dobal
 Filosofia
com
crianças:
repensando
o
curriculo
na
Educação
Infantil
 Ane
Caroline
Gomes
Lacerda
 Fundamentações
 epistemológicas
 filosóficas
 presentes
 nas
 concepções
 de
 espaço
 nos
 educadores
em
creches

 
 
 
 
 
 
 
 






278
 Marcos
Suel
Zanette




 Geo‐grafias
infantis
 
 
 
 
 
 
 
 
 






279
 
 
 






278
 
 






278
 
 
 
 
 






277
 
 






277
 
 
 
 






274
 


38


Lorena
Lopes
Pereira
Bonomo


 Infância:
corpo
vivo
no
laboratório
de
aprendizagem
 Celia
Regina
Nonato
da
Silva
Loureiro

 Infância,
crianças
e
práticas
em
educação
infantil:
diálogos
no
PEPE
a
partir
de
Guiné
Conacri
–
 África
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






280
 Geoésley
José
Negreiros
Mendes


 Infância,
 Estética
 e
 Cidade:
 A
 formação
 do
 professor
 e
 as
 interfaces
 com
 estudos
 
 na

 Pedagogia


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






280
 Vânia
Alves
Martins
Chaigar,

Marita
Martins
Redin,
Denise
Aquino
Alves
Martins

 Infâncias
 nos
 tempos
 contemporâneos:
refletindo
sobre
as
relações
entre
a
cultura
de
pares
 infantis
e
a
cultura
material
da
infância

 
 
 
 
 
 






281
 
Karla
Righetto
Ramirez
de
Souza

 Lobato,
infância
e
escola

 
Sônia
Travassos

 Lugar
de
Palhaço
é
na
Escola
‐
Experiências
do
Projeto
Circolégio
 Fernando
Gasparini

 Memórias
infantis
e
consumo:
problematizando
o
consumo
de
crianças
na
escola
de
educação
 infantil
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






282
 Thatiane
Pinho
da
Costa,
Paola
Dias
dos
Santos
 Múltiplas
linguagens
na
transição
da
Educação
Infantil
para
o
Ensino
Fundamental
 Tatiana
Taranto
Martins
dos
Santos,
Márcia
Mariana
Santos
Oliveira
 Notas
sobre
o
acolhimento
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






283
 






283
 






283
 






284
 






284
 Flávia
Miller
Naethe
Motta


 O
acolhimento
na
institucionalização
da
primeira
infância
 Rosane
Monteiro
Gomes


 O
currículo
de
Educação
Infantil
a
contrapelo
 
 Marcia
Nico
Evangelista


 O
devir
que
fala
pelo
gesto
‐
o
teatro
infantil
na
escola
 
 Maria
Cristina
Soto
Muniz


 O
jogo
da
poesia:
infância,
leitura,
apreciação,
performance
 
Hélen
Queiroz
 O
 papel
 
 da
 
 fonoaudiologia
 
 na
 
 educação:
 
 promovendo
 
 ações
 e
 parcerias
 no
 campo
 da
 escola



 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






285 Raissa
Macedo
Lima,
Jeniffer
de
Souza
Faria




 O
período
de
inserção
em
uma
Creche
Municipal
do
Rio
de
Janeiro
 
 
 






285
 
 






282
 
 
 






281
 
 
 
 
 
 
 
 






281
 
 
 
 
 






279


Juliana
Cunha
da
Costa,
Isabelle
Borges
Bastos
Toledo
dos
Santos


39


O
que
as
crianças
dizem
sobre
e
na
escola:
algumas
reflexões
sobre
as
lógicas
infantis
e
suas
 concepções
acerca
da
escola

 
 
 
 
 
 
 
 






286
 Renata
Kelly
do
Espírito
Santo,
Érika
Maria
Albernoz
da
Silva
 Olhares
e
desejos
infantis:
a
escola,
as
aulas
e
os
modos
de
aprender
e
ensinar


 Dulcimar
Pereira


 Olhares
 e
 possibilidades
 a
 partir
 produção
 imagética,
 infância
 e
 educação:
 O
 que
 vemos
 e
 o
 que
nos
olha
no
universo
da
escola?

 
 
 
 
 
 
 






286
 César
Donizetti
Pereira
Leite

 Olhares
sobre
a
pesquisa
com
crianças:
inventá‐las
ou
descobri‐las?

 Renata
dos
Santos
Melro
 Os
 diferentes
 usos
 das
 produções
 midiáticas
 pelas
 crianças
 na
 escola:
 o
 que
 nos
 diz
 o
 gtt
 comunicação
e
mídia?

 
 
 
 
 
 
 
 
 






287
 Kezia
Rodrigues
Nunes,
Mayara
Cristina
Silva
Mello
 Percursos
de
crianças:
fotografia
como
possibilidade
investigativa
 Sonia
Maria
de
Oliveira


 Processo
de
inclusão
de
criança
com
desenvolvimento
atípico
na
Educação
Básica
 Maciel
Cristiano
da
Silva,
Vera
Maria
Ramos
de
Vasconcellos



 Professores
queridos
ou
odiados
–
o
que
o
Orkut
tem
a
ver
com
Paulo
Freire
 
 Maria
Antônia
Alencar

 Quando
 o
 que
 se
 quer
 é
 ser
 Hannah
 Montana:
 crianças
 contemporâneas
 em
 diálogo
 com
 a
 tevê
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






288
 Renata
Lucia
Baptista
Flores

 Refletir,
 tecer
 e
 entrelaçar
 experiências:
 questões
 do
 preconceito
 e
 do
 racismo
 na
 Educação
 Infantil
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






290
 Yvone
Costa
de
Souza


 Saberes
docentes
e
culturas
infantis:
a
ciência
dos
heróis
em
uma
creche
universitária








290
 Edmilson
dos
Santos
Ferreira
 Saberes
infantis:
desafios
da
cultura
escolar
 Cristiana
Callai
de
Souza

 Será
 que
 eu
 posso
 falar
 alguma
 vez
 aqui?
 Algumas
 reflexões
 sobre
 o
 que
 falam
 as
 crianças
 da/na
escola
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






291
 Deylla
Wiviane
de
Araujo
Batista
Caetano

 Tangram:
potencializando
uma
aprendizagem
inventiva
 
 Jaqueline
Magalhães
Brum


 Teatro
e
Educação
 
 
 
 
 
 
 
 
 






292
 
 
 
 






291
 
 
 
 
 
 






290
 






289
 






288
 
 
 






288
 
 
 






287
 






286


Camila
Ingrid
da
Paz,
Monica
Rego
Barros
Barcellos
Melina


 Um
convite
literário:
da
literatura
educativa
à
linguagem
lúdica

 
 
 






292


40


Vania
Menezes
Costa
Ramos,

Nathália
Chrystine
Vieira
Pereira
 Um
pé
de
macarrão:
broto
de
ideia
 
 
 
 
 
 
 






292
 Márcia
Fernanda
Carneiro
Lima


 Unidade
 
 de
 
 Educação
 
 Infantil
 universitária:
 
 desafios
 e
 compromissos
 com
 a
 pequena
 infância


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






293
 Ligia
Maria
Leão
de
Aquino,
Josiane
Fonseca
de
Barros;
Cláudia
Vianna
de
Melo,
Cássia
 Cristina
Barreto
Santos,
Ana
Claudia
Carmo
dos
Reis



 Unidades
de
Educação
Infantil
universitárias
e
o
compromisso
com
a
infância
 
 Barbara
Fernandes
Bersot,
Tayane
Peixoto
Bueno
dos
Santos


 
 
 
 






293


HORARIO
DE
APRESENTAÇAO
DE
COMUNICAÇÕES


 PRÁTICAS
COTIDIANAS
E
CURRÍCULO


SESSÃO:
1
–

7
DE
AGOSTO
–
14
ÀS
16
HORAS
–
SALA
1
 
 NARRATIVAS
E
UPP´S:
COTIDIANOS
ESCOLARES
POR
ELES
MESMOS


 ANA
CLARA
DE
ALMEIDA
CONTE
 

 
 PRÁTICAS
ESCOLARES
NO
COTIDIANO
DA
CIDADE
PEQUENA
 MITSI
PINHEIRO
DE
LACERDA
 

 
 “AGORA
É
NÓS!
NÓS
É
QUE
SABE!”
REFLEXÕES
DE
UM
PROFESSOR‐
PESQUISADOR
EM
MEIO
 AOS
EMBATES
INTERCULTURAIS
NO
COTIDIANO
ESCOLAR
 VILSON
SEBASTIÃO
FERREIRA

 

 
 DAS
PINTURAS
EM
TELAS
AO
TOQUE
DA
ZABUMBA:
NARRATIVAS
AFRO‐BRASILEIRAS
 COMPARTILHADAS
NAS
ESCOLAS

 
 SONIA
REGINA
DOS
SANTOS

 

 
 FLAGRANTES
DO
COTIDIANO:
QUE
CURRÍCULO
PROPÕEM?

 MEIRIVAN
BATISTA
DE
OLIVEIRA

 
 
 SESSÃO:
2
–

7
DE
AGOSTO
–
16:30
ÀS
18:30
HORAS
–
SALA
1
 
 ‘CIRCULAÇÃO
CIENTÍFICA'
EM
EDUCAÇÃO:
PRÁTICAS
COTIDIANAS
E
CURRÍCULO

 ALESSANDRA
DA
COSTA
BARBOSA
NUNES
CALDAS

 



41


EDUCAÇÃO
DE
JOVENS
E
ADULTOS
NAS
ESCOLAS
ESTADUAIS
DE
SÃO
PAULO:
PARADIGMAS
 NO
COTIDIANO
ESCOLAR
 DENIS
RAMOS
PINHEIRO

 

 DIFERENÇA
ENQUANTO
DIREITO
DE
CIDADANIA
NO
CONTEXTO
DA
ESCOLA
PÚBLICA

 LARISSA
VITÓRIA
RIOS
DE
OLIVEIRA

 


 METÁFORAS
COMO
“ROTA
DE
FUGA”
NO
CURRICULO
PRATICADO
DA/NA
FORMAÇÃO
DE
 PROFESSORES

 SUZANA
SILVEIRA
DE
ALMEIDA

 
 
 NARRATIVAS
DE
MULHERES
NEGRAS:
O
COTIDIANO
NO
PARQUE
DAS
MISSÕES
 FABIANA
DA
SILVA

 
 
 SESSÃO:
3
–

7
DE
AGOSTO
–
14
ÀS
16
HORAS
–
SALA
2

 
 ESTRATÉGIAS
UTILIZADAS
POR
ALUNOS
DO
SEGUNDO
ANO
DE
ESCOLARIDADE
PARA
 CALCULAR
E
RESOLVER
PROBLEMAS

 ANDREIA
ALMEIDA
DOS
SANTOS
‐
MÔNICA
CERBELLA
FREIRE
MANDARINO
 
 O
CINECLUBE
COMO
POSSIBILIDADE
DE
DESCONSTRUÇÃO
DA
HETERONORMATIVIDADE
NO
 COTIDIANO
ESCOLAR

 MARIA
CECILIA
SOUSA
DE
CASTRO

 

 “_
POR
QUE
A
GENTE
APRENDE
ISSO
SE
A
GENTE
NEM
USA?”
_
CONFLITOS
E
 (DES)ENCONTROS
DE
QUEM
ENSINA
E
DE
QUEM
APRENDE

 MARIANA
DE
MELO
E
SILVA
AMARAL

 

 A
TEORIA
DO
CONHECIMENTO
EM
BERGSON:
ELEMENTOS
PARA
SE
(RE)
PENSAR
O
 CURRÍCULO

 LUKA
DE
CARVALHO
GUSMÃO

 

 MIDIA‐EDUCAÇÃO
NA
CIBERCULTURA:
UM
CAMINHO
POSSÍVEL
PARA
OS
DESAFIOS
 CONTEMPORÂNEOS
DA
APRENDIZAGEM

 TIAGO
CABRAL
DARDEAU


 
 SESSÃO:
4
–

7
DE
AGOSTO
–
16:30
ÀS
18:30
HORAS
–
SALA
2

 
 CURRÍCULO:
TENSÕES
ENTRE
CULTURAL|
POLÍTICA|
SOCIAL

 VERÔNICA
BORGES
DE
OLIVEIRA
 

 DEVERES
DE
CASA:
UMA
ANÁLISE
DAS
ESTRATÉGIAS
EDUCATIVAS
FAMILIARES

 FERNANDA
BEVILAQUA
COSTA
MORAES

 

 EXCURSÃO
DIDÁTICA
À
SERRA
DA
CAPIVARA‐PI:
UMA
EXPERIÊNCIA
INTER
E
 TRANSDISCIPLINAR
NA
PRÁTICA
PEDAGÓGICA
DO
PROEJA
DO
IFSERTÃO‐
PE

 LUZINETE
MOREIRA
DA
SILVA
‐
MARIA
NIZETE
DE
MENEZES
GOMES
COSTA
 


42


DIÁLOGOS
NAS
SALAS
DE
AULA
DO
ENSINO
MÉDIO:
O
QUE
FALAMOS
SOBRE
AS
CONDIÇÕES
 DE
TRABALHO
DA
CONTEMPORANEIDADE?

 PRISCILA
CAMPOS
RIBEIRO

 

 DESAFIOS
DA
EDUCAÇÃO
ONLINE:
FORMAÇÃO
DE
PROFESSORES
PARA
O
ATENDIMENTO
DE
 ALUNOS
COM
DEFICIÊNCIA
VISUAL

 VALERIA
DE
OLIVEIRA
SILVA
 
 SESSÃO:
5
–

7
DE
AGOSTO
–
14
ÀS
16
HORAS
–
SALA
13
 
 DUAS
REALIDADES
HISTÓRICAS
DA
EDUCAÇÃO
MUSICAL
NO
MERCOSUL

 EDNARDO
MONTEIRO
GONZAGA
DO
MONTI

 

 A
LINGUAGEM
DO
ALUNO
DO
CAMPO
E
A
CULTURA
ESCOLAR:
UM
ESTUDO
SOBRE
A
 CULTURA
E
O
CAMPESINATO
NA
ESCOLA
BÁSICA
 LUCIENE
PERINI

 

 O
DIÁLOGO
INTERCULTURAL
NA
CONSTRUÇÃO
DO
CURRÍCULO
DA
EDUCAÇÃO
ESCOLAR
 INDÍGENA
TUPINIKIM
DO
ESPÍRITO
SANTO

 OZIRLEI
TERESA
MARCILINO

 

 PROFESSORES
REFÉNS
DE
UM
CURRÍCULO
DE
MATEMÁTICA
QUE
PASTEURIZA
A
EJA

 ANDRÉA
THEES

 
 SABERES
INFANTIS:
DESAFIOS
DA
CULTURA
ESCOLAR

 CRISTIANA
CALLAI
DE
SOUZA

 
 
 SESSÃO:
6
–

8
DE
AGOSTO
–
14
ÀS
16
HORAS
–
SALA
1

 
 MEMÓRIAS,
NARRATIVAS
E
HISTÓRIAS:
A
EDUCAÇÃO
DE
JOVENS
E
ADULTOS
DE
SÃO
 GONÇALO‐
RJ

 DANIELA
BRUNO
QUINTANILHA

 

 
 PARA
ALÉM
DOS
MUROS
DA
ESCOLA

 ISADORA
SOUZA
DA
SILVA

 

 EXPLICADORAS,
FAMÍLIAS
E
RENDIMENTO
ESCOLAR

 MARIA
LUCIA
KALAF

 

 OS
SABERESFAZERES
DOS
SUJEITOS
PRATICANTES
DOS
CURRÍCULOS
PELOS
USOS
 COTIDIANOS
NO
ENSINO
SUPERIOR
DE
ADMINISTRAÇÃO

 WELLINGTON
MACHADO
LUCENA

 

 NOVAS
TECNOLOGIAS
E
NOVOS
TEMPOS
SÃO
NOVOS
VALORES?
‐
A
ESCOLA
VIRTUAL
DA
 POLÍCIA
MILITAR
DO
ESTADO
DO
RIO
DE
JANEIRO


 VANIA
ALVES
PEREIRA
‐
EDNARDO
MONTI


 
 


43


SESSÃO:
7
–

8
DE
AGOSTO
–
16:30
ÀS
18:30
HORAS
–
SALA
1

 
 AS
TECNOLOGIAS
DE
INFORMAÇÃO
E
COMUNICAÇÃO
EM
UM
CONTEXTO
DE
EDUCAÇÃO
 INFANTIL:
REFLEXÕES
SOBRE
AS
DIMENSÕES
ÉTICAS
E
ESTÉTICAS
DOS
ENCONTROS
COM
OS
 DESENHOS
ANIMADOS

 DANIELE
DE
CARVALHO
GRAZINOLI

 
 A
RELIGIÃO
NO
ESPAÇO
PÚBLICO:
O
DISCURSO
RELIGIOSO
EM
UMA
ESCOLA
DE
EDUCAÇÃO
 INFANTIL
EM
DUQUE
DE
CAXIAS
(RJ)

 JORDANNA
CASTELO
BRANCO
‐
VÂNIA
CLAUDIA
FERNANDES

 
 A
FILOSOFIA
COMO
DISCIPLINA
CURRICULAR
OBRIGATÓRIA:
DESAFIOS
DO
SEU
ENSINO
NO
 ESPAÇOTEMPO
ESCOLAR

 MARIA
PAULA
PINTO
DOS
SANTOS
BELCAVELLO
‐
TARCÍSIO
JORGE
SANTOS
PINTO

 
 COTIDIANOS,
CAMPOS
E
ENTRE‐LUGARES:
EDUCADORES
NA
TV

 ROSA
HELENA
MENDONÇA

 
 POR
UMA
ESCOLA
POSSÍVEL:
PRÁTICAS
SUBVERSIVAS
NOS
COTIDIANOS
ESCOLARES

 ROSILENE
DOS
SANTOS
CERQUEIRA
‐
ALANA
CALADO
FRANCO
‐
JOSÉ
GUILHERME
FRANCO
 GONZAGA
 
 
 SESSÃO:
8
–

8
DE
AGOSTO
–
14
ÀS
16
HORAS
–
SALA
2
 
 CIBERCULTURA
E
MOBILIDADE:
PRÁTICAS
CONTEMPORÂNEAS
NA
EDUCAÇÃO

 ALINE
ANDRADE
WEBER
NUNES
DA
ROCHA

 

 PRÁTICAS
CURRÍCULARES,
TEORIA
QUEER
E
AUTOBIOGRAFIA


 LEONARDO
FERREIRA
PEIXOTO

 

 
 ENTRE
PRÁTICAS,
COTIDIANOS
E
REDES...
CURRÍCULOS
EM
PROCESSOS
NA
FORMAÇÃO
 PROFISSIONAL
DE
NÍVEL
MÉDIO

 DANIELLE
PIONTKOVSKY

 

 A
RESPONSIVIDADE
DIALÓGICA
DA
CULTURA
CORDELISTA

 TATIANA
APARECIDA
MOREIRA


 
 SESSÃO:
9
–

8
DE
AGOSTO
–
16:30
ÀS
18:30
HORAS
–
SALA
2
 
 A
MEDIÇÃO
DOS
DISPOSITIVOS
MÓVEIS
NAS
PRÁTICAS
ESCOLARES
 HELENICE
CASSINO
FERREIRA
 
 CRIANÇAS
E
PROFESSORES
APRENDIZES:
OUTRAS
RELAÇÕES
COM
O
CONHECIMENTO
 ELAINE
CRISTINA
BORBA
RUSENHACK

 


44


PRÁTICA
PEDAGÓGICA
COTIDIANA:
UM
DIÁLOGO
SOBRE
O
LUGAR
DO
LIVRO
DIDÁTICO
NA
 ESCOLA

 LÍVIA
JÉSSICA
MESSIAS
DE
ALMEIDA
‐
MARIA
RITA
SANTOS
 
 A
ESCOLA
DE
TEMPO
INTEGRAL
NA
PERSPECTIVA
DOS(AS)
PROFESSORES(AS)

 NAILDA
MARINHO
DA
COSTA
BONATO
‐
NATACHA
FERNANDES
CASCON
 
 A
SÉTIMA
ARTE
NO
COTIDIANO
DA
ESCOLA

 TATIANE
CHAGAS
LEMOS

 
 SESSÃO:
10
–

8
DE
AGOSTO
–
14
ÀS
16
HORAS
–
SALA
3
 
 ENTRE
MÚSICAS
COTIDIANAS:
MANIFESTAÇÕES
MUSICAIS
PRATICADAS
NO
ENSINO
DA
 MÚSICA

 CARMENSILVIA
MARIA
SINTO
‐
MARCOS
ANTONIO
DOS
SANTOS
REIGOTA
 
 A
ESCOLHA
PROFISSIONAL
PARA
O
ENSINO
SUPERIOR
EM
DISCUSSÃO:
ANÁLISE
DAS
“VOZES”
 DE
JOVENS
 GILTON
FRANCISCO
SOUSA
DE
ANDRADE

 
 EDUCAÇÃO
MUSICAL
E
COTIDIANO
ESCOLAR:
OS
CURRÍCULOS
PRATICADOS
NA
ESCOLA
 PÚBLICA
DE
VOLTA
REDONDA


 MARCELO
PARAISO
ALVES
 
 CONHECIMENTO,
SOLIDARIEDADE
E
PARTILHA:
FAZERESSABERES
NO/DO
COTIDIANO
 ESCOLAR
DA
EDUCAÇÃO
INTEGRAL

 RAFAEL
MARQUES
GONÇALVES

 
 COLÉGIO
PEDRO
II
E
A
METÁFORA
DO
"NOME
DO
PAI"

 VERA
LUCIA
CABANA
DE
QUEIROZ
ANDRADE

 
 
 SESSÃO:
11
–

8
DE
AGOSTO
–
16:30
ÀS
18:30
HORAS
–
SALA
3
 
 JOVENS
PROFESSORES
NO
CONTEXTO
DA
PRÁTICA
DE
ENSINO
DE
CIÊNCIAS
E
AS
 TECNOLOGIAS
DE
INFORMAÇÃO
E
COMUNICAÇÃO
 
HELOISA
HELENA
OLIVEIRA
DE
MAGALHÃES
COUTO

 
 ESCOLA
IMPERIAL
/
HISTÓRIA
NACIONAL/CONTEXTO
MUNDIAL

 ANA
BEATRIZ
FRAZÃO
RIBEIRO
 
 ATUANDO
NAS
MARGENS
CURRICULARES:
DOCÊNCIA,
ATIVISMO
E
SUBVERSÃO
SEXUAL


 MARCIO
RODRIGO
VALE
CAETANO


 


45


PROCESSOS
CURRICULARES
E
DE
FORMAÇÃO
NA/DA/COM
A
ESCOLA:
TROCAS
DE
 SABERESFAZERES
NA
PRODUÇÃO
DE
FILMES

 REBECA
SILVA
BRANDÃO
ROSA

 
 CULTURA,
CONHECIMENTO
E
SABER
ESCOLAR
NO
SÉCULO
XXI:
PRINCÍPIOS
TEÓRICOS


 BEATRIZ
BOCLIN
MARQUES
DOS
SANTOS

 
 
 SESSÃO:
12
–

8
DE
AGOSTO
–
14
ÀS
16
HORAS
–
SALA
4
 
 INFORMAÇÃO
E
FORMAÇÃO
INICIAL
DE
PROFESSORES

 CLARISSE
DUARTE
MAGALHÃES
CANCELA
‐
GUARACIRA
GOUVÊA
 
 PERGUNTAS
E
RESPOSTAS
ADORMECIDAS
NAS
PRÁTICAS
COTIDIANAS

 SIMONE
ARAUJO
MOREIRA
‐
MARY
RANGEL
 
 CURRÍCULO
:
DIALOGIA
ENTRE
SABERES
E
PRATICAS
CULTURAIS


 ROSA
APARECIDA
PINHEIRO

 
 SESSÃO:
13
–

8
DE
AGOSTO
–
16:30
ÀS
18:30
HORAS
–
SALA
4
 
 PROJETO
DE
LEI
PNE
2011‐2020:
DIFERENTES
OBJETOS
DE
PESQUISA

 GLAUCIA
CAMPOS
GUIMARÃES
‐
CÍNTIA
VELASCO
‐
GUILHERME
ROBSON
DA
SILVA‐
TATIANA
 RIBEIRO
DOS
S.
ESTEVES
‐
VERA
LUCIA
DA
COSTA
NEPOMUCENO

 
 
 SESSÃO:
14
–

8
DE
AGOSTO
–
14
ÀS
16
HORAS
–
SALA
5
 
 MULTICULTURALISMO
EM
DEBATE:
CONTEMPORANEIDADE,
ESCOLA
E
QUESTÕES
 COTIDIANAS

 WILLIAM
DE
GOES
RIBEIRO
‐
ADRIANA
DO
CARMO
CORREA
FONTES
‐
ANA
PAULA
DA
SILVA
 SANTOS
‐
ALINE
CLEIDE
BATISTA
DE
AZEVEDO
‐

PAULO
MELGAÇO
DA
SILVA
JÚNIOR


 
 
 SESSÃO:
15
–

9
DE
AGOSTO
–
14
ÀS
16
HORAS
–
SALA
1
 
 CURRÍCULOS
EM
REDES
TECIDOS
COM
OS
COTIDIANOS
DA
ESCOLA
PÚBLICA:
OS
 MOVIMENTOS
DE
IMPLEMENTAÇÃO
E
OS
PRIMEIROS
USOS
DO
DOCUMENTO
“CURRÍCULO
 BÁSICO
DA
ESCOLA
ESTADUAL”


 ADRIANA
PIONTTKOVSKI
BARCELLOS
 
 BRINCADEIRA
É
COISA
SÉRIA:
UM
RELATO
DE
COMO
A
BRINCADEIRA
PODE
AJUDAR
NO
 RESGATE
DA
DISCIPLINA
ESCOLAR
 ELISANGELA
RODRIGUES
FARIAS
‐
ELIETE
MARCELINO
DIAS
ANDRADE
 


46


REFLEXÃO
ACERCA
DA
JORNADA
DE
TRABALHO
DOCENTE:
UMA
QUESTÃO
POLÍTICA
E
 PEDAGÓGICA
 NANCI
MOREIRA
BRANCO
‐
MARIA
SOLANGE
CARAVINA
 
 A
INVESTIGAÇÃO
DO
COTIDIANO
ESCOLAR
NO
CAMPO
DO
CURRÍCULO:
O
CONTEXTO
DA
 PRÁTICA

 THAIS
VIANNA
MAIA

 
 
 SESSÃO:
16
–

9
DE
AGOSTO
–
16:30
ÀS
18:30
HORAS
–
SALA
1
 
 DO
LIVRO
DIDÁTICO
AOS
CURRÍCULOS
PRATICADOS:
NECESSIDADE
DE
UMA
INVERSÃO
 EPISTEMOLÓGICA
 ERICA
BOLZAN
‐

WAGNER
DOS
SANTOS


 
 SALAS
DE
RECURSOS
MULTIFUNCIONAIS:
UMA
PROPOSTA
COMPLEMENTAR

 LUCY
ROSA
SILVEIRA
SOUZA
TEIXEIRA

 
 PRÁCTICAS
DOCENTES
ASOCIADAS
A
LOS
USOS
DE
LOS
MANUALES
ESCOLARES
IMPRESOS
EN
 LA
ESCUELA
PRIMARIA
ARGENTINA
 NANCY
EDITH
ROMERO

 
 O
CURRÍCULO
INTEGRADO
NOS
CURSOS
DE
FORMAÇÃO
PROFISSIONAL
DE
NÍVEL
MÉDIO,
NA
 MODALIDADE
DE
EDUCAÇÃO
DE
JOVENS
E
ADULTOS
‐
PROEJA
 THAYENE
DA
COSTA
CAMPOS
SANTOS

 
 
 SESSÃO:
17
–

9
DE
AGOSTO
–
14
ÀS
16
HORAS
–
SALA
2
 
 O
CURRÍCULO
TECIDO
NA
EDUCAÇÃO
INFANTIL
 CRISTIANE
ELVIRA
DE
ASSIS
OLIVEIRA

 
 MATEMÁTICA
NO
1
CICLO
DO
ENSINO
FUNDAMENTAL
–
UMA
ABORDAGEM
CULTURAL
 CLÁUDIA
HERNANDEZ
BARREIROS
SONCO
 
 PRÁTICAS
DE
PESQUISA
E
ORIENTAÇÃO
NO
AMBIENTE
ESCOLAR:
APROXIMAÇÕES
ENTRE
 GEOGRAFIA
E
TEORIA
HISTÓRICO‐CULTURAL

 RENAN
DA
SILVA
GOMES

 
 ESCOLA/DIVINÉIA:
¬“‐
SÓ
SABE
O
QUE
É
AQUI
QUEM
NASCEU
E
CRESCEU
AQUI”
 VERÔNICA
GOMES
DE
AQUINO

 
 
 SESSÃO:
18
–

9
DE
AGOSTO
–
16:30
ÀS
18:30
HORAS
–
SALA
2
 
 AMBIENTE
VIRTUAL
DE
APRENDIZAGEM
EM
MATEMÁTICA
NO
ENSINO
MÉDIO
NORMAL:
 PROJETO
PARA
ENSINAR/APRENDER
A
PENSAR
MATEMÁTICA

 CRISTIANE
MARCELINO
SANT´ANNA

 
 O
COTIDIANO
DE
UMA
ESCOLA
PÚBLICA
DE
REFERÊNCIA
(CAP‐UFRJ)
E
AS
PRÁTICAS
 CURRICULARES
DE
GEOGRAFIA:
ENTRE
O
SABER
DE
REFERÊNCIA
E
O
SABER
ESCOLAR



47


HILTON
MARCOS
COSTA
DA
SILVA
JUNIOR

 
 REALIZAÇÃO
CURRICULAR
COTIDIANA:
ENSINAR‐APRENDER‐PARA‐ENSINAR


 MARIA
ENEIDA
FURTADO
CEVIDANES

 
 O
ENSINO
DE
HISTÓRIA
NO
COTIDIANO
ESCOLAR:
A
PRÁTICA
PEDAGÓGICA
EM
UMA
ESCOLA
 PÚBLICA
DO
INTERIOR
DE
PERNAMBUCO

 RICARDO
JOSÉ
LIMA
BEZERRA

 
 AS
REPRESENTAÇÕES
IMAGÉTICAS
DAS
FESTAS
POPULARES
COMO
REGISTROS
DA
MEMÓRIA
 COLETIVA
E
DOS
SABERES
DIFUNDIDO
PELA
ORALIDADE:
POSSIBILIDADE
PARA
PROMOVER
O
 PERTENCIMENTO
E
VALORIZAÇÃO
DAS
ARTES
E
CULTURAS
SUBALTERNAS
NA
ESCOLA
 PÚBLICA
 KATIA
MARIA
ROBERTO
DE
OLIVEIRA
KODAMA

 
 
 SESSÃO:
19
–

9
DE
AGOSTO
–
14
ÀS
16
HORAS
–
SALA
3
 
 TEMPORALIDADES
 LUCIANA
PACHECO
MARQUES
‐
SANDRAELENA
DA
SILVA
MONTEIRO
‐
JÉSSICA
MAYARA
 SANTANA
DOS
SANTOS

‐
BIANCA
DA
SILVA
TOLEDO
‐
JUCÉLIA
DE
PAIVA
SILVA
 
 
 SESSÃO:
20
–

9
DE
AGOSTO
–
16:30
ÀS
18:30
HORAS
–
SALA
3
 
 AS
CORPOREIDADES
COMO
POTENCIALIZADORAS
DAS
EXPERIÊNCIAS
PEDAGÓGICAS
 COTIDIANAS ROSA
MALENA
DE
ARAÚJO
CARVALHO
‐
ANDREZA
OLIVEIRA
BERTI
‐
CINTIA
DE
ASSIS
RICARDO
 DA
SILVA
‐
ELISÂNGELA
BORGES
DE
ANDRADE
‐
REGIANE
DE
SOUZA
COSTA

AUTORIA,
PRIVATIZAÇÃO/SOCIALIZAÇÃO
DO
CONHECIMENTO

SESSÃO:
21
–

8
DE
AGOSTO
–
14
ÀS
16
HORAS
–
SALA
6


A
ATIVIDADE
NARRATIVA
COMO
PROCESSO
DE
FORMAÇÃO
DE
SUJEITOS
DOCENTES
 AUTORES
E
“PROPRIETÁRIOS”
DO
SEU
SABER


 FLAVIO
ANICIO
ANDRADE
‐
ANA
CLARA
DOS
SANTOS
ROHEM
CONTRERA
‐
VERÔNICA
 MASCARENHA
DOS
SANTOS
 
 UMA
EXPERIÊNCIA
DE
AUTORIA:
USANDO
O
GOOGLE
DOCS
NO
ENSINO
SUPERIOR

 GILSELENE
GARCIA
GUIMARÃES

 
 APROPRIAÇÃO
INDÉBITA
E
AUTORIA
NA
PRODUÇÃO
TEXTUAL
DE
ESTUDANTES
DE
 PEDAGOGIA:
ELEMENTOS
PARA
UM
DIMENSIONAMENTO
PEDAGÓGICO
DA
QUESTÃO

 MARCELO
MACEDO
CORRÊA
E
CASTRO

 


48


A
ESCRITA
AUTOBIOGRÁFICA
DE
ESTUDANTES
NA
WEB:
CONSTRUINDO
MANEIRAS
DE
 EXIBIÇÃO
DE
IDENTIDADES
(FICCIONALIZADAS)

 MILENA
SALLES
MARQUES
DOMAS

 
 O
CINEMA
NA
SALA
DE
AULA

 TAÍS
REGINA
SENRA
ESTEVES



VIOLÊNCIAS
DENTRO
E
FORA
DA
ESCOLA

SESSÃO:
22
–

8
DE
AGOSTO
–
14
ÀS
16
HORAS
–
SALA
7


INCLUSÃO
ESCOLAR
DE
ALUNOS
SURDOS
E
BULLYING
 GISELLY
DOS
SANTOS
PEREGRINO
‐
PÂMELA
SUÉLLI
DA
MOTTA
ESTEVES 
 O
PAPEL
DA
GESTÃO
NO
ENFRENTAMENTO
DA
VIOLÊNCIA
NA
ESCOLA

 JASMINE
KELLY
DE
SOUSA
DOS
ANJOS

 UMA
RELAÇÃO
ENTRE
AS
AÇÕES
DO
GESTOR
NO
ENFRENTAMENTO
À
VIOLÊNCIA
E
OS
TIPOS
 IDEAIS
WEBERIANOS

 SANDRA
LENARA
NUNES
DE
CARVALHO

 
 A
VIOLÊNCIA
ESCOLAR
PARA
ALÉM
DE
UM
CONFRONTO
FÍSICO:
UM
CONFLITO
SEMÂNTICO

 MONIQUE
MARQUES
LONGO



SESSÃO:
23
–

8
DE
AGOSTO
–
16:30
ÀS
18:30
HORAS
–
SALA
5
 
 ESCOLA
E
VIOLÊNCIA:
PROFESSORES
E
PRODUÇÃO
DE
SENTIDOS
DA
ESCOLA

 ROBERTO
MARQUES

 
 ELABORAÇÃO
ÉTICA
DE
CONFLITOS:
UMA
EXPERIÊNCIA
DE
OFICINA
NA
ESCOLA

 TATIANA
CONCEIÇÃO
SILVA
MENDES
DE
OLIVEIRA
‐
KÁTIA
FARIA
DE
AGUIAR
 
 O
TABU
TABU

 HEITOR
COLLET
FERREIRA

 
 DAS
QUEIXAS
À
PRODUÇÃO
DO
PROBLEMA:
O
PLANTÃO
INSTITUCIONAL
COMO
 DISPOSITIVO
 KÁTIA
AGUIAR
‐
VANESSA
MONTEIRO
SILVA


SESSÃO:
24
–

8
DE
AGOSTO
–
14
ÀS
16
HORAS
–
SALA
8
 
 VIOLÊNCIAS
E
CONTEXTO
ESCOLAR:
MANIFESTAÇÕES
NA
RELAÇÃO
PROFESSOR‐ALUNO

 MARINA
MORENA
TORRES

 


49


A
VIOLÊNCIA
NO
COTIDIANO
ESCOLAR:
DESAFIOS
E
POSSÍVEIS
ENFRENTAMENTOS

 RONALD
DOS
SANTOS
QUINTANILHA
‐
LEONARDO
DIAS
DA
FONSECA
 
 VIOLÊNCIA
ESCOLAR
E
INDISCIPLINA
NO
COTIDIANO
DA
ESCOLA:
CONCEPÇÕES
E
FORMAS
DE
 ENFRENTAMENTO

 JOYCE
MARY
ADAM
DE
PAULA
E
SILVA



AVALIAÇÃO
E
SUAS
CONSEQÜÊNCIAS
SOCIAIS
E
POLÍTICAS



 SESSÃO:
25

–

9
DE
AGOSTO
–
14
ÀS
16
HORAS
–
SALA
4
 
 AVALIAÇÃO
EMANCIPATÓRIA:
DESAFIOS
COTIDIANOS

 MARIA
TERESA
ESTEBAN
‐
VIRGÍNIA
CECÍLIA
DA
ROCHA
LOUZADA
LAUNÉ
‐
DAYANA
SANTOS
 PADILHA
‐
HELOÍSA
JOSIELE
SANTOS
CARREIRO
‐
CAMILA
AVELINO
CARDOSO‐
JOCELI
DE
 SOUZA
CRUZ
FIGUEIREDO
‐
FÁTIMA
RODRIGUES
BURZAFF

SESSÃO:
26
–

9
DE
AGOSTO
–
16:30
ÀS
18:30
HORAS
–
SALA
4


QUALIDADE
DE
ENSINO
NA
EDUCAÇÃO
DE
JOVENS
E
ADULTOS:
CONCEPÇÕES
E
 DIAGNÓSTICO JANE
PAIVA - DANIELE
VASCONCELOS
PEREIRA‐
LEILA
BOTELHO
DA
SILVA
‐
MARIA
CHRYSTINA
 DE
MORAES
‐
SORAYA
SAMPAIO
VERGILIO 
 SESSÃO:
27

–

9
DE
AGOSTO
–
14
ÀS
16
HORAS
–
SALA
5
 
 RELAÇÃO
FAMÍLIA
E
ESCOLA:
COMPREENDENDO
PROCESSOS
E
PRÁTICAS
DE
 ESCOLARIZAÇÃO
ATRAVÉS
DA
POLÍTICA
DE
NUCLEAÇÃO
DAS
ESCOLAS
R
URAIS

 ALEXANDRA
RESENDE
CAMPOS

 
 AVALIAÇÃO
EM
CRECHES
DA
CIDADE
DO
RIO
DE
JANEIRO:
MEDIDAS
PARA
INFÂNCIA?


 ANA
CRISTINA
CORRÊA
FERNANDES

 
 CENTRO
DE
ESTUDOS
DE
JOVENS
E
ADULTOS.
O
QUE
É
QUALIDADE
NA
EDUCAÇÃO
DE
 JOVENS
E
ADULTOS?

 LUCIANA
BANDEIRA
BARCELOS

 
 J
OVENS
NA
EDUCAÇÃO
DE
JOVENS
E
ADULTOS:
AVALIANDO
A
ESCOLARIZAÇÃO
EM
 FRACASSO
E
SUAS
POSSIBILIDADES
DE
SUPERAÇÃO


 QUEZIA
VILA
FLOR
FURTADO



SESSÃO:
28
–

9
DE
AGOSTO
–
16:30
ÀS
18:30
HORAS
–
SALA
5


50



 A
EXPERIÊNCIA
DO
PROEJA
NA
REDE
FEDERAL
DE
ENSINO:
AVALIAÇÃO
E
REFLEXÕES
SOBRE
A
 QUALIDADE
DA
POLÍTICA
PÚBLICA
VOLTADA
À
EDUCAÇÃO
DE
JOVENS
E
ADULTOS

 ALINE
CRISTINA
DE
LIMA
DANTAS

 
 AVALIANDO
A
OFERTA
DE
EDUCAÇÃO
DE
JOVENS
E
ADULTOS
NO
HORÁRIO
DIURNO
DA
 REDE
PÚBLICA

 ANDREIA
CRISTINA
DA
SILVA
SOARES

 
 AVALIAÇÃO
EM
SETE
EPISÓDIOS
–
REFLEXÕES
SOBRE
NARRATIVAS
DA
MEMÓRIA
 COTIDIANA

 HÉLIDA
GMEINER
MATTA

 
 PROCESSO
AVALIATIVO
DE
LÍNGUA
PORTUGUESA
NA
ERA
TECNOLÓGICA:
UMA
PROPOSTA
 NO
NAVE

 
RENATA
DA
SILVA
DE
BARCELLOS
‐
FERNANDA
DE
BARCELLOS
DE
MELLO 
 SESSÃO:
29

–

9
DE
AGOSTO
–
14
ÀS
16
HORAS
–
SALA
6


POLIFONIA,
DIALOGICIDADE
E
POLITICIDADE
NA
CONSTRUÇÃO
DE
INDICADORES
DE
 QUALIDADE
PARA
A
EDUCAÇÃO
DE
JOVENS
E
ADULTOS

 FÁTIMA
LOBATO
FERNANDES - CATIA
MARIA
SOUZA
DE
VASCONCELOS
VIANNA
‐
CRISTIANE
 XAVES
VALENTIM
DA
SILV
‐
MÁRCIA
GOMES
FERREIR
‐
ELISÂNGELA
BERNARDES
DO
 NASCIMENT
‐
WILLIAM
RODRIGUES
BARBOSA

SESSÃO:
30
–

9
DE
AGOSTO
–
16:30
ÀS
18:30
HORAS
–
SALA
6
 
 A
ESCOLA
QUE
FORMA
E
DEFORMA
 TAÍS
LOPES
DE
SOUZA

 
 PRÁTICAS
AVALIATIVAS
EM
EDUCAÇÃO
FÍSICA
NA
EDUCAÇÃO
BÁSCIA:
MEMÓRIAS
 DISCENTES

 WAGNER
DOS
SANTOS
‐
FRANCINE
DE
LIMA
MAXIMIANO


 
 AVALIAÇÕES
EXTERNAS
E
OS
SEUS
IMPACTOS
NA
ESCOLA:
INTERSTÍCIOS
ENTRE
“O
QUE
SE
 DIZ”
E
“O
QUE
SE
FAZ”
 IVANILDO
AMARO
DE
ARAÚJO
‐

MARIA
OCÉLIA
MOTTA
‐
REGINA
LÚCIA
MUCY
DE
OLIVEIRA



SESSÃO:
31
–

9
DE
AGOSTO
–
16:30
ÀS
18:30
HORAS
–
SALA
7
 
 LIMITES
E
INCONGRUÊNCIAS
DO
ATUAL
MODELO
DE
AVALIAÇÃO
DO
ENSINO
SUPERIOR
 BRASILEIRO

 LUIZ
FERNANDO
CONDE
SANGENIS



51



 O
CONHECIMENTO
ESCOLAR
E
A
CULTURA
DA
AVALIAÇÃO
EM
DEBATE
NA
CIDADE
DO
RIO
 DE
JANEIRO


 ELAINE
CONSTANT

 
 RESULTADOS
DE
PESQUISAS
SOBRE
AS
POLÍTICAS
DE
AVALIAÇÃO
EM
LARGA
ESCALA
EM
 EDUCAÇÃO
E
SEUS
IMPACTOS
NA
ESCOLA
 CLAUDIA
FERNANDES
‐
FELIPE
RIBEIRO
‐
HENRIQUE
DIAS
G.
NAZARETH


MEIO
AMBIENTE,
SABERES
AMBIENTAIS,
SUSTENTABILIDADE


 SESSÃO:
32

–

8

DE
AGOSTO
–
14
ÀS
16
HORAS
–
SALA
13
 
 COTIDIANO
NAS
CIDADES:
RASGOS
DO
URBANO
E
IMAGENS
EM
DERIVA

 JULIANA
SOARES
BOM
TEMPO

 
 PROCESSOS
FORMATIVOS
DE
EDUCAÇÃO
AMBIENTAL
EM
CONTEXTOS
DIFERENCIADOS


 MAURO
GUIMARÂES
‐
ALINE
LIMA
DE
OLIVEIR
‐
EDILEUZA
DIAS
DE
QUEIROZ
‐
PATRÍCIA
DE
 OLIVEIRA
PLÁCIDO

 
 SESSÃO:
33
–

9
DE
AGOSTO
–
14
ÀS
16
HORAS

–
SALA
7


EDUCAÇÃO
AMBIENTAL
E
LIXO
EXTRAORDINÁRIO:
A
INTERFACE
ENTRE
MÚLTIPLOS
SABERES
 E
FAZERES
NO
COTIDIANO
 CARMENSILVIA
MARIA
SINTO

‐
 ARIANE
DINIZ
SILVA
‐

CARMEM
SILVA
MACHADO
‐
MARCOS

 ANTONIO
DOS
SANTOS
REIGOTA
‐
MARIA
APARECIDA
DOS
S.
CRISOSTOMO



SESSÃO:
34
–

9
DE
AGOSTO
–
14
ÀS
16
HORAS

–
SALA
8
 
 SABERESFAZERES
SOCIOAMBIENTAIS
EM
REDES
COTIDIANAS
DO
CONGO
DE
MASCARADO
DE
 RODA
D'ÁGUA,
CARIACICA,ES
 ANDREIA
TEIXEIRA
RAMOS

 
 SUSTENTABILIDADES
POSSÍVEIS:
ARTES
DE
FAZER
EM
ESCOLAS
DE
COMUNIDADES
DE
 DIFICÍLIMO
ACESSO

 PATRÍCIA
RAQUEL
BARONI

 
 EDUCAÇÃO
AMBIENTAL
NAS
PRÁTICAS
COTIDIANAS
DO
BAIRRO
ILHA
DAS
CAIEIRAS,
 VITÓRIA,
ES

 SOLER
GONZALEZ

 


52


A
DIVULGAÇÃO
CIENTIFICA
NO
PROCESSO
PEDAGÓGICO
DA
EDUCAÇÃO
AMBIENTAL:
 CONCEPÇÕES
E
PRÁTICAS
DOS
PROFESSORES
DE
ESCOLAS
DO
RIO
DE
JANEIRO

 MARCELO
BORGES
ROCHA
‐
RAFAEL
VARGAS
MARQUES


 
 UNIVERSIDADE
E
ESCOLA:
A
PEDAGOGIA
DA
IMAGEM
COMO
AGENTE
DE
MUDANÇA
PARA
 UMA
PARCERIA
SUSTENTÁVEL

 SILVIO
RONNEY
DE
PAULA
COSTA
 
 SESSÃO:
35
–

9
DE
AGOSTO
–
16:30
ÀS
18:30
HORAS - SALA
9
 
 POSSIBILIDADES
NO
APRENDERENSINAR:
A
EDUCAÇÃO
AMBIENTAL
ATRAVÉS
DAS
ARTES

 JACQELINE
FARIA
VASCONCELLOS
 - NEILA
GUIMARES
ALVES

 
 FORMAÇÃO
INTEGRAL
DO
EDUCADOR
AMBIENTAL

 JÉSSICA
DO
NASCIMENTO
RODRIGUES
‐
MARY
RANGEL
 
 EMPAREDAMENTO
DAS
CRIANÇAS:
DESEQUILÍBRIO
PESSOAL
E
AMBIENTAL

 LÉA
TIRIBA

 
 FORMAÇÃO
DE
EDUCADORES
AMBIENTAIS
POR
UM
VIÉS
CRÍTICO
E
PRÁXIS
DE
 INTERVENÇÃO
PEDAGÓGICA:
UMA
RELAÇÃO
FUNDAMENTAL
 PATRICIA
DE
OLIVEIRA
PLÁCIDO
‐
JESSICA
NASCIMENTO
RODRIGUES


 
 ARTE,
MEIO
AMBIENTE
E
EDUCAÇÃO:
3
EM
1
AOS
OLHOS
DE
KRAJCBERG

 NATHÁLIA
ALVARENGA
PORTO
COSTA
 
 SESSÃO:
36
–

9
DE
AGOSTO
–
16:30
ÀS
18:30
HORAS - SALA
10
 
 OS
BALSEIROS
DO
RIO
URUGUAI
ADENTRAM
O
COTIDIANO
ESCOLAR 

 MAURÍCIO
MASSARI
‐
HUARLEY
MATEUS
DO
VALE
MONTEIRO
‐
JOSÉ
CARLOS
MOURA
‐
MARTA
 CATUNDA
‐
MAURÍCIO
MASSARI
‐
MARCOS
REIGOTA




EPISTEMOLOGIAS
DO
SUL
–
ENCONTROS
E
DESENCONTROS
DE
SABERES
 OUTROS

SESSÃO:
37

–

8

DE
AGOSTO
–
14
ÀS
16
HORAS
–
SALA
9
 
 SABERES
CULTURAIS
E
PRÁTICAS
EDUCATIVAS
COTIDIANAS:
CONTRIBUIÇÕES
PARA
UMA
 EPISTEMOLOGIA
DO
SUL IVANILDE
APOLUCENO
DE
OLIVEIRA
‐
JOÃO
COLARES
DA
MOTA
NETO
‐
ADRIANE
RAQUEL
 SANTANA
DE
LIMA
‐
TANIA
REGINA
LOBATO
DOS
SANTOS
‐
ALDER
DE
SOUSA
DIAS




53


SESSÃO:
38
–

8
DE
AGOSTO
–
16:30
ÀS
18:30
HORAS - SALA
11
 O
COTIDIANO
NA
PESQUISA
EM
EDUCAÇÃO:
REFLEXÕES
A
PARTIR
DE
HENRI
LEFEBVRE
E
 AGNES
HELLER

 JOÃO
COLARES
DA
MOTA
NETO

 
 NO
CAMINHO
DAS
LETRAS
FLUMINENSES,
UM
RESGATE
CULTURAL
E
IDENTITÁRIO
COM
 AMÉLIA
TOMÁS
E
MARIA
SABINA.

 SANDRINE
ROBADEY
HUBACK

‐
ANABELLE
LOIVOS
CONSIDERA
CONDE
SANGENIS


SESSÃO:
39
–

9
DE
AGOSTO
–
14
ÀS
16
HORAS - SALA
9
 FEMINISMO
E
EDUCAÇÃO
POPULAR:
DIÁLOGOS
PARA
O
(RE)CONHECIMENTO
DA
 PRODUÇÃO
DE
MULHERES
ARTESÃS

 AMANDA
MOTTA
ANGELO
CASTRO
‐
EDLA
EGGERT
 
 RELACIONANDO
A
JUSTIÇA
COGNITIVA
E
SOCIAL:
EXPERIÊNCIAS
NUMA
MORADIA
 ESTUDANTIL
UNIVERSITARIA

 
CARLOS
RIÁDIGOS
MOSQUERA
‐
MARLON
SANTOS

 
 LEITORES
E
ESCRITORES
INSERIDOS
EM
UMA
LÓGICA
ABISSAL

 JOSILENE
DE
SOUZA
SANTOS

 
 ESCOLA
PÚBLICA
–
QUALIDADE
OU
QUALIDADES
DE
ENSINO
–
O
QUE
OS
COTIDIANOS
 ESCOLARES
NOS
CONTAM


 REGINA
COELI
MOURA
DE
MACEDO

 
 SESSÃO:
40
–

9

DE
AGOSTO
–
16:30
ÀS
18:30
HORAS –
SALA
11
 
 NÃO
EXISTE
PECADO
DO
LADO
DE
BAIXO
DO
EQUADOR?

 ANA
MARIA
DE
CAMPOS

 
 A
PRÁTICA
DE
MONTAGEM
NO
FUNK
CARIOCA
COMO
PRINCÍPIO
NARRATIVO:
UMA
 EXPERIÊNCIA
EM
UMA
ESCOLA
MUNICIPAL
DA
CIDADE
DO
RIO
DE
JANEIRO

 JOSE
CARLOS
TEIXEIRA
JUNIOR

 
 O
CONHECIMENTO
NA
PRÁTICA
CULTURAL
DO
JONGO:
REFLEXÕES
QUE
VISAM
 TRANSFORMAR
AUSÊNCIAS
EM
PRESENÇAS

 LUIZ
RUFINO


 
 APENAS
UM
CLICK!
REVELANDO
ATOS
DE
LEITURA
E
ESCRITA
DE
JOVENS,
ADULTOS
E
IDOSOS
 NA
PRÁTICA
SOCIAL



54


REJANE
CRISTINA
BARRETO
FARIA

 
 OCUPA
NITERÓI,
OCUPA
MUNDO:
PESQUISANDO
COM
OS
SUJEITOS
NOS
COTIDIANOS
DA
 CIDADE

 SARAH
NERY
SIQUEIRA
CHAVES


SESSÃO:
41
–

9
DE
AGOSTO
–
14
ÀS
16
HORAS - SALA
10
 
 UM
ESTUDO
SOBRE
A
ETNOMATEMÁTICA
KATUNINA
 ÉVERTON
MELO
DE
MELO


 
 DE
SUBALTERNOS
A
SUBVERSIVOS
‐
A
REBELDIA
EPISTEMOLÓGICA


 JOSÉ
GUILHERME
FRANCO
GONZAGA


 
 FRANCISCA
APOSTA
EM
SEU
FUTURO
‐
UMA
NARRATIVA
FEMININA
NA
EJA
 MARIA
CLARA
DA
GAMA
CABRAL
COUTINHO

 
 EXPERIÊNCIAS
E
DESAFIOS
NA
FORMAÇÃO
DE
AGENTES
INDÍGENAS
DE
SAÚDE
NO
ESTADO
 DO
RIO
DE
JANEIRO
 RENATA
PINHEIRO
CASTRO


 
 REFLETINDO
SOBRE
OS
CAMINHOS
ESCOLHIDOS
PARA
UMA
PESQUISA
SOBRE
A
FORMAÇÃO
 MUSICAL
NA
CAPOEIRA
E
APROXIMAÇÕES
E
AS
“EPISTEMOLOGIAS
DO
SUL”
 TIAGO
LIMA
DE
GUSMÃO




ALFABETIZAÇÃO
NA
ESCOLA
E
PARA
ALÉM
DELA


 SESSÃO:
42
–

7
DE
AGOSTO
–
14
ÀS
16
HORAS – SALA
3
 GÊNEROS
DISCURSIVOS
PRODUZIDOS
POR
CRIANÇAS
EM
SEUS
PROCESSOS
DE
 APROPRIAÇÃO
DA
LEITURA
E
DA
ESCRITA

 MARIA
CRISTINA
DE
LIMA

 
 DESENHO,
PARÓDIA
E
RELATO
ESCRITO:
“A
MINHA
INTELIGÊNCIA
VOLTOU!”


 MARGARIDA
DOS
SANTOS

 
 ALFABETIZAÇÃO
CIENTÍFICA
PARA
ALUNOS
DE
ENSINO
MÉDIO
EM
ENCONTROS
CIENTÍFICOS
 DA
ÁREA
DE
BIOCIÊNCIAS:
REFLEXÕES
À
LUZ
DA
TEORIA
DA
APRENDIZAGEM
SIGNIFICATIVA
 SUBVERSIVA
 MICHELE
MARQUES
LONGO

 
 ALFABETIZAÇÂO
INICIAL:
A
PRÁTICA
DOCENTE
NO
1°
ANO



55


CRISTIANE
WAGNER
GOULART

 
 O
QUE
AS
CRIANÇAS
LEEM?
DIÁLOGOS
ENTRE
ALFABETIZAÇÃO
E
LITERATURA
INFANTIL


 DEBORA
PERILLO
SAMORI
‐
RAFAELA
LOUISE
S.
VILELA




SESSÃO:
43
–

7
DE
AGOSTO
–
16:30
ÀS
18:30
HORAS - SALA
3
 O CINEMA
E
AS
NARRATIVAS
DE
CRIANÇAS
E
JOVENS:
REFLEXÕES
DA
PESQUISA
 ADRIANA
HOFFMANN
FERNANDES
‐
 ÉRICA
RIVA
‐

KELLY
MAIA
‐
MIRNA
JULIANA
FONSECA
‐
 RENATA
FERREIRA
‐
TAMYRES
DALETHSE 
 SESSÃO:
44
–

8
DE
AGOSTO
–16:30
ÀS
18:30
HORAS

- SALA
9
 DESAPRENDER
ENSINA
OS
PRINCÍPIOS...
TECENDO
DIÁLOGOS
SOBRE
SINGULARIDADES,
 PROCESSOS
COLETIVOS
E
ALFABETIZAÇÃO
 MARCIA
ALEXANDRA
LEARDINE

‐
HELOISA
HELENA
DIAS
MARTINS
PROENÇA
‐
MARIA
 FERNANDA
PEREIRA
BUCIANO;
‐
RENATA
FRAUENDORF
‐
SIMONE
FRANCO
‐
TÂNIA
 VILLARROEL
‐
VANESSA
GHIDOTTI
CELENTE
‐
VANESSA
FRANÇA
SIMAS

 
 SESSÃO:
45
–

8
DE
AGOSTO
–
16:30
ÀS
18:30
HORAS

- SALA
6
 CARTOGRAFIAS
VIVIDAS
E
AS
LEITURAS
DE
MUNDO
NA
EDUCAÇÃO
DE
JOVENS
E
ADULTOS

 (EJA)
 ADRIO
ESPÍNDOLA
MOCELIN


 POLÍTICAS
EDUCACIONAIS,
ALFABETIZAÇÃO
E
IMAGINÁRIO
CULTURAL
EM
COMUNIDADES
 RURAIS:
MÚLTIPLOS
OLHARES

 MARCOS
AUGUSTO
DE
CASTRO
PERES
‐
FERNANDA
BEVILAQUA
COSTA
MORAES
‐

SONIA
 MARIA
DE
OLIVEIRA

 
 SESSÃO:
46
–

9
DE
AGOSTO
–
14
ÀS
16
HORAS - SALA
11
 CARTAS
PARA
MIKAEL:
UMA
HISTÓRIA
VIVENCIADA
EM
SALA
DE
AULA
 GISELE
DE
OLIVEIRA
SILVA

 
 ORGANIZAÇÃO
DO
CONHECIMENTO
NO
ENSINO
MÉDIO:
A
PRODUÇÃO
DE
TEXTOS
 LÍDIA
MARIA
FERREIRA
DE
OLIVEIRA


 


56


O
DIÁLOGO
E
O
TEMPO
:
CONFLITOS
NA
APOSTA
RADICAL
DE
ASSUNÇÃO
DOS
SABERES
DAS
 CRIANÇAS
NO
PROCESSO
DE
ALFABETIZAÇÃO
 MARIA
FERNANDA
PEREIRA
BUCIANO
‐
GUILHERME
DO
VAL
TOLEDO
PRADO
 
 A
LITERATURA
INFANTIL
NA
ALFABETIZAÇÃO:
OS
CAMINHOS
DAS
AGULHAS
E
DOS
 ALFINETES,
UMA
COSTURA
PRÁTICA‐TEORIA‐PRÁTICA


 CAROLINA
MONTEIRO
SOARES



SESSÃO:
47
–

9
DE
AGOSTO
–
16:30
ÀS
18:30
HORAS - SALA
13
 RODA
LITERÁRIA:
UMA
CENA
PRIVILEGIADA
EM
SALA
DE
AULA

 STELLA
MARIS
MOURA
DE
MACEDO

 
 AS
NOVAS
FORMAS
DE
LER
E
OS
MULTILETRAMENTOS
NA
ESCOLA
PÚBLICA


 DENISE
REZENDE

 
 LENDO
O
MUNDO
E
A
PALAVRA:
TECENDO
SABERES
NA
PRÁTICA
ALFABETIZADORA

 ALESSANDRA
CORREIA
XAVIER
 
 O
SENTIDO
DA
ESCRITA
PARA
ADULTAS
POUCO
ESCOLARIZADAS:
A
MARCA
DA
ESCOLA
 MARTA
LIMA
DE
SOUZA


 
 ESCREVER
A
VIDA:
DISCURSOS
DE
TRABALHADORAS
E
TRABALHADORES
RURAIS
DE
UM
 ASSENTAMENTO
DE
REFORMA
AGRÁRIA
NO
RIO
GRANDE
DO
NORTE

 INEZ
HELENA
MUNIZ
GARCIA

 
 SESSÃO:
48
–

9
DE
AGOSTO
–
14
ÀS
16
HORAS - SALA
12
 REDES
SOCIALES
Y
EDUCACIÓN:
EL
MOVIMIENTO
“OCUPA
RIO”

 CARLOS
RIÁDIGOS
MOSQUERA

 
 ALFABETIZAÇÃO
MUITO
ALÉM
DA
PAIDEIA:
PROPOSTA
E
CONFLITOS
EM
ANGRA
DOS
REIS
 RODRIGO
TORQUATO
DA
SILVA

 
 
VELHAS
PERGUNTAS,
ATUAIS
QUESTÕES:
NOS
MEANDROS
DA
PRÁTICA
ALFABETIZADORA,
 NOVOS
CAMINHOS
A
(RE)DESCOBRIR

 TIAGO
RIBEIRO
DA
SILVA

‐
CARMEN
SANCHES
SAMPAIO
 
 DO
“SISTEMA
DE
ALFABETIZAÇÃO
E
CONSCIENTIZAÇÃO”
DE
PAULO
FREIRE
AO
CONCEITO
DE
 LETRAMENTO:
A
PERMANÊNCIA
DOS
DESAFIOS
DA
ALFABETIZAÇÃO
DAS
CLASSES
 POPULARES

 ANDRÉA
PESSÔA
DOS
SANTOS

 


57


O
APRENDER
COMO
INVENÇÃO:
UMA
POLÍTICA
COGNITIVA
DIVERGENTE
NUMA
ESCOLA
 (RE)INVENTADA

 LUCIANA
PIRES
ALVES



DIREITOS HUMANOS: PRIORIDADE DE UMA SOCIEDADE DEMOCRÁTICA

SESSÃO:
49
–

7
DE
AGOSTO
–
14
às
16
HORAS - SALA
4
 ÉTICA
DA
LIBERTAÇÃO
DE
ENRIQUE
DUSSEL:
CAMINHO
DE
SUPERAÇÃO
DO
 IRRACIONALISMO
MODERNO
E
DA
EXCLUSÃO
SOCIAL

 ALDER
DE
SOUSA
DIAS
‐
IVANILDE
APOLUCENO
DE
OLIVEIRA

 
 O
PROCESSO
DE
MEDIAÇÃO
EM
UNIDADES
SOCIOEDUCATIVAS
DE
INTERNAÇÃO

 ELIANE
TAVEIRA
DO
NASCIMENTO

 
 A
VIDA
COTIDIANA
E
AS
POLÍTICAS
DE
PROMOÇÃO
DA
IGUALDADE
RACIAL:
REFLEXÕES
PARA
 COMPREENDER
AS
DEMANDAS
DA
CONTEMPORANEIDADE
 GLORIA
MARIA
ANSELMO
DE
SOUZA

 
 EDUCAR
EM
CASA:
GARANTIA
DO
DIREITO
À
EDUCAÇÃO
PARA
UMA
SOCIEDADE
 DEMOCRÁTICA?

 SILVINA
JULIA
FERNÁNDEZ

 
 O
DIREITO
À
EDUCAÇÃO
BÁSICA
ATRAVÉS
DA
EDUCAÇÃO
PROFISSIONAL
NA
EDUCAÇÃO
DE
 JOVENS
E
ADULTOS

 SANDRA
FERNANDES
LEITE



SESSÃO:
50
–

7
DE
AGOSTO
–
16:30
ÀS
18:30
HORAS - SALA
4
 POLÍTICAS
EDUCACIONAIS
PARA
A
INFÂNCIA
CARIOCA:OS
DIREITOS
DAS
CRIANÇAS
E
DE
 SUAS
CRIANÇAS

 ALESSANDRA
MARIA
SAVAGET
BARREIROS
E
LIMA
DE
ALMEIDA
‐
FLÁVIA
MARIA
CABRAL
DE
 ALMEIDA


 FUNÇÃO
FRATERNA
E
PRODUÇÃO
CULTURAL:
UM
ESTUDO
SOBRE
O
GRUPO
TEATRO
DA
ANA
 LAJE


 MARIA
MIGUEL
DA
COSTA


 ESTÍMULOS
TÁTEIS:
A
UTILIZAÇÃO
DE
MATERIAIS
DIDÁTICOS
EM
AULAS
DE
HISTÓRIA
PARA
 DEFICIENTES
VISUAIS



58


LUCIANO
DE
PONTES
PAIXÃO

 EDUCAÇÃO
EM
DIREITOS
HUMANOS
COMO
PROCESSO
EMANCIPATÓRIO:
UMA
 CONTRIBUIÇÃO
FREIREANA
PARA
FORMAÇÃO
DO
SUJEITO
CRÍTICO


 MARIA
NEURILANE
VIANA
NOGUEIRA

‐
REGINAURO
SOUSA
NASCIMENTO


 MEMÓRIAS
SUBTERRÂNEAS:HISTÓRIAS
DE
MULHERES
VELHAS
DAS
COMUNIDADES
DE
 MANGUINHOS
NARRADAS
NA
OFICINA
COLCHA
DE
MEMÓRIAS

 MARCELA
MARIA
FREIRE
SANCHES


SESSÃO:
51
–

7
DE
AGOSTO
–
14
às
16
HORAS - SALA
4
 PODER
LOCAL
E
POLÍTICAS
PÚBLICAS
EDUCACIONAIS:
REPERCUSSÕES
SOBRE
O
DIREITO
À
 EDUCAÇÃO
DO
CAMPO
E
DE
JOVENS
E
ADULTOS
TRABALHADORES MARCIA
SOARES
DE
ALVARENGA
‐
MÁRCIA
ARAÚJO
LIMA
‐
TÁSSIA
GABRIELE
BALBI
DE
 FIGUEIREDO
E
CORDEIRO
‐
NATÁLIA
FRAGA
COUTINHO
‐

GABRIELA
FERNANDES
SANTOS
 ALVES

‐

ISADORA
DA
SILVA
MARQUES



SESSÃO:
52
–

7
DE
AGOSTO
–
16:30
ÀS
18:30
HORAS - SALA
5
 DIAGNÓSTICO
DA
QUALIDADE
DO
ENSINO
NA
EDUCAÇÃO
DE
JOVENS
E
ADULTOS:
UM
 ESTUDO
DE
CASO
 DEBORA
CRISTINA
JEFFREY

‐
JANE
PAIVA
‐

GERUZA
CRISTINA
MEIRELLES
VOLPE

‐
RUBENS
 LUIZ
RODRIGUES


RAÇA,
RACIALIDADE
E
RACISMO


SESSÃO:
53
–

7
DE
AGOSTO
–14
às
16
HORAS - SALA
6
 PROJETO
GENTE
BONITA:
A
LITERATURA
INFANTIL
COMO
INSTRUMENTO
PEDAGÓGICO
DE
 VALORIZAÇÃO
DA
DIVERSIDADE
ETNICORRACIAL

 ANDRÉA
DE
ANDRADE
LOPES

 BUSCANDO
A
SUPERAÇÃO
DO
RACISMO
NO
COTIDIANO
ESCOLAR
COM
A
APLICAÇÃO
DA
LEI
 10639/03
E
A
EXPERIÊNCIA
DO
PROJETO
MALUNGO
 CRISTIANO
SANT'ANNA
DE
MEDEIROS

 
 FROEBEL
PARA
FILHOS
DE
ESCRAVOS
E
LIBERTOS:
PROJETO
DE
UMA
CRECHE
ABOLICIONISTA
 EM
NITERÓI



59


JOSEFINA
DE
OLIVEIRA
BASTOS
CARNEIRO
‐
HELOÍSA
DE
OLIVEIRA
SANTOS
VILLELA
 
 O
PROGRAMA
CONEXÕES
DE
SABERES
COMO
POLÍTICA
AFIRMATIVA
NO
CONTEXTO
DO
 SEMIÁRIDO
NORDESTINO:
O
CASO
DA
UFERSA
EM
MOSSORÓ/RN

 MARCOS
AUGUSTO
DE
CASTRO
PERES

 
 PRÉ‐UNIVERSITÁRIO
PARA
AFRODESCENDENTES:
UM
ESTUDO
SOBRE
A
TRAJETÓRIA
DE
 ESTUDANTES
NEGRAS
NO
ENSINO
SUPERIOR
NO
SUL
DA
BAHIA

 MARIA
RITA
SANTOS
‐
LÍVIA
JÉSSICA
MESSIAS
DE
ALMEIDA


 
 
 SESSÃO:
54
–

7
DE
AGOSTO
–
16:30
ÀS
18:30
HORAS - SALA
6
 
 CRIANÇAS
NEGRAS
NA
ESCOLA
NO
PÓS‐ABOLIÇÃO

 ALEXANDRE
RIBEIRO
NETO

 
 INTELECTUAIS
NEGRAS:
A
SUPERAÇÃO
DO
RACISMO
POR
MEIO
DA
EDUCAÇÃO
 NEUZA
MARIA
SANT’
ANNA
DE
OLIVEIRA
 
 “PRETO
LÁ
NO
MORRO
É
MACACO”:
A
POLIFONIA
HEGEMÔNICA
NO
PROCESSO
DE
 IDENTIFICAÇÃO
RACIAL
DE
CRIANÇAS
E
ADOLESCENTES

 JONÊ
CARLA
BAIÃO

 
 DOS
AUTORES
CLÁSSICOS
AOS
CONTEMPORÂNEOS:
UM
ESTUDO
DA
RELAÇÃO
CLASSE
E
 RAÇA
NA
SOCIOLOGIA
BRASILEIRA

 MARCELO
SIQUEIRA
DE
JESUS

 
 DESCONSTRUINDO
ESTEREÓTIPOS:A
REDESCOBERTA
DA
ÁFRICA
NO
COTIDIANO
ESCOLAR

 MARIA
JOSÉ
CORRÊA
DE
SOUZA

 
 SESSÃO:
55
–

7
DE
AGOSTO
–14
às
16
HORAS - SALA
7
 SER
NEGRO(A):
REPENSANDO
O
CURRÍCULO
PARA
A
CONSTRUÇÃO
IDENTITÁRIA
NEGRA
NA
 EDUCAÇÃO
INFANTIL
 BÁRBARA
MARIA
MOURÃO

 
 A
MULHER
NEGRA
PROTAGONISTA,
O
FILME
DOCUMENTÁRIO,
O
PROCESSO
IDENTITÁRIO:
 BUSCANDO
FERRAMENTAS
PARA
CONSTRUIR
CURRÍCULOS

 DYONI
MARIA
OLIVEIRA
SOARES
 
 PROCESSOS
IDENTITÁRIOS
DA
AFRODIÁSPORA:
UMA
ABORDAGEM
SOBRE
O
APELIDO
NA
 CAPOEIRA
ANGOLA

 LUDMILLA
ALMEIDA

 


60


DIÁLOGOS
SOBRE
ESCOLA
E
ETNICIDADE
NO
BRASIL:
UM
OLHAR
SOBRE
AS
ATIVIDADES
DO
 PROJETO
SOCIOCULTURAL
“SOU
ÁFRICA!”

 MARIA
CECÍLIA
DO
NASCIMENTO
BEVILAQUA

 
 RELAÇÕES
ÉTNICO‐RACIAIS
NA
ESCOLA:
REFLEXÕES
SOBRE
A
HISTÓRIA
E
CULTURA
AFRO‐ BRASILEIRA
E
O
CURRÍCULO
ESCOLAR

 LUCIANA
SANTIAGO
DA
SILVA


SESSÃO:
56
–

7
DE
AGOSTO
–
16:30
ÀS
18:30
HORAS - SALA
7
 PONTOS
CANTADOS
DE
UMBANDA:
A
PERSPECTIVA
DOS
PRATICANTES
EM
RELAÇÃO
À
 IDENTIDADE
NEGRA
 BÁRBARA
CASTANHEIRA
PIRES

 
 DIÁLOGOS:
A
RELAÇÃO
TERREIRO|ESCOLA
 EDUARDO
QUINTANA
 
 INVESTIGAÇÃO‐FORMACÃO:
CO‐CONSTRUINDO
CAMINHOS
PARA
A
IMPLEMENTAÇÃO
DA
 LEI
10.639|03
 REGINA
DE
FÁTIMA
DE
JESUS
 
 A
IMPORTÂNCIA
DO
SISTEMA
DE
RESERVA
DE
VAGAS
NA
CONSTRUÇÃO
DA
IDENTIDADE
 NEGRA


 MARIA
ALICE
REZENDE
GONÇALVES

 
 O
SONHO
DE
SER
UMA
PRINCESA
DA
DISNEY:
PROCESSOS
IDENTITÁRIOS
DE
CRIANÇAS
 AFRO‐BRASILEIRAS
NA
EDUCAÇÃO
INFANTIL
 CLÁUDIA
ALEXANDRE
QUEIROZ


 
 
 SESSÃO:
57
–

7
DE
AGOSTO
–
14
às
16
HORAS - SALA
8
 
 EXPERIÊNCIAS
DE
DISCRIMINAÇÃO:
O
EFEITO
DA
EMOÇÃO
NA
APRENDIZAGEM
DE
ALUNOS
 DO
ENSINO
MÉDIO
 BIANKA
PIRES
ANDRÉ

 
 PROFESSORAS
NEGRAS
NO
ENSINO
SUPERIOR
DE
UNIVERSIDADES
PÚBLICAS
DO
RIO
DE
 JANEIRO
E
MINAS
GERAIS

 ISABEL
CRISTINA
SILVA
MACHADO

 
 O
SILENCIAMENTO
DA
CULTURA
AFRO‐BRASILEIRA
NAS
AULAS
DE
ARTES

 MARCELINO
EUZEBIO
RODRIGUES

 
 RELAÇÕES
RACIAIS
NO
COTIDIANO
ESCOLAR:
POSSIBILIDADES
DA
INICAÇÃO
À
DOCÊNCIA


 MARIA
ELENA
VIANA
SOUZA
‐
ANDREA
ROSANA
FETZNER



61



 IMAGENS,
POPULAÇÃO
NEGRA,
EDUCAÇÃO:
REFLEXÕES
SOBRE
ABORDAGENS
 CURRICULARES

 
RENATA
AQUINO
DA
SILVA
‐
DIONY
MARIA
OLIVEIRA
SOARES



A
FORMAÇÃO
DE
PROFESSORES
 

SESSÃO:
58
‐
7
DE
AGOSTO
–
14
AS
16
HORAS
–
SALA
9
 EXPERIÊNCIA
E
FORMAÇÃO
DE
PROFESSORES
 ANELICE
RIBETTO
 
 FORMAÇÃO
DOCENTE
E
EDUCAÇÃO
INFANTIL:
INVESTIGANDO
ALGUMAS
QUESTÕES
SOBRE
 A
FORMAÇÃO
DE
PROFESSORAS
DA
INFÂNCIA
NO
CURSO
NORMAL
EM
RIO
BONITO

 BRUNA
DE
SOUZA
FABRICANTE
PINA

 

 EGRESSOS
E
AVALIAÇÃO
INSTITUCIONAL:
UM
ESTUDO
DAS
LICENCIATURAS
DA
FACULDADE
 DE
FORMAÇÃO
DE
PROFESSORES/UERJ


 GLÁUCIA
BRAGA
LADEIRA
FERNANDES

 

 ENTRANÇANDO
REDES
DE
RELAÇÕES
NOS
COTIDIANOS
DO
CURSO
DE
FORMAÇÃO
DOCENTE

 MARGARETH
MARIA
DE
MELO

 
 POR
UMA
EDUCAÇÃO
DO
CAMPO:
CAMINHOS
ANALÍTICOS
DE
PROCESSOS
DE
FORMAÇÃO
–
 IDENTIDADE,
SABERES,
PARCERIAS
E
RECONHECIMENTO
SOCIAL

 PRISCILA
ANDRADE
MAGALHÃES
RODRIGUES
 



SESSÃO:
59
–
7
DE
AGOSTO
–
16:30
AS
18:30
HORAS
–
Sala
8
 ANÁLISE
 DOS
 IMPACTOS
 DO
 PROGRAMA
 ESPECIAL
 DE
 FORMAÇÃO
 DE
 PROFESSORES
 DA
 EDUCAÇÃO
BÁSICA/
ZONA
RURAL
–
PROFIR
NO
ENSINO
MULTISSERIADO


 ADEMÁRCIA
LOPES
DE
OLIVEIRA
COSTA,
MARIA
IRINILDA
DA
SILVA
BEZERRA
 
 LINGUAGEM,
FORMAÇÃO
DE
PROFESSORES
E
EDUCAÇÃO
INFANTIL:
A
ESCRITA
COMO
MAPA
 DE
SABERES
DOCENTES

 BRUNA
MOLISANI
FERREIRA
ALVES

 

 HISTÓRIA
COMO
NARRAÇÃO:
OUTRA
POSSIBILIDADE
DE
PESQUISA
EM
EDUCAÇÃO

 GRAÇA
REGINA
FRANCO
DA
SILVA
REIS

 

 FORMAÇÃO
DE
PROFESSORES
E
EDUCAÇÃO
A
DISTÃNCIA:
O
CURSO
DE
PEDAGOGIA
DA
UFPB
 VIRTUAL

 MARIA
DA
CONCEIÇÃO
GOMES
DE
MIRANDA

 

 E‐ACESSIBILIDADE
 PARA
 SURDOS
 NA
 CIBERCULTURA:
 OS
 COTIDIANOS
 NAS
 REDES
 E
 NA
 EDUCAÇÃO
SUPERIOR
ONLINE



62


RACHEL
COLACIQUE
GOMES





 


Sessão:
60
–

7
DE
AGOSTO
–
14
ÀS
16
HORAS
–
Sala
10
 O
 USO
 DAS
 TECNOLOGIAS
 DE
 COMUNICAÇÃO
 E
 INFORMAÇÃO
 NA
 ERA
 DA
 CONVERGÊNCIA
 DIGITAL:
FORMAÇÃO
DE
UM
NOVO
PROFESSOR


 ANA
CAROLINA
DA
SILVA
CABRAL

 

 PRÁXIS
E
FORMAÇÃO
DE
EDUCADORES
MST/ES:
COTIDIANOS
E
PROCESSOS

 DALVA
MENDES
DE
FRANÇA,
ÉDINA
CASTRO
DE
OLIVEIRA
 
 O
DEVIR
DE
(DES)ENCONTROS
DAS
PALAVRAS
DE
PROFESSORES
NO
ESPAÇO
DE
FORMAÇÃO
 DE
UM
GRUPO
DE
ESTUDOS

 JENIFFER
DE
SOUZA
FARIA,
CAMILA
SILVA
PINHO,
ALLINE
REZENDE
MIRANDA,
DANIELE
DE
 SOUZA
BARBOSA,
MICHELY
DORNELLAS
PINTO


 
 
MEDIDAS
DISCIPLINARES
E
PUNITIVAS:
A
ESCOLA
QUE
FORMA
E
CONFORMA

 MARIA
IRINILDA
DA
SILVA
BEZERRA

 
 COTIDIANO,
TEMPO
E
NARRATIVAS
NA
FORMAÇÃO
DO
SER
PROFESSORA

 SANDRELENA
DA
SILVA
MONTEIRO

 
 Sessão:
61
–

7
DE
AGOSTO
–
16:30
AS
18:30
HORAS

‐
Sala
9
 UM
RETRATO
DO
ARTISTA
QUANDO
JOVEM:
O
ESTÁGIO
DOCENTE
E
SUA
NARRATIVA
COMO
 EXPERIÊNCIA
DE
FORMAÇÃO


 ANA
CLARA
DOS
SANTOS
ROHEM
CONTRERA,
VERÔNICA
MASCARENHA
DOS
SANTOS,
FLÁVIO
 ANÍCIO
ANDRADE
 
 AS
 POLÍTICAS
 EDUCACIONAIS
 E
 A
 FORMAÇÃO
 DE
 PROFESSORES
 NO
 GOVERNO
 CELSO
 PEÇANHA

 DAYANA
 FLÁVIA
 CAROLINO
 VELASCO,
FLÁVIA
 MONTEIRO
 DE
 BARROS
 ARAÚJO;
 WALDECK
 CARNEIRO
 
 “NA
 MEMÓRIA
 DOS
 AVÓS”:
 A
 FORMAÇÃO
 DA
 PROFESSORA
 AURÉLIA
 DE
 SOUZA
 BRAGA
 CONTADA
POR
SEUS
ALUNOS
DA
DÉCADA
DE
1930
 KÁTIA
MARIA
SOARES

 

 ESTÁGIO
 SUPERVISIONADO
 NA
 FORMAÇÃO
 DE
 PROFESSORES:
 CONCEPÇÕES,
 PROPOSTAS
 E
 EXPERÊNCIAS

 MARIA
OCELIA
MOTA

 
 CONTEXTOS
 E
 MOVIMENTOS
 NA
 FORMAÇÃO
 CONTINUADA
 DOCENTE:
 DISCUTINDO
 OS
 RESULTADOS
DE
UMA
PESQUISA‐FORMAÇÃO

 SANDRO
TIAGO
DA
SILVA
FIGUEIRA

 

 
 Sessão:
62
–

7
DE
AGOSTO
–
14
ÀS
16
HORAS
–
Sala
11
 INFÂNCIA,
LITERATURA
E
CURRÍCULO:
DIÁLOGOS
TRANSDISCIPLINARES



63


ANDRÉA
CARDOSO
REIS

 
 OS
SENTIDOS
DA
FORMAÇÃO
CONTINUADA
PARA
PROFESSORES
DE
LEITURA
E
ESCRITA

 ELIZABETH
OROFINO
LUCIO

 
 A
 CIRCULARIDADE
 DE
 SABERES
 A
 PARTIR
 DE
 EXPERIÊNCIAS
 FORMATIVAS:
 UM
 ESTUDO
 ETNOGRÁFICO
ENTRE
A
UNIVERSIDADE
E
A
ESCOLA

 LUIS
PAULO
CRUZ
BORGES

 

 DIÁLOGOS
ENTRE
SABERES,
MEMÓRIAS
E
EXPERIÊNCIAS
NA
FORMAÇÃO
DE
EDUCADORES

 PATRICIA
GUERRERO

 MEMÓRIA,
 PATRIMÔNIO
 E
 MUSEU:
 EXPOSIÇÃO
 BELEZAS
 DO
 MEU
 LUGAR
 NO
 MUSEU
 DO
 DUQUE
DE
CAXIAS
 UHELINTON
FONSECA
VIANA

 
 

 Sessão:
63
–

7
DE
AGOSTO
–
16:30
ÀS
18:30
HORAS
–
Sala
10


A
CIBERCULTURA
E
OS
DESAFIOS
PARA
A
EDUCAÇÃO
CONTEMPORÂNEA

 ANDRÉIA
CRISTINA
ATTANAZIO
SILVA

 
 IDENTIDADE
 DOCENTE
 DO
 ALFABETIZADOR:
 (DES)CONSTRUÇÕES
 DA/NA
 FORMAÇÃO
 CONTINUADA

 FERNANDA
IZIDRO
MONTEIRO

 

 PRÁTICAS
DE
“JARDINAGEM”
NO
TRABALHO
DOCENTE

 CHARLES
MORETO

 

 YOUTUBE
 E
 OS
 DIÁLOGOS
 ONLINE
 COMO
 ESPAÇOS
 MULTIRREFERENCIAIS
 DE
 APRENDIZAGEM


 LYDIA
WANDERLEY

 

 AS
 CRÔNICAS
 JORNALÍSTICAS
 DE
 CECÍLIA
 MEIRELES
 DE
 1930
 A
 1933:
 UM
 ESTUDO
 SOBRE
 O
 LUGAR
DO
PROFESSOR
NA
ESCOLA
PÚBLICA
BRASILEIRA

 PATRICIA
VIANNA
LACERDA
DE
ALMEIDA

 

 
 Sessão:
64
–

7
DE
AGOSTO
–
14
ÀS
16
HORAS

‐
Sala
12
 PLANOS
NACIONAIS
DE
EDUCAÇÃO
E
FORMAÇÃO
DE
PROFESSORES
 WALDECK
CARNEIRO;
FLÁVIA
MONTEIRO
DE
BARROS
ARAUJO;JORGE
NAJJAR;
RENATA
ARAUJO
 DE
CASTRO;
PATRICIA
MOREIRA
BOGOSSIAN;
FERNANDO
DE
SOUZA
PAIVA
 
 
 Sessão:
65
‐
7
DE
AGOSTO
–
16:30
às
18:30
HORAS
–
Sala
11
 A
 FORMAÇÃO
 CONTINUADA
 COMO
 POSSIBILIDADE
 DE
 ALTERNATIVA
 PARA
 A
 FORMAÇÃO
 INICIAL
DE
PROFESSORES
ALFABETIZADORES
NO
ÂMBITO
DO
CURSO
DE
PEDAGOGIA

 THIAGO
LUIZ
ALVES
DOS
SANTOS

 
 FORMAÇÃO
DE
PROFESSORES
LEITORES,
GARANTIA
DE
ALUNOS
LEITORES?



64


ANABELLE
LOIVOS
CONSIDERA
CONDE
SANGENIS;
TIAGO
DA
SILVA
CAVALCANTE;
LUCIA
MARIA
 MUNIZ
RAMINELI
 
 QUANDO
 A
 CIDADE
 ENSINA:
 ESTUDANTES
 DE
 PEDAGOGIA
 E
 A
 PRODUÇÃO
 DO
 DIÁLOGO
 COM
O
LUGAR

 VÂNIA
ALVES
MARTINS
CHAIGAR







Sessão:
66
–

8
DE
AGOSTO
–
14
ÀS
16
HORAS
–
Sala
10
 A
ORIGEM
DA
FORMAÇÃO
DE
PROFESSORES
EM
INSTITUTOS
DE
EDUCAÇÃO
NO
BRASIL

 ADRIENA
CASINI
DA
SILVA

 

 FORMAÇÃO
DOCENTE
TECIDA
NA
LEGITIMAÇÃO
DAS
FALAS
DOS
ESTUDANTES
SURDOS

 CAMILA
MACHADO
DE
LIMA

 
 FORMAÇÃO
 DE
 PROFESSORES,
 DA
 VINCI
 E
 COMPLEXIDADE:
 TRANÇANDO
 PERCURSOS
 E
 CAMINHOS

 HELENA
AMARAL
DA
FONTOURA

 

 ENCONTROS
COM
A
EDUCAÇÃO
NA
TV
E
NAS
REDES
DIGITAIS:
LINGUAGENS
AUDIOVISUAIS
E
 FORMAÇÃO
DE
PROFESSORES


 MARIA
DA
CONCEIÇÃO
SILVA
SOARES

 

 SABERES
 DOCENTES
 PARA
 O
 ENSINO
 DA
 ESCRITA:
 ESTUDO
 ENTRE
 ESTUDANTES
 DO
 CURSO
 DE
PEDAGOGIA

 REJANE
MARIA
DE
ALMEIDA
TRISOTTO

 

 
 Sessão:
67
–

8
DE
AGOSTO
–
16:30
ÀS
18:30
HORAS
–
Sala
7
 BERGSON
E
EDUCAÇÃO:
CONTRIBUIÇÕES
PARA
A
FORMAÇÃO
DE
PROFESSORES
NO
MUNDO
 ATUAL

 ALAN
WILLIAN
DE
JESUS,
LUKA
DE
CARVALHO
GUSMÃO
 
 EM
BUSCA
DA
DIALOGICIDADE
NA
FORMAÇÃO
DE
PROFESSORES

 CAMILLA
ROCHA
DA
SILVA

 

 E
 POR
 FALAR
 EM
 ENSINO
 FUNDAMENTAL
 DE
 NOVE
 ANOS,
 MAIS
 UM
 EQUÍVOCO:
 AGORA
 NÃO
PRECISAMOS
MAIS
ALFABETIZAR...
AGORA
É
SÓ
LETRAR?

 ISABELA
MASCARENHAS
ANTONIUTTI
DE
SOUSA

 

 NEGROS
E
NEGRAS
EM
MOVIMENTO:
DIÁLOGOS
NA
UNIVERSIDADE

 MARIA
DAS
GRAÇAS
GONÇALVES

 

 EDUCAÇÃO
 INFANTIL
 E
 ANOS
 INICIAIS
 DO
 CAP‐ISERJ:
 CAMINHOS
 E
 DESCAMINHOS
 NA
 TESSITURA
POR
UMA
ESCOLA
INTEGRADA


 ROSALVA
DE
CÁSSIA
RITA
DRUMMOND

 

 
 Sessão:
68
–
8
DE
AGOSTO
–
14
ÀS
16
HORAS
–
Sala
11


65


AÇÃO
 DOCENTE
 NA
 EDUCAÇÃO
 INFANTIL:
 NARRATIVAS
 DE
 PROFESSORAS
 EM
 FORMAÇÃO
 INICIAL

 ANA
LÚCIA
T.
SCHILKE,
MARIA
INÊS
BARRETO
NETTO


 
 RELATOS
 DE
 MOVIMENTOS
 ÉTICO‐ESTÉTICOS
 NA
 FORMAÇÃO
 DE
 PROFESSORAS:
 QUAL
 LUGAR
PARA
O
ESTUDO
DAS
INFÂNCIAS?

 
 DENISE
AQUINO
ALVES
MARTINS

 
FORMAÇÃO
DE
PROFESSORAS
E
TRABALHO
COLETIVO
NO
COTIDIANO
ESCOLAR

 LAURA
NOEMI
CHALUH

 

 PROFESSORAS
E
ALUNOS
DAS
CLASSES
POPULARES:
DIFERENÇA
E
DIÁLOGO

 MARISA
NARCIZO
SAMPAIO

 

 O
PAPEL
DO
COORDENADOR
PEDAGÓGICO
NA
FORMAÇÃO
CONTINUADA
DOS
PROFESSORES
 NO
AMBIENTE
ESCOLAR

 SOLANGE
VERA
NUNES
DE
LIMA
D'
ÁGUA,
ÉDER
RALHA
DE
CASTRO
ROSA





Sessão:
69
–

8
DE
AGOSTO
–
16:30
ÀS
18:30
HORAS
–
Sala
8
 INCLUSÃO
 E
 DIVERSIDADE
 NUM
 CONTEXTO
 AMAZÔNICO:
 ALGUMAS
 REFLEXÕES
 PARA
 A
 FORMAÇÃO
DE
PROFESSORES

 ANA
LUIZA
COELHO
FERREIRA
PINHAL

 
 TECENDO
 NARRATIVAS
 NO/COM
 O
 COTIDIANO:
 O
 PAPEL
 DA
 ESCRITA
 NA
 (TRANS)FORMAÇÃO
DA
PROFESSORAPESQUISADORA

 DILCELENE
QUINTANILHA
DE
RESENDE
CORDEIRO

 

 FORMAÇÃO
CONTINUADA:
UMA
AVALIAÇÃO
DISCURSIVA
A
PARTIR
DA
ESCRITA
DOCENTE

 LETICIA
SANTOS
DA
CRUZ

 

 QUANDO
 O
 INSTITUÍDO
 ATRAVESSA
 O
 INSTITUINTE
 NA
 ESCOLA
 (E
 VICE‐VERSA):
 UMA
 DISCUSSÃO
SOBRE
POLÍTICAS
E
PRÁTICAS
DE
FORMAÇÃO
DOCENTE

 MARIZA
SOARES
DE
OLIVEIRA

 

 MOVIMENTO
ESTUDANTIL
E
SUAS
NARRATIVAS
DOCENTES

 THAIS
BARCELOS
DIAS
DA
SILVA

 

 
 Sessão:
70
–
8
DE
AGOSTO
–
14
ÀS
16
HORAS
‐
Sala
14
 REPRESENTAÇÕES
 SOCIAIS
 DA
 ESCOLA
 POR
 ALUNOS
 DA
 EJA:
 UM
 ESTUDO
 PRELIMINAR
 SOBRE
ALUNOS
DA
3ª
IDADE
NO
MUNICÍPIO
DE
DIOGO
DE
VASCONCELOS,
MG
 ANGELITA
APARECIDA
AZEVEDO
FREITAS

 

 UM
RETRATO
DO
ARTISTA
QUANDO
JOVEM:
O
ESTÁGIO
DOCENTE
E
SUA
NARRATIVA
COMO
 EXPERIÊNCIA
DE
FORMAÇÃO

 FLAVIO
 ANICIO
 ANDRADE,
VERÔNICA
 MASCARENHA
 DOS
 SANTOS,
 ANA
 CLARA
 DOS
 SANTOS
 ROHEM
CONTRERA
 


66


O
 COORDENADOR
 PEDAGÓGICO:
 A
 CONSTRUÇÃO
 DO
 TRABALHO
 NO
 COTIDIANO
 COM
 OS
 PROFESSORES
DA
EJA

 MARCIA
CRISTINA
MONTEIRO

 

 “ENTÃO,
FOI
ASSIM...”:
HISTÓRIA
ORAL
DE
VIDA
DE
PROFESSORES
DO
CAMPO
 PAULO
ROGERIO
TOREZANI,
CHARLES
MORETO
 
 MEMÓRIAS
DO
PROCESSO
DE
ALFABETIZAÇÃO
NO
CURSO
NORMAL

 ANA
VALÉRIA
DE
FIGUEIREDO
DA
COSTA,
ILDA
MARIA
BALDANZA
NAZARETH
DUARTE
 
Sessão:
71

‐
8
DE
AGOSTO
–
16:30
ÀS
18:30
HORAS
–
Sala
13
 FORMAÇÃO
 DE
 PROFESSORES
 NO
 HTPC:
 DIÁLOGOS
 SOBRE
 A
 CULTURA
 ESCOLAR
 E
 OS
 SENTIDOS
DO
TRABALHO
DOCENTE

 RENATA
CRISTINA
OLIVEIRA
BARRICHELO
CUNHA,
CLÁUDIA
BEATRIZ
DE
CASTRO
NASCIMENTO
 OMETTO,
GUILHERME
DO
VAL
TOLEDO
PRADO,
JOÃO
PEDRO
PEZZATO,
DÉBORA
DE
MORAES
 BRASSIOLI,
PATRÍCIA
DE
ANDRADE
CAVAZANI



Sessão:
72
–

9
DE
AGOSTO
–
16:30
às
18:30
HORAS
–
Sala
10
 FORMAÇÃO
DE
PROFESSORES
DE
CRECHES
COMUNITÁRIAS:
UMA
EXPERIÊNCIA
NA
BAIXADA
 FLUMINENSE/RJ

 ALEXANDRA
COELHO
PENA,
MARIA
LEONOR
PIO
BORGES
DE
TOLEDO


 
 A
FORMAÇÃO
DE
PROFESSORES
ALFABETIZADORES

 ANA
 PAULA
 CAVALCANTE
 LIRA
 DO
 NASCIMENTO,
 DINA
 MARIA
 VIEIRA;
 PRISCILA
 ANDRADE
 MAGALHÃES
RODRIGUES
 
 VOZES
 DE
 EXPERIÊNCIAS
 LUSO‐BRASILEIRAS
 SOBRE
 A
 FORMAÇÃO
 DO
 PROFESSOR
 DE
 EDUCAÇÃO
INFANTIL

 MARIA
EUGÊNIA
CARVALHO
DE
LA
ROCA

 

 CIBERCULTURA,
 ETNOGRAFIA
 VIRTUAL
 E
 EDUCAÇÃO:
 REFLEXÕES
 SOBRE
 AS
 RELAÇÕES
 DE
 ENSINO‐APRENDIZAGEM
ONLINE

 DILTON
RIBEIRO
DO
COUTO
JUNIOR

 

 
 CONVERSAS
ENTRE
MICROPOLÍTICA
E
FORMAÇÃO
INVENTIVA
DE
PROFESSORES

 ROSIMERI
DE
OLIVEIRA
DIAS,
MARILENA
DOS
REIS
PELUSO,
MÁRCIA
HELENA
UCHÔA
BARBOSA
 

 
 Sessão:
73
–
9
DE
AGOSTO
–
16:30
ÀS
18:30
HORAS

‐
Sala
14
 FORMAÇÃO
 DE
 PROFESSORES
 PARA
 A
 INCLUSÃO
 DE
 ALUNOS
 COM
 DEFICIÊNCIA:
 UMA
 REFLEXÃO
 COM
 BASE
 NO
 PENSAMENTO
 DE
 THEODOR
 W.
 ADORNOTITO
 MARCOS
 DOMINGUES
DOS
SANTOS

 
TRILHANDO
 CAMINHOS
 PARA
 A
 MELHORIA
 DA
 QUALIDADE
 DA
 APRENDIZAGEM
 DOS
 ALUNOS
 DA
 ESCOLA
 PÚBLICA:
 O
 PROJETO
 POLÍTICO
 PEDAGÓGICO,
 A
 AVALIAÇÃO
 E
 FORMAÇÃO
DE
PROFESSORES
NA
ESCOLA
 CINTIA
CRISTINA
TEIXEIRA
MENDES

 



67


REDES
 DE
 FORMAÇÃO
 DOCENTE:
 NARRATIVAS
 E
 EXPERIÊNCIAS
 DE
 PROFESSORAS‐ PESQUISADORAS
NA
ALFABETIZAÇÃO
 JACQUELINE
DE
FATIMA
DOS
SANTOS
MORAIS

 

 
A
(RE)ESCRITA
DE
TEXTOS
NO
AMBIENTE
ESCOLAR

 JAURANICE
RODRIGUES
CAVALCANTI,
JANE
MAGALI
FERNANDES
 
 CURRÍCULO
E
IDENTIDADE(S)
DOCENTE(S):
MODOS
DE
DIZER
E
REPRESENTAR
O
PROFESSOR
 NOS
PCNS
DE
LÍNGUA
PORTUGUESA
 MAXIMIANO

MARTINS
MEIRELES

 Sessão:
74
–

9
DE
AGOSTO
–
16:30
ÀS
18:30
HORAS
–
Sala
15
 UM
OLHAR
SOBRE
A
EDUCAÇÃO
AMBIENTAL
NOS
CURSOS
DE
LICENCIATURA

 EDILEUZA
DIAS
DE
QUEIROZ

 
 UMA
 ANÁLISE
 DAS
 MUDANÇAS
 NAS
 DIRETRIZES
 CURRICULARES
 NOS
 CURSOS
 DE
 LICENCIATURA
 EM
 GEOGRAFIA:
 CONSIDERAÇÕES
 SOBRE
 AS
 PROPOSTAS
 DE
 UMA
 PRÁTICA
 TEORICAMENTE
ORIENTADA
 LUCAS
FERRAZ
FRAUCHES
CARVALHO,
PABLO
GUILHERMO
MUNIZ
GUIMARÃES
BISAGGIO
 
 O
 ANTIRRACISMO
 NO
 COTIDIANO
 ESCOLAR:
 INFERÊNCIAS
 SOBRE
 A
 (NÃO)FORMAÇÃO
 DOS
 PROFESSORES
 LUCIANA
GUIMARÃES
NASCIMENTO

 

 PRÁTICAS
MUSICAIS
NA
EDUCAÇÃO
INFANTIL:
DESAFIOS
PARA
A
FORMAÇÃO
DOCENTE


 PABLO
DE
VARGAS
GUIMARÃES

 

 
 Sessão:
75
–

9
DE
AGOSTO
–
14
ÀS
16
HORAS

‐
Sala
15
 FORMAÇÃO
 E
 PRÁTICAS
 PROFISSIONAIS:
 UM
 DIÁLOGO
 ENTRE
 SABERES
 E
 FAZERES
 NOS
 CENTROS
MUNICIPAIS
DE
EDUCAÇÃO
INFANTIL
DE
SALVADOR

 MAURICIA
EVANGELISTA
DOS
SANTOS


 
 PESQUISAS‐INTERVENÇÃO
 NA
 FORMAÇÃO
 CONTINUADA
 DO
 EDUCADOR
 DA
 INFÂNCIA:
 ALGUNS
TEMAS
RELEVANTES

 VIRGINIA
 GEORG
 SCHINDHELM,
ANA
 ROSA
 COSTA
 PICANÇO
 MOREIRA,
 NÚBIA
 APARECIDA
 SCHAPER
SANTOS,
LENITA
RAMOS
VASCONCELOS





Sessão:
76
–
9
DE
AGOSTO
–
16:30
ÀS
18:30
HORAS
–
Sala
16
 PROFESSORAPESQUISADORA:
O
COTIDIANO
COMO
DIMENSÃO
DA
FORMAÇÃO
DOCENTE

 MARIA
FRANCISCA
MENDES

 
 FORMAÇÃO
EM
DIDÁTICA
DE
PROFESSORES
NA
PERSPECTIVA
DOS
FORMADORES

 GISELI
BARRETO
DA
CRUZ,
JULES
MARCEL
DE
OLIVEIRA,
LUIS
PAULO
DA
CRUZ
BORGES


 
 ENCONTROS,
FLUXOS
E
FORMAÇÕES:
UM
DIÁLOGO
COM
SABERES
DAS
PRÁTICAS

 ALEXANDRA
GARCIA



68




 
 Sessão:
77
–
9
DE
AGOSTO
–
16:30
ÀS
18:30
HORAS

‐
Sala
17
 PROCESSOS
 DE
 FORMAÇÃO
 CONTINUADA:
 DIÁLOGOS
 E
 DESAFIOS
 NA
 SUPERVISÃO
 REFLEXIVA

 HELOÍSA
 HELENA
 DIAS
 MARTINS
 PROENÇA,
GUILHERME
 DO
 VAL
 TOLEDO
 PRADO,
 MÁRCIA
 ALEXANDRA
LEARDINE
 
 FORMAÇÃO
DE
PROFESSORES
PARA
A
EQUIDADE
EDUCATIVA:
RESULTADOS
PRELIMINARES
 DE
 UMA
 OFICINA
 SOBRE
 DIVERSIDADE
 NA
 SALA
 DE
 AULA
 E
 MÉTODOS
 DE
 DIFERENCIAÇÃO
 PEDAGÓGICA

 SANDRA
OLIVEIRA
CARDOSO

 

 TECENDO
CAMINHOS
NA
FORMAÇÃO
DE
PROFESSORES‐LEITORES
 MARCELA

AFONSO
FERNANDEZ,
MARCELLA
DO
AMARAL

GONÇALVES


A
COMPLEXIDADE
DO
MUNDO
INFANTIL:
O
DESAFIO
DA
ESCOLA

Sessão:
78
–
9
DE
AGOSTO
–
14
ÀS
16
HORAS
–
Sala

16
 A
FORMAÇÃO
DA
CRIANÇA
ATRAVÉS
DA
ESTÉTICA
DO
CINEMA


 ALDENIRA
MOTA
DO
NASCIMENTO

 

 A
EDUCAÇÃO
INFANTIL
EM
CONTEXTO
RURAL:
ALGUNS
ACHADOS
DE
PESQUISA

 DENISE
RANGEL
MIRANDA
DE
OLIVEIRA,
LIGIA
MARIA
LEÃO
DE
AQUINO
 
 COTIDIANO
E
SABERES
EM
CONTEXTO
DE
EDUCAÇÃO
ESCOLAR
RURAL

 JERUZA
DA
ROSA
DA
ROCHA

 

 UM
PÉ
DE
MACARRÃO:
BROTO
DE
IDEIA
 MÁRCIA
FERNANDA
CARNEIRO
LIMA


 
 “DO
 JEITO
 QUE
 A
 GENTE
 CONHECE”:
 A
 RELAÇÃO
 BRINCAR‐CONHECER
 A
 PARTIR
 DAS
 EXPERIÊNCIAS
DAS
CRIANÇAS

 MONICA
LEDO
SILVESTRI

 

 
 Sessão:
79
–

9
DE
AGOSTO
–
16:30
ÀS
18:30
HORAS

‐
Sala
18
 
 INFÂNCIA,
LINGUAGEM
E
ESCOLA:
A
LITERATURA
INFANTIL
E
SUAS

 TRAVESSIAS
 PATRICIA
CORSINO,
KARLA
RIGHETTO
RAMIREZ
E
SOUZA;


MARIA
NAZARE
DE
SOUZA
SALUTTO
 DE
MATTOSTH;


SÔNIA
TRAVASSOS;

HÉLEN
QUEIROZ




Sessão:
80
–
9
DE
AGOSTO
–
14
ÀS
16
HORAS
–
Sala
17
 AS
INFÂNCIAS,
O
ESPAÇO
E
O
LUGAR
NA
EDUCAÇÃO
INFANTIL



69


CRISLAINE
RIBEIRO
DA
SILVEIRA,
MÔNICA
DE
CARVALHO

TEIXEIRA
 
 INFÂNCIA,
CRIANÇAS
E
PRÁTICAS
EM
EDUCAÇÃO
INFANTIL:
DIÁLOGOS
NO
PEPE
A
PARTIR
DE
 GUINÉ
CONACRI
‐
ÁFRICA

 GEOÉSLEY
JOSÉ
NEGREIROS
MENDES

 

 EDUCAÇÃO
INFANTIL:
NECESSIDADES
CONTEMPORÂNEAS


 LUPÉRCIA
JEANE
SOARES

 

 O
DEVIR
QUE
FALA
PELO
GESTO
‐
O
TEATRO
INFANTIL
NA
ESCOLA

 MARIA
CRISTINA
SOTO
MUNIZ

 

 PERCURSOS
DE
CRIANÇAS:
FOTOGRAFIA
COMO
POSSIBILIDADE
INVESTIGATIVA

 SONIA
MARIA
DE
OLIVEIRA

 

 Sessão:
81
–
9
DE
AGOSTO
–
16:30
ÀS
18:30
HORAS
–
Sala
19
 CRIANÇAS
COMO
ATORES
SOCIAIS
E
PRODUTORAS
DE
CULTURA:
UMA
REFERÊNCIA
PARA
SE
 PENSAR
AS
PRÁTICAS
DA
EDUCAÇÃO
INFANTIL


 ALEXSANDRA
ZANETTI
,
NÚBIA
APARECIDA
SCHAPER
SANTOS


 
 SERÁ
 QUE
 EU
 POSSO
 FALAR
 ALGUMA
 VEZ
 AQUI?
 ALGUMAS
 REFLEXÕES
 SOBRE
 O
 QUE
 FALAM
AS
CRIANÇAS
DA/NA
ESCOLA

 DEYLLA
WIVIANE
DE
ARAUJO
BATISTA

 

 OS
 DIFERENTES
 USOS
 DAS
 PRODUÇÕES
 MIDIÁTICAS
 PELAS
 CRIANÇAS
 NA
 ESCOLA:
 O
 QUE
 NOS
DIZ
O
GTT
COMUNICAÇÃO
E
MÍDIA?

 KEZIA
RODRIGUES
NUNES,
MAYARA
CRISTINA
SILVA
MELLO

 
 A
 COMPLEXIDADE
 DO
 MUNDO
 INFANTIL
 E
 A
 ESCOLA:
 ENTRE
 POLÍTICAS
 PÚBLICAS
 E
 PRÁTICAS
DOCENTES


 MÁRCIA
MARIA
E
SILVA,
MARIA
IGNEZ
FERREIRA
CAMPOS
 
 UM
CONVITE
LITERÁRIO:
DA
LITERATURA
EDUCATIVA
À
LINGUAGEM
LÚDICA

 NATHÁLIA
CHRYSTINE
VIEIRA
PEREIRA,
VANIA
MENEZES
COSTA
RAMOS



Sessão:
82
–
9
DE
AGOSTO

–
14
ÀS
16
HORAS

‐
Sala
18
 EDUCAÇÃO
 EM
 CIÊNCIA
 NA
 EDUCAÇÃO
 INFANTIL:
 RESGATANDO
 MEMÓRIAS,
 PRÁTICAS
 E
 SABERES
DOCENTES
ATRAVÉS
DE
FOTOGRAFIAS

 ANGELA
MARIA
RIBEIRO,

IGOR
HELAL
 
 OLHARES
E
DESEJOS
INFANTIS:
A
ESCOLA,
AS
AULAS
E
OS
MODOS
DE
APRENDER
E
ENSINAR

 DULCIMAR
PEREIRA

 

 ALI
 QUE
 É
 A
 ÁRVORE
 ‐
 INTERFACES
 DA
 LITERATURA
 INFANTIL
 E
 DA
 DANÇA
 –
 UM
 PROJETO
 PEDAGÓGICO
EM
FOCO

 LAURA
SILVANA
RIBEIRO
CASCAES

 

 O
CURRÍCULO
DE
EDUCAÇÃO
INFANTIL
A
CONTRAPELO



70


MARCIA
NICO
EVANGELISTA

 

 AS
 POLÍTICAS
 E
 AS
 PRÁTICAS
 NA
 EDUCAÇÃO
 INFANTIL:
 A
 CONSTRUÇÃO
 DA
 DEMOCRACIA
 COM
A
TEORIA
CRÍTICA
 PABLO
LUIZ
DE
FARIA
VIEIRA
DA
SILVA

 

 Sessão:
83
–
9
DE
AGOSTO
–
16:30
ÀS
18:30
HORAS
–
Sala
20
 TANGRAM:
POTENCIALIZANDO
UMA
APRENDIZAGEM
INVENTIVA

 JAQUELINE
MAGALHÃES
BRUM

 
 PROCESSO
 DE
 INCLUSÃO
 DE
 CRIANÇA
 COM
 DESENVOLVIMENTO
 ATÍPICO
 NA
 EDUCAÇÃO
 BÁSICA

 MACIEL
CRISTIANO
DA
SILVA;
VERA
MARIA
RAMOS
DE
VASCONCELLOS


 
 AUTISMO
NA
ESCOLA,
E
AGORA?

 MARIANA
ESTEVES
STATZNER

 

 CRIANÇA
 –
 SUJEITO
 DE
 HISTÓRIA
 E
 CULTURA:
 PRINCÍPIOS
 METODOLÓGICOS
 DA
 PESQUISA
 COM
CRIANÇAS

 VIRNA
MAC‐CORD
CATÃO

 

 Sessão:
84
–
9
DE
AGOSTO

–
16:30
ÀS
18:30
HORAS

‐
Sala
21
 O
 PAPEL
 DA
 FONOAUDIOLOGIA
 NA
 EDUCAÇÃO:
 PROMOVENDO
 AÇÕES
 E
 PARCERIAS
 NO
 CAMPO
DA
ESCOLA

 CAMILA
SILVA
PINHO,
RAISSA
MACEDO
LIMA,
JENIFFER
DE
SOUZA
FARIA
 
 “ATÉ
 PARECE
 QUE
 ELE
 NUNCA
 FOI
 CRIANÇA!”:
 INTERAÇÃO
 SOCIAL
 E
 USO
 DO
 ESPAÇO
 NA
 INFÂNCIA

 ELIETE
DO
CARMO
GARCIA
VERBENA
E
FARIA

 
 BRINCAR
DE
MATAR
O
LOBO:
REFLEXÕES
SOBRE
O
GÊNERO
TRÁGICO
NA
LITERATURA

 LAUREN
MARCHESANO

 

 FUNDAMENTAÇÕES
 EPISTEMOLÓGICAS
 FILOSÓFICAS
 PRESENTES
 NAS
 CONCEPÇÕES
 DE
 ESPAÇO
NOS
EDUCADORES
EM
CRECHES

 MARCOS
SUEL
ZANETTE

 

 OLHARES
SOBRE
A
PESQUISA
COM
CRIANÇAS:
INVENTÁ‐LAS
OU
DESCOBRI‐LAS?

 RENATA
DOS
SANTOS
MELRO


 

 
 Sessão:
85
–
9
DE
AGOSTO

–
14
ÀS
16
HORAS
‐
Sala
19
 INFÂNCIA,
 ESTÉTICA
 E
 CIDADE:
 A
 FORMAÇÃO
 DO
 PROFESSOR
 E
 AS
 INTERFACES
 COM
 ESTUDOS
NA
PEDAGOGIA

 VÂNIA
ALVES
MARTINS
CHAIGAR,
MARITA
MARTINS
REDIN,
DENISE
AQUINO
ALVES
MARTINS,
 
 REFLETIR,
TECER
E
ENTRELAÇAR
EXPERIÊNCIAS:
QUESTÕES
DO
PRECONCEITO
E
DO
RACISMO
 NA
EDUCAÇÃO
INFANTIL

 YVONE
COSTA
DE
SOUZA



71




 DIÁLOGO
 ENTRE
 CRIANÇAS
 E
 ADULTOS
 NA
 ESCOLA:
 CULTURAS
 INFANTIS,
 CUIDADO
 E
 DOCÊNCIA

 MARTA
 NÖRNBERG,
 ANA
 CRISTINA
 COLL
 DELGADO,
 ROGÉRIO
 COSTA
 WÜRDIG,
 MARIA
 DE
 FÁTIMA
DUARTE
MARTINS,
PATRÍCIA
PEREIRA
CAVA




Sessão:
86
–
9
DE
AGOSTO

–
14
ÀS
16
HORAS
–
Sala
20
 
 INFÂNCIA:
CORPO
VIVO
NO
LABORATÓRIO
DE
APRENDIZAGEM

 CELIA
REGINA
NONATO
DA
SILVA
LOUREIRO

 

 LUGAR
DE
PALHAÇO
É
NA
ESCOLA
‐
EXPERIÊNCIAS
DO
PROJETO
CIRCOLÉGIO

 FERNANDO
GASPARINI

 

 EDUCAÇÃO
INFANTIL:
USOS
E
APROPRIAÇÕES
DO
JOGO
NAS
AULAS
DE
EDUCAÇÃO
FÍSICA
 LIVIA
CARVALHO
DE
ASSIS,
MARCOS
VINICIUS
KLIPPEL


 
 A
EDUCAÇÃO
FÍSICA
NA
EDUCAÇÃO
INFANTIL
EM
UM
CMEI
VITÓRIA‐ES

 MARCOS
VINICIUS
KLIPPEL,
LÍVIA
CARVALHO
DE
ASSIS


 
 QUANDO
 O
 QUE
 SE
 QUER
 É
 SER
 HANNAH
 MONTANA:
 CRIANÇAS
 CONTEMPORÂNEAS
 EM
 DIÁLOGO
COM
A
TEVÊ
 RENATA
LUCIA
BAPTISTA
FLORES

 

 
 Sessão:
87
–
9
DE
AGOSTO

–
16:30
ÀS
18:30
HORAS

Sala
22
 UNIDADE
 DE
 EDUCAÇÃO
 INFANTIL
 UNIVERSITÁRIA:
 DESAFIOS
 E
 COMPROMISSOS
 COM
 A
 PEQUENA
INFÂNCIA


 LIGIA
 MARIA
 M.
 L.
 LEÃO
 DE
 AQUINO,
JOSIANE
 FONSECA
 DE
 BARROS;
 CLÁUDIA
 VIANNA
 DE
 MELO;
CÁSSIA
CRISTINA
BARRETO
SANTOS;
ANA
CLAUDIA
CARMO
DOS
REIS





Sessão:
88
–
9
DE
AGOSTO

–
16:30
ÀS
18:30
HORAS
–
Sala
23
 OLHARES
 E
 POSSIBILIDADES
 A
 PARTIR
 PRODUÇÃO
 IMAGÉTICA,
 INFÂNCIA
 E
 EDUCAÇÃO:
 O
 QUE
VEMOS
E
O
QUE
NOS
OLHA
NO
UNIVERSO
DA
ESCOLA?

 CÉSAR
DONIZETTI
PEREIRA
LEITE

 

 NOTAS
SOBRE
O
ACOLHIMENTO

 FLAVIA
MILLER
NAETHE
MOTTA

 
 GEO‐GRAFIAS
INFANTIS

 LORENA
LOPES
PEREIRA
BONOMO

 

 PROFESSORES
QUERIDOS
OU
ODIADOS
–
O
QUE
O
ORKUT
TEM
A
VER
COM
PAULO
FREIRE
 MARIA
ANTÔNIA
ALENCAR


 

 CONCEITOS
 TEMPORAIS
 NO
 COTIDIANO
 DA
 EDUCAÇÃO
 INFANTIL:
 UMA
 CONSTRUÇÃO
 COLETIVA
PARA
ALÉM
DA
ROTINA

 SIRLENE
OLIVEIRA
DE
SOUZA



72


DIAS
DE
APRESENTACAO
DE
POSTER
 

7
DE
AGOSTO
 

QUALIDADE
DA
EDUCAÇÃO
NA
EJA:
DIÁLOGO
A
PARTIR
DE
PAULO
FREIRE

 AIRAM
REGINA
DE
AQUINO
MARTINS
‐
MARIÃNGELA
TOSTES
INNOCÊNCIO
 “IH!
NA
ESCOLA
VAI
TER
LAN
HOUSE!”
O
QUE
PENSAM
ALUNOS
E
PROFESSORES
ACERCA
DA
 PRESENÇA
DA
TECNOLOGIA
NA
ESCOLA?

 ALESSANDRA
DA
COSTA
ABREU

 
 INICIAÇÃO
A
DOCÊNCIA
NA
PERSPECTIVA
DA
FORMAÇÃO
INVENTIVA
DE
PROFESSORES
E
A
 CRIAÇÃO
DO
CONSELHO
ESCOLAR
COMO
DISPOSITIVO
DISPARADOR
DAS
MICROPOLÍTICAS
 ALINE
BITTENCOURT
COÊLHO
LEAL
‐
AUGUSTA
REIS
‐
MARILENA
PELUSO
 
 ENFRENTANDO
O
BULLYING
NAS
ESCOLAS

 ALINE
FERNANDA
GUNDIM
PEREIRA
DA
COSTA

 
 FÓRUM
 DE
 ALFABETIZAÇÃO,
 LEITURA
 E
 ESCRITA
 DE
 SÃO
 GONÇALO:
 INVESTIGANDO
 NARRATIVAS
E
PRÁTICAS
DOCENTES

 ALINE
GOMES
DA
SILVA
‐
JACQUELINE
DE
FÁTIMA
DOS
SANTOS
MORAIS
‐
NAILA
DE
 FIGUEREDO
PORTUGAL
 DIREITO
 À
 LIBERDADE
 RELIGIOSA
 NUM
 ESTADO
 LAICO:
 DIFERENTES
 POSIÇÕES
 SOBRE
 A
 PRESENÇA
DA
RELIGIÃO
NA
EDUCAÇÃO
PÚBLICA

 ALLAN
DO
CARMO
SILVA

 
 O
COTIDIANO
ESCOLAR
MARCADO
PELA
PRESENÇA
DA
RELIGIÃO:
UMA
ANÁLISE
DE
ESCOLAS
 PÚBLICAS
DO
RIO
DE
JANEIRO

 AMANDA
ANDRÉ
DE
MENDONÇA

‐
ALLAN
DO
CARMO
SILVA
 
 A
DISCUSSÃO
DA
QUALIDADE
DA
EDUCAÇÃO
EM
VITOR
PARO

 AMANDA
CRISTINA
BASTOS
COSTA
‐
CLEONICE
HALFELD
SOLANO
 
 DIÁLOGOS
VERBOVISUAIS
SOBRE
FORMAÇÃO
DE
PROFESSORES
NA
LITERATURA
DE
CORDEL

 ANA
CAROLINA
SANTOS
DE
OLIVEIRA

 
 DISCRIMANAÇÃO
 NAS
 ESCOLAS:
 FATORES
 QUE
 PODEM
 INFLUENCIAR
 NO
 DESENVOLVIMENTO
DO
ALUNADO
 ANA
CLÁUDIA
AVELINA
DOS
SANTOS
‐
CAMILLE
AUATT
‐
VANESSA
BERSÓT
 
 O
 COTIDIANO
 ESCOLAR
 NA
 FORMAÇÃO
 CONTINUADA
 DOS
 PROFESSORES
 DA
 REDE
 MUNICIPAL
DE
EDUCAÇÃO
DE
MESQUITA/RJ

 ANA
LUCIA
GOMES
DE
SOUZA

 
 

O
 USO
 DE
 TDIC
 NAS
 PRÁTICAS
 DE
 LETRAMENTO(S)
 EM
 TURMAS
 DE
 ALFABETIZAÇÃO
 CONTEMPLADAS
COM
O
PROUCA
NO
MUNICÍPIO
DE
TIRADENTES
–
MG

 ANA
PAULA
CORDEIRO
DOS
SANTOS

 
 E
 AGORA,
 EU
 VOU
 PRA
 ONDE?
 A
 TRANSIÇÃO
 DA
 EDUCAÇÃO
 INFANTIL
 PARA
 O
 ENSINO
 FUNDAMENTAL
NA
REDE
DE
MESQUITA/RJ




73


ANDRÉA
SILVEIRA
DUTRA

 A
 RELAÇÃO
 PROFESSOR
 E
 ALUNO:
 UMA
 ANÁLISE
 DA
 AUTORIDADE,
 FRENTE
 OS
 DILEMAS
 E
 TENSÕES
PRESENTES
NA
SALA
DE
AULA
 ANDRÉIA
CRISTINI
MARCOS
MIRANDA
OVERNÉ
‐
CLÁUDIO
AMARAL
OVERNÉ
 
 CARTOGRAFIA
 DAS
 PRÁTICAS
 COTIDIANAS
 EM
 CARIACICA,ES:
 CLICHÊS
 E
 SABERESFAZERES
 SOCIOAMBIENTAIS
NA
ATUALIDADE

 ANDREIA
TEIXEIRA
RAMOS
‐
SOLER
GONZALES
 
 DJ,
A
BATIDA
PEDAGÓGICA


 ANDREW
CÉSAR
BATISTA
CARNEIRO
‐
CAROLINE
NASCIMENTO
 
 FILOSOFIA
COM
CRIANÇAS:
REPENSANDO
O
CURRICULO
NA
EDUCAÇÃO
INFANTIL


 ANE
CAROLINE
GOMES
LACERDA

 
 UNIDADES
DE
EDUCAÇÃO
INFANTIL
UNIVERSITÁRIAS
E
O
COMPROMISSO
COM
A
INFÂNCIA

 BARBARA
FERNANDES
BERSOT

‐
TAYANE
PEIXOTO
BUENO
DOS
SANTOS
 
 OS
ENCONTROS
E
DESENCONTROS
DE
UMA
PROPOSTA:
ENTURMAÇÃO

 BIANCA
DA
SILVA
TOLEDO

 
 INICIAÇÃO
À
DOCÊNCIA,
APRENDIZAGEM
INVENTIVA
E
CARTOGRAFIA
NA
ESCOLA
BÁSICA
 CAMILA
CUPTI
DE
MEDEIROS
FRANÇA
‐
RENATA
DINIZ
CAVALLINI
 
 TEATRO
E
EDUCAÇÃO

 CAMILA
INGRID
DA
PAZ
‐
MONICA
REGO
BARROS
BARCELLOS
MELINA
 
 DESAFIOS
DA
DOCÊNCIA
NA
CONTEMPORANEIDADE:
SEXUALIDADE
NA
PRÉ‐ESCOLA

 CAMILA
REIS
DA
SILVA

 
 JURUJUBA:
UM
OLHAR
SOBRE
O
COTIDIANO
DOS
SUJEITOS
QUE
TECEM
OS
SEUS
“MITOS”
E
 SUAS
“VERDADES”

 CARINE
PINTO
LESSA

 
 A
 CONSTRUÇÃO
 SÓCIO‐HISTÓRICA
 DOS
 CURRÍCULOS
 ACADÊMICOS:
 CONTRIBUIÇÕES
 DOS
 APORTES
TEÓRICOS
DE
IVOR
GOOR
GOODSON
E
THOMAS
POPKEWITZ

 CARLA
VARGAS
PEDROSO
‐
TATIANE
CASTRO
DOS
SANTOS
 
 A
NECESSIDADE
DA
PRÁTICA
REFLEXIVA
NA
EDUCAÇÃO
INFANTIL

 CAROLINA
FERRAZ
FRAUCHES
CARVALHO

 
 PALAVRAVIVA:
NOSSO
PATRIMÔNIO
AFRICANO
E
INDÍGENA
 CAROLINE
 NASCIMENTO
 DE
 SOUZA
‐
 ANDREW
 CÉSAR
 BATISTA,
 MARIA
 DAS
 GRAÇAS
 GONÇALVES
 
 ALFABETIZAÇÃO
 E
 ENSINO
 DE
 CIÊNCIAS:
 POSSIBILIDADES
 AO
 ENSINAR/APRENDER
 COMO
 AMPLIAÇÃO
DA
PALAVRAMUNDO


 CELSO
SANCHEZ
‐
TIAGO
RIBEIRO
 
 MEMÓRIAS
 DE
 VIDA
 E
 FORMAÇÃO
 DOCENTE
 EM
 OFICINA
 PEDAGÓGICA‐
 POSSIBILDADES
 PARA
UMA
EDUCAÇÃO
ANTIRRACISTA



74


CINTHIA
DE
OLIVEIRA
DA
SILVA
‐
LUIZA
MACEDO
ALVES
‐

WALINGTON
 
 CORPOREIDADE
 NO
 COTIDIANO
 DAS
 AULAS
 DE
 EDUCAÇÃO
 FÍSICA‐
 INTERVENÇÃO
 E
 POSSIBILIDADES
EM
DUAS
TURMAS
DE
PROJETOS
DA
PREFEITURA
DO
RIO
DE
JANEIRO

 CINTIA
DE
ASSIS
RICARDO
DA
SILVA

 
 A
 RELAÇÃO
 PROFESSOR
 E
 ALUNO:
 UMA
 ANÁLISE
 DA
 AUTORIDADE,
 FRENTE
 OS
 DILEMAS
 E
 TENSÕES
PRESENTES
NA
S
ALA
DE
AULA
 CLÁUDIO
AMARAL
OVERNÉ

‐
ANDRÉIA
CRISTINI
MARCOS
MIRANDA
OVERNÉ
 
 CURRÍCULOS
E
EXPERIÊNCIAS
NOS
DIFERENCIADOS

 CRISTINA
LENS
BASTOS
DE
VARGAS

 
 PIBID
PORTUGUÊS
2011:
PRODUÇÃO
DE
TEXTOS
NA
ESCOLA
 DAIANA
LOMBARDI
DE
CUBA

‐
RENATA
BORGES
FERNANDES
SOUSA
 
 O
 LÚDICO
 AINDA
 É
 LÚDICO?
 DO
 USO
 COMO
 PRETEXTO
 PARA
 ENSINAR
 AO
 APROVEITAMENTO
 COMO
 MEIO
 DE
 DESENVOLVER
 HABILIDADES:
 CONTRIBUIÇÕES
 E
 DESCARACTERIZAÇÃO
NA
APROPRIAÇÃO
ESCOLAR
 DANIEL
PEREIRA
DE
OLIVEIRA

 
 COMO
 TENHO
 ME
 FORMADO
 PROFESSORA
 ALFABETIZADORA?
 DA
 FORMAÇÃO
 INICIAL
 ÀS
 EXPERIÊNCIAS
DO
COTIDIANO
 DANIELE
DE
ALMEIDA
GAMA

 
 INSERÇÃO
NA
CRECHE
E
FORMAÇÃO
DE
PROFESSORES

 DANIELE
VIEIRA
DE
AZEVEDO
‐
VERA
MARIA
RAMOS
DE
VASCONCELLOS
 
 RELAÇÕES
ÉTNICO‐RACIAIS
E
FORMAÇÃO
DE
PROFESSORES

 DANIELLE
TUDES
PEREIRA
SILVA

 
 AS
AVALIAÇÕES
EXTERNAS
E
O
COTIDIANO
EM
SALA
DE
AULA
 DANIELY
MOREIRA
VIEIRA
‐
MARCELA
SOARES
CAMPOS
BRAGA
 
 EDUCAÇÃO
QUILOMBOLA:
IDENTIDADE
E
CURRÍCULO

 DAYANA
DORIA
VIEIRA
‐
ALINE
DE
OLIVEIRA
BRAGA
 
 UMA
 ESCOLA
 POPULAR
 É
 POSSÍVEL?
 “DIALOGANDO
 COM
 UMA
 ESCOLA
 DE
 PERIFERIA
 URBANA”

 DOUGLAS
RODRIGUES
RIBEIRO

 
 SABERES
 DOCENTES
 E
 CULTURAS
 INFANTIS:
 A
 CIÊNCIA
 DOS
 HERÓIS
 EM
 UMA
 CRECHE
 UNIVERSITÁRIA

 EDMILSON
DOS
SANTOS
FERREIRA

 
 POLÍTICA
DE
CONTROLE
PÚBLICO
POR
MEIO
DA
AVALIAÇÃO
E
COTIDIANO
ESCOLAR:
O
QUE
 DIZEM
OS
PROFESSORES?

 ESTER
DE
AZEVEDO
CORRÊA
ASSUMPÇÃO

 
 A
LEITURA
DA
PALAVRA:
UMA
FERRAMENTA
PARA
LER
E
ESCREVER
O
MUNDO

 EVELYN
DOS
SANTOS
NASCIMENTO
‐
MARIA
INÊS
BARRETO
NETTO
 


75


PARES
‐
DIÁLOGOS,
PARCERIAS
E
INTERAÇÕES
NO
ESPAÇO
ESCOLAR:
IMPRESSÕES
INICIAIS

 FLÁVIA
 MARIA
 DE
 MENEZES
‐
 
ALINE
 FEITOSA
 PASCOAL
 ‐
 GABRIELA
 DE
 MORAES
 HARDOIN
 ‐
 NATÁLIA
 NASCIMENTO
 RODRIGUES
 ‐
 PAULINA
 DE
 ALMEIDA
 MARTINS
 MICELI
 ‐
 PRISCILA
 DE
 OLIVEIRA
DORNELLES
‐
ROSEMARY
BARBEITO
PAIS
 
 O
USO
DE
ANÁFORAS
INDIRETAS
EM
TEXTOS
ESCOLARES

 FRANCINI
MELLO
BENTO
DE
SENNE
MAREGA
–
MARCELO
ALEXANDRE
TEODORO
‐

JAURANICE
 RODRIGUES
CAVALCANTI
 
 POR
UM
QUALIDADE
EDUCATIVA
NA
AVALIAÇÃO
DO
ENSINO

 GERUZA
CRISTINA
MEIRELLES
VOLPE
‐
RUBENS
LUIZ
RODRIGUES
 
 MEMÓRIAS
E
NARRATIVAS
DAS
PRÁTICAS
COTIDIANAS
ESCOLARES
DO
CIPNNE/CIEP
236

 GILCELIA
BAPTISTA

 
 A
 FORMAÇÃO
 DA
 IDENTIDADE
 ÉTNICO‐RACIAL
 DA
 CRIANÇA
 BRASILEIRA
 NA
 CRECHE
 UFF:
 QUEM
SOU
EU?
ISSO
É
PAPEL
DA
ESCOLA?
 GISELA
MARIA
GOMES
DE
ALMEIDA
ALVES
MILAGRES




 

8
DE
AGOSTO
 

FOLCLORE
E
CULTURA
POPULAR
BRASILEIRA:
UMA
EXPERIÊNCIA
NA
EDUCAÇÃO
INFANTIL
A
 PARTIR
DO
JONGO
 GLÁUCIA
LUCIANA
DRUMOND
BISPO

 
 ASTÚCIAS
 E
 PRÁTICAS
 DE
 ALFABETIZAÇÃO
 EM
 UMA
 ESCOLA
 DE
 EDUCAÇÃO
 EM
 TEMPO
 INTEGRAL

 GRACIELE
FERNANDES
FERREIRA
MATTOS

 
 CULTURA
DIGITAL
NO
COTIDIANO
ESCOLAR

 GRAZIELE
ALVES
DE
LIRA
‐

HELEN
SANCHES
DA
COSTA
 
 (INSCRE)VENDO‐SE
 EM
 REDES
 DE
 FORMAÇÃO
 DOCENTE:
 NARRATIVAS
 E/DE
 EXPERIÊNCIAS
 ALFABETIZADORAS

 IGOR
HELAL
ANDERSON
‐
DENISE
LIMA
TARDAN
 
 O
PERÍODO
DE
INSERÇÃO
EM
UMA
CRECHE
MUNICIPAL
DO
RIO
DE
JANEIRO


 ISABELLE
BORGES
BASTOS
TOLEDO
DOS
SANTOS
‐
JULIANA
CUNHA
DA
COSTA
 
 UM
PROJETO
COM
PROFESSORES
E
CINEMA
 IZADORA
AGUEDA
OVELHA
‐

STEPHANY
ROCHA
REI
 
 CORPOREIDADE
 E
 DANÇA
 NAS
 PRÁTICAS
 EDUCATIVAS
 DO
 COTIDIANO
 DA
 EDUCAÇÃO
 DE
 JOVENS
E
ADULTOS

 JALMIRIS
REGINA
OLIVEIRA
REIS
SIMÃO

 
 A
 BRINCADEIRA
 NO
 ESPAÇO/TEMPO
 ESCOLAR:
 FAZER
 BRINCANDO
 OU
 BRINCANDO
 DE
 FAZER
 JAQUELINE
DE
FÁTIMA
RIBEIRO


 


76


OS
 SISTEMAS
 DE
 ENSINO
 APOSTILADOS
 (SAES),
 A
 AUTONOMIA
 DA
 ESCOLA
 E
 O
 LUGAR
 DA
 INFÂNCIA

 JÉSSICA
ANGELO
PEREIRA
‐
CRISLAYNE
COUTO
DA
SILVA


 
 A
PESQUISA
NA
FORMAÇÃO
DOCENTE

 JÉSSICA
MAYARA
SANTANA
DOS
SANTOS
‐
CRISTIANE
ELVIRA
DE
ASSIS
OLIVEIRA.
 
 A
 EXTENSÃO
 UNIVERSITÁRIA
 EM
 PERIFERIAS
 URBANAS:
 A
 EXPERIÊNCIA
 DO
 CURSO
 DE
 LÍNGUA
INGLESA
PARA
COMUNIDADE

 JOANA
DARC
RODRIGUS
FERREIRA


 
 LEITURA,
LITERATURA
E
FORMAÇÃO
INVENTIVA
DE
PROFESSORES

 JOICE
GABRIELA
ROCHA
BARROS
‐
ROSIMERI
DE
OLIVEIRA
DIAS
 
 GÊNERO
E
DUCAÇÃO
EM
DIREITOS
HUMANOS:
REFLEXÃO
E
EXPERIÊNCIA
PEDAGÓGICA

 JOICE
OLIVEIRA
NUNES

 
 AS
 CONCEPÇÕES
 DA
 APRENDIZAGEM
 NAS
 INQUIETAÇÕES
 COTIDIANAS
 DE
 UMA
 EDUCADORA

 JORGINA
DO
NASCIMENTO
MARTINS
‐

HÉLIDA
GMEINER
MATTA
 
 AVALIAÇÃO
E
PRODUÇÃO
CURRICULAR:
UM
DESEJO
DE
ACERTAR

 JULIANA
CAMILA
BARBOSA
MENDES

 
 AVALIAÇÃO
 E
 APRENDIZAGEM
 EM
 ARTES
 NO
 CONTEXTO
 ESCOLAR
 NA
 SME
 DO
 RIO
 DE
 JANEIRO:
PRÁTICAS
E
CONCEPÇÕES
FRENTE
À
ATUAL
POLÍTICA
EDUCACIONAL

 JULIANA
DAMIANI
DE
CARVALHO

 
 A
ESCOLA
PÚBLICA
É
PARA
TODOS.
E
A
CIDADE,
PARA
QUEM
É?

 JULIANA
DE
OLIVEIRA
BORGES

 
 QUESTÕES
ÉTNICAS
DENTRO
DO
MEIO
ESCOLAR
 
JULIANA
DOS
SANTOS
MEYNIEL

 
 CENTRO
 DE
 ESTUDOS:
 UM
 ESPAÇO
 PARA
 A
 FORMAÇÃO
 CONTINUADA
 DOS
 DOCENTES
 NO
 CAP‐ISERJ

 JULIANA
MACEDO

 
 ESPAÇO,
ARTE
E
EDUCAÇÃO:
A
ESCOLA
PENSADA
COM
AS
CRIANÇAS,
PARA
AS
CRIANÇAS
 
JULIANA
NOCCHI

 
 TEMPO
DA
BRINCADEIRA
 
JULIANA
RAMOS
DE
FARIA

 
 FOTOGRAFIAS
AFRODIASPÓRICAS
NUM
MUNDO
OCIDENTAL:
VERDADES
E
MENTIRAS
SOBRE
 O
OUTRO
 JULIANA
RIBEIRO

 
 UMA
HISTÓRIA
RECONTADA
A
PARTIR
DE
UM
FILME
 JULIANA
RODRIGUES
‐
THAÍS
MONTEIRO
SILVA
 


77


A
 ESCOLA
 INCORPORANDO
 “NOVOS”
 SENTIDOS
 AO
 CINEMA:
 LEITURAS
 DE
 CRIANÇAS
 E
 JOVENS
NA
CONTEMPORANEIDADE

 KELLY
MAIA
CORDEIRO
‐
ÉRICA
RIVAS
GATTO
 
 TRABALHANDO
COM
IMAGENS:NEGOCIAÇÕES
DURANTE
A
COLETA


 LAFANIA
 DA
 SILVA
 MENDES
‐
 
ANGELINA
 APARECIDA
 BARBOSA
 FERREIRA
 ‐
 BÁRBARA
 ALVES
 FERREIRA
‐
MITSI
PINEHIRO
LACERDA
 
 QUE
 LEITURA
 É
 ESSA
 QUE
 SE
 APRENDE/ENSINA
 NA
 ESCOLA?
 REVELAÇÕES
 DE
 CADERNOS
 ESCOLARES
DO
1º
ANO
DO
ENSINO
FUNDAMENTAL
 LAUDICÉIA
LEITE
TATAGIBA

 
 OFICINAS
DE
RELEVO:
OUTRO
ESPAÇO
PARA
SE
PENSAR
A
EDUCAÇÃO
DOS
ALUNOS
CEGOS
E
 COM
BAIXA
VISÃO
 LEIDIANE
DOS
SANTOS
AGUIAR
MACAMBIRA

 
 AS
 CRIANÇAS
 E
 OS
 “NOVOS”
 HERÓIS:
 EXPERIÊNCIAS
 SINGULARES
 NO
 ENSINO
 FUNDAMENTAL




 LENI
DOS
REIS
ARAUJO
‐

NATHALIA
BATISTA
DE
LIMA
 
 (RE)
CONSTRUINDO
PRÁTICAS
PEDAGÓGICAS:
DIÁLOGOS
COM
O
CURRÍCULO
NO
COTIDIANO
 ESCOLAR

 LIDIANE
MACIEL
MORAES
BENTES
‐

LUCIANA
SANTIAGO
DA
SILVA
 
 ENCONTROS
 E
 NARRATIVAS
 DA
 AFRODIÁSPORA:
 UMA
 EXPERIÊNCIA
 COM
 CRIANÇAS
 DE
 UMA
ESCOLA
PÚBLICA
EM
ACARI
 LÍLIAN
SILVA
DE
SANTANA
‐
LUANA
FRANCISCA
GOMES
DOS
SANTOS
 
 CONVERSAS
 DE
 TREM,
 DE
 ÔNIBUS,
 DE
 CARONAS...
 TECENDO
 REDES
 E
 CONSTRUINDO
 SABERES
 
LILIANE
CORREA
MESQUITA
NEVES

 
 COLCHA
DE
RETALHOS:
UMA
EXPERIÊNCIA
MICROPOLÍTICA
NA
INICIAÇÃO
A
DOCÊNCIA
 LUANA
PEREIRA
DE
SOUSA
‐

NERICE
DEOLINDA
ROZENDO
DOS
SANTOS
‐
RAYSA
FLÁVIA
SOUZA
 DA
SILVA
 
 A
 CARTOGRAFIA
 ESCOLAR
 ASSOCIADA
 ÀS
 TECNOLOGIAS
 DA
 INFORMAÇÃO
 NA
 COMPREENSÃO
DAS
NOÇÕES
DE
ESCALA
LOCAL
E
GLOBAL


 LUIS
CLAUDIO
DA
SILVA
DOS
SANTOS


 
 CONSTRUINDO
 OUTROS
 OLHARES
 SOBRE
 A
 ESCOLA:
 A
 PESQUISA
 COMO
 ESPAÇO
 DE
 (AUTO)FORMAÇÃO


 MAIRCE
DA
SILVA
ARAUJO
‐
PAULO
ROBERTO
SANTOS
DA
SILVA
‐
FRANCINE
AZEVEDO
ESTEVES
 
 O
 ENSINO
 DE
 LÍNGUA
 PORTUGUESA
 NA
 EDUCAÇÃO
 DE
 JOVENS
 E
 ADULTOS:
 PRÁTICAS
 PEDAGÓGICAS
DOCENTES
EM
UMA
ESCOLA
PÚBLICA
DE
SÃO
GONÇALO

 MARCELA
PARMANHANE
GUIMARÃES
GARCIA

 
 PAULO
 FREIRE
 E
 A
 POSSIBILIDADE
 DE
 REINVENÇÃO
 DA
 EDUCAÇÃO
 POPULAR
 NUMA
 PERSPECTIVA
ANTICOLONIAL
 MARCELA
PAULA
DE
MENDONÇA
‐
JOÃO
BAPTISTA
BASTOS
‐
ELDER
DOS
SANTOS
AZEVEDO

 


78


LIVROS
E
LEITURA
NA
PRIMEIRA
INFÂNCIA

 MARCELLI
MARTINS
DE
SOUZA

 QUAIS
 OS
 SENTIDOS
 DADOS
 À
 EDUCAÇÃO
 FÍSICA
 NOS
 CURRÍCULOS
 DE
 PEDAGOGIA
 DA
 UFRJ?

 MARCELO
DA
CUNHA
MATOS

 CURRÍCULO
 DO
 PROEJA:
 DESIGUALDADES
 SOCIAS
 NAS
 CONCEPÇÕES
 DOS
 PROFESSORES
 E
 ESTUDANTES
DO
PROEJA
NO
INSTITUTO
FEDERAL
DE
EDUCAÇÃO,
CIÊNCIA
E
TECNOLOGIA
DO
 SERTÃO
PERNAMBUCANO
–
CAMPUS
PETROLINA‐PE

 MARCIA
ARAUJO
RIBEIRO
LIMA
‐

(ORIENTADA
POR)
MÁRCIA
SOARES
DE
ALVARENGA
 INDAGAÇÕES
SOBRE
FORMAÇÃO
DE
EDUCADORES
PARA
A
DIVERSIDADE
E
INCLUSÃO

 MARCIA
ROXANA
CRUCES
CUEVAS

 A
MENINICE
DE
BISPO
DO
ROSÁRIO

 
JACINTHA
VARGAS
NETTO
‐
 NARRATIVASIMAGENS
 SOBRE
 VIOLÊNCIA
 PRODUZIDAS
 NOS
 COTIDIANOS
 ESCOLARES
 DO
 IFES
 MARIA
JOSÉ
CORRÊA
DE
SOUZA
‐

GABRIELA
FREIRE
OLIVEIRA
 PROJETO
 TENDAS
 DA
 INCLUSÃO:
 A
 UTILIZAÇÃO
 DA
 INFORMÁTICA
 EDUCACIONAL
 NA
 PROMOÇÃO
 DA
 INCLUSÃO
 DIGITAL
 DE
 CRIANÇAS
 E
 ADOLESCENTES
 EM
 VULNERABILIDADE
 SOCIAL
 MARIANA
CECÍLIA
DE
MATTOS
MARQUES
‐

ANA
CLÁUDIA
REIS
 A
 FACULDADE
 DE
 FORMAÇÃO
 DE
 PROFESSORES
 EM
 QUESTÃO:
 UM
 ESTUDO
 SOBRE
 O
 QUE
 DIZEM
OS
ESTUDANTES
EGRESSOS
SOBRE
SUAS
LICENCIATURAS
NA
FFP/UERJ

 MARIEL
COSTA
MODERNO

 A
INSTRUÇÃO
PÚBLICA
NOS
PERIÓDICOS
DE
NICTHEROY,
DURANTE
AS
DÉCADAS
DE
1870
A
 1889
 MARIENE
DA
SILVA
PEREIRA
‐
VERÔNICA
POUBEL
SIMÕES
 CONTANDO
HISTÓRIAS
E
OUVINDO
PAPOS
DE
PROFESSORAS
(CHOPP)

 MARINA
SANTOS
NUNES
DE
CAMPOS
‐

THIARA
CRISTINA
DE
LIMA,
LEANDRO
DE
SOUSA
CRUZ
 A
PRODUÇÃO
DO
CONHECIMENTO
NO
COTIDIANO
ESCOLAR

 MARLENE
NUNES
FERREIRA

 OFICINAS
 PEDAGÓGICAS
 NA
 EDUCAÇÃO
 DE
 JOVENS
 E
 ADULTOS
 TRABALHADORES:
 DIÁLOGOS
SOBRE
POLÍTICAS
DE
LEITURA
E
ESCRITA
 MILENA
 BITTENCOURT
 PEREIRA
‐
KESLEY
 VIEIRA
 RAMOS
 ‐
 MARCIA
 SOARES
 DE
 ALVARENGA
 ‐
 MARIA
LUIZA
WILKER
DA
SILVA
CORTES
 FORMAÇÃO
DE
PROFESSORES
E
PROCESSOS
IDENTITÁRIOS

 MÔNICA
DOS
SANTOS
MELO
‐

SILVIA
HELENA
FERREIRA
DA
SILVA
 


9
DE
AGOSTO


79


PROJETO
JOVENS
LEITORES:
CONTRIBUIÇÕES
PARA
A
FORMAÇÃO
DE
LEITORES?

 MONIQUE
GONÇALVES
ARAUJO

 
 “BRINCAR
É
COISA
SÉRIA”:
CONCEPÇÕES
SOBRE
O
BRINCAR
E
A
BRINCADEIRA
NO
CONTEXTO
 DA
EDUCAÇÃO
INFANTIL
 MURIELI
CALIXTO
DE
OLIVEIRA
FRANCISCO
‐

KATILAINE
OLIVEIRA
MENDONÇA
 
 ALFABETIZAÇÃO
 DE
 MULHERES
 SOB
 A
 PERSPECTIVA
 DE
 GÊNERO:
 A
 EXPERIÊNCIA
 DE
 MARROCOS
 
NÁDIA
CRISTINA
DE
LIMA
RODRIGUES
‐
MÁRJORIE
BOTELHO

 
 IMAGENS
 DA/NA
 ESCOLA:
 A
 PRÁTICA
 PEDAGÓGICA
 QUE
 SE
 REVELA/OCULTA
 NAS
 FOTOGRAFIAS
ESCOLARES

 NATÁLIA
VELLOSO
DE
CASTRO
COSTA
‐

MAIRCE
DA
SILVA
ARAÚJO
‐
KAYTRE
MATTOS
 
 AS
 CRIANÇAS
 E
 OS
 “NOVOS”
 HERÓIS:
 EXPERIÊNCIAS
 SINGULARES
 NO
 ENSINO
 FUNDAMENTAL
 
NATHALIA
BATISTA
DE
LIMA
‐

LENI
DOS
REIS
ARAUJO
 
 AS
 MICRO‐AÇÕES
 AFIRMATIVAS
 E
 A
 APLICAÇÃO
 DA
 LEI
 N.
 10.639/03
 NA
 ABORDAGEM
 DO
 "CICLO
DE
POLÍTICAS"

 NATHALY
PISÃO
DA
SILVA

 
 QUEM
QUER
SER
PROFESSOR
OU
PROFESSORA?
NOTAS
PRELIMINARES
DE
UMA
PESQUISA
 NEIVA
SANTOS
MASSON
FERNANDES

 
 PROGRAMA
 MAIS
 EDUCAÇÃO:
 POSSIBILIDADE
 DE
 EDUCAÇÃO
 INTEGRAL
 EM
 DUQUE
 DE
 CAXIAS

 PATRICIA
FLAVIA
MOTA

 
 REFLEXÕES
 SOBRE
 A
 PRÁTICA
 PEDAGÓGICA
 DO
 PROFESSOR‐PESQUISADOR:
 RELATOS
 DE
 EXPERIÊNCIA

 PAULA
RAMOS
FERREIRA

 
 QUALIDADE
 NA
 EDUCAÇÃO
 DE
 JOVENS
 E
 ADULTOS:
 DISCUTINDO
 A
 CONSTRUÇÃO
 DE
 INSTRUMENTO
DE
PESQUISA
PARA
ALUNOS
DE
EJA

 PEDRO
LUIZ
DE
ARAUJO
COSTA

‐

ANTONIO
CORDEIRO
SOBRINHO,
JEANE
COSTA
 
 CONCEPÇÕES
E
PRÁTICAS
DE
PROFESSORAS:
UM
INTERCAMBIAR
DE
OLHARES

 QUÉZIA
DOS
SANTOS
BERTOLDO
‐

ARIANE
RODRIGUES
GOMES
LEITE
‐
GLEICE
APARECIDA
DE
 MENEZES
HENRIQUES
‐
MAIARA
FERREIRA
DE
SOUZA
 
 GÊNERO
E
SEXUALIDADE
NO
COTIDIANO
ESCOLAR
E
O
LIVRO
DIDÁTICO

 RACHEL
MARIANO
PEREIRA

 
 O
 MAL‐ESTAR
 CONTEMPORÂNEO
 NA
 RELAÇÃO
 ENTRE
 OS
 JOVENS
 DA
 MODERNIDADE
 LÍQUIDA
E
A
ESCOLA
DA
MODERNIDADE
SÓLIDA
 
RAFAEL
AROSA
DE
MATTOS

 
 TEMPO
DO
CURRICULO
NO
COTIDIANO
ESCOLAR

 RAFAELA
APARECIDA
DE
ABREU
‐
KARLA
APARECIDA
GABRIEL


 


80


BIBLIOTECA
VIVA:
ANÁLISE
E
INTERVENÇÃO
NA
INICIAÇÃO
À
DOCÊNCIA

 RAFAELA
CORRÊA
‐

RENATA
DE
SOUZA
MOUR
‐
MÁRCIA
HELENA
UCHÔA
BARBOSA
 
 FORMAÇÃO
CONTINUADA:
TEORIA
E
PRÁTICA
NA
FORMAÇÃO
DO
EDUCADOR
REFLEXIVO

 REGINA
LUCIA
RIBEIRO
DA
SILVA
‐

GISELE
DE
OLIVEIRA
SILVA
 
 CONSIDERAÇÕES
 SOBRE
 AS
 POLÍTICAS
 DE
 LIVRO,
 LEITURA,
 LITERATURA
 E
 BIBLIOTECA
 NO
 MUNICÍPIO
DE
DUQUE
DE
CAXIAS

 REJANE
DA
SILVA
XAVIER

 
 AS
 (IN)ADEQUAÇÕES
 DO
 LIVRO
 DIDÁTICO
 NA
 EDUCAÇÃO
 INFANTIL:
 UMA
 ANÁLISE
 DO
 PROGRAMA
"ALFA
E
BETO
PRÉ‐ESCOLA"
NA
REDE
MUNICIPAL
DE
ENSINO
DA
CIDADE
DO
RIO
 DE
JANEIRO

 RENATA
DE
OLIVEIRA
RODRIGUES

 
 O
QUE
AS
CRIANÇAS
DIZEM
SOBRE
E
NA
ESCOLA:
ALGUMAS
REFLEXÕES
SOBRE
AS
LÓGICAS
 INFANTIS
E
SUAS
CONCEPÇÕES
ACERCA
DA
ESCOLA
 RENATA
KELLY
DO
ESPÍRITO
SANTO
‐

ÉRIKA
MARIA
ALBERNOZ
DA
SILVA
 
 AVALIAÇÃO,
CRISE
INSTITUCIONAL
E
RELAÇÕES
DE
PODER
NA
UNIVERSIDADE

 RICARDO
MIGUEL
DA
CONCEIÇÃO
PINA

 
 CLÁSSICOS
DA
LITERATURA
INFANTIL
DESENVOLVENDO
A
CRIATIVIDADE
NA
FORMAÇÃO
DE
 PROFESSORES


 ROGÉRIO
CARLOS
VIANNA
COUTINHO
‐

HELENA
AMARAL
DA
FONTOURA
 
 O
ACOLHIMENTO
NA
INSTITUCIONALIZAÇÃO
DA
PRIMEIRA
INFÂNCIA
 ROSANE
MONTEIRO
GOMES

 
 OS
 SABERES
 DOCENTES
 DOS
 PROFESSORES
 DE
 EDUCAÇÃO
 FÍSICA
 DAS
 ESCOLAS
 ESTADUAIS
 DE
JUIZ
DE
FORA
 
SARA
SILVA
DOS
SANTOS

‐

DANIELE
DUQUE
SOUZA
 
 MA
VIE
EM
ROSE:
CINEMA,
REPRESENTAÇÕES
E
IDENTIDADE
DE
GÊNERO
 SIMONE
GOMES
DA
COSTA



 
 A
 HISTÓRIA
 REVELANDO
 A
 IDENTIDADE
 E
 A
 MEMÓRIA
 DE
 UM
 POVO
 ‐
 PELO
 FIM
 DO
 PRECONCEITO

 STHEFANE
ALICIA
DE
OLIVEIRA
SILVA

 
 PRÁTICAS
 EMANCIPATÓRIAS
 E
 DEMOCRACIA:
 EM
 BUSCA
 DE
 SABERES/FAZERES
 NOS/DOS
 COTIDIANOS
NA/DA
EDUCAÇÃO
LIBERTÁRIA
 SUZANA
MARTINS
ESTEVES

 
 CONVERSADO
 SOBRE
 O
 PROCESSO
 DE
 INCLUSÃO
 ESCOLAR:
 UM
 DESAFIO
 A
 PARTIR
 DO
 ENSINO
COLABORATIVO
 
SUZANLI
ESTEF
DA
SILVA
‐

CARLA
FERNANDA
OLIVEIRA
DE
SIQUEIRA
 
 NUCLEAÇÃO
ESCOLAR:
O
PROCESSO
DE
FECHAMENTO
DE
ESCOLAS
RURAIS
NA
PERSPECTIVA
 DA
EDUCAÇÃO
DO
CAMPO
 TÁSSIA
GABRIELE
BALBI
DE
FIGUEIREDO
E
CORDEIRO

 


81


VOZES
DA
EDUCAÇÃO
EM
DADOS
E
IMAGENS:
DIALOGO
ENTRE
PESQUISA
E
EXTENSÃO
–
15
 ANOS
DE
UMA
HISTÓRIA
EM
MOVIMENTO
 TATIANA
 DUARTE
 MONTEIRO
‐
 THAMYRES
 CABRAL
 GOMES
 ‐
 
 NATANE
 MIRANDA
 DOS
 ANJOS
 MASSEAUX
 VIDAL
 ‐
 MARCELO
 VALENTE
 SOUSA
 ‐
 RAYANNE
 DE
 ANDRADE
 GONÇALVES
 ‐

 MAICON
SILVA
ALENTEJO


 
 MÚLTIPLAS
 LINGUAGENS
 NA
 TRANSIÇÃO
 DA
 EDUCAÇÃO
 INFANTIL
 PARA
 O
 ENSINO
 FUNDAMENTAL

 TATIANA
TARANTO
MARTINS
DOS
SANTOS
‐

MÁRCIA
MARIANA
SANTOS
OLIVEIRA
 
 MEMÓRIAS
 INFANTIS
 E
 CONSUMO:
 PROBLEMATIZANDO
 O
 CONSUMO
 DE
 CRIANÇAS
 NA
 ESCOLA
DE
EDUCAÇÃO
INFANTIL

 THATIANE
PINHO
DA
COSTA
‐

PAOLA
DIAS
DOS
SANTOS
 
 REDE
DE
SABERES:
ESTUDO
SOBRE
TROCA
DE
EXPERIÊNCIAS
DOCENTES

 VALÉRIA
DE
OLIVEIRA
XAVIER
DA
SILVA

 
 POR
 UMA
 PEDAGOGIA
 MULTICULTURAL:
 AS
 RELAÇÕES
 POSSÍVEIS
 ENTRE
 A
 ESCOLA
 E
 A
 CAPOEIRA
 VINÍCIUS
OLIVEIRA
PEREIRA

 
 PROJETO
AUTONOMIA:
QUALIDADE
PARA
A
EDUCAÇÃO
DE
JOVENS
E
ADULTOS?

 VIVIANE
 DE
 OLIVEIRA
 VERÍSSIMO
‐
 CINTIA
 TAVARES
 FERREIRA
 ‐
 LENIRA
 SANTOS
 SALLES
 ‐

 EDUARDO
ALVES
GOMES.
 
 O
 DESAFIO
 DE
 RESPONDER
 ÀS
 PRÁTICAS
 DE
 BULLYING
 NAS
 ESCOLAS:
 UMA
 ABORDAGEM
 CULTURAL

 WILLIAM
DE
GOES
RIBEIRO

 
 ÍNDICES
 E
 ORIGEM
 DA
 HOMOFOBIA
 DENTRO
 DO
 CURSO
 DE
 LICENCIATURA
 EM
 CIÊNCIAS
 BIOLÓGICAS
DO
IFES
CAMPUS
SANTA
TERESA
–
E.S

 YAN
FARIA
MOREIRA

 
 O
 QUE
 DIZEM
 OS
 DADOS
 SOBRE
 A
 REALIDADE
 DA
 EDUCAÇÃO

 DE
JOVENS
E
ADULTOS?


 ALINE
RODRIGUES
DE
SOUZA



 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


82


RESUMOS
 PRÁTICAS
COTIDIANAS
E
CURRÍCULO

 
 

A
CARTOGRAFIA
ESCOLAR
ASSOCIADA
ÀS
TECNOLOGIAS
DA
INFORMAÇÃO
NA
COMPREENSÃO
 DAS
NOÇÕES
DE
ESCALA
LOCAL
E
GLOBAL

Luis
Claudio
da
Silva
dos
Santos
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/UERJ‐FFP
 Segundo
os
parâmetros
curriculares
nacionais
de
geografia
o
aluno
deve
ser
incentivado
a
desenvolver
o
 espírito
de
pesquisa
para
compreender
melhor
sua
realidade.
A
função
do
ensino
de
geografia
na
escola
 é
impulsionar
a
construção
de
uma
consciência
espacial
nos/dos/com/os
educandos.
Com
o
advento
das
 TIC
(tecnologias
de
informação
e
comunicação)
e
seu
aproveitamento
pela
cartografia
digital,
o
espaço
 geográfico
passou
a
receber
novos
olhares.
O
presente
estudo
buscou
analisar
como
as
geotecnologias
 podem
 ser
 utilizadas
 na
 compreensão
 das
 noções
 de
 escala
 geográfica,
 permitindo
 uma
 análise
 mais
 próxima
da
realidade
dos
alunos.
Dessa
forma
foi
utilizada
a
produção
cartográfica
empírica
dos
alunos
 para,
a
partir
daí,
desenvolver
um
estudo
mais
complexo
e
abstrato.
Essas
noções
cartográficas
foram
 obtidas
 a
 partir
 de
 desenhos
 que
 buscavam
 analisar
 as
 noções
 de
 proporcionalidade
 e
 perspectiva
 já
 construída
pelos
alunos.
Com
o
auxílio
das
imagens
do
Google
Earth,
as
crianças
foram
visualizando
os
 fenômenos
 geográficos
 mais
 abstratos
 e
 em
 distintas
 escalas
 de
 análise,
 servindo
 de
 base
 para
 que
 fossem
feitos
novos
desenhos
(cartogramas)
pelos
próprios
alunos.
Partiram
de
sua
visão
geográfica
do
 mundo
e,
com
o
auxílio
das
imagens,
foram
criando
novos
desenhos
geográficos
com
mais
informações,
 tendo
 em
 vista
 que
 passaram
 a
 considerar
 novos
 fenômenos
 na
 sua
 própria
 realidade.
 A
 análise
 diferencial
 das
 espacialidades
 de
 cada
 fenômeno
 permitiu
 uma
 análise
 mais
 complexa
 e
 menos
 alienante
 das
 condições
 geográficas
 que
 cercam
 os
 alunos.
 Ao
 que
 tudo
 indica,
 os
 educandos
 foram
 adquirindo
a
consciência
do
espaço
em
que
vivem
e
atuam
a
partir
do
entendimento
dos
mapas
criados
 pelos
mesmos.


 
 Palavras‐chave:
tecnologias,
escalas
geográficas,
espacialidade
diferencial,
produção
de
mapas.




A
ESCOLA
DE
TEMPO
INTEGRAL
NA
PERSPECTIVA
DOS
(AS)
PROFESSORES
(AS)
 

Nailda
Marinho
da
Costa
Bonato
 Natacha
Fernandes
Cascon
 
 A
apresentação
faz
parte
de
pesquisa
institucional
que
vem
sendo
desenvolvida
sobre
tempos
e
espaços
 em
escolas
que
funcionam
em
tempo
integral/ampliado
no
estado
do
Rio
de
Janeiro.
A
pesquisa
focaliza
 as
concepções
de
professores(as)
que
atuam
direta
ou
indiretamente
neste
tipo
de
escola,
considerando
 os
seus
diversos
formatos.
Buscando
um
fio
histórico
inicialmente
analisamos
falas
de
professores
sobre
 os
 Centros
 Integrados
 de
 Educação
 Pública
 –
 CIEPs,
 implantados
 na
 década
 de
 1980
 na
 forma
 de
 PEE
 (Programas
 Especiais
 de
 Educação),
 mas
 também
 chegamos
 a
 professores
 de
 escolas
 que
 adotam
 o
 modelo
 da
 cidade
 educadora.
 A
 investigação
 adota
 como
 metodologia
 a
 pesquisa
 e
 a
 análise
 documental,
 a
 pesquisa
 bibliográfica
 e
 a
 realização
 de
 entrevistas
 semi‐estruturadas
 com
 o
 corpo
 docente
 das
 escolas.
 O
 objetivo
 primeiro
 é
 contribuir
 com
 o
 debate
 sobre
 o
 oferecimento
 de
 uma
 educação
pública
de
qualidade
e
no
caso
específico
em
tempo
integral/ampliado.
Para
esse
estudo
as
 obras
de
Elias,
Coelho
e
Cavalieri,
Silva,
Maurício,
Mignot,
Moreira,
entre
outras,
são
significativas.
Para
 efeito
da
apresentação
no
evento,
focaremos
especialmente
questões
colocadas
em
torno
do
formato
e
 do
currículo.



 
 Palavras‐chave:
 tempo
 Integral,
 educação
 Integral,
 Centro
 Integrado
 de
 Educação
 Pública,
 Cidade
 Educadora.






 A
ESCOLA
PÚBLICA
É
PARA
TODOS.
E
A
CIDADE,
PARA
QUEM
É?




83



 Juliana
de
Oliveira
Borges




Um
estudo
sobre
crianças,
cidades
e
alfabetização
patrimonial.
Este
trabalho
faz
tarde
da
pesquisa
de
 Mestrado
que
está
em
desenvolvimento.
O
objetivo
é
fazer
uma
breve
análise
da
qualidade
do
ensino
 fundamental
a
partir
de
avaliações
oficiais
e,
a
partir
deste
resultado,
propor
a
Alfabetização
Patrimonial
 como
uma
estratégia
de
melhoramento
deste
nível
de
ensino.
Procura
refletir
sobre
aspectos
teóricos
e
 metodológicos
da
ação
da
Alfabetização
Patrimonial,
que
tem
por
objetivo
o
estabelecimento
de
novas
 relações
de
apropriação
da
cidade
por
parte
das
crianças
e
adolescentes,
desenvolvendo
uma
relação
de
 pertencimento
entre
as
novas
gerações
e
o
patrimônio
que
lhes
foi
legado,
que
elas
se
reconheçam
e
 reconheçam
 naquele
 patrimônio
 um
 pedaço
 de
 suas
 histórias
 e
 de
 seus
 descendentes,
 estabelecendo
 novos
 lugares
 e
 suportes
 para
 a
 educação.
 Os
 jovens,
 imersos
 em
 uma
 cultura
 digital,
 têm
 uma
 forte
 tendência
 em
 ignorar
 o
 antigo,
 tudo
 aquilo
 que
 nossos
 antepassados
 foram
 testemunhas.
 A
 Alfabetização
Patrimonial,
ao
tentar
buscar
o
passado
para
trazer
questões
para
o
futuro,
torna‐se
um
 poderoso
instrumento
no
processo
de
reencontro
do
indivíduo
consigo
mesmo.ao
perceber
seu
entorno
 e
 a
 si
 mesmo
 em
 seu
 contexto
 cultural
 como
 um
 todo,
 transforma‐se
 em
 principal
 agente
 de
 preservação,
aumentando
sua
auto‐estima.
A
cidade
é,
neste
contexto,
uma
fonte
rica
para
o
campo
de
 estudo.
 Serão
 mostradas
 algumas
 atividades
 relacionadas
 à
 Alfabetização
 Patrimonial
 realizadas
 em
 uma
escola
pública
do
município
do
Rio
de
Janeiro.
Assim,
pensamos
neste
tema
como
uma
estratégia
 de
aproximação
do
aluno
em
relação
à
escola.


 Palavras‐chave:
 educação
 patrimonial,
 alfabetização
 patrimonial,
 ensino
 fundamental,
 qualidade
 da
 educação.





Gilton
Francisco
Sousa
de
Andrade
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UNIRIO
 
 Este
trabalho
tem
como
objetivo
analisar
as
“vozes”
de
jovens
do
ensino
médio
de
uma
escola
pública
 estadual
situada
no
Município
do
Rio
de
Janeiro
a
respeito
da
escolha
profissional
destes
para
o
ensino
 superior.
 Cabe
 destacar
 que
 o
 mesmo
 insere‐se
 na
 pesquisa
 de
 mestrado
 que
 se
 encontra
 em
 desenvolvimento,
 intitulado
 “Escolha
 profissional
 para
 o
 ensino
 superior:
 vozes
 de
 jovens
 do
 ensino
 médio
 de
 escola
 pública”.
 Trata‐se
 de
 uma
 pesquisa
 qualitativa,
 tendo
 como
 abordagem
 teórico‐ metodológica
o
materialismo
histórico
dialético.
Utilizou‐se
como
instrumento
de
pesquisa
a
entrevista
 semi‐estruturada,
sendo
entrevistados
doze
estudantes:
seis
do
sexo
masculino
e
seis
do
sexo
feminino
 que
se
encontram
na
faixa
etária
de
18
a
29
anos,
estudantes
do
3º
ano
do
ensino
médio
que
estudam
 no
 turno
 noturno;
 além
 da
 orientadora
 educacional.
 Realizou‐se
 a
 pesquisa
 numa
 escola
 estadual
 por
 considerar
esta
o
espaço
onde
adentram
os
jovens
da
classe
trabalhadora.
Nesse
sentido,
cabe
reflexão
 tanto
 em
 relação
 à
 escolha
 profissional
 desses
 jovens
 quanto
 também
 na
 formação
 dos
 mesmos,
 pensando
nestes
como
novos
intelectuais.
Em
relação
a
esse
aspecto,
teremos
como
base
de
estudo
os
 escritos
de
Gramsci,
principalmente
no
seu
livro
“Os
Intelectuais
e
a
organização
da
cultura”.
O
estudo
 em
 destaque
 dará
 ênfase
 a
 dois
 momentos
 da
 história
 brasileira:
 o
 primeiro
 refere‐se
 ao
 período
 do
 governo
 militar
 e
 o
 segundo
 refere‐se
 ao
 período
 pós
 década
 de
 1990.
 Tais
 períodos
 marcam‐se
 por
 profundas
 transformações
 tanto
 no
 aspecto
 educacional
 quanto
 nos
 aspectos
 econômico,
 social
 e
 político,
 cabendo
 perguntar
 se
 e
 de
 que
 forma
 influencia(ra)m
 os
 jovens,
 principalmente
 aqueles
 de
 baixa
renda,
dos
dias
atuais
em
sua
escolha
profissional.



 
 Palavras‐chave:
jovens,
ensino
médio,
ensino
superior,
escolha
profissional.






 A
ESCOLHA
PROFISSIONAL
PARA
O
ENSINO
SUPERIOR
EM
DISCUSSÃO:
 ANÁLISE
DAS
“VOZES”
DE
JOVENS
 



 A
FILOSOFIA
COMO
DISCIPLINA
CURRICULAR
OBRIGATÓRIA:
DESAFIOS
DO
SEU
ENSINO
NO
 ESPAÇOTEMPO
ESCOLAR



 Maria
Paula
Pinto
dos
Santos
Belcavello
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/UFJF





































 
Tarcísio
Jorge
Santos
Pinto


84


O
 presente
 trabalho
 tem
 por
 objetivo
 proporcionar
 uma
 reflexão
 acerca
 do
 ensino
 de
 Filosofia
 no
 espaçotempo
 escolar,
 sobretudo
 após
 seu
 retorno
 como
 disciplina
 curricular
 obrigatória,
 em
 todos
 os
 anos
 do
 Ensino
 Médio.
 Num
 diálogo
 com
 diversos
 autores,
 busca‐se
 unir
 vozes
 para
 que
 se
 possa
 refletir,
 discutir
 e
 repensar
 a
 relação:
 Filosofia,
 filosofar
 e
 educação,
 na
 qual
 o
 filosofar
 se
 apresenta
 como
instrumento
capaz
de
coadjuvar
na
construção
de
um
pensamento
livre.
A
presença
da
Filosofia,
 como
 disciplina
 curricular,
 sempre
 foi
 oscilante
 desde
 o
 Brasil
 colônia.
 Defender
 sua
 presença
 nos
 currículos
 não
 é
 o
 que
 está
 em
 discussão.
 Não
 se
 trata
 de
 uma
 questão
 de
 disciplina,
 mas
 de
 uma
 relação
com
o
saber.
O
que
precisa
ser
considerado
é
a
forma
com
que
a
mesma
será
inserida:
se
com
o
 propósito
de
formação
de
um
pensamento
autônomo
do
indivíduo,
a
partir
da
experiência
do
conceito,
 ou,
simplesmente,
como
um
emaranhado
de
conteúdos
que
o
educando
tem
que
assimilar
e
reproduzir
 sem
que
possa
compreendê‐los
realmente
e
ressignificá‐los
no
seu
cotidiano.
Assim
sendo,
é
imperativo
 refletir
 sobre
 o
 sentido
 da
 Filosofia
 nas
 práticas
 educacionais,
 pois
 acreditar
 que
 ela
 está
 sempre
 a
 serviço
de
algo,
como
a
cidadania,
é
uma
atitude
essencialmente
antifilosófica
(GALLO,
2010).
A
Filosofia
 se
 faz
 necessária
 nos
 currículos,
 se
 justificando
 por
 oportunizar
 aos
 estudantes
 a
 experiência
 do
 conceito,
 que
 somente
 ela
 pode
 proporcionar.
 Portanto,
 não
 pode
 ser
 instrumentalizada,
 servindo,
 apenas,
como
um
meio
para
se
chegar
a
um
determinado
fim,
pois
ela
já
se
define
como
um
fim
em
si
 mesma
 e
 seu
 exercício
 impede
 o
 permanecer
 pensando
 como
 se
 pensava
 (GALLO;
 KOHAN,
 2000),
 permitindo,
destarte,
trocar
a
passividade
por
um
diálogo
com
a
realidade,
rejeitando
toda
e
qualquer
 forma
de
manipulação
do
ser
e
da
vida.



 

 
 Palavras‐chave:
filosofia,
filosofar,
educação,
cotidiano.



 


Thais
Vianna
Maia
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UERJ
 
 O
 presente
 estudo
 tem
 como
 objetivo
 analisar
 a
 investigação
 do
 cotidiano
 escolar
 no
 campo
 do
 currículo
utilizando
o
aporte
teórico
de
Stephen
Ball
(1994).
Esta
investigação
se
faz,
assim,
com
base
no
 referencial
 analítico
 do
 ciclo
 contínuo
 de
 políticas
 de
 Stephen
 Ball
 (1994),
 que
 utiliza
 três
 contextos
 principais
 para
 analisar
 a
 produção
 de
 políticas:
 o
 contexto
 de
 influência,
 o
 contexto
 de
 produção
 de
 textos
 e
 o
 contexto
 da
 prática,
 que
 será
 utilizado
 aqui
 em
 seu
 potencial
 analítico
 das
 questões
 curriculares
 na
 escola.
 Os
 estudos
 que
 valorizam
 essas
 instâncias
 micro
 no
 campo
 do
 currículo,
 mais
 especificamente
 as
 investigações
 realizadas
 nas
 escolas
 utilizam‐se
 mais
 frequentemente
 da
 metodologia
 da
 etnografia,
 através
 da
 observação
 do
 cotidiano
 escolar,
 bem
 como,
 a
 realização
 de
 entrevistas
 e
 questionários.
 Esses
 estudos
 estão
 também
 mais
 fortemente
 vinculados
 a
 perspectivas
 teóricas
pós‐estruturais
e/ou
pós‐modernas.
A
dualidade
entre
as
relações
macro/micro
é
debatida
no
 sentido
de
superação
desta
dicotomia
que
ainda
se
faz
presente
em
algumas
pesquisas
desenvolvidas
 no
campo.
Nesse
sentido,
este
trabalho
intenta
delinear
alguns
apontamentos
teóricos
que
nos
levam
a
 ressaltar
a
importância
do
espaço
escolar
como
um
espaço
de
pesquisa
dentro
do
campo
do
currículo.



 
 Palavras‐chave:
currículo,
relações
macro/micro,
etnografia.
 


A
INVESTIGAÇÃO
DO
COTIDIANO
ESCOLAR
NO
CAMPO
DO
CURRÍCULO:
 O
CONTEXTO
DA
PRÁTICA
 


A
LEITURA
DA
PALAVRA:
FERRAMENTA
PARA
LER
E
ESCREVER
O
MUNDO


 Evelyn
dos
Santos
Nascimento
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
FI
Maria
Thereza
 Maria
Inês
Barreto
Netto
 
 Esse
trabalho
de
iniciação
científica
(graduação
em
pedagogia)
está
situado
nas
discussões
em
torno
da
 importância
do
ato
de
ler.
Nele
busco
compreender
como
professoras
podem
usar
a
leitura
como
uma
 ferramenta
para
mudança
social,
uma
vez
que
ela
possibilita
a
construção
de
novas
ideias.
Para
tanto,
é
 apontado
neste
estudo
a
educação
infantil
como
o
grande
início
do
sistema
escolar
para
a
realização
de
 práticas
 de
 letramento,
 ou
 seja,
 de
 práticas
 pedagógicas
 com
 a
 linguagem
 escrita
 como
 um
 bem
 cultural.
 Para
 responder
 à
 pergunta
 central
 desta
 temática
 foi
 realizada
 uma
 pesquisa
 qualitativa
 que
 abrange
 um
 estudo
 bibliográfico
 e
 a
 realização
 de
 entrevistas
 semiestruturadas
 com
 professoras
 da


85


educação
 infantil
 de
 uma
 escola
 municipal
 de
 Niterói.
 Por
 meio
 delas
 foram
 coletados
 e
 analisados
 dados
 sobre
 a
 possibilidade
 e
 a
 necessidade
 de
 ensinar
 letrando
 por
 meio
 de
 práticas
 que
 não
 são
 comumente
vistas
em
nossas
escolas
de
educação
infantil.
Essas
práticas
e
a
palavra
das
professoras
a
 respeito
do
trabalho
delas
com
a
linguagem
escrita
concebida
como
um
bem
cultural
é
que
são
trazidas
 pela
 pesquisa.
 Compreender
 as
 formas
 pelas
 quais
 a
 cultura
 letrada
 atua
 na
 sociedade
 é
 uma
 ferramenta
que
pode
facilitar
o
trabalho
da
professora
e
o
aprendizado
dos
alunos.
Ensinar
letrando
é
 muito
 mais
 que
 ter
 práticas
 contextualizadas,
 é
 proporcionar
 à
 criança
 da
 educação
 infantil
 compreender
a
forma
como
a
leitura
e
a
escrita
são
realizadas
na
sociedade.
É,
então,
apresentada
aqui
 a
palavra
como
ferramenta
para
ler
e
escrever
o
mundo.
A
ferramenta
está
à
disposição
de
muitos,
o
 grande
diferencial
é
o
uso
que
se
faz
dela.
Essa
pesquisa
usa
e
abusa
da
palavra.
A
palavra
possui
grande
 poder,
mas
são
poucos
os
que
sabem
utilizá‐la.


 
 Palavras‐chave:
letramento,
leitura‐escrita,
Educação
Infantil,
práticas
docentes.


 


A
LINGUAGEM
DO
ALUNO
DO
CAMPO
E
A
CULTURA
ESCOLAR:
UM
ESTUDO
SOBRE
 A
CULTURA
E
O
CAMPESINATO
NA
ESCOLA
BÁSICA

Luciene
Perini
‐
Professor(a)
do
Ensino
Superior/FARESE‐ES
 
 Este
 estudo
 aborda
 o
 processo
 ensino‐aprendizagem
 de
 Língua
 Portuguesa
 num
 espaço
 onde
 se
 encontram
alunos/as
provenientes
do
meio
campesino.
Parte
da
problemática
verificada
na
construção
 de
projetos
de
ensino
em
escola
que
recebe
filhos/as
de
trabalhadores/as
do
campo,
especialmente,
no
 que
se
refere
à
importância
de
se
levar
em
conta
o
contexto
produtivo,
a
cultura
e
a
linguagem.
Reflete
 sobre
 os
 conceitos
 de
 cultura
 e
 a
 produção
 de
 sentidos.
 Direciona‐se
 às
 questões
 relacionadas
 às
 diversas
linguagens
que
chegam
à
escola;
foca
em
especial
o
ensino
da
língua
materna;
o
preconceito
 linguístico;
o
texto
como
unidade
de
ensino‐aprendizagem;
os
gêneros
textuais;
e,
a
produção
de
textos.
 Recorre
 ao
 referencial
 teórico
 de
 Freire,
 Vigotsky,
 Bakhtin,
 Geraldi,
 Bagno,
 para
 construir
 as
 bases
 da
 reflexão
 e
 das
 análises.
 Investiga
 uma
 classe
 de
 alunos
 da
 5ª
 série,
 de
 uma
 escola
 de
 Ensino
 Fundamental
 em
 Santa
 Teresa/Es.
 Para
 tanto,
 realiza
 entrevistas,
 discussões
 com
 grupos
 focais,
 observação
em
sala
de
aula
e
atividades
intervencionistas,
junto
aos
professores
de
Língua
Portuguesa
e
 também
 junto
 aos
 alunos,
 discutindo
 e
 produzindo
 textos.
 Constatou
 que
 o
 conhecimento
 de
 mundo
 do/a
 aluno/a
 e
 suas
 circunstâncias
 históricas
 constituem
 o
 contexto
 do
 discurso
 que
 ele/a
 produzirá.
 Destaca
a
necessidade
de
entender
a
escola
como
um
lugar
de
cruzamento
de
culturas
e
ter
uma
nova
 postura
 perante
 as
 culturas
 que
 se
 entrelaçam
 no
 espaço
 escolar,
 reconhecendo
 diferentes
 sujeitos
 socioculturais
 presentes
 em
 seu
 meio.
 Sobretudo,
 defende
 que
 a
 escola,
 que
 recebe
 o/a
 filho/a
 do
 homem
 do
 campo,
 precisa
 pensar
 uma
 educação
 que
 respeite
 esta
 cultura;
 que
 assuma
 também
 a
 identidade
 do
 meio
 campesino;
 que
 valorize
 o
 saber
 do
 campo;
 que
 respeite
 a
 linguagem
 e
 a
 história
 dos
 sujeitos;
 e,
 ainda,
 que
 possibilite
 a
 construção
 de
 conhecimentos
 à
 criança,
 na
 resolução
 de
 problemas
que
emergem
de
seu
espaço
vivido.



 
 Palavras‐chave:
Ensino
da
língua
materna,
cultura,
educação
do
campo,
linguagem.



 
 


A
MEDIAÇÃO
DOS
DISPOSITIVOS
MÓVEIS
NAS
PRÁTICAS
ESCOLARES

Helenice
Mirabelli
Cassino
Ferreira
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/UERJ
 O
texto
apresenta
os
resultados
parciais
de
um
estudo
de
doutorado
que
tem
como
procedimento
de
 pesquisa
a
realização
de
oficinas
de
produção
de
imagens
sobre
a
cidade
e
visa
contribuir
para
refletir
 sobre
o
encontro
entre
o
currículo
e
as
práticas
escolares
com
a
cultura
da
mobilidade.
Por
cultura
da
 mobilidade
 entende‐se
 o
 atual
 estágio
 que
 hoje
 caracteriza
 a
 cibercultura,
 quando
 os
 usos
 de
 dispositivos
 móveis
 e
 ubíquos
 constituem
 os
 modos
 de
 ser
 dos
 sujeitos
 na
 contemporaneidade,
 principalmente
 de
 jovens
 moradores
 das
 cidades.
 O
 estudo,
 situado
 no
 campo
 dos
 debates
 sobre
 juventude,
cultura
digital
e
educação,
é
desenvolvido
tendo
como
pressupostos
teórico‐metodológicos
 as
 ideias
 de
 alteridade,
 dialogismo
 e
 exotopia
 desenvolvidos
 por
 Bakhtin
 e
 pretende
 investigar
 se
 os


86


"sentidos
 de
 lugar",
 constituídos
 pela
 mediação
 dos
 dispositivos
 móveis,
 podem
 resignificar
 a
 relação
 que
os
alunos
mantêm
com
o
ensino
escolar,
fazendo
uso
de
narrativas
que
privilegiem
as
linguagens
 hipermidiáticas.


 Palavras‐chave:
educação,
cultura
da
mobilidade,
mediação
técnica,
linguagens
hipermidiáticas.



A
PESQUISA
NA
FORMAÇÃO
DOCENTE























Jéssica
Mayara
Santana
dos
Santos
 Cristiane
Elvira
de
Assis
Oliveira
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
UFJF
 

 Este
texto
tem
como
objetivo
narrar
nossas
experiências
com
a
pesquisa
tecida
no
grupo
de
estudos
e
 no
cotidiano
escolar.
Nosso
contato
com
a
pesquisa
se
deu
no
grupo
de
estudos,
o
qual
se
constitui
na
 relação
 entre
 pesquisa,
 ensino
 e
 extensão.
 Esse
 contato
 foi
 viabilizado
 através
 do
 curso
 de
 formação
 inicial
 de
 Pedagogia.
 Atualmente,
 estamos
 participando
 de
 um
 projeto
 de
 pesquisa
 e
 extensão
 que
 se
 faz
na
parceria
entre
Universidade
e
escola,
fator
de
fundamental
importância
em
nossa
formação,
pois
 consideramos
 a
 pesquisa
 como
 eixo
 da
 formação
 docente
 (ESTEBAN;
 ZACCUR,
 2002).
 Freire
 (1996)
 defende
 que
 a
 pesquisa
 faz
 parte
 da
 natureza
 da
 prática
 docente,
 pois
 não
 há
 ensino
 sem
 pesquisa
 e
 pesquisa
 sem
 ensino.
 No
 grupo
 de
 pesquisa
 temos
 a
 oportunidade
 de
 tecermos
 aprofundamentos
 teóricospráticos
 das
 questões
 que
 permeiam
 a
 escola
 e
 a
 educação,
 o
 que
 permite
 ampliar
 os
 conhecimentos
 aprendidos
 e
 compartilhados
 na
 sala
 de
 aula
 e
 aqueles
 que
 perpassam
 os
 cotidianos
 escolares,
vez
que
a
formação
docente
envolve
múltiplos
saberesfazeres.
No
cotidiano
escolar
podemos
 experienciar
o
movimento
da
práticateoriaprática
(ALVES,
2010),
ou
seja,
temos
a
possibilidade
de
partir
 das
 práticas
 cotidianas,
 buscar
 propostas
 para
 (re)significá‐las,
 produzindo
 teorias.
 Podemos,
 assim,
 dizer
 que
 na
 experiência
 com
 a
 pesquisa,
 na
 interface
 com
 a
 escola,
 estamos
 tendo
 não
 apenas
 uma
 formação
acadêmica
e
profissional,
mas
também
uma
formação
teóricaprática
para
a
vida,
que
implica
 em
outras
maneiras
de
nos
relacionarmos
com
os
cotidianos
experienciados.


 Palavras‐chave:
experiência,
pesquisa,
cotidiano,
formação
docente.



A
PRODUÇÃO
DO
CONHECIMENTO
NO
COTIDIANO
ESCOLAR


 Marlene
Nunes
Ferreira
 


 Vivemos
 em
 uma
 sociedade
 onde
 a
 multiplicidade
 de
 linguagens
 se
 faz
 presente
 no
 cotidiano
 dos
 estudantes,
seja
por
meio
do
suporte
impresso
ou
das
mídias
digitais
que
permeiam
seu
cotidiano.
Em
 contrapartida,
a
escola,
que
tem
a
função
de
formar
e
informar
assume
uma
postura
distanciada
destes
 recursos
 e
 raramente
 lança
 mão
 destas
 ferramentas
 para
 tornar
 o
 aprendizado
 mais
 interessante,
 embora
algumas
escolas,
até
com
menos
recurso,
desenvolvem
um
trabalho
diferenciado.
Costumamos
 usar
a
palavra
leitura
significando
leitura
de
texto.
Uma
leitura
que
requer
decifrar
signos,
letras,
sinais
 convencionados,
que
nos
remetem
ao
universo
da
linguagem
oral.
Ler
um
texto
é
ler
o
registro
de
nossa
 comunicação
 verbal,
 no
 qual
 as
 palavras
 contam
 os
 significados.
 Essa
 é
 uma
 maneira
 de
 ler
 o
 mundo.
 Uma
 maneira
 importante,
 que
 traz
 informação,
 troca,
 que
 alarga
 horizontes
 e
 permite
 a
 constante
 ampliação
 dos
 níveis
 de
 consciência
 humana.
 Imagens
 que
 preenchem
 nossos
 olhos
 do
 momento
 em
 que
 acordamos
 até
 a
 hora
 de
 dormir.
 São
 paisagens
 da
 cidade,
 do
 campo,
 das
 ruas,
 das
 casas,
 por
 dentro,
por
fora,
dos
outdoors,
dos
livros,
revistas,
TVs.
Imagens
cheias
de
objetos
e
sujeitos.
Ao
deitar
o
 olhar
sobre
uma
determinada
imagem,
podemos,
por
exemplo,
fazer
conexões
com
as
nossas
memórias
 bem
como
incorporar
novos
conhecimentos
de
um
modo
não
intencional,
mas
sim
causal.
Vivemos
um
 período
 de
 negação
 do
 livro
 de
 imagem,
 na
 escola,
 pelo
 não
 reconhecimento
 das
 imagens
 como
 uma
 linguagem
comunicadora,
provocadora,
reflexiva
e,
portanto,
capaz
de
produzir
conhecimento.



 
 Palavras‐chave:
Educação,
imagem,
cotidiana
e
produção
de
conhecimento.





87


A
RELIGIÃO
NO
ESPAÇO
PÚBLICO:
O
DISCURSO
RELIGIOSO
EM
UMA
ESCOLA
DE
EDUCAÇÃO
 INFANTIL
EM
DUQUE
DE
CAXIAS
(RJ)

Jordanna
Castelo
Branco
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/UFRJ
 Vânia
Claudia
Fernandes
 


 A
presença
da
religião
no
espaço
escolar
público
é
um
tema
recorrente
nos
debates
contemporâneos
no
 Brasil.
 Dada
 sua
 importância,
 torna‐se
 necessário
 conhecer
 a
 realidade
 desse
 ambiente
 tão
 disputado
 pelas
religiões
hegemônicas.
Foi
com
este
propósito
que
se
desenvolveu
no
Programa
de
Pós‐graduação
 de
 Educação
 da
 Universidade
 Federal
 do
 Rio
 de
 Janeiro
 a
 pesquisa
 intitulada
 o
 discurso
 religioso
 em
 uma
 escola
 de
 Educação
 infantil,
 cujos
 resultados
 serão
 apresentados
 neste
 trabalho.
 A
 pesquisa
 foi
 desenvolvida
em
uma
escola
de
educação
infantil
no
município
de
Duque
de
Caxias
que
integra
a
região
 metropolitana
 do
 Rio
 de
 Janeiro,
 no
 período
 de
 outubro
 de
 2010
 a
 setembro
 de
 2011.
 Privilegiou‐se
 como
 recurso
 metodológico
 a
 pesquisa
 qualitativa.
 Ademais,
 foram
 realizadas
 entrevistas
 com
 professores
e
diretores
e
observadas
as
aulas
e
o
espaço
escolar
a
fim
de
conhecer
esse
ambiente.
Para
 melhor
 compreender
 o
 universo
 infantil,
 Walter
 Benjamin
 (1993)
 e
 Nunes
 e
 Carvalho
 (2009)
 foram
 os
 referenciais
adotados.
Bakhtin
(1998)
forneceu
embasamento
para
interpretar
os
discursos
presentes
na
 escola
 e
 autores
 como
 Cruz
 Esquivel
 (2008)
 e
 Cunha
 (2007)
 foram
 essenciais
 para
 reflexão
 sobre
 a
 complexa
 e
 polêmica
 relação
 entre
 política
 e
 religião
 na
 escola
 pública
 brasileira.
 A
 pesquisa
 sobre
 o
 ensino
 religioso
 situa‐se
 confluência
 entre
 os
 estudos
 da
 linguagem,
 das
 políticas
 públicas,
 com
 destaque
para
aquelas
que
discutem
a
religião
na
escola
pública
da
educação
infantil
e
da
sociologia
da
 infância.
 Os
 resultados
 permitiram
 concluir
 que
 as
 práticas
 nas
 escolas
 públicas
 evidenciam
 que
 os
 discursos
religiosos
são
naturalizados,
desrespeitando‐se
a
pluralidade
religiosa
presente
nesse
espaço.


 Palavras‐chave:
educação
infantil,
ensino
religioso,
escola
pública.


A
RESPONSIVIDADE
DIALÓGICA
DA
CULTURA
CORDELISTA

Tatiana
Aparecida
Moreira

 Para
Certeau
(2001,
p.
146),
“[...]
a
forma
mais
imediata
de
manifestação
é
de
ordem
cultural”,
então,
o
 universo
da
literatura
de
cordel
também
pode
ser
considerado
uma
prática
cultural,
uma
vez
que,
nos
 cordéis,
são
feitos
relatos
nos
quais
há
temáticas
de
cunho
crítico,
social,
econômico,
entre
outras,
que
 permeiam
o
cotidiano
das
pessoas,
daí
a
responsividade
dialógica,
tanto
de
quem
faz
os
cordéis
quanto
 de
quem
os
lê,
uma
vez
que
a
palavra
(nesse
caso,
os
cordéis)
quer
ser
ouvida
e
respondida
pelos
seus
 distintos
interlocutores.
Neste
trabalho,
então,
pretendemos
mostrar
algumas
atividades
desenvolvidas,
 em
escolas
municipais
de
ensino,
localizadas
nas
periferias
de
Vitória
e
de
Vila
Velha
(ES),
durante
o
ano
 letivo
 de
 2011,
 nas
 quais
 foram
 utilizadas
 o
 universo
 da
 literatura
 de
 cordel,
 na
 disciplina
 de
 Língua
 Portuguesa,
com
o
apoio
de
outras
áreas
do
conhecimento
como
Artes,
História
e
Informática.
Assim,
as
 práticas
visavam
a
ampliar
a
criticidade
e
o
posicionamento
responsivo
e
dialógico
(BAKHTIN,
2003)
dos
 alunos,
 via
 produção
 textual,
 tendo
 em
 vista
 que,
 em
 muitos
 cordéis,
 são
 abordados
 assuntos
 relacionados
 à
 preservação
 do
 meio
 ambiente,
 ao
 bullying,
 a
 personalidades
 famosas,
 entre
 outros,
 pelos
cordelistas
de
forma
responsiva
e
responsável.
Desse
modo,
a
fim
de
observar
a
relação
dialógica
 e
responsiva
nos
cordéis
elaborados
pelos
alunos,
utilizaremos
como
suporte
teórico
metodológico
os
 estudos
 de
 Bakhtin
 (1995,
 2003)
 sobre
 dialogismo,
 atitude
 responsivo‐ativa,
 excedente
 de
 visão
 e
 exotopia
para
analisar
os
textos
produzidos
pelo
alunado.


 Palavras‐chave:
cordel,
ensino,
diálogo.





A
SÉTIMA
ARTE
NO
COTIDIANO
DA
ESCOLA

Tatiane
Chagas
Lemos
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
SME‐Duque
de
Caxias


88


Este
trabalho
tem
como
corpus
de
análise
o
cotidiano
escolar,
tomando
como
base
uma
experiência
na
 Escola
 Municipal
 Sergipe,
 no
 Município
 de
 Duque
 de
 Caxias‐RJ,
 que
 teve
 início
 em
 fevereiro
 de
 2011,
 com
 a
 exibição
 de
 filmes
 infantis
 alternativos,
 em
 sala
 de
 aula,
 a
 fim
 de
 instigar
 o
 debate
 e
 de
 proporcionar
 uma
 outra
 alternativa
 de
 exibição
 fora
 do
 padrão
 comercial,
 baseados
 na
 filosofia
 de
 Walter
 Benjamim,
 que
 consiste
 em
 estimular
 o
 pensar
 através
 das
 imagens.
 Dentro
 da
 perspectiva
 da
 enunciação,
 este
 trabalho
 pretende
 discutir,
 os
 efeitos,
 as
 possibilidades,
 os
 procedimentos,
 as
 bases,
 ou
seja,
os
modos
de
proceder
no
cotidiano
da
escola
a
partir
dos
estudos
de
Michel
de
Certeau
.
Certos
 de
que
essas
“maneiras
de
fazer”
jogam
com
os
mecanismos
pedagógicos
disciplinares,
na
medida
em
 que
 por
 trás
 dos
 bastidores
 urgem
 procedimentos
 populares
 “minúsculos”
 e
 cotidianos,
 paralelos
 os
 mecanismos
 da
 disciplina.
 Assim,
 este
 trabalho
 nos
 convoca
 a
 pensar
 a
 proposta
 de
 fazer
 cinema
 no
 ensino
fundamental,
e
se
enuncia
não
como
método
mas
como
direções
(orientações)
que
encaminham
 o
 pensamento
 para
 novas
 reflexões.
 Funcionando
 as
 imagens
 como
 personagens
 conceituais
 que
 permitirá
 ao
 professor
 trabalhar
 para
 formular
 outras
 questões.
 Compreendendo
 as
 imagens
 não
 apenas
como
meros
auxiliares
didáticos
e
sim
como
uma
“forma
de
escrever”
o
mundo
e
transformá‐lo.
 

 
Palavras‐chave:
Cinema,
cotidiano,
imagens,
educação.





A
TEORIA
DO
CONHECIMENTO
EM
BERGSON:
ELEMENTOS
PARA
SE
(RE)
PENSAR
O
CURRÍCULO

Luka
de
Carvalho
Gusmão
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/UFJF
 
 Henri
Bergson,
pensador
francês
nascido
em
meados
do
século
XIX,
pode
ser
considerado
pela
Filosofia
 e
 Ciência
 contemporânea
 como
 um
 personagem
 de
 grande
 importância
 (MORATO
 PINTO,
 BORBA
 E
 KOHAN,
 2007).
 Em
 sua
 juventude,
 ao
 graduar‐se
 na
 Escola
 Normal
 Superior,
 Bergson
 pretendia
 aprofundar‐se
nos
estudos
da
filosofia
da
ciência,
entretanto,
por
ela
tendo
iniciado,
nela
não
se
deteve,
 sendo
conduzido
por
suas
investigações
ao
campo
da
Metafísica.
Construiu
sua
doutrina
com
base
nos
 conceitos
 de
 duração
 e
 intuição,
 os
 quais,
 respectivamente,
 representariam
 de
 modo
 mais
 preciso
 a
 dinamicidade
 da
 vida
 em
 geral
 e
 o
 conhecimento
 mais
 aprofundado
 que
 dela
 podemos
 ter.
 Para
 o
 pensador
 francês,
 portanto,
 teoria
 da
 vida
 e
 teoria
 do
 conhecimento
 andariam
 intimamente
 ligados,
 ambos
 constantemente
 em
 devir.
 Bergson
 (1979,
 p.
 148),
 doravante,
 criticou
 o
 modelo
 de
 currículo
 escolar
 pronto
 e
 acabado,
 baseado
 na
 transmissão
 dos
 dados
 científicos
 e
 filosóficos
 historicamente
 acumulados.
 Afirmou
 que
 o
 saber
 infantil
 procura,
 questiona,
 interessa‐se
 pela
 vida
 que
 está
 ao
 seu
 redor,
 e
 acreditava
 que
 a
 escola
 deveria
 propiciar
 aos
 alunos
 um
 conhecimento
 mais
 concreto
 e
 pragmático
 desta
 realidade.
 Consideramos,
 neste
 sentido,
 que
 a
 partir
 da
 filosofia
 de
 Bergson
 poderíamos
(re)
pensar
o
currículo
a
fim
de
torná‐lo
mais
contextualizado
e
dinâmico,
de
tal
forma
que
 o
aprendizado
acompanhe
o
movimento
próprio
da
vida
dos
sujeitos.



 
 Palavras‐chave:
teoria
do
conhecimento,
educação,
currículo.



 


“AGORA
É
NÓS!
NÓS
É
QUE
SABE!”
REFLEXÕES
DE
UM
PROFESSOR‐PESQUISADOR
EM
MEIO
 AOS
EMBATES
INTERCULTURAIS
NO
COTIDIANO
ESCOLAR


 Vilson
Sebastião
Ferreira
–
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/FEUFF
 
 Minha
 intenção
 neste
 estudo
 é
 refletir
 e
 problematizar
 as
 questões
 que
 me
 atravessaram
 e
 ainda
 me
 atravessam
 em
 meio
 aos
 embates
 interculturais
 em
 que
 me
 vi
 envolvido
 como
 professor
 de
 língua
 materna
em
duas
escolas
da
rede
pública
municipal
de
Niterói.
Ora,
embora
aparentemente
tratem
de
 momentos
 distintos
 numa
 cronologia
 que
 se
 pretenda
 linear,
 esses
 acontecimentos
 se
 cruzam
 e
 se
 entrecruzam
 em
 minha
 constituição
 de
 pesquisador
 que
 já
 não
 consegue
 ficar
 indiferente
 às
 tensas
 relações
entre
culturas
e
linguagens,
entre
diferentes
lógicas,
bem
como
entre
a
produção
e
socialização
 de
 conhecimentos
 no
 cotidiano
 escolar.
 Nesse
 sentido,
 o
 presente
 trabalho
 se
 inscreve
 no
 lastro
 das
 narrativas
docentes,
a
partir
dos
estudos
de
Daniel
Suárez,
pois
à
medida
que
os
professores
se
tornam
 narradores
de
suas
próprias
experiências,
daquilo
que
lhes
tomba
e
lhes
deixa
marcas,
no
dizer
de
Jorge
 Larrosa,
 ao
 passarem
 em
 revista
 o
 próprio
 passado,
 seus
 incômodos
 e
 angústias
 se
 transformam
 em


89


mobilização
 contra
 os
 processos
 que
 negam
 a
 possibilidade
 da
 experiência,
 na
 acepção
 benjaminiana,
 ser
 comunicada,
 podendo
 vir
 a
 tornar‐se
 um
 bem
 coletivo,
 ainda
 que
 pessoal,
 subjetivo
 e
 irrepetível.
 Nesse
 movimento,
 ouso
 afirmar
 a
 potência
 de
 saberes
 e
 lógicas
 de
 que
 se
 utilizam
 os
 sujeitos
 dessas
 escolas
contra
o
que
lhes
desqualifica.



 
 Palavras‐chave:
diferentes
lógicas,
narrativas
docentes,
experiência.
 


ALFABETIZAÇÃO
E
ENSINO
DE
CIÊNCIAS:
POSSIBILIDADES
AO
ENSINAR/APRENDER
COMO
 AMPLIAÇÃO
DA
PALAVRAMUNDO

Celso
Sánchez
‐
Professor(a)
do
Ensino
Superior/
UNIRIO
 Tiago
Ribeiro

 
 Este
trabalho
traz
reflexões
engendradas
a
partir
de
uma
pesquisa
longitudinal
a
partir
do
cotidiano
de
 uma
escola
pública
na
zona
norte
da
cidade
do
Rio
de
Janeiro,
entre
os
anos
de
2009
e
2011.
No
diálogo
 com
 experiências
 vivenciadas
 na
 cotidianidade
 escolar,
 registrada
 por
 meio
 de
 caderno
 de
 campo
 e
 fotografias,
 tecemos
 considerações
 acerca
 de
 possíveis
 diálogos
 entre
 a
 alfabetização
 e
 o
 ensino
 de
 ciências,
sublinhando
aspectos
do
aprenderensinar
ciências
como
um
direito
das
crianças,
entendendo
o
 papel
da
pedagogia
na
formação
do
espírito
científico
e
reconhecendo
a
produção
sócio‐cultural
da
qual
 as
crianças
são
autoras.
Consideramos
desafios
e
possibilidades
colocados
a
essa
provocação,
sobretudo
 quando
pensamos
ser
predominante,
uma
concepção
ainda
hegemônica
e
colonialista
de
educação.
Por
 fim,
defendemos
um
ensino
de
ciências
e
uma
alfabetização
como
processos
centrados
no
dialogismo
e
 na
 ampliação
 da
 leitura
 da
 palavramundofreireana,
 prenhes
 de
 sentido
 e
 conectados
 às
 vivências
 dos
 estudantes,
 não
 como
 algo
 a
 ser
 alcançado
 a
 posteriori,
 mas
 como
 movimento
 que
 já
 vem
 sendo
 gestado
 nos
 cotidianos
 escolares,
 fruto
 do
 inconformismo
 docente,
 e
 que
 precisa
 ser
 potencializado
 e
 desinvizibilizado.


 Palavras‐chave:
ensino
de
ciências,
alfabetização,
dialogismo,
cotidiano
escolar.


AMBIENTE
VIRTUAL
DE
APRENDIZAGEM
EM
MATEMÁTICA
NO
ENSINO
MÉDIO
NORMAL:
 PROJETO
PARA
ENSINAR/APRENDER
A
PENSAR
MATEMÁTICA








































































































Cristiane
Marcelino
Sant´Anna

 Frente
 ao
 cenário
 de
 turmas
 sem
 aulas
 de
 matemática
 por
 quase
 dois
 anos,
 a
 baixa
 auto‐estima
 dos
 alunos
 devido
 ao
 despreparo
 diante
 das
 políticas
 de
 avaliação
 da
 secretaria
 de
 Estadual
 de
 Educação
 (SEE‐RJ),
Enem
e
vestibular
surge
o
projeto
Pensar/Aprender
Matemática.
O
objetivo
era
a
elaboração
 colaborativa
 de
 etnométodos
 (Macedo,2011)
 que
 dessem
 conta,
 naquele
 momento,
 do
 que
 era
 importante
aprender/ensinar
em
matemática.
Busca‐se
nesse
texto
relatar
a
experiência
do
projeto
de
 uso
 de
 um
 ambiente
 virtual
 de
 aprendizagem
 como
 um
 dos
 possíveis
 recursos
 para
 potencializar
 a
 aprendizagem
em
matemática
em
turmas
de
Ensino
Médio
Normal.
Tendo
como
embasamento
teórico
 Bairral
 (2007),
 Silva
 (2010),
 Santos
 (2007,2010),
Lévy
 (1997
 ),
Borba
 (
 2011
 )
o
 relato
 busca
localizar
 o
 leitor,
 quanto
 a
 todos
 os
 fatores
 que
 constituíram
 o
 projeto:
 as
 atividades,
 os
 sujeitos
 praticantes
 (Certeau,
 1994),
 o
 ambiente
 escolhido,
 um
 breve
 mapeamento
 de
 suas
 narrativas
 e
 possíveis
 desdobramentos.


 Palavras‐chave:
cibercultura,
autoria,
ambiente
virtual
de
aprendizagem,
formação
de
professores.



AS
CONCEPÇÕES
DA
APRENDIZAGEM
NAS
INQUIETAÇÕES
COTIDIANAS
 DE
UMA
EDUCADORA


 Jorgina
do
Nascimento
Martins


90



Hélida
Gmeiner
Matta
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/SME‐São
Gonçalo
/
FME‐Niteroi
 
 As
inquietações
acerca
da
aprendizagem,
de
uma
educadora
que
questiona
o
desinteresse
dos
alunos,
 tão
afirmado
pelo
senso
comum
no
cotidiano
escolar,
levaram
à
pesquisa
de
mestrado,
a
pouco
iniciada,
 que
parte
do
conceito
de
aprendizagem
significativa
de
Asubel,
concordando
que
é
necessário
valorizar
 o
 significado
 para
 provocar
 o
 interesse,
 mas
 que
 busca
 o
 diálogo
 com
 outros
 autores
 como
 Bruner,
 Freire,
Maturana,
Piaget
e
Vigotsky
cujas
teorias
apontam
respostas
possíveis
de
como
encontrar
esse
 interesse
 motivador,
 ou
 significador,
 provocando
 os
 sujeitos
 no
 processo
 ensino/aprendizagem.
 O
 processo
de
aprendizagem
é
pessoal,
sendo
resultado
de
construção
e
experiências
passadas
(memória)
 que
 influenciam
 as
 aprendizagens
 futuras.
 Desta
 forma,
 a
 aprendizagem
 numa
 perspectiva
 cognitivo‐ construtivista
é
como
uma
construção
pessoal.
Interessa,
então
que
esse
processo
consiga
levar
o
aluno
 a
 aprender
 pela
 organização
 de
 condições
 apropriadas.
 Esse
 mergulho
 teórico,
 fruto
 da
 pesquisa
 da
 autora
e
sua
orientadora,
é
para
tentar
compreender,
na
complexidade
cotidiana,
ajudada
por
Morin
e
 Certeau,
 quais
 as
 possibilidades
 e
 potencialidades
 que
 a
 prática
 pedagógica
 pode
 ou
 precisa
 adotar,
 transformando‐se,
como
forma
de
combater
esse
aclamado
desinteresse.
Entendendo
motivação
como
 “motivo
para”,
esse
texto
busca
apontar
e
refletir
sobre
alguns
caminhos
que
vêm
sendo
trilhados
por
 educadores
que
não
aceitam
como
natural
esse
“não
interesse”
de
alunos
e
alunas.
Acreditando
que
a
 busca
pelo
conhecimento
é
inerente
à
espécie
humana,
e
percebendo,
portanto,
alguns
indícios
de
que
 esteja
 estabelecida
 uma
 dicotomia
 entre
 o
 “conhecimento
 da
 escola”
 e
 o
 conhecimento
 de
 interesse
 do/a
 aluno/a
 em
 algumas
 práticas
 no
 cotidiano
 escolar.
 O
 que
 se
 busca
 com
 essa
 pesquisa,
 fundamentalmente,
é
afirmar
o
significado
da
aprendizagem
como
“motivo
para”
aprender.

 
 Palavras‐chave:
aprendizagem
significativa,
motivação,
cotidiano,
práticas.


 


AS
CORPOREIDADES
COMO
POTENCIALIZADORAS
DAS
EXPERIÊNCIAS
PEDAGÓGICAS
 COTIDIANAS

































 Rosa
Malena
de
Araújo
Carvalho
‐
Professor(a)
do
Ensino
Superior/UERJ
 Andreza
Oliveira
Berti
 
Cintia
de
Ricardo
da
Silva
 Elisângela
Borges
de
Andrade

 
Regiane
de
Souza
Costa
 
 Partimos
 do
 reconhecimento
 de
 que
 interrogar
 uma
 determinada
 prática
 pedagógica
 é
 estabelecer
 diálogos
que
nos
auxiliem
a
melhor
compreendê‐la,
no
conjunto
da
complexidade
do
cotidiano
escolar
 e,
 nesse
 movimento,
 criar
 possibilidades
 de
 intervenção
 e
 reorientação
 curricular.
 Discussão
 que
 permeia
nosso
Grupo
de
Pesquisa,
através
do
estudo
da
cultura
corporal,
do
lúdico
e
das
experiências
 como
 potencializadores
 das
 oportunidades
 educativas
 desenvolvidas
 na
 Educação
 Básica
 e
 no
 Ensino
 Superior.
 Pesquisar
 experiências
 e
 corporeidades
 vem
 possibilitando
 problematizar
 o
 que
 é,
 hegemonicamente,
 considerado
 conhecimento,
 assim
 como
 o
 que
 é
 “básico”
 na
 educação
 e,
 quais
 processos
educacionais
hoje
são
favorecidos
por
essas
ideias.
Através
da
pesquisa
com/nos
cotidianos
 escolares,
 partimos
 da
 hipótese
 de
 que
 a
 escola
 pública
 favorece
 essa
 discussão,
 pela
 diversidade
 de
 situações,
tempos,
espaços,
gêneros,
sexualidades,
idades,
etnias
etc.
A
pesquisa
aqui
apresentada
faz
 parte
 do
 processo
 de
 formação
 continuada
 dos
 seus
 respectivos
 autores,
 os
 quais
 estão
 fortemente
 aproximados
 pela
 atuação
 e
 compromisso
 com/na
 escola
 pública
 contemporânea.
 Neste
 movimento,
 com
as
colaborações
de
Humberto
Maturana,
Jocimar
Daolio,
Jorge
Larrosa,
Michel
de
Certeau,
Guacira
 Louro,
 Silvio
 Gallo
 e
 Michel
 Foucault,
 dentre
 outros,
 objetivamos
 contribuir
 para
 aprofundar
 a
 compreensão
 acerca
 dos
 saberes
 e
 fazeres
 presentes
 nas
 múltiplas
 redes
 do
 cotidiano
 escolar
 e,
 na
 consolidação
de
novos
sentidos
para
o
trabalho
docente,
afirmando
conceitos
ainda
não
predominantes
 na
 escolarização,
 mas
 presentes
 em
 nossa
 vida
 sócioeducacional.
 Em
 nossos
 resultados
 parciais,
 a


91


corporeidade
 vem
 se
 apresentando
 como
 um
 desses
 potentes
 conceitos.
 Dialogar
 com
 outras
 possibilidades
de
pesquisa
em
muito
contribuirá
para
o
desdobramento
do
que
realizamos.


 
 Palavras‐chave:
corporeidades,
experiências,
práticas
pedagógicas,
cotidianos
escolares.


 


AS
(IN)ADEQUAÇÕES
DO
LIVRO
DIDÁTICO
NA
EDUCAÇÃO
INFANTIL:
UMA
ANÁLISE
DO
 PROGRAMA
"ALFA
E
BETO
PRÉ‐ESCOLA"
NA
REDE
MUNICIPAL
DE
ENSINO
DA
CIDADE
DO
RIO
 DE
JANEIRO



Renata
de
Oliveira
Rodrigues
 O
 presente
 trabalho
 de
 conclusão
 de
 curso
 de
 Pedagogia
 tem
 por
 objetivos
 investigar
 o
 uso
 de
 livros
 didáticos
na
Educação
Infantil,
a
partir
da
adoção
do
livro
“Alfa
e
Beto
Pré‐escola”,
em
uma
turma
da
 rede
 municipal
 de
 ensino
 da
 cidade
 do
 Rio
 de
 Janeiro,
 em
 caráter
 de
 projeto
 piloto.
 Para
 tal
 análise
 foram
tomados
os
estudos
de
linguagem
de
Mikhail
Bakhtin
(1992)
e
de
Walter
Benjamin
(1987,
1993);
 as
pesquisas
sobre
Educação
Infantil
de
Corsino
(2003
e
2009),
Corsino
e
Nunes
(2011)
e
Kramer
(2005
e
 2009);
e
os
trabalhos
referentes
ao
uso
de
livro
didático
de
Silva
(2004)
e
Chartier
(2007).
O
estudo
teve
 como
procedimentos
metodológicos,
revisão
bibliográfica,
breve
análise
do
livro
adotado;
observações
 da
 utilização
 do
 material
 em
 uma
 turma
 de
 pré‐escola;
 e
 entrevistas
 semi‐estruturadas
 com
 quatro
 professoras
 que
 utilizaram
 o
 “Alfa
 e
 Beto
 Pré‐Escola
 I”.
 Este
 trabalho
 organiza‐se
 em
 três
 partes:
 na
 primeira,
apresenta
o
contexto
de
produção
e
de
adoção
do
“Programa
Alfa
e
Beto
Pré‐Escola
I”
na
rede
 municipal
de
ensino
do
Rio
de
Janeiro,
em
seguida,
analisa
o
material
e
sua
utilização
em
uma
turma
de
 Educação
Infantil;
na
segunda
parte,
reflete
sobre
a
avaliação
das
professoras
sobre
o
uso
do
livro
no
 ano
 de
 2010;
 e,
 por
 fim,
 conclui,
 discutindo
 a
 (in)adequação
 do
 uso
 de
 livros
 didáticos
 na
 Educação
 Infantil
 na
 perspectiva
 de
 se
 pensar
 políticas
 públicas
 de
 material
 didáticoescolar
 para
 a
 Educação
 Infantil,
especialmente
depois
da
EC
nº59,
de
2009.


 Palavras‐chave:
linguagem,
educação
infantil,
livro
didático
e
literatura.






AS
REPRESENTAÇÕES

IMAGÉTICAS

DAS
FESTAS

POPULARES

COMO

REGISTROS

DA
 MEMÓRIA
COLETIVA
E
DOS
SABERES
DIFUNDIDOS
PELA
ORALIDADE:
POSSIBILIDADE
PARA
 PROMOVER
O
PERTENCIMENTO
E
VALORIZAÇÃO
DAS
ARTES
E
CULTURAS
SUBALTERNAS
NA
 ESCOLA
PÚBLICA















Katia
Maria
Roberto
de
Oliveira
Kodama
‐
Professor(a)
do
Ensino
Superior/UNESP‐Pres.
Prudente
 Este
trabalho
apresenta
o
desdobramento
de
estudos
realizados
sobre
as
festas
populares
do
país
como
 geradoras
do
sentido
de
pertencimento
e
identidades
das
comunidades
das
culturas
subalternas.
Expõe
 a
 importância
 das
 festas
 populares
 como
 portadoras
 de
 representações
 imagéticas
 que
 registram
 os
 diferentes
 saberes
 das
 comunidades,
 sua
 memória
 coletiva,
 os
 saberes
 transmitidos
 pela
 oralidade.
 Mostra
essas
manifestações
como
códigos
comunicacionais
das
classes
subalternas
que
se
configuram
 em
 um
 valioso
 patrimônio
 imaterial
 e
 material.
 Pretende
 ainda
 articular
 esses
 estudos
 com
 uma
 proposta
de
ensino
sobre
arte
nas
escolas
publicas
como
alternativa
de
ensino
que
valorize
os
saberes
 das
classes
populares.
Apresenta
fundamentos
teóricos
em
consonância
com
três
pensadores:
primeiro
 alinha‐se
com
os
conceitos
científicos
gramscianos,
depois
com
a
proposta
de
educação
libertadora
de
 Paulo
Freire
e
por
último
atrela‐se
a
Abordagem
Triangular
elaborada
por
Ana
Mae
Barbosa.
Ainda,
faz
 uso
dos
estudos
de
“Cultura
Visual”
de
Fernando
Hernández
e
das
“Alternativas
metodológicas
para
a
 produção
científica”,
discutidas
por
Maria
Nazareth
Ferreira.
Deste
modo,
esse
trabalho
é
pautado
pela
 necessidade
de
contribuir
para
ampliar
o
referencial
teórico
das
Ciências
Sociais,
das
Práticas
Educativas
 e
 das
 Práticas
 do
 Ensino
 das
 Artes
 inserido
 em
 uma
 realidade
 concreta.
 Nessa
 perspectiva
 as
 festas
 configuram‐se
como
um
importante
recurso
didático
pedagógico,
pois
segundo
Freire
a
educação
é
um
 instrumento
efetivo
no
processo
de
transformação
da
sociedade
por
ser
possível,
através
dela,
politizar
 o
 indivíduo,
 permitindo‐lhe
 apropriar‐se
 da
 sua
 realidade
 e
 atuar
 como
 sujeito
 de
 sua
 própria
 história


92


para
 fazer
 escolhas
 conscientes
 no
 mundo
 globalizado
 e
 marcadamente
 visual.
 Assim,
 apresenta
 possibilidades
 para
 introdução
 de
 novas
 tessituras
 curriculares
 no
 ensino
 público
 que
 atenda
 os
 geradores
das
culturas
populares
subalternas.


 Palavras‐chave:
festas
populares,
representações
imagéticas,
práticas
educativas,
ensino
de
arte.




AS
TECNOLOGIAS
DE
INFORMAÇÃO
E
COMUNICAÇÃO
EM
UM
CONTEXTO
DE
EDUCAÇÃO
 INFANTIL:
REFLEXÕES
SOBRE
AS
DIMENSÕES
ÉTICAS
E
ESTÉTICAS
DOS
ENCONTROS
COM
OS
 DESENHOS
ANIMADOS



















































Daniele
de
Carvalho
Grazinoli
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
UFRJ
/
UERJ
 Este
artigo
consiste
na
exposição
das
análises
e
reflexões
preliminares
da
pesquisa
que
busca
investigar
 as
 dimensões
 éticas
 e
 estéticas
 que
 permeiam
 a
utilização
 dos
 desenhos
 animados,
 acessados
através
 das
 tecnologias
 de
 informação
 e
 comunicação,
 enquanto
 deflagradores
 de
 experiências
 significativas
 para
crianças
e
adultos
e
para
estimular
a
compreensão
sobre
as
áreas
dos
conhecimentos
definidas
no
 projeto
 político
 pedagógico
 de
 uma
 escola
 de
 educação
 infantil,
 de
 horário
 integral,
 em
 um
 contexto
 universitário
na
cidade
do
Rio
de
Janeiro.
Subsidiam
as
análises
e
reflexões,
neste
início
da
pesquisa,
os
 relatos
das
experiências
vivenciadas
durante
as
atividades
desenvolvidas
com
as
crianças
de
cinco
a
seis
 anos,
que
aconteceram
no
contexto
do
projeto
intitulado
pelo
grupo
como
Ciência
Animada,
posto
que
 o
gênero
deflagrador
das
curiosidades
e
mediador
das
aprendizagens
sobre
as
áreas
dos
conhecimentos
 foram,
 principalmente,
 os
 desenhos
 animados.
 A
 principal
 fonte
 de
 pesquisa
 para
 levantamento
 das
 experiências
com
os
desenhos
animados
no
cotidiano
da
escola
são
os
cadernos
de
planejamento
e
os
 registros
 imagéticos
 –
 fotos,
 desenhos
 e
 vídeos
 –
 produzidos
 no
 ano
 de
 2010.
 As
 análises
 e
 reflexões
 preliminares
 das
 dimensões
 éticas
 e
 estéticas
 que
 permearam
 as
 experiências
 deflagradas
 pelos
 encontros
 com
 a
 arte
 dos
 desenhos
 animados
 serão
 realizadas
 com
 a
 contribuição
 dos
 seguintes
 autores:
Nilda
Alves
e
as
reflexões
sobre
a
influência
das
redes
de
significações
na
relação
entre
ensino
e
 aprendizagem;
 Jésus
 Martín‐Barbero
 e
 suas
 questões
 sobre
 a
 comunicação;
 e
 Lev
 Vigotsky,
 no
 que
 se
 refere
aos
conceitos
de
cultura
e
de
experiência,
entre
outros.


 Palavras‐chave:
 Educação
 infantil,
 tecnologias
 da
 informação
 e
 comunicação,
 desenhos
 animados,
 projetos
de
aprendizagem.



ATUANDO
NAS
MARGENS
CURRICULARES:
DOCÊNCIA,
ATIVISMO
E
SUBVERSÃO
SEXUAL
 

Marcio
Rodrigo
Vale
Caetano

 
 A
 fraternidade
 foi
 o
 conceito
 filosófico
 que
 ligado
 às
 ideias
 de
 liberdade
 e
 igualdade
 orientou
 a
 Revolução
Francesa,
balizou
ideologicamente
as
repúblicas
ocidentais
nos
séculos
XIX
e
XX
e
indicou
que
 o
 Homem
 livremente
 elegeu
 viver
 em
 sociedade
 e
 com
 seus
 semelhantes
 criou
 uma
 relação
 de
 igualdade.
 O
 conceito
 funcionou
 como
 um
 dispositivo
 filosófico
 que
 ancorou
 o
 entendimento
 rousseauneano
 de
 que
 mulheres
 e
 homens
 são
 partes
 opostas
 constituintes
 de
 um
 mesmo
 ser:
 O
 Homem
Universal.
Contudo,
os
limites
ideológicos
à
universalidade
iniciaram‐se
no
momento
em
que
se
 analisaram
os
discursos
em
torno
da
racionalidade,
do
público
e
do
privado,
do
governo
e
do
governado
 na
cidadania
moderna.
A
partir
dos
estudos
e
críticas
feministas
ao
sujeito
universal
nos
propomos
com
 as
 narrativas
 de
 professoras
 e
 professores
 que
 transitam
 na
 ilegibilidade
 social
 dos
 sexos
 a
 problematizar
a
heterodesignação,
os
currículos
androcêntricos
e
heteronormativos
que,
realizados
nos
 cotidianos
das
escolas,
buscam
criar
e
naturalizar
a
ordem
e
a
divisão
entre
os
sexos
e
os
estilos
de
vida,
 de
 modo
 a
 manter
 a
 hegemonia
 do
 sujeito
 universal
 androcêntrico
 e
 heteronormativo.
 O
 presente
 trabalho
 destaca
 como
 o
 trânsito
 e
 as
 participações
 mantidas
 pelos
 diferentes
 sujeitos
 nos
 cotidianos
 das
escolas
assumem
configurações
diversas
buscando
interditar
os
saberes
e
as
diferentes
formas
de
 entender
 os
 espaços
 e
 os
 currículos,
 legitimando
 as
 assimetrias
 sociais
 que,
 em
 dentre
 outras
 coisas,
 buscam
destituir
os
e
as
professoras
de
suas
autoridades
epistemológicas
sobre/com
a
escola.



 
 Palavras‐chave:
currículos,
ativismos,
gêneros,
sexualidades.





93


AVALIAÇÃO
E
PRODUÇÃO
CURRICULAR:
UM
DESEJO
DE
ACERTAR


Juliana
Camila
Barbosa
Mendes

 
 Este
trabalho
se
desenvolve
a
partir
das
discussões
sobre
ideia
do
Ciclo
de
Políticas
de
BALL
(1992
apud
 MAINARDES,
2006),
que
defende
a
política
curricular
como
articulação
entre
contextos
de
influência,
de
 produção
de
texto
e
da
prática.
Tendo
como
foco
de
análise
a
produção
curricular
e
suas
relações
com
a
 política
 de
 avaliação
 adotada
 pela
 SME/RJ,
 compreendo
 o
 currículo
 como
 lugar
 de
 negociação,
 argumentando
 que
 esse
 espaço‐tempo
 se
 constitui
 repleto
 de
 tensões
 frente,
 disputas
 e
 embates
 em
 relação
 a
 autonomia
 do
 docente.
 Assim
 constituo
 como
 objeto
 de
 pesquisa
 as
 avaliações
 bimestrais
 utilizadas
pela
SME/RJ,
no
qual
busco
analisar
as
práticas
avaliativas,
seus
sentidos
e
sua
relação
com
a
 produção
curricular,
em
função
da
constância
da
avaliação
como
elemento
central
da
política
curricular
 proposta
pela
rede
municipal
do
RJ.
Portanto
a
pesquisa
aborda
as
limitações
presentes
nessa
política
 avaliativa,
 bem
 como
 as
 negociações
 existentes
 no
 ambiente
 escolar,
 ao
 lidar
 com
 as
 possíveis
 diferenças
experimentadas
e
vivenciadas
no
processo
avaliativo,
num
espaço
hibridizado
pela
diferença,
 de
 forma
 a
 entender
 os
 enfrentamentos
 que
 se
 manifestam
 e
 estão
 impressos
 nas
 enunciações
 que
 emanam
 do
 discurso
 –
 currículo
 –
 produzido
 cotidianamente.
 A
 partir
 da
 realização
 de
 entrevistas,
 análise
 de
 textos
 curriculares
 e
 categorizações
 dessas
 produções
 da/para
 a
 pesquisa,
 nos
 permite
 discutir
 a
 produção
 de
 conhecimento
 e
 a
 identificar
 quais
 concepções
 sobre
 currículo
 e
 avaliação
 orientam
atualmente
os
educadores
no
município
do
Rio
de
Janeiro,
por
isso
a
necessidade
de
melhor
 compreensão
do
cotidiano
escolar
em
sua
micropolítica
(BALL,
1989)
que
(re)cria
e
reconfigura
sentidos
 sobre
a
produção
curricular.



 
 Palavras‐chave:
Avaliação,
currículo,
política
de
Avaliativa,
produção
curricular.



 


BRINCADEIRA
É
COISA
SÉRIA:
UM
RELATO
DE
COMO
A
BRINCADEIRA
PODE
AJUDAR
NO
 RESGATA
DA
DISCIPLINA
ESCOLAR
 

Elisangela
Rodrigues
da
Silva
Farias
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
FME‐Niterói
 
Eliete
Marcelino
Dias
Andrade
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
FME‐Niteroi
 
 Que
a
indisciplina
em
sala
de
aula
é
uma
constante,
nós
educadores
já
estamos
cansados
de
saber
e
de
 viver.
 Muitos
 são
 os
 que
 pesquisam
 esse
 tema
 e
 as
 suas
 causas.
 Nossa
 intenção,
 ao
 desenvolver
 e
 apresentar
este
trabalho
e
“re‐pensar”
sobre
o
assunto
não
foi
(ou
é)
acabar
com
esse
bicho
papão
que
 rodeia
 as
 nossas
 salas
 de
 aulas,
 mas
 sim,
 em
 meio
 ao
 desespero
 e
 angústias
 vividas
 diariamente
 em
 nosso
grupo
de
crianças
na
Educação
infantil
em
Niterói,
compartilhar
as
experiências
que
tivemos
ao
 recorrermos
 ao
 resgate
 de
 algumas
 brincadeiras
 simples
 que
 mudaram
 para
 muito
 melhor
 o
 comportamento
desses
pequenos.
A
partir
de
ações
corriqueiras
e
conversas
na
rodinha,
eles
trouxeram
 os
seus
responsáveis
para
nossa
rotina
de
trabalho
e
obtemos
uma
maravilhosa
surpresa
ao
longo
do
 ano
letivo.



 
 Palavras‐chave:
brincadeiras,
indisciplina,
família
na
escola,
práticas
docentes.






 CIBERCULTURA
E
MOBILIDADE:
PRÁTICAS
CONTEMPORÂNEAS
NA
EDUCAÇÃO


 

Aline
Andrade
Weber
Nunes
da
Rocha
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Lato
Sensu/UERJ

 
 Diante
 das
 novas
 práticas
 sociais
 experimentadas
 em
 nosso
 cotidiano
 em
 razão
 da
 emergência
 da
 comunicação
 móvel,
 das
 redes
 telemáticas
 sem
 fio
 e
 dos
 usos
 dos
 dispositivos
 móveis,
 pretendemos
 discutir
 nesse
 artigo
 o
 contexto
 da
 mobilidade
 a
 partir
 do
 referencial
 teórico
 de
 Urry
 (2007),
 Lemos
 (2007,
 2009),
 Santaella
 (2010)
 e
 Santos
 (2004),
 mostrando
 que
 a
 atual
 fase
 da
 cibercultura
 se
 dá
 pela
 convergência
tecnológica,
apontando
para
um
novo
paradigma:
a
cultura
da
mobilidade,
caracterizada
 pela
computação
ubíqua,
onde
não
separamos
mais
os
espaços
físicos
dos
espaços
digitais.
Para
tanto,
 apresentamos
o
paradigma
da
mobilidade
(Urry,
2007)
como
forma
de
melhor
compreender
o
contexto
 contemporâneo,
 as
 dimensões
 da
 mobilidade
 (Lemos,
 2007,
 2009)
 na
 perspectiva
 de
 que
 a
 dimensão
 informacioanl‐virtual
 é
 potencializada
 pela
 comunicação
 sem
 fio.
 Assim,
 introduzimos
 a
 noção
 de


94


territórios
informacionais
(Lemos,
2007,
2009)
associados
à
conectividade
e
ubiquidade,
criando
novos
 sentidos
 para
 espaços
 já
 conhecidos
 e
 estabelecendo
 uma
 relação
 mais
 dinâmica
 com
 a
 Internet
 por
 meio
 de
 práticas
 cotidianas
 nos
 espaços
 urbanos.
 A
 partir
 dessa
 nova
 experiência
 de
 comunicação,
 compreendemos
a
mobilidade
e
o
uso
dos
dispositivos
móveis,
via
tecnologias
digitais
em
rede,
como
 uma
forma
de
potencializar
a
educação,
na
medida
em
que
não
saímos
dos
espaços
físicos
para
entrar
 em
 contato
 com
 os
 ambientes
 digitais,
 buscando
 por
 meio
 de
 um
 acesso
 mais
 flexível
 à
 rede
 uma
 produção
 cibercultural
 cidadã,
 contemplando
 a
 relação
 da
 cultura
 contemporânea
 ao
 espaço
 da
 universidade
e
da
escola.
Nesse
contexto,
pensar
a
formação
do
professor
requer
um
olhar
atento
para
 essa
nova
cultura
que
se
estabelece
e
para
possíveis
práticas
pedagógicas
mais
coerentes
com
o
tempo
 que
habitamos.


 
 Palavras‐chave:
mobilidade,
ubiquidade,
conectividade,
educação





 
 “CIRCULAÇÃO
CIENTÍFICA”
EM

EDUCAÇÃO:
PRÁTICAS
COTIDIANAS
E
CURRÍCULO



 Alessandra
da
Costa
Barbosa
Nunes
Caldas
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/UERJ



 A
 questão
 da
 difusão
 científica
 na
 área
 da
 Educação
 vem
 sendo
 compreendida
 dentro
 da
 ideia
 de
 “circulação
científica”.
Entendemos
que
as
pesquisas
nessa
área
só
se
completam
quando
se
articulam
 com
 os
 “interessados”
 em
 suas
 práticas
 e
 em
 suas
 teorias
 que,
 em
 suma,
 são
 todos
 os
 'praticantespensantes'
 dos
 cotidianos
 das
 múltiplas
 redes
 educativas
 que
 todos
 formamos
 e
 nas
 quais
 nos
 formamos,
 com
 foco
 principal
 nos
 diversos
 processos
 curriculares
 e
 pedagógicos
 que
 se
 realizam
 nas
escolas.
A
participação
desses
sujeitos
precisa
ser
constante
para
indicarem
o
que
pensam
sobre
o
 que
 é
 produzido,
 incorporando
 reivindicações
 específicas
 indicadas
 pelas
 diversidades
 existentes.
 Isto
 tem
 sido
 feito
 em
 atividades
 de
 extensão
 que
 são
 desenvolvidas,
 há
 mais
 de
 dez
 anos,
 com
 a
 criação
 jornais
 eletrônicos
 e
 de
 acordo
 com
 processos
 contemporâneos
 de
 comunicação,
 significando
 espaçostempos
 de
 trocas
 de
 conhecimentos
 e
 significações,
 entre
 os
 cientistas
 e
 os
 ‘praticantes’
 dos
 cotidianos;
 entendendo
 que
 a
 participação
 destes
 ‘praticantes’
 na
 pesquisa
 é
 reinvidicada
 por
 seu
 pesquisadores/pesquisadoras
 já
 que,
 com
 seus
 diferentes
 e
 diversos
 modos
 de
 pensar
 e
 sentir
 nos
 espaçostempos
 cotidianos
 das
 redes
 educativas
 múltiplas,
 nos
 quais
 se
 dão
 processos
 pedagógicos
 e
 curriculares
de
transmissão
e
criação
de
conhecimentos,
ampliam
as
condições
ontológicas,
teóricas
e
 metodológicas
de
se
produzir
ciências.



 
 Palavras‐chave:
Circulação
científica,
redes
educativas,
práticas
cotidianas,
currículo.






 COLÉGIO
PEDRO
II
E
A
METÁFORA
DO
"NOME
DO
PAI"

























































































Vera
Lucia
Cabana
de
Queiroz
Andrade

 O
 presente
 trabalho
 propõe,
 com
 base
 na
 metáfora
 lacaniana
 do
 nome
 do
 pai,
 uma
 releitura
 da
 inscrição
do
significante
do
pai/patrono
que
nomeia
o
sujeito
histórico/Colégio
Pedro
II,
definindo
como
 questão
 de
 análise
 o
 pressuposto
 de
 que
 foi
 em
 torno
 do
 nome
 do
 Imperador
 que
 se
 construiu
 a
 identidade
 do
 colégio
 modelo
 da
 Instrução
 Pública
 do
 Império
 e
 se
 reconstruiu
 esta
 mesma
 marca
 identitária
de
preservação/sobrevivência
da
instituição
nos
períodos
de
crise
e
indefinição
das
políticas
 educacionais
 republicanas.
 Apesar
 da
 ruptura
 republicana
 com
 a
 tradição
 do
 Imperial
 Colégio
 –
 mudanças
de
nomes,
extinção
do
bacharelado,
abolição
de
títulos
e
diplomas,
política
de
equiparações
 dos
 ginásios
 estaduais
 e
 colégios
 particulares
 –
 a
 memória
 de
 D.
 Pedro
 II
 foi
 sempre
 reverenciada.Portanto,
a
existência
de
um
passado
comum,
entre
o
Colégio
e
a
Monarquia,
foi
o
ponto
 de
partida
para
a
construção
da
memória
institucional
dentro
da
memória
nacional.
O
enquadramento
 da
 memória‐histórica
 –
 configurada
 por
 um
 conjunto
 de
 práticas
 e
 representações
 e
 pela
 geração
 de
 documentos‐monumentos
 –
 registra
 o
 processo
 histórico
 de
 tradição
 reinventada/revivida
 que
 sustentou
a
instituição
na
fase
de
crise
de
identidade
de
sua
natureza
elitista
e
esgotamento
do
modelo


95


de
 educação
 clássica
 e
 humanística,
 como
 resultantes
 da
 modernização
 imposta
 pelo
 progresso
 na
 República.
 Este
 processo
 de
 enquadramento
 da
 memória
 que
 se
 alimenta
 do
 material
 da
 história
 é,
 segundo
 Michel
 Pollack,
 um
 “trabalho
 que
 reinterpreta
 incessantemente
 o
 passado
 em
 função
 dos
 combates
do
presente
e
do
futuro,
no
sentido
[de
reconstrução]da
identidade
individual
e
grupo”.
Na
 recriação
 formal
 da
 memória
 coletiva,
 o
 poder
 pessoal
 e
 aristocrático
 do
 patrono
 foi
 preservado
 no
 patrimônio
 cultural
 escolar
 como
 um
 atributo
 afetivo
 e
 garantia
 hipotética
 do
 idealizado
 ensino
 humanístico.


 
 Palavras‐chave:
História/memória,
Colégio
Pedro
II,
metáfora
do
nome
do
pai,
educação/ensino.
 


CONCEPÇÕES
E
PRÁTICAS
DE
PROFESSORAS:
UM
INTERCAMBIAR
DE
OLHARES


 



 
 
 
 
 
 









Quézia
dos

Santos
Bertoldo

 
Ariane
Rodrigues
Gomes
Leite
 
Gleice
Aparecida
de
Menezes
Henriques
 Maiara
Ferreira
de
Souza




 O
 presente
 artigo
 apresenta
 um
 recorte
 de
 um
 estudo
 longitudinal
 desenvolvido
 em
 duas
 escolas
 públicas
 municipais
 da
 cidade
 de
 Juiz
 de
 Fora.
 Neste
 recorte
 é
 discutida
 a
 concepção
 de
 infância
 e
 de
 práticas
 de
 leitura
 de
 quatro
 professoras
 participantes
 do
 referido
 estudo.
 Tomando
 como
 base
 o
 referencial
 teórico
 da
 psicologia
 sócio
 histórica
 de
 Lev
 Siminovich
 Vigotski,
 bem
 como
 da
 filosofia
 de
 linguagem
 de
 Mikhail
 Bakhtin,
 buscamos
 compreender
 a
 relação
 entre
 os
 discursos
 proferidos
 pelas
 professoras
e
as
práticas
observadas
no
contexto
da
sala
de
aula.
Através
do
intercambiar
de
olhares
e
 interpretações,
 objetivamos
 ressaltar
 os
 aspectos
 mais
 marcantes
 que
 movimentam
 as
 falas
 e
 as
 práticas
 das
 professoras
 em
 questão.
 Quais
 as
 concepções
 de
 criança
 presentes
 nas
 falas
 e
 ações
 das
 educadoras?
Qual
a
importância,
atribuída
pelas
mesmas,
das
práticas
de
leitura
na
rotina
das
crianças?
 Qual
 o
 papel
 do
 brincar,
 do
 lúdico,
 da
 fantasia
 na
 transição
 da
 educação
 infantil
 ao
 primeiro
 ano
 do
 ensino
fundamental?
Como
as
professoras
veem
a
função
e
o
papel
dessas
práticas
no
desenvolvimento
 das
 crianças
 e
 em
 seu
 processo
 de
 escolarização?
 O
 texto
 que
 ora
 se
 apresenta
 se
 compromete
 com
 essas
 questões,
 buscando
 oferecer
 elementos
 para
 a
 compreensão
 do
 papel
 da
 leitura
 na
 educação
 infantil
e
no
ensino
fundamental.
Os
resultados
da
pesquisa
apontam
as
relações
entre
concepções
de
 infância
 e
 de
 leitura
 como
 elementos
 fulcrais
 para
 se
 pensar
 as
 possibilidades
 se
 tomar
 esta
 última
 enquanto
experiência
de
cultura
na
formação
das
crianças
em
seus
anos
iniciais
de
escolarização.



 
 Palavras‐chave:
práticas
de
leitura,
infância,
brincar,
rotina.



 


CONHECIMENTO,
SOLIDARIEDADE
E
PARTILHA:
FAZERESSABERES
NO/DO
 COTIDIANO
ESCOLAR
DA
EDUCAÇÃO
INTEGRAL

Rafael
Marques
Gonçalves
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/UFJF
 Este
 trabalho
 parte
 de
 um
 mergulho
 (ALVES,
 2008)
 no/do/com
 o
 cotidiano
 da
 Escola
 Municipal
 Bom
 Pastor,
uma
escola
de
educação
integral
em
tempo
integral
da
rede
municipal
de
ensino
de
Juiz
de
Fora
 /
MG,
na
qual
buscamos
problematizar
e
ressignificar
as
práticas
cotidianas,
adotando
o
uso
da
imagem
 fotográfica
 enquanto
 fonte
 de
 pesquisa.
 Neste
 trabalho
 buscamos
 narrar
 alguns
 dos
 fazeressaberes
 tecidos
 cotidianamente
 pelos
 sujeitos
 praticantes
 em
 suas
 múltiplas
 possibilidades,
 desinvisibilizando
 (SANTOS,
2006)
que
as
práticas
cotidianas
da
referida
escola
apresentam
caminhos
pelos
quais
se
pode
 problematizar
a
maneira
como
os
conhecimentos
foram
tecidos
no/do
espaçotempo
escolar.
Chegamos
 ao
encontro
de
uma
rede
de
conhecimentos
onde
a
criação
de
alternativas
e
potências
de
trabalho
em
 que
as
noções
da
solidariedade
e
da
partilha
de
saberes,
puderam
trazer
a
tona
outras
formas
com
as
 quais
alunos
e
alunas,
professores
e
professoras
que
fazemsabem
o
espaçotempo
na/da/com
a
escola
 de
 educação
 em
 tempo
 integral
 apontando
 ainda
 para
 a
 promoção
 de
 um
 novo
 senso
 de
 responsabilidade
 social.
 Para
 dar
 o
 tom
 a
 discussão,
 buscamos
 incialmente
 tecer
 as
 diversas
 redes
 de
 compreensão
acerca
do
pensamento
na/da
sobre
a
educação
integral,
a
partir
dos
estudos
de
Coelho
e


96


Cavaliere
 (2002);
 Gonçalves
 (2006);
 Moll
 (2009),
 entrelaçando
 com
 os
 fios
 dos
 conhecimentos
 apontados
por
Santos
(2006,
2007b),
Alves
e
Oliveira
(2008),
na
tentativa
de
sentir
a
escola
enquanto
 um
 espaçotempo
 que
 amplie
 as
 criações
 cotidianas,
 potencializando
 e
 (re)inventando
 alternativas
 emancipatórias
nos/dos
conhecimentos
praticados.


 Palavras‐chave:
práticas
cotidianas,
conhecimento,
solidariedade,
educação
Integral.




CONVERSANDO
SOBRE
O
PROCESSO
DE
INCLUSÃO
ESCOLAR:
UM
DESAFIO
A
PARTIR
DO
 ENSINO
COLABORATIVO


 SuzanliEstef
da
Silva
 Carla
Fernanda

 

 O
 trabalho
 objetiva
 apresentar
 o
 caminho
 e
 os
 dados
 iniciais
 de
 uma
 pesquisa
 sobre
 as
 práticas
 escolares,
 com
 o
 foco
 na
 inclusão
 escolar
 de
 alunos
 com
 necessidades
 educacionais
 especiais.
 Há
 décadas
a
educação
de
indivíduos
com
necessidade
educacionais
especiais
era
vista
como
uma
vocação
 do
profissional
da
Educação
Especial.
Com
a
implantação
de
políticas
públicas
de
inclusão,
esse
cenário
 vem
 se
 modificando;
 com
 a
 entrada
 desses
 alunos
 ao
 sistema
 regular
 de
 ensino
 o
 discurso
 vem
 assumindo
novas
formas,
inaugurando
novos
desafios
às
práticas
escolares.
Neste
sentido,
iniciamos
um
 estudo
em
agosto
de
2011,
em
uma
escola
da
rede
pública,
no
Estado
do
Rio
de
Janeiro/Brasil.
Esta
é
 considerada
 uma
 escola
 de
 excelência
 por
 seu
 acesso
 ser
 através
 de
 sorteio
 ou
 participação
 dos
 candidatos
 em
 provas
 seletivas.
 Para
 sujeito
 da
 pesquisa
 foi
 selecionado
 um
 aluno
 que
 possui
 diagnóstico
de
deficiência
intelectual,
possui
7
anos
e
está
cursado
o
2°
ano
do
Ensino
fundamental.
O
 objetivo
 principal
 é
 acompanhar
 o
 processo
 de
 escolarização,
 partindo
 da
 prática
 do
 ensino
 colaborativo,
que
foi
implantado
na
escola
desde
o
ingresso
de
alunos
com
necessidades
educacionais
 especiais.
 Essa
 pesquisa
 se
 faz
 através
 da
 metodologia
 pesquisa
 ação
 colaborativa.
 Para
 coleta
 dos
 dados
estão
sendo
feitas
observações
participantes
do
aluno
em
sala
de
aula
e
na
sala
de
recursos
com
 as
professores
regente
e
de
apoio,
nas
reuniões
pedagógicas
e
nas
reuniões
com
os
responsáveis,
assim
 como
 participação
 na
 elaboração
 de
 atividades.
 Está
 prevista
 entrevistas
 semi
 estruturadas,
 com
 o
 avançar
da
pesquisa.
Até
o
momento
podemos
observar
que
a
ação
colaborativa
tem
proporcionado
um
 melhor
 desempenho
 no
 desenvolvimento
 acadêmico
 do
 aluno,
 no
 que
 se
 refere
 tanto
 ao
 processo
 ensino/aprendizado,
como
ao
aspecto
social.


 Palavras‐chave:
práticas
escolares,
necessidades
educacionais
especiais,
ensino
colaborativo.



CORPOREIDADE
E
DANÇA
NAS
PRÁTICAS
EDUCATIVAS
DO
COTIDIANO
DA
EDUCAÇÃO
DE
 JOVENS
E
ADULTOS


 Jalmiris
Regina
Oliveira
Reis
Simão

 

 Esta
é
uma
pesquisa
que
dá
atenção
aos
processos
internos
da
escola,
ao
cotidiano
dos
praticantes
da
 Educação
de
Jovens
e
Adultos
–
EJA,
um
lócus
de
produção
de
conhecimento,
que
se
mostra
carente
de
 teorização.
 Propõe
 entender
 os
 saberes
 ali
 tecidos,
 pelos
 praticantes
 da
 EJA
 ao
 investigar
 práticas
 de

 corporeidade
 e
 de
 dança
 inseridas
 nos
 currículos
 ou
 se
 efetivando
 em
 projetos
 específicos,
 que
 favorecem
 a
 saída
 dos
 sujeitos
 das
 salas
 de
 aula,
 onde
 são
 “encerrados”
 nas
 suas
 carteiras
 escolares,
 prejudicando
 a
 experimentação
 de
 ações
 que
 propiciem
 sua
 formação
 ampla
 e
 a
 emancipação
 social,
 com
 vistas
 à
 minimização
 dos
 traços
 de
 uma
 educação
 compensatória,
 onde
 se
 elegem
 conteúdos
 a
 serem
 desenvolvidos
 nos
 quais
 a
 linguagem
 corporal
 dos
 sujeitos
 é
 emudecida,
 numa
 cultura
 da
 repressão
ao
movimento.
Numa
visita
à
história
da
educação
de
pessoas
jovens
e
adultas
no
Brasil,
um
 processo
tão
denso
quanto
tenso,
objetiva‐se
identificar
como
e
se
a
corporeidade
e
a
dança
integraram
 os
currículos,
como
vem
se
efetivando
no
cotidiano
da
EJA,
verificando
também
um
diálogo
entre
esta
 história
e
a
Arte,
que
conforme
a
LDBEN/96,
deve
se
constituir
componente
curricular
obrigatório,
nos


97


diversos
 níveis
 da
 Educação
 Básica.
 Os
 referenciais
 teóricos,
 metodológicos
 e
 epistemológicos
 desta
 pesquisa
 são
 Inês
 Barbosa
 de
 Oliveira
 e
 as
 noções
 de
 currículos
 praticados
 e
 de
 tessitura
 de
 conhecimentos
em
rede;
Boaventura
de
Sousa
Santos,
que
identifica
as
redes
de
sujeitos
tecidas
a
partir
 da
participação
colaborativa
e
efetivação
de
ações
com
vistas
à
emancipação
social
e
Michel
de
Certeau
 que
 aponta
 a
 lógica
 dos
 saberes
 tecidos
 pelos
 praticantes
 nos/dos/com
 cotidianos
 ou
 por
 eles
 acionados.


 
 Palavras‐chave:
cotidiano
escolar,
educação
de
Jovens
e
Adultos,
corporeidade.




 CORPOREIDADE
NO
COTIDIANO
DAS
AULAS
DE
EDUCAÇÃO
FÍSICA‐INTERVENÇÃO
E
 POSSIBILIDADES
EM
DUAS
TURMAS
DE
PROJETOS
DA
PREFEITURA
DO
RIO
DE
JANEIRO


 
Cintia
de
Assis
Ricardo
da
Silva

 
 O
presente
trabalho,
resultado
do
Trabalho
de
Conclusão
do
Curso
de
Especialização
em
Educação
Física
 Escolar,
 traz
 à
 tona
 a
 “dor
 e
 a
 delícia”,
 ou
 seja,
 as
 dificuldades
 e
 as
 possibilidades
 encontradas
 no
 desenvolvimento
 do
 trabalho
 com
 educação
 física
 com
 alunos
 matriculados
 nos
 Projetos
 “Se
 Liga”
 e
 “Acelera”,
que
se
destinam
aos
alunos
e
alunas
com
a
chamada
defasagem
escolar,
na
faixa
dos
nove
 aos
 catorze
 anos,
 matriculados
 no
 primeiro
 segmento
 do
 Ensino
 Fundamental
 da
 Rede
 Pública
 Municipal
 de
 Educação
 do
 Rio
 de
 Janeiro.
 Não
 há
 a
 pretensão
 de
 trazer
 receitas
 e
 soluções
 para
 uma
 educação
física
escolar
idealizada,
baseada
em
metodologias
X
ou
Y,
mas
sim
a
possibilidade
de
dialogar
 com
 o
 cotidiano
 de
 uma
 escola,
 trazendo
 relatos
 de
 práticas
 pedagógicas
 que
 consideram
 e
 problematizam
a
educação
física
como
parte
integrante
e
fundamental
dos
processos
escolares.
Nesse
 movimento,
 também
 fazem
 parte
 as
 provocações
 realizadas
 no
 Grupo
 de
 Pesquisa
 em
 que
 estou
 vinculada,
as
quais
contribuíram
para
a
ampliação
e
educação
do
olhar
acerca
dos
processos
escolares.
 Através
da
retomada
às
leituras
consideradas
importantes
para
a
compreensão
dos
conceitos
e
do
papel
 da
 Educação
 Física
 Escolar
 no
 ensino
 fundamental
 (concepções
 de
 corporeidade,
 de
 aprendizagem,
 autonomia
 e
 cotidiano
 escolar),
 visamos
 fortalecer
 uma
 escolarização
 que
 atenda
 às
 necessidades
 e
 potencialidades
 destes
 alunos.
 Para
 tal
 intento
 houve
 colaboração
 das
 obras
 de
 Gallo,
 Najmanovich,
 Soares
 e
 Trindade.
 Os
 resultados,
 mesmo
 provisórios,
 indicam
 que
 a
 intervenção
 nas
 práticas
 pedagógicas
 têm
 ampliado
 as
 práticas
 corporais
 através
 de
 vivências
 que
 tenham
 significado
 em
 suas
 vidas
e
possibilitado
a
potencialização
das
diferentes
corporeidades
dos
sujeitos
do
processo
–alunos
e
 professora.



 
 Palavras‐chave:
educação
física
escolar,
corporeidades,
cotidianos,
potencialidade.



 


COTIDIANOS,
CAMPOS
E
ENTRE‐LUGARES:
EDUCADORES
NA
TV


















































Rosa
Helena
Mendonça

 Este
texto
apresenta
discussões
parciais
da
pesquisa
em
andamento
que
desenvolvo
no
PROPED/UERJ.
 A
 investigação,
 na
 perspectiva
 dos
 estudos
 com
 os
 cotidianos,
 se
 articula
 ao
 grupo
 Currículo,
 redes
 educativas
 e
 imagens.
 A
 investigação
 gira
 em
 torno
 de
 práticas
 pedagógicas
 de
 profissionais
 de
 educação
 que
 trabalham
 em
 uma
 emissora
 de
 TV,
 mais
 especificamente
 no
 programa
 Salto
 para
 o
 Futuro,
 da
 TV
 Escola
 (MEC).
 O
 programa
 é
 voltado
 para
 a
 discussão
 de
 temas
 contemporâneos
 em
 educação,
visando
à
formação
de
professores
da
Educação
Básica.
Na
pesquisa,
por
meio
de
'conversas'
 com
praticantes
e
de
'narrativas'
inspiradas
nessas
vivências
(CERTEAU),
busco
compreender
a
tessitura
 das
redes
de
conhecimentos
e
significados
nos
espaçostempos
da
TV,
pensando
tanto
a
produção
como
 a
recepção
dos
programas.
As
noções
de
campo,
em
Pierre
Bourdieu,
e
de
entre‐lugar,
em
HomiBhabha,
 darão
sustentação
às
reflexões.
O
que
fazem
os
pedagogos
e
professores
numa
equipe
de
TV,
como
se
 dá
 sua
 formação
 profissional,
 quais
 os
 dilemas
 que
 enfrentam
 em
 sua
 prática
 cotidiana
 e
 que
 contribuições
agregam
ao
trabalho
de
produção,
são
algumas
das
questões
debatidas
no
artigo.


 Palavras‐chave:
educação
e
televisão,
cotidianos,
campo,
entre‐lugar.


98


CRIANÇAS
E
PROFESSORES
APRENDIZES:
OUTRAS
RELAÇÕES
COM
O
CONHECIMENTO

Elaine
Cristina
Borba
Rusenhack
‐
Estudante
de
Graduação/
UFF
 O
presente
texto
é
fruto
da
pesquisa
Alfabetização
por
Projetos
de
Trabalho:
ler
é
conhecer
o
mundo.
O
 projeto
 atua
 nas
 turmas
 de
 primeiro
 ao
 quinto
 ano
 do
 ensino
 fundamental
 I,
 desenvolvendo
 nestas
 turmas
dezenas
de
projetos
semanalmente.
Todas
atividades
são
registradas
em
relatórios
e
analisadas
 pela
equipe
pedagógica,
que
compartilha
os
planejamentos
entre
si
e
é
lócus
privilegiado
da
formação
 de
professores
em
diferentes
níveis.
O
projeto
vem
se
desenvolvendo
há
três
anos
e
atende
seis
turmas
 do
 IEPIC.
 Projeto
 de
 Trabalho
 é
 uma
 forma
 de
 organização
 do
 currículo
 escolar
 que
 apresenta
 e
 desenvolve
 os
 conteúdos
 a
 partir
 de
 sua
 integração
 entre
 as
 áreas
 de
 conhecimento
 e
 tendo
 como
 principio
um
tema
central.
As
leituras
teóricas,
dos
registros
coletados
conduziram‐me
a
novas
formas
 de
perceber,
ver
“capturar”
as
complexidades
do
cotidiano
auxiliando‐me
a
desvendar
novas
rotas
para
 um
fazer
pedagógico
onde
a
relação
ensinoaprendizagem
esta
baseada
na
estesia
de
descobri
o
mundo.
 Compreender
a
relação
estética
presente
na
relação
entre
o
educando
e
o
conhecimento
é
refletir
sobre
 a
tradicional
concepção
de
estética
que
sempre
esteve
relacionada
à
Arte
para
compreender
que
outras
 manifestações
 também
 podem
 desencadear
 as
 mais
 diversas
 sensações
 em
 seus
 apreciadores
 através
 das
atividades
escolares.
Refiro‐me,
portanto
à
estética
resultante
de
nossos
encontros
com
o
mundo
 pautado
 na
 estesia,
 como
 capacidade
 de
 perceber
 o
 mundo
 vivido
 a
 partir
 da
 sensibilidade
 do
 corpo,
 uma
vez
que
a
estesia
diz
mais
de
nossa
sensibilidade
geral
de
nossa
prontidão
para
apreender
os
sinais
 emitidos
 pelas
 coisas
 e
 por
 nós
 mesmos.
 (DUARTE
 JR,
 2001).
 Utilizamos
 como
 corpus
 de
 análise
 as
 atividades
 empíricas
 dentro
 e
 fora
 de
 sala.
 Observamos
 que
 a
 diversificação
 das
 atividades
 torna
 o
 ensina
e
o
aprender
mais
prazeroso
para
todos,
e
garante
que
todas
as
crianças
vivenciem
cada
uma
a
 sua
medida,
das
experiências
que
as
fazem
crescer.


 Palavra‐chave:
ensino‐aprendizagem,
estesia,
currículo,
projetos
de
trabalho.




CULTURA,
CONHECIMENTO
E
SABER
ESCOLAR
NO
SÉCULO
XXI:
PRINCÍPIOS
TEÓRICOS






























































Beatriz
Boclin
Marques
dos
Santos
 
 As
mudanças
atuais
relacionadas
à
globalização
da
economia
e
da
cultura
e
à
expansão
das
tecnologias
 da
informação
e
da
comunicação
interferem
significativamente
na
concepção
do
conhecimento
escolar
 e,
acima
de
tudo,
no
que
o
indivíduo
precisa
saber
para
interpretar
o
que
está
à
sua
volta
e
relacionar‐se
 com
o
mundo.
A
mudança
de
paradigma
afetou
a
educação,
influenciando
uma
alteração
na
construção
 do
currículo,
pois
interferiu
na
concepção
do
que
o
indivíduo
precisa
saber
para
interpretar
o
mundo
e
 relacionar‐se
 com
 ele
 além
 de
 colocar
 “o
 saber”
 como
 centro
 de
 questionamentos
 e
 estudos.
 Neste
 sentido
o
movimento
da
sociologia
do
currículo
surgido
nas
décadas
de
1960
e
1970
trouxe
a
ideia
de
 um
 currículo
 com
 base
 em
 uma
 concepção
 antropológica
 e
 sociológica,
 levando
 em
 consideração
 identidades
culturais
diferentes.
A
sociologia
do
currículo
inspirou
reformas
educacionais
da
década
de
 1990
como
a
brasileira
‐
Lei
de
Diretrizes
e
Bases
da
Educação
(LDB
Lei
no
9.394
de
20
de
dezembro
de
 1996)
 e
 Parâmetros
 Curriculares
 Nacionais,
 além
 de
 permitir
 o
 surgimento
 de
 importantes
 conceitos
 para
 os
 estudiosos
 dos
 programas
 curriculares,
 como:
 cultura
 escolar
 e
 conhecimento
 escolar/
 saber
 escolar.
O
presente
trabalho
destina‐se
a
aprofundar
o
estudo
sobre
os
conceitos
de
cultura
escolar
e
 conhecimento
 escolar
 na
 visão
 de
 dois
 teóricos
 que
 muito
 influenciaram
 os
 estudos
 sobre
 as
 novas
 concepções
 de
 currículo:
 Jean
 Claude
 Forquin
 e
 Gimeno
 Sacristán.
 Os
 dois
 autores
 em
 seus
 estudos
 levam
em
consideração
alguns
preceitos
básicos
da
sociologia
do
currículo
como
mostrar
uma
relação
 de
 poder
 expressa
 na
 seleção
 cultural
 que
 é
 feita
 no
 currículo,
 assim
 como,
 a
 preocupação
 com
 o
 currículo
de
fato,
na
sala
de
aula,
permitindo
a
abertura
de
novos
enfoques
como
aquele
que
afirma
a
 especificidade
da
cultura
e
do
saber
escolar
e
coloca
como
centro
das
questões
em
educação,
o
valor
 intrínseco
do
que
é
ensinado.


 


99


Palavras‐chave:
conhecimento
escolar,
saber
escolar,
currículo,
cultura.




 


CULTURA
DIGITAL
NO
COTIDIANO
ESCOLAR
 


Graziele
Alves
de
Lira
 Helen
Sanches
da
Costa
 



 O
presente
trabalho
pretende
apresentar
o
Projeto
Cultura
Digital
no
Cotidiano
Escolar
e
como
ele
foi
 desenvolvido.
Este
fez
parte
do
programa
de
apoio
à
melhoria
do
ensino
em
Escolas
Públicas
do
Estado
 do
 Rio
 de
 Janeiro/FAPERJ
 e
 foi
 realizado
 no
 C.
 E.
 Engº.
 Carlos
 Frederico
 de
 Arêa
 Leão.
 A
 pesquisa
 em
 questão
 partiu
 da
 suposição
 de
 que
 existem
 inúmeros
 choques
 culturais
 que
 a
 escola
 abriga,
 dando
 ênfase
aos
supostos
choques
entre
a
chamada
cultura
digital
com
a
cultura
escolar.
Acreditamos
que
os
 choques,
 se
 existem,
 são
 movimentos
 que
 podem
 gerar
 aprendizagens.
 Assim
 a
 equipe
 buscou
 estar
 presente
 no
 cotidiano
 do
 colégio
 em
 questão
 para
 tentar
 compreender
 como
 se
 dão
 as
 diferentes
 conexões
entre
elementos
da
cultura
digital
e
o
cotidiano
da
escola.
As
ações
deste
projeto
focaram
na
 aprendizagem
 colaborativa
 para
 trilhar
 todo
 o
 percurso.
 Assim,
 unimos
 professores
 e
 alunos
 do
 Arêa
 Leão
em
encontros
para
uso
das
diversas
tecnologias
que,
na
maioria
das
vezes,
estão
ao
nosso
alcance
 (Ex:
celular,
câmera
digital,
computador).
Nossas
ações
não
consideraram
apenas
o
uso
de
máquinas
e
 ferramentas,
mas
sim
os
outros
modos
de
aprender,
de
ensinar,
de
nos
relacionar
e
de
nos
comunicar.
 Buscamos
uma
melhor
compreensão
das
possibilidades
de
projetos
e
práticas
pedagógicas
coletivos,
a
 partir
do
uso
das
tecnologias
da
informação
e
da
comunicação.



 
 Palavras‐chave:
TICs,
cultura
digital,
currículo,
formação
de
professores.



CURRÍCULO:
DIALOGIA
ENTRE
SABERES
E
PRÁTICAS
CULTURAIS


 

Rosa
Aparecida
Pinheiro
‐
Professor(a)
do
Ensino
Superior/
UFRN
 
 Na
 articulação
 entre
 as
 práticas
 culturais
 cotidianas
 e
 os
 currículos
 praticados
 buscamos
 pensar
 o
 processo
 educativo
 como
 uma
 rede
 de
 articulações,
 produções
 e
 negociações
 de
 sentidos
 que
 possibilitam
 a
 constituição
 de
 um
 sujeito
 político
 mediado
 por
 paradigmas
 sociais
 e
 culturais
 em
 um
 novo
 modelo
 de
 racionalidade
 na
 qual
 a
 experiência
 social
 do
 mundo
 não
 seja
 desperdiçada,
 como
 aponta
 Sousa
 Santos.
 Nesse
 sentido,
 apresentamos
 a
 experiência
 de
 uma
 Comunidade
 de
 Aprendizagem,
 a
 partir
 de
 ações
 de
 professores
 e
 alunos
 da
 modalidade
 EJA,
 em
 uma
 abordagem
 intercultural.
 Nessa
 construção,
 o
 currículo
 é
 objetivado
 como
 espaço
 de
 articulação
 e
 dialogia
 entre
 saberes
 e
 práticas
 culturais,
 tendo
 como
 pólo
 dinamizador
 dessa
 Comunidade
 a
 EJA
 na
 instituição
 escolar
 e
 em
 sua
 ampliação
 para
 espaços
 comunitários.
 Na
 elaboração
 dessa
 proposta
 educativa,
 consideramos
 o
 elemento
 diálogo,
 na
 concepção
 freireana,
 em
 sua
 relação
 com
 a
 memória
 social
 e
 coletiva,
 como
 ponto
 essencial
 para
 a
 interligação
 entre
 saberes
 acadêmicos
 e
 comunitários.
 Essa
 proposição
advém
de
propostas
e
práticas
pluralistas
que
atendam
e
valorizem
as
comunidades,
a
partir
 da
 escola
 como
 espaço
 de
 convívio
 entre
 culturas
 diferenciadas
 na
 qual
 os
 sujeitos
 da
 EJA
 tem
 autonomia
 de
 decisões
 e
 atitudes
 nos
 espaços
 de
 aprendizagem,
 no
 qual
 estarão
 em
 interação
 com
 docentes
universitários,
professores
da
EJA,
alunos,
familiares
e
agentes
comunitários.
Nesse
sentido,
o
 currículo
 é
 entendido
 como
 tessitura
 dos
 saberes
 advindos
 das
 práticas
 culturais
 incorporadas
 como
 memória
coletiva
dos
que
as
vivenciaram
e
as
repassam
em
atividades
cotidianas
em
uma
reinvenção
 permanente
que
compõe
a
formação
identitária
dos
grupos
envolvidos.



 
 Palavras‐chave:
currículo,
EJA,
comunidade,
dialogia.
 


CURRÍCULO
DO
PROEJA:
DESIGUALDADES

SOCIAS

NAS

CONCEPÇÕES

DOS
PROFESSORES
E
 ESTUDANTES
DO
PROEJA
NO
INSTITUTO
FEDERAL
DE
EDUCAÇÃO,
CIÊNCIA
E
TECNOLOGIA
DO
 SERTÃO
PERNAMBUCANO
–
CAMPUS
PETROLINA‐PE

Márcia
Araújo
Ribeiro
Lima
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/UERJ‐FFP


100





































Márcia
Soares
de
Alvarenga
 
 O
texto
desta
comunicação
busca
apresentar
uma
pesquisa
de
dissertação
de
mestrado
em
andamento
 que
 tem
 como
 problema
 de
 estudo
 a
 proposta
 curricular
 do
 PROEJA
 buscando
 compreender
 em
 que
 medida
 essa
 proposta
 possibilita
 a
 compreensão
 dos
 diversos
 modos
 de
 concepções
 sobre
 desigualdades
sociais
produzidos
por
estudantes
e
professores.
Esse
tema
se
configura
como
estudo
de
 grande
 relevância
 no
 contexto
 das
 políticas
 curriculares
 em
 educação
 de
 jovens
 e
 adultos,
 pois
 a
 questão
das
desigualdades
sociais
e
a
educação
tem
sido
tema
de
debates
e
preocupações
no
âmbito
 das
políticas
educacionais
e
em
especial
na
EJA,
considerando
que
historicamente
essa
modalidade
de
 ensino
é
oferecida
para
sujeitos
que
tiveram
seus
percursos
escolares
interrompidos
pela
condição
de
 trabalhadores.
Assim,
apoiados
no
referencial
teórico
de
Dubet
(2001)
Castel
(1998)
e
Bourdieu
(1998),
 optamos
 por
 uma
 abordagem
 de
 pesquisa
 qualitativa
 tendo
 como
 lócus
 de
 investigação
 o
 PROEJA
 do
 Instituto
 Federal
 de
 Educação,
 Ciência
 e
 Tecnologia
 –
 Campus
 Petrolina‐Pe
 a
 partir
 do
 ponto
 de
 vista
 metodológico
 do
 estudo
 de
 caso,
 com
 entrevistas
 e
 análise
 documental
 tendo
 como
 referência
 o
 Documento
 Base
 do
 programa
 institucionalizado
 pelo
 MEC
 no
 ano
 de
 2007.
 Como
 essa
 pesquisa
 encontra‐se
 em
 desenvolvimento,
 apresentamos
 alguns
 resultados
 parciais
 que
 expressam
 as
 concepções
dos
sujeitos
envolvidos
sobre
desigualdades
sociais
e
suas
mediações
na
proposta
curricular
 do
programa
estudado.


 
 Palavras‐chave:
desigualdades
sociais,
políticas
de
currículo,
PROEJA,
educação
de
jovens
e
adultos.





 CURRÍCULO
E
IDENTIDADE(S)
DOCENTE(S):
MODOS
DE
DIZER
E
REPRESENTAR
O
PROFESSOR
 NOS
PCNs
DE
LÍNGUA
PORTUGUESA

Maximiano
Martins
de
Meireles
 O
 presente
 texto
 trata
 de
 uma
 análise
 discursiva
 dos
 Parâmetros
 Curriculares
 Nacionais
 de
 Língua
 Portuguesa
 cujo
 objetivo
 foi
 identificar
 os
 modos
 de
 dizer
 e
 representar
 o
 professor
 no
 referido
 documento.
 Partimos
 do
 pressuposto
 de
 que
 PCNEFs
 de
 Língua
 Portuguesa,
 assim
 como
 outros
 documentos
 curriculares,
 forjam
 uma
 identidade
 para
 o
 professor,
 num
 jogo
 de
 interpelação
 que
 inscreve
o
indivíduo
na
posição
discursiva
de
sujeito‐professor,
ao
representá‐lo,
e
representar
as
suas
 tarefas
 de
 determinadas
 maneiras
 (GRIGOLETTO,
 2003).
 Nesse
 sentido,
 concebemos
 as
 políticas
 curriculares
 como
 texto
 e
 discurso,
 como
 um
 espaço
 discursivo
 que
 coloca
 em
 cena
 e
 enuncia
 outros
 textos,
mobilizando
a
luta
de
diferentes
sentidos
e
significados,
resultados
da
hibridização
e
da
polifonia
 que
constituem
o
próprio
texto
e
o
contexto
no
qual
ele
está
inserido
(BALL,
2011).
Nessa
perspectiva,
 duas
 questões
 orientaram
 a
 escrita
 desse
 trabalho:
 Como
 o
 professor
 é
 representado
 nos
 PCNEFs
 de
 Língua
Portuguesa?
Como
determinadas
formas
de
dizer
interpelam
o
sujeito
de
modo
a
produzir
uma
 identidade
de
professor
de
LP?
Assim,
apoiados
na
perspectiva
da
Análise
de
Discurso
de
linha
francesa,
 identificamos
 nos
 recortes
 discursivos
 dos
 PCNEFs,
 modos
 recorrentes
 de
 dizer
 e
 representar
 o
 professor
 de
 língua
 portuguesa
 a
 partir
 do
 uso
 de
 mecanismos
 linguístico‐semânticos
 lógicos
 e
 instrucionais.
O
uso
desses
mecanismos,
por
meio
de
argumentos
que
se
pretendem
lógicos
e
científicos
 interpelam
o
professor
de
língua
portuguesa
a
assumir
determinadas
posições‐sujeito
que
se
alternam
 no
 espaço
 discursivo
 dos
 PCNEFs
 e
 que,
 no
 movimento
 de
 constituição
 de
 uma
 identidade
 para
 o
 professor,
abre
diferentes
possibilidades
de
identificação
para
esse
sujeito
(GRIGOLETTO,
2003).

 Palavras‐chave:
 Currículo.
 Identidades
 docentes.
 Parâmetros
 Curriculares
 Nacionais
 de
 Língua
 Portuguesa.
Representações.


CURRÍCULO:
TENSÕES
ENTRE
CULTURAL/POLÍTICA/SOCIAL


101


Veronica
Borges
de
Oliveira


 Proponho‐me,
 neste
 trabalho,
 problematizar
 algumas
 questões/tensões
 que,
 do
 meu
 ponto
 de
 vista,
 atravessam
o
campo
do
currículo:
inter‐relações
entre
cultural‐político‐currículo‐social.
Com
isso
espero
 contribuir
 para
 a
 desconstrução
 de
 certos
 binarismos
 ainda
 hegemônicos
 no
 campo
 da
 educação
 em
 geral
 e
 no
 campo
 do
 currículo
 em
 particular:
 teoria/prática,
 centro/margem,
 colonizado/colonizador,
 eu/outro,
 presença/ausência,
 entre
 tantos
 outros.
 Entendo
 a
 produção
 curricular
 como
 luta
 política
 num
 espaço
 de
 disputas
 por
 “certas”
 hegemonias
 sempre
 contingenciais
 e
 provisórias.
 Outro
 ponto
 defendido
 é
 o
 caráter
 discursivo
 do
 currículo
 envolvendo
 produção
 de
 sentidos
 a
 partir
 da
 disjunção
 entre
significante
e
significado.
Negociação,
hibridismo,
entre‐lugar,
indecidibilidade
são
termos‐chave
 que
favorecem
certos
tensionamentos
presentes
no
artigo.
Utilizo
contribuições
de
teóricos
como
Homi
 Bhabha,
Stuart
Hall,
Ernesto
Laclau,
Jacques
Derrida.
Palavras‐chave:
currículo,
política,
cultural/social.


 Palavras‐chave:
currículo,
política,
cultural/social.




CURRÍCULOS
E
EXPERIÊNCIAS
NOS
DIFERENCIADOS












































 
Cristina
Lens
Bastos
de
Vargas
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UFES
 O
 trabalho
 apresenta
 a
 intenção
 de
 problematizar
 as
 redes
 de
 saberesfazeres
 tecidas
 pelos
 alunos
 no
 cotidiano
de
uma
escola
pública
do
município
de
Cachoeiro
de
Itapemirim,
buscando,
nesse
cotidiano,
 reflexões
sobre
os
fios
das
complexas
redes
tecidas
no
interior
da
escola,
ao
visitar
seus
espaçostempos;
 ao
ouvir
as
pessoas
e
conversar
com
elas,
buscando
perceber
suas
angústias
e
inquietações
em
relação
 aos
currículos
tecidos
em
redes
nos
cotidianos
dessa
escola.
O
que
importa
neste
estudo,
é
nos
deixar
 sensibilizar
 pelos
 encontros
 existentes
 nos
 espaços
 da
 escola,
 voltando
 a
 atenção
 às
 práticas
 comuns,
 buscando
o
que
quase
sempre
não
é
visível.
Pensar
o
novo,
não
no
sentido
de
escola
novidadeira,
mas
 no
sentido
de
ver
o
currículo
com
outros
sentidos,
de
pensá‐lo
de
outros
modos.
É
sob
essa
perspectiva
 que
 serão
 problematizados
 os
 acontecimentos
 e
 os
 fios
 das
 complexas
 redes
 tecidas
 no
 interior
 da
 escola
,
tentando
perceber
o
que
acontece,
quando
a
escola
toma
os
referenciais
curriculares
nacionais
 e
 municipais
 na
 tentativa
 de
 usá‐los
 à
 prática
 escolar.
 Ao
 vivenciar
 esses
 ambientes
 percebe‐se
 que
 é
 comum
 a
 existência
 de
 documentos
 normativos
 oficiais
 nas
 escolas,
 não
 se
 pode
 isentar
 deles,
 mas
 pode‐se
pensar
a
partir
de
possibilidades
e
experiências
que
permeiam
esse
universo.
Entende‐se
que,
 nas
redes,
não
há
um
ponto
de
partida.
A
intenção
é
a
de
provocar
um
olhar
a
partir
dos
estudos
sobre
 currículo
 em
 redes,
 percebendo
 a
 multiplicidade
 de
 variedades
 com
 que
 o
 currículo
 está
 imbricado.
 Desse
modo,
este
trabalho
pretende
investigar
como
ocorrem
os
processos
curriculares
dessa
escola,
a
 fim
de
evidenciar,
em
suas
redes
de
saberesfazeres,
possibilidades
criativas
que
valorizam
a
escola
e
as
 experiências
 dos/as
 professores/as
 e
 dos/as
 alunos/as,
 tecidas
 no
 cotidiano,
 visitando
 seus
 espaçostempos,
 ouvindo
 as
 pessoas,
 conversando
 com
 elas
 na
 tentativa
 de
 perceber
 seus
 desassossegos.


 Palavras‐chave:
currículo,
cotidiano,
escolas.


CURRÍCULOS
EM
REDES
TECIDOS
COM
OS
COTIDIANOS
DA
ESCOLA
PÚBLICA:
OS
MOVIMENTOS
 DE
IMPLEMENTAÇÃO
E
OS
PRIMEIROS
USOS
DO
DOCUMENTO
“CURRÍCULO
BÁSICO
DA
 ESCOLA
ESTADUAL”






































































































Adriana
Pionttkovsky
Barcellos

 O
texto
apresenta
uma
investigação
acerca
da
implementação
do
documento
da
Secretaria
de
Educação
 do
Estado
do
Espírito
Santo
–
Currículo
Básico
da
Escola
Estadual
–
no
Ensino
Fundamental,
na
Escola
 Estadual
de
Ensino
Fundamental
e
Médio
David
Roldi,
localizada
no
município
de
São
Roque
do
Canaã
‐
 ES
 e,
 ainda,
 dos
 processos
 de
 tessitura
 dos
 currículos
 que
 têm
 sido
 potencializados
 com
 os
 usos


102


produzidos/articulados
 a
 partir
 dessa
 implementação.
 Busca
 acompanhar
 um
 pouco
 das
 redes
 de
 saberes,
 fazeres
 e
 poderes
 que
 são
 tecidas
 e
 compartilhadas
 pelos
 sujeitos
 praticantes
 que
 atuam
 nesses
 espaçostempos
 como
 potência
 para
 as
 discussões
 de
 currículo.
 Problematiza
 quais
 desdobramentos
e
processos
de
ampliação
dessas
redes
foram
oportunizados
ou
não,
na
escola,
com
a
 “chegada”
 do
 documento
 e
 ainda,
 que
 processos
 curriculares
 os
 primeiros
 “usos”
 do
 documento
 desencadearam
no
cotidiano
escolar,
entendendo
que
as
discussões
das
políticas
de
currículo
acabam,
 muitas
 vezes,
 assumindo
 a
 escola
 como
 ponto
 final
 das
 produções
 curriculares.
 Propõe
 caminhos
 teórico‐metodológicos
 ligados
 às
 práticas
 de
 pesquisa
 com
 os
 cotidianos.
 Utiliza
 observações,
 documentos,
 conversas,
 entrevistas
 e
 narrativas
 como
 procedimentos
 de
 pesquisa
 e,
 ainda,
 outros
 instrumentos
no
caminho
investigativo,
como
fotografias,
além
dos
registros
em
diário
de
campo
acerca
 das
 situações
 vivenciadas
 em
 múltiplos
 contextos.
 Considerando
 a
 complexidade
 pulsante
 dos
 cotidianos,
aponta
para
a
criação
de
outros/novos
movimentos
entre
os
documentos
curriculares
e
os
 currículos
assumidos
nos
cotidianos
das
escolas.
Currículos
que
nos
façam
pensar
em
tantos
significados
 possíveis
para
as
práticas
cotidianas
nas
escolas;
currículos
assumidos
como
possibilidades
de
ampliação
 dos
 horizontes
 no
 campo
 das
 ciências,
 de
 novas
 lógicas
 e
 de
 novos
 saberes;
 currículos
 que
 vão
 muito
 além
 das
 prescrições
 oficiais
 e
 que
 não
 podem
 ser
 aprisionados
 por
 conteúdos
 propostos
 em
 documentos.


 Palavras‐chave:
currículos,
cotidianos,
redes,
usos.






DAS
PINTURAS
EM
TELAS
AO
TOQUE
DA
ZABUMBA:
NARRATIVAS
AFRO‐BRASILEIRAS
 COMPARTILHADAS
NAS
ESCOLAS


 



































































Sonia
Regina
dos
Santos
‐
Pesquisador(a)
do
Ensino
Superior/
UERJ
 
 Este
texto
está
pautado
nas
narrativas
de
mulheres
idosas
afro‐brasileiras
pertencentes
à
classe
popular
 e
 marcadas
 pela
 exclusão
 social,
 elas
 enfrentam
 situações
 reais
 do
 cotidiano
 e
 as
 registram
 com
 suas
 práticas
 artísticas
 e
 culturais.
 O
 interesse
 na
 produção
 desta
 escrita
 é
 pensar
 essas
 narrativas
 no
 currículo
escolar,
na
sala
de
aula
sendo
utilizadas
pelos
professores
junto
aos
estudantes,
como
recursos
 didáticos.
Entendo
essas
narrativas
carregadas
de
elementos
que
contribuem
para
a
re/significação
de
 identidades
 e
 valorização
 da
 diversidade
 artística
 e
 cultural
 no
 nosso
 país.
 Destaco
 neste
 texto
 as
 narrativas
de
duas
mulheres
cujos
trabalhos
já
foram
compartilhados
em
algumas
escolas.
Uma
reside
 na
Região
Serrana/RJ,
e
rememora
histórias
de
sua
vida
pintando
telas.
A
outra,
para
fugir
da
depressão
 integrou‐se
no
grupo
musical
conhecido
como
“Meninas
de
Sinhá”
de
Belo
Horizonte,
toca
zabumba
e
 canta
velhas
cantigas
das
brincadeiras
de
rodas.
Um
Grupo
formado
por
mulheres
que,
em
maioria
são
 idosas
 afro‐brasileiras
 e
 apresentam‐se
 em
 palcos
 brasileiros,
 instituições
 sociais
 dando
 palestras
 e
 desenvolvem
 trabalhos
 comunitários.
 As
 práticas
 dessas
 senhoras
 têm
 contribuindo
 com
 o
 desenvolvimento
 projetos
 de
 pesquisa
 intervenção
 com
 alunos,
 como
 também
 despertam
 o
 interesse
 de
 pesquisadores
 ou
 estudantes
 universitários
 que
 buscam
 compreender
 como
 se
 dão
 os
 processos
 identitários
desses
sujeitos
afro‐brasileiros
com
seus
saberes
e
práticas
muitas
vezes
negados
na
nossa
 sociedade.
O
referencial
teórico
está
pautado
nos
ensinamento
de:
Boaventura
de
Sousa
Santos,
Ecléa
 Bosi
 e
 Paul
 Thompson,
 Michel
 de
 Certeau,
 Walter
 Benjamim
 e
 outros
 autores
 com
 os
 quais
 dialogo
 neste
texto.


 
 Palavras‐chave:
diversidade
artística
e
cultural,
memória,
narrativas,
currículo
e
relações
raciais.


 


DESAFIOS
DA
EDUCAÇÃO
ONLINE
FORMAÇÃO
DE
PROFESSORES
PARA
O
ATENDIMENTO
DE
 ALUNOS
COM
DEFICIENCIA
VISUAL
 

Valeria
de
Oliveira
Silva

 


103


Mediada
 por
 tecnologias,
 a
 educação
 a
 distância,
 vem
 potencializando
 o
 processo
 de
 ensino
 aprendizagem
tanto
para
quem
buscar
formação
continuada,
quanto
para
quem
deseja
cursar
o
ensino
 fundamental,
 médio
 e
 superior.
 Esta
 modalidade
 de
 ensino
 propicia
 a
 alunos
 e
 professores,
 independente
 do
 tempo
 e
 do
 espaço,
 ocupem
 um
 ambiente
 virtual
 de
 aprendizagem
 formal
 que
 permite
diálogos
síncronos
e
assíncronos
entre
estes
interlocutores.
Em
tempos
de
cibercultura,
a
rede
 de
 alcance
 mundial
 vem
 disponibilizando
 documentos
 hipermidiáticos
 interligados
 e
 executados
 na
 internet.
 Os
 ambientes
 de
 interação
 e
 participação
 que
 hoje
 englobam
 inúmeras
 linguagens,
 vídeos,
 sons,
hipertextos
e
figuras,
evidenciam
que
a
web
1.0,
que
antes
tornava
seus
usuários
dependentes
de
 serviços
 especializados
 de
 programação,
 evoluiu
 para
 web
 2.0
 que
 permite
 que
 estes
 sejam
 desenvolvedores
 de
 ambientes
 virtuais
 autorais.
 A
 web,
 então,
 tornou‐se
 uma
 grande
 plataforma
 que
 envolve
 diferentes
 aplicativos,
 wikis,
 redes
 sociais
 e
 tecnologias
 da
 informação.
 Diante
 deste
 contexto
 de
 desenvolvimento
 tecnológico,
 refletindo
 sobre
 as
 políticas
 públicas
 de
 inclusão
 da
 pessoa
 com
 deficiência,
 indagamos:
 Como
 devem
 ser
 estabelecidas
 as
 diretrizes
 educacionais
 que
 possibilitem
 a
 inclusão
 de
 pessoas
 com
 deficiência
 visual
 em
 cursos
 de
 nível
 superior
 online?
 Quais
 os
 desafios
 enfrentados
 nos
 cursos
 de
 formação
 de
 professores/tutores
 para
 o
 atendimento
 das
 necessidades
 educacionais
 especiais
 de
 alunos
 com
 deficiência
 visual?
 Quais
 modelos
 didáticos
 são
 os
 mais
 adequados
 em
 ambientes
 virtuais
 de
 aprendizagem
 arquitetados
 segundo
 as
 recomendações
 WCAG
 2.0?
Quais
medidas
devem
ser
tomadas
no
momento
de
avaliação
desses
discentes?
De
que
forma
os
 cursos
 de
 educação
 online
 podem
 contribuir
 para
 elevar
 seus
 graduandos
 com
 deficiência
 visual
 total
 (cegueira)
à
categoria
de
autores
na/da
cibercultura?



 












 Palavras‐chave:
formação
de
Professores,
educação
online,
e‐acessibilidade,
cibercultura.





DEVERES
DE
CASA:
UMA
ANÁLISE
DAS
ESTRATÉGIAS
EDUCATIVAS
FAMILIARES


 Fernanda
Bevilaqua
Costa
Moraes
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
UFMG
 
 Este
 trabalho
 tem
 como
 objetivo
 apresentar
 aspectos
 concernentes
 às
 estratégias
 educativas
 empreendidas
por
algumas
famílias
de
camada
popular
e
média
no
acompanhamento
ao
dever
de
casa
 dos
filhos.
Foram
focalizadas
algumas
dimensões
consideradas
importantes,
tendo
em
vista
o
objetivo
 da
pesquisa:
o
dever
de
casa
nas
relações
família‐escola,
nas
políticas
públicas
educacionais,
na
prática
 escolar,
 a
 responsabilidade
 da
 mãe
 no
 acompanhamento
 do
 dever
 de
 casa,
 perspectivas
 de
 escolarização
 para
 os
 filhos
 e
 implicações
 do
 dever
 de
 casa
 na
 rotina
 familiar.
 Para
 a
 realização
 da
 pesquisa
 buscamos
 caminhar
 pelo
 campo
 da
 Sociologia
 das
 Relações
 Família‐Escola.
 Participaram
 das
 entrevistas
nove
mães
de
três
escolas
(duas
públicas
e
uma
privada)
do
município
de
Carangola/MG.
De
 um
modo
geral,
observou‐se
entre
as
entrevistadas,
a
intenção
de
que
os
filhos
alcancem
um
nível
de
 escolaridade
 mais
 prolongado
 que
 aquele
 conquistado
 pelas
 mães,
 que
 as
 mães
 detentoras
 de
 mais
 capital
 econômico
 e
 cultural
 tendem
 a
 organizar
 de
 forma
 mais
 sistemática
 a
 feitura
 dos
 deveres
 em
 casa,
que
o
acompanhamento
das
atividades
escolares
dos
filhos
ainda
é
uma
tarefa
feminina.
Dentre
 outros
 sentidos,
 o
 dever
 de
 casa,
 é
 visto
 como
 prática
 escolar
 favorável
 ao
 processo
 de
 escolarização
 dos
filhos,
além
de
atuar
como
referência,
para
a
família,
do
que
a
criança
vivencia
na
escola.



 
 Palavras‐chave:
práticas
educativas,
relações
família‐escola,
dever
de
casa,
acompanhamento
escolar.



 


DIÁLOGOS
NAS
SALAS
DE
AULA
DO
ENSINO
MÉDIO:
O
QUE
FALAMOS
SOBRE
AS
CONDIÇÕES
 DE
TRABALHO
DA
CONTEMPORANEIDADE?


 Priscila
Campos
Ribeiro
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/UERJ
 
 Frequentemente,
 vemos,
 no
 ensino
 médio,
 a
 relação
 entre
 juventude
 e
 escolarização
 associada
 a
 trabalho,
 como
 nos
 estudos
 de
 Marília
 Sposito
 e
 da
 Ação
 Educativa.
 Cria‐se
 para
 este
 nível
 de
 ensino
 uma
expectativa
de
condição
mínima
para
a
inserção
do
jovem
no
mercado
de
trabalho,
visto
que
é
a
 etapa
 final
 da
 escolarização
 básica.
 São
 investidas
 contínuas
 reformas
 políticas
 na
 formação
 do
 jovem
 para
que
exerçam
uma
profissão.
E
quando
as
políticas
oficiais
afirmam
a
formação
para
o
trabalho,
este
 aparece
 como
 algo
 que
 transformará
 a
 vida
 dos
 jovens.
 Porém,
 com
 base
 em
 Richard
 Sennett,
 observamos
 que
 as
 condições
 precárias
 de
 trabalho
 na
 contemporaneidade
 parecem
 mais
 reforçar
 os


104


aspectos
negativos
das
contradições
do
trabalho
–
que
ao
mesmo
tempo
constitui
o
ser
humano,
mas
 atende
a
demandas
do
mercado
numa
lógica
excludente
do
capitalismo
–
do
que
transformar
a
vida
dos
 jovens
trabalhadores.
Com
base
em
Stephen
Ball
compreendemos
que
a
produção
de
currículo
também
 acontece
 na
 escola,
 no
 contexto
 da
 sala
 de
 aula,
 com
 releituras,
 adaptações
 e
 recontextualizações.
 Nesta
 pesquisa
 busco
 problematizar
 este
 contexto
 de
 produção
 de
 currículo
 –
 a
 sala
 de
 aula
 –
 questionando
 se
 são
 existentes
 os
 diálogos
 com
 os
 alunos
 sobre
 as
 condições
 de
 trabalho
 na
 contemporaneidade.
E
em
torno
de
que
questões
se
estabelecem?



 
 Palavras‐chave:
produção
de
currículo,
contexto
da
prática,
ensino
médio,
trabalho.


 


DIFERENÇA
ENQUANTO
DIREITO
DE
CIDADANIA
NO
CONTEXTO
DA
ESCOLA
PÚBLICA


 Larissa
Vitória
Rios
de
Oliveira

 
 A
 escola
 é
 uma
 das
 principais
 instituições
 socializantes
 da
 contemporaneidade.
 Obrigatória
 para
 as
 crianças
 a
 partir
 de
 seis
 anos,
 estende‐se
 em
 sua
 obrigatoriedade
 até
 a
 maioridade
 do
 jovem
 adolescente.
 Nossa
 constituição
 determina
 como
 finalidade
 da
 educação
 escolar
 a
 formação
 para
 o
 mercado
de
trabalho
e
para
a
cidadania.
O
presente
trabalho
busca
investigar
os
sentidos
da
cidadania
 enquanto
possibilidades
de
se
trabalhar
tal
conceito
no
cotidiano
escolar,
especificamente
no
que
tange
 aos
direitos
culturais.
Diferenças
de
classe
social,
gênero,
religião,
etnia,
sexualidade
ou
comportamento
 são
questões
complexas
que
estão
presentes
no
cotidiano
escolar
da
escola
pública
do
Rio
de
Janeiro,
 que,
 quando
 tratadas
 de
 forma
 hierárquica
 e
 preconceituosa,
 geram
 bullying,
 baixo
 rendimento
 e
 até
 evasão
 escolar.
 Com
 base
 nos
 estudos
 de
 Stuart
 Hall
 sobre
 a
 centralidade
 da
 cultura,
 opero
 com
 o
 entendimento
de
que
a
forma
como
significamos
o
mundo
e
os
códigos
sociais
determina
nossa
atuação
 na
sociedade.
Em
sintonia
com
construções
teóricas
do
pós‐estruturalismo,
trago
também
as
noções
de
 différance
 e
 desconstrução
 presentes
 no
 pensamento
 de
 Derrida
 para
 questionar
 binarismos
 e
 hierarquizações
 presentes
 no
 dia
 a
 dia
 escolar.
 A
 partir
 daí,
 enfatizo
 a
 importância
 de
 um
 currículo
 e
 uma
 prática
 curricular
 que
 atue
 de
 acordo
 com
 a
 pluralidade,
 garantindo
 o
 direito
 e
 a
 valorização
 da
 diferença.
O
artigo
busca
contribuir
para
reflexão
sobre
a
prática
docente
na
escola
pública
a
respeito
 de
 questões
 como
 laicidade
 e
 respeito
 ás
 diferenças,
 a
 partir
 do
 entendimento
 do
 professor
 como
 exemplo
constante
e
modelo
para
a
formação
dos
cidadãos
brasileiros,
especificamente
no
que
tange
as
 práticas
culturais
e
no
tratamento
com
a
alteridade,
em
busca
de
uma
atuação
no
espaço
público
que
 respeite
a
diversidade
e
estimule
a
cooperação
entre
os
indivíduos.



 
 Palavras‐chave:
escola
pública,
cidadania,
diferença,
direitos
culturais.


 
 


DO
LIVRO
DIDÁTICO
AOS
CURRÍCULOS
PRATICADOS
NECESSIDADE
DE
UMA
INVERSÃO
 EPISTEMOLÓGICA


 Érica
Bolzan
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UFES
 
Wagner
dos
Santos
‐
Professor(a)
do
Ensino
Superior/
UFES
 
 Pesquisa
 as
 propostas
 pedagógicas
 materializadas
 nos
 livros
 didáticos
 para
 intervenção
 em
 Educação
 Física,
 a
 fim
 de
 compreender
 os
 dispositivos
 construídos
 pelos
 autores
 para
 orientação
 da
 ação
 pedagógica.
A
organização
do
trabalho
se
divide
em
dois
momentos
interligados:
1)
análise
da
produção
 acadêmica
sobre
livros
didáticos
na
Educação
Física
por
meio
de
uma
pesquisa
bibliográfica
no
período
 de
1930
a
2012
que
tem
como
fonte
as
revistas
especializadas
e
congressos
da
área;
2)
análise
dos
livros
 didáticos
 da
 Rede
 Estadual
 de
 Ensino
 do
 Espírito
 Santo,
 São
 Paulo,
 Paraná,
 Minas
 Gerais
 e
 Santa
 Catarina.
 O
 desenho
 metodológico
 do
 trabalho
 está
 pautado
 no
 paradigma
 indiciário
 e
 na
 leitura
 das
 formas
e
conteúdos
das
fontes
propostas
por
Ginzburg
(1989;
2002).
Damos
visibilidade
aos
dispositivos
 construídos
 pelos
 autores
 dos
 livros
 didáticos
 para
 orientação/prescrição
 da
 ação
 pedagógica,
 entendendo
que
estes
constroem
uma
representação
da
Educação
Física
como
componente
curricular.
 Para
 tanto,
 adotamos
 os
 conceitos
 de
 identidade
 de
 Hall
 (2003;
 2006)
 e
 Santos
 (2003)
 e
 de
 representação
 de
 Chartier
 (2002),
 para
 compreender
 como
 tem
 sido
 justificada
 a
 presença,
 a
 permanência
 e
 a
 contribuição
 da
 Educação
 Física
 no
 contexto
 escolar.
 Ao
 serem
 produzidos
 desconsiderando
 os
 currículos
 praticados
 (FERRAÇO,
 2007)
 pelos
 professores,
 os
 livros
 didáticos
 tem


105


fixado
um
conceito
de
identidade
para
a
Educação
Física
que
busca,
em
nome
de
uma
tradição
escolar,
 igualá‐la
 aos
 demais
 componentes
 curriculares.
 Contudo,
 uma
 análise
 das
 práticas
 cotidianas
 evidenciam
que
a
Educação
Física
vem
forjando
sua
identidade
cultural
de
maneira
híbrida,
diaspórica
 (HALL,
2006,
2003),
em
que,
se
apropria
da
tradição
para
se
manter
na
escola,
mas,
ao
mesmo
tempo,
 lhe
 confere
 outros
 sentidos,
 traduzindo
 sua
 diferenciação.
 Defendemos
 a
 produção
 de
 livros
 didáticos
 que
não
adotem
a
prescrição,
mas
que
deem
visibilidade
às
ações
dos
professores
que
cotidianamente
 constroem
esse
componente
curricular.



 
 Palavras‐chave:
livro
didático,
currículo
praticado,
educação
física,
identidade.



 


DUAS
REALIDADES
HISTÓRICAS
DA
EDUCAÇÃO
MUSICAL
NO
MERCOSUL


 Ednardo
Monteiro
Gonzaga
do
Monti
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
UERJ
 
 Este
 estudo
 é
 uma
 versão
 de
 algumas
 reflexões
 da
 análise
 comparativa
 sobre
 o
 canto
 coletivo
 nas
 escolas
 da
 Argentina
 (1930‐1950)
 e
 do
 Brasil
 (1930‐1950).
 Partiu‐se
 do
 suposto,
 juntamente
 com
 Nogueira
 (1994)
 e
 Serrata
 (2005),
 que
 um
 investimento
 analítico
 dos
 dois
 países
 pode
 produzir
 uma
 comparação
 consistente.
 Foram
 utilizados
 como
 fontes
 dois
 relatórios
 escritos
 por
 Villa‐Lobos
 sobre
 o
 projeto
 de
 Canto
 Orfeônico
 implantado
 no
 Brasil
 e
 os
 achados
 dos
 estudos
 de
 duas
 pesquisadoras
 argentinas
que
investigam
a
história
da
educação
musical
em
seu
país.
Inicialmente
são
apresentados
os
 fundamentos
ideológicos
das
práticas
musicais
em
questão,
em
seguida
abordam‐se
as
aproximações
e
 distanciamentos
 no
 que
 tange
 às
 questões
 da
 música
 como
 discurso
 cultural
 e
 suas
 implicações
 didáticas.
Enfim,
no
diálogo
das
propostas
pedagógicas
musicais
de
Villa‐Lobos
no
Brasil
e
as
ideias
de
 Kodály
utilizadas
na
Argentina,
percebe‐se
que
as
finalidades
propostas
por
ambos
os
projetos,
apesar
 de
seguirem
trajetórias
diferentes,
em
muitos
aspectos
atendiam
aos
anseios
dos
educadores
musicais
e
 do
governo,
por
valorizar
a
cultura
folclórica
e
exaltação
da
pátria.


 
 Palavras‐chave:
educação
musical,
educação
comparada,
Brasil,

Argentina.


 


E
AGORA,
EU
VOU
PRA
ONDE?
A
TRANSIÇÃO
DA
EDUCAÇÃO
INFANTIL
PARA
O
ENSINO
 FUNDAMENTAL
NA
REDE
DE
MESQUITA/RJ

Andréa
Silveira
Dutra

 O
Ensino
Fundamental
no
Brasil
de
nove
anos
e
a
discussão
sobre
a
obrigatoriedade
escolar
para
faixa
 etária
 de
 04
 a
 17
 anos
 formam
 um
 cenário
 para
 reflexões
 sobre
 as
 práticas
 cotidianas
 da
 Educação
 Infantil
e
do
Ensino
Fundamental.
Sobre
este
cenário
destacamos
a
transição
da
Educação
Infantil
para
o
 Ensino
Fundamental
na
busca
de
entender
aproximações
ou
rupturas
das
práticas
educativas.
De
acordo
 com
 as
 Diretrizes
 Curriculares
 Nacionais
 para
 a
 Educação
 Infantil,
 a
 criança
 é
 um
 sujeito
 histórico
 e
 produtora
 de
 cultura,
 sendo
 assim
 as
 instituições
 de
 Educação
 Infantil
 é
 um
 ambiente
 para
 o
 desenvolvimento
 das
 diferentes
 linguagens,
 da
 brincadeira
 e
 curiosidade
 ao
 que
 está
 a
 sua
 volta.
 Mediante
 as
 questões
 apresentadas
 este
 trabalho,
 em
 andamento,
 faz
 parte
 de
 um
 dos
 projetos
 de
 pesquisas
 da
 Pós‐
 Graduação
 stricto
 sensu
 da
 Universidade
 Federal
 Rural
 do
 Rio
 de
 Janeiro.
 Esta
 pesquisa
tem
como
foco
a
transição
da
Educação
Infantil
para
o
Ensino
Fundamental
do
município
de
 Mesquita/RJ.
Seu
objetivo
é
investigar
a
prática
docente
e
rotina
de
uma
unidade
com
atendimento
na
 faixa
 etária
 de
 cinco
 anos
 e
 uma
 unidade
 com
 núcleo
 de
 Educação
 Infantil,
 ou
 seja,
 que
 tenha
 atendimento
 de
 cinco
 e
 seis
 anos.
 Complementando
 a
 investigação
 pretende‐se
 analisar
 documentos
 oficiais
 da
 rede
 que
 norteiam
 a
 organização
 curricular
 da
 Educação
 Infantil
 e
 Ensino
 Fundamental.
 Na
 coleta
de
dados
teremos
entrevistas
e
narrativas
de
práticas
docentes.
Como
baseamento
teórico
Tardif
 (2000)
 na
 perspectiva
 de
 perceber
 os
 saberes
 docentes
 sobre
 concepção
 de
 infância,
 nos
 estudos
 de
 Vigostsky
(2000)
e
Kramer
(2009),
que
trazem
discussão
sobre
o
desenvolvimento
vinculado
as
ligações
 entre
as
histórias
individuais
e
sociais
do
ser
humano,
tendo
a
criança
como
(re)
produtora
de
cultura.


 


106


Palavras‐chave:
infância,
transição,
currículo,

práticas
educativas.


 


EDUCAÇÃO
DE
JOVENS
E
ADULTOS
NAS
ESCOLAS
ESTADUAIS
DE
SÃO
PAULO:
PARADIGMAS
NO
 COTIDIANO
ESCOLAR


 Denis
Ramos
Pinheiro
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
UNICAMP
 
 A
proposta
do
trabalho
individual
refere‐se
à
pesquisa
e
observações
que
tenho
desenvolvido
no
meu
 dia‐a‐dia
como
Professor
Coordenador
Pedagógico
em
uma
das
escolas
na
rede
Estadual
de
Ensino
do
 Governo
 do
 Estado
 de
 São
 Paulo,
 que
 oferece
 a
 modalidade
 de
 Educação
 de
 Jovens
 e
 Adultos
 (EJA).
 Apesar
 das
 instituições
 de
 ensino
 oferecerem
 a
 modalidade
 EJA,
 o
 que
 se
 percebe
 em
 muitas
 delas
 é
 uma
 simples
 co‐existência
 com
 o
 ciclo
 regular
 de
 ensino,
 diferindo‐se
 apenas
 pela
 quantidade
 de
 dias
 letivos,
 não
 oferecendo
 nenhuma
 adaptação
 necessária
 e
 que
 respeite
 as
 características,
 as
 especificidades
desse
atendimento
educacional.
Meu
trabalho
pretende
analisar
quais
as
características
 mais
relevantes
no
atendimento
a
EJA,
se
é
possível
para
a
instituição
de
ensino
público
na
qual
estou
 alocado
vislumbrar
e
propor
um
atendimento/trabalho
que
respeite,
compreenda
e
auxilie
essa
parcela
 da
população
que
não
teve
acesso
ao
Ensino
Regular
ou
que
por
algum
motivo
permaneceu,
por
anos
a
 fio,
na
mesma
série/ano
sem
o
devido
“sucesso”
escolar
esperado.
Nesse
contexto
educacional
existem
 vários
paradigmas
a
serem
observados.
Um
deles
seria
o
de
como
co‐existir
o
ciclo
regular
e
a
EJA
em
 um
mesmo
espaço,
entendendo,
atendendo
e
respeitando
suas
características,
suas
necessidades
e
seus
 sujeitos?
Como
atender
à
legislação
vigente
que
trata
deste
segmento
de
ensino
(EJA)
separando‐os
dos
 demais?
 E,
 por
 fim,
 como
 propor
 para
 a
 Educação
 de
 Jovens
 e
 Adultos
 alternativas
 que
 tenham
 real
 impacto
no,
no
seu
dia‐a‐dia,
na
sua
formação
e
que
favoreçam
uma
melhor
qualidade
no
atendimento
 oferecido?



 
 Palavras‐chave:
educação
de
jovens
e
adultos,
cotidiano
escolar,
paradigmas,
desafios.



 


EDUCAÇÃO
MUSICAL
E
COTIDIANO
ESCOLAR:
OS
CURRÍCULOS
PRATICADOS
NA
ESCOLA
 PÚBLICA
DE
VOLTA
REDONDA
 


Marcelo
Paraiso
Alves

‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/IFRJ‐VR
/
UniFOA
 
 A
intenção
da
pesquisa
foi
investigar
as
tessituras
e
enredamentos
das
redes
de
sujeitos
e
subjetividades
 na
 educação
 musical.
 A
 intenção
 foi
 perceber
 as
 redes
 como
 locus
 de
 processos
 emancipatórios
 para
 alunos
do
Ensino
Fundamental,
mais
especificamente,
por
intermédio
do
estudo
das
ações
pedagógicas
 desenvolvidas
 no
 cerne
 do
 projeto
 de
 percussão
 desenvolvido
 nas
 escolas
 públicas
 do
 município
 de
 Volta
Redonda.
Partindo
do
referido
pressuposto
busquei
refletir
sobre
algumas
questões:
As
redes
de
 subjetividades
e
as
redes
de
sujeitos
interferem
na
prática
docente?
O
projeto
Bloco
de
Concreto
sofre
 interferência
 das
 redes
 de
 subjetividades?
 Quais
 as
 redes
 que
 interferem
 nas
 práticas
 pedagógicas
 realizadas
 –
 currículo
 praticado
 –
 durante
 as
 aulas
 de
 educação
 musical?
 Os
 fundamentos
 teórico‐ epistemológico‐metodológicos
 (OLIVEIRA,
 2007;
 2008)
 que
 nortearam
 as
 investigações,
 tiveram
 como
 base
os
conceitos
de
currículos
praticados
e
os
modos
de
usar
e
fazer
(CERTEAU,
1994),
trazendo
para
o
 centro
 do
 debate
 as
 práticas
 culturais
 “produzidas”
 a
 partir
 das
 narrativas
 e
 episódios
 de
 ensino
 construídos
 nas
 oficinas
 do
 projeto
 de
 percussão
 e
 apreendidos
 através
 de
 entrevistas
 e
 caderno
 de
 campo.
 O
 pensamento
 de
 Ginzburg
 (1989)
 e
 o
 paradigma
 indiciário
 permitiram
 encontrar
 entrelaçamentos
 importantes
 a
 partir
 da
 produção
 histórica
 do
 tempo/espaço
 estudado
 as
 tessituras
 entre
o
projeto,
o
Espaço
Cultural
Francisco
de
Assis
França
e
o
movimento
Mangue
Beat.



 
 Palavras‐chave:
cotidiano
escolar,
práticas
emancipatórias,
currículo,
Ensino
Fundamental.

 


EDUCAÇÃO
QUILOMBOLA:
IDENTIDADE
E
CURRÍCULO


 Dayana
Doria
Vieira
 
Aline
de
Oliveira
Braga
 


107


Este
 trabalho
 tem
 como
 objetivo
 compreender
 como
 se
 encaminha
 a
 prática
 educativa
 em
 áreas
 remanescentes
de
quilombos,
bem
como
descrever
os
principais
obstáculos
enfrentados
no
processo
de
 implementação
 do
 currículo
 que
 valorize
 a
 identidade
 e
 a
 historicidade
 de
 seus
 ancestrais.
 Assim,
 pretendemos
 discutir
 o
 currículo
 numa
 perspectiva
 multicultural
 com
 base
 nas
 postulações
 de
 LOPES
 (2011)
e
MACEDO
(2011),
assim
como
as
propostas
curriculares,
a
valorização
da
identidade
quilombola
 e
 a
 produção
 de
 material
 didático
 voltado
 para
 diversidade
 cultural
 da
 sociedade
 brasileira
 após
 a
 implantação
da
lei
10.639/03.
Para
tal
tomamos
como
referencia
as
políticas
educacionais
voltadas
para
 as
comunidades
quilombolas
que
através
do
respaldo
legal
propõem
um
currículo
construído
de
acordo
 com
 as
 suas
 especificidades.
 Sendo
 assim,
 os
 Parâmetros
 Curriculares
 Nacionais
 em
 seu
 volume
 (Pluralidade
Cultural)
reforça
a
importância
de
se
valorizar
o
conhecimento
e
as
características
étnicos
 culturais
 dos
 diferentes
 grupos
 sociais
 que
 vivem
 em
 território
 nacional,
 pois
 dessa
 forma
 há
 um
 reconhecimento
 de
 sua
 importância
 para
 a
 construção
 do
 Brasil.
 Ao
 nos
 pautarmos
 nos
 termos
 da
 legislação,
 parecer
 do
 CNE
 10.639/03,
 como
 marco
 legal
 que
 modifica
 a
 lei
 de
 Diretrizes
 e
 Bases
 da
 Educação
 9.394/96,
 outorgando
 como
 obrigatório
 o
 ensino
 de
 História
 e
 Cultura
 afro‐brasileira
 e
 Africana
 na
 Educação
 Básica.
 Nesse
 sentido,
 verifica‐se
 a
 existência
 de
 fundamentos
 na
 LDB
 que
 asseguram
 o
 direito
 do
 acesso
 a
 todas
 as
 formas
 de
 cultura
 nacional
 existentes.
 Pretendemos,
 dessa
 forma,
 discutir
 como
 o
 currículo
 é
 pensando
 para
 um
 grupo
 com
 especificidades
 que
 precisam
 ser
 contempladas
em
todos
os
sentidos,
inclusive
no
que
diz
respeito
à
valorização
da
identidade
cultural.



 

 Palavras‐chave:
multiculturalismo,
educação
quilombola,
identidade,
currículo.


 


ENTRE
MÚSICAS
COTIDIANAS:
MANIFESTAÇÕES
MUSICAIS
PRATICADAS
NO
ENSINO
DA
 MÚSICA



 Carmensilvia
Maria
Sinto
 Marcos
Antonio
dos
Santos
Reigota



 A
 presente
 pesquisa
 está
 sendo
 realizada
 em
 um
 curso
 de
 Pós‐graduação
 em
 Educação
 e
 tem
 como
 objetivo
 discutir
 sobre
 as
 manifestações
 musicais
 presentes
 no
 cotidiano
 escolar
 de
 uma
 escola
 estadual,
com
enfoque
em
funcionários,
professores
e
alunos
matriculados
nas
turmas
de
6º.
Ano,
no
 decorrer
 dos
 anos
 letivos
 de
 2011
 e
 2012,
 e
 sobre
 as
 possíveis
 redes
 de
 conhecimentos
 que
 os
 praticantes
 deste
 cotidiano
 tecem
 a
 partir
 das
 músicas
 que
 adentram
 a
 escola.
 Sendo
 uma
 pesquisa
 financiada
 pela
 Secretaria
 de
 Educação
 do
 Estado
 de
 ...
 ,
 a
 pesquisadora
 tem
 por
 obrigatoriedade
 apresentar
ao
final
desta,
uma
metodologia
para
o
ensino
de
arte,
já
que
esta
é
sua
área
de
atuação.
A
 metodologia
 utilizada
 para
 o
 desenvolvimento
 desta
 pesquisa
 está
 presente
 na
 dinâmica
 do
 cotidiano
 escolar,
 nas
 práticas
 pedagógicas
 que
 a
 pesquisadora
 vem
 desenvolvendo,
 as
 quais
 indicam
 caminhos
 consistentes.
Portanto,
a
proposta
é
que
a
pesquisadora
seja
parte
integrante
da
pesquisa,
não
apenas
 uma
observadora.
Como
praticante
deste
cotidiano
escolar
observar,
interagir,
discutir,
refletir,
recolher
 narrativas,
sons
e
imagens
que
possam
fornecer
informações
de
como
essas
manifestações
musicais
são
 compartilhadas
 no
 cotidiano
 escolar
 por
 seus
 praticantes
 e
 como
 essas
 manifestações
 interferem
 ou
 não
 no
 cotidiano
 escolar
 dos
 envolvidos.
 Como
 objetivos
 específicos,
 a
 pesquisadora
 propõe
 algumas
 questões
a
serem
refletidas:
Qual
o
sentido
de
se
ensinar
música
na
escola?
Quais
são
as
músicas
que
os
 praticantes
 deste
 cotidiano
 ouvem?
 Como
 a
 música
 que
 está
 na
 mídia
 influencia,
 ou
 não,
 a
 cultura
 destes
 praticantes?
 Como
 desenvolver
 uma
 educação
 ambiental
 através
 das
 músicas
 que
 adentram
 a
 escola?


 
 Palavras‐chave:
educação
ambiental,
cotidiano
escolar,
ensino
de
música,
narrativas.


 


ENTRE
PRÁTICAS,
COTIDIANOS
E
REDES...
CURRÍCULOS
EM
PROCESSOS
NA
FORMAÇÃO
 PROFISSIONAL
DE
NÍVEL
MÉDIO











































































Danielle
Piontkovsky
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
UFES
 Apresenta
 algumas
 questões
 referentes
 aos
 currículos
 colocadas
 em
 análise
 durante
 a
 pesquisa
 realizada
no
curso
de
doutorado
do
Programa
de
Pós‐Graduação
em
Educação
da
Universidade
Federal


108


do
Espírito
Santo.
Trata
de
uma
investigação
vivida
junto
às
redes
coletivas
de
saberesfazeres
tecidas
e
 compartilhadas
pelos
sujeitos
nos
múltiplos
espaçostempos
de
vida
e
nos
cotidianos
do
Instituto
Federal
 do
Espírito
Santo
–
Campus
Santa
Teresa.
Busca
traduzir
tensões
e
aproximações
vividas,
trazendo
como
 foco
 os
 deslocamentos
 realizados,
 os
 contextos
 de
 vida,
 as
 relações
 e
 possíveis
 dualidades
 ou
 perspectivas
de
integração
criadas
entre
a
formação
básica
de
nível
médio
e
o
ensino
profissionalizante.
 Problematiza
 os
 modos
 e
 processos
 pelos
 quais
 os
 currículos
 são
 constituídos,
 considerando
 o
 que
 é
 praticado
 pelos
 sujeitos
 ordinários
 como
 pistas
 para
 pensar
 as
 escolas
 públicas
 e
 a
 tessitura
 desses
 currículos,
 assumindo
 como
 perspectiva
 epistemológica
 as
 redes
 de
 conhecimento.
 Assume
 os
 personagens
da
pesquisa
como
sujeitos
híbridos
que
habitam
entre‐lugares,
estabelecendo
práticas
de
 negociação
e
tradução
e
que,
nesse
sentido,
vão
constituindo
suas
redes
de
subjetividades.
Os
caminhos
 teórico‐metodológicos
 apresentam‐se
 ligados
 às
 práticas
 de
 pesquisa
 com
 os
 cotidianos
 e
 utiliza
 teorizações
articuladas
aos
pressupostos
de
CERTEAU
(1994),
BHABHA
(1998),
ALVES
(2002),
FERRAÇO
 (2001,
 2005)
 e
 FOUCAULT
 (2005).
 Assim,
 a
 partir
 de
 diferentes
 modos
 de
 pensar
 os
 sujeitos,
 a
 constituição
 de
 suas
 redes
 de
 subjetividades
 e
 os
 atravessamentos
 estabelecidos,
 enfatiza
 que
 os
 currículos
 seriam
 tecidos
 nas
 relações
 cotidianas,
 com
 manifestações
 de
 troca,
 negociação
 e
 nas
 diversas
práticas
que
envolvem
poder,
discurso
e
criação
de
significados.
Acredita
ainda
na
possibilidade
 de
 produzir
 outros/novos
 movimentos
 nos
 currículos
 que
 considerem
 os
 processos
 criados
 nas
 atividades
 escolares
 e
 a
 ressignificação
 dos
 conhecimentos
 cotidianos
 que
 ocorrem
 na
 formação
 profissional
de
nível
médio.


 Palavras‐chave:
currículos,
cotidianos,
redes,
formação
profissional.





ESCOLA
DIVINÉIA:
“‐
SÓ
SABE
O
QUE
É
AQUI
QUEM
NASCEU
E
CRESCEU
AQUI”

Verônica
Gomes
de
Aquino
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UERJ
 Este
trabalho
é
desenvolvido,
nas
conversas
existentes
dentro/fora
da
escola
M.
Vereador
João
da
Silva
 Bezerra
 localizada
 no
 bairro
 Barra
 de
 Maricá/Divinéia,
 em
 Maricá,
 Rio
 de
 Janeiro,
 onde
 desenvolvo
 minha
pesquisa
para
o
Doutorado.
Nesta
escola/lugar
pretendemos
redesenhar
através
das
narrativas
 existentes
 múltiplas
 redes
 cotidianas
 de
 pertencimento
 entre
 os
 praticantespensantes.
 Ampliar
 as
 lentes,
 entre
 professores
 e
 lugar,
 constituí
 um
 de
 nossos
 desafios,
 começamos
 por
 encontrar
 na
 João
 Bezerra,
profissionais
que
são
moradores
e
que
vivem
no
lugar
por
gerações,
entre
eles
estão,
bisavós,
 avós,
pais
e
hoje
filhos.
Ao
conviver
neste
lugar
indagamos:
Que
memórias
este
grupo
anuncia
com
suas
 histórias
e
de
seus
antepassados,
que
pode
apresentar
elementos
que
contribuam
em
nossas
discussões
 sobre
 pertencimento?
 Estaremos
 viajando
 por
 décadas,
 tecendo
 redes
 de
 intrigas
 buscando
 entender
 quando
 uma
 professora/moradora
 nos
 diz:
 “‐Só
 sabe
 o
 que
 é
 aqui,
 quem
 nasceu
 e
 cresceu
 aqui”.
 Identificamos
 alguns
 conhecimentos
 que
 são
 produzidos
 pela
 comunidade,
 dentro/fora,
 da
 escola/Divinéia,
como
também,
nas
curiosidades
de
sobrevivência
no
local.
Neste
trabalho,
estaremos
 atentos
 aos
 modos
 de
 fazer
 junto
 às
 pesquisas
 e
 metodologias
 dos
 Cotidianos.
 Buscamos
 junto
 às
 conversas
 com
 os
 praticantes
 escolares,
 outras
 narrativas,
 entrelaçadas
 aos
 artefatos
 culturais/tecnológicos
que
poderemos
encontrar
no
caminhar.
Necessitamos,
portanto,
conversar
sobre
 as
 práticas
 produzidas
 nos
 espaços/tempos,
 que
 se
 apresentam
 como
 saberesfazeres.
 As
 experiências
 escolares,
 as
 produções
 ficcionais
 gravadas
 no
 bairro,
 novelas,
 filmes
 etc.
 Antecipamos
 que
 as
 festas,
 entre
 outros
 acontecimentos
 no
 lugar,
 estarão
 nos
 auxiliando
 na
 reflexão
 desta
 pesquisa
 e
 nos
 currículos
e
acontecimentos/atitudes
na
escola/Divinéia.


 Palavras‐chave:
conversas,
saberes,
fazeres
e
pertencimento.




ESCOLA
IMPERIAL
/
HISTÓRIA
NACIONAL/CONTEXTO
MUNDIAL



















































Ana
Beatriz
Frazão
Ribeiro

‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
C
Pedro
II
 



109


Objetivamos
 descrever
 atividade
 elaborada
 no
 Colégio
 Pedro
 II,
 Unidade
 Centro,
 no
 ano
 de
 2012,
 relacionando
 pesquisa
 por
 projetos,
 estudo
 do
 patrimônio
 e
 trabalho
 em
 Núcleo
 de
 Documentação.
 Utilizamos
como
base
de
referência
teórica
a
temática
apontada
por
autores
como
Hernández
(1998)
e
 Boclin
 (2011),
 bem
 como
 as
 experiências
 relatadas
 por
 Ivani
 Fazenda
 (2011)
 e
 Selva
 Fonseca
 (2003).
 Aplicamos
 a
 prática
 de
 projetos,
 no
 cotidiano
 do
 professor,
 como
 forma
 de
 pensar
 o
 currículo
 de
 sua
 disciplina,
 ultrapassando
 o
 saber
 da
 sala
 de
 aula,
 inserindo
 os
 alunos
 em
 um
 contexto
 de
 prática
 multidisciplinar.
Analisamos
a
importância
do
Colégio
Pedro
II
como
Patrimônio
Histórico,
referência
no
 ensino
da
nação
brasileira,
através
dos
trabalhos
como
os
de
Pedro
Paulo
Funari
(2009)
e
Vera
Cabana
 (2001),
 constatando
 que
 os
 relatos
 sobre
 essa
 temática
 representam
 um
 campo
 de
 pesquisa
 historiográfica
 ainda
 pouco
 relacionado
 às
 atividades
 escolares.
 As
 fontes
 necessárias
 à
 execução
 das
 atividades,
 bem
 como
 orientações
 sobre
 documentação
 são
 obtidas,
 primordialmente,
 através
 da
 parceria
com
o
Núcleo
de
Documentação
e
Memória
do
Colégio
Pedro
II
(NUDOM).
O
projeto,
aplicado
 com
os
alunos
do
8º
ano
do
ensino
fundamental,
tem
como
meta
desenvolver
a
pesquisa
sobre
o
século
 XIX
 cujo
 foco
 são
 as
 transformações
 históricas
 do
 período
 Imperial
 Brasileiro,
 através
 da
 História
 do
 Colégio
 Pedro
 II,
 relacionando
 história
 patrimonial
 às
 transformações
 ocorridas
 no
 âmbito
 nacional
 e
 mundial.
 O
 uso
 dos
 uniformes,
 conteúdos
 lecionados,
 personagens
 eminentes,
 bem
 como
 o
 estilo
 arquitetônico
do
prédio,
exemplificam
questões
cujas
respostas
estão
relacionadas
às
diferentes
áreas
 do
conhecimento,em
uma
análise,
no
campo
da
micro‐história,
do
cotidiano
escolar
do
século
XIX,
cujas
 interpretações
vão
além
dos
muros
da
escola.
O
produto
final
será
uma
grande
instalação
apreciada
por
 toda
comunidade
escolar.


 
 Palavras‐chave:
projeto,
patrimônio,
ensino,
interdisciplinaridade.
 


ESTRATÉGIAS
UTILIZADAS
POR
ALUNOS
DO
SEGUNDO
ANO
DE
ESCOLARIDADE
PARA
 CALCULAR
E
RESOLVER
PROBLEMAS








































 
Andreia
Almeida
dos
Santos
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/UNIRIO
 Mônica
Cerbella
Freire
Mandarino
 
 Verifica‐se
 que
 os
 estudos
 na
 área
 de
 Educação
 Matemática
 e
 as
 orientações
 curriculares
 oficiais
 (BRASIL,
 1997)
 indicam
 a
 necessidade
 de
 um
 trabalho
 voltado
 para
 o
 desenvolvimento
 de
 diferentes
 estratégias
 de
 cálculo
 e
 de
 resolução
 de
 problemas.
 Neste
 sentido
 diversos
 autores
 defendem
 que
 o
 ensino
 dos
 algoritmos
 convencionais
 das
 operações
 não
 deve
 preceder
 o
 desenvolvimento
 das
 ideias
 relativas
 a
 cada
 uma
 das
 operações
 e
 associação
 entre
 estas,
 o
 uso
 de
 algoritmos
 alternativos
 e
 a
 compreensão
 do
 Sistema
 de
 Numeração
 Decimal.
 Porém,
 pesquisas
 recentes
 (MANDARINO,
 2006,
 dentre
outras)
mostram
que
o
cotidiano
das
aulas
de
Matemática
ainda
está
impregnado
por
práticas
 que
valorizam
a
repetição
de
procedimentos
únicos
de
cálculo
‐
os
algoritmos
convencionais.
Pouca
ou
 nenhuma
atenção
continua
sendo
dada
à
construção
de
conceitos.
A
criação
pelos
alunos
de
estratégias
 próprias
para
calcular
e
resolver
problemas
sucumbe
em
ambientes
que
não
reconhecem
seu
potencial
 formador
 do
 pensamento
 matemático.
 Para
 contribuir
 com
 as
 reflexões
 nesse
 campo
 trazemos
 para
 diálogo
as
diferentes
estratégias
que
alunos
do
segundo
ano
de
escolaridade
utilizaram
para
calcular
e
 resolver
 problemas
 simples
 envolvendo
 adição
 e
 subtração,
 antes
 mesmo
 de
 terem
 sido
 expostos
 aos
 algoritmos
convencionais,
em
alguns
casos
ainda
no
início
do
trabalho
docente
com
tais
procedimentos.
 Os
 dados
 foram
 coletados
 na
 aplicação
 piloto
 da
 pesquisa
 de
 Mestrado:
 “Estratégias
 utilizadas
 pelos
 alunos
dos
primeiros
anos
de
escolaridade
para
calcular
e
resolver
problemas”.
Para
compor
o
campo
 de
 análises
 teóricas
 traremos
 os
 estudos
 de
 Kamii
 (2002,
 2005),
 Zunino
 (1995,
 2006),
 Pinheiro
 (2009),
 Mandarino
(2006,
2008,
2010),
Carraher
(2006,
1983),
Parra
(1996),
entre
outros.


 Palavras‐chave:
operações
matemáticas,
algoritmos
convencionais,
resolução
de
problemas,
estratégias
 de
cálculo.

 
 


110


EXCURSÃO
DIDÁTICA
À
SERRA
DA
CAPIVARA‐PI:

UMA
EXPERIÊNCIA
INTER
E
 TRANSDISCIPLINAR
NA
PRÁTICA
PEDAGÓGICA
DO
PROEJA
DO

IFSERTÃO‐
PE


 Maria
Nizete
de
Menezes
Gomes
Costa
 Luzinete
Moreira
da
Silva
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/ifsertão‐pe
 
 Este
 trabalho
 relata
 uma
 experiência
 vivenciada
 por
 alunos
 dos
 cursos
 Proeja
 do
 IFSERTÃO‐PE,
 cujo
 objetivo
é
propiciar
condições
para
a
formação
profissional
integral
dos
educandos
do
PROEJA
através
 de
 uma
 abordagem
 inter
 e
 transdisciplinar,
 vivenciadas
 através
 de
 olhares
 sobre
 uma
 determinada
 paisagem.
É
preciso
enfatizar
que
essa
prática
acontece
em
uma
instituição
de
ensino
profissionalizante,
 o
que
aumenta
os
desafios
e
possibilidades
para
uma
educação
profissional
pautada
na
valorização
dos
 diversos
saberes
e
na
humanização
do
educando.
Essa
experiência
começa
em
sala
de
aula
e
se
estende
 até
uma
excursão
didática
ao
Parque
Serra
da
Capivara
‐
Patrimônio
Cultural
da
Humanidade,
localizado
 em
 São
 Raimundo
 Nonato‐PI,
 culminando
 com
 a
 socialização,
 com
 toda
 a
 comunidade
 escolar,
 do
 conhecimento
construído,
evidenciando
as
questões
ambientais,
culturais
e
históricas
que
permeiam
a
 ocupação
desta
região
pelo
homem
pré‐histórico
e
suas
relações
com
o
contexto
atual.
Para
que
essa
 experiência
tivesse
os
resultados
esperados
foi
preciso
desenvolver
um
trabalho
de
inter‐relação
entre
 as
 diversas
 áreas
 do
 conhecimento
 e
 de
 valorização
 aos
 diversos
 olhares
 sobre
 a
 realidade
 estudada,
 constituindo
possibilidades
de
uma
prática
pedagógica
significativa
na
educação
profissional
integrada.



 
 Palavras‐chave:
 Interdisciplinaridade,
 transdisciplinaridade,
 formação
 profissional
 integral,
 humanização.



 


EXPLICADORAS,
FAMÍLIA
E
RENDIMENTO
ESCOLAR
 














Maria
Lucia
Kalaf
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/UFF
/
UERJ‐FEBF
 
 O
estudo
busca
investigar
a
relação
família‐escola,
centrando
o
foco
nas
estratégias
de
complementação
 escolar
 utilizadas
 pelas
 famílias,
 no
 caso
 específico
 de
 um
 segmento
 das
 camadas
 populares,
 a
 fim
 de
 melhorar
a
performance
e
os
resultados
escolares
de
seus
filhos.
O
trabalho
tem
dois
pontos
de
partida:
 o
mito
da
família
desqualificada
para
educar
seus
filhos
e
a
escola
pública
que
necessita
de
um
corpo
 docente
oculto,
de
uma
rede
de
apoio,
as
explicadoras,
para
minimizar
os
efeitos
da
insuficiência
do
seu
 ensino.
 Busco
 conhecer
 a
 lógica
 relacional,
 a
 trama
 de
 interrelações
 existentes
 entre
 as
 famílias,
 as
 explicadoras
e
a
escola,
para
encontrar
o
sentido
dessa
relação;
compreender
o
processo
de
construção
 dos
 resultados
 escolares
 das
 camadas
 populares;
 estudar
 o
 fazer
 das
 explicadoras
 como
 professores
 ocultos,
como
formas
familiares
de
investimento
pedagógico,
e
os
possíveis
laços
entre
família
e
escola.
 A
 questão
 da
 democratização
 do
 ensino
 e
 especialmente
 a
 questão
 do
 fracasso/
 sucesso
 escolar
 vem
 sendo
estudada
sob
os
mais
diversos
enfoques.
Fatores
extra
e
intra‐escolares
vêm
sendo
mapeados
e
 debatidos,
muitas
vezes
desconsiderando
as
reais
imbricações
entre
as
principais
instituições
envolvidas
 no
 processo
 de
 socialização/
 escolarização
 das
 crianças
 –
 a
 escola
 e
 a
 família.
 Como
 apreender
 as
 relações
 famílias‐explicadoras‐escolas
 em
 sua
 complexidade?
 Em
 face
 da
 natureza
 do
 objeto
 em
 construção,
 optei
 por
 uma
 metodologia
 de
 aporte
 qualitativo
 –
 com
 entrevistas
 e
 observações
 de
 campo
–
adotando
uma
perspectiva
de
análise
sociológica
da
educação,
tomando
a
direção
do
caminho
 que
leva
ao
desenvolvimento
da
imaginação
sociológica.



 
 Palavra‐chave:
 Explicação,
 Mediação,
 Investimento
 Pedagógico,
 Resultado
 Escolar,
 Imaginação
 Sociológica.



 


FLAGRANTES
DO
COTIDIANO:
QUE
CURRÍCULO
PROPÕEM?


 Meirivan
Batista
de
Oliveira

 
 Este
 trabalho
 surgiu
 de
 pesquisa
 sobre
 concepções
 e
 práticas
 curriculares
 integradas
 e
 deu‐se
 como
 elemento
extra,
não
percebido
pelos
instrumentos
de
pesquisa
usuais
(questionários,
entrevistas,
etc.),
 mas,
flagrado
na
vivência
e
convivência
entre
pesquisador
e
comunidade
escolar.
Sua
análise
objetivou
 o
questionamento
de
práticas
pedagógicas
aparentemente
irrelevantes
dos
chamados
atos
de
currículo


111


com
 vistas
 para
 a
 ressignificação
 curricular
 enquanto
 alternativas
 de
 integração
 de
 currículos.
 Para
 tanto,
 utilizou‐se
 da
 observação
 e
 registro
 de
 relatados
 de
 alunos
 e
 educadores,
 como
 alguns
 presenciados
 pela
 pesquisadora.
 Entre
 tais
 relatos
 destacam‐se
 quatro
 em
 que
 planejamento,
 ação,
 acompanhamento
 e
 avaliação
 curricular,
 desarticulados
 imputam
 no
 esvaziamento
 do
 significado
 do
 currículo
proposto,
e
por
extensão,
na
exclusão
discente
em
relação
à
possibilidade
de
aprender.
Neste
 sentido,
 este
 trabalho
 interpõe
 na
 discussão
 sobre
 os
 currículos,
 temas
 como
 isolamento
 do
 conhecimento
escolar
e
pragmático,
planejamento
administrativo‐pedagógico,
e
seu
acompanhamento,
 prático
 e
 reflexivo.
 A
 análise
 das
 experiências
 indicou
 forte
 concepção
 tradicional
 de
 currículo
 que
 supervaloriza
a
cultura
acadêmica
e
o
conhecimento
escolar,
desvinculando‐o
de
sua
dimensão
prática.
 Da
 mesma
 forma
 a
 seleção
 curricular,
 pareceu
 distanciar‐se
 da
 valorização
 da
 cultura
 discente,
 como
 também
 a
 avaliação
 de
 aprendizagem
 que
 pouco
 valoriza
 o
 diagnóstico
 e
 a
 intervenção.
 Em
 suma,
 considerando
as
concepções
de
currículo
e
currículo
integrado
propostas
por
estudiosos
como
Sacristán
 (2007),
 Freire
 (2008)
 e
 Santomé
 (1998)
 entre
 outros,
 como
 também
 o
 conceito
 de
 “atos
 de
 currículo”
 (MACEDO,
2009),
tais
ações
parecem
desarticular
a
significação
e
ressignificação
curricular
discente,
o
 que
resulta
na
estagnação
e
isolamento
do
currículo
e
da
aprendizagem.



 
 Palavras‐chave:
cotidiano,
atos
de
currículo,
currículo
integrado,
ressignificação.



 


FOTOGRAFIAS
AFRODIASPÓRICAS
NUM
MUNDO
OCIDENTAL:
VERDADES
E
MENTIRAS
SOBRE
O
 OUTRO


 Juliana
Ribeiro

 
 O
 presente
 trabalho
 é
 parte
 de
 nossa
 monografia
 “O
 turista,
 o
 fotógrafo
 e
 o
 nativo:
 fotografias
 afrodiaspóricas”;
uma
pesquisa
que
está
sendo
construída
a
partir
da
observação
de
fotos‐documentos
 sobre
os
negros.
Dentre
os
autores
que
utilizamos
como
referencial
teórico
e
de
análise
destacamos
as
 contribuições
 de
 Susan
 Sontag,
 Roland
 Bhartes,
 Boaventura
 de
 Sousa
 Santos
 e
 Mikhail
 Bakhtin.
 Nossa
 perspectiva
 de
 trabalho
 é
 refletir
 sobre
 a
 fotografia
 como
 artefato
 cultural,
 tecnológico
 e
 ideológico,
 enfim,
 como
 instrumento
 que
 não
 se
 restringe
 apenas
 mostrar
 a
 “realidade”,
 mas,
 antes,
 pelas
 suas
 imagens
 produzidas
 e
 editadas,
 impõe
 ao
 outro
 a
 “superioridade”
 ou
 redutibilidade
 de
 um
 olhar
 ocidental.
 Nesse
 sentido
 ela,
 mas
 que
 um
 significante
 puro
 e
 neutro,
 torna‐se
 para
 nós
 um
 signo
 ideológico
 (Bakhtin).
 Partimos
 do
 pressuposto
 que
 o
 fotógrafo,
 mais
 que
 fotografa,
 produz
 discursos,
 verdades
 e
 mentiras,
 coisas
 boas
 e
 más
 sobre
 o
 mundo
 (idem).
 Por
 isso
 mais
 que
 a
 fotografia,
 nosso
 trabalho
busca
capturar
o
olhar
do
fotógrafo
(o
olhar
ocidental)
que
não
raro
tem
buscado
impor
uma
 única
visão
sobre
aquilo
que
chamamos
de
mundo.
Mundo
que
Boaventura
já
no
observou
é
maior
que
 aquele
 que
 razão
 ocidental
 tem
 concebido.
 Parafraseado
 Marx
 em
 sua
 XI
 tese
 sobre
 Feuerbach,
 para
 nós
o
problema
não
é
mais
ver
fotografias,
mas
transformá‐las
a
partir
de
um
olhar
critico;
a
partir
de
 um
olhar
que
possa
contrapor
a
visão
hipertrofiada
do
ocidente,
desta
feita
pela
ótica
dos
nativos,
pela
 olhar
irredutível
dos
“objetos”
fotografados.



 
 Palavras‐chave:
fotografia,
afrodiáspora,
ideologia.



 


GÊNERO
E
SEXUALIDADE
NO
COTIDIANO
ESCOLAR
E
O
LIVRO
DIDÁTICO


 
Rachel
Mariano
Pereira

 
 O
 presente
 artigo
 está
 relacionado
 à
 pesquisa
 de
 dissertação
 em
 andamento
 no
 Programa
 de
 Pós
 Graduação
 em
 Educação
 em
 Ciências
 e
 Saúde,
 do
 Núcleo
 de
 Tecnologia
 Educacional
 para
 a
 Saúde
 da
 Universidade
 Federal
 do
 Rio
 de
 Janeiro,
 intitulada
 Gênero
 e
 Sexualidade
 no
 Ensino
 de
 Ciências:
 folheando
os
livros
didáticos
do
ensino
fundamental.
Neste
estudo
evidencia‐se
o
caráter
privilegiado
da
 escola
enquanto
lócus
de
desenvolvimento
de
valores
e
formação
de
identidades
culturais,
bem
como
o
 papel
 determinante
 que
 o
 livro
 didático
 desempenha
 na
 mediação
 de
 tais
 processos.
 A
 pesquisa
 visa
 analisar
de
que
forma
Gênero
e
Sexualidade
são
abordados
nos
livros
de
ciências
destinados
ao
segundo
 segmento
 do
 ensino
 fundamental
 e
 suas
 possíveis
 relações
 com
 o
 desenvolvimento
 de
 valores
 e
 construção
das
identidades
dos
educandos.
Dessa
investigação,
o
presente
artigo
traz
o
diálogo
com
os
 estudos
do
currículo,
visando
problematizar
como
as
questões
de
gênero
e
sexualidade
são
vivenciadas
 na
 escola,
 nas
 suas
 interfaces
 com
 a
 cultura,
 religião
 e
 o
 próprio
 currículo
 escolar,
 e
 o
 que
 os
 livros


112


didáticos
 oferecem
 em
 termos
 de
 apoio
 ou
 ponto
 de
 partida
 na
 interação
 com
 essa
 realidade.
 A
 metodologia
utilizada
na
pesquisa
vem
sendo
a
Análise
Crítica
do
Discurso
de
Norman
Fairclough,
além
 da
 Semiótica
 Social.
 Embora
 não
 seja,
 até
 o
 momento,
 possível
 adiantar
 resultados
 e
 conclusões,
 as
 leituras
preliminares
do
material
estudado
nos
permitem
inferir
sobre
a
existência
de
um
descompasso
 entre
as
vivências
cotidianas
e
os
conteúdos
e
suas
abordagens
nos
livros
didáticos.



 
 Palavras‐chave:
cotidiano,
identidades
culturais,
gênero
e
sexualidade,
livro
didático.



 


“IH!
NA
ESCOLA
VAI
TER
LAN
HOUSE!”
O
QUE
PENSAM
ALUNOS
E
PROFESSORES




ACERCA
DA
 PRESENÇA
DA
TECNOLOGIA
NA
ESCOLA?










































































































Alessandra
da
Costa
Abreu
 Esta
é
uma
pesquisa
de
mestrado
em
andamento,
inserida
na
linha
de
Políticas,
Direitos
e
Desigualdades
 Sociais
do
Programa
de
Pós‐graduação
em
Educação
da
Faculdade
de
Formação
de
Professores
da
UERJ.
 Tem
 por
 objetivo
 compreender
 as
 perspectivas
 dos
 professores
 e
 alunos
 sobre
 as
 tecnologias
 da
 informação
 e
 da
 comunicação
 (TIC)
 na
 escola.
 A
 Análise
 do
 Discurso,
 na
 linha
 de
 Eni
 Orlandi,
 é
 o
 fundamento
teórico‐metodológico
deste
estudo,
entendendo
que
a
linguagem
não
serve
apenas
como
 instrumento
 de
 comunicação,
 ela
 se
 constitui
 no
 dialogismo
 existente
 entre
 o
 sujeito
 e
 a
 estrutura
 social,
conforme
afirma
Mikhail
Bakhtin.
Com
base
neste
referencial
teórico‐metodológico,
analisamos
 os
 discursos
 dos
 professores
 e
 alunos
 de
 duas
 escolas.
 Estes
 dois
 campos
 empíricos
 configuram
 diferentes
momentos
no
que
diz
respeito
às
TICs
na
escola:
em
uma
delas
a
sala
de
informática
está
em
 processo
de
implantação
e
a
outra
já
dispõe
deste
espaço
pedagógico
desde
o
ano
de
2000.
Pesquisar
 duas
 realidades
 diferentes
 vem
 contribuindo
 para
 refletir
 sobre
 os
 modos
 de
 inserção
 das
 TIC
 nas
 escolas,
 já
 que
 investigamos
 o
 que
 pensam,
 dizem
 e
 indagam
 os
 sujeitos
 que
 constroem
 o
 espaço
 da
 sala
 de
 informática
 e
 mediam
 a
 relação
 tecnologia
 na
 escola.
 Seus
 discursos
 se
 aproximam
 ou
 se
 afastam?
 As
 perspectivas
 acerca
 da
 tecnologia
 na
 escola
 são
 semelhantes?
 Se
 não
 são
 semelhantes,
 perspectivas
 diferentes
 podem
 contribuir
 ou
 dificultar
 a
 construção
 deste
 espaço
 e
 relação?
 A
 partir
 destas
questões
de
estudo,
procuramos
contribuir
para
formularmos
condições
para
a
apropriação
das
 TIC
pela
escola.


 Palavras‐chave:
análise
do
discurso,
TICs,
escola.
 


INFORMAÇÃO
E
FORMAÇÃO
INICIAL
DE
PROFESSORES



Clarisse
Duarte
Magalhães
Cancela
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UNIRIO
 Guaracira
Gouvêa

 
 Os
 estudantes
 ingressos
 nas
 universidades
 trazem
 uma
 experiência
 de
 suas
 táticas
 cotidianas
 com
 a
 busca
 da
 informação,
 elaborando
 conceitos
 de
 pesquisa
 e
 estudo.
 Neste
 trabalho
 buscamos
 perceber
 quais
são
essas
práticas
cotidianas
por
meio
das
produções
de
sentidos
dos
alunos
ao
interagirem
com
 formas
 de
 busca
 da
 informação
 que,
 talvez,
 produzam
 um
 estranhamento.
 Para
 tal,
 organizamos
 atividades
de
visitas
a
bibliotecas
(2),
museu
(1)
e
arquivo
(1)
e
visitamos
“sites”
(3)
com
uma
turma
de
 40
 alunos
 de
 uma
 cadeira
 de
 primeiro
 período
 de
 um
 curso
 de
 licenciatura
 em
 pedagogia
 de
 uma
 universidade
 pública
 federal
 e
 para
 cada
 visita
 solicitávamos
 que
 eles
 elaborassem
 um
 texto
 no
 qual
 escreveriam
 sobre
 suas
 impressões
 acerca
 das
 visitas
 de
 forma
 livre.
 Durante
 as
 visitas
 duas
 pesquisadoras
 anotavam
 as
 perguntas
 feitas
 e
 os
 marcadores
 de
 suas
 linguagens
 gestuais
 em
 relação
 aos
espaços
visitados.
O
corpus
da
pesquisa
foi
composto
de
150
trabalhos
e
5
anotações
no
diário
de
 campo
de
cada
pesquisador.
Navegamos
nesses
textos
a
partir
da
noção
de
que
na
busca
da
informação
 está
sempre
em
jogo
uma
mediação
e
construções
de
sentidos
e,
ainda,
do
ponto
de
vista
de
quem
a
 elabora
implica
sempre
acompanhamento,
controle
e
negociação
enquanto
na
produção
de
sentidos
o
 sujeito
 que
 a
 busca
 aprofunda
 seus
 conhecimentos
 e
 pode
 descobrir
 outros
 na
 interação
 com
 ela.
 Os
 sentidos
 produzidos
 pela
 nossa
 navegação
 nos
 apontam
 que
 há
 um
 estranhamento
 quanto
 às


113


possibilidades
 de
 busca
 da
 informação
 que
 esses
 espaços
 possibilitam
 tanto
 presencialmente
 como
 virtualmente,
em
relação
aos
tipos
de
textos,
padrões
de
civilidade
nestes
locais
e
contribuição
para
a
 formação
 desses
 estudantes.
 Assim,
 estamos
 considerando
 que
 é
 fundamental
 propiciar
 novas
 táticas
 de
busca
da
informação
para
que
os
alunos
talvez
estranhem
as
que
trouxeram
e
bem
como
acrescentá‐ las
na
vida
acadêmica.




Palavras‐chave:
Informação,
práticas,
cotidiano,
busca.


 
 JOVENS
PROFESSORES
NO
CONTEXTO
DA
PRÁTICA
DE
ENSINO
DE
CIÊNCIAS
E
AS
TECNOLOGIAS
 DE
INFORMAÇÃO
E
COMUNICAÇÃO
 

Heloisa
Helena
Oliveira
de
Magalhães
Couto
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/UFRJ/NUTES
 Como
 jovens
 professores
 compartilham
 seus
 saberes
 e
 práticas
 referentes
 às
 novas
 tecnologias
 de
 informação
e
de
comunicação
(TIC)
é
a
pesquisa
associada
a
esse
estudo.
Busco
descrever
não
apenas
a
 forma
de
apropriação
pedagógica,
mas
compreender
os
efeitos
dessa
transposição
para
os
currículos
e
 para
as
salas
de
aula.
Nesse
trabalho,
orientada
pelos
subsídios
teórico‐metodológicos
do
Ciclo
Contínuo
 de
produção
de
Políticas
(BALL,
2009),
defendo
a
micropolítica
escolar
no
estabelecimento
de
Políticas
 Curriculares.
 Trago
 o
 estudo
 de
 um
 texto
 fílmico,
 a
 dinâmica
 de
 sua
 utilização
 e
 a
 ciranda
 de
 desdobramentos
para
reflexão
que
se
instaurou
a
partir
daí,
para
discutir
a
produção
e
a
ressignificação
 de
 políticas,
 que
 professores
 constituem
 no
 cotidiano
 de
 uma
 escola
 municipal.
 Em
 suas
 práticas
 hibridizam
conhecimentos
disciplinares,
pedagógicos,
curriculares
com
a
sua
própria
visão
educacional,
 seus
 valores
 e
 uso
 que
 fazem
 das
 TIC.
 Entendo
 que
 tais
 práticas
 não
 estão
 descoladas
 de
 outros
 discursos
que
circulam
no
contexto
escolar
e
nos
programas
de
formação
de
professores,
especialmente
 os
 produzidos
 pelas
 políticas
 educacionais
 referentes
 à
 incorporação
 das
 TIC
 no
 espaço
 escolar.
 Em
 nosso
 caso,
 o
 uso
 das
 TIC,
 especialmente
 da
 produção
 audiovisual,
 articulado
 com
 os
 sentidos
 das
 concepções
 de
 contextualização,
 cotidiano
 e
 formação
 para
 cidadania,
 possibilitou
 que
 os
 professores
 pudessem
defender
a
melhoria
do
processo
ensino‐aprendizagem,
não
no
sentido
de
sua
eficiência,
mas
 de
 desenvolvimento
 crítico,
 leitura
 crítica
 do
 mundo,
 dando
 voz
 ao
 aluno
 sujeito
 de
 produção
 de
 conhecimento.
Os
coletivos
de
professores
e
alunos
no
contexto
da
prática
(re)escrevem
as
políticas
nos
 cotidianos
 das
 escolas
 concretas.
 Como
 no
 campo
 da
 Arte,
 a
 utilização
 das
 TIC
 demanda
 o
 desvio
 da
 tecnologia
 do
 projeto
 industrial
 original
 –
 isto
 é
 recusar
 o
 já
 esboçado
 para
 endossar
 objetivos
 de
 produtividade
–
para
se
converter
nas
plataformas
de
ação
e
agenciamento
de
mudanças
culturais.


 Palavras‐chave:
 jovens
 professores,
 políticas
 curriculares,
 contexto
 da
 prática,
 tecnologias
 de
 informação
e
comunicação.





 JURUJUBA:
UM
OLHAR
SOBRE
O
COTIDIANO
DOS
SUJEITOS
QUE
TECEM
OS
SEUS
“MITOS”
E
 SUAS
“VERDADES”


 
 
 
 Carine
Pinto
Lessa
–
Estudante
de
Graduação/
FEUFF
 
 
 
 
 
 
 
 Este
 trabalho
 pretende
 apresentar
 algumas
 observações
 obtidas
 na
 pesquisa
 que
 está
 sendo
 desenvolvida
 sobre/no
 cotidiano
 dos
 moradores
 de
 um
 bairro
 da
 cidade
 de
 Niterói/RJ,
 buscando
 favorecer
 caminhos
 que
 permitam
 o
 aprofundamento
 das
 relações
 entre
 a
 escola
 e
 a
 comunidade
 na
 qual
 ela
 se
 insere.
 Como
 sugere
 Proust,
 “uma
 verdadeira
 viagem
 de
 descobrimento
 não
 é
 encontrar
 novas
 terras,
 mas
 sim
 ter
 um
 olhar
 novo”,
 parto
 do
 entendimento
 de
 que,
 embora
 esse
 lugar
 seja
 conhecido
por
muitos
moradores
da
região
de
Niterói
e
arredores,
algumas
questões
ainda
precisam
ser
 mais
 exploradas
 e
 conhecidas,
 além
 de
 postas
 em
 diálogo
 com
 a
 comunidade
 e
 a
 escola
 do
 local.
 Debrucei‐me
 sobre
 seu
 cotidiano
 no
 intuito
 de
 me
 aproximar
 desse
 lugar
 com
 um
 olhar
 novo
 e
 (re)descobri‐lo
 por
 meio
 das
 experiências
 daqueles
 que
 ocupam
 esse
 espaço,
 tendo
 como
 foco
 compreender
 a
 ligação
 sócio‐cultural
 e
 o
 vínculo
 afetivo
 desses
 moradores
 com
 o
 seu
 território,
 mediante
 o
 levantamento
 de
 suas
 memórias,
 histórias
 e
 costumes.
 Trago
 como
 objeto
 de
 estudo
 as
 
 
 
 
 


114


narrativas
 em
 que
 esses
 sujeitos
 falam
 sobre
 si
 mesmos,
 tecendo
 apontamentos
 desses
 discursos
 que
 revelam
alguns
indícios
da
sua
construção
identitária
com
o
meio.
Esse
contato
foi
se
construindo
por
 meio
de
rodas
de
conversas,
centradas
na
perspectiva
de
obter
informações
que
reflitam
as
percepções
 pessoais
desses
indivíduos.
Apoio‐me
no
método
indiciário
(GINZBURG,1990)
que
conduz
a
uma
riqueza
 de
detalhes,
na
tentativa
de
realizar
um
estudo
de
modo
a
perceber
e
apreender
os
dados
mais
sutis,
 significativos
e
reveladores.



 
 Palavras‐chave:
memória,
cultura
popular,
identidade
social,
escola‐comunidade.






 LIVROS
E
LEITURA
NA
PRIMEIRA
INFÂNCIA

Marcelli
Martins
de
Souza

 Este
trabalho,
produzido
como
monografia
para
o
título
de
Especialista
em
Educação
Infantil
pretende
 analisar
 a
 importância
 das
 práticas
 de
 leitura
 na
 formação
 de
 leitores
 na
 Educação
 Infantil.
 Tendo
 Vigotski
como
referencial
teórico,
na
pesquisa
são
abordadas
as
perspectivas
de
manifestação
cultural
e
 interação
 do
 indivíduo
 com
 o
 meio,
 evidenciando
 a
 importância
 do
 adulto
 como
 “espelho”
 das
 ações
 desenvolvidas
pelas
crianças.
Objetivando
me
aproximar
das
práticas,
optei
por
distribuir
questionários
 entre
professoras
que
atuam
com
a
educação
infantil
em
uma
creche
escola
localizada
na
Zona
Sul
do
 Rio
 de
 Janeiro,
 com
 o
 objetivo
 de
 traçar
 um
 perfil
 das
 educadoras
 e
 suas
 impressões
 a
 respeito
 das
 atividades
de
leitura
e
a
importância
da
literatura
no
trabalho
com
crianças
pequenas.
Posteriormente,
 caminho
 para
 a
 pesquisa
 de
 campo,
 fazendo
 observação
 dos
 espaços
 da
 instituição
 e
 de
 atividades
 práticas
de
leitura.



 
 Palavras‐chave:
educação
Infantil,
leitura,
literatura.




 


MA
VIE
EM
ROSE:
CINEMA,
REPRESENTAÇÕES
E
IDENTIDADE
DE
GÊNERO


 Simone
Gomes
da
Costa

 
 Este
texto
que
faz
parte
de
uma
investigação
do
curso
de
mestrado
em
educação
e
tem
como
um
dos
 seus
 objetivos
 pensar
 as
 redes
 de
 significações
 sobre
 gênero
 e
 sexualidade.
 Neste
 trabalho,
 especificamente,
 darei
 enfoque
 a
 partir
 do
 filme
 Ma
 vie
 em
 rose.
 A
 obra
 cinematográfica
 que
 conta
 a
 comovente
história
de
um
menino,
o
pequeno
Ludovik,
submerso
no
universo
feminino,
pensando
que
 nasceu
 em
 corpo
 errado
 e
 que
 quando
 crescer
 se
 tornará
 uma
 menina,
 passa
 vestir‐se
 com
 roupas
 e
 acessórios
 que
 são
 socialmente
 direcionados
 aquele
 gênero.
 Em
 função
 desse
 comportamento,
 sua
 família
é
submetida
a
inúmeras
situações
de
constrangimentos
entre
os
vizinhos
e
amigos,
além
disso,
 Ludovik
sofre
com
o
estranhamento
de
seu
comportamento,
no
âmbito
família
e
dos
amigos
como
em
 seu
 cotidiano
 escolar,
 por
 parte
 dos
 colegas,
 professores,
 e
 outros
 sujeitos
 que
 compõe
 a
 instituição.
 Discutiremos
o
conceito
de
gênero
a
partir
do
trabalho
de
Scott
e
Butle,
além
dos
estudos
de
Michel
de
 Foucault
onde
o
autor
anuncia
a
questão
da
biopolítica
e
as
estratégias
que
dizem
respeito
à
regulação
 ao
 controle
 do
 modo
 de
 vida
 das
 populações.
 Partindo
 da
 representatividade
 social
 que
 o
 cinema
 se
 propõe,
apresento
uma
proposta
de
diálogo
com
a
educação
escolar,
buscando
uma
problematização,
 na
 tessitura
 dos
 movimentos
 com
 os
 cotidianos,
 para
 entender
 como
 as
 redes
 de
 conhecimento
 constituem
os
sujeitos,
além
de
um
diálogo
com
a
teoria
cultural
contemporânea,
pautada
na
ideia
de
 movimento
e
cruzamento
de
fronteiras.
As
identidades
e
as
diferenças
associadas
às
relações
de
poder,
 e
a
ideia
de
uma
identidade
hegemônica
a
qual
torna‐se
questionada
quando
posta
diante
da
diferença.
 


 Palavras‐chave:
cinema,
sexualidades,
diferenças,
biopolítica.



 


MATEMÁTICA
NO
1º
CICLO
DO
ENSINO
FUNDAMENTAL:
UMA
ABORDAGEM
CULTURAL
 

Cláudia
Hernandez
Barreiros
Sonco
 


115


No
interior
de
um
grupo
de
pesquisa
voltado
à
questão
da
formação
de
professoras,
suas
narrativas
e
 perspectivas
culturais
e
curriculares,
uma
linha
de
investigação
enfoca
práticas
curriculares
e
didáticas
 centradas
na
diferença
cultural.
A
perspectiva
teórica
adotada
situa‐se
no
campo
do
multiculturalismo
 crítico
(McLaren,
1997),
buscando‐se
a
constituição
de
uma
didática
intercultural
(Candau
&
Koff,
2006).
 Nessa
comunicação,
recortamos
algumas
iniciativas
do
grupo
voltadas
ao
ensino
de
matemática.
Essas
 iniciativas
 dialogam
 com
 o
 campo
 da
 educação
 matemática
 conhecido
 como
 etnomatemática
 (D'Ambrosio,
 2001).
 A
 escolha
 da
 disciplina
 matemática
 nos
 processos
 de
 pesquisa
 e
 formação
 propostos
 pelo
 grupo
 de
 pesquisa
 baseia‐se
 na
 compreensão
 de
 que,
 vista
 como
 uma
 ciência
 exata,
 muitas
vezes
acredita‐se
que
a
matemática
é
livre
de
influências
culturais.
Assim,
ela
parece
pairar
sobre
 outras
formas
de
conhecimento
como
uma
rainha
absoluta
e
inquestionável
e
inatingível
para
a
maioria,
 contribuindo
para
elevar
índices
de
fracasso
escolar.
Nesse
artigo,
trazemos
uma
análise
das
concepções
 iniciais
de
um
grupo
de
professoras
e
dos
processos
de
um
curso
de
extensão
homônimo
deste
artigo
 em
 que
 as
 formas
 tradicionais
 de
 ensino
 de
 matemática
 foram
 problematizadas.
 A
 matemática
 ganha
 cor,
 sabor,
 odor...
 Ganha
 historicidade
 e
 raízes
 culturais...
 Ganha
 também
 usos
 no
 cotidiano...
 A
 perspectiva
do
curso
é
de
que
é
possível
ensinar
e
aprender
matemáticas
que
se
fazem
cotidianamente
 em
diálogo
com
a
matemática
tradicional
e
dominante
que
se
enfatiza
nas
escolas.



 
 Palavras‐chave:
etnomatemática,
didática
intercultural,
educação
matemática.



 
 


MEMÓRIAS,
NARRATIVAS
E
HISTÓRIAS:
A
EDUCAÇÃO
DE
JOVENS
E
ADULTOS
DE
SÃO
 GONÇALO‐RJ


Daniela
Bruno
Quintanilha
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
SME‐São
Gonçalo
/
SME‐Niteroi
 
 O
 presente
 texto
 traz
 o
 resultado
 da
 pesquisa
 desenvolvida
 junto
 a
 professores
 e
 professoras
 da
 educação
de
jovens
e
adultos
(EJA)
da
rede
municipal
de
educação
do
município
de
São
Gonçalo
‐
RJ.
A
 pesquisa
 teve
 como
 compromisso
 maior
 reunir
 narrativas
 sobre
 uma
 história
 que
 vem
 sendo
 tecida
 coletivamente
na
EJA
deste
município;
narrativas
em
que
“ações
microbianas”
(CERTEAU,
1994)
tecidas
 no
cotidiano
da
rede
revelam
uma
trajetória
repleta
de
desafios,
redes
de
solidariedade,
contradições
e
 disputas
e
que
vem
sendo
trilhada
por
professores
e
professoras
na
luta
pela
efetivação
de
um
direito
 historicamente
 negado
 a
 grande
 parte
 da
 população
 brasileira:
 o
 direito
 à
 escolarização.
 Reunir
 os
 movimentos
 de
 rupturas
 e
 continuidades
 desse
 grupo
 de
 professores
 e
 professoras,
 que
 discute
 o
 projeto
 de
 educação
 do
 município
 e,
 de
 alguma
 maneira,
 intervém
 nas
 políticas
 implementadas,
 reafirma
 a
 potência
 do
 trabalho
 coletivo
 e
 possibilita
 uma
 maior
 aproximação
 com
 as
 idéias
 de
 Freire
 (1999,
p.85),
que
desde
a
década
de
sessenta
nos
convidava
a
pensar
a
história
enquanto
possibilidade,
 anunciando
 que
 “o
 mundo
 não
 é,
 o
 mundo
 está
 sendo”,
 entendendo
 que
 a
 história
 está
 sendo
 construída
no
presente
pelos
sujeitos
que
dela
participam
podendo,
portanto,
ser
modificada.



 
 Palavras‐chave:
Educação
de
Jovens
e
Adultos,
memória,
história,
narrativas.



 
 


METÁFORAS
COMO
“ROTA
DE
FUGA”
NO
CURRICULO
PRATICADO
DA/NA
FORMAÇÃO
DE
 PROFESSORES


 
Suzana
Silveira
de
Almeida
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UERJ



 Des(re)construir
 “slogans”
 e
 suas
 implicações
 para
 docência,
 problematizando‐os
 em
 conceitos
 emancipatórios
 é
 o
 “nosso
 desafio”!
 O
 neoliberalismo
 ressignifica
 palavras,
 utilizaremos
 esta
 mesma
 estratégia
 de
 fuga
 através
 de
 a
 “responsabilidade
 e
 sustentabilidade”
 social,
 identificando
 as
 características
 que
 devem
 pautar
 o
 Pedagogo
 e
 sua
 formação
 no
 cotidiano.
 Como
 cerne
 da
 questão,
 salientamos
 que
 o
 processo
 de
 constituição
 da
 docência
 realiza‐se
 em
 espaços
 diversos
 de
 formação,
 instituídos
 pelo
 currículo
 da
 vida,
 que
 o
 formal
 muitas
 vezes
 não
 contempla.
 Este
 trabalho
 objetiva
 analisar
os
espaços
e
tempos
de
formação
docente
e
o
papel
dos
profissionais
da
educação
refletindo
 sobre
alguns
entraves
no
processo
de
formação
destes.
Articulamos
trajetórias
dos
cursos
de
Pedagogia,
 investigando
 as
 mudanças
 ocorridas
 em
 sua
 legislação
 e
 como
 tem
 afetado
 a
 prática
 dos
 editais
 para
 concursos,
em
específico
o
Concurso
para
Professor
de
Disciplinas
Pedagógicas
da
Secretaria
de
Estadual


116


de
 Educação
 do
 Rio
 de
 Janeiro
 (2007).
 A
 fundamentação
 teórica
 perpassa
 as
 áreas
 de
 Formação
 de
 Professores,
 Currículo,
 História
 da
 Educação,
 Didática
 e
 Filosofia
 e
 temas
 como:
 representações
 profissionais,
participação,
cooperação,
protagonismo,
criatividade,
comunicação
e
tecnologia.
O
estudo
 em
tela,
na
modalidade
de
pesquisa‐ação,
apresenta
um
entrelaçamento
de
histórias
de
vida
(pessoal,
 profissional,
 social).
 O
 material
 empírico
 advém
 de
 conversas
 com
 os
 praticantes,
 documentações,
 recursos
 midiáticos
 (filmagens,
 e‐mails,
 músicas
 e
 fotografias)
 e
 participações
 nos
 eventos
 narrados.
 Este
estudo
demonstra
importância
das
possibilidades
dos
professores
se
tornarem
militantes,
mostra
 vivências
em
coletivo
fora
da
sala
de
aula
potencializando
a
aprendizagem
nas/das/com
experiências
do
 currículo
 praticado
 como
 consequência
 social
 e
 política.
 Ressaltamos
 a
 dimensão
 afetiva
 da
 aprendizagem
nas
relações
ensinante‐aprendente
e
o
diálogo
como
fator
constituidor
de
redes.



 
 Palavras‐chave:
histórias,
currículo,
vida,
formação
de
professores.



 
 MÍDIA‐EDUCAÇÃO
NA
CIBERCULTURA:
UM
CAMINHO
POSSÍVEL
PARA
OS
DESAFIOS

CONTEMPORÂNEOS
 DA


APRENDIZAGEM
 
 Tiago
Cabral
Dardeau
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
UERJ
 
 O
 cenário
 sociotécnico
 e
 cultural
 contemporâneo,
 caracterizado
 pela
 cibercultura,
 vem
 promovendo
 mudanças
significativas
na
sociedade
em
diferentes
setores.
No
campo
da
Comunicação
essas
mudanças
 têm
 um
 impacto
 muito
 grande
 porque
 rompem
 com
 estruturas
 clássicas
 de
 emissão
 e
 recepção,
 promovendo
novas
formas
de
estar
no
mundo
e
de
se
relacionar
com
o
outro.
O
fluxo
da
comunicação
 vem
 perdendo
 o
 caráter
 hierárquico,
 linear,
 de
 um
 para
 muitos
 e
 assume
 cada
 vez
 mais
 formas
 não
 lineares,
 horizontais
 e
 complexas.
 As
 possibilidades
 das
 novas
 tecnologias,
 entendidas
 como
 processo
 cultural
 contemporâneo,
 são
 vivenciadas
 cotidianamente
 por
 crianças
 e
 jovens
 que
 assumem
 autorias
 na
 rede
 e
 em
 rede.
 Neste
 cenário,
 a
 Educação,
 que
 não
 pode
 prescindir
 da
 comunicação
 e
 deve
 considerar
os
aspectos
culturais
do
nosso
tempo,
ainda
busca
caminhos
para
“abrir
as
portas
da
escola”
 à
 cibercultura.
 A
 urgência
 em
 se
 pensar
 propostas
 pedagógicas
 que
 adequem
 os
 currículos
 e
 as
 metodologias
 ao
 mundo
 contemporâneo,
 permite
 uma
 reflexão
 sobre
 mídia‐educação
 enquanto
 práticateoria,
 conteúdometodologia,
 que
 possibilite
 caminhos
 inovadores
 através
 da
 ação
 com
 as
 mídias,
sobre
as
mídias,
através
das
mídias
e
para
as
mídias.



 
 Palavras‐chave:
mídia‐educação,
cibercultura,
metodologia,
currículo.



 


MULTICULTURALISMO
EM
DEBATE:
CONTEMPORANEIDADE,
ESCOLA
E
QUESTÕES
COTIDIANAS


 William
de
Goes
Ribeiro
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/UFRJ
 
Adriana
do
Carmo
Correa
Fontes
 
Ana
Paula
da
Silva
Santos
 
Aline
Cleide
Batista
de
Azevedo
 Paulo
Melgaço
da
Silva
Júnior

 
 A
presente
proposta
de
trabalho
tem
como
objetivo
discutir
algumas
relações
que
se
estabelecem
entre
 multiculturalismo
e
educação.
Compreendemos
o
campo
como
respostas
múltiplas
e
possíveis
atinentes
 à
condição
plural
das
sociedades
contemporâneas.
Embora
haja
um
balizador
que
se
centra
na
cultura,
 confluências
 e
 divergências
 emergem
 quando
 entram
 em
 cena
 a
 complexidade
 educacional,
 os
 significados
 e
 os
 sentidos
 do
 referido
 conceito.
 Diferentes
 ângulos
 da
 questão
 eclodem.
 Distintas
 aproximações.
 Dentre
 elas,
 o
 processo
 de
 identificação
 de
 alunos
 do
 curso
 de
 Pedagogia
 do
 INES
 –
 Instituto
 Nacional
 de
 Surdos
 é
 objeto
 da
 primeira
 pesquisa,
 trazendo
 elementos
 a
 respeito
 das
 características
 singulares
 e
 plurais
 dessa
 formação.
 O
 segundo
 estudo
 analisa
 o
 sexismo
 e
 a
 desigualdade
 de
 gênero
 a
 partir
 da
 prática
 pedagógica
 nas
 aulas
 de
 Educação
 Física.
 O
 cerne
 está
 na
 possibilidade
 de
 subversão
 de
 uma
 matriz
 historicamente
 presente
 na
 cultura
 escolar.
 Um
 terceiro
 desdobramento
 da
 discussão
 multiculturalista
 aborda
 a
 sexualidade
 a
 partir
 de
 uma
 análise
 de
 um
 programa
 de
 educação
 para
 a
 sexualidade,
 realizado
 numa
 escola
 de
 ensino
 fundamental
 do
 Rio
 de
 Janeiro.
 Os
 possíveis
 processos
 de
 construção
 e
 reconstrução
 das
 identidades
 sexuais
 e
 das
 múltiplas


117


sexualidades
são
objetos
de
análise
dessa
proposta.
O
quarto
empenho
centra‐se
nos
possíveis
pontos
 de
 ligação
 e
 desvio
 entre
 a
 perspectiva
 do
 multiculturalismo
 e
 a
 política
 de
 educação
 inclusiva,
 tendo
 por
 referência
 uma
 análise
 documental
 e
 um
 estudo
 de
 caso
 realizado
 numa
 classe
 de
 alunos
 com
 deficiência
 auditiva.
 Uma
 quinta
 pesquisa
 analisa
 o
 desdobramento
 de
 um
 programa
 antibullying
 na
 escola,
tendo
como
referencial
balizador
questões
que
interessam
tanto
ao
campo
do
multiculturalismo
 quanto
 à
 ética.
 Nessa
 perspectiva,
 propõe‐se
 a
 teoria
 da
 argumentação
 como
 viés
 na
 construção
 do
 diálogo,
 uma
 vez
 que
 não
 podemos
 esperar
 mudanças
 pela
 força.
 Lidar
 com
 éticas
 plurais
 é
 um
 dos
 grandes
desafios
de
nossos
tempos.


 Palavras‐chave:
educação,
cultura,
multiculturalismo,
identificações
culturais.




NARRATIVAS
E
UPP´S:
COTIDIANOS
ESCOLARES
POR
ELES
MESMOS

























Anna
Clara
de
Almeida
Conte
‐
Estudante
de
Graduação/
UERJ
 
 Nesse
 trabalho,
 busquei
 através
 da
 pesquisa
 de
 campo
 descrever
 a
 tessitura
 das
 relações
 sociais
 que
 enredam
 o
 cotidiano
 das
 escolas
 municipais
 Humberto
 de
 Campos
 e
 José
 Moreira
 da
 Silva,
 ambas
 localizadas
 na
 comunidade
 da
 Mangueira,
 “pacificada”
 desde
 junho
 de
 2011.
 Busco
 as
 escolas
 dessa
 comunidade
e
nessa
conjuntura,
por
entender
que
nas
comunidades
pacificadas
o
Estado
potencializa
 seu
 poder
 vigilante
 e
punitivo,
 ficando
assim
mais
 claro
 seu
projeto
 de
 dominação.
Porém,
 o
 trabalho
 não
 se
 reduz
 em
 apenas
 discutir
 e
 analisar
 a
 influência
 do
 Estado
 e
 de
 suas
 políticas.
 Busquei
 compreender
 como
 cotidianamente
 a
 população
 da
 comunidade
 se
 utiliza
 dos
 sistemas
 impostos
 a
 resistência
 da
 lei
 histórica
 de
 um
 Estado
 de
 fato
 e
 suas
 legitimações
 dogmáticas
 (Certeau,
 1994).
 Entendendo
que
precisamos
nos
reconhecer
como
humanos,
com
sentimentos
múltiplos
e
complexos,
 ora
 comuns
 e
 ora
 divergentes
 (Oliveira
 e
 Alves,
 2008).
 Durante
 o
 trabalho,
 busquei
 diálogos
 de
 membros
da
associação
de
moradores,
professores
e
alunos
com
as
políticas
públicas
planejadas
pelas
 atuais
 gestões
 dos
 governos
 estadual
 e
 municipal
 para
 a
 vida
 cotidiana
 das
 escolas
 e
 da
 comunidade.
 Questiono
 também
 a
 relação
 dual
 que
 a
 grande
 mídia
 gera
 em
 que
 precisamos
 decidir
 se
 preferimos
 uma
coisa
que
era
ruim
(o
domínio
das
comunidades
pelo
narcotráfico)
ou
uma
coisa
que
talvez
venha
a
 ser
 menos
 pior
 (as
 UPP´s).
 Com
 isso,
 trago
 o
 questionamento
 de
 Boaventura
 de
 Sousa
 Santos
 para
 refletirmos
 o
 momento
 que
 vivemos
 na
 cidade
 do
 Rio
 de
 Janeiro.“Temos
 nos
 preocupado
 muito
 com
 essas
 distinções,
 mas
 quase
 esquecemos
 que
 uma
 preocupação
 exclusiva
 com
 as
 condições
 objetivas
 nos
 conduziu
 a
 uma
 armadilha:
 desmoralizamos
 a
 vontade
 de
 transformação
 social.
 Se
 as
 condições
 objetivas
são
tão
poderosas,
como
podemos
transformar
a
sociedade?”‐
(Santos,
2007).


 
 Palavras‐chave:
cotidiano,
direitos
humanos,
escolas,
pacificação.


 
 NARRATIVAS
DE
MULHERES
NEGRAS:
O
COTIDIANO
NO
PARQUE
DAS
MISSÕES
 























































Fabiana
da
Silva
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
UERJ
 
 Neste
texto
apresentamos
nossas
intenções
de
pesquisa:
o
de
trabalhar
com
as
narrativas
de
mulheres
 negras
que
moram
e
trabalham
na
Comunidade
do
parque
das
missões,
município
de
Duque
de
Caxias.
 Portanto
nosso
objetivo
é
registrar
a
vida
cotidiana
dessas
mulheres,
não
como
mera
curiosidade,
antes,
 com
 o
 firme
 propósito
 de
 alinhar‐se
 a
 elas
 para,
 quem
 sabe,
 tentar
 neutralizar
 a
 barbárie
 que
 aí
 se
 encena,
contando
suas
histórias
a
contrapelo.
As
dificuldades
encontradas
por
essas
mulheres
nas
suas
 práticas
cotidianas
geram
múltiplos
questionamentos.
Assim
como
as
suas
“relações
sócio‐econômicas
e
 políticas
 e
 seu
 desenvolvimento
 no
 processo
 histórico”
 (Santos,
 2001:30).
 Procuro,
 entretanto,
 demonstrar
 a
 importância
 das
 narrativas
 e
 das
 suas
 práticas
 culturais
 visando
 mostrar
 a
 relevância
 dessas
 mulheres
 para
 a
 manutenção
 do
 sustento
 dos
 seus
 lares
 de
 forma
 a
 desinvisibilizar
 as
 suas
 buscas
 por
 melhores
 condições
 de
 vida.
 Abordando
 como
 parte
 essencial
 e
 completamente
 enredada
 com
a
questão
educacional.




118



 Palavras‐chave:
narrativas,
práticas
culturais,
mulheres.


 


NOVAS
TECNOLOGIAS
E
NOVOS
TEMPOS
SÃO
NOVOS
VALORES?
 A
ESCOLA
VIRTUAL
DA
POLÍCIA
MILITAR
DO
ESTADO
DO
RIO
DE
JANEIRO


 Vania
Alves
Pereira
 
Ednardo
Monti
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
UERJ
 

 Este
artigo
dedica‐se
a
análise
dos
desdobramentos
da
implantação
da
Escola
Virtual
da
Polícia
Militar
 do
 Estado
 do
 Rio
 de
 Janeiro.
 Em
 outras
 palavras,
 essa
 investigação
 focaliza
 uma
 escola
 que
 pode
 ser
 considerada,
 em
 termos
 civis
 e
 acadêmicos,
 como
 uma
 universidade
 corporativa
 da
 Polícia
 Militar
 do
 Estado
do
Rio
de
Janeiro.
As
reflexões
aqui
abordadas
perpassam
pela
utilização
dos
ambientes
virtuais
 de
 aprendizagem
 ‐
 conhecidos
 como
 salas
 de
 aula
 virtuais
 ‐
 pelos
 processos
 de
 gestão
 escolar,
 pela
 coordenação
 pedagógica
 e
 pela
 construção
 currículo.
 Quanto
 à
 metodologia,
 foram
 utilizadas
 fontes
 documentais,
 tais
 como:
 relatórios
 e
 atas
 produzidas
 pela
 equipe
 multidisciplinar
 que
 trabalhou
 na
 implantação
do
objeto
de
pesquisa
em
questão.
Assim,
a
partir
da
interlocução
teórica
das
fontes
com
 as
 ideias
 de
 José
 Manuel
 Moran
 e
 Pierre
 Lévy,
 sobre
 uma
 nova
 concepção
 de
 aprendizagem
 e
 interatividade,
 segue
 uma
 análise
 de
 caráter
 qualitativo
 dos
 dados
 empíricos.
 Como
 resultado
 desse
 investimento
 investigativo,
 percebe‐se
 que
 os
 papéis
 tradicionais
 do
 professor,
 do
 aluno
 e
 da
 própria
 escola
começaram
a
ser
redesenhados
no
ambiente
militar,
principalmente
nas
Unidades
de
Apoio
ao
 Ensino
da
Polícia
Militar
do
Rio
de
Janeiro.


 
 Palavras‐chave:
educação
a
distância,
tecnologia,
universidade
corporativa,
Polícia
Militar
do
Estado
do
 Rio
de
Janeiro.



 


O
CINECLUBE
COMO
POSSIBILIDADE
DE
DESCONSTRUÇÃO
DA
HETERONORMATIVIDADE
NO
 COTIDIANO
ESCOLAR


Maria
Cecilia
Sousa
de
Castro
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/UERJ
 
 A
heteronormatividade
permeia
as
relações
sociais
naturalizando
e
normatizando
através
de
um
arsenal
 de
 normas,
 valores
 e
 ações
 disciplinadoras.
 Ela
 também
 está
 presente
 no
 cotidiano
 escolar.
 É
 neste
 sentido
 que
 este
 trabalho
 pretende
 discutir
 a
 desconstrução
 da
 heteronormatividade,
 através
 de
 diferentes
ações
que
promovam
o
questionamento
e
desnaturalização
dos
currículos
escolares
através
 da
 atividade
 de
 cineclube.
 Dialogando
 com
 Butler,
 Bhabha,
 Certeau
 e
 Machado
 procuro
 refletir
 sobre
 este
projeto
que
se
desenvolve
numa
escola
pública
do
município
de
Nova
Iguaçu,
com
alunos
do
sexto
 ao
 nono
 ano
 do
 ensino
 fundamental.
 Entendendo
 o
 cinema
 como
 artefato
 cultural
 desencadeador
 de
 negociações
e
disputas
contingenciais
de
discussão
da
temática
de
gênero
e
sexualidade
neste
espaço‐ tempo.



 
 Palavras‐chave:
identidade,
heteronormatividade,
currículo,
cotidiano
escolar.



 


O
COTIDIANO
DE
UMA
ESCOLA
PÚBLICA
DE
REFERÊNCIA
(CAP‐UFRJ)
E
AS
PRÁTICAS
 CURRICULARES
DE
GEOGRAFIA:
ENTRE
O
SABER
DE
REFERÊNCIA
E
O
SABER
ESCOLAR

Hilton
Marcos
Costa
da
Silva
Junior

 Em
investigações
em
curso,
a
partir
da
vivência
no/do/com
cotidiano
escolar
do
CAp‐UFRJ,
percebemos
 que
as
práticas
curriculares
de
geografia
possuem
uma
bifurcação:
de
um
lado,
elas
são
construídas
por
 e
 a
 partir
 de
 textos
 acadêmicos
 como
 referencial
 teórico
 (saber
 de
 referência),
 e,
 em
 um
 momento
 distinto,
 práticas
 curriculares
 direcionadas
 para
 as
 avaliações
 externas,
 como
 os
 vestibulares,
 tendo
 o
 livro
didático
como
novo
referencial
teórico
(saber
escolar).
Como
os
docentes
do
CAp‐UFRJ
convivem


119


com
os
licenciandos
da
universidade
(UFRJ)
e
com
alunos
da
Educação
Básica,
emerge
a
questão
core
do
 trabalho:
 pensar
 as
 continuidades
 e/ou
 descontinuidades
 entre
 a
 Geografia
 Escolar
 e
 a
 Geografia
 Acadêmica.
 Sendo
 assim,
 buscaremos
 entender
 as
 questões
 da
 pesquisa:
 em
 uma
 escola
 pública
 de
 referência
 e
 de
 formação
 de
 professores,
 como
 a
 mediação
 didática
 e
 as
 recontextualizações
 entre
 a
 Geografia
 Escolar
 e
 a
 Geografia
 Acadêmica
 se
 materializam?
 Objetivamos
 identificar
 e
 refletir
 as
 estratégias
e
as
práticas
empregadas
pelos
licenciandos
e
compreender
como
uma
instituição
escolar
de
 referência
(CAp‐UFRJ)
criada
enquanto
um
espaço
de
formação
de
professores
concebe
a
natureza
e
a
 fronteira
 entre
 o
 conhecimentos
 escolar
 e
 universitária
 em
 suas
 práticas
 curriculares
 de
 Geografia.
 A
 operacionalização,
metodologicamente,
consiste
em
i)
acompanhar
um
grupo
de
licenciandos
em
seus
 estágios
supervisionado;
ii)
entrevistar
os
licenciandos
e
professor
orientador
do
estágio
supervisionado;
 e
 ii)
 analisar,
 comparando,
 os
 planos
 de
 aula
 e
 os
 programas
 de
 curso
 da
 universidade.
 Justificamos
 a
 pesquisa,
 considerando
 o
 cenário
 raso
 de
 reflexão
 da
 geografia
 fluminense
 sobre
 geografia
 escolar
 e
 pelo
fato
das
práticas
curriculares
de
geografia
se
desenvolverem
dentro
de
um
contexto
político
mais
 amplo,
ultrapassando
os
“muros”
do
CAp‐UFRJ
enquanto
aporte
epistemológico
para
a
Geografia
e
para
 pensar
a
formação
de
professores.


 Palavras‐chave:
cotidiano
escolar,
currículo
praticado,
geografia
escolar,
Teoria
da
Geografia.




O
COTIDIANO
ESCOLAR
MARCADO
PELA
PRESENÇA
DA
RELIGIÃO:
UMA

ANÁLISE
DE
ESCOLAS
 PÚBLICAS
DO
RIO
DE
JANEIRO


 Amanda
André
de
Mendonça
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Lato
Sensu/
UFRJ
 
Allan
do
Carmo
Silva
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UFRJ



 Este
trabalho
analisa
a
presença
da
religião
no
cotidiano
da
escola
pública
levando
em
consideração
o
 princípio
 de
 laicidade
 do
 Estado.
 O
 referencial
 teórico
 traz
 as
 obras
 de
 Cury
 (2004),
 Cunha
 (2007),
 e
 Fischmann
 (2008)
 em
 suas
 apreciações
 críticas
 quanto
 à
 inserção
 da
 religião
 no
 espaço
 público.
 O
 problema
 levantado
 se
 centra
 na
 naturalização
 de
 elementos
 religiosos
 no
 cotidiano
 das
 escolas
 públicas
 fluminenses,
 percebendo‐se
 a
 tendência
 de
 privilegiar
 os
 segmentos
 hegemônicos
 e
 marginalizar
 os
 minoritários,
 contrariando
 assim
 os
 princípios
 de
 liberdade
 religiosa
 e
 de
 laicidade
 do
 Estado.
O
trabalho
teve
como
base
pesquisa
qualitativa
de
observação
participante,
realizada
durante
o
 ano
de
2011
em
duas
escolas
públicas
de
diferentes
sistemas
de
ensino.
Na
primeira
escola
pesquisada,
 da
rede
estadual,
foi
possível
notar
a
presença
da
religião
em
seu
cotidiano
aliada
a
oferta
da
disciplina
 ensino
religioso
confessional,
como
previsto
pela
legislação
estadual.
Já
na
segunda
escola,
do
município
 de
Nova
Iguaçu
(RJ),
não
há
tal
disciplina
no
currículo,
mas
foram
notados
claros
elementos
religiosos,
 tanto
 através
 de
 projetos
 pedagógicos
 quanto
 na
 inserção
 de
 símbolos,
 orações
 e
 outras
 práticas
 dos
 profissionais
de
educação.
O
objetivo
foi
apresentar
como
a
relação
escola
pública
laica
e
o
respeito
às
 expressões
 religiosas
 se
 configuram
 na
 prática
 no
 ambiente
 escolar.
 Além
 disso,
 buscou‐se
 analisar
 as
 representações
e
manifestações
de
religiosidade
presentes
nas
práticas
educativas,
apresentando
como
 os
educandos
expressam
a
sua
religiosidade
em
seu
processo
de
aprendizagem
dos
conteúdos
escolares
 e
 como
 os
 docentes
 trabalham
 pedagogicamente
 essa
 questão.
 Com
 a
 análise
 destas
 duas
 redes
 de
 ensino
pode‐se
perceber
que
a
religião
é
naturalizada
pelos
sujeitos
de
forma
a
privilegiar
vertentes
do
 cristianismo
em
detrimento
de
outras
formas
de
crer
e
não
crer.


 Palavras‐chave:
laicidade
do
Estado,
religião,
escola
pública,
cotidiano
escolar.


 


O
CURRÍCULO
INTEGRADO
NOS
CURSOS
DE
FORMAÇÃO
PROFISSIONAL
DE
NÍVEL
MÉDIO,
NA
 MODALIDADE
DE
EDUCAÇÃO
DE
JOVENS
E
ADULTOS
‐
PROEJA
 

Thayene
da
Costa
Campos
Santos
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UFJF
 


120


A
 proposta
 de
 currículo
 integrado
 vem
 sendo
 apresentada
 nas
 formulações
 de
 pesquisadores
 e
 nas
 politicas
 de
 educação
 profissional
 como
 a
 grande
 referência
 para
 assegurar
 mudanças
 qualitativas
 na
 formação
 de
 jovens
 e
 adultos
 que
 se
 vinculam
 àquela
 modalidade
 de
 ensino.
 O
 currículo
 integrando,
 portanto,
procura
oferecer
uma
possibilidade
de
formação
que
ultrapasse
o
plano
do
treinamento
para
 a
 atividade
 profissional.
 Recentemente,
 o
 Programa
 Nacional
 de
 Integração
 da
 Educação
 Profissional
 com
 a
 Educação
 Básica
 na
 Modalidade
 de
 Educação
 de
 Jovens
 e
 Adultos
 –
 PROEJA
 foi
 apresentado
 à
 sociedade
como
uma
possibilidade
de
assegurar
a
população
jovem
e
adulta
uma
formação
escolar
de
 qualidade
 vinculada
 à
 formação
 profissional.
 Considerando
 a
 importância
 do
 direito
 de
 todos
 à
 educação,
 delimitamos
 como
 questão
 de
 estudo
 a
 seguinte
 formulação:
 a
 concepção
 do
 de
 currículo
 integrado
 vem
 assegurando
 uma
 real
 culminância
 no
 lócus
 investigado?
 Esta
 pesquisa
 teve
 como
 objetivo
analisar
as
práticas
curriculares
vinculadas
à
ideia
do
currículo
integrado
no
Curso
Técnico
de
 Nível
Médio
em
Secretariado
do
PROEJA
realizado
em
um
Instituto
Federal
de
Educação.
A
pesquisa
foi
 caracterizada
 como
 Estudo
 de
 Caso
 de
 cunho
 qualitativo,
 envolvendo
 observações
 e
 aplicações
 de
 questionários
 aos
 sujeitos
 do
 processo,
 buscando
 identificar
 a
 dinâmica
 curricular
 estabelecida
 pela
 ideia
 de
 integração
 na
 Modalidade
 EJA
 –
 PROEJA.
 O
 estudo
 revelou
 que
 as
 práticas
 curriculares
 realizadas
no
curso
em
questão,
embora
significativas,
são
frágeis
em
relação
à
concepção
de
educação
 integral
(conteúdos
básicos
+
conteúdos
específicos)
prevista
na
ideia
de
currículo
integrado.
O
estudo
 conclui
ainda
a
necessidade
de
uma
reflexão
mais
profunda
dos
sujeitos
envolvidos
ao
processo
acerca
 do
currículo,
tendo
em
vista
à
possibilidade
de
formação
humana.


 
 Palavras‐chave:
educação
profissional,
PROEJA,
currículo
integrado,
práticas
curriculares.


 


O
CURRÍCULO
TECIDO
NA
EDUCAÇÃO
INFANTIL

Cristiane
Elvira
de
Assis
Oliveira
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
UFJF
 Este
texto
para
o
IV
Congresso
Internacional
Cotidiano,
Diálogos
sobre
Diálogos,
que
constitui
parte
de
 minha
dissertação
de
mestrado
em
educação,
apresenta
o
que
as
professoras
da
Educação
Infantil,
de
 uma
 escola
 de
 educação
 em
 tempo
 integral,
 narraram
 a
 respeito
 de
 temporalidades
 tecidas
 no
 currículo,
 com
 o
 foco
 na
 organização
 do
 tempo
 curricular.
 Temporalidades
 se
 referem
 às
 múltiplas
 formas
de
lidar,
de
relacionar,
de
organizar
o
tempo,
ou
seja,
minha
experiência
no
e
com
o
tempo.
Ao
 perceber
 as
 múltiplas
 temporalidades
 no
 cotidiano
 escolar
 pode‐se
 repensar
 a
 lógica
 da
 organização
 curricular
 da
 Educação
 Infantil
 e
 diversificar
 o
 currículo,
 pesquisando
 outras
 formas
 de
 possibilitar
 a
 aprendizagem
às
crianças.
Considero
que
as
professoras
inventaram
o
currículo
no
cotidiano
da
escola,
 compreendendo‐o
como
algo
que
se
tece
com
os
fatos
singulares
e
com
a
beleza
das
ações
cotidianas,
 ensinando‐me
que
nas
redes
cotidianas,
o
eu
só
se
produz
nas
relações
com
o
outro
(FERRAÇO,
2004),
o
 que
 possibilita
 problematizar
 a
 lógica
 curricular
 prescritiva
 e
 considerar
 o
 currículo
 como
 um
 artefato
 cultural
(ALVES,
2006),
como
algo
que
se
cria,
se
faz
de
forma
criativa
e
que
é
tecido
todos
os
dias
pelas
 professoras
 e
 professores
 com
 as
 crianças
 na
 escola,
 contribuindo
 para
 a
 aprendizagem
 e
 o
 desenvolvimento
 infantil.
 Posso
 dizer
 também
 que
 na
 escola
 há
 uma
 coexistência
 e
 uma
 síntese
 de
 múltiplos
tempos,
ou
seja,
organizá‐la
é
organizar
tempos
(CORREIA,
1996).
Considerar
essa
coexistência
 e
essa
síntese
de
tempos
é
considerar
o
currículo
como
algo
que
é
praticado,
realizado/inventado
todos
 os
dias
com
as
várias
ações
cotidianas
na/da/com
a
escola.


 Palavras‐chave:
currículo,
cotidiano,
escola,
educação
Infantil.
 


O
diálogo
intercultural
na
construção
do
currículo
da
educação
escolar
indígena
Tupinikim
do
 Espírito
Santo
 

Ozirlei
Teresa
Marcilino


121


Esta
 pesquisa
 de
 doutoramento
 discute
 a
 educação
 escolar
 indígena
 (EEI)
 da
 Aldeia
 de
 Comboios
 de
 Aracruz/ES
 em
 parceria
 com
 os
 gestores
 e
 educadores
 da
 EMEIEF
 “Dorvelina
 Coutinho”.
 Questiona
 os
 saberes
que
o
currículo
institucional
produz;
os
saberes
que
os
movimentos
sociais
produzem
que
não
 são
 hegemônicos;
 as
 mediações
 que
 os
 movimentos
 sociais
 usam.
 Problematiza
 como
 o
 currículo
 prescrito
 e
 praticado
 abre
 possibilidades/perspectivas
 para
 a
 educação
 intercultural?
 Objetiva,
 principalmente,
 identificar
 os
 princípios
 que
 norteiam
 o
 currículo
 em
 construção
 desde
 2006
 e
 contribuir
 na
 construção
 de
 um
 currículo
 intercultural
 e
 de
 uma
 prática
 escolar
 significativa
 para
 os
 Tupinikim
 de
 Comboios.
 Propõe
 discutir
 interculturalidade,
 território,
 família,
 EEI
 (CF
 1988;Diretrizes
 Política
 Nacional
 EEI
 1993;LDBEN
 9394/96;RCNei
 1998),
 formação
 de
 professores
 indígenas
 (Referenciais
 formação
 de
 professores
 indígenas
 2002;GRAMSCI
 1976;FREIRE
 1992;2000),
 currículo
 (Proposta
Pedagógica
das
escolas
Tupinikim/ES
2006;
SACRISTÁN
1998).
O
currículo
oficial
direciona
os
 sujeitos
 para
 um
 caminho
 que
 não
 é
 dos
 contextos
 sociais.
 Desse
 modo,
 urge
 uma
 nova
 proposta
 de
 escola
 que
 será
 construída
 no
 diálogo/parceria
 entre
 as
 instituições
 e
 os
 movimentos
 sociais.
 Metodologicamente,
 dialoga
 com
 a
 Etnomatemática
 (D’AMBROSIO
 2002)
 e
 a
 pesquisa
 socioantropológica
 (BRANDÃO
 2003)
 que
 evidenciam
 o
 aprendizado
 por
 meio
 do
 diálogo
 onde
 as
 descobertas
 se
 fazem.
 Muito
 mais
 do
 que
 discutir
 com
 os
 educadores
 conteúdos
 matemáticos
 prioritários
a
serem
trabalhados
em
sala
de
aula
é
reconhecer
os
conteúdos
matemáticos
significativos
 para
o
cotidiano
tupinikim.
É
uma
experiência
de
construir
relações
interculturais
que
está
em
processo.
 Entendemos
 que
 a
 interculturalidade
 não
 está
 num
 modelo
 que
 prioriza
 ora
 os
 conhecimentos
 acumulados
 pela
 sociedade
 ocidental,
 ora
 os
 conhecimentos
 produzidos
 pelas
 sociedades
 indígenas,
 mas
na
garantia
de
a
escola
poder
ser
um
espaço
que
reflita
a
vida
dos
povos
indígenas.


 Palavras‐chave:
Currículo;
Formação
de
professores;
Interculturalidade;
Educação
escolar
indígena.



 O
ENSINO
DE
HISTÓRIA
NO
COTIDIANO
ESCOLAR:
A
PRÁTICA
PEDAGÓGICA
EM
UMA
ESCOLA
 PÚBLICA
DO
INTERIOR
DE
PERNAMBUCO


 Ricardo
José
Lima
Bezerra
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
PCU‐SP
/
UPE
 Neste
 trabalho
 buscamos
 empreender
 uma
 descrição
 interpretativa
 das
 práticas
 pedagógicas
 vivenciadas
pelos
professores
de
história
que
atuam
no
Ensino
Médio
(EM)
da
Escola
de
Aplicação
Profa.
 Ivonita
Guerra
da
Universidade
de
Pernambuco‐Campus
Garanhuns.
Apoiando‐nos
em
ZABALA
(1998),
 nos
 qual
 as
 práticas
 educativas
 "obedecem
 a
 múltiplos
 determinantes"
 e
 na
 relação
 sociocultural
 que
 condiciona
 a
 mediação
 entre
 currículo
 escolar
 e
 prática
 pedagógica
 formulada
 em
 SACRISTÁN
 (1995;1998);
situada
sobre
o
conceito
cotidiano
escolar
como
local
onde
"ocorre
o
processo
coletivo
de
 apropriação
 dos
 saberes"
 (MERCADO,2002),
 visto
 como
 o
 "lugar
 da
 interação
 e
 comunicação
 com
 os
 outros"
 para
 a
 vivência
 escolar
 (CUNHA,2004)
 buscamos
 compreender
 como
 se
 materializa
 cotidianamente
o
ensino
de
história
,
desde
o
planejamento
até
a
avaliação
das
atividades
a
partir
de
 estratégias
metodológicas
de
pesquisa
qualitativa
em
educação.
O
interesse
pelo
ensino
de
história
na
 escola
pública
de
nível
médio
deve‐se
ao
fato
de
que,
partindo
da
trajetória
de
cada
professor,
na
sua
 formação
 e
 na
 sua
 experiência
 profissional
 é
 que
 possamos
 entender
 como
 se
 materializam
 as
 orientações
 curriculares
 previstas
 nos
 documentos
 oficiais
 sobre
 o
 ensino
 de
 história
 para
 o
 EM
 em
 confronto
com
as
afirmações
de
que
a
formação
inicial
em
História
pouco
tem
contribuído
diante
das
 demandas
 e
 necessidades
 reais
 e
 assim
 a
 atuação
 escolar
 requer
 desses
 docentes
 encontrar
 no
 cotidiano
 das
 vivências
 profissionais
 os
 caminhos
 para
 proceder.
 A
 pesquisa
 está
 em
 andamento,
 faz
 parte
de
um
projeto
de
doutorado
em
Educação
que
estuda
as
práticas
pedagógicas
dos
professores
de
 história
 no
 ensino
 médio
 das
 escolas
 públicas
 pernambucanas
 submetidas
 a
 diferentes
 gerências
 regionais
de
ensino
da
Secretaria
de
Educação
de
PE.
Por
isso,
apresentamos
apenas
as
interpretações
 formuladas
 com
 base
 nos
 dados
 coletados
 sobre
 o
 ensino
 de
 história
 na
 Escola
 de
 Aplicação
 da
 Universidade
de
Pernambuco‐Campus
Garanhuns.




122


Palavras‐chave:
ensino
de
História,
cotidiano
escolar,
prática
pedagógica,
escola
pública.



O
LÚDICO
AINDA
É
LÚDICO?
DO
USO
COMO
PRETEXTO
PARA
ENSINAR
AO
APROVEITAMENTO
 COMO
MEIO
DE
DESENVOLVER
HABILIDADES:
CONTRIBUIÇÕES
E
DESCARACTERIZAÇÃO
NA
 APROPRIAÇÃO
ESCOLAR






































Daniel
Pereira
de
Oliveira
 Considerando‐se
 o
 grande
 apelo
 pela
 presença
 do
 lúdico
 no
 meio
 escolar
 enquanto
 estratégia
 para
 possível
 otimização
 das
 relações
 de
 ensino‐aprendizagem,
 o
 presente
 trabalho
 propôs‐se
 a
 compreender
 e
 discutir
 as
 concepções
 sobre
 a
 apropriação
 escolar
 do
 lúdico,
 sob
 as
 hipóteses
 de
 contribuição
 para
 a
 prática
 pedagógica,
 ou
 de
 descaracterização
 desse
 elemento.
 Em
 seu
 desenvolvimento,
 apresenta‐se
 uma
 síntese
 do
 levantamento
 histórico
 da
 apropriação
 pedagógica
 do
 lúdico
e
da
influência
da
indústria
do
entretenimento,
abordando
paralelamente
pontos
relacionados
à
 questão
 da
 história
 do
 brinquedo
 por
 um
 viés
 cultural;
 descreve
 as
 concepções
 que
 fundamentam
 o
 conceito
de
lúdico;
e
analisa
os
limites
e
possibilidades
dos
usos
do
lúdico
pela
escola
sob
a
perspectiva
 de
 ferramenta
 de
 ensino
 ou
 meio
 para
 o
 desenvolvimento
 de
 habilidades
 relevantes
 para
 vivências
 escolares
e
sociais/
humanas
em
geral.
Esse
trabalho
apresenta
questões
tratadas
em
uma
monografia
 de
 pós‐graduação
 lato
 sensu
 em
 Psicopedagogia,
 a
 partir
 de
 um
 recorte
 epistemológico
 de
 pesquisa
 realizada
 de
 forma
 autônoma
 (sem
 vínculos
 institucionais),
 sobre
 referenciais
 teóricos
 bibliográficos,
 observações
 e
 discussões/
 relatos,
 em
 espaços
 escolares
 diversos
 que
 tem
 tratado
 de
 discutir
 a
 presença
do
lúdico
no
espaço
escolar.
São
os
principais
aportes
teóricos:
os
escritos
de
Huizinga
(2008),
 Benjamin
 (2002),
 Kishimoto
 (2003)
 e
 Pavão
 (2000).
 Essa
 análise
 não
 esgotou
 o
 assunto,
 mas
 forneceu
 meios
 de
 se
 repensar
 o
 uso
 dos
 jogos
 e
 brincadeiras
 na
 escola
 reforçando
 a
 convicção
 pela
 opção
 do
 desenvolvimento
 no
 indivíduo
 de
 habilidades
 exigidas
 em
 situações
 diversas
 de
 sua
 vivência
 humana,
 incluindo
as
escolares,
e
menos
voltada
ao
ensino
dos
conteúdos.


 Palavras‐chave:
lúdico,
jogos,
habilidades,
educação.




O
MAL‐ESTAR
CONTEMPORÂNEO
NA
RELAÇÃO
ENTRE
OS
JOVENS
DA
MODERNIDADE
LÍQUIDA
 E
A
ESCOLA
DA
MODERNIDADE
SÓLIDA

































































































































Rafael
Arosa
de
Mattos

 Apesar
 dos
 avanços
 verificados
 nas
 últimas
 décadas,
 é
 consensual
 que
 a
 educação
 escolar
 brasileira
 ainda
 apresenta
 sérios
 problemas.
 Fracasso
 escolar,
 evasão
 e
 baixa
 aprendizagem
 são
 alguns
 dos
 sintomas
 percebidos
 nos
 cotidianos
 escolares,
 que
 apontam,
 entre
 outras
 coisas,
 para
 a
 existência
 de
 um
 “mal‐estar”
 na
 relação
 entre
 os
 jovens
 alunos
 e
 a
 escola
 na
 contemporaneidade.
 O
 presente
 trabalho
 é
 parte
 de
 uma
 pesquisa
 de
 mestrado
 em
 andamento,
 e
 tem
 por
 objetivo
 contribuir
 com
 o
 debate
 em
 torno
 deste
 “mal‐estar”
 na/da
 educação
 contemporânea
 a
 partir
 da
 seguinte
 idéia:
 As
 escolas,
ainda
hoje,
apresentam
fortes
marcas
de
um
contexto
sócio‐cultural
ultrapassado,
mantendo‐se
 cada
vez
mais
distante
das
condições
juvenis
existentes
na
contemporaneidade.
Além
disso,
as
reformas
 que
vem
sendo
promovidas
de
forma
tímida
e
isolada
não
estão
promovendo
a
tão
esperada
mudança.
 A
 escola
 está
 mudando
 para
 “continuar
 sendo
 a
 mesma”,
 enquanto
 os
 modos
 juvenis
 de
 ser
 vêm
 se
 alterando
 com
 grande
 velocidade,
 o
 que
 gera
 tensões
 e
 “mal‐estares”.
 Para
 fomentar
 as
 reflexões
 propostas,
o
trabalho
se
apropria
das
idéias
de
modernidade
sólida
/
líquida
trabalhadas
por
Zygmunt
 Bauman.
Este
autor
foi
escolhido
como
principal
interlocutor
no
esforço
teórico
de
pensar
as
mudanças
 sociais
 que
 condicionam
 o
 surgimento
 desses
 novos
 sujeitos‐culturais
 que
 são
 os
 alunos
 contemporâneos.
 Para
 dialogar
 com
 a
 teoria,
 trazemos
 imagens
 de
 alguns
 posts
 sobre
 o
 cotidiano
 escolar
 e
 as
 culturas
 juvenis,
 compartilhados
 espontaneamente
 na
 interface
 Facebook
 por
 alunos
 da
 educação
básica
do
Rio
de
Janeiro.
Esta
opção
metodológica
tem
como
base
a
idéia
de
que
imagens
são
 formas
 narrativas
 e
 as
 redes
 sociais
 online
 são
 espaços
 privilegiados
 das
 narrativas
 dos
 jovens
 praticantes
da
cibercultura.
As
reflexões
do
trabalho
apontam
que
a
superação
do
atual
“mal‐estar”
da
 educação
passa
necessariamente
pela
incorporação
de
tecnologias
digitais
pelas
escolas.




123


Palavras‐chave:
educação,
juventude,
pós‐modernidade,
cibercultura.




OS
ENCONTROS
E
DESENCONTROS
DE
UMA
PROPOSTA:
ENTURMAÇÃO






















































































Bianca
da
Silva
Toledo
‐
Estudante
de
Graduação/
UFJF
 Este
 trabalho
 traz
 uma
 reflexão
 sobre
 a
 Enturmação,
 de
 uma
 escola
 de
 tempo
 parcial,
 organizada
 no
 sistema
de
ciclo,
que
atende
a
alunos
e
alunas
da
educação
infantil
ao
nono
ano
do
Ensino
Fundamental.
 Mergulhei
 no
 cotidiano
 desta
 escola,
 experienciando
 junto
 aos
 alunos
 e
 alunas,
 a
 prática
 pedagógica
 desenvolvida
no
cotidiano
escolar.
Como
bolsistas
no/do
projeto
de
extensão,
buscamos
a
partir
desta
 pesquisa,
problematizar
como
os
sujeitos
do
Ensino
Fundamental
têm
experienciado
as
temporalidades
 no/do
cotidiano
escolar,
derivando,
assim,
na
análise
das
implicações
da
ruptura
na
noção
de
tempo
na
 Atualidade
 para
 o
 processo
 educacional.
 Este
 grupo
 no
 qual
 participo,
 trabalha
 com
 a
 perspectiva
 do
 paradigma
 da
 complexidade
 (MORIN,
 1996),
 e
 por
 tal
 motivo
 optou
 pela
 modalidade
 denominada
 pesquisa
no/do/com
o
cotidiano.
Neste
trabalho
me
detenho
a
refletir
sobre
a
enturmação,
a
partir
de
 minhas
 narrativas
 feitas
 durante
 todo
 o
 processo
 da
 pesquisa,
 na
 escola
 do
 município,
 tentando
 percorrer
 caminhos
 que
 me
 auxiliem
 a
 compreender
 estas
 práticas
 cotidianas
 com
 o
 desencontro
 da
 proposta
 de
 Ciclos
 de
 Formação,
 contida
 no
 Projeto
 Político
 Pedagógico,
 através
 dos
 indícios
 (GINZBURG,
1989)
experienciados
e
narrados
nas
práticas
e
cotidianas
nesta
escola.


 
 Palavras‐chave:
cotidiano,
enturmação,
ciclo,
tempo.


 


OS
SABERESFAZERES
DOS
SUJEITOS
PRATICANTES
DOS
CURRÍCULOS
PELOS
USOS
COTIDIANOS
 NO
ENSINO
SUPERIOR
DE
ADMINISTRAÇÃO



















Wellington
Machado
Lucena
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UFES
/
Estácio
de
Sá
 Buscamos
 problematizar
 a
 partir
 dos
 usos
 realizados
 pelos
 sujeitos
 praticantes
 do
 curso
 de
 Administração
nos
espaçostempos
da
realização
da
pesquisa,
a
tentativa
de
romper
com
as
prescrições
 instituídas
pelo
sistema
organizacional
ao
qual
estão
inseridos
e
que
de
alguma
forma
despotencializam
 as
 práticas
 docentes
 instituindo
 um
 lugar
 de
 domínio,
 regulação
 e
 imposição
 das
 práticas.
 Sendo
 realizada
 com
 docentes
 do
 Curso
 de
 Administração
 de
 uma
 Instituição
 de
 Ensino
 Superior
 (IES)
 no
 Estado
 Espírito
 Santo,
 na
 Região
 Metropolitana
 de
 Vitória,
 a
 pesquisa
 compreendeu
 o
 período
 entre
 2009
 e
 2011.
 Buscando
 observar
 as
 práticas
 e
 as
 burlas,
 optamos
 em
 assumir
 a
 possibilidade
 de
 se
 trabalhar
 com
 a
 noção
 de
 currículos
 em
 redes,
 compartilhando
 com
 a
 da
 idéia
 de
 que
 as
 práticas
 cotidianas
acontecem
nas
relações
entre
os
sujeitos
praticantes,
entre
docentes,
alunos,
coordenadores
 e
instituição.
Para
problematizar
com
as
redes
de
saberes,
fazeres
e
poderes
que
são
tecidas
no
curso,
 optamos
por
usar
a
metodologia
com
os
cotidianos,
tendo
Certeau
como
autor
central,
que
possibilitou
 um
entendimento
do
que
se
passa
no
espaçotempo
da
IES
onde
foi
realizada
a
pesquisa.
Nesse
sentido
 foi
 possível
 compreendermos
 que
 os
 acordos
 e
 negociações
 entre/com
 os
 sujeitos
 praticantes
 é
 que
 potencializam
a
rede
de
conhecimentos.
Tendo
o
currículo
escolar,
como
redes
de
conversações
e
ações
 complexas.
Conclui‐se
que
a
despeito
da
estrutura
privilegiar
um
dado
lugar
de
produção
e
elaboração
 de
propostas
curriculares
pela
direção
da
organização,
há
toda
uma
rede
de
conversas
práticas,
trocas
 de
 informações
 e
 etc.
 sendo
 tecida
 no
 anonimato
 do
 cotidiano.
 Seria
 interessante
 se
 essas
 práticas
 ordinárias
pudessem
ser
levadas
em
conta
por
aqueles
que
elaboram
a
proposta.


 
 Palavras‐chave:
currículo,
cotidiano,
administração,

Ensino
Superior.




OS
SISTEMAS
DE
ENSINO
APOSTILADOS
(SAES),
A
AUTONOMIA
DA
ESCOLA
E
O
LUGAR
DA
 INFÂNCIA


 Jéssica
Angelo
Pereira
‐
Estudante
de
Graduação/UFF


124



Crislayne
Couto
da
Silva

 
 É
conhecida
a
crescente
divulgação
e
adoção
de
Sistemas
de
Ensino
Apostilados
em
substituição
ao
livro
 didático
na
rede
privada
de
educação.
No
entanto,
nas
redes
públicas,
principalmente,
municipais
esse
 número
 tem
 aumentado.
 A
 pesquisa
 em
 andamento,
 que
 vem
 sendo
 realizada
 em
 uma
 escola
 de
 educação
infantil,
localizada
na
região
do
Noroeste
Fluminense,
tem
questionado
qual
a
autonomia
das
 escolas
 e
 o
 lugar
 da
 infância
 que
 esse
 tipo
 de
 material
 didático
 sugere.
 Em
 nossas
 observações
 do
 cotidiano
de
turmas
de
educação
infantil
que
adotam
o
apostilamento,
temos
percebido
controvérsias
 em
 relação
 ao
 uso
 desse
 material.
 Alguns
 professores
 revelam
 sentirem
 seu
 “direito”
 a
 “criação”
 desrespeitado,
comentando
que
o
apostilamento
pode
significar
um
retorno
aos
“manuais
tradicionais”.
 Outros
 professores
 enxergam
 nesse
 material
 “propostas
 construtivistas”
 interpretando‐as
 como
 sugestões
desses
Sistemas
Apostilados.
Atividades
“prontas”
a
executar,
e,
não
a
serem
questionadas
e
 discutidas
 em
 relação
 à
 diversidade
 cultural
 encontradas
 em
 seu
 contexto.
 Buscamos,
 nessa
 investigação,
 discutir
 o
 lugar
 da
 infância
 em
 contraposto
 com
 a
 proposta
 dos
 SAEs
 em
 se
 manter
 autônoma
frente
a
esse
processo
de
embrutecimento
de
que
se
revestem
esses
apostilamentos
e
que
 impõe
em
oculto
determinados
conteúdos
curriculares.
Para
isso,
propomos
um
estudo
etnográfico,
por
 meio
 de
 observações,
 exame
 de
 documentos
 oficiais
 como
 os
 RCNEIs,
 onde
 buscamos
 identificar
 a
 relação
 de
 professores
 e
 crianças
 com
 as
 atividades
 propostas
 nesses
 apostilamentos
 e
 entrevistas
 como
professores
e
equipe
gestora
na
intenção
de
conhecer
como
se
estabelece
essa
adesão
ao
sistema
 apostilado
e
que
tipo
de
concepções
esse
material
introduz
em
relação
à
infância.


 Palavras‐chave:
livro
didático,
autonomia,
infância,
currículo.






PARA
ALÉM
DOS
MUROS
DA
ESCOLA






























































Isadora
Souza
da
Silva
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Lato
Sensu/UFRJ
 
 Este
artigo
é
resultado
de
uma
monografia
apresentada
ao
curso
de
especialização
em
Políticas
Públicas
 em
 Educação
 e
 Projetos
 socioculturais
 em
 espaços
 escolares,
 da
 UFRJ
 (2011).
 Proponho
 investigar
 a
 existência
 de
 marcos
 multiculturalistas
 em
 um
 Projeto
 Sociocultural
 da
 rede
 municipal
 de
 Duque
 de
 Caxias/RJ,
a
Casa
de
Incentivo
às
Artes
(CIART),
compreendida
enquanto
política
pública
em
educação,
 que
 visa
 a
 ampliação
 do
 currículo
 mínimo,
 visando
 promover
 o
 contato
 inicial
 e/ou
 continuado
 dos
 alunos
desta
rede,
que
está
situada
na
Baixada
Fluminense,
com
os
diversos
tipos
de
arte,
assim
como
 também
a
valorização
e
o
diálogo
com
as
culturas
locais.
O
nosso
objetivo
é
refletir
sobre
a
necessidade
 de
 uma
 proposta
 pedagógica
 multicultural
 crítica
 que
 reconheça
 as
 manifestações
 sociais
 e
 culturais
 como
 produto
 das
 interações
 humanas,
 uma
 vez
 que
 as
 identidades
 não
 são
 imóveis
 e
 estáticas
 e
 passam
 por
 constantes
 processos
 de
 modificação.
 Para
 tanto,
 faremos
 uso
 do
 referencial
 teórico
 pautado
 no
 multiculturalismo
 crítico
 assim
 como
 nos
 referenciais
 dos
 estudos
 da
 cultura,
 tais
 como
 Canen,
Canen
e
Oliveira,
Moreira
e
Candau,
Canclini
e
Hall.
Nossa
hipótese
é
que
a
premissa
do
respeito
 à
diferença,
à
pluralidade
cultural
ressaltam
a
necessidade
de
trabalhar
temas
transversais
que
integrem
 culturas
 distintas
 no
 combate
 ao
 preconceito
 e
 a
 intolerância.
 Privilegiamos
 em
 nossa
 abordagem
 metodológica
o
uso
de
entrevistas
com
professores
e
gestores
atuantes
do
Ciart.
 
 Palavras‐chave:
multiculturalismo,
identidades
culturais,
projetos
socioculturais.



PARES,
DIÁLOGOS,
PARCERIAS
E
INTERAÇÕES
NO
ESPAÇO
ESCOLAR:
 IMPRESSÕES
INICIAIS


 Flávia
Maria
de
Menezes

 
Aline
Feitosa
Pascoal
 

























Gabriela
de
Moraes
Hardoim
 Natália
Nascimento
Rodrigues

 Paulina
de
Almeida
Martins
Miceli



125


Priscila
de
Oliveira
Dornelles

 Rosemary
Barbeito
Pais

 
 O
 cotidiano
 escolar
 é
 permeado
 pelas
 relações
 presentes
 no
 espaço
 da
 escola,
 das
 formas
 mais
 complexas,
 reflexo
 da
 sociedade
 moderna
 que
 sofre
 inúmeras
 transformações.
 O
 presente
 trabalho
 busca
relatar
as
impressões
iniciais
acerca
do
Projeto
PARES
–
Parceria
Escolar,
uma
ação
gerada
a
partir
 da
demanda
da
comunidade
escolar.
Pensando
na
qualidade
do
desempenho
dos
educandos,
o
referido
 projeto
 vem
 buscando
 abrir
 canais
 para
 participação
 efetiva
 destes,
 seus
 educadores
 e
 famílias,
 considerando
 que
 a
 ação
 pedagógica
 não
 pode
 estar
 limitada
 ao
 desenvolvimento
 do
 currículo
 no
 espaço
 da
 sala
 de
 aula.
 Nesse
 sentido,
 é
 meta
 deste
 trabalho
 contribuir
 para
 o
 aprimoramento
 das
 relações
com
o
ambiente
físico,
natural
e
social,
ampliando
os
espaços
de
produção
da
informação,
do
 conhecimento
 e
 de
 interações
 com
 diferentes
 pares.
 Tais
 impressões
 foram
 analisadas
 a
 partir
 da
 análise
retórica
dos
argumentos
presentes
nas
falas
de
participantes
da
comunidade
escolar.
Os
estudos
 de
Perelman
e
Olbrechts‐Tyteca
serão
utilizados
para
analisar
os
argumentos
e
propiciar
a
compreensão
 das
 percepções
 e
 as
 demandas
 da
 comunidade
 escolar,
 considerando
 que
 estas
 podem
 indicar
 os
 impactos
 iniciais
 que
 apontem
 para
 os
 caminhos
 que
 o
 projeto
 pode
 seguir.
 Os
 estudos
 de
 Candau
 e
 Vasconcellos
 serão
 utilizados
 para
 fundamentar
 as
 reflexões
 sobre
 as
 infâncias
 e
 culturas
 que
 intercruzam
 o
 espaço
 escolar,
 e
 mobilizar
 discussões
 que
 contribuam
 para
 a
 transformação
 de
 sua
 cultura.



 
 Palavras‐chave:
espaço
escolar,
culturas,
interações,
parcerias.



 


PERGUNTAS
E
RESPOSTAS
ADORMECIDAS
NAS
PRÁTICAS
COTIDIANAS


 Simone
Araujo
Moreira
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UFF
 
Mary
Rangel

 
 Este
trabalho
discute
pistas
possíveis
que
levam
muitos
alunos
a
deixarem
de
fazer
perguntas
durante
as
 aulas,
 e
 as
 marcas
 disso,
 no
 processo
 ensino
 aprendizagem.
 Como
 base
 teórica,
 foram
 utilizados
 os
 estudos
 de
 Vygostsky
 (2004)
 e
 outros
 autores
 que
 seguiram
 a
 mesma
 linha
 sobre
 as
 leis
 da
 inibição
 e
 desinibição,
assim
como
os
da
educação
dos
sentimentos.
Para
fundamentar
a
questão
dos
espaços
de
 conhecimentos
compartilhados
na
sala
de
aula,
o
apoio
teórico
principal
é
de
A.
L.
Pérez
Gomez
(1998).
 Charlot
 (2000)
 é
 chamado
 ao
 diálogo
 contribuindo
 no
 entendimento
 de
 que
 o
 saber
 se
 produz
 nas
 relações
com
o
mundo,
com
os
outros
e
consigo
mesmo.
A
partir
de
entrevistas
informais
com
grupos
 de
alunos
e
professores,
foram
trabalhadas
reflexões
sobre
as
dinâmicas
silenciosas
que
se
estabelecem
 nas
relações
cotidianas
da
sala
de
aula.
E,
como
forma
de
provocar
enfrentamentos,
este
trabalho
traz
à
 pauta
das
discussões
uma
das
tensões
percebidas
durante
as
entrevistas:
enquanto
alunos
veem
escolas
 como
 lugares
 simbólicos
 onde
 devem
 mostrar
 somente
 o
 que
 já
 sabem
 e,
 por
 isso
 aprendem
 a
 adormecer
 perguntas
 optando
 por
 não
 fazê‐las,
 professores
 atravessam
 esse
 olhar
 com
 leituras
 pré‐ concebidas,
 revelando
 o
 ponto
 de
 cegueira.
 Entre
 outras
 leituras
 possíveis,
 ressaltamos
 a
 necessidade
 de
que
a
ação
educativa
se
volte
para
a
validação
dos
diferentes
saberes
e
o
respeito
aos
não‐saberes,
 para
que
mentes
inquietas
deixem
de
ser
silenciadas,
nas
salas
de
aulas.


 Palavras‐chave:
aprendizagem,
sala
de
aula,
relações,
conhecimentos.





 “POR
QUE
A
GENTE
APRENDE
ISSO
SE
A
GENTE
NEM
USA?”

CONFLITOS
E
(DES)ENCONTROS
DE
 QUEM
ENSINA
E
DE
QUEM
APRENDE



Mariana
de
Melo
e
Silva
Amaral

‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/SME‐Petrópolis
 O
 texto
 constitui
 parte
 de
 minha
 pesquisa
 de
 dissertação
 do
 Mestrado
 em
 Educação
 que
 discute
 questões
relativas
à
minha
prática
docente
e
os
saberes
e
fazeres
dos
alunos
em
relação
à
apropriação
 da
língua
escrita.
A
língua
e
suas
múltiplas
possibilidades
são
pensadas
não
a
partir
de
quem
ensina,
mas


126


a
partir
de
quem
aprende
e
leva
quem
ensina
a
(re)pensar
sua
prática
e
sua
visão
em
relação
as
formas
 de
ensino
da
Língua
Portuguesa
na
escola.
Fui
levada
pelos
alunos
e
suas
questões
a
pensar
nas
relações
 de
 poder
 que
 a
 língua
 traz,
 no
 domínio
 da
 norma
 culta,
 na
 imposição
 desta
 em
 uma
 sociedade
 que,
 prestigiando
determinadas
formas,
aponta
quem
sabe
falar,
quem
domina
sua
própria
língua.
A
língua
 marca
 lugares
 e
 marcando
 lugares
 marca
 sujeitos,
 aquele
 que
 usa
 a
 norma
 prestigiada
 acaba
 anunciando
 quem
 pode
 e
 quem
 não
 pode
 estar
 em
 determinados
 lugares
 ou
 exercer
 determinadas
 atividades.
O
texto
reflete
e
questiona
a
utilização
da
língua
que
se
pretende
legítima
e
o
ensino
desta
 como
 a
 única
 possibilidade
 aceita
 de
 uso
 e
 a
 depreciação
 das
 outras
 formas,
 dos
 múltiplos
 usos
 da
 Língua
Portuguesa
e
dos
sujeitos
falantes
que
se
utilizam
dessas
formas.
As
reflexões
surgiram
a
partir
 de
meu
encontro
nas
aulas
com
os
alunos
e
dos
desencontros
provocados
entre
a
forma
como
ensinava
 e
o
que
ensinava
e
como
eles
aprendiam
e
utilizavam
a
língua.
Sendo
assim,
o
texto
também
reflete
e
 questiona
 minha
 própria
 prática
 como
 professora
 de
 Língua
 Portuguesa,
 apontando
 o
 caminho
 da
 professora‐
pesquisadora
como
uma
das
possibilidades
de
ser‐fazer
docente,
de
pesquisar‐se
enquanto
 pesquisa,
de
formar‐se
enquanto
forma.
Caminham
comigo
nestas
reflexões:
Wanderley
Geraldi,
Celso
 Pedro
Luft,
Paulo
Freire,
Luiz
Percival
Leme
de
Britto.


 
 Palavras‐chave:
linguagem,
relações
de
poder,
saberes,
práticas,
professora‐pesquisadora





 
 POR
UMA
ESCOLA
POSSÍVEL:
PRÁTICAS
SUBVERSIVAS
NOS
COTIDIANOS
ESCOLARES

Rosilene
dos
Santos
Cerqueira
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
SME‐Angra
dos
Reis
 
Alana
Calado
Franco
 José
Guilherme
Franco
Gonzaga

 
 Esse
 trabalho
 é
 o
 resultado
 de
 vários
 encontros,
 algumas
 leituras
 e
 um
 desejo:
 de
 que
 a
 escola
 possa
 contribuir
com
a
luta
de
libertação
das
classes
populares.
Aquelas
a
quem
a
escola
diz
não
ter
jeito,
que
 não
aprendem,
refugadas
param
em
sala
de
reforços
ou
evadem,
reforçando
os
índices
de
evasão
e
do
 fracasso
escolar.
Essas
crianças
de
assujeitadas
nesse
sistema,
passam
a
ser
números.
Reforçando
essa
 lógica,
 a
 meritocracia
 transfere
 para
 a
 própria
 criança
 a
 responsabilidade
 por
 seu
 fracasso.
 É
 nesse
 contexto
que
voltamos
ao
diálogo
com
Arroyo
“é
possível
uma
escola
elementar
que
ensine,
ao
menos,
 os
conhecimentos
básicos
aos
filhos
das
camadas
populares?”.
Nós,
educadoras
de
crianças
de
classes
 populares,
 acreditamos
 que
 sim.
 Nossa
 prática
 tem
 nos
 mostrado
 isso.
 Como
 professoras,
 buscamos
 promover
uma
educação
emancipadora
onde
todos
e
todas
possam
ser
sujeitos
na
sua
aprendizagem.
 Para
isso
acreditamos
que
é
preciso
resgatar
o
que
durante
séculos
ficou
invisibilizado,
ou
então,
nos
foi
 contado
a
partir
do
ponto
de
vista
dos
colonizadores.
Adotamos
como
prática
ler
o
planejamento
feito
 por
nós
professores(as)
em
Coordenações
Pedagógicas
em
nossas
turmas.
Sempre
explicando
o
porquê
 decidimos
 trabalhar
 aquela
 temática
 naquela
 quinzena.
 Lido
 o
 planejamento,
 deixamos
 que
 nossos
 alunos
 e
 alunas
 deem
 sugestões
 de
 como
 podemos
 “trabalhar”
 determinado
 assunto.
 Percebemos
 a
 necessidade
 de
 discutir
 em
 sala
 de
 aula
 as
 relações
 étnicas,
 tratando
 a
 história
 da
 África
 em
 uma
 perspectiva
 crítica
 procurando
 entender
 como
 nasceram
 e
 como
 se
 mantêm
 as
 hierarquias
 raciais.
 Assim
 desenvolvemos
 o
 Projeto
 Elos
 da
 Cor,
 onde
 buscamos
 alternativas
 de
 desconstrução
 da
 subalternidade.



 
 Palavras‐chave:
currículo,
projetos
pedagógicos,
desconstrução
da
subalternidade,
práticas
subversivas.
 


 



POR
UMA
PEDAGOGIA
MULTICULTURAL:
AS
RELAÇÕES
POSSÍVEIS
ENTRE
A
ESCOLA
E
A
 CAPOEIRA












































Vinícius
Oliveira
Pereira
‐
Estudante
de
Graduação/
UERJ
 O
 debate
 sobre
 o
 multiculturalismo
 no
 cenário
 do
 sistema
 educacional
 brasileiro
 aponta
 para
 a
 diversidade
cultural
do
cotidiano
escolar.
Nessa
direção,
a
multidimensionalidade
da
capoeira
pode
ser
 uma
importante
ferramenta
para
construção
de
um
currículo
plural
e
de
uma
pedagogia
multicultural.
A
 referida
 perspectiva
 se
 configura
 como
 passo
 necessário
 para
 o
 rompimento
 do
 caráter
 monocultural


127


dos
 currículos
 escolares
 que,
 ao
 assumir
 este
 posicionamento,
 colabora
 para
 construção
 de
 uma
 consciência
 social
 pautada
 na
 naturalização
 da
 desigualdade
 e
 para
 o
 não
 reconhecimento
 da
 diversidade
 cultural
 brasileira.
 O
 repensar
 da
 ação
 pedagógica
 a
 partir
 dos
 referenciais
 multiculturais,
 evidenciado,
sobretudo,
pela
homologação
das
leis:
10639/2003
e
11645/2008,
reconhece
e
valoriza
as
 culturas
 de
 grupos
 historicamente
 excluídos
 do
 espaço
 escolar.
 Apesar
 da
 significativa
 importância
 desses
marcos
legais,
o
primeiro
documento
oficial
a
apontar
a
necessidade
de
reconhecer
e
trabalhar
 com
a
pluralidade
cultural
existente
na
escola
são
os
Parâmetros
Curriculares
Nacionais
(1997).
Segundo
 HALL
 (2003)
 a
 contemporaneidade
 das
 questões
 trazidas
 pelo
 multiculturalismo
 demonstra
 que
 seus
 processos
 e
 estratégias
 políticas
 estão
 em
 construção,
 portanto,
 nos
 tornamos,
 irremediavelmente,
 sujeitos
deste
processo.
Nesse
sentido,
pensar
estratégias
para
formulação
e
implementação
dessa
nova
 pedagogia
 torna‐se
 uma
 tarefa
 cotidiana.
 Ao
 seguir
 esta
 perspectiva,
 tomamos
 como
 referenciais
 teóricos
os
Estudos
Culturais
visando
discutir
as
possibilidades
de
uma
intervenção
no
cotidiano
escolar
 a
 partir
 da
 capoeira.
 Os
 resultados
 preliminares
 alcançados
 nos
 permitem
 considerar
 a
 referida
 manifestação
cultural
como
um
excelente
mecanismo
para
construção
de
uma
pedagogia
multicultural
 devido
a
sua
matriz
africana
com
múltiplas
dimensões:
dança,
jogo,
arte
e
esporte.


 Palavras‐chave:
multiculturalismo,
escola,
capoeira,
diversidade.



PRÁCTICAS
DOCENTES
ASOCIADAS
A
LOS
USOS
DE
LOS
MANUALES
ESCOLARES
IMPRESOS
EN
 LA
ESCUELA
PRIMARIA
ARGENTINA




 Nancy
Edith
Romero
‐
Pesquisador(a)
do
Ensino
Superior/FLACSO
 Desde
 los
 inicios
 de
 la
 escuela,
 las
 prácticas
 de
 enseñanza
 han
 encontrado
 sustento
 en
 los
 manuales
 escolares
considerándolos,
también,
el
soporte
fundamental
para
el
aprendizaje
de
los
alumnos.
En
las
 últimas
décadas,
el
lugar
del
libro
y
sus
usos
se
ven
interpelados
por
la
aparición
de
nuevas
pedagogías
y
 de
 cambios
 en
 relación
 con
 la
 producción
 y
 distribución
 de
 conocimiento,
 la
 demanda
 de
 nuevas
 alfabetizaciones
y
las
actuales
formas
de
comunicación
propias
de
los
modos
multimediales
y
digitales.
 Esta
 investigación
 se
 propuso
 analizar
 las
 prácticas
 docentes
 actuales
 vinculadas
 con
 el
 uso
 de
 los
 manuales
 escolares
 impresos
 en
 el
 aula
 y
 los
 sentidos
 que
 sustentan
 esas
 prácticas.
 La
 estrategia
 metodológica
involucró
la
realización
de
seis
grupos
focales
de
maestros
del
segundo
ciclo
de
escuelas
 primarias
de
la
provincia
y
la
ciudad
de
Buenos
Aires,
doce
observaciones
no
participantes
de
clases
y
 doce
 entrevistas
 en
 profundidad
 a
 maestros.
 Los
 resultados
 del
 estudio
 demostraron
 la
 existencia
 de
 seis
 prácticas
 de
 usos
 de
 los
 manuales
 escolares.
 Las
 mismas
 están
 sustentadas
 en
 la
 necesidad
 de
 resolver
tensiones
propias
del
oficio
docente
entre
el
tiempo
escolar
disponible
para
la
enseñanza
y
la
 cantidad
de
contenidos,
la
formación
docente
y
los
saberes
a
enseñar
prescriptos
por
el
Curriculum,
la
 inclusión
de
las
nuevas
tecnologías
y
la
predilección
escolar
por
la
cultura
impresa,
el
desinterés
de
los
 niños
 frente
 a
 las
 propuestas
 escolares
 y
 la
 búsqueda
 de
 motivarlos
 para
 el
 aprendizaje,
 las
 tareas
 escolares
 y
 el
 control
 de
 las
 familias
 sobre
 el
 desempeño
 del
 maestro.
 El
 trabajo
 aporta
 al
 escaso
 conjunto
de
estudios
referidos
a
los
usos
de
los
textos
escolares
otorgando
visibilidad
a
las
realizaciones
 concretas
 del
 oficio
 de
 enseñar
 y
 dando
 cuenta
 de
 cuáles
 son
 las
 cuestiones
 didácticas,
 sociales
 y
 culturales
que
los
docentes
contemplan
a
la
hora
de
usar
los
manuales
escolares.


 Palavras‐chave:
prácticas
docentes,
manuales
escolares,
cultura
escolar,
formación
docente.




PRÁTICA
PEDAGÓGICA
COTIDIANA:
UM
DIÁLOGO
SOBRE
O
LUGAR
DO
LIVRO
DIDÁTICO
NA
 ESCOLA


 Lívia
Jéssica
Messias
de
Almeida

‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/UEFS‐BA
 Maria
Rita
Santos
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UEFS‐BA
 


128


As
 reflexões
 contidas
 neste
 artigo,
 resultado
 da
 pesquisa
 realizada
 no
 curso
 de
 especialização,
 tem
 como
objetivo
investigar
o
lugar
do
livro
didático
na
prática
pedagógica
cotidiana,
no
sentido
de
mostrar
 como
esse
recurso
é
utilizado
pelos
os/as
professores/as
de
uma
escola
pública
de
uma
zona
periférica
 da
cidade
de
Itabuna
–BA.
O
artigo
foi
estruturado
a
partir
de
uma
questão
única,
a
saber:
Qual
o
papel
 exercido
pelo
livro
didático
em
sua
aula?
Esse
questionamento
foi
respondido
por
todas
as
professoras
 da
 instituição
 que
 atuam
 em
 sala
 de
 aula,
 inclusive
 a
 gestora
 e
 a
 coordenadora,
 por
 constantemente
 substituírem
as
professoras
em
ausência.
Nesse
sentido,
partimos
da
concepção
de
que
o
livro
didático
 se
propõe
a
ser
um
regulamentador
dos
conteúdos,
das
ações
e
usos
docentes
em
sala
de
aula,
para
se
 constituir
como
um
meio
de
reprodução
e
controle
político‐ideológico
do
Estado.
Assim,
com
a
análise
 discursiva
 das
 respostas
 das
 professoras,
 trazemos
 a
 conclusão
 de
 que
 a
 maioria
 das
 professoras
 pesquisadas
utiliza
o
livro
didático
diariamente
em
sala
de
aula
e
o
considera
um
recurso
importante
no
 processo
 de
 ensino‐aprendizagem,
 entretanto
 não
 o
 utiliza
 como
 único
 recurso.
 Os
 discursos,
 ainda,
 revelaram
 que
 um
 dos
 motivos
 para
 esses
 livros
 não
 sejam
 utilizados
 como
 único
 recurso
 é
 devido
 aos/as
 os/as
 alunos/as
 possuírem
 muitas
 dificuldades
 para
 acompanhar
 as
 leituras
 e
 as
 atividades
 propostas,
 sendo
 necessárias
 diversas
 adaptações
 para
 se
 adequar
 a
 realidade
 escolar.
 Em
 síntese,
 buscamos
 a
 partir
 das
 reflexões
 apresentadas
 contribuir,
 de
 algum
 modo,
 para
 a
 reflexão
 quanto
 a
 utilização
do
livro
didático
em
sala
de
aula,
e
conseqüentemente
proporcionar
uma
auto‐reflexão
dos/as
 professores/as
acerca
desse
recurso
que
se
mostra
tão
presente
na
prática
pedagógica
cotidiana.


 
 Palavras‐chave:
professor/a,
livro
didático,
prática
pedagógica
cotidiana.


 


PRÁTICAS
CURRÍCULARES,
TEORIA
QUEER
E
AUTOBIOGRAFIA


 Leonardo
Ferreira
Peixoto
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/UCP
/
SME‐RIO
 
 Ao
 tentar
 identificar
 possibilidades
 e
 limites
 de
 dialogar
 sobre
 questões
 de
 gênero
 e
 sexualidade
 em
 uma
turma
de
série
inicial
do
ensino
fundamental,
utilizei
a
minha
própria
prática
docente
como
objeto
 de
 estudo.
 Pode
 a
 teoria
 queer
 contribuir
 para
 o
 desenvolvimento
 de
 práticas
 curriculares
 que
 considerem
as
diferenças
nos
cotidianos
escolares?
Quais
os
encontros,
os
desencontros
e
as
misturas
 possíveis
de
se
perceber
entre
os
campos
do
currículo
e
da
teoria
queer?
Ao
construir
um
“diário/jornal
 de
pesquisa”,
senti
a
necessidade
de
extrapolar
os
muros
da
escola
e
acrescentar:
memórias
de
infância;
 outras
experiências
militantes;
ou
seja,
outras
experiências
de
vida.
O
objetivo
da
pesquisa
foi
perceber
 o
 ciclo
 de
 transformações
 que
 envolvem
 este
 professor‐autor‐pesquisador
 na
 escrita
 do
 “diário/jornal
 de
pesquisa”
e
na
proposição
de
novas
práticas
curriculares.
A
análise
dos
dados
encontra
suporte
nos
 estudos
 queer,
 nos
 estudos
 de
 currículo
 e
 nos
 estudos
 (auto)biográficos.
 Percebi
 que
 a
 escrita
 do
 “diário/jornal
 de
 pesquisa”
 pode
 significar
 também
 uma
 escrita
 de
 si
 e
 a
 teoria
 queer
 pode
 contribuir
 para
 desconstrução
 e
 desestabilização,
 tanto
 das
 práticas
 curriculares,
 quanto
 para
 as
 do
 próprio
 professor‐autor‐pesquisador.



 
 Palavras‐chave:
currículo,
teoria
queer,
ensino
fundamental,
autobiografia.


 


PRÁTICAS
DE
PESQUISA
E
ORIENTAÇÃO
NO
AMBIENTE
ESCOLAR:
APROXIMAÇÕES
ENTRE
 GEOGRAFIA
E
TEORIA
HISTÓRICO‐CULTURAL





















































































Renan
da
Silva
Gomes
 Desde
 2006,
 quando
 assumi
 a
 função
 de
 tutor
 do
 pré‐vestibular
 social
 do
 Rio
 de
 Janeiro,
 tenho
 me
 envolvido
com
a
preparação
dos
alunos
para
os
processos
seletivos
e
também
com
o
desenvolvimento
 de
 estratégias
 de
 orientação,
 que
 ganharam
 força
 no
 âmbito
 do
 projeto
 nos
 últimos
 anos.
 Essas
 iniciativas
 representam
 um
 esforço
 para
 adaptar
 as
 práticas
 pedagógicas
 dos
 tutores
 ao
 perfil
 dos
 alunos,
 muitas
 vezes
 provenientes
 de
 ambientes
 culturais
 e
 familiares
 marcados
 pela
 precarização
 e
 pelos
obstáculos
à
continuidade
dos
estudos.
Viso
refletir
sobre
essas
experiências,
procurando
ressaltar
 o
 papel
 do
 ambiente
 escolar
 (e
 das
 práticas
 que
 lhes
 são
 subjacentes)
 na
 formação
 dos
 alunos.
 No
 intuito
de
reunir
interesses
pessoais
e
acadêmicos
relacionados
tanto
à
área
de
geografia
quanto
a
de


129


educação,
valho‐me
da
noção
de
meio
tal
como
apresentada
por
Vigotski
(2010),
bem
com
algumas
das
 propostas
recentes
da
geografia
cultural.
Ao
procurar
uma
convergência
entre
esses
dois
eixos
teóricos
 pude
reinterpretar
minhas
posturas
profissionais,
bem
como
enxergar
novas
possibilidades
de
atuação
 nas
 escolas.
 No
 início
 das
 minhas
 atividades,
 tinha
 como
 referência
 uma
 prática
 pedagógica
 muito
 atrelada
aos
conteúdos
a
serem
ensinados.
Iniciei,
entretanto,
um
percurso
pautado
em
uma
concepção
 do
 ambiente
 escolar
 em
 sua
 totalidade
 para,
 assim,
 ressignificar
 minha
 relação
 com
 os
 alunos
 e
 com
 minha
 própria
 formação.
 Nesse
 contexto,
 procurei
 fazer
 das
 atividades
 de
 orientação
 momentos
 privilegiados
de
estímulo
e
apoio
mútuos
entre
os
alunos,
de
modo
a
promover
um
espaço
aberto
aos
 diálogos,
 onde
 eles
 podiam
 exteriorizar
 suas
 inquietações.
 O
 meio
 escolar,
 como
 procurarei
 defender,
 acaba
 assim
 potencializando
 habilidades
 cognitivas,
 tais
 como
 autoconsciência
 e
 capacidade
 de
 planejamento,
 além
 de
 estreitar
 laços,
 no
 sentido
 em
 que
 procura
 formar,
 a
 despeito
 da
 lógica
 competitiva
e
individualizante
dos
vestibulares,
redes
de
apoio
e
solidariedade.


 Palavras‐chave:
teoria
histórico‐cultural,
meio,
orientação,
prática
reflexiva.




PRÁTICAS
ESCOLARES
NO
COTIDIANO
DA
CIDADE
PEQUENA

Mitsi
Pinheiro
de
Lacerda
 
 O
 costume
por
 organizar
 cortejos
se
 sobrepõe
 à
existência
dos
 próprios
 grupos
 que
os
 inauguram,
 no
 decorrer
 dos
 tempos.
 Desde
 a
 antiguidade,
 as
 sociedades
 promovem
 cortejos
 públicos
 onde
 desfilam
 para
si
mesmas,
sendo
que,
na
atualidade,
nos
deparamos
com
cortejos
carnavalescos,
cívicos,
políticos,
 religiosos,
 educativos,
 esportivos,
 fúnebres
 e
 tantos
 outros.
 Através
 deles,
 diferentes
 grupos
 sociais
 realizam
seus
protestos,
apresentam
suas
reivindicações,
comemoram
suas
conquistas,
defendem
suas
 posições,
praticam
suas
crenças
–
se
expressam.
Tudo
isso
ocorre
por
meio
de
exposição
previamente
 organizada
 que
 se
 movimenta
 e
 irrompe
 o
 cotidiano,
 nele
 interferindo.
 Neste
 texto
 apresento
 resultados
 parciais
 de
 uma
 pesquisa,
 onde
 abordo
 a
 presença
 da
 escola
 no
 desfile
 comemorativo
 de
 aniversário
municipal,
promovido
pela
administração
pública,
em
duas
cidades
pequenas.
Estudando
em
 desfiles
 e
 não
 sobre
 eles,
 procuro
 conhecer:
 a)
 a
 curiosa
 apropriação
 que
 os
 praticantes
 da
 escola
 –
 integrantes
 do
 desfile
 –
 estabelecem
 em
 relação
 à
 nota
 de
 participação
 e
 suas
 repercussões
 junto
 à
 avaliação;
 e
 b)
 a
 delimitação
 oficial
 de
 um
 tema
 para
 o
 desfile
 e
 seus
 desdobramentos
 junto
 aos
 currículos
escolares,
segundo
o
consumo
dos
praticantes.
Trata‐se
de
estudo
de
cunho
etnográfico,
com
 emprego
 de
 procedimentos
 pertinentes
 à
 observação
 sistemática
 (entrevistas,
 produção
 e
 coleta
 de
 imagens).
A
conclusão
do
estudo
aponta
para:
a)
a
curiosa
circularidade
que
alimenta
o
deslocamento
 de
 práticas
 escolares
 em
 direção
 ao
 cotidiano
 da
 cidade
 pequena,
 e
 seu
 retorno;
 b)
 os
 consumos
 de
 praticantes
 que
 se
 apropriam
 dos
 artefatos
 utilizados
 nos
 desfiles,
 transformando
 os
 resíduos
 de
 um
 currículo
prescrito,
em
currículos
praticados
nas
escolas;
e
c)
as
táticas
de
praticantes,
que
alteram
seus
 resultados
escolares
através
de
oportunidades
percebidas
no
campo
do
outro.


 
 Palavras‐chave:
cidades
pequenas,
currículo,
avaliação,
desfiles
de
aniversário
das
cidades.


 


PROCESSOS
CURRICULARES
E
DE
FORMAÇÃO
NA/DA/COM
A
ESCOLA:
TROCAS
DE
 SABERESFAZERES
NA
PRODUÇÃO
DE
FILMES























































Rebeca
Silva
Brandão
Rosa
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
UERJ/CNPq
 
 A
partir
de
um
dos
diversos
vieses
de
análise
dos
processos
educativos
que
um
projeto
de
pesquisa
e
 extensão,
 voltado
 para
 o
 uso
 de
 artefatos
 culturais
 por
 docentes
 e
 discentes
 na
 tessitura
 de
 conhecimentos
e
significações
nos
cotidianos
escolares,
possibilitou,
trarei
situações
vivenciadas
com
os
 “praticantes”
 (Certeau,
 1994)
 da
 escola
 em
 que
 foi
 desenvolvido,
 por
 ocasião
 da
 produção
 de
 três
 filmes.
 Tal
 projeto
 envolveu
 alunos
 e
 professores
 da
 escola,
 onde
 todo
 o
 processo
 de
 produção,
 incluindo
criação
de
roteiros,
gravações
e
edição,
foi
registrado
em
vídeos
que
constituem
o
“corpus”
da
 pesquisa
e
culminou
em
um
quarto
filme
–
o
“makingof”
do
projeto.
Algumas
das
análises
indicam
que,


130


nesses
 processos
 conjuntos
 de
 criação,
 professores
 e
 estudantes
 tecem
 redes
 de
 conhecimentos
 e
 significações
 (Alves,
 Passos,
 Sgarbi,
 2006)
 articulando
 saberesfazeres
 criados
 nos
 diversos
 contextos
 cotidianos
em
que
vivem.
Pode‐se
aferir
ainda
que,
em
meio
aos
“usos”
(Certeau,
1994)
que
docentes
e
 discentes
 fazem
 juntos
 das
 tecnologias,
 se
 produzem
 trocas
 variadas
 e
 nos
 dois
 sentidos
 de
 saberesfazeres.
Neste
recorte,
apresentarei
algumas
situações
em
que
esses
movimentos
se
dão,
dando
 enfoque:
 às
 narrativas
 de
 docentes
 e
 discentes,
 a
 partir
 de
 diálogos
 com
 Alves
 (2010);
 questões
 curriculares,
 a
 partir
 das
 leituras
 que
 faço
 de
 Oliveira
 (2003);
 e,
 finalmente,
 acerca
 de
 como
 o
 cinema
 interfere
 em
 processos
 curriculares
 e
 de
 formação,
 através
 das
 conversas
 com
 autores
 como
 Berino
 (2010),
Deleuze
(2005)
e
Barbero
(2000).


 
 Palavras‐chave:
cinema,
práticas
curriculares,
redes
de
saberesfazeres,
espaçostempos
de
formação.


 


PROFESSORES
REFÉNS
DE
UM
CURRÍCULO
DE
MATEMÁTICA
QUE
PASTEURIZA
A
EJA









































































Andréa
Thees

 Este
trabalho
apresenta
um
recorte
da
pesquisa
de
mestrado,
que
originou
a
dissertação
“Estudo
com
 professores
de
matemática
de
jovens
e
adultos
sobre
suas
práticas
profissionais”,
defendida
em
Março
 de
2012
no
Programa
de
Pós‐Graduação
em
Educação
‐
Mestrado
e
Doutorado
da
Universidade
Federal
 Fluminense,
junto
ao
Campo
de
Confluência
Ciências
Sociedade
e
Educação.
A
metodologia
da
pesquisa,
 de
natureza
qualitativa
realizada
através
de
um
estudo
de
caso,
apoiou‐se
inicialmente
nos
referenciais
 teóricos
 de
 Lüdke
 e
 André
 (1986),
 Bogdan
 e
 Biklen
 (1994)
 e
 Becker
 (2007).
 Ao
 imergir
 no
 campo
 de
 pesquisa,
com
suas
dinâmicas,
tramas,
enredamentos
e
tessituras,
ficou
evidente
que
apenas
os
aportes
 teóricos
 escolhidos
 para
 orientar
 a
 metodologia
 da
 pesquisa
 não
 dariam
 conta
 de
 tamanha
 complexidade
e
o
método
de
pesquisa
“com”
o
cotidiano
permitiu
desenvolver
narrativas
cruzando
as
 minhas
observações
com
as
vozes
dos
sujeitos
participantes,
num
cuidado
constante
de
reaproximação
 entre
 prática
 e
 teoria,
 como
 nos
 falam
 Garcia
 (2003),
 Ferraço
 (2007)
 e
 Ribetto
 (2009).
 Procurou‐se,
 então,
 vivenciar
 as
 práticas
 letivas
 de
 gestão
 curricular
 de
 três
 professores
 de
 matemática
 que
 lecionavam
em
turmas
de
educação
de
pessoas
jovens
e
adultas
(EJA).
A
interação
com
este
cotidiano
 permitiu
constatar
a
predominância
de
um
estilo
de
ensino
direto
e
expositivo,
com
a
transmissão
do
 conhecimento
unidirecional
do
professor
para
o
aluno,
voltado
à
condução
do
discurso
e
à
realização
de
 exercícios
 pouco
 desafiantes.
 Neste
 contexto,
 os
 professores
 participantes
 tornaram‐se
 reféns
 de
 um
 sistema
 perverso
 e
 excludente,
 que
 continua
 garantindo
 a
 “pasteurização”
 dos
 educandos
 (D’AMBROSIO,
 2002)
 fazendo
 com
 que
 a
 gestão
 do
 currículo
 de
 matemática
 naquele
 cotidiano
 esteja
 longe
de
ser
inovadora,
dificultando
ainda
mais
a
tão
esperada
reconfiguração
da
EJA
(ARROYO,
2007).


 
 Palavras‐chave:
práticas
letivas,
gestão
curricular,
educação
matemática,
EJA.


 


PROGRAMA
MAIS
EDUCAÇÃO:
POSSIBILIDADE
DE
EDUCAÇÃO
INTEGRAL
EM
DUQUE
DE
CAXIAS


 Patricia
Flavia
Mota
 
 Nas
últimas
décadas,
a
discussão
em
torno
de
questões
relacionadas
à
educação
integral
se
desenvolve
 concomitante
 a
 emergência
 de
 textos
 legais
 e
 políticas
 que
 contemplam
 a
 ampliação
 da
 permanência
 dos
 alunos
 na
 escola,
 como
 o
 Programa
 Mais
 Educação,
 que
 tem
 o
 objetivo
 de
 aumentar
 a
 jornada
 escolar.
 Pesquisas
 mostram
 o
 surgimento
 de
 políticas
 públicas
 que
 buscam
 retomar
 o
 horário
 integral
 nos
 moldes
 propostos
 por
 Darcy
 Ribeiro
 (idealizador
 dos
 CIEPs)
 ou
 induzir
 a
 ampliação
 da
 jornada
 escolar
 nos
 moldes
 das
 Cidades
 Educadoras.
 A
 estrutura
 dos
 CIEPs,
 propiciava
 a
 guarda
 das
 crianças,
 oferecia
alimentação
e
infraestrutura
para
que
ali
permanecessem
durante
7h
diárias.
O
1º
Congresso
 Internacional
das
Cidades
Educadoras,
realizado
em
Barcelona
em
Novembro
de
1990,
reuniu
na
Carta
 inicial,
 os
 princípios
 essenciais
 do
 perfil
 educador
 das
 cidades.
 Nesta
 perspectiva,
 tendo
 em
 vista
 as
 discussões
promovidas
por
Bomeny,
Cavaliere,
Coelho
e
Maurício
sobre
a
formação
integral
da
criança
e
 do
 adolescente
 em
 tempo
 integral,
 pretende‐se
 mostrar
 algumas
 impressões
 sobre
 a
 investigação


131


desenvolvida
 num
 CIEP
 em
 Duque
 de
 Caxias,
 verificando
 se
 o
 Programa
 Mais
 Educação
 representaria
 uma
 retomada
 das
 escolas
 em
 tempo
 integral
 defendida
 por
 Ribeiro,
 em
 que
 todo
 o
 processo
 de
 aprendizagem
ocorre
dentro
da
escola,
ou,
como
orientam
os
princípios
das
Cidades
Educadoras,
com
 um
comprometimento
de
outros
espaços
educativos
com
a
formação
integral
do
estudante
num
horário
 ampliado.



 
 Palavras‐chave:
educação
integral,
Programa
Mais
Educação,
política
educacional,
CIEP.
 


PROJETO
DE
LEI
PNE
2011‐2020:
DIFERENTES
OBJETOS
DE
PESQUISA
 

Glaucia
Campos
Guimarães
‐
Pesquisador(a)
do
Ensino
Superior/UERJ
 Cíntia
Velasco
 Guilherme
Robson
da
Silva
 Tatiana
Ribeiro
dos
S.
Esteves
 
Vera
Lucia
da
Costa
Nepomuceno

 
 A
partir
do
mesmo
material
empírico
–
o
Projeto
de
Lei
n.
8.035/10
Plano
Nacional
de
Educação
(PNE)
 para
 o
 decênio
 2011‐2020
 e
 suas
 condições
 de
 produção
 –
 a
 presente
 comunicação
 grupal
 propõe
 discutir
o
referido
Projeto
de
Lei
PNE,
tendo
em
vista
diferentes
objetos
de
pesquisa.
O
referido
Projeto
 é
 examinado
 sob
 as
 perspectivas
 da
 “valorização
 docente”
 no
 alegado
 protagonismo
 do
 professor;
 a
 semelhança
 entre
 o
 PNE
 federal
 e
 o
 estadual
 do
 Rio
 de
 Janeiro
 e,
 ainda,
 a
 distância
 entre
 o
 que
 a
 sociedade
 postula
 e
 o
 que
 está
 proposto
 no
 Projeto
 no
 que
 diz
 respeito
 à
 Educação
 Integral,
 às
 Tecnologias
 de
 Informação
 e
 Comunicação
 (TIC),
 à
 pluralidade
 cultural
 e
 às
 políticas
 de
 linguagem.
 Considerando
que
os
PNE
são
planejamentos
destinados
a
cumprir,
em
períodos
decenais,
as
resoluções
 da
 Conferência
 Mundial
 de
 Educação
 Para
 Todos,
 realizada
 em
 Jomtien,
 na
 Tailândia,
 em
 1990,
 pela
 UNESCO,
UNICEF,
PNUD
e
Banco
Mundial,
as
pesquisas
que
compõem
esta
comunicação
problematizam
 essas
políticas,
quando
se
conectam
aos
mercados
financeiros
globais,
que
impõem
suas
leis
e
preceitos
 do
 “livre
 mercado”
 e
 da
 “democracia”
 aos
 sistemas
 de
 ensino
 dos
 mais
 diversos
 lugares
 do
 globo
 terrestre,
 concebendo
 a
 educação
 como
 commodity.
 Através
 dos
 discursos
 relativos
 aos
 diferentes
 objetos
de
pesquisa
analisados,
esta
concepção
é
recorrente
no
PNE
como
fosse
formulada
por
meio
da
 participação
e
mobilização
social.
Esses
discursos
são
reforçados
e
ampliados
nas
campanhas
(feitas
pelo
 próprio
 MEC
 e
 por
 organizações
 como
 a
 do
 “Todos
 pela
 Educação”),
 programas
 (que
 visam
 padrões
 mínimos
 quantitativos
 nacionais,
 seja
 na
 educação
 integral,
 no
 acesso
 às
 TIC
 e
 na
 aparente
 garantia
 à
 pluralidade
 cultural),
 ações
 (geralmente
 baseadas
 na
 meritocracia),
 convênios
 (“parcerias”
 que
 deslocam
as
responsabilidades
da
União),
sistemas
de
avaliação
(que
procuram
atingir
metas
e
prazos
 em
sintonia
com
os
organismos
internacionais).



 
 Palavra‐chave:
PNE
2011‐2020,
discurso.



 


PROJETO
TENDAS
DA
INCLUSÃO:
A
UTILIZAÇÃO
DA
INFORMÁTICA
EDUCACIONAL
 NA
PROMOÇÃO
DA
INCLUSÃO
DIGITAL
DE
CRIANÇAS
E
ADOLESCENTES
 EM
VULNERABILIDADE
SOCIAL


 Mariana
Cecília
de
Mattos
Marques
‐
Estudante
de
Graduação/
UERJ
 Ana
Claudia
Carmo
dos
Reis

 
 A
 sociedade
 da
 informação
 ao
 mesmo
 tempo
 em
 que
 permite
 o
 estabelecimento
 de
 redes
 globais
 de
 conhecimento
e
rapidez
no
processo
de
aprendizagem
e
inclusão
em
um
novo
mundo
digital,
também
 gera
 uma
 fobia
 tecnológica
 e
 expõe
 a
 um
 analfabetismo
 digital
 que
 exclui
 cada
 vez
 mais
 o
 cidadão
 quanto
 ao
 seu
 uso.
 Para
 crianças
 e
 jovens
 em
 situação
 de
 risco
 ao
 mesmo
 tempo
 em
 que
 facilita
 o
 desenvolvimento
 do
 processo
 cognitivo,
 também
 se
 torna
 mecanismo
 de
 inclusão
 social,
 onde
 a
 informática
 exerce
 grande
 influência
 e
 é
 fato
 que
 o
 indivíduo
 que
 não
 domina
 concorre
 ao
 analfabetismo
 digital.
 Para
 atender
 a
 demanda,
 o
 projeto
 Tendas
 da
 Inclusão
 incluiu
 o
 subprojeto
 de
 informática
onde
o
principal
objetivo
é
promover
práticas
sociais,
culturais
e
educacionais.
Entende‐se
 por
 vulnerabilidade
 social
 condições
 sociais
 e
 econômicas
 que
 impedem
 o
 acesso
 aos
 bens
 culturais
 e
 sociais
 da
 sociedade.
 No
 seu
 desenvolvimento
 utiliza‐se
 do
 princípio
 de
 interação
 adulto‐criança
 e


132


criança‐criança
com
base
teórica
no
modelo
histórico‐cultural.
Através
de
temas
específicos
com
média
 de
 quatro
 encontros
 mensais
 de
 aproximadamente
 50min
 são
 abordados
 conteúdos
 educacionais
 e
 tecnológicos
 de
 acordo
 com
 os
 temas.
 São
 considerados
 como
 público‐alvo
 desse
 projeto
 Crianças
 e
 adolescentes
usuários
de
drogas
ou
em
situação
de
vulnerabilidade
social.
Esse
projeto
proporciona
não
 só
 o
 desenvolvimento
 cognitivo,
 mas
 a
 inserção
 ao
 mundo
 digital
 e
 posteriormente
 ao
 mercado
 de
 trabalho.



 
 Palavras‐chave:
Inclusão
digital,
informática
educacional,
criança,

vulnerabilidade
social.



 


QUAIS
OS
SENTIDOS
DADOS
À
EDUCAÇÃO
FÍSICA
NOS
CURRÍCULOS
DE
PEDAGOGIA
DA
UFRJ?



 Marcelo
da
Cunha
Matos
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/UFRJ
 
 O
objetivo
deste
trabalho
é
investigar
os
sentidos
de
Educação
Física
produzidos
e
fixados
em
disciplinas
 acadêmicas
oferecidas
no
curso
de
graduação
em
Pedagogia
da
Universidade
Federal
do
Rio
de
Janeiro
 (UFRJ)
no
período
de
1984
a
2008.
Este
estudo
é
parte
da
dissertação
de
Mestrado
em
Educação
pela
 mesma
 universidade,
 que
 visa
 articular
 a
 História
 do
 Currículo
 e
 das
 Disciplinas
 Escolares
 com
 as
 teorizações
sociais
do
Discurso.
Dialogando
com
Michel
Foucault
e,
especialmente,
com
Ernesto
Laclau
e
 seus
interlocutores,
entendemos
os
currículos
como
espaços
discursivos
nos
quais
múltiplas
articulações
 vieram
 sendo
 sócio‐historicamente
 produzidas,
 em
 processos
 de
 significação
 permanentes,
 visando
 à
 hegemonização
de
certos
sentidos
em
detrimento
de
outros.
Tomando
as
disciplinas
acadêmicas
como
 produtoras
 e
 fixadoras
 de
 ‘significantes
 flutuantes’
 sobre
 a
 Educação
 Física,
 em
 um
 processo
 de
 ‘universalização’
 de
 sentidos
 particulares
 de
 currículo,
 destacamos,
 em
 cinco
 matrizes,
 nove
 componentes
curriculares
que
se
aproximam
dessa
área
disciplinar.
Percebemos
significativas
mudanças
 desde
a
matriz
de
1984/1
até
a
que
entrou
em
vigor
em
2008/1.
Argumentamos
que
tais
mudanças
se
 articulam
 com
 uma
 série
 de
 demandas,
 dentre
 as
 quais
 podemos
 destacar:
 (1ª)
 a
 defesa
 de
 uma
 obrigatoriedade
da
Educação
Física
na
Educação
Básica,
‘conquistada’
legalmente
em
2001
e
2003;
(2ª)
 a
 ‘necessidade’
 de
 se
 abordar
 discursos
 sobre
 o
 corpo
 como
 um
 conhecimento
 ‘relevante’
 para
 a
 formação
 inicial
 de
 professores.
 Nas
 disciplinas
 acadêmicas,
 os
 significantes
 postos
 em
 circulação
 investem
em
uma
Educação
Física
‘incompleta’
e
‘flutuante’,
com
seu
‘preenchimento’
sendo
disputado
 no
 ‘campo
 da
 discursividade’.
 Apesar
 disso,
 existem
 sentidos
 que
 ‘insistem’
 em
 se
 ‘fixar’,
 dando
 visibilidade,
 por
 exemplo,
 à
 Psicomotricidade,
 uma
 abordagem
 historicamente
 marcante
 no
 ensino
 da
 Educação
Física
desde
a
década
de
1970.


 
 Palavras‐chave:
educação
física,
formação
de
professores,
história
do
currículo,
teoria
do
discurso.


 


REALIZAÇÃO
CURRICULAR
COTIDIANA:
ENSINAR‐APRENDER‐PARA‐ENSINAR






















































































Maria
Eneida
Furtado
Cevidanes
 Este
texto
foi
produzido
a
partir
da
tese
de
doutorado
intitulada
“Realização
curricular
cotidiana:
uma
 ecologia
de
saberes‐fazeres‐poderes
na
formação
de
pedagogos”.
A
problemática
investigativa
visou
“a
 compreensão
 dos
 modos
 como
 professores‐formadores
 e
 alunos‐futuros‐pedagogos
 produzem
 a
 rede
 de
 saberes‐fazeres‐poderes
 que
 perpassa
 a
 realização
 cotidiana
 do
 currículo
 do
 curso
 de
 Pedagogia”.
 Boaventura
 de
 Sousa
 Santos
 e
 outros
 autores
 contribuíram
 para
 a
 sustentação
 teórica
 da
 pesquisa,
 realizada
 no‐do‐com
 o
 cotidiano
 do
 curso.
 Para
 produção
 de
 dados
 foram
 utilizados:
 entrevista‐ conversação,
 acompanhamento
 de
 movimentos
 processuais,
 pesquisa
 bibliográfica
 e
 documental.
 Os
 tópicos
 abordados
 emergiram
 da
 temática
 estudada:
 currículo,
 formação,
 saberes‐fazeres‐poderes,
 modos
 de
 ensinar‐aprender‐para‐ensinar,
 artefatos,
 estratégias,
 táticas.
 A
 tradução
 configurou‐se
 a
 partir
 da
 ecologia
 de
 saberes,
 procedimento
 próprio
 a
 uma
 “epistemologia
 do
 Sul”
 que
 propicia
 a
 expansão
 de
 comunidades
 interpretativas
 em
 contextos
 onde
 interagem
 docentes‐discentes,
 no
 processo
 compartilhado
 de
 realização
 curricular,
 em
 que
 a
 valorização
 de
 experiências
 disponíveis
 e
 possíveis
 pode
 contribuir
 para
 fertilizar
 o
 trabalho
 docente.
 Neste
 artigo,
 abordo
 somente
 a
 questão


133


relativa
aos
“modos
de
ensinar‐aprender‐para‐ensinar”
na
perspectiva
da
visibilização
e
reinvenção
de
 práticas
cotidianas
produzidas
na
formação
de
pedagogos
docentes
e
não‐docentes.
Conclusões,
ainda
 que
 provisórias,
 evidenciam
 que
 os
 modos
 de
 realização
 curricular
 são
 múltiplos
 e
 diversificados.
 Incluem
 uma
 variedade
 de
 estratégias,
 táticas
 e
 artefatos
 em
 processos
 descolonizadores
 visando
 o
 conhecimento
emancipação.
Considerando
os
desafios
epistemológicos
que
a
formação
de
pedagogos
 vivencia
e
cuida,
este
estudo
assume
uma
Pedagogia
do
Cuidado,
pois
quem
aposta,
cuida.


 Palavras‐chave:
formação
de
pedagogos,
currículo,
saberes‐fazeres‐poderes,
cotidiano.




(RE)
CONSTRUINDO
PRÁTICAS
PEDAGÓGICAS:
DIÁLOGOS
COM
O
CURRÍCULO
NO
COTIDIANO
 ESCOLAR
 

Lidiane
Maciel
Moraes
Bentes
 
Luciana
Santiago
da
Silva

 



 O
 trabalho
 em
 tela
 é
 fruto
 das
 pesquisas
 em
 andamento
 junto
 ao
 Mestrado
 em
 Educação:
 Processos
 Formativos
e
Desigualdades
Sociais.
Temos
por
objetivo
trazer
ao
diálogo
as
situações‐limites
(FREIRE,
 1992)
 que
 emergem
 de
 nossas
 práticas
 pedagógicas
 vividas
 nos
 anos
 iniciais
 do
 Ensino
 Fundamental.
 Esses
 acontecimentos
 do/no
 cotidiano
 tem
 sido
 foco
 em
 nossas
 pesquisas.
 Trata‐se
 de
 pesquisas
 que
 entendem
o
cotidiano
 como
espaço
 complexo
 e
 o
 currículo
 como
espaço
de
criação
e
 negociação.
 Ao
 buscar
compreender
as
situações‐limites
escolares
temos
questionado
as
perspectivas
hegemônicas
de
 currículo,
tantas
vezes,
entendido
como
algo
neutro
invisibilizando
as
relações
de
poder
que
o
constitui
 (SILVA,
1999),
bem
como
as
(re)construções
que
a
partir
dele
acontecem.
Buscamos
compreender
que
a
 prática
 do
 diálogo
 (FREIRE,
 1978)
 é
 possível
 quando
 consideramos
 os
 sujeitos,
 sejam
 educadores,
 educandos,
 funcionários,
 como
 praticantes
 (CERTEAU,
 2012)
 do
 currículo
 escolar.
 Tal
 compreensão
 fundamenta‐se
 na
 observação
 de
 que
 as/os
 praticantes
 deste
 currículo
 são
 sujeitos
 de
 mudanças
 e
 a
 todo
 o
 momento
 fabricam
 novas
 maneiras
 de
 lidar
 com
 as
 situações‐limites
 que
 nascem
 nas
 relações
 cotidianas.
 Compreendemos
 que
 ao
 dialogarmos
 com
 nossas
 práticas
 cotidianas
 contribuímos
 para
 a
 construção
de
olhares
complexos
e
para
a
valorização
do
que
a
escola
e
seus
praticantes
têm
construído
 ao
lidar
com
os
percalços
enfrentados.
Assim,
podemos
colaborar
para
que
outros
diálogos
e
mudanças
 sejam
suscitados,
sobretudo,
em
direção
de
perspectivas
que
visem
um
currículo
complexo
e
dinâmico
 (LOPES,
2004)
no
cotidiano
escolar.



 
 Palavras‐chave:
práticas
pedagógicas,
currículo,
situações‐limites,
cotidiano
escolar.



 


REFLEXÕES
ACERCA
DA
JORNADA
DE
TRABALHO
DOCENTE:
UMA
QUESTÃO
POLÍTICA
E
 PEDAGÓGICA


 Nanci
Moreira
Branco
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/SEE‐SP/UFSCar
 Maria
Solange
Caravina
 



 Este
trabalho
é
uma
reflexão
acerca
da
jornada
de
trabalho
docente
na
rede
pública
estadual
paulista,
 abordando
suas
implicações
políticas
e
pedagógicas.
Para
tanto,
partimos
da
promulgação
da
Lei
Federal
 11.738,
de
16
de
julho
de
2008,
que
institui
o
piso
salarial
nacional
para
os
profissionais
do
magistério
 público
 da
 educação
 básica.
 Essa
 lei
 determina,
 ainda,
 que
 a
 jornada
 do
 professor
 deve
 prever
 uma
 fração
mínima
de
Horas
de
Trabalho
Pedagógico
(HTP),
que,
entre
outras
coisas,
possibilita
ao
professor
 um
maior
tempo
para
formação
e
reflexão.
A
questão
da
implantação
dessa
lei
gerou
um
embate
entre
 o
 governo
 estadual
 e
 os
 professores,
 que
 ainda
 não
 resultou
 em
 consenso,
 pois
 há
 interesses
 em
 conflito:
 para
 os
 professores,
 a
 instituição
 da
 fração
 mínima
 de
 HTP
 representa
 um
 avanço,
 pois
 é
 imprescindível
para
a
melhoria
da
qualidade
da
educação;
por
outro
lado,
o
governo
tem
demonstrado
 uma
 preocupação
 que
 se
 restringe
 às
 questões
 financeiras
 para
 implantação
 da
 lei.
 Diante
 desse
 quadro,
nosso
trabalho
tem
como
objetivo
demonstrar
a
importância
da
adequação
da
atual
jornada
à
 referida
 lei
 como
 instrumento
 fundamental
 na
 melhoria
 da
 qualidade
 da
 educação
 básica
 pública.
 Entendemos
que
se
faz
urgente
um
maior
espaço
para
que
os
professores
reflitam
sobre
o
seu
trabalho.
 O
 cotidiano
 escolar
 passa
 por
 esses
 momentos
 de
 escuta
 da
 palavra
 do
 outro;
 de
 diálogos,
 que
 são


134


consenso
 e
 também
 confronto
 de
 ideias,
 para
 que
 uma
 nova
 e
 melhor
 realidade
 na
 Educação
 seja
 construída.



 
 Palavras‐chave:
professores,
jornada,
educação
básica,
diálogo.



 


SALAS
DE
RECURSOS
MULTIFUNCIONAIS:
UMA
PROPOSTA
COMPLEMENTAR

Lucy
Rosa
Silveira
Souza
Teixeira
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/SME‐RIO
BONITO
/
UFF
 Em
 2010
 realizei
 uma
 pesquisa
 que
 possibilitou
 a
 análise
 de
 algumas
 consequências
 geradas
 pela
 implantação
de
uma
Sala
de
Recursos
Multifuncionais
(SRM)
no
ambiente
escolar.
Nesta
oportunidade
 busquei
 responder
 se
 a
 Sala
 de
 Recursos
 Multifuncionais
 se
 configuraria
 efetivamente
 como
 uma
 política
 de
 educação
 especial
 na
 perspectiva
 inclusiva.
 Para
 tal,
 o
 estudo
 possibilitou
 o
 exame
 de
 algumas
 consequências
 geradas
 pela
 implantação
 da
 Sala
 de
 Recursos
 Multifuncionais
 (SRM)
 no
 ambiente
 escolar
 e
 a
 dependência
 da
 formação
 do
 professor
 como
 elemento
 fundamental
 para
 o
 sucesso
 da
 proposta.
 A
 proposta
 da
 Sala
 de
 Recursos
 Multifuncionais
 e
 suas
 condições
 para
 funcionamento
 no
 ambiente
 escolar
 foram
 analisadas
 a
 fim
 de
 contextualizá‐las
 nos
 âmbitos
 físico
 (arquitetura)
 e
 subjetivo
 (epistemologia)
 da
 escola.
 Para
 o
 presente
 artigo,
 resgatei
 alguns
 aspectos
 discutidos
 nesta
 pesquisa
 e
 avancei
 no
 debate,
 apresentando
 dados
 obtidos
 numa
 experiência
 com
 o
 caso
 de
 um
 aluno.
 Ao
 se
 deparar
 com
 a
 avaliação
 diagnóstica,
 que
 não
 indicava
 o
 aluno
 para
 o
 atendimento
 educacional
 especializado
 na
 SRM,
 a
 escola
 demonstrou
 não
 saber
 o
 que
 fazer.
 Com
 análise
da
avaliação
diagnóstica
do
aluno,
relatório
de
alguns
professores
da
sala
regular
e
ainda
com
o
 parecer
 da
 equipe
 multidisciplinar
 da
 Secretaria
 Municipal
 de
 Educação
 e
 Cultura
 de
 Rio
 Bonito
 foi
 possível
 concluir
 que
 a
 SRM
 no
 ambiente
 escolar
 apresenta
 contribuições
 que
 ainda
 precisam
 ser
 avaliadas
 e
 que
 a
 escola
 precisa
 lançar
 mão
 de
 diferentes
 espaços
 que
 promovam
 o
 aprendizado.
 O
 Atendimento
Educacional
Especializado
não
pode
limitar‐se
a
espaços
criados
por
programas
externos.
 A
 Sala
 de
 Recursos
 Multifuncionais
 deve
 ser
 vista
 como
 um
 mecanismo
 complementar
 das
 ações
 existentes
na
escola
e
também
como
um
espaço
provisório,
alternativo
e
não
único.


 
 Palavras‐chave:
 sala
 de
 recursos
 multifuncionais,
 política
 educacional,
 atendimento
 educacional
 especializado.
 


TEMPO
DA
BRINCADEIRA
 






















































































Juliana
Ramos
de
Faria
‐
Estudante
de
Graduação/UFJF
 O
presente
trabalho
tem
por
objetivo
trazer
uma
reflexão
sobre
o
tempo
da
brincadeira
experienciado
 em
 uma
 escola
 municipal,
 organizada
 no
 sistema
 de
 ciclo,
 que
 atende
 a
 alunos
 e
 alunas
 da
 educação
 infantil
 ao
 nono
 ano
 do
 Ensino
 Fundamental.
 A
 pesquisa
 desenvolvida
 durante
 o
 ano
 de
 2011
 nos
 permitiu
 sentir
 e
 viver
 junto
 aos
 alunos
 e
 alunas
 momentos
 dedicados
 à
 brincadeira.
 Como
 bolsistas
 no/do
 projeto
 de
 pesquisa,
 buscamos
 problematizar
 como
 se
 dá
 o
 tempo
 da
 brincadeira
 no
 cotidiano
 escolar.
 Nosso
 propósito
 ao
 trabalhar
 o
 tempo
 da
 brincadeira
 é
 fazer
 o
 movimento
 de
 reflexão:
 as
 professoras
entendem
a
importância
do
tempo
do
ócio,
do
lazer,
do
lúdico
e
do
ensinar
brincando,
mas
 mesmo
 assim
 a
 brincadeira
 vem
 sendo
 tomada
 como
 atividade
 secundária
 na
 prática
 cotidiana.
 O
 importante
 é
 tentarmos
 compreender
 que
 o
 momento
 da
 brincadeira
 não
 precisa
 ficar
 restrito
 ao
 recreio,
que
também
como
vimos
nas
narrativas,
é
o
tempo
“mais
legal”
da
escola,
segundo
os
alunos
e
 alunas,
 e
 sim
 o
 brincar
 no
 seu
 sentido
 amplo.
 Fazer
 uso
 de
 uma
 abordagem
 lúdica
 ao
 experienciar
 à
 aprendizagem
 com
 os
 alunos
 permite
 contemplar
 o
 interesse
 e
 necessidades
 de
 comunicação,
 expressão
e
movimento
dos
alunos
e
alunas.
Acreditamos
que,
ao
problematizar
o
tempo
da
brincadeira
 na
relação
com
o
cotidiano
da
escola,
poderemos
tecer
novas
perspectivas
a
respeito
desse
tempo
que
 é
 também
 de
 aprendizagem,
 não
 raras
 vezes
 negligenciado
 pela
 escola,
 particularmente
 as
 de
 ensino
 fundamental.


 Palavra‐chave:
tempo,
brincadeira,
cotidiano,
escola.






135


TEMPO
DO
CURRÍCULO
NO
COTIDIANO
ESCOLAR
























Rafaela
Aparecida
de
Abreu
‐
Estudante
de
Graduação/
UFJF
 Karla
Aparecida
Gabriel

 
 Este
 texto
 emergiu
 a
 partir
 do
 mergulho
 no
 cotidiano
 de
 uma
 Escola
 Municipal
 no
 interior
 de
 Minas
 Gerais,
 organizada
 em
 ciclo,
 que
 atende
 alunos
 e
 alunas
 da
 Educação
 Infantil
 ao
 nono
 ano
 do
 Ensino
 Fundamental.
Tem
como
objetivo
problematizar
o
tempo
do
currículo,
e
como
materialidade,
narrativas
 relacionadas
 ao
 planejamento
 e
 organização
 dos
 tempos
 escolares.
 Como
 metodologia
 foi
 utilizada
 a
 abordagem
 no/do/com
 o
 cotidiano,
 o
 que
 nos
 possibilitou
 um
 experenciar
 o
 tempo
 curricular
 com
 professoras,
alunos
e
alunas.
Os
estudos
das
narrativas
deram
indícios
de
que
há
uma
predominância,
 no
 planejamento
 e
 organização
 escolar,
 de
 um
 tempo
 Cronos,
 com
 pouco
 destaque
 para
 Kairós.
 Há
 também
 uma
 grande
 incidência
 das
 datas
 cívicas
 comemorativas,
 com
 a
 presença
 de
 atividades
 consideradas
 pelas
 professoras
 como
 um
 conteúdo
 “extra”
 do
 currículo,
 que
 não
 raras
 vezes,
 se
 sobrepõem
aos
outros
itens
do
planejamento.
Esta
incidência
é
vista
pelas
professoras
como
negativa,
 uma
 vez
 que
 constantemente
 precisam
 interromper
 a
 dinâmica
 do
 trabalho
 em
 andamento
 para
 confecção
 de
 “lembrancinhas”
 referentes
 às
 datas
 comemorativas.
 Neste
 ano
 de
 2012,
 estamos
 nos
 encontrando
 mensalmente
 com
 as
 professoras
 da
 referida
 escola
 para
 juntos
 problematizarmos
 os
 indícios
encontrados,
em
busca
de
estratégias
outras
para
a
prática
pedagógica.


 Palavras‐chave:
cotidiano,
currículo,
planejamento,
tempo
escolar.





TEMPORALIDADES

Luciana
Pacheco
Marques
‐
Professor(a)
do
Ensino
Superior/UFJF
 Sandrelena
da
Silva
Monteiro
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UFJF
 
Jéssica
Mayara
Santana
dos
Santos

 Bianca
da
Silva
Toledo
‐
Estudante
de
Graduação/
UFJF
 
Jucélia
de
Paiva
Silva

 
 Nossa
trajetória
no
núcleo
de
estudos
e
pesquisas
nos
levou
a
trabalhar
com
as
diferenças
como
formas
 concretas
da
existência,
rompendo
com
a
dicotomia
paradigmática
do
normal
versus
anormal.
Uma
das
 linhas
 de
 pesquisa
 do
 núcleo
 tem
 como
 pano
 de
 fundo
 o
 deslocamento
 do
 dado
 do
 universal
 da
 Modernidade
para
o
do
múltiplo
da
Atualidade,
através
da
análise
das
categorias
conhecimento,
tempo,
 espaço
e
sujeito.
Particularmente
neste
grupo
realizamos
estudos/pesquisas
sobre
a
temática
tempo.
O
 que
nos
instigou
a
estudar
tal
temática
foi
precisamente
os
conflitos
que
existem
no
cotidiano
escolar
 quando
 se
 trata
 de
 compreender
 o
 tempo
 do
 outro:
 do
 aluno
 e
 da
 aluna,
 dos
 pais,
 do
 professor
 e
 da
 professora,
 do
 educador
 e
 da
 educadora
 de
 apoio,
 da
 comunidade,
 da
 Secretaria
 de
 Educação,
 e
 imbricar
todos
estes
tempos
para
constituir
o
cotidiano
escolar.
Pensar
como
articular
no
tempo
escolar
 os
diferentes
tempos
dos
outros.
A
questão
dos
usos
dos
tempos
no
cotidiano
escolar
passou
então
a
 ser
o
objetivo
do
grupo,
estando,
atualmente,
desde
2011,
desenvolvendo
um
projeto
com
o
objetivo
 problematizar
 e
 compreender
 como
 os
 sujeitos
 escolares
 têm
 experienciadoas
 temporalidades
 no/do
 cotidiano
 escolar.
 Estamos
 realizando
 a
 pesquisa
 no/do/com
 o
 cotidiano
 numa
 escola
 de
 Ensino
 Fundamental
 que
 se
 organiza
 em
 ciclo
 de
 uma
 rede
 municipal
 mineira.
 Fizemos,
 em
 2011,
 videogravação
 e
 anotações
 dos
 indícios
 sobre
 as
 temporalidades
 praticadas
 no
 cotidiano
 da
 escola,
 transformamos
em
crônicas,
que
estamos
compartilhando
com
as
professoras
e
gestoras
da
escola
em
 rodas
 de
 conversa
 desde
 o
 início
 de
 2012.
 Pretendemos
 narrar,
 nesta
 comunicação
 grupal
 para
 o
 IV
 Congresso
 Internacional
 Cotidiano
 Diálogos
 sobre
 Diálogos,
 as
 problematizações
 e
 caminhos
 encontrados
a
partir
de
cinco
destes
encontros
com
as
seguintes
temáticas:
tempo
da
escola,
tempo
do
 professor,
tempo
do
aluno,
tempo
pedagógico
e
tempo
de
aprendizagem.


 Palavras‐chave:
cotidiano,
tempo,
escola,

Ensino
Fundamental.






TRABALHANDO
COM
IMAGENS:
NEGOCIAÇÕES
DURANTE
A
COLETA


136


Lafania
da
Silva
Mendes

 Angelina
Aparecida
Barbosa
Ferreira
 Bárbara
Alves
Ferreira

 Mitsi
Pinheiro
de
Lacerda



Este
trabalho
destina‐se
a
apresentar
processos
de
negociações
 –
não
previstos
 –
durante
a
coleta
de
 fotografias,
junto
a
uma
população.
A
coleta
de
fotografias,
desenvolvida
por
estudantes
de
Pedagogia,
 foi
um
dos
procedimentos
empregados
em
uma
pesquisa
e
a
orientação
inicial
se
restringia
a
aproximar‐ se
 dos
 moradores
 de
 dois
 municípios
 do
 estado
 do
 Rio
 de
 Janeiro
 e
 a
 coletar
 fotografias
 pessoais,
 referentes
 a
 escolas.
 Esta
 orientação
 inicial
 sobre
 a
 coleta
 tratava
 da
 abordagem
 cordial,
 de
 aspectos
 éticos
fundamentais
à
pesquisa
científica
e
do
complexo
trabalho
com
imagens.
As
fotografias
deveriam
 ser
 coletadas
 junto
 à
 população,
 digitalizadas
 e
 devolvidas
 no
 prazo
 combinado.
 O
 cumprimento
 do
 prazo
 para
 a
 devolução
 das
 fotografias
 estava
 relacionado
 ao
 respeito
 às
 memórias
 do
 outro
 e
 à
 confiança
depositada,
por
este,
na
equipe.
Para
viabilizar
o
trabalho,
a
coleta
teve
início
junto
a
pessoas
 que
tivessem
alguma
familiaridade
com
a
equipe,
mas
estas
pessoas
indicaram
outras,
formando
uma
 espécie
 de
 “rede”.
 Porém,
 logo
 no
 início
 do
 trabalho,
 ficou
 entendido
 que
 não
 se
 tratava
 de
 uma
 atividade
 de
 caráter
 técnico,
 pois
 houve
 o
 encontro
 com
 o
 outro.
 Os
 moradores
 das
 cidades
 que
 disponibilizavam
 as
 fotografias,
 as
 faziam
 acompanhar
 por
 narrativas
 e
 interações
 não
 previstas.
 As
 negociações
 da
 coleta
 provocavam
 apontamentos
 cheios
 de
 significados
 múltiplos
 para
 o
 grupo,
 surgindo
o
imenso
desejo
de
proporcionar
o
encontro
dessas
narrativas
que
se
passavam,
junto
às
de
 vários
outros.
Diante
do
inusitado,
a
equipe
passou
a
registrar
as
interações
orais
que
acompanhavam
a
 coleta
 de
 imagens,
 pois,
 junto
 a
 cada
 fotografia,
 havia
 uma
 narrativa.
 As
 reflexões
 presentes
 neste
 estudo
 registram
 o
 valor
 estético,
 afetivo
 e
 documental
 que
 a
 população
 atribui
 às
 suas
 fotografias,
 sinalizando
para
a
equipe
que
estas
não
devem
ser
tomadas
apenas
como
documentos,
mas
como
parte
 de
histórias
de
vida.


 Palavras‐chave:
imagem,
processos
de
negociação,
narrativas,
cidades
pequenas.





UMA
HISTÓRIA
RECONTADA
A
PARTIR
DE
UM
FILME

Juliana
Rodrigues
‐
Estudante
de
Graduação/UERJ
 
Thaís
Monteiro
Silva
 
 Este
 artigo
 foi
 escrito
 dentro
 de
 um
 projeto
 que
 busca
 compreender
 o
 que
 estamos
 chamando
 de
 “o
 mundo
cultural
dos
professores”.
Este
texto
tem
como
finalidade
apresentar
um
exercício
de
escrita
de
 um
roteiro
utilizando
a
técnica
do
“frame”
que
é
empregado
para
se
trabalhar
com
imagens
visuais.
Este
 roteiro
é
diferente
do
roteiro
do
filme
de
origem
dos
“frames”.
O
filme
base
é
“Escritores
da
Liberdade".
 Este
 conta
 a
 história
 de
 uma
 professora
 que
 assume
 uma
 turma
 com
 alunos
 problemáticos,
 que
 não
 possuem
nenhuma
assistência
da
escola.
Tentando
entender
melhor
a
vida
desses
alunos
a
professora
 cria
um
projeto
de
leitura
com
o
livro
“O
diário
de
“Anne
Frank”,
distribuindo
cadernos
para
utilizarem
 como
diário
para
escreverem
sua
própria
história.
Assim,
ela
utiliza
processos
de
redação
para
estimular
 os
 alunos.
 Usamos
 um
 processo
 de
 redação
 a
 partir
 de
 “frames”
 para
 criar
 uma
 nova
 história.
 Com
 a
 técnica
do
“frame”
podemos
reelaborar
a
história
misturando
cenas
significativas
mudando
seu
curso
e
 mudando
 totalmente
 o
 sentido
 do
 filme.
 Ou
 seja,
 possibilitando
 ao
 usuário
 múltiplos
 significados
 formando,
assim,
diferentes
redes
de
conhecimentos
e
significações.
Nesse
trabalho
apresentamos
essa
 técnica
 visual
 com
 um
 filme
 que
 mostra
 os
 cotidianos
 e
 as
 problemáticas
 de
 um
 professor
 questionando‐as
a
partir
de
novas
possibilidades,
com
as
próprias
imagens
do
filme.


 
 Palavras‐chave:
Frame,
imagens
em
cinema,
aprendizagem‐ensino,
redes
educativas.



 UM
PROJETO
COM
PROFESSORES
E
CINEMA


137


Izadora
Agueda
Ovelha
‐
Estudante
de
Graduação/UERJ
 
Stephany
Rocha
Rei

 
 O
projeto
que
desenvolvemos
pretende
conhecer
o
“mundo
cultural
do
professor”
através
da
criação
de
 cineclubes
em
municípios
da
Baixada
Fluminense.
Iniciando
este
projeto,
desenvolveu‐se
um
evento
que
 teve
 como
 palestrante
 um
 músico
 que
 trabalha,
 há
 muito,
 com
 músicas
 e
 trilhas
 sonoras
 de
 filmes
 brasileiros
e
de
outros
países.
Foi
possível
compreender
que
um
filme
vai
além
das
imagens
e
uma
série
 de
elementos
serve
para
impactar
emocionalmente
o
espectador.
A
sensível
mudança,
entre
as
cenas
 sem
e
com
trilha
sonora,
remeteram
os
presentes
à
palestra
a
possibilidades
criativas
e
diversas.
Neste
 trabalho,
analisamos
o
vídeo
feito
durante
este
primeiro
encontro,
indicando:
1)
Momentos
de
trabalho
 deste
músico;
2)
Momentos
de
discussão
com
os
participantes
do
cineclube.
Desta
forma,
pretendemos
 caracterizar
 algumas
 estratégias
 dos
 professores
 na
 incorporação
 de
 ideias,
 atividades,
 e
 a
 partir
 de
 relações
 com
 o
 cinema
 em
 processos
 curriculares
 e
 pedagógicos.
 Com
 base
 em
 Certeau,
 Barbero
 e
 Machado,
 entre
 outros,
 a
 metodologia
 de
 pesquisa
 é
 desenvolvida
 em
 cineclubes
 cujas
 seções
 são
 filmadas
 em
 vídeos
 e
 com
 discussões
 em
 chats
 na
 plataforma
 Moodle.
 Todo
 este
 material
 forma
 o
 ‘corpus’
de
pesquisa.


 Palavras‐chave:
redes
educativas,
cinema,
aprendizagem‐ensino,
fluxos
culturais.






AUTORIA, PRIVATIZAÇÃO/SOCIALIZAÇÃO DO CONHECIMENTO
A
ATIVIDADE
NARRATIVA
COMO
PROCESSO
DE
FORMAÇÃO
DE
SUJEITOS
DOCENTES
AUTORES
 E
“PROPRIETÁRIOS”
DO
SEU
SABER



Flávio
Anício
Andrade
‐
Professor(a)
do
Ensino
Superior/
UFRRJ
 
Ana
Clara
dos
Santos
Rohem
Contrera
 Verônica
Mascarenha
dos
Santos
 
 Neste
trabalho
se
pretende
discutir
a
criação
narrativa
como
prática
formativa
no
contexto
do
trabalho
 docente.
 Referenciados
 em
 narrativas
 que
 representam
 um
 esforço
 de
 compreensão/apropriação
 das
 “artes
de
fazer”
envolvidas
no
cotidiano
da
atividade
docente
no
âmbito
da
educação
infantil,
propomos
 aqui
 uma
 discussão
 do
 potencial
 emancipatório
 do
 recurso
 da
 narrativa
 enquanto
 instrumento
 de
 produção
 daquilo
 que
 Michel
 de
 Certeau
 nomeou
 como
 um
 “saber
 sabido”
 sobre
 a
 prática.
 Tais
 narrativas,
 tanto
 na
 sua
 forma
 quanto
 no
 seu
 conteúdo,
 são
 entendidas
 como
 um
 “documento
 de
 identidade”
apresentado
por
professoras
que
elegeram
suas
histórias
de
vida
como
referência
perene
 no
 cotidiano
 de
 sua
 atuação
 profissional.
 Se
 pensarmos
 em
 termos
 de
 sua
 fecundidade
 como
 meio
 através
do
qual
o
cotidiano
“vivido”
(tudo
o
que
nos
acontece
diariamente)
possa
se
transformar
em
um
 cotidiano
 “pensado”
 (aquilo
 que
 nós
 refinamos
 como
 experiência),
 a
 atividade
 narrativa
 constitui‐se
 essencialmente
em
uma
práxis
auto‐formativa
que
nos
retira
de
uma
condição
de
subalternidade
frente
 aos
 que
 se
 encontram
 autorizados
 a
 falar
 em
 nosso
 nome,
 a
 nos
 dizer
 o
 “como”
 e
 o
 “porquê”
 de
 fazermos
 o
 que
 fazemos
 no
 mundo.
 Neste
 sentido,
 o
 diálogo
 com
 a
 vivência
 cotidiana,
 com
 uma
 experiência
cotidiana
pensada
e
sentida,
se
apresenta
pleno
de
potencialidades
em
termos
do
que
pode
 vir
a
contribuir
para
permitir
oferecer
às
crianças
oriundas
das
classes
subalternas
uma
possibilidade
de
 “drible”
no
destino
socialmente
construído
para
elas
em
uma
sociedade
profundamente
desigual
como
 é
a
brasileira.
Entende‐se
que
este
sentido
emancipatório
do
pensar
o
cotidiano
escolar
reside
também
 na
 possibilidade
 de
 professoras
 e
 professores
 que
 atuam
 junto
 aos
 espaços
 aos
 quais
 se
 atribui
 o
 encargo
 da
 formação
 escolar
 daquelas
 crianças
 se
 constituírem
 como
 sujeitos
 no
 interior
 do
 processo
 diariamente
reposto
de
realização
de
sua
práxis
docente.
 
 Palavras‐chave:
Autoria
docente,
narrativa,
apropriação
do
conhecimento.


138


A
ESCRITA
AUTOBIOGRÁFICA
DE
ESTUDANTES
NA
WEB:
CONSTRUINDO
MANEIRAS
DE
 EXIBIÇÃO
DE
IDENTIDADES
(FICCIONALIZADAS)



 
Milena
Salles
Marques
Domás
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/UERJ‐FFP
 Neste
 trabalho,
 intencionamos
 compreender
 como
 a
 escrita
 autobiográfica
 de
 alunos
 presente
 em
 blogs,
Orkut,
Facebook
e
outros
espaços
da
web
se
constitui
em
meios
para
a
exibição
de
identidades.
 Queremos
entender,
baseados
principalmente
nas
considerações
de
Paula
Sibilia,
como
estas
produções
 apresentam,
ao
mesmo
tempo,
autobiografia
e
“autoficções”
do
perfil
que
seus
autores
buscam
expor.
 Além
 disso,
 pretendemos
 ressaltar
 alguns
 aspectos
 acerca
 do
 que
 pensam
 os
 estudantes
 jovens
 e
 adolescentes
 sobre
 a
 construção
 de
 sua(s)
 identidade(s)
 em
 um
 período
 no
 qual,
 impulsionados
 principalmente
 pelas
 novas
 tecnologias
 da
 informação,
 comunicação
 e
 da
 (TIC),
 os
 sujeitos
 têm
 se
 deparado
com
novas
formas
de
ser
e
estar
no
mundo.
 Palavras‐chave:
autobiografia,
“autoficção”,
identidade,
web.


A
INSTRUÇÃO
PÚBLICA
NOS
PERIÓDICOS
DE
NICTHEROY,
DURANTE
AS
DÉCADAS
DE
1870
A
 1889

Mariene
da
Silva
Pereira

 
Verônica
Poubel
Simões
 
 Esta
pesquisa
tem
como
ponto
de
partida
o
levantamento
dos
periódicos
que
circularam
na
cidade
de
 Nictheroy,
na
segunda
metade
do
século
XIX,
durante
os
anos
de
1870
a
1889.
A
partir
da
localização
 dos
 periódicos,
 foram
 enfocados
 os
 temas
 relativos
 à
 educação
 tratados
 pelos
 jornais,
 com
 ênfase
 na
 instrução
pública,
particular
e
doméstica.
Assim,
o
objetivo
central
da
pesquisa
é
a
investigação
histórica
 acerca
da
educação
oitocentista
apresentada
nos
periódicos
investigados.
Em
um
plano
mais
específico
 serão
pesquisadas
as
práticas,
os
agentes,
as
instituições,
a
legislação,
os
métodos
e
os
conteúdos,
tanto
 no
 que
 se
 refere
 à
 educação
 pública,
 como
 a
 particular
 e
 a
 doméstica,
 considerando
 que
 essas
 três
 modalidades
conviviam
como
formas
reconhecidas
para
educar
crianças
e
jovens
durante
o
oitocentos.
 Além
disso,
é
na
segunda
metade
do
século
XIX
que
a
educação
adquire
a
sua
maior
importância,
aliada
 ao
estatuto
de
modernidade
e
civilidade,
aspirado
dos
países
tomados
como
referência,
principalmente,
 da
 Europa
 ocidental.
 Trata‐se,
 portanto,
 de
 uma
 pesquisa
 histórico‐documental,
 cujas
 fontes
 referem‐ se,
especialmente,
aos
periódicos
da
época,
particularmente
aqueles
que,
por
meio
de
suas
sessões
ou
 anúncios,
acabam
por
descrever
aspectos
do
cotidiano
da
educação,
como
estava
configurada
naquele
 tempo
e
lugar.
Nessa
perspectiva,
foram
localizados
e
investigados
diversos
periódicos,
tendo
em
vista
 que
 a
 proximidade
 de
 Nictheroy
 com
 a
 Corte
 Imperial
 e
 a
 condição
 de
 capital
 da
 Província
 do
 Rio
 de
 Janeiro
 fizeram
 com
 que
 esta
 cidade
 possuísse
 uma
 intensa
 publicação
 de
 jornais
 e
 um
 dos
 maiores
 índices
de
instrução
pública
entre
os
municípios
do
interior
da
Província.
 Palavras‐chave:
Instrução
 pública,
 periódicos
 oitocentistas,
 província
 do
 Rio
 de
 Janeiro,
 Brasil
 oitocentista.








APROPRIAÇÃO
INDÉBITA
E
AUTORIA
NA
PRODUÇÃO
TEXTUAL
DE
ESTUDANTES
DE
 PEDAGOGIA:
ELEMENTOS
PARA
UM
DIMENSIONAMENTO
PEDAGÓGICO
DA
QUESTÃO


 Marcelo
Macedo
Corrêa
e
Castro
‐
Professor(a)
do
Ensino
Superior/UFRJ
 
 Contraposta
à
obediência
à
autoridade
reguladora
dos
discursos
e
aos
limites
da
autorização
concedida
 para
 que
 as
 vozes
 se
 manifestem
 na
 produção
 textual
 dos
 estudantes,
 a
 valorização
 da
 autoria
 representa
 uma
 escolha
 pedagógica
 com
 vistas
 à
 superação
 dos
 limites
 instrumentalizadores
 das
 práticas
de
escrita
escolares.
Apesar
dessa
atenção
dedicada
ao
tema,
mais
direcionada
para
o
universo
 da
educação
básica,
a
condição
dos
ingressantes
no
ensino
superior
revela
uma
relação
frágil
entre
a
sua
 produção
textual
e
a
condição
da
autoria.
Os
estudantes
universitários
não
só
apresentam
dificuldades
 para
 produzir
 textos
 com
 voz
 própria,
 como
 também
 buscam
 solucionar
 as
 demandas
 de
 produção
 recorrendo
a
estratégias
de
apropriação
de
vozes
alheias,
assumindo
limites
que
variam
da
paráfrase
ao


139


plágio,
 o
 que
 suscita
 questões
 éticas
 e
 legais.
 A
 resposta
 das
 universidades
 ao
 crescimento
 de
 tais
 práticas
 ainda
 circunscreve
 o
 problema
 à
 dimensão
 da
 responsabilidade
 individual,
 identificando
 a
 apropriação
 indevida
 como
 resultado
 de
 escolhas
 determinadas
 apenas
 por
 desvios
 de
 conduta.
 A
 discussão,
 todavia,
 precisa
 avançar,
 para
 que
 se
 possa
 inseri‐la
 em
 uma
 dimensão
 pedagógica.
 Nesse
 sentido,
 este
 estudo,
 em
 diálogo
 com
 Foucault
 (1992),
 Kramer
 (2000),
 Jasci
 e
 Woodmansee
 (2004),
 Orlandi
 (2005),
 Machado
 (2007),
 Castro
 (2008
 e
 2011)
 e
 Silva
 (2010),
 pretende
 identificar
 elementos
 para
uma
discussão
que
envolva
as
possíveis
relações
entre
as
práticas
de
ensino
da
escrita
na
educação
 básica
e
na
superior
com
a
atitude
dos
estudantes
de
graduação
do
Curso
de
Pedagogia
da
UFRJ
diante
 da
 necessidade
 de
 legitimar
 sua
 produção
 acadêmica.
 A
 ampliação
 das
 suas
 bases
 redimensionará
 a
 discussão,
 promovendo
 um
 enfrentamento
 articulado
 da
 questão
 em
 todos
 os
 níveis
 de
 ensino
 da
 escrita,
 a
 começar
 pela
 formação
 dos
 professores
 da
 educação
 infantil
 e
 dos
 anos
iniciais
 do
 ensino
 fundamental,
que
constitui
nosso
universo
de
pesquisa
atual.
 
 Palavras–chave:
Autoria,
ensino
da
escrita,
formação
de
professores,
ensino
superior.
 


O
CINEMA
NA
SALA
DE
AULA




Taís
Regina
Senra
Esteves
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Lato
Sensu/C
E
Canto
do
Criar
 
O
 presente
 trabalho
 pretende
 discutir/refletir
 sobre
 o
 uso
 do
 cinema
 e
 suas
 diversas
 leituras,
 abordagens
e
possibilidades
em
sala
de
aula.
A
partir
do
relato
de
uma
vivência
pedagógica
com
duas


 narrativas
 cinematográficas
 –
 os
 longas
 “Central
 do
 Brasil”
 e
 “O
 Menino
 de
 Pijamas
 Listrados”
 ‐
 propostas
 a
 alunos
 de
 3º
 e
 4º
 anos
 do
 Ensino
 Fundamental
 do
 Centro
 Educacional
 Canto
 de
 Criar
 ‐
 escola
do
município
de
Areal
(RJ)
‐,
busco
compreender,
através
dessa
experiência,
a
forma
com
a
qual
o
 cinema
se
configura
como
uma
importante
instância
pedagógica
de
produção
de
saberes,
que
possibilita
 ao
espectador
–
no
caso
a
criança
–
construir
e
confrontar
diferentes
interpretações
com
o
objetivo
de
 contribuir
para
o
processo
de
construção
de
novos
conhecimentos
e
sobretudo
de
trazer
a
experiência
 do
cinema
para
o
espaço
da
escola.
 Palavras‐chave:
educação,
infância,
linguagem,
cinema.
 UMA
EXPERIÊNCIA
DE
AUTORIA:
USANDO
O
GOOGLE
DOCS
NO
ENSINO
SUPERIOR
 
 Gilselene
Garcia
Guimarães
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/UERJ
 
 Esta
 reflexão
 intenta
 considerar
 as
 potencialidades
 da
 Internet
 no
 campo
 educacional
 como
 uma
 contribuição
 para
 a
 democratização
 do
 conhecimento
 no
 contexto
 da
 sociedade
 da
 informação.
 Inicialmente
serão
identificados
alguns
pressupostos
da
Teoria
da
Complexidade
capaz
de
ressignificar
 as
novas
formas
de
produzir
conhecimento
e
socializá‐los.
Por
produção/construção
de
conhecimento,
 quero
considerar
a
intenção
de
criar
e
acompanhar
situações
que
estimulem
a
investigação,
assim
como
 dar
 permissão
 para
 que
 fatores
 externos
 modifiquem
 e
 reelaborem
 a
 estrutura
 do
 conhecimento
 interior
 modificando
 as
 respostas
 através
 de
 situações
 simuladas.
 Em
 seguida,
 alguns
 pontos
 serão
 evidenciados
 a
 partir
 da
 perspectiva
 da
 aprendizagem
 colaborativa
 e
 da
 sua
 importância
 para
 a
 educação,
 considerando
 essa
 colaboração
 como
 um
 movimento
 interativo
 constituído
 de
 redes
 de
 relacionamentos,
 utilizando
 a
 tecnologia
 ou
 não.
 Algumas
“ferramentas”
 tecnológicas
 se
 destinam
 a
 facilitar
 e
 promover
 a
 construção
 do
 conhecimento
 colaborativo,
 desempenhando
 um
 papel
 de
 destaque
na
autoria
e
na
socialização
do
mesmo,
considerando
novos
espaços
de
aprendizagem.
Nesse
 momento
 será
 evidenciada
 a
 utilização
 do
 aplicativo
 Google
 Docs
 como
 alternativa
 de
 produção
 de
 conhecimento
em
nuvem
(cloud
computings)
no
ensino
superior.
 
 Palavras‐chave:
autoria,
aprendizagem
colaborativa,
conhecimento,
Google
Docs.


VIOLÊNCIAS DENTRO E FORA DA ESCOLA

140


A
RELAÇÃO
PROFESSOR
E
ALUNO:
UMA
ANÁLISE
DA
AUTORIDADE,
FRENTE
AOS
DILEMAS
E
 TENSÕES
PRESENTES
NA
SALA
DE
AULA
 

Cláudio
Amaral
Overné
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Lato
Sensu/UERJ‐FFP
 Andréia
Cristini
Marcos
Miranda
Overné
‐
Estudante
de
Graduação/UERJ



O
 momento
 contemporâneo
 apresenta
 mudanças,
 que
 incidem
 sobre
 as
 relações
 instituídas
 em
 contextos
 escolares.
 Tomo
 como
 objeto
 de
 pesquisa
 a
 relação
 professor
 e
 aluno,
 levando
 em
 conta
 o
 aspecto
 da
 autoridade
 e
 do
 poder
 no
 espaço
 da
 sala
 de
 aula.
 Dentre
 as
 questões
 que
 habitam
 o
 ambiente
 social
 escolar,
 paira
 o
 seguinte
 questionamento:
 em
 que
 medida
 a
 prática
 de
 autoridade
 docente
pode
vir
a
se
modificar
no
encaminhamento
dos
dilemas
e
tensões
em
sala
de
aula?
Entre
os
 elementos
 que
 habitam
 o
 ambiente
 social
 escolar
 está
 a
 autoridade
 e
 o
 poder,
 categorias
 que,
 se

 analisadas
sob
o
viés
da
análise
do
discurso,
podem
permitir
a
reflexão
sobre
como
os
sujeitos
sociais
do
 discurso
constroem
seu
conhecimento
a
partir
da
sua
inscrição
social,
cultural
etc.
A
decisão
de
optar
 pela
 análise
 do
 discurso
 na
 dinâmica
 das
 relações
 de
 autoridade
 e
 poder
 significa
 efetuar
 um
 corte
 epistemológico
que
contribui
para
o
enriquecimento
e
aprofundamento
do
entendimento
das
práticas
 sociais
 e
 suas
 manifestações
 discursivas
 em
 sala
 de
 aula.
 Quanto
 aos
 procedimentos
 metodológicos
 adotados
 por
 esta
 pesquisa,
 eles
 podem
 ser
 expressos
 por
 meio
 do
 levantamento
 bibliográfico
 da
 produção
 teórico
 filosófica,
 sociológica
 e
 educacional.
 O
 referencial
 teórico
 baseia‐se
 em
 Michel
 Foucault
 (2003,
 2011),
 Pierre
 Bourdieu
 (1989,
 2005),
 Richard
 Sennett
 (2001,
 2004)
 e
 Eni
 Puccinelli
 Orlandi
 (2009).
 Este
 estudo
 tem
 como
 justificativa
 ser
 um
 valioso
 instrumento
 de
 identificação
 das
 dificuldades
encontradas
nas
relações
escolares.
Assim,
pode
orientar
ações
no
sentido
de
diagnosticar
 e
corrigir
possíveis
distorções,
que
estejam
dificultando
o
processo
de
ensino
e
aprendizagem.


 
 Palavras‐chave:
autoridade,
análise
do
discurso,
poder,
relações
escolares.





 A
VIOLÊNCIA
ESCOLAR
PARA
ALÉM
DE
UM
CONFRONTO
FÍSICO:
UM
CONFLITO
SEMÂNTICO

Monique
Marques
Longo
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/PUC‐Rio



Várias
 são
 as
 possibilidades
 de
 problematização
 que
 se
 descortinam
 quando
 nos
 deparamos
 com
 o
 fenômeno
 da
 violência
 nas
 escolas.
 Alguns
 pesquisadores
 acusam
 haver
 um
 aumento
 de
 fenômenos
 violentos
 no
 cotidiano
 escolar,
 outros
 afirmam
 ser,
 o
 que
 se
 exacerba,
 suas
 múltiplas
 formas
 de
 manifestação.
 Este
 trabalho
 parte
 do
 pressuposto
 de
 que,
 independente
 das
 diversas
 compreensões
 acerca
 da
 questão,
 fica
 evidente
 a
 amplitude
 do
 espaço
 semântico
 que
 o
 termo
 hoje
 abarca.
 Nesse
 sentido,
esta
comunicação
se
propõe
a
levantar
algumas
questões
decorrentes
da
complexidade
léxica
e
 semântica
 com
 a
 qual
 o
 termo
 violência
 escolar
 tem
 sido
 tratada
 nos
 embates
 acadêmicos
 e
 no
 cotidiano
 das
 escolas
 atualmente.
 Trata‐se
 de
 um
 recorte
 teórico
 de
 uma
 tese
 em
 andamento.
 Utilizamos,
 portanto,
 como
 aporte
 teórico
 os
 pressupostos
 defendidos
 por
 Alice
 Itani,
 Julio
 Aquino,
 Mirian
Leite,
Miguel
Arroyo,
Bernard
Charlot
e
Éric
Debarbieux.
Algumas
primeiras
reflexões
podemos
 levantar:
(1)
a
indistinção
conceitual
dos
termos
violência
e
outros
utilizados
como,
a
ele,
sinônimo
pode
 fazer
 com
 que
 se
 tornem
 categorias
 segregadoras
 de
 um
 grupo
 rotulado
 como
 violento‐infrator;
 (2)
 a
 falta
de
rigor
com
que
alguns
agentes
educacionais
lidam
com
o
conceito
pode
significar
uma
fragilidade
 das
categorias
de
público
que
a
escola
hoje
busca
representar,
e
de
infância
como
algo
universalmente
 reconhecível;
 e
 (3)
 a
 violência
 pode
 decorrer
 da
 chamada
 “crise
 da
 autoridade”
 docente
 quando
 esta
 não
se
distancia
de
um
agir
autoritário.
Ficou
clara,
por
fim,
a
urgência
de
a
escola
assumir
e
enfrentar
a
 desestabilização
provocada
pela
questão
da
violência,
e
que
a
prática
de
refletir
semanticamente
sobre
 o
tema
pode
ser
o
primeiro
passo
à
formulação
de
estratégias
pelo
menos
amenizadoras
dos
episódios
 violentos
que
hoje
questionam
os
saberes
e
fazeres
educativos.


 
 Palavras‐chave:
violência
escolar,
complexidade
semântica,
saberes
escolares,
cotidiano
escolar.


 
 A
VIOLÊNCIA
NO
COTIDIANO
ESCOLAR:
DESAFIOS
E
POSSÍVEIS
ENFRENTAMENTOS



 Ronald
dos
Santos
Quintanilha
‐

Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/UFF
 
Leonardo
Dias
da
Fonseca



141



O
 presente
 artigo
 propõe
 reflexão
 sobre
 a
 temática
 do
 fenômeno
 da
 violência
 na
 escola,
 suas
 implicações
 e
 a
 relação
 da
 comunidade
 escolar
 com
 a
 rede
 de
 proteção
 da
 infância
 assegurada
 pelo
 Estatuto
 da
 Criança
 e
 do
 Adolescente.
 Neste
 trabalho
 evidenciamos
 a
 importância
 da
 interlocução
 pedagógica
 para
 dirimir
 conflitos
 e
 do
 embasamento
 que
 estes
 profissionais
 precisam
 ter
 em
 relação
 aos
conselhos
tutelares
e
ao
ECA,
como
e
quando
acioná‐los.
Para
a
análise
proposta,
apresentaremos
a
 violência
em
seu
aspecto
macro‐social,
tendo
como
referencial
teórico
as
contribuições
de
Foucault,
que
 nos
ajuda
a
compreender
as
relações
de
poder
e
controle
na
escola.
A
proposta
possui
uma
abordagem
 dialética,
 numa
 perspectiva
 marxiana,
 levando
 em
 consideração
 a
 realidade
 de
 uma
 sociedade
 de
 classes
 e
 suas
 tensões.
 Dialogamos
 ainda
 com
 autores
 como
 Passos,
 Chrispino
 e
 Ferreira,
 que
 problematizam
e
colaboram
para
a
compreensão
sobre
a
relação
entre
escola,
cotidiano,
contexto
social
 e
 mecanismos
 de
 proteção
 aos
 direitos
 da
 infância
 e
 da
 adolescência.
 Este
 estudo
 é
 resultante
 do
 trabalho
 por
 nós
 realizado
 enquanto
 formadores
 no
 curso
 de
 extensão
 “Estatuto
 da
 Criança
 e
 do
 Adolescente
 no
 Contexto
 Escolar:
 Desafios
 e
 Possibilidades,
 realizado
 pelo
 Núcleo
 de
 Educação
 e
 Cidadania‐NUEC‐,
vinculado
à
Pró‐Reitoria
de
Extensão
da
Universidade
Federal
Fluminense.
O
curso
foi
 desenvolvido
no
ano
de
2011,
por
um
período
de
cinco
meses,
como
proposta
de
formação
continuada
 para
 os
 profissionais
 que
 atuam
 no
 contexto
 educacional
 em
 nove
 municípios
 do
 Estado
 do
 Rio
 de
 Janeiro,
 tendo
 como
 principal
 conteúdo
 norteador
 o
 Estatuto
 da
 Criança
 e
 do
 Adolescente
 (Lei
 nº
 8.069/90).


 
 Palavras‐chave:
Violência,
Escola,
Estatuto
da
Criança
e
do
Adolescente,
Formação
de
Professores.





 DAS
QUEIXAS
AOS
PROBLEMAS
ESCOLARES
–
O
PLANTÃO
INSTITUCIONAL
COMO
DISPOSITIVO


 Kátia
Aguiar
‐
Pesquisador(a)
do
Ensino
Superior/UFF
 
Vanessa
Silva




Essa
comunicação
tem
como
objetivo
apresentar
algumas
questões
problematizadoras
dos
processos
de
 trabalho
e
de
produção
de
conhecimento
que
se
hegemonizam
nas
condições
de
precarização
da
escola
 pública,
 em
 nosso
 presente.
 O
 material
 disponibilizado
 se
 compõe
 com
 achados
 de
 uma
 pesquisa‐ intervenção
(Aguiar;
Rocha,
2007)
referenciada
nas
ferramentas
da
Análise
Institucional
e
da
Filosofia
da
 Diferença.
Nossa
inserção
no
cotidiano
de
uma
escola
pública
e
de
um
serviço
de
psicologia
favoreceu
o
 acesso
à
demanda
progressiva
por
atendimento
de
crianças
e
adolescentes
justificada
pelo
aumento
da
 incidência
 de
 distúrbios
 da
 ação
 e
 da
 atenção;
 confirmando
 que
 a
 aprendizagem
 e
 os
 modos
 de
 ser
 e
 agir
 a
 ela
 correlatos
 têm
 sido
 alvos
 preferenciais
 da
 medicalização,
 caracterizando
 nosso
 problema
 (Rabello
 de
 Souza,
 2011).
 Através
 do
 dispositivo
 ‘plantão
 institucional’,
 colocamos
 em
 análise
 a
 produção
 do
 corpo
 aluno‐problema,
 rastreando
 suas
 implicações
 com
 a
 lógica
 produtivista,
 com
 os
 procedimentos
 normalizadores
 e
 com
 as
 práticas
 de
 silenciamento.
 Recolhemos
 os
 efeitos
 de
 estigmatização
 e
 de
 vitimização,
 considerando
 os
 enlaces
 históricos
 entre
 a
 psicologia
 e
 a
 educação,
 para
evidenciar
o
compromisso
desses
saberes
com
a
medicalização
da
vida
na
escola
(Oliveira
,2009;
 Collares;
 Moysés,
 2011).
 Como
 desdobramento,
 observam‐se
 deslocamentos
 nos
 modos
 de
 gestão,
 transmutação
 das
 queixas
 em
 situações‐problema,
 complexificação
 das
 análises
 e
 constituição
 de
 rede.Concluímos
 pela
 pertinência
 metódica
 na
 aposta
 de
 trair
 nosso
 encargo
 social
 (Foucault,
 1981),
 afirmando
 uma
 entrada
 micropolítica
 no
 campo
 –
 descarte
 das
 tipificações,
 dos
 diagnósticos,
 das
 categorizações.
 Uma
 escolha
 que
 tem
 favorecido
 a
 abertura
 a
 um
 plano
 de
 indeterminação
 (Guattari,
 1992).
 Entendemos
 que
 a
 criação
 de
 possíveis
 se
 fazem
 nos
 interstícios
 de
 práticas
 que
 quebram
 os
 códigos,
rompem
com
o
pensamento
transcendente,
racham
as
instituições
(Martins,
2008).


 
 Palavras‐chave:
medicalização,
estigma,
criação,
micropolítica.


 

 ELABORAÇÃO
ÉTICA
DE
CONFLITOS:
UMA
EXPERIÊNCIA
DE
OFICINA
NA
ESCOLA



Tatiana
Conceição
Silva
Mendes
de
Oliveira
 
Vanessa
Monteiro
Silva

 Kátia
Faria
de
Aguiar
‐
Pesquisador(a)
do
Ensino
Superior/UFF


142


Esta
 apresentação
 se
 baseia
 em
 uma
 experiência
 vinculada
 ao
 Serviço
 de
 Psicologia
 Aplicada,
 da
 Universidade
 Federal
 Fluminense,
 com
 uma
 escola
 estadual
 da
 cidade
 de
 Niterói‐RJ.
 Apoiada
 nas
 ferramentas
da
Análise
Institucional,
da
Filosofia
da
Diferença
e
do
Método
Baketik,
fez‐se
como
aposta
 a
 criação
 de
 um
 espaço
 de
 compartilhamento
 e
 elaboração
 dos
 modos
 possíveis
 de
 lidar
 com
 os
 conflitos
 que
 os
 alunos
 vivem
 em
 seu
 cotidiano.
 Este
 trabalho
 surgiu
 a
 partir
 de
 queixas
 quanto
 às
 práticas
 de
 violência
 que
 se
 atualizam
 na
 escola
 e
 a
 partir
 do
 desejo
 dos
 jovens
 do
 ensino
 médio
 de
 encontrar
 um
 espaço
 onde
 pudessem
 expressar,
 compartilhar
 e
 esclarecer
 questões
 relacionadas
 a
 alguns
 temas,
 dentre
 eles
 violência
 e
 sexualidade,
 raramente
 abordados
 ou
 sempre
 revestidos
 por
 preceitos
 morais.
 Assim,
 fazendo
 resistência
 aos
 modos
 hegemônicos
 de
 lidar
 com
 o
 conflito
 e
 sem
 intenção
 de
 dar
 respostas
 fechadas
 e
 soluções
 “ideais”,
 construímos
 a
 Oficina
 de
 Elaboração
 Ética
 de
 Conflitos
como
espaço
de
aprendizado
e
construção
de
si
com
o
outro,
possibilitando
a
apropriação
de
 condições
 adversas,
 a
 criação
 de
 estratégias
 de
 enfrentamento
 e
 pensando
 as
 várias
 violências
 a
 que
 estamos
 sujeitos
 e
 que
 também
 ativamos.
 Assim,
 problematizamos
 a
 produção
 de
 culpados
 e
 os
 diversos
 modos
 de
 atualização
 da
 violência
 na
 escola,
 intensificada
 pela
 lógica
 de
 produtividade‐ normatividade
 e
 pelas
 práticas
 medicalizantes.
 Percebemos,
 como
 efeitos
 do
 trabalho
 e
 desdobramentos
 das
 discussões,
 deslocamentos
 operados
 nos
 modos
 de
 enfrentar
 conflitos,
 maior
 proximidade
entre
as
questões
que
se
dão
dentro
e
fora
da
escola
e
o
fortalecimento
da
rede
escola‐ comunidade.


 
 Palavras‐chave:
Conflitos,
Ética,
Oficina,
Ensino
Médio.




 ENFRENTANDO
O
BULLYING
NAS
ESCOLAS

Aline
Fernanda
Gundim
Pereira
da
Costa



Neste
 projeto
 temos
 como
 objetivo
 levantar
 um
 conjunto
 significativo
 das
 percepções
 de
 todos
 os
 elementos
da
comunidade
escolar
sobre
as
situações
de
bullying,
diferença
e
preconceito
no
interior
da
 escola
 de
 forma
 a
 contribuir
 para
 a
 focalização
 da
 violência
 (material
 ou
 simbólica)
 como
 uma
 das
 consequências
do
processo
de
construção
social
da
diferença
nesse
espaço.
A
escola
é
um
espaço
onde
 se
 dá
 um
 encontro
 de
 variados
 sujeitos
 com
 diferentes
 pertencimentos
 culturais.
 Os
 conflitos
 são
 inevitáveis.
 É
 dentro
 desse
 espaço
 que
 o
 bullying
 se
 configura.
 Entendemos
 o
 bullying
 como
 um
 conjunto
 de
 “atitudes
 agressivas,
 intencionais
 e
 repetidas,
 que
 ocorrem
 sem
 motivação
 evidente
 adotadas
por
um
ou
mais
estudantes
contra
outro(s),
causando
dor,
angústia,
sendo
executadas
dentro
 de
 uma
 relação
 desigual
 de
 poder”
 (Lopes
 Neto,
 2005).
 Reconhecemos
 a
 necessidade
 de
 atuação
 de
 todos
 os
 que
 trabalham
 nesse
 ambiente,
 seja
 no
 sentido
 educar
 para
 o
 bom
 convívio
 das
 diferenças,
 seja
no
sentido
de
não
tolerar
qualquer
forma
de
violência.
Identificamos
o
diálogo
como
um
dos
mais
 profícuos
 instrumentos
 para
 o
 propósito
 de
 informar
 e
 trabalhar
 junto
 aos
 estudantes,
 pais
 e
 educadores
 profissionais,
 de
 modo
 que
 todos
 estejam
 habilitados
 a
 combater
 o
 bullying
 e
 comportamentos
 que
 levem
 à
 exclusão.
 Entendemos
 que
 é
 um
 desafio
 para
 a
 escola
 investir
 na
 superação
da
discriminação
e
dar
a
conhecer
a
riqueza
representada
pela
diversidade
etno‐cultural
que
 compõem
 o
 patrimônio
 sócio‐cultural
 brasileiro,
 valorizando
 as
 diferenças
 existentes.
 Desenvolvemos
 um
conjunto
variado
de
atividades
que
incluem
uma
semana
de
combate
bullying
(que
ocorreu
de
4
a
9
 de
 julho
 de
 2011
 e
 de
 25
 a
 30
 de
 junho
 de
 2012),
 um
 debate
 escola‐família
 em
 2011,
 um
 curso
 de
 extensão
 para
 agentes
 educadores,
 a
 aplicação
 de
 instrumentos
 de
 pesquisa
 como
 questionários,
 a
 realização
de
oficinas
com
estudantes,
entre
outras.
 
 Palavras‐chave:
Bullying,
violência,
diferença,
diálogo.


 



 ESCOLA
E
VIOLÊNCIA:
PROFESSORES
E
PRODUÇÃO
DE
SENTIDOS
DA
ESCOLA
 

Roberto
Marques
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/UFRJ/UFF



O
 presente
 trabalho
 tem
 como
 objetivo
 discutir
 a
 produção
 de
 sentidos
 da
 escola
 pública
 numa
 área
 considerada
violenta.
No
caso,
a
discussão
se
dá
a
partir
das
vivências
e
reflexões
sobre
as
mesmas,
de
 um
grupo
de
professores
de
uma
escola
localizada
na
Vila
Cruzeiro,
favela
situada
num
bairro
suburbano


143


(Penha)
do
município
do
Rio
de
Janeiro.
Para
tal,
a
pesquisa
foi
baseada
em
conversas
e
entrevistas
com
 professores
de
uma
das
cinco
escolas
da
Vila.
Mais
do
que
definir
o
que
é
a
violência,
a
questão
que
se
 coloca
é
se,
de
fato,
aquilo
que
consideramos
violência
atravessa
determinadas
relações
que
produzem
 sentidos
das
escolas,
como
isso
se
dá
e
de
que
forma
se
processam
no
interior
delas.
A
proposta
é
a
de
 levantar
 um
 debate
 sobre
 foras
 de
 segregação,
 ferramentas
 de
 distinção
 e
 mecanismos
 de
 controle
 sobre
o
espaço
urbano.
Mesmo
podendo
ser
considerado
um
estudo
de
caso,
a
ideia
é
tentar
identificar
 e
 compreender
 determinados
 jogos
 de
 forças
 que
 produzem
 cotidianamente
 relações
 subjetivas
 pautadas
em
desigualdades,
a
partir
de
uma
escola
na
Vila
Cruzeiro.
Ou
seja,
tento
identificar
elementos
 de
um
conjunto
mais
ampliado
de
forças
que
ali,
naquela
realidade,
talvez
se
materializem
de
forma
que
 me
permitam
visualizá‐los.
A
produção
de
sentidos
da
escola,
então,
é
algo
que
não
está
desconectado
 das
relações
políticas,
sociais,
simbólicas
referentes
ao
lugar
e
às
pessoas
que
a
habitam.
Levando
em
 consideração
 a
 importância
 de
 professores
 e
 professoras
 como
 vetores
 e
 sujeitos
 na
 produção
 desses
 sentidos,
 o
 que
 apresento
 aqui
 são
 questionamentos
 (mais
 do
 que
 certezas)
 sobre
 as
 possibilidades
 e
 limitações
de
se
produzir
uma
escola,
na
medida
em
que
formas
explícitas
e
escamoteadas
de
violência
 atravessam
o
cotidiano
escolar.
Sendo
assim,
a
pergunta
que
acompanha
esse
trabalho
é:
a
que
serve
 uma
escola
numa
área
considerada
violenta?


 
 Palavras‐chave:
Escola,
violência,
professores.


 



 INCLUSÃO
ESCOLAR
DE
ALUNOS
SURDOS
E
BULLYING
 

Pâmela
Suélli
da
Motta
Esteves

‐

Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/PUC‐Rio
 Giselly
Peregrino
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/PUC‐Rio





O
 bullying
 é
 um
 termo
 de
 origem
 inglesa
 e
 sem
 tradução
 ainda
 no
 Brasil.
 É
 utilizado
 para
 qualificar
 comportamentos
 agressivos
 no
 âmbito
 escolar,
 praticados
 tanto
 por
 meninos
 quanto
 por
 meninas.
 Trata‐se
 de
 atos
 de
 violência
 (física
 ou
 não)
 que
 ocorrem
 entre
 pares.
 Esses
 atos
 são
 intencionais
 e
 repetitivos,
geralmente
contra
um
ou
mais
alunos
que
se
encontram
impossibilitados
de
fazer
frente
às
 agressões
 sofridas.
 Acreditamos
 que
 o
 bullying
 na
 escola
 é
 um
 reflexo
 da
 dificuldade
 que
 os
 alunos
 encontram
 em
 viver
 em
 um
 ambiente
 multicultural,
 ou
 seja,
 um
 ambiente
 em
 que
 várias
 identidades
 culturais
 representam
 seus
 valores,
 suas
 crenças,
 suas
 simbologias
 e
 demandam
 o
 reconhecimento
 destas.
A
repercussão,
em
escala
mundial,
da
Declaração
de
Salamanca
sensibilizou,
em
nosso
país,
um
 amplo
movimento
político
em
prol
da
inclusão,
sobretudo
da
inclusão
escolar.
No
âmbito
da
surdez,
os
 paradigmas
da
inclusão
chegaram
por
meio
de
uma
outra
perspectiva
educacional,
a
bilíngue,
que
vinha
 sendo
discutida
em
outros
países
desde
1980
(CAPOVILLA,
2004).
A
diferença
que
marca
o
sujeito
surdo
 é
 invisível
 até
 que
 ele
 comece
 a
 comunicar‐se
 –
 no
 caso
 dos
 que
 usam
 a
 língua
 de
 sinais
 como
 meio
 prioritário
de
comunicação,
visto
que
os
sinais
visibilizam
o
sujeito
aos
demais.
O
objetivo
central
deste
 trabalho
 é
 refletir
 sobre
 a
 inclusão
 escolar
 desses
 sujeitos
 sob
 outra
 ótica,
 a
 que
 enxerga,
 além
 dos
 benefícios
da
conquista
que
foi
a
inclusão,
o
bullying
que
podem
sofrer
no
contexto
escolar.
Fante
(apud
 SANTOS,
 2009,
 p.32)
 relata
 que
 “os
 portadores
 de
 deficiência
 física
 e
 de
 necessidades
 educacionais
 especiais
correm
maiores
riscos
de
se
tornarem
vítimas
de
bullying”.
Isso
pode
ser
devido
à
sua
menor
 presença
numérica
nas
escolas
regulares,
à
novidade
e,
por
isso,

dúvidas
em
relação
à
inclusão
escolar
e
 aos
estigmas
(GOFFMAN,
2008)
que
estão
associados
às
pessoas
com
deficiência.


 
 Palavras‐chave:
violência,
educação,
bullying.



 NARRATIVASIMAGENS
SOBRE
VIOLÊNCIA
PRODUZIDAS
NOS
COTIDIANOS
ESCOLARES
DO
IFES


 
 Maria
José
Corrêa
de
Souza
‐

Professor(a)
de
Educação
Básica/
IFES
 Gabriela
Freire
Oliveira
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
IFES/UFES
 

A
fim
de
pensar
os
sentidos
de
violência
tecidos
pelos
sujeitos
praticantes
(CERTEAU,
1994)
da
escola,
 este
texto
pretende
oferecer
alguns
elementos
para
reflexão
e
debate
a
partir
da
problematização
de
 narrativasimagens
(FERRAÇO,
2011)
produzidas
por
estudantes
de
cursos
técnicos
integrados
ao
Ensino
 Médio
 de
 um
 campus
 do
 Instituto
 Federal
 de
 Educação,
 Ciência
 e
 Tecnologia
 do
 Espírito
 Santo
 (IFES).


144


Tais
narrativasimagens
surgiram
na
composição
de
experimentações
artísticas
do
projeto
denominado
 “Um
grito
no
IFES”,
proposto
pela
professora
de
Arte.
As
156
experimentações
artísticas
do
projeto
são
 expressões
do
que
os/as
alunos/as
têm
pensado
sobre
a
atualidade,
o
IFES
e
a
sociedade
em
geral.
De
 forma
não
direcionada,
um
número
significativo
dessas
produções
focou
a
temática
da
violência
e
seus
 diversos
 sentidos
 negociados
 e
 hibridizados
 (BHABHA,
 2010)
 pelos/as
 alunos/as.
 Após
 trazer
 algumas
 dessas
narrativasimagens
dos
sentidos
de
violência,
o
texto
problematiza
esses
sentidos
no
diálogo
com
 os
Estudos
Culturais
(EC).
Finaliza
com
a
busca
por
linhas
de
fuga
(DELEUZE;
GUATTARI,
1996)
para
uma
 vida
 mais
 bonita,
 na
 qual
 o
 outro
 não
 seja
 a
 fonte
 do
 mal
 e
 onde
 a
 escola
 não
 seja
 repleta
 de
 microfascismos
(GALLO,
2009).


 
 Palavras‐chave:
 sentidos
 de
 violência,
 narrativasimagens
 de
 estudantes
 do
 IFES,
 microfascismos
 na
 Educação,
Estudos
Culturais.





 O
DESAFIO
DE
RESPONDER
ÀS
PRÁTICAS
DE
BULLYING
NAS
ESCOLAS:
UMA
ABORDAGEM
 CULTURAL


William
de
Goes
Ribeiro
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/UFRJ



A
 palavra
 bullying
 é
 de
 origem
 inglesa,
 a
 qual
 diz
 respeito
 a
 uma
 violência
 específica.
 Entendemos
 o
 conceito
 como
 atitudes
 recorrentes
 de
 intimidação
 contra
 aqueles
 tidos
 como
 diferentes,
 provocando
 prejuízos
aos
envolvidos.
Esta
impertinência,
geralmente,
está
ancorada
em
algum
aspecto
individual/
 coletivo
 que
 chama
 atenção
 à
 experiência
 sensível
 entre
 pares.
 O
 mencionado
 debate
 cresceu
 no
 contexto
brasileiro,
articulado
a
trágicos
episódios
como
o
ocorrido
em
Realengo
‐
RJ.
Nesse
contexto,
 os
ânimos
tornam‐se
acalorados,
provocando
reações.
Em
2010,
o
CNJ
(Conselho
Nacional
de
Justiça)
já
 havia
produzido
uma
cartilha
com
orientações
sobre
bullying
destinada
a
professores
e
profissionais
da
 escola.
Projetos
de
lei
estão
em
altercação.
Vêm
crescendo
o
número
de
“manuais”
para
professores,
 pais
 e
 alunos.
 O
 cinema
 também
 lança
 filmes
 sobre
 a
 temática.
 Além
 disso,
 nos
 deparamos
 com
 múltiplas
 matérias
 sobre
 bullying
 em
 jornais,
 sites
 e
 revistas
 de
 grande
 circulação.
 No
 entanto,
 esta
 problematização
atinge
pouco
a
esfera
da
produção
acadêmica
educacional
em
relação
a
outras
áreas
 de
conhecimento,
sobretudo,
a
saúde.
O
objetivo
do
presente
estudo
foi
pensar
o
desafio
que
a
questão
 do
bullying
provoca
à
educação,
tendo
o
referencial
do
multi/
interculturalismo
como
um
alicerce
que
 contribui
para
a
reflexão.
O
argumento
central
defendido
no
atual
estudo
é
que
bullying
não
se
reduz
 aos
indivíduos,
tampouco
está
limitado
às
escolas.
Sem
teoria
social
esta
discussão
fica
restringida
e
as
 possíveis
soluções
sob
desconfiança.
Ademais,
há
uma
dimensão
cultural
que
também
não
vem
sendo
 articulada.
 Nesse
 sentido,
 bullying
 ‐
 como
 uma
 prática
 social
 ‐
 envolve
 atitudes
 intolerantes
 que
 emergem
 numa
 sociedade
 que
 é
 multicultural.
 O
 que
 isto
 quer
 nos
 dizer?
 Até
 que
 ponto
 a
 educação
 escolar
pode
contribuir?


 
 Palavras‐chaves:
cultura(s),
bullying,
educação
escolar,
multi/
interculturalismo.



 O
PAPEL
DA
GESTÃO
NO
ENFRENTAMENTO
DA
VIOLÊNCIA
NA
ESCOLA
 

Jasmine
Kelly
de
Sousa
dos
Anjos




O
 presente
 trabalho
 se
 inicia
 apresentando
 como
 a
 gestão
 tem
 encaminhado
 as
 questões
 sobre
 a
 violência
escolar;
qual
tem
sido
o
seu
papel
no
enfrentamento
desta
violência
e
seus
desdobramentos,
e
 de
que
maneira
a
sua
ação
tem
interferido
ou
não
para
que
haja
situações
de
conflito.
Tem
também
por
 objetivo
refletir
sobre
a
importância
da
gestão
democrática
no
processo
de
enfrentamento
da
violência
 escolar.
Tomando
por
base
o
histórico
da
gestão
escolar
no
Brasil,
a
pesquisa
apresentada
mostrará
um
 breve
 relato
 da
 trajetória
 deste
 trabalho,
 quais
 as
 influências
 que
 sofreu
 para
 se
 estruturar
 dentro
 do
 ambiente
 escolar;
 quais
 foram
 as
 mudanças
 sofridas
 e
 quais
 as
 dificuldades
 encontradas
 para
 se
 desenvolver
um
trabalho
democrático
dentro
da
escola.
Para
tal,
as
obras
de
Abramovay
(2002
e
2009),
 Ortega
e
Del
Rey
(2002)
e
Hora
(2007),
tiveram
centralidade,
entre
outros
citados
ao
longo
do
estudo,
 de
cunho
bibliográfico.
Considerando
a
multiplicidade
da
violência
escolar,
serão
investigadas
as
causas
 que
têm
levado
a
ocorrência
desse
fenômeno;
qual
a
origem
dos
conflitos
escolares;
o
que
se
considera
 violência
física
e
simbólica
e
quais
podem
ser
as
ações
preventivas.
As
considerações
finais
apontam
que


145


o
 diálogo
 promove
 a
 transformação
 no
 trabalho
 educativo,
 pois
 a
 violência
 antes
 de
 qualquer
 ação
 concreta
se
constrói
no
campo
abstrato,
por
isso
se
faz
necessária
uma
reflexão
sobre
os
atos
violentos.
 A
política
de
participação
que
deve
ser
promovida
pela
gestão
tem
papel
fundamental
na
prevenção
e
 combate
 a
 violência
 porque,
 quando
 há
 a
 descentralização
 do
 poder,
 a
 relação
 entre
 escola
 e
 comunidade
se
torna
mais
estreita,
acontecendo
então
a
valorização
do
sujeito
e
concomitantemente
a
 valorização
 do
 espaço
 escolar.
 Portanto,
 a
 relevância
 desta
 pesquisa
 compreende
 a
 natureza
 dos
 conflitos
escolares
e
o
seu
combate.


 
 Palavras‐chave:
gestão
democrática,
participação,
violência
Escolar,
violência
Simbólica.





 O
TABU
TABU
 

Heitor
Collet
Ferreira
‐

Professor(a)
de
Educação
Básica/SME‐Duque
de
Caxias



O
presente
artigo
trata
de
experiências/reflexões
que
ocorreram
comigo
quando
professor
de
Artes
no
 Ciep
 Brizolão
 120
 Municipalizado
 Monteiro
 Lobato,
 durante
 os
 anos
 de
 2006
 e
 2009
 em
 Duque
 de
 Caxias,
Baixada
Fluminense,
Estado
do
Rio
de
Janeiro.
Nele,
faço
um
relato
de
alguns
períodos
em
que
 convivi
com
o
menino
Tabu,
um
aluno
tido
pelos
professores
e
funcionários
do
Ciep
120
como
agressivo
 e
indisciplinado.
No
artigo,
a
partir
da
narração
de
alguns
acontecimentos,
faço
breves
análises
e
debato
 questões
 que
 dialogam
 com
 o
 universo
 da
 avaliação
 e
 do
 currículo,
 através
 de
 pensamentos
 que
 dialogam
 com
 as
 ideias
 de
 "tradição",
 "indisciplina",
 "exclusão",
 "violência",
 "sociabilidade"
 e
 "desempenho".
 O
 artigo
 traz,
 ainda,
 o
 relato
 da
 experiência
 no
 trabalho
 com
 o
 campo
 do
 Cinema,
 através
do
Programa
de
Educação
Ambiental,
desenvolvido
na
Rede
Municipal
de
Ensino
de
Duque
de
 Caxias
em
2008,
onde
o
Ciep
120
foi
contemplado
através
da
formação
de
um
pequeno
grupo
do
qual
 fizemos
parte,
dentre
outros
estudantes
e
profissionais,
o
menino
Tabu
e
eu.


 
 Palavras‐chave:
Violência,
indisciplina,
exclusão,
sociabilidade.





 UMA
RELAÇÃO
ENTRE
AS
AÇÕES
DO
GESTOR
NO
ENFRENTAMENTO
À
VIOLÊNCIA
E
OS
TIPOS
 IDEAIS
WEBERIANOS
 

Sandra
Lenara
Nunes
de
Carvalho
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/Univ.
Tuiuti
do
Paraná


Este
 trabalho
 expõe
 pesquisa
 de
 Mestrado
 em
 Educação,
 que
 se
 encontra
 em
 andamento,
 exibindo
 diferentes
conceitos
de
violência
escolar,
apresentados
por
diversos
autores.
Violência
que
se
manifesta
 de
 distintas
 formas
 e
 que
 ocorre
 na
 escola,
 à
 escola
 e
 da
 escola,
 conforme
 Charlot.
 O
 objetivo
 deste
 artigo
é,
na
busca
da
compreensão
acerca
das
ações
que
têm
sido
desencadeadas
no
contexto
escolar,
 pelo
seu
gestor,
no
enfrentamento
à
violência
escolar,
refletir
sobre
as
mesmas,
à
luz
dos
tipos
ideais
 weberianos.
 Esta
 investigação
 dar‐se‐á
 em
 escolas
 da
 Região
 Metropolitana
 de
 Curitiba,
 escolhidas
 conforme
combinação
de
dados
do
Mapa
do
Crime,
do
Instituto
Sangari
e
da
Patrulha
Escolar
(Polícia
 Militar
 do
 Paraná),
 em
 atendimento
 às
 escolas.
 Como
 procedimentos,
 optamos
 por
 entrevistas,
 preenchimento
de
quadros,
consulta
documental
e
observação
realizada
pela
pesquisadora.
Ao
término
 do
estudo
será
possível
listar
as
manifestações
de
violência
que
ocorrem
nas
escolas
investigadas
e
que
 ações
são
realizadas
diante
as
mesmas.


 
 Palavras‐chave:
violência,
gestor,
escola,
tipos
ideias.





 VIOLÊNCIA
ESCOLAR
E
INDISCIPLINA
NO
COTIDIANO
DA
ESCOLA:
CONCEPÇÕES
E
FORMAS
DE
 ENFRENTAMENTO


Joyce
Mary
Adam
de
Paula
e
Silva
‐

Professor(a)
do
Ensino
Superior/UNESP



Um
dos
aspectos
mais
presentes
no
cotidiano
da
escola
atualmente
é
a
questão
da
“violência
escolar”.
 Esse
 termo
 tem
 sido
 utilizado
 para
 situações
 diversas,
 indo
 desde
 as
 mais
 corriqueiras
 situações
 de
 indisciplina
até
os
eventos
mais
sérios
de
violência
tanto
pessoais
quanto
patrimoniais.
Nesse
sentido
o


146


presente
trabalho
tem
como
objetivo
principal
discutir
essas
diferentes
formas
de
“violência
Escolar”,
as
 concepções
e
sentidos
que
o
termo
tem
sido
tomado
e
algumas
práticas
de
enfrentamento
da
mesma
 que
escolas
e
órgãos
públicos
têm
lançado
mão.
As
análises
apresentadas
neste
trabalho
são
resultantes
 de
uma
pesquisa
realizada
em
7
escolas
municipais
de
uma
cidade
no
interior
do
estado
de
São
Paulo
 que
 atende
 crianças
 do
 ensino
 fundamental
 II.
 Pra
 analisar
 as
 concepções
 e
 as
 práticas
 de
 enfrentamento
da
violência
escolar,
foram
realizadas
entrevistas
com
membros
do
Conselho
Tutelar
e
 promotoria.
Foram
também
analisados
os
livros
de
ocorrência
e
as
normas
de
convivência
das
escolas
 pesquisadas.
Concluiu‐se
com
a
pesquisa
realizada
que
não
há
uma
clareza
sobre
a
concepção
do
que
é
 violência,
 confundindo‐se
 muitas
 vezes
 indisciplina
 com
 violência,
 o
 que
 dificulta
 à
 escola
 buscar
 uma
 ação
 coletiva
 com
 respeito
 das
 diferentes
 situações
 que
 se
 apresentam
 no
 cotidiano
 da
 escola.
 Dessa
 maneira,
 observou‐se
 alguns
 aspectos
 como:
 o
 Conselho
 Tutelar
 e
 Poder
 Público
 têm
 sido
 procurados
 pelas
escolas
para
a
resolução
de
casos
de
incivilidade
e
de
violência;
supervalorização
de
situações
de
 indisciplina
devido
ao
medo
e
insegurança
presentes
na
sociedade
e
que
se
refletem
na
escola
e
acima
 de
 tudo
 uma
 dificuldade
 muito
 grande
 devido
 à
 ausência
 de
 consenso
 entre
 os
 adultos
 da
 escola
 em
 como
lidar
com
tais
situações.


 
 Palavras‐chave:
cotidiano
escolar,
indisciplina,
violência
escolar.





 VIOLÊNCIAS
E
CONTEXTO
ESCOLAR:
MANIFESTAÇÕES
NA
RELAÇÃO
PROFESSOR‐ALUNO
 

Marina
Morena
Torres
‐
Estudante
de
Graduação/UFF



Este
 trabalho
 é
 fruto
 de
 pesquisa
 de
 iniciação
 científica
 que
 tem
 por
 objetivo
 investigar
 as
 interações
 entre
 as
 diferentes
 formas
 de
 violência
 e
 como
 elas
 aparecem
 e
 se
 articulam
 ao
 contexto
 escolar.
 A
 metodologia
utilizada
é
estudo
dialético
transdisciplinar.
A
construção
teórica
de
Bourdieu
(2000)
sobre
 a
 violência
 simbólica
 como
 instrumento
 de
 imposição
 ou
 de
 legitimação
 da
 dominação
 de
 uma
 classe
 sobre
outra,
foi
usada
como
base
para
a
compreensão
da
questão
da
violência
nas
escolas.
A
violência
 simbólica,
para
Bourdieu,
se
apóia
na
dominação
estrutural
ligada
ao
jogo
capitalista.
Essa
conceituação
 pode
ser
articulada
com
o
raciocínio
de
Zizek
(2008),
que
diferencia
dois
tipos
de
violência,
a
subjetiva
e
 a
objetiva.
Entendemos
este
conceito
de
Bourdieu
como
semelhante
ao
de
violência
objetiva
em
Zizek.
 Para
 Zizek,
 a
 violência
 objetiva
 está
 nas
 relações
 de
 dominação
 social
 pela
 lógica
 econômica,
 reproduzidas
 no
 excesso
 de
 consumo,
 na
 manipulação
 da
 mídia
 de
 massa
 e
 no
 discurso
 político‐ ideológico,
ao
impor
certa
normalização
de
sentido
para
a
ação
subjetiva.
Essa
lógica
gera
impactos
nas
 relações
sociais,
que
são
percebidos
subjetivamente
como
formas
de
conflito
e
sofrimento
psíquico.
É
 importante
 investigar
 mais
 detidamente
 as
 manifestações
 desta
 forma
 de
 violência,
 sorrateira,
 que
 recebe
 pouca
 visibilidade,
 porém
 se
 faz
 presente
 nas
 sociedades.
 Em
 Totem
 e
 Tabu
 (1913),
 Freud
 demonstrou
a
noção
de
uma
violência
arcaica,
que
se
encontra
no
cerne
do
sistema
totêmico,
e
o
usa
 de
 exemplo
 para
 afirmar
 a
 existência
 de
 uma
 violência
 fundadora
 do
 laço
 social.
 Nesse
 sentido,
 o
 conceito
de
violência
simbólica
se
distancia
das
falas
de
violência
no
senso
comum,
ou
seja,
da
violência
 subjetiva
da
qual
se
refere
Zizek,
mais
evidente
por
ser
visível
pelas
diversas
formas
de
manifestação
da
 agressividade
 humana.
 Nesse
 trabalho
 procuramos
 entender
 como
 a
 violência
 objetiva
 descrita
 por
 Zizek
se
manifesta
na
estrutura
escolar
e
se
relaciona
à
interação
professor‐aluno.


 
 Palavras‐chave:
violência
simbólica,
violência
objetiva,
violência
subjetiva,
relação
professor‐aluno.




AVALIAÇÃO E SUAS CONSEQÜÊNCIAS SOCIAIS E POLÍTICAS


 A
ESCOLA
QUE
FORMA
E
DEFORMA
 

Taís
Lopes
de
Souza
‐
Estudante
de
Graduação/
UERJ


147


Fruto
 de
 estudos
 em
 realização
 na
 pesquisa
 Performatividade,
 diferença
 e
 desigualdade
 na
 educação
 escolar
 do
 jovem
 adolescente,
 em
 andamento
 no
 Programa
 de
 Pós‐Graduação
 em
 Educação
 da
 UERJ,
 este
artigo
levanta
questões
sobre
os
valores
e
opções
éticas
que
podem
estar
implicados
nas
práticas
 atuais
de
avaliação
padronizada
em
larga
escala.
Dialogando
com
a
relação
input/output
–
o
que
entra
e
 o
 que
 sai
 (resultado)
 ‐
 de
 Lyotard,
 chamo
 atenção
 neste
 artigo
 sobre
 a
 atual
 situação
 da
 Secretaria
 Municipal
 de
 Educação
 do
 Rio
 de
 Janeiro
 por
 ter
 tido
 alto
 índice
 de
 reprovação,
 o
 que
 é
 considerado
 negativo
por
contribuir
com
a
evasão
escolar.
Visto
que
o
output
(resultado)
desejado
não
é
o
da
evasão
 escolar,
mas
da
universalização
do
saber,
o(s)
input(s)
será(ao)
revisto(s)
e
possivelmente
alterados.
Isto
 é,
se
o
output
desejado
é
o
índice
de
bons
resultados
nos
exames
nacionais,
o
que
fazer
no
input
para
 alcançá‐lo?Será
 o
 novo
 input
 a
 exclusão
 dos
 alunos
 que
 não
 colaborarão
 para
 os
 bons
 resultados
 nos
 exames
 nacionais,
 colocando
 assim
 os
 considerados
 bons
 alunos
 em
 evidência
 pela
 capacidade?
 Partindo
 da
 concepção
 de
 valores
 do
 doutor
 em
 Psicologia
 Miguel
 Zabalza,
 na
 qual
 os
 valores
 são
 aprendidos
nas
interações
sociais
e
práticas
cotidianas
que
vivenciamos,
quais
valores
e
opções
éticas,
 os
estudantes
da
rede
municipal
do
Rio
de
Janeiro
reproduzirão?
 
 Palavras‐chave:
Valores,
formação,
padronização,
input/output.



 A
EXPERIÊNCIA
DO
PROEJA
NA
REDE
FEDERAL
DE
ENSINO:
AVALIAÇÃO
E
REFLEXÕES
SOBRE
A
 QUALIDADE
DA
POLÍTICA
PÚBLICA
VOLTADA
À
EDUCAÇÃO
DE
JOVENS
E
ADULTOS
 

Aline
Cristina
de
Lima
Dantas
‐
Pesquisador(a)
do
Ensino
Superior/IFRJ



O
Programa
Nacional
de
Integração
da
Educação
Profissional
com
a
Educação
Básica
na
Modalidade
de
 Educação
de
Jovens
e
Adultos
(PROEJA)
é
uma
política
pública
de
escolarização
e
formação
profissional,
 organizada
 pelo
 governo
 federal,
 em
 parceria
 com
 especialistas
 das
 áreas
 envolvidas
 e
 professores/dirigentes
 dos
 antigos
 CEFETs.
 Com
 seis
 anos
 de
 implantação,
 a
 experiência
 nas
 redes
 federal,
estaduais
e
municipais
de
ensino
acumula
avanços
e
impasses.
A
investigação
em
curso
objetiva
 avaliar
 a
 experiência
 de
 implantação,
 atendimento
 e
 continuidade
 do
 PROEJA
 em
 uma
 Instituição
 Federal
de
Ensino
—
entidade
em
que
os
CEFETs,
em
maioria,
foram
transformados
—
utilizando,
como
 metodologia
 de
 pesquisa,
 o
 estudo
 de
 caso.
 O
 foco
 da
 avaliação
 situa‐se
 sobre
 práticas
 pedagógicas
 realizadas
 com
 sujeitos
 jovens
 e
 adultos
 matriculados
 no
 Programa,
 e
 em
 indicadores
 como
 acesso,
 permanência
 e
 sucesso
 escolar,
 objetivando
 aferir
 a
 qualidade
 da
 oferta
 pública
 do
 PROEJA.
 Para
 fundamentar
 a
 discussão,
 apoio‐me
 em
 estudos
 de
 Moura
 (2009),
 Paiva
 (2009),
 Machado
 (2009)
 e
 Oliveira
 (2011),
 cujos
 enfoques
 se
 têm
 pautado
 na
 relação
 entre
 sentidos
 da
 educação
 profissional
 e
 escolarização
para
sujeitos
da
EJA,
constituídos
pela
concepção
de
currículo
integrado;
assim
como
na
 avaliação
da
política
pública
que
o
Programa
representa,
pela
perspectiva
da
qualidade
e
da
garantia
do
 direito
à
educação
para
todos,
independentemente
da
idade.
 
 Palavras‐chave:
Proeja,
educação
de
jovens
e
adultos,
avaliação
de
política
pública,
qualidade
na
EJA.



 


AS
AVALIAÇÕES
EXTERNAS
E
O
COTIDIANO
EM
SALA
DE
AULA
 

Daniely
Moreira
Vieira
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/UNIRIO
 Marcela
Soares
Campos
Braga



O
presente
texto
é
resultado
de
duas
pesquisas
realizadas
no
âmbito
do
Grupo
de
Estudos
e
Pesquisa
 em
Avaliação
e
Currículo,
que
discutem
a
avaliação
das
aprendizagens,
no
Ensino
Fundamental
da
escola
 pública,
 no
 cenário
 das
 avaliações
 externas.
 Para
 a
 realização
 dessas
 investigações
 estão
 sendo
 estudados
documentos
da
política
atual
e
realizados
trabalhos
de
campo
em
escolas
públicas
situadas
 no
Estado
Rio
de
Janeiro.
A
metodologia
de
trabalho
baseia‐se
em
estudos
de
caso,
revisão
bibliográfica,
 observação
sistemática,
entrevistas
e
análise
de
documentos.
Este
artigo
traz
as
primeiras
análises
das
 observações
realizadas.
Parte‐se
do
entendimento
de
que
esses
tempos‐espaços
estão
atravessados
por
 práticas
 e
 concepções
 contraditórias,
 uma
 vez
 que
 atualmente,
 e
 cada
 vez
 mais,
 avaliações
 de
 larga
 escala
e
processos
de
avaliação
formativa
têm
dividido
e
disputado
o
mesmo
espaço
na
sala
de
aula.
O
 trabalho
 dedica‐se
 à
 discussão
 das
 políticas
 de
 avaliação
 externa
 e
 suas
 interferências
 na
 prática
 pedagógica,
pontuando
as
possibilidades
das
práticas
de
autoavaliação,
numa
perspectiva
formativa,
ao


148


dar
 voz
 e
 autonomia
 aos
 estudantes
 e
 professores,
 tornando‐os
 atores
 no
 processo
 de
 avaliar.
 Este
 trabalho,
 portanto,
 tem
 a
 intenção
 de
 provocar
 uma
 reflexão
 acerca
 da
 problemática
 da
 avaliação
 no
 cotidiano
 escolar,
 apontando
 para
 algumas
 hipóteses
 acerca
 das
 influências
 de
 uma
 lógica
 (das
 avaliações
 externas)
 em
 relação
 à
 outra
 (de
 uma
 avaliação
 formativa),
 repensando
 os
 rumos
 da
 avaliação
escolar
e
os
papeis
a
serem
desempenhados
por
todos
os
sujeitos
implicados
nessa
dinâmica.
 Essa
problematização
destaca
a
importância
do
diálogo
entre
alunos
e
professores
e
participação
ativa
 de
ambos
nos
processos
de
avaliação.
 
 Palavras‐chave:
avaliação,
exames
externos,
avaliação
formativa,
autonomia.



 AVALIAÇÃO,
CRISE
INSTITUCIONAL
E
RELAÇÕES
DE
PODER
NA
UNIVERSIDADE

 
 
Ricardo
Miguel
da
Conceição
Pina
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UERJ
/
FFP
 




A
universidade
é
uma
instituição
historicamente
integrada
em
relações
de
poder
cujas
várias
mutações
 temporais
se
perpetuam
até
a
atualidade.
O
professor
universitário
é
uma
figura
central
na
articulação
 dessas
relações,
detentor
máximo
do
poder‐saber,
da
autoridade
da
pesquisa
científica
e
tutor
das
elites
 acadêmicas.
 Hoje,
 a
 universidade
 e
 a
 docência
 superior
 atravessam
 importantes
 desafios,
 um
 deles
 a
 crise
institucional
como
definida
e
desenvolvida
por
Boaventura
da
Sousa
Santos.
Nesta
crise,
o
valor
em
 causa
 é
 a
 autonomia
 universitária
 e
 sua
 submissão
 a
 critérios
 de
 produtividade,
 controle
 externo
 e
 financiamento
 restrito.
 Apesar
 da
 tendência
 de
 reduzir
 a
 crise
 institucional
 a
 critérios
 tecnocráticos,
 a
 questão
 que
 ela
 enfrenta
 é
 essencialmente
 política.
 A
 universidade
 só
 pode
 resolver
 sua
 crise
 institucional
 se
 decidir
 enfrentar
 a
 exigência
 da
 avaliação
 e,
 para
 ter
 sucesso,
 ela
 tem
 de
 procurar
 coligações
políticas
que
fortaleçam
sua
posição
na
negociação
dos
termos
da
avaliação,
começando
pelo
 estabelecimento
 de
 uma
 força
 interior
 que
 precede
 e
 forma
 sua
 força
 exterior.
 Neste
 cenário,
 a
 ”sociedade
de
classes”
que
a
universidade
tem
sido
tradicionalmente
não
facilita
a
constituição
de
uma
 comunidade
universitária,
certamente
a
várias
vozes,
cuja
pré‐condição
é
a
sua
democratização
interna.
 Segundo
Bourdieu
a
universidade
é,
como
todo
o
campo,
o
lugar
de
uma
luta
que
serve
para
determinar
 as
 condições
 e
 os
 critérios
 de
 pertencimento
 e
 de
 hierarquia
 legítimos
 que
 asseguram
 os
 benefícios
 desse
 campo.
 O
 campo
 universitário
 reproduz
 na
 sua
 estrutura
 o
 campo
 do
 poder
 por
 meio
 de
 uma
 lógica
própria
de
seleção
e
inculcação
que
contribui
para
a
reprodução
da
estrutura,
onde
os
agentes
se
 servem
 de
 um
 capital
 específico
 e
 trabalham
 para
 modificar
 as
 leis
 de
 formação
 dos
 preços
 característicos
 do
 mercado
 universitário,
 para
 aumentar
 suas
 chances
 de
 lucro
 e
 sucesso
 e
 determinação
de
sua
verdade
e
seu
valor,
isto
é,
de
sua
vida
e
suas
mortes
simbólicas.
 
 Palavras‐chave:
crise
institucional,
autonomia
universitária,
poder,
democratização.



 AVALIAÇÃO
E
APRENDIZAGEM
EM
ARTES
NO
CONTEXTO
ESCOLAR
NA
SME
DO
RIO
DE
 JANEIRO:
PRÁTICAS
E
CONCEPÇÕES
FRENTE
À
ATUAL
POLÍTICA
EDUCACIONAL
 
 
Juliana
Damiani
de
Carvalho
‐
Estudante
de
Graduação/
UNIRIO
 

O
presente
trabalho
propõe
uma
reflexão
acerca
da
questão
da
avaliação
e
aprendizagem
no
campo
das
 artes,
e
convergências
e
divergências
com
práticas
e
concepções
presentes
nas
políticas
avaliativas
da
 SME‐RJ.
A
partir
de
um
breve
levantamento
acerca
das
principais
concepções
nos
campos
de
avaliação
 educacional,
ensino
e
avaliação
em
artes
e
a
política
educacional
da
SME,
pretende
confrontar
e
discutir
 práticas
 avaliativas
 no
 ensino
 da
 educação
 artística
 frente
 a
 um
 modelo
 adotado
 pela
 secretaria
 que
 atualmente
 enfatiza
 avaliações
 de
 larga
 escala,
 resultados
 em
 matérias‐chave
 como
 Português
 e
 Matemática,
e
eficiência;
de
que
maneira
esta
postura
da
secretaria
influi
e
se
coloca
em
conflito
com
as
 práticas
 de
 professores
 de
 artes?
 Quais
 outras
 práticas
 possíveis
 se
 apresentam,
 junto
 a
 novos
 pensamentos
que
se
configuram
no
ensino
das
artes?
Esta
apresentação
traz
um
questionamento:
em
 que
aspectos
 esta
avaliação
 diferenciada
 encontra
espaço
dentro
de
 um
 cotidiano
 escolar
 imbuído
 de
 uma
 herança
 de
 avaliação
 como
 sinônimo
 de
 resultado,
 não
 processo?
 A
 pesquisa
 se
 justifica
 pelo
 constante
 e
 oportuno
 espaço
 que
 o
 campo
 das
 artes
 vem
 conquistando
 no
 contexto
 educacional.
 Passando
a
se
constituir
como
matéria
fundamental
na
formação
do
sujeito,
que
não
apenas
passa
pelo
 aprendizado
 das
 ciências
 “duras”
 e
 “humanas”
 hegemônicas;
 desta
 forma,
 torna‐se
 fundamental


149


compreender
 sobre
 que
 ótica
 este
 fenômeno
 é
 compreendido
 e
 quais
 são
 os
 pressupostos
 que
 se
 encontram
inseridos
na
avaliação
do
aprendizado
em
artes.
 
 Palavras‐chave:
educação,
avaliação,
educação
artística,
artes.



 AVALIAÇÃO
EM
CRECHES
DA
CIDADE
DO
RIO
DE
JANEIRO:
MEDIDAS
PARA
INFÂNCIA?
 




Ana
Cristina
Corrêa
Fernandes



Este
 artigo
 resulta
 de
 inquietações
 fomentadas
 por
 experiências
 investigativas,
 em
 creches
 públicas
 cariocas.
A
avaliação
de
crianças
pequenas
e
a
formação
de
professores
é
aqui
problematizada
quando
 postas
 em
 diálogo
 com
 da
 Lei
 de
 Diretrizes
 e
 Bases
 da
 Educação
 nº
 9394
 de
 1996
 que
 aponta
 a
 dimensão
contínua
e
não
classificatória
da
avaliação
na
educação
infantil
e
a
necessidade
de
qualificar
e
 habilitar
 profissionais
 que
 atuam
 com
 crianças
 pequenas.
 Tensiona‐se
 a
 discussão
 trazendo
 para
 o
 debate
um
documento
apresentado
como
modelo
de
avaliação
às
creches
e
pré
escolas
da
SMERJ
o
ASQ
 SE
‐Ages
&Stages
Questionnaires
Social
Emotional.
É
possível
realizar
uma
avaliação
em
larga
escala
de
 crianças?
 A
 investigação
 dialoga
 com
 concepções
 de
 conhecimentos
 e
 práticas
 docentes
 em
 torno
 da
 avaliação,
 onde
 a
 criança
 singular
 se
 contrapõe,
 no
 cotidiano,
 à
 criança
 universal
 apresentada
 nos
 questionários.
A
avaliação,
como
prática
de
investigação
(
Esteban,2010),
embasa
o
estudo
uma
vez
que
 reitera
o
compromisso
com
uma
instituição
educacional
pública
menos
excludente
e
mais
democrática
 com
as
crianças
das
classes
populares.
O
texto
finaliza
reconhecendo
os
desafios
em
vivenciar
práticas
 avaliativas
 condizentes
 com
 as
 necessidades
 infantis
 e
 assume
 a
 importância
 do
 favorecimento
 de
 investigações,onde
 o
 empoderamento
 das
 práticas
 de
 avaliação
 ,
 no
 âmbito
 da
 pedagogia
 ,é
 de
 fundamental
 importância
 como
 metodologia
 no
 processo
 de
 formação
 de
 professores.Ainda
 que
 provisórias,
as
conclusões
deste
trabalho
investigativo
indicam
alguns
desafios
a
serem
superados,
tanto
 em
 relação
 à
 formação
 do
 futuro
 professor,
 quanto
 da
 construção
 de
 práticas
 de
 avaliação
 que
 contemplem
 crianças
 pequenas
 em
 suas
 singularidades
 e
 que
 ousam
 romper
 com
 as
 que
 estão
 ancoradas
no
paradigma
da
homogeneidade
.
 
 Palavras‐chave:
avaliação
na
educação
infantil,
desenvolvimento
infantil,
formação
de
professores,
Ages
 &Stages
Questionnaires
‐3(ASQ‐3).



 AVALIAÇÃO
EM
SETE
EPISÓDIOS
–
REFLEXÕES
SOBRE
NARRATIVAS
DA
MEMÓRIA
COTIDIANA
 


Hélida
Gmeiner
Matta
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/SME‐São
Gonçalo
/
FME‐Niteroi
 
 Esse
 texto,
 escrito
 sob
 a
 forma
 de
 crônica,
 é
 parte
 de
 minha
 pesquisa
 de
 mestrado.
 São
 narrativas
 acerca
 de
 situações
 envolvendo
 a
 avaliação
 que
 transbordam
 a
 complexidade
 do
 cotidiano.
 As
 experiências
que
ora
são
reveladas
permitem
contextualizar
um
período
histórico,
sob
a
perspectiva
da
 memória
 cotidiana,
 revelando
 concepções,
 práticas
 e
 contextos
 de
 avaliação
 que
 fornecem
 pistas
 significativas
 dos
 desdobramentos
 contemporâneos,
 não
 só
 da
 avaliação
 escolar,
 mas
 também
 da
 própria
 Educação.
 Entre
 risadas
 e
 perplexidade,
 um
 grupo
 de
 professoras
 narrou
 lembranças
 sobre
 o
 tema
 avaliação.
 Compiladas
 nesse
 texto,
 são
 histórias
 do
 cotidiano
 de
 cada
 uma
 de
 nós.
 Todas
 foram
 contadas
 como
 sendo
 verdadeiras.
 Algumas
 eu
 quase
 garanto
 que
 sejam
 por
 tê‐las
 vivido
 (quase,
 porque
sei
que
a
memória
costuma
fazer
recortes,
seleções
e,
por
vezes,
recorre
à
imaginação).
Alguns
 autores
 me
 ajudaram
 a
 entender
 e
 aceitar
 que
 a
 memória
 é
 idealizada,
 sempre.
 O
 que
 importa,
 para
 mim,
 nesse
 momento,
 então,
 mais
 do
 que
 a
 certeza
 da
 veracidade
 é
 a
 reflexão
 que
 essas
 histórias
 possibilitam.
 As
 histórias
 mais
 marcantes
 que
 povoam
 nossa
 memória
 estão
 repletas
 de
 referências
 a
 provas,
testes,
questionários,
notas
e
conceitos.
Percebo
que
essa
tendência
resulta
da
dicotomia
entre
 avaliação
e
currículo
que
marcou
algumas
políticas
e
práticas
características
de
um
período
histórico,
ao
 qual
 boa
 parte
 das
 envolvidas
 na
 conversa
 pertence.
 Nosso
 imaginário
 está
 repleto
 do
 paradigma
 da
 avaliação
 como
 aferição.
 Essas
 constatações,
 no
 mínimo,
 indiciam
 algumas
 razões
 para
 os
 graves
 problemas
por
que
passa
a
educação
que
hoje
tentamos
compreender
para
transformar.
Mas
indiciam,
 também,
 alguns
 argumentos
 aos
 quais
 recorrem,
 hoje,
 aqueles
 que
 insistem
 em
 perpetuar
 o
 binômio
 avaliação/aferição.
 Entre
 os
 autores
 com
 os
 quais
 dialogo
 nessa
 pesquisa,
 destaco
 Benjamin,
 Certeau,
 Esteban,
Freire,
Ginzburg,
Morin,
Pollak
e
Sgarbi.


150



 Palavras‐chave:
avaliação,
cotidiano,
memória,
narrativa.






 AVALIAÇÃO
EMANCIPATÓRIA:
DESAFIOS
COTIDIANOS
 



Maria
Teresa
Esteban
‐
Professor
do
Ensino
Superior/
UFF
 
Virgínia
Cecília
da
Rocha
Louzada
Launé
 Dayana
Santos
Padilha
 
Heloísa
Josiele
Santos
Carreiro
 
Camila
Avelino
Cardoso
 
Joceli
de
Souza
Cruz
Figueiredo
 Fátima
Rodrigues
Burzaff



O
 grupo
 de
 pesquisa
 investiga
 relações
 de
 aprendizagemensino
 mais
 favoráveis
 à
 aprendizagem
 das
 crianças,
 especialmente
 as
 das
 classes
 populares.
 Desenvolvendo
 pesquisa
 com
 o
 cotidiano
 escolar,
 pretendemos
 contribuir
 com
 a
 produção
 de
 uma
 escola
 mais
 democrática
 e
 popular
 articulada
 aos
 processos
 sociais
 de
 emancipação.
 Temos
 percebido
 em
 nossos
 estudos
 ser
 possível
 a
 atribuição
 de
 diferentes
 sentidos
 à
 avaliação
 da
 aprendizagem
 nesse
 cotidiano,
 embora
 comumente
 se
 articule
 à
 naturalização
 da
 diferença
 entre
 sujeitos
 e
 saberes.
 Interessa‐nos
 investigar
 modos
 outros
 de
 incorporação
da
diferença
à
avaliação,
mesmo
considerando
que
a
diferença
tem
legitimado
a
seleção
e
 a
exclusão
dos
sujeitos,
conhecimentos
e
culturas
através
do
discurso
científico
moderno,
utilizado
para
 justificar
a
desigualdade.
Pensar
a
escola
exige
reflexão
sobre
as
relações
não
escolares
que
também
a
 constituem.
 O
 processo
 de
 democratização
do
 acesso
à
escola
 pública
 motiva
 discussões
 em
 torno
 da
 qualidade
 da
 educação,
 muitas
 vezes
 referenciada
 nos
 altos
 índices
 de
 fracasso
 escolar.
 A
 discussão
 sobre
a
articulação
entre
os
resultados
escolares
e
a
(in)visibilização
dos
conhecimentos
e
culturas
como
 parte
da
produção
das
relações
de
opressão
e
dominação
que
justificam
a
subalternidade
se
evidencia
 como
 relevante
 especialmente
 quando
 observamos
 constante
 responsabilização
 de
 crianças
 e
 professores(as)
 pelas
 supostas
 “dificuldades
 de
 aprendizagem”.
 Neste
 contexto,
 pretendemos
 questionar
os
sentidos
que
qualidade
adquire,
partindo
de
experiências
no
cotidiano
escolar,
incluindo
 suas
relações
com
as
políticas
públicas
avaliativas
atuais.
Os
cinco
trabalhos
trazem
diferentes
vertentes,
 que
se
articulam
à
discussão
da
avaliação
numa
perspectiva
emancipatória
e
pretendem
contribuir
para
 (re)pensar
a
avaliação
da
aprendizagem
incluindo
perspectivas
que
a
Educação
Popular
nos
indica,
para
 ampliar
nossas
possibilidades
de
entender
a
complexidade
que
constitui
o
cotidiano
escolar.
 
 Palavras‐chave:
avaliação,
cotidiano
escolar,
desafios,
emancipação.



 AVALIAÇÕES
EXTERNAS
E
OS
SEUS
IMPACTOS
NA
ESCOLA:
INTERSTÍCIOS
ENTRE
“O
QUE
SE
 DIZ”
E
“O
QUE
SE
FAZ”

 


 
Ivanildo
Amaro
de
Araújo
 Maria
Océlia
Motta

 Regina
Lúcia
Mucy
de
Oliveira



Propomos
 este
 painel
 com
 o
 objetivo
 de
 desconstruir
 um
 discurso
 que
 tem
 se
 tornado
 hegemônico
 e
 que
 envolve
 a
 avaliação
 da
 escola:
 a
 idéia
 de
 que
 são
 necessárias
 para
 averiguar
 a
 “qualidade”
 da
 educação
e
para
subsidiar
políticas
públicas.
Trazemos
à
tona
alguns
problemas
decorrentes
dos
efeitos
 produzidos
pelas
avaliações
externas
no
interior
da
escola
e
das
salas
de
aula.
Nosso
recorte
insere‐se
 no
 contexto
 dos
 anos
 iniciais
 do
 Ensino
 Fundamental,
 partindo
 do
 pressuposto
 de
 que
 as
 políticas
 de
 avaliação
em
larga
escala
no
Brasil,
desde
1993,
com
a
implantação
do
SAEB,
têm
promovido
impactos
 visíveis
 e
 reconfigurando
 significados
 na
 organização
 das
 redes
 de
 ensino,
 do
 trabalho
 escolar
 e
 do
 trabalho
 docente.
 Têm
 produzido,
 também,
 efeitos
 concretos
 com
 características
 neotecnicistas,
 performativas,
 gerencialistas,
 de
 controle
 e
 monitoramento
 do
 currículo.
 Os
 dados
 analisados
 foram
 colhidos
 em
 entrevistas
 com
 diretores
 de
 escola,
 orientadoras
 pedagógicas
 e
 professores
 dos
 anos
 iniciais.
Foram
realizadas,
ainda,
observações
em
turmas
de
5º
ano,
ao
longo
dos
anos
de
2010
e
2011.
 O
texto
“Avaliações
externas:
tensões
e
efeitos
da
Prova
Brasil
na
organização
do
trabalho
pedagógico


151


na
sala
de
aula”
focaliza
os
efeitos
dos
resultados
da
Prova
Brasil
no
trabalho
da
sala
de
aula.
O
segundo
 texto,
“Provinha
Brasil:
limites
e
possibilidades
para
o
trabalho
pedagógico
na
alfabetização,
apresenta
 análises
 de
 pesquisa
 cujos
 os
 objetivos
 eram
 investigar
 e
 analisar
 como
 a
 Provinha
 Brasil
 e
 seus
 resultados
têm
sido
utilizados
no
processo
de
organização
do
trabalho
pedagógico
na
alfabetização.
O
 texto
final,
“Provinha
Brasil:
um
instrumento
a
favor
dos
alunos
e
professores
ou
apenas
uma
avaliação
 a
 mais?”,
 focaliza
 análise
 de
 entrevistas
 feitas
 com
 Orientadoras
 Pedagógicas
 de
 Nova
 Iguaçu,
 procurando
 compreender
 como
 este
 instrumento
 vem
 orientando
 o
 trabalho
 desenvolvido
 por
 estas
 profissionais
no
direcionamento
do
trabalho
pedagógico
nas
turmas
de
alfabetização.



Palavras‐chave:
prova
Brasil,
provinha
Brasil,
performatividade,
neotecnicismo.



 AVALIANDO
A
OFERTA
DE
EDUCAÇÃO
DE
JOVENS
E
ADULTOS
NO
HORÁRIO
DIURNO
DA
REDE
 PÚBLICA


 


Andréia
Cristina
da
Silva
Soares
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/UERJ



O
 presente
 trabalho,
 parte
 integrante
 de
 meu
 projeto
 de
 pesquisa,
 busca
 refletir
 sobre
 a
 oferta
 de
 educação
de
jovens
e
adultos
(EJA)
desenvolvida
em
duas
escolas,
no
horário
diurno
na
rede
municipal
 do
Rio
de
Janeiro.
Muito
se
tem
discutido
sobre
a
questão
da
chegada
de
jovens
cada
vez
mais
jovens
ao
 horário
 noturno
 gerando
 um
 processo
 de
 juvenilização
 da
 EJA
 e,
 não
 obstante,
 desafios,
 conflitos
 de
 geração
e
toda
a
gama
de
complexidade
que
esta
fase
da
vida
abarca.
Paralelamente
a
essa
discussão,
 cada
 vez
 se
 faz
 mais
 presente
 em
 acordos
 e
 documentos
 legais
 a
 perspectiva
 do
 direito
 à
 educação
 garantido
 a
 todos
 e,
 como
 apontado
 na
 LDBEN
 n.
 9.394,
 levando‐se
 em
 conta
 “necessidades”
 e
 “carcterísticas”
 desse
 público.
 Diante
 dessa
 realidade,
 proponho
 um
 olhar
 investigativo
 sobre
 práticas
 de
 EJA
 que
 vêm
 ocorrendo
 no
 turno
 diurno,
 em
 busca
 de
 algumas
 compreensões:
 será
 esta
 forma
 de
 oferta
 um
 movimento
 para
 conter
 a
 juvenilização,
 deixando
 jovens
 fora
 do
 noturno
 e,
 assim,
 minimizando
questões
e
polêmicas
discutidas
no
campo?
A
oferta
se
dá
pelo
dever
de
garantir
o
direito,
 o
 que
 por
 esta
 forma
 pode
 favorecer
 mães
 de
 família
 que
 não
 podem
 se
 ausentar
 do
 lar
 à
 noite;
 trabalhadores
 noturnos
 e
 tantos
 outros
 cidadãos
 que
 necessitam
 de
 horário
 diurno
 para
 retornar
 à
 escola,
 abrindo
 opções
 que
 propiciem
 o
 aprender
 por
 toda
 a
 vida.
 Identificar/avaliar
 esses
 espaços,
 práticas
pedagógicas,
movimentos
presentes,
assim
como
o
perfil
desses
alunos
se
impõe
como
objeto
 de
 estudo
 a
 ser
 investigado,
 possibilitando
 conhecimento
 de
 uma
 realidade
 que
 poderá
 alargar
 concepções
 sobre
 desejos,
 expectativas
 e
 necessidades
 dos
 sujeitos,
 propiciando
 respostas
 e
 ofertas
 mais
efetivas
do
poder
público,
com
base
em
demandas
concretas.
 
 Palavras‐chave:
EJA,
ensino
diurno,
práticas
pedagógicas,
perfil
de
jovens
e
adultos.



 CENTRO
DE
ESTUDOS
DE
JOVENS
E
ADULTOS.
O
QUE
É
QUALIDADE
NA
EDUCAÇÃO
DE
JOVENS
 E
ADULTOS?
 

Luciana
Bandeira
Barcelos
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UERJ


O
 presente
 trabalho
 tem
 por
 objetivo
 discutir
 pesquisa
 em
 andamento,
 sobre
 atendimento
 e
 relação
 com
a
qualidade
de
ensino
ofertado
a
jovens
e
adultos
em
um
Centro
de
Estudos
de
Jovens
e
Adultos
 (CEJA).
 A
 educação,
 entendida
 desde
 a
 Declaração
 de
 Direitos
 Humanos
 como
 direito
 fundamental
 da
 pessoa
 humana,
 tornou‐se
 condição
 essencial
 para
 a
 vida
 nas
 sociedades
 contemporâneas.
 Em
 se
 tratando
de
EJA,
a
garantia
desse
direito
envolve
o
respeito
às
especificidades
do
público,
entendendo‐a
 como
um
modo
de
atendimento
—
denominado
modalidade
—,
o
que
nem
sempre
políticas
e
formas
 de
 oferta
 respeitaram
 e
 tomaram
 como
 princípio
 educacional.
 A
 pesquisa
 vale‐se
 de
 indicadores
 de
 qualidade
definidos
com
base
em
diversas
contribuições
teóricas,
buscando
verificar
se
as
tentativas
de
 superação
 do
 modelo
 tradicional
 de
 ensino
 instituído
 no
 CEJA
 contribuíram
 para
 a
 melhoria
 da
 qualidade
 de
 ensino,
 o
 que
 vem
 sendo
 feito
 relacionando
 concepções
 vigentes
 na
 EJA
 e
 práticas
 instituintes
diversificadas
de
atendimento
a
jovens
e
adultos,
nesse
espaço.
Ao
tempo
em
que
políticas
 nacionais
 para
 a
 EJA
 tomaram
 vigor
 e
 passaram
 a
 constituir
 dever
 do
 Estado
 em
 defesa
 do
 direito
 à
 educação,
 analisar
 a
 proposta
 deste
 CEJA,
 como
 um
 estudo
 de
 caso,
 significa
 mergulhar
 em
 profundidade
na
compreensão
do
seu
fazer.
O
mergulho
implicará
avaliação
de
práticas,
de
ocorrências


152


cotidianas
e
resultados,
categorizados
em
indicadores
definidos,
que
revelem
indícios
de
qualidade
no
 atendimento.
 
 Palavras‐chave:
educação
de
jovens
e
adultos,
qualidade
na
EJA,
Centro
de
Estudos
de
Jovens
e
Adultos,
 direito
à
educação.



 
 JOVENS
NA
EDUCAÇÃO
DE
JOVENS
E
ADULTOS:
AVALIANDO
A
ESCOLARIZAÇÃO
EM
FRACASSO
 E
SUAS
POSSIBILIDADES
DE
SUPERAÇÃO
 

Quezia
Vila
Flor
Furtado
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UFPB
/
UFCG
 
 Este
 artigo
 apresenta
 parte
 de
 uma
 pesquisa
 desenvolvida
 no
 Programa
 de
 Pós‐Graduação
 em
 Educação,
da
Universidade
Federal
da
Paraíba,
no
qual
tivemos
como
objetivos:
identificar
as
situações
 de
 fracasso
 na
 escola
 da
 infância,
 vivenciadas
 pelos/as
 jovens
 que
 estudam
 nas
 séries
 iniciais
 da
 Educação
 de
 Jovens
 e
 Adultos
 (EJA),
 partindo
 do
 reconhecimento
 de
 que
 a
 presença
 destes/as,
 nesta
 modalidade,
é
resultado
do
insucesso
escolar
quando
ainda
eram
crianças
e
verificar
as
possibilidades
 de
superação
para
um
processo
já
dado
como
fracassado.
Escolhemos
como
fonte
de
dados
a
entrevista
 de
 10
 jovens
 estudantes
 do
 Ciclo
 I
 e
 II,
 de
 escolas
 pertencentes
 à
 rede
 municipal
 de
 ensino
 de
 João
 Pessoa/PB.
 Tomamos
 como
 referencial
 teórico
 os
 estudos
 de
 Bernard
 Charlot,
 La
 Taille,
 Aquino,
 Bzuneck,
 Carrano,
 Andrade
 e
 Freire.
 A
 análise
 do
 material
 produzido
 e
 em
 avaliação
 a
 este
 processo,
 vislumbramos
 aspectos
 que
 se
 apresentam
 como
 eixos
 de
 possibilidade
 para
 superação
 do
 fracasso
 escolar,
 apresentando‐se
 em:
 atividades
 didático‐pedagógicas
 que
 sejam
 comprometidas
 com
 o
 saber
 dos/as
 educandos/as;
 permanência
 dos/as
 jovens
 em
 sua
 “segunda
 chance”
 e
 possibilidades
 de
 convivência
entre
os/as
jovens
e
os/as
adultos/as.
Eixos
estes,
que
possam
contribuir
com
a
reversão
do
 insucesso
escolar.



Palavras‐chave:
escola
da
infância,
Jovens,
fracasso
escolar,
superação.



 LIMITES
E
INCONGRUÊNCIAS
DO
ATUAL
MODELO
DE
AVALIAÇÃO
DO
ENSINO
SUPERIOR
 BRASILEIRO


 Os
processos
oficiais
instituídos
para
regular
e
avaliar
o
ensino
superior,
com
destaque
para
o
SINAES,
 têm‐se
mostrado
inócuos
e
pouco
eficazes
para
dar
conta
da
nova
configuração
deste
segmento,
hoje,
 dominado
 pelo
 setor
 privado.
 A
 preocupação
 governamental,
 bem
 como
 das
 próprias
 IES,
 tem
 se
 limitado
à
obtenção
de
notas
que
as
classificam
entre
os
extremos
da
insuficiência
e
da
excelência,
ante
 a
pouca
consideração
dada
à
dimensão
formativa
e
pedagógica
do
processo
avaliativo.
O
ranqueamento
 das
 IES
 é
 um
 dos
 sinais
 mais
 evidentes
 da
 lógica
 produtivista
 e
 quantitativa
 destas
 avaliações.
 Os
 resultados
 logrados
 condicionam
 o
 (re)credenciamento
 e
 expansão
 das
 IES
 e
 cooperam
 para
 as
 distorções
 da
 realidade
 educacional
 brasileira.
 Um
 dos
 indícios
 mais
 perversos
 da
 impropriedade
 dos
 processos
de
avaliação
vigentes
é
a
fraude
e
a
burla
das
normas
perpetrada
pelas
IES
avaliadas,
sob
a
 complacência
de
quem
deveria
zelar
pela
probidade
da
avaliação.
Não
é
leviano
afirmar
que,
hoje,
as
IES
 desenvolveram
 verdadeiro
 know
 how
 para
 manejar
 os
 instrumentos
 do
 MEC,
 bem
 como
 receber
 comissões
 de
 avaliadores
 e
 obterem
 sucesso.
 As
 diretrizes
 dessa
 política
 regulatória
 não
 alcançam
 as
 ações
desempenhadas
pelas
entidades
mantenedoras
de
IES
ou,
ainda,
pelas
holdings
que
passaram
a
 controlar
 diversas
 mantenedoras
 sob
 uma
 mesma
 orientação
 corporativa,
 a
 partir
 de
 critérios
 econômico‐financeiros.
 A
 consequência
 é
 o
 enfraquecimento
 da
 autonomia
 das
 IES,
 uma
 vez
 que
 as
 estruturas
internas
de
poder
decisório
são
esvaziadas,
tais
como
as
reitorias,
os
conselhos
superiores
e
 demais
colegiados,
transformados
em
órgãos
meramente
cartoriais.
Conclui‐se
que,
de
um
lado,
há
que
 se
 dar
 conta
 da
 macrorregulação
 do
 sistema,
 desenvolvendo
 meios
 adequados
 para
 avaliar
 e
 regular,
 não
 apenas
 as
 IES
 e
 suas
 mantenedoras,
 mas
 também
 as
 corporações
 empresariais
 que
 detêm
 seu
 controle.
De
outro,
sugere‐se
a
instauração
de
um
enfoque
de
avaliação
sob
a
perspectiva
democrática
 e
participativa.
 
 
 
Luiz
Fernando
Conde
Sangenis
‐
Pesquisador(a)
do
Ensino
Superior/
UERJ
/
FFP


153


Palavras‐chave:
ensino
superior,
avaliação
institucional,
regulação,
avaliação
participativa.



 O
CONHECIMENTO
ESCOLAR
E
A
CULTURA
DA
AVALIAÇÃO
EM
DEBATE
NA
CIDADE
DO
RIO
DE
 JANEIRO
 



Elaine
Constant



No
cenário
educacional
da
cidade
do
Rio
de
Janeiro,
vem
ocorrendo
um
processo
de
deslocamento
do
 eixo
de
preocupação
voltado
prioritariamente
á
avaliação
relacionada
ao
ensino
e
a
aprendizagem
para
 a
 esfera
 das
 avaliações
 institucionais,
 envolvendo
 a
 análise
 dos
 resultados
 advindos
 das
 diversas
 instâncias
de
avaliação,
pelos
diferentes
sistemas
de
ensino
e
políticas
públicas.
Esse
trabalho
objetiva
 mostrar
o
confronto
das
concepções
presentes
na
cultura
docente
sobre
avaliação
da
aprendizagem
em
 quatro
escolas
do
Rio,
sendo
duas
do
ensino
fundamental
e
as
outras
do
ensino
médio,
na
modalidade
 magistério.
Significa
elucidar
como
os
professores
apreendem
as
propostas
de
avaliação,
oriundas
das
 políticas
oficiais
de
âmbito
nacional
e
seu
desdobramento
ao
nível
estadual
e
municipal,
e
uma
crise
na
 identidade
 docente
 diante
 do
 uso
 acentuado
 de
 “provas”
 como
 forma
 de
 melhoria
 na
 “qualidade
 da
 educação”.Essa
transformação
gera
tensões
sobre
as
concepções
de
práticas
avaliativas
tradicionais
e
as
 consideradas
 mais
 democráticas.
 Essas
 práticas,
 consideradas
 diferenciadas
 nos
 modos
 de
 percepção
 sobre
o
uso
dos
instrumentos
avaliativos,
favorecem
um
conflito
para
o
professorado,
visto
que
há
uma
 valorização
 acentuada
 sobre
 o
 uso
 de
 “provas”,
 que
 pode
 gerar
 insegurança
 na
 opção
 de
 uma
 metodologia
docente
mais
adequada
à
prática
docente.
A
metodologia
compreende
uma
investigação
 qualitativa
com
a
combinação
de
técnicas
etnográficas
como
a
observação
participante
e
a
entrevista,
 diário
de
campo,
avaliações
elaboradas
por
professores
e
pelas
instâncias
administrativas
e
documentos
 oficiais.
 Essas
 fontes
 auxiliam
 a
 compreensão
 sobre
 a
 dinâmica
 do
 trabalho
 docente,
 quais
 e
 como
 os
 instrumentos
 de
 avaliação
 são
 utilizados,
 que
 alternativas
 são
 buscadas
 para
 os
 impasses
 na
 prática
 pedagógica
e
qual
o
peso
de
determinadas
concepções
teóricas
e
políticas
estão
presentes
em
algumas
 atividades
docentes.
 
 Palavras‐chave:
conhecimento
escolar,
práticas
de
avaliação
da
aprendizagem,
políticas
públicas.



 OS
RELATÓRIOS
DE
ACOMPANHAMENTO
INDIVIDUAL
DAS
CRIANÇAS
NA
CRECHE
UFF:
UMA
 PERSPECTIVA
DE
AVALIAÇÃO
MEDIADORA
NA
EDUCAÇÃO
INFANTIL


 Raquel
Marina
da
Silva
do
Nascimento
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
UFF



O
presente
trabalho
tem
o
objetivo
de
levantar
questões
a
respeito
da
avaliação
na
educação
infantil.
 Discuto
 de
 maneira
 crítica
 os
 modelos
 hegemônicos
 de
 avaliação
 e
 a
 perspectiva
 de
 uma
 avaliação
 mediadora.
Coloco
os
aspectos
importantes
relacionados
à
educação
infantil
e
ao
desenvolvimento
da
 criança
pequena.
Para
relacionar
os
aspectos
da
teoria
na
prática
analiso
os
relatórios
de
avaliação
das
 crianças
 da
 Creche
 UFF,
 unidade
 de
 educação
 infantil
 da
 Universidade
 Federal
 Fluminense,
 a
 fim
 de
 investigar
 aspectos
 que
 caracterizam
 uma
 avaliação
 mediadora.
 Considerou‐se
 que
 a
 avaliação
 está
 inserida
 no
 projeto
 político
 pedagógico
 da
 escola,
 sendo
 um
 reflexo
 do
 currículo
 e
 da
 concepção
 de
 infância
e
de
educação
infantil
da
instituição.
Uma
avaliação
mediadora
só
é
possível
se
for
calcada
na
 observação
e
no
registro
das
relações
das
crianças
no
espaço
educativo
e
dos
desdobramentos
desta
em
 seu
desenvolvimento.
 
 Palavras‐chave:
avaliação,
educação
Infantil,
creche
UFF,
relatórios
de
avaliação.



 POLIFONIA,
DIALOGICIDADE
E
POLITICIDADE
NA
CONSTRUÇÃO
DE
INDICADORES
DE
 QUALIDADE
PARA
A
EDUCAÇÃO
DE
JOVENS
E
ADULTOS
 




Fátima
Lobato
Fernandes
 Catia
Maria
Souza
de
Vasconcelos
Vianna

 Cristiane
Xaves
Valentim
da
Silva

 Márcia
Gomes
Ferreira

 Elisângela
Bernardes
do
Nascimento



154


William
Rodrigues
Barbosa




O
 debate
 sobre
 qualidade
 da
 educação
 nas
 últimas
 décadas
 vem‐se
 desenvolvendo
 nos
 âmbitos
 nacional
e
internacional.
O
mecanismo
mais
utilizado
para
avaliar
a
qualidade
do
ensino
tem
sido
o
de
 aplicação
 de
 inúmeras
 provas,
 provocando
 comparações
 entre
 sistemas
 de
 ensino,
 bastante
 questionáveis.
 Visando
 a
 melhorar
 o
 desempenho
 das
 redes
 de
 ensino,
 gestores
 criam
 diferentes
 projetos,
 sem
 dialogar
 com
 os
 espaços
 escolares.
 O
 processo
 de
 pesquisa
 aqui
 apresentado,
 na
 contramão
 das
 ações
 instituídas
 para
 avaliação
 da
 qualidade,
 propõe
 metodologia
 que
 parte
 do
 pressuposto
de
que
é
no
curso
da
experiência
que
se
podem
criar
diferentes
saídas
instituintes.
Sendo
 assim,
 a
 práxis
 na
 condução
 da
 investigação
 tem
 possibilitado
 a
 valorização
 de
 diferentes
 vozes
 e
 olhares
 de
 cada
 um
 dos
 partícipes,
 resguardando
 singularidades
 e
 complexidades
 das
 reflexões
 e
 de
 ações
 humanas.
 O
 diálogo
 tem
 sido
 fonte
 inesgotável
 do
 convívio
 no
 grupo.
 O
 desafio
 de
 investigar
 a
 qualidade
 se
 pôs
 na
 formulação
 de
 indicadores
 capazes
 de
 captar
 concepções
 dos
 diferentes
 atores
 envolvidos
 com
 a
 educação
 de
 jovens
 e
 adultos
 (EJA):
 alunos,
 professores,
 gestores
 das
 escolas
 e
 gestores
 das
 secretarias
 de
 educação.
 Indicadores
 são
 elementos
 necessários
 à
 interpretação
 da
 realidade,
e
contribuem
para
a
compreensão
do
cotidiano
da
sala
de
aula
e
da
escola,
assim
como
para
 a
avaliação
de
políticas
públicas.
Não
se
perde
de
vista
que
toda
atividade
humana
é
política,
que
não
há
 neutralidade,
 o
 que
 significa
 assumir
 esses
 indicadores
 impregnados
 de
 sentidos.
 A
 investigação
 em
 desenvolvimento,
com
a
multiplicidade
de
vozes
do
cotidiano
desses
espaços,
deve
dar
o
tom
que
um
 processo
 de
 avaliação
 exige,
 com
 o
 qual
 se
 deverá
 contribuir
 pela
 mediação
 e
 pela
 escrita
 conclusiva
 final
da
pesquisa.
 
 Palavras‐chave:
indicadores
 de
 qualidade,
 educação
 de
 jovens
 e
 adultos,
 avaliação,
 metodologia
 de
 pesquisa.



 POLÍTICA
DE
CONTROLE
PÚBLICO
POR
MEIO
DA
AVALIAÇÃO
E
COTIDIANO
ESCOLAR:
O
QUE
 DIZEM
OS
PROFESSORES?
 
 
Ester
de
Azevedo
Corrêa
Assumpção
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/UNIRIO/GEPAC
 

O
 presente
 trabalho
 apresenta
 resultados
 parciais
 da
 pesquisa
 em
 andamento
 que
 visa
 investigar
 a
 correlação
das
práticas
avaliativas
no
interior
da
escola
com
a
política
de
controle
público
por
meio
da
 avaliação
 realizada
 na
 rede
 de
 Duque
 de
 Caxias.
 A
 institucionalização
 do
 Sistema
 de
 Avaliação
 da
 Educação
Básica
–
SAEB
que
formalizou
a
realização
dos
exames
estandardizados
trouxe
para
além
da
 política,
 impactos
 no
 cotidiano
 escolar
 ao
 legitimar
 um
 conhecimento
 para
 um
 tipo
 de
 avaliação.
 O
 reconhecimento
 do
 direito
 a
 diferença
 (ESTEBAN,2009)
 torna‐se
 silenciado
 em
 nome
 da
 busca
 dos
 padrões
 de
 qualidade
 supostamente
 adquiridos
 por
 meio
 do
 exame
 que
 mensura,
 classifica
 e
 hierarquiza.
Neste
contexto,
o
que
pensam
os
professores
a
respeito
da
inclusão
dos
exames
externos
a
 rotina
 escolar?
 Que
 concepções
 estão
 presentes
 no
 discurso
 de
 professores
 que
 adaptam
 o
 currículo
 tornando‐o
 refém
 dos
 exames?
 A
 possibilidade
 de
 produzir
 uma
 narrativa
 socialmente
 válida
 sobre
 o
 outro
 (ESTEBAN,
 2009)
 está
 presente
 no
 discurso
 dos
 professores
 além
 da
 busca
 por
 reconhecimento
 vinculado
 a
 posições
 nos
 rankings.
 Fomentar
 a
 discussão
 sobre
 o
 que
 dizem
 os
 professores
 e
 que
 concepções
 estão
 presentes
 nestas
 falas
 contribui
 para
 a
 reflexão
 do
 caráter
 reprodutor
 e
 transformador
das
práticas
pedagógicas
cotidianas.
 
 Palavras‐chave:
avaliação,
controle
público,
práticas
docentes,
discurso
docente.



 POR
UMA
QUALIDADE
EDUCATIVA
NA
AVALIAÇÃO
DO
ENSINO


 

Geruza
Cristina
Meirelles
Volpe
 
Rubens
Luiz
Rodrigues

 
 A
Constituição
Federal
de
1988
declarou
o
Ensino
Fundamental
“direito
público
subjetivo”,
podendo
os
 governantes
 serem
 responsabilizados
 juridicamente
 pelo
 seu
 não
 oferecimento
 ou
 por
 sua
 oferta
 irregular.
Como
princípios
estruturantes
considerou
não
apenas
acesso
e
permanência,
mas
também
a
 "garantia
de
padrão
de
qualidade"
(art.
206,
inciso
VII).
Todavia,
tal
princípio
constitucional,
dimensão


155


nevrálgica
 na
 luta
 pelo
 direito
 à
 Educação,
 não
 se
 consubstanciou
 em
 um
 conjunto
 de
 indicadores
 compreensível
 à
 população
 e,
 concomitantemente,
 passível
 de
 exigência
 judicial.
 Mesmo
 entre
 especialistas,
 destaca‐se
 a
 dificuldade
 em
 se
 chegar
 a
 uma
 noção
 do
 que
 seja
 qualidade
 de
 ensino.
 Pretendendo
colaborar
com
o
premente
desafio
de
transformar
o
padrão
de
qualidade
para
todos
em
 parte
 do
 direito
 público
 e
 subjetivo
 à
 educação
 básica,
 o
 presente
 texto
 perscruta
 a
 reflexão
 sobre
 “Educação
 e
 Qualidade”,
 referenciando‐se
 destacadamente
 na
 fundamentação
 explicitada
 por
 Pedro
 Demo
 (1994)
 na
 obra
 de
 título
 homônimo.
 Sublinha‐se
 a
 atividade
 educativa/educacional
 como
 expoente
de
fenômenos
sociais
complexos
em
uma
sociedade
em
constante
mutação;
jogos
de
poder
e
 embates
 de
 interesses;
 fundamentos
 éticos
 e
 políticos.
 Em
 consequência,
 entendemos
 como
 substantivamente
histórico‐antropológica
a
essência
constitutiva
da
qualidade
aqui
delineada.
No
texto,
 exploramos
as
seguintes
temáticas:
qualidade
formal
e
qualidade
política;
da
propedêutica
à
prática
da
 qualidade;
qualidade,
formação
e
trabalho
pedagógico.


 Palavras‐chave:
Educação,
qualidade
formal
e
qualidade
política.




 PRÁTICAS
AVALIATIVAS
EM
EDUCAÇÃO
FÍSICA
NA
EDUCAÇÃO
BÁSCIA:
MEMÓRIAS
DISCENTES
 
 Wagner
dos
Santos
‐
Professor(a)
do
Ensino
Superior/
UFES



Francine
de
Lima
Maximiano
 
 Analisa
por
meio
das
narrativas
autobiográficas
de
alunos
do
curso
de
formação
inicial,
as
experiências
 (BONDIÁ,
2001)
avaliativas
do
processo
ensino‐aprendizagem
vivenciadas
nas
aulas
de
Educação
Física
 na
 Educação
 Básica.
 Tomamos
 como
 referencial
 teórico‐metodológico
 a
 narrativa
 autobiográfica
 (BENJAMIN,
 1994;
 PEREZ,
 2003)
 produzida
 com
 dez
 alunos
 do
 oitavo
 período,
 de
 ambos
 os
 sexos,
 do
 curso
de
Licenciatura
em
Educação
Física
da
UFES.
Utilizamos
como
instrumentos
para
a
produção
dos
 dados
o
grupo
focal
e
a
entrevista
semi‐estruturada,
a
fim
de
aprofundarmos
as
narrativas.
Apesar
de
 estudarem
 em
 escolas
 diferentes,
 as
 narrativas
 dos
 alunos
 se
 aproximam
 quando
 analisamos
 a
 perspectiva
 de
 avaliação,
 instrumentos
 e
 critérios.
 Percebemos
 uma
 centralização
 dos
 atributos
 relacionados
aos
comportamentos
e
atitudes
em
que
se
utiliza
da
participação
sem
registro
sistemático
 como
 instrumento.
 As
 experiências
 que
 fogem
 a
 esses
 
aspectos
 sinalizam
 uma
 prática
 fundamentada
 na
 prova
 prática,
 escrita
 e
 trabalhos.
 Em
 ambos
 os
 casos,
 observamos
 o
 entendimento
 da
 avaliação
 como
 sinônimo
 de
 nota,
 realizada,
 na
 maioria
 das
 vezes,
 como
 uma
 obrigação
 imposta
 pela
 lógica
 da
 escola.
 Essa
 questão
 tem
 nos
 levado
 a
 questionar
 o
 estatuto
 epistemológico
 de
 que
 trata
 esse
 componente
curricular.
A
própria
ideia
da
nota
nos
leva
a
justificar
a
presença
da
Educação
Física
pela
 igualdade
 às
 demais
 disciplinas,
 apesar
 de
 privilegiar
 outra
 relação
 com
 o
 saber
 (CHARLOT,
 2009).
 Sinalizamos
 possibilidades
 de
 avaliação
 como
 prática
 de
 pesquisa
 (ESTEBAN,
 2002;
 SANTOS,
 2005),
 consubstanciados
 pela
 criação/consumo
 de
 diferentes
 instrumentos
 de
 registro
 tendo
 como
 base
 a
 especificidade
desse
componente
curricular.
A
avaliação
é,
dessa
maneira,
uma
prática
de
interrogar
e
 interrogar‐se
 que
 por
 meio
 de
 pistas
 e
 indícios
 (GIZNBURG,
 1989)
 produzidos
 pelos
 praticantes
 (CERTEAU,
1994)
evidenciam
os
processos
de
ensino‐aprendizagem
construídos,
em
construção
e
ainda
 não
construídos.
 
 Palavras‐chave:
avaliação,
narrativa,
educação
física,
educação
básica.



 PROCESSO
AVALIATIVO
DE
LÍNGUA
PORTUGUESA
NA
ERA
TECNOLÓGICA:
UMA
PROPOSTA
NO
 NAVE
 

Renata
da
Silva
de
Barcellos
 Fernanda
de
Barcellos
de
Mello
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
SME‐Rio/AVM

 
 O
 trabalho
 consiste
 em
 apresentar
 uma
 reflexão
 acerca
 do
 processo
 avaliativo
 na
 disciplina
 de
 Língua
 Portuguesa,
do
3
ano,
de
uma
escola
tecnológica
da
Rede
Estadual,
Escola
Estadual
José
Leite
Lopes
/
 NAVE.
 A
 metodologia
 foi
 elaborada
 com
 base
 na
 análise
 das
 demandas
 da
 geração
 nativa
 digital,
 do
 mercado
 de
 trabalho,
 do
 Enem,
 dos
 vestibulares,
 da
 utilização
 das
 diversas
 ferramentas
 tecnológicas
 disponíveis
 de
 forma
 pedagógica
 e
 das
 orientações
 educacionais
 como
 PCN´s
 (2002),
 na
 teoria
 de
 VYGOTSKY
 (1994),nas
 múltiplas
 inteligências
 (GARDNER,
 1995),
 na
 avaliação
 formativa
 (PERRENOUD,


156


1999)
e
na
perspectiva
dialógica
da
linguagem
e
do
gênero
do
discurso
de
(BAKHTIN,
1997).
Para
isso,
ao
 longo
 da
 comunicação,
 apresentaremos
 como
 as
 aulas
 de
 terceiro
 ano
 são
 elaboradas
 e,
 por
 consequência,
a
forma
de
avaliação
diária
dos
alunos.
 
 Palavras‐chave:
linguagem,
texto,
tecnologia,
avaliação.




 QUALIDADE
DE
ENSINO
NA
EDUCAÇÃO
DE
JOVENS
E
ADULTOS:
CONCEPÇÕES
E
DIAGNÓSTICO
 
 
Jane
Paiva
‐
Pesquisador(a)
do
Ensino
Superior/
UERJ


Daniele
Vasconcelos
Pereira

 Leila
Botelho
da
Silva

 Maria
Christina
de
Moraes
Lopes
da
Silva
 Soraya
Sampaio
Vergilio



A
 expressão
 qualidade
 de
 ensino
 desencadeia
 diversos
 significados
 e
 falsos
 consensos
 devido
 à
 capacidade
 valorativa
 de
 quem
 a
 utiliza.
 Trata‐se
 de
 um
 termo
 polissêmico
 que
 comporta
 diversos
 significados.
 No
 sistema
 capitalista,
 o
 termo
 qualidade
 de
 ensino/educação
 rompe
 com
 a
 lógica
 do
 direito
e
institui,
gradativamente,
a
lógica
do
mercado.
Diversos
fatores
externos
à
escola
despolitizam
a
 educação,
fazendo
com
que
seus
sujeitos
assumam
de
forma
intensa
e
organizada
a
lógica
capitalista
do
 modo
 de
 produção
 dominante,
 como
 referencial
 orientador
 da
 política
 educacional.
 A
 pesquisa
 em
 andamento,
 desenvolvida
 por
 uma
 equipe
 diversificada,
 se
 insere
 como
 proposta
 de
 avaliação
 de
 ofertas
 públicas
 de
 EJA
 em
 sistemas
 estadual
 e
 municipal
 de
 uma
 metrópole,
 buscando
 compreender
 consequências
 sociais
 e
 políticas
 delas
 decorrentes.
 Para
 a
 captura
 de
 concepções
 de
 qualidade
 correntes
 entre
 sujeitos
 envolvidos
 na
 educação
 de
 jovens
 e
 adultos,
 a
 pesquisa
 ouvirá
 gestores,
 professores
e
alunos.
De
caráter
quantiqualitativo,
tomará
teorias
produzidas
sobre
o
tema
como
marco
 interpretativo
 das
 respostas
 aos
 questionários.
 Sobre
 o
 processo
 específico
 de
 constituição
 do
 questionário
 para
 gestores,
 foco
 desse
 trabalho,
 destaca‐se
 a
 metodologia
 dialógica,
 assentada
 em
 referenciais
teóricos
do
campo,
comuns
a
todos
os
partícipes,
cujas
experiências,
valorizadas,
põem
em
 relevo
 concepções
 de
 alunos
 da
 graduação,
 professores
 da
 rede
 pública,
 mestrandos,
 doutorando
 e
 coordenador.
 Em
 ciclos
 de
 reflexão
 construíram‐se
 indicadores
 de
 qualidade,
 com
 base
 em
 outros
 estudos
realizados,
e
que
envolvem:
trabalho
didático
e
carreira
docente;

desempenho
dos
sistemas
de
 ensino;
 e
 determinantes
 de
 qualidade
 do
 ensino
 oferecido
 em
 cada
 unidade
 escolar.
 Diagnosticar
 a
 realidade
da
EJA
do
ponto
de
vista
da
qualidade
é
o
desafio,
que
inclui
pensar
a
prática
cotidiana
das
 escolas
sob
olhares
singulares,
identidades,
histórias
de
vida
e
trajetória
escolar
diversas.
 
 Palavras‐chave:
educação
de
jovens
e
adultos,
qualidade
de
ensino/educação,
avaliação,
diagnóstico.






 QUALIDADE
NA
EDUCAÇÃO
DE
JOVENS
E
ADULTOS:
DISCUTINDO
A
CONSTRUÇÃO
DE
 INSTRUMENTO
DE
PESQUISA
PARA
ALUNOS
DE
EJA

Pedro
Luiz
de
Araujo
Costa
‐
Estudante
de
Graduação/
UERJ
 Antonio
Cordeiro
Sobrinho

 Jeane
Costa



O
trabalho
explicita
o
processo
de
construção
de
um
instrumento
de
pesquisa
—
questionário
—,
cujo
 informante
será
o
aluno
da
Educação
de
Jovens
e
Adultos
(EJA),
em
busca
de
constituir
base
de
dados
 para
 um
 diagnóstico
 da
 qualidade
 da
 educação
 nesta
 modalidade.
 Entendido
 como
 ferramenta
 de
 avaliação
 e
 apreensão
 da
 concepção
 de
 EJA
 corrente
 nas
 redes
 escolares
 dos
 sistemas
 estadual
 e
 municipal
 do
 Rio
 de
 Janeiro,
 integra
 a
 pesquisa
 que
 verificará
 o
 modo
 como
 políticas
 educacionais
 atendem
a
jovens
e
adultos,
identificando,
ao
mesmo
tempo,
o
que
os
sujeitos
consideram
experiências
 exitosas.
O
banco
de
dados
constituído
em
sequência
à
aplicação
do
instrumento
conterá
informações
 técnico
 pedagógicas,
 metodológicas,
 operacionais,
 socioeconômicas
 e
 culturais,
 contribuindo
 para
 o
 diálogo
 entre
 comunidade
 acadêmica,
 gestores
 e
 diversos
 atores
 envolvidos
 no
 processo
 educacional.
 Partindo
 de
 indicadores
 mais
 amplos,
 que
 envolvem
 o
 trabalho
 didático
 e
 a
 carreira
 docente;
 o
 desempenho
dos
sistemas
de
ensino;
e
os
determinantes
da
qualidade
de
ensino,
o
que
se
tem
como
 horizonte
 é
 a
 compreensão
 da
 ideia
 de
 qualidade
 na
 concepção
 dos
 sujeitos
 da
 escola.
 Em
 outras


157


palavras:
o
que
é
qualidade
da
educação
na
EJA?
O
questionário
apresentado
analiticamente
resulta
da
 elaboração
 de
 alunos
 bolsistas
 de
 IC
 em
 pedagogia,
 envolvidos
 com
 pesquisa
 mais
 ampla.
 Por
 ser
 construção
 de
 grupo,
 apresenta
 caráter
 polifônico,
 na
 medida
 em
 que
 cada
 integrante
 trouxe
 contribuições,
 expondo
 visões
 diferenciadas
 para
 contemplar
 o
 objetivo
 da
 pesquisa.
 Também
 a
 dialogicidade
teve
papel
estruturante
no
trabalho,
o
que
incluiu
discussões
em
grupo
maior.
O
processo
 de
 formulação
 e
 escolhas
 feitas
 na
 construção
 do
 instrumento
 é
 objeto
 do
 pôster,
 explicitando
 procedimentos
 empíricos
 e
 fundamentos
 teórico
 metodológicos
 que
 se
 consubstanciam
 no
 questionário.
 
 Palavras‐chave:
educação
de
jovens
e
adultos,
avaliação,
qualidade
na
educação,
questionário.



 REFLEXÕES
SOBRE
A
PRÁTICA
PEDAGÓGICA
DO
PROFESSOR‐PESQUISADOR:
RELATOS
DE
 EXPERIÊNCIA


 Paula
Ramos
Ferreira



Descrevo
o
Saerj
e
o
Saerjinho,
componentes
do
Sistema
de
Avaliação
da
Educação
Básica
do
Estado
do
 Rio
 de
 Janeiro
 desenvolvido
 em
 parceria
 com
 o
 Caed‐UFJF.
 Com
 destaque
 para
 os
 objetivos
 da
 Avaliação,
 sua
 Matriz
 de
 Referência
 de
 Língua
 Portuguesa
 e
 Matriz
 de
 Referência
 de
 Matemática.
 A
 partir
das
concepções
de
Donald
Schön
sobre
a
formação
do
professor
como
prático
reflexivo,
sigo
as
 orientações
da
Secretaria
Estadual
de
Educação
e
aprofundo
os
conhecimentos
sobre
as
avaliações
em
 larga
escala
e
apoio
a
equipe
pedagógica
do
Colégio
Estadual
João
Daudt
de
Oliveira.
Apresento
através
 de
 palestras
 para
 professores
 e
 alunos
 da
 instituição
 o
 programa
 de
 avaliação
 diagnóstica
 e
 seus
 desdobramentos.
 A
 proposta
 é
 desenvolvida
 no
 colégio
 através
 do
 trabalho
 com
 pequenos
 grupos
 baseados
 nas
 concepções
 de
 J.L.
 Moreno,
 onde
 a
 proposta
 pedagógica
 do
 professor
 deve
 ser
 a
 de
 preparar
 o
 aluno
 para
 ser
 cidadão
 e
 não
 transformar
 as
 aulas
 em
 lugar
 de
 treinamento
 para
 as
 avaliações
 externas,
 ressaltando
 a
 importância
 de
 dominar
 alguns
 conteúdos
 mínimos
 e
 ter
 desenvolvido
 certas
 habilidades
 para
 que
 tenha
 condições
 de
 prosseguir
 em
 estudos
 posteriores.
 Por
 meio
 do
 referencial
 teórico
 discutido
 no
 Grupo
 de
 Pesquisa
 Observatório
 das
 Periferias
 Urbanas
 –
 UERJ/FEBF
 com
 financiamento
 da
 Capes
 evidencio
 reflexões
 sobre
 a
 minha
 prática
 pedagógica,
 o
 contexto
e
impacto
das
avaliações
em
larga
escola
na
escola.
 
 Palavras‐chave:
educação,
avaliação
externa,
Saerj,
matriz
de
referência.



 RELAÇÃO
FAMÍLIA
E
ESCOLA:
COMPREENDENDO
PROCESSOS
E
PRÁTICAS
DE
ESCOLARIZAÇÃO
 ATRAVÉS
DA
POLÍTICA
DE
NUCLEAÇÃO
DAS
ESCOLAS
RURAIS
 
 
Alexandra
Resende
Campos
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/UFF


 A
 partir
 da
 década
 de
 1980
 vem
 crescendo
 significativamente
 o
 processo
 de
 fechamento
 das
 escolas
 rurais
 isoladas
 e
 com
 turmas
 multisseriadas.
 Tendo
 por
 objetivo
 melhorar
 a
 qualidade
 do
 ensino
 e
 a
 estrutura
 física
 destas
 escolas,
 o
 governo
 vem
 investindo
 na
 política
 de
 nucleação.
 Trata‐se
 do
 fechamento
 das
 escolas
 rurais
 isoladas
 de
 uma
 determinada
 região
 e
 da
 transferência
 destes
 alunos
 para
uma
escola
pólo
ou
nucleada,
geralmente
localizada
no
meio
urbano,
demandando
um
alto
gasto
e
 investimento
com
o
transporte
escolar.
No
município
de
São
João
del‐Rei,
MG,
36
escolas
rurais
foram
 fechadas
 nos
 últimos
 25
 anos,
 permanecendo
 apenas
 sete
 escolas
 no
 ano
 de
 2012.
 Partindo
 destes
 dados,
o
objetivo
desta
pesquisa
de
doutorado,
que
se
encontra
em
andamento,
é
avaliar
os
efeitos
da
 política
 de
 nucleação
 no
 processo
 de
 escolarização
 dos
 alunos
 que
 foram
 alvo
 deste
 remanejamento,
 bem
 como
 os
 impactos
 desta
 política
 no
 que
 se
 refere
 as
 comunidades
 que
 tiveram
 suas
 escolas
 fechadas
e
na
participação
e
mobilização
das
famílias
em
relação
ao
processo
de
escolarização
de
seus
 filhos.
Para
tanto,
esta
pesquisa
será
realizada
em
dois
povoados
rurais,
pertencentes
ao
município
de
 São
 João
 del‐Rei,
 que
 tiveram
 suas
 escoas
 fechadas
 recentemente
 (Povoado
 do
 Tejuco
 e
 Povoado
 do
 Cruzeiro
da
Barra)
e
na
escola
nucleada
que
recebeu
estes
alunos
‐
Escola
Municipal
Sara
Maria
de
Ávila
 Carvalho,
 localizada
 no
 distrito
 de
 São
 Sebastião
 da
 Vitória.
 O
 referencial
 teórico
 que
 nortea
 esta
 pesquisa
 pertence
 ao
 campo
 da
 Sociologia
 da
 Educação,
 tendo
 como
 foco
 os
 estudos
 atinentes
 a
 educação
rural
e
a
relação
família‐escola.


158



 Palavras‐chave:
Sociologia
da
Educação,
famílias
rurais,
educação
rural,
escolas
nucleadas.



 RESULTADOS
DE
PESQUISAS
SOBRE
AS
POLÍTICAS
DE
AVALIAÇÃO
EM
LARGA
ESCALA
EM
 EDUCAÇÃO
E
SEUS
IMPACTOS
NA
ESCOLA


Claudia
Fernandes
‐
Profª
do
programa
de
Pós‐graduação
em
Educação
PPGEDU/
UNIRIO

 Henrique
Dias
Gomes
Nazareth
‐
Mestrando
do
PPGEDU/UNIRIO

 Felipe
Ribeiro
‐
Mestrando
do
PPGEDU/UNIRIO


 A
 comunicação
 apresenta
 três
 trabalhos
 desenvolvidos
 no
 âmbito
 do
 grupo
 de
 pesquisa:
 dois
 são
 resultados
 de
 investigações
em
andamento
e
o
terceiro
divulga
os
resultados
de
pesquisa
já
finalizada.
O
pano
de
fundo
teórico
 pauta‐se
 no
 debate
 acerca
 do
 papel
 social
 da
 educação
 escolar
 e
 seu
 lugar
 na
 sociedade
 contemporânea.
 Problematiza‐se
a
gênese
da
escola
seriada,
tal
qual
a
conhecemos
hoje
e
sua
relação
com
os
aspectos
da
avaliação
 da
 aprendizagem.
 Toma‐se
 a
 avaliação,
 no
 âmbito
 pedagógico,
 como
 um
 elemento
 essencial
 dos
 processos
 de
 ensinoaprendizagem,
 e
 no
 âmbito
 políticosocial,
 como
 uma
 possibilidade
 de
 promoção
 de
 uma
 escola
 mais
 democrática,
 numa
 perspectiva
 não
 excludente
 e
 seletiva
 (ESTEBAN,
 2008;
 AFONSO,
 2010;
 FERNANDES,
 2011;
 DOMINGOS
 FERNANDES,
 2009).
 Discute‐se
 que
 tal
 concepção
 coaduna‐se
 com
 os
 princípios
 da
 construção
 da
 autonomia
 por
 parte
 dos
 estudantes,
 de
 um
 currículo
 multicultural
 e
 de
 uma
 pedagogia
 que
 se
 fundamenta
 nas
 diferenças
e
na
diversidade
sócio‐cultural.
São
trazidas
ao
debate,
a
partir
dos
resultados
das
pesquisas,
as
tensões
 geradas
 pelas
 avaliações
 externas
 que,
 na
 contemporaneidade,
 tem
 causado
 tensões
 e
 conflitos
 no
 dia
 a
 dia
 das
 escolas
e
das
salas
de
aula,
em
confronto
com
uma
perspectiva
hegemônica
presente
nos
documentos
oficiais,
que
 é
 a
 de
 uma
 avaliação
 mais
 processual
 e
 formativa.
 Chama‐se
 atenção
 para
 a
 importância
 das
 pesquisas
 sobre
 a
 temática
que
investigam
tanto
num
nível
macro
quanto
micro
 ‐
considerando
o
macro
como
sendo
o
cenário
das
 políticas
públicas
e
o
micro,
o
que
ocorre
cotidianamente
nas
escolas
e
salas
de
aula,
a
fim
de
se
compreender
de
 uma
forma
mais
aprofundada
o
impacto
que
as
políticas
de
avaliação
de
desempenho
têm
gerado
para
as
práticas
 docentes
e
pedagógicas.



Palavras‐chave:
avaliação,
escola,
currículo
multicultural.


MEIO AMBIENTE, SABERES AMBIENTAIS, SUSTENTABILIDADE
A
DIVULGAÇÃO
CIENTÍFICA
NO
PROCESSO
PEDAGÓGICO
DA
EDUCAÇÃO
AMBIENTAL:
 CONCEPÇÕES
E
PRÁTICAS
DOS
PROFESSORES
DE
ESCOLAS
DO
RIO
DE
JANEIRO



 Marcelo
Borges
Rocha
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
CEFET‐RJ
 Rafael
Vargas
Marques

 
 Na
sociedade
atual,
os
recursos
naturais
e
o
ser
humano
são
vistos
de
maneira
dissociada,
sob
a
ótica
 utilitarista.
 Sendo
 assim,
 a
 Educação
 Ambiental,
 que
 contribui
 para
 a
 conscientização
 dos
 indivíduos,
 torna‐se
 fundamental
 na
 redução
 dos
 danos
 ambientais.
 Diante
 disto,
 a
 compreensão
 pública
 dos
 impactos
 ambientais
 deve
 ser
 considerada
 como
 um
 dos
 valores
 primordiais
 das
 sociedades
 democráticas.
Nesse
contexto,
em
que
os
cidadãos
precisam
se
apropriar
desse
conhecimento,
é
que
a
 divulgação
 científica
 assume
 papel
 relevante,
 fazendo
 a
 tradução
 da
 linguagem
 especializada
 para
 a
 leiga,
de
maneira
que
atinja
um
público
mais
amplo.
Entretanto,
faz‐se
necessário
problematizar
como
 essas
 informações
 são
 incorporadas
 pelo
 leitor.
 Numa
 perspectiva
 de
 avaliar
 a
 contribuição
 da
 divulgação
 científica
 no
 processo
 pedagógico
 da
 Educação
 Ambiental,
 este
 trabalho
 investigou
 as
 concepções
 e
 práticas
 de
 professores
 que
 faziam
 uso
 destes
 materiais.
 Foram
 entrevistados
 doze
 professores
do
ensino
fundamental,
do
6º
ao
9º
ano,
de
escolas
públicas
e
privadas
do
Rio
de
Janeiro.
 Desta
forma,
identificou‐se
uma
prática
valorizada
por
eles,
procurando
avançar
no
entendimento
das
 suas
 motivações
 e
 experiências.
 Os
 entrevistados
 apontaram
 que
 a
 leitura
 de
 textos
 de
 divulgação
 científica
é
importante
no
sentido
de
contribuir
para
a
formação
do
aluno,
aumentando
seu
vocabulário
 e
 seus
 conhecimentos
 acerca
 da
 temática
 ambiental.
 Destacaram
 também,
 que
 o
 trabalho
 com
 esses
 textos
enriquece
a
aula,
possibilitando
a
troca
de
idéias
entre
professor
e
alunos
e,
ainda,
proporciona
 mudanças
de
valores
em
relação
às
questões
ambientais.
Com
os
resultados
obtidos,
pode‐se
inferir
que
 o
uso
da
divulgação
científica
durante
atividades
de
educação
ambiental,
associado
à
ação
mediadora


159


do
professor,
possibilitou
que
os
alunos
fossem
além
do
conhecimento
de
termos
e
conceitos
científicos
 isolados,
uma
vez
que
propiciou
reflexões
e
questionamentos
sobre
os
problemas
ambientais.


 
 Palavras‐chave:
educação
ambiental,
divulgação
científica,
meio
ambiente,
ensino.





 ARTE,
MEIO
AMBIENTE
E
EDUCAÇÃO:
3
EM
1
AOS
OLHOS
DE
KRAJCBERG



 O
presente
trabalho
pretende
analisar
os
pontos
convergentes
entre
arte,
meio
ambiente
e
educação,
 através
da
análise
das
obras
do
artista
Frans
Krajcberg,
singulares
por
transformarem‐se
em
objetos
de
 denúncia
 contra
 a
 devastação
 ambiental
 e
 revestida
 pela
 intenção
 de
 sensibilizar
 os
 apreciadores
 da
 arte.
 Krajcberg,
 polonês,
 naturalizado
 brasileiro
 após
 encantar‐se
 com
 o
 país,
 utiliza
 matérias‐primas
 retiradas
 de
 espaços
 de
 desmatamento,
 transformando
 a
 natureza
 morta
 em
 instrumento
 de
 conscientização.
Como
(re)significar
o
contexto
ambiental
em
que
vivemos
através
de
uma
sensibilidade
 aflorada
por
meio
da
arte?
Esta,
por
sua
vez,
desde
a
chegada
ao
Brasil
da
Missão
Artística
Francesa,
em
 1816,
contratada
por
D.
João
a
fim
de
promover
arte
e
cultura
nos
moldes
europeus,
tornou‐se
simples
 instrumento
para
o
adorno
da
corte
(BARBOSA,
2010)
e
atualmente
ganha
novo
viés,
tornando‐se
rica
 em
 intencionalidade
 e
 concebendo
 novos
 modelos
 a
 serem
 seguidos.
 A
 arte
 torna‐se
 agora
 um
 dos
 caminhos
traçados
a
fim
de
que
seja
alcançada
a
sensibilidade
necessária
à
Educação
Ambiental,
através
 dos
sentidos.


 
 Palavras‐chave:
arte,
educação
ambiental,
educação
estética,
Frans
Krajcberg.


 


 Nathália
Alvarenga
Porto
Costa
‐
Estudante
de
Graduação/
UERJ



 CARTOGRAFIA
DAS
PRÁTICAS
COTIDIANAS
EM
CARIACICA,ES:
CLICHÊS
E
SABERESFAZERES
 SOCIOAMBIENTAIS
NA
ATUALIDADE


 

Andreia
Teixeira
Ramos
 Soler
Gonzalez

 
 O
 trabalho
 apresenta
 uma
 cartografia
 das
 práticas
 cotidianas
 escolares
 e
 comunitárias
 em
 Educação
 Ambiental
 (EA)
 no
 município
 de
 Cariacica,
 ES,
 e
 suas
 potencialidades
 políticas,
 éticas
 e
 estéticas
 “possíveis”
 ressaltando
 saberesfazeres
 socioambientais
 locais
 e
 modos
 de
 sustentabilizar
 as
 relações
 com
 o
 ambiente
 natural.
 A
 aposta
 está
 na
 desconstrução
 de
 “clichês”
 e
 “slogans”
 simplistas
 e
 reducionistas
 que
 atribuem
 ao
 município
 imagens
 de
 um
 lugar
 “clandestino”,
 onde
 as
 mazelas
 são
 evidenciadas
 na
 mídia
 e
 pela
 opinião
 pública.
 A
 pesquisa
 tem
 inspirações
 teóricas
 e
 metodológicas
 na
 Cartografia
 e
 nas
 narrativas
 entrelaçadas
 com
 redes
 de
 conversações
 como
 potência
 do
 diálogo
 de
 saberes,
 fazeres
 e
 poderes
 socioambientais
 nas
 redes
 cotidianas
 escolares
 e
 comunitárias.
 Os
 dados
 foram
 produzidos
 com,
 conversas
 com
 movimentos
 sociais,
 órgãos
 públicos
 e
 educadores
 envolvidos
 com
 as
 práticas
 cotidianas
 em
 EA,
 registros
 fotográficos,
 pesquisas
 documentais.
 A
 pesquisa
 desejou
 fazer
 um
 zoom
 nas
 singularidades
 dos
 sujeitos
 praticantes
 das
 margens
 que
 inventam
 saberesfazeres
 socioambientais
 em
 prol
 da
 sustentabilidade
 local.
 Nas
 travessias
 da
 pesquisa
 algumas
 pistas
 da
 cartografia
 das
 práticas
 cotidianas
 escolares
 e
 comunitárias
 em
 EA
 em
 Cariacica
 evidenciaram
 movimentos
na
atualidade:
a
atenção
e
escuta
sensíveis
às
manifestações
culturais
locais
e
a
proteção
e
 criação
 de
 Áreas
 de
 Preservação
 Ambiental,
 e,
 a
 potência
 das
 conversas
 entrelaçadas
 com
 as
 experiências
 produzidas
 nos
 grupos
 escolares
 e
 comunitários
 envolvidos
 com
 ações
 em
 EA.
 São
 pistas
 que
emergiram
na
cartografia
das
redes
de
conversações
cotidianas,
em
espaçostempos
de
convivência,
 possibilitando
 movimentos
 de
 sustentabilizar
 as
 relações
 socioambientais
 envolvendo
 práticas
 cotidianas
 em
 EA.
 Os
 trabalhos
 de
 Alves
 (2010),
 Santos
 (2010),
 (Carvalho,
 2009),
 Certeau
 (2008),
 Deleuze
(1998),
Ferraço
(2011),
Larrosa
(2004),
Maturana
(1999;
2006)
Sato
(2003)
e
Tristão
(2004). Palavras‐chave:
Educação
Ambiental,
Chichês,
Cartografia,
Redes
de
conversações
cotidianas.





 
 COTIDIANO
NAS
CIDADES:
RASGOS
DO
URBANO
E
IMAGENS
EM
DERIVA






160


Juliana
Soares
Bom
Tempo
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UNICAMP
 
 Este
trabalho
se
propõe
a
problematizar
a
educação,
as
práticas
ambientais
e
o
uso
da
imagem
como
 representação
do
mundo,
para
pensar
sua
potencia
de
criação
do
real
e
de
possíveis
deslocamentos
dos
 signos
 pré‐definidos
 no
 cotidiano
 urbano.
 Para
 isso
 utilizaremos
 cinco
 imagens
 produzidas
 pelo
 grupo
 Ghawazee
 Coletivo
 de
 Ação
 (http://ghawazee.wordpress.com/acoes/acao‐9/galeria‐gallery‐9/)
 a
 partir
 de
 performances
 em
 intervenção
 urbana
 e
 duas
 imagens,
 disponibilizadas
 pelo
 grupo,
 que
 foram
 utilizadas
 como
 material
 de
 pesquisa
 no
 processo
 criativo
 destas
 ações.
 A
 proposta
 desse
 texto
 é
 abordar
 estas
 imagens
 a
 partir
 do
 potencial
 de
 mobilização
 das
 práticas
 urbanas
 e
 dos
 corpos
 que
 ocupam
a
cidade,
em
proveito
de
um
estado
de
deriva,
se
conectando
aos
movimentos
inventivos
que
 engendram
 uma
 prática
 cognitiva
 vinculada
 à
 invenção
 de
 si
 e
 do
 mundo,
 agenciando
 uma
 educação
 que
 se
 processa
 por
 experimentação
 e
 empreendendo
 uma
 prática
 aliada
 à
 imprevisibilidade
 e
 ao
 inesperado
dos
encontros.
Sua
potência
educativa
encontrar‐se‐ia,
assim,
na
abertura
para
o
desvio
em
 relação
 ao
 que
 está
 dado,
 engendrando
 outros
 modos
 de
 existência,
 outras
 possibilidades
 de
 vida,
 remanejando
a
própria
proposta
imagética
e
vinculando‐a
ao
presente
das
ações
cotidianas.
Considera‐ se
 que
 experimentar
 o
 real
 da
 imagem
 é
 produzir
 nos
 corpos
 essa
 abertura
 à
 errância,
 à
 experimentação,
fugindo
e
fazendo
fugir
os
clichês
do
cotidiano
urbano,
escapando
das
normatizações
 de
um
modelo
educacional
pautado
na
comunicação
que
prescreve
as
formas
de
bem
habitar
a
cidade.
 As
 alianças
 entre
 o
 cotidiano
 urbano
 e
 as
 imagens
 apontam,
 da
 perspectiva
 aqui
 colocada,
 outra
 concepção
 de
 práticas
 ambientais,
 vinculada
 a
 uma
 educação
 que
 acontece
 nos
 encontros.
 Trabalharemos
 para
 isso
 com
 o
 pensamento
 de
 Virgínia
 Kastrup
 e
 de
 Gilles
 Deleuze,
 bem
 como
 com
 alguns
autores
do
campo
ambiental.


 
 Palavras‐chave:
educação,
imagens,
meio
ambiente,
cotidiano
urbano.




 EDUCAÇÃO
AMBIENTAL
E
LIXO
EXTRAORDINÁRIO:
A
INTERFACE
ENTRE
MÚLTIPLOS
SABERES
E
 FAZERES
NO
COTIDIANO


 Carmensilvia
Maria
Sinto


 Ariane
Diniz
Silva
 Carmem
Silva
Machado
 Marcos
Antonio
dos
Santos
Reigota
 Maria
Aparecida
dos
S.
Crisostomo

 
 Este
trabalho
é
resultado
do
encontro
entre
os
integrantes
de
um
grupo
de
pesquisa
do
programa
de
 Pós‐graduação
em
Educação,
da
linha
de
pesquisa
Cotidiano
Escolar,
visando
à
realização
de
exercício
 pedagógico
 entre
 os
 pesquisadores
 deste
 grupo
 e
 seus
 alunos,
 em
 escolas
 públicas
 de
 Ensino
 Infantil,
 Fundamental
 e
 Médio
 e
 escolas
 particulares
 de
 Ensino
 Superior,
 através
 do
 documentário
 “Lixo
 Extraordinário”,
com/sobre
a
obra
de
Vik
Muniz,
tendo
como
objetivo
estabelecer
o
diálogo
dentro
de
 uma
 perspectiva
 ecologista
 da
 educação.
 Sendo
 assim,
 após
 exibir
 o
 documentário,
 através
 das
 narrativas
 dos
 alunos
 foi
 estabelecido
 um
 diálogo
 entre
 as
 diversas
 impressões
 vivenciadas,
 tecendo
 novas
 tramas
 onde
 ficaram
 evidentes
 dúvidas,
 inquietações
 presentes
 no
 cotidiano
 escolar
 dos
 envolvidos,
 fios
 urdidos
 nas
 próprias
 narrativas
 destas
 pesquisadoras,
 que
 puderam
 perceber
 que
 algumas
dúvidas
e
inquietações
eram
comuns
as
suas
práticas
pedagógicas.
Alguns
desafios
requeriam
a
 análise
 e
 superação
 cotidiana.
 A
 alternativa
 encontrada
 para
 lidar
 com
 os
 diferentes
 discursos
 e
 emoções
dos
alunos,
com
a
diversidade
de
disciplinas
e
múltiplos
fazeres,
está
relacionada
com
o
fato
 de
 que
 não
 existe
 apenas
 “um”
 modelo
 de
 escola,
 mas
 vários.
 De
 acordo
 com
 Reigota
 (2012),
 os
 diferentes
modelos
escolares
estão
sendo
forjados
nos
diversos
Brasis
que
fazem
o
Brasil,
pelas
mãos
de
 professores
 e
 professoras
 comprometidos
 com
 a
 transformação
 social,
 conscientes
 da
 prática
 política
 que
executa
em
toda
a
sua
ação
pedagógica.
É
nesse
fazer
cotidiano
em
diversas
escolas
com
diferentes
 alunados
que
buscamos
desnaturalizar
e
combater
as
desigualdades
de
classe,
gênero,
etnia,
raça,
faixas
 etárias,
etc.,
produtores
de
um
sistema
político
e
educacional
perverso
e
injusto.


 
 Palavras‐chave:
educação
ambiental,
cotidiano
escolar,
narrativas,
arte.




161


EDUCAÇÃO
AMBIENTAL
NAS
PRÁTICAS
COTIDIANAS
DO
BAIRRO
ILHA
DAS
CAIEIRAS,
VITÓRIA
‐
 ES


 Soler
Gonzalez

 
 O
 mundo
 da
 lama
 dos
 manguezais
 da
 Baia
 de
 Vitória
 (ES)
 dá
 o
 tom
 desta
 pesquisa
 em
 Educação
 Ambiental
(EA)
com
inspirações
cartográficas,
com
os
cotidianos,
e
por
meio
das
narrativas
que
foram
 “pescadas”
nas
redes
de
conversações
nos
espaços
escolares
e
no
Bairro
Ilha
das
Caieiras.
O
desejo
foi
 de
navegar
à
montante
das
correntezas‐forças
que
tentam
afogar
a
multiplicidade,
o
místico
e
a
arte
da
 vida,
 de
 quem
 vive
 com
 a
 maré.
 Percorrer
 os
 caminhos
 e
 afluentes
 no
 caos
 da
 lama,
 dos
 habitantes
 desse
mundo
e
dos
sujeitos
praticantes
nas
margens,
deslocaram
experiências
e
possíveis,
constituindo
 assim,
um
dispositivo
para
cartografar
e
problematizar
as
ações
de
EA
e
os
acontecimentos
ambientais
 que
 atravessam
 os
 espaços
 de
 controle
 das
 áreas
 de
 manguezais
 e
 os
 espaços
 escolares
 ao
 redor
 do
 Bairro
 Ilha
 das
 Caieiras,
 cujo
 “calor
 cultural”
 é
 alimentado
 pelo
 turismo
 gastronômico
 em
 áreas
 de
 manguezais,
e
que
são,
na
atualidade,
espaços
de
vida,
principalmente
para
os
habitantes
do
mundo
da
 lama.
 A
 aposta
 aqui
 perpassa
 pela
 perspectiva
 autopoiética
 na
 EA,
 dialogando
 com
 as
 ideias
 de
 Maturana
 como
 inspiração
 ética‐estética
 e
 com
 enlaces
 da
 pesquisa
 narrativa
 com
 as
 conversas,
 num
 movimento
de
sustentabilizar
e
problematizar
relações
e
experiências
entre
os
seres
vivos
e
os
sujeitos
 praticantes
 nas
 margens.
 Como
 a
 sabedoria
 do
 caos
 do
 mundo
 da
 lama
 na
 Baia
 Noroeste
 de
 Vitória
 constitui
 os
 sujeitos
 que
 vivem
 nas
 suas
 margens?
 Como
 as
 práticas
 do
 bairro
 Ilha
 das
 Caieiras
 acontecem
na
atualidade?
São
questões
em
movimento
e
que
acompanhei
no
vai‐e‐vém
turbulento
e
 diário
 da
 maré
 e
 com
 os
 acontecimentos
 ambientais
 que
 atravessam
 esses
 espaços
 praticados.
 Os
 trabalhos
de
Alves
(2010),
Carvalho
(2008;
2009),
Certeau
(2008),
Deleuze
(1992;
1998),
Ferraço
(2005,
 2011),
 Larrosa
 (2004),
 Maturana
 (1999;
 2006)
 Sato
 (2003),
 Tristão
 (2004)
 e
 Veiga‐Neto
 (2011)
 foram
 inspirações
neste
texto.


 
 Palavras‐chave:
educação
ambiental,
cotidianos,
narrativas,
autopoiese.





 EMPAREDAMENTO
DAS
CRIANÇAS:
DESEQUILÍBRIO
PESSOAL
E
AMBIENTAL




 No
paradigma
ocidental,
o
mundo
natural
é
simples
pano
de
fundo,
cenário
onde
humanos
mentais
se
 movem.
Esta
concepção,
predominante
em
propostas
curriculares,
precisa
ser
superada
porque
está
na
 base
de
uma
idéia
corrente
de
natureza
como
matéria
prima
morta
para
a
produção
industrial,
simples
 objeto
de
uso
ou
de
estudo,
às
vezes
de
encantamento,
raramente
de
reverência
e/ou
conservação.
Em
 coerência
com
esta
visão
de
mundo,
as
escolas
reproduzem
a
lógica
antropocêntrica,
em
que,
além
de
 separados,
os
seres
humanos
são
entendidos
como
superiores
às
demais
espécies.
Na
contramão
de
sua
 condição
 biofílica,
 ao
 manter
 as
 crianças
 e
 jovens
 emparedados,
 as
 rotinas
 escolares
 provocam
 desequilíbrios
em
sua
ecologia
pessoal
e
contribuem
para
não
se
percebam
como
parte
da
natureza
e,
 portanto,
não
tenham
compromissos
com
a
sua
preservação.
Associada
a
perigo,
sujeira
e
doença,
mas
 também
 à
 liberdade
 e
 à
 criatividade,
 a
 proximidade
 da
 natureza
 ameaça
 uma
 visão
 de
 mundo
 que
 se
 sustenta
 na
 idéia
 de
 divórcio
 entre
 seres
 humanos
 e
 natureza.
 Esta
 falsa
 premissa
 está
 na
 origem
 da
 crise
moral
e
espiritual
de
nossos
dias.
Ela
dá
suporte
à
visão
de
mundo
ocidental,
assentada
sobre
uma
 concepção
 ontológica
 da
 natureza
 como
 racionalmente
 organizada;
 epistemologicamente
 apoiada
 na
 exclusividade
 da
 razão
 como
 instrumento
 de
 abordagem
 e
 compreensão
 da
 realidade;
 e,
 finalmente,
 sustentada
 na
 concepção
 antropológica
 de
 ser
 humano
 definido
 por
 sua
 racionalidade.
 Questionando
 estes
pressupostos,
o
texto
tem
o
objetivo
de
refletir
sobre
a
necessidade
de
criação
de
novos
modos
de
 sentir
 e
 viver
 a
 vida,
 fora
 e
 dentro
 das
 escolas.
 Tendo
 como
 referência
 o
 quadro
 de
 emergência
 planetária,
apresenta
proposições
que
visam
religar
as
crianças
e
jovens
com
a
natureza,
reinventar
os
 caminhos
de
conhecer
e
dizer
não
ao
consumismo
e
ao
desperdício.


 
 Palavras‐chave:
emergência
planetária,
relações
seres
humanos‐natureza,
escola,
educação
ambiental.


 
 
Léa
Tiriba
‐
Professor(a)
do
Ensino
Superior/
UNIRIO



 FORMAÇÃO
DE
EDUCADORES
AMBIENTAIS
POR
UM
VIÉS
CRÍTICO
E
PRÁXIS
DE
INTERVENÇÃO
 PEDAGÓGICA:
UMA
RELAÇÃO
FUNDAMENTAL


162





 Patricia
de
Oliveira
Plácido
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
UFRRJ
 Jessica
Nascimento
Rodrigues

 
 Tendo
em
vista
que
a
Educação
Ambiental
é
um
mecanismo
indispensável
para
se
pensar
a
superação
 do
 atual
 contexto
 de
 acirramento
 da
 problemática
 socioambiental
 em
 sentido
 lato,
 pensa‐se
 que
 a
 formação
de
educadores
ambientais,
que
se
dê
criticamente,
é
um
dos
instrumentos
necessários
para
 compor
o
que
se
denomina
intervenção
pedagógica
sobre
a
realidade.
Não
se
quer
fazer
pensar
que
a
 educação
 −
 e,
 logo,
 o
 educador
 −
 possui
 em
 mãos
 toda
 a
 força
 para
 romper
 com
 o
 padrão
 societário
 vigente,
 mas
 se
 quer
 apontar
 que
 é
 um
 eixo,
 dentre
 tantos
 outros,
 norteador
 dessa
 possibilidade
 de
 superação
enquanto
práxis
refletida.
Nesse
sentido,
compôs‐se
uma
oficina
voltada
para
um
público
de
 10
graduandos
do
curso
de
Licenciatura
em
Ciências
Agrícolas/LICA
da
UFRRJ
desenvolvida
no
mês
de
 junho
 de
 2010.
 Nesse
 encontro,
 promoveu‐se
 um
 momento
 de
 reflexão
 individual
 e
 conjunta
 sobre
 a
 problemática
 socioambiental
 instigando
 os
 participantes
 à
 elaboração
 de
 uma
 proposta
 de
 prática
 de
 intervenção
 pedagógica
 sobre
 a
 realidade.
 Neste
 texto,
 com
 isso,
 intencionou‐se
 descrever
 esse
 momento
 de
 formação
 que,
 embora
 pontual,
 fez
 emergir
 uma
 série
 de
 questionamentos
 acerca
 da
 formação
de
educadores
críticos
em
sentido
amplo,
sobre
sua
relação
com
a
dimensão
socioambiental
 em
 específico
 e,
 ademais,
 sobre
 sua
 capacidade
 de
 gerar
 e
 contribuir
 para
 com
 a
 transformação
 da
 sociedade
 hodierna.
 Tal
 trabalho
 movimentou
 os
 pesquisadores
 ainda
 no
 sentido
 de
 compor
 as
 reflexões
 acerca
 da
 temática
 em
 suas
 pesquisas
 de
 pós‐graduação
 stricto
 sensu.
 As
 propostas
 de
 intervenção
 elaboradas
 pelos
 graduandos
 evidenciaram
 preocupação
 com
 as
 questões
 supracitadas,
 embora
tenham
sido
frágeis,
e
até
ingênuas,
o
que
se
justifica
por
se
tratar
de
estudantes
em
processo
 de
 graduação
 que,
 como
 os
 mesmos
 relataram,
 pouco
 discutem
 sobre
 Meio
 Ambiente
 e
 Educação
 Ambiental,
por
um
viés
crítico,
em
seu
curso
de
graduação
e
em
sua
trajetória
escolar.


 
 Palavras‐chave:
meio
ambiente,
educação
ambiental,
formação
de
educadores,
educadores
ambientais
 críticos.





 FORMAÇÃO
INTEGRAL
DO
EDUCADOR
AMBIENTAL


 Jéssica
do
Nascimento
Rodrigues

 Mary
Rangel




Na
sociedade
atual,
as
relações
materiais,
não
obstante
evidenciem
contradições
inerentes
ao
sistema,
 desenvolvem‐se
 a
 partir
 da
 naturalização
 de
 desigualdades
 e
 das
 formas
 de
 dominação.
 A
 escola,
 elemento
 formador
 do
 cidadão
 para
 ser
 emancipado,
 é
 lócus
 de
 enfrentamento
 desse
 contexto.
 No
 entanto,
não
há
dúvidas
de
que,
em
um
contexto
como
o
do
Brasil
e
o
do
Mundo,
é
clara
a
relevância
da
 formação
de
educadores
críticos
para
se
pensar
o
real
desenvolvimento
da
sociedade,
no
âmbito
de
um
 padrão
 civilizatório
 diverso
 do
 atual.
 Discussões
 inadiáveis
 surgem
 e
 a
 urgência
 da
 formação
 do
 educador
 para
 o
 enfrentamento
 do
 “novo”
 ou
 do
 “inesperado”
 é
 latente.
 Preparar
 o
 educador,
 nesse
 sentido,
 não
 é
 muni‐lo
 de
 instrumentos
 para
 a
 realização
 de
 uma
 atividade,
 mas
 é
 oferecer‐lhe
 a
 possibilidade
de
trabalhar,
como
práxis
refletida,
reconhecendo‐se
naquilo
que
faz.
É
fundamental,
logo,
 tocar
 na
 discussão
 sobre
 o
 educador
 crítico,
 pensando
 em
 formação
 integral
 e
 educação
 ambiental.
 Neste
artigo,
portanto,
adota‐se
como
caminho
metodológico
uma
revisão
sucinta
acerca
da
formação
 de
educadores,
a
partir
de
autores
consagrados
na
área
para,
adiante,
entrar
na
discussão
a
respeito
da
 formação
 de
 educadores
 ambientais
 (campo
 que
 se
 abre
 e
 que
 pede
 essa
 interlocução).
 O
 texto
 objetiva,
por
conseguinte,
refletir
sobre
a
formação
de
educadores,
em
sentido
lato,
e
sobre
a
formação
 dos
 educadores
 ambientais,
 em
 específico,
 sem
 pretender
 esgotar
 a
 discussão,
 mas
 sinalizando
 os
 pressupostos
 da
 formação
 da
 qual
 se
 fala.
 Embora
 caindo
 relativamente
 sobre
 as
 especializações,
 acredita‐se
que
o
foco
na
área
socioambiental
é
um
avanço
na
área
educacional,
até
porque
a
Educação
 Ambiental
abraça
a
complexidade
e
a
totalidade,
se
referendada
numa
vertente
crítica.
Aponta‐se
que
a
 dimensão
ambiental
passa
pela
formação
do
educador
crítico,
porque,
nesse
caso,
joga‐se
o
olhar
sobre
 as
práticas
cotidianas
e
sobre
suas
condições
sociais.


 
 Palavras‐chave:
educador
crítico,
educador
ambiental,
formação
de
educadores,
formação
integral.



163


OS
BALSEIROS
DO
RIO
URUGUAI
ADENTRAM
O
COTIDIANO
ESCOLAR




 Maurício
Massari
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UNISO

 Huarley
Mateus
do
Vale
Monteiro
 
José
Carlos
Moura
 Marta
Catunda
 Marcos
Reigota
 


 Resultado
das
práticas
pedagógicas
de
mestrandos
e
doutorandos
de
um
Programa
de
Pós‐
graduação
 Strictu
Sensu
em
Educação,
sobre
o
documentário
em
vídeo,
“Os
Balseiros
do
Rio
Uruguai”,
este
texto
 traz
reflexões
acerca
da
educação,
educação
ambiental
e
cotidiano
escolar.
O
texto
apresenta
o
tecido,
 as
redes
de
conhecimentos
e
as
práticas
pedagógicas
do
Grupo
de
Estudos
denominado
“Perspectivas
 Ecologistas
 em
 Educação”
 debruçados
 sobre
 as
 suas
 práticas
 no
 cotidiano
 escolar
 universitário.
 Neste
 texto
 coletivo
 procuramos
 trazer
 a
 público
 o
 registro
 do
 que
 se
 destacam
 das
 impressões
 e
 reflexões
 que
 o
 vídeo
 provocou
 aos
 estudantes
 de
 dois
 cursos
 superiores
 da
 cidade
 de
 Sorocaba.
 Procuramos
 apresentar
a
complexidade
das
práticas
pedagógicas,
seus
múltiplos
movimentos
e
potências
para/por
 uma
 educação
 ambiental
 que
 se
 define
 como
 educação
 política
 e
 produtora
 de
 sentidos
 através
 das
 múltiplas
 vozes.
 São
 de
 contundência
 potente
 as
 falas
 e
 testemunhos
 que
 ali
 ressoam
 destacando
 atitude
 eminentemente
 política.
 As
 falas
 dos
 estudantes
 desses
 dois
 cursos,
 assim
 com
 as
 nossas,
 são
 apresentadas
como
narrativas,
experimentadas
e
conversadas
no
cotidiano
escolar,
que
levam
a
outras
 dobras
sobre
a
vida
fora
desse
contexto
acadêmico.
O
exercício
pedagógico
realizado
pelos
estudantes
e
 por
nós
mesmos,
através
do
“Balseiros
do
Rio
Uruguai”
valorizou
os
discursos
e
reflexões
narradas
sobre
 o
modo
de
vida,
ecologia
e
a
cultura
de
povos
e
pessoas
exploradas
e
distanciados
nos
espaçostempos
 do
 cotidiano
 (escolar
 ou
 não)
 que
 experimentamos
 no
 Programa
 de
 Mestrado
 e
 Doutorado
 em
 Educação
dessa
Universidade.


 
 Palavras‐chave:
educação
ambiental,
cultura,
cotidiano
escolar.





 POSSIBILIDADES
NO
APRENDERENSINAR:
A
EDUCAÇÃO
AMBIENTAL
ATRAVÉS
DAS
ARTES



 Neila
Guimarães
Alves
‐
Professor(a)
do
Ensino
Superior/UFF
 Jackeline
Faria
Vasconcellos




 Este
trabalho
é
fruto
dos
interesses
comuns
nos
campos
da
Educação
Ambiental
(EA)
e
das
Artes
Visuais
 (AV)
de
duas
professoras,
uma
do
Ensino
Médio
(EM)
e
outra
de
um
Curso
de
Pedagogia
(CP).
Aqui
são
 apresentadas
 suas
 reflexões
 teóricas
 e
 experiências
 práticas
 numa
 troca
 que
 mostra
 algumas
 possibilidades
 do
 encontro
 entre
 a
 razão
 e
 o
 sensível
 no
 aprenderensinar
 EA
 através
 das
 AV.
 As
 atividades
didáticas
desenvolvidas
no
EM
visaram
a
construção
de
um
pensamento
ambiental
através
da
 discussão
 e
 análises
 imagéticas
 e
 temáticas
 dos
 trabalhos
 de
 Franz
 Krajcberg,
 Sebastião
 Salgado
 e
 Vik
 Muniz
 usando,
 para
 tanto,
 a
 pesquisa
 nos/dos
 cotidianos
 e
 a
 linguagem
 fotográfica
 e
 sua
 posterior
 manipulação
digital,
como
registro
plástico/discursivo
dos
mesmos.
O
trabalho
desenvolvido
com
alunos
 do
CP
teve
por
objetivo
trazer
aportes
metodológicos,
teóricos
e
práticos
no
desenvolvimento
do
ensino
 de
 EA,
 para
 que
 os
 futuros
 professores
 trabalhem
 com
 seus
 alunos
 das
 séries
 iniciais,
 fazendo
 uso
 do
 lúdico
através
das
linguagens
artísticas.
Na
primeira
etapa,
foram
lidos
e
discutidos
textos
de
autores
da
 área,
desenvolvidas
pesquisas
na
internet
e
produzidos
materiais
didáticos
que,
no
segundo
momento,
 foram
utilizados
com
crianças
de
3º
e
4º
ano.


 
 Palavras‐chave:
aprenderensinar,
educação
ambiental,
artes.





 PROCESSOS
FORMATIVOS
DE
EDUCAÇÃO
AMBIENTAL
EM
CONTEXTOS
DIFERENCIADOS




 Mauro
Guimarães
‐
Pesquisador(a)
do
Ensino
Superior/
UFRRJ
 Aline
Lima
de
Oliveira
 Edileuza
Dias
de
Queiroz
 Patrícia
de
Oliveira
Plácido
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
UFRRJ



164


A
Educação
Ambiental
(EA)
nasce
da
sensibilidade
de
aliar
conhecimento
científico,
tecnológico,
artístico
 e
 cultural
 a
 uma
 nova
 consciência
 de
 valores,
 de
 respeito
 aos
 seres
 humanos
 e
 aos
 recursos
 naturais,
 com
 perspectivas
 de
 ajudar
 a
 formar
 uma
 mentalidade
 impulsionadora
 da
 construção
 de
 um
 novo
 paradigma
emancipador.
Partindo
dessas
assertivas,
considera‐se
importante
investigar
e
refletir
sobre
 a
 formação
 de
 educadores
 ambientais
 numa
 sociedade
 em
 crise,
 sendo
 este
 um
 grande
 desafio
 da
 formação
 para
 a
 cidadania
 em
 sintonia
 com
 a
 EA
 Crítica,
 como
 ferramenta
 de
 mudança
 da
 sociedade
 antidemocrática
 submissa
 a
 lógica
 do
 Capital.
 Para
 tanto,
 é
 de
 suma
 importância
 os
 processos
 formativos
 em
 educação
 ambiental
 numa
 vertente
 crítica
 e
 transformadora,
 que
 instrumentalize
 os
 educadores
atuarem
em
uma
abordagem
ambientalista
e
pedagógica
emancipatória,
de
intervenção
no
 cotidiano,
voltada
para
o
exercício
da
cidadania
na
problematização,
na
transformação
das
condições
de
 vida
e
na
ressignificação
da
inserção
do
ser
humano
em
suas
relações
sociais
no
ambiente,
superando
a
 dicotomia
 dominante.
 Assim,
 este
 trabalho,
 fruto
 das
 reflexões
 do
 Grupo
 de
 Estudos
 e
 Pesquisa
 em
 Educação
 Ambiental,
 Diversidade
 e
 Sustentabilidade
 da
 UFRRJ
 e
 de
 pesquisas
 concluídas
 e
 em
 andamento
 do
 Programa
 de
 Pós‐graduação
 em
 Educação,
 Contextos
 Contemporâneos
 e
 Demandas
 Populares
 da
 UFRRJ,
 objetiva
 refletir
 e
 construir
 algumas
 considerações
 que
 se
 pretendem
 iniciais
 e
 provocativas,
sobre
diferentes
processos
formativos
em
EA
tais
como:
EA
empresarial;
EA
na
formação
 inicial
 de
 educadores;
 e
 EA
 em
 formação
 continuada.
 Assim,
 serão
 abordados
 diferentes
 aspectos
 dos
 processos
formativos
da
EA
em
contextos
diferenciados.


 
 Palavras‐chave:
 processos
 formativos
 em
 educação
 ambiental,
 educação
 ambiental
 crítica,
 práxis
 transformadora.





 SABERESFAZERES
SOCIOAMBIENTAIS
EM
REDES
COTIDIANAS
DO
CONGO
DE
MASCARADO
DE
 RODA
D'ÁGUA,
CARIACICA,
ES


 
Andreia
Teixeira
Ramos

 
 Este
 trabalho
 convida
 ao
 encontro
 e
 deslocamentos
 com
 movimentos
 de
 uma
 pesquisa
 em
 Educação
 Ambiental
 (EA),
 com
 inspirações
 na
 pesquisa
 cartográfica
 com
 as
 conversas
 tessidas
 nas
 redes
 cotidianas.
 O
 objetivo
 foi
 cartografar
 e
 problematizar
 na
 atualidade,
 os
 saberes,
 fazeres
 e
 poderes
 socioambientais,
com
as
artes
de
fazer
e
narrar
a
produção
da
Manifestação
Cultural
do
Mascarado
do
 Congo
de
Roda
D’água,
Cariacica
(ES)
e
os
atravessamentos
com
as
redes
cotidianas
escolares
e
outros
 espaços
 de
 convivência.
 Nesse
 campo
 problemático,
 em
 águas‐quentes‐claras‐frias‐turvas,
 problematizamos
a
constituição
de
uma
perspectiva
autopoiética
na
EA
que
acontece
na
invenção
de
si
 e
 do
 mundo
 com
 a
 produção
 do
 Mascarado.
 A
 invenção
 das
 experiências
 cotidianas
 dessa
 produção
 cultural
 emergem
 num
 campo
 de
 tensões,
 conflitos
 e
 negociações
 com
 as
 redes
 de
 conversações,
 criando
 também
 relações
 de
 coletividade,
 solidariedade
 e
 de
 aceitação
 do
 outro
 como
 legítimo
 outro
 junto
 a
 nós.
 Nossa
 aposta
 é
 pensar
 a
 perspectiva
 autopoiética
 na
 EA
 com
 os
 estudos
 de
 Humberto
 Maturana,
“desmascarando”
pistas
que
desloquem
nossas
relações
e
experiências
humanas
e
coletivas
 no
linguajear
potencializando
as
dimensões
ontológica,
ética
e
estética
dos
movimentos
de
conversar
e
 de
 sustentabilizar
 enquanto
 ação.
 Nas
 inventividades
 cotidianas
 é
 nosso
 desejo
 acompanhar
 os
 processos
 da
 produção
 do
 Mascarado
 como
 personagem
 secular
 do
 município
 de
 Cariacica,
 por
 meio
 dos
fluxos,
encontros,
narrativas,
conversas,
linhas,
formas,
forças,
“bastidores”
(Making
of),
entrando
 nas
travessias
e
deixando‐nos
atravessar
por
elas.
Os
trabalhos
de
Alves
(2010),
Carvalho
(2008;
2009),
 Certeau
(2008),
Deleuze
(1992;
1998),
Ferraço
(2005,
2011),
Larrosa
(2004),
Maturana
(1999;
2006)
Sato
 (2003),
Tristão
(2004)
e
Veiga‐Neto
(2011)
foram
inspirações
neste
texto.


 
 Palavras‐chave:
educação
ambiental,
cotidianos,
redes
de
conversações,
autopoiese.





 SUSTENTABILIDADES
POSSÍVEIS:
ARTES
DE
FAZER
EM
ESCOLAS
DE
COMUNIDADES
DE
 DIFICÍLIMO
ACESSO




 Termo
de
grande
difusão
na
atualidade,
a
sustentabilidade
vem
atravessando
a
produção
acadêmica
de
 diversos
 teóricos
 de
 múltiplas
 áreas
 de
 conhecimento.
 Contudo,
 são
 tantos
 os
 fios
 que
 tecem
 este
 


 Patrícia
Raquel
Baroni
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UFES


165


conceito
 e
 em
 tantos
 campos
 de
 saberes,
 que
 tenho
 a
 necessidade
 de
 mencioná‐lo
 no
 plural.
 Deste
 modo,
este
trabalho
pretende
dialogar
acerca
de
sustentabilidades.
Ao
considerar
que
historicamente
a
 legitimação
 de
 alguns
 saberes
 como
 válidos
 produziu
 a
 invisibilização
 de
 outros,
 o
 diálogo
 com
 sustentabilidades
possíveis
tenciona
apresentar
artes
de
fazer
(Certeau,
1994),
adequadas
e
necessárias
 aos
localismos
onde
se
inserem,
que
agem
como
soluções
contextualizadas.
O
local
desta
pesquisa
é
o
 município
de
Duque
de
Caxias,
um
dos
mais
importantes
da
Baixada
Fluminense,
no
estado
do
Rio
de
 Janeiro.
 Este
 município
 é
 dividido
 em
 quatro
 distritos:
 (1)
 Duque
 de
 Caxias,
 (2)
 Campos
 Elíseos,
 (3)
 Imbariê
e
(4)
Xerém.
Enquanto
o
primeiro
distrito
se
caracteriza
pela
predominância
dos
modos
urbanos
 de
 viver;
 no
 quarto
 distrito,
 Xerém,
 é
 possível
 identificar
 modos
 de
 vida
 rurais.
 Entretanto,
 o
 que
 prevalece
 é
 a
 compreensão
 de
 que
 a
 totalidade
 do
 município
 se
 inscreve
 numa
 perspectiva
 de
 urbanidade,
 sendo
 esta
 concepção
 sempre
 vinculada
 a
 um
 ideário
 de
 progresso
 e
 desenvolvimento.
 Sendo
assim,
as
comunidades
que
vivem
em
Xerém,
sobretudo,
as
que
habitam
áreas
as
quais
a
própria
 administração
 municipal
 nomeou
 como
 sendo
 áreas
 de
 “dificílimo
 acesso”,
 produzem
 cotidianamente
 táticas
diversas
com
intuito
de
garantir
sustentabilidades
possíveis.
São
comunidades
que
convivem
com
 a
invisibilidade
de
suas
ações
e
com
o
desafio
de
proteger
a
biodiversidade
na
região.
São
alternativas,
 contudo,
 que
 não
 se
 inscrevem
 na
 sustentabilidade
 (no
 singular)
 discutida
 num
 paradigma
 que
 fragmenta
teoria
e
prática
em
campos
distintos.
Para
a
desinvisibilização
destas
táticas,
a
metodologia
 utilizada
foi
a
pesquisa
nosdoscom
os
cotidianos.


 
 Palavras‐chave:
sustentabilidades,
cotidianos,
invisibilidades,
táticas.



 
UNIVERSIDADE
E
ESCOLA:
A
PEDAGOGIA
DA
IMAGEM
COMO
AGENTE
DE
MUDANÇA
PARA
 UMA
PARCERIA
SUSTENTÁVEL


 A
 Universidade
 e
 a
 Escola
 possuem
 papeis
 importantes
 na
 formação
 dos
 indivíduos,
 não
 apenas
 no
 âmbito
acadêmico
e
profissional,
mas
também,
na
formação
de
caráter
e
valores
que
contribuem
para
o
 desenvolvimento
 social,
 econômico,
 científico,
 cultural
 e
 sustentável
 de
 uma
 sociedade.
 Dentro
 desta
 análise,
 o
 presente
 artigo,
 segue
 o
 princípio
 metodológico
 do
 conhecimento
 científico
 e
 retrata
 a
 implementação
 de
 conceitos
 e
 ações
 sustentáveis
 no
 universo
 escolar
 com
 base
 na
 Pedagogia
 da
 Imagem
através
de
um
projeto
de
pesquisa
e
extensão
entre
a
Universidade
e
uma
Escola
Municipal
de
 São
Pedro
da
Aldeia
no
Rio
de
Janeiro.
O
Projeto
envolveu
os
alunos
da
graduação
do
Curso
de
Gestão
 Ambiental,
alunos
do
Ensino
Fundamental,
alunos
da
Educação
Infantil,
pais
e
professores
da
escola
em
 ações
 efetivas
 na
 comunidade
 escolar
 através
 de
 uma
 pesquisa
 de
 campo,
 palestras
 e
 oficinas
 de
 Educação
Ambiental,
tendo
como
destaque
a
importância
da
tecnologia
da
informação
e
comunicação
 como
 agente
 difusor
 de
 metodologias
 que
 visam
 à
 implementação
 da
 consciência
 sustentável
 e
 a
 transformação
da
realidade
social
de
diferentes
grupos
em
diferentes
locais
do
globo
terrestre
através
 da
socialização
de
práticas
educativas
na
internet.
Todo
material
produzido
e
exposto
na
escola
já
está
 disponível
 em
 um
 blog
 criado
 pelos
 alunos
 do
 ensino
 superior
 que
 é
 gerenciado
 pelos
 professores
 da
 escola.


 
 Palavras‐chave:
 educação,
 sustentabilidade,
 pedagogia
 da
 imagem,
 tecnologia
 da
 informação
 e
 comunicação.


 Silvio
Ronney
de
Paula
Costa
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UNIRIO






EPISTEMOLOGIAS DO SUL-ENCONTROS E DESENCONTROS DE SABERES OUTROS

 A
EXTENSÃO
UNIVERSITÁRIA
EM
PERIFERIAS
URBANAS:
A
EXPERIÊNCIA
DO
CURSO
DE
LÍNGUA
 INGLESA
PARA
COMUNIDADE





























































































































 
Joana
D’arc
Rodrigues
Ferreira
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UERJ
 


166


O
 presente
 Pôster
 intenciona
 apresentar
 algumas
 questões
 sobre
 o
 papel
 da
 Extensão
 Universitária
 numa
 Faculdade
 de
 Formação
 de
 Professores,
 tendo
 como
 perspectiva
 os
 impactos
 de
 uma
 pretensa
 democratização
da
Universidade
para
as
camadas
populares
no
Brasil.
Na
contemporaneidade,
vivemos
 em
um
mundo
no
qual
temos
um
arsenal
tecnológico
a
nosso
dispor
e,
ao
mesmo
tempo,
encontramos
 condições
 tão
 desumanas
 de
 vida.
 Refletindo
 sobre
 esse
 cenário,
 buscamos
 investigar
 a
 questão
 do
 trabalho
 extensionista
 desenvolvido
 por
 uma
 universidade
 pública,
 a
 UERJ.
 O
 lócus
 de
 nossa
 investigação
sobre
extensão
é
ao
trabalho
extensionista
desenvolvido
pela
Faculdade
de
Formação
de
 Professores
 da
 UERJ.
 O
 projeto
 delimitado
 para
 investigação
 é
 o
 Curso
 de
 Língua
 Inglesa
 para
 Comunidade
 (CLIC).
 A
 escolha
 deste
 projeto,
 entre
 tantas
 outras
 iniciativas
 desenvolvidas
 pela
 Faculdade,
 é
 devido
 ao
 fato
 o
 mesmo
 ter
 uma
 visibilidade
 significativa
 para
 a
 Unidade
 através
 de
 sua
 inserção
na
comunidade
local.
O
que
norteia
esta
pesquisa
é
pensarmos
a
questão
extensionista
voltada
 para
 uma
 “pedagogia
 do
 conflito”,
 que
 vai
 oportunizar
 a
 universidade
 discutir
 as
 interfaces
 entre
 s
 Educação,
Estado
e
Sociedade,
buscando
com
essas
práticas
extensionistas
tensionar
o
próprio
papel
da
 Universidade
na
produção
do
conhecimento
emancipatório,
como
nos
provoca
Sousa
Santos
(2004).
Por
 acreditarmos
 que
 as
 práticas
 extensionistas
 criam
 alternativas,
 locais
 de
 resistência
 da/na
 educação,
 propiciando
o
diálogo
Universidade/sociedade
na
busca
de
superar
as
diferenças
abissais
causadas
pelas
 desigualdades
econômicas
e
culturais,
é
que
entendemos
que
o
papel
estratégico
da
extensão
na
vida
 universitária,
sobretudo
pelas
possibilidades
político‐epistêmicas
que
a
relação
dialógica
(e
muitas
vezes
 conflituosa)
entre
saberes
distintos
no
interior
da
universidade
pública.


 
 Palavras‐chave:
 Extensão
 Universitária,
 práticas
 extensionistas,
 formação
 de
 professores,
 pluralidade
 cultural.






 A
PRÁTICA
DE
MONTAGEM
NO
FUNK
CARIOCA
COMO
PRINCÍPIO
NARRATIVO:
UMA
 EXPERIÊNCIA
EM
UMA
ESCOLA
MUNICIPAL
DA
CIDADE
DO
RIO
DE
JANEIRO


 Com
o
objetivo
de
dialogar
com
determinadas
práticas
musicais
da
diáspora
negra
existentes
em
uma
 escola
 municipal
 da
 cidade
 do
 Rio
 de
 Janeiro
 (local
 em
 que
 trabalho
 como
 professor‐pesquisador
 em
 música),
 a
 opção
 pela
 narrativa
 consiste
 não
 apenas
 em
 uma
 opção
 estilística,
 mas
 também
 em
 uma
 necessidade
metodológica.
Em
sua
polifonia
e
dialogicidade,
as
histórias
e
as
conversas
narradas
(assim
 como
 seus
 mais
 diversos
 deslocamentos),
 muito
 longe
 de
 encerrar
 tais
 práticas
 musicais
 em
 uma
 suposta
totalidade
(postura
típica
do
pensamento
educacional
moderno),
buscam
justamente
tensionar
 os
 limites
 de
 qualquer
 tentativa
 (ou
 pretensão)
 de
 monologiza‐las,
 de
 falar
 sobre,
 e,
 com
 isso,
 invisibilizar
a
existência
de
outros
muitos
caminhos
e
outros
tantos
fluxos
por
onde
é
possível
percorrê‐ las.
 E
 no
 decorrer
 das
 mais
 diversas
 idas
 e
 vindas
 deste
 diálogo,
 estas
 mesmas
 práticas
 e
 praticantes
 afrodiaspóricos
têm
se
enunciado
cada
vez
mais
não
apenas
como
um
conteúdo
narrável,
mas,
também
 (e
principalmente),
como
um
princípio
epistemológico
(de
não‐linearidade,
de
articulação
e
invenção,
de
 justaposição
 de
 práticas)
 bastante
 fértil
 na
 orientação
 de
 práticas
 narrativas,
 educacionais,
 possivelmente
emancipatórias.
 


 
 Palavras‐chave:
Montagem
de
funk,
narrativa,
afrodiáspora,
cotidiano
escolar.










































 
José
Carlos
Teixeira
Júnior
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
UERJ



 APENAS
UM
CLICK!
REVELANDO
ATOS
DE
LEITURA
E
ESCRITA
DE
JOVENS,
ADULTOS
E
IDOSOS
 NA
PRÁTICA
SOCIAL


 A
 pesquisa
 empreendida
 teve
 como
 objetivo
 investigar,
 por
 meio
 de
 imagens
 fotográficas,
 atos
 de
 leitura
e
escrita
de
jovens,
adultos
e
idosos
realizados
na
prática
social.
Para
tanto,
tomei
como
locus
o
 cotidiano
 onde
 os
 sujeitos
 produzem
 conhecimento
 e
 participam
 de
 eventos
 de
 leitura
 e
 escrita,
 à
 medida
que
constatei
na
literatura
acadêmico
científica
que
poucos
são
os
estudos
que
contemplam
a
 perspectiva
da
prática
social
como
ambiente
de
formação
de
sujeitos
para
o
universo
da
cultura
escrita.
 Ressignificando
 a
 fotografia
 para
 o
 campo
 da
 educação
 e
 como
 instrumento
 de
 coleta
 de
 dados
 em
 minha
 pesquisa,
 registrei
 diferentes
 formas
 de
 circulação
 de
 textos
 em
 espaços
 sociais,
 assim
 como








































 
Rejane
Cristina
Barreto
Faria
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UERJ


167


modos
 de
 leitura
 e
 escrita
 de
 sujeitos
 jovens,
 adultos
 e
 idosos
 em
 eventos
 cotidianos.
 No
 mundo
 contemporâneo,
os
sujeitos
leem
múltiplas
linguagens
que
se
estabelecem
no
mundo,
com
participação
 diferenciada
 na
 sociedade
 grafocêntrica.
 Como
 práticas
 sociais
 formam
 sujeitos
 para
 o
 universo
 da
 cultura
 escrita,
 investigo
 a
 expressão
 de
 atos
 formadores
 a
 partir
 dos
 conceitos
 de
 disponibilidade,
 acesso,
contexto
e
participação,
de
acordo
com
estudos
de
Kalman
(2009)
e
de
Santos
(2010),
autor
que
 me
 possibilita
 compreender
 os
 saberes
 da
 prática
 social,
 ao
 demonstrar
 formas
 de
 conhecimentos
 a
 partir
 dos
 saberes
 “válidos”
 —
 reconhecidos
 aos
 países
 do
 hemisfério
 Norte,
 e
 “não
 válidos”
 —
 pertinentes
aos
países
do
hemisfério
Sul.
Entendo
assim,
que
os
saberes
produzidos
na
prática
social
são
 reconhecidos
 sem
 legitimidade
 ao
 abarcar
 o
 conhecimento
 de
 mundo
 e
 experiências
 de
 vida.
 Além
 disso,
 são
 considerados
 pela
 escola
 como
 saberes
 sem
 legitimidade,
 o
 que
 levou‐me
 à
 discussão
 do
 pensamento
abissal
(SANTOS,
2010).


 
 Palavras‐chave:
leitura
e
escrita,
prática
social,
sujeitos
jovens
e
adultos,
epistemologias
do
Sul.





 CONTANDO
HISTÓRIAS
E
OUVINDO
PAPOS
DE
PROFESSORAS
(CHOPP)








































 
Marina
Santos
Nunes
de
Campos
‐

Estudante
de
Graduação/
UERJ
 




































































































































Thiara
Cristina
de
Lima
 


















































































































































Leandro
de
Souza
Cruz

 
 O
 presente
 pôster
 objetiva
 apresentar
 resultados
 parciais
 de
 uma
 pesquisa,
 ainda
 em
 andamento,
 voltada
 para
 escuta
 de
 narrativas
 de
 professoras
 de
 escolas
 públicas
 do
 estado
 do
 Rio
 de
 Janeiro.
 Mensalmente
 são
 realizadas
 rodas
 de
 conversas
 de/com
 professoras
 no
 contexto
 de
 um
 projeto
 de
 extensão
 e
 pesquisa.
 As
 narrativas
 são
 gravadas,
 posteriormente
 transcritas
 e
 discutidas
 no
 grupo
 de
 pesquisa.
O
esforço
deste
estudo
concentra‐se
em
opor‐se
à
hierarquia
entre
os
saberes
considerados
 científicos
 e
 não
 científicos,
 que
 ocasionam
 uma
 relação
 social
 desigual
 entre
 os
 detentores
 dos
 conhecimentos
 validados
 pela
 ciência,
 dos
 sujeitos
 detentores
 de
 saberes
 oriundos
 da
 experiência,
 comumente
 considerados
 irrefletidos.
 A
 escuta,
 registro
 e
 estudo
 das
 narrativas
 busca
 desinvisibilizar
 (Santos,
2004)
aprendizagens
e
práticas
curriculares
cotidianas,
visando
a
valorizá‐las
perante
o
mundo
 acadêmico
e
seus
saberes,
reforçando
a
ideia
de
que
elas
podem
contribuem
para
a
formação
cidadã
e
 emancipação
 social
 dos
 sujeitos,
 e
 para
 a
 construção
 de
 uma
 justiça
 cognitiva
 e,
 assim,
 para
 uma
 ecologia
 de
 saberes,
 na
 perspectiva
 formulada
 por
 Santos
 (2010).
 A
 opção
 pelas
 narrativas
 docentes
 deve‐se
ao
seu
potencial
para
desvelar
experiências
e
enredamentos
de
saberes
que
circulam
na
escola,
 para
 além
 de
 conhecimentos
 estéreis
 e
 desencarnados
 de
 sujeitos
 (Alves;
 Oliveira,
 2008).
 Nesse
 caminho,
encontramos
diferentes
realidades
e
práticas
emancipatórias
nelas
inscritas
e,
ao
conferirmos
 visibilidade
 a
 tais
 práticas,
 potencializamos
 a
 consolidação
 de
 escolas
 capazes
 de
 contribuir
 para
 a
 construção
de
uma
sociedade
baseada
em
relações
sociais
mais
ecológicas,
ao
mesmo
tempo
em
que
 reconhecemos
o
status
de
produtores
de
conhecimento
dos
professores
da
educação
básica.


 
 Palavras‐chave:
narrativas,
cotidiano
escolar,
currículos
praticados,
saberes
docentes.





 DE
SUBALTERNOS
A
SUBVERSIVOS
‐
A
REBELDIA
EPISTEMOLÓGICA


 José
Guilherme
Franco
Gonzaga

 
 A
 presente
 pesquisa
 pretende
 verificar
 no
 cotidiano
 das
 lutas
 de
 resistência
 dos
 movimentos
 sociais,
 particularmente
do
MST,
a
pertinência
de
afirmar‐se
que
os
saberes
dos
subalternos
(Gramsci)
podem
 tornar‐se
 subversivos.
 A
 questão
 fundamental
 indaga
 se
 nas
 lutas
 sociais
 contra
 o
 latifúndio,
 nos
 acampamentos
 e
 assentamentos,
 nas
 marchas
 e
 ocupações,
 os
 Sem
 Terra,
 ao
 tomarem
 suas
 próprias
 histórias
 e
 saberes
 como
 armas
 de
 lutas,
 podem
 cultivar
 novas
 epistemologias.
 O
 trabalho
 é
 fundamentado
 nas
 experiências
 das
 lutas
 dos
 povos
 ignorados
 pelo
 eixo
 Grécia
 –
 Europa,
 tradicionalmente
chamado
de
matriz
ocidental.
No
que
interessa
aqui,
essa
matriz
nega
a
colonialidade
 do
poder,
do
saber
e
do
ser.
Diferentemente
deste
ponto
de
vista,
trago
à
cena
autores
que
com
suas
 teorias
possibilitaram
a
resistência
anticolonial
na
Índia,
nas
Antilhas,
na
América
Central,
na
América
do
 Sul,
nas
lutas
Africanas.
Desta
forma
pretendo,
no
campo
teórico,
questionar
o
pensamento
uni‐versal
a
 partir
dessas
diferentes
matizes,
ou
seja,
pensar
outras
lógicas
que
são
subalternizadas,
não
por
terem


168


menos
validade,
mas
por
não
serem
hegemônico
e
por
não
estarem
no
poder.
Entendo
essa
como
uma
 questão
 atual,
 cuja
 investigação
 pode
 nos
 ajudar
 a
 pensar
 os
 desencontros
 de
 saberes,
 tão
 presentes
 nas
escolas,
principalmente
naquelas
que
trabalham
com
crianças
das
classes
populares.


 
 Palavras‐chave:
movimentos
sociais,
saberes
populares,
educação
popular,
currículo.





 EDUCAÇÃO
POPULAR
E
FEMINISMO:
DIÁLOGOS
PARA
A
(RE)CONHECIMENTO
DA
PRODUÇÃO
 DE
MULHERES
ARTESÃS





























































































































 
Amanda
Motta
Angelo
Castro
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UNISINOS
 Edla
Eggert
‐
Coordenadora
do
PPGEDU/UNISINOS
 
 Esse
 texto
 traz
 algumas
 reflexões
 tendo
 como
 base
 nossa
 pesquisa
 de
 doutorado
 que
 está
 em
 andamento.
 Nosso
 olhar
 é
 sobre
 Educação
 Popular,
 Feminismo,
 Artesanato
 e
 a
 invisibilidade
 da
 produção
 das
 mulheres,
 e
 buscamos
 compreender
 como
 ocorre
 o
 processo
 pedagógico
 invisível
 da
 tecelagem
em
dois
lugares
do
Brasil:
O
Rio
Grande
do
Sul
e
as
Minas
Gerais.
O
artesanato
segundo
Eli
 Bartra
(2004)
é
uma
atividade
desenvolvida
pelas
pessoas
mais
pobres
do
mundo,
entre
essas
pessoas
 encontramos
 as
 mulheres
 que
 são
 a
 maioria
 no
 artesanato,
 sobretudo
 quando
 esse
 artesanato
 esta
 ligado
ao
fio.
Renda,
bordado,
costura
crochê,
tricô,
tecelagem.
Nesses
fios
encontramos
uma
produção
 predominantemente
feminina
que
é
rica
em
técnica,
conhecimento
e
arte.
Para
Richard
Sennett
(2009),
 a
 habilidade
 artesanal
 requer
 um
 alto
 grau
 de
 aprendizagem,
 com
 base
 nessa
 afirmação
 compreendemos
que
na
produção
artesanal
existe
pedagogia.
O
Feminismo
aponta
que
a
tecelagem
é,
 sobretudo
 desenvolvida
 pelas
 mulheres
 e
 por
 esse
 motivo
 perde
 muito
 de
 seu
 valor
 social
 e
 reconhecimento
 (Edla
 Eggert,
 2011).
 A
 Educação
 Popular
 aponta
 que
 as
 pedagogias
 desenvolvidas
 às
 margens
 das
 instituições
 formais
 de
 ensino
 são
 socialmente
 menos
 reconhecidas
 e
 segundo
 Danilo
 Streck
(2010)
é
tarefa
da
Educação
Popular
o
trabalho
de
desvelamento
dessas
pedagogias.
Neste
texto
 nos
 propomos
 travar
 um
 diálogo
 entre
 o
 Feminismo
 e
 a
 Educação
 Popular,
 entendemos
 que
 esse
 diálogo
abre
caminho
para
o
(re)conhecimento
de
uma
produção
que
tem
conhecimento,
mas
que
está
 socialmente
invisibilizada.


 
 Palavras‐chave:
educação
Popular,
feminismo,
gênero,
artesanato.





 ESCOLA
PÚBLICA
–
QUALIDADE
OU
QUALIDADES
DE
ENSINO
–
O
QUE
OS
COTIDIANOS
 ESCOLARES
NOS
CONTAM


 Este
trabalho
é
parte
de
uma
pesquisa
de
doutorado,
em
andamento,
que
tem
como
objetivo
perceber,
 nos/dos/com
os
cotidianos
escolares,
as
ideiaspráticas
de
qualidade
de
ensino
produzidas
pelos
sujeitos.
 Mergulhando
 em
 histórias
 desses
 cotidianos,
 busco
 desinvizibilizar
 (Santos,
 2004)
 as
 ideiaspráticas
 de
 qualidade,
procurando
compreender,
em
meio
à
complexidade
que
constitui
as
escolas,
seu
processo
de
 produção.
Quando
vemos
esse
tema
ser
abordado
nos
meios
de
comunicação
e
nos
meios
acadêmicos,
 notamos
que,
na
maioria
das
vezes,
o
termo
“qualidade
de
ensino”
é
tratado
como
se
tivesse
apenas
um
 significado.
 Intenciono
 colocar
 em
 discussão
 essa
 ideia,
 trazendo
 histórias
 dos
 cotidianos
 escolares
 e
 apresentando
diferentes
concepções
de
qualidade
dos
sujeitos,
em
diálogo
e
disputa
no
campo
político
 em
 que
 a
 escola
 se
 constitui.
 Com
 isso,
 busco
 estabelecer
 relações
 entre
 as
 políticas
 oficiais
 de
 qualidade
que
chegam
à
escola
e
essas
concepções
que
lá
existem
e
estão
sendo
colocadas
em
prática.
 Procuro
perceber
se
há
ou
não
diálogo
entre
elas
nas
diferentes
maneiras
como
os
praticantes
desses
 cotidianos
das
escolas
e
dos
órgãos
gestores
elaboram
e
fazem
uso
dessas
ideiaspráticas
de
qualidade
 de
ensino.


 
 Palavras‐chave:
cotidianos
escolares,
sujeitos
e
saberes,
qualidade
de
ensino,
políticas
de
qualidade.








































 Regina
Coeli
Moura
de
Macedo



 EXPERIÊNCIAS
E
DESAFIOS
NA
FORMAÇÃO
DE
AGENTES
INDÍGENAS
DE
SAÚDE
NO
ESTADO
DO
 RIO
DE
JANEIRO










































169


Renata
Pinheiro
Castro
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UFF
 
 O
 presente
 estudo
 tem
 por
 objetivo
 apresentar
 o
 histórico
 do
 projeto
 pioneiro
 de
 escolarização
 de
 Agentes
 Indígenas
 de
 Saúde
 (AIS),
 nas
 aldeias
 da
 região
 sul
 fluminense
 do
 estado
 do
 Rio
 de
 Janeiro,
 sustentado
 pelo
 tripé
 de
 conceitos
 "jeito
 de
 ser
 guarani",
 "conhecimento"
 e
 "saúde"
 compreendidos
 como
signos
ideológicos,
na
perspectiva
teórica
dos
estudos
sobre
linguagem
de
Bakhtin.
Por
meio
de
 meio
de
pesquisa
qualitativa
frequentei
o
principal
local
de
atuação
dos
AIS,
o
posto
de
saúde
da
aldeia
 e
recuperei
na
enunciação
dos
mesmos
o
índice
de
um
novo
sujeito,
na
relação
guarani/AIS/aluno,
no
 enlace
 epistemológico
 indígena
 e
 não
 indígena
 para
 implementação
 da
 política
 pública
 de
 saúde
 diferenciada
e
explorei
a
questão
nos
excertos
das
transcrições
das
entrevistas.
Os
saberes
tecidos
ao
 longo
 do
 curso
 apresentaram
 muitos
 desafios,
 na
 perspectiva
 intercultural
 de
 formação
 e
 atuação
 profissional
apontando
para
a
demanda
do
ensino
médio.

 
 Palavras‐chave:
agente
indígena
de
saúde,
guarani
mbya,
políticas
públicas,
educação
em
saúde.





 FRANCISCA
APOSTA
EM
SEU
FUTURO
‐
UMA
NARRATIVA
FEMININA
NA
EJA



 Francisca
traça
cuidadosamente
sua
trajetória,
apostando
em
si
e
lutando
contra
o
determinismo
que
o
 presente
 lhe
 desenha.
 Ela
 deseja
 mais
 de
 sua
 vida,
 pretendendo
 melhorá‐la
 cada
 dia
 mais.
 Ela
 é
 o
 exemplo
do
que
Boaventura
de
Sousa
Santos
chama
de
“apostador
do
nosso
tempo”.
Francisca
acredita
 que
a
possibilidade
de
um
mundo
melhor
depende
de
sua
aposta
e
de
suas
iniciativas
e
atitudes.
É
por
 isso
que,
com
determinação,
ela
vem
bordando
cada
passo
de
seu
caminho,
desde
o
início
de
sua
vida.
A
 partir
 de
 sua
 narrativa,
 conheceremos
 Francisca,
 um
 dos
 exemplos
 típicos
 de
 um
 dos
 segmentos
 de
 alunos
da
EJA.
Ela
teve
acesso
à
escola,
mas
não
pelo
tempo
e
com
a
qualidade
suficiente
para
participar
 plenamente
da
cultura
letrada,
como
ela
própria
reconhece
em
sua
narrativa.
Ainda
criança,
Francisca
 se
 alfabetizou,
 mas
 ela
 própria
 reconhecia
 que
 isto
 era
 pouco,
 pois
 não
 se
 sentia
 capaz
 de
 se
 inserir
 plenamente
 no
 contexto
 social,
 o
 qual
 exigia
 competências,
 especialmente
 profissionais,
 que
 ela
 não
 conseguia
 atender
 sem
 acesso
 aos
 conhecimentos
 escolares.
 Diante
 da
 incerteza
 de
 nosso
 tempo,
 Francisca
teve
a
atitude
do
“ser
humano
que
é
um
ser
condenado
a
transformar
necessidade
(finitude,
 sustentabilidade)
em
liberdade
(diversidade,
infinitude)”,
como
define
Santos
(2010).
Ela
possui
o
desejo
 de
 ter
 um
 futuro
 melhor,
 mesmo
 sem
 saber
 se
 ele
 é
 possível
 e
 se
 conseguirá
 atingi‐lo,
 mas
 ela
 se
 libertou
para
buscar
a
diversidade
de
experiências
do
mundo
e
sua
diversidade
de
saberes.
Continua
sua
 jornada
 para
 concluir
 o
 ensino
 fundamental
 numa
 escola
 de
 EJA
 e
 ainda
 pretende
 seguir
 mais
 além,
 mesmo
 com
 todas
 as
 incertezas
 do
 nosso
 mundo,
 mas
 com
 uma
 vontade
 de
 criar
 um
 “pensamento
 alternativo
de
alternativas”
(p537),
no
qual
sempre
se
vislumbrem
novas
possibilidades
e
alternativas.


 
 Palavras‐chave:
narrativa,
aposta,
EJA,
saberes.










































 Maria
Clara
da
Gama
Cabral
Coutinho



 LEITORES
E
ESCRITORES
INSERIDOS
EM
UMA
LÓGICA
ABISSAL


 Este
 trabalho
 é
 parte
 de
 minha
 pesquisa
 de
 mestrado
 em
 educação.
 Ao
 apresentá‐lo,
 dou
 relevo
 a
 práticas
 pedagógicas
 de
 leitura
 e
 escrita
 —
 desenvolvidas
 em
 uma
 classe
 de
 educação
 de
 jovens
 e
 adultos
(EJA)
por
mim
observada
sistematicamente
—,
sobre
as
quais
lancei
meu
olhar
impregnado
do
 conceito
 de
 pensamento
 abissal
 proposto
 por
 Boaventura
 de
 Sousa
 Santos
 (2010).
 Legitimar
 o
 conhecimento
de
mundo
dos
sujeitos
nesses
processos
de
formação
fez‐se
imprescindível
na
presente
 pesquisa,
 pois
 me
 permitiu
 refletir
 sobre
 autorreconhecimento
 de
 pessoas
 como
 leitoras
 e
 escritoras,
 mesmo
 com
 pouca
 ou
 nenhuma
 escolarização.
 Investiguei
 práticas
 de
 leitura
 e
 escrita
 propostas
 pela
 professora
regente
submetendo‐as
a
questionamentos
do
tipo:
como
romper
com
a
lógica
abissal
que
 separa
saberes
“válidos”
(escolares)
e
“não
válidos”
(adquiridos
ao
longo
da
vida)?
Saberes
“válidos”
e
 “não
 válidos”
 se
 complementam
 em
 processos
 de
 aprendizagem?
 As
 práticas
 de
 leitura
 e
 escrita
 escolares
 contemplavam
 necessidades
 do
 cotidiano
 dos
 sujeitos?
 Para
 responder
 essas
 questões,
 busquei
auxílio
em
Santos
(2010),
Quijano
(2010)
e
Freire
(2005),
que
contribuíram
também
para
pensar
 



 
Josilene
de
Souza
Santos
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UERJ


170


a
 abordagem
 teórico‐metodológica
 adotada,
 de
 natureza
 qualitativa.
 Alguns
 instrumentos
 foram
 utilizados
durante
as
observações:
diário
de
campo
e
entrevistas
semiestruturadas
que
me
permitiram
 uma
escuta
sensível
dos
sujeitos.
O
estudo
concluiu
que
as
práticas
de
leitura
e
escrita
propostas
pela
 professora
 rompiam
 com
 a
 lógica
 abissal,
 por
 conseguir
 aproximar‐se
 da
 realidade
 e
 do
 cotidiano
 dos
 sujeitos
 e
 de
 suas
 histórias
 pessoais,
 vinculando‐as
 à
 história
 da
 formação
 do
 Brasil
 e
 à
 produção
 da
 desigualdade,
ultrapassando
a
visão
conteudista
e
asséptica
com
que
os
currículos,
em
geral,
organizam
 saberes
escolares.
 


 
 Palavras‐chave:
educação
de
jovens
e
adultos,
práticas
de
leitura
e
escrita,
leitores
e
escritores,
lógica
 abissal.


NÃO
EXISTE
PECADO
DO
LADO
DE
BAIXO
DO
EQUADOR?


 Ana
Maria
de
Campos

 
 Trabalhando
na
educação
pública
há
muito
tempo
algumas
inquietações
vêm
suleando
(FREIRE,
1992)
 minhas
ações
no
campo
da
docência
e
no
da
pesquisa
educacional.
O
problema
que
me
move
é
grave,
 mas
naturalizado
e
tornado
invisível
por
um
motivo
simples:
quem
carrega
o
fardo
de
seus
efeitos
e
de
 sua
 constante
 reprodução
 social
 são
 os
 pobres
 ou
 os
 condenados
 da
 Terra,
 conforme
 Paulo
 Freire.
 Refiro‐me
 ao
 analfabetismo
 de
 jovens
 e
 adultos
 e
 à
 dificuldade
 vivida
 por
 uma
 parcela
 da
 população
 para
 concluir
 o
 percurso
 básico
 de
 escolarização.
 Segundo
 dados
 do
 censo
 divulgados
 em
 2010
 pelo
 IBGE
 (Instituto
 Brasileiro
 de
 Geografia
 e
 Estatística)
 existem
 hoje
 13,9
 milhões
 de
 brasileiros
 com
 15
 anos
 ou
 mais
 analfabetos
 e
 mais
 de
 8
 milhões
 de
 jovens
 evadiram,
 ou
 seja,
 foram
 expulsos
 da
 escola
 antes
 de
 completarem
 o
 1º
 ciclo
 do
 Ensino
 Fundamental.
 Uma
 sociedade
 que
 tenta
 construir
 uma
 democracia
não
pode
conviver
com
a
segregação
revelada
nesses
índices.
Não
é
possível
aceitar
que
a
 escola
continue
sendo
veículo
de
reprodução
do
apartheid
social
propagando
uma
concepção
de
mundo
 baseada
 na
 sociedade
 mercantil,
 tratando
 a
 educação
 como
 mercadoria.
 Tenho
 trazido
 para
 o
 debate
 acadêmico
 vozes
 silenciadas
 nos
 discursos
 oficiais
 a
 fim
 de
 flagrar
 indícios
 de
 como
 algumas
 dessas
 pessoas
‐
que
viveram
as
interdições
à
educação
escolar,
expressas,
sobretudo
nas
convocações
para
o
 trabalho
 desde
 a
 infância
 ou
 no
 modo
 como
 está
 organizada
 a
 escola
 apartada
 do
 universo
 cultural
 e
 social
 dos
 setores
 empobrecidos
 –
 conseguem
 criar
 mecanismos
 de
 permanência
 e
 de
 enfrentamento
 dessas
 dificuldades.
 Acredito
 assim
 contribuir
 no
 desenho
 de
 outros
 cenários
 de
 humanização
 e
 de
 valorização
 de
 saberes
 diversos
 aos
 que
 hegemonicamente
 circulam
 na
 sociedade.
 A
 pesquisa
 ora
 desenvolvida
em
nível
de
doutorado
soma‐se
ao
esforço
de
muitos
na
construção
de
um
horizonte
de
 emancipação
social
para
os
que
vivem
abaixo
ou
acima
da
linha
do
Equador.


 
 Palavras‐chave:
produção
do
conhecimento,
emancipação
social,
educação
popular
cotidiano,
pesquisa
 em
educação
–
Henri
Lefebvre
–
Agnes
Heller.


NO
CAMINHO
DAS
LETRAS
FLUMINENSES,
UM
RESGATE
CULTURAL
E
IDENTITÁRIO
COM
 AMÉLIA
TOMÁS
E
MARIA
SABINA



 O
 Rio
 de
 Janeiro,
 após
 séculos
 de
 prestígio
 político
 e
 cultural,
 vive
 um
 longo
 processo
 de
 descaracterização
e
crise
de
identidade.
A
fusão
dos
Estados
do
Rio
de
Janeiro
e
da
Guanabara,
realizada
 em
 1975,
 ainda
 não
 se
 consolidou
 de
 forma
 prática,
 sendo
 marcada
 por
 um
 abismo
 entre
 seus
 habitantes,
os
quais
se
encontram
à
margem
de
uma
típica
tradição.
Como
forma
de
investigar
os
hiatos
 da
memória
e
da
identidade
fluminenses,
voltamos
nossa
atenção
para
a
literatura.
Através
da
análise
e
 divulgação
 de
 escritos
 produzidos
 regionalmente,
 levamos
 ao
 meio
 acadêmico
 apontamentos
 e
 ponderações
 e,
 de
 alguma
 maneira,
 desejamos
 contribuir
 para
 uma
 reavaliação
 do
 Fluminensismo.
 Nesse
contexto,
surgem
duas
quase
desconhecidas
personagens:
Maria
Sabina
de
Albuquerque
e
Amélia
 Olga
Herdy
Thomaz.
As
duas
escritoras,
que
dedicaram
sua
vida
ao
magistério
e
à
produção
de
poesias,
 uma,
 em
 Niterói
 (então
 capital
 do
 Estado
 do
 Rio);
 outra,
 na
 cidade
 de
 Cantagalo
 (centro‐norte
 fluminense),
 se
 tornam,
 aos
 nossos
 olhos,
 uma
 preciosa
 descoberta.
 A
 partir
 de
 uma
 análise
 crítica
 e
 cuidadosa,
 realizamos
 um
 exercício
 de
 (re)conhecimento
 das
 duas
 figuras
 e
 procuramos
 alforriar
 tal








































 Sandrine
Robadey
Huback

‐
Estudante
de
Graduação/
UFRJ
 Anabelle
Loivos
Conde
Sangenis
‐
Professor(a)
do
Ensino
Superior/
UFRJ


171


literatura,
que
permanecera
viva
e
presa
apenas
no
passado
e
na
memória
oral
de
alunos
e
discípulos
 das
 duas
 mestras.
 Como
 fruto
 do
 projeto
 de
 pesquisa
 interinstitucional
 IDENTIDADE
 E
 MEMÓRIA
 FLUMINENSE
(UFRJ/UERJ),
que
busca
avaliar,
registrar
e
interpretar
o
sentimento
de
pertencimento
dos
 cidadãos
 do
 Estado
 do
 Rio
 de
 Janeiro,
 através
 de
 uma
 perspectiva
 multidisciplinar,
 este
 trabalho
 apresenta
uma
breve
consideração
a
respeito
da
questão
identitária
local
e
introduz
a
literatura
como
 um
 meio
 de
 resgate,
 contribuindo
 não
 só
 para
 o
 investimento
 de
 um
 conhecimento
 cultural,
 mas
 permitindo
atravessar
fronteiras
e
criar
pontes
com
um
passado,
uma
realidade
marcada
em
um
espaço
 delimitado
e
impressa
‐
poética
e
pedagogicamente
‐
nas
linhas.


 
 Palavras‐chave:
fluminensismo,
identidade
cultural,
memória,
literatura.

 





 NUCLEAÇÃO
ESCOLAR:
O
PROCESSO
DE
FECHAMENTO
DE
ESCOLAS
RURAIS
NA
PERSPECTIVA
 DA
EDUCAÇÃO
DO
CAMPO


 Esta
pesquisa,
em
andamento,
tem
por
objetivo
analisar
o
processo
de
fechamento
de
escolas
rurais
no
 estado
 do
 Rio
 de
 Janeiro,
 tendo
 como
 categoria
 de
 análise
 a
 Educação
 do
 Campo,
 uma
 concepção
 educacional
construída
pelos
movimentos
sociais
rurais
que
lutam
por
uma
educação
transformadora,
 que
 atenda
 às
 especificidades
 dos
 seus
 povos,
 contrapondo‐se
 a
 concepção
 hegemônica
 de
 educação
 historicamente
a
eles
imposta,
a
educação
rural.
A
nucleação
de
escolas
rurais
é
um
processo
no
qual
 escolas
 rurais
 são
 fechadas
 ou
 têm
 etapas
 de
 ensino
 desativadas
 e
 seus
 alunos
 são
 transferidos
 para
 escolas
 núcleos,
 muitas
 vezes
 localizadas
 em
 áreas
 urbanas
 distantes.
 Na
 primeira
 etapa
 da
 pesquisa
 realizamos
 uma
 análise
 documental
 e
 bibliográfica
 do
 tema,
 nos
 ancorando
 principalmente
 em
 documentos
oficiais
e
nas
discussões
de
autores
como
Souza
Santos,
Lander
e
Caldart.
Em
um
segundo
 momento,
analisamos
dados
dos
Indicadores
Demográficos
e
Educacionais
(MEC),
entre
2007
e
2010,
do
 estado
do
Rio
de
Janeiro,
com
o
objetivo
de
sistematizarmos
como
está
se
desenvolvendo
o
processo
de
 fechamento
 de
 escolas
 nos
 municípios
 do
 estado.
 Neste
 sentido,
 ao
 privilegiarmos
 a
 Educação
 do
 Campo
 como
 referencial
 de
 análise,
 percebemos
 o
 quanto
 os
 impactos
 do
 fechamento
 de
 escolas
 em
 áreas
rurais
podem
prejudicar
a
escolarização
dos
povos
do
campo
e
a
formação
da
Educação
do
Campo
 como
 movimento
 de
 resistência
 à
 colonialidade
 dos
 saberes
 populares
 e
 à
 invasão
 cultural,
 violências
 estas
reproduzidas
pela
educação
rural,
igualmente
foi
possível
verificar
que
a
nucleação
escolar
é
um
 processo
em
curso
na
maioria
dos
municípios
do
Rio
de
Janeiro,
que
pode
estar
sendo
imposto
sem
uma
 discussão
com
a
sociedade
civil
e
os
movimentos
sociais.


 
 Palavras‐chave:
nucleação
escolar,
educação
do
campo,
educação
rural,
movimentos
sociais
rurais.

 



































 
Tássia
Gabriele
Balbi
de
Figueiredo
e
Cordeiro
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UREJ‐FFP



 O
CONHECIMENTO
NA
PRÁTICA
CULTURAL
DO
JONGO:
REFLEXÕES
QUE
VISAM
TRANSFORMAR
 AUSÊNCIAS
EM
PRESENÇAS


 Santos
(2003)
nos
sugere
que
toda
prática
social
é
também
uma
prática
de
saber.
Com
base
nisso,
este
 trabalho
tem
como
proposta
investigar
algumas
questões
relacionadas
aos
conhecimentos
existentes
na
 prática
 cultural
 do
 jongo,
 atentando‐se
 para
 como
 se
 dão
 os
 seus
 processos
 educativos.
 Compreendo
 que
 o
 pensamento
 moderno
 ocidental
 é
 um
 pensamento
 abissal
 (SANTOS,
 2010),
 que
 se
 caracteriza
 como
 um
 sistema
 que
 produz
 distinções
 visíveis
 e
 invisíveis.
 Esse
 sistema
 produz
 linhas
 radicais
 que
 dividem
a
realidade
social
em
dois
universos,
a
existência
de
um
lado
só
é
possível
em
detrimento
da
 não
 existência
 do
 outro.
 Assim
 neste
 trabalho,
 tenho
 a
 intenção
 de
 mergulhar
 no
 universo
 do
 jongo,
 buscando
 pensar
 através
 da
 sociologia
 das
 ausências,
 como
 este
 contexto
 que
 no
 discurso
 colonial/escriturístico
 ocupa
 o
 lugar
 do
 primitivo,
 do
 não
 saber
 e
 do
 inferior,
 emerge
 como
 um
 espaço/tempo
de
produções
de
conhecimentos.
Dessa
forma,
com
o
presente
trabalho
busco
contribuir
 nas
reflexões
que
visam
transformar
alternativas
impossíveis
em
possíveis,
ausências
em
presenças.
 
 Palavras‐chave:
jongo,
processos
educativos,
sociologia
das
ausências,
pós‐colonialismo.








































 Luiz
Rufino
Rodrigues
Junior



172



 O
COTIDIANO
NA
PESQUISA
EM
EDUCAÇÃO:
REFLEXÕES
A
PARTIR
DE
HENRI
LEFEBVRE
E
 AGNES
HELLER


 Neste
artigo,
discutimos
a
categoria
cotidiano
como
central
para
a
teoria
educacional
contemporânea.
 Partindo
de
uma
concepção
histórico‐dialética
de
cotidiano,
cotidianidade
e
vida
cotidiana,
baseada
em
 Henri
 Lefebvre
 e
 Agnes
 Heller,
 defendemos
 as
 potencialidades
 epistemológicas
 de
 estudos
 sobre
 a
 educação
 do
 cotidiano,
 em
 especial
 a
 contribuição
 desta
 perspectiva
 para
 a
 valorização
 dos
 saberes
 e
 práticas
 culturais
 dos
 povos
 da
 Amazônia.
 Argumentamos
 que
 fornecer
 um
 estatuto
 epistemológico
 para
 o
 estudo
 do
 cotidiano
 contribui
 para
 dar
 visibilidade
 a
 um
 conjunto
 amplo
 de
 saberes
 historicamente
 negados
 pelo
 autoritarismo
 da
 ciência
 moderna.
 Neste
 sentido,
 buscamos
 fornecer
 elementos
para
potencializar
o
debate
sobre
as
Epistemologias
do
Sul,
na
perspectiva
de
Boaventura
de
 Sousa
Santos,
defendendo
que
as
relações
dialógicas
entre
conhecimentos
é
condição
fundamental
para
 uma
sociedade
que
se
quer
inclusiva,
democrática
e
inter/multicultural.


 
 Palavras‐chave:
cotidiano,
pesquisa
em
educação,
Henri
Lefebvre,
Agnes
Heller.









































 
João
Colares
da
Mota
Neto




 OCUPA
NITERÓI,
OCUPA
MUNDO:
PESQUISANDO
COM
OS
SUJEITOS
NOS
COTIDIANOS
DA
 CIDADE


 Desde
 dezembro
 de
 2010,
 o
 mundo
 vem
 sendo
 palco
 de
 manifestações
 populares
 de
 grandes
 proporções,
com
a
chamada
Primavera
Árabe,
o
movimento
dos
Indignados
na
Espanha
e
o
Occupy
Wall
 Streat,
nos
Estados
Unidos,
para
citar
apenas
os
mais
emblemáticos.
Em
todos
eles,
a
convocação
cidadã
 para
a
ocupação
das
ruas
e
dos
espaços
públicos
foi
o
mote
que
uniu
multidões
de
maneira
horizontal,
 não‐hierárquica,
 apartidária
 e
 colaborativamente,
 a
 fim
 de
 denunciar
 a
 crise
 do
 modelo
 capitalista
 vigente
e
quiçá
anunciar
um
novo
modelo
democrático
verdadeiramente
participativo
e
protagonizado
 pelos
cidadãos.
As
cidades
tornaram‐se
arenas
onde
a
luta
entre
uma
minoria
de
poderosos
e
a
maioria
 da
 população
 tornou‐se
 explícita.
 Com
 causas
 globais
 e
 locais,
 as
 “acampadas”
 se
 espalharam
 pelo
 mundo
ao
longo
de
todo
o
ano
de
2011,
chegando
também
ao
Brasil,
em
diversas
capitais.
Na
cidade
de
 Niterói,
um
pequeno
grupo
de
jovens
iniciou,
em
dezembro
de
2011,
o
“Ocupa
Niterói”,
fazendo
eco
ao
 movimento
Occupy
global.
Junto
desses
jovens
desde
o
primeiro
dia
do
acontecimento,
a
pesquisadora
 descobriu‐se
imersa
em
um
campo
peculiar
para
pensar
questões
pertinentes
à
Educação,
à
Juventude
e
 aos
 Cotidianos,
 tendo
 como
 suporte
 teórico‐metodológico
 a
 abordagem
 histórico‐cultural,
 cuja
 ênfase
 na
alteridade
e
no
dialogismo
permite
que
a
pesquisa
seja
desenvolvida
“com”
os
sujeitos
pesquisados
e
 não
“sobre”
eles.
É
a
partir
dessa
experiência
que
o
artigo
se
desenvolve.


 
 Palavras‐chave:
cidades,
cotidianos,
occupy,
alteridade.










































 
Sarah
Nery
Siqueira
Chaves
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UERJ



 PAULO
FREIRE
E
A
POSSIBILIDADE
DE
REINVENÇÃO
DA
EDUCAÇÃO
POPULAR
NUMA
 PERSPECTIVA
ANTICOLONIAL


 Marcela
Paula
de
Mendonça

 João
Baptista
Bastos
 Elder
dos
Santos
Azevedo




 O
 presente
 trabalho
 busca
 trazer
 as
 influências
 de
 Paulo
 Freire
 (1987,
 2005,
 2010)
 e
 seu
 conceito
 de
 Educação
Bancária
para
a
reflexão
acerca
da
educação
a
partir
das
marcas
coloniais
ainda
presentes
em
 nossa
 sociedade.
 Tais
 marcas
 influenciam
 não
 apenas
 as
 relações
 em
 diversos
 espaços
 da
 sociedade,
 como
balizam
muitos
dos
referenciais
ainda
presentes
nos
cotidianos
de
muitas
escolas
brasileiras.
Este
 paradigma
 colonial
 /moderno
 (Quijano,
 2005)
 orienta
 os
 olhares
 dos
 sujeitos
 privilegiando
 uma
 perspectiva
 binária
 de
 compreensão
 da
 sociedade
 a
 partir
 de
 relações
 hierárquicas
 que
 reafirmam
 a
 subalternização
de
grupos
específicos
de
nossa
sociedade.
Paulo
Freire,
entretanto,
nos
ajuda
a
refletir


173


sobre
 possibilidades
 de
 criações
 no
 cotidiano
 das
 escolas
 capazes
 de
 provocar
 fraturas
 nesse
 sistema
 que
considera
as
diferenças
pretextos
para
justificar
as
desigualdades.
Nesse
sentido,
o
que
pretende
é
 o
 embasamento
 na
 pedagogia
 freireana
 para
 compreender
 como
 esta
 reinventa
 cotidianamente
 a
 educação
 popular
 através
 do
 combate
 das
 relações
 coloniais
 presentes
 ainda
 hoje
 na
 sociedade,
 que
 nessa
perspectiva
são
modificadas
pela
tomada
da
palavra,
da
consciência
dos
oprimidos/subalternos.


 
 Palavras‐chave:
Paulo
Freire,
cotidiano
escolar,
subalternidade,
emancipação.

 



 PRÁTICAS
EMANCIPATÓRIAS
E
DEMOCRACIA:
EM
BUSCA
DE
SABERES/FAZERES
NOS/DOS
 COTIDIANOS
NA/DA
EDUCAÇÃO
LIBERTÁRIA


 Este
 trabalho
 parte
 da
 premissa
 de
 que
 vivemos
 inseridos
 em
 diferentes
 espaços
 estruturais
 da
 sociedade,
 o
 espaço
 doméstico,
 o
 da
 comunidade,
 o
 da
 cidadania,
 o
 do
 mercado,
 o
 da
 produção
 e
 o
 mundial
 (Santos,
 2000)
 e
 nestes
 espaços,
 enredados
 uns
 aos
 outros,
 tecemos
 nossas
 identidades
 e
 relações
 sociais.
 Com
 base
 nesta
 ideia,
 que
 evidencia
 a
 complexidade
 da
 sociedade
 e
 dos
 fatores
 que
 interferem
na
constituição
das
práticas
sociais,
a
pesquisa
busca
mergulhar
na
educação
libertária,
em
 suas
 experiências
 e
 propostas,
 estudando
 as
 práticas
 cotidianas
 adotadas
 pelos
 anarquistas,
 por
 meio
 dos
 indícios
 (Ginzburg,
 2006)
 presentes
 em
 alguns
 periódicos
 anarquistas.
 Articula
 aspectos
 culturais,
 educativos
e
literários,
pois
nenhuma
destas
práticas
pode
ser
entendida
isoladamente,
fazem
parte
de
 uma
rede
que
permite
inferir
elementos
daquilo
que
os
anarquistas
entendiam
por
educação.
A
leitura
e
 discussão
de
jornais,
nas
reuniões
organizadas
pelos
anarquistas,
serviam
como
um
método
pedagógico
 para
 refletir
 sobre
 problemas
 do
 cotidiano
 e
 para
 organizar
 o
 pensamento.
 Faziam
 convenções
 em
 diversos
 espaços
 criando
 assim
 um
 caminho
 de
 aprendizagem
 e
 divulgação
 de
 ideias,
 se
 fortalecendo
 como
 uma
 de
 rede
 de
 saberesfazeres,
 proporcionando
 o
 processo
 de
 alfabetização
 para
 muitos.
 A
 pesquisa
 segue
 os
 princípios
 teórico‐epistemológico‐metodológicos
 das
 pesquisas
 nos/dos/com
 os
 cotidianos.
 Do
 ponto
 de
 vista
 teórico,
 Silvio
 Gallo,
 estudioso
 da
 educação
 libertária
 e
 Francisco
 Ferrer
 são
 os
 autores
 de
 base.
 Boaventura
 de
 Sousa
 Santos
 e
 a
 noção
 de
 desinvisibilização
 das
 experiências
 ajuda
a
estabelecer
a
relevância
do
estudo
das
ideias
anarquistas,
pouco
discutidas
no
meio
acadêmico
 e
pouco
valorizadas,
como
potencial
de
contribuição
para
uma
efetiva
emancipação
social.
 


 
 Palavras‐chave:
 práticas
 emancipatórias,
 currículos
 praticados,
 educação
 anarquista
 e
 cotidianos
 escolares.










































 Suzana
Martins
Esteves




 REFLETINDO
SOBRE
OS
CAMINHOS
ESCOLHIDOS
PARA
UMA
PESQUISA
SOBRE
A
FORMAÇÃO
 MUSICAL
NA
CAPOEIRA
E
APROXIMAÇÕES
E
AS
“EPISTEMOLOGIAS
DO
SUL”


 A
 presente
 comunicação
 traz
 discussões
 epistêmicas
 e
 metodológicas
 referentes
 a
 uma
 pesquisa
 em
 andamento
 da
área
 de
 educação
 musical,
 que
tem
 como
objetivo
 geral
 compreender
 os
 processos
 de
 formação
musical
 em
 um
 agrupamento
de
capoeiristas
do
 Centro
 Cultural
Ginga
 Nação,
considerando
 seus
saberes
e
práticas
musicais
embebidas
de
significados,
valores
e
crenças.
Os
seus
integrantes
têm
 atuado
 em
 contextos
 não‐escolares
 e
 escolares
 (sendo
 estes
 “extracurriculares”
 e
 “curriculares”),
 marcadamente
em
projetos
sociais
–
em
associações,
Centros
da
Juventude,
escolas
públicas
e
ONGs
‐
 em
 diversos
 bairros
 de
 João
 Pessoa.
 A
 educação
 musical
 tem
 incorporado
 reflexões
 advindas
 das
 ciências
sociais
em
suas
orientações
epistemológicas,
tais
como:
o
entendimento
de
que
a
música
é
uma
 construção
 social,
 não
 existindo
 em
 si
 mesma,
 mas
 pela
 interação
 entre
 sujeitos
 e
 objeto,
 portanto
 entre
pessoa(s)
e
música(s)
(KRAEMER,
2000);
associado
a
isso,
o
entendimento
de
que
a
prática
musical
 é
 uma
 prática
 social
 (SOUZA
 1996);
 a
 perspectiva
 relativista,
 que
 “implica
 que
 os
 processos
 e
 os
 produtos
 culturais
 só
 podem
 ser
 compreendidos
 se
 considerados
 no
 seu
 contexto
 de
 produção
 sociocultural”
(ARROYO,
2002,
p.
19‐20);
e
discussões
acerca
dos
epistemicídios
denunciados
por
Santos
 (2006)
e
das
correntes
pós‐capitalista
e
pós‐colonialistas
(SANTANA,
2009).
Este
artigo
pretende
discutir
 as
aproximações
epistêmicas
e
metodológicas
adotadas,
com
as
“epistemologias
do
sul”
propostas
por








































 
Tiago
Lima
de
Gusmão




174


Santos
(2009).


 
 Palavras‐chave:
formação
musical
na
capoeira,
educação
musical,
epistemologia
do
sul,
Centro
Cultural
 Ginga
Nação.





 RELACIONANDO
A
JUSTIÇA
COGNITIVA
E
SOCIAL:
EXPERIÊNCIAS
NUMA
MORADIA
ESTUDANTIL
 UNIVERSITARIA








































 Marlon
Santos

 Carlos
Riádigos
Mosquera

 





































 
 O
 presente
 trabalho
 pretende
 refletir
 sobre
 a
 relação
 entre
 os
 saberes
 envolvidos
 num
 conselho
 administrativo
de
uma
residência
estudantil
mantida
por
uma
Universidade
pública
federal,
de
forma
a
 entender
limites
e
possibilidades
de
sua
estrutura
na
garantia
de
melhores
condições
de
permanência
 do
 estudante
 na
 graduação.
 Dialogando
 com
 as
 contribuições
 de
 Boaventura
 de
 Sousa
 Santos
 sobre
 relação
entre
justiça
social
e
justiça
cognitiva,
a
partir
dos
registros
desses
encontros,
das
perspectivas
 dos
integrantes
do
conselho
expressas
em
suas
narrativas
e
dos
movimentos
cotidianos
dos
moradores
 da
 residência
 pelo
 direito
 de
 colocarem
 suas
 demandas,
 objetivamos
 compreender
 caminhos
 que
 possam
 potencializar
 uma
 relação
 ecológica
 entre
 os
 saberes
 dos
 diferentes
 sujeitos
 inseridos
 nos
 processos
de
decisões
coletivas
na
residência.
 


 
 Palavras‐chave:
Justiça
cognitiva,
Justiça
social,
representatividade,
moradia
estudantil,
saberes.





 SABERES
CULTURAIS
E
PRÁTICAS
EDUCATIVAS
COTIDIANAS:
CONTRIBUIÇÕES
PARA
UMA
 EPISTEMOLOGIA
DO
SUL








































 

Ivanilde
Apoluceno
de
Oliveira





































 










































































































































João
Colares
da
Mota
Neto
 
































































































































Adriane
Raquel
Santana
de
Lima
 























































































































Tania
Regina
Lobato
dos
Santos

 Alder
de
Sousa
Dias

 
 Nesta
 comunicação
 serão
 apresentadas
 cinco
 pesquisas
 concluídas,
 realizadas
 por
 pesquisadores
 do
 Grupo
 de
 Pesquisa
 em
 Educação
 Popular,
 de
 uma
 universidade
 pública
 amazônica.
 Os
 temas
 destes
 estudos
envolvem
uma
cartografia
dos
saberes
do
cotidiano
social
e
educacional:
cultura
amazônica
em
 práticas
de
educação
popular;
a
educação
em
práticas
alfabetizadoras
na
Amazônia
ribeirinha;
formação
 de
 alfabetizadores;
 processos
 educativos
 em
 espaço
 religioso
 e
 em
 movimento
 social
 campesino.
 Os
 trabalhos
 versarão
 sobre
 os
 saberes
 culturais
 construídos
 em
 práticas
 educativas
 cotidianas,
 desenvolvidas
 em
 ambiente
 de
 formação
 de
 alfabetizadores
 e
 espaços
 não
 escolares,
 como
 comunidades
 ribeirinhas,
 hospitais,
 centro
 comunitário,
 asilo,
 terreiro
 de
 religião
 afro‐brasileira
 e
 assentamento
rural.
Os
estudos
abordam
saberes
culturais
em
práticas
do
cotidiano
social
e
educacional
 na
Amazônia
paraense,
com
ênfase
para
os
saberes
de
educandos
e
educadores
vinculados
a
projetos
 de
alfabetização
de
jovens,
adultos
e
idosos.
Constituem
pesquisas
de
campo,
de
abordagem
qualitativa,
 do
 tipo
 etnográfico,
 cujas
 principais
 estratégias
 metodológicas
 são
 a
 construção
 de
 “cartografias
 de
 saberes”,
 o
 levantamento
 bibliográfico,
 a
 observação
 participante,
 a
 entrevista
 semiestruturada
 e
 as
 narrativas
 de
 formação.
 Os
 estudos
 enfatizam
 a
 necessidade
 de
 superação
 das
 epistemologias
 hegemônicas,
 centradas
 no
 totalitarismo
 da
 ciência
 moderna,
 e
 apontam
 para
 uma
 Epistemologia
 do
 Sul,
 na
 perspectiva
 de
 Boaventura
 de
 Sousa
 Santos,
 que
 dialoga
 com
 o
 pensamento
 educacional
 de
 Paulo
Freire,
ao
insistirem
na
interculturalidade,
na
ecologia
de
saberes,
na
síntese
cultural
dialética,
no
 respeito
às
diferenças,
na
unidade
na
diversidade.


 
 Palavras‐chave:
saberes
culturais,
práticas
educativas,
cotidiano,
epistemologia
do
sul.




 UM
ESTUDO
SOBRE
A
ETNOMATEMÁTICA
KATUNINA


175


Everton
Melo
de
Melo

 
 Uma
 das
 atividades
 mais
 comuns
 a
 todas
 as
 organizações
 sociais
 é
 a
 pratica
 da
 contagem.
 Mas
 nem
 sempre,
 esse
 fenômeno
 é
 compreendido
como
sendo
sócio‐culturalmente
constituído.
 “A
 maioria
dos
 sistemas
 de
 contagem
 desenvolvidos
 em
 diferentes
 partes
 do
 mundo
 não
 têm
 sido
 estudados.
 Se
 “contar”
 parece
 ser
 um
 fenômeno
 comum,
 os
 sistemas
 de
 contagem,
 no
 entanto,
 variam
 consideravelmente.”
(FERREIRA,
1994.
p.17).
Isso
ocorre
pela
visão
hegemônica
de
que
a
matemática,
 produzida
pela
a
Europa
com
o
auxilio
das
civilizações
islâmicas
e
hindus
e
transmitida
a
quase
todas
as
 regiões
do
planeta
deste
o
período
dos
grandes
“descobrimentos”
até
os
dias
de
hoje,
possui
um
caráter
 universalista
e
negador
de
outras
formas,
eficazes
ou
não,
de
matematizar.
Nesse
contexto,
se
insere
o
 presente
objeto
de
pesquisa
–
que
ainda
está
em
andamento
–,
cujo
objetivo
é
identificar
as
diversas
 formas
 de
 matematizar
 utilizadas
 pelo
 povo
 indígena
 Katukina
 residentes
 na
 Terra
 Indígena
 Campinas
 Katukina
 no
 estado
 do
 Acre.
 Para
 tanto,
 elaborei
 as
 seguintes
 questões
 de
 estudo:
 que
 elementos
 típicos
 da
 matemática
 estariam
 presentes
 na
 cultura
 indígena
 Katukina?
 Como
 esses
 elementos
 têm
 estado
 presentes
 na
 escola
 indígena
 Katukina?
 Pretendo
 adotar
 a
 etnomatemática
 como
 ferramenta
 para
 resgatar
 as
 formas
 de
 quantificar,
 medir,
 numerar,
 ou
 o
 que,
 para
 o
 conhecimento
 hegemônico,
 denominamos
matemática,
da
aldeia
Katukina.
Em
se
tratando
de
caracterização
metodológica,
trata‐se
 de
uma
pesquisa
qualitativa
com
abordagem
etnográfica
de
coleta
de
dados,
pois
permite
a
inserção
do
 pesquisador,
 com
 o
 consentimento
 dos
 integrantes
 das
 aldeias,
 conhecendo
 melhor
 os
 contextos
 em
 que
a
matemática
se
faz
presente
no
dia‐a‐dia
da
comunidade.
Essa
pesquisa
poderá
contribuir
para
a
 produção
 de
 material
 didático
 voltado
 para
 o
 ensino
 de
 Matemática
 na
 aldeia,
 pois
 teremos
 conhecimentos
das
reais
necessidades
das
comunidades
indígenas
e
assim
conhecer
a
clientela
e
fazer
 caminhar
juntas
práticas‐teoria‐práticas.

 
 Palavras‐chave:
educação
indígena,
educação
matemática,
etnomatemática.




ALFABETIZAÇÃO NA ESCOLA E PARA ALÉM DELA
A
ESCOLA
INCORPORANDO
“NOVOS”
SENTIDOS
AO
CINEMA:
LEITURAS
DE
CRIANÇAS
E
JOVENS
 NA
CONTEMPORANEIDADE


 Érica
Rivas
Gatto
 Kelly
Maia
Cordeiro
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/UNIRIO
 
 
 O
presente
artigo
traz
um
recorte
de
duas
pesquisas
que
trabalham
as
narrativas
de
crianças
e
jovens
 sobre
 o
 cinema
 em
 realidades
 distintas
 da
 rede
 pública
 de
 ensino
 do
 Rio
 de
 Janeiro.Tendo
 percebido
 que
em
sua
maioria
a
experiência
com
o
cinema
traz
a
hegemonia
das
produções
americanas,
o
projeto
 assim
 como
 as
 pesquisas
 que
 o
 integram
 buscam,
 através
 dos
 estudos
 contemporâneos
 sobre
 o
 consumo,
 relações
 sociais
 e
 cinema/educação,
 perceber
 através
 pesquisa‐intervenção
 ocorrida
 nos
 espaços
educativos
de
ensino
fundamental
e
ensino
médio
os
“novos”
sentidos
ao
olhar
o
cinema
sob
o
 ponto
de
vista
das
crianças
e
dos
jovens.
Dentro
do
processo
de
investigação
houve
a
exibição
de
filmes
 de
 diferentes
 países,
 formatos
 e
 temáticas
 sempre
 seguido
 de
 debates
 e,
 dessa
 forma,
 outras
 experiências
 e
 leituras
 foram
 sendo
 construídas.
 Objetivamos
 com
 isso
 pensar
 o
 cinema
 como
 integrante
 do
 processo
 de
 formação
 de
 leitores
 entendendo‐o
 como
 narrativa
 que
 forma
 o
 sujeito
 na
 relação
com
a
cultura;
percebendo
como
os
sujeitos
criam
narrativas
a
partir
de
uma
relação
formativa
 com
 o
 cinema
 (Fernandes,
 2010).
 A
 fundamentação
 teórica
 e
 metodológica
 dessa
 pesquisa
 está
 ancorada
 nos
 estudos
 do
 grupo
 de
 pesquisa
 sendo
 buscadas
 nos
 estudos
 sobre
 consumo
 cultural
 e
 recepção
 dos
 meios
 de
 comunicação
 (Martin‐
 Barbero,
 Nestor
 Canclini
 e
 Orozco
 Gomes),
 além
 de
 autores
 e
 pesquisadores
 que
 estudam
 especificamente
 o
 cinema
 e
 suas
 relações
 com
 a
 educação
 (Rosália
 Duarte,
 Mônica
 Fantin,
 Ismail
 Xavier).
 Dentro
 desse
 contexto
 a
 pesquisa‐intervenção
 é
 entendida
 como
 uma
 nova
 maneira
 de
 entender
 a
 atividade
 de
 pesquisar
 com
 crianças
 e
 jovens
 trazendo
 uma
 renovação
 ao
 processo
 de
 pesquisar,
 entendendo
 que
 são
 tênues
 os
 limites
 entre
 pesquisar
e
intervir
(Castro,
2008;
Sato,
2008).


 
 Palavras‐chave:
cinema/educação,
criança,
jovem,
leitura/narrativa.


176



 A
LITERATURA
INFANTIL
NA
ALFABETIZAÇÃO:
OS
CAMINHOS
DAS
AGULHAS
E
DOS
ALFINETES,
 UMA
COSTURA
PRÁTICA‐TEORIA‐PRÁTICA




 Carolina
Monteiro
Soares
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
UFRJ
 
 Este
 trabalho
 é
 tecido
 a
 partir
 de
 minha
 pesquisa
 de
 mestrado,
 já
 em
 andamento
 e
 se
 insere
 numa
 pesquisa
 maior
 que
 tem
 como
 proposta
 conhecer
 e
 analisar
 as
 apropriações
 e
 produções
 infantis
 provocadas
pela
leitura
literária
e
o
lugar
que
a
literatura
ocupa
na
formação
das
crianças
da
Educação
 Infantil
e
dos
anos
iniciais
do
Ensino
Fundamental.
É
neste
sentido
que
este
trabalho
é
costurado
com
o
 objetivo
de
articular
os
saberes
e
fazeres
produzidos
na
minha
trajetória
profissional,
no
trabalho
com
a
 literatura
 infantil
 nas
 séries
 iniciais,
 e
 minha
 experiência
 acadêmica,
 levando
 em
 consideração
 os
 conceitos
de
memória
e
história
a
partir
dos
referenciais
teóricos
de
Walter
Benjamin
(1994).
Inscreve‐ se
no
paradigma
histórico
cultural
e
segue
a
metodologia
da
pesquisa‐ação.
O
contexto
da
pesquisa
que
 será
 aqui
 narrado
 tem
 como
 sujeitos
 alunos
 de
 uma
 turma
 de
 1º
 ano
 do
 Ensino
 Fundamental
 numa
 Instituição
 Pública
 de
 Ensino
 no
 Rio
 de
 Janeiro.
 É
 a
 partir
 do
 trabalho
 desenvolvido
 com
 a
 literatura
 infantil
que
pretendo
perceber
as
concepções
de
linguagem
que
estão
em
jogo
para
pensar
a
formação
 de
 sujeitos
 éticos
 e
 reponsivos
 que
 produzem
 e
 são
 produzidos
 pela
 linguagem,
 tendo
 como
 suporte
 teórico
Bahktin
(1992),
Benjamin
(1994)
e
Vygotsky
(1987).


 
 Palavras‐chave:
literatura
infantil,
linguagem,
alfabetização,
letramento.



 ALFABETIZAÇÃO
CIENTÍFICA
PARA
ALUNOS
DE
ENSINO
MÉDIO
EM
ENCONTROS
CIENTÍFICOS
 DA
ÁREA
DE
BIOCIÊNCIAS:
REFLEXÕES
À
LUZ
DA
TEORIA
DA
APRENDIZAGEM
SIGNIFICATIVA
 SUBVERSIVA


 Michele
Marques
Longo

 
 Com
 o
 passar
 dos
 séculos
 o
 conhecimento
 vem
 crescendo
 intensamente,
 proporcionando
 um
 dos
 grandes
 desafios
 da
 sociedade
 atual,
 que
 é
 preparar
 indivíduos
 para
 viverem
 nesses
 contextos
 sociais
 plurais,
 caracterizados
 por
 transformações
 constantes.
 Diante
 desta
 realidade,
 torna‐se
 cada
 vez
 mais
 importante
 promover
 atividades
 na
 escola,
 em
 espaços
 alternativos
 e,
 sobretudo,
 por
 meio
 de
 ações
 integradas
 entre
 os
 vários
 contextos
 formadores.
 Neste
 contexto,
 realizamos
 uma
 investigação
 fundamentalmente
 voltada
 para
 a
 alfabetização
 científica
 de
 estudantes
 de
 nível
 médio
 de
 escolas
 públicas
do
estado
do
Rio
de
Janeiro.
Trata‐se
de
uma
pesquisa
de
intervenção
desenvolvida
em
duas
 grandes
 etapas.
 A
 primeira,
 Estudo
 1,
 centrada
 em
 atividades
 de
 divulgação
 científica
 realizadas
 no
 contexto
do
Programa
de
Divulgação
Científica
para
alunos
de
Ensino
Médio.
O
Estudo
2,
correspondeu
 à
 análise
 dos
 dados
 coletados
 no
 Estudo
 anterior
 à
 luz
 da
 Teoria
 da
 Aprendizagem
 Significativa
 Subversiva
e,
a
partir
dos
resultados,
à
proposição
de
uma
proposta
de
oficina
a
ser
desenvolvida,
como
 uma
atividade
de
ensino
não
formal,
em
parceria
com
escolas,
contextos
de
ensino
formal.
A
análise
dos
 dados
 revelou
 que
 os
 alunos
 avaliam
 positivamente
 a
 experiência
 vivenciada
 e
 contribuiu
 para
 que
 percebessem
 a
 concepção
 de
 ciência
 academicamente
 mais
 aceita
 e
 a
 importância
 que
 esse
 conhecimento
 tem
 em
 sua
 vida.
 Acreditamos
 que
 todos
 os
 resultados
 positivos
 e
 as
 vantagens
 de
 se
 trabalhar
com
textos
de
divulgação
cientifica
podem
se
refletir
para
o
contexto
escolar.
Desta
forma
a
 oficina
 pode
 ser
 aplicada
 no
 contexto
 escolar,
 tornando
 as
 aulas
 mais
 participativas,
 enriquecendo
 a
 relação
 entre
 o
 professor
 e
 os
 alunos,
 através
 da
 troca
 de
 ideias.
 A
 alfabetização
 científica
 e
 aprendizagem
significativa
são
processos
contínuos
e
demorados,
que
dependem
de
vários
fatores.
Por
 isso
 a
 importância
 de
 pensar
 em
 uma
 atividade
 em
 que
 os
 alunos
 vivenciem
 diferentes
 situações
 do
 cotidiano
e
em
diferentes
contextos.


 
 Palavras‐chave:
 divulgação
 científica,
 alfabetização
 cientifica,
 aprendizagem‐ensino,
 aprendizagem
 significativa.
 
 ALFABETIZAÇÃO
DE
MULHERES
SOB
A
PERSPECTIVA
DE
GÊNERO:
A
EXPERIÊNCIA
DE
MARROCOS
 
 Nádia
Cristina
de
Lima
Rodrigues
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/IMAC
/
UERJ‐FFP


177


Márjorie
Botelho

 
 Este
trabalho
tem
como
objetivo
relatar
uma
experiência
de
capacitação
de
alfabetizadoras
de
mulheres
 durante
 o
 “Seminário
 Internacional
 de
 Alfabetização
 de
 mulheres
 sob
 a
 perspectiva
 de
 Gênero”
 realizado
 em
 Marrocos
 em
 2011.
 Esta
 capacitação
 objetivou
 a
 formação
 de
 alfabetizadoras
 de
 países
 como:
Brasil,
França,
Espanha,
Senegal,
Mali,
Bolívia,
Colômbia
e
Marrocos.
Estes
países
fazem
parte
do
 projeto
 intitulado
 “Mulheres
 do
 Mundo”,
 que
 tem
 como
 objetivo
 o
 empoderamento
 de
 mulheres
 oriundas
de
classes
populares
e
que
vivem
sob
condições
de
subserviência
,
este
é
desenvolvido
através
 da
L’association
de
solidarité
internationale
Quartiers
du
Monde
(QDM
‐
França),
com
a
colaboração
do
 Instituto
 Imagem
 e
 cidadania
 (IMAC‐
 Brasil).
 Estas
 instituições
 têm
 como
 objetivo:
 incentivar
 a
 gestão
 participativa
e
da
cidadania
entre
Norte
e
Sul,
através
do
reconhecimento
e
respeito
mutuo,
ajudando
 assim
 a
 quebrar
 as
 fronteiras
 invisíveis
 da
 exclusão
 social.
 Tal
 projeto
 em
 seus
 estudos
 preliminares
 diagnosticou
 o
 analfabetismo
 como
 fator
 primordial
 para
 que
 as
 mulheres
 em
 questão
 não
 tenham
 como
prática
o
exercício
de
seus
direitos,
pois
os
ignoram
já
que
não
possuem
o
mínimo
conhecimento
 de
 leitura
 e
 escrita,
 portanto,
 o
 trabalho
 de
 alfabetização
 proposto
 para
 esta
 capacitação
 enfatizou
 o
 caráter
libertário,
para
que
pudesse
proporcionar
meios
dessas
mulheres,
representantes
de
minorias,
 se
 auto‐afirmarem
 tendo
 como
 eixo
 a
 aprendizagem
 a
 partir
 de
 uma
 prática
 pedagógica
 que
 fosse
 libertadora
e
capaz
de
fazer
com
que
“ela,
como
indivíduo
único,
conseguisse
interferir
diretamente
em
 sua
 realidade
 a
 fim
 de
 criar
 uma
 coletividade
 consciente
 e
 consequentemente
 transformadora”.
 Por
 este
motivo,
o
trabalho
foi
desenvolvido
através
da
filosofia
e
metodologia
de
Alfabetização
popular
de
 Paulo
Freire.


 
 Palavras‐chave:
alfabetização,
gênero,
educação,
popular.



 ALFABETIZAÇÂO
INICIAL:
A
PRÁTICA
DOCENTE
NO
1°
ANO




 Cristiane
Wagner
Goulart

 
 O
seguinte
trabalho
tem
por
objetivo
refletir
sobre
a
prática
docente
de
alfabetização
na
sala
de
aula
do
 primeiro
 ano
 do
 Ensino
 Fundamental
 de
 nove
 anos.
 Muitas
 pesquisas
 tem
 tentado
 compreender
 esta
 fase
 do
 desenvolvimento
 infantil,
 bem
 como
 as
 possibilidades
 de
 aprendizagem
 da
 linguagem
 escrita,
 buscando
 metodologias
 de
 aprendizagem
 adequadas
 para
 o
 ensino
 da
 alfabetização
 aos
 6
 anos
 de
 idade.
 Tendo
 por
 referencia
 a
 compreensão
 de
 educação,
 pensada
 em
 uma
 perspectiva
 de
 alfabetização,
 que
 valoriza
 o
 sujeito
 social
 e
 integral
 em
 interação
 com
 todas
 as
 áreas,
 que
 aprende
 através
 destas
 vivências
 com
 o
 objeto
 da
 aprendizagem
 o
 conhecimento,
 usamos
 como
 referencia
 a
 perspectiva
 histórica
 cultural
 de
 Vygotsky
 (1998,
 p.157)
 em
 que
 o
 autor
 propõe
 ensinar
 às
 crianças
 a
 linguagem
 escrita,
 e
 não
 apenas
 a
 escrita
 das
 letras,
 enquanto
 um
 mero
 processo
 de
 decodificação.
 Reflete
também
sobre
a
importância
desta
aprendizagem
ser
repleta
de
significados.
Neste
processo,
a
 avaliação
pressupõe
constante
observação
por
parte
do
educador
que
está
cotidianamente
interagindo
 com
 as
 crianças,
 agindo
 no
 sentido
 de
 diagnosticar
 avanços,
 descobertas
 e
 construções
 de
 hipóteses
 realizadas
 pelas
 mesmas
 ao
 consolidarem
 seus
 conhecimentos,
 visando
 auxiliá‐las
 a
 superarem
 suas
 dificuldades
 e
 limitações.
 Desta
 maneira,
 procuramos
 elaborar
 um
 projeto
 significativo,
 que
 fosse
 ao
 encontro
 de
 todos
 estes
 anseios,
 valorizando
 as
 expectativas
 e
 cada
 criança
 em
 sua
 especificidade.
 A
 pesquisa
está
em
processo
de
realização
temos
como
resultados
preliminares,
a
compreensão
de
que
o
 conhecimento
 é
 uma
 construção
 coletiva
 e
 é
 na
 troca
 dos
 sentidos
 construídos,
 no
 diálogo
 e
 na
 valorização
 das
 diferentes
 vozes
 que
 circulam
 nos
 espaços
 de
 interação
 que
 a
 aprendizagem
 vai
 se
 dando.
(MEC,
2007)


 
 Palavras
Chave:
alfabetização,
interação,
linguagem
escrita.




 ALFABETIZAÇÃO
MUITO
ALÉM
DA
PAIDEIA:
PROPOSTA
E
CONFLITOS
EM
ANGRA
DOS
REIS


 Rodrigo
Torquato
da
Silva

 

 O
 objetivo
 do
 Trabalho
 é
 apresentar
 os
 primeiros
 indícios‐resultados
 de
 uma
 pesquisa
 voltada
 para
 a
 análise
dos
impactos
de
uma
proposta
de
alfabetização
implementada
na
Rede
municipal
de
Angra
dos


178


Reis
 e
 os
 seus
 rebatimentos
 e
 conflitos
 nas
 práticas
 alfabetizadoras.
 A
 fundamentação
 teórico‐ metodológica
 é
 sustentada
 por
 uma
 profunda
 revisão
 bibliográfica
 de
 textos
 acadêmicos
 e
 das
 monografias
produzidas
acerca
do
tema,
nos
últimos
dez
anos,
no
Instituto
de
Educação
de
Angra
dos
 Reis
 (IEAR‐UFF),
 incluindo,
 ainda,
 um
 estudo
 analítico
 dos
 principais
 discursos
 e
 imagens
 publicizadas
 nos
 periódicos
 da
 cidade
 que
 trazem
 no
 bojo
 de
 suas
 informações
 questões
 envolvendo,
 predominantemente,
 as
 classes
 populares
 e
 os
 dilemas
 sociais
 em
 que
 estão
 inseridas.
 A
 empiria
 da
 pesquisa
 divide‐se
 em
 duas
 frentes
 de
 ação:
 i)
 grupos
 focais
 com
 estudantes
 do
 curso
 de
 pedagogia,
 moradores
 da
 região,
 com
 as
 professoras
 alfabetizadoras
 e
 com
 algumas
 pedagogas
 que
 compõem
 as
 equipes
 técnicas
 das
 escolas,
 ambas
 profissionais
 da
 rede
 municipal
 angrense,
 e
 ii)
 observação
 de
 campo
em
uma
comunidade
considerada
violenta
pelos
discursos
e
dados
apresentados
em
um
jornal
 “popular”
 dos
 informativos
 analisados.
 Embora
 seja
 uma
 pesquisa
 incipiente,
 a
 relevância
 está
 na
 importância
de
acompanhar
as
propostas
de
uma
rede
pública
e
os
elementos
que
as
práticas
cotidianas
 e
alfabetizadoras
sinalizam,
muitas
vezes
ignoradas
pelas
prescrições.
Esse
é
um
papel
fundamental
da
 universidade
pública.


 
 Palavras‐chave:
alfabetização,
conflitos,
cotidianos,
escolas.



 AS
NOVAS
FORMAS
DE
LER
E
OS
MULTILETRAMENTOS
NA
ESCOLA
PÚBLICA


 Denise
Rezende

‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
C.
PEDRO
II
/
UFRJ
 
 Este
trabalho
busca
refletir
sobre
as
possibilidades
de
pensar
e
fazer
uma
escola
povoada
de
sentidos
e
 comprometida
 com
 a
 formação
 de
 leitores
 e
 escritores,
 numa
 perspectiva
 dos
 letramentos
 múltiplos,
 considerando
letramento
com
base
nos
estudos
de
Magda
Soares
(2001),
Angela
Kleiman
(1995)
e
Brian
 Street
 (2010)
 e
 do
 conceito
 de
 multiletramentos
 na
 concepção
 de
 Roxane
 Rojo
 (2008).
 As
 práticas
 de
 letramentos
nesta
concepção
se
operacionalizam
pelo
conceito
de
esferas
de
circulação
dos
textos
e
de
 gêneros
discursivos
(Bakhtin,
1997)
que
se
alteram
em
função
de
três
mudanças
a
partir
da
modificação
 da
 sociedade
 globalizada:
 intensificação
 e
 diversificação
 da
 circulação
 da
 informação,
 diminuição
 das
 distâncias
espaciais
e
a
multissemiose
ou
a
multiplicidade
de
modos
de
significar
(ROJO,
2008).
Faz‐se
 necessário
 pensar
 as
 possibilidades
 e
 os
 limites
 dos
 alunos
 das
 escolas
 públicas
 participarem
 como
 autores
e
interlocutores
nos
discursos
produzidos
na
escola,
nas
mídias,
na
sociedade.
Minha
intenção
é
 discutir
 estas
 possibilidades
 a
 partir
 da
 formação
 docente.
 Esta
 pesquisa
 se
 inscreve
 numa
 pesquisa‐ formação
 que
 tem
 como
 lócus
 privilegiado
 encontros
 semanais
 de
 formação.
 Nesses
 encontros
 o
 discurso
 das
 professoras
 sobre
 suas
 perspectivas
 de
 letramento
 podem
 ser
 conhecidos,
 colocados
 em
 diálogo
 com
 outros
 e
 ressignificados.
 De
 acordo
 com
 os
 objetivos
 e
 com
 o
 referencial
 teórico‐ metodológico
 apresentados,
 este
 trabalho
 buscará
 inspiração
 na
 etnografia
 da
 linguagem
 (CORRÊA,
 2011b.)
tentando
captar
os
discursos
e
trazê‐los
para
o
texto,
de
modo
a
explicitar
sua
riqueza
no
ato
da
 enunciação,
 encarando‐os
 como
 movimento
 interdiscursivo
 de
 eventos
 de
 pesquisa
 que
 contribuem
 para
as
reflexões
pretendidas.


 
 Palavras‐chave:
multiletramentos,
mídias,
discurso,
formação
docente.



 ASTÚCIAS
E
PRÁTICAS
DE
ALFABETIZAÇÃO
EM
UMA
ESCOLA
DE
EDUCAÇÃO
EM
TEMPO
 INTEGRAL


 Graciele
Fernandes
Ferreira
Mattos
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/SME‐JF
 
 Este
 texto
 é
 uma
 produção
 parcial
 da
 pesquisa
 de
 Doutorado
 em
 Educação
 intitulada
 As
 artes
 de
 saberfazer
 em
 uma
 escola
 de
 educação
 em
 tempo
 integral,
 que
 objetivou
 desinvisibilizar
 as
 práticas
 tecidas
pelas
professoras
que
praticaram
o
cotidiano
de
uma
escola
de
educação
em
tempo
integral.
A
 tese,
 bem
 como
 este
 texto,
 adotam
 a
 escrita
 narrativa
 considerando‐a
 como
 uma
 forma
 artesanal
 de
 comunicação,
pois
seu
foco
não
é
transmitir
uma
explicação
da
coisa
narrada
como
uma
informação
ou
 um
 relatório.
 A
 narrativa
 mergulha
 na
 experiência
a
ser
narrada
 na
vida
 do
 narrador
para
 em
seguida
 retirá‐la
 dele.
 Assim,
 vemos
 na
 narrativa
 impressa
 a
 marca,
 os
 traços
 dos
 narradores,
 como
 a
 mão
 do
 oleiro
na
argila
do
vaso
(BENJAMIN,
1994).
O
cotidiano
escolar
foi
compreendido
como
espaçotempo
de
 produção
de
conhecimentos
(CERTEAU,
1994)
para
neste
ser
estabelecido
o
diálogo
acerca
das
astúcias


179


e
práticas
de
alfabetização
tecidas
no
cotidiano
da/na
Escola
Municipal
Bom
Pastor
na
qual
atuo
como
 professorapesquisadora,
 reconhecendo
 que
 os
 praticantes
 desenvolvem
 ações,
 fabricam
 formas
 alternativas
 de
 uso,
 tornando‐se
 produtores/autores,
 disseminam
 alternativas,
 manipulando,
 ao
 seu
 modo,
os
produtos
e
as
regras,
mesmo
que
de
modo
invisível
e
marginal.


 
 Palavras‐chave:
 pesquisa
 com
 o
 cotidiano,
 educação
 em
 tempo
 integral,
 formação
 de
 professores,
 alfabetização.



 CARTAS
PARA
MIKAEL:
UMA
HISTÓRIA
VIVENCIADA
EM
SALA
DE
AULA.


 O
presente
trabalho
pretende
compartilhar
um
projeto
de
pesquisa
que
vem
sendo
vivenciado
com
uma
 turma
de
2º
ano,
em
uma
escola
pública
do
Município
do
Rio
de
Janeiro.
Acreditando
em
uma
prática
 discursiva
 como
 fenômeno
 de
 interlocução
 que
 pretende
 potencializar
 a
 apropriação
 da
 linguagem,
 o
 projeto
em
questão
apresenta
possibilidades
de
leitura
e
escrita
possíveis
de
estenderem‐se
para
além
 dos
 muros
 da
 escola.
 O
 trabalho
 com
 a
 linguagem
 vai
 além
 da
 mera
 decodificação.
 Precisa
 ser
 vivenciado
 de
 tal
 forma
 que
 os
 sujeitos
 ajam
 sobre
 o
 discurso
 que
 produzem,
 refletindo
 sobre
 o
 que
 escrevem.
A
escolha
das
cartas
nesse
projeto
surgiu
com
a
necessidade
de
comunicação
entre
a
turma
e
 um
aluno
que
se
mudou
para
o
estado
do
Pará.
Isso
no
sentido
de
nos
aproximarmos
de
modos
de
vida
 diversos,
 ampliar
 e
 aprofundar
 conhecimentos
 de
 modo
 significativo
 e
 de
 uma
 rica
 produção
 de
 sentidos.
“Os
sentidos
são
construídos
ao
longo
da
história.
Nesse
sentido,
a
cultura
penetra
na
língua”
 (GERALDI,
2009).
O
contato
com
esse
gênero
tem
permitido,
aos
alunos
e
a
professora,
momentos
ricos
 de
 percepção
 da
 linguagem
 em
 contextos
 históricos,
 culturais
 e
 sociais
 diferentes,
 mas
 que
 tem
 se
 aproximado
 através
 da
 comunicação
 escrita.
 Quando
 as
 crianças
 produzem
 e
 refletem
 sobre
 seus
 textos,
tal
fato
se
apresenta
de
forma
latente.
“Assim,
a
escrita
coletiva
de
um
texto
caracteriza‐se
como
 uma
 situação
 favorável
 à
 aprendizagem,
 quando
 os
 alunos
 precisam
 refletir
 sobre
 o
 que
 e
 como
 vão
 escrever
“(MORAES,
2009).
Um
dos
objetivos
desse
trabalho
está
em
promover
a
reflexão
por
parte
das
 crianças
 sobre
 o
 modo
 de
 nos
 constituirmos
 como
 sujeitos
 de
 linguagem
 pela
 linguagem.
 “Assim,
 no
 processo
 de
 apropriação
 do
 código
 escrito
 como
 objeto
 de
 conhecimento,
 as
 crianças
 internalizam
 papéis,
funções
sociais,
apreendendo
modos
de
agir,
de
pensar
e
de
dizer
coisas.
”(SMOLKA,
2010).


 
 Palavras‐chave:
Linguagem,
interlocução,
conhecimentos,
comunicação.
 

 Gisele
de
Oliveira
Silva

‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
SME‐RIO



 CARTOGRAFIAS
VIVIDAS
E
AS
LEITURAS
DE
MUNDO
NA
EDUCAÇÃO
DE
JOVENS
E
ADULTOS
 (EJA)



 Ádrio
Espíndola
Mocelin

 
 Essa
pesquisa
nasce
em
discussões
acerca
do
Currículo,
Cotidiano
Escolar
e
Leituras
de
Mundo
no
início
 do
 ano
 de
 2011.
 Desde
 então,
 estamos
 desenvolvendo
 uma
 pesquisa
 que
 contempla
 uma
 reflexão
 baseada
 nas
 práticas
 que
 permitem
 identificar
 as
 relações
 entre
 os
 processos
 de
 alfabetização
 Geográfica/Cartográfica
e
as
leituras
de
mundo
nas
séries
iniciais
na
modalidade
Educação
de
Jovens
e
 Adultos
 (EJA).
 Os
 questionamentos
 ressurgem
 na
 interpretação
 dos
 currículos
 praticados
 e
 no
 distanciamento
destes
com
o
cotidiano
dos
alunos.
O
desdobramento
disso
estabelece
a
relação
direta
 e
propõe
uma
análise
radical
na
interface
da
Cartografia
Escolar
oficial,
regulamentada
pelo
Estado,
e
as
 Cartografias
Vividas,
decompostas
nos
mapas
cotidianos
usuais
e
na
polissemia
de
suas
interpretações.
 Na
interação
destas
Cartografias,
a
modalidade
EJA
transitará
nesta
problemática
de
modo
a
colaborar
 com
todo
universo
das
Leituras
de
Mundo
que
seus
alunos
possuem,
acumuladas
no
seu
espaço‐tempo.
 Tomamos
 como
 ponto
 de
 partida
 a
 pesquisa‐ação
 educacional
 como
 estratégia
 metodológica
 para
 o
 desenvolvimento
desta
pesquisa,
concebida
e
realizada
em
estreita
associação
com
uma
ação
e
com
a
 resolução
de
questões
problemas
cotidianos
da
sala
de
aula.


 
 Palavras‐chave:
ensino,
cartografia,
cotidiano,
mapa.


180


COMO
TENHO
ME
FORMADO
PROFESSORA
ALFABETIZADORA?
DA
FORMAÇÃO
INICIAL
ÀS
 EXPERIÊNCIAS
DO
COTIDIANO



 Daniele
de
Almeida
Gama
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UERJ‐FFP
 


 O
objetivo
deste
pôster
é
compartilhar
os
estudos
realizados
por
mim
durante
o
curso
de
especialização
 “Alfabetização
dos
alunos
e
alunas
das
classes
populares”,
promovido
pelo
GRUPALFA
–
UFF
e,
que
deu
 origem
 ao
 trabalho
 final
 do
 curso.
 O
 presente
 estudo
 enfoca
 questões
 referentes
 ao
 processo
 de
 alfabetização
 de
 alunos
 e
 alunas
 das
 classes
 populares,
 bem
 como
 a
 formação
 da
 professora
 alfabetizadora.
 Para
 tanto,
 realizei
 um
 trabalho
 de
 investigação
 acerca
 de
 registros
 pessoais
 relacionados
à
minha
formação
inicial
de
professora
alfabetizadora
e
o
processo
cotidiano
de
formação
 que
tem
se
dado
no
decorrer
de
minha
experiência
vivida,
aliado
às
pistas
que
são
denunciadas
pelo/no
 cotidiano
com
as
crianças.
Tal
compreensão
implica
reconhecer
igualmente
o
cotidiano
como
lócus
de
 formação
 (ALVES,
 2001).
 A
 investigação
 que
 realizei
 me
 possibilitou
 chegar
 a
 algumas
 conclusões.
 À
 medida
 que
 a
 professora
 alfabetizadora
 vai
 se
 apropriando
 dos
 saberes
 produzidos
 pela
 experiência
 (FREIRE,
 1996),
 a
 partir
 da
 reflexão
 sobre
 a
 prática,
 ampliam‐se
 as
 possibilidades
 de
 compreender
 e
 favorecer
o
processo
de
apropriação
da
leitura
e
da
escrita
das
crianças.
Como
este
é
um
processo
de
 interação,
portanto
coletivo,
professora
e
alunos(as)
aprendem
juntos.
A
vivência
cotidiana
com
o
grupo
 de
 crianças
 favorece
 a
 constituição
 da
 professora
 alfabetizadora
 na
 medida
 em
 que
 a
 partir
 desta
 interação
são
suscitadas
questões
que
contribuem
com
a
reflexão
sobre
a
prática.
Na
tentativa
de
“ler”
 as
pistas
que
as
próprias
crianças
oferecem
emerge
a
possibilidade
de
interação
com
cada
uma
delas.
A
 realização
desta
pesquisa
possibilitou
mais
do
que
revisitar
a
memória
da
minha
trajetória
de
professora
 alfabetizadora,
possibilitando
ressignificar
as
experiências
vivenciadas,
recontando
e
produzindo
novas
 histórias
a
partir
daquelas
contadas
inicialmente.


 
 Palavras‐chave:
alfabetização,
professora
alfabetizadora,
formação
inicial,
cotidiano.



 CONSIDERAÇÕES
SOBRE
AS
POLÍTICAS
DE
LIVRO,
LEITURA,
LITERATURA
E
BIBLIOTECA
NO
 MUNICÍPIO
DE
DUQUE
DE
CAXIAS


 O
presente
trabalho
tem
como
objetivo
conhecer
e
analisar
programas
e
projetos
que
fazem
parte
das
 políticas
 públicas
 de
 livro,
 leitura,
 literatura
 e
 biblioteca
 no
 município
 de
 Duque
 de
 Caixas.
 Tem
 como
 intenção
conhecer
as
articulações
entre
as
políticas
do
município
e
os
planos
e
programas
da
instância
 federal,
 especialmente,
 o
 PNLL‐
 Plano
 Nacional
 do
 Livro
 e
 Leitura‐
 e
 o
 PNBE‐
 Programa
 Nacional
 de
 Biblioteca
 Escolar.
 Nessa
 perspectiva,
 além
 de
 uma
 análise
 documental
 dos
 programas,
 faremos
 entrevistas
semiestruturadas
com
os
responsáveis
pela
concepção
e
implementação
dessas
políticas
no
 município
 de
 Duque
 de
 Caxias.
 Através
 das
 análises
 das
 entrevistas
 buscaremos
 responder
 como
 o
 município
vem
implementando
suas
políticas
de
livro,
leitura,
literatura
e
biblioteca,
quais
têm
sido
suas
 prioridades
 e
 ações
 e
 como
 os
 planos
 e
 programas
 da
 instância
 federal
 são
 apropriados
 no
 âmbito
 municipal.
 Buscaremos
 também,
 conhecer
 os
 projetos
 vinculados
 diretamente
 às
 escolas
 tais
 como:
 composição
e
preservação
dos
acervos,
projetos
de
promoção
de
leitura,
formação
de
mediadores
de
 leitura,
 entre
 outros.
 Tomaremos
 como
 referências
 para
 análise
 os
 estudos
 sobre
 política
 de
 Ball
 e
 Mainardes
 (2011)
 e
 Cunha
 (2011),
 e
 sobre
 políticas
 de
 livro
 e
 leitura
 de
 Amorim
 (2010),
 Corsino,
 Fernandes
 e
 Pimentel
 (2011).
 O
 trabalho
 está
 organizado
 em
 três
 partes:
 na
 primeira
 traçamos
 um
 breve
 perfil
 do
 município
 e
 apresentamos
 os
 programas
 que
 fazem
 parte
 de
 suas
 políticas
 de
 livro,
 leitura,
literatura
e
biblioteca;
na
segunda
apresentamos
a
análise
das
entrevistas
e,
por
fim,
concluímos
 trazendo
 considerações
 que
 permitam
 pensar
 articulações
 entre
 as
 ações,
 no
 sentido
 de
 ampliar
 o
 acesso
dos
estudantes
ao
livro
e
à
leitura.


 
 Palavras‐chave:
 Política
 de
 livro,
 leitura,
 literatura
 e
 biblioteca.
 Plano
 municipal
 de
 livro
 e
 leitura.
 Município
de
Duque
de
Caxias.
Leitura
literária.
 
 Rejane
da
Silva
Xavier
‐
Estudante
de
Graduação/UFRJ



 CONSTRUINDO
OUTROS
OLHARES
SOBRE
A
ESCOLA:
A
PESQUISA
COMO
ESPAÇO
DE
(AUTO)
 FORMAÇÃO


181





 Mairce
da
Silva
Araujo
‐
Professor(a)
do
Ensino
Superior/
UERJ‐FFP
 Paulo
Roberto
Santos
da
Silva
 
Francine
Azevedo
Esteves

 
 O
pôster
tem
como
objetivo
intercambiar
experiências
e
reflexões
sobre
formação
docente,
a
partir
da
 pesquisa:
 “Alfabetização,
 Memória
 e
 Formação
 de
 Professores:
 entrelaçando
 práticas
 e
 saberes
 no
 diálogo
com
a
escola
básica”,
desenvolvida
em
São
Gonçalo,
Rio
de
Janeiro.
Reafirmando
a
escola
como
 lócus
privilegiado
de
circulação
e
resgate
de
saberes,
histórias
e
memórias,
bem
como,
de
preservação
e
 (re)
 criação
 da
 cultura
 local,
 vimos
 percebendo
 que
 o
 trabalho
 memorialístico
 no
 e
 com
 cotidiano
 escolar,
 além
 de
 inspirar
 novas
 práticas
 de
 formação
 docente,
 representa
 um
 rico
 caminho
 para
 o
 fortalecimento
 de
 ambientes
 alfabetizadores
 potentes
 para
 docentes
 e
 crianças
 das
 escolas
 públicas.
 Tendo
como
interlocutores/as
teóricos
como
Freire
(1996),
Josso,
(2002),
Benjamim
(1994),
Park
(2003),
 Garcia
 (2011),
 dentre
 outros/as
 e,
 nos
 inspirando
 na
 perspectiva
 da
 investigação‐formação,
 propomos
 espaços
 narrativos‐reflexivos
 no
 cotidiano
 escolar,
 colocando
 em
 diálogo
 estudantes
 do
 curso
 de
 Pedagogia
 e
 professoras
 que
 já
 atuam
 na
 rede
 pública.
 Investindo
 na
 formação
 do
 grupo
 como
 investigador
coletivo,
buscamos
mobilizar,
a
partir
do
movimento
reflexivo,
“o
investigador
que
existe
 em
 cada
 um
 de
 nós”
 (JOSSO,
 2002),
 buscando,
 sobretudo,
 complexificar
 “naturalizações”
 sobre
 o
 "mundo
 da
 escola"
 e
 da
 prática
 pedagógica
 ainda
 tão
 presente
 entre
 nós.
 Trazemos
 para
 reflexão,
 no
 presente
trabalho,
experiências
vividas
em
algumas
“Oficinas
da
memória
”,
realizadas
durante
o
ano
de
 2011
 com
 crianças
 e
 professoras
 dos
 anos
 iniciais
 do
 Ensino
 Fundamental.
 Experiências
 que
 ao
 nos
 instigar
a
reconhecer
o
outro
que
nos
habita,
nos
convida
a
construir
novos
olhares
para
a
escola,
para
a
 própria
prática
pedagógica,
reafirmando
a
pesquisa
como
espaço
de
(auto)
formação.


 
 Palavras‐chave:
cotidiano
escolar,
(auto)
formação,
narrativa,
oficinas
da
memória.




 DESAPRENDER
ENSINA
OS
PRINCÍPIOS...
TECENDO
DIÁLOGOS
SOBRE
SINGULARIDADES,
 PROCESSOS
COLETIVOS
E
ALFABETIZAÇÃO


 Márcia
Alexandra
Leardine

 Heloisa
Helena
Dias
Martins
Proença
 
Maria
Fernanda
Pereira
Buciano
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
SME‐Campinas
 
Renata
Frauendorf

 Simone
Franco

 Tânia
Villarroel
 
Vanessa
Ghidotti
Celente
 
Vanessa
França
Simas





 O
que
diferencia
o
trabalho
de
cada
uma
de
nós?
O
que
o
torna
único
e
singular?
É
como
olhamos
para
 cada
criança
e
para
cada
solicitação
produzida?
É
como
organizamos
a
aula
e
planejamos
a
rotina?
São
 as
 escolhas
 que
 fazemos?
 É
 tudo
 isso
 e
 muito
 mais?
 O
 que
 entendemos
 por
 atividade
 desafiadora
 e
 significativa?
 Quais
 desafios
 compartilhamos?
 Como
 provocar
 o
 desejo
 de
 aprender
 em
 alunos
 e
 professoras?
 Como
 constituímos
 esses
 desejos
 coletivamente?
 Questões
 como
 estas
 nos
 levaram
 a
 formar
 um
 grupo
 de
 estudos
 possibilitando
 encontros
 onde
 demandas
 referentes
 ao
 processo
 de
 alfabetização
 fossem
 destacadas
 em
 debates
 e
 reflexões
 entre
 profissionais
 da
 educação.
 Ao
 discorrermos
sobre
este
tema
por
meio
do
diálogo,
da
troca
de
experiências,
das
dúvidas
colocadas
para
 debatermos,
 vamos
 tecendo
 compreensões
 sobre
 os
 princípios
 que
 mobilizam
 e
 sustentam
 nossas
 práticas.
 Assim,
 reconhecemos
 possíveis
 movimentos
 dos
 saberes
 e
 conhecimentos
 docentes
 no
 cotidiano
 escolar
 que
 revelam
 nossas
 concepções
 e
 dilemas,
 exercício
 que
 tem
 se
 mostrado
 enriquecedor
da
prática,
à
medida
que
possibilita
reflexões
e
a
construção
de
caminhos
partilhados
no
 âmbito
 de
 diferentes
 contextos.
 Neste
 trabalho
 teceremos
 diálogo
 com
 os
 teóricos
 que
 alimentam
 nossos
 estudos
 e
 questionamentos
 sobre
 a
 prática,
 destacando
 a
 importância
 do
 olhar
 para
 a
 singularidade
 de
 cada
 um
 ‐
 professora
 ou
 aluno/a
 ‐
 constituída
 nas
 relações,
 em
 grupos
 criados
 com
 intencionalidade
nas
ações
pedagógicas.


 
 Palavras‐chaves:
alfabetização,
formação
continuada,
cotidiano
escolar,
singularidade.


182



 DESENHO,
PARÓDIA
E
RELATO
ESCRITO:
“A
MINHA
INTELIGÊNCIA
VOLTOU!”


 Margarida
dos
Santos

 
 Como
 professora‐pesquisadora
 (Garcia,
 2002),
 procuro
 me
 afastar
 de
 um
 discurso
 e
 de
 uma
 prática
 pedagógica
investigativa
que
se
utilizam
das
precárias
condições
de
vida
a
que
muitos
de
nossos
alunos
 e
alunas
das
classes
populares
estão
submetidos
para
justificar
a
situação
de
fracasso
escolar
em
que
se
 encontram.
 Neste
 trabalho,
 compartilho
 e
 discuto
 o
 meu
 movimento
 de
 busca
 e
 reinvenção
 de
 caminhos
 para
 a
 realização
 de
 práticas
 pedagógicas
 junto
 a
 meninos
 e
 meninas
 considerados
 “incapazes”
 de
 aprender.
 Para
 minha
 surpresa,
 percebo
 que
 estes
 caminhos
 não
 estão
 prontos,
 precisam
ser
criados
na
interação
com
os
estudantes.
O
que
me
leva
a
procurar,
em
suas
ações,
indícios
 (Ginzburg,
1991)
de
seus
interesses,
seus
saberes
e
suas
lógicas,
detalhes
que
me
ajudem
a
gerar
com
 eles
práticas
pedagógicas
mais
favoráveis
ao
processo
ensino‐aprendizagem.
Neste
trabalho
apresento
 um
 retalho
 da
 experiência
 com
 o
 estudante
 Diego,
 autor
 da
 frase
 A
 minha
 inteligência
 voltou.
 Frase
 proferida
 no
 dia
 em
 que
 se
 descobriu
 capaz
 de
 escrever
 uma
 paródia
 musical,
 praticamente
 sozinho.
 Procuro
explicitar
o
percurso
do
aluno
e
discuto
o
modo
como
venho
aprendendoa
ficar
mais
atenta
aos
 detalhes
 dos
 nossos
 processos
 de
 ensino
 aprendizagem.
 A
 minha
 necessidade
 compreender
 o
 modo
 como
ele
compreendia
o
seu
próprio
processo,
para,
então,
poder
com
ele
interagir
e
contribuir
em
seu
 processo
 de
 aprendizagem
 da
 linguagem
 escrita.
 A
 experiência
 de
 aprenderensinar
 (Alves,
 200
 )
 valorizar
e
a
trabalhar
com
outras
linguagens
enquanto
ajudo
meninos
e
meninas
a
se
apropriarem
da
 linguagem
escrita.


 
 Palavras‐chave:
professora‐pesquisadora,
indícios,
prática
pedagógica
investigativa,
linguagens.



 DO
“SISTEMA
DE
ALFABETIZAÇÃO
E
CONSCIENTIZAÇÃO”
DE
PAULO
FREIRE
AO
CONCEITO
DE
 LETRAMENTO:
A
PERMANÊNCIA
DOS
DESAFIOS
DA
ALFABETIZAÇÃO
DAS
CLASSES
POPULARES


 A
partir
da
divulgação
da
síntese
estatística
do
IBGE/2008
constatou‐se
que
ainda
há
no
Brasil
cerca
de
 2,1
milhões
de
crianças
entre
7
e
14
anos
que,
apesar
de
estarem
matriculadas
na
escola,
permanecem
 analfabetas.
 Embora
 outros
 dados
 estatísticos
 também
 apontem
 para
 uma
 queda
 secular
 do
 analfabetismo
 (Ferraro,
 2004)
 entendemos
 que
 o
 número
 de
 analfabetos
 ainda
 traduz‐se
 em
 índices
 inaceitáveis.
Sabemos
que
desde
a
década
de
1980,
como
resultado
de
uma
mobilização
social
gerada
 na
década
de
1960,
alguns
pesquisadores
ocuparam‐se
em
investigar
diferentes
aspectos
pertinentes
ao
 processo
 de
 alfabetização,
 a
 fim
 de
 também
 compreenderem
 as
 variáveis
 que
 agudizavam
 esses
 persistentes
 índices
 de
 analfabetismo
 no
 País.
 Assim,
 perscrutando
 aspectos
 político‐pedagógicos
 (Freire,
1963,
1967
e
1982;
Garcia,
1986;
Kramer,
1986),
linguísticos
(Cagliari,
1982;
Abaurre,
1986;
Kato,
 1987),
psicolinguísticos
(Ferreiro
e
Teberosky,
1986);
sociolinguísticos
(Soares,
1985;
1986),
discursivos
e
 sociointeracionistas
 (Smolka,
 1987;
 Tfouni,
 1988),
 entre
 outros,
 buscou‐se
 compreender
 diferentes
 dimensões
deste
complexo
fenômeno
que,
desde
então,
nos
impõe
uma
análise
permanente
e
refinada.
 Objetivando
 refletir
 sobre
 os
 persistentes
 desafios
 da
 alfabetização
 das
 classes
 populares
 nos
 dias
 atuais,
o
presente
trabalho,
de
cunho
teórico,
se
organizará,
inicialmente,
a
partir
da
apresentação
de
 uma
breve
visão
panorâmica
de
aspectos
históricos
da
alfabetização
no
Brasil
(Mortatti,
2000,
2010.
A
 partir
deste
panorama,
destacaremos
a
importância
do
conceito
freireano
de
alfabetização,
inscrito
em
 sua
 práxis
 político‐pedagógica
 desenvolvida
 no
 contexto
 de
 seu
 “Sistema
 de
 alfabetização
 e
 conscientização”
 (Fávero,
 1996).
 Em
 seguida,
 em
 termos
 específicos,
 buscaremos,
 à
 luz
 desse
 legado
 freireano,
 refletir
 sobre
 as
 contraposições
 de
 sentidos
 e
 conceitos
 de
 Alfabetização
 e
 Letramento
 no
 atual
panorama
do
discurso
acadêmico
brasileiro
(Ferreiro,
2003;
Soares,
2004;
Zaccur,
2011).


 
 Palavras‐chave:
Paulo
Freire,
alfabetização,
letramento,
análise
dialógica
do
discurso.
 
 Andréa
Pessôa
dos
Santos
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
UFF



 ESCREVER
A
VIDA:
DISCURSOS
DE
TRABALHADORAS
E
TRABALHADORES
RURAIS
DE
UM
 ASSENTAMENTO
DE
REFORMA
AGRÁRIA
NO
RIO
GRANDE
DO
NORTE
 


183


Inez
Helena
Muniz
Garcia

 
 O
 trabalho
 apresenta
 resultados
 parciais
 de
 pesquisa
 concluída,
 realizada
 com
 trabalhadoras
 e
 trabalhadores
rurais
de
um
assentamento
de
Reforma
Agrária
no
Rio
Grande
do
Norte.
A
compreensão
 em
 perspectiva
 discursiva
 de
 aspectos
 dos
 modos
 como
 sujeitos
 adultos
 se
 expressam
 sobre
 suas
 escritas,
manifestam
suas
visões
sobre
a
escrita
e
de
que
maneira
a
escrita
faz
parte
de
suas
vidas
são
os
 objetivos
principais
do
presente
trabalho.
A
discussão
foi
organizada
com
base
na
teoria
da
enunciação
 de
 Bakhtin
 (1988;
 1998;
 2003),
 além
 de
 outros
 estudos
 da
 linguagem.
 O
 procedimento
 metodológico
 para
 analisar
 os
 discursos
 dos
 sujeitos
 foi
 o
 paradigma
 indiciário
 (GINZBURG,
 1989;
 2004).
 A
 análise
 possibilitou
 compreender
 que
 são
 heterogêneas
 as
 atividades
 sociais
 com
 a
 escrita
 no
 cotidiano
 dos
 sujeitos.


 
 Palavras‐chave:
 escrita,
 discursos,
 trabalhadoras
 e
 trabalhadores
 rurais,
 assentamento
 de
 reforma
 agrária.



 GÊNEROS
DISCURSIVOS
PRODUZIDOS
POR
CRIANÇAS
EM
SEUS
PROCESSOS
DE
APROPRIAÇÃO
 DA
LEITURA
E
DA
ESCRITA




 Maria
Cristina
de
Lima
 


 Este
trabalho
representa
parte
da
pesquisa
de
doutorado
e
tem
como
finalidade
apresentar
uma
análise
 de
um
ano
de
observação
em
uma
turma,
nos
primeiros
anos
do
Ensino
Fundamental,
numa
escola
da
 rede
pública
municipal
do
Rio
de
Janeiro.
Ao
investigar
o
uso
da
linguagem
oral
e
escrita,
pretende‐se
 compreender
 esse
 percurso
 como
 um
 espaço
 de
 produção
 e
 circulação
 de
 gêneros
 discursivos.
 Este
 processo
implica
em,
não
só
caracterizar
ou
estabilizar
os
gêneros,
mas
também,
explicar
o
percurso
das
 crianças
na
apropriação
da
linguagem
escrita
e
suas
relações
com
a
linguagem
oral.
A
pesquisa
tem
por
 referência
teórica
os
estudos
de
Bakhtin
(2006),
em
específico
a
discussão
sobre
os
gêneros
do
discurso,
 como
possibilidade
de
encontrar
os
discursos
das
crianças,
suas
interações,
numa
direção
metodológica
 que
 aponta
 para
 o
 desafio
 de
 fazer
 pesquisa
 em
 Ciências
 Humanas
 (FREITAS;
 JOBIM;
 KRAMER;
 2007).
 Concebendo
 a
 singularidade
 do
 percurso
 de
 apropriação
 da
 língua
 enquanto
 um
 signo
 ideológico,
 procura‐se
as
marcas
e
os
indícios
dos
sujeitos
que
se
revelam
na
escrita,
em
seus
textos
escolares.
A
 oralidade
e
a
escrita
são
aqui
entendidas
como
atividades
de
natureza
histórica
e
cultural,
espaços
de
 elaboração
 conceitual
 (VYGOTSKY,1991)
 e
 processos
 interligados
 por
 fragmentos,
 ou
 ruínas
 (COORRÊA.2003)).
 As
 escritas
 das
 crianças,
 suas
 identidades
 e
 seus
 interlocutores
 são
 analisados
 considerando
 a
 alfabetização
 como
 um
 processo
 discursivo
 (SMOLKA,1991).
 O
 cotidiano
 de
 vida
 das
 crianças
 é
 refletido
 na
 perspectiva
 de
 uma
 sociologia
 da
 leitura
 (LAHIRE,
 2003),
 que
 compreende
 as
 situações
escolares
vividas
por
crianças
das
camadas
populares,
como
parte
de
um
todo
que
inclui
seus
 diferentes
contextos
de
relações
e
de
como
suas
vidas
se
entrelaçam
na
escola.


 
 Palavras‐chave:
gêneros
discursivos,
alfabetização,
oralidade,
escrita.




 LENDO
O
MUNDO
E
A
PALAVRA:
TECENDO
SABERES
NA
PRÁTICA
ALFABETIZADORA



 Alessandra
Correia
Xavier
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
SME‐RIO/UNIRIO
 


 O
 projeto
 “As
 Cidades”,
 que
 vem
 sendo
 desenvolvido
 em
 uma
 escola
 da
 rede
 pública
 municipal
 da
 Cidade
do
Rio
de
Janeiro
com
turmas
do
2º
ano
do
Ensino
Fundamental,
tem
como
objetivo
central
a
 “leitura
 de
 mundo”.
 Esta
 leitura,
 importante
 para
 a
 construção
 da
 cidadania,
 aborda
 sentidos
 de
 contextos
sociais
e
culturais
nos
quais
estamos
inseridos,
a
partir
do
lugar
da
criança
e
de
seu
espaço
 vivido.
Esse
é
o
desafio
maior:
aprender,
partindo
de
sua
própria
realidade.
Sendo
assim,
é
necessário
 que
os
conhecimentos
sejam
construídos
em
rede,
onde
cada
atividade
se
torne
significativa.
Partindo
 desse
ponto
de
vista,
o
ensino
da
Geografia
tem
como
pressuposto
básico
de
que
“para
além
da
leitura
 da
palavra,
é
fundamental
que
a
criança
consiga
fazer
a
leitura
do
mundo”
(CALLAI,
2005),
para
além
do
 pensar
seu
espaço.
A
História
aparece
quando
é
contada
a
história
de
vida
das
crianças,
das
famílias,
da
 comunidade
 que
 habitam,
 da
 cidade
 onde
 vivem,
 de
 outras
 cidades,
 não
 necessariamente
 de
 forma
 linear,
levando
em
conta
a
“ecologia
das
temporalidades”
(SANTOS,
2007)
O
conhecimento
matemático,


184


nesse
 caso,
 leva
 em
 conta
 “aspectos
 gráficos,
 a
 construção
 subjetiva
 do
 saber
 com
 objetivo
 social,
 histórico,
político,
e
cultural,
legitimados
pelos
dizeres
dos
sujeitos.”
(XAVIER,
2011)
Finalmente,
nosso
 objetivo
enquanto
professoras
alfabetizadoras
está
na
ótica
da
“interdiscursividade,
isto
é,
numa
prática
 dialógica,
discursiva,
num
espaço
de
elaboração
inter
(intra)
subjetivo.”
(SMOLKA,
2008)
Isso
quer
dizer
 que
 as
 crianças
 não
 aprendem
 a
 ler
 e
 escrever
 somente.
 As
 crianças
 aprendem
 a
 ler
 e
 escrever
 seus
 mundos,
 seus
 sonhos,
 suas
 ideias.
 Nessa
 escola,
 as
 crianças
 são
 autoras
 de
 seus
 dizeres,
 fazeres
 e
 saberes,
narradoras
de
suas
próprias
histórias.


 
 Palavras‐chave:
leitura
de
mundo,
cotidiano,
interdisciplinaridade,
alfabetização.





 O
APRENDER
COMO
INVENÇÃO:
UMA
POLÍTICA
COGNITIVA
DIVERGENTE
NUMA
ESCOLA
(RE)
 INVENTADA


 Esta
 comunicação
 é
 composta
 pela
 pesquisa
 desenvolvida
 ao
 longo
 da
 elaboração
 de
 minha
 tese
 de
 doutorado.
 A
 pesquisa
 assume
 o
 desafio
 de
 investigar,
 praticar
 e
 afirmar
 uma
 política
 cognitiva
 divergente
 nas
 experiências
 compartilhadas
 com
 as
 crianças
 do
 Ciclo
 de
 Alfabetização
 de
 uma
 escola
 pública
em
Duque
de
Caxias.
As
crianças
participantes
tinham
como
característica
comum
o
rótulo
das
 dificuldades
de
aprender.
Digo
rótulo,
pois
defendo
que
as
dificuldades
de
aprendizagem
são
efeito
de
 uma
 política
 cognitiva
 na
 qual
 a
 diferença
 ou
 a
 invenção
 são
 lidas
 sob
 o
 signo
 da
 carência
 e
 do
 adoecimento.
 Esse
 dispositivo
 inscreve
 o
 déficit
 nos
 processos
 que
 não
 se
 alinham
 aos
 modos
 hegemônicos
 de
 conceituar
 a
 aprendizagem.
 Aprender
 numa
 política
 divergente
 é
 problematização
 e
 produção
 da
 diferença
 o
 que
 rompe
 com
 o
 primado
 da
 invariância,
 que
 apregoa
 a
 cognição
 como
 processo
 de
 representação
 de
 um
 mundo
 exterior
 aos
 sujeitos.
 Há,
 na
 pesquisa,
 um
 duplo
 embate:
 investigar
 o
 regime
 cognitivo
 predominante
 na
 escola
 e
 inventar
 com
 as
 crianças
 possibilidades
 para
 viver
a
experiência
de
escolarização.
Uma
política
cognitiva
divergente
busca
a
negociação
sentidos
para
 inventar
 aprendizagens
 que
 ensinem
 a
 ver
 os
 diferentes
 universos
 referenciais
 como
 possibilidade.
 O
 que
as
crianças
ao
expressarem
ao
criarem
ou
ampliarem
seus
territórios
existenciais
com
e
na
escrita,
 com
e
na
filmagem,
com
e
na
fotografia,
com
e
na
informática
permitem
de
experiência
para
a
escola?
 (Des)enjaular
 por
 ter
 outros
 modos
 de
 existência
 como
 possibilidade
 de
 criar
 novos
 agenciamentos
 e
 assim
 fraturar
 os
 muros
 escolares
 e
 as
 grades
 curriculares.
 Novos
 trajetos
 mundos
 surgem
 da
 necessidade
de
cartografar
o
que
não
é
apenas
via
[trajeto]
e
envolvido
[mundo],
mas
o
que
percorre
o
 dentro
e
o
fora
–
suas
bordas
pelo
exercício
de
ter
a
criança
[o
outro]
como
possibilidade.


 
 Palavras‐chave:
aprender,
invenção,
escola,
diferença
e
crianças.
 
 O
CINEMA
E
AS
NARRATIVAS
DE
CRIANÇAS
E
JOVENS:
REFLEXÕES
DA
PESQUISA
 
 Adriana
Hoffmann
Fernandes
‐
Pesquisador(a)
do
Ensino
Superior/
UNIRIO
 Érica
Rivas
 
Kelly
Maia
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UNIRIO
 Mirna
Juliana
Fonseca
 Renata
Ferreira
 


Thamyres
Dalethese
 
 As
 sociedades
 contemporâneas
 se
 organizam
 cada
 vez
 mais
 a
 partir
 das
 mídias
 em
 suas
 diferentes
 formas
(TV,
cinema,
internet
etc.)
que
asseguram
formas
de
socialização
e
fazem
parte
da
nossa
prática
 social
e
cultural.
Nesse
contexto
a
mesa
proposta
visa
apresentar
a
pesquisa
realizada
pelo
grupo
que
 tem
 como
 objetivos
 investigar
 as
 relações
 de
 crianças
 e
 jovens
 com
 uma
 dessas
 práticas
 culturais
 –
 o
 cinema
 –
 em
 instituições
 de
 ensino
 fundamental,
 médio
 e
 superior.
 Os
 trabalhos
 apresentados
 envolvem
recortes
da
pesquisa
associados
a
mestrandos
e
bolsistas
de
iniciação
científica,
pertencentes
 ao
 grupo
 de
 pesquisa
 em
 cada
 um
 desses
 campos.
 A
 perspectiva
 teórico‐metodológica
 do
 grupo
 relaciona‐se
 com
 os
 Estudos
 Culturais
 Latino‐Americanos
 que
 entendem
 a
 relação
 entre
 sujeitos
 e
 produtos
culturais
em
geral,
no
caso
dessa
pesquisa
com
o
cinema,
a
partir
dos
sentidos
que
os
sujeitos
 produzem.
Considera‐se,
ao
contrário
dos
estudos
de
recepção
tradicional,
que
os
sujeitos
–
crianças
e
 jovens
 –
 não
 se
 relacionam
 com
 as
 imagens
 apenas
 dando
 uma
 mera
 resposta
 ao
 estímulo
 da
 
 Luciana
Pires
Alves
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
UFF/SME‐Duque
de
Caxias


185


mensagem/imagem
 emitida,
 mas
 constroem
 sua
 relação
 com
 as
 imagens
 de
 modo
 ativo
 construindo
 interpretações
 próprias.
 Tal
 perspectiva
 teórica
 alia‐se
 à
 perspectiva
 da
 metodologia
 da
 pesquisa‐ intervenção
 através
 da
 qual
 se
 procura
 perceber
 os
 pontos
 de
 vista
 das
 crianças
 e
 dos
 jovens,
 suas
 experiências
 com
 o
 cinema
 e
 suas
 narrativas,
 entendendo‐os
 como
 sujeitos
 que,
 no
 decorrer
 da
 pesquisa,
colaboram
e
constroem‐na
em
conjunto
com
o
pesquisador.
Todos
os
trabalhos
apresentados
 na
mesa
consideram
o
cinema
como
integrante
da
formação
dos
sujeitos
e
visam
trazer
as
percepções
 analisadas
 até
 o
 momento
 de
 como
 ocorrem
 as
 relações
 de
 crianças
 e
 jovens
 com
 o
 cinema
 em
 cada
 instituição
 –
 através
 de
 cineclubes
 desenvolvidos
 –,
 bem
 como
 refletir
 sobre
 as
 narrativas
 que
 elas
 trazem
em
suas
diferentes
formas
de
expressão
(oralidade,
desenhos,
diálogos
via
MSN)
a
partir
desse
 modo
de
convívio
com
o
cinema
na
educação.


 
 Palavras‐chave:
cinema,
narrativas,
crianças,
jovens.



 O
DIÁLOGO
E
O
TEMPO:
CONFLITOS
NA
APOSTA
RADICAL
DE
ASSUNÇÃO
DOS
SABERES
DAS
 CRIANÇAS
NO
PROCESSO
DE
ALFABETIZAÇÃO



 Maria
Fernanda
Pereira
Buciano
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
SME‐Campinas
 Guilherme
do
Val
Toledo
Prado

 
 Este
trabalho
foi
produzido
por
meio
da
pesquisa
realizada
no
encontro
de
dois
docentes,
uma
da
escola
 básica,
outro
universitário.
Uma
professora
que
se
constituiu
pesquisadora
do/no/sobre/com
o
trabalho
 pedagógico
 que
 realiza
 em
 diálogo
 com
 tantos...
 alunos,
 alunas,
 professores
 e
 professoras.
 Outro
 professor,
que
sendo
há
mais
tempo
pesquisador
ousa
parceria
para
investigação
dessa
mesma
prática,
 trabalhando
 na
 orientação
 da
 primeira.
 Produto
 dessa
 parceria
 foi
 a
 produção
 de
 uma
 dissertação
 de
 mestrado,
analisando
materiais
produzidos
no
período
de
2008
a
2010
pela
professora‐pesquisadora
de
 educação
básica
com
seus
alunos.
Assim,
avaliaram
a
maneira
como
foi
construído
trabalho
pedagógico
 em
sala
de
aula
a
partir
de
princípios
pautados
na
concepção
de
diálogo
encontrada
nas
obras
de
Paulo
 Freire.
 Esta
 análise
 está
 imersa
 em
 um
 contexto
 de
 escola
 pública,
 organizada
 em
 ciclos,
 e
 especificamente
diz
da
experiência
que
vive
a
professora
dos
anos
do
ciclo
inicial
de
alfabetização,
onde
 a
organização
do
tempo
é
marcante
nos
debates
e
no
planejamento
do
trabalho
pedagógico
escolar.
O
 tempo
de
vida
das
crianças,
o
tempo
destinado
aos
conhecimentos
vinculados
ou
não
à
alfabetização
e
 letramento,
o
tempo
esperado
para
que
se
alfabetizem,
“os
tempos”
exigidos
por
um
trabalho
que
se
 pretenda
 dialógico...
 e
 ‐
 entre
 tantos
 “tempos”‐
 o
 tempo
 das
 avaliações
 que
 fazemos
 do
 trabalho
 realizado
 na
 escola,
 que
 também
 é
 um
 tempo
 de
 diálogo
 entre
 professora
 e
 alunos.
 Partilhamos
 essa
 reflexão
 sobre
 o
 tempo
 na
 organização
 do
 trabalho
 pedagógico,
 destacando
 os
 conflitos
 gerados
 nas
 tensões
 vividas
 como
 parte
 constituinte
 do
 movimento
 dialógico
 que
 busca
 ampliar
 espaços
 democráticos
na
escola.
Tensões
geradas
principalmente
na
maneira
quando,
de
certa
forma,
tomamos
 o
 tempo
 como
 um
 dos
 parâmetros
 usados
 para
 avaliações,
 a
 partir
 de
 ‘tempos
 extra‐escolares’,
 desconsiderando
a
história
e
o
processo
de
elaboração
das
produções
que
realizamos
na
escola.


 
 Palavras‐chave:
diálogo,
tempo,
alfabetização,
conflito.



 O
ENSINO
DE
LÍNGUA
PORTUGUESA
NA
EDUCAÇÃO
DE
JOVENS
E
ADULTOS:
PRÁTICAS
 PEDAGÓGICAS
DOCENTES
EM
UMA
ESCOLA
PÚBLICA
DE
SÃO
GONÇALO


 Marcela
Parmanhane
Guimarães
Garcia
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UERJ
/
FFP
 

 Este
trabalho
é
fruto
da
pesquisa
“A
Produção
de
Sentidos
sobre
a
formação
de
professores
de
Jovens
e
 Adultos
em
uma
escola
pública
da
cidade
de
São
Gonçalo”.
A
partir
de
estudos
dedicados
às
análises
das
 práticas
pedagógicas
docentes
no
ensino
da
Língua
Portuguesa,
na
modalidade
de
EJA
nas
séries
iniciais
 do
 Ensino
 Fundamental,
 tivemos
 por
 objetivo
 analisar
 práticas
 de
 leitura
 e
 escrita
 desenvolvidas
 por
 professores
em
duas
turmas
do
1º
segmento
em
uma
escola
pública
municipal,
refletindo
como
essas
 práticas
 são
 realizadas
 e
 como
 os
 docentes
 propõem
 textos
 em
 situações
 de
 aula.
 Temos
 como
 referenciais
 teóricos
 o
 diálogo
 com
 Bagno
 (2002),
 Bakthin
 (1995,
 2000),
 Arroyo
 (2006),
 Paulo
 Freire
 (1979,
1987),
Gnerre
(1994),
Orlandi
(1998,
2006),
Tfouni
(1988),
Jobim
e
Souza
(1994),
dentre
outros,
 que
 fundamentam
 o
 presente
 texto.
 Como
 metodologia,
 elencamos
 os
 registros
 das
 atividades


186


observadas
 nas
 turmas
 de
 2º
 e
 5º
 ano
 do
 1º
 segmento
 da
 EJA
 e
 entrevistas
 dialogadas
 com
 os
 professores
 participantes
 da
 pesquisa.
 A
 partir
 destes
 dados,
 buscamos
 compreender
 práticas
 pedagógicas
engendradas
pelos
docentes
sobre
o
ensino
da
Língua
Portuguesa.
Os
principais
resultados
 advindos
 deste
 trabalho
 são
 análises
 acerca
 das
 práticas
 observadas
 nas
 referidas
 turmas
 em
 consonância
com
o
estudo
dos
teóricos
que
ancoram
a
pesquisa
em
curso,
produzindo
reflexões
sobre
 mediações
 entre
 leitura
 e
 escrita
 dos
 alunos,
 da
 linguagem
 utilizada
 pelo
 educador
 e
 suas
 práticas
 no
 ensino
de
Português.
Concluímos
ser
relevante
compreendermos
a
importância
de
o
professor
valorizar
 os
 conhecimentos
 trazidos
 pelos
 educandos
 para
 a
 sala
 de
 aula,
 bem
 como
 para
 uma
 formação
 que
 abranja
seus
contextos
socioculturais
e
suas
perspectivas
de
vida.


 
 Palavras‐chave:
 educação
 de
 jovens
 e
 adultos,
 práticas
 pedagógicas
 docentes,
 produção
 de
 sentidos,
 ensino
de
língua
Portuguesa.



 O
SENTIDO
DA
ESCRITA
PARA
ADULTAS
POUCO
ESCOLARIZADAS:
A
MARCA
DA
ESCOLA
 

Marta
Lima
de
Souza

 
 Este
trabalho
insere‐se
no
Eixo
“Alfabetização
na
escola
e
para
além
dela”
e
trata
de
parte
da
pesquisa
 em
 que
 investigamos
 o
 sentido
 da
 escrita
para
 mulheres
 adultas
 pouco
escolarizadas
em
 espaços
não
 escolares,
 nas
 esferas
 (Bakhtin,
 2003)
 da
 família,
 da
 religião
 e
 do
 trabalho.
 Após
 a
 apresentação
 das
 questões
 teórico‐metodológicas,
 destacamos
 marcas
 (Ginzburg,
 2002)
 relativas
 à
 escrita
 na
 esfera
 familiar
 quanto
 ao
 que
 pensam
 sobre
 a
 escrita
 e
 que
 sentidos
 atribuem
 à
 escrita
 no
 processo
 de
 aprendizagem
da
linguagem
escrita,
trazendo
para
o
debate
o
lugar
que
a
escrita
assume
na
ótica
das
 entrevistadas.
 Observamos
 que
 os
 sentidos
 atribuídos
 à
 escrita
 estão
 marcados
 pela
 perspectiva
 da
 aprendizagem
 da
 linguagem
 escrita,
 em
 especial
 da
 passagem
 pela
 escola,
 que
 para
 as
 mulheres
 entrevistadas
 se
 constitui
 no
 lugar
 em
 que
 se
 aprende
 a
 escrita
 e
 a
 escrever.
 Nas
 conclusões
 finais,
 compreendemos
 que
 são
 múltiplos
 e
 contraditórios
 os
 sentidos
 que
 constroem
 para
 a
 escrita
 e
 que,
 entretanto,
vão
ao
encontro
de
muitos
sentidos
que
circulam
socialmente,
inclusive
daqueles
expressos
 no
 dicionário
 e
 nas
 convenções
 ortográficas,
 denotando
 marcas
 da
 escola.
 Os
 sentidos
 da
 escrita
 evidenciados
pelas
senhoras
no
estudo
são
reveladores,
contudo,
do
conhecimento
que
possuem
sobre
 a
 escrita
 e
 o
 escrever
 e
 são
 reflexos
 do
 fato
 de
 viverem
 em
 sociedades
 com
 escrita.
 A
 escola
 deve
 considerar
tanto
o
conhecimento
que
os
adultos
têm
sobre
a
escrita
e
o
escrever,
quanto
o
que
é
ser
 alfabetizado
para
eles,
visto
que
se
constituem
em
parâmetros
para
o
processo
de
alfabetização,
bem
 como
 repensar
 estudos,
 programas
 políticos
 e
 práticas
 pedagógicas
 que
 colocam
 sujeitos
 pouco
 escolarizados
à
margem
do
mundo
da
escrita,
desconsiderando
os
saberes
críticos
que
constroem,
por
 meio
da
experiência
humana,
política
e
profissional.


 
 Palavras‐chave:
adultas
pouco
escolarizadas,
alfabetização,
escola,
escrita.



 O
QUE
AS
CRIANÇAS
LEEM?
DIÁLOGOS
ENTRE
ALFABETIZAÇÃO
E
LITERATURA
INFANTIL



 Debora
Perillo
Samori

 Rafaela
Louise
S.
Vilela

 
 Este
 artigo
 tem
 como
 foco
 de
 investigação
 a
 recepção
 das
 crianças
 com
 a
 produção
 literária
 contemporânea
 e
 constitui‐se
 parte
 do
 contexto
 da
 pesquisa
 em
 andamento
 Infância,
 linguagem
 e
 escola:
 das
 políticas
 do
 livro
 e
 leitura
 ao
 letramento
 literário
 de
 crianças
 de
 escolas
 fluminenses,
 desenvolvida
no
Programa
de
Pós‐Graduação
em
Educação
da
Universidade
Federal
do
Rio
de
Janeiro.
 Compreendendo
 a
 leitura
 literária
 como
 possibilidade
 de
 experiência
 e
 formação,
 ferramenta
 fundamental
 para
 os
 processos
 de
 imaginação
 e
 criação,
 e
 uma
 das
 principais
 portas
 de
 entrada
 das
 crianças
 no
 mundo
 da
 cultura
 escrita,
 portanto,
 prática
 fundamental
 no
 processo
 de
 alfabetização,
 toma‐se
como
ponto
de
partida
a
análise
de
eventos
de
leitura
literária
de
um
grupo
de
crianças
de
1o
 ano
 do
 ensino
 fundamental
 de
 uma
 escola
 pública.
 Busca‐se,
 através
 de
 observações
 de
 mediações
 realizadas
 em
 sala
 de
 aula,
 compreender
 e
 problematizar
 as
 escolhas
 e
 leituras
 literárias
 feitas
 pela
 professora.
Quais
livros
escolhe
ler
para
e
com
as
crianças?
Que
leituras
se
abrem
às
crianças
a
partir
 das
leituras
da
professora?
Tomam‐se
os
estudos
de
Vigotski
(2009),
Zilberman
(2003)
e
Corsino
(2010)


187


como
principais
interlocutores
das
análises.
O
texto
está
organizado
em
três
partes:
na
primeira
discute
 literatura
infantil
e
qualidade
literária
e
as
escolhas
da
professora,
na
segunda
analisa
suas
mediações
a
 partir
 de
 eventos
 de
 leitura
 literária
 recolhidos
 na
 pesquisas
 de
 campo;
 finaliza
 discutindo
 as
 possibilidades
da
leitura
literária
no
acesso
das
crianças
à
cultura
escrita
e
no
processo
de
alfabetização.
 

 Palavras‐chave:
literatura
infantil,
alfabetização,
leitura
e
qualidade
literária.



 O
USO
DE
TDIC
NAS
PRÁTICAS
DE
LETRAMENTO(S)
EM
TURMAS
DE
ALFABETIZAÇÃO
 CONTEMPLADAS
COM
O
PROUCA
NO
MUNICÍPIO
DE
TIRADENTES
–
MG


 Ana
Paula
Cordeiro
dos
Santos
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UFOP
 
 Este
 trabalho
 representa
 um
 projeto
 de
 pesquisa
 em
 andamento
 do
 programa
 de
 pós‐graduação,
 Mestrado
 Acadêmico
 em
 Educação,
 da
 Universidade
 Federal
 de
 Ouro
 Preto.
 O
 objetivo
 geral
 deste
 estudo
é
compreender
como
a
utilização
das
Tecnologias
Digitais
de
Informação
e
Comunicação
‐
TDIC,
 mais
especificamente
o
laptop
e
a
internet,
influenciam
as
práticas
de
alfabetização
e
letramento(s)
das
 classes
 de
 alfabetização
 nas
 escolas
 do
 município
 de
 Tiradentes,
 cidade
 mineira
 cujas
 escolas
 foram
 beneficiadas
em
sua
totalidade
com
o
Programa
Um
Computador
por
Aluno
‐
PROUCA.
Para
orientar
as
 análises
 e
 discussões
 dentro
 do
 tema
 proposto,
 pautamo‐nos
 nos
 trabalhos
 de
 Soares
 (1998)
 e
 Rojo
 (2009).
 Ambas
 as
 pesquisadoras
 dimensionam
 os
 conceitos
 de
 alfabetização
 e
 letramento
 para
 uma
 nova
 ótica,
 dadas
 as
 transformações
 ocorridas
 em
 nossa
 forma
 de
 comunicação,
 principalmente
 no
 modo
 como
 as
 informações
 circulam
 em
 nossa
 sociedade
 moderna.
 Proponentes
 do
 diálogo
 entre
 Informática
e
Educação,
Lévy
(1993)e
Moram(2005)embasam
teoricamente
o
imbricamento
dessas
duas
 áreas
ao
defenderem
que
a
informática
proporcionou
mudanças
profundas
na
estruturação
do
saber
e
 também
 parece
 reencenar
 o
 destino
 da
 escrita
 e
 da
 comunicação.
 A
 coleta
 de
 dados
 está
 sendo
 coletada
no
momento
atual,
mediante
a
observação
de
salas
de
aula,
com
registro
em
diário
de
campo,
 e
 entrevistas
 semi‐estruturadas
 com
 professores
 e
 outros
 membros
 da
 comunidade
 escolar,
 quando
 necessário.
Consideramos
que
esta
proposta
metodológica
permitirá
contextualizar
as
práticas
de
salas
 de
aula
associadas
à
utilização
das
TDIC,
no
sentido
de
focalizar
diferentes
aspectos
das
interações
e
das
 práticas
 de
 letramento(s)
 construídas
 nas
 turmas
 de
 alfabetização.
 Espera‐se
 que
 ao
 final
 desta
 investigação,
possa
se
concluir
e
convalidar,
que
o
uso
e
ou
a
incorporação
das
tecnologias
digitais
nas
 práticas
 pedagógicas
 fomentam
 de
 forma
 significativa
 e
 diferenciada
 as
 práticas
 de
 letramento(s)
 e
 alfabetização.


 
 Palavras‐chave:
práticas
de
letramentos(s),
alfabetização,
uso
das
tecnologias
digitais
de
informação
e
 comunicação.



 OFICINAS
PEDAGÓGICAS
NA
EDUCAÇÃO
DE
JOVENS
E
ADULTOS
TRABALHADORES:
DIÁLOGOS
 SOBRE
POLÍTICAS
DE
LEITURA
E
ESCRITA




 Milena
Bittencourt
Pereira
‐
Estudante
de
Graduação/
UERJ‐FFP
 Kesley
Vieira
Ramos
 Marcia
Soares
de
Alvarenga
 Maria
Luiza
Wilker
da
Silva
Cortes



O
presente
trabalho
é
fruto
da
pesquisa
realizada
em
uma
escola
pública
de
periferia
urbana
no
leste
 fluminense/RJ.
 No
 percurso
 da
 pesquisa,
 buscamos
 tecer
 reflexões
 prático‐teóricas
 sobre
 o
 papel
 do
 educador
 de
 jovens
 e
 adultos
 trabalhadores,
 através
 de
 atividades
 que
 envolvem
 dialeticamente
 a
 docência
e
a
pesquisa,
tendo
como
objeto
de
nosso
movimento
prático‐reflexivo
os
sentidos
produzidos
 por
 jovens
 e
 adultos
 sobre
 as
 práticas
 sociais
 de
 leitura
 e
 escrita.
 Do
 ponto
 de
 vista
 teórico‐ metodológico,
 a
 perspectiva
 de
 oficinas
 pedagógicas
 está
 fundamentada
 como
 um
 processo
 didático‐ político‐pedagógico
 que
 tem
 no
 trabalho
 em
 grupo/classe
 o
 princípio
 dialógico
 freireano
 de
 ensinar/aprender
com
o
outro.
No
trabalho
de
campo,
realizamos
oficinas
a
partir
de
temas
geradores
 cujas
questões
refletem/refratam
as
realidades
de
jovens
e
adultos
trabalhadores
em
interfaces
críticas
 sobre
os
temas
presentes
no
currículo
oficial.
Esta
relação
entre
prática/teoria/prática
teórico
se
mostra
 como
 possibilidade
 de
 atualizar
 o
 movimento
 do
 aprender
 fazendo
 como
 nos
 inspira
 Rugiu
 (1998).


188


Dessa
forma,
compreendemos
as
oficinas
como
um
relevante
dispositivo,
possibilitando
que
docentes
e
 discentes
 construam
 saberes/fazeres
 na
 relação
 entre
 leitura
 e
 escrita
 a
 partir
 de
 contextos
 de
 vida
 e
 trabalho.


 
 Palavras‐chave:
Educação
de
Jovens
e
Adultos
Trabalhadores,
Oficinas
Pedagógicas,
Produção
de
 Sentidos,
Políticas
de
leitura
e
escrita.



 ORGANIZAÇÃO
DO
CONHECIMENTO
NO
ENSINO
MÉDIO:
A
PRODUÇÃO
DE
TEXTOS


 Lídia
Maria
Ferreira
de
Oliveira

 
 As
discussões
em
torno
da
necessidade
de
compreender
a
produção
do
texto
escrito,
especialmente
no
 contexto
escolar,
têm
se
mostrado
cada
vez
mais
importantes
para
a
contribuição
do
desenvolvimento
 de
um
trabalho
pedagógico
que
possibilite
aos
estudantes
o
aprofundamento
daquilo
que
já
sabem
na
 condição
de
usuários
de
uma
língua
que
não
só
atende
às
suas
necessidades
de
comunicação,
mas
que,
 principalmente,
os
constitui.
Conflitos
e
tensões,
materializados
na
forma
de
usos
diferentes
daquele
da
 variedade
 linguística
 tida
 como
 padrão,
 são
 concebidos
 como
 erro.
 A
 partir
 daí,
 o
 que
 se
 observa
 são
 aulas
 e
 exercícios
 voltados
 para
 a
 correção;
 dentre
 os
 conteúdos
 considerados
 como
 capazes
 de
 assegurar
 o
 bom
 uso
 da
 língua
 está
 a
 aprendizagem
 da
 nomenclatura
 e
 classificação
 gramatical
 e
 a
 própria
descrição
gramatical
como
um
fim
em
si
mesma,
cujo
objetivo
é
a
julgamento
do
conhecimento
 metalingüístico.
Uma
concepção
de
sujeito
como
um
ser
que
opera
com
e
sobre
a
linguagem
e
que
por
 ela
 é
 constituído
 ao
 mesmo
 tempo
 em
 que
 a
 constitui
 se
 opõe
 a
 tais
 procedimentos,
 uma
 vez
 que
 é
 inerente
a
ela
que
aprender
é
produzir
conhecimento,
assim,
ao
mesmo
tempo
em
que
os
estudantes
 aprendem
 sobre
 sua
 própria
 língua
 estão
 produzindo
 conhecimentos
 bastante
 específicos
 sobre
 ela
 evidenciados,
inclusive,
quando
constroem
hipóteses
que
destoam
da
prescrição
gramatical.
A
questão
 que
se
coloca
para
o
aprendizado
da
modalidade
escrita
da
língua
é
justamente
a
pergunta
sobre
o
que
 vem
sendo
considerado
objeto
de
ensino
da
escrita,
com
vistas
a
ampliar
as
possibilidades
de
interação
 e
constituição
dos
sujeitos.
Com
o
objetivo
de
propor
uma
reflexão
sobre
o
papel
do
ensino
da
produção
 do
 texto
 escrito,
 analiso
 um
 conjunto
 de
 provas
 de
 literatura
 de
 alunos
 do
 2°
 ano
 do
 ensino
 médio,
 buscando
 compreender
 a
 relação
 entre
 a
 produção
 de
 sentidos
 e
 as
 formas
 de
 comunicação
 social,
 formas
de
enunciação
e
as
formas
da
língua
(BAKHTIN,
1995)
estabelecida
nesse
evento.


 
 Palavras‐chave:
produção
de
textos,
conhecimento,
aprendizagem,
ensino
médio.




 POLÍTICAS
EDUCACIONAIS,
ALFABETIZAÇÃO
E
IMAGINÁRIO
CULTURAL
EM
COMUNIDADES
 RURAIS:
MÚLTIPLOS
OLHARES


 Marcos
Augusto
de
Castro
Peres
‐
Professor(a)
do
Ensino
Superior/
UESC‐BA
 
Fernanda
Bevilaqua
Costa
Moraes
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
UFMG
 
Sonia
Maria
de
Oliveira

 
 Esta
proposta
de
comunicação
coordenada
(ou
mesa
redonda)
pretende
discutir
temáticas
referentes
à
 educação
 em
 comunidades
 rurais,
 a
 partir
 de
 três
 estudos:
 1)
 o
 primeiro,
 sobre
 analfabetismo
 e
 exclusão
educacional
entre
idosos
no
semiárido
do
Rio
Grande
do
Norte,
e
que
frequentam
o
Programa
 Brasil
Alfabetizado
em
assentamentos
da
reforma
agrária,
no
município
de
Mossoró;
2)
o
segundo,
que
 trata
sobre
a
defasagem
idade/série
dentre
crianças
e
as
estratégias
de
alfabetização
em
escolas
rurais
 do
 município
 de
 Carangola
 (MG),
 sendo
 estas
 participantes
 do
 Programa
 de
 Aceleração
 da
 Aprendizagem;
 3)
 por
 fim,
 o
 terceiro,
 que
 trata
 dos
 sentidos
 da
 escrita
 para
 crianças
 de
 uma
 comunidade
rural
da
Serra
da
Batata,
em
Carangolas/MG.
Se,
por
um
lado,
o
analfabetismo
nas
regiões
 rurais
 está
 vinculado
 à
 precariedade
 das
 políticas
 educacionais,
 à
 falta
 de
 escolas
 e
 às
 dificuldades
 de
 acesso
 à
 educação,
 por
 outro,
 programas
 de
 inclusão
 educacional
 governo,
 como
 o
 Programa
 Brasil
 Alfabetizado
 e
 o
 Programa
 de
 Aceleração
 da
 Aprendizagem,
 visam
 minimizar
 o
 problema
 da
 exclusão
 educacional,
 porém
 de
 forma
 muitas
 vezes
 precária,
 limitada
 e
 paliativa.
 Não
 há
 nestes
 programas
 estratégias
 de
 adequação
 ou
 contextualização
 frente
 à
 dinâmica
 diferenciada
 da
 vida
 cotidiana,
 verificada
nas
comunidades
assistidas
por
tais
programas.
Ademais,
nota‐se
que
o
imaginário
cultural
de
 comunidades
rurais
pode
construir
significados
diversos
a
partir
da
interpretação
da
linguagem
escrita,


189


demonstrando,
 assim,
 suas
 peculiaridades
 culturais
 e
 educacionais,
 a
 serem
 respeitadas
 pelos
 programas
de
educação/alfabetização,
geralmente
padronizados
e
enviesados.


 
 Palavras‐chave:
política
educacional,
alfabetização,
comunidades
rurais,
imaginário
cultural.



 PROJETO
JOVENS
LEITORES:
CONTRIBUIÇÕES
PARA
A
FORMAÇÃO
DE
LEITORES?




 Monique
Gonçalves
Araujo
‐
Estudante
de
Graduação/UFRJ
 

 Esta
apresentação
se
insere
à
pesquisa
"Infância,
linguagem
e
escola:
das
políticas
de
livro
e
leitura
ao
 letramento
literário
de
crianças
de
escolas
fluminenses",
coordenada
pela
professora
Patrícia
Corsino
e
 tem
 como
 objetivo
 analisar
 a
 implantação
 do
 "Projeto
 Jovens
 Leitores"
 ‐
 uma
 proposta
 da
 Secretaria
 Municipal
de
Educação
do
Rio
de
Janeiro
‐
em
duas
escolas
municipais,
do
primeiro
segmento
do
Ensino
 Fundamental,
 que
 atendem
 crianças
 de
 classes
 populares
 moradoras
 de
 comunidades.
 No
 primeiro
 semestre
 de
 2011,
 visando
 o
 estímulo
 à
 leitura
 e
 o
 aprimoramento
 da
 escrita,
 a
 SME
 implementou
 o
 Projeto,
propondo
o
trabalho
conjunto
de
professores
de
sala
de
leitura
e
regentes
de
turmas
para
que
 cada
aluno
lesse
ao
menos
um
livro
por
bimestre.
Para
garantir
esta
determinação,
alguns
instrumentos
 foram
 criados:
 Diário
 do
 leitor
 (ficha
 a
 ser
 preenchida
 pelo
 aluno),
 Perfil
 de
 Leitura
 (controle
 dos
 empréstimos)
 e
 Prova
 de
 Produção
 Textual
 (avaliação
 bimestral
 sobre
 a
 leitura
 de
 um
 livro).
 Para
 analisar
a
implantação
do
Projeto
e
as
questões
suscitadas
foram
utilizados
os
seguintes
procedimentos
 metodológicos:
 análise
 documental,
 entrevistas
 semi‐estruturaras
 com
 quatro
 professoras
 ‐
 duas
 de
 cada
 escola
 (turmas
 de
 2°
 ano
 e
 5°
 ano)
 e
 análise
 dos
 Diários
 do
 Leitor.
 O
 referencial
 teórico
 que
 fundamentou
as
análises
são
concepções
de
leitura
e
literatura
de
Soares,
Zilberman,
entre
outros
e
de
 políticas
 públicas,
 de
 Leher
 e
 Cunha.
 O
 trabalho
 está
 organizado
 da
 seguinte
 forma:
 no
 primeiro
 momento
 discuto
 políticas
 municipais
 de
 livro
 e
 leitura;
 em
 seguida,
 analiso
 os
 Diários
 do
 Leitor
 preenchidos
pelos
alunos
e
as
entrevistas
realizadas
com
as
professoras;
finalizo
trazendo
considerações
 sobre
a
implantação
do
Projeto
e
suas
contribuições
para
o
incentivo
à
leitura
e
à
formação
de
leitores.


 
 Palavras‐chave:
 política
 de
 livro
 e
 leitura,
 formação
 de
 leitores,
 Projeto
 Jovens
 Leitores,
 políticas
 municipais.



 QUE
LEITURA
É
ESSA
QUE
SE
APRENDE/ENSINA
NA
ESCOLA?
REVELAÇÕES
DE
CADERNOS
 ESCOLARES
DO
1º
ANO
DO
ENSINO
FUNDAMENTAL


 Laudicéia
Leite
Tatagiba
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/UERJ‐FFP
 


 Os
cadernos
escolares,
para
além
de
mais
dos
muitos
instrumentos
circulantes
no
cotidiano
da
escola,
 se
 constituem
 em
 importantes
 fontes
 de
 informação
 acerca
 desta,
 podendo
 ser
 considerados
 como
 objetos
 que
 “[...]
 falam
 dos
 alunos,
 dos
 professores,
 dos
 pais,
 dos
 projetos
 pedagógicos,
 das
 práticas
 avaliativas,
 dos
 valores
 disseminados
 em
 palavras
 e
 imagens,
 bem
 como
 das
 prescrições
 e
 interdições
 que
 conformam
 sua
 produção,
 sua
 circulação
 e
 seus
 usos
 (Mignot,
 2008).
 Neste
 sentido,
 os
 cadernos
 utilizados
 por
 alunos
 do
 1º
 ano
 do
 Ensino
 Fundamental
 em
 três
 escolas
 situadas
 em
 três
 diferentes
 municípios
 do
 Rio
 de
 Janeiro
 se
 constituem
 em
 fonte
 documental
 que,
 “[...]a
 despeito
 de
 seu
 caráter
 disciplinado
 e
 regulado,
 permitem
 entrever,
 em
 ocasiões
 ,
 a
 ‘personalidade’
 do
 aluno,
 além
 de
 incluir
 referências
 a
 si
 mesmo,
 a
 seu
 mundo,
 familiar
 e
 seu
 entorno
 social”
 (Viñao,
 2008).
 Assim,
 como
 documentos,
 dezesseis
 cadernos
 escolares
 desse
 ano
 de
 escolaridade
 são
 tomados
 como
 fonte
 para
 uma
pesquisa
sobre
as
práticas
de
ensino
e
aprendizagem
da
leitura
que,
longe
da
compreensão
de
que
 seja
 algo
 que
 dependa
 da
 apropriação
 de
 um
 código
 a
 fim
 de
 que
 se
 realize,
 é
 melhor
 compreendida
 nesta
pesquisa
como
um
elemento
de
comunicação,
encontrando
uma
aproximação
daquilo
que
Freire
 (1989)
caracteriza
como
‘leitura
de
mundo’
e
do
conceito
de
enunciação,
defendido
por
Bakhtin
(1997).
 Desse
 modo,
 posso
 pensar
 que
 as
 práticas
 de
 formação
 do
 leitor
 iniciante,
 encontradas
 nos
 cadernos
 analisados,
 são
 fundadas
 em
 diferentes
 correntes
 históricas
 que
 circundam
 a
 história
 da
 própria
 alfabetização
como
uma
prática
escolar,
e
que
se
manifestam
em
diferentes
estratégias
de
transposição
 didática
da
leitura
por
parte
dos
professores.
Também,
considero
os
alunos
como
aqueles
que,
além
de
 se
submeterem
a
essas
estratégias
(Certeau,1998),
seguindo
modelos
e
concepções
impostas,
possam
 desenvolver
táticas(idem,
ib)
,
próprias
de
aprendizagem
da
leitura.




190



 Palavras‐chave:
alfabetização,
cadernos
escolares,
leitura.



 REDES
SOCIALES
Y
EDUCACIÓN:
EL
MOVIMIENTO
“OCUPA
RIO”


 Carlos
Riádigos
Mosquera

 
 La
tecnología
ha
cambiado
el
mundo
a
lo
largo
de
la
historia.
Los
actuales
movimientos
sociales
están
 naciendo
y
creciendo
en
sociedades
de
todo
tipo
ante
la
crisis
del
sistema
capitalista,
lo
que
parece
sólo
 el
 comienzo
 de
 una
 revolución
 que
 anticipa
 cambios
 realmente
 importantes
 a
 todos
 los
 niveles.
 Las
 redes
sociales
y
la
educación
tienen
un
papel
clave
en
los
movimientos
de
defensa
de
la
democracia
y
la
 justicia
social
por
su
potencial
social
y
político.
El
movimiento
“Ocupa
Río”
servirá
de
hilo
conductor
en
 este
 trabajo
 para
 ver
 cómo
 las
 redes
 sociales
 están
 jugando
 un
 papel
 crucial
 en
 lo
 social
 y
 en
 lo
 educativo
en
los
últimos
años.


 
 Palavras‐chave:
 redes
 sociales,
 educación,
 ocupa
 Rio,
 movimientos
 sociales,
 crisis,
 capitalismo,
 democracia,
justicia
social,
15M.



 RODA
LITERÁRIA:
UMA
CENA
PRIVILEGIADA
EM
SALA
DE
AULA




 
Stella
Maris
Moura
de
Macedo
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/Cap‐UERJ
 
 O
 espaço
 é
 a
 sala
 de
 aula.
 O
 tempo
 costuma
 ser
 o
 início
 da
 aula.
 Os
 atores
 e
 os
 autores
 são
 os
 estudantes
 e
 a
 professora.
 A
 cena
 representada
 é
 a
 Roda.
 Todos
 os
 dias
 ela
 é
 encenada
 neste
 espaçotempo.
A
dimensão
literária
presente
no
Projeto
Roda
encontra
inspiração
nas
palavras
do
autor
 Bartolomeu
Campos
de
Queirós(1999)
que,
em
tom
interrogativo,
afirma:
“Há
trabalho
mais
definitivo,
 há
ação
mais
absoluta
do
que
essa
de
aproximar
o
homem
do
livro?”
O
propósito
do
trabalho
literário
é
 o
de
que
todos
os
envolvidos
possam
ter
acesso
às
palavras,
apreciá‐las,
colocá‐las
em
uso,
jogar
com
os
 seus
sentidos,
assumi‐las
corporalmente.
Transformar
o
incompreensível
em
compreensível
no
âmbito
 do
 coletivo.
 O
 roteiro
 da
 cena
 integra
 à
 dimensão
 literária
 a
 dimensão
 política
 e
 humana.
 Esta
 última
 encontra‐se
apoiada
no
trecho
escrito
pelo
autor
Paulo
Freire
(1996)
“Quando
vivemos
a
autenticidade
 exigida
 pela
 prática
 de
 ensinar‐aprender
 participamos
 de
 uma
 experiência
 total,
 diretiva,
 política,
 ideológica,
gnosiológica,
pedagógica,
estética
e
ética,
em
que
a
boniteza
deve
achar‐se
de
mãos
dadas
 com
a
decência
e
com
a
seriedade.”
O
propósito
deste
trabalho
também
é
o
de
que
todos
os
envolvidos
 possam
assumir
e
 dizer
 as
 suas
próprias
palavras
na
 escola
 e
 pelo
 mundo
 afora.
 A
direção
desta
 cena
 cabe
 a
 mim,
 professora
 regente
 de
 turmas
 dos
 anos
 iniciais
 do
 Ensino
 Fundamental
 de
 um
 Colégio
 público
 da
 cidade
 do
 Rio
 de
 Janeiro.
 A
 escolha
 desta
 cena
 não
 é
 aleatória,
 ao
 contrário,
 intenciona
 colocar
em
debate
a
importância
do
uso
do
espaçotempo
da
sala
de
aula
com
diferentes
práticas
que
 envolvam
 o
 ato
 de
 ler.
 Trato
 a
 leitura
 como
 conteúdo
 e
 saber
 indispensável
 em
 nossa
 formação
 profissional
e
na
formação
dos
estudantes.


 
 Palavras‐chave:
leitura,
ensino,
aprendizagem,
formação.



 VELHAS
PERGUNTAS,
ATUAIS
QUESTÕES:
NOS
MEANDROS
DA
PRÁTICA
ALFABETIZADORA,
 NOVOS
CAMINHOS
A
(RE)DESCOBRIR


 Tiago
Ribeiro
da
Silva
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UNIRIO
 Carmen
Sanches
Sampaio
 
 Este
 texto
 tece
 reflexões
 acerca
 da
 prática
 alfabetizadora
 e
 de
 desafios
 a
 ela
 conectados
 desde
 uma
 perspectiva
 freireana
 de
 alfabetização
 (FREIRE,
 2008),
 portanto
 pautada
 no
 diálogo
 e
 compromissada
 com
a
ampliação
de
saberes
e
leituras
de
mundo
das
crianças.
Uma
alfabetização
discursiva
(SMOLKA,
 2008),
ideia
que
implica
em
uma
compreensão
mais
ampla
do
processo
de
aprender
e
ensinar
a
ler
e
a
 escrever,
para
além
da
codificação/
decodificação
do
código
escrito.
As
problematizações
engendradas
 têm
 inequívoca
 conexão
 com
 perguntas
 realizadas
 por
 professoras
 alfabetizadoras
 participantes
 do
 Fórum
 de
 Alfabetização,
 Leitura
 e
 Escrita
 (FALE/
 UNIRIO),
 a
 partir
 das
 quais
 intentamos
 refletir
 sobre


191


questões
 que,
 embora
 possam
 algumas
 vezes
 ser
 entendidas
 como
 encerradas,
 se
 fazem
 presentes
 e
 pulsantes
 nos
 cotidianos
 escolares.
 Assim,
 as
 indagações
 docentes
 partilhadas
 no
 FALE
 são
 tomadas
 como
 ponto
 de
 partida
 neste
 texto,
 cujo
 intuito
 é,
 a
 partir
 da
 reflexão
 sobre
 e
 com
 inquietações
 gestadas
no
dia‐a‐dia
da
escola,
contribuir
para
o
movimento
reflexivo
práticateoriaprática.


 
 Palavras‐chave:
alfabetização,
perguntas
docentes,
concepção
discursiva,
diálogo.


DIREITOS HUMANOS: PRIORIDADE DE UMA SOCIEDADE DEMOCRÁTICA

 A
APRENDIZAGEM
AO
LONGO
DA
VIDA:
A
EJA
COMO
UMA
PRÁTICA
EDUCACIONAL
INCLUSIVA


 O
presente
artigo
tem
o
intuito
de
dialogar
sobre
o
campo
conceitual/teórico
da
Educação
de
Jovens
e
 Adultos
 (EJA)
 dentre
 suas
 funções
 reparadora,
 equalizadora
 e
 qualificadora,
 intensificando
 a
 ideia
 de
 uma
 modalidade
 que
 atenda
 aos
 ensejos
 de
 uma
 aprendizagem
 ao
 longo
 da
 vida
 valorizando
 os
 conhecimentos
 já
 construídos
 pelos
 sujeitos
 da
 EJA.
 Dessa
 forma,
 a
 EJA
 torna‐se
 uma
 modalidade
 de
 ensino
 voltada
 a
 uma
 prática
 inclusiva
 que
 atende
 um
 público
 excluído
 em
 diversas
 épocas/fases
 de
 suas
vidas,
ressaltando
a
ausência
de
uma
oferta
de
educação
básica
de
qualidade
que
possibilitasse
o
 acesso
 e
 a
 permanência
 dessas
 pessoas
 no
 ambiente
 escolar.
 Num
 primeiro
 momento
 do
 texto,
 buscaremos
 expor
 a
 importância
 da
 aprendizagem
 ao
 longo
 de
 nossas
 vidas,
 enfatizando
 os
 conhecimentos
 construídos
 através
 das
 experiências
 pessoais
 desde
 a
 juventude
 até
 a
 velhice
 e
 problematizando
 o
 seu
 papel
 transformador
 na
 sociedade.
 Posteriormente,
 apontaremos
 para
 as
 discussões
que
abarcam
o
campo
de
luta
da
EJA
em
busca
de
uma
transcendência
social,
uma
liberdade
 diante
 da
 alienação
 imposta
 pelo
 sistema
 capitalista
 através
 da
 educação
 bancária
 que
 visa
 atender,
 exclusivamente,
 os
 interesses
 da
 economia.
 Por
 fim,
 no
 terceiro
 momento
 do
 texto
 iremos
 expor
 o
 aporte
ideológico
da
EJA
induzindo
à
reflexão
de
suas
funções
como
modalidade
e
na
possibilidade
de
 sua
ação
como
uma
prática
educacional
inclusiva.


 
 Palavras‐chave:
 educação
 de
 jovens
 e
 adultos,
 função
 reparadora,
 equalizadora
 e
 qualificadora,
 aprendizagem
ao
longo
da
vida.


 
 Aline
de
Menezes
Bregonci
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UFES



 A
DISCUSSÃO
DA
QUALIDADE
DA
EDUCAÇÃO
EM
VITOR
PARO

Amanda
Cristina
Bastos
Costa
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UFJF
 Cleonice
Halfeld
Solano
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
UFJF








 A
produção
desse
artigo
se
insere
no
contexto
de
estudos
realizados
durante
o
primeiro
ano
de
atuação
 do
 grupo
 de
 pesquisa
 interinstitucional
 financiado
 pela
 Capes
 (Obsevatório
 da
 Educação)
 intitulado:
 “Diagnóstico
 da
 qualidade
 de
 ensino
 na
 Educação
 de
 Jovens
 e
 Adultos
 (EJA):
 um
 estudo
 de
 caso”.
 Objetivamos
 discutir
 ao
 longo
 do
 texto
 a
 questão
 da
 qualidade
 do
 ensino
 e
 as
 perspectivas
 que
 embasam
essa
temática,
a
partir
das
concepções
elaboradas
por
Vitor
Henrique
Paro.
O
autor,
em
seus
 estudos,
parte
da
constatação
da
grande
insatisfação
com
o
ensino
público
oferecido
atualmente.
Isso
 porque
 não
 há
 uma
 definição
 clara
 sobre
 a
 questão
 da
 qualidade,
 devido
 a
 uma
 grande
 discrepância
 entre
 a
 teoria
 e
 a
 prática
 nas
 escolas.
 Essa
 inexatidão
 se
 origina
 da
 falta
 de
 explicitação
 dos
 objetivos
 que
 a
 escola
 pretende
 buscar
 com
 a
 educação.
 Esse
 fato
 leva
 a
 um
 direcionamento
 contrário
 aos
 fins
 específicos
 da
 escola,
 que
 segundo
 Paro
 (2001)
 é
 o
 de
 formar
 para
 a
 democracia.
 O
 autor
 coloca
 a
 necessidade
 de
 uma
 educação
 voltada
 para
 a
 democracia
 ao
 observar
 a
 importância
 de
 desenvolvimento
 da
 dimensão
 individual
 e
 principalmente
 a
 dimensão
 social
 dos
 sujeitos
 que
 frequentam
as
escolas
públicas.
Mesmo
sob
fins
individuais
a
escola
deve
reconhecer
que
os
indivíduos
 prescindem
de
uma
vida
em
sociedade
e
por
isso
a
educação
para
a
democracia
se
torna
indispensável,
 promovendo
o
aluno
à
condição
de
sujeito
no
processo
educativo
e
na
sociedade
em
geral.
Desse
modo,


192


analisamos
as
concepções
do
autor
fazendo
um
diálogo
entre
seus
diversos
textos
que
tratam
do
tema,
 além
de
debater
seus
pontos
de
vista
dentro
da
concreticidade
das
relações
sociais
na
atualidade.


 
 Palavras‐chave:
qualidade,
democracia,
educação,
escola.





 A
VIDA
COTIDIANA
E
AS
POLÍTICAS
DE
PROMOÇÃO
DA
IGUALDADE
RACIAL:
REFLEXÕES
PARA
 COMPREENDER
AS
DEMANDAS
DA
CONTEMPORANEIDADE


 Gloria
Maria
Anselmo
de
Souza
‐

Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/UFF
 
 O
presente
trabalho
apresenta‐se
como
um
esforço
de
investigação
intencional
de
epísódios
(SANTOS,
 2000)
 que
 trazem
 as
 marcas
 do
 descaso
 com
 questões
 sociais
 envolvendo
 a
 população
 negra
 na
 realidade
 brasileira.
 São
 situações
 relacionadas
 à
 violação
 de
 direitos
 humanos,
 de
 racismos
 e
 preconceitos
de
diferentes
ordens
que
reforçam
a
premissa
de
que,
embora
o
processo
de
escravismo
 criminoso
tenha
se
encerrado
em
1888,
com
a
da
Lei
Áurea,
os
maus
tratos,
o
descuido
e
a
sonegação
 dos
direitos
civis,
políticos,
sociais
e
econômicos
ainda
persistem,
apesar
de
já
adentrarmos
a
2ª
década
 do
 século
 XXI.
 Não
 se
 trata
 aqui
 de
 uma
 discussão
 lamuriosa
 em
 relação
 à
 população
 negra.
 Ao
 contrário,
 aqui
 buscamos
 denunciar
 alguns
 episódios
 de
 exclusão
 racial
 e
 anunciar
 uma
 iniciativa
 importante
 do
 Governo
 Federal,
 ao
 instituir
 um
 conjunto
 de
 políticas
 públicas
 de
 promoção
 da
 igualdade
 racial
 (PPPIR),
 implementadas,
 hoje,
 pela
 SEPPIR,
 (MUNANGA,
 2004)
 que
 travam
 uma
 luta
 incessante
 para
 dar
 concretude
 aos
 preceitos
 legais
 estabelecidos
 nas
 Leis
 Federais
 10.639/03
 e
 no
 Parecer
 CNE/CP
 003/2004.
 Nosso
 foco
 de
 estudo
 são
 situações
 cotidianas
 que
 envolvem
 prioritariamente
a
população
negra
e
sinalizam
para
a
falta
de
cuidado
com
aqueles
que
permaneceram
 majoritariamente,
 pobres,
 para
 quem,
 educação,
 saúde,
 moradia
 e
 outros
 direitos
 civis
 são
 considerados
 “bens”
 sonegados.
 Esses
 direitos
 que,
 ao
 invés
 de
 serem
 considerados
 como
 parte
 do
 trato
 com
 a
 vida
 humana,
 tem
 de
 ser
 conquistados
 com
 muita
 luta
 e
 dificuldade,
 posto
 que
 estão
 condicionados
 aos
 interesses
 e
 vontades
 da
 elite
 dominante
 (PAIXÃO,
 et
 al,
 2011).
 A
 metodologia
 em
 movimento
baseia
no
estudo
de
casos
relacionados
ao
temas
saúde,
educação
e
moradia
envolvendo
as
 situações
de
vida
apresentadas
no
texto.
Assim,
procuramos
apontar
não
apenas
as
mazelas
resultantes
 da
 exclusão
 racial
 e
 social,
 mas
 delinear
 alguns
 pressupostos
 que
 apontam
 para
 mudanças
 positivas
 a
 favor
de
todos
os
brasileiros.


 
 Palavras‐chave:
vida
cotidiana,
negritude,
direitos
humanos,
exclusão
racial.





 DIAGNÓSTICO
DA
QUALIDADE
DO
ENSINO
NA
EDUCAÇÃO
DE
JOVENS
E
ADULTOS:
UM
ESTUDO
 DE
CASO
 


 Debora
Cristina
Jeffrey
‐
Professor(a)
do
Ensino
Superior/
UNICAMP
 
Jane
Paiva

‐
Pesquisador(a)
do
Ensino
Superior/
UERJ


Geruza
Cristina
Meirelles
Volpe
‐
 UFJF
 
Rubens
Luiz
Rodrigues
‐
UFJF
 
 A
proposta
de
comunicação
coordenada
refere‐se
à
pesquisa
em
andamento
que
tem
como
finalidade
 diagnosticar
 qualidade
 de
 ensino
 nos
 sistemas
 municipais
 e
 estaduais
 em
 três
 cidades
 localizadas
 na
 região
 Sudeste
 do
 Brasil,
 que
 oferecem
 a
 modalidade
 de
 Educação
 de
 Jovens
 e
 Adultos
 (EJA).
 Para
 avaliar
 políticas
 e
 práticas
 de
 EJA
 nesses
 sistemas
 públicos
 propôs‐se
 identificar
 indicadores
 de
 qualidade
qualitativos
estabelecidos
por
gestores
educacionais,
verificando
sua
utilização
na
orientação
 de
 ações
 políticas;
 e
 de
 que
 forma
 essas
 ações
 se
 articulam
 com
 Programas
 federais
 e
 com
 a
 indução
 feita
 pelo
 MEC
 para
 políticas
 educacionais
 na
 área.
 A
 pesquisa
 visa
 a,
 também,
 constituir
 banco
 de
 dados,
 por
 meio
 de
 levantamento
 documental
 e
 entrevistas
 com
 informações
 técnico‐pedagógicas,
 metodológicas,
 operacionais,
 socioeconômicas
 e
 culturais,
 assim
 como
 analisar
 experiências
 na
 EJA
 desenvolvidas
 nesses
 sistemas,
 denominadas
 “exitosas”,
 com
 base
 em
 indicadores
 de
 qualidade
 qualitativos
existentes.
O
estudo
de
caso
foi
a
abordagem
metodológica
definida
para
a
realização
desse
 diagnóstico,
 com
 o
 intuito
 de
 explorar
 experiências
 e
 seus
 atores.
 A
 avaliação
 em
 curso
 prevê
 o
 oferecimento
 de
 pistas
 que
 permitam
 estabelecer
 novas
 compreensões
 e
 identificar
 consequências


193


sociais
 e
 políticas
 das
 ações
 públicas
 desenvolvidas
 na
 EJA,
 pelos
 sistemas
 educacionais
 dos
 três
 municípios
analisados.


 
 Palavras‐chave:
educação
de
jovens
e
adultos,
diagnóstico
da
EJA,
qualidade
na
EJA,
avaliação.





 DIREITO
À
LIBERDADE
RELIGIOSA
NUM
ESTADO
LAICO:
DIFERENTES
POSIÇÕES
SOBRE
A
 PRESENÇA
DA
RELIGIÃO
NA
EDUCAÇÃO
PÚBLICA


 O
 presente
 trabalho
 analisa
 os
 posicionamentos
 de
 diferentes
 grupos
 religiosos
 quanto
 à
 inserção
 da
 religião
no
espaço
público
e
em
especial
no
campo
educacional,
levando
em
consideração
os
direitos
de
 liberdade
 de
 pensamento,
 consciência
 e
 religião
 proclamados
 na
 Declaração
 Universal
 dos
 Direitos
 Humanos
 (1948)
 e
 o
 princípio
 de
 laicidade
 do
 Estado.
 É
 problematizada
 a
 maneira
 como
 alguns
 segmentos
 religiosos
 se
 inserem
 na
 escola
 pública
 de
 modo
 a
 propagarem
 suas
 doutrinas
 e
 valores,
 desconsiderando
 a
 heterogeneidade
 religiosa
 presente
 na
 escola.
 São
 utilizadas
 as
 obras
 de
 Bobbio
 (2002),
Blancarte
 (2008)
 e
 Fischmann
 (2008)
 em
 suas
análises
sobre
 a
 laicidade
do
Estado
 e
 liberdade
 religiosa.
 Também
 há
 referência
 na
 obra
 de
 De
 Swann
 (1988)
 que
 verifica
 que,
 desde
 a
 formação
 dos
 Estados
 Nacionais,
 os
 grupos
 religiosos
 assumem
 diferentes
 estratégias
 para
 se
 inserir
 ou
 não
 na
 educação
pública,
havendo
três
tipos
de
estratégias:
a
maximalista,
a
pluralista
e
a
minimalista.
Diante
 desta
 classificação
 foi
 realizada
 uma
 pesquisa
 documental
 com
 levantamento
 de
 documentos
 de
 confissões
 religiosas
 (declarações
 de
 fé,
 doutrinas,
 estatutos,
 etc.)
 e
 declarações
 públicas
 recentes
 de
 representantes
 destas
 religiões
 que
 expressassem
 posicionamentos
 quanto
 à
 atuação
 nos
 espaços
 públicos
 mantidos
 pelo
 Estado.
 Foi
 possível
 classificar
 estes
 grupos
 de
 acordo
 com
 as
 estratégias
 expostas.
 Constatou‐se
 a
 falta
 de
 consenso
 entre
 os
 religiosos,
 havendo
 os
 que
 demonstraram
 anseio
 por
 ampliarem
 sua
 atuação
 junto
 ao
 Estado
 e
 também
 os
 que
 optaram
 por
 se
 abster
 totalmente
 do
 espaço
público.
A
análise
ajudou
a
perceber
os
embates
no
campo
religioso,
frequentemente
refletidos
 na
 formulação
 de
 políticas
 públicas,
 e
 também
 a
 existência
 de
 interesses
 de
 determinados
 segmentos
 em
inserir
seus
ensinos
religiosos
num
meio
de
alcance
massificado
como
a
escola
pública.


 
 Palavras‐chave:
liberdade
religiosa,
laicidade
do
Estado,
escola
pública,
ensino
religioso.


 Allan
do
Carmo
Silva
‐

Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UFRJ








 EDUCAÇÃO
EM
DIREITOS
HUMANOS
COMO
PROCESSO
EMANCIPATÓRIO:
UMA
 CONTRIBUIÇÃO
FREIREANA
PARA
FORMAÇÃO
DO
SUJEITO
CRÍTICO

Maria
Neurilane
Viana
Nogueira
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UFC
 Reginauro
Sousa
Nascimento

 
 Houve
um
tempo
em
que
os
Direitos
Humanos
tiveram
sua
importância
reduzida
a
direitos
meramente
 individuais.
A
ideologia
neoliberal
globalizante,
de
caráter
excludente,
e
de
raiz
positivista,
partindo
de
 um
 conceito
 meramente
 idealista,
 considerava
 os
 Direitos
 Humanos
 em
 abstrato,
 sem
 nenhuma
 referência
 às
 questões
 políticas
 e
 sociais,
 optando
 por
 um
 modelo
 jurídico
 de
 base
 dogmática,
 extremamente
formal
e
individualista,
que
já
não
atendia
às
necessidades
coletivas.
A
prática
reinterada
 de
velhas
injustiças,
fez
nascer
a
indignação
e
mobilizou
a
sociedade
na
direção
da
valorização,
extensão
 e
 efetivação
 dos
 direitos
 da
 pessoa
 humana.
 Com
 o
 advento
 de
 necessidades
 sociais
 cada
 vez
 mais
 abrangentes,
 era
 imprescindível
 ampliar
 a
 área
 de
 atuação
 dos
 Direitos
 Humanos
 para
 além
 do
 individual,
alcançando
também,
o
educacional,
o
social,
o
coletivo
e
o
ambiental.
Neste
contexto,
torna‐ se
 essencial
 pensar
 em
 uma
 Educação
 que
 promova
 a
 vivência
 de
 valores
 democráticos
 baseados
 nos
 princípios
 de
 igualdade,
 respeito,
 liberdade,
 justiça
 e
 solidariedade.
 É
 preciso
 empoderar
 os
 sujeitos
 usurpados,
 para
 que
 conscientes
 de
 sua
 ação
 no
 mundo,
 sejam
 capazes
 de
 reivindicar
 o
 respeito
 aos
 seus
 direitos,
 ao
 mesmo
 tempo
 em
 que
 sejam
 capazes
 de
 reconhecer
 e
 respeitar
 os
 direitos
 de
 seus
 pares.
Através
de
uma
proposta
de
Educação
libertadora,
direcionada
por
ações
sociais
emancipatórias,
 que
permitam
ao
indivíduo
se
reconhecer
como
sujeito
de
direitos,
se
autorizando
a
agir,
é
possível
se
 chegar
a
um
mundo
melhor,
mais
sensível
e
humanizado.
Considerando
os
Direitos
Humanos
enquanto
 processo
de
busca
pela
dignidade
da
pessoa
humana,
e
tendo
como
pano
de
fundo
uma
Educação
em







194


Direitos
Humanos,
propomos
neste
trabalho,
discutir
um
caminho
a
ser
percorrido
para
a
efetivação
de
 uma
sociedade
verdadeiramente
democrática,
capaz
de
garantir
aos
seus
membros,
a
plena
fruição
de
 uma
existência
digna.


 
 Palavras‐chave:
educação,
direitos
humanos,
democracia,
dignidade
da
pessoa
humana.




EDUCAR
EM
CASA:
GARANTIA
DO
DIREITO
À
EDUCAÇÃO
PARA
UMA
SOCIEDADE
 DEMOCRÁTICA?


 O
processo
de
institucionalização
da
escola
moderna
assenta‐se,
em
parte,
no
estabelecimento
de
um
 pacto,
 como
 dispositivo
 de
 aliança,
 entre
 professores
 e
 famílias
 relativo
 às
 competências,
 alcances
 e
 prerrogativas
de
cada
parte
em
função
da
escolarização
das
crianças,
que
se
insere
dentro
da
narrativa
 do
 contrato
 social
 em
 que
 se
 funda
 a
 obrigação
 política
 moderna.
 Em
 se
 tratando
 da
 formação
 dos
 cidadãos,
 esses
 pactos
 contribuem
 na
 definição
 dos
 sujeitos
 pedagógicos
 e
 da
 sua
 projeção
 social,
 referenciando
 os
 sujeitos
 sociais
 e
 políticos
 que
 animam.
 Atualmente,
 os
 pactos
 de
 escolarização
 parecem
 estar
 em
 crise.
 Neste
 trabalho,
 focalizo
 em
 um
 grupo
 de
 famílias
 brasileiras
 que
 optou
 por
 retirar
 as
 crianças
 da
 escola
 para
 educá‐las
 em
 casa,
 sendo
 condenadas
 por
 “abandono
 intelectual”,
 segundo
 o
 Estatuto
 da
 Criança
 e
 do
 Adolescente.
 Nesses
 casos,
 evidencia‐se
 que
 a
 rejeição
 da
 escolarização
se
dá
a
partir
de
argumentos
neoconservadores.
Nas
antípodas
do
argumento
illichista,
os
 defensores
 do
 denominado
 homescholling
 buscam
 enfatizar
 o
 controle
 moral
 sobre
 as
 crianças,
 questionando
 a
 falta
 de
 capacidade
 de
 sujeição
 moral
 que,
 hoje,
 a
 escola
 estaria
 oferecendo.
 Esses
 “defeitos”
 da
 educação
 escolar
 tentam
 ser
 resolvidos
 a
 partir
 de
 uma
 ênfase
 na
 individualização
 e
 no
 controle
moral
na
formação
dos
sujeitos,
pois
a
retirada
do
aluno
da
escola
não
prevê
uma
reinserção
 do
sujeito
em
outros
espaços
públicos
ou
noutras
tramas
de
aprendizagem
social
para
além
do
espaço
 doméstico
e
seus
circuitos
próximos
de
socialização,
como
as
igrejas.
Busca,
pelo
contrário,
o
retorno
a
 uma
comunidade
“anterior”
ao
espaço
público,
afetando
o
direito
dessas
crianças
a
serem
educadas
no
 convívio
social,
levando
à
desintegração
da
cidadania,
separando
os
indivíduos
dos
espaços
públicos
e
 da
preocupação
dos
problemas
sociais
mais
abrangentes,
que
deixam
de
serem
considerados
problemas
 comuns.


 
 Palavras‐chave:
direito
à
educação,
cidadania,
pactos
de
escolarização,
educação
em
casa.
 
 
 
 Silvina
Julia
Fernández
‐
Professor(a)
do
Ensino
Superior/UFRJ


ESTÍMULOS
TÁTEIS:
A
UTILIZAÇÃO
DE
MATERIAIS
DIDÁTICOS
EM
AULAS
DE
HISTÓRIA
PARA
 DEFICIENTES
VISUAIS
 

Luciano
de
Pontes
Paixão
‐

Estudante
de
Pós‐Graduação
Lato
Sensu/UFRJ
 
 A
 educação
 é
 um
 direito
 humano,
 importante
 e
 indispensável,
 garantido
 em
 nossa
 constituição.
 Em
 razão
 disso,
 torna‐se
 necessário
 discutir
 a
 educação
 inclusiva
 em
 nossa
 sociedade.
 No
 entanto,
 não
 basta
 realizar
 a
 inclusão,
 mas,
 sobretudo,
 deve‐se
 garantir
 condições
 de
 aprendizagem
 nas
 diversas
 áreas
do
conhecimento.
Diante
disto,
o
ensino
de
História
para
deficientes
visuais
precisa
ser
refletido.
 O
ensino
desta
disciplina
envolve
generalizações,
recuo
temporal
e
abstração,
o
que
dificulta
o
processo
 de
ensino‐aprendizagem.
Neste
processo,
os
materiais
didáticos
desempenham
papel
fundamental,
pois
 concretizam
 os
 conceitos
 abstratos
 e
 aproxima
 os
 conteúdos
 históricos
 da
 realidade
 do
 aluno.
 Vale
 ressaltar
 que
 os
 estudantes
 cegos
 e
 com
 baixa
 visão
 ficam
 prejudicados
 pela
 falta
 de
 recursos
 pedagógicos
no
ensino
de
História.
Esta
ausência
pode
levar
o
deficiente
visual
a
conceitos
onde
priorize
 repetições
 de
 palavras
 sem
 atenção
 ao
 seu
 significado,
 à
 falta
 de
 interesse
 pelo
 estudo,
 a
 baixa
 autoestima
 e
 ao
 isolamento.
 Diante
 desses
 dados,
 torna‐se
 emergencial
 a
 produção
 de
 materiais
 didáticos
perceptíveis
por
outros
canais
sensoriais,
como,
por
exemplo,
pelo
tato.
Este
trabalho
discute
 a
 importância
 dos
 estímulos
 táteis
 que
 serão
 utilizados
 em
 aulas
 de
 História
 para
 deficientes
 visuais,
 tornando‐os
 cidadãos
 críticos
 e
 contextualizados.
 Pensando
 nisso,
 elaborou‐se
 um
 jogo
 de
 tabuleiro,
 dois
 mapas
 históricos,
 uma
 linha
 do
 tempo
 e
 dois
 castelos
 medievais,
 para
 trabalhar
 conteúdos
 de
 História
 de
 maneira
 dinâmica,
 criativa
 e
 concreta.
 As
 atividades
 com
 esses
 materiais
 foram
 realizadas


195


com
 alunos
 do
 6º
 ao
 9º
 ano
 do
 ensino
 fundamental
 do
 Instituto
 Benjamim
 Constant,
 escola
 especializada
 em
 deficiência
 visual.
 A
 partir
 dos
 resultados
 obtidos,
 percebeu‐se
 que
 os
 deficientes
 visuais
 interagiram
 e
 participaram
 de
 forma
 efetiva
 durante
 as
 aulas.
 Desta
 forma,
 destaca‐se
 a
 importância
de
se
repensar
os
materiais
utilizados
no
ensino
de
conceitos
históricos.


 
 Palavras‐chave:
direitos
humanos,
educação
inclusiva,
ensino
de
história,
materiais
didáticos.





 ÉTICA
DA
LIBERTAÇÃO
DE
ENRIQUE
DUSSEL:
CAMINHO
DE
SUPERAÇÃO
DO
IRRACIONALISMO
 MODERNO
E
DA
EXCLUSÃO
SOCIAL


 Alder
de
Sousa
Dias
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Lato
Sensu/
UEPA
 Ivanilde
Apoluceno
de
Oliveira

 
 O
 filósofo
 argentino
 Enrique
 Dussel
 Ambrosini
 notabilizou‐se
 pela
 gênese
 e
 sistematização
 da
 filosofia
 da
 libertação,
 a
 partir
 da
leitura
crítica
e
subsunção
 das
filosofias
 de
 Paul
 Ricouer,
 Emmanuel
Lévinas,
 dentre
 outros.
 Formulou,
 ainda,
 uma
 filosofia
 política
 latino‐americana
 (DUSSEL,
 2006)
 e
 a
 Ética
 da
 Libertação
(DUSSEL,
2000).
Por
meio
de
suas
teses
sobre
a
modernidade
eurocêntrica
e
de
conceitos
da
 Ética
 da
 Libertação,
 apresentamos
 este
 estudo,
 realizado
 por
 meio
 de
 pesquisa
 bibliográfica,
 que
 objetiva
refletir
sobre
a
relação
entre
o
“eu”
e
o
“outro”
no
campo
socicultural,
debatendo
a
questão
da
 exclusão
 social.
 Considerando‐se
 que
 sua
 ética
 está
 para
 além
 de
 uma
 sistemática
 racional
 de
 constatação
da
negação
do
sujeito
humano,
porque
se
constitui
em
uma
ética
crítica,
de
possibilidade
 de
 reprodução
 e
 desenvolvimento
 factível
 da
 vida
 humana,
 analisa‐se
 criticamente
 o
 discurso
 eurocêntrico
 moderno
 e
 a
 possibilidade
 de
 superação
 do
 irracionalismo
 moderno,
 por
 meio
 da
 razão
 crítico‐libertadora.
Está
estruturado
em
duas
partes:
na
primeira,
apresentamos
o
olhar
de
Dussel
sobre
 a
 modernidade,
 focando
 o
 debate
 para
 o
 “eu”
 e
 o
 “outro”
 no
 pensamento
 moderno
 e
 na
 segunda,
 tecemos
 reflexões
 sobre
 possibilidades
 de
 superação
 do
 irracionalismo
 moderno,
 por
 meio
 da
 razão
 libertadora
da
Ética
da
Libertação.


 
 Palavras‐chave:
Dussel,
ética
da
libertação,
irracionalismo
moderno,
exclusão
social.





 FUNÇÃO
FRATERNA
E
PRODUÇÃO
CULTURAL:
UM
ESTUDO
SOBRE
O
GRUPO
TEATRO
DA
LAJE


 Ana
Maria
Miguel
da
Costa



Diante
 de
 um
 cenário
 de
 desigualdade
 que
 enfrentam
 favelas
 e
 periferias,
 na
 última
 década
 vem
 crescendo
e
se
afirmando
um
importante
fenômeno
para
a
cultura
brasileira,
que
o
aparecimento
das
 vozes
das
periferias
urbanas
em
todos
os
lugares
do
país.
Essas
vozes
são
constituidas
de
jovens
que
em
 grupos
 produzem
 diferentes
 expressões
 culturais.
 Muitos
 desses
 grupos
 se
 organizam
 e
 produzem
 cultura
sem
apoio
institucional,
sem
financiamento.
Os
integrantes
participam
e
decidem
os
caminhos
 do
 grupo
 de
 maneira
 horizontal,
 configurando
 um
 laço
 fraterno.
 O
 conceito
 de
 função
 fraterna,
 discutido
 por
 um
 grupo
 de
 psicanalistas
 coordenado
 por
 Maria
 Rita
 Kehl,
 configura‐se
 como
 uma
 possibilidade
de
inventar‐se,
tendo
em
vista
que
considera
a
importância
da
relação
com
o
outro,
com
o
 semelhante,
ao
mesmo
tempo
em
que
suporta
e
não
hierarquiza
a
diversidade.
Esse
estudo
tem
caráter
 interdisciplinar
onde
o
diáogo
entre
a
Psicanálise
e
as
Ciências
Sociais
e
sustenta
a
base
teórica
dessa
 pesquisa.
 Através
 de
 pesquisa
 de
 campo
 foi
 possível
 acompanhar
 o
 trabalho
 do
 grupo
 Teatro
 da
 Laje,
 que
 é
 formado
 por
 jovens
 estudantes
 e
 moradores
 da
 favela
 da
 Vila
 Cruzeiro,
 localizada
 no
 bairro
 da
 Penha,
 no
 Rio
 de
 Janeiro.
 A
 proposta
 social
 do
 grupo
 está
 baseada
 em
 um
 trabalho
 artístico
 com
 estatuto
de
linguagem
teatral,
que
se
gesta
a
cada
dia,
com
a
proposta
de
representar
o
cotidiano
da
 favela.
O
grupo
produz
uma
dramaturgia
própria,
interessada
na
vivência
dos
moradores
das
favelas,
em
 descortinar
a
universalidade
presente
no
cotidiano
dos
que
ali
residem,
em
revelar
que
este
lugar
pode
 produzir
 uma
 visão
 crítica
 e
 insubstituível
 sobre
 a
 sociedade
 e
 na
 busca
 do
 direito
 fundamental
 de
 contarem
sua
própria
história.


 
 Palavras‐chave:
função
fraterna,
juventudes,
favela,
produção
cultural.





 GÊNERO
E
DUCAÇÃO
EM
DIREITOS
HUMANOS:
REFLEXÃO
E
EXPERIÊNCIA
PEDAGÓGICA


196



Joice
Oliveira
Nunes
‐

Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/UERJ
 
 Indicando
 como
 referência
 para
 a
 Escola
 uma
 concepção
 de
 Direitos
 Humanos
 que
 supere
 a
 ideia
 de
 universalidade
 e
 se
 construa
 no
 diálogo
 produtivo
 com
 a
 diferença,
 o
 trabalho
 integra
 uma
 pesquisa
 participativa
voltada
à
implantação
de
NEEDHs
–
Núcleos
Escolares
de
Educação
em
Direitos
Humanos,
 em
 escolas
 de
 Duque
 de
 Caxias,
 no
 Rio
 de
 Janeiro/Brasil.
 Apresenta‐se
 aqui,
 especificamente,
 uma
 reflexão
 e
 experiência
 pedagógica
 baseada
 nos
 princípios
 da
 EDH,
 enfocando
 as
 questões
 de
 gênero.
 Abordando
o
campo
da
Educação
em
Direitos
Humanos
a
partir
de
formulações
inspiradas
nos
debates
 sobre
identidade,
diferença
e
processos
interculturais,
foram
concebidas
oficinas
pedagógicas
voltadas
a
 alunos
 e
 alunas
 de
 escolas
 do
 ensino
 fundamental,
 como
 estratégias
 que
 promovam
 a
 reflexão
 e
 assunção
de
posturas
não
preconceituosas
e
excludentes
em
relação
aos
papéis
de
homens
e
mulheres
 na
 sociedade
 e
 às
 diferentes
 orientações
 sexuais
 assumidas
 pelos
 sujeitos.
 Com
 isso,
 objetiva‐se
 desenvolver
 experiências
 alternativas
 àquelas
 que
 reforçam
 estereótipos,
 excluem,
 inferiorizam
 e
 impedem
a
expressão
da
diferença
–
práticas
tão
comuns
na
nossa
sociedade
e
nas
nossas
escolas.


 
 Palavras‐chave:
educação
em
direitos
humanos,
gênero,
orientação
sexual,
diferença,
currículo.



 MEMÓRIAS
SUBTERRÂNEAS:
HISTÓRIAS
DE
MULHERES
VELHAS
DAS
COMUNIDADES
DE
 MANGUINHOS
NARRADAS
NA
OFICINA
COLCHA
DE
MEMÓRIAS


 Esse
 artigo
 reflete
 sobre
 as
 histórias
 de
 vida
 narradas
 por
 mulheres
 moradoras
 das
 comunidades
 do
 entorno
 da
 Fiocruz,
 no
 Rio
 de
 Janeiro.
 E
 que
 evocam
 as
 suas
 memórias
 e
 contam
 as
 suas
 histórias
 na
 Oficina
Colcha
de
Memórias
oferecida
pelo
Museu
da
Vida
da
Fiocruz.
Pensar
nelas
é
abrir
espaço
para
a
 construção
de
uma
história
democrática,
dar
voz
às
memórias
das
margens,
as
memórias
subterrâneas.
 Uma
 série
 de
 indagações
 é
 realizada
 por
 M.Chauí
 (1998:18)
 referente
 do
 que
 é
 ser
 velho
 em
 nossa
 sociedade
 atual,
 onde
 o
 espaço
 de
 ser
 cidadão
 lhe
 é
 negado.
 Ainda
 conforme
 a
 autora
 a
 velhice
 é
 oprimida
e
banida
do
seio
da
sociedade
industrial
capitalista,
em
que
o
referencial
de
ser
jovem
e
belo
é
 predominante,
sendo
escassos
os
espaços
sociais
para
o
ser
velho
compartilhar
sua
experiência
de
vida.
 Afinal,
 podemos
 pensar:
 ‐
 Qual
 é
 o
 lugar
 da
 mulher
 velha?
 Acreditamos
 que
 estes
 espaços
 existam
 e
 necessitam
ser
legitimado,
e
devemos
transpor
o
silêncio
relacionado
ao
papel
que
a
mulher
ocupa
em
 nossa
sociedade,
como
diria
M.Perrot(2005)
transpor
“o
oceano
de
silêncio”
que
a
História
reservou
ao
 longo
 dos
 últimos
 séculos
 a
 condição
 feminina.
 Neste
 sentido
 este
 artigo
 busca
 compreender
 as
 contribuições
da
Oficina
Colcha
de
Memórias
enquanto
um
dos
espaços
de
legitimação
das
memórias
 destas
mulheres
velhas,
que
são
sujeitos
históricos
de
seu
tempo.
Convém
salientar
que
a
proposta
de
 registrar
as
trajetórias
de
vida
narradas
durante
a
Oficina
é
através
da
metodologia
da
história
oral.
E
 ainda
 destacamos
 que
 uma
 das
 atribuições
 da
 educação
 não
 formal
 conforme
 Olga
 Von
 Simson(2007:22)
é
propiciar
um
espaço
de
vivência
social
“estabelecendo
laços
de
afetividade
entre
os
 participantes”,
em
que
possam
experimentar
novas
sensações.
Sendo
assim
acreditamos
que
o
museu
 enquanto
 espaço
 de
 educação
 não
 formal
 seja
 um
 lugar
 de
 experimentações
 e
 de
 evocar
 memórias
 subterrâneas
possibilitando
sociabilizar
histórias
anônimas
para
que
possam
ser
valorizadas.


 
 Palavras‐chave:
memorias,
história
oral,
educação
não
formal,
gênero.


 Marcela
Maria
Freire
Sanches
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
MUSEU
DA
VIDA‐FOC








 O
DIREITO
À
EDUCAÇÃO
BÁSICA
ATRAVÉS
DA
EDUCAÇÃO
PROFISSIONAL
NA
EDUCAÇÃO
DE
 JOVENS
E
ADULTOS

Sandra
Fernandes
Leite
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/Unicamp
 



Esta
pesquisa
objetiva
analisar
os
programas
do
Governo
Federal
para
a
modalidade
Educação
de
Jovens
 e
Adultos
(EJA)
entre
os
anos
de
2003
a
2010,
descrevendo
a
relação
entre
o
acesso
à
escola,
a
Educação
 Profissional,
a
Educação
Básica
e
a
EJA.
Parte‐se
do
pressuposto
que
os
programas
voltados
para
a
EJA
 enfatizam
 a
 promoção
 social
 por
 meio
 da
 geração
 de
 renda
 através
 do
 investimento
 no
 elo
 Educação
 Básica
 e
 Educação
 Profissional.
 Em
 linhas
 gerais,
 durante
 a
 história
 do
 Brasil,
 é
 recorrente
 anseio
 de


197


capacitar
 uma
 massa
 de
 jovens
 e
 adultos
 analfabetos
 e
 colocar
 o
 país
 entre
 as
 nações
 desenvolvidas.
 Mas
 ao
 decorrer
 do
 tempo,
 jovens
 e
 adultos
 continuam
 a
 abandonar
 a
 escola
 pela
 repetência,
 por
 necessidade
 de
 trabalhar
 e
 por
 não
 conseguir
 resultados
 satisfatórios
 em
 seu
 processo
 de
 aprendizagem.
 A
 partir
 de
 2003,
 o
 Governo
 Federal
 propôs
 programas
 e
 incentivos
 para
 adultos
 analfabetos
aprenderem
a
ler.
Destacou‐se
a
importância
do
atendimento
aos
jovens
e
adultos
ter
suas
 especificidades
atendidas
através
de
uma
educação
diferenciada.
Foi
estabelecida
uma
política
nacional
 de
Educação
Profissional
apoiada
em
três
eixos:
a
Educação
de
Jovens
e
Adultos,
a
Educação
Profissional
 e
a
geração
de
emprego
e
renda,
atendendo
não
só
os
jovens
como
também
os
adultos.
Os
programas
 para
 o
 atendimento
 da
 EJA
 utilizaram‐se
 de
 metodologias
 diferenciadas
 propondo,
 por
 vezes
 a
 conclusão
 do
 ensino
 fundamental,
 por
 outras
 o
 ensino
 médio
 e,
 ainda,
 o
 ensino
 técnico,
 aliando
 Educação
Básica
e
Educação
Profissional.
Foram
discutidas
três
questões:
a
ausência
da
educação
como
 a
grande
responsável
pelo
atraso
e
a
pobreza;
a
educação
como
a
principal
alternativa
para
a
promoção
 do
 desenvolvimento
 econômico,
 da
 distribuição
 de
 renda
 e
 da
 elevação
 dos
 padrões
 de
 qualidade
 de
 vida;
e
o
debate
da
EJA
e
a
exigência
da
definição
da
concepção
de
educação
aplicável
a
este
público.


 
 Palavras‐chave:
 direito
 à
 educação,
 políticas
 públicas,
 educação
 de
 jovens
 e
 adultos,
 educação
 profissional.





 O
PROCESSO
DE
MEDIAÇÃO
EM
UNIDADES
SOCIOEDUCATIVAS
DE
INTERNAÇÃO


 O
 Projeto
 R.I.A
 ‐
 Reflexão
 –
 Introspecção
 –
 Ação;
 em
 construção
 no
 Educandário
 Santo
 Expedito
 –
 DEGASE
 –
 RJ,
 tem
 como
 objetivo
 suscitar
 aspectos
 metacognitivos
 de
 jovens
 em
 cumprimento
 de
 medida
socioeducativa
de
internação,
levando‐os
a
conscientização
de
sua
própria
responsabilidade
no
 processo
 de
 aprendizagem:
 aprender
 a
 aprender:
 O
 projeto
 enfoca
 habilidades
 e
 competências
 necessárias
 a
 construção
 da
 aprendizagem.
 É
 desenvolvido
 através
 de
 mediação
 significativa,
 envolvendo
 atividades
 diversificadas,
 que
 incluem
 discussão,
 reflexão
 e
 construção
 da
 autonomia
 intelectual.
Possui
como
referencial
a
teoria
da
modificabilidade
estrutural
cognitiva
desenvolvida
pelo
 professor
 Reuven
 Feuerstein.
 Pretende
 potencializar
 funções
 cognitivas
 e
 operações
 mentais,
 possibilitando
 que
 jovens
 em
 cumprimento
 de
 medida
 socioeducativa
 de
 internação
 reflitam
 criticamente
a
respeito
de
sua
vivência
social.


 
 Palavras‐chave:
mediação,
modificabilidade
cognitiva,
jovens.







 Eliane
Taveira
do
Nascimento



 O
QUE
DIZEM
OS
DADOS
SOBRE
A
REALIDADE
DA
EDUCAÇÃO
DE
JOVENS
E
ADULTOS?


 O
trabalho
que
ora
apresento
é
parte
integrante
de
uma
pesquisa
mais
ampla.
Meu
movimento
é
o
de
 fazer
um
recorte
da
pesquisa
neste
texto,
visando
à
interpretação
de
dados
da
área
de
EJA,
a
partir
de
 banco
 de
 informações
 de
 institutos
 brasileiros
 de
 pesquisas.
 Minha
 leitura
 se
 ocupará
 de
 dados
 disponíveis
 para
 a
 compreensão
 do
 universo
 da
 população
 segundo
 faixas
 de
 escolarização
 e
 da
 declaração
 dos
 que
 não
 sabem
 ler
 e
 escrever,
 focada
 no
 estado
 do
 Rio
 de
 Janeiro
 em
 relação
 com
 o
 Brasil
 e,
 especialmente,
 no
 município
 capital
 do
 estado.
 Por
 meio
 desses
 dados,
 podem‐se
 aquilatar
 características
 da
 população
 que
 necessita
 do
 atendimento
 da
 EJA,
 bem
 como
 desvelar
 informações
 sobre
 de
 que
 forma
 o
 poder
 público
 está
 ofertando
 vagas
 no
 sistema.
 A
 interpretação
 dos
 dados
 possibilitará
argumentações
incisivas
em
prol
da
garantia
do
direito
à
educação,
pois
segundo
Teixeira
 (1996)
 “educação
 não
 é
 privilégio,
 educação
 é
 um
 direito”,
 direito
 este
 que
 ao
 longo
 da
 história
 foi
 negado
 à
 grande
 parte
 da
 sociedade
 brasileira.
 O
 objetivo
 deste
 trabalho
 se
 situa
 na
 interface
 do
 conhecimento
 da
 população
 que
 necessita
 ser
 atendida
 e
 de
 formas
 como
 o
 poder
 público
 o
 vem
 fazendo.
 Desse
 modo,
 podem‐se
 alimentar
 sujeitos
 e
 usuários
 da
 educação
 com
 dados,
 para
 que
 possam
cobrar
das
autoridades
o
dever
que
lhes
cabe,
para
assegurar
o
direito
ao
acesso,
permanência
 e
sucesso
na
escola
para
jovens
e
adultos,
assim
como
a
qualidade
da
oferta
—
modo
como
a
cidadania
 de
 sujeitos
 de
 direito
 pode
 ser
 consolidada.
 A
 perspectiva
 de
 subsidiar
 políticas
 públicas
 substantivas
 
 Aline
Rodrigues
de
Souza



198


que
 alcancem
 a
 realidade
 da
 população
 põe‐se
 como
 horizonte
 da
 pesquisa,
 na
 expectativa
 de
 que
 estudos
e
investigações
propiciem
e
impulsionem
a
oferta
de
EJA
de
qualidade
nas
redes
educacionais.


 
 Palavras‐chave:
 direito
 à
 educação,
 educação
 de
 jovens
 e
 adultos,
 diagnóstico
 de
 atendimento
 à
 EJA,
 dados
sobre
a
EJA.





 
 PODER
LOCAL
E
POLÍTICAS
PÚBLICAS
EDUCACIONAIS:
REPERCUSSÕES
SOBRE
O




DIREITO
À
 EDUCAÇÃO
DO
CAMPO
E
DE
JOVENS
E
ADULTOS
TRABALHADORES


 Marcia
Soares
de
Alvarenga

 Márcia
Araújo
Lima
 Tassia
Gabriele
Balbi
de
Figueiredo
e
Cordeiro
 
Natália
Fraga
Coutinho
 
Gabriela
Fernandes
Santos
Alves
 
Isadora
da
Silva
Marques
 
 Os
textos
desta
comunicação
buscaram
compreender
repercussões
que
envolvem
as
relações
do
poder
 local
sobre
o
direito
à
educação
de
crianças
e
jovens
e
adultos
trabalhadores,
tendo
como
contextos
de
 pesquisa
 os
 municípios
 de
 São
 Gonçalo/RJ,
 Rio
 Bonito/RJ
 e
 Petrolina/PE.
 Tratam‐se
 de
 pesquisas
 originadas
de
dissertações
de
mestrado
em
andamento
e
de
iniciação
científica,
tendo
respectivamente
 como
problemas
de
estudo
os
sentidos
produzidos
sobre
a
implantação
do
Plano
Municipal
de
Educação
 de
São
Gonçalo,
a
política
de
nucleação
das
escolas
rurais
em
Rio
Bonito
e
as
desigualdades
sociais
na
 perspectiva
de
professores
e
estudantes
do
PROEJA/PE.
Nas
pesquisas
trabalhamos
com
a
concepção
de
 poder
 local,
 entendendo
 este
 poder
 como
 um
 conjunto
 de
 forças
 produzidas
 em
 um
 determinado
 território
 entre
 governos
 locais
 e
 sociedade
 civil,
 cujas
 relações
 de
 poder
 e
 representação
 política
 são
 continuamente
engendradas
e
disputadas
em
face
às
reivindicações
e
demandas
relativas
aos
direitos
e
 políticas
públicas.
Do
ponto
de
vista
metodológico,
são
pesquisas
identificadas
como
estudos
de
caso
às
 quais
procuramos
analisar
com
o
apoio
do
geoprocessamento
e
à
luz
de
documentos
discursivos,
tanto
 fontes
oficiais
escritas
quanto
de
entrevistas
envolvendo
os
sujeitos
das
pesquisas,
as
ações
articuladas
 pelo
 poder
 local
 em
 face
 às
 metas
 do
 PME/SG,
 das
 políticas
 de
 nucleação
 das
 escolas
 rurais
 em
 Rio
 Bonito
 e
 as
 desigualdades
 sociais
 nas
 perspectivas
 dos
 sujeitos
 do
 PROEJA/PE.
 Concluímos,
 provisoriamente,
que
a
EJA
e
Educação
do
Campo
são
modalidades
inscritas
nos
direitos
humanos,
cujas
 políticas
são
frutos
do
amplo
processo
de
discussão
dos
fóruns
em
diferentes
escalas
identificados
com
 as
lutas
em
defesa
deste
direito.


 
 Palavras‐chave:
poder
local,
EJA,
educação
do
campo,
desigualdades
sociais.





 POLÍTICAS
EDUCACIONAIS
PARA
A
INFÂNCIA
CARIOCA:
OS
DIREITOS
DAS
CRIANÇAS
E
DE
SUAS
 CRIANÇAS


 Alessandra
Maria
Savaget
Barreiros
e
Lima
de
Almeida
 
Flávia
Maria
Cabral
de
Almeida
 




 Este
artigo
tem
por
objetivo
refletir
sobre
as
políticas
públicas
educacionais
na
cidade
do
Rio
de
Janeiro
 direcionadas
 à
 primeira
 infância,
 aos
 direitos
 básicos
 das
 crianças
 e
 de
 suas
 famílias,
 com
 vistas
 ao
 fortalecimento
 dos
 laços
 familiares
 e
 da
 parceria
 família‐creche/escola
 no
 cotidiano
 das
 instituições
 educativas
infantis.
Temos
por
base
a
perspectiva
sócio‐histórica,
onde
familiares
e
educadores
possam,
 juntos,
pensar
em
novas
possibilidades
de
enriquecer
suas
vivências
e
promover
um
melhor
ambiente
 para
o
desenvolvimento
de
suas
crianças.
A
parceria
família
e
educadores
de
creche
tem
sido
afirmado
 como
 primordial
 em
 se
 tratando
 de
 crianças
 pequenas,
 especialmente
 entre
 0
 e
 3
 anos,
 pois
 são
 indissociáveis
 o
 educar
 e
 o
 cuidar,
 fazendo
 com
 que
 as
 funções
 de
 uma
 e
 de
 outra
 sejam
 comuns
 em
 alguns
 aspectos.
 No
 entanto,
 nem
 sempre
 essa
 parceria
 chega
 a
 se
 concretizar,
 pois
 não
 há
 um
 planejamento
 para
 os
 encontros
 entre
 família
 e
 educadores
 que
 acabam
 sendo
 breves
 e
 ocasionais,
 girando
 em
 torno
 de
 questões
 imediatas.
 Essa
 lacuna
 tem
 sido
 preenchida
 por
 iniciativa
 de
 muitos
 educadores
 que
 buscam
 o
 diálogo
 com
 as
 famílias,
 mas
 também
 por
 orientações
 de
 políticas


199


implementadas
com
o
objetivo
de
aproximar
a
família
tanto
dos
educadores
como
até
mesmo
de
suas
 próprias
 crianças.
 Através
 de
 um
 estudo
 realizado
 numa
 creche
 pública
 da
 cidade
 do
 Rio
 de
 Janeiro,
 verificaremos
 a
 construção
 da
 relação
 família‐creche
 durante
 três
 anos,
 ao
 mesmo
 tempo
 em
 que
 analisaremos
 as
 políticas
 públicas
 dessa
 cidade
 voltadas
 para
 as
 famílias.
 Pensar
 no
 fortalecimento
 da
 parceria
 entre
 família
 e
 creche
 e
 sobre
 as
 questões
 implicadas
 neste
 movimento,
 é
 ter
 a
 criança
 no
 centro
 de
 todo
 o
 fazer
 pedagógico.
 É
 através
 da
 interação
 que
 os
 pequenos
 estabelecem
 com
 outros
 sujeitos
e
com
o
ambiente,
que
os
adultos
que
vivem
e
convivem
com
essas
crianças
(aqui
familiares
e
 educadores)
percebem
pistas
e
traduzem
a
visão
de
mundo,
os
interesses
e
as
necessidades
infantis.


 
 Palavras‐chave:
políticas
públicas,
educação
infantil,
família,
direitos.



 PROJETO
AUTONOMIA:
QUALIDADE
PARA
A
EDUCAÇÃO
DE
JOVENS
E
ADULTOS?


 Viviane
de
Oliveira
Veríssimo
 
Cintia
Tavares
Ferreira
 
Lenira
Santos
Salles
 
Eduardo
Alves
Gomes
 
 O
presente
trabalho
pretende
analisar
e
discutir
questões
acerca
do
Projeto
Autonomia,
do
estado
do
 Rio
de
Janeiro,
iniciado
em
2009
e
direcionado
a
alunos
da
rede
estadual
de
ensino
com
idade
superior
à
 de
 sua
 série.
 Tem
 como
 objetivo
 ajudar
 estes
 sujeitos
 a
 concluir
 seus
 estudos,
 aproveitando
 a
 metodologia
do
Telecurso
2000,
proposta
privada
da
Fundação
Roberto
Marinho.
Embora
direcionado
à
 correção
 de
 fluxo
 de
 alunos
 do
 chamado
 ensino
 regular,
 abrange
 um
 público
 com
 idade
 adequada
 à
 Educação
de
Jovens
e
adultos
(EJA).
A
educação,
como
um
direito
social
(e
humano)
amparado
pela
lei,
 exige
políticas
públicas
direcionadas
a
todos,
que
não
exclua
os
sujeitos
em
uma
sociedade
que
se
quer
 democrática.
 Um
 estudo
 detalhado
 desse
 projeto
 possibilitará,
 também,
 examinar
 a
 qualidade
 de
 ensino
 ofertado
 para
 a
 modalidade
 educacional
 em
 questão,
 no
 estado
 do
 Rio
 de
 Janeiro.
 Para
 a
 realização
 de
 tal
 objetivo,
 identificaremos
 no
 projeto:
 a
 concepção
 com
 a
 qual
 opera;
 os
 objetivos;
 o
 público
a
que
se
direciona;
os
profissionais
envolvidos;
e
o
tipo
de
formação
que
se
pretende
oferecer
 ao
 público
 destinatário.
 Em
 sequência,
 faremos
 uma
 reflexão
 acerca
 da
 metodologia
 proposta,
 suas
 implicações
 na
 aprendizagem
 e
 na
 formação
 desses
 alunos,
 além
 de
 repensar
 o
 tipo
 de
 educação
 oferecida,
diante
da
perspectiva
do
direito.
Nessa
busca,
observaremos
evidências
que
vinculem
ou
não
 a
 oferta
 pedagógica
 à
 certificação
 e
 à
 conclusão
 dos
 estudos;
 a
 formação
 social
 e
 humana
 ao
 desenvolvimento
de
potencialidades
e
à
capacidade
de
pensar
criticamente.
A
contribuição
do
estudo
 poderá
 favorecer
 a
 compreensão
 da
 política
 atual
 de
 EJA
 do
 estado
 do
 RJ,
 cuja
 diversidade
 de
 programas
e
formas
diferenciadas
de
tratar
alunos
e
professores
têm
sido
alvo
de
denúncias
e
de
ações
 sindicais.


 
 Palavras‐chave:
sujeitos
jovens
e
adultos,
projeto
autonomia,
Telecurso
2000,
qualidade
na
educação.




QUALIDADE
DA
EDUCAÇÃO
NA
EJA:
DIÁLOGO
A
PARTIR
DE
PAULO
FREIRE


 Airam
Regina
de
Aquino
Martins

 Mariângela
Tostes
Innocêncio

 
 O
 desafio
 deste
 texto
 é
refletir
 acerca
 da
qualidade
na
 educação
 de
jovens
 e
 adultos
 (EJA)
 a
 partir
 da
 discussão
 desse
 conceito
 em
 Paulo
 Freire.
 Para
 tal,
 não
 há
 como
 fazê‐lo
 sem
 prescindir
 das
 grandes
 contribuições
 da
 educação
 popular.
 Lendo
 Freire,
 podemos
 perceber
 que
 um
 dos
 princípios
 da
 qualidade
é
a
ética,
princípio
fundante
da
autonomia,
conceito
central
na
obra
de
Freire.
Ao
fazermos
 sempre
 mais
 do
 mesmo
 modelo
 que
 não
 instiga
 crianças
 e
 jovens
 a
 aprenderem,
 ao
 continuarmos
 hegemonicamente
 na
 educação
 bancária,
 denunciada
 por
 Freire,
 acabamos
 por
 “expulsar”
 essas
 crianças
e
jovens
da
escola
dita
regular,
criando,
dentro
da
própria
escola,
a
demanda
pela
educação
de
 jovens
 e
 adultos.
 Ao
 pensar
 qualidade
 na
 educação
 de
 jovens
 e
 adultos
 a
 partir
 das
 contribuições
 de
 Paulo
Freire,
consideramos
que
a
questão
da
qualidade
passa
pelo
papel
da
educação
na
sociedade.
O
 pensamento
de
Freire
apresenta
a
educação
como
prática
que
deve
ser
libertadora,
transformadora
da
 sociedade,
 ou
 seja,
 uma
 prática
 que
 transforma
 a
 vida
 dos
 homens
 e
 mulheres
 que
 vivenciam
 esse
 processo.
Dessa
forma,
ousamos
dizer
que,
em
Paulo
Freire,
a
qualidade
da
educação
se
faz
à
medida


200


que
as
práticas
educativas
sejam,
de
fato,
transformadoras,
que
promovam
mudanças
reais
na
vida
dos
 educandos.
 E
 uma
 educação
 de
 qualidade
 se
 constitui
 em
 direito
 humano,
 inclusive
 proclamado
 em
 instrumentos
legais.


 
 Palavras‐chave:
 qualidade
 na
 educação
 de
 jovens
 e
 adultos,
 concepções
 freirianas,
 educação
 transformadora,
educação
como
direito.





RAÇA, RACIALIDADE E RACISMO

A
FORMAÇÃO
DA
IDENTIDADE
ÉTNICO‐RACIAL
DA
CRIANÇA
BRASILEIRA
NA
CRECHE
UFF:
 QUEM
SOU
EU?
ISSO
É
PAPEL
DA
ESCOLA?
 
 Gisela
Maria
Gomes
de
Almeida
Alves
Milagres
‐

Estudante
de
Graduação/
UFF



 Esta
pesquisa
visa
problematizar
a
existência
de
livros,
propagandas,
desenhos,
novelas
que
impõem
o
 padrão
 idealizado
 pela
 classe
 dominante
 de
 estética
 branca
 e
 culturas
 européias
 como
 superiores
 às
 demais
 existentes.
 As
 crianças
 estão
 inseridas
 nessa
 cultura
 e
 desde
 cedo
 percebem
 essa
 rejeição/aceitação
 por
 parte
 dos
 outros
 devido
 a
 sua
 cor,
 então
 tentam
 das
 maneiras
 possíveis
 a
 elas
 serem
aceitas,
pois
todo
ser
humano
tem
o
desejo
incutido
dentro
de
si
de
ser
aceito/amado
ou
podem
 rejeitar
 outras
 crianças
 devido
 a
 ensinamentos
 racistas
 não
 problematizados.
 Devido
 a
 isto,
 essa
 pesquisa
 toma
 um
 vulto
 de
 grande
 importância,
 pois
 a
 Creche
 UFF
 ao
 permitir
 a
 interação
 com
 as
 crianças
 a
 fim
 de
 perceber
 como
 ocorre
 essa
 apropriação
 da
 identidade
 e
 intervir
 no
 caso,
 de
 surgimento
 de
 ações
 de
 superioridade/inferioridade
 devido
 ao
 desconhecimento
 das
 histórias
 dos
 povos
subalternizados
está
contribuindo
com
a
transformação
da
nossa
sociedade
para
uma
sociedade
 na
qual
tanto
as
diferenças
aparentes
como
interiores
serão
respeitadas
e
apreciadas.


 
 Palavras‐chave:
educação
infantil,
relações
étnico‐raciais,
miscigenação.





 A
HISTÓRIA
REVELANDO
A
IDENTIDADE
E
A
MEMÓRIA
DE
UM
POVO
‐
PELO
FIM
DO
 PRECONCEITO


 Sthefane
Alicia
de
Oliveira
Silva
‐

Estudante
de
Graduação/
UERJ
 



 A
 sociedade
 brasileira
 infelizmente
 ainda
 reproduz
 e
 valoriza
 a
 hegemonia
 da
 cultura
 europeia
 em
 detrimento
das
diversas
culturais
que
herdamos
de
tantos
povos,
como
por
exemplo
a
cultura
tão
rica
 dos
 africanos.
 Os
 mesmos
 contribuíram
com
conhecimentos,
 valores
 e
 crenças,
 na
 formação
 da
nossa
 cultura
e
da
nossa
identidade.
Portanto,
é
nesse
contexto
que
meu
trabalho,
que
tem
como
foco
o
olhar
 voltado
 para
 a
 cultura
 africana,
 tentará
 mostrar
 a
 importância
 dos
 negros
 africanos
 na
 formação
 da
 identidade
 brasileira,
 da
 cultura
 do
 povo
 brasileiro.
 Desconstruindo
 assim,
 um
 modelo
 de
 cultura
 que
 valoriza
 e
 legitima
 uma
 hegemônica
 cultura
 europeia,
 que
 não
 deixa
 transparecer
 a
 heterogeneidade
 das
 diversas
 culturas
 brasileiras.
 Desse
 modo,procuro
 mostrar
 alguns
 contos
 que
 relatam
 o
 período
 de
 colonização
 da
 África.
 Pois,durante
 as
 últimas
 três
 décadas,
 realizou‐se
 intenso
 estudo
 sobre
 as
 literaturas
 de
 povos
 que
 experimentaram
 o
 colonialismo.
 Assim,na
 mesma
 época
 em
 que
 a
 história
 assistiu
 ao
 fim
 do
 período
 colonial,
 alguns
 autores
 escreveram
 ao
 mundo
 sua
 visão
 crítica
 sobre
 a
 experiência
vivida
por
diversos
países
da
África.
A
partir
desse
contexto,
apresento
quatro
literaturas
da
 época
 em
 que
 a
 África
 presenciou
 de
 perto
 o
 colonialismo
 e
 o
 fim
 do
 mesmo.
 São
 histórias
 do
 livro
 “Contos
 Africanos
 dos
 Países
 de
 Língua
 Portuguesa”
 da
 coleção,
 Para
 Gostar
 de
 Ler,
 com
 diversos
 autores
contemporâneos
da
África,
de
língua
portuguesa.
Porém
o
meu
objetivo
maior
em
mostrar
tais
 histórias,
 é
 o
 de
 relacioná‐las
 com
 a
 própria
 história
 do
 Brasil,
 refletindo
 assim,
 a
 nossa
 grande
 semelhança
com
a
África.
além
de
indagar
e
questionar
o
porquê
da
diversidade
cultural
africana
ainda
 não
ser
tão
explorada
no
sistema
educacional
brasileiro.


 


201


Palavras‐chave:
 educação,
 África,
 preconceito,
 raça,
 colonialismo,
 cultura,
 diversidade
 cultural,
 continente
africano,
racismo.



 A
IMPORTÂNCIA
DO
SISTEMA
DE
RESERVA
DE
VAGAS
NA
CONSTRUÇÃO
DA
IDENTIDADE
 NEGRA


 
Maria
Alice
Rezende
Gonçalves

 
 Este
artigo
tem
como
objetivo
descrever
o
sistema
de
reserva
de
vagas
e
sua
importância
no
processo
 de
 construção
 da
 identidade
 negra
 entre
 os
 estudantes
 da
 Universidade
 do
 Estado
 do
 Rio
 de
 Janeiro
 (UERJ)
 que
 ingressaram
 na
 instituição
 por
 meio
 do
 sistema
 de
 reserva
 de
 vagas
 para
 negros.
 Desde
 2002,
 as
 universidades
 estaduais
 do
 Rio
 de
 Janeiro,
 entre
 elas
 a
 UERJ,
 vêm
 adotando
 o
 sistema
 de
 reserva
 de
 vagas
 para
 grupos
 minoritários:
 estudantes
 de
 escolas
 públicas
 estaduais,
 portadores
 de
 deficiências
físicas,
indígenas,
negros,
filhos
de
policiais
e
bombeiros
mortos
em
serviço,
entre
outros.
 Para
se
candidatar
às
vagas
reservadas
para
negros,
é
necessário
comprovar
a
renda
familiar
per
capita,
 valor
estabelecido
no
edital
do
vestibular,
como
também
é
exigido
a
autodeclaração
de
cor.
Portanto,
é
 considerado
 negro
 todo
 candidato
 que
 se
 autodeclarar
 com
 tal.
 Quem
 são
 esses
 estudantes
 que
 se
 candidatam
 ao
 sistema
 de
 reserva
 de
 vagas
 para
 negros?
 Como
 se
 processou
 a
 construção
 de
 suas
 identidades?


 
 Palavras‐chave:
ensino
superior,
acesso,
ação
afirmativa,
identidade.




 A
MULHER
NEGRA
PROTAGONISTA,
O
FILME
DOCUMENTÁRIO,
O
PROCESSO
IDENTITÁRIO:
 BUSCANDO
FERRAMENTAS
PARA
CONSTRUIR
CURRÍCULOS


 Diony
Maria
Oliveira
Soares
 
 O
texto
sugere
possibilidades
de
leituras
para
material
audiovisual
documental
que,
protagonizado
por
 uma
 mulher
 negra
 brasileira,
 foi
 produzido
 por
 grupo
 de
 pesquisa
 vinculado
 a
 um
 programa
 de
 pós‐ graduação
 em
 educação.
 Nesse
 documentário,
 enquanto
 apresenta
 alguns
 dos
 seus
 quadros,
 Magdalena
 dos
 Santos,
 artista
 plástica,
 69
 anos,
 residente
 em
 Petrópolis
 (RJ),
 empregada
 doméstica
 aposentada,
evoca
perspectivas
da
sua
trajetória
de
vida.
Levando
em
conta
a
potência
das
narrativas
 para
a
produção
de
conhecimento
nas
ciências
humanas
e
tendo
como
foco
principal
as
relações
raciais
 no
Brasil,
a
opção
por
esse
audiovisual
sustenta‐se
pelo
entendimento
de
que
a
valorização/visualização
 de
 narrativas
 produzidas
 por
 mulheres
 negras
 e
 homens
 negros
 corrobora
 para
 a
 compreensão
 dos
 processos
 identitários
 desses
 sujeitos.
 No
 geral,
 há
 o
 entendimento
 de
 que
 as
 identidades
 são
 um
 desafio
 para
 a
 construção
 dos
 currículos.
 Em
 específico,
 a
 ideia
 é
 pensar
 que
 o
 cotidiano
 escolar
 é
 permeado
por
processos
identitários
decorrentes
das
relações
raciais
(e
de
gênero)
e,
em
decorrência
 disso,
 ampliar
 as
 ferramentas
 para
 o
 efetivo
 enfrentamento
 das
 desigualdades.
 O
 referencial
 teórico
 articula
um
recorte
racial
na
perspectiva
do
gênero,
o
qual
elege
como
ferramenta
básica
sugestões
da
 afro‐americana
 bell
 hooks,
 a
 um
 enfoque
 de
 práticas
 cotidianas,
 nos
 moldes
 propostos
 por
 Michel
 de
 Certeau.
 Em
 princípio,
 as
 narrativas
 em
 questão
 parecem
 focalizar
 um
 contexto
 histórico‐temporal
 no
 qual
 papéis
 sociais
 são
 demarcados
 por
 fronteiras
 fixas
 advindas
 do
 complexo
 cruzamento
 entre
 racismo,
sexismo
e
pobreza.
No
entanto,
também
há
indícios
de
processos
de
apropriação
concretizados
 dentro
de
um
cenário
de
dominação.
A
partir
deles
é
possível
inferir
como
a
vida
sobrepujou/sobrepuja
 perspectivas
hegemônicas
e,
de
maneira
miúda,
caçou/caça
a
sua
permanência
no
jogo
social
à
revelia
 de
um
suposto
bilhete
de
não‐lugar
que
lhe
foi/é
imposto.


 
 Palavras‐chave:
mulher
negra
brasileira,
processos
identitários,
relações
raciais,
currículo.



 AS
MICRO‐AÇÕES
AFIRMATIVAS
E
A
APLICAÇÃO
DA
LEI
N.
10.639/03
NA
ABORDAGEM
DO
 "CICLO
DE
POLÍTICAS"



 
 Nathaly
Pisão
da
Silva
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UERJ‐FFP


202


A
pesquisa
de
2010
teve
como
objetivo
investigar
as
possibilidades
e
os
desafios
na
aplicação
da
lei
n.
 10.639/03
 na
 área
 de
 história
 de
 instituições
 públicas
 de
 ensino
 do
 município
 de
 São
 Gonçalo.
 A
 investigação
destacou
micro‐ações
afirmativas
(JESUS,
2010)
de
professores
da
rede
pública
voltadas
à
 efetivação
da
lei
em
questão,
bem
como
apontou
os
maiores
desafios
para
o
cumprimento
da
mesma.
A
 análise
 dos
 dados
 revelou
 que,
 apesar
 da
 forma
 incipiente
 pela
 qual
 a
 legislação
 está
 sendo
 implementada,
 há
 professores
 engajados
 na
 promoção
 da
 superação
 da
 realidade
 de
 racismo
 e
 a
 transformação
 das
 relações
 étnico‐raciais
 no
 cotidiano
 escolar.
 A
 pesquisa
 atual
 (2012)
 lança
 mão
 da
 abordagem
 “ciclo
 de
 políticas”
 (BALL,
 1994)
 com
 o
 objetivo
 de
 compreender
 os
 sentidos
 e
 as
 ressignificações
que
os
agentes
escolares,
os
quais
estão
inseridos
no
contexto
da
prática,
têm
atribuído
 ao
texto
da
lei
n.
10.639/03.


 
 Palavras‐chave:
ciclo
de
políticas,
lei
10.639/03,
relações
étnico‐raciais,
cotidiano
escolar.





 A
palavra
racismo
traz
em
seu
bojo
um
peso
muito
grande
para
a
sociedade
brasileira:
historicamente
 fomos
o
país
com
maior
quantitativo
de
negros
escravizados
no
processo
da
diáspora
africana
e
o
último
 país
do
mundo
a
abolir
o
trabalho
escravo
da
sua
economia.
Somos
considerados
também
o
maior
país
 negro
 fora
 da
 África.
 A
 relação
 para
 com
 o
 racismo
 se
 dá
 por
 vários
 conceitos
 que
 foram
 postulados
 apoiando‐se
principalmente
nas
definições
de
raça,
de
etnia
e
de
identidade,
para
configurar
um
sentido
 e
um
sentimento
de
pertencimento
do
povo
negro
na
sociedade
brasileira.
Este
trabalho
de
pesquisa
do
 Mestrado
em
Educação
no
PROPED/UERJ,
na
Linha
Cotidianos,
Redes
Educativas
e
Processos
Culturais,
 partindo
 das
 reflexões
 de
 autores
 acerca
 da
 pesquisa
 nos/dos/com
 os
 cotidianos
 escolares,
 tais
 como
 Nilda
Alves
e
Certeau,
com
aspectos
sociais
baseados
em
D’Adesky,
Antonio
Sérgio
Alfredo
Guimarães
e
 Eliane
 Cavalleiro,
 dentre
 outros,
 discute
 a
 necessidade
 da
 superação
 do
 racismo
 e
 do
 mito
 da
 democracia
 racial
 na
 sociedade
 brasileira,
 principalmente
 no
 cotidiano
 escolar
 através
 da
 implementação
da
lei
10639/03,buscando
compreender
como
a
Escola
Técnica
Estadual
Oscar
Tenório,
 escola
 da
 rede
 de
 ensino
 FAETEC
 (RJ),
 no
 bairro
 de
 Marechal
 Hermes,
 tem
 implementado
 a
 Lei
 10639/03.
 É
 no
 espaço
 escolar
 que
 redes
 se
 cruzam
 e
 entrecruzam,
 onde
 o
 plural,
 o
 diferente
 se
 encontra.
 Assim,
 a
 escola
 citada
 vem
 desenvolvendo
 ações
 contínuas
 para
 implementação
 efetiva
 da
 referida
Lei,
em
consonância
com
as
Orientações
e
Ações
para
Educação
 das
Relações
Etnico‐racionais
 (MEC)
tendo
como
foco
central
o
desenvolvimento
de
um
projeto
denominado
“Projeto
Malungo”,
que
 corrobora
com
a
escola
para
o
desenvolvimento
no
seu
cotidiano,
de
um
currículo
que
privilegie
ações
 em
 consonância
 da
 lei,
 com
 a
 valorização
 da
 cultura
 negra
 e
 na
 luta
 contra
 o
 racismo,
 para
 uma
 formação
cidadã
e
democrática
dos
seus
estudantes.


 
 Palavras‐chave:
racismo,
cotidiano,
escola,
lei
10639/03.




 BUSCANDO
A
SUPERAÇÃO
DO
RACISMO
NO
COTIDIANO
ESCOLAR
COM
A
APLICAÇÃO
DA
LEI
 10639/03
E
A
EXPERIÊNCIA
DO
PROJETO
MALUNGO
 
 Cristiano
Sant'Anna
de
Medeiros
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UERJ



 CRIANÇAS
NEGRAS
NA
ESCOLA
NO
PÓS‐ABOLIÇÃO


 Alexandre
Ribiero
Neto
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/UERJ
 
 O
 presente
 texto
 apresenta
 os
 resultados
 parciais,
 do
 projeto
 de
 tese
 desenvolvido
 no
 PROPED
 –
 Programa
de
Pós‐Graduação
em
Educação
da
Universidade
do
Estado
do
Rio
de
Janeiro,
intitulado
O
Fio
 do
Novelo:
o
processo
de
escolarização
de
crianças
negras
em
Vassouras,
1889
a
1930.
Nosso
trabalho
 possui
 um
 recorte
 regional
 ao
 lançar
 luzes,
 sobre
 o
 velho
 centro
 escravista
 da
 região
 sul
 fluminense,
 trazendo
 de
 volta
 a
 cena
 da
 História
 da
 Educação,
 os
 negros
 como
 sujeitos
 e
 agentes
 históricos.
 O
 Corpus
 Documental
 é
 constituído,
 pelo
 periódico
 O
 Vassourense,
 pelo
 Relatório
 do
 Presidente
 de
 Província,
 por
 pedidos
 Soldada.
 Dialogamos
 com
 Fonseca
 (2002
 e
 2009)
 que
 analisa
 a
 presença
 de
 crianças
 negras,
 nas
 escolas
 mineiras,
 com
 Góes
 e
 Florentino
 (2006),
 que
 estudam
 a
 trajetória
 das
 mesmas
nos
Testamentos
Post‐Mortem,
pontuando
a
sua
precoce
entrada
no
mundo
do
trabalho.
Nos
 apoiamos
 em
 Ricceur
 (2007)
 para
 combater
 esquecimento
 e
 pensar
 a
 ausência
 de
 textos
 que
 apresentem
 os
 negros
 nas
 escolas
 no
 pós‐abolição,
 associando‐os
 apenas
 ao
 mundo
 do
 trabalho,
 ou


203


identificando‐os
como
indivíduos
perigosos,
que
ameaçavam
a
ordem.
Utilizamos
como
suporte
teórico‐ metodológico
o
Paradigma
Indiciário,
proposto
por
Carlo
Ginzburg
(1994),
para
seguir
as
pistas
deixadas
 na
 documentação,
 para
 recompor
 o
 tecido
 social
 com
 lacunas.
 Com
 o
 desaparecimento
 da
 cor
 nos
 diferentes
 registros
 documentais,
 um
 dos
 grandes
 desafios
 da
 História
 da
 Educação
 é
 localizar
 nos
 arquivos
a
presença
de
crianças
negras
nos
bancos
escolares
no
pós‐abolição,
contribuindo
para
ampliar
 a
compreensão
das
múltiplas
faces
e
arranjos
que
a
escola
possuía
no
passado.


 
 Palavras‐have:
crianças
negras,
processos
de
escolarização,
vassouras.



 DIÁLOGOS:
A
RELAÇÃO
TERREIRO/ESCOLA


 Eduardo
Quintana

‐
Professor(a)
do
Ensino
Superior/UFF





No
 texto
 em
 questão
 é
 parte
 da
 pesquisa
 de
 Doutorado
 onde
 busco
 discutir,
 a
 partir
 do
 referencial
 teórico‐metodológico
do
qual
me
utilizo,
a
relação
da
escola
com
o
terreiro
de
candomblé.
O
objetivo
 do
 texto
 é
 analisar
 o
 significado
 da
 escola
 por
 parte
 de
 famílias
 candomblecistas.
 Na
 coleta
 de
 dados
 utilizei
 como
 principal
 instrumento
 a
 entrevista
 semi‐estruturada,
 cujo
 objetivo
 foi
 possibilitar
 aos
 entrevistados,
aos
sujeitos
da
pesquisa,
discorrer
sobre
o
tema
contextualizando
suas
falas
e
permitindo
 que
 os
 dados
 observados
 fossem
 acrescentados
 a
 análise
 do
 material
 coletado
 de
 modo
 a
 possibilitar
 respostas
sobre
o
candomblé
e
seus
praticantes,
e
o
mais
importante,
a
relação
que
se
estabelece
entre
 a
 escola
 e
 o
 terreiro
 (candomblé).
 Para
 tanto,
 utilizaram‐se
 como
 referencial
 teórico
 autores
 pertencentes
 ao
 campo
 da
 Sociologia
 da
 Educação,
 e
 do
 campo
 das
 religiões
 de
 matriz
 africanas.
 Na
 pesquisa,
 foram
 entrevistados
 12
 filhos‐de‐santo,
 sendo
 que
 destes,
 oito
 fazem
 parte
 da
 Tese.
 Os
 resultados
da
pesquisa
nos
possibilitam
afirmar
que
todos
os
entrevistados
afirmam
a
importância
dos
 dois
espaços
no
processo
de
educação
deles
próprios
e
dos
filhos,
nos
casos
em
que
os
tem.
Também
é
 possível
 afirmar
 que
 vêm
 a
 escolarização
 dos
 filhos
 como
 instrumento
 de
 mobilidade
 social.
 Esperam
 que,
via
escola,
seus
filhos
possam
ter
uma
posição
social
de
certa
forma
superior
a
que
eles
próprios
 ocupam.


 
 Palavras‐chave:
religiosidade
afro‐brasileira,
prática
religiosa,
socialização,
relação
terreiro/escola.





 
 DIÁLOGOS
SOBRE
ESCOLA
E
ETNICIDADE
NO
BRASIL:
UM
OLHAR
SOBRE
AS
ATIVIDADES
DO
 PROJETO
SOCIOCULTURAL
“SOU
ÁFRICA!”

Maria
Cecília
do
Nascimento
Bevilaqua
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
UFRJ
/
CP
II
 

 O
presente
estudo
discute
as
relações
entre
produção
de
conhecimento
escolar
e
inclusão
social,
tendo
 como
 base
 a
 recente
 legislação
 que
 incide
 sobre
 a
 presença
 de
 questões
 étnico‐raciais
 na
 grade
 curricular
da
educação
básica.
Partimos
da
consideração
de
que
o
advento
da
Lei
10.639/2003,
alterada
 pela
Lei
11.645/2008
‐
que
inclui
o
estudo
de
aspectos
da
cultura
afro‐brasileira
no
currículo
das
escolas
 ‐
trouxe
importantes
experiências
para
o
campo
da
educação
multicultural
para
construir
um
enfoque
 voltado
 para
 uma
 melhor
 compreensão
 das
 relações
 entre
 práticas
 pedagógicas
 e
 tratamento
 das
 diversidades.
Destarte,
elegemos
como
foco
de
nossa
observação
um
projeto
sociocultural
desenvolvido
 junto
 a
 alunos
 de
 ensino
 médio
 da
 Escola
 Estadual
 Olavo
 Josino
 de
 Sales,
 situada
 em
 Inhaúma,
 zona
 norte
 do
 Rio
 de
 Janeiro.
 O
 Projeto,
 intitulado
 “Sou
 África!”,
 privilegia
 a
 discussão
 em
 torno
 da
 inclusão/exclusão
 social
 dos
 afro‐brasileiros,
 tendo
 como
 ponto
 de
 partida
 o
 destaque
 da
 presença
 cultural
africana
em
diversos
âmbitos
de
nossa
sociedade.
O
objetivo
deste
estudo
se
define,
pois,
pelo
 propósito
de
caracterizar
o
Projeto
“Sou
África!”,
por
meio
da
investigação
de
suas
metodologias,
dos
 processos
e
dos
produtos
resultantes
dessa
iniciativa.
Destacamos
como
fundamentação
teórica
para
o
 desenvolvimento
dessa
proposta:
reflexões
a
respeito
das
relações
entre
discriminação
racial
e
contexto
 escolar
 (GOMES,
 2005;
 SOUSA,
 2005);
 considerações
 relativas
 ao
 conceito
 de
 Pluralidade
 Cultural
 (BRASIL/SEF,
1997)
e
reflexões
acerca
da
realização
de
projetos
de
trabalho
na
escola
(BARBOSA,
2003).
 Nossas
considerações
acerca
desse
enfoque
compreendem
a
observação
do
modo
como
o
Projeto
em
 questão
cumpriu
o
propósito
de
despertar
a
atenção
dos
discentes
para
o
tema
proposto,
dentre
outros


204


aspectos,
 através
 do
 debate
 acerca
 da
 composição
 da
 sociedade
 brasileira,
 tendo
 como
 foco
 a
 contribuição
de
origem
africana
na
culinária,
música,
literatura,
esporte
etc.

 
 Palavras‐chave:
pluralidade
cultural,
lei
10.639/2003,
projetos
socioculturais,
projeto
"Sou
África".



 DISCRIMANAÇÃO
NAS
ESCOLAS:
FATORES
QUE
PODEM
INFLUENCIAR
NO
DESENVOLVIMENTO
 DO
ALUNADO




 Ana
Cláudia
Avelina
dos
Santos
‐
Estudante
de
Graduação/
UENF
 Camille
Auatt
 Vanessa
Bersót




 A
escola
como
espaço
culturalmente
diverso,
muitas
vezes
torna‐se
palco
de
reprodução
e
legitimação
 das
 diferenças
 sociais
 presentes
 na
 sociedade.
 Desse
 modo,
 as
 relações
 estabelecidas
 no
 ambiente
 escolar
serão
baseadas
em
modelos
sociais
“naturalizados”
socialmente.
Nesse
sentido,
Candau
(2003)
 afirma
que
os
preconceitos
são
realidades
historicamente
construídas
e
dinâmicas;
são
reinventados
e
 reinstalados
 no
 imaginário
 social
 continuamente.
 Deste
 modo,
 são
 essas
 relações
 que
 muitas
 vezes
 serão
 permeadas
 de
 preconceitos
 e
 discriminações
 que
 farão
 parte
 do
 processo
 de
 ensino
 e
 aprendizagem,
interferindo
assim
no
desenvolvimento
emocional
e
cognitivo
do
alunado.
A
escola
com
 seu
 papel
 formador
 e,
 como
 espaço
 comum
 de
 convivência
 entre
 a
 diversidade
 cultural
 existente
 no
 país
 (Pérez
 Gomes,
 1993),
 tem
 o
 dever
 de
 proporcionar
 ao
 seu
 alunado
 um
 ambiente
 propício
 à
 igualdade.
 No
 entanto,
 este
 caráter
 igualitário
 da
 escola
 nem
 sempre
 é
 visto.
 Dessa
 maneira,
 é
 neste
 ambiente
 que
 o
 preconceito,
 seja
 ele
 racial
 ou
 de
 qualquer
 outro
 tipo
 como,
 social,
 religioso
 ou
 sexual,
 é
 reproduzido
e
legitimado,
muitas
vezes.
Para
compreender
essas
relações
conflituosas
e
permeadas
por
 discriminações
pesquisamos
duas
escolas
no
município
de
Campos
dos
Goytacazes,
sendo
uma
pública
e
 a
outra
particular.
E
a
partir
de
observações
foi
notória
a
presença
do
preconceito.
Preconceito
este
que
 muitas
 vezes,
 é
 interpretado
 como
 uma
 forma
 de
 “brincadeira”,
 sendo
 assim,
 uma
 atitude
 discriminatória
velada.
A
problemática
é
que
este
preconceito
velado
tanto
fere
alguns
alunos,
quanto
o
 próprio
preconceito
em
sua
forma
mais
direta,
pois
como
enfatiza
Candau
(2003),
no
momento
em
que
 o
 preconceito
 acontece
 de
 forma
 velada
 é
 mais
 difícil
 de
 combatê‐lo.
 Desta
 forma,
 o
 objetivo
 deste
 pôster
é
apresentar
os
resultados
iniciais
de
nossa
pesquisa.


 
 Palavras‐chave:
preconceito,
discriminação,
escola,
alunado.





 DJ,
A
BATIDA
PEDAGÓGICA


 Andrew
César
Carneiro

 Caroline
Nascimento

 Maria
das
Graças
Gonçalves
‐
Pesquisador(a)
do
Ensino
Superior/UFF
 
 Este
trabalho
problematiza
a
função
do
Dj,
no
intuito
de
percebê‐la
como
profissionalização.
No
âmbito
 cultural,
enaltece
a
procura
por
uma
identidade,
por
um
local
de
pertencimento
e
até
mesmo
por
uma
 tentativa
 de
 distanciar‐se
 da
 lógica
 do
 consumo.
 Este
 exercício
 possibilita
 ressignificações
 das
 culturas
 pelos
 grupos
 menos
 favorecidos
 obtendo
 resultados
 na
 produção
 de
 elementos
 culturais,
 tanto
 musicais,
 plásticos
 e
 cotidianos
 gerando
 uma
 cena
 cultural
 própria,
 ou
 seja,
 o
 seu
 lugar
 cultural.
 A
 metodologia
 situa‐se
 na
 contribuição
 pratica
 pedagógica
 contida
 nos
 elementos
 técnicos,
 subjetivos,
 cognitivos
 e
 coletivos
 que
 o
 Dj
 traz
 para
 os
 profissionais
 da
 educação,
 principalmente
 o
 professor,
 visando
 novas
 práticas
 e
 conhecimentos.
 Tal
 perspectiva
 permite
 uma
 reflexão
 critica
 e
 participativa
 sobre
o
coletivo,
identidade
e
etnicidade,
interculturalidade
e
protagonismo
social.


 
 Palavras‐chave:
culturas,
prática
pedagógica,
protagonismo
social.









 DOS
AUTORES
CLÁSSICOS
AOS
CONTEMPORÂNEOS:
UM
ESTUDO
DA
RELAÇÃO
CLASSE
E
RAÇA
 NA
SOCIOLOGIA
BRASILEIRA

Marcelo
Siqueira
de
Jesus
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UFF


205



 O
 presente
 trabalho
 é
 um
 recorte
 da
 pesquisa
 sócio‐histórica
 de
 doutoramento
 em
 pleno
 desenvolvimento
cuja
temática
se
insere
no
campo
das
políticas
de
ações
afirmativas
no
ensino
superior
 das
universidades
públicas.
A
questão
de
pesquisa
é
analisar
os
critérios
de
raça
e
classe
adotados
nos
 programas
 de
 acesso
 ao
 ensino
 de
 graduação
 nas
 universidades
 e
 centros
 universitários
 de
 ensino
 público
 do
 Brasil.
 A
 pesquisa
 está
 no
 estágio
 de
 preparação
 do
 texto
 a
 ser
 apresentado
 na
 banca
 de
 qualificação.
 Apresentamos
 neste
 material
 a
 referência
 que
 adotamos
 para
 construção
 do
 capítulo
 teórico
 daquilo
 que
 foi
 produzido
 sobre
 o
 tema
 raça
 e
 classe.
 Selecionamos
 os
 autores
 clássicos
 da
 Escola
 livre
 de
 Sociologia
 e
 Política
 da
 Universidade
 de
 São
 Paulo
 (USP)
 Florestan
 Fernandes
 (2008),
 Roger
Bastide
(2008),
Octavio
Ianni
(1972)
e
Oracy
Nogueira
(1998).
Também
contribui
nesse
exercício
 analítico
 a
 produção
 dos
 autores
 contemporâneos
 da
 sociologia
 brasileira
 Carlos
 Hasenbalg
 (2005),
 Nelson
do
Valle
Silva
(1976)
e
Antônio
Sérgio
Guimarães
(1999).
Estes
seguem
na
análise
sociológica
de
 recorte
 racial
 na
 qual
 compreendem
 o
 preconceito
 como
 um
 importante
 mecanismo
 que
 promove
 as
 desigualdades
sociais.
Nele
a
população
negra
e
mulata
se
tornam
vítimas
da
expropriação
e
preterição
 no
 processo
 social
 brasileiro.
 Nossa
 tentativa
 é
 construir
 argumentação
 que
 descaracterize
 a
 hierarquização
 de
 raça
 pela
 classe,
 como
 se
 a
 primeira
 fosse
 subalternizada
 pela
 segunda.
 Compreendemos
 que
 ambas
 possuem
 a
 sua
 autonomia
 e
 que
 uma
 não
 dá
 conta
 de
 esclarecer
 a
 realidade
da
outra
na
sua
totalidade.
Percebemos
o
consenso
entre
autores
clássicos
e
contemporâneos
 na
qual
os
aspectos
do
fenótipo
são
determinantes
para
imobilidade
social
de
negros,
pardos
e
mulatos
 na
sociedade
brasileira.


 
 Palavras‐chave:
raça,
classe,
política
de
ações
afirmativas
e
universidade
pública.





Luana
Francisca
G.
dos
Santos

 
 O
 presente
 trabalho
 traz
 narrativas
 que
 emergem
 do
 encontro
 de
 crianças
 afro‐
 brasileiras
 com
 Magdalena
dos
Santos.
Magdalena
é
uma
artista
plástica
negra
de
70
anos,
aposentada,
ex‐empregada
 doméstica.
 Escolhemos
 para
 este
 trabalho
 dois
 dos
 diversos
 encontros
 entre
 a
 artista
 plástica
 e
 as
 crianças
da
escola
de
Acari*.
Ao
falar
de
encontro
neste
trabalho
referimo‐nos
a
ele
como
perspectiva
 metodológica.
Um
encontro
promovido
pelo
pesquisador,
evento
do
qual
emergirá
o
conhecimento.
No
 contato
com
a
obra,
as
crianças
estabeleceram
uma
relação
com
a
artista
plástica
mesmo
sem
conhecê‐ la.
Os
quadros
causaram
impacto
e
curiosidade
dos
observadores
por
muitos
motivos,
dentre
eles
o
fato
 de
as
pinturas
expressas
nas
telas
serem
de
pessoas
negras.
Após
o
momento
da
exposição
de
quadros,
 as
 narrativas
 das
 crianças
 ganharam
 espaço
 fazendo
 emergir
 identidades
 e
 práticas
 invisibilizadas/silenciadas
 no
 cotidiano
 escolar.
 As
 crianças
 tiveram
 oportunidade
 de
 pintar
 suas
 histórias/memórias,
assim
como
o
faz
Magdalena
Santos,
e
de
narrá‐las.
Participar
desse
momento
da
 pesquisa,
 na
 busca
 da
 compreensão
 dos
 processos
 identitários
 das
 crianças
 da
 Educação
 Infantil
 do
 Colégio
 Ana
 de
 Barros
 Câmara,
 em
 Acari,
 nos
 ensinou
 primeiramente
 de
 que
 maneiras
 as
 imagens
 de
 pessoas
negras
podem
estar
presentes
no
cotidiano
da
escola,
como
referências
de
ética
e
de
estética.
 Nesta
perspectiva,
foi
necessário
pensar
nos
modos
de
existência
de
saberes
e
práticas
desses
sujeitos
 praticantes
e
decidimos
assumir
o
campo
de
pesquisa
como
espaço
de
diálogo
entre
sujeitos
mediados
 pelo
 fazer
 artístico.
 ¹
 A
 atividade
 se
 insere
 em
 projeto
 Narrativas,
 imagens
 e
 processos
 identitários
 de
 crianças
afro‐brasileiras
em
uma
escola
pública
do
Rio
de
Janeiro,
do
qual
uma
das
autoras
participou
 como
 bolsista
 de
 Iniciação
 Científica.
 Pesquisa
 financiada
 pela
 FAPERJ
 para
 o
 Programa
 de
 Apoio
 à
 Melhoria
do
Ensino
em
Escolas
Públicas
sediadas
no
Rio
de
Janeiro.


 
 Palavras‐chave:
afrodiáspora,
narrativas,
cotidiano,
educação
infantil.




 ENCONTROS
E
NARRATIVAS
DA
AFRODIÁSPORA:
UMA
EXPERIÊNCIA
COM
CRIANÇAS
DE
UMA
 ESCOLA
PÚBLICA
EM
ACARI
 
 Lílian
Silva
de
Santana
‐
Estudante
de
Graduação/
UERJ



 EXPERIÊNCIAS
DE
DISCRIMINAÇÃO:
O
EFEITO
DA
EMOÇÃO
NA
APRENDIZAGEM
DE
ALUNOS
DO
 ENSINO
MÉDIO




 
Bianka
Pires
André
‐
Pesquisador(a)
do
Ensino
Superior/
UENF


206



 O
 homem
 é
 um
 ser
 integral.
 Não
 há
 como
 separar
 seu
 lado
 racional
 do
 seu
 lado
 emocional
 (Morin,
 2001).
 Vygotsky
 (1991)
 afirma
 que
 o
 pensamento
 é
 gerado
 pela
 motivação,
 por
 nossos
 desejos
 e
 necessidades,
 nossos
 interesses
 e
 emoções.
 Para
 compreender
 a
 relação
 entre
 o
 cognitivo
 e
 o
 emocional
é
necessário
pesquisar
sobre
as
diversas
experiências
que
os
alunos
passam
no
seu
cotidiano
 escolar
 e
 verificar
 a
 relação
 entre
 estes
 dois
 aspectos.
 Dessa
 maneira,
 a
 partir
 da
 necessidade
 de
 se
 fomentar
 uma
 inclusão
 social
 efetiva
 e
 promover
 o
 reconhecimento
 da
 diversidade
 cultural
 no
 país
 ,
 estudamos
um
grupo
de
alunos
de
origem
negra.
Geralmente
este
tipo
de
alunado
mais
marginado
pela
 sociedade
são
as
possíveis
“vítimas”
do
racismo
e
preconceito.
E
este
tipo
de
experiência
racista
é
o
que
 pode,
em
certa
medida,
marcar
a
trajetória
escolar
 de
muitos
alunos
que
são
etiquetados
por
supostas
 “limitações”
 que
 são
 atribuídas
 a
 uma
 procedência
 social,
 cutural
 ou
 étnica,
 como
 afirma
 Munanga
 (2004).
 Tendo
 em
 vista
 estas
 perspectivas,
 partimos
 da
 hipótese
 que:
 fazer
 parte
 de
 um
 grupo
 marginado
 socialmente
 não
 é
 sinônimo
 de
 incapacidade
 cognitiva.
 Todos
 os
 alunos
 são
 capazes
 de
 realizar
um
processo
de
aprendizagem
eficaz.
Agora,
os
alunos
que
não
desenvolvem
um
processo
de
 aprendizagem
efetiva
não
é
porque
façam
parte
de
um
grupo
marginado
socialmente.
Não
aprendem,
 muitas
das
vezes,
porque
além
das
consequências
de
pertencerem
a
estes
grupos,
também
estão
mais
 suscetíveis
a
passar
por
conflitos
emocionais
que
podem
influenciar
em
tal
aprendizagem
escolar.
Sendo
 assim,
 a
 finalidade
 desta
 comunicação
 é
 relatar
 os
 resultados
 iniciais
 de
 uma
 pesquisa
 que
 visa
 à
 compreensão
dos
efeitos
emocionais
na
aprendizagem
de
alunos
do
ensino
médio
de
ascendência
negra
 em
escolas
de
Campos
dos
Goytacazes.


 
 Palavras‐chave:
discriminação,
aprendizagem,
emoção,
cotidiano
escolar.



 FOLCLORE
E
CULTURA
POPULAR
BRASILEIRA:
UMA
EXPERIÊNCIA
NA
EDUCAÇÃO
INFANTIL
A
 PARTIR
DO
JONGO


 Gláucia
Luciana
Drumond
Bispo
‐

Estudante
de
Graduação/UFF
 Este
trabalho
visa
refletir
sobre
dois
acontecimentos
marcantes,
a
partir
de
um
projeto
sobre
folclore
e
 cultura
popular
brasileira,
desenvolvido
em
uma
Creche
Municipal
da
Cidade
do
Rio
de
Janeiro.
Foram
 trabalhadas
histórias
e
manifestações
populares
do
Brasil:
capoeira,
samba,
frevo
e
jongo.
Este
último
 teve
pouca
aceitação,
sofrendo
preconceito
pela
maioria
dos
funcionários
da
instituição.
Afirmavam
que
 praticava‐se
macumba
com
as
crianças.
A
rejeição
do
jongo
compõe
o
primeiro
momento
da
reflexão,
 onde
 será
 analisado
 o
 por
 quê
 desta
 reação
 negativa.
 Para
 isso,
 discuto
 ideias
 como
 racismo,
 preconceito,
discriminação
racial
com
o
auxílio
de
Nilma
Gomes
e
Kabenguele
Munanga
(2006).
Após
o
 acontecido,
uma
professora
evangélica
chega
à
creche
e
práticas
cristãs
são
realizadas
com
funcionários
 e
 crianças.
 A
 postura
 da
 professora
 foi
 aceita.
 Foi
 alegado,
 por
 alguns
 funcionários,
 que
 as
 crianças
 precisam
 desta
 atenção
 religiosa,
 dado
 ao
 contexto
 social
 crítico
 que
 vivem.
 A
 entrada
 da
 professora,
 marca
o
segundo
momento
da
minha
reflexão.
Diante
disso,
questiona‐se:
por
que
um
trabalho
cultural
 realizado
através
do
jongo,
com
o
apoio
de
documentos
legais,
que
incentivam
a
valorização
da
cultura
 afro‐brasileira
 foi
 negado
 e
 perseguido;
 e
 quando
 alguém
 possuí
 uma
 postura
 vetada
 por
 dispositivos
 legais,
 como
 esta
 professora,
 foi
 aceita
 e
 legitimada
 pela
 maioria?
 Atitudes
 que
 revelam
 o
 passado
 histórico
 do
 país?
 Um
 currículo
 (oculto)
 que
 favorece
 atitudes
 como
 estas,
 em
 espaços
 educativos
 públicos
 e
 “laicos”?
 Assim,
 discutem‐se
 possibilidades
 que
 os
 estudos
 de
 folclore
 e
 cultura
 popular
 na
 educação
 viabilizam
 um
 caminho
 para
 os
 debates
 em
 torno
 da
 diversidade
 cultural,
 frente
 a
 um
 histórico
 de
 repressão
 e
 ocultação
 das
 camadas
 populares.
 Como
 referencial
 teórico,
 Michael
 Apple
 (1995)
traça
considerações
relevantes
sobre
o
currículo
escolar,
problematizando
o
conhecimento
e
as
 relações
sociais
que
perpassam
o
mesmo.


 
 Palavras‐chave:
jongo,
preconceito,
educação,
diversidade
cultural.



 FROEBEL
PARA
FILHOS
DE
ESCRAVOS
E
LIBERTOS:
PROJETO
DE
UMA
CRECHE
ABOLICIONISTA
 EM
NITERÓI


 Heloísa
de
Oliveira
Santos
Villela

 Josefina
de
Oliveira
Bastos
Carneiro
‐
Estudante
de
Graduação/UFF
 


207


Este
 estudo
 parte
 do
 conceito
 de
 circularidade
 dos
 modelos
 pedagógicos
 para
 analisar
 uma
 proposta
 inédita
 de
 abertura
 de
 creche
 nos
 moldes
 froebelianos
 por
 um
 grupo
 de
 abolicionistas
 da
 cidade
 de
 Niterói,
 na
 década
 de
 1880.
 Contesta
 a
 ideia
 de
 que
 até
 o
 século
 XX
 não
 possuíamos
 experiências
 educativas
 nacionais
 adaptadas
 a
 nossa
 realidade.
 Portanto
 partimos
 de
 um
 referencial
 da
 História
 Cultural
admitindo
que
há
na
verdade
uma
circularidade
cultural
entre
países
que
estabelecem
trocas,
 colocando
novas
práticas
que
não
podem
ser
reconhecidas
simplesmente
como
imposições
verticais,
ou
 de
países
hegemônicos
sobre
países
periféricos.
Durante
o
século
XIX,
através
de
Pestalozzi,
o
método
 intuitivo
 foi
 sendo
 implantado
 na
 Europa.Um
 de
 seus
 seguidores,
 Froebel,
 desenvolveu
 uma
 metodologia
e
materiais
específicos
para
crianças
bem
pequenas
num
novo
tipo
de
instituição
que
criou
 na
 Alemanha,
 em
 1837,
 o
 Kindergartem.
 Com
 a
 inclusão
 das
 mulheres
 no
 mercado
 de
 trabalho
 essas
 instituições
 foram
 de
 excelente
 aceitação
 para
 cuidar
 e
 educar
 crianças.
 Na
 França,
 Madame
 Pape
 Carpentier
na
década
de
1870,
cria
a
primeira
instituição
nesses
moldes.
Na
escola
Normal
de
Niterói
,
 nessa
mesma
década,
aprendia‐se
a
trabalhar
com
o
método
de
“lição
de
coisas”
que
ficaria
restrito
ao
 plano
teórico
A
primeira
referência
a
uma
creche
viria
por
meio
do
grupo
abolicionista
Club
dos
Libertos
 que
mantinha
uma
escola
em
S.
Domingos
para
 escravos
e
libertos.
No
ano
de
1882,
o
grupo
liderado
 por
 João
 Clapp
 convidou
 Dr.
 Domingos
 de
 Almeida
 para
 proferir
 conferências
 sobre
 o
 método
 de
 Froebel,
 visando
 a
 implantação
 de
 uma
 creche
 .
 Talvez
 tenha
 sido
 a
 primeira
 tentativa
 de
 criação
 de
 uma
 creche
 utilizando
 a
 metodologia
 froebeliana
 que
 não
 ocorreu
 por
 imposição
 de
 um
 modelo
 exógeno
 mas
 por
 escolha,
 dentre
 várias
 experiências,
 daquela
 que
 mais
 se
 adequava
 aos
 ideais
 abolicionistas
 de
 uma
 educação
 de
 crianças
 negras,
 futuros
 cidadãos,
 para
 um
 novo
 estatuto
 de
 liberdade.


 
 Palavras‐chave:
método
intuitivo,
creche,
Froebel,
movimento
abolicionista,
século
XIX.


Diony
Maria
Oliveira
Soares

 
 Este
 trabalho
 reflete
 sobre
 possibilidades
 de
 abordagens
 curriculares,
 tendo
 em
 vista
 o
 ensino
 das
 histórias
e
culturas
africanas
e
afro‐brasileiras.
Partindo
do
entendimento
de
que
o
primeiro
movimento
 necessário
 para
 enfrentar
 uma
 questão
 é
 o
 reconhecimento
 da
 sua
 existência,
 a
 ideia
 é
 focalizar
 estereótipos
que,
presentes
no
cotidiano,
interferem
negativamente
nos
processos
de
identificação
das
 pessoas
 negras.
 Para
 tal
 exercício,
 elegemos
 a
 problematização
 de
 algumas
 imagens
 publicitárias
 apresentadas
 por
 veículos
 da
 mídia
 hegemônica.
 Nestas
 imagens,
 estereótipos
 estão
 naturalizados.
 O
 objetivo
 da
 reflexão
 é
 interferir
 nos
 contornos
 que
 (ainda)
 caracterizam
 o
 debate
 sobre
 as
 relações
 raciais
no
Brasil,
tendo
em
mente
 ferramentas
para
o
enfrentamento
da
desigualdade,
em
especial
no
 campo
cognitivo.
O
referencial
privilegia
estudos
de
Alberto
Manguel
sobre
a
imagem;
análises
de
Homi
 Bhabha
sobre
estereótipos;
sugestões
de
Tomaz
Tadeu
da
Silva
em
relação
ao
currículo;
propostas
de
 Boaventura
de
Souza
Santos.


 
 Palavras‐chave:
população
negra,
imagens
midiáticas,
estereótipo
injustiça
cognitiva.





 IMAGENS,
POPULAÇÃO
NEGRA,
EDUCAÇÃO:
REFLEXÕES
SOBRE
ABORDAGENS
CURRICULARES
 
 Renata
Aquino
da
Silva
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
Faetec



 INVESTIGAÇÃO‐FORMAÇÃO:
CO‐CONSTRUINDO
CAMINHOS
PARA
A
IMPLEMENTAÇÃO
DA
LEI
 10.639/03


 Regina
de
Fatima
de
Jesus
‐
Professor(a)
do
Ensino
Superior/
UERJ‐FFP
 
 O
presente
trabalho
apresenta
movimentos
da
pesquisa
“Compartilhando
experiências
–
possibilidades
 para
 a
 implementação
 da
 10.639/03
 nas
 escolas
 públicas
 gonçalenses”
 (2011
 –
 2013),
 que
 conta
 com
 bolsas
 Pibic/UERJ
 e
 apoio
 à
 pesquisa/Faperj.
 Nosso
 principal
 procedimento
 metodológico
 desta
 pesquisa‐ação
(ANDALOUSSI,
2004)
são
as
oficinas
pedagógicas
em
que
professores/as
da
rede
pública
 de
 ensino
 do
 município
 de
 São
 Gonçalo
 compartilham
 suas
 memórias,
 suas
 histórias
 e
 são
 convidados/as
 por
 meio
 de
 uma
 dinâmica,
 sempre
 diferenciada
 e
 tendo
 por
 base
 os
 “valores
 civilizatórios
 afro‐brasileiros”
 (TRINDADE,
 2005),
 a
 buscarem
 alternativas
 para
 a
 implementação
 da
 lei
 10.639/03
 em
 seus
 cotidianos
 escolares.
 Muitos/as
 participantes
 já
 vem
 desenvolvendo
 “micro‐ações


208


afirmativas
 cotidianas”
 instigados/as
 por
 suas
 próprias
 histórias
 de
 vida
 e
 pelo
 cotidiano
 escolar,
 marcado
 pelo
 racismo.
 As
 micro‐ações
 afirmativas
 são
 práticas
 pedagógicas
 de
 caráter
 antirracista
 desenvolvidas
no
cotidiano
escolar,
a
priori,
sem
a
obrigatoriedade
da
lei,
mas
pelo
comprometimento
 dos/as
 professores/as
 com
 o
 oferecimento
 de
 referenciais
 afirmativos
 aos
 sujeitos
 cotidianos.
 As
 oficinas
 consistem
 num
 espaço‐tempo
 de
 “investigação‐formação”
 (JOSSO,
 2004),
 em
 que
 histórias
 e
 memórias
vem
à
tona
e
possibilitam
a
co‐construção
coletiva
e
solidária
de
conhecimentos
que
possam
 subsidiar
o
trabalho
com
a
lei
10.639/03.
A
pesquisa
aqui
compartilhada
se
caracteriza
pela
articulação
 entre
 pesquisa‐ensino‐extensão
 pela
 compreensão
 das
 possibilidades
 emancipatórias
 (SANTOS,
 2010)
 deste
diálogo
para
a
formação
docente
e
construção
de
relações
cotidianas
em
que
a
experiência
seja
 tomada
como
importante
forma
de
ensinar‐aprender,
tal
qual
nos
ensina
a
tradição
oral
africana
(BÂ,
 1982).


 
 Palavras‐chave:
 lei
 10.639/03,
 investigação‐formação,
 educação
 antirracista,
 práticas
 pedagógicas
 afirmativas.




Neuza
Maria
Sant'
Anna
de
Oliveira
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UFRRJ
 

 Este
 trabalho
 tem
 como
 perspectiva
 realizar
 um
 estudo
 preliminar
 à
 nossa
 pesquisa
 de
 mestrado
 que
 tratará
sobre
a
história
de
vida
de
algumas
mulheres.
Nele
buscamos
levantar
fontes
bibliográficas
que
 possa
nos
ajudar
a
traçar
os
caminhos
pelos
quais
passam/passaram
os
intelectuais
negros
da
periferia
 da
 Baixada
 Fluminense.
 Em
 especial
 buscamos
 traçar
 o
 percurso
 escolar
 de
 mulheres
 negras
 cuja
 peculiaridade
é
a
de
serem
as
primeiras
de
suas
famílias
que,
como
eu,
chegaram
à
pós‐graduação
de
 uma
universidade
pública.
Tal
estudo
se
mostrará
relevante
na
medida
em
que
sabemos
o
quão
difícil
 tem
sido
para
nós
romper
com
as
barreiras
do
racismo,
dos
preconceitos
de
raça,
classe
e
gênero.
Coisas
 essas
tão
presentes
e
evidentes
nas
práticas
curriculares.
Práticas
essas
que
não
raro
tem
privilegiado
a
 cultura
 do
 homem
 branco
 cristão
 e
 europeu.
 Praticas
 que
 tem
 feito
 ou
 nos
 visto
 como
 o
 resto
 da
 história,
 como
 mão‐de‐obra
 barata
 e
 sem
 qualificação
 alguma.
 Todavia,
 como
 nos
 diria
 Certeau
 nem
 toda
opressão
é
total
e,
tampouco,
absoluta,
pois,
nem
sempre
os
vencidos
sucumbem
à
sanha
de
seus
 opressores:
conseguem
mudar
o
destino.
Deste
modo
buscamos
verificar
que
estratégias
e
astúcias
as
 mulheres
negras
(intelectuais
em
formação)
tem
encontrado
para
romperem
com
um
“destino”
que
já
 se
encontra
traçado
mesmo
antes
delas
nascerem.
Destinos
que
ousaram
romper,
dando
início
a
algo
 novo
e
não
previsto
pela
história
milenar
que
as
mantinha/matem
presas
ao
ciclo
de
violência
material,
 espiritual
e
simbólica.


 
 Palavras‐chave:
mulheres
negras,
racismo,
narrativas.



 INTELECTUAIS
NEGRAS:
A
SUPERAÇÃO
DO
RACISMO
POR
MEIO
DA
EDUCAÇÃO
 



 O
 presente
 trabalho
 faz
 parte
 de
 um
 desdobramento
 da
 pesquisa
 “Compartilhando
 experiências
 –
 possibilidades
 para
 a
 implementação
 da
 Lei
 10.639/03
 nas
 escolas
 públicas
 gonçalenses”,
 iniciada
 em
 agosto
 de
 2011.
 Uma
 pesquisa
 que
 busca
 articular
 experiências
 cotidianas
 de
 professores/as
 da
 rede
 pública
 gonçalenses,
 através
 de
 Oficinas
 Pedagógicas,
 realizadas
 na
 FFP
–
 UERJ.
 A
 proposta
 é
 articular
 prática‐teoria‐prática
a
partir
das
narrativas
orais
de
experiências
colocadas
em
diálogo
com
as
micro‐ ações
afirmativas
(Jesus,
2004),
momentos
em
que
compartilham
de
suas
memórias
de
vida
e
formação
 docente,
dos
desafios
e
possibilidades
para
uma
educação
 antirracista.
A
concepção
de
experiência,
tal
 qual
é
compreendida
pela
tradição
oral
africana:
como
um
dos
seus
fundamentos,
como
um
dos
seus
 princípios,
como
forma
de
ensinar‐aprender
no
contexto
da
vida
em
comunidade
(Bâ,
1982,
2003),
tem
 sido
 alimentada
 nos
 cotidianos
 escolares
 de
 pesquisa
 e
 docência,
 pois
 este
 micro‐espaço
 nos
 parece
 fértil
no
compartilhar
de
saberes
e
na
co‐construção
solidária
de
conhecimentos
emancipatórios.
Neste
 sentido,
 o
 trabalho
 com
 as
 narrativas
 orais
 é
 fundamental
 pela
 valorização
 da
 palavra
 dos
 sujeitos
 cotidianos.
 Com
 a
 linha
 de
 investigação‐formação
 (Josso,
 2004)
 podemos
 estimular
 que
 as
 histórias



 MEMÓRIAS
DE
VIDA
E
FORMAÇÃO
DOCENTE
EM
OFICINA
PEDAGÓGICA‐
POSSIBILDADES
PARA
 UMA
EDUCAÇÃO
ANTIRRACISTA
 
 Cinthia
de
Oliveira
da
Silva
‐
Estudante
de
Graduação/
UERJ‐FFP


209


anônimas,
 as
 memórias,
 as
 experiências
 da
 prática
 pedagógica
 fertilizem
 novas
 ações,
 favorecendo
 a
 reflexão
 sobre
 as
 experiências
 compartilhadas.
 Assim,
 as
 Oficinas
 Pedagógicas
 se
 constituem
 no
 procedimento
metodológico
preferencial
a
fim
de
possibilitarmos
a
co‐construção
coletiva
e
solidária
de
 conhecimentos
que
possam
subsidiar
o
trabalho
com
a
Lei
10.639/03.
Para
tanto,
damos
ênfase
neste
 trabalho
 aos
 momentos
 experienciados
 em
 nossa
 terceira
 oficina,
 onde
 memórias,
 histórias
 de
 vida
 e
 formação
docente
criaram
teias
de
saberes
para
uma
educação
sem
racismo.


 
 Palavras‐chave:
memórias,
formação
docente,
oficinas
pedagógicas,
educação
antirracista.





 O
PROGRAMA
CONEXÕES
DE
SABERES
COMO
POLÍTICA
AFIRMATIVA
NO
CONTEXTO
DO
 SEMIÁRIDO
NORDESTINO:
O
CASO
DA
UFERSA
EM
MOSSORÓ/RN


 Marcos
Augusto
de
Castro
Peres
‐
Professor(a)
do
Ensino
Superior/
UESC‐BA
 
 Este
texto
analisa
a
experiência
pioneira
do
Programa
de
Extensão
Conexões
de
Saberes
no
âmbito
da
 Universidade
Federal
Rural
do
Semiárido
(UFERSA),
campus
de
Mossoró/RN,
ao
longo
do
ano
de
2010.
 Como
 fonte,
 foram
 utilizados
 os
 questionários
 preenchidos
 pelos
 estudantes
 no
 processo
 de
 seleção
 para
a
bolsa
do
Programa.
Os
resultados
demonstram
que,
apesar
dos
problemas
inerentes
às
políticas
 de
ação
afirmativa,
o
Programa
Conexões
de
Saberes
tem
sido
importante
para
promover
a
inserção
de
 estudantes
de
origem
popular
nas
universidades
públicas.
Itens
como
raça,
cor,
gênero,
renda
familiar
e
 região
de
origem
(rural/urbana)
ainda
são
determinantes
no
acesso
e
na
permanência
dos
estudantes
 no
ensino
superior
brasileiro,
especialmente
nas
universidades
públicas.
Em
paralelo,
as
peculiaridades
 do
 semiárido
 nordestino
 (área
 tradicionalmente
 marcada
 pela
 miséria
 social),
 atuam
 como
 elementos
 agravantes
da
exclusão,
constituindo
mais
um
desafio
a
ser
enfrentado
pelas
políticas
afirmativas.


 
 Palavras‐chave:
políticas
afirmativas,
exclusão
educacional,
exclusão
social,
semiárido.



Marcelino
Euzebio
Rodrigues
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UFRRJ
 
 A
produção
imagética
dos
artistas
afrodescendentes
são
pouco
valorizadas
pelos
docentes
de
artes
que
 seguem
 priorizando
 um
 ensino
 estético
 de
 origem
 europeia
 utilizando
 em
 suas
 aulas
 a
 produção
 de
 artistas
consagrados
pela
história
da
arte
brasileira
e
mundial
que
pouco
fala
sobre
questões
referentes
 à
formação
étnica
e
racial
do
Brasil
ou
que
desconsideram
a
potencialidade
artística
dos
povos
africanos
 e
 afrodescendentes.
 As
 imagens
 que
 chegam
 à
 escola
 acerca
 do
 negro
 sejam
 pelo
 livro
 didático
 ou
 trazidas
 pelos
 professores,
 ainda
 são
 aquelas
 que
 retratam
 uma
 situação
 estigmatizada
 advinda
 da
 escravidão
 ou
 aquelas
 onde
 artistas
 clássicos
 e
 modernos
 resumem
 a
 figura
 do
 negro
 a
 um
 ser
 exótico
 e
 por
 vezes
 surreal.
 Para
 o
 contexto
 do
 ensino
 da
 Arte
 elas
 são
 importantes
 para
 denunciar
 um
 período
 de
 opressão
 a
 esses
 povos,
porém
em
tempos
da
lei
10.639/03
surge
a
necessidade
de
uma
prática
pedagógica
que
reforce
a
 imagem
 do
 negro
 como
 um
 produtor
 de
 cultura.
 O
 pouco
 ou
 nenhum
 tratamento
 despedido
 pelos
 professores
 sobre
 a
 produção
 artística
 afro‐brasileira
 desvaloriza
 a
 diversidade
 em
 sala
 de
 aula
 e
 legitima
 práticas
 que
 apontam
 a
 desconsideração
 da
 formação
 cultural
 brasileira.
 Essa
 práticas
 comprovam
a
existência
de
uma
formação
ideológica
que
autoriza
a
produção
de
certos
sentidos
e
que
 a
obriga
a
silenciar
outros,
fazendo
com
que
a
população
negra
enraíze
um
sentimento
de
inferioridade
 em
relação
a
outras
culturas.
Neste
contexto,
as
tensões
que
surgem
acerca
da
diversidade,
envolvendo
 o
negro
e
suas
representações
são
silenciadas
por
uma
prática
hegemônica
determinando
a
beleza
e
o
 ideal
estético
como
aqueles
produzidos
pelo
branco
e
pelo
estrangeiro.


 
 Palavras‐chave:
docência,
lei
10.639/03,
imagem,
currículo.


O
SILENCIAMENTO
DA
CULTURA
AFRO‐BRASILEIRA
NAS
AULAS
DE
ARTES
 



 O
SONHO
DE
SER
UMA
PRINCESA
DA
DISNEY:
PROCESSOS
IDENTITÁRIOS
DE
CRIANÇAS
AFRO‐ BRASILEIRAS
NA
EDUCAÇÃO
INFANTIL




 
 Cláudia
Alexandre
Queiroz
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
UERJ


210


O
objetivo
deste
trabalho
é
apresentar
algumas
reflexões
de
uma
pesquisa/intervenção
feita
no
espaço
 escolar.
 Esse
 estudo
 articulou‐se
 basicamente
 com
 as
 pesquisas
 dos
 estudos
 dos
 cotidianos
 e
 com
 os
 estudos
da
recepção
de
imagens
que
teceram
conhecimentos/subjetividades/identidades
sobre
heróis,
 heroínas,
personagens
da
literatura
infantil
e
das
mídias
que
circulam
em
inúmeros
cotidianos
escolares.
 A
preocupação
na
pesquisa
foi
tencionar
uma
lógica
de
modelos
que
hierarquizam
identidades
e
outras
 formas
 de
 descriminação.
 Reconhecer
 processos
 cotidianos,
 sujeitos
 e
 práticas
 que
 contribuam
 para
 outras
formas
de
ver,
sentir,
perceber
e
escrever
o
mundo
que
possam
contribuir
para
o
alargamento
da
 experiência
social.
Experiência
essa
que,
segundo
Santos
(2008),
é
muito
mais
ampla
e
variada
do
que
 possa
conceber
a
cultura
ocidental.
Cultura
essa
que,
mesmo
sendo
uma
parte
e
uma
particularidade,
se
 arroga
como
todo
universal,
quiçá,
única.
Dessa
redução
epistemológica,
estética,
moral
e
cultural
não
 escapam
 as
 nossas
 crianças,
 não
 escapamos
 nós
 adultos.
 Daí
 a
 importância
 de
 se
 refletir
 sobre
 os
 valores
 estéticos,
 morais
 e
 epistemológicos
 encarnados
 nos
 heróis
 e
 heroínas
 “impostos”
 a
 nós,
 por
 força
de
uma
política
cultural
etnocêntrica.
Apresentamos
para
este
artigo
fragmentos
narrativos
e
um
 episódio
na
pesquisa/intervenção
em
uma
turma
de
Educação
Infantil
de
uma
Escola
Pública
Municipal,
 localizada
na
periferia
do
Rio
de
Janeiro.
Crianças
de
4
e
5
anos
que
ao
assistirem
o
filme,
“A
Princesa
e
 o
 Sapo”,
 dão
 pistas
 sobre
 uma
 lógica
 de
 produção
 discursiva
 midiática
 historicamente
 hegemônica,
 “monocultural”.
Reflexões
sobre
o
protagonismo
da
mulher
negra
reduzida
apenas
para
uma
ordem
da
 visibilidade,
o
que
não
contribuiu
neste
contexto
para
desconstrução
de
estereótipos.


 
 Palavras‐chave:
processos
identitários,
afro‐brasileiros,
cotidiano
escolar,
estereótipo.




 PALAVRAVIVA:
NOSSO
PATRIMÔNIO
AFRICANO
E
INDÍGENA
 



Caroline
Nascimento
de
Souza
‐

Estudante
de
Graduação/
UFF
 Andrew
César
Batista
Carneiro
 Maria
das
Graças
Gonçalves

‐
Pesquisador(a)
do
Ensino
Superior/UFF



 O
 projeto
 PALAVRAVIVA:
 nosso
 patrimônio
 africano
 e
 indígena
 traz
 reflexões
 sobre
 as
 relações
 entre
 cultura,
 currículo
 e
 diversidade
 cultural.
 Está
 vinculado
 ao
 Projeto
 “Negros
 e
 Negras
 em
 Movimento”,
 coordenado
 pelos
 professores
 Maria
 das
 Graças
 Gonçalves
 e
 José
 Luiz
 Alves
 Cordeiro,
 tendo
 como
 objeto
de
trabalho
a
pesquisa,
a
docência
no
ensino
superior
e
a
formação
continuada
de
profissionais
 da
educação
em
exercício
para
a
implementação
das
Diretrizes
Curriculares
Nacionais
para
as
Relações
 Étnico‐raciais
 na
 escola
 e
 para
 o
 Ensino
 de
 História
 da
 África
 e
 da
 Cultura
 dos
 africanos
 e
 dos
 afro‐ brasileiros.
Essas
demandas
estão
previstas
na
Lei
de
Diretrizes
e
Bases
da
Educação
Brasileira,
através
 das
Leis
10.639/03
e
11.645/08
que
centralizam
as
questões
sociais,
culturais,
políticas
e
educacionais
 da
população
afro‐brasileira.
Entendendo
que
a
educação
constitui‐se
um
dos
principais
mecanismos
de
 transformação
de
um
povo
e
como
agentes
pedagógicos
compreendemos
ser
nosso
papel
estimular
a
 formação
 de
 valores,
 hábitos
 e
 comportamentos
 que
 respeitem
 as
 diferenças
 e
 as
 características
 próprias
 de
 grupos
 e
 minorias.
 O
 PALAVRAVIVA:
 nosso
 patrimônio
 africano
 e
 indígena
 vem
 suscitar
 a
 importância
da
oralidade
em
nossa
cultura
afro‐brasileira
e
indígena,
como
aquela
que
transcende
e
que
 nos
 liga
 à
 nossa
 ancestralidade.
 Reconhecendo‐a
 como
 um
 dos
 nossos
 valores
 civilizatórios
 mais
 importantes,
neste
evento
a
palavra
recitada,
cantada,
contada,
vivida,
nos
identifica
e
nos
atualiza
em
 experiências
 pessoais,
 através
 da
 partilha
 de
 conhecimentos
 que
 nos
 revelam
 filhos
 das
 memórias
 africanas
e
indígenas.


 
 Palavras‐chave:
oralidade,
negritude,
educação.




 O
 presente
 trabalho
 tem
 como
 objetivo
 analisar
 a
 importância
 dos
 pontos
 cantados
 nas
 práticas
 umbandistas.
A
Umbanda,
assim
como
outras
religiões
de
matriz
africana,
tem
como
prática
a
oralidade
 e
se
utiliza
de
pontos
cantados
como
forma
de
iniciação
ao
culto,
manutenção
da
cultura
e
transmissão
 de
 saberes.
 Nesses
 pontos
 é
 comum
 à
 demonstração
 de
 orgulho
 da
 religiosidade
 e
 a
 reafirmação
 da



 PONTOS
CANTADOS
DE
UMBANDA:
A
PERSPECTIVA
DOS
PRATICANTES
EM
RELAÇÃO
À
 IDENTIDADE
NEGRA
 
 Bárbara
Castanheira
Pires
‐

Estudante
de
Graduação/
UERJ


211


cultura
 negra
 como
 uma
 das
 culturas
 formadoras
 do
 Brasil,
 tais
 fatores
 influenciam
 na
 formação
 da
 identidade
do
sujeito
não
só
como
um
praticante
religioso,
mas
também
em
sua
vida
e
no
orgulho
de
 sua
 negritude.
 A
 metodologia
 utilizada
 para
 a
 realização
 da
 pesquisa
 consiste
 na
 análise
 dos
 pontos
 cantados,
além
de
entrevistas
realizadas
com
um
grupo
de
praticantes
do
culto,
por
meio
das
quais
é
 possível
observar
a
visão
do
grupo
sobre
a
valorização
da
identidade
negra
dentro
dos
terreiros.


 
 Palavras‐chave:
umbanda,
pontos
cantados
,identidade.


 


PRÉ‐UNIVERSITÁRIO
PARA
AFRODESCENDENTES:
UM
ESTUDO
SOBRE
A
TRAJETÓRIA
DE
 ESTUDANTES
NEGRAS
NO
ENSINO
SUPERIOR
NO
SUL
DA
BAHIA



 Maria
Rita
Santos
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UEFS‐BA
 Lívia
Jéssica
Messias
de
Almeida
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/UEFS‐BA



 Neste
 artigo,
 apresentamos
 resultados
 parciais
 sobre
 trajetórias
 de
 mulheres
 negras
 universitárias,
 oriundas
de
escolas
públicas,
que
frequentaram
o
Pré‐universitário
para
Afrodescendentes
‐
PreAfro,
no
 município
de
Itabuna,
sul
da
Bahia,
entre
2006
e
2011.
As
atividades
deste
cursinho
são
realizadas
por
 docentes‐voluntários
 (as),
 em
 sua
 maioria
 estudantes
 dos
 cursos
 de
 licenciatura
 da
 Universidade
 Estadual
 de
 Santa
 Cruz
 (UESC)
 sendo
 alguns
 ex‐alunos
 (as)
 desse
 pré‐universitário.
 No
 período
 assinalado,
foram
aprovados
nos
processos
seletivos
da
UESC
39
estudantes,
sendo
23
mulheres.
Para
 esse
estudo
tomaremos
por
análise
a
trajetória
de
quatro
estudantes,
por
ocuparem,
segundo
o
IBGE,
 os
espaços
de
menor
prestígio
social.
Para
tanto,
inicialmente
foi
realizada
uma
análise
documental
do
 Histórico
 Acadêmico
 com
 o
 objetivo
 de
 perceber
 se
 as
 estudantes
 possuem
 o
 coeficiente
 mínimo
 de
 rendimento
para
aprovação
nas
disciplinas
e
se
estão
correspondendo
ao
tempo
mínimo
exigido
para
o
 término
 do
 curso.
 Nas
 entrevistas
 foram
 contempladas
 as
 seguintes
 categorias
 de
 análise:
 acesso
 ao
 ensino
superior;
participação
em
atividades
extracurriculares
e
dificuldades
enfrentadas.
Nesse
sentido,
 o
 estudo
 começa
 a
 apontar
 que
 as
 dificuldades
 de
 acesso
 impostas
 pelo
 Sistema
 de
 Ensino
 aos
 estudantes
 das
 classes
 populares
 impedem
 e
 retardam
 o
 acesso
 a
 universidade,
 entretanto,
 o
 bom
 desempenho
acadêmico
verificado
contraria
a
ideia
de
que
os
negros
degradam
a
qualidade
do
ensino
 superior.
 Assim,
 vale
 ressaltar
 que
 coleta
 e
 a
 análise
 de
 dados
 estão
 fundamentadas
 em
 autores
 que
 discutem
 políticas
 de
 ações
 afirmativas
 e
 as
 relações
 etnicorraciais
 no
 sistema
 de
 ensino,
 a
 saber:
 Kramer
 et.al
 (
 2007),
 Paixão
 (2006);
 Silvério
 (2003);
 Oliveira
 (2002);
 Silva
 (2004);
 e
 Munanga
 (2003;
 2007).


 
 Palavras‐chave:
mulheres
negras,
periferia,
ensino
superior.
 



 A
auto‐identificação
como
negro/a
é
um
processo
de
construção
social/cultural.
Apresento
a
escuta
de
 uma
professora
em
dois
espaços
de
duas
escolas
públicas:
uma
da
rede
municipal
e
outra
de
um
colégio
 de
aplicação,
ambas
no
Rio
de
Janeiro.
Nas
duas
situações
que
analiso
aqui
‐
uma
com
crianças
de
10‐11
 anos
e
outra
com
adolescentes
de13‐14
anos,
observo
como
crianças
e
adolescentes
identificam‐se,
ou
 não,
com
a
cultura/negra.
Trago
seus
discursos
em
situação
espontâneas
de
interação
e
como
mostram
 seus
processos
de
rejeição
à
filiação
identitária
da
raça
negra,
como
se
esquivam
e
como
argumentam
e
 projetam
 opiniões
 e
 conceitos
 sobre
 o
 negro
 como
 algo
 que
 lhes
 é
 exterior.
 Ouvir
 uma
 criança
 dizer:
 “não
 sou
 negra,
 sou
 índia”,
 quando
 essa
 negação
 contraria
 seu
 fenótipo
 negro;
 ou
 ouvir,
 “preto
 lá
 no
 morro
é
macaco
e
ladrão”
são
apenas
dois
exemplos
dos
sentimentos
de
identificação
(ou
não)
por
que
 passam
 essas
 crianças
 e
 adolescentes,
 como
 veem
 a
 estética
 negra
 e
 o
 lugar
 social
 do
 negro.
 Dialogo
 Bakhtin(1988)
sobre
o
conceito
de
polifonia
e
com
Souza
Santos
(1983)
sobre
o
processo
de
tornar‐se
 negro,
 o
 que
 é,
 muitas
 vezes,
 construído
 de
 modo
 doloroso.
 Como
 negra
 e
 professora,
 identifico‐me
 com
as
dores
dessas
crianças
e
adolescentes
e
pesquiso
e
atuo
em
favor
de
uma
prática
pedagógica
que
 considere
as
diferenças
e
desigualdades
multiculturais
a
que
estamos
expostos.
(cf.
Moita
Lopes,
2002).
 Como
um
recorte
de
pesquisa
em
andamento,
trago
para
este
artigo
o
debate
sobre
a
estética
negra
o


“PRETO
LÁ
NO
MORRO
É
MACACO”:
A
POLIFONIA
HEGEMÔNICA
NO
PROCESSO
DE
 IDENTIFICAÇÃO
RACIAL
DE
CRIANÇAS
E
ADOLESCENTES
 
 
Jonê
Carla
Baião
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
CAp‐UERJ
/
SME‐Rio


212


lugar
social
do
negro
e
o
racismo
velado(cf.
Gomes,
2002).
Ao
final
do
artigo,
aponto
para
uma
educação
 transformadora
 que
 aposta
 na
 sala
 de
 aula
 como
 um
 lugar
 de
 debate
 das
 diferenças,
 de
 modo,
 a
 construirmos
uma
sociedade
mais
igualitária
e
justa.


 
 Palavras‐chave:
identificação
negra,
estética
negra,
preconceito,
escola,
diversidade
cultural.




 Este
trabalho
propõe‐se
a
investigar
como
os
apelidos
recebidos
na
Capoeira
Angola
podem
influenciar
 nos
processos
identitários
do
negro
na
Afrodiáspora,
abordando
a
questão
da
linguagem.
A
pesquisa
em
 que
concebo
a
Capoeira
Angola
enquanto
prática
educativa
transformadora,
capaz
de
colaborar
com
a
 construção
 correlacionado
 com
 a
 noção
 de
 Frantz
 Fanon
 em
 “O
 negro
 e
 a
 linguagem”,
 em
 que
 se
 apresenta
a
'fala',
a
enunciação,
enquanto
condição
da
existência
do
negro
para
o
outro.
Além
do
uso
de
 narrativas
dos
Mestres
de
capoeira
e
crianças
que
possuam,
ou
não,
apelido,
estabelecendo
um
diálogo
 entre
linguagem,
racismo
e
identidade.
Pensando
o
apelido
enquanto
signo
e,
portanto,
resultante
de
 um
 consenso/dissenso
 entre
 indivíduos
 socialmente
 organizados
 no
 decorrer
 de
 um
 processo
 de
 interação
social,
pretendo
analisar
em
quais
condições
essa
prática
acontece:
de
que
modo
esta
prática
 pode
sustentar
as
estruturas
racistas
vigentes
em
nossa
sociedade
e
em
que
medida
ela
pode
contribuir
 com
 a
 superação
 dessas
 estruturas
 discriminatórias,
 colaborando
 com
 a
 construção
 positiva
 da
 identidade
 negra
 através
 da
 linguagem.
 
de
 uma
 nova
 perspectiva
 de
 ensino
 –
 com
 ênfase
 para
 as
 contribuições
 das
 culturas
 de
 matriz
 africana
 para
 o
 Brasil
 ‐
 é
 o
 ponto
 de
 partida
 para
 o
 debate
 em
 questão.
 No
 presente
 trabalho,
 pretendo
 investigar
 os
 desdobramentos
 dos
 processos
 identitários
 da
 Afrodiáspora,
 pensando
 os
 apelidos
 que
 são
 recebidos
 na
 ocasião
 do
 “batismo”
 na
 capoeira,
 mas
 que
 acabam
 manifestando‐se
 nos
 diferentes
 cotidianos.
 Assim,
 proponho
 um
 diálogo
 entre
 educadores
 acerca
 da
 complexidade
 do
 cotidiano
 escolar,
 no
 tocante
 à
 problematização
 de
 práticas
 racistas.
 Utilizarei
 como
 base
 teórica
 a
 concepção
 de
 Mikhail
 Bakhtin
 acerca
 da
 linguagem,
 compreendendo
 a
 'palavra'
enquanto
signo
social
que
reflete
e
refrata
a
realidade
em
transformação
nas
sociedades.

 
 Palavras‐chave:
capoeira
angola,
processos
identitários,
narrativas,
cotidianos.

 



 PROCESSOS
IDENTITÁRIOS
DA
AFRODIÁSPORA:
UMA
ABORDAGEM
SOBRE
O
APELIDO
NA
 CAPOEIRA
ANGOLA
 
 Ludmilla
de
Lima
Almeida
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UERJ


PROFESSORAS
NEGRAS
NO
ENSINO
SUPERIOR
DE
UNIVERSIDADES
PÚBLICAS
DO
RIO
DE
 JANEIRO
E
MINAS
GERAIS
 

Isabel
Cristina
Silva
Machado
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/UERJ
 
 Neste
 texto,
 apresentarei
 algumas
 temáticas
 desenvolvidas
 em
 minha
 pesquisa,
 sobre
 a
 presença
 de
 professoras
negras
no
ensino
superior
a
partir
de
estudos
de
casos
de
pelo
menos
uma
professora
negra
 em
cada
universidade
pública
do
estado
do
Rio
de
Janeiro,
e
uma
professora
do
estado
de
Minas
Gerais,
 com
 o
 objetivo
 de
 perceber
 a
 presença
 destas
 professoras
 neste
 espaço
 marcado
 pelo
 racismo
 estrutural,
o
sexismo
e
o
mito
da
democracia
racial.
Neste
sentido,
este
texto
pretende
caminhar
pelas
 táticas
 que
 muitas
 professoras
 lançaram
 mão
 para
 ocupar
 estes
 locais,
 como
 suas
 histórias
 de
 vida
 influenciaram
 suas
 escolhas
 profissionais
 e
 os
 projetos
 aos
 quais
 dedicam
 ou
 dedicaram
 sua
 vida
 acadêmica.
 Como
 metodologia,
 trabalharei
 com
 narrativas
 através
 de
 conversas,
 gravadas
 em
 vídeos,
 com
as
professoras
escolhidas,
além
de
imagens
como
fotografias
pessoais
e
institucionais
envolvendo
 tais
professoras.
Neste
texto
estarei
indicando
os
caminhos
que
pretendo
percorrer,
os
autores
em
que
 me
apoiarei
e
os
questionamentos
que
levantarei.
Nas
análises
destas
narrativas
e
imagens,
ressalto
que
 não
pretendo
buscar
respostas
fixas
e
finais,
proponho
ao
contrário,
buscar
potencializar
os
processos
e
 os
 caminhos
 que
 escolhi
 percorrer,
 estando
 estes
 a
 todo
 momento
 sendo
 passíveis
 de
 mudanças
 no
 decorrer
 do
 próprio
 processo
 de
 pesquisa.
 Proponho
 um
 recorte
 temporal
 entre
 os
 processos
 que
 envolveram
 sua
 infância
 como
 crianças
 negras
 e
 a
 sua
 vida
 adulta
 com
 as
 escolhas
 que
 as
 levaram
 a
 estarem
nestas
universidades
e
principalmente
como
estas
ocuparam
e
se
envolveram
com
os
debates
 sobre
as
relações
raciais
no
Brasil.
Entre
os
autores
com
os
quais
estarei
dialogando
estão
Homi
Bhabha,


213


Nilma
 Gomes,
 Stuart
 Hall,
 Moema
 Teixeira,
 Kabengele
 Munanga,
 Marcelo
 Paixão,
 Jurema
 Werneck
 entre
outros.


 
 Palavras‐chave:
cotidiano,
relações
raciais,
gênero,
imagem.





 O
presente
projeto
foi
desenvolvido
na
Educação
Infantil
da
Rede
Pública
do
Estado
do
Rio
de
Janeiro
 (2009‐2011).
Apresentou
como
objetivo
geral
desconstruir,
através
da
contação
de
histórias,
a
ideologia
 que
desqualifica
o
processo
de
construção
de
identidade
da
população
negra
e
aprofunda
relações
de
 desigualdades
 etnicorraciais.
 Em
 consonância
 com
 a
 Lei
 Federal
 nº
 10.639/2003,
 que
 alterou
 a
 lei
 9.394/96,
 e
 que
 inclui
 a
 obrigatoriedade
 do
 ensino
 de
 história
 e
 cultura
 afrobrasileiras
 e
 africanas
 no
 currículo
oficial
da
Educação
Básica,
buscamos
desenvolver
atividades
de
forma
lúdica
e
sistematizada
 no
 espaço
 da
 Sala
 de
 Leitura,
 que
 contemplassem
 a
 diversidade
 etnicorracial
 da
 população
 brasileira.
 Nesta
perspectiva,
foram
sendo
incorporados
a
essas
atividades
de
leitura,
outros
recursos
pedagógicos
 que
 ampliaram
 o
 debate
 acerca
 dessa
 temática,
 dentre
 entre
 eles:
 o
 “processo
 de
 cuidar”
 da
 boneca
 Dandara,
 entrevistas
 com
 a
 comunidade
 escolar,
 oficinas
 de
 adereços,
 desfile
 temático,
 oficina
 de
 fotografias
e
confecção
de
mural
com
o
tema
“Gente
Bonita”,
que
expôs
fotografias
e
histórias
de
vidas.
 Sabemos
que
o
continente
africano
foi
o
berço
da
civilização
humana.
Neste
sentido,
torna‐se
urgente
 que
 o
 referido
 conteúdo
 e
 outras
 questões
 relacionadas
 à
 temática
 sejam
 apontados
 no
 cotidiano
 escolar,
rompendo
com
práticas
e
conteúdos
que
reforçam
estigmas
a
partir
da
condição
etnicorracial
e
 elegem
o
modelo
de
beleza
europeu
como
padrão.


 
 Palavras‐chave:
educação
infantil,
identidade,
diversidade,
etnicorracial.


 



 PROJETO
GENTE
BONITA:
A
LITERATURA
INFANTIL
COMO
INSTRUMENTO
PEDAGÓGICO
DE
 VALORIZAÇÃO
DA
DIVERSIDADE
ETNICORRACIAL
 
 Andréa
de
Andrade
Lopes
‐

Professor(a)
de
Educação
Básica/
FAETEC


QUESTÕES
ÉTNICAS
DENTRO
DO
MEIO
ESCOLAR

Juliana
dos
Santos
Meyniel
‐
Estudante
de
Graduação/
UERJ
 

 O
presente
trabalho
tem
como
objetivo,
analisar
a
partir
de
uma
perspectiva
encontrada
em
uma
escola
 do
 município
 do
 Rio
 de
 Janeiro,
 chamada
 Dom
 João
 VI,
 onde
 faço
 estágio,
 a
 questão
 do
 preconceito
 existente
entre
os
próprios
alunos.
A
partir
dessa
situação,
a
professora
dessa
escola
de
sala
de
leitura,
 resolveu
realizar
um
projeto
denominado
"ser
diferente
é
normal",
onde
ela
aborda
as
questões
étnicas
 e
 seus
 preconceitos,
 fazendo
 com
 que
 os
 alunos
 respeitem
 as
 suas
 diversidades.
 Sendo
 assim
 esse
 projeto
 tenta
 minimizar
 um
 pouco
 o
 preconceito
 dentro
 do
 ambiente
 escolar,
 pois
 é
 a
 partir
 de
 pequenas
contribuições
como
este
projeto
que
poderemos
desconstruir
o
preconceito
vigente
na
nossa
 sociedade.


 
 Palavras‐chave:
preconceito,
diversidades,
etnicidade,
diferente.




Andrea
Rosana
Fetzner


 
 Este
 trabalho,
 financiado
 pela
 CAPES/PIBID,
 e
 desenvolvido
 desde
 2010,
 apresenta
 reflexões
 sobre
 os
 limites
e
possibilidades
do
trabalho
com
as
relações
raciais
no
cotidiano
escolar,
resultantes
por
meio
do
 trabalho
com
a
formação
na
docência
de
forma
integrada
às
práticas
de
pesquisa.
Os
licenciandos,
os
 professores
 supervisores
 e
 os
 coordenadores
 desenvolvem
 pesquisas,
 em
 grupos
 de
 discussão,
 que
 debatem
 questões
 que
 se
 apresentam
 como
 desafios
 para
 o
 exercício
 da
 docência.
 No
 período
 de
 desenvolvimento
do
trabalho,
nos
propusemos
a
pensar
criticamente
a
visão
da
escola
no
que
se
refere
 às
 relações
 raciais
 no
 cotidiano
 escolar.
 Nesse
 sentido,
 doze
 bolsistas
 do
 Projeto
 da
 área
 de
 Ensino
 Fundamental
foram
provocados
para
o
trabalho
com
a
temática,
com
o
objetivo
de
trazer
para
o
debate



 RELAÇÕES
RACIAIS
NO
COTIDIANO
ESCOLAR:
POSSIBILIDADES
DA
INICAÇÃO
À
DOCÊNCIA
 
 Maria
Elena
Viana
Souza
‐
Professor(a)
do
Ensino
Superior/
UNIRIO


214


alguns
desafios
que
estão
postos
para
os
professores
no
que
se
refere
a
essas
relações
e
propor
algumas
 possibilidades
de
ação.
Este
artigo
descreve
essas
possibilidades
que
foram
surgindo
durante
os
debates
 e
 analisa
 tais
 descrições
 com
 o
 conceito
 de
 interculturalidade
 que
 nos
 possibilita
 pensar
 os
 conhecimentos
escolares
como
suspeitos
de
servirem
a
interesses
específicos.
Percebe‐se
que,
além
da
 necessária
atenção
aos
currículos
dos
cursos
de
formação
de
professores,
é
preciso
se
preocupar
com
a
 formação
dos
futuros
professores
que
já
estão
vivenciando
o
magistério
como
bolsistas
de
um
programa
 que
tem
como
um
de
seus
objetivos
contribuir
com
a
qualificação
da
formação
oferecida
aos
alunos
de
 licenciatura,
aproximando
esta
formação
dos
problemas
práticos
encontrados
na
escola.


 
 Palavras‐chave:
relações
raciais,
formação
de
professores,
interculturalidade,
saberes.



 RELAÇÕES
ÉTNO‐RACIAIS
E
FORMAÇÃO
DE
PROFESSORES


 O
 presente
 texto
 apresenta
 a
 pesquisa
 realizada
 para
 a
 monografia
 de
 conclusão
 do
 curso
 de
 pós‐
 graduação
Lato
Sensu
em
Diversidade
Cultural
e
Interculturalidades:
Matrizes
Indígenas
e
Africanas
na
 Educação
 Brasileira
 realizado
 pelo
 Programa
 de
 Educação
 sobre
 o
 Negro
 na
 Sociedade
 Brasileira
 (PENESB
 –
 UFF)
 no
 Instituto
 de
 Educação
 da
 UFF
 em
 Angra
 dos
 Reis
 A
 educação
 constitui
 um
 campo
 fundamental
 para
 a
 implementação
 de
 políticas
públicas
 que
visem
 a
 descontinuidade
 do
 preconceito
 presente
 em
 nossa
 sociedade.
 O
 docente
 exerce
 um
 protagonismo
 inegável
 nessa
 questão
 e
 sua
 formação
é
fundamental
para
entendermos
as
mediações
realizadas
por
ele
na
escola,
ao
trabalhar
as
 questões
étnicorraciais
quando
estas
emergem
em
seu
cotidiano.
Nesse
sentido,
cabe‐nos
questionar:
 como
a
formação
docente
contempla
tais
questões
sendo
que,
para
efeito
da
pesquisa,
entendemos
por
 formação
 não
 só
 os
 cursos
 de
 graduação
 e
 os
 projetos
 de
 formação
 continuada
 (planejados
 e
 executados
a
revelia
das
opiniões
dos
docentes),
como
também
os
espaços
sociais
frequentados
pelos
 professores
 (família,
 igreja,
 etc.).
 Para
 empreender
 a
 investigação,
 nos
 concentramos
 no
 universo
 de
 alunos
 do
 curso
 de
 pós
 graduação
 anteriormente
 citado.
 Curso
 que
 teve
 como
 objetivo
 formar
 profissionais
 da
 educação
 para
 a
 promoção
 de
 práticas
 multiculturais
 que
 fomentassem
 nas
 escolas
 projetos
políticos
pedagógicos
orientados
a
promoção
da
igualdade
racial.
Nosso
recorte
passou
então
a
 ser
como
o
curso
repercutiu
nas
práticas
de
seus
cursistas,
trabalhando‐o
a
partir
dos
pressupostos
da
 análise
 qualitativa,
 mais
 adequada
 a
 complexidade
 do
 tema
 ora
 proposto.
 Para
 o
 presente
 estudo,
 optamos
 pelo
 diálogo
 com
 duas
 cursistas:
 Rose
 Linhares,
 professora
 dos
 Anos
 Iniciais
 e
 Elaine
 Eucário
 que
leciona
artes
no
ensino
médio,
escolhas
estas
fundamentadas
pela
necessidade
de
obter,
dentro
de
 um
recorte
limitado,
a
maior
diversidade
possível
de
práticas
docentes,
nos
permitindo
uma
visão
mais
 variada
da
questão
proposta.


 
 Palavras‐chave:
currículo,
diversidade,
racismo,
formação
docente.
 Danielle
Tudes
Pereira
Silva
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Lato
Sensu/
UFF



 RELAÇÕES
ÉTNICO‐RACIAIS
NA
ESCOLA:
REFLEXÕES
SOBRE
A
HISTÓRIA
E
CULTURA
AFRO‐ BRASILEIRA
E
O
CURRÍCULO
ESCOLAR


 Luciana
Santiago
da
Silva
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
UERJ‐FFP/IFRJ
 
 Algumas
pesquisas
vêm
mostrando
que
a
temática
das
relações
étnico‐raciais
não
tem
sido,
por
vezes,
 contemplada
no
âmbito
escolar,
principalmente,
nos
anos
iniciais
do
Ensino
Fundamental.
Compreendo
 que
 o
 currículo
 escolar
 na
 sociedade
 brasileira
 deve
 abranger
 as
 culturas
 e
 as
 histórias
 dos
 diferentes
 povos
que
a
constitui.
Entretanto,
por
vezes,
o
currículo
escolar
vem
priorizando
a
cultura
e
a
história
de
 um
determinado
grupo
em
detrimento
de
outros
invisibilizando
por
meio
da
omissão,
da
exclusão
e
do
 silenciamento
a
cultura
e
a
história
afro‐brasileira.
Dessa
maneira,
este
trabalho
tem
por
objetivo
trazer
 ao
 diálogo
 reflexões
 sobre
 as
 relações
 de
 poder
 existentes
 entre
 as
 práticas
 pedagógicas
 e
 as
 perspectivas
de
currículo
no
que
diz
respeito
às
relações
étnico‐raciais
na
escola.
Nesse
sentido,
tem
por
 principais
referenciais
teóricos:
Munanga
(2006),
Gomes
(2006)
e
Silva
(1999).
Entendo
que
ao
trazer
ao
 diálogo
 as
 relações
 de
 poder
 que,
 por
 vezes,
 impedem
 uma
 perspectiva
 de
 currículo
 mais
 dinâmica
 e
 complexa
 que
 abarquem
 as
 relações
 étnico‐raciais
 estaremos
 refletindo
 sobre
 possibilidades
 de
 uma
 mudança
de
mentalidade
na
sociedade
brasileira
por
meio
de
perspectivas
educacionais
e
culturais
que


215


oportunize
 às/aos
 educandos/as
 afrodescendentes
 compreenderem
 que
 o
 seu
 passado
 não
 é
 meramente
constituído
por
uma
condição
de
ascendência
escrava,
mas
de
uma
ancestralidade
africana.
 

 Palavras‐chave:
relações
étnico‐raciais,
identidade,
currículo,
cotidiano
escolar.


SER
NEGRO(A):
REPENSANDO
O
CURRÍCULO
PARA
A
CONSTRUÇÃO
IDENTITÁRIA
NEGRA
NA
 EDUCAÇÃO
INFANTIL



 Bárbara
Maria
Mourão
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Lato
Sensu/
IFRJ
 
 O
presente
trabalho
busca
refletir
sobre
os
desafios
e
possibilidades
enfrentadas
pelos
profissionais
de
 educação
para
a
elaboração
de
um
currículo
que
reverbere
em
práticas
cotidianas
que
favoreçam
uma
 educação
 que
 valorize
 e
 reconheça
 a
 diversidade
 etnicorracial.
 E
 nessa
 perspectiva,
 beneficie
 o
 entendimento
 e
 enfrentamento
 dos
 estereótipos,
 preconceitos,
 discriminação
 e
 racismo
 a
 partir
 da
 primeira
 etapa
 da
 educação
 básica,
 a
 Educação
 Infantil.
 A
 escola,
 percebida
 como
 espaço
 discursivo
 e
 propício
 na
 formação
 de
 identidades
 necessita
 integrar
 em
 suas
 propostas
 curriculares,
 práticas
 que
 ampliem
as
possibilidades
democráticas
e
inclusivas,
possibilitando
que
a
criança
negra
se
perceba
com
 sujeito
 ativo
 e
 participante
 da
 sociedade
 em
 que
 está
 inserida.
 Mesmo
 após
 a
 implementação
 da
 lei
 10.639/2003
que
estabelece
a
obrigatoriedade
do
ensino
da
História
e
Cultura
Afro‐brasileira
e
Africana
 nos
 currículos
 escolares
 e
 da
 aprovação
 da
 lei
 Diretrizes
 Curriculares
 Nacionais
 para
 a
 Educação
 das
 Relações
Raciais
e
para
o
Ensino
da
História
e
da
Cultura
Afro‐brasileira
e
Africana,
ainda
percebemos
a
 distância
sobre
o
que
está
estabelecido
na
lei
e
o
fazer
cotidiano
nas
escolas
públicas.
O
currículo
ainda
 é
pensado
a
partir
da
lógica
cultural
e
social
das
classes
hegemônicas
(LOPES,
2004;
SILVA,
2004).
Nesse
 sentido,
 recorro
 à
 discussão
 levantada
 pela
 teoria
 multiculturalista
 crítica
 (SILVA,
 2004,
 CANEN,
 2006)
 que
 faz
 lembrar
 que
 o
 currículo
 expressa
 relações
 de
 poder
 e,
 dessa
 maneira,
 faz‐se
 necessário
 problematizá‐lo
considerando
a
identidade
etnicorracial
dos
grupos
presentes
na
escola.
Assim,
a
partir
 desses
 estudos
 propõe‐se
 refletir
 sobre
 o
 processo
 de
 construção
 identitária
 da
 criança
 negra
 (MUNANGA,
 2009;
 SOUZA,
 1983;
 ROCHA,
 2009)
 em
 conjunto
 com
 as
 propostas
 curriculares
 para
 educação
infantil.


 
 Palavras‐chave:
currículo,
identidade,
relações
etnicorraciais,
educação
infantil.



A FORMAÇÃO DE PROFESSORES

A
CIBERCULTURA
E
OS
DESAFIOS
PARA
A
EDUCAÇÃO
CONTEMPORÂNEA
 


 Andréia
Cristina
Attanazio
Silva
‐
Professor(a)
de
Educação
Básica/
UERJ
 


 O
artigo
foi
produzido
no
âmbito
de
uma
pesquisa
que
tem
por
interesse
realizar
um
estudo
de
caso,
em
 uma
 escola
 pública
 da
 cidade
 do
 Rio
 de
 Janeiro,
 sobre
 a
 implementação
 de
 um
 projeto
 da
 Secretaria
 Municipal
 de
 Educação
 que
 fomenta
 o
 uso
 pelos
 professores,
 em
 suas
 práticas
 pedagógicas,
 de
 um
 portal
 online
 elaborado
 com
 atividades
 sobre
 os
 conteúdos
 curriculares
 propostos
 para
 a
 Educação
 Infantil
e
o
Ensino
Fundamental.
Com
isso,
o
texto
tem
por
objetivo
refletir
acerca
do
papel
da
escola
e
 da
 formação
 docente
 diante
 dos
 modos
 contemporâneos
 de
 percepção
 e
 cognição
 dos
 sujeitos
 que
 habitam
 a
 cibercultura.
 A
 fim
 de
 traçar
 algumas
 delimitações
 sobre
 as
 especificidades
 dos
 sujeitos
 imersos
 na
 cultura
 digital,
 trago
 para
 a
 discussão
 contribuições
 das
 teorias
 da
 comunicação,
 representadas,
 principalmente,
 por
 Lucia
 Santaella
 e,
 em
 especial,
 resultados
 de
 uma
 pesquisa
 que
 a
 autora
realizou
sobre
os
mecanismos
cognitivos
e
perceptivos
que
orientam
as
atividades
dos
sujeitos
 no
 ciberespaço,
 entendido
 como
 um
 espaço
 de
 convívio
 dos
 seres
 humanos
 mediado
 pela
 tecnologia.
 Neste
 estudo,
 Santaella
 distingue
 três
 tipos
 de
 leitores:
 o
 leitor
 contemplativo
 ou
 meditativo,
 o
 leitor
 movente
 ou
 fragmentado
 e
 o
 leitor
 imersivo
 ou
 virtual,
 que
 nos
 ajuda
 a
 refletir
 sobre
 algumas
 características
 dos
 educandos
 de
 nossas
 escolas,
 imersos
 na
 cibercultura.
 No
 âmbito
 dessas
 questões,
 cabe
 uma
 reflexão
 acerca
 do
 papel
 da
 instituição
 escolar
 nesse
 contexto
 em
 que
 as
 novas
 práticas
 culturais
provocam
uma
alteração
na
construção
das
subjetividades
dos
sujeitos.
Este
cenário
também
 se
coloca
como
um
desafio
para
as
universidades
pensarem
a
formação
docente,
inicial
e
continuada,


216


sob
novas
bases,
considerando,
a
partir
de
então,
os
novos
eixos
que
norteiam
as
produções
de
sentidos
 das
gerações
nascidas
nas
décadas
posteriores
à
revolução
digital.


 
 Palavras‐chave:
cibercultura,
escola,
novas
subjetividades,
formação
de
professores.





 A
CIRCULARIDADE
DE
SABERES
A
PARTIR
DE
EXPERIÊNCIAS
FORMATIVAS:
UM
ESTUDO
 ETNOGRÁFICO
ENTRE
A
UNIVERSIDADE
E
A
ESCOLA


 Luis
Paulo
Cruz
Borges
‐
Estudante
de
Graduação/UERJ‐FFP
 
 A
 circularidade
 de
 saberes
 entre
 a
 escola
 e
 a
 universidade
 é
 objeto
 de
 estudo
 desse
 trabalho.
 Analisamos,
a
partir
da
ótica
de
onze
professoras,
como
ocorre
a
relação
de
saberes
entre
a
escola
e
a
 universidade,
 através
 dos
 processos
 de
 experiências
 formativas
 dessas
 docentes.
 Utilizamos
 a
 abordagem
etnográfica
de
pesquisa,
através
da
descrição
densa
do
campo
pesquisado,
de
observações
 de
 sala
 de
 aula,
 de
 entrevistas
 semiestruturadas,
 da
 pesquisa
 em
 colaboração
 e
 da
 triangulação
 de
 informações.
 A
 sustentação
 teórica
 ocorre
 principalmente
 pelo
 diálogo
 com
 autores
 como
 Maurice
 Tardif,
 Bernard
 Charlot,
 Menga
 Lüdke,
 Marli
 André,
 Maria
 Luiza
 Süssekind
 e
 Helena
 Fontoura.
 No
 itinerário
 da
 pesquisa
 entrevistamos
 onze
 professoras
 que
 realizaram
 o
 Curso
 Normal,
 cursam
 ou
 cursaram
 Pedagogia
 na
 Universidade
 do
 Estado
 do
 Rio
 de
 Janeiro
 ‐
 UERJ
 (campus
 São
 Gonçalo
 e
 Maracanã)
 com
 experiência
 no
 magistério
 e
 observamos
 uma
 sala
 de
 aula
 de
 uma
 escola
 da
 rede
 municipal
de
ensino
de
São
Gonçalo
durante
seis
meses.
Assim
sendo,
evidenciamos
a
circularidade
de
 saberes
 a
 partir
 de
 experiências
 formativas
 de
 professoras
 em
 articulação
 entre
 a
 universidade
 e
 a
 escola.
 Escolhemos
 como
 eixo
 analítico
 a
 temática
 da
 experiência
 formativa
 que
 se
 dá
 a
 partir
 do
 primeiro
dia
em
sala
de
aula
na
condição
de
professora.
De
acordo
com
as
falas
de
nossas
entrevistadas,
 é
possível
pensar
em
uma
formação
docente
que
esteja
ligada
ao
dia
a
dia
da
escola
de
educação
básica
 e
em
consonância
com
as
proposições
investigativas
da
universidade.
Sendo
assim,
à
guisa
de
conclusão
 desse
 estudo,
 pudemos
 depreender
 que
 a
 circularidade
 de
 saberes
 traz
 uma
 possibilidade
 de
 interlocução
e
de
criação
de
pontes
entre
as
instâncias
formativas,
sendo
o/a
professor/a
da
educação
 básica
um
elo
entre
tais
instituições,
sujeito
no
processo
de
tessitura
de
saberes
que
envolve
o
ato
de
 aprender
a
ensinar.


 
 Palavras‐chave:
circularidade
de
saberes,
formação
docente,
relação
universidade‐escola,
etnografia.





 A
CONSTRUÇÃO
SÓCIO‐HISTÓRICA
DOS
CURRÍCULOS
ACADÊMICOS:
CONTRIBUIÇÕES
DOS
 APORTES
TEÓRICOS
DE
IVOR
GOODSON
E
THOMAS
POPKEWITZ




 
Carla
Vargas
Pedroso
‐
Estudante
de
Pós‐Graduação
Strictu
Sensu/
UFF
 Tatiane
Castro
dos
Santos

 
 O
presente
trabalho,
no
âmbito
do
campo
da
História
do
Currículo,
aborda
algumas
reflexões
acerca
dos
 estudos
 do
 britânico
 Ivor
 Goodson
 (1997,
 2001a,
 2001b)
 e
 do
 norte‐americano
 Thomas
 Popkewitz
 (1994,
1997),
especialmente,
com
relação
às
noções
de
currículo,
reforma
curricular,
história
e
poder.
 Discutem‐se
 os
 aportes
 teóricos
 destes
 autores
 a
 partir
 de
 suas
 contribuições
 para
 duas
 pesquisas
 de
 pós‐graduação,
em
desenvolvimento,
que
investigam
a
formação
docente
em
cursos
de
graduação,
no
 que
se
refere
à
produção
curricular.
A
primeira
tem
por
objetivo
compreender
os
projetos