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As influências da Classificação Internacional de Funcionalidade CIF - no critério de avaliação de concessão do Benefício de Prestação Continuada - BPC um instrumento de inclusão social.

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Vale a leitura desse Artigo da minha amiga Marcia Rejane Rolim, foi apresntado para ela concluir o Curso de Serviço Social. Amiga Parabéns! Sucesso...
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11/04/2012

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Trabalho de Conclusão de Curso – TCC

As influências da Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF) no critério de avaliação de concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC): um instrumento de inclusão social

MÁRCIA REJANE ROLIM MARTINS

Taguatinga – DF Julho de 2012.

MÁRCIA REJANE ROLIM MARTINS

As influências da Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF) no critério de avaliação de concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC): um instrumento de inclusão social

Trabalho de Conclusão de Curso – TCC, apresentado como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Serviço Social, pela Faculdades Unisaber/AD1, sob orientação da Profª. Andreza Ferreira dos Santos.

Taguatinga – DF, Julho de 2012.

DEDICATÓRIA

Dedico este Trabalho de Conclusão de Curso ao Meu marido, Marcone e aos meus filhos, Pedro e Juliane que sempre estiveram ao meu lado me apoiando nos momentos mais difíceis, dedico também à minha mãe, Maria de Fátima que sempre esteve disposta a me ajudar com meus filhos quando precisei, a meu pai, Pedro Serafim, que mesmo distante estava perto em lembrança, obrigado pelo exemplo de pessoa que o senhor sempre foi e será pra mim! Marcone, Pedro, Juliane, Mãe, Pai: vocês são pessoas abençoadas que Deus colocou na minha vida. Dedico toda minha vitória a vocês, que são especiais, pois têm valores inestimáveis! Amo vocês!

AGRADECIMENTOS

Agradeço em primeiro lugar a Deus que iluminou o meu caminho durante esta caminhada. Agradeço também a minhas irmãs: Maria do Socorro; Meire Regina e Mércia Lidiane, que de forma especial e carinhosa me deram força e coragem, me apoiando nos momentos de dificuldades, Quero agradecer aos meus amigos Ancelmo Carlos; Elizabete Alves; Francifilho, que embora não tenham conhecimento disto, iluminaram de maneira especial os meus pensamentos me levando a buscar novo saberes. Um agradecimento especial a minha Orientadora, Professora e Assistente Social Andreza Ferreira dos Santos por todo apoio e discernimento em transferir saberes.

LISTA DE TABELAS e GRÁFICOS

Tabela 1: Quantidade de benefícios concedidos antes e após a implantação da CIF Gráfico 1: Quantidade de benefícios concedidos antes e após a implantação da CIF

SIGLAS E ABREVIATURAS

Sigla APS’s BPC CF CIF CID DF DOU ICIDH INSS LOAS MPS MDS OMS SUAS SUIBE TCC

Significado Agências da Previdência Social Benefício de Prestação Continuada Constituição Federal Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde. Classificação Internacional de Doenças Distrito Federal Diário Oficial da União Classificação Internacional de Deficientes, Incapacidades e Desvantagens Instituto Nacional do Seguro Social Lei Orgânica da Assistência Social Ministério da Previdência Social Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Organização Mundial de Saúde Sistema Único da Assistência Social Sistema Único de Informações de Benefícios Trabalho de Conclusão de Curso

BANCA EXAMINADORA
MÁRCIA REJANE ROLIM MARTINS Taguatinga-DF, 17 de julho de 2012.

Examinadora: Professora Marcia Marta. Faculdades Unisaber/AD1

_____________________________________________________ Assinatura

Examinadora: Esp. Valeria Souza Pereira de Oliveira Souza. Faculdades Unisaber/AD1

_____________________________________________________ Assinatura

Professora-Orientadora: Andreza Ferreira dos Santos. Faculdades Unisaber/AD1

_____________________________________________________ Assinatura

CESSÃO DE DIREITOS

É concedida a Faculdades Unisaber/AD1 permissão para produzir cópias deste trabalho, emprestar ou vender tais cópias somente para propósitos acadêmicos e científicos. Ao autor se reserva outros direitos de publicação e nenhuma parte deste trabalho poderá ser reproduzida sem a sua prévia autorização por escrito.

_____________________________________________________ MÁRCIA REJANE ROLIM MARTINS Taguatinga-DF, 17 de julho de 2012.

As influências da Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF) no critério de avaliação de concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC): um instrumento de inclusão social
Márcia Rejane Rolim Martins1 Andreza Ferreira dos Santos2

RESUMO:
O presente artigo tem como tema o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF). Possui como título: As influências da classificação internacional de funcionalidade no critério de avaliação de concessão do benefício de prestação continuada: um instrumento de inclusão social. A CIF será apresentada como instrumento norteador dos critérios da avaliação para concessão do BPC. Este é um benefício da política de Assistência Social e a sua operacionalização é realizada pelo Instituto Nacional do Seguro Social. Este artigo possui o objetivo de conhecer como a Classificação Internacional de Funcionalidade tem contribuído para um melhor entendimento sobre incapacidade, no que se refere ao Benefício de Prestação Continuada, além de conceituar a política de Seguridade Social, conhecer a Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS - Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993, descrever o Benefício de Prestação Continuada e definir Classificação Internacional de Funcionalidade assim como o seu funcionamento e a operacionalidade pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Palavras-chave: Benefício de Prestação Continuada (BPC), Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF), Avaliação Social e Inclusão Social.

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Aluna de Graduação do Curso de Serviço Social da Faculdade UNISABER – DF. Orientadora e Professora da Faculdades UNISABER/AD1- DF.

ABSTRACT
This article has as its theme the Continuous Cash Benefit - BPC - and the International Classification of Functioning, Disability and Health - ICF. It has the headline: The Influences of the International Classification of Functioning (ICF) in the Assessment Criteria for Granting of Continuous Cash Benefit (BPC): an instrument for social inclusion. ICF will be presented as a guiding instrument of evaluation criteria for the BPC, this is a benefit of Social Policy and its operation is performed by the National Institute of Social Security. With the overall goal of knowledge of how the International Classification of Functioning (ICF) has contributed to a better understanding of disability, in relation to the Continuous Cash Benefit (BPC), and conceptualize the politics of Social Security, Resolution No. conceptualize º 145/2004 of October 15, 2004 - CNAS - National Council of Welfare and the Organic Law of Social Assistance Pensions - Invalidity - Law No. 8742 of December 7, 1993, describe the Continuous Cash Benefit (BPC) and set International Classification of Functioning (ICF) as well as its functioning and operation by the National Institute of Social Security (INSS).

Keywords: Continuous Cash Benefit - BPC, International Classification of Functioning, Disability and Health - ICF, Evaluation and Social Inclusion.

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO .............................................................................................. 10 CAPÍTULO I .................................................................................................. 11 A Seguridade Social como base do Sistema de Proteção Social Brasileiro . 11 CAPÍTULO II ................................................................................................ 14 A Política de Assistência Social Brasileira e o Benefício de Prestação Continuada ..................................................................................................... 14 CAPÍTULO III ............................................................................................... 16 A Utilização da CIF como Instrumento de CONCESSÃO do BPC ............ 16 METODOLOGIA .......................................................................................... 20 RESULTADOS ............................................................................................... 21 CONSIDERAÇÕES FINAIS ......................................................................... 22 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................... 23

INTRODUÇÃO
A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (CF/88) no art. 203 estabelece que a Assistência Social é um direito que independe de contribuição e tem como um dos seus objetos a garantia de renda mínima aos deficientes e idosos que não possuam meios de prover a própria manutenção ou tê-la provida pela família, sendo que esse benefício foi regulamentado posteriormente pela Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) nº 8.742, de dezembro de 1993. Atualmente, a concessão do BPC é precedida de avaliação social e médica pericial, pautada na Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF), que é um sistema de classificação proposto pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Conforme Alvarenga (2008) a CIF constitui-se em um quadro de referência universal para descrever, avaliar e medir a saúde e a incapacidade quer ao nível individual, quer ao nível social. Diferentes dimensões da saúde (biológica, individual e social), segundo Alvarenga (2008), ao serem apreendidas e consideradas na avaliação social e médica permitem uma visão de totalidade, entendendo o fenômeno da incapacidade para a vida independente e trabalho nos seus múltiplos aspectos. Busca-se chegar a uma síntese que ofereça uma visão coerente dessas diferentes dimensões. Nesta perspectiva, de acordo com Alvarenga (2008) o novo modelo de avaliação supera o modelo biomédico, até então presente, nos critérios para concessão do BPC, na avaliação da incapacidade para o trabalho e vida independente, que privilegiava apenas a estrutura afetada. A escolha do tema do presente estudo é relevante devido à conjuntura atual que se encontra a Política de Assistência Social, que é de crescimento e consolidação. Também por ser um tema ainda pouco debatido no cenário acadêmico. O interesse pelo assunto surgiu pelo fato de ser servidora do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)3 há cerca de dezessete anos e ter acompanhado, ainda que de forma distante, as mudanças do modelo de Avaliação do BPC no âmbito da instituição. A utilização da Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF) pelo INSS ainda é pouco debatida e pouco divulgada. Tal desconhecimento compromete a ação do Estado e dificulta a inclusão social de pessoas com perfil de beneficiários de tais direitos. Com esse
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O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi criado através do Decreto 99.350 de 27 de junho de 1990. Está vinculado ao Ministério da Previdência Social (MPS) e uma de suas competências é conceder e manter os benefícios e serviços beneficiários, relacionados à segurança e saúde do trabalhador (SIMÕES, 2008).

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estudo pretende-se iniciar uma reflexão acerca do tema e como seu conhecimento pode incrementar a ação estatal e beneficiar o segurado usuário de Políticas Públicas. O estudo apresentará uma breve reflexão a respeito da CIF no critério de avaliação de concessão do Benefício de Prestação Continuada, considerando o seguinte problema de pesquisa: A utilização do modelo de concessão de Benefício de Prestação Continuada (BPC), com base em critérios da CIF, fornece melhores mecanismos de entendimento sobre incapacidade e consequentemente inclui mais pessoas no recebimento do BPC? A hipótese formulada é que a utilização da CIF pode contribuir para a ampliação do princípio de equidade e para redução das desigualdades sociais dos requerentes do BPC, pois apresenta uma definição ampla do que seja incapacidade, possibilitando ao Assistente Social e o Médico, na avaliação de concessão do Benefício, emitir as suas opiniões sobre o grau de dificuldade do usuário referente aos fatores ambientais, sociais e individuais, considerando a limitação do desempenho de atividades e a restrição da participação social, diferentemente da visão biomédica. O tema proposto é importante no que se refere ao campo das ciências e política sociais e será pesquisado por intermédio de pesquisa documental, descritiva e utilizando a abordagem qualitativa, pois conforme Silva & Menezes (2000) o melhor método para elencar os subsídios teóricos e compreender as informações pesquisadas devidas sua relação dinâmica com a realidade.

CAPÍTULO I A Seguridade Social como base do Sistema de Proteção Social Brasileiro
A Seguridade Social segundo a Constituição da Republica Federativa do Brasil de 1988, art. 194: compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos poderes públicos e da sociedade destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social. Determina então a base do sistema de proteção social da população brasileira: previdência social (consiste em proteção social mediante contribuição); assistência social (política social de apoio gratuito aos necessitados) e saúde (destinada a executar a redução de risco de doenças e acesso a serviços básicos de saúde e saneamento). Segundo Boschetti (2006) a Constituição Federal de 1988 foi um ponto de referência quanto aos princípios das ações públicas. A Seguridade Social brasileira a partir de então
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passou a revelar-se como a responsabilidade do Estado democrático frente às demandas sociais e garantir a proteção social aos cidadãos. Os surgimentos dos sistemas de proteção social no mundo aconteceram como respostas para a chamada questão social4, esta ganha visibilidade no período da revolução industrial, com a pauperização em massa de milhares de trabalhadores, pois o capital só poderia se expandir com o aumento da exploração e da miséria destes. Behring & Boschetti (2008). Dessa maneira, a pobreza não é apenas compreendida como resultado da não distribuição de renda, mas se refere à própria acumulação privada da riqueza socialmente produzida. Portanto, de acordo com Behring & Boschetti (2008) diante das crescentes desigualdades enfrentadas pelos trabalhadores, as políticas sociais nascem de modo intrínseco, ligado às expressões da questão social. No entanto, as políticas sociais apresentar de não apresenta uma data precisa de surgimento, a sua gênese estar relacionada com a efervescência dos movimentos da social democracia e do desenvolvimento dos Estados no final do século XIX. Para Behring & Boschetti (2008) as políticas sociais ganham, no mundo, evidência, à medida que cresce o Welfare State na Europa, aliada a dois fatores principais: a Revolução Industrial e as mobilizações sociais pela conquista de direitos individuais, civis e políticos. Marx problematiza a sociedade capitalista, que permanece em continuas

transformações, pelo surgimento e o amadurecimento das políticas sociais na conjuntura da acumulação capitalista e da luta de classes. Assim, essas políticas surgem das relações contraditórias estabelecidas entre Estado e sociedade civil, que envolveu a luta das classes trabalhadoras no processo de produção e reprodução do capitalismo. Ainda segundo Behring & Boschetti (2008) definem que as políticas sociais e os padrões de proteção social são respostas e formas de enfretamento da questão social engendradas no sistema de exploração do capital sobre o trabalho. Diante deste exposto, no que se refere ao Brasil, para Freitas (2010, p.25)
A Política de Seguridade Social é uma das principais conquistas dos movimentos sociais que atuaram no processo de democratização no Brasil, nos anos 1980, e que culminou na Constituição Cidadã de 1988. É formada pela Saúde, Assistência e Previdência Social e busca constituir a base do sistema de proteção social da população brasileira. Isso porque saúde, condições de sobrevivência para quem não pode vender sua força de trabalho
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Iamamoto (2009, p. 27) define questão como “o conjunto das expressões das desigualdades da sociedade capitalista madura”.

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e proteção social para quem trabalha são condições básica para garantir a reprodução da força de trabalho.

Segundo SIMÕES (2009) o conceito de seguridade social foi instituído, pela Constituição de 1988, em garantia do direito à saúde, à previdência e à assistência Social, considerado fundamental à estabilidade da sociedade democrática. A composição assistência-previdência estabelece uma lógica de acesso aos direitos sociais segundo a inclusão (ou exclusão) dos indivíduos no mundo do trabalho. Assim, aqueles que estão ligados formalmente a um emprego estável e regular (aqueles com carteira ou contrato de trabalho assinados) ou que podem contribuir individualmente com a previdência social têm direito à cobertura dos riscos derivados da perda do emprego e a alguns benefícios sociais. Para BOSCHETTI (2008)
Esse paradigma de proteção social nasceu com a primeira lei da previdência social (Lei Eloy Chaves), em 1923, e era baseado no modelo alemão bismarckiano de caixas privadas de previdência social, o qual assegurava prestações de substituição de renda. Tal política era financiada por um sistema de repartição, a partir principalmente da contribuição dos trabalhadores e empregadores, e organizava-se em um sistema nacional público (INPS e, a partir de 1990, INSS). A previdência social, apesar das profundas modificações ocorridas ao longo dos anos tanto em termos de seu conteúdo quanto em termos de sua extensão, financiamento e organização, só assumiram a forma de seguridade social com a Constituição de 1988.A propósito dos princípios a partir dos quais se edificaram as políticas previdenciária e assistencial no Brasil, é possível afirmar que sempre se estabeleceu uma “relação necessária entre o fato de ocupar um trabalho estável a o fato de beneficia-se de uma proteção legal que protege de insegurança, da pobreza, da doença, da dependência da idade”. (BOSCHETTI, 2008)

Segundo Boschetti (2008) “tais princípios nos permitem compreender por que a assistência social enfrentou tantas dificuldades para ser reconhecida como direito social.”
Historicamente, a ação assistencial não conseguiu ir além do reconhecimento de ação complementar às políticas sociais não reguladas pela lógica da dependência o do enigma, sobretudo a saúde, a previdência e a educação. (BOSCHETTI, 2008)

Foi somente a partir da metade dos anos 80 que a assistência social começou a ser planejada como política pública, sendo incorporada aos planos oficiais e passando a constituir o desenho ainda embrionário do sistema de seguridade social. A passagem do dever moral de ajudar ao dever legal de assistência social percorreu um longo e tortuoso caminho, e só se
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materializou formalmente com a inclusão da assistência social na órbita do direito constitucional a partir de 1988.

CAPÍTULO II A Política de Assistência Social Brasileira e o Benefício de Prestação Continuada
A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (CF/88) no art. 203 estabelece que a assistência social será prestada a quem dela necessitar, independentemente de contribuição à seguridade social, e tem por objetivos:
I - a proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice; II - o amparo às crianças e adolescentes carentes; III - a promoção da integração ao mercado de trabalho; IV - a habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e a promoção de sua integração à vida comunitária; V - a garantia de um salário mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover à própria manutenção ou de tê-la provida por sua família, conforme dispuser a lei.

A inclusão da assistência social no conceito de seguridade, bem como sua regulamentação, é resultado de um processo político conflituoso, em que se opuseram interesses diversos e, muitas vezes, antagônicos. Assim, a tentativa de discernir tanto os diferentes elementos políticos em jogo como as intenções escamoteadas por detrás do posicionamento de diversos sujeitos coletivos foi o que norteou a análise do processo de reconhecimento de seguridade social como um campo de proteção social, com seus significados e paradoxos. A Assistência Social é um direito que independe de contribuição e tem como um dos seus objetos a garantia de renda mínima aos deficientes e idosos que não possuam meios de prover a própria manutenção ou tê-la provida pela família, sendo que esse benefício foi regulamentado posteriormente pela Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) nº 8.742, de dezembro de 1993. O benefício, regulamentado pela Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), n° 8.742, de 7 de dezêmbro de 1993, de caráter assistencial e não contributivo, é destinado à

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pessoa com deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover a própria manutenção e nem tê-la como provê-la por sua família. De acordo com o art. 20 da LOAS 1993:
§ 2o Para efeito de concessão deste benefício, considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas. § 3o Considera-se incapaz de prover a manutenção da pessoa com deficiência ou idosa a família cuja renda mensal‘per capita’seja inferior a 1/4 (um quarto) do salário-mínimo. § 5o A condição de acolhimento em instituições de longa permanência não prejudica o direito do idoso ou da pessoa com deficiência ao benefício de prestação continuada. § 6o A concessão do benefício ficará sujeita à avaliação da deficiência e do grau de impedimento de que trata o § 2o, composta por avaliação médica e avaliação social realizadas por médicos peritos e por assistentes sociais do Instituto Nacional de Seguro Social - INSS. §8o A renda familiar mensal a que se refere o § 3odeverá ser declarada pelo requerente ou seu representante legal, sujeitando-se aos demais procedimentos previstos no regulamento para o deferimento do pedido. §10o Considera-se impedimento de longo prazo, para os fins do § 2o deste artigo, aquele que produza efeitos pelo prazo mínimo de 2 (dois) anos. Art. 21. O benefício de prestação continuada deve ser revisto a cada 2 (dois) anos para avaliação da continuidade das condições que lhe deram origem. § 1º O pagamento do benefício cessa no momento em que forem superadas as condições referidas no caput, ou em caso de morte do beneficiário. § 2º O benefício será cancelado quando se constatar irregularidade na sua concessão ou utilização. § 3o O desenvolvimento das capacidades cognitivas, motoras ou educacionais e a realização de atividades não remuneradas de habilitação e reabilitação, entre outras, não constituem motivo de suspensão ou cessação do benefício da pessoa com deficiência.

A LOAS define o BPC como um benefício de caráter assistencial, não contributivo destina-se às pessoas com deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover a própria manutenção e nem tê-la provida por sua família. A LOAS reconhece a pessoa com deficiência como sendo aquela cuja deficiência a incapacita para a vida independente e para o trabalho. O BPC é integrante do Sistema Único da Assistência Social – SUAS pago pelo Governo Federal, cuja operacionalização do reconhecimento do direito é do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS e assegurado por lei. Para a concessão dos direitos integrantes do sistema de BPC deve-se considerar uma série de situações fáticas e sua adequação às exigências legais abaixo trancritas:
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A renda familiar é calculada considerado o número de pessoas que vivem na mesma casa, isto é, o requerente, cônjuge, companheiro(a), o filho não emancipado de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido, pais, e irmãos não emancipados, menores de 21 anos e inválidos. O enteado e menor tutelado equiparam-se a filho mediante a comprovação de dependência econômica e desde que não possua bens suficientes para o próprio sustento e educação. O benefício assistencial pode ser pago a mais de um membro da família desde que comprovadas todas as condições exigidas. Nesse caso, o valor do benefício concedido anteriormente será incluído no cálculo da renda familiar. O benefício deixará de ser pago quando houver superação das condições que deram origem a concessão do benefício ou pelo falecimento do beneficiário. O benefício assistencial é intransferível e, portanto, não gera pensão aos dependentes.

CAPÍTULO III A Utilização da CIF como Instrumento de CONCESSÃO do BPC
A Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF) representa uma revisão da Classificação Internacional de Deficientes, Incapacidades e Desvantagens (ICIDH) publicada inicialmente pela Organização Mundial da Saúde com caráter experimental em 1980. Esta versão foi desenvolvida após estudos de campo sistemáticos e consultas internacionais nos últimos cinco anos e foi aprovada pela Quinquagésima Quarta Assembleia de Saúde para utilização internacional em 22 de Maio de 2001. Segundo Alvarenga (2008), com a CIF diferentes dimensões da saúde (biológica, individual e social) ao serem apreendidas e consideradas na avaliação social e médica permitem uma visão de totalidade, entendendo o fenômeno da incapacidade para a vida independente e trabalho nos seus múltiplos aspectos. Busca-se chegar a uma síntese que ofereça uma visão coerente dessas diferentes dimensões. Nesta perspectiva, o novo modelo de avaliação supera o modelo biomédico, até então presente na avaliação da incapacidade para o trabalho e vida independente, que privilegia apenas a estrutura afetada. O objetivo geral é proporcionar uma linguagem unificada e padronizada, a CIF pertence a família das classificações internacionais desenvolvidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para aplicação em vários aspectos da saúde.
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A família das classificações da saúde (OMS) proporciona um sistema para a codificação de uma ampla gama de informações sobre saúde (e.g. diagnóstico, funcionalidade e incapacidade, motivos de contacto como os serviços de saúde) e utiliza uma linguagem comum padronizada que permite a comunicação sobre saúde e cuidados com a saúde em todo o mundo, entre várias disciplinas e ciências. Nas classificações internacionais da OMS, os estados de saúde (doenças, perturbações, lesões, etc.) são classificados principalmente na CID-10 (abreviatura da Classificação Internacional de Doenças, Décima Revisão)5 que fornece uma estrutura de base etiológica. A funcionalidade e a incapacidade associadas aos estados de saúde são classificadas na CIF. Portanto, a CID-10 e a CIF são complementos6 e os utilizadores são estimulados a usar em conjunto esses dois membros da família das classificações internacionais da OMS. A CID-10 proporciona um “diagnóstico” de doenças, perturbações ou outras condições de saúde, que é complementado pelas informações adicionais fornecidas pela CIF sobre funcionalidade7. Em conjunto, as informações sobre o diagnostico e sobre a funcionalidade, dão uma imagem mais ampla e mais significativa da saúde das pessoas ou da população, que pode ser utilizada em tomadas de decisão. A família de classificação internacionais da OMS constitui uma ferramenta valiosa para a descrição e a comparação da saúde das populações num contexto internacional. As informações sobre a mortalidade (facultadas pela CID-10) e sobre as consequências na saúde (proporcionadas pela CIF) podem ser combinadas de forma a obter medidas sintéticas da saúde das populações. Isto permite seguir a saúde das populações e a sua distribuição, bem como avaliar a parte atribuída a diferentes causas. A CIF transformou-se, de uma classificação de “componentes da saúde”. Os “componentes da saúde” identificam o que constitui a saúde, enquanto que as “consequências” se referem ao impacto das doenças na condição da saúde da pessoa.

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Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde, Décima Revisão, Vols. 1-3 Genebra, Organização Mundial da Saúde, 1992-1994. 6 É importante também reconhecer a sobreposição entre a CID-10 e a CIF. As duas classificações começam com os sistemas do corpo. Deficiências referem-se às estruturas e funções do corpo que são, em geral, parte do “processo de doença” e portanto, também utilizadas na CID-10. Não obstante, a CID-10 utiliza as deficiências (tais como, sinais e sintomas) como partes de um conjunto que forma uma “doença” ou, algumas vezes, como de contacto com serviços de saúde, enquanto que o sistema da CIF utiliza as deficiências como problemas das funções e estruturas do corpo associados aos estados de saúde. 7 Duas pessoas com a mesma doença podem ter níveis diferentes de funcionamento, e duas pessoas com o mesmo nível de funcionamento não têm necessariamente a mesma condição de saúde. Assim, a utilização conjunta aumenta a qualidade dos dados para fins clínicos. A utilização da CIF não deve substituir os procedimentos normais de diagnóstico. Em outros contextos, a CIF pode ser utilizada sozinha.

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Deste modo a CIF assume uma posição neutra em relação á etiologia de modo que os investigadores podem desenvolver inferências casuais utilizando métodos científicos adequados. De maneira similar, esta abordagem também é diferente de uma abordagem do tipo “determinantes da saúde” ou “fatores de risco”. Para facilitar o estudo dos determinantes ou dos fatores de risco, a CIF inclui uma lista de fatores ambientais que descrevem o contexto em que o individuo vive (CIF - Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, OMS, 2003) No INSS a legislação em vigência antes da CIF era o Decreto 1.744/2007 que regulamentava o Benefício de Prestação Continuada previsto na Constituição Federal a pessoa com deficiência como “aquela incapacitada para a vida independente e para o trabalho em razões de anomalias ou lesões irreversíveis, de natureza hereditária, congênita ou adquirida, que impeçam o desenvolvimento das atividades da vida diária e do trabalho”. Restringindo a definição de deficiência que está escrito na LOAS, que avalia a deficiência como “incapacidade para a vida independente e para o trabalho” . O Decreto 1.744/1995 determina a incapacidade para a vida independente como sinônimo do não desempenho das atividades da vida diária. ( BRASIL, MDS, 2007). De acordo com o Decreto nº 6.214/2007 que instituiu um novo modelo de avaliação da deficiência e do grau de incapacidade das pessoas com deficiência para acesso ao BPC estabelece que a avaliação da deficiência e do grau de incapacidade para o acesso ao benefício, será composta de avaliação social e médica. A avaliação social é realizada pelo assistente social, e é um instrumento técnicooperativo que possibilita ao profissional realizar um estudo e emitir a sua opinião sobre o grau de dificuldade do usuário referente aos fatores ambientais, sociais e individuais, que podem levar ao reconhecimento ou não do direito ao benefício. Simões (2009). Conforme o Art. 16 do Decreto 6.214/2007, a concessão do benefício à pessoa com deficiência ficará sujeita à avaliação da deficiência e do grau de incapacidade, com base nos princípios da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde – CIF, estabelecida pela Resolução da Organização Mundial da Saúde no 54.21, aprovada pela 54ª Assembléia Mundial de Saúde, em 22 de maio de 2001. A avaliação da deficiência e do grau de incapacidade será composta de avaliação médica e social. Considerando as deficiências nas funções e nas estruturas do corpo será feita avaliação médica da deficiência e do grau de incapacidade, e a avaliação social considerará os

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fatores ambientais, sociais e pessoais, e ambas considerarão a limitação de desempenho de atividade e a restrição da participação social, segundo suas especificidades. As avaliações serão realizadas, respectivamente, pela perícia médica e pelo serviço social do INSS. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e o INSS implantarão as condições necessárias para a realização da avaliação social e a sua integração à avaliação médica. Conforme o Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003) foi mais amplamente concedido. Em seu art. 34, passou a assegurá-lo ao carente com 65 (sessenta e cinco) ou mais anos de idade; sendo que o benefício, concedido a qualquer membro de sua família, não será computado para cálculo da renda familiar per capita. Os dois modelos de avaliação do BPC em relação à deficiência: trazem dois norteadores: a) avaliação da deficiência e do grau de incapacidade para pessoas com deficiência criança e adolescente menor de 16 anos; b) avaliação da deficiência e do grau de incapacidade para pessoas com 16 anos ou mais. Os instrumentos para avaliação da deficiência e do grau de incapacidade destinam-se à utilização pelo assistente social e pelo médico perito, ambos do Instituto Nacional do Seguro Social. Compete ao assistente social, considerando e qualificando os fatores ambientais por meio dos domínios: produtos e tecnologias; condições de moradia e mudanças ambientais; apoios e relacionamentos; atitudes; serviços, sistemas e políticas; considerando e qualificando atividades e participação - parte social, para requerentes com 16 anos de idade ou mais, por meio dos domínios: vida doméstica; relação e interações interpessoais; áreas principais da vida; vida comunitária, social e cívica; considerando e qualificando atividades e participação parte social, para requerentes menores de 16 anos de idade, por meio dos domínios: relação e interações interpessoais; áreas principais da vida; vida comunitária, social e cívica. Ao médico perito compete avaliação médica, considerando e qualificando as funções do corpo por meio dos domínios: funções mentais; funções sensoriais da visão; funções sensoriais da audição; funções sensoriais da voz e da fala; funções do sistema cardiovascular; funções do sistema hematológico; funções do sistema imunológico; funções do sistema respiratório; funções do sistema digestivo; funções dos sistemas metabólico e endócrino; funções geniturinárias; funções neuromusculoesqueléticas e relacionadas ao movimento; funções da pele. Considerando e qualificando atividades e participação - parte médica, por meio dos domínios: aprendizagem e aplicação do conhecimento; tarefas e exigências gerais; comunicação; mobilidade; cuidado pessoal.
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METODOLOGIA
Para alcançar o objetivo desse estudo foi realizada pesquisa documental, bibliográfica com a utilização da abordagem qualitativa, de cunho exploratório. De acordo com Deslandes (2010, p.21), a pesquisa do tipo documental “responde a questões muito particulares. [...] Ela trabalha com o universo dos significados, dos motivos, das aspirações, das crenças, dos valores, das atitudes”. A pesquisa bibliográfica abrangeu a leitura, análise e interpretação de livros, periódicos, fotos, manuscritos, etc. Todo material recolhido foi submetido a uma triagem, a partir da qual foi possível estabelecer um plano de leitura. A pesquisa caracterizou-se como qualitativa, de cunho exploratório, sendo os resultados interpretados através do método dedutivo e dialético, que segundo MENEZES (2001) Por interferência de uma cadeia de raciocínio que parte do geral para o particular pretende-se pelo método dedutivo confirmar a hipótese. O método dedutivo permitiu, após análise dos dados obtidos, chegar à conclusão pretendida. Já o método dialético, foi indispensável para compreender e interpretar os dados obtidos, por considerar, que “as contradições se transcendem dando origem a novas contradições que passam a requerer solução”. MENEZES (2001 p. 27). Conforme Deslandes (2010, p. 24), o método dialético
junta a proposta de analisar os contextos históricos, as determinações socioeconômicas dos fenômenos, as relações sociais de produção e de dominação com a compreensão das representações sociais. A dialética trabalha com a valorização das quantidades e qualidades, com as contradições intrínsecas às ações e realizações humanas, e com o movimento perene entre parte e todo e interioridade e exterioridade dos fenômenos.

Todos esses procedimentos metodológicos permitiram uma melhor compreensão e análise do tema estudado.

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RESULTADOS
Na operacionalização do BPC junto ao INSS, a CIF tem sido utilizada e desde então, é possível verificar maior concessão do benefício aos segurados. De acordo com dados extraídos do SUIBE (Sistema Único de Informações de Benefícios), com a implantação da CIF a quantidade de benefícios aumentou, segundo tabela abaixo:

Quantidade de BPC (ao deficiente) concedidos no semestre anterior a implantação da CIF e mesmos períodos nos anos seguintes Junho de 2008 a Dezembro de 2008 Junho de 2009 a Dezembro de 2009 Junho de 2010 a Dezembro de 2010 Junho de 2011 a Dezembro de 2011 1326 1521 2045 1715

Tabela 1: Quantidade de benefícios concedidos antes e após a implantação da CIF Fonte: SUIBE/MAIO/2012

Como podemos observar a partir da implantação da CIF (junho de 2009) a quantidade de benefícios concedidos aumentou, se compararmos o segundo semestre de 2008 com o segundo semestre dos anos de 2009 a 2011 a partir de quando a CIF passou a ser utilizada como instrumento de avaliação, conforme gráfico abaixo:

Gráfico 1: Quantidade de benefícios concedidos antes e após a implantação da CIF Fonte: SUIBE/MAIO/2012

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A partir de utilização da CIF a concessão do Benefício de Prestação Continuada ao Portador de Deficiência aumentou, o que nos leva a considerar a hipótese proposta nessa pesquisa como verdadeira, já que a CIF contribui para a ampliação do princípio de equidade e para redução das desigualdades sociais dos requerentes do BPC, pois apresenta uma definição ampla do que seja incapacidade, possibilitando ao Assistente Social e o Médico, na avaliação de concessão do benefício, emitir as suas opiniões sobre o grau de dificuldade do usuário referente aos fatores ambientais, sociais e individuais, considerando a limitação do desempenho de atividades e a restrição da participação social, diferentemente da visão biomédica. Além de verificar que a participação do assistente social no processo de concessão, contribui para divulgação do benefício assistencial e ampliação do seu acesso.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Sobre os conceitos abordados, pode-se afirmar que a CIF foi uma importante implementação que possibilitou a ampliação dos direitos dos usuários e acesso ao (BPC), já que antes sua concessão dependia de um padrão de avaliação na qual a sociedade não estava satisfeita. Esse novo modelo de avaliação veio a tornar mais eqüitativa a concessão do BPC. Sem a pretensão de ter esgotado todas as possibilidades do estudo apresentado, este trabalho pretendeu aprofundar o conhecimento sobre a CIF dentro da Instituição do INSS junto com os profissionais, isto é, assistentes sociais e médicos peritos, assim como os analistas e os técnicos do seguro social. É necessário cada vez mais amplias os espaços de discussão sobre o tema, sugerindo meios para divulgar amplamente, pois a informação, quando transmitida e utilizada de forma organizada, pode se traduzir na luta da cultura da desinformação e dos enganos, podendo tornar favorável novas maneiras de pensar e agir, se articulando conhecimentos, para que de forma consciente, os usuários ultrapassem os obstáculos e assuma capacidade de repensar suas vivências leituras da realidade, reconhecendo seu potencial, assumindo sua condição de sujeito no processo social, portanto, concebendo a assistência social como um direito social.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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