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INSTALAÇOES DE
AR CONDICIONADO
HÉLIO CREDER
Engenheiro Eletricista
MSc em Engenharia Mecânica - UFRJ
Membro da ABRA V A
Diploma do Mérito Profissional Conferido pelo CONFEA
6ª edição
LTC
EDITORA

No interesse de difusão da cultura e do conhecimento, o autor e os editores envidaram o
máximo esforço para localizar os detentores dos direitos autorais de qualquer material
utilizado, dispondo-se a possíveis acertos posteriores caso, inadvertidamente, a identificação
de algum deles tenha sido orrútida.
1' Edição: 1981
2• Edição: 1985
3' Edição: 1987
4' Edição: 1989- Reimpressão: 1994
S• Edição: 1996- Reimpressões: 1997 e 2000
& Edição: 2004
Direitos para a língua portuguesa
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(eletrônico, mecânico, gravação, fotocópia,
distribuição na Web ou outros),
sem permissão expressa da Editora.
· ~ ; -
Prefácio da 6Q Edição
Ainda que os fundamentos para o projeto de sistemas de ar condicionado pennaneçam inalterados, a
evolução tecnológica dos equipamentos tem possibilitado novas formas de condicionamento de ambi-
entes mais eficazes do ponto de vista energético e das condições de conforto.
Assim, embora as nonnas brasileiras e internacionais que tratam dos sistemas de ar condicionado ainda
não reflitam integralmente as alterações ocorridas no setor, há necessidade de dotar os profissionais dos
conhecimentos necessários a projetas que levem em conta essas mudanças tecnológicas.
Essa foi a motivação da 6 ~ edição. Nela incorporamos o projeto de novos sistemas dentre os quais
aqueles ..·que utilizam processos evaporativos e a co-geração como forma de diminuir o consumo de ele-
tricidade, bem como os "split-systems". Esses últimos constituem uma opção que toma os ambientes de
trabalho e de lazer mais silenciosos e confortáveis.
Esperamos com esta edição, manter o leitor informado sobre a possibilidade de uma escolha mais
ampla do sistema de condicionamento de ar a ser projetado.
Ficarei grato a todos os que opinarem sobre o livro, apontando lacunas e/ou sugerindo modificações
necessárias.
O AUTOR
Prefácio da 5º Edição
Esta nova edição já se fazia necessária há algum tempo, em face das novidades técnicas que surgem.
Nela foram introduzidas algumas modificações imprescindíveis, a saber:
- os fréons- tradicionais fluidos frigorfgenos que, segundo os cientistas, causam danos à camada de
ozônio- deverão ser substituídos por outros fluidos, como, por exemplo, o SUV A da DuPont. Al-
guma informação a respeito foi acrescentada tendo em vista as futuras substituições. Para maiores
detalhes, o leitor deverá consultar as publicações específicas daquela empresa;
- houvf acréscimo de figuras com exemplos de ventilação natural, típicos de países árabes;
- no Cap. 8, foi acrescentado um item relativo ao sistema de "resfriamento evaporativo", que está sen-
do muito desenvolvido nas principais cidades onde a umidade relativa é mais baixa;
- continua disponível o software para o cálculo estimativo da carga ténnica, e outros softwares para
cálculos de dutos estão sendo elaborados. As informações constam do cartão-resposta comercial que
acompanha o livro. O leitor interessado deverá seguir as orientações, preencher o cartão, fazer o de-
pósito e enviar o comprovante via fax ou carta;
enfim, ao longo do livro foram feitas pequenas modificações visando a melhorar figuras e a fornecer
maiores esclarecimentos.
Esperando que nesta edição tenha havido uma real melhoria em relação à anterior, aceitaremos de
bom gradO críticas e sugestões dos nossos prezados leitores.
O AUTOR
Prefácio da iª Edição
Este livro destina-se aos iniciantes no estudo e prática das instalações de ar condicionado, ventilação
e exaustão. O objetivo principal do autor foi o de dar uma visão global deste tipo de instalação, procu-
rando abordar o mínimo indispensável, em cada capítulo, dos assuntos que devem ser aprendidos pelo
futuro profissionaL
No primeiro capítulo são apresentados os fundamentos básicos necessários ao estudo físico do ar; no
segundo, os dados para o projeto; no terceiro, o cálculo da carga térmica; no quarto, o estudo sobre os
meios de condução do ar; no quinto, ventilação e exaustão; no sexto, torres de arrefecimento e
condensadores evaporativos; no sétimo, controles automáticos; e no oitavo, instalações típicas. No final
dos capítulos estão propostos exercícios, com respostas no final do livro.
Em conseqüência da adoção pelo nosso País do sistema internacional de medidas (SI), procurou-se,
dentro do possível, exprimir os resultados dos exercícios e tabelas nas duas unidades: sistema inglês e
sistema internacional. Neste período de transição, em que prevalecem em todo meio tecnológico de ar
condicionado as unidades inglesas, consideramos ser indispensável continuar falando a mesma lingua-
gem dos profissionais do ramo e aos poucos irmos substituindo essas unidades pelo sistema internacio-
nal, muito mais racional e prático- tarefa que demandará alguns anos.
Sempre que possível, procurou-se, nos exemplos, difundir a tecnologia nacional, transcrevendo da-
dos de fabricantes dos equipamentos instalados no País, embora quase todos sejam de know-how impor-
tado.
É fato conhecido que a tecnologia do ar condicionado e ventilação está em constante evolução e que
qualquer assunto explanado está sujeito a mudanças periódicas, por isso os estudiosos e profissionais do
ramo, qve desejarem constante aperfeiçoamento e atualização, deverão consultar publicações técnicas
específicas para cada um dos respectivos fabricantes.
Desejamos agradecer a todas as pessoas ou firmas que cooperaram direta ou indiretamente na execu-
ção deste livro, em especial aos integrantes da Hélio Creder Engenharia, que executaram e adaptaram
quase todas as ftguras e demais serviços de coordenação dos assuntos.
Esperando contribuir para o ensino técnico em nosso País, dedicamos este livro aos professores, alu-
nos e profissionais do ramo que juntos irão difundir conhecimentos e executar instalações de modo que
o conforto do ar condicionado e da ventilação possa ser usufruído por todos. Receberemos de bom grado
quaisquer críticas ou sugestões que possam tornar este livro mais útil, para o que solicitamos escrever à
Editora.
O AUTOR
Sumário
1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................................ 1
1.1 Massa, Força e Peso ......................................................................................................................... . ......... 2
1.2 Pressão ...................................................................................................................................................................... 3
1.3 Temperatura ............................................................................................................................................................. 5
1.3.1 Escalas tennométricas .................................................................................................................................. 6
1.3.2 oUtras propriedades termodinâmicas .................................................................. . .. ... 8
1.4 Calor ................................. . ........ 8
1.4.1 Capacidade térmica.............................................................................................. . ......... 10
1.4.2 Calor específico.......................................................................................................... . ......................... 10
1.4.3 Condução de calor ....................................................................................................................................... 11
1.4.3.1 Condução de calor em paredes planas (experiência de Fourier- 1825) .................................... 12
1.4.3.2 Condução de calor através de placas paralelas ............................................................................. 12
1.4.3.3 Analogia com o circuito elétrico .................................................................................................. 14
1.4.4 Calor sensível ............................................................................................................................................. 16
1.4.5 Calor latente ......................................................................................................... .. ... 17
1.5 Primeira Lei da Termodinâmica ......................................... . . ........ 17
1.5.1 .................................................................................................................. . . ............ 17
1.5.2 Energia transferida a um sistema ................................................................................................................ 17
1.5.3 Trabalho ...................................................................................................................................................... 18
1.5.4 Avaliação das energias potencial e cinética ............................................................................................... 19
1.5.5 Aplicação da lei aos sistemas ......................................... .. . ................................................ 21
J .5.6 Entalpia ..................................................... . . ................................................ 22
1.6 Segunda Lei da Termodinâmica ........................... . . ......................................................... 24
1.6.1 Ciclo de Camot ....................................... .. . ........................................................ 25
1.6.2 Ciclo reverso de Carnot .............................................................................................................................. 26
1.6.3 Gás real e gás perfeito (ideal) ..................................................................................................................... 28
1.6.4 Desigualdade de Clausius ........................................................................................................................... 28
1.6.5 Entropia e desordem .................................................................................................................................. 29
1.7 Mistura Ar-Vapor d'Água ....................................................................................................................................... 30
1. 7 .I Umidade absoluta e umidade relativa ......................................................................................................... 31
1.7.2 Ponto de orvalho (dew point) do ar.................................................................................... .. .................. 32
1.8 Carta Psicrométrica .................................................................................................................. . ..................... 34
1.9 Umidificação e Desumidificação ................................................................................ . .. ...... 40
1.9.1 Trocas de calor entre o ar e a água.................... .. .................................................................... 41
1.9.2 Misturas de ar........................................... ......................... .................... .. ........ 41
1.10 Vazão Necessária de Ar .......................................................................................................................................... 43
.,.;_
... ;.
Xii SUMÁRIO
1.11 Cálculo da Absorção de Umidade do Ar de Insuflamento ................................................................................... 43
1.12 Capacidade dos Equipamentos do Sistema de Expansão Direta ....................... . ............... ················· ............. 45
1.13 Capacidade dos Equipamentos do Sistema de Expansão lndireta ......................................................................... 46
1.14 Resfriamento pela Evaporação .............................................................................................................................. 47
1.15 Noções sobre Refrigeração ..................................................................................................................................... 49
1.16 Fluidos Refrigerantes SUV A da DuPont ............................................................................................................... 50
1.16. I Introdução ................................................................................................................................................... 50
1.16.2 Considerações genéricas ............................................................................................................................ 53
1.16.3 Comparações de desempenho ..................................................................................................................... 53
1.16.4 Compatibilidade dos materiais .................................................................................................................. 54
1.17 Definições ............................................................................................................................................................... 54
1.18 Sistemas de Refrigeração ................................................. . ................................................................................ 56
1.18.1 Sistema de refrigeração por absorção ......................................................................................................... 56
1.18.2 Sisten:ta de ejeção de vapor ......................................................................................................................... 58
1.18.3 Sisterila de compressão de ar ...................................................................................................................... 58
1.18.4 Sistema de compressão de vapor ............................................................................................................... 58
1.18.5 Sistema termoelétrico .................................................................................................................................. 58
1.19 Considerações Físicas da Insolação ....................................................................................................................... 58
1.19.1 Definições..................................................................... . ...................................................................... 59
1.19.2 Determinação da elevação do Sol (a) ......................................................................................................... 63
1.19.3 Determinação do azimute do Sol (Az) ........................................................................................................ 65
1.19.4 Intensidade da radiação direta "F' sobre uma superfície em W/m
2
.............................................................. 65
1.19.5 Radiação solar total recebida na superfície da Terra (1,) ............................................................................. 70
1.19.6 Transmissão da radiação solar através dos vidros ...................................................................................... 72
2. DADOS PARA O PROJETO .................................................................................................. 76
'
2.1 Condições de Conforto ........................................................................................................................................... 76
2.2 Requisitos Exi:gidos para o Conforto Ambiental ................................................................................................... 76
2.3
2.4
Sistemas de Ar Condicionado ................................................................................................................................. 80
Tipos de Condensação ............................................................................................................. . ........................ 80
2.5 Tipos de Instalação ................................................................................................................................................. 84
2.6 Estimativa do Número de Pessoas por Recinto ...................................................................................................... 84
2.7 Sugestões para a Escolha do Sistema de AC mais Indicado ................................................................................... 84
3. CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA ........................................................................................ 88
3.1 Carga de Condução- Calor Sensível .................................................................................................................... 88
3.2 Carga Devida à Insolação- Calor Sensível............................................................ . .................................. 93
3.2.1 Transmissão de calor do Sol através de superfícies transparentes (vidro) ................................................. 93
3.2.2 Transmissão de calor do Sol através de superfícies opacas ........................................................................ 96
3.3 Carga Devida aos Dutos- Calor Sensível ............................................................................................................ 97
3.4 Carga Devida às Pessoas- Calor Sensível e Calor Latente....................... ..................... . ................... 98
3.5 Carga Devida aos Equipamentos- Calor Sensível e Calor Latente ................................................................... 100
3.5.1 Carga devida aos motores- calor sensível ............................................................................................. 100
3.5.2 Carga devida à iluminação- calor sensível ............................................................................................ 101
SUMÁRIO XÜi
3.5.3 Carga devida aos equipamentos de gás- calor sensível e calor latente ................................................ l02
3.5.4 Carga devida às tubulações- calor sensível ...................................... .
······························· ....... 104
3.6 Carga Devida à Infiltração- Calor Sensível e Calor Latente
·················· ··············· 105
3.6.1 Método da troca de ar .................... . . ............................ 105
3.6.2 Método das frestas ............ .
······································ 106
3.7 Carga Devida à Ventilação .. .
························· 107
3.8 Carga Térmica Total .................................. .
··················· ...... 109
3.9 Total de Ar de Insuflamento ..... .
······························· 109
3.10 Cálculo da Absorção da Umidade dos Recintos.
................. ··············· .......... 110
3.11 Cálculo do Calor Latente
···················· ······················· ············ ll1
3.12 Cálculo do Calor Total Usando a Carta Psicrométrica .......... . . ... 112
3.13
3.14
3.15
Determinação das Condições do Ar de Insuflamento ............ .
············· ............. 114
Estimativa de Carga Térmica de Verão............. . ............................................................ .
··················· 117
Métodos Rápidos para Avaliação da Carga Térmica de Verão para Pequenos Recintos ........ 119
3.15.1 Unidades compactas (se!f-contained) .......................... ....................................... . ........... . .. 119
3.15.2 Unidades de ar condicionado individuais .................... . . ............................... 122
3.15.3 Unidades individuais com condensador remoto externo e evaporador interno,
com controle remoto
3.16 Exemplo de Cálculo da Carga Térmica de uma Instalação Central de Ar Condicionado .................. .
.. 124
..... 124
4. MEIOS DE CONDUÇÃO DO AR ......................................................................................... 138
4.1
4.2
Dutos de Chapas Metálicas ................ . .............................................................................. . ..... 138
4.1.1 Métodos de dimensionamento de dutos ..................... .
4.1.1.1 Método da velocidade ..................................... .
4.1.1.2 Método da igual perda de carga ......................... .
4.1.1.3 Método da recuperação estática .............................. .
4.1.1.4 Bitolas recomendadas para as chapas galvanizadas
4.1.2 Perdas de pressão em um sistema de dutos ................ .
··········· 140
.. 147
. ... 150
152
...... 158
.. 158
4.1.2. I Perdas de pressão estática (P,) ................ .
············· ························································ ... 159
4.1.2.2 Perdas de pressão dinâmica (P,.) ..................... .
4.1.2.3 Perdas de carga acidentais ................................................. .
4.1.2.4 Pressão de resistência de um sistema de dutos (P,)
4.1.3 Isolamento e junção dos dutos .............................. .
Distribuição de Ar nos Recintos ............................................................................. .
4.2.1 Grelhas simples e com registras ............. .
4.2.1.1 Escolha da altura da grelha de insuflamento. . ................. .
4.2.1.2 Distância entre as grelhas de insuflamento ..
4.2.1.3 Seleção das grelhas de insuOamento .............. .
4.2.1.4 Detenninação da vazão de uma grelha ..
4.2.2 Difusores de tcto ou aerofuses ............. .
4.2.3 Difusores lineares tipo fresta ....................................... .
4.2.4 Difusores lineares através de luminárias do tipo integradas ...
4.2.5 Diqribuição de ar em teatros e cinemas .
. ......... 159
159
. .. 159
... 163
. ............. 163
.. 163
. .... 167
············· 167
. .... 167
···················· 170
. ...... 171
········· 177
..... 181
. ..................... !SI
· ~ : .
XiV SUMÁRIO
5. VENTILAÇÃO E EXAUSTÃO ................................ : .............................................................. 185
5.1 Generalidades ...................................................................................................................................................... 185
5.2
5.3
5.1.1 Leis dos ventiladores ............................................................................................................................... 186
Ligações e Tipos de Ventiladores .......... ............................. . ................................................................. 187
Ventiladores Centrífugos ..................................................................................................................................... 188
5.3.1 Partes essenciais ........................ .
········································· 188
5.3.2
5.3.3
5.3.4
5.3.5
5.3.6
5.3.7
5.3.8
Tipos .................................... .
Arranjos .................. .
································ ·································································· 188
············································· ···················· 189
Tipos de descarga .................................................................. .
Tipos de rotares .................................................................... .
····························································· 189
························································ 190
Velocidades recomendadas para o ar ................................................................ .
································ 191
Especificações de ventiladores ................................................................................................................. 191
Especificações das correias em "V' de transmissão ................................................................................ 192
5.3. 9 Especificações para motores de acionamento ......................... . ...................................................... 192
5.3.10 Conio escolher um ventilador ................................................................................................................... 192
5.4 Trocas de Ar nos Recintos............................................ . ............................................................................ 197
5.5 Velocidades Recomendadas para o Ar ................................................................................................................. 197
5.6 Ventilação Geral .................................................................................................................................................. 198
5.6.1 Volume de ar a insuflar ............................................................................................................................. 198
5.6.2 Tipos de ventilação .................................................... . . ..... 200
5.6.3 Projeto de uma instalação de ventilação geral .......................................................................................... 200
5.6.4 Ventilação em residências ......................................................................................................................... 204
5.7 Exaustão............................. ................................ . ..................................................................................... 206
5.7.1
5.7.2
5.7.3
5.7.4
5.7.5
Capto,r ........................................................................................................................................................ 206
Dutos.de ar ............................................................................................................................................... 208
Ventilador ................................................................................................................................................. 209
j
Chamtnés .................................................................................................................................................. 210
.Exemplo de dimensionamento .................................... .................................................. . .. 211
5.7.5.1 Dimensionamento do captor (coifa) .......................................................................................... 211
5.7.5.2 Dimensionamento dos dutos ..................................................................................................... 213
5.7.5.3 Chaminé.................................................................................................... . ............................ 213
5.7.5.4 Ventilador ................................................................................................................................... 213
6. TORRES DE ARREFECIMENTO E CONDENSADORES EVAPORATIVOS ........................ 216
6.1 Introdução ............................................................................................................................................................. 216
6.2 Torres de Arrefecimento.................................................... ............................................... . ................ 216
6.2. t Tabelas climatológicas............................................................................................................. .. 219
6.2.2 Escolha de uma torre de arrefecimento .................................................................................................... 219
6.2.3 Perdas de água ........................................................................................................................................... 222
6.2.4 Esquemas de instalações de resfriadores compactos .................................................. . ................... 222
6.2.5 Quantidade de água de circulação ............................................................................................................. 225
6.2.6 Escolha de bomba da água de circulação (BAC) ...................................................................................... 226
6.2. 7 Potência da bomba da água de circulação (BAC) ....................................... . ........................................ 226
6.3 Condensadores Evaporativos ................................................................................................................................ 227
6.3.1 Introdução ................................................................................................................................................. 227
.,.;.
SUMÁRIO XV
6.3.2 Partes constituintes ................................................................................................................................ 227
6.3.3 Funcionamento ........................................................................................................................................ 228
6.3.4 Dados práticos gerais para os condensadores evaporativos ...................................................................... 230
7. CONTROLES AUTOMÁTICOS ............................................................................................ 232
7 .l Generalidades ....................................................................................................................................................... 232
7.2
7.3
Sistemas de Controles Automáticos ................................................................................................................... 232
Controles Elétricos ............................................................................................................................................... 232
7.3.1 Generalidades ............................................................................................................................................ 232
7 .3.2 Funcionamento do circuito de controle elétrico de um condicionador compacto ................................... 233
7.3.3 Funcionamento do circuito de controle elétrico de um sistema de água gelada ..................................... 238
7.3.4 Controles do compressor .......................................................................................................................... 241
7.3.5 Tipos de controle no recinto............................................ ................................... . ............. 241
7.3.6 Diagramas de controle .............................................................................................................................. 241
7.3.7 Válvula de três vias .................................................................................................................................. 246
7.4 Sistemas Pneumáticos ........................................................................................................................................... 248
7.5 Sistemas Autónomos................................................................................................................. . ..................... 251
7 .5.1 Funcionamento de uma válvula de expansão tennostática (VET) ........................................................... 252
7.5.2 Escolha de uma válvula de expansão termostática ................................................................................... 253
8. INSTALAÇÕES TÍPICAS ...................................................................................................... 255
8.1 Esquema Hidráulico de um Sistema de Expansão Direta ..................................................................................... 255
8.2 Esquema Hidráulico de um Sistema de Expansão lndireta de Água Gelada.................................. . ...... 257
8.3 Projeto de uma Instalação de Expansão Direta e Condensação a Ar .................................................................... 261
8.3.1 Estudo preliminar ..................................................................................................................................... 261
8.3.2 Elaqoração do anteprojeto....................................................................................... . ............................ 262
8.3.3 Projeto definitivo ................................................................................................... . .................... 262
8.3.4 Memorial descritivo e especificações do ar condicionado central do restaurante
da Fábrica Saturno .................................................................................................................................... 267
8.4 Seleção de uma Unidade Resfriadora de Líquido (com Detalhes de Montagem) ................................................ 269
8.5 Seleção de uma Unidade de Resfriamento Evaporativo.............. ........................................................ . ......... 290
8.5.1 Introdução.............................................. ..................... ...................................... . .... 290
8.5.2 Ar de suprimento e de exaustão ................................................... ..
········································· 292
8.5.3 Projeto dos dutos ........................................................................... . ..................... . ............. 296
8.6 Selecionamento e Cálculo do Sistema de Dutos ................................................................................................... 299
RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS PROPOSTOS ........................................................................ 303
EQUIVALÊNCIA ENTRE AS UNIDADES DO SISTEMA
INGLÊS E DO SISTEMA INTERNACIONAL DE UNIDADES (SI) .......................................... 306
RELAÇÃO DAS TABELAS E QUADROS .................................................................................. 308
RELAÇÃO DAS FIGURAS ........................................................................................................ 310
BIBLIOGRAFIA ........................................................................................................................ 315
ÍNDICE ..................................................................................................................................... 316
A
s instalações de ar condicionado no Brasil são regidas pela Norma Brasileira NBR-6401 (lnstala-
çrJes centrais de ar condicionado para conforto), que estabelece as bases fundamentais para elabo-
ração dos projetas. das especificações, termo de garantia e aceitação das instalações.
O trabalho será calcado nesta norma; as partes omissas serão baseadas em normas estrangeiras citadas
nos capítulos.
Condicionar o ar em um recinto significa submetê-lo a certas condições, compatíveis com o objetivo da ins-
talação, independentemente das características exteriores.
Assim, podemos condicionar o ar para o conforto, para um melhor desempenho ou durabilidade de equipa-
mentos ou processos.
De um modo geral, o condicionamento do ar controla as seguintes propriedades:
temperatura;
umidade relativa;
- velocidade;
pureza.
Esquematicamente, temos na Fig. 1.1 uma instalação central de ar condicionado, usando uma unidadeselfcontained,
ou seja. uma unidade compacta que possui, montados dentro de uma mesma carcaça, todos os componentes necessá-
lios às trocas de calor (compressor, condensador, válvula de expansão, evaporador, filtros, controles e ventilador).
Uma instalação de ar condicionado pode ser considerada um sistema aberto, no sentido termodinâmico, no
qual são mantidas as condições desejadas no recinto (Fig. 1.2).
O fluido utilizado é o próptio ar que é refrigerado e tratado em um outro subsistema fechado, que é o ciclo de
refrigeração, conforme se vê na Fig. 1.40. O ar refrigerado é introduzido no recinto onde se mistura com o ar
contido no ambiente e essa mistura gasosa, devidamente controlada em seu fluxo, temperatura, umidade e pu-
reza, dará as condições de conforto.
O subsistema ddinido como ciclo de refrigeração, através do fluido frigorígeno, realiza as transformações
necessárias para absorver o calor diretamente do ar com o qual é posto em contato (sistema de
expansão dircta) ou indiretamente através da água (sistema de expansão indireta). A fim de compreendermos
bem transformações que serão estudadas mais detalhadamente nos capítulos seguintes, há necessidade de
uma melhor fixação nas definições das propriedades termodinâmicas envolvidas.
As propriedades elementares são: pressão, temperatura, volume específico e densidade. As propriedades mais
complexas são: entalpia, entropia e energia livre. Procuraremos expressar todas essas grandezas em unidades
d1) Sistema Internacional de Unidades, ou Sistema SI.
Fig. 1.1 Vista isométrica de uma instalação de ar condicionado com unidade compacta.
2 INTRODUÇAO
Calor
--+Ar ou fluido
Ar ou fluido --+
Trabalho
Fig. 1.2 Esquema de um sistema aberto.
1.1 Massa, Força e Peso
Os conceitos de massa e peso são muitas vezes confundidos, mas são grandezas físicas distintas.
A massa pode ser definida como a quantidade de matéria que constitui um corpo. A massa padrão internacional-
mente aceita é o quilograma, cujo protótipo é o bloco de platina iridiada conservado na cidade de Sêvres, França.
A aceleração é definida como a variação da velocidade na unidade de tempo.
A velocidade, no Sislema SI, é expressa em rn/s e a aceleração em rn/s
2
, ou seja, a velocidade da velocidade.
A força é definida como a grandeza capaz de imprimir uma aceleração a uma dada massa. A 2.a lei do movi-
mento de Newton inter-relaciona essas grandezas pela seguinte expressão:
F=ma
No Sistema SI, podemos dizer que a unidade de força é capaz de imprimir à unidade de massa, kg, uma ace-
leração de 1 m/segundo por segundo.
Essa unidade de força é o newton (N) ou N = kg·m.
s'
O peso de um corpo é uma força dita gravitacional, pois tende a dirigir esse corpo para o centro da Terra.
Portanto, em qualquer ponto da superfície da Terra, o peso é praticamente o mesmo, variando em apenas 0,5%.
Fora da superfície do nosso planeta, o peso poderá sofrer grandes variações, chegando mesmo a se anular a
grandes altitudes (=380 X 10
6
m), como vemos nas naves espaciais.
A expressão do peso de um corpo é:
~
p =mg
onde:
g =aceleração da gravidade, aproximadamente 9,81 m/s
2

Exemplo!.!:
Qual a força, em newtons, necessária para acelerar um automóvel de 1 .500 kg de massa, à razão de 1 rnls
2
?
F ~ m a ~ 1.500 X 1 ~ 1.500N
lNrRODUÇÃO 3
Exemplo 1.2:
Qual a massa de um satélite artificial cujo peso é de 100 N na superfície terrestre e numa órbita onde a ace-
leração da gravidade é de 1,2 m/s
2
?
F ~ 100 ~ 83 33 kg
a 1,2 '
1.2 Pressão
A pressão é definida pela física clássica como força atuando por unidade de área. Se a força atua sobre um
fluido homogêneo e estacionário, a pressão é uniforme ao longo de todo o fluido, se for desprezada a força da
gravidade que atua no fluido. A mesma pressão é exercida sobre as paredes que contêm o fluido.
No Sistema SI, a pressão é definida por:
P ~
F N kg
- ~ - = 1pascalou1Pa:.Pa= --
A m
2
ms
2
Em termodinâmica só se considera a pressão absoluta, isto é, a pressão medida pelo manômetro acrescida da
pressão atmosférica ou dela diminuída, no caso de vácuo.
A medida da pressão atmosférica pode ser feita através do barómetro de Torricelli (1643), que consiste no se-
guinte (Fig. 1.3): mergulha-se em uma cuba contendo mercúrio um tubo de vidro, aberto em uma das extremida-
des e cheio também de mercúrio. A coluna de mercúrio se fixará em h = 760 mm de altura desde que a tempera-
tura seja de ooc e a aceleração da gravidade local seja g = 9,80665 m/s
2
(ao nível do mar e latitude 45°N).
Y,
Fig. 1.3 Barômetro de Torricelli.
Então:
kg m kg
1 atm = 760 mm de Hg ou 13.596- X 9,80665- X 0,76 m = 101.325- = 1,013 X 10
5
Pa
m3 s2 ms2
Se, em vez de mercúrio, tivéssemos um tubo cheio d'água, a coluna d'água subiria para uma altura de 10,33 m,
pelo fato de o peso específico da água ser de 10
3
kg/m
3
, ou seja:
ou, resumindo:
1.000 kg X 9,81 m X 10,33 m = 1,013 X 10' Pa
m3 s2
1N/m
2
=1Pa
10
3
Pa = 1 kPa
:.- ·.
,.;_
4 INTRODUÇÃO
10
5
Pa = 10
2
kPa = I bar
101i Pa = 1 MPa = 10 bar
101.325 Pa = I atm = 10,33 m col. d'água.
Outros tipos de medidores de pressão são os manômetros, que podem ser construídos de um tubo em "U", conforme
se vê na Fig. 1.4, também cheio de mercúrio numa extremidade e na outra ligado ao fluido cuja pressão se deseja medir.

,-- aser
----- -· --1- medida
Fig. 1.4 Manômetro de mercúrio.
A força exercida pelo fluido é equilibrada pelo peso da coluna de mercúrio:
F=yXV=yXAXZ
Então a pressão P será:
(1.1)
onde:
P = pressão em ·Pa;
y = peso específico em N/m
3
;
Z = diferença dé altura da coluna de mercúrio em m.
Quando a pressão do fluido a ser medida é positiva, soma-se a pressão atmosférica para se ter a pressão ab-
soluta; quando é negativa (vácuo), diminui-se da pressão atmosférica (Fig. I.5).

!
Pressão Pressão
absoluta medida
P,
Pressão
atmosférica
--- -----------------
Pressão
atmosférica
Pressão
absoluta
Pressão
negativa
(Vácuo)
Fig. 1.5 Diagrama de pressões manométrico e absoluta.
..
.,;_
INTRODUÇÃO 5
Exemplo 1.3:
O vácuo medido no evaporador de um sistema de refrigeração é de 200 mm de mercúrio. Determinar a pres-
são absoluta em pascal, para uma pressão barométrica de 750 mm de Hg.
Solução:
Desprezando a temperatura do mercúrio, consideremos a sua densidade a ooc:
y = 13.596 kg/m
3
(Peso específico do Hg)
F m kg m
y ~ ~ ~ -g ~ 13.596- X 9,81- ~ 133.376,76 kglm'·s'
V V m
3
s
2
ComoN =
kg·m
--, teremos:
s'
Como para o vácuo, temos:
N
y ~ 133.376,76-
m'
Z = Pabs = 750-200 = 550 mm de Hg ou 0,55 m de Hg
Aplicando a Eq. 1 .I, temos:
N N
P ~ 133.376,76- X 0,55 m ~ 73.357,2-, ~ 73.357,2 Pa
m' m ~
Exemplo 1.4:
Expressar o rf?SUltado anterior em atmosferas.
Solução:
Sabemos que 1 atm = 101.325 Pa.
Então, para o Exemplo 1.3, temos:
P ~
73357

2
~ O 723 atm.
101.325 '
1.3 Temperatura
O sentido do tato constitui a maneira mais simples de se distinguir se um corpo é mais quente ou mais frio.
Temos um "sentido de temperatura" capaz de nos dizer que o corpo A está mais quente que B, o corpo B está
mais quente que C etc. Esse sentido, todavia, é muito subjetivo e depende da referência, o que pode induzir a
erros grosseiros. Se mergulharmos uma das mãos em água quente e a outra em água fria e depois segurannos
um corpo menos aquecido com a mão que estava na água fria, esse corpo parecerá muito mais quente do que
com a mão que estava na água quente, pois os referenciais de temperatura são diferentes.
Agora imaginemos um objeto A que parece frio em cantata com a mão e outro objeto B, idêntico, que nos
parece quente. Coloquemos os dois em cantata um com o outro e no fim de algum tempo reparamos que os dois
dão a mesma sensação de temperatura; estão em equilíbrio térmico. A fim de tomar a nossa experiência mais
precisa, usemos um terceiro objeto C, por exemplo, um tennõmetro. Coloquemos o termómetro em cantata com
o objeto A, lendo a temperatura registrada. Depois o coloquemos em cantata com o objeto B e verificamos que
foi registrada a mesma temperatura. Isso permite enunciar a "lei zero" da termodinâmica: "Quando dois corpos
A e B estão em equilíbrio ténnico com um terceiro corpo C, eles estão em equilíbrio ténnico entre si."
6 INTRODUÇÃO
--------------------------------------------
Então pode-se dizer que a temperatura, que é uma grandeza escalar, é uma variável termodinâmica. Se
dois sistemas estão em equilíbrio termodinâmico, pode-se afirmar que as suas temperaturas são iguais.
Há diversas grandezas físicas que podem ser usadas como medida de temperatura, entre elas o volume
de um líquido, o comprimento de uma barra, a resistência elétrica de um fio etc. Qualquer dessas grande-
zas pode ser usada para se fabricar um termómetro e, de acordo com a grandeza escolhida, a propriedade
térmica mais adequada. Assim podemos usar o mercúrio para baixas temperaturas, pois este elemento tem
a propriedade de se dilatar proporcionalmente à quantidade de calor recebida. Para temperaturas elevadas
pode-se usar um par termoelétrico ou a dilatação de uma barra.
Portanto houve necessidade de se tomar uma referência, o mesmo ponto fixo para todas as escalas
termométricas, ou seja, todos os termómetros devem fornecer a mesma temperatura T. Esse ponto fixo foi
escolhido a partir da água, ou seja, um ponto em que o gelo, a água líquida e o vapor d'água coexistam em
equilíbrio: é o "ponto triplo" da água. Esse ponto triplo da água só pode ser conseguido para uma mesma
pressão; a pressão do vapor d'água no ponto triplo é de 4,58 mm de mercúrio. A temperatura desse ponto
fixo foi estabelecida como padrão, ou seja, 273,16 graus Kelvin e mais tarde simplificada como Kelvin (K).
Então temos a definição de Kelvin: "Kelvin, unidade de temperatura termodinâmica, é a fração 1/273,16 da
temperatura do ·Ponto triplo da água."
Essa unidade foi adotada na lO. a Conferência Geral de Pesos e Medidas (1954), em Paris.
Como comparação tomemos algumas temperaturas em Kelvin, para vários corpos e fenômenos, extraídas da
publicação Scientific American de setembro de 1954:
Tabela 1.1 Algumas Temperaturas (K)
Reação termonuclear do carbono ...................................... .
Reação termonuclear do hélio ................................................ .
Interior do Sol ........................................................................ ..
Onda de choque do ar, a Mach 20 ......................................... ..
Nebulosas luminosas .............................................................. .
Fusão do tungstênio ................................................................ .
Fusão do chumbo .................................................................... .
Congelamento da água .......................................................... ..
1.3 .1 Escalas termométricas
5 X 1()8
10"
10'
2,5 X 10"
lO'
3,6 X J(}l
6 X 1()2
2,73 X 10
2
As duas escalas termométricas usuais são a centígrada, inventada em 1742 pelo sueco Celsius, e a Fahre-
nheit, definida a partir da escala Kelvin, que é a escala científica fundamental.
Na escala Celsius, a temperatura t é obtida pela equação:

onde:
T = temperatura Kelvin (K)
t = temperatura Celsius em graus centígrados rq
Na escala Fahrenheit, usada pelos países de língua inglesa (exceto a Grã-Bretanha), a relação para a escala
centígrada é a seguinte:
onde:
TF = temperatura em °F;
te = temperatura em oc_
j
INTRODUÇÃO 7
-
A equivalência entre as escalas Kelvin, centígrada e Fahrenheit pode ser compreendida na Fig. 1.6. Nessa
figura vemos que o ponto tríplice da água é igual a 273,16 K, por definição. Experimentalmente verifica-se que
o gelo e a água saturada com o ar estão em equilíbrio a O,oooc e a temperatura de equilíbrio entre a água e o
vapor d'água, à pressão de 1 atm, denominado ponto de vapor, é de 100°C.
Ponto triplo
da água
0,01"C
- 273,15"C
212°F- Temperatura
do ponto de vapor
32°F- Temperatura
do gelo lundente
- 459,67°F- Zero absoluto
Fig. 1.6 Comparação entre as escalas de temperatura Kelvin, Celsius e Fahrenheit.
Na Tabela 1.2 vemos a comparação entre as escalas termométricas centígrada e Fahrenheit.
Tabela 1 2 Comparação das Escalas Termométricas entre Graus Celsius (°C) e Graus Fahrenheit (°F)
c F c F c F c F c F c
10 14,0 I 33,8 12 53,6 23 73,4 34 93,2 45
- 9 15,8 2 35,6 13 55,4 24 75,2 35 95,0 46
- 8 17,6 3 37,4 14 57,2 25 77,0 36 96,8 47
- 7 19,4 4 39,2 15 59,0 26 78,8 37 98,6 48
- 6 21,2 5 41,0 16 60,8 27 80,6 38 100,4 49
- 5 23,0 6 42,8 17 62,8 28 82,4 39 102,2 50
- 4 24,8 7 44,6 18 64,4 29 84,2 40 104,0 51
- 3 26,6 8 46,4 19 66,2 30 86,0 41 105,8 52
- 2 28,4 9 48,2 20 68,0 31 87,8 42 107,6 53
-
I 30,2 10 50,0 21 69,8 32 89,6 43 109,4 54
o 32,0 II 51,8 22 71,6 33 91,4 44 111,2 55
56 132,8 67 152,8 78 172,4 89 192,2 100 212 III
57 134,6 68 154,4 79 174,2 90 194,0 101 213,8 112
58 136,4 69 156,2 80 176,0 91 195,8 102 215,6 113
59 138,2 70 158,0 81 177,8 92 197,6 103 217,4 114
60 140,0 71 159,8 82 179,6 93 199,4 104 219,2 115
61 141,8 72 161,6 83 181,4 94 201,2 105 221,0 116
62 143,6 73 163,4 84 183,2 95 203,0 106 222,8 117
63 145,4 74 165,2 85 185,0 96 204,8 107 224,6 118
64 147.2 75 167,0 86 186,8 97 206,6 108 226,4 119
65 149,0 76 168,8 87 188,6 98 208,4 109 228,2 120
66 150,8 77 170,6 88 190,4 99 210,2 110 230,0 121
F
113,0
114,8
116,6
118,4
120,2
122,0
123,8
125,6
127,4
129,2
131,0
231,8
233,6
235,4
237,2
239,0
240,8
242,6
244,4
246,2
248,0
249,8
,,.;_
8 INTRODUÇÃO
------
1.3.2 Outras propriedades termodinâmicas
Há outras propriedades termodinâmicas cujos conceitos são também importantes para a definição de certos
fenômenos.
São elas: volume específico, densidade e peso específico.
1- Volume específico é definido como volume por unidade de massa:
onde:
v = volume específico;
V= volume total;
m =massa.
Em unidades SI serão dados:
v
m
m'
vem-
kg
memkg
2 - Densidade é definida como massa por unidade de volume:
Em unidades ~ I :
8= m _.!_
v v
8em kg
m'
3 - Peso específico é definido como o peso por unidade de volume:
p
w=-
v
Em unidades SI:
- kg
wem-
m'
Pemkg ·peso
1.4 Calor
Já vimos na Seção 1.3 que, se colocarmos dois corpos de diferentes temperaturas em cantata, o corpo mais
quente diminui a sua temperatura e o corpo mais frio a aumenta, havendo uma temperatura de equilíbrio tér-
mico (lei zero). Até o início do século XIX, havia entre os cientistas o conceito de que uma substância, o
"calórico", passava do corpo mais quente para o corpo mais frio. Esse conceito satisfazia as experiências da
época, mas não sobreviveu às experiências mais avançadas, ficando plenamente aceito pela ciência que não
existe uma substância e sim uma "energia" que se transmite do corpo mais quente para o corpo mais frio, por
diferença de temperatura. Essa energia, que é aceita como o "calor", não se transmite apenas entre os dois
'
I
I
'
'
I
I
'
lNlRODUÇÃO 9
corpos, mas também às vizinhanças. Esses fenômenos passaram despercebidos pelos cientistas mais antigos,
inclusive Galileu e Newton, e só por volta de 1830 o francês Sadi Carnot (1796-1832) revelou o "princípio
da conservação de energia", desenvolvido mais tarde por Mayer (1814-1878), Joule (1818-1889), Helmholtz
(1821-1894) e outros.
Joule demonstrou experimentalmente que há uma equivalência entre trabalho mecânico e calor, como duas
formas de energia, e Helmholtz generalizou que não só o calor e a energia mecânica são equivalentes, mas todas
as formas de energia são equivalentes e que nenhuma delas pode desaparecer sem que igual energia apareça sob
outra forma em algum lugar.
Joule fez uma montagem experimental para medir o equivalente mecânico do calor. Essa montagem (Fig.
1.7) constou de dois pesos que transmitiam a sua energia mecânica a um tambor fixo e um eixo com palhetas,
imersas em água com massa m. Num ciclo de operações, Joule observou que havia uma elevação I:J.t de tempe-
ratura da água, a mesma elevação como se transferíssemos energia, sob a forma de calor, ao sistema. Essa ele-
vação de temperatura, multiplicada pela massa m e pelo calor específico, dará a quantidade de calor incorpora-
da ao sistema:
Q = mci:J.t
Medindo a energia mecânica e a elevação de temperatura, conclui-se que
__ ,_- __, · ~ : - __,
ou seja, 4.186 joules de energia mecânica inteiramente convertida em energia calorífica gerarão 1 kcal, isto é,
aumentarão a temperatura de 1 quilograma de água de 14,5°C para 15,5°C.
Em unidades do sistema inglês, temos
1 BTU = 252 cal = 777 ,9libras-pés
No Sistema Sl, a unidade de energia é o joule:
kgm'
J= lNXm= 1--
s'
Assim temos a definição de quilocaloria: "Quilocaloria é a quantidade de calor necessária para elevar a tem-
peratura de 1 quUograma de água de 14,5°C para 15,5°C."
Em unidades do sistema inglês, pode ser definida do seguinte modo: 1 BTU (unidade térmica britânica) é a
quantidade de calor necessária para elevar a temperatura de !libra-massa de água de 63°F para 64°F.
Fig. 1.7 Demonstração, feita por joule, da equivalência entre trabalho mecânico e calor.
]Q INTRODUÇÃO
Resumindo:
1 kcal = 1.000 cal = 3,968 BTU = 4,186 joules
1.4.1 Capacidade térmica
Para uma determinada massa, a quantidade de calor necessária para produzir um determinado aumento na
temperatura depende da substância.
Chama-se capacidade térmica C de um corpo o quociente da quantidade de calor fornecida dQ e o acréscimo
na temperatura dT.
Então
C = capacidade térmica = dQ
dT
1.4.2 Calor específico
A por unidade de massa de um corpo, é o que se denomina "calor específico". Depende
da natureza da substância do qual é feito, daí chamar-se específico de uma substância (veja Fig. 1.8).
C = capacidade térmica = _!__ dQ
massa m dT
(1.2)
A capacidade térmica e o calor específico de uma substância não são constantes, dependem do intervalo de
temperatura considerado. Para a água, por exemplo, o calor específico somente será de 1 kcal/kg°C na tempe-
ratura de 15°C. Na temperatura de Ü°C será de 1,008 kcal/k:g°C e a 40°C será de 0,998 kcal/kg°C.
No limite, quando o intervalo de temperatura IJ..T podemos falar em calor específico à determinada tem-
peratura T, então .da Eq. 1.2 tira-se:
J
'f
Cdt
T,
Para se uma tabela de calor específico para diferentes substâncias, temos de fixar uma pressão
constante e uma temperatura ambiente.
Na Tabela 1.3; temos o calor específico cP à pressão constante de 1 atm.
Verificamos por essa tabela que o calor específico dos sólidos varia muito com a substância, se expresso em
callgoc ou J/goC (colunas 1 e 2), porém se expressannos amostras com o mesmo número de moléculas verifi-
camos que o calor específico molar ou capacidade térmica molar de quase todas as substâncias é aproximada-
mente 6 cal/mol°C (com exceção do carbono). Essa foi a conclusão a que chegaram Dulong e Petit em 1819.
Para se obter a coluna 4, multiplicam-se os valores da coluna 1 pela coluna 3; para se obter a coluna 5, mul-
tiplica-se a coluna 2 pela 3. Conclui-se que 1 cal/g°C = 1 kcal/kg°C = 1 BTU/lb°F e que o calor específico da
água 1 ,O cal/g°C ou 1 kcal/kg°C ou ainda 1 BTU/lb°F é muito grande comparado com os metais.
Tabela I 3 Valores de c para Alguns Sólidos à Pressão de 1 atm
'
Calor Específico Calor Específico Peso Molecular Capacidade Térmica Capacidade Térmica
cai/g°C J/goC g!mol Molar cai!ffUJPC Molar J!ffUJl°C
Substância (I) (2) (3) (4) (5)
Alurrúnio 0,215 0,900 27,0 5,82 24,4
Carbono 0,121 0,507 12,0 1,46 6,11
Cobre 0,0923 0,386 63,5 5,85 24,5
Chumbo 0,0325 0,128 207 6,32 26,5
Prata 0,0564 0,236 108 6,09 25,5
Tungstênio 0,0321 0,134 184 5,92 24,8
,,,;.
INTRODUÇÃO 11
Termômetm
Termômetro
1 kg de água 1 kg de glicerina
Queimadores a
,,,
Fig. 1.8 Comporaçõ.o entre colores específicos da ógua e da glicerina.
Verifica-se então que a quantidade de calor por molécula, necessária para produzir detenninada variação de
temperatura de;um sólido, é aproximadamente a mesma para quase todas as substâncias, o que dá ênfase à teo-
ria molecular da matéria.
O calor específico, ou seja, a capacidade térmica por unidade de massa, pode ser verificado experimental-
mente pela experiência da Fig. 1.8.
Em duas cubas iguais, colocamos 1 kg de massa de água e 1 kg de glicerina. Aproximamos dois bicos de gás
iguais e deixamos ambas as cubas se aquecerem pelo mesmo tempo, no fim do qual mediremos as temperaturas
da água e da glicerina.
Verificamos que o aumento de temperatura da água é maior do que o da glicerina, então podemos afirmar
que o calor específico da água que é de 1 kcal!kgoC é maior do que o da glicerina que é de 0,576 kcal/kg°C.
Exemplo 1.4a,:
Um bloco de _chumbo de 100 g é tirado de um forno e colocado dentro de um recipiente de 500 g de cobre,
contendo em seq interior 200 g de água na temperatura inicial de zooc. A temperatura final do conjunto passa
' a ser de 25°C. Qual a temperatura do fomo?
Solução:
Temos a seguinte equação de equilíbrio, usando os valores da Tabela 1.3:
100 X 0,0325 (T, - 25) ~ 500 X 0,0923 (25 - 20) + 200 X 1 (25 - 20)
Resolvendo essa equação, achamos, desprezando as perdas:
TF = 437°C
1.4.3 Condução de calor
Chama-se condução de calor a transferência de energia calorífica entre as partes adjacentes de um corpo ou
de um cotpo para outro quando postos em contato.
De uma maneira mais geral, podemos dizer que o calor transmite-se de três maneiras:
por radiação, quando se transmite de um corpo a outro por meio de ondas, em linha reta e à velocidade da
luz. Exemplo: o calor irradiado pelo Sol;
por convecção, quando passa de um corpo a outro por meio do fluido que os rodeia. Exemplo: banho-maria
em que o fluido é a água; aquecimento de ambiente em que o fluido é o ar;
por condução, quando existe contato direto entre os corpos ou entre as partes de um mesmo corpo, quando
há diferença de temperatura. Exemplo: barra de ferro em contato com fogo.
Estudaremos apenas a condução do calor.
12 INTRODUÇÃO
. .
. . . ..
...
•', ..
T,,.
..
. ...
. . . ... .
.. : .. . ..
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...
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'···:·· ... ·,.· .. ,
..... · .. · .. · .. :< ·:--.·-_:_.-; .:· :.··.
. ...
. . . ·
. . . . . .
.. '•
...
' ...
:;
. . . '
Fig. 1.9 Condução de calor.
1.4.3.1 Condução de calor em paredes planas (experiência de Fourier-1825)
Suponhamos uma lâmina de um certo material, de seção reta A e espessura LU e que as faces do material
sejam mantidas a temperaturas diferentes T
2
e T
1
, sendo T
2
> T
1
. Queremos avaliar o fluxo de calor .6.Q entre
essas faces, no intervalo de tempo .6.t e perpendicularmente a elas.
Experimentalmente, Fourier concluiu que a quantidade de calor é proporcional à área A, à diferença de tempe-
ratura .6.T e ao intervalo de tempo !:J.t. Também, por experiência, conclui-se que se .6.Te LU forem pequenos, o
fluxo de calor .6.Q será proporcional a .6.T para !lt e A constantes, ou seja,
. Llx
I!.Q a A i!.T
l!.t Llx
No limite_, se á lâmina tiver espessura infinitesimal dx, e através da qual existir uma diferença de temperatura
dT, temos a seguinte equação de transmissão de calor, chamada lei de Fourier:
onde:
q = a taxa de transmissão de calor em certo intervalo de tempo, através da área A em cal ou kcal;
dT d' d tu ( . . d di ' . )
dx = gra tente e tempera ra vanaçao a temperatura com a stancta ;
K = constante de proporcionalidade, chamada de condutividade térmica.
Obs.: O sinal de menos é porque o calor se transmite da face mais quente para a mais fria.
(1.3)
Na Tabela 1.4 vemos a condutividade ténnica de alguns materiais, à temperatura ambiente e para os gases a ooc.
Por esta tabela podemos ver que os corpos bons condutores de eletricidade são os que têm maior condutivi-
dade térmica, o que enfatiza o conceito de que o calor é uma energia, como a eletricidade também o é.
1.4 .3.2 Condução de calor através de placas paralelas
Vamos examinar o caso de um corpo composto por duas placas paralelas, de materiais com condutividades
térmicas diferentes K
2
e K
1
(Fig. 1.10).
lNlRODUÇÃO 13
Tabela 1.4 Condutividades Térmkàs em kcaUs m°C- K
Metais
Aço ................................ .
Latão .............................. ..
Alurrúnio ......................... .
Chumbo.
Cobre ......................... ..
Prata ...
1,1X10
2
2,6 x w-'
4,9 x w-
2
s.3 x w-J
9,2 x w-'
9,9 x w-
2
Gases
Ar ................................ ..
Hidrogênio ..
Oxigênio ....................... .
Obs.: Para se ter as conduuvtdades por hora, multtplicar por 3.600.
5,7Xl0
6
3,3 X 10-s
5,6 x w-
6
Diversos
Amianto ............................. ..
Concreto ............................. ..
Cortiça ............................... .
Vidro .................................. ..
Gelo ................................ .
Madeira .............................. ..
2 X 10
5
2 x w-•
4 x w->
2 x to-•
4 x w-
4
2 X 10-s
E depois vamos fazer a generalização para n placas paralelas. As temperaturas das faces externas são T
2
e T
1
e
a temperatura da face de separação das duas placas é Tx. Em regime estacionário, ou seja, depois de decorrido
um intervalo de tempo suficiente em que a temperatura não varia mais e considerando a área A perpendicular à
direção do fluxo, temos as equações:
=KATz-Txe
Qz 2 "4
=K ATx-T.,
ql 1 4
Como em regime estacionário os fluxos serão iguais, temos:
q
2
= q
1
= q, ou seja:
K ATz-Tx
' L,
=K ATx-T.,
' L,
Resolvendo esta equação em Tx e depois substituindo em uma das equações acima, teremos:
Generalizando para n placas paralelas, temos:
A(T, -I;)
q ~ """ L,
. . i . . . J ; ~ J K.
'
T,> T,
Fig. 1.10 Transmissão de calor em placas paralelas.
(1.4)
L

14 INTRODUÇÃO
'-----
onde:
kcal

s
T
2
e T
1
= as temperaturas externas em K;
Li = espessura das placas em m;
K d
.. d d • . d .al kcal
; = con utivi a e term1ca o maten em ---.
Sm°C
1.4.3.3 Analogia com o circuito elétrico
A fim de facilitar os cálculos da condutividade térmica de diversas placas paralelas, costuma-se fazer a ana-
logia com um circuito elétrico; essa analogia com o calor é usada para modelos reais, e também as equações são
perfeitamente análogas.
Pela Lei de Ohm, sabemos que, num circuito de corrente contínua:
onde:
u

R
1 =intensidade de corrente (ou fluxo de carga elétrica);
U = diferença de potencial elétrico;
R = resistência elétrica.
A expressão de R em função dos dados físicos do condutor é:
onde:
L
p-
A
p = resistividade ielétrica do material do condutor;
L = comprimentl? do condutor;
A = área da seção reta do condutor.
A condutividade elétrica é o inverso da resistividade, ou seja,
1

c
Então, a expressão acima fica:
R= !::._ que, substituindo em/, dá:
CA
Comparando esta expressão com a Lei de Fourier [Eq. (1.3)], temos:
I é análogo com q; C é análogo com K; U é análogo com dT = T
2
- T
1
; L é análogo com a espessura da placa
dx. Dessa analogia, podemos chamar a expressão como resistência térmica de placas planas ou R,h ou f!,h
(Ohm térmico). Através da analogia com o circuito elétrico, podemos deduzir a resistência térmica de várias
placas paralelas (Fig. 1.11).
•·

INTRODUÇÃO 15
. -----------------------==c::_--=
R, R,

R,.=R,+R,+R,
R,


l'ig. 1.11 Analogia com o circuito elétrico.
Assim, a E9,. (1.4) poderá ser apresentada de outra maneira:
Tz -1;_
(1.5)
Nos cálculos de ar condicionado, as tabelas da carga térmica são preparadas para a condutância, em vez de
resistências. Assim a Eq. (1.5) pode ser transformada, considerando-se A constante:
(1.6)
sendo:
[ kcal l e
R h. m2 . oc 2 J
"
q = kcal/h
Exemplo 1.5:
Uma parede externa de uma sala é composta das seguintes placas: 10 cm de concreto, 5 cm de amianto e
revestida internamente com 20 cm de cortiça. A temperatura do ar no exterior é de 32°C e no interior de 25°C,
mantida pelo ar condicionado. Calcular o fluxo de calor por m
2
de superfície de parede, em kcal/h.
Solução:
Cálculo da resistência térmica, baseada nos dados da Tabela 1.4 e levando em conta que o fluxo é por hora.

1
'--=- O, 13 íí,.
0,72X1
0,05
= 0,71 fllh
0,07 X 1
0
'
2
= 1,42 fllh
0,14Xl
-- -

16 INTRODUÇÃO __ _
O'CL====r
100"C

I ·-." 100"C
YJ!!í&'lftílli!ll'
Fig. 1.12 Exemplo 1.6.
ou R,h = o,u + o,?l + 1,42 = 2,26 n,h
32-25
q =-=:oc 3,09 kcal/h
2,26
Resposta: 3,09 kcalih por m
2
de parede.
(a) Placas em série
(b) Placas em paralelo
Obs.: O mesmo resultado seria obtido usando-se U =
I 1
eaEq. (1.6.)
R,h 2,26
Exemplo 1.6:
Duas barras idênticas de metal, quadradas, são soldadas topo a topo como mostra a Fig. 1.12(a). Suponha-
mos que 10 cal de calor fluam através das barras em 5 minutos. Pergunta-se que tempo levaria para que as 10
cal fluíssem através das barras colocadas como na Fig. 1.12(b).
Soluçcto:
No caso da Fig. 1.12(a) as placas metálicas estão colocadas em série, então as resistências ténnicas serão
somadas. Resultando:
;
R 2L
,, KA
No caso da Fig. 1.12(b), estão em paralelo, então:
1 KA KA L

Req L L 2KA
Pela Eq. (1.5), vemos que no caso b o fluxo de calor é 4 vezes maior, isto é, para ser transportada a mesma
energia, necessitamos de um tempo 4 vezes menor, ou seja:
5 minutos .
t = = 1 mmuto e 15 segundos
4
Resposta: 1 minuto e 15 segundos.
1.4.4 Calor sensível
Calor sensível é a quantidade de calor que deve ser acrescentada ou retirada de um recinto devido à diferença
de temperatura entre o exterior e o interior, a fim de fornecer as condições de conforto desejadas. Esse calor é
introduzido no recinto de diversas maneiras: por condução, pelo Sol diretamente, pelas pessoas, pela ilumina-
ção, pelo ar exterior etc.
Calor sensível é o calor que se sente, é a propriedade que pode ser medida pelo tennômetro comum.
'
'
'
l
INTRODUÇÃO 17
1.4.5 Calor lâtente
É a quantidade de calor que se acrescenta ou retira de um corpo, causando a sua mudança de estado, sem
mudar a temperatura; é o calor absorvido que provoca a evaporação da água ou outros líquidos.
Exemplo: A água no estado sólido (gelo) necessita de 80 kcal por kg para passar para o estado líquido a 0°C.
Enquanto se fornece esse calor, a temperatura da água permanece constante, ou seja, 0°C.
Então o calor latente de fusão da água é de 80 kcallkg. Se continuarmos acrescentando calor à água líquida,
a sua temperatura passará de oo a 100°C, exigindo 100 kcal de calor. A partir dessa temperatura, se quisermos
passar ao estado de vapor, teremos que acrescentar mais 538 kcal, porém a sua temperatura permanecerá em
100°C enquanto ainda existir líquido. Logo, o calor latente de vaporização da água é de 538 kcal/kg. É o calor
que ferve a água da chaleira.
Agora, se temos água sob a forma de vapor e queremos passá-la para o estado líquido, precisamos retirar as
mesmas 538 kcal/kg, mantendo-se constante a temperatura até todo o vapor se transformar em líquido. Esse é
o calor latente de condensação.
O corpo humano emite ou recebe calor sensível e calor latente, que é o calor necessário para vaporizar a
transpiração e respiração, permanecendo constante o calor total.
O calor total é a soma do calor sensível e do calor latente.
1.5 Primeira Lei da Termodinâmica
Agora que já temos conhecimento das propriedades elementares, iniciaremos o estudo das propriedades com-
plexas, a fim de que possamos melhor compreender todos os fenômenos que se processam em uma instalação
de ar condicionado ou de frio.
1.5.1 Energia
A perfeita av&liação e a compreensão dos fenômenos que regem as manifestações da energia não serão fáceis, pois
a energia não pode ser vista e não é uma substância. É manifestada apenas pelos resultados que produz; uma energia
aplicada a um sü;tema pode produzir modificações no aspecto físico ou químico, embora não seja uma substância.
A energia pode ser definida em um sentido mais geral como a "capacidade de produzir trabalho".
Já está provado desde Sadi Carnot e mais tarde Helmholtz que a "energia não pode ser criada
nem destruída". É a lei da conservação da energia de aplicação cada vez mais generalizada e extrapolada para
a esfera de conhecimentos macrocósmicos.
Essa lei da conservação da energia já era conhecida antes mesmo de ser descoberta a estrutura do átomo e,
uma vez conseguidas experimentalmente a fissão e a fusão do átomo, ficou provada a transformação da matéria
em energia. Agora sabemos que há urna perfeita relação entre a matéria transformada e a energia produzida.
A l.a Lei da Termodinâmica estabelece, de urna forma geral, que, quando uma energia é transferida ou trans-
formada em qualquer outra forma, a energia final total é igual à energia inicial menos a soma de todas as ener-
gias envolvidas no processo.
Essa l.a Lei da Termodinâmica não pode ser demonstrada matematicamente e sim por meio de observações
experimentais. Por meio do balanço energético envolvido nos sistemas, podemos concluir a primeira lei.
Aplicando-se a l.a lei a um sistema, podemos dizer que a energia adicionada ao sistema é igual à diferença
entre a energia final e a energia original do sistema.
Então, a compreensão da 1.
8
lei exige conhecimento da forma de energia adicionada ao sistema, assim como
as formas de energia resultantes das transformações.
1.5.2 Energia transferida a um sistema
Para que uma energia possa ser adicionada a um sistema deve haver uma força atuante ou um potencial que
causará a transposição das vizinhanças do sistema.
---- -- -----
..
... ;.
18 INTRODUÇÃO
.
Há três tipos de potenciais: forças mecânicas, forças elétricas e temperatura. As energias associadas com esses
potenciais são: trabalho, energia elétrica (ou trabalho elétrico) e calor.
Quando há diferença de magnitude (ou diferença de potencial) entre qualquer desses potenciais, entre os dois
lados das vizinhanças do sistema, há possibilidade de transferência de energia. No entanto só há possibilidade
de a energia atravessar as vizinhanças do sistema se houver um caminho para o fluxo de energia. Por exemplo,
em qualquer circuito elétrico, pode haver diferença de potencial entre as extremidades do circuito, mas se não
houver um condutor que estabeleça um caminho contínuo para as cargas não haverá corrente elétrica. Da mes-
ma forma o calor: pode haver uma grande diferença de temperatura entre as vizinhanças de um sistema de calor,
mas, se houver um isolante témrico suficiente, o calor não será transmitido à outra extremidade.
1.5.3 Trabalho
Trabalho é definido como o produto da força pela distância onde esta força atua.
Essa definição implica que a força cause um deslocamento e só a componente da força na direção do deslo-
camento atua na produção do trabalho.
Assim a equação do trabalho realizado entre os pontos 1 e 2 (Fig. 1.13) será:
onde:
lt;
2
= trabalho entre 1 e 2;
FL = componente da força na direção do deslocamento;
dl = deslocamento do objeto.
(1.7)
Energia elétrica (trabalho elétrico) é definida ao longo do tempo como igual ao produto da diferença de poten-
cial (ddp) pela oorrente que essa diferença de potencial produz (essa corrente depende da impedância do circuito).
O calor, ou energia calorífica, é a energia transferida através dos limites de um sistema, quando entre esses
limites há uma diferença de temperatura.
'
Diferentemente da energia mecânica ou energia elétrica, a determinação do calor que atravessa os limites do
sistema é bem mais difícil. Quando se conhece a condutividade térmica do material através do qual o calor flui,
será possível determinar o fluxo do calor. Porém essa condutividade só é obtida por processos indiretos.
A energia de um sistema pode variar de diversas maneiras: pela variação da energia potencial, por exemplo
elevação do sistema; pela adição de energia ao sistema que pode variar a sua velocidade, ou seja, variar a sua
energia cinética. A energia potencial e a energia cinética, consideradas como um todo, estão relacionadas com
as vizinhanças do sistema. Essas duas energias são muitas vezes consideradas energias extrínsecas.
,
-d,.....-
Fig. 1.13 Determinação do trabalho .
lmRoouçAo 19
- - - ~ - - ------------------'----
A adição de energia a um outro sistema poderá _produzir a elevação de temperatura, a sua expansão ou
mudança de fase. Uma reação química pode ocorrer em um sistema; num sistema gasoso, por exemplo, a
adição de temperatura pode ocasionar a ionização. Em certos sistemas, poderá ocorrer a fissão ou a fusão
nuclear.
A energia que, associada com qualquer outra, provoca modificações internas é denominada "energia inter-
na", designada por U. Qualquer modificação na temperatura de um sistema provoca modificação na velocidade
das moléculas, ou seja, na energia cinética molecular. A energia cinética molecular é designada por U x· O sis-
tema pode se contrair ou expandir, havendo modificação nas distâncias das moléculas.
Quando há forças atrativas intermoleculares, haverá uma modificação na energia potencial molecular, desig-
nada por Uw
Quando se realiza uma reação química, há uma modificação da estrutura molecular do sistema. Essa energia
é conhecida como "energia química".
Sob certas condições, pode haver modificações na estrutura atómica do sistema. Essas mudanças podem ser:
ionização, fissão nuclear ou fusão nuclear. A energia associada com as modificações na estrutura atómica é
conhecida com? energia nuclear. Essas energias são intrínsecas.
Resumo:
a) Energias que podem ser transferidas:
1 - calor - através de mudanças de temperatura;
2 - ttabalho mecânico - por desequilíbrio de forças mecânicas;
3 -trabalho elétrico - por diferença de tensão.
b) Energias extrínsecas dos sistemas:
1 -energia pote:qdal- associada com desnível;
2 - energia cinética- associada com velocidade.
c) Energias da' estrutura interna do sistema (intrínseca ou interna):
1 - Molecular
- cinética- associada com temperatura absoluta;
- potencial- associada com forças interatómicas;
2- Atómica
- química- associada com trocas na estrutura molecular;
3- Subatómica
nuclear - associada com trocas na estrutura atômica.
l.SA Avaliação das energias potencial e cinética
Vamos supor uma esfera massiva, na posição de equilibrio, em repouso no solo. Nessa posição a energia
potencial e a energia cinética são nulas em relação à superfície do solo.
Em seguida aplicamos uma força F conlra as forças gravitacionais a fim de colocarmos a esfera para oulra
posição de equilíbrio na altura Z (Fig. 1.14).
Agora temos uma energia potencial que é expressa por:
EP = Fg X Z = W X Z
Esta energia é intrinsecamente igual à energia cinética necessária para o deslocamento dl, ou seja, o ttabalho
elementar entre Z
0
e Z
1
será:
d(EC) ~ Fdl
20 lNIRODUÇÃO
I
I
/
/
.... ---...
'
' \
I r - - - - ~ - - - - -
, ' '
\ I
\ I I
' ' /
'-..._!_ ..... "'
'
t
z
--- ----- z;,
F,= W
Fig. 1.14 Trabalho contra a gravidade.
F=ma=
dv dl dv dv
m-=m--=mv-
Substituindo:
dt dt dl dl
dv
d(EC) ~ mv dl dl ou
d(EC) = mvdv. Integrando entre os limites, e supondo que a velocidade inicial seja zero:
'
Se deslocássemos a esfera para outra posição de equihôrio ~ , a energia cinética ou o trabalho necessário
seria igual à energia potencial:
EP ~ W(Z,- Z,)
Então:
1
EC=
2
m(vi-vf)
Se agora considerarmos forças magnéticas, pela Fig. 1.15, temos:
onde:
F m = força magnética entre as massas;
m
1
= força atrativa do pólo N;
m
2
= força atrativa do póloS;
r = distância entre as massas.
INTRODUÇÃO 21
Linhas de força
Fig, 1.15 Trabalho contra forças magnéticas.
Se quisermos avaliar o trabalho contra as forças magnéticas (no caso são atrativas), temos:
J
' d f'dr

r'
1.5.5 Aplicação da 1ª lei aos sistemas
A l.a lei aplicada a qualquer sistema estabelece que: "Quando se verifica qualquer modificação no sistema,
a energia final é igual à energia original do sistema mais a energia adicionada ao sistema, durante o período em
que se verifica a modificação."
A energia interna U pode ser inerente ao sistema de várias formas. Quando o sistema está em movimen.to,
está sob a forma de energia cinética; se elevarmos o sistema, há modificação na sua energia potencial, então U
está sob a forma de energia potenciaL
A energia pode ser adicionada ao sistema, sob a forma de calor ou trabalho, seja trabalho mecânico ou elétri-
co. Arbitrariamente o calor adicionado ao sistema é considerado positivo, assim como o trabalho fornecido pelo
sistema também é positivo.
Vamos supor', na Fig. 1.16, uma massa definida de material sendo impulsionada para dentro do sistema aber-
to. A pressão p resistirá ao fluxo da massa nos limites do sistema. De uma maneira direta ou indireta, trabalho
é exigido para remover essa resistência p.
Esse ·trabalhq será definido
Então o trabalho será:
Fluxo
1
F
p= -ouF=pA
A
W=pXAXlou

f
VWT/VT::::://???0/4
o/ffi?fl7ft?lfil/Zí2
I I
I I
I......,_P
I I
4LUWLTLTAV/.l
I 2/VI[Vâl/lü7@27â7)7áJ
Fig. 1.16 Aplicação da l"lei aos sistemas.
l
22 INTRODUÇÃO
Como se trata de um trabalho ao longo de toda a seçãoA, será mais bem definido por "fluxo de trabalho Wj' ou

Como o fluxo da massa incorpora trabalho ao sistema, pela l.a Lei da Termodinâmica temos, considerando
1 o estado inicial e 2 o estado final do sistemaS:
Us1 + ECs1 + EPs1 + (U + pV + EC + EP)enlrad• + Q =
= U
82
+ EC
82
+ EP
82
+ (U+ pV+ E+ E),af& + W
onde:
V= volume total do fluido entrando ou saindo durante o processo;
Q = calor adicionado ao sistema;
W = trabalho fornecido pelo sistema;
EP = energia potencial;
EC = energia cinética;
U = energia interna.
Agrupando;os termos de modo diferente, temos:
(V+ pV + EC + EP)enrrada + Q = U
82
- Us
1
+ EC
2
- EC
1
+ EP
2
-
- EP, + (U+ pV+ EC + EP),.,,, + W
1.5.6 Entalpia
(1.8)
(1.9)
Na Eq. (1.8) os termos U e pV representam a energia de uma dada massa m do fluido entrando no sistema.
Mas U = mu e V= mv então:
U + pV m (u + pv)
onde:
u = energia interna por unidade de massa;
v = volume específico por unidade de massa.
A essa exprdssão foi dada a designação de entalpia H, então:
e h=u+pv
O termo p V é a energia necessária para forçar a unidade de massa de um fluido a atravessar as vizinhanças de
um sistema.
Assim para um fluido em movimento, a "entalpia é realmente energia". Por outro lado, para o fluido em re-
pouso, o termo p V não pode representar energia sendo transmitida.
As tabelas usuais para o cálculo de fluxos dos fluidos são preparadas para as entalpias, mas através delas
pode-se calcular a energia interna:

Então podemos dar outra forma à Eq. (1.9):
(H+ EC + EP)entrada + Q = Usz- Usl + EC2- ECI + EP2- EP1 +
+ (H+ EC + EPJ.•o. + W
Essa é uma equação que pode ser aplicada aos sistemas abertos ou fechados.
Vamos aplicá-la num sistema de ar condicionado (sistema aberto).
Seja a Fig. 1.17 um sistema aberto, no qual vamos aplicar a Eq. (1.10), com algumas restrições.
(1.10)
Para um sistema aberto, podemos, no estado estacionário, considerar nulas as variações de estado, ou seja, as
diferenças de energia do sistema na entrada (1) e na saída (2) desprezíveis; então, aEq. (1.10) ficará reduzida a:
(H+ EC + + Q (H+ EC + EP),.,, + W
___ , ___ _
INTRODUÇÃO 23
Fluxo
(ar saindo)
~
SISTEMA
Fluxo
(ar entrando)
-
r-
---
(j)
a!
EC EC
EP EP
v CALO R v
PV PV
Fig. 1.17 Restrições na aplicação da 1
11
lei a sistemas abertos.
ou
(1.11)
Exemplo 1.7::
O ar de um sistema de dutos entra no estrangulamento (pescoço) da Fig. 1.18 com velocidade de 25 m/s. A
queda de entalpia no pescoço é de 120.000 J/k:g. Determinar a velocidade do ar de saída.
Resposta:
Pelo fato de o ar atravessar o pescoço muito rapidamente, a perda de calor é desprezível, e ainda por não
haver trabalho em jogo no pescoço e não haver elevação da energia potencial, temos:
H
1
- H
2
= EC
2
- EC, ou EC
2
= EC
1
+ H
1
- H
2
Fig.1.18 Exemplo 1.7.
EC2
H2
•r:.
24 INTRODUÇÃO
TabelD 1 5 Entalpio do Vapor Saturadc Seco em Função da Temperatura
Temperatura Líquido Saturado Calor Latente Vapor Saturado
'F 'C BTU!lb kJ!kg BTU!lb kJ!kg BTU!lb kJ!kg
32 o 0,0 0,0 1.075,8 2.502,2 1.075,8 2.502,2
34 1,11 2,02 4,69 1.074,7 2.499,6 1.076,7 2.504,2
36 2,22 4,03 9,37 1.073,6 2.497,0 1.077,6 2.506,3
38 3,33 6,04 14,04 1.072,4 2.493,3 1.078,4 2.508,2
40 4,44 8,05 18,72 1.071,3 2.491,7 1.079,3 2.510,3
45 7,22 !3,06 30,37 1.068,4 2.484,9 1.081,5 2.515,4
50 10,0 18,07 42,02 1.065,6 2.478,4 1.083,7 2.520,5
55 12,7 23,07 53,65 1.062,7 2.471,7 1.085,8 2.525,4
60 15,5 28,06 65,26 1.059,9 2.465,2 1.088,0 2.530,5
65 18,3 33,05 76,87 1.057,1 2.458,7 1.090,2 2.535,6
70 21,1 38,04 88,47 1.054,3 2452,1 1.092,3 2540,5
75 23,8 43,03 100,08 1.051,5 2.445,6 1.094,5 2.545,6
80 26,6 48,02 111,68 1.048,6 2.438,9 1.096,6 2.550,5
85 29,4 53,00 123,27 1.045,8 2.432,4 1.098,8 2.555,6
90
'
32,2 57,99 134,87 1.042,9 2.425,6 1.100,9 2.560,5
95 35,0 62,98 146,48 1.040,1 2.419,1 1.103,1 2.565,7
100 37,7 67,97 158,09 1.037,2 2.412,4 1.105,2 2.570,5
110 43,3 77,94 181,28 1.031,6 2.399,3 1.109,5 2.580,5
120 48,8 87,92 204,49 1.025,8 2.385,9 1.113,7 2.590,3
130 54,4 97,90 227,70 1.020,0 2.372,4 1.117,9 2.600,1
140 60,0 107,89 250,94 1.014,1 2.358,6 1.122,0 2.609,6
ISO 65,5 117,89 274,20 1.008,2 2.344,9 1.126,1 2.619,1
160 71,1 127,89 297,45 1.002,3 2.331,2 1.130,2 2.628,7
170 76,6 137,90 320,74 996,3 2.317,2 1.134,2 2.638,0
180 82,2 147,92 344,04 990,2 2.303,1 1.138,1 2.647,1
190 87,7 157,95 367,37 984,1 2.288,9 1.142,0 2.656,1
200 93,3 167,99 390,72 977,9 2.274,4 1.145,9 2.665,2
212 ·. 100,0 180,07 418,82 970,3 2.256,8 1.150,4 2.675,7
250 121,1 218,48 508,16 945,5 2.199,1 1.164,0 2.707,3
300 148,8 269,59 627,03 910,1 2.116,8 1.179,7 2.743,8
Param= 1 kg
EC = mvl =1X252 =31251
J 2 2 ,
EC, ~ 312,5 + 120.000 ~ 120.312,5 J
mv'
T ~ 120.312,5:. v ~ 490,5 m/s
1.6 Segunda Lei da Termodinâmica
Em 1824, o engenheiro francês Sadi Camot, através de sua publicação "Reflexões sobre a força motriz do
calor", chegou à seguinte conclusão:
"O calor só pode produzir trabalho quando passa de um nível de temperatura mais alto para um nível mais
baixo ou, em outras palavras: a quantidade de trabalho que pode ser produzida por uma máquina a vapor, para
uma dada quantidade de calor, é função direta da diferença de temperatura entre a produção do vapor e a sua
exaustão."
Ficou também demonstrado que a transformação inversa só seria possível com o fornecimento de trabalho
ao sistema, ou seja, o calor espontaneamente não sobe de temperatura.
O trabalho mecânico pode ser convertido completamente em calor, mas a transformação inversa não é possível.
.,.;_
INTRODUÇÃO 25
Se uma corrente elétrica flui através de um resistor, produz um efeito térmico. O calor por seu equivalente
elétrico de entrada pode ser fornecido pelo resistor, entretanto o inverso não é possível, ou seja, o calor não
pode ser incorporado ao resistor e fornecer a mesma energia elétrica de entrada e restituir o trabalho mecânico
da turbina. Da mesma forma uma reação química: o hidrogénio e o oxigénio em presença de uma centelha for-
mam vapor de água, com elevação de temperatura. A reação inversa, ou seja, fornecendo a mesma quantidade
de calor à água, não a dissocia em hidrogénio e oxigénio.
Todas essas transformações satisfazem a La lei, porém ela não responde a muitas questões, como, por exem-
plo, por que a transformação do calor em trabalho não é completa e o trabalho pode ser completamente con-
vertido em calor? Em outras palavras, alguns processos podem ser realizados em uma direção e não na dire-
ção oposta.
A 2.a lei responde a essas perguntas, com a introdução de uma nova propriedade chamada de "entropia".
1.6.1 Ciclo de Camot
Vamos supor a máquina térmica ideal da Fig. 1.19, na qual há uma fonte térmica com alta temperatura (fonte
quente Q
1
) e 4ma fonte fria Q
2
• Desse modo é possível produzir o trabalho mecânico W.
O diagrama de Carnot, diagramap-v, mostra que no ponto 1 o gás recebe calor de Q
1
à temperatura constan-
te, então aumenta de volume forçando o pistão a produzir trabalho à temperatura constante, com queda de pres-
são (1-2). No ponto 2, a temperatura do pistão iguala a T
1
, mas o pistão continua a se mover, o que provoca a
Fonte quente
(Temperatura constante)
O,
T,
p
Temperatura
constante
Fig. 1.19 Gelo de Carnot.
'
'
26 lNlRODUÇÃO
--'--------
diminuição da temperatura até T
2
, sem troca de calor (adiabática) no trecho 2-3. A partir do ponto 3, o pistão
começa a retomar, descrevendo o trecho 3-4, diminuindo o volume, recebendo calor, aumentando a pressão, à
temperatura constante. No trecho 4-1, a temperatura do gás se eleva até T
1
, com diminuição de volume e au-
mento de pressão, sem troca de calor (adiabática) e o ciclo está completo.
A eficiência térmica da máquina é dada por:
w
7Jr=
Q,
onde Q
1
é o calor recebido da fonte e W, o trabalho fornecido pela máquina; supondo que se trate de um "gás
perfeito", teríamos:
W= Ql- Q2
e após algumas transformações, concluiremos que:
(1.12)
onde T
1
e T
2
são as temperaturas Kelvin das fontes quente e fria. Quando a temperatura da exaustão se aproxima
da temperatura da fonte, o rendimento tende a zero e, quanto menor for T
2
, maior será o rendimento, e no caso
limite de T
2
=O, o rendimento será 100%.
Exemplo 1.8:
Uma máquina térmica de Carnot recebe 1.000 kJ de calor de uma fonte à temperatura de 600°C e descarrega
na fonte fria na:temperatura de 60°C. Calcular:
(a) a eficiência
(b) o tra,balho fornecido;
'
(c) o calor descarregado.
'
Solução:
(a) 7J
1
= 1- = 1-
60
+
273
=062ou62%
,, 600+273 '
(b) W "/,X Q, 0,62 X 1.000 620 kJ
(c) Q, Q,- 1.000-620 380kl
Se, no exemplo acima, a fonte de calor fornecesse essa energia em 30 minutos, qual a potência fornecida em kW?

620
kl
1.800 s
620
kJ ou 0,34 kW
1.800 s
1 .6.2 Ciclo reverso de Camot
O ciclo reverso é o ciclo típico de refrigeração, onde a fonte fria, para ceder calor à fonte quente, necessita
receber trabalho mecânico. Assim, a Fig. 1.19 transforma-se na Fig. 1.20.
Para a máquina de refrigeração, ou seja, a máquina térmica operando em ciclo reverso, temos:
Q
1
= Q
2
- W, pois o trabalho é negativo e o efeito refrigerante fornecido pela bomba será Q
1
, então o efeito
de aquecimento Q
2
será:
Q, Q, + w
INTRODUÇÃO 27
----
Fonte quente
---))
.... __
p
'
Bg. 1.20 Oclo reverso de Camot.
O diagrama p-v terá agora o aspecto da Fig. 1.20 e o rendimento é:
TI,= W
Q2 T; Tz

Exemplo 1.9:
Num ciclo reverso de Camot (máquina de refrigeração), a máquina recebe calor a -5° C e descarrega a 40°C.
A potência de entrada é de 10 kW. Calcular:
(a) o efeito de aquecimento Q
2
;
(b) o efeito refrigerante Q
1

Solução:
w 1;-1;
(a) 71
1
= -= ou
Qz Tz



7;-7; 40-(-5) s
(b) efeito refrigerante:
kJ
Q, Q,- W 69,5- 10 59,5- ou 59,5 kW
s
L_
'
'··
____________________________________________________________________ __
1.6.3 Gás real e gás perfeito (ideal)
Outros arranjos de máquinas foram tentados de modo que um ciclo reverso com gás ideal fornecesse calor a
um reservatório infinito (por exemplo o oceano) e desse reservatório fosse retirado calor para um ciclo direto e
com gás real e esse ciclo forneceria trabalho para o ciclo reverso. Chegou-se à conclusão de que tal arranjo era
impossível e que sempre havia um desequilíbrio no balanço termodinâmico.
1.6.4 Desigualdade de Clausius
O físico alemão Clausius, em 1850, provou por uma desigualdade que, aplicando apenas a l.a lei, não se poderia
explicar o balanço térmico dos sistemas. A 2.a lei estabelece uma nova propriedade que pode mostrar se o sis-
tema está ou não em completo equilíbrio e daí indicar se a mudança de estado do sistema será ou não possível.
A essa propriedade Clausius denominou "entropia".
Para provar essa variável, foi feito um arranjo como o da Fig. 1.21.
Nessa figura, o sistema recebe calor dos reservatórios I e II que, por sua vez, recebem calor de duas má-
quinas de CARNOT A e Bem ciclo reverso. Elas recebem os trabalhos WA e WB regulados de modo a forne-
cer calor aos· reservatórios exatamente na quantidade em que é fornecido calor ao sistema, ou seja, QA
1
=
QS
1
e QB
2
= QS
2
. O sistema assim operado não troca a sua energia contida e sendo o processo reversível Ws
= WA + W
8
e QS3 = QA
3
+ QB
3
• Porém, se o processo for irreversível as igualdades acima não serão possí-
veis, haverá menos trabalho Ws e o calor fornecido pelo sistema ao absorvedor (Q
3
) será maior que a soma
QA, + QB,.
Após vários cálculos relativos às máquinas de CARNOT, será possível se chegar a
QSI +QS2 +QS3
I; Ii 'E;
ou de forma simplificada
que é como a desigualdade de Clausius.
Reservatório

de calar
T,
tOA,
Máquina de

CARNOT

A
tOA,
os, "' QA, + QB,
WS=WA+WB

-
Sistema
-ws

Absorvedor
"
c a I o r T,
Fig. 1.21 Desigualdade de Clausius.
Reservatório
de calor
fo.;
Máquina de
GARNOT
tOE;
(1.14)
11
T,

B
w
,,.;_
INTRODUÇÃO 29
.
1.6.5 Entropia e desordem
Um sistema é submetido a um ciclo reversível e fechado de transformações como o da Fig. 1.22 e no ponto
P foi introduzida uma quantidade elementar dq
1
de calor, considerando-se o ciclo percorrido no sentido dos
ponteiros do relógio (A). Se o ciclo fechado for percorrido no sentido contrário (B), a mesma quantidade terá de
ser removida, porque se trata de um ciclo reversível.
Então chega-se à conclusão de que a relação dQ não depende do caminho escolhido e sim somente dos es-
T
tados inicial e finall e 2. Essa propriedade é a entropia, cujo símbolo éS:
S,- s, ~ J.' ds ~ J.' dQ [lcl] ou [kcall
1 IT°K °K
Como já sabemos que para um sistema fechado em repouso temos:
d Q ~ d U + d W
teremos:
ds =
dU+ pdV
T
onde a propriedades é função de U, p, V e T.
Para um gás perfeito:
dU= me dTepV= mRTou pdV = mRdV
" T V
(Ll5)
Assim, qualquer processo envolvendo um gás perfeito em um sistema fechado tem a variação de entropia ds
expressa por:
ds = mcvdT + mR dV
T V
(1.16)
onde R = const;mte dos gases.
p
2
'
Fig. 1.22 Entropia e desordem.
,;.
30
Exemplo 1.10:
Três quilogramas de ar à pressão de 1,25 kPa e temperatura de 32°C são submetidos a uma série de processos
desconhecidos até alcançar a temperatura de 182°C, na mesma pressão de 1,25 k:Pa. Determinar a variação de entropia
Solução:
1
2 dQ = 12 mcPdT =me lnT2
1T1T pli
onde cP = calor específico à pressão constante = 1,004 para o ar.
S - S 3 X I 004 ln
182
+
273
I 20 kJI"K
2 1
' 32+273 '
O sentido físico da entropia está ligado à desordem do sistema. Se colocarmos gás em um recipiente pequeno
e depois o liberarmos para o ambiente, a sua expansão livre fará com que suas moléculas se espalhem ao longo
de todo o ambiente e assim podemos dizer que a "desordem" aumentou.
A desordeni. está associada a nossa incapacidade de controle das moléculas num espaço maior.
A energia cinética das moléculas dos gases está ligada à sua temperatura, ou seja, aumentar a temperatura
significa aumentar o movimento molecular. Então aumentar a temperatura quer dizer aumentar a desordem e
este aumento pode ser medido pela variação da entropia.
Todas as transformações naturais estão associadas ao aumento de entropia. Daremos um exemplo esclarecedor.
Exemplo 1.11:
Aquece-se 1 kg de água a 0°C até I 00°C. Calcular a variação de entropia.
Solução:
1
373
dQ 1
373
dT 373
- = me-= 1.000 ln- = 312 cal/°K
213 T 273 T 273
pois: dQ mcdT.
Agora misturemos essa água aquecida com 1 kg de água a Ü°C. A entropia da água a 0°C é considerada nula.
Após a mistura das águas quente e fria, temos 2 kg de água à temperatura de 50°C ou 323°K.
Então a entropia será:
323 323
S3 = me ln- = 2.000 ln- = 336 CalJ°K
273 273
Houve um aumento de entropia de:
S3- S
2
= 336- 312 = 24 Cal/°K
Pode-se afirmar que não existe nenhuma transformação natural em que a entropia decresça.
A entropia do universo, como um todo, é crescente, pois qualquer transformação se caracteriza por um aumento
na variação da quantidade dQ, ou seja, na fórmula da variação da entropia, teremos sempre T
2
> TI> isto é,
T
1.7 Mistura Ar-Vapor d'Água
O ar atmosférico é composto de oxigênio, nitrogênio, dióxido de carbono, vapor d'água, argônio e outros
gases raros, na proporção de 21% de oxigênio e 79% dos outros elementos.
· ~ ; -
lm'RODUÇÃO 31
O ar seco inclui todos os constituintes acima, exceto vapor d'água. Nos problemas comuns de mistura de ar
e vapor d'água, a pressão considerada é a pressão atmosférica e no caso de o fluxo ar-vapor ser estacionário, a
pressão absoluta pode ser considerada constante.
À exceção somente de temperaturas superiores a 65°C, a pressão do vapor d'água na mistura ar-vapor é su-
ficientemente baixa para permitir o seu tratamento como gás perfeito, nas aplicações comuns.
Em geral, o vapor d'água no ar é superaquecido, ou seja, está a uma temperatura acima da temperatura de
saturação para uma determinada pressão. Isso significa que, se no espaço ocupado pelo vapor houver água,
ocorrerá uma tendência à vaporização se o vapor não for saturado.
O termo "umidade" se refere à quantidade de vapor d'água presente na mistura ar-vapor.
1.7.1 Umidade absoluta e umidade relativa
Umidade absoluta é a quantidade de vapor presente na mistura ar-vapor. A umidade absoluta é expressa em
kg de vapor d'água por m
3
de ar.
A umidade relativa é a relação entre a umidade absoluta existente e a máxima umidade absoluta a uma dada
temperatura, ou;seja, quando o ar estiver saturado de vapor. Ou seja:
onde:
UR = umidade relativa;
m,. =massa de vapor d'água em 1m
3
de ar (umidade absoluta);
mv, =massa de vapor d'água que teria se o m
3
de ar estivesse saturado a uma dada temperatura.
Como consideramos o vapor um gás perfeito, temos:
A relação entre a massa de vapor d'água e a massa do ar seco é denominada umidade específica w:
w = massa de vapor d'água
massa de ar seco
(1.17)
Como supomos o vapor obedecendo às leis do gás perfeito, a expressão acima pode ser escrita da seguinte
maneira, sabendo-se que:
R = Ro (onde m é a massa por moi), então:
m
onde:
28,97 = n.
0
de gramas/mal de ar;
pt = pressão total do ar e vapor;
18.016 pV
ou
28,97 pas
(1.18)
32 INTRODUÇÃO
------- ---···-
pas = pressão do ar seco = pt - p V.
Nota-se que nas expressões para a determinação das umidades relativa e específica, temos que determinar as
pressões do vapor d'água, pois não há possibilidade de uma medição direta de UR e de w.
Um dos métodos usados envolve a determinação do ponto de orvalho (dew point) do ar.
1.7.2 Ponto de orvalho (dew point) do ar
Chama-se ponto de orvalho à temperatura abaixo da qual se inicia a condensação, à pressão constante, do
vapor d'água contido no ar.
A determinação do dew point não é muito precisa. Na Fig. 1.23 vemos que esse ponto é atingido na linha de
vapor saturado.
Outro método para a determinação do ponto de orvalho baseia-se na determinação da temperatura do bulbo
úmido ( wet-bulb ). Essa temperatura é obtida cobrindo-se o tennômetro com uma flanela molhada; a temperatu-
ra de equilíbrio é a do bulbo úmido. Usualmente essa temperatura é obtida, juntamente com a do tennômetro de
bulbo seco, em um instrumento que se chama "psicrómetro", visto na Fig. 1.24, constituído por dois tennôme-
tros, um deles c o b ~ r t o por uma flanela umedecida e uma manícula onde se pode girar o aparelho, para melhorar
o cantata com o ar. Quando o ar, em cantata com o bulbo úmido, não está saturado, há vaporização da água
contida na flanela e esta vaporização faz baixar a temperatura do bulbo úmido até o ponto de equilíbrio.
A diferença entre as temperaturas do bulbo seco e do bulbo úmido é denominada "depressão do bulbo úmi-
do". A temperatura do bulbo úmido, assim como a temperatura do ponto de orvalho, é temperatura de satura-
ção, embora a de bulbo úmido seja ligeiramente mais alta, confonne vemos na Fig. 1.25, pois a saturação obtida
não é completa.
T
Unhada/
vapor
saturado
Temperatura ar-vapor
' jResfriamento à
; pressão constante
fig. 1.23 Determinuçõ.o do ponto de orvulho.
Fig. 1.24 Psicrómetro girutório.
s
..
T
Temperatura de
bulbo úmido
t
Ponto de
orvalho
//pressão constante
/ do vapor
Linha do vapor
saturado
s
Fig. 1.25 Temperatura de bulbo seco e bulbo úmido.
INTRODUÇÃO 33
Para se obter a saturação adiabática (sem troca de calor), devemos isolar as paredes de uma montagem como
a da Fig. 1.26, onde o ar circula em contato com a água.
. ...
:;, ..
Ar saturado
Ar .....
. ... ·.
. --+ \ /
Paredes7s:ladas
Fig. 1.26 Saturação adiabática do ar.
Fazendo-se um balanço das energias em jogo no sistema, podemos dizer que a energia que o ar possui na
entrada mais a energia recebida da água é a energia do ar na saída do sistema.
A energia da água em repouso é somente energia interna e seu nível deve ser recompletado no aparelho. A
energia da água vaporizada é a sua entalpia. Fazendo o balanço de energia por umidade de massa do ar seco
w, temos
onde:
has
1
= entalpia do ar seco na entrada (o índice bw se refere à saturação na saída);
wh.
1
= entalpia do vapor na entrada (idem);
(wQ- w
1
) =quantidade de água vaporizada por umidade de ar seco;
h
1
w = entalpia da água vaporizada.
Esta equação em termos da umidade relativa do ar de entrada:
- ., .......
(1.19)
(1.20)
,,
34 INTRODUÇÃO
----
Para se calcular a umidade relativa por meio dessas expressões, precisaríamos dispor de tabelas com as entalpias
da água e do vapor. Para se saber a quantidade de calor que deve ser retirada ou acrescida de um recinto, basta
fazer a diferença de entalpias nos dois pontos considerados, por kg de ar seco.
1.8 Carta Psicrométrica
Em nosso estudo, apresentaremos a carta psicrométrica da TRANE AIR CONDITIONING, reproduzida com
autorização. Essa carta foi preparada para a pressão barométrica padrão de 101,325 kPa ou 760 mm de Hg, ao
nível do mar e em unidades do sistema SI. É baseada nas propriedades termodinâmicas da mistura ar-vapor,
cujas equações foram mostradas na Seção 1.7.
Essa carta é constituída das seguintes partes (veja Fig. 1.29):
1 -linha de temperatura do bulbo seco (BS), em oc;
2 -linha da umidade específica em kg de umidade por kg de ar seco;
3 -linha da escala de umidade específica (UE);
4 -linha da temperatura de bulbo úmido (Bll), em °C;
5 -linha do volume específico em m
3
de mistura por kg de ar seco;
6 -linha de escalas de entalpia (h) em kJ/k:g de ar seco na saturação;
7 -linha da umidade relativa (UR) em%;
8 - linha da razão de calor sensível (RCS) igual a Qs;
Qt
9 - linha do desvio da entalpia em relação à entalpia específica na saturação.
Para a obtenção de uma carta psicrométrica, devemos nos referir à equação do balanço de energia, Eq. (1.19).
o primeiro membro dessa equação consiste em duas parcelas:
entalpia do ar'' ou ha. + whv;
entalpia da ágUa vaporizada ou (wa- w
1
)h!W.
Com exceção de altas temperaturas, a entalpia da água é muito pequena, podendo ser desprezada. Desse modo,
a entalpia do ar, em qualquer temperatura de bulbo seco, deve ser igual à entalpia do ar saturado a uma dada
temperatura de bulbo úmido. Quando há uma mudança de condições na temperatura do bulbo úmido do ar, o
calor adicionado ou removido durante a mudança pode ser determinado pela variação de entalpias para dois
valores da temperatura de bulbo úmido. Essa suposição só é válida se admitirmos que a entalpia da água, adici-
onada ou removida durante a mudança, é desprezível.
Nota-se que, pela carta psicrométrica, percebemos que, na saturação, ou seja, umidade relativa de 100%, as
temperaturas de bulbo seco e de bulbo úmido são iguais.
Na Fig. 1.28 vemos as principais propriedades que podem ser obtidas com o uso da carta psicrométrica.
Exemplo 1.12:
Dados para um recinto condicionado: temperatura RS= 25°C e umidade relativa 50%. Para a mistura ar-vapor achar:
(a) temperatura de bulbo úmido- BU;
(h) umidade específica- UE;
(c) entalpia- h;
(d) volume específico- VE;
(e) umidade percentual definida como a relação entre a umidade específica (item b) e a umidade específica
para a mesma temperatura BS, na saturação.
Solução:
(a) BV ~ !TC;
,,.;_
INTRODUÇÃO 35
·---- . -···----------------------"===---=cc
'·'
o
,,
'·'
,,
"
'·'
'·'
''
'·'
o
FCS
Pressão barométrica
101.325 kPa
(Nivel do mar)
l
"
r
i''
I'
;!'
ii" ""'lf t-
••
ij
"'Jf

....
•"
'
••
,.
••
%UR
Fig. 1.27 Carta psicrométrica. (Por cortesia da TRANE AIR CONDITIONING.)
Bulbo j
úmido
H
F
Bulbo seco
A
B
E
D
Umidade
especifica
Fig. 1.28 Uso da carta psicrométrica.
OA- umidillcaçáo sem aquecimento;
OB- umldlflcação + aquecimento;
OC- aquecimento+ desumidificação;
00- desumidificação qufmlca;
OE- desumidificação;
OF- esfriamento e desumidificação;
OG- esfriamento sensível;
OH- esfriamento evaporativo.
-.
36 INTRODUÇÃO
Fig. 1.29 Carta psicrométrica. (Por cortesia da TRANE AIR CONDITIONING.)
(b) UE ~ 0,0095 kg/kg de ar seco;
(c) h = 47,95 kJ/kg (medido na linha 4) - 0,21 (medido na linha 9) = 47,74 kJ/kg;
(d) VE = 0,855 m
3
/kg de ar seco;
( )
'dade al O, 0095 O
e mm percentu = = ,5.
0,0190
Exemplo 1.13.'
Dada uma temperatura BS = 28°C e BU = 15°C, achar:
(a) entalpia- h;
(h) umidade específica- UE;
(c) umidade'relaÍiva- UR.
Solução:
(a) h ~ 42,1 kJ/kg- 0,35 kJ/kg ~ 41,75 kJ/kg;
(b) U E ~ 0,0054 kg/kg de ar seco;
(c) UR ~ 22%.
Exemplo 1.14:
Dados: 3 m
3
/s de ar frio à temperatura de BS = l4°C e BU = 13°C e 1 m
3
/s de ar exterior à temperatura BS =
35°C e BU = 25°C. Achar as propriedades da mistura (ponto C).
I. a Solução: (Veja Fig. 1.30.)
Para o ponto B temos o volume específico de O, 825 m
3
/kg, e para o ponto E o volume específico é O, 895 m
3
/
kg, então, temos:
ar frio=
3 m3Js = 3,64 kg/s
0,825 m'ikg
ar exterior =
1
m
3
/s =112k/s
0,825 m'ikg ' g
vazão da mistura= 4,76 kg/s
I
. ,.;_
- - - - - - - - ~
BU
h = 46 kJ/kg -r,
\
25"C0,----
16,3"C \
\
E
I
---+-- 0,0105kg/kg
IC I
----, I
1
8
I I
I I I
I I I
8$ 14"C 1s,g•c ss•c
Fig. 1.30 Exemplo 1.14.
Tomando as temperaturas BS, as parcelas da mistura são:
ar frio=
3

64
X 14 ~ 10 7'C
4,76 ,
ar exterior = l,
12
X 35 = 8,2°C
4,76
mistura = 18,9°C
INTRODUÇÃO 37
De posse da temperatura BS da mistura, levantando a vertical encontramos o ponto C, da reta BE. Para o
ponto C, temos:
BU ~ 16,3'C;
h ~ 46 kl/kg;
umidade específica = 0,0105 kg/kg de ar seco.
2." Solução:
Também se poderia resolver fazendo o percentual em relação ao ar total em m
3
/s, usando as temperaturas BS:
ar frio= l X 14 = 10 5°C
4 '
ar exterior= .!_ X 35 = 8,75°C
4
mistura= 19,25°C
Levantando a vertical a partir da temperatura BS = 19,25°C, achamos as condições da mistura:
BU ~ 16,5'C;
h ~ 46,5 kJ/kg
Correção da entalpia = 0,0106, o que daria um resultado próximo ao anterior:
h ~ 46,5 - 0,0106 ~ 46,48 kJ/kg
Exemplo 1.15 (Acréscimo de calor sensível):
Um ar à temperatura BS = zoe e umidade relativa de 60% é aquecido através da passagem em uma bobina
para BS = 35°C.
Achar: para BS = 35°C, a temperatura EU e a umidade relativa, bem como a quantidade de calor adicionada
ao ar por kg de ar fluente .
38
60%
I
I
I
Is%
2 I
I
'
'
2
,,
ss ·c
Fig. 1.31 Exemplo 1.15.
Solução: (Veja Fig. 1.31.)
Loca-se o potÍto 1 e tira-se uma horizontal até a temperatura BS = 35°C. Aí lê-se: BU = 15°C e UR = 8%.
Para achar a quantidade de calor a ser adicionada, faz-se a diferença entre as entalpias:
h
1
= 8 kJ/kg e fG. = 42 kJ/kg, ou seja, Q = 34 kl/kg
Exemplo I. 16 ( Esfriamento e desumidificação):
Um ar à temperatura BS = 28°C e UR = 50% é resfriado até a temperatura BS = l2°C e BU = 11 oc.
Achar:
(a) o calor total removido;
(b) a umidade tOtal removida;
(c) a razão de sensível no processo (RCS).
Solução: (Veji Fig. 1.32.)
(a) Locam-se os.pontos 1 e 2 com os dados do problema. Assim temos:
Condições iriiciais: h
1
= 58,7 kJ!kg
Umidade específica = 0,0118 kg/kg de ar seco
Condições 31,7 kJ/kg
Bulbo
50%
28
Fig. 1.3Z Exemplo 1.16.
--
0,0118
Bulbo ',
seco 'h,
Umidade
especifica
0,64
--
Jo
INTRODUÇÃO 39
------ ------ -------
Umidade específica = 0,0078 kg/kg
Calor removido: h
2
- h
1
= 31,7- 58,7 = -27 kJ/kg de ar seco.
(b) Umidade total removida: 0,0078 - 0,0118 = -0,004 kg por kg de ar seco.
(c) Para determinar a RCS, traça-se a reta entre os pontos 1 e 2 e depois, tomando-se como referência o X marcado
na carta (BS = 24°C e UR = 50%), traça-se uma paralela achando-se o fator de calor sensível 0,64.
Exemplo !. 17 (Resfriamento evaporativo):
Um ar à temperatura BS = 32°C e BU = l8°C passa através de um "spray" de água que o deixa na umidade
de 90%. A água está à temperatura de 18°C.
Achar a temperatura BS do ar.
Solução: (Veja Fig. 1.33.)
Quando a temperatura da água do "spray" é a mesma do BU do ar, o processo de esfriamento evaporativo é
à temperatura BU constante. Então, na interseção da linha EU= l8°C com a linha de UR = 90%, lemos a tem-
peratura BS do ponto 2; BS
2
= 19,2°C.
Exemplo 1.18:
Um ar a 28°C tem a umidade específica de 12 glkg de ar seco. A pressão total do ar é de 98 kPa. Determinar
a temperatura a que deve ser refrigerado o ar até sua umidade relativa ser de 95% e também a umidade relativa
inicial.
Solução:
Usando acarta psicrométrica locamos o ponto em que se encontra o are lemos a umidade relativa inicial: 52%.
Para se c á l c u l ~ r a pressão, usamos a Eq. (1.18):
Bulbo
úmido
18 oc
0,622 pv
pt- pv
----2
~ - - ~ - -
1
I
!J
90%
19,2°C 32 oc
Fig.l.33 Exemplo 1.17.
"'25%
Bulbo
*"
40 INTRODUÇÃO
0,012 ~ 0,622 pv :. pv ~ 1,85 kPa
98- pv
Já vimos que [Eq. (1.17)]:
UR = p (existente) :.p (saturação)= 1,85 = 1,95 kPa
p (saturação) 0,95
Usando tabelas de vapor acharíamos a temperatura correspondente a essa pressão.
t ~ 17,!2°C
1. 9 U midificação e Desumidificação
Uma das melhorias que uma instalação de ar condicionado propicia ao ambiente é o controle da umidade
relativa, não só para conforto, mas também para processos industriais. Não há dúvida de que há outras condi-
ções a serem controladas, como a velocidade e a pureza do ar, mas esses controles não estão incluídos nas trans-
formações terihodinâmicas, como a temperatura e a umidade.
Também se poderia controlar a umidade por meios físico-químicos, como o uso de sílica-gel, cloreto de cál-
cio ou alumina ativada, que conduzem à desumidificação do ar, porém esses processos são especiais.
Nas instalações usuais, a desumidificação está ligada ao processo do resfriamento do ar abaixo do seu ponto
de orvalho, que produz a condensação do vapor d'água contido. Como o ar extremamente frio não é desejável,
usa-se após a desumidificação a elevação da temperatura do ar utilizando meios externos ao sistema.
Dois métodos são usados para a desumidificação a baixas temperaturas:
1-água gelada a temperaturas suficientemente baixas, espargida sob a forma de "spray" no meio do ar. Quando
.as gotículas de água são muito finas, há uma grande área de cantata do ar com a água espargida. Assim a con-
densação do vapor d'água se verifica sob a forma de gotas, sendo retirada como líquido saturado;
2- resfriando diretamente o ar que passa através do evaporador do sistema de refrigeração. Em alguns casos
o evaporador é :Constituído por uma fileira de bobinas (row) e em outros por várias fileiras, o que obriga a umi-
dade relativa d? ar a ficar próxima da saturação, ou seja, próxima de 100%.
No proCesso de desumidificação, dois fatores devem ser considerados:
a que temperatura o ar deve ser refrigerado para se obter a desejada desumidificação?
qual a quantidade de calor que deve ser retirada do ar?
Bulbo seco
Bulbo
úmido
100%
45%
-- ---=--- A
13,5"
Fig. 1.34 Exemplo 1.19.
INTRODUÇÃO 41
- ---------- ----------------------===--_:_::
Supõe-se que o ar ao passar pelo evaporado r seja saturado e a pressão parcial do vapor deve ser tal que quan-
do aquecido a temperatura determinada sairá com a umidade desejada. Como a pressão total permanece cons-
tante durante o aquecimento, a pressão do vapor permanece também constante.
Exemplo 1.19:
Num ambiente condicionado, o ar deve permanecer a 26°C e a umidade relativa a45%. Determinar atempe-
ratura em que o ar deixa o evaporador, supondo-se que seja saturado.
Solução:
Pode-se responder a essa questão simplesmente usando a carta psicrométrica. Loca-se o ponto A, com os
dados do problema, ou seja, temperatura de bulbo seco de 26°C e UR = 45%. Traça-se, a partir de A, uma
horizontal até encontrar a curva de UR = 100% e então lê-se a temperatura t = 13,5°C.
1.9.1 Trocas de calor entre o ar e a água
O ar e a água$. quando postos em contato, trocarão entre si o calor do seguinte modo:
- se a temperatura da água é superior à temperatura do bulbo úmido do ar, haverá queda de temperatura da
água e crescimento da temperatura do bulbo úmido do ar;
se a temperatura da água é inferior à temperatura do bulbo úmido do ar, haverá elevação da temperatura da
água e queda na temperatura do bulbo úmido do ar;
em ambos os casos, a temperatura da água nunca atingirá a temperatura do bulbo úmido do ar, ficando ora
um pouco acima (no primeiro caso), ora um pouco abaixo (no segundo caso).
A fim de que se possa umidificar o ar com um borrifador de água, a temperatura da nuvem d'água deve estar
sempre acima da do ponto de orvalho desejado para o ar.
Para que se possa desumidificar o ar, a temperatura final da água deve ser sempre mantida abaixo da tempe-
ratura desejada do ponto de orvalho do ar.
L92 Misturas de ar
Em instalações de ar condicionado é comum o ar de retomo do ambiente ser misturado com o ar exterior,
para recompletar as diferentes perdas de ar. Se, na carta psicrométrica da Fig. 1.27, colocannos o ponto A como
relativo às condições internas do recinto e o ponto E às condições do ar exterior, em um ponto C da reta AE
teremos as condições da mistura.
Se a metade do ar necessário retomar ao recinto e metade do ar vier do exterior, o ponto C estará no meio; se
apenas uma quarta parte vier do exterior, o ponto C estará a 114 da distância AE e assim por diante.
Um dos métodos usados para a locação do ponto C é baseado na temperatura de bulbo seco do ar exterior e
o de retorno, computando-se o percentual de cada um na mistura. Façamos um exemplo esclarecedor.
Exemplo 1.20:
Em uma instalação de ar condicionado, temos as seguintes condições:
internas: bulbo seco 25,5°C e umidade relativa 50%;
- externas: bulbo seco 34°C e bulbo úmido 27,2°C.
A percentagem do ar exterior é de 20% do total. Quais as temperaturas BS e BUda mistura?
Solução:
Operando-se apenas com as temperaturas BS, temos:
ar de retomo: 0,80 X 25,5 = 20,4°C;
ar exterior: 0,20 X 34,0 = 6,8°C.
temperatura final da mistura: 27 ,2°C
42 INTRODUÇÃO
__c'-"---
25,5 oc 27,2 'C 34 'C
Fig. 1.35 Exemplo 1.20.
Com este valor de 27,2°C, elevando-se uma vertical encontramos o ponto C, que dá as condições da mistura:
bulbo seco: 27,2°C (resposta);
bulbo úmido: .20,3°C (resposta).
Exemplo 1.21::
Suporihamos as mesmas condições internas do Exemplo 1.20 e que o ar frio, ao atravessar as serpentinas do
evaporador do aparelho condicionador, esteja nas seguintes condições:
- umidade relativa: 90%;
temperatura dé bulbo seco: 10°C;
quantidade de ar: 180 m
3
/min (MCM);
ar de retomo: 120 m
3
/min (MCM).
Queremos as condições da mistura.
Solução: (Veja Fig. 1.36.)
Volume total de ar: 180 MCM
Ar frio
as-1o•c
BU=B,5'C
E
Ar exterior
28'C
c
Fig. 1.36 Exemplo 1.21.
Arde retomo
B
\-"'"
INTRODUÇÃO 43
-----
Percentagem do ar de retorno na mistura:
1 2 0 ~ 0 6 6
180 ,
Percentagem do ar exterior:
60
= 0,33
180
- ar de retorno: 0,66 X 25,5 = 16,8°C;
- ar exterior: 0,33 X 34 = 11 ,2°C;
- temperatura final da mistura: = 28,0°C.
Com esta temperatura o ar é lançado no evaporador, de onde sai com 90% de umidade relativa e temperatura
BS ~ IO'C e BU ~ 8,5'C.
1.10 Vazão Necessária de Ar
Qualquer ambiente de ar condicionado, para manter as condições desejadas, necessita de uma determinada vazão
constante de ar, insuflado pelo ventilador, depois de passar pelo evaporador, umidificador ou desumidificador.
Essa vazão de ar frio ou quente é que, em mistura com o ar do ambiente, faz a temperatura e a umidade per-
manecerem dentro das condições desejadas, combatendo o fluxo de calor que entra no recinto (ou dele sai).
Como veremos em outro capítulo, a carga térmica do recinto é expressa em keal/h; é a soma do calor sensível
c do calor latente.
Já sabemos que para o calor sensível, temos:
Q, = mc(t
2
- !
1
)
Se expressarmos os fluxos por hora, teremos:
Q, = calor sensível em kcal!h;
m = quantidade· de ar em jogo em kg/h;
c = calor específico do ar = 0,24 kcal/kg°C para o ar padrão;
1
2
c t
1
=temperaturas do ar na entrada e saída em °C.
Sabe-se que o ar seco, nas condições normais de pressão e temperatura, tem o volume específico v = 0,833
m
3
/kg, então:
m ~ _I [kg]xQ[m']
0,833 m
3
h
onde:
Q = vazão de ar em m'lh.
Assim a expressão do calor sensível será:
I
Q, = -- X Q X 0,24 (t
2
- !
1
) ou
0,833
Q, = 0.29 X Q (t
2
- t
1
) válida para o ar padrão ou
Q= Q,
0,29 (t, - t,)
1.11 Cálculo da Absorção de Umidade do Ar de Insuflamento
(1.21)
Como já vimos, a absorção de umidade do ar de insuflamento pode ser feita com o equipamento de refrige-
ração. O ar a ser insuflado no recinto passa através do evaporador de equipamento e, se a temperatura do
44 INTRODUÇÃO
evaporador estiver abaixo da do ponto de orvalho do ar, haverá condensação do vapor d'água, que deve ser
eliminado para o exterior.
Para se saber a quantidade de vapor d'água que deve ser eliminada, precisamos conhecer as umidades específicas
que são fornecidas pela carta psicrométrica. mas que também podem ser calculadas pelas equações já estudadas.
Como o nosso objetivo é o do projeto de instalações de ar condicionado, usaremos a carta psicrométrica.
Na Fig. 1.37 vamos imaginar que no ponto E loquemos as condições do ar exterior e, no ponto A, as condi-
ções a serem mantidas no recinto, através do exemplo seguinte.
Exemplo 1.22:
As condições do ar exterior são: BS = 34°C e umidade relativa 65%. As condições a serem mantidas no
recinto são: BS = 26°C e umidade relativa 45%. Se a vazão de ar é de 125m
3
/h, queremos saber a umidade que
precisa ser eliminada pelo equipamento de refrigeração e a capacidade desse equipamento.
Solução:
O abaixará a temperatura do ar até a sua saturação, ou seja, umidade relativa de 100% (pon-
to B). Como a t'i::mperaturado ar na saída do evaporador é muito baixa (13,2°C), haverá necessidade de se elevar
a temperatura até as condições do ponto A, mantendo a umidade específica.
A'
BS=34aC
UR= 65%
entrando -"'--f'---'ió
13,2
100%
26
Bulbo seco "C
BS = 13,2 "C
100%

9,4'liJ

34
Fig. 1.37 Exemplo 1.22. Carta psicrométrica e balanço energético.
BS=26•C
UR= 45%
• i
INTRODUÇÃO 45
A umidade específica eliminada sob a forma de condensado é:
22 - 9,4 = 12,6 X lQ-
3
kg/kg de ar seco (resposta)
Fazendo o balanço energético na entrada do desumidificador, temos: entalpia do ar entrando (h
1
) = entalpia
do ar saindo (h
2
) + entalpia do condensado (hc) + calor removido.
Determinação do fluxo de ar em kg/h:
I I
m -- X Q -- X 125 150 kg/h·
0,833 0,833 '
h
1
= 91,0 kJ/kg e h
2
= 37,5 kJ!kg (tirados da carta psicrométrica);
h, 91,0 X 150 13.650 kJ/h e 37,5 X 150 5.625 kJ/h.
A entalpia do condensado será:
hc = mct
2
12, 6 X 10-; X 150 X I X 13,2 24,9 kcallh ou 24,9 X 4,186 104,2 kJ/h.
Assim:
Calorremovido c h
1
- h
2
- hc = 13.650- 5.625- 104,2 = 7.920 kJ/h.
A capacidade do equipamento de refrigeração será de 7.920 kJ/h (resposta).
Se quisermos saber a capacidade do aquecedor (heater) que vai fornecer calor ao ar até o ponto desejado no
ambiente, teremos de fazer outro balanço energético:
entalpia do ar entrando no aquecedor (h
2
) + calor entrando = entalpia do ar saindo (h
3
) ou calor entrando =
h
3
- hz;
h
3
= 50,65 kJ!kg (da carta psicrométrica);
50,65 X 7.597,5 kJ/h;
calor entrando = 7.597,5 - 5.625 = 1.972,5 kJ/h.
Se desejarmos a potência da resistência elétrica em kW para fornecer esse calor em 1 hora, podemos calcular
a partir da relação::
1 kW = 1 kJ. Admitindo o rendimento de 50%:
s
1.
972

5
= I 09 kW
3.600 X 0,5 '
1.12 Capacidade dos Equipamentos do Sistema de Expansão Direta
Para se determinar a capacidade total dos equipamentos dos sistemas de expansão direta, podemos agir de
três maneiras:
(a) Pelo cálculo do calor absorvido pelas serpentinas do evaporador, através de equações que foram vistas an-
teriormente:
Q, 1,20 X Q X (h, - h,);
Q, = calor total em kcalih;
Q = vazão de ar em m
3
/h;
h
1
e h
2
= entalpia do ar entrando e saindo em kcallkg.
Sabendo-se que 1 kcal = 4,186 kJ .
"!
46 INTRODUÇÃO
--------- -------------- ---- ----
Exemplo 1.22a:
Resolvendo o mesmo Exemplo 1.22, temos:
Q, = 1,20 X 125 (21,6- 8,7) = 1.935 kcal/h (desprezou-se a entalpia do condensado).
Se quisermos o resultado em toneladas de refrigeração, basta dividir por 3.024 kcal/h.
(h) Pelo cálculo do calor transferido para a água do condensador:
Q, = 60 X Qa X Ct2 - t1);
Q, = calor total em kcal/h;
Qa = vazão de água em litros por minuto;
t
2
- t
1
=diferença entre as temperaturas da água na saída e na entrada do condensador.
Exemplo 1. 22h:
No Exemplo 1.22, consideremos que a temperatura da água ao entrar no condensador é de 38°C e ao sair é de
46°C e a vazão de água é de 6,25 m
3
/h. Calcular a capacidade de absorção de calor do condensador.
Solução:
Q, ~ 6.250 (46 - 38) ~ 50.000 kcallh ou
50.000 ~ 16 5 TR
3.024 '
(c) Pela capacidade de retirada dos calores sensível e latente obtidos através das temperaturas de entrada e sa-
ída nas serpentinas do evaporador.
Exemplo 1.23:
Calcular o calOr total retirado do ar que entra no evaporador na temperatura de 34°C e sai na temperatura de
13,2°C, a umidade é retirada na razão de 12,6 g por kg de ar seco e a vazão de ar é de 125 m
3
/h.
Solução:
Pela Eq. (1.21), temos para o calor sensível:
Q, ~ 0,29 X Q (t, - t,);
Q, ~ 0,29 X 125 (34- 13,2) ~ 754 kcal/h.
Para o calor latente, temos a expressão:
Q, ~ 583 X C
onde:
Q
1
= calor latente em kcal/h;
C = umidade condensada em litros/hora;
C ~ 12 6[_K_] X 150[kg] ~ 1 891/h·
' kg h ' '
Q, ~ 583 X 1,89 ~ 1.101,8 kcal/h;
Calor total= 754 + 1.101,8 = 1.855,8 kcal/h (resposta).
1.13 Capacidade dos Equipamentos no Sistema de Expansão Indireta
Para se determinar a capacidade dos equipamentos do sistema de expansão indireta, podemos calcular da
seguinte maneira:
(a) Pela vazão de água gelada necessária na central:
onde:
VAG =vazão de água gelada em m
3
/h;
Q, = capacidade total em kcal/h;

Q,
1.000 X llt
tlt = diferencial de temperatura em oc no resfriador de água.
(b) Pela vazão de água necessária no condensador:
onde:
VAC Q, X 1,25
1.000 X llt
VAC = vazão de água de condensação em m
3
/h;
Q, = capacidade total em kcal/h;
tlt = diferéncial de temperatura em °C no condensador.
1.14 Resfriamento pela Evaporação
INTRODUÇÃO 47
A atmosfera é o absorvedor inesgotável de todo o calor emitido nas transformações das máquinas tér-
micas. Nas grandes máquinas, como, por exemplo, nas centrais termoelétricas, o vapor, depois de passar
pelas turbinas, deve ser condensado. A condensação do vapor exige grandes vazões de água, o que evita a
sua descarga direta na atmosfera. Há inúmeros tipos de máquinas, cuja condensação exige água, que, após
o processo, deve ser refrigerada. Usam-se, para o processo de refrigeração de água de condensação, as
torres de arrefecimento (ou de resfriamento). No tipo mais comum de torre, o tipo úmido, a água quente é
lançada, sob a forma de gotículas, contra uma massa ascendente de ar; isso aumenta a área de transferên-
cia de calor. também ventiladores, normalmente na parte superior para aumentar a corrente de ar
circulante (Fig.
1
1.38).
Para que haja transferência de calor da água para o ar, é necessário que a temperatura da água seja superior
à do bulbo úmido do ar. Teoricamente a temperatura limite com a qual a água pode ser refrigerada é a do bulbo
úmido do ar circulante. A diferença entre a temperatura da água na saída da torre e a temperatura B U do ar é o
approach.
O rendimento da torre é medido pela seguinte relação:
onde:
rendimento da torre =
11
- t
2
tl- t,
t
1
= temperatura da água quente que entra;
t
2
= temperatura da água fria que sai;
t,. = temperatura do bulbo úmido do ar;
t
2
- t,. = approach.
O ar em cantata com a água eleva a temperatura doEU, o que significa também que sai sob a forma saturada.
Esse cantata faz com que parte da água seja evaporada e deve ser reposta para não haver deficiência (água de
reposição ou make-up). Essa reposição é pequena, da ordem de 2% da água de circulação, por isso a torre deve
ter uma ligação com a caixa-d'água de abastecimento do prédio, que mantém o nível da bacia no fundo da torre,
através de uma torneira-bóia.
-·-....,...
48 INTROOIJÇÁO
Água
quente

Ar quente e
úmido
t t
Ac

Ac
(;;.A/V atmosférico
Fig. 1.38 Torre de arrefecimento.
Exemplo 1.24:
t (temperatura BU
do ar)
A temperatura da água ao entrar em uma torre é de 46°C, sua vazão é de 6,25 m
3
/h e a pressão atmosférica é
normal. O ar entra nas temperaturas BS = 35°C e BU = 25°C e deixa a torre na temperatura de 38°C, saturado.
A temperatura da água ao sair da torre é de 29,2°C. Calcular o rendimento da torre (veja Fig. 1.38) e o approach:
Solução:
Rendimento da tarTe= t
1
- lz =
46
-
29

2
=
16

8
= 80% (resposta).
!
1
-tu 46- 25 21
Approach = - tu = 29,2 - 25 = 4,2°C (resposta).
Se quisennos saber a quantidade de calor cedida pela água ao ar, temos:
Q (t,- t,) 6.250 X I X (46- 29,2) 105.000 kcallh
O balanço energético do ar será:
entalpia na entrada (h
1
) +calor recebido= entalpia na saída (h
2
) + entalpia do vapor d'água (h
3
).
Desprezando a parcela h
3
por ser pequena diante das demais, temos:
h
1
= 18,4 kcallkg (da carta psicrométrica) ou 77 kJ/kg;
h
2
= 28,7 kcal/kg (da carta psicrométrica) ou 120 kJ/kg;
h, 18,4 [ kcal] X -
1
- [_l<g_] 22,08 kcal e
kg 0,833 m
3
m
3
h
2
=
28

7
= 34,4 kcal/m
3

0,833
Supondo a vazão de ar Q[ :
3
J do balanço energético, temos:
Calor recebido pelo ar= h
2
- h
1
;
'
I
I
I
t
I
,,

'
Calor recebido= 34,4 22,08 = 11,6 kcal/m
3

Em uma hora, o calor cedido pela água é igual ao calor recebido pelo ar, assim:
11,6 X Q X 0,8 = 105.000 (rendimento 80%)
Então a vazão de ar será:
105.000 11.314m'lh
11,6 X 0,8
INTRoDUÇÃO 49
Desse modo o ventilador da torre deve ter essa vazão de ar, para dissipar o calor cedido pela água de circulação.
No Cap. 6, temos informações adicionais para a escolha de torres de arrefecimento.
1.15 Noções sobre Refrigeração
O nosso estudo será dedicado mais ao resfriamento, ou seja, ar condicionado para o verão.
Suponhamos Um recinto a ser condicionado cuja temperatura é t, e a temperatura do exterior é te (Fig. 1.39).
Trabalho
'

gás quente
Recinto condicionado
Q
Equipamento
frigorlgeno
o.
o.= calor que entra no recinto;
0
0
= calor gerado ou existente no recinto;
O= calor total;
t.>t ..
Fig. 1.39 Balanço térmico de um recinto.
Calor Q + perdas
Linha de r-..:::::::!., ___
T -·
Compressor
'F"
Calor o
Fig. 1.40 Ciclo de refrtgeraçõ.o a compressão de vapor.
liquido "B"
em alta
pressão
l
50 INTRODUÇÃO
Temos a equação:
Q ~ Q, + Q,.
O equipamento de refrigeração deverá retirar o calor Q e mais o calor devido às perdas no processo.
Refrigeração é o termo usado quando o sistema é mantido a uma temperatura mais baixa que a vizinhança.
Como a tendência do calor é penetrar no recinto, por diferença de temperatura, correspondente quantidade de
calor deve ser retirada do sistema para manter a sua temperatura t,. Como veremos adiante, há vários sistemas
de refrigeração. Estudaremos com mais detalhes o sistema de compressão de vapor.
Como foi visto na Seção 1.6.2, quando estudamos o ciclo reverso de Camot, o sistema de compressor de
vapor é também um ciclo reverso, por isso necessita de um trabalho externo que é feito através do compressor.
O compressor aspira o fluido do espaço refrigerado e o bombeia para o reservatório de alta temperatura (con-
densador); este transfere o calor para a atmosfera, que é o absorvedor das altas temperaturas.
Na Fig. 1.40, vemos o diagrama de um ciclo de refrigeração a compressão de vapor e nas Figs. 1.42 e 1.43,
uma vista dos equipamentos utilizados neste ciclo de refrigeração.
Na Fig. 1.41 vemos o diagrama pressão-entalpia para o fréon-22*, um dos fluidos refrigerantes utilizados no
sistema de compressão a vapor. A fim de melhor entendermos as transformações pelas quais o fluido frigorígeno
passa, devemos nos reportar à Fig. 1.41, onde estão locados os pontos mostrados na Fig. 1.42.
Imaginemos o ciclo do refrigerante se iniciando no ponto 1 da Fig. 1.41, onde o refrigerante, sob a forma de
líquido saturado, atravessa a válvula de expansão, sem troca de calor (h
1
= h
2
), porém com perda de pressão. No
ponto 2 do ciclo, temos o refrigerante, sob a forma de vapor úmido, forma sob a qual é impulsionado através do
evaporador, onde se vai processar o efeito de refrigeração, à pressão constante:
Q = h3- h2 = h3- hl
Ao sair do evaporador, o refrigerante está sob a forma de vapor saturado, quando entra no compressor, que
recebe energia da ,fonte externa, em geral um motor elétrico, motor diesel ou a explosão, passa ao estado de
vapor superaquecido no ponto 4 da figura. Se chamarmos de Aw essa energia, temos:
Aw = h
4
- h
3
No estado de vapor superaquecido, o refrigerante entra no condensador, onde cede à água de circulação ou
ao ar a diferen·ça d ~ entalpias:
Q = h
4
- h
1
, completando-se o ciclo.
Também podemos representar o ciclo de refrigeração num diagrama T -S, conforme a Fig. 1.44.
O ciclo reverso de Camot tem o mais alto rendimento na produção da refrigeração.
O efeito da retirada do calor do sistema é efetuado pelo evaporador entre 2-3, pois para se efetuar a evapora-
ção do fluido necessita-se do "calor latente de vaporização".
O efeito de refrigeração é mostrado na área 2-3-5-6. O vapor deixando o evaporador entra no compressor e,
no caso ideal, é comprimido isentropicamente até o ponto 4. Essa pressão é suficientemente alta para que o
fluido seja condensado, eliminando calor e saindo no ponto 1, como líquido em alta pressão. Essa eliminação
pode ser feita a água ou a ar. A quantidade de calor eliminado é mostrada na área 1-4-5-6. Saindo do condensa-
dor, o fluido entra na válvula de expansão e, no caso ideal, essa expansão 1-2 é isentrópica. A diferença entre o
calor eliminado pelo condensador e o calor absorvido pelo evaporador é mostrada na área 1-2-3-4.
L16 Fluidos Refrigerantes SUVA** da DuPont
1.16.1 Introdução
À medida que a produção de clorofluorcarbonos (CFCs) é reduzida e finalmente eliminada, haverá necessi-
dade de compostos substitutivos ambientalmente aceitáveis para serem usados em chillers. Esses fluidos refri-
*Por ser prejudicial à camada de ozônio, os fréons deverão ser substitufdos por outros fluidos equivalentes (veja Seção 1.16).
usuvA® 134a é marca registrada da DuPont para o HFC-134a.
----- - - ~ - · ___ ,,,.. __ -•·-
-----------
'
'
'
'
' ~ + + - 1 - - l + + + - l l + + ~ - f l
'
'
! ~ + + - 1 - - l + + + - H - 1 + + 1 - 1 1
'
'
! 1-1-l-l-l-+--1-1-1
'
!
'
I
'
'
'
i
<
<
I
J
Linha de
Compressor'
quente'
Saldada
Fig. 1.42 de um ciclo típico de refrigeração.
Entrada do gás
do líquido
Carcaça
Temperatura T
Ligação da
válvula da
Tubo coletor
da sucção
liquido
Fluxo
da ar 2
Filtro da linha
de líquido
Unha de
"B"
Fig. 1.43 Condensador (detalhes).
Baixa ------- -·4''----------0 3
Fig. 1.44 Sistema de compressão o vapor.
Diagrama T-S.
... ,.-,;, .. - ,_.,
'
o'
'
'
'
I
I
,I
Entropia S
. ,;,
INTRODUÇÃO 53

Ponto de ebulição oc (°F)
Flamabilidade
Limite de exposição, PPM (V N)
Potencial de diminuição do ozônio
Potencial de aquecimento global
Tabela 1.6 Comparação entre Propriedades
-30°C (-2l,6°F)
Nenhuma
1.000 TI... V*
1,0
3,0
HFC-134a
-26°C(-15,7op)
Nenhuma
1.000 AEL**
0,0
0,28
•o Valor de Limite de Tolerância (TLV), para produtos químicos industriais p-ela American Conferencc ofGovemmental Hygienists, é a concentração média
ponderada de tempo do produto químico transportado poeto ar à qual os funcionários podem ficar expostos durante um dia de trabalho de l! horas, 40 horas semanais, ao
longo da vida profissional.
.. Lirrúte de Exposição Aceitável (AEL) é a concentração média ponderada de tempo de um produto quírrúco transportado pelo ar a que quase todos os funcionários podem
ficar expostos durante um dia de trabalho de 8 horas, 40 horas semanais, ao longo da vida profissional, sem efeito adverso, confonne determinado pela DuPont para
compostos que não têm TLV.
gerantes "alternativos" devem ter características operacionais similares às dos CFCs, tanto para converter os
chillers existentes em alternativos como para limitar as mudanças do design envolvidas na fabricação de novos
chillers que usar fluidos refrigerantes alternativos.
A DuPont eStá produzindo o fluido refrigerante HFC-134a para substituir o CFC-12 em chillers e está
fornecendo esse novo fluido refrigerante aos fabricantes de chillers para uso tanto em equipamentos no-
vos como nos já existentes. Além disso, a DuPont está convertendo seus próprios chillers de CFC-12 e R-
500 para HFC-134a.
A comparação entre as propriedades do HFC-134a com o CFC-12 está delineada na Tabela 1.6. O ponto de
ebulição do novo fluido refrigerante aproxima-se do ponto de ebulição do CFC-12. Isso significa que o HFC-
134a desenvolverá pressões operacionais do sistema semelhantes às do 12.
As vantagens ambientais do HFC-134a sobre o CFC-12 são claramente mostradas pelos valores do Potencial
de Diminuição d? Ozônio (ODP) e do Potencial de Aquecimento Global (GWP) dos dois compostos. Nenhum
dos dois é inflamáveL O Limite de Exposição Pennissível (AEL) de 1.000 ppm do 134a signi-
fica uma previsão de que este fluido refrigerante tenha características de toxicidade semelhantes às do CFC-12
c às de outros fluidos refrigerantes de CFC.
1.16.2 Considerações genéricas
Em geral, os fluidos refrigerantes alternativos não podem ser simplesmente "carregados" em um sistema
destinado ao uso. de CFCs. Dependendo das características específicas da máquina, é possível que os mate-
Jiais precisem ser substituídos e que o compressor, em muitos casos, precise ser modificado. Quando se con-
verte um chiller de CFC para HFC-134a é necessário substituir o lubrificante. Os registras de manutenção
devem conter quaisquer modificações que tenham sido feitas nos componentes originais do sistema. Além
disso, o fabricante do equipamento deve ser consultado sobre a compatibilidade das peças do sistema com o
novo fluido refrigerante.
1.16.3 Comparações de desempenho
Confonne demonstrado na Tabela 1.7, as características de desempenho do HFC-134asão semelhantes às do
CFC-12. Inicialmente, julgou-se que o HFC-134a fosse um pouco menos eficiente do que o CFC-12, com base
nos modelos que não consideravam as diferenças nos coeficientes de transferência de calor entre os dois fluidos
refrigerantes. Os chillers convertidos para HFC-134a apresentam desempenho quase idêntico ao que apresen-
tavam com o CFC-12.
Embora um novo chiller possa ser projetado para o HFC-134a, um chiller que funcione com CFC-12 terá
que sofrer algumas modificações para operar com o novo fluido refrigerante. É possível que o lubrificante te-
nha que ser trocado e que a velocidade de impulsão tenha que ser aumentada. A experiência adquirida até esta
data com retrofits de chillers de CFC-12 e R-500 para HFC-134a é apresentada mais adiante .
54 INTRODUÇÃO
Tabela 1.7 Variações Tfpicas de Desempenho* do HFC-134a vs. CFC-12
Capacidade
Coeficiente de desempenho
Pressão do evaporador
Diferença
Pressão do compensador
Diferença
Temperatura de descarga
Diferença
+2%a-10%
+2 a -8%
Oa-3psi
O a -0,2 bar
+J5a+25psi
+la+l,7bar
0 a -J0°F
O a -5,6oC
•O desempenho real depender/i do equipamento específico e das condições operacionais usadas.
1.16.4 Compatibilidade dos materiais
Quando se faz a conversão de CFC-12 para HFC-134a, devem-se considerar vários fatores, principalmente a
compatibilidade química. A Tabela 1.8 apresenta as considerações mais importantes que devem ser abordadas.
Uma consideração fundamental em termos de compatibilidade química é a de se encontrar um lubrificante
estável. Nas aplicações de refrigeração e de ar condicionado, há uma reação muito lenta entre o lubrificante e o
fluido refrigerante, o que gera compostos de carbono e HCL. Nos últimos 50 anos, foram desenvolvidos lubri-
ficantes praticamente não-reativos com os fluidos refrigerantes CFC. Atualmente, os lubrificantes estão sendo
avaliados para se obter uma estabilidade semelhante com o HFC-134a.
Os materiais de construção comuns, como cobre, aço e alumínio, são adequados para os fluidos refrigerantes
CFC atuais. Contudo, em certas circunstâncias, catalisadores da reação lubrificante/fluido refrigerante, como o
AICB e o AIF3, podem ser formados. Para confirmar a estabilidade química do HFC-134a, esses metais estão
sendo testados com o fluido refrigerante e lubrificante candidatos a uso.
Foram encontrados plásticos e elastômeros aceitáveis para serem usados com os fluidos refrigerantes CFC
existentes. Contudo, um elastômero ou plástico aceitável com um fluido refrigerante possivelmente não tem
bom desempenho com outro. Por esse motivo, os elastômeros devem ser qualificados com base em aplicação
por aplicação. qs testes com fluidos refrigerantes SUV A®* mostram que não haverá nenhuma família de
elastômeros ou plásticos que venha a funcionar com todos os fluidos refrigerantes alternativos.
. '
Tabela 1.8 Considerarões sobre Compatibilidade Química
Lubrificante
o 'Reatividade química com o HFC-l34a
o HCI, compostos de carbono
Meias
o Reatividade química com o HFC-l34a
o Fonnação de catalisadores a altas temperaturas (AIF3, AICI3)
Elastômeros
Dilatação
o Mudanças das propriedades mecânicas devidas à exposição ao fluido refrigerante/lubrificante
o Permeação do HFC-134a
Plásticos
o Mudanças das propriedades mecânicas devidas à exposição ao fluido refrigerante/lubrificante
1.17 Definições
efeito refrigerante
trabalho fornecido
Coeficiente de eficiência térmica ( CET) =
Efeito refrigerante = T(Baixal (S
3
- S
2
)
*Por cortesia da DuPont Chemicals.
.. _, .,...,.......,_.., ... --·----···--·u:-· .. ···· .. ----
. ___ ......,.. ___ _
INTRODUÇÃO 55
Trabalho fornecido = T(Al!al - T(Baix•J (S
3
- S2)
Assim temos:

Exemplo 1.25:
Desejamos conseguir, num sistema de refrigeração, a temperatura de -soe. O calor é eliminado na tempe-
ratura de 30°C. Usando o ciclo de Carnot, detenninar o CET.
Solução:

- Tonelada de refrigeração (TR)
-5+273
30- (-5)
= 7,66 (resposta)
Definição de ASHRAE: é a quantidade de calor que precisa ser retirada de uma tonelada de água (2.000 li-
bras) para produzir gelo a ooc em 24 horas, ou seja,
Em outras palavras:
1
TR 12.000 BTU
hora
1 TR = quantidade de calor necessária para derreter uma tonelada de gelo em 24 horas.
Como 1 tonelada = 2.000 libras e o calor latente de fusão do gelo é 144 BTU/lb, são necessários:
2.000 X 144 = 288.000 BTU em 24 horas para derreter o gelo ou
288
·
000
12.000 BTU/h 3.024 kcal/h
24
- Quantidade de água de circulação necessária ao condensador:
Q"
(t, t,) X 8,33
onde:
Qa = vazão de água em litros/minuto;
h
4
e h
1
= entalpias em kcal/kg;
R = débito do refrigerante em kg/minuto;
t, = temperatura da água na entrada do condensador em oc;
t, = temperatura da água na saída do condensador em oc.
- Coeficiente de eficiência do ciclo de refrigeração:
- Efeito refrigerante
h, -h,
h,- h,
56 [NTRODUÇÃO ___ _
onde:
G r = efeito refrigerante em kcallmin;
R = débito do refrigerante em kg/min;
h
3
e h
2
= entalpias em kcal!kg.
1.18 Sistemas de Refrigeração
Os principais sistemas de refrigeração são os seguintes:
sistema de absorção;
sistema de ejeção de vapor;
sistema de compressão de ar;
sistema de compressão a vapor;
sistema termoelétrico.
1.18.1 Sistema de refrigeração por absorçllo
Há vários tipos de sistemas de refrigeração por absorção, dentre os quais os que usam como refrigerante a
solução de brometo de lítio como absorvente e água como refrigerante, e a solução de água como absorvente e
amônia como refrigerante. Num sistema de refrigeração por absorção, o aumento da pressão é produzido pelo
calor fornecido pela circulação de vapor ou outro fluido através de uma serpentina. O conjunto gerador-absor-
vedor representa a mesma função do compressor no sistema a compressão de vapor: o absorvedor substitui a
sucção e o gerador substitui a compressão (veja Fig. 1.45). Há uma bomba para fazer a solução circular pelo
trocador de calor e gerador. No absorvedor, o vapor de amônia que chega do evaporador à baixa pressão é ab-
Solução
forte
r
À gua de
refrig eração
'
Vapor de amõnia
I I
IC" · ....
.I
Água da
* ___ ;_,.
refrigeração
t
,, '
.
.. j Analisador
ll'
i
:I
u: I
,,

Fonte de calor (vapor etc.)
I
'

Solução
fraca
'
Trocador
lp l'l
de calor
t t
Lado de aRa pressão

Válvula de
expansão
I
·#dor
Vapor de amónia
Lado de baixa pressão
ll
I
Condensador
I
d
refrige
'
ração
1 Amôclo llqoido
em alta pressão
Receptor
I
Válvula de expansã o

1 Amôcio liqoido
em baixa pressão
. Evaporador
I
Líquido a esfriar
om) (salmo
Fig. 1.45 Sistema de refrigeração por absorção: absmvente águo e refrigerante amónia.
INTRODUÇÃO 57
-------------- --------·-------------==-==--=
sorvido pela solução fraca e fria de amônia em água. No gerador, há a separação de parte da amônia recebida na
solução forte para o condensador. Essa separação é feita pelo calor recebido do vapor ou outro fluido quente no
gerador. A solução fraca é outra vez remetida ao absorvedor para receber mais amônia. Então pode-se comparar
o sistema de absorção com o de compressão de vapor:
Sistema de absorção
condensador
evaporado r
válvula de expansão
absorvedor
gerador
receptor
analisador
retificador
trocador de c ~ o r
Sistema de compressão de vapor
mesma função do condensador
mesma função do evaporador
mesma função da válvula de expansão
mesma função da sucção do compressor
mesma função do compressor
mesma função do depósito de refrigerante
separa a água da amônia
condensa parte do vapor de amónia
reduz a entrada de calor no gerador e a vazão de água de refrigeração no ab-
sorvedor.
Rendimento de uma instalação:
O rendimento de um sistema de absorção usando amónia é de cerca de 75 kcal de efeito frigorígeno, para
uma entrada de calor no gerador de 410 kcal, ou seja, um rendimento de 18%.
Tubulação da vapor Ejo•m ,.,;mo,;io de reforço
Água aquecida
Alimentador de
água da reposição
Bomba da água gelada
Válvula de
escape de
Fig. 1.46 Sistema de refrigeração por ejeção de vapor.
Água condensadora a 95" F para o
; I
· ~ : -
58 INTRODUÇÃO
-- -------- -- ----- - - - - - - - ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ - - ~ ~ -
-
1.18.2 Sistema çle ejeção de vapor
No sistema ejetor de vapor (Fig. 1.46), parte-se do princípio de que 1 kg de água, à pressão atmosférica
normal, passa ao estado de vapor a 1 00°C, produzindo 100m
3
de vapor e exigindo 595 kcal. Se o ambiente
estiver abaixo da pressão atmosférica normal (vácuo), a água passará ao estado de vapor em temperaturas
menores que 100°C. Nesse sistema, a água, aquecida em um tanque por um processo de aquecimento qual-
quer, é introduzida em um evaporador onde a pressão está abaixo da pressão atmosférica normal, ou seja,
vácuo medido em polegadas ou miHmetros de mercúrio. Desse modo a água se evaporará, sendo ejetada para
uma peça chamada de ejetor primário, onde circula vapor procedente de uma caldeira. Em conseqüência da
evaporação, tem lugar a refrigeração da água, que retoma ao tanque, onde será efetuado o resfriamento do ar
ou outro fluido (efeito frigorígeno). O vapor é condensado no condensador primário e retoma à caldeira por
meio da bomba do condensado.
O sistema ejetor de vapor só pode ser usado para refrigerar a água até cerca de I, 7°C que, por sua vez, irá
refrigerar o ar até 7,2°C, sendo passível de utilização em sistemas de ar condicionado, em casos especiais.
1.18.3 Sistema de compressão de ar
Usa-se a propriedade que tem o ar de, quando comprimido e, em seguida, submetido à expansão, ser capaz
de retirar o calor de um trocador que pode ser, por exemplo, o evaporador de um conjunto frigorígeno. É um
sistema de baixo rendimento e só é usado em instalações que, por problemas de segurança, não permitem o uso
dos fluidos refrigerantes conhecidos, por exemplo, nas aeronaves.
1.18.4 Sistema de compressor de vapor
Já foi descrito na Seção 1.13. Esse é o sistema que será desenvolvido neste estudo.
1.18.5 Sistema termoelétrico
Baseia-se no princípio de que, se entre dois metais ou ligas diferentes houver diferença de temperatura, quando
postos em contato,,por meio de um condutor, haverá circulação de uma corrente elétrica mínima (efeitos Seebeck
e Peltier). Inversainente, haverá diferença de temperatura entre dois metais diferentes se, entre eles, fizermos
circular uma corrente elétrica retificada. Instalando-se adequadamente o metal de menor temperatura dentro de
um recinto termicamente isolado do exterior, podemos obter bahas temperaturas. Já existem geladeiras que
funcionam usando esse princípio, porém são de baixo rendimento.
1.19 Considerações Físicas da Insolação
A energia solar é concentrada na faixa visível da luz e na região infravermelha do espectro da radiação.
A intensidade total de radiação nas camadas superiores da atmosfera é cerca de 1,362 kW/m
2
, incidente so-
bre uma superfície normal à direção dos raios solares.
Somente 1,373 kW/m
2
alcança a superfície da Terra quando a direção dos raios solares é vertical, para um
céu limpo (sem nuvens). Isso equivale a 1,96 caVcm
2
por minuto.
Fora da atmosfera terrestre, a radiação solar direta é composta de 5% ultravioleta, 52% de luz visível e 43%
de infravermelho.
Na superfície da Terra, sua composição aproximada é de 1% de ultravioleta, 39% de luz visível e 60% de
infravermelho.
Radiação celeste
É um tipo de radiação difusa, cuja presença constitui o ganho de calor na Terra; a ela é adicionada a radiação
solar direta, que é maior quando a atmosfera está translúcida.
I'
'
INTRODUÇÃO 59

As perdas atmosféricas na radiação solar direta baseiam-se em quatro fenômenos principais:
(a) quando a radiação encontra moléculas de nitrogénio e oxigénio; esse efeito é mais pronunciado nos com-
primentos de ondas mais curtos e é responsável pela cor azul do céu;
(h) dispersão resultante da presença de moléculas de vapor d'água;
(c) absorção seletiva dos gases ideais e do vapor d'água: gases de moléculas assimétricas como o ozônio, va-
por d'água, dióxido de carbono etc. têm maior habilidade em absorver (ou emitir) radiação que os gases de
estrutura molecular simétrica como o nitrogénio e o oxigénio;
(d) dispersão causada por partícula de poeira.
O montante da radiação celeste varia com a hora do dia, o tempo, a cobertura de nuvens e a parte do céu de
onde é recebida. A radiação celeste não pode, entretanto, ser atribuída a uma direção específica, pois trata-se de
várias radiações dispersas.
O guia A.S.H.R.A.E. estabelece equações para avaliar o total de radiação recebida do céu pela superfície da
Terra. A quantidade recebida depende das variações sazonais da constante de umidade, da distância Sol-Terra,
da variação angular com as vizinhanças e das superfícies refletoras mais relevantes.
O guia inglês LH.V.E., por outro lado, estabelece valores para o céu limpo, somente.
A Tabela 1.9 éxpressa a intensidade de radiação celeste recebida por superfícies horizontais e verticais em
W 1m
2
, para as várias altitudes do Sol, em função do ângulo de azimute solar da parede (orientação do Sol).
A passagem do Sol pelo meridiano do local, ou seja, o ponto mais alto do Sol (zênite) se dá ao meio-dia, hora
em que a radiação disponível é máxima para a dispersão, em determinado local e época do ano.
1.19.1 Definições
Elevação do Sol (a)- É o ângulo que o raio direto do Sol faz com a horizontal em um determinado local da
superfície da Terra (veja Fig. 1.47). Para uma mesma data e hora, a elevação do Sol é diferente para diferentes
localidades.
a (Ângulo de elevação solar)
Superfície horizontal da Terra
fig. 1.47 Ângulo da altitude solar.
Azimute solar (AZ)- É o ângulo que a componente horizontal dos raios solares faz com a linha Norte-Sul
verdadeira, passando pelo local. É o mesmo ângulo que a sombra de uma haste vertical faz com a linha Norte-
Sul. Ao meio-dia o azimute solar é nulo ou 180° (Fig. 1.48).
O azimute solar pode ser computado do lado oeste ou leste da linha Norte-Sul, dependendo da posição do Sol
antes ou depois do meio-dia. Para os locais situados fora dos trópicos de Capricórnio e de Câncer, no hemisfério
norte a sombra sempre aponta para o norte e no hemisfério sul a sombra aponta para o sul, ao meio-dia.
Para alguns locais situados dentro dos trópicos (zona tórrida), ou seja, entre as latitudes +23 y;_o e -23 y;_o, no
hemisfério sul a sombra apontará ao meio-dia para o norte entre 21 de setembro e 21 de março (primavera-
verão) e apontará para o sul, também ao meio-dia entre 21 de março e 21 de setembro (outono-inverno).*
No hemisfério norte será o oposto.
*Quando a declinação do Sol for igual à latitude do lugar, ao meio-dia, a sombra de uma haste vertical se reduzirá a um ponto. Quando a declinação do
Sol for maior que a latitude local a sombra apontará para o norte (ao meio-dia).

t
'
'
.
.
i'
60 INTRODUÇÃO
Somente nos dias 21 de março e 21 de setembro, quando o Sol cruza o equador celeste (equinócios), o dia
tem a mesma duração que a noite e a altitude do Sol (ângulo a) é a mesma nos dois hemisférios, para locais com
mesma latitude (L).
Azimute solar da parede (n)- É o ângulo que a componente horizontal dos raios solares faz com a direção
normal à parede. Esse ângulo pode variar de ao (parede perpendicular à componente horizontal H) até 90° (pa-
rede paralela a H) (Fig. 1.49).
Quando n > 90° a parede está na sombra e o ângulo n não tem significado.
N
'
'
'
'
'
' ~ '
_,
.,.
§ , ~
'ii&.
s
n = azimute solar da parede;
i= ângulo de inclinação da
parede em relação à linha N-8;
H= componente horizontal do raio solar.
Fig. 1.49 Ângulo solar da parede.
Latitude (L)- Latitude de um lugar na superfície da Terra é seu deslocamento angular acima ou abaixo do
plano do equador, medido a partir do centro da Terra. Para o caso do Brasil, quase todas as suas localidades
estão situadas no hemisfério sul, por isso as latitudes são denominadas "sul".
Para o caso do Rio de Janeiro, por exemplo, a latitude aproximada é L = 22° 30' Sul ou negativo
(- zzo 54'). A latitude das localidades sobre a linha do equador é igual a zero; a latitude nos pólos é de 90°
(Fig. 1.50).
Longitude (LG)- É o deslocamento angular contado sobre a linha do equador, entre o meridiano de Gre-
enwich (tomado como linha zero) e o meridiano do local, ou seja, o plano que passa pelos pólos e pela localida-
de (Fig. 1.51).
As longitudes são medidas a partir de Greenwich no sentido leste (positivo) ou oeste (negativo), variando de
O a 180°.
Para o Rio de Janeiro (Observatório Nacional) a longitude é de 30° 52'W ou (2h 52m 53s oeste) .
= ...... ._ .... , . . . . _ . . . - ~ - -
'
I
I
Eixo da Terra -l
I
N
L = lamude (no ponto Pé sul ou negativa);
o = centro da Terra.
Fig. 1.50 Definição de latitude.
No caso do Brasil, todas as localidades são de longitude oeste.
INTRODUÇÃO 61
Declinação (á)- É o deslocamento angular do Sol em relação ao plano do equador. Como o eixo de rotação
da Terra é inclinado de 23.W em relação ao plano da sua trajetória em tomo do Sol, a declinação ao longo do
ano varia de + 2 3 ~ o (quando o Sol está ao norte, sobre o trópico de Câncer ou solstício de inverno para o hemis-
fério sul) até -2372° (quando o Sol está ao sul, sobre o trópico de Capricórnio ou solstício de verão) (Fig. 1.52).
Nos equinócios (dias 21 de março e 21 de setembro), d =O.
Tempo solar (T)- É o tempo em horas, antes e depois do meio-dia; meio-dia é o ponto mais alto atingido
pelo Sol no céu, Ou seja, a passagem do Sol pelo meridiano local (zênite).
Ângulo horáriO (h)- É o deslocamento angular do Sol a partir do meio-dia
h ~
360
X T ~ 15 T.
24
Cada hora corresponde a um ângulo horário de 15°.
' I
'
'
__.--);' N"''.. /Meridiano de Greenwich (0°)
E
IS
'
Fig. 1.51 Definição de longitude.
Na Fig. 1.52 vemos as situações da Terra em sua trajetória em tomo dO Sol, nas quais as declinações do Sol
são máximas (solstícios).
62 INTRODUÇÃO
Eixo de rotação
Fig. 1.52 Declinação máxima do Sol (solstício de verão e solstício de inverno).
Na Fig. 1.53 vemos as situações da Terra em tomo do Sol ao longo de todo o ano.
lnfoio do verão para o
hemisfério sul
21 de dezembro
21 de março
Outono
Primavera
21 de setembro
21 de junho
Início do Inverno para o
hemisfério sul
Fig. 1.53 Situações da Terra nos solstícios e equinócios.
Fazendo um corte nas situações em 21 de junho e 21 de dezembro (solstícios), temos a Fig. 1.54.

Trópico de Capricórnio
Latitude231/2' s
21 de dezembro
Fig. 1.54 Situações da Terra nos solsticios .
Trópico de Câncer
Latitude 23 1/2°N
21 de junho
...___...-..---,. w_,... .
·'
I'
I
I
I
I
I'
I
'
_j_
INTRODUÇÃO 63
---------------- ----- --- -------------- _____________ ..:::=::=___::::
Para o hemisfério sul, em 21 de junho temos o início do inverno e em 21 de dezembro o início do verão.
Agora, fazendo um corte nas situações da Terra em 21 de março e 21 de setembro (equinócios), temos a Fig. 1.55.
Equador
N s
21 de março
N s
21 de setembro
Equador
Fig. 1.55 Situações da Terra nos equinôdos.
Para o hemisfério sul, em 21 de março temos o início do outono e em 21 de setembro o início da primavera.
Nessas datas, para 3.s localidades situadas na linha do equador, ao meio-dia o Sol estará na vertical, ou seja, não
haverá sombra.
Nesses dois dias (21 de março e 21 de setembro) a declinação do Sol será zero.*
O Sol também estará na vertical ao meio-dia, quando a sua declinação for igual à latitude do lugar, o que só
ocorrerá nos países tropicais (dentro da zona tórrida).
1.19.2 Determinação da elevação do Sol (a)
Vamos considerar duas situações:
l.a) elevação do Sol ao meio-dia;
2.a) elevação em uma hora qualquer.
Para a l.a situação e admitindo uma localização no Brasil (latitude sul), temos a Fig. 1.56, onde se pode de-
duzir a elevação do Sol ao meio-dia nos solstícios e equinócios
onde:
a' = elevação solar (ângulo entre o raio solar e o horizonte);
L = latitude local (ângulo medido, no centro da Terra, entre a vertical do lugar e o equador);
d = declinação do Sol (ângulo entre o raio solar e o equador).
Exemplo 1.26:
Calcular a máxima e a mínima elevação solar para o Rio de Janeiro, cuja latitude sul é de 22° 30', ao meio-dia.
*Nesses dias o nascimento do Sol será exatamente no leste e o ocaso no oeste, o dia será de mesma duração que a noite e o Sol, para o observador situado
na linha do equador, estará no equador celeste.
64 lm'RODUÇÃO
--
---- ---- -----
--

Equinócio
Solstício de inverno
Solstício da varão
Fig. 1.56 Ângulo de elevação solar, ao meio-dia, nos solstícios e equinócios (a').
Solução:
Máxima: a' = 90 + (23° 30' - 22° 30') = 91 o (solstício de verão).
Mínima: a' = 90- (22° 30' + 23° 30') = 44° (solstício de inverno).
Observação: Quando d = L, ou seja, a declinação igual à latitude, a' = 90° (meio-dia).
A latitude do Rio de Janeiro é de 22° 54', mas para facilidade tomou-se como de 22° 30'.
Para a 2.
3
situação, ou seja, para qualquer hora, a demonstração conduzirá à expressão não mostrada na figura:
(1.23)
Exemplo 1.27:
Calcular para o Rio de Janeiro a altitude do Sol para o dia 21 de dezembro às 14 horas (2 horas depois de meio-dia).
Solução:
*Veja Bibliografia, ref. 2; Eq. (6).
'
INTRoDUÇÃO 65

sena= sen 23° 30' X sen 22° 30' + cos 23° 30' X cos 22° 30' X cos 30° =
sena 0,398 X 0,382 + 0,917 X 0,923 X 0,866 0,885
a=62°l5'.
Aplicando a mesma expressão geral, para o Sol ao meio-dia, temos h = O, resultando: 1, ou seja,
a = 90° (Sol na vertical).
1.19.3 Determinação do azimute do Sol
A expressão do cálculo do azimute envolve considerações geométricas em três dimensões, por isso não foi
deduzida. A sua expressão geral é
(1.24)
O azimute da··sol ao meio-dia é zero, o que pode ser visto aplicando-se a Eq. (1.24).
Exemplo 1.28:
Calcular o azimute do Sol para o Rio de Janeiro, no dia 21 de junho, às 5 horas da tarde, utilizando-se a Eq.
(1.24).
Solução:
Para o Rio de Janeiro temos: L= -22° 30'; d = +23° 30'; h= 75°.
Aplicando a Eq. (1.24), temos:

AZo= 62° W do Sul.
Exemplo 1.29:
sen 75°

sen- 22° 30' cos 75° - cos 2r 30' tan 23° 30'
0,965 1,945
-0,382 X 0,25-0,923 X 0,434
Para o mesmo exemplo anterior, porém às 6 horas da tarde, queremos saber o azimute.
Soluçiio:
aplicando a Eq. (1.24)
AZo= 68° W do Sul.
I
tan AZ 2,496.
-0,923 X 0,434
1.19.4 Intensidade da radiação direta "I" sobre uma superfície W/m
2
1.
0
caso: A componente da radiação direta e incidente a uma superfície horizontal/h (Fig. 1.57).
Pela figura deduz-se facilmente que:
Ih=lsena
(1.25)
66
INTRODl'Ç 'CACo _______ _
1.= /sana
I,
Fig. 1.57 Componente da radiaçdo direta normal a uma superfide hortzontal.
2.
0
caso: A componente da radiação direta e incidente a uma superfície vertical/" (Fig. 1.58).
Esse caso é uma complementação do anterior; neste consideramos a componente I cosa, incidente na
fície vertical !legundo um ângulo "n" com a normal à parede. Resulta:
Exemplo 1.30:
Calcular a intensidade da radiação direta:
(a) sobre uma superfície horizontal;
lv = I cosa cos n (1.26)
(h) sobre uma superfície vertical voltada para o sudoeste, com os seguintes dados: altitude do Sol igual a 35° e
azimute solar igual a 657í
0
W do Sul.
Solução: (Veja Fig. 1.59.)
Pela Tabela 1.9, temos: I= 450 W/m
2
(a) !h=

0,573 I 0,573 X 450 258,1 W/m'.
(b) I,.=Icosacosn
......
I,
lcos a
'a-/ ..............

1r
Fig. 1.58 Componente da radiação direta normal a uma superfície vertical.
A4h-·!l!f Ui i""
INTRODUÇÃO 67
-------------------------------==c=_____::c_
N
w
L
SW-Normal
a= 35°
n = 65 1/2° - 45" = 20 1/2"
s
Fig. 1.59 Exemplo 1.30.
= I cos 35° c os 20 Y2 o = 0,819 X 0,936 I ... I = 580 W /m
2
(por interpolação para n = 20 J1 o)
~ 0,766 I ~ 0,766 X 580 ~ 444,9 Wlm'.
3.
0
caso: A componente da radiação direta é nonnal a uma superfície inclinada (1
8
) com a horizontal.
Na Fig. 1.60 vemos o corte da presente situação, na qual azimute solar da parede é n.
Se a parede fossp vertical, a componente nonnal à parede seria: I cos a cos n; o raio I seria o vetor soma: I sen
a+Icosaco'sn.
Mas como a parede é inclinada do ângulo 8, o raio I será a soma das componentes: I sena cos 8 e I cosa cos n sen 8
I ~ = I sena cos 8 ±I cosa cos n sen 8.
/oosacosnsenõ
Normal à
superfície
'
'
'
'
'
'
'
'
'
'
I
'
I
'
Horizontal
Fig. 1.60 Componente da radiaçõ.o direta normal a uma superfície indinada do dngulo fJ.
68 INTRODUÇÃO
· · · · - ~ - - - - - - ~ --------
O sinal negativo aplica-se quando o raio incidente faz ângulo maior que 90° com a horizontal (à direita da figura).
Essa equação transforma-se na anterior quando 8 = O, ou seja, para superfície horizontal:
Ih=Isena
e na superfície vertical quando 8 = 90°, ou seja:
Iv=Icosacosn.
Exemplo 1.31:
Calcular a componente da radiação solar direta, normalmente incidente sobre uma superfície que faz um ângulo
de 45° com a horizontal e que está voltada para SW, sendo a altitude solar de 35° e azimute solar de 6512°. A
superfície inclinada está voltada para o Sol.
Solução:
Temos os seguintes ângulos: a= 35°, n = 2012°, 8 = 45°, então:
I
8
= I sen 35° cos 45° + I cos 35° cos 20 12o sen 45°
I , ~ I X 0,573 X 0,707 +I X 0,819 X 0,936 X 0,707
I , ~ 0,947 I.
Pela Tabela 1.9 e fazendo a interpolação, temos: I = 580 W 1m
2
, então:
I ~ 0,947 X 580 ~ 549 Wlm'
Tabela 1.91ntensidade da Radiação Solar Direta I com Céu Claro até 300m do Nível do Mar em Wlm
2
*
Inclinação e Elevação do Sol (tlngulo a em graus)
Orientação du
Superfície 5' 10' 15' 20' 25' 30' 35" 40" 50' 60° 70"

~ Nomtal ao Sol 210 388 524 620 688 740 782 814 860 893 912
b ~ Tcto horizontal l8 67 136 212 290 370 450 523 660 773 857
c ~ Parede vertical: '
OrientaÇão do
Solem grau O' 210 382 506 584 624 642 640 624 553 447 312
(ângulo de 10' 207 376 498 575 615 632 630 615 545 440 307
azimute 20' 197 360 475 550 586 603 602 586 520 420 293
solar da 30' 182 330 438 506 540 556 555 540 480 387 270
parede). 40' 160 293 388 447 478 492 490 478 424 342 240
45' 148 270 358 413 440 454 453 440 390 316 220
50' 135 246 325 375 400 413 412 400 355 287 200
55' 120 220 29D 335 358 368 368 358 317 256 180
60' lOS 190 253 292 312 210 320 312 277 224 156
65' 90 160 214 247 264 270 270 264 234 190 132
70' 72 130 173 200 213 220 220 213 190 153 107
75' 54 100 130 150 160 166 166 160 143 116 80
80' 36 66 88 100 108 !lO !lO 108 96 78 54
80'
920
907
160
158
150
140
123
ll3
103
92
80
68
55
40
28
A intensidade solar direta e normal UvN) também pode ser obtida através da fórmula indicada pelo A.S.H.R.A.E.
que pode ser transformada em tabela.
*VejJ Bibhografia, ref. 16; Tabela 7.1 e Tabela 7.2 .
.. Veja Bibliografia, ref_ 2; Eq. (6).
A
IvN = --c"---W I m
2
**
exp (B) sena
(L27)
INTRODUÇÃO 69
onde:
A e B são dadas na Tabela 1.11.
Tabela 1.10 Correrões Percentuais da Tabela 1,9 para Altitudes Locais Maiores que 300m*
Altitude do Sol (ângulo a em graus)
Altitude acima do Nível
doMar
w• 200 25° 300 35" 40° so• 600 700 800
1.000 m ...... 32 22 17 16 14 13 12 11 10 10
L500m ..... 51 32 26 23 21 19 16 15 14 14
2.000m ..... 66 40 34 29 27 24 21 19 18 18
3.000 m ..... 89 51 43 37 34 34 31 27 22 22
*Veja Biblio>.'Tafia, rel.l6; Tabela 7.1 e Tahela 7.2.
Os valores de A eB variam durante o ano de acordo com as quantidades de poeira e vapor d'água contidas na
atmosfera e pela vclriação da distância Sol-Terra.
A Tabela 1.11 foi obtida através de pesquisas indicadas na referência. Como não dispomos de tabelas equi-
valentes para o hemisfério sul, foram extraidos os valores relativos a 24° de latitude norte e adaptados para o
hemisfério sul na latitude aproximada do Rio de Janeiro e São Paulo.
Para atmosfera muito clara e limpa, os valores da Tabela 1.11 podem ser aumentados em 15%.
Para o cálculo do ângulo horário (h) o A.S.H.R.A.E. apresenta uma fórmula mais elaborada que a anterior:
onde:
TAS = tempo aparellte solar;
TSL = tempo standard local;
T A S ~ TSL + ET + 4 (MSL - LL)
ET = equação do teinpo, em minutos;
MSL = meridiano smndard local (Greenwich é zero grau);
LL = longitude local em graus de arco;
4 = minutos relativos a 1° de rotação da Terra.
A Tabela 1.11, extraída da referida fonte e adaptada para o caso do Brasil, fornece os dados para a determi-
nação de TAS, ou seja, o mesmo "h" para o cálculo da altitude e do azimute.
Tabela 1.11 Intensidade de Radiarão Solar Extraterrestre em W/m
1
e Relativos ao 21. • Dia de cada M2s- Ano-Base 1964*
I. Equação do Declinação A B c
Wlm
1
Tempo-min em Graus W!m
1
(sem dimensão)
JAN 1.328 16,2 -20,6 1.209 0,142 0,058
FEV 1.343 -2,4 -12,3 1.193 0,144 0,060
MAR 1.364 7,5 0,0 1.164 0,156 0,071
ABR 1.386 15,4 10,5 1.115 0,180 0,097
MAl 1.408 13,8 19,8 1.084 0,196 0,121
JUN 1.417 1,6 23,45 1.069 0,205 0,134
JUL 1.416 -11,2 20,0 1.066 0,207 0,136
AGO 1.404 -13,9 10,8 1.088 0,201 0,122
SET 1.383 -7,5 0,0 1.131 0,177 0,092
OUT 1.360 1,1 -11,6 1.172 0,160 0,073
NOV 1.339 3,3 -20,0 1.199 0,149 0,063
DEZ 1.330 -1,4 -23,45 1.212 0,142 0,057
•Veja Bibliografia, rcf. 2; Eq. (6).
70
Exemplo 1.32:
Achar a elevação solare o azimute para o Rio de JaneiTo, às 11 h 30 min do dia 21 de outubro; longitude local
é 30,5° W; declinação -11,6 graus; latitude 22° 30 min (Sul).
Solução:
O tempo local será 1.130 + 4(0 - 30,5) = 11 h 30 min - 2 h 2 min = 0,928.
Pela Tabela 1.11 mais 1,1 ou TAS= 0,929, o que representa 151 min antes do
A hora em graus antes do meio-dia será:

360
-- X 151 = 0,25 X 151 = 37,75 graus.
1.440
Aplicando a fórmula da elevação [Eq. (1.23)], temos:
sena= sendsenL + cosdcosLcosH;
sena= sen 11,6 X sen 22,5 + cos 11,6 cos 22,5 cos 37,75;
sena= 0,07 + 0,713 = 0,783, ou seja, a= 51,6°.
Para o azimute, temos:
sen H sen 37,75
tan AZ 5,1
sen L cos H- cos L tan d sen 22,5 cos 37,75- cos 22,5 tan 11,6
1.19.5 Radiação solar total recebida na superffcie da Terra (IJ
É a soma de três parcelas:
-radiação solar d9'eta;
-radiação celeste'difusa ld;
-radiação solar rtffletida das superfícies vizinhas I ..
A intensidade da componente direta é o produto da irradiação normal direta I e o co-seno do ângulo de inci-
dência ()entre o raio incidente e a normal à superfície:
(1.28)
Na Fig. 1.61 vemos os ângulos solares para superfícies horizontal e vertical.
A posição do Sol no céu em relação à Terra é perfeitamente definida pelo seu ângulo de altitude a e pelo
azimute AZ, medido em relação ao sul. Esses ângulos dependem da latitude local L, da declinação do Sol d, que
é função do dia do ano.
O guia A.S.H.R.A.E. indica para as parcelas Id + I,. a equação:
Id + I, = CIF, + pi (C + sena) F
8
onde:
C= constante adimensional variando ao longo do ano (Tabela 1.9);
p = coeficiente de reflexão dependente do tipo de superfície;
F, e Fg são fatores que variam com a natureza do solo:
F
8
= 0,5 (1- cosõ)
F,=1-Fg;
*Veja Bibliografia, ref. 2.
(1.29)
(1.30)
(1.31)
Unha Sol--Terra
v

w
H
s
Superfície
vertical
L
N
Superffcle
Inclinada
a = elevação solar;
Superfície
horizontal
Az = azimute solar do Sol;
INTRODUÇÃO 71
o = ângulo da incidência com a normal à
superffcia vertical;
n = azimute solar da parede.
Fig. 1.61 Ângulos solares em relação a superfícies horizontal, vertical e inclinada.
para qualquer supwfície externa (visível do alto)
p = O, 1 para o escuro;
p = O, 7 para a pedra branca ou concreto;
p = 0,2 para grama ou terra.
Exemplo 1.33:
Para o mês de fevereiro e uma elevação solar de soo, calcular a radiação difusa e refletida (ld + 1,)
malmente incidente numa superfície vertical, para uma região ao nível do mar e circundada por terrenos
de grama.
Solução:
Pela Tabela 1.9, para a = soo e uma superfície normal ao Sol, temos:
860W/m'
Pela Tabela 1.11, temos C= 0,060 (fevereiro).
Pelas Eqs. (1.30) e (1.31), temos:
F, 0,5(1 - cos 90) 0,5 e F, I - 0,5 0,5.
Aplicando a Eq. (1.29) temos:
I, + I, 0,06 X 860 X 0,5 + 0,2 X 860 (0,060 + sen 50) X 0,5 96,8 Wim'.
Obs.: Essa parcela deve ser somada à intensidade de radiação direta para se ter I total.

i
72 INTRODUÇA,oo_ __________________________________ ___
'
'
I'
IS=
I
I
I
Calor absorvido
e refletido por
convecção
= (t,-t,) h,.,
I
1
0
= temperatura externa;
t, = temperatura do vidro;
t, = temperatura do recinto;
15 =componente normal ao vidra;
i= ângulo de incidência;
h,= coeficiente do filme do ar exterior,
= coeficiente do filme do ar Interior.
Temperatura do
vidro suposta
unifonne = t,
Calor absorvido
pelo vidro = a:/8
'
' Calor absorvido e
transmitido por
convecção ao
recinto = {1,- t,)h.,
t,
Calor
ao recinto
-r/
0
= -r/ COS I
,,
Fig, 1.62 Transmissão de calor através de vidros.
1.19. 6 Transmissão da radiação solar através dos vidros
A energia radiante oriunda do Sol incidente em uma superfície transparente subdivide-se em três partes (veja
Fig. 1.62):
calor que é absorvido pelo vidro e refletido ao exterior por convecção de acordo com as temperaturas exter-
nas !
0
e do vidro lv;
calor que é absorvido pelo vidro, supondo sua temperatura tv uniforme;
calor que é absorvido pelo vidro e transmitido ao interior por convecção, de acordo com as temperaturas do
vidro tv e do interior t,.
Na Tabela 1.12 temos os coeficientes para vidros comuns e vidros especiais com diversos componentes para
melhores isolamentos.
Pela Fig. 1.62, temos o seguinte balanço térmico:
a X 18 = (tv - t
0
) h,
0
+ (tv - tr) h,; (1.32)
ou seja, o calor que é absorvido pelo vidro é transmitido por convecção para o exterior e para o interior.
Os valores da condutância superficial (filmes do ar exterior e do ar interior) dependem da velocidade do vento
e, para 2 m/s (máximo), podem ser considerados:
h."= 15 W/m
2
°C
h,;= 10 W/m
2 0
C.
Na Tabela 1.13 temos os coeficientes de transmissão e absorção para os diferentes ângulos de incidência. Ob-
serve-se que quando o raio de incidência I é normal à superfície, o ângulo i = O e os coeficientes são máximos.
Tabela 1.12 Coeficientes de Transmissão TérTnica para Vidros e Similares
Vidros e Similares
4 mm de vidro claro
6 mm de vidro (placa)
6 mm de vidro (absorvedor de calor)
6 mm de vidro (laminado em prata)
Veneziauas com defletores de 45° (placas)
Coeficiente de
Absorção (a)
0,08
0,14
0,40
0,45
0,37
Coeficiente de
Reflexão
0,08
0,08
0,06
0,41
0,51
Tabela 1.13 Coeficientes de Transmissão e Absorção através de Vidros*
Trausmissividade
Absorvidade
O'
0,87
0,05
Nora: Pam nKliação imli{eta, na falla de oulra informação:
Tmnsmissividade = ll,79
Absorvidade = 0,06.
•Vej" Bibliografia, ref. 16.
Exemplo 1.34:
2Q>
0,87
0,05
Angulo de Incidência (i)
4o>
0,86
0,06
50"
0,84
0,06
6o>
0,79
0,06
70'
0,67
0,06
INTRODUÇÃO 73
Coeficiente de
Transmissão (y)
0,84
0,80
0,54
0,14
0,12
80" 90"
0,42
0,06
o
o
O raio de Sol incidente faz um ângulo de 60° com a superfície de vidro e a intensidade é de 600 W 1m
2
• A
temperatura do exterior é de 32°C e do interior 22°. Calcular a temperatura do vidro t.,, se utilizannos janela
com vidro de 4 mm de placa de vidro claro.
Solução:
Aplica-se a Eq. (1.32) e os coeficientes da Tabela 1.12.
ot ~ 0,08.
Substituindo os valores temos:
J{j =I cosi= 600 X cos 60 = 300 W/m
2
300 X 0,08 ~ (t, - 32) X 15 + (t, - 22) X 10
24 ~ 15 t,- 480 + 10 t,- 220
25 t, ~ 724
t., = 28,9°C.
Se não houvesse absorção do vidro, a temperatura do vidro seria:
0 ~ (t,- 32) X 15 + (t,- 22) X 10 ou t, ~ 28°C
O calor introduzido seria:
(28 - 22) X 10 ~ 60 Wlm'
ou seja, 10% do calor incidente.
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1. O vácuo medido no evaporador de um sistema de refrigeração é de 500 mm de mercúrio. Detenninar a pressão
absoluta, em pascais, para a pressão atmosférica normal (760 mm de Hg).
2. Expressar o resultado do Exercício 1, em atmosferas.
li
74 INTRODUÇÃO
3. Um bloco de alumínio de 200 g é retirado de um forno e colocado dentro de um recipiente de 1.000 g de
chumbo contendo em seu interior 400 g de água na temperatura inicial de 20°C. A temperatura final do
conjunto passa a ser 30°C. Qual a temperatura do fomo?
4. A parede externa de uma sala é composta das seguintes placas: 15 cm de concreto, 10 cm de madeira e 20
cm de cortiça. A temperatura do ar exterior é de 34°C e no interior é de zsoc. Calcular o fluxo de calor por
m
2
de superfície de parede em kcallh.
5. Em um ambiente com ar condicionado desejamos que o fluxo máximo de calor seja de 10 kcal!h por m
2
, do
exterior a 34°C para o interior a 25°C. Se a parede for construída com espessura de concreto de 15 cm,
revestida por 10 cm de madeira, que espessura deverá ter a camada interior de cortiça?
6. No Exemplo 1.6 vamos imaginar que as duas placas metálicas sejam de alumínio e de cobre, soldadas de
acordo com a Fig. 1.12a, ou seja, em série. Supondo as placas quadradas de 20 cm de lado e a espessura de
5 cm, calcular o fluxo de calor em kcallh.
7. Se, no exemplo anterior, as placas estiverem soldadas em paralelo, de acordo com a Fig. 1.12h, qual será o
fluxo de calor?
8. Uma máquina de Carnot recebe 1.000 kcal de calor de uma fonte à temperatura de 800°C e descarrega na
fonte fria na temperatura de 100°C. Calcular:
(a) a eficiência
(h) o trabalho fornecido;
(c) o calor descarregado.
9. Se, no exemplo anterior, a fonte de calor fornecesse esse trabalho em 20 minutos, qual seria a potência em kW?
10. Num ciclo reverso de Carnot, a máquina recebe calor a ooc e descarrega a 45°C. A potência de entrada é de
5 kW. Calcular:
(a) a eficiência térmica;
(b) o efeito de. aquecimento;
(c) o efeito re?Jgerante.
11. Dez quilogramas de ar à pressão de 20 kPa e à temperatura de 50°C são submetidos a uma série de pro-
cessos desconhecidos até alcançar a temperatura de 200°C, à pressão constante. Determinar a variação
de entropia.
12. Em um recinto com ar condicionado, temos a temperatura de bulbo seco de 26°C e a temperatura de bulbo
úmido de l6°C. Pedem-se (uso da carta psicrométrica):
(a) umidade relativa;
(h) umidade específica;
(c) entalpia;
(d) volume específico;
(e) grau de saturação.
13. Um ar na temperatura de 10°C e umidade relativa de 65% é aquecido por uma resistência elétrica até a tem-
peratura de 40°C. Calcular, usando a carta psicrométrica, a umidade relativa no final do aquecimento.
14. Num ambiente com ar condicionado a temperatura do bulbo seco deve ser mantida a 25°C e a umidade
relativa a 50%. Calcular a temperatura do BS em que o ar deixa as serpentinas do evaporador, supondo-o
saturado e usando a carta psicrométrica.
15. Em uma instalação de ar condicionado, temos as seguintes condições:
-internas: BS = 24°CeBU= 19°C;
-externas: BS = 32°C e BU = 26°C.
I'
INTRODUÇÃO 75
~ - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - _ _ : _ : c = = - _ _ : _ : :
A percentagem do ar exterior é de 10% do total.
Calcular as temperaturas BS e BUda mistura.
16. Determinar a capacidade do equipamento de refrigeração em TR, supondo que o ar, ao transpor o evaporador,
teve uma queda de entalpia de 32,5 kcal/kg e a vazão de ar é de 350m
3
/h.
17. Calcular a vazão necessária de ar em m
3
/h para que o equipamento de refrigeração elimine a carga térmica
de calor sensível de 150.000 kcal/h para um diferencial de temperatura no evaporador de 10°C.
18. Calcular a capacidade de um condensador de um equipamento de ar condicionado que recebe a água da
torre em 29°C e descarrega em 34,5°C e a vazão de água é de 20 Vminuto.
19. A temperatura da água ao entrar em uma torre de resfriamento é de 38°C e ao sair 29°C. O ar entra na torre
nas temperaturas BS = 35°C e BU = 25°C. Calcular o rendimento da torre.
20. Calcular a vazão de ar necessária, supondo-se que o ar deixa a torre na temperatura de 39°C, saturado, e a
vazão de água é de 20 l/minuto.
21. Determinar a.altitude do Sol ao meio-dia, para uma localidade no Brasil, onde a latitude é de 15° Sul, no dia
21 de março:
22. Determinar a altitude do Sol, às 17 horas, no dia 21 de dezembro para um local cuja latitude é de 30° Sul.
23. Para um local cuja latitude é zero, calcular o azimute solar, às 15 horas, no dia 21 de janeiro.
24. Achar o tempo aparente solar (TAS) para um local às 8 horas, onde a longitude oeste é de 35° no dia 21 de
maio. Achar também a hora em graus.
25. Um raio solar incide sobre uma janela de vidro com ângulo de 40°. Sua intensidade é de 800 W/m
2
• Calcu-
lar a sua transmissão para o interior do recinto, usando os coeficientes da Tabela 1.13.
O
s seguintes dados são indispensáveis ao projeto de instalação de ar condicionado: plantas de arqui-
tetura, cortes, vistas. número de ocupantes do recinto, posição do Sol em face do prédio, fim a que se
destina a instalação (conforto, equipamento, industrial etc.), local para a casa de máquinas, tipo de
insuflamento e retorno, fontes de calor no recinto, iluminação, regime de ocupação, prédios vizinhos, coorde-
nadas geográficas do local, cores de paredes, telhados, janelas etc.
Em seguida, deverão ser fixados: temperatura, umidade relativa, temperatura dos bulbos seco e úmido, ponto
de orvalho para o ar exterior e interior.
2.1 Condições de Conforto
O ábaco de conforto para verão c inverno apresentado na Fig. 2.1 dá uma indicação das temperaturas e umi-
dades relativas Para o projeto. Esse ábaco foi obtido após ensaios feitos com pessoas vestidas com roupa co-
mum e submetidas a várias condições de temperatura, umidade relativa e movimento do ar, anotando-se as re-
ações em face das diversas condiçües.
Com o uso fixou-se a temperatura efetiva- um índice arbitrário que se aplica ao corpo humano e diz respei-
to ao grau de calor ou de frio experimentado em certas combinações das grandezas citadas.
A temperatura efetiva é sempre menor do que a lida no termômetro de bulbo seco; somente na umidade de
100% (ar saturado) é que são iguais.
Pelo ábaco do conforto, verifica-se que 98% das pessoas sentiram maior conforto no verão com a tempera-
tura efetiva de 71 °F, e que 97% das pessoas no inverno sentiram maior conforto com 66°F, ambas com umida-
des relativas entre 70 e 30% e movimento de ar ou turbulência entre 15 e 25 pés por minuto (4,5 a 7,5 m/min).
Em sistemas de ar condicionado para o conforto de pessoas, deve-se levar em conta o tempo de permanência no
recinto. Assim, a Tabela 2.1 dá uma indicação para as temperaturas e umidades em função da permanência.
Tabelo 2 I e Umidades Relativa.ç em Função da Permanência
Temperatura Temperatura Umidade Relativa
Permanêncid Efetíva oF de Bulbo Seco °F %
-
Mab Je 3 horas 73 (22,7°C) 78 (25,SOC) 55
Entre 4.'1 mmutos e 3 horas 74 (23YCl 80 (26,6°C) 50
Menos de 40 minutoó 75 (23,8°C) 82 (27,rC) 45
O objetivo dessa temperatura é evitar o choque térmico que se verifica à entrada ou saída de um recinto com
ar condicionado.
As temperaturas dos bulbos seco e úmido das principais cidades brasileiras são dadas na Tabela 2.2.
As condições de conforto para verão são dadas pela Tabela 2.4 (NBR-6401), para indivíduos em repouso ou
em atividade moderada.
As condições de conforto para inverno são dadas pela Tabela 2.5 (NBR-6401).
2.2 Requisitos Exigidos para o Conforto Ambiental
As diferenças de temperatura de bulbo seco simultâneas entre dois pontos quaisquer de um recinto e tomadas
à altura de 1.5 m do piso (nível de respiração) não devem ser superiores a zoe.
..
I
I.
I!
I
'
I
li
i:

I
1:

!J
Temperatura do bulbo seco em graus Fahrenheit
Zona de conforto
médio no inverno
Linha de conforto
ideal no Inverno
Zona de conforto
médio no verão
Linha de conforto
ideal no verão
Fig. 2.1 Ábaco de conforto para verão e inverno.
DADOS PARA o PROJETO 77
'"
'
78 DADOS PARA O PROJETO
Tabela 2 2 Condições Externas Recomendadtn para Verão (
0
C)
Cidades TBS TBU Temperatura Máxima
1. Região Norte
Macapá(AP) 34 28,5 34,7
Manaus (AM) 35 29,0 36,9
Santarém (PA) 35 28,5 37,3
Belém (PA) 33 27,0 34,9
2. Região Nordeste
João Pessoa (PB) 32 26,0 -
São Luís (MA) 33 28,0 33,9
Parnaíba (PD 34 28,0 35,2
Teresina (PI) 38 28,0 4D,3
Fortaleza (CE) 32 26,0 32,4
Natal (RN) 32 27,0 32,7
Recife (PE) 32 26,0 32,6
Petrolina (PE) 36 25,5 38,4
Maceió (AL) 33 27,0 35,0
Salvador {BA) 32 26,0 33,6
Aracaju (SE) 32 26,0 -
3. Região Sudeste
Vitória (ES) 33 28,0 36,1
Belo Horizonte (MG) 32 24,0
Uberlândia (MO) 33 23,5 37,6
Rio de Janeiro (RJ) 35 26,5 39,4
São Paulo (SP) 31 24,0 34,9
Santos (SP)· 33 27,0 37,7
Campinas (SP) 33 24,0 37,4
Pirassununga (SP) 33 24,0 37,8
4. Região Cfntro-Oeste
Brasília (DF) 32 23,5 34,8
Goiânia (GO) 33 26,0 37,3
Cuiabá (MT) 36 27,0 39,0
Campo Graqde (MS) 34 25,0 37,0
Ponta-Porã (MS) 32 26,0 35,8
5. Região Sul
Curitiba (PR) 30 23,5 33,3
Londrina (PR) 3l 23,5 34,0
Foz de Iguaçu (PR) 34 27,0 38,0
Aorianópolis (SC) 32 26,0 36,0
Joinville (SC) 32 26,0 36,0
Blumenau {SC) 32 26,0 36,0
Porto Alegre (RS) 34 26,0 39,0
Santa Maria (RS) 35 25,5 40,0
Rio Grande (RS) 30 24,5 -
Pelotas (RS) 32 25,5 -
Caxias do Sul (RS) 29 22,0 -
Uruguaiana (RS) 34 25,5 -
Fonu: TabolaF> clmmtolog!Cas da de Rotas Aéreas do MmlSténo da Aeronáullca.
--- -----------
Tabela 2.3 Condições Externas Recoméndadas para Inverno
Cidades
Aracaju (SE)
Belém (PA)
Belo Horizonte (MG)
Blumenau (SC)
Boa Vista (RR)
Brasília (DF)
Caxias do Sul (RS)
Cuiabá(MT)
Curitiba (PR)
Aorianópolis (SC)
Fortaleza (CE)
Goiânia (GO)
João Pessoa (PB)
Joinville (SC)
Macapá (AP)
Maceió (AL)
Manaus (AM)
Natal (RN)
Pe lotas (RS)
Porto Alegre (RS)
Porto Velho (RO)
Recife (PE)
Rio Branco (AC)
Rio de Janeiro (RJ)
Rio Grande (RS)
Salvador (BA)
Santa Maria (RS)
São Luís (MA)
São Paulo (SP)
Teresina (PI)
Uruguaiana (RS)
Vitória (ES)
TBSCC)
20
20
lO
lO
21
l3
o
l5
5
lO
2l
lO
20
lO
21
20
22
!9
5
8
l5
20
l5
16
7
20
3
20
lO
20
7
18
Tabela 2 4 Condições de Conforto para Verão
Recomendável
Finalidade Local TBS (
0
C) UR(%)
Residências
Conforto Hotéis 23 a25 40a60
Escritórios
Escolas
Bancos
Barbearias
Lojas de curto
Cabeleireiros
tempo de
Lojas 24a 26 40 a60
ocupação
Magazines
Supermercados
Teatros
Auditórios
Ambientes Templos
com grandes Cinemas
cargas de calor Bares 24a26 40a65
latente e/ou Lanchonetes
sensível Restaurantes
Bibliotecas
Estúdios de TV
DADOS PARA O PROJETO 79
Umidade Relativa(%)
78
80
75
80
80
65
90
75
80
80
80
65
77
80
80
78
80
80
80
80
80
78
80
78
90
80
80
80
70
75
80
78
MáJ.:ima
TBS (°C)
26,5
27
27
UR(%)
65
65
65
. 1 - ~ ~ - ...... - . . . ~ ~ - - - , - , - - - - - - - - - - - - ~ -
80 DADOS PARA O PROJETO
Finalidade
Locais de
reuniões com
movimento
Ambientes
de arte
Acesso
•Çondiçõe' constantes para u ano inteiro.
TBS =Temperatura de bulbo seco ("C)_
UR = Umidade relativa(%).
Tabela 2,4 Condições de Conforto para Verão (Cont.)
Recomendável
Local TBS (°C) UR(%)
Boates
Salões de 24a26 40 a65
baile
Depósitos de livros,
manuscritos, obras 21 a 23* 40 a 50*
raras
Museus e galerias 21 a 23* 50 a 55*
de arte
Halls de elevadores - -
Tabela 2.5 Condições de Conforto para Inverno
TBS ("C) UR(%)
20-22 35-65
Máxima
TBS (
0
C) UR(%)
27 65
- -
- -
28 70
As velocidades.do ar nesse mesmo nível (1,5 m do piso) devem estar compreendidas entre 1,5 e 15 m/s.
O ar introduzido no recinto deve ser totalmente filtrado e parcialmente renovado.
Os níveis de ruÍdo não devem ser superiores aos dados na Tabela 2.6 (NBR-6401), em função da finalidade
da instalação.-
2.3 Sistemas de Ar Condicionado
Basicamente existem dois sistemas de ar condicionado:
de expansão ou evaporação direta (Figs. 2.2 e 2.3), quando o condicionador recebe diretamente do recinto ou
através de dutos a carga de ar frio ou quente.
de expansão indireta (Fig. 2.4), quando o condicionador utiliza um meio intennediário (água ou salmoura)
para retirar a carga térmica que é transmitida pelo ar frio ou quente.
Cada um dos dois sistemas citados tem a sua aplicação específica: o de expansão direta, para instalações
pequenas e médias; e o de expansão indireta, para grandes instalações.
2.4 Tipos de Condensação
Nos equipamentos de refrigeração, há dois trocadores de calor: evaporador e condensador.
Como vimos no capítulo sobre refrigeração mecânica, no ciclo de refrigeração, o fluido refrigerante, ao pas-
sar, no condensador, do estado de gás em alta pressão a líquido em alta pressão, necessita de um meio ao qual
!I
i
Tabela 2.6 Níveis de Ruú/o de ulna Instalação
Finalidade do Local
Residências
Casas particulares (zonas rural e suburbana)
Casas particulares (zona urbana)
Apartamentos
Hotéis
Quartos individuais
Salões de baile ou banquetes
Corredores
Garagens
Cozinhas e lavanderias
Escritórios
Diretoria
Sala de reuhiões
Gerência
Sala de recepção
Escritórios em geral
Corredores
Sala de computadores
Auditórios e salas de música
Estúdios para gravação de som e salas para concertos musicais
Teatros
Cinemas, aud,itórios, anfiteatros
Salas de leitura
Igrejas e escolas
Templos
BiblioteCas
Salas de· aula
Laboratórios
Corredores c salas de recreação
Cozinhas
Edij(cios públicos
Bibliotecas, museus
Correios, hancos
Banheiros e toaletes
Restaurantes
Restaurantes, boates
Lanchonetes
Lojas comerciais
Uljas de muito público
Uljas de pouco público
Supermercados
Ginásios esportivos cobertos
Ginásios
Piscinas
dBa
25-30
30-40
35-45
35-45
35-45
40-50
45-55
45-55
25-35
30-40
35-45
35-50
40-50
40-55
45-65
20-30
30-35
35-45
40-50
25-35
35-45
35-45
40-50
45-55
45-55
35-45
40-50
45-55
40-50
40-55
45-55
40-50
45-55
40-50
45-60
DAOOS PARA O PROJEI'O 81
NC
20-30
25-35
30-40
30-40
30-40
35-45
40-50
40-50
20-30
25-35
30-40
30-45
35-45
35-50
40-60
15-25
25-30
30-40
35-45
20-30
30-40
30-40
35-45
40-50
40-50
30-40
35-45
40-50
35-45
40-50
40-50
35-45
40-50
35-45
40-55
82 DADOS PARA O PROJETO
------·----
Tabela 2.6 Níveis de Ruído de uma Ínstalaçiio (Cont.)
Finalidade do Local
Transportes
Local de venda de passagens
Salas de espera
Áreas de produção
Exposto durante 8 h/dia
Exposto durante 3 h/dia
dBa
35-45
40-55
< 90
<97
NC
30-40
35-50
dBa É o nível de ruído lido na escala A de um medidor de nível de som que, por meio de um filtro eletrônico. despreza ruídos de baixa freqUência que. devido à baixa
sensibilidade nessa faixa, nõo são perceptíveis pelo ouvido humano.
NC - É o valor obtido nas curvas de NC, quando U'açamos o gráfico dos níveis medidos em bandas de oitava de freqUência.
- O nível de rufdo deve ser medido em 5 pontos do ambiente a 1,2 m do piso.
fig. 2.2 Sistema de ar condicionado de expansão direta (condensação a ar).
Ventilador
Vótwla ~ e expansão
Pllraa torre
de '""'""'"•nto
---
--!':!!!!"'"-
---
Fig. 2.3 Sistema de ar condicionado de expansão direta (condensaçõo a água).
L
.,f-"'! '

I
Fan-coi/
r----------...,
Ventilador
tennostállca -
Válv. de expansão
12 ou 22 tx1
1
• I Tubulação de água gelada
Depósito de água gelada
ou salmoura
, .. , ........ _ ·····-""' ----- ,,
Ac
exterior
Fig. 2.4 Sistema de ar condicionado de expansão indireta (água gelada com condensação a ar).
''"''""'-"" ""''


o
I
e!
84 DADOS PARA O PROJETO
transmita o calor recebido no evaporador. Esse meio poderá ser o ar, a água ou a evaporação da água. Assim,
temos três tipos de condensação:
a ar, em circulação natural ou forçada; nesse caso a temperatura admitida para fluido deve ser superior à do
bulbo seco do ar exterior considerado nos cálculos;
a água, que pode ser sem retorno, usando água corrente, ou em circuito fechado, utilizando uma torre de
arrefecimento. Nesse caso, a temperatura do bulbo úmido do ar exterior deve ser inferior à temperatura da
água de circulação, para que haja transferência de calor da água para o ar exterior;
evaporativa, nesse caso também a temperatura de bulbo úmido do ar exterior deve ser inferior à estabelecida
para o fluido frigorígeno.
2.5 Tipos de Instalação
Conforme as dimensões da carga ténnica do recinto a condicionar, podemos ter as seguintes instalações:
- aparelhos indivj.duais, normalmente com condensação a ar;
instalações centrais com condensação a ar (Fig. 2.2);
- instalações centrais com condensação a água em circuito aberto ou fechado (Fig. 2.3);
instalações centrais com condensação a vapor d'água (Fig. 1.46);
instalações centrais com circulação de água gelada nas serpentinas (jan-coils) (veja Seção 8.4).
2.6 Estimativa do Número de Pessoas
por Recinto
Na falta de outra"indicação, pode-se considerar a seguinte taxa de ocupação para os prédios públicos ou co-
merciais e residenciais.
Tabela 2.7 E1>timativa do Número de por Recinto
Local
Bancos .......................................................... .
Escritórios ....................................................... .
pavimentos térreos .......................... .
pavimentos superiores ..................... .
Museus e bibliotecas ...................................... .
Salas de hotéis ............................................... ..
Restaurantes .................................................. ..
Salas de operação (hospitais) ......................... ..
Teatros, cinemas, auditórios .......................... ..
Residências .................................................... .
Taxa de Ocupação
Uma pessoa por 5 m' de área
Uma pessoa por 6 m
2
de área
Uma pessoa por 2,5 m
2
de área
Uma pessoa por 5 m
1
de área
Uma pessoa por 5,50 m' de área
Uma pessoa por 5,50 m
2
de área
Uma pessoa por 1,40 m
2
de área
Oito pessoas
Uma pessoa para cada 0,70 m
2
de área
Duas pessoas por quarto social e uma pessoa por quarto de serviço
2.7 Sugestões para a Escolha do Sistema de AC
mais Indicado
O primeiro passo para a definição do sistema deve partir do cliente, em face do que pode gastar, ou seja, após
examinar o binômio custo/benefício. Em seguida, entra o projetista que, pela sua experiência, pode definir o
sistema mais indicado e tecnicamente possíveL O projetista faz um esboço da instalação (unifilar) com pré-
orçamento.
-
DADOs PARA o PROJEI'O 85
-----
São as seguintes opções:
SPLIT-SYSTEMS
• Para instalações de pequeno porte, de área inferior a 70m
2
(escritórios e residências), são mais indicados Split-
Systems ou aparelhos de janela (expansão direta). Este sistema apresenta as seguintes vantagens:
pode ser instalado em tetas, paredes no interior, sem precisar utilizar as janelas;
na parte intema, só haverá um ventilador e o evaporador, ficando as partes barulhentas (compressor e con-
densador) em áreas de serviço ou no telhado (veja Figs. 2.5 e 2.6);
com isso consegue-se um nível de ruído muito baixo. Todavia em locais de grande público, por exemplo,
igrejas, templos, ele não é indicado, pois não faz a renovação de ar. É necessária a instalação de exaustores,
de acordo com a norma NBR-6401 (Tabela 12), que fornece calor sensível e latente liberado pelas pessoas
em kcal/h.
Em locais em que existem várias salas, pode-se pensar no sistema Multi Split, ou seja, um condensador para
atender a vários locais com volume de refrigerante variável (VRV). Isso permite a aplicação de controles ele-
trônicos rnicroprÓcessados que podem dosar a quantidade de refrigerante para cada ambiente.
SELFS E ÁGUA GELADA
• Para locais de áreas superiores a 400 m
2
, como nos shoppings, bancos e indústrias, os sistemas self-containers
são mais indicados (expansão direta ou indireta) ou de água gelada (veja Fig. 2.7). Para instalação até 14 TR,
máquinas com condensadores a ar podem ser usadas. Se for maior, a condensação a água deve ser usada, o que
implica a instalação de torres de arrefecimento, com bombas e tubulações hidráulicas que oneram a instalação
em aproximadamente 30% (veja Fig. 2.7). É necessário ter água em abundância e de boa qualidade. Em insta-
lações industriais, que já utilizam água gelada para os processos, deve ser estudada a possibilidade de produzir
gelo durante a noite, quando a tarifa de energia elétrica é menor; esse gelo pode ser usado durante o dia no
sistema de água gelada (sistema de tennoacumulação). A temperatura mínima deve ser em torno de 4°C para a
água circular sem perigo de congelamento.
, '
,
'
- ' '
' .... de escape
" -
Aba de retenção para evitar a
recirculação do ar
I
I
I
---
. '
\
\
'
2 Metros
Veneziana ou elemento vazado
--
:::::: ......
- '
::::•----
20a40cm
fig. 2.5 Sugestão em corte para o local de Instalação de uma ou mais unidades condensadoms a ar.
86 DADOS PARA O PROJETO
~ " - - - - " ' : __ _
Fig. 2.6 Sistema Split: (o) comando remoto; (b) oompressor e çondensador; (c) ventilador e evaporador. (Por cortesia de Indústrias
Hitachi S.A.)
CO-GERAÇÃO
• Para grandes áre;as (shoppings, supermercados ou áreas de grande público) pode ser indicado o sistema de cc-
geração, que utiliza o gás natural. Este sistema pode trazer economia de energia elétrica, um dos grandes pro-
blemas atuais da humanidade. Existem instalações utilizando o gás natural com o sistema de absorção, usando
compressores tipo parafuso, com resultados satisfatórios em relação à economia de energiaelétrica e à ecologia
(o gás natural não· é poluidor).
SISTEMAS EVAPORATIVO$
• Para locais com grande número de pessoas, como restaurantes, casas de espetáculos, aeroportos, academias de
ginástica, indústrias de confecções, supermercados etc., pode ser indicado o sistema evaporativo, que tem como
principal vantagem uma grande economia de energia elétrica. Este sistema se baseia em uma propriedade que
a natureza oferece: a transformação do calor sensível em calor latente, quando posto em cantata ar e água pul-
verizada ou espargida por lâminas de celulose corrugadas e tratadas quimicamente de modo a evitar a decom-
posição pelo ar e pela água. Quando a temperatura da água é mais baixa do que a temperatura do BU do ar ela
se evapora, baixando a temperatura do BS do ar, ou seja, houve mudança de calor sensível para calor latente
(veja Seções 8.7 e 8.8). Este sistema apresenta as seguintes vantagens:
- economia de energia elétrica;
- facilidade de manutenção;
não tem retorno do ar, o que permite fumar.
Em locais onde a umidade não precisa ser controlada, o seu uso é recomendado, porém possui os seguintes
inconvenientes:
-
'I
li
!!
]I
'
i,
I,
"
.,
'
DADOS PARA O PROJETO 87
T01 de arrefecimento
I&
Caixa de
1\ 1\1\ 1\
Entrada //
de água-

t
I
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1
__.Válvula
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! Alimentador princlpa
''"''"'®
_j

de água gelada
{6\_
T f':
Depósito de água gelada
I
(BAG) c
."'-·V,ihl•il<d•""'"i
Bomba de água de condensação (BAC}
Fig. 2.7 Esquema hidráulico de wn sistema de expansão indireto de água gelada.
não pode ser usado em locais em que a umidade relativa é muito alta;
só deve ser usado em localidades de umidade relativa média e baixa e onde não há controle rigoroso da tem-
peratura e da umidade;
é ideal para conforto ambiental só ocupado por pessoas;
a sua eficiência depende das condições de tempo locais (chuva e dias úmidos).

C
arga térmica é a quantidade de calor sensível e latente, geralmente expressa em BTU/h, ou kcal/h,* que
deve ser retirada ou colocada no recinto a fim de proporcionar as condições de conforto desejadas.
Essa carga térmica pode ser introduzida no recinto a condicionar por:
condução:

dutos;
pessoas;
equipamentos;
infiltração:
ventilação.
3.1 Carga de Condução- Calor Sensível
A expressão geral da transmissão de calor por condução e por hora pode ser expressa, para materiais homo-
gêneos, paredes planas e paralelas:
onde:
Q taxa de fluxo de calor transmitida em kcal/h;
A área da superfície normal ao tluxo em m
2
;
-' = espessura do material em m;
K condutividade térmica do material por unidade de comprimento e unidade de área em kcal · mlh · m
2

oc;
D diferença de temperatura entre as duas superfícies separadas pela espessura x em oc.
I BTU/h · ft
2
por op = 4,883 kcal/h · m
2
• oc
1 BTU · inlh · ft
2
• op = 0,1240 kcal/h · m · °C
Quando o material não é homogêneo, como, por exemplo, uma parede construída com tijolos, massa e isola-
mento, a equação toma a seguinte forma:
onde:
Q fluxo de calor em kcal/h;
A área em m\
c = condutância em kcal/h . m
2
• oc;
D diferença de temperatura entre as superfícies em oc.
*Pelas unidades SI. a térmica, que é potência, seria em waus ou kW, porém preferimos manter a kcallh por razões de fabticação dos equipamentos.
l
CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA 89
A transferência de calor do ar a uma superfície, ou vi ce-versa, se processa por meio da condutância da super-
fície de contato ou filme.
A condutância superficial é a quantidade de calor transferido, em kcallh, do ar para a superfície, ou vice-
versa, por metro quadrado e por oc de diferença de temperatura.
Se o fluxo for uniforme, esta transferência pode ser expressa pela fórmula:
Q ~ A h D
onde:
Q fluxo de calor em kcal/h;
A = área em m
2
;
h condutância superficial em kcal/h · m
2
• oc;
D = diferença de temperatura entre a superfície e o ar em contato em oc.
Os valores de h dependem da cor e rugosidade da superfície, bem como da velocidade do vento.
Os valores médios para h são:
ar parado= 1,46 a 1,63 BTU/h ft
2
• op = 7,13 a 7,96 kcallh · m
2
• oc;
ar a 12 km/h ~ 4,0 BTU/h ft
2
• op = 19,5 kcallh · m
2
• oc;
ar a 24 km/h = 6,0 BTU/h ft
2
• op = 29,3 kcallh · m
2
• °C.
Nos cálculos da carga térmica do ar condicionado, usa-se um coeficiente U, mais fácil de ser obtido,
medindo-se a temperatura do ar em ambos os lados da superfície. Esse coeficiente é chamado coeficien-
te global de transmissão de calor e é definido como o fluxo de calor por hora através de um m
2
de super-
fície, quando a diferença entre as temperaturas do ar nos dois lados da parede ou teto é de um grau cen-
tígrado.
onde:
Q = fluxo de calOr em kcal/h;
A = área em m2;
Q ~ A U D
v coeficiente global de transmissão de calor em kcallh . m
2
• °C;
D diferença de< temperatura em oc.
Quando se usam vários materiais nas paredes que separam os ambientes, para cálculos mais precisos
utilizam-se as reSistências que cada material opõe ao fluxo. Essas resistências são os inversos das
condutividades e condutâncias e são somadas do mesmo modo que resistências em série de um circuito
elétrico.
Exemplo 3.1:
Queremos saber qual o coeficiente global de transmissão de calor para uma parede composta das seguintes
camadas:
3 2
~
- - - - ~ ..
---M
1 - Embaço da 2 cm
2- Tijolo comum de uma vez- 20 cm
3- Madeira de lei- 2,54 cm
Velocidade do ar exterior: 24 km/h.
Fig. 3.1 Dados do Exemplo 3.1.
'
90 CALcULO DA CARGA TIRMICA
Tabela 3.1 Coeficiente de Transmissão de Calor dos Materiais de Construção
Condutividade K
Material
BTU · inlh jP · "F kcal/h · m · °C
L Acabamentos:
- cimento asbestos 4,0
- gesso 1/2"
- lambris 0,80
- lambris de 3/4"
- fibra de madeira 1,4D
- emboço ou reboco (2 cm)
2. Alvenaria:
- lã mineral (vidro ou rocha) 0,27
- verniculite 0,46
- concreto simples 5,0
- massa de cimento com agregados 1,7
- concreto com areia e pedra 12,0
- estuque 5,0
- tijolo comum (meia-vez) 5,0
- tijolo comum (uma vez) 9,0
- tijolo de concreto furado de lO cm 1,4
- tijolo de concreto furado de 20 cm 0,9
- ladrilho ou cerâmica 0,9
- alvenaria de pedra 12,50
3. Isolamentos:
- fibras de lãs minerais (vidro ou rocha) 0,27
- fibra de madeira 0,25
- vidro celular 0,39
- cortiça 0,27
- fibra de vidro 0,25
- isoflex (Santa· Marina)
4. Arganuusas:
- nata de c i m e n ~ com areia 5,0
- nata de gesso ·com areia 5,6
- agregado c o ~ verniculite 1,7
5. Cobenura:
- placa de agregado de asfalto 6,50
- teto com 1 O ctn 3,00
6. Madeiras:
- de lei (cedro, canela etc.) 1,10
- pinho 0,80
Ref: Trane Air Cornlitioning.
Solução:
Pela Tabela 3.1, temos as seguintes resistências:
1 1
filme do ar exterior· - = - = O 17 ·
. h 6 ' '
1 1
- camada 1: C=
049
= 2,04;
'
1 8
- camada 2: K = 90 = 0,88;
'
1 1
- camada 3: K =
1
,1
0
= 0,90;
0,496
0,09
0,173
0,03
0,05
0,62
0,21
1,48
0,62
0,62
1,11
0,17
0,11
0,11
1,55
0,03
0,03
0,04
0,03
0,03
0,039
0,62
0,69
0,21
0,80
0,37
0,13
0,09
Condutdncia C
BTU/h . Jt1· °F kcallh · m
2
• QC
2,25 10,99
1,07 5,22
0,49 2,39
j,
CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA 91
l l
filme do ar interior: h=
146
= 0,68;
,
resistência total: R = 4,67.
O coeficiente global de transmissão de calor será:
l 1
U 021 BTU/h, fi', op
R 4,fi7 '
Observe que, se o diferencial de temperatura for diferente de 9,4°C, soma-se à tabela o que exceder deste
valor.
Exemplo: Se a temperatura exterior for 35°C, e a interior, 25°C, soma-se 0,60°C aos valores dados da tabela.
Exemplo 3.2:
Mesmos dados do Exemplo 3.1, porém usando unidades SI, temos:
1 1
filme do ar h=
29 3
= 0,034;
,
l l
- camada 1: C=
2 39
= 0,418;
,
l lX0,2

K 1,ll
- camada2: 0,18;
1 1 X 0,0254
- camada 3: = 0,195;
0,12
I I
filme do ar interior: h= ?,lJ = 0,14;
resistência total: R = 0,967;
1 1
coeficiente glo:bal: U = R =
0
,
967
1,03 kcal/h · m
2
• °C.
Tabela 3.2 Diferencial de Temperatura Usado nos Projetos- DT- Baseado na Diferença de 9,4°C entre a
Temperatura Externa e o Recinto Condicionado
1. Paredes exteriores
2. Vidros nas paredes exteriores
3. Vidros nas divisórias
4. Vitrinas de lojas com grande carga de luz
5. Divisórias
6. Divisórias junto de cozinha, lavanderias ou aquecedores
7. Pisos sobre recintos não-condicionados
8. Pisos do térreo
9. Pisos sobre porão
10. Pisos sobre porão com cozinha, lavanderias ou aquecedores
11. Pisos sobre espaços ventilados
12. Pisos sobre espaços não-ventilados
13. Tetos sobre espaços não-condicionados
14. Tetos sobre espaços com cozinhas, lavanderias e aquecedores
15. Tetos sob telhados com ou sem sótão
9,4
9,4
5,5
16,6
5,5
13,8
5,5
o
o
19,4
9,4
o
5,5
11,1
9,4
92 CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA
= = ~ : = _ __________________________________ __
Exemplo 3.3:
Vamos considerar uma parede exterior de tijolo maciço de 20 X 1 O X 6 cm de meia-vez (14 cm de espessu-
ra) com emboço de 2 cm nos dois lados.
1 1
- 1ilme do ar exterior: h =
29 3
= 0,034;
'
1 1
2 emboços de 2 cm: C=
2 39
= 0,418;
'
1 0,1
- tijolo de lO cm: K =
0
,
62
= 0,161;
1 1
iilme do ar interior: h=
7
,
96
= 0,125;
resistência totat R= 0,034 + 0,418 + 0,161 + 0,125 = 0,738
1 1
- coeficiente global: U = R-
0
,
738
= 1,35 kcaVh · m
2
• oc. (Valor inferior ao da Tabela 3.3.)
Tabelo. 3.3 Coeficientes Globais de Transmissão de Calor U em kcaUh · m
2
• °C para Janelas e Paredes
Elementos
a) Janelas
- Janelas de vidros comuns (simples)
- Janelas de vidros,·duplos
- Janelas de vidros triplos
b) Paredes externas '
- Tijolos maciços (20 X 10 X 6 cm):
meia-vez (14 cm) = 10 tijolos+ 2 revestimentos
uma vez (24 cm)·= 20 tijolos + 2 revestimentos
- Tijolos furados (20 X 20 x 10 ou 30 x 30 X 10 cm):
meia-vez (14 cm)'= 10 tijolos+ 2 revestimentos
uma vez (24 cm).= 20 tijolos + 2 revestimentos
c) Paredes internas
- Tijolos maciços (20 X 10 X 6 cm):
meia-vez ( 14 cm) = 10 tijolos + 2 revestimentos
meia-vez (lO cm) = 6 tijolos+ 2 revestimentos
uma vez (24 cm) = 20 tijolos + 2 revestimentos
- Tijolos furados (20 X 20 X lO ou 20 X 10 X 6 cm):
meia-vez (lO cm)= 6 tijolos+ 2 revestimentos
meia-ve:r. ( 14 cm) = 10 tijolos + 2 revestimentos
uma vez (24 cm) = 20 tijolos + 2 revestimentos
d) Concreto externo ou pedra
15 cm
25cm
35cm
50 cm
e) Concreto interno
LO cm
15 cm
20cm
Observaçfio: Estes ooeficientes são usados para cálcnlos sem grandes precisões.
,. ___ , ___ ,...__ ... _ ....
U em kcallh · m' · oc
5,18
3,13
1,66
2,88
1,95
2,59
1,90
2,29
2,68
1,66
2,54
2,10
1,61
3,81
3,03
2,54
2,00
3,17
2,83
2,59
-------------""'1-
L

CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA 93

3.2 Carga Devida à Insolação - Calor Sensível
A mais poderosa energia que a superfície da Terra recebe do universo é a energia solar, que já está sendo
aproveitada pelo homem como fonte térmica. Essa energia é, quase sempre, a responsável pela maior parcela da
carga térmica nos cálculos do ar condicionado, em geral como radiação e convecção.
Por absorção, a energia de radiação solar pode ser introduzida nos recintos tanto em maior quantidade quan-
to menos brilhante for a superfície refletora. Assim, temos a seguinte tabela, que dá uma idéia do percentual de
energia radiante em função da cor:
Alumínio polido
Vermelho-claro
i'<oto
Tabela 3.4 Percentual de Energia Radiante em Função da Cor
Calor Refletido
72%
37%
6%
Calor Absorvido
28%
63%
94%
É evidente que este percentual é também uma função da rugosidade da superfície. Assim, a temperatura dos
tetas e paredes depende dos seguintes fatores:
coordenadas geográficas do local (latitude);
inclinação dos raios do Sol (depende da época do ano e da hora consideradas);
tipo da construção;
cor e rugosidade da superfície;
refletância da superfície.
Para a estimatiV'a de carga térmica, será importante saber o horário de utilização da dependência e fazer o
cálculo para a incidência máxima do Sol. No Hemisfério Sul, corno se pode ver pela Tabela 3.5, nos meses de
verão, a parede que recebe maior insolação é a voltada para oeste e entre 16 e 17 h, para as clarabóias (teta de
vidro), ao
Embora se conheça com certa precisão a quantidade de calor por radiação e convecção oriundos do Sol, a
parcela que penetra nos recintos não é bem conhecida, e todas as tabelas existentes dão uma estimativa satisfa-
tória para os cálculos na prática do ar condicionado.
3.2.1 Transmissão de calor do Sol através de superficies transparentes (vidro)
A energia radiante oriunda do Sol incidente em uma superfície transparente subdivide-se em três partes:
uma que é refletida (q
1
);
uma que é absorvida pelo vidro (q
2
);
uma que atravessa o vidro (q
3
).
Fig. 3.2 Transmissão do calor solar otravés de vidro.
i;..__ r-
22" 54' Latitude Sul
Verão
Hora Local
6
Dia do Ano Face do Prédio
s 87
o
SE 260
"'
E 263
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~ N ll
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o ll
so ll
CLARABÓIA 4l
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~
SE 228
11
E 244
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o 11
-- NN
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CLARABÓIA 30
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SE 141
E 168
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CLARABÓIA o
.,
,,

Tabela 3.5 Coeficientes de Transmissão do Calor Solar Através de Vidros (Fator Solar)
kcallh · m
2
(Fator Solar) de Areas de Vidro
7 8 9 !O 11 12 13 14 15 l6 l7
--
98 6& 54 49 43 41 43 49 54 65 98
421 388 290 190 73 41 38 38 38 38 27
440 475 426 277 122 38 38 38 38 38 27
193 222 214 157 84 43 38 38 38 38 27
27 33 38 41 49 49 49 41 38 38 27
27 33 38 38 38 43 84 157 214 217 193
27 33 38 38 38 38 122 277 426 434 440
27 33 38 38 38 4l 73 190 290 364 421
176 361 515 629 6&4 738 412 629 515 429 176
65 49 41 41 38 38 38 41 41 43 65
383 372 279 160 65 38 38 38 35 35 24
442 480 431 296 130 38 38 38 35 35 24
214 260 250 193 109 49 38 38 35 35 24
24 33 38 46 54 57 54 46 38 35 24
24 33 35 38 38 38 109 193 250 247 214
24 33 35 38 38 38 130 296 431 440 442
24 33 35 38 38 38 65 160 279 334 383
171 347 515 624 692 733 692 624 515 407 l7l
24 30 35 38 38 38 38 38 35 35 24
342 307 214 103 43 38 38 38 35 35 22
415 488 440 285 138 38 38 38 35 35 22
269 342 334 304 187 79 4l 38 35 35 22
22 33 52 84 106 ll4 106 84 52 38 22
22 30 35 38 41 79 187 304 334 331 269
22 30 35 38 38 38 152 285 440 448 415
22 30 35 38 38 38 43 103 214 269 342
138 320 472 597 662 692 662 597 472 372 138
16 30 35 38 38 38 38 38 35 35 l6
225 255 136 49 38 38 38 38 35 35 l6
366 458 426 309 133 38 38 38 35 35 l6
285 385 418 369 274 147 52 38 35 35 16
24 57 128 179 220 228 220 179 128 73 24
16 30 35 38 52 147 274 369 418 388 285
16 30 35 38 38 38 133 309 426 440 366
l6 30 35 38 38 38 38 49 136 201 225
79 247 410 543 605 635 605 543 410 309 79
- - - - ~ - - ----- ·----.-.. ----
18
87
ll
11
ll
ll
95
263
260
41
60
ll
ll
11
ll
100
244
228
30
l6
5
5
5
5
92
168
168
l6
o
o
o
o
o
o
o
o
o
Valores Máximos em
Cada Orientação entre
Setembro e Março
kcal/h · m' I Wlm
2
98 113,5
420 488,8
474 551,8
222 358,6
49 56,7
217 352,2
440 5l0,8
420 488,8
740 857,8
65 75,6
384 444,6
480 558,2
245 302,7
57 66,2
250 290,1
443 514,0
384 444,6
734 851,4
38 44,1
342 397,3
489 567,6
343 397,3
ll4 132,4
334 387,9
448 520,3
342 397,3
691 804,1
38 44,1
255 296,4
458 532,9
418 485,6
229 264,9
418 485,6
439 510,8
225 261,7
636 737.9
~
...
n
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5..

s o li 24 33 35 38 38 38 35 33 27 li o
SE o 106 128 65 35 38 38 38 35 33 27 li o
o
E o 250 4D4 388 279 130 38 38 35 33 27 li o
din NE o 231 415 467 440 364 233 98 41 33 27 li o
"o
N o 54 152 238 293 342 353 342 293 239 184 54 o
"'"
.:.:
NO o 11 24 33 41 98 233 364 440 467 429 231 o
o o 11 24 33 35 38 38 130 279 388 399 250 o
so o 11 24 33 35 38 38 38 35
65 <.
95 106 o
CLARABÓIA o 46 163
320.
521 548 521 445 320 217 30 o
s o 5 19 30 35 35 35 35 35 30 24 5 o
SE o 57 68 33 35 35 35 35 35 30 24 5 o
00
E o 122 336 350 250 III 35 35 35 30 24 5 o

NE o 128 385 469 461 402 277 !52 52 30 24 5 o
N o 46 187 298 374 412 429 412 374 298 231 46 o

NO o 5 19 30 52 152 277 402 461 469 407 128 o
NN
o o 5 19 30 11 35 35 III 250 350 334 122 o
so o 5 19 30 11 35 35 35 35 33 43 41 o
CLARABÓIA o 8 100 236 355 434 456 434 355 236 155 8 o
s o 3 14 30 33 35 35 35 33 30 19 3 o
SE o 14 38 30 33 35 35 35 33 30 19 3 o
I
E o 57 296 326 239 95 35 35 33 30 19 3 o
NE o 60 331 467 467 399 317 182 68 30 19 3 o
N o 24 195 326 393 437 448 437 393 326 233 24 o
-
NO o 3 14 30 68 1&2 317 399 467 467 383 60 o
N
o o 3 14 30 33 35 35 95 239 326 296 57 o
so o 3 14 30 33 35 35 35 33 30 33 14 o
CLARABÓIA o 5 73 203 320 396 421 396 320 203 130 5 o



r
:li
,,
r
96 CÁLCULO DA CARGA TIRNIICA
----. ---·-··-··-----------
Q = ql + Qz + Q3
A parcela q
3
que penetra no recinlo é a que vai nos interessar nos cálculos da carga térmica.
Na Tabela 3.5, de origem americana, temos os valores do fator solar obtido por ensaios para esta parcela em
kcal/h por m
2
de área de vidro, ou W/m
2
, supondo-se a janela sem proteção; caso seja protegida por toldos ou
persianas, deve-se multiplicar os valores obtidos, pelos seguintes coeficientes de redução:
- toldos ou persianas externas: 0,15 - 0,20;
- persianas internas e reflexoras: 0,50 - 0,66;
cortinas internas brancas (opacas): 0,25 - 0,61.
Esta tabela é para janelas com esquadrias de madeira; para esquadrias metálicas multiplicar por 1,15.
Observe-se: para maiores detalhes ou cálculos mais precisos, são indicadas as tabelas da Seção 1.19.
Exemplo 3.4:
Queremos saber a quantidade de calor solar transmitido através de uma janela de vidro sem proteção, com os
seguintes dados:
dimensões: 4,00 X 2,00 m;
local: Rio de Janeiro;
hora: 16 h;
data: 20 de fevereiro;
janela voltada para oeste.
Solução:
Pela Tabela 3.5, o calor total transmitido será:
U = 448 kcal/h por m
2
, ou 520,3 W/m
2
Então, através da janela penetram:
q = 8,0 X 448 = 3.584 kcallh ou
q ~ 8 X 520,3 ~ 4.162,4 W
Se imaginarmos ·a janela protegida por um toldo externo, poderemos considerar a seguinte carga térmica devida
ao Sol:
q ~ 0,2 x 3.584 ~ 716,8 kcallh ou
q ~ 0,2 X 4.162,4 ~ 832,4 W
3.2.2 Transmissão de calor do Sol através de superfícies opacas
As paredes, lajes e telhados transmitem a energia solar para o interior dos recintos por condução e convec-
ção, segundo a fórmula:
Q ~ A X U [(t, - t;) + l>t]
onde:
Q =watts;
A = área em m
2
;
U = coeficiente global de transmissão de calor em kcallh · m
2
• oc;
t,. = temperatura do exterior em °C;
t, =temperatura do interior em oc;
tlt =acréscimo ao diferencial de temperatura dado pela Tabela 3.6.
I
J...
..
'
'
'
'
CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA 97
------------- --- -- ·--
atura- Mem "F e em oc Tabela 3.6 Acréscimo ao Diferencial de Temper
Cor Escura CorMé dia Cor Clara
Superfície
"F "C "F "C "F "C
Telhado 45 25,0 30 16,6 15 8,3
Parede E ou O 30 16,6 20 11,1 10 5,5
Parede N 15 8,3 10 5,5 5 2,7
ParedeS o o o o o o
Exemplo 3.5:
Queremos saber qual o fluxo de calor solar através da parede do Exemplo 3.2, onde:
A=10X3m;
U= 1,03 kcal/h · m
2
• oc;
(=32°C;
t, = 25°C. '
A parede está voltada para oeste e tem cor clara.
Solução:
Q ~ A X V X [(1,- t,) + llt];
Q ~ 10 X 3 X I ,03 [(32- 25) + 5,5] ~ 386,25 kcallh.
3.3 Carga Devida aos Dutos - Calor Sensível
Como sabemos,_ o ar insuflado em um recinto condicionado re
de pressão que lhe é fornecida pelo ventilador. O retomo do ar p
torna ao condicionador por meio da diferença
ode ser feito de duas maneiras:
1
-
Sob afonna d ~ plenum, ou seja, utilizando um ambiente co mo o próprio recinto, um corredor, o teto rebai-
xado etc., cofio se fosse um condutor do ar.
2
-
Utilizando dutos de retomo.
Em ambos os casos é adicionado calor ao ar de retorno, que de
Normalmente, o ,projetista do ar condicionado se vê às voltas
v e ser retirado pelas serpentinas do evaporador.
com um aparente impasse: como determinar a
dos? Para calcular os dutos, precisa-se saber a
ar depende da carga térmica.
carga térmica devida aos dutos se estes ainda não foram calcula
quantidade de ar a ser insuflado no recinto, e esta quantidade de
O caminho mais prático para resolver o impasse é estimar o traçado e as dimensões dos dutos, e, assim que
se calculado o sistema de dutos, fazer uma ve-
aos dutos foi adequada. Se estiver dentro da
arga térmica.
se chegar à quantidade de ar a ser insuflado no recinto, e tendo-
rificação para constatar se a estimativa da carga térmica devida
margem de 10% de erro, não há necessidade de se recalcular a c
Tabelo 3.7 Coeficiente Global de Tram:missão de Calor U para os Dutos em BTU!h por Pé Qumlrado de
e Área Lateral Área Lateral e em kcallh · m
2
• °C d
Tipo de Duto
Chapa metálica, não-isolada
Isolado com 112 polegada
Isolado com I polegada
Isolado com 1 l/2 polegada
Isolado com 2 polegadas
.
,-.
BTU!h ·fr' ·
1,18
0,38
0,22
0,15
0,12
"F kcaVh · m
2
• °C
5,76
1,86
1,07
0,73
0,59
98 CALCULO DA CARGA TéRMICA
A= 2bo+ 2ac= 2c(a + b)
Fig. 3.3 Área lateral dos dutos.
A carga térmica devida aos dutos é:
onde:
q = watts ou Kcal!h;
A= área lateral do duto exposta ao calor, em m
2
;
V= coeficiente global de transmissão de calor dado pela Tabela 3.7;
DT= diferencial de temperatura entre o ar exterior e o ar interior ao duto, em oc.
A detenninação da área lateral, A, pode ser feita como indicado na Fig. 3.3.
Exemplo 3.6:
Calcular a carga térmica devida a um duto de retorno com as seguintes condições:
comprimento do duto: 30 m;
dimensões do duto: 60 X 45 cm;
isolamento: isopor de 1 polegada (2,54 cm);
temperatura do ar de retorno: 25°C;
temperatura dO ar exterior: 32°C.
Solução:
A ~ 2c (a+ b) ~ 2 X 30 (0,60 + 0,45) ~ 63 m'
q ~ 63 X I ,07 (j2 - 25) ~ 471,9 kcallh
Se o duto não fosse isolado, a carga térmica seria:
q' ~ 63 X 5,76 (32- 25) ~ 2.540 kcallh
Assim, o isolamento permitiu a seguinte redução na carga:
q'- q ~ 2.540-471,9 ~ o 81 ou 81%
q' 2.540 '
Se o duto ficar apoiado na parede ou laje, a área lateral envolvida fica reduzida a A =c( a+ 2b).
3.4 Carga Devida às Pessoas - Calor Sensível e Calor Latente
Já vimos que a umidade do ar é vapor superaquecido e que aumentar a umidade é aumentar a carga de calor
latente.
A mistura de ar e vapor do recinto é conduzida ao evaporador; aí se dá a queda de entalpia e conseqüente
diminuição do calor sensível e condensação da parte do vapor com queda da umidade. O ar volta ao recinto
resfriado e desumidificado .
.... __ =. ___ .., ... _ ... " ~ - . · · · · ~ " " "
j
I
1
'
CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA 99
O g ~ o de calpr latente pode ser expresso em termos da massa da umidade.
O valofroédio do calor latente de vaporização para o vapor superaquecido no ar é de 1.050 BTU/h por libra,
ou 583 kc!,allh por· kg de vapor condensado. Assim, se desejarmos saber qual a quantidade de calor latente que
deve ser .ktirado do ar que passa pelo evaporador do condicionador, para que haja condensação da umidade,
basta multiplicar a massa do ar por este fator.
Exemplo 3.7:
A umidade liberada no ar de um recinto condicionado é de 0,020 kg por hora. Qual a quantidade de calor
latente que deve ser retirada para condensar a umidade?
q ~ O,OZO X 583 ~ 11,6 kcal/h
Todo ser humano emite calor sensível e calor latente, que variam conforme esteja o indivíduo em repouso ou
em atividade. *
Se submetido à atividade física violenta, o corpo humano pode emitir até cinco vezes mais calor do que em
repouso. Considerando-se que a temperatura média normal de uma pessoa é de 3rC (98,6°F), verifica-se expe-
rimentalmente que quanto maior é a temperatura externa, maior é a quantidade de calor latente emitida, e quan-
to menor esta temperatura, maior é o calor sensível. Isso pode ser explicado do seguinte modo: o organismo
humano possui um mecanismo termostático que, atuando sobre o metabolismo, mantém a temperatura do cor-
po aproximadamente constante, embora variem as condições externas. Se a temperatura exterior é superior a
37°C (98,6°F), o calor é transferido do exterior para o corpo, e isso provoca a transpiração e em conseqüência
a eliminação de vapor d'água pela respiração, adicionando apenas calor latente ao ar. Se a temperatura exterior
é inferior a 15,6°C (60°F), a transferência de calor se dá do corpo para o ambiente, porém somente na forma de
calor sensível. Entre essas temperaturas externas, ou seja, entre 15,6°C e 37°C, o corpo humano emite calor
sensível e calor latente ao ambiente, mantendo constante o calor total.
A Tabela 3.8, baseada na NBR-6401, dá os valores do calor liberado pelas pessoas em função da temperatura
e da atividade.
Exemplo 3.8: ,
Um teatro com'SOO lugares deverá ser mantido a 25°C. É previsto um máximo de 20 artistas trabalhando ao
mesmo tempo. Q1,1al deverá ser a carga térmica devida às pessoas?
Soluçilo:
Pessoas sentadas- 500:
calor sensível: 500 X 62 = 31.000 kcallh;
- calor latente: 500 X 38,1 = 19.050 kcallh.
Pessoas em exercício moderado - 20:
calor sensível: 20 X 64 = 1.280 kcal/h;
calor latente: 20 X 101,8 = 2.036 kcal/h.
Carga total:
calor sensível: 32.280 kcal/h;
calor latente: 21.086 kcallh.
Total: 53.366 kcal/h ou 17,6 toneladas de refrigeração.
*O organismo humano, para manter as suas funções básicas, em reponso. exigidas pelo metabolismo, consome em média 161itros de oxigénio (a ooc e
760 mm de Hg) por hora ou, em dados práticos, 10m' de ar por dia.
No ar atmosférico introduzido no recinto, apenas 21% é oxigénio. Assim, a quantidade de oxigénio é: lO m' X 2,1 m' por dia ou 2,1124 "" 0,087 m'lh.
Desse total apenas 7% de oxigénio é absorvido pelo corpo. ou seja, 0,07 X 0,087 = 0,006125 m'lh.
Porém, como o ar introduzido no recinto se dilui no ambiente, há necessidade de ser compensada essa diluição com um aumento de 100 a !50 vezes desse
volume (veja Tabela 3.15), para não haver acidentes por falta de oxigénio.

100 CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA
----- -- ----- ----
Tabela 3 8 Calor Liberado pelas Pessoas
-
Temperatura
Pessoa Sentada ou em Movimento Lento Pessoa em Exerdcio Físico Moderado
Ambiente Calor Sens(vel Calor Latente Calor Total Calor Sensível Calor Latente Calor Total
·c "F kcaf/h BTU/h kcal/h BTU/h kcallh BTU/h kcallh BTU/h kcal/h BTU/h kcal!h BTU/h
29 84,2 45,1 179 54,9 218 100 397 38,1 151 128 508 166,1 659
28 82,4 50,2 199 50,2 199 100 397 45,1 179 121 480 166,1 659
27 80,6 54,9 218 45,1 179 100 397 51,9 206 144,1 572 166,1 659
26 78,8 58 230 42,1 167 100 397 58 230 108,1 429 166,1 659
25 77,0 62 246 38,1 151 100 397 64 254 101,8 404 166,1 659
24 75,2 66 262 34 135 100 397 72,1 286 94 373 166,1 659
23 73,4 69,1 274 31 123 100 397 77,1 306 89 353 166,1 659
22 71,6 72,1 286 28 111 100 397 82,2 326 83,9 333 166,1 659
21 69,8 75,1 298 24,9 99 100 397 88 349 78,1 310 166,1 659
A NBR-6401 (lq78) dá os valores do calor sensível e latente em função do metabolismo em diversos locais.
3.5 Carga Devida aos Equipamentos- Calor Sensível e Calor Latente
3.5.1 Carga devida aos motores- calor sensível
Os motores elétricos, quer dentro do recinto, em qualquer ponto do fluxo de ar, quer mesmo nos ventilado-
res, adicionam carga térmica ao sistema devida às perdas nos enrolamentos, e essa carga precisa ser retirada
pelo equipamento frigorígeno. É preciso levar em conta se o motor está sempre em funcionamento ou se a sua
utilização é apenas esporádica.
Para os ventiladores, temos as seguintes fórmulas:
- ventiladores dentro da corrente de ar:
p

q BTU!h

'11 = rendimento do motor
- ventiladores fora da corrente de ar

q BTU!h
HP
Exemplo 3.9:
p = cv
p = cv
Um ventilador de insuflamento de ar em recinto a ser condicionado é do tipo centrifugo (dentro da corrente
de ar) e estáacoplado a um motor de 7,5 cv. Pelo catálogo do fabricante, está registrado um rendimento de 85%.
Qual a carga térmica adicionada ao ar circulante?
Solução:
7.5 3 6
q - X 73 47 kW
0,85 •
L
CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA 101
------- - ~ ~ ~ - - - ~ - - - - ~
Para outros motores que porventura permaneçam no recinto condicionado (elevadores, bombas, máquinas
elétricas, perfuradoras etc.), temos as fórmulas:
Exemplo 3.10:
q ~ (;- P) X 2.490
q ~ BTU/h/HP
P ~ H P
71 = rendimento
q ~ (;- P) X 733
q = W/cv
P= cv
No exemplo anterior, para um motor com as mesmas características acima, temos:
q ~ (
7

5
-7,5) X 733 X 7,5 ~ 7,27kW
0,85
Na Tabela 3.9 temos o ganho de calor por HP para os motores elétricos, em função da sua potência.
No cálculo da carga térmica, por simplificação, consideramos apenas o seguinte:
- motores até 3 HP: multiplicar os HP por 1.055 W;
motores maiores que 3 HP: multiplicar os HP por 879 W.
3.5.2 Carga devida à iluminação- calor sensível
Iluminação incandescente:
q = total de watts, em unidades SI;
q = watts X 3,4, quando q é dado em BTU/h.
Iluminação fluorescente:
'
q = total de watts X fator devido ao reatar.
Para se ter a carga térmica em kcal/h, usar a relação: 1 kW -h = 860 kcal.
A iluminação fluorescente necessita de um equipamento adicional para prover a tensão necessária à partida
e, após esta, a limitação de corrente. Esse equipamento é o reator, que adiciona cerca de 20% de carga; quando
na instalação só se ·dispõe de reatores duplos e de alto fato r de potência, pode-se reduzir essa carga adicional.
Deve-se levar em conta, no cálculo da carga térmica, que nem sempre todas as lâmpadas estão ligadas na
hora que se tomou por base para o cálculo; geralmente na hora em que a carga térmica de insolação é máxima
i. muitas lâmpadas podem estar desligadas .
.
Tabela 3.9 Ganho de Calor em Watts por HP para Motores Elétricos
Potência Rendimento Ganho de Calor
HP Aproximado % WIHP
Até 114 6D 1.231
112 ~ 1 70 1.055
1 112 ~ 5 80 938
7,5-20 85 879
Maior que 20 88 850
J02 CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA
------------------------------------
Tabela 3,10 Valores Recomendados para Consumo de Energia Elétrica para Iluminação
Tipos de N(vel de Iluminação Potência Dissipada
Local Iluminação (lux) W/m
2
Escritórios Fluorescente 1.000 4D
Lojas Fluorescente 1.000 50
Residências Incandescente 300 30
Supermercados Fluorescente 1.000 35
Barbearias e
Salões de beleza Fluorescente 500 20
Cinemas e teatros Incandescente 60 l5
Museus e Fluorescente 500 45
Bibliotecas Incandescente 500 70
Fluorescente 150 15
Restaurantes Incandescente 150 2S
Bancos Fluorescente 1.000 35
Auditórios:
a) Tribuna Incandescente 1.000 50
b) Platéia Incandescente soo 30
c) Sala de espera Incandescente 1SO 20
Hotéis:
a) Banheiros Incandescente 1SO 25
b) Corredores Incandescente 100 1S
c) Sala de leitura Fluorescente soo 4S
Incandescente 500 70
d) Quartos Incandescente 500 35
e) Salas de reunião
- Platéia Incandescente 1SO 20
- Tablado Incandescente soo 30
o
Portaria e recepção Incandescente 2SO 3S
Exemplo 3.11:
Um equipamento de ar atende ao restaurante, ao salão de estar e à portaria de um hotel onde temos a seguinte
iluminação: '
restaurante: 50 aparelhos de luz fluorescente de 4 X 40 W;
salão de estar: 20 lustres, cada qual com &lâmpadas incandescentes de 100 W;
portaria: 1 O spotlights de 150 W, incandescentes.
Desejamos saber_a carga ténnica devida à iluminação.
Solução:
Restaurante - 50 X 4 X 40 = 8.000 watts:
carga térmica: 8 X 1,2 X 860 = 8.256 kcal/h
Salão de estar- 20 X 8 X 100 = 16.000 watts:
carga térmica: 16 X 860 = 13.760 kcallh
Portaria- 10 X 150 = 1.500 watts:
- carga térmica: 1,5 X 860 = 1.290 kcallh
Total de ganho de calor: 8.256 + 13.760 + 1.290 ~ 23.306 kcallh
Observe-se que, quando não se dispõe de dados reais de carga elétrica devida à iluminação, devem-se usar os
valores em W/m
2
dados pela NBR-5410.
3.5.3 Carga devida aos equipamentos de gás- calor sensível e calor latente
Em locais como cozinhas, laboratórios, restaurantes, cafeterias etc., pode haver equipamentos de gás, cuja
queima pode adicionar à carga térmica do recinto mais duas parcelas: calor devido à queima direta do gás e
!
11
ii
!I
li
!;
ii
·'
[
ii
CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA 103
.
Tabela 311 Ganlw de Calor Devido ao Gás
Carga Estimada
Máxima Carga (sem Coifa) Carga Estimada
Provável (com Coifa)
Aparelho Sensível Latente Só Sens{vel
BTU/h kcallh BTU!h kcal/h BTU/h kcal/h BTU/h kcol/h
Máquina de café
(por queimador) 5.500 1.386 1.750 441 750 189 500 126
Máquina de café
(capac. 121itros) 5.000 1.260 3.500 882 1.500 378 1.000 252
Máquina de café
(capac. 20 litros) 7.500 1.890 5.250 1.323 2.250 567 1.500 378
Aquecedor de alimentos
(banho-maria)
(por 0,1 m
2
) 700 176 560 141 140 35 140 35
Fritadeira
(capac. 7 kg) 15.000 3.780 7.500 1.890 7.500 1.890 3.000 756
Fritadeira
,
(capac. 15 kg) 32.250 8.127 6.500 1.638
Fogão
(por queimador) 5.000 1.260 3.200 806 1.800 453 1.000 252
Torradeira
(capac. 360 fatiasJh) 6.000 1.512 3.600 907 2.400 604 1.200 302
devido ao vapor fonnado. A Tabela 3.11 dá os valores aproximados para os diferentes tipos de utilização do
gás. Para outros aparelhos não especificados, devem ser consultados os dados dos fabricantes e, na ausência
desses, os dadoS a seguir podem dar uma base para o cálculo:
o gás natural libera na queima aproximadamente 35.000 BTU por metro cúbico (8.820 kcal/m
3
);
o GLP libera na queima aproximadamente 70.000 BTU por metro cúbico (17.641 kcal/m
3
);
um queimador: de gás de 5 cm consome cerca de 0,30 m
3
de gás por hora; um queimador de 10 cm consome
cerca de 0,45 m
3
de gás por hora.
Observação: É suficiente, para os cálculos, considerar metade da carga como calor sensível e metade como
latente.
Exemplo 3.12:
Um restaurante possui os seguintes equipamentos instalados sem coifa:
três aquecedores de alimentos de 2 m X 1 m;
uma torradeira com capacidade de 360 fatias por hora;
uma máquina de café de 121itros de capacidade.
Calcular a carga ténnica de calor sensível e calor latente.
Solução:
Aquecedor de alimentos:
- 3 X 2 X 141 = 846 kcallh por 0,1 m
2
; ou
8.460 kcallh- calor sensível;
3 X 2 X 35 = 210 kcallhpor0,1 m
2
; ou
2.100 kcallh - calor latente.
Torradeira:
907 kcal/h -calor sensível;
604 kcallh -calor latente.
104 CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA
Máquina de café:
- 882 kcal/h- calor sensível;
- 378 kcal/h- calor latente.
Total de calor sensível:
- 10.249 kcallh.
Total de calor latente:
- 3.082 kcallh.
3.5.4 Carga devida às tubulações- calor sensível
Em casos raros, provavelmente instalações industriais, um recinto a ser condicionado pode ser atraves-
sado por tubulações de água quente ou vapor, o que introduz mais uma parcela no cálculo da carga térmi-
ca.
Exemplo 3. I;J:
Em uma insialação industrial, um recinto com ar condicionado a 26°C é atravessado por uma tubulação de
água quente a 80°C, cujo diâmetro é de 75 mm (3'').
O comprimento total da tubulação é de 45 m.
Calcular a carga térmica introduzida no recinto por hora, se a tubulação não é isolada.
Solução:
De acordo com a Tabela 3.12, para a tubulação do problema temos:
q ~ 197,8 X 45 ~ 8,86 kW
Se a tubulaçã0 fosse isolada com fibra de vidro de 25 mm, teríamos:
q ~ 25 X 45 ~ 1,13 kW
ou seja, uma redução de:
8,86-1,13 O
87 8
m
= , ou ?to
8,86
Tabela 3.12 Carga Ténnica Devida às Tubulações Quentes em Watts por Metro Linear
(Temperatura do Recinto· 26°C)
Água Quente a 82°C Vapora 5 PSIG (35.15 kPa)
Isolamento Fibra de Isolamento Fibra de
s,m com Asbestos Vidro s,m com Asbestos Vidro
Isolamento 1 Polegada 1 Polegada Isolamento 1 Polegada I Polegada
Polegada mm (K = 0,60) (K = 0,27) (K = 0,60) (K = 0,27)
1/2 13 53.7 19,2 8,6 89,2 31,7 14,4
3/4 19 65,3 24,0 l1,5 108,5 36,5 17,3
1 25 80.6 27,8 12,5 133,4 41,3 19,2
I 1/4 32 99,8 31,7 14,4 165,1 49,0 22,1
I 1/2 38 112.3 35,5 16,3 187,2 52,8 24,0
2 50 138,2 40,3 18,2 229,4 63,4 28,8
2 l/2 63 165,1 47,0 21,1 273,6 72,0 32,6
3 75 197,8 54,7 2S,O 228,3 82,7 37,4
4 100 249,6 66,2 30,7 413,8 103,7 47,0
CALcuLo DA CARGA TIRMICA 105
--- --------
3.6 Carga Devida à Infiltração - Cálor Sensível e Calor Latente
O movimento do ar exterior ao recinto possibilita a sua penetração através das frestas nas portas, janelas ou
outras aberturas. Tal penetração adiciona carga térmica sensível ou latente. Embora essa carga não possa ser
calculada com precisão, há dois métodos que permitem a sua estimativa: o método da troca de ar e o método das
frestas.
3.6.1 Método da troca de ar
Nesse método se supõe a troca de ar por hora dos recintos, de acordo com o número de janelas e com base na
Tabela 3.13.
Trocar o ar significa renovar todo o ar contido no ambiente por hora. Com isso teremos o calor do ar exterior
aumentando o do ar do recinto. Assim, se num quarto temos, por exemplo, três paredes com janelas em conta to
com o exterior, o calor devido à infiltração é calculado na base de duas trocas por hora. Conhecido o fluxo de ar
em pés cúbicos por minuto e sabendo-se as temperaturas do ar exterior e do recinto, entra-se na fórmula abaixo,
para se ter o calor sensível que entra no recinto:
q, 1.08Q(t, - t;)
onde:
qs =calor sensível em BTU!h;
Q = fluxo de ar em pés cúbicos por minuto;
t, =temperatura do ar exterior em °F;
f; =temperatura do ar interior em op.
Esta fórmula é assim obtida: como sabemos, a expressão do calor sensível para o ar é
q. = mc(t' - t)
onde:
q, BTU/h;
m = libras/hom de ar;
c = calor do ar em BTU/lb°F;
t' e t = temperatUras, em °F, do ar nos dois locais considerados.
Para podermos usar a vazão de ar Q em CFM, em vez do peso em libras, teremos que considerar:
60 . Q- 45Q
1334 - '

onde:
13,34 pés cúbicos é o volume ocupado por I libra de ar nas condições normais.
Como o calor específico do ar é 0,24, temos:
q, 4,5 X 0.24 X Q(t, - t,)
Tabela 3.13 Trocas de Ar por Hora nos Recintos
Janelas Existentes
Nenhuma janela ou porta para o exterior
Janelas ou portas em I parede
Janelas ou portas em 2 paredes
Janelas ou portas em 3 paredes
Lojas
Trocas por Hora
3/4
I
I l/2
2
2
'
106 CÁLCULO DA CARGA TIRMICA
~ - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Em unidades SI, teremos:
q, = mc(t'- t)
onde:
q, = kcallh;
m = kg/h de ar;
kcal
c = calor específico em kgoc ;
t' e t= temperaturas, em oc;
Q = vazão de ar em m
3
/h;
m ~ Q/0,833 ~ 1,2Q.
0,833 m
3
é o volume ocupado por 1 kg de ar, nas condições nonnais.
Como o calor específico do ar nas condições normais é 0,24 kcal/kg°C:
q, ~ 1,2Q X 0,24(t,- t,)
Exemplo 3.14:
Queremos saber a carga de calor sensível introduzida pelo ar em um recinto com as seguintes característi-
cas:
- Q ~ 169,8 MCM (6.000 CFM);
- t, ~ 35'C (95'F);
- t, ~ 26,1 'C (79'F)
Solução:
Em unidadys inglesas:
- q, ~ 1,08 X 6.000(95- 79) ~ 103.680 BTU/h.
Em unidades SI:
- q, ~ 169,8 X 0,29(35- 26,1) X 60 ~ 26.295 kcallh.
3.6.2 Método das !Testas
A penetração do ar exterior no interior do recinto depende da velocidade do vento. Estudos de laboratório
consignados na Tabela 3.14, multiplicados pelo comprimento linear da fresta, dão a quantidade de calor que
penetra no recinto.
Quando no recinto a pressão do ar é superior à do ar exterior, não há penetração do ar de fora e essa parcela
pode ser desprezada.
O ar introduzido aumenta a carga térmica em calor sensível e calor latente. A carga de calor sensível é dada
pela mesma expressão do Item 3.6.1, e a carga de calor latente é dada pela expressão:
onde:
C ~ (UE, X UE,) X ~ X Q;
qL = calor latente em kcallh;
UE
2
= umidade específica do ar no interior em ~ : ;
l
I'
CÁLCULO DA CARGA TllRMICA 107

UE
1
=umidade específica do ar na entrada em
'Y = peso específico do ar em kg/m
3
;
Q =fluxo de ar em m
3
/h.
Tabela 3.14lnfiltração de Ar Exterior
Ar pelas Frestas
Tipo de Abertura
Janela
- comum
- basculante
- guilhotina c/ caixilho de madeira
- guilhotina c/ caixilho metálico
Porta
Ar pelas Portas
Observação
Mal ajustada
Bem ajustada
Sem vedação
Com vedação
Mal ajustada
Bem ajustada
m!fhpor Metro
de Fresta
3,0
3,0
6,5
2,0
4,5
1,8
13,0
6,5
m'lh por Pessoa Presente no Recinto Condicionado
Bancos
BarbeariijS
Local
DrogariaS e fannácias
Escritóriljls de corretagem
Escritórios privados
Escritórios em geral
Lojas de 'cigarros
Lojas em geral
Quartos de hospitais
Restaurantes
Salas de chá ou café
Ar pelas Portas Abertas
Porta de 90 cm - 1.350 mllh
Porta del80 cm- 2.000 m'lh
Porta Giratória
(1,80 m)
II
7
lO
9
32
12
3
7
Para contrabalançar a infiltração com tomada de ar nos condicionadores:
Porta de 90 cm - 1.750 m
3
/h
Porta delSO cm- 2.450 m
3
/h
3.7 Carga Devida à Ventilação
Porta de Vaivém
(0,90 m)
14
9
12
9
4
7
5I
14
7
4
9
Já foi dito que o ar insuflado num recinto condicionado retorna ao equipamento de refrigeração, impulsionado
pelo ventilador que deve ser dimensionado de modo a vencer todas as perdas de cargas estáticas e dinâmicas que
são oferecidas em todo o circuito do ar. Parte desse ar é perdida pelas frestas, aberturas, etc., precisando
ser recompletada pelo ar exterior. Além desse ar que recompleta as perdas, há o ar neetfssário às pessoas, em me-
tros cúbicos por hora, ou pés cúbicos por minuto, dados esses fornecidos pela Tabela 3.15, baseada na NBR-6401.

...
r

108 CALCULO DA CARGA TÉRMICA
, __
Tabela 3.15 Ar ExterWr para Ve11tilação
m'lh Pessoa
Percentagem de
Local
Preferível Mínima
Pessoas Fumando
Apartamentos 35 25 Baixa
Bancos 25 17
Barbearias 25 17
B"
35 25 30%
Cassinos- gril!-room 45 35 80%
Escritório geral 25 17 Baixa
Estúdios 35 25 o
Lojas 48 8 o
Quartos (hospitais) 25 17 Baixa
Quartos (hotéis) 25 17
Residências 35 25
Restaurantes 35 25 25%
Salas de diretoria 50 4D 100%
Salas de operação -
- o
Teatros- cinemas- auditórios 13 lO o
Salas de aula 50 40 o
Salas de reunião 35 25 Baixa
Aplicações gerais
por pessoa {não fumando) l3 8
por pessoa (fumando) 50 40
Este ar exterior introduz calor sensível e latente ao ser misturado com o ar de retorno antes de passar pelo
evaporador.
Exemplo3.15:
Retomemos o exemplo da carga térmica de um teatro com 500 lugares. Queremos saber qual a quantidade de
ar que deve ser forriecida pelo exterior, sabendo-se que é proibido o fumo. Qual será a carga ténnica devida à
ventilação, se a temperatura e a umidade do ar interior e exterior são:
interior- 25°C e 0,011 kg/kg de ar seco;
exterior- 32°C e 0,021 kg/kg de ar seco.
Solução:
Pela Tabela 3.15, vemos que a quantidade de ar preferível é de 13m
3
/h por pessoa.
Ar exterior: 500 X 13 = 6.500 m
3
/h.
O calor sensível será:
q, 0,29Q(t,- t,) 0,29 X 6.500(32- 25) 13.195 kca1/h.
O calor latente será:
q, 583 X (0,021 - 0,011) X 1,2 X 6.500 45.474 kca1/h.
A carga devida à ventilação será:
13.195 + 45.474 58.669 kcallh
58.669
3
.
024
= 19,4 toneladas de refrigeração.
CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA 109
Exempl.o 3.16:
Arde retomo
(A"
Equipam.
Ar exterior {AE)
Perdas oas frestas
de
IPA
A.C.
Perdas por exaustão
A; de loJemeolo
(PE)
(AO
Ar de excesso {A Ex)
Fig. 3.4 Distribuição de ar nos recintos condicionados.
No recinto da Fig. 3.4 temos os seguintes dados:
ar de insuflamento: 15.000 CFM (424,5 MCM);
- ar de retorno: 12.000 CFM (339,6 MCM);
- perdas nas frestas: 600 CFM (17 MCM);
- perdas por exaustão: 1.700 CFM (48,1 MCM).
Calcular a quantidade de ar exterior e ar de excesso.
Soluçüo:
Ar exterior = ar de insuflamento - ar de retorno.
AE ~ 15.000 - 12.000 ~ 3.000 CFM, ou 424,5 - 339,6 ~ 84,9 MCM;
AE ~ PF+ PE'+AE:x;
AEx ~ 3.000- (600 + 1.700) ~ 700 CFM, ou 84,9- (17 + 48,1) ~ 19,8 MCM.
3.8 Carga Térmica Total
Conhecida a carga térmica devida a condução, insolação, dutos, pessoas, equipamentos, infiltração e venti-
lação, e adicionando-os, temos o somatório de calor sensível e calor latente a retirar (ou introduzir) do recinto
para obter as condições de conforto desejadas. Somando ambos, temos o calor total.
Como medida de segurança, para atender às penetrações eventuais de calor no recinto, acrescentamos mais
10% aos cálculos.
Normalmente desejamos o resultado em toneladas de refrigeração, por isso dividimos por 12.000 o total de
BTU/h, por 3,52 o total de kW ou por 3.024 kcallh o total de kcal/h.
3.9 Total de Ar de Insuflamento
Conhecida a carga térmica de calor sensível a ser retirada do recinto e as condições do ar interior e de
insuflamento, podemos conhecer a quantidade total de ar em CFM, usando a mesma expressão:
q, ~ 1,08 X Q(t,- t,) ou
l
110 CÁLCULO DA CARGA Tt:RMICA
---------------------------------------
onde:
t; = temperatura do recinto em °F;
te= temperatura do ar de entrada no recinto.
Ou, em unidades SI:
onde:
Q = vazão de ar em m
3
/h;
l; e t,= temperaturas em °C;
q, = kcal/h.
Exemplo 3.17:
q, ~ Q X 0,29 (t, - t,)
Q ~ q,
0,29 X(t;- U
O total de ganho de calor sensível em um recinto é de 120.000 kcaJ/h. A temperatura de bulbo seco do inte-
rior é de zsoc e a do ar de insuflamento é de l8°C.
Calcular a quantidade de ar a ser insuflado pelo ventilador.
Solução:
Q = q,
0,29 X (t, - t,)
Exemplo 3.18:
120.000
~ ~ = = ' - c - ~ 59.113 m'ih ou 985 MCM
0,29 (25 - 18)
A quantidade total de ar a ser insuflado em 1.1m recinto é de 5.500 m
3
/h. O interior deve ser mantido a 26°C e
o ar penetra no futerior com a temperatura de l9°C. Qual a quantidade de calor sensível que pode ser absorvida
pela circulação do ar?
Solução:
q, ~ 0,29 X Q (t, - t,) ~ 0,29 X 5.500 (26 - 19) ~ 11.165 kcal/h
3.10 Cálculo da Absorção da Umidade dos Recintos
Para manter o ar do recinto dentro das condições de conforto desejadas para verão, temos que remover a sua
umidade.
O ar lançado no recinto absorve essa umidade, e a temperatura de seu ponto de orvalho cresce. Desse modo,
a temperatura do ponto de orvalho do ar de insuflamento deve ser inferior à do ar do recinto.
Também a temperatura de bulbo seco do ar de insuflamento cresce quando este fica em contato com ar do
ambiente condicionado.
A umidade absorvida pode ser expressa do seguinte modo:
Pv=m·Dg
onde:
Pv =massa total do vapor d'água absorvido em kg/h;
m = massa do ar em kg/h;
Dg = variação da umidade do ar de insuflamento em kg/kg;
w ••• =""""'"*"*'"'" .....
I
,I
li
li
,,
ii
I
"
li
F
'I
!I
!l
" !\
I
I
'I'
\
ii
'I
I
1\
---------------
UE
2
= umidade específica na entrada em kg/kg de ar seco;
UE
1
=idem na saída.
onde:
Q = vazão de ar em m
3
/h.
Exemplo 3.19:
CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA 111
A umidade específica de um recinto condicionado deve ser mantida a 0,010 kg/kg. O ar de insuflamento tem
a vazão de 1.500 metros cúbicos por hora e sua umidade específica é de 0,025 kg/kg.
Qual a quantidade de umidade absorvida por hora no recinto?
Solução:
Pv ~ 1,2 Q (UE,- UE,)
ou Pv ~ 1,2 X 1.500 (0,025 - 0,010) ~ 27 kg/h
3.11 Cálculo do Calor Latente
Para dimensionar o equipamento de desumidificação do ar para as condições desejadas, precisamos saber a
carga de calor latente. Desse modo, este equipamento proporcionará a condensação da umidade adicionada ao
ar circulante no ambiente condicionado. Conforme foi visto na Seção 3.4, o calor latente liberado pela conden-
sação do vapor d'água é de 583 kcal/h por kg de vapor condensado. Assim:
qL = 583 X m
onde:
qL = ganho de calor latente no recinto em kcal/h;
m =massa do vap'?r d'água condensado em kg/h.
Para se poder ava.J.iar o valor condensado, utiliza-se a diferença de entalpias entre o ar de suprimento e o ar na
temperatura do ambiente.
Assim, temos:
Q = vazão de ar em m
3
/h;
DL =variação de entalpia do calor latente em kcallkg.
Para o ar padrão, temos:
~ ~ 1,2 kgim'
Então:
Exemplo 3.20:
Um recinto deve ser mantido à temperatura de bulbo seco de 25°C. O ar de insuflamento é lançado pelo ven-
tilador com vazão de 150m
3
/h e na temperatura de bulbo seco de 10°C. Qual a carga de calor latente que deve
ser retirada pelo equipamento de desumidificação?
Solução:
Precisa-se recorrer a wna tabela de entalpia de vapor saturado para misturas com o ar à pressão atmosférica
normal (76 cm de mercúrio) (veja Tabela 3.16). Para:
•"
112 CALcUW DA CARGA HRM!CA
....... --------
25°C de bulbo seco, temos:
51,33 kJ/kg ou 12,26 kcal/kg
IOoC de bulbo seco, temos:
19,28 kJ/kg ou 4,60 kcal/kg
DL = 7,66 kcallkg
q, ~ 1,2 X Q X D, ~ 1,2 X 150 X 7,66 ~ 1.378,8 kcal/h.
3.12 Cálculo do Calor Total Usando a Carta Psicrométrica
Expressões semelhantes às anteriores podem ser usadas para calcular o calor total a ser retirado do recinto,
conhecendo-se as condições do recinto e do ar a ser insuflado:
ou
onde:
qr = calor total em kcal/h;
Q =vazão de ar em m
3
/h;
m = massa de ar circulante em kg/h;
qr= m X Dh
D, =variação de entalpia do ar de insuflamento em kcallkg.
Tabela 3.16 Propriedades das Misturas do Ar e Vapor de Água Saturado à Pressão Atmosférica Normal
(29 92 Polegadas ou 76 cm de Mercúrio)
'

Entalpia da Mistura
Temperatura Massa do Vapor Saturado Entalpia do Vapor de 1 lb de Ar Seco
por Massa de Ar Seco Saturado com Vapor Saturado
'F 'C grãos/lb g/kg BTU!lb k.J/kg BTU/lb k.Jikg
40 4.44 36,49 5,21 5,662 - 13,16 15,230 - 35,42
41 5.00 37,95 5,42 5,849 - 13,60 15,697 - 36,50
42 5,56 39,47 5.64 6,084 - 14,15 16,172 - 37,61
43 6;ll 41,02 5,86 6,328
- 14,71 16,657 - 38,74
44 6,67 42,64 6,09 6,580 - 15,30 17,149 - 39,88
45 7,22 44,31 6,33 6,841 - 15,91 17,650 - 41,05
46 7,78 46,06 6,58 7,112 - 16,54 18,161 - 42,24
47 8,33 47,88 6,84 7,391 - 17,19 18,860 - 43,86
48 8,89 49,70 7,10 7,681 - 17,86 19,211 - 44,68
49 9,44 51,59 7,37 7,981 - 18,56 19,751 - 45,93
50 10,00 53,62 7,66 8,291 - 19,28 20,301 - 47,21
5I 10,56 55,65 7,95 8,612 - 20,03 20,862 - 48,52
52 11.11 57,82 8,26 8,945 - 20,80 21,436 - 49,85
53 11,67 59,99 8,57 9,289 - 21,60 22,020 - 51,21
54 12.22 62,23 8,89 9,644 - 22,43 22,615 - 52,60
55 12.78 64,61 9,23 10,01 - 23,28 23,22 - 54,00
56 1333 67,06 9,58 10,39 - 24,16 23,84 - 55,44
57 13.89 69,51 9,93 10,79 - 25,09 24,48 - 56,93
58 14.44 72,l0 10,30 ll,19 - 26,02 25,12 - 58,42
59 15,00 74,83 10,69 11,61 - 27,00 25,78 - 59,96
60 15,56 77,56 11,08 12,05 - 28,02 26,46 - 61,54
61 16 ll 8043 ll49 12 50 - 29 07 27 15 - 63,14
CÁLCULO DA CARGA TIRM!CA 113
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - = = = = = = ~ ~ ~
Tabela 3.16 Propriedades tias Misturas MAr e Vapor de Água Saturado à Pressão Atmosférica Normal
(29 92 Polegadas ou 76 cm de Mercúrio) (Cont)
'
Entalpia da Mistura
Temperatura Massa do Vapor Saturado Entalpia do Vapor de llb de Ar Seco
por Massa de Ar Seco Saturado com Vapor Saturado
'F 'C grãosllb glkg BTU/lb kJ/kg BTU/lb kJ/kg
62 16,67 83,37 11,91 12,96 - 30,14 27,85 - 64,77
63 17,22 86,45 12,35 13,44 - 31,26 28,57 - 66,45
64 17,78 89,60 12,80 13,94 - 32,42 29,31 - 68,17
65 18,33 92,82 13,26 14,45 - 33,60 30,06 - 69,91
66 18,89 96,18 13,74 14,98 - 34,84 30,83 - 71,70
67 19,44 99,68 14,24 15,53 - 36,12 31,62 - 73,54
68 20,00 103,3 14,75 16,09 - 37,42 32,42 - 75,40
69 20,56 107,0 15,28 16,67 - 38,77 33,25 - 77,33
70 21,11 110,7 15,82 17,27 - 40,16 34,09 - 79,28
71 21,67 114,7 16,39 17,89 - 41,61 34,95 - 81,29
72 22,22 118,8 16,97 18,53 - 43,09 35,83 - 83,33
73 22,78 123,0 17,57 19,20 - 44,65 36,74 - 85,45
74 23,3l 127,3 18,19 19,88 - 46,23 37,66 - 87,59
75 23,89 131,7 18,82 20,59 - 47,89 38,61 - 89,80
76 24,44 136,4 19,48 21,31 - 49,56 39,57 - 92,03
77 25,00 141,1 20,16 22,07 - 51,33 40,57 - 94,36
78 25,56 146,0 20,86 22,84 - 53,12 41,58 - 96,71
79 26,11 151,1 21,58 23,64 - 54,98 42,62 - 99,12
80 26,67 156,3 22,33 24,47 - 56,91 43,69 - l01,61
81 27,22 161,7 23,10 25,32 - 58,89 44,78 - 104,15
82 27,77 167,2 23,89 26,20 - 60,93 45,90 - 106,75
83 28,33 173,0 24,71 27,10 - 23,03 47,04 - 109,41
84 28,88 178,9 25,55 28,04 - 65,21 48,22 - 112,15
85 29,44 184,9 26,42 29,01 - 67,47 49,43 - 114,96
86 30,00 ' 191,2 27,31 30,00 - 69,77 50,66 - 117,83
87 30,56 197,7 28,24 31,03 - 72,17 51,93 - 120,78
88 31,11 204,3 29,19 32,09 - 74,63 53,23 - 123,80
89 31,67 211,2 30,17 33,18 - 77,17 54,56 - 126,90
90 32,22 ~ 218,3 31,18 34,31 - 79,80 55,93 - 130,08
91 32,78 225,6 32,23 35,47 - 82,49 57,33 - 133,34
92 33,33 233,1 33,30 36,67 - 85,29 58,78 - 136,71
93 33,89 240,9 34,41 37,90 - 88,15 60,25 - 140,13
94 34,44 248,9 35,56 39,18 - 91,12 61,77 - 143,67
95 35,00 257,1 36,73 40,49 - 94,17 63,32 - 147,27
96 35,56 265,7 37,95 41,85 - 97,33 64,92 - 150,99
97 36,11 274,4 39,20 43,24 - 100,57 66,55 - 154,78
98 36,67 283,4 40,49 44,68 - 103,92 68,23 - 158,69
99 37,23 292,7 41,82 46,17 - 107,38 69,96 - 162,71
100 37,78 302,3 43,19 47,70 - 110,94 71,73 - 166,83
101 38,33 312,2 44,60 49,28 - ll4,62 73,55 - 171,06
102 38,89 322,4 46,06 50,91 - ll8,41 75,42 - 175,41
103 39,44 332,4 47,56 52,59 - 122,31 77,34 - 179,88
104 40,00 343,8 49,ll 54,32 - 126,34 79,31 - 184,46
105 40,56 335,0 50,70 56,11 - 130,50 81,34 - 189,18
106 41,11 366,0 52,30 57,95 - 134,78 83,42 - 194,02
107 41,67 378,0 54,00 59,85 - 139,20 85,56 - 199,00
108 42,22 391,0 55,80 61,80 - 143,74 87,76 - 204,12
109 42,78 403,0 57,60 63,82 - 148,43 90,03 - 209,40
110 43,33 416,0 59,40 65,91 - 153,30 92,34 - 214,77
III 43,89 430,0 61,40 68,08 - 158,27 94,72 - 220,30
112 44,44 443,0 63,30 70,27 - 163,44 97,18 - 226,03
113 45,00 458,0 65,40 72,55 - 168,74 99,71 - 231,91
114 45,56 473,0 67,50 74,91 - 174,23 102,31 - 237,96
114 CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA
~ - - - - - -
3.13 Determinação das Condiçõés do Ar de Insuflamento
O cálculo da carga térmica de um recinto conduz o calculista ao total de calores sensível e latente, cuja soma
fornece o calor total (qT).
Dividindo-as, temos:
q,
q, = 0,24 X m X DT
qT=m·Dh
A relação - é chamada de razão de calor sensível (RCS), ou seja, o percentual do calor sensível para o
q,
calor total. Conhecida a RCS, através da carta psicrométrica, podemos obter as condições do ar ao entrar no
recinto, desde que se conheçam as condições a serem mantidas no ambiente condicionado.
O projetista de ar condicionado deve escolher as condições do ar de insuflamento- em um ponto da reta
RCS. Essas condições serão as fornecidas pelo equipamento de refrigeração e devem obedecer às especifica-
ções do fabricante. Em resumo, o equipamento de refrigeração selecionado deve ser capaz de reduzir as tempe-
raturas de bulbo seco e bulbo úmido do ar circulante para um ponto que caia sobre a retaRCS. Essa reta traduz
a quantidade de calor sensível e latente a ser retirada do ambiente condicionado.
"·' "
Razão ou fatbr de
calor sensível/
calor total
..
Pressão barométrica
101,325 kPa
(nível do mar)
:.•:
:i:
Fig. 3.5 Carta psicrométrtca. (Por cortesia de TRANE AIR CONDITIONING.)
:!
i
'
' •

'
:i
Íi
:;
CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA 115
Normalmente, o ar, ao atravessar as serpentinas do çvaporador ou outro trocador de calor, tem alta umidade
relativa. Em nosso estudo do uso da carta psicrométrica e cálculo da carga ténnica, tomaremos esta umidade
como de 90%, porém, para um caso real, é necessário conhecer as características do equipamento.
Ar de exterior "by-passado"
Há casos em que o exterior não passa pelas bobinas de esfriamento, porém se mistura com o ar de suprimento
para ser insuflado novamente no recinto. Isto não afeta a temperatura do BS nem a umidade relativa do ambien-
te, conforme se pode constatar no exemplo.
Exemplo 3.21:
Um ambiente tem as seguintes características:
temperatura BS = 26°C;
- umidade relativa= 50%;
ganho de calor sensível = 10.000 kcallh;
ganho de calor latente = 2.000 kcal/h;
total de ar de iiisuflamento = 4.000 m
3
/h;
umidade relativa do ar ao passar pelas bobinas = 90%;
temperatura BS do ar exterior = 32°C.
Deseja-se saber:
Condições do ar ao deixar as bobinas (ponto B).
2 Quantidade de ar a ser esfriado e desumidificado.
3 Quantidade de ar a ser "by-passado".
4 Condições da mistura (ponto D).
Solução:
1 Para resolver o problema, vamos nos utilizar da carta psicrométrica da Fig. 3.6. Loca-se o ponto A (condi-
ções do ambi6nte)
RCS ~ IO.OOO ~ O 83
12.000 '
Traça-se a reta AB até encontrar a linha de UR = 90%.
Assim, temos, para o ponto B:
2
3
Q ~ q,
0,29 X (1, - 1,)
BS ~ 15"C
BU ~ 14"C
-:-:-:=1cc0c:.Occ00:_,.,=- ~ 3.135 m'lh
0,29 (26- 15)
Quantidade de ar a ser "by-passado":
4.000- 3.135 ~ 865 m'lh
4 - Condições da mistura:
T Bs
3.135X15+865X32
emperatura = ' - " " " ' - ~ = - ' - ' - = = 18,7°C
4.000
O ponto D deverá estar sobre a reta RCS = 0,83 na temperatura de BS de 18,7°C e BU = 15,8°C.
r
116 CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA
00
00
" o
Razão ou fator de
calor sensível
calor total
...
. , '
Pressão barométrica
101,325 kPa
(nível do mar)
Fig. 3.6 Corta psicrométrica (veja Exemplo 3.21). (Por cortesia de TRANE AIR CONDITIONING.)
865 m'lh {exterior)
32"C
3.135 m'/h (retorno.)'._----õ>
15"C - > BS i8,7"C 88 2e•c
.;; ). BU = 15,8"C UR =50%
Fig. 3.7 Esquema do Exemplo 3.21.

CÁLCULO DA CARGA TéRMICA 117

3.14 Estimativa de Carga Térmica de Verão
Para um cálculo aproximado ou para instalações menos sofisticadas, pode-se usar a Tabela 3.17, que dá uma
estimativa para carga térmica de verão. Essa tabela também é útil para a verificação de um cálculo de carga
ténnica, conforme abordado em seções anteriores. Foi calculada tomando-se como base os valores abaixo, que
abrangem as características das principais cidades brasileiras:
- condições externas: BS = 35°C
BU 23,8 a 25,5'C
- condições internas: BS = 24,4 a 26,6°C
Umidade relativa = 50%
Exemplo 3.22:
Queremos saber a carga ténnica aproximada de um banco, no local de atendimento público (hall) com os
seguintes dados:
- largura = 8 m
comprimento .. = 20 m
Usando a Tabela 3.17, temos, considerando-se as instalações de padrão médio:
Área= 8 X 20 =160m
2
Carga térmica
91.280
570,71 X 160 91.280 BTU/h 7,6 TR ou
12.000
143 8 X 160 23.008 kcal/h
23
·
008
7 6 TR
, 3.024 ,
Verificação =

= 7,6 TR
Total de ar de insuflamento = 32,9 X 160 = 5.264 m
3
/h
Vejamos quaJ o número de pessoas que sentiriam confortável este ambiente. Pela Tabela 3.17, teríamos:
160 -:- 4,92 = 33 pessoas
Tabela 3.17 Estimativa de Carga Térmica de Verão*
Total
BTU Metros Metros
Tipo Padrão por Hora Quadrados m% Quadrados /cml/h
do de por Metro
P"
por Metro
PO'
por Metro
Carga Instalação Quadrado Tonelada Quadrado Pessoa Quadrado
Apartamentos Baixo 139,94 85,8 9,13 9,29 35,2
e quartos Médio 215,29 55,7 12,8 16,26 54,2
de hotel Alto 322,93 37,1 16,4 30,19 81,3
Baixo 376,75 31,8 20,1 2,42 94,9
Bancos Médio 570,71 21,0 32,9 4,92 143,8
Alto 807,32 14,8 45,7 7,43 203,4
Baixo 484,39 24,7 23,7 1,86 122,0
Barbearias Médio 785,99 15,2 47,5 3,72 197,9
Alto l.205,60 9,95 80,4 5,37 303,7
Consultórios Baixo 355,22 33,7 21,9 2,69 89,5
médicos e Médio 548,98 21,8 31,0 6,97 138,2
dentários Alto 731,97 16,3 43,8 14,87 184,4
*Pam iluminação e equipamento, condições externas: BS = 35"C; BU = 23,8 a 25,5"C.
. , .. ,
,, '
118 ÜÍ.LCULO DA CARGA TÉRMICA

Tabelo 3.17 Estimativa de Carga Ténnica de Verão (Cont.)
Total
BTU Metros Metros
Tipo Padrão por Hora Quadradas m'Jh Quadrados kcal/h
d< d< por Metro
PO'
por Metro po' por Metro
Carga Instalação Quadrado Tonelada Quadrado Pessoa Quadrado
Baixo 376,75 31.8 20,1 1,58 94,9
Médio 753,50 15,9 34,7 3,62 189,8
Alto 1.173,31 10,2 62,1 8,55 295,5
E8crit6rios Baixo 236,81 50,6 12,8 2,97 590,6
em geral Médio 462,86 25,9 25,5 9,76 116,6
Alto 775,03 15,5 40,2 25,83 195,2
Grandes lojas Baixo 215,29 55,7 9,1 1,86 54,2
no subsolo Médio 322,93 37,1 14,6 2,79 81,3
Alto 419,81 28,6 21,9 8,83 105,7
Grandes lojas Baixo 269,11 44,6 16,5 1,49 67,8
no pavimento ' Médio 452,10 26,5 23,8 3,25 113,9
principal Alto 667,39 17,9 36,6 8,36 168,1
Baixo 527,45 22,8 29,2 1,58 132,9
Institutos de beleza Médio 807,32 14,9 42,0 3,90 203,3
Alto 1.227,16 9,8 54,8 6,97 309,1
Lojas de roupas Baixo 419,81 28,6 20,1 4,46 105,7
para crianças Médio 441,34 27,2 32,9 8,92 111,1
Alto 452,10 26,5 58,5 12,08 113,9
Lojas de roupas Baixo 355,22 33,8 16,4 5,57 89,5
para homens Médio 484,39 24,8 25,6 10,96 122,0
Alto 914,96 13,1 32,9 19,04 230,5
Lojas de roupas Baixo 322,93 37,1 14,1 2,04 81,3
para senhoras Médio 462,86 25,9 43,9 5,67 116,6
'
Alto 699,68 17,2 126,1 9,94 176,2
Lojas de roupas Baixo 312,16 38,4 16,5 2,51 78,6
em geral Médio 473,63 25,3 25,6 6,04 119,3
Alto 731,97 16,4 38,4 10,31 184,3
Lojas de vários Baixo 236,81 50,8 14,1 1,86 59,6
tipos Médio 559,74 21,4 34,7 8,36 140,9
Alto 1.926,80 6,2 107,9 17,84 485,3
Meu:earias Baixo 473,63 25,3 23,7 1,12 119,3
Médio 882,67 13,6 45,7 3,34 222,3
Alto 1.528,53 7,9 87,7 6,69 385,0
Museus de arte Baixo 322,93 37,1 16,5 3,72 81,3
e bibliotecas Médio 548,98 21,9 29,2 5,57 138,2
Alto 807,32 14,9 37,9 7,43 203,3
Restaurantes Baixo 667,38 18,0 14,1 0,83 168,1
Médio 1.237,89 9,7 38,4 1,67 3ll,8
Alto 2.798,77 4,3 69,4 2,97 704,9
Tavemas e boates Baixo 269,11 44,6 14,1 0,74 67,7
Médio 861,14 13,9 25,6 1,67 216,9
Alto 1.776,10 6,8 51,2 6,97 447,3
Teatros Baixo 796,56 15,0 274,2t 0,56 200,6
Médio 990,31 12,1 365,6t 0,74 249,4
Alto 1.237,89 9,7 548,3t l,ll 311,8
tCFM de arde1um1d>ficado por pessoo. cond1ções mtemas: BS = 24 a 27•c; 50% umidade .
= =····--.. -·-
I
I
CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA 119
------------------------------------------------
3.15 Métodos Rápidos para Avaliação da Carga Térmica de
Verão para Pequenos Recintos
3.15.1 Unidades compactas (self-contained)*
Com base em publicações americanas, damos a seqüência para avaliação rápida de carga térmica. Os fatores
multiplicativos foram obtidos por ensaios e permitem uma avaliação com precisão aceitável em instalações menos
exigentes (veja Quadro 3.1 ). Na primeira coluna, temos as fontes de ganho de calor; na segunda, a área em me-
tros quadrados e em pés quadrados;** na terceira coluna, os fatores de acordo com a Tabela 3.18; na quarta
coluna temos as cargas térmicas parciais em BTU/h.
Exemplo 3.23:
Queremos calcular, pelo método rápido, a carga térmica de um recinto com as seguintes características: es-
critório comercial com as dimensões de 20 X 15m com funcionamento normal das 12 às 18 h, situado no últi-
mo andar do edifício; as salas vizinhas não são condicionadas.
A parede externa de 20 m está voltada para NO, possui uma janela de vidro com cortina colorida com as
dimensões de 17 X 2,10 m. A parede externa de 15 m está voltada para SO e possui uma janela de vidro de
12 X 2,10 m. As demais paredes são internas; pé-direito= 3m, alvenaria média.
Na sala existem 20 lâmpadas incandescentes de 200 W cada e diversas máquinas de escrever elétricas tota-
lizando 2 HP; é ocupada por 15 pessoas em movimento e 25 pessoas sentadas.
e
O uso de fumo é leve.
E
o
E
"'
N
~
X
so-
N
Solução (veja Quadro 3.1):
BS ~ 32"C (90"F)
BU = 27°C (80°F) do ar exterior
20m
17x2,10m
NO
I
V amos considerar somente a parede de 20 m voltada para o Sol.
Preenchendo a folha de estimativa rápida para umidades self-contained, temos:
A - ganho por condução
Item 5- total: 58.088 BTU/h
B - ganho devido ao Sol
Item 6- 36.480 BTU/h
*O mesmo çákulo pode ser desenvolvido por meio de um programa para microcomputadores (Térmica 2) que pode ser solidtado diretamente ao amor
no endereço hcengenhariatj@ aol.com
**Um metro quadrado equivale a 10.76 pés quadrados; I m = 3,28 ft.
120 CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA
--------------------------
- C - ganho devido às pessoas: sentadas- 400 BTU/h; em movimento- 660 BTU/h
Item 9- total: 19.900 BTU/h
- D - ganho devido à luz e a aparelhos elétricos
Item 1 O- 13.600 BTU/h
E - outras fontes
Item 11-5.600 BTU/h
F - ventilação ou infiltração
ventilação: 40 X 15 = 600 CFM (fumo leve)
. fil _ CFM6 -:-5,"'60'-'X-'-'-49
2
,2::._X:_:_:_IO::._Xc:.::1,:.5 ~
807 m 1 traçao: = -
60
(Usaremos o maior, ou seja, 807 CFM X multiplicador ou 807 X 49)
Item 12- total: 39.543 BTU/h
- G - carga térmica total
Itens 5 + 6 + 9 + 10 + 11 + 12 = 173.211 BTU/h
173.211 ,;
144
TR
12.000 '
--·---·-
Observação: Se os cálculos fossem feitos pelo método indicado na Tabela 3.17, acharíamos para escritório mé-
dio: 138.858 BTU/h ou 11,5 TR.
Quadro 3.1 Estimativa Rápida de Carga Térmica- Self-contained*
AREA
A. Ganho por conduçã? m' Pés QuadraMs FatorA BTU!h
I. Janelas na sombra 25,2 271 12 3.252
2. Paredes e divisórias
(excluir as janqlas) 149,1 1.604 4 6.416
3. Piso 300 3.228 3 9.684
4. Tetos 300 3.228 12 38.736
5. Total do item A 58.088
B. Ganho devido ao Sol Fator B
6. Janelas expostas ao Sol 35,7 384 95 36.480
c. Ganho devido às pessoas N.
6
de pessoas Fator
7. Pessoas sentadas ou em movimento lento 25 400 10.000
8. Pessoas trabalhando ou dançando 15 660 9.900
9. Total do item C 19.900
D. Ganho devido à luz e a aparelhos elétricos Fator BTU/h
10. Total de watts 4.000 3,4 13.600
E. Outras fontes FatorE
li. Total dn item D 2 2.800 5.600
F. Ventilação ou infiltração Fator F FatorG
12. Total do item F 807 49 39.543
G. Carga térmica total (5 + 6 + 9 + 10 + II + 12) 173.211
•o mc,mu c.Ucul" está disponível em programa para microcomputadores- Térmica 2.
CÁLCULO DA CARGA TIRM!CA 121
Tabela 3.18 Fatores para o Cálculo da Carga Térmica
Fatores A- Condução
Temperatura BS externa 90°F (32°C) 95°F (35°C)
Janelas na sombra 12 17
Paredes -alvenaria pesada 3 5
Paredes- alvenaria média 4 5
Paredes 2 3
Paredes -revestimento médio 4 5
Divisórias- revestimento simples 7 10
Divisórias- revestimento duplo 4 5
Divisória de vidro 14 17
Tijolo de vidro 5 8
Piso 3 4
Teto sob recinto não-ventilado 12 13
Teto sob recinto ventilado 9 11
Teto sob telhado 14 16
Teto sob piso ocupado 3 5
Obs.: Se o teta tiver o isolamento de l", multiplicar por 0,4; se de 2", multiplicar por 0,3; se de 4", multiplicar por 0,2.
Fatores B- Ganho Devido ao Sol
Janela voltada para:
Vidro simples e duplo sem proteção
Veneziana com toldo
Cortina colorida ou veneziana interna
Tijolo de vidro sem proteção
Fatores E- Outras Fomes
Salões de beleza- número de aparelhos X 2.000
Motores elétricos -total de HP X 2.800
Bicos de gás -número X 6.000
Máquinas de café -,número x 900
SE
li O
30
65
44
Cafeteiras industriais- capacidade em galões X 1.400
Banho-maria (elétrii::a)- pés quadrados X 550
Banho-maria (gás)--;- pés quadrados X 1.300
Outras fontes especificadas- BTU/h
Fatores F- Ventilação ou Infiltração
E
180
50
li O
72
Calcular as da ventilação-infiltração e usar o maior CFM
Ventilação
N.o de ocupantes X 7,5 = CFM (sem fumo)
N.
0
de ocupantes X 15 = CFM (fumo leve)
N.
0
de ocupantes X 40 = CFM (fumo pesado)
Infiltração
CFM=
comp. X larg. X alt. X I
60
Obs.: Dimensões em pés:
I= I (uma parede externa)
I= 1,5 (duas paredes externas)
I= 2 (três ou mais paredes externas)
NE N NO
160 105 160
45 30 45
95 60 95
64 42 64
Fatores G- Multiplicador da Infiltração ou Ventilação para Vários Temperaturas de Bulbo Úmido
Temp. BU 66 67 68 69 70 7l 72 73 74 75 76
Fmor 3 5 8 li !4 17 20 23 27 30 33
o
180
50
li O
72
77 78
37 41
so
!lO
30
65
44
79 80
45 49
122 CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA
--------------------------------------
3.15.2 Unidades de ar condicionado individuais
Embora de menor responsabilidade, os aparelhos de ar condicionado individuais, de utilização exclusiva para
um ambiente (quartos, salas, escritórios etc.), também devem ser especificados de modo a atenderem à carga
ténnica desses ambientes.
A folha de cálculo da Tabela 3.19 dá uma indicação para os aparelhos da marca Philco.
Exemplo:
Um escritório com 40 m
2
, ocupado normalmente por 10 pessoas, laje entre andares, terá a seguinte carga
térmica com janelas de 8m
2
, sem proteção à tarde:
Carga devida à laje: 3.600 kcallh
Carga devida à janela: 4.950
Total: 8.550 kcal/h ou 2 aparelhos mod. F50 M32- 220 V
Se houver proteção na janela:
Item
1- Teto
em laje
N.
0
de pessoas
N.o de pessoas
N.o de pessoas
N. o de pessoas
2- Teto sob
teJhado
N.o de pessoas
N.o de pessoas
N. o de pessoas
N.o de pessoas
Carga devida à laje:
Cat:ga devida à janela:
Total:
3. 600 kcal/h
3.150
6.750 kcallh ou 2 aparelhos mod. F40 M32- 220 V
Tabela 3.19 Folha de Cálculo da Philco para Levantamento de Carga Térmica em kcal/h
m'
05 10 15 20 25 30 35 40 45
05 1.650 2.100 2.700 3.150 3.600 4.200 4.650 5.250 5.700
lO 2.400 2.850 3.450 3.900 4.350 4.950 5.400 5.850 6.450
l5 3.150 3.600 4.200 4.650 5.100 5.700 6.150 6.750 7.200
20 3.600 4.200 4.500 5.100 5.550 6.150 6.600 7.200 7.650
05 1.350 1.800 2.250 2.550 3.150 3.300 3.750 4.050 4.500
10 2.100 2.550 2.850 3.300 3.750 4.050 4.500 4.800 5.250
15 2.850 3.300 3.600 4.050 4.500 4.800 5.250 5.550 6.000
20 3.600 4.050 4.350 4.800 5.100 5.550 6.000 6.450 6.750
50 parcial
6.150
6.900
7.800
8.100
4.950
5.700
6.300
7.200
CÁLCULO DA CARGA TIRMICA 123
- ~ - -------------------====::_==--=
Tabela 3.19 Folha de Cálculo da Philco para Levantamento de Carga Térmica em kcaVh (Cont.)
3- Teto
entre
andares
N.
0
de pessoas 05 750 1.350 1.500 1.800 2.100 2.400 2.650 2.850 3.100 3.450
N.
0
de pessoas 10 1.050 2.100 2.350 2.700 3.050 3.150 3.400 3.600 3.850 4.200
N.
0
de pessoas 15 1.400 2.850 3.100 3.300 3.600 3.900 4.100 4.350 4.400 4.800
N.
0
de pessoas 20 1.800 3.600 4.000 4.200 4.400 4.650 4.800 5.100 5.350 5.700
4- Janelas nl 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10
si proteção
(tarde)
N.
0
de pessoas 05 1.050 1.500 1.950 2.400 2.850 3.300 3.750 4.200 4.550 5.100
N.
0
de pessoas 10 1.800 2250 2.700 3.150 3.600 4.050 4.500 4.950 5.400 5.850
N.
0
de pessoas 15 2.700 3.000 3.450 3.900 4.350 4.800 5.250 5.700 6.150 6.600
N." de pessoas 20 3.450 3.900 4.350 4.650 5.250 5.550 6.000 6.450 6.900 7.350
5- Janelas m' 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10
d proteção
(tarde)
N. o de pessoas os 750 1.050 1.350 1.500 1.800 1.950 2.100 2.400 2.550 2.850
N.
0
de pessoas 10 1.650 1.800 2.100 2.250 2.550 2.700 3.000 3.150 3.450 3.600
N.
0
de pessoas 15 2.400 2.700 2.850 3.000 3.300 3.450 3.750 3.900 4.200 4.350
N.
0
de pessoas 20 3.150 3.450 3.600 3.750 4.050 4.200 4.500 4.650 4.950 5.100 parcial
Total kcal/h
124 CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA
=:::_ __ _
Modelo Philco
M Fl9P8l F25 C3I F30 C3l F40 M32 F50M32 F70G32
o
I lO V llOV llOV 220V 220V 220V
D
F19P8l F25 C31 F30 C31 Q40 M32 ............... F70S32
E
220V 220V 220V 220V 220V ...............
L
...............
o
Ql9 P81 Q25 C31 F30M71
···············
···············
···············
............... ...............
!lO V 220V 220V ............... . ..............
.............. ...............
Q19P81 Q30M71 ...............
···············
···············
...............
220V
···············
220V
··············
···············
...............
···············
kcallh 1.850 2.500 3.000 4.000 4.800 7.000
3.15.3 Unidades individuais com condensador remoto externo e evaporador interno,
com controle remoto (Veja Seção 8.4)
Modernamente, existem aparelhos individuais que, além de condensador remoto (instalado fora do ambiente
condicionado para diminuir o barulho), possuem controle remoto.
3.16 Exemplo de Cálculo da Carga Térmica de uma Instalação
Central de Ar Condicionado*
Seja o prédio a ser condicionado para verão descrito na Fig. 3.8. Trata-se de dois restaurantes para diretoria,
visitas e funcionários, num total de 48 pessoas, anexos a uma copa onde é preparada parte das refeições.
Uma única casa de máquinas para o ar condicionado abrigará as máquinas a serem especificadas; no caso,
condensadas a ar.
Solução:
Para sistematizar o cálculo, apresentamos as folhas do "cálculo estimado da carga térmica", que serão preen-
chidas de acordo com os dados do problema, para unidades do Sistema Internacional (SI).
Item 1: preenchido de acordo com os dados do cliente;
Item 2: as características do verão local deverão obedecer à nonna NBR-6401, quanto às condições externa e
interna, ou dados relativos ao conforto tirados de tabelas específicas para cada caso;
Item 3: as características da construção devem ser tiradas das especificações da obra;
Item 4.1: são as dimensões das paredes externas, tiradas da planta de arquitetura, incluindo as janelas;
Item 4.2: são as dimensões das janelas com vidro: U = 5,18 (vidro simples); DT = 10 (veja Tabelas 3.2 e 3.3).
*O mesmo cálculo acha-se desenvolvido por meio de um programa para microcomputadores- Térmica 1.
I,
;i
,,
;
---- , _____ ---
j
v
"
"
"
"
I
,,W
;
,,00
.
4.00
[
A
'
n
t
d;;;
7,25
RESTAURANTE
" DI RETORES
"
2,10
'
.
SANIT. SANIT.
'
'
1.00
2,10
RESTAURANTE
" VISITAS
"-""
2,25
co"
Fig. 3.8 Exemplo de cákulo de carga térmica (planta).
CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA 125
L
A
y
coz.
"
é
"
OESP.
' ~ '
" MÁQUINAS
7
,.,.
126 CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA
::::_____
DESCAROA DO AA
"'
(PREVffiTElll)
Fig. 3.9 Projeto de instalação de ar condicionado de um restaurante (planta).
,..,.._....,_, • • • • • • • • • • • • • • • • • •
'!
CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA 127
----- --------- --------------==-==-=---=-
-
I
CF-;':1
/i'\.
RESTAURANTE
28,27 MCM
I
23 X 20
FORRO ----!o.
28,27
MCM
,-
CJ
20 X 47
l:??o:i I I lXlX
/i'\.
Fig. 3.9o Projeto de instalação de ar condicionado de um restaurante (cortes).
20 X 47
CORTE AA
128 CÁLCULO DA CARGA T!íRI'.UCA
------ --- ---- ---- ------- --- ----
Item 4.3: são as dimensões externas, excluindo as janelas (áreas do Item 4.1 menos do Item 4.2). Para o cálculo
de U, procede-se como sendo parede de alvenaria com embaço de 2 cm interno e externo. Temos os seguintes
valores (veja Tabela 3.1):
- embaço de 2 cm . ................ .......... .... ............ ............................. C = 2,39 kcallh · m
2
• °C
- tijolo de uma vez de 20 cm (comum) ....................................... .
- filme exterior (vento de 24 km/h) ............................................ .
- filme interior ............................................................................ .
o,2
1,11
29,3
7,13
_1_+_1_+ 0,2 +-1-+_1_ 1,17
29,3 2,30 1,11 2,39 7,13
I

1,17 '
Item 4.4: para as pa.redes divisórias, toma-se, por aproximação, o mesmo U = 0,85; o DTseria 5,5 (Tabela 3.2),
porém como o diferencial entre o ar exterior e o interior é 10, o DT será 5,5 + 0,6 = 6,1.
Item 4.6: para o teta consideramos laje de 8 cm de espessura (concreto com areia e brita; DT = 5,5 + 0,6 =
6,1).
_I_+ 0,08 +_I_+ _I_ 0,
74
7,13 1,48 2,39 7,13
I
1351
o 74 '
'
Item 5.1: janela de vidro voltada para o oeste- 9,60 X 2; fator solar para as 16 h do dia 20 de fevereiro igual a
448 X 0,6 por ter persianas internas.
Item 5.2: janelas de vidro voltada para o sul no mesmo dia e hora considerados- 4,70 X 2; fator solar igual a
35 X 0,6, por ter internas.
Item 5.3: parede para o oeste; U = 0,85; DT = 10 + 11,1 = 21,1 (veja Tabela 3.6).
Item 5.4: telhado de cor clara; DT = 8,3 + 10 = 18,3 (veja Tabela 3.6);
1,35L
Item 6.1: supondo os dutos já projetados:
a= 31,3 m (comprimento total);
b = 0,47 m (largura média);
c= 0,35 m (altura);
2c(a + b) 2 X 0,35 (31,3 + 0,47) 22,23 m';
35- 15 20'C;
U = 0,73 (Tabela 3.7- duto isolado com 1112 polegada) kcallh · m
2
• °C.
Item 7.2: total de pessoas em movimento moderado= 48. Pela Tabela 3.8:
- fator sensível = 64 kcal/h;
- fator latente = 101,8 kcallh.
Item 8.4: carga devida à iluminação fluorescente:
- total de watts: 2.040 (tirado da planta elétrica);
- fator devido ao reatar: 1,2;
- fator de transformação: 1 kW-h = 860 kcaL Na iluminação incandescente, multiplicar os watts por 0,86.
Item 9.1: carga devida à infiltração- método das frestas (Tabela 3.14):
- janelas comuns: 4 m lineares: 41 X 3 = 123m
3
/h ou Q = 123m
3
/h;
ri i
- ~ -
------
- calor sensível: q_, = Q X 0,29 (t, - t;) = 123 X 0,29 X 10 = 357 kcallh;
- calor latente: qL = 583 X C;
onde:
C= (UE
2
- UE
1
) X -y X Q (veja Item 3.6.2);
C ~ (0,021 - 0,011) X 1,2 X 123 ~ 1,48;
qL = 583 X 1,48 = 861 kcal/h.
Item 11.1: carga devida à ventilação (veja Seção 3.7):
CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA 129
- para restaurante (Tabela 3.15), ar exterior para ventilação: 35m
3
/h por pessoa ou 48 X 35 = 1.680 m
3
/h.
Item 11.2:
q, = Q X 0,29 (t. - t;) = 1.680 X 0,29 X 10 = 4.872 kcal/h- sensível.
Item 11.3:
qL = 583 X c
onde:
C ~ (0,021- 0,011) X 1,2 X 1.680 ~ 20,16;
qL = 583 X 20,16 = 11.753 kcal/h -latente.
Item 12.1:
- total de calor sensível:
Item 10.1 = 16.848 kcal/h
Item 11.2 = 4.872 kcal/h
Subtotal = 21.720 kcallh
Item 12.2:
- total de calor latente:
Item 10.2 = 5.747 kcal!h
Item 11.3 = 11.153 kcallh
Subtotal ~ 17.500 kcaVh
Item 12.3:
- calor total:
Item 12.1
Item 12.2
= 21.720 kcal/h
· ~ 17.500 kcal/h
Subtotal = 39.220 kcal/h
Segurança 10% = 3.922 kcallh
Total = 43.142 kcal/h
. _ total (kca!lh) 43.142
- toneladas de refngeraçao = = = 14,3 TR
3.024 3.024
Item 13.1: percentagem de calor sensível:
Item 10.1 = 16.848 X
100
=
75
%
Item 10.3 22.595
Item 13.2: temperatura BS do ar de insuflamento = ISOC (com base na umidade relativa de 90% na saída das
serpentinas e usando a carta psicrométrica com a RCS = 75%).
Item 13.3: temperatura BU do ar de insuflamento = 14°C.
Item 13.4: diferencial de temperatura do ar de insuflamento:
- temperatura BS do recinto -Item 13.2 = 25 - 15 = 10°C.
Item 13.5: total de ar de insuflamento:
Q ~ q,
0,29 X (t, - t,)
._ ........................... .,. ..... ,
16.848
0,29 X 10
= 5.809 m
3
/h ou = 100 MCM
130 CÁLCULO DA CARGA TIRMICA
-----··------
CÁLCULO ESTIMADO DA CARGA TÉRMICA
Endereço: Estrada Boa Esperança
Pavimento: Térreo
Dependência: Restaurante Central
Latitude: 22°54' Hora: 16 h
1 CLIENTE
2 CARACTERíSTICAS DO VERÃO LOCAL
2.1 Temperatura ec e °F) Interior Exterior
Bulbo seco
25°C (7TF) 35°C (95°F)
Bulbo úmido
26, I o c (79°F)
Ponto de orvalho
2.2 Umidade relativa 55(%)
3. t Telhado
3 CARACTERÍSTICAS DA CONSTRUÇÃO
(x) Claro
( ) Clara
( ) Médio
(x) Média
(x) Escuro
( ) Escura
'
3.2 Paredes externas
3.3 Janelas ( ) Com toldo ( ) Na sombra (x) Sem proteção
4 GANHOS POR CONDUÇÃO -CALOR SENSÍVEL
Dimensões Área u DT Calor Sensfvel
(m) (m2)
kcal!h w
4.1 Parede
ex tema 15,70 X 3 47,10
(Total)
4.2 Janelas 14,30 X 2 28,60 5,18 10 1.481,5
com vidro
4.3 Parede
e:>lcluindo 18,50 0,85 10 157
janela
4.4 Paredes 35,95 X 3 107,85 0,85 6,1 559
divisórias
4.5 Vidros nas
divisórirns
4.6 Teto ou 9,7 X 7,25 + 98,83 l,351 6,1 814
telhado 4,75 X 6,0
4.7 Diversos
4.8 Total de 3.011,5
condução
l
CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA 131
------- ------------------'==-=="-==---'---
5 GANHO POR INSOLAÇÃO- CALOR SENSÍVEL
Dimensões Area Fator Solar u DT Calor Sensível
(m X m) (ml)
local/h w
5.1 Janelas com vidro 9,60 X 2 19,2 448 X 0,6 5.160,9
voltadas p/ oeste
5.2 Janelas com vidro 4,70 X 2 9,4 35 X 0,6 197,4
voltadas p/ sul
5.3 P o r e d ~ 9,7 X 3 29,1 0,85 21,1 521,91
voltadas p/ oeste
5.4 Telhados 9,70 X 7,25 98,8 1,351 18,3 2.442
4,75 X 6,0
5.5 Clarabóias
.
5.6 Diversos
5.7 Total de 8.322,21
insolação
6 GANHO NOS DUTOS -CALOR SENSÍVEL
Dimensões (m) Area (m
2
) Calor Sensível
u DT
a b
'
2c(a +b) kcal/h w
6.1 Total nos 31,3 0,47 0,35 22,23 0,73 20 324,6
dutos
7 GANHO DEVIDO ÀS PESSOAS- CALOR SENSÍVEL E LA1ENTE
Calor Sensível Calor Latente
Fator Fator
Pessoas N." Sensível Latente local/h w local/h w
7.1 Sentadas
7.2 Em exercício 48 64 101,8 3.072 4.886,4
moderado
7.3 Em movimento
brusco
7.4 Total devido 3.072 4.886,4
às pessoas
'
132 CÁLCUJ..O DA CARGA TF.RM!CA
~ ~ ~ - - - - - - - - - - - - -
8 GANHO DEVIDO AOS EQUIPAMENTOS -CALOR SENSÍVEL E LATENTE
Calor Sensível Calor Latente
Watts HP Fator
kcal/h w kcaflh w
8. L Pequenos motores
elétricos (2 HP) ou
menores
8.2 Pequenos motores
elétricos (3 HP) ou
maiores
8.3 Luz incandescente
8.4 Luz fluorescente 2.040 X 1,2 0,860 2.105
8.5 Equipamentos a gás
8.6 Tubulações .
8.7 Diversos
8.8 Total devido aos 2.105
equipamentos
9 GANHO DEVIDO À INFILTRAÇÃO -CALOR SENSÍVEL E LATENTE
Calor Sensível Calor Latente
kcal/h w kcal/h w
9.L Infiltração pelas janelas 357 861
9.2 ,Infiltração pelas janelas
9.3 Infiltrações diversas
9.4 Total de infiltrações
lO RESUMO
Calor Sensível Calor Latente
kcaflh w kcaflh w
4.8 Condução 3.011,5
5.7 Insolação 7.978
6.L Dutos 324,6
7.4 Pessoas 3.072 4.886,4
8.8 Equipamentos 2.105
9.4 Infiltração 357 861
10.1 Total sensível 16.848
10.2 Total latente 5.747
10.3 Calor total 22.595
,; '
li
I
I
I,
I
I
CALCULO DA CARGA TÉRMICA 133
- - - ~ - - - - -------
11 GANHO DE CALOR DEVIDO À VENTILAÇÃO- CALOR SENSÍVEL E LATENTE
11.1 N.
0
de pessoas 48 X 35 m
3
/h/pessoa = 1.680 m
3
/h
11.2 m
3
/h de ar exterior = 1.680 X 0,29 (t. - t;) = 4.872 kcal/h- sensível
11.3 m
3
/h de ar exterior= 1.680 X 1,2 (UE
2
- UE
1
) X 583 = 11.753 kcal/h -latente
Observação: UE
2
- UE
1
X 583- sempre positivo.
12.1 Sensível
Item 10.1 = 16.848 kcal/h
Item 11.2 = 4.872 kcal/h
Subtotal = 21.720 kcallh
12.2 Latente
ltem I 0.2 = 5.747 kcallh
Item 11.3 = 11.753 kcal/h
Subtotal = 17.500kcal/h
12.3 Calor total
Jtem 12.1
ltem 12.2
Subtotal
= 21.720 kcal/h
~ 17.500 kca1/h
~ 39.220 kca1/h
Segtrrança 10%= 3.922 kcal/h
Total =43.142kcal/h
12 CARGA 1ÉRMICA TOTAL
. Total (kcallh) 43.142
Toneladas de refrigeração: = = 14,3 TR
3.024 3.024
Média =
98
·
8
m
2
= 6,81 m
2
trR (corresponde na Tabela 3.17 a restaurante entre alto e médio padrão)
14,31R
13 TOTAL DE AR DE INSUFLAMENTO
13.1 Percentagem de calor sensível:
Item 10.1 X 100 = 16.848 X 100 = 75%
Item 10.3 22.595
13.2 Temperatura de bulbo seco do ar de insutlamento = l5°C
13.3 Temperatura de bulbo úmido do ar de insuflamento = l4°C
13.4 Diferencial de temperatura do ar de insutlamento:
bulbo seco do recinto = 25°C - Item 13.2 = woc
--'
1
'"
1
e:"m"'_10'é.c'.l ___
16
·
848
"'5.809m'/hou o-100MCM
13.5 TotaJ de insutlamento = - '""' J =
0,29 X Item 13.4 0,29 X 10
A título de exemplo transcreveremos o resultado do Programa Ténnica 1, já disponível para aquisição de inte-
ressados (veja Cartão-resposta).
,j'
134 CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA
------------------------------
CÁLCULO ESTIMADO DA CARGA TÉRMICA
CLIENTE
Nome: Helio Creder Engenharia Ltda.
End.: Av. Franklin Roosevelt
Te!.: (21)2220-2465
Estado: RJ
Município: Rio de Janeiro
E-mail: hcengenharia@ aol.com
End.: A v. Franklin Roosevelt
Pavimento: 11.
0
aridar
Dependência: 39 sala 1103
Latitude: 22°00'
Hora: 21 h 21 mio
Data: 07/05/02
Temperatura (
0
C)
Bulbo seco
Bulbo úmido
Ponto de orvalho
:
Umidade relativa(%)
Cor do telhado: claro
Paredes externas: médio
Janelas: sem proteção
Interior
25
55
Total de condução: 4641,21
Total de insolação: 7979,2
Total nos dutos: 324,69
INÍCIO DO CÁLCULO
CARACTERÍSTICAS DO VERÃO LOCAL
Exterior
35
26,1
CARACTERÍSTICAS DA CONSTRUÇÃO
GANHO POR CONDUÇÃO
GANHO POR INSOLAÇÃO
GANHO NOS DUTOS
li
'
,,
,,
,,
,,
•I
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Total latente: 4886,4
Total sensível: 3072
Total de pessoas: 48
Total devido aos equipamentos:
Calor sensível: 2,11
Calor latente:
Total de infiltraçâo:
Total sensível: 357
Total latente: 861
CÁLCULO DA CARGA TéRMICA
GANHO POR PESSOAS
GANHOPOREQUWAMENTOS
GANHO POR INFILTRAÇÃO
GANHO POR INFILTRAÇÃO- MÉTODO DAS FRESTAS
Infiltração de ar exterior em metros cúbicos por metros de frestas: 123
Umidade específica na entrada: 0,011
Umidade específica na saída: 0,021
Ar exterior para ventilação: 35
Calor total sensível: 16376,20
Calor total latente: 5747,40
Calor total: 22123,60
RESUMO
GANHO DE CALOR DEVIDO À VENTILAÇÃO
N.
0
de pessoas X m
3
/h/pessoa: 1680
Metros cúbicos/h de ar exterior (sensível): 4872
Metros cúbicos/h de ar exterior (latente): 11753,28
CARGA TÉRMICA TOTAL
Sensível (Total sensível + m
3
/h de ar ext.): 21248,20
Latente (Total latente + m
3
/h de ar ext.): 17500,68
Subtotal: 38748,88
Margem de segurança (10%): 3874,89
Total: 42623,77
Toneladas de refrigeração (carga total/3024): 14,10
135
li
!
136 CÁLCULO DA CARGA TÉlRMICA
-----··---------
TOTAL DE AR DE INSUFLAMENTO
Percentagem de calor sensível: 74,02
Temperatura do bulbo seco de ar de insufL 15
Temperatura do bulbo úmido de ar de insufl.: 14
Diferencial de temperatura de ar de insufl.: 10
Total de insuflamento m
3
/h: 564696,68
Total de insuflamento m
3
/m: 9411,61
Os cálculos foram feitos de acordo com o projeto de arquitetura- plantas e cortes (veja Exemplo 3.17).
ExERCÍCIOS PROPOSTOS
1. Calcular o coeficiente global de transmissão de calor para uma parede composta das seguintes camadas:
embaço de 2 cm;
concreto corp. areia e pedra - 25 cm;
- ladrilho de 2 cm;
- velocidade do ar exterior 12 km/h.
Usar unidades SI.
2. Calcular o coeficiente global de transmissão de calor para uma parede de alvenaria de pedra de 30 cm de
espessura.
- velocidade do exterior 24 km/h.
Usar unidades SI.
3. Calcular a quantidade de calor solar transmitido através de uma janela de vidro com os seguintes dados:
dimensões: 800 X 2,50 m;
local; Região Sudoeste;
- hora: 17 h;
- data: 22 de dezembro;
face da janela 'voltada para o sul;
condições: sef!l proteção.
Usar unidades SI.
4. Se a janela do exeocício anterior tiver a sua face voltada para oeste, qual a quantidade de calor solar transmitida?
5. Calcular o fluxo de calor solar através da parede considerada no Exercício 1, onde:
área = 20 X 4 m;
t, = 35°C;
t, = 24°C
parede voltada para o norte, cor escura.
Usar unidades SI.
6. Calcular a quantidade de calor transmitida através dos dutos de insuflamento de ar de uma instalação com
os seguintes dados:
seção do duto: 0,50 X 0,40 m;
- comprimento do duto: 25 m;
isolamento em lã de vidro: 1/2 polegada (13 mm);
temperatura do ar de insuflamento: l5°C;
temperatura do ar exterior: 32°C.
Usar unidades SI.
7. Calcular a carga ténnica devida às pessoas em um salão de danças com os seguintes dados:
- número de pessoas: 300;
'
'
CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA 137
- temperatura de ambiente: 26°C.
Usar unidades SI, e em toneladas de refrigeração.
8. Calcular a carga térmica devida à iluminação em um escritório com os seguintes dados:
- 20 aparelhos de luz fluorescente de 4 X 40 W;
- lO spots de luz incandescente de 150 W.
Usar unidades SI e BTU/h.
9. Calcular a carga de calor sensível introduzida em um recinto com as seguintes características:
- vazão de ar: 200 m
3
por minuto (MCM);
- temperatura do ar exterior: 32°C- umidade 60%;
- temperatura do ar interior: 24°C- umidade 50%.
Usar unidades SI e BTU/h.
10. Calcular a carga de calor latente introduzida no recinto, com os dados do Exercício 9.
Usar unidades inglesas (BTU/h) e dar a resposta também em unidades SI.
11. Calcular a quantidade de ar que deve ser insuflada em um recinto, para manter as seguintes características
internas:
- f; = 25°C;
- q_, = 45 kW (carga de calor sensível).
e a temperatura do ar de insuflamento de 19°C.
12. Um recinto deve ser mantido à temperatura de bulbo seco de 26,4°C. O ar de insuflamento é lançado na
vazão de 300 MCM (metros cúbicos por minuto) e com a temperatura de 15,4°C. Calcular a carga de calor
latente que deve ser retirada pelo equipamento de desumidificação.
Usar a Tabela 3.16.
13. Utilizando a C<l!ffi psicrométrica da Trane, determinar as condições do ar de insuflamento para os seguintes dados:
calor total: 10.000 kcal/h;
RCS ~ 0,80;
condições interiores:
bulbo seco:: 25°C;
umidade relativa: 55%;
vazão de ar: 60 MCM.
14. Usando os mesmos dados do Exercício 13, calcular a umidade específica do ar ao passar pelas bobinas de
esfriamento e após ficar dentro das condições interiores (BS = 26,5°C e UR =55%).
15. Usando o método rápido de avaliação de carga térmica de verão (veja Seção 3.16), calcular a carga térmica
em TR de um recinto com as seguintes características:
- restaurante com funcionamento diurno;
dimensões: 30 X 30 m;
andar térreo, prédio exclusivo para o restaurante;
paredes voltadas para leste e oeste com janelas contíguas de dimensões totais de 8 X 2m;
paredes voltadas para norte e sul sem janelas;
1 pé-direito: 3m;
·I alvenaria pesada;
·! carga devida à iluminação: 5 kW;
ocupação: 80 pessoas;
bulbo seco externo: 32°C;
bulbo úmido: 25,6°C;
uso de fumo leve.
Observação: Teta sem isolamento, considerar somente a janela O para ganho devido ao sol. Desprezar a
carga do piso. Janelas sem proteção.
4.1 Dutos de Chapas Metálicas
Dutos são condutores de ar que permitem sua circulação desde o ventilador até os pontos de insutlamento
(aerofuses, grelhas etc.), bem como o retorno.
O normal é a existência de recirculação do ar, isto é, uma vez circulando no ambiente, o ar retorna à máquina;
isso representa economia na instalação. Em casos especiais, como salas de operações dos hospitais, locais de
emanações poluidoras etc., não será conveniente o retomo do ar à máquina; isso onera a instalação. Em ambos
os casos o circuito do ar é fechado como um circuito elétrico análogo: o primeiro caso é o normal, de condutor
fase e retorno; no segundo caso seria o circuito com volta pela terra (análogo à atmosfera) (veja Fig. 4.1).
Usam-se dutos como condutores de ar para os seguintes fins:
insuflamcnto e retorno de ar;
ar exterior;
câmara misturadora de ar de retorno e exterior;
como carcaça cobrindo os filtros, serpentinas, eliminadores e ventiladores.
Os dutos representam em custo médio cerca de 25% de toda instalação.
Para o dimensionamento dos dutos, precisamos levar em conta os seguintes fatores:
volume de ar a ser circulado:
velocidade de ar através dos dutos;
resistência a ser vencida no duto.
As partes componentes de um sistema de dutos são (veja Figs. 4.2 e 4.3):
dutos retas;
CL!rvas;
desvios;
peças de transição;
invólucros:
Fase
Condutor
Gerador
Retorno
Consu-
midor
CIRCUITO ELÉTRICO
Duto de insuflamento
Ambiente
Duto de retorno
CIRCUITO DE AR
Condutor
Consu-
midor
-..,.. terra
CIRCUITO ELÉTRICO COM
VOLTA PELA TERRA
Duto de insullamento
Venti-
lador
atmosfera
Ambiente
atmosfera
CIRCUITO DE AR SEM
RETORNO
fig, 4.1 Analogia entre um cirçUitO elétrico e um circuito de ar.
MEIOS DE CONDUÇÃO DO AR 139
ONDE OS DUTOS SÃO USADOS
ii de ar
~ : · : ~ : : : ~ : ç ~ o ~ u duto
de i
Duto de
Duto de
ar exterior
Câmara
misturadora
INDICAÇÃO DETALHADA DE VÁRIOS ELEMENTOS DO
SISTEMA DE DUTOS
Contraventamento Largura
tl::kl} Dii
Duto reto
Raio 2
Raio 1
Desvio
Planta
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-
Elevação
Porta
d•
acesso
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~ ~ :
Curva
Transformação
~ o - ~
I I
I I
I I
I I
I I
~ - .
Vista da extremidade
Fig. 4.2 Partes componentes de um sistema de dutos.
140 MEIOS DE CoNDUÇÃO DO AR
COMO SÃO EMPREGADOS OS REGISTROS NOS DUTOS
DE CONDICIONAMENTO DE AR
Duto principal
-b-
Registro \
Ramal /lo-- +

REGISTRO DIVISÓRIO
Palhetas
(veios)
JOELHO RETO
VENEZIANAS ESTACIONÁRIAS
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-
Duto
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", 1 Registro y
REGISTRO DE VOLUME
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I_ 11
11
Registro
REGISTRO DE VENEZIANA
Carcaça
LIGAÇÕES DE LONA
Fig. 4.3 Partes componentes de um sistema de dutos.
registras divisórios e quadrantes;
registras de volume e quadrantes;
palhetas para as curvas;
portas de acesso;
registras tipo veneziana;
- registras estacionários;
- telas de entrada de ar;
ligação de lonas para amortecer vibrações.
4.1.1 Métodos de dimensionamento de dutos
'
Há três métodos usados no dimensionamento dos dutos de um sistema de ar condicionado:
método da velocidade;
método de igual perda de carga;
método da recuperação estática.
MEIOS DE CONDUÇÃO DO AR 141
O fluxo de qualquer fluido se verifica por diferença de pressão. No caso do ar, essa diferença de pressão é
proporcionada pelo ventilador e é de pequena proporção. Se considerarmos desprezível o atrito, podemos utili-
zar as mesmas leis da queda dos corpos:
onde:
v= velocidade em m/s ou em pés por segundo (FPS);
g =aceleração da gravidade= 9,81 m/s
2
ou 32,2 ft/s
2
;
h = diferença da gravidade em metros ou em pés.
Em unidades do sistema inglês, a fórmula acima pode ser simplificada para:
v= 1096,5 j"!!;_
p
onde:
h,. = diferençã de pressão em polegadas de água;
p = densidade do ar em libras por pés cúbicos;
v = velocidade em pés por minuto.
Para o ar padrão:
p 0,074 88 libras por pés cúbicos
então
v= 4.005 J h ~ , ,em unidades inglesas, e
(4.1)
(4.2)
v o: 242,4 - J h ~ , em unidades métricas (hv em mm de coluna d'água) para o ar padrão de 1,2 kg/m
3
e v em
metro por minuto.
Exemplo 4.1:
Qual a diferença de pressão correspondente à velocidade do ar de 2.800 pés por minuto (853,4 m por minu-
to)?
v'
hv =
4 0052
= 0,488 pol. d'água, ou
v'
h ~ - - - = 12,4mmdeCA
v 242,2
2
As resistências opostas ao fluxo de ar resultam em perda de pressão, e são de dois tipos:
atrito devido ao cantata com as superfícies (veja Fig. 4.4);
perdas dinâmicas devidas a mudança de direção, turbulência e mudanças de velocidade (veja Figs. 4.5 e4.6).
A equação geral para o dimensionamento dos dutos é a mesma equação geral usada para o fluxo de qualquer
fluido:
onde:
Q = vazão em m'/min (MCM);
A = área em m
2
;
V= velocidade em m/min (MPM).
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142 MEIOS DE CONDUÇÃO DO AR
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mm de águalm
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pol. de água/1 00 pés
Fig. 4.4 Perda por atrito nos dutos retos.

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MEIOS DE CONDUÇÃO DO AR
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Petdas por atrHo em rnmlm
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0,1 Pol/100 pés ..
2

54
0,064 mmlm (instalaçÕIIII normais)
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143
Fig. 4.4(o) Perdas por atrito em polegadas de coluna d'úgua/100 pés e em mm de C.A./m. Reproduzida com permissão da TRANE
- Air Conditioning Manual.
144 ME!OS DE CONDUÇÃO DO AR
Fig. 4.4(b) Perdas por atrito em polegadas de coluna d'água/100 pés e em mm de C.A./m. Reproduzida com permissão da TRANE
- Air Conditioning Manual.
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0,15
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o,
'
Velocidade- pés/min
I
1/
Veklcidade- m/min
Fórmulas
V= 4.005 ,JP; (unidades inglesas)
V= 242.4 ,JP; (unidades métricas)
Exemplo:
Velocidade = 400 MPM
Perda dinâmica = 2,8 mm/m
§H H
"' "' "' '<t "'
1/
1/
Fig. 4.5 Perdas de pressão dinâmica.
MEIOS DE CONDUÇÃO DO AR 145
1,50
1,20
1,00
0,90
o.ao
0,70
0,60
"'
0.40
0,30
0,25
0,20
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..
0,12 •
"
0,11

0,10
o
0,09
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· ~
0,07
0,06
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"
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0,01
0,009
0,008
0,007
0,006
0,005
0,004
.. '
146 MruOS DE CONDUÇÃO DO AR
D
Ar.guloreto-O,BxP, y
D
Curvadas -0,3X P, f----L--1
Ralo duplo -0,2 x P,
JOELHO AETO
COM PALHETAS
§
-
'

Palhetas
"
,\

f--'-1
CURVA 90" COM
PALHETAS
Registro de venn:!lanas
Perdadacarga-1,0 x P,
85% area livre
Pardadecarga-1,0 x P,
CURVA90•

0,25
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0,75
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P&rdade 0<0'90
1,75

0.50
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0,\0
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0,09 X P,
O,OB
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Venellanas e><temas ao tempo
00% área livre
Perda de carga-1,5 x P.,
GRELHAS E REGISTAOS
Grelhas-1,2 X P,
Registras -1,5 x P,
Aelaç;ão
Pllltlade<:aflla
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'·' '"·
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0,18
'"·
\,75 0,165XP,
,,
0,15

CURVA45"
A Perda de carga- 0,5 x P,
B· Perda de carga- 0.10 x P,
I
Trarosiç!io com registro
Perda de carge-0,30 X P,
PLACAS
Perda de carga- 0,5 X P,

AliA =2 0,05 P,
AI/Am1,76 0,08 X P,
AI/ A= 1,5 0,10 X P,
AIIA=1.25 0.12X P,
AliA= 1 0.15 P,
Área Convergente
ELIMINADORES
AIIA=0,75 0.30 < P,
Divergente
AIIA•0,50 0,76 X P,
3 pa$$es
AIIA=0,25 1,00 X P,
Transição
Perda de carga- 1,0 x P,
Fig. 4.6 Perda de carga nas várias partes de um sistema de dutos.
\
1
"
I
f
I
I
I

I
!
i
I

MEIOS DE CONDUÇÃO DO AR 147
---
Exemplo 4.2:
Quais as dimensões de um duto pelo qual passam 600 m
3
de ar por minuto, na velocidade de 450 m por
nuto?
Solução:
Q 600
A=-=--= 1,33m
2
v 450
Dimensões: 0,90 X 1,48 m ou 1,0 X 1,33 m
A exemplo do que ocorre em outros fluidos, no deslocamento do ar a energia total permanece constante ao
longo do fluxo, como se pode ver na Fig. 4.7.
Na seção 1 do duto, temos:
baixa pressão estática;
alta velocidade;
alta pressão dlnâmica.
Na seção 2, temos:
alta pressão estática;
baixa velocidade;
baixa pressão dinâmica.
Na seção 3, temos:
baixa pressão estática;
alta velocidade;
alta pressão dinâmica.
Pressão estática- corresponde à energia
potencial do ar.
Pressão dinâmica- corresponde à energia
cinética do ar.
Fig. 4.7 Pressões e veloddades ao longo dos dutos de ar.
A energia total nas três seções é constante, as perdas, ou, em outras palavras:
O que se ganha em energia cinética perde-se em energia potencial, e vice-versa.
O ventilador do sistema deve vencer a pressão total oposta pelo sistema de dutos.
Métodos de cálculos dos dutos
4.1.1.1 Método da velocidade
Este método deve ser usado para pequenos sistemas ou em grandes sistemas com poucos dutos e no máximo
cinco ou seis bocas. É um método empírico no qual é a velocidade arbitrariamente fixada no ventilador e, com
base na experiência, reduzida em sucessivas etapas.
148 MEIOS DE CoNDUÇÃO DO AR
Exemplo 4.3:
Dimensione um sistema de duto cujas vazões de três das bocas são de 10 MCM e duas de 30 MCM (veja
Fig. 4.8).
Solução:
Arbitrariamente, fixamos a velocidade no ventilador em 10m/sou 600 MPM e vamos reduzindo gradual-
mente até 400 MPM na boca 1. Por questões de facilidade na instalação dos dutos, vamos fixar uma das dimen-
sões em 30 cm.
Trecho E (Boca 1):
Q 30 '
A = - = - = 0,075 m ou 0,30 X 0,25 m
v 400
Trecho D:
Q = 30 + 30 =.60MCM
V= 450MPM .
60
O,l3m
2
ou 0,30 X 0,43m
450
Boca 2:
30
A -- = O 067 m
2
ou 0,30 X 0,22 m
450 '
Trecho C:
Q = 10 + 30 + 30
V= 480MPM
70
= 70MCM
480
Boca 3:
0,15 ou 0,30 X 0,5 m
lO
0,021 I'n
2
ou 0,21 X O,lOm
480
Trecho B:
+ 30 +30 80MCM Q=IO+lO
V= 500MPM
80
0,16 m
2
ou 0,30 x 0,53 m
500
Boca 4:
10
A = 0,02m
2
ou 0,20 X O,!Om
500
Trecho A:
Q

A
10 + 10 + 10 + 30 + 30 = 90MCM
520MPM
90 '
- = 0,17m ou 0,30 X 0,57m
520
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Velocidade da
salda 600 MPM
Vazão 90 MCM
30 X 50
Transição
30 x 50 para
30 X 57

500MPM
30 X 57
90MCM
_É20MPM
30 X 50
70MCM
480 MPM
Registro
divisório
30 X 43
60MCM
450 MPM
30 X 25
30MCM
400 MPM
Registro de
volume
,smlssão
"

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Jj_A
l
ol1
E,/-
',
Motor
I
Carcaça
I
I
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Duto de retomo
BOMCM
300 MPM
30 X 90
1"';1 I I '
+30X25
B Ck',
J\



J
Transição
j
30 X 43 pom
30 X 25
Transição Transição Transição
j
30 X 5' P'" j 30 X35 po" j 30 X 50 po'o
30X53 30X50 30X43
j
Bocas
Salda
tOMCM
520 MPM
Boca 4 Boca 3 Boca 2
Salda Saída Saída
10MCM 10MCM 30MCM
500 MPM 480 MPM 450 MPM
Fig. 4.8 Dimensionamento de dutos pelo método da velocidade.
Boca 1
Saída
30MCM
400 MPM
I
g

j1,
o
8

:i
150 MEIOS DE CONDUÇÃO DO AR
Boca 5:
10
A ~ - ~
520
O,Ol9m
2
ou 0,19 X O,lOm
No ventilador temos:
Q: 90MCM
V 600MPM
90
A ~ - = 0,15 m
2
ou 0,30 X 0,50m
600
Retomo:
Admitindo 10% de perda pelas frestas.
Q 80MCM
V= 300MPM
80
A ~ - = 0,27 h} ou 0,30 X 0,90m
300
Q
v
Ar exterior:
JOMCM
152,4 MPM
10
A ~ -- = 0,07 m
2
ou 0,30 X 0,23 m
152,4
4.1.1.2 Método da igual perda de carga
'
'
Este método se baseia na circulação de ar e perdas em dutos redondos; para dutos retangulares, será necessá-
ria a conversão da bitola do duto redondo em doto retangular (equivalente) com a mesma quantidade de ar cir-
culante e as mesmaS perdas.
Com estas considerações, nos dutos retangulares teremos menor velocidade de ar para mesma vazão e as
mesmas perdas.
Na Fig. 4.4, temos as perdas de carga ou resistências em milímetros de coluna d'água por metro de compri-
mento no eixo das cibcissas (horizontal). No eixo das ordenadas (vertical), temos as vazões em metros cúbicos
por minuto (MCM). Nas diagonais da esquerda superior para a direita inferior, temos as velocidades em metros
por minuto (MPM). Nas diagonais da esquerda inferior para a direita superior, temos o diâmetro dos dutos em
polegadas. Ainda na Fig. 4.4, temos as grandezas vazão, velocidade e perdas, nos sistemas métrico e inglês.
Na Fig. 4.9, temos os dutos retangulares equivalentes aos circulares para igual perda de carga.
Exemplo 4.4:
Em uma instalação temos os seguintes dados:
vazão de ar = 85 MCM;
resistência ou perda de carga = 0,05 mm de água por metro.
Calcular a velocidade, o diâmetro do duto redondo e o duto retangular equivalente.
Solução:
Pelo gráfico da Fig. 4.4(a), temos:
velocidade = 365 MPM
diâmetro = 60,96 cm.
Em dimensões métricas, pela Fig. 4.9, temos 58 X 51 cm.
_,_.._ LW·••• w."="'""'"' •• •••
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I

MEIOs DE CONDUÇÃO DO AR 151
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I
Ladododuto
Exemplo:
Duto circular de 24" =
duto retangular de 58 x 51 cm
Fig. 4.9 Dutos retangulares equivalentes a dutos circulares.
152 MEIOS DE CONDUÇÃO DO AR
DADOS PRÁTICOS PARA O DIMENSIONAMENTO DE DUTOS
• Para instalações usuais, tomar a perda de carga O, 1 polegada de C.A. por 100 pés lineares de duto ou 0,083
mm por m de duto.
• Para instalações que exijam silêncio, como residências, igrejas, estações de rádio ou TV, tomar a perda de
carga 0,045 polegada de C.A. por 100 pés lineares de dutos.
• Para instalações industriais, em que o silêncio não é tão importante, usar a perda de carga de O, 1 a O, 15 pole-
gada de C.A. por 100 pés.
• A menor dimensão dos dutos não deve ser inferior a 4 polegadas (10 cm).
• Para residências, a dimensão mínima dos dutos pode ser de 3 3/4" (9,5 cm).
• Nas diversas seções contínuas de dutos, deve-se sempre manter uma mesma dimensão, por exemplo:
1.a seção = 20 X 15;
2.a seção = 15 X 10;
3.a seção = lO X 15.
• As grelhas de devem ter as dimensões de 2 X 1 entre a largura e a altura, podendo chegar ao
máximo de 6 X (
• O projeto dos dutos deve ser o mais simples e retilíneo possível.
• Não é possível outras tubulações ou obstruções nos dutos projetados.
Exemplo:
Calcule o sistema de dutos pelo método da igual perda ilustrado na Fig. 4.10, onde temos os seguintes dados:
ar de insutlamento total = 250 MCM;
- ar exterior = 50 MCM;
ar de retomo = 20q MCM;
perda de carga básica= 0,1 polegada de C.A. por 100 pés ou 0,083 mm/metro;
tipo da instalação = industrial;
dimensões do recitito: comprimento = 33 m, largura = 18,3 m, altura = 3,66 m.
Solução:
Inicialmente precisamos saber a vazão de ar por grelha, o que será visto na Seção 4.2. L
Organiza-se um quadro semelhante ao apresentado a seguir (Tabela 4.1 ), que sistematiza todo o cálculo e
permite verificações dÜs resultados. Numeram-se as bocas das grelhas e mantém-se uma mesma dimensão, por
questão de estética. O ·cálculo deve começar pelos pontos mais afastados, até chegar ao ventilador.
Pelo ábaco utilizado, verifica-se se as velocidades do ar estão dentro dos limites da NBR-6401;* obtido o
diâmetro do duto em polegadas, utilizando-se o ábaco da Fig. 4.9.
4.1.1.3 Método da recuperação estática
Este método é bem mais complexo que os dois anteriores, e sua aplicação só se justifica em casos especiais.
Baseia-se no princípio de que, num sistema de dutos sob a ação do ar em determinadas vazão e velocidade,
temos as seguintes pressões em jogo:
pressão estática (Pe), que pode ser medida aplicando-se o manômetro de coluna d'água na extremidade do
duto (Fig. 4.12);
- pressão total (P,), medida aplicando-se o manômetro no meio do duto (Fig. 4.13);
- pressão devida à velocidade (PJ, que resulta da equação:

(4.3)
*Veja Tabela 5.5.
) ..
~ .
I MÉTODO DE IGUAL PERDA I
Ar11:rt11mo
SOMCM
L
40 X 40
R11tomo 1
55 X 60
~ ~ 2 4 M C M
""orno 2 r
40 X 40
75,50 MCM
lnsuflamel'\to
80 X 80 *80 X 80
11 MCM
Boca20
20 X 20
11 MCM
Boca 18
20 X 20
lnsufiamento ""'250 MCM
Retomo = 200 MCM
Ar e:rt11mo = 50 MCM
11 MCM
Boca 16
11 MCM
Boca 14
40 x40 38 X 35
11 MCM
Boca 13
125X25
T Ramal B sI R 50x50 ai P 45x45 o M 40X40 L K 25x25
14MCM
Boca 11
14MCM
Boca 10
J
50 X 50
60 x60
22 X 24 I
60 X 60
22 X 24
11 MCM
Boca 7

58 X 50
H
Ramal A F I E
5oxso Gl5ox5o
20 X 20 20 X 18
Boca 9
17MCM
Boca 8
11 MCM
20 X 20 20 X 20
Boca 19
11 MCM
Boca 17
11 MCM
40 X 42 0 40X40
11 MCM
Boca4
40 X 40
30 X 30
c
20X18 I20X16
BocaS Boca 5
11 MCM 11 MCM
20 X 20
Boca 15
11 MCM
11 MCM
Boca2
20 X 20
B
20 X 18
Bocas
11 MCM
40 X 40
tr> 25 X 25
J
Boca 12
11 MCM
A
25 X 25
_,
17MCM
Fig. 4.10(u) Dimensionamento de dutos pelo método de igual perda de carga. Obs.: Existe um software paro cálculo de dutos (DUTOSI).
I
!
~
I
8
~
~
~
I
'
154
o.
o<


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I
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"
o.

I
e•



o O c
"


o
g
Tabela 41 Exemplo do Sistema de Cálculo de Dutos .
Trecho
do Duro
Grelha Vazão Vazão Didmetrodo Retangular Perda
Dimensão em Acum. em Velocidade Área Duto em Equivalente de Carga
em cm Trecho Boca MCM MCM emMPM emm
1
Polegadas cm X cm emmm!m
Ramal A
76 X 15 A-B I 17 17 243,5 0,069 11,67 25 X 25 O, I
61 X 15 A-B 2 17 34 305 0,1 11 14,80 40 X 40 O,!
51 X 15 B-C 3 11 45 390 0,115 15,09 40 X 40 0,1
51 X 15 C-D 4 II 56 426 0,131 16,11 40X 40 O, I
61 X 15 C-D 5 II 67 400 0,167 18,18 40 X 40 0,1
61 X 15 D--E 6 II 77 400 0,192 19,42 40 X 42 0,1
61 X 15 E-F 7 II 88 420 0,209 20,33 50 X 50 O, I
51 X 15 F-G 8 II 99 430 0,230 21,31 50 X 50 0,1
76 X 15 ·o-H 9 17 Il6 430 0,269 23,07 58 X 50 0,1
51 X 15 H-1 10 14 130 435 0,268 24,29 60 X 60 0,1
51 X 15 1-J 11 14 144 487 0,295 24,13 60 X 60 0,1
Ramal A 144 487 0,295 24 X 16 60 X 60 0,1
RamalB
76 X 15 J.:...K 12 17 17 304 0,05 10,50 25 X 25 0,1
76 X 15 J-K 13 II 28 365 0,07 11,75 25 X 25 0,1
61 X 15 }\-L 14 II 39 380 0,10 14,23 38 X 35 0,1
51 X 15 L--M 15 II 50 400 0,12 15,71 40 X 40 O,!
51 X 15 M--0 16 II 61 420 0,14 16,93 40 X 40 0,1
51 X 15 ()...P 17 II 72 420 0,17 18,39 45 X 45 0,1
51 X 15 P--() 18 II 83 480 0,17 18,39 45 X 45 0,1
51 X 15 ()...R 19 II 94 440 0,21 20,53 50 X 50 0,1
51 X 15 R--S 20 II 105 480 0,21 20,78 50 X 50 O, I
RamalB 105 480 0,21 20,78 60 X 50 0,1
Insuflamento 249 540 0,46 30,17 80 X 80 O, I
Retorno 1 124,50 426 0,29 24,02 55 X 60 0,1
Retorno2 75,50 426 0,17 18,70 40X40 0,1
Ar exterior 50 365 0,13 16,02 40x40 0,1
156 MEIOS DE CONDUÇÃO DO AR
Para o ar padrão, temos a seguinte fórmula:
onde:
v'
Pv = ---
2
em unidades inglesas
4005
v'
e Pv = ---
2
em unidades métricas
242,2
P,. =perdas de pressão devidas à velocidade (pressão dinâmica);
V= velocidade do ar em FPM ou em MPM.
(4.4)
Supondo-se a seção constante de um duto e a vazão de ar diminuindo ao longo do trecho considerado, veri-
fica-se que P" decresce ao longo do doto e P, cresce. Isso é conhecido por recuperação estática e permite, se-
lecionando-se as velocidades de modo conveniente em cada trecho, a obtenção de um sistema bem balanceado.
A recuperação da pressão estática entre os pontos A e B de um sistema de dutos é dada pela equação:
[(
VA )' ( Vs )'] R -075 -- --
h - ' 4005 - 4005
onde:
Ph = recuperação da pressão estática.
Exemplo4.5:
Suponhamos um sistema de dutos de seção circular constante de 30 polegadas com as vazões mostradas no
diagrama unifilar da Fig. 4.11. Ou seja, no trecho 1-2, a vazão no doto é de 10.000 CFM, e nas três bocas 2-3-
4 foram insuflados 3.000 CFM e 4.000 CFM.
Pelo ábaco da perda de carga por atrito (Fig. 4.4), temos:
Trecho 1-2 Trecho 2-3 Trecho 3-4 Observação
L Vazão em CFM 10.000 7.000 4.000 Dado do problema
2. Diâmetro em pol. 30 30 30 Dado do problema
3. Velocidade em FPM 2.100 1.450 850 Fig. 4.4
4. Perda por atrito (unitária) 0,20 O, lO 0,035 Da Fig. 4.4 para 100 pés
5. Perda por atrito no trecho 0,10 0,05 0,018 Da Fig. 4.4 para 50 pés
6. Pressão de velocidade de (PJ 0,30 0,13 0,05 Fig. 4.5
7. Pressão total (P,) 0,80 0,75 0,732 P, = 0,9-item 5
8. Pressão estática (P,) 0,50 0,62 0,682 P, = P,- Pv (item 7, item 6)
3.000 CFM 3.000 CFM 4.000 CFM
â
"
"'
10.000 CFM 7.000 CFM 4.000 CFM
8
,.
G)
50'
0
50'
Fig. 4.11 Diagrama unifilor do exemplo da Seção 4.1.13.
.
. , ..
Duto
Direção do fluxo de ar
MEIOS DE CONDUÇÃO DO AR 157
Tubo de pressão
estática
l'ig. 4.12 Medida da pressão estática em um duto.
Supondo nb ponto I a pressão total P, = 0,9, subtraindo a perda por atrito no trecho (item 5), teremos a pres-
são total nos pontos 2-3-4 (item 7), e, desses valores subtraindo P, temos a pressão estática Pe (item 8).
Nota-se que a pressão estática aumentou, ou seja, houve recuperação da pressão estática.
V amos agora calcular o dimensionamento dos dutos, neste mesmo exemplo pelo método de igual perda, usando
a perda de 0,10 polegada de água por I 00 pés.
No trecho 1-2:
Q ~ 10.000 CFM
Pela Fig. 4.4, resulta o diâmetro de 35 polegadas de V= 1.580 FPM.
No trecho 2-3:
Diâmetro =;o 30:polegadas e V= 1.400 FPM
No trecho 3-4:
Q ~ 7.000CFM
Q ~ 4.000CFM
Diâmetro= 25 polegadas e V= 1.250 FPM
Comparando o peso de chapas nos dois métodos, temos:
Área lateral
Chapa
Peso
Método de Recuperação Estática
109m
2
ll.
0
20
883 kg
Obse11'ação: para a chapa n.
0
20, tomou-se o peso dy 8,080 kg/m
2

Método de Igual Perda
109m
2
n.
0
20
883 kg
Assim, no duto principal não há diferença sob o ponto de vista de economia de chapas.
Usando a expressão da recuperação da pressão estática entre os pontos 2 e 4, temos:
[(
2100)' (850)']
Ph=0,75 4005 - 4005 =0,172
ou os valores encontrados: 0,682- 0,50 = 0,182, verifica-se uma pequena diferença de 0,01 polegada .
158 MEios DE CoNDUÇÃO DO AR
-------- - ·------- ... ------
4.1.1.4 Bitolas recomendadas para as chapas galvanizadas
Segundo a NBR-6401, as bitolas das chapas galvanizadas recomendadas para a fabricação dos dutos são as
da Tabela 4.2.
Tabela 4 2 Bitolas de Chapas Recomendadas na Fabricação dos Dutos nos Sistemas de Baixa Pressão- NBR6401
Espessuras Circular
Alumfnio Aço Galvanizado Calandrado com Retangular
Helicoidal Costura Longitudinal Lado Maior
Bitola ~ Bitola mm (mm) (mm) (mm)
24 0,64 26 0,50 até 225 até 450 até 300
22 0,79 24 0,64 250 a 600 460' 750 310a 750
20 0,95 22 0,79 650 a 900 760 a 1.150 760 a 1.400
18 1,27• 20 0,95 950 a 1.250 1.160 a 1.500 1.410a 2.100
16 1,59 18 1,27 1.300 a 1.500 1.510 a 2.300 2.110 a 3.000
Na Fig. 4.15 vemos indicações das juntas empregadas nas emendas das chapas galvanizadas para a fabrica-
ção de dutos.
4.1.2 Perdas de pressão em um sistema de dutos
No deslocamento do ar através de um sistema de dutos, devem ser consideradas as seguintes pressões:
pressão estática- Pe (Fig. 4.12);
pressão dinâmica (devida à velocidade) - P v;
pressão total ---;- P, (Fig. 4.13).
Direção do fluxo de ar
Tubo de
pressão total
Fig. 4.13 Medida· da pressão total em um duto.
Já sabemos que:
P
1
=Pe+Pv
As relações entre os valores de Pe e Pv variam em cada ponto de um sistema de dutos, pois já vimos que parte
da pressão dinâmica pode ser transformada em estática, e vice-versa.
-- -------
A pressão total representa a pressão de resistência que o sistema ventilador-motor deve vencer para manter
o fluxo de ar na vazão e velocidade desejadas.
4.1.2.1 Perdas de pressão estática (P,J
O ar deslocando-se em um duto perde pressão estática por atrito com a superfície interna. À semelhança do
que ocorre com a água, quanto maior a vazão de ar, maiores serão as perdas por atrito. Se o ar estivesse parado,
teríamos somente pressão estática no interior dos dutos, porém, como há deslocamento, temos pressão estática
e dinâmica.
4.1.2.2 Perdas de pressão dinâmica (P,)
Para determinada velocidade, há uma pressão dinâmica, e quanto mais alta for a velocidade, maior será a
pressão dinâmica.
Na Fig. 4.5 vemos um ábaco que fornece a pressão dinâmica em polegadas de coluna d'água e milímetros de
coluna d'água em função da velocidade. As perdas de pressão dinâmica são baseadas nas fórmulas para o ar
padrão [Eq. (4.2)], em unidades do sistema inglês ou do sistema métrico.
Exemplo 4.6:
Queremos saber qual a pressão dinâmica do ar para uma velocidade de 400 m/min, ou seja, 1.312 pés/min.
Soluçâo:
Pelo ábaco da Fig. 4.5, corresponde a 2,8 mm, ou O, 11 polegada, de coluna d'água.
4.1.2.3 Perdas de carga acidentais
Como é fácil de se concluir, quando se trata de um trecho reto de um sistema de dutos ou uma curva, joelho,
tê etc., as perdas são diferentes.
A Fig. 4.6 fornece valores das perdas de carga em função da pressão dinâmica para os diferentes acidentes
encontrados noS dutos.
4.1.2.4 Pressão de resistência de um sistema de dutos (PJ
É a pressão total que o ventilador precisa vencer para insuflar o ar nos recintos condicionados.
A pressão total representa as perdas por atrito nos trechos retas e as perdas acidentais nas derivações, curvas,
joelhos etc.
Não se leva em conta as perdas nos já consideradas pelos fabricantes.
Os dutos de insuflamento, de retorno e o de ar exterior são considerados separadamente no cálculo: o de
insuflamento é sempre computado, e, para os de retorno e exterior, toma-se o que conduz a maiores perdas.
Os fabricantes de ventiladores estabelecem as pressões de resistência do sistema de dutos normalmente entre
118" (3,2 mm) ou 1/4" (6,4 mm) até 2" (50,8 mm)_
Exemplo 4. 7:
Calcule a pressão de resistência do sistema de dutos estimado pelo método da velocidade na Fig. 4.8 e adap-
tado para o cálculo da pressão de resistência na Fig. 4.14.
Solução:
(a) Boca 1: grelha unidirecional
P,.= 1,2X Pv(Fig.4.6)
V= 400MPM
P.. 2,8 mm d'água (Fig. 4.5)
f!. = 1,2 X 2,8 = 3,36 mm d'água
160 MEIOS DE CONDUÇÃO DO AR
Ventilador
{
Velocidade de safda = 600 MPM
Vazão = 90 MCM
1
Grelha de
retomo
80MCM
300 MPM
80MCM
300 MPM
Fig. 4.14 Exemplo de cálculo de pressão de resistência em dutos.
(b) Duto com 1,5 m
V= 400MPM
Q ~ 30MCM
Perda de carga por metro
Para 1 ,5 m será: 2,8 : X 1,5
(c) Curva de 90°
P,- 0.25 Pv
V 400MPM
P, 2,8 mm (Fig. 4.5)
Resulta:
2,8 mm d'água
= 4,2mm
P,. = 0,25 X 2,8 = 0,7 mm
(d) Duto com 3 m
Perda de carga: 2,8 X 3 = 8,4 mm
(e) Transição n. o 1
V = 400MPM;
P,- = 0,3 X Pv
P, = 2,8 mm
Resulta:
P,- = 0,3 X 2,8 = 0,84 mm
(f) Duto de 3 m (idem ao item d)
Perda de carga = 8,4 mm
r
MEIOS DE CONDUÇÃO DO AR 161
· - - ~ - ~ - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - ~ ~ ~ ~ ~ - =
(g) Transição n.
0
2
V = 480MPM;
P,=0,3XP,_.
f'v == 4,4 mm d'água
Resulta:
P,. = 0,3 X 4,4 = 1,32 mm
(h) Duto de 3m (idem ao item d)
Perda de carga = 8,4 mm
(i) Transição n.
0
3
V = SOOMPM
P,. = 0,3 X P,_.
Pv = 4,5 mm
Resulta:
Pr = 0,3 X 4,5 = 1,35 mm
(J) Duto de 3 m (idem ao item d)
Perda de carga = 8,4 mm
(k) Transição n.
0
4
V = 520MPM
P,=0,3X.Jt
f'v = 4,8 mm
Resulta:
P, = 0,3 X 4,8 = 1,44 mm
(l) Duto com 1:,5 m
Perda de carga: 5,0 X 1,5 = 7,5 mm
(m) Transição n.
0
5
V= 520 MPM
Seção anterior: 0,38
Seção posterior: 0,38
Relação:
0,216
- ~ ~
0,193
], 12
x 0,51 = 0,193m
2
X 0,57 = 0,216 m
2
Entrando na Fig. 4.6, para 1,12 temos:
P,. = 0,12 X Pv
f'v = 4.8
Resulta:
P, == O, 12 X 4,8 = 0,576 mm
Total para duto de insuflamento:
- soma dos itens a até m
Pr = 58,246 mm
- duto de retorno
I
162 MEIOS DE CONDUÇÃO DO AR
(n) Grelha
V= 300MPM
P,. = 1,6
Perda de carga = I ,2 X P v
(o) Duto com 4,6 m
1,2 X 1,6 = 1,92 mm
Q" 80MCM
V= 300MPM
Perda de carga por metro: 1,6 mm
Para os 4,6 m: 1,6 X 4,6 = 7,36 mm
Total para o duto de retorno:
- soma dos itens me o
P, = 9,28 mm
- duto de ar exterior
(p) Veneziana externa
V = 152,4 MPM
ft. = 0,41 mm
Perda de carga: I ,5 X Pv
(q) Duto com 3m
V = 152MPM
Q" 20MCM
1,5 X 0,41
Perda de carga por metro: 0,4 mm
Total para 3m = 3 X 0,4 = 1,2 mm
Total do duto do ar exterior:
- soma dos int'ens p e q
P,. = 1,81 mm d'água
(r) Eliminadores (3 passes)
V = 152MPM
ft_, = 0,41 .mm
Perda de carga: I ,O X P,. = 1 X 0,41
(s) Transição n.
0
q
V 200 MPM (velocidade na carcaça)
V 600 MPM (velocidade no ventilador)
I
Relação entre áreas: 3 = 0,6
Por interpolação: P,. = 0,5 X Pv
lt = 6,8 mm (para 600 MPM)
P,. = 0,5 X 6,8 = 3,4 mm
(t) Filtros de ar
P,. = 5 mm (estimado)
(u) Serpentinas de esfriamento
P,. = 6,35 (tirado do catálogo)
Pressão de resistência total
0,615 mm
0,41 mm
P,. (total) P, (insuflamento) + P, (retorno) + P, (ar exterior) + itens r, s, t, u
P, (total) = 58,246 + 9,28 + 1,81 + 0,41 + 3,4 + 5 + 6,35 + 84,496 mm d'água
1 L - - - - ~ - ----
I
'
I
'
l
I'
I
MEIOS DE CONDUÇÃO DO AR 163
O ventilador para esse sistema deverá ter possibilidade de vencer uma pressão de resistência de 84,496 mm
de coluna d'água ou, aproximadamente, 1114 de polegada de C.A.
4.1.3 Isolamento e junção dos dutos
Para melhor eficiência do sistema, os dutos de insuflamento de ar devem ser isolados, pois a diferença de tem-
peratura entre o ar interior do duto e o ar exterior provoca aumento da carga ténnica, além da migração da umida-
de. Este isolamento deve ser protegido por papel Kraft e alumínio para constituírem uma barreira ao vapor.
Na Fig. 4.16 vemos alguns detalhes de isolamento de dutos com Isoflex, um isolante próprio para dutos da
firma Santa Marina, constituído de fibras de vidro, aglomeradas por resinas sintéticas, e revestido em uma das
faces por alumínio em folha sobre papel Kraft.
Os dutos de retomo normalmente não precisam de isolamento.
Na Fig. 4.15, temos detalhes das juntas usadas na fabricação dos dutos, indispensáveis à petfeita vedação.
4.2 Distribuição de Ar nos Recintos
O ar, depois de impulsionado pelo ventilador através do sistema de dotas, deverá ser distribuído no ambiente con-
dicionado por meio de grelhas ou difusores de teta. O dimensionamento das grelhas e difusores é de grande importân-
cia para a eficiência do sistema de condicionamento do ar, pois através desses elementos deve ser assegurada uma
distribuição uniforme do ar a uma altura adequada acima do piso, de modo que todas as correntes de ar se fonnem
acima da linhn de respiração. Essa linha de respiração deve ficar cerca de 5 pés (1,50 m) acima do piso.
As grelhas podem ser simples, quando não têm meios de controle de ar, ou com registro, quando existem
réguas móveis que permitem o controle da vazão de ar. Ambas as grelhas (simples ou com registras) podem ser
usadas para o insuflamento ou retorno do ar ao recinto (Fig. 4.17).
Os difusores são colocados no teto e podem ser usados para o insuflamento e retorno do ar. Existem difuso-
res de forma quadrada, retangular, circular etc., cada tipo devendo combinar com a decoração do ambiente e
com disposição harmônica em relação às luminárias, vigas, bicos de sprinklers, pontos de detectores de fumaça,
de e;tc. (Fig. 4.18).
4.2.1 Grelhas simples e com registras
As grelhas normalmente são fabricadas em aço, alumínio e outros materiais, com os mais diversos acaba-
mentos. Suas dimensões mais usuais são em polegadas. A forma normal das grelhas é retangular e é importante

Vedação achatada
Vedação de Pittsburgh
PARA JUNTAS LONGITUDINAIS

Junta de chaveta
Junta levantada
PARA JUNTAS TRANSVERSAIS
Ferro chato, grosso
Junta levantada reforçada
fig. 4.15 juntas empregadas na fabricação de dutos de chapas.
164 MEIOS DE CONDUÇÃO DO AR
Pontos
de cola
lsoflex
Feltro
Transpasse
Transpasse
-loofi"P40
Pontos de cola
(à base de PVA)
Duto de chapa
Cintas de Selo
Cola à base
de borracha
plâstico
lsoflex
Feltro
Transpasse
Transpasse
/ (revestimento)
. . . , _ _ ~
25mm..K
Fig. 4.16 Isolamento de dutos (lsoflex da Companhia Santa Marina).
Duto
Grelhas simples com réguas
horizontais lixas ou ajustáveis.
Registras
~ - - - ~
Grelhas com réguas defletoras
horizontais na frente e registro
ajustável com réguas verticais por trás.
-
Grelha de retorno
com réguas fixas horizontais e
verticais.
o o
-
o o
li
Duto
Grelhas simples com réguas
verticais
fixas ou ajustáveis.
Registras
o o ;.
-
,
o o
Duto
Grelhas com réguas defletoras verticais
na frente e registro ajustável com
réguas horizontais por trás.
o
Fig. 4.17 Tipos usuais de grelhas simples e com registro.
-
-
MEIOS DE CONDUÇÃO DO AR 165
----- -------
Fig. 4,18 Tipos de difusores de teto de alta velocidade.
para o projetista a área livre, isto é, a área disponível (largura X altura) menos a área ocupada pelas réguas. A
área livre das grelhas normalmente encontradas em insuflamento do ar varia de 75% a 85% da área total. Para
o retomo poderá haver grelhas com áreas livres de 60% a 90%.
A moldura da grelha não deve ser considerada nos cálculos. Para se escolher uma grelha de insuflamento do
ar, basta saber a vazão e velocidade de ar.
Exemplo 4.8:
Queremos especificar uma grelha para insuflamento de ar com as seguintes características:
- vazão 600 CFM (16,9 m
3
/min);
- velocidade 800 FPM (243,8 m/min);
- área livre de 80%.
Solução:
Q 600
A = V =
800
= 0,75 pés quadrados (0,069 m
2
)
A
-
1
. 0,75
rea tvre: --
0,8
= 0,93 pés quadrados (0,086m
2
)
0,93 X 144 = 135 polegadas quadradas
Como dado prático, pode-se usar a relação entre largura e altura de 2 para I até 5 para I, para o insuflamento;
e para o retomo, qualquer relação.
Pelos catálogos de fabricantes, seria escolhido o tipo de grelha (simples deflexão, dupla deflexão ou com
registro) nas dimensões:
Comprimento Altura
Pofegadns cm Polegadas cm
18 45,7 8 20,3
24 60,9 6 15,2
Para facilitar a difusão do ar no recinto, será sempre preferível a utilização de grelhas com registras, que
permitem regulagens de modo a não haver correntes de ar em nenhum ponto (Fig. 4.I9).
Há grelhas de até sete direções, cada uma escolhida de acordo com a velocidade do ar, pois quanto maior o
número de direções, menor será o alcance do jato do ar (Fig. 4.20). A escolha da grelha está condicionada tam-
bém à forma do recinto (Fig. 4.21).
------
Borda
I
~
o
I
I
I
I
o o
Largura
da grelha
Réguas
I
I
I
I
I
o
o
Fluxo
de ar
Fig. 4.19 Detalhes de grelhas simples ou com registro.
+1-
Unidirecional Três direções Cinco direções
Duas direções Quatro direções Sete direções
Fig. 4.20 Detalhe da deflexdo angular aproximado do ar ao sair de vártos tipos de grelhas.
1 \ I \)/
\\I!
I
,lj\
Fig. 4.21 Sugestões paro a seleção das grelhas em diferentes recintos.
1 - . . - - - - - ~ ······--· -··
L
MEIOS DE CONDUÇÃO DO AR 167
4.2.1.1 Escolha da altura da grelha de insuflamento
Na Fig. 4.22, vemos como o ar insuflado pela grelha se distribui pelo recinto. O jato de ar deve cobrir toda a
distância entre a parede da grelha e a parede oposta, mas de tal maneira a ficar cerca de 30 cm acima da linha da
respiração, que é de 1,50 m acima do piso. Pela mesma figura, verifica-se que a grelha deve ficar 15 cm abaixo
do teto e no mesmo nível de qualquer viga.
Para se escolher corretamente a altura da grelha em relação ao piso, deve-se recorrer à Fig. 4.23, que relaci-
ona a altura com a velocidade e o jato do ar.
Exemplo 4.9:
Queremos saber a que altura em relação ao piso deve ser instalada uma grelha unidirecional, de modo que o
jato seja de 12,2 me a velocidade de 30,5 m por minuto.
Solução:
Pela Fig. 4.23, loca-se o ponto P na linha relativa à altura de 6,10 me ao jato de 12,2 m. Verifica-se que para
a velocidade de 30,5 MPM corresponde a altura da grelha de 6,1 O m.
Se a velocidaa.e do ar for de 122 MPM, a altura poderá ser baixada para 3m.
4.2.1.2 Distância entre as grelhas de insuflamento
A distância entre as grelhas de insuflamento é um fator importante para se conseguir uniformidade na distri-
buição do ar. Essa distância é função do jato e do número de direções da grelha e pode ser tanto maior quanto
maior for o número de direções.
Na Tabela 4.3 podemos escolher a distância entre as grelhas em função do jato e do tipo.
4.2.1.3 Seleção das grelhas de insuflamento
Para selecionar·adequadamente uma grelha, será indispensável a consulta aos catálogos dos fabricantes, que
fornecem as curvas em função do material de fabricação.
Os dados indispensáveis ao selecionamento das grelhas são os seguintes:
vazão de ar em,CFM ou m
3
/min;
velocidade· do ar em FPM ou rnlmin;
- alcance do jato·de ar (throw) em pés ou metros.
O topo da grelha deve ficar pelo Quando há vigas no percurso, o topo das grelhas deve ficar
menoS a 0,15 m do leio. no mesmo nível ou abaixo da parte inferior das vigas.
I
/
I
I
Fig. 4.22 Percurso do ar em um recinto com grelha de insuflamento em uma parede lateral.
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168 • _________ _
Altura em melros
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Fig. 4.23 Alcance (throw) do ar em função da altura e da velocidade.
d'
MEIOS DEi CONDUÇÃO DO AR 169
---------- --- - - - - - - - - - - - - - - ' - - - - ' ~ - =
Tabela 4 3 Distiincia entre Grelhas em Metros em FunçéW do ]ato
' '
Tipo de Grelha 2,43
7 direções 4,83
5 direções 2,89
4 direções -
3 direções 1,98
2 direções -
Unidirecional -
18 -1---
18,5-
15 -
10,5-
3,05 3,65 4,26
6,09 7,31 8,53
3,53 4,26 4,87
- 1,82 2,L3
2,43 2,89 3,35
- - -
- - -
17/J/Illll!l\\\111
Deflexão- B
lato em Metros
4,87 5,48 6,09 6,70
9,75 10,97 12,19
5,48 6,40 7,31 8,22
2,43 2,74 3,05 3,35
3,96 4,57 5,18 5,79
1,52 1,67 1,82 2,13
- - - -
6 -f---+-+-f---+-H---P"c-7"+.-V
5,5-
5 -f--+-+-f-+-HI-+-+-+-
16 20
"
"
16 20
"
30
" "
30
"
"
3{) 36
"
30 36
Dimensões em polegadas
7,62 9,14 10,66 12,19
9,14
3,65 3,96 4,26 4,57
6,70 8,53
2,43 2,89 3,35 3,96
- 1,52 1,82 2,13
Throw
'
5
6
B
"
" "
12
Fig. 4.24 Dados paro a escolha de grelhas de insuflomento.
13,71 15,24 16,76 18,28
2,28 2,43 2,74 3,05
'
"
i'
. i
170 MEnos DE CONDUÇÃO DO AR
------ ---------------------------------------
Como exemplo, vamos selecionar uma grelha de alumínio, partindo dos dados de um fabricante que especi-
fica as deflexões por letras, no caso, "deflexão - B" com cinco direções.
Os dados tomados como exemplo são:
vazão de ar: 1.000 CFM (28,3 MCM);
velocidade do ar: 800 FPM (243,8 MPM);
alcance do jato (throw): 10,5 m.
Pela Fig. 4.24, loca-se o ponto P, e, descendo na vertical, encontramos as seguintes dimensões para a grelha:
largura: 36 polegadas (91,44 cm);
altura: 8 polegadas (20,32 cm).
4.2.1.4 Determinação da vazão de uma grelha
É comum, em instalações de ar condicionado, a verificação da vazão das grelhas de uma instalação em fun-
cionamento. Para tal, deve-se dispor de um aparelho medidor da velocidade do ar (anemõmetro), o qual deve
localizar -se junto à saída da grelha (Fig. 4.25).
GRELHAS DE SIMPLES E DUPLA DEFLEXÃO DE BARRAS AJUSTÁVEIS
Ak ÁREA DE SAfDA EM PÉS
t

.1
!


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"
"
"
"
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Altura em polegadas

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Medição de
volume de er
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Exemplo:
Tamanho nominal24" x 10"
Modelo 18-32 Deflexão de 40"
Fator de área Ak ~ 1,1 pé'
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2220·A Velomeler jet para medida
de velocidade de salda
CFM-AkX Vk
Deplexão
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Fig. 4.25 Mediçõ.o do. vazão das grelhas.
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J
MEIOS DE CONDUÇÃO DO AR 171
A área útil da grelha pode ser obtida de tabelas fornecidas pelos fabricantes, como, por exemplo, a tabela da
Inmer, que fornece a área Ak em função das dimensões de deflexão da grelha.
Exemplo 4.10:
Queremos saber qual a vazão de ar de uma grelha de 24" X 14" para uma deflexão de 20°: a velocidade de ar,
medida por um anemômetro, indica 800 FPM.
Solução:
Pela tabela e com os dados do problema, temos:
A = 1,6 pé quadrado;
Q ~ 1,6 X 800 ~ 1.280 CFM.
4.2.2 Difusores de teta ou aerofuses
Os difusoreS de teta ou aerofuses pennitem uma melhor distribuição de ar nos recintos que as grelhas, pois
têm possibilidade de espargimento em todas as direções. Todavia, a sua instalação é mais onerosa que a das
grelhas, pois exigem maiores ramificações dos dutos.
Para a seleção dos aerofuses, precisa-se saber a vazão de ar em CFM e o alcance desejado no ambiente (throw).
Na Tabela 4.4, vemos como se seleciona um aerofuse da Inmer do tipo de insuflamento.
A fim de se obter uma distribuição silenciosa, deve-se limitar a velocidade de saída obedecendo à seguinte
tabela:
(a) Estúdios de rádio e televisão ...................................................................................................................... 800 a 1.000 FPM
(h) Auditórios, sal-!ls de concertos, igrejas ...................................................................................................... 1.600 FPM
(c) Residências, te"atros, escritórios com tratamento acústico, hospitais, livrarias etc. . ................................ 1.800 FPM
(d) Escritórios priVados, cineteatros .............................................................................................................. 2.000 FPM
(e) Restaurailte de hotéis, pequenas lojas ..................................................................................................... 2.250 FPM
(/) Escritórids ger,ais, edifícios públicos gerais .............................................................................................. 2.500 FPM
Existem aerofuses circulares dos tipos planos, semi-abaulados e abaulados (Fig. 4.26). Há aerofuses somen-
te para insuflamento e de insuflaffiento e retomo (Figs. 4.27 e 4.28).
Para se selecionar um aerofuse de insuflamento e retomo, precisa-se saber a vazão de ar em CFM e o alcance
desejado (throw) em pés, e verificar se o aerofuse satisfaz às velocidades de insuflamento e retorno, além da vazão
máxima de retomo. Na Tabela 4.4, vemos como se seleciona um aerofuse de insuflamento e retomo da Inmer.
Os difusores de teta podem ser circulares, quadrados, retangulares, só de insuflamento e de insuflamento e
retomo (Fig. 4.29), de uma saída, de duas saídas e de quatro saídas.
Para a sua seleção, toma-se indispensável a consulta a tabelas de fabricantes, que fornecem os dados neces-
sários.
Como exemplo, vamos selecionar o difusor quadrado ME de quatro saídas da Inmer, com os seguintes dados:
alcance- 10 pés (3 m);
vazão- 1.230 CFM (34,8 MCM);
utilização -restaurante;
altura aproximada- 10 pés (3m);
diferencial de temperatura-Dr= 20°F (dC = 11,1 °C).
p- ' ' ~ - ' -
172 MEIOS DE CONDUÇÃO DO AR
4 SAÍDAS
-
T,
Tamanho
Nom.A/t.
de Saída
.
6 X 6 CFM
Ak 0,10 T
'
y
9X9 CFM
Ak 0,22 T
'
y
12 X 12 CFM
Ak0,40 T
'
y
15 X 15 CFM
Ak 0,62 T
'
y
18 X 18 CFM
Ak 0,90 T
'
y
21 X 21 CFM
Ak 1,23 T
'
y
24 X 24 CFM
Ak 1,6 T
'
y
27 X 27 CFM
Ak 2,02 T
'
y
33 X 33 CFM
Ak 2,75 T
'
y
T- >\.lcancc cm pés (t/rrcm).
Ak- Área de saída em pés'.
)T,
III-
T,
jT,
500
0.02
50
2-3
2-3
li O
2-4
2-4
200
3-5
3-5
310
4-6
4-6
450
4-8
4-8
615
5-9
5-9
800
5-11
5-11
1.010
6-12
6-12
1.370
7-13
7-13
600
0,02
60
2-3
2-3
135
2-4
2-4
240
4-6
4-6
375
4-8
4-8
540
5-9
5-9
740
6-1\
6-11
960
7-13
7-13
1.215
7-13
7-13
1.650
9-16
9-16
---- - - - - - - - - ~ - - - - -
Tabela 4.4 Seleção de Aerofuses
Difusores Quadrados de 4 Saídas
Altura CFMMáx.
trn
do Teto Recomendado
E em Pés por Difusor
7 400
8 600
9 1.200
10 1.800
12 3.200
14 4.800
l6 6.000
Vk- Velocidade de Saída- FPM
700 800 900 1.000 1.200 1.400 1.600 1.800 2.000
P,- Pressão Total Polegadas H
2
0
0,03 0.04 0,05 0,06 0,09 0,12 0,16 0,20 0,25
70 80 90 100 120 140 160 180 200
2-4 2-4 3-5 3-5 4-6 4-8 5-8 5-9 6-11
2-4 2-4 3-5 3-5 4-6 4-8 5-8 5-9 6-11
155 180 205 225 270 315 360 410 450
3-5 3-5 4-6 5-8 5-9 6-11 6-12 7-13 8-14
3-5 3-5 4-6 5-8 5-9 6-11 6-12 7-13 8-14
280 320 360 400 480 560 640 725 800
4-8 5-8 5-9 6-11 6-12 7-13 8-15 9-17 10-19
4-8 5-8 5-9 6-11 6-12 7-13 8-15 9-17 10-19
440 500 565 625 750 875 1.000 1.125 1.250
5-9 6-11 6-11 6-12 8-15 10-18 10-19 12-21 13-23
5-9 6-11 6-11 6-12 8-15 10-18 10-19 12-21 13-23
630 720 810 900 1.080 1.260 1.440 1.620 1.800
5-11 6-12 7-13 8-15 10-17 11-20 13-23 15-27 16-30
5-11 6-12 7-13 8-15 10-17 11-20 13-23 15-27 16-30
860 985 1.100 1.230 1.475 1.725 1.970 2.220 2.460
7-13 8-14 9-15 9-17 11-21 13-25 15-29 17-31 19-31
7-13 8-14 9-15 9-17 11-21 13-25 15-29 17-31 19-31
1.120 1.275 1.440 1.600 1.925 2.240 2.570 2.890 3.200
7-14 8-15 9-17 10-19 12-23 14-29 16-31 18-31 20-39
7-14 8-15 9-17 10-19 12-23 14-29 16-31 18-31 20-39
1.420 1.615 1.820 2.020 2.430 2.840 3.240 3.650 4.040
8-15 10-18 10-19 12-22 14-27 16-32 18-35 20-38 23-42
8-15 10-18 10-19 12-22 14-27 16-32 18-35 20-38 23-42
1.925 2.200 2.470 2.750 3.300 3.850 4.400 4.950 5.500
10-18 12-21 14-24 16-27 18-33 19-37 23-41 27-46 31-50
10-18 12-21 14-24 16-27 18-33 19-37 23-41 27-46 31-50
MEios DE CONDUÇÃO DO AR 173
""--------------- --- -- -------'----'-"----'-'-=
~ ~ · · ~ ~ ~
('>-_ -
I" ii I
Registro de regulagem
de vazão tipo borboleta
Aerofuse plano
Aerofuse semi-abaulado
Aerofuse abaulado
Fig. 4.26 Tipos de aerofuses.
174 MEIOS DE CoNDUÇÃO DO AR
D
removível
rP Nominal
<I do
B c D H
Retorno
8" 3 1/4 10 I 5/16 11/16
10" 4 1/4 12 I 5/16 I 1/4
12" 5 1/4 14 I 5/16 I
15" 7 1/4 17 I 5/16 13/16
18" 10 20 lfl I 1/4 3(8 3/4
21" lO 23 1/2 I 1/4 3/8 3/4
27" 14 30 1/8 I 9/16 3/8 I 11/16
33" 14 35 9/16 I 9/32 3/8 I 11/16
38" 19 41 1/8 I 9{16 3/8 I 5/8
Fig. 4.27 Aerofuses de insuflamento e de retorno.
J
15/16
I 3/16
I 7{16
I 7{16
1 llfl6
I 11/16
2 3/8
2 3/8
2 3/4
'
'
'
''
ME!OS DE CONDUÇÃO DO AR 175
--- -----------
I
A
c
,p do Colarinho do Duto ,.o ,p Nominal E
B
4> Nominal A 8 c G D E G H J L
41/2" 47/16 6 5/8 11/16 2 1/8 3/4 7/16 5/16 l/8 1/4
6" 5 15/16 7 3/4 5/8 llj:6 2 1/8 7/8 7/16 5{16 3/8 1/4
8" 7 15/16 lO 3/4 13/16 2 7/8 I 21/32 11/32 9/16 5Jl6
10": 9 15/16 12 3/4 I 3 3/8 I 13/16 7/16 lljl6 5/16
12" II 15/16 14 7/8 I l/4 4 1/8 I 15/16 9/16 13/16 5/16
IS" 14 15/16 17 7/8 I 1/4 41/8 I 15/16 9/16 13/16 5/]6
18" 17 15/16 20 lj2 7/8 I 1/4 41/8 I 1{4 15/16 9/16 13/16 3/8
21" 2015/16 33 1/2 7/8 I 1/4 4 1/8 I 1/4 15{16 9f16 l3f16 3/8
27" 2615/16 30 1/8 I l/4 2 6 13(16 I 9(!6 13/4 31/32 I 7/16 l/8
33" 3215/16 35 9(16 I 1/4 2 6 13/16 I 9(32 13(4 31/32 I 7/16 3/8
38" 3715/16 41 1/8 I 1/4 2 6 13/16 19/16 Ilf4 31/32 I 7/16 3/8
Fig. 4.28 Aerofuses de insuflamento.
I
176 MEIOS DE CONDUÇÃO DO AR
Quadrado "4 saídas"
Retangular "4 safdas"
Retangular "2 saídas"
Retangular "1 saída"
Fig. 4.29 Tipos de difusores de teto.
I.
,.
i!
11
!I
'


Altura
do Teto
Ph
7
8
9
10
II
12
14
16
Diferencial
Máximo de
Temperatura
l5°F
20°F
24°F
zgop
32°F
32°F
32oF
32°F
Velocidade
do Teto
FPM
500
600
700
800
900
1.000
LlOO
MEIOS DE CONDUÇÃO DO AR
Tabela 4.5 Vazão de Ar Máxima por Difusor
CFM Máximo por Difusor
1 Sa(da 2 Saídas
100 200
ISO 300
300 600
450 900
600 1.200
800 1.600
1.200 2.400
1.500 3.000
Tabela 4.6 Pres11ão em Funrão da Velocidade
Pressão
Total
"H
2
0
0,015
0,022
0,031
0,040
0,051
0,062
0,075
Velocidade
de Sa(da
FPM
1.200
1.300
1.400
1.500
1.600
1.800
2.000
3 Saídas
300
450
800
1.100
1.500
2.000
3.100
4.500
Pressifu
Total
"H,O
0,090
0,105
0,122
0,140
0,160
0,202
0,249
4 Saídas
400
600
1.000
1.400
1.900
2.400
3.800
6.000
Nota: A pressão total mede-se no colarinho do difusor, por trás do mesmo.
Solução:
177
Pela Tabela 4.4, para o difusor de 21 X 21 polegadas, alcance e vazão satisfazendo às condições desejadas .
Pela Tabela-'4.5,
1
o difusor de 21 X 21 polegadas satisfaz quanto ao CFM máximo (1.400).
A velocidade de; saída, ou seja, 1.000 FPM, satisfaz quanto ao ruído máximo.
A pressão total medida no colarinho, de acordo com a Tabela 4.6, se situa em torno de 0,062 polegada de
coluna de água, correspondente a 1.000 FPM.
4.2.3 Difusores lineares tipo !Testa
São usados quando se deseja um insuflamento ou retorno em grandes ambientes, em geral acompanhado de
disposição linear das luminárias e dando ótimo aspecto decorativo.
Há diversos tipos disponíveis ao projetista, como, por exemplo, os da Fig. 4.30, da marca Tropical, que ofere-
cem vários recursos para ajuste de saída do ar para direita, esquerda, vertical, bloqueio etc. Em geral são disponí-
veis com uma a quatro frestas por conjunto. Um conjunto é constituído por dutos, frestas, ajustes de saída etc.
Usos dos difusores tipo fresta disponíveis:
Tipo 1 -usado com dutos lineares quadrados, retangulares ou triangulares.
Tipo 2 - neste tipo é usado o próprio forro como plenum para insuflamento ou retomo; para tal, deve ser
estabelecida pressão positiva (insuflamento) ou negativa (retorno).
Tipo 3 - usado com dutos lineares redondos com entrada e saída de ar nas extremidades.
Tipo 3A- idem, com entrada e saída de ar no centro.
Tipo 4 - usado para aplicação em grandes zonas de conforto; obedece a desenhos especiais dos dutos.
A seleção dos difusores lineares deve ser feita de acordo com as informações técnicas dos fabricantes, levan-
do-se em consideração os seguintes fatores:
I
178 MEIOS DE CONDUÇÃO DO AR
--
L Tipo 1
Tipo 1: Duto linear quadrado, retangular ou triangular
Dutos lineares quadrados, retangulares ou triangulares com abertura de alimentação no centro ou no extremo po-
dem ser usados para insuflamanto ou retomo de ar.
Tipo 2: Plenum da lato
Outra m<'lneira oconômica de Insuflar ou retomar ar através de difusor linear tipo fresta e pressurizara plano lonna-
do pelo forro e assim distribuir o ar através dos difusores. Para retomar o ar, deve ser estabelecida uma pressão
negativa no plano.
Tipo 3: Duto linear redondo
O ar pode ser insuflado ou retornado através de dutos arredondados, sendo: 3A com entrada ou salda de ar no
extremo 'e tipo 3B com entrada ou saída de ar no centro.
Tipo 4: Difusores em alojamentos tecnicamente projetados
São aprdpriados para à vasta gama da aplicações para distribuição de aram grandes zonas da conforto.
Ideal para lugares onda se pretende Introduzir modificações futuras.
Fig. 4.30 Difusores lineares tipo fresta- exemplo de instalação.
pressão total positiva (insuflamento) ou negativa (retomo);
taxa de insuflamento por comprimento, ou seja, CFM por pé;
alcance (throw), em pés;
nível de ruído admissível.
Para se selecionar um difusor linear tipo fresta, suponha-se este exemplo:
vazão total de ar: 450 CFM ou 60 CFM/pé num difusor de duas frestas;
comprimento do duto: 7,5 pés;
diâmetro do duto: 12 polegadas;
insuflamento pela extremidade.
Pela Fig. 4.32, tiramos os seguintes valores:
velocidade no duto: 575 FPM;
pressão dinâmica: 0,02 polegada de água;
pressão total: 0,12 polegada de água;
nível de ruído: NC-36.
NC = noise criteria- baseado na absorção ambiente de 8 Db, re 10-
12
W.
-_-r-·--·--T-------
!
l
'
I
!
'}
J-
i,
,,
,,

,,
100
1>0
M>-
oor
"
' '
Velocidade no duto FPM
·.Pressão dinâmica em WG VP
2
""

Frestas
"'"
010
"'"
!50 r 100
1201- 80
}
20TP " S>
o

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,,
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gof- (eo. o
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,
"
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-
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sol- 40I-E2'
'
::o-.. •
o


451- ool-> 1
'"
'"
Dimensões
do duto
6"diãm.

' ....
!"'--
R
'
o
\
\
NC15

·:
lf
""
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1000 1200 1400
0>0 O® 000
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--
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. . '

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NC25
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if •-v ovv --- ·-·
S"diãm. I 1 I 1 I I I 1 I
"" '""
,
000
6 180 200 400 500 600 600
10"diâm. I I l I I I I I I
> 300 400 soo ooo eoo 1000
12"dlârn.-- I I I I I I I I I I
Fig. 4.31 Seleçào de difusores lineares tipo fresta.
Alcance, pés
"''
"'
100 100
"
'"
"
" " '"
" "
"

"
'"
'
"
"
,
'
"
I
,
"
I I
'
Correções do
NC
_,
_,
I
g
o
I
@J
g


_18_0 __ Mó_JOS
I I I I

MEIOS DE CONDUÇÃO DO AR 181
Correção do NC para o comprimento do duto: +2.
As curvas referem-se ao duto de 10 polegadas; para outros diâmetros (no nosso caso de 12 polegadas), o NC
deve ser corrigido de acordo com a tabela que aparece na Fig. 4.31. Para o abastecimento lateral, aumentar o
NC obtido com 3.
- NC total: 36 + 2 38;
- razão das áreasA
1
eA
2
: 1,3;
- alcance (throw): 17 pés para 50 FPM.
4.2.4 Difusores lineares através de luminárias do tipo integradas
Modernamente, a tecnologia desenvolveu um tipo de difusor de ar que integra três condições necessárias ao
conforto:
insuflamento e retomo de ar nas quantidades desejadas;
iluminação adequada;
tratamento acústico do ambiente.
O insuflamento e retomo do ar pela luminária é uma grande vantagem para diminuir a carga térmica do re-
cinto, pois sabe-se que, para as luminárias usuais, 75% da energia total são convertidos em calor que penetra
direta ou indiretamente no ambiente. Na luminária integrada, este calor é lançado fora do recinto por meio de
aberturas no topo e, em conseqüência, o ambiente de conforto é influenciado por apenas 25% da energia total
emitida para iluminação.
A iluminação do ambiente é muito favorecida, pois as lâmpadas fluorescentes emitem um maior fluxo lumi-
noso, em tomo de 25°C, que é a temperatura usual no retomo do ar; além disso, as lâmpadas permanecem livres
de poeira, aumentando o rendimento na iluminação.
A luminária integrada possibilita menor número de elementos no teta rebaixado e deste modo facilita a colo-
cação de placas acústicas que absorverão melhor o ruído, tornando o ambiente mais confortável.
PERDA DE CARGA
Para calcular a perda de carga do duto Climaver é necessário determinar o diâmetro hidráulico equivalente a
uma seção dada mediante a fórmula simplificada:

a+b '
sendo a e b os ladOs da seção. O gráfico da Fig. 4.33 a seguir (é estabelecido para o ar a 20°C e pressão atmos-
férica de 760 mmHg) permite o cálculo da perda de carga e do diâmetro equivalente.
O exemplo marcado é para um duto com d = 600 mm e velocidade de 5 m/s.
A vazão será igual a 1,34 m
3
/s e a perda de carga será de 0,08 mm de C.A.
Para o Climaver Plus, a rugosidade absoluta teórica (e= 0,06) do alumínio é ligeiramente inferior à da chapa
galvanizada. Experiências de laboratório comprovam que a perda da carga real é praticamente igual às teóricas
determinadas pelo gráfico de Perdas de Carga para dutos metálicos da ASHRAE dentro do campo de O a 15 m/s.
4.2.5 Distribuição de ar em teatros e cinemas
A distribuição de ar em recintos de grande aglomeração humana deve ser feita de maneira a haver circulação
livre para o ar, evitando-se correntes fortes. Por isso o número de difusores deve ser o maior possível, assim
como o retorno do ar. Deve haver um estudo integrado entre a arquitetura e os condutos de ar, de modo a se
dotar os degraus das escadas com grelhas, e o vão livre interno das escadas como um plenum por onde o ar
possa retornar às máquinas.
Na Fig. 4.34, vemos uma sugestão que pode indicar uma boa solução para a circulação de ar.
182 MEIOS DE CO':::NO'::'UÇA""-o_"'oo>OAR"'_ __________________ _
fig. 4.33 Cálculo da perda de carga. Cortesia da Cia. Santa Marina.
· ~ . :
MEIOS DE CONDUÇÃO DO AR 183
-------·-------------------'=====-=----==
Espaço pi pessoas em pé
\ Grelha de retorno Grelha de retomo
Grelha de retorno
PLANTA BAIXA

de ar exterior

l1
w
_,
\1
'
lo,elh• de 1 \

I
I
r.; \ J
q "-
li
ELEVAÇÃO
Fig. 4.34 Distribuição tfpica de ar em um teatro.
ExERCÍCIOS PROPOSTOS
1. Dimensionar, pelo método da velocidade, o sistema de dutos da Fig. 4.8, porém com as vazões de 800 CFM
para cada boca, mantendo-se as demais condições.
2. Em uma instalação temos os seguintes dados:
- vazão de ar= 1.200 MCM;
- resistência do sistema de dutos (perda de carga): 0,2 mm de coluna d'água por metro.
Calcular: a velocidade em m/s, o diâmetro do duto circular e o duto retangular correspondente em centíme-
tros.
3. Calcular a perda de pressão dinâmica em um duto de ar com velocidade de 10 m/s.
184 MEIOS Df, CONDUÇÃO DO AR

4. Especificar uma grelha retangular para insuflamento de ar com as seguintes características:
vazão de ar: 800 CFM;
- velocidade: 1.000 FPM;
área livre: 75%.
5. A que altura em relação ao piso deve ser instalada uma grelha unidirecional de modo que o jato seja de
1Om e a velocidade de 15 rn/s? Usar o ábaco da Fig. 4.23.
6. Em uma sala devemos insuflar 2.800 CFM de ar e, pelas imposições locais (posição de luminárias de bicos
de sprinklers etc.), só podemos usar dois aerofuses (difusores de teto). A altura da montagem é de 3m
(10 pés). Pela Tabela 4.5, escolher o número de saídas dos difusores.
7. No difusor quadrado escolhido no exemplo anterior, a velocidade do ar é de 900 CFM, determinar: o tama-
nho do difusor, a área de saida, a pressão total em polegadas de água, os alcances máximo e rrúnimo nos
sentidos X e Y. Usar a Tabela 4.4.
8. Para uma grelha de dupla deflexão de 2(J' X 20'', deflexão de 40°, a velocidade medida na saída foi de 1.000 FPM.
Calcular a vazãO na grellia. Usar a Tabela 4.22.
9. Queremos construir um sistema de dutos de chapa galvanizada de 2.000 X 1.000 mm por 1 mm de espes-
sura para cobrir a distância de 20 metros. O cálculo de dutos estabelece uma média de 45 X 25 cm, o sufi-
ciente para insuflar o ar necessário. Calcular o peso das chapas e o seu custo, admitindo-se 30% de reserva.

,
5.1 Generalidades
Já vimos que em todo sistema de ar condicionado a circulação do ar através do recinto e o retomo ao condi-
cwnador são feitos por meio de ventiladores. O ventilador pode ser considerado como uma bomba de ar funci-
onando de modo a poder vencer as pressões de resistência impostas pelo sistema de dutos e demais equipamen-
tos. A energia mecânica do ventilador é fornecida pelo motor elétrico que deve ser dimensionado para imprimir
ao ventilador a rotação e potência necessárias para atingir a vazão de ar adequada a vencer as pressões de resis-
tência. A potência necessária do motor é cerca de 20% maior do que a potência do ventilador. De um modo
geral, pode-se dizer que:
- a capacidade do ventilador é proporcional à sua rotação;
- a pressão do ventilador é proporcional ao quadrado de sua rotação;
- a potência do ventilador é proporcional ao cubo de sua rotação.
Se, em uma itistalação de ar condicionado, o circuito de ar for desviado do condicionador ou este permanecer
desligado, teremos uma instalação de ventilação simples, onde são controladas apenas a vazão e a pureza do ar.
Os ventiladores podem fazer parte integrante do equipamento de ar condicionado, como nos se(f-contained, ou
aparelho'> individuais, ou são fornecidos independentemente, como no caso das grandes instalações (jGn-coils).
Em um ventilador devem ser consideradas as seguintes características:
• Vazão do ventilador- é o volume de arem metros cúbicos por minuto ou em pés cúbicos por minuto (CFM)
que passa pela saída do ventilador. Normalmente, o volume de ar que sai do ventilador é igual ao que entra,
desde que se despreze a mudança do volume específico do ar na entrada para a saída.
• Velocidade de saída do ventilador- obtém-se dividindo a vazão de ar na saída pela sua área. É uma veloci-
dade teórica. pois a vazão não é uniforme.
• Pressão devida à velocidade de saída: P JS)- é a pressão correspondente à velocidade do ar na saída ou
pressão dinâm1ca.
• Pressão total dó ventilador- é a diferença entre a pressão total do ar na saída do ventilador e a pressão total
do ar na entrada. A pressão total do ventilador é a medida da energia mecânica total adicionada ao ar ou gás
pelo ventilador.
• Pressão estática do ventilador: P'"- é a diferença entre a pressão total e a pressão devida à velocidade. Pode
ser calculada subtraindo-se a pressão total na entrada do ventilador da pressão estática na saída do ventila-
dor. Por definição:
Como: P,(S)- P"(S) = PJS), subtraindo, temos:
onde:
P,. =
P,(S)
P,(E)
PJS)
P,(S) =
pressão estática do ventilador;
pressão total na saída;
pressão total na entrada;
P, ~ P,(S) - P,(E)
pressão devida à velocidade na saída;
pressão estática na saída.
I
186 VENTILAÇÃO
<i
ü

l
,i "' _____ Potência consumida

':>-c----'-'-------------- _f'!.L
______________________________ 'O (Ponto de operação) %
-----------------------
-t:r!,_- ---------------------------
/ Pressão estática
Fig. S.l Cwvas de desempenho
o, Q (m'fs) de ventiladores.
5.1.1 Leis dos ventiladores
Para se especificar um ventilador, precisa-se dos seguintes parâmetros:
Q- vazão de ar em m
3
/s;
P"- pressão estática no ponto de operação "0", em mm de C.A.;
P,
1
- pressão dinâmica no ponto de operação "O", em mm de C.A.;
N- potência consumida em cv;
n -,rotação do ventilador em RPM.
Esses dados podem ser obtidos pelas curvas de desempenho dos ventiladores, cujo exemplo consta da Fig. 5.1.
Nessa figura os seguintes parâmetros:
Q
1
-vazão de ar em m
3
/s;
P,
1
-pressão estática no ponto de operação, medida na curva da pressão estática;
P Jl - pressão dinâmica no ponto de operação, medida na curva da pressão dinâmica;
N
1
-potência consumida, medida na curva da potência;
n
1
- rotação -do ventilador em RPM.
Fórmulas aplicáveis:
Supondo um ventilador de diâmetro girando na rotação n
1
fornecendo uma vazão Q" contra uma pressão es-
tática P,
1
, consumindo uma potência N
1
• Supondo que o ventilador passe a ter um diâmetro D
2
, girando na rotação n
2
,
desejamos saber a nova vazão Q
2
, a nova pressão estática P,
2
e o novo consumo N
2
, temos as seguintes fórmulas:


N, x(::)'
A pressão dinâmica PJ pode ser obtida das curvas ou através da fórmula:
onde:
Q =vazão em m
3
/s;
y = peso específico do ar em kg/m
3
ao nível do mar;
D = diâmetro do ventilador em m;
g = aceleração da gravidade local.
VENTILAÇÃO E EXAUSTÃO 187
Supondo a pressão atmosférica normal de 760 mm de Hg a 15°C, g = 9,81 m/s
2
e y = 1,23 kg/m
3
, temos:
Se desejannos Calcular o rendimento do ventilador, temos:
onde:
Q= vazão em m
3
/s;
P,= pressão total em mm de C.A. = Pe +PJ;
N = consumo em c v.


Para locais em que o peso específico do ar varia com a altitude, devemos aplicar as relações:
onde:
y = peso específico ao nível do mar;
y
1
= peso específico em outra altitude.
N
-N
,- ' -

5.2 Ligações e Tipos de Ventiladores
O motor e o ventilador podem ser ligados diretamente, ou seja, montados no mesmo eixo, como no caso de
pequenas instalações, ou por meio de correias nas instalações de maior porte.
Assim, temos dois tipos de ventiladores nas instalações:
ventilador centrífugo (Fig. 5.2);
ventilador axial ou tipo hélice (Fig. 5.3).
Os ventiladores centrífugos são empregados em sistemas cuja pressão de resistência varie de 12 mm (1/2'')
até 76 mm (3") de coluna d'água, ou seja, o caso normal de instalações de ar condicionado.
Os ventiladores axiais são usados em pequenas instalações de ar condicionado ou de exaustão mecânica
sistência até cerca de 6,4 mm (1/4")].
)88 VENTII..AÇÃO E EXAUSTÃO
--------·- --
Ventilador centrífugo até 60 mm de CA
de pressão estática externa. Vazão de ar
nominal- de 1.000 m'lh até 15.000 m'lh.
Rotor de ventilador centrifugo
para pressões de até 60 mm de
C.A. de pressão estática externa.
Vazão de ar nominal- de 1.000
m'lh até 15.000 m'lh.
Fig. 5.2 Ventilador centrífugo.
Fig. 5.3 Ventilador oxiul.
5.3 Ventiladores Centrífugos
5.3.1 Partes essenciais
As pattes essenciais dos ventiladores centrífugos são: carcaça, rotor, mancais, eixos, entrada e saída.
5.3.2 Tipos
Os tipos gerais de ventiladores centrífugos são:
largura singela, entrada singela (Fig. 5.4);
largura dupla, entrada dupla (Fig. 5.5).
O ventilador de largura singela e entrada singela deve ser sempre preferido porque é o de mais fácil ligação
à rede de dutos.
L . . . . - - · ~ · - ~ - - - ~ - - · .. -···--
· ~ = .
... ;.
VENTILAÇÃO E ExAUSTÃO 189
Fig. 5.4 Ventilador centrifugo de largura singela, entrada singela.
Fig. 5.5 Ventilador centrifugo de dupla aspiração.
O ventilador de largura dupla e entrada dupla só deve ser usado quando a altura do recinto for insuficiente
para o de largura simples.
5.3.3 Arranjos
Os arranjos dos ventiladores centrífugos foram padronizados pelos fabricantes de modo a facilitar as especi-
ficações. Os arranjos conhecidos são os da Fig. 5.6.
5.3.4 Tipos de descarga
Os ventiladores centrífugos são fabricados de modo a que a descarga de ar possa ser feita em qualquer dire-
ção (Fig. 5.7) .
190 VENTILAÇÃO E EXAUSTÃO
N" 1 - Por correia ou
transmissão direta.
Rotor em balanço.
Dois mancais.
N°6- Por corre1a ou
transmissão direta.
Rotor em balanço_
Dois mancais, com
base para o motor.
lL____lY[7
N" 2- Por correia ou
transmissão direta.
Rotor em balanço.
Mancais suportados
pela carcaça.
'--"
(IJ
N• 7 Por corre1a ou
transmissão direta.
Rotor em balanço.
Dois mancais, motor
dentro da base.
N°3- Por correia ou
transmissão direta.
Rotor em balanço.
Dois mancais
suportados pela
carcaça.
êl
N" 8- Transmissão
por correia. Dois
mancais, carcaça
angular.
N" 4 - Transmissão
direta. Rotor em
balanço, suportado
pelo motor, sem
mancais.
N" 9- Transmissão
por correia ou direta.
Um mancai em cada
lado, suportado pela
carcaça. Dupla
aspiração.
Fig. 5.6 Arranjos dos ventiladores.
N• 5- Por correia ou
transmissão direta.
Rotor em balanço. Dois
mancais suportados
pela carcaça. com base
para o motor.
N°10 Pcrcorre1aou
transmissão direta. Rotor
em balanço. Dois mancais
suportados pela carcaça,
com base para o motor.
Dupla aspiração.
Saída superior horizontal Saída inferior horizontal Saída vertical para cima, para a
Gi.ffi.4H w:·ffi·w ~ s
Esquerda Direita Esquerda Direita Esquerda
Esquerda Direita Esquerda Direita Esquerda
Fig, 5.7 Tipos de saída de ar dos ventiladores.
5.3.5 Tipos de rotares
Os dois tipos de rotores dos ventiladores centrífugos são:
com réguas curvadas para frente;
com réguas curvadas para trás.
Direita
Direita
No ventilador com réguas curvadas para a frente, a parte côncava da curva é que apanha o ar no seu movi-
mento para a frente; no de réguas curvadas para trás, é a parte convexa (veja Fig. 5.8).
A escolha do tipo mais conveniente de rotor depende da rotação e do nível de ruído:
o de régua curvada para a frente, com menor rotação, apanha mais ar, porém o ruído e o risco de sobrecarga
no motor são maiores;
VENTILAÇÃO E EXAUSTÃO 191
Diagrama do rotor para
ventiladores com réguas
curvadas para a frente.
Réguas
Diagrama do rotor para
ventiladores com réguas
curvadas para trás.
Fig. 5.8 Tipos de retores para ventiladores centrífugos.
o de régua curvada para trás requer praticamente o dobro da rotação para a mesma vazão de ar, porém é mais
silencioso e corre menor risco de sobrecarga no motor.
5.3.6 Velocidades recomendadas para o ar
Para a escolha adequada do ventilador, vários fatores devem ser levados em consideração, entre eles as velo-
cidades recomendadas, que devem estar dentro dos limites da Tabela 5.1- extraída de publicações estrangei-
ras e calculada para escritórios e ambientes de nível de ruído similares. Para teatros, cinemas e auditórios, redu-
zir a velocidade de 20%; para igrejas, reduzir 30%; para indústrias ou outras instalações em que o nível de ruído
não é tão importante, pode-se aumentar a velocidade dada na tabela.
Para uma mesma vazão, quanto maior o ventilador, menor o nível de ruído do ar.
5.3.7 Especificações de ventiladores
Ao se encomendar um ventilador, devem-se levar em consideração os seguintes itens, que deverão atender
às exigências do prpjeto:
(a) capacidade de vazão em metro cúbico por minuto ou CFM;
(h) tipo de réguas,.ou seja, réguas para a frente ou réguas para trás;
(c) resistência do sistema em milímetros de coluna d'água ou em polegadas de coluna d'água;
(d) rotação do ventilador em RPM;
Tabela 5.1 Velocidades Máximas de Saído. do Ar.
Velocidades Periféricas para Ventiladores
Resistência Velocidade de Sa(da Velocidade Periférica
Réguas para a Frente Réguas para Trás
mm de C.A. Pol. de C.A. mlmin FPM
m/min FPM mlmin FPM
6,34 114 304,8 1.000 457,2 1.500 1.036,3 3.400
9.52 318 335,3 1.100 533,4 1.750 1.173,5 3.850
12,69 !12 365,8 1.200 609,6 2.000 1.280,2 4.200
15,87 5/8 411,5 1.350 685,8 2.250 1.463,0 4.800
19,04 3/4 457,2 1.500 762,0 2.500 1.615,4 5.300
22,22 7/8 502,9 1.650 838,2 2.750 1.767,8 5.800
25,39 I 548,6 1.800 914,4 3.000 1.889,8 6.200
31,73 lll4 609,6 2.000 990,6 3.250 2.072,6 6.800
38,08 llf2 670,6 2.200 1.066,8 3.500 2.286,0 7.500
44,43 13/4 731,5 2.400 l.l43,0 3.750 2.499,3 8.200
50,78 2 792,5 2.600 1.219,2 4.000 2.743,2 9.000
... ;.
192
(e)
({)
(g)
(h)
(i)
(j)
(k)
(I)
VENTILAÇÃO E EXAUSTÃO
entrada singela, largura singela ou entrada dupla, largura dupla;
velocidade periférica do ventilador em metros/minuto ou FPM;
velocidade do motor em RPM;
potência do motor em BHP (brake-horse power);
velocidade de saída do ventilador em metro por minuto ou FPM;
velocidade periférica em metro por minuto ou FPM;
direção de descarga do ventilador;
arranjo do ventilador.
5.3.8 Especificações das correias em "V" de transmissão
Como já foi visto nos arranjos, é mais comum o acionamento do ventilador ser feito por meio de uma ou mais
correias em "V" que transmitem a potência mecânica do eixo do motor ao eixo do ventilador, por meio de po-
lias. Devem-se escolher as polias do motor e do ventilador de modo a que as rotações estejam dentro dos limites
máximos pennitidos. Desse modo, ao se especificar a transmissão do motor ao ventilador, os seguintes fatores
devem ser levados em consideração:
(a) diâmetro da polia do ventilador;
(h) diâmetro da polia do motor;
(c) distância entre o eixo do ventilador e o eixo do motor;
(d) velocidade do motor em RPM;
(e) velocidade do ventilador em RPM.
5.3.9 Especificações para motores de acionamento
Os motores ~ e acionamento deverão ter potência no mínimo 20% acima da potência exigida pelos ventilado-
res. Ao se encomendar um motor, devem-se levar em conta os seguintes itens:
(a) tipo de motor: corrente contínua ou corrente alternada (de indução);
(b) tensão e freqüência da rede;
(c) número de fases: monofásico ou trifásico- sempre que possível, o motor deve ser trifásico, pois elimina
o capacitar de partida, um dos pontos passíveis de defeito;
(d) balanceamento dinâmico perfeito do motor;
(e) potência do motor em HP ou cv. As potências comerciais em HP são as seguintes:
frações de HP até 1 HP (1/4, 1/2, 3/4, 1 HP), em geral monofásicos;
- acima de 1 HP são geralmente trifásicos e nas seguintes potências:
1 112. 2, 3, 5, 7 1/2, 10, 15, 20, 30, 40, 50, 60, 75, 100, 125, 150, 200 etc.;
({) rotação do motor em RPM;
(g) elevação de temperatura máxima pennissível: 40°C ou 55°C acima da temperatura ambiente (conforme a
classe do isolamento);
(h) base sobre trilhos para permitir a ajustagem das correias;
(i) chave da partida de acordo com as características do motor: corrente e tempo de partida;
(j) chave de proteção do ramal: especificada de acordo com a corrente de partida, corrente nominal e tensão do
motor (veja Instalações elétricas, do mesmo autor).
5.3.10 Como escolher um ventilador
Para se selecionarum ventilador de modo a atender às especificações do projeto, devem-se consultar as tabe-
las dos fabricantes. Como exemplo, veremos como seria escolhido um ventilador fabricado pela Mecânica Tempo,
cujas características constam da Tabela 5.3. Em geral as tabelas são elaboradas para o ar padrão (1,2 kg/m
3
) a
2l,l°C e ao nível do mar .
! '
---------
EEXA_c_STÃO ___ 1_9_3
Tabela 5.2 Pressões Barométricas em Várias Altitudes com a.ç Densidades Correspondentes
Ar normal a O de altitude (29 92 polegadas de mercúrio)- 760 mm
'
-
Al!itude Pressão Barométrica
Densidade
pés m pol. de Hg mmdeHg
o o 1,000 29,92 760,0
500 152,4 0,981 29,36 745,7
1.000 304,8 0,962 28,80 731,5
1.500 457,2 0,944 28,26 717,8
2.000 609,6 0,926 27,72 704,0
2.500 762,0 0,909 27,20 690,8
3.000 914,4 0,891 26,68 677,6
3.500 1.066,8 0,875 26,18 664,9
4.000 1.219,2 0,858 25,68 652,2
4.500 1.371,6 0,842 25,20 640,1
5.000 1.524,0 0,826 24,72 627,8
5.500 1.676,4 0,811 24,25 615,9
6.000 1.828,8 0,795 23,79 604,2
6.500 1.981,2 0,781 23,34 592,8
'
7 000 2.133,6 0,766 22,90 581,6
7.500 2.286,0 0,751 22,47 570,7
8.000 2.438,4 0,737 22,04 559,8
8.500 2.590,8 0,723 21,62 549,1
9.000 2.743,2 0,709 21,20 538,4
Para altitudes até 305m (1.000 pés) e temperatura até 65,5°C (l50°F), as tabelas podem ser usadas sem cor-
reções, porém, para altitudes acima de 305m (1.000 pés) e temperaturas superiores a 65,5°C (150°F), deverão
ser feitas correções, dividindo-se o valor da resistência total a ser vencida pelo ventilador pelo peso específico
do ar na altitude&: referência, que é sempre menor que a unidade, ou seja, a pressão de resistência será maior
que ao nível do mar (veja Tabela 5.2).
Exemplo 5.1:
Para fixarmos bem os conceitos já estabelecidos, suponhamos o mesmo exemplo da Fig. 4.14, onde já
dimensionamos os dutos e calculamos a pressão de resistência de todo o sistema.
Desejamos escolher um ventilador que satisfaça os seguintes dados:
vazão: 3.200 CFM (1,5 m
3
/s);
pressão de resistência do sistema de dutos: 1,0207 polegada de coluna d'água (25,92 mm de C.A.);
altitude: menor que 1.000 pés (305 m);
ventilador de régua curvada para a frente.
Solução:
Consultemos os dados do fabricante da Tabela 5.3 e comparemos três ventiladores, para escolhermos o mais ade-
quado. Nessa fa<>e do projeto já se deve saber o tipo de descarga (vertical superior, inferior etc.), o tipo de rotor etc.
Rotor 18 1/8" Rotor 19 718" Rotor 23 318"
estática (pol.) 1,0207 (25,92 mm) 1,0207 1,0207
Vazão em CFM 3.204 (90 m
1
/min) 3.480 3.542
Velocidade de saída FPM 1.300 (6,6 m/s) 1.200 900
VeloCJdadc periférica FPM 3.206 3.295 3.260
RPM 676 632 535
Potência BHP 1,14 1,25 1,31
_...__ --· ·- ----
.,.;_
'··
.,
,,
Tabela 5.3 Pressões Estáticas em Função da Vazão e Velocidade de Ventiladores Centrífugos
O"PE 118" PE 114-" PE -· 318" PE- 112" PE 518"PE 314"PE J"PE I 114" PE JJ/2"PE
Volume Velocidade
RPMIBHP RPMjBHP RPMIBHP RPMIBHP RPMIBHP RPMIBHP RPMIBHP RPMIBHP RPMIBHP RPMIBHP emCFM emFPM
Tipo "DF" -1 318" -Rotor 18 118"- Rotação Máxima 777 RPM
1.725 700 145 0,03 230 0,07 301 0,13 374 0,19 439 0,26 495 0,32 543 0,40 625 0,56 697 0,73 762 0,90
1.972 800 165 0,05 243 0,09 307 0,15 368 0,21 433 0,29 490 0,36 541 0,44 626 0,61 700 0,79 765 0,98
2.218 9{10 186 0,07 257 0,12 315 0,17 372 0,24 425 0,32 479 0,39 534 0,48 625 0,66 701 0,85 767 1,05
2.465 1.000 207 0,09 274 0,15 326 0,20 376 0,27 426 0,35 476 0,44 524 0,53 621 0,71 700 0,92 768 1,13
2.711 1.100 228 0,11 291 0,18 338 0,24 386 0,31 431 0,39 477 0,49 522 0,58 609 0,77 695 0,99 767 1,21
2.958 1.200 249 0,15 309 0,21 352 0,29 397 0,36 438 0,44 479 0,53 520 0,64 603 0,84 686 1,06 766 1,29
3.204 1.300 270 0,18 327 0,26 368 0,34 408 0,41 449 0,50 487 0,59 522 0,70 602 0,91 676 1,14 752 1,39
3.451 1.400 290 0,23 346 0,31 384 0,39 420 0,48 460 0,56 495 0,65 530 0,75 603 0,98 673 1,22 744 1,47
3.697 1.500 311 0,28 364 0,36 401 0,45 435 {),55 471 0,64 506 0,73 539 0,83 607 1,05 674 1,33 739 1,56
3.944 1.600 332 0,34 382 0,43 418 0,52 451 0,60 483 0,71 518 0,81 549 0,92 612 1,14 675 1,40 740 1,67
4.437 1.800 372 0,46 418 0,57 453 0,68 486 0,79 517 0,90 542 1,01 570 1,13 628 1,35 685 1,61 741 1,89
4.930 2.000 423 0,74 455 0,75 488 0,87 508 0,98 546 1,12 569 1,24 598 1,37 649 1,62 702 1,83 754 2,15
Tipo "DF" -1 112" -Rotor 19 718" -Rotação Máxima 710 RPM
2.030 700 133 0,04 211 0,09 276 0,15 343 0,22 403 0,30 454 0,38 500 0,47 575 0,65 639 0,84 700 1,06
2.320 800 152 0,05 223 0,11 281 0,17 337 0,25 398 0,33 449 0,42 497 0,52 576 0,71 643 0,92 703 1,15
2.610 900 171 0,07 236 0,14 289 0,20 341 0,28 390 0,37 442 0,47 491 0,55 574 0,78 645 1,00 704 1,21
2.900 1.000 190 0,10 252 0,17 299 0,24 345 0,32 392 0,41 435 0,51 485 0,62 570 0,84 642 1,08 705 1,39
3.190 1.100 209 0,13 268 0,21 311 0,28 354 0,37 396 0,46 436 0,57 478 0,68 563 0,91 637 1,16 704 1,41
3.480 1.200 228 0,17 284 0,25 323 0,34 364 0,42 402 0,52 441 0,63 479 0,74 556 0,99 632 1,25 697 1,52
3.770 1.300 247 0,22 300 0,30 338 0,40 374 0,49 412 0,59 446 0,69 484 0,81 551 1,07 625 1,34 690 1,62
4.060 1.400 266 0,27 317 0,36 353 0,46 385 0,56 422 0,66 454 0,77 488 0,89 553 1,15 616 1,43 683 1,73
4.350 1.500 285 0,33 334 0,43 368 0,53 400 0,64 432 0,75 465 0,86 495 0,98 558 1,25 615 1,54 678 1,84
4.640 1.600 304 0,40 351 0,50 384 0,61 415 0,71 443 0,84 475 0,96 505 1,08 562 1,35 620 1,65 677 1,96
5.220 1.800 342 0,54 385 0,67 414 0,80 447 0,93 473 1,06 498 1,19 526 1,32 578 1,60 629 1,90 680 2,23
5.800 2.000 382 0,75 419 0,89 448 1,03 476 1,17 505 1,33 526 1,47 551 1,61 599 1,90 644 2,21 690 2,78
~ ~ - ....
. ~
· ~
..
~
~
,,
' m
I
,,
o
'"
-------------- --- -----
Tabela 5.3 Pressões Estáticas em Função da Vazão e Velocidade de Ventiladores Centrifugo.v (Cont.)
OHPE 1/tf' PE l/4H PE 3!8"PE 112"PE 5/8"PE 3M"PE 1" PE 1 1/4" PE I 112" PE
Volume Velocidade
RPMjBHP RPMjBHP RPMjBHP RPMjBHP RPMjBHP RPMjBHP RPMIBHP RPMjBHP RPMjBHP RPMjBHP emCFM emFPM
Tipo "DF"- 1 314"- Rotor 23 3/8"- Rotação Máxima 610 RPM
2.755 700 100 0,04 174 0,11 226 0,18 284 0,28 334 0,39 376 0,50 413 0,61 476 0,85 530 1,09 578 1,38
3.149 800 [[5 0,06 186 0,14 230 0,21 275 0,30 330 0,43 373 0,55 4[[ 0,68 478 0,93 532 1,19 580 1,48
3.542 900 128 0,08 195 0,18 238 0,25 277 0,34 317 0,44 366 0,60 407 0,75 476 1,02 535 1,31 582 1,60
3.937 1.000 142 0,11 206 0,22 247 0,31 283 0,40 320 0,50 355 0,61 401 0,79 470 1,12 534 1,43 584 1,74
4.331 1.100 157 0,15 216 0,28 258 0,37 291 0,47 323 0,57 356 0,69 389 0,81 467 l,l9 531 1,54 582 1,88
4.724 1.200 170 0,20 228 0,34 267 0,44 300 0,54 331 0,65 362 0,76 390 0,89 454 1,22 524 1,64 580 2,01
5.118 1.300 186 0,25 240 0,41 278 0,53 310 0,64 339 0,75 366 0,87 394 1,00 449 1,28 515 1,70 576 2,14
5.512 1.400 199 0,31 252 0,50 289 0,62 321 0,74 348 0,86 373 0,98 400 1,11 451 1,41 500 1,73 567 2,24
5.906 1.500 214 0,39 264 0,59 299 0,72 332 0,86 358 0,99 382 I, II 406 1,24 455 1,54 50! 1,85 552 2,26
6.299 1.600 229 0,47 275 0,69 310 0,83 342 0,98 370 1,12 394 1,26 415 1,38 460 1,67 505 2,01 549 2,35
7.087 1.800 257 0,67 301 0,92 333 1,10 363 1,26 390 1,43 413 1,57 435 1,74 475 2,04 515 2,37 555 2,74
7.874 2.000 284 0,92 326 1,20 358 1,41 385 1,62 4[[ 1,79 433 1,95 456 2,14 494 2,48 532 2,82 565 3,16
Tipo "DF" -2"- Rotor 26 112"-Rotação Máxima 535 RPM
3.609 700 87 0,05 152 0,14 197 0,23 248 0,37 292 0,51 328 0,66 361 0,80 416 1,11 463 1,43 505 1,80
4.125 800 100 0,08 162 0,18 201 0,27 24D 0,39 288 0,56 326 0,72 359 0,89 417 1,22 465 1,56 507 1,94
4.640 900 [[2 0,11 170 0,23 208 0,33 242 0,45 277 0,58 320 0,78 356 0,98 416 1,34 467 1,71 509 2,10
5.156 1.000 124 0,15 180 0,29 216 0,41 247 0,52 279 0,66 310 0,80 350 1,04 4[[ 1,46 466 1,87 510 2,28
5.672 l.lOO 137 0,20 !89 0,36 225 0,49 254 0,61 282 0,75 3ll 0,90 345 1,06 408 1,56 464 2,02 509 2,46
6.187 1.200 148 0,26 199 0,44 233 0,58 262 0,71 289 0,85 316 1,00 341 1,17 397 1,59 458 2,15 507 2,63
6.703 1.300 162 0,33 209 0,54 243 0,69 271 0,84 296 0,98 320 l,l4 344 1,31 392 1,68 450 2,23 503 2,80
7.218 1.400 174 0,41 220 0,65 252 0,81 280 0,97 304 1,13 326 1,28 349 1,45 394 1,84 437 2,26 496 2,93
7.734 1.500 !87 0,51 231 0,77 261 0,94 290 1,12 313 1,29 334 1,45 355 1,62 397 2,01 438 2,42 438 2,96
8.250 1.600 200 0,62 240 0,90 271 1,09 299 1,28 323 1,46 344 1,65 363 1,81 402 2,19 441 2,63 480 3,08
9.281 1.800 224 0,88 263 1,20 291 1,44 317 1,65 341 1,87 361 2,06 380 2,28 415 2,67 450 3,10 485 3,59
10.312 2.000 248 1,21 285 1,57 313 1,85 336 2,12 359 2,34 378 2,55 399 2,80 431 3,24 465 3,69 494 4,17
I
m
i
~
:l;
.,
. ,.;,
196 VENTILAÇÃO E ExAUSTÃO
Cálculo da velocidade periférica:
V = ,. X d X RPM = circunferência X RPM;
d 18 118" 1,51 pé 3.206 FPM;
d 19 7/8" 1,66 pé 3.295 FPM;
d 23 3/8" 1,94 pé 3.260 FPM;
Pela Tabela 5.1, constala-se que, considerando-se os ventiladores de régua voltada para a frente, a velocidade
periférica máxima para a resistência de 1114" é de 3.250 FPM, então, o primeiro ventilador é o único que satisfaz.
As velocidades da saída satisfazem a Tabela 5.1, que é de 2.000 FPM no máximo. Para se calcular a potência
do ventilador, pode-se usar a fórmula:
onde:
P = potência do ventilador em HP;
Q = vazão de ar em CFM;
P, =pressão total do ventilador = Pe + Pv;
T] = rendimento do ventilador.
onde:
C= velocidade na saída em m/s;
g =aceleração 'da gravidade = 9,8 m/s
2
;
y = peso espedfico do ar = 1,2 kg/m
3

6 6'
P,= ' X1,2=2,66rnm
2X 9,8
P, = 25,92 + 2,66 = 28,58 mm ou 1,12 polegada de C.A.
3204X1,12 0,
8
HP
6,356 X O, 7
O fajJricante estabeleceu a potência do motor em 1,14 BHP, ou seja, 42,5% acima da potência do ventilador.
O tamanho comercial escolhido será de I ,5 HP.
Em unidades métricas, a potência do ventilador será:
onde:
P=

P =potência do ventilador em cv;
Q =vazão de ar em m
3
/min (MCM);
P, =pressão total em mm de C.A.;
T] = rendimento do ventilador.
90 X 28,58 =O
8
cv
60X75X0,7 '
No exemplo em foco, uma vez escolhida a potência do motor (1,5 HP), deverão ser selecionadas as polias do
motor e do ventilador de modo que a rotação do motor seja reduzida para 676 RPM- a rotação do ventilador-, por
meio de correias em "V" do tipo adequado ao projeto .
VENTILAÇAO E EXAL'STAO )97
fig. 5.9 Acoplamento entre motor e ventilador.
Na Fig_ 5.9 são mostrados ventiladores centrífugos com pás para a frente c os modos pelos quais se pode
acoplar o motor ao ventilador.
VERIFTCAÇÃO DA ROTAÇÃO MÁXIMA
Já \'Imos que a potência do ventilador é proporcional ao cubo da rotação. Suponhamm que o motor escolhi-
do, de 1.5 permita unw sobrecarga de ISo/o, ou seja, tenha o fator de serviço de 1, 15. Verifiquemos a rota-
müx1ma para o ventilador.
ou
PI = 1.5 HP
P, 1,725 HP
n
1
= 676 RPM
n
2
= 708 RPM
Acima dessa rotação o motor sofrer(t superaquecimento.
5,4 Trocas de Ar nos Recintos
Para .\e calcular a quantidade de ar que deve ser introduzida nos recintos para fins de ventilação, pode->.e
tomar como base a Tabela 5.4, extraída de publicações estrangeiras, que estabelece tempo (minuto), cm diver-
sos ambienk>., para uma troca de ar.
5,5 Velocidades Recomendadas para o Ar
A NBR-fl41 O prescreve as velocidades em m/min recomendadas para o ar, de acordo com o tipo de ocupação
(VeJa Tahela 5.5).
198 VENTILAÇÃO E EXAUSTÃO

Tabela 5.4 Tempo para a Troca de Ar
Tempo em Minutos
I
Renovações por Hora
Ambiente
Local Alto Padrão Baixo Padrão Alto Padrão Baixo Padrão
Escritórios 2 6 30 10
Lojas 3 10 20 6
Cozinhas 2 4 30 15
Fábricas 3 12 15 5
Garagens 2 10 30 6
Salas de reuniões 2 6 30 lO
Igrejas 2 4 30 15
Teatros 4 15 15 4
I 6 60 lO
Tabela 5.5 Velocidades Recomendadas para o Ar
Preferíveis- Máximas (mlmin)
Desig!Uição Residências Edifícios Públicos Edifícios Industriais
Tomada de ar 150-240 150-270 150-360
Filtros 80-90 90-110 110
Serpentinas 135-135 150-150 180-216
Lavador de ar 150-210 150-210 150-210
Aspiração do ventilador ll0-280 250-300 300-430
Descarga do ventilador 480-510 600·660 720-840
Dutos principais 270-360 390-480 540-600
horizontais 180-300 270-390 180-540
Ramais verticais 150-240 210-360 240-480
5.6 Ventilação Geral
É um processo de circulação de ar usado quando não é possível a captação do contaminante antes que se
espalhe pelo recinto. É o caso dos grandes aglomerados humanos (cinemas, teatros, salas de reuniões),
onde os odores resultantes da transpiração e respiração devem ser eliminados por meio da penetração de ar
puro, que deve ser misturado com o ar impuro e lançado para o exterior. Assim, temos três tipos de venti-
lação:
por insuflamento;
por exaustão;
mista.
Na ventilação por insuflamento, um ventilador lança o ar no recinto que fica com pressão maior que o exte-
rior. Desse modo o ar viciado é retirado do ambiente por meio de uma abertura.
Na ventilação por exaustão, um ventilador retira o ar que penetra no recinto por meio de aberturas. Há uma
pressão negativa no recinto em relação ao exterior, por isso o ar viciado é retirado.
Na ventilação mista, há, ao mesmo tempo, um ventilador que insufla o ar no recinto e outro que retira o ar
viciado, devendo ficar em extremidades opostas para evitar o curto-circuito de ar e melhorar a diluição.
5.6.1 Volume de ar a insuflar
O volume de ar a ser introduzido no ambiente para dissipar a quantidade de calor, Q, pode ser obtido da ex-
pressão:
q, = m ·c dt
'
.a.
,.,.
------
-
a) por exaustão
b) natural com dutos
-
c) por exaustão (exaustor no teto}
d) por msuHamento
e) m1sta
--s
'
Fig. 5.10 Exemplos de ventilação geral.
onde:
q, = quantidade de calor em kcallh;
m =peso de ar em kg/h;
c=O 24 kcal ·
' kg°C'
VENTILAÇÃO E EXAUSTÃO 199
200 VF.KTILAÇAO E ExAUSTÃO
IJ.t =diferencial de temperatura em nc entre o recinto e o exterior.
Em unidades SI, já vimos, no Item 3.6.1, que, da expressão da quantidade de calor em kcal a ser retirada por
hora, pode-se calcular a vazão de ar, ou seja:
onde:
Q =vazão de ar em m
3
/h;
q, =carga de calor sensível em kcaVh;
t,. =temperatura do ar exterior em nc;
t
1
= temperatura do ar interior em nc.
q,
0,29 (t,- t,)
Para os ambientes normais ocupados por pessoas, podem-se tomar os seguintes valores para o calor produzido:
pessoas: 150 kcaVpessoa por hora;
iluminação: carga em W;
- motores: carga em W;
tomando-se para a transformação a relação: 1 kW·h = 860 kcal.
5.6.2 Tipos de ventilação
Uma instalação de ventilação pode ser classificada em natural ou forçada.
É natural quando o ar viciado é retirado sem meios mecânicos, apenas utilizando a diferença de temperatura
(caso das chaminés) ou o efeito de sucção da ventilação externa (tiragem induzida). A ventilação natural tem o
inconveniente de depender das condições atmosféricas externas.
A ventilação é forçada quando usa meios mecânicos (ventiladores ou exaustores) para a retirada do ar vici-
ado e o conseqüente rccomplemento do vazio que se forma.
Numa de ventilação forçada, podem-se utilizar dutos, que melhoram a distribuição, e filtros, que
melhoram a qualidade do ar. Ambos oneram a instalação; podem-se simplesmente instalar ventiladores. Nesse
caso, o custo é mais baixo, mas as condições de conforto são mais precárias; só um estudo detalhado das pecu-
liaridades de cada instalação permitirão ao projetista a opção mais racional.
5.6.3 Projeto de uma instalação de ventilação geral
Para o projeto de uma instalação, devemos ter disponíveis:
plantas e cortes do local;
número de pessoas;
local para os dutos e difusores;
local para a casa de máquinas (ventiladores e filtros);
tomada de ar novo.
Exemplo 5.2:
Queremos projetar a ventilação de um escritório com os seguintes dados:
dimensões: 24 X 10 X 4m (Fig. 5.11);
- número de pessoas: 40;
- condiçües: normal, sem outras fontes de calor ou poluidoras;
difusão do ar: por dutos e grelhas.
VENTILAÇÃO E EXAUSTÃO 201
l
t
J
t
..
"
3,0 t 6,0 t.
6,0
t. 6,0 t.
,,o
I '
d
'
b
.

Ventilador
'"
l
2?
Finros

Ar exterior
Fig. 5.11 Exemplo de cálculo de ventilação.
Sofução:
1. Volume a ser ventilado: 24 X 10 X 4 =960m
3
.
2. Troca de ar (Tabela 5.4); 2 a 6 min (tomaremos 4 min) ou 15 trocas/h.
240m
2
3. Taxa de ocupação: = 6 m
2
/pessoa .
. 40 pessoas
_ V 960m
3
.
4. -= . =240m
3
/mmou240MCMouQ=960Xl5=14.400m
3
/hou240MCM.
t 4 mm
S. de cada difuSor tomando 4 difusores:
240

4
6. Velocidade recomendada (Tabela 5.5) para edifícios públicos nos dutos principais: 400 MPM.
7. Perda por atrito no trecho reto (veja Fig. 4.4). Para uma vazão de 240m
3
/mine velocidade de 400 m/min
resulta a perda de 0,06 mm de coluna d'água por metro de tubulação.
8. nos trechos:
240MCM
!SOMCM
120MCM
60MCM
9. Velocidade nos trechos para a perda por atrito constante de 0,06 mm/m (veja Fig. 4.4):
400MPM
350MPM
325 MPM
275 MPM
10. Área dos dutos em m
2
:
a-b
240 =O 6m2
400 ,
_.JII.._ ···-··
... ;.
202 h EXAlJSTÀO
b-c
180 =O 51m2
350 '
c-d
120
36m'
325 '
d-e
60
=02lm
2
275 '
11. Seção retangular dos dutos- área X 10".
a-b 100 X 60cm
b-c 60X85cm
c-d 60X60cm
d-e 60X 38cm
12. Bitola das chapas galvanizadas (veja Tabela 4.2):
a-b chapa 24
h-c chapa 24
c-d chapa 24
d-e chapa 24
13. Área filtrante necessária (veja Tabela 5.5):
A= 240MCM =
24
m2
IOOMPM '
Escolhendo células de 60 X 60 X 5 cm, teremos:
2
'
4
= 6,6 unidades (tomaremos 6 unidades)
0,36
com as pode-se fazerwn painel de 1,80 X 1,20m, ou seja, wna área de 2,16 m
2
. Então a velocidade real será:
V=
240
= 110 MPM (ainda dentro do limite máximo) (veja Tabela 5.5).
2,16
14. Tomada de ar exlerior (veja Tabela 5.5):
Área neçessária =
240
MCM = O 96m
2
250MPM '
ou seja, uma abertura de dimensões aproximadas de 1 X 1 m, com veneziana e proteção de telas contra a
entrada de animais.
15. Pressão de resistência dos dutos:
Boca3
+·--"'''''--t---"'"-·' {
240 MCM
Entrada de ar
Filtro
Fig. 5.12 Exemplo de cálculo de ventilação- pressão de resistência.
I
l
(a) Boca 1: grelha unidirecional:
P, 1,2 X P, (veja Fig. 4.6)
V MPM
Pv = 1,3 mm de C.A. (veja Fig. 4.5)
P, = 1,2 X 1,3 = 1,56 mm de C.A.
(b) Duto com 1m:
Q
V MPM
Perda de carga por metro: 0,06 mm de C.A.
(c) Curva de 90°:
P, X P,
V
= 1,3 mm d,e C.A.
Resulta:
P, =0,25 X 1,3 = 0,325 mmdeC.A.
(d) Duto com 6 m:
Q
V MPM
Perda de carga por metro: 0,06 mm.
Para 6 m: 0,06 X 6 = 0,36 mm de C.A.
(e) Transição n,o L
V MPM
P, =0,3 X Pv
=1,8mm
P, = 0,3 X 1,8 = 0,54 mm de C.A.
(j) Duto com 6 m:
Q
V MPM
Perda de carga por metro: 0,06.
Para 6 m: 0,06 X 6 = 0,36 mm de C.A.
(g) Transição n.
0
2:
V
P, X P,
P., =2,2mm
P, 0,3 X 2,2 0,66 m de C.A.
(h) Doto com 6 m:
Q !80MCM
V
Perda de carga por metro: 0,06.
Para 6 m: 0,06 X 6 0,36 mm de C.A.
V!':NTILAÇÃO E ExAUSTÃO 203
' ,

204 VENTILAÇÃO E EXAUSTÃO
----
(;) Transição n." 3:
Q
V
P, X P,
P"=2,8mm
P, = 0,3 X 2,8 = 0,84 mm de C.A.
(j) Curva de 90°:
P, X P,
V
P" =2,8 mm
P, = 0,25 X 2,8 = 0,7 mm de C.A.
(k) Filtros de ar:
P, = 3 mm .de C.A. (estimado)
(f) Veneziana externa (entrada de ar):
Q
V

P"=l,J mm
P, = 1,5 X 1,1 = 1,65mmdeC.A.
Pressão de resistência total: 10,415 mm de C.A. (aproximadamente 1/2").
Para se o ventilador, deve-se levar em consideração:
Q
P, = 10,415 mm de C.A.
além das especificações indicadas no Item 5.3.7.
5.6.4 Ventilação em residências
Como já foi visto no cálculo de carga ténnica, a insolação é a parcela que mais pesa na escolha do equipamento.
Na Fig. 5.13 vemos um exemplo de uma casa de dois pavimentos onde, abaixo do telhado, temos o ar parado
à temperatura de 60°C, c nos ambientes habitáveis o ar condicionado mantém as temperaturas de 27°C e 26°C.
Se utilizarmos um exaustor para fazer circular o ar parado, conseguiremos uma economia acentuada no equi-
pamento de ar condicionado (veja Fig. 5.14).
Na Fig. 5.15 vemos um oulro exemplo de ventilação de uma residência onde o exaustor, colocado no centro do
teto, possibilita uma circulação do ar através das janelas e saindo pelas aberturas no sótão. É um tipo de instalação de
baixo custo c que proporciona certas condições de conforto, dependendo da temperatura e umidade do ar exterior.
Para se calcular a vazão de ar objetivando a especificação dos ventiladores, precisamos calcular o volume do
recinto e aplicar o método das trocas de ar (Tabela 5.4).
Exemplo 5.3:
Na Fig. 5.16, o volume do recinto será:
V= 2,5 X 1,2 X 8,0 =24m
3
Pelo método das trocas de ar, se tomarmos a taxa de 4 min por troca, temos a seguinte vazão de ar:
Q=
24
=6m
3
/minou6MCM
4
' '
VENTILAÇÃO E ExAUSTÃO 205
......... _, ____ ............. , ___ __,_ ___ _
27'C
26'C
Fig. 5.13 Ação do calor solar em residência.
Entrada do ar
IDIDI IDIDI
Fig. 5.14 Residência com ar condicionado- exaustão no sótào.
Exaustão do ar
Entrada do ar
Fig. 5.15 Residência sem ar condicionado- ventilação geraL
206 VENTILAÇÃO E EXAUSTÃO
Área da seção
I I
)' p.2 m
I
I
;#
,
l'ig. 5.16 Exemplo de cólculo de cubagem do recinto.
---- --
Se desejarmos saber as dimensões mínimas da janela de entrada de ar, basta dividinnos a vazão pela veloci-
dade permitida (Tabela 5.5). Assim, temos:
A=Q=
6
=007m
2
ou030X025m
V 2!0X 0 4 ' ' '
'
Observação: Pelo fato de haver venezianas, toma-se somente 40% da área livre da janela. Na Fig. 5.17 ve-
mos como se determina a cubagem do sótão de uma residência.
5.7 Exaustão
É um tipo de ventilação em que se procura evitar que as partículas que irão contaminar o recinto se espalhem,
por isso procura-se captá-las nos locais de origem e lançá-las ao exterior. O princípio que se utiliza é o de criar
uma corrente de at de modo a provocar o arrastamento das partículas e, em conseqüência, surgirão correntes de
ar no recinto, melhorando a ventilação geraL
Um sistema de exaustão compõe-se das seguintes partes:
captor, onde são coletados os contaminantes;
dutos de ar;
ventilador;
chaminé.
5.1.1 Captor
O captor cria junto à partícula uma corrente de ar, cuja velocidade deve ser suficiente para sua captura e ar-
rastamento.
Publicações americanas (Guide) dão indicação das velocidades núnimas necessárias (Tabela 5.6) à captação.
A forma dos captores depende do tipo de poluente, sendo o mais comum a coifa, que deve obedecer à indi-
cação da Fig. 5.20.
Área do triângulo= base/2 x
(h),2mX0,80m=1,60m' ......_
1 -........ 0,80
I
Volume= 1,60 x 5 = 8 m'
4m 5m
Fig. 5.17 Cubagem do sótão de uma residência.
L
..
,. ;
VENTILAÇÃO E EXAUSTÃO 207
Fig. 5.18 Corte de uma construção típica em regiões de clima quente e árido (extraída do livro Natural Eneryy and Vemacular
Architecture, de Hassan Fathy).

t

.oof


/
t
'
-,
'·'
\
/

- " I
'
'
I
t'-
I
t
\
,
I
J \
/
I

---..,.
-
t
i==
-
0,1
...... o,25
V --..
'08 0,65
'"'->.-
?'
0,7
0,55
-
-
Fig. 5.19 Indicação do movimento do ar para a ventiloçõo natural de uma construção árabe típica. As setas mostram a direçõo do
fluxo do ar e suas velocidades em m/s (extraída da mesma fonte da Fig. 5.18).
O volume de poluente aspirado pode ser obtido da fórmula:

onde:
Q = vazão em MCM;
V= velocidade de captação em MPM (Tabela 5.6);

208 VENTILAÇÃO E EXAUSTÃO
Tabela 5.6 Velocidades Mínimas para Captação de Partículas em MPM
Velocidade do
Contaminante
Nula
Baixa
Alt.
Muito alta
Instalação Típica
Tanques de evaporação, cozinhas
Cabines de pintura, misturadores
Separação de peças fundidas, britadores, peneiras
Esmerilhamento; jalo abrasivo
K =constante que depende da fonna da boca (1,25 a 1,4);
H= altura acima da fonte poluidora, em m;
P = perímetro da abertura, em m.
Velocidade Mínima
doAr (MPM)
15-30
30-60
60-150
150-600
Observação: Se a fonte poluidora for colocada encostada na parede, o perímetro P, de abertura do captor, é
reduzido do trecho que ficar encostado.
5.7.2 Dutos de ar
Conforme foi visto no Item 4.1.1, a equação para o dimensionamento dos dutos é:
ou seja:
onde:
A = área, em m
2
;
Q =vazão; em MCM;
V= velocidade, e ~ MPM.
Pode-se usar qualquer dos métodos de dimensionamento indicados, sendo o mais comum o de igual perda
de carga.
De acordo com o material transportado, as velocidades recomendadas para o ar devem satisfazer a Tabela 5. 7.
-rl r
c ~ : _ _ ) = si
Exaustor
mln 35"
Coifa
H
-"-2m
Fogão
Fonte poluidora
~ 1/4 H
... -.
Fig. 5.20 Dados prâticos para a construção de coifos.
i
L
:r-o:-
VENTILAÇÃO E EXAUSTÃO 209
Tabela 5. 7 Velocidades Recomendadas para o Ar em mlmin nos Dutos
de Exaustores (Guide 1954)
Material Transportado
Vapores. gases, fumos, poeira muito fina
Poeiras secas e finas
Poeiras industriais médias
Particulas grosseiras
Particulas grandes, materiais úmidos
Velocidade em MPM
600
900
1.050
1.050-1.350
Maior que 1.350
Pode-se diminuir a seção do duto aumentando a velocidade, o que resulta em aumento de ruído e de
perda de carga.
As perdas de pressão nos sistemas de dutos já foram estudadas no Item 4.1.2.
MATERIALDEDUTOS
Os materiais para dutos podem ser madeira, alvenaria, chapas de aço inoxidável ou galvanizado, alumínio
etc., sendo mais usual o aço galvanizado. As espessuras das chapas dos dutos podem ser as mesmas indicadas
na Tabela 4.2, aumentando-se conforme o tipo do material a ser conduzido (Tabela 5.8).
A seção do duto mais aconselhável é a circular, para evitar acúmulo do material captado nas arestas dos dutos
de outras seções.
Observação: Se o duto for de alumínio, aumentar dois pontos. Exemplo: tipo 1; espessura 0,80 m, chapa
galvanizada n.
0
20; alumínio n.
0
16.
Tipo do material arrastado pelo duto:
lipo 1: material não-abrasivo (tinta, serragem, vapores);
tipo 2: pouco material abrasivo (moagem de combustível), muito material não-abrasivo;
tipo 3: muito material abrasivo (britadores, chaminés).
Observações:
usar curvas de raio longo (mínimo 2 diâmetros);
usar portas de inspeção a cada 3 m;
idem junto de cotovelos, reduções, junções;
prever registras de vazão de ar (dampers).
5.7.3 Ventilador
Os ventiladores dos exaustores também podem ser centrífugos ou axiais. São normalmente fabricados em
chapa de aço preto, galvanizadas ou inoxidáveis. Em casos especiais, para exaustão de elementos corrosivos, as
chapas podem ser revestidas de chumbo e os motores podem ser à prova de explosão.
Tabela 5.8 Bitokls das Chapas Galvanizadas Usadas na Fabricação de
Dutos de Exaustores (Espessura das Chapas de Aço)
Bitola da Chapa
Diâmetro do Duto (cm) Tipo] Tipo2 Tipo3
Até45 22 20 18
Até 100 20 18 16
Maior que 100 18 16 14

210 VENTILAÇÃO E ExAUSTÃO
---
Fig. 5.21 Indicações para a construção de uma chaminé.
Os cálculos para a escolha dos ventiladores são semelhantes aos feitos no Item 5.3.10.
5.7.4 Chaminés
A função da chaminé é a de lançar na atmosfera os poluentes captados no ambiente e conduzidos através dos
dutos pressão que é provocada pelo ventilador.
Na Fig,- 5.21 uma indicação para projetar uma chaminé, e na Tabela 5.9 temos as perdas de carga em
função da altura H entre o chapéu e a tubulação. A altura H deve variar de 0,45 a 1 diâmetro, e quanto menor o
seu valor, maiores são as perdas de carga.
A pressão dinâmica pode ser tirada da fórmula:
onde:
V= velocidade em rnlmin;
Pu= pressão dinâmica em mm de coluna d'água.
Também pode ser tirada do ábaco da Fig. 4.5.
Tabela 5,9 Perda de Carga em Função de H
H
0,450
0,500
0,550
0,600
0,650
0,700
0,750
1,0 O
Perdo. de Carga = n · Pv
n = 1,0
n = 0,73
n = 0,56
n = 0,41
n = 0,30
n = 0,22
n = 0,18
n = 0,10
VENTILAÇÃO E EXAUSTÃO 211
--------------------------'-----
5.7.5 Exemplo de dimensionamento
Dimensionamento do sistema de exaustão para a cozinha da Fig. 5.22. Dados:
dimensões do fogão: 1,50 X 2,0 X 0,75 m;
pé-direito: 4 m.
Solução:
5.7.5.1 Dimensionamento do captor (coifa)
2,0 + 2 X 0,3 por 1,50 + 2 X 0,3 ~ 2,6 X 2,1 m
Observação: Se o captor estivesse encostado à parede, não se necessitaria adicionar 0,30 m ao lado que es-
tivesse encostado.
- perímetro:
volume de ar em MCM:
onde:
K = 1,3 (valor médio);
V ~ 20 MPM (Tabela 5.6);
P=9,4m;
H ~ 1,2 m (da Fig. 5.21);
Q ~ 1,3 X 20 X 9,4 X 1,2 ~ 293 MCM.
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2 X (2,6 + 2,1) ~ 9,4m
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2m
3m
Fig. 5.22 Exemplo de dimensionamento de sistema de exaustão paro uma cozinha (Planta).
212 VENTILAÇÃO E EXAUSTÃO
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5.7.5.2 Dimensionamento dos dutos
Velocidade do ar: 900 MPM (Tabela 5.7).
Perda de carga por atrito (Fig. 4.4): 0,17 mm de C.A./m.
Vazão Q = 293 MCM.
Diâmetro de duto: 0,64 m.



v 900 ,
'ITd' (4A
A=
4
.-.d=r;-=o,64m.
Chapa galvanizada n.
0
20 (Tabela 5.8).
S. 7. S. 3 Chaminé
VENTILAÇÃO E EXAUSTÃO 213
O diâmetro da chaminé poderá, para não ficar com dimensões exageradas, ser reduzido à metade do diâme-
tro do duto, o que aumentará a velocidade. Assim temos:
- chapéu = 2 D .:;=. 0,64 m; D = 0,32 m;
- altura do chapéu = _!_ D = O, 13 m;
3
- 0,75 D 0,106 m.
Cálculo das perdas de carga.
(a) Perda de carga nos filtros:
5.7.5.4 Ventilador
10 mm de C.A. (arbitrado; na prática, devem-se consultar os fabricantes)
(b) Perda de carga· na coifa:
Perdas dinâmicas: 1,49 X Pu
V= 900 MPM:(toma-se a velocidade no duto)
V'
Perdas dinâmicas: 1,49 X (
242
,
4
)
2
= 1 ,49 X 6,13 = 13,78 mm de C. A.
(c) Perdas de carga nos dutos:
Trecho reta: 0,75 + 2,0 + 3,0 = 5,75 m
Perda por atrito: 0,17 X 5,75 = 0,97 mm de C.A.
Perdas dinâmicas nos dois joelhos (Figs. 4.5 e 4.6)
2 X 0,8 X P" 2 X 0,8 X 6,5 10,40 mm de C.A.
Perdas dinâmicas nas junções: 4 mm de C.A.
(d) Perdas de carga na chaminé:
Tomamos H= 0,75 D, ou seja, n = 0,18
Velocidade na chaminé:

A= 7TX0,322 0,08m2
4
Q 293

A 0,08
214 VENTILAÇÃO E ExAUSTÃO
---------------------------------------
V'
Perda dinâmica: O, 18 X -:c:é:-;:-;- = O, 18 X 228,2 = 41 mm de C. A.
(242,4)'
(e) Perdas no ventilador:
Usaremos ventilador centrífugo de entrada simples
Velocidade na descarga: 15m/sou 900 MPM.
Assim temos:
900'
(
242
_
4
)'
Perdas totais:
P, 10 + 13,78 + 0,97 + 10,4 + 4 + 41 + 13,78 93,93 mm de C.A.
Potência do ventilador:
P=

293 X 93,93
P= 6,8cvou5,0kW
60X75X0,7
ExERCÍCIOS PROPOSTOS
I. Calcular a potência do ventilador e do motor elétrico de acionamento numa instalação de ventilação com as
seguintes
pressão tot'al: 25 mm de C.A.;
vazão de a.r: 120 MCM;
rendimento do ventilador: 80%;
potência do motor: 20% acima do ventilador.
2. Calcular a rotação máxima para um ventilador acionado por um motor de 5 HP cujo fator de serviço é 1,15;
rotação do motor, 1.770 RPM; relação entre as polias do motor e do ventilador 1:5.
3. Calcular a velocidade periférica do ventilador do exercício anterior, sabendo-se que o diâmetro do ventila-
dor é de 20 1/4". Dar a resposta em MPM (metro por minuto).
4. Qual a vazão de ar necessária para ventilar uma fábrica com as seguintes dimensões: 30 X 20 X 4 m.
Considerar o padrão da ventilação como baixo.
5. Qual deverá ser a área filtrante necessária para o ventilador do exercício anterior, considerando-se a velo-
cidade recomendada para o ar a da Tabela 5.5?
6. Se o captor do exemplo da Fig. 5.21 se destinasse a uma cabine de pintura, qual deveria ser a vazão de ar
necessária à exaustão?
Considerar como valor médio para a velocidade minima de captação o da Tabela 5.6.
7. Qual a área do duto de exaustão para uma fábrica de cimento (poeira seca e fina), se a vazão de ar necessária
é de 1.000 MCM?
I
f
VIDmLAÇÃO E EXAUSTÃO 215
8. Se o duto do exercício anterior for fabricado em alumínio, qual deverá ser a bitola da chapa, considerando-
se que o cimento contém pouco material abrasivo?
9. Calcular a perda de carga, em mm de C.A., na chaminé de um exaustor sabendo-se que a altura H é 0,5 vez
o diâmetro, a vazão é de 800 MCM e a área da tubulação é igual a 0,20 m
2

1 O. Calcular a potência, em kW, do ventilador de um exaustor para uma vazão de ar de 800 MCM, com perdas
totais de 50 mm de C.A. e rendimento do ventilador de 0,75%.
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6.1 Introdução
Já v1mos, nas Scções 1.14 e 1.1 5, que em instalações frigoríficas o fluido refrigerante sob a forma gasosa é
comprimido no compressor e, sob a forma de gás em alta pressão, é lançado no condensador. Nesse ponto, o
fluido está com alta pressão e entalpia e vai ceder calor de forma a se condensar, ou seja, passar ao estado líqui-
do cm alta pressão. O modo pelo qual se dá a condensação define dois tipos de equipamentos:
unidade de condensação a ar;
- unidade de cnndcnsaçào a água.
As unidades de condensação a ar são usadas para pequenas unidades (em geral até 10 ou 15 toneladas de
refrigeração).
As unidades de condensação a água são indicadas para quaisquer potências.
Ao projetista do ar condicionado compete a escolha do tipo de condensação, devendo levar em conta razões
de espaço disponível, confiabilidade exigida, quantidade de água disponível, bem como o seu custo c qualida-
dt: Águas com elevado índice de impurezas, como cálcio, não podem ser utilizadas sem tratamentos adequa-
do'-. porque rrovocam incrustações nas tubulações. Por exemplo, se em uma instalação de um CPD a carga
térmica exigir 40 TR, ao projetista compete decidir se será mais econômica a instalação de quatro máquinas de
1 O TR com condensação a ar, ou duas máquinas de 20 TR com condensação a água. Deverá levar em conta o
investimento imcial em ambos os casos e o custo operacional em que pesará o custo do kW·h de toda a instala-
çfto. o custo da água em função das rerdas e do número de horas diárias de operação.
Normalmente, o uso de água diretamentc dos reservatórios ou dos mananciais públicos ou privados é antie-
conômico, por isso é quase obrigatório o uso de meios para poupar água.
Os cquipament0s mais usados em instalações frigoríficas são as torres de arrefecimento e os condensadores
c\·aporativos.
Quando usamos as torres de aiTefecimento, os condensadores do equipamento de refrigeração são do tipo
shell and tuhe, ou seja, uma carcaça de chapa de ferro que possui em seu interior uma tubulação de cobre (veja
F1g. 1.43 ). Através d e s ~ a tubulação circula o fluido frigorígeno (fréon-12 ou 22), que passa do estado gasoso ao
líquido em alta pressão, cedendo calor à água de circulação, com a qual é mantido em cantata dentro do con-
densador.
Os condensadores evaporativos também economizam água e são ao mesmo tempo condensador e torre (Fig.
6.14 ). Nesse'- condensadores, o gás quente vindo do compressor (gás em alta pressão) circula em uma serpen-
tina que recebe água dos borrifadores, transforma-se em líquido, que é armazenado no receptor de refrigerante
líquido.
6.2 Torres de Arrefecimento
As torres de arrefecimento mais usuais são trocadores de calor de tiragem mecânica de ar forçado ou por
indução com o tluxo de ar em contracorrente ou COITente mista ou, ainda, torres atmosféricas.
A água quente oriunda do condensador circula pela torre; entrando pela parte superior, é distribuída pelos
canais abertm c. por gravidade, desce ao tanque coletor, de onde é sugada por uma bomba. O nível d'água do
tanque colctor é mantido por meio de torneira de bóia. Assim, a água resf1iada volta ao condensador de modo
contínuo e um forme, de tal forma que o calor cedido pelo O ui do frigorígeno à água de circulação é lançado ao
ar. com o qual entra cm contato na torre.
Cobertura
Água de
,,,
Ligação de
emergência do
abastecimento
de circulação
da torre de
arrefecimento
TORRES DE ARREFECIMENTO E CONDENSADORES EVAPORATNOS 217
,,,
Fig. 6.1 Tipos de torre de arrefecimento: (a) atmosférico; (b) corrente de ar forçado; (c) corrente de ar induzido.
Há três tipos de torre, conforme a maneira pela qual a corrente de ar entra em cantata com a água (Fig. 6.1 ):
(a) atmosférica;
(h) corrente de ar forçado;
(c) corrente de ar induzido.
A torre atmosférica é geralmente colocada na cobertura do prédio e deve ficar localizada de modo a receber
a incidência direta dos ventos dominantes, pois não possui ventiladores (Fig. 6.2).
É constituída de venezianas de madeira ou de aço nos quatro lados, com pilares de ferro ou concreto nos
cantos e uma bacia de madeira, aço, concreto ou alvenaria no fundo. A água circulante entra pela parte superior,
é espargida pelos borrifadores e cai por gravidade na bacia, de onde retoma aos condensadores.
i. Uma torneira de bóia mantém o nível da bacia de modo a que nunca falte água, evitando assim que entre ar
na tubulação de sucção.
A torre de corrente de ar forçado (Fig. 6.3) pode ser colocada em qualquer ponto do prédio em cantata com
o exterior. Possui um ventilador lateral na parte inferior e pode ser fabricada de madeira, chapas metálicas ou
fibra de vidro. Nesse tipo de torre, o ar é forçado contra a água borrifada que cai. Também possui bacia com
torneira de bóia, que deve manter constante o nível d'água.
A torre de corrente de ar induzido (Fig. 6.4) deve ficar instalada de preferência na cobertura do prédio.
O ventilador fica localizado acima dos borrifadores.
- ~ - ~ . . - - - -- ------
Fig. 6.2 Torre atmosfética_
A can:-açu d.t torre rode ser de alvenaria. madeira ou fibra de vidro e deve possuir venezianas laterais para
entrada do ar; a bacia fica locali.wcla no fundo da torre e o nível d"água é mantido constante por meio de uma
I\ lnleira l_k hóJ,L
No contato entre ar c cigua. cede calor ao ar ascendente por evaporar;ão ou convecção.
i\ qunnt1clade de calor dQ cedida ao ar ror uma partícula de água com uma superfície dS é:
dQ = {j(fl- /1(,) dS (equação de Merkel) (6.1)
Fig. 6.3 Torre de· Lorrenle de ur forçado. total-
mente em PR/- (l'lástiro Rf'for(·ado com Fibra de
Vidm), nutoportcmk. fon\f'· Alpina Eyuipa-
mt•nt··Js
Fig. 6.4 T arre de corrente de o r induzido, to-
tnlmPntr em !'RI- (Plástico com Fibra
dr Vidro), autoportante. Fornecimento padrão
com entrada de ar por quatro lados. Opcionais:
entrada por trb ou dois Fonte: Alpina
Equipamento.'>.
TORRES DE ARREFECIMENTO E CONDENSADORES EVAPORATIVOS 219
onde:
dQ = quantidade de calor em kcal/h;
h - h
0
=diferença de entalpia entre o ar saturado (após o cantata com a partícula) e o ar não-saturado em kcal/
kg;
8 =coeficiente de evaporação que depende das condições de escoamento na superfície-limite ar/água em
kg X h·
m' ,
dS = superfície da partícula em rn
2

Os fatores 8 e dS são dependentes das dimensões físicas do resfriador, portanto a capacidade de resfriamento
Q de uma determinada unidade é função das condições atmosféricas e da transferência de calor expressas por
h- h
0

O resfriador ideal seria aquele que lançasse na atmosfera o ar com temperatura igual à da água quente e com-
pletamente saturado, ou seja, o fator h - h
0
sendo um máximo.
A diferença entre as entalpias do ar na entrada e na saída depende da queda de temperatura da água na entra-
da e na saída e da relação dos volumes de água e do ar em jogo no sistema, ou seja:
onde:
Vw
h2 - h] = - (twl - tw2)
V a
h
2
- h
1
=diferença entre as entalpias do ar na entrada e na saída;
Vw =volume da água pulverizada ou gotejada;
V a= volume do ar;
tw
1
= da água na entrada;
tw
2
= temperatura da água na saída.
A temperatura de bulbo úmido do ar do ambiente é o limite físico mínimo ao qual pode ser resfriada a água
em circulação no resfriador, por evaporação. Assim, temos a definição de approach (aproximação)- "a dife-
rença entre a da água resfriada tw
2
e a temperatura de bulbo úmido do ar do ambiente Ç:
a=tw
2
-tu
Quanto menor o approach (a), tanto menor pode ser o resfriador, pois maior será a diferença de entalpias,
h - h
0
, do ar [Eq. (6.1)].
A escolha correta do resfriador vai depender desse approach e da temperatura de bulbo úmido do ar.
6.2.1 Tabelas climatológicas
Baseadas em dados fornecidos pela Diretoria de Rotas Aéreas do Ministério da Aeronáutica (fonte:
"Resfriadores de água Alpina"), temos as tabelas climatológicas da Fig. 6.5 para algumas cidades brasileiras.
Observando-se a tabela relativa a um lugar específico, poder-se-á optar pela escolha econômica de um resfria-
dor. Para um local em que o pico de calor se verifique em apenas um mês do ano, será mais econômico escolher
um resfriador menor, porém com ventilador de duas velocidades, por exemplo, cuja comutação da rotação seja
comandada por um termostato na bacia de água resfriada. Para a variação da rotação, pode-se usar uma chave
elétrica que faz a ligação de 8 pólos (900 RPM) ou 4 pólos (1.800 RPM).
6.2.2 Escolha de uma torre de arrefecimento
Para a escolha correta de uma torre, devemos saber a carga térmica Q, a temperatura da água quente em graus
Celsius (tw
1
) e a temperatura de bulbo úmido do ar ambiente tu (podem-se usar os gráficos de temperatura do local).
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("c) 14+++=;P4+++=1=1
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Rio de Janeiro- RJ
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São Paulo- SP
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,
Porto Alegre - RS

EZJ
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.
.
.
Curva 1
Média mensal das
temperaturas máximas, diárias,
no bulbo seco.
Curva2
Média aritmética mensal das
temperaturas máximas, diárias,
no bulbo úmido.
Curva 3
Média aritmética mensal da média
arllmética diária da temperatura
de bulbo úmido .
Fig. 6.5 Curvos climatológicas de algumas cidades brasileiras,
'
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TORRES DE ARREFECIMENTO E CONDENSADORES EVAPORATJVOS 221 -------
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222 TORRES DE ARREFECIMENTO E CONDENSADORES EVAPORATIVOS
Esses dados deverão ser conhecidos pelo projetista de ar condicionado. De acordo com a experiência, nas
instalações de ar condicionado ou frio industrial devem-se usar os seguintes valores:
para o approach, a= twz - tu de 3 a 5,S°C;
- para tw
2
= 29,5°C;
- para o Z = tw
2
- tw
1
de 4 a S,S°C.
onde:
tw
2
=temperatura da água resfriada em Celsius;
tw
1
=temperatura da água na entrada do resfriador em Celsius;
t., = temperatura de bulbo úmido em Celsius.
Exemplo 6.1:
Numa instalação de ar condicionado para verão, o projeto fixou os seguintes elementos:
carga ténnica: 100 TR;
temperatura de água quente tw
1
: 34,5°C;
- temperatura .de bulbo úmido do ar exterior tu: 24°C.
Desejamos escolher o resfriador de água.
Solução:
Utilizando os dados da Alpina (Fig. 6.6), temos: entrando com a temperatura de bulbo úmido, seguimos na
horizontal até a temperatura da água resfriada tw
2
= 29,S°C (para Z = 5°C). Desse ponto, baixa-se até a linha
z =soe.
Agora vamos escolher uma vazão para a bomba de 60m
3
/h na base de 3 GPM!TR (11,4llminuto porTR).
Levantemos a. vertical partindo do ponto Gw = 60m
3
/h, até encontrar a horizontal que passa no ponto cor-
respondente a z .= soe.
Temos o resfriador: 40 OHSV com 420 RPM, 3,0 cv, 6 pólos.
Obs.: ·Nesse eXemplo escolhemos um ventilador com 213, ou seja, 66% de sua rotação nominal, para que, nos
raros dias do andem que a temperatura de bulbo úmido ultrapasse esse valor de projeto, possamos aumentar a
rotação do ventilador para 100% de sua capacidade.
6.2.3 Perdas de água
As perdas de água de um resfriador do tipo compacto não ultrapassam 2% da vazão da água de circulação.
As perdas devem-se à evaporação de água, arrastamento das gotículas finíssimas pelo ventilador e ainda à
purga de desconcentração.
6.2.4 Esquemas de instalações de resfriadores compactos
Na Fig. 6.7 vemos o esquema de uma torre de resfriamento de água, onde estão representados os fluxos de ar
entrando lateralmente e saindo no topo (ventilador no topo) e a água caindo na bacia. Essa torre é do tipo de
aspiração de ar (corrente induzida).
Na Fig. 6.8 vemos representados os principais componentes de uma torre do tipo de aspiração de ar.
Vejamos agora o esquema de uma instalação completa- Fig. 6.9. Nesse esquema temos o comando auto-
mático do ventilador no circuito de água fria. O comando da bomba da água de circulação (BAC) pode ser manual
ou automático pela fonte de calor; uma vez ligada a BAC, o ventilador é comandado pelo termostato.
Cuidados: evitar a entrada de ar na tubulação de sucção da bomba; regular a faixa de temperatura do termostato,
de modo a evitar partidas e paradas freqUentes do ventilador.
No esquema seguinte (Fig. 6.10), para evitar a entrada de ar na tubulação de sucção, foi utilizado um depósito de
água intermediário; foram instalados dois filtros em paralelo com manômetro diferencial, o que possibilitará limpeza
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TORRES DE ARREFECIMENTO E CONDENSADORES EVAPORATIVOS 223
------'==·
D D
B B
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Fig. 6.7 Esquema de uma torre de resfriamento de água.
1 Motor- Ventilador.
2. Eliminadores de gotas.
3. Entrada d'ãgua.
4. Corpo da torre em fibra de vidro (fibarglass).
5. Enchimento fabricado em blocos compactos
em plástico.
6. Venezianas.
7. Saída de água.
Fig. 6.8 Componentes prindpais de uma torre de resfriamento.
ou reparos nos filtros com a instalação em funcionamento. Nesse esquema estão sendo utilizadas duas torres em pa-
ralelo, o que é uma boa solução, pois, no caso da falha de uma delas, a outra poderá atender a meia-carga.
No esquema da Fig. 6.11 temos uma instalação típica para edifícios em que torre e bomba ficam localizadas
na cobertura do prédio.
Para evitar a entrada de ar na sucção da BAC, foram instaladas duas torneiras de bóia. Na partida da BAC,
abre-se a torneira de bóia B, e, como há pequeno desnível entre a caixa-d'água e o resfriador, o nível d'água
continuará baixando. Para evitar a entrada de ar na sucção, foi feito um desvio d'água tipo by-pass, onde parte
224 TORRES DE ARREFECIMENTO E CONDENSADORES EYAPORAT!VOS
--··--
Termostato
I
COlocação ao ar livre
COlocação dentro do prédio
Condensador
Aqui deve ser drenada a
desconcentração
cerca de 50%
Fig. 6.9 Esquema básico de uma instalação de torre de arrefecimento.
r-----------
Termostato
I
Aqui deve ser drenada a purga
de dascom:entração- C.A.
50% da reposição.
Condensador
Nfvel de
operação
i I
Fig. 6.10 Esquema de sistema com duas torres e depósito intermediário.
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TORRES DE ARREFECIMENTO E CONDENSADORES EVAPORATIVOS 225
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Caixa-
Condensador
Filtro
opcional
Fig. 6.11 Sistema com torre e coixo"d'águo em pequeno desnível.
~ g o t o
da água retoma ao tanque coletor, dando tempo para que a torneira de bóia B retorne ao nível de operação. Pelo
registro globo D, regula-se a vazão e a pressão no by-pass. Desse modo pode-se evitar a entrada de ar na tubu-
lação de sucção sem o uso de depósito d'água intermediário, que onera a instalação.
Na Fig. 6.12 vemos uma torre atendendo a um edifício de vários pavimentos, sendo localizada em pavimen-
tos inferiores.
6.2.5 Quantidade de água de circulação
Na Seção 1.16; quando estudávamos os fundamentos sobre refrigeração, vimos que a quantidade de água de
circulação para os condensadores deve ser de 3 GPM por 1R para um diferencial de temperatura aproximado de
Lona
D!J
arrefecimento
Esgoto
Fig. 6.12 Torre de resfriamento situado no pavimento inferior.
226 TORRES DE ARREFECIMENTO E CONDENSADORES EVAPORATIVOS

1 oop (5,6°C), ou, em dados práticos, tomaremos de 3 a 6 GPM por TR, ou seja: 11,4 a 22,8 litros por minuto por
tonelada de refrigeração (TR). Em outras unidades:
0,68 a 1,36 m
3
/h
Exemplo 6.2:
Vamos supor uma instalação cuja carga térmica seja de 100 TR. A quantidade de água de circulação a passar
pelo condensador, bomba e torre na base de 0,68 m
3
/h por TR será:
0,68 X 100 = 68m
3
/h
Se tomarmos a base de 1,36 m
3
/h por TR, será:
1,36 X 100 136 m'lh
Com esse valor mais alto de água de circulação entrando no ábaco da escolha de resfriadores (Fig. 6.6),
verificamos que poderíamos escolher uma torre menor com menos diferencial Z, porém, para evitar uma
BAC (bomba da.água de circulação) de maiores proporções, teríamos que fazer um by-pass na tubulação
de recalque (Fig. 6.1). Assim evitaríamos maiores perdas resultantes da maior vazão de água pelo
condensador.
6.2.6 Escolha de bomba da água de circulação (BAC)
Para a escolha de uma bomba-d'água, devemos conhecer os seguintes parâmetros:
altura manométrica em metros-
vazão em m
3
/h - Q.
A altura manométrica Hm é a altura representativa das perdas de carga a vencer mais a altura estática:
Hm = Hest + Hperd.
As perdas de de um sistema de água de circulação podem ser divididas em três parcelas:
perda de carga através do condensador, em metros, obtida pelos dados do fabricante;
perda de carga através da torre, em metros, obtida pelos dados do fabricante;
perda de carga através das tubulações, conexões, registras etc., em metros, obtida pelos cálculos hidráulicos
(veja Item 1.1.6.5 de Instalações Hidráulicas e Sanitárias, do mesmo autor).
Para se conhecer as perdas no sistema hidráulico, precisa-se saber o diâmetro das tubulações. Os diâmetros
podem ser fixados conhecendo-se a vazão em m
3
/h ou Vs e a velocidade em m/s.
De acordo com a NB-92 da ABNT (Instalações prediais de água fria), a velocidade máxima nas tubulações
deve ser de 2,5 m/s.
A NBR-6401 da ABNT dá uma indicação dos diâmetros recomendados em função da vazão, o que deve ser
usado pelo projetista da instalação (Tabela 6.1).
6.2.7 Potência da bomba da água de circulação (BAC)
A potência da BAC pode ser obtida através da seguinte expressão:
onde:
P =potência em cv;
Q =vazão em m
3
/h;
Hm = altura manométrica em m;
p ou
3.600 X 75
TJ =rendimento do conjunto motor-bomba (da ordem de 40 ou 50%) .
. , ..
I
' l
j
' l
i:
l'
l
r
I
l
TORRES DE ARREFBC!Ml!NTO E CONDENSADORES EV APORATIVOS 21:7
- -----------------'==-==-c==c:===-==-=-==-=--=-
Tabela 6.1 Diâmetros Recomendados e Velocidades Máximas nas Tubulações de Água (NBR-6401)
Dilimetro do Tubo
· ~
pol.
19 3/4
25 l
32 I 1/4
38 I 112
50 2
65 21/2
75 3
100 4
125 5
150 6
-
•A, vazoes .ao para tubo• classe DIN 2440.
Exemplo:
Q= 60m
3
/h;
H m ~ l 5 m .
Vazão*
mVh
1,5
3
6
9
17
28
48
90
143
215
Sistema Feclw.do
Velocidade Perda Vazão*
mi< % m'lh
1,2 lO 1,0
1,5 lO 2,2
1,7 lO 4
1,9 lO 6
2,2 lO 12
2,5 lO 23
2,8 lO 36
3.1 9 75
3.1 7 136
3,2 5,5 204
60X!5
P ~ -=::--:--:-::"--:- = 8,3 cv, ou 6 kW
270 X 0,4
6,3 Condensadores Evaporativos
6.3.1 Introdução
Sistema Aberto
Velocidade
mi<
0,8
1.1
1,2
1,3
1,6
2,1
2.1
2,5
2,9
3.1
p,ro,
%
lO
lO
10
10
10
lO
lO
10
lO
9
Uma instalação;que usa um condensador evaporativo dispensa o condensador normal; esse equipamento é
uma composição de condensador e torre numa só peça. Em geral é localizado na cobertura, onde funciona melhor,
! : porém pode ser instalado em qualquer parte do prédio.
i : Os condensadores evaporativos podem ser colocados acima ou abaixo dos evaporadores, sendo melhor aci·
,. i
ma; podem ser usados para instalações que utilizam mais de um compressor.
6.3.2 Partes constituintes
Na Fig. 6.13 vemos um esquema típico de um condensador evaporativo que é composto das seguintes partes:
1. Carcaça- em geral feita de chapas de aço galvanizado, submetidas a tratamento anticorrosivo.
2. Serpentina de condensação- é uma tubulação de cobre com aletas contínuas também de cobre, para resis·
tir à corrosão.
3. Ventiladores - são colocados na parte superior, acima dos eliminadores, para evitar que a água seja arras·
tada com o ar. São do tipo dupla entrada, dupla largura e montados no mesmo eixo no caso de haver mais
de uma unidade; a descarga do ar pode ser na lateral ou na vertical.
4. Motor dos ventiladores- é a máquina acionadora dos ventiladores, deve ficar do lado de fora e protegida
contra as intempéries.
5. Bomba-d'água e motor- fica localizada na parte externa abaixo da bandeja, de modo a trabalhar "afoga·
da", para evitar entrada de ar na sucção.
6. Distribuidor de água e borrifadores- ficam localizados logo acima da serpentina de condensação; são fei·
tos de latão ou cobre e servem para espargir a água pressionada pela bomba de modo uniforme.
228 TORRES DE ARREFECIMENTO E CONDENSADORES EVAPORATIVOS
VISTA DE CIMA
+
'
Vista lateral
Corte lateral
Corte longitudinal
Fig. 6.13 Condensador evaporativo- partes constituintes.
7. BanQeja de água- é feita de chapas de aço galvanizado e localiza-se no fundo da carcaça, de modo a rece-
ber água dep<;>is de passar pelas serpentinas, da caixa ou da rua.
8. Torneira.de l:i6ia- é a peça indicada para manter o nível da água da bandeja sempre constante.
9. Abertura de e1,1trada de ar- é a abertura colocada logo acima da bandeja e abaixo da serpentina de condensação.
10. Eliminadores- evitam que a água seja arrastada pelo ar até o ventilador; são feitos de chapas de aço com
proteção cont;ra corrosão.
11. Aberturas de saída do ar- devem ser colocadas do lado oposto à entrada e servem para a saída do ar quen-
te; são dutos de chapas galvanizadas.
12. Entrada de gás quente -é um ponto lateral e externo da carcaça, onde se liga a tubulação de cobre vinda do
compressor.
13. Receptor do refrigerante líquido- fica localizado na bandeja e se destina a receber o refrigerante depois de
condensado nas serpentinas; daí é enviado ao evaporador do sistema, depois de sofrer a expansão.
14. Saída do refrigerante líquido- é o ponto onde se liga a tubulação de líquido em alta pressão que se destina
à serpentina de resfriamento da bandeja.
15. Dreno- é uma saída de água controlada por um registro, para esvaziamento de cuba nas ocasiões de repa-
ros e manutenção.
6.3.3 Funcionamento
O condensador evaporativo integra o ciclo de refrigeração.
Nas Figs. 6.13 e 6.14 vemos todo o conjunto montado para operação. O gás quente oriundo do compressor
passa pelas serpentinas de condensação, onde recebe a água borrifada; nessa região, o gás cede calor à água e ao
ar e se condensa, sendo depositado no receptor do líquido sob a forma de líquido em alta pressão. Do receptor,
"'
TORRES DE ARREFECIMENTO E CONDENSADORES EVAPORATIVOS 229

Condensador
evaporador
L1nha de
gás
quente
Compressor
(152,5 m/mln)
Duto em
Unha de
lfquldo
Cobertura


Serpentina de
expansão direta
Piso
Piso
Fig. 6.14 Condensador evaporativo- instalação.
o fluido frigorígeno se desloca para a válvula de expansão e daí às serpentinas de expansão direta (evaporador),
onde circula o ar que é refrigerado. No evaporador, o fluido se torna gasoso e novamente é aspirado pelo com-
pressor pela linha de sucção.
A bomba-d'água recebe a água depositada na bandeja e pressiona-a no distribuidor de água e borrifadores. A
água espargida é lançada sobre as serpentinas de condensação, provoca troca de calor com o fluido quente e se
evapora (calor latente de vaporização). O ar circulando sob a ação do ventilador mantém cantata com as serpen-
tinas e a água que lhe cede calor, é lançado ao exterior sob a forma quente e úmida, ou seja, praticamente satu-
i !
I
I
,. i
230 TORRES DE ARREFECIMENTO E CONDENSADORES EVAPORATNOS
Tabela 6.2 Dados Recomendados para Escolha de Condensadores Evaporativos
Capacidade em TR 5 10 15 20 25 30 40 50
Vazão do ventilador em MCM 36 71 106 141 l77 212 283 354
Motor do ventilador (HP) 112 I 1112 2 3 3 5 5
Entrada de água 112 112 3/4 3/4 3/4 I I I
Vazão da bomba-d'água (1/min) 19 38 57 76 95 ll3 151 189
Motor da bomba-d'água (HP) 1/4 l/4 l/3 l/3 112 112 l/2 3/4
Perdas por evaporação (IImin) 0,65 1,26 1,89 2,52 3,15 3,78 5,04 6,3
rado. À semelhança da torre, a temperatura de bulbo úmido do ar nunca é atingida pela água de retomo situada
na bandeja. Haverá sempre um approach (a = tw
2
- tu) da ordem de soe
twz = temperatura da água de retorno em oc;
tu = temperatura de bulbo úmido do ar em
0
C.
. 6.3.4 Dados práticos gerais para os condensadores evaporativos
(a) Vazão de ar dos ventiladores- a vazão dos ventiladores deve ser em tomo de 250 CFM por tonelada de
refrigeração, ou seja, 7,07 MCM por TR.
(b) Água de circulação- a quantidade de água de circulação deve ser de 1 GPM por tonelada por minuto de
refrigeração, ou seja, 3,78litros/minuto por TR.
(c) Perdas de água- a quantidade de água perdida por evaporação é da ordem de 2 galões/hora por tonelada
de refrigeração, ou seja, 0,126litro/minuto por TR, ou seja, cerca de 3,3% de perda.
Na Tabela 6.2 vemos alguns dados para os condensadores evaporativos baseada nos dados práticos acima
descritos.
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
I. Cite três razões pelas quais é imposta a instalação de unidades com condensação a ar.
2. Em uma instalação de funcionamento diurno na cidade de Porto Alegre, a temperatura da água de saída da
torre é de 29;5°C. Calcular o menor approach anual, utilizando as curvas climatológicas da Fig. 6.5.
3. Selecionar um resfriador de água para uma instalação com os seguintes dados:
carga térmica: 60 TR;
temperatura da água quente: 33,5°C;
temperatura de bulbo do ar exterior: 25°C;
vazão da bomba: 3 GPM por TR.
Usar o gráfico da Fig. 6.6 e tomar o Z = 4.
4. Calcular as perdas de água de um resfriador para uma instalação de 80 TR e o custo mensal dessas perdas,
supondo a instalação funcionando 24 horas por dia durante os 30 dias.
base: 3 GPMffR;
- custo da água: R$ 2,00 por metro cúbico.
5. Considerando os dados do exercício anterior, calcular o diâmetro recomendado para a tubulação de água da
torre de resfriamento, de acordo com a NBR-6401.
6. Calcular a potência de uma bomba d'água de circulação (BAC) para uma instalação em que a altura mano mé-
trica é 1Om e a carga térmica. 50 TR. Tomar o rendimento de 40% e a vazão de 6 GPM/TR. Resposta em kW.
,, '
TORRES DE ARREFECIMENTO E CONDENSADORES EVAPORATIVOS 231
7. Calcular a altura manométrica do sistema da Fig._ 6.11, onde temos os seguintes dados:
distância entre a entrada e saída de água na torre: 2,5 m;
perda de carga no condensador: 8 m de C.A.;
perda de carga na torre: 6 m de C. A;
perda de carga na tubulação: 0,5 m/min;
comprimento da tubulação: 20 m;
comprimento devido aos acidentes: 40 m.
8. Qual deve ser a vazão de ar do ventilador de um condensador evaporativo para uma instalação de 25 TR?
Dar a resposta em MCM.
9. Qual deve ser a quantidade de água de circulação para a instalação do exercício anterior?
10. Qual será a quantidade perdida por evaporação, em litros/minuto, para a instalação do Exercício 8?
·---:---
7.1 Generalidades
Há três objetivos principais ao se projetar um sistema de controle numa instalação de ar condicionado:
- conforto:
econom1a;
-- !-.egurança.
O conforto consegue-se mantendo a temperatura e a umidade relativa do ambiente dentro dos limites desejá-
veis; a ecoJJomia é obtida fazendo-se com que cerlos equipamentos sejam desligados nos momentos de menor
carga térmica; a segurança é obtida acionando-sc cerlos dispositivos toda vez que há alguma anormalidade no
funcionamento da instalação.
Os de controle podem ser de dois tipos:
- liga-desliga (on-ojj);
gradual.
Corno exemplo de controle liga-desliga, podem-se citar termostatos, pressostatos; como exemplo de contro-
le gradual, temos a válvula de expansão tennostática.
7.2 Sistemas de Controles Automáticos
Os temas de controle mais usados em ar condicionado são:
elétricos;
pneumáticos;
- autónomos.
Os sistemas elétricos são os mais usuais e se baseiam no princípio de que pequenas correntes podem contro-
lar grandes cargas. Há dois circuitos básicos no controle elétrico:
circuito de força, que aciona a máquina operatriz;
- circuito de controle, que uma vez fechado possibilita o fechamento da chave do circuito de força.
Os sistemas pneumáticos são acionados por ar comprimido, normalmente a baixa pressão (até 1,05 kg/cm"),
e servem para abrir ou fechar válvulas ou registras.
Os controles autônomos são assim chamados porque não precisam de fonte externa para agir; utilizam o prin-
cípio da dilatação de um líquido volátil para fazer abrir ou fechar uma válvula.
7.3 Controles Elétricos
7.3.1 Generalidades
Os controles elétricos podem ser:
- de acionamcnto dos equipamentos:
- de operação do sistema.
O controle de acionamento é conseguido por meio de chaves, relés, contactares, lâmpadas sinalizadoras,
botoeiras liga-desliga etc. dispostos de maneira adequada a dar partida, proteger e intertravar os diversos equipa-
...

CONTROLES AUTOMÁTICOS 233

mentos que devem entrar em operação segundo uma seqüência apropriada. O controle de operação do sistema
é conseguido por meio de tennostatos, umidistatos, pressostatos, válvulas solenóides etc., cuja função é manter
o recinto dentro das condições de conforto desejadas.
Antes de estudannos o funcionamento de um sistema elétrico de controle e acionamento, vejamos algumas
definições:
chaves elétricas- são clispositivos destinados a ligar-desligar e proteger os circuitos, com comando local;
contactares- equipamentos destinados a ligar-desligar e proteger, com comando a clistância ou local, pos-
suem internamente o circuito de controle e o circuito de força;
relé auxiliar- equipamentos que permitem ligar-desligar outros circuitos auxiliares, não possuindo circuito
de força;
relé de sobrecarga - equipamentos de proteção que se abrem quando a corrente ultrapassa certos limites;
botoeira liga-desliga- dispositivos para ligar e desligar os circuitos;
lâmpadas sinalizadoras- servem para mostrar se um circuito está ligado ou desligado;
termostatos - equipamentos que permitem a regulação de temperatura através de contatos que se abrem no
limite se fecham no limite mínimo;
pressostatos -equipamentos que operam por pressão máxima (desligam o circuito) ou por pressão mínima
(ligam o circuito);
umidistatos- aparelhos que regulam a umidade relativa do ambiente, abrindo ou fechando o circuito con-
forme os limites desejáveis;
válvulas solenóides- válvulas que abrem ou fecham o fluxo de um fluido qualquer (água, fréon, vapor etc.)
mediante a atuação de uma bobina elétrica comandada por um outro equipamento controlador.
Na Fig. 7.1 vemos alguns tipos de aparelhos controladores da operação do sistema.
Agora que já temos noção da função de cada peça, vejamos como será o desempenho de um conjunto.
Suponhamos os diagramas das Figs. 7.2 e 7.3, correspondentes ao funcionamento do condicionador de ar
lOT-VA da Coldex·-Trane, do tipo self-contained (compacto).
No circUito de força, vemos como as diversas máquinas do condicionador se ligam às fases R, S, T de uma
rede elétrica trifásiqa. Uma chave geral liga, protege e secciona o condicionador na rede (poderia ser um disjun-
tor); cada ramal é protegido por fusíveis (PJ> Fz, F
3
). Cada máquina é ligada e desligada pelos contactares CJo
C
2
, C
3
, que são acionados pelas bobinas a-b, que estão no circuito de controle.
No circuito de controle, vemos os cliversos componentes destinados a acionar os equipamentos e a manter as
condições necessárias ao conforto no recinto.
7.3.2 Funcionamento do circuito de controle elétrico de um condicionador compacto
A partida do ventilador Ml é feita através da botoeira liga, L, o que possibilita completar o circuito elétrico,
onde estão as bobinas a-b do contactar C
1
, o relé RSI (21-22), o cantata auxiliar C
1
do contactar (13-14), a
bobina desliga, D (3-4), os tennostatos internos do compressor TlCl e T1C2 e os protetores externos de sobre-
carga PESte PES2. Completar o circuito significa ligar a fase Sl à fase Tl através dos componentes citados.
Agora vamos ver como será dada a partida nos compressores M2 e M3, e para isso acompanhemos o diagra-
ma da Fig. 7.3.
Para que o circuito a partir da fase SI fique completado, é necessário que a bomba da torre de arrefecimento
esteja em funcionamento, ou seja, o cantata auxiliar CABT fechado e também o termostato de ambiente TARl,
e o interruptor refrigerar IR 1. Desse modo, teremos o circuito completo até o ponto 21 do diagrama, e a partir
dai, até a fase Tt, todos os componentes estarão ligados.
Na Fig. 7.3, vemos que o cantata auxiliar CABT, o termostato TARl e o umidistato UAl estão ligados com
linhas interrompidas, o que significa que estão localizados fora da barra de terminais do condicionador. Facil-
mente se verifica que quaisquer desses ramais que se completem farão com que a lâmpada-piloto, LP, se acen-
da, indicando que o circuito está energizado.
li
234 CONTR{>Li-' Al
(a)
(b)
Fig. 7.1 (a) automáticos-aparelhos controladores de temperatura. umidade c vazão. Fontes: Catálogo !ohnson Controls,
RA. 7" cd. Catálogo Sotchwell Sunvig; Catálogo Regin. (b) Em um único instrumento de mão, termômctro, higrômetro e anemôme"
Iro marcando Vf'lncidade de vento, efeito de vento (sensação térmica), umidade relativa, índice de calor e ponto de
onulho. Fonte: Catálo9o Bascnge.
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M'
F3
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Chave geral
Fig. 7.2 Circuito de força de um condicionador do tipo self"contained- condensação a água.
I
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~
236 CONTROLES AUTOMÁTICOS
F2A
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C1
C1
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4

22
14
13
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2
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' : PACR 2
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' : PBCR 1
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' : PBCR 2
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14 L_t;___ \.'"_(_ ----- _.J 15
Cl Contactar do motor do ventilador do
evaporador
C2 Contactar do motor do compressor l
C3 Contactar do motor do compressor 2
CABT Contocto da bombo de água da torre de
D
" L
arrefecimento
Botoeira desliga
Interruptor refrigerar
Botoeira liga
Lâmpada piloto LP
PES Protetor externo de sobrecarga
PACR Pressostoto de alto com rearme
PBCR Pressostoto de boixo com rearme
'51
TAR
Relé de sobrecorga do ventilador do evaporodor
Termostato de ambiente
TlC Termostato interno do compressor
UA Umidistoto de ambiente
Bomes
Ml Motor do ventilodor
M2 Motor do compressor 1
M3 Motor do compressor 2
Fig. 7.3 Circuito de controle de um condicionador do tipo self·contained- condensação a água.
L

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I
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1

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22 21

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-_L _..J
Fig. 7.4 Barra de terminais utilizando o circuito da Fig. 7.3.
81
T1
s
c
i
i

238 CüNTROl ES ALITOMÁT!COS
-------
Para facilitar a ligação dos componentes internos ou externos do circuito, m, fabricantes montam uma barra
de terminais, conforme se vê na Fig. 7.4.
Pode-se constatar, pela Fig. 7.3, que os compressores M2 e M3 só podem funcionar se o ventilador Ml esti-
ver ligado; aliás, é recomendado que, na partida do condicionador, ligue-se o ventilador e espere-se cerca de 2
minutos para dar partida nos compressores, que só entrarão em funcionamento se a torre estiver ligada (CABT)
e se o termostato de ambiente (TAR) ou o umidistato de ambiente (UA) estiverem fechados.
7.3.3 Funcionamento do circuito de controle elétrico de um sistema de água gelada
Vamos ver agora como funcionam os circuitos de controle das Figs. 7.5 e 7.6, relativos a uma instalação
central de água gelada. Como no exemplo anterior, há dois tipos de circuitos: o circuito de força, através do qual
são energizadas as máquinas do sistema; e o circuito de controle, por meio do qual são completados os circuitos
das bobinas de fechamento dos contactares do circuito de força.
Nesse exemplo, lemos os seguintes equipamentos principais:
PWC- unidade resfriadora central (power water chilleá);
BAG- bomb'a de água gelada (normal);
BAGR- bomba de água gelada de reserva;
BAC -bomba de água de condensado (nonnal);
BACR -bomba de água do condensado de reserva;
V -voltímetro;
A- amperímetro;
3KU 1 - seccionador elétrico;
TCl -transformador de corrente;
e- fusíveis (e
1
, e
2
, e
3
etc.);
ct- elemento térmico (protege contra sobrecorrentes);
3T A - contactores elétricos (ou chave magnética CM);
RA- relé auxiliar;
BD -botoeira desliga;
BL- botOeira liga;
FSG -chave de fluxo de água gelada;
FSC- chave de fluxo de condensado;
P 16 - chave reversora.
Para que as unidades PWCl e PWC2 possam entrar em funcionamento, são necessárias as seguintes opera-
ções preliminares:
- torres em funcionamento;
- bomba de água de condensado ligada (normal ou reserva);
- bomba de água gelada ligada (normal ou reserva);
chaves de fluxo de água gelada e de condensado fechadas.
Para a operação do sistema, começamos a ligar os ventiladores das torres, agindo nas botoeiras 6BL e 5BL (o
que energizará as bobinas CM5 e CM6) e a dos cantatas auxiliares RAle RA2. Assim fecham-se os cantatas
auxiliares RA I e RA2 (o que possibilita retirar o dedo da botoeira) e as torres continuam ligadas.
Agora vamos dar a partida na bomba de condensado (normal ou reserva); confonne a posição da chave re-
versora, pode-se usar qualquer das bombas. Se houver água na torre, a chave-bóia está fechada e, para dar par-
tida nas bombas de condensado, basta ligar as botoeiras 3BL ou 4BL.
Suponhamos que a chave reversora esteja na posição para 4BL; a chave magnética CM4 terá a sua
bobina 8C I energizada, bem como o cantata auxiliar 8Cl. Desse modo o relé auxiliar RA6 também
será fechado.
J
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Jl" Jl"' Jl'' Jl"'
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I
BAGR
30 HP
3TA-24
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BACR
40HP
3d>+ N -4i0 V-60Hz
3X110+N
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3KU1 -227
200A
"c
40HP
Fig. 7.5 Cirruito de força de um sistema de ógua gelada.
"'
EZ·2512A
ewc'
ET32@
'" P16-112 hs
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EZ·2512A
PWC2

Comando
I
t

240 CONTROLES AlffOMÁTICOS

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\. "" .\
CONTROLES AUTOMÁTICOS 241
----------
Para se ligar as bombas de água gelada, basta agir numa das botoeiras lBL ou 2BL, o que fechará o circuito
da bobina, e os contatos 5Cl (ou 6Cl) se fecharão, assim como o relé auxiliar RA3 (ou RA4). Desse modo
estamos vendo que. para se poder dar partida em PWCl e PWC2, bastará que as chaves de fluxo FSGl (ou
FSG2) e FSCl (ou FSC2) estejam fechadas, indicando que o condensado e a água gelada estão circulando nas
tubulações.
Como veremos adiante, a operação final de ligar e desligar os resfriadores de água PWCl e PWC2 ficará
condicionada ao termostato controlador da temperatura da água gelada, que fica localizado no interior do reser-
vatório de água gelada. A água gelada circulando através dosfan-coils será controlada por uma válvula de três
vias (não consta das Figs. 7.5 e 7.6) que regulará a temperatura do ar a ser insuflado nos ambientes condiciona-
dos.
73.4 Controles do compressor
Os compressores de qualquer sistema de refrigeração são equipados com dois pressostatos:
pressostato de alta pressão;
prcssostato de baiXa pressão.
Esses controles visam exclusivamente à proteção do equipamento contra qualquer anormalidade na pressão
do fluido frigorígeno. O desligamento na alta pressão tem por objetivo evitar que a pressão na cabeça do com-
pressor se eleve a um ponto excessivo, capaz de provocar a ruptura de peças. A pressão máxima deve ser em
tomo de 175 a 200 libras por polegada quadrada (12,3 a 14,1 kg/cm
2
), o que provoca a parada imediata do com-
pressor, pois, como vimos na Fig. 6.1, abre-se o circuito de controle e as bobinas de ligação são desenergizadas.
O desligamento na baixa pressão tem como objetivo evitar que o compressor trabalhe a pressões muito bai-
xas, o que provocaria congelamento das serpentinas.
A regulagem do deve obedecer às indicações dos fabricantes dos compressores.
7.3.5 Tipos de controle no recinto
Não há regras para se preestabelecer os tipos de controles no recinto. Cada instalação tem a sua pecu-
liaridade, que deve ser estudada pelo projetista a fim de decidir os controles mais indicados.
Alguns princípios podem orientar na escolha do tipo mais indicado de controle no recinto:
recintos pequenos: termostato simples, termostato de dois estágios;
recintos grandes: termostato simples, termostato de dois estágios, controle por zonas (dois ou mais tennosta-
tos);
recintos múltiplos: um termostato em cada recinto, controles por zona (dois ou mais tennostatos);
prédios de vários pavimentos: tennostatos em cada recinto, controles por zona (um termostato em cada an-
dar) ou um termostato em cada dois ou mais recintos por andar;
prédios com um.fan-coil por recinto: um único termostato por recinto (esse sistema é o que oferece melhores
condições de conforto, pois o controle da temperatura é individual, como é o caso de hotéis ou escritórios
com separação entre as salas).
Quando o recinto é muito grande, será indicada uma unidade central (unidade compactaoufan-cOl"[) por zona;
nesse caso, o controle é geral. Será sempre indicado o grupamento por zona de locais que recebem a mesma
insolação, por exemplo, as salas de lado oeste constituem uma zona separada das salas de lado sul do prédio.
73,6 Diagramas de controle
O controle mais simples é o de um único termostato de ambiente controlando a chave de partida do compres-
sor- Fig. 7.7. Nessa figura vemos uma instalação de conforto para verão em que o termostato de ambiente é
regulado para uma única temperatura; quando é atingida essa temperatura, o compressor desliga, e quando a
'
'
I
I
242 CONTROLES AUTOMÁTICOS
----------- ···-· _:____ __ ------···-----
Arde
A'
i
Ar exterior
Linha de
partida do
compressor
Fig. 7.7 Controle do partida do compressor por termostato de ambiente.
temperatura ultrapassa o ponto fixado, o compressor parte até ser restabelecida a temperatura. Para melhorar as
condições internas, há um registro manual para regular a vazão de ar de retorno e outro também manual para o
ar exterior.
Nesse tipo de controle há o inconveniente das ligações e paradas do compressor muito freqüentes. Para evi-
tar esse problema, n ~ diagrama da Fig. 7.8 é indicado o controle por válvula solenóide comandada pelo termostato
de ambiente. O papel dessa válvula é fechar o fluxo de refrigerante toda vez que o termostato de ambiente com-
pletar o circuito elétrico (quando é atingida a temperatura de corte). O compressor continua funcionando até
parar por ação do pressostato de alta.
No diagrama-da Fig. 7.9 vemos uma instalação para verão em que a serpentina de esfriamento (evaporador)
é subdividida de modo a atender a duas temperaturas diferentes. O termostato de dois estágios é uma caixa onde
se pode registrar duas temperaturas diferentes. Se, por exemplo, registramos a serpentina menor para que sua
válvula solenóide feche a uma temperatura de 80°F (26, 7°C) e a serpentina maior é regulada para 78°F (25,6°C),
temos o seguinte: se a temperatura ambiente for caindo até 26,7°C, fecha-se a entrada de refrigerante na serpen-
tina menor, mas continua o fluxo de refrigerante pela serpentina maior até ser atingida a temperatura de 25,6°C.
--------- --·
Caixa
Fluxo de ar
Compressor
Serpentina de esfriamento
T enncstato de
ambiente·
esfrlamento
Fig. 7.8 Controle do válvula solenóide.
L
... ;.
Válvula de expansão
Serpentina de
esfriamento
Fluxo ----1-..
de ar l
Linha de
I
I
I
>--

I
Compressor
L __________ _
CONTROLES AUTOMÁTICOS 243
l
I
I
I
Liohodofi
liquido
T,
Termostato de
ambiente tipo de
dois estágios
Fig. 7.9 Diagrama de controle utilizando termostato de dois estágios.
Nesse ponto, deixa de entrar refrigerante em ambas as serpentinas. Inversamente, quando a temperatura atingir
25,6°C, abre-se a serpentina maior, e, se a temperatura continuar subindo, a 26,7°C abre-se a válvula da serpen-
tina menor.
Na Fig. 7.10 vemos uma instalação em que a temperatura ambiente deve ter controle rigoroso. O termostato
de ambiente é do tipo modulador, sendo capaz de comandar um controlador de seqüência abrindo cada serpen-
tina por meio da válVula solenóide respectiva, de modo que a temperatura ambiente seja controlada em degraus,
e não bruscamente, como nos outros diagramas. Nesse tipo de instalação há necessidade de um controle auto-
mático de sucção pára o perfeito funcionamento do compressor.
Na Fig. 7.11 verrios uma instalação utilizada em localidades em que há grande variação de temperatura no
verão e no inverno.
....
Serpentina de
esfriamento
Válvula de
Linha de
líquido
Controlador
em seqüência
/
M TM
;<
r-'---;-, Termostato de
ambiente tipo
modulador
Fig. 7.10 Controle de quatro serpentinas.
... ;.
244 CONTROLES AUTOMÁTICOS
'..---+ '
Ar etsrior I
A
Arde
A
t
Arde insuflamento
veto mo
Controle de t'1mite
mlnimo de temperatura

Serpentina de
@! -

Serpentina
''13:' vecimento 1 Ventilador
FI L_ r
Tubulação
l de vapor
--.
'
àula
Termos lato de ambiente
de vapor tipo moduladorJ...,... para aquecimento tipo modulador

@
Fig.7.11 Controle do aquecimento de ambientes.
A serpentina de aquecimento é percorrida por vapor cuja vazão é controlada por uma válvula automática de
vapor tipo modulador. Essa válvula é comandada pelo termostato de ambiente, também do tipo modulador, que
ainda controla a temperatura rrúnima do doto de ar de insuflamento.
Em muitos sistemas de ar condicionado há necessidade de controle da umidade, em especial aqueles em lo-
calidades frias ou onde a umidade é normalmente baixa. Na Fig. 7.12 vemos uma instalação capaz de controlar
a umidade: um umidistato manual é colocado ou no ambiente ou na tubulação de retorno (preferível). Esse
umidistato HI age diretamente na válvula solenóide SW que controla o fluxo d'água nos borrifadores. Eles são
colocados entre de esfriamento e de aquecimento, e de tal maneira a borrifar água em contracor-
rente com o ar; desse haverá melhor contato e, em conseqüência, melhor umidificação. A umidade dese-
A_
Ar de retorno
Ar de msufiamento
1--.=::: Controle de limite r
r vontrolador mlnlmo de temperatura
li'm;d'@
Serpentina de Serpentina de ,-ilf--1
I eslriamento aquecimento
I ' :---1
.g :-..:::- Ventilador
I
'Ê1 I
I
õ ---
Ace:.,;oc • I;
L - _j_ l
Válvula solenóide ______. Termostato de ambiente
@ de água / para água tipo modulador
Tubulação .
1 1
c
de água Va vu a
automática de vapor
---.'
Fig. 7.12 Controle do aquedmento e da umidade do ambiente .
. ,.;_

CONTROLES AtrroMÁTICOS 245
-------------------
Ar de
retomo
['--
'
-"
Ar exterior
A
i
- ...
Serpentina de
esfriamento

Controlador de
!
pressão estática
'

Motor de registro
4_==,]
tipo

::::::
::::::

Registro tipo
veneziana
Ventilador
Fig. 7.13 Controle da pressão do ar.
Ar Insuflado
jada é registrada no umidistato HI e, caso o ar de retorno esteja com menor umidade, a válvula solenóide SW é
aberta e a água, sob pressão, é espargida pelos borrifadores, aumentando a umidade do ar. Quando atingido o
valor desejado, fecha-se a válvula solenóide, cessando a borrifação de água, e a umidade do ar permanece, por
algum tempo, no limite desejado.
Em algumas instalações pode haver necessidade do controle da pressão estática do ar. Na Fig. 7.13
vemos um arranjo em que um aparelho sensível à pressão estática do ar é colocado na descarga do ven-
tilador e com comando sobre um motor elétrico que abre ou fecha um registro tipo veneziana. Assim,
se regularmos o aparelho de modo a ser mantida determinada pressão estática e, por uma razão qual-
quer, a pressão estiyer abaixo do desejado, a veneziana é aberta, aumentando o fluxo de ar na descarga
do ventilador.
A vazão de ar também pode ser controlada. Na hora dos ajustes necessários a uma instalação, há possibilida-
de de se aumentar ou diminuir a vazão do ar variando-se a rotação do ventilador. Essa variação é facilmente
obtida trocando-se polias do motor ou do ventilador.
Agora vamos ver como pode ser controlada a temperatura de um resfriador de água de um sistema a
água gelada (Fig. 7 .14). Como sabemos, nesse sistema a água gelada é produzida no refrigerador de água
e impulsionada pela bomba de água gelada a todos os fan-coils espalhados no recinto a condicionar. A
temperatura mais comum nesses sistemas é de 45°F (7 ,2°C) e é controlada por meio de um termostato
Alimentação elétrica
Chave de partida
do motor
Linha de
---------...
Motor
Válvula solenólde
Alimentação de água
fria às serpentinas
Bomba
Válvula de expansão Controlador de temperatura
Refrigerador de água tipo de inserção @
Controlador de limite
mín. de temperatura Q
tipo de inserção Ó
Fig. 7.14 Controle da temperatura de um resfriador de água .
/
,I
'
l
--
248 CONTROLES AUTOMÁTICOS
---
@@
o
Fig. 7.19 Motor de controle de válvula de 3 vias.
7.4 Sistemas Pneumáticos
Esses sistemas só se justificam em grandes instalações: o compressor de ar, além de ocupar um espaço apre-
ciável na casa de máquinas, representa um investimento adicional que deve ser pesado antes de se optar por
essa solUção. Basicamente é constituído por um compressor de ar, acionado por motor elétrico, que comprime
ar a baixa pressão (até 1 atmosfera), o qual é distribuído em um circuito primário e controlado por um circuito
Fig. 7.20.
P' P"
Compressor
de ar
p
P"
! P'P"P"'
E
•.
t p
Fig. 7.20 Esquema de controle pneumático.
Duto



t j
Motor
Peça controlada
~ I
i
1
i
l
I
:1
ii
' · ~ ..
CONTROLES AUTOMÁTICOS 249
Nesta figura vemos três controladores, CP C
2
e C
3
, que recebem a pressão primária, P, do compressor e a b a i ~
xam até as pressões P', P" e P"'. Se a pressão secundária for igual à pressão primária, o pistão, E, do motor
pneumático permanece parado, ou seja, a peça controlada (válvula ou registro) não se desloca. Havendo um
desequilíbrio de pressões, o pistão se desloca, abrindo ou fechando a peça a ser controlada.
Os controles pneumáticos podem ser aplicados em dampers controladores das vazões de ar nos dutos, nas
venezianas de controle de ar exterior, abrir ou fechar válvulas de três vias, válvulas de fluxo etc.
A fim de evitar a corrosão e conseqüentes obstruções das tubulações, é mais confiável o emprego de tubos de
cobre com solda capilar, o que também onera a instalação.
Há válvulas de três vias operadas por sistemas pneumáticos, como se pode ver na Fig. 7 .21. Esses sistemas
de controle são mistos, como também se pode ver nessa figura, na qual um relé controla o sinal pneumático do
compressor. Nesse sistema, quando se liga um ventilador, a bobina do relé é energizada e isso conecta as portas
1 e 3, passando o ar ao operador do damper. Se o ventilador for desligado, a porta de entrada 1 é fechada, fican-
do conectadas as portas 2 e 3, que passam para a atmosfera, através do exaustor, o ar acumulado no operador do
damper, que retorna à posição inicial.
A tendência da tecnologia modema é difundir o controle pneumático pela confiabilidade oferecida nas insta-
lações de maior reSponsabilidade no controle.
Nas Figs. 7.22 e 7.23 temos dois esquemas de controle pneumático da Johnson Service Company, onde pode-
mos ver que se está generalizando esse tipo de controle desde as instalações mais simples às mais sofisticadas.
Na Fig. 7.22 vemos três aplicações do controle pneumático, abastecidas por uma linha de suprimento de ar
em 20 psi vinda de um compressor não representado na figura. Esse alimentador principal (S-20) normalmente
é de cobre, e os alimentadores parciais são tubos de polietileno, flexíveis, de 1/4 de polegada. Na primeira apli-
cação, vemos a ligação de uma instalação simples onde um controlador T-4000, por efeito da temperatura do
ambiente, abre ou fecha a válvula de três vias V3754 (normalmente aberta quando não há pressão de ar) e desse
modo controla a temperatura e, de certa forma, a umidade. Na segunda aplicação há um termostato de ambiente
que envia a informaÇão da temperatura ao controlador T-9000, que manda a informação à válvula V3754, que
controlará a vazão de água gelada no fan-coil. Na terceira aplicação, temos o controle da temperatura e da
umidade por meio de duas válvulas de três vias que operam o suprimento de água gelada (V3754), normalmen-
te aberta, e de água qpente (V3974), normalmente fechada. A informação dos ambientes é enviada, por meio do
tennostato (T-5210) ou do umidistato (H-5210), aos controladores T-9000. Há ainda a participação de dois
pressostatos P-IO que irão operar as resistências de imersão para controle da umidade (aumento). Assim, se
Relé controlador
Chave de ligação
do ventilador
Sinal ___ __{k:-I-;J========t===,::(5
pneumático 2
3
LI---Exaustor
Operador
do damper
/
~ Damper
Motor do
ventilador
Fig. 7.21 Ligações típicos de controle misto pneumótico e elétrico.
250 CONTROLES AUTOMÁTICOS
- - - - - - - - ~
Tubo de polietileno
s o
V3754
2
3a15psl
V3754
Fig. 7.22 Esquema de controle pneumático de ar condicionado.
Atuador
Transdutor de umidade-
Miníma saída
~ T . ; : .
O.A.R.A
Válvula de controle de ar (NA)
NA
NA
Transdutor
d'
temperatura
Válvula NF
Conlrole do receptor
Fig. 7.23 Esquema de controle pneumático de um sistema sofisticado (Johnson Servlce Company).
CONTROLES AUTOMÁTICOS 251
apenas desejamos abaixar a temperatura do ambiente, um sinal de baixa pressão de 4 a 8 psi abrirá a válvula de
água gelada, permanecendo fechada a válvula de água quente. Se houver necessidade de umidificar o ambiente,
um sinal de maior pressão abrirá a válvula de água quente e fechará a de água gelada. Se houver necessidade de
maior umidificação, serão acionados, por degraus, os pressostatos P-10, que ligarão as resistências elétricas de
umidificação do ar.
Na Fig. 7.23 é apresentado, a título de informação, um sistema bem sofisticado, operado por um centro lógi-
co de entalpia, onde são controladas as misturas do ar de retomo e exterior, de acordo com as temperaturas e
umidades, e também as vazões e condições do ar a ser insuflado no ambiente.
O centro lógico de entalpia N-9000 executa todas as operações de controle, recebendo o suprimento de ar S-
20 e as informações dos termostatos e umidistatos e, após uma operação lógica, envia os dados às válvulas que
irão abrir ou fechar os controles de temperatura, umidade e vazão de ar.
7.5 Sistemas Autônomos
São sistemas que não necessitam de energia externa para desempenhar a função controladora. Utilizam a
dilatação de um"líquido volátil para abrir ou fechar uma válvula que comanda o fluxo de um fluido qualquer.
Como exemplo de um sistema autônomo, temos a válvula de expansão termostática, utilizada em todos os equi-
pamentos frigorígenos. Na Fig. 1.9 (Cap. 1) vimos onde se situa uma válvula de expansão termostática no ciclo
típico de refrigeração. Essa válvula controla a vazão do fluido frigorígeno no evaporador em função da carga
térmica que lhe é transmitida pelo fluxo de ar, no caso dos sistemas de expansão direta, ou pela água fria, no
caso dos sistemas de expansão indireta. O controle exercido pela válvula de expansão termostática é o do cha-
mado tipo feedback (retroalimentação), ou seja, um bulbo térmico é colocado após o evaporador, a entrada de
fluido sendo controlada antes da válvula de expansão.
Na Fig. 7.24 vemos um tipo de válvula de expansão em que a dilatação do fluido no bulbo térmico, por ação
do calor absorvidO pelo fréon, se transmite pelo tuOO capilar agindo no diafragma, que provoca maior ou menor
abertura controlando a entrada de líquido no evaporador. Essa válvula é dita tennostática porque procura man-
ter a mesma temperatura na serpentina do evaporador. Nas pequenas unidades frigorígenas, a válvula de expansão
é substituída por t.im tubo capilar que exerce a mesma função de provocar a expansão do líquido refrigerante.
Seção reta da válvula
Posição fechada
da operação
Posição normal
de operação
Fig. 7.24 Esquema de funcionamento de uma válvula de expansão termostática.
'li
,,
'I
,I
252 CONTROLES AUTOMÁTICOS
--"-'--
7.5.1 Funcionamento de uma válvula de expansão termostática (VET)
Basicamente, o funcionamento de uma VET é detenninado por três pressões:
P
1
, pressão do bulbo- atua em um dos lados do diafragma: tende a abrir a válvula;
P
2
, pressão do evaporador- atua no lado oposto do diafragma: tende a fechar a válvula;
P
3
, pressão da mola- atua no pino que, juntamente com a pressão do evaporador, irá fechar a válvula.
Assim, na posição de equilíbrio, temos:
Pr = P2 +PJ
Na Fig. 7.25 vemos um diagrama em que estão mostradas as pressões em jogo no sistema e um gráfico apre-
sentando as temperaturas e pressões de abertura e de fechamento (baseado em dados da Sporlan Valve Com-
pany- St. Louis, Mo).
Quando o mesmo refrigerante é usado no sistema de refrigeração e no bulbo da VET, as pressões resultantes
das variações das temperaturas são idênticas. Há casos em que o refrigerante da VET é de tipo diverso do sis-
tema de refrigeração; assim as temperaturas de evaporação são diferentes.
Na Tabela 7 · ~ 1 temos as quedas de pressão máximas em função da temperatura de evaporação para diversos
refrigerantes. Se a queda de pressão for superior a esses valores, deverá ser usado um equalizador externo, ou
seja, uma tubulação adicional entre o bulbo e o diafragma da VET (Fig. 7.27).
Após a evaporação do líquido refrigerante no evaporador em decorrência da carga térmica do ar (expansão
direta) ou da água (expansão indireta), a sua temperatura crescerá. No entanto, a pressão do evaporador, despre-
zando-se a queda devida às perdas, permanece constante. Esse vapor quente fluindo através da linha de sucção
faz crescer a temperatura do bulbo. Como o bulbo contém vapor e líquido refrigerante, sua temperatura e sua
pressão aumentam. Essa pressão mais elevada atuando no diafragma é maior do que a pressão que lhe opõem o
evaporador e a mola, o que causa um movimento do pino para fora do seu berço. A válvula então se abre até que
a pressão da mol'a, combinada com a do evaporador, é suficiente para equilibrar a pressão do bulbo. As curvas
da força de abertura resultantes da pressão do bulbo e a da pressão do evaporador então coincidem. Quando
a pressão da mola é adicionada, resulta a força de fechamento, como é mostrado na Fig. 7.25 (linha interrom-
pida).
Temperatura
Fig. 7.25 Diagrama de uma válvula de expansao termostática.
CONTROLES AUTOMÁTICOS 253
---=
Tabeffl 7.1 Queda de Pressão Máxima entre o Bulbo e a
Válvula de Expansão
Temp. de Evaporação °F
Refrigerante 40 20 o -20 -40
Queda de Pressão em psi
12 2 1,5 0,75 0,5
22 3 2 1,5 1,0 0,75
500 2 1,5 1 0,75 0,5
502 3 2,5 1,75 1,25 1,0
717 3 2 1.5 1,0 0,75
(amônia)
Se a VET não.-é alimentada por quantidade suficiente de refrigerante, a pressão do evaporador cai, ao
mesmo tempo em que a temperatura do bulbo é aumentada pelo vapor quente oriundo do evaporador, e
assim a válvula abre-se admitindo maior quantidade de refrigerante até que as três pressões estejam nova-
mente em equilíbrio. Inversamente, se a válvula admite muito refrigerante, a temperatura do bulbo decai,
ao mesmo tempo em que a pressão do evaporador aumenta, e desse modo a mola tende a fechar a válvula
até que as três pressões estejam novamente em equilíbrio. Assim, pode-se concluir que a válvula de ex-
pansão termostática manterá as mesmas condições de temperatura no evaporador, independentemente das
flutuações da carga térmica.
7.5.2 Escolha de uma válvula de expansão termostática
Na Fig. 7.26 vemos um diagrama onde são mostradas as pressões e temperaturas para uma VET.
Um barômetro em escala de psi e um termômetro em escala Fahrenheit são colocados na entrada e na saída
do evaporador. A pressão P
1
= 34 psi é a pressão do bulbo, resultante da temperatura de 37°F na saída do
evaporador (pressão de abertura). A pressão P
2
= 27 psi é a pressão do evaporador que, somada à pressão P
3
=
7 psi da mola, é neoessária para fechar a válvula. O grau de superaquecimento do bulbo é medido pela sua tem-
34 psi
Pressão
do bulbo
/
Pressão de
saída do
evaporador
27 psi
/
Pressão de fechamento 27 + 7 = 34 psi
Temp. do bulbo equivalente a 34 psi 37°F
Temp. de saruraçãO equivalente à pressão de saída 2S"f
Superaquecimento 9°f
Fig. 7.26 Temperaturas e pressões em uma VET.
254 CONTROLES AUTOMÁTICOS
Fig. 7.27 Ligações de uma VET com equalizador.
peratura (37°F) menos a temperatura de saturação do evaporador, correspondente à pressão de 27 psi, ou seja,
28°F. Assim temos:
Superaquecimento = 37 - 28 = gop
Os seguintes itens devem ser observados na seleção de uma VET, segundo indicação da Sporlan:
I. Determinação da queda de pressão através da válvula:
(a) subtrair a pressão de evaporação da pressão do condensador;
(h) subtrair, do valor do item a, todas as outras perdas de pressão, para obter a queda de pressão total. Outras
perdas de pressão possíveis são as seguintes:
perdas por atrito através das linhas de refrigerante, incluindo evaporador e condensador;
perdas de pressão através de válvulas solenóides, válvulas manuais, secadores etc.;
perdas de: pressão estática da linha de líquido e do distribuidor, conforme a indicação da Tabela 7.2.
Tabekl 7.2 Perda de Pressão Estática da linha de liquido e do Distribuidor
Distância Vertical- Pés Perda de Pressão do
-Refrigerante 20 40 60 80 100 Distribuidor em psi
Perdas de Pressão Estática em psi
12 11 22 33 44 55 25
22 10 20 30 40 50 35
soo 10 19 29 39 49 25
502 10 21 31 41 52 35
717 (amónia) 5 10 15 20 25 40
2. Selecionar a válvula de acordo com a capacidade em toneladas de refrigeração, a partir dos catálogos dos
fabricantes.
3. Considerar a temperatura do líquido entrando na VET; se for diferente de 100°F (38°C), aplicar fatores de
correção.
4. Decidir se será usado o equalizador externo.
5. Escolher o tipo do corpo da válvula, as conexões, bem como o refrigerante a ser usado.
Assim, pode-se ver que a especificação correta de uma válvula de expansão termostática, para atender a de-
terminado evaporador, deve ser cuidadosamente estudada à luz dos dados dos fabricantes, a fim de que a dosa-
gem correta de refrigerante seja introduzida sem afogamento nem deficiência, o que poderia trazer problemas
ao compressor.
8.1 Esquema Hidráulico de um Sistema de Expansão Direta
Como coroamento de nosso curso, estudaremos algumas instalações típicas comumente encontradas no con-
dicionamento de ar e que servirão de orientação para projetos semelhantes.
No capítulo referente a torres de arrefecimento, aprendemos a especificar as torres e a dimensionar as tubu-
lações de água de condensação. Na Fig. 8.1 vemos o esquema hidráulico isométrico de uma instalação de 200
TR. onde as torres c as bombas de circulação da água de condensação (BAC) estão localizadas no pavimento
superior do prédio. o que é uma solução muito usual.
O cálculo da carga térmica nos conduziu à especificação de lO unidades compactas de 20 TR cada uma, dis-
postas em três casas de máquinas.
A vazão de água a circular pelos condensadores das unidades deve obedecer aos dados do fabricante e, na
ausência deles. podem· se utilizar os dados do Item 6.2.6, ou seja, 11,4 a 22,8 litros por minuto e por tonela-
da.
No exemplo da Fig. X.], o cálculo foi baseado no seguinte: nas casas de máquinas com três unidades toman-
do 16 litros por minuto c por tonelada, chega-se a 57,6 m
3
/h, ou seja, pela Tabela 6.1, o diâmetro recomendado
pela NBR-640 I é de 4 polegadas (1 00 mm). Nas casas de máquinas de 4 unidades, e tomando-se o mesmo dado,
chega-se à vazão de 76.'15 m
1
/h e ao diâmetro recomendado de 5 polegadas (125 mm). Para o retorno total, tere-
mo:-. uma vazão de 192 m% e o diâmetro recomendado de 6 polegadas (150 mm).
Por questões locais dessa instalação, a tubulação de recalque foi subdividida em duas seções de 5 polegadas
( 125 mm), sendo uma di reta para a casa de máquinas de 4 unidades e outra para as demais casas de máquinas.
Para o cálculo da potência das bombas da água de circulação do condensador, utilizou-se a fórmula do Item
6.2.7 c os seguintes paràmetros:
Q = 192m
3
/h;
Hm=I7m;
'I} = 40%.
Isso conduziu a duas bombas de JS HP, mais uma de reserva.
Os registnJS e conexões estão indicados na Fig. 8.1, e toda a instalação deve ter tubulações de aço
galvamzado Schedulle 40 como garantia de segurança e durabilidade.
As conexões (joelhm., tês. curvas, luvas etc.) até o diâmetro de 4 polegadas (100 mm) podem ser encontradas
nos catálogos dos fabricantes (Tupy, Ferro Brasileiro etc.), porém, a partir daí, as ligações entre as tubulações
deverão ser soldadas por meio de solda elétrica ou equivalente. Podem-se usar também tubulações flangeadas,
cuja conexão{: feita entre os flanges dos tubos por meio de parafusos e porcas. O custo da instalação hidráulica
é bastante ponderável, podendo atingir 15% ou mais do total do investimento.
O projctista do ar condicionado na casa de máquinas não deve se esquecer de determinar o ponto de força
em HP ou kW c o dreno por meio de um ralo para onde deve ser lançada a água de condensação das unidades.
Como já vimos no Item 6.2.2, as temperaturas em jogo nas tubulações de água de circulação através dos con-
densadores das unidades compactas são de aproximadamente 34 oc na entrada da torre e de 29°C na saída,
não havendo necessidade de isolamento térmico, pois essas temperaturas estão próximas daquela do ar circu-
lante.
Na Fig. i-\.2 vemos o esquema um filar de uma mstalação com unidades compactas em diversos pavimentos
do prédio. O esquema unifilar é uma maneira de se visualizar uma instalação antes de se fazer o esquema iso-
métrico, que dá urna visão espacial rede hidráulica.
Na fase de anteprojeto é muito útil a representação de instalação em esquema unifilar, para se ter uma idéia
do conjunto equipamentos a serem especificados.
256 [NSTALAÇÕES TIP!CAS
r6 3"
-
"
- '
!6 4"
'
jil5"
VEM DA
CAIXA GERAL
I
... 3 BOMBAS DE 15 HP (cada) ,.... _..
' -- (1 reserva) ............ ""'
\_ _ _!,!_TORRES DE RESFRIAMENTO
DE ÁGUA- 100 TR (cada)
!64"
'
...... J ......
~ 6 " - ---
,_
---
- /
_2x_20TR+1X20TR
UNID. COLDEX
_.,
---
---
3 x 20 TR UNID. CDLDEX
~
\ '
',
~ O T R UNIO. COLOEX
LEGENDA
111111111 MANGOTE
C><] REG. GAVETA
[:::«::j REG. GLOBO
S: VÁLV. RETENÇÃO
RECALQUE
RETORNO
Fig. 8.1 Esquema hidráulico isométrico de um sistema de expansão direta com unidades compactas.
INSTALAÇÕES T!PJCAS 257
CAIXA- D' ÁGUA
TORRE DE ARREFECIMENTO
BOMBA DE ÁGUA DE CONDENSAÇÃO (BAC)
BY-PASS
UNIDADE COMPACTA
7
Fig. 8.2 Sistema de expansão direta, condensação a água, unidades compactas (se/f-contained).
8.2 Esquema Hidráulico d<;' um Sistema de Expansão Indireta
de Agua Gelada
O sistema de água gelada (chilled) está muito difundido, pela facilidade da distribuição da água gelada ao
longo do prédio, ficando as máquinas resfriadoras centralizadas.
Nos locais a serem condicionados temos os fan-coils, que podem ficar localizados em qualquer ponto, po-
dendo ser individuais ou para atender a uma zona.
Na Fig. 8.3 vemos o esquema unifilar de uma instalação de água gelada onde a casa de máquinas dos resfri-
adores fica no subsolo e a torre de arrefecimento, na cobertura do prédio. Osjan-coils se localizam nos ambien-
tes a serem condicionados, e a graduação da temperatura é feita por termostato de ambiente do tipo modulador,
que abre ou fecha a válvula de três vias de acordo com a variação da carga ténnica (veja Item 7.3.7). As tubu-
lações de água gelada deverão ser isoladas com lã de vidro ou outro isolante que satisfaça às normas técnicas,
258 INSTALAÇÕES TIPICAS
TORRE DE ARREFECIMENTO
"""717Cllf<'-----; CAIXA DE
fi EXPANSÃO
I
I
: 1
I
I
BOMBA DE ÁGUA
DE CONDENSAÇÃO (BAC}
Fig. 8.3 Esquema hidráulico de um sistema de expansão indireta de água gelada.
pois as temperaturas são muito baixas {7°C na alimentação e l2°C no retomo). Essas tubulações não deverão
ser embutidas, sendo desenvolvidas em poços de elevação (shafts) ou pelos tetas falsos.
Nas Figs. 8.4 e 8.5 vemos a disposição dos equipamentos de uma instalação central de água gelada com duas
unidades resfriadoras de 120 TR cada uma com os seguintes dados fornecidos pelo fabricante (Starco):
modelo: 30 HR- 120;
capacidade: 120 TR;
temperatura de entrada de água gelada: 55°F (12,7°C);
temperatura de saída de AG: 45°F (7,2°C);
vazão de AG: 70m
3
/h, ou seja, 2,6 GPM!TR;
- temperatura de entrada de AC: 85°F (29,4°C);
temperatura de saída de AC: 95°F (35°C);
- vazão de AC: 85m
3
/h, ou seja, 3,1 GPM!fR;
peso aproximado: 3.050 kg.
O diâmetro das tubulações é baseado na nonna NBR-6401 da ABNT (Tabela 6.1).

8 -·



!/

'
-
6"RAG li p
----- -- ----- - -----!.: ----- -- ------ -- ---c-1'
l" AAC ... \
I RAG
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r--"'" : RES"x4"
6" AAC 6" RAG /. /
- -- -- ---------- -- --------------- ,/
- ---- ----- --
l" RAC ... \
.. - ..

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· IIQE ... c_
--, iir::---_____ '

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1 f I
' _____ ,! __________________ _
D


_fL"
NOTAS:
AAG Alimentação de água gelada
RAG Retorno de água gelada
AAC Alimentação de água de condensação
RAC Retorno de água de condensação
BAC Bomba para o sistema de condensação
BAG Bomba para o sistema de água gelada
CH Conjunto de resfriadores
PI Manômetro
TI T ermômetro
FS Flow switch
FM Flow meter
RC Redução concêntrica
RE Redução excêntrica
FY Filtro de linha
AV Amortecedor de vibração
EL Elevação (nível)
H Altura
OE Quadro elétrico
Fig. 8.4lnstalação central de água gelada (planta da casa de máquinas).
I


260 INSTALAÇÕES TIPICAS
L_7
CORTEM
T
CORTE BEl
RE5"x4"
CORTE CC
Fig. 8.5 Instalação central de água gelada (cortes).
,..,.
As bombas de água gelada (BAG) têm as seguintes características básicas:
Q =70m
3
/h
Hm = 25m · c · a
Usando a fórmula do Item 6.2.7, temos, para o motor:
P= ISHP- 220V- 3F- 60Hz
As bombas de circulação do condensado (BAC) têm as seguintes características:
Vazão = 85 m
3
/h
Hm = 30m • c · a
Usando a mesma fórmula, chega-se ao mesmo motor da BAG, ou seja:
P = ISHP- 220V- 3F- 60Hz
INSTALAÇÕES TÍPICAS 261
Para a p e r f e i t ~ compreensão do projeto, bem como da posição exata dos equipamentos e tubulações,
o projetista devé efetuar cortes longitudinais e transversais na casa de máquinas, conforme se pode ver
nas Figs. 8.4 e 8.5. O depósito de água gelada (chiller CH-01) fica localizado na parte superior das
máquinas, onde chegam as tubulações BAG de 5 polegadas- vindas dosjan-coils impulsionados pelas
bombas BAG de circulação de água gelada- e saem as tubulações AAG de 6 polegadas para alimenta-
ção dosfan-coils.
Os condensadores ficam localizados na parte inferior da máquina, ou seja, recebem duas tubulações de 3
polegadas de alimentação do condensado AAC, as quais se juntam em uma de 5 polegadas para cada máquina
e retomam em uma única tubulação de 6 polegadas às torres de arrefecimento. Nota-se também na Fig. 8.4 o
quadro elétricó, QE, onde ficam localizadas todas as chaves gerais e parciais, bem como todos os circuitos de
controle e de força'. Esse quadro deve ser detalhado pelo projetista, conforme foi visto no Item 7.3.3. Normal-
mente, o circuito de controle tem seus equipamentos projetados para uma tensão de 220 ou 11 O V; caso a tensão
de entrada seja de 380 ou 440 V, deve-se especificar um transformador abaixador de tensão.
8.3 Projeto de uma Instalação de Expansão Direta e
Condensação a Ar
Vejamos como seria projetada uma instalação de ar condicionado para conforto, de acordo com o que foi
desenvolvido nos capítulos anteriores (veja Fig. 8.6).
Trata-se de projetar o ar condicionado de um restaurante com dois salões, sendo um para diretoria e visitan-
tes e outro para funcionários.
Um projeto completo de ar condicionado compreende as seguintes etapas:
8.3.1 Estudo preliminar
No estudo preliminar, o projetista deve dispor das plantas de arquitetura do prédio e, se possível, das plantas
de fôrma, para saber a localização das vigas e pilares. Deve saber as condições a serem estabelecidas no
recinto: temperatura de bulbo seco, umidade relativa do ar, movimentação do ar, grau de pureza, nível de
ruído e percentagem de renovação. Depois de conhecidos esses parâmetros, ele estará em condições de cal-
cular a carga térmica e, para tal, precisa das seguintes informações: condições do ar exterior (temperatura de
bulbo seco e bulbo úmido); natureza da construção das paredes, pisos e tetas; tipos das janelas e sua prote-
ção; temperatura dos recintos contíguos; orientação das dependências em relação ao Sol; possibilidade de
infiltração do ar exterior pelas portas e janelas; número de pessoas no recinto; carga elétrica total no recinto;
outras fontes de calor etc.
262 lNsT ALAÇÕES TIPTCAS
- ~ - · - · - - - - .. -----·-------------
8.3.2 Elaboração do anteprojeto
Nessa fase deve ser feita a escolha do sistema de condicionamento de ar, ventilação ou exaustão,
depois de uma comparação técnica e econômica com os demais sistemas. Em seguida é feito o cálculo
da carga térmica que nos conduz à potência frigorígena dos equipamentos, à potência elétrica de
acionamento e às vazões de ar. Devem ser feitos desenhos preliminares de caminhamento das redes de
dutos (unifilar), com dimensões das redes hidráulicas (condensação e água gelada), dos arranjos preli-
minares das unidades condicionadoras, ventiladoras e exaustoras e central de água gelada. No exemplo
em foco, a carga térmica já foi calculada na Seção 3.16 e tomaremos este mesmo exemplo como base
para o projeto global:
carga térmica total: 43.142 kcal/h.
Como os equipamentos de ar condicionado são especificados em toneladas de refrigeração, temos carga tér-
. 43.142
nuca total:
3
_
024
""14,4 TR.
Devido a imposições locais, o projetista optou por duas unidades compactas de 7,5 TR cada uma, condensa-
das a ar, sendo im.prescindível uma boa tomada de ar exterior, para condensação, e dutos de ar, para descarga do
ar quente.
8.3.3 Projeto definitivo
Depois de aprovado o anteprojeto, o projetista está em condições de executar o projeto definitivo, onde
são detalhados os pormenores para a execução pela firma instaladora. Nessa fase deve ser elaborada a
memória de cálculo, compreendendo; dimensionamento das redes de dutos, dimensionamento das redes
hidráulicas (de água gelada e de água de condensação), especificações dos equipamentos e materiais e
normas de serviço, Em seguida devem ser apresentados os desenhos definitivos da rede de dutos nas es-
calas de 1 :50 ou ~ : 100, com cortes e dimensionamentos dos dutos e difusores, do layout das casas de
máquinas com plantas, vistas e cortes e vistas isométricas das tubulações hidráulicas de água gelada e de
condensação.
Na Fig. 8.6 vembs que, neste exemplo, as dimensões da casa de máquinas devem ser compatíveis com as
dimensões das máquinas, com um espaço livre para manutenção em tomo dos condicionadores e tomada de ar
exterior para ventililção.
Para a circulação e retomo do ar, o projetista deve dispor os aerofuses de forma simétrica com as luminárias,
para isso devendo entrar em contato com o projetista das instalações elétricas. Deve ser pensado como será o
retorno do ar às máquinas; nesse caso, o retomo será em plenwn pelo teto rebaixado. O ar de retorno deve che-
gar à parte frontal das máquinas e o insuflamento é feito pela parte superior (veja corte CC da Fig. 8.6). Os
dutos serão dimensionados levando-se em conta as velocidades recomendadas pela NBR-6401 para sistemas de
baixa pressão (veja Seção 4.1 ); foi usado o método de igual perda.
Os aerofuses serão dimensionados levando-se em conta a vazão total de ar a ser insuflado e o número de
bocas de insuflamento (veja Item 4.2.2).
Os desenhos da casa de máquinas em plantas e cortes são feitos a partir dos dados de fabricantes dos condi-
cionadores: dimensões, vazão de ar de insufl.amento, vazão de ar para condensação, carga elétrica em kW ou
ampêres, tensão elétrica de serviço, ponto de dreno etc.
O controle das condições de conforto deve ser proporcionado por termostatos e umidistatos de ambiente ou
do ar de retorno, que atuarão diretamente no circuito de controle dos condicionadores- do tipo compacto (veja
Item 7.3.2).
Nota-se que em toda a instalação a altura adotada dos dutos foi de 35 cm, o que facilita a montagem.
Como exemplo, apresentamos em seguida o memorial descritivo e as especificações que o projetista apre-
senta ao cliente, dando todas as justificativas da solução adotada, os detalhes dos equipamentos e materiais e as

INSTALAÇÕES T!PJCAS 263
A
c
PF 220V 60H2 3F 10'2A
ABERTURA NO FORNO •
DE 35 cm PARA RETORNO
' -;,.c
SEPTOATÉAlAJE
E

TOMADA DE AR EXTERIOR
III
DO AR
- (PREVER TELA)
Fig. 8.6 Projeto de instoloçõo de ar condicionado de um restaurante (planta).
264 lNST ALAÇÓES T!PJCAS
23x20

FORRO

RESTAURANTE
CORTEAA
CANTONEIRA
I

DO AR
--------- 5x70 (prever tela)
LONA

mm
T
14"x20"
CORTE CC
CORTE EE
Fig. 8.6a Projeto de instalação de ar condicionado de um restaurante (cortes).
~
BOCA 1
80CA2
;o.
A 20x23 B
JCA 3 BOCA4
;o.
' i'
c 20x23 D 20x47 G
,,
JCAS
BOCA6
;o.
' i'
E 20x23 F 20x47 H
30x94
ÁREA VAZÃO (MCM)
(m')
o
VELOCIDADE (MPM)
I DIMENSÕES= ÁREA (m') x 10.000 (cm x c ~
INSUFLAMENTO:
BOCAl
o
18,84 MCM
BOCA2
o
18,84 MCM
BOCA3
o
18,84 MCM
80CA4
o
18,84 MCM
20x.47
BOCAS
o
18,84 MCM
BOCA6
o
18,84 MCM
BOCA 7
o
28,27 MCM
BOCAS
o
28,27 MCM
30x63
I J K
60.08 60x70
I' ~ O x 3 5 J'
20x35
'
40x42
BOCA 7 BOCAS
Fig. 8.6& Cólculo dos dutos.
L
L'
MCM = m·'tmm
'
40x42
I
><
><
FM = 0,0283 MCM
PM = mlmm
VENTILADOR 1
VENTILADOR 2
!
o'
"
~
81
~
Vazão Velocidade
Acumulada em
'm
Área Área em Dimensões
Trecho Boca Vazão MCM- MCM MPM emm
2
cm' cm X cm
I
~
A-8 I 18,84 18,84 400 0,047 471 20 X 23
C-D 3 18,84 18,84 400 0,047 471 20 X 23
E-F 5 18,84 18,84 400 0,047 471 20 X 23
B-G I+ 2 18,84 37,68 400 0,094 942 20 X 47
D-G 3+4 18,84 37,68 400 0,094 942 20 X 47
F-H 5+6 18,84 5 + 6 = 37,68 400 0,094 942 20 X 47
G-H 1+2+3+4 - 75,36 400 0,188 1884 30 X 63
H-1 1+2+3+4+5+6 - 113,04 400 0,282 2826 30X 94
1-J 1+2+3+4+5+6+7 28,27 141,31 400 0,353 3532 60 X 58
J-K 1+2+3+4+5+6+7+8 28,27 169,5 400 0,423 4239 60 X 70
K-L VENTILADOR I 84,8 169,5 + 2 500 0,169 1695 40 X 42
K-L VENTILADOR 2 84,8 169,5 + 2 500 0,169 1695 40X 42
RETORNO 1
~
!69,5 + 2 84,8 300 0,169 2825 10 X 280
RETORN02
~
169,5 + 2 84,8 300 0,282 2825 10 X 280
1'-1 7 28,27 28,27 400 0,07 706 20 X 35
1'-J 8 28,27 28,27 400 0,07 706 20 X 35
- - - - -
L_ __
--- ---
Fig. 8.6c Plonilho de Cálculo.
iNSTALAÇÕES TfPICAS 267
normas de serviço. O memorial descritivo, as especificações e os desenhos definitivos são elementos impres-
cindíveis para a concorrência ou tomada de preços para a execução da obra.
Caberá também ao projetista, caso seja acertado com o contratante do projeto, o orçamento da obra, que poderá
servir de orientação do contratante na concorrência ou tomada de preços. Em alguns casos, poderá ser solicitada
ao projetista a listagem dos materiais, na hipótese de o contratante desejar contratar apenas a mão-de-obra espe-
cializada, ficando a seu cargo a aquisição dos materiais.
8.3.4 Memorial descritivo e especificações do ar condicionado central do
restaurante da Fábrica Saturno (é o mesmo projeto desenvolvido para o cálculo
da carga térmica- Seção 3.16)
1.0 Introdução
Este memorial descritivo refere-se às condições de cálculo utilizadas no desenvolvimento do projeto e às
especificações técnicas dos materiais a serem instalados.
O projeto de ar COndicionado é constituído pela presente especificação e planta n.o AC-01.
2.0 Objetivo
A instalação visa manter nos ambientes condicionados as condições de temperatura, umidade relativa, reno-
vação, purificação do ar, de acordo com as normas de conforto constantes da NBR-6401.
Ambientes a serem beneficiados:
restaurante de funcionários;
restaurante da diretoria e visitantes.
3.0 Premissas de cálculo
Condições extem!\s: 16 h.
temperatura de buibo seco: 35°C;
temperatura d ~ buÍbo úmido: 25,6°C.
Condições internas:
- temperatura de buÍbo seco: 25,6°C;
umidade relativa: 55%.
Fontes de calor:
iluminação: 30 W/m
2
;
pessoas: 48.
Taxa de renovação do ar: 1,0 Ren/h.
4.0 Carga ténnica
A potência frigorígena dos ambientes calculada foi de 43.142 kcal/h.
5.0 Proteção contra insolação e infiltração
Todas as aberturas que dão para os ambientes não-condicionados, tais como portas,janelas etc., devem ser
mantidas fechadas e protegidas contra incidência solar direta, com persianas internas de cor clara.
6.0 Descrição geral da instalação
O sistema de condicionamento de ar previsto para os ambientes acima relacionados será do tipo expansão di reta.
Foi adotada a utilização de unidades condicionadoras do tipo self-contained, com condensadores arrefecidos
a ar, por ser a opção mais viável técnica e economicamente.
268
O sistema será constituído de 2 (duas) unidades tipo Coldex-Trane modelo 7,5 T-VI, ou similar, que atende-
rão aos dois restaurantes simultaneamente. Haverá uma casa de máquinas única para as duas unidades, que in-
suflarão o ar através de redes de dutos instaladas por cima do teta falso de gesso.
O insutlamento será através de aerofuses do tipo Inmer, ou similar, e o retomo será feito através de abertura
no forro que atuará como plenum.
A admissão do ar de retomo à casa de máquinas será através de uma abertura de 1,30 X 0,50 m feita na pa-
rede de alvenaria e por meio de dois registras reguláveis com capacidade para 70% da vazão total, de modo a
permitir uma flexibilidade maior quando da regulagem do sistema.
O ar de renovação será admitido através de grade de ar exterior de 20" X 14".
Os termostatos de controle serão instalados no ambiente, tanto no restaurante de funcionários quanto no da
diretoria, tendo em vista obter um controle mais efetivo da temperatura.
7 .O Descrição dos equipamentos
7 .I Unidades Condicionadoras
Tipo self-cmítained de 7,5 TR cada, de fabricação tipo Coldex-Trane, Starco, ou similar, fácil manejo, fun-
cionamento automático, construídas em obediência a modernas normas técnicas. Os gabinetes são solidamente
construídos de perfis metálicos, chapeamento de aço tratado contra corrosão, revestidos internamente por fil-
tros especiais que garantem o perfeito isolamento térmico. Cada unidade contém os seguintes equipamentos
essenciais:
Compressores semi-hennéticos, de cilindros recíprocos de simples efeito, operando sobre refrigerante fréon,
acionados por motores elétricos de 220 volts, 60 ciclos, de potência adequada, completos, com todos os dispo-
sitivos de proteção.
Condensadores a ar, tipo ventilação forçada, com ventiladores centrífugos, acionados por motor elétrico de
220 volts, 60 cicios, e serpentina de tubos de cobre sem costura, com aletas de cobre e alurrúnio.
E vaporadores· para expansão direta, constituídos por serpentina com fileiras de tubo de cobre aletadas, dis-
tribuidor, armaçãn e demais acessórios necessários.
Válvulas de eX.pansão termostática para provocar a expansão adiabática do líquido refrigerante, pela intro-
dução, no circuilo frigorígeno, de uma restrição variável de forma a garantir na sucção dos compressores um
superaquecimento prefixado dos evaporadores, motivada pelas oscilações da carga térmica.
Filtros de ar de fabricação Starco, ou similar, totalmente em alumínio em placas corrugadas banhadas em
óleo viscoso, laváveis e permanentes.
Rede .frigorígena de interligação entre as unidades compressoras e os evaporadores, de cobre, isolada
onde necessário e fornecida completa com filtros de líquido, registras, conexões e todos os acessórios
necessários.
Ventiladores centrifugos, estática e dinamicamente balanceados, acionados por meio de polias e correias,
por motores elétricos trifásicos, 220 volts, 60 ciclos.
Painel elétrico construído em chapa e contendo todas as chaves e dispositivos elétricos de proteção e coman-
do dos motores da unidade, bem como o ponto que deverá receber alimentação de força da rede de abasteci-
mento.
Carga de refrigerante a óleo incongelável para perfeito funcionamento da unidade.
7.2 Rede de Dutos
Em chapa de aço galvanizada, completa, com veios, dampers, splitters, chumbadores, braçadeiras, chavetas
e demais acessórios necessários para sua instalação, bem como material para isolamento térmico onde for ne-
cessário. Executada de acordo com as normas da ABNT, NBR-6401, e ASHRAE.
Serão isoladas internamente com BIDIM de 1/4" de espessura, ou outro material isolante acústico similar,
em toda a sua extensão.
7.3 Aerofuses de Insuflação
INSTALAÇÕES TíPICAS
--------'=
269
Serão de fabricação Starco, ou similar, nas dimensões mostradas nos desenhos, de modo a assegurar a perfei-
ta distribuição do ar e em níveis de ruído compatíveis com o que prescreve a NBR-6401 da ABNT.
7.4 Ligações Elétricas
Entre os pontos de força deixados na casa de máquinas pela obra, até os respectivos condicionadores e con-
troles, compreendendo o fornecimento dos eletrodutos e a fiação necessária.
8.0 Serviços a serem prestados pela instaladora de ar condicionado
- Mão-de-obra especializada para instalação e regulagem de todos os equipamentos fornecidos.
Serviços de engenharia e direção técnica para assegurar a alta qualidade e perfeita execução dos serviços
previstos no projeto, instalação e regulagem do sistema.
9.0 Garantia
A instalação deve ser garantida contra defeitos de fabricação e funcionamento, dentro das condições expres-
sas no Certificailo de Garantia a ser entregue por ocasião dos serviços de instalação.
A validade deve ser de 12 meses após sua entrada em funcionamento ou 18 meses após o ténnino dos servi-
ços de instalação. Se, por razões alheias à vontade da contratada, a instalação não puder ser posta em funciona-
mento, prevalece o prazo que vencer primeiro.
10.0 Serviços e encargos por conta da contratante
Os referentes a eletricidade, força, conduítes, condutores e enfiação até a casa de máquinas.
Os referentes à hidráulica, para drenagem com os acessórios.
Os referentes a construção civil, base, sala de máquinas, aberturas e fechamento de rasgos e buracos.
Os referentes·a pintura e revestimentos.
Os referentes a teto rebaixado em gesso ou outro material.
Força, luz, andil.imes durante a instalação, transporte interno na obra, local fechado para guarda de ferramen-
tas e materiais;
Seguro dos equipamentos entregues na obra.
Os encargos adicionais se, por ordem de obra, os serviços não puderem ser executados em horas normais de
expediente.
Local e data
Assinatura do projetista
8.4 Seleção de uma Unidade Resfriadora de Líquido
(com Detalhes de Montagem)
MÉTODOSDESELEÇÃO
Seleção
A capacidade de um resfriador de líquido, modelo CGWA, envolve os seguintes fatores de projeto:
1. Temperatura de água de saída do evaporador.
2. Vazão de água a resfriar.
270 .INSTALAÇÕES TIPICAS
--
3. Temperatura da água de saída do condensador.
4. Vazão da água de condensação.
A capacidade térmica de resfriamento é calculada pela seguinte fórmula, baseada nas condições de água gelada
no evapora dor.
Capacidade (kcallh) = 1 000 X Vazão (m
3
/h) X t::.t águagelada('C)
Vazão (gpm) X !:J.t água gelada CF)
Capacidade (TR) =
24
Uma vez estabelecida a vazão do projeto, ela deverá ser mantida no resfriador sempre que o compressores-
tiver em funcionamento. Caso contrário, a conseqüência poderá ser um congelamento parcial da água nos tubos
e portanto um mau funcionamento da unidade.
Outros fatores que devem ser levados em conta para realizar a seleção: fator de incrustação, quedas de pres-
são máximas permitidas no evaporador e condensador, potência elétrica disponível e limitações relacionadas
com a aplicação.
As tabelas de capacidade foram preparadas para abranger as temperaturas mais freqüentes de saída de água
do evaporador e· condensador. Desde que as instalações de conforto e de processos têm características simila-
res, os pontos de operação freqüentemente caem dentro dos pontos tabelados. Nesse caso, usa-se diretamente a
interpolação para determinar a capacidade.
Os dados para água de condensação foram baseados num 6.Tde 5,5°C (l0°F) e um sob-resfriamento de 8,8°C
(WF).
Aplicação
Nas instalações de conforto, os circuitos de água gelada são normalmente do tipo fechado e as temperaturas
de entrada e saída.de água se encontram dentro dos limites fixados. Para utilizar essas unidades em processos
industriais devem.ser considerados os seguintes pontos:
1. O circuito de água gelada deve ser um sistema do tipo fechado. Esse equipamento não deverá ser usado em
sistemas de cirCuito aberto sem as devidas precauções de filtragem e tratamento da água, serviços efetuados
por empresas no ramo.
2. As temperaturas de entrada e saída de água deverão ser verificadas para confirmar que não estão sendo ultra-
passados os limhes de operação recomendados para o compressor e para os demais componentes do sistema.
Exemplo de Seleção
Escolha-se um resfriador de líquido resfriado a água CGW A dentro das seguintes condições:
• Vazão de água no evaporador = 30,4 m
3
/h;
• Temperatura da água na entrada do evaporador = 12,5°C;
• Temperatura da água na saída do evaporador = 7°C;
• Temperatura da água na saída do condensador = 36°C;
• Fator de incrustação para o evaporador e o condensador= 0,0001 m
2
°C h/kcal.
Solução
Capacidade: 1.000 X 30,4 X 5,5 = 167.200 kcal/h.
Como nessa seleção a diferença de temperatura através do resfriador é de 5,5°C, a tabela pode ser usada di-
retamente. Na tabela de capacidades, observa-se que a referida seleção cai dentro da faixa de um CGW A 060 N.
Entrando-se na coluna temperatura de saída de água gelada (JOC) e temperatura de saída da água de
densação (36°C), teremos 169.800 kcal/h.
Nesse ponto de operação, o consumo é de 49,8 kW, a vazão no evaporador é de 30,8 m
3
/h e a no condensador
é de 37,0 m
3
/h.
INSTALAÇÕES TíPICAS 271
----------
A queda de pressão no evaporador e no condensador é obtida nos gráficos de queda de pressão na Seção 8.4.
Conhecidas as vazões no e v aparador e no condensador, verticalmente a tabela até a linha cor-
respondente do resfriador de líquido CGWA, obteremos as quedas de pressão de 5,7 e 4,6 metros de coluna de
água, respectivamente.
Sugestões para Instalação da Hidráulica e Acessórios
Tubulação da Água
do Evaporador
1- Manõmetro com registro
2- Drenagem
3- Flow Swíloh
4- Conexões flexíveis
5· Termômelros
6- Válvula globo
7- Válvula gaveta
8- Filtro angular ''Y"
9- Bulbo do termostato
de controle de capacidade
Entrada do
evaporador
"-..
NOTAS:
8
Tubulação da Água
do Condensador
1- Manômetro diferencial
com registro
2- Purga
3- Válvula globo
4- Drenagem
5- Filtro angular 'Y''
6- Termôme1ros
7- Válvula gaveta
8- Conexões flexíveis
No circuito do condensador
1- Em instala\)Ões em que for preciso o uso do Flow Swilch m
salda, fazer o intertravamento do mesmo no circuito d<
oontrole doCGWA.
2- Em instalações em que a água de oondensaçãotenha grande•
variações de temperatura, recomenda-se lrocar a válvula glob<
por uma de regulação termoslálica ou pressoslálica.
....

Capacidades CGWA 060 N
Temp. Temperatura de Saída da Água de Condensação
Saída
30oC 36oC
Água
32°C 34°C 38oC
Gelada 86°F 89,6"F 93,2oF 96,8°F l00,4aF
I
O•
'
Evap. Cond.

Çond. Cond. EvaP. Cond. Evap. Cond.
'C 'F kcal!h m
3
/h kW mj/h kcal!h
r.' !h
kW m'lh kcal!h m-'lh kW m% kcal!h m'lh kW m'lh kcal!h mYh kW m'lh
g

TR GPM GPM TR GPM GPM TR GPM GPM TR GPM GPM TR GPM GPM
165,0 30,0 36,0 161,7 29,3 34,8 158,4 28,7 34,5 155,4 28,2 33,8 152,1 27,6 33, I
4 39,2 44,3 45,4 46,6 47,8 49,0
55,0 132,0 158,4 53,9 129,3 153,2 52,8 126,7 152,0 51,8 124,3 149,1 50,7 121,6 146,0
170,1 30,9 36,8 166,5 30,3 36,3 163,2 29,6 35,5 160,2 29,1 34,9 156,6 28,4 34,1
5 41,0 44,8 46,0 47,2 48,4 49,7
56,7 136,0 162,2 55,5 133,2 159,8 54,4 130,5 156,6 53,4 128,1 153,7 52,2 125,3 150,3
175,2 31,8 37,7 171,3 31,1 37,3 168,0 30,5 36,6 165,0 30,0 36,0 161,4 29,3 35,2
6 42,8 45,4 46,5 47,8 49,2 50,3
58,4 140,0 166,1 57,1 137,0 164,4 56,0 134,4 161,2 55,0 132,0 158,4 53,8 129,1 154,9
180,3 32,7 38,9 176,7 32,1 38,5 173,1 31,4 37,7 169,8 30,8 37,0 166,2 30,2 36,2
7 44,6 45,9 47,1 48,4 49,8 51,0
60,1 144,2 171,3 58,9 141,3 169,6 57,7 138,4 166,1 56,6 135,8 163,0 55,4 132,9 159,5
185,4 33,7 39,9 181,8 33,0 39,6 178,2 32,3 38,8 174,9 31,8 38,1 171,0 31,1 37,2
8 46,4 46,4 47,6 49,0 50,4 51,7
61,8 148,3 175,9 60,6 145,4 174,5 59,4 142,5 171,0 58,3 139,9 167,9 57,0 136,8 164,1
190,8 34,6 41,1 187,2 34,0 40,8 183,3 33,3 39,9 180,0 32,7 39,2 176,1 32,0 38,4
9 48,2 46,9 48,2 49,5 51,0 52,4
63,6 152,6 181,1 62,4 149,7 179,7 61,1 146,6 175,9 60,0 144,0 172,8 58,7 140,8 169,0
198,0 35,9 42,7 194,1 35,3 190,2 34,5 41,4 186,6 33,9 40,7 182,7 39,8
10 50,0 47,4 48,7 50,0 51,6 53,0
66,0 158,3 187,9 64,7 155,3 186,4 63,4 152,1 182,5 62,2 149,4 179,3 60,9 146,1 175,3
Natas:
1. Capacidade em kcallh X 1.000.
2. Capacidade baseada na queda de tempemtura no evaporador de 5,5'C (lO'F).
Essas capaculades são aplicáveis para a queda de temperatura na fruxa de 4.4"C (8"F) até 6.6'C (12'F).
3. Capacidade baseada em um fator de incrustação de 0,0001 m' "C hlkcal (0,0005 pé' 'F h/BTU) para evapomdore condensador.
4. É admissível a interpolação direta entre os pontos especificados.
5. Não é permitida a extrapolação além dos dados apresentados no catálogo.
6. O consumo em kW é apenas para compressores.
..
Características Gerais
Compressor Evaporador Condensador
Carga Carga Peso Peso
Modelo Volume Volume de d<
d,
d< Estágios
de Arma- de Arma- R-22 Óleo Opera- Embar- d<
Modelo Quant. Modelo zenamen- Modelo -zenamen- (kg) (I) çdo (kg) que (kg) Capacidade
to (!) to (l)
'
CGWA020N 4M2 0 01 283 32,0 259 9,0 15 4,5 533 588 100% 50%
CGWA025N 4H25 01 284 59,0 260 !1,0 18 4,5 648 676 100% 50%
CGWA030N 4030 01 285 51,0 261 14,0 23 4,5 684 703 100% 50%
100% 75%
CGWA040N 4M20 02 330 103,0 265 17,8 2 X 15 2 X4,5 1154 1149 50% 25%
100% 75%
CGWAOSON 4H25 02 331 103,0 266 21,6 2 X 20 2 X4,5 1259 1240 50% 25%
100% 75%
CGWA060N 4G30 02 332 88,0 267 25,4 2 X 22 2 X 4,5 1349 1336 50% 25%
100% 75%
CGWAOSON *44M40 02 322 163,0 288 22,3 2 X 25 2 X 8,5 1861 1780 50% 25%
100% 75%
CGWA090N *44H50 02 322 163,0 288 22,3 2 X 30 2 X 9,0 1924 1841 50% 25%
100% 75%
CGWA IOON *44060 02 323 132,0 289 27,3 2 X 30 2 X 9,0 2048 1957 50% 25%
100% 75%
CGWA 120NS 6H35 04 335 181,3 270 49,0 2 X 36 4 X 5,0 1821 1764 50% 25%
CGWA 140NS
6G40 02 100% 76,7%
6H35 02 423 328,0 355 61,9 2 X 45 4 X 5,0 2923 2759 50% 26,7%
100% 75%
CGWA 150NS 6G40 04 423 328,0 355 61,9 2 X 45 4 X 5,0 2933 2769 50% 25%
100% 75%
CGWA 160NS 6G40 04 422 253,0 354 72,9 2 X 56 4 X 5,0 3030 2952 50% 25%
6H35 04
100% 85% 67,5%
CGWA 180 NS
4030 02 422 253,0 354 72,9 2 X 63 6 X 5,0 3420 3342 50% 35% 17,5%
~
a
CGWA200NS
6G40 04 100% 84,8% 67,4%
6H35 02 422 253,0 353 83,5 2 X 65 6 X 5,0 3537 3449 50% 34,8% 17,4%
CGWA 250 NS
66H70 02 335 181,3 270 49,0 2 X 36 4 X 5,0 4880 4606 100% 75%
*66H70 02 335 181,3 270 49,0 2 X 36 4 X 5,0 50% 25%
"
~
------ ·--
*Eqnipamenlo com compre.<Sor Tandem.
~
I
Perda
de Carga
(MCA)
EVAPORA DOR
Gráficos de Queda de Pressão
oeM
,,,
"
"
"
"
"
'
'
'

'
VAZÀO(m'IHORA)
Perda
de Carga
(MCA)
CONDENSADOR
NOTAS; 1" A queda de pressão está indicada em metros de coluna de água (a 10'G) ou pês de coluna de água (a SO'F).
2- Na unidade Duplex GGWA 250 NS a queda de pressão calculada deverâ ser a máxima verWicada em um dos circuitos.
GeM
'"
VAZÀO{m'IHORA)
~
I
: ~
'"
I ~

• ·----
Caracteristicas Elétricas
Modelo Modelo do Corrente Nominal Corrente Máxima Corrente de Rotor
CGWA Compressor de Operação ( 1) de Operação (2) Bloqueado ( 3)
(Dados por Painel) (Dados por Painel) (Dados por Compressor)
220V 380V 440V 220V 380V 440V 220V 380V 440V
Painel Painel Painel Painel Painel Painel Painel Painel Painel Painel Painel
A B A B A B A· B A B A B A B A B A B A B
020N 1 X4M20 - 51,4
- 29,7 - 25,7 - 54 - 31,2 - 27 - 308 - 178 - !54 -
025N 1 X4H25 - 72,7 - 42
-
36,4 - 76,5 - 44,2 - 38,3 - 350 - 202 - 175 -
030N 1 X4G30 - 82,7 - 47,8 - 41,4 - 86,5 - 50 - 43,3 - 406 - 235 - 203 -
040N 1 X4M20 I X4M20 51,4 51,4 29,7 29,7 25,7 25,7 54 54 31,2 31,2 27 27 308 308 178 178 !54 !54
050N 1 X4H25 1 X4H25 72,7 72,7 42 42 36,4 36,4 76,5 76,5 44,2 44,2 38,3 38,3 350 350 202 202 175 175
060N I X4G30 1 X4G30 82,7 82,7 47,8 47,8 41,4 41,4 86,5 86,5 50 50 43,3 43,3 406 406 235 235 203 203
OSON 1 X44M40 1 X44M40 102,8 102,8 59,4 59,4 51,4 51,4 108 108 62,4 62,4 54 54 308 308 178 178 !54 154
090N 1 X44H50 1 X44H50 145,4 145,4 84 84 72,8 72,8 !53 153 88,4 88,4 76,6 76,6 350 350 202 202 175 175
lOON l X44G60 I X44G60 165,4 165,4 95,6 95,6 82,8 82,8 173 173 100 100 86,6 86,6 406 406 235 235 203 203
120NS 2 X6H35 2 X6H35 207,2 207,2 120 120 104 104 220 220 127 127 110 110 567 567 328 328 283 283
I40NS
1 X 6G40 1 X 6G40
220,3 220,3 127,2 127,2 110,2 110,2 233,3 233,3 134,7 134,7 ll6,7 116,7
567 567 328 328 283 283
1 X6H35 I X 6H35 567 567 328 328 283 283
150NS 2 X6G40 2 X6G40 232,8 232,8 134,4 134,4 116,2 116,2 246,6 246,6 142,4 142,4 123,4 123,4 567 567 328 328 283 283
160NS 2 X6G40 2 X6G40 232,8 232,8 134,4 134,4 116,2 116,2 246,6 246,6 142,4 142,4 123,4 123,4 567 567 328 328 283 283
180 NS
2X6H35 2 X6H35
290,5 290,5 167,8 167,8 145,4 145,4 306,5 306,5 177 177 153,3 153,3
567 567 328 328 283 283
1 X4030 l X4G30 406 406 235 235 203 203
2 X6G40 2 x6G40
336,7 336,7 194,4 194,4 168,4 168,4 356,6 356,6 205,9 205,9 178,4 178,4
567 567 328 328 283 283
200NS
1 X6H35 1 X6H35 567 567 328 328 283 283
250NS 2X66H70 2 x66H70 414,4 414,4 240 240 208 208 440 440 254 254 220 220 567 567 328 328 283 283 I
Notas:
!_ CNO -Corrente nominal de operação confonne norma ARI 590 slandard (Condensador: !emp_ entrada de água= 29,4"C, M = 5,6"C; Evaporador: temp. entrada de água = 12.2•c, t>t = 5,:f'C).
2. CMO- Corrente m:íxima de operação confonne norma ARI590 máxima (Condensador: lemp. entrada de água= 32,3"C, M = 55"C; Evaporador; temp. de entrada de água= 15,5"C, t>t = 5,5"Ç)_
3. CRT- Corrente de rotor bloqueado individual por compressor.
4. Tensão nominal da rede trifásica, com tolerância de :t 10%- desbalanceameoto máximo permissível de 2% entre fases_

M
u
CaraCterísticas Físicas
(,
_ Co_nexí'jo de_ saída
do evaporado r 1!1 J
III lt!)
....
§-
-- ·-· ----·-- --·-·-·-·-· --· .
""li
=
Conexão de entrada
do evaporador I' J
I
- -

- - --.
'
I
Conexão de entrada
do condensador III R
soo_j
I/I
I

' ' p
-- ---------------------------- -
p
'I L,/ \W
s

G
L 1181
de saída
do condensador g R
Modelo A B
CGWA 020 N 2184,5 717,5
CGWA025 N 2184,5 741,5
CGWA 030 N 2184,5 741,5
c D
968 30<
968 343
868 343
Folga mínima J 1
para abertura
da porta
K-l-
A
Tabela I Dimensões do CGWA 020 • 025- 030
E F G H J K L
1127 300 1706,5
"
2'FLG
""
386
139,5 418 1678 57 21/2" FLG
""
410
139,5 418 1678 57 2112'' FLG 2515 410
M
""
""
""
"
I.
Nota: K eM -Folgas para
limpeza e manutenção dos vasos
N
p
R s
220 S1 1112" BSPT 15S6
248
"
2' BSPT 1579
248
"
2" BSPT 1579

i

Peso(kg)
ó33
648
684
~ · · ..... ··-·-·····-···-··----·--· -·
600
Folga mínima para abertura ~ a porta r=r
-
~ - --....m=l
o
entrada do
condensador
~
.1?1 R- Conexão de saída do oondensador
!lf J- Conexão de saída do evaporador
1181
G
A
=:::J
Tabel42 Dimensões do CGWA 040- 050 - 060
Modelo A 8 c
CGWA040N 2360
""
1138
GGWA050N 2396 1009 1138
CGWA060 N 2460 1009 1138
Notas: I. Dimensões em mm, exçeto onde especificado.
2- FlangesnormaANSI.
D E F
63' S'2 606
63S 946 S06
63S 946 606
G H
"
K L M
1643 "7
3" FLG 2489 191 2489
1791 54S 4"FLG 2768 201 2768
1791 54S 4" FLG 2768 201 2768
N
254
200
260
16 J -Conexão de entrada
do evaporador
"j
Nota: K a liA -Folgas para
limpeza a manutenção
dos vasos
p
R
54 2" BSPT
s
655
70 3" BSPT ess
70 3" BSPT ess
Peso (kg)
1154
1259
1349
f
§
~
278 INSTALAÇÕES TIPJCAS
------------------·----·---
INSTALAÇÕES COM CONDENSADORES REMOTOS
Em instalações com condensação a ar, é imprescindível se dispor de amplo cantata com o ar exterior a fim de
que haja boa condensação do fluido frigorígeno e, em conseqüência, perfeito rendimento da máquina. Há casos
em que a condensação é a ar, mas não se dispõe de suficiente área em cantata com o exterior além de se desejar
melhorar o nível de ruído. A solução será o uso do condensador remoto, que poderá se situar a até 10 metros
acima da unidade compacta (tipo self-containeá) ou 2 metros abaixo.
Devidamente autorizados, vamos apresentar a seguir os dados necessários à instalação dos modelos RP-312A
e RP-312AL da Indústrias Hitachi S/ A. (As tabelas e as figuras seguintes são do catálogo da Hitachi.)
Na Tabela 1, temos as "especificações gerais", onde vemos que a capacidade nominal é de 7.500 kcal/h em
60 Hz, de cada máquina, para as seguintes condições:
Temperatura do ar de retomo: BS = 27°C
BU 19,5°C
Temperatura do ar na entrada do condensador: BS = 35°C.
Assim o número de máquinas será função da carga térmica.
Exemplo 8.1:
Carga térmica total (calor sensível + calor latente): 28.000 kcal/h.
Condições locais:
Temperatura na entrada do condensador: BS = 35°C;
- Temperatura do ar de retomo: BS = 27°C; BU = l8°C.
Solução:
4 unidades do tipo RP-312AL.
Na Tabela 2, temos as especificações do condensador remoto, onde observamos o seguinte:
As tubulações, entre a unidade e o condensador remoto são de cobre de 19,05 mm (3/4") na entrada de gás e
de 15,88 mm (5/8") na saída de líquido.
Há um de ar com vazão de 57 m
3
/rnin acionado por motor elétrico de 4 pólos de 0,55 kW com
1.730 RPM em60 Hz.
Nas Tabelas 3, 4 e 5, temos detalhes técnicos do compressor, do condensador e do evaporador.
Na Tabela 6, temos os dados elétricos, onde, de acordo com a tensão local, pode-se fazer a previsão do ponto
na casa de máquinas.
Exemplo 8.2:
No exemplo anterior, como são quatro máquinas iguais, a potência total consumida será:
4 X 4,4- 17,6 kW em 220 V/60 Hz.
Para dimensionamento da fiação, temos que levar em conta a corrente nominal, ou seja:
I (total)= 1,25 X 14,3 + 14,3 + 14,3 + 14,3 = 60,7 A
Então, pela capacidade de corrente, poderíamos escolher o cabo de 16 mm
2
(em eletroduto, três condutores
carregados).
Para a proteção do ramal de ligação podemos escolher três fusíveis NH de 63 A (retardados).
Haverá necessidade de cabo de terra também de 16 mm
2

Na Tabela 7, temos os dados sobre as tubulações de líquido e de gás, bem como a carga do refrigerante R-22
por comprimento de tubulação.
INSTALAÇÕES TíPICAS 279
- - ~ - ~ - - - - - - - - - - - - - - - - - = = ~ = = - - _ : c _ :
Na Tabela 8 vemos as capacidades em função da freqüência da rede (60Hz), das vazões de ar, temperatura
de entrada no condensador e do retomo.
Exemplo 8.3:
No exemplo em foco, pela Tabela 8 e para as condições do problema, a capacidade de resfriamento será de
5.500 kcalfh.
Assim, as 4 máquinas seriam insuficientes para a carga térmica de 28.000 kcal/h, sendo aconselhável no mí-
nimo 5 máquinas, dependendo da vazão de ar.
Para a escolha adequada do ventilador, deve ser feito o cálculo da pressão de resistência do sistema de dutos,
como explicado no Item 4.1.2.4 e verificado qual a rotação mais compatível em função da vazão de ar (veja
curva característica do ventilador do evaporador).
Os demais desenhos do catálogo orientarão o projetista das instalações de ar condicionado a detalhar a casa
de máquinas e o local dos condensadores remotos.
Tabelai Especificações Técnicas Gerais

RP-312A RP-312AL
Acabamento
externo
Pintura com resina sintética
curada em estufa, aplicada
sobre chapa de aço
fosfatizada.
• Altura mm 1.750 1.500
•o ___
'
5 Largura mm 650
5
6 Profundidade mm 450
Tipo
Fabricante
,... Modelo
Fonte de Energia
c3 Potência Nominal
Consumida
Rotação (n.
0
pólo)l)
60/SOHz
Tipo
kW
Hermético
Hitachi
303FH2-T
220Y/380Y/440V, 30, 60Hz
220V/380V/415V, 30, 50Hz
.,
3470/2880(2)
Tubular de cobre c/ aletas
de alumínio em corrente
6 f----------------1---iCO'""c='='=d='c· ______________ _
mio 2,18 Velocidade Frontal
.ii N.
0
de Aletas/
'C Polegadas
13
a
& f-_1CF='=Io0c,d0c=C=o="="=lo"---+---+---------'o0,7c5c_ ______ _
-@ Dispositivo de Controle
E de Refrigerante '
Válvula de expansão
tennostato.
·-e V ., Tipo R-22

6 .E §r
o ., '"' Cargo
u"'
Dispositivo de
Segurança
Dispositivo
Antívibração
Isolamento Térmico
e Acústico
Tipo
Modelo
kg •
Relé de mercúrio trifásico
contra sobrecarga
do compressor.
Relé térmico de sobrecarga
p/ o motor do ventilador.
Bimetálico interno do
compressor.
Pressostato de alta e baixa
Plug fusível.
Borracha antivibrante na base
do compressor e ventilador
Espuma de poliuretano no
compartimento do
compressor e fibra de vidro
no compartimento do
ventilador.
Tubular de cobre com aletas
de alumínio em corrente
cruzada
RCR-312L
Nota<; A capacidade de resfriamcn•o é baseada nas seguintes condições:
Temperatura do ar de rewmo: BS ('C): 27
BU ('C)·. 19,5
Temperatura do ar na entrad" do condensador BS ("C): 35
*A carga poderá''" selccionada de acordo com a Tabela 7 .
.. o, dados elétrícos enconlrarn-se na Tabela 6
<
.g
6
]
o
o
••
u
6

:3
o
o
>
8
o
)l
Tipo
Quantidade
Modelo
Pressão Estática
Externa
Vazão Nominal
Rotação
Potência Nominal
de Placa
Rotação
(4 pólos)
60/50Hz
Tipo
Perda de Carga
U:: Velocidade
Frontal do Ar
o .
§ 5 Fruxa de
/! Operação
8
mmca
m'l
mio
kW
mio
'C
'C
'C
RP-312A RP-312AL
Centrífugo multipalheta
BDC-241-181
o
34
883 883- 1033
0,55
1730/1430
PVC- Lavável
2,1
2,18
Resfriamento 21,5 33,5
Aquecimento 14,5-21,5
Diferencial 2,0
Botoeira de Comando
para ventilação, resfriamento
., Chaves de Comando e parada Chave seletora para
Õ resfriamento, ""Uecimento

__ c__
Lâmpada Piloto Branca- Ventilação
Vermellia- Resfriamento
Principal 220V/380V/440V, 30, 60Hz

& Circuito de 220V, 60/50Hz
Controle
Capacidade Nominal
60/50Hz
Potência Nominal
Consumida
Corrente Nominal
Corrente de Partida
Fator de Potência
Saída de Gás
Refrigerante (D.E.)
kcallh
kW
A
A
%
mm
(po\.)
1.soon.2oo
** **
** **
\9,05 (3/4)
'J Entrada de Gás mm
•o Refrigerante (D.E.) (pol.) 15,88 (5/8)

______ __
Condensada ISO 7/1 Rp- 3/4
Dreno de
Emergência
Peso Líquido
ISO 7/l
kg
Rc- 1!2
162 155
INSTALAÇÕES T!P!CAS 281
- -----------------------===-==-----==
Tabela 2 Especificações Técnicas do Condemador Remoto
Modelo
Descrição RCR-312L
Pintura com Esmalte Alquídico Curada em Estufa,

Acabamento Externo Aplicada sobre Chapa de Aço Galvanizada.


] •
<O
Altura mm 580
'

"
"
Largura mm 953

E
i5 Profundidade mm 564
Tipo Tubular de Cobre com Aletas de Alumínio em
Corrente Cruzada
Peso Líquido kg 80
Tipo Centrífugo Multipalheta
.:;:
6 Modelo Dupla Sucção BDC 270-270
;J

"
Vazão Nominal de Ar m
3
/min 57
~
" .g
~ Pressão Estática Disponível mmdeC.A. 0-6
3
Rotação 925 - 1033
. ~
'Pm
u
"
Capacidade Nominal (4 Pólos) kW 0,55
§
:E Rotação !)0/50 Hz 'Pm
1.730/1.430

Entrada de Gás.Refrigerante mm 0 19,05 (3/4)

•o (pol.)
<

"
Saída de Líquid? Refrigerante mm 0 15,88 (5/8) o
u
'
(pol.)
Tabela 3 Detalhes Técnicos do Compressor
Modelo
Descrição 303FHrT
Diâmetro do Êmbolo mm 44,5
Curso do Êmbolo mm 20,5
N.o de Cilindros 2
Rotação do Motor 60/50 Hz
'Pffi
3470/2880
Volume Deslocado 60/50Hz m'lh 13,27/11,02
Óleo Texaco- Capela Oil 32
Carga de Óleo I 1,6
... ;
.. ~
Tabela 4 Detalhes Técnicos d o Condensador
Modelo
Descrição RCR-312L
Tipo Tubular de Cobre com Aletas de Alumínio em
Corrente Cruzada
Material Cobre
Tubo Diâmetro Externo
=
9,53 (3/8")
Espessura ~ 0,40
Quantidade 100
Material Alumínio
Ale tas Espessura ~ 0,18
Passo
=
2,0
N.
0
de Filas 5
Área de Face m' 0,342
Velocidade Frontal do Ar
mi•
2,79
Tabela 5 Detalhes Técnicos do Evaporador
Modelo
Descrição RP-312
Tipo Tubular de Cobre com Aletas de Alumínio em
Corrente Cruzada
Material Cobre
Tubo Diâmetro Externo mm 9,53 (3/8")
N.
0
de Tubos 60
Material Alumínio
Aletas Espessura 0,18
Passo 2,0
N.
0
de Filas 3
Área de Face m' 0,27
~ - " ---
INSTALAÇÕES TIPICAS 283
-·------
Tabela 6 Dados Elétricos- RP-312A(L)
Voltagem/FreqUência
Item
Potência Nominal Consumida kW
Corrente Nominal
'
A
Corrente de Partida A
Fator de Potência %
Potência Nominal Consumida (Compressor) kW
Nolas' L Estes dados são baseados nas condições de capacidade nominal de resfriamento.
2. Variação máxima de tensão-.:!: 10%.
220V 380V
60Hz 6{JH,
4,4 4,4
14,3 8,3
69 30
80,8 80,5
3,6 3,6
Tabela 7 Comprimento dos Tubos e Clll'f:a de Refrigerame R-22
Dimensão da Tubulação Carga de Carga de Refrigerante por
Externo X Espessura R-22 Comprimento de Tubulação (kg)
( ~ ) da Fábrica (kg)
Sm 10m 15m 20m
Tubo para Líquido 0 15,88 X t 1,59
2,44 0,76 1,52 2,28 3,04
Tubo para Gás 0 19,05 X t 1,59
Nota' O condensador remoto poderá ser1nstalado em nível de até 10m acJma e 2m abaixo do condictonador.
440V
60Hz
4,4
7,1
33
81,3
3,6
30m
4,56
.---
Diagrama das TubuJações do Ciclo de Refrigeração
RP- 312A (L)
@
I
Tubo de sucção Cu DHP · .015,88 mm
Saída da água
____ _.. condensada
Tubo de descarga
CuDHP-.012,70mm
/ ~
Dreno de
----• emergência
Condensador remoto
Válvula de expansão
og
"
"
Tubo de refrigerante
::::=: Tubo com rosca
::o=:: Tubo com flanga
Tubo de refrigerante
(instalação local)
Tubo de água
!1
z
I

~

Desenho de Ilustração do Esquema Elétrico de Controle
RP- 312A (L)
r-·---------- --ÉFl _________ ---- ---- __
• • --. :M: I EF2§· Rest' .. ·a
lN !1l
li
li
li
,.
220 v
50 H<: ou 60Hz
SI. R S T
. ,.
220 v
ou 380V
ou440 V
- - ·-· Fiação de instalação
CMC
CMFE
I
"
CMFE

"
•e
"
©I I
®
@
"
I
L.
·- ·- (EQUIP.STANDARDHITACHI) -··-
NOTAS;
®'
·-··J
1- Para uso do aquecedor de ambiente (opcional), ligar o de controle entre os terminais
3 e 4 a a chave magnética do aquecedor, entre os terminais 8 e 9.
Após esta operação, desooneclar o lerminal3 do lerminal4.
2- Para oontrole automático de lerfl)eratura ambiente, ligar a fiação conforme detalhe (2).
3- O compressor e o motor de 380 V ou 440 V não são de fomedmento normal.
í

ffi
286 INSTALAÇÕES Tfi'!CAS
--····-- ----
Polia do Motor e Ventilador do Evaporador e Condensador
RP·312A (L) e RCR-312 (L)
POLIA DO MOTOR
~
~ , ~ - - ~ · · - - r r · ~ ~ T r · - · - · - · - ~ · · ·
~
X
PD
60Hz{50Hz)
•m
POLIA DO VENTILADOR
- - - ~
-
~
M6
;
. !!
,-
+l
I
43
'
72,15
(87,2)
843
'
n
4,76
11-----t
.«15,67
0' 15,87
4 3 2 1 o
75,67 78,83
"
85,17 66,35
(91,5) (95,2) (99,0) (102,8) (106,7)
""'
921
"'" '"'
1033
"19,05
iNSTALAÇÕES TfPICAS 287
~ - - ... - ~ - - - - - - -
Tabela 8 Capactdade de Resfriamento- RP-312A (L) (60Hz)
Temperatura do Ar de Retomo
Temperatura Temperatura Capacidade
(BS) "C ("F)
Vazão de Ar de Entrada doAr de Total 24 (75,2) 27 (80,6) 30 (86,0)
rli/min de Arno Retorno kcal/h
(CFM) Condensador (BU) (BTU!h)
Capacidade- Calor Sensivel
oc ("F) oc ("F)
kcalih (BTU/h)
16 (60,8) 6600 (26400) 5300 (21100) 6200 (24800) 6600 (26400)
30 (86,0) 18 (64,4) 7300 (28800) 4800 (18900) 5700 (22600) 6600 (26200)
20 (68,0) 7800 (30900) 4100 (16300) 5000 (20000) 6000 (23700)
16 (60,8) 6300 (25000) 5200 (20600) 6100 (24200) 6300 (25100)
30,6 35 (95,0) 18 (64,4) 6900 (27400) 4600 (18300) 5500 (22000) 6400 (25600)
(1080) 20 (68,0) 7400 (29400) 4000 (15700) 4900 (19400) 5800 (23000)
16 (60,8) 5700 (22600) 4900 (19400) 5700 (22600) 5700 (22600)
40 (104,0) 18 (64,4) 6200 (24700) 4300 (17000) 5200 (20300) 6100 (24300)
20 (68,0) 6700 (26500) 3700 (14500) 4600 (18200) 5500 (21800)
16 (60,8) 6900 (27200) 5600 (22400) 6600 (26400) 6900 (27200)
30 (86,0) 18 (64,4) 7500 (29700) 5000 (19900) 6000 (23900) 7000 (27900)
20 (68,0) 8000 (31900) 4300 (17000) 5300 (21100) 6300 (25100)
16 (60,8) 6500 (25900) 5500 (21800) 6500 (25800) 6500 (25900)
34,0 3? (95,0) 18 (64,4) 7100 (28300) 4800 (19200) 5900 (23300) 6900 (27200)
(1200) 20 (68,0) 7600 (30400) 4100 (16400) 5200 (20500) 6200 (24400)
:
16 (60,8) 5900 (23300) 5200 (20600) 5900 (23300) 5900 (23300)
40. (104,0) 18 (64,4) 6400 (25500) 4500 (17900) 5500 (22000) 6400 (25400)
20 (68,0) 6900 (26300) 3800 (15200) 4900 (19300) 5900 (23200)
16 (60,8) 7100 (28000) 5900 (23600) 7000 (27900) 7100 (28000)
30 (86,0) 18 (64,4) 7700 (30600) 5200 (20800) 6300 (25200) 7400 (29500)
20 (68,0) 8300 (32800) 4500 (17800) 5600 (22200) 6700 (26500)
16 (60,8) 6700 (26700) 5800 (22900) 6700 (26700) 6700 (26700)
37,4 35 (95,0) 18 (64,4) 7300 (29100) SIDO (20IOO) 6200 {24500) 7300 (28800)
(1320) 20 (68,0) 7900 (31300) 4300 (17200) 5400 (21500) 6500 (25800)
16 (60,8) 6000 (24000) 5500 (21700) 6000 (24000) 6000 (24000)
40 (104,0) 18 (64,4) 6600 (26200) 4700 (18800) 5800 (23200) 6600 (26200)
20 (68,0) 7100 {28100) 4000 (15900) 5100 (20300) 6200 (24600)
:--
®-->-
Desenho Cotado do Condensador Remoto - RCR - 312L
950
..
T
À
000
8furosll!"3,3'
)HrTACHII
!/ para dutos
••
I
T
'
o
"
M
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I I I
®
260 450--=
"
-
'
c 967,5 -r-
VISTA FRONTAL
c------250--------t-

r i-=r =<;::,, :::::::::;t;± :::::::::;t;t ===I::* ::::=;-iii-

'11/
, r ±I' ''111-1- EJ §:
I I I --r-
l '
"' -- '
VISTA TRASEIRA
t 564- I
50 8 furos f/3,3
I 1 para dutos
=r
52
g
w::-
re
L
1,2s _ d
'- ara fixação da unrda e
528-· p
VISTA®
ITEM TÍTULO
01 Entrada do ar exterior
02 Saldado ar
"
Entrada do gás refrigerante (tubo de Cu ;J 3/4)
04
Saída de líquido refrigerante (tubo de Cu ;J 5/8)
05 Entrada de energia (furo li 11)
NOTA:
a sem aviso prévio.



i 13,
I"
i ::l
,,
n


Desenho Cotado do Condicionador de Ar Hitachi- Modelo RP- 312 AL
80,5 258 8 furos de !!l 8,5
ç;: -11
til* •
m 11
25 650
Jl .
111 ...


Ji'''lll III+
® CORTEAA
=
.. I
I
Entrada

A A
emergência
ITEM
01
02
03
04
"
06
07
rlil
EJ
DETALHE®
ESC.1:4
TÍTULO
lnsuflamento de ar para rede de dutos
Conexão para aquecedor (furojl' 60)
--
Conexão para umidificador (furo 1142)
Safda para dreno (ISO 7/1 - RP 3/4)
Suprimento de energia elétrica (furo iil42)
Entrada do lfquido refrigerante (SAE 518'1
Saída de gás refrigerante (SAE 3/4'1
NOTA:
Sujeito a aHerações sem aviso prévio.
I
O•
"


290 INSTALAÇÕES TIP!CAS
8.5 Seleção de uma Unidade de Resfriamento Evaporativo
8.5.1 Introdução
Como já vimos na Seção 1.8 do Cap. 1, onde aprendemos a usar a carta psicrométrica, há uma possibilidade
de conseguirmos o resfriamento de um ambiente usando a evaporação. No Exemplo 1.17, o ar é introduzido
com a temperatura de BS = 32°C e BU = l8°C e, pela sua passagem através de um spray de água com tempe-
ratura próxima à do BU, nota-se que há queda de temperatura do BS e conseqüente aumento da unidade relativa
até 90%, mantendo-se constante a temperatura do BU. Assim, a temperatura do BS do ar passará para 19,2°C
(resfriamento evaporativo).
Essa propriedade já é há muito conhecida: quando estamos em uma praia ou em local de muita vegetação, sen-
timos uma brisa mais fresca vinda do mar por duas razões: 1) o vento quente em contato com a água do mar tem
queda da temperatura do BS até próxima à temperatura da água que está abaixo do BU do ar; 2) o ar desloca-se até
a praia. Assim, para termos um sistema semelhante em qualquer ambiente que desejamos esfriar, precisamos de
uma superfície úmida e de uma fonte para movimentar o ar. Na Fig. 8.7, vemos o vento quente em cantata com a
evaporação da água do mar se transfonnando em ar frio, uma brisa agradável que chega até a praia.
A fonte úmida' utilizada nos projetas é a água pulverizada, impulsionada por uma bomba, e a fonte para o
movimento do ar é um ventilador centrífugo que o impulsiona, segundo uma vazão adequada, através de um
sistema de dutos e de bocas difusoras, até o ambiente a refrigerar.
Na Seção 1.14, já estudamos o resfriamento por evaporação, exemplificado com o caso de uma torre de ar-
refecimento, tendo sido empregado otenno approach, que é a aproximação entre a temperatura da água na saída
e a temperatura do BU do ar. No caso do resfriamento do ar a ser insuflado, esse approach diz respeito à apro-
ximação da temperatura do BS do ar à temperatura da água pulverizada que se aproxima do BU do ar. Quanto
mais seco estiver o ar, haverá mais evaporação da água e mais quedada temperatura do BS do ar a ser insuflado.
No Brasil a médi.a de bulbo úmido, durante o verão, varia de 21 oca 26°C, e o ar insuflado adquire tempera-
tura próxima à do bulbo úmido. A "temperatura efetiva" do ar é referida à temperatura do bulbo úmido, confor-
me foi visto na Seção 2.1.
O processo do resfriamento evaporativo converte o calor sensível (que nós sentimos) em calor latente (que
nós não sentimos, p0rque é usado apenas na evaporação), de modo que o calor total (sensível +latente) penna-
nece o mesmo, conforme mostra a Fig. 8.9, onde o segundo retângulo representa o total de ar que enche a sala,
e o primeiro retângúlo, o ar exterior.
Inicialmente, o calor sensível do ar parado na sala é alto e o calor latente é baixo, porém é introduzido ar com
temperatura do BU mais baixa devido à evaporação da água. Essa temperatura do BU do ar introduzido se eleva
devido à transferência de calor do ar do interior e, em conseqüência, faz baixar a temperatura do BS (o calor que
sentimos). A temperatura do BS é afetada pela evaporação e a temperatura do BU toma-se mais alta, possibili-
tando retirar calor latente do recinto que se manifesta pela temperatura do BU.
Ilg. 8.7 Resfiiamento evaporativo pela água do mar.
...
INSTALAÇÕES TfpJCAS 291
---
Painel Evaporativo
CELdek®
Propprcionam alta
efic1ência de resfriamento,
durabilidade e baixa
manutenção por serem
autolimpantes.
-
Gabinete.-------
Estrutura te perfis de- .,
alumínio e pãinéls de (hapa
de aço gaiYinizado oom
tratamento antloolT051YO e
pintura eletrosWlca a pó,
"'''"""'""la longa,
durabilidade e proleçio
contra corrosão.
Amplas portas-pennilem o
acesso a todos os
componentes uliliwldo
apenas um lJ&IIdoa do
gabinete.
1 . Bomba Hidráulica
Ventilador
Centrífugo, de dupla
aspiração, rotor com pás
curvadas para frente tipo
Sirocco. Acionado por
motor elétrico com
proteção lP 55, através
de polias e correias V.
Pulia motora com passo
regulável para facifitar o
ajuste de rotação.
Rectrcula água entre painéis evaporativos e
bandejas. Centrifuga, monobioco, de imersão
vertical. Motor de acionamento com proteção
lP 54.
2. Purga Automática (Bleed-Off)
Reduz a formação de sais minerais,
aumentando a vida útil do painel evaporativo e
evita o entupimento dos furos do distribuidor.
3. Bandejas
Recolhem e acumulam a água recirculada.
São providas de válvula de bóia, e conjunto
ladrão/dreno com válvula gaveta, para
extravasamento e escoamento de água.
Distribuidor de Água
Venezianas
Embutido em uma das laterais
com fácil acesso _pelo lado externo. Contém
todos os disposillvos de acionamento,
comando e proteção dos motores.
Fig. 8.8 Partes constituintes do sistema evaporativo da Munters (cortesia) .
292 [NSTALAÇÕES TfPICAS
CALOR
LATENTE
CALOR
SENSÍVEL
ANTES DO
RESFRIAMENTO
1.000
BTU
CALOR
LATENTE
CALOR
SENSIVEL
APÓS O
RESFRIAMENTO
Fig. 8.9 Diagrama mostrando como atua o processo evaporativo.
Esse processo evaporativo é muito económico porque o calor total do recinto não foi retirado e sim trocado
de sensível para latente, exigindo apenas o trabalho mecânico de uma bomba-d'água e de um ventilador. Essa
água em contato.com o ar, para baixar a sua temperatura de BU, se evapora na proporção de um galão(= 4
litros) por 9.000 BTU (= 2.250 kcal) de calor retirado do ar, precisando ser recompleta (make-up). A vazão
necessária de ar já foi vista na Seção 1.10.
Nesse processo de resfriamento, a temperatura do BS do ar ambiente pode ser abaixada de 70 a 80% da "de-
pressão do bulbo úmido", em sistemas bem projetad.os e bem executados. Essa "depressão" é a diferença entre
as temperaturas BS e BU do ar. Esse sistema tem melhor aplicação em cidades de baixa umidade relativa, onde
a depressão do bulbo úmido é maior e, quanto mais seco o ar, tanto maior será a evaporação do vapor de água,
baixando a sua temperatura do BS do ar a ser insuflado no recinto.
É importante lembrar que quanto mais úmido é o ar, mais alta é a umidade relativa e menor a depressão do
bulbo úmido. No caso de a umidade relativa ser 100%, o que pode ocorrer durante os dias chuvosos, o ar está
saturado e as do BS e BU são iguais e não há depressão do bulbo úmido. Quando o ar é refrigerado
pela evaporação, a. temperatura do BU do ar refrigerado permanece a mesma, para todos os objetivos práticos,
como a do ar exterior. Como foi dito acima, em sistemas bem projetados, pode-se reduzir a temperatura do BS
do ar de saída {apó's passar pelos filtros onde a água está sendo borrifada) de 70 a 80% da depressão do bulbo
úmido. Essa varia constantemente de dia para dia e mesmo de hora para hora, usualmente alcançando
o seu máximo quaó.do o resfriamento também será máximo.
8.5.2 Ar de suprimento e de exaustão
Devido às propriedades do ar já descritas, quando vimos que o processo evaporativo depende de suprimento
constante de ar com o potencial de depressão do bulbo úmido, conclui-se que o resfriador deve ser instalado,
assim como todo o sistema de filtragem, no exterior do prédio, onde se recebe somente o ar fresco. Nunca deve
ser instalado próximo à exaustão de ventiladores de cozinha ou industriais, devido ao ar poluído que seria suga-
do pelo ventilador centrífugo, que o lançaria no ambiente refrigerado, tomando-o desconfortável. Na Fig. 8.10,
vemos quatro instalações típicas ilustrando o movimento do ar e métodos para prover a adequada exaustão dos
ambientes refrigerados.
A regra é que um pé quadrado (0,093 m
2
) de abertura de exaustão (janelas, portas ou venezianas) deve ser
provido para cada 200 pés cúbicos (5,66 m
3
) de ar chegando por minuto. Em aplicações comerciais ou industri-
ais, podem ser exigidos ventiladores para mover o ar para fora mais rapidamente.
Para o sucesso de uma instalação de refrigeração é de vital importância a adequada exaustão dos espaços
refrigerados; em uma residência, pelo menos uma janela aberta em cada cômodo será o suficiente para a exaus-
tão. Janelas ou venezianas igualmente de um pé quadrado (0,093 m
2
) para cada 200 cfm (5,66 m
3
/min) de capa-
cidade seriam suficientes. Em instalações comerciais e industriais, em especial com cozinhas, é muitas vezes
necessário instalar ventiladores exaustores, para mover o ar para fora mais rapidamente. Um resfriador nunca
--- --
. u
' : n
Fig. 8.10 Instalações típicas.
Tabela 8.1 Sensação de Res.frWmenW em Função
da Velocidade do Ar
Velocidade Média em Tomo das
Pessoas (mls)
0,25
0,50
1,00
1,50
2,00
4,00
Efeito de Resfriamento
3,00
4,00
5,50
5,90
6,10
6,80
INSTALAÇÕES TIP!CAS 293
deveria ser instalada com ar quente do sótão para suprimento. A depressão do bulbo úmido poderia ser grande,
mas a temperatura do BU seria mais alta que a do ar exterior; assim, a temperatura que receberia mais refrige-
ração seria tão alta ou mais alta que o ar exterior. Isso mostra o quanto é importante para o projetista saber a
depressão do bulbo úmido, pois é a temperatura-limite para determinado lugar.
Pelas tabelas climatológicas mostradas no Item 6.2.1 (Fig. 6.5) para algumas cidades brasileiras, podemos
fazer uma comparação entre duas dessas cidades, com relação ao quanto podemos baixar a temperatura de um
interior a ser condicionado, no período de verão entre dezembro e março.
Temperatura
Média das Média das do Ambiente
Máximas Máximas (70%da
Cidades Temperaturas Temperaturas Depressão depressão)
BS (
0
C) BU (
0
C) BU (
0
C)
(OC)
Brasnia (DF) 26,5 a 27,5 18,5 8,5 a 9 21,2
Manaus (AM) 33 a 34,5 27 6a 7,5 28,7
8.5.3 Projeto dos dutos
O mais importante princípio para o traçado dos dutos do resfriamento evaporativo é fazê-lo o mais simples
possível. Às vezes é preferível, por ser mais eficiente, usar várias pequenas unidades, com pequenos dutos ou
mesmo sem dutos, em vez de uma grande unidade com um sistema de dutos complexo.
294 INSTALAÇÕES TlPICAS
-=---
Fig. 8.11 Três sistemas de dutos típicos para uma distribuição eficiente.
Fig. 8.12 Detalhes das ramificações dos dutos para saídas múltiplas.
~ - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - ~ ~
. 8 12 (Cont.) F1g. ·
O TíPICAS INSTALAÇ ES 295
296 INSTA!.AÇÕES TfPTCAS
a) Dimensionamento do duto principal: quando os resfriadores são instalados com dutos menores que 7,62 m
de comprimento, esses dutos devem ter a mesma dimensão que a saída do resfriador; para dutos de 7,62 a
15,2 m de comprimento, a seção reta deverá crescer de 2 5 % ~ paradutos maiores que 15,2 m de comprimento,
com mais de três joelhos, é mais usual instalar outro sistema de dutos. (Veja Fig. 8.11.)
b) Dimensionamento dos ramais de dutos: dividir a vazão de ar em CFM (0,0283 MCM) por um fator de 7,0 a
8,5 para obter a área em polegadas quadradas (6,45 cm
2
) de duto. As velocidades seriam de 1.000 a 1.250
FPM (304,8 a 381 MPM). Para transformar o diâmetro em polegadas para dimensões retangulares, usar o
ábaco da Fig. 4.9. Se houver curvas, joelhos ou outros acidentes, usar as figuras de perda de carga da Fig. 4.6.
(Veja Fig. 8.12.)
c) Número máximo de ramais: a área total de seção reta de todos os ramais não deve exceder mais de 1 1/2 vez
a área de seção reta do duto principal.
d) Grelhas de insuflamento: usar o menor número possível de grelhas para manter a mínima resistência e usar
grelhas de quatro deflexões.
EXEMPLO ESTIMADO DA CARGA TÉRMICA DE UMA GRANDE
INSTALAÇÃO USANDO O RESFRIAMENTO EVAPORATIVO
1 CLIENTE
Nome: Restaurante Kiloucura
Endereço: Avenida das Américas - Barra da Tijuca - RJ
Capacidade: 500 pessoas
Localização: Próximo ao mar, onde normalmente a umidade é alta
2.1 Área::::: 450m
2
2.2 Pé-direito = 2; 75 m
2.3 Volume= 1.2p7 m
3
3.1 Cálculo de vazão
2 DADOS DA CONSTRUÇÃO
3 CARGA TÉRMICA
1.237 m
3
X 30 (trocas por hora) = 37.110 m
3
/h
segurança 10% = 3.711
Temperatura do Bulbo Úmido
Carga Térmica 24 25,5 26,5
Interior Exterior Número de Trocas por Hora
Excessiva Exposta 25 27,5 30
Excessiva Protegida 22 25 27,5
Normal Exposta 18 22 24
Normal Protegida 12 16 IS
Obs.; Excessiva: ambientes com equipamentos que geram calor e grande número de pessoas.
Normal: ambientes com moderada geração de calor e número de pessoas reduzido.
Protegida: construção com paredes e telhados protegidos da insolação.
Exposta: construção com paredes e telhadas expostos ao calor do SoL
l
...
INSTALAÇÕES TíPICAS 297
3.2 Vazão do ventilador de insuflamento
Foi instalado o modelo PCR-650 com vazão de 40.000 m
3
/h, motor de 10 HP, da Refriplast.
Alternativa: Instalação do modelo Bb56 da Munters.
3.3 Dados levanlados no local
T.B.S. de entrada= 32,5°C
T.B.U. de entrada= 19,5°C
Obs.: temperatura de inverno.
3.4 Depressão do bulbo úmido
32,5°C- 19,5°C ~ 13°C
Utilizando a tabela do Item 8.6.2 - 70% da depressão (instalação bem projetada):
T.B.S. esperada no interior entre T.B.S. = 23,4 e T.B.S. = 20,2
3.5 Velocidade do ar
1,2 a 1,5 m/s
3.6 Umidade relativa
18% (carta psicrométrica)
3.7 Sensação dOs usuários
Leve e agradável brisa, possibilitando o fumo (não há retomo do ar).
Foram instaladas 4 máquinas de 7,5 TR-Hitachi como garantia. Como em dias muito quentes (ar exterior em torno
de 40°C) o resultado não é bom, porque há um forte vento no exterior que bloqueia a exaustão interna natural, foram
instalados 4 exaustores laterais que, com capacidade de 20% do total insuflado, atendem bem às exigências de con-
forto.
3.8 Efeito da redução de temperatura
Embora o valor da redução de temperatura proporcionada pelo resfriamento evaporativo varie conforme
as condições climáticas do ar de cada região, podemos dizer que, qualquer que seja o local, é sempre possível
obter-se uma melhoria nas condições do ar através do resfriamento evaporativo do ar. A Tabela 8.2 mostra o
resfriamento do ar obtido com painéis CELdek® e GLASdek® de 8 e 12" de espessura.
Tabela 8.2 Efeito da Redução de Temperatura
Temperatura de Bulbo Seco do Ar na Entrada (
0
C)
Espessura 22 24 26 28 30 32 34 36
t
21 8" 21,2 21,6 22,0 22,4 22,8 23,2 23,6 24,0
12" 21,1 21,3 21,5 21,7 21,9 22,1 22,3 22,5
~ 22 8" 22,0 22,4 22,8 23,2 23,6 24,0 24,4 24,8
~ 12" 22,0 22,2 22,4 22,6 22,8 23,0 23,2 23,4
"
23 8" 23,2 23,6 24,0 24,4 24,8 25,2 25,6
o
o
IZ' 23,1 23,3 23,5 23,7 23,9 24,1 24,3
'
'
24 8" 24,0 24,4 24,8 25,2 25,6 26,0 26,4
~
12" 24,0 24,2 24,4 24,6 24,8 25,0 25,2
~ 25 8" 25,2 25,6 26,0 26,4 26,8 27,2
g
12" 25,1 25,3 25,5 25,7 25,9 26,1
o
26 8" 26,0 26,4 26,8 27,2 27,6 28,0
~
12" 26,0 26,2 26,4 26,6 26,8 27,0
~
~
27 8" 27,2 27,6 28,0 28,4 28,8
'
12" 27,1 27,3 27,5 27,7 27,9
'
28 8" 28,0 28,4 28,8 29,2 29,6
'
o 12" 28,0 28,2 28,4 28,6 28,8
~ 29 8" 29,2 29,6 30,0 30,4
~
12" 29,1 29,3 29,5 29,7
--
298 INSTALAÇÕES TIP!CAS
4 ECONOMIA DE ENERGIA ELÉTRICA
É a melhor vantagem do sistema evaporativo sobre os demais sistemas de ar condicionado, pois só existem
ventiladores e uma bomba-d'água. Neste exemplo, as 4 máquinas Hitachi consomem energia elétrica em tomo
de 200 A, o que mensalmente representa a conta da ordem de R$ 7.000,00. O sistema evaporativo composto de
um ventilador PCR, de uma bomba-d'água e de exaustores consome apenas 30 A, o que resulta em contas de
energia na base de R$ 700,00 mensais, uma economia muito significativa para um funcionamento de 16 h/dia.
Tabela 8.3 Dimensões do Resfriador EWlporativo da Munters
Enlrat!a da ar
Entrada d e ~
ii
Modelo Bb22 Bb23 Bb33 Bb34 Bb44 Bb45 Bb55 Bb56 Bb67
Vazão nominal (m'lh) (*) 6000 9000 14000 18000 24000 31000 37000 46000 64000
Vazão máx. recomenpada (m
3
/h) 6800 10200 15300 20400 27200 34000 42500 5l000 71400
Comprimento- A (mm) 1758 1758 2006 2400 2567 2954 3157 3157 3658
Largura- B (mm) 772 1027 1027 1332 1332 1637 1637 1942 2247
Altura - C (mm) 1092 1092 1396 1421 1726 1727 2031 2031 2336
Abertura- D (mm) 490 580 750 750 870 1030 1 120 1230 1456
Abertura -E (mm) 430 500 650 650 750 900 960 1070 1264
Peso seco (kg) 213 269 368 44() 543 766 896 1066 1522
Peso em operação (kg) 248 321 447 545 682 940 1114 1327 1888
Consumo máx. de água (l/h)(**) 20 31 46 61 82 102 122 153 204
Potência elétrica (kW) 1,24 1,62 2,36 3,ll 3,85 4,85 5,97 7,83 9,70
*Pressão estática standard dispon(vel: 15 mmCA
**Calculado para as condições: TBS = 35QC, TBU = 26°C, Altitude = 500 m
5 RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA APUCAÇÕES DE RESFRIADORES EVAPORATIVOS
1- Resfriadores evaporativos trabalham com 100% de ar externo, portanto o ambiente deverá pennitir um fácil
escape do ar aquecido e viciado através de portas e janelas. Caso as aberturas disponíveis não sejam sufici-
entes, recomendamos a instalação de um sistema de exaustão mecânica.
11
- - - - - - - - - - - - - - - - ~ - - - - - - - - - - - - - - - - ~ ~ - ~
INSTALAÇÕES TIP!CAS 299
2- Para melhor eficiência do sistema, o fluxo de ar dentro do ambiente climatizado deverá ter um sentido único
desde as bocas de insuflamento até as aberturas de escape ou bocas de saída, ou seja, deverá cruzar o ambi-
ente uma única vez, tanto lateral quanto verticalmente. A maior eficiência será obtida com insuflamento na
parte inferior c exaustão ou escape na parte superior.
3- As bocas de insutlamento selecionadas deverão ter a mínima indução possível para evitar que a corrente de
ar induzida aqueça o ar insuflado antes de ele chegar à região ocupada.
4- Para evitar que a umidade relativa no ambiente aumente muito em dias de baixa carga térmica, recomenda-
mos a instalação de um termostato ou umidostato sobre a bomba hidráulica do resfriador.
8.6 Selecionamento e Cálculo do Sistema de Dutos
Utilizando dados do capítulo anterior e com base na Fig. 8.6, será desenvolvido um método para cálculo de
dutos (método de igual perda), cujos detalhes encontram-se na figura acima mencionada. Esta figura foi prepa-
rada para utilização do software Cálculo de Dutos e dispõe de todos os dados de que o projetista necessita.
As etapas são as seguintes:
1- Fazer um diagrama uni filar da instalação no qual constam todas as bocas de insuflamento, com a vazão em
MCM (metros cúbicos por minuto). (Veja a Fig. 8.6b.)
2- Colocar letras para definir todos os trechos e considerar as vazões acumuladas em cada trecho. Estas vazões
devem ser calculadas à parte ou figurando no diagrama unifilar, pois o programa não fará esta soma, já que
ficaria por demais complexo.
3- A velocidade de cada trecho é arbitrada, tomando-se como base a Tabela 5.5 (velocidades recomendadas
para o ar cm MPM).
4- Dividindo-se a vazão acumulada em MCM pela velocidade em cada trecho, teremos a área em m
2
• (Veja a
Fig. 8.6c.)
5- Multiplicando as áreas dos trechos por 10.000 (10
4
), teremos a área em cm
2

6- Para obter as dimensões dos trechos de dutos em cm X cm, o projetista deve fixar uma das dimensões (de
acordo com as condições locais); a outra dimensão o software fornecerá.*
kitorcs mleressados na aquisição do software CJ/cu/o de Duros poderão entrar em contato com Helio Creder Engenharia através de e-mail:
ib"st.com_br ou valenterio@ ibestcom_br_
300 INSTALAÇ01'.S TfPICAS
Convenções Gráficas para os Desenhos de Instalações de Ar Condicionado
ÁGUA FRIA (alimentaçlio)
ÁGUA FRIA (retorno)
--o-- ÁGUA DE AUMENTAÇÃO DO CONDENSADOR
---c--- ÁGUA DE RETORNO DO CONDENSADOR
20x12 DUTO (largura)
12x20 DUTO (aRura)
-
1
DIREÇÃO DO MOVIMENTO DO FLUIDO
f li
li i
, MUDANÇA DE N{VEL (subida)
f li li+
MUDANÇA DE NrvEL (descida)
C2J '
-
12 x 20 SEÇÃO DO DUTO DE INSUFLAMENTO
s
-
12 x 20 SEÇÃO DO DUTO DE EXAUSTÃO
I ',RI
-
12 x 20 SEÇÂO DO DUTO DE RETORNO
IÊ,AI
-
x 20 SEÇÂO DO DUTO DE TOMADA DE EXTERIOR

-
OUTRAS SEÇÕES DE DUTOS (Ex.: exaustão de cozinha)
BipCA DE INSUFLAMENTO
11 ----+--- BOCA DE EXAUSTÃO (retorno)
r:::::::;::, RT ·20 ,n'lm,n

REGISTRO OU GRELHA COLOCADA NOTETO
BOCA COM VENEZIANA
,P20X 12
L-_-:_-:
PORTA DE VISITA
P50om700"1mln
R- REGISTRO
G. GRELHA
COMPORTA (borboleta)
CORTE
DERIVAÇÕES E REDUÇÕES COM DEFLETOR
INSTALAÇÕES T!PICAS 301
DEFLETOR (para c1ma)
OEFLETOR (para baiXO)
COMPORTA DE VEDAÇÃO
VÁLVULA DE BÓIA NA LINHA DE BAIXA PRESSÃO
VÁLVULA DE BÓIA NA LINHA OE ALTA PRESSÃO
GUIAS
CONEXÕES DE LONA
· ~ ·
VENTILADOR E MOTOR COM I'ROTEÇÃO DE CORREIAS
t
EJ
VENEZIANAS E TELAS PARA TOMADAS DE AR
COMPORTA (borboleta) AUTOMÁTICA
VÁLVULA DE CAPUZ
VÁLVULA DE GAVETA
VÁLVULA DE GLOBO
FILTRO
TERMOSTATO (bulbo a distânc1a)
PRESSOSTA TO
TERMOSTATO
TERMÓMETRO
VÁLVULA DE EXPANSÃO AUTOMÁTICA
302 INSTALAÇÕES TIPICAS
HioJ
------
0
~
VÁLVULA DE EXPANSÂOTERMOSTÁTICA
VÁLVULA REGULADORA DE PRESSÃO DO EVAPORADOR,
AÇÂOAJUSTÁVEL
VÁLVULA TERMOSTÁTICA REGULADORA DE PRESSÃO
BULBO (elemento sensível)
SECADOR
FILTRO
VÁLVULA SOLENÓIDE
PRESSOSTATO DUPLO (controle de alta e baixa pressão)
•I
' '
Cap. 1
1- P" 14 ó77.Y5 Pa
2- P = (),]42 alm
3- Tro.cc 125.5SCC
4- q = 2,lJ9 kcal/h
5-x=: 12lcm
6- q = 2.09 X 1 O" kcal/h por rn
2
7- q =: 25,38 kc·al/h
8- a) Y), = 65,3%
h) W = 6 5 ~ kcal
c) Q_, = 347 kcal
9- p" 2,3 k\V
10- a) YJ, = 14,2có
h) Q, ~ 35,2 kW
c) Q, ~ 30,2 kW
11- 3,82Y kJ/k
12- u) 35'Yr
h)7Jg/kg
c) 10,6 kcal!kg
d) 0,857 m
3
/kg
e) 0,342
13- 1 Qt,lr
14- l3.9'C
15- BS =- 24.8°('
BU == l9.7°C
16- Q, -- 4,5 TR
17- Q = 51,724 m-
1
/h
18- Q, == 6.600 kcal/h ou 2,2 TR
19- 69S-é
20- Q ~ = 748 m '/h
2!- a'= 90-- {i"- d) = 90- (-15) = 105°
22- :->cn (/ = "en 1-23,5°) ,;en ( -- 30°) + cos ( -23,5°) cos (-30) cos 75 :. a = 23,7"
sen 45
23- tan AZ = -- = 1,885 :. AZ = 62° do sul
-cos oo tan (-20,6)
24- T A S ~ 0800 + 13,8 + 4 (O- 35) ~ 0800 + 13,8- 0220 ~ 0553,8
H= 0.25 X 367 = 91,75°
25- I= XOO cos -tO X 0,86 = 527 W/m
2
Cap. 3
1- 1 .20 W /m
2
°C
2- 3,48 W/m ·oc
'
304 RESPOSTAS DOS EXERCiCTOS PROPOSTOS
3- 2.270 w
4- 10.216 w
5- 1.852,8 w
6- 1.644,8 w
7- 57.720 W- 16,4 TR
8- 5.340 W -18.156 BTU/h
9- 32.160 W -114.485 BTU/h
10- 321.549 BTU/h- 94.246 W
11- 373,1 MCM
12- 173,58 kW
13- 17,6"C, 15,6°C, 83%
14- 85 grãos por libra; 79 grãos por libra
15- 26,7 TR
Cap. 4
1- Trecho E= 12" X 12"
Trecho D = 21" X 12"
Trecho C = 29" X 12"
Trecho B = 35" X 12"
Trecho A = 40" X 12"
No ventilador, 19" X 20"
2-16m/s
50"
100 X 125 cm
3- 6,9 mm de água
4-20X8"
5- 6 m
6- 4 saídas
7- 24 X 24 polegadas; 1,6 polegada; 0,05 polegada de H
2
0; 9-17 e 9-17 polegadas
8- 1.600 CFM
9- Dimensões da chapa= 2.000 X 1.000 mm; espessura= 1 mm; peso da chapa= 16 kg; dimensão média
dos dutos = 450 X 250 mm; revestimento dos dutos da chapa galvanizada (Fig. 4.16); total de dutos para
20m- 20 dutos + 30% de reserva de chapas e emendas: 26 chapas de 16 kg= 26 X 16 = 416 kg e 52
emendas. Quanto ao custo, consultar o preço dos fornecedores na ocasião da execução da obra.
<50
1.000 mm
L __ _
Cap. 5
1- 0.833 cv e 1 cv
2- n
2
= 245 RPJ\.1
3- 377,8 MPM
4- 200 MCM
5- 1.8 m ~
6- 659,8 MCM
7- 1.1 m-
S- Chapa n.
0
12
9- 198.H mm de C.A.
10- 8,72 kW
Cap. 6
RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS PROPOSTOS 305
1- Deficiência 'no abastecimento de água; falta de espaço para as torres de arrefecimento; maiorconfiabilidade
no sistema.
2- 3SC
3- 250 HSV, 2,5 cv. 6 pólos
4- 784m
3
por mês; R$ 15.680
5- 4 polegadas
6- 4,6 kW
7- 39,5 m
8- 176,8 MCM
lJ- 95 //min
!0- 3J5l/min
Nntaçâo usada nesta obra:
CFM = pés cúbicos por minuto
MCM = metros cúbicos por minuto
MCH = metros cúbicos por hora
FPM = pés por minuhto
MPM = metros por minuto
GPM = galões por minuto
TR = tonelada de refrigeração
C. A. = coluna de água
Energia, calor, potência
J
1
s
IJ=IW-s:::c.JN·m
1.1 = 10
7
crg
I BTU = 1055,4 J
I JlTU 1.055,4 \V · s
1 BTU = 1.055,4 N · m
I BTU = 252 cal
I 13TU = 0,252 kcal
I BTU/h 0,2931 W
1 BTU/h = 0.2931 · 10--
1
kW
I BTU/h o: 3.93 · J o-
4
HP
I BTU/h'F 0,5274 W'C
I JlTU/h ti 'F I ,7303 \V /m'C
I O. 2.325,9 l/kg
I BTU/Ib'F •• 4.186,69 J/kg'C
I BTU/h'F 0,5274 W/'C
1 BTU/h I{ = 3, 1537 W /m
2
I BTU/h n:op = 5,6767 W/m
2
°C
I cal= 4,1X68.1 (ou W · souN · m)
1 kcal = 4.1 B6,8 1 ou 4,1868 kJ
l,l63W
I cal = 3,968 · 10· l BTU
1 kcal = 3.96B BTU
I W /'C = I ,896 I BTU/h'F
I = 1,896°C/W
1 HP = 745.7 W
1 HP = 1,014 CV
1 cv = 736 W = 75 kgfm/s
1 BTU/h · ft
2
°F = 4,883 kcal/h · m
2
• °C
1 BTU/h = 0,252 kcal/h
1 Wh 3,413 BTU
1 kW-h 3.413 BTU
1 kW-h 860 kcal
1 TR 12.000 BTU/h · 3,52 kW
1 TR "' 3.024 kcal/h
Pressão
1 kg/cm
2
= 14,22 psi
1 psi = 0,070307 kg/cm
2
= 7 kPa
1 kgf/cm
2
= 100 kPa
1 mm Hg = 133,3 Pa
1Pa=lN/m
2
1 kPa = 10-
2
kgf/cm
2
I atm = 1,0132 bar
I bar= 10
5
N/m
2
1 atm = 101.325 = 101,325 kPa
I atm = 1,033 kgflcm
2
= I4,7 psi
1 kPa = 10-
1
m de C. A.
I atm = 10
5
Pa
I atm = 10,33 m de C.A.
1 atm = 34ft de C. A.
1 m de C.A. = 10
4
Pa = 1 dbar
Diversos
I CFM 0,0283 MCM
1 CFM 1,698 m'lh 1,7 MCH
LI'C .?_LI'F 'C 32)
9 9
1 FPM = 5,08 · mls
1 BTU/h ft'F 1,488 kcal/h m'C
1 FPM 0,3048 MPM
1 m-'Jh = 1 GPM X 0,2278
1 pol. = 2,54 cm
1 m = 3,28 pés
1 pé = 0,3048 m
EQUIVALJlNClA ENTRE AB UNIDADES DO SiSTEMA lNGLJis E DO SISTEMA INTERNACIONAL DE UNIDADES (SI) 307
----
1m
2
= 10,76 pés quadrados
I m
2
= 1 .550 polegadas quadradas
I pé
2
= 0,093 m
2
1 m
3
= 35,31 pés cúbicos
A= MCM
MPM
MCM = vazão em m
3
/min
MPM = velocidade em rn!min
A=l44XCFM
FPM
d = 4 X área em polegada quadrada
d = diâmetro em polegadas
área em polegada quadrada = área em m
2
X 1550
7r ~ 3,1416
CAP. I
1.1
1.2
1.3
1.4
1.5
1.6
1.7
1.8
1.9
1.10
1.11
1.12
1.13
Algumas temperaturas (K) ................. ......................... . ......................................... .
Comparação termométricas entre graus Celsius (
0
C) e graus Fahrenheit (°F) .. .
de c
1
, para alguns à pressão de l atm .. . ............................ .
térmicas em kcalls m°C- K ....................... . ............... .
Entalpia do vapor saturado seco em função da temperatura ....................................... .
Compa1 ação entre ................................. .
de desempenho do HFC-134a vs. CFC-12 ...................................... .
compatibilidade química ......... . ......................................... .
Intensidade da radiação solar di reta I com céu claro até 300m do nível do mar em W/m
2
••
................... 6
.......................... 7
...... 10
......................... 13
. ........... 24
.................... 53
. ........... 54
......... 54
. ........... 68
CoiTCl.;ÕCs percentuais da Tabela 1.9 para altitudes locais maiores que 300m ................................... . .. 69
Intensidade de radiação solar extraterrestre em W/m
2
e relativos ao 21.
0
dia de cada mês-
1964 ........................................................ .
Cocfici..:ntes de 1ransmissão térmica para vidros e similares ............................................... .
Coeficicnt..:s de: e absorção através de vidros ..
69
. ........... 73
............. 73
CAP.2
2.1
2.2
2.3
2.4
2.5
2.6
2.7
Temperaturas c umidades relativas em função da permanência .......................... . . .............................. 76
externas recomendadas para verão (°C) ................................................................ . . 78
externas recomendadas para inverno ..................... ..
CondiÇI!Cs de confmto para verão .................... .
Condições de conforto para inverno
de ruído de uma instalação .............................. .
Estimativa do nlimero de por recinto .
.................. . ............................. 79
................................................... 79-80
............ 80
. .............................................. 81·82
. ...... 84
CAP.3
3.1
3.2
3.3
3.4
3.5
3.6
3.7
3.8
3.9
3.10
3.11
3.12
3.13
3.14
3.15
3.16
Coeficiente de de calor dos materiais de construção ..................................................................... 90
Diferencial de temperatura usado nos projetas- DT- baseado
na diferença de 9.4°C entre a temperatura externa e o recinto condicionado ..................................................... 91
Coeficientes glohais de transmissão de calor U em kcallh · m
2
• °C para janelas c paredes ............................... 92
Percentual de energia radiante em função da cor .................... ...................................... 93
de transmissão do calor solar através de vidros (falar solar)................. . .......................... 94-95
Acréscimo ao diferencial de temperatura- D.t em "F e em "C..... . ...................................................... 97
Coeficiente global de transmissão de calor U para os dutos em
BTU/h por pé quadrado de área lateral e em kcallh · m' · "C de área lateral ................................................. 97
Calor liberado pelas pessoas ..... ... ... ............ . ............................................. 100
Ganho de calor cm watts por HP para motores elétricos ................................................................................. 101
Valores recomendados para consumo de energia elétrica para iluminação ....................................................... 102
Ganho de calor devido ao gás................................................................ . ............................................... 103
Carga térmica devida às tubulações quentes em watts por metro linear
(temperatura do recinto: 26°C) ................................. . . .............................. 104
Trocas de ar por hora nos ............... . ................................ 105
lnfiltrar,.ão de nr exterior ............................................................ . ....................... 107
Ar ex1erior para ventilação ... ....... .......................... . ............ . . .......... 108
Propriedades misturas do ar c vapor de água saturado à pressão atmosférica
normal (29.92 polegadas ou 76 cm de mercluio) ............. . 112-113
3.17 Estimattva de carga térmica de verão 117-118
3.18
3.19
RELAÇÃO DAS TABELAS E QUADROS 309
Fatores para o cálculo da carga térmica ................................................................ .
············· ·················· ..... 121
Folha de cálculo da Philco para levantamento de carga térmica em kcal/h ....... 122-123
Quadro 3.1 Estimativa rápida de carga térmica- Self-contained ................................................................................ 120
CAP.4
4.1 Exemplo do sistema de cálculo de dutos ......................................................................................................... 155
4.2
4.3
4.4
4.5
4.6
Bitolas de chapas recomendadas na fabricação dos dutos nos
sistemas de baixa pressão- NBR-6401 ........................................... .
Distância entre grelhas, em metros, em função do jato ....................... . ............... .
Seleção de aerofuses ....... ................... ................... ................ . ........... .
Vazão de ar máxima por difusor ............... .
······················ ·········· 158
········· 169
········· 172
....... 177
Pressão em função da velocidade ............... .
················ ················· ·········································· 177
CAP.S
5.1
5.2
5.3
5.4
5.5
5.6
5.7
5.8
5.9
Velocidades máximas de saída do ar. Velocidades periféricas para ventiladores ......................... .
Pressões barométricas em várias altitudes com as densidades correspondentes........ . .............. .
Pressões estáticas em função da vazão e velocidade de ventiladores centrífugos ........................... .
Tempo para a troca de ar.. ................................................ ............. . ................. .
Velocidades recomendadas para o ar . ...................................... ............. . ........... .
Velocidades mínimas para captação de partículas em MPM ................. .
Velocidades recomendadas para o ar em m/min nos dutos de exaustores (Guide 1954) .................... .
Bitolas das chapas galvanizadas usadas na fabricação de dutos de exaustores
(espessura das chapas de aço)...... ................. ............. ................ ............. . ................. .
Perda de carga em função de H ................. . ........... .
CAP.6
........ 191
....... 193
. 194-195
...... 198
. .... 198
......... 208
. 209
... 209
. .......... 210
6.1
6.2
Diâmetros recomendados e velocidades máximas nas tubulações de água (NBR -6401) ... ............... . ........... 227
Dados recomC:ndados para escolha de condensadores evaporativos ................................................................. 230
CAP.7
7.1
7.2
Queda de pressão máxima entre o bulbo c a válvula de expansão ............ .
Perda de pressão estática da linha de líquido e do distribuidor ................. .
CAP.S
8.1
8.2
8.3
Sensação de resfriamento em função da velocidade do ar ... .
Efeito da redução de temperatura ........ ............... . ........... .
Dimensôes do resfriador evaporativo da Munters ........................................................... .
······················· .... 253
... 254
.... 293
... 297
... 298
CAP.\
1.1
1.2
13
14
1.5
1.6
17
1.8
1.9
1.10
Vista isométrica de uma instalação de ar condicionado com unidade compacta
Esquema de um sistema aberto
Barômctro de Torricelli ........................... .
Manômetro de mercúrio ......... .......... . ........................ .
Diagrama de pressões manométríca e absoluta .. .............. . .............. .
Comparaçào entre as escalas de temperatura Kelvin, Celsius e Fahrenheit .......... .
Demonstração, feita por Joule, da equivalência entre trabalho mecânico e calor.
Comparação entre calores específicos da água e da glicerina.
Condução de calor . . ..................... .
de calor em placas paralelas.
........ 1
2
3
4
.4
7
.9
... II
..... 12
.... 13
1.11 Analogia com o circuito elétrico ............... . .... 15
1.12 Exemplo 1.6............... .......................... ................................................ . .... 16
I .13 Detenninw,:ão do trabalho ............. ........................... 18
I .14 Trabalho contra a gravidade .................... . ... 20
1. 15 Trabalho contra forças magnéticas ................................................................. . ......... 21
. 16 Aplicação da 1.' ki aos sistemas ................................................. ............. .. ......... 21
1 17 Restrições na aplicação da 1.• lei a sistemas abertos....................................... ............. . ................ 23
1.18 Exemplol.7............................... . ............................................................................................... 23
1.19 Ciclo de Carnot ................ . ................................................................................................. 25
1.20 Ciclo re\'erso de Carnot ........................ . ............................................................................................ 27
1.21 Desigualdade de .Clausius.. ............... .................................................... .. ..... 28
1.22 Entropia e desordem .................................................................................... 29
1.23 Determinação do ponto de orvalho ................................................................................. 32
1.24 Psicrómetro giratório .................................................................................... 32
1.25 Temperatura de bulbo seco e bulbo úmido ........................................................................................ 33
1.26 Saturação adiabática do ar ............................................................................................. 33
1.27 Carta psicrométrica. (Por cortesia da Trane Air Conditioning) .......................................................................... 35
1.28 Uso da cana psicrométrica .................................................................................................................................. 35
1.29 Carta psicrométrica. (Por cortesia da Trane A ir Conditioning) .......................................................................... 36
1.30 Exemplo 114 ................... .. ............................................................................................... 37
1.31 Exemplo I 15 ...... ............. .. ............................................................................................... 38
1.32 Exemplo I 16 ........................................ .. ............................................................................................... 38
1.33 Exe1nplo I 17 ............... ................... .. ................................................................................................ 39
1.34 Exemplo I I 9 .............. ..................... . ................................................................................................. 40
1.35 Exemplo 1.20 ............................................ . ................................................................................................ 42
1.36 Exemplo I .21 ....................... .. ..................... .. .............................................................................................. 42
1.37 Exemplo 1.22. Cnrta psicrométrica c balanço energético ................................................................................... 44
1.38 Torre de arrefecimento ................................................................................................................ . ... 48
1.39 Balanço térmico de um recinto.................................................................................................... . ............... 49
1.40 Ciclo de refrigeração a compressão de vapor.. ....................................................................... .. ................... 49
1.41 Diagrama pressão-entalpia para fréon-22 ............................................................................................... 51
1.42 Vista de um ciclo típico de refrigeração ............................................................................................... 52
1.43 Condensador (detalhes) ............. .. ...................................................................................................... 52
1.44 Sistema de compressão a vapor. Diagrama T-S .................................................................................................... 52
1.45 Sistema de refrigeração por absorção: absorvente água e refrigerante amônia .................................................... 56
1.46 Sistema de refrigeração por ejeção de vapor ................................................................. 57
1.47 Ângulo da altitude solar. .. ................................................................................ 59
------------·--'---
RELAÇÃO DAS FIGURAS 311
1.48 Ângulo de azimute solar.................................... .. ...................................................................................... 60
1.49 Ângulo solar da parede ............................................... ..................................................... .. ...................... 60
1.50 Definição de latitude ............................................................................................................................................. 61
1.51 Definição de longitude ......................................................................................................................................... 61
1.52 Declinação máxima do Sol (solstício de verão e solstício de inverno)....................... ...................... ... 62
1.53 Situações da Terra nos solstícios e equinócios ..................................................................................................... 62
1.54 Situações da Terra nos solstícios ......................................................................................................................... 62
1.55 Situações da Terra nos equinócios ...................................................................................................................... 63
1.56 Ângulo de elevação solar, ao meio-dia, nos solstícios e equinócios (a') ................................................... 64
1.57 Componente da radiação direta normal a uma superfície horizontal ................................................................. 66
1.58 Componente da radiação direta normal a uma superfície vertical .................................. .................. . 66
1.59 Exemplo 1.32................................................................................................................... ................. . .. 67
1.60 Componente da radiação direta normal a uma superfície inclinada do ângulo & ............ ......................... .. .... 67
1.61 Ângulos solares em relação a superfícies horizontal, vertical e inclinada.................... ............................... . 71
1.62 Transmissão de calor através de vidros ............................................................................................................. 72
CAP.2
2.1 Ábaco de conforto para verão e inverno ................................................................ .............................. .. ... 77
2.2 Sistema de ar condicionado de expansão direta (condensação a ar} ..................... ......................... .. .... 82
2.3 Sistema de ar condicionado de expansão direta (condensação a água).............................................. ... 82
2.4 Sistema de ar condicionado de expansão indireta (água gelada com condensação a ar) ................... ... 83
2.5 Sugestão em corte para o local de instalação de uma ou mais unidades condensadoras a ar ........... .. .. 85
2.6 Sistema Split: (a) comando remoto; (h) compressor e condensador; (c) ventilador
e evaporador. (Por cortesia de Indústrias Hitachi S.A.) .................................................................................... 86
2. 7 Esquema hidráulico de um sistema de expansão indireta de água gelada ............................................................ 87
CAP.3
3.1
3.2
3.3
3.4
3.5
3.6
3.7
3.8
3.9
3.9a
Dados do Exemplo 3.1 ............................................................ ..
Transmissãq do calor solar através de vidro ........................... ..
Área lateral dos dutos ............................................................................................................... ..
Distribuição. de ar nos recintos condicionados ............................................................................... ..
Carta psicrométrica. (Por cortesia de Trane Air Conditioning) ................................................ ..
············· 89
············ 93
··········· 98
........ 109
················ 114
Carta psicrométrica (veja Exemplo 3.21). (Por cortesia de Trane Air Conditioning) ........................ . .... 116
Esquema do Exemplo 3.21 ................................................................................. . ................................ 116
Exemplo de cálculo de carga térmica (planta) ......................................... .............. .. .......... 125
Projeto de instalação de ar condicionado de um restaurante (planta) ...... .............. .. .......... 126
Projeto de instalação de ar condicionado de um restaurante (cortes)....... .................... .. .......... 127
CAP.4
4.1 Analogia entre um circuito elétrico e um circuito de ar......................... .. ....................................... 138
4.2 Partes componentes de um sistema de dutos .......................................... .. ....................................... 139
4.3 Partes componentes de um sistema de dutos ................................................ .. ............................................. 140
4.4 Perda por atrito nos dutos retas................................................................... . ......................................... 142
4.4a Perdas por atrito em polegadas de coluna d'água/100 pés e em mm de C.A./m.
Reproduzida com permissão da Trane Air Conditioning, Manual ............................................................. .. 143
4.4b Perdas por atrito em polegadas de coluna d'água/100 pés e em mm de C.A./m.
Reproduzida com permissão da Trane Air Conditioning, Manual....................................................... . ....... 144
4.5 Perdas de pressão dinâmica................................................................................................................. .. .. 145
4.6 Perda de carga nas várias partes de um sistema de dutos .................................................................... .. ....... 146
4.7 Pressões e velocidades ao longo dos dutos de ar.................................... ................................... 147
4.8 Dimensionamento de dutos pelo método da velocidade ................................................................................... 149
312 Rfl.AÇAO DAS FIGURAS
4.9
4.10a
4.10b
4.11
4.12
4.13
4.14
4.15
4.16
4.17
4.18
4.19
4.20
4.21
4.22
4.23
4.24
4.25
4.26
4.27
4.28
4.29
4.30
4.31
4.32
4.33
4.34
Dutos retangulares equivalentes a dutos circulares .......................................................................................... 151
Dimensionamento de dutos pelo método de igual perda de carga ................................................................... !53
······························································· ··················································· ············ 154
Diagrama unifilar do exemplo da Seção 4.1.13 ................................................................................................ 156
Medida da pressão estática em um duto ............................................................................................................. 157
Medida da total em um duto .................................................................................................................. 158
Exemplo de cálculo de pressão de resistência em dutos .................................................................................... 160
Juntas empregadas na fabricação de dutos de chapas ........................................................................................ 163
Isolamento de dutos (lsoflex da Companhia Santa Marina) .............................................................................. 164
Tipos usuais de grelhas simples e com registro .................................................................................................. 164
Tipos de difusores de teto de alta velocidade ..................................................................................................... 165
Detalhes de grelhas simples ou com registro ..................................................................................................... 166
Detalhe da deflexão angular aproximada do ar ao sair de vários tipos de grelhas ............................................. 166
Sugestões para a seleção das grelhas em diferentes recintos ............................................................................. 166
Percurso do ar em um recinto com grelha de insuflamento em uma parede lateral ........................................... 167
Alcance (throw) do ar em função da altura e da velocidade .............................................................................. 168
Dados para a escolha de de insuflamento ............................................................................................. 169
Medição da vazão das grelhas ............................................................................................................................ 170
Tipos de aerofuses ....................... .................................................... .............................. . .... 173
Aerofuses de insuflamento e de retomo..... .............. . ....... 174
Aerofuses de insuflamento .. ....................... ............... ..................... . .......................... 175
Tipos de difusores de teto ................. ................................................ ......................... . ..................... 176
Difusores lineares tipo fresta- exemplo de instalação .................................................................................. 178
Seleção de difusores lineares tipo fresta ........................................................................................................... 179
Seleção de difusores lineares tipo fresta ............................................................................................................ 180
Cálculo da perda de carga. Cortesia da Cia. Santa Marina ....................................................................... . .... 182
Distribuição típica de ar em um teatro ............................................................................................................. 183
CAP.5
5.1 Curvas de desempenho de ventiladores .............................................................................................................. 186
5.2 Ventilador centrÍfugo....... . ....................................................................................................... 188
5.3 Ventilador axial......................... ........................................................................... ...................... . ............ 188
5.4 Ventilador centrífugo de largura singela, entrada singela ................................................................................. 189
5.5 Ventilador centrífugo de dupla aspiração ........................................................................................................... 189
5.6 Arranjos dos ventiladores...... . .......................................................................................................... 190
5.7 Tipos de saída de ar dos ventiladores............................................................................................. .. 190
5.8 Tipos de rotares para ventiladores centrífugos ................................................................................................... 191
5.9 Acoplamento entre motor e ventilador .............................................................................................................. 197
5.1 O Exemplos de ventilação geral ............................................................................................................................ 199
5.11 Exemplo de cálculo de ventilação ..................................................................................................................... 201
5.12 Exemplo de cálculo de ventilação- pressão de resistência ............................................................................. 202
5.13 Ação do calor solar em residência................................................................................................................. 205
5.14 Residência com ar condicionado- exaustão no sótão ...................................................................................... 205
5.15 Residência sem ar condicionado- ventilação geral.................................................... ............... . ....... 205
5.16 Exemplo de cálculo de cubagem do recinto ..................................................................................................... 206
5.17 Cubagem do sótão de uma residência ..................................... ......................................... .. 206
5.18 Corte de uma construção típica em regiões de clima quente e árido
(extraída do livro Natural Energy and Vemacular Architecture, de Hassan Fathy) ......................................... 207
5.19 Indicação do movimento do ar para a ventilação natural de uma construção árabe típica.
As setas mostram a direção do fluxo do ar e suas velocidades em m/s (extraída da mesma
fonte da Fig. 5.18 ). ............................ . ....................................................................................... 207
5.20 Dados práticos para a construção de coifas ...................................................................................................... 208
RELAÇÃO DAS FIGURAS 313
5.21 Indicações para a construção de uma chaminé................................................................ . .......................... 210
5.22 Exemplo de dimensionamento de sistema de exaustão para uma cozinha (Planta) .......................................... 211
5.23 Exemplo de dimensionamento de sistema de exaustão para uma cozinha (Corte A-A) .................................... 212
CAP.6
6.1 Tipos de torre de arrefecimento: (a) atmosférica; (h) corrente de ar forçado; (c) corrente de ar induzido 217
6.2
6.3
6.4
6.5
6.6
6.7
6.8
6.9
6.10
6.11
6.12
6.13
6.14
Torre atmosférica ..................................................................................................................................... . .. 218
Torre de corrente de ar forçado, totalmente em PRF (Plástico reforçado com fibra de vidro),
autoportante. Fonte: Alpina Equipamentos ...................................................................... .
······················· 218
Torre de corrente de ar induzido, totalmente em PRF (Plástico reforçado com
fibra de vidro), autoportante. Fornecimento padrão com entrada de ar por quatro lados.
Opcionais: entrada por três ou dois lados. Fonte: Alpina Equipamentos .......................................................... 218
Curvas climatológicas de algumas cidades brasileiras ....................................................................................... 220
Exemplo de seleção de um resfriador de água (Alpina)............................................................................ . .. 221
Esquema de uma torre de resfriamento de água ................................................................................................. 223
Componentes principais de uma torre de resfriamento .................. ............................. . ...................... 223
Esquema básico de uma instalação de torre de arrefecimento ........................................................................... 224
Esquema de sistema com duas torres e depósito intermediário ........................................................................ 224
Sistema com torre e caixa-d'água em pequeno desnível............................................. ......................... .. 225
Torre de resfriamento situada no pavimento inferior .......... .................................. ..................... . .. 225
Condensador evaporativo constituintes .......... .................................. ......................... . ... 228
Condensador evaporativo instalação ......................... . .................................................................... 229
CAP.7
7.1 (a) Controles aparelhos controladores de temperatura, umidade e vazão. Fontes:
Catálogo Johflson Contrais, RA, ed. Catálogo Satchwell Sunvig; Catálogo Regin. (b) Em um
único instruritcnto de mão, termômetro, higrômetro e anemômetro, marcando velocidade de
vento, temperatura, efeito de vento (sensação ténnica), umidade relativa, índice de calor e ponto
de orvalho. Fonte; Catálogo Basenge ............................................................................ .................. . .......... 234
7.2 Circuito de força de um condicionador do tipo self-contained condensação a água ..................................... 235
7.3 Circuito de controle de um condicionador do tipo self-contained condensação a água...... . .................. 236
7.4 Barra de terminais utilizando o circuito da Fig. 7.3 .......................................................................... . ..... 237
7.5 Circuito de força de um sistema de água gelada ......................................................................... . .............. 239
7.6 Circuito de controle de um sistema de água gelada.............................................................. . .................... 240
7.7 Controle da partida do compressor por termostato de ambiente ................................ . .................. 242
7.8 Controle da válvula solenóide ................................................................ .............. . ...... 242
7.9 Diagrama de controle utilizando termostato de dois estágios................... .................... . ............. 243
7.10 Controle de quatro serpentinas............................................. ......................... . ......................... 243
7.11 Controle do aquecimento de ambientes.............................. .......................... . .............................. 244
7.12 Controle do aquecimento e da umidade do ambiente.............. .............. . .................... 244
7.13 Controle da pressão do ar ..................................................................... ..................... . ..... 245
7.14 Controle da temperatura de um resfriador de água ......................................... ...................... . .... 245
7.15 Detalhes de uma ligação de uma válvula de três vias (V3V) .... . ............................................................. 246
7.16 Ligações de uma válvula de três vias . ...................................... . ...................................................... 247
7.17 Controle de vazão por uma V3V ....... .................................. . ...................................................... 247
7.18 Ligação típica para motor controlador ............................................... . .................................................. 247
7.19 Motor de controle de válvula de 3 vias .............................. ............... ............. ........................ . ... 248
7.20 Esquema de controle pneumático....................................... . ................................................................... 248
7.21 Ligações típicas de controle misto pneumático e elétrico .. . .................................................... 249
7.22 Esquema de controle pneumático de ar condicionado ...... ................................................................ . 250
7.23 Esquema de controle pneumático de um sistema sofisticado (Johnson Service Company) .......... 250
314 RELAÇÃO DAS fTGliRAS
.... ______ __::_____ _________________ _
7.24
7.25
7.26
7.27
Esquema de funcionamento de uma válvula de expansão termostática ............................................................. 251
Diagrama de uma válvula de expansão termostática .......................................................................................... 252
Temperaturas e pressões em uma VET .............................................................................................................. 253
Ligações de uma VET com equalizador ............................................................................................................. 254
CAP.S
8.1 Esquema hidráulico isométrico de um sistema de expansão direta com unidades compactas........... .. 256
8.2 Sistema de expansão direta, condensação a água, unidades compactas (self-contained) ................................. 257
8.3 Esquema hidráulico de um sistema de expansão indireta de água gelada .......................................................... 258
8.4 Instalação central de água gelada (planta da casa de máquinas) ........................................................................ 259
8.5 Instalação central de água gelada (cortes) .......................................................................................................... 260
8.6 Projeto de instalação de ar condicionado de um restaurante (planta) ................................................................ 263
8.6a Projeto de instalação de ar condicionado de um restaurante (cortes) ................................................................. 264
8.6b Cálculo dos dutos ............................................................................................................................................... 265
8.6c Planilha de cálculo .............................................................................................................................................. 266
8.7 Resfriamento .evaporativo pela água do mar ...................................................................................................... 290
8.8 Partes constituintes do sistema evaporativo da Munters (Cortesia) ................................................................... 291
8.9 Diagrama mostrando como atua o processo evaporativo ................................................................................... 292
8.1 O Instalações típicas ................................................................................................................... .................... . 293
8.11 Três sistemas de dutos típicos para uma distribuição eficiente .................... .. 294
8.12 Detalhes das ramificações dos dutos para saídas múltiplas.......................... . ...... 294
8.12 (Cont.)........................................................................................................... . ..... 295

1. ARAUJO, Celso de. Transmissão de calor. Rio de Janeiro, LTC- Livros Técnicos e Científicos Editora
S.A .. 197X.
2. ASHRAE GUIO E ANO DATA BOOK. American Society of Heating, Refrigerating and Air Conditioning
Engineers, 1985- SI Edition.
3. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Instalações centrais de ar condicionado para
conforto, NB-1 O. Rio de Janeiro, 1978.
4. . Instalações prediais de água fria, NB-92. Rio de Janeiro, 1979.
5. CREDER, Hélio. Instalações hidráulicas e sanitárias. 5.a ed., Rio de Janeiro, LTC- Livros Técnicos e
Científicos Editora S.A., 1991.
6. elétricas. 14.a ed., Revista e Atualizada. Rio de Janeiro, LTC- Livros Técnicos e
Científicos Editora S.A., 2002.
7. HANDBOOK-ofair conditiuning. Carrier Air Conditioning Co., New York, McGraw-Hill, 1965.
8. HUDSON, Ralph G. The engineers' manual. 2.a ed., New York, John Wiley, 1953.
9. REVISTA de refrigeração, ano 2001.
1 O. SlLV A, Remi Benedito. Notas de aula. São Paulo, EDUSP, 1964.
II. THE TRANE CO. Trane ai r conditioning manual. 39.a ed., St Paul, Minn., McGill Graphic Arts, 1967.
12. SEARS. Weston. Física- Calor, mecânica e acústica, v. I. Rio de Janeiro, Ao Livro Técnico,
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14. ELONKA, S. M. & MINICH, Q. W. Manual de refrigeração e ar condicionado. McGraw-Hill, 1973.
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16. JONES, W. P. S/ Units. Second Edition, London, Edward Arnold Publishers Ltd.
CATÁLOGOS DE FABRICANTES
I. ALPINA. 2. ANEMOTÉRMICA 3. ARCON. 4. COLDEX-TRANE. 5. HITACHI. 6. JOHNSON CONTROL.
7. PETERCO. 8. PHILCO. 9. PHILIPS. 10. STARCO. II. SATCHELL. 12. SIEMENS. 13. TORIN. I4.
SPRINGERCARRIER.
I
J
------
318 ÍNDICE
R
pela evaporação, 47
torre de arrefecimento, 48
s
Selfs e água gelada, 85
áreas superiores a 400 m·, 85
ulf-wnlainers, gj
Si,tema(s)
T
autõnomm, 251
de AC, escolha do. 84
<plit-sy<tem,, 85
instalações
de 85
de pequeno porte. 85
in,talada> em tetas, 85
Mulli-Spltt, 85
ruído, 85
de ar condtcionado, 251, 306-307
dutos, 83
evaporação di reta, 83
expansão, 155
indtreta, 306-307
água gelada com condensação do ar,
'" de cálculo de duto,, exemplo do, 156
med1da da pressão estática, 156
total. l.'i7
perdas de carga acidentais. !59
de pre.sõo dinâmica, 159
de pressão estática, 159
preS<ão de resistência, 159
recuperação da pre><ão estática, !56
de controles automáticos, 232
e cá1culo do, 299
compressão de ar, 80
comprcs•or de vapor, 232
ojeção de vapor, '\8
por ab>«>rção, 58
sistema termoclétrico, 57,:58
evaporotivos,
locms com grande número de pessoas, 86
BS, 58 '
BU,56-'i7
lnglê<, R6
Internacional de I;nidades (Si), 86
Tabelas dimatológtcas, 219
Temperatura(s), 5, 76
bulbo
seco, 76
úmido, 76
conforto, 76
inverno, 76
eqcalas tennométricas, 6
Cclsius, 6
comparação de temperatura, 7
Fahrenheit, 6
Kelvin, 6
Tipos
de condensação, 80
a água, 84
a ar, 84
evaporativa, 84
de instalação, 84
conforme as dimensões da carga ténnica, 84
aparelhos individuais, 84
instalações ceatrnis, 84
de ventilação, 200
Torre(s) de arrefecimento, 216
atmosférica, 217
corrente
de ar forçado, 217
de ar induzido, 217
torre
atmosférica, 218
de corrente de ar forçado, 218
de corrente de ar induzido, 218
e condensadores evaporativos, 216
unidade de condensação
a ógua, 216
a ar, 216
escolha de uma, 219
curvas climatológicas, 220
resfriador de água, 221
Trocas de ar nos recintos, 197
u
Umidade absoluta e umidade relativa, 31
ponto de orvalho, 32
determinação do, 32
psicrómetro giratório, 32
saturação adiabática do ar, 33
temperatura de bulbo seco e bulbo úmido, 33
Umidificação c desumidificação, 40
mistura de ar, 41, 42
troca; de calor, 41
Unidade
de resfriamento evaporativo, seleção de uma, 290
ar de suprimento c de exaustão, 292
de dutos úpicos para uma
distribuição eflciente, 294
exemplo estimado de carga térmica, 296
proJeto dos dutos, 296
sistema evaporativo da Munters, 291
v
diagrama, 292
processo evaporativo, 292
resfriadora de líquido, seleção de uma, 269
sugcstlles para instalação da hidráulica e
acessórios, 271
Válvula de três vias, 246
controle misto pneumático e elétrico, 249
sistema sofisticado, 250
detalhes de uma ligação de uma válvula, 246
esquema de controle pneumático, 248
ligação típica, 247
motor de controle, 248
Vazão necessária de ar, 43
Velocidades recomendadas para o ar, 197
Ventilação
e exaustão, 185
pressão do ventilador P, [P, = P,(S) -
P.(E)), 185
pressão estática do ventilador P 185
em residências, 204
ação do calor solar em residência, 205
com ar condicionado, 205
sem ar condicionado, 205
geral, 198
exemplos de, 199
volume de ar a insuflar, 198
Ventilador(es)
centrlfugos, 188
arranjos, 189, 190
tipos de safda de ar dos ventiladores, 190
especificações, 191
das correias em "V" de transmis;ilo, 192
para motores de acionamento, 192
partes essenciais, 188
de dupla aspiração, 189
de larsnra sinsela, entrada ;ingeb, 189
tipos, !88
tipos
de descarga, 189
de rotorcs, 190
para ventiladores centrlfugos, 191
velocidades
máximas de saída do ar, 191
velocidades periféricas para
ventiladores, 191
recomendadas para o ar, 191
como escolher um, 192
pressões
barométncas em várias altitudes com as
densidades correspondentes, 193
estáticas em função da vazão c vc!O<.idade
de ventiladores centrífugos, 194-195
Verificação da rotação máxima, 167
I

- DE INSTALAÇOES
AR CONDICIONADO
HÉLIO CREDER
Engenheiro Eletricista MSc em Engenharia Mecânica - UFRJ Membro da ABRA VA Diploma do Mérito Profissional Conferido pelo CONFEA

6ª edição

LTC

EDITORA

No interesse de difusão da cultura e do conhecimento, o autor e os editores envidaram o máximo esforço para localizar os detentores dos direitos autorais de qualquer material utilizado, dispondo-se a possíveis acertos posteriores caso, inadvertidamente, a identificação de algum deles tenha sido orrútida.

1' Edição: 2• Edição: 3' Edição: 4' Edição: S• Edição: & Edição:

1981 1985 1987 1989- Reimpressão: 1994 1996- Reimpressões: 1997 e 2000 2004

Direitos exclusivo~ para a língua portuguesa Copyright © 2004 by Hélio Creder LTC- Livros Técnicos e Científicos Editora S.A. Travessa do Ouvidor, 11 Rio de Janeiro, RJ - CEP 20040-040 TeL: 21-2221-9621 Fax: 21·2221-3202 Reservados todos os direitos. É proibida a duplicação ou reprodução deste volume, no todo ou em parte, sob quaisquer formas ou por quaisquer meios (eletrônico, mecânico, gravação, fotocópia, distribuição na Web ou outros), sem permissão expressa da Editora.

·~i.

Prefácio da 6Q Edição

Ainda que os fundamentos para o projeto de sistemas de ar condicionado pennaneçam inalterados, a evolução tecnológica dos equipamentos tem possibilitado novas formas de condicionamento de ambientes mais eficazes do ponto de vista energético e das condições de conforto. Assim, embora as nonnas brasileiras e internacionais que tratam dos sistemas de ar condicionado ainda não reflitam integralmente as alterações ocorridas no setor, há necessidade de dotar os profissionais dos conhecimentos necessários a projetas que levem em conta essas mudanças tecnológicas. Essa foi a motivação da 6~ edição. Nela incorporamos o projeto de novos sistemas dentre os quais aqueles . ·que utilizam processos evaporativos e a co-geração como forma de diminuir o consumo de eletricidade, bem como os "split-systems". Esses últimos constituem uma opção que toma os ambientes de trabalho e de lazer mais silenciosos e confortáveis. Esperamos com esta edição, manter o leitor informado sobre a possibilidade de uma escolha mais ampla do sistema de condicionamento de ar a ser projetado. Ficarei grato a todos os que opinarem sobre o livro, apontando lacunas e/ou sugerindo modificações necessárias.
O AUTOR

·~;-

Prefácio da 5º Edição

Esta nova edição já se fazia necessária há algum tempo, em face das novidades técnicas que surgem. Nela foram introduzidas algumas modificações imprescindíveis, a saber:

- os fréons- tradicionais fluidos frigorfgenos que, segundo os cientistas, causam danos à camada de ozônio- deverão ser substituídos por outros fluidos, como, por exemplo, o SUVA da DuPont. Alguma informação a respeito foi acrescentada tendo em vista as futuras substituições. Para maiores
detalhes, o leitor deverá consultar as publicações específicas daquela empresa; - houvf acréscimo de figuras com exemplos de ventilação natural, típicos de países árabes; - no Cap. 8, foi acrescentado um item relativo ao sistema de "resfriamento evaporativo", que está sendo muito desenvolvido nas principais cidades onde a umidade relativa é mais baixa; - continua disponível o software para o cálculo estimativo da carga ténnica, e outros softwares para cálculos de dutos estão sendo elaborados. As informações constam do cartão-resposta comercial que acompanha o livro. O leitor interessado deverá seguir as orientações, preencher o cartão, fazer o depósito e enviar o comprovante via fax ou carta; enfim, ao longo do livro foram feitas pequenas modificações visando a melhorar figuras e a fornecer maiores esclarecimentos. Esperando que nesta edição tenha havido uma real melhoria em relação à anterior, aceitaremos de bom gradO críticas e sugestões dos nossos prezados leitores.
O AUTOR

Prefácio da iª Edição

Este livro destina-se aos iniciantes no estudo e prática das instalações de ar condicionado, ventilação e exaustão. O objetivo principal do autor foi o de dar uma visão global deste tipo de instalação, procurando abordar o mínimo indispensável, em cada capítulo, dos assuntos que devem ser aprendidos pelo futuro profissionaL No primeiro capítulo são apresentados os fundamentos básicos necessários ao estudo físico do ar; no segundo, os dados para o projeto; no terceiro, o cálculo da carga térmica; no quarto, o estudo sobre os meios de condução do ar; no quinto, ventilação e exaustão; no sexto, torres de arrefecimento e condensadores evaporativos; no sétimo, controles automáticos; e no oitavo, instalações típicas. No final dos capítulos estão propostos exercícios, com respostas no final do livro. Em conseqüência da adoção pelo nosso País do sistema internacional de medidas (SI), procurou-se, dentro do possível, exprimir os resultados dos exercícios e tabelas nas duas unidades: sistema inglês e sistema internacional. Neste período de transição, em que prevalecem em todo meio tecnológico de ar condicionado as unidades inglesas, consideramos ser indispensável continuar falando a mesma linguagem dos profissionais do ramo e aos poucos irmos substituindo essas unidades pelo sistema internacional, muito mais racional e prático- tarefa que demandará alguns anos. Sempre que possível, procurou-se, nos exemplos, difundir a tecnologia nacional, transcrevendo dados de fabricantes dos equipamentos instalados no País, embora quase todos sejam de know-how importado. É fato conhecido que a tecnologia do ar condicionado e ventilação está em constante evolução e que qualquer assunto explanado está sujeito a mudanças periódicas, por isso os estudiosos e profissionais do ramo, qve desejarem constante aperfeiçoamento e atualização, deverão consultar publicações técnicas específicas para cada um dos respectivos fabricantes. Desejamos agradecer a todas as pessoas ou firmas que cooperaram direta ou indiretamente na execução deste livro, em especial aos integrantes da Hélio Creder Engenharia, que executaram e adaptaram quase todas as ftguras e demais serviços de coordenação dos assuntos. Esperando contribuir para o ensino técnico em nosso País, dedicamos este livro aos professores, alunos e profissionais do ramo que juntos irão difundir conhecimentos e executar instalações de modo que o conforto do ar condicionado e da ventilação possa ser usufruído por todos. Receberemos de bom grado quaisquer críticas ou sugestões que possam tornar este livro mais útil, para o que solicitamos escrever à Editora.
O AUTOR

.............. 26 Gás real e gás perfeito (ideal) .. 3 1.... 1.........6 Entalpia ............................................... ......... ........................................................ 17 17 17 18 19 21 22 24 25 Ciclo reverso de Carnot ............................. ...................................... 10 11 12 12 14 16 17 1.. .................................4...... .......................3.... ..............2 Misturas de ar........3............................. 8 1........................................6....5......... Calor latente ...................................1 1. .........2 1.........................1 En~rgia ........4.......2 1...... .......... ............................1 Trocas de calor entre o ar e a água................................................................. ..................................................................................................8 Carta Psicrométrica ................. ..............2 Condução de calor através de placas paralelas .......................4.......................................... 5 1......................._ ........... 1.........4..................................9...................... 1................ ........................................................................................5................. ..................................... 28 1...................4............. .............................. 40 1....... ............. 1.............................................3 Temperatura ..................................................................................4........ .. ................................. ............................................................................................ 30 1....... 41 1................................ ........ 1 1..................5.................. .............................5 Condução de calor ............4....................................................4 1....... ............................................................................................................................ Calor sensível .............................................................6......3 Trabalho ............................. ...................... 43 .. 41 1......3 Analogia com o circuito elétrico ..................... .................................................................................................................................................................... J........................................................................... 29 1.......................................................................... 32 1............................................2 oUtras propriedades termodinâmicas .... Força e Peso .......................... 8 1..........5...................................... 6 1.................9 Umidificação e Desumidificação ................................3 Capacidade térmica............................5 Primeira Lei da Termodinâmica ..........................6....................... ................................ Calor específico.... 1..................................................................6..........................3.................................................................................................... 31 1.......... 7 ..............1 Condução de calor em paredes planas (experiência de Fourier...................4.............................................. 1........................I Umidade absoluta e umidade relativa ...............................2 Ponto de orvalho (dew point) do ar........................ 34 1.................................... ............. ...............................7 Mistura Ar-Vapor d'Água ..................... ......... 2 1...................................... 28 Desigualdade de Clausius ......6 Segunda Lei da Termodinâmica .............. INTRODUÇÃO ........................................................................ ....................................................................... 1.... 10 ..........3.....1825) ...................................3 1.................................................................................4 Avaliação das energias potencial e cinética ..........................6. .................5...................................................................................................................................... 1......Sumário 1.....................................3....................................................................... .... 1... .................................................................................................... .. .......................................2 Pressão ..........................................1 Escalas tennométricas ........................... ......... 1..5 Aplicação da I~ lei aos sistemas .............................10 Vazão Necessária de Ar ........5 Entropia e desordem ....................1 Massa...................................1 Ciclo de Camot ...................................7.....2 Energia transferida a um sistema ...................................... 1........9..................4 1............................................5........4 Calor ..................................

... ...............3 Sisterila de compressão de ar ............................... 46 Resfriamento pela Evaporação .............................................. I Introdução ...... 84 ' 3................................ 101 ............. 58 1........ 93 3.19........................................................5 Sistema termoelétrico .....................................................................................................18...................2 Carga devida à iluminação..................................2.......................................................................... 76 2................................4 Compatibilidade dos materiais ................calor sensível .....18.............................................. 54 1...................................................................16........................5 Carga Devida aos Equipamentos...........Calor Sensível.....15 1................................................................................................ ......Xii SUMÁRIO 1.......................................................12 1...... 58 1............................................................ 88 3.............................................19...............18.................................................................................................... .........................................19.......................................................1 Sistema de refrigeração por absorção ................................................................................................. 53 1............3 Determinação do azimute do Sol (Az) ................ 70 1........................................19.................................. ........2 Sisten:ta de ejeção de vapor ..... 72 2.........19...............................................................................2 Transmissão de calor do Sol através de superfícies opacas .19 Considerações Físicas da Insolação .............. 58 1........18 Sistemas de Refrigeração ..............................5 Radiação solar total recebida na superfície da Terra (1.........................................................................................2.. 100 3...Calor Sensível e Calor Latente .........13 1.......................................14 1...........Calor Sensível ................................... ················· ........6 2......................1 Carga devida aos motores.................................. 76 Requisitos Exi:gidos para o Conforto Ambiental ........................... 56 1................................................................... 56 1......................................................................................................................................................................................4 Carga Devida às Pessoas.....................................................16.......................2 Determinação da elevação do Sol (a) ......................................... .......................................................... 100 3................. 84 Estimativa do Número de Pessoas por Recinto .....................................................16...................... 58 1...................................... 54 1...................................4 Sistema de compressão de vapor . CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA ....................4 Intensidade da radiação direta "F' sobre uma superfície em W/m2.....................................3 2..............17 Definições .... 59 1......... ........................................................ ..16 Cálculo da Absorção de Umidade do Ar de Insuflamento ................................................................................ 50 1.................................................... 63 1.........................................................................2 2..3 Comparações de desempenho .....................1 2...........4 2...............5............. 96 3......................................................................................... 98 3........... 65 1.................................................................................................Calor Sensível .......................................................................... 80 Tipos de Instalação ..................................................1 Definições........... .......................................................................................5................................6 Transmissão da radiação solar através dos vidros ........................... 76 Sistemas de Ar Condicionado ............... .. 65 1....calor sensível .2 Carga Devida à Insolação...............................................................1 Carga de Condução..............................................................................................................................................................................................................................18..... 88 3......................................................... 53 1.................................Calor Sensível e Calor Latente...... 47 Noções sobre Refrigeração ................................................................) .............2 Considerações genéricas ..................................................................18............ 58 1................................................................................................... 43 Capacidade dos Equipamentos do Sistema de Expansão Direta ...... 97 3.............................................................................................................. 50 1...............................................19.....3 Carga Devida aos Dutos......1 Transmissão de calor do Sol através de superfícies transparentes (vidro) .......................................... 45 Capacidade dos Equipamentos do Sistema de Expansão lndireta ..............................5 2......................................................... 49 Fluidos Refrigerantes SUV A da DuPont ............................................................... 93 3.......... ..................7 Condições de Conforto .............................................................. DADOS PARA O PROJETO .......... 80 Tipos de Condensação ............................................................ 84 Sugestões para a Escolha do Sistema de AC mais Indicado ........16...................................................11 1...............

1 Carga devida aos equipamentos de gás................. .... ..1 Isolamento e junção dos dutos .. 3.. ........... 181 ............8 Carga Térmica Total . .. 4. 3... 163 . .. ... Método da troca de ar ...... 112 3..........calor sensível e calor latente ... 4......... 159 4.........4 Pressão de resistência de um sistema de dutos (P..2...Calor Sensível e Calor Latente 3.......... 4.... 119 .............4 Bitolas recomendadas para as chapas galvanizadas ··········· 140 .4 4... 171 ········· 177 ... ........ 105 ······································ 106 ························· 107 ··················· ........... 159 4............) ....10 Cálculo da Absorção da Umidade dos Recintos..... ....2.... 150 152 .... 3.......2.......................2 Perdas de pressão em um sistema de dutos .......... 4..2 Distância entre as grelhas de insuflamento .. Difusores lineares tipo fresta ............. 104 3......... ...... ............................... ······························· ..........2...... 167 Escolha da altura da grelha de insuflamento............2............ 158 ..... .............1..... 4. 124 4........ .2 Método das frestas .... .........1......... . 138 4...........2......... 122 com controle remoto 3......1........SUMÁRIO XÜi 3...................... ......1.... ....1 Dutos de Chapas Metálicas .............. 147 ............. . !SI .........) 4.......11 Cálculo do Calor Latente 3.....13 Determinação das Condições do Ar de Insuflamento .............. 109 ······························· 109 ··············· .............................1............ .. 3.................2 Unidades de ar condicionado individuais ..2............. 159 ..2...1..... 124 .... ....1..........5 Difusores de tcto ou aerofuses .........3 Seleção das grelhas de insuOamento ..........15 Métodos Rápidos para Avaliação da Carga Térmica de Verão para Pequenos Recintos 3. 3.. I Perdas de pressão estática (P...1.......... ............... 119 .. 163 ...................1 Métodos de dimensionamento de dutos . . ···················· 170 ........... ·················· ··············· 105 ......1...1..... .................. 159 .4 Detenninação da vazão de uma grelha .. 110 ···················· ······················· ············ ll1 .......... 4.......5... .2........6 Carga Devida à Infiltração..3 4........ Diqribuição de ar em teatros e cinemas .....1....1.......................................1.......2 Método da igual perda de carga ........... 3..................calor sensível ..... 167 ············· 167 ............2 Perdas de pressão dinâmica (P.. 4.......... ...... ........ 3..........................9 Total de Ar de Insuflamento ....... ...14 Estimativa de Carga Térmica de Verão..... 4.1 Unidades compactas (se!f-contained) .2 Distribuição de Ar nos Recintos ... ..... .. 3. 3......15...2.........6.3 Perdas de carga acidentais ............ .... ..16 Exemplo de Cálculo da Carga Térmica de uma Instalação Central de Ar Condicionado ......... 4................ Grelhas simples e com registras 4..... 158 4....) ........... .. ············· ..2............. 138 4..........2.... 163 .1 ........... MEIOS DE CONDUÇÃO DO AR ......15........ 4.......1 Método da velocidade ............ .......1......2 4...............7 Carga Devida à Ventilação ...........1.....15.. .12 Cálculo do Calor Total Usando a Carta Psicrométrica ...................... 114 ··················· 117 ...... Difusores lineares através de luminárias do tipo integradas ........... ············· ························································ ................... ..6..1...............3 4.... 4....4 3..... ..............2.........3 Método da recuperação estática ....... ....... l02 Carga devida às tubulações...1...... ..........1...1...3 Unidades individuais com condensador remoto externo e evaporador interno........3 3..5.

..............................................................................................................5 Quantidade de água de circulação ...............................1 Introdução .............................................................6 Escolha de bomba da água de circulação (BAC) ....... ............................................................. ....................................7.....................................................5.....1............... ....................2 Ligações e Tipos de Ventiladores ..................................................................1 Dimensionamento do captor (coifa) ........10 Conio escolher um ventilador .............................................7.........................................................................4 Esquemas de instalações de resfriadores compactos .................. 204 5............6 Ventilação Geral ..............................................................1 Generalidades ........................ 9 Especificações para motores de acionamento ............3..2............................7............................................................... 6..........1 Volume de ar a insuflar ..... .............................................................................................................................5...............Exemplo de dimensionamento ....................3 Perdas de água ..... 185 5...................................3 Projeto de uma instalação de ventilação geral .......................4 Chamtnés .7 Exaustão....................................... 213 5...............................1 Partes essenciais .......................................... 192 5.................................... ····························································· 189 5.....................3............. 5................. 197 5...........................................................................3....................................................... 7 Potência da bomba da água de circulação (BAC) .............................................. 209 j 5.........5..............3.. ........................................... 226 6...3............ .................................................3 Ventilador .......................................................................2.............. 225 6......2 Tipos ........................................................3....7....... 216 ...................................................................7.... 226 6.......................2 Dutos............. 216 6.......................................... ................................................7............XiV SUMÁRIO 5.... 222 6............................ 185 5........................... 219 6...................r ........... 200 5..7 Especificações de ventiladores ..................................... 187 5.......................................... 200 5............... ................................................. .... ...........3........................ 211 5...............................................................................................2 Torres de Arrefecimento...................1 Leis dos ventiladores ..................... ..................2....................6............................8 Especificações das correias em "V' de transmissão ................... 216 6......................4 Tipos de descarga ...................6.........................4 Trocas de Ar nos Recintos.....................7.5 ..................1 Capto.......3..........................5...... ............................ 211 5...................................... .........3 Chaminé............ VENTILAÇÃO E EXAUSTÃO ..........................5 Velocidades Recomendadas para o Ar ................. 227 ·~:....6.......................................... 213 6....................................................... 198 5..........3 Ventiladores Centrífugos ..............................................3 Condensadores Evaporativos ............................. 192 5.... 191 5......................................3............................................................................. ....... t Tabelas climatológicas.................3 Arranjos ..................................................2 Tipos de ventilação . ································ 191 5.............................2................................................................. 213 5...... 206 5.......... ......6........................................ 5...............................2................ 198 5......................................3...................... 210 ... ························································ 190 5...6 Velocidades recomendadas para o ar .......................................2 Escolha de uma torre de arrefecimento ......... ............ ....................................................... 206 5..................5 Tipos de rotares ............................................ 186 ................... 227 6. ........ 192 5............................................................................................................................................... 197 5.................................................................................................... 208 5........7.................................................2.......................................................................1 Introdução .....................7............................................. 219 6......................................................................... ············································· ···················· 189 5....2........... TORRES DE ARREFECIMENTO E CONDENSADORES EVAPORATIVOS ...................de ar .............4 Ventilador ............... 188 5................................................ ........................................................................................... ································ ·································································· 188 5...............................................................................................4 Ventilação em residências ...................... ········································· 188 5...................... ................................................................................................ :......................... 222 6.......................3...................................2 Dimensionamento dos dutos .....................................................................................................

.......................................................... CONTROLES AUTOMÁTICOS ......................................................................................................................................................... 241 7........................................... 232 7........................1 Funcionamento de uma válvula de expansão tennostática (VET) ............. .............. 241 7.............................................................................................3 6................................3.......3 Funcionamento do circuito de controle elétrico de um sistema de água gelada ........................................................5 Sistemas Autónomos................ 308 RELAÇÃO DAS FIGURAS .......................................................................................................2 6..................................................................... 257 8................. 227 Funcionamento .....................................6 Selecionamento e Cálculo do Sistema de Dutos ........................ 299 RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS PROPOSTOS . 290 8...3........2 Escolha de uma válvula de expansão termostática ......................... 306 RELAÇÃO DAS TABELAS E QUADROS ...3 Controles Elétricos ...............5..........................................6 Diagramas de controle .......... ....................................... .............................................................3........................................... .........................1 Introdução................ 232 7........ .............................5........................................................................2 Funcionamento do circuito de controle elétrico de um condicionador compacto .............. ......2 Sistemas de Controles Automáticos ......................... ..................... 251 7 .. 252 7..5............................. 255 8...............................3............3............... 269 8...................................................3............................3............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................5..................................................................3....... 262 8................................................ 267 8................... 296 8...............................................5 Tipos de controle no recinto...l Generalidades ...............2 Elaqoração do anteprojeto................................................3 Projeto dos dutos ................... 232 7................................ 241 7.............. 303 EQUIVALÊNCIA ENTRE AS UNIDADES DO SISTEMA INGLÊS E DO SISTEMA INTERNACIONAL DE UNIDADES (SI) .................... 253 8.......................................................1 Estudo preliminar ......................................................3............................................................... 230 7................................. 246 7............................................................ 8............................... ..........4 Seleção de uma Unidade Resfriadora de Líquido (com Detalhes de Montagem) .................2 Esquema Hidráulico de um Sistema de Expansão lndireta de Água Gelada...........................4 Partes constituintes .........................................................................................................................4 Memorial descritivo e especificações do ar condicionado central do restaurante da Fábrica Saturno .............................................................................................................................7 Válvula de três vias ...................... 228 Dados práticos gerais para os condensadores evaporativos ......... 232 7 ......... .................. 290 8.......................................................... .. ..................................................................1 Esquema Hidráulico de um Sistema de Expansão Direta ....... 261 8.................................. 316 .............................................................................................. ········································· 292 ...............3....4 Sistemas Pneumáticos ....................................... 248 7. 262 8........ ....................................................... 238 7.......................... INSTALAÇÕES TÍPICAS .............................................5 Seleção de uma Unidade de Resfriamento Evaporativo............... 255 8.................3................ 261 8.....................1 Generalidades ......................................................................................2 Ar de suprimento e de exaustão ..... 233 7.............................................5.........................................3.......................................... ..........SUMÁRIO XV 6...................................... ....................3............... ......................... 232 7 ....................................................4 Controles do compressor ..................3 Projeto de uma Instalação de Expansão Direta e Condensação a Ar ........................................................................... 315 ÍNDICE ............................................... 310 BIBLIOGRAFIA .......................3...............................................3 Projeto definitivo ...........

no sentido termodinâmico. termo de garantia e aceitação das instalações. o condicionamento do ar controla as seguintes propriedades: temperatura. 1.1 uma instalação central de ar condicionado. Uma instalação de ar condicionado pode ser considerada um sistema aberto. O fluido utilizado é o próptio ar que é refrigerado e tratado em um outro subsistema fechado. controles e ventilador). todos os componentes necessálios às trocas de calor (compressor. temperatura. conforme se vê na Fig. Procuraremos expressar todas essas grandezas em unidades d1) Sistema Internacional de Unidades. temperatura. A Fig. das especificações. Condicionar o ar em um recinto significa submetê-lo a certas condições. realiza as transformações termodinâmica~ necessárias para absorver o calor diretamente do ar com o qual é posto em contato (sistema de expansão dircta) ou indiretamente através da água (sistema de expansão indireta). que é o ciclo de refrigeração. umidade relativa.1 Vista isométrica de uma instalação de ar condicionado com unidade compacta. O subsistema ddinido como ciclo de refrigeração. que estabelece as bases fundamentais para elaboração dos projetas.velocidade. As propriedades mais complexas são: entalpia. temos na Fig. O ar refrigerado é introduzido no recinto onde se mistura com o ar contido no ambiente e essa mistura gasosa. pureza. umidade e pureza. 1. Esquematicamente. devidamente controlada em seu fluxo.40. há necessidade de uma melhor fixação nas definições das propriedades termodinâmicas envolvidas. 1. montados dentro de uma mesma carcaça. condensador. usando uma unidadeselfcontained. As propriedades elementares são: pressão. volume específico e densidade. De um modo geral. através do fluido frigorígeno. dará as condições de conforto. podemos condicionar o ar para o conforto. ou Sistema SI. filtros.2). O nos~o trabalho será calcado nesta norma. evaporador. para um melhor desempenho ou durabilidade de equipamentos ou processos.s instalações de ar condicionado no Brasil são regidas pela Norma Brasileira NBR-6401 (lnstalaçrJes centrais de ar condicionado para conforto). independentemente das características exteriores. Assim. . uma unidade compacta que possui. as partes omissas serão baseadas em normas estrangeiras citadas nos capítulos. compatíveis com o objetivo da instalação. ou seja. entropia e energia livre. . no qual são mantidas as condições desejadas no recinto (Fig. 1. A fim de compreendermos bem a~ transformações que serão estudadas mais detalhadamente nos capítulos seguintes. válvula de expansão.

à razão de 1 rnls 2 ? F~ ma~ 1. pois tende a dirigir esse corpo para o centro da Terra. necessária para acelerar um automóvel de 1 . variando em apenas 0. a velocidade da velocidade.500N .. é expressa em rn/s e a aceleração em rn/s 2 . o peso é praticamente o mesmo. A força é definida como a grandeza capaz de imprimir uma aceleração a uma dada massa. cujo protótipo é o bloco de platina iridiada conservado na cidade de Sêvres. A massa padrão internacionalmente aceita é o quilograma.500 X 1 ~ 1. kg.a lei do movimento de Newton inter-relaciona essas grandezas pela seguinte expressão: F=ma No Sistema SI.!: Qual a força. chegando mesmo a se anular a grandes altitudes (=380 X 106 m). A massa pode ser definida como a quantidade de matéria que constitui um corpo. 1. no Sislema SI.500 kg de massa. Força e Peso Os conceitos de massa e peso são muitas vezes confundidos. podemos dizer que a unidade de força é capaz de imprimir à unidade de massa. A 2. A aceleração é definida como a variação da velocidade na unidade de tempo.+ A r ou fluido Ar ou fluido --+ Trabalho Fig. 1. A velocidade. em qualquer ponto da superfície da Terra. Essa unidade de força é o newton (N) ou N = kg·m. em newtons. o peso poderá sofrer grandes variações.5%.2 Esquema de um sistema aberto.2 INTRODUÇAO Calor . ou seja. Fora da superfície do nosso planeta.81 m/s 2 • Exemplo!. Portanto. aproximadamente 9. como vemos nas naves espaciais.1 Massa. A expressão do peso de um corpo é: ~ p =mg onde: g =aceleração da gravidade. França. uma aceleração de 1 m/segundo por segundo. s' O peso de um corpo é uma força dita gravitacional. mas são grandezas físicas distintas.

. Fig.lNrRODUÇÃO 3 Exemplo 1. resumindo: 1N/m2 =1Pa 103 Pa = 1 kPa :. No Sistema SI. tivéssemos um tubo cheio d'água.33 m = 1. a pressão é uniforme ao longo de todo o fluido. 1. pelo fato de o peso específico da água ser de 103 kg/m 3. ou seja: 1.- ·. Então: kg m kg 1 atm = 760 mm de Hg ou 13. A medida da pressão atmosférica pode ser feita através do barómetro de Torricelli (1643).325.013 X 10' Pa m3 s2 ou. no caso de vácuo.2 ' 1. isto é. se for desprezada a força da gravidade que atua no fluido.33 m. A coluna de mercúrio se fixará em h = 760 mm de altura desde que a temperatura seja de ooc e a aceleração da gravidade local seja g = 9. a coluna d'água subiria para uma altura de 10. 1. em vez de mercúrio.80665.3): mergulha-se em uma cuba contendo mercúrio um tubo de vidro.2 Pressão A pressão é definida pela física clássica como força atuando por unidade de área.- Y.3 Barômetro de Torricelli.000 kg X 9.2: Qual a massa de um satélite artificial cujo peso é de 100 N na superfície terrestre e numa órbita onde a aceleração da gravidade é de 1.596.2 m/s 2 ? F ~ 100 ~ 83 33 kg a 1.X 0.76 m = 101. A mesma pressão é exercida sobre as paredes que contêm o fluido. aberto em uma das extremidades e cheio também de mercúrio. P~ -~- F N m2 = 1pascalou1Pa:. que consiste no seguinte (Fig.Pa= .X 9. a pressão medida pelo manômetro acrescida da pressão atmosférica ou dela diminuída.013 X 105 Pa m3 s2 ms2 Se. a pressão é definida por: kg A ms 2 Em termodinâmica só se considera a pressão absoluta. Se a força atua sobre um fluido homogêneo e estacionário.80665 m/s 2 (ao nível do mar e latitude 45°N).81 m X 10.= 1.

I. .5).. y = peso específico em N/m 3 .. 1.cl--~1 ._ . quando é negativa (vácuo).4 Manômetro de mercúrio. 1. 1. também cheio de mercúrio numa extremidade e na outra ligado ao fluido cuja pressão se deseja medir. que podem ser construídos de um tubo em "U".----------. conforme se vê na Fig. soma-se a pressão atmosférica para se ter a pressão absoluta.33 m col.-- aser medida Fig. -·~----.1) onde: P = pressão em ·Pa. Z = diferença dé altura da coluna de mercúrio em m.-· --1. .4. Outros tipos de medidores de pressão são os manômetros. d'água.------------Pressão absoluta Pressão medida ! P. ~Pressão ----. Quando a pressão do fluido a ser medida é positiva..4 INTRODUÇÃO 105 Pa = 102 kPa = I bar 101i Pa = 1 MPa = 10 bar 101.325 Pa = I atm = 10.5 Diagrama de pressões manométrico e absoluta. Pressão atmosférica ~ --- ----------------Pressão atmosférica Pressão negativa (Vácuo) Pressão absoluta Fig. A força exercida pelo fluido é equilibrada pelo peso da coluna de mercúrio: F=yXV=yXAXZ Então a pressão P será: (1. diminui-se da pressão atmosférica (Fig.

esse corpo parecerá muito mais quente do que com a mão que estava na água quente. Então._ .376.596 kg/m 3 kg m3 (Peso específico do Hg) m s2 F V -g ~ 13. Solução: Sabemos que 1 atm = 101.55 m m' ~ N 73. temos: Z = Pabs = 750-200 = 550 mm de Hg ou 0.~ 133.4: Expressar o rf?SUltado anterior em atmosferas. Esse sentido.3: O vácuo medido no evaporador de um sistema de refrigeração é de 200 mm de mercúrio.X 0.2 Pa Exemplo 1. consideremos a sua densidade a ooc: y y ~ ~~ = 13.55 m de Hg Aplicando a Eq.376. m~ ~ 73. que nos parece quente. para o Exemplo 1. Coloquemos o termómetro em cantata com o objeto A. Isso permite enunciar a "lei zero" da termodinâmica: "Quando dois corpos A e B estão em equilíbrio ténnico com um terceiro corpo C.2-.76 kglm'·s' m V kg·m ComoN = .I. 1.376. teremos: s' y ~ N 133." . idêntico. Depois o coloquemos em cantata com o objeto B e verificamos que foi registrada a mesma temperatura..357. o corpo B está mais quente que C etc.76- m' Como para o vácuo. lendo a temperatura registrada. estão em equilíbrio térmico. temos: P ~ N 133. Agora imaginemos um objeto A que parece frio em cantata com a mão e outro objeto B. Se mergulharmos uma das mãos em água quente e a outra em água fria e depois segurannos um corpo menos aquecido com a mão que estava na água fria. Temos um "sentido de temperatura" capaz de nos dizer que o corpo A está mais quente que B. A fim de tomar a nossa experiência mais precisa.325 ~O 723 atm..325 Pa. por exemplo. ' 1.. usemos um terceiro objeto C. Determinar a pressão absoluta em pascal. Solução: Desprezando a temperatura do mercúrio. temos: P ~ 73357 2 • 101.81.INTRODUÇÃO 5 Exemplo 1. o que pode induzir a erros grosseiros.X 9. pois os referenciais de temperatura são diferentes.357. todavia. para uma pressão barométrica de 750 mm de Hg. é muito subjetivo e depende da referência. eles estão em equilíbrio ténnico entre si. Coloquemos os dois em cantata um com o outro e no fim de algum tempo reparamos que os dois dão a mesma sensação de temperatura.3. um tennõmetro.596.76..3 Temperatura O sentido do tato constitui a maneira mais simples de se distinguir se um corpo é mais quente ou mais frio.

............. Então temos a definição de Kelvin: "Kelvin..... 5 X 1()8 10" 10' 2...... que é a escala científica fundamental........... a pressão do vapor d'água no ponto triplo é de 4........ ........ Como comparação tomemos algumas temperaturas em Kelvin............... . ..... inventada em 1742 pelo sueco Celsius. Onda de choque do ar..... ou seja. e a Fahrenheit... Esse ponto triplo da água só pode ser conseguido para uma mesma pressão.............................. em Paris.. para vários corpos e fenômenos.... Interior do Sol ... todos os termómetros devem fornecer a mesma temperatura T.... .. .... ou seja. A temperatura desse ponto fixo foi estabelecida como padrão... o comprimento de uma barra......................... Assim podemos usar o mercúrio para baixas temperaturas. a água líquida e o vapor d'água coexistam em equilíbrio: é o "ponto triplo" da água....... Portanto houve necessidade de se tomar uma referência................ de acordo com a grandeza escolhida.. .... entre elas o volume de um líquido.... extraídas da publicação Scientific American de setembro de 1954: Tabela 1........ Fusão do chumbo ......58 mm de mercúrio....... a temperatura t é obtida pela equação: T~t+273.... Congelamento da água . .............16 da temperatura do ·Ponto triplo da água..6 INTRODUÇÃO -------------------------------------------- Então pode-se dizer que a temperatura.... usada pelos países de língua inglesa (exceto a Grã-Bretanha)................. Qualquer dessas grandezas pode ser usada para se fabricar um termómetro e........... Esse ponto fixo foi escolhido a partir da água............................. a Conferência Geral de Pesos e Medidas (1954).........73 X 102 1........ Nebulosas luminosas .........3 . é uma variável termodinâmica.!6 onde: T = temperatura Kelvin (K) t = temperatura Celsius em graus centígrados rq Na escala Fahrenheit.. a Mach 20 .. a propriedade térmica mais adequada........... pode-se afirmar que as suas temperaturas são iguais....... Para temperaturas elevadas pode-se usar um par termoelétrico ou a dilatação de uma barra........ 273.............1 Escalas termométricas As duas escalas termométricas usuais são a centígrada. Na escala Celsius..6 X J(}l 6 X 1()2 2. que é uma grandeza escalar... um ponto em que o gelo........ a resistência elétrica de um fio etc..........16 graus Kelvin e mais tarde simplificada como Kelvin (K).5 X 10" lO' 3.. ............. ou seja........ pois este elemento tem a propriedade de se dilatar proporcionalmente à quantidade de calor recebida....... Reação termonuclear do hélio . Há diversas grandezas físicas que podem ser usadas como medida de temperatura.. definida a partir da escala Kelvin.............. o mesmo ponto fixo para todas as escalas termométricas........ unidade de temperatura termodinâmica................................1 Algumas Temperaturas (K) Reação termonuclear do carbono .. é a fração 1/273....... a relação para a escala centígrada é a seguinte: onde: TF = temperatura em °F.............. te = temperatura em oc_ j ..... Fusão do tungstênio ." Essa unidade foi adotada na lO......... Se dois sistemas estão em equilíbrio termodinâmico.

0 240.8 64.0 177.0 195.0 168.2 248.8 224.0 204.8 c 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 78 79 80 81 82 83 F c 23 24 F 73.4 228.01"C 32°F.4 57. 1.4 192.2 122. é de 100°C.Temperatura do gelo lundente .0 159.0 87.6 91.4 120.4 156.oooc e a temperatura de equilíbrio entre a água e o vapor d'água.0 150.4 210.2 185.6 55.8 98.6 9 10 II 53.8 35.0 78.6 199.8 197.8 206.4 21.4 183.8 80.6 244. Celsius e Fahrenheit.0 96.0 42. Na Tabela 1.67°F.2 131.6 136.Temperatura do ponto de vapor Ponto triplo da água 0.6 109.8 116.0 60. 1.6 19.4 25 26 27 28 38 39 29 30 31 32 33 89 40 41 42 43 44 100 101 102 103 104 105 106 107 108 109 110 54 55 III 113.8 2 3 4 5 6 7 8 44.0 222.2 c 34 35 36 37 F 93.2 203.2 221.4 84. Experimentalmente verifica-se que o gelo e a água saturada com o ar estão em equilíbrio a O.0 186.2 194.8 170.8 242.8 107.6 226.0 15.8 26.4 147.2 41.2 77.8 152.0 69.8 89.2 149.Zero absoluto Fig.6.8 17.8 215.8 161.2 50.273.2 32.8 62.8 143.4 201.6 235.4 129.6 217.2 158. - 212°F.8 71.2 86.2 c 45 46 47 48 49 50 51 52 53 F .4 111. à pressão de 1 atm.4 246.8 125.4 237.4 219.6 190.2 167.459.4 174. denominado ponto de vapor.6 Comparação entre as escalas de temperatura Kelvin.0 114.6 37.6 28.0 123.4 30.0 24.8 67 68 212 213.8 188.6 82.0 231. centígrada e Fahrenheit pode ser compreendida na Fig.8 134.0 141.6 46. Nessa figura vemos que o ponto tríplice da água é igual a 273.2 68.15"C .6 145.2 140.6 208.0 58 59 60 61 62 63 64 69 70 71 72 90 91 92 112 113 114 115 73 74 75 84 85 93 94 95 96 97 98 99 65 66 86 87 76 77 88 116 117 118 119 120 121 .2 95.6 100. Tabela 1 2 Comparação das Escalas Termométricas entre Graus Celsius (°C) e Graus Fahrenheit (°F) c 10 F c I F 33.6 118.2 vemos a comparação entre as escalas termométricas centígrada e Fahrenheit.0 51.2 239.4 48.0 105.6 127.6 181.8 233.4 39.4 102.4 165.2 104.2 176.9 8 - 7 6 5 4 3 2 I o 56 57 14.4 75.INTRODUÇÃO 7 A equivalência entre as escalas Kelvin.8 179.8 154.2 23.6 172.0 249.0 132.4 66.16 K.4 138.6 163.2 230.2 59. por definição.

Até o início do século XIX.3. m =massa. o corpo mais quente diminui a sua temperatura e o corpo mais frio a aumenta. densidade e peso específico.!_ v v Em unidades ~I: 8em kg m' 3 .8 INTRODUÇÃO . por diferença de temperatura. ficando plenamente aceito pela ciência que não existe uma substância e sim uma "energia" que se transmite do corpo mais quente para o corpo mais frio.4 Calor Já vimos na Seção 1. V= volume total. havia entre os cientistas o conceito de que uma substância.. que é aceita como o "calor". passava do corpo mais quente para o corpo mais frio.- 1.Peso específico é definido como o peso por unidade de volume: p w=- v Em unidades SI: kg wemm' Pemkg ·peso I ' I I ' ' ' I 1.. Em unidades SI serão dados: vemkg m' memkg 2 ..3 que.Densidade é definida como massa por unidade de volume: 8= m _. Essa energia.Volume específico é definido como volume por unidade de massa: v m onde: v = volume específico. se colocarmos dois corpos de diferentes temperaturas em cantata. 1. o "calórico". não se transmite apenas entre os dois . São elas: volume específico. mas não sobreviveu às experiências mais avançadas.. havendo uma temperatura de equilíbrio térmico (lei zero).._ .2 Outras propriedades termodinâmicas Há outras propriedades termodinâmicas cujos conceitos são também importantes para a definição de certos fenômenos.. Esse conceito satisfazia as experiências da época..

5°C para 15.t de temperatura da água. mas todas as formas de energia são equivalentes e que nenhuma delas pode desaparecer sem que igual energia apareça sob outra forma em algum lugar.·~:- __ .- Fig. a unidade de energia é o joule: kgm' s' Assim temos a definição de quilocaloria: "Quilocaloria é a quantidade de calor necessária para elevar a temperatura de 1 quUograma de água de 14. conclui-se que __ .186 joules de energia mecânica inteiramente convertida em energia calorífica gerarão 1 kcal.7 Demonstração. Joule fez uma montagem experimental para medir o equivalente mecânico do calor. inclusive Galileu e Newton. mas também às vizinhanças.5°C. sob a forma de calor. 1. e Helmholtz generalizou que não só o calor e a energia mecânica são equivalentes. dará a quantidade de calor incorporada ao sistema: Q = mci:J. ao sistema.5°C. Essa elevação de temperatura.5°C para 15.7) constou de dois pesos que transmitiam a sua energia mecânica a um tambor fixo e um eixo com palhetas. da equivalência entre trabalho mecânico e calor. multiplicada pela massa m e pelo calor específico. aumentarão a temperatura de 1 quilograma de água de 14. 4. Joule observou que havia uma elevação I:J. .lNlRODUÇÃO 9 corpos.t Medindo a energia mecânica e a elevação de temperatura. pode ser definida do seguinte modo: 1 BTU (unidade térmica britânica) é a quantidade de calor necessária para elevar a temperatura de !libra-massa de água de 63°F para 64°F. a mesma elevação como se transferíssemos energia._." Em unidades do sistema inglês. temos 1 BTU = 252 cal = 777 . Joule (1818-1889). e só por volta de 1830 o francês Sadi Carnot (1796-1832) revelou o "princípio da conservação de energia". Essa montagem (Fig. desenvolvido mais tarde por Mayer (1814-1878). Joule demonstrou experimentalmente que há uma equivalência entre trabalho mecânico e calor. Num ciclo de operações. Em unidades do sistema inglês. Helmholtz (1821-1894) e outros.9libras-pés No Sistema Sl. feita por joule. isto é. Esses fenômenos passaram despercebidos pelos cientistas mais antigos. imersas em água com massa m. J= lNXm= 1 .__ . ou seja. como duas formas de energia. 1.

Verificamos por essa tabela que o calor específico dos sólidos varia muito com a substância.85 6.46 5. então .1 Capacidade térmica Para uma determinada massa. por exemplo.O cal/g°C ou 1 kcal/kg°C ou ainda 1 BTU/lb°F é muito grande comparado com os metais.0 63. Para se obter a coluna 4.128 0. Na temperatura de Ü°C será de 1.968 BTU = 4.2 Calor específico A capacidad~.2 tira-se: C Q~m = JCdt T.11 24. Tabela I 3 Valores de c para Alguns Sólidos à Pressão de 1 atm ' Substância Calor Específico cai/g°C (I) Calor Específico J/goC (2) Peso Molecular g!mol (3) Capacidade Térmica Molar cai!ffUJPC (4) Capacidade Térmica Molar J!ffUJl°C (5) Alurrúnio Carbono Cobre Chumbo Prata Tungstênio 0. dependem do intervalo de temperatura considerado. o calor específico somente será de 1 kcal/kg°C na temperatura de 15°C.507 0. No limite.900 0. capacidade térmica = _!__ dQ (1. Depende da natureza da substância do qual é feito.186 joules 1.2) massa m dT A capacidade térmica e o calor específico de uma substância não são constantes. podemos falar em calor específico à determinada temperatura T.5 26. quando o intervalo de temperatura IJ. multiplicam-se os valores da coluna 1 pela coluna 3. 1.236 0.]Q INTRODUÇÃO Resumindo: 1 kcal = 1.5 25.000 cal = 3.4.4 6.0923 0.0321 0.0325 0. Para a água.. temos o calor específico cP à pressão constante de 1 atm.998 kcal/kg°C. a quantidade de calor necessária para produzir um determinado aumento na temperatura depende da substância.8). para se obter a coluna 5.32 6.008 kcal/k:g°C e a 40°C será de 0. daí chamar-se específico de uma substância (veja Fig. 1.8 .09 5.0 12.4. Conclui-se que 1 cal/g°C = 1 kcal/kg°C = 1 BTU/lb°F e que o calor específico da água 1. por unidade de massa de um corpo.92 24.386 0.5 207 108 184 5.da Eq.134 27. é o que se denomina "calor específico".121 0.3.215 0. se expresso em callgoc ou J/goC (colunas 1 e 2). porém se expressannos amostras com o mesmo número de moléculas verificamos que o calor específico molar ou capacidade térmica molar de quase todas as substâncias é aproximadamente 6 cal/mol°C (com exceção do carbono). Essa foi a conclusão a que chegaram Dulong e Petit em 1819. temos de fixar uma pressão constante e uma temperatura ambiente. Na Tabela 1. 'f Para se organi~ar uma tabela de calor específico para diferentes substâncias.T ~O.térmica. Então C = capacidade térmica = dQ dT 1. Chama-se capacidade térmica C de um corpo o quociente da quantidade de calor fornecida dQ e o acréscimo na temperatura dT.5 24.0564 0. multiplica-se a coluna 2 pela 3.82 1.

Exemplo: o calor irradiado pelo Sol. a capacidade térmica por unidade de massa.o entre colores específicos da ógua e da glicerina. o que dá ênfase à teoria molecular da matéria. pode ser verificado experimentalmente pela experiência da Fig. contendo em seq interior 200 g de água na temperatura inicial de zooc. necessária para produzir detenninada variação de temperatura de.: Um bloco de _chumbo de 100 g é tirado de um forno e colocado dentro de um recipiente de 500 g de cobre.INTRODUÇÃO 11 Termômetm Termômetro 1 kg de água Queimadores a 1 kg de glicerina . usando os valores da Tabela 1.20) Resolvendo essa equação. quando existe contato direto entre os corpos ou entre as partes de um mesmo corpo. quando passa de um corpo a outro por meio do fluido que os rodeia.3: 100 X 0. por convecção.20) + 200 X 1 (25 . Estudaremos apenas a condução do calor.8 Comporaçõ.0923 (25 . 1.. De uma maneira mais geral. Em duas cubas iguais. Exemplo: barra de ferro em contato com fogo.3 Condução de calor Chama-se condução de calor a transferência de energia calorífica entre as partes adjacentes de um corpo ou de um cotpo para outro quando postos em contato.0325 (T. . podemos dizer que o calor transmite-se de três maneiras: por radiação. .. . A temperatura final do conjunto passa ' a ser de 25°C. no fim do qual mediremos as temperaturas da água e da glicerina. Aproximamos dois bicos de gás iguais e deixamos ambas as cubas se aquecerem pelo mesmo tempo. Verifica-se então que a quantidade de calor por molécula.8.. 1. aquecimento de ambiente em que o fluido é o ar.4. Exemplo: banho-maria em que o fluido é a água.. então podemos afirmar que o calor específico da água que é de 1 kcal!kgoC é maior do que o da glicerina que é de 0. por condução. Exemplo 1. quando se transmite de um corpo a outro por meio de ondas.4a. O calor específico. é aproximadamente a mesma para quase todas as substâncias.25) ~ 500 X 0. Verificamos que o aumento de temperatura da água é maior do que o da glicerina. em linha reta e à velocidade da luz.. ou seja. Qual a temperatura do fomo? Solução: Temos a seguinte equação de equilíbrio.um sólido. quando há diferença de temperatura. desprezando as perdas: TF = 437°C 1. achamos. Fig..576 kcal/kg°C. colocamos 1 kg de massa de água e 1 kg de glicerina.

.4 .. 1.. ·. ... .·. Fourier concluiu que a quantidade de calor é proporcional à área A.6.. . Obs. Experimentalmente..10).T para !lt e A constantes... Na Tabela 1. .2 Condução de calor através de placas paralelas Vamos examinar o caso de um corpo composto por duas placas paralelas... .··..• •• 1.. de materiais com condutividades térmicas diferentes K 2 e K 1 (Fig. Fig.. . .. . . .6. conclui-se que se .' •• T.'•. ... . como a eletricidade também o é. . sendo T2 > T1.. . . chamada de condutividade térmica. ..: O sinal de menos é porque o calor se transmite da face mais quente para a mais fria..6.' L. ..-cc-:~-f .. . K = constante de proporcionalidade.. •" ·.-. .. ... . dx tente de temperatura (vanaçao da temperatura com a di stancta) . . . . . e através da qual existir uma diferença de temperatura dT...· . '···:·· . . . · : .. ' . ' ' . :.. . . 1. .. . se á lâmina tiver espessura infinitesimal dx..1 Condução de calor em paredes planas (experiência de Fourier-1825) Suponhamos uma lâmina de um certo material.. .4.:_ T. ·.· ·-:· . '• . . ·. . : . ..·: .·. à temperatura ambiente e para os gases a ooc. chamada lei de Fourier: (1. :. ....Q entre essas faces...:-:: _. : ·.6. .t.t Llx No limite_. . . ·. ou seja. Llx I!. . . ·.. ·. ·.:· :. por experiência. .4 vemos a condutividade ténnica de alguns materiais. o fluxo de calor . ..· .Te LU forem pequenos. .. . dT = grad' .. . 1.3) onde: q = a taxa de transmissão de calor em certo intervalo de tempo.. Por esta tabela podemos ver que os corpos bons condutores de eletricidade são os que têm maior condutividade térmica. .. Também.9 Condução de calor.12 INTRODUÇÃO . . ·: ..Q a A i!.. .T l!. .3.· . . . · .·Á~a·A-- . temos a seguinte equação de transmissão de calor. Queremos avaliar o fluxo de calor ....' .. . . através da área A em cal ou kcal. ~ . •'.. ... à diferença de temperatura . . .:. .. :< ·:...6..6.. .. .. ..·-_:_.. .T e ao intervalo de tempo !:J.. .. de seção reta A e espessura LU e que as faces do material sejam mantidas a temperaturas diferentes T2 e T1.Q será proporcional a . . .· . o que enfatiza o conceito de que o calor é uma energia..t e perpendicularmente a elas. .. .·.3. no intervalo de tempo . ·. ..... .

.................. ... 2 X 10 Concreto .lNlRODUÇÃO 13 Tabela 1... temos: q2 = q 1 = q. x w-> w-• x to-• x w....... Oxigênio .... Prata .2 x x 2 Ar ...4) """ .6 Cortiça ...1X10 Latão ... ' L.......3 x w-J 9......2 x w-' 9....7Xl0 6 3......... ....................... 2 x 5 Aço ..........i.................. ..> T.... 1... teremos: Generalizando para n placas paralelas................................ Resolvendo esta equação em Tx e depois substituindo em uma das equações acima... E depois vamos fazer a generalização para n placas paralelas..... ' T...600........4 Madeira .... Em regime estacionário..~J K... -I.... multtplicar por 3....... ou seja: K ATz-Tx =K ATx-T. ... ou seja....3 X 10-s Hidrogênio . ....6 Alurrúnio ........ 2 X 10-s Obs............. 5..... L.....) (1............ 2 4 Gelo .. As temperaturas das faces externas são T2 e T1 e a temperatura da face de separação das duas placas é Tx.6 x w..J.... 2. Cobre ............... ... w-' ws. depois de decorrido um intervalo de tempo suficiente em que a temperatura não varia mais e considerando a área A perpendicular à direção do fluxo.... temos: q ~ A(T.......... .......... ..... ql 1 4 Como em regime estacionário os fluxos serão iguais................ temos as equações: Qz =KATz-Txe 2 "4 =K ATx-T............... ' L..4 Condutividades Térmkàs em kcaUs m°C. 5..K Metais Gases 2 Diversos Amianto .....9 x w...... 4......9 Chumbo... 4 Vidro ..... ....... Fig....... ........... ...10 Transmissão de calor em placas paralelas. 1.. ...: Para se ter as conduuvtdades por hora....... ......

11). -Sm°C 1._ que. L = comprimentl? do condutor. • .3)]. Pela Lei de Ohm. L ·~i- . kcal s T2 e T1 = as temperaturas externas em K. Li = espessura das placas em m. substituindo em/. R = resistência elétrica. dá: CA Comparando esta expressão com a Lei de Fourier [Eq. costuma-se fazer a analogia com um circuito elétrico. a expressão acima fica: R= !::. ou seja.. . podemos chamar a expressão ~ como resistência térmica de placas planas ou R. A condutividade elétrica é o inverso da resistividade. temos: I é análogo com q. sabemos que. Dessa analogia. podemos deduzir a resistência térmica de várias placas paralelas (Fig.4. A = área da seção reta do condutor. = condutivi d ade term1ca do maten em -kcal . 1. C é análogo com K. num circuito de corrente contínua: I~­ u R onde: 1 =intensidade de corrente (ou fluxo de carga elétrica).al K .14 INTRODUÇÃO '----- onde: q~-. essa analogia com o calor é usada para modelos reais. L é análogo com a espessura da placa dx.h (Ohm térmico). Através da analogia com o circuito elétrico. U é análogo com dT = T2 . .T1.h ou f!. U = diferença de potencial elétrico.3 Analogia com o circuito elétrico A fim de facilitar os cálculos da condutividade térmica de diversas placas paralelas. e também as equações são perfeitamente análogas. (1. p~ 1 c Então. A expressão de R em função dos dados físicos do condutor é: R~ p- L A onde: p = resistividade ielétrica do material do condutor.3.

6) sendo: U~-1 [ h.71 fllh = 1.. Assim a Eq.+R.42 fllh -- - ·--~----- •· ·~. Solução: Cálculo da resistência térmica. 1.-----------------------==c::_--= INTRODUÇÃO R.. 13 íí. ---+---~. R.14Xl = 0.=R. 5 cm de amianto e revestida internamente com 20 cm de cortiça. ~0cc·1 ~ O. Assim. em vez de resistências. R._ (1. (1. '--=0.4) poderá ser apresentada de outra maneira: Tz -1. Calcular o fluxo de calor por m 2 de superfície de parede.07 X 1 02 ' 0.5) Nos cálculos de ar condicionado. considerando-se A constante: (1. oc R m2 q = kcal/h " l e D~T-TJ 2 Exemplo 1. (1.72X1 0. a E9.- .15 . baseada nos dados da Tabela 1.----+~ ~ l'ig. ------~tv\r----_J\Aivr-----~lvAv-----O" R.11 Analogia com o circuito elétrico.5: Uma parede externa de uma sala é composta das seguintes placas: 10 cm de concreto. em kcal/h. A temperatura do ar no exterior é de 32°C e no interior de 25°C. kcal. mantida pelo ar condicionado.4 e levando em conta que o fluxo é por hora.+R.05 0.5) pode ser transformada.. as tabelas da carga térmica são preparadas para a condutância.

Esse calor é introduzido no recinto de diversas maneiras: por condução. = 1 mmuto e 15 segundos 4 1. isto é. o. vemos que no caso b o fluxo de calor é 4 vezes maior. Calor sensível é o calor que se sente.u + o.: O mesmo resultado seria obtido usando-se U = -~-- I R. 1.26 eaEq. para ser transportada a mesma energia. (1. l ''' R ~ 2L . então: -~-+-:.h = YJ!!í&'lftílli!ll' ~ I ·-. Suponhamos que 10 cal de calor fluam através das barras em 5 minutos. Pergunta-se que tempo levaria para que as 10 cal fluíssem através das barras colocadas como na Fig.09 kcalih por m2 de parede. KA No caso da Fig..4 Calor sensível Calor sensível é a quantidade de calor que deve ser acrescentada ou retirada de um recinto devido à diferença de temperatura entre o exterior e o interior. ou seja: t= Resposta: 1 minuto e 15 segundos.4." 100"C (b) Placas em paralelo Fig. pelo ar exterior etc. estão em paralelo.?l + 1.6.26 n. 1.6: Duas barras idênticas de metal.12(b).5).12 Exemplo 1. é a propriedade que pode ser medida pelo tennômetro comum.6.Req= 1 Req KA L KA L L 2KA Pela Eq. 1. 1. quadradas. necessitamos de um tempo 4 vezes menor. então as resistências ténnicas serão somadas.) Exemplo 1. 1.09 kcal/h Obs. pela iluminação. 32-25 =-=:oc 2. pelo Sol diretamente. (1.h 1 2.42 = 2.12(a) as placas metálicas estão colocadas em série.h q ~ Resposta: 3.26 ~ 3.12(a). Resultando: . a fim de fornecer as condições de conforto desejadas.12(b). são soldadas topo a topo como mostra a Fig. Soluçcto: No caso da Fig.16 INTRODUÇÃO _ __ O'CL====r 100"C (a) Placas em série o·c~ ou R. pelas pessoas. 5 minutos . ·~'- .

---. É manifestada apenas pelos resultados que produz. porém a sua temperatura permanecerá em 100°C enquanto ainda existir líquido.5 Primeira Lei da Termodinâmica Agora que já temos conhecimento das propriedades elementares. de urna forma geral. Essa l. É o calor que ferve a água da chaleira. mantendo-se constante a temperatura até todo o vapor se transformar em líquido.tema pode produzir modificações no aspecto físico ou químico. pois a energia não pode ser vista e não é uma substância. a temperatura da água permanece constante. Então o calor latente de fusão da água é de 80 kcallkg. Por meio do balanço energético envolvido nos sistemas. a compreensão da 1. Então. teremos que acrescentar mais 538 kcal. quando uma energia é transferida ou transformada em qualquer outra forma. Agora. O calor total é a soma do calor sensível e do calor latente. podemos concluir a primeira lei.- . o calor latente de vaporização da água é de 538 kcal/kg. Agora sabemos que há urna perfeita relação entre a matéria transformada e a energia produzida. causando a sua mudança de estado. Exemplo: A água no estado sólido (gelo) necessita de 80 kcal por kg para passar para o estado líquido a 0°C.. A partir dessa temperatura..a lei a um sistema. ou seja. sem mudar a temperatura.5 Calor lâtente É a quantidade de calor que se acrescenta ou retira de um corpo. uma energia aplicada a um sü. A energia pode ser definida em um sentido mais geral como a "capacidade de produzir trabalho".4.. iniciaremos o estudo das propriedades complexas.5.. permanecendo constante o calor total. exigindo 100 kcal de calor. precisamos retirar as mesmas 538 kcal/kg. Esse é o calor latente de condensação. a energia final total é igual à energia inicial menos a soma de todas as energias envolvidas no processo.2 Energia transferida a um sistema Para que uma energia possa ser adicionada a um sistema deve haver uma força atuante ou um potencial que causará a transposição das vizinhanças do sistema. 1. 1.. A l. assim como as formas de energia resultantes das transformações. O corpo humano emite ou recebe calor sensível e calor latente. Enquanto se fornece esse calor. se temos água sob a forma de vapor e queremos passá-la para o estado líquido. Se continuarmos acrescentando calor à água líquida. se quisermos passar ao estado de vapor.5. Essa lei da conservação da energia já era conhecida antes mesmo de ser descoberta a estrutura do átomo e. podemos dizer que a energia adicionada ao sistema é igual à diferença entre a energia final e a energia original do sistema. Já está perfei~amente provado desde Sadi Carnot e mais tarde Helmholtz que a "energia não pode ser criada nem destruída". . Logo.a Lei da Termodinâmica não pode ser demonstrada matematicamente e sim por meio de observações experimentais..a Lei da Termodinâmica estabelece. 8 lei exige conhecimento da forma de energia adicionada ao sistema. 0°C. é o calor absorvido que provoca a evaporação da água ou outros líquidos. que. a sua temperatura passará de oo a 100°C. ficou provada a transformação da matéria em energia. É a lei da conservação da energia de aplicação cada vez mais generalizada e extrapolada para a esfera de conhecimentos macrocósmicos. que é o calor necessário para vaporizar a transpiração e ~ respiração.INTRODUÇÃO 17 1. uma vez conseguidas experimentalmente a fissão e a fusão do átomo. 1.1 Energia A perfeita av&liação e a compreensão dos fenômenos que regem as manifestações da energia não serão fáceis. embora não seja uma substância. Aplicando-se a l. a fim de que possamos melhor compreender todos os fenômenos que se processam em uma instalação de ar condicionado ou de frio..

se houver um isolante témrico suficiente. energia elétrica (ou trabalho elétrico) e calor. A energia de um sistema pode variar de diversas maneiras: pela variação da energia potencial. é a energia transferida através dos limites de um sistema. 2 = trabalho entre 1 e 2. variar a sua energia cinética. mas..5. Por exemplo. No entanto só há possibilidade de a energia atravessar as vizinhanças do sistema se houver um caminho para o fluxo de energia.13) será: (1. o calor não será transmitido à outra extremidade.Fig. dl = deslocamento do objeto. forças elétricas e temperatura. Assim a equação do trabalho realizado entre os pontos 1 e 2 (Fig. Essa definição implica que a força cause um deslocamento e só a componente da força na direção do deslocamento atua na produção do trabalho. por exemplo elevação do sistema. será possível determinar o fluxo do calor. mas se não houver um condutor que estabeleça um caminho contínuo para as cargas não haverá corrente elétrica.3 Trabalho Trabalho é definido como o produto da força pela distância onde esta força atua.13 Determinação do trabalho . Essas duas energias são muitas vezes consideradas energias extrínsecas. pela adição de energia ao sistema que pode variar a sua velocidade. 1. em qualquer circuito elétrico.. 1. ou seja. A energia potencial e a energia cinética.. . ' Diferentemente da energia mecânica ou energia elétrica. Da mesma forma o calor: pode haver uma grande diferença de temperatura entre as vizinhanças de um sistema de calor. Porém essa condutividade só é obtida por processos indiretos.7) onde: lt.18 INTRODUÇÃO Há três tipos de potenciais: forças mecânicas.. a determinação do calor que atravessa os limites do sistema é bem mais difícil. .. As energias associadas com esses potenciais são: trabalho. entre os dois lados das vizinhanças do sistema.. FL = componente da força na direção do deslocamento. Quando se conhece a condutividade térmica do material através do qual o calor flui. consideradas como um todo. quando entre esses limites há uma diferença de temperatura. há possibilidade de transferência de energia.. Quando há diferença de magnitude (ou diferença de potencial) entre qualquer desses potenciais. -d. ou energia calorífica. pode haver diferença de potencial entre as extremidades do circuito. estão relacionadas com as vizinhanças do sistema. 1.. .. O calor. Energia elétrica (trabalho elétrico) é definida ao longo do tempo como igual ao produto da diferença de potencial (ddp) pela oorrente que essa diferença de potencial produz (essa corrente depende da impedância do circuito). .

ttabalho mecânico . 2.Molecular . ou seja. há uma modificação da estrutura molecular do sistema.associada com forças interatómicas. a sua expansão ou mudança de fase.associada com temperatura absoluta. Resumo: a) Energias que podem ser transferidas: 1 .Subatómica nuclear .calor . Essas mudanças podem ser: ionização. Essas energias são intrínsecas. designada por Uw Quando se realiza uma reação química. A energia que.potencial.cinética.associada com trocas na estrutura atômica. havendo modificação nas distâncias das moléculas. 2 . 2 . 3 -trabalho elétrico . Quando há forças atrativas intermoleculares. 1.associada com desnível. fissão nuclear ou fusão nuclear. poderá ocorrer a fissão ou a fusão nuclear. pode haver modificações na estrutura atómica do sistema.associada com velocidade. designada por U.por diferença de tensão. Em seguida aplicamos uma força F conlra as forças gravitacionais a fim de colocarmos a esfera para oulra posição de equilíbrio na altura Z (Fig. a adição de temperatura pode ocasionar a ionização. A energia cinética molecular é designada por Ux· O sistema pode se contrair ou expandir.14). Nessa posição a energia potencial e a energia cinética são nulas em relação à superfície do solo.Atómica .---~-- lmRoouçAo 19 ------------------'---- A adição de energia a um outro sistema poderá _produzir a elevação de temperatura. Sob certas condições. Essa energia é conhecida como "energia química". Em certos sistemas. associada com qualquer outra.energia cinética. haverá uma modificação na energia potencial molecular. A energia associada com as modificações na estrutura atómica é conhecida com? energia nuclear. provoca modificações internas é denominada "energia interna". b) Energias extrínsecas dos sistemas: 1 -energia pote:qdal. l. c) Energias da' estrutura interna do sistema (intrínseca ou interna): 1 . . na posição de equilibrio. em repouso no solo. na energia cinética molecular. num sistema gasoso. por exemplo.através de mudanças de temperatura.por desequilíbrio de forças mecânicas.SA Avaliação das energias potencial e cinética Vamos supor uma esfera massiva. Qualquer modificação na temperatura de um sistema provoca modificação na velocidade das moléculas. o ttabalho elementar entre Z0 e Z 1 será: d(EC) ~ Fdl .associada com trocas na estrutura molecular.química. 3. ou seja. Uma reação química pode ocorrer em um sistema. Agora temos uma energia potencial que é expressa por: EP = Fg X Z = W X Z Esta energia é intrinsecamente igual à energia cinética necessária para o deslocamento dl.

.._!_ . temos: onde: Fm = força magnética entre as massas.) Então: EC= 1 2 m(vi-vf) Se agora considerarmos forças magnéticas.. 1. F=ma= m-=m--=mvSubstituindo: dv dt dl dv dt dl dv dl d(EC) ~ mv dl dl ou dv d(EC) = mvdv.= W Fig. Integrando entre os limites. \ I \ ' I' I ' '-. / I ' I I .. F. r = distância entre as massas. e supondo que a velocidade inicial seja zero: ' Se deslocássemos a esfera para outra posição de equihôrio ~.. a energia cinética ou o trabalho necessário seria igual à energia potencial: EP ~ W(Z. 1....15. pela Fig.Z. ---.. m 2 = força atrativa do póloS. .. m1 = força atrativa do pólo N.20 lNIRODUÇÃO / ...----- z. "' / ' t' \ r----~----- ' z --.14 Trabalho contra a gravidade..

De uma maneira direta ou indireta. assim como o trabalho fornecido pelo sistema também é positivo. Se quisermos avaliar o trabalho contra as forças magnéticas (no caso são atrativas). Arbitrariamente o calor adicionado ao sistema é considerado positivo.. há modificação na sua energia potencial. 1. seja trabalho mecânico ou elétrico.5 Aplicação da 1ª lei aos sistemas A l. Quando o sistema está em movimen._P I 4LUWLTLTAV/... na Fig.a lei aplicada a qualquer sistema estabelece que: "Quando se verifica qualquer modificação no sistema. a energia final é igual à energia original do sistema mais a energia adicionada ao sistema. Esse ·trabalhq será definido w~Fx 1 p= -ouF=pA A Então o trabalho será: F W=pXAXlou W~pV o/ffi?fl7ft?lfil/Zí2 P~ I I I f VWT/VT::::://???0/4 Fluxo I I I. temos: J'1 d Fmr=m 1 ~ f'dr 1 - r' 1.to. durante o período em que se verifica a modificação. está sob a forma de energia cinética. 1.16.. .15 Trabalho contra forças magnéticas. A pressão p resistirá ao fluxo da massa nos limites do sistema. 1.l I 2/VI[Vâl/lü7@27â7)7áJ Fig." A energia interna U pode ser inerente ao sistema de várias formas.. se elevarmos o sistema. sob a forma de calor ou trabalho. trabalho é exigido para remover essa resistência p..5. Vamos supor'.INTRODUÇÃO 21 Linhas de força Fig.16 Aplicação da l"lei aos sistemas. uma massa definida de material sendo impulsionada para dentro do sistema aberto. então U está sob a forma de energia potenciaL A energia pode ser adicionada ao sistema.

EP.10). temos: (V+ pV + EC + EP)enrrada + Q = U82 - Us 1 + EC2 - EC 1 + EP 2 - .EP1 + + (H+ EC + EPJ. a "entalpia é realmente energia". + W (1..a Lei da Termodinâmica temos. Por outro lado. então.10) ficará reduzida a: (H+ EC + EP)~""'' +Q ~ (H+ EC + EP).•o. Vamos aplicá-la num sistema de ar condicionado (sistema aberto). EP = energia potencial.Usl + EC2. considerar nulas as variações de estado. para o fluido em repouso. (1.6 Entalpia (1. EC = energia cinética.os termos de modo diferente.ECI + EP2. U = energia interna. v = volume específico por unidade de massa... no qual vamos aplicar a Eq.5. + (U+ pV+ EC + EP).9): (H+ EC + EP)entrada + Q = Usz. no estado estacionário. W = trabalho fornecido pelo sistema. pela l.8) V= volume total do fluido entrando ou saindo durante o processo. será mais bem definido por "fluxo de trabalho Wj' ou w ~pv 1 Como o fluxo da massa incorpora trabalho ao sistema. Para um sistema aberto. Agrupando. as diferenças de energia do sistema na entrada (1) e na saída (2) desprezíveis.. Seja a Fig. As tabelas usuais para o cálculo de fluxos dos fluidos são preparadas para as entalpias. Assim para um fluido em movimento.af& + W onde: (1. então: e h=u+pv O termo p V é a energia necessária para forçar a unidade de massa de um fluido a atravessar as vizinhanças de um sistema.10) Essa é uma equação que pode ser aplicada aos sistemas abertos ou fechados. (1.. + W l . (1. podemos. 1.. o termo p V não pode representar energia sendo transmitida.22 INTRODUÇÃO Como se trata de um trabalho ao longo de toda a seçãoA. mas através delas pode-se calcular a energia interna: U~H-pV Então podemos dar outra forma à Eq. Mas U = mu e V= mv então: U + pV ~ m (u onde: + pv) u = energia interna por unidade de massa. ou seja.9) Na Eq. considerando 1 o estado inicial e 2 o estado final do sistemaS: Us1 + ECs1 + EPs1 + (U + pV + EC + EP)enlrad• + Q = = U82 + EC82 + EP82 + (U+ pV+ E+ E). Q = calor adicionado ao sistema. A essa exprdssão foi dada a designação de entalpia H. + W 1. (1.17 um sistema aberto..8) os termos U e pV representam a energia de uma dada massa m do fluido entrando no sistema. aEq. com algumas restrições.

A queda de entalpia no pescoço é de 120. e ainda por não haver trabalho em jogo no pescoço e não haver elevação da energia potencial.18 com velocidade de 25 m/s. ou (1. Determinar a velocidade do ar de saída.18 Exemplo 1.17 Restrições na aplicação da 111 lei a sistemas abertos.1.___ _ .11) Exemplo 1.INTRODUÇÃO 23 Fluxo (ar saindo) ~ SISTEMA Fluxo (ar entrando) (j) EC EP PV - v CALO R r- --- a! v EC EP PV Fig.7. ou EC2 = EC 1 + H 1 - H2 EC2 H2 Fig. Resposta: Pelo fato de o ar atravessar o pescoço muito rapidamente. temos: H 1 . ___. 1. a perda de calor é desprezível.7:: O ar de um sistema de dutos entra no estrangulamento (pescoço) da Fig.000 J/k:g. 1.H 2 = EC2 - EC.

90 147.1 2.3 1.1 Vapor Saturado 'F 32 34 36 38 40 45 50 55 60 65 'C BTU!lb kJ!kg kJ!kg 2.8 54.256.00 57.078.072.116.48 158.5 J mv' T ~ 120.088.3 2.054.0 1.6 2.04 18.092.87 88.057.0 2.6 1.70 250.094.2 35.9 2.399.4 2.075.9 1.03 48.7 2.1 2.6 2. é função direta da diferença de temperatura entre a produção do vapor e a sua exaustão.2 1.7 2452.3 1.5 1.5 2.5 2.26 76.037.491.82 508.3 ·.074.06 33.3 2.510.014.95 167.065.94 87.06 18.97 77.0 4.1 148.09 181.37 14.02 53.69 9.6 1.471.525.484.7 1.8 1.580.6 2. 100.665.502.555.497.02 4.03 4.7 1.0 1.3 2.134.1 1.37 42.4 2.90 107.465.042. ~ 312.1 2.122.5 2.8 ISO 160 170 180 190 200 212 250 300 1.025.8 1.2 2.1 1.7 2.040.3 945.6 1.5 71. v~ 490.8 BTU!lb 1.081.1 1.9 2. .04 43.2 1.92 97.312.1 23.609. o engenheiro francês Sadi Camot.031.04 8.2 2.075.11 2.2 2.445.6 2.1 76.126.506.4 70 75 80 85 90 95 ' 100 110 120 130 140 60.0 2.6 Segunda Lei da Termodinâmica Em 1824.331.7 2.002.385.432.2 87.3 1. em outras palavras: a quantidade de trabalho que pode ser produzida por uma máquina a vapor.4 32.87 146.142.1 977. o calor espontaneamente não sobe de temperatura.4 2.99 62.8 1.08 111.8 1.1 1.045.2 1.458.085.59 0.9 1.89 117.565.6 1.5 1.2 2.6 82.412.02 53.65 65.99 180.138.2 2.100.5 2.48 269.419.8 26.059. EC.3 2.493.076.000 ~ 120.647.2 2. através de sua publicação "Reflexões sobre a força motriz do calor".72 30.2 1.6 29.5 + 120.312.0 65.707.020.8 2.079.9 2.1 2.2 2.03 6.113.5 m/s 1.47 100.5 2.560.44 7.6 1.068.49 227.303.638.1 2.545. mas a transformação inversa não é possível.6 2.2 1.7 1.33 0.117.5 2.5:.3 2.1 2.096.071.0 12.89 127.07 28.7 2.077.656.0 1.0 37.68 123.150.5 910.130.7 1.9 1.72 418.9 1.5 1.3 48.3 2.5 1.4 2.2 1.743.199.9 1.478.1 2.9 2.051.5 2.145.062.535.7 2.358.05 38.74 344.164.22 10.04 367.7 o 1. chegou à seguinte conclusão: "O calor só pode produzir trabalho quando passa de um nível de temperatura mais alto para um nível mais baixo ou.425.6 2.073.109.048.7 1.2 984.3 1.16 627.4 2.499. O trabalho mecânico pode ser convertido completamente em calor.628.7 93.288.20 297.090.438.4 kJ!kg 2.0 1.4 1." Ficou também demonstrado que a transformação inversa só seria possível com o fornecimento de trabalho ao sistema.3 990.2 2.1 2.0 121.5 18.344.274.7 43.675.098.9 2.520.7 15.502.22 3.4 1.89 137.07 23.05 !3.103. para uma dada quantidade de calor.8 1.8 Param= 1 kg EC = J mvl 2 =1X252 =31251 2 .083.0 2.6 2540.179.008.0 1.6 1.3 21.372.94 274.504. ou seja.1 1.6 2.508.92 157.530.1 1.590.07 218.4 2.45 320.570. •r:.619.600.27 134.24 INTRODUÇÃO TabelD 1 5 Entalpio do Vapor Saturadc Seco em Função da Temperatura Temperatura Líquido Saturado Calor Latente BTU!lb 1.515.317.105.9 970.98 67.28 204.4 2.3 996.37 390.550.8 1.4 1.

INTRODUÇÃO 25 Se uma corrente elétrica flui através de um resistor.19. alguns processos podem ser realizados em uma direção e não na direção oposta. com elevação de temperatura. produz um efeito térmico. '' p Temperatura constante Fig. o que provoca a Fonte quente (Temperatura constante) O.6. por exemplo. como. 1.. com a introdução de uma nova propriedade chamada de "entropia". a temperatura do pistão iguala a T1. entretanto o inverso não é possível. O calor por seu equivalente elétrico de entrada pode ser fornecido pelo resistor. Da mesma forma uma reação química: o hidrogénio e o oxigénio em presença de uma centelha formam vapor de água.1 Ciclo de Camot Vamos supor a máquina térmica ideal da Fig. diagramap-v. 1.. então aumenta de volume forçando o pistão a produzir trabalho à temperatura constante._ . mostra que no ponto 1 o gás recebe calor de Q 1 à temperatura constante. mas o pistão continua a se mover. fornecendo a mesma quantidade de calor à água. . A 2. ou seja. o calor não pode ser incorporado ao resistor e fornecer a mesma energia elétrica de entrada e restituir o trabalho mecânico da turbina. com queda de pressão (1-2). Todas essas transformações satisfazem a La lei. 1.. A reação inversa. O diagrama de Carnot.a lei responde a essas perguntas. No ponto 2.19 Gelo de Carnot. ou seja. T. por que a transformação do calor em trabalho não é completa e o trabalho pode ser completamente convertido em calor? Em outras palavras. não a dissocia em hidrogénio e oxigénio. na qual há uma fonte térmica com alta temperatura (fonte quente Q 1) e 4ma fonte fria Q 2 • Desse modo é possível produzir o trabalho mecânico W. porém ela não responde a muitas questões.

000-620 ~ 380kl ~ = 1- 60 + 273 =062ou62% Se.8: Uma máquina térmica de Carnot recebe 1..19 transforma-se na Fig. A partir do ponto 3. à temperatura constante. 1. temos: Q 1 = Q2 .W.26 lNlRODUÇÃO --'-------- diminuição da temperatura até T2. Calcular: (a) a eficiência ~rmica. para ceder calor à fonte quente. a temperatura do gás se eleva até T1. a fonte de calor fornecesse essa energia em 30 minutos. pois o trabalho é negativo e o efeito refrigerante fornecido pela bomba será Q 1. ' Solução: (a) 7J1 = 1(b) W ~ .20. qual a potência fornecida em kW? w~620kleP~ 620 kl 1. (c) Q. ~ 600+273 ' ~ 0. (b) o tra.800 s 1 .6. o rendimento será 100%. a máquina térmica operando em ciclo reverso. aumentando a pressão.X Q. supondo que se trate de um "gás perfeito". sem troca de calor (adiabática) e o ciclo está completo.62 X 1. onde Q1 é o calor recebido da fonte e W. descrevendo o trecho 3-4. sem troca de calor (adiabática) no trecho 2-3.balho fornecido. "/. Quando a temperatura da exaustão se aproxima da temperatura da fonte. Assim.800 s 620 kJ ou 0. +w . onde a fonte fria. a Fig. diminuindo o volume. com diminuição de volume e aumento de pressão. recebendo calor. 1. quanto menor for T2 . ' (c) o calor descarregado.w~ 1. e no caso limite de T2 =O. o trabalho fornecido pela máquina. ou seja. teríamos: W= Ql. no exemplo acima.34 kW 1. Para a máquina de refrigeração.000 ~ 620 kJ Q.Q2 e após algumas transformações. então o efeito de aquecimento Q 2 será: Q. o pistão começa a retomar.12) onde T1 e T2 são as temperaturas Kelvin das fontes quente e fria. maior será o rendimento. Exemplo 1.2 Ciclo reverso de Camot O ciclo reverso é o ciclo típico de refrigeração. o rendimento tende a zero e.. necessita receber trabalho mecânico. A eficiência térmica da máquina é dada por: 7Jr= w Q. ~ Q. No trecho 4-1.000 kJ de calor de uma fonte à temperatura de 600°C e descarrega na fonte fria na:temperatura de 60°C. concluiremos que: (1.

10 ~ kJ 59.~W ~(40+273)Xl0~ 7..SkJ s s Q.= Qz w 1. A potência de entrada é de 10 kW. O diagrama p-v terá agora o aspecto da Fig.-7.. 1. 1.9: Num ciclo reverso de Camot (máquina de refrigeração)..20 Oclo reverso de Camot. Tz Q2 0~13) Exemplo 1.5.= W =J.5.ou 59. a máquina recebe calor a -5°C e descarrega a 40°C. ~ Q.~ T.~~-~----------------=cc. __ ~ p ' Bg.:::_-=c INTRODUÇÃO 27 Fonte quente =====~~~\---)) .-~=1-1.-1....5 kW . Calcular: (a) o efeito de aquecimento Q 2 .20 e o rendimento é: TI. (b) efeito refrigerante: 40-(-5) 69 . Tz ou Q. T.. (b) o efeito refrigerante Q 1• Solução: (a) 711 = ..W ~ 69.

Elas recebem os trabalhos WA e WB regulados de modo a fornecer calor aos· reservatórios exatamente na quantidade em que é fornecido calor ao sistema.. Sistema Máquina de GARNOT B ~ w tOA. será possível se chegar a QSI +QS2 +QS3 ~O I.3 Gás real e gás perfeito (ideal) Outros arranjos de máquinas foram tentados de modo que um ciclo reverso com gás ideal fornecesse calor a um reservatório infinito (por exemplo o oceano) e desse reservatório fosse retirado calor para um ciclo direto e com gás real e esse ciclo forneceria trabalho para o ciclo reverso.6.21. 1. Reservatório de calar ~ T.. por sua vez. em 1850. não se poderia explicar o balanço térmico dos sistemas.4 Desigualdade de Clausius O físico alemão Clausius. + QB. Ii 'E. ~ Reservatório de calor 11 T.6. A essa propriedade Clausius denominou "entropia". recebem calor de duas máquinas de CARNOT A e Bem ciclo reverso. se o processo for irreversível as igualdades acima não serão possíveis. tOA. foi feito um arranjo como o da Fig. Chegou-se à conclusão de que tal arranjo era impossível e que sempre havia um desequilíbrio no balanço termodinâmico. QA 1 = QS 1 e QB 2 = QS2.14) que é conheci~a como a desigualdade de Clausius. ou de forma simplificada (1. Máquina de CARNOT ~ A ~ -ws - fo. os. ou seja. Absorvedor ~os.2_8----~~0D~UÇ~Ã~Oc_______________________________________________________________________ 1. c aIo r " T. o sistema recebe calor dos reservatórios I e II que. + QB. tOE.a lei.21 Desigualdade de Clausius. Nessa figura. provou por uma desigualdade que. O sistema assim operado não troca a sua energia contida e sendo o processo reversível Ws = WA + W 8 e QS3 = QA 3 + QB 3• Porém. Para provar essa variável. "' QA. haverá menos trabalho Ws e o calor fornecido pelo sistema ao absorvedor (Q 3 ) será maior que a soma QA. L_ ' '·· . 1.a lei estabelece uma nova propriedade que pode mostrar se o sistema está ou não em completo equilíbrio e daí indicar se a mudança de estado do sistema será ou não possível. 1. WS=WA+WB Fig. A 2. Após vários cálculos relativos às máquinas de CARNOT. aplicando apenas a l.

1.' ds ~ J.22 Entropia e desordem._ .. cujo símbolo éS: S. Para um gás perfeito: dU+ pdV T (Ll5) dU= me dTepV= mRTou pdV = mRdV " T V Assim. .mte dos gases. Essa propriedade é a entropia. V e T. 1. porque se trata de um ciclo reversível. a mesma quantidade terá de ser removida. Então chega-se à conclusão de que a relação dQ não depende do caminho escolhido e sim somente dos esT tados inicial e finall e 2.- s. Se o ciclo fechado for percorrido no sentido contrário (B).16) p 2 ' Fig. (1.22 e no ponto P foi introduzida uma quantidade elementar dq 1 de calor. ~ J.5 Entropia e desordem Um sistema é submetido a um ciclo reversível e fechado de transformações como o da Fig. qualquer processo envolvendo um gás perfeito em um sistema fechado tem a variação de entropia ds expressa por: ds = mcvdT + mR dV V T onde R = const.' 1 dQ IT°K [lcl] ou [kcall °K Como já sabemos que para um sistema fechado em repouso temos: dQ~dU+dW teremos: ds = onde a propriedades é função de U. p.INTRODUÇÃO 29 .. 1..6. considerando-se o ciclo percorrido no sentido dos ponteiros do relógio (A).

temos 2 kg de água à temperatura de 50°C ou 323°K.004 para o ar. Exemplo 1.25 k:Pa. Após a mistura das águas quente e fria. Agora misturemos essa água aquecida com 1 kg de água a Ü°C.25 kPa e temperatura de 32°C são submetidos a uma série de processos desconhecidos até alcançar a temperatura de 182°C. na proporção de 21% de oxigênio e 79% dos outros elementos. argônio e outros gases raros. na mesma pressão de 1.= 2.000 l n . Então aumentar a temperatura quer dizer aumentar a desordem e este aumento pode ser medido pela variação da entropia. como um todo. .= T 1 273 373 dT 373 me-= 1. vapor d'água.000 l n T 273 = 312 cal/°K = me l n .30 IN'TROD~O~Ç~Ã~O------------~ Exemplo 1. . ou seja. A energia cinética das moléculas dos gases está ligada à sua temperatura. está associada a nossa incapacidade de controle das moléculas num espaço maior. a sua expansão livre fará com que suas moléculas se espalhem ao longo de todo o ambiente e assim podemos dizer que a "desordem" aumentou. Todas as transformações naturais estão associadas ao aumento de entropia. T 1. Se colocarmos gás em um recipiente pequeno e depois o liberarmos para o ambiente. Calcular a variação de entropia. pois qualquer transformação se caracteriza por um aumento na variação da quantidade dQ.312 24 Cal/°K Pode-se afirmar que não existe nenhuma transformação natural em que a entropia decresça. Então a entropia será: S3 1 213 373 dQ . Daremos um exemplo esclarecedor.. 2 S2 .7 Mistura Ar-Vapor d'Água O ar atmosférico é composto de oxigênio. na fórmula da variação da entropia. A entropia da água a 0°C é considerada nula.10: Três quilogramas de ar à pressão de 1. A entropia do universo. aumentar a temperatura significa aumentar o movimento molecular.11: Aquece-se 1 kg de água a 0°C até I 00°C. teremos sempre T2 > TI> isto é.S2 = 336.= 336 CalJ°K 323 273 323 273 = Houve um aumento de entropia de: S3. A desordeni.S 1 ~ 3 X I 004 ' ln 182 32+273 + 273 ~ I 20 kJI"K ' O sentido físico da entropia está ligado à desordem do sistema. Determinar a variação de entropia Solução: 2dQ = 12 mcPdT =me lnT 1 pli 1 T1T onde cP = calor específico à pressão constante = 1. é crescente. dióxido de carbono. nitrogênio. ou seja. Solução: pois: dQ ~ mcdT..

ocorrerá uma tendência à vaporização se o vapor não for saturado.016 pV ou 28. Isso significa que.18) ·~. (1. A umidade relativa é a relação entre a umidade absoluta existente e a máxima umidade absoluta a uma dada temperatura.1 Umidade absoluta e umidade relativa Umidade absoluta é a quantidade de vapor presente na mistura ar-vapor. O termo "umidade" se refere à quantidade de vapor d'água presente na mistura ar-vapor. a pressão do vapor d'água na mistura ar-vapor é suficientemente baixa para permitir o seu tratamento como gás perfeito. a pressão absoluta pode ser considerada constante. ou seja. =massa de vapor d'água em 1m3 de ar (umidade absoluta).seja. a expressão acima pode ser escrita da seguinte maneira. está a uma temperatura acima da temperatura de saturação para uma determinada pressão. A umidade absoluta é expressa em kg de vapor d'água por m 3 de ar. Em geral.97 = n. À exceção somente de temperaturas superiores a 65°C.lm'RODUÇÃO 31 O ar seco inclui todos os constituintes acima. temos: (1.7. 0 de gramas/mal de ar. =massa de vapor d'água que teria se o m 3 de ar estivesse saturado a uma dada temperatura. então: m 18. se no espaço ocupado pelo vapor houver água.17) A relação entre a massa de vapor d'água e a massa do ar seco é denominada umidade específica w: w = massa de vapor d'água massa de ar seco Como supomos o vapor obedecendo às leis do gás perfeito. m. mv. a pressão considerada é a pressão atmosférica e no caso de o fluxo ar-vapor ser estacionário. Nos problemas comuns de mistura de ar e vapor d'água. Como consideramos o vapor um gás perfeito..- . quando o ar estiver saturado de vapor. o vapor d'água no ar é superaquecido.97 pas onde: 28. pt = pressão total do ar e vapor. nas aplicações comuns. exceto vapor d'água. Ou seja: onde: UR = umidade relativa. ou. 1. sabendo-se que: R = Ro (onde m é a massa por moi).

. temos que determinar as pressões do vapor d'água. embora a de bulbo úmido seja ligeiramente mais alta.23 Determinuçõ. à pressão constante.24 Psicrómetro girutório. em um instrumento que se chama "psicrómetro". A determinação do dew point não é muito precisa.23 vemos que esse ponto é atingido na linha de vapor saturado. 1. visto na Fig.25. Outro método para a determinação do ponto de orvalho baseia-se na determinação da temperatura do bulbo úmido (wet-bulb ). 1. a temperatura de equilíbrio é a do bulbo úmido. . Um dos métodos usados envolve a determinação do ponto de orvalho (dew point) do ar. Quando o ar.7. confonne vemos na Fig.o do ponto de orvulho. juntamente com a do tennômetro de bulbo seco. T Temperatura ar-vapor ' jResfriamento à .2 Ponto de orvalho (dew point) do ar Chama-se ponto de orvalho à temperatura abaixo da qual se inicia a condensação. não está saturado. pois a saturação obtida não é completa. constituído por dois tennômetros. 1. A diferença entre as temperaturas do bulbo seco e do bulbo úmido é denominada "depressão do bulbo úmido". pressão constante Unhada/ vapor saturado s fig.32 INTRODUÇÃO ------- ---···- pas = pressão do ar seco = pt . 1. Nota-se que nas expressões para a determinação das umidades relativa e específica. é temperatura de saturação. 1. assim como a temperatura do ponto de orvalho. há vaporização da água contida na flanela e esta vaporização faz baixar a temperatura do bulbo úmido até o ponto de equilíbrio. Usualmente essa temperatura é obtida. Essa temperatura é obtida cobrindo-se o tennômetro com uma flanela molhada. para melhorar o cantata com o ar. do vapor d'água contido no ar. 1. Fig.p V. em cantata com o bulbo úmido. A temperatura do bulbo úmido. um deles cob~rto por uma flanela umedecida e uma manícula onde se pode girar o aparelho.24. pois não há possibilidade de uma medição direta de UR e de w. Na Fig.

1 = entalpia do vapor na entrada (idem).25 Temperatura de bulbo seco e bulbo úmido. Fazendo o balanço de energia por umidade de massa do ar seco w... .. devemos isolar as paredes de uma montagem como a da Fig. :. Para se obter a saturação adiabática (sem troca de calor). . .. onde o ar circula em contato com a água. Ar saturado . d~~~~bo ~ .. A energia da água vaporizada é a sua entalpia.INTRODUÇÃO 33 T Temperatura de bulbo úmido //pressão constante / do vapor Ponto de orvalho t Linha do vapor saturado s Fig. 1.... 1. 1..26... .. -=---~· .26 Saturação adiabática do ar. ·. Esta equação em termos da umidade relativa do ar de entrada: (1. (wQ. temos (1. wh.19) onde: has 1 = entalpia do ar seco na entrada (o índice bw se refere à saturação na saída).w1) =quantidade de água vaporizada por umidade de ar seco.. Fazendo-se um balanço das energias em jogo no sistema. Ar sec"o"---~-J ... h1w = entalpia da água vaporizada.. A energia da água em repouso é somente energia interna e seu nível deve ser recompletado no aparelho. . --+ \ / d~~i~~ Paredes7s:ladas Fig.20) - ~.. podemos dizer que a energia que o ar possui na entrada mais a energia recebida da água é a energia do ar na saída do sistema...

(1. Para se saber a quantidade de calor que deve ser retirada ou acrescida de um recinto. (d) volume específico. devemos nos referir à equação do balanço de energia.. umidade relativa de 100%.7. .12: Dados para um recinto condicionado: temperatura RS= 25°C e umidade relativa 50%. em qualquer temperatura de bulbo seco. percebemos que.h. entalpia da ágUa vaporizada ou (wa. Essa carta foi preparada para a pressão barométrica padrão de 101. em oc.linha do desvio da entalpia em relação à entalpia específica na saturação. o calor adicionado ou removido durante a mudança pode ser determinado pela variação de entalpias para dois valores da temperatura de bulbo úmido.8 Carta Psicrométrica Em nosso estudo. (c) entalpia. ou seja.w 1)h!W. Qt 9 . ao nível do mar e em unidades do sistema SI. 4 -linha da temperatura de bulbo úmido (Bll). Com exceção de altas temperaturas. 6 -linha de escalas de entalpia (h) em kJ/k:g de ar seco na saturação. (e) umidade percentual definida como a relação entre a umidade específica (item b) e a umidade específica para a mesma temperatura BS. basta fazer a diferença de entalpias nos dois pontos considerados. apresentaremos a carta psicrométrica da TRANE AIR CONDITIONING. a entalpia do ar.BU.34 INTRODUÇÃO ---- Para se calcular a umidade relativa por meio dessas expressões. a entalpia da água é muito pequena. 2 -linha da umidade específica em kg de umidade por kg de ar seco. Solução: (a) BV ~ !TC. Essa suposição só é válida se admitirmos que a entalpia da água.VE.19). É baseada nas propriedades termodinâmicas da mistura ar-vapor.325 kPa ou 760 mm de Hg. cujas equações foram mostradas na Seção 1. por kg de ar seco. Para a mistura ar-vapor achar: (a) temperatura de bulbo úmido. Essa carta é constituída das seguintes partes (veja Fig. as temperaturas de bulbo seco e de bulbo úmido são iguais. em °C. pela carta psicrométrica. Desse modo. Exemplo 1. reproduzida com autorização. o primeiro membro dessa equação consiste em duas parcelas: entalpia do ar'' ou ha. na saturação. Eq.28 vemos as principais propriedades que podem ser obtidas com o uso da carta psicrométrica.linha da razão de calor sensível (RCS) igual a Qs.UE. 1. (h) umidade específica. Nota-se que. Quando há uma mudança de condições na temperatura do bulbo úmido do ar. 8 . 1.29): 1 -linha de temperatura do bulbo seco (BS). Na Fig. . deve ser igual à entalpia do ar saturado a uma dada temperatura de bulbo úmido. 7 -linha da umidade relativa (UR) em%. 3 -linha da escala de umidade específica (UE). podendo ser desprezada. precisaríamos dispor de tabelas com as entalpias da água e do vapor. é desprezível. + whv. Para a obtenção de uma carta psicrométrica. na saturação. adicionada ou removida durante a mudança. 1. 5 -linha do volume específico em m 3 de mistura por kg de ar seco.

.. OE........27 Carta psicrométrica..umldlflcação + aquecimento...<:::' ~'~> •" ' Fig. OH..!' " ii" I' i'' l r" ••ij ""'lf t- '·' '·' '' '·' o . ... OF..aquecimento+ desumidificação.28 Uso da carta psicrométrica.· · · .. 1.desumidificação... OC.325 kPa (Nivel do mar) ..= c c •• Pressão barométrica 101.....~fW> "'Jf ~!<!-.esfriamento sensível.'·' ~ '·' o FCS ._ . 1... OG...esfriamento evaporativo..INTRODUÇÃO 35 · . (Por cortesia da TRANE AIR CONDITIONING. %UR •• .esfriamento e desumidificação..-...) A H Bulbo úmido B j Umidade especifica OA..desumidificação qufmlca." = = = . 00.. F E D Bulbo seco Fig... OB.umidillcaçáo sem aquecimento. .. .

(d) VE = 0.0.UR.64 kg/s 0. achar: (a) entalpia.) (b) UE ~ 0.825 m'ikg ' g I ar exterior = vazão da mistura= 4.855 m 3/kg de ar seco. 895 m 3/ kg.75 kJ/kg.35 kJ/kg ~ 41. temos: ar frio= 3 m3Js = 3.' Dada uma temperatura BS = 28°C e BU = 15°C. (Por cortesia da TRANE AIR CONDITIONING. então. Solução: (a) h~ 42.95 kJ/kg (medido na linha 4) .21 (medido na linha 9) = 47. e para o ponto E o volume específico é O.UE.30.0054 kg/kg de ar seco. 0.29 Carta psicrométrica.0095 kg/kg de ar seco. a Solução: (Veja Fig. 825 m 3/kg. (c) h = 47.h.0. . (b) UE~ 0. 'dade percentu al = O.0190 Exemplo 1. I.36 INTRODUÇÃO Fig. (h) umidade específica. (c) UR ~ 22%. (c) umidade'relaÍiva.74 kJ/kg.) Para o ponto B temos o volume específico de O.825 m'ikg 1 m 3 /s =112k/s 0.76 kg/s -. 0095 = O (e) mm . 1. Achar as propriedades da mistura (ponto C).1 kJ/kg.14: Dados: 3 m 3/s de ar frio à temperatura de BS = l4°C e BU = 13°C e 1 m 3/s de ar exterior à temperatura BS = 35°C e BU = 25°C.5.13. 1. Exemplo 1.

5 .75°C 4 mistura= 19.5'C. Tomando as temperaturas BS.15 (Acréscimo de calor sensível): Um ar à temperatura BS = zoe e umidade relativa de 60% é aquecido através da passagem em uma bobina para BS = 35°C. Para o ponto C.!_ X 35 = 8.30 Exemplo 1.25°C Levantando a vertical a partir da temperatura BS = 19.g•c ss•c Fig. umidade específica = 0.0106 ~ 46.76 ~ 10 7'C . h ~ 46 kl/kg.---16.. as parcelas da mistura são: ar frio= 3 64 • X 14 4... .3'C. da reta BE._ .3"C \ \ E ---+-BU IC ----.0105 kg/kg de ar seco. levantando a vertical encontramos o ponto C. temos: BU ~ 16.0105kg/kg I I I I I 1s. Achar: para BS = 35°C. X 35 4.25°C. 8 1 I I I I I 8$ 14"C I 0.5 kJ/kg Correção da entalpia = 0. bem como a quantidade de calor adicionada ao ar por kg de ar fluente . o que daria um resultado próximo ao anterior: h ~ 46.INTRODUÇÃO --------~ 37 h = 46 kJ/kg -r.14.9°C De posse da temperatura BS da mistura. = 12 ar exterior = l. usando as temperaturas BS: ar frio= l4 X 14 = 10 5°C ' ar exterior= . 2.76 8." Solução: Também se poderia resolver fazendo o percentual em relação ao ar total em m 3/s. a temperatura EU e a umidade relativa. 1.2°C mistura = 18. \ 25"C0.0. achamos as condições da mistura: BU ~ 16.0106.48 kJ/kg Exemplo 1. h ~ 46.

pontos 1 e 2 com os dados do problema. Assim temos: Condições iriiciais: h 1 = 58. 1. Achar: (a) o calor total removido. (c) a razão de ca~or sensível no processo (RCS). I ' ss ·c ' ~ Fig. = 42 kJ/kg.7 kJ!kg Umidade específica = 0. Solução: (Veja Fig. Umidade especifica 0. 16 (Esfriamento e desumidificação): Um ar à temperatura BS = 28°C e UR = 50% é resfriado até a temperatura BS = l2°C e BU = 11 oc.38 INTRODUÇÃO·~----- 60% I I I Is% 2 I 2 . 1.32.16.31. Aí lê-se: BU = 15°C e UR = 8%. Q = 34 kl/kg Exemplo I. Para achar a quantidade de calor a ser adicionada. seco Fig. ou seja. faz-se a diferença entre as entalpias: h1 = 8 kJ/kg e fG. (b) a umidade tOtal removida.0118 kg/kg de ar seco Condições finais:~= 31.31 Exemplo 1. 1.7 kJ/kg 50% Bulbo 0. Jo . Solução: (Veji Fig.) Loca-se o potÍto 1 e tira-se uma horizontal até a temperatura BS = 35°C.0118 ---'h..64 28 Bulbo ' .3Z Exemplo 1. 1.) (a) Locam-se os.15.

usamos a Eq.33. Determinar a temperatura a que deve ser refrigerado o ar até sua umidade relativa ser de 95% e também a umidade relativa inicial. (c) Para determinar a RCS.18: Um ar a 28°C tem a umidade específica de 12 glkg de ar seco. traça-se uma paralela achando-se o fator de calor sensível 0. Exemplo !.pv 90% "'25% 18 oc ----2 Bulbo úmido 1 ~--~-- I !J 19..------ ------ .33 Exemplo 1. Solução: Usando acarta psicrométrica locamos o ponto em que se encontra o are lemos a umidade relativa inicial: 52%.0.004 kg por kg de ar seco.0078 . Para se cálcul~r a pressão.0078 kg/kg Calor removido: h 2 .622 pv pt.) Quando a temperatura da água do "spray" é a mesma do BU do ar..17.. Solução: (Veja Fig. A água está à temperatura de 18°C. tomando-se como referência o X marcado na carta (BS = 24°C e UR = 50%).2°C. A pressão total do ar é de 98 kPa.. (b) Umidade total removida: 0. Exemplo 1. 17 (Resfriamento evaporativo): Um ar à temperatura BS = 32°C e BU = l8°C passa através de um "spray" de água que o deixa na umidade de 90%. o processo de esfriamento evaporativo é à temperatura BU constante.- INTRODUÇÃO 39 Umidade específica = 0.18): 0. lemos a temperatura BS do ponto 2.7.l.64. *" .h 1 = 31.58. Então. BS2 = 19. traça-se a reta entre os pontos 1 e 2 e depois.. Achar a temperatura BS do ar.2°C 32 oc Bulbo Fig. na interseção da linha EU= l8°C com a linha de UR = 90%.0118 = -0.7 = -27 kJ/kg de ar seco. 1. (1.

95 Usando tabelas de vapor acharíamos a temperatura correspondente a essa pressão. que produz a condensação do vapor d'água contido. espargida sob a forma de "spray" no meio do ar. (1. não só para conforto.622 98. Não há dúvida de que há outras condições a serem controladas. Nas instalações usuais. a desumidificação está ligada ao processo do resfriamento do ar abaixo do seu ponto de orvalho. como a temperatura e a umidade. Dois métodos são usados para a desumidificação a baixas temperaturas: 1. No proCesso de desumidificação. usa-se após a desumidificação a elevação da temperatura do ar utilizando meios externos ao sistema.85 kPa Já vimos que [Eq. 1. .40 INTRODUÇÃO 0. 9 Umidificação e Desumidificação Uma das melhorias que uma instalação de ar condicionado propicia ao ambiente é o controle da umidade relativa.as gotículas de água são muito finas.012 ~ 0.resfriando diretamente o ar que passa através do evaporador do sistema de refrigeração. mas também para processos industriais. ou seja. como a velocidade e a pureza do ar.34 Exemplo 1.pv pv :. mas esses controles não estão incluídos nas transformações terihodinâmicas.95 kPa p (saturação) 0.19. Em alguns casos o evaporador é :Constituído por uma fileira de bobinas (row) e em outros por várias fileiras. há uma grande área de cantata do ar com a água espargida. próxima de 100%. porém esses processos são especiais. dois fatores devem ser considerados: a que temperatura o ar deve ser refrigerado para se obter a desejada desumidificação? qual a quantidade de calor que deve ser retirada do ar? 100% 45% -. Quando . t ~ 17. Assim a condensação do vapor d'água se verifica sob a forma de gotas.---=--Bulbo A úmido 13. como o uso de sílica-gel. Como o ar extremamente frio não é desejável. que conduzem à desumidificação do ar. pv ~ 1. cloreto de cálcio ou alumina ativada.água gelada a temperaturas suficientemente baixas. sendo retirada como líquido saturado.85 = 1.!2°C 1.5" Bulbo seco Fig. o que obriga a umidade relativa d? ar a ficar próxima da saturação.17)]: UR = p (existente) :. 2.p (saturação)= 1. Também se poderia controlar a umidade por meios físico-químicos.

.2°C .8°C... a temperatura da água nunca atingirá a temperatura do bulbo úmido do ar. computando-se o percentual de cada um na mistura. a temperatura da nuvem d'água deve estar sempre acima da do ponto de orvalho desejado para o ar.---------. quando postos em contato. supondo-se que seja saturado. para recompletar as diferentes perdas de ar. ora um pouco abaixo (no segundo caso). a partir de A. a temperatura final da água deve ser sempre mantida abaixo da temperatura desejada do ponto de orvalho do ar.. colocannos o ponto A como relativo às condições internas do recinto e o ponto E às condições do ar exterior. Um dos métodos usados para a locação do ponto C é baseado na temperatura de bulbo seco do ar exterior e o de retorno.. ar exterior: 0. uma horizontal até encontrar a curva de UR = 100% e então lê-se a temperatura t = 13.. Determinar atemperatura em que o ar deixa o evaporador. em ambos os casos....0 = 6.19: Num ambiente condicionado.27...se a temperatura da água é superior à temperatura do bulbo úmido do ar. temos: ar de retomo: 0.1 Trocas de calor entre o ar e a água O ar e a água$. temos as seguintes condições: internas: bulbo seco 25. Se. Solução: Pode-se responder a essa questão simplesmente usando a carta psicrométrica. Como a pressão total permanece constante durante o aquecimento. Loca-se o ponto A. temperatura final da mistura: 27 .. haverá queda de temperatura da água e crescimento da temperatura do bulbo úmido do ar..20: Em uma instalação de ar condicionado. A fim de que se possa umidificar o ar com um borrifador de água.externas: bulbo seco 34°C e bulbo úmido 27. em um ponto C da reta AE teremos as condições da mistura. se a temperatura da água é inferior à temperatura do bulbo úmido do ar. A percentagem do ar exterior é de 20% do total..9.. Para que se possa desumidificar o ar. L92 Misturas de ar Em instalações de ar condicionado é comum o ar de retomo do ambiente ser misturado com o ar exterior.. .2°C. o ponto C estará a 114 da distância AE e assim por diante. 1. Quais as temperaturas BS e BUda mistura? Solução: Operando-se apenas com as temperaturas BS. a pressão do vapor permanece também constante.. Se a metade do ar necessário retomar ao recinto e metade do ar vier do exterior.5 = 20. trocarão entre si o calor do seguinte modo: . ficando ora um pouco acima (no primeiro caso)... haverá elevação da temperatura da água e queda na temperatura do bulbo úmido do ar.20 X 34. 1._ : _ :41 : Supõe-se que o ar ao passar pelo evaporado r seja saturado e a pressão parcial do vapor deve ser tal que quando aquecido a temperatura determinada sairá com a umidade desejada. Façamos um exemplo esclarecedor.4°C. Exemplo 1.80 X 25. Exemplo 1. com os dados do problema.= = = ..5°C.INTRODUÇÃO .. o ponto C estará no meio. o ar deve permanecer a 26°C e a umidade relativa a45%. Traça-se.. temperatura de bulbo seco de 26°C e UR = 45%..5°C e umidade relativa 50%. na carta psicrométrica da Fig. se apenas uma quarta parte vier do exterior. ou seja.

ar de retomo: 120 m3 /min (MCM). 1.3°C (resposta).20 e que o ar frio. \-"'" .42 INTRODUÇÃO __c'-"--- 25.20.umidade relativa: 90%.5 oc 27. elevando-se uma vertical encontramos o ponto C.2 'C 34 'C Fig.) Volume total de ar: 180 MCM E Ar exterior Ar frio 28'C Arde retomo as-1o•c BU=B.36.36 Exemplo 1.2°C. 1.2°C (resposta).35 Exemplo 1.21. esteja nas seguintes condições: . 1.21:: Suporihamos as mesmas condições internas do Exemplo 1. Queremos as condições da mistura.20. que dá as condições da mistura: bulbo seco: 27. bulbo úmido: . temperatura dé bulbo seco: 10°C. ao atravessar as serpentinas do evaporador do aparelho condicionador. Exemplo 1. Com este valor de 27. quantidade de ar: 180 m 3/min (MCM). Solução: (Veja Fig.5'C c B Fig.

60 = 0. se a temperatura do . em mistura com o ar do ambiente. = 0.- 43 Percentagem do ar de retorno na mistura: 120~066 180 ..833 m 3/kg. combatendo o fluxo de calor que entra no recinto (ou dele sai).833 m 3 h Q. = calor sensível em kcal!h. tem o volume específico v = 0. O ar a ser insuflado no recinto passa através do evaporador de equipamento e. necessita de uma determinada vazão constante de ar..t.Q. teremos: Q. Percentagem do ar exterior: 1.24 (t2 0. temos: Q. de onde sai com 90% de umidade relativa e temperatura BS ~ IO'C e BU ~ 8. Essa vazão de ar frio ou quente é que.! 1) Se expressarmos os fluxos por hora.833 - ! 1) ou t 1) válida para o ar padrão ou Q= Q. .21) 1.) (1.10 Vazão Necessária de Ar Qualquer ambiente de ar condicionado. é a soma do calor sensível c do calor latente. para manter as condições desejadas. Como veremos em outro capítulo. .0°C.66 X 25.24 kcal/kg°C para o ar padrão.29 X Q (t 2 - I X Q X 0. m = quantidade· de ar em jogo em kg/h..2°C.5'C. Assim a expressão do calor sensível será: _I [kg]xQ[m'] 0.5 = 16. Já sabemos que para o calor sensível. nas condições normais de pressão e temperatura.33 X 34 = 11 .33 180 . insuflado pelo ventilador. Com esta temperatura o ar é lançado no evaporador. 12 c t =temperaturas do ar na entrada e saída em °C. umidificador ou desumidificador. 0. = . depois de passar pelo evaporador.ar de retorno: 0.11 Cálculo da Absorção de Umidade do Ar de Insuflamento Como já vimos.29 (t. Sabe-se que o ar seco.INTRODUÇÃO . c = calor específico do ar = 0. a absorção de umidade do ar de insuflamento pode ser feita com o equipamento de refrigeração. então: 1 m~ onde: Q = vazão de ar em m'lh.ar exterior: 0. = mc(t 2 . .8°C.temperatura final da mistura: = 28. faz a temperatura e a umidade permanecerem dentro das condições desejadas. a carga térmica do recinto é expressa em keal/h.

que deve ser eliminado para o exterior.22: As condições do ar exterior são: BS = 34°C e umidade relativa 65%. 1.2 26 Bulbo seco "C BS = 13. através do exemplo seguinte. Se a vazão de ar é de 125m3/h. haverá condensação do vapor d'água. 1. Carta psicrométrica e balanço energético.2 "C 100% 34 BS=34aC UR= 65% BS=26•C UR= 45% A' entrando -"'--f'---'ió Fig. Como a t'i::mperaturado ar na saída do evaporador é muito baixa (13.22. as condições a serem mantidas no recinto. queremos saber a umidade que precisa ser eliminada pelo equipamento de refrigeração e a capacidade desse equipamento. haverá necessidade de se elevar a temperatura até as condições do ponto A. .2°C). As condições a serem mantidas no recinto são: BS = 26°C e umidade relativa 45%. no ponto A. precisamos conhecer as umidades específicas que são fornecidas pela carta psicrométrica.44 INTRODUÇÃO evaporador estiver abaixo da do ponto de orvalho do ar. mas que também podem ser calculadas pelas equações já estudadas. Na Fig. Solução: O desumidif~cador abaixará a temperatura do ar até a sua saturação. 100% 9.37 Exemplo 1. mantendo a umidade específica. Exemplo 1.4'liJ • ~ 13. ou seja.37 vamos imaginar que no ponto E loquemos as condições do ar exterior e. usaremos a carta psicrométrica. umidade relativa de 100% (ponto B). Como o nosso objetivo é o do projeto de instalações de ar condicionado. Para se saber a quantidade de vapor d'água que deve ser eliminada.

9.920 kJ/h.12 Capacidade dos Equipamentos do Sistema de Expansão Direta Para se determinar a capacidade total dos equipamentos dos sistemas de expansão direta. podemos agir de três maneiras: (a) Pelo cálculo do calor absorvido pelas serpentinas do evaporador.2 kJ/h. h3 = 50.X 125 ~ 150 kg/h· 0.h 2 .104. A entalpia do condensado será: ~ -. temos: entalpia do ar entrando (h 1) = entalpia do ar saindo (h 2) + entalpia do condensado (hc) + calor removido. ~ 1.. Q. X 150 X I X 13. ~ 91.597.X Q hc = mct2 12.833 ' h 1 = 91.5 X 150 ~ 5.625.625 kJ/h. Determinação do fluxo de ar em kg/h: m I I ~ .186 ~ 104.3 kg/kg de ar seco (resposta) Fazendo o balanço energético na entrada do desumidificador. calor entrando = 7.5 kJ/h.~ + calor entrando = entalpia do ar saindo (h 3) ou calor entrando = hz. h 1 e h 2 = entalpia do ar entrando e saindo em kcallkg.920 kJ/h (resposta). A capacidade do equipamento de refrigeração será de 7.~ 7.5 ' 1.20 X Q X (h. 50.650 kJ/h e h.~ 37.5. 6 X 10-.0 kJ/kg e h 2 = 37.hc = 13.2 ~ 24. •i .5 . Admitindo o rendimento de 50%: h.650.65 kJ!kg (da carta psicrométrica). 972 •5 = I 09 kW 3.).INTRODUÇÃO 45 A umidade específica eliminada sob a forma de condensado é: 22 . Assim: Calorremovido c h 1 . h. Sabendo-se que 1 kcal = 4. podemos calcular a partir da relação:: 1 kW = 1 kJ.5 kJ!kg (tirados da carta psicrométrica). = calor total em kcalih.~ s kW~ 1.972. Se desejarmos a potência da resistência elétrica em kW para fornecer esse calor em 1 hora.5.2 = 7.9 kcallh ou 24. Q = vazão de ar em m 3/h. teremos de fazer outro balanço energético: entalpia do ar entrando no aquecedor (h 2) h3 - h.597.h.186 kJ . através de equações que foram vistas anteriormente: Q.833 0.0 X 150 ~ 13.625 = 1. .4 = 12.6 X lQ.5 kJ/h.65 X ISO.9 X 4.600 X 0. Se quisermos saber a capacidade do aquecedor (heater) que vai fornecer calor ao ar até o ponto desejado no ambiente.

38) ~ 50.22a: Resolvendo o mesmo Exemplo 1. 1.024 ' (c) Pela capacidade de retirada dos calores sensível e latente obtidos através das temperaturas de entrada e sa- ída nas serpentinas do evaporador. Solução: Pela Eq. C = umidade condensada em litros/hora.---- Exemplo 1. (h) Pelo cálculo do calor transferido para a água do condensador: Q. temos para o calor sensível: Q. Se quisermos o resultado em toneladas de refrigeração. Calcular a capacidade de absorção de calor do condensador.935 kcal/h (desprezou-se a entalpia do condensado).855.21).29 X 125 (34. ~ 0.8 kcal/h (resposta). = 60 X Qa X Ct2 . onde: Q1 = calor latente em kcal/h."! 46 INTRODUÇÃO --------- -------------- ---. temos: Q. Qa = vazão de água em litros por minuto.101. Solução: Q. Exemplo 1.13 Capacidade dos Equipamentos no Sistema de Expansão Indireta Para se determinar a capacidade dos equipamentos do sistema de expansão indireta.000 ~ 16 5 TR 3. t 2 .6 g por kg de ar seco e a vazão de ar é de 125 m3/h.2) ~ 754 kcal/h.7) = 1. Calor total= 754 + 1. consideremos que a temperatura da água ao entrar no condensador é de 38°C e ao sair é de 46°C e a vazão de água é de 6.8 = 1.).22. basta dividir por 3. ~ 6. ~ 0.89 ~ 1. .25 m 3/h.024 kcal/h. C~ 12 6[_K_] X 150[kg] ' kg h ~ 1' 891/h·' Q. Exemplo 1. temos a expressão: ~ 583 X C Q.t. = 1. (1.101. = calor total em kcal/h. 22h: No Exemplo 1.29 X Q (t.6. podemos calcular da seguinte maneira: . a umidade é retirada na razão de 12.23: Calcular o calOr total retirado do ar que entra no evaporador na temperatura de 34°C e sai na temperatura de 13. Q. Q.t 1 =diferença entre as temperaturas da água na saída e na entrada do condensador.8 kcal/h.250 (46 . ~ 583 X 1.8.13.22.t1).2°C.000 kcallh ou 50.20 X 125 (21. Para o calor latente.

.. tlt = diferencial de temperatura em oc no resfriador de água. deve ser condensado. Q. após o processo. cuja condensação exige água. da ordem de 2% da água de circulação.. Esse cantata faz com que parte da água seja evaporada e deve ser reposta para não haver deficiência (água de reposição ou make-up).. o tipo úmido.. A diferença entre a temperatura da água na saída da torre e a temperatura B U do ar é o approach. No tipo mais comum de torre.. através de uma torneira-bóia.t. Teoricamente a temperatura limite com a qual a água pode ser refrigerada é a do bulbo úmido do ar circulante. Usam-se. o que evita a sua descarga direta na atmosfera. temperatura do bulbo úmido do ar. que. contra uma massa ascendente de ar.25 1. Há inúmeros tipos de máquinas. (b) Pela vazão de água necessária no condensador: VAC ~ Q.38). = capacidade total em kcal/h.. Para que haja transferência de calor da água para o ar. isso aumenta a área de transferência de calor. temperatura da água fria que sai. o vapor. por isso a torre deve ter uma ligação com a caixa-d'água de abastecimento do prédio. . deve ser refrigerada.t2 t l . para o processo de refrigeração de água de condensação. Us~m-se também ventiladores. como. X 1.000 X llt onde: VAG =vazão de água gelada em m3/h. O rendimento da torre é medido pela seguinte relação: rendimento da torre = 11 . as torres de arrefecimento (ou de resfriamento). 11. = approach. O ar em cantata com a água eleva a temperatura doEU. 1. t2 = - temperatura da água quente que entra. Essa reposição é pequena.INTRODUÇÃO 47 (a) Pela vazão de água gelada necessária na central: VAG~ Q. -·-. normalmente na parte superior para aumentar a corrente de ar circulante (Fig. Nas grandes máquinas.. sob a forma de gotículas. é necessário que a temperatura da água seja superior à do bulbo úmido do ar. = capacidade total em kcal/h.14 Resfriamento pela Evaporação A atmosfera é o absorvedor inesgotável de todo o calor emitido nas transformações das máquinas térmicas. Q. t. por exemplo. A condensação do vapor exige grandes vazões de água. onde: t1 = t2 = t.. que mantém o nível da bacia no fundo da torre.000 X llt onde: vazão de água de condensação em m3/h. o que significa também que sai sob a forma saturada. VAC = 1. nas centrais termoelétricas. depois de passar pelas turbinas. a água quente é lançada. tlt = diferéncial de temperatura em °C no condensador.

2) ~ 105. h2 = 28. Desprezando a parcela h3 por ser pequena diante das demais. temos: Q ~me (t.lz = 46 29 2 16 8 • = • = 80% (resposta)..2°C (resposta).2 . A temperatura da água ao sair da torre é de 29.25 m3/h e a pressão atmosférica é normal.25 21 .38) e o approach: Solução: Rendimento da tarTe= t 1 .7 kcal/kg (da carta psicrométrica) ou 120 kJ/kg.250 X I X (46. saturado. 1.t. ! 1 -tu 46. h. temos: Calor recebido pelo ar= h2 h 1.4 [ kcal] X kg 1 0.24: A temperatura da água ao entrar em uma torre é de 46°C.A/V atmosférico t (temperatura BU do ar) Fig.29. .08 kcal m3 e h2 = 0. Approach = t~ Se quisennos saber a quantidade de calor cedida pela água ao ar.tu = 29.833 m 3 - [_l<g_] ~ 22.38 Torre de arrefecimento.. ~ 18.833 28 7 • = 34.4 kcallkg (da carta psicrométrica) ou 77 kJ/kg.2°C. sua vazão é de 6. Exemplo 1. temos: h 1 = 18.48 INTROOIJÇÁO I I Ar quente e ' I I t úmido Água quente tt '~ Ac atmosférico~ Ac (.000 kcallh O balanço energético do ar será: entalpia na entrada (h 1) +calor recebido= entalpia na saída (h 2) + entalpia do vapor d'água (h3). Calcular o rendimento da torre (veja Fig.25 = 4.) ~ 6.. 1.4 kcal/m 3 • Supondo a vazão de ar Q[: - 3 J do balanço energético. O ar entra nas temperaturas BS = 35°C e BU = 25°C e deixa a torre na temperatura de 38°C.

assim: 11. O= calor total.o a compressão de vapor..08 = 11.000 ~ 11. e a temperatura do exterior é te (Fig. ' Recinto condicionado o. No Cap.39). t. o calor cedido pela água é igual ao calor recebido pelo ar. para dissipar o calor cedido pela água de circulação.40 Ciclo de refrtgeraçõ. ar condicionado para o verão. Suponhamos Um recinto a ser condicionado cuja temperatura é t.. 1.000 (rendimento 80%) Então a vazão de ar será: Q~ 105.8 Desse modo o ventilador da torre deve ter essa vazão de ar. 1. 1.6 X Q X 0.___p:"6...4 ~ 22.INTRoDUÇÃO 49 Calor recebido= 34. temos informações adicionais para a escolha de torres de arrefecimento.:::::::!. Calor Q gás quente Linha de + perdas r-.t~:-?J--------..>t. '· Q Equipamento frigorlgeno o. ou seja. Fig.= calor que entra no recinto. ~· ' .314m'lh 11. . 1. liquido "B" -· em alta pressão T Trabalho Compressor 'F" l Calor o Fig.6 kcal/m3 • Em uma hora.8 = 105.15 Noções sobre Refrigeração O nosso estudo será dedicado mais ao resfriamento... 6.6 X 0. 0 0 = calor gerado ou existente no recinto.39 Balanço térmico de um recinto.

41. pois para se efetuar a evaporação do fluido necessita-se do "calor latente de vaporização".h2 = h3. que recebe energia da . onde cede à água de circulação ou ao ar a diferen·ça d~ entalpias: Q = h4 - h1. é comprimido isentropicamente até o ponto 4. por isso necessita de um trabalho externo que é feito através do compressor. o refrigerante está sob a forma de vapor saturado.41 vemos o diagrama pressão-entalpia para o fréon-22*. Essa eliminação pode ser feita a água ou a ar.... o fluido entra na válvula de expansão e. 1. O equipamento de refrigeração deverá retirar o calor Q e mais o calor devido às perdas no processo. 1. no caso ideal.42. 1. 1. haverá necessidade de compostos substitutivos ambientalmente aceitáveis para serem usados em chillers. há vários sistemas de refrigeração. porém com perda de pressão. Como a tendência do calor é penetrar no recinto. quando estudamos o ciclo reverso de Camot.50 INTRODUÇÃO Temos a equação: Q ~ Q. o refrigerante entra no condensador. sem troca de calor (h 1 = h2 ). Também podemos representar o ciclo de refrigeração num diagrama T -S.2. onde se vai processar o efeito de refrigeração. usuvA® 134a é marca registrada da DuPont para o HFC-134a. A quantidade de calor eliminado é mostrada na área 1-4-5-6. Essa pressão é suficientemente alta para que o fluido seja condensado. ----- --~-· ___. no caso ideal. 1. Como foi visto na Seção 1. este transfere o calor para a atmosfera.44. Refrigeração é o termo usado quando o sistema é mantido a uma temperatura mais baixa que a vizinhança. em geral um motor elétrico. sob a forma de vapor úmido. L16 Fluidos Refrigerantes SUVA** da DuPont 1.16. por diferença de temperatura. uma vista dos equipamentos utilizados neste ciclo de refrigeração. motor diesel ou a explosão.. Na Fig. Se chamarmos de Aw essa energia.6. o sistema de compressor de vapor é também um ciclo reverso.42 e 1.fonte externa.__ -•·- . devemos nos reportar à Fig.43. A diferença entre o calor eliminado pelo condensador e o calor absorvido pelo evaporador é mostrada na área 1-2-3-4. temos: Aw = h4 - h3 No estado de vapor superaquecido. conforme a Fig. essa expansão 1-2 é isentrópica. O ciclo reverso de Camot tem o mais alto rendimento na produção da refrigeração. No ponto 2 do ciclo. temos o refrigerante. sob a forma de líquido saturado. forma sob a qual é impulsionado através do evaporador. O efeito da retirada do calor do sistema é efetuado pelo evaporador entre 2-3. que é o absorvedor das altas temperaturas. Na Fig. onde estão locados os pontos mostrados na Fig. passa ao estado de vapor superaquecido no ponto 4 da figura. Imaginemos o ciclo do refrigerante se iniciando no ponto 1 da Fig.. Estudaremos com mais detalhes o sistema de compressão de vapor. O vapor deixando o evaporador entra no compressor e. 1. quando entra no compressor. como líquido em alta pressão. O compressor aspira o fluido do espaço refrigerado e o bombeia para o reservatório de alta temperatura (condensador). os fréons deverão ser substitufdos por outros fluidos equivalentes (veja Seção 1. atravessa a válvula de expansão. Esses fluidos refri*Por ser prejudicial à camada de ozônio.. à pressão constante: Q = h3. vemos o diagrama de um ciclo de refrigeração a compressão de vapor e nas Figs. um dos fluidos refrigerantes utilizados no sistema de compressão a vapor. + Q.41. 1. O efeito de refrigeração é mostrado na área 2-3-5-6. completando-se o ciclo. A fim de melhor entendermos as transformações pelas quais o fluido frigorígeno passa.hl Ao sair do evaporador.40. correspondente quantidade de calor deve ser retirada do sistema para manter a sua temperatura t.1 Introdução À medida que a produção de clorofluorcarbonos (CFCs) é reduzida e finalmente eliminada. Saindo do condensador. eliminando calor e saindo no ponto 1. onde o refrigerante. Como veremos adiante.16).

----------- I ''' i < < I J ' ' ' ' ' ! ~++-1--l+++-H-1++1-11 ' ' ~++-1--l+++-ll++~-fl ' ' ' ! ! 1-1-l-l-l-+--1-1-1 ' .

-·4''----------0 3 ' I ' I ' Fig.._.. Diagrama T-S.-.. ' o' .43 Condensador (detalhes)..Fluxo da ar 2 Tubo coletor da sucção Linha de Filtro da linha de líquido Compressor' quente' Saldada ~liquido "B" Unha de Fig. - . . 1._.I Entropia S . . Temperatura T Baixa ------. liquido Entrada do gás Ligação da válvula da do líquido Carcaça Fig. 1. 1.44 Sistema de compressão o vapor.... ..·--·--···~--~-~~- ..42 Vi~ta de um ciclo típico de refrigeração...

40 horas semanais. . Embora um novo chiller possa ser projetado para o HFC-134a.6°F) Nenhuma 1. As vantagens ambientais do HFC-134a sobre o CFC-12 são claramente mostradas pelos valores do Potencial de Diminuição d? Ozônio (ODP) e do Potencial de Aquecimento Global (GWP) dos dois compostos. . o fabricante do equipamento deve ser consultado sobre a compatibilidade das peças do sistema com o novo fluido refrigerante...16. fi~ado para produtos químicos industriais p-ela American Conferencc ofGovemmental Hygienists. é possível que os mateJiais precisem ser substituídos e que o compressor.2 Considerações genéricas Em geral. 1. Isso significa que o HFC134a desenvolverá pressões operacionais do sistema semelhantes às do CFC~ 12.3 Comparações de desempenho Confonne demonstrado na Tabela 1. A experiência adquirida até esta data com retrofits de chillers de CFC-12 e R-500 para HFC-134a é apresentada mais adiante . confonne determinado pela DuPont para compostos que não têm TLV. sem efeito adverso. Dependendo das características específicas da máquina. Os registras de manutenção devem conter quaisquer modificações que tenham sido feitas nos componentes originais do sistema. PPM (V N) Potencial de diminuição do ozônio Potencial de aquecimento global -30°C (-2l. Além disso. um chiller que funcione com CFC-12 terá que sofrer algumas modificações para operar com o novo fluido refrigerante. as características de desempenho do HFC-134asão semelhantes às do CFC-12. em muitos casos. ao longo da vida profissional. Além disso. É possível que o lubrificante tenha que ser trocado e que a velocidade de impulsão tenha que ser aumentada.. 1.000 ppm do HFC~ 134a significa uma previsão de que este fluido refrigerante tenha características de toxicidade semelhantes às do CFC-12 c às de outros fluidos refrigerantes de CFC. a DuPont está convertendo seus próprios chillers de CFC-12 e R500 para HFC-134a. Nenhum dos dois compos~os é inflamáveL O Limite de Exposição Pennissível (AEL) de 1. tanto para converter os chillers existentes em alternativos como para limitar as mudanças do design envolvidas na fabricação de novos chillers que po~sam usar fluidos refrigerantes alternativos. . com base nos modelos que não consideravam as diferenças nos coeficientes de transferência de calor entre os dois fluidos refrigerantes.0 3. 40 horas semanais.6 Comparação entre Propriedades HFC-134a Ponto de ebulição oc (°F) Flamabilidade Limite de exposição..~- ------~------------------'=~-~ INTRODUÇÃO 53 Tabela 1. O ponto de ebulição do novo fluido refrigerante aproxima-se do ponto de ebulição do CFC-12.. Os chillers convertidos para HFC-134a apresentam desempenho quase idêntico ao que apresentavam com o CFC-12. Quando se converte um chiller de CFC para HFC-134a é necessário substituir o lubrificante.000 AEL** 0.6. Inicialmente.7op) Nenhuma 1.7. gerantes "alternativos" devem ter características operacionais similares às dos CFCs.0 0. A comparação entre as propriedades do HFC-134a com o CFC-12 está delineada na Tabela 1. A DuPont eStá produzindo o fluido refrigerante HFC-134a para substituir o CFC-12 em chillers e está fornecendo esse novo fluido refrigerante aos fabricantes de chillers para uso tanto em equipamentos novos como nos já existentes. julgou-se que o HFC-134a fosse um pouco menos eficiente do que o CFC-12.28 •o Valor de Limite de Tolerância (TLV).000 TI. ao longo da vida profissional. os fluidos refrigerantes alternativos não podem ser simplesmente "carregados" em um sistema destinado ao uso. Lirrúte de Exposição Aceitável (AEL) é a concentração média ponderada de tempo de um produto quírrúco transportado pelo ar a que quase todos os funcionários podem ficar expostos durante um dia de trabalho de 8 horas. é a concentração média ponderada de tempo do produto químico transportado poeto ar à qual os funcionários podem ficar expostos durante um dia de trabalho de l! horas. precise ser modificado. de CFCs.16.0 -26°C(-15. .V* 1.

Por esse motivo.. devem-se considerar vários fatores.. ----·~-._. como o AICB e o AIF3.. AICI3) Elastômeros Dilatação o Mudanças das propriedades mecânicas devidas à exposição ao fluido refrigerante/lubrificante o Permeação do HFC-134a o Plásticos Mudanças das propriedades mecânicas devidas à exposição ao fluido refrigerante/lubrificante 1. há uma reação muito lenta entre o lubrificante e o fluido refrigerante. em certas circunstâncias. ..54 INTRODUÇÃO Tabela 1. . ">'~-'~ ---- ___ .2 bar +J5a+25psi +la+l.. ' Tabela 1. qs testes com fluidos refrigerantes SUVA®* mostram que não haverá nenhuma família de elastômeros ou plásticos que venha a funcionar com todos os fluidos refrigerantes alternativos. são adequados para os fluidos refrigerantes CFC atuais.. esses metais estão sendo testados com o fluido refrigerante e lubrificante candidatos a uso. 1..17 Definições Coeficiente de eficiência térmica (CET) Efeito refrigerante = T(Baixal = efeito refrigerante trabalho fornecido (S3 - S 2) *Por cortesia da DuPont Chemicals. Foram encontrados plásticos e elastômeros aceitáveis para serem usados com os fluidos refrigerantes CFC existentes.. Contudo.16.--·----···--·u:-·. aço e alumínio. os elastômeros devem ser qualificados com base em aplicação por aplicação. foram desenvolvidos lubrificantes praticamente não-reativos com os fluidos refrigerantes CFC. principalmente a compatibilidade química. Para confirmar a estabilidade química do HFC-134a.. podem ser formados.7 Variações Tfpicas de Desempenho* do HFC-134a vs.. ... CFC-12 Capacidade Coeficiente de desempenho Pressão do evaporador Diferença Pressão do compensador Diferença Temperatura de descarga Diferença +2%a-10% +2 a -8% Oa-3psi O a -0. . catalisadores da reação lubrificante/fluido refrigerante.. A Tabela 1. um elastômero ou plástico aceitável com um fluido refrigerante possivelmente não tem bom desempenho com outro.. Nas aplicações de refrigeração e de ar condicionado. como cobre.. Contudo. · · . Uma consideração fundamental em termos de compatibilidade química é a de se encontrar um lubrificante estável.. ___ _ .4 Compatibilidade dos materiais Quando se faz a conversão de CFC-12 para HFC-134a.6oC •O desempenho real depender/i do equipamento específico e das condições operacionais usadas. Atualmente. os lubrificantes estão sendo avaliados para se obter uma estabilidade semelhante com o HFC-134a. . . o que gera compostos de carbono e HCL.. Nos últimos 50 anos.8 apresenta as considerações mais importantes que devem ser abordadas. ..8 Considerarões sobre Compatibilidade Química Lubrificante o 'Reatividade química com o HFC-l34a o HCI. _.. compostos de carbono Meias o Reatividade química com o HFC-l34a o Fonnação de catalisadores a altas temperaturas (AIF3. Os materiais de construção comuns...7bar 0 a -J0°F O a -5.. . .

R = débito do refrigerante em kg/minuto. t.h. Solução: CET~ -soe. t.000 BTU em 24 horas para derreter o gelo ou 288 000 · 24 ~ 12. t. .000 BTU hora Em outras palavras: 1 TR = quantidade de calor necessária para derreter uma tonelada de gelo em 24 horas. = temperatura da água na saída do condensador em oc. num sistema de refrigeração.Coeficiente de eficiência do ciclo de refrigeração: CE~ h. .000 libras) para produzir gelo a ooc em 24 horas.) X 8.000 libras e o calor latente de fusão do gelo é 144 BTU/lb.INTRODUÇÃO 55 Trabalho fornecido = Assim temos: T(Al!al - T(Baix•J (S3 - S2) CET~ Exemplo 1..(-5) .-~h.000 BTU/h ~ 3.25: Desejamos conseguir.66 (resposta) 30. -h. Como 1 tonelada = 2.33 onde: Qa = vazão de água em litros/minuto. detenninar o CET.Tonelada de refrigeração (TR) Definição de ASHRAE: é a quantidade de calor que precisa ser retirada de uma tonelada de água (2. a temperatura de ratura de 30°C. h4 e h 1 = entalpias em kcal/kg.Quantidade de água de circulação necessária ao condensador: Q" ~ '>(h~. Usando o ciclo de Carnot.Efeito refrigerante .):_X'éR'cX~O.. = temperatura da água na entrada do condensador em oc. ou seja. O calor é eliminado na tempe- -5+273 = 7. 1 TR ~ 12.C06::::30"'8 (t.000 X 144 = 288. são necessários: 2.024 kcal/h .-. h.

O conjunto gerador-absorvedor representa a mesma função do compressor no sistema a compressão de vapor: o absorvedor substitui a sucção e o gerador substitui a compressão (veja Fig.j do~ Analisador ll Condensador ~ ' ' u: I Fonte de calor (vapor etc. 1. Trocador de calor I Lado de aRa pressão I t t Válvula de expansão Válvula de expansã o ~. Há uma bomba para fazer a solução circular pelo trocador de calor e gerador. sistema de ejeção de vapor. . I Água da refrigeração r ll' iI t :I. sistema termoelétrico. ' . o aumento da pressão é produzido pelo calor fornecido pela circulação de vapor ou outro fluido através de uma serpentina. sistema de compressão de ar.. Num sistema de refrigeração por absorção.18 Sistemas de Refrigeração Os principais sistemas de refrigeração são os seguintes: sistema de absorção.. 1. dentre os quais os que usam como refrigerante a solução de brometo de lítio como absorvente e água como refrigerante..18.) 1 Receptor I '~~ua d refrige ração ' em alta pressão Amôclo llqoido Solução fraca lp l'l Bomba~)..1 Sistema de refrigeração por absorçllo Há vários tipos de sistemas de refrigeração por absorção.. I _ _ . 1. . ._.45).45 Sistema de refrigeração por absorção: absmvente águo e refrigerante amónia.56 [NTRODUÇÃO _ _ __ onde: Gr = efeito refrigerante em kcallmin. R = débito do refrigerante em kg/min. No absorvedor. h3 e h 2 = entalpias em kcal!kg. e a solução de água como absorvente e amônia como refrigerante. o vapor de amônia que chega do evaporador à baixa pressão é ab- ' Solução forte Vapor de amõnia IC" · . 1 em baixa pressão Amôcio liqoido Àgua de refrig eração I ·#dor Vapor de amónia .I * ··~ ~~e~~~~~')'. Evaporador Lado de baixa pressão I Líquido a esfriar (salmo om) Fig.. sistema de compressão a vapor.. . 1.

57 -------------.io de reforço Água condensadora a 95" F para o Água aquecida Alimentador de água da reposição Válvula de escape de Bomba da água gelada . I Fig. ou seja. 1.46 Sistema de refrigeração por ejeção de vapor. A solução fraca é outra vez remetida ao absorvedor para receber mais amônia. Tubulação da vapor Ejo•m . um rendimento de 18%... há a separação de parte da amônia recebida na solução forte para o condensador.. para uma entrada de calor no gerador de 410 kcal. Essa separação é feita pelo calor recebido do vapor ou outro fluido quente no gerador. No gerador.mo..--------·-------------==-==--= INTRODUÇÃO sorvido pela solução fraca e fria de amônia em água. . Rendimento de uma instalação: O rendimento de um sistema de absorção usando amónia é de cerca de 75 kcal de efeito frigorígeno. Então pode-se comparar o sistema de absorção com o de compressão de vapor: Sistema de absorção condensador evaporado r válvula de expansão absorvedor gerador receptor analisador retificador trocador de c~or Sistema de compressão de vapor mesma função do condensador mesma função do evaporador mesma função da válvula de expansão mesma função da sucção do compressor mesma função do compressor mesma função do depósito de refrigerante separa a água da amônia condensa parte do vapor de amónia reduz a entrada de calor no gerador e a vazão de água de refrigeração no absorvedor.

é introduzida em um evaporador onde a pressão está abaixo da pressão atmosférica normal.362 kW/m 2. em seguida. ser capaz de retirar o calor de um trocador que pode ser. podemos obter bahas temperaturas. em casos especiais. quando comprimido e.2°C.46).373 kW/m 2 alcança a superfície da Terra quando a direção dos raios solares é vertical. que retoma ao tanque. se entre dois metais ou ligas diferentes houver diferença de temperatura. a água. 52% de luz visível e 43% de infravermelho. por problemas de segurança. É um sistema de baixo rendimento e só é usado em instalações que. - 1. para um céu limpo (sem nuvens). 1. não permitem o uso dos fluidos refrigerantes conhecidos. a água passará ao estado de vapor em temperaturas menores que 100°C. Inversainente. onde circula vapor procedente de uma caldeira. Nesse sistema. Esse é o sistema que será desenvolvido neste estudo. entre eles. Somente 1. porém são de baixo rendimento. fizermos circular uma corrente elétrica retificada. nas aeronaves. por exemplo. tem lugar a refrigeração da água. sendo passível de utilização em sistemas de ar condicionado. a radiação solar direta é composta de 5% ultravioleta. 1. passa ao estado de vapor a 100°C.5 Sistema termoelétrico Baseia-se no princípio de que. A intensidade total de radiação nas camadas superiores da atmosfera é cerca de 1. Isso equivale a 1. o evaporador de um conjunto frigorígeno. aquecida em um tanque por um processo de aquecimento qualquer.-. incidente sobre uma superfície normal à direção dos raios solares.2 Sistema çle ejeção de vapor No sistema ejetor de vapor (Fig. por sua vez. Fora da atmosfera terrestre. Já existem geladeiras que funcionam usando esse princípio. Desse modo a água se evaporará. por exemplo.3 Sistema de compressão de ar Usa-se a propriedade que tem o ar de. produzindo 100m3 de vapor e exigindo 595 kcal. vácuo medido em polegadas ou miHmetros de mercúrio.18. ·~:- .18.----- -------~~~~~~~~~~~~~- -~~- 1. 1.18. cuja presença constitui o ganho de calor na Terra. à pressão atmosférica normal. irá refrigerar o ar até 7. haverá circulação de uma corrente elétrica mínima (efeitos Seebeck e Peltier). Instalando-se adequadamente o metal de menor temperatura dentro de um recinto termicamente isolado do exterior. 1. parte-se do princípio de que 1 kg de água.58 INTRODUÇÃO -- -------. onde será efetuado o resfriamento do ar ou outro fluido (efeito frigorígeno).19 Considerações Físicas da Insolação A energia solar é concentrada na faixa visível da luz e na região infravermelha do espectro da radiação. submetido à expansão. Se o ambiente estiver abaixo da pressão atmosférica normal (vácuo). haverá diferença de temperatura entre dois metais diferentes se. a ela é adicionada a radiação solar direta. 7°C que. O sistema ejetor de vapor só pode ser usado para refrigerar a água até cerca de I.4 Sistema de compressor de vapor Já foi descrito na Seção 1.18.por meio de um condutor. que é maior quando a atmosfera está translúcida.13. sua composição aproximada é de 1% de ultravioleta.96 caVcm2 por minuto. 39% de luz visível e 60% de infravermelho. ou seja.. Radiação celeste É um tipo de radiação difusa. quando postos em contato. sendo ejetada para uma peça chamada de ejetor primário. Em conseqüência da evaporação. O vapor é condensado no condensador primário e retoma à caldeira por meio da bomba do condensado. Na superfície da Terra.

E.. (h) dispersão resultante da presença de moléculas de vapor d'água.. Para uma mesma data e hora. *Quando a declinação do Sol for igual à latitude do lugar. Para alguns locais situados dentro dos trópicos (zona tórrida). Quando a declinação do Sol for maior que a latitude local a sombra apontará para o norte (ao meio-dia).Jk<>. a (Ângulo de elevação solar) >7. Azimute solar (AZ).* No hemisfério norte será o oposto.A. A passagem do Sol pelo meridiano do local. Ao meio-dia o azimute solar é nulo ou 180° (Fig.19.47). da variação angular com as vizinhanças e das superfícies refletoras mais relevantes.S. dióxido de carbono etc.. para as várias altitudes do Sol. estabelece valores para o céu limpo. ou seja. A radiação celeste não pode. vapor d'água. no hemisfério sul a sombra apontará ao meio-dia para o norte entre 21 de setembro e 21 de março (primaveraverão) e apontará para o sul.H.. pois trata-se de várias radiações dispersas. dependendo da posição do Sol antes ou depois do meio-dia.I' ' -~----------------------===c_____cc_ INTRODUÇÃO 59 As perdas atmosféricas na radiação solar direta baseiam-se em quatro fenômenos principais: (a) quando a radiação encontra moléculas de nitrogénio e oxigénio.É o ângulo que a componente horizontal dos raios solares faz com a linha Norte-Sul verdadeira.Superfície horizontal da Terra fig.1 Definições Elevação do Sol (a).<.V. em determinado local e época do ano. 1.E.i!'<ZI!'<ZI!'<Z<"'~<"'~I<. estabelece equações para avaliar o total de radiação recebida do céu pela superfície da Terra. (d) dispersão causada por partícula de poeira. 1. O guia A.9 éxpressa a intensidade de radiação celeste recebida por superfícies horizontais e verticais em W1m2 . hora em que a radiação disponível é máxima para a dispersão.m. entretanto.48). O guia inglês LH. A Tabela 1._o e -23 y. a sombra de uma haste vertical se reduzirá a um ponto. ao meio-dia. 1.. ao meio-dia. a elevação do Sol é diferente para diferentes localidades.É o ângulo que o raio direto do Sol faz com a horizontal em um determinado local da superfície da Terra (veja Fig. o ponto mais alto do Sol (zênite) se dá ao meio-dia. passando pelo local. ou seja. somente.. Para os locais situados fora dos trópicos de Capricórnio e de Câncer. A quantidade recebida depende das variações sazonais da constante de umidade. por outro lado. O azimute solar pode ser computado do lado oeste ou leste da linha Norte-Sul. no hemisfério norte a sombra sempre aponta para o norte e no hemisfério sul a sombra aponta para o sul. esse efeito é mais pronunciado nos comprimentos de ondas mais curtos e é responsável pela cor azul do céu.. em função do ângulo de azimute solar da parede (orientação do Sol). (c) absorção seletiva dos gases ideais e do vapor d'água: gases de moléculas assimétricas como o ozônio. a cobertura de nuvens e a parte do céu de onde é recebida. ._o. o tempo.R. 1. É o mesmo ângulo que a sombra de uma haste vertical faz com a linha NorteSul. O montante da radiação celeste varia com a hora do dia.. também ao meio-dia entre 21 de março e 21 de setembro (outono-inverno).f.47 Ângulo da altitude solar. ser atribuída a uma direção específica.. entre as latitudes +23 y. da distância Sol-Terra. têm maior habilidade em absorver (ou emitir) radiação que os gases de estrutura molecular simétrica como o nitrogénio e o oxigénio.

. por isso as latitudes são denominadas "sul".zzo 54'). entre o meridiano de Greenwich (tomado como linha zero) e o meridiano do local. ' ~' '' s n = azimute solar da parede... Para o caso do Rio de Janeiro. . 1. 1. N §. por exemplo. variando de O a 180°.. ou seja._ . 1. o dia tem a mesma duração que a noite e a altitude do Sol (ângulo a) é a mesma nos dois hemisférios. i= ângulo de inclinação da parede em relação à linha N-8. Para o caso do Brasil.-~-- ' .Latitude de um lugar na superfície da Terra é seu deslocamento angular acima ou abaixo do plano do equador. H= componente horizontal do raio solar._..... As longitudes são medidas a partir de Greenwich no sentido leste (positivo) ou oeste (negativo). 'ii&.~ .49). • i' = . a latitude nos pólos é de 90° (Fig. quando o Sol cruza o equador celeste (equinócios). para locais com mesma latitude (L).51).50).. A latitude das localidades sobre a linha do equador é igual a zero.É o deslocamento angular contado sobre a linha do equador. Latitude (L). a latitude aproximada é L = 22° 30' Sul ou negativo (. Para o Rio de Janeiro (Observatório Nacional) a longitude é de 30° 52'W ou (2h 52m 53s oeste) . medido a partir do centro da Terra. quase todas as suas localidades estão situadas no hemisfério sul. . Longitude (LG). '' ' _..É o ângulo que a componente horizontal dos raios solares faz com a direção normal à parede.60 INTRODUÇÃO Somente nos dias 21 de março e 21 de setembro. Quando n > 90° a parede está na sombra e o ângulo n não tem significado. 1. Azimute solar da parede (n).. o plano que passa pelos pólos e pela localidade (Fig. ' t . Fig.49 Ângulo solar da parede....'... Esse ângulo pode variar de ao (parede perpendicular à componente horizontal H) até 90° (parede paralela a H) (Fig.

É o tempo em horas. a declinação ao longo do ano varia de +23~ o (quando o Sol está ao norte. Na Fig. 1. nas quais as declinações do Sol são máximas (solstícios). 1.52).50 Definição de latitude. . sobre o trópico de Capricórnio ou solstício de verão) (Fig.--). Ou seja. /Meridiano de Greenwich (0°) ' ' E ' IS Fig. 1. No caso do Brasil. Cada hora corresponde a um ângulo horário de 15°.É o deslocamento angular do Sol a partir do meio-dia h ~ 360 24 X T ~ 15 T.INTRODUÇÃO 61 I I N L = lamude (no ponto Pé sul ou negativa).51 Definição de longitude. o = centro da Terra. Como o eixo de rotação da Terra é inclinado de 23. Tempo solar (T).. sobre o trópico de Câncer ou solstício de inverno para o hemisfério sul) até -2372° (quando o Sol está ao sul. todas as localidades são de longitude oeste. antes e depois do meio-dia. a passagem do Sol pelo meridiano local (zênite). Nos equinócios (dias 21 de março e 21 de setembro). Eixo da Terra -l I Fig. meio-dia é o ponto mais alto atingido pelo Sol no céu. ' I __.É o deslocamento angular do Sol em relação ao plano do equador. 1. d =O. Declinação (á).52 vemos as situações da Terra em sua trajetória em tomo dO Sol. Ângulo horáriO (h).W em relação ao plano da sua trajetória em tomo do Sol.' N"''.

..53 Situações da Terra nos solstícios e equinócios...___. w_. Na Fig. .62 INTRODUÇÃO Eixo de rotação Fig.53 vemos as situações da Terra em tomo do Sol ao longo de todo o ano...52 Declinação máxima do Sol (solstício de verão e solstício de inverno). Fazendo um corte nas situações em 21 de junho e 21 de dezembro (solstícios). 1... .-. Trópico de Capricórnio Latitude231/2' s 21 de dezembro 21 de junho Fig. temos a Fig... 1.---.. 1.._. Trópico de Câncer Latitude 23 1/2° N Eqo~o:_----------0----------~~. 1. lnfoio do verão para o hemisfério sul Primavera 21 de dezembro 21 de setembro 21 de março 21 de junho Outono Início do Inverno para o hemisfério sul Fig. ..54 Situações da Terra nos solsticios.54.~~~- ·' .. 1..

..... 1...19.. quando a sua declinação for igual à latitude do lugar.a) elevação em uma hora qualquer...* O Sol também estará na vertical ao meio-dia. temos a Fig..2 Determinação da elevação do Sol (a) Vamos considerar duas situações: l..a situação e admitindo uma localização no Brasil (latitude sul). em 21 de março temos o início do outono e em 21 de setembro o início da primavera. Nessas datas... o que só ocorrerá nos países tropicais (dentro da zona tórrida). Para o hemisfério sul.. d = declinação do Sol (ângulo entre o raio solar e o equador). 1.. Para a l.. não haverá sombra. o dia será de mesma duração que a noite e o Sol.. temos a Fig.. cuja latitude sul é de 22° 30'.26: Calcular a máxima e a mínima elevação solar para o Rio de Janeiro. 2.----. 1. = Exemplo 1. para 3. L latitude local (ângulo medido. no centro da Terra. Agora. _j_ .._____________.56. *Nesses dias o nascimento do Sol será exatamente no leste e o ocaso no oeste. Nesses dois dias (21 de março e 21 de setembro) a declinação do Sol será zero. estará no equador celeste. ou seja..a) elevação do Sol ao meio-dia.. ao meio-dia.:::=::=___:::: I' Para o hemisfério sul.55. Equador ' N s 21 de março N s Equador 21 de setembro Fig. em 21 de junho temos o início do inverno e em 21 de dezembro o início do verão.. fazendo um corte nas situações da Terra em 21 de março e 21 de setembro (equinócios).--.. 1. onde se pode deduzir a elevação do Sol ao meio-dia nos solstícios e equinócios onde: a' = elevação solar (ângulo entre o raio solar e o horizonte).s localidades situadas na linha do equador.. ao meio-dia o Sol estará na vertical..I' I I I I I INTRODUÇÃO 63 .55 Situações da Terra nos equinôdos.... entre a vertical do lugar e o equador).. para o observador situado na linha do equador.

Solução: Máxima: a' = 90 + (23° 30' . para qualquer hora. Eq.(22° 30' + 23° 30') = 44° (solstício de inverno).. Solução: *Veja Bibliografia. a demonstração conduzirá à expressão não mostrada na figura: (1. 2. Mínima: a' = 90.22° 30') = 91 o (solstício de verão). Para a 2. A latitude do Rio de Janeiro é de 22° 54'.64 lm'RODUÇÃO ----~-------- -- ~- ---- ---. a' = 90° (meio-dia).56 Ângulo de elevação solar. ou seja. nos solstícios e equinócios (a'). mas para facilidade tomou-se como de 22° 30'.. . 1. Observação: Quando d = L. ref. ao meio-dia. 3 situação. ou seja..23) Exemplo 1. (6). a declinação igual à latitude.- -~~:-:o) ~---~}~\~~}}:' Equinócio Solstício de inverno Solstício da varão Fig..27: Calcular para o Rio de Janeiro a altitude do Sol para o dia 21 de dezembro às 14 horas (2 horas depois de meio-dia).

Exemplo 1.25-0.434 AZo= 62° W do Sul. Exemplo 1.866 ~ 0.496.29: Para o mesmo exemplo anterior.24) O azimute da··sol ao meio-dia é zero.923 X 0.945 -0.885 a=62°l5'.4 Intensidade da radiação direta "I" sobre uma superfície W/m 2 1.24) tan AZ ~ AZo= 68° W do Sul. 1. no dia 21 de junho. queremos saber o azimute. Soluçiio: aplicando a Eq.24). temos h = O.' INTRoDUÇÃO ~---~-~---~ 65 sena= sen 23° 30' X sen 22° 30' + cos 23° 30' X cos 22° 30' X cos 30° = sena ~ 0. por isso não foi deduzida.382 + 0. h= 75°.434 2.25) . (1.19. temos: tanAZ~ -----~~~-~-~~ sen 75° sen. para o Sol ao meio-dia.923 X 0.24). 1.57). ou seja. porém às 6 horas da tarde. (1.382 X 0.24). ----'-~~ ~ I -0.398 X 0.19. Solução: Para o Rio de Janeiro temos: L= -22° 30'.3 Determinação do azimute do Sol A expressão do cálculo do azimute envolve considerações geométricas em três dimensões. Aplicando a Eq.917 X 0. A sua expressão geral é (1. Pela figura deduz-se facilmente que: Ih=lsena (1.0 caso: A componente da radiação direta e incidente a uma superfície horizontal/h (Fig.22° 30' cos 75° .923 X 0. (1. resultando: sena~ 1. o que pode ser visto aplicando-se a Eq. 1. utilizando-se a Eq.28: Calcular o azimute do Sol para o Rio de Janeiro. d = +23° 30'.965 ~ 1.cos 2r 30' tan 23° 30' 0. às 5 horas da tarde. a = 90° (Sol na vertical). (1. Aplicando a mesma expressão geral.

.. 2. A4h-·!l!f Ui i"" ~--~-- .58). 1. .) Pela Tabela 1. incidente na super~ fície vertical !legundo um ângulo "n" com a normal à parede. Solução: (Veja Fig...- 1r Fig. lcos a ' a .573 X 450 ~ 258.=Icosacosn I. com os seguintes dados: altitude do Sol igual a 35° e azimute solar igual a 657í 0 W do Sul. 1. ~~...58 Componente da radiação direta normal a uma superfície vertical.1 W/m'...573 I ~ 0.9. Resulta: lv = I cosa cos n (1.. (b) I...30: Calcular a intensidade da radiação direta: (a) sobre uma superfície horizontal. neste consideramos a componente I cosa. 1.59... (h) sobre uma superfície vertical voltada para o sudoeste. temos: I= 450 W/m 2 (a) !h= /seu~ =Isen~so ~ 0.. Fig...66 INTRODl'Ç ACo_ _ _ _ _ _ __ 'C 1.57 Componente da radiaçdo direta normal a uma superfide hortzontal.../ . Esse caso é uma complementação do anterior.26) Exemplo 1.= /sana I. 1.. 0 caso: A componente da radiação direta e incidente a uma superfície vertical/" (Fig.

..766 I~ 20 Y2 o = 0. ...59 Exemplo 1. a componente nonnal à parede seria: I cos a cos n..30...936 I ...45" = 20 1/2" s Fig.. Se a parede fossp vertical... = I cos 35° cos ~ 0.60 Componente da radiaçõ...o direta normal a uma superfície indinada do dngulo fJ.60 vemos o corte da presente situação..= = c = _ _ _ INTRODUÇÃO c _ _ _ : : 67 N w L SW-Normal a= 35° n = 65 1/2° ....0 caso: A componente da radiação direta é nonnal a uma superfície inclinada (18) com a horizontal... 1. 1. Normal à superfície I' ' /oosacosnsenõ I' ' '' ' ' '' '' Horizontal Fig...766 X 580 ~ 444.......819 X 0... Mas como a parede é inclinada do ângulo 8. Na Fig.. 1. = 580 W/m2 (por interpolação para n = 20 J1 o) 3. I 0. o raio I será a soma das componentes: I sena cos 8 e I cosa cos n sen 8 I~= I sena cos 8 ±I cosa cos n sen 8. na qual azimute solar da parede é n. o raio I seria o vetor soma: I sen a+Icosaco'sn...9 Wlm'.

. .H.~ I. normalmente incidente sobre uma superfície que faz um ângulo de 45° com a horizontal e que está voltada para SW.- O sinal negativo aplica-se quando o raio incidente faz ângulo maior que 90° com a horizontal (à direita da figura). ou seja: Iv=Icosacosn. sendo a altitude solar de 35° e azimute solar de 6512°.91ntensidade da Radiação Solar Direta I com Céu Claro até 300m do Nível do Mar em Wlm2 * Inclinação e Orientação du Elevação do Sol (tlngulo a em graus) Superfície b 5' 10' 15' 20' 25' 30' 35" 40" 50' 60° 70" 80' • c ~ ~ ~ Nomtal ao Sol Tcto horizontal Parede vertical: ' OrientaÇão do O' Solem grau (ângulo de 10' 20' azimute 30' solar da parede). 8 = 45°.68 INTRODUÇÃO ····-~------~ .819 X 0.936 X 0. 16.31: Calcular a componente da radiação solar direta.~ cos 35° cos 20 12o sen 45° I X 0. . Tabela 7.707 +I X 0.2 . Veja Bibliografia.947 X 580 ~ 549 Wlm' Tabela 1. então: 0.A. I~ Pela Tabela 1.573 X 0. (6).9 e fazendo a interpolação.707 I sen 35° cos 45° +I 0. 40' 210 l8 388 67 382 376 360 330 293 270 246 220 190 160 130 100 66 524 136 506 498 475 438 388 358 325 29D 253 214 173 130 88 620 212 584 575 550 506 447 413 375 335 292 247 200 150 100 688 290 624 615 586 540 478 440 400 358 312 264 213 160 108 740 370 642 632 603 556 492 454 413 368 210 270 220 166 782 450 640 630 602 555 490 453 412 368 320 270 220 166 814 523 624 615 586 540 478 440 400 358 860 660 553 545 520 480 424 390 355 317 277 234 190 143 96 893 773 447 440 420 387 342 316 287 256 224 190 153 116 78 912 857 312 307 293 270 240 220 200 180 156 132 107 80 54 920 907 160 158 150 140 123 ll3 45' 50' 55' 210 207 197 182 160 148 135 120 103 92 60' 65' 70' 75' 80' lOS 90 72 54 36 !lO !lO 312 264 213 160 108 80 68 55 40 28 A intensidade solar direta e normal UvN) também pode ser obtida através da fórmula indicada pelo A.E. para superfície horizontal: Ih=Isena e na superfície vertical quando 8 = 90°. IvN = A --c"---W I m 2** exp (B) sena (L27) *VejJ Bibhografia. que pode ser transformada em tabela. então: I8 = I. Exemplo 1. temos: I = 580 W1m2 . n = 2012°... Solução: Temos os seguintes ângulos: a= 35°. A superfície inclinada está voltada para o Sol.. ref. ref_ 2.R. Eq.S..947 I. ou seja. Essa equação transforma-se na anterior quando 8 = O..1 e Tabela 7..

.193 1.6 -20. os valores da Tabela 1.073 0. em minutos.A.11 foi obtida através de pesquisas indicadas na referência.2 -13.156 0. Tabela 1.164 1. 4 = minutos relativos a 1° de rotação da Terra.097 0.Ano-Base 1964* I.. fornece os dados para a determinação de TAS.6 -11.201 0.4 Declinação em Graus -20.INTRODUÇÃO 69 onde: A e B são dadas na Tabela 1.3 -1.144 0. Wlm 1 Equação do Tempo-min 16.339 1. apresenta uma fórmula mais elaborada que a anterior: TAS~ TSL + ET + 4 (MSL - LL) onde: TAS = tempo aparellte solar.8 1. ET = equação do teinpo.. • Dia de cada M2s.149 0. TSL = tempo standard local.H..45 20....142 .4 0.060 0.328 1. Eq.360 1..S. MSL = meridiano smndard local (Greenwich é zero grau).205 0. ou seja. 3..11 Intensidade de Radiarão Solar Extraterrestre em W/m 1 e Relativos ao 21.1 e Tahela 7.45 1.0 -11. foram extraidos os valores relativos a 24° de latitude norte e adaptados para o hemisfério sul na latitude aproximada do Rio de Janeiro e São Paulo.058 0.416 1. A Tabela 1.172 1..364 1.136 0..066 1. w• 32 51 66 89 200 25° 300 35" 40° so• 12 16 21 31 600 700 800 22 32 40 51 17 26 34 43 16 23 29 37 14 21 27 34 13 19 24 34 11 15 19 27 10 14 18 22 10 14 18 22 *Veja Biblio>. extraída da referida fonte e adaptada para o caso do Brasil.'Tafia.071 0.199 1.0 10.207 0.4 13.6 -12. Como não dispomos de tabelas equivalentes para o hemisfério sul.5 19.11 podem ser aumentados em 15%. A Tabela 1.121 0.160 0.2.092 0. rel.131 1.3 A W!m 1 1. 2.000 m.9 -7.196 0.8 0. rcf.l6..084 1.11.063 0. Tabela 7. 2.330 7. Para atmosfera muito clara e limpa.134 0.417 1. L500m .069 1.R.000 m .142 0. Para o cálculo do ângulo horário (h) o A.1 3.000m .10 Correrões Percentuais da Tabela 1. o mesmo "h" para o cálculo da altitude e do azimute.383 1.088 1.11. (6).2 -2. 1.408 1..386 1. Os valores de A eB variam durante o ano de acordo com as quantidades de poeira e vapor d'água contidas na atmosfera e pela vclriação da distância Sol-Terra..404 1.0 10.8 23.115 1. LL = longitude local em graus de arco.5 0.0 -23...180 0.5 15.057 JAN FEV MAR ABR MAl JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ •Veja Bibliografia. Tabela 1.212 B c (sem dimensão) 0.343 1.9 para Altitudes Locais Maiores que 300m* Altitude do Sol (ângulo a em graus) Altitude acima do Nível doMar 1.209 1.E.177 0..122 0.

07 + 0.23)]. (1. e Fg são fatores que variam com a natureza do solo: F 8 = 0. a= 51. sena= 0..6°. + pi (C + sena) F8 (1.5 tan 11.75.30. Para o azimute.2 h 2 min = 0.29) C= constante adimensional variando ao longo do ano (Tabela 1.28) Na Fig. = CIF.cos 22. o que representa 151 min antes do meio~dia.1 ou TAS= 0.cos L tan d sen 22.929. medido em relação ao sul.32: Achar a elevação solare o azimute para o Rio de JaneiTo.61 vemos os ângulos solares para superfícies horizontal e vertical. temos: sena= sendsenL + cosdcosLcosH.783.R.6 cos 22.~ 5. (1.928.5 Radiação solar total recebida na superffcie da Terra (IJ É a soma de três parcelas: -radiação solar d9'eta. sena= sen 11.5 cos 37. às 11 h 30 min do dia 21 de outubro.6 graus.31) .6 1. que é função do dia do ano.H.713 = 0.X 151 = 0. declinação -11. A intensidade da componente direta é o produto da irradiação normal direta I e o co-seno do ângulo de incidência ()entre o raio incidente e a normal à superfície: (1.S. A hora em graus antes do meio-dia será: H~ 360 . 1. longitude local é 30. -radiação solar rtffletida das superfícies vizinhas I .75 tan AZ ~ ---=~--~ ~ --::::-o----c~~"-"'-:cc-.30) (1. Esses ângulos dependem da latitude local L. -radiação celeste'difusa ld..cosõ) F.5 + cos 11.130 + 4(0 .A.. temos: sen H sen 37. A posição do Sol no céu em relação à Terra é perfeitamente definida pelo seu ângulo de altitude a e pelo azimute AZ. ou seja.5 cos 37.E.440 Aplicando a fórmula da elevação [Eq.6 X sen 22. Pela Tabela 1.5° W. Solução: O tempo local será 1.5) = 11 h 30 min . indica para as parcelas Id + I. p = coeficiente de reflexão dependente do tipo de superfície.19.75.75 graus. 2.=1-Fg.1 sen L cos H. latitude 22° 30 min (Sul).9).--:-:-:. F. 1.70 INT:'OO<O'OU':'ÇÃ":O'_~~~- Exemplo 1. a equação: Id onde: + I. *Veja Bibliografia.5 (1. O guia A.11 mais 1. ref.25 X 151 = 37. da declinação do Sol d.

(1. Solução: Pela Tabela 1.06 X 860 X 0.2 X 860 (0. temos: F. 1 para o asf~to escuro.33: Para o mês de fevereiro e uma elevação solar de soo. (1.5 e F. para uma região ao nível do mar e circundada por terrenos de grama.29) temos: I.5 ~ 96.5. Fig. temos C= 0. calcular a radiação difusa e refletida (ld + 1. 7 para a pedra branca ou concreto. + I. Pelas Eqs. ~ 0.5(1 . Az = azimute solar do Sol.060 (fevereiro).2 para grama ou terra. o= n ângulo da incidência com a normal à superffcia vertical. 1.30) e (1.31).cos 90) ~ 0. temos: I~ 860W/m' Pela Tabela 1. ~ 0. para a = soo e uma superfície normal ao Sol.0. = azimute solar da parede.61 Ângulos solares em relação a superfícies horizontal.11.: Essa parcela deve ser somada à intensidade de radiação direta para se ter I total. ~ I .8 Wim'. Aplicando a Eq. Obs. p = O. para qualquer supwfície externa (visível do alto) p = O.INTRODUÇÃO 71 Unha Sol--Terra v '~ N Superfície vertical Superffcle Inclinada w H Superfície horizontal L s a = elevação solar. p = 0.5 + 0. vertical e inclinada. Exemplo 1.060 + sen 50) X 0.9.) nor~ malmente incidente numa superfície vertical.5 ~ 0. .

~I
72
INTRODUÇA,oo______________________________________

i

Temperatura do
vidro suposta

unifonne = t,

I'

'

Calor absorvido e transmitido por

''

convecção ao recinto = {1,- t,)h.,

'

IS=

/~i

t,

I
I
Calor transmi~do

Calor absorvido pelo vidro = a:/8

ao recinto
-r/0 = -r/ COS I

I
Calor absorvido
e refletido por

convecção = (t,-t,) h,.,

,,

I

t, =

1 = temperatura externa; 0 temperatura do vidro; t, = temperatura do recinto; 15 =componente normal ao vidra; i= ângulo de incidência; h,= coeficiente do filme do ar exterior, h~ = coeficiente do filme do ar Interior.

Fig, 1.62 Transmissão de calor através de vidros.

1.19. 6 Transmissão da radiação solar através dos vidros
A energia radiante oriunda do Sol incidente em uma superfície transparente subdivide-se em três partes (veja Fig. 1.62): calor que é absorvido pelo vidro e refletido ao exterior por convecção de acordo com as temperaturas externas !0 e do vidro lv; calor que é absorvido pelo vidro, supondo sua temperatura tv uniforme; calor que é absorvido pelo vidro e transmitido ao interior por convecção, de acordo com as temperaturas do vidro tv e do interior t,. Na Tabela 1.12 temos os coeficientes para vidros comuns e vidros especiais com diversos componentes para melhores isolamentos. Pela Fig. 1.62, temos o seguinte balanço térmico:

a X 18 = (tv - t 0) h,0 + (tv - tr) h,; (1.32) ou seja, o calor que é absorvido pelo vidro é transmitido por convecção para o exterior e para o interior.
Os valores da condutância superficial (filmes do ar exterior e do ar interior) dependem da velocidade do vento e, para 2 m/s (máximo), podem ser considerados:

h."= 15 W/m 2 °C h,;= 10 W/m2 0 C. Na Tabela 1.13 temos os coeficientes de transmissão e absorção para os diferentes ângulos de incidência. Observe-se que quando o raio de incidência I é normal à superfície, o ângulo i = Oe os coeficientes são máximos.

INTRODUÇÃO

73

Tabela 1.12 Coeficientes de Transmissão TérTnica para Vidros e Similares Vidros e Similares Coeficiente de Absorção (a) Coeficiente de Reflexão Coeficiente de Transmissão (y)

4 mm de vidro claro 6 mm de vidro (placa) 6 mm de vidro (absorvedor de calor) 6 mm de vidro (laminado em prata) Veneziauas com defletores de 45° (placas)

0,08 0,14 0,40 0,45 0,37

0,08 0,08 0,06 0,41 0,51

0,84 0,80 0,54 0,14 0,12

Tabela 1.13 Coeficientes de Transmissão e Absorção através de Vidros* Angulo de Incidência (i)

O'
Trausmissividade Absorvidade
Nora:

2Q>
0,87 0,05

4o>
0,86 0,06

50"
0,84 0,06

6o>
0,79 0,06

70'
0,67 0,06

80"
0,42 0,06

90"

0,87 0,05

o

o

Pam nKliação imli{eta, na falla de oulra informação: Tmnsmissividade = ll,79 Absorvidade = 0,06. •Vej" Bibliografia, ref. 16.

Exemplo 1.34: O raio de Sol incidente faz um ângulo de 60° com a superfície de vidro e a intensidade é de 600 W 1m2 • A temperatura do exterior é de 32°C e do interior 22°. Calcular a temperatura do vidro t.,, se utilizannos janela com vidro de 4 mm de placa de vidro claro.
Solução: Aplica-se a Eq. (1.32) e os coeficientes da Tabela 1.12.
ot ~

0,08.

Substituindo os valores temos:
J{j

=I cosi= 600 X cos 60 = 300 W/m 2
~

300 X 0,08 24

(t, - 32) X 15

+ (t,

- 22) X 10

~

15 t,- 480 25 t,
~

+ 10 t,-

220

724 t., = 28,9°C. Se não houvesse absorção do vidro, a temperatura do vidro seria: 0 ~ (t,- 32) X 15 + (t,- 22) X 10 ou t,
O calor introduzido seria: (28 - 22) X 10 ou seja, 10% do calor incidente.
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
~

~

28°C

60 Wlm'

1. 2.

O vácuo medido no evaporador de um sistema de refrigeração é de 500 mm de mercúrio. Detenninar a pressão absoluta, em pascais, para a pressão atmosférica normal (760 mm de Hg). Expressar o resultado do Exercício 1, em atmosferas.

li
74
INTRODUÇÃO

3. Um bloco de alumínio de 200 g é retirado de um forno e colocado dentro de um recipiente de 1.000 g de chumbo contendo em seu interior 400 g de água na temperatura inicial de 20°C. A temperatura final do conjunto passa a ser 30°C. Qual a temperatura do fomo? 4.
cm de cortiça. A temperatura do ar exterior é de 34°C e no interior é de zsoc. Calcular o fluxo de calor por

A parede externa de uma sala é composta das seguintes placas: 15 cm de concreto, 10 cm de madeira e 20 m2 de superfície de parede em kcallh.

5.

Em um ambiente com ar condicionado desejamos que o fluxo máximo de calor seja de 10 kcal!h por m 2 , do

exterior a 34°C para o interior a 25°C. Se a parede for construída com espessura de concreto de 15 cm, revestida por 10 cm de madeira, que espessura deverá ter a camada interior de cortiça? 6. No Exemplo 1.6 vamos imaginar que as duas placas metálicas sejam de alumínio e de cobre, soldadas de acordo com a Fig. 1.12a, ou seja, em série. Supondo as placas quadradas de 20 cm de lado e a espessura de 5 cm, calcular o fluxo de calor em kcallh. 7. Se, no exemplo anterior, as placas estiverem soldadas em paralelo, de acordo com a Fig. 1.12h, qual será o fluxo de calor? 8. Uma máquina de Carnot recebe 1.000 kcal de calor de uma fonte à temperatura de 800°C e descarrega na fonte fria na temperatura de 100°C. Calcular: (a) a eficiência térmica~ (h) o trabalho fornecido; (c) o calor descarregado. 9. Se, no exemplo anterior, a fonte de calor fornecesse esse trabalho em 20 minutos, qual seria a potência em kW? 10. Num ciclo reverso de Carnot, a máquina recebe calor a ooc e descarrega a 45°C. A potência de entrada é de 5 kW. Calcular: (a) a eficiência térmica; (b) o efeito de. aquecimento; (c) o efeito re?Jgerante. 11. Dez quilogramas de ar à pressão de 20 kPa e à temperatura de 50°C são submetidos a uma série de processos desconhecidos até alcançar a temperatura de 200°C, à pressão constante. Determinar a variação de entropia. 12. Em um recinto com ar condicionado, temos a temperatura de bulbo seco de 26°C e a temperatura de bulbo úmido de l6°C. Pedem-se (uso da carta psicrométrica): (a) umidade relativa; (h) umidade específica; (c) entalpia; (d) volume específico; (e) grau de saturação. 13. Um ar na temperatura de 10°C e umidade relativa de 65% é aquecido por uma resistência elétrica até a temperatura de 40°C. Calcular, usando a carta psicrométrica, a umidade relativa no final do aquecimento. 14. Num ambiente com ar condicionado a temperatura do bulbo seco deve ser mantida a 25°C e a umidade relativa a 50%. Calcular a temperatura do BS em que o ar deixa as serpentinas do evaporador, supondo-o saturado e usando a carta psicrométrica. 15. Em uma instalação de ar condicionado, temos as seguintes condições: -internas: BS = 24°CeBU= 19°C; -externas: BS = 32°C e BU = 26°C.

I'

INTRODUÇÃO 75 ~----------------------__:_:c==-__:_::

A percentagem do ar exterior é de 10% do total. Calcular as temperaturas BS e BUda mistura.
16. Determinar a capacidade do equipamento de refrigeração em TR, supondo que o ar, ao transpor o evaporador, teve uma queda de entalpia de 32,5 kcal/kg e a vazão de ar é de 350m3/h.

17. Calcular a vazão necessária de ar em m 3/h para que o equipamento de refrigeração elimine a carga térmica de calor sensível de 150.000 kcal/h para um diferencial de temperatura no evaporador de 10°C. 18. Calcular a capacidade de um condensador de um equipamento de ar condicionado que recebe a água da torre em 29°C e descarrega em 34,5°C e a vazão de água é de 20 Vminuto. 19. A temperatura da água ao entrar em uma torre de resfriamento é de 38°C e ao sair 29°C. O ar entra na torre nas temperaturas BS = 35°C e BU = 25°C. Calcular o rendimento da torre. 20. Calcular a vazão de ar necessária, supondo-se que o ar deixa a torre na temperatura de 39°C, saturado, e a vazão de água é de 20 l/minuto. 21. Determinar a.altitude do Sol ao meio-dia, para uma localidade no Brasil, onde a latitude é de 15° Sul, no dia 21 de março: 22. Determinar a altitude do Sol, às 17 horas, no dia 21 de dezembro para um local cuja latitude é de 30° Sul. 23. Para um local cuja latitude é zero, calcular o azimute solar, às 15 horas, no dia 21 de janeiro. 24. Achar o tempo aparente solar (TAS) para um local às 8 horas, onde a longitude oeste é de 35° no dia 21 de maio. Achar também a hora em graus. 25. Um raio solar incide sobre uma janela de vidro com ângulo de 40°. Sua intensidade é de 800 W/m2 • Calcular a sua transmissão para o interior do recinto, usando os coeficientes da Tabela 1.13.

s seguintes dados são indispensáveis ao projeto de instalação de ar condicionado: plantas de arquitetura, cortes, vistas. número de ocupantes do recinto, posição do Sol em face do prédio, fim a que se destina a instalação (conforto, equipamento, industrial etc.), local para a casa de máquinas, tipo de insuflamento e retorno, fontes de calor no recinto, iluminação, regime de ocupação, prédios vizinhos, coordenadas geográficas do local, cores de paredes, telhados, janelas etc. Em seguida, deverão ser fixados: temperatura, umidade relativa, temperatura dos bulbos seco e úmido, ponto de orvalho para o ar exterior e interior.

O

2.1 Condições de Conforto
O ábaco de conforto para verão c inverno apresentado na Fig. 2.1 dá uma indicação das temperaturas e umidades relativas Para o projeto. Esse ábaco foi obtido após ensaios feitos com pessoas vestidas com roupa comum e submetidas a várias condições de temperatura, umidade relativa e movimento do ar, anotando-se as reações em face das diversas condiçües. Com o uso fixou-se a temperatura efetiva- um índice arbitrário que se aplica ao corpo humano e diz respeito ao grau de calor ou de frio experimentado em certas combinações das grandezas citadas. A temperatura efetiva é sempre menor do que a lida no termômetro de bulbo seco; somente na umidade de 100% (ar saturado) é que são iguais. Pelo ábaco do conforto, verifica-se que 98% das pessoas sentiram maior conforto no verão com a temperatura efetiva de 71 °F, e que 97% das pessoas no inverno sentiram maior conforto com 66°F, ambas com umidades relativas entre 70 e 30% e movimento de ar ou turbulência entre 15 e 25 pés por minuto (4,5 a 7,5 m/min). Em sistemas de ar condicionado para o conforto de pessoas, deve-se levar em conta o tempo de permanência no recinto. Assim, a Tabela 2.1 dá uma indicação para as temperaturas e umidades relativa.~ em função da permanência.
Tabelo 2 I
Permanêncid
-

Temperatura~

e Umidades Relativa.ç em Função da Permanência
Temperatura de Bulbo Seco °F 78 (25,SOC) 80 (26,6°C) 82 (27,rC) Umidade Relativa
%

Temperatura Efetíva oF 73 (22,7°C) 74 (23YCl 75 (23,8°C)

Mab Je 3 horas Entre 4.'1 mmutos e 3 horas Menos de 40 minutoó

55 50 45

O objetivo dessa temperatura é evitar o choque térmico que se verifica à entrada ou saída de um recinto com ar condicionado. As temperaturas dos bulbos seco e úmido das principais cidades brasileiras são dadas na Tabela 2.2. As condições de conforto para verão são dadas pela Tabela 2.4 (NBR-6401), para indivíduos em repouso ou em atividade moderada. As condições de conforto para inverno são dadas pela Tabela 2.5 (NBR-6401).

2.2 Requisitos Exigidos para o Conforto Ambiental
As diferenças de temperatura de bulbo seco simultâneas entre dois pontos quaisquer de um recinto e tomadas à altura de 1.5 m do piso (nível de respiração) não devem ser superiores a

zoe.

..

DADOS PARA

o PROJETO

77

I
I.
I!
li

' I
i: • I 1:
• !J

I

Temperatura do bulbo seco em graus Fahrenheit

'"

Zona de conforto médio no inverno Linha de conforto

ideal no Inverno Zona de conforto médio no verão Linha de conforto
ideal no verão

Fig. 2.1 Ábaco de conforto para verão e inverno.

0 37.4 37.0 26.0 27.8 4.0 26.9 37.0 33.5 25.7 36.9 35.0 3.7 24.0 26.5 27.9 33 27.5 34.0 37.0 24.3 39. Região Cfntro-Oeste Brasília (DF) Goiânia (GO) Cuiabá (MT) Campo Graqde (MS) Ponta-Porã (MS) 5.3 34.5 29.5 27. Região Nordeste João Pessoa (PB) São Luís (MA) Parnaíba (PD Teresina (PI) Fortaleza (CE) Natal (RN) Recife (PE) Petrolina (PE) Maceió (AL) Salvador {BA) Aracaju (SE) 34 35 35 28.4 32.0 37.0 28.2 4D.0 36.4 34.0 36.3 32.0 26.8 37.0 26.5 23. 23. Região Sul Curitiba (PR) Londrina (PR) Foz de Iguaçu (PR) Aorianópolis (SC) Joinville (SC) Blumenau {SC) Porto Alegre (RS) Santa Maria (RS) Rio Grande (RS) Pelotas (RS) Caxias do Sul (RS) Uruguaiana (RS) Fonu: TabolaF> clmmtolog!Cas da D~rctona 32 33 36 34 32 23.4 35.0 36.0 23.6 - 26.0 25.0 25.5 24.0 32 33 34 38 32 32 32 36 33 32 32 26.0 36.5 24.0 39.' 78 DADOS PARA O PROJETO Tabela 2 2 Condições Externas Recomendadtn para Verão ( 0 C) Cidades 1.8 30 3l 34 32 32 32 34 35 30 32 29 34 de Rotas Aéreas do MmlSténo da Aeronáullca.0 26.0 27.0 40. Região Sudeste Vitória (ES) Belo Horizonte (MG) Uberlândia (MO) Rio de Janeiro (RJ) São Paulo (SP) Santos (SP)· Campinas (SP) Pirassununga (SP) 33 32 33 35 31 33 33 33 28.0 33.7 32.0 34.0 28.6 38.5 33.0 25.0 26.0 25.0 - - .5 22. Região Norte TBS TBU Temperatura Máxima Macapá(AP) Manaus (AM) Santarém (PA) Belém (PA) 2.0 27.0 35.5 26.9 37.0 38.5 26.6 39.0 26.1 35~ 24.3 34.0 28.0 28.

.1-~~-.~~---..3 Condições Externas Recoméndadas para Inverno Cidades Aracaju (SE) Belém (PA) Belo Horizonte (MG) Blumenau (SC) Boa Vista (RR) Brasília (DF) Caxias do Sul (RS) Cuiabá(MT) Curitiba (PR) Aorianópolis (SC) Fortaleza (CE) Goiânia (GO) João Pessoa (PB) Joinville (SC) Macapá (AP) Maceió (AL) Manaus (AM) Natal (RN) Pe lotas (RS) Porto Alegre (RS) Porto Velho (RO) Recife (PE) Rio Branco (AC) Rio de Janeiro (RJ) Rio Grande (RS) Salvador (BA) Santa Maria (RS) São Luís (MA) São Paulo (SP) Teresina (PI) Uruguaiana (RS) Vitória (ES) DADOS PARA O PROJETO 79 TBSCC) Umidade Relativa(%) 78 20 20 lO lO 21 l3 l5 o 5 lO 2l 80 75 80 80 65 90 75 80 80 80 65 77 lO 20 lO 21 80 80 78 20 22 !9 5 8 l5 80 80 80 80 80 78 20 l5 80 78 16 7 20 3 20 90 80 80 80 70 lO 20 7 75 80 78 18 Tabela 2 4 Condições de Conforto para Verão Recomendável Finalidade Conforto MáJ..-.:ima TBS (°C) Local Residências Hotéis Escritórios Escolas Bancos Barbearias Cabeleireiros Lojas Magazines Supermercados Teatros Auditórios Templos Cinemas Bares Lanchonetes Restaurantes Bibliotecas Estúdios de TV TBS ( 0 C) UR(%) UR(%) 23 a25 40a60 26.-.....5 65 Lojas de curto tempo de ocupação 24a 26 40 a60 27 65 Ambientes com grandes cargas de calor latente e/ou sensível 24a26 40a65 27 65 .--- ----------Tabela 2.------------~- .

2. há dois trocadores de calor: evaporador e condensador. O ar introduzido no recinto deve ser totalmente filtrado e parcialmente renovado. Halls de elevadores - - Tabela 2. necessita de um meio ao qual .do ar nesse mesmo nível (1. obras raras Museus e galerias de arte 24a26 40 a65 27 65 21 a 23* 21 a 23* 40 a 50* 50 a 55* - 70 Ambientes de arte 28 Acesso •Çondiçõe' constantes para u ano inteiro. e o de expansão indireta.2 e 2. para instalações pequenas e médias. quando o condicionador recebe diretamente do recinto ou através de dutos a carga de ar frio ou quente. no condensador. manuscritos. quando o condicionador utiliza um meio intennediário (água ou salmoura) para retirar a carga térmica que é transmitida pelo ar frio ou quente. ao passar.- 2.4). o fluido refrigerante. de expansão indireta (Fig.6 (NBR-6401).5 e 15 m/s. 2.) Recomendável Finalidade Local TBS (°C) UR(%) Máxima TBS ( 0 C) UR(%) Locais de reuniões com movimento Boates Salões de baile Depósitos de livros.4 Tipos de Condensação Nos equipamentos de refrigeração.3 Sistemas de Ar Condicionado Basicamente existem dois sistemas de ar condicionado: de expansão ou evaporação direta (Figs. Cada um dos dois sistemas citados tem a sua aplicação específica: o de expansão direta. TBS =Temperatura de bulbo seco ("C)_ UR = Umidade relativa(%). para grandes instalações. 2.5 m do piso) devem estar compreendidas entre 1. Como vimos no capítulo sobre refrigeração mecânica.3). Os níveis de ruÍdo não devem ser superiores aos dados na Tabela 2. no ciclo de refrigeração.4 Condições de Conforto para Verão (Cont.80 DADOS PARA O PROJETO Tabela 2. do estado de gás em alta pressão a líquido em alta pressão. em função da finalidade da instalação.5 Condições de Conforto para Inverno TBS ("C) UR(%) 20-22 35-65 As velocidades.

hancos Banheiros e toaletes 35-45 40-50 45-55 30-40 35-45 40-50 Restaurantes Restaurantes.!Ii DAOOS PARA O PROJEI'O 81 Tabela 2. boates Lanchonetes 40-50 40-55 35-45 40-50 Lojas comerciais Uljas de muito público Uljas de pouco público Supermercados 45-55 40-50 45-55 40-50 35-45 40-50 Ginásios esportivos cobertos Ginásios Piscinas 40-50 45-60 35-45 40-55 . museus Correios. anfiteatros Salas de leitura 20-30 30-35 35-45 40-50 15-25 25-30 30-40 35-45 Igrejas e escolas Templos BiblioteCas Salas de· aula Laboratórios Corredores c salas de recreação Cozinhas 25-35 35-45 35-45 40-50 45-55 45-55 20-30 30-40 30-40 35-45 40-50 40-50 Edij(cios públicos Bibliotecas.6 Níveis de Ruú/o de ulna Instalação Finalidade do Local dBa NC Residências Casas particulares (zonas rural e suburbana) Casas particulares (zona urbana) Apartamentos 25-30 30-40 35-45 20-30 25-35 30-40 Hotéis Quartos individuais Salões de baile ou banquetes 35-45 35-45 Corredores Garagens Cozinhas e lavanderias 40-50 45-55 45-55 30-40 30-40 35-45 40-50 40-50 Escritórios Diretoria Sala de reuhiões Gerência Sala de recepção Escritórios em geral Corredores Sala de computadores 25-35 30-40 35-45 35-50 40-50 40-55 45-65 20-30 25-35 30-40 30-45 35-45 35-50 40-60 Auditórios e salas de música Estúdios para gravação de som e salas para concertos musicais Teatros Cinemas.itórios. aud.

por meio de um filtro eletrônico. L .3 Sistema de ar condicionado de expansão direta (condensaçõo a água). . 2. 2. despreza ruídos de baixa freqUência que. Ventilador Vótwla ~e expansão ------!':!!!!"'"- Pllraa torre de '""'""'"•nto Fig. quando U'açamos o gráfico dos níveis medidos em bandas de oitava de freqUência.O nível de rufdo deve ser medido em 5 pontos do ambiente a 1.2 m do piso.) Finalidade do Local Transportes dBa NC Local de venda de passagens Salas de espera Áreas de produção 35-45 40-55 30-40 35-50 Exposto durante 8 h/dia Exposto durante 3 h/dia dBa < 90 <97 É o nível de ruído lido na escala A de um medidor de nível de som que.82 DADOS PARA O PROJETO ------·---- Tabela 2. nõo são perceptíveis pelo ouvido humano. fig.6 Níveis de Ruído de uma Ínstalaçiio (Cont.2 Sistema de ar condicionado de expansão direta (condensação a ar). devido à baixa sensibilidade nessa faixa.É o valor obtido nas curvas de NC. NC .

_ ·····-""' ----- . Ventilador Fan-coi/ Ac exterior ~réon 12 ou 22 Válv.. .... 2..4 Sistema de ar condicionado de expansão indireta (água gelada com condensação a ar).... o ~ I e! ~ .. ''"''""'-"" ""'' I r----------........ ..f-"'! ' ~--- .. de expansão tennostállca tx1 ~8-~~b-~-~~ L--~--1 • ~ - I Tubulação de água gelada Depósito de água gelada ou salmoura ~ Fig... .~.

......................2)... Lojas~ pavimentos superiores ... Nesse caso. instalações centrais com condensação a ar (Fig.... pode-se considerar a seguinte taxa de ocupação para os prédios públicos ou comerciais e residenciais. . utilizando uma torre de arrefecimento...... ... 2.................. normalmente com condensação a ar.... .....instalações centrais com condensação a água em circuito aberto ou fechado (Fig.. .. após examinar o binômio custo/benefício. nesse caso também a temperatura de bulbo úmido do ar exterior deve ser inferior à estabelecida para o fluido frigorígeno........ Restaurantes ............ instalações centrais com condensação a vapor d'água (Fig....50 m2 de área Uma pessoa por 1.....3)........7 Sugestões para a Escolha do Sistema de AC mais Indicado O primeiro passo para a definição do sistema deve partir do cliente..7 E1>timativa do Número de Pes~>oas por Recinto Local Taxa de Ocupação Bancos ............. pode definir o sistema mais indicado e tecnicamente possíveL O projetista faz um esboço da instalação (unifilar) com préorçamento. Teatros.. pela sua experiência...........5 m2 de área Uma pessoa por 5 m1 de área Uma pessoa por 5............ a água.............................5 Tipos de Instalação Conforme as dimensões da carga ténnica do recinto a condicionar...... Lojas~ pavimentos térreos ...... Salas de operação (hospitais) ......... Escritórios ..........aparelhos indivj.... que pode ser sem retorno....50 m' de área Uma pessoa por 5... a água ou a evaporação da água. em face do que pode gastar........ . ou em circuito fechado....... Em seguida.......... evaporativa............... Residências .. . Uma pessoa por 5 m' de área Uma pessoa por 6 m2 de área Uma pessoa por 2. 2. 2. Assim.. entra o projetista que....... 1.........46)......... a temperatura do bulbo úmido do ar exterior deve ser inferior à temperatura da água de circulação......... instalações centrais com circulação de água gelada nas serpentinas (jan-coils) (veja Seção 8............... ................. Tabela 2................. Salas de hotéis . usando água corrente.70 m2 de área Duas pessoas por quarto social e uma pessoa por quarto de serviço 2............. 2...... ..6 Estimativa do Número de Pessoas por Recinto Na falta de outra"indicação.40 m2 de área Oito pessoas Uma pessoa para cada 0..4). nesse caso a temperatura admitida para fluido deve ser superior à do bulbo seco do ar exterior considerado nos cálculos..duais........ . Museus e bibliotecas .... Esse meio poderá ser o ar.. .. podemos ter as seguintes instalações: ............... ou seja.... cinemas....... temos três tipos de condensação: a ar. - . .........84 DADOS PARA O PROJETO transmita o calor recebido no evaporador................... em circulação natural ou forçada... para que haja transferência de calor da água para o ar exterior. auditórios ....

' 2 Metros 20a40cm fig. 2. esse gelo pode ser usado durante o dia no sistema de água gelada (sistema de tennoacumulação). sem precisar utilizar as janelas.5 Sugestão em corte para o local de Instalação de uma ou mais unidades condensadoms a ar. só haverá um ventilador e o evaporador. o que implica a instalação de torres de arrefecimento.. 2. ~--_~Abertura de \ --- ' escape Aba de retenção para evitar a recirculação do ar I \ ' :::::: -- Veneziana ou elemento vazado ::::•---. deve ser estudada a possibilidade de produzir gelo durante a noite..' ' ' . Este sistema apresenta as seguintes vantagens: pode ser instalado em tetas. que fornece calor sensível e latente liberado pelas pessoas em kcal/h. É necessária a instalação de exaustores.. pois não faz a renovação de ar. Para instalação até 14 TR.. máquinas com condensadores a ar podem ser usadas.7). de área inferior a 70m2 (escritórios e residências). 2. como nos shoppings. de acordo com a norma NBR-6401 (Tabela 12).. Isso permite a aplicação de controles eletrônicos rnicroprÓcessados que podem dosar a quantidade de refrigerante para cada ambiente. a condensação a água deve ser usada. ' " .. paredes no interior. ficando as partes barulhentas (compressor e condensador) em áreas de serviço ou no telhado (veja Figs...7). Se for maior. ~' . um condensador para atender a vários locais com volume de refrigerante variável (VRV). ou seja.5 e 2. Todavia em locais de grande público. que já utilizam água gelada para os processos. por exemplo. com bombas e tubulações hidráulicas que oneram a instalação em aproximadamente 30% (veja Fig.----- DADOs PARA o PROJEI'O 85 -----~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ São as seguintes opções: SPLIT-SYSTEMS • Para instalações de pequeno porte. pode-se pensar no sistema Multi Split. . Em instalações industriais. A temperatura mínima deve ser em torno de 4°C para a água circular sem perigo de congelamento. são mais indicados SplitSystems ou aparelhos de janela (expansão direta). igrejas. quando a tarifa de energia elétrica é menor.6). 2. I I . na parte intema.. com isso consegue-se um nível de ruído muito baixo. os sistemas self-containers são mais indicados (expansão direta ou indireta) ou de água gelada (veja Fig. ele não é indicado. SELFS E ÁGUA GELADA • Para locais de áreas superiores a 400 m2 . templos. É necessário ter água em abundância e de boa qualidade. Em locais em que existem várias salas. bancos e indústrias.

supermercados ou áreas de grande público) pode ser indicado o sistema de ccgeração. que tem como principal vantagem uma grande economia de energia elétrica. (c) ventilador e evaporador.86 DADOS PARA O PROJETO ~"----"' :_ __ Fig.) CO-GERAÇÃO • Para grandes áre. que utiliza o gás natural. um dos grandes problemas atuais da humanidade. como restaurantes. houve mudança de calor sensível para calor latente (veja Seções 8.7 e 8. Em locais onde a umidade não precisa ser controlada. pode ser indicado o sistema evaporativo.A.6 Sistema Split: (o) comando remoto. baixando a temperatura do BS do ar. o que permite fumar.8). aeroportos. Este sistema se baseia em uma propriedade que a natureza oferece: a transformação do calor sensível em calor latente. Este sistema pode trazer economia de energia elétrica. (Por cortesia de Indústrias Hitachi S. (b) oompressor e çondensador.facilidade de manutenção. Este sistema apresenta as seguintes vantagens: . usando compressores tipo parafuso.. indústrias de confecções. ou seja. academias de ginástica. Quando a temperatura da água é mais baixa do que a temperatura do BU do ar ela se evapora. porém possui os seguintes inconvenientes: . com resultados satisfatórios em relação à economia de energiaelétrica e à ecologia (o gás natural não· é poluidor). Existem instalações utilizando o gás natural com o sistema de absorção.economia de energia elétrica. SISTEMAS EVAPORATIVO$ • Para locais com grande número de pessoas. 2. quando posto em cantata ar e água pulverizada ou espargida por lâminas de celulose corrugadas e tratadas quimicamente de modo a evitar a decomposição pelo ar e pela água. supermercados etc.as (shoppings. o seu uso é recomendado. . não tem retorno do ar. casas de espetáculos.

.7 Esquema hidráulico de wn sistema de expansão indireto de água gelada.DADOS PARA O PROJETO 87 'I T01 de arrefecimento !! ]I li I& 1\ 1\1\ 1\ Entrada // Caixa de de água- ~ ~drão ' I.- 1 __.. não pode ser usado em locais em que a umidade relativa é muito alta..~. 2. é ideal para conforto ambiental só ocupado por pessoas. só deve ser usado em localidades de umidade relativa média e baixa e onde não há controle rigoroso da temperatura e da umidade...Válvula de " ' ' ' ' " i ! _j t {6\_ t ''"''"'® I . t I :+ ' t~ I l r. " ' i. ."'-·V.ihl•il<d•""'"i dapres~o Fig. a sua eficiência depende das condições de tempo locais (chuva e dias úmidos).J L____l...<["i':±H'f. ~~ Alimentador princlpa de água gelada T (BAG) f': ~ Depósito de água gelada c Bomba de água de condensação (BAC} ... - -----~-- ..

1240 kcal/h · m · °C Quando o material não é homogêneo. por exemplo. para materiais homogêneos.C arga térmica é a quantidade de calor sensível e latente. a ~arga térmica. D diferença de temperatura entre as superfícies em oc. -' = espessura do material em m. D diferença de temperatura entre as duas superfícies separadas pela espessura x em I BTU/h · ft por op = 4. área em m\ c = condutância em kcal/h . l . 3. m 2 • oc. K condutividade térmica do material por unidade de comprimento e unidade de área em kcal · mlh · m 2 • oc. a equação toma a seguinte forma: onde: Q A fluxo de calor em kcal/h. infiltração: ventilação.* que deve ser retirada ou colocada no recinto a fim de proporcionar as condições de conforto desejadas. paredes planas e paralelas: onde: Q taxa de fluxo de calor transmitida em kcal/h. A área da superfície normal ao tluxo em m 2 . Essa carga térmica pode ser introduzida no recinto a condicionar por: condução: insola~·ão: dutos. como. equipamentos. *Pelas unidades SI. que é potência. uma parede construída com tijolos.1 Carga de Condução. oc 0. pessoas. massa e isolamento.Calor Sensível A expressão geral da transmissão de calor por condução e por hora pode ser expressa. seria em waus ou kW. ou kcal/h. geralmente expressa em BTU/h.883 kcal/h · m 1 BTU · inlh · ft 2 • op = 2 2 • oc. porém preferimos manter a kcallh por razões de fabticação dos equipamentos.

CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA

89

A transferência de calor do ar a uma superfície, ou vi ce-versa, se processa por meio da condutância da superfície de contato ou filme. A condutância superficial é a quantidade de calor transferido, em kcallh, do ar para a superfície, ou viceversa, por metro quadrado e por oc de diferença de temperatura. Se o fluxo for uniforme, esta transferência pode ser expressa pela fórmula:
Q~AhD

onde: Q fluxo de calor em kcal/h; A = área em m2 ; h condutância superficial em kcal/h · m 2 • oc; D = diferença de temperatura entre a superfície e o ar em contato em oc. Os valores de h dependem da cor e rugosidade da superfície, bem como da velocidade do vento. Os valores médios para h são: ar parado= 1,46 a 1,63 BTU/h ft 2 • op = 7,13 a 7,96 kcallh · m 2 • oc; ar a 12 km/h ~ 4,0 BTU/h ft2 • op = 19,5 kcallh · m 2 • oc; ar a 24 km/h = 6,0 BTU/h ft2 • op = 29,3 kcallh · m 2 • °C. Nos cálculos da carga térmica do ar condicionado, usa-se um coeficiente U, mais fácil de ser obtido, medindo-se a temperatura do ar em ambos os lados da superfície. Esse coeficiente é chamado coeficiente global de transmissão de calor e é definido como o fluxo de calor por hora através de um m 2 de superfície, quando a diferença entre as temperaturas do ar nos dois lados da parede ou teto é de um grau centígrado.
Q~AUD

onde: Q = fluxo de calOr em kcal/h; A = área em m2; v coeficiente global de transmissão de calor em kcallh . m2 • °C; D diferença de< temperatura em oc. Quando se usam vários materiais nas paredes que separam os ambientes, para cálculos mais precisos utilizam-se as reSistências que cada material opõe ao fluxo. Essas resistências são os inversos das condutividades e condutâncias e são somadas do mesmo modo que resistências em série de um circuito elétrico. Exemplo 3.1: Queremos saber qual o coeficiente global de transmissão de calor para uma parede composta das seguintes camadas:

3

2

---M

----~

.

~

1 - Embaço da 2 cm 2- Tijolo comum de uma vez- 20 cm 3- Madeira de lei- 2,54 cm Velocidade do ar exterior: 24 km/h.

Fig. 3.1 Dados do Exemplo 3.1.

'
90
CALcULO DA CARGA TIRMICA

Tabela 3.1 Coeficiente de Transmissão de Calor dos Materiais de Construção Condutividade K Material Condutdncia C

BTU · inlh jP · "F
L Acabamentos: - cimento asbestos gesso 1/2" - lambris - lambris de 3/4" fibra de madeira emboço ou reboco (2 cm) 2. Alvenaria: lã mineral (vidro ou rocha) - verniculite - concreto simples massa de cimento com agregados - concreto com areia e pedra estuque - tijolo comum (meia-vez) - tijolo comum (uma vez) tijolo de concreto furado de lO cm - tijolo de concreto furado de 20 cm ladrilho ou cerâmica - alvenaria de pedra 3. Isolamentos: - fibras de lãs minerais (vidro ou rocha) vidro celular cortiça fibra de vidro - isoflex (Santa· Marina) 4. Arganuusas: - nata de cimen~ com areia - nata de gesso ·com areia - agregado co~ verniculite 5. Cobenura: - placa de agregado de asfalto - teto com 1O ctn 6. Madeiras: - de lei (cedro, canela etc.) pinho
Ref: Trane Air Cornlitioning.

kcal/h · m · °C
0,496

BTU/h . Jt1· °F

kcallh · m 2 • QC

4,0

2,25

10,99 5,22

0,80
1,4D

0,09

1,07

0,173
0,49

2,39

0,27
0,46 5,0 1,7 12,0 5,0 5,0 9,0 1,4 0,9 0,9 12,50 0,27

0,03 0,05

0,62
0,21 1,48 0,62 0,62

1,11
0,17

0,11
0,11 1,55 0,03 0,03 0,04 0,03 0,03 0,039

-

fibra de madeira

0,25
0,39 0,27 0,25

5,0 5,6 1,7

0,62 0,69 0,21 0,80 0,37 0,13 0,09

6,50 3,00 1,10 0,80

Solução: Pela Tabela 3.1, temos as seguintes resistências:
filme do ar exterior· - = - = O 17 · . h 6 ' '
1 1

1 - camada 1: C=

1 = 2,04; 049 ' 1 8 - camada 2: K = 90 = 0,88; ' 1 1 - camada 3: K = ,1 = 0,90; 1 0

CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA

91

j,
filme do ar interior:

h= 146 ,

l

l

= 0,68;

resistência total: R = 4,67. O coeficiente global de transmissão de calor será:
U
~ -~- ~

l R

1 4,fi7

021 BTU/h, fi', op '

Observe que, se o diferencial de temperatura for diferente de 9,4°C, soma-se à tabela o que exceder deste valor.
Exemplo: Se a temperatura exterior for 35°C, e a interior, 25°C, soma-se 0,60°C aos valores dados da tabela.

Exemplo 3.2: Mesmos dados do Exemplo 3.1, porém usando unidades SI, temos:
filme do ar e~terior:
l - camada 1: C= l

h= 29,3
= 0,418;

1

1

= 0,034;

2,39

- camada2: - camada 3:

-~

l

K
C~,

lX0,2 1,ll

~

0,18;

1

1 X 0,0254 = 0,195; 0,12

filme do ar interior:

h= ?,lJ
1

I

I

= 0,14;

resistência total: R = 0,967;
coeficiente glo:bal: U = R =

1
0 967 ,

1,03 kcal/h · m2 • °C.

Tabela 3.2 Diferencial de Temperatura Usado nos Projetos- DT- Baseado na Diferença de 9,4°C entre a Temperatura Externa e o Recinto Condicionado

1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15.

Paredes exteriores Vidros nas paredes exteriores Vidros nas divisórias Vitrinas de lojas com grande carga de luz Divisórias Divisórias junto de cozinha, lavanderias ou aquecedores Pisos sobre recintos não-condicionados Pisos do térreo Pisos sobre porão Pisos sobre porão com cozinha, lavanderias ou aquecedores Pisos sobre espaços ventilados Pisos sobre espaços não-ventilados Tetos sobre espaços não-condicionados Tetos sobre espaços com cozinhas, lavanderias e aquecedores Tetos sob telhados com ou sem sótão

9,4 9,4 5,5 16,6 5,5

13,8
5,5

o
19,4 9,4

o

o

5,5

11,1 9,4

92

CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA ==~:=_

____________________________________

Exemplo 3.3: Vamos considerar uma parede exterior de tijolo maciço de 20 X 1O X 6 cm de meia-vez (14 cm de espessura) com emboço de 2 cm nos dois lados.

- 1ilme do ar exterior:

' 1 1 2 emboços de 2 cm: C= = 0,418; 2 39 ' 1 0,1 - tijolo de lO cm: K = , = 0,161; 0 62
iilme do ar interior:

h = 29 3 = 0,034;

1

1

h=

1

1 = 0,125; , 7 96

resistência totat R= 0,034

+ 0,418 + 0,161 + 0,125

= 0,738

1 1 - coeficiente global: U = R- , = 1,35 kcaVh · m2 0 738

oc. (Valor inferior ao da Tabela 3.3.)

Tabelo. 3.3 Coeficientes Globais de Transmissão de Calor U em kcaUh · m 2 • °C para Janelas e Paredes Elementos
a) Janelas

U em kcallh · m' ·

oc

b)

c)

d)

e)

- Janelas de vidros comuns (simples) - Janelas de vidros,·duplos - Janelas de vidros triplos Paredes externas ' - Tijolos maciços (20 X 10 X 6 cm): meia-vez (14 cm) = 10 tijolos+ 2 revestimentos uma vez (24 cm)·= 20 tijolos + 2 revestimentos - Tijolos furados (20 X 20 x 10 ou 30 x 30 X 10 cm): meia-vez (14 cm)'= 10 tijolos+ 2 revestimentos uma vez (24 cm).= 20 tijolos + 2 revestimentos Paredes internas - Tijolos maciços (20 X 10 X 6 cm): meia-vez ( 14 cm) = 10 tijolos + 2 revestimentos meia-vez (lO cm) = 6 tijolos+ 2 revestimentos uma vez (24 cm) = 20 tijolos + 2 revestimentos - Tijolos furados (20 X 20 X lO ou 20 X 10 X 6 cm): meia-vez (lO cm)= 6 tijolos+ 2 revestimentos meia-ve:r. ( 14 cm) = 10 tijolos + 2 revestimentos uma vez (24 cm) = 20 tijolos + 2 revestimentos Concreto externo ou pedra 15 cm 25cm 35cm 50 cm Concreto interno LO cm 15 cm 20cm

5,18
3,13 1,66

2,88

1,95
2,59 1,90

2,29 2,68 1,66 2,54 2,10 1,61

3,81
3,03 2,54 2,00 3,17 2,83 2,59

Observaçfio: Estes ooeficientes são usados para cálcnlos sem grandes precisões.

,.

______ ..._
,

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....

-------------""'1-

L

~ ~- ~--~~~----------~---=:::==~=::____-=

CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA

93

3.2 Carga Devida à Insolação - Calor Sensível
A mais poderosa energia que a superfície da Terra recebe do universo é a energia solar, que já está sendo aproveitada pelo homem como fonte térmica. Essa energia é, quase sempre, a responsável pela maior parcela da carga térmica nos cálculos do ar condicionado, em geral como radiação e convecção. Por absorção, a energia de radiação solar pode ser introduzida nos recintos tanto em maior quantidade quanto menos brilhante for a superfície refletora. Assim, temos a seguinte tabela, que dá uma idéia do percentual de energia radiante em função da cor:

Tabela 3.4 Percentual de Energia Radiante em Função da Cor Calor Refletido
Alumínio polido Vermelho-claro
72%

Calor Absorvido

28%
63%

37%
6%

i'<oto

94%

É evidente que este percentual é também uma função da rugosidade da superfície. Assim, a temperatura dos tetas e paredes depende dos seguintes fatores: coordenadas geográficas do local (latitude); inclinação dos raios do Sol (depende da época do ano e da hora consideradas); tipo da construção; cor e rugosidade da superfície; refletância da superfície. Para a estimatiV'a de carga térmica, será importante saber o horário de utilização da dependência e fazer o cálculo para a incidência máxima do Sol. No Hemisfério Sul, corno se pode ver pela Tabela 3.5, nos meses de verão, a parede que recebe maior insolação é a voltada para oeste e entre 16 e 17 h, para as clarabóias (teta de vidro), ao meio-di~:~-. Embora se conheça com certa precisão a quantidade de calor por radiação e convecção oriundos do Sol, a parcela que penetra nos recintos não é bem conhecida, e todas as tabelas existentes dão uma estimativa satisfatória para os cálculos na prática do ar condicionado.

3.2.1 Transmissão de calor do Sol através de superficies transparentes (vidro)
A energia radiante oriunda do Sol incidente em uma superfície transparente subdivide-se em três partes: uma que é refletida (q 1); uma que é absorvida pelo vidro (q2); uma que atravessa o vidro (q 3 ).

Fig. 3.2 Transmissão do calor solar otravés de vidro.

·~=.

i;..__

r-

...
~

Tabela 3.5 Coeficientes de Transmissão do Calor Solar Através de Vidros (Fator Solar)
22" 54' Latitude Sul

kcallh · m 2 (Fator Solar) de Areas de Vidro

Verão Hora Local Dia do Ano Face do Prédio

6

7

8

9

!O

--

11

12

13

14

15

l6

l7

18

Valores Máximos em Cada Orientação entre Setembro e Março kcal/h · m'

~
~

n

I

Wlm 2
113,5 488,8 551,8 358,6 56,7 352,2 5l0,8 488,8 857,8 75,6

s
:E ~

"' "' " ::::
~

o

SE E
NE

N NO

87 260 263 95 ll
ll ll ll 4l

o so s
SE E

CLARABÓIA

98 421 440 193 27 27 27 27 176 65 383 442 214 24 24 24 24 171
24

6& 388 475 222 33 33 33 33 361
49
372

54 290 426 214
38 38 38

38 515 41 279 431 250 38 35 35 35 515 35 214 440 334 52 35 35 35 472 35 136 426 418 128 35 35 35 410

49 190 277 157 41 38 38 38 629 41 160 296 193 46 38 38 38 624 38 103 285 304 84 38
38

43 73 122 84 49 38 38 38 6&4 38 65 130 109 54 38 38 38 692 38 43 138 187 106 41 38 38 662 38 38 133 274 220 52 38 38 605

41 41 38 43 49 43 38
4l

738
38

43 38 38 38 49 84 122 73 412 38
38

49 38 38 38 41 157 277 190 629 41 38 38 38 46 193 296 160 624
38

54 38 38 38 38 214 426 290 515 41 35 35 35 38 250 431 279 515 35 35 35 35 52 334 440 214 472 35 35 35 35 128
418

65 38 38 38 38 217 434 364 429 43 35 35 35 35 247 440 334 407 35 35 35 35 38 331 448 269
372

98 27 27 27 27 193 440 421 176
65
24

87
ll

11 ll ll 95 263 260 41 60
ll

98 420 474 222 49 217
440

li
~

"' •• o
•>

420 740

11 -~z

NE

60 228 244 100
ll ll

N NO

NN

o so
s
SE E

11
ll

CLARABÓIA

30 16 141 168 92 5 5 5 5 16

480 260 33 33 33 33 347 30 307 488 342 33 30 30 30 320 30 255 458 385 57 30 30 30 247

38 38 49 57 38 38 38 733 38
38

38 38 54 109 130 65 692
38 38 38
4l

24
24

24 214 442 383
l7l

ll 11 ll 100 244 228 30
l6

65 384 480 245 57 250 443 384 734
38

444,6
558,2 302,7 66,2 290,1 514,0

444,6
851,4

~~
OM

~~
NN

NE

N NO

o so s
SE E

CLARABÓIA

342 415 269 22 22 22 22 138 16 225 366 285 24 16 16
l6

38 79 ll4 79
38 38

38 597
38

692 38 38
38

106 187 152 43 662 38 38 38 52 220 274 133 38 605

38 38 38 84 304 285 103 597 38 38 38 38 179 369 309 49 543

24 22 22 22 22 269 415 342 138
l6 l6 l6

44,1
397,3 567,6 397,3 132,4 387,9 520,3 397,3 804,1

5 5 5 5 92 168 168
l6

342 489 343 ll4 334 448 342 691 38 255 458 418 229 418 439 225 636

'

o"'

"'"'
:o:~

~~
~~

"

o

NE

N NO

o so

., ,,

CLARABÓIA

o o o o o o o o o

49 309 369 179 38 38
38

79

543

147 228 147 38 38 635

426 136 410

35 35 35 35 73 388 440 201 309

16 24 285 366 225 79

o o o o o o o
o o

44,1
296,4 532,9 485,6 264,9 485,6 510,8 261,7 737.9

----~--

----- ·----. ----..

: "'" ~~ SE E NE N NO s o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o li 106 250 231 54 11 11 11 24 128 4D4 33 65 388 415 152 24 24 o so SE E CLARABÓIA 46 5 57 24 163 19 68 336 385 187 19 19 19 100 14 38 467 238 33 33 33 30 33 350 469 298 30 30 30 236 30 30 326 467 326 30 30 30 203 320. 27 27 27 27 184 429 399 95 li li li li 320 30 30 30 30 298 469 350 33 236 30 30 30 30 326 467 326 30 203 217 54 231 250 106 30 5 5 5 5 s 00 -~ NN ~~ NE N NO o so SE E CLARABÓIA 122 128 46 5 5 5 8 3 14 57 35 35 250 461 374 52 11 11 402 412 152 35 35 35 35 277 429 277 24 24 24 24 412 402 III 355 33 33 239 467 393 68 33 33 320 35 434 35 35 95 35 35 456 35 35 35 434 35 35 35 182 437 399 95 35 396 374 461 250 35 355 33 33 33 68 393 467 239 33 320 231 407 334 43 155 46 128 122 41 8 3 3 3 3 24 s 19 19 19 19 I N NE 60 24 N NO o so 3 3 3 5 CLARABÓIA 296 331 195 14 14 14 73 399 437 1&2 35 35 396 35 317 448 317 35 35 421 233 383 296 33 130 60 57 14 5 o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o ~ ~ r :li ~ . 44~ 35 35 279 440 293 41 35 35 38 38 130 364 342 98 38 38 521 35 35 III 38 38 38 233 353 233 38 38 548 38 38 38 98 342 364 130 38 35 521 35 35 35 !52 35 35 41 293 440 279 35 445 35 35 35 52 33 33 33 33 239 467 388 65 <.:.•-'·"-~ o din "o .. ..~. --u·~~·~ ..5.

. A = área em m 2 . pelos seguintes coeficientes de redução: .toldos ou persianas externas: 0.0. caso seja protegida por toldos ou persianas.8 kcallh ou ~ q 0.66. de origem americana.t. t.00 X 2..162. =temperatura do interior em oc. ou 520. Observe-se: para maiores detalhes ou cálculos mais precisos. U = coeficiente global de transmissão de calor em kcallh · m 2 • oc. ou W/m2..25 . temos os valores do fator solar obtido por ensaios para esta parcela em kcal/h por m2 de área de vidro. para esquadrias metálicas multiplicar por 1. hora: 16 h.162.0. cortinas internas brancas (opacas): 0. com os seguintes dados: dimensões: 4. Esta tabela é para janelas com esquadrias de madeira.0. .5.. deve-se multiplicar os valores obtidos.- Q = ql + Qz + Q3 A parcela q 3 que penetra no recinlo é a que vai nos interessar nos cálculos da carga térmica. . Solução: Pela Tabela 3.00 m.2 X 4.2..4 832. segundo a fórmula: Q ~A X U [(t..· · ..· .. = temperatura do exterior em °C.19. janela voltada para oeste..3 W/m2 Então.. lajes e telhados transmitem a energia solar para o interior dos recintos por condução e convecção.20. Na Tabela 3..0 X 448 = 3. poderemos considerar a seguinte carga térmica devida ao Sol: q ~ 0. através da janela penetram: q = 8. o calor total transmitido será: U = 448 kcal/h por m 2.r 96 CÁLCULO DA CARGA TIRNIICA ----.. tlt =acréscimo ao diferencial de temperatura dado pela Tabela 3. são indicadas as tabelas da Seção 1.persianas internas e reflexoras: 0. Exemplo 3.4 W Se imaginarmos ·a janela protegida por um toldo externo.2 Transmissão de calor do Sol através de superfícies opacas As paredes. . data: 20 de fevereiro.15..4: Queremos saber a quantidade de calor solar transmitido através de uma janela de vidro sem proteção.15 .61.3 ~ 4.· · .) + l>t] onde: Q =watts.6.2 x 3. local: Rio de Janeiro..584 kcallh ou q ~ 8 X 520.4 W 3. I J.50 .5. . supondo-se a janela sem proteção.584 ~ ~ 716. t.

3 "F "C CorMédia oc Cor Clara "F "C o o 30 20 10 16.12 ·fr' · "F kcaVh · m 2 • °C 5. A parede está voltada para oeste e tem cor clara.73 0.0 16. (=32°C. e esta quantidade de ar depende da carga térmica. .25) Q~A + 5.03 [(32. assim que se chegar à quantidade de ar a ser insuflado no recinto.Calor Sensível Como sabemos. Q ~ 10 X 3 X I . Normalmente.1 5. = 25°C. não há necessidade de se recalcular a carga térmica. . 2 .Mem "F e em Cor Escura Superfície "F Telhado Parede E ou O Parede N ParedeS 45 30 15 "C 25. Solução: X V X [(1.15 0.86 1.22 0.projetista do ar condicionado se vê às voltas com um aparente impasse: como determinar a carga térmica devida aos dutos se estes ainda não foram calculados? Para calcular os dutos. fazer uma verificação para constatar se a estimativa da carga térmica devida aos dutos foi adequada..se calculado o sistema de dutos.. O caminho mais prático para resolver o impasse é estimar o traçado e as dimensões dos dutos.3 Carga Devida aos Dutos . ou seja.03 kcal/h · m 2 • oc._ o ar insuflado em um recinto condicionado re torna ao condicionador por meio da diferença de pressão que lhe é fornecida pelo ventilador.7 Coeficiente Global de Tram:missão de Calor U para os Dutos em BTU!h por Pé Qumlrado de Área Lateral e em kcallh · m 2 • °C d e Área Lateral Tipo de Duto Chapa metálica. precisa-se saber a quantidade de ar a ser insuflado no recinto. e. o . utilizando um ambiente co mo o próprio recinto.59 ' '' ' .-- ·-- CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA 97 Tabela 3. Se estiver dentro da margem de 10% de erro.Sob afonna d~ plenum.6 11. Em ambos os casos é adicionado calor ao ar de retorno.-.6 Acréscimo ao Diferencial de Temperatura. o teto rebaixado etc. O retomo do ar pode ser feito de duas maneiras: 1 . onde: A=10X3m.7 o Exemplo 3.07 0. Tabelo 3.76 1.25 kcallh.18 0.38 0. cofio se fosse um condutor do ar. não-isolada Isolado com 112 polegada Isolado com I polegada Isolado com 1 l/2 polegada Isolado com 2 polegadas BTU!h 1.) + llt].5: Queremos saber qual o fluxo de calor solar através da parede do Exemplo 3. e tendo. que de ve ser retirado pelas serpentinas do evaporador. U= 1.5 2. um corredor. ' t.t.6 8.Utilizando dutos de retomo.3 5.2. ------------- --. 3.5] ~ 386...5 15 10 o o o 5 8.

DT= diferencial de temperatura entre o ar exterior e o ar interior ao duto. pode ser feita como indicado na Fig.4 Carga Devida às Pessoas . . aí se dá a queda de entalpia e conseqüente diminuição do calor sensível e condensação da parte do vapor com queda da umidade.7. em oc.540 ' Se o duto ficar apoiado na parede ou laje. temperatura do ar de retorno: 25°C.25) ~ 471. A detenninação da área lateral. Exemplo 3.9 kcallh Se o duto não fosse isolado.60 + 0. em m2 . V= coeficiente global de transmissão de calor dado pela Tabela 3. A mistura de ar e vapor do recinto é conduzida ao evaporador.9 ~o 81 ou 81% q' 2. . isolamento: isopor de 1 polegada (2. 3. Solução: 2c (a+ b) ~ 2 X 30 (0. A. 3. 3.25) A~ ~ 2.Calor Sensível e Calor Latente Já vimos que a umidade do ar é vapor superaquecido e que aumentar a umidade é aumentar a carga de calor latente.····~""" . ..3 Área lateral dos dutos. a carga térmica seria: q' ~ 63 X 5. . temperatura dO ar exterior: 32°C.. "~-. _ _ =.6: Calcular a carga térmica devida a um duto de retorno com as seguintes condições: comprimento do duto: 30 m. O ar volta ao recinto resfriado e desumidificado .54 cm)._ .76 (32.45) ~ 63 m' q ~ 63 X I . dimensões do duto: 60 X 45 cm.540-471.q ~ 2. o isolamento permitiu a seguinte redução na carga: q'. A carga térmica devida aos dutos é: onde: q = watts ou Kcal!h. ___ .98 CALCULO DA CARGA TéRMICA A= 2bo+ 2ac= 2c(a + b) Fig.07 (j2 .3. A= área lateral do duto exposta ao calor.540 kcallh Assim. a área lateral envolvida fica reduzida a A =c(a+ 2b)..

em dados práticos.000 kcallh.8 = 2. apenas 21% é oxigénio. adicionando apenas calor latente ao ar.087 = 0. o calor é transferido do exterior para o corpo.15). Isso pode ser explicado do seguinte modo: o organismo humano possui um mecanismo termostático que.6°C e 37°C. Total: 53. a transferência de calor se dá do corpo para o ambiente. .280 kcal/h. O valofroédio do calor latente de vaporização para o vapor superaquecido no ar é de 1. mantém a temperatura do corpo aproximadamente constante.036 kcal/h. calor latente: 21.1 m' por dia ou 2.6°C (60°F). e quanto menor esta temperatura. o corpo humano emite calor sensível e calor latente ao ambiente. baseada na NBR-6401. calor latente: 20 X 101.allh por· kg de vapor condensado. se desejarmos saber qual a quantidade de calor latente que deve ser . Qual a quantidade de calor latente que deve ser retirada para condensar a umidade? q ~ O.6 kcal/h Todo ser humano emite calor sensível e calor latente.086 kcallh. Exemplo 3. É previsto um máximo de 20 artistas trabalhando ao mesmo tempo. entre 15. porém somente na forma de calor sensível.6 toneladas de refrigeração. maior é o calor sensível. Considerando-se que a temperatura média normal de uma pessoa é de 3rC (98. No ar atmosférico introduzido no recinto. maior é a quantidade de calor latente emitida. que variam conforme esteja o indivíduo em repouso ou em atividade. em reponso. Um teatro com'SOO lugares deverá ser mantido a 25°C. e isso provoca a transpiração e em conseqüência a eliminação de vapor d'água pela respiração. j 1 I ' *O organismo humano. Pessoas em exercício moderado .087 m'lh. Q1. a quantidade de oxigénio é: lO m' X 2.8.1 = 19. mantendo constante o calor total. Desse total apenas 7% de oxigénio é absorvido pelo corpo. para não haver acidentes por falta de oxigénio.ktirado do ar que passa pelo evaporador do condicionador. Carga total: calor sensível: 32. Exemplo 3. 0.050 kcallh. Assim.006125 m'lh. para manter as suas funções básicas.6°F). 10m' de ar por dia.calor latente: 500 X 38. exigidas pelo metabolismo. A Tabela 3. ou 583 kc!. há necessidade de ser compensada essa diluição com um aumento de 100 a !50 vezes desse volume (veja Tabela 3.050 BTU/h por libra.8: .280 kcal/h. para que haja condensação da umidade.020 kg por hora.20: calor sensível: 20 X 64 = 1. como o ar introduzido no recinto se dilui no ambiente.6°F). ou seja. o corpo humano pode emitir até cinco vezes mais calor do que em repouso. consome em média 161itros de oxigénio (a ooc e 760 mm de Hg) por hora ou.7: A umidade liberada no ar de um recinto condicionado é de 0.OZO X 583 ~ 11. Porém.07 X 0. verifica-se experimentalmente que quanto maior é a temperatura externa.1124 "" 0. . Entre essas temperaturas externas. Se a temperatura exterior é superior a 37°C (98. dá os valores do calor liberado pelas pessoas em função da temperatura e da atividade. embora variem as condições externas. Assim. basta multiplicar a massa do ar por este fator. Se a temperatura exterior é inferior a 15.CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA 99 O g~o de calpr latente pode ser expresso em termos da massa da umidade.500: calor sensível: 500 X 62 = 31.1al deverá ser a carga térmica devida às pessoas? Soluçilo: Pessoas sentadas. * Se submetido à atividade física violenta. atuando sobre o metabolismo. ou seja.366 kcal/h ou 17.

2 54.2 BTU/h Calor Latente kcal/h BTU/h Calor Total kcal!h - ·c 29 28 27 26 25 24 23 22 21 "F 84.2 82.1 38.1 51. está registrado um rendimento de 85%.1 72.6 78.100 ----- CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA . em qualquer ponto do fluxo de ar.9 50.1 50.9 123 111 99 100 100 100 100 100 100 100 100 100 397 397 397 397 397 397 397 397 397 88 151 179 206 230 254 286 306 326 349 128 121 144.1 179 199 218 230 246 262 274 286 298 218 199 179 167 151 135 34 31 28 24.8 508 480 572 429 404 94 89 83.490 ~ ~ p q BTU!h P~HP p = cv '11 = rendimento do motor .1 101.1 659 659 659 659 659 659 659 659 659 A NBR-6401 (lq78) dá os valores do calor sensível e latente em função do metabolismo em diversos locais. temos as seguintes fórmulas: .- .ventiladores dentro da corrente de ar: 9 ~-x2.2 73. quer mesmo nos ventiladores. Qual a carga térmica adicionada ao ar circulante? Solução: q ~ -7.9 BTU/h Calor Latente kcal/h 54..5 cv. Para os ventiladores. 3..1 373 353 333 310 166.9: Um ventilador de insuflamento de ar em recinto a ser condicionado é do tipo centrifugo (dentro da corrente de ar) e estáacoplado a um motor de 7.2 45. Pelo catálogo do fabricante.calor sensível Os motores elétricos.1 75.1 82.8 77.5 X 73 3 0.1 77.1 166.85 ~ 6 47 kW • L ·~.0 75. É preciso levar em conta se o motor está sempre em funcionamento ou se a sua utilização é apenas esporádica. adicionam carga térmica ao sistema devida às perdas nos enrolamentos.8 BTU/h 58 62 66 69.4 80.490 q ~ BTU!h P~ HP p = cv Exemplo 3.1 108..1 166.1 42.9 78.5 Carga Devida aos Equipamentos.1 166. quer dentro do recinto.1 166.6 69.4 71..1 166.Calor Sensível e Calor Latente 3.----.1 BTU/h Calor Total kcallh BTU/h Pessoa em Exerdcio Físico Moderado Calor Sensível kcallh 38.5.1 166.- Tabela 3 8 Calor Liberado pelas Pessoas Temperatura Ambiente Pessoa Sentada ou em Movimento Lento Calor Sens(vel kcaf/h 45. e essa carga precisa ser retirada pelo equipamento frigorígeno.ventiladores fora da corrente de ar q~PX2.1 166.1 45.1 166.9 58 64 72.1 Carga devida aos motores.

No cálculo da carga térmica. Tabela 3.85 ~ 7. que adiciona cerca de 20% de carga. A iluminação fluorescente necessita de um equipamento adicional para prover a tensão necessária à partida e.4. . em unidades SI.5. usar a relação: 1 kW -h = 860 kcal.10: No exemplo anterior.5 0. a limitação de corrente. por simplificação.2 Carga devida à iluminação.motores até 3 HP: multiplicar os HP por 1. temos: q ~ ( 75 • -7. máquinas elétricas. Para se ter a carga térmica em kcal/h. Iluminação fluorescente: ' q = total de watts X fator devido ao reatar.P) X 733 q BTU/h/HP q = W/cv P= cv P~HP 71 = rendimento Exemplo 3. pode-se reduzir essa carga adicional. em função da sua potência. . motores maiores que 3 HP: multiplicar os HP por 879 W.055 938 879 850 . . i.5) X 733 X 7.490 ~ q ~ ( .). após esta. consideramos apenas o seguinte: . Deve-se levar em conta. que nem sempre todas as lâmpadas estão ligadas na hora que se tomou por base para o cálculo.231 70 80 85 88 1.055 W.5-20 Maior que 20 6D 1. q = watts X 3. para um motor com as mesmas características acima.9 temos o ganho de calor por HP para os motores elétricos. quando q é dado em BTU/h.------- CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA -~~~---~----~ 101 Para outros motores que porventura permaneçam no recinto condicionado (elevadores. 3. perfuradoras etc. bombas.27kW Na Tabela 3. no cálculo da carga térmica. quando na instalação só se ·dispõe de reatores duplos e de alto fato r de potência. Esse equipamento é o reator. temos as fórmulas: q ~ ( .calor sensível Iluminação incandescente: q = total de watts. geralmente na hora em que a carga térmica de insolação é máxima muitas lâmpadas podem estar desligadas .P) X 2.9 Ganho de Calor em Watts por HP para Motores Elétricos Potência HP Rendimento Aproximado % Ganho de Calor WIHP Até 114 112 ~ 1 1 112 ~ 5 7.

J02 CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA ------------------------------------ Tabela 3. laboratórios.10 Valores Recomendados para Consumo de Energia Elétrica para Iluminação Local Escritórios Lojas Residências Supermercados Barbearias e Salões de beleza Cinemas e teatros Museus e Bibliotecas Restaurantes Bancos Auditórios: a) Tribuna b) Platéia c) Sala de espera Hotéis: a) Banheiros b) Corredores c) Sala de leitura d) Quartos e) Salas de reunião .5 X 860 = 1. 3.calor sensível e calor latente Em locais como cozinhas. restaurantes.760 + 1.2 X 860 = 8.20 X 8 X 100 = 16.000 1.290 ~ 23.000 watts: carga térmica: 8 X 1.000 4D 300 1.760 kcallh Portaria.000 50 30 35 20 l5 500 60 500 500 150 150 1.256 + 13.256 kcal/h Salão de estar..000 watts: carga térmica: 16 X 860 = 13.11: Um equipamento de ar atende ao restaurante. devem-se usar os valores em W/m2 dados pela NBR-5410. pode haver equipamentos de gás. portaria: 1O spotlights de 150 W.500 watts: .10 X 150 = 1. ao salão de estar e à portaria de um hotel onde temos a seguinte ' iluminação: restaurante: 50 aparelhos de luz fluorescente de 4 X 40 W.5. cada qual com &lâmpadas incandescentes de 100 W.000 1.290 kcallh Total de ganho de calor: 8. incandescentes.306 kcallh Observe-se que. cuja queima pode adicionar à carga térmica do recinto mais duas parcelas: calor devido à queima direta do gás e . salão de estar: 20 lustres.50 X 4 X 40 = 8.000 45 70 15 2S 35 50 30 20 25 1S 4S 70 35 soo 1SO 1SO 100 soo 500 500 1SO o soo 2SO 20 30 3S Exemplo 3.Platéia Tablado Portaria e recepção Tipos de Iluminação Fluorescente Fluorescente Incandescente Fluorescente Fluorescente Incandescente Fluorescente Incandescente Fluorescente Incandescente Fluorescente Incandescente Incandescente Incandescente Incandescente Incandescente Fluorescente Incandescente Incandescente Incandescente Incandescente Incandescente N(vel de Iluminação (lux) Potência Dissipada W/m2 1. Solução: Restaurante . Desejamos saber_a carga ténnica devida à iluminação.carga térmica: 1.3 Carga devida aos equipamentos de gás. quando não se dispõe de dados reais de carga elétrica devida à iluminação. cafeterias etc.

calor latente.890 700 15.250 500 1. uma máquina de café de 121itros de capacidade.460 kcallh.11 dá os valores aproximados para os diferentes tipos de utilização do gás.12: Um restaurante possui os seguintes equipamentos instalados sem coifa: três aquecedores de alimentos de 2 m X 1 m. 20 litros) Aquecedor de alimentos (banho-maria) (por 0. Para outros aparelhos não especificados.000 6.600 1. para os cálculos.000 BTU por metro cúbico (8. 604 kcallh -calor latente.500 441 882 1. ii !I Máquina de café (por queimador) Máquina de café (capac.1 m2 .250 5.386 1. Observação: É suficiente.CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA 103 . .500 5.500 3. 15 kg) Fogão (por queimador) Torradeira (capac.890 BTU!h 1.400 453 604 1.calor sensível. 121itros) Máquina de café (capac.323 750 1. Tabela 311 Ganlw de Calor Devido ao Gás ! 11 ii Aparelho Máxima Carga Provável Sensível BTU/h Carga Estimada (sem Coifa) Latente BTU/h Carga Estimada (com Coifa) Só Sens{vel li !.890 140 7. uma torradeira com capacidade de 360 fatias por hora. considerar metade da carga como calor sensível e metade como latente. Exemplo 3.500 141 1.500 126 252 378 35 756 1.260 1.512 806 907 1.000 32.638 252 302 [ ii 5.750 3.30 m3 de gás por hora. Calcular a carga ténnica de calor sensível e calor latente. ou 2.500 2.3 X 2 X 141 = 846 kcallh por 0. um queimador de 10 cm consome cerca de 0.000 BTU por metro cúbico (17. ou 8.641 kcal/m3).1 m 2 ) Fritadeira (capac.100 kcallh . 7 kg) .000 6. Fritadeira (capac. o GLP libera na queima aproximadamente 70. Solução: Aquecedor de alimentos: .500 140 3.780 8.200 3.000 7.000 176 3. 360 fatiasJh) kcallh 1.45 m3 de gás por hora. na ausência desses.000 1.250 567 35 1.800 2.200 devido ao vapor fonnado. um queimador: de gás de 5 cm consome cerca de 0. 3 X 2 X 35 = 210 kcallhpor0. A Tabela 3.127 560 7. devem ser consultados os dados dos fabricantes e.820 kcal/m 3).260 1.000 1.500 kcal/h kcal/h 189 378 BTU/h kcol/h ·' 5. Torradeira: 907 kcal/h -calor sensível. os dadoS a seguir podem dar uma base para o cálculo: o gás natural libera na queima aproximadamente 35.1 m2.

8 249.7 35.m Polegada 1/2 3/4 1 I 1/4 I 1/2 2 2 l/2 mm 13 19 25 32 38 Isolamento 53.6 l1. o que introduz mais uma parcela no cálculo da carga térmica.082 kcallh. Calcular a carga térmica introduzida no recinto por hora. Solução: De acordo com a Tabela 3.J: Em uma insialação industrial.0 8.12 Carga Ténnica Devida às Tubulações Quentes em Watts por Metro Linear (Temperatura do Recinto· 26°C) Água Quente a 82°C Vapora 5 PSIG (35.5 133.2 s. cujo diâmetro é de 75 mm (3''). um recinto com ar condicionado a 26°C é atravessado por uma tubulação de água quente a 80°C.1 187. uma redução de: 8.1 197.60) 31.4 72.3 138.86-1.6 37.13 kW ou seja.8 112.4 Carga devida às tubulações.7 65.2 108.27) 14.6 99.0 52.86 kW Se a tubulaçã0 fosse isolada com fibra de vidro de 25 mm.2 165.3 80.104 CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA - Máquina de café: 882 kcal/h.12.calor sensível.1 24.60) 19.m Isolamento 89. teríamos: q ~ 25 X 45 ~ 1.249 kcallh.3 49.7 50 63 75 100 3 4 .0 27.1 2S.3 18.2 229.27) s. um recinto a ser condicionado pode ser atravessado por tubulações de água quente ou vapor. Exemplo 3.2 22. 87 ou 8?to 8.3 413.8 X 45 ~ 8.8 32.13 O m = .0 28.7 103.O 30.5 12.4 16.5 14.6 Isolamento com Asbestos 1 Polegada (K = 0.2 21.6 228.8 63. se a tubulação não é isolada.7 36.5. 3.0 54.7 66.3 19.2 24.4 165.5 41. I. para a tubulação do problema temos: q ~ 197.5 40.0 82.8 Isolamento com Asbestos 1 Polegada (K = 0.4 17.calor latente.4 47.86 Tabela 3. provavelmente instalações industriais. Total de calor sensível: 10.15 kPa) Fibra de Vidro 1 Polegada (K = 0.7 Fibra de Vidro I Polegada (K = 0. O comprimento total da tubulação é de 45 m. Total de calor latente: 3.calor sensível Em casos raros.4 273.8 31.3 47. 378 kcal/h.

t. para se ter o calor sensível que entra no recinto: q. se num quarto temos. há dois métodos que permitem a sua estimativa: o método da troca de ar e o método das frestas.08Q(t. = mc(t' . teremos que considerar: q.' • onde: 13.6 Carga Devida à Infiltração . f. Q = fluxo de ar em pés cúbicos por minuto.24. janelas ou outras aberturas. =temperatura do ar exterior em °F. Trocar o ar significa renovar todo o ar contido no ambiente por hora. m c = calor esp~cífico do ar em BTU/lb°F. em vez do peso em libras. três paredes com janelas em contato com o exterior. Conhecido o fluxo de ar em pés cúbicos por minuto e sabendo-se as temperaturas do ar exterior e do recinto.1 Método da troca de ar Nesse método se supõe a troca de ar por hora dos recintos. 3.t.34 pés cúbicos é o volume ocupado por I libra de ar nas condições normais. ~ 1.Cálor Sensível e Calor Latente O movimento do ar exterior ao recinto possibilita a sua penetração através das frestas nas portas. Para podermos usar a vazão de ar Q em CFM.13. entra-se na fórmula abaixo. o calor devido à infiltração é calculado na base de duas trocas por hora. Tal penetração adiciona carga térmica sensível ou latente. . Como o calor específico do ar é 0. de acordo com o número de janelas e com base na Tabela 3.) Tabela 3.--- -------- CALcuLo DA CARGA TIRMICA 105 3. 60 . t' e t = temperatUras. =temperatura do ar interior em op.24 X Q(t.t) onde: ~ BTU/h.5 X 0.45Q 1334 . Esta fórmula é assim obtida: como sabemos. .) onde: qs =calor sensível em BTU!h. do ar nos dois locais considerados. Assim. Embora essa carga não possa ser calculada com precisão.6. = libras/hom de ar. temos: q. ~ 4.13 Trocas de Ar por Hora nos Recintos Janelas Existentes Nenhuma janela ou porta para o exterior Janelas ou portas em I parede Janelas ou portas em 2 paredes Janelas ou portas em 3 paredes Lojas Trocas por Hora 3/4 I I l/2 2 2 . Com isso teremos o calor do ar exterior aumentando o do ar do recinto. em °F. Q. por exemplo. a expressão do calor sensível para o ar é q. t.

~ 169. ~ 1.6.) X ~ X Q.8 MCM (6.680 BTU/h.24(t.t. UE2= umidade específica do ar no interior em ~:. A carga de calor sensível é dada pela mesma expressão do Item 3. 0. m = kg/h de ar.2 Método das !Testas A penetração do ar exterior no interior do recinto depende da velocidade do vento. teremos: q.833 m3 é o volume ocupado por 1 kg de ar. ~ 26. ~ .24 kcal/kg°C: q.000 CFM). em oc.295 kcallh.q.08 X 6.1. Como o calor específico do ar nas condições normais é 0. X UE.' 106 CÁLCULO DA CARGA TIRMICA ~----------------------------------------- Em unidades SI. qL = calor latente em kcallh.) Exemplo 3. e a carga de calor latente é dada pela expressão: onde: C ~ (UE.t.26. não há penetração do ar de fora e essa parcela pode ser desprezada. = mc(t'.1 'C (79'F) Solução: Em unidadys inglesas: . Estudos de laboratório consignados na Tabela 3.833 ~ 1.t) onde: q. kcal c = calor específico em kgoc .8 X 0. Q = vazão de ar em m3/h. t' e t= temperaturas. nas condições nonnais. 3.t.q. = kcallh.2Q X 0. m ~ Q/0. O ar introduzido aumenta a carga térmica em calor sensível e calor latente.000(95. multiplicados pelo comprimento linear da fresta.1) X 60 26.14: Queremos saber a carga de calor sensível introduzida pelo ar em um recinto com as seguintes características: .6.2Q.Q ~ 169. . dão a quantidade de calor que penetra no recinto. l . ~ 35'C (95'F). .79) Em unidades SI: ~ 103.29(35. ~ 1..14. Quando no recinto a pressão do ar é superior à do ar exterior.

0 3.350 mllh Porta del80 cm. aberturas. ou pés cúbicos por minuto. Parte desse ar é perdida pelas frestas.80 m) Porta de Vaivém (0. baseada na NBR-6401.5 2. impulsionado pelo ventilador que deve ser dimensionado de modo a vencer todas as perdas de cargas estáticas e dinâmicas que são oferecidas em todo o circuito do ar.750 m 3/h Porta delSO cm.90 m) 14 9 12 Bancos BarbeariijS DrogariaS e fannácias Escritóriljls de corretagem Escritórios privados II 7 lO 9 Escritórios em geral Lojas de 'cigarros Lojas em geral 32 12 Quartos de hospitais Restaurantes Salas de chá ou café Ar pelas Portas Abertas Porta de 90 cm .. dados esses fornecidos pela Tabela 3.14lnfiltração de Ar Exterior Ar pelas Frestas Tipo de Abertura Observação m!fhpor Metro de Fresta 3.1.5 1.basculante 6.2.000 m'lh 3 7 9 4 7 5I 14 7 4 9 Para contrabalançar a infiltração com tomada de ar nos condicionadores: Porta de 90 cm . CÁLCULO DA CARGA TllRMICA 107 UE 1 =umidade específica do ar na entrada em 'Y = peso específico do ar em kg/m 3 .. em metros cúbicos por hora. Além desse ar que recompleta as perdas.7 Carga Devida à Ventilação Já foi dito que o ar insuflado num recinto condicionado retorna ao equipamento de refrigeração. Q =fluxo de ar em m3/h. . ~-- .8 13. ~:.0 Janela - comum guilhotina c/ caixilho de madeira guilhotina c/ caixilho metálico Mal ajustada Bem ajustada Sem vedação Com vedação Mal ajustada Bem ajustada .15.0 Porta 6.450 m 3/h 3. e~austores etc. Tabela 3.5 Ar pelas Portas m'lh por Pessoa Presente no Recinto Condicionado Local Porta Giratória (1.0 4..2.1. há o ar neetfssário às pessoas.I' ··-·~~-~~----~~~~~~~~~~~~-====c:==-__::::. precisando ser recompletada pelo ar exterior.:.

vemos que a quantidade de ar preferível é de 13m3/h por pessoa.195 kca1/h. ~ 0.669 = 19. O calor sensível será: q. se a temperatura e a umidade do ar interior e exterior são: interior.021 .29Q(t.r 108 CALCULO DA CARGA TÉRMICA .29 X 6. e Solução: Pela Tabela 3.cinemas. A carga devida à ventilação será: + 45.011 kg/kg de ar seco.15: Retomemos o exemplo da carga térmica de um teatro com 500 lugares.25) ~ 13. 3 024 ·~.474 ~ 58.4 toneladas de refrigeração. . Qual será a carga ténnica devida à ventilação.32°C e 0.0.474 kca1/h.auditórios Salas de aula Salas de reunião Aplicações gerais por pessoa {não fumando) por pessoa (fumando) - 4D - 13 50 35 l3 lO 40 25 o o o Baixa 50 8 40 Este ar exterior introduz calor sensível e latente ao ser misturado com o ar de retorno antes de passar pelo evaporador.15.25°C 0. Ar exterior: 500 X 13 = 6. ~ 583 X (0._ _ Tabela 3.021 kg/kg de ar seco.t.500(32. .) ~ 0. O calor latente será: q.2 X 6.500 m 3/h.669 kcallh 58. sabendo-se que é proibido o fumo..gril!-room Escritório geral Estúdios Lojas Quartos (hospitais) Quartos (hotéis) Residências Restaurantes Salas de diretoria 35 25 25 35 45 25 35 48 25 25 35 35 50 25 17 17 25 35 17 25 8 30% 80% Baixa o o 17 17 25 25 Baixa 25% 100% Salas de operação (ho~pitais) Teatros.011) X 1.500 13.195 ~ 45. Exemplo3.15 Ar ExterWr para Ve11tilação m'lh Pessoa Local Preferível Apartamentos Bancos Barbearias Mínima Percentagem de Pessoas Fumando Baixa B" Cassinos.. Queremos saber qual a quantidade de ar que deve ser forriecida pelo exterior. exterior.

e adicionando-os.000 o total de BTU/h. . No recinto da Fig. acrescentamos mais 10% aos cálculos.000.o 3.16: Arde retomo (A" Perdas oas frestas Equipam. 3. AE ~ PF+ PE'+AE:x.08 X Q(t. 3.000 . 3. Como medida de segurança. . Somando ambos. temos o calor total. ou 424.12.700) ~ 700 CFM.C.9 MCM. insolação.000 ~ 3.9 Total de Ar de Insuflamento Conhecida a carga térmica de calor sensível a ser retirada do recinto e as condições do ar interior e de insuflamento. dutos.8 Carga Térmica Total Conhecida a carga térmica devida a condução. ~ 1. Ar exterior {AE) Perdas por exaustão (PE) A.339. infiltração e ventilação. AEx ~ 3. pessoas.CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA 109 Exempl.000 CFM (339.perdas nas frestas: 600 CFM (17 MCM).6 ~ 84.4 Distribuição de ar nos recintos condicionados. ou 84.) ou .5 .4 temos os seguintes dados: ar de insuflamento: 15. podemos conhecer a quantidade total de ar em CFM. Soluçüo: Ar exterior = ar de insuflamento .ar de retorno. para atender às penetrações eventuais de calor no recinto. por 3.1) ~ 19.000 CFM. temos o somatório de calor sensível e calor latente a retirar (ou introduzir) do recinto para obter as condições de conforto desejadas.024 kcallh o total de kcal/h.700 CFM (48. Normalmente desejamos o resultado em toneladas de refrigeração. .ar de retorno: 12. por isso dividimos por 12. Calcular a quantidade de ar exterior e ar de excesso. de loJemeolo (AO Ar de excesso {A Ex) Fig. IPA de A.000 CFM (424.1 MCM).52 o total de kW ou por 3. AE ~ 15. usando a mesma expressão: q.9..(17 + 48.perdas por exaustão: 1.6 MCM). equipamentos.t. 3.5 MCM).(600 + 1.8 MCM.

. A temperatura de bulbo seco do interior é de zsoc e a do ar de insuflamento é de l8°C.18: A quantidade total de ar a ser insuflado em 1. l.165 kcal/h 3.- U Exemplo 3.) Q onde: Q = vazão de ar em m 3/h. q. Dg = variação da umidade do ar de insuflamento em kg/kg.t. ~ ~=='-c. temos que remover a sua umidade.= temperaturas em °C.500 (26 .18) Exemplo 3.. a temperatura do ponto de orvalho do ar de insuflamento deve ser inferior à do ar do recinto. m = massa do ar em kg/h. .000 q.000 kcaJ/h.10 Cálculo da Absorção da Umidade dos Recintos Para manter o ar do recinto dentro das condições de conforto desejadas para verão. em unidades SI: q. .29 X(t. Solução: Q= 120. ~ q. = temperatura do recinto em °F.29 (t. e a temperatura de seu ponto de orvalho cresce. Qual a quantidade de calor sensível que pode ser absorvida pela circulação do ar? Solução: q..29 X 5.17: O total de ganho de calor sensível em um recinto é de 120. Também a temperatura de bulbo seco do ar de insuflamento cresce quando este fica em contato com ar do ambiente condicionado.110 CÁLCULO DA CARGA Tt:RMICA --------------------------------------- onde: t.29 (25 . .) ~ 0. te= temperatura do ar de entrada no recinto. = kcal/h.113 m'ih ou 985 MCM 0. O ar lançado no recinto absorve essa umidade. l w ••• =""""'"*"*'"'" .t. Ou..29 X (t. e t. ~ 0.t.19) ~ 11.) 0.. 0. ~ Q X 0.29 X Q (t. Calcular a quantidade de ar a ser insuflado pelo ventilador.1m recinto é de 5.500 m3/h. A umidade absorvida pode ser expressa do seguinte modo: Pv=m·Dg onde: Pv =massa total do vapor d'água absorvido em kg/h.~ 59. Desse modo. O interior deve ser mantido a 26°C e o ar penetra no futerior com a temperatura de l9°C.

025 . Assim.0.4. Exemplo 3. Qual a quantidade de umidade absorvida por hora no recinto? Solução: l . Para se poder ava.---.500 (0. CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA 111 I . Qual a carga de calor latente que deve ser retirada pelo equipamento de desumidificação? Solução: Precisa-se recorrer a wna tabela de entalpia de vapor saturado para misturas com o ar à pressão atmosférica normal (76 cm de mercúrio) (veja Tabela 3.i I " li F 'I ii li Pv ou ~ 1.2 Q (UE.iar o valor condensado.2 X 1.16).500 metros cúbicos por hora e sua umidade específica é de 0.----------UE2 = umidade específica na entrada em kg/kg de ar seco.UE. DL =variação de entalpia do calor latente em kcallkg. Para: .010 kg/kg. O ar de insuflamento é lançado pelo ventilador com vazão de 150m3/h e na temperatura de bulbo seco de 10°C. Para o ar padrão. precisamos saber a carga de calor latente. este equipamento proporcionará a condensação da umidade adicionada ao ar circulante no ambiente condicionado.010) 27 kg/h 3.I onde: Q = vazão de ar em m 3/h.) ~ Pv ~ 1. O ar de insuflamento tem a vazão de 1.11 Cálculo do Calor Latente Para dimensionar o equipamento de desumidificação do ar para as condições desejadas. o calor latente liberado pela condensação do vapor d'água é de 583 kcal/h por kg de vapor condensado.J. m =massa do vap'?r d'água condensado em kg/h.19: A umidade específica de um recinto condicionado deve ser mantida a 0.2 kgim' Então: Exemplo 3.025 kg/kg. Assim: qL = 583 X m onde: qL = ganho de calor latente no recinto em kcal/h...20: Um recinto deve ser mantido à temperatura de bulbo seco de 25°C. utiliza-se a diferença de entalpias entre o ar de suprimento e o ar na temperatura do ambiente. Desse modo. UE 1 =idem na saída. temos: ~ ~ 1. temos: !\ " !I !l I I 'I' \ i'I I 1\ Q = vazão de ar em m 3/h. Conforme foi visto na Seção 3.

89 9.60 14.22 7.08 ll49 43 44 45 - - 46 47 48 49 - 50 5I 52 53 - 54 55 56 57 58 - - 59 60 61 - 13.11 11.42 59.56 11.19 11.112 7.841 7.02 27.06 69.00 15.00 10.89 14. -------- 25°C de bulbo seco.80 21.46 27 15 40 41 42 5.44 56.56 16 ll Massa do Vapor Saturado por Massa de Ar Seco grãos/lb g/kg 36.ll 6.60 22.149 17.2 X Q X D.31 46.84 7.09 6. Tabela 3.211 19.61 38.79 ll.85 51.62 55.2 X 150 X 7.52 49.86 44. m = massa de ar circulante em kg/h.8 kcal/h.96 61.93 47.64 44.301 20.78 8.61 12.391 7.28 20.662 5.615 23.54 17.751 20.70 51.66 7.88 41.02 29 07 - - - - - - - - 35.67 7.37 7.66 kcallkg q.88 49.57 8.60 kcal/kg DL = 7. temos: 51.47 41.981 8.28 24.15 14. =variação de entalpia do ar de insuflamento em kcallkg.849 6.30 10.71 15.289 9.74 39.06 47.436 22.10 7.01 10. conhecendo-se as condições do recinto e do ar a ser insuflado: qr= m ou X Dh onde: qr = calor total em kcal/h.697 16.67 12.66 ~ 1.33 8..23 9..12 Cálculo do Calor Total Usando a Carta Psicrométrica Expressões semelhantes às anteriores podem ser usadas para calcular o calor total a ser retirado do recinto.00 28.020 22.78 1333 13.612 8.J/kg 5.378.03 20.l0 74.39 10.23 64.42 36.22 12.00 5.50 37.60 54.12 25.69 11.172 16..02 42.945 9.43 23.93 10.28 kJ/kg ou 4.14 •" .84 24.95 8.650 18.30 15.68 45.93 58.48 25.328 6.09 26.21 52.61 67.82 59. ~ 1.33 6.05 42.64 5.05 12 50 - Entalpia da Mistura de 1 lb de Ar Seco com Vapor Saturado BTU/lb k.112 CALcUW DA CARGA HRM!CA .26 kcal/kg IOoC de bulbo seco.65 57.24 43.862 21.16 Propriedades das Misturas do Ar e Vapor de Água Saturado à Pressão Atmosférica Normal (29 92 Polegadas ou 76 cm de Mercúrio) • ' Temperatura 'F 'C 4.56 6. D.44 15.33 kJ/kg ou 12.95 39.22 23. ~ 1.51 72.42 Entalpia do Vapor Saturado BTU!lb k.49 37.99 62.78 26.681 7.56 8043 5.44 5.161 18.291 8.21 48.580 6.26 8.83 77.91 16..860 19.657 17.21 5..59 53.58 6. temos: 19.00 55.86 6.230 15. 3.Jikg 15.89 9.16 25. Q =vazão de ar em m 3/h..44 10.644 10.084 6.86 18.54 63.19 17.16 13.56 19.58 9.

43 153.59 89.22 27.32 56.7 114.44 20.68 46.78 43.70 73.73 73.56 41.41 112.32 26.23 37.62 43.7 204.15 114.7 274.30 34.72 97.16 Propriedades tias Misturas MAr e Vapor de Água Saturado à Pressão Atmosférica Normal (29 92 Polegadas ou 76 cm de Mercúrio) (Cont) CÁLCULO DA CARGA TIRM!CA 113 ' Temperatura 'F 62 63 64 'C 16.89 19.56 51.03 92.56 26.18 34.38 110.58 42.33 43.62 32.96 117.00 35.67 147.31 81.ll 50.82 96.25 61.67 42.14 31.17 47.71 99.29 83.1 240.40 214.46 189.49 85.91 Entalpia da Mistura de llb de Ar Seco com Vapor Saturado BTU/lb kJ/kg 27.95 35.26 13.85 28.23 - - - - - - - - - - - - 64.09 33.0 378.12 209.8 123.20 143.2 322.47 69.78 45.27 163.57 103.77 220.11 41.33 100.90 47.56 87.44 168.85 61.31 30.4 332.77 40.12 54.83 120.89 24.17 31.44 25.61 39.56 Massa do Vapor Saturado por Massa de Ar Seco grãosllb glkg 83.41 35.88 20.20 27.57 18.80 63.44 45.30 54.66 38.83 171.30 226.40 63.78 23.06 175.45 87.99 154.62 ll8.40 77.42 38.50 Entalpia do Vapor Saturado BTU/lb kJ/kg 12.23 33.22 17.17 74.00 204.88 184.56 21.15 91.59 21.4 343.90 39.00 25.30 65.04 29.92 107.78 139.23 54.20 19.09 34.42 33.00 31.80 126.84 36.57 40.00 40.55 75.21 67.64 24.67 17.1 156.91 52.44 13.95 59.78 123.33 18.7 302.54 75.91 58.0 110.03 65.53 19.89 24.45 14.1 265.73 37.80 13.31 126.00 55.16 41.37 86.91 12.58 22.0 458.78 60.96 .55 74.67 37.28 15.03 94.33 85.76 90.67 22.89 18.40 67.49 41.31 28.01 30.36 96.6 233.-------------------------------======~~~ Tabela 3.77 63.57 41.67 27.71 140.31 22.61 43.56 55.98 56.92 66.22 ~ 32.24 44.93 57.33 58.55 26.3 131.42 33.48 20.69 44.15 106.49 41.0 443.0 151.63 77.09 16.3 161.19 44.19 18.82 65.07 22.33 53.77 66.18 40.0 178.86 21.0 391.77 72.60 46.12 94.00 20.8 335.60 59.23 69.43 50.28 81.47 25.22 49.83 36.67 32.91 237.22 42.06 47.60 34.17 79.34 83.08 70.60 92.89 39.0 416.70 52.2 173.57 29.24 29.97 17.33 79.56 36.59 54.34 130.56 49.65 46.11 57.80 57.0 127.26 32.08 133.75 109.11 36.3 107.0 473.03 32.17 97.89 49.7 136.12 l01.13 143.33 33.42 85.04 48.42 77.44 40.74 14.9 184.89 44.42 27.27 72.94 ll4.41 179.78 158.80 82.78 33.98 15.11 26.32 64.78 18.17 69.29 88.18 194.10 28.71 166.22 22.70 49.31 35.4 283.53 16.7 167.0 366.0 403.7 118.9 191.25 34.39 16.3 225.0 11.9 248.28 50.44 30.89 34.85 43.93 53.3l 23.90 130.4 141.78 38.27 17.74 37.20 40.3 312.33 23.45 89.00 45.34 136.31 - - 65 66 67 68 - - 69 70 71 72 - 73 74 75 - 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 - - - - - - - 97 98 99 - 100 101 102 103 104 105 106 107 108 109 110 III - - - 112 113 114 - 30.11 31.19 30.18 32.30 158.47 36.74 148.00 ' 30.82 16.18 99.88 29.91 68.89 60.96 71.2 197.69 162.71 102.4 292.18 99.66 51.67 37.61 104.24 14.95 39.74 174.10 23.67 17.93 23.33 28.50 134.45 68.09 44.40 61.34 79.16 20.44 35.0 430.1 146.12 37.77 28.34 94.23 47.2 218.33 38.56 36.3 211.9 257.41 122.75 15.82 43.06 30.03 231.27 150.80 92.84 23.02 199.55 68.83 31.82 19.94 14.11 21.71 25.56 31.35 12.96 13.91 71.68 103.

o percentual do calor sensível para o q.•: :! " :i: Razão ou fatbr de calor sensível/ calor total . Essa reta traduz a quantidade de calor sensível e latente a ser retirada do ambiente condicionado.325 kPa (nível do mar) "·' :. (Por cortesia de TRANE AIR CONDITIONING.5 Carta psicrométrtca.24 X m X DT qT=m·Dh Dividindo-as. cuja soma fornece o calor total (qT). desde que se conheçam as condições a serem mantidas no ambiente condicionado.) . o equipamento de refrigeração selecionado deve ser capaz de reduzir as temperaturas de bulbo seco e bulbo úmido do ar circulante para um ponto que caia sobre a retaRCS.em um ponto da reta RCS. 3.114 CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA ~------ 3. calor total. O projetista de ar condicionado deve escolher as condições do ar de insuflamento. Conhecida a RCS.13 Determinação das Condiçõés do Ar de Insuflamento O cálculo da carga térmica de um recinto conduz o calculista ao total de calores sensível e latente. Pressão barométrica 101. = 0. Em resumo. ou seja.é chamada de razão de calor sensível (RCS).. podemos obter as condições do ar ao entrar no recinto. Fig. através da carta psicrométrica. temos: q. A relação . q. Essas condições serão as fornecidas pelo equipamento de refrigeração e devem obedecer às especificações do fabricante.

7°C e BU = 15.8°C. Em nosso estudo do uso da carta psicrométrica e cálculo da carga ténnica.000 m 3/h..6. vamos nos utilizar da carta psicrométrica da Fig. porém se mistura com o ar de suprimento para ser insuflado novamente no recinto.~ 3. .29 X (1. tomaremos esta umidade como de 90%.) 0. 3. para o ponto B: BS ~ 15"C BU ~ 14"C i '•• ' ' 2 Q~ 3 q. Ar de exterior "by-passado" Há casos em que o exterior não passa pelas bobinas de esfriamento.Condições da mistura: 3.OOO ~ O 83 ' 12. Deseja-se saber: Condições do ar ao deixar as bobinas (ponto B).135X15+865X32 18. Assim.29 (26. é necessário conhecer as características do equipamento.=.000. temperatura BS do ar exterior = 32°C. ao atravessar as serpentinas do çvaporador ou outro trocador de calor. porém. total de ar de iiisuflamento = 4. Íi .1. -:-:-:=1cc0c:.000 kcallh. umidade relativa do ar ao passar pelas bobinas = 90%. T emperatura Bs = '-"""'-~=-'-'-= = :i :.7°C 4. Quantidade de ar a ser "by-passado".135 ~ 865 m'lh 4 .21: Um ambiente tem as seguintes características: temperatura BS = 26°C. para um caso real. ganho de calor sensível = 10. Loca-se o ponto A (condições do ambi6nte) RCS 1 ~ IO.. Quantidade de ar a ser esfriado e desumidificado.000 kcal/h.15) Quantidade de ar a ser "by-passado": 4. umidade relativa= 50%. Solução: Para resolver o problema. Condições da mistura (ponto D). - 2 3 4 Exemplo 3.000 Traça-se a reta AB até encontrar a linha de UR = 90%. ganho de calor latente = 2.83 na temperatura de BS de 18. tem alta umidade relativa. o ar.CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA 115 Normalmente.135 m'lh 0.3. temos.000 O ponto D deverá estar sobre a reta RCS = 0. Isto não afeta a temperatura do BS nem a umidade relativa do ambiente. conforme se pode constatar no exemplo.Occ00:_.

)'. 3.21).:M"Ci<M'C---A~-. ~<>Ç-----''---D----.."".._----õ> 15"C . (Por cortesia de TRANE AIR CONDITIONING.r 116 CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA Pressão barométrica 101. ..'.135 m'/h (retorno.c-c> BS i8. .8"C UR =50% Fig.7"C 88 2e•c ).6 Corta psicrométrica (veja Exemplo 3. BU = 15. 3. ' Fig.·cOO~O.325 kPa (nível do mar) " o 00 00 Razão ou fator de calor sensível calor total ..21.7 Esquema do Exemplo 3.-.) 865 m'lh {exterior) 32"C 3...

5 80.22: Queremos saber a carga ténnica aproximada de um banco.86 3.93 376.4 122.6 TR ou 12.5"C.7 37.8 a 25.9 303. que abrangem as características das principais cidades brasileiras: .280 BTU/h ~ ~ ~ 23.19 2.4 20.4 21.264 m 3/h Vejamos quaJ o número de pessoas que sentiriam confortável este ambiente.2 81.60 355.97 Metros Quadrados P" Tonelada 85.29 322. temos.17 Estimativa de Carga Térmica de Verão* Total BTU Tipo do Carga Apartamentos e quartos de hotel Bancos Padrão de Instalação Baixo Médio Alto Baixo Médio Alto Baixo Médio Alto Baixo Médio Alto por Hora por Metro Quadrado 139.4. condições externas: BS = 35"C..87 /cml/h por Metro Quadrado 35.0 14.5 138.75 570.71 807.9 143.43 1. conforme abordado em seções anteriores.2 54.2 9.7 89.008 kcal/h 1 ~ 91.94 215.92 = 33 pessoas Tabela 3.13 12. = 20 m Usando a Tabela 3.7 47.0 43.3 94. Essa tabela também é útil para a verificação de um cálculo de carga ténnica.8 Metros Quadrados PO' Pessoa 9.condições internas: BS = 24.5'C . ~ 91.42 4.71 X 160 143 8 X 160 .condições externas: BS = 35°C BU ~ 23.92 7.69 6.1 32..::=::====----__::_:_ CÁLCULO DA CARGA TéRMICA 117 3. Foi calculada tomando-se como base os valores abaixo.26 30.- .024 Verificação = :~ = 7.37 2.72 5.8 55.000 23 008 ~ 7 .14 Estimativa de Carga Térmica de Verão Para um cálculo aproximado ou para instalações menos sofisticadas. que dá uma estimativa para carga térmica de verão.32 484.6 TR Total de ar de insuflamento = 32.17.8 203.7 15.29 16. Pela Tabela 3.6 TR · 3. pode-se usar a Tabela 3.97 14. considerando-se as instalações de padrão médio: Área= 8 X 20 =160m2 Carga térmica ~ 570..4 a 26.3 m% por Metro Quadrado 9.1 31.7 23.205.9 X 160 = 5.98 731.8 a 25.280 ~ 7.largura = 8 m comprimento.95 33.~~-----------------.17.0 197.4 Barbearias Consultórios médicos e dentários *Pam iluminação e equipamento.8 16.9 31.7 21.8 16.9 45. BU = 23.39 785.2 184. ·~. teríamos: 160 -:. no local de atendimento público (hall) com os seguintes dados: .8 21.22 548.8 24.17.99 l.6°C Umidade relativa = 50% Exemplo 3.

.32 667.77 269.46 8.5 81. 50% umidade .8 295.11 452.67 2.6 249.8 20..8 113.81 559.9 126.528.9 89.0 9.6 26.2 9.7 62.63 731.4 6.31 236.118 ÜÍ.97 0.6 119.83 1.1 12.3 222.96 322.) Total BTU Tipo d< Padrão d< Carga Drogaria~ Instalação Baixo Médio Alto Baixo Médio Alto Baixo Médio Alto ' por Hora por Metro Quadrado 376.29 322.17 Estimativa de Carga Ténnica de Verão (Cont.1 32.9 22.32 1.94 2.74 1.36 1.-·I I .81 269.9 9. .3 105.62 8.1 28.3 168.97 0.10 667.86 699.8 15.7 16.84 1.45 807.6 32.57 10.16 473.~---~~~~----------------------------------- Tabelo 3.39 527.55 2..LCULO DA CARGA TÉRMICA .25 8.1 3ll.51 6.3 116.74 l.6 29.72 5.58 3.86 8.12 3.3 309.1 25.6 21.04 5.227.31 1.7 67.9 16.6 25.6 44.67 1.2t 365.31 1.6 51.1 34.93 462..5 33.5 55.8 704.9 58.3 59.9 168.2 203.6t 548.10 796.9 203.2 37.5 25.3 44.4 50.9 6.7 45.2 25.89 Metros Quadradas PO' m'Jh por Metro Quadrado 20. cond1ções mtemas: BS = 24 a 27•c.4 25.1 113.58 3.776.75 753.798.04 2.08 5.1 105.3 138.4 25.9 10.1 25.9 447.ll kcal/h por Metro Quadrado 94.57 7.7 Metros Quadrados po' Pessoa 1.926.8 28.93 419.0 54.2 274.6 7.5 16.8 14.6 27.34 452.4 69.7 216.3 13.16 419.0 12.9 18.89 2.97 4.22 484.4 14.9 189.6 195.49 3.9 485.14 1.8 21.74 1.237. .3t Tonelada 31.1 37.76 25.69 3.97 9.34 6.83 1.9 15.1 14.2 78.1 34.7 37..7 107.4 14.03 215.1 43.68 312.173.8 24.93 548.36 17.1 9.8 36.3 200.96 19.10 355.6 13.8 15.9 14.86 2.53 322.81 462.8 13.6 176.237.5 590.8 25.39 914.92 12.2 42.7 111.1 132.2 54.8 E8crit6rios em geral Grandes lojas no subsolo Grandes lojas no pavimento principal Institutos de beleza Lojas de roupas para crianças Lojas de roupas para homens Lojas de roupas para senhoras ' Baixo Médio Alto Baixo Médio Alto Baixo Médio Alto Baixo Médio Alto Baixo Médio Alto Baixo Médio Alto Baixo Médio Alto Baixo Médio Alto Baixo Médio Alto Baixo Médio Alto Baixo Médio Alto Baixo Médio Alto Lojas de roupas em geral Lojas de vários tipos Meu:earias Museus de arte e bibliotecas Restaurantes Tavemas e boates Teatros tCFM de arde1um1d>ficado por pessoo.0 81.97 236. ' = =····--.98 807.90 6.80 473.9 14..3 16.63 882.9 37.7 87.38 1.83 1.04 10.9 17.5 17.9 67.5 40.4 311.43 0.7 4.2 50.79 8.1 38.86 775.56 990.5 122.6 140.3 385.6 116.0 230.11 861.67 9.81 441.2 26.6 38.50 1.1 16.5 29.1 21.3 119.2 81.2 38.9 23.67 6.9 14.5 23.3 184.56 0.

A parede externa de 15 m está voltada para SO e possui uma janela de vidro de 12 X 2. A parede externa de 20 m está voltada para NO. NO 20m 17x2.480 BTU/h *O mesmo çákulo pode ser desenvolvido por meio de um programa para microcomputadores (Térmica 2) que pode ser solidtado diretamente ao amor no endereço hcengenhariatj@ aol. temos: A .36. Preenchendo a folha de estimativa rápida para umidades self-contained.10 m. pé-direito= 3m. . as salas vizinhas não são condicionadas.23: Queremos calcular. damos a seqüência para avaliação rápida de carga térmica. a área em metros quadrados e em pés quadrados. os fatores de acordo com a Tabela 3. pelo método rápido.1 Unidades compactas (self-contained)* Com base em publicações americanas. BS ~ 32"C (90"F) e BU = 27°C (80°F) do ar exterior O uso de fumo é leve. na segunda. Na primeira coluna.088 BTU/h B .10m I E E o N "' ~ X N so- Solução (veja Quadro 3. I m = 3.76 pés quadrados.15. alvenaria média. Os fatores multiplicativos foram obtidos por ensaios e permitem uma avaliação com precisão aceitável em instalações menos exigentes (veja Quadro 3. na quarta coluna temos as cargas térmicas parciais em BTU/h. Exemplo 3.15 Métodos Rápidos para Avaliação da Carga Térmica de Verão para Pequenos Recintos 3.10 m.1 ).ganho por condução Item 5. situado no último andar do edifício.1): V amos considerar somente a parede de 20 m voltada para o Sol. As demais paredes são internas. a carga térmica de um recinto com as seguintes características: escritório comercial com as dimensões de 20 X 15m com funcionamento normal das 12 às 18 h. é ocupada por 15 pessoas em movimento e 25 pessoas sentadas.com **Um metro quadrado equivale a 10.28 ft. temos as fontes de ganho de calor.ganho devido ao Sol Item 6.total: 58. Na sala existem 20 lâmpadas incandescentes de 200 W cada e diversas máquinas de escrever elétricas totalizando 2 HP.18. possui uma janela de vidro com cortina colorida com as dimensões de 17 X 2.** na terceira coluna.------------------------------------------------ CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA 119 3.

600 Ventilação ou infiltração 12. .900 BTU/h .120 CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA -------------------------- --·---·- .600 BTU/h F .2::. 807 CFM X multiplicador ou 807 X 49) Item 12.480 c.604 3.543 BTU/h . Piso 4.5 TR.::1. Ganho devido ao Sol 6.outras fontes Item 11-5..G .ventilação ou infiltração ventilação: 40 X 15 = 600 CFM (fumo leve) ._Xc:.600 3.1 Estimativa Rápida de Carga Térmica.17.5 ~ 807 2 = --:-5.Self-contained* AREA A.1 Pés QuadraMs 271 FatorA 12 4 BTU!h 3.000 9.543 173.900 9. 2 Fator F 807 2.228 3.carga térmica total Itens 5 + 6 + 9 + 10 + 11 + 12 = 173. Tetos 5. Carga térmica total (5 +6+9+ 10 + II + 12) •o mc.400 BTU/h.684 38.4 FatorE E.600 BTU/h E .858 BTU/h ou 11.D . Paredes e divisórias (excluir as janqlas) m' 25. Pessoas sentadas ou em movimento lento 8. Janelas expostas ao Sol 35.13.416 9.000 ' Observação: Se os cálculos fossem feitos pelo método indicado na Tabela 3.211 G.211 BTU/h 173. Ganho por conduçã? I. 6 de pessoas 95 36.088 1. Ganho devido à luz e a aparelhos elétricos 10. Ganho devido às pessoas 7.660 BTU/h Item 9.7 Fator B 384 N. em movimento.ganho devido à luz e a aparelhos elétricos Item 1O. Total do item F FatorG 49 39. acharíamos para escritório médio: 138.211 . Quadro 3._X:_:_:_IO::. Pessoas trabalhando ou dançando Fator 25 15 400 660 10."' 60 (Usaremos o maior.800 5. Outras fontes li. 1 _ m fil traçao: CFM6 60'-'X-'-'-49. Total do item A 300 300 3 12 B.C .ganho devido às pessoas: sentadas.Ucul" está disponível em programa para microcomputadores.total: 19.2 149.:.736 58.000 BTU/h 13.mu c. Janelas na sombra 2. Total dn item D F.252 6. Total do item C D. Total de watts Fator 4. 144 TR 12. ou seja.900 19.Térmica 2.228 3.total: 39.

X I 60 Obs. se de 4".Ganho Devido ao Sol Janela voltada para: Vidro simples e duplo sem proteção Veneziana com toldo Cortina colorida ou veneziana interna Tijolo de vidro sem proteção Fatores E.pés quadrados X 550 Banho-maria (gás)--.800 Bicos de gás -número X 6. se de 2".número de aparelhos X 2.5 (duas paredes externas) I= 2 (três ou mais paredes externas) Fatores G.CÁLCULO DA CARGA TIRM!CA 121 Tabela 3.400 Banho-maria (elétrii::a). Fatores B.5 = CFM (sem fumo) N. X larg.Outras Fomes Salões de beleza.pés quadrados X 1.000 Motores elétricos -total de HP X 2.18 Fatores para o Cálculo da Carga Térmica Fatores A.: Dimensões em pés: I= I (uma parede externa) I= 1.2.: Se o teta tiver o isolamento de l".revestimento simples 7 10 Divisórias.300 Outras fontes especificadas.Multiplicador da Infiltração ou Ventilação para Vários Temperaturas de Bulbo Úmido Temp.4..capacidade em galões X 1.3.o de ocupantes X 7. BU Fmor 66 3 67 5 68 69 li 70 7l 72 73 74 75 76 33 77 37 78 79 45 80 49 8 !4 17 20 23 27 30 41 .Ventilação ou Infiltração Calcular as exig~ncias da ventilação-infiltração e usar o maior CFM Ventilação N. multiplicar por 0.000 Máquinas de café -. multiplicar por 0.revestimento duplo 4 5 Divisória de vidro 14 17 Tijolo de vidro 5 8 Piso 3 4 Teto sob recinto não-ventilado 12 13 Teto sob recinto ventilado 9 11 Teto sob telhado 14 16 Teto sob piso ocupado 3 5 Obs. 0 de ocupantes X 15 = CFM (fumo leve) N.alvenaria média 4 5 Paredes 2 3 Paredes -revestimento médio 4 5 Divisórias. X alt.BTU/h Fatores F. multiplicar por 0.0 de ocupantes X 40 = CFM (fumo pesado) SE li O 30 65 44 E 180 50 li O 72 NE N 105 30 60 42 NO 160 45 95 64 o 180 50 li O 72 so !lO 160 45 95 64 30 65 44 Infiltração CFM= comp.Condução Temperatura BS externa 90°F (32°C) 95°F (35°C) Janelas na sombra 12 17 Paredes -alvenaria pesada 3 5 Paredes.número x 900 Cafeteiras industriais.

650 5.150 Total: 6. Exemplo: Um escritório com 40 m2.o de pessoas N.450 4.150 3.220 V Tabela 3.o de pessoas N.350 2.500 5. 600 kcal/h Cat:ga devida à janela: 3.250 2.300 7.050 4.050 4.200 4. salas.550 3.500 3. terá a seguinte carga térmica com janelas de 8m2.800 2.600 4. A folha de cálculo da Tabela 3.400 6.500 5.350 2.Teto sob teJhado N.700 6.950 5.o de pessoas 05 1. o de pessoas 20 2.700 6.750 kcallh ou 2 aparelhos mod.650 2.800 5.100 N.550 3.150 3.450 4.850 6.200 4.800 8.900 4.050 4.750 7.100 5.600 2.700 6. ocupado normalmente por 10 pessoas.200 2.000 6.600 5.550 3. 0 de pessoas N.350 5.600 1.220 V Se houver proteção na janela: Carga devida à laje: 3.o de pessoas 05 1.800 5. sem proteção à tarde: Carga devida à laje: 3.200 10 15 20 .300 4.150 lO l5 3.550 6.900 7.15.122 CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA -------------------------------------- 3.100 2.950 5.19 Folha de Cálculo da Philco para Levantamento de Carga Térmica em kcal/h Item 1.650 6.150 4.000 4.700 3.750 4. os aparelhos de ar condicionado individuais.850 3.950 Total: 8.2 Unidades de ar condicionado individuais Embora de menor responsabilidade.850 3.650 5.200 6.19 dá uma indicação para os aparelhos da marca Philco.250 6.800 3.600 4.100 2.300 4. escritórios etc.300 4.750 4.250 6.).750 4.600 kcallh Carga devida à janela: 4. o de pessoas N.100 5.450 7. laje entre andares.550 4. F50 M32.050 2. F40 M32. de utilização exclusiva para um ambiente (quartos.550 kcal/h ou 2 aparelhos mod.o de pessoas N.850 3.500 5.200 7. também devem ser especificados de modo a atenderem à carga ténnica desses ambientes.600 4.150 3.Teto em laje m' 05 10 15 20 25 30 35 40 45 50 parcial N.150 6.250 5.100 3.400 3.

) 3.650 2.800 1.850 6.600 1.900 4.950 2.600 4.900 7.350 3. 0 de pessoas Total kcal/h m' 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 os 10 15 20 750 1.600 2250 3.800 2.500 2.650 3.300 4.Janelas si proteção (tarde) N.850 3.700 4.800 5.750 1.450 4.800 2.850 3.400 3.700 6.750 4.500 1.000 3.450 4.300 4.850 4.100 2. 0 de pessoas N.350 5.350 5.550 6.400 3.000 3.350 5.550 3.450 4.150 3.000 1.050 1.900 4.800 3.350 2. 0 de pessoas N.100 parcial .950 2. o de pessoas N.700 3.050 3.100 3." de pessoas nl 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 05 10 15 20 1.900 4.-~- 123 -------------------====::_==--= CÁLCULO DA CARGA TIRMICA Tabela 3.400 5.700 3.400 3.500 2.850 3.450 2.200 4.400 1.100 3.600 4.800 2.900 4.350 2.600 4.200 4.450 1.450 4.400 2.550 5.950 2.100 3.050 4.150 3.750 4.700 3. 0 de pessoas N.650 2.150 5.400 3. 0 de pessoas N.600 4.700 3.050 1. 0 de pessoas N.200 2.150 1.100 4.100 2.150 3.350 5.000 4.400 6.700 3.050 1.Janelas d proteção (tarde) N.800 2.200 4.100 5. 0 de pessoas 05 10 15 20 750 1. 0 de pessoas N.650 2.000 3.250 3.400 4.250 3.100 3.850 3.350 5.850 3.100 4.800 2. 0 de pessoas N.500 2.500 5.200 2.19 Folha de Cálculo da Philco para Levantamento de Carga Térmica em kcaVh (Cont.050 1.650 2. 0 de pessoas N.250 6.350 3.450 1.550 3.Teto entre andares N.600 1.950 5.300 4.

16 Exemplo de Cálculo da Carga Térmica de uma Instalação Central de Ar Condicionado* Seja o prédio a ser condicionado para verão descrito na Fig.3)........... visitas e funcionários.... 3. .................850 3.. para unidades do Sistema Internacional (SI).... Item 3: as características da construção devem ser tiradas das especificações da obra..124 CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA _ __ =:::_ Modelo Philco M Fl9P8l I lO V F19P8l 220V Ql9 P81 !lO V Q19P81 220V F25 C3I llOV F25 C31 220V Q25 C31 220V F30 C3l llOV F30 C31 220V F30M71 220V Q30M71 F40 M32 220V Q40 M32 220V F50M32 220V F70G32 220V F70S32 220V o D E L .......... existem aparelhos individuais que....... DT = 10 (veja Tabelas 3..... .......1: são as dimensões das paredes externas...8.. .. ··············· . que serão preenchidas de acordo com os dados do problema. anexos a uma copa onde é preparada parte das refeições...... apresentamos as folhas do "cálculo estimado da carga térmica".......... .. .. .. no caso............000 ·············· 4..18 (vidro simples).4) Modernamente....Térmica 1... .....3 Unidades individuais com condensador remoto externo e evaporador interno..... 4. ou dados relativos ao conforto tirados de tabelas específicas para cada caso..... Trata-se de dois restaurantes para diretoria. Solução: Para sistematizar o cálculo. num total de 48 pessoas. Item 1: preenchido de acordo com os dados do cliente.. Item 4... Uma única casa de máquinas para o ar condicionado abrigará as máquinas a serem especificadas. quanto às condições externa e interna..800 ··············· .. o ··············· ··············· ..... além de condensador remoto (instalado fora do ambiente condicionado para diminuir o barulho).. condensadas a ar. Item 2: as características do verão local deverão obedecer à nonna NBR-6401. tiradas da planta de arquitetura.. *O mesmo cálculo acha-se desenvolvido por meio de um programa para microcomputadores. incluindo as janelas....2: são as dimensões das janelas com vidro: U = 5..500 220V 3. possuem controle remoto.......... com controle remoto (Veja Seção 8..15.000 ··············· 7..2 e 3....... .. 3..000 kcallh 1............ ··············· ··············· 2........ Item 4.. ··············· ......

2.10 RESTAURANTE .10 A y d.. coz.i . I . RESTAURANTE DI RETORES é " " 7 " co" " 4.. ..00 OESP.I.8 Exemplo de cákulo de carga térmica (planta). 3. ' SANIT. 7..25 2. _____ --- CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA 125 j v " " " " .00 2.00 nt '' 1.. ... A ' . SANIT. .25 .. ---- .W . VISITAS " '~' MÁQUINAS " "-"" [ L Fig.

_.=--~-----•"'"~P"·"-----~----------------- . .....126 CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA ::::_____ DESCAROA DO AA "' (PREVffiTElll) Fig._.. aas:a.9 Projeto de instalação de ar condicionado de um restaurante (planta).... 3......~--•••••-••·••.......o•tl"'••••~•-n••-~-...

....- 20 X 47 /i'\.--------------==-==-=---=CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA I CJ 20 X 47 I - CF-. 3.':1 23 X 20 FORRO ----!o. RESTAURANTE CORTE AA 28.27 MCM 28.'! 127 ----...27 MCM Fig. .. l:??o:i I I lXlX . /i'\..9o Projeto de instalação de ar condicionado de um restaurante (cortes)..

6 = 6.08 +_I_+ _I_ ~ 0.13 u~-~o85 I 1..6... Item 7. Item 5.tijolo de uma vez de 20 cm (comum) .filme interior ....2). Item 5... fator solar para as 16 h do dia 20 de fevereiro igual a 448 X 0..5 + 0. 74 7...3: parede volt~da para o oeste... Item 8.- Item 4...3 + 0..........1: janela de vidro voltada para o oeste.1: supondo os dutos já projetados: a= 31... ..1 (veja Tabela 3.............5 (Tabela 3.............. . ....3 + 10 = 18.UCA .....fator de transformação: 1 kW-h = 860 kcaL Na iluminação incandescente...4: telhado de cor clara... DT~ 35.39 kcallh · m2 • °C .2 +-1-+_1_ ~ 1. o DTseria 5.6: para o teta consideramos laje de 8 cm de espessura (concreto com areia e brita...15 ~ 20'C.embaço de 2 cm ..3 2. excluindo as janelas (áreas do Item 4...3 m (comprimento total)..1)..128 ------ CÁLCULO DA CARGA T!íRI'.8: .janelas comuns: 4 m lineares: 41 X 3 = 123m3/h ou Q = 123m3/h.1 menos do Item 4..2 h~ h~ 1.47) ~ 22..11 29..... U = 0.2: total de pessoas em movimento moderado= 48.3 7......... .. c~ o..39 7....fator devido ao reatar: 1.60 X 2.35 m (altura).método das frestas (Tabela 3.1.duto isolado com 1112 polegada) kcallh · m2 • °C.39 7...fator latente = 101......... Para o cálculo de U.35L Item 6.70 X 2.redes divisórias. DT = 10 + 11..85..9.... Item 5.. .4.5 + 0.. toma-se..86......4: carga devida à iluminação fluorescente: . por aproximação. ..11 2......73 (Tabela 3........1): ......30 1.. por ter per~ianas internas.... DT = 5.... ...6).. procede-se como sendo parede de alvenaria com embaço de 2 cm interno e externo.total de watts: 2..040 (tirado da planta elétrica)..23 m'.... ... o mesmo U = 0. fator solar igual a 35 X 0.. R~ _I_+ 0.6 por ter persianas internas.1 = 21. multiplicar os watts por 0.. Pela Tabela 3....filme exterior (vento de 24 km/h) ..------- --.. U = 0... ..... ..3 (veja Tabela 3.... u~ 1.....13 u~. A~ 2c(a + b) ~ 2 X 0..... DT = 8.......2).17 29.. o DT será 5. . Item 4....3: são as dimensões externas..47 m (largura média).........6)... Temos os seguintes valores (veja Tabela 3.14): ...2: janelas de vidro voltada para o sul no mesmo dia e hora considerados....48 2.... C = 2... c= 0.35 (31.8 kcallh.17 ' Item 4. Item 9...13 R~ _1_+_1_+ 0.. b = 0........~ I o'74 1351 ' Item 5.fator sensível = 64 kcal/h.6 = 6.... ..85. ...4: para as pa. porém como o diferencial entre o ar exterior e o interior é 10.........13 1....1: carga devida à infiltração.2.....7...

48.3 = 11. . .809 m 3/h ou = 100 MCM ..15 = 10°C.... qL = 583 X 1. 0.48 = 861 kcal/h.4: diferencial de temperatura do ar de insuflamento: .) 16.1: .0.para restaurante (Tabela 3.021 .2).848 0.153 kcallh = 1...t...680 ~ 20.595 Item 13..1: percentagem de calor sensível: Item 10.1: carga devida à ventilação (veja Seção 3..720 kcal/h ·~ 17.3: .2 X 123 ~ 1.calor latente: qL = 583 X C.753 kcal/h -latente.29 X 10 = 5...t.29 (t.------ CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA 129 .. Item 11.922 kcallh Total = 43.747 kcal!h Item 11.2 = 4.142 3.29 (t..011) X 1..024 = 14.7): .3 TR 3.024 Item 13.16.720 kcallh Item 12.2 X 1._ .1 = 16. Item 12. .2: q.5: total de ar de insuflamento: Q~ q.29 X (t..temperatura BS do recinto -Item 13.2: .2 = 21.total de calor sensível: Item 10.16 = 11. Subtotal ~ 17.calor sensível: q_.. = Q X 0.872 kcal/h.3 22.29 X 10 = 357 kcallh.. qL = 583 X 20. onde: C= (UE2 .sensível.680 X 0..1 Item 12...toneladas de refngeraçao = . ri i .15).680 m 3/h..6.3: qL = 583 X c onde: C~ (0.2: temperatura BS do ar de insuflamento = ISOC (com base na umidade relativa de 90% na saída das serpentinas e usando a carta psicrométrica com a RCS = 75%)..1 = 16...3: temperatura BU do ar de insuflamento = 14°C.021.2 = 5....calor total: Item 12. .011) X 1.872 kcal/h Subtotal = 21.142 kcal/h .. Item 13.500 kcal/h Subtotal = 39..220 kcal/h Segurança 10% = 3..t..UE 1) X -y X Q (veja Item 3..) = 1. Item 13.0.total de calor latente: Item 10. _ total (kca!lh) = 43.) = 123 X 0.848 kcal/h Item 11..500 kcaVh Item 12. = Q X 0. Item 11. Item 13. -~- . ar exterior para ventilação: 35m3/h por pessoa ou 48 X 35 Item 11.2 = 25 . C~ (0.29 X 10 = 4.848 X = % 100 75 Item 10.

3 Parede e:>lcluindo janela 4.85 10 6.3 Janelas (x) Claro ( ) Clara ( ) Com toldo ( ) Médio (x) Média ( ) Na sombra (x) Escuro ( ) Escura (x) Sem proteção 4 GANHOS POR CONDUÇÃO -CALOR SENSÍVEL Dimensões (m) Área (m2) u DT Calor Sensfvel kcal!h w 4.2 3 CARACTERÍSTICAS DA CONSTRUÇÃO 3.1 Temperatura e °F) Bulbo seco Bulbo úmido Ponto de orvalho Umidade relativa 55(%) ec Interior 25°C (7TF) Exterior 35°C (95°F) 26.30 X 2 47.5 9.10 4.95 X 3 107. I o c (79°F) 2.5 Vidros nas divisórirns 4.85 0.1 814 l .1 157 35.60 5.1 Parede ex tema (Total) 15.2 Janelas com vidro 4.481.8 Total de condução 3.' 130 -----··-----CÁLCULO DA CARGA TIRMICA CÁLCULO ESTIMADO DA CARGA TÉRMICA 1 CLIENTE Endereço: Estrada Boa Esperança Pavimento: Térreo Dependência: Restaurante Central Latitude: 22°54' Hora: 16 h 2 CARACTERíSTICAS DO VERÃO LOCAL 2.0 + 98.25 4.011.75 X 6. t Telhado 3.351 6.18 10 1.70 X 3 14.6 Teto ou telhado 4.7 Diversos 4.7 X 7.2 Paredes externas 3.83 l.85 559 4.50 0.5 18.4 Paredes divisórias 28.

.21 .75 X 6.= = .8 3.072 4.73 w 0.1 Janelas com vidro voltadas p/ oeste 5.6 u DT Calor Sensível local/h w 5.5 Clarabóias 5.CALOR SENSÍVEL Dimensões (m X m) 5.91 2.' = = . 6 GANHO NOS DUTOS -CALOR SENSÍVEL Dimensões (m) Area (m2 ) Calor Sensível u a 6.= = " ...4 48 Calor Latente N.CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA 131 ------.1 Total nos dutos 31..6 35 X 0.6 Diversos 5....4 Telhados 5.2 Fator Solar 448 X 0.7 X 3 9.CALOR SENSÍVEL E LA1ENTE Calor Sensível Pessoas 7..70 X 2 9..2 Janelas com vidro voltadas p/ sul 5.3 521.072 4.3 Pored~ Area (ml) 19.7 Total de insolação 8.160..322.8 0..23 0.35 2c(a +b) 22..1 Sentadas 7.442 voltadas p/ oeste 5.70 X 7." Fator Sensível Fator Latente local/h w local/h w 64 101..1 98..47 20 324..' ...3 Em movimento brusco 7.1 18..6 7 GANHO DEVIDO ÀS PESSOAS.351 21.0 9.2 Em exercício moderado 7.25 4..4 29.60 X 2 4..4 .- 5 GANHO POR INSOLAÇÃO.4 Total devido às pessoas 3.4 9.886.9 197..85 1.3 b DT kcal/h ' 0.886.

8 Total devido aos equipamentos 9 GANHO DEVIDO À INFILTRAÇÃO -CALOR SENSÍVEL E LATENTE Calor Sensível kcal/h 9.8 Equipamentos 9.4 Pessoas 8.4 Infiltração 10.7 Diversos 2.978 324.L Dutos 7.011.7 Insolação 3. L Pequenos motores elétricos (2 HP) ou menores 8.3 Calor total 4.2 Total latente 10.O DA CARGA TF.595 .105 .6 Tubulações 8.848 5.8 Condução 5. ' .886.L Infiltração pelas janelas 9.4 Luz fluorescente 8. 2.RM!CA ~~~------------- 8 GANHO DEVIDO AOS EQUIPAMENTOS -CALOR SENSÍVEL E LATENTE Calor Sensível Calor Latente kcaflh Watts 8.072 2.860 2.2 HP Fator kcal/h w w 0.105 357 861 Calor Latente kcaflh w w 6..4 Total de infiltrações lO RESUMO Calor Sensível kcaflh 4.2 .5 7.' 132 CÁLCUJ.2 Pequenos motores elétricos (3 HP) ou maiores 8.1 Total sensível 10.040 X 1.5 Equipamentos a gás 8.6 3.3 Luz incandescente 8.3 Infiltrações diversas 9.105 8.747 22..4 16.Infiltração pelas janelas 357 Calor Latente kcal/h 861 w w 9.

29 (t.809m'/hou o-100MCM 13.024 3.3 TR Toneladas de refrigeração: 3.220 kca1/h Subtotal Segtrrança 10%= 3.848 kcal/h 4. .c'.UE 1) X 583 = 11.500 kca1/h ~ 39.1 N.2 Latente ltem I 0.2 = woc 11 16 · 848 "'5.5 TotaJ de insutlamento = .848 X 100 = 75% Item 10.sempre positivo.872 kcal/h 21.1 X 100 = 16.l___ '""' = 0.1 Percentagem de calor sensível: Item 10.680 X 1.Item 13.720 kcal/h ~ 17. já disponível para aquisição de interessados (veja Cartão-resposta).3 = Subtotal = 12.142 = = 14.1 ltem 12. J .4 0.t.2 (UE2 .922 kcal/h Total =43.753 kcal/h 17.500kcal/h = 21. I I 12.1 = Item 11.CALOR SENSÍVEL E LATENTE 11.4 Diferencial de temperatura do ar de insutlamento: bulbo seco do recinto = 25°C . Total (kcallh) 43.2 Temperatura de bulbo seco do ar de insutlamento = l5°C 13.1 Sensível Item 10.31R = 6.3 Temperatura de bulbo úmido do ar de insuflamento = l4°C 13.680 m 3/h 11.753 kcal/h -latente Observação: UE2 .2 = Subtotal = 12.872 kcal/h.2 m3/h de ar exterior = 1. li 12 CARGA 1ÉRMICA TOTAL I I I.17 a restaurante entre alto e médio padrão) 13 TOTAL DE AR DE INSUFLAMENTO 13.29 X Item 13.29 X 10 A título de exemplo transcreveremos o resultado do Programa Ténnica 1.595 13.--''"e:"m"'_10'é.2 = Item 11.) = 4.3 22.3 Calor total Jtem 12.720 kcallh 5.142kcal/h .747 kcallh 11.---~---- ------- CALCULO DA CARGA TÉRMICA 133 11 GANHO DE CALOR DEVIDO À VENTILAÇÃO.2 16.680 X 0.024 Média = 98 8 2 · m 14.81 m2trR (corresponde na Tabela 3.UE 1 X 583.sensível 11. 0 de pessoas 48 X 35 m 3/h/pessoa = 1.3 m 3/h de ar exterior= 1.

21 GANHO POR INSOLAÇÃO Total de insolação: 7979.69 . End.: A v.: (21)2220-2465 Estado: RJ Município: Rio de Janeiro E-mail: hcengenharia@ aol.j' . Franklin Roosevelt Pavimento: 11.0 aridar Dependência: 39 sala 1103 Latitude: 22°00' Hora: 21 h 21 mio Data: 07/05/02 CARACTERÍSTICAS DO VERÃO LOCAL Temperatura ( 0 C) Bulbo seco Bulbo úmido Ponto de orvalho Interior 25 Exterior 35 26.com INÍCIO DO CÁLCULO End.: Av.1 : 55 CARACTERÍSTICAS DA CONSTRUÇÃO Umidade relativa(%) Cor do telhado: claro Paredes externas: médio Janelas: sem proteção GANHO POR CONDUÇÃO Total de condução: 4641.2 GANHO NOS DUTOS Total nos dutos: 324. Franklin Roosevelt Te!.134 CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA ------------------------------ CÁLCULO ESTIMADO DA CARGA TÉRMICA CLIENTE Nome: Helio Creder Engenharia Ltda.

..10 ... . 0 de pessoas X m 3/h/pessoa: 1680 Metros cúbicos/h de ar exterior (sensível): 4872 Metros cúbicos/h de ar exterior (latente): 11753.021 Ar exterior para ventilação: 35 RESUMO Calor total sensível: 16376..20 Latente (Total latente + m 3/h de ar ext..'.40 Calor total: 22123..60 GANHO DE CALOR DEVIDO À VENTILAÇÃO N... .28 CARGA TÉRMICA TOTAL Sensível (Total sensível + m 3/h de ar ext.. . li li •I CÁLCULO DA CARGA TéRMICA 135 GANHO POR PESSOAS li i:! I.011 Umidade específica na saída: 0.88 Margem de segurança (10%): 3874.68 Subtotal: 38748. .MÉTODO DAS FRESTAS 'i 'i Infiltração de ar exterior em metros cúbicos por metros de frestas: 123 Umidade específica na entrada: 0.): 17500. li' .77 Toneladas de refrigeração (carga total/3024): 14. li Total latente: 4886.89 Total: 42623.20 Calor total latente: 5747. !I .): 21248.11 Calor latente: GANHO POR INFILTRAÇÃO '' >' Total de infiltraçâo: Total sensível: 357 Total latente: 861 GANHO POR INFILTRAÇÃO.4 Total sensível: 3072 Total de pessoas: 48 GANHOPOREQUWAMENTOS Total devido aos equipamentos: Calor sensível: 2.

.61 Os cálculos foram feitos de acordo com o projeto de arquitetura. . face da janela 'voltada para o sul.plantas e cortes (veja Exemplo 3. Calcular o fluxo de calor solar através da parede considerada no Exercício 1. Região Sudoeste.: 10 Total de insuflamento m 3/h: 564696. Usar unidades SI.17). Usar unidades SI.velocidade do exterior 24 km/h. = 24°C parede voltada para o norte. local.comprimento do duto: 25 m. Calcular a quantidade de calor solar transmitido através de uma janela de vidro com os seguintes dados: dimensões: 800 X 2. temperatura do ar de insuflamento: l5°C. 4. cor escura.50 m. Usar unidades SI. . areia e pedra . = 35°C.02 Temperatura do bulbo seco de ar de insufL 15 Temperatura do bulbo úmido de ar de insufl. . Calcular a quantidade de calor transmitida através dos dutos de insuflamento de ar de uma instalação com os seguintes dados: seção do duto: 0.velocidade do ar exterior 12 km/h. Calcular o coeficiente global de transmissão de calor para uma parede composta das seguintes camadas: embaço de 2 cm. Usar unidades SI. . 7.li ! -----··--------TOTAL DE AR DE INSUFLAMENTO 136 CÁLCULO DA CARGA TÉlRMICA Percentagem de calor sensível: 74. Calcular o coeficiente global de transmissão de calor para uma parede de alvenaria de pedra de 30 cm de espessura.ladrilho de 2 cm.68 Total de insuflamento m3/m: 9411. concreto corp. t. condições: sef!l proteção. onde: área = 20 X 4 m. Usar unidades SI. temperatura do ar exterior: 32°C. .hora: 17 h. 6. ExERCÍCIOS PROPOSTOS 1.número de pessoas: 300. Calcular a carga ténnica devida às pessoas em um salão de danças com os seguintes dados: . 2. t.50 X 0. isolamento em lã de vidro: 1/2 polegada (13 mm). .data: 22 de dezembro. 5. Se a janela do exeocício anterior tiver a sua face voltada para oeste. qual a quantidade de calor solar transmitida? 3.25 cm.: 14 Diferencial de temperatura de ar de insufl.40 m.

q_. determinar as condições do ar de insuflamento para os seguintes dados: calor total: 10.lO spots de luz incandescente de 150 W.20 aparelhos de luz fluorescente de 4 X 40 W.000 kcal/h. Um recinto deve ser mantido à temperatura de bulbo seco de 26. dimensões: 30 X 30 m. Usar unidades SI e BTU/h. Calcular a carga de calor sensível introduzida em um recinto com as seguintes características: . . bulbo úmido: 25. O ar de insuflamento é lançado na vazão de 300 MCM (metros cúbicos por minuto) e com a temperatura de 15. Usando os mesmos dados do Exercício 13.6°C.4°C. Calcular a carga de calor latente que deve ser retirada pelo equipamento de desumidificação. e em toneladas de refrigeração. uso de fumo leve.5°C e UR =55%). carga devida à iluminação: 5 kW. = 45 kW (carga de calor sensível). paredes voltadas para leste e oeste com janelas contíguas de dimensões totais de 8 X 2m.temperatura do ar interior: 24°C. Usar a Tabela 3. 1 ·I ·! . considerar somente a janela O para ganho devido ao sol.CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA 137 . calcular a umidade específica do ar ao passar pelas bobinas de esfriamento e após ficar dentro das condições interiores (BS = 26.temperatura do ar exterior: 32°C. Calcular a quantidade de ar que deve ser insuflada em um recinto. Janelas sem proteção. paredes voltadas para norte e sul sem janelas. 10. condições interiores: bulbo seco:: 25°C. vazão de ar: 60 MCM.restaurante com funcionamento diurno. ' ' 12.vazão de ar: 200 m 3 por minuto (MCM). Usar unidades inglesas (BTU/h) e dar a resposta também em unidades SI.16). Calcular a carga de calor latente introduzida no recinto. andar térreo. . 9.umidade 60%. 13. RCS ~ 0.4°C. para manter as seguintes características internas: f. 14. ocupação: 80 pessoas. Usar unidades SI e BTU/h. Usando o método rápido de avaliação de carga térmica de verão (veja Seção 3. umidade relativa: 55%. Usar unidades SI. e a temperatura do ar de insuflamento de 19°C. Desprezar a carga do piso. Utilizando a C<l!ffi psicrométrica da Trane.80. = 25°C. pé-direito: 3m. calcular a carga térmica em TR de um recinto com as seguintes características: . . 15.16. . Calcular a carga térmica devida à iluminação em um escritório com os seguintes dados: . bulbo seco externo: 32°C.temperatura de ambiente: 26°C. 8. 11. Observação: Teta sem isolamento. com os dados do Exercício 9. prédio exclusivo para o restaurante.umidade 50%. alvenaria pesada.

desvios.1). grelhas etc.3): dutos retas. isso representa economia na instalação. câmara misturadora de ar de retorno e exterior. como salas de operações dos hospitais. invólucros: Fase Condutor Condutor Gerador Consumidor Consumidor Retorno CIRCUITO ELÉTRICO -. Usam-se dutos como condutores de ar para os seguintes fins: insuflamcnto e retorno de ar. o ar retorna à máquina. Em ambos os casos o circuito do ar é fechado como um circuito elétrico análogo: o primeiro caso é o normal. não será conveniente o retomo do ar à máquina.4. Para o dimensionamento dos dutos. precisamos levar em conta os seguintes fatores: volume de ar a ser circulado: velocidade de ar através dos dutos.2 e 4. 4. Os dutos representam em custo médio cerca de 25% de toda instalação. 4. de condutor fase e retorno.. no segundo caso seria o circuito com volta pela terra (análogo à atmosfera) (veja Fig. peças de transição. resistência a ser vencida no duto. ar exterior. isto é. 4. terra CIRCUITO ELÉTRICO COM VOLTA PELA TERRA Duto de insuflamento Duto de insullamento Ambiente Ventilador Ambiente Duto de retorno atmosfera CIRCUITO DE AR atmosfera CIRCUITO DE AR SEM RETORNO fig. CL!rvas.. Em casos especiais. uma vez circulando no ambiente..1 Analogia entre um cirçUitO elétrico e um circuito de ar. isso onera a instalação.. O normal é a existência de recirculação do ar. como carcaça cobrindo os filtros. As partes componentes de um sistema de dutos são (veja Figs.. eliminadores e ventiladores.1 Dutos de Chapas Metálicas Dutos são condutores de ar que permitem sua circulação desde o ventilador até os pontos de insutlamento (aerofuses. locais de emanações poluidoras etc. .). bem como o retorno. serpentinas.

t::Q.--- - Porta d• acesso Elevação Fig. .2 Partes componentes de um sistema de dutos.. I I I I I . Raio 1 Desvio Transformação I I I ~o-~ ~ I I - Planta Vista da extremidade .. 4.MEIOS DE CONDUÇÃO DO AR 139 ONDE OS DUTOS SÃO USADOS Duto de ii de ar ~:·:~:::~:ç~o~u duto de i Duto de ar exterior Câmara misturadora INDICAÇÃO DETALHADA DE VÁRIOS ELEMENTOS DO SISTEMA DE DUTOS Contraventamento Largura tl::kl} Dii Duto reto Raio 2 ~~: Curva .

registras estacionários. . registras tipo veneziana.rr--.I . portas de acesso.___ .1 Métodos de dimensionamento de dutos Há três métodos usados no dimensionamento dos dutos de um sistema de ar condicionado: método da velocidade.l:::::::c . 4. .=.' ' ~C:c--1'--. registras divisórios e quadrantes.1.+ ~_L_ REGISTRO DE VOLUME REGISTRO DIVISÓRIO Palhetas (veios) 'I!---. ' .... ' ' llt::=_.telas de entrada de ar.. 4. método da recuperação estática. palhetas para as curvas.3 Partes componentes de um sistema de dutos. ligação de lonas para amortecer vibrações. registras de volume e quadrantes. método de igual perda de carga. .-. 1 Ramal /lo-.11 I_ 11 Registro REGISTRO DE VENEZIANA JOELHO RETO VENEZIANAS ESTACIONÁRIAS Carcaça LIGAÇÕES DE LONA Fig.' 140 MEIOS DE CoNDUÇÃO DO AR COMO SÃO EMPREGADOS OS REGISTROS NOS DUTOS DE CONDICIONAMENTO DE AR Duto principal Duto -bRegistro \ L ~ ' Registro y ".

V= velocidade em m/min (MPM). em unidades métricas (hv em mm de coluna d'água) para o ar padrão de 1..... essa diferença de pressão é proporcionada pelo ventilador e é de pequena proporção...j .5 e4.488 pol.005 Jh~.... p = densidade do ar em libras por pés cúbicos.1: Qual a diferença de pressão correspondente à velocidade do ar de 2. podemos utilizar as mesmas leis da queda dos corpos: (4.. .2 ft/s 2 . 4. ~ c.4mmdeCA h ~--v 242.074 88 libras por pés cúbicos então v= 4.. A equação geral para o dimensionamento dos dutos é a mesma equação geral usada para o fluxo de qualquer fluido: onde: Q = vazão em m'/min (MCM).... = diferençã de pressão em polegadas de água. e 242.1) onde: v= velocidade em m/s ou em pés por segundo (FPS).. No caso do ar.5 onde: h.4 -Jh~. ou = 12. Em unidades do sistema inglês.. turbulência e mudanças de velocidade (veja Figs. e são de dois tipos: atrito devido ao cantata com as superfícies (veja Fig. v = velocidade em pés por minuto. .4). . Para o ar padrão: p j"!!.2 kg/m3 e v em metro por minuto.• ..MEIOS DE CONDUÇÃO DO AR 141 O fluxo de qualquer fluido se verifica por diferença de pressão.2 2 v' As resistências opostas ao fluxo de ar resultam em perda de pressão... -----. 4.. v o: Exemplo 4. d'água.800 pés por minuto (853. ' "'· ' . Se considerarmos desprezível o atrito..2) 0.== .. . g =aceleração da gravidade= 9...4 m por minuto)? hv = v' 4 0052 = 0..._ p (4.6). h = diferença da gravidade em metros ou em pés. _____.em unidades inglesas. a fórmula acima pode ser simplificada para: v= 1096.81 m/s 2 ou 32. . A = área em m 2 . perdas dinâmicas devidas a mudança de direção.

! v '' ' '' / •• pol.' 142 MEIOS DE CONDUÇÃO DO AR ------------------------------- mm de águalm • " " " .X • • " " li " " "' ' . 4. - ' ' <OO '' •• 000 'lo o 00 • 000 . de água/1 00 pés Fig..4 Perda por atrito nos dutos retos. •• -~ ~ "" ''" '" '" '" '" 00 00 00 00 00 " É 00 00 • '\.. . K X .

01 ?) O. ~· .:1~~\'li 0A O...IXI 'i.064 mmlm (instalaçÕIIII normais) "m Fig../m. Reproduzida com permissão da TRANE ....Air Conditioning Manual... ..l! D.---------- MEIOS DE CONDUÇÃO DO AR 143 Petdas por atrHo em rnmlm 1G c as o " U' ~i& .1 P.. ' lli . > ~ . IAI\IU m ..f •' . " 111.' 25 3 ' 0.1 Pol/100 pés ....B 346810 0.IXI '<04 O.. \:~..IJI[ 11~ '\L ~"'~ ..OB 0. ~o 11 11 .t (I.R~~:. 7 rr v í' ~ t-~-~/l. 1 2 '1. ·~· 141..._ .2 B4. 2•54 mm~ 0.A..I>KIII -·· . ~ ' ~ > o ~ ~~ " ~ lf\ E ~ ·'~' .-~ v't' p" i o!l:. ~ f ~ai ~ IJIIj ~ ffft (I 'ij \JXf ~ 1-'ill 118.5 ' .3 .. ~ .4(o) Perdas por atrito em polegadas de coluna d'úgua/100 pés e em mm de C. u. 4..

A./m. Reproduzida com permissão da TRANE . 4.144 ME!OS DE CONDUÇÃO DO AR Fig. .Air Conditioning Manual.4(b) Perdas por atrito em polegadas de coluna d'água/100 pés e em mm de C.

(unidades métricas) Exemplo: Velocidade = 400 MPM Perda dinâmica = 2.25 0.00 0.70 0. (unidades inglesas) ..40 0.5 Perdas de pressão dinâmica. '·' '·' '·' '·' '·' '·' 0..pés/min §H H "' "' "' '<t "' 1.30 0.007 0.ao 0..0 I o.20 1.oa 0..10 0.005 0.12 0.012 0.20 0.02 0.11 0.12 ' Veklcidade.15 0.JP.•" o rn '·'.07 ..005 V= 242.04 0.50 1..006 0.03 0. 4.25 '·' '·' '·' o.15 0.009 0.015 0.MEIOS DE CONDUÇÃO DO AR 145 Velocidade. ' " '" o o ' " ' 0.m/min Fórmulas V= 4. ' .4 .60 ' ' ' '·' " " "' ' '' 1/ "' 0.8 mm/m Fig.01 0..025 " • ·~ .008 0.09 0.90 1/ o.06 0.004 0. 1/ 0. ..JP.05 0.

0 x P.76 AI/ A= 1. Curvadas -0. Venellanas e><temas ao tempo 00% área livre Perda de carga-1. CURVA45" '·' '·' '·' \.05 0.0. B· Perda de carga.3X P. 4.5 x P.\ CURVA 90" COM PALHETAS '·' '·' '·' '·' '·' 0. O.75 AIIA•0.30 < P.5 x P.00 X P. Trarosiç!io com registro Perda de carge-0.\0 0.08 X P. ~ Área Convergente 0.25 ~. I GRELHAS E REGISTAOS 85% area livre \ PLACAS Perda de carga. 1. I I I f I ~..10 0.\2 0.0 x P.12X P. 0.146 MruOS DE CONDUÇÃO DO AR 1 " Aelaç.50 AIIA=0.5 X P.0 x P. • . ELIMINADORES I i 3 pa$$es Perda de carga.09 X P.76 X P. 0.15 0.30 X P.5 x P." • " f--'-1 . Pllltlade<:aflla " ·~ 0.15 ~ P.18 0. ! I Grelhas-1.75 0. ~B Divergente AliA =2 AI/Am1. Registro de venn:!lanas Perdadacarga-1.1.2 x P.25 0.6 Perda de carga nas várias partes de um sistema de dutos.2 X P.75 '·" '"· ••• '"· '"· '·" '"· ·~ '"· '"· "· 0.15 § -' Palhetas ~"" ~ P&rdade 0<0'90 1. Pardadecarga-1.ão ~ D C2l···~ D ~ Ar.75 0.guloreto-O. Registras -1. Transição Fig.OB "' A Perda de carga.5 AIIA=1.0. ' . JOELHO AETO COM PALHETAS CURVA90• .25 AliA= 1 AIIA=0. P.75 0.50 0.75 "· '"· '"· ""· '"· '"· \.75 y f----L--1 Ralo duplo -0. 0.165XP. 0.BxP...25 0.10 x P. X P.0.

com base na experiência.1.--- ------~~~~~~~~~~~~~~~-="'-=-'=-=-=-=~= MEIOS DE CONDUÇÃO DO AR 147 Exemplo 4. alta velocidade. temos: alta pressão estática. Pressão dinâmica. ou. na velocidade de 450 m por mi~ nuto? Solução: A=-=--= Q 600 450 v 1.corresponde à energia potencial do ar. alta velocidade. em outras palavras: O que se ganha em energia cinética perde-se em energia potencial.