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2012-4851-OG-070812

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CHICO

— Ligue não... Eles falam da boca pra fora!
Vitória em
Marte
O robô Curiosity, de
US$ 2,5 bilhões, fez um
pouso perfeito, ontem,
em Marte para buscar
sinais de vida. A missão
é a mais sofisticada já
lançada. PÁGINA 30
ROBYN BECK/AFP
Opai. Pete Theisinger, da Nasa
Arthur Zanetti, de 22 anos e 1,56m, con-
quistou ontem o segundo ouro para o Brasil
em Londres. Ele venceu a prova de argolas,
dando a primeira medalha na ginástica ao
país. Com ótima atuação, superou o chinês
Yibing Chen, campeão olímpico e tetra
mundial, que ficou com a prata. No vôlei de
praia, Alison/Emanuel está na semifinais.
A CRUZ DE
OURO EM
LONDRES
Perfeição. Arthur Zanetti faz a cruz nas argolas para conquistar a inédita medalha de ouro
IVO GONZALEZ
MURAD SEZER/REUTERS
Medalha garantida. Adriana Araújo e
Esquiva Falcão estão nas semifinais do boxe
e já garantiram, no mínimo, o bronze
OGLOBO
TERÇA-FEIRA, 7 DE AGOSTO DE 2012 ANO LXXXVIII - Nº 28.855 Irineu Marinho (1876-1925) (1904-2003) Roberto Marinho RIO DE JANEIRO oglobo.com.br
No cargo há dois meses, o
premier sírio, Riyad Hijab,
desertou do regime de Assad,
que classificou como
terrorista e assassino. Ele se
juntou aos rebeldes, fugindo
para a Jordânia, com dois
ministros e três militares de
alta patente. PÁGINA 27
Premier foge de
‘regime terrorista’
Nova deserçãona Síria
A polícia identificou o autor
do massacre contra um
templo sikh, que matou seis
em Wisconsin, como Wade
Michael Page, ex-militar de 40
anos, com participação em
movimentos de supremacia
racial e fundador de uma
banda neonazista. PÁGINA 28
Autor era músico
e neonazista
Massacre nos EUA
Depois de dizer que levou
“sistematicamente” ao
governo a questão da
defasagem de preços dos
combustíveis (acima de 20%),
Graça Foster, presidente da
Petrobras, promete cortar
custos. PÁGINA 21 e editorial “Caso
típico de gestão temerária”
Petrobras agora
vai reduzir custos
Depois doprejuízo
Um teste em nove áreas
públicas do Rio com acesso
gratuito à internet revela que
só em duas delas o serviço
funciona bem. O problema
vem desde que o estado
assumiu a operação e a
manutenção da rede. PÁGINA 12
Wi-fi só funciona
em duas de 9 áreas
Conexãoimpossível
Os servidores da Polícia
Federal farão operação-
padrão em vários setores,
inclusive o de emissão de
passaportes, que fica restrita a
casos de urgência. Eles pedem
a saída do chefe da PF,
Leandro Daiello. PÁGINA 22
PF deve entrar
em greve hoje
Sempassaporte
SEGUNDOCADERNO
João Emanuel Carneiro
fala sobre sua rotina de
trabalho, o sucesso de
“Avenida Brasil” e
entrega algumas
viradas na
bem-sucedida
trama da
novela
das 21h.
Mobilização só
pelo Twitter
PÁGINA 5
Os advogados de José Dirceu,
ex-chefe da Casa Civil; José
Genoino, ex-presidente do
PT; DelúbioSoares, ex-tesou-
reiro do PT; e Marcos Valério,
lobista que operou o mensa-
lão, lançarammão de estraté-
gias parecidas: todos alega-
ram que não há provas nos
autos do que o Ministério Pú-
blico Federal sustenta ter si-
do uma organização crimi-
nosa, todos negamter havido
compra de votos de deputa-
dos e todos empurram as
responsabilidades uns para
os outros, de forma que pos-
samse eximir de culpa. Oad-
vogado de Dirceu rebateu as
acusações: “Meu cliente não
é quadrilheiro.” Ode Delúbio
admite que ele fez caixa dois
na campanha do PT, crime já
prescrito que não pode levar
ninguémà condenação. Ode
Valério só reconhece que ha-
via caixa dois. PÁGINAS 3 a 8, Mí-
riam Leitão e Merval Pereira
Só Delúbio assume
crime. E já prescrito
Réus usama tática de empurrar a responsabilidade uns para os outros
Dirceualegaque nãomandavanoPT; Genoino, que nãocuidavadodinheirodopartido; Delúbio, que administrava
as finanças, mas nãonegociavaapoioparlamentar; Valério, que fez empréstimos legais. Nofim, sóadmitemcaixa2
AHORADOMENSALÃO
_
Confissão. Arnaldo Malheiros, advogado de Delúbio, admite caixa 2
ANDRÉ COELHO
Hoje no STF
Advogados de Rogério Tolentino,
Cristiano Paz, Kátia Rabello,
Simone Vasconcelos e Geiza dos
Santos farão a sustentação oral
de seus clientes. PÁGINA 6
Richard
Cragun, aos 73
DIVULGAÇÃO
Bailarino americano foi
parceiro de Márcia
Haydée por 36 anos.
Hoje na TV
11h: Brasil x Rússia, vôlei feminino/quartas
15h45: Brasil x Coreia do Sul, futebol
masculino/quartas
Riqueza da
floresta
Amazônia abriga a mai-
or diversidade de vida
do mundo, mas enfren-
ta um problema crôni-
co: faltam recursos e ci-
entistas para desvendar
esse patrimônio.
O PAI DE NINA
E CARMINHA
M
Ô
N
IC
A
IM
B
U
Z
E
IR
O
Celso Blues
Boy, aos 56
DIVULGAÇÃO
Guitarrista de “Aumenta
que isso aí é rock’n’roll”
sucumbiu a um câncer.
OBITUÁRIO
2ª Edição Metropolitana - Preço deste exemplar no Estado do Rio de Janeiro R$ 2,50 - Circulam com esta edição: Classificados, Segundo Caderno, Revista O GLOBO Amanhã e caderno Esportes: 90 páginas
Supremo afago
Product: OGlobo PubDate: 07-08-2012 Zone: Metropolitana Edition: 3 Page: PAGINA_A User: Asimon Time: 08-07-2012 00:54 Color: CMYK
2 l O GLOBO 2ª Edição Terça-feira 7. 8. 2012
Página2
P
ara a cobertura do julga-
mento do mensalão no
Supremo, coube à edito-
ra de País do GLOBO, Fernan-
da da Escóssia, buscar a me-
lhor maneira de traduzir o “ju-
ridiquês” das sessões para faci-
litar a compreensão do leitor
que acompanha, seja em tem-
po real no site, ou no jornal im-
presso no dia seguinte, os des-
dobramentos do caso.
Foi então que surgiu a parce-
ria com o Centro de Justiça e
Sociedade da Fundação Getú-
lio Vargas/Direito Rio, que há
um mês auxilia a Redação no
entendimento das argumenta-
ções jurídicas.
— Embora seja mais comple-
xo fazer um trabalho desses
longe da Redação, acompanhar
o julgamento com os advoga-
dos da FGV nos ajuda a enten-
der melhor o que está sendo
discutido no STF e nos dá mais
segurança na hora de explicar
para o leitor — ressalta o editor
assistente Leonardo Pimentel,
que coordena a cobertura na
FGV com outros dois profissio-
nais que alimentamoambiente
especial minuto a minuto.
O site do GLOBO conta com
este ambiente onde é possível
conferir todas as informações
sobre o julgamento no STF, do
seu início até a votação final.
— O conjunto da cobertura
oferece ao leitor/internauta
informações qualificadas em
várias mídias, com as notícias
do dia, a análise dos especia-
listas e reportagens mais apro-
fundadas para a edição empa-
pel do dia seguinte — afirma
Fernanda. l
Mensalão
traduzido
DOMINGOS PEIXOTO
Tempo real. Jornalistas acompanham o julgamento na FGV/Direito Rio
OGLOBO Por Dentro
Loterias
l
O leitor deve checar os resultados em agências oficiais e no site da CEF porque, com os horários de fechamento do jornal, os números aqui publicados, divulgados sempre no fim da noite pela CEF, podem eventualmente estar defasados.
LOTOFÁCIL 788
l
01
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08
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09
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10
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16
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19
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21
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22
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23
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24
l
25
QUINA 2.962
l
02
l
17
l
20
l
60
l
68
NA PÁGINA 6 DO OLIMPÍADAS 2012:
“Após o medo da eliminação,
vitória garante vaga nas quartas
de final”. “Mas sair de uma
situação extremamente difícil,
como essa que saímos, abre uma
grande oportunidade.” Erro de
regência. Certo: “Mas sair de uma
situação extremamente difícil,
como essa de que saímos, abre
uma grande oportunidade.”
NA PÁGINA 3 DO SEGUNDO CADERNO:
“Bienal do Livro de SP pretende
atrair 800 mil ao Anhembi”.
“Lygia Fagundes Telles ganhará
uma homenagem extra-oficial.”
Com a reforma, o prefixo “extra-”
só tem hífen antes de “h” e “a”.
Certo: “...homenagem extraoficial.”
U
Autocrítica
NA WEB
oglobo.com.br
Leia a íntegra da coluna
Resumo da crítica feita e supervisionada pelos
professores Ozanir Roberti e Sérgio Nogueira,
sob a coordenação do jornalista Aluizio Mara-
nhão. Distribuída todos os dias na Redação do
GLOBO.
aLeiatambémnestaedição
O acervo inclui originais de
todas as versões das medalhas
cunhadas desde a primeira
edição contemporânea dos
Jogos, em 1896. RIO, PÁGINA 20
Rio terá exposição sobre
história das Olimpíadas
Dezesseis policiais egípcios
morreram no ataque atribuído
a jihadistas, que tentaram
invadir Israel com blindados
roubados. MUNDO, PÁGINA 29
Egito envia helicópteros
ao Sinai após ataque
O ex-presidente comeu uma
bacalhoada ontem com a
presidente Dilma para
comemorar os resultados de
exames de saúde. PAÍS, PÁGINA 11
Médicos liberamLula
para fazer campanha
O governo vai deportar 1.600
do total de detidos em
operação em Atenas, batizada
de Zeus Xenios, deus da
hospitalidade. MUNDO, PÁGINA 29
Grécia detém6 mil
imigrantes ilegais
O desabamento de uma laje
na obra do Estádio Mané
Garrincha, em Brasília, sede
da Copa de 2014, feriu ontem
cinco operários. OLIMPÍADAS 2012
Acidente fere operários
no Mané Garrincha
Nem rachaduras visíveis
foram suficientes. Foi
preciso um estalo, que
deixou os moradores
em pânico, e um prédio
de 3 andares se
entortar e se escorar
num outro para que a
Defesa Civil decidisse
demolir 4 edifícios em
Rio das Pedras. Todos
correndo risco de
desabar, erguidos
precariamente sobre
terreno instável. l
ADRIANA OLIVEIRA,
adriana@oglobo.com.br
Antes que
seja tarde
demais
Visões
FOTO: PABLO JACOB
Entre os 21,3 mil candidatos
no estado, 2.700 foram
indeferidos pela Justiça
Eleitoral, revela o TSE. Ainda
cabe recurso. PAÍS, PÁGINA 10
10%dos candidatos têm
registro negado no Rio
Documentos apreendidos
pela Polícia Federal mostram
que bicheiro pagou R$ 680 mil
a escritório de advocacia de
subprocurador. PAÍS, PÁGINA 9
Brindeiro atuou em
defesa de Cachoeira
Com a venda de parte de suas
ações na holding para o
Casino, o grupo francês
assume o controle da rede
varejista. ECONOMIA, PÁGINA 23
Abilio Diniz começa a
deixar Pão de Açúcar
Metalúrgicos de São José dos
Campos devem aprovar
afastamento remunerado até
novembro. ECONOMIA, PÁGINA 22, e
editorial “Lição de Detroit”
Trabalhadores da GM
votamhoje proposta
O ator americano participou
de comício em Valencia, na
que é considerada a mais
árdua campanha de Chávez à
reeleição. MUNDO, PÁGINA 29
Sean Penn é cabo
eleitoral de Chávez
A Secretaria Nacional do
Consumidor notificou dez
bancos por cobrar caro por
tarifa de cadastro ao financiar
veículos. ECONOMIA, PÁGINA 25
Bancos são notificados
por cobrança abusiva
O STF parece estar mais
ligado na realidade
SEGUNDO CADERNO, PÁGINA 10
ARNALDOJABOR
MENSALÃO
a Personagens dodia
James Hansen
Reabilitado por
Obama, o diretor
do Instituto
Goddard da Nasa
diz que as ondas
de calor nos EUA
são resultado da
ação humana.
CIÊNCIA, PÁGINA 30
PIONEIRO DO CLIMA
VOLTA À CARGA
AP
Jorge Paulo
Lemann (InBev
e Burger King),
R$ 29,3 bilhões
de fortuna, teria
encostado em Eike
Batista no ranking
da “Forbes Brasil”.
ECONOMIA, PÁGINA 23
NO TOPO DO RANKING,
EMPATE TÉCNICO
F. LEMANN/BLOOMBERG
Jorge P. Lemann Cristiano Girão
O ex-vereador, que
está preso, teve
bens e aluguéis
de 22 imóveis
bloqueados por
ordem judicial.
Seu grupo recebia
R$ 80 mil por mês.
RIO, PÁGINA 14
GOLPE NAS FINANÇAS
DAS MILÍCIAS
LUIZ MORIER/ 9-9-2008
|
Panorama
político
|
_
A MINISTRA Miriam Belchior (Planejamento) é a
madrinha do novo secretário-executivo da
Secretaria de Aviação Civil, Guilherme Ramalho.
_
ComSimone Iglesias, sucursais e correspondentes
panoramapolitico@oglobo.com.br
_
ILIMAR FRANCO
Ilimar@bsb.oglobo.com.br
_
A CPI do Caso Cachoeira descobriu que um
consultor do Senado, especializado em
Direito Penal, é advogado de Andressa
Mendonça, mulher do contraventor Carlos
Cachoeira. Ele integra a equipe do advogado
José Gerardo Grossi e recebe honorários para
defendê-la, e ganha um salário do Senado,
mas não pode atuar nesta investigação. Os
integrantes da CPI estão constrangidos.
Dupla militância
Ao pé do ouvido
A presidente da Petrobras,
Maria das Graças Foster,
garantiu que o cronograma
de investimentos das
refinarias em construção
não irá atrasar, apesar do
prejuízo de R$ 1,3 bilhão da
estatal no segundo
trimestre. Mas falando
sobre o assunto com os
governadores, tem aconselhado a procurar
investidores estrangeiros para antecipar as obras.
MARCELO CARNAVAL/28-10-2010
_
“O Brasil se tornou um país do
faz-de-conta. Faz de conta que
não se produziu o maior dos
escândalos nacionais, que os
culpados nada sabiam”
Marco Aurélio Mello
Discurso de posse na presidência do STF (4/5/2006)
_
Banco do Nordeste: Dilma x Cid
A presidente Dilma resolveu contrariar o
governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), e está
decidida a nomear para a presidência do Banco
do Nordeste o ex-ministro dos Portos, Pedro Brito,
que é funcionário de carreira da instituição. Brito
atualmente é diretor da Antaq e está rompido
com os Ferreira Gomes desde a fase final do
governo Lula. Cid Gomes fez tudo para vetar
Brito, manifestando preferência pelo presidente
interino, Paulo Ferraro. Para emplacar seu nome,
Cid pediu o apoio do governador Jaques Wagner
(BA-PT), mas não adiantou até agora. Dilma gosta
de Brito e quer na instituição alguém de sua
confiança e que tenha autonomia para trabalhar.
Aconteceu na quinta-feira (2)
No intervalo da sessão do STF, após rejeitar
pedido do advogado Alberto Toron, o presidente
Ayres Britto pergunta ao relator, ministro Joaquim
Barbosa: “Você acha que fui muito ríspido?”. A
resposta: “Não, imagina. Logo o Toron...”.
Um memorial para Jorge Amado
Na solenidade do centenário de nascimento de
Jorge Amado, ontem, no Senado, a família do
escritor e o governador Jaques Wagner (BA)
retomaram negociações para transformar a casa
de Jorge Amado, em Salvador, num memorial.
Ibama quer superpoderes
A Confederação Nacional dos Municípios e a
Câmara Brasileira da Indústria da Construção
atuam juntas na votação do Código Florestal. As
duas entidades se rebelam contra a tentativa do
Ibama de tirar dos municípios o poder de decidir
sobre a ocupação do solo urbano. A senadora Ana
Amélia (PP-RS) resume: “Eles querem aplicar na
área urbana o mesmo critério da área rural”.
Delta e financiamento eleitoral
As consultorias a serviço do PSDB descobriram
que a Delta mandou recursos para 16 empresas
de fachada. A remessa mínima estimada é de R$
291 milhões. Os tucanos suspeitam que esse
dinheiro foi para campanhas eleitorais em 2010.
Saia-justa
O candidato à reeleição em Curitiba, Luciano
Ducci (PSB), apoiado pelo governador tucano
Beto Richa, tem dado dor de cabeça ao PSDB do
Paraná. Sua campanha é só de elogios ao governo
Dilma. Os petistas apoiam Gustavo Fruet (PDT).
Product: OGlobo PubDate: 07-08-2012 Zone: Nacional Edition: 2 Page: PAGINA_B User: Asimon Time: 08-06-2012 23:15 Color: CMYK
O QUE ALEGOU
JOSÉ DIRCEU
EX-CHEFE DA CASA CIVIL
NÃO SABIA DE NADA DO PT
Dirceu não teria comandado quadrilha
porque sequer conhecia a forma usada
pelo PT para organizar suas finanças, pois
era chefe da Casa Civil de Lula. “Quando
ele assumiu a chefia da Casa Civil, deixou
de participar da vida do partido. Só se ele
fosse super-homem”. Negou uso do cargo
para favorecer operadores do esquema
O QUE ALEGOU
JOSÉ GENOINO
EX-PRESIDENTE DO PT
SÓ TRATAVA DE
ASSUNTOS POLÍTICOS
Ele não cuidava das finanças do PT, que
era assunto de Delúbio. Os empréstimos
por ele avalizados seriam legais. Nunca
tratou de empréstimos com Valério.
“Genoino cuidava das relações com os
partidos da base aliada em termos
políticos, não tratava de finanças”
O QUE ALEGOU
MARCOS VALÉRIO
OPERADOR DO MENSALÃO
CAIXA DOIS
Os empréstimos contraídos para o PT
teriam sido legais. Não teria havido uso de
dinheiro público ou compra de votos. Não
acusa Dirceu ou Genoino. Houve caixa
dois, reconhecido por Delúbio. “O fato
provado é o caixa dois de campanhas
eleitorais. Delúbio lhe informou que o PT
tinha dívidas de campanha”
O QUE ALEGOU
DELÚBIO SOARES
EX-TESOUREIRO DO PT
CAIXA DOIS
Delúbio não teria envolvimento com
assuntos políticos, muito menos com apoio
parlamentar. Não comprou votos, nem
apoio. E reconhece o caixa dois: “Que ele
operou caixa dois de campanha, operou.
Não nega. E ele não corrompeu ninguém,
até porque não tinha atribuição de obter
apoio político ou maioria parlamentar”
Terça-feira 7. 8. 2012 2ª Edição O GLOBO l 3
País
UMJULGAMENTOPARAAHISTÓRIA
_
Jogo de empurra no STF
Defesa diz que Dirceu e Genoino não cuidavam de dinheiro do PT e que houve só caixa dois
-BRASÍLIA- Integrantes do chamado núcleo
político no processo do mensalão, o ex-
chefe da Casa Civil José Dirceu, o ex-pre-
sidente doPTJosé Genoinoe oex-tesou-
reirodoPTDelúbioSoares unificaramas
defesas para alegar que não há provas
nos autos sobre oque oMinistérioPúbli-
cosustentater sidoumaorganizaçãocri-
minosa. Também juntos, negaram ter
havidocompra de votos de deputados —
mas usaramespécie de jogo de empurra
para se eximir de responsabilidade.
O advogado de Dirceu disse que o cli-
ente não cuidava de temas do PT. O de
Genoino, que ele só tratava de aspectos
políticos — e que o homem do dinheiro
era Delúbio. Adefesa dotesoureiroassu-
miucaixa dois, nãoligadoaoprocesso, já
prescrito e, por isso, não passível de con-
denação. Os três são acusados de cor-
rupção ativa e formação de quadrilha.
Adefesa de Marcos Valério, apontado
como operador do mensalão e inte-
grante dochamadonúcleopublicitário,
também lançou mão do caixa dois, su-
postamente cometido por Delúbio, pa-
ra tentar se livrar dos cinco crimes aos
quais responde: corrupção ativa, pecu-
lato, lavagem de dinheiro, formação de
quadrilha e evasão de divisas. Sócio de
Valério em empresas de publicidade,
Ramon Hollerbach também teve a de-
fesa apresentada em plenário.
GRÁFICOS DISTRIBUÍDOS AOS MINISTROS
A tese de que não há provas suficien-
tes para condenação foi recorrente.
— Ninguém dá notícia de compra ou
pedido de compra de voto de deputa-
do, apesar das 300 testemunhas ouvi-
das na instrução criminal — disse Mar-
celo Leonardo, advogado de Valério.
—Eu sei que não se pode exigir escri-
tura ou confissão, mas a gente tem que
trabalhar com um mínimo de realida-
de. E a realidade é essa, não dá para
condenar — afirmou Arnaldo Malhei-
ros, defensor de Delúbio.
— O mensalão nunca existiu. Falava
(Roberto) Jefferson inicialmente de pa-
gamentos periódicos, regulares, de R$ 30
mil a deputados. Há nos autos alguma
prova disso? Nãohá nenhuma, nada, ab-
solutamente nada — disse Luiz Fernan-
do Pacheco, em nome de Genoino.
Para sustentar melhor a tese, Malhei-
ros preparou gráficos e distribuiu aos
ministros. Disse que, dos 394 depoi
mentos analisados, 337 não menciona-
ramseu cliente. Só 39 alegaramque co-
nheciam Delúbio da vida profissional
ou partidária. Outras 14 disseram que
conheciam o ex-tesoureiro de vista, ou
da mídia. Malheiros disse que nenhu-
ma testemunha conversara com o réu
sobre compra de votos ou ouviu falar
na possibilidade. Para a conta fechar, fi-
caram faltando quatro testemunhas.
Os advogados mostraram preocupa-
ção com a opinião pública. José Luís de
Oliveira Lima, defensor de Dirceu, citou
artigo de Malheiros que diz que o minis-
tro Celso de Mello “nunca se deixou
pressionar por forças políticas, pela im-
prensa ou pela opinião pública”:
— Tenho certeza de que essas virtu-
des refletem as virtudes de todos os in-
tegrantes desta Corte.
Malheiros citou passagem bíblica em
queogovernador romanoPôncioPilatos
pede ao povo para escolher entre a con-
denação de Jesus e Barrabás, umladrão:
— Como é nocivo o juiz que vai até a
sacada perguntar aopovooque ele quer.
Solta Barrabás, condena Jesus e depois
lava as mãos, mas a consciência o perse-
gue. Isso não pode ser feito. Ojulgamen-
to tem de ser como essa Casa vai fazer,
tecnicamente, à luz das provas, da lei.
Porque ainda há a Justiça brasileira.
Marcelo Leonardo reclamoudo trata-
mento dado a Valério pela mídia:
— (Valério) Não é troféu ou persona-
gem a ser sacrificado em altar midiáti-
co. Foi vítima de implacável e insidiosa
campanha de publicidade opressiva.
Pacheco argumentou que o PT já foi
absolvido pela opinião pública:
— Tanto que o presidente Lula reele-
geu-se de forma acachapante. l
ANDRÉ COELHO
Os advogados. Oliveira Lima (à esquerda) conversa com Malheiros no STF
CAROLINA BRÍGIDO
carolina@bsb.oglobo.com.br
ANDRÉ DE SOUZA
andre.renato@bsb.oglobo.com.br
Defesa admite crime para
evitar condenação por
formação de quadrilha
-BRASÍLIA- A defesa do ex-tesou-
reiro do PT Delúbio Soares foi
a primeira a admitir, no plená-
rio do Supremo, a prática de
crime. Segundo o advogado
Arnaldo Malheiros, seu cliente
operou caixa dois, ou seja, mo-
vimentou dinheiro de campa-
nha semdeclarar à Justiça Elei-
toral. O objetivo é tentar fugir
de condenação por corrupção
ativa e formação de quadrilha,
crimes dos quais foi acusado
pelo Ministério Público. Como
ele não responde por caixa
dois na denúncia, e o crime já
estaria até prescrito a esta altu-
ra, não há possibilidade de
condenação por esta prática.
— Porque que tudo isso era
transmitido em cash? Por que
não se faziam corriqueiras
transferências bancárias, rápi-
das e fáceis de fazer? Porque
era ilícito. OPT não poderia fa-
zer a transferência de um di-
nheiro que não tinha entrado
nos seus livros. Isso foi assumi-
do — disse Malheiros. — Esse
dinheiro todo emcashera ilíci-
to mesmo. Delúbio não se fur-
ta a responder por aquilo que
fez. Só não quer ser condena-
do pelo que não fez. Ele ope-
rou caixa dois de campanha e
isso é ilícito, ele não nega. Mas
ele não corrompeu ninguém,
até porque não tinha no parti-
do a atribuição de obter maio-
ria parlamentar.
Na denúncia, o procurador-
geral da República, Roberto
Gurgel, disse que Delúbio era o
principal elo entre o núcleo po-
lítico do esquema e os núcleos
financeiroe operacional, lidera-
dos por Marcos Valério. “ Aação
de Delúbio não se limitou a in-
dicar os beneficiários das propi-
nas, tendosidotambémobene-
ficiário final das quantias rece-
bidas”, disse o procurador.
Nos 33 minutos em que fa-
lou, Malheiros alegou que seu
cliente não pode responder
por formação de quadrilha.
Para ele, o MP incluiu na qua-
drilha pessoas que pagavam
propina e que recebiam. Por is-
so, não seria possível estabele-
cer uma associação de interes-
ses entre os réus. Segundo Ma-
lheiros, Delúbio tinha um so-
nho ao entrar no PT, e não a in-
tenção de cometer crimes:
— É uma quadrilha muito es-
quisita, é a quadrilha que irma-
na quemcobra e quempaga. Is-
so não é quadrilha. As pessoas
não têm unidade de propósito.
Quadrilha é associar-se previa-
mente com o fim de cometer
crimes. Delúbio se associou ao
PT como fimde realizar umso-
nho, de exercer um projeto de
poder, de mudar o Brasil.
“A PROVA É PÍFIA, É ESGARÇADA”
A defesa também apresen-
tou a tese de que não houve
compra de votos de parlamen-
tares. Isso porque não se pode
fazer relação direta entre os sa-
ques de dinheiro e a vitória do
governo em votações impor-
tantes. Segundo Malheiros, o
dinheiro repassado a parla-
mentares era para a quitação
de dívidas de campanha:
— O trabalho dele era provi-
denciar dinheiro para custear
despesas de campanhas. Há
indícios fortes nos autos de
que o dinheiro foi usado para o
custeio de campanhas.
Para o advogado, a tese da
existência do mensalão não faz
sentido, porque não seria pos-
sível comprar a maioria parla-
mentar comos 13 parlamenta-
res que teriam recebido recur-
sos. Ele destacou que não ha-
via ato de ofício, ou seja, o pa-
gamento de dinheiro em troca
de ato de funcionário público.
Malheiros destacou que a de-
núncia não aponta o motivo
real do recebimento.
— Se toda vantagem dada a
funcionário público implicas-
se condenação, os ministros
do STF seriam condenados,
porque as editoras mandam li-
vros para eles e não exigemna-
da em troca — sustentou.
Segundo Malheiros, das
mais de 600 testemunhas ouvi-
das no processo, apenas 39
alegaramconhecer seu cliente.
E, dessas, nenhuma fez a rela-
ção de Delúbio com o suposto
esquema de compra de votos.
— O mínimo de prova tem
que haver. Não há uma identifi-
cação, não há o que emtroca do
que. Aprovaépífia, éesgarçada,
é rala, não se presta à condena-
ção de Delúbio de maneira ne-
nhuma — disse o advogado.
Para o Ministério Público,
além de ser o principal elo en-
tre o núcleo político e os núcle-
os operacional e financeiro,
Delúbio tinha a atribuição de
indicar a Marcos Valério os no-
mes de quem receberia os re-
cursos. l
‘Ele (Delúbio) operou caixa dois de campanha e isso é ilícito’, diz advogado
CarolinaBrígidoe André de Souza
“Ninguém dá
notícia de compra
ou pedido de
compra de voto,
apesar das 300
testemunhas”
Marcelo Leonardo
Advogado de
Marcos Valério
Product: OGlobo PubDate: 07-08-2012 Zone: Nacional Edition: 2 Page: PAGINA_C User: Asimon Time: 08-06-2012 23:05 Color: CMYK
MERVAL
PEREIRA
| |
merval@oglobo.com.br
Ao final da defesa dos quatro mais
importantes réus do mensalão, já é
possível se ter uma ideia dos rumos que o
julgamento vai tomar, embora
continuemos, como de início, sem saber o
resultado final que sairá da cabeça dos 11
juízes do Supremo Tribunal Federal.
Acredite quem quiser
S
e o procurador-geral da República, Roberto
Gurgel, ao fazer sua denúncia, teve carência
de provas materiais, mas citou abundantes
provas testemunhais, os advogados de defesa pro-
curaramontemdesmontar sua bemcontada histó-
ria, enfatizando que a acusação utilizou-se de tes-
temunhos dados antes da fase do contraditório.
Os advogados tentaram desqualificar assim as tes-
temunhas de acusação e alegaramque o procurador-
geral utilizou-se de depoimentos colhidos na CPI dos
Correios, um cenário político onde as palavras ditas
seriammais tendenciosas. As provas testemunhais da
defesa, noentanto, foramtodas de petistas oude pes-
soas envolvidas nas acusações, oquetambémnãoes-
tabelece uma zona de credibilidade indiscutível.
Dois dos advogados, Arnaldo Malheiros Filho, de
Delúbio Soares, e Marcelo Leonardo, de Marcos
Valério, admitiram“atividades ilícitas” e “caixa dois
eleitoral”, ao contrário de José Luís Mendes de Oli-
veira Lima, o advogado de José Dirceu, que passou
longe de admitir qualquer tipo de crime de seu cli-
ente, mesmo o eleitoral.
Da defesa dos três que formaram, segundo a de-
núncia do Ministério Público Federal, o “núcleo
político” do mensalão, têm-se a impressão de que o
PT era um partido completamente acéfalo, que
ninguém comandava e no qual todo mundo tinha
uma atividade específica sem ligação com um ob-
jetivo final, nem político, muito menos criminoso.
Dirceu, segundo a narrativa de seu advogado,
que contradiz a do próprio Dirceu em várias ocasi-
ões, era um ministro influente, mas não interferia
no PT—partido que ajudou a fundar e do qual fora
presidente até poucotempoantes de assumir ocar-
go no primeiro governo Lula —, e não indicava pes-
soas para cargos no governo. Estaria longe, portan-
to, de ter o “domínio final do fato”, o que o caracteri-
za, segundo a acusação, como “chefe da quadrilha”.
Genoino, presidente do PT, segundo seu advoga-
do só fazia acordos políticos e não tinha a menor
ideia sobre questões financeiras. Mas seu advoga-
do esqueceu-se de falar que Genoino assinou os
empréstimos bancários com o BMG e o Rural, —
que, segundo a denúncia, foram simulados para
justificar o desvio de
recursos públicos — o
que demonstra que
sem sua assinatura
eles não poderiam ser
tomados pelo tesou-
reiro Delúbio Soares.
Logo, Genoino deveria
saber que emprésti-
mos eram. Ele os ne-
gou até que a assinatu-
ra apareceu, e alegou
que assinara sem ler.
EDelúbio bolouessa
estratégia com o auxí-
lio de Marcos Valério,
por uma amizade re-
pentina que os uniu
logo depois que o deputado mineiro Virgilio Gui-
marães os apresentou, em2003, semque ninguém,
noPTounoPaláciodoPlanalto, tivesse autorizado.
O detalhe de que Valério havia aplicado sua ex-
pertise de desviar dinheiro público para campa-
nhas eleitorais na eleição mineira de 1998, para
tentar eleger o tucano Eduardo Azeredo governa-
dor de Minas, só faz aumentar os indícios de que
essa aproximação tinha um objetivo espúrio, fato
ressaltado pelo procurador-geral.
Mas ao explicar porque Dirceu se encontrou com
a direção do Banco Rural, em companhia de Valé-
rio, no período em que o banco fez um “emprésti-
mo” ao partido, o advogado José Luís Mendes de
Oliveira Lima alegou que receber empresários é
função do ministro-chefe da Casa Civil. Os fatos de
que o BMG ganhou exclusividade para explorar o
crédito consignado logo que foi lançado e o Banco
Rural negociava uma decisão do governo sobre o
Banco Mercantil de Pernambuco seriam coinci-
dências que nunca entraram nas conversações.
Marcelo Leonardo, advogado de Valério, foi o
protagonista de um anticlímax revelador das difi-
culdades de sua defesa. Foi o mais enfático dos ad-
vogados, mesmo quando defendia causas de ante-
mão perdidas, e pediu a absolvição de todos os 9
crimes de que seu cliente é acusado. Mas, ao final,
piscou. Disse que se, “por absurdo”, Marcos Valério
for condenado, que o Supremo lhe dê penas leves.
Não devemos ter grandes novidades nas demais
defesas, e os ministros doSupremoterãomesmoque
se guiar por suas convicções pessoais: há sete anos
há uma narrativa coerente sobre umesquema crimi-
noso montado de dentro do Palácio do Planalto para
comprar aadesãopolíticaaogoverno, eatentativade
transformar essa ação emcrime eleitoral, banalizado
na vida política brasileira. Acredite quem quiser. l
1
Acusação e defesa só têm
provas testemunhais
2
Dois dos réus admitem
“crime eleitoral”
3
Dirceu não interferia no PT
nem nomeava no governo
U
Os pontos-chave
4 l O GLOBO l País l Terça-feira 7. 8. 2012
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-BRASÍLIA- No terceiro dia de jul-
gamento do mensalão no Su-
premo Tribunal Federal (STF),
alguns ministros deram sinais
de cansaço. Os ministros Joa-
quim Barbosa, relator do pro-
cesso, Gilmar Mendes e Celso
de Mello chegaram a fechar os
olhos ao longo da sessão de
ontem.
A aparente fadiga dos magis-
trados contrastava com o ner-
vosismo dos advogados esca-
lados para falar durante a ses-
são. Ojulgamento começou na
semana passada e deve se es-
tender até setembro, conforme
cálculos feitos pelos próprios
defensores.
O cansaço dos ministros foi
notado até mesmo pelo presi-
dente do Supremo, Ayres Brit-
to. No encerramento da ses-
são, depois de mais de cinco
horas de discursos, Ayres Brit-
to disse que iria sugerir o fim
dos trabalhos para não preju-
dicar os advogados.
— A defesa leva desvanta-
gem por pegar julgadores can-
sados quando a sessão é muito
longa — disse o presidente.
Joaquim Barbosa e Gilmar
Mendes chegaram a fechar os
olhos várias vezes durante a
sessão, até mesmo num dos
momentos em que os fotógra-
fos foram autorizados a entrar
no plenário e registrar cenas
do julgamento.
A entrada dos fotógrafos é
sempre o momento mais rui-
doso das sessões, em geral si-
lenciosas. Alberto Toron, ad-
vogado de João Paulo Cunha
(PT-SP), disse que é difícil para
qualquer espectador prestar
atenção numa fala superior a
50 minutos.
NA DEFESA, SUOR E PIGARRO
Enquanto os advogados fala-
vam, os ministros Luiz Fux e
Cármen Lúcia faziam anota-
ções. Os ministros Marco Au-
rélio Mello, Rosa Weber, Cezar
Peluso fizeram consultas aos
documentos do processo por
várias vezes.
No lado oposto, era evidente
o nervosismo de alguns advo-
gados. José Luís de Oliveira Li-
ma, defensor de José Dirceue o
primeiro a falar, confessou que
estava tenso logo na abertura
da exposição.
— Advogado que não sente
umfrio na barriga, que não fica
com as mãos geladas, não fará
uma boa defesa — disse Oli-
veira Lima ao chegar ao púlpi-
to para defender Dirceu.
Em mensagem enviada pelo
celular ao advogado, Dirceu
mandou um agradecimento:
“eternamente grato”.
Luiz Fernando Pacheco, en-
carregado da defesa de José
Genoino, estava ainda mais
tenso. Bebericou num copo
d’água, revirou páginas do dis-
curso e enxugou o suor do ros-
to todo o tempo.
Pacheco só relaxou um pou-
co ao terminar a explanação e
saiu do plenário para fumar
um cigarro.
— O nervosismo é a contra-
partida do senso de responsa-
bilidade — disse Pacheco.
Arnaldo Malheiros afirmou
que se sentiu aliviado após de-
fender Delúbio Soares no ple-
nário do STF. Acometido de
um pigarro durante sua fala,
atribuiu o problema à seca de
Brasília. Ele usou apenas 33
minutos do tempo de uma ho-
ra para apresentar seus argu-
mentos.
— Não usei mais tempo por
falta de carga acusatória e tam-
bémpara não encher a paciên-
cia dos ministros — explicou
Malheiros.
Defensor de Marcos Valério,
Marcelo Leonardo afirmou
que estava com a sensação de
“dever cumprido”. Contou
que recebeu mensagens no
celular elogiando sua atua-
ção. A mais comemorada foi a
de seu pai, o advogado Jair Le-
onardo Lopes, de 88 anos, que
ainda atua no Direito:
—Receber elogio dele é tudo
para mim. l
Na primeira sessão para a defesa,
ministros demonstram cansaço
Advogados admitiramnervosismo ao subir à tribuna do Supremo
UMJULGAMENTOPARAAHISTÓRIA
_
JAILTONDE CARVALHO
jailtonc@bsb.oglobo.com.br
EVANDROÉBOLI
eboli@bsb.oglobo.com.br
FOTOS DE ANDRÉ COELHO
Cansaço. Nas
mais de cinco
horas de sessão
ontem, o relator
Joaquim
Barbosa (ao
lado) e os
ministros Gilmar
Mendes e Celso
de Mello
demonstram
cansaço diante
da repetição de
argumentos
Mendes defende sessão extra para o mensalão
Ministro do STF diz
ainda que polêmica
comLula estaria
superada
GUSTAVOURIBE
gustavo.uribe@sp.oglobo.com.br
-SÃO PAULO- O ministro do Supre-
mo Tribunal Federal (STF) Gil-
mar Mendes divergiu ontem
do ministro Marco Aurélio
Mello e defendeu a realização
de sessões extras para cumprir
o calendário do julgamento do
processo do mensalão, caso
seja necessário.
As audiências extraordinári-
as são defendidas por juristas
para assegurar a participação
do ministro Cezar Peluso, que
completa 70 anos em 3 de se-
tembro, data de sua aposenta-
doria compulsória. Recente-
mente, Marco Aurélio Mello
disse que a Suprema Corte de-
veria evitar marcar sessões es-
peciais para acelerar a análise
da denúncia do Ministério Pú-
blico.
Ontemcedo, emSão Paulo, o
ministro Gilmar Mendes afir-
mou que a decisão sobre o ca-
lendário caberá ao presidente
Carlos Ayres Britto. Porém, dis-
se que, se for oportuno, o pre-
sidente terá o apoio dos de-
mais ministros do Supremo
para convocar novas sessões.
— Essa é uma questão que o
presidente terá de analisar. Se
houver necessidade, ele certa-
mente fará uma convocação e
nós vamos apoiá-lo —afirmou
Mendes.
EX-MINISTROS ADOTAM SILÊNCIO
Gilmar Mendes não quis co-
mentar questões pontuais do
julgamento, como que tipo de
prova é preciso para condenar
um réu por corrupção. Marco
Aurélio, por exemplo, defende
que não é preciso uma prova
cabal para caracterizar o crime
de corrupção.
O ministro do STF afirmou
ainda que está superado o epi-
sódio no qual o ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva su-
postamente o teria pressiona-
do para adiar o julgamento do
mensalão, em virtude das elei-
ções municipais deste ano.
— Foi tudo superado. O que
tinha de ser falado já foi falado
— respondeu Mendes, que
participou de evento promovi-
do pela Federação das Indús-
trias do Estado de São Paulo.
Os ex-ministros do Supremo
Tribunal Federal (STF) Ellen
Gracie e Nelson Jobim tam-
bém participaram do evento e
não quiseram comentar o jul-
gamento do mensalão. Ambos
deixaramo local por umeleva-
dor privativo. l
O governo tenta iniciar hoje a
votação dos 343 destaques
apresentados à Medida Provi-
sória do Código Florestal, na
Comissão Mista do Congresso.
Está prevista nova queda de
braço coma bancada ruralista,
que quer alterar o texto. A MP
perde a validade em8 de outu-
bro, e, até lá, oCongressoficará
esvaziado com as eleições. l
Planalto negocia início
de votação em
comissão do Congresso
CódigoFlorestal
Product: OGlobo PubDate: 07-08-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_D User: Asimon Time: 08-06-2012 22:10 Color: CMYK
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Arthur Zanetti brilhou em Londres ao conquistar a primeira medalha de
ouro da América Latina na ginástica. Parabéns, Arthur.
Para a CAIXA e milhões de brasileiros, valeu a pena acreditar.
-BRASÍLIA- Primeiro advogado a subir na
tribuna do plenário do Supremo, José
Luís de Oliveira Lima evocou o passado
de luta contra a ditadura de seu cliente
José Dirceu, mas disse ontem que está
pedindo a absolvição combase nos au-
tos. Segundo Lima, o Ministério Públi-
co não conseguiu comprovar que Dir-
ceuera, de fato, o chefe da quadrilha do
mensalão, ou que teria subornado par-
lamentares no Congresso. O advogado
alegou que “dezenas de depoimentos”
atestam a inexistência do esquema:
— José Dirceu foi, nos últimos cinco
anos, a pessoa mais investigada do Bra-
sil. Meu cliente não é quadrilheiro, não
é chefe de organização criminosa e
quem diz isso são os autos. Não peço a
absolvição de José Dirceu pelo passado
de 40 anos de vida pública sem qual-
quer mancha, porque não estou no
Congresso. Peço a absolvição combase
nas provas dos autos.
Para Oliveira Lima, o MP preferiu fe-
char os olhos para as provas dos autos.
— O pedido de condenação de Dir-
ceu com base no que está nos autos é o
mais atrevido e escandaloso ataque à
Constituição — disse ele, parafrasean-
do o procurador Roberto Gurgel, para
quem o mensalão foi “o mais atrevido”
escândalo político do país.
Oliveira Lima disse que o processo
tem mais de 600 depoimentos de teste-
munhas e nenhum incrimina Dirceu:
— Se não se pode dar credibilidade a
esses depoimentos, as testemunhas têm
que ser processadas por falso testemu-
nho. OMPnãodeixoude comprovar sua
tese por inércia ou incompetência, mas
porque não é verdade que aconteceu a
propalada compra de votos.
A denúncia do MP lista depoimentos
apontando o envolvimento do ex-mi-
nistro. O ex-deputado Pedro Correa diz
que Dirceu sabia das negociações do
PP com o PT. Valdemar Costa Neto fala
de reuniões na casa de Dirceu, e o pró-
prio Roberto Jefferson insiste que Dir-
ceu sabia de tudo. A ex-mulher de Mar-
cos Valério, Renilda Fernandes, diz
que, segundo Valério, Dirceu sabia dos
empréstimos.
Usando só 45 minutos da hora a que
tinha direito, Oliveira Lima rebateu os
pontos contra Dirceu. Negou que o cli-
ente tenha oferecido dinheiro a parla-
mentares por apoio. Segundo ele, não
há provas nos autos de relação entre o
resultado de votações no Congresso e
recebimento de recursos. Quando ha-
via os saques mais vultosos, disse o ad-
vogado, o governo perdia as votações:
— Não existe nenhum depoimento
de testemunha nesse sentido. O Minis-
térioPúbliconãoaponta essa prova e se
atém ao depoimento de Jefferson.
Oadvogado questionoua idoneidade
de Jefferson, que, segundo ele, sofria a
ameaça de ser investigado em CPI por
corrupção nos Correios.
Oliveira Lima alegou que Dirceu,
após assumir a Casa Civil, afastou-se de
questões administrativas e financeiras
do PT. Acrescentou que, comesse argu-
mento, seu cliente não está afirmando
que os empréstimos eram ilegais. Para
o MP, os empréstimos eram fictícios,
pois serviampara acobertar o desvio de
dinheiro usado para financiar os acor-
dos com integrantes da base aliada:
— José Dirceu tinha importância no
PT, mas, na chefia da Casa Civil, deixou
de participar da vida do partido. Com
agenda completa, como poderia ser
ministro de umgoverno que se iniciava
e cuidar da administração do partido?
Oliveira Lima também disse que seu
cliente não era próximo de Valério. Na
acusação, Gurgel citou reunião na Casa
Civil à qual Valério teria comparecido:
— O fato de Valério ter participado
dessa reunião não quer dizer que Dirceu
tenha compromisso com essa pessoa. l
Lembrando passado militante de ex-chefe da Casa Civil, advogado diz que depoimentos o inocentam
GIVALDO BARBOSA
A DEFESA. José Luís de Oliveira Lima, advogado de Dirceu, foi o primeiro a ir à tribuna do STF
‘Meu cliente (Dirceu) não é quadrilheiro’
Guerra virtual entre
petistas e opositores
Página do MPF no
Twitter publicou
trechos da denúncia
do procurador-geral
-BRASÍLIA- A militância não foi às
ruas fazer protestonembandei-
raço na porta do Supremo Tri-
bunal Federal (STF). Mas, lide-
rada por Evanise Santos, atual
esposa do ex-ministro José Dir-
ceu, a página @militanciadopt
fez barulho ontem no Twitter
durante a defesa do principal
réu do mensalão feita pelo ad-
vogado José Luís de Oliveira Li-
ma. Simpatizantes de Dirceure-
tuitaram exaustivamente os ar-
gumentos do advogado com as
hastags #apoioDirceu, #advo-
gadodoDirceu e #golpenunca-
mais. Do outro lado, na hastag
#apoioGurgel militantes e parti-
dos de oposição pediam a con-
denação dos réus do mensalão.
“Para ladrão, mensalão e cor-
rupção, cadeia é a solução”, es-
creveu @ihamma. “Quero meu
país de volta e livre dessas rata-
zanas vermelhas!”, replicou
@17razão. O PSDB nacional
também entrou na campanha.
E até a página do Ministério Pú-
blico Federal no Twitter publi-
cou trechos da denúncia do
procurador-geral da República,
Roberto Gurgel, na hashtag de
apoio a ele.
Quando o ministro Joaquim
Barbosa foi flagrado cochilando,
as hastags de apoio a Dirceu fo-
ram substituídas pela militância
petista por #acordajoaquim.
Apenas Dirceu, entre os pe-
tistas que tiveram suas defesas
apresentadas ontem no Supre-
mo, mereceu mobilização da
rede social. “Energias positivas
Juca”, escreveu Evanise no
Twitter assim que o advogado
do ex-ministro começou a fa-
lar. Além da repetição da defe-
sa de Dirceu, militantes ali-
mentaram a mobilização com
ataques pesados a Gurgel. Ata-
ques engrossados pelos blogs
dos jornalistas Paulo Henrique
Amorim e Luiz Nassif. Este
postou uma charge de Gurgel
como um tucano.
Não faltaramprovocações de
lado a lado. Petistas criticaram
o fato de a página da PGR no
twitter usar a hashtag #apoio-
gurgel. “Não é cabível que o
@MPF_PGRuse da conta ofici-
al do órgão no Twitter para fa-
zer campanha contra um cida-
dão#ApoioDirceu”, postou a
jornalista @hilde_angel, apoi-
adora de José Dirceu.
Asessão do Supremo já tinha
acabado há tempos, e os mili-
tantes continuavam na rede
social. “Essa defesa dos men-
saleiros é hilária... cadeia nes-
sa corja já!”, postou @domin-
gosgalante. l
UMJULGAMENTOPARAAHISTÓRIA
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CAROLINA BRÍGIDO
carolina@bsb.oglobo.com.br
ANDRÉ DE SOUZA
andre.renato@bsb.oglobo.com.br
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6 l O GLOBO l País l Terça-feira 7. 8. 2012
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não é válida para promoções especiais commúltiplos de produtos, do tipo “pague 2 e leve 3”, “leve 4 e, commais umcentavo, leve outro produto ou mais umexemplar do mesmo produto”. Não vendemos por atacado e reservamo-nos o direito de limitar, por cliente, a quantidade dos produtos vendidos, de acordo comesta promoção, em5 unidades/kg por produto da categoria alimentos e 2 unidades por produto da categoria não alimentos. Consulte o SAC das lojas Extra Hiper e Extra Supermercado para mais informações.
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anunciados. Pagamento à vista pode ser feito emdinheiro, cheque, cartão de débito ou comos cartões de crédito Amex, Aura, Diners, Good Card, MasterCard, Policard, Sorocred, Vale Shop, Unik ou Visa. No site www.extra.com.br, as ofertas e formas de pagamento podemser diferenciadas. Consulte condições para pagamento comcheque na loja. OExtra aceita vários vales-alimentação (confira relação na loja). Fica ressalvada
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Alho
a granel
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7
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Alcatra com
maminha bovina
resfriada peça
ou pedaço - kg
11
,85
Filé mignon bovino
resfriado peça
a vácuo - kg
19
,90
Carne suína com
osso resfriada - kg
6
,98
Pernil suíno com osso
temperado resfriado
Pamplona - kg
8
,98
Costela suína
congelada - kg
9
,90
Bife borboleta, bife
caçarola, bife de
acém, bife de paleta
ou bife de panela
bovino resfriado - kg
11
,69
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7/8/12
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-BRASÍLIA- Luiz Fernando Pache-
co, advogado do ex-presidente
do PT José Genoino, seguiu o
roteiro previsto, negou a exis-
tência do mensalão e jogou no
ex-tesoureiro do PT Delúbio
Soares a culpa pelos emprésti-
mos tomados nos bancos Ru-
ral e BMG. Na sustentação oral
que fez ontem, no Supremo
Tribunal Federal (STF), Pache-
co usou 40 minutos dos 60 a
que teria direito, e argumentou
que seu cliente não cuidava
das finanças do partido.
— Assumiu (Genoino) em
2003 o PT. O PT estava com as
finanças em frangalhos, isso é
público e notório, por conta de
dívidas de 2002 e porque os di-
retórios estaduais estavam to-
dos inadimplentes. Todos sa-
biam disso. A solução foi dele-
gada para o secretário de Fi-
nanças e Administração (De-
lúbio). O diretório nacional
optou por fazer os emprésti-
mos. O tesoureiro procurou
instituições financeiras, nego-
ciou os termos dos emprésti-
mos. Essa é e sempre foi a pala-
vra do próprio Delúbio Soares
— afirmou Pacheco.
Alémde mencionar Delúbio,
Pacheco citou o depoimento
de outros réus e testemunhas,
inclusive parlamentares. Nes-
ses depoimentos, a linha de ra-
ciocínio é sempre a mesma:
Genoino não tratava das finan-
ças do partido, cabendo-lhe a
articulação política:
— Não tem (Genoino) qual-
quer aptidão para tratamento
de finanças, mas é um expert,
ao longo de 24 anos de Con-
gresso Nacional, na articula-
ção política. Exatamente por
isso a articulação cabia a ele.
Havia no diretório (nacional
do PT) uma divisão de tarefas.
A Procuradoria Geral da Re-
pública (PGR) pensa diferente.
Nas alegações finais do procu-
rador-geral da República, Ro-
berto Gurgel, Genoino é apon-
tado como “o interlocutor polí-
tico do grupo criminoso”.
Para Gurgel, Genoino, repre-
sentando o então ministro da
Casa Civil José Dirceu, “além
de conversar com os líderes
partidários, convidando-os a
apoiar os projetos de interesse
do governo, procedia ao ajuste
da vantagem financeira que
seria paga caso aceitassem a
proposta”.
Ontem, Pacheco disse que a
acusação da PGR não especifi-
ca o que Genoino fez de erra-
do. Para o advogado, seu clien-
te está sendo acusado simples-
mente porque era presidente
do PT na época. Ele chegou a
comparar a acusação da PGR à
inquisição e ao nazismo.
— Queima porque é bruxa. É
porque é bruxa que queima. É
o direito penal do terror. É o di-
reito penal do inimigo. É o di-
reito penal nazista. É judeu,
então mata. E mata porque é
judeu. É petista? É presidente
do PT? Tem que ir para a ca-
deia — desabafou. l
Defesa do ex-presidente do PT reafirma que só tesoureiro cuidava de finanças
ANDRÉ COELHO
Talento político. Luiz Fernando Pacheco defende Genoino, alegando que o cliente não tem habilidade com finanças
Advogado de Genoino atribui a
Delúbio culpa por empréstimos
C
omeçaram as sustentações orais
do mensalão. Serão no mínimo
38 advogados, 38 horas, além
das cinco já dedicadas à acusa-
ção. Essa importante etapa do julgamento
permitiria aos ministros conhecerem as
versões dos réus e, assim, formularem
seus juízos. A fala da defesa é parcial, mas
fundamental na construção da decisão
imparcial.
A sustentação oral será mesmo necessá-
ria? Os ministros do Supremo têmlaptops.
Já receberame lerammeses antes, digitali-
zadas, as defesas dos réus e o registro de
todas as provas e argumentos relevantes.
Conhecem as teses dos dois lados. Será
tempo desperdiçado? Para seremimparci-
ais, os ministros precisam ser ouvintes de
um replay do que já leram?
Melhor seria se usassemo momento das
sustentações para fazer perguntas aos ad-
vogados. O regimento do Supremo permi-
te — a cultura processual é que não. Com
umcaso tão complexo e cheio de persona-
gens, certamente há esclarecimentos a pe-
dir. Poderiam questionar as teses, mostrar
suas contradições mútuas e lacunas e dia-
logar com os advogados, como acontece
em muitos outros países.
Ao ser mais proativo, o Supremo incenti-
varia o contraste de argumentos — não
entre os próprios ministros, o que ocorrerá
mais tarde, mas com os próprios advoga-
dos. No silêncio do Supremo, a verdade
escolhida por cada advogado se apresenta
como única — e, pela TV Justiça, sai dos
autos do processo para atingir o público
em geral. l
DIEGOWERNECKARGUELHES
Para que serve a
sustentação oral
no Supremo?
Artigo
Diego Werneck Arguelhes é professor da
FGVDireito Rio
14H
Fala de
Castellar
Modesto
Guimarães,
advogado de
Cristiano de
Mello Paz
15H
Falará Paulo
Sérgio de
Abreu e Silva,
que defende
Rogério Lanza
Toletino
16H
Apresentação
de Leonardo
Yarochewsky
em defesa de
Simone Reis
Lobo de
Vasconcelos
17H
Paulo Sérgio
de Abreu e
Silva defende
Geiza Dias
dos Santos
18H
José Carlos
Dias fala
em defesa
de Kátia
Rabello
U
Hojeno
STF
UMJULGAMENTOPARAAHISTÓRIA
_
ANDRÉ DE SOUZA
andre.renato@bsb.oglobo.com.br
CAROLINA BRÍGIDO
carolina@bsb.oglobo.com.br
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Terça-feira 7. 8. 2012 l País l O GLOBO l 7
Só SEDEX é SEDEX.
SUA ENCOMENDA MAIS RÁPIDA
DO QUE VOCÊ IMAGINA.
-BRASÍLIA- A defesa de Marcos
Valério — um dos réus contra
os quais há mais acusações no
processo do mensalão — sus-
tentou ontem que o empresá-
rio é inocente, que os emprés-
timos tomados no Banco Rural
e no BMGforamlegais, e que o
repasse de dinheiro para parti-
dos políticos foi, no máximo,
caixa dois, não compra de vo-
tos. Valério responde por for-
mação de quadrilha, corrup-
ção ativa, peculato, lavagemde
dinheiro e evasão
de divisas. Segun-
do o seu advogado,
Marcelo Leonardo,
não há correlação
entre saques ban-
cários feitos por
parlamentares e
votações favoráveis
a projetos de inte-
resse do governo:
— As inúmeras
testemunhas ouvi-
das na instrução
criminal contraditória nesta
ação penal negamo mensalão.
Esclarecemque os recursos fo-
ram repassados para fins de
ajuda em campanhas eleito-
rais, constituindo assim, no
máximo, caixa dois para as
mesmas campanhas, jamais
tendo havido repasse de di-
nheiro a parlamentares para a
compra de votos.
Segundo a Procuradoria Ge-
ral da República, Valério pe-
gou empréstimos fictícios por
meio de suas agências de pu-
blicidade para distribuir o di-
nheiro a parlamentares. Os re-
cursos teriam sido desviados
por meio de contratos de pu-
blicidade firmados como Ban-
co do Brasil. Mas, para Leonar-
do, as provas do Ministério Pú-
blico são frágeis.
—OMinistério Público, quer
nas alegações finais, quer na
sustentação oral, se limitou a
basear sua peça em provas co-
lhidas no inquérito e na CPMI
dos Correios. A defesa citou
em alegações somente prova
colhida em contraditório cri-
minal — afirmou o advogado
do publicitário.
Leonardo negou que os re-
cursos do Visanet,
fundo usado pelo
Banco do Brasil pa-
ra bancar parte de
sua publicidade,
fossem públicos,
como sustenta a
acusação. Para a
procuradoria, o di-
nheiro que foi para
as agências de pu-
blicidade de Valé-
rio era do próprio
banco público — o
que foi atestado num laudo da
PF, como mostrou O GLOBO.
Mas o advogado afirmou que
provas documentais, periciais
e testemunhais mostram que
tais recursos não integravam o
orçamento do Banco Brasil
nem integravam suas receitas.
— O Visanet tem o fundo
acompanhadoe geridopor seu
comitê gestor. É um fundo pri-
vado. E o pagamento era feito
diretamente pelo Visanet.
Marcelo Leonardo citou
quatro acórdãos do Tribunal
de Contas da União (TCU) que
consideraram legais os contra-
tos de quatro agências de pu-
blicidade como Banco do Bra-
sil e a Caixa Econômica Fede-
ral. Um dos acórdãos trata de
contrato entre o Banco do Bra-
sil e a DNA, uma das agências
de Valério no centro do escân-
dalo. Os efeitos do acórdão es-
tão suspensos porque o Minis-
tério Público recorreu contra a
decisão, que será reavaliada.
‘CRIAÇÃO MENTAL DO ACUSADOR’
Sobre a acusação por forma-
ção de quadrilha, Leonardo
disse que as relações de Valé-
rio com outros réus não confi-
guram tal crime. Ramón Hol-
lerbach e Cristiano Paz seriam
sócios; Rogério Tolentino, ad-
vogado das empresas; e Simo-
ne Vasconcelos e Geiza Dias,
funcionárias das agências.
Leonardo negou irregulari-
dades no contrato de uma das
agências, a SMP&B, com a Câ-
mara dos Deputados. Segundo
ele, não houve pagamento de
vantagem indevida ao então
presidente da Câmara, deputa-
do João Paulo Cunha (PT-SP).
Para o advogado de Marcos
Valério, isso é uma “criação
mental do acusador”. Nem te-
ria havido irregularidades na
execução do contrato.
—Acomissão de licitação da
Câmara era formada por cinco
funcionários efetivos da Casa.
Eles foram ouvidos em juízo.
Todos estes depoimentos co-
lhidos na instruçãocontraditó-
ria revelam que não houve fa-
vorecimento à SPM&B Comu-
nicação e que o presidente não
tinha poder na licitação e na
execução do contrato. l
Advogado afirma que não há relação entre pagamentos a parlamentares e votações favoráveis ao governo
ANDRÉ COELHO/6-8-2012
Ataque ao MP. Para Marcelo Leonardo, provas apresentadas pelo Ministério Público contra Marcos Valério são frágeis
Defesa de Valério: mensalão nunca existiu
UMJULGAMENTOPARAAHISTÓRIA
_
-BRASÍLIA.- O advogado do
publicitário Ramon Hollerbach,
Hermes Guerrero, buscou
desvincular seu cliente dos atos
de Marcos Valério, sócio de seu
cliente na SMP&B. Argumentou
que o publicitário cuidava da
gestão da agência e não teria
ligação com o esquema financeiro
montado por Valério para
abastecer a base do governo.
— A acusação não percebeu que
Marcos Valério e Ramon
Hollerbach são pessoas distintas,
não podendo presumir que o que
prejudique ou beneficie um deva
ser estendido ao outro. (...) Se houve
corrupção, de onde o Ministério
Público extraiu que Marcos Valério
agia em nome de Ramon? —
questionou Guerrero.
Em depoimento que consta na ação
penal, Marcos Valério afirmou que
Hollerbach chegou a participar de
reunião com Delúbio Soares para
discutir os empréstimos obtidos
pela SMP&B para o PT junto a
bancos privados, que a
Procuradoria Geral da República
trata como fictícios.
— Ele assinou empréstimos que
reconhecidamente eram lícitos. Não
se pode presumir que os
empréstimos não seriam pagos —
disse o advogado.
Guerrero também quis desvincular
seu cliente dos pagamentos a
políticos indicados por Delúbio.
Alegou que a assinatura de
Hollerbach constava dos cheques
para saque de dinheiro para os
políticos “por razões estatutárias”.
— Eles tinham que se assinados por
dois diretores da sociedade, é assim
em qualquer empresa.
SÓCIO NA SMP&B DIZ QUE SÓ GERIA A AGÊNCIA
U
HOLLERBACHSEDEFENDE
“Os recursos
foram para
campanhas,
constituindo, no
máximo, caixa
dois para as
campanhas
Marcelo Leonardo
advogado
ANDRÉ DE SOUZA, CAROLINA
BRÍGIDOE THIAGOHERDY
opais@oglobo.com.br
Product: OGlobo PubDate: 07-08-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_G User: Asimon Time: 08-06-2012 21:26 Color: CMYK
Hoje naweb
oglobo.com.br/pais
l FOTOGALERIA: Veja
imagens do terceiro
dia do julgamento.
l TEMPO REAL:
Acompanhe ao vivo a
sessão no STF às 14h.
l VÍDEO: Especialista
comenta as defesas dos
principais réus.
l CHARGES: Episódios
do mensalão nos traços
de Chico Caruso.
l PERFIL: Saiba
quem são e
conheça a
produção dos 11
ministros que vão
julgar o mensalão.
l QUEM É
QUEM:
As acusações
e as defesas
dos
protagonistas
do escândalo.
l INFOGRÁFICO:
Caminhos do
dinheiro e
recursos usados
na compra de
partidos e
deputados.
8 l O GLOBO l País l Terça-feira 7. 8. 2012
-BRASÍLIA-. Os votos dos minis-
tros do Supremo Tribunal Fe-
deral (STF) no julgamento do
mensalão serão decisivos tam-
bém para os processos que in-
vestigam atos de improbidade
administrativa dos mesmos
réus na Justiça Federal emBra-
sília. Três dos cinco processos
abertos combase na Lei de Im-
probidade (um desdobramen-
to do mensalão) estão suspen-
sos desde 2009 e assim devem
permanecer até o fim do julga-
mento no STF.
O juiz responsável pelos au-
tos, Alaôr Piacini, da 9ª Vara
Federal, disse que vai esperar
pelo resultado do julgamento
para dar andamento às ações.
O teor dos votos, com as res-
pectivas decisões sobre os cri-
mes imputados aos réus do
mensalão, influenciará o curso
das acusações na esfera cível.
— Qualquer decisão no STF
tem reflexo na Justiça Federal.
É preciso analisar os votos, se
existem as provas, quais os
fundamentos usados pelos mi-
nistros — disse Piacini.
Para ele, uma condenação
no STF pode denotar a existên-
cia de “provas cabais”. Mas a
Procuradoria da República no
Distrito Federal, que propôs as
ações de improbidade, discor-
da da decisão de retomar o an-
damento dos autos após o fim
do julgamento no STF.
As ações de improbidade re-
petem os réus do mensalão in-
tegrantes do núcleo central do
esquema: José Dirceu, José
Genoino, Delúbio Soares, Síl-
vio Pereira e Marcos Valério,
réus comuns às cinco ações.
Ao todo, 37 pessoas respon-
dem às acusações de improbi-
dade, entre integrantes dos nú-
cleos político, operacional e fi-
nanceiro do esquema. As san-
ções podem ser a suspensão
dos direitos políticos por até
dez anos e o ressarcimento dos
danos ao patrimônio público.
Uma condenação em segunda
instância deixa inelegíveis os
acusados, conforme a Lei da
Ficha Limpa. Ajuíza Mara Lina
Silva do Carmo, responsável
por dois processos de improbi-
dade, não disse se o andamen-
to dos autos dependerá da de-
cisão do STF. l
Juiz condiciona prosseguimento
dos processos ao resultado do
julgamento do mensalão
VINICIUS SASSINE
vinicius.jorge@bsb.oglobo.com.br
ANDRÉ COELHO
Atenção redobrada. Aglomeração de repórteres do lado de fora do STF
Ações por
improbidade à
espera do que
o STF decidir
UMJULGAMENTOPARAAHISTÓRIA
_
A
lista de réus no
julgamento do
mensalão no Su-
premo Tribunal
Federal (STF) poderia ser
bem maior se todos as pes-
soas que sacaram dinheiro
do valerioduto tivessem si-
do denunciadas pelo Minis-
tério Público Federal
(MPF). Pelo menos 15no-
mes a mais estariam entre
os acusados no processo.
Em 2005, Marcos Valério
entregou ao MPF a lista dos
que receberam esses recur-
sos, num total de R$ 55,8
milhões. Nos autos, esse do-
cumento aparece como
“Relação de pessoas indica-
das pelo PT que receberam
recursos emprestados ao PT
por Marcos Valério através
das empresas”.
Entre os excluídos, há re-
presentantes do PT do Dis-
trito Federal e de outros es-
tados, como Rio Grande do
Sul, Santa Catarina e Ceará
— assim como funcionários
de outros partidos. Servido-
res do ex-deputado José
Borba (PP-PR), Carlos e Ma-
ria Sebastiana surgem co-
mo sacadores de R$ 2,1 mi-
lhões, mas estão fora.
Na relação de Valério,
aparece o nome de “Paulão”,
identificado como a ligação
com o PT do Nordeste, que
recebeu R$ 160 mil. Jair dos
Santos, ex-motorista de José
Carlos Martinez, ex-presi-
dente do PTB e já falecido,
buscou dinheiro de carro-
forte em Belo Horizonte. Na
lista, aparece como sacador
de R$ 1 milhão. Marcelino
Pies, ex-tesoureiro do PT
gaúcho, e dois funcionários
do partido aparecem como
sacadores de R$ 1,2 milhão.
Charles Santos Dias, que
trabalhava com o ex-depu-
tado Paulo Rocha (PT-PA),
réu no mensalão, sacou R$
320 mil, mas foi excluído do
processo. Outra servidora
de Rocha, Anita Leocádia,
não teve a mesma sorte. Sa-
cou R$ 800 mil para Rocha:
R$ 600 mil na agência do
Banco Rural em Brasília e
R$ 200 mil das mãos do pró-
prio Valério num hotel em
São Paulo. É acusada de la-
vagem de dinheiro.
A não inclusão de vários
outros sacadores na denún-
cia foi lembrada pelo advo-
gado de Anita, Luís Maximi-
liano Telesca, nas alegações
finais da defesa de sua cli-
ente, entregue ao Supremo.
“Esses nomes não são ape-
nas exemplos de pessoas
que receberam da mesma
forma que Anita Leocádia.
Não existe explicação razo-
ável para que Anita não se
encontre nessa mesmíssi-
ma situação (de fora do pro-
cesso). Todos foram saca-
dores ou receberam valores
das mãos de terceiros”, argu-
mentou Luís Telesca na de-
fesa de sua cliente entregue
aos ministros do STF. l
Denúncia excluiu
15 sacadores
MP poupou nomes
que estavam na lista
de Marcos Valério
DEFORA
EVANDROÉBOLI
eboli@bsb.oglobo.com.br
-BRASÍLIA-
“Qualquer decisão no STF tem reflexo na
Justiça Federal. É preciso analisar os
votos, se existem as provas, quais os
fundamentos usados pelos ministros”
Alaôr Piacini
Juiz federal responsável por ações de improbidade administrativa
Para FH, há mais do que só
indícios contra mensaleiros
Ex-presidente diz confiar
na atuação equilibrada e
serena dos 11 ministros
SÉRGIORAMALHO
sergio.ramalho@oglobo.com.br
O ex-presidente Fernando
Henrique Cardoso classificou
como convincente a sustenta-
ção feita pelo procurador-geral
da República, Roberto Gurgel,
no julgamento do mensalão. O
posicionamento foi feito du-
rante a 32ª Convenção Anual
do Atacadista Distribuidor, on-
tem, no Riocentro. Para o ex-
presidente, se há crime, como
defende Gurgel, é preciso ha-
ver punição. Fernando Henri-
que disse ainda que o momen-
to é de consolidação das insti-
tuições brasileiras:
—Acho que temmais do que
indícios, mas essa é a minha
opinião. Quero deixar claro
que não tive acesso aos autos e
também não sou advogado.
Mas tenho confiança em que
os julgadores diante das de-
núncias agirão com serenida-
de e equilíbrio — disse o ex-
presidente.
Fernando Henrique disse
ainda que é importante “sepa-
rar o joio do trigo”, numa refe-
rência à comparação do men-
salão petista com o escândalo
homônimo mineiro protagoni-
zado pelo ex-governador de
Minas Gerais e, hoje, deputado
federal Eduardo Azeredo
(PSDB). O ex-presidente disse
que em todo julgamento é co-
mum que os réus tentem im-
putar culpa ou responsabilida-
des a outros como forma de
defesa. Ao falar sobre o julga-
mento, o ex-presidente evitou
citar nomes ou fazer juízo de
valores. Fernando Henrique
ressaltou, contudo, a impor-
tância do momento político.
Em sua palestra de abertura
da convenção, cujo tema foi “O
futuro do Brasil”, o ex-presi-
dente voltou a comentar o atu-
al momento vivido pelo país.
Sem citar diretamente o julga-
mento do mensalão no Supre-
mo Tribunal Federal (STF),
Fernando Henrique disse que
nosso futuro depende de uma
revolução na educação e, so-
bretudo, da garantia de igual-
dade de todo cidadão brasilei-
ro perante a lei:
— Há neste momento algu-
mas dúvidas, mas é importan-
te garantir à população o senti-
do de segurança e o direito de
recorrer à lei com igualdade —
concluiu. l
MARCOS ALVES/28-3-2012
Democracia. FH destaca momento
Product: OGlobo PubDate: 07-08-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_H User: Asimon Time: 08-06-2012 22:04 Color: CMYK
Terça-feira 7. 8. 2012 l País l O GLOBO l 9
-BRASÍLIA- Documentos apreendidos pela
Polícia Federal (PF) na Operação Mon-
te Carlo, cuja análise foi concluída no
último dia 9 de julho, revelamuma par-
ticipação direta do subprocurador-ge-
ral da República Geraldo Brindeiro na
defesa dos interesses do grupo do bi-
cheiro Carlinhos Cachoeira. Entre os
papéis encontrados pela PF em poder
de dois dos principais aliados do con-
traventor estão tabelas comregistros de
pagamentos mensais ao escritório de
advocacia de Brindeiro. Os repasses,
conforme os registros, somam R$ 680
mil em2009 e 2010. Ovalor é quatro ve-
zes superior ao montante descoberto
até agora pela CPI do Cachoeira. Em
maio, o senador Pedro Taques (PDT-
MT) denunciou depósitos de R$ 161
mil para o escritório do subprocurador.
Conversas telefônicas descritas num
dos relatórios da PF apontam um su-
posto encontro entre Brindeiro e o bra-
ço direito de Cachoeira, Lenine Araújo
de Souza, considerado o segundo no-
me na hierarquia da organização crimi-
nosa. Num diálogo entre Lenine e Ca-
choeira, poucos dias antes de serem
presos, o primeiro relata uma consulta
jurídica feita a “Brindeiro” num hotel.
Geraldo Brindeiro exerceupor quatro
vezes o cargo de procurador-geral da
República, durante os dois mandatos
de Fernando Henrique Cardoso na Pre-
sidência. Os quatro mandatos sucessi-
vos se estenderam de 1995 a 2003. Ele
continua no cargo de subprocurador-
geral da República e, a partir de feverei-
ro de 2006, passou a ser sócio — com
18%das cotas da sociedade —no escri-
tório de advocacia Morais, Castilho &
Brindeiro. É este escritório o destinatá-
rio de dinheiro repassado pelo grupo
de Cachoeira, segundo a PF.
Brindeiro já se explicou à CPI em ju-
nho, por meio de umofício emque sus-
tenta a legalidade do exercício da advo-
cacia, permitida a membros do Minis-
tério Público que ingressaram na insti-
tuição antes da Constituição Federal de
1988. No mesmo ofício, o subprocura-
dor nega qualquer tipo de relaciona-
mento com Cachoeira e com o conta-
dor responsável pelos repasses de R$
161 mil, Geovani Pereira da Silva, de-
nunciado na Operação Monte Carlo.
Ao elaborar o relatório sobre a perícia
feita no computador de Adriano Aprí-
gio de Souza, considerado o principal
testa de ferro de Cachoeira, a PF cita a
existência das tabelas com registros de
pagamentos de R$ 680 mil a “Brindei-
ro”. Os papéis foramencontrados na Vi-
tapanIndústria Farmacêutica, empresa
que já foi colocada no nome de Aprígio
e que seria usada pelo bicheiro para la-
var dinheiro do jogo, conforme investi-
gação da PF. Nas planilhas, os paga-
mentos foram contabilizados com três
referências: RC, EC e CR. De acordo
com o relatório da PF, as siglas se refe-
rem a Roberto Sergio Coppola, Electro
Chance Gaming Suppliers e Carlos Ra-
mos, o Cachoeira.
Conforme os documentos apreendi-
dos, Aprígio adquiriu 48% das cotas da
Electro Chance, mediante pagamento
de R$ 3,3 milhões. O verdadeiro sócio
seria Cachoeira, que usou o ex-cunha-
do como laranja, segundo a PF. Coppo-
la e a Electro Chance explorama jogati-
na na Argentina. “Os documentos adu-
zem a possibilidade de a empresa ope-
rar tambémno Brasil. Isso explicaria os
pagamentos efetuados ao escritório
Morais, Castilho & Brindeiro, em razão
do interesse do funcionamento dos jo-
gos no Brasil”, cita o relatório da PFcon-
cluído em 9 de julho.
A reportagem do GLOBO tentou falar
com Brindeiro, mas seus assessores
não deram retorno. Quatro questiona-
mentos foram enviados à Procuradoria
Geral da República (PGR) sobre os su-
postos pagamentos e sobre o suposto
encontro comLenine numhotel, mas a
assessoria de imprensa do órgão disse
não ter localizado o subprocurador. l
Registros mostramque subprocurador-geral defendeu bicheiro
VINICIUS SASSINE
vinicius.jorge@bsb.oglobo.com.br
ROBERTO STUCKERT FILHO/ 08-07-2002
Consultoria jurídica. Segundo a PF, Brindeiro se encontrou com o braço direito de Cachoeira
Escritório de Brindeiro recebeu
R$ 680 mil de Cachoeira, diz PF
CPI recomeça hoje
ouvindo namorada
Amanhã será
a vez da ex-mulher
do bicheiro
-BRASÍLIA- ACPI do Cachoeira re-
toma hoje os trabalhos com o
depoimento da namorada do
contraventor, Andressa Men-
donça. Amanhã será a vez da
ex-mulher do bicheiro, Andréa
Aprígio de Souza. Além do re-
lacionamento com Cachoeira,
as duas têmemcomuma com-
pra de fazendas que, para a Po-
lícia Federal (PF), pertencem,
ao bicheiro. Andressa irá de-
por na condição de investiga-
da, enquanto Andréa poderá
falar como testemunha.
Cachoeira é suspeito de ter
comprado uma fazenda no no-
me da ex-mulher, manobra si-
milar à estratégia adotada com
Andressa Mendonça, que pas-
sou a ser investigada pela PF e
pelo Ministério Público Fede-
ral (MPF) por figurar como
proprietária de uma fazenda
de R$ 20 milhões, situada a
cem quilômetros de Brasília.
Relatório da PF sobre docu-
mentos apreendidos na defla-
gração da Operação Monte
Carlo sugere o sequestro da fa-
zenda em nome da ex-mulher
Andrea, situada em Alexânia
(GO), próximo a Brasília. Os
documentos apreendidos não
detalhamo valor de compra da
fazenda colocada no nome da
ex-mulher de Cachoeira.
Já com o imóvel em nome da
namorada Andressa, o bichei-
ro pretendia faturar R$ 38 mi-
lhões com novos loteamentos.
As investigações da PF apon-
tam Andrea, a ex-mulher, e o
irmão, Adriano Aprígio, como
os principais testas de ferro de
Cachoeira. AVitapan Indústria
Farmacêutica, empresa que te-
ria sido usada para lavar di-
nheiro da jogatina, segundo a
PF, também já esteve no nome
dos dois. A indústria foi avalia-
da em R$ 100 milhões. Andrea
tambémé sócia do Instituto de
Ciências Farmacêuticas de Es-
tudos e Pesquisas (ICF), em
Goiânia.
A PF sugeriu ainda a apreen-
são de uma aeronave Cessna
em nome de Andrea, “por se
tratar de um bem adquirido
comrecursos de origemilícita”.
Ela ainda é proprietária de
imóveis em Miami (EUA) e
Goiânia, como mostramos do-
cumentos apreendidos pela
PF. O patrimônio em nome da
ex-mulher de Cachoeira, con-
forme um relatório produzido
após a deflagração da Monte
Carlo, é de R$ 16,3 milhões.
Umdia antes de ocorrer a ope-
ração, dois integrantes do gru-
po de Cachoeira conversaram
sobre a revisão de um Porsche
em nome de Andrea. Somente
a revisão custou entre R$ 2,5
mil e R$ 3,5 mil.
ADIAMENTO NEGADO PELA CPI
Na semana passada, o advoga-
do de Andressa Mendonça,
Gerardo Grossi, pediu para
adiar o depoimento, mas o pe-
dido foi negado.
Na última terça-feira, An-
dressa pagou fiança de R$ 100
mil à Justiça Federal para não
ser presa. Ela é acusada de ten-
tar chantagear o juiz Alderico
Rocha Santos, da 5ª Vara Fede-
ral, responsável pelo processo
em que Cachoeira e mais sete
pessoas respondem por cor-
rupção de agentes públicos, vi-
olação de sigilo e formação de
quadrilha armada.
Já Andrea Aprígio conseguiu
liminar do Supremo Tribunal
Federal (STF) para ficar calada
durante o depoimento. l
Chico de Gois e Vinicius Sassine
Product: OGlobo PubDate: 07-08-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_I User: Asimon Time: 08-06-2012 21:20 Color: CMYK
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numero que chega a 1,¡5°1o total 1e 80.11¯
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ĕ0|0 ë 8Ã0 ÞA0L0ĕ UŽ a cada dĀɡ
ƼƘŴŦȓţcƘDz ǛȲĀ cƘƆcƘǪǪĀŽ ƆaDz
ĀŴĀţçƺĀDz ŽȲƆţcţƼaţDz ƆƘ EDzȓadƘ
dƘ RţƘ ȓĀɑĀ Ƙ ǪĀŅţDzȓǪƘ dĀ caƆdţŝ
daȓȲǪa ƆĀŅadƘ ƼĀŴƘDz ŰȲŦɡĀDz
ĀŴĀţȓƘǪaţDzǎ BaŴaƆçƘ dƘ TǪţbȲƆaŴ
SȲƼĀǪţƘǪ EŴĀţȓƘǪaŴ ƿTSEDž dĀ ƘƆŝ
ȓĀŽ ŽƘDzȓǪaɑa ǛȲĀ, ĀƆȓǪĀ ƘDz
ȧƨ,Ș ŽţŴ caƆdţdaȓƘDz ƆƘ ĀDzȓadƘ,
ȧ,ǹ ŽţŴ ģƘǪaŽ ţƆdĀģĀǪţdƘDz ƼĀŴa
ƼǪţŽĀţǪa ţƆDzȓûƆcţa da JȲDzȓţça
EŴĀţȓƘǪaŴǎ AţƆda cabĀ ǪĀcȲǪDzƘ, Ā
ƨƉƨ Űá ǪĀcƘǪǪĀǪaŽǎ
CţƆǛȲĀƆȓa Ā DzĀȓĀ aDzƼţǪaƆȓĀDz
aƘ caǪŅƘ dĀ ƼǪĀģĀţȓƘ ȓţɑĀǪaŽ Ƙ
ǪĀŅţDzȓǪƘ ţƆdĀģĀǪţdƘ, DzĀƆdƘ ǛȲĀ
ƨļ Űá ŗaɑţaŽ ǪĀcƘǪǪţdƘ aƘ TǪţŝ
bȲƆaŴ RĀŅţƘƆaŴ EŴĀţȓƘǪaŴ ƿTREŝ
RJDžǎ NãƘ ŗá ŴĀɑaƆȓaŽĀƆȓƘ DzƘŝ
bǪĀ ƘDz ŽƘȓţɑƘDz ǛȲĀ ŴĀɑaǪaŽ ƘDz
ŰȲŦɡĀDz a ƆĀŅaǪĀŽ ƘDz ǪĀŅţDzȓǪƘDz
ƆĀŽ ǛȲaƆȓƘDz ƼƘŴŦȓţcƘDz ģƘǪaŽ
baǪǪadƘDz cƘŽ baDzĀ Ɔa LĀţ da
Fţcŗa LţŽƼaǎ MĀDzŽƘ cƘŽ ƘDz
ǪĀŅţDzȓǪƘDz ţƆdĀģĀǪţdƘDz, ƘDz caƆdţŝ
daȓƘDz ƼƘdĀŽ ģaɡĀǪ caŽƼaƆŗa
ĀƆǛȲaƆȓƘ aŅȲaǪdaŽ ŰȲŴŅaŝ
ŽĀƆȓƘ dƘDz ǪĀcȲǪDzƘDzǎ O MţƆţDzŝ
ȓăǪţƘ PȴbŴţcƘ dƘ EDzȓadƘ dƘ RţƘ
ŗaɑţa ƼĀdţdƘ a ţŽƼȲŅƆaçãƘ dĀ
ƨǎƨǹļ caƆdţdaȓƘDz a ƼǪĀģĀţȓƘ Ā a
ɑĀǪĀadƘǪ ƆƘDz Ɖȧ ŽȲƆţcŦƼţƘDzǎ
EŽ TaƆŅȲá, cţƆcƘ dƘDz DzĀȓĀ
caƆdţdaȓƘDz a ƼǪĀģĀţȓƘ ȓţɑĀǪaŽ
DzĀȲDz ǪĀŅţDzȓǪƘDz ţƆdĀģĀǪţdƘDzǎ TĀŝ
ǪĀDzƛƼƘŴţDz, Ɔa RĀŅţãƘ SĀǪǪaƆa,
ȓĀɑĀ ǛȲaȓǪƘ caƆdţdaȓƘDz aƘ EɕĀŝ
cȲȓţɑƘ ŴƘcaŴ baǪǪadƘDz ƼĀŴƘDz ŰȲŦŝ
ɡĀDz ĀŴĀţȓƘǪaţDz, Ā ȓƘdƘDz ǪĀcƘǪǪĀŝ
ǪaŽǎ EŽ PaǪacaŽbţ, Ɔa Baţɕaŝ
da FŴȲŽţƆĀƆDzĀ, dƘţDz dƘDz ȓǪąDz
aDzƼţǪaƆȓĀDz aƘ EɕĀcȲȓţɑƘ ŽȲƆţŝ
cţƼaŴ ģƘǪaŽ cƘƆDzţdĀǪadƘDz
ţƆaƼȓƘDzǎ Há cţdadĀDz ĀŽ ǛȲĀ
ŽĀȓadĀ dƘDz cƘƆcƘǪǪĀƆȓĀDz à
ƼǪĀģĀţȓȲǪa ģƘţ ǪĀŰĀţȓadaǎ CaDzƘ
dĀ AǪǪaţaŴ dƘ CabƘ Ā SãƘ PĀdǪƘ
da AŴdĀţa, Ɔa RĀŅţãƘ dƘDz Laŝ
ŅƘDz, Ā IȓaƼĀǪȲƆa, ƆƘ NƘǪƘĀDzȓĀ
FŴȲŽţƆĀƆDzĀǎ Cada ȲŽ dĀDzȓĀDz
ŽȲƆţcŦƼţƘDz ȓĀɑĀ dƘţDz dƘDz ǛȲaŝ
ȓǪƘ caƆdţdaȓƘDz a ƼǪĀģĀţȓƘ ţƆdĀŝ
ģĀǪţdƘDz ƼĀŴƘDz ŰȲŦɡĀDz ĀŴĀţȓƘǪaţDzǎ
EŽ SãƘ PaȲŴƘ, ȘǎȘļȧ caƆdţŝ
daȓȲǪaDz ģƘǪaŽ ţƆdĀģĀǪţdaDz ƼĀŴa
JȲDzȓţça EŴĀţȓƘǪaŴǎ ODz caDzƘDz ǪĀŝ
ƼǪĀDzĀƆȓaŽ ļ,ƨĭnj dƘ ȓƘȓaŴ dĀ
Čɥǎļļǹ caƆdţdaȓȲǪaDzǎ ODz dadƘDz
DzãƘ dĀ ȲŽ baŴaƆçƘ aţƆda ƼaǪŝ
cţaŴ Ā aȓȲaŴţɡadƘ aȓă a ȓaǪdĀ dĀ
ƘƆȓĀŽǎ CaƆdţdaȓƘDz a ɑĀǪĀadƘǪ
DzãƘ a ŽaţƘǪţa dƘDz ǪĀŅţDzȓǪƘDz ƆĀŝ
ŅadƘDz, cĀǪca dĀ Ɖȧnjǎ AƼǪƘɕţŝ
ŽadaŽĀƆȓĀ ŽţŴ caƆdţdaȓƘDz
ĀƆȓǪaǪaŽ cƘŽ ǪĀcȲǪDzƘDzǎ
Aȓă ƘƆȓĀŽ, DzĀŅȲƆdƘ Ƙ DzţȓĀ dƘ
TSE, ƨǎȧȧƉ caƆdţdaȓȲǪaDz ĀŽ
SãƘ PaȲŴƘ aŅȲaǪdaɑaŽ ŰȲŴŅaŝ
ŽĀƆȓƘǎ O ȓǪţbȲƆaŴ ĀɕƼŴţcƘȲ
ǛȲĀ ţDzDzƘ ƆãƘ DzţŅƆţģţca ǛȲĀ ƘDz
caDzƘDz aţƆda ƆãƘ ģƘǪaŽ ŰȲŴŅaŝ
dƘDzǎ PƘdĀ ŗaɑĀǪ ȲŽa dĀģaDzaŝ
ŅĀŽ ĀƆȓǪĀ Ƙ ŰȲŴŅaŽĀƆȓƘ Ā Ƙ
ŴaƆçaŽĀƆȓƘ ƆƘ DzţDzȓĀŽaǎ
EƆȓǪĀ ƘDz ƼƘȲcƘ ŽaţDz dĀ ļǹļ
ŽţŴ caƆdţdaȓƘDz ƆƘ ƼaŦDz, ȧǹ,ǹ
ŽţŴ ģƘǪaŽ ǪĀŰĀţȓadƘDz ƿǛȲaDzĀ
ȂnjDžǎ DĀDzȓĀDz, ĭ,Č ŽţŴ ǪĀcƘǪǪĀŝ
ǪaŽǎ Na ŴţDzȓa dĀ ţƆdĀģĀǪţdƘDz,
ƼƘȲcƘ ŽaţDz dĀ ŽţŴ DzãƘ aDzƼţǪaƆŝ
ȓĀDz aƘ caǪŅƘ dĀ ƼǪĀģĀţȓƘǎ †
ImSP, Baddad consegue
k$ 2,4 mi|h6es, mas
gasta k$ II,2 mi|h6es
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ĢƠħė„ĸ„ŞŖėƴ„ŞŴŖ„˜łüħł›łŞ¬łıŞ›Ŵ
PƘǪ dĀȓĀǪŽţƆaçãƘ dƘ TǪţbȲƆaŴ
SȲƼĀǪţƘǪ EŴĀţȓƘǪaŴ, ƘDz caƆdţdaŝ
ȓƘDz à ƼǪĀģĀţȓȲǪa dƘ RţƘ dĀcŴaǪaŝ
ǪaŽ ƘƆȓĀŽ ƘDz ɑaŴƘǪĀDz aǪǪĀcaŝ
dadƘDz ĀŽ DzȲaDz caŽƼaƆŗaDz aȓă
aǛȲţǎ LŦdĀǪ ƆaDz ƼĀDzǛȲţDzaDz, Ƙ
ƼǪĀģĀţȓƘEdȲaǪdƘPaĀDz, ǛȲĀ dţDzŝ
ƼȲȓa à ǪĀĀŴĀţçãƘ, ţƆģƘǪŽƘȲ ȓĀǪ
ǪĀcĀbţdƘ R$ ȧ,Č ŽţŴŗƺĀDz aȓă Ƙ
ŽƘŽĀƆȓƘ, DzĀƆdƘ ǛȲĀ a ŽaţƘǪ
ƼaǪȓĀ ƿR$ ȧ ŽţŴŗƺĀDzDž ģƘţ dƘada
ƼĀŴƘ DzĀȲ ƼaǪȓţdƘ, Ƙ PMDBǎ O
ɑaŴƘǪ ă caȓƘǪɡĀ ɑĀɡĀDz DzȲƼĀǪţƘǪ à
DzƘŽa daDz aǪǪĀcadaçƺĀDz dƘDz
ƘȲȓǪƘDz caƆdţdaȓƘDzǎ
O DzĀŅȲƆdƘ cƘŴƘcadƘ ƆaDz ţƆŝ
ȓĀƆçƺĀDz dĀ ɑƘȓƘ, Ƙ caƆdţdaȓƘ
dƘ PSOL, MaǪcĀŴƘ FǪĀţɕƘ, cƘƆŝ
DzĀŅȲţȲ aǪǪĀcadaǪ R$ ƨɥȧ ŽţŴǎ O
ȓĀǪcĀţǪƘ ǛȲĀ ŽaţDz ǪĀcĀbĀȲ dƘaŝ
çƺĀDz ģƘţ Ƙ dĀƼȲȓadƘ ģĀdĀǪaŴ Ā
caƆdţdaȓƘ dƘ PSDB, OȓaɑţƘ
LĀţȓĀ, R$ Ɖǹ,ĭ ŽţŴǎ EŽ DzĀŅȲţda,
aƼaǪĀcĀ Ƙ caƆdţdaȓƘ dƘ DEM,
RƘdǪţŅƘ Maţa, ǛȲĀ dţɡ ȓĀǪ cƘƆŝ
DzĀŅȲţdƘ aȓă Ƙ ŽƘŽĀƆȓƘ Ƙ ɑaŴƘǪ
dĀ R$ Čɥ ŽţŴǎ FĀǪƆaƆdƘ SţǛȲĀţŝ
Ǫa ƿPPLDž ţƆģƘǪŽƘȲ aƘ TSE ȓĀǪ
ǪĀcĀbţdƘ dƘaçƺĀDz ƆƘ ȓƘȓaŴ dĀ
R$ ƨȘ ŽţŴǎ
0|v0L0AçÃ0: Þ0|N0|ÞAL 0ë8Þë8A
Na ƼǪĀDzȓaçãƘ dĀ cƘƆȓaDz, EdȲaǪŝ
dƘ PaĀDz ȓaŽb㎠dĀcŴaǪƘȲ ȓĀǪ
cƘƆȓǪaȓadƘ dĀDzƼĀDzaDz dĀ R$ ƨ,Ș
ŽţŴŗƺĀDzǎ Sƛ cƘŽƼĀDzDzƘaŴ Ƙ ƼǪĀŝ
ģĀţȓƘ ŅaDzȓƘȲ R$ ȧČƨ ŽţŴǎ ODz Žaŝ
ȓĀǪţaţDz ƼaǪa ƼȲbŴţcţdadĀ cƘŽƘ
ģaţɕaDz, caǪȓaɡĀDz Ā ƼŴacaDz ȓţɑĀŝ
ǪaŽƘ cȲDzȓƘ dĀ R$ ȂƉĭ ŽţŴǎ PaĀDz
ȓaŽb㎠ǪĀcĀbĀȲ dƘaçƺĀDz dĀ
ŽaȓĀǪţaŴ dĀ ƼȲbŴţcţdadĀ ƆƘ ɑaŝ
ŴƘǪ dĀ R$ ȘČȧ ŽţŴǎ
MaǪcĀŴƘ FǪĀţɕƘ ţƆģƘǪŽƘȲ ȓĀǪ
ȲŽa dĀDzƼĀDza cƘƆȓǪaȓada dĀ R$
Ɖĭ,ǹ ŽţŴ, dƘDz ǛȲaţDz R$ Ɖȧ,ȧ ŽţŴ
DzĀǪţaŽ DzĀǪɑţçƘDz ƼǪĀDzȓadƘDz a
ȓĀǪcĀţǪƘDz Ā ƆãƘ dţDzcǪţŽţƆadƘDzǎ
MaȓĀǪţaţDz ƼaǪa dţɑȲŴŅaçãƘ da
caƆdţdaȓȲǪa ƆaDz ǪȲaDz ģƘǪaŽ
dƘadƘDz Ā cȲDzȓaǪaŽ R$ ƨČ ŽţŴǎ
TƘdƘ Ƙ ɑaŴƘǪ cƘƆȓǪaȓadƘ ȓaŽŝ
b㎠Űá ģƘţ ƼaŅƘǎ
OcaƆdţdaȓƘ OȓaɑţƘ LĀţȓĀ dţDzŝ
DzĀ ȓĀǪ cƘƆȓǪaȓadƘ DzĀǪɑţçƘDz ƆƘ
ɑaŴƘǪ dĀ R$ ǹƉ,Č ŽţŴǎ Já RƘdǪţŅƘ
Maţa ţƆģƘǪŽƘȲ ȓĀǪ ǪĀǛȲţDzţȓadƘ
DzĀǪɑţçƘDz ƆƘ ȓƘȓaŴ dĀ R$ ǹȂČ ŽţŴ,
dƘDz ǛȲaţDz aƼĀƆaDz R$ Ȃɥ ŽţŴ ģƘŝ
ǪaŽ ǛȲţȓadƘDzǎ
ADzƼáDzţa CaŽaǪŅƘ ƿPVDž Ā Cɗŝ
ǪƘ GaǪcţa ƿPSTUDž ţƆģƘǪŽaǪaŽ
aƘ TSE ǛȲĀ ƆãƘ ǪĀcĀbĀǪaŽ dƘŝ
açƺĀDz ƘȲ ĀģĀȓȲaǪaŽ ŅaDzȓƘDz aȓă
Ƙ ŽƘŽĀƆȓƘǎ A caƆdţdaȓa ɑĀǪdĀ
dţɡ ƆãƘ ĀDzȓaǪ ƼǪĀƘcȲƼadaǎ
ĕ O ţƆŦcţƘ ă DzĀŽƼǪĀ dţģŦcţŴǎ
ADz ƼĀDzDzƘaDz ǛȲĀ DzĀ ƘģĀǪĀcĀŽ
ƼaǪa aŰȲdaǪ aȓǪaDzaŽǎ EȲ ĀDzȓƘȲ
acŗaƆdƘ ǛȲĀ ɑaţ ŽĀŴŗƘǪaǪ Ǫaŝ
ƼţdţƆŗƘ ĕ dţDzDzĀ ADzƼáDzţaǎ
EŽ SãƘ PaȲŴƘ, Ƙ caƆdţdaȓƘ
dƘ PT, FĀǪƆaƆdƘ Haddad, ȓĀǪŝ
ŽţƆƘȲ Ƙ ŽąDz ƆƘ ɑĀǪŽĀŴŗƘǎ O
ƼĀȓţDzȓa ţƆģƘǪŽƘȲ ǛȲĀ aDz dĀDzƼĀŝ
DzaDz, aȓă aŅƘǪa, DzƘŽaǪaŽ R$
ƨƨ,ȧ ŽţŴŗƺĀDz, DzĀƆdƘ ǛȲĀ a ǪĀŝ
cĀţȓa ģƘţ dĀ aƼĀƆaDz R$ ȧ,ļ Žţŝ
ŴŗƺĀDzǎ JƘDză SĀǪǪa ƿPSDBDž ǪĀŅţDzŝ
ȓǪƘȲ dăbţȓƘ dĀ R$ ƨ,Ȃ ŽţŴŗãƘ Ā
aǪǪĀcadaçãƘ dĀ R$ ȧ ŽţŴŗƺĀDzǎ †
?ċ»ÈŚ¹ WƒÈš Ĕ„
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dÏŴ²„ĕçÏėŴ„ ƄŞ ×Ş ƝdžŌƝ Ɲő Àė²šł ħ 0FăŴ ħ 0 0L080 ħ IJIJ
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Iara comemorar, expresi1ente almoçou com Þilma em Säo Iaulo, em reuniäo que 1urou mais 1e três horas
TATIANA FARAH
Ƒ„Ƒė„ĸ„Şç„Ŵ„Đ˜ŻŖŞłüħł›łŞ¬łıŞ›Ŵ
ĕ8Ã0 ÞA0L0ĕ O ĀɕŝƼǪĀDzţdĀƆȓĀ LȲŴa
ģƘţ ŴţbĀǪadƘ ƘƆȓĀŽƼĀŴƘDz Žădţŝ
cƘDz ƼaǪa ĀƆȓǪaǪ dĀ cabĀça Ɔa
caŽƼaƆŗa ĀŴĀţȓƘǪaŴǎ AƼƛDz Āɕaŝ
ŽĀDz dĀ acƘŽƼaƆŗaŽĀƆȓƘ dƘ
ȓǪaȓaŽĀƆȓƘ cƘƆȓǪa Ƙ cûƆcĀǪ Ɔa
ŴaǪţƆŅĀ, LȲŴa cƘŽĀŽƘǪƘȲ ƘDz
ǪĀDzȲŴȓadƘDz ĀŽ aŴŽƘçƘ cƘŽ a
ƼǪĀDzţdĀƆȓĀ DţŴŽa RƘȲDzDzĀģģǎ NƘ
caǪdáƼţƘ, bacaŴŗƘada Ā ǤaDzŝ
DzȲƆȓƘDz ƆacţƘƆaţDzǥ, dţDzDzĀ a aDzŝ
DzĀDzDzƘǪţa dĀ DţŴŽaǎ
A ǪĀȲƆţãƘ dȲǪƘȲ ȓǪąDz ŗƘǪaDz Ā
ŽĀţa Ā ƘcƘǪǪĀȲ ĀƆǛȲaƆȓƘ ƘDz
adɑƘŅadƘDz dƘDz ǪăȲDz dƘ ŽĀƆDzaŝ
ŴãƘ aƼǪĀDzĀƆȓaɑaŽ DzȲa dĀģĀDza
ƆƘ SȲƼǪĀŽƘ TǪţbȲƆaŴ FĀdĀǪaŴǎ
NƘ aŴŽƘçƘ, DţŴŽa dţDzDzĀ a LȲŴa
ǛȲĀ ɑaţ ŅǪaɑaǪ ƼaǪa Ƙ caƆdţdaŝ
ȓƘ dƘ PT à ƼǪĀģĀţȓȲǪa dĀ SãƘ
PaȲŴƘ, FĀǪƆaƆdƘ Haddadǎ
DţŴŽa aŴȓĀǪƘȲ a aŅĀƆda Ɔa
ȴŴȓţŽa ŗƘǪa Ā ţƆģƘǪŽƘȲǛȲĀ ĀDzŝ
ȓaǪţa ĀŽcƘŽƼǪƘŽţDzDzƘ ƼǪţɑadƘ
ĀŽ SãƘ PaȲŴƘǎ O ĀƆcƘƆȓǪƘ DzĀ
ĀDzȓĀƆdĀȲ ȓaƆȓƘ ǛȲĀ DţŴŽa caƆŝ
cĀŴƘȲ ǪĀȲƆţãƘ ǛȲĀ ȓĀǪţa cƘŽ Ƙ
ŽţƆţDzȓǪƘ da FaɡĀƆda, GȲţdƘ
MaƆȓĀŅaǎ ODz dƘţDz acabaǪaŽ
dĀDzƼacŗaƆdƘ ƆƘ aɑţãƘ ƼǪĀDzţŝ
dĀƆcţaŴ Ɔa ɑƘŴȓa a BǪaDzŦŴţaǎ
ĕAƼaǪȓţǪ dĀ aŅƘǪa, LȲŴa ĀDzȓá
ŴţbĀǪadƘ ƼaǪa ģaɡĀǪ ȓȲdƘ Ƙ ǛȲĀ
ǛȲţDzĀǪǎ PƘdĀ DzaţǪ daǛȲţ ƼaǪa
ȲŽ ƼaŴaƆǛȲĀ ƘƆdĀ ĀŴĀ ǛȲţDzĀǪǎ
PƘdĀ ţǪ ƼaǪa ȲŽƼaŴaƆǛȲĀ aŅƘŝ
Ǫa Ā ģaŴaǪ ƼƘǪ ȧļ ŗƘǪaDz ĕ dţDzDzĀ
Ƙ caǪdţƘŴƘŅţDzȓa RƘbĀǪȓƘ KaŴţŴǎ
LȲŴa ĀƆcĀǪǪƘȲ Ƙ ȓǪaȓaŽĀƆȓƘ
ĀŽ ģĀɑĀǪĀţǪƘǎ MaDz, ĀŽ dĀcƘǪŝ
ǪąƆcţa da ǪadţƘȓĀǪaƼţa, ȓĀŽ DzƘŝ
ģǪţdƘ cƘŽ ŅǪaƆdĀ ţƆcŗaçƘ ƆƘ
ƼĀDzcƘçƘǎ SĀŅȲƆdƘƘƘƆcƘŴƘŅţDzȓa
AǪȓȲǪ Kaȓɡ, Ƙ ţƆcŗaçƘ dĀɑĀ cƘƆŝ
ȓţƆȲaǪ ƼƘǪ dƘţDz ƘȲ ȓǪąDz ŽĀDzĀDzǎ
DĀDzdĀ ǛȲĀ ȓĀǪŽţƆƘȲ Ƙ ȓǪaȓaŝ
ŽĀƆȓƘ, LȲŴa ĀƆŅƘǪdƘȲ dĀ DzĀţDz a
DzĀȓĀ ǛȲţŴƘDzǎ AƼĀDzaǪ da ǪĀcȲƼĀŝ
ǪaçãƘ, aţƆda ȓĀŽ ǪƘȲǛȲţdãƘǎ
OƆȓĀŽ, aƼƛDz ĀɕaŽĀDz dĀ ţŽaŝ
ŅĀŽ Ā ŴabƘǪaȓƘǪţaţDz, aģţǪŽƘȲ:
ĕTĀƆŗƘ dĀ cƘŽĀǪ ȲŽbacaŝ
ŴŗaȲ cƘŽ a ŽţƆŗa ƼǪĀDzţdĀƆȓĀ
ĕdţDzDzĀ Ƙ ĀɕŝƼǪĀDzţdĀƆȓĀ Ɔa DzaŦŝ
da dƘ HƘDzƼţȓaŴ SŦǪţƘŝLţbaƆąDzǎ
AƼĀDzaǪ dĀ dţɡĀǪ ǛȲĀ LȲŴa
aŅƘǪa ƼƘdĀ DzĀ cƘŽƼƘǪȓaǪ cƘŝ
ŽƘ ǤƼĀDzDzƘa ƆƘǪŽaŴǥ, ƘDz Žădţŝ
cƘDz ƼƘƆdĀǪaǪaŽ ǛȲĀ ĀŴĀ dĀɑĀ
ĀɑţȓaǪ ģȲŽƘ Ā áŴcƘƘŴ Ā ɑƘŴȓaǪ à
aȓţɑa cƘŽ ǤbƘŽŝDzĀƆDzƘǥǎ O ȓĀŝ
ŽƘǪ dƘDz ŴŦdĀǪĀDz ƼĀȓţDzȓaDz ă cƘŽ
ƘaDzDzădţƘdƘDz caƆdţdaȓƘDz a ƼǪĀŝ
ģĀţȓƘ, ǛȲĀ ƼǪĀDzDzţƘƆaŽƼĀŴa ƼǪĀŝ
DzĀƆça dĀ LȲŴa ƆƘDz ƼaŴaƆǛȲĀDzǎ
PƘǪ ĀƆǛȲaƆȓƘ, LȲŴa cƘƆģţǪŽƘȲ
ƼǪĀDzĀƆça ƆaDz caŽƼaƆŗaDz dĀ
SP, RĀcţģĀ, BĀŴƘ HƘǪţɡƘƆȓĀ,
CaŽƼţƆaDz Ā ABC ƼaȲŴţDzȓaǎ †
Serra alirma que 'nada
muda` com a participaçäo
de Iu|a na campanha
ĕ8Ã0 ÞA0L0ĕ O caƆdţdaȓƘ dƘ PT à
ƼǪĀģĀţȓȲǪa dĀ SãƘ PaȲŴƘ, FĀǪŝ
ƆaƆdƘ Haddad, aģţǪŽƘȲ ǛȲĀ
ɑaţ aƼǪƘɑĀţȓaǪ a ƼǪĀDzĀƆça dƘ
ĀɕŝƼǪĀDzţdĀƆȓĀ LȲţɡ IƆácţƘ LȲŴa
da SţŴɑa dĀ ȓƘdaDz aDz ŽaƆĀţǪaDz
ǛȲĀ ƼȲdĀǪǎ SĀŅȲƆdƘ Haddad, Ƙ
ĀɕŝƼǪĀDzţdĀƆȓĀ ƼaǪȓţcţƼa, Űá
aŽaƆŗã, dĀ ȲŽa ŅǪaɑaçãƘ dĀ
cĀƆaDz dĀ ǪȲa ƼaǪa DzȲa caŽƼaŝ
Ɔŗa ĀŴĀţȓƘǪaŴǎ
ĕ AŅȲaǪdĀţ aƆDzţƘDzaŽĀƆȓĀ
ĀDzDza ƆƘȓŦcţa ƿda ŴţbĀǪaçãƘ dĀ
LȲŴa ƼĀŴƘDz ŽădţcƘDz ƼaǪa ƼaǪȓţŝ
cţƼaǪ da caŽƼaƆŗaDž, ĀŽ ƼǪţŝ
ŽĀţǪƘ ŴȲŅaǪ, ƼĀŴƘ bĀŽ ǛȲĀ
ǛȲĀǪĀŽƘDz a ĀŴĀǎ EDzȓáɑaŽƘDz ǪĀŝ
ɡaƆdƘ ƼaǪa ǛȲĀ ĀDzDzĀ dţa cŗĀŝ
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SĀǪǪa ȓĀŽ ȧȂnj cƘƆȓǪa ȧĭnj dƘ
caƆdţdaȓƘ dƘ PRBǎ FĀǪƆaƆdƘ
Haddad ȓĀŽ Ȃnj daDz ţƆȓĀƆçƺĀDz
dĀ ɑƘȓƘǎ
SĀǪǪa ɑţDzţȓƘȲ aDz ţƆDzȓaŴaçƺĀDz
dƘ IƆDzȓţȓȲȓƘ dĀ RĀabţŴţȓaçãƘ
LȲcɗ MƘƆȓƘǪƘ, ȲŽa ȲƆţdadĀ
dĀ ȓǪaȓaŽĀƆȓƘ dĀ aŴȓa cƘŽƼŴĀŝ
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MARCELLE RIBEIRO
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12 l O GLOBO Terça-feira 7. 8. 2012
Rio
CIDADE‘ESFORÇADA’
_
Serviço indisponível
Teste mostra que wi-fi gratuito do estado só funciona bem em duas de nove áreas
DOMINGOS PEIXOTO
Decepção. Raiane Martins tenta acessar rede gratuita no Morro do Adeus, mas não consegue: ela conta que algumas amigas e o irmão também não conseguiram se conectar
“Não foi possível se conectar”. A mensagem
aparece na tela de celulares e de computadores
de quem tenta usar a internet em vários lugares
do Rio que têm wi-fi gratuito do governo do es-
tado. Apesar de o projeto Rio Estado Digital ga-
rantir que é possível acessar de graça a rede em
16 áreas — como as comunidades da Rocinha e
do Dona Marta, além da orla de Copacabana,
Ipanema e Leme — e, parcialmente, em seis ci-
dades da Baixada Fluminense, a realidade é
bem diferente. Com um smartphone em mãos,
repórteres do GLOBO testaram a rede em nove
pontos. Em mais da metade, foi impossível se
conectar: não havia sinal na Rocinha, emIpane-
ma, no Leblon, nemnos Morros do Adeus e Bai-
ana, no Complexo do Alemão. Na área do Porto,
a rede só funcionou num pequeno trecho da
Rua Barão de Tefé. Na Avenida Presidente Var-
gas, a lentidão chamou a atenção: foram neces-
sários três minutos para conseguir abrir umsite
de notícias. O serviço só funci-
onoubemnoMorroDona Mar-
ta, em Botafogo, e na Praia de
Copacabana.
Na Rocinha, José Carlos Tava-
res, funcionário de uma loja de
informática, contou que a rede
gratuita não funciona há quase
um ano:
— No início, era devagar, não
funcionava em todos os luga-
res, mas existia. Agora, não pe-
ga em nenhum ponto.
No Morro do Adeus, um dos
locais que ganharam internet
gratuita no início do ano, a es-
tudante Raiane Martins nunca
teve sucesso.
— Já tentei, meu irmão e mi-
nhas amigas também, mas é
impossível.
Na Praia de Ipanema, a turis-
ta Marlene Farias , do Rio Gran-
de do Sul, era ontem uma frus-
tração só. Ela queria postar nu-
ma rede social a imagem da or-
la que tinha acabado de regis-
trar em seu celular, mas não
conseguiu o acesso gratuito.
— Tentei, mas não deu nem
sinal da rede. Eu posso acessar a internet da mi-
nha operadora, mas um turista estrangeiro fica
sem opção — lamenta.
Os problemas como Rio Estado Digital come-
çaram quando a gestão da rede, feita por em-
presas contratadas por universidades, passou
para o estado. A Secretaria de Ciência e Tecno-
logia deveria ter feito licitações para escolher
quem daria continuidade ao serviço, mas isso
só foi feito, e com atraso, para as áreas de Copa-
cabana, Cidade de Deus e Dona Marta. O resto
da cidade e a Baixada Fluminense estão rece-
bendo atualmente suporte técnico apenas de
seis especialistas da Faetec.
Diretor técnico da Mibra Engenharia, contra-
tada pela PUC-Rio para instalar o sistema na
Rocinha e fazer sua manutenção por um ano,
Newton Trindade conta que os equipamentos
da comunidade custaram cerca de R$ 1,5 mi-
lhão, mas estão sem suporte técnico adequado
porque o contrato não foi renovado:
— Como temos equipes no Dona Marta,
quando dá um problema simples na Rocinha,
vamos lá tentar dar um jeito, mesmo sem rece-
ber. Mas, se o problema for sério, se for preciso
de, será feita uma licitação para escolher as em-
presas que darãosuporte técnicoaosistema im-
plantado na Rua Teresa, em Petrópolis, na Vila
Militar, em Manguinhos, Rocinha, Pavão/Pa-
vãozinho, Ipanema, Leblon, Morro da Provi-
dência, Porto e Alemão. Ela está prevista para a
primeira quinzena de agosto.
Segundo a Faetec, três pontos apresentaram
problemas recentemente na Rocinha. Os equi-
pamentos queimaram e serão trocados até sex-
ta-feira. EmIpanema e no Leblon, houve o rom-
pimento de cabos de fibra ótica. A Faetec já
comprou novos, que serão instalados nos próxi-
mos dias. A previsão do retorno do sinal nesses
dois pontos é de até 20 dias. l
de pessoas ao mesmo tempo. O pesquisador
responsável recebeu quase R$ 1 milhão para fa-
zer o projeto —incluindo o wi-fi gratuito —que
serviu a fins científicos e aos cariocas por um
ano. Ao término do prazo, a universidade repas-
sou os equipamentos para o estado:
— Transferimos todo o patrimônio, toda a re-
de para o estado, que não licitou uma empresa
para fazer a manutenção imediatamente. Um
outro pesquisador implantou a rede em Ipane-
ma, e ela nemfunciona mais. Éuma pena se não
levaremo projeto adiante. Era a maior rede wi-fi
urbana gratuita do Brasil — diz o pesquisador
Cláudio Amorim, da Coppe.
Segundo a Faetec, atual responsável pela re-
trocar um equipamento, por exemplo, não te-
mos como ajudar.
AMibra agora assumiu a manutenção do wi-fi
da orla de Copacabana, que ficou quase umano
sem suporte técnico, desde que o contrato da
própria Mibra com a UFRJ expirou. A universi-
dade foi uma das contempladas com recursos
da Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio de
Janeiro (Faperj), que destinou, de 2008 a 20111,
R$ 18 milhões a projetos ligados à área digital e
que precisavam fazer testes em redes wi-fi de
grande extensão. Osistema de Copacabana, por
exemplo, foi criado para servir a uma pesquisa
da Coppe que tinha como meta melhorar a qua-
lidade de vídeos exibidos a grande quantidade
MARIA ELISA ALVES
elisa@oglobo.com.br
DOMINGOS PEIXOTO
Na orla. A turista Marlene Farias testa a rede wi-fi de Ipanema, que está com defeito
MARIA ELISA ALVES
Fora do ar. Na Rocinha, José Carlos Tavares diz que a rede só funcionou no início
Q
ue Búzios é linda, ninguém duvida.
A surpresa é que ela é muito inteli-
gente também, e vem sendo reco-
nhecida por isso. Implantado há
seis meses, o projeto Cidade Inteligente, uma
parceria da prefeitura do município com a
Ampla e o estado, acaba de ficar entre as dez
melhores iniciativas do mundo na área de in-
fraestrutura urbana, segundo o ranking da
consultoria KPMG, divulgado no início do
mês em Cingapura, durante a “Cúpula das
Cidades do Mundo”. Boa parte de seus mora-
dores e comerciantes vai ter em casa medi-
dores de energia modernos, capazes de mos-
trar o horário de maior consumo e o gasto de
cada cômodo. Até agora, foram implantados
211 dos dez mil previstos. A Rua das Pedras
ganhou uma rede wi-fi gratuita. Uma turbina
de energia eólica está em fase de testes. Por
enquanto, ela fornece energia para o showroom
do projeto, mas a ideia é que outras sejaminsta-
ladas em lojas e pousadas. O que sobrar de
energia gerada pelo vento poderá ser vendido
pelos consumidores à Ampla.
Lâmpadas LED, mais econômicas, estão sen-
do instaladas nas ruas da cidade. O prefeito de
Búzios, Mirinho Braga, diz que a iluminação po-
derá ter uma redução de custo de até 80%. Por
enquanto, somente o entorno da Lagoa da Usi-
na temos novos postes, mas o plano é que a Rua
das Pedras e a Orla Bardot sejamcontempladas.
Outra iniciativa que ajudou a cidade a ganhar
a boa colocação foi a coleta de lixo reciclável.
Desde o início do ano, quem leva resíduos que
possamser reaproveitados para os postos de co-
leta temdescontos na conta de luz. Campeão de
troca, o dono da pousada Águas Claras, Antonio
Valente, leva cerca de 70 quilos de material por
semana. Odescontona conta, de cerca de R$ 15,
não é a motivação para a iniciativa:
— Não é pelo desconto, que não chega a 5%
do valor total da conta, mas sim pelo bem do
planeta. Eu e os funcionários nos envolvemos
no projeto, e separar o lixo já virou um hábito.
Na Rua das Pedras, moradores e turistas po-
dem acessar a internet de graça. A Ampla insta-
lou wi-fi gratuito em toda a extensão da via.
De acordo comAndré Moragas, diretor de Re-
lações Institucionais da Ampla, Búzios foi esco-
lhida para sediar o projeto inteligente por sua
geografia: é uma ponta isolada da rede da Am-
pla, o que facilita os testes.
— A ideia é que a gente leve a Búzios tudo o
que há de mais novo em termos de energia elé-
trica e também de mobilidade urbana. Vamos
distribuir eletropostos pela cidade para quem
quiser carregar suas bicicletas elétricas. l
Búzios: bonita e antenada
Balneário é destaque em ranking internacional que escolheu as 10 melhores iniciativas em infraestrutura
urbana. Medidores modernos de energia, wi-fi gratuito e lâmpadas econômicas são alguns dos projetos
GUSTAVO STEPHAN
Novos ares. Uma turbina de energia eólica em Búzios
CIDADE‘INTELIGENTE’
7
COMUNIDA-
DES TÊMO
RIO DIGITAL
O programa
está presente
também em
5 pontos da
orla carioca
4,5
MILHÕES
DE REAIS
POR ANO
É o valor
repassado
pela Faperj às
universidades
para o projeto
U
Números
Product: OGlobo PubDate: 07-08-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_L User: Asimon Time: 08-06-2012 22:05 Color: CMYK
Terça-feira 7. 8. 2012 2ª Edição l Rio l O GLOBO l 13
Com uma coluna de sustentação parti-
da desde anteontem, um prédio de três
andares na comunidade da Areinha,
em Rio das Pedras, e outros três edifíci-
os próximos vão começar a ser demoli-
dos pela Defesa Civil municipal hoje. O
subsecretário do órgão, Márcio Motta,
disse que os prédios correm risco de
desabar por causa das condições pre-
cárias em que foram erguidos:
— Além do terreno dessa área ser
muito instável, as construções foram
feitas sem nenhum embasamento téc-
nico. O excesso de peso acabou com-
prometendo as vigas de sustentação.
Foi o que aconteceu com o prédio
que motivou a ação da Defesa Civil, o
de número 32 na Rua das Romãs. Uma
de suas colunas se partiu por volta das
17h de anteontem. A dona de casa Ma-
ria Helena Ferreira da Silva, de 55 anos,
conta que ouviuumforte estalona hora
em que a coluna quebrou. Ela saiu de
casa só com a roupa do corpo. Os mo-
radores já estavam apreensivos com a
situação da estrutura: além de o prédio
apresentar rachaduras, nas últimas se-
manas eles ouviram estalos frequentes.
O edifício da Rua das Romãs só não
desabou por completo porque acabou
escorado por um prédio vizinho, que
também deverá ser demolido.
— Moro com minha família aqui há
oito anos. Conseguimos uma quitinete
ontem (domingo), mas vamos ter que
desocupá-la hoje. Não sei para onde
vamos — lamentou Maria Helena.
Os prédios abrigavam 16 famílias,
que foram cadastradas pela Secretaria
municipal de Assistência Social para
ganhar o benefício do aluguel social.
De acordocoma secretaria, noentanto,
os desabrigados preferiram buscar ca-
sas de parentes ou de amigos até en-
contrar um novo lugar para morar.
TRATORES NÃO CONSEGUEM CHEGAR
Colunas provisórias foram colocadas
no prédio ameaçado para facilitar a re-
tirada de pertences dos moradores. A
demolição dos imóveis começa hoje e
deve se estender por toda a semana.
Como a geografia da comunidade im-
pede o acesso de tratores e máquinas à
rua onde ficam os edifícios, eles terão
que ser derrubados a marretadas.
Motta afirmou que a secretaria fará
umlevantamento da situação de outros
prédios próximos, para averiguar se al-
gum corre o risco de cair. Por precau-
ção, moradores de uma rua adjacente
já começaram a retirar os pertences de
outro prédio, cujo terreno cedeu, for-
mando uma fenda no chão. A dona de
casa Vânia Oliveira, de 23 anos, mora-
dora de um dos edifícios que será de-
molido, está preocupada com o futuro
de sua família:
— Passei o dia todo procurando um
lugar para alugar e não encontrei. Está
difícil encontrar um teto. l
Defesa Civil decide derrubar
4 prédios em Rio das Pedras
Coluna de um deles se partiu e motivou ação do poder público
PABLOREBELLO
pablo.rebello@oglobo.com.br
FOTOS DE PABLO JACOB
Terreno instável. Perto da área das demolições, há outro prédio em risco: uma fenda se abriu no chão e moradores decidiram retirar seus pertences
Perigo. Técnicos examinam prédio condenado
CCR Barcas desiste de cobrar por
transporte de bagagem extra
Usuários ficaram
revoltados. Agetransp
abriu processo
A CCR Barcas, concessionária
que administra a travessia ma-
rítima Rio-Niterói, decidiu on-
tem suspender a decisão de
cobrar pelo transporte de ex-
cesso bagagens. A medida,
adotada nas viagens para a
Ilha de Paquetá, seria estendi-
da às outras cinco linhas da
empresa. Também foi suspen-
saa a proibição do transporte
de cargas e bagagens para Pa-
quetá nos fins de semana.
Em nota, a Agetransp —
agência que regulamenta os
transportes no estado — infor-
mou que decidiu ontem ins-
taurar umprocesso regulatório
sobre a cobrança pelo excesso
de bagagem. A agência regula-
dora também recomendou
que a cobrança fosse suspensa
até o fim do processo.
Os usuários das barcas fica-
ram revoltados com o anúncio
de cobrança extra feita pela
concessionária. AOAB-RJ che-
gou a afirmar que iria à Justiça
contra a taxação. l
Pilar de edifício em
Niterói será escorado
Na Tijuca, pilastra
cortada já está
sendo reposta
O secretário de Defesa Civil de
Niterói, coronel Adilson Alves,
disse ontem que uma empresa
contratada pelo Condomínio
Santos Apóstolos, em Icaraí,
começa hoje a fazer o escora-
mento do bloco 5, que apre-
sentou rachaduras na semana
passada e corre risco de entrar
em colapso. O trabalho, que
será feito do subsolo ao 13º an-
dar, deve ficar pronto até do-
mingo. Só então, diz o coronel
Alves, será possível suspender
a interdição do imóvel onde
funciona o refeitório da Uni-
versidade Federal Fluminense
(UFF), vizinho ao prédio com
problemas.
Engenheiros contratados pe-
lo condomínio se reuniram
com a Defesa Civil do municí-
pio ontem. Eles explicaram
que, após o escoramento, a co-
luna que sofreu dano será ava-
liada. Somente após esse tra-
balho os moradores poderão
voltar ao edifício, que tem 22
andares e 41 apartamentos. O
coronel Alves disse que essa
etapa da obra ainda não tem
prazo para ser concluída, o
que deverá deixar os morado-
res desalojados por mais tem-
po. Todos tiveram que deixar o
edifício na sexta-feira passada.
O bloco 5 do Condomínio
Santos Apóstolos foi interdita-
do porque foi detectada corro-
são da estrutura metálica de
uma das colunas e esmaga-
mento do concreto. O ponto
onde foi detectado o esmaga-
mento fica no 10º andar do
prédio. Oproblema na estrutu-
ra apareceu durante uma re-
forma feita num dos aparta-
mentos. O prédio tem 35 anos
e moradores suspeitam que
uma ampliação antiga pode ter
causado o problema.
Já na Zona Norte do Rio, on-
de o condomínio do Tijuca Off
Shopping foi notificado pela
Justiça a reparar danos num
pilar, os trabalhos de recupera-
ção já começaram, segundo o
secretário municipal de Con-
servação e Serviços Públicos,
Carlos Osório. Na semana pas-
sada, uma decisão da juíza
Adriana Terezinha Souto Cas-
tanho de Carvalho, da 27ª Vara
Cível, determinara que, se as
obras não fossem feitas, o con-
junto de prédios, com 400
apartamentos, além de lojas
do shopping, deveria ser eva-
cuado em 15 dias.
A pilastra de um dos prédios
foi cortada durante uma obra
de expansão do estaciona-
mento do shopping, para a
construção de uma nova ram-
pa de acesso. Desde a semana
passada já está sendo realiza-
do um reforço na estrutura. l
4
PRÉDIOS FORAMCONDENADOS
Construções foram erguidas em terreno
instável na comunidade da Areinha,
em Rio das Pedras
16
FAMÍLIAS FICARAMDESABRIGADAS
Foi feito cadastro na Secretaria municipal
de Assistência Social para que essas
pessoas recebam aluguel social
U
Números
Product: OGlobo PubDate: 07-08-2012 Zone: Nacional Edition: 2 Page: PAGINA_M User: Asimon Time: 08-06-2012 23:05 Color: CMYK
14 l O GLOBO l Rio l Terça-feira 7. 8. 2012
Justiça bloqueia bens de milícia em Jacarepaguá
Objetivo é desarticular braço financeiro de grupo chefiado pelo ex-vereador Girão, preso desde 2009
ELENILCE BOTTARI
elenilce@oglobo.com.br
Amilícia que domina a comunidade da
Gardênia Azul, em Jacarepaguá, sob o
comando do ex-vereador Cristiano Gi-
rão, preso desde 2009, sofreu ontem
dois ataques da Justiça: além de decre-
tar nova prisão preventiva do político e
de outros seis integrantes do grupo, a 1ª
Vara Criminal de Jacarepaguá determi-
nou o bloqueio dos aluguéis de 22 imó-
veis na comunidade, que rendiam cer-
ca de R$ 80 mil mensais à quadrilha. Os
aluguéis serão depositados em juízo.
Amedida para quebrar o braço finan-
ceiro da milícia foi pedida pelo Grupo
de Atuação Especial de Combate ao
Crime Organizado (Gaeco) do Ministé-
rio Público, com base em investigações
da 32ª DP (Taquara). O juiz da 1ª Vara
Criminal de Jacarepaguá, Marco José
Mattos Couto, determinou ainda o blo-
queio do veículo usado por um dos mi-
licianos para fazer a cobrança dos alu-
guéis na Gardênia Azul e conhecidope-
los moradores como “caveirão da milí-
cia”, segundo a denúncia do MP. Ainda
de acordo com as investigações, os
imóveis — alguns com até 15 unidades
— foram erguidos com o dinheiro das
atividades criminosas da quadrilha.
Eles eram alugados aos moradores por
meio de contratos que davam uma fa-
chada de legalidade ao lucro da milícia.
Entre os seis milicianos comandados
por Girão que tiveram a prisão preven-
tiva decretada ontem, há quatro já pre-
sos e condenados no mesmo processo
do ex-vereador, que recebeu pena de 14
anos de reclusão pela acusação de che-
fiar a milícia local. Com a nova prisão
preventiva, Girão perde o direito à pro-
gressão de regime na pena. Os dois mi-
licianos que ainda estavamemliberda-
de — Fábio de Souza Salustiano, o Ro-
lamento, e Robson Dias Delgado, o Ín-
dio —forampresos ontemnumcerco à
favela. Na Associação de Moradores da
Gardênia Azul, a polícia apreendeu
mais de cemcópias de chaves dos imó-
veis da milícia, R$ 15 mil em notas de
euro, dólar e real, e documentos. A as-
sociação não foi fechada, mas teve a
presidente e a vice-presidente afasta-
das pela Justiça, que tambémproibiu, a
pedido do MP, que a mulher e a irmã de
Girão voltem a visitá-lo no presídio.
Elas são acusadas de repassar ordens
dele à quadrilha. l
22
IMÓVEIS BLOQUEADOS
Os bens seriam do ex-vereador
Cristiano Girão.
R$ 80 MIL
EMALUGUÉIS
Os recursos seriam recebidos por
mês pela locação dos imóveis.
U
Números
|
Opinião
|
INVESTIR
MAIS
A REDUÇÃO do tempo de
viagem e o alto índice de
passageiros que já o têm
como real opção de trans-
porte são evidências do
sucesso do BRT.
O PONTO negativo fica por
conta da superlotação dos
veículos — não um proble-
ma do sistema em si, mas
fruto de uma demanda
reprimida por transportes
coletivos de qualidade em
todo o estado.
O QUE reforça a necessida-
de de o poder público in-
vestir cada vez mais para
acabar com esses gargalos e
aperfeiçoar os serviços no
setor.
Hoje
naweb
oglobo.com.br/rio
l TRÂNSITO:
oglobo.com.br/rio/transito
Acompanhe o trânsito da cidade.
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Confira as notícias do GLOBO
na rede social.
‘Alô, Zé? Aqui é Lula’
Lula ligou para Zé Dirceu, no fim
de semana, para saber como está o
ânimo do amigo.
Faltou quórum
Será que Dilma está sendo
esnobada pelo empresariado?
Por falta de quórum, foi adiada de
hoje para dia 14 sua reunião com 25
empresários pesos-pesados.
A data da volta
O advogado gaúcho Carlos
Araújo, que foi casado com Dilma,
com quem tem uma filha, marcou
para dia 24 sua volta ao PDT. Araújo
se afastou do partido há 12 anos.
A quem pergunta por que não vai
para o PT, da ex-mulher, a resposta
está na ponta da língua: “O PT virou
um PMDB de esquerda.”
Nas redes sociais
Caetano Veloso não quis festejar
seus 70 anos, hoje. Mas poderá
receber mensagens dos fãs.
Para mandar parabéns ao nosso
baiano basta acessar a página
facebook.com/FalaCaetano ou usar
a hashtag #Cae70anos no Twitter.
Filosofia aérea
Domingo, o piloto do vôo 5851 da
Webjet (Brasília-Rio), depois das
informações de praxe, deixou uma
reflexão ao ar, com voz de locutor:
“Pense bem e reflita: o pato perdeu a
pata. Ele ficou perneta ou... viúvo?”
Foi aplaudido.
No mais
Na bolsa de apostas, um sábio do
Direito acha que o STF, preocupado
com a opinião pública, vai
condenar alguns mensaleiros, “mas
sem derramamento de sangue”.
Algo que lembra, segundo ele, a
famosa frase de Pinheiro Machado
(1851-1915): “Nem tão devagar que
pareça afronta, nem tão depressa
que pareça medo.” É. Pode ser.
ANCELMO
GOIS
www.oglobo.com.br/ancelmo
MARCEUVIEIRA COMANA CLÁUDIA GUIMARÃES,
DANIEL BRUNET E JORGE ANTONIOBARROS
Horacio Falcão, professor de Direito da Insead, a
Faculdade de Cingapura, fala quinta na OAB-RJ.
Patsy Schlesinger ministra hoje curso na FGV
de estratégias processuais.
Nuno Neto faz showcomPaulão 7 Cordas em
homenagema Zé Keti, hoje, no Carioca da Gema.
SOS do Recreio lança turmas de tablet.
Amanhã, o Instituto dos Advogados Brasileiros
festeja 169 anos comsessão solene, às 18h.
Sinergia faz seminário internacional, hoje, no Rio,
sobre integração energética da América do Sul.
Adermatologista Vivian Amaral lança tratamen-
to multifuncional para queda capilar.
Cristina Cordeiro e Kalique Rangel oferecem
coquetel na loja de Ipanema.
Paul Altit, presidente da Odebrecht Realizações
Imobiliárias, fala hoje no Junior Enterprise World.
U
ZonaFranca
Essa negra fulô
ACasa de Rui Barbosa, no Rio, ampliou
seu acervo sobre o escritor alagoano
Jorge de Lima (1893-1953) comdoações
da filha Maria Teresa Alves Jorge de Lima.
São documentos pessoais, objetos,
esculturas, fotos e cartas.
Rainha da paz
Elba Ramalho foi fazer uma
peregrinação em Medjugorje, na
Bósnia-Herzegovina.
O lugar tem atraído muitos visitantes
e artistas por causa de notícias
recentes de aparições da Virgem
Maria. Numa delas, numa área
marcada por guerra civil, a santa se
apresentou como “rainha da paz”.
É pra rir ou pra chorar?
Sobrou para Erasmo Carlos num dos
documentos da censura na ditadura
pesquisados pelo historiador Douglas
Attila Marcelino.
Diz que o Tremendão, que nunca foi
de se meter em política, “ao erguer e
cerrar o punho”, no programa de Sílvio
Santos, fazia um gesto... comunista.
Sobrou também...
O texto ainda acusa um câmera de
focalizar a cena “com insistência”.
Gois em Londres
Em Londres, Márcia Lins jantava no
elegante restaurante The Wolseley,
quando, na mesa ao lado, sentou-se...
Paul McCartney!
A secretária de Esportes de Cabral
não se conteve e mandou um bilhete,
pelo maître, convidando o ex-beatle
para os Jogos de 2016, no Rio. O
artista, fofo, respondeu: “Será um
prazer estar no Rio mais uma vez.”
Boletim médico
Oquerido coleguinha Sérgio Cabral,
pai, 75 anos, operou a vesícula no
Hospital São Vicente, no Rio. Passa bem.
Baden eterno
Os filhos do genial violonista e
compositor Baden Powell (1937-2000) —
o pianista Philippe e o violonista Marcel
—vão celebrar comumshowos 75 anos
de nascimento do pai, quinta, na sala
que leva seu nome, emCopacabana.
Morte da Justiça
O primeiro ano do assassinato da
juíza Patrícia Acioli será lembrado sexta
numa manifestação da ONG Rio de Paz.
Vinte e uma fotos de balas de
revólver serão postas na areia da Praia
do Copacabana, com a frase: “21 tiros
na Justiça”.
Nome de rua
A Biblioteca Nacional recebeu de
Beatriz Menezes documentos que
pertenceram a seu bisavô Joaquim
Xavier da Silveira Júnior (1864-1912),
homenageado com uma rua em
Copacabana.
Abolicionista e republicano, Xavier
da Silveira foi prefeito do Rio em 1901.
Reage, Flamengo!
Deve ser coisa de vascaíno, tricolor
ou botafoguense. Piadinha que circula
sobre a má fase do Flamengo: sabe
qual é a bebida que resulta da mistura
de um ovo com o time do Fla? É o...
“Ovomautime”.
Faz sentido. Com todo o respeito.
Apesar do risco de queda de
reboco em algumas
marquises, quem olha para o
alto em suas andanças pelo
Rio pode ser recompensado
com uma arte escondida na
fachada de prédios antigos.
Após 12 anos de pesquisa, o
fotógrafo e designer Luiz
Eugênio Teixeira Leite
documentou mais de mil
ornamentos que guardam
simbolismos da arquitetura
carioca. O resultado está no
livro “O Rio que o Rio não vê”
(Aori). Em dois casos, o
designer descobriu raridades,
como baixo-relevo em metal
folheado a ouro baseado na partitura do primeiro arranjo do Hino Nacional (numa
rotunda do Teatro Municipal, na foto de baixo) e a imagem do “Cordeiro de Deus que
tira o pecado do mundo” na forma de um... asno, num prédio da Rua Teófilo Otoni
152 (foto de cima). Eugênio suspeita que a maldade foi vingança do artista contra o
construtor, que não lhe pagou em dia. Ou seria uma brincadeira de algum adepto do
jogo do bicho? Deu burro na cabeça (veja mais fotos no site da coluna) l
AS APARÊNCIAS ENGANAM
FOTOS DE LUIZ EUGÊNIO TEIXEIRA LEITE
classificadosdorio.com.br
534-4333
2
Product: OGlobo PubDate: 07-08-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_N User: Asimon Time: 08-06-2012 21:55 Color: CMYK
Terça-feira 7. 8. 2012 l Rio l O GLOBO l 15
GATÃODEMEIA-IDADE Miguel Paiva
Um ano e meio depois da maior tragé-
dia climática do Brasil, na Região Serra-
na no Rio, o governo federal lança ama-
nhã o Plano Nacional de Gestão de Ris-
cos de Desastres Naturais, commeta de
reduzir o número de vítimas em even-
tos como enchentes, desmoronamen-
tos e seca. As ações adotadas na Região
Serrana do Rio, no início de 2011, com
aperfeiçoamentos, serão referência na-
cional. Um sistema implantado no Rio
que deverá ser replicado pelo país é a
transferência de unidades móveis de
saúde para as regiões afetadas. Tam-
bém a “sala de situação”, que reuniu
num mesmo lugar todos os órgãos en-
volvidos na tragédia, emjaneiro do ano
passado, deverá ser tomada como mo-
delo para ações em situação de crise.
Entre os 290 municípios enquadrados
no plano, 37 são no Rio.
O plano, que envolve verbas de R$
14,8 bilhões — dos quais R$ 12 bilhões
para obras de prevenção, como drena-
gem, contenção de encostas e sanea-
mento — não engloba novos recursos,
além dos previstos no Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC). Mas
a União vê como importante a coorde-
nação entre o mapeamento das áreas
de risco (do Serviço Geológico do Brasil
e da Agência Nacional de Águas), o mo-
nitoramento do clima (do Instituto Na-
cional de Pesquisas Espaciais e do Cen-
tro Nacional de Monitoramento e Aler-
tas de Desastres Naturais) e o alerta à
população (feito pela Defesa Civil).
Já a Secretaria de Direitos Humanos
da Presidência da República informou
que três Centros de Referência em Di-
reitos Humanos vão participar de uma
força-tarefa para tentar localizar os
mais de 191 desaparecidos na tragédia
das chuvas na Região Serrana, como
mostrou o jornal “Extra" no domingo. A
primeira reunião para organizar equi-
pe e logística será amanhã. O trabalho
será feito com o estado. Os centros da-
rão assistência jurídica e psicossocial a
vitimas e parentes de desaparecidos. l
União tem plano para reduzir
vítimas de desastres naturais
Ações adotadas na Região Serrana serão referência para o país
DANILOFARIELLO
danilo.fariello@bsb.oglobo.com.br
-BRASÍLIA -
Feras da nossa música: o saxofonista Zé Nogueira (blusa
preta), novo apresentador do “Estúdio 66”, que volta dia 13,
no Canal Brasil, recebe Ronaldo do Bandolim, Marcello
Gonçalves e Zé Paulo Becker, do Trio Madeira Brasil. Os
quatro fazemshowhoje para convidados no Studio RJ
FESTA
PARA OS
OUVIDOS
DÉBORA 70
Juliana Baroni, a
linda atriz, volta
ao teatro, quinta
agora, na peça
“Escravas de
amor”, que
festeja o
centenário de
Nelson
Rodrigues. A bela
tambémvai
retornar à
telinha: estará na
novela “Passado
próximo”, na TV
Record
A ETERNA
PAQUITA
DE XUXA
RODRIGO LOPES
Hoje, Caetano Veloso completa 70 anos de serviços prestados
aos corações e às mentes do nosso povo. De sua música “Tudo
de novo”, umverso: “Minha mãe me deuao mundo/De
maneira singular/Me dizendo a sentença/Pra eusempre pedir
licença/Mas nunca deixar de entrar.”
U
Ponto
Final
e-mail: coluna.ancelmo@oglobo.com.br
Fotos: fotoancelmo@oglobo.com.br
O Boletim de Registro de Acidente de Trânsito
(Brat) sem vítimas poderá ser acessado pela in-
ternet. A Polícia Militar assinou convênio on-
temcomentidades da área de seguro para que o
serviço possa ser realizado on-line.
Desde dezembro de 2011, nos acidentes em
que não há vítimas, os motoristas solicitam o
Brat à unidade de Polícia Militar mais próxima,
sem necessidade de ficar no local do acidente
esperando. A partir da implantação, tudo pode-
rá ser feito via internet.
De acordo com a PM, o objetivo do serviço
online é evitar que carros envolvidos em aci-
dentes atrapalhemo trânsito. Alémdisso, viatu-
ras destinadas ao policiamento e ao atendimen-
to de ocorrências mais graves não ficariam reti-
das em ocorrências de trânsito.
Ainda segundo a PM, de 1º de outubro de
2010 a 30 de outubro de 2011, a PM atendeu a
cerca de cem mil acidentes sem vítimas. l
Brat de acidentes sem
vítima agora é on-line
Product: OGlobo PubDate: 07-08-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_O User: Asimon Time: 08-06-2012 22:15 Color: CMYK
16 l O GLOBO l Rio l Terça-feira 7. 8. 2012
NA INTERNET
oglobo.com.br/servicos/tempo/
Mais informações sobre o tempo
TEMPERATURAS MÍNIMAS
Acima
de 28˚
25˚/28˚ 21˚/24˚ 18˚/20º 15˚/17˚ 12˚/14˚ 9˚/11˚ 5˚/8˚ 2˚/4˚ Abaixo
de 2˚
PREVISÃO
Sol Sol compancadas
de chuva
Nublado
comchuvas
Chuvas com
trovoadas
Geada Nublado Parcialmente
nublado
18˚

21˚
11˚
23˚
11˚
27˚
16˚
27˚
16˚
28˚
12˚
28˚
12˚
23˚
11˚
19˚

23˚
11˚
20˚

19˚

25˚
15˚
24˚
16˚
26˚
15˚
26˚
15˚
23˚

24˚
15˚
25˚
15˚
25˚
15˚
24˚
14˚
24˚
14˚
24˚
14˚
26˚
14˚
25˚
12˚
26˚
14˚
23˚
11˚
26˚
14˚
23˚
12˚
25˚
13˚
26˚
15˚
25˚
14˚
25˚
15˚
24˚
13˚
Mangaratiba
Rio de Janeiro
Angra
dos Reis
Visconde
de Mauá
Duque de
Caxias
Resende
Volta
Redonda
Barra
do Piraí
Nova
Friburgo
Casimiro
de Abreu
Cachoeiras
de Macacu
Silva
Jardim
Paraíba
do Sul
Barra Mansa
Valença
Petrópolis
Teresópolis
Niterói
Maricá
São João
da Barra
Santo Antônio
de Pádua
Santa Maria
Madalena
São Francisco
de Itabapoana
BomJesus do
Itabapoana
Saquarema
Araruama
Cabo Frio
Búzios
Rio das Ostras
Macaé
Campos
Itaperuna
São Fidélis
SUL
METROPOLITANA
LAGOS
SERRANA
NORTE
Paraty
23˚
12˚
Porciúncula
A massa de ar seco ganha força e
deixa o tempo firme com sol. O dia
começa frio e com névoa. Ontem a
mínima foi de 16,1 graus, no Alto
da Boa Vista, e a máxima, de 25,2
graus, na Saúde (Inmet). Amanhã
e depois, o sol predomina.
As tardes ficam mais quentes
e mais secas.
O TEMPO NO GLOBO
RIO
Zona Sul
Zona Norte
Zona Oeste
Sensação
térmica/Rio
Probabilidade
de chuva
Previsão
13˚/25˚
12˚/28˚
14˚/27˚
14˚/27˚
15˚/27˚
14˚/30˚
15˚/29˚
15˚/29˚
18˚/28˚
17˚/31˚
18˚/30˚
17˚/31˚
17˚/30˚
16˚/33˚
17˚/32˚
18˚/32˚
18˚/30˚
17˚/33˚
18˚/32˚
19˚/33˚
19˚/31˚
18˚/34˚
19˚/33˚
20˚/34˚
19˚/31˚
18˚/34˚
19˚/33˚
20˚/34˚
Baixa Baixa Baixa Baixa Baixa Baixa Baixa
HOJE AMANHÃ QUINTA SEXTA SÁBADO DOMINGO SEGUNDA
Alta Baixa
Nascente: 6h22m
5h12m
1,1m
11h29m
0,3m
Alta Baixa
17h30m
0,9m
23h29m
0,3m
Impróprias (Inea): Flamengo,
Botafogo, São Conrado, Barra
(Quebra-Mar e Pepê) e
Guaratiba.
De até 1,5m à noite. A ondulação
é de sul. Melhores locais para
o surfe: Grumari, Prainha,
Macumba e Arpoador (Ricosurf).
Vento de sul a sudeste, entre
10km/h e 30km/h. Rajadas de
45km/h. Pressão atmosférica
de 1.023hPa.
Alta Baixa
4h56m
1m
11h48m
0,4m
Alta Baixa
17h18m
0,9m
23h57m
0,4m
Alta Baixa
5h16m
1,1m
12h42m
0,4m
Alta
17h41m
1m
Praias Ondas Ventos
Sol Lua
Crescente
24/8
2/8
9/8
17/8
Cheia
Minguante
Nova
Poente: 17h35m
ANGRA DOS REIS CABO FRIO RIO DE JANEIRO
Hora
Altura
Marés
AMÉRICA DO SUL
Assunção
Bariloche
Bogotá
Buenos Aires
Caracas
La Paz
Lima
Montevidéu
Quito
Santiago
S
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18°
-1°

10°
18°

15°
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14°
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22°
13°
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-1°


18°

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16°
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27°
20°

24°
22°
25°
13°
16°
24°
13°
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33°
25°
21°
34°
36°
34°
25°
29°
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16°
31°
27°
23°

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22°
25°
14°
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14°
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31°
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37°
34°
25°
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17°
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17°
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11°
16°
10°
11°
12°

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18°
11°
11°
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28°
23°
21°
19°
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18°
21°
21°
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31°
15°
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32°
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14°
26°
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11°
14°
11°
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14°
12°
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15°

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18°
15°
19°
33°
29°
22°
22°
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20°
17°
23°
22°
32°
22°
34°
25°
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26°
30°
27°
26°
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AMÉRICA DO NORTE/CENTRAL
Cancún
Chicago
Cid. do México
Havana
Los Angeles
Miami
Montreal
Nova York
Orlando
São Francisco
Washington DC
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EUROPA
Amsterdã
Atenas
Barcelona
Berlim
Bruxelas
Copenhague
Dublin
Estocolmo
Frankfurt
Genebra
Lisboa
Londres
Madri
Moscou
Oslo
Paris
Roma
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Viena
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S
32°
36°
32°
31°
Hong Kong
Jerusalém
Pequim
Tóquio
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26°
23°
21°
24°
33°
37°
32°
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28°
23°
24°
22°
38°
29°

ÁFRICA
Cairo
Casablanca
Johannesburgo
S
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C
25°
19°

39°
31°

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C
26°
21°

28°
17°
OCEANIA
Bali
Sydney
S
S
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27°
20°
C
S
20°

ÁSIA
Máx. Mín. Máx. Mín.
Hoje Amanhã
MUNDO
N: nublado C: chuvoso Ne: neve S: sol
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+6h
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+3h
+5h
+11h
+13h
24˚/ 33˚
23˚/ 32˚
24˚/ 31˚
23˚/ 36˚
19˚/ 35˚
13˚/ 27˚
20˚/ 27˚
12˚/ 24˚
17˚/ 26˚
12˚/ 28˚
9˚/ 24˚
7˚/ 21˚
9˚/ 23˚ 10˚/ 24˚
18˚/ 33˚
13˚/ 31˚
16˚/ 31˚
23˚/ 31˚ 21˚/ 28˚
21˚/ 28˚
22˚/ 28˚
20˚/ 27˚
20˚/ 28˚
23˚/ 32˚
23˚/ 35˚
16˚/ 37˚
17˚/ 35˚
Dia abafado com chuva em quase
todo o leste do Nordeste, em
Roraima e no Amapá. Sol, aumento
de nuvens e temporais no sul e no
oeste gaúchos. Sol e ar seco no
restante do país. O dia começa frio
e com nevoeiro no Sudeste.
BRASIL
PortoAlegre
Rio de Janeiro
São Paulo
Curitiba
Salvador
Campo Grande
Rio Branco
Porto Velho
Boa Vista
Macapá
São Luís Fortaleza
Manaus
Belém
Teresina
Cuiabá
Goiânia
Vitória
Aracaju
João
Pessoa
Recife
Maceió
Palmas
Natal
Florianópolis
Belo Horizonte
Brasília
Licença concedida há
4 anos prevê plantio
em 4.500 hectares
O procurador da República
Lauro Coelho Júnior manifes-
tou ontem, em audiência pú-
blica, preocupação com a mo-
rosidade da Petrobras no cum-
primento de suas obrigações
no processo de licenciamento
do Complexo Petroquímico do
Rio de Janeiro (Comperj), em
Itaboraí. Numa referência à
condicionante que determina
oreflorestamentode 4.500 hec-
tares — uma área maior que a
do Parque Nacional da Tijuca
—, o procurador disse que pre-
ocupa o fato de a estatal não ter
plantado uma muda sequer. A
licença prévia da refinaria saiu
em 26 de março de 2008.
— Estamos acompanhando
para que esta condicionante
saia efetivamente do papel. No
caso do reflorestamento, de-
pois de quatro anos nenhuma
muda foi plantada — disse o
procurador.
Num auditório com mais de
200 pessoas, na sede da Procu-
radoria da República, o subse-
cretário estadual do Ambiente,
Luiz Firmino Pereira, afirmou
que a sua pasta organizou um
grupo de trabalho para orien-
tar o plantio na região:
— Muitas áreas que devem
ser reflorestadas são particula-
res. O processo é demorado.
Na sessão, o chefe da Área de
Proteção Ambiental de Guapi-
mirim, Breno Herrera, criticou
a possível transformação do
Rio Guaxindiba em hidrovia
para o transporte de equipa-
mentos do Comperj. A propos-
ta está sendo analisada pelo
Instituto Chico Mendes (ICM-
Bio). O procurador Lauro Coe-
lho afirmou que esta autoriza-
ção, caso seja concedida, será
ilegal por ferir a inviolabilida-
de da APA, prevista na licença.
A Petrobras afirmou, em no-
ta, que já foram restaurados
471 hectares em áreas internas
ao Comperj com o plantio de
334 mil mudas. “Para áreas ex-
ternas, temos uma área piloto
de 6,5 hectares plantados com
aproximadamente 8 mil mu-
das e já está contratado mais
200 hectares de restauração”. l
MP: reflorestamento do
Comperj ainda está no papel
EMANUEL ALENCAR
emanuel.alencar@oglobo.com.br
NAIR MUNIZ DA
GAMA E SOUZA
31 Anos (Professora). (A mãe mais idolatrada
do mundo). Você continua sendo a ausente
mais presente do Universo. A saudade cada
vez maior da filha. Mariza.
DR. JOSÉ MARIANO RAYMUNDO DE SOUZA
MÉDICO HOMEOPATA
6 ANOS DE PROFUNDAS SAUDADES
Sua família, seus amigos e clientes convidam para a Missa
em louvor do seu iluminado espírito; a realizar-se no dia
08/08/2012, às 19h, no Santuário de Nossa Senhora de
Fátima, a Rua do Riachuelo, 367 - Centro.
A família convida para Missa de
7º Dia, a ser celebrada dia 08 de
agosto de 2012 (quarta-feira), às
18:30h, na Igreja Nossa Sra. da
Paz - Ipanema.
ZELY M. DE PAULA LOPES
Missa de 7º Dia
Edy, Andréa e Marcelo, Mãe e Irmãos, agradecem a manifestação de carinho e
pesar e convidam para a Missa de 7º Dia a ser celebrada dia 08 de agosto, às
18 horas, na Igreja São Paulo Apóstolo, na Rua Barão de Ipanema, nº 85.
GUSTAVO BORGES SERENO
Stephen Wal l enstei n, Patri ci a, Ri cardo, Joaqui m, João
Pedro e Luiz Gabriel, Maria Silvia e Jean Paul, Jose Otavio
e Heloisa, Maria Olivia e Luiz Antonio, Maria Beatriz, Jose
Eduardo e Monica, Maria Gabriela e Arthur participam com
profunda tristeza o falecimento da querida esposa, dinda,
tia, irmã e cunhada Maria Tereza.
MARIA TEREZA CARNEIRO
DE CARVALHO – TAEZE
GUSTAVO BORGES SERENO
Gabriela Ilarri Candau, Miguel Candau de Oliveira,
Luiz Augusto Candau e Vera Lemgruber, Vera Maria
Candau, Flavio Candau e Anderson Barbosa, Bruno
e Luciana Lemgruber e filhos e Guilherme e Paula
Casahuga e filhas convidam para a Missa de Sétimo Dia do
querido Gustavo Borges Sereno, a realizar-se na Igreja de São
Paulo Apóstolo, a Rua Barão de Ipanema, 85 - Copacabana,
às 18h de 08/08/12, 4ª feira.
Product: OGlobo PubDate: 07-08-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_P User: Asimon Time: 08-06-2012 21:48 Color: CMYK
Terça-feira 7. 8. 2012 O GLOBO l 17
Dos Leitores
|
On-line
|
_
Essa realmente
tinha uma meta
na vida!
(@bac_rj)
RT @JornalOGlobo:
Mulher morre 10
minutos após
completar 100 anos.
_
My Hero! hehe
(@TudoAoContrario)
RT @JornalOGlobo:
Chuck Norris de
volta às telas: cinema
de ação investe
em ícones do
passado.
_
Faço uma viagem
legal com esse $$$!
(@rodolpho09)
RT @JornalOGlobo:
Ingressos para shows
de Lady Gaga no
Brasil custarão até
R$ 750.
_
Orgulho!
(@priscilacoellen)
RT @JornalOGlobo:
Arthur Zanetti é ouro
na argola! Vai,
Brasil!!!
_
Esse marcou, foram
muitos shows na
minha adolescência.
(@romantihuana)
RT @JornalOGlobo:
Morre o músico Celso
Blues Boy.
_
Monstro!
(@luizcarlosjnr)
RT @JornalOGlobo:
Infográfico compara
Usain Bolt com
vencedores olímpicos
dos 100m desde 1896.
_
O que mais
precisa entrar
em greve????
(@Allialacnaib)
RT @JornalOGlobo:
Policiais federais
entram em greve nesta
terça-feira.
_
Brasil: sexo é crime;
roubar, não.
(@clementejuniior)
RT @JornalOGlobo:
Assessora do Senado
que protagonizou
vídeo de sexo é
exonerada.
_
Briga de gigantes!
(@Majoyslei)
RT @JornalOGlobo:
Elton John compara
Madonna com
stripper e decreta:
‘A carreira dela
acabou.’
twitter.com/jornaloglobo
_
“E ainda assim o
serviço de internet
móvel é falho.
Imagine se somente o
dobro dos usuários
atuais estivesse
conectado... “
JOÃO AGUIAR,
sobre preferência no
Brasil aos celulares
simples, que
representam 75,9% das
vendas.
http://bit.ly/jornaloglobo
Pelo e-mail, pelo site do
GLOBO, por celular e por
carta, este é umespaço
aberto para a expressão
do leitor
As cartas devem ser dirigidas
à seção Cartas dos Leitores
(O GLOBO-Rua Irineu Marinho
35, CEP 20233-900). Pelo fax
2534-5535 ou pelo e-mail
cartas@oglobo.com.br.
aEntupimentos recorrentes na tubulação do Morro da Providência transfor-
maram um trecho da Rua Senador Pompeu, no Centro, num verdadeiro rali,
como mostra Jorge da Conceição Braga. Desde que assumiu a administração
da Zona Portuária, a concessionária Porto Novo disse já ter recapeado a via
mais de cinco vezes, mas reconhece que o serviço não resolveu o problema. A
empresa prometeu enviar uma equipe ao local ainda esta semana para
vistoriar a galeria de águas pluviais do Morro da Providência. Após a
avaliação técnica, o reparo deverá será efetuado em até 15 dias.
— oglobo.com.br/participe
_
‘Rali’ empleno Centro do Rio
JORGE DA CONCEIÇÃO BRAGA
--
Vendo e ouvindo o advogado de defesa do principal réu do processo do
mensalão, como cidadã, não sendo advogada, vejo um enorme esforço
intelectual, um trabalho insano à procura de brechas no Código Penal, qualquer
desvio que prove inocência. Dá enorme tristeza. É sabido que será sempre mais
fácil defender um criminoso que atenta contra as leis, a vida, confesso ou não,
do que defender um inocente. Na Ação Penal 470, em julgamento, não há como
defender pessoas, instituições, atos e fatos tão conhecidos e públicos, como
nossa bandeira. Não há como negar, mesmo virando do avesso o Código Penal,
ou a Constituição do nosso país. Ou ambos já não nos servem mais, foram
trocados, mudados sem sermos consultados?
LIGIA RODRIGUES
RIO
_
aSeria cômico, não fosse deplorável,
o advogado de José Dirceu pretender
rebater as acusações do
procurador-geral da República com
os depoimentos — que o advogado
chama de provas — de indivíduos
que, inegavelmente, têm interesses
que se confundem, se subordinam e
mesmo miscigenam-se com os
interesses do réu.
CARLOS FERNANDO MOREIRA E SILVA
RIO
_
aPelo até agora demonstrado neste
placar histórico, temos 11 juízes do
STF, mais o procurador-geral da
República, numa possível tentativa
de salvar o Brasil, contra os notáveis
150 advogados que tentarão salvar os
réus no julgamento do mensalão.
Concomitantemente ao salvamento
dos réus, os advogados, brasileiros
que são e profissionais que fizeram o
juramento costumeiro, têm uma
função importante para a sociedade,
de conseguirem com que os réus
devolvam todo ou parte do dinheiro
surrupiado dos cofres desta nação,
hoje indefesa e vulnerável.
ROBERTO L. WAICHENBERG
RIO
_
aDirceu é inocente, nunca roubou!
Delúbio, como professor de
matemática, em sua terra, nunca
compareceu para dar aula, mas
recebia seu salário. Cento e
cinquenta advogados para 38 réus.
Fomos surrupiados durante o
mensalão. E quem pagará os
advogados? Ô, país abandonado.
Cadeia para todos eles, e é preciso
atualizar nosso sistema penal. É
secular e bonzinho ou não interessa?
MARLENE PEREIRA VITAL
RIO
_
aA condenação dos réus do
mensalão, de notória capacidade
corruptiva e de transparente falta de
espírito público, será emblemática
para a prevenção de novos assaltos
ao erário público e para o
fortalecimento da democracia no
país. Que este julgamento não sirva
de incentivo para futuras corrupções.
JOÃO HÉLIO ROCHA
NOVA FRIBURGO, RJ
_
aEsse jornal publicou que os
honorários dos advogados dos réus
podem chegar a R$ 6 milhões. Não
que os causídicos não mereçam
receber, mas ironicamente quem os
paga somos nós, pois o dinheiro para
esses honorários, sem dúvida, terá
sido proveniente dos indecentes
desvios e da corrupção com as verbas
públicas. Resumindo, os brasileiros
querem ver os réus condenados, mas
pagam para que sejam inocentados.
ALEXANDRE NEY O. RAED
RIO
_
aBem fizeram os réus ao ficarem
recolhidos em suas tocas! Olhar para
eles e ouvir o relato do
procurador-geral da República seria
dose. Que nos poupem de tamanho
desrespeito! Basta de desonra! Que se
punam todos os criminosos! Que se
criem novas leis impedindo que
político condenado volte a exercer
cargo público. Que os corruptos
passem anos na cadeia refletindo
sobre seus crimes. E que não voltem
nunca mais!
ANGELA PERRONE
RIO
_
aCom esses honorários exorbitantes
— de R$ 500 mil a R$ 6 milhões —,
cobrados por tantos advogados de
defesa, fica difícil acreditar que esse
país é sério ou tenta ficar sério.
MARIA CRISTINA SEVALHO
PARATY, RJ
_
aPara a frustração ser menor é
preciso que a imprensa avise à
população que os réus vão ser
condenados, mas que ninguém vai
ser preso.
JOÃO ORLANDO RODRIGUES FILHO
RIO
_
No vermelho
aApós 13 anos, a Petrobras registra
prejuízo. Mais do que a defasagem
dos preços de combustíveis e a alta
do dólar, o motivo foi a má
administração, nos governos Lula,
com o seu uso político. A aceitação
da apropriação indevida da refinaria
na Bolívia e a concordância com o
aumento do valor do gás importado
daquele país — a custo da
construção da refinaria em
Pernambuco, em parceria com a
Venezuela, que até agora não
cumpriu com a sua obrigação e
outros desmandos — são
responsáveis por este resultado
decepcionante, que atinge acionistas
particulares e certamente afetará o
valor de suas ações.
EGBERTO RAYMUNDO DA SILVA FILHO
NITERÓI, RJ
_
aGostaria de ver o TCU investigar
essa situação criada com o prejuízo
da Petrobras. É preciso verificar se
não está havendo desvio de verbas.
Outra coisa é culpar o preço dos
combustíveis e o aumento do dólar.
Quando o barril do petróleo chegou a
US$ 140, a Petrobras foi aumentando
o preço; depois, chegou a menos de
US$ 50 e a empresa não baixou os
preços. É preciso que os órgãos de
fiscalização apurem essas manobras.
Uma empresa como a Petrobras não
pode servir a esse tipo de gente.
OTAVIO BASILE NOVELLO
DUQUE DE CAXIAS, RJ
_
aÉ inadmissível que uma empresa
desse porte tenha prejuízo, pois um
dos melhores negócios do mundo é
ter uma empresa petrolífera mal
administrada. Não obstante, a
mesma tem compromissos, com o
Brasil, e seus acionistas. A Petrobras
e suas subsidiárias têm que ter gestão
puramente técnica, e de alto nível,
que a presidente Maria das Graças
Foster deve manter em suas mãos,
não permitindo que a empresa seja
um cabide de empregos, com
mandos e desmandos de políticos.
CARLOS ALBERTO TEIXEIRA DE CARVALHO
SÃO GONÇALO, RJ
_
aA Petrobras caminha celeremente
para o abismo. Sendo uma empresa
privada, cuja maioria do capital está
nas mãos do governo, que a controla
através dos fundos de pensão, não
causa espanto o seu declínio
econômico, constatado pela baixa
produtividade de suas operações e
pela ineficiência de gestão desde o
início deste século. O dia em que o
governo tirar suas garras da empresa,
trocando as diretorias por pessoal
técnico, mais interessado na
produção, ela dará aos brasileiros a
oportunidade de se orgulharem dela.
WALDELEU BRITO
NITERÓI, RJ
_
aA divulgação do prejuízo trimestral
da Petrobras é a prova definitiva da
incapacidade desse governo. A
empresa é utilizada com a finalidade
de controle da inflação. Ao impedir o
reajuste dos preços dos combustíveis,
a presidente Dilma Rousseff está
prejudicando centenas de milhares
de acionistas minoritários. O que
mais me impressiona é o silêncio da
Comissão de Valores Mobiliários. Até
quando a sociedade ficará calada?
LEONARDO JOSÉ AMERICANO RODRIGUES
RIO
_
aA joia da Coroa é de vidro e se não
for manuseada com cuidado pode se
quebrar. Por incapacidade
administrativa, o governo petista
colocou a Petrobras na cor da sua
preferência: o vermelho. A maior
empresa da América Latina amargou
seu primeiro prejuízo em 13 anos. A
solução é política, bate na porta do
reajuste dos preços da gasolina e do
diesel. O maior cabide de empregos
do império petista está acometido de
pânico, porque se considerava acima
do bem e do mal.
JAIR GOMES COELHO
VASSOURAS, RJ
_
Poluição sonora
aTrocaram a rota dos helicópteros
sobre Humaitá, Botafogo e Lagoa,
além de aumentar a altura permitida
para pouso e decolagem. Agora, eles
sobrevoam a área do Jardim
Botânico, o entorno da Rua Lopes
Quintas, além de Lagoa e
adjacências, tal como antes. Se não
tínhamos sossego, mesmo com a rota
antiga, agora piorou. O barulho só
aumentou. A cidade está saturada há
décadas. Querem fazer mais um local
para pouso e guarda de helicópteros?
Faça-me o favor. Chega!
CRISTINA MARIA PAPE
RIO
_
aNota-se que é do governo
municipal a principal ausência de
ação na fiscalização da poluição
sonora no Rio, causada pelo barulho
(som alto) em bares, quiosques etc.,
principalmente nos fins de semana,
após as 23h, sobrecarregando a PM e
causando estresse entre as pessoas.
Aliás, sr. prefeito, tal problema já
deveria constar das ações do Plano
Municipal de Ordem Pública da
prefeitura, prevendo, entre outras
medidas, o pagamento de multas
significativas para o poluidor, a fim
de estruturar e atualizar os órgãos
responsáveis pela fiscalização.
LUIZ CARLOS TENDA
RIO
_
Asfalto Liso
aO nome do programa de reformas
Asfalto Liso, se fosse relatar o que é
realizado na prática, deveria se
chamar “Asfalto mais ou menos liso,
bueiros desnivelados e meios-fios
cada vez mais baixos”. É muita
pretensão dos motoristas cariocas
quererem ter tudo feito como manda
a boa prática da engenharia.
ROBERTO PEREIRA D’ARAUJO
RIO
_
aPraticamente todas as ruas do
Leblon passaram pelo Asfalto Liso.
Estão pintando, de branco, as faixas
de pedestres e as linhas relativas ao
trânsito. Mas a maioria dos bueiros
destas ruas continua desnivelada e o
piso de várias delas, como a Ataulfo
de Paiva, a General Venâncio Flores e
a Gilberto Cardoso, estas
recentemente asfaltadas, já possuem
ondulações, resultantes de buracos
feitos por concessionárias. É um
desperdício do dinheiro público.
THOMAZ RIBEIRO NETO
RIO
_
Vandalismo
aExcelente a matéria sobre os monu-
mentos do Rio, pois enfoca o descaso
das autoridades com a preservação
dos mesmos. A falta de uma política
para resguardar nossos monumentos
nos levará a apagar a memória da
História para as futuras gerações.
Roubos e danos são praticados
constantemente e até atos lesivos aos
patrimônios são respaldados pelas
autoridades. Basta citar a criminosa
demolição do Palácio Monroe e, nos
dias atuais, a vontade de se demolir
mais um prédio histórico, o
Quartel-General da PM, na Rua
Evaristo da Veiga.
SERGIO ABRAM FRIDMAN
RIO
_
Areia suja
aÉ surpreendente como ano após
ano, no inverno ou no verão, as
areias das praias continuam
imundas! Se existe fiscal na feira, por
que a prefeitura não põe um fiscal na
praia? Em meio a tantos ambulantes
e barraqueiros, uma autoridade seria
bem-vinda, para lembrar aos nossos
cidadãos que “A praia que você suja é
a praia que você usa!” Vamos fazer
jus ao título que a ONU nos
concedeu.
SONIA AGNES
RIO
_
Lixão no Centro
aApelo ao prefeito para que mande
retirar o lixão que o Instituto Pereira
Passos improvisou nos fundos do
prédio da Rua Gago Coutinho,
porque, além de inadequado, o local
é cercado de edifícios residenciais. Já
denunciei o descaso à Ouvidoria do
IPPrj, por e-mail, sem sucesso.
ANTONIO MENDONÇA BEZERRA
RIO
_
Para que serve?
aAlguém tem que fazer algo contra o
famigerado 1746. A pessoa liga e fica
escutando a propaganda da
prefeitura e, após ser atendido,
recebe um protocolo, e o pedido não
é atendido. Quando o contribuinte
reclama, novamente, após ficar
escutando a propaganda, recebe
outro número e, se por acaso pedir
para falar com a Ouvidoria, aí é cruel:
40 minutos escutando a propaganda,
sem ser atendido!
ANTONIO VIEIRA
RIO
À procura de brechas no Código Penal
a
Product: OGlobo PubDate: 07-08-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_Q User: Asimon Time: 08-06-2012 20:52 Color: CMYK
|
Opinião
|
Caso típico de gestão temerária
I
mpacto negativo da desvalorização do real
sobre suas operações financeiras, insuces-
so na perfuração de poços em águas ultra-
profundas, gastos excepcionais comimpor-
tação de derivados —,vendidos subsidiados, por
imposiçãodogoverno. As explicações para oele-
vado prejuízo (R$ 1,3 bilhão) registrado pela Pe-
trobras no segundo trimestre, o primeiro desde
1999, podem ser pontuais, mas, na verdade, este
resultado vinha sendo desenhado pelo tipo de
gestão temerária que o acionista controlador, o
TesouroNacional, por determinaçãodoPlanalto,
impôs à companhia, por propósitos meramente
políticos e partidários. No período de José Sérgio
Gabrielli na presidência (2005-2012), a partidari-
zaçãoavançoubastantenaestatal. Aatual direto-
ria, à frente Graça Foster, assumiu com a tarefa
de corrigir tal rumo desastroso, mas, numgrupo
gigante como a Petrobras, o trabalho equivale a
manobrar umtransatlântico. Por algumtempo, a
Petrobras tenderá mais a refletir o longo período
de gestão temerária do que o de correção de ru-
mos.
Sem uma política industrial capaz de inserir o
setor no novo contexto mundial em que os paí-
ses asiáticos setornaramprotagonistas damanu-
fatura tradicional, o governo passou os últimos
anos concentrandona Petrobras oesforçopara o
país manter umparquefabril ativo. Naprática, is-
so tem significado enormes estouros de orça-
mento, prazos não cumpridos e elevação de cus-
tos operacionais. Como uma grande companhia
estatal que se beneficiou de um monopólio lon-
gevo(e ainda nãodesfeitopelas forças de merca-
do), entende-se que a Petrobras seja obrigada a
ter mais responsabilidades dentro de políticas
públicas, e seja umimportante agente na execu-
ção de alguns programas de Estado.
No entanto, a Petrobras não é puramente esta-
tal. Tem milhões de acionistas, muitos dos quais
participantes de fundos de investimento nos
quais aportam suas economias na expectativa de
constituir uma poupança que lhes garanta boa
qualidade de vida no futuro. Nessa lista, devem
ser considerados também aqueles que aplicaram
parte do saldo do Fundo de Garantia do Tempo
de Serviço (FGTS).
Não foi por falta de metas ambiciosas que a Pe-
trobras deixou de apresentar bom desempenho.
Trata-se da companhia petrolífera commaior vo-
lume de encomendas de plataformas de explora-
ção e produção, de construção de navios, dutos e
equipamentos para refinarias. Em uma das mais
audaciosas iniciativas de capitalizaçãoque omer-
cadodecapitais jáviunomundo, aPetrobras bus-
cou recursos por meio de lançamento de ações
conjugadoà cessãoonerosa de reservas prováveis
de petróleo que poderão chegar à casa de cinco
bilhões de barris (equivalentes a umterçode suas
atuais reservas provadas).
O mínimo que se pode esperar é que se aban-
done a ingerência na empresa, deixando-a reto-
mar o caminho da competência que a Petrobras
já mostrou possuir emsua atividade-fim. l
APetrobras não é uma companhia
puramente estatal. Milhões de
acionistas minoritários apostaram
na empresa a esperança de uma
vida melhor no futuro
18 l O GLOBO Terça-feira 7. 8. 2012
OGLOBO
D
epois de dias de tensão, a General Mo-
tors e o Sindicato dos Metalúrgicos de
São José dos Campos (SP) chegarama
umacordopeloqual, até30denovem-
bro, serão mantidos os empregos do 1.840 operá-
rios quetrabalhamnalinhademontagemdogru-
po americano localizada na região.
Engana-se, porém, quemconsidera que está de
vez superado o conflito. Isso porque ele tem ori-
gememquestões estruturais que afetamas mon-
tadoras no Brasil e no mundo. Em São José dos
Campos, combinam-sedois ingredientes inflamá-
veis: a necessidade imperiosa de a fábrica reduzir
custos, pois setratadalinhademontagemdeme-
nor produtividade da empresa no país, e a atua-
ção de um sindicato movido por doses mais ele-
vadas deideologia. Filiadaàcentral Conlutas, liga-
da ao PSTU, partido situado mais à esquerda na
geografia político-partidária brasileira, a entidade
não aceita ceder, mesmo que seja para garantir
empregos. Com bem maior quilometragem nas
barganhas sindicais, os metalúrgicos da CUT(PT)
e Força Sindical (PDT) conhecem este dilema.
Testemunharamorelativoesvaziamentoindustri-
al do ABC paulista, com a destinação de investi-
mentos de montadoras para regiões de salários
mais baixos e movimento sindical metalúrgico
menos radical (o próprio interior paulista, Minas,
Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia, Região Centro-
Oeste, Sul Fluminense).
Nãoháqualquer novidadenestemovimentode
empresas —e não apenas do setor automobilísti-
co. O mais emblemático dos casos, entre monta-
doras, éDetroit, ondeHenryFordiniciouarevolu-
ção das linhas de montagem, e a cidade foi con-
vertida em sinônimo mundial do automóvel. Até
que as “Três Grandes” (GM, Ford, Chrysler) co-
meçarama se espalhar pelos Estados Unidos, pa-
ra fugir de sindicatos intransigentes e se aproxi-
mar de outros mercados consumidores.
Os fabricantes asiáticos (Toyota e Honda à fren-
te), aoinstalar suas fábricas emterritórioamerica-
no, fizeram o mesmo. E, assim, Detroit tem, hoje,
regiões típicas de cidade-fantasma, com prédios
outrora luxuosos abandonados. A crise iniciada
em 2008, na qual GM e Ford quebraram, apenas
tornou uma situação que já era dramática ainda
pior. Umdado para dar ideia do esvaziamento da
região: de 2 milhões de habitantes, Detroit tem
hojeapenas 714mil, mais deumterçodeles noní-
vel de pobreza.
Não adianta culpar o capitalismo. Aempresa se
moderniza ou, cedo ou tarde, vai à falência. Em
nome da preservação de empregos, trabalha-se,
na verdade, para extingui-los em definitivo. É o
que Brasília parece não entender. O ministro da
Fazenda, Guido Mantega, recebeu representantes
da GM e parecia ter compreendido a situação —
mesmo porque a empresa, se consideradas todas
as suas linhas demontagem, aumentouafolhade
pagamentos. Depois, pressionado por sindicalis-
tas, recuou na sensatez. Deveria lembrar-se de
Detroit e da crise mais ampla da própria indústria
automobilística americana. l
Lição de Detroit a São José dos Campos
Sindicatos intransigentes foramum
dos motivos pelos quais as maiores
montadoras americanas
transferiramfábricas
para outras regiões
Marasmo governamental
“É
a economia, estúpido!”,
escreveu James Carville,
o marqueteiro do então
candidato à presidência
dos Estados Unidos, Bill Clinton, em
cartaz fixado no comitê da campa-
nha. A frase curiosa explicava as ra-
zões da vitória de Clinton sobre Geor-
ge Bush, o pai, que tentara a reeleição
inspirado na onda de patriotismo ge-
rada pela vitória americana na Guer-
ra do Golfo, um ano antes.
No Brasil não é diferente. As popu-
laridades de Lula e Dilma estão dire-
tamente relacionadas à expansão da
classe média, à melhoria na distribui-
çãode renda e à ampliaçãodoempre-
go. Os fatos são decorrentes de políti-
cas acertadas, mas, sobretudo, do de-
sempenho da economia. Assim, nem
o julgamento do mensalão fará tão
mal à eventual reeleição de Dilma
quanto a estagnação do Produto In-
ternoBruto(PIB), já apelidadode “pi-
binho” pela oposição.
Desta forma, estão a caminho no-
vas medidas de estímulo à economia.
Aintenção é despertar o“instinto ani-
mal” dos empresários em favor dos
investimentos. Afinal, depois de 2010,
quando o PIB cresceu 7,5%, a econo-
mia empacou, com espasmos curtos
e esporádicos, fazendo jus à compa-
ração como “voo da galinha”. Averda-
de, porém, é que o próprio governo
não tem feito o dever de casa.
As obras da Copa de 2014, por
exemplo, continuam com execução
pífia. A Infraero, que promete investir
R$ 2 bilhões neste ano, aplicou ape-
nas R$ 368 milhões (18%) no primeiro
semestre. Para a adequação do Aero-
porto Internacional do Rio de Janeiro
Antonio Carlos Jobim, o Galeão, estão
previstos R$ 200,4 milhões até o fim
do ano, mas foraminvestidos irrisóri-
os 9,7% no primeiro semestre de
2012, o equivalente a R$ 19,5 milhões.
Aliás, a estatal vive, há anos, verda-
deira “anorexia” quanto aos seus in-
vestimentos. Nos últimos 12 anos, so-
madas as dotações autorizadas pelo
Congresso Nacional, chega-se a R$
10,5 bilhões, enquanto as aplicações
foram de R$ 5,4 bilhões (51%). A dife-
rença acumulada de mais de R$ 5 bi-
lhões explica o caos nosso de cada dia
nos aeroportos brasileiros. O bordão
“imagina na Copa” circula nas redes
sociais, sendo assunto diário em to-
das as cidades-sedes.
Os investimentos da União estão no
mesmo ritmo. Neste ano, de cada R$ 4
previstos, apenas R$ 1 foi aplicado até
julho. Além disso, em valores cons-
tantes, o investido emobras e equipa-
mentos até o mês passado é inferior
emR$ 3 bilhões às aplicações do mes-
mo período em 2010.
A letargia tem nome e endereço:
Ministério dos Transportes, localiza-
do no bloco R da Esplanada dos Mi-
nistérios. Vale lembrar que a Pasta fi-
cou “sob nova direção” após as irre-
gularidades que vieram à tona em
2010 e implicaram na demissão do
ex-ministro dos Transportes Alfredo
Nascimento. Diante da “casa arrom-
bada”, os novos gestores trancaram a
execução, até para não serem envol-
vidos em escândalos semelhantes
àqueles que provocaram a demissão
dos antecessores.
Assim, em 2012, tanto os investi-
mentos do Departamento Nacional
de Infraestrutura de Transportes
(Dnit) quanto os da Valec Engenha-
ria, Construções e Ferrovias S.A. são
os menores dos últimos três anos,
mesmo em valores correntes. No
Dnit, as aplicações nos primeiros sete
meses deste ano atingiram R$ 4,1 bi-
lhões, inferiores aos R$ 6,1 bilhões e
aos R$ 5 bilhões de 2011 e 2010, res-
pectivamente.
Na Valec, que vive a “síndrome do
Juquinha” — referência ao ex-presi-
dente preso na Operação Trem Paga-
dor —, os investimentos decaíram de
R$ 1 bilhão (janeiro/julho de 2010)
para R$ 451,9 milhões nos primeiros
sete meses deste ano.
Diante do marasmo, a ministra do
Planejamento tem despachado no
bloco R, tentando agilizar os investi-
mentos, as parcerias e as novas con-
cessões. Com as visitas frequentes ao
Ministério dos Transportes, Miriam
Belchior ganhou dos técnicos da Pas-
ta o apelido de Supernanny, persona-
gem de um programa de televisão in-
glês, reproduzido no Brasil, no qual
uma superbabá dá orientações a pais
de crianças rebeldes. Faz sentido. Pa-
ra os que não entendem a presença
quase diária da ministra no prédio vi-
zinho, que mobiliza grande parte dos
investimentos federais, a resposta é
clara: “É a economia, estúpido.”
Como a iniciativa privada costuma
ficar à espreita analisando a gestão
pública, o governo, antes de atiçar o
“instinto animal” dos empresários,
precisa despertar o seu, para dar am-
plitude e altura ao “voo da galinha”.
Afinal, se as metáforas sobre o cresci-
mento da economia estão associadas
ao reino animal, os investimentos pú-
blicos não podem caminhar na velo-
cidade de um cágado... l
Gil Castello Branco é economistae
fundador daorganização não
governamental Contas Abertas
gil@contasabertas.org.br
Obras da Copa continuam
comexecução pífia.
AInfraero investiria R$ 2
bilhões neste ano. Aplicou
apenas 18%no semestre
MARCELO
GILCASTELLOBRANCO
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PRESIDENTE
Roberto Irineu Marinho
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João Roberto Marinho - José Roberto Marinho
OGLOBO
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Terça-feira 7. 8. 2012 O GLOBO l 19
OGLOBO
LUIZGARCIA
_
Só um
tapinha
S
ervidores públicos podem receber altos
salários, pelo simples fato de que traba-
lham para merecê-los. Ou seja, pelos
mesmos critérios existentes na iniciati-
va privada, e que se baseiam simplesmente na
qualidade do trabalho e no tempo de serviço.
São critérios universais.
Empresas particulares têm o direito de não
revelar os números de suas folhas de pagamen-
tos. Não precisaminformar, a não ser para o fis-
co, oque fazempara garantir a eficiência de seu
pessoal. Porque para isso usam recursos pró-
prios. E se um genro ou cunhado ganha mais
do que mereceria, o problema e o prejuízo são
do patrão e de mais ninguém.
No serviço público, a história é bem diferen-
te. O dinheiro não sai do bolso do administra-
dor: sai do nosso, da turma da arquibancada.
Temos o direito de saber se ele é usado correta-
mente — e de reclamar caso seja mal gasto.
Além de se lembrar disso em dias de eleição.
Na semana passada, o Senado e a Câmara
dos Deputados reconheceram, em parte, o di-
reito do cidadão a saber como as duas casas
gastam o dinheiro dos contribuintes. Divulga-
ram os salários que pagam, e só uma decisão
da Justiça impediu a revelação dos nomes dos
beneficiados. O que realmente não tem impor-
tância. A opinião pública quer saber mesmo é
se há trabalho de verdade esperando os felizes
recém-nomeados. De saída, impressiona o nú-
mero de servidores já existentes: são mais de 22
mil na ativa. Pouco mais de seis mil, nas duas
Casas, são concursados e ganham os maiores
salários. O campeão é um analista legislativo,
comR$ 33 mil e uns trocados. Omais impressi-
onante é que a Câmara acaba de abrir concurso
para preencher mais 138 vagas. Oconcurso ga-
rante a inexistência de nepotismo. Mas não é
isso que interessa no momento. Oque não está
garantido é se existe mesmo necessidade desse
exército de funcionários no Congresso.
É certo apenas que os felizes novatos não te-
rão do que se queixar: o salário inicial é de R$
14.825,69. Senado e Câmara merecem pelo
menos um tapinha as costas por terem tido a
coragem de revelar suas folhas de pagamento.
Mas só um tapinha mesmo: terão direito a so-
noros aplausos no dia em que explicarem, de-
talhadamente, o que faz cada umde seus funci-
onários. Etransformarema nomeaçãopor con-
curso numa regra sem exceções. l
Impressiona: mais de 22 mil
servidores. Só seis mil são
concursados e ganhamos
maiores salários. Ocampeão leva
R$ 33 mil e uns trocados
‘Super-Mario’

Super-Mario” vai salvar o euro. Aesperan-
ça atual é esta. Mario Draghi é o italiano à
frente do Banco Central Europeu (BCE).
Com a sua liderança, o BCE poderia com-
prar a dívida “tóxica” na Europa, aliviar a crise
atual e permitir a volta do crescimento global.
Seria ótimo, tão positivo que surpreende não te-
rem pensado nisso antes. Mas qual é a mágica?
Os bancos centrais têm esse poder/capacidade
de resolver crises de dívida?
A resposta é não. Pensando bem, talvez sim,
no caso do euro. Eu explico.
A suposta mágica de resolver a crise nasce da
capacidade dos bancos centrais de comprar dí-
vidas emitindo moeda (“monetização das dívi-
das”). Ainda mais se o banco central em ques-
tão emite moedas fortes — como o euro e o dó-
lar. Quando ninguém quer aceitar alguma dívi-
da —por acreditar que não será paga —os ban-
cos centrais podemser os “compradores de últi-
ma instância”, adquirindo os títulos e aumen-
tando o seu balanço. O Banco Central
americano (Fed), o Banco da Inglaterra (BoE) e
vários outros têm comprado centenas de bi-
lhões desde a eclosão da crise em 2007/8, atra-
vés dos famosos programas de compras apeli-
dados de QE (quantitative easing).
Mas, afinal, não existe a tal mágica por parte
dos bancos centrais. A monetização tem custos
e alguém paga. Em momentos de crescimento
normal da atividade econômica o excesso de
moeda no sistema leva a mais inflação, que gera
perdas para parcelas da população, que indire-
tamente e sem concordância pagam as contas.
Em momentos de recessão ou crescimento bai-
xo, há menos risco de inflação, mas existe o ris-
co de calote e o prejuízo ficar com os bancos
centrais e, portanto, com os governos que os
sustentam e os seus contribuintes que pagam
suas contas. Se não há a mágica da criação do
dinheiro, o “Super-Mario” não deveria ser a so-
lução para o euro. Mas, pensando bem, o Mario
pode ajudar na solução sim.
Se a zona do euro fosse um único país, e não
um conjunto de países soberanos, seu proble-
ma seria menor. Os indicadores de dívida e défi-
cit público da região como umtodo não são pio-
res que os de outros países (por exemplo, os
EUA, a Inglaterra, etc.). Nesse caso, acredito que
o BCE, se necessário, já teria embarcado num
programa de compras mais ambicioso.
Mas a zona do euro está longe de ser uma regi-
ão unificada. Os países têm desempenho eco-
nômico heterogêneo, alguns comdívidas insus-
tentáveis, fruto de excessos cometidos nos últi-
mos dez anos ou mais.
Alguns países — como a Grécia e Espanha —
precisamfazer ajustes que não parecemser viá-
veis politicamente. Pelo jeito, para o euro sobre-
viver na forma atual, será necessário dividir as
perdas pelo resto da Europa.
Uma atuação mais enérgica do BCE é certa-
mente uma forma indireta de socializar as per-
das. Mas é uma forma cuja resistência política
costuma ser menor. Corretoounão, umbalanço
avultado do banco central parece causar menos
espécie do que transferências diretas. O apoio
das sociedades aos pacotes do Fed, do BoE e do
Banco do Japão (BoJ) sugere que há pouca aver-
são ao risco de inflação ou ao calote dos títulos
adquiridos. Sem falar que, na prática, as poten-
ciais perdas em caso de dissolução do euro já
estão encomendadas: no sistema de créditos e
débitos dentro do sistema do euro (o Target2), a
Alemanha já possui uma posição credora de
quase 30% do seu PIB. Créditos que podem su-
mir, na ausência do euro. Um incentivo e tanto
para manter o euro em pé.
Em suma, a atuação dos bancos centrais não
produz a mágica da aparição dos recursos fal-
tantes. Mas, no caso do euro, a atuação mais for-
te do BCE talvez seja de fato o caminho de me-
nor resistência política (ou até único) capaz de
produzir uma ponte para o futuro. O BCE será
julgado pelo sucesso dessa estratégia que de-
pende emgrande medida de haver uma solução
política no médio prazo. Caso falhe o projeto do
euro, o prejuízo dessa estratégia será revelado
no BCE, que inevitavelmente estará no centro
da crise. Riscos parecidos corremos outros ban-
cos centrais e seus balanços aviltados, que de-
pendem do sucesso das políticas futuras. Estes
poderosos bancos centrais de hoje parecem
bem vulneráveis, não? l
ILANGOLDFAJN
IlanGoldfajné economista-chefe do ItaúUnibanco
e sócio do ItaúBBA
Atuação dos bancos centrais não
produz a mágica da aparição dos
recursos faltantes. No caso do euro,
a atuação forte do BCE talvez seja
o caminho menos problemático
Privatizema Petrobras!
A
Petrobras possui controle estatal, mas
temcapital misto, commilhares de in-
vestidores brasileiros e estrangeiros. O
uso político da estatal tem custado ca-
da vez mais a esses investidores, cujos interes-
ses são ignorados pelo governo. O prejuízo di-
vulgado na sexta é mais uma prova disso.
O governo mantém o preço dos combustíveis
defasado para segurar a inflação, afetando ne-
gativamente o lucro da empresa. Alémdisso, ele
demanda grande participação de fornecedores
nacionais nos bilionários investimentos da es-
tatal, o que custa mais e atrasa o cronograma. É
o uso da empresa para a política industrial de
governo, que já arrecada bilhões em royalties e
impostos.
Infelizmente, quando o assunto é Petrobras o
debate fica tomado pela emoção, sem espaço
para argumentos racionais. A esquerda estati-
zante e a direita nacionalista se unem ideologi-
camente, alimentadas por muitos interesses
obscuros emjogo, e repetememuníssono que o
setor é “estratégico”. A Embraer, a Telebrás e a
Vale também eram “estratégicas”.
Ora, justamente por ser estratégico o setor de-
veria ser retirado da gestão politizada, ineficien-
te e corrupta do governo. A exploração do pe-
tróleo começoupela iniciativa privada nos Esta-
dos Unidos. Desde a primeira prospecção de
Edwin Drake em 1859, na Pensilvânia, o setor
viu um crescimento incrível com base na com-
petição de várias empresas privadas. O Canadá
tambémconta comdezenas de empresas priva-
das atuando no setor.
Por outro lado, países como Venezuela, Méxi-
co, Irã, Arábia Saudita, Nigéria e Rússia possu-
em estatais controlando a exploração de petró-
leo. Ninguémousaria dizer que isto fez bempa-
ra seus respectivos povos, vítimas de regimes
autoritários.
O brasileiro paga uma das gasolinas mais ca-
ras do mundo, o país ainda precisa importar de-
rivados de petróleo após décadas de sonho com
a autossuficiência, a estatal é palco de diversos
escândalos de corrupção, mas muitos ainda re-
petem, inflando o peito, que “o petróleo é nos-
so!” Nosso de quem, cara-pálida?
O crescimento da produção de óleo e gás da
Petrobras desde que o PT assumiu o governo foi
medíocre: somente 2,4%ao ano. Trata-se de um
resultado lamentável após tantos bilhões inves-
tidos, inclusive com financiamento do BNDES.
A Petrobras, que tinha R$ 26,7 bilhões de dívi-
da líquida em2007, terminouoprimeirosemes-
tre de 2012 devendo mais de R$ 130 bilhões. O
endividamento sobe em ritmo acelerado por
conta de seu gigantesco programa de investi-
mentos, mas nem os investidores nem os con-
sumidores se beneficiam disso.
A rentabilidade da Petrobras é uma das me-
nores do setor. Seu retorno sobre patrimônio lí-
quido não chega a 10%, metade da média de
seus pares internacionais. Os investidores acu-
sam o golpe, e as ações da Petrobras apresen-
tam um dos piores desempenhos no mundo.
Desde 2009, suas ações caíram 5%, enquanto
o Ibovespa subiu mais de 40%, e a Vale, mais de
50%. É o governo destruindo o valor da poupan-
ça de milhares de pessoas, incluindo todos que
utilizaram o FGTS como instrumento para
apostar na empresa.
Por que não há maior revolta? Por que não há
mobilização pela privatização da Petrossauro,
comoa chamava RobertoCampos? Parte da res-
posta é o fator ideológico já citado. Outra parte
diz respeito à enorme quantidade de grupos de
interesse que mamam nas tetas da estatal.
Seus 80 mil funcionários custaram para a em-
presa mais de R$ 18 bilhões em 2011, ou quase
R$ 20 mil mensais por empregado. Claro que
muitos merecem o que ganham, mas como ne-
gar o uso da estatal como cabide de emprego
para os “amigos do rei”?
Fornecedores nacionais ineficientes ou cor-
ruptos também agradecem, pois não precisam
competir abertamente no livre mercado. O ca-
minho até a estatal muitas vezes é outro, como
comprova o caso do Silvinho “Land Rover”, o ex-
secretário do PT que ganhou umcarro importa-
do de uma empresa fornecedora da estatal.
Artistas e cineastas engajados da “esquerda
caviar” também aplaudem a estatal, que desti-
nou mais de R$ 650 milhões para patrocínios
culturais de 2008 a 2011. Isso sem falar de blo-
gueiros “chapa-branca”, que recebem gordas
verbas da estatal. A lista é longa.
Os políticos, então, nem se fala. Quem esque-
ceu Severino Cavalcanti negociando à luz do
dia, emnome da “governabilidade”, aquela dire-
toria que “fura poço”? O ex-presidente Lula era
outro que adorava usar a Petrobras para seus
fins políticos em parceria com Hugo Chávez.
Só há uma maneira eficaz de acabar com esta
pouca vergonha que tem custado tão caro aos
investidores da empresa: sua privatização! l
RODRIGOCONSTANTINO
Rodrigo Constantino é economista
A"esquerda caviar" aplaude a
estatal, que gastou R$ 650 milhões
compatrocínios de 2008 a 2011. Sem
falar de blogueiros "chapa-branca",
que recebemgordas verbas
Desafio da
pluralidade
O
s dados doCensode 2010 so-
bre a pertença religiosa do
brasileiro mostram sem dú-
vida um declínio do Catoli-
cismo, ao mesmo tempo em que um
aumento das novas expressões religio-
sas cristãs. O crescimento dos sem reli-
gião permanece. No caso do Catolicis-
mo, muitos esforços têm sido feitos no
sentido de entender as causas do êxodo
de fiéis e experimentar soluções dife-
rentes para atraí-los. Oefeito, no entan-
to, embora aconteça, não chega a ter o
êxito esperado.
O censo deixa perceber, no entanto,
que, ainda que emformatos distintos, o
ser humano deseja crer, ainda que não
consiga encontrar o caminho para tal.
O desejo pela transcendência, a sede
por espiritualidade, a atração pelo mis-
tério estão inegavelmente presentes
não apenas nos estudos que se reali-
zammundoafora sobre ofenômenore-
ligioso, mas tambémemnosso particu-
lar Censo do IBGE.
O desejo por sua vez, conduz à expe-
riência. Cada vez menos se adere a uma
religião por decreto, por normas mo-
rais, por fórmulas doutrinais. As funda-
ções de uma adesão religiosa começam
a ser construídas por uma experiência
profunda que transforme a vida e lhe
dê sentido.
Enquanto tal
encontro não
sucede conti-
nua o proces-
so de experi-
mentação,
que explica a
mobilidade
religiosa in-
cessante, a mi-
gração para a
experiência da religião do outro e a plu-
ralidade de pertenças em um ou vários
momentos da vida.
Creio que há umpasso que talvez seja
importante para entender e procurar
superar a queda dos números da per-
tença católica. O cristianismo histórico
é uma proposta na qual crer leva a pen-
sar. A pensar a própria fé em diálogo e
com o auxílio das diferentes formas da
cultura, da arte e de tudo que o gênio
humano produziu em sua historia.
Os mais de 2000 anos de cristianismo
histórico tiveram isso muito claro. As-
sim, forjaram uma matriz cultural que
configurouesta metade do mundo cha-
mada Ocidente. Claro está que houve
pecados pelo caminho, como o de não
valorizar as culturas autóctones, não
incluir ou integrar outros sistemas mais
longínquos e outras religiões.
Porém isso prova mais fortemente
ainda que religião semcultura simples-
mente não existe. Afé —especialmente
a fé cristã — sempre encontrou seu
meio de expressão e crescimento nas
culturas onde entrou. E quando digo
cultura digo tambémo movimento que
faz o ser humano refletir sobre suas ex-
periências, compreendê-las, buscar e
encontrar um quadro de referência on-
de situá-las e delas apropriar-se.
Entre o que faz as novas gerações
afastarem-se do catolicismo está —
além do desejo às vezes frustrado de
uma experiência espiritual profunda —
a assustadora lacuna de uma reflexão
consistente e vigorosa sobre os conteú-
dos da experiência. Ainteligência da fé,
chamada Teologia, encontra-se aí po-
derosamente convocada a elaborar um
discurso que tenha algo a dizer nesta
situação. Desejar, experimentar e pen-
sar: eis o caminho para enfrentar a situ-
ação que o Censo de 2010 apresenta. l
MariaClaraLucchetti Bingemer é
professorade TeologiadaPUC-Rio
Ocristianismo
histórico
é uma
proposta
na qual crer
leva a pensar.
Apensar a
própria fé
MARIACLARAL. BINGEMER
Cavalcante
Product: OGlobo PubDate: 07-08-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_S User: Asimon Time: 08-06-2012 21:13 Color: CMYK
20 l O GLOBO l Rio l Terça-feira 7. 8. 2012
Da Grécia antiga aos Jogos Olímpicos
da era moderna, há muito o que con-
tar sobre a história de grandes campe-
ões e recordes quebrados. Parte dessa
história — que inclui originais de to-
das as versões das medalhas de ouro,
prata e bronze cunhadas desde que
Atenas celebrou a primeira edição
contemporânea do evento, em1896 —
estará emexibição, a partir de novem-
bro, no Museu Histórico Nacional, na
Praça Quinze. A exposição ficará no
Rio por três meses e, depois, desem-
barcará em São Paulo, onde ocupará
os salões da Federação das Indústrias
do Estado de São Paulo (Fiesp). Pelo
menos mais dois estados brasileiros
ainda serão escolhidos para sediar o
evento, que tem como objetivo esti-
mular o espírito olímpico dos brasilei-
ros, em contagem regressiva para re-
ceber a próxima edição da competi-
ção, em 2016. Em Londres, a mostra
segue até o próximo domingo no
Royal Opera House, em Covent Gar-
den, como parte da programação cul-
tural das Olimpíadas britânicas.
O acervo pertence ao museu do Co-
mitê Olímpico Internacional (COI),
com sede em Lausanne, na Suíça. Cri-
ado em 1990, pelo ex-presidente do
COI, JuanAntonio Samaranch, o espa-
ço cultural, que passa por reformas, se
propõe a preservar a memória olímpi-
ca. Entre os materiais mais antigos es-
tão uma escrivaninha onde trabalhava
o historiador francês Pierre de Cou-
bertin (1863-1937), considerado o pai
do formato atual das Olimpíadas. De-
poimentos do barão sobre o movi-
mento olímpico também estão dispo-
níveis em áudio.
A exposição remete à história de pe-
ças de uniformes de 16 ex-atletas, como a
sapatilha usada pelo corredor americano
Jesse Owens. Negro, Owens conquistou
quatro medalhas de ouro nas Olimpíadas
de Berlim, em 1936, em plena era hitleri-
ana, quando o ditador alemão tentou
usar os jogos para promover a pretensa
superioridade da raça ariana.
A amostra em Londres serve ainda co-
mo uma aula de história sobre o movi-
mento olímpico. Para apresentar um fil-
me sobre as olimpíadas gregas, os ingle-
ses usam como tela uma réplica gigante
de um vaso grego. Nas paredes são exibi-
das informações como a que relata que o
auge das competições ocorreu entre
396a.C. ao 1º século da era cristã.
Nessa época, as olimpíadas duravam
cinco dias. A pira onde é acesa a chama
olímpica em Olímpia (Grécia), antes de
peregrinar pelo mundo, também consta
do acervo. Além disso, a exposição conta
com todas as tochas dos jogos olímpicos,
uma tradição iniciada na edição de Ber-
lim (1936).
Em Londres, os visitantes entram em
grupos nas salas de exibição. Após passa-
rem um tempo observando o acervo, são
levados a outro recinto. Na saída, de brin-
de, o visitante ainda pode tirar uma foto
com uma das cópias da tocha de Lon-
dres. De acordo coma direção do museu,
até 3 mil pessoas visitam a exposição to-
dos os dias. Segundo o Comitê Olímpico
Brasileiro (COB), o formato da exposição
terá novidades no Rio.
—Oformato da exibição será diferente.
Queremos uma exposição com mais in-
teratividade. Já contratamos empresas de
sonorização e cenografia para desenvol-
ver o projeto — disse Christiane Parque-
let, diretora cultural do COB.
Christiane acha importante, por exem-
plo, contextualizar o vínculo da família
de Coubertincoma cultura brasileira. Ju-
lienn Bomaventure, avô do barão de
Coubertin, integrou a primeira missão
artística francesa a desembarcar no Bra-
sil em1816, a convite do imperador Dom
Pedro I. Na mesma missão, estavam o
pintor Jean Baptiste Debret e o arquiteto
Grandjen de Montagny, que projetou,
entre outros edifícios, a fachada da Praça
do Comércio (hoje Casa França-Brasil).
O custo estimado da apresentação no
Brasil deverá ser de R$ 8 milhões, inclu-
indo seguros e montagem do acervo. O
projeto terá incentivos fiscais da Lei
Rouanet e o COB está negociando
com patrocinadores. Em Londres, on-
de a exposição tem entrada franca e
está incluída na agenda cultural das
Olimpíadas, a exibição tem sido con-
siderada um sucesso. Até alguns ex-
atletas já foram ver a mostra. Como a
bielorussa Olga Koburt, campeã olím-
pica de ginástica em Munique (1972)
com apenas 14 anos. l
LUIZ ERNESTOMAGALHÃES
luiz.magalhães@oglobo.com.br
HISTÓRIA OLÍMPICA
Acervo de jogos
será exposto em
museu no Rio
|
Almanaque
carioca
|
MARCO ANTÔNIO CAVALCANTI/6-4-2009
Olímpico. O Museu Histórico Nacional, na Praça Quinze, receberá, a partir de novembro, exposição com acervo de peças dos Jogos
Relíquias. As tochas de
Pequim e Montreal (à
esquerda), a sapatilha de
Jesse Owens na Alemanha
(1936) (no alto) e moedas
antigas cunhadas para
os Jogos (ao lado)
Empresa desiste de isenção fiscal em projeto na Quinta
Telão que não
transmitiu Jogos já
foi desmontado
A Rio de Janeiro Refrescos, fa-
bricante da Coca-Cola e uma
das patrocinadoras do Live Site
Cidade Olímpica, informou
ontem, em nota, que “por con-
ta da não realização do evento,
conforme o contratado, deci-
diu não utilizar os incentivos
fiscais concedidos”. A empresa
patrocinou o espaço em troca
de uma isenção fiscal de R$ 4
milhões, como noticiou O
GLOBO. Segundo a Secretaria
estadual de Esporte e Lazer, as
outras empresas que patroci-
naram o evento não receberi-
ambenefíciofiscal. Aoperação
do evento era de responsabili-
dade da empresa SRCOM Pro-
moções Culturais Ltda.
Anteontemfoi desmontada a
estrutura na Quinta da Boa
Vista que abrigava atrações
gratuitas, como aulas de recre-
ação e oficinas, que tinham
previsão de funcionar até o fim
das Olimpíadas. Como mos-
trou O GLOBO, um telão iria
exibir os Jogos no local, mas
uma série de exigências não
foram cumpridas e o Comitê
Olímpico Internacional (COI)
não liberou as imagens. Outro
Live Site montado na Rússia
vem funcionando sem proble-
mas. Esta foi a primeira vez
que o (COI) autorizou Live Si-
tes fora do país sede dos Jogos.
O Comitê Organizador dos
Jogos Olímpicos e Paralímpi-
cos Rio 2016 reconheceu que
não cumpriu as exigências do
COI, mas não detalhou quais
foram os itens que não foram
cumpridos. Em nota, foi infor-
mado apenas que “o Comitê
Organizador dos Jogos Olímpi-
cos e Paralímpicos Rio 2016
canceloua programação do Li-
ve Site localizado na Quinta da
Boa Vista por não ter atendido
dentro do prazo os requeri-
mentos e conformidades solici-
tados pelo COI. Logo após o
término dos Jogos Olímpicos
de Londres, o Rio 2016 iniciará
imediatamente o trabalho com
o COI no desenvolvimento do
programa de Live Site para os
Jogos do Rio”. l
“O formato da exibição
será diferente.
Queremos uma
exposição com
mais interatividade.”
Christiane Parquelet
Diretora cultural do COB
Product: OGlobo PubDate: 07-08-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_T User: Asimon Time: 08-06-2012 21:57 Color: CMYK
SOBPRESSÃO
_
Para dar a volta por cima
Petrobras corta custos e admite mudar dividendos para melhorar desempenho
FABIO ROSSI
Para se recuperar do megaprejuízo de R$ 1,3 bi-
lhão do segundo trimestre deste ano, e como
não poderá contar com a recuperação total da
defasagemde preços dos combustíveis, a Petro-
bras está implementando programas para redu-
zir seus custos operacionais. Apresidente da es-
tatal, Maria das Graças Foster, afirmou ontem,
em conferência com analistas, que tem “siste-
maticamente” apresentado ao governo a dife-
rença dos preços da gasolina e do diesel no Bra-
sil em relação ao exterior. Com o fraco resulta-
do, a empresa quer alterar a sua política de divi-
dendos para os donos das ações ordinárias
(ONs, com direito a voto). O objetivo é neutrali-
zar o resultado negativo, distribuindo mais divi-
dendos aos acionistas que detêm esses papéis,
como a União, controladora da companhia.
Normalmente os resultados da Petrobras são
divulgados por Almir Barbassa, diretor finan-
ceiro. Desta vez, a própria presidente fez ques-
tão de participar da apresentação, ao lado de
outros diretores. Diante do primeiro prejuízo da
estatal em 13 anos, Graça destacou que tem de
“trabalhar a favor da paridade de preços”:
— A Petrobras está sistematicamente apre-
sentando aos seus conselheiros a importância
do repasse dos preços aos consumidores. E na
última reunião do conselho (sexta-feira), mos-
tramos que ainda há descolamento nos preços.
Eu tenho feito de forma rotineira. Mas o que
pensou o governo, eu não sei. A minha obriga-
ção é estar quantificando, qualificando e infor-
mando de forma sistemática ao controlador e
aos conselheiros. O reajuste tem que ser feito
periodicamente e não instantaneamente, pois a
política de preços é de médio e longo prazos.
PERDA COM PREÇOS CHEGA A R$ 5,2 BILHÕES
Ontem, no primeiro dia após o anúncio dos re-
sultados, as ações abriram em queda superior a
5%, mas se recuperaram. Os papéis preferenci-
ais (PN, sem direito a voto) encerraram em bai-
xa de 0,10% (R$ 19,92). Os ON, após cair 5,70%,
fecharam em alta de 0,15% (R$ 20,70). Barbassa
ressaltou que será encaminhada ao conselho
proposta para alterar a distribuição dos divi-
dendos das ações ON, cujo ganho seria baseado
sob os 3% do patrimônio líquido, como já ocor-
re com os detentores das PNs.
— Hoje, as ONs são guiadas pela distribuição
de 25% do lucro líquido. Com o prejuízo, o divi-
dendo ficará afetado.
Graça frisou que o prejuízo não foi causado só
pela defasagem dos preços, que está em torno
de 20,6%no diesel e 18,1%na gasolina. Aalta do
dólar, diz, foi o principal efeito, comdespesas fi-
nanceiras de R$ 6,4 bilhões. A diferença de pre-
ços dos combustíveis cobrados no Brasil em re-
lação ao exterior levou a perda de R$ 5,2 bilhões
entre abril e junho, totalizando R$ 9,4 bi no se-
mestre, diz o Centro Brasileiro de Infra Estrutu-
ra (CBIE). A estatal gastou US$ 6 bilhões com
importações de derivados de janeiro a junho. E,
nos próximos meses, para cortar despesas de
importações , a Petrobras está colocando em
operação unidades em diferentes refinarias,
que produzirão mais, principalmente diesel.
Os diretores da companhia afirmaram ainda
que a empresa somou 41 poços secos, que não
apresentaram resultado e afetaram o ganho.
—Oprejuízo veio por uma série de razões. Al-
gumas dependem da Petrobras, outras não. Po-
demos fazer previsões e estoques maiores,
quando houver depreciação maior do real, mas
não tenho bola de cristal. Não podemos imagi-
nar que o resultado será sempre na direção de
ter paridade. Temos que estar preparados. Tive-
mos dois aumentos, e eles ainda não fizeram se
sentir. O reflexo só será sentido no terceiro tri-
mestre. Eu preciso ter mais preço, mas melhor
desempenho de cada área, reduzindo ao máxi-
mo seus custos operacionais — afirmou Graça.
A executiva disse ainda que a Petrobras vai
lançar em setembro o programa de redução de
custos em suas operações de logística, idêntico
ao do aumento de eficiência nos sistemas mais
antigos de produção da Bacia de Campos, lan-
çado há algumas semanas. Apesar das perdas,
Graça é otimista com os próximos resultados:
— Estou confiante com a melhoria e a solidez
da empresa. Estamos recuperandoa eficiência e
vamos elevar a produção no quarto trimestre.
Manteremos nossa meta de elevar a produção
em2%este ano (no segundo trimestre, a produ-
ção total de petróleo e gás natural caiu 4%).
GRAÇA DEFENDE INVESTIMENTO EM ETANOL
Além do corte de custos, Barbassa citou outras
ações para aumentar o caixa da companhia.
Uma delas é a troca de uma dívida de longo pra-
zo de R$ 5 bilhões por bens com a Petros, o fun-
do de pensão dos funcionários da Petrobras.
— Esses recursos entram no caixa. Também
estamos renegociando capital de giro de forne-
cedores em atraso. A entrega de combustível a
subsidiárias da Eletrobras com atraso em paga-
mento será com garantias da própria empresa.
Umdado que chamou a atenção dos analistas
foi o número de poços secos. No segundo tri-
mestre, o total chegou a 41 (quase o dobro em
relação a igual período de 2011), mas não deve
se repetir nos próximos trimestres, disse Graça.
Porém, destacou que o desafio, entre 2013 e
2014, será administrar resultados negativos de
exploração com a política de desenvolvimento.
— A exploração depende da Petrobras, da
nossa capacidade de fazer esse planejamento e
segui-lo à risca —disse Graça, lembrando que a
taxa de sucesso foi de 60%entre janeiro e junho.
No pré-sal, a taxa de sucesso é de 94%.
Como forma de minimizar as importações de
gasolina, Graça disse que a companhia continu-
ará ainda investindo em etanol.
— O etanol volta, ele não foi embora. Temos
que acelerar os investimentos. Gasolina e álcool
são inseparáveis — afirmou Graça.
O presidente do BNDES, Luciano Coutinho,
disse que o prejuízo não vai alterar o cronogra-
ma de liberação dos empréstimos.
— A Petrobras é uma empresa saudável e
equilibrada, e não vai ser o resultado de um tri-
mestre que vai inviabilizar o programa de inves-
timentos e o suporte do BNDES. l
RAMONA ORDOÑEZ
ramona@oglobo.com.br
BRUNOROSA
bruno.rosa@oglobo.com.br
Novas saídas. Graça Foster, presidente da Petrobras, espera aumento de produção a partir do quarto trimestre
Fontes: Bloomberg e empresas
OS RESULTADOS
(No segundo trimestre)
LUCRO
PREJUÍZO
2,27
Exxon
Chevron
Statoil
Royal Dutch Shell
ConocoPhillips
(Em US$ bilhões)
(Em US$ bilhões)
0,019
BP
Encana
Ultra Petroleum
Petrobras
Galp Energia
15,91
7,21
4,48
4,06
1,38
1,48
1,19
0,687
Terça-feira 7. 8. 2012 O GLOBO l 21
Economia
Mudançanovarejo
PAG. 23
DINIZ DÁ 1º PASSO PARA
SAIR DO PÃO DE AÇÚCAR
Grupo francês compra do empresário US$ 10,5 milhões
em ações do gigante do varejo brasileiro
DIVULGAÇÃO
Comidanas alturas
PAG. 24
AEROPORTOS TERÃO
ALIMENTOS TABELADOS
Produtos em lojas de terminais chegam a custar
o triplo do cobrado em lanchonetes da cidade
PAULA GIOLITO /21-2-2012
“A Petrobras está sistematicamente apresentando aos seus conselheiros a importância do repasse dos preços aos
consumidores. E na última reunião do conselho (sexta-feira), mostramos que ainda há descolamento nos preços”
GRAÇA FOSTER, presidente da Petrobras
O
resultado da Petrobras,
divulgado na sexta-feira
passada, colocou a esta-
tal numa lista de dez pe-
troleiras que tiveram prejuízo no
segundo trimestre do ano, num
universo de 41 empresas do setor
que anunciaramseus balanços. In-
tegram a lista a britânica BP, com
perdas de US$ 1,38 bilhão, e a ca-
nadense Encana, com prejuízo
US$ 1,48 bilhão. O setor enfrentou
um trimestre mais difícil. Os maio-
res lucros são os das americanas
Exxon Mobil (US$ 15,9 bilhões),
ajudado por vendas de ativos, e
Chevron (US$ 7,21 bilhões).
Segundo Ricardo Corrêa, da Ati-
va Corretora, o preço do barril de
petróleo pesou sobre as compa-
nhias. O petróleo negociado em
Nova York (WTI) recuou 18,43% de
abril a junho, para US$ 85,37.
— Isso afetou as empresas em
geral. As que tiveram grandes pre-
juízos, no entanto, tiveram proble-
mas específicos. Não é natural em-
presas maduras, como a Petrobras,
terem perdas assim — avalia.
Na Petrobras, o tombo foi moti-
vado pela defasagem do preço dos
combustíveis, o impacto do câm-
bio na dívida e baixas de poços se-
cos. Já BP teve provisões de US$
847 milhões para reparar danos do
derramamento de óleo ocorrido
no Golfo do México, em 2010. Já a
canadense Encana foi afetada pela
queda na produção de gás natural
e nos preços do produto. l
BRUNOVILLAS BÔAS
bruno.villas@oglobo.com.br
Exxon e Chevron lideram
lucros bilionários. BP e
Encana têm perdas
Só dez de 41
petroleiras
no vermelho
Contexto
EDITORIA DE ARTE
Product: OGlobo PubDate: 07-08-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_U User: Asimon Time: 08-06-2012 22:06 Color: CMYK
MÍRIAM
LEITÃO
| |
miriamleitao@oglobo.com.br
A
estratégia entre os advogados de defesa dos
réus domensalãofoi acusar oMinistérioPú-
blico de não ter se baseado apenas em de-
poimentos em juízo com o “contraditório”. O pro-
curador-geral da República, na verdade, registrou
logo no começo da sua fala, na sexta-feira, que es-
tava usando as provas dos “milhares de documen-
tos” das 50.508 folhas da Ação Penal.
Os advogados sustentaram também que não
houve compra de voto, nemera dinheiro público, e
que não houve decisão de funcionários da admi-
nistração pública — atos de ofício — determinada
pela distribuição de dinheiro. Segundo o advogado
de Marcos Valério, o deputado João Paulo Cunha
não tinha qualquer poder sobre o contrato de pu-
blicidade da Câmara dos Deputados, apesar de ser
o presidente da Casa.
Fora alguns pontos emcomum, os advogados se-
guiramlinhas que ajudamseus clientes, mas criam
zonas de sombra sobre os outros. O advogado de
José Dirceu quis afastar seu cliente de qualquer das
atividades executadas no partido, alegando que ele
se ausentouda presidência quandoassumiua Casa
Civil. Não defendeu os atos do partido. O de José
Genoíno alegou que à época da campanha de 2002
ele estava disputando o governo de São Paulo e,
portanto, nada soube das decisões da campanha
presidencial. O de Delúbio Soares afirmou que foi
pedido a ele, como tesoureiro, que resolvesse o
problema das finanças em frangalhos do PT. E por
isso ele pediu empréstimos através das empresas
de Marcos Valério.
A SMP&B e a DNA de fato pegaram empréstimos
e distribuíram dinheiro a políticos. Um dos bancos
a conceder esses re-
cursos foi o Banco Ru-
ral. José Dirceu se en-
controu sim com a di-
retoria do Banco Ru-
ral, e um desses en-
contros foi mesmo em
Belo Horizonte, mas
ele havia viajado para
a capital mineira em
compromissos oficiais
e lá se encontrou com
“empresários”.
Tudo sendo verdade,
fica faltando explica-
ção. Se o dinheiro que
foi distribuído por
Marcos Valério tinha
origem legal, conse-
guido através desses
empréstimos, por que
mesmo teve que ser
entregue em espécie,
em volumes altos, fugindo do sistema bancário?
Por que o PT precisava que o empréstimo fosse fei-
to através de uma agência de publicidade?
O advogado de Marcos Valério definiu a função
de uma agência: criação; produção de áudio e ví-
deo; veiculação. Em qual dessas três atividades se
inclui distribuição farta de dinheiro aos partidos da
base do governo contratante?
O advogado de Delúbio Soares admitiu que seu
cliente cometeu “ilícito”: o caixa dois de campa-
nha. “Por que tudo emcash? Porque era ilícito. Não
se podia transferir dinheiro que não tinha dado en-
trada no partido, por isso teve que ser em moeda
sonante”, disse Arnaldo Malheiros, advogado de
Delúbio. Já Marcelo Leonardo, o advogado de Mar-
cos Valério, falou outra coisa: “Não era dinheiro su-
jo, não precisava ser lavado. O que aconteceu de-
pois é que poderia ser lavagem de dinheiro.”
Os advogados honraram seus honorários e fize-
ram a melhor defesa possível dos seus clientes. Le-
vantaramquestões técnicas para os ministros refle-
tirem em seus votos. Difícil é aceitar o enredo que
eles, juntos, contam. Origem e destino do dinheiro
continuam obscuros. l
Palavra da defesa
José Dirceu não sabia o que se passava no PT
porque estava muito ocupado na Casa Civil.
José Genoino foi falho na gestão do PT
porque gostava mesmo era de política.
Delúbio Soares cometeu apenas um ilícito:
caixa dois de campanha. Marcos Valério
distribuiu dinheiro a 67 pessoas mas não foi
corrupção. É o que disseram os advogados de
defesa de quatro dos principais acusados.
_
COMÁLVAROGRIBEL
oglobo.com.br/economia/miriamleitao
1
Os advogados seguiram
linhas que ajudam seus
clientes, mas criam zonas
de sombra sobre os outros
2
O advogado de Delúbio
admitiu caixa dois e o de
Marcos Valério reconheceu
distribuição de dinheiro
3
É difícil aceitar o enredo
que eles contam. Origem e
destino do dinheiro
continuam obscuros
U
Os pontos-chave
22 l O GLOBO l Economia l Terça-feira 7. 8. 2012
-SÃO PAULO E BRASÍLIA- Os servido-
res da Polícia Federal (PF) en-
tram em greve a partir de hoje.
Eles reivindicam um plano de
reestruturação salarial e de
carreira e pretendem adotar
ações pontuais em cada região
do país para pressionar as au-
toridades. O movimento inclui
operação padrão em vários se-
tores, inclusive para a emissão
de passaportes, que ficará res-
trita a casos de urgência. A Fe-
deração Nacional dos Policiais
Federais (Fenapef ) aprovou a
paralisação nacional da cate-
goria na última quarta-feira.
Além da reestruturação salari-
al, a categoria quer a saída do
diretor-geral da PF, Leandro
Daiello. Emtodo o país, segun-
do a Fenapef, os policiais de-
vem realizar operações pa-
drões nas fronteiras, aeropor-
tos e portos.
Em São Paulo, o Sindicato
dos Servidores da Polícia Fe-
deral (Sindpolf ) inicia, depois
de amanhã, operação padrão
no Aeroporto de Cumbica, em
Guarulhos. Hoje, além da en-
trega simbólica de armas e dis-
tintivos na Superintendência,
na Lapa, Zona Oeste da capital
paulista, os policiais também
realizarão uma passeata do
Terminal de Cargas até a área
de embarques de Cumbica,
num ato com os servidores da
Receita Federal e da Agência
Nacional de Saúde (Anvisa),
também em greve.
TESOURO E CGU ADEREM À GREVE
Segundo o presidente do Sind-
polf-SP, Alexandre Santana
Sally, será mantido no Estado
de São Paulo o efetivo mínimo
de 30%, como manda a lei. Mas
os agentes só atenderão a ca-
sos de emergência:
— Vamoscontrolar o acesso
ao prédio (da Superintendên-
cia), e só realizar serviços
emergenciais, como, por
exemplo, atendimento para
emissão de passaporte apenas
com viagens marcadas para os
próximos dias. O intuito é mi-
nimizar o impacto para a po-
pulação — diz Santana.
Segundo o Grupo de Traba-
lho da Reestruturação Salarial
(GT) da Fenapef, escrivães, pa-
piloscopistas e agentes fede-
rais tiveram “enorme defasa-
gem salarial com perdas infla-
cionárias no período de 2002 a
2009, em quadro comparativo
a outras 11 carreiras públicas”.
A greve dos servidores públi-
cos completou ontem 47 dias.
O Superior Tribunal de Justiça
(STJ) autorizou o governo fe-
deral a descontar os dias para-
dos no contracheque dos ser-
vidores públicos em greve. Na
decisão, o presidente da Corte,
ministro Ari Pargendler, aco-
lheu o pedido da Advocacia-
Geral da União (AGU) para
anular a proibição do corte do
ponto determinada por ins-
tâncias inferiores em ação do
sindicato da categoria no Dis-
trito Federal (Sindsep-DF).
A AGU alegou que o descon-
to dos dias parados não fere o
princípio da irredutibilidade
de vencimentos. Eacrescentou
que a greve afeta a sociedade:
“Agreve, inegavelmente, sus-
pende ou dificulta a prestação
dos serviços públicos ofereci-
dos à sociedade, sendo patente
a violação ao Princípio Consti-
tucional da Continuidade dos
Serviços Públicos”, diz um tre-
cho da defesa.
A AGU ressaltou que tanto
no setor público quanto no
privado, o movimento grevista
implica a suspensão do con-
trato de trabalho ou da relação
estatutária. Como não existe
uma lei específica sobre greves
no setor público, aplica-se pa-
ra a categoria a mesma legisla-
ção vigente para trabalhadores
do setor privado.
Ontem, analistas e técnicos
do Tesouro Nacional e da Con-
troladoria-Geral da União
(CGU) — com salários médios
de R$ 13 mil —iniciarampara-
lisação de 48 horas para pressi-
onar o governo por reajustes
de até 22%. Segundo os organi-
zadores do movimento, a cate-
goria deverá entrar em greve
por tempo indeterminado na
próxima semana.
Atividades próprias do Te-
souro, como rolagemda dívida
pública e os repasses de recur-
sos para órgãos públicos, esta-
dos e municípios, poderão ser
prejudicadas. Auditorias da
CGU em convênios em vários
municípios também poderão
atrasar. l
Emissão de passaporte será prejudicada. STJ autoriza corte de ponto
Polícia Federal adere à greve
dos servidores públicos
LEONARDOGUANDELINE
leonardo.guandeline@sp.oglobo.com.br
GERALDA DOCA
geralda@bsb.oglobo.com.br
Funcionários da GM devem aceitar acordo hoje
Empresa propôs
suspensão provisória
dos contratos
LINORODRIGUES
lino.rodrigues@sp.oglobo.com.br
-SÃO PAULO- Sem outra opção, os
empregados da General Mo-
tors (GM) de São José dos
Campos (SP) devem aprovar
em assembleia na manhã de
hoje a proposta da montadora
de adotar o layoff (suspensão
temporária do contrato de tra-
balho) para 940 funcionários.
Em reunião no sábado, a mon-
tadora concordou em não de-
mitir 1.840 trabalhadores, efe-
tivo considerado excedente
pela empresa. Cerca de 900
trabalhadores continuam tra-
balhando no setor de Monta-
gem de Veículos Automotores
(MVA), unidade do complexo
industrial da GM onde conti-
nuarão a ser produzidos os
modelos Classic.
Da reunião de sábado, que
duroumais de nove horas, par-
ticiparam representantes da
montadora e do sindicato local
dos metalúrgicos. Ficou acer-
tada a criação de umPrograma
de Demissões Voluntárias
(PDV) para todo o complexo,
formado por oito fábricas que
empregam 7500 pessoas.
— Foi a proposta possível
nesse momento: garantir a
produção, ainda que tempora-
riamente, do Classic, e afastar
o perigo imediato das de-
missões em massa. Vamos
continuar mobilizados para
ampliar a linha do Classic e au-
mentar as exigências dos go-
vernos federal e estadual —
disse Antonio Ferreira de Bar-
ros, o Macapá, presidente do
Sindicato dos Metalúrgicos na
cidade.
Único modelo ainda empro-
dução no MVA, após a aposen-
tadoria de Zafira, Meriva e
Corsa, o Classic vai garantir a
manutenção de 900 postos até
novembro. Até lá, sindicato e
GM se comprometeram a en-
contrar uma saída para os tra-
balhadores afastados, quando
voltarem do período do layoff,
que deve ir até novembro.
MANTEGA APROVA NEGOCIAÇÕES
As partes deverão, ainda, criar
propostas para novos investi-
mentos que garantam os em-
pregos. Durante a suspensão
dos contratos, parte dos salári-
os será paga pela GM e parte,
com recursos do Fundo de
Amparo ao Trabalhador (FAT),
do Ministério do Trabalho.
O ministro da Fazenda, Gui-
do Mantega, disse que ficou
satisfeito com o caminho das
negociações. Segundo Mante-
ga, o governo vai ficar “vigilan-
te” para que os setores que fo-
ram beneficiados com a redu-
ção do Imposto sobre Produ-
tos Industrializados (IPI), caso
de montadoras e da indústria
de linha branca e de móveis,
cumpram o acordo de não de-
mitir empregados. l
MICHEL FILHO/3-08-2012
Resignação. Metalúrgicos da GM, de SP, dizem que conseguiram o “possível”
Mantega promete novas medidas para estimular investimento
Governo aumentará
limite fiscal dos
estados
LINORODRIGUES
lino.rodrigues@sp.oglobo.com.br
-SÃO PAULO- O ministro da Fazen-
da, Guido Mantega, disse on-
temque o governo prepara no-
vas medidas de estímulo ao in-
vestimento, que serão anunci-
adas nas próximas semanas.
Segundo Mantega, o novo pa-
cote trará medidas para ajudar
na retomada da economia do
país e vai se somar às outras
ações já adotadas para impul-
sionar o crescimento.
Mantega afirmou, ainda, que
o nível de atividade econômica
no país está se recuperando
neste terceiro trimestre e será
“melhor ainda” no quarto,
quando, segundo ele, medidas
anticíclicas, como a redução
dos juros e a desvalorização do
real, surtirão efeito.
— Lançamos várias medidas
para incentivar o investimen-
to. O governo vai anunciar no-
vas medidas importantes de
estímulo ao investimento nas
próximas semanas e outras
que dependem diretamente
do Estado brasileiro — disse o
ministro, após encontro com o
governador de São Paulo, Ge-
raldo Alckmin (PSDB).
Segundo Mantega, na quin-
ta-feira, o governo vai assinar,
com vários estados, a amplia-
ção de seu limite fiscal dentro
do Programa de Ajuste Fiscal
(PAF), que permite que outras
unidades da federação au-
mentem sua capacidade de
contrair empréstimos ou seu
endividamento.
BLINDAGEM CONTRA A CRISE
O governo paulista, por exem-
plo, terá seu volume de endivi-
damento ampliado para R$ 10
bilhões neste ano —desses, R$
2 bilhões já haviam sido auto-
rizados no início de julho.
Odinheiro, segundo Geraldo
Alckmin, que se encontrou
com Mantega ontem, será gas-
to na compra de trens e na me-
lhoria do sistema viário. No
ano passado — o programa é
revisto todo ano — São Paulo
teve autorização para um en-
dividamento de R$ 7 bilhões.
Para Mantega, os recursos são
parte das medidas anticíclicas
adotadas pelo governo para
minimizar os efeitos da crise:
— É muito importante que
os estados também partici-
pem. São Paulo é um dos esta-
dos que faz o maior volume de
investimentos e agora está re-
cebendo um reforço extra, que
será usado emfavor da sua po-
pulação — afirmou. l
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Product: OGlobo PubDate: 07-08-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_V User: Asimon Time: 08-06-2012 21:35 Color: CMYK
-SÃO PAULO- O bilionário Eike Batista ganhou com-
panhia no topo do ranking dos mais ricos do pa-
ís elaborado pela revista “Forbes Brasil”. Com
uma fortuna calculada em R$ 30,26 bilhões,
Eike agora estaria “tecnicamente empatado”
com o empresário Jorge Paulo Lemann, que
possui patrimônio estimado em R$ 29,3 bi-
lhões. Ambos encabeçama nova
lista dos 74 bilioná-
rios brasileiros, que
será lançada hoje na
primeira edição da
revista.
A agência Bloom-
berg, no entanto, faz
um cálculo diferente.
Ontem, seu ranking
destacava Eike como o
homem mais rico do
Brasil e 22º do mundo,
com US$ 21,3 bilhões, e
Lemann como o segundo
do país e 34º do mundo,
com US$ 17,6 bilhões.
Além dos 36 bilionários
brasileiros que já figuravam
na relação dos mais ricos da
edição americana da “For-
bes”, o ranking local traz no-
vos nomes, como Eduardo
Saverin, sócio de Mark
Zuckerberg na fundação do
Facebook. Saverin já estreia na
20ª posição, com fortuna esti-
mada em R$ 4,66 bilhões.
—Temos muitos nomes novos e algumas sur-
presas, como o Saverin —diz Antonio Camarot-
ti, o publisher da “Forbes Brasil”.
A lista inclui personalidades brasileiras com
fortunas bilionárias emreais, o que abre espaço
para mais pessoas do que a edição americana.
Outra diferença da versão brasileira é o período
de aferição dos dados: foi encerrado em5 de ju-
lho, quatro meses após a mais recente edição
americana, fechada em março.
TROCA DE ELOGIOS PELO TWITTER
Odesempenhodas ações controladas por Eike e
Lemann nesse período foi fator primordial para
o empate técnico, diz Camarotti:
— As ações da OGX (empresa de Eike) sofre-
ram na Bolsa, enquanto os papéis de Lemann
passaram por um momento oportuno, com a
compra da cervejaria Modelo (em 29 de
junho) por parte da AB InBev .
Por essa virada, no fimde ju-
nho, o patrimônio de Lemann
chegou a ultrapassar o de
Eike. Na lista de bilionários
da revista americana, publi-
cada em março, Eike tinha
fortuna estimada em R$ 53
bilhões (ou US$ 30 bilhões
pelo dólar da época), con-
tra R$ 21,2 bilhões (US$ 12
bilhões) de Lemann.
Além da aquisição dos
50% restantes da cerve-
jaria Modelo por US$
20,1 bilhões no fim de
junho, a fortuna de Le-
mann foi turbinada,
segundo a revista, pela
aquisição de 100% do
Burger King, em con-
junto com os empre-
sários Marcel Telles e
Beto Sicupira, em
2010.
No caso de Eike, foi o
inverso. A revista diz que
ele foi “virtualmente empo-
brecido pelo escorregão das ações de seu grupo
em notícias de uma produção de petróleo mais
murcha do que o esperado pela OGX”, a empre-
sa de óleo e gás do grupo.
A reportagem cita ainda que ambos já troca-
ram elogios mútuos pelo Twitter. l
Eike tem ‘empate técnico’ com Jorge Paulo
Lemann entre mais ricos da ‘Forbes Brasil’
Primeira edição da revista destaca que
a queda recente das ações da OGXfez
empresário perder a liderança isolada
DIVULGAÇÃO
No topo. Os empresários lideram
lista das fortunas em reais
PAULOJUSTUS
paulo.justus@sp.oglobo.com.br
Terça-feira 7. 8. 2012 l Economia l O GLOBO l 23
-SÃO PAULO- Oempresário Abilio Diniz comunicou
ontem ao Casino, grupo francês que assumiu o
controle do Grupo Pão de Açúcar (GPA) em 22
de junho, que exercerá a primeira opção de ven-
da de parte das suas ações ordinárias na Wilkes,
a holding por meio da qual compartilha o con-
trole da rede varejista fundada por seu pai. Ao
exercer essa opção (ou put, na linguagem do
mercado), Diniz venderá um milhão de papéis
ordinários da Wilkes ao Casino, o equivalente a
2,4% do capital social com direito a voto da hol-
ding. Pela transferência das ações, o empresário
receberá US$ 10,5 milhões.
Com isso, o Casino assumirá efetivamente
controle acionário do grupo, já que sua fatia na
Wilkes passará dos atuais 50%para 52,4%. Diniz
continuará com 47,6% da holding. Essa primei-
ra put é o primeiro passo para a saída efetiva do
empresário dos negócios do grupo.
Pelo contrato firmado entre Diniz e Casino em
2005, com o exercício dessa primeira venda,
que será liquidada no próximo dia 22, o grupo
francês fica obrigado a adquirir o restante dos
papéis em poder do empresário brasileiro.
Além dos papéis ordinários da Wilkes, Diniz
tambémtemações preferenciais do Pão de Açú-
car, o equivalente a 20,6% do capital total do
GPA. Juntas, são 19,7 milhões de ações.
Em valores de hoje — numa conta simplifica-
da supondo que todas ações fossem preferenci-
ais do Pão de Açúcar —, essa transação envolve-
ria cerca de R$ 1,63 bilhão. A fórmula acertada
por Diniz com o Casino, em 2005, para calcular
o preço das ações para a venda definitiva de
seus papéis é bem mais complexa, e seu valor,
difícil de estimar.
AVALIAÇÃO É QUE DIVERGÊNCIA AFETA O GRUPO
Desde a transferência de comando do Pão de
Açúcar, em junho, as divergências entre Diniz e
Jean-Charles Naouri, hoje presidente da Wilkes,
só pioraram. Obrasileiro se opôs à fórmula pro-
posta por Naouri para a remuneração e a reten-
ção dos executivos do grupo. Uma reunião do
Conselho de Administração, que continua pre-
sidido por Diniz, para discutir o assunto chegou
a durar mais de seis horas.
Aforma comoos franceses escolheramonovo
diretor financeiro do GPA também desagradou
a Diniz, mas o empresário no fim acabou acei-
tando o modelo proposto pelo Casino.
Segundo pessoas próximas ao brasileiro, Di-
niz está empenhado em continuar negociando
uma fórmula alternativa para apressar sua saída
dogrupo, por reconhecer que a desgastada rela-
ção que temcomNaouri acaba sendo prejudici-
al para os negócios.
— Ele quer sair porque acha que isso seria
bom para todo mundo. As divergências estão
claras desde o ano passado, e o conflito é muito
ruim—afirmouuma pessoa próxima aoempre-
sário brasileiro.
Tanto que, diferentemente de sua intenção
inicial, Diniz hoje concorda em deixar o grupo
recebendo somente pagamento em dinheiro.
Até alguns meses atrás, ele insistia emlevar uma
parte dos ativos —como a Viavarejo, o braço de
eletroeletrônicos que reúne as redes Ponto Frio
e Casas Bahia — como pagamento por suas
ações. Naouri, porém, se opôs intransigente-
mente à ideia.
Com o exercício da opção de venda anuncia-
do ontem, e a obrigação do Casino de ter de pa-
gar pelas suas ações a partir de 2014 caso assim
deseje, Diniz ganha agora uma nova moeda de
troca para retomar as negociações com os
franceses. l
Empresário transfere ao Casino 2,4%do capital da holding por US$ 10 milhões
Abilio Diniz começa a se desfazer
de sua fatia no Pão de Açúcar
SERGIO BARZAGHI/ARQUIVO
Estratégia. Diniz já aceitaria abrir mão de parte dos ativos do grupo, como a Viavarejo, para receber em espécie
RONALDOD'ERCOLE
ronaldod@sp.oglobo.com.br
O
Pão de Açúcar nasceu
em1948 como uma do-
ceria, fundada pelo
imigrante português
Valentim dos Santos Diniz, em
São Paulo. Comserviços de bufê e
uma grande variedade de produ-
tos artesanais, o negócio cresceu,
e duas filiais foraminauguradas já
em 1952. Abilio, o primogênito,
trabalhava com o pai, e foi dele a
ideia de fazer da marca umsuper-
mercado, aberto ao lado da doce-
ria, na avenida Brigadeiro Luiz
Antônio, no bairro dos Jardins.
Coma expansão dos anos seguin-
tes no fim dos anos 60, o Pão de
Açúcar já era uma rede com mais
de 50 lojas em 17 cidades paulis-
tas. Na década seguinte surgiram
as lojas de hipermercados Jumbo.
Em 1976, o grupo adquire a
maior rede de eletroeletrônico do
país, a Eletroradiobraz. No fim
dos 80, lança a nova marca de hi-
permercados, o Extra. Começam
os desentendimentos familiares.
Numa conjuntura econômica
difícil, mudanças estratégicas
ocorrem no grupo e Abilio Diniz
comanda a reestruturação e assu-
me a presidência.
Em 1995, o Pão de Açúcar abre
capital. Em 1999, vem a primeira
parceria como Casino, que torna-
se acionista do grupo. Em 2005,
Diniz amplia a sociedade com o
Casino, comumcontrato que cul-
minaria com a passagem do co-
mando do grupo aos franceses. l
Pai de Abilio se encantou
com paisagem carioca
ao chegar ao Brasil
O começo
com ‘seu’
Valentim
Memória
DIVULGAÇÃO
Bênção. Inauguração de loja em 1969
Product: OGlobo PubDate: 07-08-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_X User: Asimon Time: 08-06-2012 22:15 Color: CMYK
|
Negócios &Cia
|
COMDANDARA TINOCO
E MARTA PAES
colunanegocios@oglobo.com.br
FLÁVIA OLIVEIRA
GLAUCE CAVALCANTI (INTERINA)
44%
ARCAM COM O PREJUÍZO
Quase metade das companhias
investe na melhora da qualidade
do ensino no país, segundo estudo
da FNQ. O levantamento será tema
do Seminário Internacional em
Busca de Excelência, semana que
vem, em SP. Reunirá especialistas,
governo e empresários.
Freio na construção
A construção civil pisou no
freio em junho. Abriu 4.244
novos postos de trabalho no
país, ante 14.886 em maio,
quando já dera sinal de
desaceleração. No semestre,
o resultado é de 205.907
empregos gerados, acima
dos 186.224 de janeiro a
junho de 2011, diz o
Sinduscon-Rio, com base em
dados do Caged.
Menos obras
No estado do Rio foram mais
197 postos em junho, contra
2.271 em maio. No semestre,
são 30.220, frente 23.412 em
2011. A perda de ritmo vem
da redução de lançamentos
do mercado imobiliário.
Além do calendário eleitoral,
que limita obras públicas,
diz o diretor Antônio Carlos
Mendes Gomes.
Desconfiança
O Índice de Confiança do
Empresário do Comércio
(Icec) caiu 2,3% entre maio e
o mês passado. No ano, a
retração é de 9,1%; contra o
mês anterior, de -7,9%. Os
dados refletem a insatisfação
com o desempenho da
economia brasileira e o setor
varejista. As expectativas dos
comerciantes, contudo,
seguem elevadas. A CNC
divulga os dados hoje.
Homeopáticos
A Boiron, francesa de
produtos homeopáticos,
fechou parceria com a
Drogarias Pacheco. Chega a
351 lojas da rede, 261 delas
no Rio. Prevê dobrar receita
no estado. O laboratório está
em mais de quatro mil
pontos de venda no país.
A Tidsy lança,
amanhã, coleção de
verão com foco na
marca própria. A loja,
inicialmente
multimarca, já produz
80% das peças. A
nova coleção marca a
estreia da grife no
atacado. Além das
lojas do Fashion Mall
e do Rio Design
Leblon, chegará a
pontos de venda em
Vitória, Recife e
Brasília, e na loja
virtual OQVestir. Prevê
alta de 35% no
resultado.
DA CASA
DIVULGAÇÃO
A campanha da coleção de verão da Corporeum estreia hoje em mídias
impressa e social. É inspirada na obra do pintor francês Paul Gauguin.
Intitulada “Beyond Paradise”, deve aumentar em 30% as vendas da marca.
No atacado, já bateram em 25% as do verão 2011.
PINCELADA FRANCESA
DIVULGAÇÃO
A Cruzada do Menor abriu a creche
do Centro de Capacitação Daschú,
em São José do Vale do Rio Preto. É
projeto de R$ 200 mil. Receberá, de
início, 40 crianças.
A paranaense Mobi Design inaugura
hoje a 1ª loja no Rio, projeto de R$
200 mil. Até dezembro, abre em SP.
A Lafarge sorteia amanhã a 1ª de
três barras de ouro da promoção
Compra Premiada, na internet. Quer
chegar a 30% de pedidos pela web.
U
LivreMercado
Polpa de fruta
A Camp,
marca da
General
Brands,
lança o
Fruta
Pura esta semana, na Abad
2012, no Rio. Projeto de R$ 2
milhões, terá 25 sabores de
polpa de fruta congelada para
suco. É resultado da fusão
com a Nutrimarcas (RN).
Hotéis 1
A Unilever Food Solutions
criou novo modelo voltado
para hotéis, de olho na
expansão do setor. Além de
fornecer produtos, presta
serviços, como treinamento
de funcionários e consultoria
de menu. Vai atender cerca de
350 unidades por mês.
Hotéis 2
A Santa Mônica, de tapetes e
carpetes, também expande
em hotéis. Prevê que o setor
represente 30% da receita este
ano, ante 20% em 2011. Trará
produtos de estrangeiras
como Beaulieu of America
(EUA) ao país ainda este ano.
A
baixa qualidade do siste-
ma educacional brasilei-
ro está afetando a compe-
titividade das empresas no país.
A conclusão está em estudo da
Fundação Nacional da Qualida-
de (FNQ), que ouviu 137 com-
panhias. A maioria acredita que
a educação é inadequada às
oportunidades do atual mo-
mento econômico brasileiro.
“Ou superamos o gargalo na
educação ou não manteremos a
expansão atual”, diz Jairo Mar-
tins, superintendente da FNQ.
Para mais de umterço (37%) das
corporações, o maior entrave
está no ensino básico. A falta de
qualidade nos níveis universitá-
rio (32%) e técnico (31%) tam-
bém é citada. Na prática, o défi-
cit educacional vem forçando a
indústria (44%) a investir na me-
lhoria da qualidade do ensino,
dentro e fora de suas unidades.
“É um custo marginal que afeta
a competitividade”, pondera
Martins. Setores intensivos em
contratações, como a indústria
automobilística, enfrentam o
problema. ANissan, que abre fá-
brica em Resende em 2014, fe-
chou parceria com o Senai e a
prefeitura local para formar pro-
fissionais. A montadora crê que
será preciso investimento e cria-
tividade para lidar com o entra-
ve. Ogasto é relevante emrecur-
sos e tempo de treinamento, diz
Márcia Naves, à frente da Isvor,
universidade corporativa da Fi-
at. “De outro lado, como a edu-
cação virou risco do negócio, há
uma oportunidade de melhora
efetiva no setor”, conta ela.
EDUCAÇÃO AFETA DESEMPENHO DA INDÚSTRIA
A baixa qualidade do sistema de ensino brasileiro está reduzindo a competitividade das empresas do país, diz pesquisa
24 l O GLOBO l Economia l Terça-feira 7. 8. 2012
Indicadores
TR
01/08: 0,0123% 02/08: 0,0000% 03/08: 0,0000%
Selic: 8%
Correção da Poupança
DIA ÍNDICE DIA ÍNDICE
02/08 0,5488% 18/08 0,5009%
03/08 0,5049% 19/08 0,5000%
04/08 0,5562% 20/08 0,5000%
05/08 0,5000% 21/08 0,5000%
06/08 0,5000% 22/08 0,5000%
07/08 0,5000% 23/08 0,5216%
08/08 0,5034% 25/08 0,5233%
09/08 0,5172% 26/08 0,5000%
10/08 0,5213% 27/08 0,5000%
11/08 0,5144% 28/08 0,5000%
12/08 0,5000% 29/08 0,5124%
13/08 0,5000% 30/08 0,5124%
14/08 0,5000% 31/08 0,5124%
15/08 0,5000% 01/09 0,5124%
16/08 0,5177% 02/09 0,5000%
17/08 0,5016% 03/09 0,5000%
Obs: Segundo norma do Banco Central, os
rendimentos dos dias 29, 30 e 31 correspondem ao
dia 1º do mês subsequente.
INSS/AGOSTO
Trabalhador assalariado
Salário de contribuição (R$) Alíquota (%)
Até 1.174,86 8
de 1.174,87 até 1.958,10 9
de 1.958,11 até 3.916,20 11
Obs: Percentuais incidentes de forma não cumulativa
(artigo 22 do regulamento da Organização e do
Custeio da Seguridade Social).
Trabalhador autônomo
Para o contribuinte individual e
facultativo, o valor da contribuição
deverá ser de 20% do salário-base, que
poderá variar de R$ 622 a R$ 3.916,20
UFIR UFIR/RJ
Agosto Agosto
R$ 1,0641 R$ 2,2752
Obs: foi extinta
UNIF
Obs: A Unif foi extinta em 1996. Cada Unif vale 25,08
Ufir (também extinta). Para calcular o valor a ser
pago, multiplique o número de Unifs por 25,08 e
depois pelo último valor da Ufir (R$ 1,0641). (1 Uferj
= 44,2655 Ufir-RJ)
INFLAÇÃO
IPCA (IBGE)
Índice Variações percentuais
(12/93=100) No mês No ano Últ. 12meses
Janeiro 3422,79 0,56% 0,56% 6,22%
Fevereiro 3438,19 0,45% 1,02% 5,85%
Março 3445,41 0,21% 1,22% 5,24%
Abril 3467,46 0,64% 1,87% 5,10%
Maio 3479,94 0,36% 2,24% 4,99%
Junho 3482,72 0,08% 2,32% 4,92%
IGP-M(FGV)
Índice Variações percentuais
(12/93=100) No mês No ano Últ. 12meses
Fevereiro 474,138 -0,06% 0,19% 3,43%
Março 476,166 0,43% 0,62% 3,23%
Abril 480,229 0,85% 1,47% 3,65%
Maio 485,140 1,02% 2,51% 4,26%
Junho 488,342 0,66% 3,19% 5,14%
Julho 494,891 1,34% 4,57% 6,67%
IGP-DI (FGV)
Índice Variações percentuais
(12/93=100) No mês No ano Últ. 12meses
Janeiro 465,979 0,30% 0,30% 4,29%
Fevereiro 467,308 0,07% 0,37% 3,38%
Março 469,910 0,56% 0,93% 3,32%
Abril 474,683 1,02% 1,95% 3,86%
Maio 479,019 0,91% 2,89% 4,80%
Junho 482,311 0,69% 3,59% 5,66%
ÍNDICES
BOVESPA SAL. MÍNIMO SAL. MÍNIMO
(FEDERAL) (RJ)*
Março -1,98% R$ 622 R$ 729,58
Abril -4,17% R$ 622 R$ 729,58
Maio -11,86% R$ 622 R$ 729,58
Junho -0,25% R$ 622 R$ 729,58
Julho +3,21% R$ 622 R$ 729,58
Agosto N.D. R$ 622 R$ 729,58
Obs: * Piso para empregado doméstico, servente,
contínuo, mensageiro, auxiliar de serviços gerais e
funcionário do comércio não especializado, entre outros.
IMPOSTO DE RENDA
IR NA FONTE JUNHO 2012
Base de cálculo Alíquota Parcela a deduzir
R$ 1.637,11 Isento —
De R$ 1.637,12 a R$ 2.453,50 7,5% R$ 122,78
De R$ 2.453,51 a R$ 3.271,38 15% R$ 306,80
De R$ 3.271,39 a R$ 4.087,65 22,5% R$ 522,15
Acima de R$ 4.087,65 27,5% R$ 756,53
Deduções: a) R$ 164,56 por dependente; b) dedução
especial para aposentados, pensionistas e
transferidos para a reserva remunerada com65 anos
ou mais: R$ 1.637,11; c) contribuição mensal à
Previdência Social; d) pensão alimentícia paga devido
a acordo ou sentença judicial. Obs: Para calcular o
imposto a pagar, aplique a alíquota e deduza a parcela
correspondente à faixa.
l Esta nova tabela só vale para o recolhimento do IRPF
este ano.
Correção da quinta parcela: 3,06%
Fonte: Secretaria da Receita Federal.
CÂMBIO
DÓLAR
Compra R$ Venda R$
Dólar comercial (taxa Ptax) 2,0273 2,0279
Paralelo (São Paulo) 1,95 2,16
Diferença entre paralelo e comercial -3,81% 6,51%
Dólar-turismo esp. (Banco do
Brasil)
1,95 2,09
Dólar-turismo esp. (Bradesco) 1,93 2,14
EURO
Compra R$ Venda R$
Euro comercial (taxa Ptax) 2,5183 2,5193
Euro-turismo esp. (Banco do Brasil) 2,41 2,59
Euro-turismo esp. (Banco do Brasil) 2,40 2,65
OUTRAS MOEDAS
Cotações para venda ao público (em R$)
Franco suíço 2,09519
Iene japonês 0,0259226
Libra esterlina 3,16719
Peso argentino 0,441833
Yuan chinês 0,318053
Peso chileno 0,00423795
Peso mexicano 0,154383
Dólar canadense 2,03046
FONTE: MERCADO
Obs: As cotações de outras moedas estrangeiras
podem ser consultadas nos sites www.xe.com/ucc e
www.oanda.com.
BOLSA DE VALORES: Informações sobre
cotações diárias de ações e evolução dos
índices Ibovespa e IVBX-2 podem ser
obtidas no site da Bolsa de Valores de São
Paulo (Bovespa), www.bovespa.com.br.
CDB/CDI/TBF: As taxas de CDB e CDI
podem ser consultadas nos sites de Anbid
(www.anbid.com.br), Andima
(www.andima.com.br) e Cetip
(www.cetip.com.br). A Taxa Básica
Financeira (TBF) está disponível no site do
Banco Central (www.bc.gov.br). É preciso
clicar em “Economia e finanças” e,
posteriormente, em “Séries temporais”.
FUNDOS DE INVESTIMENTO:
Informações disponíveis no site da
Associação Nacional dos Bancos de
Investimento (Anbid), www.anbid.com.br.
Clicar, no quadro “Rankings e estatísticas”,
em “Fundos de investimento”.
IDTR: Pode ser consultado no site da
Federação Nacional das Empresas de
Seguros Privados e de Capitalização
(Fenaseg), www.fenaseg.org.br. Clicar na
barra “Serviços” e, posteriormente, em
FAJ-TR. Selecionar o ano e o mês desejados.
ÍNDICE DE PREÇOS: Outros indicadores
podem ser consultados nos sites da
Fundação Getulio Vargas (FGV, www.fgv.br),
do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE, www.ibge.gov.br) e da
Andima (www.andima.com.br)
Aeroportos terão alimentos com preço tabelado
Infraero licitará lanchonetes. Produtos vendidos nas lojas dos terminais custam o triplo do cobrado na cidade
RENNANSETTI
rennan.setti@oglobo.com.br
Nos terminais do Galeão e do
Santos Dumont, o passageiro
que vai fazer um lanche antes
de pegar o avião tem a sensa-
ção de que os preços já decola-
ram e estão suspensos nas al-
turas. Produtos vendidos nas
lojas dos aeroportos do Rio
chegam a custar o triplo do
que é cobrado em shoppings e
lanchonetes da cidade. Com a
chegada das classes C e D ao
saguão de embarque, a Infrae-
ro decidiu agir para que os no-
vos passageiros possam pagar
pelo sanduíche: até o fim do
ano, 11 aeroportos do país, en-
tre eles os cariocas, terão uma
lanchonete “popular”, com
preços baixos e controlados.
São vários os exemplos de
preços estratosféricos. À espe-
ra do voo para Porto Alegre,
Maria Anália Damasceno de-
sistiu de comer um quindim: o
doce custava R$ 9 no Santos
Dumont. Ela preferiu pagar R$
14 em um misto quente e um
refrigerante, achando caro:
— Estou acostumada a com-
prar o quindim por R$ 4,50 lá
na minha cidade.
No Terminal 2 do Galeão, um
pote de 415 gramas do sorvete
Häagen-Dazs sai por R$ 42, en-
quanto pode ser encontrado
por R$ 19,90 no shopping Rio-
Sul. Um pão de queijo grande
custa R$ 4 no saguão de em-
barque, mas é vendido por R$
2,70 em uma franquia da mes-
ma rede no Centro.
A Associação Nacional de
Concessionárias de Aeropor-
tos (Ancab) afirma que as lojas
têmcusto mais alto por funcio-
narem 24 horas por dia, com
logística de abastecimento
complexa e em área de segu-
rança aeroportuária.
LICITAÇÃO NO RIO ESTE ANO
A solução da Infraero foi licitar
espaços para lanchonetes com
preços baixos e tabelados. O
concessionário é obrigado a
cumprir o preço estipulado
por umano. Aofimdoperíodo,
a Infraero avalia a possibilida-
de de reajuste. A ideia é intro-
duzir o modelo nas cidades-
sede da Copa de 2014.
No Aeroporto Internacional
Afonso Pena, em Curitiba,
uma delas começou a funcio-
nar há algumas semanas. Lá,
uma lata de refrigerante não
pode custar mais de R$ 3,20
(no Galeão, sai por R$ 4,50 ho-
je). A cesta de produtos com
preços regulados tem 15 ali-
mentos. O pregão para a loja
de Natal acontece amanhã. Na
quinta-feira é a vez de Recife, e
na sexta, de Fortaleza. Os
leilões de Congonhas (São
Paulo) e Salvador sairão ainda
este mês. Oprocesso licitatório
para os aeroportos do Rio e o
de Porto Alegre deve ser con-
cluído ainda este ano. l
FERNANDO QUEVEDO/18-4-2012
Semmovimento. Praça de alimentação do Galeão durante a madrugada
Product: OGlobo PubDate: 07-08-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_Z User: Asimon Time: 08-06-2012 22:08 Color: CMYK
Luxo imobiliário 1
Recém-chegada ao Brasil, a
americana Coldwell Banker,
de franquia imobiliária,
lança a Previews até o fim do
ano. Vai investir R$ 5
milhões para implementar a
marca, que venderá imóveis
de luxo. A previsão é abrir
dez imobiliárias em 2013.
Luxo imobiliário 2
A JTavares, também de
imóveis de luxo, vai
inaugurar filiais em
Copacabana, Flamengo e
Recreio no último trimestre
deste ano. É investimento de
R$ 3 milhões. Hoje possui
30% de participação no
mercado de alto padrão do
Rio. Quer chegar a 70%.
Saúde
A Clínica Sinte, de terapias
alternativas, vai inaugurar
sua 1ª unidade no Centro
Médico do Bangu Shopping.
É investimento de R$ 35 mil.
O Laboratório Sérgio Franco
e a Clínica do Sono também
chegarão ao espaço da Zona
Oeste ainda este ano.
Casa própria
Correspondente imobiliário
da Caixa na Zona Oeste, a
Estrutura fechou o mês
passado com 600 escrituras e
contratos de financiamento
de casa própria. A meta é
chegar ao fim do ano com
2.960 documentos assinados,
no total. A estimativa é ter R$
630 milhões em negócios.
Terça-feira 7. 8. 2012 l Economia l O GLOBO l 25
Aporte de R$ 200 milhões em Itaboraí
A Argo, do setor de
shoppings, apresenta o
projeto do Itaboraí Plaza
(foto) a potenciais lojistas de
hoje a 5ª, no Rio. Previsto
para o 2º semestre de 2013, é
investimento de R$ 200
milhões. Reunirá 200 lojas,
seis salas de cinema
Multiplex, duas torres de
escritórios e hotel. Lojas
Americanas, C&A, Leader,
Renner e Riachuelo terão
unidades. Além de Porcão e
Garcia & Rodrigues. O
complexo incluirá ainda um
hipermercado de oito mil
m². A área bruta locável bate
34 mil m². A Argo aposta na
expansão da região, puxada
pela construção do Comperj
e do Arco Metropolitano.
Carlos Frederico Youssef,
que deixou a BRMalls, será
um dos responsáveis pelo
lançamento. Ele é sócio da
Argo, ao lado de Antonio
Arbex e Hugo Matheson.
REPRODUÇÃO
-BRASÍLIA- Depois das operadoras de tele-
fonia, o governo se volta para as insti-
tuições financeiras. A recém-criada Se-
cretaria Nacional do Consumidor (Se-
nacon), do Ministério da Justiça, notifi-
cou dez grandes bancos pela suposta
cobrança abusiva da tarifa de cadastro
para abertura de crédito de clientes que
já são correntistas na hora da compra
de um carro. Devido ao aumento das
reclamações nos Procons, o governo
exigiu que as instituições prestem es-
clarecimentos emdez dias. Foramnoti-
ficados Banco do Brasil, Itaú, Bradesco,
Votorantim, Volkswagen, Gmac, HSBC,
Safra, Honda e Santander. O diretor do
Departamento de Proteção e Defesa do
Consumidor do Ministério da Justiça,
Amaury Oliva, disse que os bancos de-
verão informar o valor da tarifa e em
que situações ela é cobrada. Segundo
ele, caso haja irregularidades, as multas
podem chegar a R$ 6 milhões:
— Há uma discrepância enorme so-
bre os valores cobrados. A diferença,
muitas vezes, é superior a 100%.
A Senacon abriu a investigação com
base na resolução 3.919 do Banco Cen-
tral (BC), que permite ao banco cobrar
tarifa de cadastro no início da relação
com o cliente, para efetuar pesquisas
em serviços de proteção ao crédito.
Mas, para o presidente do Instituto Bra-
sileiro de Estudo e Defesa das Relações
de Consumo (Ibedec), José Geraldo
Tardin, essa tarifa não poderia ser co-
brada, já que não cobre um serviço pa-
ra o cliente, e sim para o banco.
— A resolução do BC não sobrepõe o
Código de Defesa do Consumidor —
disse Tardin. — Muitas vezes, são taxas
de R$ 300 ou R$ 400 ou até mesmo su-
periores a mil reais.
O BB informou em nota que não co-
bra tarifa de cadastro para abertura de
crédito na aquisição de veículos e que
informará isso à Senacon. Já o Itaú dis-
se que alguns clientes fecham o finan-
ciamento de veículos diretamente na
concessionária, em vez de procurar a
agência em que têm conta.
Em nota, o Bradesco confirmou ter
sido notificado e disse que prestará os
esclarecimentos. Tanto Votorantim co-
mo Santander afirmaram que as tarifas
seguem normas do BC. O banco da
Volkswagen disse estar analisando a
notificação. O da Honda disse que pas-
sará os dados à Senacon. Procurados,
Gmac, HSBC e Safra não se manifesta-
ram até o fechamento desta edição. l
Governo interpela bancos por
taxa no financiamento de carro
Instituições têm10 dias para prestar esclarecimentos sobre tarifa
CRISTIANE BONFANTI
cristiane.bonfanti@bsb.oglobo.com.br
GABRIELA VALENTE
valente@bsb.oglobo.com.br
Bovespa tem maior alta em quase 3 meses
Otimismo comBC
Europeu anima
mercados; dólar sobe
-RIO E BRASÍLIA- A expectativa de
que o Banco Central Europeu
compre títulos públicos de pa-
íses endividados da zona do
euro levou otimismo ao mer-
cado e fez os investidores re-
tornarem às aplicações de ris-
co. A Bolsa de Valores de São
Paulo (Bovespa) subiu 1,90%,
aos 58.344 pontos, peloIboves-
pa, seu principal índice, maior
patamar desde 11 de maio.
Odólar comercial fechou em
alta de 0,05%, a R$ 2,030, prati-
camente estável. Para Rodrigo
Trotta, do banco Banif, a moe-
da volta a subir quando chega
perto de R$ 2, porque o merca-
do opera sob uma banda infor-
mal de R$ 2 a R$ 2,10.
As ações preferenciais (PN,
sem direito a voto) da Eletro-
paulo tiveram a maior queda
do Ibovespa, de 3,33%, depois
da divulgação de queda nos lu-
cros na sexta-feira e de que vai
suspender o pagamento de di-
videndos até o começo de
2013. Siderúrgicas cujas ações
sofreram bastante ao longo do
ano, como Usiminas e CSN, ti-
veram as maiores altas. A ação
ordinária (ON, com voto) da
CSN subiu 7,47%, enquanto
Usiminas PNA ganhou 7,85%.
PREVISÃO DE MAIS INFLAÇÃO
No Brasil, especialistas estão
refazendo seus cenários. Na
pesquisa feita semanalmente
pelo Banco Central com eco-
nomistas, a previsão para a ex-
pansão da atividade econômi-
ca caiu de 1,9%para 1,85%. Já a
estimativa para o IPCA subiu
pela quarta semana consecuti-
va, chegando a 5%. Na semana
passada, era de 4,98%.
Em consequência, os analis-
tas apostam que o corte na ta-
xa básica de juros (Selic) será
mais acentuado do que o pre-
visto. A previsão para dezem-
bro caiu de 7,5% para 7,25% ao
ano. Hoje, os juros básicos da
estão em8%ao ano. As apostas
para a inflação ainda estão
dentro da margem de dois
pontos percentuais de tolerân-
cia do centro da meta, de 4,5%.
— Os economistas reduzi-
ram a previsão para a Selic
mesmo com alta de inflação,
porque entendemque o gover-
no tem uma nova postura que
privilegia o crescimento —
analisou o economista do Ban-
co Espírito Santo (BES) Flávio
Serrano. (Daniel Haidar e Ga-
briela Valente) l
Poupança tem captação recorde em julho
Depósitos superamsaques
emR$ 8,3 bi. No
trimestre, são R$ 19,6 bi
-BRASÍLIA- Desde que o governo anunciou
mudanças no cálculo da rentabilidade
da caderneta de poupança, em maio, a
captação líquida da aplicação só tem
aumentado, quebrando recorde sobre
recorde. Emjulho, os depósitos supera-
ram os saques na caderneta em R$ 8,3
bilhões: o melhor resultado para o mês
na série histórica do Banco Central
(BC), iniciada em 1995. Nos últimos
três meses, a captação líquida chegou a
R$ 19,6 bilhões —83%do resultado dos
primeiros sete meses deste ano.
Segundo especialistas, está havendo
uma migração de aplicações financei-
ras de fundos de investimento para a a
caderneta, porque esta ficou mais atra-
ente. Os fundos perderam rentabilida-
de desde que o BCcomeçou a baixar os
juros, no ano passado. Amudança visa-
va justamente a evitar essa cor-
rida para a poupança, porque
os fundos têm papéis da dívida
pública brasileira. A decisão —
considerada delicada, tendo
em vista o fantasma do confis-
co nos anos 90 — abriu cami-
nho para o BC continuar a cor-
tar os juros. Sem a mudança, a
caderneta ficaria ainda mais
vantajosa frente aos fundos.
Desde 4 de maio, os novos
depósitos não são corrigidos
pela fórmula de 6% ao ano
mais taxa referencial (TR) toda
vez que a Selic ficar igual ou
abaixo de 8,5% ao ano — hoje está em
8%. Comisso, a caderneta rende 70%da
Selic mais TR. Analistas projetam que a
taxa feche o ano em 7,25%.
— Isso vai fazer com que o investidor
pequeno continue a sacar seu dinheiro
dos fundos para investir na poupança
— prevê o vice-presidente da
Anefac, Miguel Oliveira.
Essa migração, porém, ainda
não afetou a captação líquida
dos fundos, que no semestre re-
gistrou recorde de R$ 74,4 bi-
lhões — segundo a Associação
Brasileira das Entidades dos
Mercados Financeiros e de Ca-
pitais (Anbima, o maior volume
para operíododesde oinícioda
série histórica, em 2002. Olivei-
ra espera que todas as aplica-
ções tenhamresultados melho-
res no segundo semestre. Mas
ele prevê que quem não conse-
guir taxas de administração menores
correrá para a poupança a cada corte
de juros anunciado pelo BC. (Gabriela
Valente) l
83%
DO SALDO DA
POUPANÇA
Referem-se a
depósitos
feitos nos
últimos três
meses
U
Números
Hoje
naweb
oglobo.com.br/economia
l BLOG: Visão de Mercado
analisa prejuízo da Petrobras
l NO TWITTER:
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Acompanhe todas as notícias da
área econômica
l VÍDEO: Seca afeta produção de
milho nos EUA
l TEMPO REAL: Acompanhe as
oscilações do Ibovespa e do dólar
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26 l O GLOBO l Economia l Terça-feira 7. 8. 2012
PEDRO
DORIA
| |
pedro.doria@oglobo.com.br
E a Apple se deu mal
N
ão importa qual a decisão do júri na disputa
entre Apple e Samsung. A derrotada final já é
a Apple. A empresa vive de mistério. Ela é res-
ponsável por alguns dos produtos tecnológicos mais
bem concebidos à venda nas prateleiras das lojas de
eletrônicos. Mas muito de sua mística está no ingredi-
ente secreto, este quê de gênio que um dia foi visto
como responsabilidade de Steve Jobs e, nos últimos
meses, passou a ser atribuído ao time de especialistas
que ele montou. Os processos da Apple estão sendo
expostos publicamente. E, exposta assim, a Apple pa-
rece uma empresa como qualquer outra.
Este processo é importante porque vai além da
questão empauta. Não é sobre se Samsung copiou ou
não iPhone e iPad para desenvolver a linha Galaxy de
celulares e tablets. Nos últimos anos, as empresas do
Vale do Silício vêm se munindo de patentes e mais
patentes. Todo mero detalhe tecnológico é patentea-
do, e patentes registradas são compradas no mercado
paralelo. Tudo serve de munição para conter a con-
corrência. Mas este é o primeiro caso grande em que
estas patentes são postas à prova. E o resultado é que
o juiz não se contentou com o registro. A Apple está
sendo obrigada a mostrar o quanto trabalhou e o
quanto investiu para desenvolver suas tecnologias.
Trabalhou muito. Mas preferia que os detalhes de
seus processos não viessem à tona.
Steve Jobs falou publicamente, mais de uma vez,
que considerava a ideia de um tablet de 7 polegadas
bobagem. Nos documentos internos da empresa está
a prova de que ele, quando vivo, já considerava a
ideia. Jobs dizia tambémque o consumidor não sabia
o que desejava, que a Apple entendia suas necessida-
des e a partir daí criava. Há de ter algo de verdade nis-
so. Mas, como qualquer outra empresa, a Apple estu-
dava com dedicação os produtos da concorrência,
admirando suas qualidades. E fazia, como ainda faz,
pesquisas de mercado. Agora, a empresa luta para
manter em segredo os
detalhes sobre as pes-
quisas. O juiz se mostra
pouco receptivo.
Nada disso muda o
fato de que é uma em-
presa competente. Tira
apenas a mística na ba-
se de seu marketing. Os
produtos são bons por
causa de trabalho duro
e uma consciência pre-
cisa sobre erros e acer-
tos da concorrência.
Para quem sempre
deu a entender que agia
solitária, alheia ao mer-
cado lá fora, toda essa
informação vindo a pú-
blico se transforma
num problema de ima-
gem. Problema dela.
Enquanto isso, este jul-
gamento está tornando obsoletas as coleções à venda
nas livrarias de livros de autoajuda empresarial que
prometem explicar como a Apple funciona. Um bom
jornalista, daqui a alguns meses, poderá publicar
uma obra muito mais detalhada.
E, neste meio tempo, muitas empresas terão de re-
pensar se a ideia de processar a concorrência com
base empatentes discutíveis é mesmo boa estratégia.
_
Uma história de terror
Esta é para dar medo. Na última sexta-feira, um
hacker fingindo ser o jornalista Mat Honan, da Wired,
ligou para o suporte técnico da Apple. Do outro lado
da linha, a moça fez várias perguntas. Como havia
pesquisado sobre o repórter na web, o rapaz sabia al-
gumas das respostas. Foi o suficiente para conseguir
uma senha provisória para a conta de iCloud, o servi-
ço de e-mail e nuvem da empresa.
Ao entrar na conta, de presto o hacker deu ordem pa-
ra que o iPhone, o iPad e o notebook de Mat se apa-
gassem. Este comando serve para que apaguemos à
distância os dados sensíveis de equipamento que
perdemos. Quando a vítima percebeu e tentou aces-
sar o e-mail, não conseguiu. Sua senha era inválida.
Mat ainda tentava entender o que acontecia enquan-
to o hacker pedia que seuGmail enviasse para a conta
de e-mail da Apple a senha ‘esquecida’. Máquinas
apagadas, contas de e-mail perdidas, o hacker já con-
trolava o Twitter.
Poderia ter sido muito pior. Backup e senhas comple-
xas são, afinal, apenas o menor dos cuidados que de-
vemos ter. Nossa vida digital é muito mais frágil do
que desconfia nossa vã filosofia. l
No caso que move contra a Samsung,
está sendo obrigada a tornar públicos
todos seus processos secretos
twitter: @pedrodoria
Digital &Mídia
_
1
O juiz diz que não basta à
Apple mostrar patentes.
Precisa mostrar o quanto
trabalhou nos produtos.
2
Com medo da exposição de
seus métodos, empresas
evitarão processar
baseadas em patentes.
3
Menos genialidade, muita
pesquisa e análise da
concorrência: este é o real
segredo da Apple
U
Os pontos-chave
SEGUNDA-FEIRA: Garimpo Digital TERÇA-FEIRA: Games e Pedro Doria QUARTA-FEIRA: Mobilidade
QUINTA-FEIRA: Redes Sociais SEXTA-FEIRA: Multimídia SÁBADO: Cora Rónai
| Digital emídia |
Samsung dá US$ 300 pela
troca de celular por Galaxy
A Samsung está fazendo uma
oferta rara em seu site Sam-
sung Upgrade (www.samsun-
gupgrade.com): “Compre um
novo smartphone Samsung e
receba até US$ 300 pelo seuce-
lular velho. O upgrade é sim-
ples. Você receberá uma cota-
ção, comprará seu smartpho-
ne Samsung e enviará seu ce-
lular antigo para nós pelo cor-
reio dentro de 30 dias. Você re-
ceberá umcheque pelo correio
como reembolso. E se você já
tiver comprado um novo
smartphone Samsung, tenha à
mão a prova de compra”, diz o
site. A empresa oferece plano
especial para quem tiver com
seis ou mais telefones.
O usuário precisa informar
se vai usar o novo aparelho no
trabalho, além de marca, mo-
delo e operadora de seu celu-
lar velho. Deve dizer ainda se o
aparelho antigo está funcio-
nando, se houve dano decor-
rente de líquido ou corrosão, e
se a tela está danificada.
Um usuário dono de um iP-
hone 4S 64GB funcionando re-
ceberá os US$ 300 integrais.
Outros modelos recebem
reembolsos menores: iPhone 4
16GB, US$ 165; Samsung Exhi-
larate, US$ 175; e Motorola
Droid 2, só US$ 20.
A oferta da Samsung vale só
para os EUA e se o novo
smartphone for Samsung Ga-
laxy S III (US$ 199 com plano
da AT&T), Galaxy II (US$
129,99 com plano da U.S. Cel-
lular em Chicago) ou Galaxy
Note (US$ 249,99 da AT&T). l
CARLOS ALBERTOTEIXEIRA
cat@oglobo.com.br
Hoje naweb
oglobo.com.br/digitalemidia
l CONCORRENTE: Nokia vai lançar aparelho com Windows Phone 8
antes do iPhone 5
l NO TWITTER: twitter.com/digitalemidia
Acompanhe as últimas notícias sobre tecnologia
O
Kinect — aparelho original-
mente criado pela Microsoft
para o Xbox com sensores
que permitem jogar games
usando apenas as mãos e o resto do
corpo, semjoysticks —chegou aos hos-
pitais. Desenvolvido por especialistas
em tecnologia da Amil, um aplicativo
baseado no gadget está sendo usado
pela primeira vez no Rio, no Hospital
Pasteur, no Méier, emcirurgias para au-
xiliar os médicos.
— O objetivo é que o cirurgião, en-
quanto opera, não precise manusear
diretamente nenhum material de diag-
nóstico, mantendo a esterilização ao
máximo — explica a ortopedista Lilian
Dias, coordenadora do Centro Cirúrgi-
co do Hospital Pasteur. — Com a ajuda do
aplicativo e do Kinect, é possível acessar
imagens de exames apenas movendo as
mãos à distância. Também obtemos ima-
gens durante a cirurgia, que entram no
sistema emminutos e permitemavaliar se
é preciso algum ajuste no procedimento.
O Kinect utilizado com o aplicativo foi
adaptado para um PC comum e ligado a
uma televisãode alta definiçãocom40 po-
legadas. Vários botões virtuais no software
levam a funções como zoom, procura por
exames e densidade da imagem (por
exemplo, quando se necessita ver o nível
ósseo num paciente ou determinada área
muscular).
— Usamos o kit de desenvolvimento do
Kinect, liberado há algum tempo pela Mi-
crosoft, para desenvolver o sistema, que é
conectado à rede do hospital — explica
Áureo Siqueira, coordenador de Imagem
da Amil. —Criamos uma espécie de ja-
nela de posição para que o médico não
precise se mexer muito durante a cirur-
gia, usando basicamente mãos e bra-
ços para acessar os exames.
ORTOPEDIA E NEUROLOGIA BENEFICIADAS
Segundo a Lilian, a ortopedia e a neu-
rologia são as especialidades médicas
que mais se valem da novidade.
—Otreinamento no uso do Kinect se
estende a toda a equipe, inclusive os
enfermeiros, pois proporciona maior
assepsia — diz. — Além disso, o apare-
lho representa um ganho de pelo me-
nos meia hora em cada cirurgia, o que
é valioso para o paciente, que fica me-
nos tempo exposto.
Segundo a ortopedista, não há custos
adicionais para o paciente no uso do
equipamento durante as cirurgias. l
Kinect vai além dos jogos
Sistema da Microsoft é usado por médicos para acessar exames durante as cirurgias
UBIRAJARA R. CHAVES/DIVULGAÇÃO
Versatilidade. Criado para games, o Kinect ajuda a médica Lilian em suas cirurgias. O aparelho é conectado a um PC e uma televisão de 40 polegadas
PLANTÃOMÉDICO
ANDRÉ MACHADO
amachado@oglobo.com.br
Usuários terão que
acessar aplicativo pelo
navegador Safari
-SÃO FRANCISCO- A nova versão do
software da Apple para seus iP-
hones e iPads não vai incluir
configuração para o popular
site de vídeo YouTube, da Goo-
gle, anunciouontema Apple. A
medida é o sinal mais recente
da forte rivalidade entre as du-
as empresas, e se soma à deci-
são recente de tirar de seus dis-
positivos o software de mapas
da Google.
“Nossa licença para incluir a
aplicação do YouTube no iOS
expirou”, disse ontem a Apple
em comunicado. “Os clientes
podem usar o YouTube pelo
buscador Safari e a Google está
trabalhando para disponibili-
zar um novo aplicativo YouTu-
be na loja de aplicativos”.
A Google não comentou a
decisão da Apple. O anúncio
ocorre num momento em que
a Apple pôs à prova ontem o
software iOS 6, que, pela pri-
meira vez, não incluiua aplica-
ção do YouTube. A versão final
do iOS 6 será apresentada no
próximo trimestre. l
Apple não
incluirá YouTube
no iOS 6 para
celular e tablet
Tradicional fabricante de
TVs, deve passar a
produzir só componentes
-TÓQUIO- Com problemas de cai-
xa, a tradicional fabricantes de
televisores japonesa Sharp po-
de estar com os dias contados.
De acordo comanalistas do se-
tor, à companhia restaria ape-
nas uma opção: abandonar a
fabricação de bens eletrônicos
de consumo e aceitar um futu-
ro menos nobre, como fabri-
cante de componentes para a
parceira taiwanesa Hon Hai
Precision Industries, fornece-
dora da Apple.
Fabricante pioneira dos tele-
visores LCD, a Sharp está em
dificuldades e depende para
sobreviver do apoio dos ban-
cos japoneses Mizuho Financi-
al Group e Mitsubishi UFJ Fi-
nancial Group. Uma fonte nos
principais bancos da Sharp
afirmou à agência de notícias
Reuters que as instituições fi-
nanceiras podem insistir, em
troca de apoio, que a empresa
faça uma associação mais es-
treita com a Hon Hai, e venda
as operações relacionadas a
LCD para levantar caixa. l
Em crise, Sharp
pode mudar de
ramo para
sobreviver
Product: OGlobo PubDate: 07-08-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_AB User: Asimon Time: 08-06-2012 22:01 Color: CMYK
Terça-feira 7. 8. 2012 O GLOBO l 27
Mundo
GUERRACIVILEMEXPANSÃO
_
Indícios de
implosão síria
Há menos de dois meses no cargo, premier
deserta e entra na ‘revolução da liberdade’
GORAN TOMASEVIC/REUTERS
Guerrilha. Combatente do Exército Livre da Síria observa a posição das forças de Assad em Salah al-Din, em Aleppo
-DAMASCO- Quando figuras da oposição comemo-
raram, o governo de Bashar al-Assad se apres-
sou em dizer que tratava-se de uma demissão.
Mas tão logo chegou à vizinha Jordânia numa
operação montada em coordenação com a dis-
sidência armada do Exército Livre da Síria
(ELS), o primeiro-ministro Riyad Farid Hijab
anunciou sua deserção. No cargo há menos de
dois meses, Hijab fugiu do regime baathista
comoutros dois ministros e três militares de alta
patente. Os ministros seriam os da Saúde, Wael
Nader al-Halqi, e dos Transportes, Faysal Abbas
— mas esses nomes não foram oficialmente
confirmados até a noite de ontem.
Enquanto guerrilhas tomam de as-
salto as ruas de Aleppo e bombas as-
solama população civil de Damasco,
a deserção, a maior registrada até
agora, joga umpouco de luz sobre os
bastidores do governo sírio nos últi-
mos meses e eleva a 41 o número de
políticos e diplomatas que deixaram
seus postos. E faz crescer, ainda, a ex-
pectativa de que o regime imploda
sozinho, quando os aliados alauitas
de Assad decidiremlhe dar as costas.
Hijab, da província de Deir el-Ezzor,
era integrante do Partido Baath des-
de 1998 e, como a maioria dos suni-
tas no governo majoritariamente
alauita, como os Assad, não tinha, de
fato, muito poderes nas mãos.
CNS: 15 NOMES AGUARDAM A FUGA
“Eu anuncio hoje minha deserção do
regime assassino e terrorista e anun-
cio que me uni ao grupo da revolu-
ção da liberdade e dignidade. A par-
tir de hoje sou um soldado nesta
abençoada revolução”, afirmou o premier, atra-
vés de um comunicado.
Ele recorreu a um porta-voz, Mohamed Atri,
para se comunicar. Da Jordânia, Hijab deve se-
guir para o Qatar, de onde pretende atuar na
dissidência. Comele, deixarama Síria dez famí-
lias — as de seus sete irmãos e duas irmãs. A
operação para remover tantas pessoas entre os
100 kmque separamDamasco da fronteira com
a Jordânia era arriscada, sobretudo para o pri-
meiro-ministro, cercado por 45 seguranças de-
pois que um atentado a bomba matou quatro
altos integrantes da cúpula de segurança do re-
gime, em Damasco. Atri contou apenas que tu-
do foi planejado com dois meses de antecedên-
cia, com a ajuda da dissidência armada. E fez,
ainda, uma revelação: o premier, um ex-minis-
tro da Agricultura, foi coagido a aceitar o cargo.
— A ele foram dadas duas opções: aceitar o
posto de primeiro-ministro ou ser morto. Mas
ele tinha uma terceira opção em mente, plane-
jar a própria deserção para dar um golpe no re-
gime, de dentro. O regime só fala uma língua, a
do sangue — disse o porta-voz.
O presidente do Conselho Naci-
onal Sírio(CNS), Abdel Basset Sai-
da, comemorou a deserção e ob-
servou que o regime sírio está im-
plodindo. Integrantes do grupo,
aliás, dizem ter nas mãos uma lis-
ta com os nomes de 15 políticos e
diplomatas sírios prestes a deser-
tar. Eles estariam apenas aguar-
dando auxílio logístico dos oposi-
tores para sair do país em segu-
rança. A avaliação otimista do
CNS foi partilhada pelo governo
americano, onde o porta-voz da
Casa Branca, Jay Carney, declarou
que Assad “está perdendo o con-
trole” da situação.
— Ainda não é um golpe fatal a
Assad porque, em comum, todos
os desertores têm o fato de serem
sunitas. As deserções ainda não
chegaram aos alauitas — lem-
brou, porém, o jornalista britâni-
co Robert Fisk à rede al-Jazeera. —
Assad ainda tem capacidade de nomear suces-
sores. Mas foi um golpe contra o baathismo. O
Partido Baath sempre pregou o nacionalismo e
a participação de todas as religiões no governo,
mas a Síria está, oficialmente, se transformando
num governo somente de alauitas.
Mas, em Damasco, o regime deu uma outra
versão para os fatos. Segundo a agência estatal
Sana, Hijab foi demitido. Para o lugar dele, foi
nomeado interinamente o até agora vice-pri-
meiro-ministro Omar Galawanji. Apesar de mi-
nimizar o golpe, o ministro sírio da Informação,
Omran al-Zoubi, admitiu as perdas. De acordo
comele, a Síria é um“Estadoinstitucional e a vi-
agem de algumas personalidades, ainda que de
alto escalão, não atingirão o Estado sírio”.
— Todos sabem do volume de desinformação
e fabricação (de notícias) desses canais — disse
al-Zoubi. — A Síria está bem e vai continuar as-
sim. Não há razão alguma para preocupações.
O ministro também se esforçou para minimi-
zar os efeitos de um atentado a bomba contra a
TV estatal em Damasco. Ao menos três funcio-
nários ficaram feridos — em um dia onde a vio-
lência armada fez 155 vítimas em todo o país.
As articulações anti-Assad ontem se concen-
traram fora da Síria. Um mês após desertar da
embaixada síria na Armênia, o ex-diplomata
Hosam Hafez anunciou a criação de um grupo
intitulado Diplomatas Sírios por umEstado De-
mocrático e Civil visando a um novo governo
que, segundo ele, represente o povo sírio. l
AP/5-8-2012
Coagido. Hijab (no centro) comanda uma reunião do Gabinete sírio sob o retrato de Bashar al-Assad em Damasco
OUTROS SUNITAS JÁ
MUDARAM DE LADO
MANAF TLASS: O
brigadeiro-general, de
47 anos, ocupava um
posto de comando na
Guarda Republicana e
era amigo de infância
de Bashar al-Assad.
Desertou oficialmente
no início de julho após
passar um ano afastado de suas funções,
insatisfeito com a repressão militar. Ele
preferia uma estratégia que envolvesse
diálogo com a oposição e já se disse pronto
para trabalhar no pós-Assad.
NAWAF AL-FARES:
Embaixador sírio no
Iraque, deixou o posto
uma semana após
Tlass, tornando-se o
primeiro desertor nas
fileiras diplomáticas.
Natural da província
de Deir el-Ezzor,
ocupou postos
importantes no regime do Partido Baath
desde o governo de Hafez al-Assad, tendo
sido governador de três províncias. Tinha
fortes ligações com a cúpula dos serviços de
segurança.
MOHAMMAD FARES:
Anunciada no fim de
semana, a deserção
desse general de 62
anos foi um forte
golpe moral. Primeiro
astronauta sírio, Fares
é tido como um herói
nacional. Participou
do programa espacial russo e foi à estação
espacial internacional Mir em 1987, de onde
conversou, por vídeo, com o então
presidente Hafez al-Assad.
U
Memória
AFP/26-7-2012
AFP
REPRODUÇÃO
CONSTITUIÇÃO: Sob a
promessa de reformas,
uma nova Carta Magna
que acabava com a
supremacia do Partido
Baath foi votada em
referendo realizado
em 26 de fevereiro
ELEIÇÕES: Em 7 de
maio, violência faz a
oposição boicotar as
eleições parlamentares
PREMIER: Assad nomeia
o sunita Riyad Farid
Hijab seu novo
primeiro-ministro
em 23 de junho
U
Cronologia
N
o emaranhado de informações de-
sencontradas sobre oconflitona Sí-
ria, o governo russo se viu forçado
ontem a ir a público para desmen-
tir uma série de mensagens no Twitter que fi-
cou pouco tempo no ar, tinha poucos indícios
de ser verdadeira, mas rapidamente se espa-
lhou. Aconta, atribuída ao ministro do Interi-
or, Vladimir Kolokoltsev, citava o embaixador
russo em Damasco dizendo que Bashar al-
Assad estaria morto.
Pouco depois das mensagens, que reporta-
vamtambéma morte de Asma, mulher de As-
sad, a própria conta (@MiniInterRussia) admi-
tiu ser falsa e criada, há apenas três dias, por um
jornalista italiano. O governo russo disse que
Kolokoltsev é umusuário ativo da internet, mas
jamais teve um perfil no Twitter.
A controvérsia coincidiu com a confirmação
da agência de notícias Reuters, no domingo, de
que um de seus endereços no Twitter, o @Reu-
tersTech, com 17 mil seguidores, fora invadido
por hackers. A conta foi suspensa após publicar
mensagens falsas relacionadas ao conflito sírio.
Uma das mais de 20 mensagens dizia que os
rebeldes preparavam uma retirada de Aleppo.
Outras afirmavam que o regime estava comba-
tendo uma insurgência apoiada pela comuni-
dade internacional e que um espião francês
havia sido capturado. “Mais cedo, @Reuters-
Tech foi hackeado e mudado para @Reuters-
ME”, disse a agência em seu perfil principal.
“A conta foi suspensa e está sob investigação”.
Oataque foi o segundo contra a Reuters pa-
ra espalhar notícias falsas sobre o conflito. Na
sexta-feira, a agência teve de tirar temporari-
amente do ar parte de seu site depois que um
blog foi invadido e publicou, no mesmo tom
das mensagens colocadas no Twitter, que os
rebeldes estariam enfrentando derrotas em
Aleppo. O post, que ficou seis horas no ar,
apresentava uma entrevista com Riad al-Asa-
ad, coronel do Exército Livre da Síria. l
Dedo no gatilho do Twitter
Conta falsa de ministro anuncia morte de Assad e obriga governo russo a ir a público desmentir
ESCARAMUÇAS VIRTUAIS
-MOSCOU-
Product: OGlobo PubDate: 07-08-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_AC User: Asimon Time: 08-06-2012 21:44 Color: CMYK
28 l O GLOBO l Mundo l Terça-feira 7. 8. 2012
A
campanha de Hugo Chá-
vez por mais seis anos no
poder na Venezuela ga-
nhou neste fim de semana
um cabo eleitoral hollywoodiano e,
além disso, vencedor de dois Oscar:
o ator, diretor e roteirista Sean Penn,
de quem é amigo.
Ele participou de um comício em
Valencia, anteontem, na que já é
considerada a campanha mais árdua
do presidente. No comando do país
há mais de uma década e criticado
pela ONG Human Rights Watch por
abuso de poder, o presidente tem,
segundo pesquisas, vantagem de
dois dígitos sobre Henrique Capriles.
— Somos todos americanos, eles (ci-
dadãos dos EUA) são do Norte e nós, do
Sul — disse Chávez, dirigindo-se de-
pois a Penn — Muito obrigado por nos
visitar de novo, caro amigo.
Penn subiu no caminhão, abraçou o
presidente e acenou ao público, mas
não falou. Em fevereiro, o artista já ha-
via atacado as críticas de membros do
Partido Republicano a Chávez.
Vencedor de dois Oscar pela atuação
em “Sobre meninos e lobos” (2003) e
“Milk” (2008), Penn é conhecido pelo
ativismo social e político. Ele criouuma
fundação para ajudar na reconstrução
do Haiti e apoia a soberania argentina
sobre as Ilhas Malvinas.
O ator é uma das poucas personali-
dades americanas de fácil trânsito jun-
to a Chávez. No ano passado, empe-
nhou-se pessoalmente na libertação
de dois alpinistas presos no Irã. Voou
para a Venezuela e pediu que o presi-
dente intercedesse junto ao equiva-
lente iraniano, Mahmoud Ahmadine-
jad. Chávez disse que se Penn fosse
nomeado embaixador dos EUA em
Caracas o impasse diplomático entre
os dois países estaria resolvido.
Washington hoje mantém apenas um
encarregado de negócios no país. l
Umchavista de Hollywood
Sean Penn participa de comício em Valencia na campanha mais difícil do presidente
REUTERS/5-8-2012
Emcampanha. Sean Penn (de branco) participa de comício eleitoral com Chávez
CABOELEITORAL
-CARACAS-
-OAK CREEK, ESTADOS UNIDOS- Um dia
depois do massacre no templo
sikh de Oak Creek, que deixou
sete mortos —incluindo o pró-
prio atirador —e três feridos, a
polícia identificou o autor do
crime como Wade Michael Pa-
ge, um ex-militar de 40 anos,
com participação em movi-
mentos de supremacia racial e
fundador de uma banda neo-
nazista. As autoridades ainda
não divulgaram a motivação
do crime, mas o perfil do cri-
minoso reforça as suspeitas de
crime de ódio.
Apolícia descartou a presen-
ça de um segundo atirador,
mas continua procurando um
homem visto no local para in-
terrogatório. Page cometeu o
crime com uma pistola 9mm
comprada legalmente. Ele vi-
via a cerca de dez quilômetros
do templo, em Cudahy, numa
casa alugada recentemente.
Nos últimos anos, teve mais de
20 endereços em vários esta-
dos, como Wisconsin, Carolina
do Norte, Colorado, Califórnia
e Texas. Seus ex-vizinhos o
descrevem como um homem
recluso, “nem um pouco ami-
gável”, com uma cicatriz no es-
tômago e uma tatuagem em
referência ao 11 de Setembro
no braço, e diversas outras es-
palhadas pelo corpo.
FICHA CRIMINAL E ARMAS
As mudanças de endereço re-
fletem a irregularidade de sua
vida profissional. Page serviu
ao Exército entre 1992 e 1998, e
trabalhava como especialista
em operações psicológicas e
reparo de mísseis, em Fort
Bragg, na Carolina do Norte.
Ele foi dispensado, sem direito
a retornar às Forças Armadas,
por má conduta após ter sido
flagrado bêbado em serviço e
ter sua patente rebaixada. Nos
anos seguintes, há relatos de
que teria trabalhado como
motorista de caminhão numa
empresa de entregas.
O Southern Poverty Law
Center (SPLC), um grupo que
investiga crimes de ódio, ras-
treou as atividades de Page
desde o ano 2000 e já o descre-
veu como um “neonazista
frustrado” em 2005. A organi-
zação afirma ter provas de que
ele participoude “movimentos
de disseminação do ódio” em
todo o país. Numa entrevista
em 2010 ao site Label 56, ele
disse que começou a tocar em
bandas de “supremacia bran-
ca” desde que deixou seu esta-
do natal, o Colorado, em 2000.
Page disse ter fundado sua
banda, End Apathy (Acabe
coma apatia, emtradução lite-
ral), como “uma forma de aca-
bar com o conformismo das
pessoas”. Apesar da justificati-
va, ele já se definiu como uma
pessoa “frustrada” com seu
potencial “para conquistar as
coisas como indivíduo”.
— O nome da banda parece
refletir o que ele fez — disse
Mark Potok, do SPLC, desta-
cando que as letras das músi-
cas discutiam genocídio con-
tra judeus e minorias.
Segundo Potok, não há regis-
tros de ataques anteriores de
neonazistas a sikhs, mas o caso
pode se encaixar em mais um
exemplo no qual eles são con-
fundidos comos muçulmanos.
Mesmo com ficha criminal,
Page obteve licença para com-
pra de armas em 2008. Segun-
do os registros, ele se declarou
culpado numdelito menor, em
1994, após ser preso no Texas.
Ele também se disse culpado
quando foi acusado de dirigir
sob influência de álcool no Co-
lorado, em 1999, mas nunca
concluiu a sentença de trata-
mento contra o vício. O presi-
dente Barack Obama reco-
mendou ao país ontem um
“exame de consciência” para
reduzir a violência com armas.
— Todos nós reconhecemos
que estes eventos trágicos e
terríveis estão acontecendo
commuita regularidade —dis-
se, pedindo ao povo america-
no que rechace os atos caso se
confirme que a motivação do
crime era a etnia das pessoas
que frequentavam o templo. l
Page foi expulso do Exército por má conduta e participava de movimentos de supremacia racial nos EUA
SCOTT OLSON/AFP
Solidariedade. Familiares e membros da congregação sikh em Milwaukee se reúnem para obter informações sobre o ataque ao templo; massacre motivou protestos em diversas cidades indianas
Atirador era ex-militar e neonazista
REUTERS
Atirador. Wade Michael Page, de 40 anos, foi líder de uma banda neonazista
A vítima mais velha do massacre é Suveg Singh
Khattra, um fazendeiro indiano de 84 anos que vivia
nos EUA desde 2004. Ele morava com o filho,
motorista de táxi, e com a nora. Sem saber inglês,
costumava se comunicar por sinais. “Ele não odiava
ninguém e adorava viver nos EUA”, disse o filho,
Balginder Khattra, que costumava deixar o pai
diariamente na porta do templo. No domingo, essa
tarefa ficou a cargo da nora do fazendeiro, Kulwant
Kaur. Ela estava na cozinha, preparando uma refeição,
quando ouviu os tiros e se escondeu na despensa. Ao
ser retirada do local, viu o sogro com uma bala na
cabeça. O casal só teve a confirmação da morte horas
depois, quando a polícia reuniu parentes de vítimas
em um boliche, próximo do templo.
‘ELE ADORAVA VIVER NOS EUA’
U
VÍTIMAS
Sikhs reagem com
indignação após ataque
Autoridade religiosa
acusa o governo dos EUA
de ‘lapso de segurança’
-NOVA DÉLHI E OAK CREEK, ESTADOS UNI-
DOS- Protestos em cidades indi-
anas, vigílias e orações pelas
vítimas, segurança reforçada
emtemplos e críticas à política
de armas dos EUA marcaram a
reação da comunidade sikh ao
massacre em Oak Creek, em
Wisconsin. Classificado como
terrorismo doméstico pela po-
lícia, o caso está sendo investi-
gado pelo FBI (a polícia federal
dos EUA) e pelo Escritório
Americano de Álcool, Tabaco,
Armas de Fogo e Explosivos.
O premier indiano, Manmo-
han Singh, ele mesmo um se-
guidor da fé sikh, se disse cho-
cado e chamou o caso de um
ataque covarde: “Que este ato
de violência sem sentido seja
direcionado a umlocal de ado-
ração é particularmente dolo-
roso”, disse, em nota.
Giani Gurbachan Singh, a
mais alta autoridade religiosa
sikh, instoua comunidade sikh
americana a adotar medidas
de segurança em templos, in-
cluindo a instalação de câme-
ras de vigilância. Ele enviou
uma delegação aos EUA para
acompanhar as investigações.
—Este é umcaso de lapso de
segurança por parte do gover-
no americano — criticou.
Na cidade de Jammu, no
Norte da Índia, dezenas de
sikhs protestaramgritando pa-
lavras de ordem e segurando
cartazes com frases como:
“Proíbam a venda de armas
nos EUA” e “Vergonha!”.
— Um país como os EUA,
que se dizem superpotência,
não consegue proteger seu
próprio povo — disse o execu-
tivo T. S. Ahluwalia num tem-
plo sikh em Nova Délhi.
‘ESTRANGEIROS PARA SEMPRE’
Nos EUA, crescem as recla-
mações de que o grupo religio-
so é uma minoria incompreen-
dida, constantemente confun-
dida com muçulmanos. On-
tem, fiéis se reuniram para re-
zar por vítimas e feridos.
— O turbante nos marcou
tragicamente como suspeitos
automáticos, estrangeiros para
sempre e terroristas empoten-
cial —afirmouValarie Kaur, ci-
neasta que narrou os ataques
contra sikhs no documentário
“Divided we fall” (Divididos
caímos, em tradução livre).
Um relatório enviado ao
Congresso em2011 pela Coali-
zão Sikh, uma organização co-
munitária fundada em Nova
York após o 11 de Setembro,
afirma que entre 50% e 75%
dos alunos sikhs já foram alvo
de bullying, assédio ou violên-
cia em Nova York e na área da
Baía de São Francisco.
— Estamos convencidos de
que foi um crime de ódio por-
que há tanta ignorância que as
pessoas nos confundemcomo
Talibã ou parte da al-Qaeda
por nossos turbantes e barbas
— disse Rajwa Singh, da Fun-
dação Guru Gobind Singh. l
Parkash Singh, um sacerdote assistente no templo nos
últimos seis anos, foi descrito por membros da
congregação como um homem quieto e gentil. “Era um
cara bom, uma alma nobre”, disse o dentista Manminder
Sethi. Ele havia acabado de retornar da Índia para
buscar a mulher e os dois filhos para que pudessem
viver com ele nos EUA. Nas próximas semanas, ele
deixaria o templo, onde vivia, e se mudaria para um
apartamento com a família. A mulher do sacerdote
estava inconsolável e chorando muito, afirmou Harinder
Gill, um dos fiéis que frequentavam o templo. Segundo
Gill, Parkash Singh andava preocupado com a idade. “Ele
estava perto dos 40 anos. Tinha três irmãos na Índia, e
todos morreram antes de completar 40. Ele estava um
pouco preocupado.”
UM SACERDOTE GENTIL
Product: OGlobo PubDate: 07-08-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_AD User: Asimon Time: 08-06-2012 21:45 Color: CMYK
Terça-feira 7. 8. 2012 l Mundo l O GLOBO l 29
Grécia: 6 mil ilegais
detidos pela polícia
Governo deportará 1.600
imigrantes, sob protesto
da ONUe da oposição
-ATENAS- Histórica porta de en-
trada para imigrantes da Ásia e
da África na Europa, mas às
voltas com um desemprego de
22,5%, limitações em benefíci-
os sociais e crescimento da ex-
trema-direita, a Grécia anunci-
ou ontem que irá deportar
1.600 de 6 mil estrangeiros de-
tidos no fim de semana em
Atenas. A operação foi batiza-
da de Zeus Xenios, emreferên-
cia ao antigo deus grego da
hospitalidade. O governo tam-
bémdivulgou que, até o fimdo
ano, terá capacidade para de-
ter provisoriamente até dez
mil clandestinos.
Cerca de 4.500 membros das
forças de segurança varreram
ruas e apartamentos no que foi
considerada a maior operação
policial do tipo de todos os
tempos no país. Os alvos prio-
ritários foram justamente afri-
canos e asiáticos. A maioria
dos detidos foi liberada em se-
guida, mas 1.600 estão emcen-
tros de detenção provisória
aguardando a deportação. Oi-
tenta e oito paquistaneses fo-
ram mandados de volta para o
país natal já no domingo.
Anualmente, cerca de 100
mil imigrantes entram no país
ilegalmente, a maioria pela
Turquia. Há 800 mil com auto-
rização para viver na Grécia e
estima-se que 350 mil estejam
ilegais — a população grega é
de dez milhões de pessoas.
Tal fluxo de imigração, coin-
cidente com um pico de crimi-
nalidade num país com a eco-
nomia em frangalhos, tem ali-
mentado movimentos nacio-
nalistas e críticas aos estran-
geiros. Nas eleições parlamen-
tares deste ano, os gregos de-
ram 7% dos votos para o
Aurora Dourada, um partido
neonazista que pela primeira
vez conseguiu chegar ao Parla-
mento. A legenda defende a
expulsão dos estrangeiros — a
quem atribui a crise — e colo-
cação de minas nas fronteiras.
O Nova Democracia, que li-
dera o governo de coalizão,
venceu o pleito prometendo
agir contra a imigração. E, on-
tem, ao falar sobre as prisões e
deportações do fim de sema-
na, o ministro da OrdemPúbli-
ca, Nikos Dendias, recorreu a
uma imagem de conflito.
—Opaís está se perdendo. O
que está acontecendo é a mai-
or invasão (da Grécia) da His-
tória. Desde a invasão dória
três mil anos atrás, o país nun-
ca recebeu umfluxo de imigra-
ção tão grande — disse à TV
privada Skai. —Oproblema da
imigração é talvez maior que o
financeiro.
A operação foi comparada a
uma perseguição étnica pelos
partidos de oposição, entre
eles o Esquerda Radical, que fi-
cou emsegundo lugar nas elei-
ções, mas se recusou a integrar
o governo de coalizão.
Além dos problemas inter-
nos, a Grécia enfrenta uma
pressão migratória decorrente
das revoltas da Primavera Ára-
be. Na semana passada, o país
anunciou aumento do contro-
le das fronteiras temendo uma
onda de refugiados que ten-
tam escapar da crise na Síria.
OAlto Comissariado das Na-
ções Unidas para Refugiados
disse temer que, por conta da
operação, estrangeiros vindos
de países em situação de con-
flito acabem não recebendo a
devida proteção. A representa-
ção da Grécia na comissão, no
entanto, disse que o governo
tem direito de checar a docu-
mentação dos imigrantes. l
REUTERS/5-8-2012
Algemados. Policiais detêm imigrantes no centro de Atenas, no domingo
TSAFRIR ABAYOOV/AP
são das cláusulas do acordo. Apesar da
ligação com o grupo islamista, proscri-
to durante a ditadura de Hosni Muba-
rak, o presidente egípcio, Mohamed
Mursi, sempre insistiuque respeitaria o
pacto. Ele visitou ontema região de Ra-
fah e garantiu que os “assassinos paga-
rão um preço” pelo atentado. O Exérci-
to denunciou a colaboração de radicais
em Gaza, que teriam lançado foguetes
no momento do ataque, e prometeu
vingança contra os “infiéis”.
“A Justiça será feita. Os egípcios não
precisarão esperar muito para ver a re-
ação”, disseram os militares em um co-
municado. l
segurança dos cidadãos israelenses, o
Estado de Israel precisa e pode confiar
apenas em si mesmo — afirmou.
Oataque de domingo pôs emevidên-
cia a necessidade de coordenaçãoentre
os dois países, dificultada pela troca de
poder no Egito. Há meses o governo is-
raelense vem alertando que o Sinai se
tornou uma área vulnerável a terroris-
tas, cuja ação é facilitada pelos termos
do acordo de paz de 1979, que mantém
a península desmilitarizada.
Ontem, a Irmandade Muçulmana
atribuiu o ataque ao Mossad e a uma
suposta tentativa de Israel de “abortar a
revolução egípcia”, e cobrou uma revi-
-CAIRO E TEL AVIV- Pressionado pelas segui-
das advertências de Israel sobre a ne-
cessidade de controlar a violência no
Sinai, o Egito prometeu ontemuma du-
ra resposta ao atentado de domingo, o
maior já realizado por radicais muçul-
manos contra militares na península. O
ataque expôs as dificuldades de egípci-
os e israelenses de cooperar para man-
ter a segurança numa região-chave pa-
ra a sustentação da paz bilateral. OEgi-
to enviou helicópteros para monitorar
o Sinai e declarou estado de alerta má-
ximo na região, assim como Israel. O
ataque, ainda não reivindicado, matou
16 soldados egípcios e foi atribuído pe-
los dois países a jihadistas.
Pelo menos 35 terroristas promove-
ram o atentado. Após abrirem fogo
contra umposto militar perto da passa-
gem de Rafah, eles roubaram dois veí-
culos. Um, repleto de explosivos, explo-
diu antes de alcançar o posto de Kerem
Shalom, na tríplice fronteira Israel-Egi-
to-Gaza, e outro, carregado de armas,
foi destruído pela Força Aérea já em Is-
rael, a quatro quilômetros de uma área
habitada. Oito radicais foram mortos.
— Acredito que o risco de um grande
ataque terrorista foi evitado — disse o
ministro da Defesa de Israel, Ehud Ba-
rak, diante de uma comissão do Parla-
mento. — É uma bem-sucedida opera-
ção na batalha que está acontecendo
ali e talvez um alerta para que o Egito
seja eficiente do seu lado da fronteira.
Barak percorreu a região do ataque
ao lado do primeiro-ministro Benjamin
Netanyahu, que adotou tom parecido.
— Está claro que Israel e Egito têm o
interesse comum de manter a fronteira
em paz. No entanto, como ficou claro
em várias ocasiões, quando se trata da
Governo Netanyahu diz que atentado é alerta para ação do terror
Sob pressão de Israel, Egito
manda helicópteros ao Sinai
Apreensão. O premier de Israel, Benjamin Netanyahu, (segundo à direita) e o ministro da Defesa, Ehud Barak (segundo à esquerda), na área atacada
Hoje
naweb
oglobo.com.br/esportes
l MASSACRE NO TEMPLO: Veja
imagens dos protestos na Índia
pelo atentado contra sikhs em
Wisconsin, nos EUA
l LÁ FORA: Apesar de o governo
dizer que insegurança é só uma
sensação, Argentina registrou 54
mil assassinatos em 20 anos
l ELEIÇÃO AMERICANA: Mitt
Romney fica mais uma vez na
frente de Obama... em
arrecadação
l CIDADE À VENDA: Palco de
famosa batalha do Velho Oeste
nos Estados Unidos, Garryowen
vai a leilão
l NO TWITTER:
twitter.com/OGlobo_Mundo
ANUNCIE NOS CLASSIFICADOS DORIO.
TODO MUNDO VÊ.
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534-4333 2
JORDÂNIA
ARÁBIA
SAUDITA
Golfo de
Suez
EGITO
SINAI
Faixa de Gaza
ISRAEL
EGITO
Khan
Younis
F A I X A DE G A Z A
ISRAEL
Aeroporto
Internacional
de Gaza
Fora de operação
desde 2002
Rafah
Sufa
ONDE OCORREU O ATAQUE
Após matarem 16
soldados egípcios perto
de Rafah, os terroristas
roubaram dois
blindados. Um explodiu
antes de alcançar o
posto de Kerem
Shalom, e o outro foi
destruído já em Israel
Zona de
passagem
proibida
Zona de
alto risco
Áreas
restritas
Postos de
controle
2km
160km
Kerem
Shalom
Rafah
R
i
o
N
i
l
o
Mar
Mediterrâneo
Product: OGlobo PubDate: 07-08-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_AE User: Asimon Time: 08-06-2012 21:58 Color: CMYK
30 l O GLOBO Terça-feira 7. 8. 2012
Ciência
OAVANÇODAEXPLORAÇÃODEMARTE
_
Do terror ao triunfo
Robô bilionário da Nasa pousa no planeta vermelho em busca de sinais de vida
DAMIAN DOVARGANES/AP
Comemoração. Integrantes da missão Curiosity erguem as mãos dadas numa celebração do sucesso na operação que colocou o veículo-robô na superfície de Marte. Êxito é considerado fundamental para o futuro da agência americana
“Os sete minutos de terror se transformaramem
sete minutos de triunfo”. Assim resumiu John
Grunsfeld, diretor-geral de Ciência da Nasa, o
sucesso da complexa operação que resultou no
pouso do veículo-robô Curiosity na superfície
de Marte na madrugada de ontem. Depois de
oito meses e meio e 570 milhões de quilômetros
de viagem desde seu lançamento da Terra, em
novembro do ano passado, um guindaste aéreo
pairou na atmosfera do planeta enquanto o Cu-
riosity era baixado de uma altura de mais de 20
metros por meio de cabos, delicadamente to-
cando o solo marciano bem no alvo estipulado,
o sopé do Monte Sharp, uma montanha 5.000
metros de altura dentro da Cratera Gale, uma ci-
catriz de 154 quilômetros de diâmetro. Tudo
dentro dos sete minutos previstos pela Nasa.
— Hoje (ontem), as rodas do Curiosity come-
çarama abrir a trilha para pegadas humanas em
Marte —comemorou Charles Bolden, adminis-
trador da Nasa. — O presidente Barack Obama
lançou uma ousada visão de enviar humanos
para Marte em meados da década de 2030 e a
missão do Curiosity é um passo significativo.
UM LABORATÓRIO SOBRE RODAS
O Curiosity colhe também dados para futuras
viagens de seres humanos. Ele carrega um de-
tector de radiação para analisar as partículas
que o atingiram no caminho até Marte e já na
superfície do planeta para indicar as necessida-
des de proteção de eventuais astronautas. Pe-
sando quase uma tonelada e do tamanho de um
pequeno carro, o veículo-robô é o maior e mais
completo equipamento feito pelo homem a
pousar na superfície de outro corpo celeste. Se-
gundo a Nasa, os dez instrumentos que fazem
dele um laboratório sobre rodas parecem estar
intactos, entre eles umlaser capaz de pulverizar
rochas para estudar sua composição e umbraço
robótico para analisar o que se esconde sob o
solo marciano.
— O Curiosity vai procurar responder a anti-
gas questões, como se a vida já existiu emMarte
ou se pode sustentar a vida no futuro — acres-
centou Bolden.
missão do Curiosity a que se referiu Grunsfeld é
fundamental para o próprio futuro da Nasa di-
ante dos seguidos cortes orçamentários e da
aposentadoria de seus ônibus espaciais no ano
passado, o que a deixou pela primeira vez em
décadas sem a capacidade de enviar seus pró-
prios astronautas para a baixa órbita da Terra,
destaca Fernando Roig, astrônomo do Observa-
tório Nacional.
— Esta é provavelmente a mais importante e
ambiciosa missão já enviada a algum planeta
do Sistema Solar — avalia Roig. — Embora seja
difícil dizer a priori se o Curiosity vai responder
à questão de Marte já ter sido capaz de abrigar
vida, ele está equipado comuma diversidade de
instrumentos capazes de fazer experimentos
inéditos em busca desta resposta. l
A missão do Curiosity, orçada em US$ 2,5 bi-
lhões, está prevista para durar dois anos em
princípio, mas a expectativa é de que o veículo-
robô possa funcionar por pelo menos uma dé-
cada, alimentado por um gerador nuclear de
plutônio. Nos próximos dias, os técnicos da Na-
sa vãoligar e testar seus instrumentos, assimco-
mo estender uma antena capaz de se comuni-
car diretamente coma rede de espaço profundo
da agência americana. Já o início da escalada do
Monte Sharp ainda deverá demorar alguns me-
ses, com o robô focando as primeiras pesquisas
no entorno da zona de pouso.
—Não temos pressa, estamos comumvalioso
ativo (em Marte) e não vamos estragar tudo —
explicou Peter Theisinger, chefe da missão.
Além da importância científica, o triunfo da
CESAR BAIMA
cesar.baima@oglobo.com.br
NASA
Terreno marciano. A primeira imagem de alta resolução da superfície de Marte enviada pelo Curiosity
SOJOURNER. Do tamanho de um carrinho
de controle remoto, o robô chegou em Marte
em 1997, tendo percorrido cerca de 100
metros em 83 dias de operação.
SPIRIT E OPPORTUNITY. Os veículos
gêmeos pousaram em Marte em 2004
para uma missão prevista para durar três
meses. O Spirit atolou em março de 2010
após percorrer quase 8 quilômetros,
enquanto o Opportunity continua em
operação, já tendo percorrido mais
de 34 quilômetros.
CURIOSITY. O novo robô, do tamanho de um
pequeno carro, deverá passar dois anos
explorando a Cratera Gale.
U
Exploradores robóticos
AP
Diretor de centro da
Nasa diz ter provado
mudanças climáticas
Um dos pioneiros no estudo
das mudanças climáticas nos
EUA, James Hansen, diretor do
Instituto Goddard de Estudos
Espaciais da Nasa, apresentou
ontem pesquisa em que atri-
bui as recentes ondas de calor
no Hemisfério Norte à ação
humana. Hostilizado no gover-
no de George W. Bush por sua
defesa do combate às mudan-
ças climáticas, Hansen voltou
a ocupar um dos cargos mais
importantes da agência espa-
cial americana na administra-
ção de Barack Obama. A pes-
quisa, publicada no “Procee-
dings of the National Academy
of Sciences” (PNAS), um dos
mais respeitados periódicos
científicos do mundo, diz ser
impossível não haver relação
entre as ondas de calor de 2010
e 2011 e as mudanças noclima.
Com base em dados históri-
cos e partindo de uma aborda-
gem empírica, Hansen e sua
equipe compararam as recen-
tes altas na temperatura da su-
perfície do planeta nos meses
de junho, julho e agosto (ve-
rão) no Hemisfério Norte com
o período de 1951 a 1980, reve-
lando que os verões extrema-
mente quentes ocorreramcom
mais frequência nos últimos
anos e concluindo que estas
ondas de calor — como as que
atingiram a Europa em 2003, a
Rússia em 2010 e os EUA no
ano passado, causando milha-
res de mortes e bilhões de dó-
lares em prejuízos —, não teri-
am acontecido se não fossem
as mudanças climáticas asso-
ciadas à intensificação do
aquecimento global. Segundo
Hansen, este contínuo aumen-
to das temperaturas deverá fa-
zer com que os verões severos
se tornem a regra.
“Este estudo não é um mo-
delo climático ou uma previ-
são, mas observação real de
eventos e temperaturas que já
aconteceram”, alertou Hansen
em editorial publicado no jor-
nal “Washington Post” do últi-
mo sábado, em que adiantou
alguns pontos do estudo no
“PNAS”. “Nossa análise mostra
que já não é mais suficiente di-
zer que o aquecimento global
aumentará a probabilidade de
condições climáticas extre-
mas, nem repetir a ressalva de
que um evento seria direta-
mente ligado às mudanças cli-
máticas. Mostramos que, para
o clima quente do passado re-
cente, não há explicação, além
das mudanças climáticas liga-
das à ação humana”.
Hansen destacou que, até re-
centemente, os pesquisadores
não conseguiam discernir se
eventos extremos como as on-
das de calor eramfruto de vari-
ações locais ou se estavam
atreladas às mudanças climáti-
cas globais.
As dúvidas começaram a se
dissipar a partir da década de
1980. Nos 30 anos anteriores,
as temperaturas extremamen-
te quentes se manifestaram
em uma área menor que 0,2%
da superfície terrestre do pla-
neta, e os verões severos só fi-
zeram estragos em um terço
dos anos analisados. Já entre
1980 e 2008, o calor excessivo
provocou problemas em 75%
dos anos, afetando cerca de
10% da superfície do planeta.
Hansen tampouco reconhe-
ce o papel de fenômenos como
o El Niño, visto que eles sem-
pre existiram e não surgiram
só nos últimos anos. Portanto,
não podem ser culpados pelas
temperaturas maiores. l
Novo estudo associa ondas de calor nos EUA à ação humana
Product: OGlobo PubDate: 07-08-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_AF User: Asimon Time: 08-06-2012 21:21 Color: CMYK
Baixinho
IV
O
G
O
N
Z
A
L
E
Z
Grande
A ginástica brasileira
tem o seu maior gigante.
Com 1,56m, Arthur
Zanetti conquistou
ontem a medalha de ouro
na prova de argolas, a
primeira de um brasileiro
na modalidade PÁG. 4
TERÇA-FEIRA 7.8.2012
oglobo.com.br
eu esporte
FabianaMurer e FábioGomes daSilva(saltocomvara),
Franck Caldeira(maratona), KeilaCosta(saltotriplo),
AnaCláudiaL. Silva(200m), ReinaldoColucci (triathlon),
Marilsondos Santos (maratona), RonaldJulião
(lançamentodo disco), Nilsonde Oliveira(4x100m),
Luiz AlbertoC. de Araújo(decathlon), GeisaAparecida
(4x400m), JailmaS. deLima(4x400m), Joelmadas Neves
Sousa(4x400m) e MauroVinícius daSilva(salto
emdistância), atletas Pãode Açúcar BM&FBovespa
que vãorepresentar oBrasil nos Jogos Olímpicos.
Boa sorte emLondres.
Nosso coração bate fel iz
pelos nossos atletas.
Product: OGloboEsportes PubDate: 07-08-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_A User: Schinaid Time: 08-06-2012 20:38 Color: CMYK
2 l O GLOBO l Olimpíadas l Terça-feira 7. 8. 2012
País Ouro Prata Bronze Total
1 China 31 19 14 64
2 Estados Unidos 29 15 19 63
3 Grã-Bretanha 18 11 11 40
4 Coreia do Sul 11 5 6 22
5 França 8 9 9 26
6 Rússia 7 17 18 42
7 Itália 7 6 4 17
8 Cazaquistão 6 0 1 7
9 Alemanha 5 10 7 22
10 Hungria 4 1 3 8
11 Coreia do Norte 4 0 1 4
12 Holanda 3 3 4 10
13 Cuba 3 3 1 7
14 Bielorússia 3 2 3 8
15 Nova Zelândia 3 1 4 8
16 África do Sul 3 1 0 4
17 Ucrânia 3 0 6 9
18 Japão 2 12 14 28
País Ouro Prata Bronze Total
19 Austrália 2 12 8 22
20 Dinamarca 2 4 2 8
20 Romênia 2 4 2 8
22 Brasil 2 1 5 8
23 Polônia 2 1 3 6
24 Irã 2 1 1 4
24 Jamaica 2 1 1 4
26 Croácia 2 1 0 3
27 Etiópia 2 0 2 4
28 Canadá 1 3 6 10
29 Suécia 1 3 2 6
30 República Tcheca 1 3 1 5
31 Quênia 1 2 2 5
32 Eslovênia 1 1 2 4
33 República Dominicana 1 1 0 2
33 Geórgia 1 1 0 2
33 Suíça 1 1 0 2
36 Lituânia 1 0 1 2
País Ouro Prata Bronze Total
37 Granada 1 0 0 1
37 Venezuela 1 0 0 1
39 México 0 3 2 5
40 Colômbia 0 3 1 4
41 Espanha 0 2 1 3
42 Egito 0 2 0 2
43 Eslováquia 0 1 3 4
44 Azerbaijão 0 1 2 3
44 Bélgica 0 1 2 3
44 Índia 0 1 2 3
47 Armênia 0 1 1 2
47 Indonésia 0 1 1 2
47 Mongólia 0 1 1 2
47 Noruega 0 1 1 2
47 Sérvia 0 1 1 2
47 Tunísia 0 1 1 2
53 Chipre 0 1 0 1
53 Estônia 0 1 0 0
Até fimdo décimo dia emLondres
País Ouro Prata Bronze Total
53 Guatemala 0 1 0 1
53 Malásia 0 1 0 1
53 Tailândia 0 1 0 1
53 Taiwan 0 1 0 1
59 Grécia 0 0 2 2
59 Moldávia 0 0 2 2
61 Argentina 0 0 1 1
61 Hong Kong 0 0 1 1
61 Arábia Saudita 0 0 1 1
61 Kuwait 0 0 1 1
61 Porto Rico 0 0 1 1
61 Qatar 0 0 1 1
61 Cingapura 0 0 1 1
61 Trinidad e Tobago 0 0 1 1
61 Turquia 0 0 1 1
61 Uzbequistão 0 0 1 1
REDE GLOBO
12:45 Globo Esporte
REDE BANDEIRANTES
11:15 Jogo Aberto
REDE RECORD
10:45 Vôlei feminino - Brasil x Rússia
14:30 Atletismo
15:45 Futebol masculino - Brasil x
Coreia do Sul (semifinais)
18:00 Vôlei de praia (semifinal)
SPORTV
09:00 Olimpíadas: Vela
11:00 Olimpíadas: Vôlei feminino -
Brasil x Rússia
13:00 Olimpíadas: Futebol masculino
- México x Japão (semifinais)
15:00 Olimpíadas: Saltos
Ornamentais
15:45 Olimpíadas: Futebol masculino
- Brasil x Coreia do Sul
(semifinais)
17:45 Olimpíadas: Boxe - quartas de
final
SPORTV 2
10:30 Olimpíadas: Hipismo
11:45 Olimpíadas: Nado Sincronizado
14:00 Olimpíadas: Vôlei de praia:
Juliana/Larissa (BRA) x
Ross/Kessy (EUA)
15:00 Olimpíadas: Atletismo
17:20 Olimpíadas: Boxe
21:00 Série B: América/RN x
Atlético/PR
SPORTV 3
10:00 Olimpíadas: Basquete feminino
e ginástica artística
13:00 Olimpíadas: Ciclismo - Finais
14:30 Olimpíadas: Vela
SPORTV 4
15:00 Olimpíadas: Vôlei masculino -
semifinais
SPORTV 3D
10:00 Olimpíadas: Ginástica artística
14:40 Olimpíadas: Atletismo
PREMIERE 1
21:00 Série B: Bragantino x Ipatinga
PREMIERE 3
21:00 Série B: Avaí x ABC
ESPN BRASIL
11:00 Olimpíadas: Vôlei feminino -
Brasil x Rússia
17:20 Olimpíadas: Boxe - quartas
20:00 Bate-Bola Londres 2012
ESPN
15:45 Olimpíadas: Futebol masculino
- Brasil x Coreia do Sul
(semifinal)
18:00 Olimpíadas: Vôlei de praia
(semifinal)
03:20 Sportscenter Londres 2012
Hoje
naTV
OBS.: Horários e programação fornecidos pelas emissoras.
1º DIA 2º DIA 3º DIA 4º DIA 5º DIA 6º DIA
28/7 29/7 30/7 31/7 1/8 2/8 3/8 4/8 5/8 Ontem
7º DIA 8º DIA 9º DIA 10º DIA 11º DIA 12º DIA 13º DIA 14º DIA 15º DIA 16º DIA 17º DIA TOTAL O P B
1
3 3 9
0 6 6
5 2 3
3 4 8
MEDALHAS DIAADIADO BRASIL NOS ÚLTIMOS JOGOS
Atlanta
1996*
Sydney
2000*
Atenas
2004
Pequim
2008
Londres
2012
15
15
12
10
*As edições dos Jogos de Atlanta e de Sydney tiveram um dia a mais de competições
O ouro de Arthur Zanetti nas
argolas fez o Brasil subir sete
posições no quadro de meda-
lhas. O desempenho do país
até ontem se assemelhava ao
de Atlanta-1996: oito meda-
lhas até o décimo dia de com-
petições. A diferença era que
em Atlanta o Brasil conquista-
ra uma prata a mais. Um país
conquistou ontem a primeira
medalha de sua história, e
logo a de ouro: Granada. Kira-
ni James venceu, como espe-
rado, os 400m, um ano depois
de se sagrar campeão mundial
em Daegu, na Coreia do Sul.
CAMPANHA LEMBRA
A DE ATLANTA-1996
Atletismo
Maurren Maggi disputa o salto em
distância; Jonathan Silva, o salto
triplo; Laila Ferrer disputa o
lançamento de dardo; Aldemir
da Silva, Bruno Lins Tenório,
Sandro Viana e Evelyn dos Santos
estão nos 200m rasos; Fabiano
Peçanha corre os 800m rasos
Canoagem
Erlon Silva e Ronilson Oliveira
estão nas eliminatórias
Handebol feminino
Brasil x Noruega pelas quartas
de final
Levantamentodepeso
Fernando Reis briga pelo pódio
Futebol
Brasil x Coreia do Sul
Triatlo
Diego Sclebin
Vela
Ricardo Winicki, o Bimba, briga pelo
pódio na RS:X; Fernanda Oliveira
e Ana Barbachan disputam
a primeira fase do 470F
Vôlei
Brasil x Rússia no feminino
Vôlei depraia
Juliana/Larissa enfrentam as
americanas Ross/Kessy;
Alisson/Emanuel pegam
Plavins/Smedins, da Letônia
U
Brasil hoje
Atletismo
No levantamento de disco,
Ronald Julião ficou em último nas
eliminatórias e está fora; no
arremesso de peso, Geisa Arcanjo
ficou em 8º e também está
eliminada; nos 800m rasos,
Fabiano Peçanha foi à semifinal e
Kléberson Davide desistiu; nos
200m rasos, Evelyn dos Santos
avançou à semifinal, mas Ana
Cláudia Lemos não se classificou
Basquete
Brasil bateu a Espanha por 88 a
82 e vai enfrentar a seleção da
Argentina
Boxe
Esquiva Falcão (BRA) 14 x 10
Zoltan Harcsa (HUN), peso médio
(até 75 Kg); Adriana Araújo (BRA) 16
x 12 Mahjouba Oubtil (MAR), peso
ligeiro (até 60 Kg)
Hipismo
Equipe brasileira ficou em 8º nos
saltos, última colocação; no
individual, Álvaro Affonso de
Miranda Neto, o Doda, e Rodrigo
Pessoa se classificaram, mas José
Roberto Reynoso foi eliminado
Nadosincronizado
Lara Teixeira e Nayara Figueira
ficaram na 13ª posição e estão fora
da final do dueto
Saltos ornamentais
César Castro terminou na 14ª
colocação e está classificado para a
semifinal
U
Brasil ontem
Medalha de ouro em Londres a judoca Sarah Menezes recebe flores ao
desembarcar ontem no aeroporto de Teresina. Em seguida, percorreu as principais ruas da
capital do Piauí saudada por mais de 150 mil pessoas. “Só agora eu percebi o que uma me-
dalha de ouro significa para um país e para um estado”, disse a judoca. (Efrém Ribeiro) BEM-VINDA
EFRÉM RIBEIRO
Sarah Menezes
Product: OGloboEsportes PubDate: 07-08-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_B User: Schinaid Time: 08-06-2012 21:08 Color: CMYK
Terça-feira 7. 8. 2012 l Olimpíadas l O GLOBO l 3
CLÁUDIONOGUEIRA
csn@oglobo.com.br
-LONDRES- OBrasil jogou para ga-
nhar. A Espanha também, pelo
menos liderou o placar até fal-
tarem cinco minutos para o
fim do último quarto. Foi
quando, no que o ídolo Pau
Gasol considerou “falta de
concentração”, permitiu a vira-
da brasileira. Com 36 pontos
contra 13 dos espanhóis nos
últimos 10 minutos de jogo, o
Brasil venceu por 88 a 82. Com
o resultado, ficou em segundo
lugar do Grupo B e vai enfren-
tar a Argentina nas quartas de
final. Em compensação, se
vencer, pode pegar Estados
Unidos ou França na semifi-
nal, caminho que a Espanha
conseguiu evitar.
— Tivemos muitos erros,
mas o time buscou a vitória
sempre. Ninguém pode jogar
sem esta fome de glória — dis-
se o técnico Rubén Magnano,
que não quis comentar a des-
confiança da própria mídia es-
panhola de que a equipe euro-
peia teria entregue o jogo nos
últimos minutos para evitar os
americanos. —Se eu ficar con-
jecturando que a Espanha en-
tregou o jogo, estarei desmere-
cendo nosso trabalho — disse.
Segundo o jornal “Olé”, da
Argentina, a França entrou
comuma ação no COI contra a
Espanha. Para Thiago Splitter,
é sempre bom ganhar de um
time que foi vice-campeão
olímpico em 2008 e campeão
europeu de 2011:
— Se eles nos deixaram ga-
nhar ou não, problema deles.
PauGasol lamentouos erros:
— Não foi só hoje (ontem),
mas tambémcontra a Rússia, a
Grã-Bretanha. Me preocupa.
Brasil: Huertas (2), Leandri-
nho (23), Alex (3), Varejão (7) e
Tiago Splitter (11). Entraram:
Marquinhos (13), Caio (6),
Larry (7), Giovannoni (7),
Raulzinho (6) e Marcelinho
(3). Espanha: Calderón, Navar-
ro (7), Fernández, Paul Gasol
(25) e Marc Gasol (20). Entra-
ram: Serge Ibaka (14), San
Emetério (3), Sérgio Rodríguez
(2), Llull (3), Reyes (6), Sada (2)
e Claver. l
BASQUETE
Brasil se aproveita
de apagão suspeito
da Espanha e entra
no caminho dos EUA
Meninas enfrentam no
mata-mata as atuais
campeãs da modalidade
ARY CUNHA
ary@oglobo.com.br
-LONDRES- Pelas regras do cruza-
mento olímpico, terminar em
primeiro da chave, em qual-
quer esporte coletivo, deveria
ser sinônimo de obstáculo me-
nos difícil nas quartas de final.
Mas, no caso da seleção brasi-
leira feminina de handebol, a
regra não se aplica. Pior do que
iniciar a fase de mata-mata ho-
je, às 6h, no Cooper Box, pe-
gando logo a poderosíssima
Noruega, atual campeã olím-
pica, mundial e europeia, é en-
trar emquadra comuma enor-
me desconfiança de que as ri-
vais fizeram de tudo para estar
ali. Embora ninguémfaça críti-
cas abertamente às circuns-
tâncias da derrota por 25 a 20
para a Espanha, que deixou as
norueguesas em quarto lugar
no Grupo B, as brasileiras
acharam estranha a postura
das nórdicas na partida que
definiu os cruzamentos.
—Acho que não temmuito o
que falar. Quemconhece a No-
ruega sabe como elas jogam.
Será o jogo das nossas vidas e
vamos com tudo.— garantiu a
armadora Deonise.
VENCER OU VENCER
Otécnico da seleção brasileira,
o dinamarquês Morten Sou-
bak, evita entrar na polêmica.
Sua preocupação é com os er-
ros que a equipe apresentou
no último jogo, contra Angola.
A equipe chegou a abrir nove
gols de vantagem, mas teve um
apagão e permitiu que as afri-
canas diminuíssem para ape-
nas dois. Apesar da pressão no
fim, o Brasil abriu mais um gol
e fechou a partida em 29 a 26.
—O que aconteceu contra
Angola não pode se repetir. Foi
muito ruim—criticou Soubak.
—Agora é uma outra competi-
ção. A Noruega é a equipe que
manda no handebol mundial
há anos. Temos de pensar em
explorar nossos pontos fortes.
As brasileiras venceramqua-
tro jogos e perderam apenas
um. Se ganharem hoje da No-
ruega, enfrentamna semifinais
a Rússia ou a Coreia do Sul.
— Estamos prontas para o
tudo ou nada — ressaltou a
atacante Mayara.
Os outros jogos que definem
os semifinalistas do handebol
feminino são Espanha x Croá-
cia (9h30m), Rússia x Coreia
do Sul (13h) e França x Monte-
negro (16h30m). l
Noruega, um
obstáculo para
a seleção, hoje,
no Cooper Box
HANDEBOL
Diferentemente do publicado
ontem na página 5, o terceiro
no ranking de medalhas olím-
picas na vela é Marcelo Ferrei-
ra, com duas de ouro (Ate-
nas-2004 e Atlanta-2006) e
uma de bronze (Sidney-2000).
aCorreção
Product: OGloboEsportes PubDate: 07-08-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_C User: Schinaid Time: 08-06-2012 21:29 Color: CMYK
4 l O GLOBO l Olimpíadas l Terça-feira 7. 8. 2012
-LONDRES- Não houve choro ou reações extrema-
das. No momento em que subiu ao pódio e re-
cebeu a medalha de ouro nas argolas, Arthur
Zanetti só sorriu. Como em todos os momentos
desde que apareceu para o mundo da ginástica,
no Mundial de 2009, quando terminou em
quarto lugar, o paulista de São Caetano do Sul
(ABCPaulista), de 22 anos, manteve a calma. Se
as Olimpíadas são um evento único em que
muitos favoritos sucumbemà pressão, ele é o ti-
po de atleta que sabem usá-la a seu favor.
Com a conquista inédita — nenhum ginasta
nacional jamais havia ganhado uma medalha
em Olimpíadas —, Zanetti salvou o esporte nos
Jogos de Londres. Depois de um desempenho
desastroso de Diego Hypolito (que caiu de rosto
no chão emsua apresentação de solo) e a péssi-
ma atuação da equipe feminina, que ficou em
último nas eliminatórias e não se classificou pa-
ra a final, o brasileiro fez bonito. Comuma série
segura, conseguiu 15.900 de nota e bateu o até
então bicho-papão Yibing Chen, da China, que
levou a prata com15.800. Oitaliano Matteo Mo-
randi ficou com o bronze (15.733).
— Estou muito feliz. É a primeira medalha do
país na ginástica e trabalhei muito tempo para
consegui-la. Queria muitoganhá-la, nãosópara
mim, mas para o Brasil todo — comemorou ele,
com o ouro pendurado no pescoço. — Eu não
me senti intimidado quando entrei no ginásio.
Para dizer a verdade, eu cheguei tão concentra-
do que não vi nada, nem ninguém. Só depois
que acaboué que olhei emvolta. Efui agradecer
a todo mundo que veio torcer por mim.
DIFÍCIL, MAS NÃO IMPOSSÍVEL
Diante de Yibing Chen, dono de três ouros olím-
picos (argolas e por equipe em Pequim, e por
equipe em Londres) e quatro títulos mundiais
(2006, 2007, 2010 e 2011), e apelidado de “Rei
das argolas”, o brasileiro precisou manter o san-
gue frio. O favoritismo do adversário era tanto
que, antes até da final começar, imagens de suas
conquistas eram mostradas no telão em meio a
momentos antológicos da ginástica. Primeiro a
se apresentar, Chen conseguiu uma nota alta,
15.800, e jogou pressão nos adversários. Zanetti
não viu. Após a apresentação aos juízes e ao pú-
blico, foi para a área de aquecimento. Quando
voltou, deu uma olhadela para o placar.
—Quando eu vi a nota dele, pensei: vai ser di-
fícil, mas não impossível. Eu já vinha treinando
essa série há muito tempo, estava seguro. Mas
ele é campeão olímpico, mundial...
Após sua série, o chinês relaxou. Convicto de
que não perderia o ouro, sentou, ouviu música e
atendeu o celular. Nem ao ver que tinha ficado
com a prata perdeu a pose.
— Achei que ele se desequilibrou na chegada
e fiquei surpreso por ter levado o ouro, mas es-
tou satisfeito com meu desempenho — disse o
chinês, de 27 anos, explicando porque beijou a
estrutura que segura as argolas após sua apre-
sentação. — Foi uma despedida. Eu sofro com
algumas lesões e, antes dos Jogos, já tinha deci-
dido me aposentar. Agora, quero descansar, via-
jar, comer algumas coisas saborosas e comprar
um cachorro. Sempre quis ter um.
De acordo com Zanetti, para quem treina to-
dos os movimentos à exaustão, o que faz dife-
rença mesmo em uma grande competição é o
psicológico. Com “o corpo no automático”, é a
cabeça que comanda. Para ele, toda a tensão vi-
vida no Mundial de Tóquio, no ano passado,
que lhe valeu a prata (o ouro foi para o chinês) e
a vaga olímpica, foi um aprendizado valioso:
— Teve alguns momentos nesses dias em que
me sentia nervoso, mas conseguia me segurar.
Dormi bemessa noite. Eu encarei a prova como
se fosse uma etapa da Copa do Mundo mesmo.
No Mundial do Japão, dormi mal, acordava o
tempo todo. Essa experiência eu trouxe para cá.
A estratégia também. Zanetti e seu técnico,
Marcos Goto, já “perseguiam” Yibing Chen há
tempos. No Mundial do Japão, a nota de partida
do brasileiro foi de 16.500, e ele perdeu para o
chinês por um décimo. Ali, os dois perceberam
que, se não aumentassem o grau de dificuldade
da série, jamais alcançariam o rival. Voltaram
para São Caetano do Sul e intensificaram o trei-
namento. Zanetti chegou a Londres coma mes-
ma nota de partida de Chen: 16.800. O ideal era
que se classificasse em quarto para ser o último
a se apresentar na final. Com uma série mais
simples, conseguiu.
— Não queria que ele entrasse primeiro para
não puxar a nota da decisão. Tudo é tática. Aqui
não temninguémdando mole, não —justificou
Goto. — Eu trabalho com o Arthur desde os 8
anos. Tudo isso é fruto de muito trabalho.
No clube Serc Santa Maria, onde treina, os ou-
tros ginastas assistiram à final em um telão,
“mas depois voltaram ao treino”, apressou-se
em dizer Goto. Se já era ídolo antes, agora Za-
netti sabe que o assédio será maior. Ainda há
muito mais para conquistar. Por enquanto, o
novo campeão olímpico só tem um desejo:
— Eu quero comer um hambúrguer. l
Da prata no Mundial do Japão, em 2011, ao mais alto lugar do pódio, Zanetti, o baixinho de São Caetano, faz história na prova das argolas
SANNY BERTOLDO
sanny@oglobo.com.br
BEN STANDALL/AFP
Consagração.
Paulista
de 22 anos
e apenas 1,56m,
o atleta
comemora
o título
de campeão
olímpico
De braços abertos para o ouro
GINÁSTICA
FOTOS DE IVO GONZALEZ
Atleta paulista foi descoberto
aos 8 anos pelo técnico Marco
Goto, que o acompanha até hoje
Arthur Zanetti
‘Sempre tive um
objetivo bem
claro na cabeça’
Arthur Zanetti tem1,56m. Baixinho e forti-
nho desde criança, tinha o biotipo perfeito
para a ginástica, especialmente para as ar-
golas. Escolhido por Marco Goto aos 8
anos justamente por essas características,
ele não decepcionou. Continuou baixo e,
cada vez mais forte, destacou-se no espor-
te. Foi campeão nacional infantil aos 14
anos (em 2004), juvenil aos 15 (em 2005) e
o primeiro ginasta brasileiro finalista do
Mundial da categoria aos 19, quando ficou
emquarto. Em2011, foi ouro na Universía-
de, prata no Mundial do Japão e no Pan de
Guadalajara, além de ouro por equipe.
— Eu era fortinho e ágil. Sempre gostei
de me testar para ver o quanto de peso
conseguia carregar. Às vezes, minha mãe
ia fazer compras e eu pegava ummonte de
sacolas. Era porque gostava de competir
para ver quem tinha mais força. Sempre
ganhava — conta.
Zanetti sempre treinou no Serc Santa
Maria e até há pouco não tinha patrocínio.
Ajuda mesmo só da família, do clube e da
Associação de Pais do Serc. Ele treina com
aparelhos fabricados pelo próprio pai.
Apesar de só ter 22 anos, já passou por
quatro grave lesões, mas nunca desistiu.
Se tinha dúvidas se chegaria longe sendo
especialista nas argolas, também tinha
certeza de que não abandonaria o esporte.
—Sempre tive umobjetivo bemclaro na
cabeça, que era ser medalhista olímpico.
(Sanny Bertoldo) l
Perfil
Precisão. Com
movimentos
seguros e uma
série difícil,
Zanetti pontua
15.900, vence
o favorito Yibing
Chen na prova
das argolas
e dá ao Brasil
um ouro inédito
Product: OGloboEsportes PubDate: 07-08-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_D User: Schinaid Time: 08-06-2012 20:28 Color: CMYK
Terça-feira 7. 8. 2012 l Olimpíadas l O GLOBO l 5
Parabéns Arthur Zanetti
pela conquista da
medalha de ouro olímpica.
O momento
é seu. Conquiste.
technos.com.br
-LONDRES.- Servílio de Oliveira não está mais sozi-
nho na história do boxe olímpico brasileiro. Do-
no da única medalha do país na história dos Jo-
gos Olímpicos, um bronze na Cidade do Méxi-
co-1968, Servílio ganhou a companhia de dois
lutadores ontem: Adriana Araújo e Esquiva Fal-
cão Florentino. Eles venceram suas lutas contra
a marroquina Mahjouba Oubtil e o húngaro
Zoltan Harcsa, respectivamente, e se classifica-
ram para as semifinais do torneio olímpico em
Londres. Como o boxe não temdisputa pelo ter-
ceiro lugar, tanto Adriana quanto Esquiva Fal-
cão já têm, ao menos, uma medalha de bronze
assegurada.
Nas semifinais, Adriana enfrentará Sofya
Ochigava, da Rússia, que massacrou Alexis Prit-
chard, da Nova Zelândia, por 22 a 4. A luta será
amanhã enquanto a disputa do ouro acontece
na quinta-feira. Já Esquiva lutará na sexta-feira
contra o britânico Anthony Ogogo, que venceu
o alemão Stefan Hartel.
Antes que se saiba a posiçãodos brasileiros no
pódio, o feito de Adriana ocupa um lugar de
destaque. Ao vencer sua oponente na categoria
leve (até 60kg), a lutadora se tornou a primeira
brasileira a conseguir uma medalha para o boxe
do país. Acategoria entrou neste ano no progra-
ma olímpico.
— Fico feliz de ser a primeira. Mas agora eu
vou em busca da medalha. Estou indo por eta-
pas. Já garanti o bronze. Agora quero garantir a
prata e depois tentar o ouro — disse Adriana,
que previu que a medalha será bom para que o
boxe feminino tenha mais visibilidade.
—Será bomsim. Pode fazer grande diferença.
Ainda que os dois brasileiros sejam derrota-
dos nas semifinais, esta já é a melhor campanha
da história do país em uma edição de Jogos
Olímpicos. Depois de ver umcampeão mundial
e grande esperança de medalha perder na sua
primeira luta (Everton Lopes foi derrotado pelo
cubano Roniel Iglesias), os brasileiros se recu-
peraramno decorrer da competição até assegu-
rarem dois bronzes que ainda podem se trans-
formar em ouro até o fim da semana.
— São duas medalhas! Acho que essa equipe
está muito bem e focada. O Esquiva está so-
brando na preparação física e pode conquistar
essa medalha (de ouro) —afirmou João Barros,
técnico da equipe brasileira.
Na sua luta na categoria médio (até 75kg), Es-
quiva começou muito bem e derrotou o húnga-
ro graças a vantagemobtida no primeiro round.
Aestratégia traçada pelo técnico foi exatamente
a de marcar muitos pontos no primeiro assalto e
depois administrar o combate até vencer com
segurança por 15 a 10.
—De dez lutas, nove foramganhas no primei-
ro round. Foi o que planejei. Começar forte no
primeiro round e abrir uma pontuação grande.
PRESSÃO AGORA VIRÁ DA TORCIDA BRITÂNICA
Esquiva considerou sua medalha histórica, mas
disse que não está satisfeito e que vai em busca
do ouro.
— Eu preciso do ouro. Vou em busca do ouro.
Uma folha não cai da árvore se Deus não permi-
tir. Estou confiante e vou buscar o ouro — disse
entre a ambição e o sentimento de missão cum-
prida — Essa pressão pelo fim do jejum me in-
comodava. A toda hora, alguém perguntava so-
bre os 44 anos. A gente perdia, e já falavam que
era o boxe voltando sem medalhas outra vez.
Sobre o seu futuro adversário, o lutador disse
previu um combate complicado, pois Ogogo te-
rá o apoio da torcida.
—Já lutei contra ele. Ele temumestilo brigão,
raçudo, de chamar a plateia. Temexperiência. É
preciso respeitá-lo.
Já Adriana tambémenfrentou a sua futura ad-
versária no Mundial e foi derrotada. Mas agora
ela acredita que o combate pode ser diferente.
—Cada luta é uma luta. Cada vez que você en-
tra no ringue é diferente. Estou bem e pronta
para chegar (à final) —concluiu. l
Classificados para as semifinais, Adriana Araújo e Esquiva Falcão garantem medalhas que o Brasil não conquistava desde 1968
MARCELOALVES
marcelo.alves@infoglobo.com.br
MIKE GROLL/AP PHOTO
Pioneira. Ao vencer a marroquina Oubtil, Adriana Araujo se tornou a primeira brasileira a ganhar medalha no boxe
Golpe duplo e certeiro para derrubar escrita
BOXE
JACK GUEZ/AFP
Herdeiro. Quarenta e quatro anos após o bronze de Servílio, Esquiva Falcão bate o húgaro Harcas e avança à final
Product: OGloboEsportes PubDate: 07-08-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_E User: Schinaid Time: 08-06-2012 21:05 Color: CMYK
6 l O GLOBO l Olimpíadas l Terça-feira 7. 8. 2012
RENATO
MAURÍCIO
PRADO
rprado@oglobo.com.br
Arthur Zanetti é vice-campeão mundial nas argolas,
mas, confesso, não levava muita fé no seu ouro.
Escaldado pelos fracassos de Daiane dos Santos, em
Atenas, e Diego Hypólito, em Pequim, quando ambos
eram favoritíssimos no solo e decepcionaram, temia
novo malogro na ginástica. Zanetti, porém, acabou
com a maldição. Sua atuação perfeita queimou minha
língua e lavou minha alma. Que bom!
LORD OF THE RINGS
N
a vitória do ginasta
brasileiro não falta-
ram momentos de
tensão. Primeiro a se apre-
sentar, na série final, o cam-
peão olímpico de Pequim e
tricampeão mundial, Yibing
Chen, da China, obteve uma
nota alta: 15.800.
Pouco depois, o italiano
Matteo Morandi recebeu
15.733 — na classificatória,
Zanetti tinha alcançado
15.616. Seria necessário me-
lhorar até para alcançar o
bronze, pois o russo Aleksan-
dr Balandin já fizera 15.666.
Último a subir nas argolas,
o brasileiro, em seus primei-
ros movimentos, começou a
encantar a plateia da North
Greenwich Arena, que o
aplaudia como não fizera
com nenhum outro.
E não eram somente brasi-
leiros que batiam palmas a
cada elemento executado
com perfeição. Era o reco-
nhecimento geral a uma per-
formance excepcional.
QuandoArthur cravoua sa-
ída, não havia mais dúvidas
de que estaria no pódio. Fal-
tava definir a cor da medalha.
A nota excepcional (15.900)
fez jus à exibição brilhante e,
enfim, o ouro chegou à ginás-
tica brasileira.
Graças ao novo “Senhor
dos Anéis”. Aqui em Londres,
“Lord of the Rings”. Sua vitó-
ria mereceu mesmo título de
filme. E que filme!
Vitória e derrota na praia
Emanuel e Alison sofreram,
mas conseguiram uma vitó-
ria sensacional nas quartas
de final do torneio de vôlei de
praia, derrotando os polone-
ses Fijalek e Prudel e garan-
tindo o direito de lutar por
uma medalha mesmo emca-
so de derrota na semifinal
(lutariam pelo bronze).
A partida, que começou
aparentemente tranquila (21
x 17 no primeiro set para os
brasileiros), se complicou a
partir do segundo, vencido
pelos poloneses por 21 a 16.
No tie break, a dupla da Po-
lônia abriulogo 4 a 1 e apesar
da reação, a parceria do Bra-
sil correu atrás o tempo todo,
em média, dois pontos atrás.
Em 13, Emanuel e Alison
conseguiramdiminuir a dife-
rença para um ponto, mas ti-
veram que enfrentar um
match point contra. Conse-
guiram se salvar, marcaram
dois pontos seguidos e pas-
saram a ter o match point a
favor. Houve novo empate e,
após um rali sensacional,
Emanuel fez 16 x 15, garan-
tindo novo match point que,
num contra-ataque, Alison
não desperdiçou, fechando
em 17 x 15!
No final da noite, Ricardo e
Pedro Cunha decepciona-
ram e foram eliminados pe-
los alemães Brick e Recker-
mann.
Dois ouros ainda são possí-
veis na areia, mas o sonho
das quatro medalhas se es-
vaiu antes das semifinais.
Haja sinceridade
Entrevistada pelo SporTV, lo-
go após sua prova (200 me-
tros), a velocista brasileira
Ana Cláudia Lemos analisou
de forma nua e crua a sua
performance: “Uma merda!”
Olímpicas
Leão do Tio Sam
Americano que conquista um
ouro em Londres é obrigado a
pagar US$ 236 ao Imposto de
Renda. Isso porque cada meda-
lha é avaliada em US$ 650, e o
governo dos EUA a considera
um pagamento feito no valioso
metal. Qualquer prêmio em di-
nheiro que o atleta ganhe tam-
bém é tributado em 35%.
Vento, ventania...
Yelena Isinbayeva ficou somen-
te coma medalha de bronze, no
salto com vara, com apenas
4,70. O ouro foi para a america-
na Jennifer Suhr, com 4,75,
mesma marca alcançada pela
cubana Yarisley Silva. Orecorde
sul-americano de Fabiana Mu-
rer é de 4,85. Ah, vento miserá-
vel! Ah, cabecinha de vento...
Só queria entender
Por que Thiago Pereira chega
ao Brasil com um boné do Co-
rinthians e dá entrevistas com
um agasalho do clube e César
Cielo aparece exibindo somen-
te a marca da Gatorade? Que
patrocínio é esse do Flamengo
que não o leva a exibir suas co-
res quando chega das Olimpía-
das e fala com a imprensa?
Camarote número 1
Diálogo de “pachecos” endi-
nheirados, numa zona VIP do
Estádio Olímpico de Londres:
“Rapaz, você viu a mordomia
no camarote do Abrama?”
“Camarote da Brahma? Tam-
bém tem aqui?!?”
“Não, cara, estou falando do ca-
marote do Abramovic. Esse
sim, é o verdadeiro número 1”.
Desde o início ficou claro que não era um jogo normal. Com as duas seleções já classificadas,
o ritmo era de amistoso mas, ao menos até o quarto quarto, o empenho parecia semelhante.
E a Espanha vencia, sem grande diferença no placar.
ENCESTARAM O BARÃO DE COUBERTIN...
N
a reta final, entretan-
to, os espanhóis co-
meçarama errar tudo,
e os brasileiros, sem sofrer
marcação forte, acertaram vá-
rias cestas de três pontos, vi-
rando o placar e garantindo a
vitória por 88 a 82. Oplacar do
último quarto? 36 a 13 para o
Brasil. Com o resultado, a Es-
panha, vice-campeã mundial,
evita um possível confronto
com os EUA, na semifinal.
Manchete reveladora do “El
País”, da Espanha: “La derrota
más oportuna”.
Espírito olímpico? Tá bom...
Repórter Missy
O “Daily Mail” publica inte-
ressante entrevista com os
pais de Missy Franklin. A mãe
já fala sobre a possibilidade de
a filha se profissionalizar, algo
que vinha evitando até agora:
“Ela não pode ganhar prê-
mios em dinheiro como ama-
dora. No início do ano, pode-
ria ter faturado US$ 70 mil dó-
lares (mais de R$ 140 mil) em
um fim de semana. É difícil
(decidir) como mãe. Adoraria
conversar com Debbie Phelps
(mãe de Phelps)”.
Dick Franklin, pai da nada-
dora admite que a família es-
tudará propostas — uma de
US$ 40 milhões, da Speedo. E
revela que Missy estudará jor-
nalismo para trabalhar na TV:
“Cinco técnicos de diferen-
tes universidades virão con-
versar conosco. Vamos visitar
três e tomar a decisão em ou-
tubro. Não queremos ficar en-
rolando as pessoas. Ela tem
uma naturalidade para lidar
com microfones, então ela vai
estudar jornalismo televisivo”.
CREDITO
_
COMROBERTA SETIMI
De Londres
No feminino, equipe joga
contra a Rússia hoje, às 11h,
valendo uma vaga nas semifinais
JEFF ROBERSON/AP
Triunfo. Bruninho comemora com Vissotto
-LONDRES - Se dentro da quadra a equipe
de Bernardinho, mesmo ainda oscilan-
do em alguns momentos, vem reen-
contrando seu melhor jogo, fora dela
provou ontem estar com sorte de cam-
peão. Nas bolinhas que definiram os
confrontos entre segundos e terceiros
colocados das duas chaves, o Brasil es-
capou da Polônia, de quem perdeu
quatrodos cincoduelos na Liga Mundi-
al, e vai pegar a jovemequipe da Argen-
tina, às 10h (horário de Brasília) nas
quartas de final, amanhã.
Coma vitória sobre a Alemanha por 3
a 0 ontem (parciais de 25/21, 25/22 e
25/19, em 1h23m de partida), a seleção
masculina de vôlei terminou em se-
gundo lugar no Grupo B, com 11 pon-
tos. Os argentinos ficaram em terceiro
no A. Hoje, às 11h, é a vez de as mulhe-
res, do técnico José Roberto Guima-
rães, tentarem a vaga nas semifinais
contra a Rússia, de Gamova e Goncha-
rova, no Earls Court. Após uma classifi-
cação dramática, decidida na última
rodada da fase de grupos, as brasileiras
tentam lutar pelo bicampeonato.
— A Argentina tem uma garotada
muito talentosa e merece todo nosso
respeito — afirmou Bernardinho. — E
chegam a essa fase decisiva numa con-
dição boa, de não carregarema pressão
sobre os ombros que trazem as outras
equipes. Essa leveza pode tornar mais
difícil a nossa tarefa.
Leandro Vissotto admitiu a preferên-
cia brasileira de fugir de uma final ante-
cipada contra os algozes na temporada.
— Claro que a Argentina será um ad-
versário difícil. Mas, se fosse para esco-
lher entre eles e a Polônia, pelo históri-
co recente, de termos perdido quatro
dos cinco jogos contra os poloneses, é
óbvio que, semhipocrisia, é melhor pe-
garmos os argentinos agora.
O jogo do Brasil abre a rodada das
quartas de final amanhã no Earls
Court. Em seguida, às 12h, jogam Itália
e EUA. No terceiro confronto, Polônia e
Rússia medem forças, às 15h30m, e no
último, às 17h30m, jogam Bulgária e
Alemanha. Se passar às semifinais, o
Brasil enfrenta o vencedor de EUA ou
Itália, na sexta. A final acontece no do-
mingo, às 9h.
Já sabendoque a favorita Polônia per-
dera seujogo para a Austrália por 3 a 1 e
poderia estar em seu caminho, o Brasil
entrou em quadra ciente de que só co-
nheceria seu adversário por sorteio.
Bernardinhoaproveitouojogopara dar
ritmo aos reservas, e o Brasil ditou o rit-
mo desde o início. Após uminício equi-
librado, Ricardinho e Wallace entra-
ram, e o Brasil fechou o set em 25/ 21.
No segundo set, a seleção cometeu
erros de defesa e desperdiçou ataques,
permitindo aos alemães se manter na
frente e até abrir vantagem, com 16/13.
Bernardinho pôs Giba e Rodrigão, Ri-
cardinho e Wallace em quadra. Mesmo
oscilando, a equipe se impôs e fechou
em25/22. No set final, tambémrechea-
da de reservas e com Thiago Alves ga-
nhando uma chance, o Brasil melhorou
saque e bloqueio, e fechou em 25/19. l
Seleção masculina pega Argentina
VÔLEI
ARY CUNHA
ary@oglobo.com.br
Rodrigo Pessoa e Doda disputam
amanhã a final do salto individual
CLÁUDIONOGUEIRA
csn@oglobo.com.br
-LONDRES- Rodrigo Pessoa e Álva-
ro Affonso de Miranda Neto, o
Doda, estão classificados para
a final individual de hipismo,
na modalidade saltos. Embora
o Brasil tenha ficado em oitavo
por equipes, os cavaleiros con-
seguiram as vagas para a dis-
puta de amanhã, no Greenwi-
ch Park. No desempate, a Grã-
Bretanha foi campeã, e levou o
ouro. A Holanda levou a prata
e a Arábia Saudita, o bronze.
Montando Rahmannshof ’s
Bogeno, Doda teve oito pontos
perdidos em três dias de dis-
puta e passou à final em11º lu-
gar. Rodrigo Pessoa montou
Rebozo, teve dez pontos perdi-
dos e conseguiu a vaga na final
na 25ª posição. Já o cavaleiro
José Roberto Reynoso Filho,
que montou Maestro Saint
Louis, não se classificou. O
conjunto perdeu 50 pontos.
Na final desta quarta-feira,
os participantes entram zera-
dos na disputa, isto é, os resul-
tados das provas anteriores
não serão considerados. Brasi-
leiro com o melhor resultado,
Doda lamentou as duas faltas.
— Meu resultado (oito pon-
tos perdidos) não foi bom, por-
que pôs pressão sobre os cava-
leiros do Brasil que vieram de-
pois — explicou Doda.
Para Pessoa, a estratégia ago-
ra será a de descansar e recu-
perar o cavalo, para tentar um
bom desempenho.
Já Reynoso, que está fora da
final, se diz conformado.
— Para mim, é um orgulho
ter chegado até aqui, entre os
melhores. Mas hoje os ventos
não sopraram a favor — resig-
nou-se. l
HIPISMO
LUIZ ALVARENGA
Final. Doda salta no Greenwich Park
.........................................
UM
FLAGRANTE
REVELADOR
NA INTERNET
A brincadeira corre
pela internet
nos EUA:
“A primeira foto
conhecida
de Michael Phelps”
Product: OGloboEsportes PubDate: 07-08-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_F User: Schinaid Time: 08-06-2012 21:18 Color: CMYK
Ladeado pelo jamaicano Yohan Blake (prata) e
pelo americano Justin Gatlin (bronze), Usain
Bolt exibe a medalha de ouro dos 100 metros
rasos. Bolt se tornou bicampeão olímpico da
prova ao vencê-la em 9s63, novo recorde dos
Jogos e segunda melhor marca da História,
atrás apenas do recorde mundial (9s58), que
também é dele. Durante a cerimônia, Bolt foi
aplaudido de pé, como na noite de domingo.
Agora, quer ser bi nos 200m e no revezamento
4x100m, no qual a Jamaica divide o favoritismo
com os americanos.
HOMEM MAIS RÁPIDO DO
MUNDO É APLAUDIDO DE PÉ
EDDIE KEOGH/REUTERS
Usain Bolt
Terça-feira 7. 8. 2012 l Olimpíadas l O GLOBO l 7
Maurren começa defesa do título
olímpico como uma incógnita
Brasileira tem se mantido
reservada e não fala sobre
possível lesão no quadril
JORGE LUIZ RODRIGUES
jorgelr@oglobo.com.br
-LONDRES- Maurren Maggi ado-
tou em Londres comporta-
mento oposto ao de Pequim.
Quatro anos atrás, ela desem-
barcou na capital chinesa sor-
ridente e confiante para con-
quistar a primeira medalha
olímpica feminina do atletis-
mo brasileiro. Desde que che-
gouà capital inglesa, no último
dia 29, a saltadora temse man-
tido reservada, evitando os jor-
nalistas e declarações sobre
uma possível lesão no quadril.
Hoje, às 19h05m(15h05mde
Brasília), Maurren começa a
defender seu título. Precisa
saltar, no mínimo, 6,70m ou fi-
car entre as 12 melhores para
avançar à final de amanhã. A
brasileira, de 36 anos, foi cam-
peã olímpica em Pequim com
7,04m, mas, este ano, conse-
guiu, no máximo, 6,85m (em
maio), a 12ª marca da tempo-
rada entre as adversárias desta
noite.
A principal candidata ao ou-
ro é a americana Brittney Ree-
se, atual bicampeã mundial.
Este ano, Reese já saltou
7,15m, mas tem 7,19m, do ano
passado, como seu recorde ao
ar livre. No Mundial Indoor
deste ano, em Istambul, ela
saltou 7,23m.
Maurren tem como melhor
salto na carreira 7,26m, que se
mantém como recorde sul-
americano desde 1999, quan-
do a brasileira tinha 23 anos. É
o melhor salto entre todas as
32 inscritas nestas Olimpíadas,
mas, depois de Pequim, ela ja-
mais chegou sequer aos sete
metros. l
O inglês Ashley Gill-
Webb é retirado do
Estádio Olímpico
após jogar uma garra-
fa de cerveja — exibi-
da por um fiscal na
foto abaixo — na pista
de atletismo pouco
antes da largada dos
100 metros, no último
domingo. Além de ser
preso por desordem
pública, o homem, de
32 anos, levou um
tapa da judoca holan-
desa Edith Bosch, que
estava bem atrás dele
e o viu arremessar a
garrafa. “Quando ele
jogou a garrafa, me
deixei levar pela emo-
ção e bati nas costas
dele com a palma da
mão”, disse Edith,
medalha de bronze
na categoria até 70kg.
GARRAFA,
TABEFE
E PRISÃO
FOTOS DE CHRIS HELGREN/AFP
AFP
-LONDRES- Menos de 24 horas após o show domi-
nical do jamaicano Usain Bolt, o Estádio Olím-
pico se preparou para outra noite de magia no
atletismo, mas a de ontem foi marcada por sur-
presas e lágrimas. Oitenta mil pessoas viverama
expectativa de assistir à consagração de Yelena
Isinbayeva como a primeira tricampeã olímpica
numa mesma prova feminina. Acabaram ofere-
cendo o mais intenso e demorado aplauso para
o surpreendente dominicano Félix Sánchez,
que chorou copiosamente no alto do pódio dos
400m com barreiras.
Além dos inesperados bronze de Isinbayeva
no salto com vara e ouro de Sánchez, também
marcarama noite a perda de uma invencibilida-
de de dois anos da neozelandesa Valerie Adams
no arremesso do peso, a primeira medalha da
história de Granada, com a vitória de Kirani Ja-
mes nos 400m rasos, e o fracasso das mulheres
do Quênia em assegurar o primeiro ouro olím-
pico do país nos 3.000m com obstáculos.
APOSENTADORIA PODE FICAR PARA O RIO
Dona de 28 recordes mundiais, Isinbayeva ten-
tou se mostrar otimista após a prova de ontem.
Arussa foi para o tudo ou nada embusca do ou-
ro, mas não conseguiu ultrapassar o sarrafo ele-
vado a 4,80m, depois de ter falhado em duas
tentativas a 4,75m. Deu tchauzinho para a torci-
da, agradeceu o apoio e se mostrou satisfeita
com o bronze, antes de anunciar que pode mu-
dar de planos.
— Este bronze me diz algo como “Yelena, não
pare” — disse. —Meu plano era pegar o ouro e
me aposentar depois de Londres. Mas não vou
me aposentar com um bronze. Vou pensar so-
bre o Rio (2016), em pegar minha medalha de
ouro e depois me aposentar.
A multicampeã ainda não confirmou se vai
disputar o Mundial-2013, em Moscou. Como
acontecerá em seu país, estará lá, mas não sabe
ainda em que situação.
— Eu não sei sobre Moscou, mas é claro que
estarei lá de qualquer maneira. Gostaria de des-
cansar, mas, por agora, nada sei. Estou contente
que as Olimpíadas tenham terminado, pois fo-
ram muito desgastantes — encerrou a entrevis-
ta na zona mista.
Vice-campeã olímpica em Pequim-2008, a
americana Jennifer Suhr assistiu à Yelena Isin-
bayeva saltar 5,05me quebrar o recorde mundi-
al na final de quatro anos atrás, no Ninho do
Pássaro. Ontem, a russa era a favorita para o
inédito terceiro ouro consecutivo, mas a noite
de Isinbayeva esteve longe daquele desempe-
nho estelar de Pequim. Suhr, de 30 anos, tam-
bém sofreu para confirmar sua vitória com
4,75m, depois de ter tentado três vezes, sem su-
cesso, superar os 4,80m.
— É realmente de perder o fôlego. É algo tão
emocionante que eu não consigo descrever. É
preciso muita resistência, dedicação e força
mental. Eu e meu marido (técnico) consegui-
mos manter a fé, superar lesões e trabalhar jun-
tos para conseguir esse objetivo — disse a nova
campeã olímpica.
Aoutra surpresa da noite foi a prata da cubana
Yarisley Silva, que também terminou com
4,75m, a melhor marca da carreira da atual
campeã pan-americana e que havia derrotado
Fabiana Murer em Guadalajara-2011.
—Estou realmente orgulhosa porque é a pri-
meira medalha (olímpica) da história de Cuba
no salto com vara. Não importava a cor, mas,
sim, ganhá-la — disse a caribenha de 25 anos.
Félix Sánchez fez a melhor marca de sua car-
reira nos últimos oito anos ao ganhar os 400m
com barreiras em 47s63 — mesmo tempo com
que ganhouo ouro emAtenas-2004 —deixando
a prata para a revelação Michael Tinsley (EUA),
com 47s91, e o bronze para Javier Culson, de
Porto Rico: 48s10. Duas vezes campeão olímpi-
co (Sydney-2000 e Pequim-2008), o americano
Angelo Taylor acabou em quinto (48s25), atrás
do britânico e atual campeão mundial (Dae-
gu-2011), Dai Greene (48s24). Sánchez, de 34
anos, tornou-se o mais velho campeão olímpico
dos 400m com barreiras.
— Ninguém esperava por isso. Os dominica-
nos esperavam pelos Mundiais (2001 e 2003),
mas ninguém acreditava nisso. Muitas pessoas
disseram que eu deveria me aposentar, mas eu
emperrei o sonho deles. Todos devem estar ce-
lebrando agora — afirmou Sánchez, que com-
petiu com o retrato da avó, que morreu durante
os Jogos de Pequim, por baixo de seu nome. —
Eu queria somente deixá-la orgulhosa. Por isso,
corri com a foto dela perto do meu coração.
BRASIL TEVE PRIMEIRA FINALISTA NO PESO
Primeira finalista brasileira na história olímpica
do arremesso do peso (desde 1948), a paulista
Geisa Arcanjo fez a melhor marca da carreira.
Ela conseguiu 19,02mna terceira das seis tenta-
tivas e acabou em oitavo lugar entre as 12 com-
petidoras. Foi uma evolução para Geisa, de ape-
nas 20 anos, que tinha 18,84m como melhor re-
gistro da carreira e da temporada. Campeã
mundial juvenil em2010, a paulista acabou sus-
pensa e perdendo a honraria por resultado po-
sitivo para doping por uso de umdiurético. Pela
manhã, na qualificatória, Geisa havia marcado
18,47m e se classificado em 11º lugar.
A campeã olímpica foi a bielorrussa Nadzeya
Ostapchuk, de 31 anos, que marcou 21,36m e
garantiu a primeira medalha de seu país em
Londres-2012.
— É minha terceira Olimpíada e foi um longo
caminho até esta medalha de ouro — disse a
vencedora.
A de prata ficou com a super favorita Valerie
Adams, da Nova Zelândia, que perdeu a inven-
cibilidade de 24 provas ou dois anos. A última
derrota dela havia sido justamente para Nad-
zeya Ostapchuk, em 22 de agosto de 2010, em
Zurique (Suíça). A russa Evgenya Kolodko ga-
nhou o bronze, com 20,48m.
— Estou desapontada, para ser honesta. Ten-
tei atingir meu objetivo, mas estava impossível
—disse Valerie Adams, de 27 anos, que quase fi-
cou fora da competição por um erro do Comitê
Olímpico da Nova Zelândia, que esqueceu de
confirmar a inscrição na lista de saída.
Nos 400m, ganhou o favorito Kirani James. O
ouro dele significoua primeira medalha de Gra-
nada na história das Olimpíadas. Atual campe-
ão mundial, o velocista marcou 43s94, o melhor
tempo do ano. A prata ficou com o campeão
mundial júnior, Luguelin Santos, da República
Dominicana, com44s46, e o bronze comLalon-
de Gordon (Trinidad e Tobago): 44s52.
Nos 3.000m com obstáculos feminino, Milcah
Chemos liderou a temporada inteira e esperava
se consagrar com o primeiro ouro de uma que-
niana na história olímpica da prova. Nove mi-
nutos depois da largada, a disputa terminou
com a russa Yuliya Zaripova campeã, em
9m06s72, seguida por Hbiba Ghribi (Tunísia),
com 9m08s37, e Sofia Assefa (Etiópia), com
9m09s84. Milcah chegou em quarto, com
9m09s88. l
Com as atenções voltadas para a consagração da saltadora russa, multidão celebra o reencontro do veterano dominicano com o ouro
JORGE LUIZ RODRIGUES
jorgelr@oglobo.com.br
LUCY NICHOLSON/REUTERS
SURPRESA.
Sánchez vibra
com a vitória
nos 400m com
barreiras, aos 34
anos, que o
transformou no
mais velho
campeão
olímpico da
prova
Félix Sánchez rouba a festa de Isinbayeva
ATLETISMO
U
Marcas dodominicano
BICAMPEÃO OLÍMPICO
Atenas (2004) - 47s63
Londres (2012) - 47s63
BICAMPEÃO MUNDIAL
Edmonton ( 2001) - 47s49
Paris (2003) - 47s25
CAMPEÃO PAN-AMERICANO
Santo Domingo (2003) - 48s19
CAMPEÃO DO GRAND PRIX DA IAAF (FEDE-
RAÇÃO INTERNACIONAL DE ATLETISMO)
Paris (Chárlety, 2002) - 47s62
CAMPEÃO DA LIGA DE OURO 2002
Por ter vencido todas as etapas (Oslo, Paris,
Roma, Mônaco, Zurique, Bruxelas e Berlim),
recebeu 12,5 quilos de ouro como prêmio
43 PROVAS DE INVENCIBILIDADE
Entre julho de 2001 e setembro de 2004,
quando foi desclassificado na final da etapa
de Bruxelas da Liga de Ouro. A série invicta
lhe valeu o apelido de Super Félix
PRIMEIRO MEDALHISTA DE OURO DA
REPÚBLICA DOMINICANA
Atenas (2004)
Product: OGloboEsportes PubDate: 07-08-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_G User: Schinaid Time: 08-06-2012 21:13 Color: CMYK
Um Neymar
para inglês ver
-MANCHESTER- Desde que desembarcou para jogar
as Olimpíadas, Neymar só teve paz em Man-
chester, palco da semifinal de hoje contra a Co-
reia do Sul, às 15h45m (de Brasília) — a outra
semifinal será México x Japão, às 13h, em Lon-
dres. Ele foi vaiado num amistoso em Middles-
brough, criticado emCardiff, novamente vaiado
em Newcastle. Mas foi no Old Trafford que jo-
gou seu melhor futebol, contra a Bielorrússia, e
saiu aplaudido pela única vez. Os ingleses o ro-
tularam como jogador que simula faltas, algo
que abominam. E, diante do favoritismo brasi-
leiro no torneio, abraçaram os rivais da seleção.
Neymar virou alvo e não parece abalado. Mas,
para que ele e a seleção conquistemo público, o
craque precisa convencer os ingleses de seu ta-
lento.
Prever a reação da plateia é difícil. Mas a parti-
da contra a Coreia será justamente no estádio
do “mais asiático” dos clubes ingleses. O Man-
chester United virou febre no continente, atrai
milhares de visitantes da Ásia e, como parte de
sua estratégia de marketing, usou exatamente
um sul-coreano: o atacante Park, que acaba de
sair do clube após sete anos. Se vencer, o Brasil
irá a sua terceira final olímpica. A última foi há
24 anos, em 1988, em Seul, na Coreia do Sul.
As estatísticas dizemque a perseguição a Ney-
mar nas Olimpíadas é injusta. Após simular fal-
tas, ganhar a antipatia das arquibancadas e ou-
vir comentários de reprovação de companhei-
ros e do técnico Mano Menezes no amistoso
com a Grã-Bretanha, em Middlesbrough, ele
passou a ser exemplar. Tem números elogiáveis
na disciplina. É o jogador que mais sofreu faltas
na seleção brasileira: 16 emquatro jogos. Só co-
meteu três. E não levou ne-
nhum cartão amarelo, seja por
simulação ou por faltas. E par-
ticipou de lances decisivos.
— Eu fico tranquilo e jogo o
meu futebol. Quando vaiam,
não me dá vontade de mostrar
nada a ninguém, só de ajudar o
time. Não estou querendo dar
show. Quero ir à final e ganhar
o título —disse Neymar, que já
precisou até ouvir críticas do
técnico do Egito após a estreia,
afirmando que o brasileiro
gostava de “se exibir”.
Neymar e Mano Menezes ve-
em uma chance de crescimen-
to na situação que o atacante
vive nas Olimpíadas.
—É bompara eu crescer dos
dois lados: sou aplaudido no
Brasil e vaiado aqui na Ingla-
terra — afirmou Neymar.
Não é só a fama de “cai, cai”. Os ingleses ten-
dem a torcer contra o favorito absoluto do tor-
neio. E é Neymar quem sofre diante da marca-
ção implacável, dentro e fora de campo.
— É importante para Neymar conviver com
isto. Tem torcida a favor e contra — disse Mano
que temelogiado o comportamento do jogador.
— Ingleses gostam de um tipo de jogo, é cultu-
ral. E reagem quando alguém faz diferente.
Em volta de Old Trafford, o que se vê são hor-
das de asiáticos. O clube tem um fortíssimo tra-
balho de marketing voltado para o mercado ori-
ental. E a contratação de Park teve a ver com is-
so, embora seu desempenho técnico tenha cor-
respondido. Ao redor do Old Trafford, os rostos
asiáticos são quase 60% do público que faz o
tour pelo estádio.
— É possível que o público daqui tenha uma
simpatia pela Coreia. Os coreanos gostam mui-
to do Manchester United porque Park é um
símbolo, um herói por lá — disse Joe Hyung,
jornalista da tv coreana "YTN".
— É o clube mais famoso na Ásia. Todos
viajam para visitar. Inclusive as mulheres,
porque Beckham jogou aqui e era muito
bonito — surpreende a chinesa Jizhou
Sun, de 27 anos, cheia de sacolas na
porta da megaloja do United.
Humor do público à parte, a
seleção percebeu que a deci-
são começou. Antes isolado
do restante do mundo olím-
pico, o futebol já virou as-
sunto. O número de jor-
nalistas no treino de on-
tem mais do que dupli-
cou. E Mano Menezes
mudou o hábito: não
fez o tradicional rachão
e, pela primeira vez des-
de o início do torneio,
comandou um treino tático, an-
tes evitado por causa do desgaste
físico.
O técnico fechou a primeira
hora do treino, deixando no ar
dúvidas sobre mudanças no time. A
defesa é o que mais preocupa. É a mais vazada
dentre os semifinalistas: levou cinco gols nas
Olimpíadas. Mano Menezes conversou indivi-
dualmente com o volante San-
dro e o lateral Rafael após o
treino. Coube ao zagueiro e ca-
pitão Thiago Silva erguer a voz
e apontar os problemas.
— Antes do jogo com Hon-
duras, eu mostrei a eles a me-
dalha de bronze que ganhei
em Pequim. E disse que não
quero parar por aqui. Para nos
vencer, vão ter que correr mais
do que a gente. Esperei quatro
anos por este momento. Se
Olimpíada fosse fácil, o Brasil
já teria ganho — disse Thiago
Silva, que revelou conversas
frequentes. —Amarcação pelo
lado esquerdo é nosso ponto
fraco. Estou no mesmo quarto
que o Marcelo e falei muito
com o Juan, porque tivemos
uma discussão contra Hondu-
ras e isso podia prejudicar o
grupo. Já nos desculpamos.
Brasil: Gabriel, Rafael, Thiago Silva, Juan e
Marcelo; Sandro, Rômulo, Hulk e Oscar; Ney-
mar e Leandro Damião. Coreia do Sul: Lee
Bumyoung, OhJaesuk, KimYounggwon, Hwang
Seokho e Yun Sukyoung; Ki Sungyueng, Park
Jongwoo, Koo Jacheol, KimBokyung e NamTae-
hee; Park Chuyoung. Juiz: Pavel Kralovec (Re-
pública Tcheca). l
Alvo do público, craque tenta levar o Brasil à final olímpica. Mano
faz mistério e fecha treino para jogo com a Coreia. Capitão admite
preocupação com defesa, a mais vazada entre os semifinalistas
CARLOS EDUARDOMANSUR
carlos.mansur@oglobo.com.br
Maturidade. Neymar
encara as cobranças
como uma chance de
crescer: o torcedor
inglês têm vaiado o
craque, seja para ficar
do lado mais fraco ou
por rejeitar simulações
de falta
FUTEBOL
ALEXANDRE CASSIANO
8 l O GLOBO l Olimpíadas l 3ª Edição Terça-feira 7. 8. 2012
Decisão pelo ouro será
quinta-feira, no tradicional
estádio de Wembley
ANDREW YATES/AFP
Festa. Morgan e Rapinoe (à direita) comemoram um dos gols dos EUA
-LONDRES E MANCHESTER- Atual cam-
peã mundial, a seleçãojapone-
sa feminina de futebol vai bri-
gar pela medalha de ouro nos
Jogos de 2012. Depois de eli-
minar o Brasil nas quartas de
final, comuma convincente vi-
tória por 2 a 0, ontem as asiáti-
cas sofreram bem mais para
superar a França por 2 a 1.
Na final, marcada para quin-
ta-feira, no estádio de Wem-
bley, as japonesas enfrentarão
as americanas, que passaram
pelo Canadá na prorrogação (4
a 3), após empate de 3 a 3 no
tempo regulamentar. O gol da
classificação veio já nos acrés-
cimos do tempo extra.
Os Estados Unidos foram
campeões olímpicos três vezes
— 1996, 2004 e 2008 — e prata
em 2000. Seria a primeira vez
que ficariamde fora da final de
uma Olimpíada.
O duelo entre Japão e França
foi sensacional. As japonesas
começaram melhor e abriram
o marcador aos 31 minutos,
com Ogimi, após falha grotes-
ca da goleira Bouhaddi, que
soltou uma bola fácil nos pés
da atacante do Japão.
A França pressionou muito,
mas não conseguiupassar pela
forte defesa asiática e foi para o
intervalo em desvantagem.
Logoaos três minutos da eta-
pa final, Sakaguchi, de cabeça,
fez o segundo gol do Japão.
Quem achou que a partida es-
tava decidida enganou-se re-
dondamente.
As francesas partiram para o
tudo ou nada e diminuíram
aos 30 minutos, com gol de Lê
Sommer. Dois minutos depois,
ela mesma foi derrubada na
área e a árbitra marcoupênalti.
A capitã Bussaglia cobrou para
fora e desperdiçou a chance de
empatar a partida.
A classificação dos Estados
Unidos foi dramática. O Cana-
dá esteve sempre à frente do
placar, graças à atuação sensa-
cional de Sinclair, sua capitã,
que fez os três gols da equipe.
Mesmo sempre tendo de ti-
rar a diferença, as americanas
jamais se entregaram. Rapinoe
marcou duas vezes, uma delas
comgol olímpico —Wambach
fez o outro, cobrando pênalti
que a mesma Rapinoe sofrera.
Na prorrogação, os Estados
Unidos foram melhores a mai-
or parte do tempo e consegui-
ram a vaga com um gol de
Morgan, de cabeça, já nos
acréscimos. l
Estados Unidos e Japão farão a final do torneio feminino
Da estreia no time profissional do Santos, em 7 de março de 2009, até o
jogo de hoje em Manchester, passaram-se pouco mais de três anos. Neste
tempo, Neymar se tornou o jogador mais importante do futebol brasileiro,
graças aos dribles e, principalmente, aos gols. Foram 212 jogos e 123 gols
— 111 pelo Santos e nove pela seleção principal, cuja estreia foi em 27 de
julho de 2010. Nas Olimpíadas, até agora, fez três em três jogos.
Neymar
20 anos | 123 gols
“Quando vaiam,
não me dá vontade
de mostrar nada
a ninguém, só
de ajudar o time...
Quero ir à final
e ganhar o título”
Neymar
_
TRANSMISSÃO: Sportv, Record e ESPN
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Terça-feira 7. 8. 2012 l Esportes l O GLOBO l 9
Raul Colombo, presidente da
Confederação Sul-America-
na de Futebol, prometeu um
pronunciamento, hoje, sôbre
o Peñarol x Santos disputado
em Santos. O juiz Robles, em
relatório escrito, deixou esta-
belecido que o jôgo terminou
comvitória doPeñarol por 3 x
2 e que, depois, o restante do
encontro “teve caráter amis-
toso”. Afirmou Colombo que
estava presente no estádio
quando o Santos autorizou
que o encontro prosseguisse
em caráter amistoso (!?). Os
observadores consideram
que, se Colombo admitir as
afirmativas de Robles, deverá
ser jogada a terceira partida
decisiva no sábado, às 20h,
na Argentina ou no Peru.
Santos e Peñarol
na expectativa
Vítima de enfarte, faleceu on-
tem, às 11h, Osvaldo Melo. As
novas gerações de torcedores
talvez não identifiquem no
desportista que acaba de fale-
cer umdos maiores craques de
futebol do Brasil, em todos os
tempos. Osvaldinho, o Prínci-
pe, meia-direita de classe ex-
traordinária, foi do América,
seu único clube, das seleções
carioca e brasileira. Na história
do futebol nacional, figura em
destaque o seu feito extraordi-
nário: um goal de placa autên-
tico, em1929, quando a sele-
ção carioca enfrentou o qua-
dro escocês Mortherwell. For-
mou com Pascoal, do Vasco,
uma ala famosa, praticamente
a fundadora da tabelinha no
futebol brasileiro.
Morre Osvaldinho,
o Príncipe rubro
Há50anos 7de agosto de 1962
JOSÉFIGUEIREDO
A camisa de número 99 é a lembrança
que Vágner Love não está 100%. Se não
marcar contra o Figueirense amanhã,
em Florianópolis, o atacante do Fla-
mengo chegará ao nono jogo sem gol
no período de dois meses. Observador,
o técnico Dorival Júnior percebeu o
que pode ser umdos motivos do fimda
lua de mel do artilheiro com as redes:
solidão. Ontem, escalou dois atacantes
ao seu lado, Negueba e Thomás, mas
nem assim o gol saiu.
Se depender das conclusões de Love
no treino no Ninho do Urubu, a relação
dele com a bola está por um fio. Apesar
de ser paixão antiga, ela já não é tratada
comtanto carinho. Emmeio às novida-
des, como a possibilidade da barração
de Ibson, a volta de Felipe ao gol e as
estreias do zagueiro Thiago Medeiros e
do volante Cáceres, o panorama para o
atacante se manteve. Ontem, protago-
nizou momento constrangedor.
Dorival comandava um insistente
treinamento de bolas aéreas. Depois de
a zaga cortar um cruzamento, a bola
sobrou para Felipe, que fez boa reposi-
ção, nos pés de Vágner Love. Com o gol
à frente, ele conseguiu acertar a trave.
Na sequência, o goleiro Carné afastou.
Os jogadores ficaram perplexos. Love
não achou graça. Leonardo Moura já
havia dito que o time não poderia dei-
xá-lo sozinho, lutando no ataque. Abri-
ga, ao que parece, é com ele próprio.
Todos torcempara que volte ao normal
dentro do esquema proposto por Dori-
val. E ajude o Flamengo a vencer, o que
não acontece há quatro jogos.
— O que Joel Santana não enxergou,
Dorival veio para fazer diferente. Aqui-
lo que estávamos fazendo, talvez não
fosse certo. Joel, talvez, não tenha dado
oportunidade a todos — disse Renato.
LIEDSON SERÁ APRESENTADO
Love teve todas as oportunidades antes
para combater o doloroso hiato que se-
para o artilheiro do gol. Ao escalar Ne-
gueba e Thomás ao lado do atacante,
Dorival espera promover o
reencontro de Love como gol e
do time com a vitória. Ele se
preocupa com o ataque sem
descuidar da defesa. Eleito um
dos melhores zagueiros do úl-
timo Carioca, Thiago Medeiros
quer provar que pode ser um
sucesso nacional.
Assim como o paraguaio Cá-
ceres, regularizado, precisa
romper a fronteira do meio-
campo e ajudar a levar time à
frente. Ibson terá que recupe-
rar a vaga e a confiança do trei-
nador. Como fez o goleiro Feli-
pe, que treinou com os titula-
res na segunda parte do coleti-
vo. Paulo Victor trabalhou à
parte após iniciar como titular.
—Titularidade se busca den-
tro de campo e quem entra no
time precisa ser respeitado. Eu
tenho 15 anos de bola e não te-
nho lugar cativo. Para isto so-
mos pagos, para saber respei-
tar o outro — declarou Renato,
que recuperou sua vaga na
equipe rubro-negra.
Otreinador dava voz a umti-
me ainda sem cara, mas que
começa a tomar forma. Dorival
dividia as responsabilidades
na marcação como quem deli-
mita territórios. Marcou espa-
ços na grande área para tentar
evitar os gols na jogadas aéreas
e gritou para se fazer entender:
— Se algum adversário ficar
livre, alguémaqui deu bobeira.
O atacante Liedson deverá
ser apresentado hoje. A CBF
anunciou que o jogo com o
Atlético-MG será em 26 de se-
tembro, em Volta Redonda. l
Dorival põe dois atacantes ao lado de artilheiro, que perde gol em treino e pode chegar ao nono jogo sem marcar
GIANAMATO
gian.amato@oglobo.com.br
CEZAR LOUREIRO
Sempontaria.
Vágner Love
chuta e acerta a
trave antes de o
goleiro Carné
afastar a bola:
má fase até
mesmo no treino
Para curar os males de Love no Fla
CAMPEONATO BRASILEIRO
Felipe vira
dúvida
no Vasco
Depois de perder a chance de
ser líder do Campeonato Bra-
sileiro ao empatar em 0 a 0
com o Corinthians em São Ja-
nuário no domingo, o Vasco
deverá sofrer uma baixa im-
portante: Felipe sentiu dores
no joelho direito e passou a ser
dúvida para o jogo como Sport
amanhã, na Ilha do Retiro.
O jogador já havia desfalca-
do o time contra o Santos por
sentir dores no local. Ontem,
com cinco minutos de treino
em São Januário, Felipe voltou
para o vestiário. Ele será reava-
liado pelo departamento mé-
dico do clube antes de o time
viajar para Recife hoje.
OVasco terá a volta de Dedé,
que cumpriu suspensão no
empate com o Corinthians.
Sem sofrer gols há seis jogos, o
time não consegue marcar há
duas partidas.
— Vamos voltar a marcar.
Pode ser na próxima partida.
Nossa equipe faz gol em quase
todos os jogos — disse o técni-
co Cristóvão Borges. l
Jogador sente dores no joelho
direito e pode desfalcar time
contra o Sport amanhã
Jogador de 23 anos chega ao
Rio após eliminação nas
Olimpíadas com a seleção
JORGE WILLIAM
Equipamento. Iluminação artificial para melhorar o gramado
O uruguaio Nicolás Lodeiro,
de 23 anos, será apresentado
hoje no Botafogo. Depois de
ser eliminado coma seleção de
seu país das Olimpíadas de
Londres, o meia desembarcou
ontem no Rio de janeiro e o
clube marcou a sua apresenta-
ção para depois do treino da
tarde no Engenhão.
O jogador assinou contrato
de quatro anos com o clube al-
vinegro antes de viajar para
Londres. O meia estava no
Ajax, da Holanda.
Ainda sem data para estrear,
Lodeiro já poderá desfalcar o
Botafogo no próximo dia 15,
porque foi convocado para o
amistoso do Uruguai contra a
seleção francesa, em Le Havre,
na França. A partida acontece-
rá no mesmo dia em que o Bo-
tafogo jogará com o Sport no
Engenhão pelo Brasileiro.
Ontem, o volante Amaral já
participou do treino dos joga-
dores reservas no Engenhão.
Ele estava no Cruzeiro antes de
ser contratado pelo Botafogo
até o fim do ano.
O clube apresentará até
amanhã as seis máquinas de
iluminação artificial do grama-
do do Engenhão, com as quais
espera melhorar a qualidade
do campo.
Amanhã, às 21h50m, o Bota-
fogo enfrentará o Palmeiras no
Engenhão. l
Lodeiro, meia uruguaio, será
apresentado hoje no Botafogo
O Fluminense conquistou três
pontos contra o Coritiba, mas
perdeu dois jogadores impor-
tantes. Deco e Wellington Nem
sofreram estiramentos na coxa
esquerda e não têm previsão
para voltar ao time.
Deco pediu para sair no iní-
cio do segundo tempo da vitó-
ria sobre o Coritiba por 2 a 0 no
último domingo no Estádio
Couto Pereira. Ele se machu-
cou ao tentar fazer uma lança-
mento. Deco sofreuestiramen-
to grau 2 na coxa e, segundo o
departamento médico do Flu-
minense, ficará fora do time
por tempo indeterminado.
Wellington Nem teve a mes-
ma lesão, mas de grau 1. Am-
bos estão em tratamento para
diminuir a dor no local e serão
reavaliados a cada semana.
Em compensação, o volante
Diguinho e o atacante Rafael
Sóbis, recuperados de lesão,
deverão ser relacionados para
o próximo jogo do Fluminen-
se, quinta-feira, contra o São
Paulo, em São Januário.
A CBF transferiu o jogo com
o Sport, dia 18, do Engenhão
para Volta Redonda. l
Deco e Nem
sem prazo para
voltar ao Flu
Desabamento fere cinco nas obras
do Estádio Mané Garrincha
Um dos funcionários chegou a
ficar preso nos escombros do
futuro palco da Copa de 2014
VINICIUS SASSINE
vinicius.jorge@bsb.oglobo.com.br
-BRASÍLIA- O desabamento de
uma laje, que arrastou vigas na
queda, feriu cinco operários
que trabalham nas obras do
Estádio Nacional de Brasília
Mané Garrincha, uma das are-
nas da Copa das Confedera-
ções em 2013 e da Copa de
2014. Até as 20h15mde ontem,
um dos trabalhadores ainda
estava sendo resgatado por
bombeiros. Preso em escom-
bros, o operário aparentava
não ter sofrido ferimentos gra-
ves e conversava com os bom-
beiros. Os outros quatro operá-
rios foram levados ao Hospital
de Base, um deles inconscien-
te e com suspeita de múltiplas
fraturas. O estado de saúde
deste trabalhador era o mais
grave, de acordo com o Corpo
de Bombeiros.
O acidente aconteceu por
volta das 17h30m. Onze carros
do Corpo de Bombeiros foram
enviados ao estádio. Helicóp-
teros também serviram ao res-
gate. Em junho, José Afonso de
Oliveira Rodrigues, de 21 anos,
caiu de uma altura de 30 me-
tros e morreu no estádio.
As obras são responsabilida-
de do Consórcio Brasília 2014,
formado pelas empreiteiras
Via Engenharia e Andrade Gu-
tierrez. A assessoria do gover-
nador Agnelo Queiroz (PT)
atribuiu a responsabilidade ao
consórcio. A assessoria do
consórcio não se manifestou.
—Não há confirmação de
óbito. Uma vítima estava semi-
consciente, com suspeita de
fraturas. As outras estavam
bem. E o que está preso nas
ferragens aparenta estar bem
— disse Mauro Sérgio, coronel
do Corpo de Bombeiros do
Distrito Federal. l
Product: OGloboEsportes PubDate: 07-08-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_I User: Schinaid Time: 08-06-2012 21:34 Color: CMYK
“Se não fossem umas
três bolas do Alison
no tie break, talvez
a gente não estivesse
conversando sobre
semifinal agora”
Emanuel
Jogador de vôlei de praia
10 l O GLOBO l Olimpíadas l Terça-feira 7. 8. 2012
Hoje naweb
oglobo.com.br/esportes
Veja como seria a
disputa entre o
jamaicano Usain
Bolt e todos os
outros campeões
olímpicos dos
100m rasos
desde 1896
l Infográfico
Ouro na ginástica,
Arthur Zanetti foi o
destaque do Brasil
ontem. Confira
imagens dos outros
atletas brasileiros
em ação nos Jogos
nesta segunda-feira
l Fotogaleria
Nossa campeã
começa a luta pelo
bi no salto em
distância. Confira.
l Fotogaleria
Semifinal: Brasil
x Coreia do Sul
l Tempo real
Vôlei, handebol
e vôlei de praia
l Confira também
-LONDRES- Quando se tem 2,03m de altu-
ra, é difícil passar despercebido. Mas,
ao lado do campeão olímpico Emanu-
el, o gigante Alisoncostuma ser coadju-
vante. Só que foi graças à energia do ca-
pixaba que o Brasil está nas semifinais
do torneio masculino de vôlei de praia.
Coube a ele a função de ser o astro bra-
sileiro nas quartas de final, com saques
e bloqueios cruciais na duríssima vitó-
ria sobre os poloneses Prudel e Fijalek
por 2 a 1 (21/17, 16/21 e 17/15), ontem,
na arena de Horse Guards Parade. Foi a
salvação da pátria horas antes de Ricar-
do e Pedro Cunha seremeliminados de
forma inapelável pelos alemães Brink e
Reckermann por 2 a 0 (21/15 e 21/19).
Hoje, o Brasil tem duas chances de ir
à final na areia. No masculino, Emanuel
e Alison abrem a programação do dia
às 13h (de Brasília), contra Plavins e
Smedins, da Letônia, que ontem sur-
preenderam os americanos Gibb e Ro-
senthal e vencerampor 2 a 1 (19/21, 21/
18 e 15/11). No feminino, Juliana e La-
rissa jogam às 17h (de Brasília) contra
as americanas Kessy e Ross, que derro-
taram as tchecas Slukova e Kolocova
por 2 a 0 (25/23 e 21/18).
— Se não fossem umas três bolas do
Alison no tie break, talvez a gente não
estivesse conversando sobre semifinal
agora — resumiu Emanuel.
RICARDO E PEDRO CUNHA FORA
O veterano de 39 anos sabia do que es-
tava falando. Líderes do ranking mun-
dial, ele e Alison eram favoritos diante
dos jovens Prudel e Fijalek. Os polone-
ses forçaram o saque em cima de Ema-
nuel e conseguiram desestabilizar a
dupla brasileira. O campeão olímpico
de Atenas-2004 estava muito mal no
ataque, acertando menos da metade
das tentativas: 27 de 55. Ovento dificul-
tava o jogo e aumentava o número de
erros. No tie break, a dupla da Polônia
abriu vantagem depois de três erros se-
guidos de Emanuel e chegou a ter um
match point em 14 a 13. Mas, logo de-
pois, Alison acertou um ótimo saque e,
em seguida, fechou o jogo com uma
cortada enfática.
— O saque deles estava muito bom,
jogava o Emanuel para o fundo. E o
meu levantamento não estava legal —
disse Alison, prevendo dificuldade na
semifinal de hoje. — Os dois jogadores
da Letônia são habilidosíssimos. Jogam
tranquilos, soltos. Agora, vamos abai-
xar a adrenalina, que o jogo foi muito
emocionante. Vamos buscar essa vaga
na final com muita garra.
A vibração de Alison fez falta a Ricar-
do e Pedro Cunha. Jogando com a cara
fechada e errando demais, a dupla não
foi páreo para Brinke e Reckermann,
terceiros colocados no ranking mundi-
al. Os alemães sacaram o tempo todo
em Pedro Cunha, que não conseguiu
passar bem. Após o jogo, Ricardo, que
tem um ouro, uma prata e um bronze
olímpicos no currículo, deixou claro
que sua participação nas Olimpíadas
do Rio, em 2016, é improvável.
—Ociclo olímpico é muito longo. Va-
mos ver o que a gente cria como objeti-
vo novo. Temos que pensar a cada tem-
porada — disse o jogador, de 37 anos.
Na outra semifinal, Brink e Recker-
mann enfrentam os holandeses Num-
merdor e Shuil, que eliminaram os ita-
lianos Nicolai e Lupo após uma vitória
por 2 a 0 (21/16 e 21/18). No torneio fe-
minino, a outra vaga na final ficará com
a dupla vencedora da partida entre as
americanas Walsh e May, bicampeãs
olímpicas, e as chinesas Xue e Zhang
Zi, segundas no ranking mundial. l
Alison e Emanuel suam para vencer dupla polonesa, mas avançam para a semifinal
TIAGOCAMPANTE
tiago.campante@extra.inf.br
FOTOS DE MARCELO DEL POZO/REUTERS
Na raça. Fundamental na vitória brasileira, Alison bloqueia o polonês Fijalek na partida que valeu a classificação para a fase semifinal
Na hora certa, o gigante
apareceu na areia
VÔLEI DE PRAIA
N
ão são somente
nas pistas, arenas,
quadras e piscinas
que as Olimpíadas
de Londres estão batendo
recordes. A presença nas ar-
quibancadas, motivo de pre-
ocupação no início das com-
petições, alcançou números
satisfatórios para os organi-
zadores. O transporte públi-
co da capital inglesa superou
todas as marcas, graças à
movimentação em direção
ao Parque Olímpico e às ou-
tras instalações.
Segundo as autoridades
britânicas, o dia de maior
movimentação da história
do metrô foi na última sexta-
feira, com 4,4 milhões de
pessoas, superando o núme-
ro da quinta-feira passada,
que teve 4,3 milhões. A esta-
ção de West End, onde estão
localizados os teatros da ci-
dade, por exemplo, teve um
aumento de 7%na quantida-
de de pessoas que circula-
ram por suas instalações.
O DRL, o trem leve sobre
trilhos, está experimentando
um crescimento incrível de
passageiros. Pela primeira
vez transportou mais de 500
mil pessoas numúnico dia, o
que significa uma elevação
de 70% em relação aos dias
normais. Outro meio de
transporte que vive o espíri-
toolímpicoé otrem. Orecor-
de obtido na semana passa-
da foi de 2,8 milhões de pes-
soas transportadas, um au-
mento de 27%. Até mesmo as
bicicletas, que podem ser
alugadas em quase todas as
esquinas londrinas, ao custo
de uma libra por dia, entram
para as estimativas. Em ju-
lho, foram usadas por mais
de um milhão de ciclistas.
— Bilhões de libras foram
investidos nas melhorias do
nosso sistema de transportes
antes dos Jogos e até agora
estamos conseguindo man-
ter tudo dentro da normali-
dade de um evento deste
porte — disse o prefeito de
Londres, Boris Johnson.
Ao mesmo tempo em que
estes números são impressi-
onantes, eles também são
assustadores para os cario-
cas. O Rio de janeiro terá
condições de transportar ta-
manho volume de pessoas
daqui a quatro anos?
Na parte esportiva, já fo-
ram conquistadas, até o últi-
mo domingo, 428 medalhas
por atletas de 58 países, com
um total de 32 recordes
mundiais e 85 olímpicos
quebrados. Para assistir a es-
tes feitos, mais de 5,5 mi-
lhões de espectadores esti-
veram presentes nas 30 ins-
talações que abrigam as
competições e no Parque
Olímpico desde o início dos
Jogos, dia 27 de julho. A ex-
pectativa do Comitê Organi-
zador Local (Locog, na sigla
em inglês) é de que oito mi-
lhões de pessoas possam as-
sistir, in loco, aos Jogos até o
próximo domingo.
Paul Deighton, principal
executivo do Locog, mostra-
se muito satisfeito com os
números olímpicos.
— Estou muito orgulhoso
do show que a Grã-Bretanha
está dando. Do tremendo
desempenho dos nossos
atletas (até ontem, 40 meda-
lhas, com 18 de ouro, 11 de
prata e 11 de bronze) e da
minha equipe que está se
dedicando às Olimpíadas há
sete anos. Isso sem falar no
extraordinário trabalho dos
nossos voluntários — diz
Deighton. — As estrelas dos
Jogos são os atletas e esta-
mos muito satisfeitos em
dar-lhes um palco para bri-
lhar. Mas eles estão nos di-
zendo que as estrelas são as
multidões.
Anteontem, no segundo
domingo de competições, o
Parque Olímpico, na zona
leste da cidade, teve 231 mil
visitantes, o que já é consi-
derado o dia com maior mo-
vimento em seus 200 hecta-
res. Desde que foi aberto pa-
ra a visitação pública —o in-
gresso custa 10 libras, cerca
de R$ 32 —, mais de um mi-
lhão de pessoas de várias na-
cionalidades — e muitas
pintadas comas cores de su-
as bandeiras — já passaram
pelos portões de entrada.
Se a movimentação dentro
do parque foi recorde, a do
público que esteve nas ar-
quibancadas quase chegou
a sua totalidade. Somente no
último domingo, foram 719
mil espectadores, 92%da ca-
pacidade total.
Quem não consegue ir aos
eventos está assistindo às
competições emtelões espa-
lhados pela cidade. Estimati-
vas dos organizadores apon-
tam que esse público chega
a 300 mil pessoas. Até mes-
mo o site oficial dos Jogos,
<london2012.com>, tornou-
se o mais acessado do mun-
do por aqueles que querem
ter informações sobre as
Olimpíadas, com 25 milhões
de visitas somente anteon-
tem, sendo 25%de internau-
tas britânicos. l
Exemplo dentro
e fora das arenas
Atletas recordistas
e transporte eficiente
dão o tom olímpico
ORGULHOBRITÂNICO
JOEL RYAN/AP
Felicidade. Jessica Ennis exibe a medalha de ouro do heptatlo
IÚRI TOTTI
iuri@oglobo.com.br
-LONDRES-
MAURREN MAGGI
Product: OGloboEsportes PubDate: 07-08-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_J User: Schinaid Time: 08-06-2012 21:27 Color: CMYK
OGLOBO
CADERNO
SEGUNDO
LUTO O ADEUS A CELSO BLUES
BOY E RICHARD CRAGUN
pág. 2
O STJ está
julgando a
tentativa de
desmoralizar
a democracia
pág. 10
ARNALDO JABOR
TERÇA-FEIRA 7.8.2012
oglobo.com.br
PATRÍCIA KOGUT
kogut@oglobo.com.br
A
utor do maior sucesso da TV bra-
sileira no momento e responsá-
vel por recapturar para as nove-
las aquele espectador que já tinha
abandonado esse hábito, João Emanuel
Carneiro, 42 anos, senta-se à frente do
computador às 15h, faz uma interrup-
ção para assistir a “Avenida Brasil” e só
encerra o expediente às 3h da madru-
gada. Ele divide o escritório, numcanto
do apartamento em obras, com uma
maquete do bairro do Divino, obra do
cenógrafo Alexandre Gomes. “Escolhe
uma casa pra você, só não pode ser a
mansão do Tufão, que já é minha”, brin-
ca. Cansado, ele está, mas tambémfeliz
comos resultados. “Avenida Brasil” tem
140 capítulos escritos, 115 deles já exi-
bidos, e 41 pontos de média no PNT
(média nacional do Ibope). O público
que segue a vingança de Nina temmais
qualificação que o de “Fina estampa”:
39% são das classes AB, dois pontos a
mais que sua antecessora. Já a classe C
contabiliza 53% das duas. Os altos nú-
meros são diretamente proporcionais
ao imenso volume de trabalho, coisa
que o autor chama de “um oceano de
capítulos”. Para atravessar sua avenida
pessoal, João cultiva aquilo a que cos-
tumamos dar o nome de “ganchos”, ou
tramas eletrizantes. Ele descreve de ou-
tra maneira: “São factoides que crio pa-
ra mim mesmo para provocar uma no-
va dinâmica na história e me manter
animado”. O mais jovem do seletíssimo
time dos que escrevem para as 21h da
Globo tem guardadas muitas viradas
para seu enredo de vendetas, algumas
das quais revela nesta entrevista.
l Quando escreveu “Da cor do peca-
do”, você declarou que era importan-
te contrariar o público e, apesar dos
apelos dos telespectadores, matou o
personagem de Lima Duarte. Conti-
nua com essa convicção?
É uma negociação. Antes, não havia
tanta cobrança da imprensa nem a for-
ça da internet e a pressão nas redes so-
ciais. Qualquer mínimo erro agora é
apontado por um telespectador, que
grava tudo e cobra. Por outro lado, se
não houver um mínimo de surpresa, se
o autor fizer tudo de acordo com o que
o espectador quer, as novelas ficarão
reféns de uma receita de bolo. Há uma
pressão grande para agradar. Não digo
que ainda defenda a ideia de contrariar
radicalmente, de fazer uma história de
freiras lésbicas assassinas (risos). Mas
surpreender é fundamental.
l No caso de “Avenida Brasil”, o que
contrariou o público?
A aproximação entre Nina (Débora
Falabella) e Max (Marcello Novaes) foi
motivo de muitos protestos, houve um
feedback negativo de espectadores que
ligaram para a Globo. Mexi na trama
para amenizar. Resgatei a humanidade
de Nina pelo lado heroico dela, que
obrigou a Carminha (Adriana Esteves)
a tratar bem a filha e as empregadas.
l Fez isso para enganar o público so-
bre Nina? Ela pode ser uma vilã, na-
quele mesmo jogo de inversões que
você criou em “A favorita”?
A ambivalência da heroína não signi-
fica que ela seja uma personagem ne-
gativa. Nina é do bem, eu garanto. Eu
estou do lado de Nina, se eu fosse ela,
faria tudo o que ela faz. Mas gosto que o
público fique dividido. Não me lembro
de uma história que tivesse este tipo de
condução para sua heroína, é atípico
mesmo. Mas, agora, diferentemente de
“A favorita”, não estou brincando de in-
versões de caráter. Ojogo aqui é até on-
de se pode ir em nome de uma revan-
che, até que ponto se pode fazer a coisa
certa de maneira errada.
M
Ô
N
IC
A
IM
B
U
Z
E
IR
O
Sucesso.
João Emanuel
trabalha num
apartamento
em obras, em
Ipanema, onde
escreve a escaleta,
um copião detalhado
de toda a ação da
novela, sempre
das 15h às 3h
João Emanuel
Carneiro prepara
nova virada para
‘Avenida Brasil’,
a história de
vingança que
conquistou o país
No Brasil,
21 horas
“A ambivalência
da heroína não
significa que
ela seja uma
personagem
negativa. Nina
é do bem, eu
garanto”
João Emanuel Carneiro
Autor de novelas
l Qual será a próxima virada?
Carminha conseguirá recuperar as
fotos que a incriminam. Elas estão
com Débora (Nathália Dill), com Be-
gônia (Carol Abras), com Betânia (Bi-
anca Comparato) e num cofre no ban-
co. Ela vai tripudiar em cima da Nina.
Usará o dinheiro que Nina deu para
Max para incriminar a ex-enteada di-
ante da família Tufão. E vai fazer fotos
de Nina com Max, em que eles vão pa-
recer estar namorando. E mostrará pa-
ra Ivana (Letícia Isnard). Carminha fa-
rá Nina parecer uma psicopata. Mais
eu não conto.
l Voltando ao assunto, “A favorita”
era criticada por “conter muita mal-
dade”. Por que agora não é assim?
Acho que meu trabalho amadureceu
de lá para cá. “Avenida Brasil” é mais
temperada com humor. “A favorita”
não tinha um núcleo cômico, isso fez
falta. Essa novela é mais integrada
que a outra. Vai ficar mais ainda da-
qui a pouco, porque Cadinho (Ale-
xandre Borges) vai ficar pobre e se
mudará para o subúrbio com as três
mulheres. Elas vão ter que se mistu-
rar com os suburbanos.
l Alguns personagens, principal-
mente Tufão (Murilo Benício),
aparecem lendo clássicos da li-
teratura. Você partiu de alguma
história, como “O primo Basí-
lio”? O público deve buscar
pistas do mistério nos livros?
Não. É só uma brincadeira
com a obra de Eça de Queiroz.
Fiz a Juliana (a criada do ro-
mance, personagemque chanta-
geia a patroa) ter razão. Nina é
uma Juliana autorizada. Me divir-
to com a ideia de uma empregada
que pode dar aula aos patrões. Nos
próximos capítulos, a família Tufão,
que tem muito dinheiro e nenhuma
cultura, vai assistir ao DVD de “Noites
de Cabíria” (filme de Federico Fellini).
Muricy (Eliane Giardini) ficará irritada
e dirá: “Mas gente, qual a graça desse
filme? Só tem artista que já morreu,
ninguém que aparece nas revistas de
fofoca.”
l Você mexeu na sua história central
à medida que foi escrevendo?
Fiz duas sinopses, uma para a im-
prensa, com parte do enredo, e outra,
mantida em segredo pela direção da
Globo. Não mudei nem pretendo mu-
dar a estrutura. Estou caminhando pa-
ra algo que foi estabelecido lá atrás,
mas, ao longo do trabalho, mexi aqui e
ali. Novela é uma obra aberta e deve ser
assim. Mas o trabalho de certos atores
foi tão bom que acabei mexendo na di-
mensãodos personagens. Por exemplo,
a Ísis Valverde está se saindo tão bem
que a Suelen cresceu muito, isso não
era previsto. Tenho na cabeça, pronta, a
história central, que é a da vingança. As
tramas secundárias vão acontecendo.
Fiquei muito satisfeito coma escalação.
Já houve ocasiões em que isso não ro-
lou de maneira tão redonda, como em
“A favorita”. Desta vez, o conjunto foi
caminhando para um resultado muito
feliz. A novela tem uma coisa legal de
improviso também, que tem a ver com
o fato de os atores estarem gostando de
fazer.
l Você aprova os cacos?
Euacho bom. Gosto muito da direção
da Amora (Mautner, que divide a dire-
ção-geral com José Luiz Villamarin),
que cuida do núcleo central, da família
do Tufão, que é a base de tudo. Sou
aberto a esse elenco e a essa diretora.
Ela estimula os cacos. Tenho surpresas
ótimas quando vejo as cenas gravadas.
Um dos pontos altos é o Marcos Caru-
so. Adoro o Leleco que ele faz, cheio de
improviso. Murilo Benício também es-
tá espetacular. Ele é a alma, o coração
da novela. O Tufão é o personagem
mais difícil de todos, aquele que eu
mais temia. É um homem enganado,
poderia ser um chato, ficar bobo. Mas
Murilo trouxe humanidade a ele. Outro
ator que me surpreendeu é o Juliano
Cazarré, que faz o Adauto. Passei a es-
crever para ele.
l Quando “Afavorita” estava no ar, fa-
lava-se muito na maldade das perso-
nagens. Agora é assim também?
Não há tantos personagens amorais.
Temos Carminha e Max, é claro. Mas,
preciso confessar: tenho uma simpatia
secreta pela Carminha (risos). Aliás, a
Adriana Esteves é a estrela cadente da
novela. Ela fez uma Carminha muito
além do que eu imaginava, muito além
doque escrevi, me dá estímulopara en-
frentar tanto trabalho.
l Por que você acha que o público
simpatiza tanto com ela?
Temos que provocar o telespectador
compersonagens carismáticos, mesmo
que eles não sejam corretos. Continua na página seguinte
Ibope cheio. Carminha e Nina: embate diário
DIVULGAÇÃO
Product: OGloboSegundoCaderno PubDate: 07-08-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_A User: Schinaid Time: 08-06-2012 17:11 Color: CMYK
2 l O GLOBO l SegundoCaderno l Terça-feira 7. 8. 2012
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PeloMundo
DeBerlim
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CRISTINA RUIZ-KELLERSMANN
segundocaderno@oglobo.com.br
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‘Ostra grávida’
A HKW, Casa das Culturas do Mundo, é um
centro cultural bem peculiar. Começando
pelo seu aspecto, basta dizer que o prédio
ganhou o apelido de “ostra grávida”. Também
sua localização é inusitada, isolado entre o
parque Tiergarten e o Rio Spree, próximo de
prédios administrativos onde não mora
ninguém. O portão de Brandemburgo, o
Reichstag e o Bundeskanzleramt, onde
trabalha a presidente Merkel, são referências
na vizinhança. Ali perto está também a
estação de trem Hauptbahnhof, inaugurada
em 2006. Assim, central, mas escondida,
ninguém passa por acaso em frente à HKW.
Por outro lado, sua programação
diferenciada atrai público numeroso e fiel.
E
m 1953, o cenário do Hansaviertel, sub-
bairro junto ao parque Tiergarten, era de ru-
as, praças e prédios destruídos pela Segun-
da Guerra. Para a sua reconstrução, houve um
concurso de propostas de umnovo conceito urba-
nístico, vencido pelos arquitetos Gerhard Jobst e
Willy Kreuer. Aideia da “Interbau1957” (Internati-
onale Bauausstellung, ou Exposição Internacional
de Arquitetura) era preencher o Hansaviertel com
prédios residenciais de diferentes alturas e formas,
espalhados em uma ampla área verde, trazendo o
parque até a porta dos moradores.
Não é à toa que o Hansaviertel, umícone do mo-
dernismo comedifícios projetados por 53 arquite-
tos do mundo todo, entre eles Oscar Niemeyer,
Walter Gropius, Max Taut, Paul Baumgarten e Al-
var Alto, acaba de ser indicado para tornar-se pa-
trimônio da Unesco. Além de unidades residenci-
ais para cincomil pessoas, tambémforamplaneja-
das áreas de convivência: estação de metrô, centro
comercial, cinema, biblioteca e igreja.
As construções para a “Interbau” começaram
em 1956 e só terminaram em 1960. No período da
exposição, entre julho e setembro de 1957, as pes-
soas visitavam um grande canteiro de obras, al-
guns prédios prontos, outros em construção.
Construções emblemáticas do conjunto como a
Akademie der Künste (Academia de Artes) não es-
tavam no projeto original. Já o projeto de Le Cor-
busier foi considerado grande demais para o Han-
saviertel, e por isso realizado em outro bairro. En-
tre os que não constavam do plano original está
também o Kongresshalle, ou Salão Benjamin
Franklin, hoje a Casa das Culturas do Mundo.
OKongresshalle (Salão para Congresso), obra de
Hugh Stubbins, foi a contribuição norte-america-
na na “Interbau.” Apartir de 1957, oespaçofoi usa-
do como sede de eventos, até que em1980, devido
à queda da cúpula de concreto que cobre o auditó-
rio, foi interditado e só reabriuem1989, já comno-
vos nome e conceito.
Desde 1989, a Haus der Kulturen der Welt cele-
bra a diversidade cultural de todos os cantos do
mundo, privilegiando a produção artística con-
temporânea não europeia. A partir de programas
com foco em música, cinema, literatura, artes vi-
suais, dança, teatro e novas mídias, a HKW atua
como ponto de interseção da cena multicultural e
global.
Na programação anual da casa estão festivais de
dança, de música e de cinema, exposições e even-
tos interdisciplinares. A Casa das Culturas tam-
bém está aberta a parcerias com outras organiza-
ções e é palco de projetos itinerantes, como o Ren-
contres Internationales Paris/Berlin/Madrid e a
Première Brasil, uma cooperação entre o Festival
do Rio e a HKW. A mostra de cinema brasileiro,
com curadoria de Ilda Santiago, traz a Berlim fic-
ções, documentários e curtas, assim como direto-
res, atores e produtores da atual cena brasileira. A
quarta edição da Première Brasil será em novem-
bro deste ano.
Um evento que ficou na História foi a Copa da
Cultura, em 2006, um projeto da gestão do ex-mi-
nistro Gilberto Gil. Com grande repercussão de
público e de mídia, atraiu 55 mil pessoas, número
considerável tendo em vista que a HKW recebe
cerca de 350 mil visitantes por ano.
Verão na HKWé praticamente sinônimo de Was-
sermusik (água + música, música aquática, música
da água). Ofestival acontece a céuaberto, comvis-
ta para o Rio Spree. A temática de cada edição se
relaciona à água em sentido amplo: surfe, navega-
dores, pescadores, Tiki, portos, rios, oceanos... Ou
até mesmo à ausência dela: no ano passado apre-
sentou-se a música dos desertos. Otema deste ano
é Sul-Sul, ou seja, as relações, influências e fusões
transatlânticas entre estilos musicais dos países do
Hemisfério Sul. São concertos, filmes e palestras.
Detlef Diederichsen, curador do festival e dire-
tor do programa de música, dança e teatro da
HKW aposta este ano na música da Colômbia e já
anuncia que o Pacífico será o tema de 2013. Desta-
ques nas últimas semanas foram Totó la Mompo-
sina, Eddie Palmieri, Los Pirañas, Ondatrópica: li-
ve e Guga Stroeter & Agô Reverb.
SEGUNDA TERÇA QUARTA QUINTA SEXTA SÁBADO DOMINGO
FELIPE
HIRSCH
Pelo
mundo
FRANCISCO
BOSCO
Pelo
mundo
HERMANO
VIANNA
JOSÉ
MIGUEL
CAETANO
VELOSO
CRISTINA
RUIZ
EDUARDO
GRAÇA
WISNIK
BERLIM NOVA YORK
RONALDO
PELLI
EDUARDO
LEVY
LONDRES LOS ANGELES
NO BRASIL, 21H
CONTINUAÇÃO DA CAPA
l Qual o peso da audiência?
Graças a Deus, minha audi-
ência é boa. São números que
não se veem há muito tempo.
Por isso, me sinto autorizado a
defender que temos que fazer
televisão sem pensar só nos
números. Minha novela mos-
tra que as pessoas querem
uma história diferente. Penso
numa história que gostaria de
acompanhar, não tentando
agradar alguém que não tem
rosto, que eu nem sei quem é.
Por isso me agradam as histó-
rias de Silvio de Abreu, Gilber-
to Braga e Ricardo Linhares.
l Você fez uma novela ambi-
entada no subúrbio, mas des-
viou da classe C clichê...
Não quis fazer uma caricatu-
ra do subúrbio, ao contrário,
quis debochar da Vieira Souto.
Os ricos hoje têm uma vida
acomodada na riqueza. O cara
chegou lá e pronto. Aquele lu-
xo puro deixou de ser um refe-
rencial. O Lula e a Dilma esva-
ziaram essa visão positiva das
elites. O luxo não já não enche
os olhos visto na tela. Mas
quem tem dinheiro não possui
necessariamente a informa-
ção. A cultura está sucateada.
Hoje, no Brasil, um encanador
ou um comerciante ganham
mais que um professor univer-
sitário. Não quis fazer uma tese
sociológica, mas mostro isso. l
A argentina ‘Plot’ dedica dossiê à
‘nova geração’ de cariocas que vivem
transformações urbanas da cidade
AUDREY FURLANETO
audrey.furlaneto@oglobo.com.br
C
riada em 2010 para reu-
nir práticas e teorias da
arquitetura contem-
porânea, a revista trimestral
“Plot”, de Buenos Aires, dedi-
cou um dossiê ao que definiu
como “novas práticas no Rio
de Janeiro” — leia-se: arquite-
tos jovens que formam uma
nova geração na cidade. Os ci-
tados no oitavo número da pu-
blicação são os escritórios
Campo, Blac e Rua e os arqui-
tetos Nanda Eskes e Marco Fa-
vero. A revista terá lançamento
no Rio, no início de setembro.
No prefácio, Gabriel Duarte,
um dos fundadores do escritó-
rio Campo, discorre sobre a di-
ficuldade em afirmar que há
uma nova geração e tenta defi-
nir qual seria o elemento de
convergência para que tal con-
junto existisse — para ele, tra-
ta-se do fato de compartilha-
rem “as mesmas preocupa-
ções”, entre elas, justamente a
“falta de um discurso de dese-
nho unificado não só na edu-
cação, mas também na comu-
nidade arquitetônica
do Rio em geral”. “O
que realmente nos
define como uma jo-
vemgeração de arqui-
tetos cariocas é o Rio
como uma condição,
não como um lugar.
Para nós, o Rio é a me-
tonímia, a personifi-
cação, a aliteração da
condição urbana con-
temporânea, imprescindível e
constantemente em transfor-
mação”, completa Duarte.
A revista dá destaque a pro-
jetos como o da renovação do
Hotel Nacional e a sala de dan-
ça do Sesc Quitandinha (am-
bos do escritório Campo) e os
define como “economicamen-
te eficientes e inovadores”. São
citados também os projetos da
Ponte Rio das Ostras, do escri-
tório Blac, e da galeria Progetti,
do Rua Arquitetos. De Nanda
Eskes, a “Plot” menci-
ona, por exemplo, o
ateliê do artista Tunga
(na Barra, feito emco-
laboração com Nidia
Kurtin). Para Nanda, a
nova geração de ar-
quitetos surge num
contexto de transfor-
mação:
— Nos últimos 20
anos, o mundo mu-
dou radicalmente: as cidades
explodiram, houve a globaliza-
ção e uma mudança nos méto-
dos de trabalho devido à infor-
mática e ao 3D — diz. — Com
isso, a arquitetura se transfor-
ma, aparecemnovas formas de
trabalhar e uma nova geração
que responde a questões que
não existiam antigamente. l
REVISTA DE
ARQUITETURA
DESTACA O RIO
Por dentro. O ateliê de Tunga, projeto de Nanda Eskes, na Barra
DIVULGAÇÃO/MONIQUE CABRAL
A
ligação com a música
dos negros do Missis-
sippi era tão grande
que virou sobrenome.
Nascido no Rio de Janeiro, Celso
Ricardo Furtado de Carvalho
começou a tocar guitarra aos 14
anos de idade. Por intermédio
de um tio, acabou chegando ao
rock e ao blues. Ainda na ado-
lescência, acompanhou nomes
como Raul Seixas, Sá & Gua-
rabyra, Renato e Seus Blue Caps
e Luiz Melodia.
Também formou suas própri-
as bandas: Legião Estrangeira e
Aero Blues, que não tiveram
muita exposição além do circui-
to de aficionados. Era conheci-
do como Celso Blues Boy, um
dos discípulos mais aplicados
do mestre americano B.B. King e
do inglês Eric Clapton.
O reconhecimento do traba-
lho solo de Celso veio com a as-
censão do rock brasileiro nos
anos 1980. Ele gravou uma fita
demo, que foi tocada na Rádio
Fluminense FMMaldita, e parti-
cipou de shows no Rock Voador,
do Circo Voador, e do projeto
Noites Cariocas, de Nelson Mot-
ta. É do guitarrista, por sinal, o
recorde de shows da casa na La-
pa: em 30 anos de história, Cel-
so Blues Boy subiu ao palco do
Circo 104 vezes. A 105ª seria no
próximo dia 23 de outubro, em
comemoração ao aniversário da
casa.
— É muito triste. Eu tinha so-
nhado com ele hoje — disse on-
tem, muito consternada, a ad-
ministradora do Circo, Maria Ju-
çá, amiga do artista.
Seu primeiro álbum como
Celso Blues Boy, “Som na gui-
tarra”, foi lançado em 1984, com
seu maior sucesso, “Aumenta
que isso aí é rock’n’roll” e outros
hits, como “Blues motel” e “Fu-
mando na escuridão”. Ele tam-
bém participou de trilhas sono-
ras de filmes clássicos do perío-
do, como “Bete Balanço” e
“Rock Estrela”.
Ainda nos anos 1980, Celso
travou seu primeiro contato
com B.B. King, que se apresen-
tava no Rio e acabou convidan-
do-o a tocar com ele. Surfando
na popularidade do rock brasi-
leiro, o guitarrista lançou os LPs
“Marginal blues” (1986, cuja fai-
xa “Marginal” ele gravou emdu-
eto com Cazuza) e “3” (1987, do
sucesso “Sempre brilhará”).
ÚLTIMO ÁLBUM EM 2011
O último de seus 12 álbuns foi o
bem-humorado “Por um monte
de cerveja”, de 2011, gravado
com o incentivo do grupo Deto-
nautas Roque Clube. Celso vi-
nha excursionando pelo Brasil
quando, em julho deste ano, so-
freu uma paralisia facial, que o
impediu de fazer algumas apre-
sentações. O músico subiu ao
palco pela última vez em7 de ju-
lho, no Sesc Santo Amaro, em
São Paulo.
Celso Blues Boy, de 56 anos,
morreu por volta das 8h50m de
ontememsua casa, emJoinville,
Santa Catarina, onde vivia há
mais de uma década. Cantor,
compositor e guitarrista, ele so-
fria de câncer na garganta há um
ano. A pedido do próprio Celso,
não haverá velório. Seu corpo
foi encaminhado ao crematório
de Blumenau. l
DIVULGAÇÃO
Blues. Celso foi um dos grandes representantes do estilo americano no Brasil
Discípulo de B.B. King
e Eric Clapton,
guitarrista faria show em
outubro no Circo Voador
Celso Blues Boy.
Um mestre das seis
cordas elétricas
N
ascido em 5 de outu-
bro de 1944, na cida-
de americana de Sa-
cramento, na Califór-
nia, Richard Cragun recebeu ce-
do o chamado dos palcos. Aos 6
anos, fascinado por Gene Kelly e
Fred Astaire, iniciou seus estu-
dos de sapateado. Mais tarde,
enveredou por balé, acrobacia e
canto, determinado a se tornar
um artista completo. Sonhava
brilhar no cinema de Hollywood
ou nos palcos da Broadway, mas
seu interesse pelas artes era vas-
to. Paralelamente à dança, estu-
dou artes plásticas e se expres-
sou em telas e em mais de 500
cartuns, em que revelava traços
de sua sexualidade e de seu “hu-
mor negro”:
— Meu impulso é para exage-
rar. Tenho que me controlar pa-
ra só usá-lo no momento certo,
como espetáculo — disse ele ao
GLOBO em 2010.
NO STUTTGART BALLET AOS 17 ANOS
Em seu período de formação,
Cragun frequentou a Banff
School of Fine Arts, no Canadá,
e a Royal Ballet School, de Lon-
dres. Em 1962, entrou para o
Stuttgart Ballet, na Alemanha,
onde desenvolveu uma brilhan-
te trajetória e uma parceria de
36 anos com a brasileira Márcia
Haydée, comquemmanteve um
relacionamento amoroso por 16
anos. Quando chegou ao Stutt-
gart, Cragun tinha 17 anos, e fi-
cou deslumbrado coma presen-
ça cênica de Márcia, que, aos 25
anos, já era a primeira-bailarina
da companhia. Em janeiro de
1965, a parceria oficial entre os
dois se iniciava em“Romeu e Ju-
lieta”. Cragun substituía o tam-
bémcaliforniano Ray Barra, que
havia se machucado. Se o entro-
samento inicial não foi dos mais
fluidos — no terceiro ato, ele se
desequilibrou e foi ao solo —, o
futuro mostrou o contrário. Da
estreia até 1998, eles estiveram
juntos em mais de 400 apresen-
tações. O momento mais mar-
cante foi em 1969, em Nova
York, com “A megera domada”.
— Foi quando nos tornamos
estrelas mundialmente famosas
— lembra Márcia. — Dançamos
por 36 anos e continuamos ami-
gos até o fim. Perdemos um dos
nossos grandes, umartista com-
pleto, que tinha o seu coração
na dança. Ele tinha físico, beleza
masculina, técnica e versatilida-
de que lhe permitiram fazer de
tudo, do clássico ao moderno.
Cragun se mudou para o Bra-
sil em1991. Aqui, assumiu o Ba-
lé do Teatro Municipal e, ao lado
de Roberto de Oliveira, com
quem estabeleceu uma longa
parceria, implantou a compa-
nhia DeAnima. Em 2005, foi in-
ternado com uma complicação
pulmonar, sofreu uma convul-
são e teve diagnosticado um
derrame cerebral. Ficou dois
meses em coma e teve septice-
mia. Chegou a pesar apenas
37,5 quilos, mas se recuperou.
Em2011, Cragun e Márcia volta-
ram a trabalhar juntos, nos bas-
tidores de “Romeu e Julieta”.
Atualmente, Cragun estava ca-
sado com a ex-bailarina e pro-
fessora de dança Rosalia Verlan-
gieri e assinava a supervisão do
balé “Onegin”, de John Cranko,
em cartaz no Municipal, com
Ana Botafogo e Thiago Soares. O
ex-bailarino morreu ontem de
manhã, aos 67 anos, após sofrer
uma convulsão em decorrência
de complicações pulmonares.
Ele estava internado no Hospital
Rio Laranjeiras, na Zona Sul do
Rio. A cerimônia de cremação
será hoje, às 13h, no Cemitério
do Caju. l
LEONARDO AVERSA/10-12-2010
Cragun. Prestígio internacional
Radicado no Brasil
desde 1991, o bailarino
americano é lembrado
como ‘artista completo’
Richard Cragun.
O eterno ‘Romeu’
de Márcia Haydée
Obituário
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Gente Boa
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JOAQUIMFERREIRADOSSANTOS
genteboa@oglobo.com.br
COMCLEOGUIMARÃES, MARIA FORTUNA, FERNANDA PONTES E MARCELLA SOBRAL
Terça-feira 7. 8. 2012 l SegundoCaderno l O GLOBO l 3
Libertem as praças
A campanha da coluna pela retirada
das grades das praças terá mais uma
vitória no sábado, dia 18, quando
forem retiradas as grades da praça
Emilinha Borba, na Rua do Lavradio.
Faltam as da General Osório, N.S. da
Paz, Praça Paris, Saens Peña...
Fora das grades
No mesmo
evento de
libertação da
Emilinha Borba
— com o sucesso
das UPPs o Rio já
pode
experimentar o
antigo prazer de
viver fora da
grade — será
colocado um
busto do Marquês
de Lavradio, presente do “prefeitinho”
da rua, o empresário Plínio Fróes, do
Rio Scenarium.
Ajuda dos paulistas
Quem observou foi o professor Milton
Teixeira. No filme que a prefeitura do
Rio apresentou à Unesco a
candidatura da cidade como
Patrimônio da Humanidade, pelo
menos um dos cenários não é do Rio.
Trata-se de aquarela do J. Wasth
retratando o centro de São Paulo.
Aliás e a propósito
No mesmo filme, o pintor Camões,
especializado em retratar as
transformações na linha do horizonte
do Rio, estranhou que duas obras
suas, uma retratando a enseada de
Botafogo, em 1820, e outra, a Rua São
Clemente, em 1940, tenham aparecido
sem autorização.
Joia ameaçada
Moradores do condomínio Santa
Leocádia, um dos endereços mais
charmosos de Copacabana, estão
sendo avisados que todos os 34
contratos de aluguel não serão
renovados. O prédio, dos anos 30, foi
vendido pela família Krause. No
condomínio, ninguém sabe o futuro
do imóvel.
Ela é o Titanic
A soprano Gabriela Geluda (atenção
revisão!) vai ficar pendurada quatro
metros acima do palco, levando jatos
d’água, como parte da montagem da
ópera “Berio sem censura”, de Jocy de
Oliveira, que lembra o naufrágio do
Titanic. Será no dia 14, no Theatro
Municipal do Rio. Ela ficará numa
posição simulando o navio, que
submergiu na vertical.
Madureira fala de francês,
carioca e paulista
O editor Pedro Paulo
Sena Madureira fez
palestras, na Casa do
Saber, ao mesmo tempo
cultas, divertidas e
cheias de cacos
politicamente
incorretos sobre “A
civilização francesa” (“A França é a TV
Globo do Renascimento! O
Renascimento é essencialmente
italiano, mas é a França que faz dele
um fenômeno mundial.”) Carioca, ele
está radicado em São Paulo há dez
anos e também traçou paralelos entre
as duas civilizações:
“O paulista tem a qualidade do
silêncio, coisa que o carioca não tem.”
“Tire os cariocas do Rio, sobra uma
paisagem deslumbrante. Tire os
paulistas de São Paulo, resta uma
monstruosidade de ficção científica.”
“Paulista tem mania de
‘desconstrução’. Eu odeio essa palavra!
Você vai nos restaurantes em São
Paulo e só ouve falar em desconstruir
até o feijão com arroz. Pode?”
Gastronomia ogra
Comida não precisa ser fina, dizem os
rapazes do Ogrogastronomia, que
mostra suas criações hoje no Boteco
Salvação, em Botafogo. Um dos pratos
é recheado com cheddar e bacon.
Fantasma carioca
O comandante Gil Ferreira,
aposentado da Marinha, atendeu a
convocação de Gente Boa e mandou
seu testemunho sobre assombrações
do Rio: “O Clube Naval, na Rio Branco,
é um dos nove prédios que restam do
projeto original da avenida. Depois
das 21h, forma-se no lounge do 2º
andar uma roda de fantasmas de
velhos marujos, encabeçada pelo
fundador e 1º presidente, Saldanha da
Gama, e por seu vice, almirante
Pinheiro Guedes. Tomam uísque e
rum jamaicano, fumam charutos e
recordam aventuras marinheiras. A
presença deles é sinalizada pelas
pantográficas dos dois elevadores, que
começam a abrir e fechar sozinhas”.
Alô, leitor
Mande você também sua colaboração
sobre fantasmas e demais
assombrações cariocas para
genteboa@oglobo.com.br. A coluna
está espantando bruxas, locais com
vibrações estranhas, caveiras de burro,
louras do banheiro e outras almas
penadas de agosto.
Paul Altit faz palestra hoje no JEWC 2012,
em Paraty.
Patsy Schlesinger ministra curso na FGV
de Estratégias Processuais a partir de hoje.
Osmar Nonato, o poeta-garçom, participa
na última terça-feira do mês do sarau no
Sesc Casa da Gávea.
Sergio Natureza é o diretor artístico de
“Viva Baden”, quinta-feira, com Leny Andra-
de, Os cariocas e filhos do músico, na Sala
Baden Powell, em Copacabana.
Ricardo Cravo Albin dá palestra sobre
João Felício dos Santos, dia 27, na Academia
Carioca de Letras.
U
Curtinhas
EXPEDIENTE l EDITORA: ISABEL DE LUCA ideluca@oglobo.com.br l EDITORES ASSISTENTES: BERNARDO
ARAUJO bbaraujo@oglobo.com. br, CRISTINA FIBE cristina.fibe@oglobo.com. br, FÁTIMA SÁ
fatima.sa@oglobo.com.br e NANI RUBIN nani@oglobo.com.br l DIAGRAMAÇÃO: ANA CRSITINA MACHADO,
CRISTINA FLEGNER E LÍGIA LOURENÇO l TELEFONES: REDAÇÃO: 2354-5703 l PUBLICIDADE: 2534-4310
publicidade@oglobo.com.br l CORRESPONDÊNCIA: Rua Irineu Marinnho 35, 2º andar. CEP: 20233-900
Ator e diretor do monólogo, ele
acompanhou, na década de
80, a doutora Nise da Silveira
orientando Rubens e Ivan. “Ela
sabia tudo sobre Artaud e Carl
Jung e eles seguiram a sequên-
cia sugerida por ela”, lembrou.
l
Aambientação de agora é dife-
rente da que se viuno porão do
Teatro Ipanema, na última en-
cenação, mas um detalhe per-
manece. “Quando o Rubens
me deu o texto, em95, pergun-
tei o que não poderia ser mu-
dado. Ele disse que era só a cor
roxa, a preferida de Artaud.”
Monólogo sobre a loucura reestreia 26 anos depois, com o
mesmo tom de roxo no cenário e figurino
NEM DOIDO NEM VARRIDO
MARCOS RAMOS
N
a noite de estreia de “Ar-
taud - a realidade é doi-
da varrida”, de Rubens
Corrêa e Ivan de Albuquerque,
Marcos Fayad contava, no Es-
paço Tom Jobim, que “foi pre-
ciso coragem” para tirar o texto
da gaveta.
l
Compilação de escritos de An-
tonin Artaud, sua última ence-
nação foi há 26 anos. Aloucura
é o assunto principal. “Não é
mole fazer esse texto. Saio do
camarim decidido a me entre-
gar totalmente ao público”,
contou Fayad.
Ney Latorraca aparecerá quinta-feira no espe-
cial olímpico do “TV Pirata”, que o Canal Viva
vai reprisar. Ney apresentava o “Esporte esporti-
vo”, que mostrava competições como cuspe a
distância e salto em altura para anões.
OURO NO CUSPE A DISTÂNCIA
DIVULGAÇÃO
Mariana Ximenes participará da radionovela,
da montagem teatral e agora também dos pro-
dutos digitais que a Conspiração está formatan-
do para a internet, sempre no papel de Mora, a
mulher de Ulisses, em texto de Jorge Moreno.
A MULHER DE ULISSES
ARQUIVO
“Não é mole fazer
esse texto. Tento
me entregar
totalmente ao
público”
Marcos Fayad
Aclamado como artesão naci-
onal do thriller graças ao su-
cesso “Assalto ao trem paga-
dor” (1962), o diretor Roberto
Farias, aos 80 anos, será home-
nageado com uma retrospecti-
va de seus filmes como realiza-
dor e produtor a partir de hoje,
às 15h, no CCBB (3808-2020).
Aabertura será com“Barra pe-
sada” (1977), de seu irmão Re-
ginaldo Faria, seguido por “Ri-
co ri à toa” (1957), primeiro
longa de Roberto, às 17h.
CCBB exibe os filmes
de Roberto Farias
TRIBUTO
A Galeria Laura Marsiaj (2513-
2704) abre hoje, às 19h, as ex-
posições “Delay”, de Waléria
Américo, e “Sobre humano”, de
Carlos Mélo. A primeira traz
trabalhos inéditos da artista
(vídeos, fotografias e dese-
nhos) que refletem questões
sobre o tempo, o corpo e o des-
locamento. Já Mélo, no Anexo
do espaço, apresenta uma frá-
gil escada-escultura feita de
dezenas de ossos de boi cola-
dos e sobrepostos.
Laura Marsiaj abre
duas exposições
VERNISSAGE
Cor predileta. Figurino de Marcos Fayad investe no roxo, que Artaud tanto gostava
GUGA MELGAR
aNotas
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4 l O GLOBO l SegundoCaderno l Terça-feira 7. 8. 2012
| 7minutos com |
Integrante do lendário quinteto que Miles
Davis teve entre 1963 e 1968, o baixista
Ron Carter já perdeu a conta das vezes em
que esteve no Brasil. Amanhã (ver agen-
da), ele tem um reencontro marcado com
os cariocas no recém-reaberto Imperator.
l Como é o grupo que você está trazen-
do ao Brasil para esses shows?
Renée Rosnes, a pianista, é a mais nova
integrante. Ela é uma ótima compositora e
uma pianista fabulosa. Payton Crossley, o
baterista, está no grupo há 10 anos, depois
de acompanhar Ahmad Jamal. E Rolando
Morales-Matos, o percussionista, toca
com a Orquestra Sinfônica da Filadélfia.
l Do que mais sente falta do país?
Vou sempre com tantos compromissos
que não dá para ver muito das cidades.
Sinto falta de ir às escolas de samba. Mas
tento sempre ouvir música brasileira, que-
ro saber como os baixistas tocam o ritmo.
l Você se prepara pa-
ra os seus shows? Ou
prefere privilegiar a
espontaneidade?
Crio uma história na
minha cabeça e tento
tocar música que case
com ela. O show será
sempre espontâneo. l
Jazz com ritmo e
espontaneidade
RonCarter
D
IV
U
L
G
A
Ç
Ã
O
|
Clássico
|
E
m programa da Dell’Arte, a
Orquestra da Suíça Italiana
toca domingo, às 20h30m,
no Teatro Municipal com o pia-
nista Dang Thai Son, em progra-
ma que tem o Concerto n. 2 de
Chopin, para piano, e a Sinfonia
n. 6 de Schubert. Atração especial
do concerto é o retorno de John
Neschling, como regente, ao Rio
de Janeiro — pela primeira vez
desde que se desligou da Osesp.
Morando na Europa, Neschling
tem atuado muito como regente
convidado. Entrevistado pelo
“Estado de S. Paulo”, ele foi lacô-
nico quando lhe pediram que fi-
zesse o balanço de sua relação
com a Osesp: “Não sou eu quem
o fará. É a História. Os discos es-
tãogravados, a Sala está construí-
da, os músicos vivem decente-
mente. A minha parte foi feita.”
Eu acrescentaria: e bem feita.
_
VIOLONCELOS
Como já acontece há 18 anos, ve-
remos desdobrar-se, a partir de
amanhã, o Rio Cello Encounter,
imaginado e realizado pelo vio-
loncelista David Chew. São mais
de 40 concertos gratuitos que
acontecem em diversos pontos
do Rio e em municípios vizinhos,
e que vão do clássico ao popular.
Quinta-feira, às 20h, a Fundação
Eva Klabin recebe o violinista ci-
priota Haroutune Bedelian e a pi-
anista americana Lorna Griffith.
No dia seguinte, no mesmo horá-
rio, na Escola de Música da UFRJ,
Bedelian junta-se ao saxofonista
argentino Blas Rivera e ao pianis-
ta uruguaio Fernando Goicochea
para um programa de Piazzolla.
_
OS CALDI
Estela e Marcelo Caldi (mãe e fi-
lho) tocam piano a quatro mãos,
hoje, às 18h30m, no Espaço Fi-
nep. No programa, a suíte do
“Quebra-Nozes” de Tchaikovsky.
LUIZ PAULOHORTA
luiz.horta@.o globo.com.br
Italianos
Santería pra cubano
DIVULGAÇÃO/ LESTER PÉREZ JIMÉNEZ
Salsa e samba. Diogo Nogueira (de branco, à direita) canta com o grupo Los Van Van, em um bom momento do show
Diogo Nogueira assume de vez o lado crooner em mais um disco e DVD ao vivo, desta
vez na ilha caribenha, com repertório de sambas previsível, que pouco acrescenta
N
ada mais louvável do que a ideia de levar
um sambista jovem e bem-sucedido do
Brasil a Cuba. Afinal, a Mãe África é a
mesma para todos, além da tradição esquerdis-
ta que liga o compositor portelense João No-
gueira, pai de Diogo, à ilha caribenha. Hoje mais
antenado, apesar do isolamento, o povo cubano
merece conhecer as novidades do samba, os
compositores da nova geração... É aí que come-
ça o problema: Cuba é um país sob embargo, o
intercâmbio é complicado, mas “O que é, o que
é”, de Gonzaguinha, “Ex-amor”, de Martinho da
Vila, “Madalena”, de Ivan Lins... Será que nem
essas tinham chegado lá antes? Em um show
bem produzido, com uma banda afiada, Diogo
opta pela bola de segurança e faz uma espécie
de macumba (ou, na cul-
tura cubana, “santería”)
para os animados “turis-
tas” cubanos — aliás, ele
fala tanto em português
que o show muitas vezes
não parece ser no exterior.
“Verdade chinesa”, de
Carlos Colla e Gilson, abre
bem o show — embora,
claro, uma música lançada
ou composta pelo artista
fosse sempre preferível. Acanção, conhecida do
repertório de Emílio Santiago, estabelece um
clima de gafieira propício a Cuba e à arte de Di-
ogo. Em seguida, no entanto, começa a sequên-
cia de standards do samba — bem cantados e
bem arranjados, diga-se — que não acrescenta
muito ao currículo de um artista que, com ape-
nas 31 anos e já com tanto sucesso, poderia as-
sumir mais a missão de levar o gênero adiante.
Não que “Ao vivo em Cuba” seja desagradável
aos olhos e ouvidos, jamais. Como não gostar da
participação do grupo Los Van Van, ao som da
salsa “El cuarto de Tula” —do repertório do Bu-
ena Vista Social Club, mais umstandard... —ou
da deliciosa “Deixa eu te amar”, de Agepê, ape-
sar das poses de homemfatal de Diogo? Mesmo
obviedades como a dupla “O que é, o que é?” e
“É”, de Gonzaguinha, “Sonho meu”, “Coração
emdesalinho” e “Vou festejar” são ótimas músi-
cas (e beminterpretadas), mas ninguémprecisa
ir ao imponente teatro Karl Marx, em Havana,
para voltar com um DVD cheio delas. A visita
vale mais pelo documentário que registra a pas-
sagemdo cantor pela ilha, incluído no pacote. l
Ao vivo emCuba Diogo Nogueira
Cotação: Regular
Disco
Crítica
BERNARDOARAUJO
bbaraujo@oglobo.com.br
Hoje
l A cantora Anna Ratto se
apresenta na série Patuá, na
Miranda (2239-0305), às 20h30m.
Antes do show, ela conversa com
o jornalista Leonoardo Lichote, do
GLOBO, e com o público.
l O festival I Love Jazz leva shows
gratuitos e dançantes, de atrações
como os Dukes of Dixieland, à
Praça dos Correios, às 19h,
voltando na quarta e na quinta.
l O Dodo Ferreira Trio faz show na
Sala Funarte Sydney Miller
(2279-8104), às 18h30m.
Amanhã
l O contrabaixista Ron Carter leva
o jazz ao Imperator (3259-1998),
às 21h (veja entrevista).
Quinta, dia 9
l Preta Gil lança “Sou como sou”,
na Miranda, às 20h30m.
l O rapper Kamau mostra no
Studio RJ (2523-1204), às 21h30m,
as músicas do EP “Entre”.
Sexta, dia 10
l Gaby Amarantos, a musa do
tecnobrega paraense, se apresenta
no Circo Voador (2533-0354), às
22h, em noite que terá também
discotecagem de Waldo Squash, o
rei das aparelhagens de Belém.
l Liderado pelo guitarrista Roberto
Barreto, o grupo Baianasystem faz
show no Oi Futuro Ipanema
(3201-3010), às 21h.
l O veterano grupo vocal Boca
Livre sobe ao palco do Teatro Rival
(2240-4469), às 19h30m, com Zé
Renato, David Tygel, Maurício
Maestro e Lourenço Baeta. O show
se repete no sábado.
l Os saxofonistas Nivaldo Ornelas,
Eduardo Neves e Marcelo Martins
apresentam o show “Os Três
Tenores em movimento”, às 19h,
no Teatro de Arena da Caixa
Cultural (3980-3815).
Sábado, dia 11
l Pitty e Martin voltam ao Circo
Voador, às 22h, com o projeto
Agridoce, empreitada mais
romântica da dupla roqueira.
l O quinteto All You Need
Is Love reproduz a atmosfera dos
Beatles no Citibank Hall
(4003-6464), às 22h15m.
l O saxofonista Leo Gandelman
lança seu novo DVD, “Vip vop”, na
Miranda, às 21h30m.
l O grupo Lafayete e os
Tremendões, que conta com
integrantes de bandas como
Autoramas e Canastra, além da
cantora Érika Martins, leva a jovem
guarda no Casarão Ameno Resedá
(2556-2427), às 22h30m.
l O festival Rio Hard Blues reúne
as bandas Davi Kaus e os Irmãos
Metralha (DF), Blues de Luxe (RJ) e
Massahara (SP) no Rio Rock e
Blues (2524-0216), às 20h30m.
Domingo, dia 12
l O Bourbon Street Fest leva
atrações de Nova Orleans, como o
grupo Bonerama e o cantor de
zydeco Dwayne Dopsie, ao
Arpoador, a partir das 15h30m. A
dose se repete na segunda, com o
grupo Playing For Change como
atração principal, às 18h30m.
aAgenda
SEGUNDA ARTES VISUAIS l TERÇA MÚSICA l QUARTA ARTES CÊNICAS l QUINTA CINEMA l SEXTA TRANSCULTURA
aOutros Lançamentos
Com nada além de voz,
piano e esparsa
percussão, a cantora e
compositora fez um
disco para exorcizar
seus demônios. Não é
nada como o que se
ouve nos Top 10: as
canções estão no
mesmo nível de beleza e estranheza e pedem
uma audição aplicada. (S.E.)
‘The idler wheel...’ Fiona Apple
Cotação: Ótimo
O repertório da
compilação é recheado
de clássicos, e o
intérprete se sente mais
que à vontade no
terreno do baião. A
variação de registros —
ao vivo ou em estúdio,
com banda ou só violão,
tradicional ou pop — tira a unidade, mas não
qualidade. (L.L.)
‘Gilberto Gil canta Luiz Gonzaga’ Gilberto Gil
Cotação: Bom
Lançado inicialmente
apenas em vinil, no
Record Store Day, em
abril, “Heady fwends”
traz o sempre
imprevisível grupo de
Wayne Coyne
enriquecido por uma
série de colaborações
(Bon Iver, Yoko Ono, Tame Impala, Erykah
Badu etc.). Estranho e fascinante. (C.A.)
‘The Flaming Lips and Heady Fwends’ Vários
Cotação: Bom
Depois do estouro da
música “Moves like
Jagger”, que levava seu
honesto soul-pop a um
caminho mais próximo
das pistas de dança, o
quinteto de Los Angeles
entra de corpo e alma
no gênero, num batidão
que o faz parecer apenas mais um entre tantos
artistas parecidos. (B.A.)
Overexposed Maroon 5
Cotação: Regular
Não é todo dia que
aparece um disco como
esse da banda
americana Metric. Rock
e eletrônicas se
encontram em faixas
bem assimiláveis, mas
fartas em estilo, vigor e
charme. Além de bela,
Emily Haines é uma das vocalistas mais
interessantes da nova cena. (S.E.)
‘Synthetica’ Metric
Cotação: Bom
A estreia em disco do
cantor está de volta ao
mercado pela Abril
Coleções, à venda em
bancas. Além da
originalidade das
melodias e da poesia
que impressionou o
país, a reedição vem
com um bom material, que contextualiza o
álbum à época. (L.L.)
‘1967’ Milton Nascimento
Cotação: Ótimo
| Acordes |
Lady Gaga no Brasil
Lady Gaga traz sua turnê “Born
this way ball” ao Brasil em
novembro, para apresentações
no Rio (9, Parque dos Atletas) e
em São Paulo (11, Morumbi). O
show tem participações da
banda The Darkness e da DJ
Lady Starlight. As vendas para o
Rio começam no dia 17 de
agosto, em www.toptix.com.br.
Trio Grande do Sul
Enquanto não volta com os
Engenheiros do Hawaii,
Humberto Gessinger se dedica
aos shows do Trio Grande do
Sul, projeto com o ex-Fresno
Rodrigo Tavares (guitarra) e
Paulinho Goulart (acordeom).
Nova baixa no rap
Depois de Snoop Dogg, que
virou Snoop Lion e agora é
reggaeman, mais um rapper
manifesta o desejo de deixar o
hip-hop. Lil’ Wayne prepara um
disco de canções de amor e
anuncia sua aposentadoria para
breve, para se dedicar ao skate.
Música
BERNARDOARAUJO, CARLOSALBUQUERQUE, LEONARDOLICHOTEESILVIOESSINGER
Baixe lá
www.jeffcoffin.com
Músico da DMB
envereda pelo jazz
O saxofonista da Dave
Matthews Band, Jeff Coffin,
liberou para download gratuito
as músicas do novo disco de
seu grupo de jazz, o Mu’tet,
chamado “Into the air”. No
baixo, está Felix, filho do
lendário Jaco Pastorius.
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Terça-feira 7. 8. 2012 l SegundoCaderno l O GLOBO l 5
RioShow
Este caderno não se responsabiliza por mudanças em preços e horários. Ambos são fornecidos pelos organizadores dos espetáculos.
Como nem todas as casas fornecem a classificação etária, é recomendável a pais e responsáveis a consulta prévia por telefone, fax ou e-mail.
Zona Sul
> Candido Mendes — Rua Joana Angélica, 63,
Ipanema —2523-3663. (80lugares): Madagas-
car 3: os procurados, dub, 14h20m; Vou rifar
meu coração, 16h10m; Além da liberdade,
17h40m; e A dançarina e o ladrão, 20h20m. R$
16(seg a qui) e R$18(sex a dome feriados).
> Cine Joia —Av. Nossa Senhora de Copacaba-
na 680, subsolo H, Copacabana — 2236-5624.
(87 lugares): A guerra dos botões, 13h; A velha
dos fundos, 15h15m; A delicadeza do amor,
17h40m; Febre do rato, 19h50m; e 13 assassi-
nos, 21h50m. R$ 10 (seg a qui) e R$ 16 (sex a
dome feriados).
> Cinemark Botafogo — Praia de Botafogo,
400, Botafogo Praia Shopping, 8° piso, Botafogo
— 2237-9485. Sala 1 (124 lugares): Valente,
dub, 15h, 17h30m, 20h (exceto ter); e pré-es-
treia de A tentação, 20h (ter). Sala 2 (139 luga-
res): Eaí, comeu?, 14h, 16h20m, 18h40m, 21h.
Sala 3 (219lugares): 31minutos —Ofilme, 13h,
15h05m; eOqueesperar quandovocêestáespe-
rando, 17h10m, 19h35m, 22h. Sala 4(186luga-
res): Katy Perry: part of me, (3-D), 13h40m, 16h,
18h20m, 20h40m. Sala 5(290lugares): Batman
- O Cavaleiro das Trevas ressurge, 13h30m,
16h50m, 20h10m. Sala 6(290lugares): AErado
Gelo4, (3-D), dub, 13h20m, 15h40m; e Batman
- O Cavaleiro das Trevas ressurge, 17h55m,
21h20m. R$ 15 (qua), R$ 16 (seg, ter e qui, até
as 17h), R$18(seg, ter equi, após as 17h), R$20
(sexadomeferiados, até17h), R$22(sexadome
feriados, após as 17h), R$ 23 (qua, 3-D), R$ 24
(seg, ter e qui, 3-D) e R$28(sex a dome feriados,
3-D). Maiores de 60 anos e crianças menores de
12pagammeia-entrada. Todaasemana, naSes-
são Desconto, é sel eci onado um fi l me nas
sessões das 15h emque o espectador paga R$ 4
(consulte qual é o filme da semana por telefone,
no site www.cinemark.com.br ouno próprio cine-
ma).
> Cinépolis Lagoon — Av. Borges de Medeiros
1.424, Estádio de Remo da Lagoa, Leblon —
3029-2544. Sala 1 (235 lugares): 31 minutos —
O filme, 13h30m, 15h30m; e Batman - O Cava-
leiro das Trevas ressurge, 17h30m, 21h. Sala 2
(150 l ugares): Ato de coragem, 14h20m,
16h55m, 19h40m, 22h10m. Sala 3 (162 luga-
res): O que esperar quando você está esperando,
13h20m, 15h50m, 17h40m, 20h20m. Sala 4
(173 lugares): Katy Perry: part of me, (3-D),
13h50m, 16h20m, 18h50m, 21h20m. Sala 5
(161 lugares): Batman - O Cavaleiro das Trevas
ressurge, 18h30m, 22h30m. Sala 6 (232 luga-
res): Valente, (3-D), dub, 14h; e Batman - O Ca-
valeiro das Trevas ressurge, 16h30m, 20h. R$
16 (seg a qui, exceto feriados, após 17h), R$ 22
(seg aqui, excetoferiados, 3-D), R$24(sex adom
e feriados) e R$30(sex a dome feriados, 3-D).
> Espaço Museu da República —Rua do Cate-
te, 153, Catete — 3826-7984. (90 lugares): A
guerrados botões, 14h, 16h, 18h; e Fausto, 20h.
R$10(seg a qui) e R$12(sex a dome feriados).
> Estação Sesc Botafogo—Rua Voluntários da
Pátria, 88, Botafogo — 2226-1988. Sala 1 (280
lugares): Aqui é o meu lugar, 14h20m, 16h40m,
19h, 21h20m. Sala 2 (41 lugares): Histórias que
só exi st em quando l embr adas, 13h40m,
17h40m; Ummétodo perigoso, 15h40m; Minha
irmã, 19h40m(atéqua); eAdançarinaeoladrão,
21h40m. Sala 3(66lugares): Aprimeiracoisabe-
la, 13h30m; O moinho e a cruz, 15h45m; Deus
da carnificina, 17h30m; L’Apollonide — Os
amores dacasadetolerância, 19h10m; eFausto,
21h30m. R$ 14 (qua), R$ 15 (seg a qui), R$ 16
(seg, ter e qui, salas 2 e 3), R$ 18 (seg, ter e qui,
sala 1), R$20(sex a dome feriados, salas 2e 3) e
R$22(sex a dome feriados, sala 1).
> Estação Sesc Ipanema — Rua Visconde de
Pirajá, 605, Ipanema —2279-4603. Sala 1 (141
lugares): Aqui é o meu lugar, 14h, 16h20m,
18h40m, 21h. Sala 2 (163 lugares): Juntos para
sempre, 13h30m, 15h30m, 17h30m, 19h30m,
21h30m. R$18(qua), R$20(seg, ter e qui) e R$
24(sex a dome feriados).
> Estação Sesc Laura Alvim—Av. Vieira Sou-
to, 176, Ipanema —2267-4307. Sala 1 (73luga-
res): Elles, 13h10m, 20h; ParaRoma, comamor,
15h20m, 22h; e Aprimeira coisa bela, 17h45m.
Sala 2 (37lugares): Bemamadas, 13h30m; Deus
da carnificina, 16h(exceto qua), 20h10m; Cons-
piração americana, 17h40m; e Sombras da noi-
te, 21h40m. Sala 3 (45 lugares): Flores do Orien-
te, 13h; Amor impossível, 15h30m; L’Apollonide
— Os amores da casa de tolerância, 17h30m,
21h50m; e Minha irmã, 19h50m. R$ 16 (qua),
R$ 18 (seg, ter e qui) e R$ 20 (sex a dom e feria-
dos).
> Estação Sesc Rio — Rua Voluntários da Pá-
tria, 35, Botafogo — 2266-9952. Sala 1 (267 lu-
gares): Elles, 13h20m, 17h30m, 21h40m; e Pa-
ra Roma, com amor, 15h20m, 19h30m. Sala 2
(228 lugares): Juntos para sempre, 13h, 15h,
17h, 19h, 21h. Sala 3 (104 lugares): Bem ama-
das, 13h40m, 18h40m; e A velha dos fundos,
16h20m, 21h20m. R$ 14 (qua), R$ 18 (seg, ter
e qui) e R$22(sex a dome feriados).
> Estação Vivo Gávea — Rua Marquês de São
Vicente, 52, Shopping da Gávea, 4º piso, Gávea
— 3875-3011. Sala 1 (79 lugares): Para Roma,
com amor , 13h10m, 15h20m, 17h30m,
19h40m; e Na estrada, 21h50m. Sala 2 (126 lu-
gares): O que esperar quando você está esperan-
do, 13h30m, 15h40m, 17h50m, 20h,
22h10m. Sala 3 (91lugares): Aqui é o meu lugar,
13h, 15h20m, 17h40m, 20h, 22h20m. Sala 4
(84 lugares): Juntos para sempre, 13h40m,
15h40m, 17h50m, 19h50m, 22h. Sala 5 (156
lugares): 31 minutos —Ofilme, 13h20m; e Bat-
man - OCavaleiro das Trevas ressurge, 15h10m,
18h20m, 21h30m. R$ 18 (qua), R$ 20 (seg, ter
e qui), R$ 24 (sex a dome feriados), R$ 26 (qua,
3-D), R$ 27 (seg, ter e qui, 3-D) e R$ 32 (sex a
dome feriados, 3-D).
> Instituto Moreira Salles — Rua Marquês de
São Vicente, 476, Gávea — 3284-7400. Sala 1
(120 lugares): Diários de motocicleta, 14h; e Na
estrada, 16h45m, 19h30m. R$ 15 (ter, qua e
qui) e R$17(sex a dome feriados).
> Kinoplex Fashion Mall — Estrada da Gávea,
899, Fashion Mall, 2º piso, São Conrado —
2461-2461. Sala 1 (139lugares): Batman- OCa-
valeiro das Trevas ressurge, 14h, 17h20m,
20h40m. Sala 2 (195lugares): Katy Perry: part of
me, (3-D), 14h10m, 16h20m, 18h40m, 21h.
Sal a 3 (114 lugares): Bel Ami — O sedutor,
14h40m, 17h, 19h20m, 21h40m. Sala 4 (129
lugares): O que esperar quando você está espe-
rando, 14h20m, 16h40m, 19h, 21h20m. R$21
(qua), R$22(seg, ter equi), R$26(sex adomefe-
riados), R$27(qua, 3-D), R$28(seg, ter e qui, 3-
D) e R$32(sex a dome feriados, 3-D).
> Kinoplex Leblon — Av. Afrânio de Melo Fran-
co, 290, Shopping Leblon, 4º piso, Leblon —
2461-2461. Sala 1 (170lugares): Katy Perry: part
of me, (3-D), 15h10m, 17h20m, 19h30m,
21h40m. Sala 2 (171 lugares): Batman - OCava-
leiro das Trevas ressurge, 13h30m, 16h50m,
20h10m. Sala 3 (172 lugares): 31 minutos — O
filme, 15h, 17h; e Para Roma, com amor, 19h,
21h20m. Sala 4 (161 lugares): Valente, (3-D),
dub, 14h30m, 16h40m, 18h50m; eOespetacu-
lar HomemAranha, (3-D), 21h. R$ 18 (qua), R$
21 (seg, ter e qui), R$ 26 (sex a dom e feriados;
qua, 3-D), R$27(seg, ter e qui, 3-D) e R$32(sex
a dome feriados, 3-D).
> Leblon—Av. AtaulfodePaiva, 391, lojas AeB,
Leblon —2461-2461. Sala 1 (640 lugares): Bat-
man - O Cavaleiro das Trevas ressurge, 14h,
17h20m, 20h40m. Sala 2 (300 lugares): O que
esperar quando você está esperando, 14h30m,
16h50m, 19h10m, 21h30m. R$ 18 (qua), R$
21 (seg, ter e qui, exceto feriados), R$ 25 (sex a
dome feriados), R$26(qua, 3-D), R$27(seg, ter
e qui, exceto feriados, 3-D) e R$ 32 (sex a dom e
feriados, 3-D).
> Rio Sul — Rua Lauro Müller, 116, Shopping
Rio Sul, 4º piso, Botafogo — 2461-2461. Sala 1
(159 lugares): Batman - O Cavaleiro das Trevas
ressurge, 14h, 17h20m, 20h40m. Sala 2 (209
lugares): Katy Perry: part of me, (3-D), 14h20m,
16h40m, 18h50m, 21h. Sala 3 (151 lugares):
Batman - O Cavaleiro das Trevas ressurge, dub,
13h40m, 17h, 20h20m. Sala 4 (156 lugares): O
que esperar quando você está esperando,
14h30m, 16h50m, 19h10m, 21h30m. R$ 15
(qua), R$ 17 (seg, ter e qui, até as 17h), R$ 18
(seg, ter equi, após as 17h), R$21(sex adomefe-
riados, até as 17h), R$ 22 (sex a dom e feriados,
apósas17h), R$24(segaqui, 3-D) eR$27(sexa
dome feriados, 3-D).
> Roxy — Av. Nossa Senhora de Copacabana,
945, Copacabana —2461-2461. Sala 1 (304 lu-
gares): O que esperar quando você está esperan-
do, 14h30m, 16h50m, 19h10m, 21h30m. Sala
2 (306 lugares): Batman - OCavaleiro das Trevas
ressurge, 14h, 17h20m, 20h40m. Sala 3 (309
lugares): Katy Perry: part of me, (3-D), 14h10m,
16h20m, 18h40m, 21h. R$ 15 (qua), R$ 17
(seg, ter e qui, até as 17h), R$ 18 (seg, ter e qui,
após as 17h), R$ 21 (sex a dome feriados, até as
17h), R$ 22 (sex a dome feriados, após as 17h),
R$ 24 (seg a qui, 3-D) e R$ 28 (sex a dome feria-
dos, 3-D).
> São Luiz — Rua do Catete, 311, Flamengo —
2461-2461. Sala 1 (140 lugares): O que esperar
quando você est á esper ando, 14h10m,
16h30m, 18h50m, 21h15m. Sala 2 (258 luga-
res): Batman - O Cavaleiro das Trevas ressurge,
14h, 17h20m, 20h40m. Sala 3 (267 lugares):
Katy Perry: part of me, (3-D), 15h, 17h10m,
19h20m, 21h30m. Sala 4 (149 lugares): Valen-
te, (3-D), dub, 13h50m, 16h; Oespetacular Ho-
memAranha, (3-D), 18h10m; e Para Roma, com
amor, 21h. R$15(qua), R$17(seg, ter e qui, até
as 17h), R$18(seg, ter equi, após as 17h), R$21
(sex a dom e feriados, até as 17h), R$ 22 (sex a
dome feriados, após as 17h), R$24(seg a qui, 3-
D) e R$28(sex a dome feriados, 3-D).
> Unibanco Arteplex — Praia de Botafogo,
316, Botafogo — 2559-8750. Sala 1 (150 luga-
res): 31 minutos — O filme, 13h, 15h, 17h; e
Alémdaliberdade, 19h, 21h30m(excetoter). Sa-
l a 2 (126 l ugares): Para Roma, com amor,
13h10m, 15h20m, 17h30m, 19h40m,
21h50m(exceto ter). Sala 3 (109lugares): Na es-
trada, 13h, 15h30m, 21h20m; e Vou rifar meu
coração, 18h, 19h40m. Sala 4 (165 lugares): O
que esperar quando você está esperando, 13h
( at é qua) , 15h10m ( at é qua) , 17h20m,
19h30m, 21h40m. Sala 5(136lugares): Bel Ami
—Osedutor, 14h, 16h, 20h, 22h; e Sagrado se-
gredo, 18h. Sala 6 (250 lugares): Batman - OCa-
valeiro das Trevas ressurge, 14h30m, 17h45m,
21h. R$ 14 (qua), R$ 18 (seg, ter e qui), R$ 22
(sex a dome feriados), R$26(seg a qui, 3-D) e R$
28(sex a dome feriados, 3-D).
Barra da
Tijuca/Recreio
> Cinemark Downtown — Av. das Américas,
500, Downtown, bloco 17, 2º piso, Barra da Tiju-
ca — 2494-5004. Sala 01 (143 lugares): 31 mi-
nutos — O filme, 13h05m, 15h20m, 17h35m,
19h45m; pré-estreia de A tentação, 21h55m
(qui); eAqui éomeulugar, 21h55m(atéqua). Sa-
l a 02 (131 l ugares): A Era do Gel o 4, dub,
12h35m, 14h45m; e Ato de coragem, 17h05m,
19h50m, 22h15m. Sala 03 (261 lugares): Katy
Perry: part of me, (3-D), 12h45m, 14h55m,
17h10m, 19h30m, 21h40m. Sala 04 (286luga-
res): Batman - O Cavaleiro das Trevas ressurge,
14h50m, 18h30m, 22h10m. Sala 05 (159luga-
res): Além da liberdade, 13h30m; Para Roma,
com amor, 16h30m, 19h (qua), 21h30m; e As
neves do Kilimanjaro, 19h (ter e qui). Sala 06
(156 lugares): O que esperar quando você está
esperando, 13h, 15h40m, 18h20m, 21h. Sala
07 (172 l ugares): E aí , comeu?, 13h20m,
15h35m, 18h10m, 20h50m. Sala 08 (297luga-
res): Batman - O Cavaleiro das Trevas ressurge,
13h10m, 16h40m, 20h20m. Sala 09 (154luga-
res): Batman - O Cavaleiro das Trevas ressurge,
dub, 14h10m, 17h40m, 21h20m. Sala 10 (172
l ugar es) : Val ent e, ( 3- D) , dub, 13h15m,
15h30m, 18h; e O espetacular Homem Aranha,
(3-D), dub, 21h10m. Sala11 (145lugares): Valen-
te, dub, 12h40m, 15h, 17h20m; e Bel Ami —O
sedutor, 19h40m, 22h05m. Sala 12 (267 luga-
res): Batman - O Cavaleiro das Trevas ressurge,
12h30m, 15h50m, 19h20m. R$ 13 (qua), R$
16 (seg, ter e qui, até as 17h), R$ 18 (seg, ter e
qui, após as 17h; sex a dom e feriados, até as
17h), R$ 21 (sex a dome feriados, após as 17h),
R$22(qua, 3-D), R$23(seg, ter e qui, 3-D) e R$
25 (sex a dom e feriados, 3-D). Toda semana, na
Sessão Desconto, é selecionado um filme nas
sessões das 15h emque o espectador paga R$ 4
(consulte qual é o filme da semana pelo telefone,
no site www.cinemark.com.br ouno próprio cine-
ma).
> Cinesystem Recreio Shopping — Av. das
Américas, 19.019, Recreio dos Bandeirantes —
4003-7049. Sala 1 (286lugares): Valente, (3-D),
dub, 13h; e Batman - OCavaleiro das Trevas res-
surge, dub, 15h, 18h15m; leg, 21h30m. Sala 2
(286 lugares): Katy Perry: part of me, (3-D),
14h20m, 16h50m, 19h20m, 21h40m. Sala 3
(212 lugares): Batman - O Cavaleiro das Trevas
ressurge, 14h, 17h15m, 20h30m. Sala 4 (212
l ugar es) : A Er a do Gel o 4, dub, 13h30m,
15h30m, 17h30m, 19h30m; e O espetacular
HomemAranha, dub, 21h30m. R$10(ter e qua,
excetoferiados, 3-D), R$12(segequi, excetoferi-
ados), R$14(ter e qua), R$16(sex a dome feria-
dos, até as 17h), R$ 18 (sex a dom e feriados,
após as 17h), R$20(seg e qui, exceto feriados, 3-
D) e R$ 23 (sex a dom e feriados, 3-D). Terça e
Quarta Mais Cinema: R$ 7 nas sessões 2-D. Pro-
moçãodoBeijo: às quintas-feiras, ocasal queder
umbeijo na bilheteria paga R$ 12 (o casal) e R$
20(casal, 3-D). Promoções por tempoindetermi-
nado e não válidas emferiados.
> Espaço Rio Design — Avenida das Américas,
7.777, Rio Design Barra, 3º piso, Barra da Tijuca
—2438-7590. Sala 1 (149 lugares): Valente, (3-
D), dub, 14h30m, 16h30m; e Oespetacular Ho-
mem Aranha, (3-D), 18h50m, 21h30m. Sala 2
(88lugares): Batman- OCavaleirodasTrevasres-
surge, 14h, 17h30m, 20h50m. Sala Vip (116 lu-
gares): O que esperar quando você está esperan-
do, 14h20m, 16h50m, 19h10m, 21h40m. R$
19(segaqui), R$24(sex adomeferiados), R$25
(segaqui, 3-D), R$29(sexadomeferiados, 3-D),
R$32(segaqui, SalaVIP) eR$40(sex adomefe-
riados, Sala VIP).
> Estação Sesc Barra Point — Av. Armando
Lombardi, 350, Barra Point, 3º piso, Barra da Ti-
juca — 3419-7431. Sala 1 (165 lugares): Elles,
15h, 19h15m; e Para Roma, com amor, 17h,
21h30m. Sala 2 (165 lugares): Aqui é o meu lu-
gar, 14h30m, 16h45m, 19h, 21h15m. R$ 18
(qua), R$ 20 (seg, ter e qui) e R$ 24 (sex a dome
feriados).
> UCI New York City Center — Av. das Améri-
cas, 5.000, Barra da Tijuca — 2461-1818. Sala
01 (168 lugares): E aí, comeu?, 14h45m, 17h,
19h15m, 21h30m. Sala 02 (238 lugares): Katy
Perry: part of me, (3-D), 14h05m, 16h10m,
18h15m, 20h20m, 22h25m. Sala 03 (383luga-
res): Batman - O Cavaleiro das Trevas ressurge,
dub, 13h20m, 16h40m, 20h. Sala 04/IMAX(383
lugares): Batman - OCavaleiro das Trevas ressur-
ge, dub, 16h; leg, 19h20m, 22h35m. Sala 05
(299 lugares): O que esperar quando você está
esperando, 13h, 15h15m, 17h30m, 19h50m,
22h10m. Sala 06 (173 lugares): Valente, dub,
13h20m; e Ato de coragem, 15h30m, 17h50m,
20h10m, 22h30m. Sala 07 (158lugares): 31mi-
nutos —Ofilme, 13h10m, 15h10m, 17h10m; e
Na estrada, 19h15m, 22h05m. Sala 08/De Lux
(297 lugares): Batman - O Cavaleiro das Trevas
ressurge, 14h20m, 17h40m, 21h10m. Sala 09/
De Lux ( 159 l ugar es) : Sombr as da noi t e,
13h15m, 18h05m; e Para Roma, com amor,
15h40m, 20h40m. Sala 10 (166 lugares): A Era
do Gelo 4, dub, 16h20m, 20h40m; e Valente,
dub, 14h10m, 18h30m. Sala 11 (215 lugares):
Bel Ami — O sedutor, 13h30m, 15h45m, 18h,
20h15m, 22h30m. Sala 12 (252lugares): Valen-
t e, ( 3- D) , dub, 14h50m, 17h, 19h10m,
21h20m. Sala 13(383lugares): Batman- OCava-
l ei ro das Trevas ressurge, 14h, 17h20m,
20h40m. Sala 14 (252 lugares): A Era do Gelo 4,
(3-D), dub, 13h, 15h10m, 17h20m; e Oespeta-
cular HomemAranha, (3-D), 19h30m, 22h20m.
Sala 15 (215lugares): Oespetacular HomemAra-
nha, dub, 21h30m, 15h40m, 18h30m. Sala 16
(166 lugares): E aí, comeu?, 13h35m, 15h50m,
18h05m, 20h20m, 22h35m. Sala 17 (297 luga-
res): Batman - O Cavaleiro das Trevas ressurge,
dub, 13h, 16h20m, 19h40m. Sala 18 (277 luga-
res): Batman - O Cavaleiro das Trevas ressurge,
13h40m, 17h, 20h20m. R$ 13 (qua), R$ 14
(seg, ter e qui, até as 17h), R$ 18 (seg, ter e qui,
após as 17h), R$ 19 (sex a dome feriados, até as
17h), R$ 21 (sex a dome feriados, após as 17h),
R$22(qua, Imax 2-D), R$23(seg aqui, 3-D), R$
24 (qua, Imax 3-D), R$ 25 (exceto qua, Imax 2-
D), R$ 26 (sex a dom e feriados, 3-D), R$ 34
(Imax 3-D), R$ 43 (seg a qui e feriados, De Lux),
R$45(sex a dome feriados, De Lux; seg a qui, De
Lux 3-D) e R$ 50 (sex a dome feriados, De Lux 3-
D). Sessão Família: sáb, dom e feriados, os in-
gressos para as sessões até as 13h55m custam
R$ 14. Ticket Família: na compra de quatro in-
gressos — 2 adultos e 2 crianças de até 12 anos
—, a família paga R$ 45 (exceto na sala 3-D) em
todos os dias da semana. Na sala 3-D, o valor do
Ticket Família é R$55. Na sala IMAX2-D, o valor
do Ticket Família é R$ 56. Na sala IMAX 3-D, o
valor do Ticket Família é R$ 77. Na sala De Lux
2-D, o valor do Ticket Famíliaé R$95. NasalaDe
Lux 3-D, o valor do Ticket Família é R$ 105. Se-
gunda Mania: ingressos a R$ 7, às segundas-fei-
ras. Promoção por tempo indeterminado e não
válida para vésperas de feriados, feriados e salas
em3-De IMAX.
> Via Parque —Av. Ayrton Senna, 3.000, Barra
da Tijuca — 2461-2461. Sala 1 (242 lugares): A
Era do Gelo 4, dub, 15h20m, 17h20m; e Eaí, co-
meu?, 19h20m, 21h30m. Sala 2 (311 lugares):
Batman - O Cavaleiro das Trevas ressurge, dub,
13h30m, 16h50m, 20h10m. Sala 3 (308 luga-
res): O que esperar quando você está esperando,
14h, 16h20m, 18h40m, 21h. Sala 4 (311 luga-
res): Batman - O Cavaleiro das Trevas ressurge,
13h50m, 17h10m, 20h30m. Sala 5 (313 luga-
res): Katy Perry: part of me, (3-D), 14h30m,
16h40m, 18h50m, 21h15m. Sala 6 (242 luga-
res): Valente, dub, 14h50m, 21h; e 31 minutos
—Ofilme, 17h, 19h. R$12(qua), R$14(seg, ter
e qui, até 17h), R$17(sex adome feriados, até as
17h; seg, ter e qui, após 17h), R$19(sex a dome
feriados, após as 17h), R$22(segaqui, 3-D) eR$
25 (sex a dome feriados, 3-D). Segunda Irresistí-
vel: ingresso a R$ 8. Promoção por tempo inde-
terminado e não válida para feriados e salas em
3-D.
Zona Norte
> Cinecarioca Nova Brasília—RuaNovaBrasí-
lia s/n, Bonsucesso. (93 lugares): Valente, (3-D),
dub, 15h40m; Batman - O Cavaleiro das Trevas
ressurge, dub, 21h30m; 31 minutos — O filme,
14h, 17h40m; e Vou r i f ar meu cor ação,
19h30m. R$ 4 (moradores da região, estudantes
e professores) e R$8.
> Cinemark Carioca — Estrada Vicente Carva-
lho, 909, Carioca Shopping, Vicente de Carvalho
— 3688-2340. Sala 1 (282 lugares): Batman - O
Cavaleiro das Trevas ressurge, dub, 15h20m,
19h05m, 22h30m. Sala 2 (188 lugares): Paraí-
sos ar t i f i ci ai s, 13h40m; e E aí , comeu?,
16h10m, 18h30m, 20h50m. Sala 3 (188 luga-
res): Valente, (3-D), dub, 13h10m, 15h40m,
17h55m, 20h20m. Sala 4(312lugares): Batman
- OCavaleiro das Trevas ressurge, dub, 14h55m,
18h40m, 22h10m. Sala 5(312lugares): Batman
- OCavaleiro das Trevas ressurge, dub, 14h20m,
17h45m, 21h30m. Sala 6(228lugares): Batman
- OCavaleiro das Trevas ressurge, dub, 19h25m,
22h45m; e 31 minutos — O filme, 12h55m,
15h15m, 17h15m. Sala 7 (188lugares): AErado
Gelo 4, dub, 12h40m, 15h, 17h30m(qua); Oes-
petacular HomemAranha, dub, 20h, 22h50m; e
Diário de um jornalista bêbado, 17h30m (ter e
qui). Sala 8 (282 lugares): O que esperar quando
você está esperando, 14h30m, 17h10m,
19h50m, 22h15m. R$ 12 (seg, ter e qui, até as
17h; qua), R$15(qua, 3-D), R$16(seg, ter equi,
3-D), R$17(sex adome feriados, até as 17h), R$
19 (sex a dom e feriados, após as 17h) e R$ 22
(sex adome feriados, 3-D). Todasemana, naSes-
são Desconto, é sel eci onado um fi l me nas
sessões das 15h emque o espectador paga R$ 4
(consulte qual é o filme da semana pelo telefone,
no site www.cinemark.com.br ouno próprio cine-
ma).
> Cinesystem Via Brasil Shopping —Rua Ita-
pera, 500, Vista Alegre — 4003-7049. Sala 1
(143 lugares): O que esperar quando você está
esperando, 14h20m, 16h40m, 19h10m,
21h40m. Sala 2 (192 lugares): Batman - OCava-
leiro das Trevas ressurge, dub, 14h, 17h15m,
20h30m. Sala 3 (161lugares): Batman - OCava-
l ei ro das Trevas ressurge, 15h, 18h15m,
21h30m. Sala 4(267lugares): Katy Perry: part of
me, (3-D), 14h30m, 17h, 19h20m, 21h40m.
Sal a 5 (213 l ugares): Val ente, (3-D), dub,
14h05m, 19h; e O espetacular Homem Aranha,
(3-D), dub, 16h15m, 21h10m. Sala 6 (184luga-
res): A Era do Gelo 4, dub, 13h30m, 15h30m,
17h30m, 19h30m; e Eaí, comeu?, 21h25m. R$
12 (seg e qui, exceto feriados), R$ 14 (ter e qua,
exceto feriados), R$ 16 (sex a dome feriados, até
as 17h), R$ 18 (sex a dom e feriados, após as
17h), R$20(ter e qua, exceto feriados, 3-D; seg e
qui, exceto feriados, 3-D) e R$23(sex a dome fe-
riados, 3-D). Terça Quarta Mais: R$7(salas 2-D)
e R$ 10 (salas 3-D). Promoção do Beijo: às quin-
tas-feiras, o casal que der umbeijo na bilheteria
paga R$ 12 (o casal, salas 2-D) e R$ 20 (o casal,
salas 3-D). Promoção por tempo indeterminado e
não válida para feriados.
> Kinoplex Nova América —Av. Martin Luther
King Jr., 126, Shopping Nova América, Del Casti-
lho—2461-2461. Sala 1 (206lugares): Batman-
O Cavaleiro das Trevas ressurge, 14h, 17h20m,
20h40m. Sala 2 (144 lugares): E aí, comeu?,
14h30m, 16h50m, 19h10m, 21h30m. Sala 3
(183 lugares): O que esperar quando você está
esperando, 14h10m, 16h30m, 18h50m,
21h15m. Sala 4 (155 lugares): Valente, dub,
14h50m, 21h; e 31 minutos — O filme, 17h,
19h. Sala 5 (274 lugares): A Era do Gelo 4, (3-D),
dub, 14h20m; Valente, (3-D), dub, 16h20m,
18h30m; e Oespetacular HomemAranha, (3-D),
dub, 20h45m. Sala 6 (311 lugares): Batman - O
Cavaleiro das Trevas ressurge, dub, 13h30m,
16h40m, 20h. Sala 7 (285 lugares): Batman - O
Cavaleirodas Trevas ressurge, dub, 13h40m; leg,
17h, 20h20m. R$13(qua), R$15(seg, ter e qui,
até as 17h), R$ 17 (seg, ter e qui, após as 17h),
R$ 19 (sex a dom e feriados, até as 17h; qua, 3-
D), R$21(sex a dome feriados, após as 17h; seg,
ter e qui, 3-D, até 17h), R$23(seg, ter e qui, 3-D,
após as 17h), R$ 24 (sex a dom e feriados, 3-D,
até 17h) e R$ 26 (sex a dome feriados, 3-D, após
17h). Segunda Irresistível: ingresso a R$ 8. Pro-
moção por tempo indeterminado e não válida pa-
ra feriados e salas em3-D.
> Kinoplex Shopping Tijuca — Av. Maracanã,
987, Loja3, Tijuca—2461-2461. Sala 1 (340lu-
gares): O espetacular Homem Aranha, (3-D),
13h50m; eOqueesperar quandovocêestáespe-
rando, 16h40m, 19h10m, 21h30m. Sala 2 (264
lugares): Batman - OCavaleiro das Trevas ressur-
ge, 13h30m, 16h50m, 20h10m. Sala 3 (197 lu-
gares): E aí, comeu?, 14h, 16h20m, 18h50m,
21h15m. Sala 4 (264 lugares): Valente, (3-D),
dub, 14h20m, 16h30m, 18h40m; eOespetacu-
lar HomemAranha, (3-D), 21h. Sala 5 (340 luga-
res): AEra do Gelo 4, (3-D), dub, 13h30m; e Katy
Perry: part of me, (3-D), 15h20m, 17h30m,
19h40m, 21h45m. Sala 6(405lugares): Batman
- OCavaleiro das Trevas ressurge, 14h, 17h20m,
20h40m. R$ 17 (qua; seg, ter e qui, até as 17h),
R$ 19 (seg, ter e qui, após as 17h), R$ 20 (sex a
domeferiados, atéas 17h), R$22(sex adomefe-
riados, após as 17h), R$ 26 (seg a qui, 3-D) e R$
30(sex a dome feriados, 3-D).
> Multiplex Jardim Guadalupe — Av. Brasil,
Shopping Jardim Guadalupe, loja 301, Guadalu-
pe —3178-8600. Sala 1 (271lugares): Batman -
O Cavaleiro das Trevas ressurge, dub, 16h30m,
19h30m; e E aí, comeu?, 14h30m. Sala 2 MAX
Screen (392lugares): Valente, (3-D), dub, 15h; A
Era do Gelo 4, dub, 17h, 19h; e Batman- OCava-
leiro das Trevas ressurge, dub, 21h. Sala 3 (242
lugares): O que esperar quando você está espe-
rando, 14h45m (qua), 16h20m (ter e qui), 17h
(qua), 18h40m (ter e qui), 19h15m (qua), 21h
(ter equi), 21h30m(qua). Sala 4MAXScreen(392
lugares): Batman - OCavaleiro das Trevas ressur-
ge, dub, 14h30m, 17h30m, 20h30m. Sala 5
(316 lugares): Katy Perry: part of me, (3-D), 15h
(ter e qui ), 15h30m (qua), 17h (ter e qui ),
17h30m (qua), 19h (ter e qui), 19h30m (qua),
21h (ter e qui), 21h30m(qua). R$ 7 (qua, exceto
feriados), R$ 8 (seg), R$ 10 (qua, salas 3-D), R$
11(ter equi), R$12(seg), R$14(sex adomeferi-
ados, até 18h), R$15(ter e qui, salas 3-D), R$16
(sex a dom e feriados, após 18h), R$ 17 (sex a
domeferiados, até18h(salas 3-D)) eR$19(sex e
sáb e feriados, após 18h (salas 3-D)).
> Ponto Cine — Estrada do Camboatá, 2.300,
Guadalupe Shopping - 1º piso, Guadalupe —
3106-9995. (73lugares): 31minutos —Ofilme,
9h, 11h, 14h; Vou rifar meu coração, 16h,
20h10m; e Febre do rato, 18h. R$6.
> Shopping Iguatemi —RuaBarãodeSãoFran-
cisco, 236, 3º piso, VilaIsabel —2461-2461. Sa-
la 1 (240 lugares): Katy Perry: part of me, (3-D),
14h30m, 16h40m, 18h50m, 21h. Sala 2 (156
l ugar es) : A Er a do Gel o 4, dub, 15h30m,
17h30m, 19h30m; e E aí, comeu?, 13h35m,
21h30m. Sala 3 (156lugares): Batman - OCava-
l ei ro das Trevas ressurge, 14h, 17h20m,
20h40m. Sala 4 (188lugares): Batman - OCava-
l ei r o das Tr evas r essur ge, dub, 13h30m,
16h50m, 20h10m. Sala 5 (155 lugares): O que
esperar quando você está esperando, 14h10m,
16h30m, 19h, 21h20m. Sala 6 (152 lugares):
Val ent e, dub, 14h, 16h10m, 18h20m,
20h30m. Sala 7 (146lugares): Oespetacular Ho-
mem Aranha, dub, 20h45m; e 31 minutos — O
filme, 14h45m, 16h45m, 18h45m. R$ 11
(qua), R$13(seg, ter equi), R$16(sex adomefe-
riados, até as 17h), R$ 18 (sex a dom e feriados,
apósas17h), R$19(segaqui, 3-D) eR$21(sexa
dom e feriados, 3-D). Segunda Irresistível: R$ 8.
Promoção por tempo indeterminado e não válida
para salas 3-De feriados.
> UCI Kinoplex —Av. DomHelder Câmara , Pá-
tio NorteShopping, Del Castilho — 2461-0050.
Sala 01 (244 lugares): Batman - O Cavaleiro das
Trevas ressurge, dub, 15h20m; leg, 18h40m,
22h. Sala 02 (182 lugares): Valente, dub, 13h,
17h20m, 22h10m; e A Era do Gelo 4, dub,
15h10m, 19h40m. Sala 03 (170 lugares): A Era
do Gelo 4, dub, 14h40m, 16h50m, 19h; e O es-
petacular HomemAranha, (3-D), dub, 21h10m.
Sala 04(178lugares): Oqueesperar quando você
está esperando, 13h05m, 15h25m, 17h45m,
20h05m, 22h30m. Sala 05 (471 lugares): Bat-
man - O Cavaleiro das Trevas ressurge, 14h,
17h20m, 20h40m. Sala 06 (471 lugares): Bat-
man - O Cavaleiro das Trevas ressurge, dub,
13h20m, 16h40m, 20h05m. Sala 07 (165 luga-
res): E aí, comeu?, 14h45m, 17h, 19h20m,
21h35m. Sala 08 (159 lugares): O espetacular
HomemAranha, dub, 20h10m; e 31 minutos —
O filme, 14h10m, 16h10m, 18h10m. Sala 09
(166lugares): Katy Perry: part of me, (3-D), 13h,
15h05m, 17h10m, 19h15m, 21h20m. Sala 10
(230 lugares): Valente, (3-D), dub, 13h30m,
15h40m, 17h50m; e E aí , comeu?, 20h,
22h15m. R$ 12 (qua, exceto feriados), R$ 14
(seg, ter e qui, até as 17h), R$ 16 (seg, ter e qui,
após as 17h), R$ 18 (sex a dome feriados, até as
17h), R$20(sex a dom, após as 17h), R$23(sex
a dom e feriados, até as 17h, salas 3-D) e R$ 25
(sex a dom e feriados, após as 17h, salas 3-D).
Maiores de 60 anos e crianças menores de 12
anos pagam meia-entrada. Sessão Família: R$
12(sáb, domeferiados, emsessões iniciadas até
as 13h55m). Ticket Família: na compra de qua-
tro ingressos — dois adultos e duas crianças de
até 12anos —, a família paga R$42para assistir
a qualquer sessão (exceto na sala 3-D) em todos
os dias da semana. Na sala 3-D, o valor do Ticket
Família é R$53. Promoção por tempo indetermi-
nado e não válida para vésperas de feriados, feri-
ados e salas em3-De IMAX. Segunda Mania: in-
gressos aR$7, às segundas-feiras. Promoçãopor
tempo indeterminado e não válida para vésperas
de feriados, feriados e salas em3-De IMAX.
Centro
> Cine Santa Teresa — Rua Paschoal Carlos
Magno, 136, Largo dos Guimarães, Santa Teresa
— 2222-0203. (54 lugares): A Era do Gelo 4,
dub, 17h; Para Roma, comamor, 15h, 18h50m;
e Na estrada, 20h50m. R$16(exceto sáb e dom)
e R$ 18 (sáb e dom e feriados). Segunda Santa:
toda segunda, meia-entrada para todos.
> Odeon Petrobras —Praça Floriano, 7, Centro
— 2240-1093. (600 lugares): Na estrada,
13h20m, 18h10m; e E aí , comeu?, 16h,
20h45m. R$14.
Ilha doGovernador
> CinesystemIlha Plaza—Av. Maestro Paulo e
Silva, 400, Ilha Plaza Shopping - 3º piso, Ilha do
Governador — 4003-7049. Sala 1 (292 lugares):
Batman - O Cavaleiro das Trevas ressurge, 15h,
18h15m, 21h30m. Sala 2 (206 lugares): Valen-
te, dub, 15h; e Ato de coragem, 17h30m,
19h40m, 22h. Sala 3(206lugares): AEradoGelo
4, dub, 13h30m, 15h25m, 17h20m, 19h15m;
e O espetacular Homem Aranha, dub, 21h15m.
Sala 4 (292 lugares): Valente, 14h, 16h30m,
19h; e Batman - OCavaleiro das Trevas ressurge,
21h10m. R$ 12 (seg e qui, exceto feriados), R$
14(ter e qua, exceto feriados), R$16(sex a dome
feriados, até as 17h), R$18(sex a dome feriados,
após as 17h), R$ 20 (ter e qua, exceto feriados,
3-D; sege qui, excetoferiados, 3-D) e R$23(sex a
dom e feriados, 3-D). Terça e Quarta Mais Cine-
ma: R$7(salas 2-D) e R$10(salas 3-D). Promo-
ção do Beijo: às quintas-feiras, exceto feriados, o
casal que der um beijo na bilheteria paga R$ 12
(o casal, salas 2-D) e R$ 20 (o casal, salas 3-D).
Promoções por tempo indeterminado e não váli-
das para feriados.
Zona Oeste
> Cine 10 Sulacap — Avenida Marechal Fonte-
nelle 3.555, JardimSulacap. Sala 1 (406lugares):
Val ent e, ( 3- D) , dub, 14h20m, 16h50m,
19h20m, 21h40m. Sala 2 (235 lugares): Valen-
te, dub, 13h40m, 16h; e O espetacular Homem
Aranha, dub, 19h05m, 21h50m. Sala 3 (255 lu-
gares): Batman- OCavaleiro das Trevas ressurge,
dub, 14h, 17h15m, 20h30m. Sala 4 (239 luga-
res): Batman - O Cavaleiro das Trevas ressurge,
dub, 13h30m, 16h45m, 20h. Sala 5 (137 luga-
res): A Era do Gelo 4, dub, 13h30m, 15h30m,
17h30m, 19h30m, 21h30m. Sala 6 (101 luga-
res): Valente, dub, 14h, 16h20m, 19h; e Eaí, co-
meu?, 21h10m. R$7(ter equa), R$10(ter equa,
salas 3-D; seg), R$ 12 (qui), R$ 16 (sex a dom;
seg, salas 3-D; qui, salas 3-D) e R$20(sex adom,
salas 3-D).
> Cine Sesc Freguesia Rioshopping — Ri-
oShopping. Rua Gabinal 313, salas 205/07, Fre-
guesia — 2189-8481. Sala 1 (158 lugares): Bat-
man - O Cavaleiro das Trevas ressurge, dub,
14h50m, 17h50m, 21h. Sala 2 (94 lugares): 31
minutos — O filme, 14h, 15h50m, 17h40m,
19h30m; e Vourifar meucoração, 21h30m. Sala
3 (92 lugares): A Era do Gelo 4, dub, 14h, 18h;
Valente, dub, 16h, 20h; e Oespetacular Homem
Aranha, dub, 21h50m. R$ 10 (qua, exceto feria-
dos), R$ 12 (seg, ter e qui, exceto feriados) e R$
16(sex a dome feriados).
> CineserclaPátioMixCostaVerde—Rodovia
Rio Santos s/n, Lote B, Shopping Pátio Mix, 1° pi-
so, Zona Industrial —3781-8794. Sala 1 (116lu-
gares): A Era do Gelo 4, dub, 14h25m, 16h25m,
18h25m, 20h25m. Sala 2(171lugares): Batman
- OCavaleiro das Trevas ressurge, dub, 14h20m,
17h20m, 20h20m. Sala 3 (175 lugares): Valen-
te, (3-D), dub, 14h30m, 16h30m, 18h30m; e O
espet acul ar Homem Ar anha, ( 3- D) , dub,
20h30m. Sala 4 (119 lugares): Valente, dub,
14h35m, 16h35m, 18h35m; e O espetacular
HomemAranha, dub, 20h35m. R$10(ter e qui),
R$ 13 (sex a dom e feriados), R$ 14 (ter e qui,
3-D; seg e qua), R$18(sex a dome feriados, 3-D)
e R$ 20 (seg e qua, 3-D). Às segundas e quartas-
feiras, meia-entrada para todos. Promoção por
tempo indeterminado e não válida emferiados.
> Cinesystem Bangu Shopping —Rua Fonse-
ca, 240, loja 145, Bangu — 4003-7049. Sala 1
(371 lugares): Katy Perry: part of me, (3-D),
14h30m, 17h, 19h20m, 21h40m. Sala 2 (368
lugares): Valente, (3-D), dub, 13h30m; e Bat-
man - OCavaleiro das Trevas ressurge, 15h30m,
18h45m, 22h. Sala 3(197lugares): AEradoGelo
4, dub, 14h, 19h25m, 21h25m; e Valente, dub,
16h30m. Sala 4(187lugares): Oespetacular Ho-
memAranha, dub, 19h10m, 21h55m; e 31 mi-
nutos — O filme, 13h35m, 15h25m, 17h20m.
Sala 5 (211 lugares): Batman - O Cavaleiro das
Trevas ressurge, dub, 15h, 18h15m, 21h30m.
Sala 6 (201 lugares): O que esperar quando você
está esperando, 14h20m, 16h40m, 19h,
21h20m. R$ 12 (seg e qui, exceto feriados), R$
14(ter e qua), R$16(sex a dome feriados, até as
17h), R$ 18 (sex a dome feriados, após as 17h),
R$ 20 (seg e qui, exceto feriados, 3-D; ter e qua,
3-D) e R$ 23 (sex a dome feriados, 3-D). Promo-
ção Terça e Quarta Mais Cinema: R$ 7 (salas 2-
D) e R$ 10 (salas 3-D). Promoção do Beijo: às
quintas-feiras, o casal que der umbeijo na bilhe-
teria paga R$ 12 (o casal, salas 2-D) e R$ 20 (o
casal, salas 3-D). Promoções por tempo indeter-
minado e não válidas emferiados.
> Kinoplex West Shopping —Estrada do Men-
danha, 550, loja 401E, Campo Grande —2461-
2461. Sala 1 (223 lugares): Batman - OCavaleiro
das Trevas ressurge, dub, 13h30m, 16h40m,
20h. Sala 2 (221 lugares): Valente, (3-D), dub,
14h20m, 16h30m, 18h40m, 20h45m. Sala 3
(202 lugares): Batman - O Cavaleiro das Trevas
ressurge, dub, 14h, 17h10m, 20h30m. Sala 4
(133 lugares): E aí, comeu?, 14h50m, 17h,
19h20m, 21h30m. Sala 5/Evolution (285 luga-
res): AEradoGelo4, (3-D), dub, 14h10m, 19h; e
O espetacular Homem Aranha, (3-D), dub,
16h10m, 21h. R$ 12 (qua), R$ 16 (seg, ter e
qui), R$18(sex a dome feriados, até as 17h), R$
20 (sex a dom e feriados, após as 17h), R$ 21
(qua, 3-D), R$22(seg, ter equi, 3-D) eR$25(sex
a dom e feriados, 3-D). Segunda Irresistível: in-
gresso a R$9. Promoção por tempo indetermina-
do e não válida para feriados e salas em3-D.
> Star Center Shopping Rio — Av. Geremário
Dantas, 404, Tanque, Freguesia (Jacarepaguá)
—3312-5232. Sala 1 (208 lugares): Batman - O
Cavaleiro das Trevas ressurge, dub, 14h30m,
17h40m, 20h50m. Sala 2(148lugares): AErado
Gelo 4, dub, 16h30m, 18h30m, 20h30m. Sala 3
(148lugares): Valente, dub, 16h20m, 18h30m,
20h40m. Sala 4(148lugares): Oespetacular Ho-
mem Aranha, dub, 15h20m, 18h10m, 21h. R$
14(seg, qua e qui) e R$16(ter; sex a dome feria-
dos). Às terças e quarta-feiras, todos pagam
meia-entrada. Promoção por tempo indetermi-
nado e não válida para feriados.
Baixada
> Cine-Teatro Oscarito—RuaSantoElias, qua-
dra 9, lote 13, Parque Fluminense, Duque de Ca-
xias —3134-7338. (0 lugares): A Era do Gelo 4,
dub, 14h, 15h50m, 17h40m, 19h30m. R$2.
> Cinemaxx Imperial — Rua Dominique Level
30, Centro, Paracambi. (272 lugares): Valente,
dub, 17h; A Era do Gelo 4, dub, 19h; e Prome-
theus, dub, 21h. R$ 10 (seg a qui, exceto feria-
dos, até 17h59m), R$ 12 (seg a qui, exceto feria-
dos, após 18h; sex adomeferiados, até17h59m)
e R$ 14 (sex a dom e feriados, após 18h). Terça-
feira, exceto feriado, todos pagammeia-entrada.
> Cinemaxx Unigranrio Caxias — Rua Mar-
quês de Herval 1.216, loja A, box 306, Jardim25
de Agosto, Duque de Caxias —2672-2875. Sala 1
(120 lugares): Batman - O Cavaleiro das Trevas
ressurge, dub, 14h10m, 17h20m, 20h30m. Sa-
l a 2 (195 lugares): Valente, dub, 14h30m,
18h30m; AEra do Gelo 4, dub, 16h30m; e Cher-
nobyl — Sinta a radiação, dub, 20h40m. R$ 8
(seg aqui) e R$10(sex adome feriados). Maiores
de 60 anos e crianças menores de 12 pagam
meia-entrada. Promoção por tempo indetermi-
nado e não válida para feriados: às segundas,
quartas e domingos, todos pagammeia-entrada.
> Cinesercla Nilópolis Square — Rua Profes-
sor Alfredo Gonçalves Filgueiras, 100, Centro, Ni-
lópolis — 2792-0824. Sala 1 (172 lugares): Va-
lente, (3-D), dub, 14h30m, 16h30m, 18h30m;
e O espetacular Homem Aranha, (3-D), dub,
20h30m. Sala 2 (102 lugares): A Era do Gelo 4,
dub, 14h25m, 18h25m; Val ent e, dub,
16h25m; e O espetacular Homem Aranha, dub,
20h25m. Sala 3 (102lugares): Batman - OCava-
l ei r o das Tr evas r essur ge, dub, 14h20m,
17h20m, 20h20m. R$9(ter e qui), R$12(sex a
dome feriados; seg e qua), R$ 13 (ter e qui, 3-D),
R$ 17 (sex a dom e feriados, 3-D) e R$ 18 (seg e
qua, 3-D). Às segundas e quartas-feiras, meia-
entradaparatodos. Promoçãopor tempoindeter-
minado e não válida emferiados.
> Iguaçu Top —Rua Governador Roberto Silvei-
ra, 540, 2º piso, Centro, Nova Iguaçu — 2461-
2461. Sala 1 (222 lugares): Valente, (3-D), dub,
14h30m, 16h40m, 18h50m, 21h. Sala 2 (234
lugares): A Era do Gelo 4, (3-D), dub, 13h40m,
18h20m; eOespetacular HomemAranha, (3-D),
dub, 15h30m, 20h30m. Sala 3 (200 lugares):
Batman - O Cavaleiro das Trevas ressurge, dub,
13h30m, 16h50m, 20h10m. R$ 12 (qua), R$
14(seg, ter equi), R$16(sex adomeferiados, até
as 17h), R$ 19 (sex a dom e feriados, após as
17h; segaqui, 3-D) eR$22(sex adomeferiados,
3-D). Segunda Irresistível: R$ 9. Promoção por
tempo indeterminado e não válida emferiados e
salas 3-D.
> Kinoplex Grande Rio — Rodovia Presidente
Dutra, 4.200, Jardim, Duque de Caxias —2461-
2461. Sala 1 (304 lugares): Batman - OCavaleiro
das Trevas ressurge, dub, 13h50m, 17h10m,
20h30m. Sala 2 (305 lugares): A Era do Gelo 4,
(3-D), dub, 19h; O espetacular Homem Aranha,
(3-D), dub, 21h; e 31 minutos — O filme, 15h,
17h. Sal a 3 ( 231 l ugar es) : E aí , comeu?,
14h10m, 16h30m, 18h50m, 21h15m. Sala 4
(232 lugares): A Era do Gelo 4, dub, 13h50m,
16h, 18h10m, 20h30m. Sala 5 (304 lugares):
Val ent e, ( 3- D) , dub, 14h10m, 16h20m,
18h30m, 20h45m. Sala 6 (305 lugares): Bat-
man - O Cavaleiro das Trevas ressurge, dub,
13h30m, 16h50m, 20h10m. R$ 11 (qua), R$
14(seg, ter equi), R$16(sex adomeferiados, até
as 17h), R$ 19 (sex a dom e feriados, após as
17h; qua, 3-D), R$ 20 (seg, ter e qui, 3-D) e R$
23(sex a dome feriados, 3-D). Segunda Irresistí-
vel: ingresso a R$ 9. Promoção por tempo inde-
terminado e não válida para feriados e salas em
3-D.
> Multiplex Caxias Shopping — Rodovia
Washington Luiz, 2.895, Caxias Shopping, 2º pi-
so, Parque Duque, Duque de Caxias — 2784-
2240. Sala 1 (392 lugares): Batman - OCavaleiro
das Trevas ressurge, dub, 14h30m, 17h30m,
20h30m. Sala 2 (273 lugares): Valente, (3-D),
dub, 15h; A Era do Gelo 4, (3-D), dub, 17h, 19h;
eOespetacular HomemAranha, (3-D), dub, 21h.
Sala 3(254lugares): Katy Perry: part of me, (3-D),
15h, 17h, 19h, 21h. Sala 4 (204 lugares): Bat-
man - O Cavaleiro das Trevas ressurge, dub, 14h
(qua), 17h, 20h. Sala 5 (193 lugares): O que es-
perar quando você está esperando, 14h45m,
17h, 19h15m, 21h30m. Sala 6 (193 lugares): A
Erado Gelo 4, dub, 17h30m; 31minutos —Ofil-
me, 13h30m (qua), 15h15m; e E aí, comeu?,
19h30m, 21h30m. R$ 7 (qua, exceto feriados),
R$8(seg, excetoferiados), R$10(qua, excetofe-
riados, 3-D), R$11(ter equi, excetoferiados), R$
12(seg, excetoferiados, 3-D), R$14(sex adome
feriados, atéas 17h59m), R$15(ter equi, exceto
feriados, 3-D), R$16(sex adome feriados, apar-
tir das 18h), R$17(sex adome feriados, 3-D, até
as 17h59m) eR$19(sex adomeferiados, 3-D, a
partir das 18h).
Niterói/SãoGonçalo
> Bay Market — Av. Visconde do Rio Branco,
360, loja3, Centro—2461-2461. Sala 1 (221lu-
gares): Batman - O Cavaleiro das Trevas ressur-
ge, dub, 13h30m, 16h50m, 20h10m. Sala 2
(221 lugares): 31 minutos —O filme, 15h10m,
17h10m; e E aí, comeu?, 19h10m, 21h20m.
Sala 3 (207 lugares): Valente, (3-D), dub, 14h,
16h10m, 18h20m; e O espetacular Homem
Aranha, (3-D), dub, 20h30m. Sala 4 (207 luga-
res): A Era do Gelo 4, dub, 14h45m, 16h45m,
18h45m, 20h45m. R$ 12 (qua), R$ 13 (sex a
dome feriados, até as 17h; seg, ter e qui), R$ 16
(sex a dome feriados, após as 17h), R$ 18 (qua,
3-D), R$ 19 (seg, ter e qui, 3-D) e R$ 21 (sex a
dome feriados, 3-D). Segunda Irresistível: R$ 7.
Promoções por tempo indeterminado e não váli-
das para feriados e sessões em3-D.
> Box Cinemas São Gonçalo Shopping—Ro-
dovia Niterói-Manilha, Km 8,5, Boa Vista —
2461-2090. Sala 1 (169 lugares): Katy Perry:
part of me, (3-D), 13h, 18h10m, 20h10m,
22h10m. Sala 2 (159 lugares): Valente, dub,
13h30m, 15h45m, 18h15m; e O espetacular
HomemAranha, dub, 20h30m. Sala 3(169luga-
res): 31minutos —Ofilme, 13h20m, 15h15m;
e Batman - O Cavaleiro das Trevas ressurge,
17h30m, 21h. Sala 4(169lugares): AEra do Ge-
l o 4, dub, 12h15m, 14h45m, 17h15m,
19h45m, 22h15m. Sala 5 (169 lugares): E aí,
comeu?, 13h45m, 16h, 18h25m, 20h45m. Sa-
la 6(169lugares): Oqueesperar quandovocêes-
tá esperando, 14h15m, 17h, 19h30m, 22h. Sa-
la 7 (215lugares): Batman - OCavaleiro das Tre-
vas ressurge, dub, 13h10m, 16h30m, 20h. Sala
8(215lugares): Batman- OCavaleiro das Trevas
ressurge, dub, 12h, 15h30m, 19h, 22h30m. R$
9(seg), R$10(qua), R$12(ter equi), R$16(sex
a dome feriados; qua, 3-D), R$18(seg, ter e qui,
3-D) e R$21(sex a dome feriados, 3-D).
> Cinemark Plaza Shopping —Rua Quinze de
Novembro, 8, Plaza Shopping, 3º piso, Centro —
2722-3926. Sala 1 (207 lugares): As aventuras
de Agamenon, o repórter, 12h40m; e E aí, co-
meu?, 15h, 17h30m, 20h, 22h30m. Sala 2
(301 lugares): Katy Perry: part of me, (3-D),
13h30m, 16h, 18h30m, 21h. Sala 3 (345 luga-
res): Valente, dub, 12h20m; e Batman - OCava-
leiro das Trevas ressurge, 14h40m, 18h20m,
22h. Sala 4 (345 lugares): Valente, (3-D), dub,
13h50m, 16h30m, 19h; e O espetacular Ho-
memAranha, (3-D), 21h30m. Sala 5 (195 luga-
res): A Era do Gelo 4, dub, 13h40m, 16h10m; O
espetacular Homem Aranha, dub, 18h40m
(qua), 21h40m; e Diário de um jornalista bêba-
do, 18h40m(ter e qui). Sala 6 (225 lugares): 31
minutos —Ofilme, 13h, 15h10m; eOqueespe-
rar quando você está esperando, 17h20m,
19h50m, 22h20m. Sala 7 (317 lugares): Bat-
man - O Cavaleiro das Trevas ressurge, dub,
13h10m, 16h40m, 20h20m. R$ 15 (seg, ter e
qui, das 14h às 17h), R$ 17 (seg, ter e qui, das
14h às 17h; qua), R$ 19 (sex a dom e feriados,
das 14h às 17h; seg, ter e qui, após as 17h), R$
21 (qua, 3-D), R$ 22 (sex a dome feriados, após
as 17h), R$23(seg, ter e qui, 3-D) e R$25(sex a
dom e feriados, 3-D). Toda semana, na Sessão
Desconto, é selecionado um filme nas sessões
das 15hemque o espectador pagaR$4(consul-
te qual é o filme da semana pelo site www.cine-
mark.com.br ou no próprio cinema).
> CinEspaço Boulevard —Av. Presidente Ken-
nedy 425, Boulevard Shopping, 3piso, Centro —
2606-4855. Sala 1 (271 lugares): Batman - O
Cavaleiro das Trevas ressurge, 13h40m, 17h,
20h30m. Sala 2 (272lugares): Batman- OCava-
leiro das Trevas ressurge, 14h10m, 17h30m,
20h50m. Sala 3 (194 lugares): Valente, (3-D),
dub, 13h20m, 15h20m, 17h20m, 19h20m; e
O espetacular Homem Aranha, (3-D), dub,
21h20m. Sala 4 (118 lugares): A Era do Gelo 4,
dub, 13h30m, 15h30m, 17h30m, 19h30m,
21h30m. Sala 5 (143 lugares): Valente, dub,
13h, 15h, 17h; e Oespetacular HomemAranha,
dub, 19h; leg, 21h30m. Sala 6 (137 lugares): E
aí, comeu?, 15h, 17h, 19h, 21h. R$ 10 (seg),
R$ 12 (ter, qua e qui), R$ 16 (sex a dom e feria-
dos), R$18(seg a qui, 3-D) e R$22(sex a dome
feriados, 3-D).
Redondezas
> Cine Bauhaus — Rua Dr. Nelson de Sá Earp,
88, lojas 8 e 12, Centro, Petrópolis — (0xx24)
2237-0312. Sala 1 (155 lugares): Batman - O
Caval ei ro das Trevas ressurge, 14h10m,
17h20m, 20h30m. Sala 2 (130 lugares): A Era
do Gelo 4, dub, 14h, 15h45m; e O espetacular
HomemAranha, 17h30m, 20h45m. R$10(seg
a qui, exceto feriados, até as 15h59m), R$ 12
(seg a qui, exceto feriados, após as 16h; sex a
dom e feriados, até as 15h59m) e R$ 14 (sex a
dome feriados, após as 16h).
> Cine Itaipava — Estrada União e Indústria,
11.000, Shopping Estação Itaipava - loja 102 C,
Centro, Itaipava — (0xx24) 2222-3424. (84 lu-
gares): Valente, dub, 15h, 17h; e Na estrada,
19h. R$6(ter equa, excetoferiados) eR$14(sex
a dome qui e feriados).
> Cine Show Nova Friburgo — Praça Getúlio
Vargas, 139, Friburgo Shopping, 3º piso, Centro,
Friburgo — (0xx22) 2523-1626. Sala 1 (188 lu-
gares): A Era do Gelo 4, dub, 15h, 17h; Para Ro-
ma, com amor , 18h50m; e Na es t r ada,
20h45m. Sala 2 (198lugares): Batman- OCava-
l ei ro das Trevas ressurge, dub, 14h10m,
17h20m; leg, 20h30m. Sala 3(190lugares): Va-
lente, (3-D), dub, 16h20m, 18h30m; e O espe-
tacular Homem Aranha, (3-D), dub, 20h45m.
R$11(seg e ter), R$14(qua e qui), R$16(sex a
dome feriados; seg e ter, 3-D), R$ 20 (qua e qui,
3-D) e R$24(sex a dome feriados, 3-D).
> Cine ShowTeresópolis —Rua Edmundo Bit-
tencourt, 202, loja 201, Várzea, Teresópolis —
(0xx21) 2641-4961. Sala 1 (174 lugares): Bat-
man - O Cavaleiro das Trevas ressurge, dub,
14h10m, 17h20m; e O espetacular Homem
Aranha, dub, 20h45m. Sala 2 (127 lugares): A
Era do Gelo 4, dub, 16h45m; Para Roma, com
amor, 18h40m; e Na estrada, 20h45m. Sala 3
(200 lugares): Valente, (3-D), dub, 16h20m,
18h30m; e Batman - OCavaleiro das Trevas res-
surge, dub, 20h30m. R$ 12 (seg e ter), R$ 16
(qua e qui), R$18(sex a dome feriados; seg e ter,
3-D), R$22(qua e qui, 3-D) e R$26(sex a dome
feriados, 3-D).
> Cinemaxx Mercado Estação — Rua Paulo
Barbosa, 296, Centro, Petrópolis — (0xx24)
2249-9900. Sala 1 (113 lugares): Batman - O
Caval ei ro das Trevas ressurge, 14h10m,
17h25m, 20h40m. Sala 2 (117 lugares): Bat-
man- OCavaleiro das Trevas ressurge, 14h10m,
17h25m, 20h40m. Sala 3 (93 lugares): A Era do
Gelo 4, dub, 14h30m, 16h30m; e Para Roma,
comamor, 18h30m, 20h50m. R$10(ter, qua e
qui, até as 15h59m), R$ 12 (sex a dom e feria-
dos, atéas 15h59m; ter, quaequi, após as 16h) e
R$14(sex a dome feriados, após as 16h).
> TopCine Hipershopping ABC—RuaTeresa,
1.415, HiperShopping ABC, 2° Piso, Alto da Ser-
ra, Petrópolis — (0xx24) 2249-9900. Sala 1
(210lugares): Valente, dub, 14h50m, 18h50m;
A Era do Gelo 4, dub, 16h50m; e E aí, comeu?,
20h50m. Sala 2 (208lugares): Batman- OCava-
l ei ro das Trevas ressurge, dub, 14h10m,
17h25m, 20h40m. R$10(ter, qua e qui, exceto
feriados, até as 15h59m), R$ 12 (ter, qua e qui,
após as 16h; sex a dom e f er i ados, at é as
15h59m) e R$ 14 (sex a dome feriados, após as
16h).
NOS BAIRROS
Os endereços das salas de exibição e os preços das
sessões estão na seção Nos Bairros.
Pré-Estreia
> ‘A tentação’. “The ledge”. De Matthew Chap-
man (EUA, 2011). Com Li v Tyl er, Terrence
Howard, Patrick Wilson.
Drama. Após descobrir que é estéril, odetetive Hol-
lis Lucetti decide confrontar sua esposa, mãe de
dois filhos que ele acreditava seremseus. Seus pla-
nos são interrompidos quando ele é chamado para
resolver uma tentativa de suicídio. 101 minutos.
Não recomendado para menores de 14anos.
Barra da Tijuca/Recreio: Cinemark Downtown 01:
21h55m(qui).
Zona Sul: Cinemark Botafogo 1: 20h (ter).
Estreia
> ‘31 minutos — O filme’. De Álvaro Díaz e Pedro
Peirano (Brasil, 2012). Vozes de Márcio Garcia,
Daniel de Oliveira, Mariana Ximenes.
Infantil. Tulio e Juanín trabalham no noticiário de
televisão“31Minutos”, feitopor personagens colo-
ridos e excêntricos. Quando Juanín é raptado, a lu-
nática equipe do programa inicia uma desenfreada
busca pelo companheiro. 88minutos. Livre.
Baixada: Kinoplex Grande Rio 2: 15h, 17h. Multi-
plex Caxias 6: 13h30m(qua), 15h15m.
Barra da Tijuca/Recreio: Cinemark Downtown 01:
13h05m, 15h20m, 17h35m, 19h45m. UCI New
Yor k Ci t y Cent er 07: 13h10m, 15h10m,
17h10m. Via Parque 6: 17h, 19h.
Niterói/São Gonçalo: Bay Market 2: 15h10m,
17h10m. Box Cinemas São Gonçalo 3: 13h20m,
15h15m. Cinemark Plaza Shopping 6: 13h,
15h10m.
Zona Norte: Cinecarioca Nova Brasília: 14h,
17h40m. Ci nemar k Car i oca 6: 12h55m,
15h15m, 17h15m. Kinoplex Nova América 4:
17h, 19h. Ponto Cine: 9h, 11h, 14h. Shopping
Iguatemi 7: 14h45m, 16h45m, 18h45m. UCI Ki-
noplex 08: 14h10m, 16h10m, 18h10m.
Zona Oeste: Cine Sesc Freguesia 2: 14h, 15h50m,
17h40m, 19h30m. Ci nesyst em Bangu 4:
13h35m, 15h25m, 17h20m.
Zona Sul: Cinemark Botafogo 3: 13h, 15h05m. Ci-
népolis Lagoon 1: 13h30m, 15h30m. Estação Vi-
vo Gávea 5: 13h20m. Kinoplex Leblon 3: 15h,
17h. Unibanco Arteplex 1: 13h, 15h, 17h.
> ‘Ato de coragem’. “Act of valor”. De Mike Mc-
Coy, Scott Waugh (EUA, 2012). Com Alexander
Asefa, Jeffrey Barnachea, Kenny Calderon.
Ação. Equipe de fuzileiros norte-americanos em-
barca em uma missão secreta para resgatar um
agente da CIA que foi sequestrado. 110 minutos.
Não recomendado para menores de 14anos.
Barra da Tijuca/Recreio: Cinemark Downtown 02:
17h05m, 19h50m, 22h15m. UCI New York City
Cent er 06: 15h30m, 17h50m, 20h10m,
22h30m.
Il ha do Governador: Cinesystem Ilha Plaza 2:
17h30m, 19h40m, 22h.
Zona Sul: Cinépolis Lagoon 2: 14h20m, 16h55m,
19h40m, 22h10m.
> ‘Bel Ami — O sedutor’. “Bel ami”. De Declan
Donnellan (Reino Unido/França/Itália, 2012).
Com Robert Pattinson, Uma Thurman, Christina
Ricci.
Drama. Baseado no romance homônimo de Guy de
Maupassant. Georges Duroy é um jovem sedutor
que circula pela Paris de 1890 usando sua inteli-
gência e seu carisma para se dar bem. Atrás de di-
nheiro e poder, ele seduz as mulheres mais ricas e
influentes da cidade, mas acaba se colocando em
perigo. 103 minutos. Não recomendado para me-
nores de 14anos.
Barra da Tijuca/Recreio: Cinemark Downtown 11:
19h40m, 22h05m. UCI NewYork City Center 11:
13h30m, 15h45m, 18h, 20h15m, 22h30m.
Zona Sul: Kinoplex Fashion Mall 3: 14h40m, 17h,
19h20m, 21h40m. Unibanco Arteplex 5: 14h,
16h, 20h, 22h.
> ‘Juntos para sempre’. “Juntos para siempre”.
De Pablo Solarz (Argentina, 2011). ComPeto Me-
nahem, Malena Solda, Florencia Pena.
Comédia romântica. Gross é um roteirista de su-
cesso que não consegue se relacionar com as pes-
soas asuavolta. Imersoemumnovotrabalho, ele é
abandonado pela mulher, Lucía, e tem que inven-
tar uma nova história de amor para si. 101 minu-
tos. Não recomendado para menores de 10anos.
Zona Sul: Estação Sesc Ipanema 2: 13h30m,
15h30m, 17h30m, 19h30m, 21h30m. Estação
Sesc Rio 2: 13h, 15h, 17h, 19h, 21h. Estação Vi-
vo Gávea 4: 13h40m, 15h40m, 17h50m,
19h50m, 22h.
> ‘Katy Perry: part of me’. “Katy Perry: part of
me”. De Dan Cutforth, Jane Lipsitz (EUA, 2012).
Documentário. O filme mistura videos pessoais da
cantoraeapresentações. Exibiçãoem3-Demalgu-
mas salas. 93minutos. Livre.
Baixada: Multiplex Caxias 3 (3-D): 15h, 17h, 19h,
21h.
Barra da Tijuca/Recreio: Cinemark Downtown 03
(3-D): 12h45m, 14h55m, 17h10m, 19h30m,
21h40m. Cinesystem Recreio Shopping 2 (3-D):
14h20m, 16h50m, 19h20m, 21h40m. UCI New
York City Center 02 (3-D): 14h05m, 16h10m,
18h15m, 20h20m, 22h25m. Via Parque 5(3-D):
14h30m, 16h40m, 18h50m, 21h15m.
CINEMA
Product: OGloboSegundoCaderno PubDate: 07-08-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_E User: Schinaid Time: 08-06-2012 16:43 Color: CMYK
Sonia Braga (na foto
com Jece Valadão) é a
estrela de “Tieta do
Agreste” (1996), de
Carlos Diegues, em
cartaz hoje, às 15h, na
Caixa Cultural, onde
abre a retrospectiva
100 Anos de Jorge
Amado: o Romance, a
Bahia e o Cinema. Em
seguida, às 18h, será
exibida a versão da
diretora Cecilia Amado
(neta do escritor) para
o cultuado “Capitães
da areia”, lançada em
2011, em codireção de
Gui Gonçalves. Às 20h,
Cecilia, Gonçalves e
Renata Almeida
Magalhães (produtora
de “Tieta”) debatem a
obra de Amado pelo
viés da adaptação para
as telas. Com 11 títulos,
a mostra, organizada
por Susanna Lira, vai
até domingo.
DE PROSA COM
JORGE AMADO
DIVULGAÇÃO
6 l O GLOBO l SegundoCaderno l Terça-feira 7. 8. 2012
> 'Batman - O Cavaleiro das Trevas ressurge'.
Aventura. "Conclui cominteligência os me-
lhores filmes já feitos a partir de persona-
gens de HQ." (André Miranda)
> 'Diários de motocicleta'. Drama. "Coeso e
emocionante." (Érico Reis)
> 'Histórias que só existem quando lembradas'.
Drama. "Um dos mais belos trabalhos pro-
duzidos pela nova geração de cineastas bra-
sileiros." (Consuelo Lins)
> 'L’Apollonide — Os amores da casa de tolerân-
cia'. Drama. "O diretor Bertrand Bonello fez
umfilme de resultado fenomenal." (Ruy Gard-
nier)
> 'As neves do Kilimanjaro'. Drama. "Um filme
de forte carga emocional e possibilidades re-
flexivas." (Susana Schild)
> 'Sombras da noite'. Comédia. "Para Rodrigo
Fonseca, aplaude de pé: “Uma crítica à hi-
pocrisia midiática.”. Para André Miranda,
dorme: “Tudo o que há de mais óbvio acon-
tece.”. "
> '13 assassinos'. Ação. "Equilibra elementos
de tradição jidaigeki (filme de época sobre a
filosofia samurai) e do cinema de ação."
(Carlos Helí de Almeida)
> 'Aqui é o meu lugar'. Drama. "Penn transita
com perfeição entre o realismo e a caricatu-
ra." (Marcelo Janot)
> 'Chernobyl — Sinta a radiação'. Terror. "Em-
presta bem-vindo fôlego ao filão de thirllers
de horror. " (Rodrigo Fonseca)
> 'Conspiração americana'. Drama. "Cinemão
clássico da melhor qualidade." (Marcelo Ja-
not)
> 'A dançarina e o ladrão'. Drama. "Mantém o
interesse do público até sua sequência fi-
nal." (Érico Reis)
> 'Deus da carnificina'. Comédia dramática.
"Para Marcelo Janot, aplaude sentado: “Os
80 minutos passam voando.”. Para Rodri-
go Fonseca, dorme: “Diverte sem desafi-
ar.”. "
> 'Fausto'. Drama. "Um diretor dos infernos,
no bom sentido." (Marcelo Janot)
> 'Febre do rato'. Drama. "Cláudio Assis volta
a se afirmar como artista que domina ple-
namente seu ofício." (Daniel Schenker)
> 'Flores do Oriente'. Drama. "Zhang Yimou
temuma capacidade ímpar para enquadrar
cenas lindíssimas." (André Miranda)
> 'A guerra dos botões'. Comédia. "Sua ambi-
entação tem um certo simbolismo sobre o
papel do indivíduo na cadeia social." (André
Miranda)
> 'Juntos para sempre'. Comédia romântica.
"Umespelho para a cena afetiva de uma Ar-
gentina na casa dos 30 e poucos anos. "
(Rodrigo Fonseca)
> 'Madagascar 3: os procurados'. Animação. "O
único filme da série com essência e forma
de grande espetáculo." (Rodrigo Fonseca)
> 'Minha irmã'. Drama. "Bom retrato de uma
reorganização da sociedade a partir de re-
presentações como a família e a infância."
(André Miranda)
> 'Na estrada'. Drama. "Para apreciar as qua-
lidades do filme é preciso respeitar as esco-
lhas do seu realizador." (Marcelo Janot)
> 'Para Roma, com amor'. Comédia. "Interpre-
tações requintadas, diálogos inteligentes e
um timing para humor cada vez mais raro."
(Susana Schild)
> 'Paraísos artificiais'. Drama. "Um filme gra-
ve, sério e reflexivo." (Susana Schild)
> 'A primeira coisa bela'. Comédia dramática.
"Melancólico, comovente e bem-humora-
do." (Consuelo Lins)
> 'Prometheus'. Ficção científica. "Um espe-
táculo visualmente elaborado e intelectual-
mente estimulante." (Carlos Helí de Almeida)
> 'O que esperar quando você está esperando'.
Comédia. "Santoro dá um tom agridoce a
um folhetim que ganha a plateia pela sobri-
edade." (Rodrigo Fonseca)
> 'Um método perigoso'. Drama. "Com uma
atuação avassaladora de Viggo Mortensen,
Cronenberg discute a castração da liberda-
de." (Rodrigo Fonseca)
> 'A velha dos fundos'. Drama. "O diretor con-
duz comsobriedade e semconcessões sen-
timentais o vínculo entre personagens des-
glamurizados e solitários." (Daniel Schenker)
> '31 minutos — O filme'. Infantil. "Estetica-
mente bemresolvido, mas carece de intriga
e de diálogos mais criativos." (Consuelo Lins)
> 'Além da liberdade'. Drama. "A dinâmica de
Besson se revigora na versão folhetinesca
da biografia da prêmio Nobel da Paz." (Ro-
drigo Fonseca)
> 'Amor impossível'. Comédia dramática. "O
enredo é uma galhofice só." (Carlos Helí de Al-
meida)
> 'Ato de coragem'. Ação. "Os recursos docu-
mentais empobrecem a condução das per-
seguições, reduzidas a fogos de artifício."
(Rodrigo Fonseca)
> 'Bem amadas'. Drama. "Christophe Honoré
apresenta soluções simpáticas." (Daniel
Schenker)
> 'A delicadeza do amor'. Comédia romântica.
"Otomdado pelos diretores David e Stépha-
ne Foenkinos é interessante, mas a trama,
certinha demais." (André Miranda)
> 'Diário de um jornalista bêbado'. Comédia
dramática. "Depp dá seu show habitual."
(Rodrigo Fonseca)
> 'Elles'. Drama. "Temboas cenas, sobretudo
pelo talento de Juliette Binoche. " (André Mi-
randa)
> 'A Era do Gelo 4'. Animação. "Executa com
competência, mas sem audácia, a cartilha
da franquia animada da Fox." (Rodrigo Fonse-
ca)
> 'O espetacular Homem Aranha'. Aventura. "É
umlonga dedicado a capturar públicos mais
jovens, apresentados à fauna de Stan Lee
via internet e não emHQs de papel." (Rodrigo
Fonseca)
> 'O moinho e a cruz'. Drama. "Quando a obra
se entrega à beleza da luz e aos personagens
comuns, há muito a desfrutar." (Ruy Gardni-
er)
> 'Sagrado segredo'. Docudrama. "A trilha so-
nora e a fotografia ajudam a aderir à experi-
ência." (Daniel Schenker)
> 'Valente'. Animação. "Tem visual deslum-
brante, mas pouco estimulante." (Carlos Helí
de Almeida)
> 'Vou rifar meu coração'. Documentário. "Per-
mite constatar que o amor brega de outrora
era muito mais inspirador." (Marcelo Janot)
> 'As aventuras de Agamenon, o repórter'. Co-
média. "A narração de Fernanda Montene-
gro imprime um tom oficial ao nonsense,
mas não salva o filme da redundância." (Da-
niel Schenker)
> 'Bel Ami — O sedutor'. Drama. "Passa sem
deixar marcas." (Daniel Schenker)
> 'E aí, comeu?'. Comédia. "A puerilidade das
tramas paralelas não melhora o sabor dos
pratos feitos." (Susana Schild)
> 'Katy Perry: part of me'. Documentário. "De-
sinteressante, moralista, meloso, ingênuo e
parcial. " (André Miranda)
O BONEQUINHO VIU...
RioShow
Niterói/São Gonçalo: Box Cinemas São Gonçalo 1
(3-D): 13h, 18h10m, 20h10m, 22h10m. Cine-
mark Plaza Shopping 2 (3-D): 13h30m, 16h,
18h30m, 21h.
Zona Norte: Cinesystem Via Brasil Shopping 4 (3-
D): 14h30m, 17h, 19h20m, 21h40m. Kinoplex
Shopping Tijuca 5 (3-D): 15h20m, 17h30m,
19h40m, 21h45m. Multiplex Jardim Guadalupe
5 (3-D): 15h (ter e qui), 15h30m(qua), 17h (ter e
qui), 17h30m (qua), 19h (ter e qui), 19h30m
(qua), 21h (ter e qui), 21h30m (qua). Shopping
Iguatemi 1 (3-D): 14h30m, 16h40m, 18h50m,
21h. UCI Kinoplex 09 (3-D): 13h, 15h05m,
17h10m, 19h15m, 21h20m.
Zona Oeste: Cinesystem Bangu 1 (3-D): 14h30m,
17h, 19h20m, 21h40m.
Zona Sul: Cinemark Botafogo 4 (3-D): 13h40m,
16h, 18h20m, 20h40m. Cinépolis Lagoon 4 (3-
D): 13h50m, 16h20m, 18h50m, 21h20m. Kino-
plex Fashion Mall 2 (3-D): 14h10m, 16h20m,
18h40m, 21h. Kinoplex Leblon1(3-D): 15h10m,
17h20m, 19h30m, 21h40m. Rio Sul 2 (3-D):
14h20m, 16h40m, 18h50m, 21h. Roxy 3 (3-D):
14h10m, 16h20m, 18h40m, 21h. São Luiz 3(3-
D): 15h, 17h10m, 19h20m, 21h30m.
> ‘O que esperar quando você está esperan-
do’. “What to expect when you’re expecting”. De
Kirk Jones (EUA, 2012). ComCameron Diaz, Jen-
nifer Lopez, Rodrigo Santoro.
Comédia. Inspirado no best-seller homônimo, a
obralançaumolhar sobreaintimidadedecincoca-
sais cujas vidas viram de cabeça para baixo por
causa dos desafio da paternidade. 110 minutos.
Não recomendado para menores de 12anos.
Bai xada: Multiplex Caxias 5: 14h45m, 17h,
19h15m, 21h30m.
Barra da Tijuca/Recreio: Cinemark Downtown 06:
13h, 15h40m, 18h20m, 21h. Espaço Rio Design
Vip: 14h20m, 16h50m, 19h10m, 21h40m. UCI
New Yor k Ci t y Cent er 05: 13h, 15h15m,
17h30m, 19h50m, 22h10m. Via Parque 3: 14h,
16h20m, 18h40m, 21h.
Niterói/São Gonçalo: Box Cinemas São Gonçalo 6:
14h15m, 17h, 19h30m, 22h. Cinemark Plaza
Shopping 6: 17h20m, 19h50m, 22h20m.
Zona Nor t e: Ci nemark Cari oca 8: 14h30m,
17h10m, 19h50m, 22h15m. Cinesystem Via
Brasil Shopping 1: 14h20m, 16h40m, 19h10m,
21h40m. Kinoplex Nova América 3: 14h10m,
16h30m, 18h50m, 21h15m. Kinoplex Shopping
Tijuca 1: 16h40m, 19h10m, 21h30m. Multiplex
JardimGuadalupe3: 14h45m(qua), 16h20m(ter
e qui), 17h (qua), 18h40m (ter e qui), 19h15m
(qua), 21h (ter e qui), 21h30m (qua). Shopping
Iguatemi 5: 14h10m, 16h30m, 19h, 21h20m.
UCI Kinoplex 04: 13h05m, 15h25m, 17h45m,
20h05m, 22h30m.
Zona Oeste: Ci nesystem Bangu 6: 14h20m,
16h40m, 19h, 21h20m.
Zona Sul : Ci nemar k Bot af ogo 3: 17h10m,
19h35m, 22h. Cinépolis Lagoon 3: 13h20m,
15h50m, 17h40m, 20h20m. EstaçãoVivoGávea
2: 13h30m, 15h40m, 17h50m, 20h, 22h10m.
Kinoplex FashionMall 4: 14h20m, 16h40m, 19h,
21h20m. Lebl on 2: 14h30m, 16h50m,
19h10m, 21h30m. Ri o Sul 4: 14h30m,
16h50m, 19h10m, 21h30m. Roxy 1: 14h30m,
16h50m, 19h10m, 21h30m. São Lui z 1:
14h10m, 16h30m, 18h50m, 21h15m. Uniban-
co Arteplex 4: 13h (até qua), 15h10m (até qua),
17h20m, 19h30m, 21h40m.
> ‘Sagrado segredo’. DeAndréLuiz Oliveira(Bra-
sil, 2012). ComGuilhermeReis, AndréAmaro, Re-
nato Mattos.
Docudrama. Atrajetória de umcineasta encurrala-
do entre a liberdade da arte e a emergência de um
caminho espiritual. Sua angústia resultante desse
dilema o leva até um ritual religioso tradicional, o
ambiente ideal para expressar artisticamente a sua
busca do sagrado. 73minutos. Livre.
Zona Sul: Unibanco Arteplex 5: 18h.
> ‘Vourifar meucoração’. DeAnaRieper (Brasil,
2012).
Documentário. O imaginário afetivo brasileiro a
partir da obra dos principais nomes da música po-
pular romântica. 78 minutos. Não recomendado
para menores de 12anos.
Zona Norte: Cinecarioca Nova Brasília: 19h30m.
Ponto Cine: 16h, 20h10m.
Zona Oeste: Cine Sesc Freguesia 2: 21h30m.
Zona Sul: Candido Mendes: 16h10m. Unibanco
Arteplex 3: 18h, 19h40m.
Continuação
> ‘13 assassinos’. “Jûsan-nin No Shikaku”. De
Takashi Miike (Japão, 2010). Com Kôji Yakusho,
Takayuki Yamada, Yûsuke Iseya.
Ação. Os tempos de paz no Japão feudal são amea-
çados pelaascensãoaopoder dosanguinárioe cru-
el Lorde Naritsugu. Acima da lei por ser irmão do
Shogun, o jovemestupra e mata por capricho. 126
minutos. Não recomendado para menores de 16
anos.
Zona Sul: Cine Joia: 21h50m.
> ‘Alémda liberdade’. “Thelady”. DeLuc Besson
(França, Reino Unido, 2011). ComMichelle Yeoh,
David Thewlis, Jonathan Raggett.
Drama. A história de Aung San Suu Kyi, que se tor-
na uma figura política de destaque ao enfrentar o
exército de Miamar e defender a democracia e a li-
berdade. Presa por 15 anos, a líder também tem
seu relacionamento com o marido, Michael Aris,
abordado no filme. 132 minutos. Não recomenda-
do para menores de 14anos.
Barra da Tijuca/Recreio: Cinemark Downtown 05:
13h30m.
Zona Sul: Candido Mendes: 17h40m. Unibanco
Arteplex 1: 19h, 21h30m(exceto ter).
> ‘Amor impossível’. “Salmon fishing in the Ye-
men”. De Lasse Hallström (Reino Unido, 2011).
Com Ewan McGregor, Emily Blunt, Kristin Scott
Thomas.
Comédia dramática. Baseado no livro de Paul Tor-
day. A história de Alfred Jones, cientista que se en-
volve em um projeto para levar a pesca do salmão
às terras altas do Iêmem, o que vai mudar sua vida.
111 minutos. Não recomendado para menores de
10anos.
Zona Sul: Estação Sesc Laura Alvim3: 15h30m.
> ‘Aqui é o meu lugar’. “This must be the place”.
De Paolo Sorrentino (França/Itália/Irlanda, 2011).
ComSean Penn, Judd Hirsch, Kerry Condon.
Drama. Cheyenne é um astro do rock aposentado.
Quando recebe a notícia de que seu pai está muito
doente, resolve visitá-lo. Oroqueiro descobre que o
pai buscava vingança por uma humilhação sofrida
naguerraedecidecontinuar atarefa. 118minutos.
Não recomendado para menores de 12anos.
Barra da Tijuca/Recreio: Cinemark Downtown 01:
21h55m (até qua). Estação Sesc Barra Point 2:
14h30m, 16h45m, 19h, 21h15m.
Zona Sul: Estação Sesc Botafogo 1: 14h20m,
16h40m, 19h, 21h20m. Estação Sesc Ipanema
1: 14h, 16h20m, 18h40m, 21h. EstaçãoVivoGá-
vea 3: 13h, 15h20m, 17h40m, 20h, 22h20m.
> ‘As aventuras de Agamenon, o repórter’. De
Victor Lopes (Brasil, 2011). Com Marcelo Adnet,
Hubert Viudes, Luana Piovani.
Comédia. A trajetória do jornalista atrapalhado
Agamenon Mendes Pedreira, sempre presente em
eventos marcantes da história, seus grandes furos
jornalísticos e sua paixão eterna por Isaura. 74 mi-
nutos. Não recomendado para menores de 14
anos.
Niterói/São Gonçalo: Cinemark Plaza Shopping 1:
12h40m.
> ‘Batman - O Cavaleiro das Trevas ressurge’.
“The dark knight rises”. De Christopher Nolan
(EUA, 2012). ComChristianBale, TomHardy, An-
ne Hathaway.
Aventura. Oito anos após os eventos ocorridos em
“Batman—OCavaleirodasTrevas”, GothamCityé
invadidapeloterroristaBane, queprovocapânicoe
desespero na cidade. Sem forças para enfrentar o
criminoso, a polícia da cidade chega ao seu limite,
fazendo com que Batman retorne de seu exílio por
ter sido responsabilizado pela morte de Harvey
Dent. 165minutos. Não recomendado para meno-
res de 12anos.
Baixada: Cinemaxx Unigranrio Caxias 1 (dub):
14h10m, 17h20m, 20h30m. Cinesercla Nilópo-
lis Square 3 (dub): 14h20m, 17h20m, 20h20m.
IguaçuTop3(dub): 13h30m, 16h50m, 20h10m.
Kinoplex Grande Rio 1 (dub): 13h50m, 17h10m,
20h30m. Kinoplex Grande Rio 6 (dub): 13h30m,
16h50m, 20h10m. Multiplex Caxias 1 (dub):
14h30m, 17h30m, 20h30m. Multiplex Caxias 4
(dub): 14h (qua), 17h, 20h.
Barra da Tijuca/Recreio: Cinemark Downtown 04:
14h50m, 18h30m, 22h10m. Cinemark Down-
town 08: 13h10m, 16h40m, 20h20m. Cinemark
Downt own 09 ( dub) : 14h10m, 17h40m,
21h20m. Cinemark Downtown 12: 12h30m,
15h50m, 19h20m. CinesystemRecreioShopping
1: dub, 15h, 18h15m; leg, 21h30m. Cinesystem
Recreio Shopping 3: 14h, 17h15m, 20h30m. Es-
paço Rio Design 2: 14h, 17h30m, 20h50m. UCI
New Yor k Ci t y Cent er 03 ( dub) : 13h20m,
16h40m, 20h. UCI NewYork City Center 04: dub,
16h; leg, 19h20m, 22h35m. UCI New York City
Center 08: 14h20m, 17h40m, 21h10m. UCI
New Yor k Ci t y Cent er 13: 14h, 17h20m,
20h40m. UCI New York City Center 17 (dub):
13h, 16h20m, 19h40m. UCI New York City Cen-
ter 18: 13h40m, 17h, 20h20m. Via Parque 2
(dub): 13h30m, 16h50m, 20h10m. Via Parque
4: 13h50m, 17h10m, 20h30m.
Ilha do Governador: Cinesystem Ilha Plaza 1: 15h,
18h15m, 21h30m. Cinesystem Ilha Plaza 4:
21h10m.
Niterói/São Gonçalo: Bay Market 1(dub): 13h30m,
16h50m, 20h10m. Box Cinemas São Gonçalo 3:
17h30m, 21h. Box Cinemas São Gonçalo 7(dub):
13h10m, 16h30m, 20h. Box Cinemas São Gon-
çalo 8 (dub): 12h, 15h30m, 19h, 22h30m. Cine-
mark Plaza Shopping 3: 14h40m, 18h20m, 22h.
Cinemark Plaza Shopping 7 (dub): 13h10m,
16h40m, 20h20m. CinEspaço Boulevard 1:
13h40m, 17h, 20h30m. CinEspaço Boulevard 2:
14h10m, 17h30m, 20h50m.
Zona Norte: Cinecarioca Nova Brasília (dub):
21h30m. Cinemark Carioca 1 (dub): 15h20m,
19h05m, 22h30m. Cinemark Carioca 4 (dub):
14h55m, 18h40m, 22h10m. CinemarkCarioca5
(dub): 14h20m, 17h45m, 21h30m. Cinemark
Carioca 6 (dub): 19h25m, 22h45m. Cinesystem
Via Brasil Shopping 2 (dub): 14h, 17h15m,
20h30m. CinesystemVia Brasil Shopping 3: 15h,
18h15m, 21h30m. Kinoplex Nova América 1:
14h, 17h20m, 20h40m. Kinoplex Nova América
6 (dub): 13h30m, 16h40m, 20h. Kinoplex Nova
América 7: dub, 13h40m; leg, 17h, 20h20m. Ki-
noplex Shopping Tijuca 2: 13h30m, 16h50m,
20h10m. Kinoplex Shopping Tijuca 6: 14h,
17h20m, 20h40m. Multiplex Jardim Guadalupe
1 (dub): 16h30m, 19h30m. Multiplex Jardim
Guadalupe 2(dub): 21h. Multiplex JardimGuada-
lupe 4(dub): 14h30m, 17h30m, 20h30m. Shop-
ping Iguatemi 3: 14h, 17h20m, 20h40m. Shop-
pi ng I guatemi 4 (dub): 13h30m, 16h50m,
20h10m. UCI Kinoplex 01: dub, 15h20m; leg,
18h40m, 22h. UCI Kinoplex 05: 14h, 17h20m,
20h40m. UCI Ki nopl ex 06 (dub): 13h20m,
16h40m, 20h05m.
Zona Oest e: Ci ne 10 Sul acap 3 (dub): 14h,
17h15m, 20h30m. Cine 10 Sulacap 4 (dub):
13h30m, 16h45m, 20h. Cine Sesc Freguesia 1
(dub): 14h50m, 17h50m, 21h. Cinesercla Pátio-
Mix 2 (dub): 14h20m, 17h20m, 20h20m. Ci-
nesystem Bangu 2: 15h30m, 18h45m, 22h. Ci-
nesyst em Bangu 5 ( dub) : 15h, 18h15m,
21h30m. Ki nopl ex West Shoppi ng 1 (dub):
13h30m, 16h40m, 20h. Kinoplex West Shopping
3 (dub): 14h, 17h10m, 20h30m. Star Center 1
(dub): 14h30m, 17h40m, 20h50m.
Zona Sul : Ci nemar k Bot af ogo 5: 13h30m,
16h50m, 20h10m. Ci nemar k Bot af ogo 6:
17h55m, 21h20m. Ci népol i s Lagoon 1:
17h30m, 21h. Cinépolis Lagoon 5: 18h30m,
22h30m. Cinépolis Lagoon 6: 16h30m, 20h. Es-
taçãoVivoGávea5: 15h10m, 18h20m, 21h30m.
KinoplexFashionMall 1: 14h, 17h20m, 20h40m.
Kinoplex Leblon 2: 13h30m, 16h50m, 20h10m.
Leblon 1: 14h, 17h20m, 20h40m. Rio Sul 1:
14h, 17h20m, 20h40m. Ri o Sul 3 ( dub) :
13h40m, 17h, 20h20m. Roxy 2: 14h, 17h20m,
20h40m. São Luiz 2: 14h, 17h20m, 20h40m.
Unibanco Arteplex 6: 14h30m, 17h45m, 21h.
Redondezas: Cine Bauhaus 1: 14h10m, 17h20m,
20h30m. Ci ne Show Nova Fri burgo 2: dub,
14h10m, 17h20m; leg, 20h30m. Cine Show Te-
resópolis 1 (dub): 14h10m, 17h20m. Cine Show
Teresópolis 3 (dub): 20h30m. Cinemaxx Mercado
Estação 1: 14h10m, 17h25m, 20h40m. Cine-
maxx Mercado Estação 2: 14h10m, 17h25m,
20h40m. Top Cine Hipershopping ABC 2 (dub):
14h10m, 17h25m, 20h40m.
> ‘Bem amadas’. “Les bien-aimés”. De Christop-
he Honoré (França, 2011). ComCatherine Deneu-
ve, Chiara Mastroianni, Louis Garrel.
Drama. Madeleine e Vera, mãe e filha, viveminten-
samente seus amores. Mas o amor pode ser leve,
doloroso, doce e amargo. 135 minutos. Não reco-
mendado para menores de 16anos.
Zona Sul: Estação Sesc Laura Alvim 2: 13h30m.
Estação Sesc Rio 3: 13h40m, 18h40m.
> ‘Chernobyl — Sinta a radiação’. “Chernobyl
diaries”. DeBradleyParker (EUA, 2012). ComJes-
se McCartney, Ingrid Bolso Berdal, Jonathan Sa-
dowski.
Terror. Seis turistas contratam um guia para levá-
los à cidade fantasma de Pripyat, que abrigava os
trabalhadores de Chernobyl. Durante o passeio,
eles percebemque não estão sozinhos no local. 90
minutos. Não recomendado para menores de 14
anos.
Baixada: Cinemaxx Unigranrio Caxias 2 (dub):
20h40m.
> ‘Conspiração americana’. “The conspirator”.
DeRobert Redford(EUA, 2010). ComJames McA-
voy, Robin Wright Penn, Kevin Kline.
Drama. Mary Surrat é a única mulher acusada pelo
assassinato do presidente AbrahamLincoln. Como
principal suspeita de uma conspiração contra o Es-
tado, ela é defendida por Frederick Aiken, umherói
de guerra que não quer o caso, mas deseja que a
mulher tenha um julgamento justo. 122 minutos.
Não recomendado para menores de 12anos.
Zona Sul: Estação Sesc Laura Alvim2: 17h40m.
> ‘A dançarina e o ladrão’. “El baile de la Victo-
ria”. De Fernando Trueba (Espanha, 2012). Com
Ricardo Darín, Abel Ayala, Miranda Bodenhofer.
Drama. Com a chegada da democracia ao Chile,
após asaídadoditador AugustoPinochet dopoder,
o jovemAngel e o veterano Vergara são anistiados.
Eles, no entanto, seguem caminhos diferentes.
127 minutos. Não recomendado para menores de
12anos.
Zona Sul: CandidoMendes: 20h20m. EstaçãoSesc
Botafogo 2: 21h40m.
> ‘A delicadeza do amor’. “La delicatesse”. De
David Foenkinos, Stéphane Foenkinos (França,
2011). ComAudrey Tautou, Audrey Fleurot, Fran-
çois Damiens.
Comédia romântica. Baseado no livro de David Fo-
enkinos. Nathalie é jovem, bonita e leva uma vida
tranquila até que seu marido morre. Para superar a
tristeza, ela foca no trabalho. Um dia, ela dá um
beijo em seu colega de trabalho e os dois embar-
cam numa jornada emocional não programada.
109 minutos. Não recomendado para menores de
10anos.
Zona Sul: Cine Joia: 17h40m.
> ‘Deus da carnificina’. “Carnage”. De Roman
Polanski (França/Alemanha/Polônia/Espanha,
2011). Com Jodie Foster, Kate Winslet, John C.
Reilly.
Comédia dramática. Baseado na peça teatral de
Yasmina Reza. Depois que seus filhos se envolvem
em uma briga na escola, dois casais marcam um
encontro cordial para tentar resolver o problema.
80 minutos. Não recomendado para menores de
12anos.
Zona Sul: Estação Sesc Botafogo 3: 17h30m. Esta-
ção Sesc Laura Al vi m 2: 16h (excet o qua),
20h10m.
> ‘Diáriode umjornalistabêbado’. “Therumdi-
ary”. De Bruce Robinson (EUA, 2011). Com
Johnny Depp, Aaron Eckhart, Giovanni Ribisi.
Comédia dramática. O jornalista americano Paul
Kempaceita umserviço de freelancer emumjornal
dePortoRicoduranteos anos 50, mas acabatendo
que lutar para encontrar umequilíbrio entre a ilha e
sua cultura e os estrangeiros que vivem nela. 119
minutos. Não recomendado para menores de 16
anos.
Niterói/São Gonçalo: Cinemark Plaza Shopping 5:
18h40m(ter e qui).
Zona Norte: Cinemark Carioca 7: 17h30m (ter e
qui).
> ‘Diários de motocicleta’. “The motorcycle dia-
ries”. De Walter Salles (Argentina/Brasil/Chile/In-
glaterra/Peru, 2004). ComGael GarcíaBernal, Ro-
drigo de la Serna, Ulises Dumont.
Drama. A viagem de motocicleta que o jovem Er-
nesto Guevara, o futuro revolucionário Che, e seu
amigo Alberto Granado fizeram pela América Lati-
na. 130minutos. Não recomendado para menores
de 12anos.
Zona Sul: Instituto Moreira Salles: 14h.
> ‘E aí, comeu?’. De Felipe Joffily (Brasil, 2012).
ComBruno Mazzeo, Marcos Palmeira, Emílio Orci-
ollo Netto.
Comédia. Ahistóriade três amigos de infânciaque,
diante da ‘nova mulher’, tentam entender o papel
do homem no mundo atual. 100 minutos. Não re-
comendado para menores de 14anos.
Bai xada: Ki nopl ex Grande Ri o 3: 14h10m,
16h30m, 18h50m, 21h15m. Multiplex Caxias 6:
19h30m, 21h30m.
Barra da Tijuca/Recreio: Cinemark Downtown 07:
13h20m, 15h35m, 18h10m, 20h50m. UCI New
York City Center 01: 14h45m, 17h, 19h15m,
21h30m. UCI NewYork City Center 16: 13h35m,
15h50m, 18h05m, 20h20m, 22h35m. Via Par-
que 1: 19h20m, 21h30m.
Centro: Odeon: 16h, 20h45m.
Niterói/São Gonçalo: Bay Market 2: 19h10m,
21h20m. Box Cinemas São Gonçalo 5: 13h45m,
16h, 18h25m, 20h45m. Cinemark Plaza Shop-
ping 1: 15h, 17h30m, 20h, 22h30m. CinEspaço
Boulevard 6: 15h, 17h, 19h, 21h.
Zona Nor t e: Ci nemark Cari oca 2: 16h10m,
18h30m, 20h50m. Cinesystem Via Brasil Shop-
ping 6: 21h25m. Kinoplex Nova América 2:
14h30m, 16h50m, 19h10m, 21h30m. Kinoplex
Shopping Tijuca 3: 14h, 16h20m, 18h50m,
21h15m. Mul t i pl ex Jar di m Guadal upe 1:
14h30m. Shoppi ng I guat emi 2: 13h35m,
21h30m. UCI Ki nopl ex 07: 14h45m, 17h,
19h20m, 21h35m. UCI Ki nopl ex 10: 20h,
22h15m.
Zona Oeste: Cine 10Sulacap 6: 21h10m. Kinoplex
West Shoppi ng 4: 14h50m, 17h, 19h20m,
21h30m.
Zona Sul: Cinemark Botafogo 2: 14h, 16h20m,
18h40m, 21h.
Redondezas: Top Cine Hipershopping ABC 1:
20h50m.
> ‘Elles’. De Malgorzata Szumowska (França/Po-
lônia/Alemanha, 2011). Com Juliette Binoche,
Anaïs Demoustier, Joanna Kulig.
Drama. AjornalistaAnnetrabalhaemumareporta-
gem sobre prostituição estudantil e consegue os
depoimentos de duas alunas de Paris, Alicia e
Charlotte. As confissões das duas acabam afetan-
do Anne e interferindo em seus relacionamentos.
110 minutos. Não recomendado para menores de
16anos.
Barra da Tijuca/Recreio: EstaçãoSescBarraPoint 1:
15h, 19h15m.
Zona Sul: Estação Sesc Laura Alvim 1: 13h10m,
20h. Estação Sesc Rio 1: 13h20m, 17h30m,
21h40m.
> ‘A Era do Gelo 4’. “Ice Age: Continental Drift”.
De Steve Martino, Mike Thurmeier (EUA, 2012).
Vozes de Chris Wedge, Denis Leary, Drea de Mat-
teo.
Animação. Eternamente em busca de sua noz, o
esquiloScrat desencadeiaumeventocataclísmico.
A preguiça Sid, o mamute Manny e o tigre-dentes-
de-sabre Diego são empurrados para alto-mar e te-
rão de lidar com perigos que jamais puderam ima-
ginar, como umbando de piratas. Os amigos terão
de enfrentar os perigos enquanto buscam o cami-
nho de volta para casa. 94minutos. Livre.
Bai xada: Ci ne-Teat ro Oscari t o (dub): 14h,
15h50m, 17h40m, 19h30m. Cinemaxx Imperial
(dub): 19h. Cinemaxx Unigranrio Caxias 2 (dub):
16h30m. Cinesercla Nilópolis Square 2 (dub):
14h25m, 18h25m. Iguaçu Top 2 (3-D/dub):
13h40m, 18h20m. Kinoplex Grande Rio 2 (3-D/
dub): 19h. Kinoplex Grande Rio 4(dub): 13h50m,
16h, 18h10m, 20h30m. Multiplex Caxias 2(3-D/
dub): 17h, 19h. Mul t i pl ex Caxi as 6 (dub):
17h30m.
Barra da Tijuca/Recreio: Cinemark Downtown 02
(dub): 12h35m, 14h45m. Cinesystem Recreio
Shopping 4 (dub): 13h30m, 15h30m, 17h30m,
19h30m. UCI New York City Center 10 (dub):
16h20m, 20h40m. UCI New York City Center 14
(3-D/dub): 13h, 15h10m, 17h20m. Via Parque 1
(dub): 15h20m, 17h20m.
Centro: Cine Santa Teresa (dub): 17h.
Ilha do Governador: Cinesystem Ilha Plaza 3 (dub):
13h30m, 15h25m, 17h20m, 19h15m.
Niterói/São Gonçalo: Bay Market 4(dub): 14h45m,
16h45m, 18h45m, 20h45m. Box Cinemas São
Gonçalo 4 (dub): 12h15m, 14h45m, 17h15m,
19h45m, 22h15m. Cinemark Plaza Shopping 5
(dub): 13h40m, 16h10m. CinEspaçoBoulevard4
(dub): 13h30m, 15h30m, 17h30m, 19h30m,
21h30m.
Zona Norte: Cinemark Carioca 7 (dub): 12h40m,
15h, 17h30m (qua). Cinesystem Via Brasil Shop-
pi ng 6 (dub): 13h30m, 15h30m, 17h30m,
19h30m. Kinoplex Nova América 5 (3-D/dub):
14h20m. Kinoplex Shopping Tijuca 5 (3-D/dub):
13h30m. Multiplex Jardim Guadalupe 2 (dub):
17h, 19h. Shopping Iguatemi 2 (dub): 15h30m,
17h30m, 19h30m. UCI Ki nopl ex 02 (dub):
15h10m, 19h40m. UCI Ki nopl ex 03 (dub):
14h40m, 16h50m, 19h.
Zona Oeste: Cine 10 Sulacap 5 (dub): 13h30m,
15h30m, 17h30m, 19h30m, 21h30m. Cine
Sesc Freguesia 3(dub): 14h, 18h. Cinesercla Páti-
oMix 1 (dub): 14h25m, 16h25m, 18h25m,
20h25m. Ci nesystem Bangu 3 (dub): 14h,
19h25m, 21h25m. Kinoplex West Shopping 5/
Evolution (3-D/dub): 14h10m, 19h. Star Center 2
(dub): 16h30m, 18h30m, 20h30m.
Zona Sul : Ci nemark Bot af ogo 6 (3-D/ dub):
13h20m, 15h40m.
Redondezas: CineBauhaus 2(dub): 14h, 15h45m.
Cine ShowNova Friburgo 1 (dub): 15h, 17h. Cine
Show Teresópolis 2 (dub): 16h45m. Cinemaxx
MercadoEstação3(dub): 14h30m, 16h30m. Top
Cine Hipershopping ABC1(dub): 16h50m.
> ‘O espetacular Homem Aranha’. De Marc
Webb (EUA, 2012). ComAndrewGarfield, Emma
Stone, Martin Sheen.
Aventura. No início da saga, Peter Parker é um jo-
vemtímido que namora Gwen Stacy, colega de co-
légio. Elevivecomos avós desdequefoi abandona-
do pelos pais. Um dia, encontra uma misteriosa
maleta que o leva ao laboratório do Dr. Curt Con-
nors. Parker se chocará comalter-ego do cientista,
o Lagarto. 90 minutos. Não recomendado para
menores de 10anos.
Baixada: Cinesercla Nilópolis Square 1 (3-D/dub):
20h30m. Cinesercla Nilópolis Square 2 (dub):
20h25m. Iguaçu Top 2 (3-D/dub): 15h30m,
20h30m. Kinoplex Grande Rio 2 (3-D/dub): 21h.
Multiplex Caxias 2(3-D/dub): 21h.
Barra da Tijuca/Recreio: Cinemark Downtown 10
(3-D/dub): 21h10m. Cinesystem Recreio Shop-
ping4(dub): 21h30m. EspaçoRioDesign1(3-D):
18h50m, 21h30m. UCI New York City Center 14
(3-D): 19h30m, 22h20m. UCI NewYorkCity Cen-
ter 15: leg, 15h40m, 18h30m; dub, 21h30m.
Ilha do Governador: Cinesystem Ilha Plaza 3 (dub):
21h15m.
Niterói/São Gonçalo: Bay Market 3 (3-D/dub):
20h30m. Box Cinemas São Gonçalo 2 (dub):
20h30m. Cinemark Plaza Shopping 4 (3-D):
21h30m. Cinemark Plaza Shopping 5 (dub):
18h40m(qua), 21h40m. CinEspaço Boulevard 3
(3-D/dub): 21h20m. CinEspaçoBoulevard5: dub,
19h; leg, 21h30m.
Zona Norte: Cinemark Carioca 7 (dub): 20h,
22h50m. Cinesystem Via Brasil Shopping 5 (3-D/
dub): 16h15m, 21h10m. Kinoplex Nova América
5(3-D/dub): 20h45m. Kinoplex ShoppingTijuca1
(3-D): 13h50m. Kinoplex Shopping Tijuca 4 (3-
D): 21h. Shopping Iguatemi 7 (dub): 20h45m.
UCI Kinoplex 03 (3-D/dub): 21h10m. UCI Kino-
plex 08(dub): 20h10m.
Zona Oeste: Cine 10 Sulacap 2 (dub): 19h05m,
21h50m. Cine Sesc Freguesia 3 (dub): 21h50m.
Cinesercla PátioMix 3 (3-D/dub): 20h30m. Cine-
sercla PátioMix 4 (dub): 20h35m. Cinesystem
Bangu4(dub): 19h10m, 21h55m. Kinoplex West
Shopping 5/Evolution (3-D/dub): 16h10m, 21h.
Star Center 4(dub): 15h20m, 18h10m, 21h.
Zona Sul: Kinoplex Leblon 4 (3-D): 21h. São Luiz 4
(3-D): 18h10m.
Redondezas: Cine Bauhaus 2: 17h30m, 20h45m.
Cine Show Nova Friburgo 3 (3-D/dub): 20h45m.
Cine ShowTeresópolis 1(dub): 20h45m.
> ‘Fausto’. “Faust”. De Alexander Sokurov (Rús-
sia/Alemanha, 2011). Com Johannes Zeiler, An-
ton Adasinsky, Isolda Dychauk.
Drama. Adaptação da lenda alemã sobre o médico
Fausto, que fez umpacto como diabo emtroca de
conhecimento. 100 minutos. Não recomendado
para menores de 14anos.
Zona Sul: Espaço Museu da República: 20h. Esta-
ção Sesc Botafogo 3: 21h30m.
> ‘Febre do rato’. De Cláudio Assis (Brasil,
2011). Com Irandhir Santos, Nanda Costa, Ma-
theus Nachtergaele.
Drama. Zizoéumpoetainconformadoeanarquista
que vive em seu mundo particular até conhecer
Eneida. Ela se transforma emsua consciência con-
temporânea e periférica, promovendo grandes
transformações emsua vida. 110minutos. Não re-
comendado para menores de 18anos.
Zona Norte: Ponto Cine: 18h.
Zona Sul: Cine Joia: 19h50m.
> ‘Flores do Oriente’. “The flowers of war”. De
Zhang Yimou (China/Hong Kong, 2011). ComCh-
ristian Bale, Paul Schneider, Tong Dawei.
Drama. Homem ocidental encontra refúgio com
um grupo de mulheres em uma igreja durante o
Massacre de Nanquim, na China, em1937. Ele se
passa por padre na tentativa de manter as mulhe-
res a salvo. 146 minutos. Não recomendado para
menores de 16anos.
Zona Sul: Estação Sesc Laura Alvim3: 13h.
> ‘A guerra dos botões’. “La Guerre des bou-
tons”. De Yann Samuell (França, 2011). ComEric
Elmosnino, Mathilde Seigner, Fred Testot.
Comédia. Em1960, emumaaldeianosul daFran-
ça, umgrupo de meninos é liderado por Lebrac nu-
ma guerra contra as crianças da aldeia vizinha. O
exército de pequenos homens tenta de todas as for-
mas não ser percebido por pais e mães, o que é
complicado quando voltam para casa com as rou-
pas rasgadas e sem botões. 105 minutos. Não re-
comendado para menores de 12anos.
Zona Sul: Cine Joia: 13h. Espaço Museu da Repú-
blica: 14h, 16h, 18h.
> ‘Histórias que só existem quando lembra-
das’. “Histórias que só existem quando lembra-
das”. De Julia Murat (Brasil/Argentina/França,
2011). Com Sonia Guedes, Lisa E. Fávero, Luiz
Serra.
Drama. Jotuomba é um pequeno vilarejo fictício,
ambientado no Vale do Paraíba, onde, nos anos
30, grandes fazendas decaféfaliramecidades, an-
tes ricas, se tornaram quase fantasmas. Lá vive
Madalena, a padeira, presa à memória do marido
morto, enterrado no cemitério da cidade, hoje tran-
cado. 98 minutos. Não recomendado para meno-
res de 10anos.
Zona Sul: Estação Sesc Botafogo 2: 13h40m,
17h40m.
> ‘L’Apollonide — Os amores da casa de to-
lerância’. “L’Apollonide —Souvenirs de la maison
close”. De Bertrand Bonello (França, 2011). Com
Hafsia Harzi, Jasmine Trinca, Adele Haenel.
Drama. No início do século XX, o bordel L’Apolloni-
de vive seus últimos dias. Neste mundo fechado,
onde alguns homens se apaixoname outros se tor-
nam dependentes, as garotas dividem seus segre-
dos, seus medos e suas dores. 125 minutos. Não
recomendado para menores de 18anos.
Zona Sul: Estação Sesc Botafogo 3: 19h10m. Esta-
ção Sesc Laura Alvim3: 17h30m, 21h50m.
> ‘Madagascar 3: os procurados’. “Madagascar
3: Europe most wanted”. De Eric Darnell (EUA,
2012). Vozes de Ben Stiller, David Schwimmer,
Frances McDormand.
Animação. No terceiro filme da série, o leão Alex, a
zebra Marty, a girafa Melman e a hipopótamo Gló-
ria viajampor Roma e Monte Carlo como integran-
tes de umcirco itinerante, na tentativa de voltar ao
zoológico de Nova York. Exibição em3-Demalgu-
mas salas. 130minutos. Livre.
Zona Sul: Candido Mendes (dub): 14h20m.
> ‘Minha irmã’. “L'enfant d'en haut”. De Ursula
Meier (França/Suíça, 2012). Com Léa Seydoux,
Kacey Mottet Klein, Martin Compston.
Drama. Simon tem12anos e ganha a vida compe-
quenos roubos numa estação de esqui na Suíça.
Ele mora comsua irmã Louise e revende os equipa-
mentos roubados para vizinhos do conjunto habi-
tacional. Subitamente, Louise perde o emprego e
passa a viver dos ganhos do irmão. Pouco a pouco,
a dependência entre eles revela uma verdade in-
contornável. 100minutos. Nãorecomendadopara
menores de 14anos.
Zona Sul: Estação Sesc Botafogo 2: 19h40m (até
qua). Estação Sesc Laura Alvim3: 19h50m.
> ‘O moinho e a cruz’. “The mill and the cross”.
De Lech Majewski (Suécia/Polônia, 2010). Com
Rutger Hauer, Michael York, Charlotte Rampling.
Drama. Recriação da pintura “A procissão e o cal-
vário”, de Pieter Brueghel, oVelho, mostrandoritu-
ais seculares e o cotidiano do século XVI. Ahistória
revela as escolhas artísticas do pintor através do
momento político que seu país vivia. 97 minutos.
Não recomendado para menores de 14anos.
Zona Sul: Estação Sesc Botafogo 3: 15h45m.
> ‘Na estrada’. “On the road”. De Walter Salles
(Brasil/França, 2011). Com Sam Riley, Garrett
Hedlund, Kristen Stewart.
Drama. Adaptação do clássico de Jack Kerouac. A
história do jovem escritor Sal Paradise, cuja vida é
sacudida pela chegada de Dean Moriarty, um jo-
vem libertário destemido, vindo do Oeste com sua
namorada de 16 anos. Juntos, Sal e Dean cruzam
os EUA à procura deles mesmos. 140 minutos.
Não recomendado para menores de 16anos.
Barra da Tijuca/Recreio: UCI New York City Center
07: 19h15m, 22h05m.
Centro: Cine Santa Teresa: 20h50m. Odeon:
13h20m, 18h10m.
Zona Sul: Estação Vivo Gávea 1: 21h50m. Instituto
Moreira Salles: 16h45m, 19h30m. Unibanco Ar-
teplex 3: 13h, 15h30m, 21h20m.
Redondezas: Cine Itaipava: 19h. Cine Show Nova
Friburgo 1: 20h45m. Cine Show Teresópolis 2:
20h45m.
> ‘As neves do Kilimanjaro’. “Les neiges du Kili-
mandjaro”. DeRobert Guédiguian(França, 2011).
Com Ariane Ascaride, Jean-Pierre Darroussin, Gé-
rard Meylan.
Drama. Michel e Marie-Clarie vivem felizes por
mais de 30 anos, mesmo depois dele ter perdido o
emprego. Ogrande choque do casal vemda desco-
berta que um dos amigos que foi demitido junto
com Michel planejou um violento assalto contra
eles. 107 minutos. Não recomendado para meno-
res de 12anos.
Barra da Tijuca/Recreio: Cinemark Downtown 05:
19h (ter e qui).
> ‘Para Roma, comamor’. “To Rome with love”.
De Woody Allen(EUA/Itália/Espanha, 2012). Com
Jesse Eisenberg, Ellen Page, Woody Allen.
Comédia. Italianos e estrangeiros vivemencontros
e desencontros amorosos rodeados pelas belas
paisagens de Roma. Ofilme é mais umda série em
queWoodyAllenseexercitaemambientações dife-
rentes de Nova York. 102 minutos. Não recomen-
dado para menores de 12anos.
Barra da Tijuca/Recreio: Cinemark Downtown 05:
16h30m, 19h (qua), 21h30m. Estação Sesc Bar-
ra Point 1: 17h, 21h30m. UCI NewYork City Cen-
ter 09: 15h40m, 20h40m.
Centro: Cine Santa Teresa: 15h, 18h50m.
Zona Sul: Estação Sesc Laura Alvim 1: 15h20m,
22h. Estação Sesc Rio 1: 15h20m, 19h30m. Es-
taçãoVivoGávea1: 13h10m, 15h20m, 17h30m,
19h40m. Kinoplex Leblon 3: 19h, 21h20m. São
Luiz 4: 21h. Unibanco Arteplex 2: 13h10m,
15h20m, 17h30m, 19h40m, 21h50m (exceto
ter).
Redondezas: CineShowNovaFriburgo1: 18h50m.
Cine Show Teresópolis 2: 18h40m. Cinemaxx
Mercado Estação 3: 18h30m, 20h50m.
> ‘Paraísos artificiais’. De Marcos Prado (Brasil,
2012). Com Nathalia Dill, Luca Bianchi, Lívia de
Bueno.
Drama. Érika conhece Nando através de sua me-
lhor amiga, Lara, em um festival de música eletrô-
nica. Os três vivem um intenso momento juntos,
mas o destino os separa. Anos depois, Nando e
Érika se reencontram. 96 minutos. Não recomen-
dado para menores de 16anos.
Zona Norte: Cinemark Carioca 2: 13h40m.
> ‘A primeira coisa bela’. “La prima cosa bella”.
De Paolo Virzi (Itália, 2010). ComValerio Mastan-
drea, Micaela Ramazzotti, Stefania Sandrelli.
Comédia dramática. Na infância, Bruno vê a mãe
atraindo os olhares dos homens e provocando sus-
peitas no marido. Adulto, ele corta os laços com a
família e se torna umprofessor desinteressado, até
que recebe da irmã a notícia de que a mãe sofre de
umadoençaterminal. 122minutos. Nãorecomen-
dado para menores de 12anos.
Zona Sul: Estação Sesc Botafogo 3: 13h30m. Esta-
ção Sesc Laura Alvim1: 17h45m.
> ‘Prometheus’. “Prometheus”. De Ridley Scott
(EUA, 2012). Com Michael Fassbender, Charlize
Theron, Noomi Rapace.
Ficção científica. Embusca de indícios sobre a ori-
gemda Humanidade, uma equipe de cientistas vi-
aja até umplaneta distante, onde surgemmanifes-
tações devidainesperadas. Exibiçãoem3-Demal-
gumas salas. 126 minutos. Não recomendado pa-
ra menores de 16anos.
Baixada: Cinemaxx Imperial (dub): 21h.
> ‘Sombras da noite’. “Dark shadows”. De Tim
Burton (EUA, 2012). ComJohnny Depp, Michelle
Pfeiffer, Helena BonhamCarter.
Comédia. Vítima de um feitiço, o vampiro Barna-
bas Collins adormece durante séculos até acordar
nos anos 1970, quando reencontra sua família nu-
ma situação bastante difícil e nummundo comple-
tamente diferente do que ele conhecia. 113 minu-
tos. Não recomendado para menores de 14anos.
Barra da Tijuca/Recreio: UCI New York City Center
09: 13h15m, 18h05m.
Zona Sul: Estação Sesc Laura Alvim2: 21h40m.
> ‘Um método perigoso’. “A dangerous me-
thod”. DeDavidCronenberg(Canadá/ReinoUnido/
Alemanha, 2011). Com Viggo Mortensen, Keira
Knightley, Michael Fassbender.
Product: OGloboSegundoCaderno PubDate: 07-08-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_F User: Schinaid Time: 08-06-2012 16:43 Color: CMYK
Terça-feira 7. 8. 2012 l SegundoCaderno l O GLOBO l 7
RioShow
EVENTOS
Grátis > Centenário de Morte do Barão do Rio
Branco. Na segunda palestra do ciclo de conferên-
cias, o acadêmico e jornalista Cícero Sandroni
apresenta o tema “Rio Branco, o jornalista”, no
qual fala sobre o lado comunicador do Barão.
Academia Brasileira de Letras: Av. Presidente Wil-
son 203, Centro —3974-2500. Ter, às 17h30m.
Até 21de agosto. Livre.
> Grátis Semana Cultural da Diversidade.
Shows, peças de teatro, exposições, oficinas e até
carnaval fora de época são as atrações do evento
promovido pelo Instituto de Psiquiatria da UFRJ,
que acontece de 7 a 11 de agosto. A programação
começa hoje, às 9h, como Quarteto de Saxofone.
Espaço UFRJ: Rua Lauro Muller 1, Botafogo. Ter,
das 9h às 18h. Livre.
DANÇA
> ‘Onegin’. AobradocoreógrafoJohnCrankomar-
ca a despedida da bailarina Ana Botafogo, que se
apresentaaoladodoconvidadoThiagoSoares. Ho-
je, MárciaJaquelineeFilipeMoreirainterpretamos
papéis principais.
Teatro Municipal: Praça Floriano s/nº, Centro —
2299-1711. Ter a sáb, às 20h. Dom, às 16h. R$
25 (galeria), R$ 60 (balcão superior), R$ 84 (pla-
teia e balcão nobre) e R$ 504 (frisas e camarotes).
Livre. Até 12de agosto.
INFANTIL
Eventos
> Grátis Olimpíadas Pais e Filhos. Em home-
nagemàs Olimpíadas de Londres e aoDiados Pais,
oeventooferece reúne adultos e crianças parabrin-
cadeiras, competições esportivas e jogos eletrôni-
cos, numcenário comreferências à capital inglesa.
Via Parque Shopping: Av. Ayrton Senna 3.000, 1º
piso, Barra —2421-9222. Seg a dom, das 14h às
20h. Livre.
> Era T-Rex. A exposição italiana ocupa cerca de
1.500 metros quadrados, com20 réplicas anima-
trônicas de quase 30metros de comprimento e até
8 metros de altura, que recria uma floresta comto-
dos os efeitos visuais e sonoros.
Plaza Shopping (estacionamento): Rua Quinze de
Novembro 8, Niterói — 2621-9400. Seg a sáb,
das 10h às 22h. Dom, das 11h às 22h. R$ 30. Li-
vre. Até outubro.
Jogos e kart
> Cinema 7-D. Imagem em alta resolução, cadei-
ras que se movimentamemsincronia como filme,
vento no rosto e na nuca e até a impressão de inse-
tos subindo pelas pernas. Ao todo, há 21 filmes, e
cada sessão dura 6minutos.
NorteShopping (Praça Central de Eventos): Av. Dom
Hélder Câmara 5.474, Cachambi —2178-4402.
Seg a sáb, das 10h às 22h. Dom e feriados, do
meio-dia às 21h. R$10. Livre.
> Philadélfia Park &Games. Espaçocomquatro
pistas para até seis pessoas.
West Shopping: Estrada do Mendanha 555, Campo
Grande —2418-8869. Seg aqui, das 14hàs 22h.
Sex, das 14h às 23h. Sáb, das 13h às 23h. Dom,
13h às 22h. Preço por hora: R$ 40 (seg a qui), R$
60(sex a dom, véspera de feriados e feriados). Me-
nores de 13anos, só comresponsável.
> Striker BarraShopping. O boliche do Bar-
raShopping tem20pistas automáticas e nopadrão
internacional, alémde espaço para mesas de sinu-
ca e boliche virtual.
BarraShopping: Av. das Américas 4.666, Barra.
Seg a qui, do meio-dia à meia-noite. Sex, do meio-
dia às 2h. Sáb e véspera de feriado, das 11h às 3h.
Dom e feriados, das 11h à meia-noite. Seg a sex
(R$ 75, até as 18h). Seg a qui (R$ 95, após as
18h). Sexta e véspera de feriados (R$120, após as
18h). Sáb, dom e feriados (R$ 120). Sapatos (R$
3, o par). Livre.
> Striker Casual Bowling. Espaço com26pistas
de boliche.
NorteShopping: Av. Dom Helder Câmara 5.080,
Cachambi —3979-5555. Doma qui, do meio-dia
à meia noite. Sex e sáb, do meio-dia às 2h. R$ 75
(seg a qui), R$ 95 (sex e véspera de feriado) e R$
105 (sáb, dome feriado). A partir das 21h, meno-
res de 13anos só como responsável.
> Top Kart Indoor. Adultos e crianças podemdis-
putar corrida nas pistas.
Extra 24h: Av. das Américas 1.510, subsolo, Barra
— 2484-4545. Seg a sex, das 15h às 23h. Sáb,
dom, véspera de feriados e feriados, das 14h às
23h. Kart adulto: R$ 49 por piloto (modalidade
6,5hp) e R$ 69 por piloto (modalidade 9hp), em
20 minutos de bateria. Kart infantil: R$ 39, por pi-
loto (modalidade 5,5hp), em 15 minutos de bate-
ria. Recomendado para crianças com altura míni-
ma de 1,20metro.
Museus e centros
culturais
> Espaço Cultural da Marinha. Olocal é dedica-
do à História do Brasil e da navegação. De quinta a
domingo, são promovidos passeios guiados à Ilha
Fiscal e a bordo do rebocador Laurindo Pitta. No
navio-museu Bauru, o público pode apreciar a ex-
posição “A participação a Marinha do Brasil na Se-
gunda Guerra Mundial“.
Espaço Cultural da Marinha: Av. Alfred Agache s/
n>1ro<, PraçaQuinze—2233-9165. Ter adom,
do meio-dia às 17h. Grátis (visita) e R$ 15 (pas-
seio). Livre.
Grátis
> Museu de Astronomia. Os visitantes
podem conhecer o segundo maior meteorito do
Brasil, o Santa Luzia, encontrado emGoiás. Como
destaque, amostra“Olhar oCéu, medir aTerra“, na
qual o público é convidado a conhecer aspectos do
papel da ciência na definição territorial do Brasil.
Museu de Astronomia: Rua General Bruce 586, São
Cristóvão —2580-7010. Ter, qui e sex, das 9h às
17h. Qua, das 9h às 21h. Sáb, das 14h às 21h.
Dome feriados, das 14h às 18h. Livre.
> Museu Nacional. No acervo há três mil itens de
Antropologia, Botânica, Entomologiae Paleontolo-
gia.
Museu Nacional: Quinta da Boa Vista s/n>1ro<,
São Cristóvão —2562-6042. Ter a dom, das 10h
às 16h. R$3. Livre.
Patinaçãonogelo
> Barra on ice. Pista para 120pessoas.
Supermercado Extra 24h: Av. das Américas 1510,
Barra — 2431-4602. Seg, das 14h às 20h. Ter e
qua, das 14h às 21h. Qui, das 14h às 20h. Sex,
sáb, dome feriados, das 14h às 22h. R$$ 30 (por
umahorade patinação(equipamentos de seguran-
ça incluídos). Promoções: Sex, o patinador paga
por uma hora e as demais horas são gratuitas.Não
recomendado para menores de 5anos.
MÚSICA
> ‘Série Quinze’. Apresentação dos grupos Duo
Barrenechea e Duo Croma e dos músicos Paulo
Passos (clarineta e saxofone), João Luiz Areias
(trombone), Sara Cohen e Kátia Baloussier (piano)
Centro Cultural Justiça Federal: Av. RioBranco241,
Centro —3261-2550. Ter, às 19h. R$20(suges-
tão). Livre.
PISTA
Bares
> doiZ. Rua Capitão Salomão 55, Humaitá —
2179-6620. Ter, das 20h à 2h. R$ 10. Não reco-
mendado para menores de 18anos.
Mini Menos: Sandra Mendes assina a produção das
terças eletrônicas. Os DJs Gustavo Tatá e Rafael
RM2revezam-se na pistinha.
> Le Boy. Rua Raul Pompeia 102, Copacabana —
2513-4993. Ter, a partir das 23h. Homem: R$ 5
(até a meia-noite) e R$ 10. Mulher: R$ 60. Dose
dupla de cerveja até 1h. Não recomendado para
menores de 18anos.
Strip Night Show: Striptease masculino e showcom
go-go boys ao somdos DJs residentes Ricardo Ro-
drigues e Vine.
Festas
> Ya’Ya high-fi. Todas as terças, os toca-discos
surfam no Studio RJ no balanço dos vinis de jazz,
bossa, soul e ritmos caribenhos garimpados há 20
anos pelo DJ Marcelinho Da Lua. Os convidados de
hoje são o DJ Zédoroque e a atriz e cantora Thalma
de Freitas, que tambémcoleciona vinis.
Studio RJ: Av. Vieira Souto 110, Arpoador —
2523-1204. Ter, a partir das 23h. R$ 10. Não re-
comendado para menores de 18anos.
Abertura
> Grátis ‘Antony Gormley’. Em“Corpos presen-
tes —Still being”, oartistafaz umpanoramadesua
carreira. A mostra exibe 50 maquetes, nove gravu-
ras, 25 fotos e seis vídeos, além de 11 obras que,
juntas, reúnem quase uma centena de esculturas.
Abre hoje. Até 23de setembro.
Centro Cultural Banco do Brasil: Rua Primeiro de
Março 66, Centro — 3808-2020. Ter a dom, das
9h às 21h.
Última semana
> Grátis ‘...ascensão e queda...’. Pedro Paulo
Domingues expõe 18obras, entre objetos, fotogra-
fias, vídeo e instalação. Até 12de agosto.
Galeria Coleção de Arte: Praia do Flamengo 278,
térreo, Flamengo — 2551-0641. Seg a sáb, das
10h às 18h.
> Grátis ‘Desembrulho poético’. Mana Bernar-
des expõe as luminárias “Mobiluz”, os objetos “Joi-
as flutuantes”, e a obra “Desembrulho poético”.
Até 11de agosto.
Luciana Caravello Arte Contemporânea: Rua Barão
de Jaguaribe 387 — 2523-4696. Seg a sex, das
10h às 19h. Sáb, das 11h às 14h.
> Grátis ‘Espacial’. Franklin Cassaro expõe es-
culturas empapel alumínio. Até 12de agosto.
Galeria Laura Alvim: Av. Vieira Souto 176, Ipanema
—2332-2017. Ter a dom, das 13às 21h.
> Grátis ‘Harcourt, escultor de luz’: Otradicio-
nal estúdio francês de retratos, fundado em1934,
abriga uma mostra com99de suas fotografias. Até
12de agosto.
Centro Cultural Correios: Av. Visconde de Itaboraí
20, Centro —2253-1580. Ter a dom, do meio-dia
às 19h.
> Grátis ‘Maldita 3.0’: A exposição tem como
objetivo comemorar os 30 anos da Rádio Flumi-
nense FM. Até 12de agosto.
Centro Cultural Correios: Av. Visconde de Itaboraí
20, Centro —2253-1580. Ter a dom, do meio-dia
às 19h.
> Grátis ‘O mundo fantástico de Mario Gru-
ber’: Retrospectiva com35óleos e 65gravuras do
artista, que morreu em2011, aos 84 anos. Até 12
de agosto.
Centro Cultural Correios: Av. Visconde de Itaboraí
20, Centro —2253-1580. Ter a dom, do meio-dia
às 19h.
> Grátis ‘Mural Itália-Brasil’. A exposição, que
inclui fotos evídeos, abordamurais feitos por italia-
nos e brasileiros adeptos da street art. Até 12 de
agosto.
Caixa Cultural —Unidade Barroso: Av. AlmiranteBar-
roso 25, Centro — 3980-3815. Ter a dom, das
10h às 21h.
> Grátis ‘Novíssimos 2012’. Amostracontacom
a participação de 22 artistas que apresentam tra-
balhos emdesenho, pintura, instalação, objeto, ví-
deo e fotografia. Até 10de agosto.
Galeria de Arte Ibeu: Av. Nossa Senhora de Copaca-
bana 690, 2 andar, Copacabana — 3816-9432.
Seg a sex, das 13h às 19h.
> Grátis ‘Por um fio’. Coletiva de 12 alunos de
Malu Fatorelli. Até 12de agosto.
Escola de Artes Visuais do Parque Lage: Rua Jardim
Botânico 414, Jardim Botânico — 3257-1800.
Seg a qui, das 9h às 22h. Sex a dom, das 9h às
17h.
> Grátis ‘Vivências’: Amostraexibeumasériede
25 pinturas sobre tela em grandes dimensões fei-
tas pelo artista carioca Luiz Antonio Caligiuri, o Ca-
li. Até 12de agosto.
Centro Cultural Correios: Av. Visconde de Itaboraí
20, Centro —2253-1580. Ter a dom, do meio-dia
às 19h.
Museus e centros
culturais
> Grátis Caixa Cultural — Unidade Barroso.
Av. Almirante Barroso 25, Centro — 3980-3815.
Ter a dom, das 10h às 21h.
‘Dalí — A Divina Comédia’: A mostra reúne cem gra-
vuras do mestre do surrealismo, Salvador Dalí
(1904- 1989), inspiradas em uma das maiores
obras da literatura mundial, a “Divina Comédia“ do
poeta Dante Alighieri. Até 2de setembro.
‘Macanudismo’: Amostra exibe cerca de 650obras,
entre tiras originais de quadrinhos, pinturas, ilus-
trações elivros doartistaargentinoLiniers. Até9de
setembro.
> Grátis Centro Cultural Banco do Brasil. Rua
Primeiro de Março 66, Centro —3808-2020. Ter
a dom, das 9h às 21h.
‘Do art-nouveau ao art-déco’: A exposição reúne joi-
as e objetos da coleção Bertha Krasilchik. O con-
junto tem 150 joias e 100 objetos. Até 30 de se-
tembro.
> Grátis Centro Cultural Justiça Federal. Av.
Rio Branco 241, Centro — 3261-2550. Ter a
dom, do meio-dia às 19h.
‘Olhares Sobrepostos — Fotografias de dois Zecas,
dois Pedros, um Chico e um Domingos’: A exposição
reúne 90obras dos fotógrafos ZecaGuimarães, Ze-
ca Linhares, Pedro Oswaldo, Pedro Pinheiro Gui-
marães, Chico Mascarenhas e Domingos Mascare-
nhas aolongodequatrodécadas. Até26deagosto.
‘Olhar tátil — Novos sentidos da fotografia contem-
porânea’: Com curadoria de Mauro Trindade, a co-
letiva reúne trabalhos de 12 fotógrafos, que mos-
ram paisagens e retratos,entre utras imagens. Até
27de outubro.
> Grátis ‘Instituto Moreira Salles’. Rua Mar-
quês de São Vicente 476, Gávea — 3284-7400.
Ter a dom, das 11h às 20h.
‘Um olhar sobre ‘O Cruzeiro’: as origens do fotojorna-
lismo no Brasil’: Aexposiçãocontacommais de300
imagens e reportagens sobre a revista. Até 7de ou-
tubro.
‘Raphael e Emygdio: dois modernos no Engenho de
Dentro’ : A mostra exibe obras de Domingues
(1912-1979) e Barros (1895-1986) que, diag-
nosticados comoesquizofrênicos, utilizavamoate-
liê do Centro Psiquiátrico Nacional. Até 7 de outu-
bro.
> Museu Casa do Pontal. Estrada do Pontal
3.295, Recreio — 2490-3278. Ter a dom, das
9h30màs 17h. R$4.
‘Farnese de Andrade e os ex-votos — Liturgias con-
temporâneas’: A exposição temmais de 150 obras,
sendo 13 de Farnese de Andrade, cedidas por mu-
seus e colecionadores, e 141ex-votos procedentes
do Canindé, Ceará. Até 22de setembro.
> Museu Histórico Nacional. Praça Marechal
Âncora s/nº, Centro —2550-9220. Ter a sex, das
10hàs 17h30m. Sáb e dom, das 14hàs 18h. Grá-
tis ( aos domingos) e R$8.
> ‘Museu Histórico Nacional — 90 anos de
histórias’. A exposição conta a trajetória da insti-
tuição e apresenta 350peças do acervo. Até 15de
outubro.
> Grátis Museu da República. Rua do Catete
153, Catete —3235-3693. Ter a sex, das 10h ao
meio-dia e das 13h às 17h. Sáb, dom e feriados,
das 14h às 18h.
‘Life without ligths’: Convidado da Rio+20, o fotó-
grafo e documentarista americano Peter DiCampo
levanta, por meio de imagens, questões sobre o fu-
turo da energia. Até 23de setembro.
> Museu de Arte Contemporânea (MAC). Mi-
rante da Boa Viagem s/nº, Niterói — 2620-2400.
Ter a dom, das 10h às 18h. Grátis (às quartas-fei-
ras e para menores de 7anos) e R$6.
‘Arte contemporânea brasileira’: A exposição reúne
45obras, entre pinturas e esculturas de artistas co-
mo Aluísio Carvão, Beatriz Milhazes, Cícero Dias,
Cildo Meirelles, Helio Oiticica e Iberê Camargo en-
tre outros. Até fevereiro de 2013.
> Museu de Arte Moderna (MAM). Av. Infante
DomHenrique 85, Parque do Flamengo —2240-
4944. Ter a sex, do meio-dia às 18h. Sáb, dom e
feriados, do meio-dia às 19h. Grátis (para amigos
doMAM, menoresde12anosequarta-feiraapartir
das 15h) e R$12.
Angelo Venosa: Aexposição é a maior mostra indivi-
dual realizada pelo escultor e reúne 30 obras. Até
23de setembro.
‘Genealogias do contemporâneo’: A exposição conta
com acervo da Coleção Gilberto Chateaubriand e
exibe obras de Tarsila do Amaral, Flávio de Carva-
lho, Artur Barrio e Cildo Meireles.
Alberto Giacometti: Amostra exibe 280obras de Al-
berto Giacometti (1901-1966), um dos artistas
mais importantes do século XX. A exposição reúne
pinturas, esculturas, desenhos, gravuras e artes
decorativas. Até 16de setembro.
> Museu Internacional de Arte Naïf. Rua Cos-
me Velho 561, Cosme Velho —2205-8612. Ter a
sex, das 10hàs 18h. Sáb, domeio-diaàs 18h, com
agendamento. Grátis ( crianças até 5 anos) e R$
16.
Arte naïf: Com o maior acervo de arte naïf do mun-
do, obras de mais de 100 países e umtotal de seis
mil peças que datam desde o século XV, o espaço
reabriu ao público regularmente, depois de cinco
anos fechado.
‘Naïf+20’: A mostra de quadros da arte naïf alerta
para a preservação da natureza.
> Museu Nacional. Quinta da Boa Vista s/nº, São
Cristóvão — 2562-6042. Ter a dom, das 10h às
16h. Grátis (até5anos eacimade60), R$1(de6a
10anos) e R$3.
‘Os Karajás: plumária e etnografia’: A exposição reú-
ne peças inéditas da coleção de arte plumária do
museu, além de peças como as tradicionais bone-
cas da cultura karajá que, recentemente, foram
tombadas como Patrimônio Cultural do Brasil pelo
Iphan.
> Grátis Museu Nacional de Belas Artes. Av.
Rio Branco 199, Centro —2219-8474. Ter a sex,
das 10h às 18h. Sáb, dome feriados, do meio-dia
às 17h.
‘Artistas brasileiros na Itália’: Com97obras, a expo-
sição traz trabalhos de Rodolfo Bernardelli, Maria
Bonomi e Iberê Camargo, entre outros 35 artistas
brasileiros. Até 4de novembro.
> Grátis Oi Futuro Flamengo. Rua Dois de De-
zembro 63, Flamengo —3131-3060. Ter a dom,
das 11hàs 20h. Museudas Telecomunicações: ter
a dom, das 11h às 17h.
Museu das Telecomunicações: Entre as novas atra-
ções doespaço, háumjogodeluz esomquesimula
umaviagemaoespaço; umequipamentointerativo
cominformações sobre a internet e seu impacto no
mundo.
‘Agora, sim— O que pode umcorpo’: Adriana Barreto
exibe videoinstalação, instalação fotográfica e três
vídeos. Até 23de setembro.
‘Coletivo Amazonas —Olhar semfronteiras’: Amostra
reúne obras dos sete fotógrafos que compõemo co-
letivo, com imagens do cotidiano do Amazonas.
Até 23de setembro.
‘Documental imaginário — Fotografia contemporânea
brasileira’: Com curadoria de Eder Chiodetto, a
mostra exibe obras de nove jovens fotógrafos que
investigamos limites dafotografiadocumental. Até
16de setembro.
‘Predicament — Situações difíceis’: Ofrancês Fabien
Rigobert reúne em sua primeira mostra no país ví-
deos e fotografias. O artista pesquisa sobre a per-
plexidade do homem europeu contemporâneo di-
ante de ummundo emprofunda mudança. Até 16
de setembro.
> Grátis Oi Futuro Ipanema. Rua Visconde de
Pirajá54, 3º andar, Ipanema—3201-3010. Ter a
dom, das 13h às 21h.
‘O livro e o mar infindáveis’: A exposição do poeta e
performer Lúcio Agra, é uma homenagemao filme
“Limite” (1930), do cineasta brasileiro Mário Pei-
xoto. Até 16de setembro.
Coletivas
> Grátis ‘A cor da paz’. Oito artistas que repre-
sentam, através do grafite, o momento das comu-
nidades onde vivem. Seg a sáb, das 11h às 20h.
Até 31de agosto.
Teatro Sesi Centro: Av. Graça Aranha 1, Centro —
2563-4163. Seg a sáb, das 11h às 20h.
> Grátis ‘A arte de Campos III’. Com curadoria
de Celina Azeredo, artistas apresentam 21 obras
sobre meio ambiente. Até 18de agosto.
GAEA Galeria de Arte: Rua Barata Ribeiro 370, loja
213, Copacabana — 2549-7158. Seg a sex, das
14h às 18h. Sáb, das 10h às 14.
> Grátis ‘Expressões da alma através da ar-
te’. Comcuradoriade Desirée Monjardim, amostra
reúne trabalhos dos pacientes do Hospital de Cus-
tódia e Tratamento Psiquiátrico Henrique Roxo.
Até 31de agosto.
Espaço Cultural do Banco Central: Av. Presidente
Vargas 730, subsolo, Centro—2189-5327. Sega
sex, das 9h às 17h30m.
> ‘Facing the climate’. A exposição, que chegou
ao Brasil na época da Rio+20, já percorreu diver-
sos eventos internacionais de conscientização e
debate sobre a questão ambiental. Até 30de agos-
to.
Fundação Planetário: Rua Vice-Governador Rubens
Berardo 100Gávea 2274-0046. Ter a sex, das 9h
às 17h. Sáb, dome feriados, das 14h30màs 18h.
R$8.
> Grátis ‘Linha aparente’. Amostra reúne 11jo-
vens artistas plásticos de diversos estados. Na ex-
posição, eles exibem pinturas, fotografias, carim-
bos e vídeos. Até 14de agosto.
Sérgio Gonçalves Galeria: RuadoRosário38, Centro
— 2263-7353. Ter a sex, das 11h às 19h. Sáb,
das 11h às 18h.
> Grátis ‘Mostra internacional de gravuras’.
Aexposição mostra mais de 60obras de gravuras e
arte impressa de cariocas e cordobeses que apre-
sentam um panorama da produção artística atual
das duas escolas da arte latino-americana. Até 16
de setembro.
Galeria Antonio Berni: Praia de Botafogo 228, Bota-
fogo —2551-3494. Seg a sáb, das 14h às 20h.
> Grátis ‘Multigrab expo shapes’. A exposição
reúne obras criadas apartir de shapes de skate. Em
sua quarta edição, a mostra exibe 40 grafiteiros
convidados. Até 14de setembro.
Galpão das Artes Urbanas Helio G. Pellegrino: Rua
Padre Leonel Franca s/n º, Gávea — 2521-9940.
Ter a sex, das 9h às 20h. Sáb e seg, das 11h às
19h.
> Grátis ‘Referência/Experiência’. Aexposição
coletiva conta com a participação dos artistas An-
ton Steenbock, Claudia Hersz, Cristiano Lenhardt,
Laila Terra, Mayana Redin e Nino Cais. A mostra
apresentará umtrabalho de cada artista, entre ob-
jetos, fotografias, vídeos e gravuras. Até 30 de
agosto.
Jaime Portas Vilaseca Galeria: Av. Ataulfo de Paiva
1.079, Leblon —2274-5965. Seg a sex, das 11h
às 19h. Sáb, das 11h às 14h.
Individuais
> Grátis André Andrade. Em“Por que você não
me contou sobre você”, o artista exibe dez quadros
comimagens de televisão que sofreramalgumtipo
de interferência ou falha de transmissão. Até 1º de
setembro.
Galeria Athena Contemporânea: Av. Atlântica
4.240, loja210, Copacabana—2513-0239. Seg
a sex, das 11h às 19h. Sáb, do meio-dia às 18h.
> Grátis Anselmo Italo Constantino. É a pri-
meira vez que o artista carioca expõe individual-
mente. Suas obras vão do desenho a lápis ao óleo
sobre tela. Até 18de agosto.
Espaço Via Alternativa: Estrada dos Bandeirantes
12.320, Vargem Pequena — 2428-2839. Ter a
sex, das 9h30m às 19h30m. Sáb, das 9h30m às
18h30m.
> Grátis ‘Caminhos —Volta ao mundo de bici-
cleta’. Oarquiteto Argus Caruso exibe fotos, vídeos
e mapas a partir de 35 mil quilômetros percorridos
de bicicleta por 28países. Até 17de agosto.
Casarão dos Prazeres: Rua Almirante Alexandrino
3.286, Santa Teresa — 2205-7747. Seg a sáb,
das 8h às 17h.
> Grátis Daisy Xavier. A artista carioca exibe
obras inéditas em“Arqueologia da perda”. A expo-
sição mostra um conjunto formado por 11 lanças
de madeira, 15 esculturas de madeira e vidro, pin-
turas, desenhos e vídeo. Até 18de agosto.
Anita Schwartz Galeria de Arte: Rua José Roberto
Macedo Soares 30, Gávea — 2274-3873. Seg a
sex, das 10h às 20h. Sáb, do meio-dia às 18h.
> Grátis Anna Letycia. A artista faz uma retros-
pectiva dos seus 58 anos de carreira. A mostra
expõe 80gravuras emmetal. Até 9de setembro.
Museu Nacional de Belas Artes: Av. Rio Branco 199,
Centro —2219-8474. Ter a sex, das 10h às 18h.
Sáb, dome feriados, de meio-dia às 17h.
> Grátis Daniel Senise. Oartista, ícone da famo-
sa Geração 80, apresenta seis trabalhos inéditos.
As obras sãofeitas compisos marcados pelousoea
passagemdo tempo. Até 25de agosto.
Galeria Silvia Cintra + box 4: Rua das Acácias 104,
Gávea —2521-0426. Seg a sex, das 10h às 19h.
Sáb, do meio-dia às 18h.
> Grátis Guel Silveira. O artista plástico baiano
apresentaaexposição“Dobras” com12obras abs-
tratas inéditas, emacrílico sobre cartão. Até 18 de
agosto.
Tramas Galeria de Arte: Av. Atlântica 4.240, loja
219, Copacabana — 2287-2036. Seg a sáb, das
11h às 18h.
> Grátis Ivonesyo Ramos. O artista apresenta a
mostra “Aquareladamente” na qual exibe obras
inspiradas nas belezas naturais dos bairros cario-
cas. Até 24de agosto.
Centro Cultural Cândido Mendes: RuadaAssembleia
10, subsolo, Centro —2521-0426. Seg a sex, das
10h às 19h. Sáb, do meio-dia às 18h.
> Grátis Leo Battistelli. Oartista argentino radi-
cado no Rio de Janeiro exibe cerca de 35trabalhos
inéditos entre esculturas e objetos, realizados em
2011e 2012. Até 30de agosto.
Graphos:Brasil: Rua Siqueira Campos 143, Copa-
cabana—2255-8283. Segasex, das 11hàs 19h.
Sáb, das 11h às 18h.
> Grátis Marcelo Solá. Oartista goiano apresen-
ta 31 obras inéditas entre desenhos, serigrafias e
pinturas. Até 25de agosto.
Luciana Caravello Arte Contemporânea: Rua Barão
de Jaguaribe 387 — 2523-4696. Seg a sex, das
10h às 19h. Sáb, das 11h às 14h.
> Grátis Mateu Velasco. Em “Avesso do aves-
so”, o artista mostra obras sobre a inquietação com
o tempo e a vida corrida contemporânea. Até 31de
agosto.
Galeria Movimento: Av. Atlântica 4.240, loja 211,
Copacabana — 2267-5989. Ter a sex, das
10h30màs 19h30m. Sáb, do meio-dia às 18h.
> Grátis ‘Meu álbum de retratos’. Em sua pri-
meira exposição no Rio, Keyla Sobral apresenta 14
trabalhos, como desenhos, gifs animados, objetos
e instalações. Até 15de setembro.
Ateliê da Imagem Espaço Cultural: Av. Pasteur 453,
Urca — 2255-2327. Seg a sex, das 10h às 21h.
Sáb, das 10h às 17h.
> Grátis Sidnei Tendler. A mostra exibe três no-
vas pinturas que o artista iniciou em2005. Outros
seis novos desenhos utilizamtécnicas como aqua-
relas e nanquim. Até 15de agosto.
Galeria TeC: Av. Atlântica 4.240, Copacabana —
2523-3590. Ter a sáb, do meio-dia às 18h.
Fotografia
> Grátis ‘Abrace essas dez!’. Amostra é resulta-
do de umconcurso de fotos promovido pela Secre-
tariadoMeioAmbientedoEstadodoRio. Até18de
agosto.
Espaço Encontro da Águas: Parque dos Patins, La-
goa. Diariamente, das 10h às 17h.
> Grátis ‘Fotógrafos da natureza’. A exposição
reúne mais de mais de 70 fotografias vencedoras
da competição realizada pelo Natural History Mu-
seumde Londres e pela revista “BBCWildlife” . Re-
alizadahá49anos, mostrachegapelaprimeiravez
ao Brasil. Até 30de agosto.
Jardim Botânico (Centro de Visitantes): Rua Jardim
Botânico 1.008, JardimBotânico —3874-1808.
Diariamente, das 8h às 17h.
Extra
> Grátis ‘Grafitarte’. A mostra aborda os aspec-
tos que envolvema cultura do grafite através de vá-
rios suportes, como papel, esculturas e mobiliári-
os. Até 30de agosto.
Museu da Maré: Av. Guilherme Maxwell 26, Maré
—3868-6748. Ter a domdas 10h às 17h.
> Grátis ‘Jorge Amado — 100 anos’. A mostra
em homenagem ao centenário de Jorge Amado
(1912-2001) reúne primeiras edições de livros do
escritor baiano, fotos e trechos de filmes e novelas
inspirados na obra dele. Até 28de setembro.
Centro Cultural do Brasil (Sede da ABL): Av. Presi-
dente Wilson 203, Castelo — 3974-2500. Seg a
sex, das 10h às 18h.
> Grátis ‘João & Antonio’. O designer de joias
Antonio Bernardo exibe uma série comoito objetos
articulados todos com estrutura radial ou de esfe-
ras. JáofotógrafoJoãodeOrleans eBragançaapre-
senta de 35imagens. Até 18de agosto.
Galeria H.A.P: Rua Abreu Fialho 11, JardimBotâni-
co—3874-2830. Seg asex, das 11hàs 18h. Sáb,
das 13h às 18h.
> Grátis ‘Meu Padinho Padre Cícero — Emca-
da casa, um oratório, em cada quintal, uma
oficina’. A mostra no Campo de São Cristóvão reú-
ne pertences pessoais de Padre Cícero, alémde es-
culturas e xilogravuras que retratamafiguradoreli-
gioso. Até 19de agosto.
Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordes-
tinas: Campo de São Cristóvão s/nº. Ter a qui, das
10h às 18h. Sex a dom, das 10h às 22h.
> Grátis ‘Meu Porto Maravilha — Viagem
através do tempo’. Mostra exibe as perspectivas
para a região portuária depois da revitalização.
Cais do Porto: Av. Barão de Tefé s/nº, esquina com
Av. Venezuela, Saúde. Ter a dom, das 10h às 20h.
> Grátis ‘Verde memória’. A mostra proporcio-
na uma visita virtual ao Parque da Tijuca.
Parque Lage: RuaJardimBotânico414, JardimBo-
tânico —3257-1800. Ter a dom, das 9h às 17h.
SHOW
> Além do Rock. A banda toca sucessos do rock
dos anos 1960a 1980.
Kaçuá: Rua Senador Rui Carneiro 220, Recreio —
2490-2607. Ter, às 21h. R$10. Livre
> Anna Ratto. A cantora e compositora faz show
de lançamento de seu terceiro disco, homônimo,
que traz no repertório uma mistura de diversos rit-
mos, como o reggae-pop da autoral “Seja lá como
for”, e a combinação de tango e samba-canção da
regravação de “Se o caso é chorar” (Tom Zé). O
show ainda conta com a participação da cantora
Roberta Sá.
Miranda: Espaço Lagoon. Av. Borges de Medeiros
1.424, 2º piso, Lagoa — 2239-0305. Ter, às
20h30m. R$20(setor Sustenido), R$30(Bar No-
tável), R$ 50 (setor Notável) e R$ 60 (setor Um
tom acima). Não recomendado para menores de
16anos.
> Grátis André Mendes Trio. Ogrupode música
instrumental formado por André Mendes (piano),
Felipe Depoli (contrabaixo acústico) e Yuri Garrido
apresenta clássicos do jazz e da música popular
brasileira.
New York City Center (lounge): Av. das Américas
4.666, Barra —4003-4131. Ter, às 19h. Livre.
> Antonia Adnet. Aviolonistaearranjadoracanta
as músicas do seu segundo CD, “Pra dizer sim”. O
repertório inclui composições autorais e as músi-
cas “Flor de maracujá” (João Donato/Lysias Ênio) e
“Nanã” (Moacir Santos/M. Telles).
Bar Semente: Rua Joaquim Silva 138, Lapa —
2507-5188 e 9781-2451 (informações). Ter, às
20h. R$ 20 (cada show). Não recomendado para
menores de 18anos.
> Beatriz Faria. A filha de Paulinho da Viola co-
manda a roda de samba das terças no Trapiche
Gamboa. A cantora que tem acompanhado o pai
emturnês pelo Brasil apresenta clássicos do choro
e do samba e, claro, algumas de Paulinho.
Trapiche Gamboa: Rua Sacadura Cabral 155, Gam-
boa — 2516-0868. Ter, às 19h30m. R15. Não
recomendado para menores de 18anos.
> Dodo Ferreira Trio. Ocontrabaixista Dodo Fer-
reira faz showde lançamento do CD“Olhar subma-
rino”. Acompanhado de Gabriel Geszti (piano e
acordeom) e João Cortez (bateria), o instrumentis-
ta mostra, alémdas músicas do novo álbum, com-
posições de seus CDs anteriores, “Farofablues” e
“Dum-Dum”.
Sala Funarte Sidney Miller: RuadaImprensa16, tér-
reo, Palácio Capanema, Centro — 2279-8104.
Ter, às 18h30m. R$10. Livre.
> Grátis Ed Motta. O cantor e compositor faz
uma apresentação gratuita no NorteShopping e
canta sucessos de sua carreira como “Colombina”,
“Manuel” e “Fora da lei”, entre outros. Oshowcon-
ta com a participação de um intérprete de Língua
Brasileira dos Sinais, para os deficientes auditivos.
NorteShopping: Av. Dom Hélder Câmara 5.474,
Cachambi —2178-4402. Ter, às 18h. Livre.
> Guilherme Côrtes. Ocantor e compositor volta
aos palcos como show“De volta ao começo”, que
conta com músicas inéditas, autorais e releituras
de clássicos da música brasileira.
Teatro Sesi: Rua Graça Aranha 1, Centro — 2563-
4168. Ter, às 19h30m. R$10. Não recomendado
para menores de 16anos.
> Guto Goffi Quinteto. Fundador e baterista do
Barão Vermelho, Guto utiliza a formação clássica
das bandas de rock para apresentar um repertório
instrumental do gênero e também adaptações de
Beatles, Pink Floyd, Barão Vermelho, Jeff Back e
Alman Brothers.
Novo Bar do B: Mercadinho São José das Artes. Rua
das Laranjeiras 90, Laranjeiras — 9323- 1792
(informações). Ter, às 21h. R$ 12. Não recomen-
dado para menores de 18anos.
> Jeff Grecco. O cantor e guitarrista toca rock’n-
’roll commistura de estilos pop e punk. No repertó-
rio, há de músicas tradicionais do Queen, The Poli-
ce e Led Zeppel i n até as mai s modernas dos
Strokes e Maroon Five.
Lapa 40º: Rua Riachuelo 97, Lapa —3970-1329.
Ter, às 19h. R$ 5. Não recomendado para meno-
res de 18anos.
> Marlene Xavier. No show“Tributo ao violão”, a
cantora interpreta clássicos da música brasileira e
conta com a participação do violonista Antenor
Luz.
Vinicius Piano Bar: Rua Vinicius de Morais 39, 2º
andar, Ipanema —2523-4757. Ter, às 22h30m.
R$ 30. Não recomendado para menores de 18
anos.
> Matriz Live Sessions. O projeto que acontece
às terças na Casa da Matriz recebe a banda Os
Vulcânicos. O trio apresenta as músicas do seu EP
de estreia, homônimo, que inclui uma versão surf-
instrumental para“Juízofinal”, deNelsonCavaqui-
nho. Depois, temfesta como DJ Ácaro.
Casa da Matriz: Rua Henrique de Novaes 107, Bo-
tafogo —2226-9691. Ter, às 22h. R$15. Não re-
comendado para menores de 18anos.
> Grátis Mrs. Smit And The Boys FromBrasil.
Ogrupoholandês faz umshowdejazz comseuesti-
lo próprio. A noite ainda conta com André Saisse,
que canta MPB.
Leviano Bar: Av. Mem de Sá 47, 1º piso, Lapa —
2507-5779. Ter, às 21h. Não recomendado para
menores de 18anos.
> Nando do Cavaco. Ocantor, tambémintegran-
te do grupo Toque de Arte, interpreta canções de
João Nogueira, Martinho da Vila, Jorge Aragão, Ar-
lindo Cruz e Zeca Pagodinho, entre outros, ao lado
do grupo Sambistas a Bordo.
Café Cultural Sacrilégio: Av. Memde Sá 81, Lapa —
3970-1461. Ter, às 21h. R$20. Não recomenda-
do para menores de 18anos.
> ‘Novas esquinas’. O projeto que acontece toda
primeiraterça-feiradomês noCCBBhomenageiao
Clube da Esquina e promove o encontro entre inte-
grantes do movimento mineiro coma nova geração
de compositores. Hoje, o showé de Toninho Horta
comKristoff Silva.
Centro Cultural Banco do Brasil: Rua Primeiro de
Março66, Centro—3808-2020. Ter, às 12h30m
e às 19h. R$ 6. Não recomendado para menores
de 14anos.
> ‘Novos talentos’. Os artistas que se apresentam
na noite interpretamcomposições de Arlindo Cruz,
Zeca Pagodinho, Almir Guineto, TomJobime Vini-
ciusdeMoraes, entreoutrosgrandesnomesdamú-
sica brasileira.
Bar Cariocando: Rua Silveira Martins 139, Catete
— 2557-3646 e 9707-8495 (informações). Ter,
às 20h. R$ 16. Não recomendado para menores
de 18anos.
> Samba Urbano. O grupo toca um repertório de
samba que inclui Cartola, Noel Rosa, Paulinho da
Viola, entre outros clássicos. Antes, às 20h, tem
showemtributo a Paulo Moura.
Rio Scenarium. Rua do Lavradio 20, Centro —
3147-9000. Ter, às 22h. R$20. Não recomenda-
do para menores de 18anos.
> Trio Madeira Brasil. De volta de uma turnê eu-
ropeia, o grupo formado por Marcello Gonçalves
(violão de sete cordas), Ronaldo do Bandolime Zé
Paulo Becker (violão) se apresenta na noite Jazz-
mania do Studio RJ e recebe como convidado o
tambéminstrumentista Zé Nogueira.
Studio RJ: Av. Vieira Souto 110, Arpoador —
2523-1204. Ter, às 21h30m. R$30(com1kg de
alimento não perecível) e R$ 60. Não recomenda-
do para menores de 18anos.
> Wanderley Monteiro. O cantor que pertence a
ala de compositores da Portela faz dois shows de
lançamento de seunovo trabalho, o CDsó de inédi-
tas “Consagração”. Participação de Moacyr Luz e
Delcio Carvalho.
Teatro Rival: Rua Álvaro Alvim 33-37, Cinelândia
—2240-4469. Ter e qua, às 19h30m. R$ 30 (os
200 primeiros) e R$ 45. Não recomendado para
menores de 16anos.
TEATRO
Estreias
> ‘Tartufo’. Texto: Molière. Adaptação e direção:
Brunno Rodrigues. Com Antonio de Assis, Bianca
Paranhos, Cris Franco, Gabriella Zecchinelli, Gea-
ne Miranda, Jéssica Gomes, Jéssica Tuane, Raíssa
Bastos, Raquel Viturino e Rayra Mohamad.
Tartufo é um pastor ordinário que faz uso da pala-
vra divina e da boa fé dos cidadãos para obter lu-
cros.
Teatro Henriqueta Brieba: Tijuca Tênis Clube. Rua
Conde de Bonfim451, Tijuca —3294-9300. Ter,
às 20h. R$40. 75minutos. Não recomendado pa-
ra menores de 12 anos. Até 28 de agosto. Estreia
hoje.
> ‘Deixa solto’. Texto: Fernando Ceylão. Direção:
AlexandreRégis. ComFernandoCeylãoeRafael In-
fante.
Misturando comédia em pé com esquetes, a peça
reúne conceitos novos no humor, como a rapidez
do Twitter e o formato cáustico e conceitual dos es-
quetes de Youtube.
Teatro Net Rio (Sala Paulo Pontes): Rua Siqueira
Campos 143, sobreloja, Copacabana — 2147-
8060. Ter e qua, às 21h. R$ 50. 70 minutos. Li-
vre. Até 29de agosto. Estreia hoje.
Reestreias
> Grátis ‘Ato de comunhão’. Texto: Lautaro Vi-
lo. Direçãoeatuação: GilbertoGawronski. Monólo-
go multimídia, baseado na história verídica do ale-
mão Armim Meiwes, que foi condenado à prisão
perpétua por ter devorado outro homem, com per-
missão da vítima.
Centro Cultural do Poder Judiciário (Sala Multiuso):
RuaDomManuel 29, Centro—3133-3368. Sega
qua, às 19h. 55 minutos. Não recomendado para
menores de 18anos. Até 29de agosto.
Únicas apresentações
> Grátis ‘Juiz de paz’. Texto: Martins Pena. Dire-
ção: Renato Neves. Com Almir Rodrigues, Claudi-
na Oliveira, Israel de Castillo, Lucimar Machado,
JoanaRibeiro, MárcioGuedes, RenatoVieirae Thi-
ago Zandonai.
Na comédia, o juiz de paz é um pequeno corrupto
que usaaautoridade e ainteligênciaparalidar com
aabsurdainocênciados roceiros, quelhetrazemos
mais cômicos casos.
Arena Jovelina Pérola Negra: Praça Ênio s/nº, Pavu-
na. Ter, às 14h. Dom, às 10h. 40minutos. Livre.
Continuação
> ‘Dentro’. Texto: Pequena Orquestra. Direção e
atuação: Michel Blois. Com Fabrício Belsoff, Fer-
nanda Félix e outros.
No espetáculo, três homens se escondem em um
apartamento para não lutar na guerra e contam
coma ajuda de mulheres para se alimentar.
Teatro Ipanema: Rua Prudente de Morais 824, Ipa-
nema — 2523-9794. Ter e qua, às 21h. R$ 20.
75 minutos. Não recomendado para menores de
14anos. Até 29de agosto.
> ‘Homens’. Texto: Caio Fernando de Abreu. Dire-
ção: Delson Antunes. Com Thiago Chagas, Danilo
Sacramento, Carlo Porto, HiltonVasconcellos, Igor
Vogas, Yuri Gofman, Iuri Saraiva e Vinicius Cristó-
vão.
Cinco histórias narradas por um personagem que
as costura emforma de crônicas e correspondênci-
as falam sobre amor proibido, limitação e liberda-
de.
Teatro do Leblon (Sala Fernanda Montenegro): Rua
Conde Bernadotte 26, Leblon —2529-7700. Ter,
às 21h. R$50. 90minutos. Não recomendado pa-
ra menores de 16anos. Até 29de agosto.
> ‘Incoerências’.Texto: Renata Mizrahi, Julia
Spadaccini, Jomar Magalhães e Raul Franco. Dire-
ção: Wendell Bendelack. ComCarolina Vilar, Fran-
cini Galvão, Gustavo Berriel, Jhonas Araújo, Leo-
nardo Gonçalves, Sabrina Kunst, Ursula Bahiense
e Virgínia Rachel.
Situações cômicas a bizarras revelam as esquisiti-
ces da sociedade contemporânea.
Teatro Miguel Falabella: Norte Shopping, 2º piso.
Av. Dom Helder Câmara 5.332, Cachambi —
2592-8245. Ter e qua, às 18h. R$ 30. 70 minu-
tos. Não recomendado para menores de 14 anos.
Até 29de agosto.
Drama. Ojovempsicanalista Carl Jung começa um
tratamento inovador na histérica Sabina Spielrein,
sob influência de seu mestre e futuro colega, Sig-
mund Freud. Disposto a penetrar mais a fundo nos
mistérios da mente, Jung verá algumas de suas
ideias se chocaremcomas teorias de Freud. 93mi-
nutos. Não recomendado para menores de 14
anos.
Zona Sul: Estação Sesc Botafogo 2: 15h40m.
> ‘Valente’. “Brave”. De Mark Andrews (EUA,
2012). Vozes de Emma Thompson, Kelly Macdo-
nald, Billy Conelly.
Animação. Uma princesa escocesa desafia seus
pais e põe em risco todo o seu reino para trilhar o
seuprópriocaminho. Exibiçãoem3-Demalgumas
salas. 90minutos. Livre.
Baixada: Cinemaxx Imperial (dub): 17h. Cinemaxx
Unigranrio Caxias 2(dub): 14h30m, 18h30m. Ci-
nesercla Nilópolis Square 1 (3-D/dub): 14h30m,
16h30m, 18h30m. Cinesercla Nilópolis Square 2
( dub) : 16h25m. I guaçu Top 1 ( 3- D/ dub) :
14h30m, 16h40m, 18h50m, 21h. Kinoplex
Grande Rio 5 (3-D/dub): 14h10m, 16h20m,
18h30m, 20h45m. Multiplex Caxias 2(3-D/dub):
15h.
Barra da Tijuca/Recreio: Cinemark Downtown 10
(3-D/dub): 13h15m, 15h30m, 18h. Cinemark
Downtown 11(dub): 12h40m, 15h, 17h20m. Ci-
nesystemRecreio Shopping 1 (3-D/dub): 13h. Es-
paço Rio Design 1 (3-D/dub): 14h30m, 16h30m.
UCI NewYork City Center 06 (dub): 13h20m. UCI
New Yor k Ci t y Cent er 10 ( dub) : 14h10m,
18h30m. UCI NewYork City Center 12(3-D/dub):
14h50m, 17h, 19h10m, 21h20m. Via Parque 6
(dub): 14h50m, 21h.
Ilha do Governador: CinesystemIlha Plaza 2 (dub):
15h. Cinesystem Ilha Plaza 4: 14h, 16h30m,
19h.
Niterói/São Gonçalo: Bay Market 3 (3-D/dub): 14h,
16h10m, 18h20m. Box Cinemas São Gonçalo 2
(dub): 13h30m, 15h45m, 18h15m. Cinemark
PlazaShopping3(dub): 12h20m. CinemarkPlaza
Shopping 4 (3-D/dub): 13h50m, 16h30m, 19h.
CinEspaço Boulevard 3 (3-D/dub): 13h20m,
15h20m, 17h20m, 19h20m. CinEspaço Boule-
vard 5(dub): 13h, 15h, 17h.
Zona Norte: Cinecarioca Nova Brasília (3-D/dub):
15h40m. Ci nemar k Car i oca 3 ( 3- D/ dub) :
13h10m, 15h40m, 17h55m, 20h20m. Cinesys-
tem Via Brasil Shopping 5 (3-D/dub): 14h05m,
19h. Kinoplex Nova América 4 (dub): 14h50m,
21h. Ki nopl ex Nova Amér i ca 5 ( 3-D/ dub) :
16h20m, 18h30m. Kinoplex Shopping Tijuca 4
(3-D/dub): 14h20m, 16h30m, 18h40m. Multi-
plex Jardim Guadalupe 2 (3-D/dub): 15h. Shop-
ping Iguatemi 6 (dub): 14h, 16h10m, 18h20m,
20h30m. UCI Kinoplex 02 (dub): 13h, 17h20m,
22h10m. UCI Kinoplex 10 (3-D/dub): 13h30m,
15h40m, 17h50m.
Zona Oest e: Ci ne 10 Sul acap 1 ( 3- D/ dub) :
14h20m, 16h50m, 19h20m, 21h40m. Cine 10
Sulacap 2 (dub): 13h40m, 16h. Cine 10 Sulacap
6 (dub): 14h, 16h20m, 19h. Cine Sesc Freguesia
3 (dub): 16h, 20h. Cinesercla PátioMix 3 (3-D/
dub): 14h30m, 16h30m, 18h30m. Cinesercla
PátioMix 4 (dub): 14h35m, 16h35m, 18h35m.
Cinesystem Bangu 2 (3-D/dub): 13h30m. Ci-
nesystemBangu 3(dub): 16h30m. Kinoplex West
Shoppi ng 2 (3-D/ dub): 14h20m, 16h30m,
18h40m, 20h45m. Star Center 3(dub): 16h20m,
18h30m, 20h40m.
Zona Sul : Ci nemark Botaf ogo 1 (dub): 15h,
17h30m, 20h (exceto ter). Cinépolis Lagoon 6 (3-
D/ dub): 14h. Ki nopl ex Lebl on 4 (3-D/ dub):
14h30m, 16h40m, 18h50m. São Luiz 4 (3-D/
dub): 13h50m, 16h.
Redondezas: Cine Itaipava (dub): 15h, 17h. Cine
Show Nova Fri burgo 3 (3-D/dub): 16h20m,
18h30m. Cine Show Teresópolis 3 (3-D/dub):
16h20m, 18h30m. Top Cine Hipershopping ABC
1(dub): 14h50m, 18h50m.
> ‘Avelha dos fundos’. “Laviejadeatrás”. DePa-
blo José Meza (Argentina, 2012). ComAdriana Ai-
zemberg, Martín Piroyansky, Brenda Gandini.
Drama. Em um apartamento repleto de adornos e
objetos obsoletos viveRosa, avelhados fundos. No
apartamento da frente, completamente livre de ob-
jetos, mora Marcelo, um estudante de Medicina
semdinheiro e semamigos. Até que esses dois uni-
versos se encontram. 115 minutos. Não recomen-
dado para menores de 10anos.
Zona Sul: Cine Joia: 15h15m. Estação Sesc Rio 3:
16h20m, 21h20m.
Extra
> 100 anos de Jorge Amado: o Romance, a
Bahia e o Cinema. A mostra, que começa hoje e
segue até 12de agosto na Caixa Cultural Rio, exibe
11filmes, entre longas e curtas-metragens, ficções
e documentários, além de oferecer uma palestra
para discutir o processo de transposição da poesia
de Jorge Amado para as telas dos cinemas. Ter, às
15h: “Tieta do Agreste”, de Cacá Diegues (Brasil,
1996). Não recomendado para menores de 18
anos. Às 18h: “Capitães da areia”, de Cecília Ama-
do (Brasil, 2011). Não recomendado para meno-
res de 16 anos. Às 20h, palestra: “Os desafios de
transpor a obra de Jorge Amado para o cinema”,
comGuy Gonçalves e Renata Almeida Magalhães.
Centro: Caixa Cultural Rio/Cinema 1(Av. Almirante
Barroso 25, Centro —2544-4080). R$2.
> Os Múltiplos Lugares de Roberto Farias. A
mostra, que começa hoje e segue até 26 de agosto
no CCBB, faz uma retrospectiva da obra de umdos
maiores nomes dacinematografianacional, exibin-
do 20longas-metragens. Ter, às 15h: “Barra pesa-
da” (Brasil, 1977). Não recomendado para meno-
res de 18 anos. Às 17h: “Rico ri à toa” (Brasil,
1957). Não recomendado para menores de 14
anos.
Centro: Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Pri-
meiro de Março 66, Centro —3808-2020). R$6.
EXPOSIÇÃO
Product: OGloboSegundoCaderno PubDate: 07-08-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_G User: Schinaid Time: 08-06-2012 16:48 Color: CMYK
Nascido Wu Yusen na China,
em 23 de setembro de 1946,
o cineasta rebatizado como
John Woo perdeu sua fama
de midas da violência ao
longo da década passada,
quando deixou de ter o
poder de surpreender
plateias com tomadas de
tiroteios e de perseguições
mirabolantes, muitas delas
com o recurso da câmera
lenta. Em plena preparação
de um novo projeto, o drama
“Love and let love”, com
Zhang Ziyi, Woo já não
desfruta mais da reverência
de Hollywood, que
conquistou há 15 anos, ao
emplacar a obra-prima de
sua (abreviada) carreira nos
EUA: “A outra face”
(“Face/off”, 1997), produção
de US$ 80 milhões. Rodado na
Califórnia, com fotografia de
Oliver Wood (da franquia
“Bourne”), o filme alcançou
um faturamento estimado em
US$ 245 milhões no período
de auge de seus astros: John
Travolta e Nicolas Cage, aqui
dublados por Mário Jorge e
Márcio Simões. A partir de
uma premissa com tintas de
ficção científica, Woo mostra
os esforços do federal Sean
Archer (Travolta) para deter
Castor Troy (Cage), terrorista
que matou seu filho. Archer
detém Castor, que vai preso
em coma. Mas ao saber que
o criminoso deixou uma
bomba armada em Los
Angeles, Archer se submete
a um experimento exótico e
troca de rosto com Castor
para descobrir o paradeiro
do explosivo. Começa aí um
jogo de gato e rato.
Filmes
dehoje
OS EXTREMOS DA
JUSTIÇA E DA
CRUELDADE
FOTOS DE DIVULGAÇÃO
Reflexo. John Travolta, sob a identidade de Castor Troy, ameaça Joan Allen
RODRIGOFONSECA
rodrigo.fonseca@oglobo.com.br
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A outra face
De John Woo (EUA, 1997)
Space, 16h45m
8 l O GLOBO l SegundoCaderno l Terça-feira 7. 8. 2012
Na manhã de ontem, o blog
do músico Samir Abujamra
foi atualizado. Hospedado
dentro do portal do Canal
Brasil, o diário online é
preenchido desde 7 de abril
do ano passado, quando ele
deu início a uma volta ao
mundo audaciosa. Munido
de câmera e computador
portáteis, Samir visita
cidades turísticas e destinos
insólitos (des)organizados
dentro de um roteiro
neurótico. Da underground
Berlim, por exemplo, ele
seguiu para a mítica Roma.
E, da militarista Bucareste,
migrou para a étnica
Istambul. Mesclando a
solidão de quem está há 458
dias em trânsito à
estranheza de sucessivos
choques culturais, Abujamra
dirige e apresenta o programa
“Projeto sumir”, cuja segunda
temporada estreia hoje. A
primeira atração transmídia
do Canal Brasil é filmada pelo
músico, que edita o material
no hotel e envia o programa
pronto para a emissora. Antes
disso, quando ainda está
desbravando novos lugares,
ele usa as redes sociais para
adiantar suas impressões:
pelo Foursquare, compartilha
o seu destino por meio do
recurso de check in; no
Twitter, dá pistas do que está
fazendo; no Facebook, posta
imagens. No blog, no post de
ontem, o músico descreve, em
estilo de poesia concreta, o
que o espera. Para não
estragar o formato do
programa, não revelaremos o
destino de Samir. Mas sua
saga pode ser acompanhada
no http://glo.bo/reGJ8w.
Programas
dehoje
SAMIR
VAI SUMIR
DE NOVO
FOTOS DE DIVULGAÇÃO
Viajandão. Samir Abujamra em Moscou, um dos destinos do “Projeto sumir”
IGOR FIDALGO
igor.fidalgo@oglobo.com.br
Na trama, o ex-tenista
Gustavo Kuerten visita a
redação da revista “Cena
contemporânea” para dar
uma entrevista sobre esporte
e saúde. Gilda (Flávia
Garrafa), Bruno (Miguel
Rômulo) e Beto (Bernardo
Marinho) não economizam
na tietagem e pedem para
tirar fotos com o atleta.
Eufóricos, parabenizam
Kuerten por ele ter sido
incluído no Hall da Fama
Internacional do Tênis.
‘AMOR ETERNO AMOR’
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Novela
GLOBO, 18h20m
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Na estreia, o comediante e
lutador Danny Bonaduce e o
rapper Ice-T reviram Nova
York em busca da casa dos
sonhos. Enquanto Bonaduce
vai ao bairro nobre de West
Valley para conferir a casa que
tem uma fonte dentro da
banheira, Ice-T busca um
apartamento de arquitetura
moderna e com um armário
que acomode todos os sapatos
de sua esposa Coco. Será que
vão ficar com a mansão de 6
mil metros quadrados?
‘FAMOSOS DE CASA NOVA’
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Reality
BIO, 23h
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A máxima “viva rápido, morra
jovem” não representa mais a
geração punk. Isto é o que
prova o documentário de
Andrea Nevins, que aborda a
relação de controversos
músicos do estilo, como Mark
Hoppus (Blink 182), Lars
Frederiksen (Rancid) e Jim
Lindberg (Pennywise), com
seus herdeiros. Destaque para
Flea, do Red Hot Chili
Peppers, ao piano com a filha
Clara, reinventando o lema
“faça você mesmo”. Fofo.
‘PAIS E PUNKS’
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Documentário
GNT, 23h15m
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“Projeto sumir”
Viagem
Canal Brasil, 18h45m
Numa irônica reflexão sobre
segregação às claras, Ashton
Kutcher tenta ser uma
versão white power de
Sidney Poitier nesta versão
às avessas do clássico
“Adivinhe quem vem para
jantar” (1967), de Stanley
Kramer. Sua tarefa em
“Guess who” (título original)
é cativar o sogrão racista (o
comediante Bernie Mac,
morto em 2008) para viver
com o xodó dele, a filha
vivida por Zoe Saldana.
‘A FAMÍLIA DA NOIVA’
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De Kevin Rodney Sullivan (EUA, 2005)
GLOBO, 16h
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Numa edição descontínua,
capaz de dar à plateia chance
de construir suas conclusões,
“180°” é o atestado definitivo
da maturidade do ator
Eduardo Moscovis no cinema.
Na trama, Malu Galli é Anna,
editora decidida a publicar o
romance “O livro dos
projetos”, de um ex-estagiário
de jornal, Bernardo (Felipe
Abib). Moscovis é Russel, bom
repórter que saiu da imprensa
para cuidar de um laranjal
deixado por seu pai.
‘180°’
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De Eduardo Waisman (Brasil, 2010)
CANAL BRASIL, 22h
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Inglês de origem chinesa,
Leong Po-Chih estreou
como realizador na década
de 1970 e rodou produções
de êxito comercial em Hong
Kong, com ídolos locais
como Chow Yun-Fat. Filmou
o ótimo suspense “Lágrimas
de crocodilo” (1998), com
Jude Law, na Inglaterra, até
passar para os EUA, onde fez
de Steven Seagal um agente
que viaja para a Polônia a
fim de desbaratar uma rede
de escravidão.
‘FORA DE ALCANCE’
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De Leong Po-Chih (EUA, 2004)
SBT, 22h45m
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PATRÍCIA
KOGUT
kogut@oglobo.com.br
FESTA SEM RISCOS
“Avenida Brasil” ri dos ricos da Zona
Sul, mas não deixa mágoas. Um
morador do Jardim Pernambuco
distribuiu um convite de aniversário
em que cada membro da família é um
personagem da novela. A filha, por
exemplo, virou Suelen. Ele garante:
“Carminha não foi convidada”.
-
Para Paula Burlamaqui, pela
Dolores/Soninha Catatau de
“Avenida Brasil”. A atriz vem
fazendo excelentes cenas
com Otávio Augusto, Isis
Valverde e Daniel Rocha na
novela de João Emanuel
Carneiro.
10
-
Para a pinta brilhante e
migrante usada por Cláudia
Abreu em “Cheias de
charme”. No capítulo de
sábado, ela apareceu à
esquerda, depois à direita e
voltou à esquerda de novo.
0
Walcyr Carrasco
vai para a
Bolívia em
busca de
locações para a
sua próxima
novela, prevista
para as 21h. É lá
que serão
ambientados os
primeiros
capítulos. A
direção-geral
será de Mauro
Mendonça Filho.
CHOLAS E
INKA COLA
Números 1
O “Programa Silvio Santos”
ganhou do “Domingo maior”,
da Globo, anteontem, das
23h10m às 23h57m. O SBT
marcou 13, contra 12 do filme
“Carga explosiva”. Na média
geral, porém, das 19h54m às
23h57m, teve 12 e a Globo, 19.
A Record registrou nove.
Números 2
E a presença de três atores de
“Carrossel” levou o “De frente
com Gabi” a alcançar seu
recorde anteontem: oito
pontos de média, dois a mais
que o normal.
No seu ambiente
Atriz de “Gabriela”, Leona
Cavalli fotografará para a
“Playboy” em São Paulo no
próximo final de semana. O
ensaio pretende mostrar
como é a vida de uma atriz
dentro de um teatro, cenário
das fotos.
Novos talentos
Fernando Caruso está
gravando, numa casa na
Gávea, o programa
“Estranhamente”, que
estreará em outubro no
Multishow. Serão 13
episódios com esquetes de
humor encenados pelo
comediante junto com
outros oito atores
desconhecidos,
selecionados via workshops
ministrados por ele. Por
conta do novo programa, o
humorista parou de gravar o
“Cara limpa”, que deverá sair
da grade em breve.
Chandelly Braz, a Brunessa de “Cheias de charme”,
posou para a revista “Contigo!” que chega às bancas
hoje e contou que já nem liga para as piadinhas em
torno do seu nome. Quando perguntam, ela
responde: “Não, meu nome não é por causa do
pudim. Ele nem existia quando eu nasci. E já veio
assim porque povo do interior acha chique essas
coisas”, brincou a atriz, que nasceu em Pernambuco
NÃO LIGA PARA PIADINHAS
SELMY YASSUDA
Se você é jornalista, vai se
emocionar com “The newsro-
om”, estreia de anteontem na
HBO. Mas, mesmo que não se-
ja, o programa merece toda a
sua atenção. Ambientada na
redação de um telejornal, a sé-
rie começa fazendo umparale-
lo entre a debacle da ideia de
grande nação americana e a
carreira do âncora Will McA-
voy (em grande interpretação
de Jeff Daniels). Já maduro, ele
entrou numa zona de conforto
profissional em que prefere
desviar donoticiárioque possa
provocar qualquer barulho
mais incomodativo. É instala-
do num certo cotidiano rame-
rame que o público fica conhe-
cendo o personagem. McAvoy
tem um ótimo contrato e um
péssimo temperamento. Por
ser desagradável ao extremo,
mantém uma distância pouco
produtiva da própria equipe.
A discussão moral em torno
da linha que divide liberais e
conservadores, democratas e
republicanos, o espírito da ju-
ventude e a acomodação (que
não têm idade) está em pauta
o tempo inteiro. McAvoy é sal-
vo de sua letargia pelo diretor
de jornalismo da emissora,
personagem de Sam Waters-
ton. Aqui vale um parênteses
para um elogio. O ator foi, por
16 temporadas, o promotor
durão Jack MacCoy de “Law &
order” e a alma daquele pro-
grama. Agora, está surpreen-
dendo com um personagem
completamente diferente, al-
coólatra e romântico. É seu
idealismo que incendeia McA-
voy, despertando nele nova-
mente o amor pela profissão.
Na estreia, o âncora é con-
vencido a aceitar uma nova
equipe, chefiada por uma ex-
amante sua, uma intrépida
produtora que cobriu guerras,
e cita Cervantes para evocar o
espírito quixotesco que, acre-
dita, é imprescindível ao bom
jornalismo. Diferentemente do
que costuma acontecer nas sé-
ries, de cara, tudo dá certo: fu-
ros, faro para a notícia, equipe
que vai se encaixando etc. O
desmonte virá depois, no se-
gundo capítulo. Não perca, vai
ao ar aos domingos, às 21h.
‘The newsroom”, imperdível também para os leigos
Crítica
COMFLORENÇA MAZZA E ANNA LUIZA SANTIAGO
Esta é Érika Januza, a Suburbia da série de Luiz Fernando Carvalho,
escolhida entre duas mil candidatas. “Apesar de nunca ter atuado, tem
um enorme carisma dramático. Sem ela, não haveria ‘Suburbia’”, diz Luiz
PRESENÇA FUNDAMENTAL
LUIZ FERNANDO CARVALHO
Product: OGloboSegundoCaderno PubDate: 07-08-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_H User: Schinaid Time: 08-06-2012 16:48 Color: CMYK
Passatempo
Terça-feira 7. 8. 2012 l SegundoCaderno l O GLOBO l 9
Foram encontradas 35 palavras: 19
de 5 letras, 14 de 6 letras e 2 de 7
letras, além da palavra original. Com
a sequência de letras LU foram
encontradas 5 palavras.
Instruções: Encontrar a palavra
original utilizando todas as letras
contidas apenas no quadro maior.
Com estas mesmas letras formar o
maior número possível de palavras
de 5 letras ou mais. Achar outras
palavras (de 4 letras ou mais) com o
auxílio da sequência de letras do
quadro menor. As letras só poderão
ser usadas uma vez em cada
palavra. Não valem verbos, plurais e
nomes próprios.
S o l u ç ã o : Á t i c a , a l e i a , a t i v a , a v e i a , a v e l ã , c a l v a , c e l t a , c í v e l , c l a v a , c l a v e , e l i t e ,
é t i c a , l a i c a , l e i t e , l e i v a , t e c l a , v a l i a , v i e l a , v i t a l ; a c e i t a , a c e i t e , a c l i v e , a é t i c a ,
a l t i v a , a t e l i ê , c a t i v a , e l e i t a , l á c t e a , l e t i v a , t e c e l ã , v a l e t a , v a l e t e , v i t e l a ; a l i c a t e ,
e l e t i v a ; A C E I T Á V E L . C o m a s e q u ê n c i a d e l e t r a s L U : a l e l u i a , c e l u l i t e , l u l a , l u t a ,
l u v a .
Logodesafio
PORSÔNIAPERDIGÃO
ÁRIES
(21/3 a 20/4)
Elemento: Fogo. Modalidade:
Impulsivo. Signo complementar:
Libra. Regente: Marte.
Tentar colocar-se no lugar do ou-
tro pode ajudá-lo a entender a dife-
rença entre os modos de pensar e
agir de cada um. É tempo de obser-
var como está se relacionando com
os demais.
TOURO
(21/4 a 20/5)
Elemento: Terra. Modalidade: Fixo.
Signo complementar: Escorpião.
Regente: Vênus.
Quando você se responsabiliza
pelas suas adversidades é sinal de
que já iniciou a jornada do autoco-
nhecimento. É tempo de separar o
que é sua responsabilidade e o que
é do outro.
GÊMEOS
(21/5 a 20/6)
Elemento: Ar. Modalidade: Mutável.
Signo complementar: Sagitário.
Regente: Mercúrio.
A comunicação deve ser usada
cuidadosamente para não ferir a
sensibilidade das pessoas à sua
volta. É tempo de ficar atento à for-
ça que emana das suas palavras e
expressões.
CÂNCER
(21/6 a 22/7)
Elemento: Água. Modalidade:
Impulsivo. Signo complementar:
Capricórnio. Regente: Lua.
Saber evitar desgastes emocio-
nais é resultado de um processo de
amadurecimento emocional. É tem-
po de analisar as possibilidades e
não se precipitar antes de tomar
decisões.
LEÃO
(23/7 a 22/8)
Elemento: Fogo. Modalidade: Fixo.
Signo complementar: Aquário.
Regente: Sol.
Mesmo quando você pensa que
está com a razão, isso não significa
que a opinião dos outros não deva
ser ouvida. É tempo de aprender a
respeitar as opiniões com que você
não concorda.
VIRGEM
(23/8 a 22/9)
Elemento: Terra. Modalidade:
Mutável. Signo complementar:
Peixes. Regente: Mercúrio.
Ao se fazer um bom acordo com
o tempo, muitas de suas ansieda-
des são finalmente eliminadas. É
tempo de organizar-se de modo
que saiba o momento certo para fa-
zer cada coisa.
LIBRA
(23/9 a 22/10)
Elemento: Ar. Modalidade:
Impulsivo. Signo complementar:
Áries. Regente: Vênus.
Ao reagir pacificamente às pro-
vocações, sem atitudes desmedi-
das, você pode ficar livre das
tensões geradas por elas. É tempo
de agir com delicadeza para ame-
nizar os ânimos exaltados.
ESCORPIÃO
(23/10 a 21/11)
Elemento: Água. Modalidade: Fixo.
Signo complementar: Touro.
Regente: Plutão.
Para que os conflitos sejam re-
solvidos, você precisa deixar de
lado qualquer coisa que possa
provocar reações agressivas ou
intolerantes. É tempo de respeitar
o espaço do outro.
SAGITÁRIO
(22/11 a 21/12)
Elemento: Fogo. Modalidade:
Mutável. Signo complementar:
Gêmeos. Regente: Júpiter.
As relações possivelmente se-
rão mais harmoniosas numa at-
mosfera propícia à liberdade. É
tempo de encontrar o seu lugar,
ainda que seja preciso sair de on-
de você está.
CAPRICÓRNIO
(22/12 a 20/1)
Elemento: Terra. Modalidade:
Impulsivo. Signo complementar:
Câncer. Regente: Saturno.
A autoconfiança faz com que o
desânimo não encontre espaço
para se instalar, independente-
mente das eventuais dificuldades.
É tempo de cumprir os planos tra-
çados sem hesitação.
AQUÁRIO
(21/1 a 19/2)
Elemento: Ar. Modalidade: Fixo.
Signo complementar: Leão.
Regente: Urano.
Neste momento é importante
tomar decisões com mais confi-
ança e sem pressa de chegar a
um resultado. É tempo de cons-
truir bases sólidas para as suas
decisões, passo a passo.
PEIXES
(20/2 a 20/3)
Elemento: Água. Modalidade:
Mutável. Signo complementar:
Virgem. Regente: Netuno. .
Pequenas e grandes batalhas
devem ser enfrentadas a cada
dia. É tempo de distinguir as lutas
que precisam ser enfrentadas da-
quelas que precisam ser abando-
nadas.
|
Horóscopo
|
PORCLAUDIALISBOA
Cresce na Câmara o movimento contra a anteci-
pação do plebiscito, que se espera seja solicita-
do pelo govêrno esta semana. Para os partidos
centristas, os pronunciamentos do primeiro-
ministro e de Jango são nova tentativa de pressi-
onar o Congresso para votar medidas que am-
pliam cada vez mais os podêres presidenciais.
Trincheira centrista no Congresso
O corpo de Marilyn Monroe — que em vida va-
lia milhões à frente das câmaras — jaz, insepul-
to, entregue às autoridades policiais, enquanto
à sua volta todos discutem: foi acidente ou sui-
cídio? Os legistas só opinarão após o exame dos
resíduos da droga achados em seus órgãos, mas
amigos se recusam a aceitar que ela se matou.
Marilyn: acidente ou suicídio?
Há50anos 7 de agosto de 1962
JOSÉFIGUEIREDO
NélsonRodrigues escreve hoje noGLOBOsobre
a morte da estrêla Marilyn Monroe anteontem:
“A beleza causa na mulher umdesgaste interior,
macio, insidioso, fatal. E, no fimde certo tempo,
a mulher bonita se volta contra si mesma, com
tédio e ira de todos os seus dons plásticos. Por
que se matou Marilyn Monroe? Porque, doente,
neurótica de beleza e de graça, fêz da morte o
último sonho da carne e da alma. E, assim, tôda
mulher bonita leva emsi, como uma lesão de al-
ma, o ressentimento. É uma ressentida contra si
mesma.”
Nélson Rodrigues e a morte da bela
Product: OGloboSegundoCaderno PubDate: 07-08-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_I User: Schinaid Time: 08-06-2012 16:43 Color: CMYK
10 l O GLOBO l SegundoCaderno l Terça-feira 7. 8. 2012
ARNALDOJABOR
segundocaderno@oglobo.com.br
SUPREMA IMPORTÂNCIA
E
u vi os dois primeiros dias
do julgamento do mensa-
lão. E, data venia, vi que
há no Tribunal alguma
coisa nascendo nas frestas
dos rituais solenes: os in-
dícios de um fato históri-
co: o STF está mais ligado
ao mundo real, mais atento à opinião pública
(por que não?).
Mas dava para ver um tenso alvoroço no
plenário como na pré-estreia de um filme
inédito. Tudo parecia ainda umatemorizante
sacrilégio, como se todos estivessem come-
tendo um pecado — o delito de ousar cum-
prir a lei julgando poderosos. Será que ousa-
rão contrariar séculos de impunidade, sécu-
los de distância entre a Justiça e a sociedade?
Vi o “frisson“ nervoso nos juízes que, de-
pois de sete anos de lentidão, têm de correr
para cumprir os prazos impostos pelas chica-
nas e pelos retardos que a gangue de mensa-
leiros conseguiu criar. Suprema ironia: no
país da justiça lenta, os ministros do Supre-
mo são obrigados a correr, andar logo, man-
dar brasa, falar rápido, pois o Peluso tem de
votar e sai em setembro. E só há julgamento
porque o ministro Ayres de Brito se empe-
nhou pessoalmente em viabilizar prazos e
datas. Se não, não haveria nada.
O STF parecia um palco armado: os advo-
gados dos réus numa tribuna, a imprensa,
convidados vip. Os advogados se movem em
sincronia como discretos bailarinos de ter-
nos, comexpressões céticas ouquase cínicas,
um tédio proposital nas caras, ostentando a
tranquilidade profissional de pistoleiros bem
pagos antes de sacar a arma no duelo.
Ali estavam os protagonistas: Joaquim Bar-
bosa transido de dores, ardendo na pressa de
emplacar esta revolução no STF, defrontan-
do-se com a programada lentidão de seu ini-
migo principal, Lewandowski, o homem que
levou seis meses para ler um processo escanca-
rado havia sete anos e que no início do julga-
mento deu-se ao capricho de ler seu voto por
uma hora e meia, conseguindo cumprir a estra-
tégia de Thomaz Bastos e atrasar mais um dia
no processo. Econseguiuirritar JoaquimBarbo-
sa, que o chamou de “desleal”. Lewandowski re-
trucou, revelando a intenção que lhe vai na al-
ma: “Pelo que vejo, este julgamento vai ser tur-
bulento.” Quando foi cantar o Gilmar Mendes,
Lula disse que Lewandowski estava sob muita
pressão e que Joaquim Barbosa era um “com-
plexado” — por quê? Porque é preto e está de
coluna doendo?
Ninguém, claro, assume o sutil racismo brasi-
leiro, mas ninguém esquece que ele é preto;
nem ele. A verdade é que Lula nomeou-o
achando que seria uma “ação afirmativa” para
seu governo e que Barbosa lhe seria grato. Lula
achava que podia influir no outro poder comes-
se gesto. Dançoutambémnoseu“alopramento”.
No voto de Lewandowski vimos seu desejo de
deixar patente na TV que é resistente a pressões
de nossa “rasteira” opinião pública. Quis tam-
bém exibir cultura jurídica cravejada de cita-
ções, criando ummecanismo de defesa preven-
tivo que transmuta sua fama de lento em“inde-
pendência” minuciosa. Ojulgamento vai oscilar
entre a pressa e a lentidão. Pelos freios e embre-
agens, a defesa dos réus se fará por meio de chi-
canas retardadoras, por atrasos programados,
por bloqueios e “questões de ordem” com cas-
cas de banana.
Aí, começou a leitura da acusação do Procu-
rador Geral da República, que ouvi com um ar-
repio de orgulho, como se estivesse na Inglater-
ra diante de um sistema judiciário impecável.
Seu relatório serviu como uma viagem no tem-
po, rememorando a chanchada deprimente que
foi o escândalo do mensalão, sete anos atrás.
Tudo reapareceu: cada malinha de dinheiro vi-
vo do Banco Rural, cada cheque administrativo,
cada mentira e negação. Será dificílimo contes-
tar o relatório e o voto de Roberto Gurgel, pois
ele exibiu o óbvio, a autoevidência dos delitos.
Daí, o show de chicanas a que assistiremos.
Foi espantoso constatar tambémque os “mal-
feitos” dos mensaleiros foram incrivelmente
“aloprados”, trabalho de ridículos amadores,
deixando pistas gritantes, dando bandeiras em
todas as direções. Como puderam errar tanto,
ser tão primários?
Pensei e vi o óbvio — lembrei-me dos velhos
comunistas que conheci tão bem na minha re-
volução juvenil. O povão era nossa boa consci-
ência, onossosalvo-condutopara a alma pacifi-
cada, semculpas —o povão era nossa salvação.
Nós éramos mais “puros”, mais poéticos, mais
heroicos. Ai, que saudades docomunismoe, co-
mo dizia Beckett: “que saudades das velhas per-
guntas e das velhas respostas...” A “verdade”
era o simplismo; complexidade era (e ainda
é, para eles) coisa de “direita”.
Mas, como era bomse sentir superior a um
mundo povoado de “burgueses, caretas e ba-
bacas”, como eu classificava a Humanidade.
Daí, a explicação: para que se importar com
os babacas? Podemos deixar pistas à vontade
porque, como disse o Lula, “sempre foi as-
sim”. Passaram a “desapropriar” a grana da
“direita” — ou seja, inventaram o roubo com
boa consciência, para “salvar” o povão coma
grana do povão. Claro que isso foi apenas o
rationale para justificar a “mão grande”, um
estandarte ideológico para legitimar a inva-
são da “porcada magra no batatal”. Claro que
pegaram altos trocos, porque ninguém é de
ferro. Só não contavam com as “cobras cria-
das” do Congresso, como o Jefferson, que vi-
ram aqueles comunas folgados descumprin-
do promessas, tratando-os com descaso de
heróis contra “burgueses alienados e covar-
des”. Deu nas denúncias operísticas do Jeffer-
son, um dos recentes salvadores da pátria.
Por trás do mensalão há desprezo pela inteli-
gência da sociedade.
Mas, muito mais grave do que a tradicional
mãozinha nas cumbucas, mais grave que pu-
nhados de dólares na cueca ou na bolsinha,
muito mais grave é a justificativa de que tudo
não passou de “crime eleitoral”, quando se
tratou de mais de R$ 100 milhões numroubo
“revolucionário”. Os mensaleiros se absol-
vem e justificam porque teriam uma missão
acima da democracia “burguesa”.
O STF não está julgando só roubalheiras,
mas a tentativa de desmoralizar a democra-
cia para o benefício de um partido único. O
PT quis usar o governo que “tomaram” para
mudar o Estado brasileiro. OSTF está julgan-
do a preservação da República que lenta-
mente se aperfeiçoa, e este julgamento já é
uma etapa de nossa evolução democrática. l
Umgigantesco mural (foto) pintado pe-
la dupla brasileira osgemeos em Bos-
ton, nos EUA, está sendo relacionado
ao terrorismo. Segundo o site da Fox 25
News, as pessoas têm associado a ima-
gem do boneco com uma camiseta en-
rolada na cabeça a um terrorista.
Obra da dupla nos EUA é
relacionada ao terrorismo
OSGEMEOS EMPOLÊMICA
DIVULGAÇÃO/OSGEMEOS
aNotas
Escrito por DavidMamet, o filme “Osu-
cesso a qualquer preço” (1992) ganhará
em novembro uma versão na Bro-
adway. John C. McGinley (o ácido dr.
Perry Cox de “Scrubs”) fará o corretor
imobiliário Dave Moss. O elenco inclui
ainda Bobby Cannavale e Al Pacino.
Filme de David Mamet
ganha a Broadway
DAS TELAS PARAOPALCO
A Rimowa entrou com processo contra
a Marvel Studios (da Disney) afirman-
do que uma mala de sua linha foi copi-
ada semautorização e usada como ma-
terial promocional do blu-ray de “Os
Vingadores”. O processo corre no Tri-
bunal Federal da Califórnia.
Empresa alemã acusa a
Marvel de falsificação
VINGADORES VIRAMRÉUS
O English Heritage rejeitou o pedido
para que houvesse uma placa come-
morativa na casa emLondres onde mo-
rou o austríaco Stefan Zweig, que se
suicidou no Brasil em 1942. O órgão
disse não haver consenso entre os críti-
cos sobre sua reputação como escritor.
Órgão inglês rejeita
homenagema escritor
ZWEIGSEMPLACA
Product: OGloboSegundoCaderno PubDate: 07-08-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_J User: Schinaid Time: 08-06-2012 16:52 Color: CMYK
TERÇA-FEIRA 7.8.2012
oglobo.com.br
UMCALDEIRÃO
DE VIDA
Amazônia
Omaior santuário do mundo tem85
mil espécies descritas. Só que a ciência e
as empresas não sabemainda como
explorar o imenso potencial
biotecnológico da região. Páginas 8 a 13
Lago do Limão, perto de
Manaus, é um retrato da
diversidade na floresta.
Foto: Rogério Reis/ TYBA
Desafio
japonês
País busca caminhos
para transformar sua
matriz energética
Páginas 22 a 27
DentroDo
tatame: força,
equilíbrio
e respeito.
Fora Do
tatame: força,
equilíbrio
e respeito.
Conheça o projeto do sesi
em que vencer na vida
é o principal ensinamento.
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transformar a vida de crianças e jovens pela prática de esportes. assim funciona o Núcleo petropolitano de Judô – Duarte
da silveira, um projeto do sistema firJaN, por meio do sesi, patrocinado pela Ge Celma e pelo Ministério do esporte através da
lei federal de incentivo ao esporte, que traz para futuros atletas da comunidade de petrópolis aulas de judô. além de prática
esportiva, alimentação e quimonos, os participantes recebem acompanhamento social, criando assim uma base sólida para
construir um futuro com mais qualidade de vida. um projeto que forma muito mais do que atletas, forma novos cidadãos.
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Biodiversidadenafloresta
CAÇA AO TESOURO
O Brasil abriga o maior celeiro de vida do planeta e esse tesouro da biodiversidade
fica na Amazônia. É uma riqueza que vem sendo estudada para entrar na cadeira
produtiva das indústrias de alimentos, de fármacos, de eletroeletrônicos. Só que é
desproporcional o tamanho dessa biodiversidade para o número de doutores que
estão, de fato, tentando transformar pesquisa em dinheiro. Enquanto a Amazônia
ocupa 61% do território nacional, a região abriga apenas 4% dos grupos de
pesquisa do país — o que acaba comprometendo à caça a esse tesouro de plantas,
animais, fungos e microrganismos.
Liana MeloEDITORA
EDITORA RESPONSÁVEL Ana Lúcia Azevedo (ala@oglobo.com.br) EDITORA Liana Melo (liana.melo@oglobo.com.br) REPÓRTERES DESTA EDIÇÃO Camila Nobrega
(camila.nobrega@oglobo.com.br), Chico Otávio (chico.otavio@oglobo.com.br), Claudia Sarmento (ciencia@oglobo.com.br), Claudio Motta (claudio.motta@oglobo.com.br) e Cleide
Carvalho (cleide.carvalho@sp.oglobo.com.br) DIAGRAMADOR Claudio Rocha (rochinha@oglobo.com.br) e INFOGRAFIA Alexandre Alvim (alvim@oglobo.com.br) Telefones
Redação 2534-5000 Publicidade 2534-4310 publicidade@oglobo.com.br. Correspondência Rua Irineu Marinho 35, 2º andar, Rio de Janeiro, CEP 20230-901/RJ.
página 6 ENCICLOPÉDIA: Rosa, o cultivo da flor através da história // página 7
EURECA: Plástico do futuro é verde//páginas 8 a 13 AMAZÔNIA: Celeiro de
biodiversidade na floresta// páginas 14 e 15 ECO DESTINO: Monte Roraima
MEIO AMBIENTE
Pág. 6 a 15
páginas 16 a 19
MOBILIDADE URBANA COM ZERO
EMISSÃO: Bicicletas de
bambu no lugar de
ônibus escolares
QUALIDADE DE VIDA
Pág. 16 a 19
páginas 20 e 21 ECONOMIA VERDE: O custo dos lixões //
páginas 22 a 27 DILEMA ENERGÉTICO: Japão busca
alternativa a nuclear //página 28 RAZÃO SOCIAL:
A dureza de ser sustentável // páginas 30 e 31
NOTÍCIAS DA TRIBO: Sobe e desce da população mundial
ECONOMIA
Pág. 20 a 31
Baba Dyba de Yemanjá faz uma oferenda para Xangô, à beira do
Rio Guaíba. O Censo de 2010 confirmou que o Rio Grande do Sul
é o estado com o maior número de seguidores de religiões
afro-brasileiras e terreiros do país. Foto: Mirian Fitchner
RELIGIÕES
AFRO-GAÚCHAS
A ORIGEM
As espécies ocidentais
mais antigas são
plantadas desde o
Império Romano. Elas
têmarbustos compactos,
folhagembemverde,
espinhos finos e forte
tomde rosa e roxo. Ao
lado, uma Rosa gallica
A REPRODUÇÃO
Os orgãos reprodutivos
dos vegetais são o
gineceu (feminino) e
androceu (masculino)
Na polinização direta, o
pólen é levado por um
polinizador (inseto, ave,
etc) e cai sobre os carpelos
PERFUMES
Branca e amarela
O aroma é semelhante
ao do lírio e da violeta
Alaranjadas
Exalamumaroma de
violeta e de trevo
Pecíolo
O talo da folha
Estípula
Folha suplementar
no pecíolo, onde se
encontra o caule
Pedúnculo
A haste da rosa
Sépalas
É uma parte do
cálice, emgeral
são cinco sépalas
Corola
Pétalas
Aurícula
Protuberância tipo
orelha encontrada na
ponta da estípula
Receptáculo
floral
Cálice
Parte acima
da haste
(pedúnculo)
O gênero Rosa ocorre
principalmente nas zonas
temperadas do Hemisfério
Norte. A flor já era cultivada
na China, na Dinastia Sheng
(2737 a 2697 a.C.).
No Brasil, foi introduzida
pelos jesuítas (1560 a 1570)
O cultivo através
da história
Comqualidade ímpar
para florescer, a rosa foi
introduzida na França e
Inglaterra em1789
França
China Inglaterra
ZONAS TEMPERADAS DO NORTE
Gênero
Classe
Subclasse
Ordem
Família
Rosa
Angiospermas
Dicotiledônea
Rosales
Rosaceae
Gineceu
Onde ficam
os carpelos
Ovário
Androceu
Onde fica
o pólen
Ovário
Gineceu
e androceu
Vermelha
É a que temo cheiro
mais característico de
rosa, herdado das
espécies nativas
que depois foram
modificadas
FONTES: Elisabeth Stumpf (engenheira agrônoma, professora do Intituto Federal
Sul-Rio-Grandense, emPelotas) e Krishina Ratna Sousa de Oliveira (bióloga)
A Ordemda Rosa
O Imperador D. Pedro I
instituiu a Ordem,
em1828, emmemória
a seu casamento com
a imperatriz D. Amélia.
A medalha era concedida
por serviços
prestados ao
governo
As mais perfumadas
são as de cor escura,
que têm mais pétalas.
O aroma é mais forte
em dias quentes e
ensolarados
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Enciclopédia
ROSA
Suaves aromas da flor
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O plástico do futuro é verde
E amarelo. Pesquisadores brasileiros desenvolvem na Unesp o polímero polilactato, que
aproveita o rejeito da produção de leite e de cana-de-açúcar como matérias-primas
renováveis e sem origem fóssil. O uso da tecnologia está perto de ganhar escala
industrial e deverá ser aproveitado na fabricação de diversos produtos para a medicina
Um polímero do futuro está muito perto de ganhar escala industrial
no Brasil. Pesquisadores da Unesp de Rio Claro desenvolvem manei-
ras de aproveitar o ácido lático obtido a partir do soro do leite ou do
melaço da cana-de-açúcar para produzir o polilactato. O material
produz, a um preço extremamente competitivo, um tipo de plástico
biodegradável e de origem não fóssil.
O polilactato, por ser derivado do ácido lático, é facilmente absor-
vido pelo organismo, o que evita a necessidade de retirada de objetos
feitos comeste material após o seu uso médico. Por isso, é largamente
aproveitado para a fabricação de placas e pinos para fixação óssea,
próteses e ‘stents’ (alargadores de artérias).
Atualmente, o processo mais comumpara obtenção do ácido lático
é a fermentação do amido de milho, nos Estados Unidos, e do açúcar
de beterraba, na Bélgica. No entanto, em ambos os casos, o custo de
produção ainda é muito alto.
A tecnologia brasileira se aproveita do rejeito das indústrias do lei-
te e da cana-de-açúcar. Enquanto o soro do leite já contém ácido láti-
co, o melaço da cana precisa ser metabolizado por bactérias específi-
cas adicionadas pelos pesquisadores, em processo muito mais barato
do que os dos concorrentes americanos e belgas.
— O interesse industrial em aperfeiçoar esse processo é enorme
porque disso depende a substituição dos atuais polímeros derivados
do petróleo, que é uma fonte não renovável e de difícil degradação no
ambiente — diz o pesquisador Jonas Contiero, que lidera a equipe de
cientistas, à Agência Fapesp.
Oprincipal desafio enfrentado pelos pesquisadores é reduzir os re-
síduos, sobretudo o gesso (sulfato de cálcio), que são gerados durante
a obtenção do ácido lático.
DOMINGOS PEIXOTO/ 13-6-2011
Cana. O rejeito da produção é a
matéria-prima para o novo plástico
Eureca!
O Brasil domina a tecnologia para mover
um satélite em órbita e corrigir seu posicio-
namento. Um subsistema de propulsão
movido a hidrazina (derivado do petróleo)
foi desenvolvido pelos especialistas do Ins-
tituto Nacional de Pesquisas Espaciais (In-
pe).
A previsão do Ministério de Ciência, Tecno-
logia e Inovação é que o aparato seja usado
no satélite de observação Amazônia 1, com
lançamento em 2013.
O país passou a ser independente para cri-
ar mecanismos usados na orientação de fo-
guetes quando ultrapassam a atmosfera,
mas está longe da autossuficiência. Esti-
mativas indicam que a indústria brasileira
produz menos de 60% dos equipamentos
de satélites.
CIÊNCIA BRASILEIRA EM ÓRBITA
ESA/12-4-2012
Espaço. Inpe
desenvolve
no país um
sistema para
reposicionar
satélites em
órbita
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TESOURO NO
MEIO DA SELVA
A
primeira recomendação que um
pesquisador recebe ao ingressar
na equipe do Centro de Biotecno-
logia da Amazônia (CBA) é ficar
de boca fechada. Para explorar
economicamente umdos maiores
santuários de vida selvagem do planeta, um
dos cuidados básicos é assinar acordos de
confidencialidade comos parceiros privados.
Emocasiões especiais, no entanto, a regra po-
de ser quebrada. A clonagem do curauá —
uma planta amazônica da família das bromé-
lias, cujo fruto se parece muito com um aba-
caxi emminiatura —foi uma dessas ocasiões.
Amargo demais para virar suco, o curauá en-
trou no radar dos pesquisadores após a des-
coberta do potencial econômico das fibras de
sua folhas. Além de servir para revestimento
de colchões e forro de carros, as folhas do cu-
rauá podementrar na cadeia produtiva de ce-
lulares e equipamentos eletrônicos em subs-
tituição à fibra de vidro.
Nada mais simbólico do que um abacaxi
para ilustrar o esforço do país na busca por
um novo ciclo de desenvolvimento econômi-
copara a Amazônia —uma regiãoque temno
desmatamento o maior inimigo. O Brasil é o
país coma maior biodiversidade do mundo e
a região amazônica abriga muitos de seus te-
souros biológicos. Há 85 mil espécies descri-
tas (43% do total do país). E isso representa
apenas uma pequena parte do potencial esti-
mado para a região. Aflora, a fauna, os fungos
e os micro-organismos da floresta são vistos
como matéria-prima para a produção de re-
médios e alimentos. Só que toda essa riqueza
não valerá nada, caso não seja estudada pela
ciência. E está aí uma das dificuldades crôni-
cas da região. A Amazônia ocupa 61% do ter-
ritório nacional, mas absorve apenas 4% dos
doutores e grupos de pesquisa do país.
— São formiguinhas contra um gigante.
Existe pesquisa de qualidade, mas não há es-
cala para o desafio econômico e as oportuni-
dades que a região representa para o país —
lamenta o pesquisador Ulisses Galatti, do
Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém.
Só que transformar pesquisa em dinheiro
e tirar a Amazônia do limbo científico não são
tarefas fáceis. É necessário conciliar interes-
ses muitas vezes conflitantes. Os cientistas
estão empenhados em superar a fronteira do
conhecimento. Os empresários apostam na
biodiversidade como fonte de lucros. E as co-
munidades locais dependem da natureza pa-
ra sobreviver. São interesses que envolvemci-
fras atraentes. Só na última década, o Museu
Goeldi, instituiçãovinculada aoMinistérioda
Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), des-
creveu 130 novas espécies, entre plantas, ani-
mais e fungos.
Emmenos de umquilômetro quadrado da
Floresta Amazônica há mais espécies de
plantas do que emtodos os países da Zona do
Euro. Uma única árvore, por exemplo, é habi-
tat de numerosos tipos de invertebrados, de
formigas a aranhas, passando por abelhas e
besouros.
Emnúmero de plantas descritas, a Amazô-
nia tem hoje catalogadas 60 mil espécies, o
que representa 12% das espécies do planeta.
E ainda há três mil espécies de peixes de água
doce, 849 de anfíbios, 540 de mamíferos,
1.700 de aves, 693 de répteis e 13 mil de fun-
gos. Além de ser de longe o bioma mais rico
do planeta Terra, a Amazônia é, ao mesmo
tempo, a floresta com o maior número de es-
pécies descritas. Só que, paradoxalmente, é
tambémonde se estima haver o maior núme-
ro de espécies a descobrir.
AAmazônia abriga a maior diversidade de vida do planeta e 12% das
espécies de plantas já descritas. Mas para a riqueza da floresta gerar lucro e
empregos sema destruição do meio ambiente é preciso intensificar a
pesquisa científica e facilitar as parcerias comempresas privadas
CHICOOTÁVIO
chico@oglobo.com.br
Estudos científicos. Pesquisadores catalogam a
biodiversidade da floresta em laboratório
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Insumo industrial. O curauá
pode substituir a fibra de vidro.
Fotos: Marcelo Carnaval
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Superar o desafio da biotecnologia
vai muito além da identificação de
novas espécies. É preciso isolar o
princípio ativo (a substância que
confere ação de interesse para a pro-
dução de fármacos, por exemplo) e
descobrir onde aplicá-lo. Criado em
2002, o Centro de Biotecnologia da
Amazônia (CBA) precisou de uma
década para clonar as mudas do cu-
rauá — etapa obrigatória para garan-
tir a produção em larga escala para a
indústria. Resta agora atrair parcerias
estratégicas. Ou seja, encontrar em-
presários que acreditemno potencial
da fibra amazônica e de outro, rastre-
ar comunidades locais dispostas a
plantar as mudas.
A imensidão territorial e as trans-
formações provocadas pela ação hu-
mana não bastam para explicar o
desconhecimento sobre o potencial
da biodiversidade amazônica. Estu-
dos sobre esse tesouro no meio da
selva, como o Censo da Biodiversida-
de, conduzido pelo Museu Paraense
Emílio Goeldi, estão apenas no co-
meço. A situação é agravada pela pe-
quena quantidade de pesquisadores
residentes na região, muitos deles
motivados por posições ideológicas
que se chocam com a ideia de explo-
rar comercialmente o patrimônio ge-
nético nacional.
No ano em que o CBA foi inaugu-
rado, em Manaus, o mercado inter-
nacional de produtos biotecnológi-
cos movimentou US$ 780 bilhões. De
olho nesse mercado o projeto saiu do
papel para ser um centro de excelên-
cia na Amazônia. Visto como umpro-
jeto estratégico, a meta era aboca-
nhar uma parcela dos negócios mun-
do afora. Pesquisas começaram a ser
desenvolvidas nos laboratórios mon-
tados para explorar o potencial da
floresta. Só que, nesses dez anos, os
projetos ambiciosos minguaram, a
ponto de a instituição ter corrido ris-
co de virar um elefante branco.
Nenhuma patente foi registrada e
o centro não tem personalidade jurí-
dica própria, o que o impede de con-
tratar cientistas diretamente. E pior:
os recursos do CBA são originários
somente dos impostos pagos pelas
600 empresas da Zona Franca de Ma-
naus (Suframa).
Para evitar a paralisia, driblar a
burocracia e impedir que o CBA vi-
rasse de fato um elefante branco, a
saída foi se aproximar do setor priva-
do e se submeter as regras de merca-
do. O sigilo passou a ser exigido nas
pesquisas em andamento e as equi-
pes de cientistas mudaram a dinâmi-
ca de trabalho. Agora, elas atuam
apenas numa das etapas do desen-
volvimento do projeto.
— Inicialmente, os colegas reagi-
rammal à ideia de trabalhar emlinha
de montagem. O Brasil não tem essa
experiência. Os cientistas sempre fo-
ram vinculados à academia. Mas fo-
mos obrigados a cortar esse vínculo.
Não fazemos mais pesquisa básica —
analisa o farmacêutico José Augusto
Cabral, coordenador de Produtos Na-
turais da instituição. — Quem plane-
ja fazer um mestrado ou mesmo um
doutorado, tem que procurar outro
lugar para trabalhar.
Regras de mercado
Os parceiros privados hoje respon-
dem por 72% do orçamento do CBA,
que é de R$ 102 milhões. E como to-
dos trabalhamnuma espécie de linha
de produção, os 64 cientistas do CBA
estão espalhados pelos 16 laboratóri-
os do centro e envolvidos emdiferen-
tes projetos, dos fitoterápicos aos bi-
oterápicos, passando por sais, açúca-
res e corantes. Aregra do silêncio não
pode ser quebrada jamais. O centro é
o fiel depositário do patrimônio ge-
nético conferido pelo Conselho Ges-
tor do Patrimônio Genético Nacional
(CGEN).
Só que para explorar o patrimônio
genético amazônico é preciso contar
com o apoio logístico das comunida-
des ribeirinhas. São elas que garan-
tem a produção em escala industrial.
Algumas experiências bem-sucedi-
das indicam que a parceria entre os
cientistas, os empresários e as comu-
nidades é possível. É o caso do muni-
cípio de Eirunepé, na região do Alto
Juruá, a 1.700 quilômetros de Ma-
naus. Há dez anos, os 320 moradores
da Vila União, nessa cidade ribeiri-
nha, fornecem açúcar mascavo para
a Coca-Cola. O insumo é um dos
componentes do refrigerante. A em-
presa garante, anualmente, a compra
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Onça preta. Um símbolo
da biodiversidade
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de 700 toneladas de açúcar, que são
extraídas dos canaviais da região.
—Aempresa nos dá a garantia mí-
nima de sobrevivência. O excedente
podemos vender para qualquer ou-
tro interessado — comemora José
Geildo do Nascimento, de 35 anos,
presidente da Cooperativa Agroex-
trativista da Vila União.
No entanto, a parceria entre Eiru-
nepé e o setor privado é exceção e
não regra. Os estudos sobre a valora-
ção da floresta ainda estão engati-
nhando e precisamincluir o potenci-
al madeireiro e de serviço ambien-
tais. Isso significa a inclusão da pro-
teção dos mananciais, a polinização,
a dispersão de sementes e os poten-
ciais turístico e biotecnológico.
— É muito trabalhoso organizar
toda a informação ainda dispersa.
Ainda mais que nem sabemos di-
mensionar direito o potencial de ou-
tros biomas até mais conhecidos, co-
mo a Mata Atlântica e o Cerrado —
admite Galatti.
Escassez de livros
Apesar de sermos o país coma maior
biodiversidade do mundo, boa parte
desse conhecimento está nas mãos
de estrangeiros. Umdos principais li-
vros sobre a flora da região foi escrito
por um botânico alemão no século
XIX. Os estudos de Carl Friedrich
Philipp von Martius ainda são consi-
derados uma referência. Ele catalo-
gou, na época, 22.700 espécies de
plantas. Os estudos avançarame hoje
se sabe que o Brasil detém12%de to-
do o patrimônio de plantas do mun-
do. O acervo de espécies de plantas
catalogadas é de 60 mil, mas ainda
não representa a totalidade da rique-
za florestal brasileira. Conhecer em
detalhes o bioma amazônico é, se-
gundo especialistas, condição pri-
mordial para preservá-lo.
Um estudo publicado recente-
mente pela revista americana“Scien-
ce” apontou que a lista de animais
em extinção na Amazônia deve con-
tinuar a crescer. Até 2050, segundo
previsões da revista, de 80% a 90%
das espécies de mamíferos, aves e an-
fíbios que vivem em regiões desma-
tadas da floresta poderão entrar na
lista de extinção.
60 mil
ESPÉCIES de plantas catalogadas
no país conferem ao Brasil o título de
campeão mundial de diversidade vegetal.
Os estudos sobre as florestas ainda
estão começando e a Amazônia, em
particular, tem o maior número de
espécies pesquisadas e, simultaneamente,
o maior número de espécies ainda
não descritas.
8,7 mi
PROJEÇÃO de espécies catalogadas no
mundo. Hoje os cientistas classificaram
somente 1,5 milhão de espécies. Entre os
especialistas, o Brasil é considerado o país
de maior biodiversidade do planeta. Apro-
ximadamente 20% das espécies conheci-
das no mundo estão aqui. É bastante
divulgado o potencial terapêutico das
plantas da Amazônia.
160 mil
PAÍSES já ratificaram a Convenção da
Diversidade Biológica, inclusive o Brasil.
Esse é o primeiro instrumento legal
da ONU criado para assegurar a conserva-
ção e o uso sustentável dos recursos
naturais. O potencial da biodiversidade
brasileira é tão grande que já foi compara-
do, recentemente, ao do pré-sal pela minis-
tra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
Cabe a um brasileiro, Braulio Dias, o cargo
de secretário-executivo da CBD. Pela lei
brasileira, as empresas que exploram a
biodiversidade são obrigadas a repartir os
lucros oriundos da exploração com a
população ribeirinha.
DIVERSIDADE
DECIFRADA
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FUTURO
INCERTO
Enquanto projetos como o Centro de Biotec-
nologia da Amazônia (CBA) ainda engati-
nham, adiando para um futuro incerto o co-
meço de um novo ciclo de desenvolvimento
econômico da região, o estado do Amazonas
continua dependente da Zona Franca de Ma-
naus. Sozinha, essa área de livre comércio e
comincentivos fiscais especiais responde por
93%dos impostos arrecadados noestado. São
tributos pagos basicamente por industrias de
montagem, que pouco ou quase nada contri-
buem para o aprimoramento do conheci-
mento científico da região. É uma combina-
ção que guarda uma contradição intrínseca:
ao mesmo tempo em que inibe o surgimento
de outras opções econômicas, a Zona Franca
ajudou parcialmente a conter a migração
descontrolada para Manaus, capital de um
dos estados com a maior taxa de população
urbana do país.
De carro oude barco, não é preciso se afas-
tar muito do centro de Manaus para adentrar
a mata. A preservação das áreas verdes em
torno da capital é constatada pelo próprio
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia
(INPA), que, há 40 anos, monitora o bioma
amazônico. Nessas quatro décadas, o órgão
não encontrou alterações significativas nos
sistemas naturais em torno da capital. Uma
dessas áreas preservadas é a Reserva Adolp-
ho Ducke, com10 mil metros quadrados e ge-
rida pelo INPA. A reserva fica próxima ao Ae-
roportoInternacional EduardoGomes. Ainda
assim, ecologistas e ambientalistas não es-
condem suas preocupações.
— Não vejo salvação. Manaus é uma bom-
ba, uma cidade prestes a explodir. Cada vez
que o governo prorroga os benefícios fiscais
da Zona Franca, Manaus incha ainda mais. É
uma cidade artificial. Se a ideia era preservar
a floresta, teria sido melhor não ter coloniza-
do a região — critica a bióloga paulista Flávia
Costa, do Departamento de Ecologia do IN-
PA, que mora na cidade há seis anos.
No período das chuvas, comunidades in-
teiras da Região Norte costumam ficar isola-
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das. É o que ocorreu em abril último. A cheia
dos Rios Negro e Solimões deixou 3,5 mil fa-
mílias desabrigadas.
— Esse lugar parece amaldiçoado. Luz, só
mesmo dos vaga-lumes que voampor aqui —
pragueja o ribeirinho Paulo Augusto de Sou-
za Monteiro, de 73 anos.
A palafita onde Paulo Augusto mora, na
comunidade de São Lázaro II, na Ilha de
Manchataria, no município de Iranduba (a 27
quilômetros de Manaus), foi praticamente
engolida pelas chuvas. Mesmo assim, ele não
arredou o pé, com medo de eventuais saque-
adores. Ele dormia num espaço exíguo, de
menos de ummetro de altura, que a água não
invadiu. Todo o resto da casa ficou submerso.
Seumaior temor era à noite, quando as ondas
provocadas pelos barcos que passavam eram
tão grandes, que seu medo era ser engolido
por uma delas.
— Há cinco anos não há um ano normal
no estado do Amazonas. Ouhá seca severa ou
chuvas torrenciais. Não se sabe no que isso
vai dar — alerta a bióloga Flávia Costa.
Aexpansão urbana de Manaus nunca che-
gou a ser uma preocupação das autoridades
locais. É que seu crescimento vinha sendo
contido pela Reserva Adolpho Ducke e por
um campo de instrução do Exército. Só que,
em outubro passado, foi inaugurada uma
ponte sobre o Rio Negro. Cidades até então
isoladas de Manaus — o acesso
era exclusivo por barcos —pas-
saram a ficar conectadas. É o
caso de Iranduba, primeiro
município depois da ponte,
também conhecida como a
Mesopotâmia amazonense, de-
vido à fertilidade de suas terras.
A nova frente de expansão
aberta coma ponte está mostrando que o pa-
ís não aprendeu a lição com as experiências
do passado. O prefeito de Iranduba, Raimun-
do Nonato Lopes (PMDB), delegado e ex-se-
cretário de Segurança do Amazonas, disse
que, desde a inauguração da ponte, já enfren-
tou 30 tentativas de invasão de terra no muni-
cípio. Uma delas, lembra, chegou a mobilizar
3 mil pessoas e provocou a devastação de
uma área de 38 hectares, no bairro Ouro Ver-
de, em Manaus.
— Tem até vereador metido no meio. Se
baixarmos a guarda, ninguém segura mais as
invasões — admite o prefeito.
A ponte provocou também a
explosão nos preços dos imó-
veis. Se há quatro anos um ter-
reno na entrada da cidade era
negociado a R$ 90 mil, depois
da inuaguração ponte uma pro-
priedade comas mesmas carac-
terísticas está sendo oferecida
por R$ 1 milhão. O preço salga-
do não afugentou, por exemplo, o único inte-
ressado: um empresário do setor varejista.
Os perigos da falta de alternativas econô-
mica para a região redobram os desafios da
biotecnologia — talvez a única saída possível
para desafogar a capital amazonense.
Morador ilhado. O ribeirinho Paulo
Augusto não abandona a casa
invadida pelas águas da chuva com
medo de saqueadores.
FOTOS: MARCELO CARNAVAL
EMEBULIÇÃO
NÃO VEJO SALVAÇÃO.
MANAUS É UMA BOMBA,
UMA CIDADE PRESTES
A EXPLODIR
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O verdadeiro
mundo perdido
Inspiração do livro de Conan Doyle e cenário de animação da
Disney, Monte Roraima reina como a mais enigmática, diferente
e remota montanha do Brasil. Viagem exige bom preparo físico,
coragem e respeito pelo meio ambiente. Recompensa é imersão
num lugar onde o tempo não passa e a natureza se reinventa
S
e existe um lugar na América do Sul
onde é possível ter aquela sensação
de estar emoutro planeta, este lugar
é o Monte Roraima. Suas formações
geológicas enigmáticas e imprová-
veis, transformadas ao longo de mi-
lhões de anos, fazem de seu imenso platô seu
grande diferencial. Situado em um dos pon-
tos mais inóspitos da Amazônia, na tríplice
divisa entre Brasil, Venezuela e Guiana, a
montanha em formato de mesa
(tepui) tem cerca de 31km2 de
área e é cercada por selvas virgens
e pela savana do Parque Nacional
do Canaíma, nomeado Patrimô-
nio Histórico da Humanidade pe-
la Unesco.
Com altitude de 2.734m, o Ro-
raima ocupa a sétima colocação
no ranking dos picos mais altos do
Brasil, segundo o Instituto Brasi-
leiro de Geografia e Estatística (IB-
GE). Mas os maiores atrativos da montanha
não estão relacionados à sua altura, mas sim
ao que se vê lá em cima. As misteriosas figu-
ras rochosas que formam silhuetas de ani-
mais e dinossauros, as quedas d’água que
despencamde suas encostas e as diversas es-
pécies exóticas da fauna e da flora são as ver-
dadeiras vedetes deste eco destino. Não por
acaso a montanha motivou o escritor Arthur
Conan Doyle a escrever a célebre obra “O
Mundo Perdido” (1912), que, por sua vez, ins-
piroua criação do filme “OParque dos Dinos-
sauros”, dirigido por Steven Spielberg. No ci-
nema, o monte virou tambémumtipo de “lo-
cação digital” para “UP! Altas aventuras”, ani-
mação da Disney-Pixar.
Conhecer o topo do Roraima não é apenas
umdesafio esportivo. É tambémuma oportu-
nidade de se desconectar completamente da
vida urbana, fazer uma imersão na natureza,
viver situações extremas e promover o auto-
conhecimento. Mas chegar ao to-
po desta montanha —onde vivem
plantas carnívoras e sapos pretos
endêmicos (Oreophrynella Quel-
chii) do tamanho de uma unha —
não é tão simples assim. É preciso
estar em forma, disposto a enfren-
tar variações climáticas e longos
dias de viagem. Além de levar os
equipamentos corretos e contar
como auxílio de empresa especia-
lizada para ajudar emtoda a logís-
tica — que inclui transporte, autorização de
acesso ao parque, carregadores, guias, cozi-
nheiros e barracas.
O ponto de partida dos brasileiros é pela
cidade de Boa Vista, capital de Roraima, no
extremo Norte do Brasil. Como a subida por
trekking é apenas possível pelo lado venezue-
lano, é preciso sair de carro até a cidade Santa
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RAFAEL DUARTE
RAFAEL DUARTE
ciencia@oglobo.com.br
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Elena de Uairén, na Venezuela, onde os gru-
pos — que podem variar de cinco a 12 pesso-
as — fazem a troca por veículos 4x4 para en-
trar no parque em direção à aldeia indígena
de Paraitepuy, de onde se inicia a caminhada
rumo à montanha. A partir dali, são três dias
até o topo.
Apesar de ainda ser considerada uma joia
amazônica praticamente intocada, o aumen-
to desordenado de visitantes à montanha e a
falta de umcontrole mais rigoroso podemser
uma ameaça àquele ecossistema em um mé-
dio prazo. Emexpedição de nove dias realiza-
da no ano passado, a equipe
Miramundos constatou algu-
mas vulnerabilidades ambi-
entais, tais como lixo nas tri-
lhas, a ação de guias venezu-
elanos clandestinos, quei-
madas na Gran Sabana, pi-
chações nas pedras, infra-
ções ao controle de fluxo de
turistas e o não cumprimento de regras do
parque. Orecomendável é que o viajante pro-
cure uma agência especializada que tome to-
das as medidas necessárias para não causar
impactos ao meio ambiente. Entre as princi-
pais medidas adotadas está a coleta de lixo e
excrementos humanos para que sejamarma-
zenados e descartados de maneira correta no
fim da jornada, na cidade mais próxima, evi-
tando assim a contaminação nos rios, que
têm águas limpas e potáveis.
Do alto do platô, as recompensas são as
vistas deslumbrantes e a sensação de liberda-
de. Nada como estar longe da “civilização”
sem telefone e nem internet por alguns dias
para se dar conta dos detalhes do nosso coti-
diano, que se perdem na correria do dia-a-
dia. Entre os principais locais de visitação do
topo, estão o Vale dos Cristais —que concen-
tra uma quantidade grande de exemplares de
quartzo — poções naturais chamados de “ja-
cuzzis”, o Fosso, o Vale das Figuras, o Lago
Gladys e a Proa — este último considerado o
lugar mais inóspito do monte, localizado no
extremo norte, onde só é
possível chegar como uso de
cordas e técnicas de escalada
e rapel.
Uma vez bem preparado e
munido de todas as informa-
ções e estrutura necessárias,
é chegada a hora de preparar
a cabeça para encarar todos
os “perrengues” da viagem, que vão de ata-
ques de mosquitos até tempestades. No topo
do Monte Roraima o tempo pode mudar a
qualquer momento, deixandoos viajantes ex-
postos aos mais variados tipos de clima. Na
bagagem, é preciso estar pronto para encarar
sol, chuva, vento e baixas temperaturas. O
grau de dificuldade do trekking varia de baixo
(na savana) para difícil (na subida) e médio
(no topo) — devido ao terreno acidentado e
ao peso das mochilas.
Rochas enigmáticas. As
formações rochosas do Vale das
Figuras (à esquerda) são um dos
atrativos de Monte Roraima, que tem
ainda platôs (acima), que chegam
a medir 31 quilômetros de extensão.
Fauna inclui um sapo menor do que o
tamanho de uma unha
DESAFIO
SUBIR O MONTE RORAIMA
EXIGE PREPARAÇÃO DO
CORPO E DA ALMA
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eio-dia é o horário de correria
em torno do Centro de Educa-
ção Unificada (CEU) do Jardim
Paulistano. Crianças e adoles-
centes se misturam, pais se
amontoam na porta e, aos pou-
cos, se formamfilas para ônibus e vans. É o tí-
pico movimento de alunos na escola. Em
meio ao formigueiro nos arredores do CEU,
na zona Oeste de São Paulo, um comboio de
bicicletas chama atenção. São jovens peda-
lando bicicletas de bambu. O comboio de
bambucicleta escolar começou há menos de
um mês. São Paulo está longe de ser uma “ci-
dade para pessoas”, como defende o arquiteto
dinamarquês Jan Gehl, que fez Copenhague
ser reconhecida no mundo por sua cultura da
bicicleta —a capital da Dinamarca, inclusive,
concorre ao título de melhor cidade do mun-
do para ciclistas, em2015. Oprojeto, batizado
de Escolas de Bicicletas, é da prefeitura. Uma
tentativa, ainda que isolada, de transformar o
meio urbano hostil, dominado pelos carros,
num lugar para pedestres e ciclistas.
O comboio da bambucicleta é formado
por grupos de 15 a 25 alunos e ele segue o
mesmo princípio de qualquer transporte de
estudantes, começando do aluno que mora
mais longe, até a casa mais próxima da esco-
la. A diferença é que, em vez de estarem fe-
chados em vans ou ônibus, os estudantes to-
mamas ruas emsuas magrelas que, de longe,
têm jeitão de bicicleta comum.
Carbono zero
Éde perto, no entanto, que a segunda novida-
de chama atenção, já que, no lugar do alumí-
nio, recurso não renovável cuja extração cau-
sa grande impacto no meio ambiente, o que
sustenta os jovens é o bambu. Em vez de
combustíveis fósseis, o que move as bikes é o
fôlego dos próprios alunos. O sistema só não
é carbono zero, se levarmos em conta o pul-
mão dos jovens. Mas o nível de emissão é ínfi-
mose comparadoa umônibus oumesmoum
carro, como ressaltou o coordenador da ONG
Transporte Ativo, referência na reivindicação
de políticas públicas para divulgação das bi-
cicletas, José Lobo:
— Esse tipo de transporte de bicicletas em
comboio é muito usado na Europa, porque
muitos pais não deixam os filhos irem para
casa pedalando sozinhos. Emgrupo, os ciclis-
tas ficam mais seguros. Além de chamarem
mais atenção dos carros. Internacionalmen-
te, o sistema tem o nome de bike bus, e não é
adotado apenas por escolas, mas também
por empresas. É ótimo que o movimento es-
teja começando no Brasil.
Oprojeto emSão Paulo vai distribuir 4,6 mil
bicicletas de bambu até o fim do ano, nos 45
CEUs da cidade, o que significa um investi-
mento de R$ 3 milhões. Dados da Associação
Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas,
Ciclomotores, Motonetas e Similares (Abraci-
clo) indicamque circulamno país 90 milhões
de bicicletas, o que dá ao Brasil o título de
quinto consumidor mundial no setor.
Ainda é umnúmero diminuto para resolver
os sérios problemas de engarrafamentos que
a capital paulista enfrenta, e até mesmo no
universo das escolas públicas do município.
Mas a esperança de especialistas é que o pilo-
to possa ser replicado em outros lugares, em-
bora na maior parte das cidades brasileiras a
infraestrutura urbana para circulação das bi-
cicletas não tenha acompanhado o aumento
do número de ciclistas.
No projeto paulista existe um monitor para
cada grupo de alunos, além de um curso de
preparação para os jovens aprenderem a se
equilibrar, sinalizar passagem para carros e
garantirema própria segurança. Isso semdei-
xar de lado o capacete, o espelho retrovisor e
a luz traseira, como manda o Código de Trân-
sito Brasileiro.
Segundo o coordenador do Escolas de Bici-
cleta, Daniel Guth, 15%das viagens feitas dia-
riamente de bicicletas pela cidade de São
Paulo já têmcomo destino final as escolas, se-
jam elas públicas ou privadas. O comboio é
usado, segundo ele, como forma bastante efi-
ciente de proteção.
MAGRELA DE
BAMBU
Milhares de alunos de escolas municipais
de São Paulo participamde umprojeto-piloto
que troca os ônibus pelos comboios de
bicicletas para o transporte escolar
CAMILA NOBREGA
camila.nobrega@oglobo.com.br
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BAMBUCICLETA
ECOPELADA
Cerca de 17% mais resistente que as de aço
e leve como as de alumínio, a bambucicleta
abre caminho para tornar as metrópoles mais
amigáveis. Por ser flexível, resistente a trepida-
ções e com uma durabilidade de 20 anos, as
bicicletas de bambu têm ainda a vantagem de
usar um insumo abundante na natureza, que não
requer fertilizantes no cultivo e ainda emite
oxigênio enquanto cresce. Não bastasse isso,
o bambu emprega mais de dois bilhões de
pessoas ao redor do mundo. A bambucicleta tem
alumínio só nas conexões do aro, nos pedais, no
câmbio e no assento. Os caules da planta entram
no lugar dos tubos de metal e são colados com
resina à base de mamona.
Simplicidade.
Alunos do Centro
de Educação
Unificado Jardim
Paulistano
pedalam na volta
para casa, sempre
em grupo
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O projeto foi idealizado em meados do ano
passado com o objetivo de resolver o trans-
porte de alunos que moram a poucos quilô-
metros das escolas e não têmdireito a ônibus
escolares, além de levar para os colégios pú-
blicos a função pedagógica das bikes.
— Os alunos aprendem a evitar rotas de
ônibus e declives intransponíveis, pois preci-
sam usar a bicicleta de acordo com a infraes-
trutura da cidade. Émais saudável, e uma for-
ma de educação ambiental — disse Daniel
Guth.
No projeto, o custo de cada bicicleta é de
cerca de R$ 400. Mas o baixo custo só foi pos-
sível pela montagemde uma escala industrial
especial para fabricação das bikes. Aprefeitu-
ra de São Paulo estabeleceu uma parceria
com o Instituto Parada Vital, uma ONG que
contratou 12 moradores do entorno do CEU
Jardim Paulistano, onde foi instalada a pe-
quena fábrica. Já para um usuário comum, a
bambucicleta, como é chamada por seu in-
ventor, o designer Flávio Deslandes, custa a
partir de R$ 1.500. Ela pode chegar a R$ 10
mil, dependendo da complexidade de mon-
tagemartesanal do modelo. Segundo Deslan-
des, a bicicleta usada pelas crianças tem três
marchas e seus caules de bambusão conecta-
dos num tubo pequeno de alumínio, para fa-
cilitar a produção rápida. Mas há modelos até
mais ecológicos —e mais caros —nos quais o
alumínio é substituído por uma fibra vegetal.
— Comecei a testar o bambu, porque faz
todo sentido usarmos materiais naturais na
fabricação de produtos como bicicletas. As de
alumínio ficam prontas mais depressa, mas
não entra na conta o impacto para o planeta.
O bambu existe em abundância no Brasil e
tem é carbono zero — salienta Deslandes.
Estudos recentes mostram que o argu-
mento do designer é correto. O país tem, se-
gundo a Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária (Embrapa), 18 milhões de hec-
tares de bambu só na região amazônica. São
florestas inteiras de uma planta que até pou-
co tempo era considerada uma praga, por se
alastrar com facilidade. O que o Brasil não
tem é a cultura do cultivo do bambu, o que
pode mudar coma lei 12. 484, ou Lei do Bam-
bu, que tornou política pública o incentivo ao
cultivo da planta, no final do ano passado.
Mas, embora o material seja promissor, a
produção de bicicletas de bambu em escala
no país hoje é muito pequena. O mesmo
acontece com outros materiais mais ecológi-
cos utilizados para a produção do artefato.
Entre eles está uma grande novidade que está
dando o que falar: uma bicicleta toda feita de
papelão. O projeto é do israelense Izhar Gaf-
ni, e, segundo ele, custa entre US$ 9 a US$ 12
para ser produzida. A única diferença seria a
resistência, já que o máximo de peso suporta-
do é de 140kg. Mas o preço enche os olhos, já
que a projeção para o mercado é de US$ 90.
Afalta de bicicletas ecológicas emlarga es-
cala não impede, porém. o incentivo para
ampliar o uso delas nas ruas do país, na pers-
pectiva da urbanista Cecília Herzog. Para ela,
a receita infalível para reduzir engarrafamen-
tos numa cidade não é abrir mais pistas para
carros, mas, ao contrário, tirar espaço deles e
facilitar a circulação de bicicletas.
—EmPequim, o único jeito de se locomo-
ver é em carros próprios ou táxis. Estão cons-
truindo o sétimo anel viário da cidade. Agora
perceberam que, quanto mais espaço abrem
para carros, pior o trânsito fica. Resolveram
fazer o inverso. Começaram a taxar cada vez
mais a produção de carros. Temos que mudar
o paradigma, literalmente não há saída. Nos-
sa cidade está parada — disse a urbanista,
que não usa automóvel próprio.
A urbanista lembrou, no entanto, que, di-
ferentemente de cidades europeias onde o
uso de bicicletas é maciço, a maior parte dos
municípios brasileiros ainda não teminfraes-
trutura que garanta segurança aos ciclistas.
— Não podemos simplesmente incentivar
comboios nas cidades, especialmente de cri-
anças, sempensarmos na segurança. Opoder
público precisa entrar com a melhoria da in-
fraestrutura, com ciclovias, ciclofaixas. No
Rio de Janeiro, por exemplo, a cultura da bici-
cleta está crescendo, e falta suporte. Ociclista
é completamente vulnerável.
Com ou sem infraestrutura, cariocas estão
indo às ruas acompanhados de suas magre-
las. Segundo a ONG Transporte Ativo, o nú-
mero de viagens de bicicleta registradas dia-
riamente na Região Metropolitana do Rio de
MAGRELA
DE BAMBU
ELIÁRIA ANDRADE
Bicicletário de bambu. Aluna usa capacete e
outros acessórios de segurança
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Janeiro é de 1,2 milhão, o que representa um
aumento de 84,9% em 10 anos.
Para mobilizar cada vez mais gente em
prol da causa, há vários movimentos eclo-
dindo na cidade. Entre eles, estão as bicicle-
tadas, que se baseiamna mesma ideia da pe-
dalada coletiva. Vários grupos promovembi-
cicletadas em grandes municípios brasilei-
ros, e geralmente os encontros são marcados
nas redes sociais. Há um site específico so-
bre o assunto, o bicicletada.org.
Aideia dos grupos é desenvolver a cultura
da bicicleta, para que cada vez mais gente
passe a usá-la como meio de transporte.
Mas, para os que ainda assim mantêm as
bikes guardadas em casa, com medo de en-
frentar as ruas, o pedido de socorro tem ou-
tros endereços. Um deles é o Bike Anjo, um
serviço que começou na Grande São Paulo e
hoje está disponível, gratuitamente (sim,
eles são voluntários na causa), em várias ci-
dades brasileiras. Aproposta é ajudar as pes-
soas a usarem a bicicleta nos caminhos que
mais se repetemno dia a dia. No site bikean-
jo.com.br, é possível solicitar um voluntário,
ou se oferecer para ajudar no movimento.
Mesmo que a magrela ainda não seja ecoló-
gica, já vale o esforço de, aos poucos, trocar
as quatro rodas por duas.
ELIÁRIA ANDRADE
Linha de produção.
Bicicletas são montadas por
moradores da comunidade,
no entorno da fábrica
Quando o
movimento Cycle
Chic tomou força,
as bicicletas com
estilo ficaram mais
concorridas do que
aquelas cheias
de tecnologia,
dignas de primeiro
lugar no Tour de
France. E para ficar
na moda, vale tudo
no mundo da
fashion bike:
estampas exclusivas,
couros especiais,
nome do dono
gravado, banco
em tiragem
limitadíssima, farol
retrô e até pele de
leopardo. A Animalier
da Dolce &
Gabbana, além de
reproduzir no aro da
bicicleta a pele do
animal, banhou o
acabamento com
ouro 24 quilates.
Preço: US$ 2.289. A
Hermés não ficou
para trás e, em
parceria com a
Batavus, da
Holanda, fabricou
uma bike com
banco de couro
costurado
manualmente, de
aço inoxidável
pintado de amarelo
e preto e três
marchas. A bicicleta
está sendo vendida
a US$ 3.500. As
pedaladas à Missoni
também fazem
bonito. O padrão
Chevron, aquele em
zigue-zague, foi
colocado nos aros.
Para manter a
qualidade, ela é
fabricada em
parceria com a
Target e foi
arrematada com
cestinha frontal e
bancos de couro
nas opções colorida
e preta e branca. A
Gucci que fez a sua
com "traços
femininos", segundo
Frida Giannini, a
estilista que se
aventurou no
mundo das
magrelas, dessa vez
as com duas rodas.
A estrutura é de
bronze e ela carrega
uma bolsa de couro
em matelassê na
roda traseira, tecido
que entra ainda no
banco e no guidão:
US$ 6.365. A onda
também chegou por
aqui. A marca
carioca Q-Guai
prepara uma toda
colorida, com cesta
de palha com tampa
e banco de couro
com um coração
rosa. Na Reserva+, o
grafite é quem deu
o diferencial nas
bicicletas
artesanais. Desde
que pedar entrou no
moda, as ruas
viraram uma
espécie de
passarela para
alguns ciclistas.
AUTOTRANSPORTE DE GRIFE
Pedalar entra na moda e bicicleta vira símbolo de status
DIVULGAÇÃO
Bike de dondoca.
Estampa de
leopardo na bike de
Dolce & Gabbana
LÍVIA BREVES
livia.breves@oglobo.com.br
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O Facebook, uma das redes sociais
mais populares do mundo,
divulgou na semana
passada o seu inventário
de emissões de gases de
efeito estufa. Foram 285
mil toneladas em 2011
ou cerca de 260 gramas
de CO2/mês para cada
usuário. O número é bem inferior ao do Google, por
exemplo, que no mesmo período emitiu 1,4 milhão
de toneladas de CO2. De acordo com o relatório, a
maior parte das emissões (72%) veio dos bancos de
dados instalados nos EUA. O Facebook também
revelou quais são as suas fontes de energia: carvão
(47%), energias renováveis (23%), gás (17%) e
energia nuclear (13%). A empresa assumiu
recentemente o compromisso de trabalhar para que
100% das suas atividades sejam abastecidas por
fontes renováveis. Um bom exemplo de
transparência e ousadia que deveria ser copiado.
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O CUSTO DOS LIXÕES
Tudo indica que os lixões, símbolo de subdesenvolvimento, devem mesmo
acabar até 2014, pelo menos no Rio. O custo da sua existência foi altíssimo,
mas o preço para desativá-los também não será baixo
A
té 2010, apenas 28 municípios do Estado
do Rio, 12% do total, enviavam o seu lixo
urbano para aterros sanitários. Os outros
88% ou mais de 14 mil toneladas/dia eram
jogados em lixões, aterros controlados ou
vazadouros clandestinos. O custo social e
ambiental deste descaso é incalculável, foramtonela-
das de chorume e de gás metano lançados diaria-
mente nos rios, na Baía de Guanabara e na atmosfera.
Semfalar no trabalho degradante dos catadores e dos
efeitos para a saúde. Mas o cenário vem mudando.
De acordo com a Secretaria estadual de Meio Am-
biente, devemos fechar o ano de 2012 com mais de
90% dos nossos resíduos sendo tratados adequada-
mente. Principalmente depois da inauguração do
Central de Tratamento de Resíduos de Seropédica,
que vai receber a maior parte das 16.200 toneladas de
lixo que são geradas todos os dias no estado.
Mas isso não é de graça. Longe disso. Do ponto de
vista econômico, jogar lixo num terreno qualquer,
semse preocupar como tratamento, é umbomnegó-
cio para ummauprefeito. Ele precisa arcar como cus-
to de um caminhão para transportar, um trator para
espalhar o lixo e pronto. Essa conta, na maioria das
vezes, não passa de R$ 5 a tonelada. Contra alguma
coisa entre R$ 40 e R$ 50 por tonelada num aterro sa-
nitário que cumpra todas as exigências legais.
Numa conta rápida, são mais de R$ 700 mil diários
que os prefeitos terão que acrescentar aos seus de-
sembolsos. Mais de R$ 250 milhões/ano. É como se
fosse feito um Maracanã a cada quatro anos. Quem
vai pagar a conta? A coordenadora de Resíduos Sóli-
dos da Secretaria de Meio Ambiente da capital, Clau-
dia Froes, garante que o custo não será repassado pa-
ra o consumidor. Será absorvido pelo orçamento ou
bancado com parcerias público-privadas.
Já o secretário de Ambiente do Estado, Carlos
Minc, ofereceu um incentivo às prefeituras do interi-
or: a compra do lixo tratado. Umrepasse de R$ 20 por
tonelada por três anos. Além do ICMS Verde, que
transfere recursos para os municípios ambientalmen-
te mais engajados. E depois de três anos? Não impor-
ta. Já passou da hora de prefeitos e eleitores se consci-
entizarem de que investir em saneamento, recolher e
tratar o esgoto, reciclar e destinar o lixo corretamente,
ter água de qualidade, são medidas básicas. Elas não
são um luxo. Apenas um primeiro degrau para um
povo se considerar civilizado.
“Se você é jovem, as mudanças no
climae outros danos ambientais
causados pelo homemserão
fatores importantes nasuavida”
Jeffrey D. Sachs
ECONOMISTA
EXEMPLO A SER SEGUIDO
aFaçasuaparte
A reciclagem de garrafas PET cresceu 4,25% em 2011,
chegando a 57,1% de tudo que é produzido. Os dados
são da Associação Brasileira da Indústria do PET e
colocam o país na liderança mundial do setor. Cerca
de 40% da matéria-prima foram absorvidas pela
indústria têxtil. Embalagens e químicos ficaram, cada
um, com 18%. O faturamento no ano foi de R$ 1,2 bi.
R$1,2bi
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SEM VAZAMENTO DE CHORUME E SEM EMISSÕES
Inaugurado em abril do ano passado, a Central de Tratamento de Resíduos (CTR), em Seropédica, vem recebendo há dois meses as quase dez mil toneladas
de lixo geradas diariamente no Rio. Entre as tecnologias empregadas na CTR está uma tripla camada de impermeabilização do solo, feita com mantas de
polietileno de alta densidade, conhecidas como “pead”. O enorme tapete recebe sensores ligados a um software que alerta para eventuais vazamentos de
chorume, o líquido tóxico proveniente da decomposição do lixo. O gás metano está sendo armazenado e será transformado em uma nova fonte de energia.
A vida útil do atual espaço é de 17 anos. E aí começa um novo desafio. O aterro de Gramacho funcionou exatamente o dobro do tempo: 34 anos.
ÂNGELO ANTÔNIO DUARTE
Atletas do mundo todo estão
suando, literalmente, a camisa
para pendurar uma delas no
peito. Mas, se dependesse de
alguns ambientalistas
britânicos, a atual versão das
medalhas olímpicas ficaria bem
longe do pódio. O motivo é a
empresa Rio Tinto, uma das
patrocinadoras do evento e
fornecedora das medalhas. Os
manifestantes criaram até um
slogan: “Não deixe Rio Tinto
manchar os Jogos Olímpicos”.
Eles acusam a mineradora de
poluir a água e o ar em suas
operações ao redor do mundo.
De acordo o jornal “The
Guardian”, a empresa forneceu
oito toneladas de ouro, prata e
bronze para fazer 4,7 mil
medalhas para os Jogos
Olímpicos e Paraolímpicos de
Londres. Outros patrocinadores,
como a Dow Chemical e a BP,
também são alvo de críticas.
Medalhas insustentáveis
Está para chegar à Câmara de
Vereadores do Rio um projeto
de lei do Executivo que isenta
do pagamento de IPTU
empresas de beneficiamento de
reciclado que se instalarem na
cidade. Atualmente, o Rio conta
com apenas duas fábricas que
fazem esse tipo de serviço, uma
para vidros e outra para as
embalagens de PET. Latas,
papeis e outros materiais são
enviados para outros estados, o
que torna a operação cara. O Rio
recicla menos de 1% do lixo
gerado, número inferior à média
nacional. O Plano de Gestão de
Resíduos, publicado semana
passada, prevê que esses valores
cheguem a 5% no final de 2013 e
ambiciosos 25% em 2016. O
próximo passo é a isenção de
ISS, mas isso ainda está sendo
estudado.
Incentivo à reciclagem
Há alguns meses, a União
Europeia decidiu que todas as
companhias aéreas chegando
ou partindo dos aeroportos da
Europa terão, a partir de 2013,
que compensar as suas
emissões de gases de efeito
estufa. A medida, polêmica, vem
causando reações em todo o
mundo. Há dois meses, o
governo chinês chegou a
ameaçar as companhias aéreas
europeias de retaliação. Na
semana passada, 16 países,
entre eles Brasil, China e EUA,
fecharam uma posição contrária
às medidas da União Europeia.
Num comunicado oficial, eles
garantiram, no entanto, que vão
continuar trabalhando junto à
Organização Internacional de
Aviação Civil para encontrar
uma solução para as enormes
emissões do setor.
Poluição turbinada
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DILEMA JAPONÊS
Tóquio. Uma megalópole
em busca de energia
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A
tragédia de Fukushima ti-
rou cem mil pessoas de
suas casas e deixou uma
zona de exclusão em tor-
no dos reatores onde não
existe futuro à vista. Ainda
não há consenso sobre a dimensão
dos efeitos da radiação que escapou
da usina, nocauteada por uma tsuna-
mi minutos depois do terremoto de
11 de março de 2011. Mas uma das
heranças de Fukushima é clara: a
crença na segurança da energia nu-
clear — raramente contestada pelos
japoneses ao longo das últimas déca-
das — foi tragada pela onda. O Japão
enfrenta hoje um desafio acompa-
nhado com atenção pelo mundo. É
possível encontrar alternativas à
energia nuclear sem apelar para os
combustíveis fósseis que afetam o
meio ambiente? O debate dividiu
uma nação que, após sofrer a destrui-
ção do poder atômico como arma
militar, transformou o uso pacífico da
energia nuclear num dos pilares do
seu desenvolvimento econômico.
A complexa encruzilhada japone-
sa tem um impacto profundo sobre a
terceira maior economia do planeta e
marca o início de uma nova era. An-
tes da tsunami, o Japão estava decidi-
do a aumentar a quantidade de usi-
nas nucleares, responsáveis por 30%
da energia gerada no país. O plano
era chegar a 50%, construindo pelo
menos 14 novos reatores nas próxi-
mas décadas. Depois de Fukushima,
o governo se viu diante da necessida-
de de olhar para o lado oposto. Um a
um, os 54 reatores do país foram sen-
do desligados. O Japão chegou a ficar
sem fonte nuclear, até o religamento
de uma das usinas há um mês.
Os próximos meses
serão cruciais para o
Japão. País precisa decidir
qual caminho adotará
na sua política energética.
Adúvida é saber se
vai conseguir evitar
a energia fóssil
PHOTONONSTOP
CLAUDIA SARMENTO
Correspondente, emTóquio
ciencia@oglobo.com.br
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A interrupção é temporária, mas vol-
tar ao patamar pré-Fukushima,
quando havia uma confiança cega
nos reatores, parece uma missão pra-
ticamente impossível. Como definiu
recentemente a revista “The Econo-
mist”, “omomentoé históricoe carac-
teriza a morte de uma paixão”. Os
próximos meses, portanto, serão cru-
ciais para a definição da política
energética japonesa.
O governo teme o colapso no for-
necimento de eletricidade durante
este verão do Hemisfério Norte. En-
quanto as indústrias, por sua vez,
alertam para as consequências do
aumento exponencial das contas de
luz, o que pode aprofundar ainda
mais a crise de uma economia que
enfrenta vizinhos asiáticos cada vez
mais competitivos. E há ainda uma
grande parte da população que mu-
dou de lado. Os japoneses, que sem-
pre permaneceram calados e indife-
rentes diante da expansão das usinas
nucleares, saíram às ruas para levan-
tar a voz contra o perigo da contami-
nação num solo instável.
Mais de sete milhões de pessoas já
assinaram um manifesto contra a
volta das usinas, nummovimento en-
cabeçado, entre outras personalida-
des, pelo escritor Kenzaburo Oe, ga-
nhador do Nobel de Literatura.
— Estou convencido de que a úni-
ca maneira de preservar a vida huma-
na é longe do poder nuclear —afirma
Oe, que sempre participou de mani-
festações contra as armas nucleares
e, desde Fukushima, voltou seu foco
para a falta de segurança das usinas.
O lobby nuclear ganhou o primei-
ro capítulo da batalha com a recente
decisão do primeiro-ministro Yoshi-
hiko Noda de reativar os reatores de
Ohi, no Oeste do Japão. A discussão,
porém, está bem longe de ser encer-
rada. O país é pobre em recursos na-
turais e as energias solar, eólica e geo-
térmica não são opção viável lá. Jun-
tas, essas fontes alternativas respon-
dem por apenas 1,6% do abasteci-
mento do país, o que significa umdos
menores percentuais entre as nações
industrializadas do mundo.
O fechamento das usinas nuclea-
res levou, consequentemente, ao au-
mento da importação de combustí-
veis fósseis, que, além de pressiona-
rem a economia japonesa, são alta-
mente poluentes. A importação aca-
bou gerando um custo extra de US$
100 milhões por dia.
O meio ambiente está pagando o
preço. Antes da tragédia do 11 de
março, o Japão havia se comprometi-
do a reduzir suas emissões de carbo-
no, mas as metas antipoluição estão
comprometidas. Estudo do Ministé-
rio do Meio Ambiente prevê um au-
mentode 15%na emissãode gases do
efeito estufa este ano em relação a
1990, quando foram estabelecidas as
bases da redução no Protocolo de Ki-
oto. O acordo aprovado na conferên-
cia da ONU sobre o clima de Cope-
nhague, em 2009, previa cortes de
25% nos gases poluentes até 2020.
— O Japão pode estar cometendo
suicídio em massa se não religar to-
das as usinas nucleares. Não pode-
mos voltar para uma vida que depen-
de da luz de velas —disse o deputado
governista Yoshito Sengoku à im-
prensa japonesa, em defesa da ener-
gia nuclear como a única solução a
curto prazo para a natureza e a eco-
nomia japonesas.
Limites à vista
Yoshihiko Noda já se comprometeu a
reduzir a dependência da energia nu-
clear no futuro, limitando o tempo de
vida dos reatores a 40 anos. Até 2030,
o plano é diminuir o percentual de
energia nuclear para 15%, mas como
garantir essa meta na prática ainda é
uma incógnita. Apesar de dominar as
tecnologias verdes, o Japão enfrenta
uma série de obstáculos à exploração
de recursos sustentáveis.
— O mercado de energia solar tem
potencial para se expandir no Japão,
mas há limites. É simples: o Japão é
um país montanhoso e a maior parte
das áreas planas é ocupada por resi-
dências. É difícil encontrar locais ide-
ais para instalar painéis solares em
grande escala — explica Keisuke Mu-
rakami, diretor da Divisão de Energia
Renovável, um organismo do gover-
no japonês.
A virada em direção às energias
limpas é lenta, mas alguns passos já
foram dados. Em julho, entra em vi-
gor o chamado mecanismo feed-in: o
governosubsidia a produçãode ener-
gias renováveis e as distribuidoras
passam a comprar eletricidade que
vem do sol, do vento, da biomassa e
de fontes geotérmicas a um preço fi-
xo (e alto) garantido por contrato du-
rante 20 anos.
O custo pode ser repassado aos
consumidores. O projeto já funcio-
nouempaíses comoa Alemanha, vis-
ta como umexemplo a ser seguido. O
acidente de Fukushima levou o go-
verno alemão a acelerar seu plano de
desativar todos os seus reatores até
2020, dirigindo seus esforços para o
desenvolvimento da energia verde.
— Não se pode mais depender de
combustíveis fósseis quando o barril
do petróleo está custando mais de
US$ 124. Écrucial para oJapãoadotar
um sistema de fornecimento mais
eficiente e sustentável. Há resistênci-
as, muitos setores querem manter as
coisas como estão, mas acredito que
um novo modelo acabará prevale-
cendo. É uma questão de tempo —
diz o suíço Tomas Kaberger, que co-
manda a recém-criada Fundação pa-
ra a Energia Renovável do Japão. —
Concordo que os japoneses enfren-
tam desafios geológicos mais com-
plexos do que a Europa, mas não
acho que sejam intransponíveis. É
uma questão de buscar saídas de en-
genharia — garante.
Kaberger, ex-diretor geral da Agên-
cia de Energia Suíça, foi convidado
para chefiar a nova fundação japone-
sa de fiscalização pelo empresário
Masayoshi Son. O terceiro homem
mais rico do Japão é o dono da em-
presa de telefonia celular Softbank e
se transformou num dos grandes de-
fensores da energia renovável. Ele
fundou uma nova companhia — SB
Energy Corp. —para instalar dez me-
gapainéis solares espalhados pelo
país. O bilionário reconhece que a
geração é ainda baixa para um país
conhecido por seus trens-bala e suas
ruas permanentemente iluminadas
por néons.
Ele acredita, no entanto, que o im-
portante é buscar uma política ener-
gética mais diversificada nos próxi-
mos anos. Asaída, defende, é incenti-
var a demanda, o que acabará provo-
cando um barateamento dos custos
da produção de fontes limpas e alter-
nativas. A fundação de Son fechou
acordo com 36 das 47 prefeituras do
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Japão para desenvolver projetos de
energia sustentável, incluindo áreas
devastadas pelo terremoto do ano
passado. Gigantes como Mitsui e Mit-
subishi também já anunciaram pla-
nos de investir no setor. Além disso, o
governo diz ter projetos para incenti-
var as tecnologias que exploram o
oceano como fonte energética (ondas
e marés), mas as zonas mais indica-
das para esse tipo de experiência só
serão escolhidas até o fim de 2014.
Desespero
Apesar de ter em seu território 80%
dos vulcões ativos no mundo e 28 mil
fontes de águas termais, o Japão in-
vestiu pouco historicamente na ener-
gia geotérmica, aquela obtida a partir
do calor que sai do núcleo da Terra.
—É ummistério por que não houve
investimento nesse campo, que está
estagnado há 15 anos. Em algumas
partes do mundo esse sistema é visto
como uma tendência promissora, co-
mo ocorre na Suíça e na Alemanha,
países não vulcânicos. É uma vergo-
nha o Japão estar fora dessa tendên-
cia —reclama Hirofumi Muraoka, ge-
ólogo do Instituto de Energia Susten-
tável da Universidade de Hirosaki,
um dos maiores especialistas do país
em energia geotérmica.
Além de revelar que as usinas nu-
cleares não estavam preparadas para
uma catástrofe natural como se acre-
ditava, o acidente de Fukushima es-
cancarou uma relação que não era
clara para os japoneses: os organis-
mos criados para fiscalizar a indústria
não tinham independência alguma.
Todos eles estavam sujeitos ao imen-
so poder econômico das operadoras
nucleares. japonesas.
Mudar essa fórmula é um dos gran-
des desafios que o Japão terá que en-
frentar pela frente. Sem isso, dificil-
mente a população japonesa voltará a
apostar na segurança nuclear.
Os protestos contra as usinas nucle-
ares invadiram as ruas de Tóquio em
julho, quando os japoneses fizeram
correntes humanas em torno do Par-
lamento. Os manifestantes usaram
máscaras antigás e roupas de prote-
ção idênticas as dos trabalhadores
que decontaminarama central nucle-
ar acidentada de Fukushima.
Luzes da cidade. Japão importa
óleo e gás para atender à demanda
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LAVRADOR
COBAIA
Apequena cidade de Itate, vilarejo agrícola a 39 quilô-
metros da usina de Fukushima, é um símbolo de uma
região onde a incerteza passou a ditar a vida de seus
moradores. Omunicípio está fora da área de exclusão
que cerca a central nuclear, e onde a entrada é proibi-
da. A radiação, no entanto, também chegou até lá.
Em junho do ano passado, mais de um mês depois
do acidente nuclear, o governo japonês determinou a
retirada da população. Desde então, os índices de
contaminação radioativa caíram, mas pouca gente
tem coragem de voltar ao vale que já foi belo e tran-
quilo. O tempo parou em Itate.
Dos 6.200 moradores, apenas 160 ainda vivem no
lugar. Nobuyoshi Ito, umengenheiro de 68 anos, deci-
diu correr o risco e desafiar as ordens oficiais. Res-
ponsável por um centro de pesquisas agrícolas, ele
continua cuidando da plantação e medindo, por con-
ta própria, a contaminação da lavoura.
Ito diz que não se importa emservir de cobaia para
que seja possível entender os estragos causados pela
radiação que escapou dos três reatores danificados de
Fukushima. Ele não acredita que a descontaminação
total da terra será possível algum dia e afirma que as
autoridades estão menosprezando os índices radioa-
tivos para estimular a população a voltar:
— A Tepco (Tokyo Electric Power, administradora
da usina) se recusa a nos pagar indenizações, apesar
de ter tirado nossa vida e nossa esperança.
O engenheiro ajudou a fundar uma associação de
moradores que conduziu uma pesquisa independen-
te sobre a realidade de Itate. Mais de 80% das pessoas
afirmam que sua saúde piorou depois da catástrofe.
A cidade de Itate está dividida oficialmente pelas
autoridades japonesas em três zonas, de acordo com
os níveis de radiação detectados. Onde o índice é
mais baixo, o governo garante que a terra estará libe-
rada dentro de dois anos. O agricultor Fumitaka Nai-
to, outro integrante da associação, não acredita nessa
previsão otimista.
— Só uma alternativa está sendo apresentada: es-
perar o fim dos trabalhos de descontaminação. Não
concordamos com isso. Acreditamos que tudo não
passa de uma tentativa de limitar as compensações fi-
nanceiras pela tragédia — reclama ele, que plantava
arroz orgânico em Fukushima. — O que adianta não
usar nenhum tipo de agrotóxico mas ter sua planta-
ção contaminada por césio radioativo? Ninguém vai
querer comprar esse arroz.
DILEMA JAPONÊS
Enquanto o Japão tenta
encontrar a solução para
seu dilema energético, o
Brasil já tem a resposta
na ponta da língua. A
região Norte do país foi
eleita a nova fronteira
energética. A Amazônia
Legal, que inclui ainda
parte do Centro-Oeste,
poderá receber pelo
menos metade das 48
usinas hidrelétricas
previstas até 2019.
Custos, financiamento,
cronograma, necessidade
de mão de obra e
potencial energético dos
projetos constam do
Plano Decenal de Energia,
definido pela Empresa de
Pesquisa Energética (EPE)
e pelo Programa de
Aceleração do
Crescimento (PAC-2). Só
que os protestos que no
passado focaram em
Tucuruí hoje se voltam
contra Belo Monte, a
maior usina em
construção no país.
Enxurradas de ações na
Justiça e greves também
ameaçam as hidrelétricas
de Teles Pires, Colíder,
Sinop e São Manoel.
Todas na Amazônia Legal.
O dilema brasileiro, assim
como no Japão, está
longe de ser encerrado.
Apenas na Bacia do Rio
Teles Pires são previstas
seis hidrelétricas. Na
Bacia do Tapajós, outras
cinco. Os novos
empreendimentos são
apontados como ameaça
às terras indígenas e à
floresta. Na prática,
porém, parece impossível
deixar a área intocada. A
contrapartida está no
crescimento econômico
do país. Para crescer, o
Brasil precisa produzir
mais energia.
Apesar da energia
renovável responder por
44,1% da matriz energética
brasileira, bem acima da
média mundial, nos
últimos dois anos o
crescimento da energia
não renovável tem sido
maior. Entre 2010 e 2011,
enquanto o consumo de
energia elétrica aumentou
3,6%, a oferta cresceu
apenas 1,3%. Para
continuar a atender às
necessidades da
sociedade, o Brasil precisa
gerar mais energia. As
estimativas são de 6 mil
megawatts (MW) por ano.
NOVA FRONTEIRA ENERGÉTICA
Hidrelétricas na Amazônia são alvo de protestos
CLEIDE CARVALHO
cleide.carvalho@sp.oglobo.com.br
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A maior hidrelétrica do
país, a Itaipu
Binacional, tem 14 mil
MW de potência.
— Nossa questão é que
a fronteira hidrelétrica
está indo em direção à
Amazônia. Temos
muitos rios e muita
água lá, isso é positivo.
Mas há os problemas
ambientais e o custo
na transmissão da
energia, que cada vez
fica mais distante dos
grandes centros
consumidores — diz
Luiz Fernando Vianna,
presidente da
Associação Brasileira
dos Produtores
Independentes de
Energia Elétrica (Apine).
Aumentar o consumo
de energia significa
também gerar
empregos e reduzir a
pobreza. As residências
consomem somente
9,5% da energia
produzida no país.
Indústria e transportes,
necessários à produção
de bens, remessas de
cargas e locomoção de
pessoas, somados,
representam 66% do
total.
O impacto da
construção de
hidrelétricas na
Amazônia tem tido
grande repercussão.
Em parte, pela ameaça
que podem representar
à preservação da
floresta e às terras
indígenas, protegidas
por lei. Por ser uma
planície, a região
amazônica acaba
obrigando as
hidrelétricas à
formação de grandes
reservatórios d'água.
— É impossível produzir
energia sem modificar
nada. Mas é preciso
minimizá-la, a menor
intervenção possível. O
lago de Belo Monte é
muito pequeno. Há o
problema da volta
grande do Rio Xingu,
mas que pode ser
compensado na
operação da usina,
para garantir água e
vida naquela região. Do
ponto de vista social, é
possível melhorar o
saneamento básico e
as condições de vida
da população local —
afirmou Luiz Pinguelli
Rosa, diretor da Coppe.
A usina de Balbina, em
Manaus, é citada como
um exemplo do que
não se deve fazer, pelo
total da área inundada
em relação à
capacidade de geração
de energia. Para
especialistas no setor,
Balbina tem, entre as
hidrelétricas, o mesmo
papel que Chernobyl
teve para a
continuidade do
desenvolvimento da
energia nuclear no
mundo, guardada as
devidas proporções.
O crescimento das
energias alternativas,
no país, como a eólica,
não tranquiliza o setor
elétrico. O principal
argumento é a
imprevisibilidade dessa
forma de energia: não
dá para acumular
vento em reservatório.
Na opinião de Vianna, o
Brasil precisa de um
amplo debate sobre o
futuro da matriz
energética e a
construção de novas
hidrelétricas.
REUTERS
Protesto. Indígenas contra Belo
Monte, em junho passado
REUTERS
Tristeza. Jovem indígena observa leito do Rio Xingu, que já sente os
efeitos da construção de Belo Monte
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A DUREZADE SER
SUSTENTÁVEL
Com a adoção das notas fiscais eletrônicas, onde foram parar as boas e
velhas máquinas registradoras? A tecnologia do ciclo de vida é um dos
indicadores que empresas devem respeitar para serem sustentáveis
F
oi em novembro do ano passado que Anto-
nio Alves de Oliveira teve que guardar a ve-
lha e boa companheira de trabalho, sua má-
quina registradora, que funcionou perfeita-
mente durante 32 anos. Ali, sempre naquela
esquina da ruazinha tranquila de Laranjei-
ras, onde até hoje funciona sua mercearia. Antonio
leu nos jornais, ficou sabendo que a Receita tinha
instituído a Nota Fiscal Eletrônica (em2007), mas es-
perou o quanto pôde para trocar a máquina:
—Ela nunca deu defeito, sempre me serviu muito
bem. Já esta nova traquitana aqui é uma porcaria,
quebra toda hora. É difícil de operar e chata — disse
Antonio, apontando para a moderna instalação
computadorizada.
— É o progresso, não é Seu
Antonio? — disse eu.
— Não. É a necessidade de
controlar mais —respondeu.
Avelha máquina foi parar no
mezanino da loja, embrulhada
em papel bolha e dois sacos
plástico de lixo para não pegar
poeira. É que, pelo menos nos
próximos cinco anos, Antonio
poderá ter que resgatá-la para
dar conta à Receita de alguma
informação necessária.
Já na Lavanderia Edna, no
Leme, o proprietário Ricardo
Pereira preferiu usar a sua má-
quina registradora, na família
há cerca de dez anos, para guar-
dar dinheiro. Ele não a utiliza
mais desde 2010, quando a Prefeitura do Rio de Ja-
neiro passou a instituir a Nota Carioca. Para Ricardo,
a mudança é necessária, faz parte da evolução dos
tempos.
— A máquina registradora é boa, mas tornou-se
ineficaz porque não transmite online. Achei um uso
para ela: guardar o dinheiro — disse.
Foi em “Canibais com Garfo e Faca”, livro que o
britânico criador da expressão “triple bottom line”,
John Elkington, escreveu em 1997, que fiz contato,
pela primeira vez, com o conceito de tecnologia do
ciclo de vida. Elkington é diretor da SustainAbility,
ONGatuante nas questões de responsabilidade soci-
oambiental.
No seu livro ele é claro (e otimista, cá para nós)
quando afirma que as empresas terão que perceber
que sua responsabilidade com os produtos que
põemno mercado não termina na porta da fábrica.
A pergunta é: para onde vai a máquina registra-
dora de Antonio quando ele não tiver mais que
guardá-la para fins específicos?
— Não tenho a menor ideia — responde ele.
Ninguém tem. Num mundo ideal, a empresa
que fabricava essas máquinas (muitas, como a da
foto, eram fabricadas pela multinacional Sweda)
tinha que se responsabilizar sobre isso. Mandar
carta, anunciar emjornais, comprometendo-se até
mesmo a ir pegar os objetos com seus proprietári-
os. Não foi feito isso. E caberá a Antonio, Ricardo, e
outros tantos que devemse espalhar Brasil afora, o
destino final de suas máquinas. Por que é tão im-
portante insistir nisso? Por-
que estamos falando sobre
sustentabilidade, essa pala-
vra que se tornou tão corri-
queira a ponto de quase se
banalizar, sobretudo depois
da Rio+20. E que não significa
apenas cuidados com a natu-
reza, mas tambémcomtoda a
cadeia, do momento em que
se inicia a vida do produto até
que ele não sirva mais, daí a
expressão ciclo de vida.
Pode parecer uma grande
utopia, e é. Pelo menos para a
maioria das empresas, mais
preocupadas em organizar
seu nível de produção atual, o
trabalho de correr atrás do
que já foi feito para reciclar
faz parte apenas dos relatórios, dos discursos, das
metas que nunca são cumpridas. O convite aqui é
para refletir sobre o que estamos falando, verda-
deiramente, para não banalizar a sustentabilidade.
Se as empresas sabemque vão ter dificuldades pa-
ra realizar a tarefa, por que aceitam passivamente
a sugestão? Se, por outro lado, sabem que é possí-
vel investir nisso, por que não o fazem? Afinal, o fo-
co aqui é umoutro grande calcanhar de Aquiles da
Humanidade: o lixo.
Fiz contato com a Sweda aqui no Brasil. No site
dela não há nenhum espaço sobre o tema. Pelo te-
lefone, fui gentilmente atendida por um funcioná-
rio do marketing, que me pediu para mandar as
perguntas por e-mail. Fiz isso, expliquei que tinha
um prazo. E até agora não obtive resposta. Se ela
responder, conto para vocês pelo blog.
AMELIA GONZALEZ
Na lavanderia. Máquina só guarda dinheiro
Notícias
datribo
HUMANOS
NA TERRA
SOBE E
DESCE DA
POPULAÇÃO
Já somos 7 bilhões de pessoas
no mundo e esse número vai
continuar crescendo. As
projeções apontam para 9 bilhões
de humanos na Terra até 2045. O
fenômeno da superpopulação, no
entanto, tende a mudar de rota a
partir de 2085, quando, segundo
as Nações Unidas (ONU), a
população mundial tenderá à
estabilização ou mesmo para sua
diminuição.
O Brasil estará no rol dos países
com população decrescente. Não
é de hoje que o Censo vem
apontando essa tendência, ao
registrar redução na taxa de
natalidade.
A Nigéria entrou na rota do
crescimento populacional e, em
2022, segundo cálculos da ONU,
vai ultrapassar a população
brasileira.
1950 2000 1960 1970 1980 1990
FONTE: ONU e IBGE
41.500.415
62.879.616
102.702.461
157.813.040
2010
406.374.020
608.359.665
POPULAÇÃO TOTAL
(variação populacional média)
A RELAÇÃO ENTRE OS PAÍSES
Avanços tecnológicos na medicina e no campo sustentaram o crescimento populacional mundial.
A partir de 2085, a tendência a longo prazo e de estabilização e até mesmo de diminuição da população
mundial, com exceção da Nigéria – a taxa de natalidade é de 6 filhos por mulheres
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País comcrescimento
populacional
Movimento de
baixa populacional
PARA LER O GRÁFICO
Os círculos estão proporcionais.
O triângulo indica o movimento populacional
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1.717.968.800
1.395.256.447
Em2021, a Índia passará
a China, chegando a 1,45
bilhão de pessoas
229.796.103
425.633.339
216.237.715
190.755.799
Em2022, a Nigéria passará
o Brasil, atingindo quase
230 milhões de nigerianos
A população brasileira em
2011 era de 190.755.799 de
pessoas, segundo o Censo
do IBGE-2010
412.222.136
O pico populacional
da Índia ocorrerá em
2060
Em2053, a Nigéria passará
os EUA. Chegando a 2055
commais de 400 milhões
1.550.899.337
941.042.001
729.885.435
478.025.832
177.348.802
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