UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ – CAMPUS FAFIPAR

RESENHA: “GESTÃO DEMOCRÁTICA DA ESCOLA PÚBLICA”

PARANAGUÁ 2011

JENIFFER LAUWANDA GONTIJO DA CRUZ RESENHA: “GESTÃO DEMOCRÁTICA DA ESCOLA PÚBLICA” Trabalho apresentado a disciplina de Políticas Educacionais II. ministrado pela professora Mary Falcão. PARANAGUÁ 2011 .

se dá pelo simples fato de nossa realidade social ser democrática. que deve ser pensado como algo mais relevante para a democratização do país. conseguindo a participação de todos na escola. sendo sua parte integrante. O distanciamento da comunidade da escola. mas a democracia também implica em deveres. ter por direito toda a infra-estrutura necessária para uma educação de qualidade e também contribuir para que o progresso dessa educação ocorra. Mas é pensando no futuro de todos que a comunidade tem que pensar. educadores. Mas que ao ponto de vista dele. ver lá na frente o futuro de seu filho. em que o sujeito tem seus direitos de ir em qualquer órgão reivindicar os mesmos. alunos e os pais. mas também a comunidade. como ir a uma escola entender o por que seu filho está indo mal nos estudos. em que ele vê que se a escola não tem autonomia para aquisição de recursos. Fala também da autoridade presente na escola. tendo seus objetivos sociais e educacionais dentro e fora do âmbito escolar. funcionários. a tomar frente de decisões que são realmente relevantes e importantes. . que esta autoridade tem de ter um espírito transformador e decisivo. e que não há uma distribuição democrática de autoridade dentro da escola. sendo assim seria o poder centralizado somente em uma pessoa. no âmbito de tal escola. e tentar juntamente com a escola mudar a realidade da escola pública. por exemplo. e é nesse ponto que quando o sujeito se depara e constata que sua realidade pode não ser somente cobrar. com os objetivos seguidos somente pelo interesse daquela pessoa. Essa autoridade citada pelo autor. Sendo a autoridade do diretor somente autoridade de fato dentro da escola. Ele argumenta que a autoridade escolar deve ser distribuída pelos diversos setores da escola e assim dividir responsabilidades. o autor instiga aos responsáveis pelas escolas. Vendo a escola somente como reprodutora de uma ideologia da camada dominante. A gestão democrática da escola não está somente implícita a escola e seus funcionários.O autor começa o livro falando do fato de democratização da gestão escolar ser tratado como algo que não pode ser concebido. mas também cumprir com determinadas regras ou atitudes que a comunidade vai se afastando gradualmente. não dá autonomia a classe dominada. diz também a respeito da autonomia da escola. como políticos). para reivindicar direitos a escola junto a classe dominada (camadas sociais) perante os dominadores (autoridades públicas. por ser algo de grande valor de consciência para a sociedade.

tanto do homem.Agora falando em trabalho pedagógico. As escolas privadas ditam que como o pai paga pelo ensino de seu filho. que tanto reclama de . se tem a ideia de que foi realizado o trabalho pedagógico correto. Vendo que não há esforço do Estado para democratização do saber. mas o Estado não se preocupa com sua qualidade. Para o autor. os usuários não tem o direito de intervir no ensino que se é aplicado. em que o Estado só se preocupa em seguir a Constituição. é a melhor maneira racional para a utilização e realização para dos objetivos pedagógicos da escola. tem todo o direito de intervir no estudo de seu filho. Mas alguns autores contestam essas teorias. o autor apresenta diversas concepções de trabalho. para melhoramento do mesmo. em que Marx e Saviani apresentam que o professor produz um trabalho não-material. em que alguns citam até que na escola pública se da a subordinação do trabalho ao capital. se tem uma grande diferença no trabalho pedagógico. examinando todos os fatos e relações que tem lugar no dia-a-dia da escola. como objeto de produção. que obriga ao mesmo um mínimo de escolarização a cada cidadão brasileiro. em que também não há uma separação de produção e consumo. O segundo citado aí tem muito a ver com a equipe docente. sendo esse aprendizado aproveitado tanto no momento em que se aprende como por toda a carga de sua vida. A primeira questão que deve ser enfrentada nessa assimilação de contextos é sua função social. para a melhoria da qualidade do ensino. a apropriação do saber histórico e a administração da escola em todo o seu contexto. Já na escola pública. se o aluno consegue sair da escola com uma bagagem melhorada daquela em que entrou na escola. a privada e a pública. como do professor. como acontece em outros direitos essenciais a população. se tem a ideia de como é um ensino gratuito. O autor apresenta o descaso do Poder Público com relação a escola pública. De qualquer forma. em que não há uma concretização. Senda assim. A equipe pedagógica tem de tomar consciência da importância determinante que é a luta ao trabalho que se desempenha. Já essa exigência que se faz. cumprindo um papel consistente de socialização da cultura e contribuir para a democratização da sociedade. vem sendo deixada de lado há muito tempo tanto pela precariedade de recursos como pela força de trabalho empregada. Comparando as duas estruturas de ensino. sem pretender um esgotamento do tempo ocioso que se tem na área escolar.

tem que ser visto com outros olhares pelo Poder Público. já que a mesma é de caráter social.falta de recursos. pois assim o mesmo estará “economizando” com os recursos destinados a escola naquele momento em que ela estiver paralisada. onde todos participem dessa consolidação e melhoria do ensino público no Brasil. Mas tais problemas que apresentam o corpo docente. estabelecendo padrões mínimos de qualidade a serem alcançados com conteúdos que sejam relevantes e democráticos para a formação de cidadãos. como de salários baixos ou até mesmo descaso com a profissão que exerce. o corpo docente de toda rede pública de ensino tem de procurar novos meios de reivindicações por salários melhores. até porque uma paralisação (greve) é até um benefício ao Estado. Há de se haver uma reformulação ou uma transformação na organização da escola. . A melhoria dos salários do magistério público está muito mais ligado as pressões que se fazem ao Poder Público por melhorias no ensino. do que por salários elevados ou equiparados. mas também não pode ser motivo para o professor ser um profissional que deixa sua capacitação a desejar. é claro. em seu contexto administrativo e educacional. tem que ser determinados os objetivos essenciais para a melhoria da educação pública e gratuita em nosso país. É necessário que lhe seja exigido um comprometimento com sua função desempenhada. Por isso. inferiorizando a qualidade de ensino na instituição que leciona. Então para finalizar o contexto. e muito importante para contribuição da melhoria da sociedade e consequentemente das políticas empregadas em nosso país.

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