Teoria do Desdobramento do Tempo e do Espaço – Jean Pierre Garnier Malet

TEORIA DO DESDOBRAMENTO DO TEMPO E DO ESPAÇO

Jean-Pierre GARNIER MALET Doutor em Física (Mecânica dos Fluidos)

INTRODUCÃO

Porque o espaço, o tempo, a vida?
Ao longo do tempo, muitas questões parecem ficar sem respostas. Porque o universo? Porque o tempo? Porque a vida? E, principalmente, sou eu verdadeiramente insignificante e inútil no espaço imenso que me cerca? A teoria do desdobramento aborda estas questões de uma nova maneira e permite obter respostas que fazem recuar os limites da Física moderna. Ao elaborá-la, pude compreender e explicar o funcionamento do sistema solar e seu ciclo de 25 920 anos. Graças a uma verificação em nosso sistema solar e uma justificativa rigorosa dos movimentos planetários, conforme o movimento fundamental do desdobramento, definido na teoria, a velocidade da luz pôde ser justificada e sobretudo calculada pela primeira vez, bem como duas velocidades super luminosas, necessárias ao desdobramento do tempo. Desse cálculo das três velocidades do desdobramento, seguiuse o teorema das três energias do desdobramento, demonstrando a existência de uma energia antigravitacional (66,6%) ligada a uma energia gravitacional (33,3%), em complemento de uma energia de troca (0,01%). Minha última publicação científica, no American Institute of Physics (New York) em 2006, me permitiu explicar a chegada dos planetóides perto de Plutão e calcular a constante da estrutura fina. Calculando constantes universais, mexendo em postulados aparentemente imutáveis, tudo isto completando as leis existentes que estão perfeitamente estabelecidas, esta teoria revoluciona a Física e nossa maneira de ver o mundo.

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BREVE EXPLICACÃO DO DESDOBRAMENTO

Sem observação, nada existe.
Sem observador, o espaço não existe, e sem movimento do espaço em relação ao observador, o tempo não existe. A ciência moderna tem por principio diferenciar o observador do espaço observado, utilizando as mais objetivas referências do espaço e do tempo possíveis. No entanto uma partícula sempre pode ser considerada como o observador de seu tempo e de seu horizonte. A mecânica do infinitamente pequeno (mecânica quântica) nos prova que o observador de uma experiência é também um participante. Porque isso não seria da mesma maneira no infinitamente grande (mecânica universal)? A teoria do desdobramento aborda o problema, demonstrando que o horizonte observável de uma partícula é sempre uma partícula evoluindo em um outro horizonte. Assim, o horizonte infinitamente grande de uma partícula inicial não existe para as partículas que têm como horizonte infinitamente pequeno esta mesma partícula. Dandome a mudança de escala do tempo e do espaço, necessária entre o infinitamente grande e o infinitamente pequeno, esta teoria me permitiu unificar as leis do infinitamente pequeno e do infinitamente grande.

Porque desdobrar o tempo? Porque “aberturas temporais”?
O tempo entre uma questão (um obstáculo qualquer) e sua resposta (atravessar o obstáculo) define um tempo de adaptação para uma partícula que utiliza esse tempo no seu espaço, definido e limitado pelo seu próprio horizonte. Uma aceleração da passagem do tempo em um horizonte imperceptível, desdobrado do primeiro horizonte, permite a uma partícula, desdobrada da partícula inicial e evoluindo da mesma maneira, obter a resposta antes da partícula inicial. A aceleração do tempo pode ser tal que a partícula inicial “não tem tempo” de utilizar um “instante” do seu tempo, enquanto que a partícula desdobrada “tem todo o tempo” de obter a resposta à sua questão “nesse mesmo instante”. Isto necessita da possibilidade

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de acelerar o tempo, desdobrando a partícula inicial nos tempos imperceptíveis que chamei de “aberturas temporais”.

Ora, o tempo é observável e mensurável pelo movimento de um espaço em relação a um outro. Desse jeito, ele é contínuo. Diferenciar o tempo nas “aberturas temporais” resulta em diferenciar a observação de um movimento, por si só percepção do observador, que é ao mesmo tempo, horizonte de partículas e partícula em seu horizonte.

Um desdobramento do observador inicial.
O desdobramento implica um observador desdobrado, evoluindo nas aberturas temporais do observador inicial. Devido a uma diferença de percepção, o observador desdobrado evolui rapidamente em um tempo acelerado, que considera normal. Para ele, o tempo do observador inicial se torna um tempo lento ou paralisado. Assim, esse segundo observador fornece, instantaneamente, as respostas às questões do observador inicial, através das trocas de informações nas “aberturas temporais” em comum. O observador inicial adquire uma memória instintiva e “antecipativa” que lhe permite novos questionamentos. Essa antecipação o faz ganhar tempo, mas não lhe dá, forçosamente, respostas às suas primeiras questões.

Um desdobramento do observador desdobrado.
O observador desdobrado ignora o observador inicial, uma vez que ignora seu tempo de evolução. Ele pode se considerar como um observador inicial que, por sua vez, se desdobra. O terceiro observador responde, portanto, as questões do segundo, se fazendo também outras perguntas.

Passado, presente, futuro
O segundo observador evolui em seu presente. Ele responde as questões do primeiro, que lhe parece vir do passado. Ele se faz perguntas, que o terceiro, por sua vez, responde. Essas respostas parecem estar em seu futuro. Através das trocas de informação instantâneas nas aberturas temporais, ele é então, ao mesmo tempo, observador nos três tempos diferentes: passado, presente, futuro.

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A teoria do desdobramento dá uma equação que permite exprimir, de maneira rigorosa, a mudança de percepção entre dois observadores, desdobrados em dois tempos diferentes.

Essa equação é a base fundamental da teoria do desdobramento. Pela mudança de escala de espaço e de tempo, ela reúne o infinitamente grande de um observador inicial e o infinitamente pequeno do observador desdobrado.

Observador único e desdobramentos múltiplos
O desdobramento não se limita a um só desdobramento. O primeiro observador pode se desdobrar tantas quantas vezes o movimento do desdobramento lhe permite e, assim, multiplicar o número de segundos observadores, que serão, cada um por sua vez, desdobrados de um terceiro. Entretanto, o desdobramento do primeiro é tal, que ele recebe de volta uma informação do terceiro, antes mesmo que o segundo tome consciência disso. Isto exige três velocidades de desdobramento, calculadas pela teoria do desdobramento e publicadas em 1998: C2 = 7C1 = (7³/12)10Co, onde Co é a velocidade da luz

Esta relação das velocidades limita o espaço e o tempo do desdobramento. Este limite impõe um número finito de segundos observadores, desdobrados do primeiro. Ele impõe, também, um desdobramento do segundo, que terá, assim, somente um duplo para responder às suas questões. Estabelecendo esta equação, me foi possível explicar, de maneira rigorosa, o curioso postulado introduzido por Einstein, que afirmou, sem justificativa lógica, que a velocidade da luz era independente da velocidade da fonte e da velocidade do observador. Efetivamente, Co é a velocidade de percepção do tempo presente em um horizonte de observação, onde todos os diferentes observadores desse mesmo horizonte, devem perceber todas as informações ao mesmo tempo, para fazer parte da mesma realidade presente. Esse sincronismo de observação é indispensável para que possa existir um presente comum aos diferentes observadores, evoluindo no mesmo horizonte e ao mesmo tempo.

Os postulados desaparecem.

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Para acelerar o tempo, é preciso utilizar, obrigatoriamente, velocidades maiores que Co. Ditas super luminosas, essas velocidades dão a outros observadores desdobrados, a possibilidade de perceber a realidade mais rapidamente. Há alguns anos, cientistas (Aspect 1982, Gisin 1998, Suarez 2002) observaram essa velocidade, sem poder justificar sua existência. Esta justificativa parecia impossível, pois, segundo a equação de Eisntein (E=mC²), uma partícula deveria ter uma massa nula para alcançar a velocidade da luz. Como uma informação é uma energia E, ela possui, portanto, uma massa m = E/ C² que, conforme esta equação, não pode ir mais rápido que a luz. Pode-se explicar isso, de outra maneira, através da teoria do desdobramento. - Com uma velocidade super luminosa, uma massa nula em um horizonte, passa para um horizonte imperceptível, através de uma abertura temporal, onde ela possui uma massa. - Uma informação que ultrapassa a velocidade da luz, muda de tempo. Esta é uma, Lei colocada em evidência por Langevin, em 1923 (princípio dos gêmios de Langevin) e verificada experimentalmente em 1972 por Kneferle e Keating. - Uma onda infinitamente grande em um horizonte, se torna uma onda infinitamente curta em um outro, onde o tempo é acelerado e onde o observador não tem mais a mesma percepção do tempo. - Uma mudança de escala mostra que um potencial fora de um horizonte expresso em 1/L (onde L é uma medida de espaço), se torna uma força em 1/L² para as partículas desse horizonte.

As três energias do desdobramento.
Todas essas propriedades permitem fazer evoluir, dentro do mesmo universo, realidades (passado, presente, futuro) que não são percebidas e que são dependentes de três velocidades e de três energias de desdobramento, que a teoria do desdobramento mostra as relações: 0,1%, 33,3% e 66,6% da energia inicial. Em 1998, Saul Perlmutter e Brian demonstraram, separadamente, pela observação de uma supernova, que existia uma energia de repulsão desconhecida, que corresponde a 66,7% da energia do universo. Essa observação veio confirmar o teorema das três energias da teoria do desdobramento, publicada no mesmo ano. Na sua época, Albert Einstein tentou introduzir uma constante cosmológica de 67%. Não tendo podido

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demonstrá-la, ele declarou, dois anos antes de morrer, que essa constante era “o maior erro da sua vida”. E no entanto, ela vinha, de fato, de uma intuição genial.

O Etérico
O desdobramento é limitado pelas trocas de informações “ida e volta” instantâneas, que formam a ligação energética entre os diferentes espaços desdobrados em tempos diferentes. É, portanto, rigorosamente importante dizer que um universo em desdobramento é percorrido por energias de informações, cujo equilíbrio depende dos observadores e de sua capacidade de antecipar as respostas, de maneira instintiva e intuitiva. Uma questão de um primeiro observador se torna, assim, uma energia dentro de uma abertura temporal, onde um segundo observador, desdobrado do primeiro, evolui em um tempo acelerado. Suas questões são, por sua vez, uma energia nas aberturas temporais, onde um terceiro observador, desdobrado do segundo, evolui em um tempo, ainda mais acelerado. Um universo é, portanto, pleno dessa energia vital de informação, que os antigos chamavam “etérica”. Atualmente, fora da teoria do desdobramento, essa energia é ainda misteriosa. Entretanto, ela existe e, desde 1948, Hendrik Casimir pôde colocá-la em evidência. Aproximando dois espaços idênticos, observa-se que, a uma certa distância, essa energia começa a atrair os dois espaços (efeito Casimir). O que ainda ignora-se e que a teoria do desdobramento explica, é que este efeito é cíclico.

Ciclo de diferenciação dos tempos
O movimento de desdobramento dos tempos se efetua conforme um ciclo que a teoria permite calcular. O passado, o presente e o futuro (previamente definidos) se separam de um tempo inicial único, em 12 períodos de 2070 anos, formando o ciclo de 24 840 anos. Com um período de transição de 1080 anos (ou seja 9x12), o ciclo é, portanto, de 25 920 anos. Isto corresponde ao ciclo da precessão dos equinócios, observado mais nunca explicado. É preciso observar, igualmente, que essa separação do tempo corresponde a 100 rotações de Plutão em torno do Sol.

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Existe, então, um começo e um fim do desdobramento dos tempos, que a Antiguidade chamava “fim dos tempos”, diferenciando os doze períodos pela passagem de 12 constelações no horizonte do eclíptico terrestre. Ora, pude demonstrar, pela teoria do desdobramento, que as trocas de informação instantâneas, nas aberturas temporais, utilizavam 12 circuitos de informações, com uma simetria duodecaédrico (12 faces pentagonais). Associados de dois em dois, os movimentos dos planetas do nosso sistema solar abrem esses circuitos. A Astrofísica moderna acabou de colocar em evidência uma simetria duodecaédrica da radiação fóssil, que é chamada «big bang ». De fato, trata-se de trocas de informações entre passado, presente e futuro, necessárias no final de um ciclo, que termina o desdobramento dos observadores.

CONCLUSÃO
A teoria do desdobramento permite calcular, pela primeira vez, as constantes universais (velocidade da luz, constante de estrutura fina). Ela define, explica e justifica o ciclo de precessão dos equinócios que, conforme a observação, é o ciclo do desdobramento do tempo. Ela prevê, igualmente, as modificações do nosso sistema solar no final deste ciclo, pela chegada dos “novos planetas” (agora chamados planetóides) no horizonte de nosso sistema solar, na longinqüa cintura de Kuiper, perto de Plutão que, por sua vez, desencadeia ao mesmo tempo, graves modificações da cintura dos asteróides e violentas explosões solares. Enfim, perturbando nossa noção de tempo, ela coloca, sobretudo, em evidência uma energia de troca de informação especial entre passado, presente e futuro, nas aberturas temporais imperceptíveis. É evidente que a chegada dessas enormes massas planetárias, que perturba todo o nosso sistema solar, perturba também nosso pequeno planeta. Nós não ignoramos a chuva de meteoritos que cai sobre a Terra e que continua aumentando. Para compensar esse acúmulo de massa, nosso planeta reage com erupções vulcânicas, cada vez mais numerosas. Todas essas trocas de informações, de massas, portanto de energias, perturbam nosso mundo, cujo clima muda brutalmente.

O fim do desdobramento dos tempos
Graças à observação das explosões solares, feitas desde 1868, consegui demonstrar que estamos vivendo o período de transição de 180 anos, que nos separa de nosso fim dos tempos, em nosso sistema solar. Correspondendo aos três primeiros períodos de 30

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anos, quatro explosões importantes (1899-1929-1959-1989) abriram as “portas” do futuro, que foi criado nas aberturas temporais, durante o último ciclo de 25 000 anos. As atrocidades das guerras do século XX estão ainda em nossa memória. Estávamos longe de descobrir os benefícios do apocalipse. Desde 1989, as portas do passado, que deveriam nos trazer as soluções para nossos problemas, se abrem. Como vivemos nas aberturas temporais do passado, não podemos conhecer antes, a data de abertura dessas portas. O tempo máximo possível entre duas aberturas é, teoricamente, de 30 anos. Entretanto, a última explosão solar de envergadura, que abriu a quinta porta, aconteceu em 2003; ou seja, 16 anos antes da data teórica. É difícil saber quando acontecerá a próxima e penúltima. Um dos ciclos solares bem conhecido é de 11 anos; o máximo foi em 2001, o outro máximo será em 2012. Como o mínimo de 2006 foi quase igual ao último máximo, pode-se esperar o pior. Efetivamente, uma abertura precipitada desta sexta porta, que os antigos chamavam sexto “sêlo do apocalipse”, pode perturbar nosso planeta, já fragilizado pela abertura brutal da quinta porta, em 2003. As modificações climáticas e geológicas, que observamos, nos mostram que nosso planeta está no vermelho. Compreendendo o “etérico” e as trocas de energias de informação entre partículas, nas aberturas temporais dos três tempos (passado, presente, futuro), é possível melhorar o equilíbrio do nosso planeta, ainda mais porque o fim do ciclo atual de desdobramento torna as trocas permanentes. Portanto, será necessário que o céu caia sobre nossas cabeças para, finalmente, reagirmos?

Como enfrentar o desequilíbrio planetário?
Sabendo que as trocas de informação são correntes energéticas que preenchem o universo com um éter permanente, é fácil compreender que uma “realidade presente”, como a nossa, fornece energia a uma “realidade futura”, em suas aberturas temporais. Se nosso planeta não recebe, em troca, a compensação desta perda para uma “realidade passada”, seu equilíbrio se torna instável. Nesse caso, o planeta compensa a falta de energia com uma atração de massa. Isto desencadeia uma chuva de asteróides e de meteoritos, cada vez mais densa. Perfeitamente observado há 20 anos, esse fenómeno se agrava em nossos dias. Isto participa de um “efeito estufa”. Longe de nós, a chegada dos planetóides perto de Plutão, desencadeia perto de nós, explosões solares de grande envergadura, que aceleram o desequilíbrio planetário, com ventos solares cada vez mais violentos.

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Em bulimia, atraindo muitos meteoritos, a Terra, de tão cheia, se torna anoréxica, vomitando através de seus vulcões. A poeira atmosférica aumenta o “efeito estufa” e o desequilíbrio climático também. As explosões vulcânicas perturbam a química da atmosfera que muda, agravando a perda de ozónio. As nuvens baixas, que refletem o calor como um espelho, têm dificuldade de se formar. Sua diminuição provoca secas e baixa dos lençóis freáticos. Enfim, nosso modo de vida na Terra participa do desequilíbrio energético. Não é desenvolvendo somente virtudes ecológicas, nem reduzindo nossa produção industrial ou alimentar, que alcançaremos o equilíbrio no final do desdobramento dos tempos. As perdas energéticas nas aberturas temporais em direção ao futuro, são de muito maior envergadura. Ora, essas perdas podem ser, facilmente, compensadas por uma contribuição energética do passado. Essa contribuição só pode acontecer, se nós nos decidirmos, enfim, a compreender o desdobramento e sua função vital. Respondendo, finalmente, às questões do observador que desdobra cada um dentre nós, atrairemos a energia capaz de compensar nossas perdas. Isto implica apenas em conhecer o mecanismo de nosso desdobramento e saber aplicá-lo em nosso cotidiano. É urgente começar já, se queremos ver crescer nossas crianças num planeta, finalmente tranqüilo, longe de todas as nossas “querelas intestinas”, que agravam nosso desequilíbrio.

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Publicação no AIP © 2010 American Institute of Physics AIP Conf. Proc. 1281, pp. 852-855; doi:http://dx.doi.org/10.1063/1.3498621 (4 pages) ICNAAM 2010: International Conference of Numerical Analysis and Applied Mathematics 2010 Date: 19–25 September 2010 Location: Rhodes (Greece) Jean‐Pierre Garnier Malet 28 rue Lauriston 75116 Paris (France)

The Doubling Theory: Dark Matter and Dark Energy Finally Explained, Speed of Light and Fine Structure Constant Calculated for the First Time

Abstract
Developed in previous papers [1, 2, 3, 4, 5], the “doubling” (of space and time) theory uses finite horizons of several virtual space‐times which are embedded within the observable space‐time. A specific fundamental movement creates imperceptible time instants (called “temporal openings”) in the time flow. Considering different scale levels, it modifies the perception of the time flow and gives to each horizon instantaneous potential futures. This theory explains the cyclical planetary movement in the solar system, the entanglement between particles, the dissymmetry of matter∕antimatter and the existence of the dark matter and dark energy. It can also calculate “for the first time” universal constants: the speed of light and the fine structure constant.

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