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5 Cominuição, Peneiramento e Classificação

5 Cominuição, Peneiramento e Classificação

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  • INTRODUÇÇÃO ÃO
  • Sumáário rio
  • FUNDAMENTOS DA COMINUIÇÇÃO ÃO
  • BRITAGEM
  • Peneiramento
  • MOAGEM
  • CLASSIFICAÇÇÃO ÃO
  • OPERAÇÇÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM ÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM

Especialização em Mineração

Operações de Beneficiamento
Programa de Especialização Profissional
BRITAGEM, PENEIRAMENTO,
BRITAGEM, PENEIRAMENTO,
MOAGEM E CLASSIFICA
MOAGEM E CLASSIFICA
Ç
Ç
ÃO
ÃO
Maria Lúcia Magalhães de Oliveira
Maio 2008
Curso de Especialização
em Sistemas Mínero-Metalúrgicos
Programa de Especialização Profissional
INTRODUÇÃO
Sum Sumá ário rio
Fundamentos da Cominuição
Britagem
Peneiramento
Conceitos fundamentais
Moagem
Classificação
Operação
Programa de Especialização Profissional
INTRODU INTRODUÇ ÇÃO ÃO
Natureza
1550 espécies minerais
20 espécies elementos químicos (Cu, Au, Ag, S, diamante,
grafita, etc.)
1530 espécies compostos com mais de um elemento (ex.:
apatita - Ca
5
(PO
4
)
3
(F,OH,Cl), hematita – Fe
2
O
3
, quatzo -
SiO
2
, etc
.
).
Preparação para separação

Adequar a granulometria à obtenção de produtos na especificação e
rendimento desejados, com o menor custo de
investimento e operacional
Concentrar minérios com rendimentos
satisfatórios.
Processamento
mineral

Programa de Especialização Profissional
Introdução
Sum Sumá ário rio
Fundamentos da Cominuição
Britagem
Peneiramento
CONCEITOS FUNDAMENTAIS
Moagem
Classificação
Operação
Programa de Especialização Profissional
CONCEITOS B CONCEITOS BÁ ÁSICOS SICOS
Minério
Peneiramento
Moagem
Classificação
Espessamento
Filtragem
Secagem
Transporte
Tratamento
Espessamento
Estocagem
Concentrado
Rejeito Britagem
Concentração
Programa de Especialização Profissional
Liberação O tamanho de partícula no qual ocorre a individualização
entre o mineral-minério e os minerais de ganga. O grau de liberação é
definido como a relação entre o número de partículas livres e o número
total de partículas analisadas em uma dada granulometria.
CONCEITOS B CONCEITOS BÁ ÁSICOS SICOS
Produtos da Moagem
A
C
E
B
D
C
Partícula original
Programa de Especialização Profissional
Introdução
Sum Sumá ário rio
FUNDAMENTOS DA COMINUIÇÃO
Britagem
Peneiramento
Conceitos Fundamentais
Moagem
Classificação
Operação
Programa de Especialização Profissional
FUNDAMENTOS DA COMINUI FUNDAMENTOS DA COMINUIÇ ÇÃO ÃO
Aumentar o grau de liberação das partículas
Exposição dos minerais aos agentes lixiviantes
Aumentar a velocidade de reação
Adequação granulométrica de produtos comerciais
Transporte
Objetivos da
fragmentação
Programa de Especialização Profissional
FUNDAMENTOS DA COMINUI FUNDAMENTOS DA COMINUIÇ ÇÃO ÃO
Rompimento das ligações interatômicas dos minerais quando são
submetidas a uma determinada quantidade de energia, maior que aquela
de ligação dos átomos.
fragmentação de uma estrutura sólida ⇒ energia que
provocam deformações;
deformações geram tensões internas em falhas da
estrutura cristalina ⇒ quebra das partículas.
Cominuição
Programa de Especialização Profissional
FUNDAMENTOS DA COMINUI FUNDAMENTOS DA COMINUIÇ ÇÃO ÃO
Elásticas:
Plásticas:
Deformações
• Função da movimentação dos átomos constituintes da
rede cristalina
• Posição relativa constante
• Reversível
• Rochas em geral
• Deslocamento permanente dos átomos
• Altera a estrutura interna do material
• Permanente
• Talco
Parte da energia deformações plásticas não homogêneas; dispersão de
energia em microfendas; elevações da temperatura nas extremidades da fenda
Programa de Especialização Profissional
F
80
e P
80
Relação de redução
80
80
P
F
R
r
=
Rr = Relação de redução;
F
80
= tamanho das partículas na alimentação;
P
80
= tamanho das partículas no produto.
FUNDAMENTOS DA COMINUI FUNDAMENTOS DA COMINUIÇ ÇÃO ÃO
Dureza é resistência ao riscamento, ou seja, materiais duros são
resistentes à abrasão, mas tendem a ser frágeis, isto é, a
quebrarem-se com facilidade.
Tenacidade é a capacidade de resistir ao impacto. Essas
propriedades são, na maioria das vezes, incompatíveis.
Programa de Especialização Profissional
Energia específica
energia consumida por tonelada de minério alimentado (líquido)
kwh/t
Carga circulante
evitar a entrada de partículas abaixo do tamanho desejado no
interior das máquinas de fragmentação;
encaminhar partículas para equipamentos que possam fazer sua
fragmentação com maior eficiência;
aumentar a capacidade de produção dos equipamentos de
cominuição;
obter produtos com granulometria mais uniforme.
Objetivos da
carga
circulante
P
R
M
M
CC =
FUNDAMENTOS DA COMINUI FUNDAMENTOS DA COMINUIÇ ÇÃO ÃO
Programa de Especialização Profissional
Teorias da Fragmenta Teorias da Fragmentaç ção ão
Kick ⇒ ⇒⇒ ⇒ energia requerida para produzir mudanças
análogas no tamanho de corpos geometricamente
similares é proporcional ao volume destes corpos
Rittinger ⇒ ⇒⇒ ⇒ energia especifica consumida na redução de
tamanho de um sólido é diretamente proporcional à nova
superfície específica gerada
|
|
¹
|

\
|
− ⋅ =
1 2
1
1 1
d d
K E
|
|
¹
|

\
|
⋅ =
1
2
2
ln
d
d
K E
Bond ⇒ ⇒⇒ ⇒ a energia associado ao processo de redução de
tamanho é proporcional ao comprimento das fissuras
iniciais que se desenvolvem no fraturamento das
partículas
|
|
¹
|

\
|
− ⋅ =
1 2
3
1 1
d d
K E
d
1
= diâmetro da maior partícula da alimentação
d
2
= diâmetro da maior partícula do produto
K
3
= 10 Wi
Programa de Especialização Profissional
Teorias da Fragmenta Teorias da Fragmentaç ção ão
Valores médios de Wi
43,56 1,75 Grafita 10,80 2,59 Feldspato
15,05 2,66 Granito 10,57 3,54 Minério Pb-Zn
14,93 2,81 Ouro 9,97 3,88 Magnetita
13,57 2,65 Quartzo 9,58 2,68 Quartzito
12,93 3,56 Hematítico 8,93 4,06 Pirita
12,73 3,20 Minério de Cu 8,91 3,01 Fluorita
12,54 2,65 Calcário 6,73 2,69 Gibsita
11,27 2,74 Dolomita 4,73 4,50 Barita
Wi
(kWh/907
kg)
Peso
Específico
(g/cm
3
)
Material
Wi
(kWh/907
kg)
Peso
Específico
(g/cm
3
)
Material
Wi = a energia específica para moer 1,0 tonelada curta (907 kg) do material
considerado de uma granulometria inicial teoricamente infinita até um
P
80
igual a 100 µm
Programa de Especialização Profissional
Teorias da Fragmenta Teorias da Fragmentaç ção ão
Geral (Charles)
n
x
dx
d K E d ⋅ − =
x = o tamanho médio das partículas,
n e k são constantes referentes ao material,
dE é a diferencial de energia necessária para gerar uma diferencial de
tamanho dx.
Integrando a equação para diferentes valores de n tem-se as expressões
das leis da cominuição.
“O trabalho necessário para realizar a variação de uma dimensão (x) em
um dado corpo é diretamente proporcional à variação da dimensão e
inversamente proporcional a uma potência dessa dimensão”
Programa de Especialização Profissional
Teorias da Fragmenta Teorias da Fragmentaç ção ão
As equações de Rittinger, Kick
e Bond podem ser obtidas a
partir da integração da
equação geral de energia para
n igual a 2; 1 e 1,5,
respectivamente.
n é então função do tamanho
de partícula e as três leis são
válidas para diferentes faixas
granulométricas.
Kick = Britagem
Kick n = 1
Programa de Especialização Profissional
MECANISMOS DA FRAGMENTA MECANISMOS DA FRAGMENTAÇ ÇÃO ÃO
Impacto ⇒ forças de fragmentação aplicadas de forma rápida e em
intensidade muito superior à resistência das partículas
Força mais eficiente em termos de utilização da energia.
Energia cinética de corpos em movimentos cadentes.
Geração de pequenos fragmentos.
v
Programa de Especialização Profissional
MECANISMOS DA FRAGMENTA MECANISMOS DA FRAGMENTAÇ ÇÃO ÃO
Compressão ⇒ mais utilizado na fragmentação - blocos de metros até
partículas micrométricas.
Forças de compressão de alta intensidade aplicadas de maneira lenta e
progressiva ⇒ aparecimento da fratura para aliviar o esforço.
Forças pouco superiores à resistência dos blocos rochosos ou partículas.
Geração de número reduzido de fragmentos homogêneos de tamanho
intermediário.
v
F
F
Programa de Especialização Profissional
MECANISMOS DA FRAGMENTA MECANISMOS DA FRAGMENTAÇ ÇÃO ÃO
Cisalhamento ou abrasão ⇒ forças de baixa intensidade, insuficientes
para provocar fraturas ao longo de toda a partícula
Prevalece uma concentração de esforços na área periférica da partícula ⇒
aparecimento de pequenas fraturas.
Consumo de energia é elevado.
Geração de partículas muito pequenas e arredondadas que convivem com a
original.
v
F
F
F’
F’
As etapas de fragmentação grossa e intermediária são feitas através
de equipamentos denominados britadores e a fina em moinhos.
Programa de Especialização Profissional
Introdução
Sum Sumá ário rio
Fundamentos da Cominuição
BRITAGEM
Peneiramento
Conceitos Fundamentais
Moagem
Classificação
Operação
Programa de Especialização Profissional
BRITAGEM BRITAGEM
Britagem - primeiro estágio do processo de fragmentação ⇒ fase grosseira
da fragmentação dos minerais, ou seja, o conjunto de operações que visam a
fragmentação dos blocos de minério provenientes da mina (m ao cm).
Pouco eficiente – Baixa relação de redução Estágios – depende do tamanho
das partículas na alimentação e desejada no produto.
Divisão básica em primária e secundária.
Britagem primária - alimentação é o ROM ⇒ localização próxima ou
dentro da cava, operação a seco e circuito aberto com ou sem grelha para
escalpar alimentação.
Britagem secundária - alimentação é o produto da britagem primária
(< 15 a 30 cm) operação normalmente via seco com circuito fechado ou
aberto.
Programa de Especialização Profissional
BRITAGEM BRITAGEM
0,85 75 Quartenária
3,5 75 Terciária
19,0 635 Secundária
100,0 1500 Primária
Produto Alimentação
Tamanho Máximo (mm)
Estágio de Britagem
Não há rigidez na classificação de tamanhos
Programa de Especialização Profissional
BRITAGEM BRITAGEM
Definição dos termos
AA; APA; APF; L; α
ME = movimento do excêntrico
Programa de Especialização Profissional
BRITAGEM BRITAGEM
Britagem primária primeira fase do processo de fragmentação;
equipamentos de grande porte instalados dentro da cava da mina ou
o mais próximo possível.
estruturalmente reforçados
britagem móvel permite maior flexibilidade e reduz o transporte nas
operações subseqüentes.
Essa etapa é usualmente realizada a seco, em circuito aberto, com ou
sem grelha para escalpar alimentação. A relação de redução máxima
utilizada nessa fase da britagem é da ordem de 8:1.
Para esse estágio são utilizados os britadores de mandíbula, giratórios,
de impacto e de rolos dentados.
Programa de Especialização Profissional
BRITAGEM BRITAGEM
Britadores
Britadores de Mandíbulas
Britadores Giratórios
Britadores Cônicos
Britadores de Impacto
Britadores de Rolos
Programa de Especialização Profissional
BRITAGEM BRITAGEM
Britadores de mandíbulas
Indicados para fragmentação de blocos de
elevadas dimensões e dureza
A câmara de britagem é formada por duas
mandíbulas sendo uma fixa e outra móvel
ligada ao excêntrico, que fornece o
movimento de aproximação e afastamento
entre elas.
O bloco de minério alimentado na boca do
britador vai descendo entre as mandíbulas
enquanto recebe as forças de compressão
responsável pela fragmentação.
O movimento da mandíbula móvel está
associado a dois volantes que têm como
principal função armazenar energia
cinética durante a operação do britador .
Programa de Especialização Profissional
BRITAGEM BRITAGEM
Alimentação nominal = 0,5 a 1,5 m
Velocidade = 200 a 350 rpm
Programa de Especialização Profissional
BRITAGEM BRITAGEM
Dodge
Blake
Trajetória elíptica
Movimento é pendular
Custos de capital 50% mais elevados
Materiais mais abrasivos e de difícil
fragmentação
Produtos mais uniformes
Menor custo de investimento
Produtos menos uniformes
Programa de Especialização Profissional
BRITAGEM BRITAGEM
Características dos britadores de mandíbulas
Longa vida dos mancais graças ao uso de rolamentos de rolos
autocompensadores reforçados;
Máquinas robustas e resistentes devido aos eixos forjados de
grande diâmetro;
Queixo fundido em aço carbono de longa vida útil;
Resistente carcaça monobloco soldada, incorporando os mancais
de rolamentos.
Programa de Especialização Profissional
BRITAGEM BRITAGEM
Revestidas com placas de desgaste,
aço especial contendo cerca de 12 a 14 % de
manganês resistência ao impacto e abrasão.
Os perfis dos dentes, bem como a espessura das
mandíbulas, podem ser otimizados e combinados
com as melhores ligas de aço manganês para
aumentar ao máximo a produtividade e
minimizar os custos de operação.
O ângulo de abertura das mandíbulas é geralmente inferior a 30
o
para
evitar que as partículas alimentadas sejam expelidas pela máquina. Esse
ângulo é função do tamanho da alimentação e do coeficiente de atrito entre
o material e as mandíbulas.
Programa de Especialização Profissional
BRITAGEM BRITAGEM
Padrão de desenho das mandíbulas
Programa de Especialização Profissional
BRITAGEM BRITAGEM
Um britador com 1000 x 1200 mm, apresenta boca retangular
com dimensões de 1.000 x 1.200 mm, medidos no plano
superior da zona de fragmentação.
A granulometria do produto é estabelecida pelo ajuste da
descarga
Razão de redução
máxima: 8:1
média 5:1.
VÍDEO 2 VÍDEO 1
Programa de Especialização Profissional
BRITAGEM BRITAGEM
Britadores Giratórios
Indicados para fragmentar grandes
tamanhos de alimentação em altíssimas
capacidades
Operação mais simples que os de
mandíbula podendo ser alimentados de
qualquer lado ⇒ permite uma pequena
armazenagem de material no topo.
A câmara de britagem é formada pelo
intervalo entre a superfície externa em
forma de tronco de cone com vértice para
baixo e a interna, móvel, com vértice para
cima.
O movimento da cabeça central é
excêntrico em relação à carcaça (manta)
fazendo com que toda a área externa da
carcaça seja utilizada na britagem garantido
grandes capacidades de operação.
Alimentação nominal
1 a 1,6 m
Grau de redução = 8/1
Programa de Especialização Profissional
BRITAGEM BRITAGEM
A cabeça de britagem se aproxima e se
afasta das paredes internas do manto
num movimento circular excêntrico.
A parte que se aproxima fragmenta as
partículas entre o manto e o cone por
compressão
No lado oposto as partículas encontram
espaço para se deslocarem por efeito da
ação da gravidade até serem contidas e
novamente fragmentadas pela ação de
um novo movimento de aproximação
Quando atingem o tamanho da abertura
são descarregadas na parte inferior do
britador.
Programa de Especialização Profissional
BRITAGEM BRITAGEM
Mina de Conceição - CVRD
Britadores Giratórios
As características que promovem
maior economia na britagem são:
capacidade excepcionalmente alta e
máxima vida útil dos revestimentos
⇒ ângulo agudo da câmara de
britagem ⇒ comprimento das
superfícies
longa vida útil e operação confiável ⇒ carcaça desenvolvida para
serviços extra pesados, um conjunto integral do eixo principal de
grande diâmetro e mancais de alto desempenho;
facilidade de manutenção.
Programa de Especialização Profissional
BRITAGEM BRITAGEM
Martelete
pneumático
Mina de Conceição - VALE
Programa de Especialização Profissional
BRITAGEM BRITAGEM
Giratório X mandíbulas
Maiores aberturas de entrada para mesma abertura de saída;
Maiores capacidades para a mesma abertura de saída;
Dispensa o uso de alimentador, podendo operar afogado e com
basculamento direto dos caminhões;
Para uma mesma abertura de entrada e mesma capacidade, permite
obtenção de produto mais fino;
Desgastes e custos de manutenção menores;
Elevada capacidade rara utilização de escalpe na alimentação;
Mais sensíveis à umidade da alimentação que dificulta o movimento do
material dentro da câmara.
Tamanho números que correspondem às aberturas de passagem entre a
manta e a aranha e o diâmetro da base do cone.
Britador giratório 5474 tem abertura livre de 54” e cone com base de 74”
Programa de Especialização Profissional
BRITAGEM BRITAGEM
Britadores Cônicos
Família dos giratórios, são usualmente
utilizados para a britagem secundária.
A diferença fundamental é que tanto o
manto quanto a cabeça cônica são
montados com os vértices voltados
para cima.
A altura do cone é reduzida em
relação ao diâmetro da base e o
manto fecha-se no topo permitindo
melhor aproveitamento do volume da
câmara para realizar o trabalho de
britagem secundária ou terciária.
Programa de Especialização Profissional
BRITAGEM BRITAGEM
Britadores Cônicos
Enquanto no britador giratório a
descarga se dá pela ação da gravidade,
no cônico a descarga é condicionada ao
movimento do cone.
A abertura de saída é controlada
através de um abaixamento ou
elevação do cone que, em alguns
britadores é feita através de
dispositivos hidráulicos.
Alimentação nominal
0,2 a 0,5 m
Grau de redução = 3/1 a 7/1
Programa de Especialização Profissional
BRITAGEM BRITAGEM
Britadores Cônicos
São fornecidos com diferentes tipos de câmaras, ou seja, para produção
de grossos, médios ou finos, permitindo conciliar as necessidades do
tamanho de alimentação com o do produto e aumentar a versatilidade
deste equipamento.
VÍDEO 1
VÍDEO 2
Programa de Especialização Profissional
Dispensa alimentador Exige alimentador Modo de Alimentação
Em torno de 8:1 Em torno de 5:1
Grau de Redução.
Valores Usuais Médios
Adequado-comparável com o de
mandíbulas (2 eixos)
Adequado para material abrasivo
Teor de Minerais
Abrasivos Altos
Pouco adequado
Mas adequado que o giratório e
menos adequado que os de impacto
e de rolo dentado
Materiais Úmidos com
Alto Teor de Argila
E mais adequado que o de
mandíbulas para materiais com
tendência a produzir partículas
lamelares
Pouco adequado para materiais com
tendência a produzir partículas
lamelares
Estratificação da Rocha
Sem restrição Sem restrição
Características
Mecânicas da Rocha
Idêntico ao de mandíbulas quanto
a finos. Mas apresenta top size
menor, para uma mesma abertura
de saída, britando materiais
lamelares
Recomendado quando é indesejável
grande quantidade de finos no
produto. O top size do produto é
alto para materiais lamelares
Granulometria do
Produto
Bom para capacidades médias e
altas
Bom para capacidades baixas e
médias (1000 t/h)
Capacidade
Britador
Giratório
Britador de
Mandíbulas
Características
Consideráveis
Programa de Especialização Profissional
BRITAGEM BRITAGEM
Britadores de Impacto
Projetadas para britagem primária e secundária
de materiais com baixo índice de abrasão
calcário, dolomita e carvão.
Limitação materiais abrasivos (sílica + óxidos
metálicos < 15 %).
Característica principal elevada produção com
alta relação de redução e menor consumo
energético, produzindo materiais cúbicos com
elevada concentração de finos.
Impacto é proporcional à massa das partículas,
as de maior tamanho sofrerão forças maiores e
se fragmentarão rapidamente enquanto as de
menor massa praticamente não sofrem fraturas.
Produto Partículas mais finas com formato
mais cúbico.
Alimentação nominal
0,2 a 0,8 m
Grau de redução
6/1 a 10/1
Programa de Especialização Profissional
BRITAGEM BRITAGEM
Os britadores de martelo consistem de
um eixo principal, rotor, onde estão
instalados os martelos.
O motor aciona os rotores que giram a
elevadas velocidades na câmara de
britagem 500 a 3000 rpm.
As partículas minerais entram no
britador e são golpeados pelo martelo
de alta velocidade e arremessadas na
parede, sendo reduzidas a tamanhos
pequenos por impacto.
Sob o rotor encontra-se uma placa com tela, de modo que os materiais com o
tamanho menor do que a abertura da tela saem do britador
O tamanho do produto final pode ser ajustado mudando a abertura da tela de
seleção.
VÍDEO 1
Programa de Especialização Profissional
BRITAGEM BRITAGEM
Britador de eixo vertical “rocha
contra rocha” Barmac.
Nesse tipo de britador o
material alimentado no topo da
máquina é acelerado pelo rotor
atingindo velocidades de saída
de até 105 m/s.
O rotor descarrega
continuamente o material em
uma cortina de partículas em
alta turbulência formada dentro
da câmara de britagem onde a
cominuição ocorre
primariamente por impacto e
atrito de rocha contra rocha.
Britador de impacto Barmac
Britagem autógena
Umidade de até 8%. Para materiais argilosos pode ser utilizado com um jato d'água
evitando acumulação excessiva de material contra as paredes.
Programa de Especialização Profissional
BRITAGEM BRITAGEM
Principais características do Britador Barmac:
Competitivo em termos de investimento de capital, especialmente quando
comparado com equipamentos convencionais de cominuição;
Exige poucos serviços de manutenção acompanhados de baixos custos
operacionais e de desgaste;
A tecnologia rocha-contra-rocha minimiza o consumo de peças de
desgaste;
Instalação rápida e fácil.
Proporciona maior liberação do mineral útil e maiores taxas de recuperação
em processamento de minérios metálicos;
Vários modelos para atender qualquer capacidade em aplicações terciárias
e quaternárias.
Programa de Especialização Profissional
BRITAGEM BRITAGEM
VÍDEO 1 VÍDEO 2
Programa de Especialização Profissional
BRITAGEM BRITAGEM
Britadores de Rolos
Este equipamento consiste de dois rolos de
aço girando à mesma velocidade, em sentido
contrário, guardando entre si uma distancia
definida. São destinados a materiais friáveis
ou de fácil fragmentação.
A alimentação é feita, lançando-se os blocos
de minério entre os rolos cujo movimento faz
com que os mesmos sejam forçados a passar
pela distância fixada previamente por
parafusos de ajuste. Esta ação promove a
fragmentação dos blocos.
Alimentação nominal
0,2 m
Grau de redução até 4/1
Programa de Especialização Profissional
BRITAGEM BRITAGEM
Britadores de Rolos
Esses britadores são muito conhecidos,
mas pouco usados industrialmente devido
a sua baixa capacidade e ao desgaste
muito intenso da superfície dos rolos,
acarretando deficiências operacionais
graves quanto à distribuição
granulométrica do produto.
Os rolos podem ser revestidos de materiais
lisos, ondulados e dentados dependendo
da aplicação desejada.
Programa de Especialização Profissional
Britadores de rolos dentados
Consiste de um rolo dentado que gira de
encontro a uma placa fixa ou contra outro
rolo dentado.
Aplicações = carvão, calcário, caulim,
fosfatos, ferro (materiais friáveis e pouco
abrasivos).
Alimentação nominal
0,10 a 0,3 m
Grau de redução = 2/1 a 4/1
BRITAGEM BRITAGEM
VÍDEO 1
Programa de Especialização Profissional
Britadores de rolos dentados
BRITAGEM BRITAGEM
VÍDEO 1
Programa de Especialização Profissional
BRITAGEM BRITAGEM
Exige alimentador Exige alimentador Modo de Alimentação
Alto. Brita qualquer bloco que caiba
na boca do britador. Todavia, a
presença de blocos grandes limita
bastante a capacidade
Grande o suficiente para muitas
vezes se fazer o trabalho de
brítagem primária e secundária
em uma só máquina
Grau de Redução.
Valores Usuais Médios
Como o de impacto, é limitado a
materiais pouco abrasivos
Geralmente restrito a materiais
com teor de sílica equivalente
menor que 15%
Teor de Minerais
Abrasivos Altos
Altamente efetivo para este tipo de
material
Como o britador de rolo, é
altamente efetivo para este tipo
de material
Materiais Úmidos com
Alto Teor de Argila
É efetivo para materiais com
tendência a produzir partículas
lamelares, mas o top size do produto
é alto
Altamente efetivo para materiais
com tendência a produzir
partículas lamelares
Estratificação da Rocha
Uso limitado a rochas de média
fragmentação ou para minerais moles
Uso limitado a rochas frágeis ou
elásticas
Características
Mecânicas da Rocha
E o britador primário que produz
menos finos. Apresenta top size do
produto alto
Caracterizado por alta produção
de finos
Granulometria do
Produto
Britador de
Rolo Dentado
Britador de
Impacto
Características
Consideráveis
Programa de Especialização Profissional
CIRCUITOS DE BRITAGEM CIRCUITOS DE BRITAGEM


M
Britagem primária
Britagem terciária
Peneira
Grelha
Bri tagem secundária
PRODUTO
ALIMENTAÇÃO
Programa de Especialização Profissional
M

Britagem
Primária
Britagem
secundária
Peneiramento
Carga
circulante
Produto
FECHADO NORMAL
M

Britagem
Primária
Britagem
secundária
Peneiramento
Carga
circulante
Produto
FECHADO REVERSO
CIRCUITOS DE BRITAGEM CIRCUITOS DE BRITAGEM
Programa de Especialização Profissional
BRITAGEM BRITAGEM
Prática operacional
Presença de materiais argilosos e úmidos na alimentação escolha do
britador de impacto que trabalha com melhor rendimento
Operação em condições extremas elevadas relações de redução
aberturas de descarga muito fechadas, os níveis de desgaste das peças são
mais acentuados aumentando os custos de operação e manutenção.
Os equipamentos de britagem necessitam de lubrificação constante, razão
pela qual os mais modernos trabalham com lubrificação forçada.
Modelos são dotados de dispositivos de proteção impedem a operação
enquanto os eixos e mancais não estiverem lubrificados. Os rolamentos são
vedados evitar a contaminação do sistema de lubrificação.
O parâmetro operacional mais importante dos britadores é a abertura de saída
que deve ser regulada em função das necessidades dos produtos.
Programa de Especialização Profissional
As falhas mais comuns encontrados em plantas de britagem
empastamento, ou seja, adesão de finos e materiais argilosos à
carcaça e cabeça de britagem reduzindo a área e o escoamento do
material;
entupimento decorrente da entrada de blocos grandes, de tamanho
maior que a capacidade do britador. Esse problema ocorre
freqüentemente em britadores primários que operam sem a proteção
da grelha;
atolamento decorrente do arranjo das partículas formando um arco
que as sustenta acarretando a parada de escoamento do material;
afogamento devido a redução de espaço disponível para o material
britado em função do fenômeno de empolamento.
BRITAGEM BRITAGEM
Programa de Especialização Profissional
Manter um check list diário do operador
BRITAGEM BRITAGEM
Sistema de lubrificação adequado
Recomendações para controle e manutenção
Distribuir uniformemente a alimentação
Instalar e manter instrumentos de alarme
Observar os períodos de manutenção preventiva.
Executar a inspeção diária em volta do britador
Inspecionar o desgaste normal dos revestimentos
Consertar a causa e não os sintomas dos problemas
Programa de Especialização Profissional
Introdução
Sum Sumá ário rio
Fundamentos da Cominuição
Britagem
PENEIRAMENTO
Conceitos Fundamentais
Moagem
Classificação
Operação
Programa de Especialização Profissional
Peneiramento é a operação de separação de uma população de
partículas em duas ou mais frações de tamanhos diferentes, mediante a
comparação de seu tamanho com um gabarito de abertura fixa e pré-
determinada. Processo probabilístico
Cada partícula tem apenas as
possibilidades de passar ou de ficar
retida. Os dois produtos chamam-se
oversize ou retido e undersize ou
passante.
Peneiramento Peneiramento
Os gabaritos podem ser grelhas de
barras paralelas, telas de malhas
quadradas, retangulares, alongadas
e de fios paralelos. Chapas
perfuradas e placas fundidas
Programa de Especialização Profissional
O peneiramento industrial é realizado com os seguintes objetivos:
evitar a entrada de partículas finas (undersize) em um dado
equipamento como por exemplo um britador, aumentando sua eficiência
e/ou capacidade;
evitar que o material retido (oversize) passe para os estágios
subseqüentes, como por exemplo em britadores em circuito fechado e
em operações de moagem;
preparar um produto final com o tamanho de partícula definido pela
especificação como por exemplo produtos de pedreiras.
Peneiramento Peneiramento
Programa de Especialização Profissional
Uma peneira eficiente deve ser capaz de fazer três atividades distintas:
transportar as partículas alimentadas em uma das extremidades da
superfície de peneiramento à outra;
promover a estratificação do material sobre a tela;
promover a comparação do tamanho das partículas com as dimensões
das aberturas da superfície, ou seja, o peneiramento propriamente dito.
Peneiramento Peneiramento
Para isso é necessário definir uma área de superfície de peneiramento com
espaço suficiente para garantir que o leito permaneça na tela até que todas
as partículas tenham chance de serem comparadas com o calibre.
O transporte do material depende do movimento da peneira que deve
promover um impulso a cada partícula, capaz de levantá-la e lançá-la 1 a 1½
aberturas a frente
Programa de Especialização Profissional
Estratificação: efeito do movimento vibratório.
Partículas menores escoam através dos vãos criados pelas maiores
Ficam em contato direto com a superfície de peneiramento
Partículas maiores se deslocam na parte superior da camada de minério
Fatores que afetam a estratificação:
Espessura da camada;
Tipo de vibração da peneira;
Inclinação da peneira;
Freqüência e amplitude do movimento da peneira;
Umidade superficial das partículas.
Peneiramento Peneiramento
Conceitos básicos
VÍDEO 2 VÍDEO 1
Programa de Especialização Profissional
Mecanismo de classificação
Região a-b: estratificação próxima à alimentação que atinge um máximo em b
Região b-c: peneiramento saturado com elevada probabilidade por ter muito material
fino
Região c-d: Separação por constantes tentativas devido à baixa probabilidade de
classificação
Peneiramento Peneiramento
Separação perfeita = peneira infinita
Eficiência adequada: 90 a 95%
Alimentação
Deck da
peneira
a b c d
Conceitos básicos
Tempo ou área
infinita separação
perfeita
Programa de Especialização Profissional
Peneiramento Peneiramento
As variáveis mecânicas que influenciam o peneiramento são:
forma de vibração;
sua amplitude e freqüência; e
inclinação da tela.
Vibração mecanismos vibratórios (massas excêntricas com amplitude
de 1,5 a 6 mm, operando numa faixa de 700 a 1000 rpm)
Frequência constante aumento da amplitude acarreta uma trajetória
mais elevada e longa das partículas (malhas de abertura maior)
Para que a partícula tenha, a cada pulso, um deslocamento de 1,0 a 1,5
aberturas da tela, tem-se como regra básica:
para malha maiores: amplitude maior e freqüência menor;
para malha menor: amplitude menor e freqüência maior
(problemas estruturais)
Programa de Especialização Profissional
Movimento vibratório
A partícula se deslocando não deve cair sobre a mesma abertura da tela
e nem pular muitas aberturas
Amplitude de 1,5 a 6 mm e freqüência de 700 a 1000 rpm
Maior malha ⇒ amplitude maior e rpm menor e vice-versa
Peneiras inclinadas: movimento circular no plano vertical
Peneiras horizontais: movimento capaz de transportar o material sem
ajuda da força da gravidade ⇒ movimento linear com ângulo de ≈ 45
o
Peneiramento Peneiramento
Conceitos básicos
Programa de Especialização Profissional
Probabilidade de separação: probabilidade de
passar
Função da relação entre o tamanho de uma dada
partícula (d) e a abertura da tela (a).
Partículas com (d) > 1,5 (a) tem uma
probabilidade muito pequena de passar pela
peneira.
Partículas com (d) < 0,5 (a) tem uma enorme
probabilidade de passar pela tela
Classe crítica: 0,5 (a) < (d) < 1,5 (a)
(determinam a eficiência e a capacidade de
peneiramento)
0,5 (a) < (d) < (a) ⇒ necessitam de várias
tentativas para passar pela tela
(a) < (d) < 1,5 (a) ⇒ ⇒⇒ ⇒ entopem grande número
de malhas antes de sair da peneira como retido
ou passante
a
d
Peneiramento Peneiramento
Conceitos básicos
Programa de Especialização Profissional
Peneiramento Peneiramento
Conceitos básicos
Os fatores que influenciam o comportamento das partículas sobre a superfície
de peneiramento e, portanto, a eficiência da operação, são:
Área e forma da malha: quadrada. retangular (vibração secundária dos fios);
inclinação de superfície: horizontal e inclinada;
tipo de equipamento: estacionário e móveis;
umidade e conteúdo de argila do material;
forma e características físicas das partículas dentre as quais podem ser
destacadas a densidade, porosidade, abrasividade e potencial elétrico;
percentagem de partículas com tamanho próximo a abertura da malha:
distribuição granulométrica da alimentação da peneira;
fluxo de alimentação e a espessura da camada de material sobre a
superfície;
percentagem de área aberta, isto é, relação entre as somas das áreas das
aberturas e a área total da superfície (tipo de superfície);
ângulo de incidência da alimentação: forma de alimentação.
Programa de Especialização Profissional
A faixa de tamanhos submetidos ao peneiramento vai desde 18"
(0,46 m) a 37 µm.
Podem ser usados:
Crivos;
grelhas;
peneiras fixas;
peneiras vibratórias horizontais ou inclinadas;
peneiras rotativas.
O peneiramento pode ser
a seco quando é feito com o material na sua umidade natural (que
não pode, entretanto, ser muito elevada)
a úmido quando o material é alimentado na forma de uma polpa ou
recebe água adicional através de sprays.
Peneiramento Peneiramento
Conceitos básicos
Programa de Especialização Profissional
Crivos: são constituídos por chapas metálicas perfuradas. Os furos
dos crivos geralmente são oblongos mas podem também ser de
outros formatos geométricos, tais como circulares, elípticos ou
mesmo quadrados
Peneiramento Peneiramento
Crivos
Programa de Especialização Profissional
Grelhas
Conjunto de barras metálicas justapostas uma às outras podendo ser
inclinadas ou horizontais, vibratórias ou estacionárias, usualmente utilizadas
na alimentação de britadores.
Abertura: entre 10 e 50 mm.
Inclinação das grelhas (α) situa-se entre 0 e 50º
Fator de projeto da ordem de 2 t/h.m
2
Peneiramento Peneiramento
Programa de Especialização Profissional
Grelhas fixas
Conjunto de barras paralelas espaçadas por um valor pré-determinado, e
inclinadas 35° a 45 ° na direção de fluxo
Circuitos de britagem para separação de blocos de 7,5 a
0,2 cm
Separação a seco
Eficiência ∼ 60%
(não há estratificação)
Peneiramento Peneiramento
Programa de Especialização Profissional
Grelhas vibratórias
Semelhantes às grelhas fixas, mas sua superfície está sujeita a
vibração. São utilizadas antes da britagem primária quando é
necessário escalpar a alimentação do britador (fração de finos maior
que 30%).
Peneiramento Peneiramento
Video 1
Programa de Especialização Profissional
Peneiramento Peneiramento
As principais características das grelhas
Vibratórias são:
Estrutura monobloco soldada e
reforçada;
Trilhos conjugados em aço com grande
resistência à abrasão e impacto;
Adequada amplitude e freqüência de
vibração, proporcionam alta capacidade
de produção e evitam o entupimento
dos trilhos;
Proteção das chapas laterais e da caixa
de alimentação contra o desgaste.
Programa de Especialização Profissional
Peneiras
Define-se o peneiramento industrial, como processo de classificação de
um material granular pelo tamanho das partículas em duas ou mais
frações, mediante a uma ou mais superfícies perfuradas.
Pode ser realizado:
A seco até 1,7 mm
A úmido até 250 µm
As peneiras podem ser:
Fixas
Vibratórias
Peneiramento Peneiramento
Programa de Especialização Profissional
Tipos de peneiras:
Fixas: DSM
Móveis: rotativas e vibratórias
Retilíneas: superfície da peneira é plana
Curvas: superfície da peneira é curva
Horizontal: velocidade de peneiramento de 0,2 a 0,3 m/s
Inclinada: velocidade de peneiramento de 0,3 a 0,6 m/s
Peneiramento Peneiramento
Programa de Especialização Profissional
Equipamentos de alta capacidade
Superfície côncava formada por barras na
forma de cunha.
A concavidade da tela cria forças centrífugas
que facilitam o contato da suspensão contra
a sua superfície.
As telas possuem barras com ranhuras
orientadas perpendicularmente a passagem
de material.
Camadas sucessivas e adjacentes de líquido
passam entre as ranhuras arrastando as
partículas pequenas para o compartimento
undersize.
Peneiramento Peneiramento
Peneiras Fixas: DSM (Dutch State Mines)
Programa de Especialização Profissional
Se aplicam à:
desaguamento de suspensões;
circuito fechado de moagem quando a
granulometria do produto é grossa;
peneiramento a úmido de materiais
finos até 50 µm;
diâmetro de corte depende da
percentagem de sólido da polpa;
elevada capacidade de produção, da
ordem de 100 m
3
/h por metro de
largura de leito para abertura de 1,0 a
1,5 mm.
Peneiramento Peneiramento
Peneiras Fixas: DSM (Dutch State Mines)
Alimentadas pela gravidade ou bombeamento
Programa de Especialização Profissional
Peneiras Rotativas (trommel)
superfície de peneiramento cilíndrica ou ligeiramente cônica;
movimento através de rotação em torno do eixo longitudinal;
O eixo possui uma inclinação que varia entre 4° e 10 °
Peneiramento Peneiramento
Programa de Especialização Profissional
Peneiramento Peneiramento
Peneiras Rotativas (trommel)
Programa de Especialização Profissional
Peneiras Vibratórias
São constituídas por um chassis robusto apoiado em um sistema de
molas e acionadas por um mecanismo que permite movimentos
vibratórios de diferentes trajetórias e amplitudes. Podem ter suporte
para mais que uma tela (deck) e serem horizontais e inclinadas.
Peneiramento Peneiramento
Programa de Especialização Profissional
Peneiras Vibratórias Horizontais
Movimento vibratório praticamente retilíneo, num plano inclinado em
relação à superfície de peneiramento
Capacidade 40% maior que a peneira vibratória inclinada de mesma área
Peneiramento Peneiramento
Programa de Especialização Profissional
Peneiramento Peneiramento
Faixa de operação:
Seco: 2½ a 1/8 polegadas
Úmido: 2½ a 48 # (296 µm)
Menor entupimento das telas.
Velocidade de transporte: 12 m/min
Peneiras Vibratórias Horizontais
Programa de Especialização Profissional
Peneiramento Peneiramento
Peneiras horizontais (low head)
Classificação final de produtos e em
processos de lavagem e desaguamento dos
mais variados materiais.
Principais características construtivas
movimento vibratório linear gerado por um
par de vibradores auto-sincronizados,
permitindo o transporte horizontal do
material.
Utilização restrita a plantas com limitação
de espaço para a instalação de peneiras
inclinadas.
Programa de Especialização Profissional
Peneiramento Peneiramento
Limites práticos de operação das peneiras horizontais
A eficiência das peneiras horizontais é tão baixa que têm sido
frequentemente utilizadas como desaguadoras.
As peneiras desaguadoras são utilizadas na saída de classificadores
espirais e pós-estágios terciário e quaternário de peneiramento, onde
houver adição de água. A função básica é recuperar os finos de produtos
presentes na polpa.
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Peneiras Vibratórias Inclinadas
movimento vibratório caracterizado por impulsos rápidos, normais à
superfície, de pequena amplitude (1,5 a 25 mm) e de alta freqüência
(600 a 3600 movimentos por minuto), sendo produzidos por
mecanismos mecânicos ou elétricos.
Peneiramento Peneiramento
Programa de Especialização Profissional
Peneiras Vibratórias Inclinadas
movimento vibratório circular ou elíptico neste mesmo plano
capacidade varia entre 50 a 200 t/m
2
/mm de abertura/24h
movimento alternado praticamente no mesmo plano da tela
Inclinação de 15 a 35°
Velocidade de transporte de 0,3 a 0,6 m/s
Peneiramento Peneiramento
Programa de Especialização Profissional
Peneiramento Peneiramento
Peneiras vibratórias de inclinação variada (banana)
Concebidas para manuseio de elevadas
taxas de alimentação de sólidos com
grandes quantidades de partículas
menores que a abertura da malha do
deck.
A inclinação inicial de 25 a 30
o
, diminui
na parte central para 10 a 15
o
, chegando
a valores entre 0 e 5
o
. A peneira dispõe
de um movimento linear de vibração no
final para o escoamento do material,
devido à pequena inclinação.
A consecutiva mudança de inclinação do deck ao longo do seu comprimento
diminui a velocidade de transporte, mas a quantidade sobre a tela é também
cada vez menor, mantendo a camada de material em nível otimizado.
Programa de Especialização Profissional
Peneiramento Peneiramento
Princípio de operação da peneiras vibratórias de inclinação variada (banana)
Substituição das peneiras convencionais com ganhos
Programa de Especialização Profissional
Peneiras vibratórias Derick de elevado ângulo
Desenvolvida para permitir a remoção de partículas finas e lisas que
tendem a obstruir a tela. O ângulo de inclinação elevado auxilia na
remoção eficientemente os minerais lamelares e lamas da argila,
permitindo peneiramentos com tela de até 38 µm (400 #).
Peneiramento Peneiramento
Programa de Especialização Profissional
Peneira vibratória
Derick instalada na
Unidade industrial de
Conceição da CVRD
Peneiramento Peneiramento
Programa de Especialização Profissional
Peneiramento Peneiramento
Principais falhas nas etapas de peneiramento
Peneiramento a seco ⇒ aumento da umidade ⇒ perda de eficiência Operações
de peneiramento são viáveis com umidade usualmente menor que 5 a 8% e a
úmido com concentração de sólidos maior que 60%.
Programa de Especialização Profissional
Peneiramento Peneiramento
Principais falhas nas etapas de peneiramento
2. Freqüências de vibração muito elevadas impõem esforços mecânicos
muito grandes sobre as estruturas levando à fadiga dos materiais tanto
durante a operação como na partida e parada da peneira. Isto limita o
tamanho das peneiras
3. Barras de reforço anteriormente soldadas às laterais da peneira foram
substituídas pelo dobramento das extremidades com o propósito de
diminuir as tensões residuais causadas pela temperatura.
4. Evitar que as freqüências naturais de ressonância dos materiais sejam
coincidentes com dos movimentos de vibração das peneiras, o que pode
acarretar quebras estruturais graves.
5. Utilizar baixas freqüências para peneiramento de partículas finas.
6. O sistema de frenagem dos motores das peneiras também é muito
importante, principalmente considerando as peneiras de alta freqüência.
Programa de Especialização Profissional
Introdução
Sum Sumá ário rio
Fundamentos da Cominuição
Britagem
Peneiramento
Conceitos Fundamentais
MOAGEM
Classificação
Operação
Programa de Especialização Profissional
MOAGEM MOAGEM
Último estágio do processo de fragmentação (cm ao µm). É a área de
fragmentação que requer maiores investimentos e maior gasto de energia
operação chave para o bom desempenho de uma instalação de tratamento.
Redução de tamanho entre duas superfícies independentes onde não é
desejado:
Submoagem ⇒ produto grosso com
baixo grau de liberação ⇒ recuperação
do bem mineral inferior ao desejado.
Sobremoagem ⇒ reduz o tamanho das
partículas desnecessariamente ⇒
Aumento do consumo de energia e as
perdas no processo.
Programa de Especialização Profissional
Combinação das forças:
• Impacto
• Atrito
Corpos moedores
• Barras cilíndricas
• Bolas
• Cylpebs - tronco de cone
• Ballpeb
• Seixos
• Fragmentos do minério
Carga = corpos moedores + material a ser fragmentado
Carga = 30 a 50 % do volume interno do moinho
MOAGEM MOAGEM
Programa de Especialização Profissional
Moagem a úmido: Polpas de minério e água
Vantagens
Requer apenas 77% da potência necessária ao mesmo serviço a seco
(ação lubrificante e transportadora da água)
Facilidade de controle (percentagem de sólidos e nível da descarga da
polpa )
Baixos níveis de poluição
Desvantagens
Consumos de corpos moedores 5 a 7 vezes maior - oxidação e corrosão
Consumo de revestimento maior
Moagem a seco: processos a seco, remoção de líquidos cara ou onerosa e
produtos que reagem com a água dispositivos auxiliares para contenção de
poeira e transporte de sólidos
MOAGEM MOAGEM
Programa de Especialização Profissional
MOAGEM MOAGEM
Eficiência energética da moagem ⇒ 2% a 3%, em relação à produção de área
superficial adicional ⇒ desenvolvimento de novos tipos de moinhos com melhor
desempenho.
Devido a simplicidade, robustez e confiabilidade, os moinhos tubulares ainda são
os mais utilizados em operações de tratamento de minérios.
São cilindros rotativos, revestidos internamente, onde é realizada a
fragmentação pela ação de corpos moedores.
diâmetro D

capacidade
comprimento L
Tempo
(pés)
Descrever
Diâmetros
padronizados, ½ em
½ pé
Comprimentos
variados
Programa de Especialização Profissional
MOAGEM MOAGEM
Alimentação dos moinhos:
Bico de papagaio
Moinhos pequenos - circuitos
fechados com classificador
Tubo
Circuito fechados com
hidrociclones
Tambor
Moagem a seco ou úmido
Pode ser utilizado em
conjunto com o bico de
papagaio
Programa de Especialização Profissional
MOAGEM MOAGEM
A bola acompanha o movimento do moinho ação da força centrífuga
Até altura na qual seu peso se iguala a essa força trajetória parabólica até
atingir a base do moinho onde o processo reinicia.
Força centrífuga
anula o peso
A: os corpos moedores se movem uns
sobre os outros em camadas
concêntricas
B: os corpos moedores rolam para
baixo gerando moagem por choque
C: corpos moedores caem sobre o
revestimento e as partículas
produzindo moagem por impacto
C
Programa de Especialização Profissional
MOAGEM MOAGEM
Cascata velocidades baixas e/ou revestimentos lisos os corpos
moedores girem uns sobre os outros em camadas concêntricas acarretando a
moagem por atrito e compressão.
Esse regime de moagem favorece a
produção de finos e o elevado
desgaste dos revestimentos.
Programa de Especialização Profissional
MOAGEM MOAGEM
Catarata velocidade de operação elevada e/ou revestimentos mais
agressivos os corpos moedores são projetados descrevendo uma trajetória
parabólica e batendo contra a carcaça fragmentação por impacto
A moagem por impacto assume
maior proporção e o produto terá
uma granulometria mais grossa, com
menor desgaste dos revestimentos.
Velocidades mais elevadas

corpos moedores cairão diretamente
sobre o revestimento, em posição
anterior à carga do moinho.
Programa de Especialização Profissional
MOAGEM MOAGEM
Cascata Catarata
Programa de Especialização Profissional
Velocidade crítica = ponto de mudança de trajetória circular para parabólica.
Nc = velocidade crítica (rpm)
D = diâmetro interno do moinho (m)
d = diâmetro da bola ou da barra
( ) d D
Nc
×
=
30 , 42
Faixa de operação entre 40 e 80% da velocidade crítica
MOAGEM MOAGEM
Fatores contribuem para a definição do regime de operação do moinho.
tipo de revestimento - os mais lisos favorecem ao regime de cascata;
volume da carga de bolas – maior volume favorece ao regime de catarata;
tamanho da maior bola – bola maior favorece o regime de catarata
Programa de Especialização Profissional
Moinhos revestidos internamente (aços especiais, ferro fundido, cerâmica,
plático e borracha)
• proteger a carcaça
• diminuir escorregamento da carga moedora
• adequar levantamento e trajetória da carga moedora
MOAGEM MOAGEM
Programa de Especialização Profissional
Revestimentos peças moduladas fixadas às carcaças por meio de parafusos.
Parafusos são de aço especial resistente às condições extremamente adversas a
que estão sujeitos no interior do moinho.
Revestimentos são constituídos de placas de desgaste que podem ser metálicas,
cerâmicas, plástico ou borracha
MOAGEM MOAGEM
Os revestimentos de aço maior aplicação mundial
Aplicações a seco e via úmida
Padrão ondulado.
Onda dupla aplicado em moinhos secundários e
de remoagem e o de onda simples para moinhos
primários de bolas e de barras.
Moinhos semi-autógeno (SAG) e autógeno (AG)
instalação de barras elevatória
Programa de Especialização Profissional
MOAGEM MOAGEM
Revestimentos de borracha final da década de 60
Propriedades:
mais leves;
absorvem parte do ruído;
facilitam a manutenção;
resistência maior ao desgaste.
Aplicação:
Moinhos secundários, terciários e de remoagem.
Usualmente projetado como barra elevatória.
Um número considerável de formas e combinações diferentes de barras
elevatórias e placas torna possível ajustar o projeto às suas respectivas
aplicações.
Em alguns casos, pode-se utilizar borracha maciça, até mesmo com o
padrão do tipo ondulado.
Programa de Especialização Profissional
MOAGEM MOAGEM
Revestimento combinando metais e borracha
Combina as melhores propriedades da borracha e do aço para obtenção de
melhores resultados
Utiliza ligas de aço e ferro branco, mais duras e mais resistentes ao desgaste
do que aquelas que podem ser utilizadas em revestimento de aço maciço, e a
borracha, capaz de absorver as forças de impacto
Aplicação moagem primária (moinhos de bolas, de barras, autógenos e
semi-autógenos).
Mantém seu perfil constante durante toda a vida útil, graças às específicas
propriedades de resistência ao desgaste apresentadas pelo material.
Programa de Especialização Profissional
MOAGEM MOAGEM
O tipo certo de revestimento, componente e perfil é fundamental para a otimizar a produção
do moinho e o custo total da moagem, incluindo energia, corpos moedores e manutenção
Programa de Especialização Profissional
Moinhos de Barras
Carga moedora ⇒ barras de aço cilíndricas.
Relação comprimento / diâmetro (L/D) > 1,25 / 1.
Barras 150 mm menores que o moinho e de aço de alto carbono.
Operação usual em circuito aberto.
MOAGEM MOAGEM
Alimentação
38,1 a 12,5 mm
Recomendada

80% < 19,0 mm
Produto
4,76 a 0,5 mm
Substituição à britagem final de materiais argilosos e úmidos
Programa de Especialização Profissional
Tipos de
descarga
MOAGEM MOAGEM
Overflow
Periférica central
Periférica de topo
Moinhos de Barras
moagem a úmido
moagem grossa a
úmido ou seca
moagem a seco
Programa de Especialização Profissional
MOAGEM MOAGEM
Aplicação:
Primeiro estágio de moagem após a britagem.
O produto da moagem em barras alimenta um moinho de bolas para
maior redução da granulometria.
Atualmente os moinhos autógenos ou semi-autógenos têm substituído os
moinhos de barras tanto no último estágio de britagem quanto no
primeiro de moagem nos circuitos de beneficiamento de minérios de
maior capacidade.
Programa de Especialização Profissional
MOAGEM MOAGEM
Moinhos de Barras - Funcionamento
Espaços entre as barras de tamanho decrescente da alimentação para a
descarga do moinho.
Partículas movem-se até que suas dimensões se equiparam às dos espaços.
Ficam retidas entre as barras até serem fraturadas.
As forças de cominuição são mais acentuadas sobre as partículas grossas.
Partículas finas preenchem os vazios intersticiais das barras.
Os espaços intersticiais entre as barras têm aproximadamente a metade do
tamanho daqueles obtidos com moinhos de bolas nas mesmas condições
Menores quantidades de material podem ser contidas entre as barras,
prevenindo a sobremoagem.
Moinho vazio barras paralelas umas com
as outras
Alimentação de partículas sólidas
separação das barras abrindo um feixe
Programa de Especialização Profissional
MOAGEM MOAGEM
Arranjo de descarga
Overflow
Periférica de
topo
Periférica
central
Processo de
moagem
somente via
úmida
Via seca ou
úmida
Via úmida ou
seca
Taxa máxima de
redução
15 - 20 : 1 12 - 15 : 1 4 - 8 : 1
Granulometria típica
da moagem
10 - 35 mesh 4 - 12 mesh 3 - 6 mesh
Capacidade
Normal Normal Dupla
% da velocidade
crítica
60 - 65 65 - 70 65 - 70

Moinhos de Barras
Diâmetro máximo = 12,5 ft Comprimento máximo = 20 ft
Catarata danos estruturais ao moinho e cruzamento das barras
Programa de Especialização Profissional
MOAGEM MOAGEM
Programa de Especialização Profissional
MOAGEM MOAGEM
Moinhos de Barras
Vídeo 1 Vídeo 2
Programa de Especialização Profissional
Moinhos de Bolas
Carga moedora ⇒ esferas de aço fundido ou forjado, ferro fundido, cylpebs ou
ballpebs.
Comprimento útil da câmara menor que o dobro do diâmetro
Operação usual em circuito fechado.
MOAGEM MOAGEM
Alimentação recomendada
80% < 12,4 mm
Moagem fina alimentação
de 14 a 28 malhas (1,19 a
0,59 mm)
Produto
80% < 0,42 mm
até extremamente fina
Programa de Especialização Profissional
MOAGEM MOAGEM
Moinhos de Bolas – Corpos moedores
ballpeb cylpeb bola
Zircônia
Cerâmica
Aço
Programa de Especialização Profissional
MOAGEM MOAGEM
Moinhos de Bolas
Descarga por overflow
Grelha ou espiral reversa
Descarga diafragma
Disco crivado
Orifícios abertos de dentro para fora visando prevenir entupimentos
Diafragma permitir que somente partículas de um dado tamanho passe
através dele. Tempo de residência das partículas menor que com saída por
overflow Menor geração de finos
Maiores consumo de energia (≈ 15%), desgaste de corpos moedores e custos
de manutenção utilização restrita às condições de fluxos especiais.
Programa de Especialização Profissional
MOAGEM MOAGEM
Moinhos de Bolas
VU – 65-70%
VS – 70-78%
68 - 78 65 - 70
% da velocidade
crítica
30 - 50% 35 – 50% 40 - 45% Volume de carga
Circ. A. 3,5-5,0:1
Circ. F. 2,5-3,5:1
1 - 1,5 : 1 1 - 1,5 : 1 Relação L / D
<1/2” <1/2” 10 - 14 mesh
Tamanho máx. da
alimentação
150 - 325 mesh
VU – 100 mesh
VS – 325 mesh
Fino – 200 mesh Produto típico
Fechado ou aberto Fechado Usualmente fechado Circuito
Via seca ou úmida Via seca ou úmida Somente via úmida Processo de moagem
Compartimentado Diafragma Overflow
Arranjo de descarga
Programa de Especialização Profissional
MOAGEM MOAGEM
Moinhos de Bolas
Vídeo 1
Programa de Especialização Profissional
MOAGEM MOAGEM
Moinhos de Bolas
Grelha
Revestimento
Corpos moedores
Programa de Especialização Profissional
Moagem - Autógena/Semi-autógena
MOAGEM MOAGEM
O termo autógeno pode ser compreendido como o que faz por si próprio
(autos próprio, genos= produção).
Usam fragmentos grandes do próprio minério ou mistura de fragmentos e
bolas como corpos moedores (10 a 15% do volume útil).
Possibilitam redução de custo
de corpos moedores e eventual
eliminação de estágios de
britagem.
Programa de Especialização Profissional
Moagem - Autógena/Semi-autógena
MOAGEM MOAGEM
Diâmetro ≥ comprimento
(D/L 1/1 a 3/1)
Relação diâmetro/comprimento = 1:1
Consomem mais potência por tonelada
moída
Geram produtos mais finos.
% de enchimento de carga de 25 a 35%
do volume do moinho e 70 a 80% da
velocidade crítica.
Relação diâmetro/comprimento ≥ 1:1
Minas de cobre, ferro e ouro
Capacidades médias ou altas
Descarga por grelha
Revestimentos tipo placa e barra
elevatória
velocidade variável
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Moagem - Autógena/Semi-autógena
MOAGEM MOAGEM
Autógena completa, ou FAG ⇒ o minério, que vem da mina sem
nenhuma, ou com pouca britagem (dependendo da técnica de desmonte), é
todo alimentado no moinho autógeno; no classificador que trabalha
acoplado ao moinho, o material é retirado na granulometria desejada.
Semi-autógena, ou SAG ⇒ carga moedora composta pelo próprio
material e carga complementar de bolas para facilitar a fragmentação da
fração mais resistente denominada crítica que consome quantidade
significativa de energia.
Autógena parcial ⇒ somente o moinho de bolas é substituído por um
moinho autógeno. Nesse caso o ROM é peneirado, separando a fração
adequada para servir como meio moedor, britado e alimentado no circuito
de moagem.
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Moagem - Autógena/Semi-autógena
MOAGEM MOAGEM
Os pedaços maiores ou seixos, separados para uso na moagem autógena parcial,
devem estar entre 25 e 75 mm e são escolhidos de forma a terem o mesmo
peso que as bolas que eles devem substituir.
Como a densidade do minério
é mais baixa que a das bolas,
estes moinhos necessitam
maiores volumes e/ou
maiores velocidades que os
de bolas correspondentes.
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Moagem - Autógena/Semi-autógena
MOAGEM MOAGEM
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MOAGEM MOAGEM
Vídeo 1
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Circuito aberto
Moinhos de barras
Processos em que a redução da água no produto seja ineficiente
Moagem extremamente fina e com algumas partículas acima do
tamanho especificado
Circuito fechado
Uma partícula pode voltar ao moinho diversas vezes até alcançar a
especificação
Carga circulante: % de retorno sobre a alimentação nova do moinho.
Configurações típicas
MOAGEM MOAGEM
Circuitos de moagem
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Alimentação
Produto
Circuito aberto
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Circuito fechado direto
Carga circulante adequar a distribuição granulométrica do produto do moinho.
Um aumento da carga circulante elevação na massa de sólidos no interior do
moinho redução no tempo de residência das partículas
redução na geração de finos
Produto
Alimentação
Carga Circulante
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Circuito fechado reverso
Alimentação
Produto
Carga Circulante
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Alimentação
Produto
Carga Circulante
Circuito fechado misto
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Carga moedora
Volume da carga moedora percentagem do volume útil do moinho ocupado
pela carga
Moinhos de bolas com descarga por diafragma ≤ 50%
por overflow ≤ 45%
Moinhos de barras ≤ 40%.
Escolha do tamanho dos corpos moedores

Corpos maiores aumento da pressão entre as superfícies em contato,
tornando possível a quebra de partículas maiores.
Corpos menores aumento da superfície disponível de atrito entre corpos
moedores moagem de pequenas partículas

Existe um tamanho ótimo de corpo moedor que deve ser utilizado para
dimensionamento da carga inicial e para reposição
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MOAGEM MOAGEM
Tamanho da maior barra
( )
4 , 25
281 , 3 %
160
5 , 0
75 , 0
×
(
(
¸
(

¸

|
|
¹
|

\
|
× ×
×
× =
D Vc
Sg Wi F
R
R = diâmetro da barra (mm)
F = d
80
da alimentação (µm)
Sg = peso específico do material (g/cm
3
)
Wi = Work index (kwh/t)
%Vc = percentagem da velocidade crítica (decimal)
D = diâmetro interno ao revestimento (m)
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Tamanho da maior bola
B = diâmetro da bola (mm)
F = d
80
da alimentação (µm)
Sg = peso específico do material (g/cm
3
)
Wi = Work index (kwh/t)
%Vc = percentagem da velocidade crítica (decimal)
D = diâmetro interno ao revestimento (m)
( )
4 , 25
281 , 3 %
34 , 0
5 , 0
×
(
(
¸
(

¸

|
|
¹
|

\
|
× ×
×
×
|
¹
|

\
|
=
D Vc
Wi Sg
K
F
B
335 Aberto ou fechado Seca Diafragma
330 Aberto ou fechado Úmida Diafragma
350 Aberto ou fechado Úmida Overflow
Fator K Circuito Moagem Via Descarga
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Fragmentação de partículas finas as tensões capazes de gerar quebra
aumentam com a redução do tamanho de partícula, ou seja, partículas
de maior volume têm maior probabilidade de apresentarem falhas
estruturais, facilitando a fragmentação.
Nos últimos anos tem sido verificado um aumento nas pesquisas e o
desenvolvimento de moinhos capazes de executar a fragmentação fina
com maior eficiência energética. Dentre esses equipamentos se
destacam os moinhos vibratórios e os verticais.
Moinhos especiais
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Moinho vibratório
Dois ou três cilindros são
conjugados num único moinho. Os
cilindros alcançam comprimentos
de até 4 m, diâmetros de 0,65 m e
capacidades de 20-40 t/h.
Granulometria da alimentação
entre 1 a 10 mm, permitindo a
obtenção de produtos cujos limites
superiores da granulometria
variam entre 40 e 500 µm.
São operados com meio-moedores
muito finos.
Moagem movimento da carga vibratória decorrente da vibração provocada
pelo movimento oscilante da carcaça, em trajetória circular de alta freqüência
Moagem de materiais friáveis e abrasivos, com resistência alta ou média e baixas
taxas de desgaste do moinho e meio moedor.
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Moinho vibratório
Nos moinhos vibratórios, a intensidade dos impactos do meio moedor diminui
com a distância da parede, razão pela qual os diâmetros dos moinhos
horizontais não ultrapassam 0,65 m.
Principais características:
alta eficiência devido ao movimento circular em alta rotação junto com a
vibração, conferindo 30 a 40% a mais de energia à moagem;
alto enchimento de bolas (80%) com intenso impacto/atrito/cisalhamento;
pode ser utilizado com circuito aberto ou fechado, via seca ou úmida;
baixo tempo de retenção (30-40 segundos) minimizando a sobremoagem;
pode ser aplicado em metais (ligas), abrasivos (sílica), agregados (areias),
pigmentos de tinta e outros;
baixo custo operacional e de instalação, ocupando pouco espaço.
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Moinho Vertical
Moagem de material abaixo
de ¼” gerando produto na
faixa de 74 µm (200 mesh) a
2 µm ou ainda mais fino.
Aplicações contínuas ou
intermitentes em circuito
aberto ou fechado.
Potência de 20 até 1500 hp
com capacidades de até
100 toneladas por hora de
produto.
Vídeo 1
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MOAGEM MOAGEM
Moinho Vertical
O moinho vertical apresenta as seguintes vantagens:
maior aproveitamento da energia com menor ruído;
menor geração de produtos com granulometria fina;
menores custos operacionais com menos peças móveis;
menores custos de instalação e menos tempo de parada para manutenção;
exige menos espaço de piso e a fundação é mais simples.
Diferentes tipos de corpos moedores: bolas de aço e seixos cerâmicos ou
naturais etc. São agitados por uma espira de rosca dupla suspensa (ou
agitador de carga)
Esses moinhos têm sido utilizados com sucesso para moagem fina e ultra-fina;
re-moagem de minérios diversos; moagem de calcário; moagem fina de
reagentes químicos e hidratação de cal.
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MOAGEM MOAGEM
A polpa entra em abertura na parte superior do
moinho. Uma bomba centrífuga promove uma
recirculação da polpa, criando uma aceleração
ascendente que provoca a classificação de
partículas na parte superior. Na parte inferior do
moinho as partículas de tamanho pequeno
sobem e as maiores são arrastadas juntamente
com os corpos moedores para a base onde são
moídas por atrito/abrasão. A pressão
relativamente alta entre os corpos moedores e
as partículas contribui para melhorar a
eficiência de moagem.
O material é levado para cima pelas roscas e se precipita no espaço existente entre as
extremidades dessas e o diâmetro interior do corpo do moinho. A polpa transborda para fora
do corpo do moinho e se deposita num tanque separador, equipado com dispositivos de
controle que dividem a polpa nos fluxos de processo e de reciclagem. O fluxo de reciclagem
retorna próximo à base do moinho e o de processo se torna produto acabado ou alimenta um
sistema externo de classificação
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Pistãos hidráulicos forçam um dos rolos contra o outro rolo que é fixo. A
pressão comprime um leito de partículas levando à quebra “entre partículas” e
induzido trincas residuais. Aplicações em carvão, calcário, cimento, produção
de pellet feed e outros produtos.
MOAGEM MOAGEM
Apresentam como vantagem um menor consumo de energia para uma dada
relação de redução, quando comparado aos moinhos convencionais de bolas.
Por outro lado, o elevado desgaste dos rolos acarreta altos custos
operacionais.
Moinhos de rolos de alta pressão
(HPGR - high pressure grinding rolls)
Criam micro fissuras que reduzem o consumo energético nas operações
subseqüentes de fragmentação.
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Um dos rolos é fixo e o outro é montado em blocos, livre para se movimentar
nas pistas, em ângulo reto ao eixo do rolo. Controle hidráulico do movimento
determinado pela pressão nos acumuladores pneumáticos e hidráulicos. O gás
nitrogênio e o óleo são separados por um pistão, no interior dos acumuladores.
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Moinhos de rolos de alta pressão
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10 - 2000 t/h Produção
100 - 4000 kW Potência motor
2000 - 8500 KN/m Pressão
0,5 - 2,0 m/s Velocidade periférica do
rolo
260 - 1600 mm Largura do rolo
750 - 2100 mm Diâmetro do rolo
Faixa de Valor Parâmetro
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Moinhos de rolos de alta pressão
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Moinhos de rolos
de alta pressão
1- Dispositivo de alimentação
2- Porta dosadora
3- Placa de ajuste
4- Rolos
5- Proteção do rolo
6- Eixo cardam e engrenagens
7- Mancal rolamento cilíndrico
8- Cilindro hidráulico
9- Corpo da máquina
10- Sistema de pressão hidráulico
11- Plataforma de operação
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Moinhos de rolos de alta pressão
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Moinhos de rolos de alta pressão
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Introdução
Sum Sumá ário rio
Fundamentos da Cominuição
Britagem
Peneiramento
Conceitos Fundamentais
Moagem
CLASSIFICAÇÃO
Operação
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CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
Classificação operação destinada a promover a separação de um
conjunto de partículas em duas frações granulométricas distintas.
A separação das partículas ocorre de acordo com suas taxas de
sedimentação na fase fluida.
Nas operações de classificação são obtidos dois produtos:
Underflow fluxo contendo partículas com maior velocidade de
sedimentação e, portanto, maiores ou de maior densidade. Esse fluxo tem
geralmente elevada concentração de sólidos.
Overflow produto contendo as partículas com menor velocidade de
sedimentação e a maior quantidade da água presente na alimentação.
Variando a força efetiva de separação a classificação pode ser feita em
estágios gerando produtos de tamanho intermediários.
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CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
Lamas materiais de granulometria inferior àquela adequada a um dado
processo de concentração
Prejudicam o rendimento de uma planta industrial de processamento
mineral Não se comportam conforme o esperado e consomem
quantidades significativas de reagentes.
Para eliminação das lamas contidas em um dado minério, ou geradas nos
processos de fragmentação, esses materiais são usualmente deslamados.
A deslamagem é, portanto, uma operação de classificação onde a fração
ultrafina, impossível de ser tratada através de um dado processo, é
separada do fluxo de alimentação de uma dada operação de concentração
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Queda livre em meio viscoso
Partículas esféricas isoladas (rígidas), imersas em um meio viscoso e
submetidas a um campo de força externo, após um estágio inicial de
aceleração decrescente, desenvolvem uma velocidade terminal de equilíbrio
E = empuxo (N)
R = resistência (N)
P = Força resultante atuando sobre a partícula (N)
A velocidade de sedimentação depende do número de Reynolds
CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
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Número de Reynolds adimensional – representa a relação entre as
forças inerciais e as forças viscosas num dado regime fluidodinâmico
Onde:
d é o diâmetro da partícula em m;
v é a velocidade de queda da partícula em m/s;
ρ ρρ ρ
S
é a massa especifica da partícula (sólido) em kg/m
3
;
η ηη η é a viscosidade dinâmica do fluido dada em Pa.s.
O valor limite de Reynolds não é bem definido e depende do fluido
Re < 0,2 ⇒ escoamento lamelar (ou laminar);
0,2 > Re > 3000 ⇒ escoamento intermediário;
Re > 3000 ⇒ escoamento turbulento (ou turbilhonar).
η
ρ v d
R
S
e
. .
=
CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
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Quando o regime é laminar, a velocidade de queda da partícula esférica
isolada é dada pela equação de Stokes
Equação de Stokes
Premissa: resistência ao movimento é proporcional à velocidade
v é a velocidade de sedimentação em m/s;
d é o diâmetro da partícula em m;
g é a aceleração da gravidade em m/s
2
;
ρ ρρ ρ
S
é a massa especifica da partícula (sólido) em kg/m
3
;
ρ ρρ ρ
f
é a massa especifica do fluido em kg/m
3
;
η ηη η é a viscosidade dinâmica do fluido dada em Pa.s.
( )
η
ρ ρ
. 18
. .
2
f S
g d
v

=
CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
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Condições de aplicação da equação de Stokes
Meio contínuo e infinito (sem efeito de paredes);
A partícula não é tão pequena como as moléculas;
Partículas isoladas;
Partículas rígidas (sem convecção interna);
Não existem interações eletrostáticas entre as partículas.
CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
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Quando o regime é turbulento, a velocidade da partícula esférica isolada é
dada pela equação de Newton
Equação de Newton
Premissa: premissa de que a resistência ao movimento é proporcional
ao quadrado da velocidade
v é a velocidade de sedimentação em m/s;
d é o diâmetro da partícula em m;
g é a aceleração da gravidade em m/s
2
;
ρ ρρ ρ
S
é a massa especifica da partícula (sólido) em kg/m
3
;
ρ ρρ ρ
f
é a massa especifica do fluido em kg/m
3
;
( )
2
1
. . . 03 , 3
(
(
¸
(

¸

=
f
f s
g d v
ρ
ρ ρ
CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
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Equação de Abraham (1970)
Carr coeficiente de arraste função do número de Reynolds
Algoritmo de cálculo
arr f
f s
C
g d
v
.
. ). (
.
3
4
ρ
ρ ρ −
=
2
06 , 9
1 . 284 , 0
(
(
¸
(

¸

+ =
e
arr
R
C
Para o regime é intermediário, foram proposta inúmeras equações
problemas de aderência com os dados experimentais
CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
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CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
Classificadores mecânicos dispositivos mecânicos para remoção da fração
grossa do equipamento.
Classificadores não mecânicos remoção do fluxo de underflow utilizando
propriedades hidrodinâmicas desse fluxo e das forças gravitacional e/ou
centrífuga.
Embora uma grande quantidade de equipamentos sejam disponíveis para
classificação, os mais comumente utilizados em processamento mineral são os
hidrociclones, os classificadores espiral e os cones classificadores.
A seleção de um dado classificador para uma aplicação específica depende da
finalidade da classificação e da faixa granulométrica desejada. A aplicação
mais comum dos classificadores consiste no fechamento de circuitos de
moagem.
Classificadores
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CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
Hidrociclone
Hidrociclone década de 50 e rapidamente se tornou o equipamento
padrão de fechamento de circuitos de moagem
simplicidade de construção e de operação,
elevadas capacidades em termos de volume ou área ocupada,
operação estável,
baixos custos de capital e
pequeno espaço requerido para sua instalação.
Maior custo operacional que o classificador espiral energia gasta no
bombeamento da polpa e eficiência de classificação mais baixa.
Além da aplicação no fechamento dos circuitos de moagem, os hidrociclones
têm aplicação na deslamagem e desaguamento de polpas.
A classificação depende do tamanho, da densidade e do formato das
partículas.
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entrada da polpa = inlet
orifício de saída superior (finos) = vortex
orifício de saída inferior (grossos) = apex
CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
Hidrociclone
Constituído por uma parte cilíndrica e outra cônica e três orifícios.
As partes são segmentadas permitindo diversas combinações no conjunto final
com dimensões internas diversas sendo responsáveis pelo desempenho do ciclone
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A polpa é alimentada sob pressão tangencialmente
à seção cilíndrica, descrevendo uma trajetória
espiral Vortex primário na superfície interna das
paredes cilíndrica e cônica, com direção ao ápice
do cone. No Apex, somente uma parte do líquido é
descarregada como underflow, arrastando
preferencialmente as partículas grossas com
pequenas quantidades de finos.
O movimento espiral da polpa cria, no centro do
hidrociclone, uma região baixa pressão que conduz
à formação de um vortex secundário girando em
torno do eixo, em movimento ascendente. Nesse
vortex a maior parte da fase liquida, contendo as
partículas finas, é dragada forçando sua descarga
através da saída superior - overflow.
CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
Hidrociclone
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Princípio básico de separação sedimentação centrífuga partículas suspensas são
submetidas a uma aceleração centrífuga
O movimento circular da polpa acelera as partículas sólidas na direção das paredes do
ciclone.
Força centrífuga tende a levá-las para as paredes e descarregá-las como underflow
Força de dragagem na direção vertical imposta pelo movimento do fluxo ascendente.
Tende a descarregar pelo overflow.
Partículas mais grossas (de maior massa) sedimentam mais depressa no campo centrífugo,
ocupando o volume do ciclone próximo às paredes. No contato com as paredes elas perdem
velocidade devido ao atrito, sendo arrastadas para baixo e descarregando como underflow. As
partículas finas também tendem a ser projetadas em direção às paredes, mas quando
chegam lá encontram esse espaço já ocupado pelas partículas grossas e são dirigidas para a
região central do ciclone onde encontram o fluxo ascendente do vortex finder, sendo
arrastadas e descarregadas como overflow.
CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
Hidrociclone
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Apex
Vortex
Alimentação
CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
Hidrociclone
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Forças atuantes no sistema:
Força centrífuga
Força de arraste - fluxo de polpa que é dirigido
para o vortex
m = massa da partícula
w = velocidade angular
v = velocidade tangencial
r = raio de giro
2
w r m Fce ⋅ ⋅ =
r
v m
Far
2

=
Se a ação da força centrífuga for superior à de arraste, as partículas se
moverão radialmente para a parte externa e, caso contrário, as partículas se
moverão radialmente na parte interna do equipamento
CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
Hidrociclone
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No encontro dos dois fluxos verticais, um
descendente e outro ascendente, existe um
lugar geométrico onde a velocidade vertical é
nula, denominado manto. As partículas que
estão neste lugar têm chances iguais saírem no
underflow e no overflow.
Partículas sólidas de maior massa (função do
tamanho e da massa específica) são
descarregadas pelo apex, sendo praticamente
impossível seu arraste pelo vórtice ascendente
Partículas menores podem sair em qualquer um
dos fluxos, dependendo concentração de sólidos
na polpa e da quantidade de partículas no
manto.
A velocidade do vórtice ascendente e a
capacidade de arrastar partículas maiores, é
função da pressão de alimentação no ciclone.
CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
Hidrociclone
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Região A, junto a parede superior do ciclone, contém uma polpa
cuja distribuição granulométrica é similar a da alimentação do
ciclone, ou seja, partículas que não sofreram classificação e serão
descarregadas como overflow por curto-circuito.
Seção cilíndrica B é preenchida, basicamente, pelas partículas de
maior tamanho, prontas para serem descarregadas como
underflow.
Região C na parte superior da seção cônica, em torno do vortex
finder, onde predominam as partículas finas que serão
descarregadas como overflow.
Região D é uma toróide compreendida entre as três seções
anteriores, o lugar geométrico do ciclone onde efetivamente
ocorre a classificação. Nessa região a distribuição granulométrica
é mais concentrada no tamanho de partículas intermediário
quando comparada com a da alimentação.
CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
Hidrociclone
Programa de Especialização Profissional
CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
Hidrociclone
A posição de operação do ciclone não
tem influência sobre seu desempenho,
uma vez que a aceleração da
gravidade é pequena em relação à
aceleração centrífuga, que pode ser
até 4.000 vezes maior em ciclones
pequenos. A posição de instalação só
terá uma pequena influência para
ciclones de grande porte, operando
com pressão de alimentação baixa
Dependendo da aplicação e das características do material a ser tratado, os
ciclones podem ser fabricados em diferentes materiais tais como: poliuretano,
aço revestido em borracha, aço revestido em poliuretano, aço inoxidável etc.
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Descarga tipo cordão: utilizada quando o objetivo
principal consiste no adensamento do underflow. Nessa
condição o diâmetro do apex é suficiente para a descarga
dessa fração (boa para desaguamento)
Descarga em spray: condição em que o diâmetro do
apex está grande, maior que o necessário, acarretando o
arraste de partículas finas para o underflow.
Descarga em cone: o ciclone opera em condição ideal de
classificação de tamanho de partículas
O diâmetro do orifício do apex é uma importante no desempenho do ciclone
Controle do diâmetro do orifício dos apex introdução de um tubo com o diâmetro
adequado (embuchamento), regulagem através de dispositivos de controle por ar
comprimido e utilização de apex de borracha ajustados com abraçadeiras
CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
Hidrociclone
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Efeito das variáveis
As variáveis que afetam o desempenho dos ciclones podem ser divididas em
dois grupos: as que são dependentes da geometria do ciclone (variáveis de
projeto) e as operacionais
As variáveis decorrentes da geometria do ciclone incluem
diâmetro do ciclone;
forma e dimensão da abertura de alimentação;
os tamanhos do vortex finder e do apex;
ângulo da parte cônica.
As variáveis operacionais mais importantes são
pressão;
taxa de fluxo;
concentração de sólidos na polpa;
distribuição granulométrica da fase sólida;
densidade e viscosidade da polpa.
CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
Hidrociclone
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Efeito das variáveis
Uma vez que a maioria dessas variáveis apresenta interações entre si, não é
possível avaliá-las independentemente. O desempenho do ciclone é usualmente
avaliado a partir da curva de partição, da relação entre overflow e underflow e
da pressão de alimentação
diâmetro do ciclone: a dimensão básica do ciclone é definida a partir do
diâmetro da parte cilíndrica. Essa dimensão define a capacidade e o tamanho
de corte do equipamento. Existe uma grande quantidade de ciclone com
diâmetros do variando desde 10 a 1200 mm. Nesses ciclones é possível a
utilização de diferentes tamanho de vortex finder, apex, abertura de
alimentação e ângulo da parte cônica. Um aumento no diâmetro do ciclone
propicia uma elevação na capacidade e no tamanho de corte;
CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
Hidrociclone
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Efeito das variáveis
diâmetro do vortex finder: o diâmetro do vortex finder pode ser variado
em um mesmo ciclone de forma a permitir regular a capacidade e o tamanho
de corte em um dado intervalo. O diâmetro máximo do vortex finder está
limitado pela possibilidade de curto-circuito do material de alimentação para
o overflow sem classificação. Essa é a razão pela qual a altura dessa peça
deve ser tal que a sua extremidade inferior fique ligeiramente abaixo da
borda inferior do bocal de alimentação. O aumento do diâmetro do vortex
finder propicia um aumento no tamanho de corte;
CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
Hidrociclone
área da abertura de entrada: a velocidade tangencial da polpa na parte
cilíndrica do ciclone é determinada pela área aberta do bocal de alimentação.
Os diversos ciclones existentes podem ser fornecidos com diferentes
tamanhos de abertura de entrada para ajustá-los à capacidade e
classificação desejados. Um aumento na área de abertura de alimentação do
ciclone propicia uma elevação na capacidade e no diâmetro de corte. Essa
abertura pode ser fornecida com seção cilíndrica ou retangular. Alguns
autores consideram que a entrada retangular parece ter um desempenho
melhor;
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Efeito das variáveis
altura da parte cilíndrica: maiores alturas da parte cilíndrica têm efeito de
melhorar a eficiência de corte dos ciclones;
CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
Hidrociclone
diâmetro do apex: o diâmetro do apex apresenta uma pequena influência
no diâmetro de corte. Sua principal influência consiste na eficiência do corte
e e na concentração de sólidos do underflow. Um aumento no diâmetro do
apex do ciclone acarreta uma ligeira redução no tamanho de corte e um
significativo aumento na diluição da polpa no underflow;
ângulo da parte cônica: o ângulo da parte cônica do ciclone tem um efeito
importante sobre a eficiência da classificação. Uma redução nesse ângulo
tende a aumentar a eficiência de separação devido a obtenção de um
underflow mais limpo;
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Efeito das variáveis
pressão de alimentação: um aumento na pressão de alimentação do
ciclone eleva o campo centrífugo propiciando uma redução no diâmetro de
corte;
CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
Hidrociclone
concentração de sólidos na polpa: um aumento na concentração de
sólidos na polpa acarreta uma elevação na densidade da polpa e na
viscosidade do meio, dificultando a sedimentação das partículas que tendem
a sair no fluxo de overflow. Em função disso, verifica-se que o aumento da
concentração de sólidos na polpa acarreta uma elevação no diâmetro de
corte;
presença de grande quantidade de lama: o aumento na quantidade de
material ultrafino na alimentação do ciclone acarreta uma aumento na
viscosidade da polpa dificultando a sedimentação e, portanto, aumentando o
diâmetro de corte.
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Ciclone de fundo
chato
CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
Hidrociclone
Objetivo: realizar classificações granulométricas com diâmetro de
corte elevado, podendo chegar até 0,8 mm.
Princípio de funcionamento: formação de um leito de material
espessado no fundo do ciclone. A parte superior do leito gira
radialmente enquanto a base sofre atrição com a parede do fundo,
que tende a diminuir a circulação. A diferença da velocidade angular
entre o topo e a base do leito forma-se fortes correntes de convecção
no sentido vertical movimento para baixo junto à parede e para
cima no centro do ciclone. A resultante desses fluxos cria uma
condição de meio denso que propicia a separação das partículas
maiores e mais pesadas junto às paredes. Na base do ciclone
aparecem correntes radiais que levam as partículas grandes para o
centro do ciclone, onde existe a abertura de saída.
Correntes
convecção
Ao contrário do que ocorre no caso dos ciclones convencionais, a influência do diâmetro do
apex sobre o corte desse ciclone é bastante acentuada. É possível operar com pequenos
diâmetros de apex obtendo-se tamanho de corte mais grosso, com maior eficiência.
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Instalação
CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
Hidrociclone
Os ciclones são usualmente instalados em posições elevadas alimentação
bombeada a uma pressão ajustada em função do corte granulométrico
desejado aproveitar a gravidade para transporte do over e under.
Bombas centrífugas horizontais revestidas com materiais resistentes à
corrosão por abrasão, alimentadas através de caixas com controle automático
de nível. A utilização de selo mecânico para vedação do eixo dessas bombas é
recomendada.
Instalações industriais utilizam ciclones com o diâmetro definido nos testes
piloto. Uma vez que as vazões industriais são significativamente superiores
àquelas utilizadas na escala piloto, frequentemente torna-se necessária a
instalação de mais que um ciclone em paralelo utilizando a mesma bomba de
alimentação.
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CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
Hidrociclone
Distribuidores radiais capazes de
distribuir uniformemente a alimentação e
coletar os produtos overflow e underflow.
Os ciclones são montados radialmente em
torno de alimentador central. Um medidor
de pressão é instalado no centro do
distribuidor controle da pressão
Distribuidor da alimentação
Calhas de recebimento dos produtos
Os sistemas utilizados com essa finalidade, denominado canisters ou,
popularmente, Aranha, devem ser capazes de suportar a instalação de um
número par de ciclones. Quando um determinado ciclone é desligado por
exigência operacional ou para manutenção, o ciclone radialmente oposto deverá
ser também desligado de forma a garantir uma simetria na distribuição de fluxos.
Cada ciclone é precedido de uma válvula
de isolamento que permitir a manutenção
individual sem parada do sistema.
Programa de Especialização Profissional
Classificador espiral ou “de parafuso”
faixa de aplicação = 1000 a 44 µm
alimentação transversal
diâmetro espiral = 0,3 m a 3 m
submersão da espiral = 100% a 150%
hélice = passo simples, duplo ou triplo
rotação da espiral = 2,6 a 12 rpm
empregado com frequência na classificação de minério de ferro para
separação das frações correspondentes a sinter feed e pellet feed
desaguamento e lavagem de areias
Tanques com bacia de sedimentação onde os finos saem por transbordo
(overflow), e os grossos são removidos pelo fundo (underflow), arrastados pela
espiral.
CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
Classificador espiral
Programa de Especialização Profissional
Classificador espiral ou “de parafuso” Metso
CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
Classificador espiral
Programa de Especialização Profissional
São caracterizados pelo diâmetro da hélice
Os modelos distinguem-se pelo posicionamento terminal da hélice em
relação ao nível máximo de trabalho do tanque
CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
Classificador espiral
100% de
submergência
125% de
submergência
150% de
submergência
Entrada tripla
Entrada simples
Entrada dupla
Podem ser fabricados com hélices de passo simples, duplos e triplos
Programa de Especialização Profissional
Inclinação de base de 15 a 30
º
drenagem da água produção de um
underflow com concentrações de sólidos de até 70%.
As partículas finas, de baixa velocidade de sedimentação, e a fase líquida
encontram uma corrente horizontal na parte superior do tanque de
sedimentação descarregadas no overflow.
Classificador Espiral
A polpa é alimentada na abertura
lateral do tanque de sedimentação.
As partículas de maior massa
sedimentam e encontram a base do
transportador helicoidal, sendo
descarregadas na saída superior.
CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
Classificador espiral
Programa de Especialização Profissional
D
A = Camada de fundo
B = Material sedimentando e que será transportado pelas espirais
C = Sólidos mantidos em suspensão, funciona como meio classificador
= Corrente horizontal em direção ao vertedouro
A
B
C
D
alimentação
overflow
underflow
CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
Classificador espiral
Programa de Especialização Profissional
A
B
C
D
alimentação
overflow
underflow
CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
Classificador espiral
Programa de Especialização Profissional
Regimes de operação:
Queda impedida ou classificação - % de sólidos mais elevada,
a região C tem o papel mais importante na separação
Queda livre ou correntes - polpa diluída, separação controlada
por corrente horizontal na região D
A
B
C
D
alimentação
overflow
underflow
CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
Classificador espiral
Programa de Especialização Profissional
A
B
C
D
alimentação
overflow
underflow
CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
Classificador espiral
Regime de classificação partículas sólidas afundam, penetram e permanecem na
região C por um período de tempo determinado.
Nas partículas mais pesadas a resultante entre as forças atuantes (peso, empuxo e
resistência) é para baixo afundam e entram na seção B. São capturadas pelo
movimento de arraste da espiral e são conduzidas até o ponto de descarga do underflow.
Partículas mais leves, com massa insuficiente para atravessar a seção C, retornam à
seção D, onde encontram a corrente horizontal, responsável pelo seu transporte para o
overflow.
Nesse regime a classificação das
partículas é função das condições da
seção C.
Maior a porcentagem de sólidos corte
mais grosso.
No regime de classificação, a regulagem
da operação é feita pelo controle da
diluição da polpa dentro do classificador.
Programa de Especialização Profissional
A
B
C
D
alimentação
overflow
underflow
CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
Classificador espiral
Classificação por corrente elevada diluição da polpa de alimentação.
Baixa concentração de sólidos aumento nas forças das correntes horizontal, no sentido
do vertedor, e vertical, ascendente.
Partículas mais grossas e mais pesadas afundam rapidamente e atingem o fundo do
classificador, de onde são removidas pelo arraste da espiral.
Partículas mais finas e mais leves não conseguem afundar e são transportadas pelas
correntes próximas à superfície e descarregam com o overflow.
Uma partícula somente sairá no overflow
caso não consiga atingir a interface de
separação entre as zonas A e B. A
posição dessa interface depende da
vazão, diluição, e viscosidade da polpa
alimentada.
Corte mais grosso concentrações de
sólidos na polpa mais baixas, ou seja, o
inverso do mecanismo anteriormente
descrito.
Programa de Especialização Profissional
Variáveis que afetam o diâmetro de corte dos classificadores espiral são:
ângulo de inclinação da base da helicóide;
velocidade de transporte;
altura e largura da bacia de sedimentação;
profundidade de imersão da helicóide (100 a 150%)
Os classificadores espiral utilizados no desaguamento são similares aos
empregados para classificação granulométrica de minérios, operando em
condições que favorecem ao desaguamento, tais como:
imersão de 150% da helicóide, aumentando área de classificação;
máximo ângulo de inclinação da base;
maiores comprimentos de helicóide, permitindo um percurso mais longo
entre a coleta da partícula e seu descarregamento no underflow e,
conseqüentemente, melhor desaguamento.
CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
Classificador espiral
Programa de Especialização Profissional
A operação do classificador espiral é relativamente simples.
Controle do diâmetro de corte ajuste na concentração de sólidos no
overflow.
Para uma mesma condição de operação, um aumento na concentração de
sólidos no overflow acarreta uma elevação no tamanho de corte maior
dificuldade de sedimentação das partículas.
Existe uma concentração crítica, abaixo do qual essa tendência se inverte,
que varia em função da taxa de alimentação do classificador. Taxa de
alimentação mais elevada concentração crítica mais alta diâmetro
crítico maior.
A taxa de alimentação apresenta pouco efeito sobre o diâmetro de corte para
classificações realizadas em concentrações de sólidos superiores à crítica.
Se a taxa de underflow for maior que a capacidade de transporte de grossos
do classificador, o regime de operação passará a ser intermitente, ou seja,
haverá descarga periódica de material grosso no overflow.
CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
Classificador espiral
Operação
Programa de Especialização Profissional
CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
Classificador espiral
Operação
• aumentar a altura do vertedor aumento de área e a um regime menos
turbulento na superfície, favoráveis à classificação mais fina;
• variar a inclinação do classificador variações na área da bacia e na
capacidade de transporte;
• variar a velocidade da espiral capacidade de transporte. Pode ter efeito
na classificação devido à maior ou menor turbulência na bacia de
sedimentação.
Segundo Beraldo, o controle do tamanho de corte no classificador pode
ainda ser realizado da seguinte forma:
A porcentagem de sólidos no underflow é função da granulometria, da
densidade do material, do comprimento da espiral e do nível de
submergência da hélice.
Para melhorar a limpeza do underflow, pode ser adicionada água de
lavagem na parte emersa da espiral.
Programa de Especialização Profissional
Eficiência de corte de classificadores hidráulicos

Curva de Partição

% em peso de cada tamanho de partícula da alimentação que se reportou
ao underflow x tamanho de partícula
d
50
tamanho de separação em que as partículas têm igual probabilidade de
estar no underflow e overflow, ou seja, 50% das partículas daquele tamanho,
presentes na alimentação, se reportaram ao underflow.
Eficiência do corte inclinação da curva no ponto central, ou seja, quanto
maior a inclinação da curva, mais eficiente terá sido a separação.
CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
Curva de partição
Programa de Especialização Profissional
imperfeição do corte
50
25 75
d 2
d d
I


=
10 100 1000
Tamanho (µm)
0
20
40
60
80
100
P
e
r
c
e
n
t
a
g
e
m
d50=103 µm
CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
Curva de partição
Programa de Especialização Profissional
No underflow de qualquer processo de classificação hidráulica podem ser
encontrados os seguintes tipos de partículas:
partículas que aparecem no “produto” como resultado de um processo
efetivo de classificação;
partículas transferidas diretamente da alimentação para o “produto” devido
a um efeito de arraste hidráulico ou “curto-circuito” (bypass) – este efeito
está diretamente relacionado com a proporção de água que passa para o
underflow.
Curva de partição corrigida considera somente as partícula efetivamente
classificadas.
CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
Curva de partição corrigida
Programa de Especialização Profissional
Equação que relaciona a partição real com a corrigida em função da partição da água Rf
percentagem da água alimentada que vai para o underflow
100
Rf 100
Rf partição
corrigida partição ×


=
CLASSIFICA CLASSIFICAÇ ÇÃO ÃO
Curva de partição corrigida
10 100 1000
Tamanho (µm)
0
20
40
60
80
100
P
e
r
c
e
n
t
a
g
e
m
d50=103 µm
d50 corrigido=141 µm
d
50(Corrigido)
: diâmetro das partículas cuja separação efetiva – resultante do processo efetivo de
classificação – ocorre na proporção de 50% da massa alimentada aparecendo no underflow.
Programa de Especialização Profissional
Introdução
Sum Sumá ário rio
Fundamentos da Cominuição
Britagem
Peneiramento
Conceitos Fundamentais
Moagem
Classificação
OPERAÇÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM
Programa de Especialização Profissional
Operação de circuitos de moagem
um único ou em vários estágios;
circuitos abertos ou fechados;
com ou sem classificação inicial da
alimentação para retirada do excesso de finos
naturais.
OPERA OPERAÇ ÇÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM ÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM
Dimensionamento de
circuitos de moagem
tipo de produto desejado;
características do processo;
custos de investimento e operacionais envolvidos.
instalações de moagem
Programa de Especialização Profissional
Concentração de sólidos
elevada dispersão das partículas reduzindo o número e
a efetividade dos choques entre os corpos moedores e
o material a ser moído.
baixa eficiência de moagem
grande intensidade de choques entre os corpos
moedores e o revestimento do moinho
aumento significativo do consumo de metais
barulho do moinho é muito intenso.
% de sólidos
baixa
aumento na viscosidade da polpa associada
amortecimento da ação dos corpos moedores
Dificuldade de transporte no interior do moinho.
% de sólidos
elevada
OPERA OPERAÇ ÇÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM ÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM
Variáveis operacionais
Programa de Especialização Profissional
Concentração de sólidos
Reagentes de capazes de reduzir a viscosidade da polpa podem aumentar a
capacidade de produção um dado moinho (efeito nas operações seguintes)
Concentração de sólidos ótima função da distribuição granulométrica da
alimentação, da carga circulante e peso específico do minério a ser moído
ação na operação do conjunto moinho-classificador para obter maior
eficiência da moagem.
Quantidade de finos deficiência dificulta a fluidez da polpa e piora a
ação de moagem
excesso pode acarretar um aumento excessivo
da viscosidade da polpa.
É possível operar a etapa de classificação com eficiências mais baixas
sem prejudicar o rendimento do conjunto moinho-classificação
Referência (Beraldo) % de sólidos para moagem de minérios com
densidade da ordem de 3,0 g/cm
3
e sem argila 75 a 80%. Materiais
argilosos 60%
OPERA OPERAÇ ÇÃO DE CIRCUITOS DE ÃO DE CIRCUITOS DE
MOAGEM MOAGEM
Variáveis operacionais
Programa de Especialização Profissional
Carga circulante
No início da operação de circuitos fechados de moagem a produção é
pequena, inferior à massa alimentada distribuição granulométrica
do produto mais fina que o diâmetro de corte do equipamento de
classificação
Aumento da carga circulante redução na distribuição granulométrica
da alimentação efetiva e da descarga do moinho
À medida que a carga circulante aumenta, a quantidade de finos na
descarga do moinho e o diâmetro de corte do equipamento de
classificação também aumentam devido à elevação da concentração de
sólidos na polpa
A diferença entre as massas alimentada e produzida constitui a carga
circulante que cresce continuamente até que o equilíbrio seja atingido
A condição de equilíbrio pode ser ajustada atuando na diluição da
polpa de alimentação do moinho ou do equipamento de classificação,
na pressão do ciclone (quando for o caso), e outras variáveis
OPERA OPERAÇ ÇÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM ÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM
Variáveis operacionais
Programa de Especialização Profissional
Carga circulante
A estratégia mais utilizada no controle de moagem é, portanto:
controlar a granulometria do produto pelo ajuste da porcentagem de
sólidos da alimentação do equipamento de classificação. Um aumento do
fluxo de água de diluição acarreta a obtenção de uma carga circulante
maior e, consequentemente, um produto mais fino
manutenção da carga circulante em seu nível ótimo ajustada pelo
controle da taxa de alimentação
O parâmetro que deve ser controlado em instalações de moagem é a
granulometria do produto do moinho, ou seja, o d
95
. Esse parâmetro
pode ser rapidamente obtido através da amostragem do fluxo de
descarga do moinho, seguido da determinação da distribuição
granulométrica do produto
OPERA OPERAÇ ÇÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM ÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM
Variáveis operacionais
Programa de Especialização Profissional
Eficiência da classificação
Baixa eficiência excessivo retorno de finos ao moinho (by pass) sobre-
moagem e redução de capacidade do circuito.
Ciclones operam usualmente com baixos níveis de eficiência estabelecer
circuitos e condições operacionais para melhorar o desempenho da
classificação
Utilização de dupla ciclonagem, onde o underflow do primeiro estágio é
reclassificado de forma a diminuir a quantidade de finos que retornam ao
moinho
OPERA OPERAÇ ÇÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM ÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM
Variáveis operacionais
Programa de Especialização Profissional
Eficiência da classificação
Alternativas para aumentar a eficiência dos ciclones obtendo-se produtos na
especificação desejada:
utilizar ciclones que permitam a classificação desejada com a polpa a
mais diluída possível, para reduzir efeito do by-pass;
escolher ciclones de diâmetro máximo possível, compatível com a
aplicação, sabendo-se que, para a obtenção do mesmo d
50
, ciclones
maiores necessitam de polpa mais diluída em sua alimentação;
utilizar pressões baixas e diâmetros de vortex grandes, compatível
com as condições de operação;
operar com a máxima porcentagem de sólidos possível no underflow,
utilizando-se apex com o menor diâmetro compatível, sem que ocorra
sobrecarga do mesmo.
OPERA OPERAÇ ÇÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM ÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM
Variáveis operacionais
Programa de Especialização Profissional
Porcentagem de enchimento a potencia consumida na moagem
está associada ao grau de enchimento de carga
Cargas mais elevadas acarretam maior efeito da moagem por
catarata (impacto e atrito)
A eficiência de moagem é máxima quando o material preenche
exatamente o volume de vazios da carga.
Níveis baixos de material acarretam um grande consumo de corpos
moedores
Nos moinhos com descarga por overflow, o nível de enchimento é
praticamente constante, com menor desgaste de bolas.
Carga de bolas baixa, condição comum nas operações industriais,
acentuada queda de eficiência de moagem uma vez que o nível de
polpa estará mais elevado que a carga moedora.
Nos moinhos com descarga por diafragma, o nível de material é
função da área aberta da grelha.
OPERA OPERAÇ ÇÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM ÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM
Variáveis operacionais
Programa de Especialização Profissional
Distribuição de tamanho dos corpos moedores
A granulometria da carga circulante grossa indica falta de corpos
moedores grandes
A granulometria da carga circulante fina indica falta de corpos moedores
pequenos
Reposição do maior corpo moedor
OPERA OPERAÇ ÇÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM ÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM
Variáveis operacionais
Em algumas aplicações há um aumento de eficiência da moagem com a
reposição de dois tamanhos distintos de corpos moedores.
Moagem em circuito fechado com grandes cargas circulantes grande
afastamento da carga de equilíbrio em relação à carga balanceada.
Corrigir a carga de equilíbrio adotando-se dois ou mais diâmetros de
reposição.
Desenvolve-se no moinho uma carga de equilíbrio para cada diâmetro de
reposição.
Programa de Especialização Profissional
Consumo de metais
O consumo de metais na moagem deve-se ao desgaste de revestimentos e
de corpos moedores em função da corrosão e de esforços mecânicos:
impacto, abrasão, atrição e fadiga.
O desgaste depende da composição dos materiais, da distribuição e volume
da carga moedora, dimensões e velocidade do moinho, características do
minério, forma do revestimento, etc.
Levantamento de dados de consumo moagem convencional
Corpos moedores ⇒ média geral: 80 g/kWh
Revestimentos ⇒ média geral: 9 g/kWh
Levantamento de dados de consumo moagem semi-autógena
Corpos moedores ⇒ média geral: 50 g/kWh
Revestimentos ⇒ média geral: 10 g/kWh
Consumo de corpos e revestimentos de materiais especiais pode ser muito
menor
OPERA OPERAÇ ÇÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM ÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM
Variáveis operacionais
Programa de Especialização Profissional
Para reduzir o consumo de metais na moagem
Escolha da composição de revestimentos
ferros fundidos como Ni-Hard resistentes à abrasão, desde que
não haja impactos elevados.
abrasão é muito elevada ferros fundidos ao cromo (15)-molibdênio
(3) (preço muito mais elevado que o Ni-Hard)
impacto é muito severo aços-liga martensíticos
impacto e abrasão aços austeníticos
Escolha dos corpos moedores
desgaste depende do processo de fabricação, da composição química
(teores de carbono, manganês, cromo, molibdênio, cobre, níquel e silício),
do tratamento térmico e das condições de moagem
para definição do melhor tipo de corpo moedor ensaios com bolas
marcadas.
a decisão de escolha deve levar em consideração as taxas de desgaste e
eventuais diferenças de produtividade do moinho
OPERA OPERAÇ ÇÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM ÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM
Variáveis operacionais
Programa de Especialização Profissional
Desenho dos revestimentos
efeito no desgaste influencia o regime de moagem
efeito na eficiência da moagem
na definição da melhor forma de revestimento, traduzida pelos parâmetros
altura e largura da onda, forma e simetria, a ser utilizada deve considerar
ambos os fatores.
Condições de operação
utilizar condições de moagem que promovam conjuntamente uma
maximização da produção e uma minimização do desgaste de metais
Reagentes inibidores de corrosão
nitrito de sódio, cromato de sódio e metassilicato de sódio reduzem o
desgaste de bolas forjadas em até 50% na moagem de alguns minérios
Temperatura, a amperagem e a potência consumida
Monitorar para acompanhar as condições operacionais dos circuitos de
moagem.
temperatura dos mancais deve ser criteriosamente controlada de forma a
garantir as condições de lubrificação e estabilidade do equipamento
OPERA OPERAÇ ÇÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM ÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM
Variáveis operacionais
Programa de Especialização Profissional
Manutenção da carga moedora em boas condições
evitar operar o moinho vazio ou só com água;
evitar constantes paradas e partidas;
manter o grau de enchimento constante;
manter a reposição de corpos moedores em função da potência;
evitar misturar corpos moedores de qualidade diferentes;
realizar amostragens sistemáticas e correção da carga;
reclassificar a carga periodicamente;
verificar a qualidade dos corpos moedores;
avaliar variações do minério.
OPERA OPERAÇ ÇÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM ÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM
Variáveis operacionais
Programa de Especialização Profissional
Nível de eficiência: Atitudes
trabalhar com o máximo nível de carga moedora;
máxima velocidade de trabalho do moinho;
alimentação com máxima finura;
produto próximo à especificação;
definir melhor tamanho para reposição de corpos moedores;
buscar máxima % de sólidos no underflow do ciclone;
buscar % de sólidos mínima na alimentação do ciclone;
maximizar a capacidade da bomba que alimenta a classificação;
treinamento e conscientização constante
OPERA OPERAÇ ÇÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM ÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM
Variáveis operacionais

Programa de Especialização Profissional

Curso de Especialização em Sistemas Mínero-Metalúrgicos

BRITAGEM, PENEIRAMENTO, MOAGEM E CLASSIFICAÇÃO
Maria Lúcia Magalhães de Oliveira

Maio 2008

Programa de Especialização Profissional

Sumário
INTRODUÇÃO Conceitos fundamentais Fundamentos da Cominuição Britagem Peneiramento Moagem Classificação Operação

Programa de Especialização Profissional

INTRODUÇÃO
1550 espécies minerais 20 espécies grafita, etc.) elementos químicos (Cu, Au, Ag, S, diamante,

Natureza

1530 espécies compostos com mais de um elemento (ex.: apatita - Ca5(PO4)3(F,OH,Cl), hematita – Fe2O3, quatzo SiO2, etc.).

Processamento mineral

Concentrar satisfatórios.

minérios

com

rendimentos

Preparação para separação Adequar a granulometria à obtenção de produtos na especificação e rendimento desejados, com o menor custo de investimento e operacional

Programa de Especialização Profissional Sumário Introdução CONCEITOS FUNDAMENTAIS Fundamentos da Cominuição Britagem Peneiramento Moagem Classificação Operação .

Programa de Especialização Profissional CONCEITOS BÁSICOS Minério Britagem Peneiramento Concentrado Rejeito Espessamento Moagem Filtragem Classificação Secagem Concentração Transporte Tratamento Espessamento Estocagem .

O grau de liberação é definido como a relação entre o número de partículas livres e o número total de partículas analisadas em uma dada granulometria. E D C A C B Partícula original Produtos da Moagem .Programa de Especialização Profissional CONCEITOS BÁSICOS Liberação O tamanho de partícula no qual ocorre a individualização entre o mineral-minério e os minerais de ganga.

Programa de Especialização Profissional Sumário Introdução Conceitos Fundamentais FUNDAMENTOS DA COMINUIÇÃO Britagem Peneiramento Moagem Classificação Operação .

Programa de Especialização Profissional FUNDAMENTOS DA COMINUIÇÃO Aumentar o grau de liberação das partículas Exposição dos minerais aos agentes lixiviantes Objetivos da fragmentação Aumentar a velocidade de reação Adequação granulométrica de produtos comerciais Transporte .

Programa de Especialização Profissional FUNDAMENTOS DA COMINUIÇÃO Rompimento das ligações interatômicas dos minerais quando são submetidas a uma determinada quantidade de energia. . Cominuição deformações geram tensões internas em falhas da estrutura cristalina ⇒ quebra das partículas. maior que aquela de ligação dos átomos. fragmentação de uma estrutura sólida ⇒ energia que provocam deformações.

elevações da temperatura nas extremidades da fenda .Programa de Especialização Profissional FUNDAMENTOS DA COMINUIÇÃO Deformações • Função da movimentação dos átomos constituintes da rede cristalina Elásticas: • Posição relativa constante • Reversível • Rochas em geral • Deslocamento permanente dos átomos Plásticas: • Altera a estrutura interna do material • Permanente • Talco Parte da energia deformações plásticas não homogêneas. dispersão de energia em microfendas.

= tamanho das partículas no produto. Essas . Tenacidade é a capacidade de resistir ao impacto. propriedades são. Dureza é resistência ao riscamento. ou seja. mas tendem a ser frágeis. na maioria das vezes.Programa de Especialização Profissional FUNDAMENTOS DA COMINUIÇÃO F80 e P80 Relação de redução Rr = F80 P80 Rr F80 P80 = Relação de redução. = tamanho das partículas na alimentação. materiais duros são resistentes à abrasão. a quebrarem-se com facilidade. incompatíveis. isto é.

obter produtos com granulometria mais uniforme.Programa de Especialização Profissional FUNDAMENTOS DA COMINUIÇÃO Energia específica energia consumida por tonelada de minério alimentado (líquido) kwh/t Carga circulante CC = MR MP evitar a entrada de partículas abaixo do tamanho desejado no interior das máquinas de fragmentação. aumentar a capacidade de produção dos equipamentos de cominuição. Objetivos da carga circulante encaminhar partículas para equipamentos que possam fazer sua fragmentação com maior eficiência. .

Programa de Especialização Profissional Teorias da Fragmentação Rittinger ⇒ energia especifica consumida na redução de  1 1   −  tamanho de um sólido é diretamente proporcional à nova E = K 1 ⋅    d 2 d1  superfície específica gerada Kick ⇒ energia requerida para produzir mudanças análogas no tamanho de corpos geometricamente similares é proporcional ao volume destes corpos Bond ⇒ a energia associado ao processo de redução de tamanho é proporcional ao comprimento das fissuras iniciais que se desenvolvem no fraturamento das partículas d1 = diâmetro da maior partícula da alimentação d2 = diâmetro da maior partícula do produto  d2 E = K 2 ⋅ ln  d  1      1 1   E = K 3 ⋅ −  d d1  2   K3 = 10 Wi .

93 9.58 9.93 13.73 8.75 Wi (kWh/907 kg) 11.66 1.27 12.97 10.73 6.57 14.06 2.20 3.56 Wi = a energia específica para moer 1.68 3.0 tonelada curta (907 kg) do material considerado de uma granulometria inicial teoricamente infinita até um P80 igual a 100 m .69 3.88 3.57 10.50 2.54 12.91 8.Programa de Especialização Profissional Teorias da Fragmentação Valores médios de Wi Material Barita Gibsita Fluorita Pirita Quartzito Magnetita Minério Pb-Zn Feldspato Peso Específico (g/cm3) 4.05 43.80 Material Dolomita Calcário Minério de Cu Hematítico Quartzo Ouro Granito Grafita Peso Específico (g/cm3) 2.74 2.56 2.93 15.81 2.73 12.65 3.65 2.54 2.01 4.59 Wi (kWh/907 kg) 4.

dE é a diferencial de energia necessária para gerar uma diferencial de tamanho dx. Integrando a equação para diferentes valores de n tem-se as expressões das leis da cominuição. dx xn n e k são constantes referentes ao material.Programa de Especialização Profissional Teorias da Fragmentação Geral (Charles) “O trabalho necessário para realizar a variação de uma dimensão (x) em um dado corpo é diretamente proporcional à variação da dimensão e inversamente proporcional a uma potência dessa dimensão” dE = − K ⋅ d x = o tamanho médio das partículas. .

n é então função do tamanho de partícula e as três leis são válidas para diferentes faixas granulométricas. respectivamente. Kick e Bond podem ser obtidas a partir da integração da equação geral de energia para n igual a 2. Kick n = 1 Kick = Britagem .5. 1 e 1.Programa de Especialização Profissional Teorias da Fragmentação As equações de Rittinger.

v .Programa de Especialização Profissional MECANISMOS DA FRAGMENTAÇÃO Impacto ⇒ forças de fragmentação aplicadas de forma rápida e em intensidade muito superior à resistência das partículas Força mais eficiente em termos de utilização da energia. Energia cinética de corpos em movimentos cadentes. Geração de pequenos fragmentos.

blocos de metros até partículas micrométricas. Forças pouco superiores à resistência dos blocos rochosos ou partículas. Geração de número reduzido de fragmentos homogêneos de tamanho intermediário. Forças de compressão de alta intensidade aplicadas de maneira lenta e progressiva ⇒ aparecimento da fratura para aliviar o esforço.Programa de Especialização Profissional MECANISMOS DA FRAGMENTAÇÃO Compressão ⇒ mais utilizado na fragmentação . F v F .

insuficientes para provocar fraturas ao longo de toda a partícula Prevalece uma concentração de esforços na área periférica da partícula ⇒ aparecimento de pequenas fraturas.Programa de Especialização Profissional MECANISMOS DA FRAGMENTAÇÃO Cisalhamento ou abrasão ⇒ forças de baixa intensidade. Consumo de energia é elevado. F’ F v F’ F As etapas de fragmentação grossa e intermediária são feitas através de equipamentos denominados britadores e a fina em moinhos. Geração de partículas muito pequenas e arredondadas que convivem com a original. .

Programa de Especialização Profissional Sumário Introdução Conceitos Fundamentais Fundamentos da Cominuição BRITAGEM Peneiramento Moagem Classificação Operação .

o conjunto de operações que visam a fragmentação dos blocos de minério provenientes da mina (m ao cm). Britagem secundária . operação a seco e circuito aberto com ou sem grelha para escalpar alimentação. Britagem primária .alimentação é o ROM ⇒ localização próxima ou dentro da cava. Pouco eficiente – Baixa relação de redução Estágios – depende do tamanho das partículas na alimentação e desejada no produto. ou seja.Programa de Especialização Profissional BRITAGEM Britagem . Divisão básica em primária e secundária.alimentação é o produto da britagem primária (< 15 a 30 cm) operação normalmente via seco com circuito fechado ou aberto.primeiro estágio do processo de fragmentação ⇒ fase grosseira da fragmentação dos minerais. .

Programa de Especialização Profissional
BRITAGEM

Tamanho Máximo (mm) Estágio de Britagem Alimentação Primária Secundária Terciária Quartenária 1500 635 75 75 Produto 100,0 19,0 3,5 0,85

Não há rigidez na classificação de tamanhos

Programa de Especialização Profissional
BRITAGEM
Definição dos termos

AA; APA; APF; L; α ME = movimento do excêntrico

Programa de Especialização Profissional

BRITAGEM
Britagem primária primeira fase do processo de fragmentação;

equipamentos de grande porte instalados dentro da cava da mina ou o mais próximo possível. estruturalmente reforçados britagem móvel permite maior flexibilidade e reduz o transporte nas operações subseqüentes. Essa etapa é usualmente realizada a seco, em circuito aberto, com ou sem grelha para escalpar alimentação. A relação de redução máxima utilizada nessa fase da britagem é da ordem de 8:1. Para esse estágio são utilizados os britadores de mandíbula, giratórios, de impacto e de rolos dentados.

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Britadores

Britadores de Mandíbulas Britadores Giratórios Britadores Cônicos Britadores de Impacto Britadores de Rolos

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BRITAGEM
Britadores de mandíbulas Indicados para fragmentação de blocos de elevadas dimensões e dureza A câmara de britagem é formada por duas mandíbulas sendo uma fixa e outra móvel ligada ao excêntrico, que fornece o movimento de aproximação e afastamento entre elas. O bloco de minério alimentado na boca do britador vai descendo entre as mandíbulas enquanto recebe as forças de compressão responsável pela fragmentação. O movimento da mandíbula móvel está associado a dois volantes que têm como principal função armazenar energia cinética durante a operação do britador .

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Alimentação nominal = 0,5 a 1,5 m Velocidade = 200 a 350 rpm

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Trajetória elíptica Menor custo de investimento Produtos menos uniformes Blake

Dodge

Movimento é pendular Custos de capital 50% mais elevados Materiais mais abrasivos e de difícil fragmentação Produtos mais uniformes

Queixo fundido em aço carbono de longa vida útil.Programa de Especialização Profissional BRITAGEM Características dos britadores de mandíbulas Longa vida dos mancais graças ao uso de rolamentos de rolos autocompensadores reforçados. Resistente carcaça monobloco soldada. incorporando os mancais de rolamentos. . Máquinas robustas e resistentes devido aos eixos forjados de grande diâmetro.

Esse ângulo é função do tamanho da alimentação e do coeficiente de atrito entre o material e as mandíbulas.Programa de Especialização Profissional BRITAGEM Revestidas com placas de desgaste. aço especial contendo cerca de 12 a 14 % de manganês resistência ao impacto e abrasão. Os perfis dos dentes. . bem como a espessura das mandíbulas. O ângulo de abertura das mandíbulas é geralmente inferior a 30o para evitar que as partículas alimentadas sejam expelidas pela máquina. podem ser otimizados e combinados com as melhores ligas de aço manganês para aumentar ao máximo a produtividade e minimizar os custos de operação.

Programa de Especialização Profissional BRITAGEM Padrão de desenho das mandíbulas .

A granulometria do produto é estabelecida pelo ajuste da descarga Razão de redução máxima: 8:1 média 5:1.000 x 1.200 mm. apresenta boca retangular com dimensões de 1. VÍDEO 1 VÍDEO 2 .Programa de Especialização Profissional BRITAGEM Um britador com 1000 x 1200 mm. medidos no plano superior da zona de fragmentação.

Alimentação nominal 1 a 1. com vértice para cima. A câmara de britagem é formada pelo intervalo entre a superfície externa em forma de tronco de cone com vértice para baixo e a interna. O movimento da cabeça central é excêntrico em relação à carcaça (manta) fazendo com que toda a área externa da carcaça seja utilizada na britagem garantido grandes capacidades de operação. móvel.6 m Grau de redução = 8/1 .Programa de Especialização Profissional BRITAGEM Britadores Giratórios Indicados para fragmentar grandes tamanhos de alimentação em altíssimas capacidades Operação mais simples que os de mandíbula podendo ser alimentados de qualquer lado ⇒ permite uma pequena armazenagem de material no topo.

.Programa de Especialização Profissional BRITAGEM A cabeça de britagem se aproxima e se afasta das paredes internas do manto num movimento circular excêntrico. A parte que se aproxima fragmenta as partículas entre o manto e o cone por compressão No lado oposto as partículas encontram espaço para se deslocarem por efeito da ação da gravidade até serem contidas e novamente fragmentadas pela ação de um novo movimento de aproximação Quando atingem o tamanho da abertura são descarregadas na parte inferior do britador.

CVRD longa vida útil e operação confiável ⇒ carcaça desenvolvida para serviços extra pesados.Programa de Especialização Profissional BRITAGEM Britadores Giratórios As características que promovem maior economia na britagem são: capacidade excepcionalmente alta e máxima vida útil dos revestimentos ⇒ ângulo agudo da câmara de britagem ⇒ comprimento das superfícies Mina de Conceição . . um conjunto integral do eixo principal de grande diâmetro e mancais de alto desempenho. facilidade de manutenção.

Programa de Especialização Profissional BRITAGEM Martelete pneumático Mina de Conceição .VALE .

basculamento direto dos caminhões. Desgastes e custos de manutenção menores. Mais sensíveis à umidade da alimentação que dificulta o movimento do material dentro da câmara.Programa de Especialização Profissional BRITAGEM Giratório X mandíbulas Maiores aberturas de entrada para mesma abertura de saída. Britador giratório 5474 tem abertura livre de 54” e cone com base de 74” . permite obtenção de produto mais fino. Dispensa o uso de alimentador. Tamanho números que correspondem às aberturas de passagem entre a manta e a aranha e o diâmetro da base do cone. podendo operar afogado e com Para uma mesma abertura de entrada e mesma capacidade. Elevada capacidade rara utilização de escalpe na alimentação. Maiores capacidades para a mesma abertura de saída.

A altura do cone é reduzida em relação ao diâmetro da base e o manto fecha-se no topo permitindo melhor aproveitamento do volume da câmara para realizar o trabalho de britagem secundária ou terciária. A diferença fundamental é que tanto o manto quanto a cabeça cônica são montados com os vértices voltados para cima. são usualmente utilizados para a britagem secundária. .Programa de Especialização Profissional BRITAGEM Britadores Cônicos Família dos giratórios.

5 m Grau de redução = 3/1 a 7/1 . Alimentação nominal 0. A abertura de saída é controlada através de um abaixamento ou elevação do cone que.2 a 0. no cônico a descarga é condicionada ao movimento do cone. em alguns britadores é feita através de dispositivos hidráulicos.Programa de Especialização Profissional BRITAGEM Britadores Cônicos Enquanto no britador giratório a descarga se dá pela ação da gravidade.

para produção de grossos. VÍDEO 1 VÍDEO 2 .Programa de Especialização Profissional BRITAGEM Britadores Cônicos São fornecidos com diferentes tipos de câmaras. médios ou finos. permitindo conciliar as necessidades do tamanho de alimentação com o do produto e aumentar a versatilidade deste equipamento. ou seja.

britando materiais alto para materiais lamelares lamelares Sem restrição Sem restrição Granulometria do Produto Características Mecânicas da Rocha E mais adequado que o de Pouco adequado para materiais com mandíbulas para materiais com Estratificação da Rocha tendência a produzir partículas tendência a produzir partículas lamelares lamelares Mas adequado que o giratório e Materiais Úmidos com menos adequado que os de impacto Pouco adequado Alto Teor de Argila e de rolo dentado Teor de Minerais Adequado-comparável com o de Adequado para material abrasivo Abrasivos Altos mandíbulas (2 eixos) Grau de Redução.Programa de Especialização Profissional Características Consideráveis Capacidade Britador de Mandíbulas Bom para capacidades baixas e médias (1000 t/h) Britador Giratório Bom para capacidades médias e altas Idêntico ao de mandíbulas quanto Recomendado quando é indesejável a finos. Em torno de 5:1 Em torno de 8:1 Valores Usuais Médios Modo de Alimentação Exige alimentador Dispensa alimentador . Mas apresenta top size grande quantidade de finos no menor. O top size do produto é de saída. para uma mesma abertura produto.

2 a 0. Produto Partículas mais finas com formato mais cúbico. as de maior tamanho sofrerão forças maiores e se fragmentarão rapidamente enquanto as de menor massa praticamente não sofrem fraturas. Alimentação nominal 0. Impacto é proporcional à massa das partículas. produzindo materiais cúbicos com elevada concentração de finos. Característica principal elevada produção com alta relação de redução e menor consumo energético.Programa de Especialização Profissional BRITAGEM Britadores de Impacto Projetadas para britagem primária e secundária de materiais com baixo índice de abrasão calcário.8 m Grau de redução 6/1 a 10/1 . dolomita e carvão. Limitação materiais abrasivos (sílica + óxidos metálicos < 15 %).

sendo reduzidas a tamanhos pequenos por impacto. As partículas minerais entram no britador e são golpeados pelo martelo de alta velocidade e arremessadas na parede. O motor aciona os rotores que giram a elevadas velocidades na câmara de britagem 500 a 3000 rpm.Programa de Especialização Profissional BRITAGEM Os britadores de martelo consistem de um eixo principal. Sob o rotor encontra-se uma placa com tela. de modo que os materiais com o tamanho menor do que a abertura da tela saem do britador O tamanho do produto final pode ser ajustado mudando a abertura da tela de seleção. onde estão instalados os martelos. VÍDEO 1 . rotor.

Umidade de até 8%. Nesse tipo de britador o material alimentado no topo da máquina é acelerado pelo rotor atingindo velocidades de saída de até 105 m/s. . O rotor descarrega continuamente o material em uma cortina de partículas em alta turbulência formada dentro da câmara de britagem onde a cominuição ocorre Britador de impacto Barmac primariamente por impacto e Britagem autógena atrito de rocha contra rocha.Programa de Especialização Profissional BRITAGEM Britador de eixo vertical “rocha contra rocha” Barmac. Para materiais argilosos pode ser utilizado com um jato d'água evitando acumulação excessiva de material contra as paredes.

Proporciona maior liberação do mineral útil e maiores taxas de recuperação em processamento de minérios metálicos.Programa de Especialização Profissional BRITAGEM Principais características do Britador Barmac: Competitivo em termos de investimento de capital. Vários modelos para atender qualquer capacidade em aplicações terciárias e quaternárias. A tecnologia rocha-contra-rocha minimiza o consumo de peças de desgaste. Exige poucos serviços de manutenção acompanhados de baixos custos operacionais e de desgaste. Instalação rápida e fácil. especialmente quando comparado com equipamentos convencionais de cominuição. .

Programa de Especialização Profissional BRITAGEM VÍDEO 1 VÍDEO 2 .

.2 m Grau de redução até 4/1 A alimentação é feita. São destinados a materiais friáveis ou de fácil fragmentação. lançando-se os blocos de minério entre os rolos cujo movimento faz com que os mesmos sejam forçados a passar pela distância fixada previamente por parafusos de ajuste. guardando entre si uma distancia definida.Programa de Especialização Profissional BRITAGEM Britadores de Rolos Este equipamento consiste de dois rolos de aço girando à mesma velocidade. em sentido contrário. Esta ação promove a fragmentação dos blocos. Alimentação nominal 0.

Os rolos podem ser revestidos de materiais lisos. ondulados e dentados dependendo da aplicação desejada. mas pouco usados industrialmente devido a sua baixa capacidade e ao desgaste muito intenso da superfície dos rolos. acarretando deficiências operacionais graves quanto à distribuição granulométrica do produto.Programa de Especialização Profissional BRITAGEM Britadores de Rolos Esses britadores são muito conhecidos. .

Aplicações = carvão. fosfatos.3 m Grau de redução = 2/1 a 4/1 VÍDEO 1 .10 a 0. calcário.Programa de Especialização Profissional BRITAGEM Britadores de rolos dentados Consiste de um rolo dentado que gira de encontro a uma placa fixa ou contra outro rolo dentado. Alimentação nominal 0. caulim. ferro (materiais friáveis e pouco abrasivos).

Programa de Especialização Profissional BRITAGEM Britadores de rolos dentados VÍDEO 1 .

Brita qualquer bloco que caiba na boca do britador. é limitado a materiais pouco abrasivos Alto. Todavia. Apresenta top size do produto alto Uso limitado a rochas de média fragmentação ou para minerais moles É efetivo para materiais com tendência a produzir partículas lamelares. mas o top size do produto é alto Altamente efetivo para este tipo de material Como o de impacto. é altamente efetivo para este tipo de material Geralmente restrito a materiais com teor de sílica equivalente menor que 15% Grande o suficiente para muitas vezes se fazer o trabalho de brítagem primária e secundária em uma só máquina Exige alimentador .Programa de Especialização Profissional BRITAGEM Características Consideráveis Granulometria do Produto Características Mecânicas da Rocha Britador de Impacto Caracterizado por alta produção de finos Uso limitado a rochas frágeis ou elásticas Britador de Rolo Dentado E o britador primário que produz menos finos. Valores Usuais Médios Modo de Alimentação Como o britador de rolo. a presença de blocos grandes limita bastante a capacidade Exige alimentador Altamente efetivo para materiais Estratificação da Rocha com tendência a produzir partículas lamelares Materiais Úmidos com Alto Teor de Argila Teor de Minerais Abrasivos Altos Grau de Redução.

Programa de Especialização Profissional ALIMENTAÇÃO Grelha CIRCUITOS DE BRITAGEM Britagem primár ia Bri tagem secundária Britagem terciária M Peneira PRODUT O .

Programa de Especialização Profissional CIRCUITOS DE BRITAGEM FECHADO NORMAL FECHADO REVERSO Britagem Primária Britagem Primária Carga circulante M Britagem secundária Peneiramento Carga circulante Peneiramento M Britagem secundária Produto Produto .

os níveis de desgaste das peças são mais acentuados aumentando os custos de operação e manutenção. Modelos são dotados de dispositivos de proteção impedem a operação enquanto os eixos e mancais não estiverem lubrificados. razão pela qual os mais modernos trabalham com lubrificação forçada.Programa de Especialização Profissional BRITAGEM Prática operacional Presença de materiais argilosos e úmidos na alimentação britador de impacto que trabalha com melhor rendimento escolha do Operação em condições extremas elevadas relações de redução aberturas de descarga muito fechadas. O parâmetro operacional mais importante dos britadores é a abertura de saída que deve ser regulada em função das necessidades dos produtos. Os rolamentos são vedados evitar a contaminação do sistema de lubrificação. Os equipamentos de britagem necessitam de lubrificação constante. .

adesão de finos e materiais argilosos à carcaça e cabeça de britagem reduzindo a área e o escoamento do material. ou seja. de tamanho maior que a capacidade do britador.Programa de Especialização Profissional BRITAGEM As falhas mais comuns encontrados em plantas de britagem empastamento. . entupimento decorrente da entrada de blocos grandes. Esse problema ocorre freqüentemente em britadores primários que operam sem a proteção da grelha. atolamento decorrente do arranjo das partículas formando um arco que as sustenta acarretando a parada de escoamento do material. afogamento devido a redução de espaço disponível para o material britado em função do fenômeno de empolamento.

Programa de Especialização Profissional BRITAGEM Recomendações para controle e manutenção Manter um check list diário do operador Sistema de lubrificação adequado Distribuir uniformemente a alimentação Instalar e manter instrumentos de alarme Observar os períodos de manutenção preventiva. Executar a inspeção diária em volta do britador Inspecionar o desgaste normal dos revestimentos Consertar a causa e não os sintomas dos problemas .

Programa de Especialização Profissional Sumário Introdução Conceitos Fundamentais Fundamentos da Cominuição Britagem PENEIRAMENTO Moagem Classificação Operação .

retangulares. Os gabaritos podem ser grelhas de barras paralelas. Processo probabilístico Cada partícula tem apenas as possibilidades de passar ou de ficar retida. Chapas perfuradas e placas fundidas .Programa de Especialização Profissional Peneiramento Peneiramento é a operação de separação de uma população de partículas em duas ou mais frações de tamanhos diferentes. alongadas e de fios paralelos. mediante a comparação de seu tamanho com um gabarito de abertura fixa e prédeterminada. telas de malhas quadradas. Os dois produtos chamam-se oversize ou retido e undersize ou passante.

evitar que o material retido (oversize) passe para os estágios subseqüentes. como por exemplo em britadores em circuito fechado e em operações de moagem.Programa de Especialização Profissional Peneiramento O peneiramento industrial é realizado com os seguintes objetivos: evitar a entrada de partículas finas (undersize) em um dado equipamento como por exemplo um britador. aumentando sua eficiência e/ou capacidade. . preparar um produto final com o tamanho de partícula definido pela especificação como por exemplo produtos de pedreiras.

capaz de levantá-la e lançá-la 1 a 1½ aberturas a frente . O transporte do material depende do movimento da peneira que deve promover um impulso a cada partícula. o peneiramento propriamente dito. ou seja.Programa de Especialização Profissional Peneiramento Uma peneira eficiente deve ser capaz de fazer três atividades distintas: transportar as partículas alimentadas em uma das extremidades da superfície de peneiramento à outra. Para isso é necessário definir uma área de superfície de peneiramento com espaço suficiente para garantir que o leito permaneça na tela até que todas as partículas tenham chance de serem comparadas com o calibre. promover a comparação do tamanho das partículas com as dimensões das aberturas da superfície. promover a estratificação do material sobre a tela.

VÍDEO 1 VÍDEO 2 . Freqüência e amplitude do movimento da peneira. Inclinação da peneira. Partículas menores escoam através dos vãos criados pelas maiores Ficam em contato direto com a superfície de peneiramento Partículas maiores se deslocam na parte superior da camada de minério Fatores que afetam a estratificação: Espessura da camada. Umidade superficial das partículas.Programa de Especialização Profissional Peneiramento Conceitos básicos Estratificação: efeito do movimento vibratório. Tipo de vibração da peneira.

Programa de Especialização Profissional Peneiramento Alimentação Conceitos básicos Separação perfeita = peneira infinita Eficiência adequada: 90 a 95% Deck da peneira Mecanismo de classificação Região a-b: estratificação próxima à alimentação que atinge um máximo em b Região b-c: peneiramento saturado com elevada probabilidade por ter muito material fino Região c-d: Separação por constantes tentativas devido à baixa probabilidade de classificação a b c d Tempo ou área infinita separação perfeita .

5 a 6 mm. sua amplitude e freqüência. um deslocamento de 1. tem-se como regra básica: para malha maiores: amplitude maior e freqüência menor. para malha menor: amplitude menor e freqüência maior (problemas estruturais) . e inclinação da tela. operando numa faixa de 700 a 1000 rpm) Frequência constante aumento da amplitude acarreta uma trajetória mais elevada e longa das partículas (malhas de abertura maior) Para que a partícula tenha. Vibração mecanismos vibratórios (massas excêntricas com amplitude de 1. a cada pulso.Programa de Especialização Profissional Peneiramento As variáveis mecânicas que influenciam o peneiramento são: forma de vibração.0 a 1.5 aberturas da tela.

5 a 6 mm e freqüência de 700 a 1000 rpm Maior malha ⇒ amplitude maior e rpm menor e vice-versa Peneiras inclinadas: movimento circular no plano vertical Peneiras horizontais: movimento capaz de transportar o material sem ajuda da força da gravidade ⇒ movimento linear com ângulo de ≈ 45 o .Programa de Especialização Profissional Peneiramento Conceitos básicos Movimento vibratório A partícula se deslocando não deve cair sobre a mesma abertura da tela e nem pular muitas aberturas Amplitude de 1.

5 (a) (determinam a eficiência e a capacidade de peneiramento) 0. Partículas com (d) > 1.5 (a) < (d) < 1.5 (a) < (d) < (a) ⇒ necessitam de várias tentativas para passar pela tela (a) < (d) < 1.5 (a) tem uma enorme probabilidade de passar pela tela Classe crítica: 0.Programa de Especialização Profissional Peneiramento Conceitos básicos Probabilidade de separação: probabilidade de passar Função da relação entre o tamanho de uma dada partícula (d) e a abertura da tela (a).5 (a) ⇒ entopem grande número de malhas antes de sair da peneira como retido ou passante d a .5 (a) tem uma probabilidade muito pequena de passar pela peneira. Partículas com (d) < 0.

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Peneiramento
Conceitos básicos
Os fatores que influenciam o comportamento das partículas sobre a superfície de peneiramento e, portanto, a eficiência da operação, são: Área e forma da malha: quadrada. retangular (vibração secundária dos fios); inclinação de superfície: horizontal e inclinada; tipo de equipamento: estacionário e móveis; umidade e conteúdo de argila do material; forma e características físicas das partículas dentre as quais podem ser destacadas a densidade, porosidade, abrasividade e potencial elétrico; percentagem de partículas com tamanho próximo a abertura da malha: distribuição granulométrica da alimentação da peneira; fluxo de alimentação e a espessura da camada de material sobre a superfície; percentagem de área aberta, isto é, relação entre as somas das áreas das aberturas e a área total da superfície (tipo de superfície); ângulo de incidência da alimentação: forma de alimentação.

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Peneiramento
Conceitos básicos
A faixa de tamanhos submetidos ao peneiramento vai desde 18" (0,46 m) a 37 m. Podem ser usados: Crivos; grelhas; peneiras fixas; peneiras vibratórias horizontais ou inclinadas; peneiras rotativas. O peneiramento pode ser a seco quando é feito com o material na sua umidade natural (que não pode, entretanto, ser muito elevada) a úmido quando o material é alimentado na forma de uma polpa ou recebe água adicional através de sprays.

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Peneiramento
Crivos Crivos: são constituídos por chapas metálicas perfuradas. Os furos dos crivos geralmente são oblongos mas podem também ser de outros formatos geométricos, tais como circulares, elípticos ou mesmo quadrados

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Peneiramento
Grelhas Conjunto de barras metálicas justapostas uma às outras podendo ser inclinadas ou horizontais, vibratórias ou estacionárias, usualmente utilizadas na alimentação de britadores. Abertura: entre 10 e 50 mm. Inclinação das grelhas (α) situa-se entre 0 e 50º Fator de projeto da ordem de 2 t/h.m2

e inclinadas 35° a 45 ° na direção de fluxo Circuitos de britagem para separação de blocos de 7.5 a 0.Programa de Especialização Profissional Peneiramento Grelhas fixas Conjunto de barras paralelas espaçadas por um valor pré-determinado.2 cm Separação a seco Eficiência ∼ 60% (não há estratificação) .

São utilizadas antes da britagem primária quando é necessário escalpar a alimentação do britador (fração de finos maior que 30%). mas sua superfície está sujeita a vibração. Video 1 .Programa de Especialização Profissional Peneiramento Grelhas vibratórias Semelhantes às grelhas fixas.

Adequada amplitude e freqüência de vibração. . Proteção das chapas laterais e da caixa de alimentação contra o desgaste. proporcionam alta capacidade de produção e evitam o entupimento dos trilhos.Programa de Especialização Profissional Peneiramento As principais características das grelhas Vibratórias são: Estrutura reforçada. monobloco soldada e Trilhos conjugados em aço com grande resistência à abrasão e impacto.

7 mm A úmido até 250 m As peneiras podem ser: Fixas Vibratórias . mediante a uma ou mais superfícies perfuradas. Pode ser realizado: A seco até 1. como processo de classificação de um material granular pelo tamanho das partículas em duas ou mais frações.Programa de Especialização Profissional Peneiramento Peneiras Define-se o peneiramento industrial.

3 m/s Inclinada: velocidade de peneiramento de 0.3 a 0.2 a 0.6 m/s .Programa de Especialização Profissional Peneiramento Tipos de peneiras: Fixas: DSM Móveis: rotativas e vibratórias Retilíneas: superfície da peneira é plana Curvas: superfície da peneira é curva Horizontal: velocidade de peneiramento de 0.

Camadas sucessivas e adjacentes de líquido passam entre as ranhuras arrastando as partículas pequenas para o compartimento undersize.Programa de Especialização Profissional Peneiramento Peneiras Fixas: DSM (Dutch State Mines) Equipamentos de alta capacidade Superfície côncava formada por barras na forma de cunha. . As telas possuem barras com ranhuras orientadas perpendicularmente a passagem de material. A concavidade da tela cria forças centrífugas que facilitam o contato da suspensão contra a sua superfície.

peneiramento a úmido de materiais finos até 50 m.5 mm. diâmetro de corte depende percentagem de sólido da polpa.0 a 1. . circuito fechado de moagem quando a granulometria do produto é grossa.Programa de Especialização Profissional Peneiramento Peneiras Fixas: DSM (Dutch State Mines) Alimentadas pela gravidade ou bombeamento Se aplicam à: desaguamento de suspensões. da elevada capacidade de produção. da ordem de 100 m3/h por metro de largura de leito para abertura de 1.

O eixo possui uma inclinação que varia entre 4° e 10 ° . movimento através de rotação em torno do eixo longitudinal.Programa de Especialização Profissional Peneiramento Peneiras Rotativas (trommel) superfície de peneiramento cilíndrica ou ligeiramente cônica.

Programa de Especialização Profissional Peneiramento Peneiras Rotativas (trommel) .

Programa de Especialização Profissional Peneiramento Peneiras Vibratórias São constituídas por um chassis robusto apoiado em um sistema de molas e acionadas por um mecanismo que permite movimentos vibratórios de diferentes trajetórias e amplitudes. . Podem ter suporte para mais que uma tela (deck) e serem horizontais e inclinadas.

num plano inclinado em relação à superfície de peneiramento Capacidade 40% maior que a peneira vibratória inclinada de mesma área .Programa de Especialização Profissional Peneiramento Peneiras Vibratórias Horizontais Movimento vibratório praticamente retilíneo.

Velocidade de transporte: 12 m/min .Programa de Especialização Profissional Peneiramento Peneiras Vibratórias Horizontais Faixa de operação: Seco: 2½ a 1/8 polegadas Úmido: 2½ a 48 # (296 m) Menor entupimento das telas.

Principais características construtivas movimento vibratório linear gerado por um par de vibradores auto-sincronizados. permitindo o transporte horizontal do material. .Programa de Especialização Profissional Peneiramento Peneiras horizontais (low head) Classificação final de produtos e em processos de lavagem e desaguamento dos mais variados materiais. Utilização restrita a plantas com limitação de espaço para a instalação de peneiras inclinadas.

A função básica é recuperar os finos de produtos presentes na polpa. As peneiras desaguadoras são utilizadas na saída de classificadores espirais e pós-estágios terciário e quaternário de peneiramento. . onde houver adição de água.Programa de Especialização Profissional Peneiramento Limites práticos de operação das peneiras horizontais A eficiência das peneiras horizontais é tão baixa que têm sido frequentemente utilizadas como desaguadoras.

. normais à superfície. de pequena amplitude (1. sendo produzidos por mecanismos mecânicos ou elétricos.5 a 25 mm) e de alta freqüência (600 a 3600 movimentos por minuto).Programa de Especialização Profissional Peneiramento Peneiras Vibratórias Inclinadas movimento vibratório caracterizado por impulsos rápidos.

6 m/s .3 a 0.Programa de Especialização Profissional Peneiramento Peneiras Vibratórias Inclinadas movimento vibratório circular ou elíptico neste mesmo plano capacidade varia entre 50 a 200 t/m2/mm de abertura/24h movimento alternado praticamente no mesmo plano da tela Inclinação de 15 a 35° Velocidade de transporte de 0.

A inclinação inicial de 25 a 30o. . devido à pequena inclinação.Programa de Especialização Profissional Peneiramento Peneiras vibratórias de inclinação variada (banana) Concebidas para manuseio de elevadas taxas de alimentação de sólidos com grandes quantidades de partículas menores que a abertura da malha do deck. mas a quantidade sobre a tela é também cada vez menor. A consecutiva mudança de inclinação do deck ao longo do seu comprimento diminui a velocidade de transporte. chegando a valores entre 0 e 5o. mantendo a camada de material em nível otimizado. A peneira dispõe de um movimento linear de vibração no final para o escoamento do material. diminui na parte central para 10 a 15o.

Programa de Especialização Profissional Peneiramento Princípio de operação da peneiras vibratórias de inclinação variada (banana) Substituição das peneiras convencionais com ganhos .

. O ângulo de inclinação elevado auxilia na remoção eficientemente os minerais lamelares e lamas da argila.Programa de Especialização Profissional Peneiramento Peneiras vibratórias Derick de elevado ângulo Desenvolvida para permitir a remoção de partículas finas e lisas que tendem a obstruir a tela. permitindo peneiramentos com tela de até 38 m (400 #).

Programa de Especialização Profissional Peneiramento Peneira vibratória Derick instalada na Unidade industrial de Conceição da CVRD .

.Programa de Especialização Profissional Peneiramento Principais falhas nas etapas de peneiramento Peneiramento a seco ⇒ aumento da umidade ⇒ perda de eficiência Operações de peneiramento são viáveis com umidade usualmente menor que 5 a 8% e a úmido com concentração de sólidos maior que 60%.

Isto limita o tamanho das peneiras Barras de reforço anteriormente soldadas às laterais da peneira foram substituídas pelo dobramento das extremidades com o propósito de diminuir as tensões residuais causadas pela temperatura. 6. Evitar que as freqüências naturais de ressonância dos materiais sejam coincidentes com dos movimentos de vibração das peneiras.Programa de Especialização Profissional Peneiramento Principais falhas nas etapas de peneiramento 2. 4. Freqüências de vibração muito elevadas impõem esforços mecânicos muito grandes sobre as estruturas levando à fadiga dos materiais tanto durante a operação como na partida e parada da peneira. 5. Utilizar baixas freqüências para peneiramento de partículas finas. 3. O sistema de frenagem dos motores das peneiras também é muito importante. o que pode acarretar quebras estruturais graves. . principalmente considerando as peneiras de alta freqüência.

Programa de Especialização Profissional Sumário Introdução Conceitos Fundamentais Fundamentos da Cominuição Britagem Peneiramento MOAGEM Classificação Operação .

Programa de Especialização Profissional MOAGEM Último estágio do processo de fragmentação (cm ao µm). Redução de tamanho entre duas superfícies independentes onde não é desejado: Submoagem ⇒ produto grosso com baixo grau de liberação ⇒ recuperação do bem mineral inferior ao desejado. Sobremoagem ⇒ reduz o tamanho das partículas desnecessariamente ⇒ Aumento do consumo de energia e as perdas no processo. . É a área de fragmentação que requer maiores investimentos e maior gasto de energia operação chave para o bom desempenho de uma instalação de tratamento.

tronco de cone • Ballpeb • Seixos • Fragmentos do minério Carga = corpos moedores + material a ser fragmentado Carga = 30 a 50 % do volume interno do moinho .Programa de Especialização Profissional MOAGEM Combinação das forças: • Impacto • Atrito Corpos moedores • Barras cilíndricas • Bolas • Cylpebs .

remoção de líquidos cara ou onerosa e produtos que reagem com a água dispositivos auxiliares para contenção de poeira e transporte de sólidos .Programa de Especialização Profissional MOAGEM Moagem a úmido: Polpas de minério e água Vantagens Requer apenas 77% da potência necessária ao mesmo serviço a seco (ação lubrificante e transportadora da água) Facilidade de controle (percentagem de sólidos e nível da descarga da polpa ) Baixos níveis de poluição Desvantagens Consumos de corpos moedores 5 a 7 vezes maior .oxidação e corrosão Consumo de revestimento maior Moagem a seco: processos a seco.

½ em ½ pé Comprimentos variados diâmetro D capacidade comprimento L Tempo (pés) . Devido a simplicidade. os moinhos tubulares ainda são os mais utilizados em operações de tratamento de minérios. São cilindros rotativos.Programa de Especialização Profissional MOAGEM Eficiência energética da moagem ⇒ 2% a 3%. em relação à produção de área superficial adicional ⇒ desenvolvimento de novos tipos de moinhos com melhor desempenho. Descrever Diâmetros padronizados. onde é realizada a fragmentação pela ação de corpos moedores. robustez e confiabilidade. revestidos internamente.

circuitos fechados com classificador Tambor Moagem a seco ou úmido Pode ser utilizado em conjunto com o bico de papagaio .Programa de Especialização Profissional MOAGEM Alimentação dos moinhos: Tubo Circuito fechados com hidrociclones Bico de papagaio Moinhos pequenos .

Programa de Especialização Profissional MOAGEM A bola acompanha o movimento do moinho ação da força centrífuga Até altura na qual seu peso se iguala a essa força trajetória parabólica até atingir a base do moinho onde o processo reinicia. Força centrífuga anula o peso A: os corpos moedores se movem uns sobre os outros em camadas concêntricas B: os corpos moedores rolam para baixo gerando moagem por choque C: corpos moedores caem sobre o revestimento e as partículas produzindo moagem por impacto C .

Programa de Especialização Profissional MOAGEM Cascata velocidades baixas e/ou revestimentos lisos os corpos moedores girem uns sobre os outros em camadas concêntricas acarretando a moagem por atrito e compressão. Esse regime de moagem favorece a produção de finos e o elevado desgaste dos revestimentos. .

. com menor desgaste dos revestimentos. em posição anterior à carga do moinho. Velocidades mais elevadas corpos moedores cairão diretamente sobre o revestimento.Programa de Especialização Profissional MOAGEM Catarata velocidade de operação elevada e/ou revestimentos mais agressivos os corpos moedores são projetados descrevendo uma trajetória parabólica e batendo contra a carcaça fragmentação por impacto A moagem por impacto assume maior proporção e o produto terá uma granulometria mais grossa.

Programa de Especialização Profissional MOAGEM Cascata Catarata .

volume da carga de bolas – maior volume favorece ao regime de catarata.30 (D × d ) Nc = velocidade crítica (rpm) D = diâmetro interno do moinho (m) d = diâmetro da bola ou da barra Faixa de operação entre 40 e 80% da velocidade crítica Fatores contribuem para a definição do regime de operação do moinho.os mais lisos favorecem ao regime de cascata. tamanho da maior bola – bola maior favorece o regime de catarata .Programa de Especialização Profissional MOAGEM Velocidade crítica = ponto de mudança de trajetória circular para parabólica. Nc = 42 . tipo de revestimento .

Programa de Especialização Profissional MOAGEM Moinhos revestidos internamente (aços especiais. cerâmica. plático e borracha) • proteger a carcaça • diminuir escorregamento da carga moedora • adequar levantamento e trajetória da carga moedora . ferro fundido.

Parafusos são de aço especial resistente às condições extremamente adversas a que estão sujeitos no interior do moinho. Revestimentos são constituídos de placas de desgaste que podem ser metálicas. Moinhos semi-autógeno (SAG) e autógeno (AG) instalação de barras elevatória . plástico ou borracha Os revestimentos de aço maior aplicação mundial Aplicações a seco e via úmida Padrão ondulado. Onda dupla aplicado em moinhos secundários e de remoagem e o de onda simples para moinhos primários de bolas e de barras.Programa de Especialização Profissional MOAGEM Revestimentos peças moduladas fixadas às carcaças por meio de parafusos. cerâmicas.

final da década de 60 . resistência maior ao desgaste. Um número considerável de formas e combinações diferentes de barras elevatórias e placas torna possível ajustar o projeto às suas respectivas aplicações.Programa de Especialização Profissional MOAGEM Revestimentos de borracha Propriedades: mais leves. terciários e de remoagem. Aplicação: Moinhos secundários. até mesmo com o padrão do tipo ondulado. Usualmente projetado como barra elevatória. Em alguns casos. pode-se utilizar borracha maciça. facilitam a manutenção. absorvem parte do ruído.

graças às específicas propriedades de resistência ao desgaste apresentadas pelo material. de barras.Programa de Especialização Profissional MOAGEM Revestimento combinando metais e borracha Combina as melhores propriedades da borracha e do aço para obtenção de melhores resultados Utiliza ligas de aço e ferro branco. autógenos e semi-autógenos). mais duras e mais resistentes ao desgaste do que aquelas que podem ser utilizadas em revestimento de aço maciço. Mantém seu perfil constante durante toda a vida útil. . capaz de absorver as forças de impacto Aplicação moagem primária (moinhos de bolas. e a borracha.

incluindo energia. componente e perfil é fundamental para a otimizar a produção do moinho e o custo total da moagem.Programa de Especialização Profissional MOAGEM O tipo certo de revestimento. corpos moedores e manutenção .

Relação comprimento / diâmetro (L/D) > 1.25 / 1.76 a 0.0 mm Produto 4. Barras 150 mm menores que o moinho e de aço de alto carbono.5 mm Substituição à britagem final de materiais argilosos e úmidos .1 a 12. Operação usual em circuito aberto. Alimentação 38.Programa de Especialização Profissional MOAGEM Moinhos de Barras Carga moedora ⇒ barras de aço cilíndricas.5 mm Recomendada ⇓ 80% < 19.

Programa de Especialização Profissional MOAGEM Moinhos de Barras Overflow moagem a úmido Tipos de descarga Periférica de topo moagem grossa a úmido ou seca Periférica central moagem a seco .

Atualmente os moinhos autógenos ou semi-autógenos têm substituído os moinhos de barras tanto no último estágio de britagem quanto no primeiro de moagem nos circuitos de beneficiamento de minérios de maior capacidade.Programa de Especialização Profissional MOAGEM Aplicação: Primeiro estágio de moagem após a britagem. . O produto da moagem em barras alimenta um moinho de bolas para maior redução da granulometria.

Partículas finas preenchem os vazios intersticiais das barras. Os espaços intersticiais entre as barras têm aproximadamente a metade do tamanho daqueles obtidos com moinhos de bolas nas mesmas condições Menores quantidades de material podem ser contidas entre as barras.Programa de Especialização Profissional MOAGEM Moinhos de Barras . prevenindo a sobremoagem.Funcionamento Moinho vazio as outras barras paralelas umas com Alimentação de partículas sólidas separação das barras abrindo um feixe Espaços entre as barras de tamanho decrescente da alimentação para a descarga do moinho. As forças de cominuição são mais acentuadas sobre as partículas grossas. . Ficam retidas entre as barras até serem fraturadas. Partículas movem-se até que suas dimensões se equiparam às dos espaços.

12 mesh Normal 65 .6 mesh Dupla 65 .Programa de Especialização Profissional MOAGEM Moinhos de Barras Arranjo de descarga Processo de moagem Taxa máxima de redução Granulometria típica da moagem Capacidade % da velocidade crítica Overflow somente via úmida 15 .5 ft Comprimento máximo = 20 ft Catarata danos estruturais ao moinho e cruzamento das barras .8 : 1 3 .35 mesh Normal 60 .15 : 1 4 .70 Diâmetro máximo = 12.70 Periférica central Via úmida ou seca 4 .65 Periférica de topo Via seca ou úmida 12 .20 : 1 10 .

Programa de Especialização Profissional MOAGEM .

Programa de Especialização Profissional MOAGEM Moinhos de Barras Vídeo 1 Vídeo 2 .

59 mm) Produto 80% < 0. cylpebs ou ballpebs.19 a 0.Programa de Especialização Profissional MOAGEM Moinhos de Bolas Carga moedora ⇒ esferas de aço fundido ou forjado. Comprimento útil da câmara menor que o dobro do diâmetro Operação usual em circuito fechado.42 mm até extremamente fina .4 mm Moagem fina alimentação de 14 a 28 malhas (1. Alimentação recomendada 80% < 12. ferro fundido.

Programa de Especialização Profissional MOAGEM Moinhos de Bolas – Corpos moedores ballpeb cylpeb bola Aço Cerâmica Zircônia .

desgaste de corpos moedores e custos de manutenção utilização restrita às condições de fluxos especiais. Tempo de residência das partículas menor que com saída por overflow Menor geração de finos Maiores consumo de energia (≈ 15%).Programa de Especialização Profissional MOAGEM Moinhos de Bolas Descarga diafragma Disco crivado Orifícios abertos de dentro para fora visando prevenir entupimentos Diafragma permitir que somente partículas de um dado tamanho passe através dele. Descarga por overflow Grelha ou espiral reversa .

14 mesh 1 . 2.5:1 30 .1. A.5 : 1 40 .1.50% VU – 65-70% VS – 70-78% . F.45% 65 .5-3.Programa de Especialização Profissional MOAGEM Moinhos de Bolas Arranjo de descarga Overflow Processo de moagem Circuito Produto típico Tamanho máx.0:1 Circ.5 : 1 35 – 50% 68 . 3. da alimentação Relação L / D Volume de carga % da velocidade crítica Somente via úmida Usualmente fechado Fino – 200 mesh 10 .5-5.70 Diafragma Via seca ou úmida Fechado VU – 100 mesh VS – 325 mesh <1/2” 1 .325 mesh <1/2” Circ.78 Compartimentado Via seca ou úmida Fechado ou aberto 150 .

Programa de Especialização Profissional MOAGEM Moinhos de Bolas Vídeo 1 .

Programa de Especialização Profissional MOAGEM Moinhos de Bolas Revestimento Grelha Corpos moedores .

Possibilitam redução de custo de corpos moedores e eventual eliminação de estágios de britagem.Autógena/Semi-autógena O termo autógeno pode ser compreendido como o que faz por si próprio (autos próprio. genos= produção).Programa de Especialização Profissional MOAGEM Moagem . Usam fragmentos grandes do próprio minério ou mistura de fragmentos e bolas como corpos moedores (10 a 15% do volume útil). .

Programa de Especialização Profissional MOAGEM Moagem . ferro e ouro Capacidades médias ou altas Descarga por grelha Revestimentos tipo placa e barra elevatória % de enchimento de carga de 25 a 35% do volume do moinho e 70 a 80% da velocidade crítica. Relação diâmetro/comprimento ≥ 1:1 Minas de cobre.Autógena/Semi-autógena Diâmetro ≥ comprimento (D/L 1/1 a 3/1) Relação diâmetro/comprimento = 1:1 Consomem mais potência por tonelada moída Geram produtos mais finos. velocidade variável .

separando a fração adequada para servir como meio moedor. Semi-autógena. ou FAG ⇒ o minério.Programa de Especialização Profissional MOAGEM Moagem . ou SAG ⇒ carga moedora composta pelo próprio material e carga complementar de bolas para facilitar a fragmentação da fração mais resistente denominada crítica que consome quantidade significativa de energia. Nesse caso o ROM é peneirado. . é todo alimentado no moinho autógeno. no classificador que trabalha acoplado ao moinho.Autógena/Semi-autógena Autógena completa. britado e alimentado no circuito de moagem. o material é retirado na granulometria desejada. que vem da mina sem nenhuma. ou com pouca britagem (dependendo da técnica de desmonte). Autógena parcial ⇒ somente o moinho de bolas é substituído por um moinho autógeno.

Autógena/Semi-autógena Os pedaços maiores ou seixos. . Como a densidade do minério é mais baixa que a das bolas. separados para uso na moagem autógena parcial. estes moinhos necessitam maiores volumes e/ou maiores velocidades que os de bolas correspondentes.Programa de Especialização Profissional MOAGEM Moagem . devem estar entre 25 e 75 mm e são escolhidos de forma a terem o mesmo peso que as bolas que eles devem substituir.

Autógena/Semi-autógena .Programa de Especialização Profissional MOAGEM Moagem .

Programa de Especialização Profissional MOAGEM Vídeo 1 .

Configurações típicas .Programa de Especialização Profissional MOAGEM Circuitos de moagem Circuito aberto Moinhos de barras Processos em que a redução da água no produto seja ineficiente Moagem extremamente fina e com algumas partículas acima do tamanho especificado Circuito fechado Uma partícula pode voltar ao moinho diversas vezes até alcançar a especificação Carga circulante: % de retorno sobre a alimentação nova do moinho.

Programa de Especialização Profissional MOAGEM Circuito aberto Alimentação Produto .

Um aumento da carga circulante elevação na massa de sólidos no interior do moinho redução no tempo de residência das partículas redução na geração de finos .Programa de Especialização Profissional MOAGEM Circuito fechado direto Produto Alimentação Carga Circulante Carga circulante adequar a distribuição granulométrica do produto do moinho.

Programa de Especialização Profissional MOAGEM Circuito fechado reverso Produto Alimentação Carga Circulante .

Programa de Especialização Profissional MOAGEM Circuito fechado misto Alimentação Produto Carga Circulante .

tornando possível a quebra de partículas maiores. Escolha do tamanho dos corpos moedores Corpos maiores aumento da pressão entre as superfícies em contato. Corpos menores aumento da superfície disponível de atrito entre corpos moedores moagem de pequenas partículas Existe um tamanho ótimo de corpo moedor que deve ser utilizado para dimensionamento da carga inicial e para reposição .Programa de Especialização Profissional Carga moedora percentagem do volume útil do moinho ocupado MOAGEM Volume da carga moedora pela carga Moinhos de bolas com descarga por diafragma ≤ 50% por overflow ≤ 45% Moinhos de barras ≤ 40%.

5  F 0.Programa de Especialização Profissional MOAGEM Tamanho da maior barra 0.75    Wi × Sg  R= ×  (%Vc ) × 3.281 × D   × 25.4  160      R = diâmetro da barra (mm) F = d80 da alimentação ( m) Sg = peso específico do material (g/cm3) Wi = Work index (kwh/t) %Vc = percentagem da velocidade crítica (decimal) D = diâmetro interno ao revestimento (m) .

Programa de Especialização Profissional MOAGEM Tamanho da maior bola 0. 34  F  0 .4 B =   ×   (%Vc ) × 3. 5    Sg × Wi   × 25.281 × D    K      B = diâmetro da bola (mm) F = d80 da alimentação ( m) Sg = peso específico do material (g/cm3) Wi = Work index (kwh/t) %Vc = percentagem da velocidade crítica (decimal) D = diâmetro interno ao revestimento (m) Descarga Overflow Diafragma Diafragma Moagem Via Úmida Úmida Seca Circuito Aberto ou fechado Aberto ou fechado Aberto ou fechado Fator K 350 330 335 .

facilitando a fragmentação. ou seja.Programa de Especialização Profissional MOAGEM Moinhos especiais Fragmentação de partículas finas as tensões capazes de gerar quebra aumentam com a redução do tamanho de partícula. partículas de maior volume têm maior probabilidade de apresentarem falhas estruturais. Nos últimos anos tem sido verificado um aumento nas pesquisas e o desenvolvimento de moinhos capazes de executar a fragmentação fina com maior eficiência energética. Dentre esses equipamentos se destacam os moinhos vibratórios e os verticais. .

. Moagem movimento da carga vibratória decorrente da vibração provocada pelo movimento oscilante da carcaça. Granulometria da alimentação entre 1 a 10 mm. em trajetória circular de alta freqüência Moagem de materiais friáveis e abrasivos. com resistência alta ou média e baixas taxas de desgaste do moinho e meio moedor.Programa de Especialização Profissional MOAGEM Moinho vibratório Dois ou três cilindros são conjugados num único moinho. Os cilindros alcançam comprimentos de até 4 m. São operados com meio-moedores muito finos. permitindo a obtenção de produtos cujos limites superiores da granulometria variam entre 40 e 500 m.65 m e capacidades de 20-40 t/h. diâmetros de 0.

pode ser aplicado em metais (ligas). abrasivos (sílica). baixo tempo de retenção (30-40 segundos) minimizando a sobremoagem. . conferindo 30 a 40% a mais de energia à moagem. alto enchimento de bolas (80%) com intenso impacto/atrito/cisalhamento. pode ser utilizado com circuito aberto ou fechado. pigmentos de tinta e outros. razão pela qual os diâmetros dos moinhos horizontais não ultrapassam 0. a intensidade dos impactos do meio moedor diminui com a distância da parede. Principais características: alta eficiência devido ao movimento circular em alta rotação junto com a vibração. agregados (areias).Programa de Especialização Profissional MOAGEM Moinho vibratório Nos moinhos vibratórios. ocupando pouco espaço. baixo custo operacional e de instalação. via seca ou úmida.65 m.

Vídeo 1 . Aplicações contínuas ou intermitentes em circuito aberto ou fechado. Potência de 20 até 1500 hp com capacidades de até 100 toneladas por hora de produto.Programa de Especialização Profissional MOAGEM Moinho Vertical Moagem de material abaixo de ¼” gerando produto na faixa de 74 m (200 mesh) a 2 m ou ainda mais fino.

exige menos espaço de piso e a fundação é mais simples. moagem de calcário. menor geração de produtos com granulometria fina. re-moagem de minérios diversos.Programa de Especialização Profissional MOAGEM Moinho Vertical O moinho vertical apresenta as seguintes vantagens: maior aproveitamento da energia com menor ruído. Diferentes tipos de corpos moedores: bolas de aço e seixos cerâmicos ou naturais etc. . menores custos de instalação e menos tempo de parada para manutenção. São agitados por uma espira de rosca dupla suspensa (ou agitador de carga) Esses moinhos têm sido utilizados com sucesso para moagem fina e ultra-fina. menores custos operacionais com menos peças móveis. moagem fina de reagentes químicos e hidratação de cal.

Programa de Especialização Profissional MOAGEM A polpa entra em abertura na parte superior do moinho. Uma bomba centrífuga promove uma recirculação da polpa. A polpa transborda para fora do corpo do moinho e se deposita num tanque separador. O fluxo de reciclagem retorna próximo à base do moinho e o de processo se torna produto acabado ou alimenta um sistema externo de classificação . criando uma aceleração ascendente que provoca a classificação de partículas na parte superior. O material é levado para cima pelas roscas e se precipita no espaço existente entre as extremidades dessas e o diâmetro interior do corpo do moinho. equipado com dispositivos de controle que dividem a polpa nos fluxos de processo e de reciclagem. A pressão relativamente alta entre os corpos moedores e as partículas contribui para melhorar a eficiência de moagem. Na parte inferior do moinho as partículas de tamanho pequeno sobem e as maiores são arrastadas juntamente com os corpos moedores para a base onde são moídas por atrito/abrasão.

Criam micro fissuras que reduzem o consumo energético nas operações subseqüentes de fragmentação. Apresentam como vantagem um menor consumo de energia para uma dada relação de redução. produção de pellet feed e outros produtos. calcário. Aplicações em carvão. quando comparado aos moinhos convencionais de bolas.Programa de Especialização Profissional MOAGEM Moinhos de rolos de alta pressão (HPGR . Por outro lado.high pressure grinding rolls) Pistãos hidráulicos forçam um dos rolos contra o outro rolo que é fixo. . o elevado desgaste dos rolos acarreta altos custos operacionais. A pressão comprime um leito de partículas levando à quebra “entre partículas” e induzido trincas residuais. cimento.

. em ângulo reto ao eixo do rolo.Programa de Especialização Profissional MOAGEM Moinhos de rolos de alta pressão Um dos rolos é fixo e o outro é montado em blocos. livre para se movimentar nas pistas. no interior dos acumuladores. O gás nitrogênio e o óleo são separados por um pistão. Controle hidráulico do movimento determinado pela pressão nos acumuladores pneumáticos e hidráulicos.

5 .8500 KN/m 100 .1600 mm 0.4000 kW 10 .Programa de Especialização Profissional MOAGEM Moinhos de rolos de alta pressão Parâmetro Diâmetro do rolo Largura do rolo Velocidade periférica do rolo Pressão Potência motor Produção Faixa de Valor 750 .0 m/s 2000 .2000 t/h .2.2100 mm 260 .

Corpo da máquina 10.Plataforma de operação MOAGEM Moinhos de rolos de alta pressão .Proteção do rolo 6.Placa de ajuste 4.Porta dosadora 3.Programa de Especialização Profissional 1.Sistema de pressão hidráulico 11.Mancal rolamento cilíndrico 8.Eixo cardam e engrenagens 7.Dispositivo de alimentação 2.Rolos 5.Cilindro hidráulico 9.

Programa de Especialização Profissional MOAGEM Moinhos de rolos de alta pressão .

Programa de Especialização Profissional MOAGEM Moinhos de rolos de alta pressão .

Programa de Especialização Profissional Sumário Introdução Conceitos Fundamentais Fundamentos da Cominuição Britagem Peneiramento Moagem CLASSIFICAÇÃO Operação .

. maiores ou de maior densidade. Overflow produto contendo as partículas com menor velocidade de sedimentação e a maior quantidade da água presente na alimentação. Variando a força efetiva de separação a classificação pode ser feita em estágios gerando produtos de tamanho intermediários. A separação das partículas ocorre de acordo com suas taxas de sedimentação na fase fluida. Esse fluxo tem geralmente elevada concentração de sólidos. Nas operações de classificação são obtidos dois produtos: Underflow fluxo contendo partículas com maior velocidade de sedimentação e. portanto.Programa de Especialização Profissional CLASSIFICAÇÃO Classificação operação destinada a promover a separação de um conjunto de partículas em duas frações granulométricas distintas.

A deslamagem é. impossível de ser tratada através de um dado processo. uma operação de classificação onde a fração ultrafina. é separada do fluxo de alimentação de uma dada operação de concentração . ou geradas nos processos de fragmentação. portanto.Programa de Especialização Profissional CLASSIFICAÇÃO Lamas materiais de granulometria inferior àquela adequada a um dado processo de concentração Prejudicam o rendimento de uma planta industrial de processamento mineral Não se comportam conforme o esperado e consomem quantidades significativas de reagentes. esses materiais são usualmente deslamados. Para eliminação das lamas contidas em um dado minério.

imersas em um meio viscoso e submetidas a um campo de força externo.Programa de Especialização Profissional CLASSIFICAÇÃO Queda livre em meio viscoso Partículas esféricas isoladas (rígidas). desenvolvem uma velocidade terminal de equilíbrio E = empuxo (N) R = resistência (N) P = Força resultante atuando sobre a partícula (N) A velocidade de sedimentação depende do número de Reynolds . após um estágio inicial de aceleração decrescente.

v é a velocidade de queda da partícula em m/s.s. Re > 3000 ⇒ escoamento turbulento (ou turbilhonar).v Re = η .2 ⇒ escoamento lamelar (ou laminar). ρ S . O valor limite de Reynolds não é bem definido e depende do fluido Re < 0. 0.d . η é a viscosidade dinâmica do fluido dada em Pa.Programa de Especialização Profissional CLASSIFICAÇÃO Número de Reynolds adimensional – representa a relação entre as forças inerciais e as forças viscosas num dado regime fluidodinâmico Onde: d é o diâmetro da partícula em m. ρS é a massa especifica da partícula (sólido) em kg/m3.2 > Re > 3000 ⇒ escoamento intermediário.

g . ρS é a massa especifica da partícula (sólido) em kg/m3.s. a velocidade de queda da partícula esférica isolada é dada pela equação de Stokes Equação de Stokes Premissa: resistência ao movimento é proporcional à velocidade v= d 2 . ρf é a massa especifica do fluido em kg/m3.(ρ S − ρ f 18 . d é o diâmetro da partícula em m.Programa de Especialização Profissional CLASSIFICAÇÃO Quando o regime é laminar.η ) v é a velocidade de sedimentação em m/s. . g é a aceleração da gravidade em m/s2. η é a viscosidade dinâmica do fluido dada em Pa.

A partícula não é tão pequena como as moléculas. Não existem interações eletrostáticas entre as partículas. Partículas rígidas (sem convecção interna). Partículas isoladas.Programa de Especialização Profissional CLASSIFICAÇÃO Condições de aplicação da equação de Stokes Meio contínuo e infinito (sem efeito de paredes). .

ρS é a massa especifica da partícula (sólido) em kg/m3. ρf   f )    1 2 v é a velocidade de sedimentação em m/s. g . . 03 .Programa de Especialização Profissional CLASSIFICAÇÃO Quando o regime é turbulento. d é o diâmetro da partícula em m. a velocidade da partícula esférica isolada é dada pela equação de Newton Equação de Newton Premissa: premissa de que a resistência ao movimento é proporcional ao quadrado da velocidade  (ρ s − ρ v =  3 . ρf é a massa especifica do fluido em kg/m3.d . g é a aceleração da gravidade em m/s2.

3 ρ f . foram proposta inúmeras equações problemas de aderência com os dados experimentais Equação de Abraham (1970) v= Carr 4 ( ρ s − ρ f ).1 +  Re     Algoritmo de cálculo . 06  = 0 . 284 .C arr função do número de Reynolds 2 coeficiente de arraste C arr  9 .d . g .Programa de Especialização Profissional CLASSIFICAÇÃO Para o regime é intermediário.

A aplicação mais comum dos classificadores consiste no fechamento de circuitos de moagem. A seleção de um dado classificador para uma aplicação específica depende da finalidade da classificação e da faixa granulométrica desejada. Embora uma grande quantidade de equipamentos sejam disponíveis para classificação. os classificadores espiral e os cones classificadores. os mais comumente utilizados em processamento mineral são os hidrociclones. .Programa de Especialização Profissional CLASSIFICAÇÃO Classificadores Classificadores mecânicos grossa do equipamento. dispositivos mecânicos para remoção da fração Classificadores não mecânicos remoção do fluxo de underflow utilizando propriedades hidrodinâmicas desse fluxo e das forças gravitacional e/ou centrífuga.

os hidrociclones têm aplicação na deslamagem e desaguamento de polpas. operação estável. Além da aplicação no fechamento dos circuitos de moagem. A classificação depende do tamanho. elevadas capacidades em termos de volume ou área ocupada. baixos custos de capital e pequeno espaço requerido para sua instalação. Maior custo operacional que o classificador espiral energia gasta no bombeamento da polpa e eficiência de classificação mais baixa. .Programa de Especialização Profissional CLASSIFICAÇÃO Hidrociclone Hidrociclone década de 50 e rapidamente se tornou o equipamento padrão de fechamento de circuitos de moagem simplicidade de construção e de operação. da densidade e do formato das partículas.

Programa de Especialização Profissional CLASSIFICAÇÃO Hidrociclone Constituído por uma parte cilíndrica e outra cônica e três orifícios. As partes são segmentadas permitindo diversas combinações no conjunto final com dimensões internas diversas sendo responsáveis pelo desempenho do ciclone entrada da polpa = inlet orifício de saída superior (finos) = vortex orifício de saída inferior (grossos) = apex .

. é dragada forçando sua descarga através da saída superior . uma região baixa pressão que conduz à formação de um vortex secundário girando em torno do eixo.overflow. somente uma parte do líquido é descarregada como underflow. com direção ao ápice do cone. No Apex. em movimento ascendente.Programa de Especialização Profissional CLASSIFICAÇÃO Hidrociclone A polpa é alimentada sob pressão tangencialmente à seção cilíndrica. O movimento espiral da polpa cria. contendo as partículas finas. Nesse vortex a maior parte da fase liquida. no centro do hidrociclone. arrastando preferencialmente as partículas grossas com pequenas quantidades de finos. descrevendo uma trajetória espiral Vortex primário na superfície interna das paredes cilíndrica e cônica.

mas quando chegam lá encontram esse espaço já ocupado pelas partículas grossas e são dirigidas para a região central do ciclone onde encontram o fluxo ascendente do vortex finder. . Força centrífuga tende a levá-las para as paredes e descarregá-las como underflow imposta pelo movimento do fluxo ascendente.Programa de Especialização Profissional CLASSIFICAÇÃO Hidrociclone Princípio básico de separação sedimentação centrífuga submetidas a uma aceleração centrífuga partículas suspensas são O movimento circular da polpa acelera as partículas sólidas na direção das paredes do ciclone. Força de dragagem na direção vertical Tende a descarregar pelo overflow. sendo arrastadas para baixo e descarregando como underflow. sendo arrastadas e descarregadas como overflow. ocupando o volume do ciclone próximo às paredes. Partículas mais grossas (de maior massa) sedimentam mais depressa no campo centrífugo. As partículas finas também tendem a ser projetadas em direção às paredes. No contato com as paredes elas perdem velocidade devido ao atrito.

Programa de Especialização Profissional CLASSIFICAÇÃO Hidrociclone Vortex Alimentação Apex .

as partículas se moverão radialmente para a parte externa e. as partículas se moverão radialmente na parte interna do equipamento . caso contrário.fluxo de polpa que é dirigido para o vortex Fce = m ⋅ r ⋅ w 2 m ⋅v Far = r 2 m = massa da partícula w = velocidade angular v = velocidade tangencial r = raio de giro Se a ação da força centrífuga for superior à de arraste.Programa de Especialização Profissional CLASSIFICAÇÃO Hidrociclone Forças atuantes no sistema: Força centrífuga Força de arraste .

denominado manto.Programa de Especialização Profissional CLASSIFICAÇÃO Hidrociclone No encontro dos dois fluxos verticais. existe um lugar geométrico onde a velocidade vertical é nula. Partículas sólidas de maior massa (função do tamanho e da massa específica) são descarregadas pelo apex. dependendo concentração de sólidos na polpa e da quantidade de partículas no manto. . sendo praticamente impossível seu arraste pelo vórtice ascendente Partículas menores podem sair em qualquer um dos fluxos. As partículas que estão neste lugar têm chances iguais saírem no underflow e no overflow. A velocidade do vórtice ascendente e a capacidade de arrastar partículas maiores. é função da pressão de alimentação no ciclone. um descendente e outro ascendente.

partículas que não sofreram classificação e serão descarregadas como overflow por curto-circuito. em torno do vortex finder.Programa de Especialização Profissional CLASSIFICAÇÃO Hidrociclone Região A. Seção cilíndrica B é preenchida. junto a parede superior do ciclone. Região D é uma toróide compreendida entre as três seções anteriores. ou seja. contém uma polpa cuja distribuição granulométrica é similar a da alimentação do ciclone. . basicamente. o lugar geométrico do ciclone onde efetivamente ocorre a classificação. Nessa região a distribuição granulométrica é mais concentrada no tamanho de partículas intermediário quando comparada com a da alimentação. prontas para serem descarregadas como underflow. pelas partículas de maior tamanho. onde predominam as partículas finas que serão descarregadas como overflow. Região C na parte superior da seção cônica.

os ciclones podem ser fabricados em diferentes materiais tais como: poliuretano.Programa de Especialização Profissional CLASSIFICAÇÃO Hidrociclone A posição de operação do ciclone não tem influência sobre seu desempenho. aço revestido em poliuretano. uma vez que a aceleração da gravidade é pequena em relação à aceleração centrífuga.000 vezes maior em ciclones pequenos. aço revestido em borracha. que pode ser até 4. A posição de instalação só terá uma pequena influência para ciclones de grande porte. operando com pressão de alimentação baixa Dependendo da aplicação e das características do material a ser tratado. aço inoxidável etc. .

regulagem através de dispositivos de controle por ar comprimido e utilização de apex de borracha ajustados com abraçadeiras . Controle do diâmetro do orifício dos apex introdução de um tubo com o diâmetro adequado (embuchamento). Nessa condição o diâmetro do apex é suficiente para a descarga dessa fração (boa para desaguamento) Descarga em cone: o ciclone opera em condição ideal de classificação de tamanho de partículas Descarga em spray: condição em que o diâmetro do apex está grande. maior que o necessário.Programa de Especialização Profissional Hidrociclone CLASSIFICAÇÃO O diâmetro do orifício do apex é uma importante no desempenho do ciclone Descarga tipo cordão: utilizada quando o objetivo principal consiste no adensamento do underflow. acarretando o arraste de partículas finas para o underflow.

forma e dimensão da abertura de alimentação. taxa de fluxo. distribuição granulométrica da fase sólida. concentração de sólidos na polpa. os tamanhos do vortex finder e do apex.Programa de Especialização Profissional CLASSIFICAÇÃO Hidrociclone Efeito das variáveis As variáveis que afetam o desempenho dos ciclones podem ser divididas em dois grupos: as que são dependentes da geometria do ciclone (variáveis de projeto) e as operacionais As variáveis decorrentes da geometria do ciclone incluem diâmetro do ciclone. . densidade e viscosidade da polpa. ângulo da parte cônica. As variáveis operacionais mais importantes são pressão.

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Hidrociclone Efeito das variáveis Uma vez que a maioria dessas variáveis apresenta interações entre si, não é possível avaliá-las independentemente. O desempenho do ciclone é usualmente avaliado a partir da curva de partição, da relação entre overflow e underflow e da pressão de alimentação diâmetro do ciclone: a dimensão básica do ciclone é definida a partir do diâmetro da parte cilíndrica. Essa dimensão define a capacidade e o tamanho de corte do equipamento. Existe uma grande quantidade de ciclone com diâmetros do variando desde 10 a 1200 mm. Nesses ciclones é possível a utilização de diferentes tamanho de vortex finder, apex, abertura de alimentação e ângulo da parte cônica. Um aumento no diâmetro do ciclone propicia uma elevação na capacidade e no tamanho de corte;

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Hidrociclone Efeito das variáveis diâmetro do vortex finder: o diâmetro do vortex finder pode ser variado em um mesmo ciclone de forma a permitir regular a capacidade e o tamanho de corte em um dado intervalo. O diâmetro máximo do vortex finder está limitado pela possibilidade de curto-circuito do material de alimentação para o overflow sem classificação. Essa é a razão pela qual a altura dessa peça deve ser tal que a sua extremidade inferior fique ligeiramente abaixo da borda inferior do bocal de alimentação. O aumento do diâmetro do vortex finder propicia um aumento no tamanho de corte; área da abertura de entrada: a velocidade tangencial da polpa na parte cilíndrica do ciclone é determinada pela área aberta do bocal de alimentação. Os diversos ciclones existentes podem ser fornecidos com diferentes tamanhos de abertura de entrada para ajustá-los à capacidade e classificação desejados. Um aumento na área de abertura de alimentação do ciclone propicia uma elevação na capacidade e no diâmetro de corte. Essa abertura pode ser fornecida com seção cilíndrica ou retangular. Alguns autores consideram que a entrada retangular parece ter um desempenho melhor;

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CLASSIFICAÇÃO
Hidrociclone Efeito das variáveis altura da parte cilíndrica: maiores alturas da parte cilíndrica têm efeito de melhorar a eficiência de corte dos ciclones; diâmetro do apex: o diâmetro do apex apresenta uma pequena influência no diâmetro de corte. Sua principal influência consiste na eficiência do corte e e na concentração de sólidos do underflow. Um aumento no diâmetro do apex do ciclone acarreta uma ligeira redução no tamanho de corte e um significativo aumento na diluição da polpa no underflow; ângulo da parte cônica: o ângulo da parte cônica do ciclone tem um efeito importante sobre a eficiência da classificação. Uma redução nesse ângulo tende a aumentar a eficiência de separação devido a obtenção de um underflow mais limpo;

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CLASSIFICAÇÃO
Hidrociclone Efeito das variáveis pressão de alimentação: um aumento na pressão de alimentação do ciclone eleva o campo centrífugo propiciando uma redução no diâmetro de corte; concentração de sólidos na polpa: um aumento na concentração de sólidos na polpa acarreta uma elevação na densidade da polpa e na viscosidade do meio, dificultando a sedimentação das partículas que tendem a sair no fluxo de overflow. Em função disso, verifica-se que o aumento da concentração de sólidos na polpa acarreta uma elevação no diâmetro de corte; presença de grande quantidade de lama: o aumento na quantidade de material ultrafino na alimentação do ciclone acarreta uma aumento na viscosidade da polpa dificultando a sedimentação e, portanto, aumentando o diâmetro de corte.

podendo chegar até 0. É possível operar com pequenos diâmetros de apex obtendo-se tamanho de corte mais grosso. Correntes convecção Ao contrário do que ocorre no caso dos ciclones convencionais. onde existe a abertura de saída.Programa de Especialização Profissional Ciclone de fundo chato CLASSIFICAÇÃO Hidrociclone Objetivo: realizar classificações granulométricas com diâmetro de corte elevado. a influência do diâmetro do apex sobre o corte desse ciclone é bastante acentuada. A resultante desses fluxos cria uma condição de meio denso que propicia a separação das partículas maiores e mais pesadas junto às paredes.8 mm. . A parte superior do leito gira radialmente enquanto a base sofre atrição com a parede do fundo. A diferença da velocidade angular entre o topo e a base do leito forma-se fortes correntes de convecção no sentido vertical movimento para baixo junto à parede e para cima no centro do ciclone. Princípio de funcionamento: formação de um leito de material espessado no fundo do ciclone. que tende a diminuir a circulação. Na base do ciclone aparecem correntes radiais que levam as partículas grandes para o centro do ciclone. com maior eficiência.

alimentadas através de caixas com controle automático de nível. Bombas centrífugas horizontais revestidas com materiais resistentes à corrosão por abrasão. frequentemente torna-se necessária a instalação de mais que um ciclone em paralelo utilizando a mesma bomba de alimentação.Programa de Especialização Profissional CLASSIFICAÇÃO Hidrociclone Instalação Os ciclones são usualmente instalados em posições elevadas alimentação bombeada a uma pressão ajustada em função do corte granulométrico desejado aproveitar a gravidade para transporte do over e under. . A utilização de selo mecânico para vedação do eixo dessas bombas é recomendada. Instalações industriais utilizam ciclones com o diâmetro definido nos testes piloto. Uma vez que as vazões industriais são significativamente superiores àquelas utilizadas na escala piloto.

Quando um determinado ciclone é desligado por exigência operacional ou para manutenção. o ciclone radialmente oposto deverá ser também desligado de forma a garantir uma simetria na distribuição de fluxos. Um medidor de pressão é instalado no centro do distribuidor controle da pressão Cada ciclone é precedido de uma válvula de isolamento que permitir a manutenção individual sem parada do sistema. denominado canisters ou. Aranha. popularmente.Programa de Especialização Profissional CLASSIFICAÇÃO Hidrociclone Distribuidores radiais capazes de Distribuidor da alimentação distribuir uniformemente a alimentação e coletar os produtos overflow e underflow. devem ser capazes de suportar a instalação de um número par de ciclones. Os ciclones são montados radialmente em torno de alimentador central. . Calhas de recebimento dos produtos Os sistemas utilizados com essa finalidade.

3 m a 3 m submersão da espiral = 100% a 150% hélice = passo simples. duplo ou triplo rotação da espiral = 2. arrastados pela espiral. e os grossos são removidos pelo fundo (underflow). Classificador espiral ou “de parafuso” faixa de aplicação = 1000 a 44 µm alimentação transversal diâmetro espiral = 0.6 a 12 rpm empregado com frequência na classificação de minério de ferro para separação das frações correspondentes a sinter feed e pellet feed desaguamento e lavagem de areias .Programa de Especialização Profissional CLASSIFICAÇÃO Classificador espiral Tanques com bacia de sedimentação onde os finos saem por transbordo (overflow).

Programa de Especialização Profissional CLASSIFICAÇÃO Classificador espiral Classificador espiral ou “de parafuso” Metso .

duplos e triplos Entrada simples Entrada dupla Entrada tripla .Programa de Especialização Profissional CLASSIFICAÇÃO Classificador espiral São caracterizados pelo diâmetro da hélice Os modelos distinguem-se pelo posicionamento terminal da hélice em relação ao nível máximo de trabalho do tanque 100% de submergência 125% de submergência 150% de submergência Podem ser fabricados com hélices de passo simples.

produção de um As partículas finas. .Programa de Especialização Profissional CLASSIFICAÇÃO Classificador espiral Classificador Espiral A polpa é alimentada na abertura lateral do tanque de sedimentação. e a fase líquida encontram uma corrente horizontal na parte superior do tanque de sedimentação descarregadas no overflow. Inclinação de base de 15 a 30º drenagem da água underflow com concentrações de sólidos de até 70%. de baixa velocidade de sedimentação. sendo descarregadas na saída superior. As partículas de maior massa sedimentam e encontram a base do transportador helicoidal.

funciona como meio classificador D = Corrente horizontal em direção ao vertedouro .Programa de Especialização Profissional CLASSIFICAÇÃO Classificador espiral alimentação D overflow C B A underflow A = Camada de fundo B = Material sedimentando e que será transportado pelas espirais C = Sólidos mantidos em suspensão.

Programa de Especialização Profissional CLASSIFICAÇÃO Classificador espiral alimentação D underflow B overflow C A .

% de sólidos mais elevada.Programa de Especialização Profissional CLASSIFICAÇÃO Classificador espiral Regimes de operação: Queda impedida ou classificação . separação controlada por corrente horizontal na região D alimentação D overflow C B A underflow .polpa diluída. a região C tem o papel mais importante na separação Queda livre ou correntes .

Programa de Especialização Profissional CLASSIFICAÇÃO Classificador espiral Regime de classificação partículas sólidas afundam. Nas partículas mais pesadas a resultante entre as forças atuantes (peso. São capturadas pelo movimento de arraste da espiral e são conduzidas até o ponto de descarga do underflow. responsável pelo seu transporte para o overflow. a regulagem da operação é feita pelo controle da diluição da polpa dentro do classificador. Partículas mais leves. empuxo e resistência) é para baixo afundam e entram na seção B. alimentação D C B A underflow . onde encontram a corrente horizontal. Maior a porcentagem de sólidos corte mais grosso. retornam à seção D. overflow No regime de classificação. com massa insuficiente para atravessar a seção C. Nesse regime a classificação das partículas é função das condições da seção C. penetram e permanecem na região C por um período de tempo determinado.

Partículas mais finas e mais leves não conseguem afundar e são transportadas pelas correntes próximas à superfície e descarregam com o overflow. no sentido do vertedor.Programa de Especialização Profissional CLASSIFICAÇÃO Classificação por corrente Classificador espiral elevada diluição da polpa de alimentação. ascendente. diluição. Baixa concentração de sólidos aumento nas forças das correntes horizontal. Corte mais grosso concentrações de overflow sólidos na polpa mais baixas. e vertical. A posição dessa interface depende da vazão. ou seja. Partículas mais grossas e mais pesadas afundam rapidamente e atingem o fundo do classificador. alimentação D C B A underflow . de onde são removidas pelo arraste da espiral. e viscosidade da polpa alimentada. o inverso do mecanismo anteriormente descrito. Uma partícula somente sairá no overflow caso não consiga atingir a interface de separação entre as zonas A e B.

Programa de Especialização Profissional CLASSIFICAÇÃO Classificador espiral Variáveis que afetam o diâmetro de corte dos classificadores espiral são: ângulo de inclinação da base da helicóide. operando em condições que favorecem ao desaguamento. melhor desaguamento. permitindo um percurso mais longo entre a coleta da partícula e seu descarregamento no underflow e. . conseqüentemente. velocidade de transporte. máximo ângulo de inclinação da base. profundidade de imersão da helicóide (100 a 150%) Os classificadores espiral utilizados no desaguamento são similares aos empregados para classificação granulométrica de minérios. maiores comprimentos de helicóide. tais como: imersão de 150% da helicóide. aumentando área de classificação. altura e largura da bacia de sedimentação.

abaixo do qual essa tendência se inverte. ou seja. um aumento na concentração de sólidos no overflow acarreta uma elevação no tamanho de corte maior dificuldade de sedimentação das partículas. que varia em função da taxa de alimentação do classificador. Se a taxa de underflow for maior que a capacidade de transporte de grossos do classificador. . Controle do diâmetro de corte overflow. Existe uma concentração crítica.Programa de Especialização Profissional CLASSIFICAÇÃO Classificador espiral Operação A operação do classificador espiral é relativamente simples. o regime de operação passará a ser intermitente. Taxa de alimentação mais elevada concentração crítica mais alta diâmetro crítico maior. ajuste na concentração de sólidos no Para uma mesma condição de operação. haverá descarga periódica de material grosso no overflow. A taxa de alimentação apresenta pouco efeito sobre o diâmetro de corte para classificações realizadas em concentrações de sólidos superiores à crítica.

Para melhorar a limpeza do underflow.Programa de Especialização Profissional CLASSIFICAÇÃO Classificador espiral Operação Segundo Beraldo. • variar a velocidade da espiral capacidade de transporte. do comprimento da espiral e do nível de submergência da hélice. da densidade do material. pode ser adicionada água de lavagem na parte emersa da espiral. • variar a inclinação do classificador variações na área da bacia e na capacidade de transporte. . A porcentagem de sólidos no underflow é função da granulometria. o controle do tamanho de corte no classificador pode ainda ser realizado da seguinte forma: • aumentar a altura do vertedor aumento de área e a um regime menos turbulento na superfície. favoráveis à classificação mais fina. Pode ter efeito na classificação devido à maior ou menor turbulência na bacia de sedimentação.

se reportaram ao underflow. presentes na alimentação. 50% das partículas daquele tamanho. Eficiência do corte inclinação da curva no ponto central. quanto maior a inclinação da curva. ou seja. . mais eficiente terá sido a separação. ou seja.Programa de Especialização Profissional CLASSIFICAÇÃO Curva de partição Eficiência de corte de classificadores hidráulicos Curva de Partição % em peso de cada tamanho de partícula da alimentação que se reportou ao underflow x tamanho de partícula tamanho de separação em que as partículas têm igual probabilidade de d50 estar no underflow e overflow.

Programa de Especialização Profissional CLASSIFICAÇÃO Curva de partição 100 80 Percentagem 60 40 20 0 10 d 50=103 µm 100 1000 Tamanho (µm) imperfeição do corte d 75 − d 25 I= 2 ⋅ d 50 .

Curva de partição corrigida classificadas.Programa de Especialização Profissional CLASSIFICAÇÃO Curva de partição corrigida No underflow de qualquer processo de classificação hidráulica podem ser encontrados os seguintes tipos de partículas: partículas que aparecem no “produto” como resultado de um processo efetivo de classificação. partículas transferidas diretamente da alimentação para o “produto” devido a um efeito de arraste hidráulico ou “curto-circuito” (bypass) – este efeito está diretamente relacionado com a proporção de água que passa para o underflow. considera somente as partícula efetivamente .

.Programa de Especialização Profissional CLASSIFICAÇÃO Curva de partição corrigida Equação que relaciona a partição real com a corrigida em função da partição da água Rf percentagem da água alimentada que vai para o underflow partição corrigida = 100 80 Percentagem 60 40 20 0 10 partição − Rf × 100 100 − Rf d 50=103 µm 100 d 50 corrigido=141 µm 1000 Tamanho (µm) d50(Corrigido): diâmetro das partículas cuja separação efetiva – resultante do processo efetivo de classificação – ocorre na proporção de 50% da massa alimentada aparecendo no underflow.

Programa de Especialização Profissional Sumário Introdução Conceitos Fundamentais Fundamentos da Cominuição Britagem Peneiramento Moagem Classificação OPERAÇÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM .

. características do processo. instalações de moagem com ou sem classificação inicial da alimentação para retirada do excesso de finos naturais. custos de investimento e operacionais envolvidos. circuitos abertos ou fechados. um único ou em vários estágios.Programa de Especialização Profissional OPERAÇÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM Operação de circuitos de moagem Dimensionamento de circuitos de moagem tipo de produto desejado.

.Programa de Especialização Profissional OPERAÇÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM Variáveis operacionais Concentração de sólidos elevada dispersão das partículas reduzindo o número e a efetividade dos choques entre os corpos moedores e o material a ser moído. os corpos aumento na viscosidade da polpa associada % de sólidos elevada amortecimento da ação dos corpos moedores Dificuldade de transporte no interior do moinho. % de sólidos baixa baixa eficiência de moagem grande intensidade de choques entre moedores e o revestimento do moinho aumento significativo do consumo de metais barulho do moinho é muito intenso.

da carga circulante e peso específico do minério a ser moído ação na operação do conjunto moinho-classificador para obter maior eficiência da moagem. Materiais densidade da ordem de 3.Programa de Especialização Profissional OPERAÇÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM Variáveis operacionais Concentração de sólidos Reagentes de capazes de reduzir a viscosidade da polpa podem aumentar a capacidade de produção um dado moinho (efeito nas operações seguintes) Concentração de sólidos ótima função da distribuição granulométrica da alimentação. É possível operar a etapa de classificação com eficiências mais baixas sem prejudicar o rendimento do conjunto moinho-classificação Referência (Beraldo) % de sólidos para moagem de minérios com 75 a 80%. Quantidade de finos deficiência dificulta a fluidez da polpa e piora a ação de moagem excesso pode acarretar um aumento excessivo da viscosidade da polpa.0 g/cm3 e sem argila argilosos 60% .

na pressão do ciclone (quando for o caso). inferior à massa alimentada distribuição granulométrica do produto mais fina que o diâmetro de corte do equipamento de classificação Aumento da carga circulante redução na distribuição granulométrica da alimentação efetiva e da descarga do moinho À medida que a carga circulante aumenta. e outras variáveis . a quantidade de finos na descarga do moinho e o diâmetro de corte do equipamento de classificação também aumentam devido à elevação da concentração de sólidos na polpa A diferença entre as massas alimentada e produzida constitui a carga circulante que cresce continuamente até que o equilíbrio seja atingido A condição de equilíbrio pode ser ajustada atuando na diluição da polpa de alimentação do moinho ou do equipamento de classificação.Programa de Especialização Profissional OPERAÇÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM Variáveis operacionais Carga circulante No início da operação de circuitos fechados de moagem a produção é pequena.

consequentemente. ou seja. um produto mais fino manutenção da carga circulante em seu nível ótimo ajustada pelo controle da taxa de alimentação O parâmetro que deve ser controlado em instalações de moagem é a granulometria do produto do moinho. o d95. Esse parâmetro pode ser rapidamente obtido através da amostragem do fluxo de descarga do moinho. seguido da determinação da distribuição granulométrica do produto . portanto: controlar a granulometria do produto pelo ajuste da porcentagem de sólidos da alimentação do equipamento de classificação.Programa de Especialização Profissional OPERAÇÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM Variáveis operacionais Carga circulante A estratégia mais utilizada no controle de moagem é. Um aumento do fluxo de água de diluição acarreta a obtenção de uma carga circulante maior e.

onde o underflow do primeiro estágio é reclassificado de forma a diminuir a quantidade de finos que retornam ao moinho .Programa de Especialização Profissional OPERAÇÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM Variáveis operacionais Eficiência da classificação Baixa eficiência excessivo retorno de finos ao moinho (by pass) moagem e redução de capacidade do circuito. sobre- Ciclones operam usualmente com baixos níveis de eficiência estabelecer circuitos e condições operacionais para melhorar o desempenho da classificação Utilização de dupla ciclonagem.

. sabendo-se que. para reduzir efeito do by-pass. compatível com as condições de operação. escolher ciclones de diâmetro máximo possível. para a obtenção do mesmo d50. compatível com a aplicação. ciclones maiores necessitam de polpa mais diluída em sua alimentação. operar com a máxima porcentagem de sólidos possível no underflow. sem que ocorra sobrecarga do mesmo.Programa de Especialização Profissional OPERAÇÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM Variáveis operacionais Eficiência da classificação Alternativas para aumentar a eficiência dos ciclones obtendo-se produtos na especificação desejada: utilizar ciclones que permitam a classificação desejada com a polpa a mais diluída possível. utilizando-se apex com o menor diâmetro compatível. utilizar pressões baixas e diâmetros de vortex grandes.

o nível de enchimento é praticamente constante. Nos moinhos com descarga por diafragma. Níveis baixos de material acarretam um grande consumo de corpos moedores Nos moinhos com descarga por overflow. .Programa de Especialização Profissional OPERAÇÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM Variáveis operacionais Porcentagem de enchimento a potencia consumida na moagem está associada ao grau de enchimento de carga Cargas mais elevadas acarretam maior efeito da moagem por catarata (impacto e atrito) A eficiência de moagem é máxima quando o material preenche exatamente o volume de vazios da carga. condição comum nas operações industriais. o nível de material é função da área aberta da grelha. com menor desgaste de bolas. Carga de bolas baixa. acentuada queda de eficiência de moagem uma vez que o nível de polpa estará mais elevado que a carga moedora.

Desenvolve-se no moinho uma carga de equilíbrio para cada diâmetro de reposição. . Moagem em circuito fechado com grandes cargas circulantes grande afastamento da carga de equilíbrio em relação à carga balanceada.Programa de Especialização Profissional OPERAÇÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM Variáveis operacionais Distribuição de tamanho dos corpos moedores A granulometria da carga circulante grossa indica falta de corpos moedores grandes A granulometria da carga circulante fina indica falta de corpos moedores pequenos Reposição do maior corpo moedor Em algumas aplicações há um aumento de eficiência da moagem com a reposição de dois tamanhos distintos de corpos moedores. Corrigir a carga de equilíbrio adotando-se dois ou mais diâmetros de reposição.

da distribuição e volume da carga moedora. O desgaste depende da composição dos materiais. Levantamento de dados de consumo moagem convencional Corpos moedores ⇒ média geral: 80 g/kWh Revestimentos ⇒ média geral: 9 g/kWh Levantamento de dados de consumo moagem semi-autógena Corpos moedores ⇒ média geral: 50 g/kWh Revestimentos ⇒ média geral: 10 g/kWh Consumo de corpos e revestimentos de materiais especiais pode ser muito menor . forma do revestimento. etc. abrasão. atrição e fadiga. dimensões e velocidade do moinho.Programa de Especialização Profissional OPERAÇÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM Variáveis operacionais Consumo de metais O consumo de metais na moagem deve-se ao desgaste de revestimentos e de corpos moedores em função da corrosão e de esforços mecânicos: impacto. características do minério.

da composição química (teores de carbono. abrasão é muito elevada ferros fundidos ao cromo (15)-molibdênio (3) (preço muito mais elevado que o Ni-Hard) impacto é muito severo aços-liga martensíticos impacto e abrasão aços austeníticos Escolha dos corpos moedores desgaste depende do processo de fabricação.Programa de Especialização Profissional OPERAÇÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM Variáveis operacionais Para reduzir o consumo de metais na moagem Escolha da composição de revestimentos ferros fundidos como Ni-Hard resistentes à abrasão. a decisão de escolha deve levar em consideração as taxas de desgaste e eventuais diferenças de produtividade do moinho . níquel e silício). desde que não haja impactos elevados. do tratamento térmico e das condições de moagem para definição do melhor tipo de corpo moedor ensaios com bolas marcadas. molibdênio. manganês. cromo. cobre.

Programa de Especialização Profissional OPERAÇÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM Variáveis operacionais Desenho dos revestimentos efeito no desgaste influencia o regime de moagem efeito na eficiência da moagem na definição da melhor forma de revestimento. a amperagem e a potência consumida Monitorar para acompanhar as condições operacionais dos circuitos de moagem. Condições de operação utilizar condições de moagem que promovam conjuntamente uma maximização da produção e uma minimização do desgaste de metais Reagentes inibidores de corrosão nitrito de sódio. temperatura dos mancais deve ser criteriosamente controlada de forma a garantir as condições de lubrificação e estabilidade do equipamento . traduzida pelos parâmetros altura e largura da onda. forma e simetria. cromato de sódio e metassilicato de sódio reduzem o desgaste de bolas forjadas em até 50% na moagem de alguns minérios Temperatura. a ser utilizada deve considerar ambos os fatores.

realizar amostragens sistemáticas e correção da carga. .Programa de Especialização Profissional OPERAÇÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM Variáveis operacionais Manutenção da carga moedora em boas condições evitar operar o moinho vazio ou só com água. reclassificar a carga periodicamente. evitar constantes paradas e partidas. verificar a qualidade dos corpos moedores. manter o grau de enchimento constante. evitar misturar corpos moedores de qualidade diferentes. manter a reposição de corpos moedores em função da potência. avaliar variações do minério.

alimentação com máxima finura. treinamento e conscientização constante . definir melhor tamanho para reposição de corpos moedores. buscar máxima % de sólidos no underflow do ciclone. maximizar a capacidade da bomba que alimenta a classificação. produto próximo à especificação. buscar % de sólidos mínima na alimentação do ciclone. máxima velocidade de trabalho do moinho.Programa de Especialização Profissional OPERAÇÃO DE CIRCUITOS DE MOAGEM Variáveis operacionais Nível de eficiência: Atitudes trabalhar com o máximo nível de carga moedora.

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