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APOSTILA DE TEOLOGIA BÍBLICA DO NOVO TESTAMENTO TBNT

APOSTILA DE TEOLOGIA BÍBLICA DO NOVO TESTAMENTO TBNT

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Disciplina TBNT APOSTILA DE TEOLOGIA BÍBLICA DO NOVO TESTAMENTO Período : 7º e 8º

Justificativa: A Teologia do Novo Testamento é de grande auxílio para o estudante da Bíblia entender o surgimento e desenvolvimento das doutrinas que marcaram a fé cristã, pois várias delas foram aceitas após acurado estudo e depois de sã exame doutrinário, para melhor entendimento da Teologia Sistemática e da Teologia Contemporânea. Ementa: Análise da Teologia dos livros do Novo Testamento, agrupados por seus escritores,com atenção especial para o valor doutrinário de cada autor. Ement Marconi: Estudo da disciplina conhecida como Teologia Bíblica do Novo Testamento(TBNT), iniciando com o seu conceito, classificação, fatores formativos e valores; estudo da sua formação histórica, e estudo dos principais temas do NT, delineado por abordagens de vários teólogos, mencionando as dificuldades e buscando o significado teológico e sua a compreensão nas Escrituras do Novo Testamento.

Objetivo Geral: Levar o aluno a conhecer a manifestação do reino de Deus revelado nos Evangelhos Sinópticos, os pensamentos joanino, paulino e petrino, observando o desenvolvimento da teologia na Igreja Primitiva e os acontecimentos futuros como revelados no livro de Apocalipse. Objetivos do Marconi: O conteúdo desta disciplina alcança o entendimento do formando por meio do estudo analítico e reflexivo dos temas teológicos. Ao concluir cada unidade ou temas, e finalmente os estudos desta disciplina, o aluno será capaz de explicar o significado teológico e a importância dos temas estudados, revelando conhecimento satisfatório acerca deles e de suas relações para com o viver do homem hodierno.

Conteúdo Programático: UNIDADE 1: OS EVANGELHOS SINÓPTICOS 1. Introdução. Conceito e Classificação de TBNT, Fatores formativos da TBNT, Valor e necessidade da TBNT, Teologia e Religião, Teologia e Ciência. João Batista. A necessidade do Reino. 2. O Reino de Deus. O Deus do Reino. O mistério do Reino. A necessidade do Reino. O Reino e a Igreja. A ética do Reino. 3. 4. 5. 6. O Messias. O Filho do Homem. O Filho de Deus. O Deus do Reino O Mistério do Reino – o domínio Redentor de Deus A Ética do Reino

UNIDADE 2: EVANGELHO DE JOÃO 1. O problema crítico. O Dualismo Joanino. Cristologia. 2. A vida eterna. A vida cristã. O Espírito Santo. Escatologia TBNT 2 UNIDADE 3: A IGREJA PRIMITIVA 1. A Teologia de Atos: o problema crítico. 2. A ressurreição. O Kerigma Escatológico. 3. A Igreja. UNIDADE 4: O APÓSTOLO PAULO 1. Introdução. Fontes do pensamento Paulino. 2. O homem sem Cristo. A pessoa de Cristo. A obra de Cristo: Expiação, Justificação e Reconciliação. 3. A Psicologia Paulina. A nova vida de Cristo. 4. A Lei. A vida cristã. A Igreja. Escatologia.

TBNT 3 UNIDADE 5: AS EPÍSTOLAS GERAIS 1. Hebreus. 2. Tiago. 3. I e II Pedro. 4. Judas. 5. As Epístolas Joaninas. UNIDADE 6: APOCALIPSE 1. Escatologia Nos Evangelhos Sinóticos No Evangelho de João Nas Epístolas Paulinas 2. O conteúdo. Método de Interpretação. 3. O problema do mal. A visitação de ira divina. 3. A vinda do Reino.

Metodologia: Exposição oral, Seminários, Pesquisas. Leituras de livros e textos. Dinâmicas. Recursos Auxiliares: Quadro branco e pincel apropriado, video-cassete, filmes, retroprojetor, textos, dinâmicas.

Avaliação: Provas escritas, Trabalhos em equipe, Freqüência do aluno às aulas, discussões em classes.

Bibliografia: Livro Texto - LADD, George Eldon. Teologia do Novo Testamento. JUERP HASEL, Gerhard F. Teologia do Novo Testamento. JUERP SUGESTÃO PASTOR J. MARCONI LADD, G. E. Teologia do Novo Testamento. 1. ed. São Paulo: Exodus, 1997. 584p. LANGSTON, A. B, Teologia Bíblica do Novo Testamento. 3. ed. Rio de Janeiro: CASA PUBLICADORA BATISTA, 1955. 473p. LIMA, Delcyr de Souza. Teologia Dinâmica do Novo Testamento. 1. ed. Rio de Janeiro: RJ, 1985. 153p. HALE, Broadus. Introdução à Teologia do Novo Testamento. Apostila, STBSB, Rio de Janeiro. GOPPELT, Leonhard. Teologia do Novo Testamento. 2. ed.. São Leopoldo: Vozes, 1983. 299p. HASEL, Gerhard F. Teologia do Novo Testamento. Rio de Janeiro: JUERP, 1988. 193p. JEREMIAS, Joachin. Teologia do Novo Testamento. 3. ed. São Paulo: Paulinas, 1984. 495p. KUMMEL, Werner Georg. Síntese Teológica do Novo Testamento. São Leopoldo: Sinodal, 1979. 797p.

Apostila: Definição Teologia Bíblica

INTRODUÇÃO À TEOLOGIA BÍBLICA DO NOVO TESTAMENTO ―A palavra teologia vem do grego Theós (Deus) e Lógos (linguagem que encerra idéia, palavra). Assim, teologia vem a ser idéia de Deus ou idéia a respeito de Deus... no sentido da linguagem elaborada, de um sistema de conhecimentos resultantes de estudo.‖ A teologia alcança ao mesmo tempo o divino e o humano, o espiritual e o social, o eterno e o temporal: ―A teologia preocupa-se em estudar Deus ... ―A Teologia do Novo Testamento é o estudo que enfatiza e soletra o conteúdo do Novo Testamento do ponto de vista teológico. ...a teologia neo-testamentária tem de pressupor o trabalho do exegeta para proporcionar os detalhes de interpretação de um texto. A Teologia Bíblica difere, também, da Teologia Sistemática. Esta trata mais sistematicamente e compreensivamente de doutrinas como Deus, homem, pecado e salvação. A Teologia Sistemática está interessada em relatar os materiais tanto bíblicos quanto perspectivas históricas para o tempo moderno. A Teologia Bíblica defere da Teologia Histórica e da História Eclesiástica sendo um prólogo ou primeiro capítulo para estas. A

Teologia Bíblica deve proporcionar as normas pelas quais as outras podem ser avaliadas.‖ (Dr. Broadus Hale) A Teologia bíblica estuda a Bíblia e organiza as conclusões obtidas pela Teologia exegética (que usa técnicas como a exegese para interpretar a Bíblia) em várias divisões e áreas de estudo, com a finalidade de estudar e conhecer a evolução ou a história progressiva da Revelação de Deus à humanidade, desde da sua queda e passando pelo Antigo Testamento e Novo Testamento. A Teologia Bíblica, ao contrário da Teologia Sistemática, é indutiva, isto é, a partir da pesquisa exegética faz afirmações, ou seja, parte do específico para o geral. De um modo geral, a Teologia Bíblica parte da exegese de textos bíblicos como afirmação primeira, daí elaborando afirmações decorrentes.  A Teologia Bíblica divide-se em:  Teologia Bíblica do Antigo Testamento. (Prof. marcos) Nesta parte, os teólogos bíblicos dão especial ênfase às profecias e indícios revelados no Antigo Testamento relativos à vinda e missão de Jesus Cristo, o Messias;  Teologia Bíblica do Novo Testamento. (Prof. marcos)  Classificação da teologia Não há uma Teologia Bíblica unificada, o que há são diversas teologias das tradições biblicas. Mesmo no Antigo Testamento, encontram-se as teologias dos livros históricos, e estas ainda se subdividem em outras teologias de acordo com o método de pesquisa empregado, também encontram-se a teologia dos escritos proféticos e dos escritos sapienciais. No Novo Testamento há a teologia de Mateus, de João (Jo, 1Jo, 2Jo, 3Jo, Ap), de Paulo (Cartas Paulinas), de Lucas (Lc e At).

1. Teologia naturalista ou teodicéia (melhor termo) É a busca pelo conhecimento divino utilizando-se do meio de observação humana da natureza e da racionalização humana. 2. Teologia Sistemática É a organização dos fatos teológicos, na forma de um sistema racional; tendo como fontes: a revelação e a filosofia e várias outras ciências como a antropologia e a etnografia. 3. Teologia Bíblica (Teologia Exegética ou Positiva) Tendo como fonte exclusiva as Escrituras. Estabelece os fatos teológicos, tendo como pontos de vista a Revelação, historicidade e experiências. O teológo alemão Hans-Joachim Kraus aborda no livro Die Biblische Theologie esta problemática da múltiplas tradições e teologias bíblicas.  A Teologia Bíblica define-se basicamente Teologia Bíblica do Novo Testamento  Objetivo específico é o de conhecer Deus através da pessoa de Jesus como a imagem de Deus invisível (Col. 1.15).

Visa também conhecer as experiências dos cristãos sob a influência dinâmica do Espírito Santo, e interpretar suas novas atitudes, em função da nova vida (regenerada) que alcançaram.  Basicamente, é a busca por conhecer as Escrituras do Novo Testamento de maneira especializada, tendo-a como a única fonte confiável, infalível e última na formação do corpo de doutrinas cristãs, que conduz à prática e propicia respostas às inquirições humanas. A partir de sua distinção em relação à Teologia Sistemática e à História das Religiões. A proposta fundamental da Teologia Bíblica é construir uma teologia a partir das Escrituras, de modo indutivo, sem depender das categorias definidas pela Sistemática ou pela Dogmática. a expressão não diz respeito à teologia de acordo com a Bíblia, nem uma teologia herética. Ou uma teologia que está baseada nas Escrituras. Nenhuma dessas sugestões é correta. Vejamos o seguinte quadro: ABORDAGEM Fonte dos Dados Metodologia Hermenêutica Teologia Bíblica Cânon das Escrituras Exegética e Teológica Descritiva Organização: e Normativa Conceitual, Tópica e Histórica. Teologia Sistemática Escrituras Sagradas, Teológica Normativa Tradição Histórica, e Filosófica. e Construtiva Razão (filosofia) e Organização Experiência Humana. sistemática e lógica. História da Religião Escrituras, Fenomenológica Descritiva documentos de outras e Histórica: religiões, literatura e Organização: arqueologia. Cronológica e Genética. A Teologia Bíblica parte unicamente das Escrituras e procura prescindir da filosofia e da teologia sistemática, organizando os dados bíblicos a partir da lógica interna do pensamento bíblico. É essencialmente descritiva, mas pode também tornar-se normativa quando pergunta qual o valor do texto bíblico para o intérprete de hoje. Um exemplo prático da diferença de abordagem entre as duas pode ser percebido no campo da escatologia. Enquanto a teologia bíblica discute as tensões bíblicas entre o ―já‖ e o ―ainda não‖ do Reino de Deus (escatologia realizada e escatologia futura), a teologia sistemática evangélica volta-se para divisões como pré-milenismo, pós-milenismo, amilenismo, prétribulacionismo, etc. Sr. José Maria  Resumo Histórico As raízes da teologia bíblica estão na Reforma Protestante. O ponto de partida protestante Sola Scriptura lançou a semente para uma teologia exegética, buscando livrar-se da Dogmática Eclesiástica. (discutir) Os comentários de Calvino são os primeiros exemplos de uma exegese bíblica histórico-gramatical, que estabelecia os primórdios da futura teologia bíblica. Todavia, a maioria dos estudiosos define o início do moderno estudo da teologia bíblica, ou mais especificamente, da teologia bíblica do Antigo Testamento, a partir da palestra inaugural do professor Johann Philipp Gabler na Universidade de Altdorf em 1787. Antes de Gabler não havia uma distinção entre teologia dogmática e teologia bíblica. Não havia separação entre teologia do Novo Testamento e teologia do Antigo Testamento. Gabler defendia essas distinções. Mesmo que

nunca tenha escrito uma teologia do Antigo Testamento, foi o professor Gabler quem estabeleceu os princípios básicos e o método pelos quais seria possível escrever uma teologia bíblica do Antigo Testamento. A base do estudioso alemão era racionalista, e foi sobre tais fundamentos é que surgem os primórdios da teologia bíblica. Apesar dessa influência filosófica da época, muito clara em estudiosos como G. L. Bauer, de Wette e F. C. Baur, alguns estudiosos adotaram uma linha mais evangélica e menos racionalista. Entre eles devem ser mencionados E. W. Hengstenberg, F. Delitzsch e G. F. Oehler. Entre 1880 e 1930 a incipiente teologia bíblica perdeu espaço para os estudos da história da religião.   As novas tendências filosóficas, aliadas à curiosidade européia para com os costumes e idéias religiosas de outros povos fomentou uma interpretação da fé bíblica dentro de um contexto religioso universal. A fé de Israel e do cristianismo deveriam ser vistas sob parâmetros evolucionários e à luz da comparação com as outras religiões conhecidas. Somente depois da década de 30 do século XX foi que ressurgiu o interesse pela teologia bíblica. Tal efervescência perdura até os anos 70. Muitos nomes de peso surgem tanto no campo do Antigo como do Novo Testamento. Nomes como O. Eissfeldt, W. Eichrodt, G. von Rad, B. Childs, C. Westermann, W. C. Kaiser, S. Terrien, W. Brueggmann, R. Bultmann, H. Conzelmann, E. Käsemann, H. J. Kraus, K. H. Schelkle, J. Jeremias, G. E. Ladd e D. Guthrie tornaram-se marcas na teologia bíblica principalmente durantes as décadas de 30 a 70. Além disso, muito da teologia contemporânea interagiu bastante com o pensamento bíblico e estabeleceu modelos sistemáticos de teologia menos presos a categorias filosóficas clássicas. Aqui merecem destaque especial os nomes de K. Barth, W. Pannenberg e Oscar Cullmann. Nas últimas décadas a teologia bíblica continua viva, mas tem enfrentado dificuldades e alguns até crêem que esteja em grande crise. Para entendermos melhor seus caminhos, é preciso destacar suas principais tarefas.  A Tarefa da Teologia Bíblica Conforme já foi sugerido, a tarefa da teologia bíblica é construir uma teologia a partir do texto bíblico, edificando uma espécie de ―macro-exegese‖, procurando metodologicamente isentar-se de leituras confessionais e filosóficas a priori. Todavia, uma teologia bíblica séria deverá enfrentar algumas questões importantes das quais não poderá omitir-se: 1. Teologia descritiva ou normativa. Qual é o papel de uma teologia bíblica? Procurar detectar os conceitos teológicos dos autores bíblicos, ou deve ela também definir normas ético-religiosas a partir da experiência histórica e teológica da comunidade da fé. Será que um aspecto exclui o outro? É possível manter a tensão entre as duas ênfases? 2. A Relação entre os testamentos. Pode existir uma teologia do AT, independente do Novo Testamento? Será que a teologia do AT é uma disciplina exclusivamente cristã? Existirá uma teologia do AT judaica? Que tipo de relação existe entre os dois testamentos? Continuidade ou Descontinuidade? Como trabalhar a unidade da mensagem bíblica, sem desvalorizar o AT e sem uma ―cristianização‖ exagerada do mesmo? Todas essas perguntas são inescapáveis e merecem atenção do teólogo bíblico. 3. Abordagem diacrônica ou sincrônica. Muitas teologias bíblicas e sistemáticas parecem considerar o texto bíblico homogêneo e uniforme. Será que é possível fazer teologia bíblica sem considerar a história e algum tipo de desenvolvimento teológico nas Escrituras. É verdade que o histori-cismo do século XIX e sua postura evolutiva trouxe uma espécie de trauma para muitos estudiosos da Bíblia. No entanto, ainda que seja árdua lidar com o papel da história na teologia, cremos ser impossível fazer uma boa teologia, sem considerá-la adequadamente.

4. Relação com a autoridade da Bíblia. Por mais isenta que seja uma teologia bíblica, ela não poderá deixar de trabalhar com pressupostos. Um dos mais relevantes é exatamente o ponto de partida para com a própria Bíblia. Devemos praticar uma hermenêutica de suspeita para com o texto? Ou devemos interpretar o texto sagrado de maneira afirmativa, numa relação de empatia para com o mesmo. Quando um outro referencial externo explícito comanda a hermenêutica das Escrituras dificilmente poderá construir-se uma teologia bíblica que faça justiça ao texto. 5. Unidade e diversidade. Será possível achar um centro de organização para uma teologia da Bíblia, ou do AT e do NT. Será que o conceito de aliança, de promessa ou de ação divina na história são adequados para organizar o material bíblico. Seria tal abordagem forçada, pelo fato de existirem vários centros de organização do texto? Essa é uma questão difícil que não pode ser esquecida. Além disso, a diversidade presente nas Escrituras levanta outra questão: Existe uma teologia bíblica (ou do AT/NT) ou existem várias teologias? É bem conhecido o fato de que os teólogos liberais levaram a diversidade teológica bíblica às últimas conseqüências. Por outro lado, fundamentalistas têm tentado ver unidade a partir de lentes mais sistemáticas e filosóficas do que bíblicas. Como deve ser trabalhada essa relação? Aí está um grande dilema ainda aberto para a discussão dos estudiosos. 6. Teologia canônica ou não canônica. Por mais simples que possa parecer essa questão, ela merece muita atenção. Já que temos acesso a material religioso da fé de Israel e da igreja primitiva, devemos perguntar se uma teologia bíblica deve fazer referência a esse material. Por outro lado, já que se trata de uma teologia construída dentro da comunidade da fé, a igreja, deve-se perguntar se os parâmetros da dogmática cristã e esse fator devem restringir a teologia a uma abordagem canônica. 7. Relação com a sistemática. Uma vez construída uma teologia bíblica chegará ela a algum lugar sem uma relação com a sistemática? É possível construir uma teologia bíblica sem cair na fragmentação muitas vezes acéfala? Que tipo de relação deve se manter entre as duas abordagens? Doutrinas cardeais e essencias da fé como a Trindade teriam relevância significativa numa teologia bíblica? Com certeza o diálogo é fundamental e necessário, para que as duas abordagens se completem.

FATORES FORMATIVOS DA TEOLOGIA (Autêntica)
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Nº 1 Jesus Cristo é uma pessoa Real, Histórica e Divina. Nº 2 Aceitação e Credibilidade das Escrituras Sagradas (Neo-Testamentárias) Nº 3 Reconhecer e Aceitar a Real Atuação do Espírito Santo na Vida dos Cristãos. Nº 4 Entender e Explicar as Experiências Espirituais dos Cristãos Referidos nas Escrituras do Novo Testamento Sujeitos à Operação do Espírito Santo.

VALOR E NECESSIDADE DA TEOLOGIA Reconhecemos, também, que há teologias que em nada contribuem ao fortalecimento da fé, não exercem motivação ou estimulo paro o crente viver e agir conforme a vontade de Deus. Isto

acontece porque tais teologias exercem um caráter puramente especulativo, filosófico e inclinações confusas e indutoras de disputas infrutíferas. A Teologia desenvolvida sem as distorções dos que a desprezam, ou dos que a supervalorizam, é fiel à natureza e finalidade do Evangelho, e representa um grande e necessário valor para a vida dos filhos de Deus. A Teologia é necessária em virtude da necessidade de conhecimento da natureza intelectual do ser humano. A Ausência da teologia verdadeira — falta de compreensão adequada das coisas de Deus — possibilita duas distorções: a superstição e o fanatismo:
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A Teologia É Necessária em Virtude da Relação que Existe entre a Verdade Sistematizada e o Desenvolvimento do Caráter Cristão. A Teologia É Necessária porque Ajuda os Pregadores a Definir e Expor as Doutrinas do Cristianismo. A Teologia É Necessária como Meio de Defesa da Religião que se Professa. A Teologia É Necessária à Propagação do evangelho e à solidificação de seus resultados.

Aula hoje sexta 17 de agosto
TEOLOGIA E RELIGIÃO Teologia e Religião são realidades distintas, independentes mas coexistentes. Religião é a realidade espiritual vivida pelo adorador. Teologia é o processo de conhecimento que analisa, interpreta, compreende, sistematiza e expõe por meio de interpretações a compreensão aos homens. Religião é vocábulo que vem do latim: (a) Religare = “voltar a unir” (b) Religere = “tomar de novo um caminho” / De onde vem o termo Religio(religião) = “exato cumprimento do dever(para com os deuses)” TEOLOGIA E CIÊNCIA A Ciência trata do conhecimento e controle dos fenômenos, por meio de análise, experiência e leis que regulam e que manipulam os controles do conhecimento e os dirija aos fins práticos da vida humana. A Teologia trata da fé, é um terreno espiritual, subordinada à revelação divina e que diferentemente da ciência, não pode ser experimental reproduzida (analisada em laboratório).
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História da TBNT

O SURGIMENTO DA TEOLOGIA NEOTESTAMENTÁRIA EM TORNO DA PESSOA E DO ENSINO DE JESUS. Jesus Cristo, como pessoa histórica e divina É O FUNDAMENTO DA VERDADEIRA TEOLOGIA Jesus é o Padrão de aferição. (Efésios 2.21 a pedra angular do Edifício)

Jesus é a convergência da interpretação das Escrituras. (primitiva, medieval, reformada, contemporânea): O Surgimento da Teologia em torno da Pessoa e do Ensino de Jesus. No princípio, tudo acerca de Jesus — os fatos e os ensinos — eram transmitidos oralmente. (Jesus escreveu uma única vez!)

Causas que Provocaram a Origem da Formação Teológica: Cartas de instrução dos líderes cristãos para o doutrinamento dos novos crentes. 1. O Rápido Crescimento do Número de Crentes. - Dificuldades para instruir oralmente. - Conflitos de natureza múltipla: (heterogeneidade: judeus X prosélitos (gentios) Atos 6. X MASSA CONTEMPORANEA. 2. Dispersão dos Crentes. - Os primeiros 25 anos da história cristã, com perseguições, impulsionou a igreja na implantação do Evangelho pela Ásia e pela Europa, culminando no surgimento de muitas igrejas e instrução escrita a qual era lida perante a Congregação, copiada e enviada a outras igrejas.

3. Surgimento de problemas de natureza comportamental. - Embates acerca dos costumes pagãos entre os convertidos, a moral do cristianismo. Os Escritos surgiram para orientar objetivamente, fundamentados no ensino de Jesus — como os cristãos deveriam se portar entre os irmãos — o corpo de Cristo e entre os de fora, com um viver digno, segundo a vontade e o padrão de Cristo. Ex.: Indisciplina nos cultos, a imoralidade sexual, o faccionismo entorno de nomes de pregadores, a crença nos dons espirituais e a falta de discernimento do sentido da Ceia do Senhor. 4. Choque das esperanças cristãs com a hostilidade e crueldade do mundo que tinham de enfrentar. - Como entender à violência até o martírio, diante das promessas de Jesus. Escrever para consolar os cristãos assoados pela perseguição e a perseverar na fé até o fim. 5. Choque entre a mentalidade judaica e a gentílica no encontro de cristãos judeus e cristãos gentios. - Entrava-se em choque de ponto de vista (sistema) religioso originário (Atos 15) - Ex.: A ressurreição dos mortos, a volta de Jesus, a justificação pela fé sem as obras da lei, etc 6. Infiltração de heresias nas fileiras cristãs. - Fábulas criadas pela mente humana, movida por fanatismo e superstição, infiltraram-se entre os cristãos e ameaçava a fé, ou no mínimo, confundia os crentes.

- Ex.: O legalismo. O nicolaitismo. O gnosticismo, combatido no Ev. de João para provar que Jesus não era uma simples emanação de Deus, ou mera aparição incorpórea, mas sim a encarnação do Verbo. OS ESCRITOS QUE HOJE FORMAM O NOVO TESTAMENTO. A formação do Novo Testamento, não originou com os Evangelhos, outros escritos surgiram primeiro, foram as cartas. ―Paulo por exemplo desenvolveu sua teologia a partir da pessoa, obras e ensinos de Jesus, e buscou alicerçar sua autoridade nessas realidades. Quando Paulo disse aos Coríntios —‗Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei‘ (1 Co 11.23) — ele estava revestido de autoridade em seu ensino por baseá-lo naquilo que havia recebido do próprio Senhor Jesus. Em outras palavras, Paulo não quis construir um edifício por si mesmo, de sua própria sabedoria e invenção, mas ensinou o que aprendera de Jesus Cristo.‖ (Lima, p. 59) Ver também Gálatas 1.11,12; 2 Co 13.3; ver também o testemunho de Pedro em 2 Pedro 1.13-16. Os Escritos do Novo Testamento são autênticos e revestidos de autoridade, pois em última análise, fluiram da pessoa, obras e ensino de Cristo Jesus. Qualquer teologia que colida com a pessoa de Jesus em sua historicidade e divindade — caráter milagroso de sua obra — é falsa e perniciosa ao Reino de Deus.

O REINO DE DEUS

(Marcos 1.14-15; Mateus 4.23; Lucas 4.21) ―De Agostinho aos reformadores, o ponto de vista dominante foi que o Reino, de um modo ou de outro, deveria ser identificado com a Igreja‖ (p.55-6). Atualmente, este ponto de vista é raro, mesmo entre os teólogos católicos. Outros têm argumentado sobre um Reino futuro e totalmente escatológico (Johannes Weiss) E Albert Schweitzer, interpretação escatológica, em que Jesus esperava o Reino num futuro próximo. Desde então, a maioria dos eruditos não tem considerado o Reino como exclusivamente escatológico. "Rudolf Bultmann aceitou a aproximação iminente do Reino escatológico como a interpretação correta da mensagem de Jesus, mas o verdadeiro significado do Reino deve ser compreendido em termos existenciais: a proximidade e a exigência de Deus‖ (p. 56) ―Tem havido um sem-números de interpretações não escatológicas do Reino de Deus. Muitos eruditos têm interpretado o Reino primariamente em termos da experiência religiosa pessoal — o reino de Deus na alma do indivíduo.‖ (p.56) ―Na Grã-Bretanha, a interpretação mais influente tem sido a de C. H. Dodd, conhecida como „Escatologia Realizada‟‖ (p.56). Ele compreende a mensagem apocalíptica como uma série de símbolos que representam as realidades que os homens não entenderiam de um modo direto.

Deste modo o Reino (o "totalmente outro") entrou na História através de Jesus, sendo descrito numa ordem transcendental, tudo o que os profetas haviam predito e esperado, agora tinha sido realizado na história. Dodd, minimizou o aspecto futurista do Reino, mas em sua última publicação (The Founder of Christianity, 1970) ele admitiu que o Reino ainda aguarda a consumação "além da história" . "Se há algum tipo de consenso entre a maioria dos eruditos, este é que o Reino é, em algum sentido, tanto presente quanto futuro"(p. 57 ) Em certos círculos evangélicos na América e Grã-Bretanha, uma perspectiva bem recente a respeito do Reino tem alcançado grande influência [J.D. Pentecost, Things to Come (1958); A.J. McClain, The Great-ness of the Kingdom (1959); J. Walvoord, The Millennial Kingdom (1959); C.C. Ryrie, Dispensationalism Today (1965); The New Scofield Reference Bible (1967). Uma crítica ampla sobre esta perspectiva pode ser encontrada no livro de G.E. Ladd, Crucial Questions About the Kingdom of God (1952)].. Partindo da premissa de que todas as profecias que o Velho testamento fez com relação a Israel precisam ser literalmente cumpridas, os dispensacionalistas têm feito uma forte diferenciação entre o Reino de Deus e o Reino dos Céus. O Reino dos Céus significa o domínio dos céus (Deus) sobre a terra e tem referência primária ao Reino teocrático de natureza terrena prometido ao Israel do Velho Testamento. Somente o Evangelho de Mateus nos fornece o aspecto judaico do Reino. Quando Jesus anunciou que o Reino dos Céus estava próximo, estava fazendo referência ao reino teocrático terreno prometido a Israel. Entretanto, Israel rejeitou a oferta do Reino, e, em lugar de estabelecer o Reino para Israel, Jesus introduziu uma nova mensagem, oferecendo descanso e serviço para todos os que cressem, iniciando a formação de uma nova família de fé, que se faz presente ao longo das linhas de separação racial, eliminando-as. O mistério do Reino dos Céus mencionado em Mateus 13 representa a esfera da profissão de fé cristã — cristandade — que é a forma assumida pelo domínio de Deus sobre a terra entre os dois adventos de Cristo. O fermento (Mateus 13.33) sempre representa o mal; no Reino dos Céus — a igreja militante — a verdadeira doutrina será corrompida pela doutrina falsa. O Sermão do Monte é a lei do Reino dos Céus — a Lei Mosaica do Reino teocrático do Velho Testamento, interpretada por Cristo, destinada a ser o código de conduta do Reino aqui na terra. O Reino dos Céus, rejeitado por Israel, será consumado no evento da volta de Cristo, quando Israel será convertido e as promessas do Velho Testamento a respeito da restauração do Reino de Davi serão literalmente cumpridas. O princípio básico desta linha de pensamento teológico é que há dois povos de Deus — Israel e a Igreja — com dois destinos, sob dois programas divinos. (p. 57-8) Outras escritores recentes tem interpretado ―o Reino basicamente do mesmo modo em termos do descortinamento da história da redenção. O Reino de Deus é o domínio real de Deus, que tem dois momentos: um cumprimento das promessas do Velho Testamento na missão histórica de Jesus e uma consumação ao fim dos tempos, inaugurando a Era Vindoura‖ (p.58) O Deus do Reino

―O Reino é o Reino de Deus, não do homem: Basiléia tou theou (...) o reino significa o domínio de Deus‖ (p. 77) Deus sempre é visto como governador soberano sobre todos (inclusive no judaísmo). Deus sempre tem sido o superintendente que providencia toda a existência humana. No presente tem manifestado sua atuação redentora em Cristo e no final revelará sua glória na consumação dos tempos e no surgimento da Era Vindoura. Origem do conceito “Reino de Deus” no Antigo Testamento: O Reino de Deus é o domínio soberano de Deus, Sl. 22.28; 103.19; 1Cr. 29.11; Ex. 15.18; Is. 6.5; Dn. 4.25. O estabelecimento do Reino de Deus no A.T é tanto em âmbito nacional, como no caso de Israel, como em âmbito universal, Ex. 19. 5-6; Sl. 2.1-5, 8-11; Is. 2.2-4; Zc. 14.9. Esses atos são apresentados no A.T. como ato, obra e feitos relacionados à história de Israel, Ex. 15.18; 14.13; Sl. 22.27- 29; 74.12; 98.2-3; 103.7; 103.19; Is. 7.17 a luz de 10.5-7, 12, 17. O domínio de Deus é apresentado desde o ato da criação em Gn. 1.27-28, em sua posição absoluta, Sl. 8.5-7; através da redenção do povo de Israel no Egito e a instituição da aliança, Ex. 19. 5-6. Podemos encontrar ainda o conceito de Deus como sendo o rei que domina sobre a criação, sobre a história humana em termos de ser o Senhor da própria história. Como Senhor da história está julgando a todos nessa vida, e todos haverão de prestar contas com Ele no futuro, Gn. 18.25; Sl. 75.7; 96.13; 1 Sm. 2.10. Goppelt divide a origem do poder régio de Deus em alguns grupos: 1. Os salmos de ascensão, onde Yahweh se tornou rei, Sl. 47, 93, 96-99; 2. Nos atos salvificos de Yahweh na vida de Israel, Ex. 15.18; Sl. 44.1 -5; 145.1, 13; 146.10; 74.12; 3. A profecia assume um caráter escatológico por intermédio da proclamação das boas -novas, Is. 52.7-10; 3. Origem do “Reino de Deus” no Novo Testamento: Para os evangelistas, o reino de Deus foi inaugurado na pessoa e obra de Jesus Cristo, sendo, portanto, uma realidade presente e futura. Em Marcos 13 vezes Em Mateus 27 vezes Em Lucas 12 vezes Em João 02 vezes No Novo Testamento temos o uso do sentido reino territorial, Mt. 4.8; Lc. 4.5; Mt. 12.25; Mc. 3.24; Lc. 11.17, ou no sentido de dignidade real, Lc. 19.12, 15. O termo aparece ainda como reino do diabo, Mt. 12.26; Lc. 11.18, ou reino dos homens, Mc. 11.10, At. 1.6; e por fim o reino de Jesus Cristo, Mt. 13.41; 16.28; Lc. 1.33; 22.30; 23.42, cuja natureza deste reino não é mundana, Jo. 18. 36. O reino de Deus e o reino de Cristo assumem íntima identidade, Lc. 22.29; Cl. 1.13; 1Co. 15.24. 4. O Reino Escatológico (futuro): Em Mc. 9.1; 9.43-48; 14.25; Lc. 13.28, Jesus fala de um evento futuro, e quando Jesus fala de Basiléia, ele pensa quase sempre no juízo final. O teólogo Joaquim Jeremias vê nos textos de Mc. 1.15; Mt. 10.7; Lc. 10.9, 11, uma forma escatológica do Reino de Deus. Para ele essa aproximação significa: ―a hora escatológico de Deus chegou. Já para Ladd, a vinda do Reino de Deus inaugura a era Vindoura, Mt. 6.10; Lc. 19.11. Assim para G. E. Ladd, entrar na vida eterna e entrar no reino de Deus, são sinônimos de entrar e pertencer a Era Vindoura. Esta Era Vindoura será marcada pela

destruição total e final do diabo e seus anjos, Mt. 25.41, a criação de uma nova sociedade, Mt. 13.36-43, e a perfeição absoluta, Lc. 13.28-29. Ao mesmo tempo em que Joaquim Jeremias entende que o Reino de Deus é um reino escatológico, defende que é também um reino presente, pois já no presente a consumação do reino está por irromper-se, Lc. 7.22 ss. 4.16-21. A figura da figueira que brota, Mc. 13.28 ss. Vinho novo que não pode ser posto em odres velhos, Mc. 2.22 ss. As vestes festivas do filho pródigo, Lc. 15.22 ss. Mt. 22.11. Esses textos indicam a erupção de uma nova era ou de um novo tempo, que ele chama de tempo da salvação, pois o Salvador chegou, no aqui e agora. Jesus fala que a hora é agora, Jo. 5.22; Mt. 7.24-30; Mt. 8.5-13. 5. O Reino de Deus na perspectiva da redenção Para os teólogos G. E. Ladd e H. N. Ridderbos, o Reino de Deus tem dois momentos: Um cumprimento das promessas do Antigo Testamento na missão histórica de Jesus e uma consumação no fim dos tempos, inaugurado na era vindoura. Um momento é o aqui e agora, o outro, é lá futuro. 6. O Ensino de Jesus sobre o reino de Deus no A.T. Is. 40.9; 52.7; Lc. 4.18-19, 21. Mc. 3.27, como um eco, de Is. 49.24-25 em comparação com Mt. 12.28. Mt. 11.2-5 em comparação com Is. 35.3-10. Mt. 6.9-10 em comparação com Ez. 36.16-38. veja outros textos, Mc. 8.31; Sl. 22; 60; Pv. 2.5; Is. 52.13-15; 53. 10-12; Dn. 12.13; Mt. 5.12; Dn. 12.2-3. Comparar Mc. 8.31; 9.31; 10.32 com 6.2. Ver Mc. 13.26, 14.62 com Sl. 110.1; Dn. 7.13, Sl. 2.7. Ver ainda Ex. 4.22; Is. 52.13; 42.1; Dn. 7.13-14. 7. A Necessidade do Reino de Deus: Após batismo Jesus Cristo iniciou sua missão e ministério que foram assim narrados por Marcos, Mc. 1.14 -15; e Mateus, Mt. 4.23; e Lucas registra um incidente em Nazaré onde Jesus se identificou com o cumprimento da profecia de Is. 61.1, veja Lc. 4.18-21. Ele é “O Deus QUE BUSCA” Aquele que deve ser conhecido pela experiência e não apenas ensinado pela comunicação intelectual. A Chegada do Reino, anunciava uma possibilidade nova / desconhecida, que Deus estava intervindo na História através de Jesus, buscando o pecador, num ato gracioso e redentor. Jesus veio para ministrar aos pecadores (Marcos 2.15-17); "O centro das "boas-novas" sobre o Reino é que Deus tomou a iniciativa de buscar e achar aquilo que se havia perdido" (p.79) Ele é "O DEUS QUE CONVIDA" ―Jesus descreveu a salvação escatológica em termos de um banquete ou festa para a qual muitos foram convidados (Mateus 22.1 e ss.; Lucas 14.16 e ss.; cf. Mateus 8.11)‖ (p. 79) ―Jesus conclamou os homens ao arrependimento, mas a intimação foi também um convite.‖ (p. 79) Ele é O Deus QUE JULGA Enquanto Ele busca o pecador, seu atributo de justiça o mantém no posto de Juiz para aqueles que rejeitam seu Dom gracioso e salvador. ―O reverso de herdar o Reino será sofre a punição do fogo eterno (Mt. 25.34,41)" (p. 83.) Os que recusaram a entrar e tentaram impedir a outros (Mt. 23.13) Este destino escatológico, é uma decisão determinada pelo pecador em resposta ao convite salvador de Cristo Jesus. (Mc. 8.38 e Mt. 10.32,33). Ais contra as cidades impenitentes de Corazim, Betsaida e Cafarnaum (Mt.11.20-24 e Lc. 10.13-15)

Jesus chorou sobre Jerusalém (Mt. 23.37-39; Lc. 13.34,35) A figura da galinha ajuntando seus pintainhos é do VT (Dt. 32.11; Sl. 17.8; 36.7) onde O judeu ao converter um gentio, e visto como trazendo-o sob as asas do Shekinah (a presença de Deus) O sentido simples, é o de introduzir os fariseus no Reino de Deus, mas a rejeição fez Jesus chorar conhecendo o que lhes esperava "e te sitiarão" (Lc. 19.41-44) Ao rejeitar a episkope graciosa (não conheceste o tempo da tua visitação v.44), a catástrofe histórica ficou determinada trazendo morte e destruição. Paternidade ―O Deus PATERNAL. Deus busca pecadores, convidando-os a que se submetam ao seu domínio para que possa ser seu Pai. O justificado por Cristo entrará no Reino Eterno de seu Pai (Mateus 13.43) É o Pai quem preparou a graça bendita a que os filhos herdarão no Reino (Mateus 25.34) Na oração dominical, Jesus ensina a pedir que o Reino Venha, tal é o gozo dos remidos pelo mesmo. (Mateus 6.10) O conceito de Pai tem raízes no VT, A Paternidade é expressa em decorrência da Aliança entre Deus e Israel (Ex. 4.22 ―Israel é meu primogênito‖; Dt. 32.6; Is. 64.8; Ml. 2.10 Deus é o Pai da nação.) A Paternidade Universal de Deus somente pode ser entendida no sentido potencial, e não real, (Mt. 5.44 chuva para maus e bons; Mt. 6.26 Pai de todas as criaturas, alimenta -as. Lc. 15.11-24 Filho Pródigo. – A verdade central é que Deus Busca o Pecador, o lugar próprio do homem é na casa do Pai. A linguagem aramaica abba foi vestida pelo grego em Rm 8.15 e Gl. 4.6, no sentido aramaico, significa a linguagem infantil semelhante ao nosso ―paizinho‖ Jesus proibiu usar esta palavra no uso diário como um título de cortesia (Mt. 23.9), ―deveriam reservar este termo apenas para Deus. Abba representa a nova relação de confiança e intimidade que Jesus conferiu aos homens” (p. 82) O Mistério do Reino O mistério do Reino é a vinda do Reino para a história como uma espécie adiantamento de sua manifestação apocalíptica. Em resumo, ele significa 'o cumprimento sem consumação'. Esta é a verdade singular ilustrada pelas várias parábolas de Marcos 4 e Mateus 13. ‗A chamada dos doze discípulos por Jesus para participarem de sua missão tem sido amplamente reconhecida como um ato simbólico, no qual se demonstra a continuidade entre os seus discípulos e Israel. Que os doze representam Israel, pode ser demonstrado pela atuação escatológica que lhes foi atribuída. Eles devem sentar-se nos doze tronos, 'a julgar as doze tribos de Israel' (Mateus 19.28; Lc 22.30). Quer esta expressão signifique que os doze devem determinar o destino de Israel através do julgamento ou devem governar sobre eles, os doze estão destinados a encabeçarem o Israel escatológico. (p. 102).

O número 12 simboliza a transição entre o Israel passado e o Israel escatológico (futuro).MATEUS 16.18,19 ekklesia passou a ser um termo bíblico que designa Israel como a congregação ou assembléia de Yahweh. ...o Reino de Deus é o domínio redentor de Deus, ativo dinamicamente, visando estabelecer seu governo entre os homens, e que este Reino, que aparecerá como um ato apocalíptico na consumação dos tempos, já entrou para a história humana na pessoa e missão de Jesus com a finalidade de sobrepujar o mal, de libertar os homens do seu poder e propiciar -lhes a participação das bênçãos da soberania de Deus sobre suas vidas. (p. 87) A vós vos é confiado o mistério do reino de Deus, mas aos de fora tudo se lhes diz por parábolas; para que vendo, vejam, e não percebam; e ouvindo, ouçam, e não entendam; para que não se convertam e sejam perdoados. (Marcos 4.11-12) A Ética do Reino. Mateus 22.40 Resume todo o ensino ético de Jesus. É a lei do amor (Original de Jesus) dos dois mandamentos depende a Lei e os Profetas.

TÍTULOS MESSIÂNICOS DE JESUS I - Filho de Deus II - Filho do Homem A compreensão do sentido escriturístico desses dois títulos vem a ser uma contribuição a mais para a compreensão da pessoa de Jesus, de sua natureza, de seus ensinos e de sua missão neste mundo, e, dessa maneira, contribuição também para a formação de uma teologia autenticamente bíblica em seu conteúdo e dinâmica em seus efeitos. (Lima, p. 93) I - "Filho de Deus" Título muito empregado no VT. escrituristicamente acostumados. A) uso no VT 1. atribuído aos crentes da antigüidade, descendentes de Sete. (Gn 6.1,2) Anjos não se casam Mt 22.30 2. aplicado aos juízes de Israel. (Sl 82.2,6,7) 3. aplicado ao povo de Israel. (Dt. 14.1; Êx. 4.22; Os. 1.10) 4. aplicado ao rei teocrático. (Sl 2.6,7) Este Salmo é messiânico. Quando Davi o compôs, tinha em mente ser o ungido do Senhor. Os discípulos o ouviram e entenderam em seu sentido

B)

uso nos evangelhos Jesus usou este título apenas indiretamente: 1. Referindo-se a Deus como seu Pai. (Mt 11.22 e Jo 5.17,18) "meu Pai trabalha até... e eu tb" = a Deus. 2. Narrando a Parábola dos lavradores maus. ( Mc 12.6) 3. Confirmando no Julgamento pelo Sinédrio. (Mc 14.61,62) 4. Chamando Deus de Pai na oração agonizante no Getsêmane. (Mc 14.36) Outras pessoas aplicaram o título a Jesus: 1. Evangelho de João 20.31. Explicando a finalidade do Evangelho. 2. A voz de Deus: no batismo de Jesus. Mc. 1.11; Lc 3.22 e Mt 3.17 No episódio da transfiguração. Mt. 17.5; Mc 9.7; Lc 9.35 3. Na tentação, Satanás diz. Mt 4.3 4. Na possessão do Gadareno os demônios o reconheceram. Mt 8.29 5. Pedro o declara em nome do Colégio Apostólico. Mt 16.16,17.

Os três sentidos do título "Filho de Deus":

1. O SENTIDO MESSIÂNICO. Só poderia ser usado por aquele que fosse realmente o Messias — o Rei de Israel (Mt 16.16-20); o Ungido, o Enviado por Deus para redimir a Israel e toda a criação. Jesus confirmou no Sinédrio. Mc 14.61. Jesus suportou, sendo escarnecido na cruz Mt 27.40; Mc 15.32 2. O SENTIDO ÉTICO. Denota que Jesus tinha uma relação especial, íntima e obediente a Deus, tornando-se jus ao título por atuar intensamente em todos os seus ideais, propósitos e obra. 3. O SENTIDO METAFÍSICO. Jesus tem a mesma essência e natureza de Deus. Jesus é igual ao Pai. No ventre da virgem Maria, Jesus foi gerado, não criado, não houve começo para Deus. Ele veio ao mundo e se encarnou — como Jesus histórico (Jo 1.1) Ele disse "Antes que Abraão existisse, eu sou" (Jo 8.57,58) (Note que há diferença entre ser criado — ter começo e entre ser gerado — "dar origem ou existência a " ou "é dar o ser a").

II - "Filho do Homem"

Entender o significado desse título, implica em resultados dinâmicos em nosso posicionamento e em nossa atuação como servos de Deus no mundo. "filho de" significa "o que tem a natureza de" ou "o que tem participação com" Esse título identificou Jesus Cristo com o ser humano. - Participante dessa natureza, de suas fraquezas, limitações e necessidades; também de seus objetivos e de seu destino; menos de sua pecaminosidade. Jesus levou sim as suas dores, se fazendo pecado (não pecador) por nós, para assumir a penalização, conforme Isaías 53 e Filipenses 2.7,8 Esse título proclamou sua humanidade. - Sua natureza inicial e ideal bem como escatológica (cf. Ef 4.13) quando Deus há de restaurar e glorificar o homem, vivificado e eternizado (cf. 1 Co 15.45-47) "Ele é o homem padrão que Deus queria que todos fossemos: Ele é o paradigma de toda a humanidade."(Lima, p.105)

Sentido do título no VT

Aparece às vezes no VT, só para designar a pessoa humana. "Deus não é homem... nem filho do homem..."(Nm 23.19) "Que é o homem... e o filho do homem para que o visites"(Sl 8.4) "Eu sou aquele que vos consola; quem pois és tu para que temas o homem, que é mortal, ou o filho do homem que se tornará em feno?" (Is 51.12) No livro do profeta Ezequiel, as dezenas de vezes em que o termo é empregado, refere-se ao profeta que é de natureza terrena e humana, mas autorizado por Deus. (Ez 2.1) Já no livro de Daniel, o termo aparece no sentido messiânico, designando aquele ser especial e sobrenatural, revestido de glória e poder, que vem da parte de Deus para estabelecer um reino eterno. (Dn 7.13,14)

Sentido do título usado por Jesus: Modo messiânico e também escatológico.

Davis, em o Dicionário da Bíblia, diz que 78 vezes o título "filho do homem" é usado no NT. O Senhor Jesus fez uso deste título inúmeras vezes, identificando-se com a profecia de Daniel(7.13,14,26,27). Mt 24.30 "Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem..." Mt 25.31,32 "E quando o Filho do homem vier em sua glória e todos os anjos.... se assentará no trono da sua glória... e apartará uns dos outros..." Este título no cumprimento da profecia de Daniel nos consola, dando-nos a certeza de que Jesus Cristo já inaugurou o seu Reino Eterno entre nós. Isto nos motiva a manter nossa posição de servos, que paciente e perseverantemente prosseguem na expansão do Reino, pregando, ensinando e discipulando. Assim como ele é enviado do pai e a nós enviou (Jo 20.21) para produzirmos muitos frutos, compreendendo que se Ele identificou-se conosco através dos sofrimentos, carências,

tentações, porém, vencendo em tudo e tirando o pecado do mundo, nós agiremos de tal modo, que resguardaremos o Evangelho das ideologias políticas, das distorções religiosas de falsos profetas, para apresentar o Evangelho, a sã doutrina em conquista de almas através da obra missionária. Identificando-nos assim com os nossos semelhantes, conscientes de suas misérias, condenação e penalização sem Cristo e saindo do aconchego dos templos para buscar as almas perdidas pelas ruas, praças, casas e favelas, na certeza da esperança de que em breve veremos aquele que se identificou como o Filho do Homem, para ajudar os homens em suas fraquezas, vindo sobre as nuvens com poder e grande glória, como chefe supremo da nossa salvação e vitória.

Aula hoje sexta 17 de agosto

Trabalho para entregar antes da prova Manuscritos de Qumran ou do Mar Morto

JOÃO, O BATISTA - UM NOVO PROFETA, INAUGURA UMA NOVA ERA.  No período interbíblico, em lugar da voz viva dos profetas do SENHOR, surgiram duas correntes religiosas,  A religião dos escribas que interpretava a vontade de Deus somente em termos de obediência à Lei escrita, interpretação feita pelos escribas; e  a religião dos apocalípticos que incorporavam à Lei suas esperanças numa salvação futura apocalíptica em que Deus reinaugurasse o Seu Reino. João, segundo Lucas 1.80, atingindo sua maturidade sentiu forte necessidade de sair dos grandes centros, e foi para o deserto ( eruditos mais recentes como Brownlee, J.A. T. Robinson, e Scobie estão certos de que ele era membro da Seita de Qunram, ( o que é: A seita de Qumran (Essênios) esperava a vinda de um Messias sacerdotal, ao qual chamava Mestre da Justiça e Intérprete da Lei. A seita se havia estabelecido em algum lugar próximo ao vale de Achor ou, no mesmo vale, o atual Buqei‘a, situado entre o mar Morto e Jerusalém. parece que a seita o considerava como de especial importância para a história de Israel. Também nas palavras de Oséias encontramos razões para a eleição de Qumran com sede: "Portanto, Eu a atrairei e a conduzirei ao deserto, e falarei suavemente. E darei então suas vinhas e o próprio vale de Achor como porta de esperança; e cantará ali como nos dias de sua juventude, com no dia que veio do Egito (Os. 2: 14-15)." Permanecendo por anos no deserto (parece que meditando) esperando a manifestação de Deus. "Veio a palavra de Deus a João" Lc 3.2.

João surgiu no vale do Jordão pregando o batismo de arrependimento, de modo profético anunciando que o Reino de Deus está próximo. Sua indumentária: manto de pelos e cinto de couro (parece ser uma imitação dos sinais característicos de um profeta cf. Zc. 13.4; 2 Reis 1.8, LXX.) Em João 1.21, João negou ser o Cristo ou Elias. Sua atuação foi dentro dos moldes tradicional de um profeta. 6. O DUALISMO JOANINO. OS DOIS MUNDOS — Na teologia Joanina, encontramos um dualismo aparentemente diferente ao dos Sinópticos. Nos Evangelhos Sinópticos, o dualismo ―é primariamente horizontal: um contraste entre duas eras — a era presente e a era vindoura. Nos Sinópticos a ―era presente‖ ou ―esta era‖ equivale a expressão ―este mundo‖ (ver uso Paulino em I Co. 1.20; 2.6-8; 3.19 onde estes termos são usados alternadamente) ―O dualismo de João é primariamente vertical, um contraste entre dois mundos — o mundo superior ( de cima ) e o mundo inferior ( de baixo ), (Ladd, p.209). ―Vós sois de baixo, eu sou de cima; vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo‖ (Jo. 8.23). O dualismo Joanino representa quase sempre um contraste entre ―este mundo‖ como mal, sob o governo do Diabo (16.11) e o mundo de cima — de Deus (18.36). ―Jesus veio para ser a luz deste mundo (11.9). A autoridade de sua missão não procede ―deste mundo‖, mas do mundo de cima — de Deus (18.36). Quando a sua missão estiver cumprida, ele deve partir ―deste mundo‖(13.1)... Jesus veio dos céus para cumprir uma missão que ele recebeu de Deus (6.38).‖ (Ladd, p. 209)  O Dualismo Joanino Os dois mundos Enquanto os Evangelhos sinópticos apresentam um dualismo horizontal, ou seja, duas eras coexistindo de forma linear, João apresenta um dualismo vertical: Um contraste entre o mundo de cima e o mundo de baixo, ou o mundo superior e o mundo inferior, Veja, Jô. 8.23. O mundo de baixo tem o diabo como governador, 16.11, mas Jesus é apresentado como Luz em meio às trevas desse mundo, 11.9 e tem autoridade que vem de cima, 18.36. Ao cumprir sua missão Jesus retornaria para o Pai, segundo João, 13.1. O dualismo ainda pode ser visto nos seguintes versículos, 3.13; 6.38; 6.33, 41, 50, 51, 58.  As trevas e a luz O mundo inferior é o mundo das trevas, mas o mundo de cima é o mundo da luz, 1.5; 8.12; 9.5; 11.9; 12.35, 46. Os que recebem Cristo se tornam filhos da luz, 12.36, e devem praticar a verdade vindo para a luz, 3.19-20. Para João o ponto alto do mal é o ódio contra a luz que brilha em meio às trevas e essa luz é Cristo. A Carne e o Espírito Um outro contraste entre esses mundos é o que se faz entre a carne e o espírito. A carne pertence ao reino de baixo enquanto o espírito pertence ao reino de cima; a carne para João não é em si mesma pecaminosa, 1.14; mas representa a fraqueza e jamais poderá levar o ser humano ao reino superior, 3.6. O Kosmos

João usa o termo kosmos para designar as coisas criadas de forma geral, 17.5, 24; ou a terra em particular, 11.9; 16.21; 21.25. A terra não é em si mesma ruim, pois foi o próprio Senhor quem a fez, 1.3 e, o cosmos pode ainda ser entendido como o gênero humano, 12.19; 18. 20; 7.4; 14.22. Nesses termos Jesus veio para salvar o mundo, 4.42; e para tirar o seu pecado, 1.29; dando-lhe vida, 6.33. O kosmos: A humanidade em inimizade com Deus João apresenta um conceito novo para cosmos que não tem paralelo nos Evangelhos Sinópticos, 7.7; 17.25; 1.10. Quando João menciona que Cristo fez o kosmos, 1.10, fica entendido que Cristo fez a humanidade. Quem está afastado de Cristo está escravizado pelo príncipe dos poderes malignos, 12.31; 14.30; 16.11. Os discípulos de Jesus Cristo não devem sair do mundo (geográfico), mas ser diferente da mentalidade do mundo, 17.14, pois são diferentes porque mudaram o rumo de seus objetivos: Agora eles pertencem a Cristo e não ao mundo corrompido. Deus escolheu pessoas do mundo e formou uma nova sociedade em Cristo, 15.19; 17.14 e, para João há uma evidente separação entre a mentalidade do mundo e a mentalidade do crente em Cristo, sendo que a única maneira de ser salvo é mediante a proclamação do evangelho, 20.31. O mundo não pode receber o Espírito de Deus, 14.17, mas os crentes em Cristo o recebem. Satanás Já falamos em outra oportunidade acerca desse tema. Cabe aqui esclarecer que, no Evangelho de João, Jesus não é apresentado em constante luta com os demônios como nos Sinópticos. Para João o diabo é o pai da mentira e do engano, 8.39 e Jesus veio trazer consigo a verdade, 1.17. O diabo tenta vencer Cristo, mas é vencido categoricamente, 14.30; 12.31, 16.11. 29. O Pecado Em João, o Espírito Santo convence o ser humano do princípio do pecado e, não dos pecados, mas, do pecado original, da natureza caída, 16.18, 8.34. Deus veio com a Luz (Cristo) para clarear as trevas e as trevas não puderam vencê-la, 1.5. Só por meio de Cristo os homens podem tornarse filhos dessa luz, 12.36. Para João a incredulidade é pecado. Com a vinda de Cristo, os que não acreditaram nele tiveram uma clara aversão a Ele, 3.19-21; 8.24 sendo a incredulidade parte da essência do pecado, 16.9. 30. A Morte A morte para João é a característica deste mundo, mas a vida veio a este mundo procedente de cima, a fim de que todos os seres humanos escapem da morte e entrem para a vida eterna com Deus, 5.24. 31. O Dualismo Escatológico Na dimensão vertical o mundo de baixo é o reino das trevas, do poder de Satanás, do pecado e da morte. Já o mundo de cima é o mundo do Espírito, da Luz e da Vida. Na missão de Jesus Cristo o mundo de cima com sua vida e luz invadiu o mundo de baixo que é das trevas e de Satanás e libertou os seres humanos das trevas, do pecado e da morte e lhes deu a Vida do Espírito. Para João, o dualismo escatológico consiste no cumprimento das profecias messiânicas do Antigo Testamento na pessoa de Jesus. Jesus veio trazer a verdadeira libertação para Israel, 8.33-58, especialmente 33, 36, 56. João ainda cita o casamento como símbolo da messianidade de Jesus, conferir Is. 54.4-8; 62.4-5 com João 2.11. Apocalipse descreve como bodas, 19.9. Jesus é o templo, 2.19-20 e até a adoração deve ser substituída, João 4.20-24. João apresenta uma escatologia realizada (Dodd), entretanto, ele em alguns textos nos informa que a escatologia também é futurista, 3.36; 5.39. Veja também 12.25.

TREVAS E LUZ. O mundo de baixo é do mal, recusa-se a aceitar a luz, é governado pelas trevas (Mal), mas o mundo de cima é de Deus — da luz, Jesus veio trazer a verdadeira luz para os homens não permanecerem mais nas trevas, a fim de praticarem a verdade sem tropeço (1.5; 8.12; 9.5; 11.9; 12.35.46). Os que desprezam a luz, descrêem em Jesus, coroam o Mal. CARNE E ESPÍRITO. — Outro contraste no dualismo Joanino está no sentido em que Carne é pertencente ao reino de baixo; e Espírito, ao que é de cima. A carne (não é pecaminosa, pois o "Verbo se fez carne" 1.14 ) representa a fraqueza e impotência do reino (inferior) humano, limitado, gerado na "vontade da carne" (1.13) e que é incapaz de elevar-se à vida do mundo de cima ( 6.63). 'O que é nascido da carne é carne'(3.6); o homem mortal precisa nascer de cima — do Espírito, para compreender, experimentar e participar do Dom e das Bênçãos do reino de Deus (3.12). Jesus, (vindo de cima) instituiu uma nova ordem de adoração, sem Jerusalém ou Gerizim, substituiu escatologicamente instituições temporais (humanas) como o Templo, ao introduzir que a adoração é espiritual "em espírito e em verdade" (Jo.4.24). KOSMOS. — João fez uso deste termo ("mundo", kosmos): - Para designar a obra criada como um todo (17.5, 24); como a terra em particular (11.9; 16.1; 21.25), como designando (por metonímia) o gênero humano (12.19; 18.20; 7.4; 14.22). Destaque especial ao uso como sendo a — humanidade — o objeto do amor e salvação de Deus (3.16, 17; 4.42; 1.29 e 6.33) Deixa transparecer que o mundo criado não é mal, pois "Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez" (1.3), o mundo criado, continua sendo de Deus. KOSMOS: O HOMEM EM INIMIZADE COM DEUS. — Um uso diferente do termo, não encontrado nos Sinópticos, é que além de habitantes e objeto do amor de Deus, kosmos caracteriza a humanidade decaída, rebelde e alienada de Deus(7.7; 15.18; 17.25). O kosmos (humanidade) se afastou de Deus para servir aos poderes malignos, isto sim é mal (12.31; 14.30; 16.11; ver I Jo 5.19). A vinda de Jesus originou uma divisão entre os homens do kosmos (15.19), os escolhidos por Jesus, formam uma nova comunidade organicamente em Cristo (17.15) no mundo, não pertencendo ao mundo (17.16), mas aborrecida pelo mundo (15.18; 17.14). Os discípulos têm uma missão (continuação da missão de Jesus) são enviados ao mundo (17.18), através da obediência e santificação, Deus os guarda do mal (17.6,17,19,15). Esta separação do gênero humano em povo de Deus e povo do mundo não é portanto, uma divisão absoluta. Os homens podem ser transferidos do mundo para a condição de povo de Deus por ouvir e responder à missão e mensagem de Jesus (17.6; 3.16). Dessa forma, os discípulos devem perpetuar o ministério de Jesus no mundo a fim de que os homens possam conhecer o evangelho e ser salvos (20.31) do mundo. O mundo não pode receber o Espírito (14.17), pois, de outra forma, ele deixaria de ser o mundo, mas muitos, no mundo, aceitarão o testemunho dos discípulos de Jesus (17.20,21), e crerão nele, mesmo sem jamais o terem visto (20.39) (Ladd, p. 212) SATANÁS.

— João não registra a luta de Jesus com os poderes das trevas (Satanás e demônios), ele simplesmente descreve a existência sobrenatural de um poder maligno (8.44; 13.2), que é ―príncipe‖(archon – governador, senhor, é assim que ele é denominado nos Sinópticos cf. Mt 12.24) deste mundo (12.31; 14.30; 16.11), que está procurando vencer Jesus, embora seja impotente para tal (14.30), é como derrotado (expulso) por Jesus em sua cruz (12.31,32; 16.11). PECADO. — ―Nos Sinópticos hamartia foi utilizado para descrever os atos de pecado, manifestações de pecado. Em João há uma ênfase maior, colocada sobre o princípio do pecado. O Espírito Santo deve convencer o mundo do pecado (não de pecados) (16.8). O pecado é um princípio que, neste estágio, se manifesta na descrença em Cristo. Todo aquele que vive na prática do pecado está em escravidão — é um escravo do pecado (8.34). ‗O pecado humano é servidão ao poder demoníaco e, conseqüentemente, completa separação de Deus.‘ A menos que os homens creiam que Jesus é o Cristo, morrerão em seus pecados (8.24). (Ladd, p. 214) Trevas é sinônimo de pecado, indicando que o caráter do mundo é pecaminoso(trevas) (1.5), o mundo procura engolfar (apanhar) os que andam na luz (12.35), mas quem anda nas trevas ignora como e onde vai (12.35), Jesus o Logos de Deus, é o único que dissipa as trevas, quem nele crê, recebe a luz e torna-se filho da luz (12.36). PECADO É DESCRENÇA. — A frase, crer em Cristo (pisteuoeis), aparece apenas uma vez nos Sinópticos (Mt. 18.6), mas em João, 13 vezes nas palavras de Jesus, e 29 vezes na interpretação de João. Ela é importante porque expressa a essência da justiça, por outro lado, a descrença é a essência do pecado (16.9), se os homens não crerem perecerão (3.16) permanecendo a ira de Deus sobre eles (3.36) morrerão em seus pecados (8.24). MORTE. — ―João não fala muito sobre a morte, a não ser como um fato a respeito da existência do homem no mundo. Ele não oferece especulações a respeito da origem, quer de Satanás, do pecado, ou da morte. À parte da vida trazida por Cristo, a raça humana está entregue à morte, e é responsável por este fato, em virtude de ser pecaminosa. A morte é característica deste mundo, mas a vida veio a este mundo procedente de cima, a fim de que todos os homens possam escapar da morte e entrar para a vida eterna (5.24)‖ (Ladd, p. 214). DUALISMO ESCATOLÓGICO. — Assim como nos Evangelhos Sinópticos há uma proclamação da salvação no Reino de Deus escatológico, por meio de Jesus que invadiu a história pessoalmente para cumprir sua missão. João anuncia "uma salvação presente na pessoa e missão de Jesus, a qual terá uma consumação escatológica"(p. 221). O dualismo de João é bíblico, pois proclama a visitação de Deus encarnado na história humana, e a meta final que é a ressurreição, o julgamento e a vida na era vindoura "O mesmo dualismo, com seu duplo aspecto, caracteriza os escritos bíblicos. Se bem que a estrutura básica dos Evangelhos Sinópticos revela um dualismo escatológico — a mensagem de um Reino escatológico que irrompeu na história na pessoa de Jesus — os Evangelhos refletem também um dualismo vertical. O céu é concebido como a habitação de Deus, ao qual os discípulos de Jesus ficam dinamicamente relacionados. Os que conhecem a bênção da soberania de Deus e sofrem por

ele alcançarão grande recompensa nos céus (Mt 5.12). Jesus desafiou os homens a ajuntar tesouros nos céus (Mt. 6.20)... A ilustração mais viva é o Apocalipse do Novo Testamento, onde João é arrebatado aos céus em uma visão, a fim de testemunhar a revelação do plano redentor de Deus para a história. Ao passo que ele observa as almas dos mártires sob o altar celestial (Ap. 6.9 e ss.), a consumação outra coisa não significa senão a descida da Jerusalém celestial à terra (Ap. 21.2). A estrutura básica da literatura bíblica é que há um Deus nos céus que visita os seres humanos na história e que efetuará uma visitação final, a fim de transformar uma ordem — estado de coisas — caída e habitar entre os homens em uma terra redimida. Isto é completamente diferente do dualismo grego, o qual encontra salvação no vôo libertador da alma desde o plano da história até o mundo celestial." (Ladd, p. 220). O Dualismo Escatológico: Os profetas do Antigo Testamento ansiavam pelo dia do Senhor e por uma visitação divina para purificar o mundo do mal e do pecado e, para estabelecer o reino perfeito de Deus na terra. Embora seja discutido com termos diferentes pelos profetas do A.T, o reino de Deus em muitos textos se refere ao seu estabelecimento na terra, em outros textos, o reino é futuro e escatológico. Veja os textos, Am. 9.13- 15; Is. 65.17. É provável que os profetas e escritores da Bíblia entendessem que o reino de Deus seria estabelecido no presente e no futuro, veja Mt. 12.32; Mc. 10.30; Rm. 8.18; Ap. 10.6 (BJ); Mc. 3.20; Lc. 1.33, 55; Hb. 1.8; Gl. 1.5; 1 Pd. 4.11; Ap. 1.18; Lc. 20.35; Mt. 24.3; 30-31; 13.39, 40, 49 e 13. 42-43. Em resumo, esta era presente que abrange o período desde a criação até o dia do Senhor, que nos evangelho é designado em termos de parousia de Cristo a ressurreição e o julgamento é a era da existência humana em fraqueza e mortalidade, do mal do pecado e da morte. O século futuro será a realização de tudo aquilo que o reino de Deus significa, será a vida eterna com Deus, a nova terra,onde o domínio de Deus e suas bênçãos serão constantes em sua plenitude, Mt.19.28. O Dualismo Grego verifica a existência sob dois versos " — o fenomenal e o numenal: o mundo mutável, transitório, visível e o mundo invisível, eterno, que é a esfera de ação de Deus. A realidade última pertence somente ao mundo superior. O homem, da mesma forma que o universo, é uma dualidade: corpo e alma. O corpo pertence ao mundo fenomenal, a alma, ao numenal. O mundo visível inclusive o corpo do homem, não é considerado mau em si mesmo, mas é um fardo e uma prisão para a alma. A famosa expressão idiomática que descreve a relação entre os dois é soma-sema: o corpo é o túmulo ou prisão da alma. O homem sábio que é bem sucedido em dominar suas paixões corporais e permitir que sua nous (mente) reine sobre seus desejos inferiores. ‗Salvação‘ é para aqueles que dominam suas paixões; e, por ocasião da morte, suas almas serão libertadas de sua escravidão terrena, corpórea, a fim de, libertas, desfrutarem uma imortalidade abençoada. Salvação é alvo que se obtém como resultado da ação humana — pelo conhecimento. Platão ensinou que a razão humana pode apreender a verdadeira natureza do mundo e do próprio ser humano, e, dessa forma, controlar o corpo [...] No gnosticismo plenamente desenvolvido, a matéria é ipso facto má, e o homem somente pode ser salvo mediante a recepção da gnosis concedida por um redentor, que desceu ao mundo inferior, ascendendo, depois, ao mundo mais elevado.‖ (Ibid, p.218) Com relação ao dualismo de Qumran, existem semelhanças no dualismo ético e escatológico: João usa as mesmas expressões de — luz versus trevas —, ao descrever situações éticas, e também esboça a mesma expectativa do triunfo escatológico final da luz. Contudo difere do dualismo de Qumran, no fato em que "o conflito é entre dois espíritos, dominando sobre duas

classes distintas de homens", mas no Evangelho o Logos encarnado é a luz, e todos os homens estão em trevas, e são convidados a virem para a luz. Também difere acerca da teologia do pecado, "nos escritos de Qumran, os filhos da luz são aqueles que se dedicaram à estrita obediência à Lei de Moisés, conforme interpretada pelo Mestre da Justiça, os quais voluntariamente se separaram do mundo (dos filhos da perversidade). Em João, os filhos da luz são aqueles que crêem em Jesus e conseqüentemente recebem a vida eterna. Para Qumran, as trevas representam a desobediência à Lei; para João, as trevas simbolizam a rejeição de Jesus." (Ibid, p.219-20) Concluímos que se houve alguma influência de Qumran nos escritos de João, ocorreu apenas nos aspectos da linguagem e terminologia característicos, já na teologia sofreu influência. O EVANGELHO ARREPENDIMENTO No Evangelho de João, Jesus é apresentado como salvador do homem (Jo 3.17 pois o homem está perdido). Para a salvação, é preciso cumprir algumas condições (participação humana): Mt. 3.2; Mc. 1.15 Arrependimento é uma das condições. E — Fé é a outra condição. Arrependimento é uma mudança de mente (metanóia) e estado, na relação do homem para com Deus, e para com o pecado. O verdadeiro arrependimento é aquele que contempla mais a Deus e a sua justiça, e não meramente os seus pecados e as conseqüências de seus atos, como o fez Judas. (atitude que pode levar de volta ao pecado). Arrependimento não é um movimento suspeito que permita a pessoa olhar com saudade as ‗delícias‘ do mundo pecaminoso. Arrependimento é uma volta completa, pela qual se fixa o olhar em uma direção inteiramente oposta; e desde que o homem não tem olhos na parte posterior da cabeça, o mundo fica completamente fora de vista da pessoa arrependida; só Deus fica à sua frente. (Langston, p. 89-0) FÉ Sabemos que o fundamento da salvação é a morte de Jesus Cristo, o que Ele fez por nós. Como nós nos apropriamos desta tão grande salvação? É pela fé. Jo 3. 18-21 Fala da fé como condição para que o homem possa apropriar-se da salvação. Voltando à figura do pão, poderemos compreender claramente a função da fé. O que salva o homem da morte pela fome é o pão (ou o alimento que ele representa). Para o indivíduo apropriar-se do pão, importa que ele o coma. É verdade que o ato de comer não salva ninguém, o ato é simplesmente o meio pelo qual o pão traz a salvação. O pão é que salva da morte física, por meio do comer. Assim é o crer em Jesus. A fé, por si só, não pode jamais salvar a ninguém. O crer não salva. Jesus é quem salva, porém esta salvação só vem por meio da fé; isto é, por crer. A não ser que se coma do pão, é certa a morte do corpo. A não ser que se creia em Jesus, é certa a morte espiritual. Crê ou morre, esta é que é a verdade. O ato de alguém crer em Jesus é em tudo semelhante ao ato de comer o pão para saciar a fome. Pela fé somos salvos por Jesus. (Ibid., p. 168). João não usa a palavra fé no Evangelho, apenas uma vez na 1 Epístola cap. 5.4. Para João fé não tem um só significado como acontece nos escritos de Paulo e na Epístola de Hebreus., no seu entender há uma variedade de fé:

Jo 20.31 Indica o aceitar um fato e aceitar uma pessoa. Em 1 João ao combater o falso agnosticismo, que negava a encarnação de Jesus, ele registra a fé como sendo uma afirmação de que Jesus é o Cristo nascido de Deus. (Marta assim confessou João 11.27). Crer aqui é afirmar certos fatos. Textos em que o verbo ‗crer‘ aparece como objeto direto à Pessoa de Deus, ou Jesus Cristo: João 14.1 ―credes em Deus, crede também em mim.‖ João 3.16 Fé aqui está em seu nível mais alto, mais perfeito e mais frutífero. Por crer, o crente apodera-se da vida do objeto da sua fé. Do mesmo modo que o homem pelo ato de comer se apropria da vida, da substância do pão, assim também o crente pelo uso da fé em Cristo, se apropria de todo o poder e vida que estão em Jesus Cristo... no discurso de Jesus sobre o pão da vida. As expressões... ‗vem a mim‘, ‗crê em mim‘, são sinônimas de ‗comer da minha carne‘ e ‗beber do meu sangue‘. Todas falam da mesma fé forte e vigorosa, ativa e frutífera. Elas ensinam também que o valor da fé se deriva do seu próprio objeto. (Ibid., p. 170-1) Aparece o verbo crer, às vezes, sem o objeto direto como em João 1.7 e 3.12 ―Este veio para testemunho, para que testificasse da luz; para que todos cressem por ele‖ — ―Se vos falei de coisas terrenas, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais?‖ A FUNÇÃO DA FÉ. A fé propicia vida. Assim como a analogia do pão serve para explicar que fisicamente o homem vive por comer; espiritualmente vivemos pela fé. Mas assim também, como o ato de comer não nos salva da fome, também a fé não nos salva da morte. O pão é que salva, seu exercício poderoso sobre o organismo, sacia a fome. Assim, Jesus é quem salva, com a sua vida, e o seu poder espiritual. A NATUREZA DA FÉ. A natureza da fé é propiciar o relacionamento vivo, perfeito e vital entre o Deus Salvador e o homem pecador, é propiciar o remédio espiritual para o estado espiritual do homem. A fé em si mesma é a submissão completa da personalidade a Jesus Cristo. (...) Mas a fé é mais do que simplesmente um ato da inteligência; envolve a personalidade toda; é uma submissão voluntária e inteligente da personalidade integral a Jesus Cristo. (...) Em geral a idéia é que quando alguém pratica o ato de comer, está, por meio deste ato, entregando a comida ao corpo. Realmente é o contrário; quando comemos não estamos entregando o alimento ao corpo, mas estamos entregando o corpo ao alimento. Isto se torna bem claro, supondo que tomássemos um veneno qualquer; pois vemos logo que o veneno se apossaria do corpo. O que se come domina o corpo; pois que ele, a fim de assimilar o que come, submete-se à comida. Tem que ser assim, porque pelo plano de Deus a comida vai agindo dentro do corpo, expulsando a fome e a fraqueza, edificando e fortalecendo o corpo de muitas maneiras.(...) Havendo uma comida perfeita e uma completa submissão do corpo, os resultados são ideais. A fé age da mesma maneira. Pela fé o homem entrega-se a Jesus Cristo, o Pão dos céus, o perfeito alimento que nutre a alma; e Jesus, como o pão, vai agindo dentro da nossa alma, fazendo a sua vontade. Ele expulsa de nós o pecado, purifica-nos e fortalece-nos constantemente. A razão por que Ele não faz mais é a nossa imperfeita submissão. (Ibid., p. 172)

A FÉ NOS ESCRITOS PAULINOS. ―Para o apóstolo, a fé é confiar em Deus, é fazer repousar a alma em Deus ou em Jesus Cristo; é uma atitude tanto receptora como simpática para com Deus e a sua graça.‖ (Ibid., p. 334) É uma questão de confiança do coração humano na justiça divina (Rm. 10.10) É no coração que Cristo vem habitar pela fé em amor (Ef. 3.17) A fé é um princípio ativo de operação numa personalidade receptiva e acionada pelo amor (Gl.5.6). A fé é o grande motivo para a obediência e para aplicação às boas obras (1 Ts. 1.3; 2 Ts. 1.11) A fé não atrapalha o crente na obra, ela o dispõe a trabalhar, só é contrária às obras quando estas se colocam como fundamento da salvação. Aquilo que é feito sem vir de fé é pecado, isto é, não ter a fé como fundamento. (Rm 14.23) Uma das frases mais características de Paulo é a frase ―crer em Cristo‖ para descrever um intimo e pessoal relacionamento entre o crente e o Senhor. É a fé que propicia a entrada nesta relação espiritual com Cristo, este é o objetivo da fé cristã. Viver pela fé em Cristo é como Paulo expressou aos Gl. 2.20: É viver em Cristo, ou Cristo viver no crente. É viver em comunhão muito intima, onde as coisas velhas já passaram, tudo se fez novo 2 Co. 5.17. GÁLATAS 5.6 Diz que só a fé operada por amor é que tem valor; Ef. 1.13 em razão da fé o crente é selado com o Espírito Santo; Rm. 3.22 a justificação é pela fé para todos os que crêem ; 2 Co 13.5 ―Examinai-vos... se permaneceis na fé...‖

SALVAÇÃO PELA GRAÇA Visto que o homem está num estado pecaminoso, necessitado de salvação, vimos que a salvação vem de Jesus. Como a salvação se torna possível ao homem? 1 João 1.5,7,9 v. 5 ―... declara que Deus é luz e não há nEle nenhuma treva. A conclusão, portanto, é que só os que andam na luz serão purificados de todo o pecado... É de interesse observar também que o pecado de que aqui se fala é o do crente e não o do descrente. Mas tanto de um como de outro é o sangue de Jesus que nos purifica.‖ (Langston, p. 165) v.7 o sangue de Jesus Cristo purifica de todo pecado v. 9 fala da purificação, condicionada à confissão de pecados. Estas passagens indicam que a morte de Jesus, referência ao seu sangue, de algum modo está ligada à salvação, mas não explicam ainda a maneira pela qual a salvação é proporcionada. Em 1 João 3.5 está registrado que Jesus se manifestou para tirar os nossos pecados; e no Evangelho de João 1.29, Ele é indicado pelo profeta, como ―... o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.‘ Este último texto está diretamente relacionado com Isaías 53.7, dando-nos compreensão de que a nossa salvação depende de Jesus Cristo — do seu sofrimento e do seu sangue. A NECESSIDADE DA MORTE DE JESUS É DECLARADA João 12.24 – Jesus diz que o grão de trigo (Ele) deve cair na terra, morrer, para muito frutificar. (vv.32-33 diz que através da morte de cruz atrairá a todos) João 6.51 (―o Pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo.‖ João 10.11, 14 2 15 (O bom Pastor, deu a sua vida pelas ovelhas)

João 11. 47-53 (A profecia de Caifás, sumo sacerdote, ―convém que um homem morra pelo povo, e que não pereça toda a nação...) Mas os dois textos mais importantes que fundamentam a doutrina da nossa salvação, provavelmente são: 1 João 2.2 (Indica que Jesus é a propiciação pelos nossos pecados e de todo o mundo) 1 João 4.10 ( Revela que Deus nos amou antes, isto é, primeiro, e nos enviou seu Filho para fazer propiciação pelos nossos pecados ) Os Escritos do Novo Testamento estão fundados nesta grande verdade, que João ensina, bem como os outros — ―o fundamento da salvação é a morte de Jesus Cristo. Ele fêz o grande sacrifício pelo qual se realizou a nossa reconciliação com Deus.‘ (Langston, p 167-8) Cristologia ESTUDO DA PESSOA DE CRISTO NA TEOLOGIA DE PAULO. ―Nos Evangelhos, Christos é quase sempre um título, raramente um nome próprio. Em Paulo, Christos tornou-se exclusivamente um nome próprio. V. Taylor acha que há apenas um lugar onde Christos é usado como título: ‗e de quem descende o Cristo segundo a carne‖ (Rom. 9.5). A experiência de Paulo ao encontrar-se com o Senhor no Caminho de Damasco, conhecendo-o como o Messias, e não apenas (como no judaísmo) — Jesus de Nazaré. É um quadro que mostra a ―diferença da avaliação da pessoa de Jesus. Tudo o mais — sua idéia a respeito da salvação, da Lei, da vida cristã — foi determinado por isto.‖ (Ladd, p. 383) ―A formula mais simplificada, ‗Jesus, o Messias‘, desapareceu completamente, enquanto ‗Jesus Cristo‘ e a expressão completa ‗nosso Senhor Jesus Cristo‘ são frequentemente usadas.‖ (Ibid, p.384). - Em Antioquia (Atos 11.26) os crentes pela primeira vez foram chamados de Christianoi, o que sugere que o termo Christos já seria visto como um nome próprio. - O fato de Paulo falar pouco acerca do Reino de Deus e do messiado de Jesus, se dá muito provavelmente, pelo fato de estar se dirigindo não aos judeus, mas aos gentios, num mundo em que ―proclamar qualquer rei que não fosse César fazia com que se ficasse passível à pena de sedição (At. 17.3,7)‖ (Ladd, p. 384). - No entanto, encontramos as seguintes passagens: O Reino de Deus associado com a ressurreição e a salvação (I Co 15.12); Uma bênção escatológica a ser herdada (I Co. 6.9,10; 15.50; Gál. 5.21); um Reino igualado à ―glória‖ (I Ts. 2.12); Um Reino que será visível à aparição escatológica de Jesus Cristo (II Tm. 4.1); Por causa do Reino, o povo de Deus suporta os sofrimentos neste mundo (II Ts. 1.5); Estes sofrimentos além de submissão, inclui o serviço pelo Reino (Cl. 4.11), ajudando outros homens a entrarem nele. ―Os Santos, por causa do que Cristo fez, já se libertaram do poder das trevas — deste século mau e caído — e foram transferidos para o Reino de Deus (Col. 1.13).‖ (Ladd, p. 385). "Este "reino de Cristo" não pode ser identificado com a Igreja; pelo contrário, é a esfera da lei de Cristo, que é mais extensa que a Igreja. Idealmente, todos os que estão na Igreja estão também no Reino de Cristo; mas exatamente como o Reino de Deus escatológico é mais amplo do que a Igreja redimida e conterá a subjugação de tudo o que é hostil à vontade de Deus, assim é o Reino de Cristo, aqui, a esfera invisível do reinado de Cristo, dentro da qual os homens entram através da fé em Jesus Cristo. Assim, o Reino de Deus não está

preocupado primariamente com coisas físicas, por mais necessárias que sejam, mas com realidades espirituais: justiça, paz e alegria — os frutos do Espírito Santo (Rom. 14.17). - O entendimento de Paulo, do Messiado de Jesus, contém uma transformação de categorias messiânicas tradicionais, pois não é como um monarca terrestre que Jesus reina de um trono de poder político, mas como o Senhor ressuscitado, glorificado. - Ele foi elevado aos céus (Rom. 8.34), onde está assentado à mão direita de Deus (Col. 3.1), e agora reina como rei (basileuein, I Cor. 15.25). Contudo, seus inimigos não são mais reinos e impérios — os inimigos terrestres do povo de Deus — mas poderes invisíveis, espirituais. O objetivo deste reino é subjugar todos estes inimigos rebeldes sob seus pés; o último inimigo será a morte (I Cor. 15.26). Isto corresponde ao fato de que o próprio Jesus havia recusado um reino terrestre (João 6.15), havia afirmado que sua lei vinha de uma ordem mais alta e não se baseava em poderes mundanos espirituais do mal (Mat. 12.28 e s.). (Ladd, p. 385). A Pessoa de Cristo O MESSIAS É JESUS. Não pode haver dúvida, para Paulo, que aquele que ressuscitou dentre os mortos e subiu aos céus, e que agora reina como o Messias à mão direita de Deus não é ninguém além do Jesus de Nazaré. O debate moderno a respeito do Jesus histórico e do Cristo exaltado e querigmático sempre obscureceu o pensamento de Paulo, as se tentar fazê-lo responder a questões que ele nunca levantou. (p. 386) Se por um lado Paulo não levantou fatos biográficos do Jesus Histórico, ainda que ele conheceu algo da tradição sobre a vida de Jesus I Cor. 11.23; Paulo sabe QUE: 1) que Ele é um israelita (Rom. 9.5) da família de Davi (Rom. 1.3), 2) que viveu Sua vida sob a Lei (Gál. 4.4), 3) que Ele tinha um irmão chamado Tiago (Gál. 1.19), 4) que era um Homem pobre (II Cor. 8.9), 5) que exerceu Seu ministério entre os judeus (Rom. 15.8), 6) que teve doze apóstolos (I Cor. 15.5), 7) que Instituiu a ceia (I cor. 11.23 e ss), 8) que foi crucificado, sepultado e ressurgiu dentre os mortos (II Cor. 4.14; I Cor. 15.4). Ele também estava "familiarizado com as tradições sobre o caráter de Jesus" faz menção: A) da sua mansidão e benignidade (II Cor. 10.1), B) da sua obediência a Deus (Rom. 5.19), C) da sua constância (II Tess. 3.5), D) da sua graça (II Cor. 8.9), E) do seu amor (Rom. 8.35), F) da sua completa autoabnegação (Fil. 2.7 e s.), G) da sua justiça (Rom. 5.18), H) da sua impecabilidade (II Cor. 5.21) Ainda que sejam poucas e casuais informações do Jesus histórico, isto não pode significar que ele fosse um mito, ou um homem com consciência divina, foi porque ele teve uma experiência com Jesus, o Senhor Exaltado, o que lhe propiciou um ministério sob a orientação do Espírito, possibilitando-lhe conclusões e implicações acerca da pessoa divina de Jesus, como uma pessoa já glorificada. Paulo podia perceber os poderes do Reino que anteriormente estavam em Jesus

(histórico), agora concedidos pelo Espírito Santo para todos os crentes. Assim os poderes da Era Vindoura, foram libertos das limitações de tempo e de espaço, pois estas bênçãos não estão mais limitadas pela presença corporal de Jesus na terra, "O reino de Deus... consiste... na justiça, na paz e na alegria do Espírito Santo" (Rom. 14.17). Tudo o que Paulo fez, foi incluir além do que já havia na História e Missão de Jesus, a pregação do Jesus glorificado, revelando, expandindo e aumentando tudo o que a vida, os feitos e as palavras de Jesus significam, expandindo o significado escatológico total da pessoa de Jesus, seus feitos, sua morte , sua ressurreição e exaltação. O enunciado de II Cor. 5.16, precisa ser entendido, sob a iluminação do Espírito: quando se conhece a Jesus segundo a carne, se tem um entendimento errado de Jesus, foi assim que o sinédrio pediu a crucificação e assim que Saulo foi levado a perseguir a Igreja. > Mas quando os olhos são abertos pelo Espírito, se pode entender, quem realmente era o Jesus da história: o messiânico Filho de Deus. JESUS, O SENHOR. - Esta é a designação mais característica e predominante para Jesus (Kyrios), nos escritos Paulinos e no cristianismo gentio em geral. As pessoas ingressavam à comunidade da Igreja através da crença na ressurreição e da confissão de Jesus como seu Senhor (Rm. 10.9; I Co. 1.2; cf. At. 9.14,21; 22.16; II Tm. 2.22). Cristo como Senhor é o centro da proclamação (II Co. 4.5). É um relacionamento pessoal e da Igreja como um todo: "nosso Senhor Jesus Cristo" (28 vezes), "nosso Senhor Jesus"(9 vezes), "Jesus Cristo nosso Senhor"( 3 vezes). O confessor, juntou-se à comunidade daqueles que reconhecem que Jesus é o Senhor, tanto dos vivos como dos mortos ( Rm. 14.9), exaltado acima de todos os poderes (deuses, senhores, quer reais ou imaginários) do kosmos (I Co 8.5,6). Ali aguarda até o Dia do Senhor (que veio a se tornar o Dia do Senhor Jesus Cristo cf. II Tes. 2.2; 1 Co. 5.5; 2 Co. 1.14), quando o último inimigo há ser subjugado aos seus pés. "Isto é claramente afirmado no grande hino cristológico em Filipenses 2.5-11[...] O significado do título Kyrios é encontrado no fato de ser Kyrios a tradução grega do tetragrama YHWH, o nome convencionado para Deus no Velho Testamento. O Jesus exaltado ocupa o papel do próprio Deus, no governo do Universo. Paulo também menciona JESUS COMO O FILHO DE DEUS - com alguma freqüência (Rm. 1.3,4; Gál. 4.4; para recebermos o status de filhos por adoção (Gál.4.5), Jesus é filho único, próprio, o Filho de seu amor - comum em natureza entre Pai e Filho (Rm. 8.3,32; Col. 1.13); A imagem do Deus invisível, o Primogênito (prototokos = prioridade temporal ou soberania de posição). CRISTO, O ÚLTIMO ADÃO. - É entendido como embasamento do título Filho do Homem escatológico, "o homem do céu", = o Senhor (I Co. 15.45-47), ele preexistia na forma de Deus (Senhor) (Fil. 2.6). A Obra de Cristo Expiação A palavra ‗expiação‘ ..., aparece apenas uma vez na AV — em Romanos 5.11; mas na RSV esta palavra está adequadamente traduzida: ‗pelo qual temos recebido a reconciliação‘. Enquanto a

palavra em si não é uma palavra do Novo Testamento, a idéia de que a morte de Cristo contornou o problema do pecado humano e reconciliou os homens com Deus é uma das idéias centrais do Novo Testamento. (Ladd, p. 397) A morte de Cristo é tema central na estrutura do pensamento paulino. Um exemplo disto é a declaração confessional que Paulo recebeu da igreja primitiva (1 Co. 15.3), e ―Em quase todas as suas cartas, Paulo menciona, de uma forma ou de outra, a morte de Cristo (Rom. 5.6 e ss.; 8.34; 14.9,15; I Cor. 8.11; 15.3; II Cor. 5.15; Gál. 2.21; I Tes. 4.14; 5.10), seu sangue (Rom. 3.25; 5.9; Ef. 1.7; 2.13; Col. 1.20), sua cruz (I Cor.1.17 e s; Gál. 5.11; 6.12, 14; Ef. 2.16; Fil. 2.8; Col. 1.20; 2.14), ou sua crucificação (I Cor. 1.23; 2.2; Gál. 3.1; II Cor. 13.4). O AMOR DE DEUS. - A morte de Cristo é a revelação suprema do amor de Deus (embora a base tanto no NT ou VT, para a reconciliação por meio de Cristo, é a ira de Deus - a exigência de um sacrifício aceitável Rom. 3.21 e ss.; 1.18; Gál. 6.7). A cruz é a medida do Amor de Cristo, mesmo de Deus (II Cor. 5.19; Gál. 2.20; II Cor. 5.14; Ef. 5.25) EXPIATÓRIA. - "Paulo vê a morte de Cristo como uma morte expiatória"(Ladd, p. 399) Associada com o ritual e conceito de sacrifício do VT (Rom. 3.25 alusão à oferta pelo pecado oferecida pelo Sumo Sacerdote no dia da Expiação; Ef. 5.2 Oferta e sacrifício a Deus em cheiro suave; I Cor. 5.7 Cristo, nosso cordeiro pascal, sacrificado; através do seu sangue temos um propiciador Rom. 3.25, que nos justifica Rom. 5.9, nos redime Ef. 1.7, nos aproxima de Deus Ef. 2.13 e nos outorga a paz Col. 1.20) VICÁRIA. - Teologicamente é usada a palavra "vicária", para significar que Cristo não morreu meramente como um homem comum e por causa própria. Ele 'morreu por nós'(I Tess. 5.10; Rom. 5.8, 32; Ef. 5.2; Gál. 3.13). Ele indicou que tipo de morte teria (Mar. 10.45) "para... resgate de muitos" SUBSTITUTIVA. - Ele foi o único que não conheceu pecado (II Cor. 5.21) no entanto ele sofreu a morte no lugar de todos os culpados (pecadores) que mereciam morrer, por causa dela fomos libertados da condenação e da experiência da ira de Deus. Cristo já morreu por todos, "logo todos morreram"(II Cor. 5.14; nos identificamos com Cristo na sua morte, Gál. 2.20 Ele morreu em meu lugar, agora serei poupado dessa morte (II Cor. 5.15; I Tim. 2.6; Gál. 3.13; Ef. 2.8,9). PROPICIATÓRIA. - A palavra "propiciação" (hilasterion) está no centro da doutrina de Paulo acerca da morte de Cristo (Rom. 3.24,25), "Através da morte de Cristo, o homem é liberto da morte; ele é absolvido de sua culpa e justificado; é efetuada uma reconciliação, pela qual a ira de Deus não precisa mais ser temida. A morte de Cristo salvou o crente da ira de Deus, de modo que ele não mais espera pela ira de Deus, mas pela vida (I Tess. 5.9) . A culpa e a condenação do pecado foram carregados por Cristo; a ira de Deus foi propiciada."(Ladd, p. 403) Sobre a ira de Deus ver (Rom. 1.18; 1.32; 2.5, 12; 6.23).

Um reconhecimento total do caráter propiciatório, substitutivo, da morte de Cristo não tem que permitir-nos negligenciar ou menosprezar a doutrina de que a morte de Cristo, como uma demonstração do amor divino, está designada a atear uma reação amorosa nos corações dos homens. O objetivo e o caráter substitutivo da morte de Cristo como a demonstração suprema do amor de Deus deve resultar numa transformação de conduta executada pelo poder restritivo desse amor. Aqueles que reconhecem e admitem este amor têm que submeter-se ao seu poder controlador; porque Cristo morreu por todos, os homens não devem mais se dedicar à satisfação de seus próprios desejos, mas a ele, que, por amor a eles, morreu e ressuscitou (II Cor. 5.14,15). A influência moral da morte de Cristo sobre as vidas dos homens não deve ser ignorada, porque temse abusado deste ensino e erroneamente feito dele a verdade central da expiação. O amor de Cristo manifestado em dar-se a si mesmo como um sacrifício a Deus deve ser imitado através de se andar em amor ( Ef. 5.2). O exemplo de total humildade de Cristo em submeter-se em perfeita obediência a Deus, mesmo essa obediência levando a morte na cruz, deve ser emulada pela conduta humilde de seus discípulos em seus relacionamentos uns com os outros (Fil. 2.5 e ss). O significado propiciatório, substitutivo, os benefícios do qual devem ser recebidos, pela fé, como uma dádiva de graça; mas a influência subjetiva de sua morte, em despertar a reação de amor nos corações dos homens, não pode ser nem negada nem ignorada. Há tanto uma significação objetiva como uma subjetiva na morte de Cristo. (Ladd, p. 405) REDENTORA. - Palavras usadas no grego clássico e helenístico, denotam que houve um preço pago para resgatar o homem que estava sob o penhor da escravidão. Tito 2.14 (lutroo) "para nos remir"; Mc. 10.45 (lutron) "em resgate de muitos"; I Tm. 2.6 (antilutron) "em resgate por todos" "O uso de anti sugere substituição. A morte de Cristo foi um resgate-substitutivo." (Ladd, p. 405) Rom. 3.24,25 (apolutrosis) "mediante a redenção" (Ef. 1.7). I Cor. 6.19,20 (agorazo) "fostes comprados por preço" Gál. 3.13 (exagorazo) "Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós" (cf. 4.4,5). "Morris resume adequadamente a doutrina da redenção, incluindo ambos os grupos de palavras. (a) O estado, para fora do qual o homem deve ser redimido. Isto é semelhante à escravidão, que o homem não pode romper; assim a redenção contém a intervenção de uma pessoa de fora, que paga o preço que o homem não pode pagar. (b) O preço que é pago. O pagamento de um preço é um elemento necessário na idéia da redenção; e Cristo pagou o preço de nossa redenção. (c) O estado resultante do crente. Isto se expressa num paradoxo. Somos redimidos para a liberdade, como filhos de Deus; mas esta liberdade significa escravidão a Deus. A questão total desta redenção é que o pecado não mais tem domínio. Os redimidos são aqueles que foram salvos para fazerem a vontade de seu Mestre." (Ladd, p.406-7). TRIUNFANTE.

- A morte de Cristo obteve triunfo sobre todos os poderes cósmicos (Col. 2.15). Ele está reinando até que todos os inimigos sejam postos debaixo de seus pés: ( I Cor. 15.24,25). Seja regentes políticos como Pilatos ou Herodes; ou sejam poderes angelicais, todos estão derrotados na vitória de Cristo na cruz (Cf. Col 2.15).

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