Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

POLÍTICA NACIONAL DO IDOSO

Lei nº 8.842, de janeiro de 1994

1ª edição

Brasília Reimpresso em maio de 2010

Sumário Lei nº 8.842, de janeiro de 1994 .................................. 5
Decreto nº 6.214, de 26 de setembro de 2007 ................. 17

Decreto nº 5.130, de 7 de julho de 2004 .................. 57
Lei nº 11.520, de 18 de setembro de 2007 ....................... 63 Plano de Ação para o Enfrentamento da Violência Contra a Pessoa Idosa ...................................................... 67 Decreto nº 6.168, de 24 de julho de 2007 ........................ 95

LEI N. 8.842, DE 4 DE JANEIRO DE 1994*
Dispõe sobre a política nacional do idoso, cria o Conselho Nacional do Idoso e dá outras providências.

O Presidente da República: Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

CAPÍTULO I Da Finalidade
Artigo 1º - A política nacional do idoso tem por objetivo assegurar os direitos sociais do idoso, criando condições para promover sua autonomia, integração e participação efetiva na sociedade. Artigo 2º - Considera-se idoso, para os efeitos desta Lei, a pessoa maior de sessenta anos de idade.

CAPÍTULO II Dos Princípios e das Diretrizes SEÇÃO I Dos Princípios
Artigo 3° - A política nacional do idoso reger-se-á pelos seguintes princípios:
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que proporcionem sua integração às demais gerações. regionais e. garantindo sua participação na comunidade. IV .o idoso não deve sofrer discriminação de qualquer natureza.viabilização de formas alternativas de participação.as diferenças econômicas. II .participação do idoso. a sociedade e o estado têm o dever de assegurar ao idoso todos os direitos da cidadania. SEÇÃO II Das Diretrizes Artigo 4º . implementação e 6 . as contradições entre o meio rural e o urbano do Brasil deverão ser observadas pelos poderes públicos e pela sociedade em geral.a família. II . na aplicação desta Lei. particularmente. devendo ser objeto de conhecimento e informação para todos. III . V . através de suas organizações representativas. bem-estar e o direito à vida. sociais.o idoso deve ser o principal agente e o destinatário das transformações a serem efetivadas através desta política. na formulação.I .o processo de envelhecimento diz respeito à sociedade em geral.Constituem diretrizes da política nacional do idoso: I . defendendo sua dignidade. ocupação e convívio do idoso.

à exceção dos idosos que não possuam condições que garantam sua própria sobrevivência. VIII . VII .descentralização político-administrativa.priorização do atendimento ao idoso através de suas próprias famílias. IX . III .implementação de sistema de informações que permita a divulgação da política.estabelecimento de mecanismos que favoreçam a divulgação de informações de caráter educativo sobre os aspectos biopsicossociais do envelhecimento.priorização do atendimento ao idoso em órgãos públicos e privados prestadores de serviços. V .capacitação e reciclagem dos recursos humanos nas áreas de geriatria e gerontologia e na prestação de serviços. programas e projetos a serem desenvolvidos. em detrimento do atendimento asilar. 7 .É vedada a permanência de portadores de doenças que necessitem de assistência médica ou de enfermagem permanente em instituições asilares de caráter social. dos serviços oferecidos. Parágrafo único . dos planos. VI .apoio a estudos e pesquisas sobre as questões relativas ao envelhecimento. quando desabrigados e sem família. programas e projetos em cada nível de governo.avaliação das políticas. IV . planos.

por intermédio do ministério responsável pela assistência e promoção social. estaduais. supervisão e avaliação da política nacional do idoso. no âmbito das respectivas instâncias político-administrativas. com a participação dos conselhos nacionais.promover as articulações intraministeriais e interministeriais necessárias à implementação da política nacional do idoso. coordenação. paritários e deliberativos. Artigo 8º . II . Artigo 7º . acompanhamento e avaliação da política nacional do idoso.Os conselhos nacional. do Distrito Federal e municipais do idoso. III . compete: I . Artigo 6º .À União. compostos por igual número de representantes dos órgãos e entidades públicas e de organizações representativas da sociedade civil ligadas à área. estaduais.coordenar as ações relativas à política nacional do idoso.Competirá ao órgão ministerial responsável pela assistência e promoção social a coordenação geral da política nacional do idoso. 8 .Compete aos conselhos de que trata o artigo anterior a formulação. do Distrito Federal e municipais do idoso serão órgãos permanentes.participar na formulação.CAPÍTULO III Da Organização e Gestão Artigo 5º .

Parágrafo único .Vetado. mediante a participação das famílias. são competências dos órgãos e entidades públicos: I . V .vetado. Artigo 9º .IV . no âmbito de suas competências. esporte e lazer devem elaborar proposta orçamentária. visando ao financiamento de programas nacionais compatíveis com a política nacional do idoso.Na implementação da política nacional do idoso. como centros de convivên9 . educação. Parágrafo único .elaborar a proposta orçamentária no âmbito da promoção e assistência so-cial e submetê-la ao Conselho Nacional do Idoso.Os ministérios das áreas de saúde. CAPÍTULO IV Das Ações Governamentais Artigo 10 . trabalho. b) estimular a criação de incentivos e de alternativas de atendimento ao idoso. da sociedade e de entidades governamentais e não-governamentais. cultura. previdência social.Vetado.na área de promoção e assistência social: a) prestar serviços e desenvolver ações voltadas para o atendimento das necessidades básicas do idoso.

proteger e recuperar a saúde do idoso. d) elaborar normas de serviços geriátricos hospitalares. c) promover simpósios. e) promover a capacitação de recursos para atendimento ao idoso. d) planejar.na área de saúde: a) garantir ao idoso a assistência à saúde. oficinas abrigadas de trabalho. b) prevenir. e) desenvolver formas de cooperação entre as Secretarias de Saúde dos Estados. pesquisas e publicações sobre a situação social do idoso. centros de cuidados diurnos. e dos Municípios e entre os Centros de Referência em 10 . nos diversos níveis de atendimento do Sistema Único de Saúde. casas-lares. atendimentos domiciliares e outros. com fiscalização pelos gestores do Sistema Único de Saúde. mediante programas e medidas profiláticas.cia. levantamentos. do Distrito Federal. supervisionar e financiar estudos. seminários e encontros específicos. promover. c) adotar e aplicar normas de funcionamento às instituições geriátricas e similares. coordenar. II .

d) desenvolver programas educativos.Geriatria e Gerontologia para treinamento de equipes interprofissionais. com vistas a prevenção. c) incluir a Gerontologia e a Geriatria como disciplinas curriculares nos cursos superiores. g) realizar estudos para detectar o caráter epidemiológico de determinadas doenças do idoso. adequados às condições do idoso. e h) criar serviços alternativos de saúde para o idoso. a fim de informar a população sobre o processo de envelhecimento. do Distrito Federal e municipais. nos diversos níveis do ensino formal.na área de educação: a) adequar currículos. f) incluir a Geriatria como especialidade clínica. estaduais. metodologias e material didático aos programas educa-cionais destinados ao idoso. tratamento e reabilitação. e) desenvolver programas que adotem modalidades de ensino à distância. b) inserir nos currículos mínimos. para efeito de concursos públicos federais. conteúdos voltados para o processo de envelhecimento. III . de forma a eliminar preconceitos e a produzir conhecimentos sobre o assunto. 11 . especialmente nos meios de comunicação.

c) criar e estimular a manutenção de programas de preparação para aposentadoria nos setores público e privado com antecedência mínima de dois anos antes do afastamento. b) incluir nos programas de assistência ao idoso formas de melhoria de condições de habitabilidade e adaptação de moradia. considerando seu estado físico e sua independência de locomoção. 12 .na área de habitação e urbanismo: a) destinar.f) apoiar a criação de universidade aberta para a terceira idade.na área de trabalho e previdência social: a) garantir mecanismos que impeçam a discriminação do idoso quanto a sua participação no mercado de trabalho. nos programas habitacionais. na modalidade de casas-lares. como meio de universalizar o acesso às diferentes formas do saber. c) elaborar critérios que garantam o acesso da pessoa idosa à habitação popular. unidades em regime de comodato ao idoso. IV . V . no setor público e privado. b) priorizar o atendimento do idoso nos benefícios previdenciários.

VII . esporte e atividades físicas que proporcionem a melhoria da qualidade de vida do idoso e estimulem sua participação na comunidade.d) diminuir barreiras arquitetônicas e urbanas. c) incentivar os movimentos de idosos a desenvolver atividades culturais. 13 . e) incentivar e criar programas de lazer. em âmbito nacional. como meio de garantir a continuidade e a identidade cultural. b) zelar pela aplicação das normas sobre o idoso determinando ações para evitar abusos e lesões a seus direitos. VI . d) valorizar o registro da memória e a transmissão de informações e habilidades do idoso aos mais jovens. b) propiciar ao idoso o acesso aos locais e eventos culturais.na área de justiça: a) promover e defender os direitos da pessoa idosa. mediante preços reduzidos. reelaboração e fruição dos bens culturais.na área de cultura. esporte e lazer: a) garantir ao idoso a participação no processo de produção.

Artigo 13 . proventos. ser-lhe-á nomeado Curador especial em juízo.Vetado. CAPÍTULO V Do Conselho Nacional Artigo 11 . Artigo 15 . pensões e benefícios. Artigo 16 .Todo cidadão tem o dever de denunciar à autoridade competente qualquer forma de negligência ou desrespeito ao idoso.§ 1º .Vetado. 14 . Artigo 14 . Artigo 17 .Vetado.Vetado.É assegurado ao idoso o direito de dispor de seus bens.Vetado. salvo nos casos de incapacidade judicialmente comprovada. § 2º . Artigo 12 .Vetado.Vetado. § 3º .Nos casos de comprovada incapacidade do idoso para gerir seus bens. Artigo 18 .Vetado.

do Distrito Federal e municipais serão consignados em seus respectivos orçamentos.7.Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de sessenta dias. 15 .Os recursos financeiros necessários à implantação das ações afetas às áreas de competência dos governos federal. Artigo 22 . * Ver regulamentação desta Lei no Decreto n. Artigo 20 . a partir da data de sua publicação.CAPÍTULO VI Das Disposições Gerais Artigo 19 . estaduais.1996.948. Artigo 21 . de 3. 1.Revogam-se as disposições em contrário.

.

” (NR) 17 . no uso da atribuição que lhe confere o art. e a Lei nº 10. de 7 de dezembro de 1993. e tendo em vista o disposto no art. passa a vigorar acrescido do seguinte parágrafo: “Parágrafo único. DE 26 DE SETEMBRO DE 2007 Regulamenta o benefício de prestação continuada da assistência social devido à pessoa com deficiência e ao idoso de que trata a Lei nº 8. e no art. 84. de 1º de outubro de 2003. de 7 de dezembro de 1993. de 7 de dezembro de 1993.741. acresce parágrafo ao art.048.214. 1º Fica aprovado.048.742. aprovado pelo Decreto no 3. de 6 de maio de 1999. de 6 de maio de 1999. o Regulamento do Benefício de Prestação Continuada instituído pelo art. inciso IV. DECRETA: Art. 20 da Lei nº 8. da Constituição. 2º O art. 162 do Decreto nº 3. Art. 34 da Lei nº 10. desde que comprovado o andamento regular do processo legal de tutela ou curatela.DECRETO Nº 6.742. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA.742. 20 da Lei no 8.741. 162 do Regulamento da Previdência Social. na forma do Anexo deste Decreto. O período a que se refere o caput poderá ser prorrogado por iguais períodos. e dá outras providências. de 1º de outubro de 2003.

744. e 4.Art. 3º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. 186º da Independência e 189º da República. Brasília. de 8 de dezembro de 1995. Art.9. 4º Ficam revogados os Decretos nos 1.2007 18 .712. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Luiz Marinho Patrus Ananias Este texto não substitui o publicado no DOU de 28. 26 de setembro de 2007. de 29 de maio de 2003.

de 7 de dezembro de 1993. 1º O Benefício de Prestação Continuada previsto no art. § 2º O Benefício de Prestação Continuada é constitutivo da PNAS e integrado às demais políticas setoriais. de 1993.ANEXO REGULAMENTO DO BENEFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA CAPÍTULO I Do Benefício de Prestação Continuada e do Beneficiário Art. em consonância com o estabelecido pela Política Nacional de Assistência Social . ao provimento de condições para atender contingências sociais e à universalização dos direitos sociais. e visa ao enfrentamento da pobreza. 2º da Lei nº 8.PNAS. § 3º A plena atenção à pessoa com deficiência e ao idoso beneficiário do Benefício de Prestação Continuada 19 . nos moldes definidos no parágrafo único do art. instituído pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.SUAS. é a garantia de um salário mínimo mensal à pessoa com deficiência e ao idoso. à garantia da proteção social.742. § 1º O Benefício de Prestação Continuada integra a proteção social básica no âmbito do Sistema Único de Assistência Social . com idade de sessenta e cinco anos ou mais. 20 da Lei nº 8. que comprovem não possuir meios para prover a própria manutenção e nem de tê-la provida por sua família.742.

Art. segurança alimentar.incapacidade: fenômeno multidimensional que abrange limitação do desempenho de atividade e restri20 .pessoa com deficiência: aquela cuja deficiência a incapacita para a vida independente e para o trabalho. III . a implementação. prevista no inciso I do art. Distrito Federal e Municípios. Art. estaduais. II . 204 da Constituição e no inciso I do art. habitação e educação. 5º da Lei nº 8. 4º Para os fins do reconhecimento do direito ao benefício.742. 3º O Instituto Nacional do Seguro Social . de 1993. a regulação. financiamento. principalmente no campo da saúde. considera-se: I . nos termos deste Regulamento. municipais e do Distrito Federal. o monitoramento e a avaliação da prestação do beneficio.INSS é o responsável pela operacionalização do Benefício de Prestação Continuada. 2º Compete ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Art.exige que os gestores da assistência social mantenham ação integrada às demais ações das políticas setoriais nacional. em consonância com as diretrizes do SUAS e da descentralização político-administrativa.idoso: aquele com idade de sessenta e cinco anos ou mais. por intermédio da Secretaria Nacional de Assistência Social. sem prejuízo das iniciativas compartilhadas com Estados. a coordenação-geral.

com redução efetiva e acentuada da capacidade de inclusão social. e VI . proventos. 21 . V .família para cálculo da renda per capita.742. de qualquer condição. conforme disposto no § 1º do art. pensões. § 1º Para fins do disposto no inciso V. 20 da Lei nº 8. o requerente. outros rendimentos do trabalho não assalariado. em correspondência à interação entre a pessoa com deficiência e seu ambiente físico e social. e o irmão não emancipado. benefícios de previdência pública ou privada. a companheira. de qualquer condição.renda mensal bruta familiar: a soma dos rendimentos brutos auferidos mensalmente pelos membros da família composta por salários.ção da participação. rendimentos do mercado informal ou autônomo. o companheiro. assim entendido. IV . 19. menor de 21 anos ou inválido. menor de 21 anos ou inválido. Renda Mensal Vitalícia e Benefício de Prestação Continuada. os pais. rendimentos auferidos do patrimônio. de 1993: conjunto de pessoas que vivem sob o mesmo teto. pró-labore. o filho não emancipado.família incapaz de prover a manutenção da pessoa com deficiência ou do idoso: aquela cuja renda mensal bruta familiar dividida pelo número de seus integrantes seja inferior a um quarto do salário mínimo. pensões alimentícias. o cônjuge. ressalvado o disposto no parágrafo único do art. o enteado e o menor tutelado equiparam-se a filho mediante comprovação de dependência econômica e desde que não possuam bens suficientes para o próprio sustento e educação. comissões.

compatível com a idade. Art. deve ser avaliada a existência da deficiência e o seu impacto na limitação do desempenho de atividade e restrição da participação social. salvo o da assistência médica. 6º A condição de internado advém de internamento em hospital. 5º O beneficiário não pode acumular o Benefício de Prestação Continuada com qualquer outro benefício no âmbito da Seguridade Social ou de outro regime. 7º O brasileiro naturalizado. observados os critérios estabelecidos neste Regulamento. sendo dispensável proceder à avaliação da incapacidade para o trabalho. abrigo ou instituição congênere e não prejudica o direito da pessoa com deficiência ou do idoso ao Benefício de Prestação Continuada. Art. Art. que não perceba qualquer outro benefício no âmbito da Seguridade Social ou de outro regime. 22 . nacional ou estrangeiro. salvo o da assistência médica. domiciliado no Brasil. é também beneficiário do Benefício de Prestação Continuada.§ 2º Para fins de reconhecimento do direito ao Benefício de Prestação Continuada de crianças e adolescentes até dezesseis anos de idade. idoso ou com deficiência.

dividida pelo número de seus integrantes. o idoso deverá comprovar: I . II .renda mensal bruta familiar do requerente. 4º. II . e 23 . e III .não possuir outro benefício no âmbito da Seguridade Social ou de outro regime. inferior a um quarto do salário mínimo. da Representação e do Indeferimento Seção I Da Habilitação e da Concessão Art. 8º Para fazer jus ao Benefício de Prestação Continuada. inferior a um quarto do salário mínimo. observado o disposto no § 2º do art. a pessoa com deficiência deverá comprovar: I .ser incapaz para a vida independente e para o trabalho. no caso de sua incapacidade para os atos da vida civil. A comprovação da condição prevista no inciso III poderá ser feita mediante declaração do idoso ou. Art. salvo o de assistência médica. dividida pelo número de seus integrantes.renda mensal bruta familiar. Parágrafo único.contar com sessenta e cinco anos de idade ou mais.CAPÍTULO II Da Habitação. 9º Para fazer jus ao Benefício de Prestação Continuada. do seu curador. da Manutenção. da Concessõa.

II . 10.certidão de casamento. Art. Para fins de identificação da pessoa com deficiência e do idoso e de comprovação da idade do idoso. 11.título declaratório de nacionalidade brasileira. Art. e II . Parágrafo único.certificado de reservista.certidão de nascimento. no caso de brasileiro naturalizado.carteira de identidade.carteira de identidade ou carteira de trabalho e previdência social. IV . deverá o requerente apresentar um dos seguintes documentos: I . 24 .não possuir outro benefício no âmbito da Seguridade Social ou de outro regime. A comprovação da condição prevista no inciso III poderá ser feita mediante declaração da pessoa com deficiência ou. Para fins de identificação da pessoa com deficiência e do idoso e de comprovação da idade do idoso. do seu curador ou tutor. salvo o de assistência médica. deverão ser apresentados os seguintes documentos: I . III .carteira de trabalho e previdência social. ou V .III . no caso de sua incapacidade para os atos da vida civil.

GPS. Art. ou IV .carteira de trabalho e previdência social com as devidas atualizações. confrontada com os documentos pertinentes.extrato de pagamento de benefício ou declaração fornecida por outro regime de previdência social público ou previdência social privada. O Cadastro de Pessoa Física deverá ser apresentado no ato do requerimento do benefício. 25 . no caso de Contribuinte Individual. em formulário instituído para este fim. assinada pelo requerente ou seu representante legal. ficando o declarante sujeito às penas previstas em lei no caso de omissão de informação ou declaração falsa. III . mas será condição para a concessão do benefício.guia da Previdência Social . II . § 1º Os rendimentos dos componentes da família do requerente deverão ser comprovados mediante a apresentação de um dos seguintes documentos: I .contracheque de pagamento ou documento expedido pelo empregador. A não inscrição do requerente no Cadastro de Pessoa Física no ato do requerimento não prejudicará a análise do processo administrativo. Parágrafo único. 13. A comprovação da renda familiar mensal per capita será feita mediante Declaração da Composição e Renda Familiar.Art. 12.

§ 4º Compete ao INSS e aos órgãos autorizados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. quando necessário. 4º.§ 2º O membro da família sem atividade remunerada ou que esteja impossibilitado de comprovar sua renda terá sua situação de rendimento informada na Declaração da Composição e Renda Familiar. § 7º Será considerado família do requerente em situação de rua as pessoas elencadas no inciso V do art. § 6º Quando o requerente for pessoa em situação de rua deve ser adotado. § 5º Havendo dúvida fundada quanto à veracidade das informações prestadas. inclusive de previdência. de pessoas com as quais mantém relação de proximidade. mediante consulta a cadastro específico. 26 . devendo. de emprego e renda do requerente ou beneficiário e dos integrantes da família. neste caso. na falta deste. o INSS ou órgãos responsáveis pelo recebimento do requerimento do benefício deverão elucidá-la. o endereço do serviço da rede sócioassistencial pelo qual esteja sendo acompanhado. a existência de registro de benefício previdenciário. § 3º O INSS verificará. ser relacionadas na Declaração da Composição e Renda Familiar. adotando as providências pertinentes. a existência de benefício ou de renda em nome do requerente ou beneficiário e dos integrantes da família. verificar junto a outras instituições. como referência. ou. desde que convivam com o requerente na mesma situação.

preferencialmente pelo requerente. órgãos autorizados ou diretamente em meios eletrônicos oficiais. Art. de 2 de dezembro de 2004. 14. tutor ou curador. § 1º O requerimento será feito em formulário próprio. INSS. § 4º A apresentação de documentação incompleta não constitui motivo de recusa liminar do requerimento do benefício. juntamente com os documentos necessários. O Benefício de Prestação Continuada deverá ser requerido junto às agências da Previdência Social ou aos órgãos autorizados para este fim. desde que nele constem os dados imprescindíveis ao seu processamento. A habilitação ao benefício dependerá da apresentação de requerimento. nos termos do Decreto nº 5.Art. Parágrafo único.296. 27 . 15. devendo ser assinado pelo requerente ou procurador. sempre de forma acessível. § 2º Na hipótese de não ser o requerente alfabetizado ou de estar impossibilitado para assinar o pedido. Os formulários utilizados para o requerimento do benefício serão disponibilizados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. § 3º A existência de formulário próprio não impedirá que seja aceito qualquer requerimento pleiteando o beneficio. será admitida a aposição da impressão digital na presença de funcionário do órgão recebedor do requerimento.

Na hipótese de não existirem serviços pertinentes para avaliação da deficiência e do grau de incapacidade no município de residência do requerente ou beneficiário. A concessão do benefício à pessoa com deficiência ficará sujeita à avaliação da deficiência e do grau de incapacidade. estabelecida pela Resolução da Organização Mundial da Saúde nº 54. sociais e pessoais. 17.Art. com base nos princípios da Classificação Internacional de Funcionalidades. § 3º As avaliações de que trata o § 1º serão realizadas. em 22 de maio de 2001. aprovada pela 54ª Assembléia Mundial da Saúde. respectivamente. § 4º O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e o INSS implantarão as condições necessárias para a realização da avaliação social e a sua integração à avaliação médica. segundo suas especificidades. fica assegurado o seu encaminhamento 28 . Art. Incapacidade e Saúde CIF. § 2º A avaliação médica da deficiência e do grau de incapacidade considerará as deficiências nas funções e nas estruturas do corpo.21. e a avaliação social considerará os fatores ambientais. § 1º A avaliação da deficiência e do grau de incapacidade será composta de avaliação médica e social. pela perícia médica e pelo serviço social do INSS. e ambas considerarão a limitação do desempenho de atividades e a restrição da participação social. 16.

aplicando-se o disposto no caput. devendo o INSS realizar o pagamento das despesas de transporte e diária. O Benefício de Prestação Continuada será devido a mais de um membro da mesma família enquanto atendidos os requisitos exigidos neste Regulamento. § 1º Caso o requerente ou beneficiário necessite de acompanhante. para fins de concessão do Benefício de Prestação Continuada a outro idoso da mesma família. Parágrafo único. A concessão do Benefício de Prestação Continuada independe da interdição judicial do idoso ou da pessoa com deficiência. Art. os profissionais deverão deslocar-se até o interessado. § 3º Caso o requerente ou beneficiário esteja impossibilitado de apresentar-se ao local de realização da avaliação da incapacidade a que se refere o caput. com recursos oriundos do Fundo Nacional de Assistência Social. 19.ao município mais próximo que contar com tal estrutura. Art. § 2º O valor da diária paga ao requerente ou beneficiário e seu acompanhante será igual ao valor da diária concedida aos beneficiários do Regime Geral de Previdência Social. 4º. a viagem deste deverá ser autorizada pelo INSS. O valor do Benefício de Prestação Continuada concedido a idoso não será computado no cálculo da renda mensal bruta familiar a que se refere o inciso VI do art. 29 . 18.

O Benefício de Prestação Continuada será devido com o cumprimento de todos os requisitos legais e regulamentares exigidos para a sua concessão. na forma da lei civil. No caso de o primeiro pagamento ser feito após o prazo previsto no caput. O Benefício de Prestação Continuada não está sujeito a desconto de qualquer contribuição e não gera direito ao pagamento de abono anual. 30 . Parágrafo único. O valor do resíduo não recebido em vida pelo beneficiário será pago aos seus herdeiros ou sucessores. com indicação do motivo. 20. não gerando direito à pensão por morte aos herdeiros ou sucessores. 23. Art. neste caso. 21. Parágrafo único. Art. Seção II Da Manutenção e da Representação Art. 22. devendo o seu pagamento ser efetuado em até quarenta e cinco dias após cumpridas as exigências.Art. Fica o INSS obrigado a emitir e enviar ao requerente o aviso de concessão ou de indeferimento do benefício. O Benefício de Prestação Continuada é intransferível. aplicar-se-á na sua atualização o mesmo critério adotado pela legislação previdenciária quanto à atualização do primeiro pagamento de benefício previdenciário em atraso. e.

Art. 28. Em nenhuma hipótese o pagamento do Benefício de Prestação Continuada será antecipado. não impede nova concessão do benefício desde que atendidos os requisitos exigidos neste Decreto.Art. dentre outras. § 2º O procurador. tutor ou curador do beneficiário deverá firmar. Art. 26. e sua validade deverá ser renovada a cada doze meses. 27. inclusive em razão do seu ingresso no mercado de trabalho. mediante comprovação do motivo da ausência do beneficiário. o pagamento será efetuado por órgãos autorizados pelo INSS. nas localidades onde não houver estabelecimento bancário. O benefício será pago diretamente ao beneficiário ou ao procurador. tutor ou curador. A cessação do Benefício de Prestação Continuada concedido à pessoa com deficiência. motoras ou educacionais e a realização de atividades não remuneradas de habilitação e reabilitação. O desenvolvimento das capacidades cognitivas. 24. O benefício será pago pela rede bancária autorizada e. perante o INSS ou outros órgãos autorizados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome termo de responsabilidade mediante o qual se 31 . § 1º O instrumento de procuração poderá ser outorgado em formulário próprio do INSS. 25. não constituem motivo de suspensão ou cessação do benefício da pessoa com deficiência. Art. Art.

o Código Civil. 30. tutela ou curatela. ressalvado o disposto no art. Não poderão ser procuradores: I .o incapaz para os atos da vida civil. 29. Art. e II . Somente será aceita a constituição de procurador com mais de um instrumento de procuração ou instrumento de procuração coletiva. Art. 32 . salvo se parentes do beneficiário até o segundo grau. sob pena de incorrer nas sanções criminais e civis cabíveis. 666 do Código Civil. sem prejuízo das providências que se fizerem necessárias para a apuração da responsabilidade e aplicação das sanções criminais e civis cabíveis. Art. principalmente o óbito do outorgante. poderão recusá-los. 31. Parágrafo único. subsidiariamente. Nas demais disposições relativas à procuração observar-se-á. Havendo indícios de inidoneidade acerca do instrumento de procuração apresentado para o recebimento do Benefício de Prestação Continuada ou do procurador.o servidor público civil e o militar em atividade.comprometa a comunicar qualquer evento que possa anular a procuração. nos casos de beneficiários representados por dirigentes de instituições nas quais se encontrem internados. tanto o INSS como qualquer um dos órgãos autorizados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

e o incapaz para os atos da vida civil que deverá ser representado por seu representante legal.quando for constituído novo procurador. No caso de transferência do beneficiário de uma localidade para outra. O beneficio devido ao beneficiário incapaz será pago ao cônjuge. admitindo-se.por morte do outorgante ou do procurador. Art. 34. ou VI .por interdição de uma das partes. na sua falta.por renúncia do procurador. declarando. tutor ou curador. por escrito que cancela a procuração existente. o procurador fica obrigado a apresentar novo instrumento de mandato na localidade de destino.Art. Art. II .pela expiração do prazo fixado ou pelo cumprimento ou extinção da finalidade outorgada. e por período não superior a seis me33 . III . desde que por escrito. mãe. 32. V . Não podem outorgar procuração o menor de dezoito anos. A procuração perderá a validade ou eficácia nos seguintes casos: I . 33. pai. tutor ou curador. 35. IV . exceto se assistido ou emancipado após os dezesseis anos.quando o outorgante passar a receber pessoalmente o benefício. Art.

§ 3º A procuração não isenta o tutor ou curador da condição original de mandatário titular da tutela ou curatela.ses. obrigatoriamente. o pagamento a herdeiro necessário. desde que comprovado o andamento do processo legal de tutela ou curatela. 36. no prazo de trinta dias. 34 . mediante termo de compromisso firmado no ato do recebimento. 24 também não constitui motivo para o indeferimento do benefício. O não atendimento das exigências contidas neste Regulamento pelo requerente ensejará o indeferimento do benefício. nesta hipótese. § 1º Do indeferimento do benefício caberá recurso à Junta de Recursos do Conselho de Recursos da Previdência Social. Seção III Do Indeferimento Art. § 1º O período a que se refere o caput poderá ser prorrogado por iguais períodos. a contar do recebimento da comunicação. § 2º A situação prevista no art. a procuração será outorgada mediante instrumento público. § 2º O tutor ou curador poderá outorgar procuração a terceiro com poderes para receber o benefício e.

Constituem garantias do SUAS o acompanhamento do beneficiário e de sua família. o protagonismo e a autonomia. 37. Municípios e. e a inserção destes à rede de serviços socioassistenciais e de outras políticas setoriais. § 1º O acompanhamento do beneficiário e de sua família visa a favorecer-lhes a obtenção de aquisições materiais. 2º deste Regulamento: I . sociais. 38. com os Estados. sem prejuízo do previsto no art.CAPÍTULO III Da Gestão Art. socieducativas. conjugal. de 1993. genético ou de afinidade. no que couber. desenvolver capacidades e talentos para a convivência familiar e comunitária. em conformidade com o art. Art. § 2º Para fins de cumprimento do disposto no caput. em articulação com o Distrito Federal. 35 .acompanhar os beneficiários do Benefício de Prestação Continuada no âmbito do SUAS.742. visando a inseri-los nos programas e serviços da assistência social e demais políticas. Compete ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. 11 da Lei nº 8. socioculturais para suprir as necessidades de subsistência. por intermédio da Secretaria Nacional da Assistência Social. o acompanhamento deverá abranger as pessoas que vivem sob o mesmo teto com o beneficiário e que com este mantém vínculo parental.

instituído na forma do art. 41. VI . de 1993.considerar a participação dos órgãos gestores de assistência social nas ações de monitoramento e avaliação do Benefício de Prestação Continuada. e no acompanhamento de seus beneficiários. gestão. VII .742. visando à facilidade de acesso e bem-estar dos usuários desses serviços. intergovernamentais e interinstitucionais que afiancem a completude 36 .destinar recursos do Fundo Nacional de Assistência Social para pagamento. operacionalização. monitoramento e avaliação do Benefício de Prestação Continuada. IV . informatização. operacionalização. como critério de habilitação dos municípios e Distrito Federal a um nível de gestão mais elevado no âmbito do SUAS. manutenção e revisão dos benefícios. em conformidade com o disposto no art. 24 da Lei n] 8. pesquisa.II .articular políticas intersetoriais.descentralizar recursos do orçamento do Fundo Nacional de Assistência Social ao INSS para as despesas de pagamento. com produção de dados e análise de resultados do impacto do Benefício de Prestação Continuada na vida dos beneficiários. III . sistemas de informação. bem como de acompanhamento de seus beneficiários.fornecer subsídios para a formação de profissionais envolvidos nos processos de concessão. monitoramento e avaliação do Benefício de Prestação Continuada.manter e coordenar o Programa Nacional de Monitoramento e Avaliação do Benefício de Prestação Continuada. V .

nas três esferas de governo. cessação.atuar junto a outros órgãos. desenvolver ações necessárias ao ressarcimento do benefício e participar de seu monitoramento e avaliação. com vistas ao aperfeiçoamento da gestão do Benefício de Prestação Continuada.realizar o pagamento de transporte e diária do requerente ou beneficiários e seu acompanhante. concessão. 17.realizar comunicações sobre marcação de perícia médica. na operacionalização do Benefício de Prestação Continuada: I . 4º. II . conceder.receber os requerimentos.realizar a avaliação médica e social da pessoa com deficiência. V . suspender ou fazer cessar o benefício.de atenção às pessoas com deficiência e aos idosos. e VIII . nos casos previstos no art. atuar nas contestações.742. com recursos oriundos do FNAS. de acordo com as normas a serem disciplinadas em atos específicos. 39. revisar. III . Art. em consonância com a definição estabelecida no inciso VI do art. 37 . suspensão.verificar o registro de benefícios previdenciários e de emprego e renda em nome do requerente ou beneficiário e dos integrantes do grupo familiar. de 1993. atendendo ao disposto no § 2º do art. IV . indeferimento. ressarcimento e revisão do beneficio. Compete ao INSS. manter. 24 da Lei nº 8.

efetuar o repasse de recursos para pagamento do benefício junto à rede bancária autorizada ou entidade conveniada. formulários e modelos de documentos necessários à operacionalização do Benefício de Prestação Continuada.analisar defesas.instituir. indeferimento. X . VIII . cessação. gerando relatórios gerenciais e subsidiando a atuação dos demais órgãos no acompanhamento do beneficiário e na defesa de seus direitos.apresentar ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome relatórios periódicos das atividades desenvolvidas na operacionalização do Benefício de Pres38 . e XI . suspensão. instruir e encaminhar os processos à Junta de Recursos. manutenção e pagamento do Benefício de Prestação Continuada. receber recursos pelo indeferimento e suspensão do benefício. IX . manutenção.participar juntamente com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome da instituição de sistema de informação e alimentação de bancos de dados sobre a concessão. ressarcimento e revisão do Benefício de Prestação Continuada. em conjunto com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. VII .submeter à apreciação prévia do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome quaisquer atos em matéria de regulação e procedimentos técnicos e administrativos que repercutam no reconhecimento do direito ao acesso.VI .

Art. que será mantido e coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.tação Continuada e na execução orçamentária e financeira dos recursos descentralizados. baseado em um conjunto de indicadores e de seus respectivos índices. 24 da Lei nº 8. como parte da dinâmica do SUAS. 40. II . § 1º O Programa Nacional de Monitoramento e Avaliação do Benefício de Prestação Continuada. de 1993. Estados. Compete aos órgãos gestores da assistência social dos Estados. em parceria com o Instituto Nacional do Seguro Social. promover ações que assegurem a articulação do Benefício de Prestação Continuada com os programas voltados ao idoso e à inclusão da pessoa com deficiência.o tratamento do conjunto dos beneficiários como uma população com graus de risco e vulnerabilidade social 39 . Distrito Federal e Municípios. Fica instituído o Programa Nacional de Monitoramento e Avaliação do Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social.o monitoramento da incidência dos beneficiários e dos requerentes por município brasileiro e no Distrito Federal. 41. CAPÍTULO IV Do Monitoramento e da Avaliação Art. compreende: I . por intermédio da Secretaria Nacional de Assistência Social. do Distrito Federal e dos Municípios. de acordo com o disposto no § 2º do art.742.

sua família e da região onde vive.a organização e manutenção de um sistema de informações sobre o Benefício de Prestação Continuada. implementação do Benefício de Prestação Continuada e impacto do benefício na redução da pobreza e das desigualdades sociais. do Distrito Federal e dos municípios para inclusão do beneficiário ao SUAS e demais políticas setoriais.a realização de estudos longitudinais dos beneficiários do Benefício de Prestação Continuada. e VII .variados. 40 . com vistas ao planejamento. V . III .o desenvolvimento de estudos intersetoriais que caracterizem comportamentos da população beneficiária por análises geo-demográficas. nos quais se inclui a tipologia das famílias dos beneficiários e das instituições em que eventualmente viva ou conviva. índices de mortalidade. entre outros. IV .a promoção de estudos e pesquisas sobre os critérios de acesso. estratificada a partir das características do ciclo de vida do requerente. morbidade. desenvolvimento e avaliação das ações.a instituição e manutenção de banco de dados sobre os processos desenvolvidos pelos gestores dos estados. § 2º As despesas decorrentes da implementação do Programa a que se refere o caput correrão à conta das dotações orçamentárias consignadas anualmente ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. VI .

quando for o caso. os Conselhos de Assistência Social e as Organizações Representativas de pessoas com deficiência e de idosos. 43. conforme dispõe o art. do Idoso. do Ministério Público e órgãos de controle social. 41 .Art.742. 44. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome deverá articular os Conselhos de Assistência Social. Qualquer pessoa física ou jurídica de direito público ou privado. ouvido o INSS. do Ministério da Previdência Social. 42. da Criança e do Adolescente e da Saúde para que desenvolvam o controle e a defesa dos direitos dos beneficiários do Benefício de Prestação Continuada. Parágrafo único. CAPÍTULO V Da Defesa dos Direitos e do Controle Social Art. da Pessoa com Deficiência. para avaliação da continuidade das condições que lhe deram origem. especialmente os Conselhos de Direitos. Art. de 1993. fornecendolhes informações sobre irregularidades na aplicação deste Regulamento. passando o processo de reavaliação a integrar o Programa Nacional de Monitoramento e Avaliação do Benefício de Prestação Continuada. do INSS. A reavaliação do benefício de que trata o caput será feita na forma disciplinada em ato conjunto específico do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e do Ministério da Previdência Social. é parte legítima para provocar a iniciativa das autoridades do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. 21 da Lei nº 8. O Benefício de Prestação Continuada deverá ser revisto a cada dois anos.

Qualquer cidadão que observar irregularidade ou falha na prestação de serviço referente ao Benefício de Prestação Continuada poderá comunicá-las às Ouvidorias do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e do Ministério da Previdência Social. Art. 45.Art. o INSS aplicará os procedimentos cabíveis. Parágrafo único. § 1º Ocorrendo as situações previstas no caput será concedido ao interessado o prazo de dez dias. 46. Constatada a prática de infração penal decorrente da concessão ou da manutenção do Benefício de Prestação Continuada. mediante notificação por via postal com aviso de recebimento. para oferecer defesa. CAPÍTULO VI Da Suspensão e da Cessação Art. 47. ou se verificada a não continuidade das condições que deram origem ao benefício. observadas as atribuições de cada órgão e em conformidade com as disposições específicas de cada Pasta. O Benefício de Prestação Continuada será suspenso se comprovada qualquer irregularidade na concessão ou manutenção. 42 . provas ou documentos de que dispuser. independentemente de outras penalidades legais. Eventual restrição ao usufruto do Benefício de Prestação Continuada mediante retenção de cartão magnético ou qualquer outra medida congênere praticada por terceiro será objeto das medidas cabíveis.

será aberto o prazo de trinta dias para interposição de recurso à Junta de Recurso do Conselho de Recursos da Previdência Social. de ato com dolo. por motivo de sua não localização. e III . 49.em caso de morte presumida ou de ausência do beneficiário. obrigará a tomada das medidas jurídicas 43 . o pagamento será suspenso até o seu comparecimento e regularização das condições necessárias à manutenção do benefício. II .em caso de morte do beneficiário. comunicando-se a decisão ao interessado. O pagamento do benefício cessa: I . caso não seja o recurso provido. ou. pelo beneficiário ou terceiros. Art.§ 2º Esgotado o prazo de que trata o § 1º sem manifestação da parte ou não sendo a defesa acolhida. § 3º Decorrido o prazo concedido para interposição de recurso sem manifestação do beneficiário.no momento em que forem superadas as condições que lhe deram origem. A falta de comunicação de fato que implique a cessação do Benefício de Prestação Continuada e a prática. será suspenso o pagamento do benefício e. o benefício será cessado. fraude ou má-fé. notificado o beneficiário. 48. Art. § 4º Na impossibilidade de notificação do beneficiário para os fins do disposto no § 1º. declarada em Juízo.

atualizado nos moldes do § 1º. em tantas parcelas quantas forem necessárias à liquidação do débito de valor equivalente a trinta por cento do valor do benefício em manutenção. 44 . § 2º Na hipótese de o beneficiário permanecer com direito ao recebimento do Benefício de Prestação Continuada ou estar em usufruto de outro benefício previdenciário regularmente concedido pelo INSS. observado o disposto no § 2º. o INSS tomará providências para inclusão do débito em Dívida Ativa. § 5º O valor ressarcido será repassado pelo INSS ao Fundo Nacional de Assistência Social.necessárias pelo INSS visando à restituição das importâncias recebidas indevidamente. § 4º Vencido o prazo a que se refere o § 3º. § 3º A restituição do valor devido poderá ser feita de uma única vez ou em até três parcelas. desde que a liquidação total se realize no prazo a que se refere o § 1º. no prazo de até noventa dias contados da data da notificação. independentemente de outras penalidades legais. poderá devolver o valor indevido de forma parcelada. § 1º O pagamento do valor indevido será atualizado pelo mesmo índice utilizado para o reajustamento dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social e deverá ser restituído. ressalvado o pagamento em consignação previsto no § 2º. sob pena de inscrição em Dívida Ativa.

Parágrafo único. 16. ficará restrita à avaliação médica. 45 . 16. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e o INSS terão o prazo até 31 de julho 2008 para implementar a avaliação da deficiência e do grau de incapacidade prevista no art. até que se cumpra o disposto no § 4º do art. 50.CAPÍTULOVII Das Disposições Gerais e Transitórias Art. A avaliação da deficiência e da incapacidade.

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bem como acompanhar e avaliar a sua execução.741. de 1º de outubro de 2003 . DE 17 DE JUNHO DE 2004 Dispõe sobre a composição. no uso das atribuições que lhe confere o art. de 4 de janeiro de 1994.842. de 28 de maio de 2003. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA .Estatuto do Idoso.683. 24 e 50 da Lei nº 10.CNDI. e nos arts. alínea “a”. órgão colegiado de caráter deliberativo. integrante da estrutura básica da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República. observadas as linhas de ação e as diretrizes conforme dispõe a Lei nº 10. incisos IV e VI. da Constituição. competências e funcionamento do Conselho Nacional dos Direitos do Idoso . estruturação. tem por finalidade elaborar as diretrizes para a formulação e implementação da política nacional do idoso. e tendo em vista o disposto na Lei nº 8. 84.109. D E C R E T A: CAPÍTULO I Da Finalidade e da Competência Art. 47 . e dá outras providências. 1º O Conselho Nacional dos Direitos do Idoso CNDI.DECRETO Nº 5.

propondo. sempre que necessário. IV . municipais e entidades não-governamentais. do Distrito Federal e Municipais dos Direitos do Idoso.acompanhar o reordenamento institucional. com a indicação das medidas a serem adotadas nos casos de atentados ou violação desses direitos. distrital e municipal e a atuação dos conselhos do idoso instituídos nessas áreas de governo. 2º Ao CNDI compete: I . II . bem como controlar e fiscalizar as ações de execução. as modificações nas estruturas públicas e privadas destinadas ao atendimento do idoso.avaliar a política desenvolvida nas esferas estadual. para tornar efetivos os princípios.elaborar as diretrizes.acompanhar a elaboraçã o e a execução da proposta orçamentária da União.dar apoio aos Conselhos Estaduais. instrumentos.Art. aos órgãos estaduais. as diretrizes e os direitos estabelecidos pelo Estatuto do Idoso. VI . III . indicando modificações necessárias à consecução da política formulada para a promoção dos direitos do idoso.apoiar a promoção de campanhas educativas sobre os direitos do idoso.zelar pela aplicação da política nacional de atendimento ao idoso. V . e 48 . normas e prioridades da política nacional do idoso. VII .

VIII . ainda: I . III .estimular a ampliaçã o e o aperfeiçoamento dos mecanismos de participação e controle social. nacionais e internacionais.acompanhar e avaliar a expedição de orientações e recomendações sobre a aplicação da Lei nº 10. Ao CNDI compete. II . por inter49 . IV .741.promover. Parágrafo único. que será aprovado pelo voto de. debates e pesquisas sobre a aplicação e os resultados estratégicos alcançados pelos programas e projetos de atendimento ao idoso. e V . desenvolvidos pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República. e dos demais atos normativos relacionados ao atendimento do idoso. no sentido de estabelecer metas e procedimentos com base nesses índices. do Distrito Federal e dos Municípios e a sociedade civil organizada na formulação e execução da política nacional de atendimento dos direitos do idoso. para monitorar a aplicação das atividades relacionadas com o atendimento ao idoso.promover a realização de estudos. em parceria com organismos governamentais e não-governamentais.promover a cooperação entre os governos da União. de 2003.elaborar o regimento interno. no mínimo. a identificação de sistemas de indicadores. dois terços de seus membros. dos Estados. nele definindo a forma de indicação do seu Presidente e Vice-Presidente.

50 . CAPÍTULO II Da Composição e do Funcionamento Art. b) do Trabalho e Emprego. h) da Previdência Social.médio de rede nacional de órgãos colegiados estaduais. c) da Educação. 3º O CNDI tem a seguinte composição. i) da Ciência e Tecnologia.um representante da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República e de cada Ministério a seguir indicado: a) das Relações Exteriores. territoriais e municipais. regionais. f) do Esporte. g) da Justiça. d) da Saúde. guardada a paridade entre os membros do Poder Executivo e da sociedade civil organizada: I . visando fortalecer o atendimento dos direitos do idoso. e) da Cultura.

serão indicados pelos titulares das entidades representadas. Orçamento e Gestão. com atuação no campo da promoção e defesa dos direitos da pessoa idosa. m) do Planejamento. e seus respectivos suplentes. serão designados pelo Secretário Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República.quatorze representantes de entidades da sociedade civil organizada. e n) das Cidades. § 3º Os representantes de que tratam os incisos I e II. serão aprovadas mediante resoluções. inclusive seu regimento interno. pelo menos. que tenham filiadas organizadas em. ser convidados a participar das reuniões do CNDI personalidades e representantes de entidades e órgãos públicos e privados. II .j) do Turismo. l) do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. § 1º Os representantes de que trata o inciso I. § 5º Poderão. § 2º Os representantes de que trata o inciso II. cinco unidades da Federação. e seus respectivos suplentes. distribuídas em três regiões do País. serão indicados pelos titulares dos órgãos representados. sem fins lucrativos. e seus respectivos suplentes. dos Poderes Legis51 . ainda. § 4º As deliberações do CNDI.

cuja competência e funcionamento serão definidos no ato de sua criação. publicado no Diário Oficial da União. § 4º O Ministério Público Federal poderá acompanhar o processo de escolha dos membros representantes das entidades da sociedade civil organizada. convocada especialmente para esta finalidade. 4º Os membros de que trata o inciso II do art. de caráter temporário. a serem submetidas ao plenário.lativo e Judiciário. § 2º O regimento interno do CNDI disciplinará as normas e os procedimentos relativos à eleição das entidades da sociedade civil organizada que comporão sua estrutura. Art. § 1º A eleição será convocada pelo CNDI. por meio de edital. por meio de novo processo eleitoral. podendo ser reconduzidos. Art. destinados ao estudo e elaboração de propostas sobre temas específicos. § 3º As entidades eleitas e os representantes indicados terão mandatos de dois anos. 3º deste Decreto serão representados por entidades eleitas em assembléia específica. sessenta dias antes do término do mandato dos seus representantes. bem como outros técnicos. Art. 6º A estrutura de funcionamento do CNDI compõese de: 52 . sempre que da pauta constar tema de suas áreas de atuação. 5º O CNDI poderá instituir comissões permanentes e grupos temáticos.

comissões permanentes e grupos temáticos.firmar as atas das reuniões e homologar as resoluções. II .constituir.convocar e presidir as reuniões do colegiado.I .Secretaria. 7º São atribuições do Presidente do CNDI: I . CAPÍTULO III Das Atribuições do Presidente Art. II .Plenário. e III . III . e IV .solicitar a elaboração de estudos. convocar reuniões e organizar o funcionamento das comissões permanentes e dos grupos temáticos. informações e posicionamento sobre temas de relevante interesse público. 8º Caberá à Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República prover o apoio administrativo e os meios necessários à execu- . CAPÍTULO IV Das Disposições Gerais Art.

acrescidos na composição do CNDI. Art. Art. Art. nas comissões permanentes e nos grupos temáticos será considerada função relevante. 3 o deste Decreto. 12. 14. o CNDI contará com recursos orçamentários e financeiros consignados no orçamento da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República. serão designados para o exercício da função até 3 de setembro de 2004.ção dos trabalhos do CNDI. 9º As despesas com os deslocamentos dos membros integrantes do CNDI. Art. A participação no CNDI. Art. 11. Art. As dúvidas e os casos omissos neste Decreto serão resolvidos pelo Presidente do CNDI. das comissões permanentes e dos grupos temáticos poderão correr à conta de dotações orçamentárias da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República. data em que encerrará o mandato de todos os seus membros. ad referendum do Colegiado. O CNDI reunir-se-á bimestralmente em caráter ordinário e extraordinariamente por convocação do seu presidente ou por requerimento da maioria de seus membros. 13. Os representantes a que se referem os incisos I e II do art. não remunerada. 10. das comissões permanentes e dos grupos temáticos. Para cumprimento de suas funções. 54 .

15. Art. e 4. 183º da Independência e 116º da República.Art. de 13 de maio de 2002. de 27 de junho de 2002. Ficam revogados os Decretos n o s 4. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.227.287. Brasília. 16. 17 de junho de 2004. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA José Dirceu de Oliveira e Silva 55 .

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de 1 o de outubro de 2003 (Estatuto do Idoso).seção: serviço realizado em trecho do itinerário do serviço de transporte. com fracionamento de preço.741. e tendo em vista o disposto na alínea “e” do inciso XII do art. DE 7 DE JULHO DE 2004 Regulamenta o art.130. no sistema de transporte coletivo interestadual. da Constituição. de 1º de outubro de 2003.serviço de transporte interestadual de passageiros: o que transpõe o limite do Estado. considera-se: I . 2º Para fins deste Decreto. Art. ferroviário e aquaviário. nos modais rodoviário. 84.741. 21 da Constituição. alínea “a”. 40 da Lei nº 10. incisos IV e VI.DECRETO Nº 5. e 57 . II . e no art. 40 da Lei n o 10. de 1 o de outubro de 2003. III . 1º Ficam definidos os mecanismos e os critérios para o exercício do direito previsto no art. no uso das atribuições que lhe confere o art. D E C R E T A: Art.idoso: pessoa com idade igual ou superior a sessenta anos.741. do Distrito Federal ou de T erritório. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA . e dá outras providências. 40 da Lei nº 10.

bilhete de viagem do idoso: documento que comprove a concessão do transporte gratuito ao idoso. 3º Ao idoso com renda igual ou inferior a dois salários-mínimos serão reservadas duas vagas gratuitas em cada veículo. com antecedência de .os serviços de transporte aquaviário interestadual. no que couber. Art.os serviços de transporte ferroviário interestadual de passageiros. respeitados os procedimentos da venda de bilhete de passagem. realizados nos rios. fornecido pela empresa prestadora do serviço de transporte. lagos. § 2º O beneficiário previsto no caput deste artigo deverá solicitar um único “Bilhete de Viagem do Idoso”. 58 . II . devendo dirigir-se aos pontos de venda da transportadora. e III . abertos ao público. inclusive travessias. que operam linhas regulares. podendo incluir no referido bilhete a viagem de retorno. três horas em relação ao horário de partida do ponto inicial do serviço de transporte. em linhas regulares. pelo menos. lagoas e baías. comboio ferroviário ou embarcação do serviço convencional de transporte interestadual de passageiros.IV .os serviços de transporte rodoviário interestadual convencional de passageiros. para possibilitar o ingresso do idoso no veículo. com ou sem sanitários. prestado com veículo de características básicas. em linhas regulares. § 1º Incluem-se na condição de serviço convencional: I .

3º . sob pena de perda do benefício. caso os assentos reservados não tenham sido objeto de concessão do benefício de que trata este Decreto. § 1º O desconto previsto no caput deste artigo estará disponível até três horas antes do início da viagem. o beneficiário deverá comparecer no guichê da empresa prestadora do serviço. § 6º O “Bilhete de Viagem do Idoso” e o bilhete com desconto do valor da passagem são intransferíveis. nos pontos de seção devidamente autorizados para embarque de passageiros. Art. 4º Além das vagas previstas no art. até trinta minutos antes da hora marcada para o início da viagem. no terminal de embarque. § 2º Quando a empresa prestadora do serviço efetuar a venda do bilhete de passagem com o desconto previsto 59 . o idoso com renda igual ou inferior a dois salários-mínimos terá direito ao desconto mínimo de cinqüenta por cento do valor da passagem para os demais assentos do veículo.§ 3º Na existência de seções. a reserva de assentos também deverá estar disponível até a mesma hora prevista no § 2º. as empresas prestadoras dos serviços poderão colocar à venda os bilhetes desses assentos. comboio ferroviário ou embarcação do serviço convencional de transporte interestadual de passageiros. § 4º Após o prazo estipulado no § 2º . § 5º No dia marcado para a viagem.

e nela constarão. e IX . II .no caput deste artigo. sendo que uma via será destinada ao passageiro e não poderá ser recolhida pela transportadora. as seguintes indicações: I . mediante acréscimo das seguintes informações: I .número do documento de identificação do beneficiário. IV . endereço da empresa prestadora do serviço.nome. VIII .denominação “Bilhete de Viagem do Idoso”. Art. II . deverá nele constar essa situação. 60 .data e horário da viagem.número da poltrona.origem e destino da viagem. V .desconto para idoso. em pelo menos duas vias. VI . no mínimo. III . VII . 5º O “Bilhete de Viagem do Idoso” será emitido pela empresa prestadora do serviço.nome do beneficiário. número de inscrição no CNPJ e data da emissão da autorização.número da autorização e da via.prefixo da linha e suas localidades terminais.nome do beneficiário.

extrato de pagamento de benefício ou declaração fornecida pelo INSS ou outro regime de previdência social público ou privado.carnê de contribuição para o Instituto Nacional do Seguro Social . 61 . II . Art.contracheque de pagamento ou documento expedido pelo empregador. com fé pública. permanecendo a mesma em poder da empresa prestadora do serviço nos trezentos e sessenta e cinco dias subseqüentes ao término da viagem. IV . e V . 6º No ato da solicitação do “Bilhete de Viagem do Idoso” ou desconto do valor da passagem. o interessado deverá apresentar documento pessoal que faça prova de sua idade e da renda igual ou inferior a dois salários-mínimos. III .documento ou carteira emitida pelas Secretarias Estaduais ou Municipais de Assistência Social ou congêneres.Art. que a comprove. § 1º A prova de idade do beneficiário idoso far-se-á mediante apresentação de qualquer documento pessoal. § 2º A comprovação de renda será feita mediante a apresentação de um dos seguintes documentos: I .Carteira de Trabalho e Previdência Social com anotações atualizadas.INSS. 7º A segunda via do “Bilhete de Viagem do Idoso” deverá ser arquivada.

por linha e por situação. As empresas prestadoras dos serviços de transporte deverão mensalmente informar as Agências Nacionais de Regulação dos Transportes Terrestre e Aquaviário. 10. 7 de julho de 2004. Parágrafo único.Parágrafo único. de acordo com as respectivas esferas de atuação dessas Agências. em suas respectivas esferas de atuação. 183º da Independência e 116º da República. 8º Os beneficiários de que trata este Decreto estão sujeitos aos procedimentos de identificação de passageiros ao apresentarem-se para embarque. Brasília. a movimentação de usuários titulares do benefício. de acordo com o estabelecido pelas Agências Nacionais de Regulação dos Transportes Terrestre e Aquaviário. sem prejuízo das demais sanções regulamentares e contratuais. Art. 9º O descumprimento ao disposto neste Decreto sujeitará o infrator a sanção de multa. em suas respectivas esferas de atuação. Este Decreto entra em vigor na data da sua publicação. O valor da multa será fixado em regulamento aprovado pela Diretoria das Agências Nacionais de Regulação dos Transportes Terrestre e Aquaviário. e das de natureza civil e penal. Art. produzindo efeitos a partir de 1 o de agosto de 2004. Art. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Alfredo Nascimento 62 .

520. para os efeitos do disposto no art. e eu. não sendo transmissível a dependentes e herdeiros. § 1º A pensão especial de que trata o caput é personalíssima. Faço saber que o PRESIDENTE DA REPÚBLICA adotou a Medida Provisória nº 373. Presidente da Mesa do Congresso Nacional. combinado com o art. correspondente a R$ 750. 1º Fica o Poder Executivo autorizado a conceder pensão especial. e será devida a partir da entrada em vigor desta Lei. Renan Calheiros.LEI Nº 11. até 31 de dezembro de 1986. 63 . que o Congresso Nacional aprovou. às pessoas atingidas pela hanseníase e que foram submetidas a isolamento e internação compulsórios em hospitais-colônia. de 2007 Dispõe sobre a concessão de pensão especial às pessoas atingidas pela hanseníase que foram submetidas a isolamento e internação compulsórios. de 2002-CN. vitalícia e intransferível. mensal.00 (setecentos e cinqüenta reais). com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 32. promulgo a seguinte Lei: Art. que a requererem. 62 da Constituição Federal. DE 18 DE SETEMBRO DE 2007 Conversão da Medida Provisória nº 373. 12 da Resolução nº 1. a título de indenização especial. de 2007.

e. § 4º Caberá ao Instituto Nacional do Seguro Social INSS o processamento. caso necessário. a Comissão poderá promover as diligências que julgar convenientes. conforme os índices concedidos aos benefícios de valor superior ao piso do Regime Geral de Previdência Social. com a atribuição de emitir parecer prévio sobre os requerimentos formulados com base no art. cuja composição. § 3º O requerimento referido no caput será endereçado ao Secretário Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República. 1º. observado o art. documentos. inclusive solicitar apoio técnico. pareceres e informações de órgãos da administração pública. 1º será concedida por meio de ato do Secretário Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República. a manutenção e o pagamento da pensão. prova pericial.§ 2º O valor da pensão especial será reajustado anualmente. assim como colher depoimentos de terceiros. após parecer da Comissão referida no § 1º. § 2º Para a comprovação da situação do requerente. 6º. será admitida a ampla produção de prova documental e testemunhal. § 3º Na realização de suas atividades. Art. § 1º Fica criada a Comissão Interministerial de Avaliação. nos termos do regulamento. 2º A pensão de que trata o art. organização e funcionamento serão definidos em regulamento. 64 .

3º A pensão especial de que trata esta Lei.SUS. Art. o INSS e a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República poderão celebrar convênios. Art. ressalvado o direito à opção. Parágrafo único. ajustes ou outros instrumentos que objetivem a cooperação com órgãos da administração pública e entidades privadas sem fins lucrativos. Art. 5º O Ministério da Saúde. 4º O Ministério da Saúde. voltadas à garantia de fornecimento de órteses. a fim de dar cumprimento ao disposto nesta Lei. 65 . em articulação com os sistemas de saúde dos Estados e Municípios. O recebimento da pensão especial não impede a fruição de qualquer benefício previdenciário. 6º As despesas decorrentes desta Lei correrão à conta do Tesouro Nacional e constarão de programação orçamentária específica no orçamento do Ministério da Previdência Social. Art. acordos.§ 4º As despesas referentes a diárias e passagens dos membros da Comissão correrão à conta das dotações orçamentárias dos órgãos a que pertencerem. bem como na realização de intervenções cirúrgicas e assistência à saúde por meio do Sistema Único de Saúde . próteses e demais ajudas técnicas. implementará ações específicas em favor dos beneficiários da pensão especial de que trata esta Lei. não é acumulável com indenizações que a União venha a pagar decorrentes de responsabilização civil sobre os mesmos fatos.

186º da Independência e 119º da República.9. 7º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.Art. Congresso Nacional. em 18 de setembro de 2007.2007 66 . Senador RENAN CALHEIROS Presidente da Mesa do Congresso Nacional Este texto não substitui o publicado no DOU de 19.

Plano de Ação para o Enfrentamento da Violência Contra a Pessoa Idosa Apresentação O Plano de Ação para o Enfrentamento da Violência Contra a Pessoa Idosa é resultado do esforço conjunto do governo federal. controle. instituir e efetivar. organização. mecanismos e instrumentos institucionais que viabilize o entendimento. em todos os níveis. o conhecimento e o cumprimento de política de garantia dos direitos. tendo em vista o resultado do planejamento. dentro de um enfoque do respeito. de tolerância e da convivência intergeracional. Pretende estabelecer as estratégias sistêmicas de ação. a Subsecretaria de Direitos Humanos (SDH/SG/PR) está empenhada em apoiar mudanças capazes de promover o efeti67 . coordenação. assim. Conselho Nacional dos Direitos dos Idosos (CNDI) e dos movimentos sociais. No cumprimento do papel que lhe cabe como gestor federal da Política Nacional dos Direitos Humanos. Busca-se. O plano constitui-se como um instrumento que reforça os objetivos de implementar a Política de Promoção e Defesa dos Direitos aos segmentos da população idosa do Brasil. revelando. sua importância. acompanhamento e avaliação de todas as etapas da execução das ações de prevenção e enfrentamento da violência contra a pessoa idosa. assim.

de 08 a 12 de abril de 2002. a II Assembléia Mundial do Envelhecimento. Mário Mamede Enfrentamento da Violência Contra a Pessoa Idosa: uma Questão de Direitos Humanos Passados 20 anos da realização da I Assembléia Mundial do Envelhecimento. assim como a necessidade de inclusão do idoso na vida social. ante o acelerado processo de envelhecimento da população. 68 . cultural. Políticas de inclusão para as pessoas idosas torna-se urgente não somente no Brasil. como também nos demais países do mundo. devendo ser destacada a necessidade de construção de uma rede de proteção a esse segmento populacional. econômica e política das sociedades. Tanto no primeiro como no segundo evento foi destacada como prioritária a aplicação da Declaração Universal dos Direitos Humanos. a Organização das Nações Unidas (ONU) realizou. Este plano comprova a eficácia de uma profícua parceria entre governo e sociedade.vo respeito dos direitos fundamentais por meio de ações conjuntas do governo e da sociedade. em Madri. na qual foi aprovado o Plano Internacional sobre o Envelhecimento 2002. bem como diante de um cada vez maior índice de expectativa de vida em um mundo perplexo diante dos desafios do processo de globalização. porquanto expõe um diagnóstico e aponta com simplicidade o que deve ser efetivado como estratégia de prevenção e enfrentamento à violência contra a pessoa idosa.

definidos como população de 60 anos e mais de idade.6% da população brasileira. há.No Brasil. os idosos. aproximadamente. Esse dado é altamente relevante porquanto a mudança na distribuição etária de um país altera o perfil das políticas sociais. programas e projetos relacionados à promoção dos direitos humanos dos idosos.4 milhões de idosos. hoje. alimentarem sentimento de afeto em relação aos seus algozes. Quando vítimas de maus-tratos praticados pelos familiares. notadamente quando se tem em vista que significativa parcela desse segmento encontra-se em situação de abandono ou sendo vítima de maus-tratos praticados na maioria das vezes pelos seus próprios familiares. 16. a ausência de políticas sociais direcionadas aos idosos em situação de risco traduz-se na própria negação dos direitos fundamentais da pessoa humana. As vítimas preferenciais são as mulheres idosas em razão da histórica marginalização a qual este gênero está submetido. tanto mais quando se tem em vista os tratados internacionais dos quais é signatária. 69 . muitas vezes. Diante desse quadro. Esse número de idosos já corresponde a mais de 9. do ano de 2003. e mais especialmente as idosas. em virtude de sua fragilidade física e emocional. exigindo estratégias e implementação de benefícios. temem denunciar os seus agressores por medo de sofrer represálias e também em virtude de. serviços. os quais a República Federativa do Brasil possui obrigação constitucional e moral de proteção. segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

de maneira que os cidadãos não tenham medo de denunciar qualquer situação de violência ou maus-tratos praticados contra o idoso. bem como o desenvolvimento de ações simples e consistentes. dessa forma. de 1o de outubro de 2003).Para evitar que as várias formas de violência contra as pessoas idosas seja banalizada na sociedade. as comunidades e o Estado a prevenirem e enfrentarem todo e qualquer tipo de violência praticada contra as pessoas de idade avançada. torna-se essencial desencadear um processo sólido de informações sobre os direitos desse segmento. efetivamente. Para que esse processo de informação e de ações dissemine-se pela sociedade.741. Período O plano está concebido para ser executado em dois anos. 10. 70 . torna-se necessário explicar às comunidades e os agentes públicos o papel das instituições que possuem a responsabilidade de proteger as pessoas idosas e estimular as autoridades responsáveis por essas instituições a agir adequadamente. Objetivo do Plano Promover ações que levem ao cumprimento do Estatuto do Idoso (lei nº. durante os quais seu monitoramento deverá permitir correção de rumos e sua ampliação por um período subseqüente. que tratem do enfrentamento da exclusão social e de todas as formas de violência contra esse grupo social. comprometendo.

3% do total dos habitantes. O fenômeno do envelhecimento no Brasil encontrase em processo de expansão.Definição de Conceitos Por pessoa idosa entende-se o indivíduo com 60 anos ou mais. quando já passa dos 72 anos. que cresceu 14%. A cada ano. representando 9. A Síntese dos Indicadores Sociais do IBGE (2003) assinala que havia 16.4% do total dos brasileiros. A esperança de vida ao nascer mais que dobrou do início do século XX.022. a população brasileira com mais de 60 anos aumentou duas vezes e meia (35%) a mais do que a população mais jovem. seguindo-se parâmetros demográficos nacionais e internacionais. No ano 2020 espera-se que o número de pessoas acima de 60 anos atinja 25 milhões e represente 11. para o início do século XXI.231 pessoas com 60 anos ou mais no país em 2002. quando era de 33 anos de idade. mais de 600 mil pessoas ingressam nesse grupo etário. o que evidencia o dinamismo do envelhecimento no país. De 199 1 a 2000. 71 .

de gênero. da força e da produção de danos contra a pessoa idosa”.” O objeto de atenção deste plano é o enfrentamento do “processo de exclusão social e o fenômeno de violência social. Estudos de diferentes culturas e de cunho comparativo entre países têm demonstrado que indivíduos de todos os status socioeconômicos. simbólicas e institucionais de uso de coerção.“O fenômeno do envelhecimento no Brasil veio para ficar. Segundo a Rede Internacional para a Prevenção dos Maus-Tratos contra o Idoso: “O mau-trato ao idoso é um ato (único ou repetido) ou omissão que lhe cause dano ou aflição e que se produz em qualquer relação na qual exista expectativa de confiança”. A partir da literatura nacional e internacional sabese que a violência contra a população idosa é problema universal. de grupos. de classes. ou ainda institucionais. psicológicas.” termos que neste documento serão usados como “processos de não reconhecimento do idoso como sujeito de direitos” e “as diferentes formas físicas. maus-tratos. Violência. uma conquista da qualidade de vida no país e um desafio que precisa ser enfrentado pelas famílias. configurando. que causem danos físicos. pela sociedade e pelo Estado. ao mesmo tempo. abusos contra os idosos são noções que dizem respeito a processos e a relações sociais interpessoais. etnias e religiões são 72 . mentais e morais à pessoa.

que se manifesta nas formas de comunicação e de interação cotidiana. a fragilidade própria da idade e do lugar social que ocupam. evidenciadas na aplicação ou omissão na gestão das políticas sociais pelo Estado e pelas instituições de assistência. muito mais vítimas que agressores. existe a pessoa idosa em situação de risco sujeita a várias formas de violência. emocional e financeira. torna-os. Se. no caso brasileiro. de miséria e de discriminação. e (c) suas expressões institucionais. Freqüentemente. que ocorre pela desigualdade social. No entanto. ao mesmo tempo. Nacional e internacionalmente há algumas categorias e tipologias padronizadas para designar as formas 73 . sexual. pessoa idosa agindo de forma violenta em relação ao seu contexto social. que ocorrem de várias formas: física. também. Assim como em muitos países do mundo.vulneráveis aos maus-tratos. pode existir. Esses estigmas e formas de discriminação têm vários focos de produção e de reprodução: (a) sua expressão estrutural. de menosprezo e de discriminação e de negligências. as violências contra a geração idosa manifestam-se em maneiras de tratá-la e representá-la. de domínio. (b) sua expressão interpessoal. uma pessoa de idade sofre. de um lado. reproduzindo relações assimétricas de poder. vários tipos de maus-tratos evidenciados por estudos analíticos de arquivos de emergências hospitalares e de institutos médico-legais. por outro lado. sobretudo. naturalizada nas manifestações de pobreza. cujo sentido pode-se resumir nos termos descartável e peso social.

violência psicológica ou maustratos psicológicos correspondem a agressões verbais ou gestuais com o objetivo de aterrorizar os idosos. relação sexual ou práticas eróticas por meio de aliciamento. restringir sua liberdade ou isolá-los do convívio social.mais freqüentes de violências praticadas contra a população idosa1: Abuso físico. 74 . humilhá-los. Abandono é uma forma de violência que se manifesta pela ausência ou deserção dos responsáveis governamentais. no dia 16 de maio de 2001. violência física ou ameaças. A classificação e a conceituação aqui descritas estão oficializadas no documento denominado Política Nacional de Redução de Acidentes e Violências. provocar-lhes dor. utilizando pessoas idosas. Abuso sexual. institucionais ou familiares de prestarem socorro a uma pessoa idosa que necessite de proteção. Abuso psicológico. maus-tratos físicos ou violência física dizem respeito ao uso da força física para compelir os idosos a fazerem o que não desejam. Esses agravos visam a obter excitação. para ferilos. aprovado como portaria do Ministério da Saúde. incapacidade ou morte. violência sexual referem-se ao ato ou ao jogo sexual de caráter homo ou hetero-relacional.

em particular.Negligência refere-se à recusa ou à omissão de cuidados devidos e necessários aos idosos. freqüentemente. sobretudo. Ela se manifesta. Diagnóstico Situacional A violência contra idosos é um fenômeno de notificação recente no mundo e no Brasil. Autonegligência diz respeito à conduta da pessoa idosa que ameaça sua própria saúde ou segurança. Esse tipo de violência ocorre. A negligência é uma das formas de violência contra os idosos mais presente no país. Pela primeira vez. para as que se encontram em situação de múltipla dependência ou incapacidade. no âmbito familiar. emocionais e sociais. associada a outros abusos que geram lesões e traumas físicos. pela recusa de prover cuidados necessários a si mesma. por parte dos responsáveis familiares ou institucionais. Abuso financeiro e econômico consiste na exploração imprópria ou ilegal dos idosos ou ao uso não consentido por eles de seus recursos financeiros e patrimoniais. os abusos de idosos foram descritos em revis75 . em 1975.

E se crescerem muito os dados estatísticos. bem depois que a preocupação com a qualidade de vida dos idosos entrou na agenda da saúde pública brasileira. por determinada causa. 1975). registra a situação em que a pessoa se internou em um hospital do SUS e o tratamento oferecido para seus agravos. por causa da obrigatoriedade da notificação de maus-tratos prevista a partir do Estatuto do Idoso. as quedas. a questão começou a ganhar a partir de 1990. contidos no documento “Autorização de Internação Hospitalar”. Dados sobre mortalidade de 2002 e de morbidade de 2004. a sociedade terá que se perguntar se aumentou a violência ou se melhorou o processo de notificação. por exemplo. em relação aos óbitos por doenças cardiovasculares. recentemente aprovado. ainda assim. ainda que as informações quantitativas e circunstanciadas avolumem-se a partir de agora. a respeito das violências e acidentes referentes à população idosa brasileira. por doenças respiratórias) e entre cada uma das causas específicas.000 nos mesmos grupos de idade. originados do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM). do Ministério da Saúde. por câncer. os suicídios. As informações são olhadas de várias formas. e do Sistema de Informações Hospitalares (SIH-SUS). No Brasil.tas científicas britânicas como espancamento de avós (Baker. o que se poderá comprovar é que a magnitude de tal fenômeno é muito mais extensa do que se poderia prever. Em proporção: as proporções são olhadas no total da mortalidade dos idosos (por exemplo. os acidentes de trânsito. 76 . Por taxas: calculam-se quantas pessoas morreram por 100. Por isso. os homicídios.

evidenciando uma pequena tendência de queda em relação ao início dos anos 90 do século XX.000 de mulheres.8% do total das mortes.000 óbitos de homens e 62.24%) de mulheres.5/100. para 100.Em 2002. no ano de 2000. confirmando um padrão brasileiro e internacional que evidencia maior risco de mortalidade por causas violentas para as pessoas do sexo masculino em todas as idades e também na velhice. Os fatores considerados acidentais são os que mais têm pesado nesse quadro. significando. das digestivas e das endócrinas. Nesse último ano. morreram 14.126 (34.847 (65. as mortes por violências e acidentes em idosos constituíram 2. por dia. Os acidentes de transportes e as quedas são as causas principais de mortes violentas dos idosos brasileiros.76%) foram de homens e 5. dos quais 9.2/100. em 2002. embora apresentem tendência a diminuir também. depois das denças do aparelho circulatório. cerca de 41 óbitos.6/100. 77 .973 idosos por acidentes e violências no país. das enfermidades respiratórias. As taxas de mortalidade por acidentes e violências que vitimaram os idosos caíram de 104.000.2/100. São eles os acidentes de transportes e as quedas. em 1991. Olhando-se todas as causas de óbito de idosos no Brasil. das neoplasias. ocupando o sexto lugar. O gráfico a seguir mostra esses dados.000. os números corresponderam a 147.

uso de medicamentos que costumam provocar algum tipo de alteração no equilíbrio. na visão. 2005. pois as quedas podem ser atribuídas a vários fatores: fragilidade física. Fonte: Ministério da Saúde. 2005. ou estão associadas à presença de enfermidades como osteoporose. Essas duas causas (acidentes de trânsito e quedas) fazem um ponto de confluência entre violências e acidentes. Claves/Fiocruz.Fonte: Minstério da Saúde. Claves/Fiocruz. Mas costumam também ser fruto da omissão e de negligência dos que deveriam prestar assis78 .

as lesões e os traumas provocados por meios de transporte e pelas quedas. como os homicídios. Considerando essa limitação. precisam ser incluídos em qualquer política pública que busque superar as violências cometidas contra idosos. nada se compara ao peso dos acidentes de trânsito e das quedas como fatores relevantes. No entanto. nas instituições e nas comunidades em que os idosos vivem. que ressalta uma elevada subnotificação de maus-tratos em todo o mundo. dificilmente podem ser atribuídos apenas a causas acidentais. Pelo contrário. por parte do sistema de saúde e das políticas sociais de proteção. fenômeno que segue o padrão da população em geral. que ressaltam uma tendência de crescimento e são muito mais significativas do que a média para a população brasileira.169 79 . Apenas ajudam a perceber a gravidade dos problemas e a observar onde devem ser realizados investimentos de prevenção e de cuidados.tência nas casas. A análise do Sistema de Informações Hospitalares do SUS revela que no ano de 2004 foram realizadas 108. e como os suicídios. Pode-se observar no gráfico anterior que há outras causas violentas na vitimação dos idosos. As informações sobre doenças. entende-se que as notificações existentes não permitem informações conclusivas sobre a magnitude dos agravos. lesões e traumas provocadas por causas violentas em idosos no Brasil ainda são pouco consistentes. As mortes. Essa falta de consistência é observada também pela literatura internacional.

80 por pessoa (hum mil e sessenta e nove reais e oitenta centavos).87%). sendo que 55. 19. e 0.069. Nas internações femininas pesa o grande número de quedas. a agressões. 3. O custo médio pago pelo SUS pelas internações hospitalares de idosos por causas relacionadas a acidentes e violências. em 2004. quando comparados com as mulheres. As cifras e a média de dias de hospitalização estão muito acima do que o SUS gasta com os tratamentos de seqüelas de acidentes e violências da população em geral: R$ 714.753). e 3. 18.5% causaram fraturas.15% da demanda na faixa de 70 a 79 anos e 34. mais mulheres (58.5%.6% provocaram lesões traumáticas.internações por violências e acidentes.0%. a acidentes de trânsito. provocados por violências e acidentes.42%/100. sobretudo a atropelamentos.8%. 3. luxações. Numa classificação por sexo.65%.69%/100. 6. 80 . amputações. Eles configuraram 43.5%.38% se deveram a quedas. 62. no grupo de 80 anos ou mais. que são logo ultrapassados pelas mulheres a partir de 70 anos. A mortalidade dos velhos que se internam em conseqüência de acidentes e violências também é muito mais elevada (5. Desse conjunto. A procura dos serviços hospitalares foi maior entre os homens com 60 a 69 anos (54.000) do que na população em geral (2. a lesões autoprovocadas.71 (setecentos e quatorze reais e setenta e um centavos) e cinco dias de internação. foi de R$ 1. E o tempo médio de internação foi de seis a sete dias. do que os homens (49.000).3% ferimentos.1%.114) utilizaram os serviços por motivos de saúde.

Por mais que impressione a magnitude dos números relativos aos 14.973 idosos mortos por violências e acidentes (cerca de 41 pessoas por dia) em 2002, e os 108.169 (cerca de 296 por dia) que foram internados por lesões e violências no mesmo período, os maus-tratos contra os idosos são em número muito mais elevados. Portanto, como já foi dito, os registros de morte e de morbidade referem-se, exclu sivamente, aos casos de lesões, traumas ou fatalidades que chegam aos serviços de saúde ou de segurança pública. Os dados estatísticos apenas constituem-se a ponta do iceberg de uma cultura relacional agressiva, de conflitos intergeracionais, de negligências familiares e institucionais. Dentre as várias formas de violência confirmadas por várias instituições, mas cujos registros são ainda muito fragmentados, destacam-se: 1. Os abusos financeiros e econômicos, que constituem a queixa mais comum nas delegacias, SOS idosos e em promotorias especializadas do Ministério Público.Referem-se, sobretudo, a disputas pela posse de bens dos idosos ou a dificuldades financeiras das famílias em arcar com a sua manutenção. Geralmente, são cometidos por familiares, em tentativas de forçar procurações que lhes dêem acesso a bens patrimoniais dos velhos; na realização de vendas de bens e imóveis sem o seu consentimento; por meio da expulsão deles do seu tradicional espaço físico e social do lar ou por seu confinamento em algum aposento mínimo em residências que por direito lhes pertencem, dentre outras formas de coação. Tais atos e atitudes vi81

sam, quase sempre, à usurpação de bens, objetos e rendas, sem o consentimento dos idosos. Mas, geralmente os maus-tratos são múltiplos: queixas de abuso econômico e financeiro associam-se a várias formas de maus-tratos físicos e psicológicos, que produzem lesões, traumas ou até a morte. 2. Os abusos financeiros por parte do próprio Estado quando frustra expectativa de direitos ou se omite na garantia desses direitos. Exemplos comuns ocorrem nas freqüentes dificuldades relacionadas a aposentadorias, pensões e concessões devidas. Isso ocorre, também, com empresas de comércio e prestadoras de serviços, sobretudo, bancos e lojas. Os campeões das queixas dos idosos são os planos de saúde por aumentos abusivos e por negativas de cobertura de determinados serviços essenciais; estelionatários e de outros abusadores que tripudiam sobre sua vulnerabilidade física e econômica em agências bancárias, caixas eletrônicos, nas lojas, na rua, nas travessias ou nos transportes. Roubos de cartões, cheques, dinheiro e objetos, de forma violenta ou sorrateira são também crimes muito notificados nas delegacias de proteção. 3. A violência estrutural que vitima os idosos é resultante da desigualdade social, da penúria provocada pela pobreza e pela miséria e a discriminação que se expressa de múltiplas formas. No Brasil, apenas 25% dos idosos aposentados vivem com três salários mínimos ou mais. Portanto, a maioria deles é pobre e muitos são miseráveis. Embora a questão social seja um problema muito mais amplo do que o que aflige os mais velhos, eles são o grupo mais vulnerável (junto com as crianças) por cau82

sa das limitações da idade, pelas injunções das histórias de perdas e por problemas de saúde e de dependência, situações que na velhice são extremamente agravadas. Estudos mostram que os idosos mais pobres são os que têm mais dificuldades de acesso aos serviços de saúde, sofrem mais problemas de desnutrição e são deixados ao desamparo e ao abandono em asilos, nas ruas ou mesmo nas suas casas. Muitas vezes, o abandono ou a falta de assistência de que são vítimas têm como causa principal, a pobreza e a miséria das suas famílias, absolutamente sem condições de lhes propiciar o apoio de que precisam. 4. A violência institucional no Brasil ocupa um capítulo muito especial sobretudo nas instituições públicas de prestação de serviços e nas entidades públicas e privadas de longa permanência de idosos. No nível das instituições de prestação de serviços, as de saúde, assistência e previdência social (as que pela Constituição configuram os instrumentos da seguridade social) são campeãs de queixas e reclamações, nas delegacias e promotorias de proteção aos idosos. Além de, freqüentemente, a assistência ser exercida por uma burocracia impessoal que reproduz a cultura de discriminação por classe, por gênero e por idade, a maioria dos serviços públicos não estão equipados e nem possuem pessoas preparadas e em número suficiente para o atendimento aos idosos. 5. Muitas instituições de longa permanência, em que pesem exceções importantes, perpetram e reproduzem abusos, maus-tratos e negligências que chegam a produzir mortes, incapacitações e a acirrar processos mentais de depressão e demência. Em muitos asilos e clínicas,
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em segundo lugar. faltando-lhes alimentação. por problemas de espaço físico e por dificuldades financeiras que costumam se somar a um imaginário social que considera a velhice como “decadência” e os idosos como “passados” e “descartáveis”. No primeiro caso. destituídas de qualquer poder e vontade. apesar de 26% dos lares brasileiros hoje contarem com pelo menos um idoso. Por ordem de freqüência estão em primeiro lugar. Hoje. Pesquisas feitas em várias partes do mundo revelam que cerca de 2/3 dos agressores são filhos e cônjuges. quase inexiste a necessária vigilância e fiscalização desses estabelecimentos. as pessoas são maltratadas. as 84 . despersonalizadas. os filhos homens mais que as filhas. poucas casas estão materialmente adaptadas a ele. 6. No entanto. São particularmente relevantes os abusos e negligências que se perpetuam por choque de gerações. A violência familiar contra idosos é um problema nacional e internacional. higiene e cuidados médicos adequados. Existem duas formas de abuso mais freqüentes nas famílias: as negligências em relação a suas necessidades específicas quanto ao ambiente e as relacionais. já se tem um perfil do abusador de idosos. a não ser quando ocorre um escândalo ou alguma denúncia intensamente alardeada pela imprensa. O resultante disso é que a maioria das quedas que leva à morte ou internações (fato constatado nos dados citados anteriormente) ocorre nos lares.mesmo em estabelecimentos públicos ou conveniados com o Estado. freqüentemente. Mas é no ponto de vista relacional que a falta de preparação ou os preconceitos e as negligências tornam-se mais gritantes.

Na rua. sobretudo quando apresentam problemas de esquecimento. necessitando de cuidados intensivos em suas atividades da vida diária. os idosos mais vulneráveis são os dependentes física ou mentalmente. A caracterização do agressor revela alguns perfis e circunstâncias: (1) ele vive na mesma casa que a vítima. (3) é um familiar que responde pela manutenção do idoso sem renda própria e suficiente. os homens são as vítimas preferenciais. No que concerne à especificidade de gênero. Mas ele precisa aperfeiçoar-se. (6) é um cuidador com problema de isolamento social ou de transtornos mentais. Em conseqüência dos maus-tratos. em terceiro. desordem pós-traumática. todas as investigações mostram que. muitos idosos passam a sentir depressão. confusão mental. incontinência. Em ambos os sexos. que abandonou a família ou foi muito agressivo e violento no passado. o cônjuge. no interior da casa.noras e os genros e. sentimentos de culpa e negação das ocorrências e situações que os vitimam e a viver em desesperança. (2) é um filho(a) dependente financeiramente de seus pais de idade avançada. dificuldades de locomoção. alienação. Esse diagnóstico é uma síntese de estudos mais aprofundados e já divulgados no país. (5) é alguém que se vinga do idoso que com ele mantinha vínculos afetivos frouxos. proporcionalmente. (4) é um abusador de álcool e drogas. as mulheres. ou alguém que pune o idoso usuário dessas substâncias. o que deverá ocorrer na medida em que haja investimento tanto nas políticas sociais de proteção 85 . alterações no sono. são mais abusadas que os homens.

O plano de ação deve ser acompanhado e avaliado desde o início de sua implantação.ao idoso. 2. 86 . correção de rumos e sua continuidade. monitorador e avaliador das diversas instâncias. 4. Apesar do incipiente conhecimento sobre o assunto. os dados existentes permitem já traçar propostas de ação que. O foco central da atuação deve ser a plena aplicação do Estatuto do Idoso em que a legislação consagra o reconhecimento dos seus direitos e do seu lugar muito especial desses cidadãos na sociedade brasileira. como em investigações que adotem foco estratégico dirigido a problemas específicos. farão diferenças significativas para os idosos brasileiros. Diretrizes de Ação Este plano assinala algumas diretrizes fundamentais para a implementação das ações propostas: 1. As ações do plano devem ser realizadas dentro de um processo de descentralização e pacto federativo e de intersetorialidade. para que o seu monitoramento garanta a factibilidade das propostas. se cumpridas. participante. porém. 3. O princípio básico de todas as ações do plano deve ser a garantia da presença e do protagonismo do idoso como proponente.

tenderá a se acelerar no Brasil. etapa durante a qual o seu monitoramento indicará os passos subseqüentes a serem trilhados. 4. Espaço Cultural Coletivo O Estatuto do Idoso. é preciso considerar a importância da contribuição do idoso em todas as esferas públicas e privadas. Espaço público. Elas são de várias ordens. Portanto. Espaço cultural coletivo. remetendo a mudanças 87 . Fundamentadas no diagnóstico situacional. que prevê um país generoso com os seus velhos.Propostas de Ação Este plano de ação adota algumas prioridades e é datado para dois anos. qualidade de vida. Espaço familiar. modificando hábitos. A primeira e essencial é a consciência de que o envelhecimento é um fenômeno que veio para ficar e que. 2. proteção e cuidados. Espaço institucional. tem problemas com a prática. 1. as prioridades de ação estão descritas por quatro categorias de espaço socioambiental e cultural: 1. assim como políticas específicas voltadas a seu bem-estar. nos próximos 50 anos. usos e costumes. 3. Essa consciência precisa crescer em toda a sociedade.

tendo como tema o envelhecimento e o Estatuto do Idoso. No trânsito. Três problemas são cruciais: o estado depredado das calçadas ou a sua inexistência. No entanto.culturais que necessitam da intervenção política e gerencial do Estado. MDS. têm direito de ir e vir no espaço público. MCT. Estabelecimento de parceria com a mídia para divulgação das políticas. 2. como toda a população brasileira. da sociedade e dos próprios idosos para que se acelerem. a falta de acesso a transporte ou o tratamento discriminatório por parte de motoristas e cobradores e a organização do trânsito. Realização de fóruns em todas as Unidades da Federação para a discussão da temática “envelhecimento e família”. Espaço Público Os idosos. Ações Estratégicas Mobilização da mídia em âmbito nacional. MEC. os idosos passam por uma combinação de desvantagens: dificuldades de movimentos. Responsáveis: SEDH/PR. seminários e outras iniciativas voltadas à garantia dos direitos dos idosos. passear e se divertir. a maioria de nossas cidades e áreas rurais não lhes oferece segurança para sair de casa. planos de ação. estadual e local. próprias da idade somam-se à falta de respeito e mesmo a violências impingidas por motoristas e à 88 .

As pessoas mais velhas ressentem-se também da forma como são tratadas nas travessias e nos transportes públicos. é preciso ter em conta a alta relevância de preparar melhor os dispositivos e sinais nas ruas e nas travessias nas cidades. Sendo os acidentes e violências no trânsito a primeira causa externa específica de morte nesse grupo etário. visando ações concretas de melhoria do espaço público e de formação dos agentes sociais. É de extrema importância. 89 . promover campanhas educativas. notadamente. Articulação entre a SEDH e o Ministério das Cidades. tendo em vista a qualidade de vida dos idosos. os idosos queixam-se das longas esperas nos pontos de ônibus e aos arranques desferidos por motoristas que não os esperam acomodarem-se em assentos.negligência do poder público. colocar conteúdos sobre os direitos dos idosos nas escolas de formação de motoristas. Quando usam transportes públicos. Recuperação e construção de espaços públicos acessíveis. a que têm direito por lei. mobilizar os empresários do setor e punir os agressores. institucionais e individuais que os desrespeitam e os penalizam nos transportes públicos. de calçadas. por meio de estímulos e orientações aos municípios brasileiros. Ações Estratégicas Campanhas de mobilização nacional sobre a situação específica dos idosos. em humilhação e discriminação. com foco nos motoristas de veículos de concessão pública e os privados. que levem em conta as especificidades dos idosos. tornando o privilégio da “gratuidade do passe”.

Pelo fato de a família ser. sobretudo. Articulação com empresas de transporte público. portanto. ao respeito e à proteção da população idosa em seus veículos. no Brasil. mas. merece ser foco de atenção em múltiplos sentidos: em termos de mudança cultural na forma de conceber a relação com a pessoa idosa. Prova das dificuldades é o fato de que é nesse espaço que ocorre a maioria das violências físicas. MCT. 3. visando à segurança de todos. visando ao treinamento e à fiscalização de motoristas e cobradores em relação aos direitos. essa não é uma tarefa natural. O espaço familiar. Responsáveis: SEDH/PR.Orientação para que os municípios possam adequar os sinais e os espaços de travessia. é preciso investir muito na sua competência para abrigálos com respeito e dignidade. Denatran. MC. econômicas e sexuais. Embora possa parecer obvio à primeira vista. Espaço Familiar Mais de 95% dos idosos residem com as famílias ou em suas próprias casas. na preparação da casa para maior se90 . Articulação com o Denatran. Detrans e Ministério Público para garantir sinalização adequada nas vias públicas. MEC. Introdução da temática do uso do espaço público por idosos nos cursos de treinamento e formação de motoristas. o locus privilegiado de moradia e de cuidado dos idosos de todas as classes sociais. dos idosos. psicológicas.

10% dos municípios. Ações Estratégicas Fazer parcerias com a mídia (escrita. apoio e atendimento das necessidades familiares decorrentes do envelhecimento. na formação de cuidadores familiares para os idosos dependentes. Responsáveis: SEDH/PR. especialmente pela disponibilização de empréstimos subsidiados para a realização dessas adaptações. MDS. Promoção de cursos para familiares cuidadores de idosos. pelo menos. Promoção de fóruns de discussão para famílias sobre a situação e a condição dos idosos em todas as capitais do país. MC. A partir de fóruns estaduais. 91 . na proteção do Estado para as famílias que não têm condições de cuidar dos seus velhos. falada e televisionada) para colocar as questões do envelhecimento e o impacto desse processo nas famílias. Adequação das moradias aos idosos.gurança. Capacitação das equipes de Saúde da Família e dos agentes de saúde para correta orientação. iniciar um processo de interiorização da discussão do envelhecimento e a família para. Articulação com empresas de material de construção para que promovam a acessibilidade de material e campanhas da casa segura para idosos. MS. MCT.

pela forma com que os atendem ou negligenciam atenção. É necessária uma revolução na maneira tradicional e impessoal de tratá-los. Ações Estratégicas Implantação do Disque Direitos Humanos Nacional. como já foi dito. No caso dos primeiros. Mas as áreas de educação e de ciência e tecnologia também precisam ser acionadas e se engajarem. de educação. para produzir informações e formação adequadas ao novo perfil demográfico do país. Exemplos múltiplos de insensibilidade e de desrespeito. de formação e de equiparação dos espaços para servirem adequadamente os idosos. vêm sendo notificados aos órgãos que recebem denúncias. de assistência social e previdência. No caso das instituições de longa permanência. visando a um real diagnóstico e a propostas de reformulação em prol dos idosos. são necessários investimentos em fóruns de debate e grupos de trabalho. de ciência e tecnologia e de atendimento de longa duração. Estimular pelo menos 50% dos Estados e 10% dos municípios a organizar um fluxo efetivo de encaminhamento e solução das queixas 92 . evidenciando-se que os serviços públicos de saúde (junto com os planos de saúde) e de previdência são os que provocam maiores sofrimentos aos idosos. é urgente a necessidade de adequação cultural. atendendo ao diagnóstico da situação atual de pouco conhecimento específico e de falta de preparação dos profissionais.4. Espaço Institucional A questão institucional aqui abrange os serviços de saúde.

dos idosos sobre abusos. Criação e fortalecimento da rede de serviços de apoio às famílias que possuem idosos em seus lares (centro de convivência. violências e negligências. Criar mecanismos de eliminação das filas para idosos nos bancos e no INSS. inclusive. Inclusão de conteúdo sobre direito dos idosos nas grades de disciplinas do ensino fundamental. oficina abrigada de trabalho. 20% dos municípios brasileiros.948/96) Capacitação de 20 mil cuidadores de idosos. 93 . utilizandose. atendimento domiciliar – art. centro de cuidados diurno. a rede de agentes de saúde. Estabelecimento de convênio de cooperação técnica com o MEC para garantir a alfabetização dos idosos em estados e municípios. Capacitação de todos os integrantes dos conselhos estaduais e municipais instalados e em funcionamento. Estimulo à instalação de conselhos de idosos em todos os Estados e. Integração da população idosa no Projeto de Mobilização do Registro Civil de Nascimento. Capacitação de gestores e dirigentes de instituições de atendimento ao idoso. maus-tratos. 4º do decreto 1. em pelo menos.

(d) o acompanhamento e monitoramento deste Plano de Ação. (b) abusos e negligências em instituições de longa permanência. Aprovação da Política Nacional sobre Instituições de Longa Permanência. MEC. Responsáveis: SEDH/PR. (c) pesquisa e desenvolvimento de tecnologias assistivas para inclusão social. 94 . Embora não atinja todos os problemas diagnosticados. democrático e ético. primeiro com atores sociais do próprio grupo etário e com o engajamento da sociedade que. MCT. conta. e (e) avaliação de experiências bemsucedidas no estabelecimento de fluxos para encaminhamento e solução de negligências e violências contra idosos. este plano pretende ser um efetivo instrumento de ação. em dois anos. Aprovação da Resolução da Anvisa para credenciamento e fiscalização das instituições de longa permanência. oferecendo a essa faixa da população uma resposta progressiva a suas necessidades e demandas. Para isso. estará ampliando seu patrimônio cultural. MPS. mudanças substanciais em pontos nevrálgicos para o enfrentamento da violência contra os idosos. ao promover o respeito à sabedoria e à experiência dos velhos. um edital que priorize ações estratégicas sobre (a) a situação das famílias que possuem idosos em seus lares. provocando. Estabelecer.Realização de um congresso nacional sobre instituições de longa permanência. no âmbito dos ministérios que integram o CNDI.

inciso IV. no uso da atribuição que lhe confere o art. e tendo em vista o disposto na Medida Provisória nº 373. DE 24 DE JULHO DE 2007 Regulamenta a Medida Provisória nº 373. da Constituição. 2º O pedido de concessão da pensão deverá ser endereçado diretamente ao Secretário Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. D E C R E T A: Art. 84. às pessoas atingidas pela hanseníase e que foram submetidas a isolamento e internação compulsórios em hospitais-colônia. vitalícia e intransferível. que dispõe sobre a concessão de pensão especial às pessoas atingidas pela hanseníase que foram submetidas a isolamento e internação compulsórios. a quem cabe decidir sobre o pedido. conforme modelo anexo a este Decreto. Art. 1º Este Decreto regulamenta a Medida Provisória nº 373. mensal. de 24 de maio de 2007.DECRETO Nº 6. de 24 de maio de 2007. 95 . deverão ser apresentados todos os documentos e informações comprobatórios dos requisitos para concessão da pensão especial em posse do requerente. de 24 de maio de 2007. que dispõe sobre a concessão de pensão especial. até 31 de dezembro de 1986 e que a requererem. § 1º Conjuntamente com o requerimento.168.

§ 2º Poderá acompanhar os trabalhos da Comissão Interministerial de Avaliação. um representante das pessoas atingidas pela hanseníase.Ministério da Previdência Social. Orçamento e Gestão. na qualidade de observador convidado. IV .Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República.Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. 96 .Ministério da Saúde. 2º da Medida Provisória nº 373. Art. indicado pela entidade nacional de defesa de direitos dos ex-internos dos hospitais-colônia. será composta por representantes dos órgãos a seguir indicados: I . 3º A Comissão Interministerial de Avaliação instituída pelo art. que a coordenará. III . de que trata o art. 3º. a serem designados pelo Secretário Especial dos Direitos Humanos.Ministério do Planejamento.§ 2º Os requerimentos apresentados na forma deste artigo serão submetidos à Comissão Interministerial de Avaliação. e V . II . de 2007. § 1º Cada órgão indicará um representante titular e respectivo suplente.

de 2007. e c) encaminhar ao Secretário Especial dos Direitos Humanos os processos nela instaurados. com parecer conclusivo quanto ao enquadramento dos interessados na condição de beneficiários da pensão especial de que trata o art.no prazo de sessenta dias contados da designação de seus membros: a) elaborar e submeter ao Secretário Especial dos Direitos Humanos. 1º da Media Provisória nº 373. e c) elaborar formulário para levantamento de dados relativos aos beneficiários. plano de ação e cronograma de trabalho para a consecução de seus objetivos. 97 . 1º da Medida Provisória nº 373.Art. b) elaborar e aprovar seu regimento interno. II . b) realizar as diligências e produzir as provas necessárias à instrução dos processos. para aprovação. 4º A Comissão Interministerial de Avaliação deverá: I .durante suas atividades: a) instaurar processos administrativos para verificação do enquadramento dos interessados na condição de beneficiários da pensão especial de que trata o art. de 2007. a ser utilizado na coleta de informações para orientar a implementação de ações de saúde e assistência a serem dirigidas a eles.

5º O apoio administrativo e os meios necessários à execução dos trabalhos da Comissão Interministerial de Avaliação serão fornecidos: I . no caso de haver novo requerimento de interessado.pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos para fins de organização de suas atividades em Brasília. Art. § 2º Após o encerramento de seus trabalhos. e II . e b) elaborar cadastro das pessoas atingidas pela hanseníase que foram submetidas a isolamento e internação compulsórios em hospitais-colônia.pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Nacional do Seguro Social . contendo as informações referidas na alínea “c” do inciso I.INSS para fins de realização de diligên98 .III . para decisão final. a Comissão Interministerial de Avaliação poderá ser convocada extraordinariamente pelo Secretário Especial dos Direitos Humanos para realização das atividades previstas no inciso II. § 1º A Comissão Interministerial de Avaliação encerrará os seus trabalhos por ato do Secretário Especial dos Direitos Humanos após a conclusão das atividades previstas na alínea “c” do inciso II e no inciso III.ao final de suas atividades: a) apresentar relatório contendo a relação completa dos processos submetidos ao Secretário Especial dos Direitos Humanos.

principalmente o óbito do outorgante. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. 7º Após a concessão da indenização. § 1º O mandato do procurador a que se refere o caput deverá ser renovado. 6º A participação na Comissão Interministerial de Avaliação será considerada função relevante. Art. desde que acompanhado de novos elementos de convicção. 10. Art. inclusive eventuais obrigações retroativas. termo de responsabilidade mediante o qual se comprometa a comunicar qualquer evento que possa prejudicar a procuração. Art. o procedimento administrativo será enviado ao INSS para início do pagamento da pensão. § 2º O procurador do beneficiário deverá firmar. Art. quando poderá ser constituído procurador especialmente para este fim.cias e outras atividades necessárias à consecução de seus objetivos nas demais localidades. não remunerada. pelo menos. 8º A indenização será paga diretamente ao beneficiário. Art. a cada doze meses. sob pena de incorrer nas sanções cabíveis. salvo em caso de justo motivo. 99 . 9º Da decisão do Secretário Especial dos Direitos Humanos cabe um único pedido de revisão. perante o INSS.

24 de julho de 2007. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Dilma Rousseff 100 . 186º da Independência e 119º da República.Brasília.

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