1 - Como funciona o processo de Ação de cobrança de Condomínios? 1.

1 - Da Ação Judicial
Cabe ao síndico arrecadar as contribuições devidas de maneira amigável; não atendido, poderá promover contra o condômino a cobrança judicial de quaisquer quantias devidas ao condomínio. Art. 12. Cada condômino concorrerá nas despesas do condomínio, recolhendo, nos prazos previstos na Convenção, a quota-parte que lhe couber em rateio. (Lei 4.591/64) A lei federal 11.232/2005 (Código de Processo Civil) transforma a fase processual e a de execução em uma só ação. Com isso, facilitou o andamento do processo, pois, agora, a partir de junho de 2006, para a cobrança da dívida não é mais necessário entrar com um novo pedido. Se houver acordo entre as partes, uma ação de cobrança judicial pode ser resolvida em primeira instância. Este processo demora seis meses, em média. Por outro lado, pode demorar até cinco anos para percorrer todas as instâncias. Não é necessário que o condomínio tenha Convenção registrada para entrar com uma ação na Justiça. A Convenção só precisa ser registrada para ter validade junto a terceiros (não-condôminos). Os honorários advocatícios geralmente ficam entre 10 e 20% do valor da ação. Em muitas cidades brasileiras, o Juizado Especial Cível, antigo Tribunal de Pequenas Causas, pode ser usado para ações de cobrança de até 40 salários mínimos e que não apresentem muita dificuldade processual. Enunciado 9 (FONAJE)- O condomínio residencial poderá propor ação no Juizado Especial, nas hipóteses do art. 275, inciso II, item b, do Código de Processo Civil. Art. 275/CPC. Observar-se-á o procedimento sumário: II - nas causas, qualquer que seja o valor (Retificado) (Redação dada pela Lei nº 9.245, de 26.12.1995) b) de cobrança ao condômino de quaisquer quantias devidas ao condomínio; Mesmo com a ação favorável ao condomínio, a dívida pode demorar a ser quitada. Apesar do inadimplente ter 24 horas, a partir do momento da condenação, para saldar a dívida, é raro isso ocorrer. A solução passa a ser a penhora dos bens e, às vezes, do próprio imóvel. Para que isso seja feito, o Judiciário nomeia um perito (Somente na Justiça Comum, pois no Juizado não se admite prova pericial), a quem compete avaliar o bem e, depois, o condomínio publica edital de leilão em jornais para que, só então, este ocorra.

Comunicação pelo síndico. tudo na forma que a Convenção previr. Lei 4591/64 Art. de que será acionado judicialmente em 48 horas. Se não der resultado. o Condomínio representado pelo Síndico ou por seu procurador (advogado) entra com a ação na Justiça. em cada caso.Aprovação por quorum regular previsto na convenção. por ser um procedimento mais rápido do que a Justiça Comum. se não quitar a dívida. pelo quorum que a Convenção fixar.3 . 24. compreendendo as de conservação da edificação ou conjunto de edificações. 4º) . o rateio das despesas. comunicará aos condôminos o que tiver sido deliberado. O condômino-inadimplente recebe do escritório de advocacia (ou do síndico ou da administradora) uma notificação. mas posteriormente aprovados. obriga todos os condôminos.2 . pode ser proposta no Juizado Especial Cível. da previsão orçamentária e do rateio. por conta própria ou através de sua Administradora. uma assembleia geral ordinária dos condôminos.Ata contendo orçamento previamente aprovado pela assembléia geral ordinária para as despesas rotineiras. à qual compete. convocada pelo síndico na forma prevista na Convenção. anualmente.Exibição dos comprovantes: boletos ou recibos das quotas cobradas. nos oito dias subsequentes à assembleia. tomadas. 3º) . Se for de até 40 salários mínimos. por maioria dos presentes. § 1º As decisões da assembleia. além das demais matérias inscritas na ordem do dia. aprovar.Quais os documentos que devem instituir a inicial da Ação de Cobrança? A ação de cobrança depende do preenchimento de requisitos a serem provados por documentos anexados à inicial: 1º) . para ingressar com uma ação na justiça.1. e promoverá a arrecadação. § 2º O síndico. Alguns casos já são resolvidos nesta fase. manutenção de seus serviços e correlatas. inclusive no tocante à previsão orçamentária. 2º) .Como é o processo da cobrança judicial? O Condomínio contrata um advogado. para os gastos eventuais não previstos no orçamento anual do condomínio. Importante ressaltar que em Juizados Especiais não é necessário a representação por advogado. as verbas para as despesas de condomínio. nos oito dias subseqüentes à assembléia geral. 1. Haverá. No mesmo dia em que é aberto o processo para a cobrança da taxa de condomínio . ou por assembléia geral extraordinária regulamente convocada. chamada de premonitória.

1 .3. desta Lei. Se o mesmo não comparecer. Revelia = é quando alguém deixa intencionalmente de comparecer ao curso de um processo para o qual foi citado ou intimado. (Aviso de Recebimento) informando a data da audiência. o síndico ou o advogado responsável já sai com a data da primeira audiência marcada. 1.2 . o montante da condenação será acrescido de multa no percentual de dez por cento e.Do Pagamento . então à execução da sentença.em atraso. Em seguida. como.cumprimento da sentença. Caso a regra da impenhorabilidade fosse aplicada nesse caso. todo dia 20. Caso o devedor. Art. perder seu imóvel! O STJ já decidiu que o imóvel residencial. se for necessário. na qual serão apresentadas as provas para a apreciação do juiz. inclusive com a Penhora do imóvel.Da Multa Em caso de atraso no pagamento. estimularia a inadimplência e colocaria em risco a preservação do próprio condomínio. (Redação da LEI Nº 11. Se não houver acordo. deve efetuá-lo em até 15 dias. expedir-se-á mandado de penhora e avaliação. por exemplo. a qual ele deve comparecer sob pena de arquivamento do processo. poderá sofrer os efeitos da revelia. não o efetue no prazo de quinze dias. o Juiz profere a sentença do processo.3 .06. 614. portanto caracterizado "bem de família" poderá ser penhorado e leiloado para quitar dívida proveniente do condomínio.12. condenado ao pagamento. é marcada uma segunda audiência.2005) Vigencia em 24. para tentar chegar a um acordo entre as partes.Da Penhora Passa-se. Até a obtenção da sentença. a de instrução e julgamento. .R. inciso II.2006 1.00.232 \ 22. mesmo sendo o único e. condenado ao pagamento de quantia certa ou já fixada em liquidação. sendo notório que a Lei prioriza a proteção do bem coletivo. pagar a dívida em 05 parcelas de R$ 1000. o condômino inadimplente receberá multa de 10% sob o montante da condenação. sim. 1. 475-J. A primeira audiência é a de conciliação. leva-se em média seis meses.3. Quem não paga condomínio pode. a requerimento do credor e observado o disposto no art. O condômino-inadimplente receberá uma intimação pelos Correios via A.3. O artigo 475 J do CPC determina que o devedor.

307/96) que reduz a cobrança dos inadimplentes para o máximo de 90 dias ao contrário da Justiça Comum na qual o processo gira em torno de oito anos.PENHORA . Precedentes da quarta turma.REsp 152520 .REsp 160693 . 00168) PENHORA .BEM DE FAMÍLIA .4 .3ª T.009.DJU 25.Consolida-se. 3º.p.PROCESSO CIVIL . 136) 1.QUOTAS DE CONDOMÍNIO . Waldemar Zveiter .Recurso não conhecido.(STJ . IV.1999 . .04. .06. lhe cabe. DE 29. entendimento jurisprudencial no sentido de que passível de penhora o imóvel residencial da família.DJU 19.03.Rel. Min.1990 .ART.Observações finais: Uma opção favorável aos condomínios é a da Justiça Arbitral (Lei nº 9. INC. nesta Corte. Min. (STJ . prevista na Lei nº 8.UNIDADE RESIDENCIAL . se o respectivo morador deixar de pagar o que. .A unidade residencial sob o regime de condomínio está sujeita à penhora. em média. de 1990.PRECEDENTES . à impenhorabilidade do bem de família. Ari Pargendler .009. DA LEI Nº 8.SP .I . Recurso especial não conhecido.p.2001 .CONTRIBUIÇÕES CONDOMINIAIS .SP .Rel. quando a execução se referir a contribuições condominiais sobre ele incidentes. II . exceção.3ª T. no rateio das despesas comuns.

já que as ações de cobrança de condomínios são do rito sumário. 275. Nesse mesmo sentido nos trás o art. 12. podese utilizar os Juizados Especiais Cíveis. o que acaba agilizando todo processo e reduzindo despesas e também. na Justiça Arbitral. o seguinte: Art. b) de cobrança ao condômino de quaisquer quantias devidas ao condomínio. conforme art.º 4. o qual gera consigo obrigações concorrentes. Pontos positivos e dicas. o comprometimento de cada condômino no pagamento proporcional das despesas. qualquer que seja o valor.591/94. Observar-se-á o procedimento sumário: II . 275 do CPC. Importante salientar que não é necessário que o condomínio tenha a Convenção registrada para que possa promover a ação de cobrança contra os moradores inadimplentes. A ação pode correr na Justiça Comum. Bastante utilizada pelos condomínios. vejamos: Art. sendo está necessária apenas para ter validade perante terceiros. a quota-parte que lhe couber em rateio. a medida mais eficaz para o recebimento é a ação judicial de cobrança de condomínio. Cada condômino concorrerá nas despesas do condomínio. nos prazos previstos na Convenção. o que acaba resultando em conflitos com o síndico. Após várias tentativas evasivas de recebimento do crédito. ou seja. Texto enviado ao JurisWay em 18/1/2011 Ação de cobrança de condomínios Condomínio é o direito de propriedade em comum. vem se tornando cada vez mais comuns dentro do judiciário. O grande problema que os condomínios se deparam é a inadimplência dos condôminos. .Ação de cobrança de condomínios Resumo dos trâmites processuais de uma ação de cobrança de condomínio. divergências entre os moradores e várias ações judiciais.nas causas. 12 da Lei n. recolhendo.

Possibilidade também prevista no Enunciado n. caso não quite a dívida. item b. condenado ao pagamento de quantia certa ou já fixada em liquidação. Tal inadimplência só cessa com o cumprimento total do acordo ou da sentença judicial. não saldada a dívida. inciso II. nos oito dias subseqüentes à assembléia geral. o montante da condenação será acrescido de multa no percentual de dez por cento e.º 9 do FONAJE: O condomínio residencial poderá propor ação no Juizado Especial. onde é feita uma negociação. acrescida apenas da correção monetária e juros legais de 1% ao mês. Outrossim. nos moldes do art. nesse caso não há o benefício do bem de família. 475-J do Código de Processo Civil: Art. não o efetue no prazo de quinze dias. a qual é chamada de premonitória. informando que será acionado judicialmente em 48 horas. nas hipóteses do art. Passa-se para a fase de cumprimento de sentença. o condômino inadimplente receberá multa de 10% sob o montante da condenação. sejam: ata contendo o orçamento aprovado. podendo a dívida ser parcelada. podendo atingir até mesmo o próprio imóvel. desta Lei. do Código de Processo Civil. da previsão orçamentária e do rateio. de posse de todos os documentos comprobatórios da dívida. 3º da Lei 8. onde é enviada uma notificação ao condômino-inadimplente. Assim. 275. a requerimento do credor e observado o disposto no art. A maneira mais eficaz quase sempre é o acordo extrajudicial. o condômino tem 24 horas. o que raramente ocorre. a partir do momento da condenação. 614. para saldar a dívida. não tendo as taxas condominiais um período determinado para prescreverem. expedir-se-á mandado de penhora e avaliação. Caso seja julgada procedente a ação de cobrança. Caso o devedor.009/90: . conforme art. boletos ou recibos das quotas cobradas. inciso II. o processo passa para a fase de penhora dos bens do devedor. Não havendo acordo. promove-se a ação. Quase sempre nesta fase ocorre um contato do devedor. o processo corre normalmente. caso ocorra atraso no pagamento. comunicação do síndico. 475-J.

resguardando desde uma resolução imediata com a quitação do débito. predial ou territorial.para cobrança de impostos. previdenciária. a ação de cobrança condominial se mostra bastante eficaz quanto ao problema da inadimplência condominial. . salvo se movido: IV . fiscal. taxas e contribuições devidas em função do imóvel familiar. 3º A impenhorabilidade é oponível em qualquer processo de execução civil.Art. trabalhista ou de outra natureza. Destarte. quanto uma garantia futura de penhora do próprio imóvel. onde trás resultados diretos e indiretos.

Quanto a matrícula imobiliária. Documentação obrigatória para dar início à ação: . Importância da apresentação dos documentos exigidos. . não levado a registro). . Já a cópia da ata de eleição de síndico é solicitada para comprovar ao juiz da causa.Cobrança judicial de condôminos inadimplentes A ação de cobrança de condomínio. o Condomínio-credor deverá recorrer ao Judiciário para a cobrança da dívida. advogada do Sicon em Santos. Caso exista o chamado "contrato de gaveta" (contrato particular de compra e venda.matrícula imobiliária do apartamento em débito. . A procuração é o documento que diz quem será o advogado responsável pelo processo e quais seus poderes. As pessoas que constarem na matrícula respondem pelo imóvel. até mesmo a penhora do apartamento. é um tipo de ação morosa. Neste último caso.procuração do síndico ao advogado do condomínio. este também deverá ser juntado ao processo para comprovar a atual propriedade do imóvel.. nos termos do artigo 1. essa tem como finalidade informar e comprovar a existência do imóvel. bem como sua propriedade. contrato particular de promessa ou compromisso de compra e venda. embora seja possível a cobrança judicial. mesmo sendo considerada de fácil processamento e julgamento. embora não indispensável. a ser obtida no Cartório de Registro de Imóveis. Dra Daniele dos Santos Gois. utilizada para cobrar os condôminos inadimplentes.345. Antes de se iniciar uma ação de cobrança de cotas condominiais. . Para explicar o método a ser adotado nessa questão. que se proceda à cobrança amigável da dívida.cópia simples da convenção condominial. a representação do condomínio.rateios mensais (demonstrativos de débito) de cada mês devido pelo condômino. fala sobre o assunto..cópia autenticada e atualizada da ata que elegeu o último síndico. . do Código Civil *. seu registro no Cartório competente ficará condicionado ao prévio registro do contrato de "gaveta". Esgotando-se todos os meios de tentativa de realização de acordo extrajudicial (fora do processo).

sendo que eventual penhora somente poderá recair sobre os direitos que o possuidor tem sobre o imóvel. não havendo acordo. inciso II. do Código de Processo Civil. através de seu advogado. alínea "b" e seguintes. Nesta audiência. dos juros e o índice de correção monetária a ser aplicado. diante do objeto da ação) e em seguida. sua validade e se o valor das custas processuais foram corretamente recolhidos.Na tentativa de solucionar o registro da possível penhora. Com todos estes documentos em mãos. o juiz poderá seguir dois caminhos: O primeiro caminho. o processo irá para o juiz para que este verifique os documentos juntados. onde o réu é citado para que conteste por escrito num prazo de quinze dias. . há conversão ao procedimento ordinário. determinando a citação do(s) réu(s) para que compareça a esta audiência e apresente sua defesa. o valor das custas processuais. além de comprovar as despesas que o condomínio teve naquele determinado período de tempo. a Convenção Condominial é o documento que determina o limite mínimo de tempo que o condomínio deverá obedecer antes de iniciar a cobrança. Com relação aos rateios mensais. essencial para comprovar a terceiros a restrição constante. o condomínio. que dependerá do valor dado à causa (valor da dívida). mais utilizado pelos juízes da comarca de Santos (SP). conforme determina o artigo 275. que é designar audiência de conciliação. bem como dita o percentual da multa (valor este passível de grande discussão). devendo recolher ao Estado. o advogado do condomínio apresentará réplica oral (resposta à defesa formulada pelo réu). o advogado ingressará com a ação de cobrança. apresentará réplica escrita (resposta à defesa formulada pelo réu). Com tudo em ordem. Sendo contestada a ação. O juiz poderá ouvir testemunhas (o que não é comum. estes servem para informar o valor do débito mensal. caso queira. a ação será proposta contra o possuidor. num prazo máximo dez dias. Finalmente. instrução e julgamento. sentenciará. o réu poderá contestar a ação (oralmente ou por escrito) e. logo após. o registro somente dos termos da sentença. Quando há inexistência de matrícula imobiliária (no caso de condomínio irregular). Distribuída a ação. a alternativa é solicitar ao juiz da causa. No segundo caminho.

A parte que perder o recurso. Havendo a apresentação de recurso. o juiz poderá designar audiência de tentativa de conciliação. O juiz poderá entender que deverão ser produzidas provas em audiência. ou na própria audiência. determinando às partes que as produzam. o juiz designará audiência que poderá ser só de instrução (para que seja somente ouvidas testemunhas) ou de instrução e julgamento. o processo será encaminhado ao Tribunal de Justiça em São Paulo para o julgamento do mesmo. Cabe destacar que a revelia somente é decretada quando o(s) réu(s) citado(s).Feito isso. Não havendo recurso ou quando o processo retornar à comarca de origem. Havendo prova oral a ser produzida (oitiva de testemunhas. em relação ao condomínio. inclusive multas e juros moratórios. * Art. podendo também sentenciar na própria audiência ou logo após. não contesta(m) a ação. será iniciada a execução da sentença. 1.O adquirente de unidade responde pelos débitos do alienante.STJ ou Recurso Extraordinário para o Supremo Tribunal Federal .345 . . contados de sua intimação. a parte derrotada terá quinze dias para apresentar recurso de apelação. tendo como vencedor o condomínio.STF. Com a publicação da sentença no Diário Oficial. depoimento pessoal das partes). poderá ainda apresentar Recurso Especial para o Superior Tribunal de Justiça .

Por via Câmara de Mediação (Lei nº 9. O QUE É NECESSÁRIO ? Ata de eleição do síndico Cópia da Convenção Cópia do Regulamento Cópia do CNPJ do Condomínio Ata que instituiu as taxas ordinárias cobradas Ata que instituiu as taxas extras cobradas . Multa imposta. O Locatário. mesmo assim a responsabilidade do pagamento da multa é do proprietário.307/96) Por via Judicial. é direito do proprietário ação regressiva contra o inquilino. Juizados especiais. Entretanto. COMO PODE SER COBRADO O DÉBITO ? Por via administrativa. Exemplo. não é o responsável legal por dividas junto ao condomínio. a unidade foi multada por comportamento anti-social do inquilino. Despesas a que deu causa.INADIMPLÊNCIA: COMO RESOLVER ? QUEM DEVE AO CONDOMINIO ? Sempre o devedor é o proprietário da unidade. Taxa extra. nestas condições. Justiça comum. QUANDO OCORRE INADIMPLÊNCIA ? Ocorre inadimplência quando o condômino não efetua o pagamento de. mesmo que tenha em seu contrato cláusula de obrigação de pagamento da parcela de condomínio. Taxa Condominial ordinária.

O Acordo resultante desta Mediação gera um documento executivo . Ao completar 60 dias de inadimplência deve ser iniciada a fase judicial. podendo ser efetuado após 15 dias do vencimento do débito em face da necessidade de informação por AR ou protocolo ao devedor). deve ser enviada carta lembrando para o pagamento ao devedor. Ao completar a segunda parcela.Ata que instituiu a multa aplicada Ata que instituiu a despesa cobrada Certidão de propriedade Contrato de compra e venda se não registrado Procuração para o advogado Ata que instituiu o representante do condomínio NA FORMA ADMINISTRATIVA. será necessário entrar com uma ação de execução do acordo na justiça comum. PELA CÂMARA DE MEDIAÇÃO. deve ser novamente enviada nova carta lembrando que a inadimplência causa ao condomínio e que a mesma poderá ser registrada junto ao SPC/SERASA (o prazo para registro depende do condomínio. O síndico entra em contato com o devedor e de forma amigável tenta mostrar ao devedor as dificuldades provocadas ao Condomínio pela inadimplência. Após 10 dias sem que seja efetuado o pagamento. PELA CÂMARA DE MEDIAÇÃO. A Câmara de Mediação ou Junta de Arbitramento é uma forma de receber os débitos de forma rápida e em um acordo em que as partes se submetem ao julgamento de um juiz arbitral para tentar resolver a pendência. A Câmara de Mediação ou Junta de Arbitramento é uma forma de receber os débitos de forma rápida e em um acordo em que as partes se submetem ao julgamento de um juiz arbitral para tentar resolver a pendência. O Acordo resultante desta Mediação gera um documento executivo A falha deste sistema é que se o devedor não cumprir o acordo.

sendo o devedor chamado a apresentar sua defesa e a audiência ocorrerá posteriormente o podendo o Juiz achar desnecessário. onde para tanto. Mantida a sentença inicia-se a execução do débito JUIZADOS ESPECIAIS A distribuição é feita em um dos 25 juizados existentes que marca uma audiência Uma. Mantida a condenação no Colégio Recursal inicia-se a execução. É marcada a sentença. Na justiça comum a ação é distribuída em uma das varas cíveis e o condomínio pagará as custas judiciais que inicialmente tem o valor + ou – equivalente a 2% do valor do débito mais uma parte fixa de cerca de R$ 150. Em caso de Recurso é cobrada as custas processuais e pode haver condenação em honorários advocatícios. Nos Juizados não há pagamento de custas. JUIZADOS DE EXECUÇÃO . transforma-se imediatamente em instrução.00. Na Justiça comum não há audiência inicial. será necessário entrar com uma ação de execução do acordo na justiça comum. JUSTIÇA COMUM A distribuição de ação na justiça comum é uma das formas de recebimento dos débitos de forma jurídica. Quando é exarada a sentença. inicia-se como conciliatória e não havendo acordo entre as partes. que pode ser recuperado quando da sentença bem como o Juiz fixa um valor de honorários a serem pagos pelo devedor. ou seja. Ao ser exarada a sentença o devedor tem um prazo de 10 dias para interpor Recurso Inominado ao Colégio Recursal. abre-se o prazo para apelação por parte do devedor. deverá pagar as custas e depositar o valor condenado.A falha deste sistema é que se o devedor não cumprir o acordo.

sendo uma das exceções. Com a distribuição (manhã ou tarde). Prescrição – A prescrição Condominial é de 10 anos a partir de Janeiro/2002. o processo é atualizado e enviado para o devedor efetuar o pagamento em 48 horas. normalmente a . (Lei 8009/90 art. Bem de Família – A lei que protege o bem de família não atinge as dividas de condomínio. SITUAÇÕES ESPECIFICAS. nas ações ajuizadas é aconselhável incluir o proprietário constante no Cartório e o proprietário conhecido no Condomínio. Contrato de Gaveta – Ocorre muitas vezes que o proprietário não efetuou o registro no cartório de imóveis de sua compra.Ao ser determinada a execução de sentença. não tendo. nestes casos deve ser incluída a cópia do contrato de compra e venda. ou seja. o processo é enviado ao Juizado de Execução para ser distribuído para a vara que irá determinar sua continuidade. 3º). a divida de condomínio tem privilégio. Penhora de automóveis. porém apenas uma turma das quatro tem adotado esta fundamentação. Penhora de conta bancaria. é o chamado débito “propter rem”. Nestes casos. Penhora de bens da residência. Hipoteca. Com a continuidade da inadimplência inicia-se a execução propriamente dita. podendo ser de 20 anos antes desta data. e ao tirar a certidão de propriedade consta o nome do proprietário anterior ou Incorporador. o que ocorre é que em caso de leilão do bem o Credor Hipotecário é chamado a participar. Penhora do imóvel que criou o débito. Já existem juízes do Supremo considerando a prescrição como de 05 anos.O Fato do bem estar hipotecado não é impedimento para ajuizar ação de cobrança contra o proprietário. produzido pelo próprio bem.

o cartório sempre pede uma declaração de quitação com o condomínio.Incorporadora acosta o contrato de compra e venda pedindo sua exclusão do processo. pode ser solicitada a abertura pelo próprio Condomínio. Caso existam débitos cabe ao novo proprietário o pagamento dos mesmos e direito de regresso contra o antigo proprietário. ainda é uma situação experimental. Descontos aos inadimplentes – Não é favorável a adoção de descontos aos inadimplentes. apenas a Assembléia. seja de taxas ordinárias. Nestes casos todas as cobranças devem ser efetuadas aos proprietários. Inquilino. Condomínio sem registro de Convenção: O Condomínio. . Débitos do antigo proprietário .Os inquilinos e visitantes não são responsáveis por taxas de condomínio. piscina. Entretanto. visitante. bem como danos que venham a causar ao Condomínio. Colocar o nome do devedor no Serasa/SPC – Somente é possível se as sua convenção estiver atualizada com o novo Código Civil e nesta constar esta possibilidade. extras e ou multas/despesas em nome do imóvel. Espolio – Neste caso deve ser chamado ao processo o Espólio representado pelo Inventariante. Somente é possível se as sua convenção estiver atualizada com o novo Código Civil e nesta constar esta possibilidade. sauna. pode acionar o devedor na Justiça sem nenhum problema.Quando o imóvel é vendido o adquirente absorve os débitos existentes do imóvel. mesmo que não tenha registrado sua Convenção e não tenha o CNPJ. nestes casos. Caso o Inventário não tenha sido aberto. cabe aos proprietários o direito a regresso aos inquilinos e visitantes. O Síndico não tem poderes para efetuar descontos. Proibição do uso de salão de festa. embora já tenha várias jurisprudências neste sentido. extras ou multas. Quando o Síndico emite tal declaração ele está afirmando que aquele imóvel não tem qualquer débito com o Condomínio. uma vez que serve como incentivo aos demais condôminos a não efetuarem o pagamento de suas cotas em dia. quadra de esporte etc. É Importante lembrar que quando um proprietário vai vender o imóvel. não podendo ser cobrado do novo proprietário ou do antigo.

de ter de devolver o valor em dobro. Cobrança de taxa já paga – Ao efetuar a cobrança de parcelas já pagas pelo condômino corre o risco de ser processado por danos morais e se o condômino pagar. não há possibilidade de se cobrar as taxas de condomínios. Desta forma existe sua obrigação de efetuar o pagamento das taxas de condomínio. Esta decisão cabe apenas ao proprietário. situação já definida em jurisprudência. o Condomínio não opina se o proprietário quer usar ou não seu imóvel. deve solicitar por escrito que o Condômino apresente o comprovante de pagamento. devendo as construtoras efetuar o pagamento integral de seus apartamentos não comercializado. A taxa de condomínio só pode ser cobrada após o devido habitese – enquanto não for exarado o habite-se.Pagamento a menor das Taxas pelas Incorporadoras aos apartamentos não comercializados – Está prática é ilegal. Apartamento fechado – A taxa de condomínio é perfeitamente legal ser cobrada aos imóveis que se mantém fechado sem uso pelo seu proprietário. Caso o Condomínio esteja em duvida se existe o débito ou não. .