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  • 1. INTRODUÇÃO
  • 2. OBJETIVOS
  • 2.1. Objetivo geral
  • 2.2. Objetivos específicos
  • 3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
  • 3.1. Características gerais dos escolares de 7 a 10 anos
  • 3.2 Recomendações nutricionais
  • 3.3. Baixo peso, obesidade e os alimentos industrializados
  • educação nutricional e construção de hábitos alimentares
  • 3.4 Educação nutricional e a construção de hábitos alimentares
  • 3.4.1 Fatores que influenciam os hábitos alimentares
  • 3.5 A alimentação escolar como um direito
  • 3.6. Relação entre a alimentação oferecida pela cantina da escola e a
  • 4. METODOLOGIA
  • 4.1. Desenho do estudo
  • 4.2. População e amostra
  • 4.3. Critérios de inclusão e exclusão
  • 4.4. Instrumento de obtenção de dados
  • 4.5. Forma de obtenção de dados
  • 4.6. Forma de análise dos dados
  • 4.7. Aspectos éticos
  • 4.8. Limitações do estudo
  • 5. RESULTADOS E DISCUSSÕES
  • 5.1. Perfil socioeconômico das famílias dos escolares
  • 5.2. Caracterização dos escolares
  • 5.3. Alimentos que são levados com maior freqüência para os
  • 5.3.1 Compram lanches na cantina escolar
  • 5.4. Preferência por determinados alimentos
  • 5.5. Avaliação da freqüência alimentar dos escolares
  • 5.6. Escolares que não consomem lanche no período que estão na
  • 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
  • REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
  • APÊNDICES
  • APÊNDICE A – QUESTIONÁRIO (ESCOLARES)
  • APÊNDICE B - Questionário socioeconômico que será aplicado com os
  • APÊNDICE C - Oficio de declaração (escola)
  • APÊNDICE D - Termo de consentimento livre e esclarecido (Conforme CNS,
  • ANEXO
  • Anexo A - Carta de Aprovação

UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC CURSO DE NUTRIÇÃO

JULIANA COSTA MURGUERO

AVALIAÇÃO DO LANCHE DE CRIANÇAS DE 7 A 10 ANOS DE DUAS ESCOLAS EM ARARAGUÁ, SC.

CRICIÚMA, JULHO DE 2009

JULIANA COSTA MURGUERO

AVALIAÇÃO DO LANCHE DE CRIANÇAS DE 7 A 10 ANOS DE DUAS ESCOLAS EM ARARANGUÁ, SC.

Projeto de Trabalho de Conclusão do Curso, apresentado para obtenção do Grau de Bacharelado no Curso de Nutrição da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC. Orientadora Profª. MSc Paula R.V. Guimarães

CRICIÚMA, JULHO DE 2009

Ronaldo e Sandra. e persistir mesmo sendo eles tão difíceis de serem alcançados. que sempre me ensinaram a não desistir dos meus sonhos.Dedico este trabalho aos meus pais. .

apoio. Aos meus familiares pela compreensão e paciência na realização deste trabalho. que ajudaram muito para que a pesquisa pudesse ser efetivada. OBRIGADA! . Aos meus pais Ronaldo e Sandra. Ao meu irmão Ronaldo Junior. pelos numerosos ensinamentos. Enfim. pela amizade. com suas grandes compreensões. por participarem da minha vida incentivando-me sempre em todas as minhas escolhas. A professora Mestra Paula Rosane Vieira Guimarães. pelo amor. compreensão e parcerias a mim dispensadas. por ter me aceitado gentilmente orientar. e por todas as proteções recebidas durante a realização deste trabalho. compreensão. pelo imenso amor. carinho. carinho e compreensão dados em muitos momentos. Ao meu noivo Ricardo. A todos meus amigos e o Manolo que estão sempre ao meu lado. a todos aqueles que direta ou indiretamente apoiaram me incentivado á prosseguir no caminho da realização profissional e pessoal. em especial a professora Rita Ribeiro. amor eterno e por ser o meu porto seguro. Ao coordenador do curso de nutrição. pelas suas competências e auxílios sempre que precisei. A todos os profissionais. e pelo custoso trabalho para a concretização desse estudo.AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus por me dar força para realizar diariamente todas minhas atividades. pelos conselhos valorosos. alunos e pais da Escola Xodó da Tia Joice e Escola de Ensino Básico Castro Alves. Marco e os demais professores.

“Não é o cérebro que importa mais. mas sim o que orienta: o caráter. as idéias” (Dostoievski) . a generosidade. o coração.

fibras. proteínas.RESUMO O escolar necessita de cuidados quanto a sua alimentação. Lanches. atenção e facilidade para aprender. Como resultado da pesquisa obteve-se diferentes valores em relação ao perfil socioeconômico. ou seja. Alimentos Industrializados. Pode-se concluir que os escolares têm uma alimentação. E para se ter uma alimentação saudável. Freqüência Alimentar. Hoje em dia a maioria dos escolares se alimenta de forma errada. De acordo com os que eles menos gostam foram os alimentos essenciais para se ter uma boa saúde. O consumo excessivo de alimentos industrializados está bem presente nas dietas. foram mais citados os ricos em gordura. porém a maioria das pessoas não se alimenta corretamente. Com o objetivo de comparar os alimentos que os escolares levam de lanche e identificar qual das duas escolas possui maior consumo de alimentos industrializados. açúcar. praticamente iguais. alimentos industrializados. Os dados foram obtidos através de questionários. Em relação aos alimentos que eles levam de lanche. foi aplicada com os escolares um Questionário de Freqüência Alimentar. onde os escolares da escola privada tiveram uma maior renda per capta e conseqüentemente os pais obtiveram maior grau de escolaridade. compram na cantina e mais gostam. O Questionário Socioeconômico foi enviado para os pais junto com o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Para a realização da coleta de dados foram entrevistados 40 escolares. vitaminas. que prejudicam a saúde. ela deve ser composta de carboidratos. O presente estudo tem por objetivo comparar os lanches de escolares de uma escola pública e uma escola privada de Araranguá. lipídios. SC. há uma grande diferença entre a alimentação real e a ideal. quando estes voltaram preenchidos e assinados. açúcar. . sendo ricos em gorduras. preferindo alimentos industrializados. na própria escola. A alimentação durante o período em que o escolar permanece na escola é de grande importância para garantir-lhe bem-estar. E observou-se que ocorreu um desacordo entre o consumo alimentar e a freqüência alimentar dos escolares. ou seja. minerais e água. o aprendizado e ate mesmo o desenvolvimento. Consumo Alimentar. onde tinham entre 7 anos e 10 anos e 11 meses. pela mídia como também pelo convívio com outras crianças e adultos. corantes. ânimo. que podem ser influenciados tanto pelos pais. Palavras-Chave: Escolares. sendo 20 da escola privada e 20 da escola pública. corante. sendo alimentos ricos em nutrientes. além de contribuir para a manutenção de sua saúde e nutrição. em ambas as escolas. pois neste momento ele está se desenvolvendo e crescendo e também começa a descobrir novos hábitos alimentares.

.........47 Tabela 3 ................................................... Ararangua....Freqüência alimentar da escola privada........................... Araranguá... Araranguá.. SC...... 2009 ............Grau de escolaridade do pai e da mãe dos escolares de acordo com escola pública e privada....LISTA DE TABELAS E GRÁFICOS Tabela 1 ......................38 Tabela 2 ....................... SC....44 Gráfico 2 ......... 2009 ............ 2009 .Freqüência alimentar da escola privada....... 2009 .......................Alimentos que os escolares não gostam.....45 ... 2009 .............. SC. Araranguá.............. Araranguá... SC....48 Gráfico 1 ....... SC....Alimentos que os escolares mais gostam.................

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS CNA – Comissão Nacional de Alimentação CNE – Campanha da Merenda Escolar DRIs – Dietary Reference Intakes FISI – Fundo Internacional de Socorro a Infância FNDE – Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação LDL .Lipoproteína de Baixa Densidade PNAE – Programa Nacional de Alimentação Escolar PNME – Programa Nacional de Merenda Escolar QFA – Questionário de Freqüência Alimentar RDAs – Recommended Dietary Allawances .

....................2............................................................................................... 36 5. Escolares que não consomem lanche no período que estão na escola ......................................... Compram lanche na Cantina Escolar...................................... 65 Anexo A .................................Termo de consentimento livre e esclarecido ................................................................................ Critérios de inclusão e exclusão ............... Relação entre a alimentação oferecida pela cantina da escola e a trazida de casa ......................8..............................................2........2........................CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................4................................................ Preferência por determinados alimentos ............... 51 6.......... Objetivo Geral ..................... 26 3...............................1.......................................... 35 4.......................................................................................... 32 4................................................................................................................................................................. 60 APÊNDICE B .......................................................3............................................4.. 37 5...1............................................. Avaliação de Freqüência Alimentar dos Escolares ....................... 63 APÊNDICE D .......7...................QUESTIONÁRIO (ESCOLARES) ........... Perfil socioeconômico das famílias dos escolares .... 35 4... 42 5...5.... 22 3.........................3..INTRODUÇÃO .........................................4................METODOLOGIA ................................................ 36 4............. 40 5......1..................................... Caracterização dos escolares .......................... 29 3.................................................................................................... 34 4............................................................ A alimentação escolar como um direito ........................ 34 4...........................1............................................................ Alimentos que são levados com maior freqüência para os lanches .............................. 14 2.Questionário socioeconômico que será aplicado com os pais dos alunos .........1....................................................................................... 34 4............................................. Desenho do estudo .. 64 ANEXO .................. 15 3.......... 34 4.............6................................................................................................................................................. 52 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.. Objetivo Específico ................ 17 3......................... Forma de obtenção de dados .......... Características gerais dos escolares de 7 à 10 anos ................... Instrumento de obtenção de dados ..................... obesidade e os alimentos industrializados ..................4................................... 14 2................... Fatores que influenciam os hábitos alimentares ....................................5.................... Baixo peso... 15 3............................................................................................................................................ Recomendações nutricionais .......................FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .............................................2............................................... 14 3.................RESULTADOS E DISCUSSÕES.................................................Oficio de declaração (escola).. Limitação do estudo ................................................. 41 5............................... 39 5............................................................................... 54 APÊNDICES............................................................................................6........ 59 APÊNDICE A ......OBJETIVOS ......................................................................................SUMÁRIO 1.................................................. População e amostra......... Aspectos éticos ... 66 .........................................................................3.......... 11 2............ 62 APÊNDICE C .....................................1.............. Educação nutricional e a construção de hábitos alimentares ... 35 4............3.................6..................................................................Carta de Aprovação ................... 46 5......5...... 37 5.... Forma de analise dos dados ...... 30 3.......................

ânimo. Assim. 2004). 2006). que atuam diretamente na melhora do nível educacional. explorando sua própria independência e sua capacidade de decidir e escolher corretamente. esforços para conscientização da importância de uma dieta preventiva são necessários a fim de auxiliar a criança a compreender como evitar doenças presentes e futuras relacionadas com a nutrição. .11 1. reduzindo assim. É de conhecimento também que a alimentação durante o período em que o aluno permanece na escola é de grande importância para garantir-lhe bem-estar. 2006). As crianças em idade escolar precisam de uma dieta saudável. de crescimento e de desenvolvimento intelectual. fazendo com que a obesidade torne-se uma doença (KUREK. emocional e social (KUREK. alguns hábitos alimentares inadequados são estabelecidos na infância. Segundo Barbosa (2004). Esse fato agrava-se ainda mais. A alimentação é uma necessidade básica ao desenvolvimento do ser humano. Apesar da menor velocidade de crescimento e da diminuição do risco de desnutrição. pois esta favorece níveis ideais de saúde. diversas pesquisas mostram que é preocupante o aumento progressivo da obesidade em crianças e adolescentes. atenção e facilidade para aprender. intelectual. a criança em idade escolar tem uma exigência quanto aos cuidados à alimentação. além de contribuir para a manutenção de sua saúde e nutrição (ANCONA. melhorando a qualidade de vida e prevenindo os distúrbios nutricionais. Entretanto. Uma criança bem alimentada é uma criança com resistência às doenças. 2004). por intermédio da alimentação inadequada oferecida pelas cantinas nas escolas e pela pouca atividade física. os transtornos de aprendizagem causados por deficiência nutricionais e/ou distúrbios alimentares (BARBOSA. Devem-se considerar também os hábitos alimentares adquiridos e a grande influencia exercida pela propaganda e pelo convívio com outras crianças da mesma idade (ANCONA. com vontade de estudar e brincar. INTRODUÇÃO Sabe-se que a alimentação e a nutrição contribuem para a promoção e proteção da saúde. 2004). sendo na fase da infância que acontece uma maior transformação que favorece o seu desenvolvimento nos aspectos físico.

por serem de fácil acesso e preparo. entre outras. no processo de formação dos hábitos alimentares deve existir uma associação entre o prazer vivenciado e a qualidade das refeições (ANCONA. proporcionando assim. podem originar doenças “invisíveis”. Os escolares. Sabe-se que os pais exercem influência na alimentação e nos hábitos dos escolares.12 Segundo Barbosa (2004). Outro grande obstáculo que a criança enfrenta em relação à alimentação adequada é o lanche escolar. Esta opção acarreta em um aumento do número de crianças obesas devido aos hábitos alimentares inadequados por incluir um elevado consumo de lanches rápidos. Nesse sentido. gerando alegria e prazer (ANCONA. doces e guloseimas (ANCONA. como: as dislipidemias. É difícil fazer uma criança gostar de frutas e verduras. que são influenciados tanto pela mídia como pelo convívio com outras crianças e adultos. Todavia. além de serem os preferidos pelos escolares. geralmente. também são os mais consumidos em momentos de festas. 2004). o convívio na sociedade e na família. bem como os padrões e as experiências. brincadeiras e/ou ocasiões especiais. o escolar necessita de cuidados quanto a sua alimentação. 2004). consomem alimentos que os apetecem. Então. que fosse oferecido à criança alimentos diversificados e ricos em nutrientes. são fatores que influenciam na escolha alimentar individual. incentivando-as sobre o que devem ingerir. Estes alimentos. um crescimento e um desenvolvimento próximo do ideal. Tanto o excesso como escassez dos nutrientes não possuem um efeito visível imediato. Mas ao longo do tempo. Isso gera um desequilíbrio nutricional. relacionadas com a dieta. devido à correria do dia-a-dia. pois é neste momento que ele começa a descobrir novos hábitos alimentares. pois são eles que fazem a oferta dos alimentos para as crianças. e a escassez carências nutricionais. se em casa estes alimentos são escassos e até mesmo não são consumidos. o diabete mellitus tipo II. sendo que os excessos causam obesidade. 2004). Segundo Ancona (2004). muitos pais acabam optando por alimentos industrializados. mas sempre há preferência pelos que possuem alto valor energético e são ricos em gorduras e carboidratos. o ideal seria que antes dos hábitos alimentares serem estabelecidos. pois a mesma sente vergonha de ser diferente e como .

essa é uma refeição compartilhada. No entanto. a alimentação escolar como um direito e a relação entre a alimentação oferecida pela cantina da escola e a trazida de casa. Por ser um tema novo e amplo. a dificuldade de se identificar com o grupo o qual convive (BARBOSA. fatores que influenciamos hábitos alimentares. já que deve existir um equilíbrio nutricional entre os alimentos que a compõem. mas com certeza. onde hábitos são iniciados com mais facilidade. mais precisamente. baixo peso. o lanche escolar não é a principal refeição do dia. 2004). deve haver a garantia de que o alimento estará seguro para o consumo até na hora do recreio (BARBOSA. educação nutricional e a construção de hábitos alimentares. 2004). Desse modo. . obesidade e os alimentos industrializados. alguns critérios devem ser considerados nessa hora. Preparar a lancheira adequadamente pode ser uma excelente estratégia para garantir uma alimentação saudável e balanceada no ambiente escolar. Segundo Ancona (2004). ao lanche que os escolares consomem na escola. essa pesquisa procura investigar algumas questões relacionadas à alimentação.13 conseqüência. Na intenção de contextualizar os aspectos que envolvem a alimentação do escolar. Além disso. entende-se necessária à realização desta pesquisa. busca-se fundamentar os seguintes itens: características gerais dos escolares de 7 a 10 anos. recomendação nutricional.

qual escola tem maior consumo de alimentos . OBJETIVOS 2. Objetivos específicos • Identificar o perfil socioeconômico dos escolares. • Identificar os alimentos que são levados com maior freqüência para os lanches. • Verificar a preferência por determinados alimentos. 2.2.1. • Investigar o número de escolares que não consomem lanche no período que estão na escola. SC. • Avaliar industrializados.14 2. Objetivo geral • Comparar os lanches de escolares de uma escola pública e uma escola privada de Araranguá.

mas após completarem 7 anos de idade ocorre um aumento do tecido adiposo em ambos os sexos. dependendo da maturidade. apud ACCIOLY). em algumas crianças. 2006 apud FAGIOLI). A alimentação nessa idade destaca-se como um dos fatores ambientais mais importantes. Segundo Leoni (1994. O desenvolvimento da massa muscular não acompanha o organismo como um todo. pelo seu nível de atividade . o tecido adiposo apresenta as maiores variações individuas. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 3. pois é influenciado pelo sexo da criança.15 3. A idade escolar é considerada dos 7 aos 10 anos e caracteriza-se como um período de crescimento com altas exigências nutricionais. Ao longo desta ação contínua da evolução. 1994 apud CONCEIÇÃO). Na composição corporal. Características gerais dos escolares de 7 a 10 anos O processo de desenvolvimento do ser humano é o conjunto de modificações físicas e de funções que o mesmo apresenta desde a sua concepção até atingir a idade adulta. sendo que os meninos possuem maior massa magra do que as meninas.1. De acordo com Lacerda (2005. Este momento em geral é mais precoce em meninas. a idade escolar corresponde ao período que se inicia quando a criança está entrando na puberdade. o crescimento deste tecido ocorre de maneira uniforme e similar para ambos os sexos em idade escolar. Por isso. De modo geral. tanto na sua velocidade de acúmulo quanto na sua distribuição. apud CONCEIÇÃO). há algumas diferenças entre os sexos. pode-se iniciar o aparecimento de características sexuais secundárias. dificultando a descrição de uma tendência geral de crescimento. relacionados ao crescimento e desenvolvimento infantil (NASSER. ocorrendo em média dois anos antes do que nos meninos (LEONE. deve-se lembrar que o trato gastrointestinal do escolar está mais desenvolvido. sendo que o volume gástrico do mesmo é compatível ao de um adulto. que é o desenvolvimento.

reduzindo os transtornos do aprendizado causados pela deficiência nutricionais como anemia e desnutrição. O tamanho corporal que a criança vai atingir na idade adulta é importante.16 física. No decorrer desta faixa etária. o desenvolvimento físico da criança. sendo que o crescimento dos ossos longos se encerra logo após o estirão da puberdade. com idade entre 7 a 10 anos. 1994 apud CONCEIÇÃO). reduz o risco para a manifestação de doenças futuras como a osteoporose e de algumas doenças crônicas não transmissíveis. porém constante e. de distúrbios alimentares e de cáries dentárias. No que se refere ao desenvolvimento ósseo. nesta fase há . de crescimento e de desenvolvimento intelectual. Em geral. é sempre preciso lembrar que a velocidade de desenvolvimento é uma característica individual determinada geneticamente. a massa muscular cresce de 40 para 45% do peso corpóreo. e ainda evitando a manifestação da obesidade. esse acompanha o crescimento geral do organismo. o pico de velocidade de crescimento muscular ocorre mais freqüentemente após o pico de crescimento em altura (LEONE. na maioria das vezes. Segundo Leone (1994. a prática de uma dieta balanceada desde a infância favorece níveis ideais de saúde. 1994 apud CONCEIÇÃO). apud ANCONA). atuando diretamente na melhora do nível educacional. deficiência no aprendizado e diminuição na capacidade física e intelectual (NASSER. de velocidade crescente. Além disto. Os escolares necessitam de alimentos em quantidades que possibilite o alcance do pleno potencial genético de crescimento e desenvolvimento. Segundo Gaglianone (2004. todo o processo de acompanhamento do desenvolvimento. apresenta sob a forma de um processo de crescimento lento. pelo seu nível hormonal e pela atividade metabólica. já nos meninos da mesma faixa etária esta aceleração começa a partir do estirão. como um todo. Em ambos os sexos. mas o atraso no crescimento traz conseqüências como mortalidade e morbidade. e também por fatores ambientais. Nas meninas. apud CONCEIÇÃO). quando ocorre o fechamento das cartilagens metafisárias de crescimento (LEONE. 2006 apud FAGIOLI).

Apesar de cada indivíduo possuir uma diferente necessidade nutricional. 2005 apud ACCIOLY). faz com que meninas sejam maiores que os meninos. apud ACCIOLY. como os meninos têm cerca de dois anos a mais de crescimento pré-puberal. ao gasto energético basal e ao estado de saúde. durante seu estirão voltam a superar o crescimento das meninas. 370): [. ao tamanho corporal. 1994 apud CONCEIÇÃO). Entretanto. fazendo com que na idade adulta o homem tenha uma estatura mediana 9 a 13 cm maior do que a da mulher. 3. As medidas mais sensíveis do crescimento são o peso e estatura que devem ser obtidos periodicamente. Conforme Leoni (1994.5 kg de peso e de 5 a 7 cm de estatura (LEONE. é um indicador muito sensível á saúde e nutrição de uma população. em equipamentos adequados e de acordo com as normas de aferição pré-estabelecidas e registradas em instrumentos adequados (LACERDA. sendo resultado da multiplicação e diferenciação celular. O crescimento é definido como aumento do tamanho corporal. ANCONA (2004) destaca que foram . meninos e meninas apresentam uma evolução de peso e estatura semelhante.2 Recomendações nutricionais Os principais determinantes das necessidades nutricionais das crianças são: taxa e estágio de crescimento associado á atividade física. portando. apud CONCEIÇÃO). A partir desta idade..17 um ganho anual entre 3 e 3. Segundo LACERDA (2005. O acompanhamento do crescimento do escolar é uma metodologia simples que permite fácil identificação da criança de risco. o início mais precoce do estirão pubertário.. Após a apresentação das características gerais dos escolares não se pode deixar de abordar as recomendações nutricionais para esta importante fase da vida. permitindo intervenções precoces. praticamente até os 10 anos.] Medir o crescimento e desenvolvimento de uma criança é uma forma de conhecer e vigiar seu estado de saúde geral. p.

18 estabelecidas algumas recomendações nutricionais para população saudável com características semelhantes. apud ANCONA). sobre o que é uma alimentação saudável e como se pode alcançá-la no cotidiano. s/p). De acordo com o Guia Alimentar para a população Brasileira. o National Research Council. Diante disso. em termos de base conceitual.. desse modo. as DRIs (Dietary Reference Intakes). Contudo identificam-se alguns princípios básicos que devem reger a relação entre as práticas alimentares e a promoção da saúde e a prevenção de doenças. Muitos países públicam guias dietéticos para população. 2008. s/p). cor. padrões dietéticos utilizados por mais de 50 anos. como: diabetes e hipertensão. apud ANCONA). aroma e textura e todos esses componentes precisam ser considerados na abordagem nutricional (GUIA ALIMENTAR PARA A POPULAÇÃO BRASILEIRA. há o guia alimentar para população brasileira que contém as principais diretrizes alimentares e orientações adequadas para prevenção de doenças crônicas não-transmissíveis. que substituirão as Recommended Dietary Allowances (RDAs). pode-se afirmar que a alimentação ocorre em função do consumo de alimentos e não de nutrientes. s/p): [. entre os anos de 1997 e 1998 foram cridos novos padrões de recomendação nutricional. onde foram feitas recomendações sobre os tipos e quantidades de alimentos a serem consumidos (GAGLIANONE. uma alimentação saudável deve estar baseada em práticas alimentares que tenham significativo social e cultural. forma. Os alimentos têm gosto. Atualmente. por si só. Essas diretrizes compõem um elenco de ações que visam à prevenção da obesidade que. (2008. aumenta o risco dessas e de muitas outras doenças graves. O mesmo autor destaca que em 1999. 2008. dos EUA. como também é abordada a questão das deficiências nutricionais e das doenças infecciosas (GUIA ALIMENTAR PARA A POPULAÇÃO BRASILEIRA. publicou suas recomendações aplicadas por vários anos. Segundo Gaglianone (2004. 2004.. .] Uma alimentação saudável deve respeitar alguns atributos individuais e coletivos específicos impossíveis de serem quantificados de maneira prescritiva. Nesse guia são abordadas as questões necessárias.

3 e 4 especificam os componentes da alimentação que corresponde ao grupo dos grãos e outros alimentos ricos em amido e carboidratos complexos. apresenta sete diretrizes alimentares como segue: A Diretriz 1 refere-se aos alimentos saudáveis e as refeições no seu conjunto. dietas saudáveis. o Guia Alimentar para População Brasileira (2008. 2008. em quantidades moderadas. prefira alimentos assados. s/p) Nesse sentido. A Diretriz 7 tem como tema a água. 2008. 2008. e consolidada como elemento concreto da identidade brasileira para implantação das recomendações preconizadas pela Organização Mundial da Saúde. As Diretrizes 2. . s/p). o mesmo Guia Alimentar para a população Brasileira. prejudiciais á saúde quando consumidos de maneira regular e em grandes quantidades.19 Os nutrientes são importantes: contudo. e grupo das leguminosas e outros vegetais ricos em proteínas. Especificamente. açucares e sal. pois agregam significações culturais. cujo objetivo é reduzir a ocorrência de doenças na população (GUIA ALIMENTAR PARA A POPULAÇÃO BRASILEIRA. legumes e verduras. os alimentos não podem ser resumidos a veículos deles. grelhados ou cozidos. Esses três grupos de alimentos são os componentes principais de uma alimentação saudável. Portanto. (2008. da Atividade Física e da Saúde (GUIA ALIMENTAR PARA POPULAÇÃO BRASILEIRA. A diretriz 6 trata de alimentos e bebidas com alto teor de gorduras. no âmbito da Estratégia Global de Promoção da Alimentação Saudável. cujo consumo é vital para a saúde. as diretrizes fornecem a base para a promoção de sistemas alimentares saudáveis ressaltando o consumo de alimentos saudáveis. grupo das frutas. s/p) destaca também dez passos importantes para serem seguidos visando uma alimentação saudável nas crianças: 1 Alimentos gordurosos e frituras devem ser evitados. Diante da explanação das diretrizes alimentares. o alimento como fonte de prazer e identidade cultural e familiar também é uma abordagem necessária para a promoção de saúde (GUIA ALIMENTAR PARA POPULAÇÃO BRASILEIRA. comportamentais e afetivas singulares que jamais podem ser desprezadas. A Diretriz 5 trata dos alimentos de origem animal. sendo essa integrante da Política Nacional de Saúde. s/p): Estas diretrizes fazem parte da estratégia de implantação de uma Política Nacional de Alimentação e Nutrição. s/p). que são nutritivos e integram.

Os alimentos ricos em carboidratos são a principal fonte de energia na dieta humana. Segundo Lacerda (2005. peixes ou ovos na refeição principal de seu filho. pois fornecem a energia que é utilizada nos movimentos. tortas) e vegetais (batata. inhame e farinhas). 3 Diminua a quantidade de sal na comida. São sete as classes de nutrientes consideradas necessárias à nutrição humana: carboidratos. mandioca. salgadinhos e outras guloseimas no dia a dia. destaca que os carboidratos devem compor a maior parte do consumo energético diário e o recomendado é que seja cerca de 50% a 60% do consumo de energia total por dia. ou no mínimo cinco vezes por semana. de preferência nos intervalos das refeições. distribuindo esses alimentos nas refeições e lanches do seu filho ao longo do dia.20 2 Evite oferecer refrigerantes e sucos industrializados. 2004 apud BARBOSA). biscoitos doces e recheados. 8 Procure oferecer diariamente legumes e verduras como parte das refeições da criança. fibras. 6 Procure oferecer alimentos de diferentes grupos. bolos. milho). macarrão. Ancona (2004) destaca que o consumo deste macronutriente evita que as proteínas da dieta e do próprio organismo sejam desviadas de sua função plasmática para fornecer energia. para cada grama de carboidrato fornece 4 Kcal. balas. distribuindo-os em pelo menos três refeições e dois lanches por dia. Os carboidratos atuam como combustível para o organismo. batata-doce. nos lanches. proteínas lipídios. 5 Incentive a criança a ser ativa e evite que ela passe muitas horas assistindo TV. . sobremesas e lanches. 7 Inclua diariamente alimentos como cereais (arroz. na execução de trabalhos e na manutenção do corpo em funcionamento (SAMBATTI. vitaminas. apud ACCIOLY). pães e massas. Contribuindo. tubérculos (batatas). Diante da apresentação desses passos pode-se afirmar que para se ter uma alimentação saudável é necessário comer de maneira correta. aves. raízes (mandioca/macaxeira/aipim). e carnes. Ele é encontrado em cereais (pão. minerais e água. jogando videogame ou brincando no computador. para manter a hidratação e a saúde do corpo. 10 Ofereça diariamente leite e derivados. bolacha. uma refeição saudável deve ser planejada visando atingir todas as necessidades nutricionais do corpo. 9 Ofereça feijão com arroz todos os dias. As frutas podem ser distribuídas nas refeições. Basicamente. 4 Estimule a criança a beber bastante água e sucos naturais de frutas durante o dia. bombons. como queijo e iogurte.

2004 apud BARBOSA). associadas com a formação de tecidos exigida para o crescimento (LACERDA. e o recomendado para os escolares é de aproximadamente 10% a 15% das calorias necessárias no dia (SAMBATTI. No que se referem às fibras Sambatti (2004.. leite e derivados. afirma que as mesmas são carboidratos complexos presentes em alguns vegetais. Estes possuem função energética e o excesso é armazenado no tecido adiposo. Sabe-se que para cada grama de proteína é fornecido 4 Kcal. cortes ou queimaduras. Conforme Lacerda (2005. como: fundamentais na construção e constituição do ser humano. ao mesmo tempo. reduzir o risco de doença aterosclerótica. Segundo Sambatti (2004. músculos. Esse mesmo autor ainda destaca que os alimentos ricos em proteínas são os de origem animal. pois ajuda a melhorar as funções . ossos. formam nossos órgãos. entre outras e repõem tecidos gastos normalmente ou quando ocorrem ferimentos. apud BARBOSA.] As proteínas apresentam diversas funções no nosso organismo. não menos que 20%. essenciais para o crescimento da criança e para formação de novas células. O consumo de colesterol diário não devera exceder 300mg/ dia. cabelos. de forma que o percentual de lipídio da dieta seja de até 30% do consumo energético. onde estão presente as carnes (peixe. 2004 apud BARBOSA). Esse mesmo autor destaca ainda que os lipídios são chamados de gorduras. a proporção de gordura da dieta deve ser suficiente para permitir o crescimento e desenvolvimento normal e. 372). Recomenda-se uma redução do consumo total de gorduras e gorduras saturadas. apud ACCIOLY). vísceras). 2005 apud ACCIOLY. e para cada grama desta gordura são fornecidos 9 kcal. 86): [. Utiliza-se essa energia armazenada em atividades como ler. pois. unhas. muitas vezes. porco. frutas e sementes. os ovos.. apud BARBOSA). essas são conceituadas como uma dose mais baixa ingerida na dieta. aves. dormir ou em exercícios de longa duração e baixa ou média intensidade (SAMBATTI. sangue. pele. São considerados alimentos funcionais. e que menos de 10% seja proveniente de ácidos graxos saturados. há interrupção errônea e restrições excessivas do nutriente.21 Referente às necessidades de proteínas na infância. p. p. boi. que compensa as perdas orgânicas de nitrogênio.

sem exclusões e também tendo como base a substituição dos alimentos industrializados por alimentos naturais. minerais e água. obesidade e os alimentos industrializados Ressaltou-se no tópico anterior que uma alimentação saudável deve ser composta de carboidratos. apud BARBOSA). ambas possuem benefícios diferentes a saúde e devem ser consumidas diariamente. fibras. porém a maioria das pessoas não se alimenta corretamente. Diante da explanação sobre a alimentação ideal apresenta-se a seguir a alimentação real destacando-se a subnutrição e a obesidade. sendo encontrados em uma alimentação balanceada. proteínas. há uma grande diferença entre a alimentação real e a ideal. Baixo peso.3. As fibras alimentares são divididas em dois grupos. ou seja. verduras e legumes. As vitaminas e os minerais devem estar presentes na alimentação da criança para permitir suas concentrações adequadas a fim de manter a vida e crescimento. sendo que o ideal é que crianças maiores de dois anos tenham uma ingestão de fibras equivalente a sua idade adicionada de 5 gramas por dia (7anos + 5gramas = 12g de fibra/dia). sem abusos. Segundo Sambatti (2004. é necessário seguir uma dieta variada que tenha todos os tipos de alimentos. as solúveis e as insolúveis. Os alimentos ricos em vitaminas e minerais são encontrados em frutas. O excesso destes pode ser prejudicial para criança e a ingestão insuficiente pode provocar doenças carenciais.22 vitais e o bom funcionamento do tubo gastrointestinal. vitaminas. para se ter uma alimentação ideal. que contenha todos os grupos de alimentos. . Cada vitamina e mineral tem sua faixa de concentração tecidual que permite a manutenção de funções bioquímica e metabólica (LACERDA. Barbosa (2004) destaca que esses micronutrientes são necessários em pequenas doses. 2005 apud ACCIOLY). que dependem da sua solubilidade em água. lipídios. 3. bem como a relação existente com os alimentos industrializados.

quanto mais precoce for à má alimentação. legumes. a criança que vai para aula sem tomar café da manhã. fadiga. a mente também estará bem e a criança apta a aprender com mais facilidade (GAGLIANONE. 1994 apud CONCEIÇÃO). como mecanismo de adaptação para manter a vida nessas condições precárias. especialmente em países desenvolvidos. Uma alimentação à base de verduras. pode levar a uma perda progressiva de peso. p. ainda na vida intra-uterina. atingem as crianças. Após o desmame a adaptação a dieta familiar aumenta o risco de deficiências nutricionais especificas e desnutrição. insegurança e redução da atividade física. determinando um peso baixo em relação à estatura. seu corpo necessita de substâncias diversas existentes nos mais variados alimentos que o ser humano venha consumir. letárgica e irritável (LEONE. efeitos psicológicos e comportamentais. tende a ser mais inativa. pois com o corpo funcionando bem. piores serão as conseqüências (LEONE. brincarem. particularmente de proteína e calorias. Nas crianças as deficiências nutricionais causam prejuízo no desenvolvimento da linguagem. enfim que para realizarem todas essas atividades. eventualmente levará até a parada do próprio crescimento. estudarem. A persistência por uma alimentação que não preencha as necessidades individuais. agravadas por infecções repetidas que. apud ACCIOLY. . Outros estudos identificaram também que. podendo prevenir muitos problemas de saúde. os malefícios causados são mais graves do que se ela ocorresse na idade escolar. leite e derivados. mesmo após o nascimento.] A situação populacional mais comum entre nós é a de uma criança com alimentação precária desde o início de sua vida. Neste caso. 2004 apud ANCONA). Se esta deficiência permanecer.23 A carência de nutrientes para promoção do crescimento e desenvolvimento sadio pode-se iniciar precocemente. ovos. 378): [. correrem. 1994 apud CONCEIÇÃO). bem como auxiliar as crianças na aprendizagem. é de suma importância que as crianças e seus responsáveis descubram que para andarem.. que a subnutrição pode ter sérias conseqüências para a criança em idade escolar. como falta de atenção. Por isso.. carnes e peixes proporcionam um bom desenvolvimento de suas potencialidades em todas as fases da vida. por exemplo. vários estudos têm documentado o efeito negativo que a má alimentação pode acarretar no desenvolvimento intelectual de crianças. frutas. Pode-se concluir então. Entretanto. comumente. Segundo LACERDA (2005. desse modo.

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Em relação à presença da obesidade infantil, essa é uma preocupação que ganha espaço nas discussões referentes à saúde pública mundial, sendo que os distúrbios de peso normalmente originam-se na infância e quanto mais tempo permanecer nesta condição, tanto mais provável será continuar assim, durante a adolescência e a vida adulta (MONDINI, 2007). O excesso de peso não desaparece espontaneamente, a partir dos seis anos de idade. A obesidade por sua vez traz uma série de outros problemas que precisam ser considerados pelos profissionais que acompanham o desenvolvimento da criança, como por exemplo: dificuldade de socialização e de desenvolvimento motor (CARMO, 2006). De acordo com Ferreira (1998, p. 215): “O excesso de gordura corporal é responsável por inúmeras complicações orgânicas, podendo inclusive levar a morte”. Hoje em dia, a obesidade infantil constitui um dos problemas nutricionais mais comuns que afetam quase todos os países do mundo. A obesidade infantil pode acarretar o aparecimento de problemas de saúde no futuro e esse deve ser um dos cuidados que os pais devem ter quando o assunto é alimentação saudável. Os lanches mais populares na idade escolares são basicamente a base de frituras ou alimentos com sabores intensos, doces e chocolates, produtos lácteos, frutas, sucos e pão. A ingestão de alimentos industrializados entre as crianças está relacionada ao aumento da ingestão calórica e da ingestão de gordura saturada, colesterol e sal. Alguns fatores podem ser determinantes para a obesidade na infância, como: desmame precoce, alimentação inadequada após o desmame, emprego de formulas lácteas preparadas de forma inadequadas, distúrbios de o comportamento alimentar, baixa auto-estima, sedentarismo e a enorme

suscetibilidade á propaganda consumista (SAMBATTI, 2004 apud BARBOSA). Na faixa etária dos 7 aos 10 anos corresponde a uma das fases de maior vulnerabilidade para o desenvolvimento da obesidade. Nesse período, o índice de massa corporal aumenta rapidamente após um período de reduzida adiposidade durante a idade pré-escolar e a "reposição" precoce, rápida e/ou intensa da adiposidade pode indicar aumento do risco de obesidade nos períodos subseqüentes de vida (MONDINI, 2007). Nesse período, Mondini (2007) ressalta ainda que a criança além de exercer pouco controle sobre o ambiente em que vive, como por exemplo, sobre a

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disponibilidade domiciliar de alimentos, ainda pode sofrer forte influência do hábito alimentar e de atividade física de seus pais e familiares e estar sujeita às mudanças nos padrões ambientais e de comportamento por causa da sua inserção no ambiente escolar. Sabe-se que os escolares estão num período de intensas mudanças biológicas, psicológicas e sociais que por algum modo podem interferir no consumo alimentar desta faixa etária. A preferência alimentar das crianças é por alimentos com elevado teor de gorduras saturadas, colesterol e substancial quantidade de sódio e carboidratos refinados, representado muitas vezes pela ingestão de batatas fritas, alimentos de origem animais frito e bebidas com adição de açúcar (CARMO, 2006). Segundo Fisberg (2004), um dos grandes problemas no mundo é o excesso do consumo de gorduras e açúcar por escolares. A preferência por alimentos industrializados está crescendo cada vez mais. As crianças preferem trocar os lanches saudáveis por bolachas, batata frita, pizza, refrigerantes, chocolates. Esses alimentos industrializados (biscoitos, salgadinhos, refrigerantes, chocolates, entre outros) podem trazer diversos problemas: as embalagens mal lavadas podem causar doenças e a ingestão, em excesso, de alimentos que, geralmente, carregam uma boa quantidade de conservantes e elementos químicos também podem ser prejudiciais à saúde. Porém, isso não impede que de vez em quando as crianças possam consumir esses alimentos, já que o problema aparece quando o fato de comer esses alimentos toma-se um hábito freqüente na vida da criança, pois os mesmos além de conter muitas calorias, não saciam a fome e conseqüentemente fazem com que as crianças queiram comer além do que necessitam (SAMBATTI, 2004 apud BARBOSA). A escolha pode ser uma armadilha. Com certa idade, a criança já sabe o que quer comer e começa a fazer suas próprias escolhas, muitas escolas possuem lanchonetes que preparam refeições sedutoras, porém cheias de gorduras e calorias. Deste modo, deve haver por parte dos envolvidos com as cantinas escolares uma maior preocupação e uma mudança significativa em prol de uma alimentação saudável (FISBERG, 2004).

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Segundo Lacerda (2005, apud ACCIOLY) é importante a responsabilidade dos pais ao prepararem os lanches que seus filhos levam para a escola, sendo que esses devem optar por uma alimentação saudável, baseada em alimentos naturais como, por exemplo, as frutas. Frente ao que foi abordado anteriormente, o tópico a seguir apresenta a educação nutricional e construção de hábitos alimentares.

3.4 Educação nutricional e a construção de hábitos alimentares

Educar no campo da nutrição implica em criar novos sentidos e significados para o ato de comer. Implica também em conhecer profundamente o que é alimentação. Educar em nutrição é tarefa complexa que pode ser pensada pelo paradigma da complexidade. Além da busca por certo conhecimento necessário à tomada de decisões que afetam saúde, cabe analisar as atitudes e condutas relativas ao universo da alimentação. Atitudes são formadas por conhecimentos, crenças, valores e predisposições pessoais e sua modificação demanda reflexão, tempo e orientação competente (FAGIOLI, 2006). Segundo Leone (1994, apud CONCEIÇÃO), a educação nutricional deve ser integrada aos programas de Educação da Saúde e não apenas transmitir conhecimentos de nutrição, mais interferir no processo cultural de forma socialmente aceitável, promovendo melhoria na saúde, eliminando praticas alimentares insatisfatória, introdução de melhores condições de higiene e uso mais eficaz de recursos alimentares. Desse modo, compete à educação nutricional desenvolver estratégias sistematizadas para impulsionar a cultura e a valorização da alimentação, concebidas no reconhecimento da necessidade de respeitar, mas também modificar crenças, valores, atitudes, representações, práticas e relações sociais que se estabelecem em torno da alimentação (LEONE, 1994 apud CONCEIÇÃO). A educação nutricional visa o acesso econômico e social a uma alimentação quantitativa e qualitativamente adequada, que atenda aos objetivos de saúde, prazer, convívio social. Iniciativas relativas ao incremento da qualidade da alimentação e à educação nutricional podem estar contempladas dentro de projetos

bem como apresentam uma resposta indiferente ao sabor salgado. 1994 apud CONCEIÇÃO). preferindo os de alto valor energético. desse modo. massas. todo ser humano possui algumas preferências inatas pelo sabor doce. que é composta dos seguintes grupos: carnes. frutas. Conceição (1994) ressalta que o mais importante é que as pessoas tenham hábitos alimentares corretos desde a infância. pois os resultados seriam observados no adulto. Estes alimentos além de possuir melhor palatabilidade. 1994). pois eles consomem o que lhe apetecem. já que se reconhece que os hábitos alimentares são estabelecidos nos primeiros anos de vida. pães (LEONE. o hábito alimentar da criança é extremamente importante. vitaminas e minerais.27 de promoção à saúde tais como criação de ambientes favoráveis à saúde. que são obtidos através de uma dieta equilibrada. A introdução de novos alimentos na dieta infantil. como também a formação de hábitos corretos de alimentação (CONCEIÇÃO. reguladores). Ancona (2004) destaca também que muitas crianças rejeitam alimentos necessários a sua nutrição. leite e derivados. No início da vida. legumes. Mas. ações comunitárias e reorientação dos serviços de saúde que ponham em relevo ações destinadas a fomentar saúde. de acordo com Ancona (2004). verduras. Contribuindo. pois quando incorreto refletirá diretamente no seu crescimento e no seu desenvolvimento adequado. ricos em carboidratos e gordurosos. rejeitando os sabores amargos e azedos. a alimentação da criança deve conter todos nutrientes necessários (carboidratos. Nesse sentido. energéticos. se defronta com a recusa natural desses alimentos. Sabe-se que as práticas alimentares são reflexos de fatores socioeconômicos culturais que interferem de maneira positiva ou negativa dependendo ou não de alternativas adequadas. Para isso. são freqüentemente consumidos em momentos de diversão e prazer dos escolares. cereais. especialmente quando se trata de alimentos com predominância dos sabores rejeitados acima mencionados. Essas podem ser culturalmente herdadas ou introduzidas através de métodos educativos efetivos (LEONE. 1994 apud CONCEIÇÃO). . esta situação pode ser modificada com a repetição de exposição ao novo alimento.

sendo que suas preferências não terão assim nenhum embasamento nutricional (CARMO. muitas vezes. ficam propensos a escolher os alimentos pela aparência ou modismo. costumam levar na lancheira alimentos ricos em calorias e pobres em nutrientes por serem esses mais práticos. pois os conflitos alimentares podem persistir se alguma atitude não for tomada. Mas também passa a ser responsabilidade da escola. bolacha recheada. Para fins de uma reeducação alimentar os hábitos inadequados devem ser revertidos. se não houver conscientização da importância de ter uma boa alimentação. e os bons hábitos incentivados. escolhem alimentos desaconselháveis pelos nutricionistas. As crianças que trazem dinheiro para comprar seu lanche na cantina. ainda são grandes causadores de cáries (LEONE. Porém é de suma importância apresentar alguns fatores que influenciam na construção dos hábitos alimentares. 1994 apud CONCEIÇÃO). entre eles. pois são pobres em nutrientes e ricos em gorduras sem uma conscientização sobre os benefícios e malefícios que estes alimentos podem causar. Crianças que trazem seu lanche de casa. 2006). trazem lanche de casa ou dinheiro para comprar os mesmos. 1994). Esta tarefa não é mais apenas dos pais. dos professores e dos meios de comunicação. .28 Os hábitos alimentares adequados são adquiridos pelos indivíduos nos primeiros anos de idade e poderão ser os mesmos na idade adulta. crescimento e também alertar sobre a gravidade de se ingerir em excesso alimentos como os doces. na maioria das vezes. Muitas crianças almoçam ou lancham na escola e quando não consomem a merenda escolar. uma vez que a criança vai crescendo. Diante do que foi exposto acima se conclui que o papel da educação nutricional é fazer com que a criança ingira certos alimentos importantes para sua saúde. que através de seus programas e anúncios publicitários influenciam na escolha alimentar das crianças (CONCEIÇÃO. que além de ter um valor nutricional questionável. a sua alimentação. ganhando espaço e formando sua opinião sobre muitos fatos. exemplo: refrigerantes. chips.

entre eles podem se citar: a família e a mídia como os mais importantes influenciadores. não é motivo de preocupação.29 3. como representante máxima da mídia. Quando seus integrantes possuem hábitos adequados contribuem de maneira decisiva para a evolução alimentar da criança. 2004). não deve dar alternativas alimentares justificando os motivos. apud ACCIOLY. A família exerce papel de modelo na construção do hábito alimentar da criança. Caso contrário. se há recusa da refeição ou de alguns alimentos. Se uma criança recusa a alimentação oferecida. na escola e em outras atividades (TOJO.1 Fatores que influenciam os hábitos alimentares Existem alguns fatores que influenciam direta e indiretamente na construção dos hábitos alimentares das crianças. Os pais são responsáveis pela escolha do alimento a ser oferecido para a criança. A fome é um excelente estimulo para novas tentativas alimentares (LACERDA.4. A televisão. Uma dieta familiar é satisfatória para a saúde da criança e proporciona uma sólida base para o futuro quando a criança começa a passar sempre mais tempo fora do lar. particularmente a transmitida pela televisão. outro fator influenciador de grande impacto no modo de vida e nos hábitos alimentares das crianças é a mídia. 1999). Conforme Tojo (1999). 1999). embora seja freqüente observarmos a falta de esclarecimento de alguns pais que exigem de seus filhos aceitação de alimentos que eles próprios não toleram (GAGLIANONE apud ANCONA. Contribuindo com isso destaca-se também a proporção significativa de crianças em idade escolar não é supervisionada de forma adequada pelos pais no tocante ao número de refeições e lanches e a quantidade de alimentos que consomem (TOJO. Este fato evidencia a necessidade de a família adotar o comportamento alimentar que espera da criança. é um veículo utilizado para o entretenimento e educação representando a maior fonte de informação sobre . pois esta não tem conhecimento suficiente para tal. Se a mesma estiver com fome consumira o alimento. 2005. p. 375).

açúcar. 3. o tópico a seguir apresenta a merenda escolar como um direito constitucional do ser humano. As propagandas televisivas estimulam as crianças a consumir alimentos e refrescos. O intuito é conscientizar alunos. e muito rapidamente. apud COSTA). Segundo Sichieri (2007.5 A alimentação escolar como um direito De acordo com o Ministério de Desenvolvimento Social. Os cartazes devem chegar as 170 mil escolas da rede oficial de todo o país até o final do mês. sendo que a mídia possui o poder de construí-los. tem alto teor energético e tipicamente contêm grandes quantidades de gorduras. o que pensam. E a exposição de apenas 30 segundos de comerciais de alimentos é capaz de influenciar a escolha de crianças a determinado produto (TOJO. francês e espanhol) e foi distribuído às embaixadas dos países da América . Esse cartaz ainda foi traduzido para três línguas (inglês. 2007 apud COSTA). os hábitos alimentares se modificam. principalmente os industrializados. colesterol e sal e que fornecem pouco ou nenhum nutriente (TOJO. Diante da televisão. cujo valor nutritivo é limitado. 1999). 1999). Sabe-se que no correr de um ano. uma criança ou adolescente pode aprender concepções incorretas sobre alimentação saudável. o que vestem. influenciando o comportamento das pessoas. o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) inicia uma campanha educativa com o envio de 553 mil cartazes pedagógicos a toda a rede pública de educação infantil. ensino fundamental e também o ensino médio. como também de substituí-los. uma criança normal passa maior tempo assistindo televisão do que estudando.30 o mundo. como aparentam ser e o que comem (SICHIERI. sendo destacada a importância do PNAE como instrumento de garantia a esse direito. professores e diretores sobre o direito dos estudantes a uma dieta adequada e nutritiva no ambiente escolar. a alimentação escolar saudável é um direito humano e precisa ser garantida às crianças e adolescentes brasileiros. Para difundir essa idéia. Diante do que já foi exposto anteriormente.

1997). Com este valor pode-se oferecer uma alimentação mais balanceada para os escolares. para que esse trabalho de conscientização também seja feito em outras nações (BRASIL.06 para R$0. 2007). considerando as práticas tradicionais que fazem parte da cultura e da preferência alimentar local. o que equivale a 22% da população brasileira. que criou o Programa Nacional de Merenda Escolar (PNME) e a Campanha da Merenda Escolar (CME) instituída em 1955. o respeito aos hábitos alimentares. gerenciado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). visto que o atendimento se faz durante 200 dias letivos do ano. contendo uma variedade maior de alimentos. e a descentralização da gestão. respeitando as diferenças biológicas entre idades e as condições de saúde dos alunos. e para as creches R$0.31 Latina e do Caribe. Os princípios norteados desse Programa é a universalização do atendimento.18. Comissão Nacional de Alimentação (CNA). o valor per capta fornecido para as escolas para ser direcionado a alimentação em 2003 passou de R$0. o valor repassado pela União.13 em préescolares e escolas filantrópicas. é de R$0. Atualmente. surgiram iniciativas do governo brasileiro relacionado á alimentação escolar. De acordo com o MEC (2006). sendo essa um marco da historia na alimentação escolar. Nesse sentido. da Saúde e da Secretaria Especial de Direitos Humanos e teve repercussão positiva frente aos representantes dos trinta e três países que participaram da conferência. Conforme Brasil (2008) essa campanha brasileira reuniu os esforços dos ministérios da Educação. atendendo aproximadamente 36 milhões de estudantes. pois originou o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) (CHAVES. das Relações Exteriores. aproximação do Fundo Internacional de Socorro a Infância (FISI). uma vez que os . a continuidade da ação. do Desenvolvimento Social e Combate a Fome. autarquia federal vinculada ao Ministério da Educação e é considerado um dos maiores programas do mundo na área da alimentação escolar. o tratamento igual a todos os alunos. O PNAE é um dos mais antigos programas sociais do governo federal. dentre elas destacam-se a instituição do Serviço Central de Alimentação. 2008).22 por aluno. que freqüenta instituições públicas e filantrópicas da educação em todo o Brasil (PEIXINHO. por dia letivo.

3. responsáveis pela oferta da alimentação aos alunos (PEIXINHO. um passo para o surgimento de doenças como o diabete e outras doenças associadas ao excesso de peso (BRASIL. Segundo alguns nutricionistas. A idéia é educar as crianças de maneira que saibam o valor dos alimentos que contêm vitaminas e sais minerais e que não engordam (BRASIL. Devido à falta de tempo dos pais. colaboram significativamente para o aumento do índice da obesidade (BRASIL. 2008). há pais que. aliados ao sedentarismo. costumam optar por lanche mais fácil de ser preparado. Relação entre a alimentação oferecida pela cantina da escola e a trazida de casa. compreendendo o uso de alimentos variados e seguros para composição dos cardápios oferecidos nas escolas. 2008). Os pais se preocupam com seus filhos. 2007). longe da fiscalização dos mesmos. além de serem ricos em gorduras e calorias. 2008). por comodidade. Com efeito. onde se pode consumir o que se deseja. as cantinas escolares oferecem lanches. guiando-os para os alimentos mais nutritivos. que invariavelmente incluem produtos industrializados. não participando na escolha dos alimentos que o seu filho vai comer no período em que está na escola. chocolates e salgadinhos. . porém. contribuindo para resgate e a tradição cultural da região e das populações tendidas (CHAVES.32 recursos federais são repassados diretamente aos Estados e Municípios. as crianças consomem os salgadinhos e as guloseimas que. as crianças não levam mais a tradicional lancheira para a escola. 2007). as cantinas das escolas se transformaram em um “parque de diversões”. Uma opção é incentivar os pequenos a prepararem seu próprio lanche. como biscoitos. mas esses alimentos têm poucos nutrientes. No espaço da escola. que ainda respeitem a cultura e as tradições alimentares.6. doces e salgados que contribuem para o aumento das taxas de obesidade. O PNAE traz em suas diretrizes o emprego da alimentação saudável e adequada.

Coxinhas. o lanche deve contemplar um equilíbrio de nutrientes. Felizmente. queijo ou iogurte. . O ideal é que. 2008). “Um almoço saudável deve conter: verduras cozidas ou uma salada. esse já é um cuidado que está se tornando habitual em muitas escolas do país (BRASIL. Sendo que Por isso. desde que não coma o pacote inteiro. pastéis e outras frituras não devem substituir uma refeição normal” (BRASIL. 2008). desde que não venha acompanhado de batatas fritas. Diante de tudo o que foi exposto pode-se concluir que a construção de hábitos saudáveis age como um fator de prevenção de futuras doenças. ela consuma entre 700 e 800 calorias. Para os nutricionistas. no qual os pais devem optar por alimentos mais saudáveis como os cereais. como peixe. no almoço. Ela pode também se alimentar com biscoitos recheados. os alimentos vendidos na cantina têm de ser alvo de um freqüente controle. de preferência branca. sendo neste caso ainda considerada como o melhor remédio. preferindo sucos e achocolatados (BRASIL. Outra orientação é evitar o consumo de refrigerantes.33 Conforme BRASIL (2008). e uma sobremesa. o lanche na escola deve suprir cerca de 15% das necessidades diárias de uma criança. uma porção de carne. peru ou frango. Para crianças que permanecem o período integral na escola. É importante afirmar que a criança pode até comer um hambúrguer assado. frutas. 2008). verduras e alimentos ricos em proteínas como o leite. o consumo de nutrientes deve ser duplicado.

3.1. cuja classificação quanto à natureza é básica. A principal atividade econômica é o comércio e a agricultura. Realizou-se uma amostra de conveniência com a escolha de uma escola pública e uma escola privada. com abordagem quantitativa e coleta de dados primários. Desenho do estudo A presente pesquisa constitui-se de um trabalho cientifico. . Critérios de inclusão e exclusão A escolha da amostra teve como critério principal alunos do ensino fundamental com 7 a 10 anos de idade. 4. onde foram entrevistados vinte (20) alunos em cada escola. estando nas margens da BR101.638) matriculados no ensino fundamental. no extremo sul catarinense. Distante 210 km de Florianópolis e 220 km de Porto Alegre (capital do estado do Rio Grande do Sul). A população envolvida nessa pesquisa foi de escolares do município de Araranguá. Esse critério (idade) teve como base o fato de muitos dos alunos que pertencem a essa faixa etária levarem lanches. METODOLOGIA 4. Hoje a população de escolares é de dezoito mil seiscentos e trinta e oito (18.34 4. trinta e seis (36) escolas estaduais e oito (08) escolas privadas (IBGE. com população de sessenta e dois mil quatrocentos e quarenta (62. 4. 2007). O município conta com dez (10) escolas municipais.2. estado de SC. População e amostra Esta pesquisa foi realizada na cidade de Araranguá. transversal. descritiva. para consumir no recreio. 2007).440) habitantes (IBGE.

no momento do recreio. analisados quantitativamente por intermédio de tabelas e gráficos. Estes voltaram assinados e preenchidos. Instrumento de obtenção de dados Como instrumento de pesquisa foi adaptado o Questionário de Freqüência Alimentar do Ministério da Saúde (APÊNDICE A) e o Questionário Socioeconômico (APÊNDICE B). . 4. onde se procurou responder a problemática da pesquisa.6.4. e é composto por três (03) perguntas abertas e uma (01) pergunta fechada.35 4. Para realizar propriamente a coleta de dados a pesquisadora entrevistou os escolares. Forma de análise dos dados Os dados foram totalizados no programa EPIDATA e analisados no SPSS 17. tomando por base o referencial teórico.0. Em seguida foi enviado para os pais através dos alunos o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (APÊNDICE D) e o questionário socioeconômico. Participarão apenas os alunos que trouxeram o termo de consentimento e o questionário socioeconômico preenchido pelos pais. O questionário de freqüência alimentar foi aplicado junto aos alunos. com o objetivo de comparar os alimentos que os mesmos levam de lanche e identificar qual das duas escolas (pública e privada) possui maior consumo de alimentos industrializados.5. O questionário socioeconômico foi aplicado com os pais dos alunos. 4. Forma de obtenção de dados Primeiramente. foi realizado o contato com a direção das escolas solicitando o espaço e a disponibilidade para a realização dos estudos. através de um Oficio de Declaração (APÊNDICE C).

4. Limitações do estudo Por ser a pesquisa com amostra de conveniência. Os escolares e seus pais convidados participaram do estudo de forma voluntaria. após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC) (ANEXO A).7.8. Aspectos éticos A coleta de dados ocorreu. . foram encontrados no Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. de 10 de outubro de 1996 do Conselho Nacional de Saúde. a impossibilidade de generalização. Os preceitos éticos a serem obedecidos e relacionados á Resolução 196. e suas identidades permaneceram anônimas.36 4. a mesma pode apresentar alguns fatores de limitação. como por exemplo.

o número de pessoas que trabalham foi respectivamente de 1.37 (± 2. Tendo como base os dados coletados em relação a escolaridade dos pais e das mães dos escolares. onde a renda per capta da escola privada chegou a quase 2 salários mínimos e a escola pública foi inferior a um salário mínimo (MINISTERIO DO TRABALHO E DO EMPREGO. RESULTADOS E DISCUSSÕES Este capítulo tem por objetivo apresentar os resultados obtidos com a aplicação dos questionários.00 e o mais alto de R$ 8. percebe-se grande diferença entre os escolares. 2009). compram lanches na cantina escolar.00.000. Na escola pública a renda média das famílias foi de R$ 1.00 com per capta de R$ 880. A renda média das famílias da escola privada ficou em R$ 3.00 (± 935. a amostra estudada apresentou 5% (n=1) de analfabetos na escola pública.36). preferência por determinados alimentos.1 (± 0.5 (± 1.119. alimentos que são levados com maior freqüência para os lanches. Na seqüência.000. De acordo com um estudo realizado pelo Ministério da Saúde (2006). 5.79). Os resultados foram subdivididos em perfil sócio econômico da família dos escolares.200.2) pessoas. sendo o salário mais baixo de R$ 1.9 (± 0.7) pessoas.9) enquanto que na escola pública é de 4.615. A renda per capta foi de R$ 454.37 5.00 á 4.40) variando os salários de R$ 600. enquanto na escola privada nenhum caso de analfabeto e um maior percentual de entrevistados com grau de escolaridade elevado. caracterização dos escolares. Perfil socioeconômico das famílias dos escolares Conforme questionário sócio econômico aplicado as famílias dos escolares. cada vez mais está diminuindo o número de pessoas analfabetas no Brasil.00).1.91 (± 300.80 (± 376. Quando comparadas a renda per capta.805.5) e 2. Nesse . e tomando-se por base o salário mínimo brasileiro (R$ 465. avaliação da freqüência alimentar dos escolares e escolares que não consomem lanche no período que estão na escola.75 (± 0.44). os dados coletados apontaram que o número de pessoas que moram na mesma casa com o escolar da escola privada foi de 3.

O Ensino Médio completo e Ensino Superior completo ficam com 20% (n=4) cada.0 5. os pais da escola privada têm um maior percentual de escolaridade entre o Ensino Superior incompleto e Ensino Superior completo e quando somados totalizam 60% (n=12) dos pais com Ensino Superior.0 40. portanto abaixo do grau de escolaridade dos pais da escola privada.0 10.0 15.0 5. Completo Ensino médio Incompleto Ensino médio Completo Ensino superior Incompleto Ensino superior Completo Não responderam Fonte: dados da pesquisadora (2009) Escola Privada n 0 2 2 1 2 6 6 1 n 0 1 2 0 4 4 8 1 % 0 10.0 10.0 10. Incompleto Ensino Fund.38 estudo constatou-se que em 1992 havia 17%.0 10.0 10.0 10.0 0 20. Tabela 1 – Grau de escolaridade do pai e da mãe dos escolares de acordo com escola pública e privada. já o Ensino Superior incompleto e Ensino Superior completo quando somados também totalizam 60% (n=12) da amostra.0 % 0 5.0 30. Já os pais da escola pública o maior grau de escolaridade fica no Ensino Fundamental incompleto. representando um quarto desta população (25%). 2009.0 10. SC.0 0 20.0 % 5. estando.0 5.0 20.0 0 . Araranguá.0 Escola Pública n 1 5 2 2 4 0 4 2 n 1 2 1 3 9 2 2 0 % 5.0 45. Completo Ensino médio Incompleto Ensino médio Completo Ensino superior Incompleto Ensino superior Completo Não responderam Escolaridade da mãe Analfabeto Ensino Fund.0 10.0 30. Indicadores Escolaridade do pai Analfabeto Ensino Fund. Incompleto Ensino Fund.0 25.0 5. em 1996 havia 15% e em 1999 havia 13% de analfabetos no Brasil. Conforme pode ser observado na Tabela 1. De acordo com o grau de escolaridades das mães dos escolares da escola privada o Ensino Médio completo se apresenta com 20% (n=4).0 20. As mães da escola pública ficaram com seu maior percentual em Ensino Médio completo com 45% (n=9).0 10.

5. com escolares do Ensino Fundamental constatou-se que. a escola privada apresenta um maior grau de escolaridade dos pais. sendo que 100% (n=20) dos escolares da escola privada assistem em média 03h e 29min e 95% (n=19) dos escolares da escola pública assistem em média 04h e 10min diariamente. de sal. E se for comparadas às duas escolas. Esses dados demonstram que na escola privada é mais freqüente o sexo feminino e na escola pública o sexo masculino. Em 91% dos casos. enquanto que na . independentemente do sexo. das quais. à nutrição e a maus hábitos alimentares. 3 horas correspondiam às propagandas de alimentos.2. esta publicidade mencionava alimentos com alto teor de gordura.39 Observou-se que não ocorreu grande diferença entre o grau de escolaridade dos pais e mães dos escolares da escola privada. enquanto que na escola pública as mães têm no Ensino Médio completo duas vezes mais do que os pais. de fatores étnicos e nível de escolaridade dos pais. Em um estudo feito por Rossi (2008). os dados apresentaram 65% (n=13) do sexo feminino e 35% (n=7) masculino e na escola pública foram encontrados 60% (n=12) do sexo masculino e 40% (n=8) do sexo feminino. obteve-se 85% (n=17) de afirmação na escola privada e 75% (n=15) na escola pública. E em relação ao lugar em que eles preferem fazer o lanche. Com relação ao sexo dos escolares da escola privada. aproximadamente. Ao questionar os escolares se eles assistem televisão. Caracterização dos escolares De acordo com os dados coletados a idade dos escolares da escola privada compreende uma média de 8 anos e 4 meses e na escola pública essa média é de 8 anos e 2 meses. Ao questionar os escolares se o tempo do recreio é suficiente para fazer o seu lanche. a televisão se relaciona positivamente às opiniões erradas sobre os alimentos. Nesse estudo constatou também que as crianças assistiam entre 21 a 22 horas semanais de televisão. da disposição de leitura. 95% (n=19) dos escolares da escola privada afirmaram o refeitório. bem como alimentos industrializados. constatou-se que sim. de açúcar.

sendo que as opções de respostas são as seguintes: sim.5% (n=13) trazem 16. 5. chips (n=6). salgadinhos fritos (n=5) e o achocolatado (n=3) cuja classificação corresponde aos alimentos industrializados. Enquanto que os escolares da escola pública citaram os seguintes alimentos: suco artificial (n=10). constatou-se que está ocorrendo um desequilíbrio entre os alimentos que estão disponíveis na casa das pessoas.40 escola pública 50% dos escolares responderam o refeitório e 40% (n=8) o banco ao lado da sala de aula. pois ao realizar o mesmo questionamento aos escolares (n=49). pão (n=4). Entre os diversos alimentos que os escolares trazem. walfer (n=6). bolacha. refrigerante e gorduras. na escola privada 50% (n=10) dos escolares trazem lanche de casa. Ao questionar os escolares em relação aos alimentos que trazem como lanche. ou seja. 35% (n=7) às vezes trazem e 15% (n=3) não trazem. não e às vezes. Os dados coletados apresentam os seguintes percentuais. doces. Como pode se observar grande parte dos escolares traz o seu lanche de casa ou às vezes trazem. salgadinho frito. os percentuais obtidos nas respectivas respostas foram 26.3. 40% (n=8) trazem lanche de casa e 15% (n=3) não trazem. totalizando 85% (n=17) em ambas as escolas. pelo grande consumo dos mesmos alimentos industrializados. suco artificial. Em um estudo realizado por Teixeira (2008). . O estudo identificou uma grande semelhança entre os entrevistados. Alimentos que são levados com maior freqüência para os lanches Os escolares foram questionados se trazem lanche de casa ou se compram na cantina da escola. foi citado principalmente. achocolatado e alimentos industrializados.1% (n=28) às vezes trazem. e na escola pública 45% (n= 9) dos escolares trazem às vezes. os dados encontrados são semelhantes com os deste estudo. todos pertencentes à classificação de alimentos industrializados. Em um estudo realizado por Carvalho (2001). devido a uma grande presença de industrializados. aos cereais e ao leite. bolacha recheada (n=4) e refrigerante (n=3). foi mencionado pelos escolares da escola privada: suco artificial (n=9). pizza (n=7) bolacha recheada (n=6).3% (n=8) não trazem e 57.

onde os escolares (n=28) das respectivas escolas mencionadas ao serem . Unindo as respostas sim e às vezes se tem 85% (n=17) dos escolares que compram lanche na cantina da escola pública. obteve-se um percentual de 25% (n=5) dos escolares da escola privada de afirmação.41 Em outro estudo. comem o que a escola oferece ou compram na cantina. desenvolve obesidade. Quando questionados se compram lanche na cantina.1 Compram lanches na cantina escolar As duas escolas entrevistadas têm cantinas. Sabe-se que a maioria dos escolares compra lanche na cantina escolar. com destaque para sua ocorrência entre os pré-escolares. sendo que na escola privada 95% (n= 19) dos escolares ajudam na escolha do alimento e na escola pública 85% (n=17) ajudam. entre todos os estágios de vida. No mesmo estudo citado anteriormente realizado por Carmo (2006). onde boa parte dos escolares compra o seu lanche. 80% compram ás vezes e 15% (n=3) não compram lanche na cantina. sobrepeso e até mesmo doenças crônicas como o colesterol. ou seja. O grande consumo de alimentos com alto teor de calorias “mortas”. constatou-se que o aumento na prevalência de obesidade tem sido observado nos Estados Unidos e em diversos países. Tendo em vista que a obesidade na infância freqüentemente persiste na vida adulta. 65% (n=13) compram somente às vezes e 10% (n=2) não compram. sobre o consumo alimentar de adolescentes. Se juntar as respostas sim e às vezes se tem um percentual de 90% (n=18) dos escolares que compram os seus lanches na cantina da escola privada.3. 5. constatou-se que a ingestão alimentar entre os entrevistados foi elevada em relação aos produtos industrializados. sem nutrientes essenciais para esta faixa etária. hipertensão e diabetes. Os que não ajudam a escolher o lanche relataram que não levam lanche para escola. De acordo com os escolares questionados a maioria deles ajuda a escolher o que vai ser levado de lanche para escola. esses dados também foram observados em um estudo realizado por Teixeira (2008). feito por Carmo (2006). dislipidemias. Na escola pública 5% (n=1) dos escolares responderam que sim.

Preferência por determinados alimentos Dos escolares entrevistados também se verificou quais são os alimentos que mais gostam de comer e quais os que menos gostam. sanduíche. 2006). arroz. como: suco natural.4% (n=13) que não e 14. lasanha. o suco natural (n=8). Para um melhor entendimento e visualização os alimentos citados foram listados abaixo conforme o tipo e o número absoluto. sendo esses alimentos classificados como cereais. o cachorro-quente. podendo ser observada no presente estudo. 5. Nessa pesquisa em relação aos lanches comprados na cantina pelos escolares da escola privada estão presentes: sucos naturais (n=10). os escolares estão trocando a merenda oferecida pela escola que é balanceada. as cantinas das escolas venderem alimentos com baixo valor nutricional e industrializado. batata. doguinho (rolo de massa de pão com salsicha) (n=5). preferindo comprar o lanche na cantina.3% (n=4) que às vezes compravam. Carmo (2006) ressalta que é comum. hortaliças (milho. 39. cachorro-quente. já que esses possuem a preferência dos escolares. legumes. bolo de chocolate com cobertura (n=4) e o bolo simples (n=4). Em relação aos tipos de alimentos que mais compravam na cantina escolar estão o chocolate em barra. panqueca. massa.42 questionados se compravam alimentos da cantina. frutas e industrializados. (MEC. . cachorroquente (n=7). Mas esta não é a nossa realidade.4. assados. aipim e polenta). atualmente existe uma legislação que proíbe às cantinas de venderem alimentos que são prejudiciais à saúde dos escolares e elas devem vender alimentos naturais. No estado de Santa Catarina.3% (n=11) responderam que sim. o salgadinho industrializado de pacote (n=5). Para organizar a lista e visualizar melhor foram separados por grupo de alimentos e apresentados em gráficos como cereais (bolos. Desse modo. E na escola pública os alimentos citados pelos escolares foram: a pizza (n=9). cuja classificação de acordo com os grupos de alimentos são frutas e cereais. 46. sanduíche natural. pastel assado. pão. Segundo um estudo realizado por Martins (2004). o refrigerante (n=4) e o chocolate em barra (n=4). o suco artificial e a pizza.

e a hortaliça 9% e os óleos 5% foram citados apenas pelos escolares da escola pública. as carnes respectivamente em 20% e 30%. pão (n=1). doce de leite (n=1). legumes (n=1). Esses alimentos foram organizados em grupos alimentares e apresentados no Gráfico 1 (abaixo) visando a comparação entre as escolas em relação aos alimentos que os escolares mais gostam. Os alimentos que os escolares mais gostam na escola privada são os seguintes: massa (n=7). leguminosas 11% e 14%. xis (n=1). vagem. os industrializados 23% e 11%. leite com achocolatado (n=1). alface e pepino). repolho (n=1). batata frita (n=5). suco natural (n=1). frutas (frutas. óleos e gorduras (batata frita. ovo (n=2). açucares e doces (nega maluca e torta) e produtos industrializados (pizza. açúcar 7% e 3%. feijão (n=9). cenoura (n=1). peixe (n=3). mamão. almôndega e fígado de boi). feijão (n=7). arroz (n=5). bolacha/ biscoito doce e salgado. achocolatado e vitaminas de frutas). leite e derivados (iogurte. panqueca (n=1). frutas (n=4). bife (n=2). bolo (n=1). xis e folhados). sanduíche (n=2). peito de frango (n=1). milho (n=1). sopa (n=2). massa (n=5). pizza (n=2). almôndega (n=1). pastel assado (n=1). purê de batata (n=1) e iogurte (n=1). peixe. leguminosas (feijão). nega maluca (n=1). frutas (n=2). chuchu. pizza (n=5). chips (n=1) e mamão (n=1). frutas 6% e 8%. batata frita (n=4). salada. ovo (n=2). batata (n=1). carne vermelha. . peito de frango. maionese (n=1). cachorro-quente (n=5). bolacha salgada e doce (n=1). milho (n=2). leite 3% e 1%. Já na escola pública foram citados: carne vermelha (n=13). bife (n=1). suco natural. carnes e ovos (ovo. Percebe-seu um grande consumo de cereais na escola privada com 41% de preferência e na pública essa preferência foi de 31%. chocolate e maionese). Maca e melancia). chips. cachorro quente (n=2). bolacha salgada e doce (n=1). salada (n=2). nega maluca (n=3). chips (n=1). chocolate (n=1). doce de leite. repolho. tomate. carne vermelha (n=2). peixe (n=1). cenoura. peito de frango (n=3). lasanha (n=2).43 sopa de legumes. bife. batata (n=1). arroz (n=9).

sendo que em menor número que os da escola privada. Araranguá. Porém. sendo que entre os escolares de classe média. do qual dependem a disponibilidade. Em um estudo feito com o consumo alimentar de crianças por Barbosa (2005). a quantidade e a qualidade dos alimentos consumidos. SC. 2009. eles também consomem alimentos industrializados.44 Gráfico 1: Alimentos que os escolares mais gostam. Um artigo já públicado mostrou que 14. . Os escolares da escola pública citaram como os alimentos que devem estar presente na mesa das pessoas para se ter uma alimentação balanceada. bem como o suco de frutas (DALLA COSTA. doces. mostrando que o lanche destes escolares é precário em vitaminas e minerais. Fonte: dados da pesquisadora (2009) Como pode ser observado os alimentos que os escolares da escola privada preferem mais que os da escola pública.0% dos entrevistados de nível econômico baixo consomem mais os alimentos industrializados. são os alimentos mais caloricos. constatou-se que as práticas de alimentação são importantes determinantes das condições de saúde na infância e estão fortemente condicionadas ao poder aquisitivo das famílias. sendo que esses são essenciais para uma boa saude e por isso deveriam ser consumidos em menor quantidade. gordurosos. o pastel assado foi o favorito. Esses dados apresentam uma situação diferente do presente estudo. 2007). mostrando que os lanches deles são mais variadas em nutrientres.

Como pode ser observado no Gráfico 2. o tomate (n=1). menos gostam de hortaliças 42% na escola privada e 37% na escola pública. SC. GRÁFICO 2: Alimentos que os escolares menos gostam. o aipim (n=1) e a cenoura (n=1). as carnes 8% e 13%. os cereais correspondem respectivamente a 8% e 27%. as frutas 16% e 10%. na escola privada constatou-se que esses alimentos são as verduras (n=4). a batata (n=2). bolacha salgada e doce (n=1).2009. a vagem (n=1). massa (n=3). pepino (n=1). chuchu (n=1). o chuchu (n=1). o arroz (n=1). a sopa (n=1). os óleos 2% e os açucares 3%. o peito de frango (n=1). a maionese (n=2). aimpim (n=1). Fonte: dados da pesquisadora (2009) . polenta (n=1). melancia (n=1). o leite (n=1). figado de boi (n=1). os legumes (n=1). Araranguá. arroz (n=3). E na escola pública os alimentos mais citados foram: salada (n=8). o alface (n=1). os escolares da escola privada ao serem comparados com os da escola pública. as frutas (n=1). a salada (n=1). a torta (n=1). industrializados são 3% em ambas as escolas e o restante dos grupos alimentares são citados somente pelos escolares da escola privada onde o leite foi 2%. o peixe (n=1). frutas (n=2). a maçã (n=1). feijao (n=3). leguminosa 16% e 10%.45 De acordo com a presente pesquisa realizada com os escolares para saber quais alimentos eles menos gostam de comer. peito de frango (n=1). o mamão (n=2). o feijão (n=4). batata (n=1) e peixe (n=1). a vitamina de frutas (n=1). verduras (n=1). a carne vermelha (n=1). o folhado (n=1).

com pouca fibra e de pouco valor nutricional. ricos em açúcares. O elemento essencial do QFA é capturar a probabilidade de consumo da maioria dos alimentos. Avaliação da freqüência alimentar dos escolares O Questionário de Freqüência Alimentar (QFA) é considerado como um dos principais instrumentos utilizados para coleta de dados dietéticos (FISBERG. constatou-se a presença marcante de alimentos gordurosos.46 Como pode ser observado acima os alimentos que os escolares menos gostam são os essenciais para se ter uma boa saúde. . em um determinado período pregresso de tempo. durante os 5 dias que antecederam a pesquisa. Os dados coletados com os escolares da escola privada referente à freqüência alimentar podem ser observados na Tabela 2. 2008). Embora haja grande diversificação na alimentação dos mesmos. Conforme o QFA aplicado com os escolares. 5.5. Em um estudo feito por Carvalho (2001). ou seja. Quando comparados os graficos 1 e 2. pode-se avaliar com que freqüência eles consomem determinados alimentos. em geral. são os alimentos importantes para se ter um crescimento e um desenvolvimento saudável. foi verificado a existência de hábito alimentar inadequado para os estudantes investigados. quanto as frutas a escola pública apresenta uma preferencia maior. percebe-se que as hortaliças na escola privada não foram nem mencionadas.

0 3 - 15.0 1 dia nos últimos 5 dias n 2 3 5 2 % 10.0 10 50.0 15.0 - - 2 10.0 - - - - 3 16 15.0 2 10. Alimento Não comi nos últimos 5 dias n Frutas.0 4 - 20.0 8 40. pizza.0 10.0 nº 5 5 1 10 % 25. Araranguá. SC.0 20. balas.0 2 - 10.47 Tabela 2 – Freqüência alimentar da escola privada.0 6 30.0 4 dias Todos os nos últimos 5 últimos 5 dias dias nº 2 4 % 10.0 5.0 - - 1 5.0 15. salada de frutas ou suco natural Suco artificial Refrigerantes Leite.0 1 5.0 3 2 15.0 25.0 2 2 10.0 6 30.0 45.0 20.0 4 9 20.0 2 10.0 3 1 15. iogurte.0 10. doces.0 - 4 1 20.0 - 7 4 35.0 30.0 10. pastel.0 2 dias nos últimos 5 dias nº 2 2 2 % 10.0 50.0 2 10.0 10.0 7 35. etc.0 10.0 3 15.0 25. quibe. chocolate ou sorvete Salgadinhos de pacote (tipo “chips”) Bolo.0 5 4 25.0 7 35. . sanduíches ou cachorro quente Pipoca ou amendoim 4 5 6 2 % 20.0 10.0 1 5.0 25.0 - Fonte: dados da pesquisadora (2009) O questionário com os dados de freqüência alimentar coletados nos escolares da escola pública podem ser observados na Tabela 3.0 3 dias nos últimos 5 dias nº 9 3 2 4 % 45. 2009.0 20.0 3 15.) Bolacha/ biscoito salgado Bolacha/ biscoito doce Bolacha/ biscoito recheado.0 80.0 20.0 5.0 5.0 10. achocolatados Salgados fritos (coxinha.

por isso deveriam ser consumidas todos os dias.0 Todos os últimos 5 dias Nº 5 14 10 % 25. 2009. O grupo das frutas tem grande importância na alimentação. doces.0 10.0 40.0 - 3 7 15.0 10.0 15. a aterosclerose e alguns tipos de câncer (JORGE.0 - - 4 20.0 6 2 30.0 5.0 10 50. antioxidantes e fitoquímicos.0 1 5.0 10.0 20.0 5.0 70.0 2 10.0 10. iogurte.0 15.0 3 15. salada de frutas ou suco natural.0 - - 8 8 40.0 10 50. pizza. . 2008).0 4 20.0 50.) Bolacha/ biscoito salgado Bolacha/ biscoito doce Bolacha/ biscoito recheado.0 5. salada de frutas ou suco natural Suco artificial Refrigerantes Leite.0 4 3 20.0 3 dias nos últimos 5 dias Nº 6 1 3 2 % 30.0 4 20. etc.0 50.0 3 1 15.0 1 dia nos últimos 5 dias Nº 3 10 2 % 15.0 20. Alimento Não comi nos últimos 5 dias Nº Frutas. sanduíches ou cachorro quente Pipoca ou amendoim 3 1 4 % 15. SC. balas.0 10.0 3 1 15.0 65. pastel.0 10.0 5. (Tabelas 2 e 3) o maior consumo destes alimentos foi de 3 dias nos últimos 5 dias em ambas as escolas. quibe.0 5.0 3 2 15. fibras alimentares.0 1 2 5.0 3 15.0 - - 2 10. como fonte de minerais.0 4 13 20.0 10. chocolate ou sorvete Salgadinhos de pacote (tipo “chips”) Bolo. Araranguá.48 Tabela 3 – Freqüência alimentar da escola pública.0 1 5.0 3 - 15. todavia nessa pesquisa as frutas foram bastante citadas pelos escolares. achocolatados Salgados fritos (coxinha.0 2 dias nos últimos 5 dias Nº 4 1 2 2 % 20.0 4 dias nos últimos 5 dias Nº 3 1 4 % 15.0 7 35.0 3 15. que protegem o organismo contra o envelhecimento precoce. vitaminas.0 3 15.0 5.0 35.0 2 - 10.0 2 10.0 - Fonte: dados da pesquisadora (2009) De acordo com esses dados a freqüência alimentar de frutas.0 2 10.

2007). pastel. os escolares evitaram o desenvolvimento da obesidade. prevenção de doenças como à osteoporose. apresentando uma crescente prevalência. ao iogurte e aos achocolatados os escolares de ambas as escolas consumiram todos os dias nos últimos 5 dias. e o da escola pública foi de 1 dia nos últimos 5 dias. 2009. pois são bebidas ricas em açúcar. De acordo com os dados coletados sobre a frequência alimentar do gupo dos salgadinhos fritos. a hipertensão arterial. a obesidade e o câncer de cólon (PEREIRA. pois ele é rico em cálcio e proteinas. E para escola pública foi de que comeu todos os últimos 5 dias. pois a ingestão de bebidas adicionadas de açúcar. Como se sabe o leite é importante no crescimento do escolar. 2004). corantes e calorias. associada às mudanças no modo de viver e maior consumo alimentar inadequado (GAMA. rica em calorias e industrializadas podem contribuir para ganho de peso. como: coxinhas. Além disso. BARBOSA. o maior percentual na escola privada foi de que os escolares não consumiram este alimento nos últimos 5 dias.49 Conforme o grupo do suco artificial como se observa nas Tabelas acima o maior consumo da escola privada se divide em não comeu em nenhum dos últimos 5 dias e todos os últimos 5 dias. Em relação a este grupo. pois este alimento deve ser evitado. quibe. bem como é recomendado em casos de doenças crônicas não transmissíveis. Sendo muito bom este resultado. . sendo associada ao desenvolvimento da obesidade na infância (CARMO. 2006). auxiliando na saúde óssea. Em relação ao leite. em excesso podem comprometer a saúde nesta fase e na idade adulta também. pois em ambas escolas os escolares não consumiram esses alimentos nos últimos 5 dias. 2002). Esse fato é de grande importância. o mesmo deveria sem consumido em menor quantidade. sendo o mesmo percentual. Já para o grupo dos refrigerantes (Tabelas 2 e 3). sendo essa considerada como o mais importante fator de risco conhecido para as doenças cardiovasculares na vida adulta. o resultado encontado foi eficaz. os hábitos adquiridos com o aumento do consumo de alimentos industrializados podem reduzir o consumo de alimentos "in natura" (AQUINO. sendo que ao não consumir as frituras e as gorduras. Estes alimentos industrializados consumidos de forma inadequada.

que é um carboidrato rico em fibra e o amendoim. pois a maioria dos escolares não tem uma freqüência alimentar por estes produtos. ferro) importantes para o desenvolvimento geral dos escolares (ANCONA. pois são ricos em carboidratos que tem como função fornecer a energia necessária ao organismo e são fundamentais no processo do crescimento (ANCONA. Conforme o grupo da pipoca. Estes por serem alimentos que não estão tão presentes na dieta do escolar. Nesse grupo (bolachas/biscoitos recheados. Isso mostra a grande preferência por alimentos que deveriam estar fora ou ser consumido em menos freqüência pelos escolares. balas. os escolares têm uma freqüência bem grande em consumir estes alimentos. Sendo bem satisfatório o resultado encontrado. que contém gorduras boas que diminuem os níveis de LDL. cálcio. . E na escola pública foi de que os escolares consumiram 1 dia nos últimos 5 dias. 2004). A partir disso pode-se observar que as crianças da escola privada preferem mais alimentos mais caloricos e gordurosos. Estes alimentos podem fazer parte da dieta do escolar. fibras. os itens ficaram quase com o mesmo percentual em ambas as escolas e os dias que foram consumidos. 2004). são consumidos mais raramente. Em ambas as escolas o percentual ficou maior em que não consumiram nos últimos 5 dias. Como pode ser observado nas Tabelas 3 e 4. os escolares de ambas as escolas não consumiram nos últimos 5 dias. chocolate ou sorvete). Em relação ao grupo dos bolos. minerais. os famosos “chips”. pizzas. doces. sanduíches ou cachorro quente.50 Em relação ao consumo de bolacha/biscoito salgado e doce a escola privada teve seu maior percentual em todos os últimos 5 dias e a escola pública não consumiu nos últimos 5 dias. 2004). Em relação à freqüência alimentar dos salgadinhos de pacote. pois estes são ricos em “calorias mortas” que não oferecem os nutrientes (vitaminas. a escola privada possui o maior percentual nos escolares que consumiram todos os últimos 5 dias. que fornecem muitas calorias e poucos nutrientes (BARBOSA.

mesmo sendo os oferecidos pela escola ou trazidos de casa. Sendo que alguns levam de casa.6. outros compram na cantina ou ainda comem a merenda oferecida pala escola. Segundo um estudo feito por Cano (2006).51 5. Escolares que não consomem lanche no período que estão na escola Dos 40 escolares entrevistados todos consomem lanche quando estão na escola. os escolares consomem algum tipo de alimento no período que estão estudando. .

Conforme a preferência alimentar dos escolares. esse fato pode interferir no seu hábito alimentar. sendo que estes fatores não interferiram no presente estudo. na escola privada foi maior em comparação a escola pública. os alimentos que eles mais gostam na escola privada são os alimentos mais calóricos e indicando uma alimentação precária em vitamina e mineral. vendem alimentos com baixo valor nutricional. chocolates. todos os dias. refrigerantes. proíbe a venda destes alimentos. de açúcar e de sal. a maioria das vezes. O mesmo se deu quanto ao grau de escolaridade dos pais da escola privada. que muitas vezes são a preferência dos escolares. sendo que estes alimentos devem ser evitados pelos escolares. pois podem desenvolver obesidade ou sobrepeso e até mesmo levar a doenças crônicas futuras. Sabe-se que o padrão alimentar do brasileiro tem sofrido muitas influências e transformações e o estilo da vida moderna tem favorecido o consumo de alimentos industrializados. O consumo excessivo de produtos gordurosos. onde na escola pública foram mais comprados os alimentos industrializados. na escola privada tinha mais escolares do sexo feminino e na escola pública foi mais freqüente o sexo masculino. a maioria deles considera que o tempo do recreio é suficiente e fazem o lanche no refeitório. Os mesmos assistem televisão. industrializados. balas. pois a publicidade cita alimentos com alto teor de gordura. praticamente iguais. pois a preferência alimentar deles é por alimentos mais variados em . CONSIDERAÇÕES FINAIS Os resultados desse estudo mostraram que os escolares têm uma alimentação. em ambas as escolas. pois a legislação que existe sobre as cantinas. No presente estudo constatou-se uma diferença entre as escolas. Sendo encontrada uma diferença na escola pública. Os escolares pesquisados tinham a idade estabelecida pelo estudo. doces e bebidas açucaradas. A variável socioeconômica renda familiar e per capta. está bem presente na dieta. As cantinas das escolas. diminuição no consumo de cereais integrais e aumento no consumo de açúcares. Sendo isto ruim.52 6. da alimentação fora de casa e da substituição das refeições tradicionais pelos lanches. tanto na escola privada e como na pública foram os industrializados. Os alimentos que são levados com maior freqüência pelos escolares para o lanche nas escolas.

2003). como as observadas no presente estudo. Contudo. 2004) e a freqüência alimentar. Talvez este fato possa estar relacionado à presença do Programa Nacional de Alimentação Escolar nesta instituição. devido ao grande consumo de alimentos industrializados. salgadinhos fritos. bem como. De acordo com a freqüência alimentar dos escolares. ao sedentarismo. . espera-se que a presente pesquisa venha contribuir para que os escolares das escolas pesquisadas tenham uma alimentação de melhor qualidade e que sirva de subsídios para pesquisas futuras. salada de frutas ou suco natural. aos hábitos inadequados e a mídia. Com relação à escola privada. principalmente a educação nutricional. teve-se um consumo bom em frutas. salgadinhos de pacote e pipoca e amendoim. Vale ressaltar que o tamanho reduzido da amostra foi um dos vieses do estudo que pode comprometer a veracidade dos resultados. Esses dados mostraram que a alimentação do escolar está cada vez mais precária em nutrientes e que o número de crianças com obesidade aumenta a cada dia. Diante do quadro apresentado. nas falhas da alimentação dos escolares.53 nutrientes. bolacha/ biscoito recheado. que é caracterizada como o consumo de alimentos e nutrientes (CAVALCANTE. leite e derivados e carboidratos e uma baixa freqüência de refrigerante. é importante destacar o papel do profissional Nutricionista na alimentação escolar. mais um consumo maior de suco artificial. chocolate e sorvete. a correria do dia-a-dia dos pais. que é utilizada para avaliar a freqüência média de consumo de alguns alimentos (SLATER. pois é o profissional mais habilitado a realizar atividades educativas promotoras de saúde. aos lanches rápidos. com o intuito de identificar as causas dos problemas encontrados visando à melhora dos resultados observados. pode-se inferir que esta diferença está relacionada à questão socioeconômica e um maior aceso a alimentos industrializados. E quanto aos alimentos que os escolares menos gostam constatou-se que os mesmos são os essenciais para se ter um crescimento e desenvolvimento saudável. balas. Percebeu-se uma certa divergência entre sua preferência alimentar. doces.

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59 APÊNDICES .

Quais são os alimentos que você mais gosta de comer? ___________________________________________________________________ 6 .o que você costuma comprar? ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 5 .1 .Você traz lanche de casa? ( ) Sim ( ) Não ( ) As vezes 3.Quantas horas você assiste televisão por dia: ___________________________ 2 .Sua mãe (ou madrasta) trabalha fora de casa? ( ) Sim ( ) Não 3 .1 .60 APÊNDICE A – QUESTIONÁRIO (ESCOLARES) DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Nome da escola:______________________________________________________ Código da escola: ( ) Privada ( ) Pública Ano que freqüenta: ______ Sexo: ( ) Masc ( ) Fem Idade:____ anos Data:____/____/_____ QUESTIONÁRIO 1 .Você ajuda a escolher o que vai ser levado de lanche para escola? ( ) Sim ( ) Não 8 .Você costuma assistir televisão? ( ) Sim ( ) Não 1.Você compra lanches da cantina? ( ) Sim ( ) Não ( ) As vezes 4.Quais são os alimentos que você menos gosta de comer? ___________________________________________________________________ 7 .O que você costuma trazer? ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 4 .1 .O tempo do recreio é suficiente para você fazer seu lanche? ( ) Sim ( ) Não .

Bolachas/biscoito salgados Bolacha/biscoito simples Bolacha/biscoito recheado. doces. quibe.Nos últimos 5 dias. Salgados fritos (coxinha. pizza.Qual o local que você faz seu lanche? ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 10 .61 9 . etc. em quantos dias você comeu os seguintes alimentos ou bebidas? Alimentos Não comi 1 dia nos 2 dia nos 3 dia 4 dia nos últimos últimos 5 últimos 5 nos nos 5 dias dias dias últimos últimos 5 dias 5 dias Todos os últimos 5 dias Frutas.). sanduíches ou cachorro quente Pipoca ou amendoim Questionário de freqüência alimentar adaptado OBS:_______________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ . pastel. salada de frutas ou suco natural. chocolate ou sorvete Salgadinhos de pacote (tipo “chips”) Bolo . balas. Suco artificial Refrigerantes Leite. iogurte ou achocolatados.

62 APÊNDICE B . Responda as perguntas abaixo 1. Assinale o seu grau de escolaridade: Analfabeto Ensino fundamental incompleto (Primeiro grau incompleto) Ensino fundamental completo (Primeiro grau completo) Ensino médio incompleto (Segundo grau incompleto) Ensino médio completo (Segundo grau completo) Superior incompleto Superior completo ( ) pai ( ) pai ( ( ( ( ( ) pai ) pai ) pai ) pai ) pai ( ) mãe ( ) mãe ( ( ( ( ( ) mãe ) mãe ) mãe ) mãe ) mãe Obrigado pela sua colaboração!!! . Quantas pessoas trabalham na casa? _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ 3. Qual a renda mensal da família (soma dos salário de todos que trabalham? _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ 4.Questionário socioeconômico que será aplicado com os pais dos alunos. Quantas pessoas moram na casa? _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ 2.

PREFEITURA MUNICIPAL DE ARARANGUÁ SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DEPARTAMENTO ADMINISTRATIVO INSTITUIÇÃO: DECLARAÇÃO Declaro para os devidos fins e legais que. e como representante legal da Instituição.____/ ____/_____ ______________________ Assinatura do Responsável . objetivando atender as exigências para a obtenção de parecer do Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos. SC.63 APÊNDICE C . autorizo a sua execução nos termos propostos. tomei conhecimento do projeto de pesquisa: COMPARAR OS LANCHES DE ESCOLARES DE UMA ESCOLA PÚBLICA E UMA PRIVADA DE ARARANGUÁ. Araranguá. E cumprirei os termos da Resolução CNS 196/96 e suas complementares.Oficio de declaração (escola). e como esta instituição tem condição para o desenvolvimento deste projeto.

O nome do seu filho (a) não apresentará em qualquer momento do estudo. você não receberá qualquer valor em dinheiro. O objetivo deste estudo é Comparar os lanches de escolares de uma escola pública e uma privada de Araranguá.64 APÊNDICE D . Eu entendi que sou livre para interromper a participação do meu filho (a) a qualquer momento. Araranguá. SC. Sei que o nome dele (a) não será divulgado. pois será identificado com um número. Eu concordo em participar do estudo. Você poderá ter todas as informações que quiser e poderá não deixá-lo participar da pesquisa ou retirar seu consentimento a qualquer momento. Termo de consentimento livre. sem prejuízo ao seu filho (a). li e/ou ouvi o esclarecimento e compreendi para que serve o estudo e qual procedimento meu filho (a) será submetido. sem justificar minha decisão. Pela participação do seu filho (a) no estudo. Não será feito procedimento nenhum que lhe traga qualquer desconforto ou risco à sua vida.Termo de consentimento livre e esclarecido (Conforme CNS. será necessário responder perguntas ao programa. mas terá a garantia de que todas as despesas necessárias para a realização da pesquisa não serão de sua responsabilidade. Termo de esclarecimento O seu filho (a) está sendo convidado (a) a participar do estudo “Avaliação do lanche de crianças de 7 a 10 anos de duas escolas de Araranguá”. Caso o seu filho (a) participe. que não terei despesas e não receberei dinheiro por ele (a) participar do estudo. Assinatura do voluntário: ____________________________________ _______________________________________________________ Assinatura do pesquisador responsável: Juliana Costa Murguero Telefone de contato do pesquisador: (048) 9613-2634 ____________________________________________________________ Assinatura do pesquisador orientador: Paula Rosane Vieira Guimarães Telefone de contato do orientador: (048) 8406-9882 . após esclarecimento Eu. A explicação que recebi esclarece os riscos e benefícios do estudo. ___ de ____________________ de 2009. Resolução 196 de 10/10/96). ____________________________.

65 ANEXO .

66 Anexo A .Carta de Aprovação .

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