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60 Questoes de Literatura Enem

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08/15/2015

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LITERATURA EM LÍNGUA PORTUGUESA

LINGUAGEM, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS

ENEM
ALUNO(A): QUESTÃO 01

TEORIA DA LITERATURA GÊNEROS E PERÍODOS LITERÁRIOS

Primeira Parte

Pesquisa e elaboração: Maria Betânia Diniz Ferreira Data: 08- 09- 2011

Durante o Humanismo desenvolveu-se uma nova concepção de vida: houve a defesa da reforma total do homem; acentuaram-se os valores do homem na terra, tudo o que pudesse tornar conhecido o ser humano; preocupou-se com o desenvolvimento da personalidade e da forma humana, das suas faculdades criadoras altamente expressivas no Renascimento; houve como objetivo atualizar, dinamizar e dar uma nova vida aos estudos tradicionais; empenhou-se em fazer a reforma educacional. A partir das informações do texto, a obra de artes visuais que corresponde às ideias destacadas é: A) Leonardo da Vinci B) Pablo Picasso C) Paul Gauguin

D) Giorgio de Chirico

E) Giuseppe Arcimboldo

QUESTÃO 02 Os conectores são fundamentais para a ligação coerente e coesa entre as ideias para textos tanto informativos quanto literários. Na Crônica do livro “Escolha o seu sonho” – de Cecília Meireles – há emprego preciso de elos de ligação. Somos, pois, criaturas nutridas de liberdade há muito tempo, com disposições de cantá-la, amá-la, combater e certamente morrer por ela. Ser livre – como diria o famoso conselheiro… – é não ser escravo. (...) Ser livre é ir mais além: buscar outro espaço, outras dimensões, ampliar a órbita da vida. É não estar acorrentado. Não viver obrigatoriamente entre quatro paredes. Por isso, os meninos atiram pedras e soltam papagaios. A pedra inocentemente vai até onde o sono das crianças deseja ir. (Às vezes, certamente, quebra alguma coisa, no seu percurso…). Os papagaios vão pelos ares até onde os meninos de outrora (muito de outrora!…) não acreditavam que se pudesse chegar tão simplesmente, com um fio de linha e um pouco de vento!… Acontece, porém, que um menino, para empinar um papagaio, esqueceu-se da fatalidade dos fios elétricos, por isso perdeu a vida. E os loucos que sonharam sair de seus pavilhões, usando a fórmula do incêndio para chegarem à liberdade, morreram queimados, com o mapa da Liberdade nas mãos!… De acordo com sentido no contexto, a avaliação dos conectivos está melhor designada em: A) Somos, pois, criaturas nutridas de liberdade há muito tempo... = explicação B) ... Ser livre – como diria o famoso conselheiro – é não ser escravo.... = comparação

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C) ... não acreditavam que se pudesse chegar tão simplesmente... = consequência D) ... Acontece, porém, que um menino, para empinar um papagaio... = adversidade E) ... E os loucos que sonharam sair de seus pavilhões, usando a fórmula do incêndio,... = integrante QUESTÃO 03 “...Eu canto as armas e o varão que, fugindo das *plagas de Tróia por injunções do Destino, instalou-se na Itália. A impulso dos deuses por muito tempo nos mares e em terras vagou sob as iras de **Juno, guerras sem fim sustentou para as bases lançar da Cidade e ao ***Lácio os deuses trazer o começo da gente latina, dos pais primevos e os muros de Roma ****Altanados. Virgílio – Eneida, Antiguidade Clássica 29 a.C. a 19 a.C. Vocabulário *espaço terreno // **Esposa de Júpiter rainha dos deuses // *** Região da Itália // **** Elevados OS LUSÍADAS (Luiz Vaz de Camões) "As armas e os barões assinalados que, da Ocidental praia, lusitana, por mares nunca dantes navegados passaram ainda além da *Taprobana, E em perigos e guerras esforçados, Mais do que prometia a força humana, Entre gente remota edificaram Novo Reino, que tanto sublimaram;" (1572 – Classicismo – Portugal) Taprobana *limite de navegação –A –B –A –B –A –B –C –C

Comparando os textos de Virgílio e Camões é possível afirmar que: A) o poeta latino lamenta insucessos do herói ao passo que o autor português só conta vantagens. B) os poetas épicos consagram os feitos heroicos na tessitura das epopeias que os imortalizaram. C) Virgílio fantasia, evocando a mitologia, enquanto Camões prefere o enfrentamento dos limites da realidade. D) as conquistas dos heróis portugueses parecem mais exaltadas do que as proezas de Enéas. E) tanto os portugueses como o troiano lograram a mesma ventura: conquistar a região do Lácio. O grupo teatral FORA DO SÉRIO realiza uma adaptação da peça de GIL VICENTE Gil Vicente, nascido provavelmente em 1470, é considerado o pai do teatro português. Sua obra, fundamentada no legado da cultura medieval, usa o medidor popular em jogos de moralidade e farsa. Além disso, o teatrólogo mostra um espírito renascentista de prática, crítica, com a denúncia de irregularidades institucionais e aos vícios sociais. > Em O Auto da Barca do Inferno, é clara a intenção de Gil Vicente em expor com sátira e despojamento os grandes vícios humanos. A forma encontrada para isso são as personagens – almas que chegam ao porto em busca do transporte para o outro lado: céu e inferno, dentro da visão católica e maniqueísta. Gil Vicente interessa ao teatro Moderno devido a seus temas: moral, política, anseios, verdade e julgamento, presentes na adaptação do grupo teatral Fora do Sério. A nova montagem pode ser considerada uma tradução, na qual a essência e as características do original são milimetricamente respeitadas. Com o intuito de se preservar o humor do texto, a atualização de alguns personagens foi necessária. Daniel Vicente Sierdan QUESTÃO 04 A figura que serve de ilustração à peça O AUTO DA BARCA DO INFERNO, de Gil Vicente, retrata qual personagem? A) O anjo – piloto da barca celestial B) O Fidalgo – nobre vaidoso C) O Sapateiro – negociante desonesto D) O Procurador – advogado corrupto E) O Diabo – piloto da barca do inferno

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Não bendigo a ninguém e nem maldigo: Tudo é morte num peito miserando. A) O Diabo porque atualmente não se atribui crédito a crenças de forças malignas. Onde a gente pode Se deitar no campo Se amar na relva Escutando o canto Dos pássaros.... Essa referência corresponde aos escritores do: A) ROMANTISMO. bem como seu conhecimento sobre a peça O AUTO DA BARCA DO INFERNO. transformando as palavras em símbolos dos segredos da alma. harmonia e verdade... B) O Anjo porque a sociedade de hoje em dia não absorve bem conteúdos de misticismo. à moda medieval. D) BARROCO. de Gil Vicente. Se você não vem comigo Nada disso tem valor De que vale O paraíso sem o amor. E) Os Cavaleiros cruzados porque as guerras santas. B) a crença religiosa leva à melancolia.. QUESTÃO 07 Um dos temas marcantes da poesia simbolista é a profundidade espiritual e pessoal. necessitou ser substituído para atualização e preservação do humor do texto. (gravação atualizada por Jota Quest) Roberto Carlos e Erasmo Carlos recriam um lugar ideal.. calmo. fugindo às exibições subjetivas e mantendo a neutralidade diante daquilo que era narrado. <<< 3 . Bronzear o corpo Todo sem censura Gozar a liberdade De uma vida Sem frescura.” Alphonsus de Guimarães O comentário adequado a estes versos é A) a delicadeza equivale à essência poética. Além do horizonte deve ter Algum lugar bonito Pra viver em paz Onde eu possa encontrar A natureza Alegria e felicidade Com certeza. C) ARCADISMO. QUESTÃO 06 ALÉM DO HORIZONTE Além do Horizonte Existe um lugar Bonito e tranquilo Pra gente se amar. como na literatura clássica. D) a religiosidade com elemento poético. a necessidade de revalorização da vida simples. como ilustram os versos a seguir: “Ninguém anda com Deus como eu ando. em contato com a natureza. Se você não vem comigo Tudo isso vai ficar No horizonte esperando Por nós dois.. C) O Frade porque a igreja hoje passou a ter menor importância em textos engajados. quando estes escritores se mostravam mais emotivos. Lá nesse lugar O amanhecer é lindo Roberto Carlos e Erasmo Carlos Com flores festejando Mais um dia que vem vindo. propondo um retorno à ordem natural... celebrando Deus ou as delícias da vida nas formas da natureza. no século XVIII.QUESTÃO 05 Segundo a sua leitura crítica da realidade contemporânea. E) NEOCLASSICISMO. estariam fora do contexto. Vejo o sol. A natureza era puro mistério. E) a evasão nos votos beatos... D) O Corregedor (juiz) porque os membros da justiça na atualidade não admitiriam ser satirizados. para quem encontrar-se com a natureza significava alargar a sensibilidade. Na Literatura. B) CLACISSISMO. um grupo de escritores. que ela Plantou aos poucos aos poucos vai ceifando. C) a ternura é simétrica à fé verdadeira. Ninguém segue os seus passos como eu sigo.. movimento que valorizava a tensão de elementos contrários.. qual o tipo de personagem. A misteriosa mão de Deus o trigo. na medida em que a natureza adquire um sentido de simplicidade. vejo a luz e todo bando Das estrelas no olímpico jazigo. de um ambiente campestre.. Aproveitar a tarde Sem pensar na vida Andar despreocupado Sem saber a hora De voltar. já havia defendido o bucolismo. as referências à natureza eram feitas em terceira pessoa..

E trazem-no ali encaixado de sorte que não os magoa.. D) “. como A Carta se Caminha.. que seria do comprimento de um coto. por isso amenizou-lhes o lado exótico. Acerca disso são de grande inocência....” = [ a qual ] D) “. afresco pintado por Michelangelo Buonarroti. de comprimento de uma travessa. de maneira tal que a cabeleira era mui redonda e mui basta.. e mui igual.. um tanto avermelhados...osso verdadeiro.. Acerca disso são de grande inocência.” = [ de modo que] QUESTÃO 11 Observe a obra de Michelangelo Buonarroti A Criação de Adão. de tosquia alta antes do que sobrepente. mui (muito) vasta e mui cerrada.. E trazem-no ali encaixado de sorte que não os magoa. de tosquia alta antes do que sobrepente. e não fazia míngua mais lavagem para a levantar... segundo revelam todas as passagens.. Sobre as impressões escritas por Caminha podemos deduzir que: A) o texto de A Carta.” B) “. que lhe cobria uma confeição branda como cera (mas não era cera). uma espécie de cabeleira. O termo entre colchetes NÃO é adequado ao sentido da expressão grifada. agudo na ponta como um furador. D) o escrivão mantém uma linguagem objetiva para evitar julgamentos parciais acerca do gentio que observa e descreve ao rei português. nem Ihes põe estorvo no falar.” E) “. de penas de ave.” (A Carta. Ambos traziam o beiço de baixo furado e metido nele um osso verdadeiro. Os cabelos são corredios. Nem fazem mais caso de encobrir ou deixar de encobrir suas vergonhas do que de mostrar a cara.....uma espécie de cabeleira. por cima das orelhas. Metem-nos pela parte de dentro do beiço.” C) “. 4 .2000 QUESTÃO 08 A Carta de Caminha – documento histórico literário – é de importância crucial para entendermos um pouco sobre o indígena com quem os portugueses fizeram seus primeiros contatos. E) o escrivão entendeu os costumes do índio como naturais.. cabeleira mui cerrada. e a parte que lhes fica entre o beiço e os dentes é feita a modo de roque de xadrez. B) Caminha hesitou em revelar ao rei que os primitivos andavam nus.... por volta de 1511.. de penas de ave amarela..” = [ Sob ] E) “. sem cobertura alguma.entre o beiço e os dentes é feita a modo de roque de xadrez. marco do descobrimento do Brasil. E um deles trazia por baixo da solapa.E andavam tosquiados. todavia... mostra um choque de cultura entre o observador e o homem observado.Os cabelos são corredios. que lhe cobria uma confeição branda.” QUESTÃO 10 Os articuladores de sentido empregados em textos narrativos e descritivos. coerência e compreensão da mensagem. QUESTÃO 09 Na imagem desenhada por Poliana Asturiano há detalhes que o texto de Pero Vaz de Caminha confirma. todavia.. e da grossura de um fuso de algodão. de boa grandeza. por cima das orelhas.A Carta de Caminha – texto do período colonial: Quinhentismo Desenho da edição ilustrada de A Carta de Caminha “A feição deles é serem pardos. em respeito ao pudor da majestade. agudo na ponta como um furador. figura no teto da Capela Sistina. que substituiu em: A) “.. A cena representa um episódio do Livro do Gênesis no qual Deus cria o primeiro homem: Adão.. Pero Vaz de Caminha) Poliana Asturiano . nem no comer e beber..” = [ que nem ] C) “...... na parte detrás.. de fonte a fonte. E andavam tosquiados..” = [ entretanto ] B) “... de bons rostos e nus.. Ambos traziam o beiço de baixo furado e metido nele um osso verdadeiro. C) a descrição dos ornamentos que o índio utilizava está revestida de ironia e até deboche por parte do escrivão português. rapados. EXCETO: A) “. são essenciais para a coesão..cabelos rapados..

em vez de colher fruto?. D) a apropriação porque utiliza-se da técnica intertextual para recriar uma obra precedente. como não há a Igreja de Deus de correr tormenta. Cristãos. Se os pregadores semeiam vento. é A) o renascimento apoiado nas ideias antropocêntricas de valorização do homem como um ser de explicação somente racional. na produção de sua obra. 1511 VATICANO O que predomina na obra de Michelangelo Buonarroti. com releituras das obras de vários artistas. Falo do que ordinariamente se ouve.. D) o barroco que permitiu a mesclagem entre razão e emoção a partir da recriação de preceitos religiosos. se não se prega a palavra de Deus. que não só na boa terra faz fruto. Sermão da Sexagésima “. mas até nas pedras e nos espinhos nasce. se considerarmos o pensamento Renascentista e o modo como repercutiu na arte..) Sabeis. C) o antropocentrismo mesclado à espiritualidade.A Criação de Adão Michelangelo Buonarroti.. que se baseia no original de Michelangelo Buonarroti. Acrílico sobre tela. Maurício de Souza. O projeto é fabuloso. se o que se prega é vaidade.A palavra de Deus (como diria) é tão poderosa e tão eficaz. Leia e releia atentamente o texto verbal e a imagem a seguir Texto 1: Prosa Sacra Barroca Antônio Vieira.. 1992. que muito que não tenham a eficácia e os efeitos da palavra de Deus? Diz o Espírito Santo: «Quem semeia ventos. B) a contextualização da arte em uma outra dimensão de base ideológica. aqui representado por Adão. E) a paródia porque é uma reprodução ideológica do original que serviu como base. E) o teocentrismo puro como orientação humana.” 5 . B) o iluminismo pela valorização dos conceitos referentes à inteligência do homem criado à imagem e à semelhança de Deus. colhe tempestades». que originou as releituras ou paródias de vários quadros famosos. Mas se as palavras dos pregadores não são palavras de Deus. a causa por que se faz hoje tão pouco fruto com tantas pregações? É porque as palavras dos pregadores são palavras. C) a simbologia já que endossa o sentido metafórico da fé católica. para recuperar os caminhos da espiritualidade – a necessidade mais essencial do ser humano QUESTÃO 12 Maurício de Souza e sua equipe de auxiliares trabalharam no projeto História em Quadrões". emprega como recurso artístico A) a paráfrase tornando a obra de Michelangelo Buonarroti mais conhecida. para alinhar Deus e o homem. como em A criação do Cebolinha. mas não são palavras de Deus. As palavras que tomei por tema o dizem: (A semente é a palavra de Deus.

para perdoar-me. B) apontar a relevância de palavras pregadas com vaidade e requinte. é A) afirmar que a soberania da Igreja Católica está no modo de pregar do clero.. atado e firme. para receber-me..wordpress.wordpress. QUESTÃO 14 A partir da comparação entre os textos 1 e 2 apenas é impróprio afirmar que: A) “Quem semeia ventos. QUESTÃO 16 (UFMG) Em qual item há correspondência para o seguinte pensamento extraído da obra GRANDE SERTÃO: VEREDAS.files. por não condenar-me. e essa palavra – segundo Antônio Vieira – tem efeito sobre os homens. Para ficar unido. lado patente.Texto 2: Soneto Sacro Barroco do poeta Gregório de Matos Guerra BUSCANDO A CRISTO A vós correndo vou.” = autor: Rios http://arquivom. de João Guimarães Rosa: (. D) investigar os motivos da pouca eficácia das pregações religiosas em seu tempo. estais fechados. eclipsados De tanto sangue e lágrimas abertos.. por não castigar-me. se a igreja de Deus contava com poucas adesões a culpa se devia às más pregações dos sacerdotes. para ungir-me.. dado que se reflete. Nessa cruz sacrossanta descobertos A vós. quero atar-me. A vós. quero unir-me. E) o cartum produz um discurso pretensioso e ambíguo.“Coração mistura amores. B) o soneto de Gregório de Matos reforça a orientação teocêntrica do Barroco. estais cravados.. E. colhe tempestades” é um provérbio acrescentado à argumentação de Vieira para convencer o ouvinte / leitor a fazer orações. estais despertos. braços sagrados. cravos preciosos.”)? 6 . C) convencer de que somente ele sabe pregar a verdadeira palavra de Deus.. Pois. do gênero sermão. A vós. B) o desenho original da evolução humana é a base intertextual para a nova produção de Rios. Que. E.” E) a semente é a palavra de Deus. A vós.jpeg http://radioloandafm. E) exibir que para ele não há obstáculos que o impeça de ser um grande pregador. para ungir-me. p'ra chamar-me A vós.com/2008/10/evolucao_ humana...com/2008/09/ charge-educacao. pregados pés. sobretudo. C) a teoria da evolução humana está ilustrada para tornar-se incontestável. por não deixar-me. divinos olhos. D) evoluir primeiro para educar depois é a mensagem centram do cartum. estais abertos. A vós. no sermão de Antônio Vieira C) a mensagem de fé do Barroco costumava recorrer à hipérbole devido ao exagero da significação como no verso: “A vós. estais despertos. sangue vertido.” D) segundo o sermonista. sangue vertido. QUESTÃO 13 A intenção de Antônio Vieira. 0riginal: Evolução Humana APROPRIAÇÃO: “Para evoluir é preciso investir na educação.files. como indica o verso: “para perdoar-me.jpg QUESTÃO15 A interpretação conveniente às imagens observadas implica considerar que A) educar para evoluir é a mensagem comum às duas produções em análise. cabeça baixa. revelada no Texto 1: Prosa Sacra Barroca.

ela queria viver ou morrer comigo. <<< 7 . Finíssimas dalmáticas de neve Vestem as longas arvores sombrias... E) o desenho moderno é revolucionário e crítico porque rejeita o trabalho humilde do campo. por parte do leitor.. Primeiro. mas.. na idéia. cresce primeiro.A). Otacília. que eu rastreio a flor de tuas passadas. ilustra um direito concebido aos camponeses mais pobres: recolher as espigas de trigo esquecidas após a colheita em terras de patrões. “Meu corpo gostava de Diadorim.” D)... quando é destino.. “Diadorim.. a gente quer que isso seja.... Névoas e névoas frígidas ondulam.. leva a conclusão de que A) a recriação de Roger MacPhail contesta a intenção apenas ilustrativa do pintor em relação ao trabalho explorado das respigadeiras. Trato? Mas trato de iguais com iguais...google. refúgio do poeta inconformado com a vida terrena. carecendo de querer. meu amor. de brancuras frias.... D) o conhecimento prévio e o contexto histórico da pintura realista de que se apropria MacPhail é essencial à interpretação da charge de tema social. do quadro original Jean-François Millet não altera a compreensão da imagem do chargista.. E) a reinvenção da realidade para idealizar a natureza...” Como eu podia dizer aquilo? Um Diadorim só para mim. em comparação com as informações sobre a pintura de Jean François Millet. calafrios. provavelmente a obra mais famosa de Jean François Millet.. para as suas formas. Jean François Millet (1814-1875) Roger MacPhail As Respigadoras do Trigo http://www. de certo jeito.. Mas com a minha mente eu abraçava com meu corpo aquele Diadorim. principalmente A ) a preferência simbolista pelos aspectos ambíguos da natureza.. Diadorim meu amor. C) a pintura de Millet endossa o ideal de vida mais amena no campo em detrimento do desemprego na cidade grande como reflete a charge.. e é um só facear com as surpresas.. Amor desses. brota é depois. C) a fusão entre sensações e sentidos que se harmonizam no pensamento poetico.”Viesse. penso também mas Diadorim é a minha neblina. viesse.. B ) a utilização de recursos linguistico com efeitos de sonoridade e sugestão múltipla de cores. querendo e ajudando..” B).“dava amor por mim existia nas Serras dos Gerais.” E) .. D ) a presença marcante da dissimuIação para expressar o gosto pelo vago e obscuro. Em Diadorim. Eu não sabia. maior do que o miúdo. a gente ama inteiriço fatal.. Alagam lácteos e fulgentes rios Que na enluarada refração tremulam Dentre fosforescências. “o amor pega e cresce é porque..” C).com.. eu era que dava a ordem. E ele vinha para supilar o ázimo do espíri-to da gente? . Tudo tem seus mistérios.. põe o pezinho em cera branca... QUESTÃO 17 Leia as estrofes do poeta simbolista CRUZ E SOUSA Clâmides frescas. A charge.. vinha para me obedecer. contemplada à distância. B) o desconhecimento. Os versos SIMBOLISTAS revelam. Surgindo a Lua nebulosa e leve..br/images q = Roger +MacPhail +CHARGE QUESTÃO 18 A Pintura realista “ As respigadoras”.. de MacPhall.. pois prefere a região urbana. Estendi a mão. e vai. mas os olhos dele não me deixaram.

Trecho do conto ANTES DO BAILE VERDE. não. que melhor se interpreta em: A) A repercussão do barroco está no jogo de metáforas e símiles predominam na linguagem figurada da música popular brasileira. sou desejo E onde não queres nada. eu sou chinês Ah! Bruta flor do querer Ah! Bruta flor.. Editora Rocco.. — Chega. a palavra decassílabo tem sentido literal de verso medido. meu anjo. decassílabo. nada falta E onde voas bem alto. apertando contra a grade a face sem cor.” = COLOQUIALISMO QUESTÃO 20 A autora induz os leitores a concluir que Ricardo planejou seu “crime”: aprisionar Raquel entre as grades de um jazigo. RJ. como um pêndulo. ele chegara até a porta e abriu os braços. E.. — Não. o grito medonho. ele chegou até a porta e abriu os braços.gritou ela. de repente. Esbugalhou os olhos num espasmo e amoleceu o corpo. Guardando a chave no bolso.” (Conto extraído do livro ANTES DO BAILE VERDE. inumano” E) “lançou ao poente um olhar mortiço” Leia o fragmento de QUERERES . Encarou-o. 1999.” = DENOTAÇÃO E) “Voltado ainda para ela. No breve silêncio. de Lygia Fagundes Telles. bruta flor. Raquel.” = HIPÉRBOLE D) “Nenhum ouvido humano escutaria agora qualquer chamado. abafados como se viessem das profundezas da terra.. Os olhos rodavam pesadamente numa expressão embrutecida.. O detalhe que nos leva a acreditar que o plano dele foi premeditado é A) “a fechadura nova em folha” B) “a chave que ele balançava pela argola” C) “as grades cobertas por uma crosta de ferrugem” D) “o grito medonho.. Ricardo! Você vai me pagar!.. burguês Onde queres Leblon.. o som dos pedregulhos se entrechocando úmidos sob seus sapatos.. examinando a fechadura nova em folha.” = COMPARAÇÃO C) “Você terá o pôr-do-sol mais belo do mundo. — Cretino! Me dá a chave desta porcaria. Examinou em seguida as grades cobertas por uma crosta de ferrugem. sou coqueiro E onde queres dinheiro. Foi erguendo o olhar até a chave que ele balançava pela argola. como um pêndulo.. ele lançou ao poente um olhar mortiço. de Caetano Veloso. Nenhum ouvido humano escutaria agora qualquer chamado. Ela sacudia a portinhola. B) No verso “Onde queres o livre. . Foi escorregando. Assim que atingiu o portão do cemitério. ele retomou o caminho percorrido. inumano: — NÃO! Durante algum tempo ele ainda ouviu os gritos que se multiplicaram. monumento funerário que serve de sepultura.) QUESTÃO 19 O recurso linguístico empregado por Lygia Fagundes Telles está identificado de modo correto em A) “Me dá a chave desta porcaria. tentando agarrá-lo. eu sou o irmão E onde queres cowboy. sou paixão Onde queres descanso.. os uivos foram ficando mais remotos. decassílabo”..Onde queres revólver. pertence ao GÊNERO NARRATIVO: “Você terá o pôr-do-sol mais belo do mundo.. sou Pernambuco Caetano Veloso Onde queres o sim e o não. — Boa noite. Os lábios dela se pregavam um ao outro. vamos! — exigiu. Voltado ainda para ela. Foi puxando as duas folhas escancaradas. talvez Onde queres o lobo. QUESTÃO 21 Considerando que a concepção do Barroco repercute no modernismo brasileiro proceda à análise da letra da música Quereres.. Ficou atento. 8 . eu sou espírito E onde queres ternura eu sou tesão Onde queres o livre. — Não. estendendo os braços por entre as grades. Imobilizou-se. o mundo inteiro Onde queres quaresma. eu sou o chão E onde pisas o chão.. vamos!” = ORALIDADE B) “a chave que ele balançava pela argola. Lygia Fagundes Telles.. C) O compositor critica a instabilidade dos barrocos e seus contrastes no verso Ah! Bruta flor do querer. — Boa noite. semelhantes aos de um animal sendo estraçalhado. como se entre eles houvesse cola. Depois. sou maluco E onde queres romântico. E onde queres um conto. minha alma salta E ganha liberdade na amplidão Onde queres família. fevereiro Onde queres o ato.

saía das mãos da natureza.. para os fins secretos da criação. Em cismar – sozinho . era talvez a mais atrevida cria primazia da beleza. B) . Nossos bosques têm mais vida . Onde canta o sabiá. cheia daquele feitiço... E) . não. Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá ..Naquele tempo contava apenas uns quinze ou dezesseis anos .... Eu queria querer-te e amar o amor. fresca. Nossas várzeas têm mais flores ... para os fins secretos da criação..D) A palavra fevereiro em oposição à quaresma evoca a alegria que é trazida por uma festa típica da cultura brasileira: o carnaval. o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos às sardas e espinhas . Em cismar . Minha terra tem primores . de Gonçalves Dias Minha terra tem palmeiras Onde canta o sabiá . que o indivíduo passa a outro indivíduo..” A frase do texto em que se percebe a crítica do narrador ao romantismo está transcrita em: A) .Era bonita. Onde queres o lobo. Que tais não encontro eu cá . = PARADOXO QUESTÃO 23 Machado de Assis: Memórias Póstumas de Brás Cubas “Naquele tempo contava apenas uns quinze ou dezesseis anos. saía das mãos da natureza. Construir-nos dulcíssima prisão.. Nossa vida mais amores. Sem qu’inda aviste as palmeiras .. QUESTÃO 22 A avaliação estilística do texto QUERERES... Gênero Quadrinhos – de Caulos 9 . Não gorjeiam como lá. de Caetano Veloso. eu sou o irmão. = SÍMILE D) . precário e eterno.... Original da Canção do Exílio. entre as mocinhas do tempo. sozinho . = ANTÍTESE B) . à noite – Mais prazer encontro eu lá... Onde canta o sabiá . Era bonita... Minha terra tem palmeiras .. porque isto não é romance. era talvez a mais atrevida criatura da nossa raça .. fresca.. Sem que eu volte para lá... Mais prazer encontro eu lá . o indivíduo passa a outro indivíduo... = SINESTESIA C) . D) . precário e eterno.. Não permita Deus que eu morra . C) .. As aves que aqui gorjeiam .. Onde canta o sabiá. mas também não digo que lhe maculasse o rosto nenhuma sarda ou espinha. Ah! Bruta flor do querer. o inseticídio.. cheia daquele feitiço.. = PLEONASMO E) .... Minha terra tem palmeiras. E) Caetano Veloso renega as instabilidades do comportamento humano.... Nosso céu tem mais estrelas . pois sugere que a harmonia é melhor para o relacionamento amoroso. admite a associação que se segue em: A) . em que o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos às sardas e espinhas. E onde a pura natura. à noite .

pois sempre pretenderam estabelecer uma associação direta entre o objeto artístico e a realidade social. onde gorjeia o mar. como artifício simbólico. E) utilizar-se do exílio como o meio adequado de evasão da realidade. B) empregar uma linguagem é hermética. com desprezo pela urbanização.. de Gonçalves dias. C) cria-se um produto de crítica e protesto em relação ao romantismo de que se apropriou.. E) uma reação de humor. Sobre o processo de composição literária que corresponde ao empregado nos quadrinhos pode afirmar-se que A) remete ao conceito de apropriação indevida. como ideal de liberdade criativa. QUESTÃO 28 Leia o Comentário sobre o Naturalismo Brasileiro O movimento literário NATURALISTA aproximou ao máximo a produção literária dos modelas científicos de análise da realidade. Em tese. Entretanto. de Oswald de Andrade.. D) um apoio ao nacionalismo ufanista do romantismo. C) utiliza-se do verso livre.QUESTÃO 24 O humorista Caulos fez o sabiá dos versos saudosistas. Os pássaros daqui Não cantam como os de lá. ou caracterizar as lutas das classes e discrepâncias sociais. o poeta Gonçalves Dias. exprime-se de acordo com primeira fase do romantismo de modo a A) evidenciar a musicalidade do verso pelo uso de aliterações. migrar do Romantismo para a denúncia ecológica. Os naturalistas reagiram contrariamente aos adeptos da concepção da arte pela arte (parnasianos). As tendências do estilo naturalista apenas podem ser identificadas no que se afirma em: A) Retornar à expressão linguística tradicional para captar os anseios da sociedade conservadora. Sua "'Canção do exílio" pode ser considerada tipicamente romântica porque A) apoia-se nos cânones formais da poesia clássica greco-romana. é um poema do modernismo inicial que revela A) uma paródia contestadora em sentido crítico. Não permite Deus que eu morra Sem que volte pra São Paulo Sem que veja a Rua 15 E o progresso de São Paulo. B) um endosso da visão romântica em reescrita moderna. pois modifica muito o original. no grafismo leve e tocante do exílio de sua própria palmeira. C) uma ironização do tema natureza. QUESTÃO 26 Em “Canção do exílio”. Canto de regresso à pátria. Não permita Deus que eu morra Sem que volte para lá. com ironia. D) poesia e música se confundem. eram detectadas as mazelas da sociedade – configurada a miséria da raça – com o objetivo de promover reformas sociais e melhorar as condições de vida das populações marginalizadas. QUESTÃO 25 Gonçalves Dias consolidou o romantismo no Brasil. B) evoca a tradição poética do romantismo como uma fonte metalinguística. C) apresentar visão nacionalista de exaltação dos valores da pátria. 10 . – Oswald de Andrade – Modernismo Ouro terra amor e rosas Eu quero tudo de lá. D) implica o recurso da paráfrase em apoio à ideologia do saudosismo romântico. erudita. E) refere-se à vida com descrença e tristeza. D) usar com parcimônia as formas pronominais de primeira pessoa. ultrapassou o caráter científico ao denunciar a corrupção dos valores burgueses. E) relaciona-se com o processo intertextual da paródia. QUESTÃO 27 CANTO DE REGRESSO À PÁTRIA Minha terra tem palmares. com apropriação livre. Minha terra tem mais rosas E quase que mais amores Minha terra tem mais ouro Minha Terra tem mais terra. B) exalta terra natal de forma nostálgica e saudosista.

B) a humanização de elementos é exemplo da expressividade do sentido denotativo da poética. Afonso VI “As injustiças e tiranias. B) “Já posso amar as moscas / Como a mim mesmo” – remete a um dizer da Bíblia: “amar o próximo como a ti mesmo”. no ano de 1655.” – contém uma sinestesia. D) o eu lírico revela a tendência à meditação que confessa no verso “Os silêncios me praticam. de Manuel de Barros. http://www.) e também não houve castigo: e não só se requer diante de Vossa Majestade a impunidade destes delitos. e disso nunca se viu castigo. C) Eleger a realidade brasileira como tema central da prosa literária e fixar o drama de nossa estrutura social colonizada. C) Na imagem do endereço eletrônico. Isto. E) há mesclagem de linguagem padrão gramatical com registro coloquial nos versos do poeta pós-moderno. pois mescla a percepção visual com a olfativa. QUESTÃO 30 A afirmativa incorreta sobre o poema e a imagem que o ilustra está no item: A) No verso “Plantas desejam a minha boca” o poeta confessa sua preferência pela poesia contemporânea das imagens óbvias. POR: DIEGO FAGUNDES RETRATO DO ARTISTA QUANDO COISA Borboletas já trocam as árvores por mim Insetos me desempenham Já posso amar as moscas Como a mim mesmo Os silêncios me praticam De tarde um dom de latas velhas Se atraca em meu olho Mas eu tenho o predomínio por lírios Plantas desejam a minha boca Pra crescer por cima Sou livre para o desfrute das aves Dou meiguice aos urubus sapos desejam ser-me Quero cristianizar as águas Já enxergo o cheiro do sol. a figura do artista Diego Fagundes desenhado a si mesmo traz o recurso da metalinguagem. E) Conceber a realidade com base no idealismo.” E) a natureza e mais um pretexto para que o eu-poético. Aproximadamente. Senhor. senão licença para os continuar (. Texto extraído da Carta de Padre Antônio Vieira a El Rei D.. C) o verso “Quero cristianizar as águas” sintetiza a devoção do eu-poético pela natureza.ufsc. tudo contra a disposição da lei que veio naquele ano a este Estado (. entre os quais muitos eram amigos e aliados dos portugueses. que se têm executado aos naturais destas terras. por isso é um intertexto.B) Expor e denunciar as mazelas sociais. mais de dois milhões de índios.” (Padre Antônio Vieira.. é heresia. para compor a sociedade que se deseja reformar. excedem muito às que se fizeram se destruíram. por esta costa e sertões. permite deduzir que: A) a ausência de pontuação compromete a transmissão do sentido figurado. D) “Já enxergo o cheiro do sol. cativaram-se (pôr em cativeiro) no rio das Amazonas dois mil índios. persuada o receptor. que a importância da expressão se sobrepõe às ideias do artista. para eliminar o efeito moralizador sobre a realidade abordada... emissor do poema. e mais de quinhentas povoações como grandes cidades.mafua.br/numero11/mafua11... Carta escrita em 1667) 11 .) Dirão porventura que destes cativeiros depende a conservação e o aumento do Estado do Maranhão. D) Valorizar o conceito de arte pela arte.html MANOEL DE BARROS QUESTÃO 29 O texto da obra Retrato do Artista Quando Coisa.

violenta contra os índios.) Gravura padre Vieira catequizando índios. QUESTÃO 31 Apenas NÃO é uma denúncia contida na carta de padre Antônio Vieira o que está escrito em: A) a impunidade de crimes praticados pelos povos indígenas.. se serenou – o sorriso tão bom. que com o peso de seu corpo de homem o tamboretinho se quebrava. João Guimarães Rosa.. esbravejou: que não! Ah. estar ajudando ainda Nhinhinha a morrer. Menina grande.. por isso com ela ralhara. houve muitas diversas dores. E) dramático..) é um pronome demonstrativo que se refere A) ao pouco tempo gasto na matança de índios. nem explicar. o de sua filhinha em glória. porque é ideal para a representação teatral. D) aos abusos gerais contra o indígena. Todos os vivos atos se assam longe demais. B) as matanças de índios em diversas regiões da colônia. Agora. Atenção para a leitura prévia A MENINA DE LÁ E... Desabado aquele feito. com acompanhantes de virgens e anjos. D) a covardia de meter os indígenas em cativeiro no rio Amazonas. a passagem da Carta de Caminha pôde ser tomada como uma ironia histórica: (“. porque era. vai. C) à destruição ecológica de toda a costa e do sertão. era como tomar culpa. o Pai e Tiantônia davam conta de que era a mesma coisa que se cada um deles tivesse morrido por metade.. Aí. ela começou a discutir com o Pai. Mas.“e disso nunca se viu castigo”. de se ver quando a Mãe desfiava o terço.COMENTÁRIO: O texto de Antônio Vieira – autor Barroco atuante na causa de defesa ao indígena – confirma-se na imagem do padre junto aos índios. do jeito. E mais para repassar o coração. que. B) satírico.parece-me que será salvar esta gente”... Santa Nhinhinha. Afonso VI (. precisavam de mandar um recado. cor-de-rosa com verdes funebrilhos. do arco-íris da chuva. naquele dia. C) as tiranias e injustiças praticadas contra nativos na era de 1600. já que se atém a detalhes descritivos. A Mãe. de todos. dos de casa: um de repente enorme. e em que ele mesmo se sentar não podia. no mais choro. 12 . se consentisse nisso. Afonso VI pelo cumprimento das leis de proteção ao índio. com enfeites de verdes brilhantes. C) narrativo. descritos em toda a sentença. E) ao descaso de D." – com toda ferocidade. Tiantônia tomou coragem. carecia de contar: que. pois ironiza o sobrenatural. tão grande – suspensão num pensamento: que não era preciso encomendar. (Conto extraído do livro PRIMEIRAS ESTÓRIAS. A Mãe queria. E o Pai alisava com as mãos o tamboretinho em que Nhinhinha se sentava tanto. Nhinhinha adoeceu e morreu. O que fora: que queria um caixãozinho cor-de-rosa. O Pai. porque traz predomínio da confissão sentimental. RJ) QUESTÃO 33 O gênero literário do texto de João Guimarães Rosa. ao arraial.. porque conta uma história. mas em vez das ave-marias podendo só gemer aquilo de – "Menina grande. As palavras de Vieira ganham confirmação devido aos rumos da História da colonização no Brasil. é A) lírico. Assim... pois havia de sair bem assim. em bruscas lágrimas. Editora Nova Fronteira. Diz-se que da má água desses ares. para fazerem o caixão e aprontarem o enterro. Nhinhinha tinha falado despropositado desatino. tinha de ser! – pelo milagre. do passarinho. B) à condenação ao fim das quinhentas povoações indígenas. D) épico. QUESTÃO 32 O termo destacado no texto Carta de Padre Antônio Vieira a El Rei D. E) as crueldades contra os nativos pareciam autorizadas pela Coroa Portuguesa.

QUESTÃO 37 A influência da cultura trovadoresca. Senhora que não tenho força sobre mim. evitaria de vos querer bem. e no meu coração [ tenho muito desgosto. de Caetano Veloso. e agora. com a senhora que evoca. e da magoa que vos tomais tomo eu esta mágoa. D) Afastam-se da submissão do eu-poético nas relações amorosas das cantigas de amor do trovadorismo. pois mantém as oposições entre tristeza e alegria. me diga. passam por semelhante conflito: a inquietação amorosa frente à dificuldade de conquistar a mulher que os atrai e por quem são rejeitados. E) Revelam a astúcia do conquistador que idealiza persuadir e iludir a mulher.. e queria não vos amar. (Caetano Veloso) QUESTÃO 35 Sobre o poema do trovador Dom Diniz. B) Apontam situação idêntica à cantiga do trovadorismo. desejos de vingança / Nessa desnatureza Batem forte sem esperança / Contra a tua dureza ( Refrão) Um amor assim delicado / Nenhum homem daria Talvez tenha sido pecado / Apostar na alegria Você pensa que eu tenho tudo / E vazio me deixa Mas Deus não quer que eu fique mudo E eu te grito esta queixa Princesa. Que me dominou o conhecimento e juízo. a força da paixão é maior do que o raciocínio. 13 . Que me dominou de tal maneira. porque em vós vejo haver pesar disso [ (de vos amar). já que indica um exagero no raciocínio. por inventar novo sentido para o poder sobrenatural de Nininha. você me arrasou Serpente. imprecisos.” é: A) METÁFORA. que ignora o antigo parceiro. porque tem sentido equivalente ao tamanho da menina anormal. e agora. da Idade Média. mas o coração impede-me de ter força para libertar-me de vos querer bem. B) o sujeito medieval quanto o amante “queixoso”. C) HIPÉRBOLE. pois o tema do amor é atemporal e universal. apresentando a figura feminina com traços vagos. nem sente que me envenenou Senhora.. por Deus. Texto1 Cantiga do trovadorismo SENHORA FORMOSA Formosa Senhora.. C) Seguem o modelo descritivo do romantismo. Menina grande. (Dom Dinis) Texto 2 Música popular brasileira QUEIXA Um amor assim delicado / Você pega e despreza Não devia ter despertado / Ajoelha e não reza Dessa coisa que mete medo / Pela sua grandeza Não sou o único culpado / Disso eu tenho a certeza Princesa. e este pesar que eu vejo existir em vós. E) o verso medieval apresenta um tom dramático quanto ao desprezo da amante.." – com toda ferocidade.. me diga onde eu vou Amiga. uma vez que compara a criança com o adulto. mulher impossível que lhe inspira um amor inatingível. E) SÍMILE.QUESTÃO 34 A expressão grifada na passagem “Menina grande. NÃO se pode afirmar que A) por causa do amor impossível. surpresa.. C) apesar de se esforçar em não amar a dama comprometida.. oxalá Deus me perdoe. vejo-vos queixar porque vos amo. surpresa. a corte amorosa à senhora tão formosa traz a marca o sofrimento B) o trovador já viveu uma experiência amorosa. é verdadeiro: A) Persiste neles a noção idealista do poder sedutor feminino. nem sente que me envenenou Senhora. Senhora. você me arrasou Serpente. D) PARADOXO. me diga onde eu vou Senhora. e queria de bom grado livrar-me deste pesar mas não posso dominar o coração. ainda com esperança de reaver seu amor. da canção moderna. porque não posso mais. porém o coração pode mais do que eu. depois meteu-me no vosso poder. princesa ( Refrão) Um amor assim violento / Quando torna-se mágoa É o avesso de um sentimento / Oceano sem água Ondas. pois traz uma ideia contrária e contraditória.. magoa-me [ muito este pesar. serpente. evidencia-se no tempo moderno. QUESTÃO 36 Sobre os versos de Queixa. D) a voz lírica masculina declara-se a uma senhora. como nas cantigas medievais. Sobre os textos comparados é melhor considerar que A) o texto SENHORA FORMOSA e a canção QUEIXA têm em comum o tom ousado e erótico com que o poeta expõe seu objetivo amoroso – a conquista. a quem deseja por vaidade. B) ANTÍTESE. em um passado recente.

D) Os conflitos entre o mal e o bem.C. http://jaques. Desenhista holandês – ESCHER – 1954 ANJOS E DEMÔNIOS século XX Século XXI – DAN BROWN – 2008 O livro Anjos e Demônios. transformado em filme.com. D) QUEIXA contém a voz masculina de quem sofre resignadamente por amor. até mesmo no século XX. que ainda dominam certas formas de pensar da humanidade. ao contrário. em oposição à revolta do trovador. a Igreja Católica reforçou extremamente os caracteres maniqueístas para imprimir as visões de céu e inferno. séculos XI a XIV. 14 . E) No contexto contemporâneo. cuja doutrina consistia basicamente em afirmar a existência de um conflito cósmico entre o reino da luz (o Bem) e o das sombras (o Mal).C) na cantiga de dom Diniz. >>> QUESTÃO 39 O comentário adequado aos textos e às imagens do binômio Bem e Mal. com base em princípios éticos do maniqueísmo. que as fundamentou na era pagã. na posição de perdedor. QUESTÃO 38 As leituras dos textos verbais e a observação das imagens permitem afirmar que: A) As pressões sobre os homens tidos como maus por serem pecadores.). para disciplinar a conduta Humana. foram criadas no Império Romano. respectiva-mente treva e sombra. o eu-lírico confessa que é revoltado por não possuir a senhora. resultam da mentalidade maniqueísta alimentada pelas religiões ao longo dos séculos. discute questões profundas sobre a humanidade frente à luta do bem contra o mal. ao passo que a visão medieval não definia os conceitos de Mal e Bem. o eu-poético rejeitado sente-se passivo. no texto de Caetano Veloso. C) As concepções maniqueístas. até agora preocupação frequente no mundo moderno e complexo em que o homem vive. do poema SENHORA FORMOSA. e IV d. foram rechaçados na Idade Média pelas doutrinas cristãs. B) Pode-se afirmar que a visão maniqueísta estava enraizada na cultura da humanidade até surgiram novas obras que questionam estes parâmetros como sobrenaturais e obsoletos. é verdadeiro em A) A obra de Dan Brown merece mais crédito quanto à temática antagônica que encerra. Religiões diversas pretendem converter à fé espiritual ao longo dos tempos. porque atualiza o tema. E) em relação à mulher que não corresponde aos desejos masculinos. autoria de Dan Brown. sob a ameaça do inferno. o trovador medieval e o compositor moderno assumem posturas muito parecidas . devido ao desenvolvimento da ciência e às explicações racionais para os fenômenos do comportamento humano. Leia e relacione o conteúdo com as imagens O bem e o mal Maniqueísmo é o dualismo religioso originado na Pérsia.medieval A partir da Idade Média. rejeita-se a polarização entre o bem e o mal.C.files. amplamente difundido no Império Romano (séculos III d.

nem queria saber. que se conta com elementos imaginários. sem interesse por fantasia. D) A ilustração referente à Idade média permite afirmar que nesse tempo a cristandade venceu o conflito instaurado através do triunfo dos anjos que representam a beatitude. para entrar em acordo com os elementos mais imaginários do que reais.visionsfineart. Era jovem e desejava ver a vida além das cortinas da sala escura de que se orgulhavam tanto as mulheres de pensamento só reto. C) o enredo rompe com a sequência lógica. livres ao sopro generoso do vento. outros olhos bem mais abertos. sua mãe. como as águas bem antigas da Baía de Guanabara. Agora ela é uma escritora que navega sem parar. Alice sabia que viajava completamente resolvida a enfeitar sua vida. decidida. mas elas eram indiferentes. pois é incoerente. E) os elementos da fantasia são expostos pela narradora Alice. via um mar mais misterioso ainda.B) O desenho de Escher endossa as visões maniqueístas para avisar dos poderes malignos contra as forças benignas no pós-guerra. E) A figura do bem e do mal postada em http://jaques. C) navega sem parar. Mas para a ciência as coisas poderiam tomar um caminho diferente. ela pensou mais livre e abriu as cortinas do sonho: entrou a navegar.com /ocampo/aa_index. B) claridade alucinada.. pois é capaz de captar o íntimo da personagem. como transpor-se para o lado das velhas cortinas da família. em uma claridade alucinada. não soube mais. E) transatlântico da imaginação. D) há uma voz narrativa em terceira pessoa. com um narrador onisciente.html QUESTÃO 40 A análise dos elementos da narrativa de Dora Tavares — Imaginar e Sonhar — permite inferir que A) nota-se uma mesclagem de ponto de vista em primeira e terceira pessoa. Em seu livro Ensaio sobre a Cegueira. no transatlântico da imaginação — cruzava oceanos e mares em um fantástico cruzeiro marítimo.files. Certo dia. de ilimitada imaginação. enxergar com outros olhos. para viajarem mais longe. “Há várias tecnologias que ajudariam: bengalas ultrassônicas que podem indicar se há objetos pela 15 . As solitárias: a avó. Água muito limpa de verdade. E se todo mundo ficasse cego? Para José Saramago seria o caos. o mundo praticamente acaba enquanto a humanidade vai perdendo a visão. ainda que antagônicos. Texto de Gênero narrativo miniconto.. Alice abriu muitas outras cortinas próprias. C) A gravura da arte do desenhista holandês sugere que o mal e o bem. chega em todos os mares do planeta. Nunca mais acordou dessa viagem. as tias e umas primas — todas muito bem plantadas na árvore genealógica de sua família. porque desejava ver mais interessante a vida. QUESTÃO 41 De acordo com os sentidos da história. Alice era como aquela menina do País das Maravilhas. todas as manhãs. ENEM — Faça uma leitura cuidadosa do texto a seguir e responda às questões. para narrar a estória. de Dora Tavares.medieval e o desenho de – Escher sinalizam a vitória do bem sobre o mal. B) Alice descrevia as viagens que imaginava para as mulheres de sua família. viajando de navio em navios. Imagem surreal Octavio Ocampo http://www. de Dora Tavares — Imaginar e Sonhar Alice sonhava com navios de muitas velas.com. até que virou uma mulher moderna. D) árvore genealógica. que recorda a infância como matéria da narrativa da escritora em que se transformou. ajustam-se em uma espécie de mosaico – o que reflete a impossibilidade de um eliminar o outro. há uma expressão que indica limitação da criatividade em A) fantástico cruzeiro. Embarcava.

não compreende o texto de divulgação do filme se desconhecer a obra que o motivou: Ensaio sobre a cegueira. presidente da Associação Britânica de Automação e Robótica. a trama segue em torno da mulher de um médico. http://www. e a história torna-se não só um registro da sobrevivência física das multidões cegas.htm Filme = ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA Direção: Fernando Meirelles Brasil / EUA = 2008 16 . pois as pessoas infectadas passam a ver apenas uma superfície leitosa – manifesta-se primeiramente em um homem no trânsito e. em sua obra. Mais do que olhar. (CINQUEPALMI. O foco do filme. não é desvendar a causa da doença ou sua cura. diz Ken Young.À medida que os afetados pela epidemia são colocados em quarentena e os serviços do Estado começam a falhar. o uso de animais como guias de cegos. B) O autor do texto. Aos poucos. C) Ao apresentar alternativas científicas para a cegueira.frente ou até robôs que atuariam como cães-guia”. E se todo mundo ficasse cego? Superinteressante) QUESTÃO 42 Há uma interpretação incorreta para o texto em: A) Saramago. se a cegueira fosse se espalhando sem muita rapidez. expondo seus instintos primários. precisaríamos de objetos como carros que andam sozinhos e máquinas capazes de substituir médicos em cirurgias. já que a cegueira impediria os humanos de participarem desse processo. João Vitor. B) o conhecimento prévio da obra que serve de citação intertextual na mensagem ampliaria o entendimento da ideia de João Vitor Cinquepalmi.com. Leia o texto: Gênero Sinopse de filme A história de uma inédita epidemia de cegueira. Só dessa forma as criaturas se humanizam novamente. que se abate sobre uma cidade não identificada. importa reparar no outro. lenta-mente. diz o especialista em robótica Darwin Caldwell (. Ou seja: se a cegueira generalizada se espalhasse devagar.).cinepop. mas mostrar o desmoronar completo da sociedade que perde tudo aquilo que considera civilizado. mas também dos seus mundos emocionais e da dignidade que tentam manter. Além disso. D) Para o autor do texto. um grupo de internos tenta reencontrar a humanidade perdida. C) o receptor da resenha. E) a imaginação de José Saramago ao idealizar “bengalas ultrassônicas” e “carrosrobôs” chamou a atenção do editor para encomendar esta matéria para a revista Superinteressante. o autor cita várias tecnologias e. O brilho branco da cegueira ilumina as percepções das personagens principais.br/filmes/ensaiosobrecegueira. Com algumas adaptações. E) Um dos desafios da ciência seria conseguir formas tecnológicas que se autoconstruíssem. inexplicável. claro. além disso. Ao mesmo tempo em que vemos o colapso da civilização.. daria para a gente remodelar o mundo – mudando tudo para que nada mude. QUESTÃO 43 (E se todo mundo ficasse cego?) quanto ao conteúdo permite deduzir que A) Darwin Caldwell é um emissor imaginário. ela é a única pessoa não afetada pela doença. mostra que a forma como a sociedade é organizada poderia mudar drasticamente se perdêssemos a capacidade da visão. especula como a ciência lidaria com o mesmo fato trabalhado pelo escritor português em seu romance. a humanidade conseguiria se adaptar a ela. cuja fala o autor do texto transcreve para persuadir o leitor a crer em ficção científica. espalha-se pelo país. e do romance de Saramago. Tal "cegueira branca" – assim chamada. ao citar Saramago. todos acabam cegos e reduzidos a meros seres lutando por suas necessidades básicas.. veiculada na imprensa. no entanto. Mas como esses carrosrobôs e outros aparelhos seriam construídos sem ninguém para ver que peça apertar? Fábricas totalmente automatizadas também não estão longe de ser realidade. D) João Vitor Cinquepalmi crítica o cientificismo que se adaptaria a uma tragédia da humanidade e ainda ganharia lucros. “Robôs seriam capazes de se autoconstruir”.

QUESTÃO 46 A obra de José Saramago trata da cegueira social e política. B) endossa que o ser humano privado de suas necessidades básicas pratica os instintos primários. para convencer que este é superior ao livro... A partir dessa informação é permite concluir que essa sinopse difundida pela internet A) adianta que a temática abordada pelo filme e pela narrativa de Saramago trazem um fato inusitado. sobrevivência física das multidões cegas. nesse sentIdo encontra correspondência na sentença: A) “.... D) apresentar ao leitor um painel geral do filme.. não veem”. C) explicita em detalhes o sentido da expressão "cegueira branca". Diz.. Quando que na casa da 17 . Frorinda! Que nunca te dexei sem surtimento! E inté trago tudo de sobra pá gente pudê sê filiz. vendo.. penso que estamos cegos.” B) “.” D) “... D) afirma que o “colapso da civilização” é uma alegoria do mundo contemporâneo.. cinema e vídeo tende à transmissão de informações de modo conciso.. C) elaborar uma sinopse detalhando a descrição de tipos humanos focados no filme.. Não sei.. robôs que atuariam como cães-guia.” E) “. E) afirmar que o filme transcende o seu objetivo inicial e.. Inda que eu fosse um desses miserave que dêxum fartá inté pão em casa. que é isso! Você tá loca..” Leia atentamente o texto modernista brasileiro Foi sonho – Antão. entretanto suficientes à compreensão por parte do leitor do evento enunciado.. o autor do texto objetiva A) construir uma apreciação crítica do filme. Queres que te diga o que penso.. Cegos que veem.” C) “.. B) evidenciar argumentos que extrapolam o filme de Fernando Meireles. não veem. ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA – JOSÉ SARAMAGO Qual imagem melhor ilustra o sentido produzido pelo escritor? A) OFÉLIA FAGUNDES B) PESTANA C) RENE MAGRITTE D) GONÇALO VIANNA E) NORBERT LIETH QUESTÃO 47 A figura de estilo destacada da obra de José Saramago (“Cegos que veem. Frorinda... Será que você qué abandoná seu negro prucauso de outra muié?.” justapõe ideias contraditórias. tem sua qualidade questionada. como sugerido em: “Por que foi que cegamos. Cegos que. talvez um dia se chegue a conhecer a razão. O brilho branco da cegueira. mais eu.... posicionado-o em relação à obra em que se baseou. mudando tudo para que nada mude. Cegos que. E) avalia em tom de crítica pejorativa ambas as obras artísticas em pauta.... Penso que não cegámos.. QUESTÃO 45 A Sinopse gênero textual que divulga obras de teatro. por isso...QUESTÃO 44 Ao escolher este gênero textual. vendo. já tinham uma luz dentro das cabeças.

Eu onte caí na farra.. contotativas através da percepção subjetiva. e não bunita pá goza... Farra é vergonha. há a tendência Modernista de registrar a cultura popular brasileira... Eu onte caí na farra. se está pingando. elixires de longa vida. eu sô eu! Fui dexá as ferramenta na premera venda que eu sô cunhicido lá.E até trago tudo de sobra para nós podermos ser felizes. Quando Romero comprô aquela brusa de seda pra muié dele. bunita pr’eu querê bem.. que quero ocê bunita sempe.. e não bunita pá gozá . E) registro da espontaneidade da linguagem informal para a expressão do sentimento. quem quero você bonita sempe.Sô eu. “está transportando líquido”. .. está A) a linguagem formal com alguns trechos que demonstram ousadia. Depois minha mulé num é pra farra não! Eu quis mulé foi pá tá im casa mi sirvindo cum duçura. ocê tava tão longe pr’eu í busca. E) . Inté tava bem triste pruque de repente me alembrei que dê-certo o Romero tava im casa cum a famia.... eu exprico tudo! Num vamo agora se disgraçá pr’uma coisinha de nada! . pões de modo gentil a mão no joelho dele um cheiro ruim meio bom. pois num tenho que dá satisfação ninhuma pr’u Romero. DO AMOR Assim se é posto à prova..... Os filhos da Candinha. . tanta gente mascarado divirtino. Antão me deu uma corage de sê o que num tenho sido. D) .. claramente .. com vários recursos linguísticos para manifestar traços peculiares do personagem também pela “forma” da escrita. C) uma linguagem coloquial caracterizada pela reprodução da pronúncia das palavras.. Eu caí na farra ontem. mais quis caí na farra uma veiz. sujo de corpo num faiz má. produz ouro em pepitas.. im veiz de andá sozinho cumo eu tava feito sordado na vida. Será que você quer abandonar seu negro por causa de outra mulher?. E) a linguagem regionalista.Será que você qué abandoná seu negro prucauso de outra muié?.. Frorinda!. mostrando fidelidade ao vocabulário do gaúcho. B) . B) há expressão de imagens figuradas... São Paulo: Agir. 2008..E inté trago tudo de sobra pá gente pudê sê filiz. poetisa do estilo pós-moderno. principalmente no que diz respeito à construção sintática. há marca do gênero lírico.. QUESTÃO 49 As sentenças escritas na modalidade informal – marca do registro caipira estão reformuladas nos critérios gramaticais. intrei na premera venda e bibi.. querias que transportasse o quê? É mais que violento o amor. quanto a porquinhos no chiqueiro.sua mãi ocê usô argola nas orêia. que quero ocê bunita sempe... que apenas NÃO se cumpriram totalmente em: A) ..” ( ANDRADE. personagem e narrador. ou a rainha do inferno. ... tanta gente mascarado divirtino. C) . para demarcar. com o cheiro forte do esterco. na abordagem singela do tema amor.ainda que eu fosse um desses miseráveis que deixam faltar até pão em casa. num comprei logo um vistido intero pr’ocê? Dexa disso Frorinda. ... quase imoral deleitar-se Podes virar santa se... o homem que pediu sua mão informa: É como cuidar de um jardim.. tava todo sujo do trabaio. Porém já tinha bibido outra veiz.Sou eu. e não bonita para gozar.... mai justifiquei que pra caí na farra num caricia de mi trocá.. pra sujo de pensamento. Dentre os recursos usados na elaboração do texto. se invectivas: como disse o menino claro. B) tanto a linguagem formal quanto o coloquialismo.. na cinza do óbvio. D) frases carregadas de melodia e sonoridade para enfatizar o pedido de desculpas feito pelo personagem.. mais eu. fiquei contente. Amar é sofrimento de decantação.. D) sublinha o sentimento amoroso como instável..Inda que eu fosse um desses miserave que dêxum fartá inté pão em casa.) QUESTÃO 48 No texto. Mário de Andrade. quando nasce de seu acre atrás de um caminhão vazando a árvore da juventude perpétua.. feito deusa? Sô eu. <<< 18 . bunita pr’eu querê bem. em silêncio. (Adélia Prado) QUESTÃO 50 Nos versos de Adélia Prado. ocê tava tão longe pr’eu í buscá . porque A) vê-se o excesso de vaidade do eu-lírico que se confessa com melancolia. para eu querer bem.. Florinda!.. ocê bem sabe que num tenho sido.. mais eu. mas desejado. tanta gente mascarado divertindo você estava tão longe de eu ir buscar.. C) nota-se a autoconfiança da voz feminina.. Mário de..

QUESTÃO 51 Entre os aspectos linguísticos do poema lírico de Adélia Prado é possível encontrar A) o plano simbólico para definir o amor em sua resistência. Que chamam riquezas. 1992. Não manches a folha de tua epopéia Não miras na fímbria do vasto horizonte No sangue do escravo. pois recria o original de que se apropria para introduzi-lo em um novo contexto. no contexto Renascimento? A) Imitar o gosto pela fantasia em detrimento da realidade. pintado por Sandro Botticelli em 1482. E) paráfrase por manter a mesma identidade ideológica com a pintura renascentista. (Galleria Degli Uffuzi. dado que não explicita o objetiva da reutilização do original de Sandro BOTTICELLI.. É fabuloso. simplicidade e complexidades. C) o sentido denotativo quando a autora constata o caráter óbvio da mulher à força do amor. para se apropriar de um novo conceito acerca das artes plásticas. D) Elaborar outros significados para o pensamento iluminista. imperceptível em fatos do cotidianos. Qual é o recurso de recriação artística empregado por Maurício de Souza para o processo de criação de sua obra? A) intertextualidade. Comparação entre obras das artes plásticas BOTTICELLI.. QUESTÃO 53 Maurício de Souza e sua equipe de auxiliares trabalharam no projeto que originou as releituras ou paródias de vários quadros famosos. O projeto tem o nome de "História em Quadrões". de Sandro BOTTICELLI. porque apresenta novos materiais para recompor uma tela universal.. Uma delas é Mônica no nascimento de Vênus. D) metaforização. C) ambiguidade. QUESTÃO 52 Qual é a importância da pintura O nascimento de Vênus. Esta pintura contém um forte significados simbólicos e alegóricos ancorado na mitologia greco-latina. Florença.. Sandro – O Nascimento de Vênus – 1485. E) Contestar a influência simbólica da mitologia da antiguidade. B) Restauração. QUESTÃO 54 Leia com atenção o fragmento do poema romântico “O pátria. no imundo balcão” A luz da alvorada de um dia melhor? A luz da alvorada de um dia melhor? (Castro Alves) Já falta bem pouco. Sacode a cadeia 19 . desperta. Renascimento italiano. B) Supervalorizar a complexidade dos mitos para explicar os fenômenos humanos C) Endossar a cultura mitológica para a construção da mimesis – imitação. com re-leituras das obras de vários artistas.) O quadro O nascimento de Vênus. B) a função metalinguística na reflexão sobre o ato da escrita poética. D) as definições filosóficas e complexas do sentimento amoroso E) a ambivalência de sentidos do amor. Não curves a fronte que nódoas te são! Que enxuga-te os prontos o Sol de Equador.

pertencentes ao poeta Castro Alves. Oh aquela pobre gente. Eh. pra gente de vida bucólica. Cláudio Manuel da Costa expõe. Eh. B) ao assumir orgulhosamente a condição de um poeta que. pra gente de vida bucólica. Não vês ninfa cantar. B) o verso de protesto marcou toda a história do romantismo brasileiro. E) o poeta condoreiro escreveu um a poesia social em favor da liberdade. Cláudio Manuel da Costa Nestas quadras. C) o pai da menina reproduz o idealismo dos poetas do arcadismo quanto ao bucolismo rural. Com terras e terras de plantação e pastagens. irreverência. A tirinha dialoga com um motivo pertinente à poesia NEOCLÁSSICA porque A) o encantamento de Mafalda com a paisagem permanece em toda a tirinha. QUESTÃO 57 A poesia satírica fundamenta-se em elementos como: ironia. E) ao renunciar à esperança de ver seu nome imortalizado. crítica. fechando-se às influências estrangeiras. conforme revela a estrofe a seguir: 20 . tranquilidade está no campo. C) ao encontrar na paisagem de sua terra a serenidade que o faz esqueceros predicados da natureza arcádica. QUESTÃO 55 Aqui é tudo tão lindo. B) a personagem Mafalda aceita o conceito de que a vida ideal. de modo sugestivo. não filhinha. QUESTÃO 56 Texto árcade brasileiro Leia a posteridade. é um casebre pitoresco. sente-se glorificado em sua própria cultura. que casinha miserável! Miserável . Com terras e terras de plantação e pastagens. Em meus versos teu nome celebrado. Por que vejas uma hora despertado O sono do esquecimento frio: Não vês nas tuas margens o sombrio.Os versos do romantismo. que lindas vaquinhas! CONFIRA O TEXTO DA TIRINHA DE QUINO Aqui é tudo tão lindo. a situação particular de um árcade brasileiro: A) ao reconhecer em nossa natureza elementos que tanto favorecem a representação dos mais altos ideais da poesia neoclássica. não filhinha. para poetizar situações expressas por um sujeito poético ousado. que casinha miserável Miserável. revelam que A) o eu poético abandona o intimismo e enfraquece os valores da poesia ultrarromântica. paizinho. E) a criança consegue ter uma percepção crítica e questionadora da realidade dos pobres. é um casebre pitoresco. pastar o gado Na tarde clara do calmoso estio. ó pátrio Rio. Fresco assento de um álamo copado. C) o eu-lírico é artificial em favor da eloquência para compor a poesia nacionalista D) o condoreirismo devotava sua atenção apenas para a causa escravocrata. uma vez que canta elementos que enobrecem a verdadeira poesia. celebrados por poetas europeus. e as vaquinhas! Oh aquela pobre gente. D) ao contrastar a paisagem natural de sua terra natal com a natureza idealizada nos paradigmas do bucolismo da poesia europeia do século XVIII. D) o senhor usa um vocabulário adequado à linguagem infantil ao explicar o tipo de moradia rural. paizinho.

melancias. A sorte deste mundo é mal segura. brava. – Você está rindo. mas o negócio é sério. Já foi pastor de gado. Os nossos breves dias mais ditosos. Enquanto estamos vendo claramente Na vossa ardente vista o sol ardente. Estão os mesmos deuses Sujeitos ao poder do ímpio Fado: Apolo já fugiu do Céu brilhante. Se é justa a justa Lei que sigo e tenho! Nunca juízo algum. (Luiz Vilela – Histórias de Família) texto II Minha bela Marilia. Comparando-os. de pouca idade // Zênite= ponto mais elevado o apogeu. (Álvares de Azevedo. que frouxo A grata posse de seu bem difere. – Então me conta. Tem goiabas. Filha do céu. – Você acha mesmo? – Claro. afortunado// difere = diferencia. Os Lusíadas) C) A terra é mui graciosa Tão fértil eu nunca vi. Tem macaco até demais Diamantes têm à vontade Esmeralda é para os trouxas. enquanto cria Essa esfera gentil. Marília. Banana que nem chuchu. alto e profundo. o texto II é Árcade. mas ausente no poema árcade.Lira dos vinte Anos) D) – Estas eu não posso dizer. e escrevam nela: — Foi poeta — sonhou — e amou na vida. 21 . Nas ondas vela pôs em seco lenho! Digno da eterna pena do Profundo. apenas pode ser afirmado que A) os poetas do barroco e do arcadismo. eu vou amar contigo! Descansem o meu leito solitário Na floresta dos homens esquecida. Tomás Antônio Gonzaga VOCABULÁRIO Texto I: aurora = início. no mundo. e na rosada face a aurora fria.A) Oh! Maldito o primeiro que. bárbaro // Fado = destino // Apolo = deus da mitologia: símbolo de beleza. à luz de altos caules de cera. doce amada. irritada // ditoso = venturoso. Sem a noite encontrar da sepultura. novo. Gozai. – Não? Por quê? – ela deu um começo de gargalhada. Antes que o frio da madura idade Tronco deixe despido o que é verdura.. C) a passagem rápida do tempo é temática marcante no texto barroco. você tem razão. o luzir da seda das véstias.. distinto QUESTÃO 58 O texto I é Barroco. ao passo que o barroco se alivia ao procurar a evasão no erotismo e no Carpe Diem. Se vem depois dos males a ventura. em sentido figurado o fim da vida // beldade = muita beleza Texto II: ventura = sorte // ímpio = desapiedado. produz. forte. E na boca a mais fina pedraria. Façamos. por que não? – É.. Eu também penso assim. feliz. De plumagens mui vistosas. Quanto aos bichos. a melhor fase da vida // ocaso = o final do dia . Vem depois dos prazeres a desgraça. (Luis Vaz de Camões. a si próprio rouba. É cada dia ocaso da beldade. Ah! enquanto os Destinos impiedosos Não voltam contra nós a face irada. mina excelente No cabelo o metal mais reluzente. gozai da flor da formosura. À sombra de uma cruz. Que passado o zênite da mocidade. desumano. E a si próprio fere. ainda que tenha uma preocupação em comum: a passagem do tempo. tem-nos muitos. e elegância masculina // irada = furiosa. cruel. em análise. (Cecília Meireles – Romanceiro da Inconfidência) Leia os poemas a seguir para compará-los texto I Discreta e formosíssima Maria. B) o árcade sofre mais com a angústia pela efemeridade da existência. Um coração. pois. (Murilo Mendes – História do Brasil) E) A névoa que enche os aposentos não vem do dia nem da noite: vem da cegueira: ninguém sente o ranger da pena. na sombra. Por que você não pode dizer? – Certas coisas a gente não diz. tudo passa. Enquanto. como o princípio do nascer do sol // Verdura = de bem jovem. A si. subjetivo. expressam sentimentos amorosos de um modo peculiar. Gregório de Matos B) O minha virgem dos errantes sonhos. sim façamos..

.. Glauceste. – em sentido figurado – Gregório de Matos acentua a boa qualidade e a beleza dos dentes de quem é jovem. (O tempo é indelével.” indica-se que a beleza pode ser eterna. B) as musas – Marília. ROMANCE XX OU DO PAÍS DA ARCÁDIA O país da Arcádia jaz dentro de um leque: existe ou se acaba conforme o decrete a Dona que o entreabra. C) os elementos comuns à tranquilidade árcade como bosque ovelhinhas. Dirceu.” indica que o poeta Gonzaga pensa que a vida passa rápido é deve ser bem aproveitada.) O poema destacado da obra modernista permitem a conclusão de que A) a morte do país da Arcádia se deve a complicações por envolvimento político dos autores. o assomo celeste do pais da Arcádia... o amor requer tranquilidade e espera avisa o poeta a Marília. A luz é sem data. QUESTÃO 60 A poetisa modernista... são citados porque Cecília Meireles quis rememorar a fidelidade dos poetas a suas pastoras.. no partido leque. Nomes aparecem nas fitas que esvoaçam: Marília. D) Em “.” D) a poetisa endossa que a ação voraz de um “tempo indelével” é insuficiente para apagar da memória dos poetas árcades os mais autênticos sonhos de liberdade.. Sanfonas e flautas estão em harmonia com os fatos da história à qual a autora se refere na metáfora “A luz é sem data. E) Entre os dois versos de Tomás Antônio Gonzaga “. do poema barroco.. a Sorte que o feche. mas não há mais nada. com a rebeldia contra a administração opressiva de Portugal na colônia.... Em cinza adormece a festa de nácar. C) O verso “.. Sanfonas e flautas suspiros repetem. Se vem depois dos males a ventura... E na boca a mais fina pedraria. Anarda. presta uma homenagem aos poetas árcades do Brasil na obra Romanceiro da Inconfidência... E) o prazer deve ser vivido intensamente ensina o eu-lírico a Maria.. E) a oposição entre a ideia da festa de nácar (cor avermelhada) e o conteúdo do verso “Em cinza adormece”. frente ao destino dramático dos poetas inconfidentes condenados. B) No conselho dado pelo artista barroco: “. Cecília Meireles. são o vocativo para os poetas dirigirem-se a sua mensagem às amadas.” há a presença de uma oposição de ideias. QUESTÃO 59 Qual interpretação para esses poemas do barroco e arcadismo deve ser considerada falsa? A) Os nomes Maria. Nise.. Os nossos breves dias mais ditosos. Gozai. no século XVIII. Glaucestee Dirceu. indicam o fim do caráter idealista do arcadismo.. do texto árcade.porque há tendência do eu-lírico à aceitação passiva. D) o desejo egoísta das personagens poéticas leva-os a aconselhar que as mulheres deixo-os aproveitar a juventude. se houver amor e alegria. gozai da flor da formosura / Antes que o frio da madura idade. claras ovelhinhas bebem. e Marília. — O bosque estremece: nos arroios. / Vem depois dos prazeres a desgraça.. 22 .. Nise. Anarda – e os poetas da Arcádia mineira.

CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS Primeira Parte Pesquisa e elaboração: Maria Betânia Diniz Ferreira 01 A 11 C 21 D 31 A 41 D 51 A 02 D 12 D 22 E 32 D 42 C 52 C 03 B 13 D 23 A 33 C 43 B 53 A 04 B 14 A 24 E 34 D 44 D 54 E 05 E 15 B 25 B 35 B 45 A 55 C 06 C 16 B 26 C 36 A 46 E 56 D 07 D 17 C 27 A 37 B 47 E 57 C 08 A 18 D 28 C 38 A 48 C 58 A 09 C 19 E 29 C 39 C 49 E 59 B 10 D 20 A 30 A 40 D 50 B 60 E 23 .RESPOSTAS TREINAMENTO PARA ENEM 2011 LITERATURA EM LÍNGUA PORTUGUESA CONTEÚDO: TEORIA DA LITERATURA GÊNEROS E PERÍODOS LITERÁRIOS LINGUAGEM.

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