LITERATURA EM LÍNGUA PORTUGUESA

LINGUAGEM, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS

ENEM
ALUNO(A): QUESTÃO 01

TEORIA DA LITERATURA GÊNEROS E PERÍODOS LITERÁRIOS

Primeira Parte

Pesquisa e elaboração: Maria Betânia Diniz Ferreira Data: 08- 09- 2011

Durante o Humanismo desenvolveu-se uma nova concepção de vida: houve a defesa da reforma total do homem; acentuaram-se os valores do homem na terra, tudo o que pudesse tornar conhecido o ser humano; preocupou-se com o desenvolvimento da personalidade e da forma humana, das suas faculdades criadoras altamente expressivas no Renascimento; houve como objetivo atualizar, dinamizar e dar uma nova vida aos estudos tradicionais; empenhou-se em fazer a reforma educacional. A partir das informações do texto, a obra de artes visuais que corresponde às ideias destacadas é: A) Leonardo da Vinci B) Pablo Picasso C) Paul Gauguin

D) Giorgio de Chirico

E) Giuseppe Arcimboldo

QUESTÃO 02 Os conectores são fundamentais para a ligação coerente e coesa entre as ideias para textos tanto informativos quanto literários. Na Crônica do livro “Escolha o seu sonho” – de Cecília Meireles – há emprego preciso de elos de ligação. Somos, pois, criaturas nutridas de liberdade há muito tempo, com disposições de cantá-la, amá-la, combater e certamente morrer por ela. Ser livre – como diria o famoso conselheiro… – é não ser escravo. (...) Ser livre é ir mais além: buscar outro espaço, outras dimensões, ampliar a órbita da vida. É não estar acorrentado. Não viver obrigatoriamente entre quatro paredes. Por isso, os meninos atiram pedras e soltam papagaios. A pedra inocentemente vai até onde o sono das crianças deseja ir. (Às vezes, certamente, quebra alguma coisa, no seu percurso…). Os papagaios vão pelos ares até onde os meninos de outrora (muito de outrora!…) não acreditavam que se pudesse chegar tão simplesmente, com um fio de linha e um pouco de vento!… Acontece, porém, que um menino, para empinar um papagaio, esqueceu-se da fatalidade dos fios elétricos, por isso perdeu a vida. E os loucos que sonharam sair de seus pavilhões, usando a fórmula do incêndio para chegarem à liberdade, morreram queimados, com o mapa da Liberdade nas mãos!… De acordo com sentido no contexto, a avaliação dos conectivos está melhor designada em: A) Somos, pois, criaturas nutridas de liberdade há muito tempo... = explicação B) ... Ser livre – como diria o famoso conselheiro – é não ser escravo.... = comparação

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C) ... não acreditavam que se pudesse chegar tão simplesmente... = consequência D) ... Acontece, porém, que um menino, para empinar um papagaio... = adversidade E) ... E os loucos que sonharam sair de seus pavilhões, usando a fórmula do incêndio,... = integrante QUESTÃO 03 “...Eu canto as armas e o varão que, fugindo das *plagas de Tróia por injunções do Destino, instalou-se na Itália. A impulso dos deuses por muito tempo nos mares e em terras vagou sob as iras de **Juno, guerras sem fim sustentou para as bases lançar da Cidade e ao ***Lácio os deuses trazer o começo da gente latina, dos pais primevos e os muros de Roma ****Altanados. Virgílio – Eneida, Antiguidade Clássica 29 a.C. a 19 a.C. Vocabulário *espaço terreno // **Esposa de Júpiter rainha dos deuses // *** Região da Itália // **** Elevados OS LUSÍADAS (Luiz Vaz de Camões) "As armas e os barões assinalados que, da Ocidental praia, lusitana, por mares nunca dantes navegados passaram ainda além da *Taprobana, E em perigos e guerras esforçados, Mais do que prometia a força humana, Entre gente remota edificaram Novo Reino, que tanto sublimaram;" (1572 – Classicismo – Portugal) Taprobana *limite de navegação –A –B –A –B –A –B –C –C

Comparando os textos de Virgílio e Camões é possível afirmar que: A) o poeta latino lamenta insucessos do herói ao passo que o autor português só conta vantagens. B) os poetas épicos consagram os feitos heroicos na tessitura das epopeias que os imortalizaram. C) Virgílio fantasia, evocando a mitologia, enquanto Camões prefere o enfrentamento dos limites da realidade. D) as conquistas dos heróis portugueses parecem mais exaltadas do que as proezas de Enéas. E) tanto os portugueses como o troiano lograram a mesma ventura: conquistar a região do Lácio. O grupo teatral FORA DO SÉRIO realiza uma adaptação da peça de GIL VICENTE Gil Vicente, nascido provavelmente em 1470, é considerado o pai do teatro português. Sua obra, fundamentada no legado da cultura medieval, usa o medidor popular em jogos de moralidade e farsa. Além disso, o teatrólogo mostra um espírito renascentista de prática, crítica, com a denúncia de irregularidades institucionais e aos vícios sociais. > Em O Auto da Barca do Inferno, é clara a intenção de Gil Vicente em expor com sátira e despojamento os grandes vícios humanos. A forma encontrada para isso são as personagens – almas que chegam ao porto em busca do transporte para o outro lado: céu e inferno, dentro da visão católica e maniqueísta. Gil Vicente interessa ao teatro Moderno devido a seus temas: moral, política, anseios, verdade e julgamento, presentes na adaptação do grupo teatral Fora do Sério. A nova montagem pode ser considerada uma tradução, na qual a essência e as características do original são milimetricamente respeitadas. Com o intuito de se preservar o humor do texto, a atualização de alguns personagens foi necessária. Daniel Vicente Sierdan QUESTÃO 04 A figura que serve de ilustração à peça O AUTO DA BARCA DO INFERNO, de Gil Vicente, retrata qual personagem? A) O anjo – piloto da barca celestial B) O Fidalgo – nobre vaidoso C) O Sapateiro – negociante desonesto D) O Procurador – advogado corrupto E) O Diabo – piloto da barca do inferno

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Na Literatura. Além do horizonte deve ter Algum lugar bonito Pra viver em paz Onde eu possa encontrar A natureza Alegria e felicidade Com certeza. estariam fora do contexto. como na literatura clássica. de Gil Vicente... vejo a luz e todo bando Das estrelas no olímpico jazigo. fugindo às exibições subjetivas e mantendo a neutralidade diante daquilo que era narrado. C) ARCADISMO. na medida em que a natureza adquire um sentido de simplicidade. em contato com a natureza. Aproveitar a tarde Sem pensar na vida Andar despreocupado Sem saber a hora De voltar. um grupo de escritores. Vejo o sol. propondo um retorno à ordem natural.. D) BARROCO. transformando as palavras em símbolos dos segredos da alma. necessitou ser substituído para atualização e preservação do humor do texto. Essa referência corresponde aos escritores do: A) ROMANTISMO. Se você não vem comigo Tudo isso vai ficar No horizonte esperando Por nós dois. quando estes escritores se mostravam mais emotivos. a necessidade de revalorização da vida simples. Não bendigo a ninguém e nem maldigo: Tudo é morte num peito miserando. Bronzear o corpo Todo sem censura Gozar a liberdade De uma vida Sem frescura.. já havia defendido o bucolismo.. B) a crença religiosa leva à melancolia. Se você não vem comigo Nada disso tem valor De que vale O paraíso sem o amor. de um ambiente campestre. B) CLACISSISMO. calmo... <<< 3 ... que ela Plantou aos poucos aos poucos vai ceifando.. para quem encontrar-se com a natureza significava alargar a sensibilidade. A misteriosa mão de Deus o trigo. (gravação atualizada por Jota Quest) Roberto Carlos e Erasmo Carlos recriam um lugar ideal. B) O Anjo porque a sociedade de hoje em dia não absorve bem conteúdos de misticismo. D) O Corregedor (juiz) porque os membros da justiça na atualidade não admitiriam ser satirizados. harmonia e verdade. C) O Frade porque a igreja hoje passou a ter menor importância em textos engajados. Lá nesse lugar O amanhecer é lindo Roberto Carlos e Erasmo Carlos Com flores festejando Mais um dia que vem vindo. E) Os Cavaleiros cruzados porque as guerras santas. QUESTÃO 07 Um dos temas marcantes da poesia simbolista é a profundidade espiritual e pessoal.. como ilustram os versos a seguir: “Ninguém anda com Deus como eu ando. E) NEOCLASSICISMO. no século XVIII. as referências à natureza eram feitas em terceira pessoa. à moda medieval. A natureza era puro mistério. D) a religiosidade com elemento poético.” Alphonsus de Guimarães O comentário adequado a estes versos é A) a delicadeza equivale à essência poética. QUESTÃO 06 ALÉM DO HORIZONTE Além do Horizonte Existe um lugar Bonito e tranquilo Pra gente se amar. movimento que valorizava a tensão de elementos contrários.. A) O Diabo porque atualmente não se atribui crédito a crenças de forças malignas... celebrando Deus ou as delícias da vida nas formas da natureza. Ninguém segue os seus passos como eu sigo. Onde a gente pode Se deitar no campo Se amar na relva Escutando o canto Dos pássaros...QUESTÃO 05 Segundo a sua leitura crítica da realidade contemporânea. C) a ternura é simétrica à fé verdadeira. qual o tipo de personagem. bem como seu conhecimento sobre a peça O AUTO DA BARCA DO INFERNO. E) a evasão nos votos beatos.

... Sobre as impressões escritas por Caminha podemos deduzir que: A) o texto de A Carta. marco do descobrimento do Brasil.E andavam tosquiados.... O termo entre colchetes NÃO é adequado ao sentido da expressão grifada..” B) “. que substituiu em: A) “.. de bons rostos e nus. agudo na ponta como um furador... rapados.E trazem-no ali encaixado de sorte que não os magoa. C) a descrição dos ornamentos que o índio utilizava está revestida de ironia e até deboche por parte do escrivão português.. sem cobertura alguma. Os cabelos são corredios.” QUESTÃO 10 Os articuladores de sentido empregados em textos narrativos e descritivos. em respeito ao pudor da majestade. cabeleira mui cerrada. todavia... 4 .. que lhe cobria uma confeição branda.. na parte detrás. figura no teto da Capela Sistina. como A Carta se Caminha..... de maneira tal que a cabeleira era mui redonda e mui basta.. B) Caminha hesitou em revelar ao rei que os primitivos andavam nus.Os cabelos são corredios. Acerca disso são de grande inocência.” = [ a qual ] D) “. Acerca disso são de grande inocência. segundo revelam todas as passagens. e não fazia míngua mais lavagem para a levantar.” = [ entretanto ] B) “. de penas de ave.. agudo na ponta como um furador. Ambos traziam o beiço de baixo furado e metido nele um osso verdadeiro. de tosquia alta antes do que sobrepente..” = [ de modo que] QUESTÃO 11 Observe a obra de Michelangelo Buonarroti A Criação de Adão..A Carta de Caminha – texto do período colonial: Quinhentismo Desenho da edição ilustrada de A Carta de Caminha “A feição deles é serem pardos. uma espécie de cabeleira. que lhe cobria uma confeição branda como cera (mas não era cera). EXCETO: A) “. D) o escrivão mantém uma linguagem objetiva para evitar julgamentos parciais acerca do gentio que observa e descreve ao rei português.. Nem fazem mais caso de encobrir ou deixar de encobrir suas vergonhas do que de mostrar a cara.. afresco pintado por Michelangelo Buonarroti. por cima das orelhas. e a parte que lhes fica entre o beiço e os dentes é feita a modo de roque de xadrez. Ambos traziam o beiço de baixo furado e metido nele um osso verdadeiro.. e mui igual. um tanto avermelhados...cabelos rapados. por volta de 1511.entre o beiço e os dentes é feita a modo de roque de xadrez.osso verdadeiro. A cena representa um episódio do Livro do Gênesis no qual Deus cria o primeiro homem: Adão.. por cima das orelhas.. de tosquia alta antes do que sobrepente. D) “. de penas de ave amarela. mostra um choque de cultura entre o observador e o homem observado. Metem-nos pela parte de dentro do beiço. de fonte a fonte.. QUESTÃO 09 Na imagem desenhada por Poliana Asturiano há detalhes que o texto de Pero Vaz de Caminha confirma..uma espécie de cabeleira.” C) “. coerência e compreensão da mensagem. E trazem-no ali encaixado de sorte que não os magoa. e da grossura de um fuso de algodão. de boa grandeza. E andavam tosquiados.. são essenciais para a coesão.. mui (muito) vasta e mui cerrada...2000 QUESTÃO 08 A Carta de Caminha – documento histórico literário – é de importância crucial para entendermos um pouco sobre o indígena com quem os portugueses fizeram seus primeiros contatos. Pero Vaz de Caminha) Poliana Asturiano .” (A Carta. por isso amenizou-lhes o lado exótico... E) o escrivão entendeu os costumes do índio como naturais. E um deles trazia por baixo da solapa.” = [ Sob ] E) “.. de comprimento de uma travessa. nem Ihes põe estorvo no falar.. todavia. que seria do comprimento de um coto. nem no comer e beber...” = [ que nem ] C) “.” E) “.

E) a paródia porque é uma reprodução ideológica do original que serviu como base. se o que se prega é vaidade. 1511 VATICANO O que predomina na obra de Michelangelo Buonarroti. Mas se as palavras dos pregadores não são palavras de Deus. Se os pregadores semeiam vento. Maurício de Souza. a causa por que se faz hoje tão pouco fruto com tantas pregações? É porque as palavras dos pregadores são palavras. aqui representado por Adão. como em A criação do Cebolinha. com releituras das obras de vários artistas. que originou as releituras ou paródias de vários quadros famosos. que muito que não tenham a eficácia e os efeitos da palavra de Deus? Diz o Espírito Santo: «Quem semeia ventos. As palavras que tomei por tema o dizem: (A semente é a palavra de Deus. Cristãos. B) o iluminismo pela valorização dos conceitos referentes à inteligência do homem criado à imagem e à semelhança de Deus.. mas não são palavras de Deus. na produção de sua obra. Acrílico sobre tela. Sermão da Sexagésima “. que se baseia no original de Michelangelo Buonarroti. C) a simbologia já que endossa o sentido metafórico da fé católica. colhe tempestades»..A Criação de Adão Michelangelo Buonarroti.” 5 . mas até nas pedras e nos espinhos nasce. B) a contextualização da arte em uma outra dimensão de base ideológica. em vez de colher fruto?.. para recuperar os caminhos da espiritualidade – a necessidade mais essencial do ser humano QUESTÃO 12 Maurício de Souza e sua equipe de auxiliares trabalharam no projeto História em Quadrões". 1992. para alinhar Deus e o homem. se considerarmos o pensamento Renascentista e o modo como repercutiu na arte.A palavra de Deus (como diria) é tão poderosa e tão eficaz. se não se prega a palavra de Deus.. que não só na boa terra faz fruto. O projeto é fabuloso. Falo do que ordinariamente se ouve. D) o barroco que permitiu a mesclagem entre razão e emoção a partir da recriação de preceitos religiosos. E) o teocentrismo puro como orientação humana. D) a apropriação porque utiliza-se da técnica intertextual para recriar uma obra precedente. C) o antropocentrismo mesclado à espiritualidade.) Sabeis. é A) o renascimento apoiado nas ideias antropocêntricas de valorização do homem como um ser de explicação somente racional. emprega como recurso artístico A) a paráfrase tornando a obra de Michelangelo Buonarroti mais conhecida. como não há a Igreja de Deus de correr tormenta. Leia e releia atentamente o texto verbal e a imagem a seguir Texto 1: Prosa Sacra Barroca Antônio Vieira.

.” E) a semente é a palavra de Deus. B) o soneto de Gregório de Matos reforça a orientação teocêntrica do Barroco. E) o cartum produz um discurso pretensioso e ambíguo. no sermão de Antônio Vieira C) a mensagem de fé do Barroco costumava recorrer à hipérbole devido ao exagero da significação como no verso: “A vós.. A vós.files. se a igreja de Deus contava com poucas adesões a culpa se devia às más pregações dos sacerdotes. como indica o verso: “para perdoar-me. por não deixar-me. estais fechados. E) exibir que para ele não há obstáculos que o impeça de ser um grande pregador. atado e firme. pregados pés. lado patente.”)? 6 . estais abertos..” = autor: Rios http://arquivom. Que. p'ra chamar-me A vós. C) convencer de que somente ele sabe pregar a verdadeira palavra de Deus... QUESTÃO 16 (UFMG) Em qual item há correspondência para o seguinte pensamento extraído da obra GRANDE SERTÃO: VEREDAS. estais cravados. A vós. revelada no Texto 1: Prosa Sacra Barroca. cravos preciosos. estais despertos. para perdoar-me. para ungir-me.com/2008/10/evolucao_ humana. sangue vertido. QUESTÃO 13 A intenção de Antônio Vieira.com/2008/09/ charge-educacao. 0riginal: Evolução Humana APROPRIAÇÃO: “Para evoluir é preciso investir na educação.jpg QUESTÃO15 A interpretação conveniente às imagens observadas implica considerar que A) educar para evoluir é a mensagem comum às duas produções em análise.“Coração mistura amores. braços sagrados. quero atar-me.. é A) afirmar que a soberania da Igreja Católica está no modo de pregar do clero. eclipsados De tanto sangue e lágrimas abertos. estais despertos.. por não castigar-me.files. colhe tempestades” é um provérbio acrescentado à argumentação de Vieira para convencer o ouvinte / leitor a fazer orações..Texto 2: Soneto Sacro Barroco do poeta Gregório de Matos Guerra BUSCANDO A CRISTO A vós correndo vou. cabeça baixa. para ungir-me. para receber-me. de João Guimarães Rosa: (. C) a teoria da evolução humana está ilustrada para tornar-se incontestável. B) o desenho original da evolução humana é a base intertextual para a nova produção de Rios. e essa palavra – segundo Antônio Vieira – tem efeito sobre os homens. Pois. A vós. E. E. D) evoluir primeiro para educar depois é a mensagem centram do cartum. quero unir-me.wordpress.” D) segundo o sermonista. sobretudo. A vós.jpeg http://radioloandafm. B) apontar a relevância de palavras pregadas com vaidade e requinte. sangue vertido. do gênero sermão. D) investigar os motivos da pouca eficácia das pregações religiosas em seu tempo. por não condenar-me. Nessa cruz sacrossanta descobertos A vós. QUESTÃO 14 A partir da comparação entre os textos 1 e 2 apenas é impróprio afirmar que: A) “Quem semeia ventos. Para ficar unido. divinos olhos.wordpress. dado que se reflete.

“dava amor por mim existia nas Serras dos Gerais. que eu rastreio a flor de tuas passadas.. de certo jeito. Estendi a mão.... calafrios. mas os olhos dele não me deixaram. de MacPhall. na idéia. pois prefere a região urbana. penso também mas Diadorim é a minha neblina.. põe o pezinho em cera branca.. B) o desconhecimento. querendo e ajudando.. maior do que o miúdo. Alagam lácteos e fulgentes rios Que na enluarada refração tremulam Dentre fosforescências... B ) a utilização de recursos linguistico com efeitos de sonoridade e sugestão múltipla de cores. ela queria viver ou morrer comigo. principalmente A ) a preferência simbolista pelos aspectos ambíguos da natureza.. meu amor.” E) .. QUESTÃO 17 Leia as estrofes do poeta simbolista CRUZ E SOUSA Clâmides frescas. provavelmente a obra mais famosa de Jean François Millet. brota é depois. E) a reinvenção da realidade para idealizar a natureza.. quando é destino.. D) o conhecimento prévio e o contexto histórico da pintura realista de que se apropria MacPhail é essencial à interpretação da charge de tema social. mas. Eu não sabia. D ) a presença marcante da dissimuIação para expressar o gosto pelo vago e obscuro.. “Meu corpo gostava de Diadorim.. ilustra um direito concebido aos camponeses mais pobres: recolher as espigas de trigo esquecidas após a colheita em terras de patrões. do quadro original Jean-François Millet não altera a compreensão da imagem do chargista..... Amor desses... “Diadorim. <<< 7 . e é um só facear com as surpresas... eu era que dava a ordem. Otacília.. a gente quer que isso seja. refúgio do poeta inconformado com a vida terrena. “o amor pega e cresce é porque. Surgindo a Lua nebulosa e leve. Trato? Mas trato de iguais com iguais. E ele vinha para supilar o ázimo do espíri-to da gente? ... leva a conclusão de que A) a recriação de Roger MacPhail contesta a intenção apenas ilustrativa do pintor em relação ao trabalho explorado das respigadeiras..google.” C). Finíssimas dalmáticas de neve Vestem as longas arvores sombrias.. C) a fusão entre sensações e sentidos que se harmonizam no pensamento poetico. Tudo tem seus mistérios. Diadorim meu amor. em comparação com as informações sobre a pintura de Jean François Millet...br/images q = Roger +MacPhail +CHARGE QUESTÃO 18 A Pintura realista “ As respigadoras”.” Como eu podia dizer aquilo? Um Diadorim só para mim.. de brancuras frias. vinha para me obedecer.. por parte do leitor... viesse. e vai. Em Diadorim.” D). Primeiro.” B). A charge. E) o desenho moderno é revolucionário e crítico porque rejeita o trabalho humilde do campo.. Névoas e névoas frígidas ondulam.. contemplada à distância. Os versos SIMBOLISTAS revelam.”Viesse..com.A). a gente ama inteiriço fatal. Mas com a minha mente eu abraçava com meu corpo aquele Diadorim. cresce primeiro. carecendo de querer.. C) a pintura de Millet endossa o ideal de vida mais amena no campo em detrimento do desemprego na cidade grande como reflete a charge. Jean François Millet (1814-1875) Roger MacPhail As Respigadoras do Trigo http://www. para as suas formas.

O detalhe que nos leva a acreditar que o plano dele foi premeditado é A) “a fechadura nova em folha” B) “a chave que ele balançava pela argola” C) “as grades cobertas por uma crosta de ferrugem” D) “o grito medonho. Raquel. inumano” E) “lançou ao poente um olhar mortiço” Leia o fragmento de QUERERES .. decassílabo”. . E. Voltado ainda para ela. vamos! — exigiu.. Ficou atento.” (Conto extraído do livro ANTES DO BAILE VERDE. como um pêndulo. Lygia Fagundes Telles. Os lábios dela se pregavam um ao outro.... inumano: — NÃO! Durante algum tempo ele ainda ouviu os gritos que se multiplicaram. Imobilizou-se. Depois. como se entre eles houvesse cola. B) No verso “Onde queres o livre. Os olhos rodavam pesadamente numa expressão embrutecida. apertando contra a grade a face sem cor. Guardando a chave no bolso. fevereiro Onde queres o ato. ele chegou até a porta e abriu os braços. — Boa noite. tentando agarrá-lo..) QUESTÃO 19 O recurso linguístico empregado por Lygia Fagundes Telles está identificado de modo correto em A) “Me dá a chave desta porcaria. — Boa noite. eu sou o irmão E onde queres cowboy. semelhantes aos de um animal sendo estraçalhado. bruta flor. minha alma salta E ganha liberdade na amplidão Onde queres família.. decassílabo. Nenhum ouvido humano escutaria agora qualquer chamado. sou Pernambuco Caetano Veloso Onde queres o sim e o não. Foi erguendo o olhar até a chave que ele balançava pela argola. abafados como se viessem das profundezas da terra.. que melhor se interpreta em: A) A repercussão do barroco está no jogo de metáforas e símiles predominam na linguagem figurada da música popular brasileira.Trecho do conto ANTES DO BAILE VERDE. C) O compositor critica a instabilidade dos barrocos e seus contrastes no verso Ah! Bruta flor do querer. Ela sacudia a portinhola. talvez Onde queres o lobo. o mundo inteiro Onde queres quaresma.. eu sou espírito E onde queres ternura eu sou tesão Onde queres o livre.. Encarou-o. QUESTÃO 21 Considerando que a concepção do Barroco repercute no modernismo brasileiro proceda à análise da letra da música Quereres.gritou ela. eu sou chinês Ah! Bruta flor do querer Ah! Bruta flor. sou maluco E onde queres romântico. vamos!” = ORALIDADE B) “a chave que ele balançava pela argola. sou paixão Onde queres descanso. Foi puxando as duas folhas escancaradas. Ricardo! Você vai me pagar!. Editora Rocco. a palavra decassílabo tem sentido literal de verso medido.” = COMPARAÇÃO C) “Você terá o pôr-do-sol mais belo do mundo. ele retomou o caminho percorrido. Foi escorregando. de Caetano Veloso. — Cretino! Me dá a chave desta porcaria.” = COLOQUIALISMO QUESTÃO 20 A autora induz os leitores a concluir que Ricardo planejou seu “crime”: aprisionar Raquel entre as grades de um jazigo. monumento funerário que serve de sepultura. o som dos pedregulhos se entrechocando úmidos sob seus sapatos. — Não. 1999.. examinando a fechadura nova em folha. nada falta E onde voas bem alto. sou coqueiro E onde queres dinheiro.. o grito medonho. não. como um pêndulo. ele lançou ao poente um olhar mortiço. meu anjo. RJ. Esbugalhou os olhos num espasmo e amoleceu o corpo. No breve silêncio. eu sou o chão E onde pisas o chão.” = DENOTAÇÃO E) “Voltado ainda para ela.” = HIPÉRBOLE D) “Nenhum ouvido humano escutaria agora qualquer chamado.. pertence ao GÊNERO NARRATIVO: “Você terá o pôr-do-sol mais belo do mundo.. 8 . estendendo os braços por entre as grades. Assim que atingiu o portão do cemitério. ele chegara até a porta e abriu os braços.Onde queres revólver. burguês Onde queres Leblon.. sou desejo E onde não queres nada. Examinou em seguida as grades cobertas por uma crosta de ferrugem. os uivos foram ficando mais remotos. — Chega. de Lygia Fagundes Telles.. de repente. E onde queres um conto. — Não.

. precário e eterno.. admite a associação que se segue em: A) . cheia daquele feitiço. = SINESTESIA C) . que o indivíduo passa a outro indivíduo.. Onde canta o sabiá . Não permita Deus que eu morra . em que o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos às sardas e espinhas. Que tais não encontro eu cá .. eu sou o irmão. Sem qu’inda aviste as palmeiras .. fresca. = PARADOXO QUESTÃO 23 Machado de Assis: Memórias Póstumas de Brás Cubas “Naquele tempo contava apenas uns quinze ou dezesseis anos. o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos às sardas e espinhas .D) A palavra fevereiro em oposição à quaresma evoca a alegria que é trazida por uma festa típica da cultura brasileira: o carnaval.. Nossa vida mais amores... Em cismar . = PLEONASMO E) . As aves que aqui gorjeiam . = ANTÍTESE B) . = SÍMILE D) ... Nossos bosques têm mais vida .Naquele tempo contava apenas uns quinze ou dezesseis anos .. Construir-nos dulcíssima prisão.. para os fins secretos da criação. Em cismar – sozinho . saía das mãos da natureza. era talvez a mais atrevida cria primazia da beleza. Minha terra tem primores . precário e eterno.. à noite – Mais prazer encontro eu lá. de Gonçalves Dias Minha terra tem palmeiras Onde canta o sabiá . Onde queres o lobo. D) . para os fins secretos da criação. não.. era talvez a mais atrevida criatura da nossa raça . Nossas várzeas têm mais flores . Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá . Onde canta o sabiá... sozinho .. E onde a pura natura.Era bonita. Sem que eu volte para lá.... entre as mocinhas do tempo.. Era bonita. mas também não digo que lhe maculasse o rosto nenhuma sarda ou espinha... cheia daquele feitiço. Nosso céu tem mais estrelas ... saía das mãos da natureza... Minha terra tem palmeiras . o inseticídio. Minha terra tem palmeiras.. Gênero Quadrinhos – de Caulos 9 . E) Caetano Veloso renega as instabilidades do comportamento humano. à noite . Ah! Bruta flor do querer. E) ..” A frase do texto em que se percebe a crítica do narrador ao romantismo está transcrita em: A) .. Eu queria querer-te e amar o amor.. QUESTÃO 22 A avaliação estilística do texto QUERERES. de Caetano Veloso. Onde canta o sabiá.. pois sugere que a harmonia é melhor para o relacionamento amoroso.... B) . C) .. Não gorjeiam como lá... fresca.. porque isto não é romance.. Mais prazer encontro eu lá . Original da Canção do Exílio. o indivíduo passa a outro indivíduo.

QUESTÃO 28 Leia o Comentário sobre o Naturalismo Brasileiro O movimento literário NATURALISTA aproximou ao máximo a produção literária dos modelas científicos de análise da realidade. pois modifica muito o original. As tendências do estilo naturalista apenas podem ser identificadas no que se afirma em: A) Retornar à expressão linguística tradicional para captar os anseios da sociedade conservadora. C) cria-se um produto de crítica e protesto em relação ao romantismo de que se apropriou.. no grafismo leve e tocante do exílio de sua própria palmeira. 10 . Os pássaros daqui Não cantam como os de lá. B) exalta terra natal de forma nostálgica e saudosista. com apropriação livre. B) empregar uma linguagem é hermética. onde gorjeia o mar. D) implica o recurso da paráfrase em apoio à ideologia do saudosismo romântico. ultrapassou o caráter científico ao denunciar a corrupção dos valores burgueses. é um poema do modernismo inicial que revela A) uma paródia contestadora em sentido crítico. D) usar com parcimônia as formas pronominais de primeira pessoa. E) utilizar-se do exílio como o meio adequado de evasão da realidade. QUESTÃO 25 Gonçalves Dias consolidou o romantismo no Brasil. Canto de regresso à pátria. Entretanto. Os naturalistas reagiram contrariamente aos adeptos da concepção da arte pela arte (parnasianos). de Gonçalves dias. de Oswald de Andrade. C) apresentar visão nacionalista de exaltação dos valores da pátria. exprime-se de acordo com primeira fase do romantismo de modo a A) evidenciar a musicalidade do verso pelo uso de aliterações. como ideal de liberdade criativa. Em tese. C) utiliza-se do verso livre. – Oswald de Andrade – Modernismo Ouro terra amor e rosas Eu quero tudo de lá. Minha terra tem mais rosas E quase que mais amores Minha terra tem mais ouro Minha Terra tem mais terra. o poeta Gonçalves Dias.. QUESTÃO 26 Em “Canção do exílio”. ou caracterizar as lutas das classes e discrepâncias sociais. E) relaciona-se com o processo intertextual da paródia. C) uma ironização do tema natureza. QUESTÃO 27 CANTO DE REGRESSO À PÁTRIA Minha terra tem palmares. Sobre o processo de composição literária que corresponde ao empregado nos quadrinhos pode afirmar-se que A) remete ao conceito de apropriação indevida. pois sempre pretenderam estabelecer uma associação direta entre o objeto artístico e a realidade social. erudita. Não permite Deus que eu morra Sem que volte pra São Paulo Sem que veja a Rua 15 E o progresso de São Paulo. E) refere-se à vida com descrença e tristeza. como artifício simbólico. com ironia. Não permita Deus que eu morra Sem que volte para lá. D) poesia e música se confundem. com desprezo pela urbanização. B) evoca a tradição poética do romantismo como uma fonte metalinguística. eram detectadas as mazelas da sociedade – configurada a miséria da raça – com o objetivo de promover reformas sociais e melhorar as condições de vida das populações marginalizadas.QUESTÃO 24 O humorista Caulos fez o sabiá dos versos saudosistas. B) um endosso da visão romântica em reescrita moderna. E) uma reação de humor.. D) um apoio ao nacionalismo ufanista do romantismo. migrar do Romantismo para a denúncia ecológica. Sua "'Canção do exílio" pode ser considerada tipicamente romântica porque A) apoia-se nos cânones formais da poesia clássica greco-romana.

E) Conceber a realidade com base no idealismo.) Dirão porventura que destes cativeiros depende a conservação e o aumento do Estado do Maranhão... Texto extraído da Carta de Padre Antônio Vieira a El Rei D. Senhor.. que a importância da expressão se sobrepõe às ideias do artista. C) Eleger a realidade brasileira como tema central da prosa literária e fixar o drama de nossa estrutura social colonizada. para compor a sociedade que se deseja reformar.” E) a natureza e mais um pretexto para que o eu-poético.html MANOEL DE BARROS QUESTÃO 29 O texto da obra Retrato do Artista Quando Coisa. entre os quais muitos eram amigos e aliados dos portugueses.ufsc. senão licença para os continuar (. http://www.. pois mescla a percepção visual com a olfativa. E) há mesclagem de linguagem padrão gramatical com registro coloquial nos versos do poeta pós-moderno.” (Padre Antônio Vieira. Carta escrita em 1667) 11 . tudo contra a disposição da lei que veio naquele ano a este Estado (. por isso é um intertexto. Aproximadamente. mais de dois milhões de índios. excedem muito às que se fizeram se destruíram.) e também não houve castigo: e não só se requer diante de Vossa Majestade a impunidade destes delitos. para eliminar o efeito moralizador sobre a realidade abordada. QUESTÃO 30 A afirmativa incorreta sobre o poema e a imagem que o ilustra está no item: A) No verso “Plantas desejam a minha boca” o poeta confessa sua preferência pela poesia contemporânea das imagens óbvias.B) Expor e denunciar as mazelas sociais. B) “Já posso amar as moscas / Como a mim mesmo” – remete a um dizer da Bíblia: “amar o próximo como a ti mesmo”. D) “Já enxergo o cheiro do sol. e disso nunca se viu castigo. C) Na imagem do endereço eletrônico. Isto.” – contém uma sinestesia. é heresia.. e mais de quinhentas povoações como grandes cidades. que se têm executado aos naturais destas terras.mafua. POR: DIEGO FAGUNDES RETRATO DO ARTISTA QUANDO COISA Borboletas já trocam as árvores por mim Insetos me desempenham Já posso amar as moscas Como a mim mesmo Os silêncios me praticam De tarde um dom de latas velhas Se atraca em meu olho Mas eu tenho o predomínio por lírios Plantas desejam a minha boca Pra crescer por cima Sou livre para o desfrute das aves Dou meiguice aos urubus sapos desejam ser-me Quero cristianizar as águas Já enxergo o cheiro do sol. permite deduzir que: A) a ausência de pontuação compromete a transmissão do sentido figurado. de Manuel de Barros. persuada o receptor. emissor do poema. Afonso VI “As injustiças e tiranias. C) o verso “Quero cristianizar as águas” sintetiza a devoção do eu-poético pela natureza.. D) o eu lírico revela a tendência à meditação que confessa no verso “Os silêncios me praticam.br/numero11/mafua11. B) a humanização de elementos é exemplo da expressividade do sentido denotativo da poética. por esta costa e sertões. cativaram-se (pôr em cativeiro) no rio das Amazonas dois mil índios. a figura do artista Diego Fagundes desenhado a si mesmo traz o recurso da metalinguagem. D) Valorizar o conceito de arte pela arte. no ano de 1655.

para fazerem o caixão e aprontarem o enterro.. Tiantônia tomou coragem.. porque traz predomínio da confissão sentimental. B) à condenação ao fim das quinhentas povoações indígenas. E) as crueldades contra os nativos pareciam autorizadas pela Coroa Portuguesa.. C) as tiranias e injustiças praticadas contra nativos na era de 1600. Santa Nhinhinha." – com toda ferocidade. Afonso VI (. do arco-íris da chuva. porque é ideal para a representação teatral. Todos os vivos atos se assam longe demais. Diz-se que da má água desses ares. Agora. porque era. ela começou a discutir com o Pai. o Pai e Tiantônia davam conta de que era a mesma coisa que se cada um deles tivesse morrido por metade. houve muitas diversas dores. As palavras de Vieira ganham confirmação devido aos rumos da História da colonização no Brasil.. se consentisse nisso. já que se atém a detalhes descritivos. em bruscas lágrimas. com enfeites de verdes brilhantes. de se ver quando a Mãe desfiava o terço.. por isso com ela ralhara. a passagem da Carta de Caminha pôde ser tomada como uma ironia histórica: (“. O que fora: que queria um caixãozinho cor-de-rosa. porque conta uma história. Desabado aquele feito. A Mãe queria. QUESTÃO 32 O termo destacado no texto Carta de Padre Antônio Vieira a El Rei D. O Pai. estar ajudando ainda Nhinhinha a morrer. E mais para repassar o coração. B) satírico.. Aí. que. mas em vez das ave-marias podendo só gemer aquilo de – "Menina grande. tão grande – suspensão num pensamento: que não era preciso encomendar. no mais choro. do jeito. E) dramático.parece-me que será salvar esta gente”. D) épico. D) aos abusos gerais contra o indígena. Atenção para a leitura prévia A MENINA DE LÁ E. com acompanhantes de virgens e anjos.COMENTÁRIO: O texto de Antônio Vieira – autor Barroco atuante na causa de defesa ao indígena – confirma-se na imagem do padre junto aos índios. naquele dia. João Guimarães Rosa. carecia de contar: que. Nhinhinha tinha falado despropositado desatino. é A) lírico. Menina grande. Editora Nova Fronteira. descritos em toda a sentença. Assim. pois ironiza o sobrenatural. A Mãe. Nhinhinha adoeceu e morreu. pois havia de sair bem assim.“e disso nunca se viu castigo”. do passarinho. Afonso VI pelo cumprimento das leis de proteção ao índio..) Gravura padre Vieira catequizando índios. E o Pai alisava com as mãos o tamboretinho em que Nhinhinha se sentava tanto. nem explicar. E) ao descaso de D.. o de sua filhinha em glória. de todos.. se serenou – o sorriso tão bom.. e em que ele mesmo se sentar não podia. vai. B) as matanças de índios em diversas regiões da colônia. D) a covardia de meter os indígenas em cativeiro no rio Amazonas. que com o peso de seu corpo de homem o tamboretinho se quebrava. violenta contra os índios. Mas. 12 . C) narrativo.) é um pronome demonstrativo que se refere A) ao pouco tempo gasto na matança de índios. QUESTÃO 31 Apenas NÃO é uma denúncia contida na carta de padre Antônio Vieira o que está escrito em: A) a impunidade de crimes praticados pelos povos indígenas. era como tomar culpa.. precisavam de mandar um recado. (Conto extraído do livro PRIMEIRAS ESTÓRIAS. cor-de-rosa com verdes funebrilhos. C) à destruição ecológica de toda a costa e do sertão. tinha de ser! – pelo milagre.. ao arraial. dos de casa: um de repente enorme. esbravejou: que não! Ah. RJ) QUESTÃO 33 O gênero literário do texto de João Guimarães Rosa.

com a senhora que evoca. princesa ( Refrão) Um amor assim violento / Quando torna-se mágoa É o avesso de um sentimento / Oceano sem água Ondas. desejos de vingança / Nessa desnatureza Batem forte sem esperança / Contra a tua dureza ( Refrão) Um amor assim delicado / Nenhum homem daria Talvez tenha sido pecado / Apostar na alegria Você pensa que eu tenho tudo / E vazio me deixa Mas Deus não quer que eu fique mudo E eu te grito esta queixa Princesa. (Dom Dinis) Texto 2 Música popular brasileira QUEIXA Um amor assim delicado / Você pega e despreza Não devia ter despertado / Ajoelha e não reza Dessa coisa que mete medo / Pela sua grandeza Não sou o único culpado / Disso eu tenho a certeza Princesa. me diga onde eu vou Senhora. B) ANTÍTESE. a força da paixão é maior do que o raciocínio.. imprecisos. C) HIPÉRBOLE. E) o verso medieval apresenta um tom dramático quanto ao desprezo da amante. vejo-vos queixar porque vos amo. que ignora o antigo parceiro. surpresa. nem sente que me envenenou Senhora. você me arrasou Serpente.. uma vez que compara a criança com o adulto. Que me dominou o conhecimento e juízo. porque não posso mais.. (Caetano Veloso) QUESTÃO 35 Sobre o poema do trovador Dom Diniz." – com toda ferocidade. QUESTÃO 36 Sobre os versos de Queixa. evidencia-se no tempo moderno. a quem deseja por vaidade. nem sente que me envenenou Senhora. me diga onde eu vou Amiga. pois traz uma ideia contrária e contraditória. da canção moderna. da Idade Média. Que me dominou de tal maneira. E) Revelam a astúcia do conquistador que idealiza persuadir e iludir a mulher. NÃO se pode afirmar que A) por causa do amor impossível. Menina grande. Texto1 Cantiga do trovadorismo SENHORA FORMOSA Formosa Senhora. e queria não vos amar.. e no meu coração [ tenho muito desgosto. e da magoa que vos tomais tomo eu esta mágoa. apresentando a figura feminina com traços vagos. pois o tema do amor é atemporal e universal..QUESTÃO 34 A expressão grifada na passagem “Menina grande. em um passado recente. magoa-me [ muito este pesar. Senhora que não tenho força sobre mim. e agora. e queria de bom grado livrar-me deste pesar mas não posso dominar o coração. passam por semelhante conflito: a inquietação amorosa frente à dificuldade de conquistar a mulher que os atrai e por quem são rejeitados. QUESTÃO 37 A influência da cultura trovadoresca.. B) Apontam situação idêntica à cantiga do trovadorismo. D) Afastam-se da submissão do eu-poético nas relações amorosas das cantigas de amor do trovadorismo.” é: A) METÁFORA. D) PARADOXO. mulher impossível que lhe inspira um amor inatingível. C) apesar de se esforçar em não amar a dama comprometida. evitaria de vos querer bem. me diga. por inventar novo sentido para o poder sobrenatural de Nininha. depois meteu-me no vosso poder. Sobre os textos comparados é melhor considerar que A) o texto SENHORA FORMOSA e a canção QUEIXA têm em comum o tom ousado e erótico com que o poeta expõe seu objetivo amoroso – a conquista.. serpente. pois mantém as oposições entre tristeza e alegria. porque tem sentido equivalente ao tamanho da menina anormal. ainda com esperança de reaver seu amor.. você me arrasou Serpente. E) SÍMILE. oxalá Deus me perdoe. como nas cantigas medievais. e agora. D) a voz lírica masculina declara-se a uma senhora. C) Seguem o modelo descritivo do romantismo. já que indica um exagero no raciocínio. porém o coração pode mais do que eu. e este pesar que eu vejo existir em vós. porque em vós vejo haver pesar disso [ (de vos amar). é verdadeiro: A) Persiste neles a noção idealista do poder sedutor feminino. de Caetano Veloso. a corte amorosa à senhora tão formosa traz a marca o sofrimento B) o trovador já viveu uma experiência amorosa. B) o sujeito medieval quanto o amante “queixoso”. por Deus. 13 . Senhora. surpresa. mas o coração impede-me de ter força para libertar-me de vos querer bem.

transformado em filme. que ainda dominam certas formas de pensar da humanidade. sob a ameaça do inferno. é verdadeiro em A) A obra de Dan Brown merece mais crédito quanto à temática antagônica que encerra.C. em oposição à revolta do trovador. D) QUEIXA contém a voz masculina de quem sofre resignadamente por amor. amplamente difundido no Império Romano (séculos III d. devido ao desenvolvimento da ciência e às explicações racionais para os fenômenos do comportamento humano. 14 . http://jaques. discute questões profundas sobre a humanidade frente à luta do bem contra o mal. E) em relação à mulher que não corresponde aos desejos masculinos.C) na cantiga de dom Diniz. porque atualiza o tema. e IV d.files. C) As concepções maniqueístas. QUESTÃO 38 As leituras dos textos verbais e a observação das imagens permitem afirmar que: A) As pressões sobre os homens tidos como maus por serem pecadores. com base em princípios éticos do maniqueísmo. ao contrário. Desenhista holandês – ESCHER – 1954 ANJOS E DEMÔNIOS século XX Século XXI – DAN BROWN – 2008 O livro Anjos e Demônios. resultam da mentalidade maniqueísta alimentada pelas religiões ao longo dos séculos. autoria de Dan Brown. o trovador medieval e o compositor moderno assumem posturas muito parecidas .C. foram rechaçados na Idade Média pelas doutrinas cristãs. B) Pode-se afirmar que a visão maniqueísta estava enraizada na cultura da humanidade até surgiram novas obras que questionam estes parâmetros como sobrenaturais e obsoletos.com. no texto de Caetano Veloso. a Igreja Católica reforçou extremamente os caracteres maniqueístas para imprimir as visões de céu e inferno. para disciplinar a conduta Humana. >>> QUESTÃO 39 O comentário adequado aos textos e às imagens do binômio Bem e Mal. cuja doutrina consistia basicamente em afirmar a existência de um conflito cósmico entre o reino da luz (o Bem) e o das sombras (o Mal). o eu-poético rejeitado sente-se passivo. ao passo que a visão medieval não definia os conceitos de Mal e Bem. que as fundamentou na era pagã. respectiva-mente treva e sombra. o eu-lírico confessa que é revoltado por não possuir a senhora.). D) Os conflitos entre o mal e o bem. rejeita-se a polarização entre o bem e o mal. séculos XI a XIV. até agora preocupação frequente no mundo moderno e complexo em que o homem vive. na posição de perdedor. Religiões diversas pretendem converter à fé espiritual ao longo dos tempos. E) No contexto contemporâneo.medieval A partir da Idade Média. até mesmo no século XX. do poema SENHORA FORMOSA. foram criadas no Império Romano. Leia e relacione o conteúdo com as imagens O bem e o mal Maniqueísmo é o dualismo religioso originado na Pérsia.

viajando de navio em navios.com. de Dora Tavares. E se todo mundo ficasse cego? Para José Saramago seria o caos. C) A gravura da arte do desenhista holandês sugere que o mal e o bem. de ilimitada imaginação. porque desejava ver mais interessante a vida. Alice abriu muitas outras cortinas próprias. ajustam-se em uma espécie de mosaico – o que reflete a impossibilidade de um eliminar o outro. Água muito limpa de verdade.medieval e o desenho de – Escher sinalizam a vitória do bem sobre o mal. Imagem surreal Octavio Ocampo http://www. para entrar em acordo com os elementos mais imaginários do que reais.com /ocampo/aa_index. D) árvore genealógica. E) os elementos da fantasia são expostos pela narradora Alice. D) A ilustração referente à Idade média permite afirmar que nesse tempo a cristandade venceu o conflito instaurado através do triunfo dos anjos que representam a beatitude.. C) o enredo rompe com a sequência lógica. Embarcava. não soube mais. em uma claridade alucinada.files. pois é capaz de captar o íntimo da personagem. o mundo praticamente acaba enquanto a humanidade vai perdendo a visão. chega em todos os mares do planeta. outros olhos bem mais abertos. E) transatlântico da imaginação. pois é incoerente. Texto de Gênero narrativo miniconto. C) navega sem parar. nem queria saber. QUESTÃO 41 De acordo com os sentidos da história. como as águas bem antigas da Baía de Guanabara. as tias e umas primas — todas muito bem plantadas na árvore genealógica de sua família. B) claridade alucinada.B) O desenho de Escher endossa as visões maniqueístas para avisar dos poderes malignos contra as forças benignas no pós-guerra. até que virou uma mulher moderna. Agora ela é uma escritora que navega sem parar. E) A figura do bem e do mal postada em http://jaques. Nunca mais acordou dessa viagem. para narrar a estória. As solitárias: a avó. B) Alice descrevia as viagens que imaginava para as mulheres de sua família. há uma expressão que indica limitação da criatividade em A) fantástico cruzeiro. via um mar mais misterioso ainda. todas as manhãs. que se conta com elementos imaginários. ENEM — Faça uma leitura cuidadosa do texto a seguir e responda às questões.. Era jovem e desejava ver a vida além das cortinas da sala escura de que se orgulhavam tanto as mulheres de pensamento só reto. decidida. Alice era como aquela menina do País das Maravilhas. sem interesse por fantasia. como transpor-se para o lado das velhas cortinas da família. mas elas eram indiferentes. sua mãe.html QUESTÃO 40 A análise dos elementos da narrativa de Dora Tavares — Imaginar e Sonhar — permite inferir que A) nota-se uma mesclagem de ponto de vista em primeira e terceira pessoa. ainda que antagônicos. para viajarem mais longe. ela pensou mais livre e abriu as cortinas do sonho: entrou a navegar. com um narrador onisciente. “Há várias tecnologias que ajudariam: bengalas ultrassônicas que podem indicar se há objetos pela 15 . enxergar com outros olhos. Mas para a ciência as coisas poderiam tomar um caminho diferente. Certo dia. D) há uma voz narrativa em terceira pessoa. de Dora Tavares — Imaginar e Sonhar Alice sonhava com navios de muitas velas. Em seu livro Ensaio sobre a Cegueira. no transatlântico da imaginação — cruzava oceanos e mares em um fantástico cruzeiro marítimo. Alice sabia que viajava completamente resolvida a enfeitar sua vida. livres ao sopro generoso do vento. que recorda a infância como matéria da narrativa da escritora em que se transformou.visionsfineart.

e a história torna-se não só um registro da sobrevivência física das multidões cegas.htm Filme = ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA Direção: Fernando Meirelles Brasil / EUA = 2008 16 . C) o receptor da resenha. D) João Vitor Cinquepalmi crítica o cientificismo que se adaptaria a uma tragédia da humanidade e ainda ganharia lucros.). o uso de animais como guias de cegos. Tal "cegueira branca" – assim chamada. a trama segue em torno da mulher de um médico. Ao mesmo tempo em que vemos o colapso da civilização. claro. QUESTÃO 43 (E se todo mundo ficasse cego?) quanto ao conteúdo permite deduzir que A) Darwin Caldwell é um emissor imaginário.br/filmes/ensaiosobrecegueira. lenta-mente. B) o conhecimento prévio da obra que serve de citação intertextual na mensagem ampliaria o entendimento da ideia de João Vitor Cinquepalmi. B) O autor do texto. Só dessa forma as criaturas se humanizam novamente. daria para a gente remodelar o mundo – mudando tudo para que nada mude. mas também dos seus mundos emocionais e da dignidade que tentam manter. ela é a única pessoa não afetada pela doença. E) Um dos desafios da ciência seria conseguir formas tecnológicas que se autoconstruíssem. Ou seja: se a cegueira generalizada se espalhasse devagar.cinepop. precisaríamos de objetos como carros que andam sozinhos e máquinas capazes de substituir médicos em cirurgias. Mas como esses carrosrobôs e outros aparelhos seriam construídos sem ninguém para ver que peça apertar? Fábricas totalmente automatizadas também não estão longe de ser realidade. “Robôs seriam capazes de se autoconstruir”. Leia o texto: Gênero Sinopse de filme A história de uma inédita epidemia de cegueira. que se abate sobre uma cidade não identificada. http://www. o autor cita várias tecnologias e.. não compreende o texto de divulgação do filme se desconhecer a obra que o motivou: Ensaio sobre a cegueira. pois as pessoas infectadas passam a ver apenas uma superfície leitosa – manifesta-se primeiramente em um homem no trânsito e.. diz o especialista em robótica Darwin Caldwell (. espalha-se pelo país. já que a cegueira impediria os humanos de participarem desse processo. além disso. se a cegueira fosse se espalhando sem muita rapidez. O foco do filme. em sua obra. inexplicável. C) Ao apresentar alternativas científicas para a cegueira. a humanidade conseguiria se adaptar a ela. D) Para o autor do texto. veiculada na imprensa. especula como a ciência lidaria com o mesmo fato trabalhado pelo escritor português em seu romance. mostra que a forma como a sociedade é organizada poderia mudar drasticamente se perdêssemos a capacidade da visão. E se todo mundo ficasse cego? Superinteressante) QUESTÃO 42 Há uma interpretação incorreta para o texto em: A) Saramago. diz Ken Young. Além disso. O brilho branco da cegueira ilumina as percepções das personagens principais.com. e do romance de Saramago.À medida que os afetados pela epidemia são colocados em quarentena e os serviços do Estado começam a falhar. importa reparar no outro. expondo seus instintos primários. Aos poucos. cuja fala o autor do texto transcreve para persuadir o leitor a crer em ficção científica. não é desvendar a causa da doença ou sua cura. ao citar Saramago. (CINQUEPALMI. todos acabam cegos e reduzidos a meros seres lutando por suas necessidades básicas. no entanto. Mais do que olhar. presidente da Associação Britânica de Automação e Robótica.frente ou até robôs que atuariam como cães-guia”. mas mostrar o desmoronar completo da sociedade que perde tudo aquilo que considera civilizado. Com algumas adaptações. um grupo de internos tenta reencontrar a humanidade perdida. João Vitor. E) a imaginação de José Saramago ao idealizar “bengalas ultrassônicas” e “carrosrobôs” chamou a atenção do editor para encomendar esta matéria para a revista Superinteressante.

.” B) “.. Cegos que. B) evidenciar argumentos que extrapolam o filme de Fernando Meireles.” D) “.. talvez um dia se chegue a conhecer a razão.. O brilho branco da cegueira.” C) “... D) afirma que o “colapso da civilização” é uma alegoria do mundo contemporâneo. penso que estamos cegos...... já tinham uma luz dentro das cabeças. mais eu. tem sua qualidade questionada. QUESTÃO 46 A obra de José Saramago trata da cegueira social e política.. C) elaborar uma sinopse detalhando a descrição de tipos humanos focados no filme... D) apresentar ao leitor um painel geral do filme. cinema e vídeo tende à transmissão de informações de modo conciso. Queres que te diga o que penso..... não veem”.. Cegos que veem... que é isso! Você tá loca.. Diz. por isso. ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA – JOSÉ SARAMAGO Qual imagem melhor ilustra o sentido produzido pelo escritor? A) OFÉLIA FAGUNDES B) PESTANA C) RENE MAGRITTE D) GONÇALO VIANNA E) NORBERT LIETH QUESTÃO 47 A figura de estilo destacada da obra de José Saramago (“Cegos que veem.. C) explicita em detalhes o sentido da expressão "cegueira branca". mudando tudo para que nada mude. Penso que não cegámos. Será que você qué abandoná seu negro prucauso de outra muié?. vendo.QUESTÃO 44 Ao escolher este gênero textual. Cegos que. E) afirmar que o filme transcende o seu objetivo inicial e. B) endossa que o ser humano privado de suas necessidades básicas pratica os instintos primários.. para convencer que este é superior ao livro. Não sei.. sobrevivência física das multidões cegas.. Frorinda! Que nunca te dexei sem surtimento! E inté trago tudo de sobra pá gente pudê sê filiz. E) avalia em tom de crítica pejorativa ambas as obras artísticas em pauta. Frorinda. Quando que na casa da 17 . vendo. robôs que atuariam como cães-guia. o autor do texto objetiva A) construir uma apreciação crítica do filme..” justapõe ideias contraditórias. A partir dessa informação é permite concluir que essa sinopse difundida pela internet A) adianta que a temática abordada pelo filme e pela narrativa de Saramago trazem um fato inusitado. posicionado-o em relação à obra em que se baseou.” Leia atentamente o texto modernista brasileiro Foi sonho – Antão. entretanto suficientes à compreensão por parte do leitor do evento enunciado. nesse sentIdo encontra correspondência na sentença: A) “..” E) “. Inda que eu fosse um desses miserave que dêxum fartá inté pão em casa. como sugerido em: “Por que foi que cegamos.. não veem.. QUESTÃO 45 A Sinopse gênero textual que divulga obras de teatro.

C) uma linguagem coloquial caracterizada pela reprodução da pronúncia das palavras. pois num tenho que dá satisfação ninhuma pr’u Romero.. que quero ocê bunita sempe. ocê tava tão longe pr’eu í buscá .Sô eu. mostrando fidelidade ao vocabulário do gaúcho. feito deusa? Sô eu... eu sô eu! Fui dexá as ferramenta na premera venda que eu sô cunhicido lá. intrei na premera venda e bibi. quando nasce de seu acre atrás de um caminhão vazando a árvore da juventude perpétua.. C) nota-se a autoconfiança da voz feminina... Será que você quer abandonar seu negro por causa de outra mulher?. mais quis caí na farra uma veiz... mas desejado. Eu onte caí na farra. 2008. na abordagem singela do tema amor. São Paulo: Agir. B) tanto a linguagem formal quanto o coloquialismo...sua mãi ocê usô argola nas orêia.Será que você qué abandoná seu negro prucauso de outra muié?.E inté trago tudo de sobra pá gente pudê sê filiz.. Mário de. querias que transportasse o quê? É mais que violento o amor.... há marca do gênero lírico. Inté tava bem triste pruque de repente me alembrei que dê-certo o Romero tava im casa cum a famia. em silêncio. principalmente no que diz respeito à construção sintática. Os filhos da Candinha.. D) . tanta gente mascarado divertindo você estava tão longe de eu ir buscar.. para eu querer bem.Inda que eu fosse um desses miserave que dêxum fartá inté pão em casa. mai justifiquei que pra caí na farra num caricia de mi trocá. se está pingando... quase imoral deleitar-se Podes virar santa se.. pões de modo gentil a mão no joelho dele um cheiro ruim meio bom... tanta gente mascarado divirtino.. na cinza do óbvio. mais eu. e não bunita pá goza. “está transportando líquido”. com vários recursos linguísticos para manifestar traços peculiares do personagem também pela “forma” da escrita.. com o cheiro forte do esterco. Depois minha mulé num é pra farra não! Eu quis mulé foi pá tá im casa mi sirvindo cum duçura. sujo de corpo num faiz má.) QUESTÃO 48 No texto. E) . Mário de Andrade. B) . para demarcar.. quanto a porquinhos no chiqueiro. bunita pr’eu querê bem. num comprei logo um vistido intero pr’ocê? Dexa disso Frorinda. está A) a linguagem formal com alguns trechos que demonstram ousadia. . DO AMOR Assim se é posto à prova.. Florinda!.” ( ANDRADE. mais eu.. o homem que pediu sua mão informa: É como cuidar de um jardim.. Antão me deu uma corage de sê o que num tenho sido. que apenas NÃO se cumpriram totalmente em: A) . Quando Romero comprô aquela brusa de seda pra muié dele. . porque A) vê-se o excesso de vaidade do eu-lírico que se confessa com melancolia. quem quero você bonita sempe. eu exprico tudo! Num vamo agora se disgraçá pr’uma coisinha de nada! . E) registro da espontaneidade da linguagem informal para a expressão do sentimento.Sou eu. Dentre os recursos usados na elaboração do texto. ocê tava tão longe pr’eu í busca. D) sublinha o sentimento amoroso como instável. que quero ocê bunita sempe. Amar é sofrimento de decantação.ainda que eu fosse um desses miseráveis que deixam faltar até pão em casa. personagem e narrador.. QUESTÃO 49 As sentenças escritas na modalidade informal – marca do registro caipira estão reformuladas nos critérios gramaticais.. tanta gente mascarado divirtino. produz ouro em pepitas. D) frases carregadas de melodia e sonoridade para enfatizar o pedido de desculpas feito pelo personagem. (Adélia Prado) QUESTÃO 50 Nos versos de Adélia Prado. im veiz de andá sozinho cumo eu tava feito sordado na vida.. ou a rainha do inferno..... claramente . bunita pr’eu querê bem. B) há expressão de imagens figuradas. C) . <<< 18 .. tava todo sujo do trabaio.. Eu caí na farra ontem. elixires de longa vida. . Eu onte caí na farra. . se invectivas: como disse o menino claro.. ocê bem sabe que num tenho sido. poetisa do estilo pós-moderno. pra sujo de pensamento... Frorinda!...... Farra é vergonha.. e não bonita para gozar. contotativas através da percepção subjetiva.... fiquei contente. Porém já tinha bibido outra veiz. há a tendência Modernista de registrar a cultura popular brasileira. E) a linguagem regionalista... e não bunita pá gozá .E até trago tudo de sobra para nós podermos ser felizes.

Qual é o recurso de recriação artística empregado por Maurício de Souza para o processo de criação de sua obra? A) intertextualidade. O projeto tem o nome de "História em Quadrões". E) paráfrase por manter a mesma identidade ideológica com a pintura renascentista. (Galleria Degli Uffuzi. D) as definições filosóficas e complexas do sentimento amoroso E) a ambivalência de sentidos do amor. dado que não explicita o objetiva da reutilização do original de Sandro BOTTICELLI. Não curves a fronte que nódoas te são! Que enxuga-te os prontos o Sol de Equador. D) metaforização. Sandro – O Nascimento de Vênus – 1485. para se apropriar de um novo conceito acerca das artes plásticas.. Florença. no imundo balcão” A luz da alvorada de um dia melhor? A luz da alvorada de um dia melhor? (Castro Alves) Já falta bem pouco. Que chamam riquezas.QUESTÃO 51 Entre os aspectos linguísticos do poema lírico de Adélia Prado é possível encontrar A) o plano simbólico para definir o amor em sua resistência. É fabuloso. C) ambiguidade. QUESTÃO 53 Maurício de Souza e sua equipe de auxiliares trabalharam no projeto que originou as releituras ou paródias de vários quadros famosos.. pois recria o original de que se apropria para introduzi-lo em um novo contexto. com re-leituras das obras de vários artistas.. B) Restauração. B) Supervalorizar a complexidade dos mitos para explicar os fenômenos humanos C) Endossar a cultura mitológica para a construção da mimesis – imitação. B) a função metalinguística na reflexão sobre o ato da escrita poética. no contexto Renascimento? A) Imitar o gosto pela fantasia em detrimento da realidade. QUESTÃO 54 Leia com atenção o fragmento do poema romântico “O pátria. 1992.. Comparação entre obras das artes plásticas BOTTICELLI. Renascimento italiano. Uma delas é Mônica no nascimento de Vênus. desperta. Não manches a folha de tua epopéia Não miras na fímbria do vasto horizonte No sangue do escravo. Sacode a cadeia 19 .) O quadro O nascimento de Vênus. Esta pintura contém um forte significados simbólicos e alegóricos ancorado na mitologia greco-latina. imperceptível em fatos do cotidianos. E) Contestar a influência simbólica da mitologia da antiguidade. pintado por Sandro Botticelli em 1482. simplicidade e complexidades. D) Elaborar outros significados para o pensamento iluminista. porque apresenta novos materiais para recompor uma tela universal. de Sandro BOTTICELLI. C) o sentido denotativo quando a autora constata o caráter óbvio da mulher à força do amor. QUESTÃO 52 Qual é a importância da pintura O nascimento de Vênus.

B) o verso de protesto marcou toda a história do romantismo brasileiro. não filhinha. Com terras e terras de plantação e pastagens. conforme revela a estrofe a seguir: 20 . pastar o gado Na tarde clara do calmoso estio. Com terras e terras de plantação e pastagens. Eh. e as vaquinhas! Oh aquela pobre gente. D) ao contrastar a paisagem natural de sua terra natal com a natureza idealizada nos paradigmas do bucolismo da poesia europeia do século XVIII. QUESTÃO 57 A poesia satírica fundamenta-se em elementos como: ironia. QUESTÃO 56 Texto árcade brasileiro Leia a posteridade. é um casebre pitoresco. celebrados por poetas europeus. Fresco assento de um álamo copado. tranquilidade está no campo. sente-se glorificado em sua própria cultura. irreverência. C) o eu-lírico é artificial em favor da eloquência para compor a poesia nacionalista D) o condoreirismo devotava sua atenção apenas para a causa escravocrata. crítica. pertencentes ao poeta Castro Alves. Oh aquela pobre gente. E) ao renunciar à esperança de ver seu nome imortalizado. que casinha miserável! Miserável . fechando-se às influências estrangeiras. revelam que A) o eu poético abandona o intimismo e enfraquece os valores da poesia ultrarromântica. paizinho. paizinho. é um casebre pitoresco. a situação particular de um árcade brasileiro: A) ao reconhecer em nossa natureza elementos que tanto favorecem a representação dos mais altos ideais da poesia neoclássica. A tirinha dialoga com um motivo pertinente à poesia NEOCLÁSSICA porque A) o encantamento de Mafalda com a paisagem permanece em toda a tirinha. Por que vejas uma hora despertado O sono do esquecimento frio: Não vês nas tuas margens o sombrio. E) o poeta condoreiro escreveu um a poesia social em favor da liberdade. B) a personagem Mafalda aceita o conceito de que a vida ideal. não filhinha.Os versos do romantismo. para poetizar situações expressas por um sujeito poético ousado. ó pátrio Rio. C) o pai da menina reproduz o idealismo dos poetas do arcadismo quanto ao bucolismo rural. uma vez que canta elementos que enobrecem a verdadeira poesia. de modo sugestivo. Eh. Não vês ninfa cantar. pra gente de vida bucólica. B) ao assumir orgulhosamente a condição de um poeta que. Em meus versos teu nome celebrado. que casinha miserável Miserável. pra gente de vida bucólica. QUESTÃO 55 Aqui é tudo tão lindo. D) o senhor usa um vocabulário adequado à linguagem infantil ao explicar o tipo de moradia rural. E) a criança consegue ter uma percepção crítica e questionadora da realidade dos pobres. Cláudio Manuel da Costa expõe. C) ao encontrar na paisagem de sua terra a serenidade que o faz esqueceros predicados da natureza arcádica. Cláudio Manuel da Costa Nestas quadras. que lindas vaquinhas! CONFIRA O TEXTO DA TIRINHA DE QUINO Aqui é tudo tão lindo.

o texto II é Árcade. pois. desumano. por que não? – É.A) Oh! Maldito o primeiro que. irritada // ditoso = venturoso. Tomás Antônio Gonzaga VOCABULÁRIO Texto I: aurora = início. tem-nos muitos. À sombra de uma cruz. à luz de altos caules de cera. sim façamos. Antes que o frio da madura idade Tronco deixe despido o que é verdura. De plumagens mui vistosas. Tem goiabas. Façamos. (Álvares de Azevedo. produz. e elegância masculina // irada = furiosa. Por que você não pode dizer? – Certas coisas a gente não diz. E na boca a mais fina pedraria. ao passo que o barroco se alivia ao procurar a evasão no erotismo e no Carpe Diem. melancias.. no mundo. C) a passagem rápida do tempo é temática marcante no texto barroco. (Luiz Vilela – Histórias de Família) texto II Minha bela Marilia. Os nossos breves dias mais ditosos. Filha do céu. – Então me conta. Estão os mesmos deuses Sujeitos ao poder do ímpio Fado: Apolo já fugiu do Céu brilhante. e na rosada face a aurora fria. na sombra. alto e profundo. Eu também penso assim. em sentido figurado o fim da vida // beldade = muita beleza Texto II: ventura = sorte // ímpio = desapiedado. apenas pode ser afirmado que A) os poetas do barroco e do arcadismo.Lira dos vinte Anos) D) – Estas eu não posso dizer. a si próprio rouba. Vem depois dos prazeres a desgraça. Que passado o zênite da mocidade.. Um coração. 21 . em análise. você tem razão.. (Luis Vaz de Camões. É cada dia ocaso da beldade. o luzir da seda das véstias. Enquanto estamos vendo claramente Na vossa ardente vista o sol ardente. Tem macaco até demais Diamantes têm à vontade Esmeralda é para os trouxas. ainda que tenha uma preocupação em comum: a passagem do tempo. que frouxo A grata posse de seu bem difere. Se é justa a justa Lei que sigo e tenho! Nunca juízo algum. como o princípio do nascer do sol // Verdura = de bem jovem. eu vou amar contigo! Descansem o meu leito solitário Na floresta dos homens esquecida. mina excelente No cabelo o metal mais reluzente. Já foi pastor de gado. E a si próprio fere. bárbaro // Fado = destino // Apolo = deus da mitologia: símbolo de beleza. subjetivo. – Você está rindo. A si. expressam sentimentos amorosos de um modo peculiar. – Não? Por quê? – ela deu um começo de gargalhada. Nas ondas vela pôs em seco lenho! Digno da eterna pena do Profundo. (Cecília Meireles – Romanceiro da Inconfidência) Leia os poemas a seguir para compará-los texto I Discreta e formosíssima Maria. a melhor fase da vida // ocaso = o final do dia . mas ausente no poema árcade. Enquanto. – Você acha mesmo? – Claro. Marília. distinto QUESTÃO 58 O texto I é Barroco. Gregório de Matos B) O minha virgem dos errantes sonhos. Se vem depois dos males a ventura. doce amada. e escrevam nela: — Foi poeta — sonhou — e amou na vida. (Murilo Mendes – História do Brasil) E) A névoa que enche os aposentos não vem do dia nem da noite: vem da cegueira: ninguém sente o ranger da pena. B) o árcade sofre mais com a angústia pela efemeridade da existência. novo. mas o negócio é sério. enquanto cria Essa esfera gentil. de pouca idade // Zênite= ponto mais elevado o apogeu. cruel. feliz. Ah! enquanto os Destinos impiedosos Não voltam contra nós a face irada. A sorte deste mundo é mal segura. gozai da flor da formosura. Os Lusíadas) C) A terra é mui graciosa Tão fértil eu nunca vi. Comparando-os. forte. Banana que nem chuchu. Gozai. tudo passa. Sem a noite encontrar da sepultura. afortunado// difere = diferencia.. Quanto aos bichos. brava.

com a rebeldia contra a administração opressiva de Portugal na colônia. D) Em “. — O bosque estremece: nos arroios. Sanfonas e flautas suspiros repetem. A luz é sem data. presta uma homenagem aos poetas árcades do Brasil na obra Romanceiro da Inconfidência. Glauceste.. Se vem depois dos males a ventura. do texto árcade. claras ovelhinhas bebem.. mas não há mais nada. frente ao destino dramático dos poetas inconfidentes condenados... no partido leque.. e Marília.. o assomo celeste do pais da Arcádia... E) a oposição entre a ideia da festa de nácar (cor avermelhada) e o conteúdo do verso “Em cinza adormece”. Anarda – e os poetas da Arcádia mineira. Os nossos breves dias mais ditosos.porque há tendência do eu-lírico à aceitação passiva. C) os elementos comuns à tranquilidade árcade como bosque ovelhinhas... B) No conselho dado pelo artista barroco: “. E na boca a mais fina pedraria. são o vocativo para os poetas dirigirem-se a sua mensagem às amadas. gozai da flor da formosura / Antes que o frio da madura idade. C) O verso “... são citados porque Cecília Meireles quis rememorar a fidelidade dos poetas a suas pastoras.. B) as musas – Marília. o amor requer tranquilidade e espera avisa o poeta a Marília.. Anarda.” indica que o poeta Gonzaga pensa que a vida passa rápido é deve ser bem aproveitada.. se houver amor e alegria. do poema barroco.. Sanfonas e flautas estão em harmonia com os fatos da história à qual a autora se refere na metáfora “A luz é sem data. E) Entre os dois versos de Tomás Antônio Gonzaga “. Nise.” D) a poetisa endossa que a ação voraz de um “tempo indelével” é insuficiente para apagar da memória dos poetas árcades os mais autênticos sonhos de liberdade. QUESTÃO 60 A poetisa modernista. (O tempo é indelével. Dirceu.” indica-se que a beleza pode ser eterna.. D) o desejo egoísta das personagens poéticas leva-os a aconselhar que as mulheres deixo-os aproveitar a juventude. Em cinza adormece a festa de nácar. ROMANCE XX OU DO PAÍS DA ARCÁDIA O país da Arcádia jaz dentro de um leque: existe ou se acaba conforme o decrete a Dona que o entreabra. a Sorte que o feche. 22 .) O poema destacado da obra modernista permitem a conclusão de que A) a morte do país da Arcádia se deve a complicações por envolvimento político dos autores. indicam o fim do caráter idealista do arcadismo.. – em sentido figurado – Gregório de Matos acentua a boa qualidade e a beleza dos dentes de quem é jovem. no século XVIII. Gozai. E) o prazer deve ser vivido intensamente ensina o eu-lírico a Maria..” há a presença de uma oposição de ideias. Cecília Meireles. / Vem depois dos prazeres a desgraça.. QUESTÃO 59 Qual interpretação para esses poemas do barroco e arcadismo deve ser considerada falsa? A) Os nomes Maria. Nise. Nomes aparecem nas fitas que esvoaçam: Marília.. Glaucestee Dirceu..

RESPOSTAS TREINAMENTO PARA ENEM 2011 LITERATURA EM LÍNGUA PORTUGUESA CONTEÚDO: TEORIA DA LITERATURA GÊNEROS E PERÍODOS LITERÁRIOS LINGUAGEM. CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS Primeira Parte Pesquisa e elaboração: Maria Betânia Diniz Ferreira 01 A 11 C 21 D 31 A 41 D 51 A 02 D 12 D 22 E 32 D 42 C 52 C 03 B 13 D 23 A 33 C 43 B 53 A 04 B 14 A 24 E 34 D 44 D 54 E 05 E 15 B 25 B 35 B 45 A 55 C 06 C 16 B 26 C 36 A 46 E 56 D 07 D 17 C 27 A 37 B 47 E 57 C 08 A 18 D 28 C 38 A 48 C 58 A 09 C 19 E 29 C 39 C 49 E 59 B 10 D 20 A 30 A 40 D 50 B 60 E 23 .

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