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CENTRO UNIVERSITÁRIO METODISTA IZABELA HENDRIX ENGENHARIA CIVIL

INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS, SANITÁRIAS E DE GÁS

CAROLINA DE MENDONÇA ROCHA JAMIL MIRANDA VILELA

Prof. Edmundo Abi-Ackel

AGOSTO-2011

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ÍNDICE

ÍNDICE .................................................................................................................................................................. 2 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................................... 5 CAPÍTULO I – MATERIAIS DE ENCANAMENTO E SEUS ACESSÓRIOS .............................................. 6 I.1 - CONCEITOS BÁSICOS ......................................................................................................................................... 6 I.2 – MATERIAIS DE ENCANAMENTO E SEUS ACESSÓRIOS ......................................................................................... 6 I.2.1 – Ferro Fundido ......................................................................................................................................... 6 I.2.2 – Aço-carbono ............................................................................................................................................ 8 I.2.2.1 – Aço-carbono galvanizado ..................................................................................................................... 9 I.2.3 – Cobre ..................................................................................................................................................... 10 I.2.4 – PVC (Policloreto de Vinila) .................................................................................................................. 10 I.2.4.1 Linha Hidráulica ................................................................................................................................... 11 I.2.4.2 Linha Sanitária ...................................................................................................................................... 11 I.2.4.3 Manuseio e Estocagem .......................................................................................................................... 12 I.2.5 Cerâmica .................................................................................................................................................. 12 CAPÍTULO II – ESTIMATIVA DO CONSUMO DE ÁGUA ........................................................................ 15 II.1 - CONCEITOS BÁSICOS ...................................................................................................................................... 15 II.2 – RESERVATÓRIOS DE ÁGUA (CAIXAS D` ÁGUA) ............................................................................................. 15 II.3 – RESERVATÓRIO DE FIBROCIMENTO DE ÁGUA ................................................................................................ 16 II.4 - RESERVATÓRIO DE POLIÉSTER REFORÇADO COM FIBRA DE VIDRO ............................................................... 17 II.4.1 – Descrição ............................................................................................................................................. 17 II.4.2 – Capacidade e Carga ............................................................................................................................ 17 II.4.3 – Instruções de montagem ....................................................................................................................... 17 II.5 – CORES DA TUBULAÇÃO APARENTE ................................................................................................................ 18 II.6 – RAMAL DE ALIMENTAÇÃO ............................................................................................................................ 18 II.7 – ELEVAÇÃO DA ÁGUA..................................................................................................................................... 19 II.8 ALTERNATIVAS................................................................................................................................................ 20 CAPÍTULO III – ÁGUA FRIA .......................................................................................................................... 22 III.1 - CONCEITOS BÁSICOS .................................................................................................................................... 22 III.2 – TERMINOLOGIA ........................................................................................................................................... 22 III.3 SISTEMAS DE ABASTECIMENTO ...................................................................................................................... 26 III.4 SISTEMAS DE DISTRIBUIÇÃO .......................................................................................................................... 26 III.4.1 Sistema direto ........................................................................................................................................ 26 III.4.2 Sistema Indireto ..................................................................................................................................... 27 III.4.3 – Sistema Misto ...................................................................................................................................... 28 III.4.4 – Sistema Hidropneumático ................................................................................................................... 28 III.5 – VAZÕES ....................................................................................................................................................... 28 III.5.1 – Vazões dos pontos de utilização ......................................................................................................... 30 III.5.2 – Vazão de dimensionamento do alimentador predial ........................................................................... 30 III.5.3 – Vazão de dimensionamento da instalação elevatória ......................................................................... 30 III.5.4 – Vazão de dimensionamento da instalação hidropneumática .............................................................. 30 III.5.5 – Vazão de dimensionamento do barrilete e colunas de distribuição .................................................... 30 III.5.6 – Vazão de dimensionamento dos ramais e sub-ramais ........................................................................ 31 III.5.7 – Vazão para dimensionamento do reservatório superior ..................................................................... 31 III.6 – DIMENSIONAMENTO .................................................................................................................................... 31 III.6.1 Pressão .................................................................................................................................................. 32 III.6.1.1 Pressões Máximas e Mínimas ............................................................................................................. 32 III.6.2 Velocidades ............................................................................................................................................ 33 III.6.3 Diâmetros .............................................................................................................................................. 34 III.7 – Materiais empregados ........................................................................................................................... 34 III.8 – Detalhes construtivos............................................................................................................................. 38 III.9 – Condições sanitárias mínimas ............................................................................................................... 39 III.10 – Generalidades ...................................................................................................................................... 40

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III.11 – Diretrizes para Limpeza da Rede de Água ......................................................................................... 42 III.12 – Recebimento de Instalações ................................................................................................................. 42 CAPÍTULO IV – ÁGUA QUENTE .............................................................................................................................. 44 IV.1 – TERMINOLOGIA ........................................................................................................................................... 44 IV.2 - PROJETO E INSTALAÇÃO ...................................................................................................................... 46 IV.3 - EXECUÇÃO ................................................................................................................................................... 57 IV.4 - ENSAIO DE PRESSÃO INTERNA ..................................................................................................................... 57 CAPITULO V – GÁS COMBUSTÍVEL ........................................................................................................... 58 V.1 TERMINOLOGIA ............................................................................................................................................... 58 V.2 CONCEITOS BÁSICOS........................................................................................................................................ 58 V.2.1 - Sistema de fornecimento ....................................................................................................................... 59 V.2.2 – Medidor de Gás .................................................................................................................................... 59 V.2.3 Condições Gerais .................................................................................................................................... 60 V.3 – UTILIZAÇÃO E ADEQUAÇÃO DE APARELHOS A AMBIENTES RESIDENCIAIS................................................... 61 V.3.1- Terminologia .......................................................................................................................................... 61 V.3.2 – Condições Gerais ................................................................................................................................. 61 V.3.3 – Ambiente de Instalação dos Aparelhos a Gás ...................................................................................... 62 V.3.4 – Tipos de Aparelhos a Gás .................................................................................................................... 63 V.3.5 – Exigências para os aparelhos a gás ..................................................................................................... 64 V.4 – LOCALIZAÇÃO E INSTALAÇÃO DOS APARELHOS A GÁS ................................................................................ 64 V.4.1 – Instalação de aparelhos de circuito aberto sem duto de exaustão ....................................................... 64 V.4.2 - Instalação de aparelho de circuito aberto com duto de exaustão ......................................................... 65 V.4.3 - Instalação de Aparelhos de Circuito Aberto com Duto de Exaustão e Aparelhos de Circuito Aberto sem Duto de Exaustão instalados em um mesmo ambiente. ................................................................. 66 V.4.4 – Instalação de aparelhos de circuito fechado ........................................................................................ 67 V.5 – CONDIÇÕES ESPECÍFICAS PARA CHAMINÉS.................................................................................................... 67 V.5.1 – Chaminé Individual com Tiragem Natural Tiragem Forçada............................................................. 67 V.5.2 – Chaminés Coletivas .............................................................................................................................. 69 V.6 – TERMINAIS E DUTOS DAS CHAMINÉS ............................................................................................................ 70 V.6.1 – Terminais de chaminés Individuais ...................................................................................................... 71 V.6.2 – Terminais de Chaminés coletivas ......................................................................................................... 72 V.6.3 – Dutos de Aparelhos de Circuito Fechado ............................................................................................ 73 V.7 – GÁS LIQUEFEITO DE PETRÓLEO (GLP) ......................................................................................................... 74 V.8 – FORMAS DE INSTALAÇÕES DO GLP ............................................................................................................... 74 V.8.1 – Em residência de porte pequeno e médio ............................................................................................. 74 V.8.2 – Em residência de grande porte............................................................................................................. 75 V.8.3 – Em prédios de apartamentos ................................................................................................................ 75 V.9 – EXIGÊNCIAS NAS INSTALAÇÕES DE GLP ....................................................................................................... 75 CAPÍTULO VI – PREVENÇÃO E PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO ..................................................... 76 VI.1 - TERMINOLOGIA ............................................................................................................................................ 76 VI.2 – CLASSES DE INCÊNDIO ................................................................................................................................ 81 VI.3 - AGENTE EXTINTOR ...................................................................................................................................... 81 VI.4 - HIDRANTES .................................................................................................................................................. 82 VI.5 - CANALIZAÇÃO ............................................................................................................................................. 83 VI.6 - RESERVATÓRIOS .......................................................................................................................................... 84 CAPÍTULO VII – ÁGUA PLUVIAL ................................................................................................................ 85 VII.1 – TERMINOLOGIA .......................................................................................................................................... 85 VII.2 – CONCEITOS BÁSICOS.................................................................................................................................. 86 VII.3 – PROJETO DE INSTALAÇÃO DE DRENAGEM DE ÁGUA PLUVIAL.................................................................... 86 VII.4 - COMPONENTES DE UM SISTEMA DE APROVEITAMENTO DE ÁGUA DA CHUVA ............................................ 87 VII.5 - CALHA, CONDUTORES HORIZONTAL E VERTICAL....................................................................................... 89 CAPÍTULO VIII – ESGOTO SANITÁRIO ..................................................................................................... 91 VIII.1 – CONCEITOS BÁSICOS ................................................................................................................................ 91 VIII.2 – TERMINOLOGIA......................................................................................................................................... 91 VIII.3 – SISTEMA DE ESGOTO SANITÁRIO .............................................................................................................. 92 VIII.3.1 – Sistema Unitário ............................................................................................................................... 92

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VIII.3.2 – Sistema Separador Absoluto............................................................................................................. 93 VIII.3.3 – Sistema Misto ................................................................................................................................... 93 VIII.3.4 – Sistema Convencional ...................................................................................................................... 93 VIII.3.5 – Sistema Condominal ......................................................................................................................... 96 VIII.4 – INSTALAÇÃO DO ESGOTO SANITÁRIO ....................................................................................................... 97 VIII.5 – PROJETO DE INSTALAÇÃO DO ESGOTO SANITÁRIO ................................................................................... 98 VIII.5.1 – Dimensionamento ............................................................................................................................. 99 VIII.6 – MANUTENÇÃO DAS INSTALAÇÕES DO ESGOTO SANITÁRIO ....................................................................... 99 VIII.6.1 – Desconectores .................................................................................................................................. 99 VIII.7 – FOSSA SÉPTICA OU TANQUE SÉPTICO ..................................................................................................... 100 VIII.8 – SUMIDOURO OU ABSORVENTE ................................................................................................................ 101 CONCLUSÃO ................................................................................................................................................... 103 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS............................................................................................................. 104

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INTRODUÇÃO

As Instalações Hidráulicas, sanitárias e de gás são regidas por normas regulamentadoras que devem ser seguidas dentro dos projetos para uma boa qualidade na construção de uma edificação, preservando sempre a qualidade de seus materiais, bem como as conexões tubulações, reservatórios, aquecedores, aparelhos a gás, calhas e condutores, dentre outros e a satisfação dos clientes. Para realizar essas instalações é preciso elaborar projetos de instalações prediais, um para cada tipo de instalação. A elaboração é um processo complexo que envolve vários profissionais com especialidades técnicas. Esse trabalho tem como objetivo fornecer ao leitor, conhecimento e dados sobre o desenvolvimento do projeto, a execução e a utilização das instalações hidráulicas prediais de água fria e quente, esgoto e ventilação sanitária, águas pluviais, instalação de gás e proteção e combate a incêndio.

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CAPÍTULO I – Materiais de encanamento e seus acessórios
I.1 - Conceitos básicos As instalações hidráulicas são de grande importância em uma obra e devem ser duráveis e funcionar regularmente. Para que estas instalações tenham qualidade é necessário que seja utilizado material adequado. Para isso o encanamento deve:  Apresentar longa vida útil;  Ter pouca manutenção;  Resistir à pressão de serviço e a elevações de temperatura;  Não formar incrustações;  Não produzir fumaça nem gases tóxicos em caso de incêndio.

Em muitos países, a maioria dos regulamentos e códigos de construção estabelecem que os sistemas de encanamentos de água potável devem ter três características principais: • Confiabilidade: garantia de funcionamento com a menor manutenção possível. • Estabilidade: o material do encanamento não deve reagir quimicamente com a água que transporta. • Eficiência: Fornecimento e distribuição de água com o menor consumo de energia possível. Outras características incluem aspectos de segurança e funcionalidade na construção.

I.2 – Materiais de encanamento e seus acessórios

I.2.1 – Ferro Fundido Encanamentos hidráulicos de ferro fundido são ideais para condução de esgoto, devido à sua resistência aos agentes químicos, por suportar bem altas temperaturas e o impacto de choques mecânicos, também é indicado para instalações aparentes, expostas ao sol.

7 O ferro fundido é uma liga de ferro em mistura com elementos à base de carbono e silício podendo conter outros elementos químicos. Sua diferença para o aço é que este é uma liga metálica formada essencialmente por ferro e carbono com porcentagens diferentes. Os ferros fundidos dividem-se em quatro tipos principais: Branco: é utilizado na fabricação de peças em que se necessita de alta resistência à abrasão como equipamentos de moagem de minérios, pás de escavadeiras e outros similares. Cinzento: é o mais comum devido ao baixo custo, geralmente fabricado a partir de sucata. É de fácil fabricação, pois não exige equipamentos complexos para controle de fusão e solidificação. Utilizado em larga escala pela indústria de máquinas e equipamentos, automobilística, ferroviária, naval e outras. Maleável: é utilizado em conexão para tubulações, sapatas de freios, caixas de engrenagens, cubos de rodas, bielas, etc. Este tipo de ferro fundido possui alta resistência mecânica, baixa ductilidade e resiliência e boa resistência à compressão. Nodular ou Dúctil: é utilizado na indústria para a confecção de peças que necessitem de maior resistência a impacto em relação aos ferros fundidos cinzentos, além de maior resistência à tração e resistência ao escoamento, característica que os ferros fundidos cinzentos comuns não possuem à temperatura ambiente. Possui ainda elevado limite elástico e elevado alongamento. Suas aplicações incluem válvulas, carcaça de bombas, virabrequins, engrenagens, pinhões, cilindros e outros componentes de máquinas e automóveis. Mas os principais campos de aplicação são obras de engenharia sanitária – adutoras, redes de água, redes de esgoto, emissários, instalações de estações de recalque, etc. – como também na indústria petroquímica, no transporte de gases, ar comprimido e matérias sólidas em suspensão. Tubos e conexões são materiais produzidos a partir de ferro fundido dúctil. Estes tubos são classificados de acordo com o tipo de junta que possuem:   Tubos e conexões de ponta e bolsa com junta elástica; Tubos e conexões com flanges.

8 Os tubos de ferro fundido podem ser revestidos internamente com componentes resistentes à corrosão e a altas temperaturas chamado epóxi. Externamente são revestidos com pintura anticorrosiva.

Tubo de ponta e bolsa

Tubo com flange

I.2.2 – Aço-carbono

Tubos de Aço-carbono sem costura: Tubos de aço sem costura são utilizados em aplicações como cilindros

hidráulicos, componentes de transmissão, oleodutos ferramentas de perfuração, nos quais não se podem ter soldas.  Tubos de Aço-carbono com costura:

9 Tubos de aço com costura são fabricados pelo processo de solda longitudinal, E.R.W. com alta frequência. Utilizados em passagem de ar, água e vapor de baixa pressão.

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Tubo aço-carbono sem costura

Tubos aço-carbono com costura

I.2.2.1 – Aço-carbono galvanizado Geralmente é usado para condução de gás e água de combate a incêndio, no abastecimento de hidrantes e sprinklers – sistema de chuveiros automáticos de combate a incêndio. Este material possui boa resistência mecânica e à pressão, mas não deve ser usado embutido em alvenarias, devido à natureza química agressiva desta.

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I.2.3 – Cobre Tubo de cobre é indicado para condução de água fria ou quente e de gás. É resistente a elevadas temperaturas, sem sofrer rompimentos ou deformações. É um material não nocivo à saúde humana, por ser bactericida, fungicida e algicida, consegue inibir o crescimento de bactérias, fungos e algas no interior das tubulações e diminui as bactérias carregadas pela água. O cobre é 100% reciclável sem perder sua qualidade. Deste modo é usado na fabricação de bombas, compressores, válvulas, equipamentos de ar condicionado, de refrigeração industrial e comercial, caldeiras e aquecedores de água. Também é utilizado em refinaria de petróleo, em equipamentos para a destilação do óleo cru, operações de craqueamento ou desintegração, alquilação, isomerização e processos afins. O cobre e suas ligas são extraordinariamente úteis por sua excelente resistência à corrosão em relação a uma grande variedade de fluidos, e também às severas condições de operação às quais os materiais de construção podem estar submetidos.

I.2.4 – PVC (Policloreto de Vinila) Os tubos de PVC (Policloreto de Vinila) possuem duas linhas distintas: Linha Hidráulica que conduz água fria e Linha Sanitária para sistema de esgoto, ventilação e captação de água pluvial (água da chuva). Os tubos de PVC são os mais utilizados nos sistemas hidrosanitários devido à facilidade nas instalações, por ser um material leve, resistente à pressão, impermeável, reciclável, isolante térmico e acústico, não propaga fogo, durabilidade ilimitada e baixo custo.

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I.2.4.1 Linha Hidráulica Os tubos de PVC da linha Hidráulica possuem vários tipos de juntas, dentre eles:  

Junta rosqueada de cor branca: permite a montagem e desmontagem das ligações sem danificar os tubos ou conexões. Junta soldada de cor marrom: não permite o reaproveitamento das conexões, proporciona maior rapidez nos serviços de instalação, mais resistente e não necessita em sua instalação qualquer equipamento especial, como tarraxa.

Junta elástica para tubos de pressão: é usado um anel de borracha, em um sulco no tubo, para vedar um tubo com o outro. Em testes de laboratório conseguiram-se resistências de até 50kg/cm2.

 

Junta sanitária: é uma combinação da junta elástica e da junta soldada, reunindo as vantagens de ambas. Junta flangeada: permite a ligação da tubulação de PVC rígida a um tubo metálico, através de uma luva com ressalto cônico e flange livre. A luva é soldada sobre o tubo e o flange, que pode girar livremente e é ajustado para assentar sobre o ressalto.

Junta rosqueada

Junta soldada Junta elástica

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I.2.4.2 Linha Sanitária Os tubos de PVC da linha sanitária possuem dois tipos de juntas que permitem alternativa no sistema de acoplamento.   Junta elástica com anel de borracha; Junta soldada, onde a vedação é feita através da compressão do anel de borracha.

12 Possuem variedade no acoplamento com tubos com ponta e bolsa e tubos com ponta lisa.

Anel de Borracha

Tubo PVC com ponta e bolsa

Tubo PVC com ponta lisa

I.2.4.3 Manuseio e Estocagem O transporte deve ser feito com todo o cuidado, evitando provocar deformações e danos nos tubos. Deve-se evitar particularmente o manuseio violento, colocação dos tubos em balanço, contato com tubos de peças metálicas salientes durante o transporte e grandes flechas. Para o descarregamento deve-se evitar o lançamento dos tubos ao solo ou uns sobre os outros. Para manuseio devem-se carregar os tubos e jamais arrastá-los ao solo ou contra objetos duros. Para estocagem deve-se procurar uma área próxima ao ponto de utilização, coberta e plana.

I.2.5 Cerâmica O tubo de cerâmica é indicado para sistema de esgoto, possui grande resistência a corrosão, onde toda a espessura da parede é inerte, protege contra qualquer tipo de desintegração ou perda da resistência. Não sofrem deformações, como achatamentos e permanecem com sua rugosidade inicial, mantendo a capacidade de escoamento durante toda a vida útil. Possui uma parede espessa que previne quaisquer danos causados por materiais abrasivos transportados no fundo da tubulação. Possui resistência mecânica por ser um material rígido e imune ao achatamento e esmagamento, líquidos aquecidos não afetam sua resistência e dimensões internas. Melhor custo benefício.

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Existem dois tipos de Tubos cerâmicos: Tubo de cerâmica com junta de anel de borracha tipo “O” e Tubo cerâmico de Dreno.  Tubo de cerâmico com junta de anel de borracha do tipo O proporciona na uma obra uma execução rápida e fácil, sem necessidade de mão-de-obra especializada.

Tubo de cerâmica de Dreno possui furos para baixo ou para cima simetricamente espaçados em meio à seção do tubo para a passagem da água. São enterrados e enfiados no terreno com a finalidade de captar a água e conduzi-la para fora do terreno, evitando o encharcamento do mesmo.

Furos para cima Nesse caso, o nível da água precisa ficar alto para que a água consiga entrar no tubo pelos furos. Para que ocorra a drenagem da água, a cota de assentamento do tubo precisa ser mais funda, acarretando em mais escavação e maior custo. Alem disso, as raízes das plantas terão mais facilidades para penetrar dentro do tubo, com maior probabilidade de entupimento.

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Furos para baixo Nesse caso, mesmo que a cota de assentamento do tubo seja rasa, haverá uma boa drenagem da água. As valas são mais rasas e o custo é menor. Não há penetração das raízes para dentro do tubo, porque elas teriam que atingir uma cota mais profunda e cheia de água, evitando entupimento.

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CAPÍTULO II – Estimativa do Consumo de Água
II.1 - Conceitos básicos O cálculo do consumo de água é a quantidade de litros gastos diariamente em função do tipo de ocupação. Um estudo de demanda e utilização de água, realizado pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo) e a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), em 1995, mostrou que uma pessoa gasta de 50 a 200 litros de água por dia em chuveiros, bacias sanitárias, lavatórios e tanques. O consumo de água estimado é de 150 litros por dia, por pessoa, O número de pessoas é estimado em função do número de quartos da casa. Estima-se que cada quarto social seja ocupado por duas pessoas e o quarto de serviço por uma pessoa. Inúmeros são os fatores que influenciam sobre o consumo de água:          

Clima Padrão de vida Instalações prediais Modo de fornecimento Custo Qualidade da água Pressão no sistema distribuidor Existência ou não de rede de esgoto Poluição atmosférica Perda e desperdício, entre outros.

O consumo de água é medido por um aparelho chamado hidrômetro. São instalados em locais adequados, normalmente a 1,5 metros, no máximo, da divisa do imóvel. Devem ficar abrigados em caixa ou nicho de alvenaria, de modo a permitir fácil remoção e leitura, feita por um especialista no serviço de água. II.2 – Reservatórios de água (Caixas D` água) O reservatório é um recipiente utilizado para o armazenamento de água que desce por gravidade, através da tubulação geral, até as tubulações específicas de cada ponto de consumo como as torneiras, vasos sanitários, chuveiros, etc. Pode ser

16 construído em torre elevada ou ser enterrado. Compõe uma torneira automática, denominada Bóia, que fecha a entrada de água quando o reservatório enche, de acordo com a regulagem e altura de fixação da bóia e três saídas de água, uma para abastecer os pontos de consumo, um extravasor, ou ladrão, para escoar o excesso de água, caso a Bóia não funcione e um tubo com registro para esvaziar a água da caixa nas limpezas. A capacidade de armazenamento do reservatório deve ser estabelecida levando em consideração o padrão de consumo de água no edifício, a frequência e duração de interrupções do abastecimento. É usual armazenar o volume a ser utilizado em 48 horas, ou seja, duas vezes o consumo do dia. Esse procedimento tem como objetivo minimizar as conseqüências de uma possível falta de água ou de uma maior demanda no consumo, como por exemplo, dias de festas, onde mais pessoas frequentam o local. Seu

dimensionamento deve garantir o fornecimento de água de forma contínua, em quantidade suficiente, com pressões e velocidades adequadas ao perfeito funcionamento das peças de utilização e do sistema de tubulações. Normalmente as edificações

necessitam de apenas um reservatório, mas podem existir dois reservatórios sendo um superior e outro inferior em prédios altos. Os reservatórios podem ser feitos com materiais diversos como polietileno, fibrocimento, aço-inox, ou ainda, os pré-fabricados feitos no local em alvenaria ou concreto.

II.3 – Reservatório de Fibrocimento de água O Fibrocimento é um material que possui bastante leveza, resistência, durabilidade e baixo custo. Sua composição é feita a partir da mistura de água, cimento Portland (pó fino, com propriedades aglomerantes, aglutinantes ou ligantes, resultante da queima conjunta de pedras calcárias e argila, extraídas das rochas da Iha Británica de Portland, que através da adição da água, se torna uma pasta homogênea, capaz de endurecer e conservar sua estrutura, mesmo em contato novamente com a água) e fibras de amianto crisotila (É um mineral do qual se extrai uma fibra de alta resistência e de múltiplas aplicações na indústria). Pode também ser fabricado através do CRFS cimento reforçado com fio sintético, que substitui o amianto. É um reservatório de água potável, com capacidade de 250 a 1 mil litros de água. Seu formato cilíndrico evita o acúmulo de impurezas, pois não possuem cantos vivos, contribuindo para a higiene e limpeza. A água permanece pura devido ao total isolamento de luminosidade e

17 impermeabilidade. Podem ser empilháveis, proporcionando praticidade no transporte e armazenamento.

II.4 - Reservatório de Poliéster Reforçado com Fibra de Vidro II.4.1 – Descrição Os reservatórios de PRFV são feitos a base de resina de poliéster, plástico reforçado, fibra de vidro e gel-coat (mistura de resina poliéster e uma série de cargas minerais, que corresponde à camada exterior da fibra de vidro). Em sua utilização, são muito sensíveis a qualquer tipo de variação, podendo produzir incríveis surpresas após a desmoldagem das peças. Os reservatórios de água de PRFV têm a superfície interna lisa obtida geralmente com aplicação de gel isoftálico, favorecendo sua limpeza e dificultando o surgimento de micro-organismos. Os reservatórios de água fabricados com PRFV são muito mais leves e econômicos, além do que facilitam seu transporte e içamento nas obras. Pode-se afirmar que são incorrosíveis, sendo recomendados para utilização em áreas próximas ao litoral, ou em ambientes agressivos.

II.4.2 – Capacidade e Carga São confeccionados reservatórios com 500 L, 7.500 L, 10.000 L e 15.000 L e outras capacidades, conforme o fabricante.    1.000 L com 1275 Kg/m2; 2.500 I. com 1330 kg/m2; 5.000 L com 1860 kg/m2.

II.4.3 – Instruções de montagem -Os reservatórios de PRFV, devem ser instalados sobre base lisa, nivelada e isenta de sujeiras, pedras, pregos e qualquer outro material que possa danificar o fundo do reservatório. É preciso que todo o fundo se apoie sobre a base lisa, sendo ela de madeira, metálica ou concreto. - Respeitar as cargas indicadas (kg/m1) para cada tamanho de reservatório.

18 - O içamento deve ser feito através dos olhais posicionados na parte superior do reservatório, evitando choques com paredes e/ou estruturas, que possam causar algum dano ao material. -As tampas devem ser fixadas com parafusos fincados que acompanham o material, imediatamente apos o término da instalação hidráulica, para evitar a entrada de sujeira. - Os furos para instalação da válvula de bóia, drenos e tubulação de saída serão executados com uma serra-copo para ferro, com diâmetro compatível com o da tubulação a ser instalada. II.5 – Cores da tubulação aparente Após os testes, a canalização aparente, usualmente existente em edificações residenciais, comerciais e principalmente industriais, deverá ser pintada nas seguintes cores fundamentais:     Vermelha: quando de água para uso exclusivo de combate a incêndio; Verde: quando de água fria; Cinza-escuro: quando eletroduto; Amarela: quando de gás combustível.

II.6 – Ramal de alimentação A partir do medidor o ramal de alimentação abastecerá o reservatório através de torneiras de boia e precisa ser provido de registro de gaveta no reservatório.

Registro de Gaveta Torneira de boia no reservatório

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II.7 – Elevação da água Quando for necessário, o abastecimento dos reservatórios superiores será feito por meio de grupos eletrobombas, montados com uniões ou flanges para facilitar sua desmontagem. Terão de ser previstos, pelo menos, dois grupos com comando automático por meio de chaves de boia, dispondo de proteção contra sobrecarga e de chave de reversão para possibilitar o funcionamento alternado das bombas de recalque. A vazão horária será, pelo menos, 15% do consumo diário do prédio. As bombas precisam ser assentadas sobre bloco de concreto mediante amortecedores de vibração e interligadas à tubulação de recalque por meio de juntas de expansão de borracha. A não ser no caso em que o grupo eletrobomba for instalado permanentemente sob carga (afogada), a canalização de sucção terá sempre válvula de pé (cebola). A canalização de recalque necessita ter válvulas de retenção e registros de manobra. Na canalização de recalque e de sucção, não poderão ser empregados joelhos, mas apenas e tão-somente curvas de raio longo.

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Sistema Predial de Água Fria

II.8 Alternativas Reportagem da revista globo rural

Caixa-d‘água feita a partir de pneus usados é barata, fácil de montar e ainda ajuda a combater o mosquito da dengue.
Ilustração Francisco J. da Costa A ideia partiu da necessidade de construir um viveiro florestal extremamente barato para o produtor rural. De quebra, acabou servindo também para resolver uma questão de saúde pública. Pesquisadores do departamento de Engenharia Rural da Esalq e do Centro Ecológico Flora Guimarães Guidotti, ambos em Piracicaba, SP, desenvolveram um projeto de caixa-d'água a partir de pneus velhos. Com isso, deram fim a um material que se tornou o grande berçário para o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue.

Torre de pneus

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CAPÍTULO III – Água Fria
III.1 - Conceitos básicos As instalações de Água Fria compõem o conjunto de canalizações, conexões, aparelhos e ferragens para suprimento de água a prédios, armazenamento e distribuição aos pontos de consumo. Todo esse processo vai desde a rede pública até os pontos de utilização da água, como, chuveiros, lavatórios, bidês, vasos sanitários, pias, etc. As condições básicas que as instalações de água fria devem satisfazer estão evidenciadas no item 04 da NB-92/1980, NBR-5626, devem ser projetadas de modo que, durante a vida útil do edifício que as contém, atendam aos seguintes requisitos: - Preservar a potabilidade da água; - Garantir o fornecimento de água de forma contínua, em quantidade adequada e com pressões e velocidades compatíveis com o perfeito funcionamento dos aparelhos sanitários, peças de utilização e demais componentes; - Promover economia de água e de energia; - Possibilitar manutenção fácil e econômica; - Evitar níveis de ruído inadequados à ocupação do ambiente; - Proporcionar conforto aos usuários, prevendo peças de utilização adequadamente localizadas, de fácil III.2 – Terminologia Apresentação das definições na NBR 5626 (ABNT, 1998):      Água fria: Água à temperatura dada pelas condições do ambiente; Água potável: Água que atende ao padrão de potabilidade determinado pela Portaria nº 36 do Ministério da Saúde; Alimentador predial: Tubulação compreendida entre o ramal predial e a primeira derivação ou válvula de flutuador do reservatório, Aparelho sanitário: Aparelho destinado ao uso de água para fins higiênicos ou para receber dejetos e/ou águas servidas. Automático de boia: Dispositivo instalado no interior do reservatório para permitir o funcionamento automático da instalação elevatória entre seus níveis operacionais extremos.  Barrilete: Conjunto de tubulações que se originam no reservatório e do qual se derivam as colunas de distribuição.

23           Caixa de descarga: Dispositivo colocado acima ou acoplado ou integrado às bacias sanitárias ou mictórios, destinado à reservação de água para sua limpeza. Caixa de quebra-pressão: Caixa d'água intermediária destinada a reduzir a pressão nas colunas de distribuição. Coluna de distribuição: Tubulação derivada do barrilete e destinada a alimentar ramais. Conjunto elevatório: Sistema para elevação de água. Consumo diário: Valor médio de água consumida em um período de 24 h em decorrência de todos os usos do edifício no período. Dispositivo antivibratório: Dispositivo instalado em conjuntos elevatórios para reduzir vibrações e ruídos e evitar sua transmissão, Extravasor (comumente chamado Ladrão): Tubulação destinada a escoar os eventuais excessos de água dos reservatórios e das caixas de descarga. Inspeção: Qualquer meio de acesso aos reservatórios, equipamentos e tubulação. Instalação elevatória: conjunto de tubulação, equipamentos e dispositivos destinados a elevar a água para o reservatório de distribuição. Instalação hidropneumática: Conjunto de tubulação, equipamentos, instalação elevatória, reservatórios hidropneumáticos e dispositivos destinado a manter sob pressão a rede de distribuição predial.  Instalação predial de água fria: Conjunto de tubulação, equipamentos, reservatórios e dispositivos, existentes a partir do ramal predial, destinado ao abastecimento dos pontos de utilização de água da edificação, em quantidade suficiente, mantendo a qualidade da água fornecida pelo sistema de abastecimento.     Interconexão: Ligação, permanente ou eventual, que torna possível a comunicação entre dois sistemas de abastecimento. Ligação de aparelho sanitário: Tubulação compreendida entre o ponto de utilização e o dispositivo de entrada de água no aparelho sanitário. Limitador de vazão: Dispositivo utilizado para limitar a vazão Em uma peça de utilização. Nível operacional: Nível atingido pela água no interior da caixa de descarga, quando o dispositivo da torneira de boia se apresenta na posição fechada e em repouso.

24       Nível de transbordamento: Nível atingido pela água ao verter pela borda do aparelho sanitário, ou do extravasor no caso de caixa de descarga e reservatório. Quebrador de vácuo: Dispositivo destinado a evitar o refluxo por sucção da água na tubulação. Peça de utilização: Dispositivo ligado a um sub-ramal para permitir a utilização da água. Ponto de utilização: Extremidade de jusante do sub-ramal, Pressão de serviço: Pressão máxima a que se pode submeter um tubo, conexão, válvula, registro ou outro dispositivo, quando em uso normal. Pressão total de fechamento: Valor máximo de pressão atingindo pela água na seção logo a montante de uma peça de utilização em seguida a seu fechamento, equivalendo á soma da sobre pressão de fechamento com a pressão estática na seção considerada.   Ramal: Tubulação derivada da coluna de distribuição e destinada a alimentar os sub-ramais. Ramal predial: Tubulação compreendida entre a rede pública de abastecimento e a instalação predial. O limite entre o ramal predial e o alimentador predial deve ser definido pelo regulamento da concessionária de água local.     Rede predial de distribuição: Conjunto de tubulação constituído de barrilete, colunas de distribuição, ramais e sub-ramais, ou de alguns desses elementos. Refluxo: Retomo eventual e não previsto de fluidos, misturas ou substâncias para o sistema de distribuição predial de água. Registro de fecho: Registro instalado em uma tubulação para permitir a interrupção da passagem de água. Registro de utilização: Registro instalado no sub-ramal, ou no ponto de utilização, destinado ao fechamento ou regulagem da vazão da água a ser utilizada.   Regulador de vazão: Aparelho intercalado em uma tubulação para manter constante sua vazão, qualquer que seja a pressão a montante. Reservatório hidropneurnático: Reservatório para ar e água destinado a manter sob determinada pressão a rede de distribuição predial.

25  Reservatório inferior: Caixa d'água intercalada entre o alimentador predial e a instalação elevatória, destinada a reservar água e a funcionar como poço de sucção da instalação elevatória.    Reservatório superior; Caixa d`água ligada ao alimentador predial ou a tubulação de recalque, destinada a alimentar a rede predial de distribuição. Retrossifonagem: Refluxo de águas servidas, poluídas ou contaminadas, para o sistema de consumo, em decorrência de pressões negativas. Separação atmosférica: Distância vertical, sem obstáculos e pela atmosfera, entre a saída de água da peça de utilização e o nível de transbordamento dos aparelhos sanitários, caixas de descarga e reservatórios.      Sistema de abastecimento: Rede pública ou qualquer sistema particular de água que abasteça a instalação predial, Sobrepressão de fechamento: Maior acréscimo de pressão que se verifica na pressão estática durante e logo após o fechamento de uma peça de utilização, Subpressão de abertura: Maior decréscimo de pressão que se verifica na pressão estática logo após a abertura de uma peça de utilização. Sub-ramal: tubulação que liga o ramal à peça de utilização ou à ligação do aparelho sanitário. Torneira de boia: Válvula com boia destinada a interromper a entrada de água nos reservatórios e caixas de descarga quando se atinge o nível operacional máximo previsto.       Trecho: Comprimento de tubulação entre duas derivações ou entre uma derivação e a última conexão da coluna de distribuição. Tubo de descarga: Conduto que liga a válvula ou caixa de descarga à bacia sanitária ou mictório. Tubo ventilador: Tubulação destinada à entrada de ar na tubulação para evitar subpressões nesses condutos, mantendo-os sob a pressão atmosférica. Tubulação de limpeza: Canalização destinada ao esvaziamento do reservatório para permitir a sua manutenção e limpeza. Tubulação de recalque: Canalização compreendida entre o orifício de saída da bomba e o ponto de descarga no reservatório de distribuição, Tubulação de sucção: canalização compreendida entre o ponto de tomada no reservatório inferior e o orifício de entrada da bomba.

26  Válvula de descarga: Válvula de acionamento manual ou automático, instalada no sub-ramal de alimentação de bacias sanitárias ou de mictórios, destinada a permitir a utilização da água para sua limpeza,     Válvula de escoamento unidirecional: Válvula que permite o escoamento em um único sentido. Válvula redutora de pressão: Válvula que mantém a jusante uma pressão estabelecida, qualquer que seja a pressão dinâmica a montante. Vazão de regime: Vazão obtida em uma peça de utilização quando instalada e regulada para as condições normais de operação. Volume de descarga: Volume que uma válvula ou caixa de descarga tem de fornecer para promover a perfeita limpeza de uma bacia sanitária ou mictório.

III.3 Sistemas de Abastecimento A instalação de água fria pode ser alimentada por:   

Rede publica de abastecimento (Concessionária) Sistema privado (nascentes, poços etc.) Mista (Distribuidor público e privado)

É mais usual ser a rede de distribuição predial alimentada por distribuidor público, quando feito por fonte privado, é necessário à garantia da potabilidade por exame de laboratório. O sistema misto tem diversas finalidades como, combate a incêndio, uso industrial, lavagem de pisos, alimentação de caixas e válvulas de descarga e outras, mas desde que constitua um sistema totalmente independente e seja perfeitamente caracterizado, a fim de tornar impossível o consumo humano de água não potável.

III.4 Sistemas de Distribuição O sistema de distribuição pode ser direto, indireto, hidropneumático ou misto.

III.4.1 Sistema direto

27 A água provém diretamente da fonte de abastecimento. A distribuição direta normalmente garante água de melhor qualidade devido à taxa de cloro residual existente na água e devido à inexistência de reservatório no prédio. A irregularidade no abastecimento público compromete o uso desse sistema aqui no Brasil

Sistema de Distribuição Direto

III.4.2 Sistema Indireto A água provém de um ou mais reservatórios existentes no edifício. Este sistema pode ocorrer com ou sem bombeamento. Quando a pressão for suficiente, mas houver descontinuidade no abastecimento, há necessidade de se prever um reservatório superior e a alimentação do prédio será descendente, ou seja, a distribuição será indireta e sem bombeamento.

Quando a pressão for insuficiente para levar água ao reservatório superior, devem-se ter dois reservatórios: um inferior e outro superior. Do reservatório inferior a água é lançada ao superior através do uso de bombas de recalque (moto-bombas). O

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Sistema de distribuição Indireto sem bombeamento

28 sistema de distribuição indireto com bombeamento é mais utilizado em grandes edifícios onde são necessários grandes reservatórios de acumulação.

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Sistema de distribuição indireto com bombeamento III.4.3 – Sistema Misto O sistema de distribuição misto é aquele no qual existe distribuição direta e indireta ao mesmo tempo.
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Sistema de distribuição Misto

III.4.4 – Sistema Hidropneumático O sistema hidropneumático de abastecimento dispensa o uso de reservatório superior, mas sua instalação é muito cara, sendo recomendada somente para casos especiais para avaliar as estruturas. III.5 – Vazões

29 Vazão é o volume de um determinado fluido que passa por uma determinada seção de um conduto, que pode ser livre, (um rio ou uma tubulação) ou forçado, (uma tubulação com pressão positiva ou negativa), por uma unidade de tempo, ou seja, vazão é a rapidez com a qual um volume escoa. É considerada a terceira grandeza mais medida nos processos industriais. As aplicações são muitas, indo desde aplicações simples como a medição de vazão de água em estações de tratamento e residências, até medição de gases industriais e combustíveis, passando por medições mais complexas. A escolha correta de um determinado instrumento para medição de vazão depende de vários fatores, como: • • • • • exatidão desejada para a medição tipo de fluido: líquido ou gás, limpo ou sujo, número de fases, condutividade elétrica, transparência, etc. condições termodinâmicas: por exemplo, níveis de pressão e temperatura nos quais o medidor deve atuar. espaço físico disponível custo, etc.

Calcula-se a vazão pela vazão volumétrica ou vazão mássica: -Vazão Volumétrica É definida como sendo a quantidade em volume que escoa através de certa secção em um intervalo de tempo considerado. As unidades volumétricas mais comuns são: m3/s, m3/h, l/h, l/min, GPM (galões por minuto), Nm3/h (normal metro cúbico por hora), SCFH (normal pé cúbico por hora), entre outras.

Q: V , onde: V = volume, t = tempo, Q = vazão volumétrica
t

-Vazão Mássica É definida como sendo a quantidade em massa de um fluido que escoa através de certa secção em um intervalo de tempo considerado. As unidades de vazão mássica mais utilizadas são: kg/s, kg/h, t/h, lb/h.

Qm: m , onde: m = massa, t = tempo, Qm = vazão mássica t

30 III.5.1 – Vazões dos pontos de utilização As peças de utilização são projetadas para funcionar mediante certa vazão. Exemplos de algumas peças:
Peça de utilização Bebedouro Bidê Chuveiro Máquina p/ lavar prato ou roupa Torneira (água fria) de lavatório Torneira (água fria) pia de cozinha Vazão (L/s) 0,05 0,30 0,20 0,30 0,20 0,25 0,1 1,0 0,5 1,0 0,5 0,7 Peso

III.5.2 – Vazão de dimensionamento do alimentador predial Nos sistemas de distribuição direta, o ramal predial, além de ser o veículo de abastecimento, faz parte também do sistema de distribuição. Nos sistemas de distribuição indireta, a vazão mínima considerada, desde que a fonte de abastecimento seja contínua, deve ser suficiente para atender ao consumo da edificação no período de 24 h. III.5.3 – Vazão de dimensionamento da instalação elevatória A vazão de dimensionamento da instalação elevatória tem de ser constante. A sua determinação será feita em um estudo conjunto com o cálculo da capacidade do reservatório destinado a alimentar a rede de distribuição (reservatório superior), em função das vazões de distribuição. A vazão mínima a ser admitida para a instalação elevatória é aquela que exige no máximo o funcionamento do conjunto elevatório durante 6,66 h/d, ou seja, a vazão horária mínima precisa ser igual a 15% do consumo diário. III.5.4 – Vazão de dimensionamento da instalação hidropneumática A vazão de dimensionamento da instalação elevatória deve ser, no mínimo, igual á vazão máxima provável empregada para o dimensionamento do barrilete e colunas. A instalação elevatória tem de operar no máximo seis vezes por hora. III.5.5 – Vazão de dimensionamento do barrilete e colunas de distribuição Tendo em vista a conveniência, sob o aspecto económico do dimensionamento, trecho por trecho, da rede de distribuição, serão também previstas as vazões de dimensionamento, trecho por trecho. As vazões, trecho por trecho, da rede de

31 distribuição, são determinadas a partir de pesos atribuídos aos diversos pontos de utilização. III.5.6 – Vazão de dimensionamento dos ramais e sub-ramais As vazões de dimensionamento dos ramais e sub-ramais necessitam ser determinadas trecho a trecho. III.5.7 – Vazão para dimensionamento do reservatório superior O reservatório superior terá capacidade adequada para atuar como regulador da distribuição. É alimentado regularmente pela instalação elevatória ou diretamente pelo alimentador predial, devendo atender ás demandas variáveis da distribuição. As vazões de projeto que precisam ser consideradas no dimensionamento do reservatório superior são: - Vazão de dimensionamento da instalação elevatória - Vazão de dimensionamento do barrilete e colunas de distribuição - Vazão de dimensionamento da tubulação de limpeza dos reservatórios Essas vazões são função do tempo desejado para se esvaziar o reservatório ou a câmara do reservatório a ser limpa, que, por sua vez, é função do esquema de operação das instalações.

III.6 – Dimensionamento Toda a tubulação da instalação predial de água fria é dimensionada e executada para funcionar como conduto forçado. Tendo em vista a conveniência sob o aspecto econômico, toda a instalação predial de água fria deve ser dimensionada trecho por trecho. Em virtude de serem condutos forçados, é necessário que fiquem perfeitamente definidos, para cada trecho, os quatro parâmetros hidráulicos do escoamento, quais sejam: vazão (L/s e m³/h ), velocidade (m/s), perda de carga unitária (mca/m), perda de carga total (mca e kPa) e pressão (kPa).
-L/s: Litros por segundo -m³/h: Metros cúbicos por hora -m/s: Metros por segundo -mca/m: Metros de coluna de água por metro -mca: Metros de coluna de água

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-kPa: Quilopascal

III.6.1 Pressão As peças de utilização são projetadas de modo a funcionar com pressões estática ou dinâmica preestabelecidas. A pressão estática máxima (400 kPa ou 40 mca de coluna de água) só existe quando não há fluxo de água e a pressão dinâmica mínima (5 kPa ou 0,5 mca de coluna de água) resulta quando as peças estão funcionando. Os valores das pressões são estabelecidos pela NB-92. III.6.1.1 Pressões Máximas e Mínimas Em edifícios mais altos, onde as pressões estáticas ultrapassam os valores preestabelecidos, há necessidade de provocar uma queda de pressão. Para isso, é necessário aumentar a perda de carga, introduzindo no sistema válvulas redutoras de pressão ou caixas intermediárias.
Pontos de utilização Pressão Dinâmica (Kpa) Pressão Estática(kPa)

Máximo Aquecedor elétrico de alta pressão Aquecedor elétrico de baixa pressão Bebedouro 5 5 20

Mínimo 400 40 400 400 400 400

Máximo 10 10 -

Mínimo 400_____ 50_____ -_____ -_____ -_____ -_____

Chuveiro de diâmetro nominal 15 mm 20 Chuveiro de diâmetro nominal 20 mm 10 Torneira Torneira de boia para caixa de descarga com diâmetro nominal 15 mm Torneira de boia para caixa de descarga com diâmetro tiomin.il 20 mm Torneira de boia para reservatório 5 3 15 5

400

-

-_____

400 400

-

-_____

O fechamento de qualquer peça de utilização não pode provocar sobrepressão, em qualquer ponto da instalação, que supere em mais de 200 kPa ou 20 mca a pressão estática nesse mesmo ponto.

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Pressão Estática: Válvula fechada, não ocorre passagem de água

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Exemplos de três sistemas de instalação de válvulas redutoras de pressão: - Quando, no edifício, não tiver nos andares a possibilidade de acesso às válvulas e, sim, somente no subsolo. A coluna desce do reservatório superior, vem ao subsolo e se ramifica em duas outras colunas, a partir de um barrilete ascendente. - Quando a possibilidade de zonear o prédio de tal modo que as colunas partam de barrilete descendentes, com as pressões controladas de acordo com a altura do pavimento. - Quando realiza a redução da pressão na própria coluna de alimentação. É necessário instalar sempre as válvulas redutoras de pressão em locais de fácil acesso e de serventia comum (corredores, escadas, etc.). O tipo de válvula tem que ser especificado para a redução de pressão desejada, pois não possui meios de regulagem, depois de instalada. Cuidados especiais também devem ser tomados, de modo que a pressão dinâmica esteja no limite preestabelecido, em qualquer ponto, de 5 kPa ou 0,5 mca, para evitar pressões negativas que possibilitem a contaminação da água. O ponto crítico de uma rede de distribuição predial é o encontro do barrilete com as colunas. Pressão Dinâmica: Válvula aberta em funcionamento, passagem de água.

III.6.2 Velocidades As velocidades mínimas na tubulação não são fixadas, permitindo que se projete a tubulação para funcionar como se fosse um reservatório. As velocidades máximas em uma tubulação não devem exceder o valor dado pela fórmula abaixo e nem 2,5 m/s. V: 14 √ V: Velocidade D: Diâmetro nominal, em m.

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A velocidade máxima tem por finalidade limitar o ruído das tubulações, especialmente nos locais onde o ruído possa perturbar as atividades do imóvel ou o repouso dos usuários, como hospitais, hotéis e residências. VELOCIDADES E VAZÕES MÁXIMAS Velocidade máxima Vazão Máxima (m/s) (L/s) 1,98 0,62 2,21 1,08 2,50 2,01 2,80 3,51 3,00 5,89 3,00 8,48 3,00 13,25 3,00 17,02 3,00 28,51

Diâmetros DN (mm) 20 25 32 40 50 60 75 85 110 III.6.3 Diâmetros

Os diâmetros mínimos dos ramais ou sub-ramais não podem ser inferiores aos indicados na tabela, não sendo permitida a redução do diâmetro de uma tubulação no sentido oposto ao do curso normal da água, ou seja, da jusante para montante. DIÂMETROS USUAIS Aparelhos Aquecedor Bacia Sanitária Bacia Sanitária com válvula de descarga Bebedouro Chuveiro Lavatório Máquina de lavar roupa Máquina de lavar prato Pia de cozinha Tanque de lavar roupa III.7 – Materiais empregados Diâmetros (mm) 20 15 40 15 15 15 20 20 15 20

Tubos

Podem ser de aço galvanizado, cobre, ferro fundido, PVC rígido ou de outros materiais, desde que satisfaçam ás condições seguintes:

35 - Devem ser verificados, pelos projetistas, quanto a sua pressão de serviço. A pressão de serviço dos tubos tem de ser superior à pressão estática no ponto considerado, somada à sobrepressão devida a golpes de aríete (aumento da pressão). - Precisam ser próprios para condução de água potável, não alterando sua qualidade. - Necessitam ter especificação para recebimento, relativa a cada material ou tipo de junta, inclusive métodos de ensaio.

Conexões
Podem ser de aço galvanizado, cobre, ferro fundido, PVC rígido, ferro maleável, latão, bronze ou outros materiais, desde que satisfaçam às condições seguintes: - Têm de ser verificadas, pelos projetistas, quanto à sua pressão de serviço. A pressão de serviço das conexões precisa ser superior á pressão estática, no ponto considerado, somada à sobrepressão devida a golpes de aríete (aumento da pressão). - Necessitam ser adequadas para o tipo de tubo que se utiliza na instalação. - Devem ser próprias para a condução de água potável, não alterando sua qualidade; - Precisam ter especificações para recebimento, relativa a cada material ou tipo de junta, inclusive métodos de ensaio.

Juntas
Necessitam ser verificadas, pelos projetistas, quanto à sua pressão de serviço. A pressão de serviço das juntas tem de ser superior à pressão estática no ponto considerado, somada á sobrepressão devida a golpes de aríete (aumento da pressão).

Registro, válvulas e torneiras
Podem ser de ferro maleável, bronze, latão, ferro fundido, plástico ou outros materiais, desde que satisfaçam às condições seguintes: - Devem ser verificados, pelos projetistas, quanto á sua pressão de serviço. A pressão de serviço dos registros, válvulas e torneiras precisa ser superior à pressão estática, no ponto considerado, somada à sobrepressão devida a golpes de aríete (aumento da pressão).

36 - Necessitam ter funcionamento hidráulico adequado, de tal forma que as manobras de abertura e fechamento não contrariem o anteriormente especificado quanto às Pressões. - Têm de preservar os padrões de higiene e segurança. - Devem ter especificações para recebimento, relativa a cada material e tipo, inclusive métodos de ensaio.

Caixas de descarga
Compete ao projetista escolher o equipamento mais adequado para a alimentação das bacias sanitárias e mictórios. As caixas de descarga podem ser de ferro fundido, fibrocimento, louça, plástico reforçado, plástico termoplástico, argamassa de termofixo ou de outros materiais, desde que satisfaçam ás condições seguintes: - Precisam ser verificadas, pelo projetista, quanto á pressão de serviço na torneira de boia, a pressão de serviço desses equipamentos será superior à pressão estática, no ponto considerado, somada à sobrepressão devida a golpes de aríete (aumento da pressão). - Necessitam ter volume útil de descarga compatível com o tipo de bacia sanitária escolhida. - Devem ter capacidade de vazão e desempenho tal que provoquem descarga suficiente na bacia sanitária no que diz respeito à remoção dos detritos sólidos e reposição do fecho hídrico; - As caixas de descarga, com torneira de boia, que possuam tubo de alimentação dotado de dispositivo silenciador, devem ser protegidas por dispositivos quebradores de vácuo ou ter uma abertura atmosférica situada no mínimo a 10 mm acima do nível operacional. - Têm de preservar os padrões de higiene e segurança. - Precisam ter especificações para recebimento, relativa a cada material ou tipo, inclusive métodos de ensaio.

Válvulas de descarga
As válvulas de descarga podem ser de ferro maleável, bronze, latão, ferro fundido, plástico ou outro material, desde que satisfaçam ás condições seguintes: - Às pressões de serviço (estática: 400 kPa e dinâmica 200 kPa) obedecerá aos valores preestabelecidos pela ABNT.

37 - Devem ter volume útil de descarga compatível com o tipo de bacia sanitária escolhida - Precisam ter capacidade de vazão e desempenho tal que provoquem descarga eficiente na bacia sanitária no que diz respeito à remoção dos detritos sólidos e reposição do fecho hídrico. - Necessitam ter funcionamento hidráulico adequado de tal forma que, mesmo quando desreguladas nas manobras de abertura e fechamento, não contrariem os valores das Pressões. - Têm de preservar os padrões de higiene e segurança. - Devem ter especificações para recebimento, relativa a cada material e tipo, inclusive métodos de ensaio.

Reservatórios domiciliares
Nos reservatórios inferiores, é necessário haver um afastamento mínimo de 60 cm entre as suas paredes e qualquer obstáculo lateral, e entre o fundo e o terreno onde se apoia, para permitir a inspeção. Caso sejam construídos dentro de um poço, este tem de ser drenado mecanicamente, de forma permanente. Precisam ser construídos com materiais de qualidade comprovada e estanques. Os materiais empregados na sua construção e impermeabilização não devem transmitir á água substâncias que possam poluí-la. Têm de ser construídos ou instalados de forma tal que a tubulação de alimentação, onde é instalada a torneira de boia, fique no mínimo 50 cm acima da cota do meio-fio da via pública, onde cruza o ramal predial, ou sobre seu prolongamento. Caso o reservatório seja construído abaixo do nível do meio-fio, é necessário ser instalada uma coluna piezométrica no ramal predial, em forma de sifão, dotada de dispositivo quebra-vácuo, até 50 cm, no mínimo, acima da referida cota do meio-fio. Precisam ser construídos de tal forma que não possam servir de ponto de drenagem de águas residuárias ou estagnadas em seu entorno. A superfície superior externa (cobertura) deve ser impermeabilizada e dotada de declividade mínima de 1: 100 no sentido das bordas. Têm de ser providos de abertura convenientemente localizada que permita o fácil acesso ao seu interior para inspeção e limpeza, e dotados de rebordos com altura mínima de 5 cm. A abertura precisa ser fechada com tampa que evite a entrada de insetos e outros animais e/ou de água externa. Os pequenos reservatórios domiciliares, de fabricação normalizada, necessitam satisfazer ás seguintes condições:

38 - Ser providos obrigatoriamente de tampa que impeça a entrada de animais e corpos estranhos - Preservar os padrões de higiene e segurança. - Ter especificações para recebimento relativo a cada tipo de material, inclusive métodos de ensaio.

A distância vertical entre os pianos que passam pela borda inferior do ramal alimentador e a geratriz superior do extravasor será, no mínimo, duas vezes o diâmetro nominal do ramal. O extravasor e tubulação de ventilação devem ser dotados de um crivo de tela fina com 0,5 mm no máximo de malha, com área total superior a seis vezes à da seção reta do extravasor.

Aparelhos sanitários e outros
Os aparelhos sanitários, bem como sua instalação e canais internos, têm de ser executados de tal forma que não provoquem nenhum tipo de contaminação de água da instalação predial. A separação atmosférica mínima exigida para os aparelhos sanitários é de duas vezes a área da seção de saída de água da peça de utilização, expressa em termos do diâmetro de um circulo. Caso a seção não seja circular, a área será expressa em termos do diâmetro de um circulo de área equivalente. O uso de banheiras com torneiras afogadas, duchas portáteis, máquinas de lavar roupa e louça, bidés, torneiras com possibilidade de conexão para mangueiras exige instalações, sistemas ou dispositivos anti-retorno. Os aparelhos sanitários necessitam ter especificações para recebimento relativo a cada tipo de material, inclusive métodos de ensaio. Máquinas de lavar roupa, lavadoras de louça e outros aparelhos semelhantes, que são ligados á rede de distribuição de água, precisam atender ás condições seguintes: - Somente podem ser conectadas a pontos previstos no projeto da instalação predial, dimensionados para tal. - As válvulas de controle de admissão de água, mesmo quando desreguladas, terão operação tal que não provoquem subpressão nem sobrepressão maiores que 400 kPa ou menores que 200 kPa.

III.8 – Detalhes construtivos

39 A instalação da tubulação deve ser executada de acordo com as normas técnicas, para cada tipo de material empregado. A tubulação de água fria tem de ser devidamente protegida contra eventual acesso de água poluída. A tubulação não poderá atravessar fossas, poços absorventes, poços de visita, caixas de inspeção ou outros locais passíveis de contaminação da água fria. III.9 – Condições sanitárias mínimas

Proteção contra a contaminação e a introdução de materiais indesejáveis na água
A instalação predial de água fria precisa ser executada e projetada de maneira a impedir a contaminação e a introdução de materiais indesejáveis na água, que possam acarretar quaisquer riscos á saúde ou efeitos psicofisiológicos nocivos.

Proteção da rede de distribuição
Quando forem utilizados aparelhos passíveis de provocar retrossifonagem, é necessário proteger a rede de distribuição da seguinte forma: 

Sistema de distribuição Indireta por gravidade

Pode ser utilizado por diversas formas: - Os aparelhos passíveis de provocar retrossifonagem podem ser instalados em coluna, barrilete e reservatório independentes, previstos com finalidade exclusiva de abastecêlos. - Os aparelhos passíveis de provocar retrossifonagem serão instalados em coluna, barrilete e reservatório comuns a outros aparelhos ou peças, desde que seu sub-ramal esteja protegido por dispositivo quebrador de vácuo, nas condições previstas para sua instalação. - Os aparelhos passíveis de provocar retrossifonagem podem ser instalados em coluna, barrilete e reservatório comuns a outros aparelhos ou peças, desde que a coluna seja dotada de tubulação de ventilação, executada com as características abaixo: a) Ter diâmetro igual ou superior ao da coluna, de onde se deriva. b) Ser ligada à coluna a jusante do registro de passagem existente. c) Haver uma tubulação de ventilação para cada coluna que serve aparelho passível de provocar retrossifonagem.

40 d) Ter sua extremidade livre acima do nível máximo admissível do reservatório superior. 

Sistema de distribuição direta ou indireta hidropneumática

Os aparelhos passíveis de provocar retrossifonagem só podem ser instalados com o seu sub-ramal protegido por um quebrador de vácuo, nas condições previstas para a sua instalação.

Alimentação dos aparelhos
A tomada de água do sub-ramal que alimenta aparelhos passíveis de sofrer retrossifonagem deve ser feita em um ponto da coluna no mínimo a 40 cm acima da borda de transbordamento do aparelho servido.

III.10 – Generalidades Todos os tubos da rede de água fria que atravessarem paredes dos reservatórios precisam ser cuidadosamente colocados antes da sua concretagem. As colunas de distribuição terão de ser derivadas do barrilete, a fim de alimentar os ramais, e serão providas de registros de gaveta para isolamento, os quais serão identificados com placa metálica. Os ramais de distribuição (dos banheiros, cozinhas, áreas de serviço etc.) também terão registros de gaveta para isolamento.

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As alturas (em metros, a contar do piso) para saídas de água para os aparelhos, são as seguintes: APARELHOS Bacia c/ caixa acoplada Banheira Lavatório Bidê Pia Aquecedor Tanque Chuveiro SAÍDAS 0,2 0,5 0,6 0,4 1,1 a 1,2 1,35 1,0 a 1,1 2,1 a 2,3 1,2 a 1,3 0,75 REGISTROS

Quanto à colocação dos tubos:

42 - Só poderá ser roscada a porção do tubo que ficará dentro da conexão - Se forem enterrados, os tubos precisam ter recobrimento mínimo de 30 cm e proteção adequada contra agentes agressivos (pintura betuminosa protetora - se tubos de aço galvanizado - seguido de capeamento de concreto). Terá de ser prevista, para cada sistema, rede independente a partir do reservatório elevado, para alimentação dos aparelhos sem válvula fluxível de descarga e aquecedores de água. Durante a realização dos trabalhos de construção, até serem os aparelhos instalados em definitivo, os tubos deverão ter suas extremidades vedadas com plugues. III.11 – Diretrizes para Limpeza da Rede de Água Após fazer circular água na linha por algum tempo, é necessário interromper o fluxo, drenar e limpar os filtros, válvulas, bombas, etc. Em seguida, repetir a operação até que esses elementos se apresentem limpos, finalmente, desinfetar a rede com uma solução de, no mínimo, 50 mg/L de cloro e que atue no interior dos condutos durante 3 h, no mínimo. III.12 – Recebimento de Instalações

Condições gerais
A execução da instalação precisa obedecer rigorosamente ao projeto e ás disposições construtivas nele previstas. Qualquer alteração no projeto terá de manter o conjunto da instalação dentro do estipulado pelas normas técnicas e necessita ser justificada pela construtora. Todas as alterações processadas serão anotadas detalhadamente durante a obra para facilitar a apresentação do cadastro completo no recebimento da instalação. São permitidas alterações de traçado de linhas quando forem necessárias devido a modificações na alvenaria ou na estrutura da obra, desde que não interfiram sensivelmente nos cálculos já elaborados. Após o termino da instalação, deverão ser refeitos os desenhos, incluindo todas as alterações introduzidas (projeto cadastral ou conforme o construído), de maneira que sirvam de cadastro para a operação e manutenção da instalação.

Inspeção
Compete ao profissional responsável pela obra verificar, antes de eventual revestimento da tubulação, todas as alterações no projeto e os detalhes construtivos previstos nas normas técnicas.

Formação da amostra

43 Cabe ao responsável técnico selecionar, de forma representativa, no mínimo três de cada conjunto de 100 pontos de água ou fração, excetuando-se válvulas de descarga e caixas de descarga. Nesses pontos selecionados, que constituem a amostra da instalação, têm de ser executados os ensaios correspondentes. Compete ainda ao engenheiro fiscal selecionar, de forma representativa, três de cada quinze válvulas de descarga ou caixas de descarga, instaladas e em funcionamento. Nessas válvulas ou caixas, precisam ser executados os ensaios.

Ensaios
- Compete ao profissional responsável pela obra, antes dos ensaios, mandar limpar toda a tubulação com descargas de água sucessivas e reenchê-la, deixando os pontos de agua, selecionados na amostragem, em condições de uso. O reenchimento da instalação será lento para evitar golpes de aríete e para a eliminação completa do ar. - Estanqueidade à pressão interna: Toda a tubulação deve ser ensaiada, durante pelo menos 6 h, à estanque idade por pressão hidrostática 50% superior a pressão estática máxima de trabalho normal prevista, não podendo descer, em ponto algum da tubulação, a menos de 1 kgf/cm², ou seja. 10 mca. - Determinação das condições de funcionamento dos pontos de água: Os pontos de água selecionados na amostragem têm de ser postos a funcionar com a peça de utilização correspondente, determinando a subpressão na abertura rápida, as condições de vazão e a sobrepressão de fechamento brusco. Precisam também ser feitos ensaios de funcionamento das instalações elevatórias e/ou instalações hidropneumáticas de acordo com as normas técnicas.

Condições Específicas
A tubulação ensaiada á estanqueidade por pressão interna de água, 50% superior á pressão estática máxima na instalação, e em ponto algum da tubulação com pressão menor que 1 kgf/cm³, não pode apresentar vazamentos ou exsudação em 6 h de ensaio. As peças de utilização ensaiadas não devem provocar, na abertura rápida, subpressão na rede nem baixar a pressão no ponto a menos de 0.05 kgf/cm². No fechamento rápido, a sobrepressão não pode elevar a pressão mais de 2 kgf/cm² acima da pressão estática. A pressão estática em qualquer ponto não deve superar 4 kgf/cm². A vazão tem de ser apropriada para a peça de utilização em questão. Nos casos de dúvida, precisam ser efetuadas medidas de vazão, sendo certo que essas necessitam estar acima dos valores estabelecidos nas normas técnicas. Para as válvulas de descarga, deverá ser observado

44 também se a pressão estática no ponto e compatível com o tipo, conforme normas técnicas, admitindo-se uma tolerância de +/- 10%. A vazão máxima dessas válvulas de descarga não pode ser maior que 3 L/s. Para as caixas de descarga terá de ser observado também se o volume de descarga é suficiente para a limpeza dos detritos sólidos da bacia sanitária.

Aceitação e rejeição
- Na Verificação da estanqueidade à Pressão interna, caso o numero de ocorrências, quer de vazamento quer de exsudação, seja maior que 10, na amostra, a instalação será rejeitada. Se esse número não for superior a 10, a instalação será aceita após todos os reparos e com a repetição do ensaio. - Na Determinação das Condições de Funcionamento das Peças de Utilização em uma Instalação Predial de Água Fria, a instalação será rejeitada caso o número de pontos de água não aprovado superar 1/3 do total ensaiado, separando peças de utilização em geral de válvulas de descarga e caixas de descarga. No caso de o número de pontos não aprovados ser menor ou igual a 1/3 do total ensaiado (separando peças de utilização em geral, válvulas de descarga e caixas de descarga), a instalação será aceita depois de ser adaptada às condições específicas e ser novamente submetida ao ensaio, utilizando nesse segundo ensaio outra amostra, diferente da primeira. Precisam ser feitas as adaptações de todos os pontos de água que apresentarem defeitos nos ensaios. - As válvulas de descarga que apresentarem vazão superior a 3 L/s poderão ser reguladas por dispositivos internos próprios, sendo proibido utilizar nessa regulagem o registro de passagem, da tubulação, ou registro de isolamento acoplado à válvula de descarga.

Capítulo IV – Água Quente IV.1 – Terminologia • • Aparelho sanitário: aparelho ligado à instalação predial, destinado ao uso de água para fins higiénicos ou a receber dejetos e águas servidas. Aquecedor de aquecimento direto: aparelho no qual o aquecimento é obtido pelo contato imediato da fonte de calor com a água.

45 • • • • Aquecedor de aquecimento indireto: aparelho no qual o aquecimento é obtido pela utilização de um fluido intermediário, este aquecido diretamente. Aquecedor de passagem (também chamado rápido ou instantâneo): aparelho que não exige reservatório, aquecendo a água quando de sua passagem através dele. Aquecedor de acumulação: aparelho que se compõe de um reservatório, no interior do qual a água acumulada é aquecida por um dispositivo adequado. Aquecedor de saída livre: aparelho no qual o registro de água quente está colocado antes dos elementos de aquecimento, isto é, na canalização de água fria, ficando assim assegurado o livre escoamento de água quente. • Aquecedor de pressão: aparelho no qual o registro de água quente está colocado depois do elemento de aquecimento, ou seja, na canalização de água quente, ficando pois o aparelho sujeito à pressão total da rede de distribuição. • • Aquecedor livre: aquecedor constante de um reservatório, no qual a água contida está sujeita apenas á pressão atmosférica. Aquecimento central coletivo: sistema que alimenta conjuntos de aparelho de várias unidades (apartamentos de moradia, de hospitais, de hotéis, sanitários de escolas e outros). • • • • • • • • • Aquecimento central privado: sistema que alimenta vários aparelhos de uma só unidade (apartamento, residência unifamiliar). Aquecimento individual; sistema que alimenta um só aparelho. Barrilete ou Colar: conjunto de canalização situado entre o aquecedor ou o reservatório de água quente e as colunas de distribuição. Canalização de alimentação do aquecedor: tubulação que fornece água fria ao aquecedor. Canalização de alimentação do reservatório de água quente: tubulação situada entre o aquecedor e o reservatório de água quente. Canalização de retorno: tubulação à qual são ligadas as extremidades de coluna, conduzindo a água de volta ao aquecedor. Coluna de distribuição: canalização derivada do barrilete e destinada a alimentar os ramais. Dispositivo quebrador de vácuo: dispositivo destinado a evitar o refluxo de água na canalização, por sucção. Extravasor (comumente chamado ladrão): canalização destinada a dar escoamento a eventuais excessos de água do reservatório.

46 • Isolação térmica: revestimento por meio de materiais isolantes para reduzir as perdas de calor nas instalações, como amianto, cortiça, lã de vidro, lã de rocha, magnésia e outros. • Junta de dilatação: dispositivo usado para ligar trechos longos de tubulação, a fim de permitir a sua dilatação ou contração, devida à variação da temperatura, havendo vários tipos, como: corrediça, de diafragma, compensada, articulada, em lira e outras. • • • Peça de utilização: dispositivo ligado a um sub-ramal para permitir a utilização da água. Ramal: canalização derivada da coluna de distribuição e destinada a alimentar os sub-ramais, Rede de distribuição: conjunto de canalização constituído de barrilete, colunas de distribuição, ramais, sub-ramais e retorno, ou apenas de alguns desses elementos. • • • • • • • Reservatório de água quente: reservatório destinado a acumular a água quente a ser distribuída. Reservatório livre de água quente: reservatório no qual a água contida não fica sujeita a qualquer pressão além da atmosférica. Reservatório de pressão de água quente: reservatório no qual a água contida fica sob pressão maior que a atmosférica. Registro de passagem: registro instalado na canalização para regular ou interromper a passagem de água. Respiro: canalização destinada a permitir a saída de ar e vapor para evitar a elevação de pressão do sistema. Sub-ramal: canalização que liga o ramal à peça de utilização. Válvula de segurança: dispositivo destinado a evitar a elevação da pressão acima de determinado limite.

IV.2 - PROJETO E INSTALAÇÃO A distribuição de água quente é feita em encanamentos separados dos de água fria e poderá ser feita de três sistemas:  Sistema de aquecimento individual: alimenta um só aparelho;

47   Sistema de aquecimento Central Privado: alimenta vários aparelhos de uma unidade residencial; Sistema de aquecimento Central Coletiva: alimenta conjuntos de aparelhos de várias unidades (prédio de apartamentos, hospitais, hotéis, escolas, etc.).

Aquecedores
O projeto deverá mencionar o tipo de aquecedor:    Direto ou indireto; De passagem ou de acumulação; De saída livre ou de pressão;

O projeto deverá mencionar a fonte de calor a ser utilizada:    Solar; Elétrica; Gás combustível ou óleo.

Sistemas de distribuição direta e indireta
Redes de distribuição Existem quatro tipos de distribuição de água quente, divididos em duas categorias. Nos sistemas diretos, a água aquecida é a mesma que sai no ponto de consumo. Nos indiretos, a água aquecida funciona apenas como uma fonte de energia para aquecer a água fria das próprias unidades - o que ocorre num dispositivo chamado trocador de calor.

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Aquecimento Solar + Aquecimento Auxiliar Individual Como funciona: a água é pré-aquecida no sistema central de aquecimento solar do condomínio e distribuída para consumo entre as unidades. Cada apartamento conta com um sistema de aquecimento auxiliar, que fornece mais calor à água para que ela atinja a temperatura final de consumo desejada. O líquido não consumido pelas unidades volta ao sistema para ser reaquecido.

Características: os apartamentos que utilizam muita água quente durante o período da tarde - de maior incidência de raios solares - aproveitam mais o pré-aquecimento solar e usam menos o sistema de apoio individual, consumindo menos energia elétrica ou gás. Por outro lado, os que usam mais água quente no período da manhã, quando o pré-

49 aquecimento é menos eficiente, recorrerão mais aos sistemas de apoio. Quando existe medição individualizada do consumo de energia elétrica e/ou de gás, os primeiros apartamentos tendem a pagar menos nessas contas.

Aquecimento Solar + Aquecimento Auxiliar Coletivo Como funciona: tanto o sistema de aquecimento solar da água quanto o sistema de apoio são coletivos. A água quente, já na temperatura final, é distribuída para o consumo entre todos os apartamentos. Não são necessários aquecedores complementares nas unidades. A água não utilizada é reaquecida no sistema.

Características: como todo o sistema de aquecimento é coletivo, o consumo de energia elétrica ou de gás do sistema de apoio é cobrado do condomínio, e a conta é dividida entre os condôminos. A solução é o emprego de um sistema de medição individualizada na rede de água quente do condomínio. O consumo identificado no hidrômetro de cada unidade é utilizado para cobrar proporcionalmente dos condôminos a conta da alimentação do sistema de apoio. Em algumas redes, contudo, pode ser necessária a instalação de dois medidores por unidade habitacional (veja quadro "Medição individualizada x recirculação").

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Aquecimento Solar + Aquecimento Auxiliar Individual Como funciona: a água é pré-aquecida no sistema central de aquecimento solar do condomínio e distribuída entre as unidades. No entanto, o circuito é fechado e ela não é utilizada para consumo. Apenas a energia térmica da água quente é utilizada para elevar a temperatura da água fria no próprio apartamento, num equipamento chamado trocador de calor. Não há mistura dessas águas. A água do sistema central volta ao circuito para ser reaquecida. Cada unidade conta ainda com aquecedores auxiliares para elevar a temperatura da água ao nível desejado pelo usuário.

Características: as mesmas do Aquecimento Solar + Aquecimento Auxiliar Individual (circuito direto).

Aquecimento Solar + Aquecimento Auxiliar Coletivo Como funciona: sistema de aquecimento solar e sistema de apoio são coletivos. A água quente circula por um circuito fechado e é utilizada para elevar a temperatura da água fria em trocadores de calor dentro dos apartamentos. Não são necessários aquecedores complementares nas unidades.

Características: o consumo de energia elétrica ou de gás do sistema de apoio é cobrado do condomínio e a conta é dividida entre os condôminos. Porém, não é possível medir a

51 quantidade de água quente consumida pelo apartamento, pois ela volta para o circuito fechado. Para ratear as despesas com aquecimento auxiliar coletivo, uma solução é medir o calor consumido por cada unidade para aquecer sua água fria. Isso é possível instalando medidores de calorias (BTU meters) nos trocadores de calor de cada unidade.

Sistema de aquecimento solar
O coletor solar deve ser montado de acordo com as seguintes prescrições:  Deverá ser orientado para o norte;  A inclinação com a horizontal deverá ser igual a latitude local + 5 a 10º;  Deverá haver um desnível de 60 cm ou mais entre a saída do coletor e o fundo do reservatório de agua quente, para que ocorra a circulação normal. O uso da energia solar:  O sol envia uma quantidade de energia à Terra que chega 1018 kWh anualmente.  A reserva total de carvão disponível é de 1013.  A humanidade consome 1014 kWh por ano.  O Sol envia por hora a energia que a humanidade consome por ano.

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Sistema de aquecimento a gás

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Estimativa de consumo predial
O consumo diário de água quente pode ser feito com auxílio da tabela da Norma: Tipo de Ocupação Consumo (litros/dia) Alojamento provisório de obra Casa popular ou rural Residência Apartamento Quartel Escola (internato) Hotel (sem incluir cozinha e lavanderia) Hospital Restaurante e similares Lavanderia Consumo (litros/dia) 24 por pessoa 36 por pessoa 45 por pessoa 60 por pessoa 45 por pessoa 45 por pessoa 36 por hóspede 125 por leito 12 por refeição 15 por KgKgf de roupa seca

Observações: - No caso de apartamento ou casa com central privada, considerar 2 pessoas por dormitório mais empregados. - É indispensável que o acumulador (depósito de água quente) tenha pelo menos capacidade igual à da banheira (de 150 a 180 litros). - No caso de apartamentos com central coletiva, considerar 2 pessoas por dormitório, mais empregados, mais 150 litros por máquina de lavar roupa e mais 180 litros por banheira instalada.

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Dimensionamento dos aquecedores elétricos
Dimensionamento da capacidade do aquecedor em função do consumo diário. Consumo diário à 70º C Capacidade do aquecedor Potência (kW) (litros) (litros) 60 50 0,75 95 75 0,75 130 100 1,0 200 150 1,25 260 200 1,5 330 250 2,0 430 300 2,5 570 400 3,0 700 500 4,0 850 600 4,5 1150 750 5,5 1500 1000 7,0

Materiais e Equipamentos
 Tubos: podem ser de cobre, latão, aço galvanizado ou bronze.
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Tubos Classe "E" para Água Quente 

Tubos para Coletores Solares

Conexões: podem ser de cobre, latão, ferro maleável galvanizado ou bronze.
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Cobre 

Ferro galvanizado

Registros, válvulas e torneiras: podem ser de bronze, latão ou outros materiais adequados.

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Bronze  Juntas

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Bucha de Redução

Cotovelo

Luva redução

Niple duplo

Cotovelo 45

Cotovelo Macho e fêmea

Tampão

TE Redução

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Curva fêmea

TE

Aquecedores e reservatórios de água quente

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Aquecedor de passagem Aquecedor de acumulação

Reservatório 1.000 L utilizado em hotéis, hospitais, cozinhas industriais

Reservatório de 4.000 L ou 5.000 L

Controlador Digital de Temperatura e Bombeamento

Radiador de calefação doméstica Sistema de calefação

Sistema elétrico de calefação do piso

57 IV.3 - Execução
Canalização: as seguintes precauções serão tomadas quanto á canalização:     

Deve ser considerada sua proteção sempre que houver outra canalização contigua (água fria, eletricidade, gás etc); Não pode absolutamente ter ligações diretas com canalização de esgoto sanitário; Quando enterrada, tem de ser devidamente protegida contra eventual infiltração de água; Não poderá atravessar fossas, poços absorventes, poços de visita, caixas de inspeção e valas; A tubulação, quando embutida em alvenaria, precisa ser envolvida em argamassa de cal e amianto em pó, no traço 1:3. A espessura dessa argamassa será aproximadamente de 2 cm em todo o contorno do tubo. Não se pode usar cimento nessa argamassa, para evitar que ela perca sua elasticidade e consequentemente fique aderente à tubulação, impedindo sua dilatação.

Para tubulação aparente, indica-se utilizar canaletas isolantes (de lã de vidro, por exemplo), envoltas, para proteção, em alumínio corrugado.

Curvatura dos tubos: as curvaturas de tubo têm de ser feitas sem prejuízo de sua resistência á pressão interna e da seção de escoamento.

IV.4 - Ensaio de Pressão Interna
Toda a canalização, depois de instalada, precisa ser submetida a provas de pressão interna antes de ser isolada ou eventualmente revestida. A canalização será lentamente preenchida de água à temperatura normal de trabalho prevista, isto é a 70ºC, certificando-se de que o ar foi completamente expelido e em seguida submetida à pressão 50% superior a pressão estática máxima na instalação, não podendo em ponto algum da canalização ser inferior a 10 mca, ou seja, 1 kg/cm3. A duração do ensaio será de 5 h pelo menos.

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Capitulo V – Gás Combustível
V.1 Terminologia - Ramal interno: Trecho da tubulação desde o registro no passeio do logradouro público até o abrigo dos reguladores ou dos medidores. - Bujão: Recipiente transportável, destinado a conter gás liquefeito de petróleo (GLP), com dispositivo para ligação, e capacidade de no mínimo, 250 L. - Derivação: Tubulação no abrigo ou recinto interno, destinada ao abastecimento de um grupo de medidores. - Regulador individual: Dispositivo destinado a regular a pressão do gás em nível compatível com sua utilização e servindo a uma única unidade distinta e autónoma. - Regulador coletivo: Dispositivo destinado a regular a pressão do gás em nível compatível com sua utilização, servindo a mais de uma unidade distinta e autônoma. - Tubo-luva: Tubo rígido, em aço, concreto ou outro material resistente que envolve, para proteção, o tubo de gás. - Coletor de água (sifão): Dispositivo destinado a receber a água de condensação, quando a instalação utilizar gás úmido. - Aparelho de utilização: Aparelho de aquecimento ou de queima destinado ao uso do gás, como, fogão, aquecedor, secadora de roupa e outros. - Chaminé coletiva: Duto destinado a canalizar e conduzir para o ar livre os gases provenientes dos aquecedores a gás, através das respectivas chaminés primária e secundária. - Chaminé primária: Elemento de ligação entre o aquecedor a gás e o defletor. - Chaminé secundária: Duto destinado a conduzir os gases de combustão entre o defletor e a chaminé coletiva ou o ar livre. - Defletor: Dispositivo destinado a estabelecer o equilíbrio aerodinâmico entre a corrente de gás e a de ar do meio exterior, impedindo a influência de variação das condições atmosféricas ou qualquer obstrução das chaminés sobre a combustão. - Gola: Elemento de ligação entre o defletor e a chaminé secundária. Em uma instalação predial é obrigatória à previsão do local do medidor individual, mesmo que não haja no local gás canalizado e a instalação vá utilizar inicialmente GLP. V.2 Conceitos básicos

59 Essas instalações se destinam a distribuir o gás no interior dos prédios, para fins de aquecimento e para consumo em fogões, aquecedores de água e equipamentos industriais. V.2.1 - Sistema de fornecimento O fornecimento de gás para as edificações pode ser feito por dois sistemas: •

Gás de rua ou gás encanado _ Rede pública de distribuição

É extremamente cômoda para os usuários, que têm apresentado um sistema muito regular, sem a preocupação de evitar que por imprevisão venha a faltar o combustível. •

Gás liquefeito de petróleo (GLP) _ Gás de cozinha

É uma mistura dos gases propano e butano de alto poder calorífico, que é fornecida em botijões, garrafões e cilindros e em certos casos em tanques especiais.

V.2.2 – Medidor de Gás É um medidor volumétrico de diafragma apto para a medição de consumo doméstico de gás natural, GLP ou manufaturado. Suas características de fabricação asseguram alta confiabilidade operacional durante longos anos sem manutenção. Por ser de tamanho compacto, facilita seu manuseio e instalação. O Medidor de Gás foi projetado para se adequar ao fluxo de gás (direita ou esquerda), existente na instalação. É provido de um sistema de irreversibilidade, evitando a passagem do gás no sentido contrário ao da instalação.

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Tubulação de Gás

Medidor de Gás

Medidor Individual para Apartamentos e Condomínios
A aplicação da medição individual em apartamentos e condomínios horizontais, além de promover a justiça social, pois cada usuário paga pelo real consumo, promove o uso racional dos insumos (gás, água e energia elétrica) otimizando projetos de instalações prediais. V.2.3 Condições Gerais É obrigatória a previsão do local do medidor individual, mesmo que não haja no local gás canalizado e a instalação vá utilizar inicialmente GLP. As caixas de proteção ou cabines dos medidores individuais poderão se recolocadas no pavimento térreo em áreas de servidão comum dos andares no interior das respectivas economias. Somente em casos excepcionais será permitida a localização de medidores em subsolo e rampas de garagem, desde que sejam assegurados o acesso, a iluminação e a ventilação. Quando o edifício estiver habitado, poderá ser emitida uma conta única para o consumo de todo o prédio, ficando o rateio do consumo total por conta do condomínio ou dos proprietários. Deverá sempre haver registros especiais colocados em área de servidão comum que permitam fazer o corte de gás de cada economia individualmente. Os medidores serão abrigados em caixa de proteção ou cabines suficientemente ventilados, em local devidamente iluminado.

61 V.3 – Utilização e Adequação de Aparelhos a Ambientes Residenciais V.3.1- Terminologia - Altura equivalente: Altura da chaminé, deduzidas todas as resistências (perdas de carga) de seus componentes. - Aparelho de exaustão forçada semi-aberto: Aparelho que, por meio de um sistema exaustor, absorve o ar do ambiente interno, para formar a mistura ar-gás correta e necessária ao processo de combustão, bem como forçar a saída de gás queimado para o exterior da edificação. - Aparelho hermeticamente isolado: Aparelho que recebe do exterior, diretamente ou através de dutos, o ar necessário à combustão e que é dotado de saída ou escape para os gases dessa combustão, pela circulação natural para o exterior da edificação. - Chaminé individual: Duto destinado a conduzir os gases de combustão, gerados no aparelho de utilização, entre o defletor e a chaminé coletiva ou o ar livre. - Conjunto de duto individual para aparelhos hermeticamente isolados: Conjunto formado por dutos que absorvem o ar externo, através de tubulação, até a câmara de combustão, e que expelem os gases da combustão por outro duto para o ambiente externo. - Exaustão forçada: Retirada dos gases de combustão por meio de dispositivos eletromecânicos. - Potência nominal: Quantidade de calor contida no combustível consumido, na unidade de tempo, pelo aparelho de utilização. - Terminal de chaminé: Dispositivo instalado na extremidade da chaminé. - Tiragem natural: Exaustão dos gases de combustão sem dispositivos eletromecânicos. V.3.2 – Condições Gerais

Faz parte do projeto de uma instalação para o uso do gás natural a adequação dos locais onde os aparelhos são instalados, garantindo a segurança, o conforto do consumidor e a melhor eficiência no uso do aparelho. A adequação do ambiente deve ser realizada de acordo com a NBR 13103, a qual especifica os requisitos mínimos exigíveis para projeto, construção, ampliação, reforma e vistoria dos locais nos quais são instalados os aparelhos que utilizam gás combustível.

62 Aparelhos a gás instalados em um mesmo ambiente devem ter o somatório de suas potências nominais limitado a:   60 kW , quando todos os aparelhos forem de circuito aberto com exaustão natural; 80 kW , quando pelo menos um dos aparelhos utilizados no mesmo ambiente for de circuito aberto com exaustão forçada incorporada.

Aparelhos a gás cuja somatória das potências nominais esteja compreendida entre 80kW e 130kW podem ser instalados em um mesmo ambiente desde que atendidas as seguintes exigências:      O(s) aparelho(s) deve(m) ser de exaustão forçada incorporada. O(s) aparelho(s) deve(m) estar aprovado(s) pelo INMETRO (Portaria no. 119). No caso de instalação de 2 (dois) ou mais aparelhos, as chaminés e os terminais devem ser individuais para cada aparelho. A instalação do aparelho e seus complementos (chaminé e outros) devem seguir as orientações do fabricante. O local destinado para a instalação do(s) aparelho(s) deve(m) estar compatível com as recomendações adicionais do fabricante do(s) aparelho(s). Recomendase a aprovação prévia do fabricante do(s) aparelho(s) sobre as condições desse local.  A área de ventilação do ambiente deve ser definida pelo fabricante do(s) aparelho(s). Na ausência desta informação, recomenda-se que a área de ventilação mínima seja igual a 2 (duas) vezes a área da seção transversal da chaminé do(s) aparelho(s).

Quando forem utilizados aparelhos de circuito fechado, sua potência não deve ser incorporada às potências dos demais equipamentos de circuito aberto do mesmo ambiente. V.3.3 – Ambiente de Instalação dos Aparelhos a Gás O ambiente no qual será instalado um ou mais aparelhos a gás deve ser avaliado em função de três parâmetros, que estão interligados entre si: tipo do aparelho, requisitos do ambiente e a exaustão dos gases de combustão.

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Na avaliação do ambiente onde será instalado o aparelho a gás, também deve-se levar em consideração: 

No ambiente a ser projetado

- O tipo e a capacidade (potência) do aparelho em função de sua aplicação ( Números de pontos a serem supridos com água quente). - Projetar as características do ambiente de forma a que esteja em conformidade com as exigências da NBR 13103. 

Ambientes existentes

- Caso não exista aparelho a gás instalado: Realizar avaliação do ambiente para determinar os tipos de aparelhos possíveis a serem instalados no local e, se necessário, determinar as modificações necessárias para que o ambiente esteja em conformidade com as exigências da NBR 13103. - Caso exista aparelho instalado no ambiente: Avaliar o ambiente para determinar as modificações necessárias de forma a que o local esteja em conformidade com as exigências da NBR 13103. V.3.4 – Tipos de Aparelhos a Gás A escolha do tipo do aparelho a gás é realizada em função da aplicação, capacidade (potência), necessidade de chaminé e ambiente onde será instalado. Os aparelhos a gás são classificados em função das características do sistema de combustão:  Circuito Aberto com e sem duto de exaustão O circuito utiliza o ar necessário para efetuar a combustão completa, proveniente da atmosfera do ambiente. 

Circuito Fechado O circuito de combustão (entrada de ar e saída dos produtos de combustão)

não tem qualquer comunicação com a atmosfera do ambiente.

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Exemplos de Aparelhos a Gás

V.3.5 – Exigências para os aparelhos a gás 

Os aparelhos a gás destinados ao aquecimento de água do tipo instantâneo devem obedecer aos requisitos da NBR 8130 e do Probrama Brasileiro de Etiquetagem (PBE) do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO).

 

Os aparelhos a gás destinados ao aquecimento de água do tipo acumulação devem obedecer aos requisitos da NBR 10542 e do PBE – INMETRO. Os aparelhos domésticos a gás destinados a cocção devem obedecer aos requisitos das normas NBR 13723-1 e NBR 13723-2 e do PBE – INMETRO.

Outros aparelhos devem obedecer aos requisitos de normas nacionais. Quando estas não existirem podem ser adotadas as normas regionais ou internacionais referenciadas pelos fabricantes.

V.4 – Localização e Instalação dos Aparelhos a Gás V.4.1 – Instalação de aparelhos de circuito aberto sem duto de exaustão As dependências do local de instalação devem ter um volume bruto mínimo de 6 m³. Os ambientes nos quais estejam instalados aparelhos de circuito aberto sem duto de exaustão devem possuir uma área total útil de ventilação permanente, na proporção

65 mínima de 1,5 cm² por kcal/min, constituída por duas aberturas, não sendo inferior a 600 cm²:   A abertura superior deve possuir no mínimo 400 cm². A abertura inferior deve possuir área de no mínimo 33% da área total adotada.

Instalação de aparelho de circuito aberto sem duto de exaustão

V.4.2 - Instalação de aparelho de circuito aberto com duto de exaustão As dependências do local de instalação devem ter um volume bruto mínimo de 6 m³. Os ambientes devem possuir uma área total útil de ventilação permanente na proporção mínima de 1,5 cm² por cada kcal/min de potência instalada, constituída por duas aberturas, não inferior a 600 cm²:   A abertura superior deve possuir no mínimo 400 cm². A abertura inferior deve possuir área de no mínimo 33% da área total adotada.

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Instalação de aparelho de circuito aberto com duto de exaustão

V.4.3 - Instalação de Aparelhos de Circuito Aberto com Duto de Exaustão e Aparelhos de Circuito Aberto sem Duto de Exaustão instalados em um mesmo ambiente. As dependências do local de instalação devem ter um volume bruto de 6 m³. Os ambientes devem possuir uma área total útil de ventilação permanente na proporção mínima de 1,5 cm² por kcal/min de potência instalada e não inferior a 600 cm², constituída por duas aberturas:   A abertura superior deve possuir no mínimo 400 cm2. A abertura inferior deve possuir área mínima de 33% da área total adotada.

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Instalação de aquecedor e fogão em um mesmo ambiente

V.4.4 – Instalação de aparelhos de circuito fechado

Não há limitação de volume do ambiente e nem obrigatoriedade de aberturas permanentes de ventilação para esses aparelhos.

V.5 – Condições específicas para chaminés Os produtos da combustão podem ser conduzidos para o exterior através de:

1. 2. 3. 4.

Chaminé individual com tiragem natural. Chaminé individual com tiragem forçada. Chaminé individual para aparelhos de circuito fechado. Chaminé individual ligada a chaminés coletivas.

Levar em consideração a verificação das condições de funcionamento dos sistemas de exaustão adotados, particularmente em função da altura da edificação, presença de ventos, entre outras variáveis. V.5.1 – Chaminé Individual com Tiragem Natural Tiragem Forçada

68 As chaminés individuais devem cumprir os seguintes requisitos técnicos:

1. 2. 3. 4.

Serem fabricadas com materiais incombustíveis. Serem termoestáveis a temperaturas de até 200°C. Serem resistentes a corrosão (conforme NBR 8094). Não possuírem perdas por vazamento superiores a 0,04 m3/m de tubulação por segundo.

5.

Serem montadas a uma distância mínima de 0,02 m que as separe de materiais de construção inflamáveis ou serem envoltas por uma bainha de proteção adequada.

6. 7.

Terem instalados terminais em suas extremidades. Serem construídas de modo a conduzir a totalidade dos gases de combustão para o exterior ou para uma chaminé coletiva, respeitando no mínimo o diâmetro de saída do defletor do aparelho.

8. 9. 10.

Terem o menor trajeto possível, evitando-se curvas. Utilizarem conexões apropriadas para emendas no duto da chaminé. Serem convenientemente fixadas aos aparelhos de utilização e aos terminais, para evitar vazamentos dos produtos da combustão.

Não é permitida a passagem de chaminé individual através de espaços vazios desprovidos de ventilação permanente A chaminé individual pode passar pelo interior de forro, desde que:

1.

O forro deve estar isolado de outros forros pertencentes a locais de permanência de pessoas, tais como dormitórios, cozinhas, salas e banheiros.

2.

O forro deve possuir área de ventilação direcionada ao ambiente que tenha ventilação permanente.

3.

A área de ventilação do forro deve ser no mínimo de 200 cm².

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Instalação de Chaminés com tiragem natural É proibida a instalação de duas ou mais chaminés individuais de tiragem natural com uma única terminação de chaminé. Nesse caso são necessárias duas ou mais terminações de chaminés, referente ao número de chaminés instaladas ou a utilização de exaustão para chaminés coletivas. V.5.2 – Chaminés Coletivas As chaminés coletivas devem cumprir os seguintes requisitos técnicos:      A chaminé coletiva com tiragem natural deve ser executada com materiais incombustíveis, termoestáveis, resistentes a corrosão. As chaminés coletivas devem ser construídas com juntas estanques e uniformemente arrematadas. A seção da chaminé coletiva não pode ser menor que a seção da maior chaminé individual que a ela se ligue. Na extremidade inferior da chaminé coletiva deve existir uma abertura de no mínimo 100 cm². As chaminés coletivas devem ser distanciadas verticalmente com, no mínimo, um valor igual ao do diâmetro da maior chaminé individual do mesmo pavimento.  A parte inferior da chaminé coletiva deve ser provida de uma abertura para limpeza e de uma saída, com ligação para o esgoto, da água de condensação, feita através de tubo resistente a corrosão.

70  A chaminé individual a ser conectada à chaminé coletiva deve ter uma altura mínima de 2 m, podendo haver, no máximo, duas chaminés individuais por pavimento.  Cada chaminé coletiva deve servir, no máximo, a nove pavimentos, e a distância do defletor do último aparelho ligado na chaminé até o terminal da chaminé coletiva deve ser de no mínimo 5m.  A ligação da chaminé individual à chaminé coletiva deve ser feita no sentido ascendente e deve ter um ângulo mínimo de 100°.

Instalação de dois aparelhos a gás com chaminés individuais

Instalação de dois aparelhos a gás com chaminés coletivas

V.6 – Terminais e Dutos das chaminés

71 O terminal se destina a permitir o correto expelimento dos gases sem prejudicar as condições adequadas de tiragem. Sua ausência aumenta o fluxo de gases na saída e de ar atmosférico sobre a chama, possibilitando o seu apagamento e causando desregulagem na proporção correta de oxigênio e gás combustível para a queima ideal, com chama estável. Também a falta do terminal possibilita a entrada de água de chuva, impelida pelo vento, dentro da chaminé, e daí para o interior do aquecedor, possibilitando o apagamento da chama. O terminal não deve ficar instalado junto a concavidades e cantos côncavos na fachada externa do edifício, pois são regiões de estagnação do vento de incidência direta, e locais que favorecem a formação de sucção quando os ventos incidem perpendicularmente. Neste caso, o apagamento da chama poderá ocorrer com freqüência sempre que ocorrer um vento forte.

V.6.1 – Terminais de chaminés Individuais Os terminais das chaminés individuais devem ser confeccionados com materiais incombustíveis, resistentes a calor e corrosão e devem estar convenientemente fixados de forma a evitar deslocamentos em função de esforços externos (ventos, etc.). Nas extremidades das chaminés individuais devem ser instalados terminais externos sempre que a descarga dos produtos da combustão se fizer para o ar livre e face da edificação, podem ser utilizados terminais do tipo T, terminais do tipo chapéu chinês ou modelos que sejam previamente aprovados pela autoridade competente (Norma NBR 13103).

Aplicação do Terminal tipo T

Terminal tipo T

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Instalação do Terminal tipo Chapéu Chinês Terminal Tipo Chapéu Chinês

No caso de terminais de chaminé individual para aquecedores de água a gás tipo exaustão forçada podem também ser utilizados modelos aprovados pelo fabricante do aquecedor de água a gás. A localização dos terminais na face das edificações deve obedecer aos seguintes requisitos:       0,40 m abaixo de beirais de telhados, balcões ou sacadas. 0,40 m de qualquer tubulação. 0,40 m de outras paredes do prédio ou obstáculos que dificultem a circulação do ar (tiragem natural). 0,60 m da projeção vertical das tomadas de ar-condicionado. 0,40 m de janelas de ambientes de permanência prolongada (quartos e salas). 0,10 m da face da edificação.

V.6.2 – Terminais de Chaminés coletivas Os terminais devem ser confeccionados com materiais incombustíveis, resistentes a calor e corrosão e devem estar convenientemente fixados de forma a evitar deslocamentos em função de esforços externos (ventos, etc.). As chaminés coletivas podem utilizar os tipos de terminais de acordo com as características contidas na norma NBR 13103.

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Exemplo de Terminais para chaminés coletivas

V.6.3 – Dutos de Aparelhos de Circuito Fechado A conexão com o ambiente exterior deve ser realizada através de dutos de exaustão/admissão (independentes ou concêntricos), devidamente projetados para essa finalidade, conforme orientações do fabricante. Os dutos não podem ter desvios que impliquem o uso de curvas ou que impeçam o funcionamento adequado do aparelho. O acoplamento do terminal do duto de saída dos gases deve ser estanque, com material selante resistente a calor. Os terminais devem ser instalados convenientemente nas condições a seguir:     0,40 m abaixo de beirais de telhados, balcões ou sacadas. 0,40 m de qualquer tubulação, outras paredes do prédio ou obstáculos que dificultem a circulação do ar. 0,60 m da projeção vertical das tomadas de ar-condicionado. 0,40 m de janelas de ambientes de permanência prolongada (quartos e salas).

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Duto de exaustão de aquecedor de fluxo balanceado V.7 – Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) O GLP é a mistura de gases propano e butano condensáveis presentes no gás natural ou dissolvidos no petróleo. Seus componentes embora à temperatura e pressão ambientais sejam gases, são fáceis de condensar. Na prática, pode-se dizer que o GPL é uma mistura dos gases propano e butano.

O GLP é mais utilizado atualmente devido às vantagens que ele apresenta em relação à maioria dos combustíveis. - elevado rendimento. - elevado poder calorífico. - ausência de toxidez. - facilidade e rapidez de operação. - ausência de subprodutos de queima, sólidos ou corrosivos.

No início era empregado apenas em residências isoladas. Hoje é empregado em edifícios de apartamentos e escritórios, seja em forma de instalações individuais ou em forma de instalação central. V.8 – Formas de instalações do GLP V.8.1 – Em residência de porte pequeno e médio

75 Podem ser usados um botijão de 13 kgf além de outro como reserva alimentando o fogão e o aquecedor da cozinha, e um outro botijão com um de reserva para o aquecedor do banheiro, colocados externamente à casa. Não há rede interna de distribuição de gás. As ligações em tubo de cobre recozido vão da válvula do botijão até o aparelho a que servem. V.8.2 – Em residência de grande porte Faz-se uma distribuição alimentando a cozinha, banheiros, área de serviço e até mesmo aparelhos de calefação. Se o consumo for grande, podem ser utilizados cilindros em vez de botijões. V.8.3 – Em prédios de apartamentos

Instalação individual
Cada apartamento tem o seu botijão de gás, com 13 kgf em áreas abetas de fácil acesso ou locais com abertura mínima de 0,50 x 0,12 m permitindo a saída de gases para o exterior. Existe o inconveniente de vaivém de botijões pela área de serviço do edifício.

Instalação coletiva
Armazena-se o GLP em uma bateria de cilindros ou em tanques com capacidade equivalente, devendo haver sempre uma de reserva. Os cilindros ou tanques de serviço do prédio são colocados em área externa, podendo-se enterrar o tanque que será enchido pelo carro-tanque do fornecedor de gás liquefeito. O local escolhido para a instalação dos cilindros deve possibilitar a dois homens carregarem os cilindros do caminhão à cabine, por caminho de acesso desimpedido e fácil.

V.9 – Exigências nas instalações de GLP - Os cilindros ou botijões devem estar afastados, no mínimo, 1,5 m de tomadas, interruptores, chaves elétricas, ou qualquer aparelho sujeito à centelha ou chama. - As cabines para instalação externa de cilindros devem ser de material não combustível e afastadas no mínimo 1 m de portas, janelas ou outras aberturas do prédio. - Ficar em nível mais alto que a do terreno.

76 - Em torno da cabine de botijões ou cilindros, deve ser mantida uma área de segurança com pelo menos 1,20 m de largura de modo que nesse espaço não haja qualquer instalação em nível mais baixo, que armazene o gás que escape (sendo o gás duas vezes mais denso que o ar, tenderia a se acumular em nível mais baixo). Então, nessa área não seria permitido haver fossas sépticas, caixas de inspeção, ralos, canaletas, caixas de gordura, etc.

Tamanhos: 2kg, 13kg, 20kg, 43kg e 90kg Conjunto fixado acima da boquilha do botijão

Capítulo VI – Prevenção e Proteção Contra Incêndio

VI.1 - Terminologia
Para efeito do Corpo de Bombeiros, adotam-se as definições a seguir: - Abrigo: compartimento, embutido ou não, dotado de porta, destinado ao acondicionamento de mangueira, esguicho, carretel e outros acessórios; - Agente extintor: substância química utilizada para a extinção de fogo; - Altura da edificação: distância compreendida entre o ponto que caracteriza a saída situada no nível de escape do prédio, na projeção da fachada, e o ponto mais alto do piso do último pavimento, excluindo ático; - Antecâmara: recinto que antecede a caixa da escada, com ventilação natural garantida por janela para o exterior, por dutos de entrada e saída de ar ou por ventilação forçada (pressurização). - Armazém de produtos acondicionados: área, coberta ou não, onde são armazenados recipientes (tais como tambores, tonéis, latas, baldes, etc) que contenham produtos ou materiais combustíveis ou produtos inflamáveis; - Aspersor: dispositivo utilizado nos chuveiros automáticos ou sob comando, para aplicação de agente extintor;

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- Bacia de contenção: região delimitada por uma depressão do terreno ou por diques, destinada a conter os produtos provenientes de eventuais vazamentos de líquido de tanque e sua tubulação; - Barreira de fumaça (smoke barrier): membrana, tanto vertical quanto horizontal, tal como uma parede, piso ou teto, que é projetada e construída para restringir o movimento da fumaça. As barreiras de fumaça podem ter aberturas que são protegidas por dispositivos de fechamento automático ou por dutos de ar, adequados para controlar o movimento da fumaça; - Bomba booster, aparelho hidráulico especial destinado a suprir deficiências de pressão em uma instalação hidráulica de proteção contra incêndio; - Bomba de pressurização (jockey): aparelho hidráulico centrífugo destinado a manter o sistema pressurizado em uma faixa preestabelecida; - Bomba de reforço: dispositivo hidráulico destinado a fornecer água aos hidrantes ou mangotinhos mais desfavoráveis hidraulicamente, quando estes não puderem ser abastecidos pelo reservatório elevado; - Brigada de incêndio: grupo organizado de pessoas, voluntárias ou não, treinadas e capacitadas para atuar na prevenção, abandono da edificação, combate a um principio de incêndio e prestar os primeiros socorros, dentro de uma área pré-estabelecida; - Câmara de espuma: dispositivo dotado de selo de vapor, destinado a conduzir espuma para o interior de tanques de armazenamento do tipo teto cônico; - Carreta: extintor sobre suporte com rodas, constituído de um único recipiente com agente extintor para combate ao fogo; - Carretel axial: dispositivo rígido destinado ao enrolamento de mangueiras semi-rígidas; - Compartimentação horizontal: subdivisão de pavimento em duas ou mais unidades autônomas, executada por meio de paredes e portas resistentes ao fogo, objetivando dificultar a propagação deste, de fumaça ou de gases no plano horizontal e facilitar a retirada de pessoas e bens; - Compartimentação vertical: conjunto de dispositivos de proteção contra incêndio com a finalidade de evitar a propagação de fogo, calor, fumaça ou gases de um pavimento para outro, interna ou externamente. - Corrimão: barra, tubo ou peça similar, com superfície lisa, arredondada e contínua, aplicada em áreas de escada e rampa, destinado a servir de apoio para as pessoas durante o deslocamento; - Densidade populacional (d): número de pessoas em uma área determinada (n/m3). - Descarga: parte da saída de emergência de uma edificação que fica entre a escada e o logradouro público ou área externa com acesso a este; - Deslizador de espuma: dispositivo destinado a facilitar o espargimento suave da espuma sobre o liquido combustível armazenado em tanque.

78
- Detector automático de incêndio: dispositivo que, quando sensibilizado por fenômenos físicos e/ou químicos, detecta princípios de incêndio, podendo ser ativado, basicamente, por calor, chama ou fumaça. - Dispositivo de recalque: registro para uso do Corpo de Bombeiros, que permite o recalque de água para o sistema, podendo situar-se dentro da propriedade quando o acesso do Corpo de Bombeiros estiver garantido; - Escada de segurança: estrutura integrante da edificação, possuindo requisitos aprova de fogo e fumaça, para permitir o escape das pessoas em segurança, em situações de emergência; - Escada enclausurada: escada protegida com paredes resistentes ao fogo e portas corta-fogo; - Esguicho: peça destinada a dar forma ao jato de água; - Espuma mecânica: agente extintor constituído por um aglomerado de bolhas produzidas por turbilhonamento da água com produto químico concentrado e o ar atmosférico; - Estação lixa de emulsionamento: local onde se situam bombas, dosadores, válvulas e tanques de líquido gerador de espuma. - Estação móvel de emulsionamento: veiculo especializado para transporte de líquido gerador de espuma e o equipamento para seu emulsionamento automático com a água. - Estado de flutuação: condição em que a bateria de acumuladores elétricos recebe uma corrente necessária para a manutenção de sua capacidade nominal. - Extintor de incêndio: aparelho de acionamento manual, portátil ou sobre rodas, constituído de recipiente e acessórios, contendo o agente extintor, destinado a combater princípios de incêndio. - Fluxo (F): número de pessoas que passam por unidade de tempo (n/min) em um determinado meio de abandono, adotando-se para o cálculo do escoamento, fluxo igual a 88 pessoas por minuto (F = 88), contemplando duas unidades de passagem. - Gerador de espuma: equipamento que se destina a proporcionar a mistura de solução com o ar para formação de espuma. - Hidrante: ponto de tomada de água provido de dispositivo de manobra (registro) e união de engate rápido. - Lanço de escada: sucessão ininterrupta de degraus entre dois patamares sucessivos. Um lanço de escada nunca pode ter menos de três degraus, nem altura superior a 3,70 m. - Largura do degrau (b): distância entre o bocel do degrau da projeção do bocel do degrau imediatamente superior, medida horizontalmente sobre a linha de percurso da escada. - Linha de espuma: tubulação ou linha de mangueiras destinadas a conduzir espuma. - Líquido combustível: líquido que possui ponto de fulgor igual ou superior a 37,8 °C. subdividido como segue: a) Classe II: líquidos que possuem ponto de fulgor igual ou superiora 37.8 ºC e inferior a 60 ºC; b) Classe IIIA: líquidos que possuem ponto de fulgor igual ou superior a 60 ºC e inferior a 93.4 ºC;

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c) Classe IIIB: líquidos que possuem ponto de fulgor igual ou superior a 93,4 ºC. - Liquido gerador de espuma (LGE): concentrado em forma de liquido de origem orgânica ou sintética, que, misturado com água, forma uma solução que, sofrendo um processo de batimento e aeração, produz espuma. - Liquido inflamável: líquido que possui ponto de fulgor inferior a 37.8 °C, também conhecido como líquido Classe I, subdividindo-se em: a) Classe IA: liquido com ponto de fulgor abaixo de 22,8 °C e ponto de ebulição abaixo de 37,8 ºC; b) Classe IB: líquido com ponto de fulgor abaixo de 22.8 ºC e ponto de ebulição igual ou acima de 37.8 °C; c) Classe IC: líquido com ponto de fulgor igual ou acima de 22,8 ºC e ponto de ebulição abaixo de 37.8 ºC. - Lote de armazenamento: limite máximo de recipientes com GLP que pode ser depositado sem que seja necessário corredor de inspeção, qual seja:    •   400 bujões de 13 kg ou 100 cilindros de 45 kg ou 50 cilindros de 90 kg ou 800 bujões portáteis de 5 kg ou 1000 bujões portáteis de 2 kg ou 1200 bujões portáteis de 1 kg.

- Mangotinho: ponto de tomada d'água onde há uma simples saída contendo válvula de abertura rápida, adaptador (se necessário), mangueira semirrígida, esguicho regulável e demais acessórios. - Meios de fuga: medidas que estabelecem rotas de fuga seguras, por ocasião de uma emergência, aos ocupantes de uma edificação. - Parede corta-fogo: elemento construtivo que, sob a ação do fogo conserva suas características de resistência mecânica, é estanque à propagação da chama e proporciona um isolamento térmico tal que a temperatura medida sobre a superfície não exposta não ultrapasse 140 °C durante um tempo especificado. - Posto de serviço: local onde se localizam tanques de combustível e bombas de distribuição. - Recipientes transportáveis: aparelhos sob pressão, construídos de acordo com especificações de normas técnicas, que contenham gases inflamáveis e possam ser transportados de forma manual (não fixos) ou por qualquer outro meio. Os recipientes transportáveis, de acordo com o peso liquido, classificam-se em: bujão portátil: com capacidade máxima de até 5 kg bujão: com capacidade máxima de até 13 kg cilindro: com capacidade de 45 kg ou 90 kg,

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- Registro (dumper) de sobrepressão: dispositivo que atua como regulador em ambiente que deva ser mantido em determinado nível de pressão, evitando que a pressão atinja valores maiores por onde ocorra escape do ar. - Registro de paragem: dispositivo hidráulico manual destinado a interromper o fluxo de água das instalações hidráulicas de combate a incêndio. - Registro de recalque: dispositivo hidráulico destinado à ligação de fornecimento de água proveniente de fontes externas, na instalação hidráulica de combate a incêndio. - Reserva de incêndio: volume de água exclusiva para combate a incêndio. - Shaft: abertura vertical existente na edificação, que permite a passagem e interligação de instalações elétricas, hidráulicas ou de demais outros dispositivos necessários. - Sinalização: sistema instalado nas edificações, indicando aos seus ocupantes as rolas de escape e a localização dos equipamentos de combate a incêndio. - Sistema de alarme: dispositivo elétrico destinado a produzir sons de alerta aos ocupantes de uma edificação por ocasião de uma emergência qualquer. - Sistema de chuveiros automáticos (sprinklers): conjunto integrado de tubulações, acessórios, abastecimento de água, válvulas e dispositivos sensíveis à elevação de temperatura, de forma a processar água sobre o foco de incêndio em uma densidade adequada para extingui-lo ou controlá-lo em seu estágio inicial. - Sistema automático: equipamento que mediante um impulso ocasionado por uma queda de pressão, fluxo de água, variação de temperatura, evolução de fumaça, presença de chama etc. entra em funcionamento sem interferência humana. - Sistema de chuveiro automático (sprinklers): conjunto de equipamentos cujos componentes são dotados de dispositivos sensíveis à elevação de temperatura, que se destina a espargir água sobre a área incendiada. - Sistema de deteção: dispositivo dotado de sensores, destinado a avisar a uma estação central que em determinada parte de uma edificação existe um foco de incêndio; seu funcionamento pode ser provocado pela presença de fumaça, chama ou elevação da temperatura ambiente, podendo ser instalado ou não em conjunto com o sistema de alarme manual da edificação. - Sistema fixo de espuma: equipamento para proteção de tanques de armazenamento de combustível, cujos componentes são permanentemente fixos, desde a estação geradora de espuma até a câmara aplicadora. - Sistema semifixo de espuma: equipamento destinado á proteção de tanque de armazenamento de combustível, cujos componentes, permanentemente fixos, são complementados por equipamentos móveis para sua operação. - Solução de espuma: pré-mistura de água com liquido gerador de espuma. - Unidade extintora: capacidade mínima convencionada de agente extintor.

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- Válvula (Registro): acessório de tubulação destinado a controlar ou bloquear o fluxo de água no interior da tubulação. - Válvula de retenção: dispositivo hidráulico destinado a evitar o retorno da água (no sentido oposto ao do fluxo previsto) em uma canalização.

VI.2 – Classes de Incêndio
Os incêndios são divididos em quatro classes:     Incêndios Classe A: são os que se propagam em materiais combustíveis sólidos (papel, madeira, tecidos, fibras, etc); Incêndios Classe B: são os que se propagam em gases e líquidos inflamáveis (óleo. gasolina, gás de cozinha, thinner, etc). Incêndios Classe C: são os que se propagam em equipamentos elétricos energizados (ligados á corrente elétrica). Incêndios Classe D: são os que se propagam em materiais piróforos (magnésio, potássio, alumínio em pó).

VI.3 - Agente Extintor
Por agentes extintores entendem-se certas substâncias (sólidas, líquidas e gasosas) que são utilizadas na extinção do fogo, quer abafando-o, quer resfriando-o, ou ainda, utilizando conjuntamente esses dois processos. Os agentes extintores devem ser empregados conforme a classe de incêndio, pois, em alguns casos, sérias consequências poderão ocorrer se empregados inadequadamente. Os agentes usuais são:  Água: esse agente extintor é usado, principalmente, nos incêndios Classe A: porém, empregando certos dispositivos pode-se usá-la na forma de neblina para abafar e resfriar ao mesmo tempo incêndios ocorridos com líquidos inflamáveis (Classe B). Emprega-se também o agente extintor água, na forma de jato pleno, chuveiros, vapores etc. Nunca se deve usar o agente extintor água em incêndio manifestado em caldeiras ou em tambores contendo materiais como betume (pixe) usado para asfaltamento, pois o choque térmico provocado pode dar origem a explosões, pondo em risco vidas humanas e o patrimônio.  Areia: esse agente extintor será usado de preferencia seco, dando mais atuação no abafamento.

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 Espuma: pode ser produzida de duas formas:   Espuma Química: é a produzida pela reação entre o bicarbonato de sódio e o sulfato de alumínio, dissolvidos em água; Espuma Mecânica: é a produzida por meio de dispositivos geradores de espuma, em que a água é misturada com certas substâncias químicas, resultando grande volume de espuma.  Pós Químicos: talco, sulfato de alumínio, grafite, bicarbonato de sódio.

VI.4 - Hidrantes
É um sistema de proteção ativa, destinado a conduzir e distribuir tomadas de água, com determinada pressão e vazão em uma edificação, assegurando seu funcionamento por determinado tempo. Sua finalidade é proporcionar aos ocupantes de uma edificação, um meio de combate para os princípios de incêndio no qual os extintores manuais se tornam insuficientes. Os componentes de um sistema de hidrantes são: 1. Reservatório de água: a. pode ser subterrâneo, ao nível do piso elevado; 2. Sistema de pressurização: O sistema de pressurização consiste normalmente em uma bomba de incêndio, dimensionada a propiciar um reforço de pressão e vazão, conforme o dimensionamento hidráulico de que o sistema necessitar. 3. Conjunto de peças hidráulicas e acessórios: São compostos por registros (gaveta, ângulo aberto e recalque), válvula de retenção, esguichos e etc.; 4. Tubulação: A tubulação é responsável pela condução da água, cujos diâmetros são determinados, por cálculo hidráulico. 5. Forma de acionamento do sistema: As bombas de recalque podem ser acionadas por botoeiras do tipo liga-desliga, pressostatos, chaves de fluxo ou uma bomba auxiliar de pressurização (jockey).

O dimensionamento do sistema é projetado: 1) de acordo com a classificação de carga de incêndio que se espera; 2) de forma a garantir uma pressão e vazão mínima nas tomadas de água (hidrantes) mais desfavoráveis;

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3) que assegure uma reserva de água para que o funcionamento de um número mínimo de hidrantes mais desfavoráveis, por um determinado tempo.

Hidrante de coluna

Hidrante de parede

VI.5 - Canalização
A canalização do sistema poderá ser em tubo de ferro fundido ou galvanizado, aço preto ou cobre e as redes subterrâneas exteriores à edificação, poderão ser com tubos de cloreto de polivinila rígido, fibro-cimento ou categoria equivalente. Nas instalações internas as tubulações deverão ser enterradas a pelo menos 1,20 m de profundidade, observando-se a construção de um nicho com as dimensões mínimas de 0,25 x 0,30 m, guarnecido por tampa metálica pintada de vermelho. Em qualquer situação, a canalização, as conexões e peças do sistema devem suportar pressão superior a 15 kg/cm2. O diâmetro interno mínimo deve ser de 63 mm, devendo ser dimensionado de modo a proporcionar as pressões e vazões exigidas por normas nos hidrantes hidraulicamente menos favoráveis. As canalizações, quando se apresentarem expostas, aéreas ou não, deverão ser pintadas de vermelho.

84 Rede húmida: tubagem fixa e rígida montada num edifício, permanentemente em carga, ligada a uma rede de água, exclusivamente destinada ao combate a incêndios; Rede seca: tubagem fixa e rígida montada, com carácter permanente, num edifício e destinada a ser ligada ao sistema de alimentação de água a fornecer pelos bombeiros e posta em carga no momento da utilização. Trata-se de uma instalação destinada a apoiar as operações de combate a um incêndio por parte dos bombeiros. Para tal, dispõe de uma entrada de alimentação dupla com uniões storz de 75 mm, em local exterior acessível aos bombeiros, e bocas-de-incêndio interiores não armadas, cada uma delas com duas saídas com uniões storz de 52 mm.

Rede Húmida

Rede Seca

VI.6 - Reservatórios
O abastecimento do Sistema Hidráulico Preventivo poderá ser feito de 3 formas, a seguir descritas: 1) Por Reservatório Superior: A adução será feita por gravidade, instalada em compartimentos que permitam uma altura mínima de 4 m, medidos entre a parte inferior do fundo do reservatório e o hidrante hidraulicamente menos favorável. 2) Por Reservatório Inferior: Deverão estar situados em locais que permitam o acesso desembaraçado e ter espaço para manobras de bombas de incêndio 3) Por Castelo D'água: Os reservatórios elevados do tipo Castelo D'água poderão ser montados em estruturas independentes da edificação ou edificações que o sistema irá proteger ou instalados em cota dominante do terreno. O sistema, partindo desses reservatórios, poderá alimentar a rede de hidrantes internos e/ou externos, observando-se as condições mínimas de pressão e vazão.

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Capítulo VII – Água Pluvial
VII.1 – Terminologia
- Altura pluviométrica: volume de água precipitada por unidade de área de projeção horizontal. - Área de contribuição: soma da área de superfícies que, interceptando a chuva, conduzem as águas para determinado ponto da instalação. - Bordo livre: prolongamento vertical da calha, cuja função é evitar transbordamento. - Buzinote: pequena gárgula de forma abuzinada que se instala junto do piso de terraços, sacadas etc, por onde é despejada a água de chuva aí captada. - Caixa de areia: caixa utilizada nos condutores horizontais, destinada a recolher detritos por deposição. - Calha: canal que recolhe a água de coberturas, terraços e similares, e a conduz a um ponto de destino. - Calha de água-furtada: calha instalada na linha de rincão da cobertura. - Calha de beiral; calha instalada na linha de beiral da cobertura. - Calha de platibanda: calha instalada na linha de encontro da cobertura com a platibanda. - Condutor horizontal: canal ou tubulação quase horizontal destinado a recolher e conduzir águas pluviais até locais permitidos pelos dispositivos legais. - Condutor vertical: tubulação vertical destinada a captar água de calhas, coberturas, terraços e similares e escoá-la até uma parte inferior do edifício. - Diâmetro nominal (DN): simples número que serve para classificar, em dimensões, os elementos de tubulação (tubos, conexões, condutores, calhas de seção circular, bocais etc), e que corresponde aproximadamente ao diâmetro interno da tubulação, em milímetros. O diâmetro nominal não pode ser objeto de medição nem ser utilizado para fins de cálculos. - Duração de precipitação: intervalo de tempo de referência para a determinação de intensidades pluviométricas. - Funil de saída: saída, em forma de funil, de uma calha. - Gárgula: ponta de cano ou bocal saliente na fachada por onde jorra livremente a água captada pela calha do telhado. - Imensidade pluviométrica: quociente entre a altura pluviométrica precipitada em um intervalo de tempo e esse intervalo. - Perímetro molhado: linha que limita a seção molhada junto das paredes e do fundo do condutor ou calha. - Período de retorno: número médio de anos em que, para a mesma duração de precipitação, uma determinada intensidade pluviométrica é igualada ou ultrapassada apenas uma vez.

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- Ralo: caixa dotada de grelha na parte superior, destinada a receber água pluvial ou de lavagem. - Ralo hemisférico (também chamado ralo semi-esférico ou ralo de globo), ralo cuja grelha é saliente e com a forma hemisférica. - Ralo plano: ralo cuja grelha é plana. - Saída: buraco aberto na calha, cobertura, terraço e similares, para onde a água pluvial converge. - Seção molhada: área útil de escoamento na seção transversal de um condutor ou calha. - Tempo de concentração: intervalo de tempo decorrido entre o início da chuva e o momento em que toda a área de contribuição passa a concorrer para determinada seção transversal de um condutor ou calha. - Vazão de projeto: vazão de referência para o dimensionamento de condutores e calhas.

VII.2 – Conceitos Básicos Água Pluvial é a água provinda das chuvas, que é coletada pelos sistemas urbanos de saneamento básico nas chamadas galerias de águas pluviais ou esgotos pluviais e que pode ter tubulações próprias, sendo posteriormente lançadas nos cursos d'água, lagos, lagoas, baías ou no mar.

VII.3 – Projeto de Instalação de Drenagem de Água Pluvial O projeto de instalação de Água Pluvial tem como principais objetivos:

- Permitir recolher e conduzir as águas da chuva até um local adequado e permitido. - Conseguir uma instalação perfeitamente estanque. - Permitir facilmente a limpeza e desobstrução da instalação. - Permitir a absorção de choques mecânicos. - Permitir a absorção das variações dimensionais, causadas por variações térmicas bruscas. - Ser resistente às intempéries e à agressividade do meio. (Maresia da orla marítima). - Escoar a água sem provocar ruídos excessivos. - Resistir aos esforços mecânicos atuantes na tubulação. - Garantir indeformabilidade através de uma boa fixação da tubulação.

87 A instalação de Água Pluvial é composta por calhas e tubos que escoam água através do chamado “escoamento por gravidade”. Escoamento por gravidade: Condutos livres que funcionam sempre por gravidade. Sua construção exige um nivelamento cuidadoso do terreno, pois devem ter declividades pequenas e constantes.

O destino das águas pluviais pode ser: -Disposição no terreno, com o cuidado para não haver erosão, usando para isso leito de pedras no local de impacto. -Disposição na sarjeta da rua ou por tubulação enterrada sob o passeio, pelo sistema público, as águas pluviais chegam até um córrego ou rio. -Cisterna (reservatório inferior) de acumulação de água, para uso posterior.

VII.4 - Componentes de um Sistema de Aproveitamento de Água da Chuva
A utilização dos sistemas de aproveitamento de água de chuva, além de propiciar a conservação do recurso, possibilita a redução do escoamento superficial diminuindo a carga nos

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sistemas de coleta pluviais que, conseqüentemente, diminui o risco de inundações. Para isso, é necessário que estes sistemas sejam bem elaborados e executados de forma prática e simples para que o seu funcionamento ocorra de forma eficiente. Para a coleta da água de chuva são necessários calhas, condutores, dispositivo para descarte da água de lavagem do telhado e a cisterna para sua reservação conforme mostra abaixo.

De acordo com o manual da ANA/FIESP & SindusCon-SP (2005), a metodologia básica para projeto de sistemas de coleta, tratamento e uso de água de chuva envolve as seguintes etapas: 1. Determinação da precipitação média local (mm/mês), 2. Determinação da área de coleta, 3. Determinação do coeficiente de escoamento, 4. Projeto dos sistemas complementares (grades, filtros, tubulações, etc.), 5. Projeto do reservatório de descarte, 6. Escolha do sistema de tratamento necessário, 7. Projeto da cisterna, 8. Caracterização da qualidade da água pluvial,

9. Identificação dos usos da água (demanda e qualidade).
Dentre as possibilidades de coleta da água da chuva, as técnicasmais comuns e utilizadas são através da superfície dos telhados ou das superfícies no solo. O sistema de coleta da chuva através dos telhados é mais simples e quase sempre produz uma água de melhor qualidade. A qualidade da água da chuva frequentemente supera as das águas superficiais e profundas; ela não entra em contacto com solos e rochas, os quais dissolvem sais e minerais, e

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não está sujeita a tantos poluentes como as águas superficiais, os quais podem contaminar as águas subterrâneas. Entretanto a qualidade da água da chuva pode ser influenciada pela qualidade do ar do local, seja esta área industrializada ou não. O tipo de telhado também vai influir na qualidade da água da chuva. Independente do sistema de aproveitamento ser pequeno ou grande, ele é composto por: a) Área de captação/telhado; b) Tubulações para condução da água; c) Telas ou filtros para a remoção de materiais grosseiros, como folhas e galhos;

d) Reservatório de armazenamento/cisterna.

Áreas de captação de água de chuva:

VII.5 - Calha, Condutores Horizontal e Vertical

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Grelha para saída da calha

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Capítulo VIII – Esgoto Sanitário
VIII.1 – Conceitos Básicos São dejetos gerados pelas atividades humanas, comerciais e industriais que necessitam ser coletados, transportados, tratados e dispostos mediante a processos técnicos, de forma que não gerem ameaça à saúde e ao meio ambiente. A instalação do esgoto sanitário tem como objetivo permitir o rápido escoamento dos despejos e fáceis desobstruções, vedar a passagem de gases e animais para o interior das edificações e não permitir formação de depósitos no interior das canalizações. VIII.2 – Terminologia - Aparelhos sanitários: Peças destinadas a receber as águas residuais ou despejos. - Despejo: Refugos líquidos exclusive águas pluviais. - Caixa de gordura: Para remoção de gordura, óleos e material flutuante. - Caixa de inspeção: Para inspeção, desobstrução ou passagem. - Caixa sifonada: Com sifão (com fecho hídrico), podendo ser com grelha ou sem grelha. - Canalização Primaria: Contém gases do coletor público (DN ≥50) - Canalização Secundária: Sem gases de coletor público (DN 40). - Sifão sanitário: Dispositivo hidráulico destinado a vedar a passagem de gases das canalizações de esgoto para o interior de edifícios. - Peça de inspeção: Dispositivo para inspeção ou desobstrução. - Ramal de descarga: Recebe diretamente efluentes do aparelho Sanitário. - Ramal de esgoto: Recebe efluentes de ramais de descargas. - Ramal de ventilação: Tubo ventilador secundário de 2 ou + tubo ventilador. - Tubo de Queda (TQ): Canalização vertical que recebe efluentes de ramais de esgotos e ramais de descargas. - Sub – Coletor: Canalizações que recebe efluentes de 1 ou mais tubos de queda. - Coluna de ventilação: Canalização vertical destinada à ventilação se sifões sanitários em pavimentos superpostos que visa permitir saída de gases da canalização, acesso de ar atmosférico ao interior da canalização e impedir ruptura do fecho hídrico dos desconectores.

92 - Desconector: Caixa dotada de uma camada de água para evitar a penetração dos gases da rede de esgotos no interior do imóvel. VIII.3 – Sistema de Esgoto Sanitário Alguns pontos importantes devem ser observados no sistema de esgoto sanitário: - Deve permitir rápido escoamento dos despejos e facilidade de limpeza em caso de obstrução (caixas de passagem). - Vedar entrada de gases, insetos e pequenos animais para o interior da casa. - Não permitir vazamentos, escapamentos de gases ou formação de depósitos no interior das canalizações. - Não permitir contaminação da água de consumo e nem de gênero alimentício. - O esgoto deve correr sempre em linha reta e com declividade uniforme (2 a 3% para PVC e aproximadamente 5% para manilhas). - Usar caixas de passagem nas mudanças de direção. - Sempre que possível, o esgoto deve desenvolver-se pelo exterior da construção. - A rede de esgoto deve estar a profundidade mínima de 30 cm. - Lavatórios, chuveiros e bidês devem ser ligados por ramais de descarga a um desconector (caixa sifonada) cuja saída vai ao ramal de esgotos. - A água do chuveiro pode ser coletada por uma caixa sifonada própria ou por um simples ralo seco (se assim for, este deve ser ligado à caixa sifonada). - Vasos sanitários devem ser ligados diretamente à canalização primária (ramal de esgoto). - Pias de cozinha devem ser conectadas a uma caixa de gordura antes de serem ligadas à rede. - Tanques podem ser conectados diretamente à canalização primária. VIII.3.1 – Sistema Unitário Consiste na coleta de águas pluviais, dos esgotos domésticos e dos despejos industriais em um único coletor. Além da vantagem de permitir a implantação de um único sistema, é vantajoso quando for previsto o lançamento do esgoto bruto, sem inconveniente em um corpo receptor próximo. Como desvantagem, apresenta custo de implantação elevado e problemas de deposições de material nos coletores por ocasião da estiagem.

93 VIII.3.2 – Sistema Separador Absoluto Neste sistema, o esgoto doméstico e o industrial ficam completamente separados do esgoto pluvial. É o sistema adotado no Brasil. O custo de implantação é menor que o do sistema anterior, em virtude das seguintes razões:

- As águas pluviais não oferecem o mesmo perigo que o esgoto doméstico, podendo ser encaminhadas aos corpos receptores (rios, lagos, etc.) sem tratamento; este será projetado apenas para o esgoto doméstico. - Nem todas as ruas de uma cidade necessitam de rede de esgotamento pluvial. De acordo com a declividade das ruas, a própria sarjeta se encarregará do escoamento, reduzindo assim, a extensão da rede pluvial. - O esgoto doméstico deve ter prioridade, por representar um problema de saúde pública. O diâmetro dos coletores é mais reduzidos. - Nem todo esgoto industrial pode ser encaminhado diretamente ao esgoto sanitário. Dependendo de sua natureza e das exigências regulamentares, terá que passar por tratamento prévio ou ser encaminhado à rede própria.

VIII.3.3 – Sistema Misto A rede é projetada para receber o esgoto sanitário e mais uma parcela das águas pluviais. A coleta dessa parcela varia de um país para outro. Em alguns países colhe-se apenas as águas dos telhados; em outros, um dispositivo colocado nas bocas de lobo recolhe as águas das chuvas mínimas e limita a contribuição das chuvas de grande intensidade.

VIII.3.4 – Sistema Convencional Mais utilizado em projetos elaborados para os municípios. Em sua composição encontra-se:

-Ramal Predial: são os ramais que transportam os esgotos das casas até a rede pública de coleta.

94 -Coletor de Esgoto: recebem os esgotos das casas e outras edificações, transportando-os aos coletores tronco. - Coletor Tronco: tubulação da rede coletora que recebe apenas contribuição de esgoto de outros coletores. - Interceptor: os interceptores correm nos fundos de vale margeando cursos d’água ou canais. São responsáveis pelo transporte dos esgotos gerados na sub- bacia, evitando que os mesmos sejam lançados nos corpos d’água. Geralmente possuem diâmetro maiores que o coletor tronco em função de maior vazão. - Emissário: são similares aos interceptores, diferenciando apenas por não receber contribuição ao longo do percurso. - Poços de Visita (PV): são câmaras cuja finalidade é permitir a inspeção e limpeza da rede. - Elevatória: quando as profundidades das tubulações tornam-se demasiadamente elevadas, quer devido à baixa declividade do terreno, quer devido à necessidade de se transpor uma elevação, torna-se necessário bombear os esgotos para um nível mais elevado. A partir desse ponto, os esgotos podem voltar a fluir por gravidade. - Estação de Tratamento de Esgotos (ETE): A finalidade da ETE é a de remover os poluentes dos esgotos, os quais viriam causar uma deterioração da qualidade dos cursos d’água. Um sistema de esgotamento sanitário só pode ser considerado completo se incluir a etapa de tratamento.

VIII.3.4.1 – Rede Coletora
Em sua composição encontra-se: - Coletor predial  Coletores secundários

Recebem contribuição de esgoto sanitário das ligações prediais em qualquer ponto de sua extensão e normalmente, são instalados no passeio com pequeno diâmetro e extensão. 

Coletores primários

São tubulações que podem receber e transportar contribuições de esgoto de ligações prediais e de coletores secundários.

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- Coletores tronco: Quando somente recebem contribuições de coletores secundários. - Coletor principal: Quando é o coletor de maior extensão na bacia de esgotamento. - Interceptor: São canalizações destinadas a interceptar e receber o fluxo esgotado pelos coletores.  Principais características

Tem o maior diâmetro da rede coletora, não recebe conexões de ramais prediais, amortece a vazão proveniente dos coletores contribuintes e recebe os coletores tronco.

Interceptores situados nas partes mais baixas da bacia de esgotamento ao longo dos cursos d’água, lagoa e oceanos, impedindo o lançamento direto do esgoto nesses corpos d’água.

- Emissário: Canalização destinada a conduzir os esgotos a um destino conveniente (Estação de tratamento e/ou lançamento) sem receber contribuições em marcha.

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Localização do Emissário

VIII.3.5 – Sistema Condominal O nome Sistema Condominial é em função de se agregar o quarteirão urbano com a participação comunitária, formando o condomínio, semelhante ao que ocorre num edifício de apartamentos. Desse modo, a rede coletora básica ou pública apenas tangencia o quarteirãocondomínio ao invés de circundá-lo como no sistema convencional. As edificações são conectadas a essa rede pública por meio de ligação coletiva ao nível do condomínio (Ramal condominial), cuja localização, manutenção e, às vezes, a execução é acordada coletivamente, no âmbito de cada condomínio e com o prestador do serviço, a partir de um esquema de divisão de responsabilidade entre a comunidade interessada e o poder público.  Ramal Condominial O Ramal Condominial é uma rede coletora que reúne os efluentes das casas que compõem um condomínio e pode ser:

- De Passeio: Quando o ramal condominial passa fora do lote, no passeio em frente a este à aproximadamente 0,70m de distância do muro. - De Fundo de Lote: Quando o ramal condominial passa por dentro do lote, no fundo deste. Esta é a alternativa de menor custo, pois desta maneira é possível esgotar todas as faces de um conjunto com o mesmo ramal.

97 - De Jardim: Quando o ramal condominial passar dentro do lote, porém na frente do mesmo. 

Rede Básica: Rede coletora que reúne os efluentes da última caixa de inspeção de cada condomínio, passando pelo passeio ou pela rua.

Vista Geral da distribuição de um sistema de esgoto sanitário  Unidade de Tratamento: a cada microssistema corresponde uma estação para tratamento dos esgotos, que pode ser o tanque séptico com filtro anaeróbio.

VIII.4 – Instalação do Esgoto Sanitário Uma instalação de esgotos sanitários é formada por canalizações (tubos) e caixas de concreto. As caixas destinam-se à manutenção das instalações e devem ter tampa de ferro fundido, para maior proteção. A instalação deverá conter ao menos uma canalização aberta para o exterior (Tubo de ventilação), destinada à saída dos gases da rede coletora dos esgotos e a entrada de ar na canalização.

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Vista Frontal do Banheiro

Distribuição da tubulação de esgoto sanitário

Distribuição da tubulação de esgoto em uma casa

VIII.5 – Projeto de Instalação do Esgoto Sanitário Para projetar uma instalação de esgoto, é necessário saber: • Localização dos diversos aparelhos sanitários • Localização dos coletores públicos • Trajetória a ser seguida pelas tubulações, a qual deve ser a mais curta e retilínea possível

99 • As canalizações devem ser assentadas de forma a permitir reparos sem danos à estabilidade da construção e devem ser localizadas longe de reservatórios d’água ou locais de depósito • Todas as juntas de ponta e bolsa nas manilhas cerâmica vidrada e canos de cimentoamianto deverão ser feitas com argamassa de cimento e areia fina no traço 1:3 VIII.5.1 – Dimensionamento É feito atribuindo-se aos diversos aparelhos valores chamado unidades de descarga (UD). A unidade de descarga é um fator numérico que representa a frequência habitual de utilização, associada à vazão típica de cada uma das diferentes peças de um conjunto de aparelhos heterogêneos em funcionamento simultâneo. Corresponde a descarga de um lavatório de residência. VIII.6 – Manutenção das Instalações do Esgoto Sanitário A manutenção das instalações de esgotos dos imóveis é de inteira responsabilidade dos respectivos proprietários ou ocupantes. A limpeza da caixa de gordura deve ser feita semanalmente, lançando-se os resíduos, devidamente ensacados, no lixo. Nos casos de vazamentos (Não só esgotos como de água) de um imóvel para outro, também cabe ao proprietário providenciar os reparos. Os vazamentos de esgotos sanitários representam um sério problema de saúde pública, em face dos altos riscos de contaminação que oferecem. Para evitar mau cheiro, verifique se o fecho hídrico dos desconectores estão com água em volume suficiente. VIII.6.1 – Desconectores São caixas dotadas de uma camada de água para evitar a penetração dos gases da rede de esgotos no interior do imóvel. Exemplos de desconectores e fecho hídrico  

Vaso sanitário: Sempre tem aquela pequena camada de água no fundo. O vaso é um desconector e a água que ali permanece é o fecho hídrico. Ralo sifonado

100   Caixa de gordura Caixa sifonada

Todos dotados de camadas de água no interior. A canalização de ventilação é indispensável para eliminar os gases da instalação e da rede pública de esgotos.

VIII.7 – Fossa Séptica ou Tanque Séptico É um dispositivo de tratamento biológico, destinado a receber a contribuição de um ou mais domicílios e com capacidade de dar aos esgotos um grau de tratamento compatível com sua simplicidade e custo. São Recomendados para destino dos esgotos (afluentes) em edificações providas de suprimento de água. Os tanques sépticos podem ser cilíndricos ou prismático-retangulares, construído de concreto ou as paredes podem ser de alvenaria de ½ tijolo, de tijolos maciços (35 tijolos maciços por m²) revestidos com argamassa de cimento e areia no traço 1:3 adicionada de impermeabilizante. As paredes são executadas sobre base de concreto simples feita sobre terreno compactado, nas dimensões determinadas pelo projeto. As chicanas, responsáveis pelo direcionamento do afluente dentro do tanque, podem ser de madeira ou concreto pré-fabricado, com espessura 0,05 m, sendo a da entrada menor que a da saída. A laje que serve para tampar e vedar a fossa, normalmente é confeccionada de concreto armado, 0,06 a 0,08 m de espessura, e é septada, composta por partes de 0,50 m de largura que facilitam a abertura para limpeza.

Tanque Séptico - Vista Superior

Tanque Séptico - Sessão Longitudinal

101 VIII.8 – Sumidouro ou Absorvente Consiste de um buraco escavado no solo, com seção circular de diâmetro 1,5 a 1,8 m ou quadrada com área entre 1,5 e 1,8 m2 e profundidade útil de 2 a 3 m, destinado a receber todo o esgoto da casa conduzido por tubulação de 100 mm, de diâmetro. Deve ser coberto por uma tampa de concreto armado, na qual se instala um tubo de 75 mm de diâmetro, que funciona como suspiro e uma abertura de inspeção com tampa. De todo o material descarregado no poço, chamado afluente, a parte sólida é degradada por microrganismos anaeróbios, a parte líquida se infiltra no solo e os gases formados escapam pelo suspiro. Normalmente as paredes são revestidas com pedras de mão ou tijolos para evitar desmoronamentos. Os tijolos devem ser assentados com espaços para facilitar a infiltração. O fundo do poço é de terra, ou seja, sem revestimento, o que favorece a infiltração radial no solo, pois o fundo entope rápido. O solo deve ter boa permeabilidade, podendo a mesma ser determinada por meio de métodos laboratoriais ou de testes práticos simples, conduzidos no local, nos quais são determinados parâmetros como condutividade hidráulica, coeficiente de infiltração ou tempo gasto para infiltração de lâmina de água no solo. Para tempos muito baixos, pode ocorrer arraste demasiado de sólidos com consequente entupimento dos poros e para tempos muito altos, a infiltração necessária não se processa.

Detalhes da construção de um sumidouro

Sumidouro ou Absorvente

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Detalhe da distancia entre a Fossa Séptica e o Sumidouro

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CONCLUSÃO
A água é um recurso fundamental para a existência da vida, na forma que nós conhecemos, e seria difícil imaginar a existência de qualquer forma de vida na ausência deste recurso. Ao redor de todo o mundo, as cidades foram se estabelecendo e crescendo próximas a grandes cursos d’água. Até os dias atuais, após seu uso nas mais diversas atividades, a água ainda é geralmente descartada para o corpo receptor mais próximo, muitas vezes sem que passe por qualquer tipo de tratamento. Nas cidades, o esgoto das casas e indústrias é quase todo jogado nos rios e no mar, sem tratamento. A água fica infectada, inclusive com germes que causam doenças transmissíveis. No mundo 2,6 bilhões de pessoas não têm acesso a saneamento básico, ou seja, mais de dois sextos de todos os habitantes do planeta. Neste sentido percebe-se a importância de instalações hidráulicas e sanitárias que sejam bem projetadas e que utilizem materiais de boa qualidade, assegurando o dimensionamento ideal para o consumo consciente e minimizando desperdícios, evitando vazamentos, manutenções ao longo da vida útil destes materiais e garantindo que a estrutura da edificação não seja afetada por vazamentos. Tanto a captação da água, como a distribuição pelos pontos de utilização e o descarte dos resíduos devem ser planejados e executados de acordo com as normas estabelecidas para cada uma destas etapas, fazendo com que o sistema hidráulico seja suficiente para garantir qualidade de vida aos usuários, e gerando valor agregado ao imóvel.

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