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Controle_mofo-branco-Plano

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11/13/2012

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EXAME DE QUALIFICAÇÃO

Aluno: Johnathan Rodrigues Orientadora: Profa. Dra. Elena Blume

PROJETO:

Formulações de nitrogênio na ação de Trichoderma sp. no controle de mofo branco em tomateiro
Examinador: Profa. Dra. Marlove F. B. Muniz

1) Organize um plano de manejo da doença "mofo branco", causada por Sclerotinia sclerotiorum em soja. A cultura da soja é uma das principais commodities agrícolas brasileira, tendo como área cultivada aproximadamente 24,6 milhões de hectares plantados em 2012. (IBGE, 2012, p. 7). No entanto, estima-se que 2,6 milhões de hectares estejam infectados pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum (Lib.) De Bary (MEYER, 2010), representando mais de 10% da área cultivada no Brasil. A doença mofo branco tem como agente causal o fungo S. sclerotiorum, pertencente a subdivisão Ascomycotina e a família Sclerotinaceae (AGRIOS, 1995). Os sintomas da doença são caracterizados por lesões úmidas cobertas por micélio cotonoso que pode recobrir caules, pecíolos, folhas e vagens até o ápice da planta (AGRIOS, 1995) e, geralmente, apresenta estruturas rígidas de coloração escura junto ao micélio, essas estruturas são denominadas de escleródios. Esta doença quando em condições favoráveis pode apresentar a morte de plantas desde os primeiros estádios até o final de ciclo da cultura, acarretando em grandes perdas de produtividade. O controle de mofo branco é um grande desafio, pois as estruturas de resistência, os escleródios, podem permanecer por longos períodos de tempo viáveis no solo, além de não existir variedades de soja resistente ao fungo e, somente, cinco princípio ativos de fungicidas são registrados para a cultura, por isso, um plano de manejo se faz necessário (AGROFIT, 2012).

justamente. além de proporcionar a aceleração na decomposição dos restos culturais da soja. erradicação. A erradicação consiste na eliminação do patógeno na área em que foi introduzido. A exclusão consiste. O local de origem e a certificação são fundamentais para o cultivo de soja em todas as áreas. pois garantem que as sementes não contenham patógenos associados a elas. assim. soterrar as estruturas do patógeno a profundidades de 20 a 30 cm evitando a germinação carpogênica (SCHNEIDER et al. proteção e terapia. recomenda-se colher por ultimo áreas com histórico de ocorrência da doença. -Manejo com palha O manejo com palha na superfície do solo proporciona um ambiente propício ao desenvolvimento de microrganismos antagônicos aos escleródios. existem técnicas de manejo que possibilitam a diminuição do inóculo ao longo do tempo. . principalmente em colhedoras que coletam junto com as plantas os escleródios. deve-se tomar o cuidado de não utilizar equipamentos em áreas não infestadas sem a devida limpeza e desinfecção do maquinário. O principal combate a doença mofo branco é a prevenção da entrada dela na área de cultivo. essa medida é muito difícil devido ao longo tempo de permanência no solo de forma latente e pela ineficiência e custo elevado do controle químico de patógenos de solo em grandes áreas. Outra medida é a limpeza de maquinários de um local para o outro. na prevenção da entrada de um patógeno em uma área ainda não infestada. diminuindo assim a viabilidade e o inóculo de S. Nesse aspecto as sementes têm grande importância. Porém. 1995) que são exclusão. pois representam o principal fator de disseminação de S. No entanto. também. não deixando restos culturais aderidos ao maquinário. -Aração e gradagem Em áreas compactadas. sclerotiorum (FURLAN.Para a elaboração do plano de manejo será considerado os Princípios de Whetzel (KIMATI. imunização. No caso do mofo branco. como bactérias e fungos. A disseminação pode ocorrer pela presença de escleródios junto às sementes ou por micélio dormente no interior da semente. 2009). BERGAMIN FILHO. mal drenadas e com alta infestação de escleródios a aração e a gradagem são indicadas para romper a camada impermeável e. 2012).

sclerotiorum são os fungos do gênero Trichoderma. -Espaçamento entre linhas O maior espaçamento entre linhas de soja. No entanto. aumentando a temperatura e reduzindo a umidade relativa do ar no interior do dossel. 2012) e a espécie de fungo Coniothyrium minitans (WESSEL. fatores que são contrários ao desenvolvimento de mofo branco. as plantas de cobertura liberam exsudatos radiculares que podem interferir no desenvolvimento de esclerotínia. a mais promissora. BUTZEN. deve ser realizada junto com a semeadura próximo a semente para proporcionar melhor eficiência de controle. Görgen et al (2009) observaram que capim braquiária reduziu a viabilidade de escleródios e o número de apotécios. 50 cm ou mais. como a redução de crescimento micelial e menor germinação de ascósporos encontrados por MONTEIRO et al (2012). sclerotiorum é. Os microrganismos utilizados como agente de biocontrole. geralmente. pois há microrganismos que atuam tanto na degradação do escleródio quanto no micélio do fungo. demonstrando eficiência no controle deste fitopatógeno de solo. pois se tratando de um organismo vivo terá de se adaptar ao solo e se estabelecer no local tratado. feijão-quandu-anão e estilosantes. in vitro. constituindo como vantagens o baixo impacto ambiental. A aplicação de Trichoderma spp. como também as estruturas de resistência. O principal antagonista utilizado no controle de S. sclerotiorum como bactérias (SCHENEIDE. já que o fitopatógeno tem como . dentre elas. utilizando raízes de braquiária. são habitantes de solo.sclerotiorum no solo. mas que representam uma grande alteração no micro clima no interior do dossel. 2011). custo de produto e eficiência no controle de fitopatógenos de solo. Além disso. que podem atuar parasitando diretamente o fungo. existem outros organismos que são antagônicos ao fitopatógeno S. e a menor recomendação de população de plantas das variedades por hectare são medidas de simples adoção. -Controle biológico Essa medida de controle de S. e quando associado a inoculação de Trichoderma harzianum o parasitismo de escleródios foi superior do que quando utilizou-se somente o antagonista. O maior espaçamento proporciona maior tempo de insolação e ventilação entre as linhas.

principalmente. A redução de inóculo ocorreu devido ao sistema Santa Fé estimular a germinação de apotécios na entressafra. Para a rotação de culturas recomenda-se o uso de plantas da família Poaceae como milho. A aplicação de grande quantidade de água favorece o surgimento de mofo branco. brachiária e aveia branca (WESSEL. milho consorciado com braquiária. 2011). dificultando o controle químico e favorecendo o fitopatógeno pelo micro clima favorável no estrato inferior da planta. A rotação de culturas apesar de eficaz apresenta a dificuldade de encontrar variedades de plantas não hospedeiras. sclerotiorum na cultura da soja. 2009. no caso é a remoção de plantas com sintomas de mofo branco. -Rotação de culturas A rotação de culturas com espécies não hospedeiras de mofo branco é fundamental para a diminuição do inoculo de S. O Roguing é . pois o mofo branco tem mais de 400 hospedeiros registrados (FURLAN.fatores ambientais favoráveis para seu desenvolvimento temperaturas entre 15 e 25 oC e umidade relativa do ar acima de 70%. porque as de habito indeterminado formam o dossel mais denso e maior altura de plantas. e observam a redução do inóculo inicial de S. o correto manuseio de laminas de água se faz de fundamental importância em áreas com histórico de mofo branco. temperaturas acima de 29 oC inviabilizam a infecção de S. BUTZEN. sorgo. WESSEL. sclerotiorum em áreas infestadas. principalmente. sclerotiorum na floração da soja. Görgen et al (2010) testaram o sistema de plantio direto após utilização do sistema Santa Fé. Outro fator que deve ser levado em consideração é a utilização de cultivares com habito de crescimento determinado. Por isso. trigo. -Roguing O Roguing consiste na remoção de plantas indesejáveis. próximo a floração da cultura. -Irrigação A quantidade de água aplicado na lavoura é um fator determinante para a ocorrência e severidade de mofo branco. pois o dossel fechado e a umidade excessiva proporcionam condição ideal para a doença. sendo estas plantas coletadas e retiradas da lavoura. Essa prática pode ser adotada. 2011) e muitos desses hospedeiros são culturas de interesse agrícola. BUTZEN. sendo que. no início da identificação das primeiras plantas com sintomas.

Ou seja. A proteção tem como princípio a interposição de uma barreira protetora entre as partes suscetíveis da planta e o inóculo do patógeno. formando assim. Recomenda-se realizar em todos os cultivos o tratamento de sementes. pois S. que permanece protegendo desde a semeadura até os primeiros estádios de desenvolvimento. -Manejo com palha O manejo com palha na superfície do solo se constitui em um importante manejo tanto para a doença mofo branco quanto para o solo. levar em consideração para realizar a semeadura de soja a condição climática que está prevista para o ano. e caso o uso do . -Época de semeadura Em locais com estações do ano bem definidas podemos alterar a data de semeadura para que não coincida o período de melhores condições para a ocorrência de mofo branco com florescimento da soja. períodos chuvosos. pois naturalmente no solo há uma gama de fungos que podem deteriorar a semente. sclerotiorum pode ser disseminado pelo vento através dos ascósporos. -Tratamento químico O tratamento de sementes com fungicidas é uma ferramenta muito eficaz. mesmo que nessa área já esteja sendo feita o manejo adequado com rotação de culturas não hospedeiras. Esta cobertura do solo impede que o escleródio presente na superfície ou próximo a superfície do solo ao realizar a germinação carpogênica libere ascósporos no ar e infecte o hospedeiro. Nos anos em que temos atuando o “El Niño”. uma camada espessa que recubra totalmente o solo. em pequenas áreas pela grande demanda de mão de obra e pode ser realizado tanto para plantas de soja quanto para plantas daninhas que também sejam hospedeiras de mofo branco. porque existe somente um produto registrado para a cultura da soja (AGROFIT.aplicável. somente. evitar a semeadura de culturas suscetíveis em locais com histórico da doença. deve-se ter cuidado ao utilizar fungicidas especificamente para o mofo branco. quando esta apresentar grande quantidade de palhada. 2012). A cobertura de palha na superfície do solo pode constituir uma barreira física. No entanto. por micélio dormente no interior das sementes e por escleródios junto às sementes colhidas. Essa medida atua diretamente na disseminação do fitopatógeno.

Ainda não há disponível cultivares de soja resistente a mofo branco (FURLAN. O maior volume de calda possibilita maiores chances de atingir o alvo.fungicida seja utilizado em cultivos sucessivos. 2009). -Tratamento químico O tratamento químico é a única alternativa quando uma população de plantas foi atacada pelo mofo branco. porém. principalmente. Isso pode representar um grande problema a médio e longo prazo se essa ferramenta não for utilizada de forma correta. isso ocorre porque a aplicação de fungicida atinge todo o dossel. do terço inferior da planta ao ápice. porém. tanto de forma natural quanto artificial. perder eficiência pela pressão de seleção. Na parte aérea da planta o uso de fungicidas é empregado em todos os cultivos para diversas doenças de soja. o ambiente poderá favorecer o alastramento de mofo branco pela lavoura. Os fungicidas modernos (específicos) atuam de maneira a proteger a planta antes do ataque dos fitopatógenos (preventivos). nesse estádio a cultura já possui dossel denso e fechado. este poderá. 2011). e poucos atuam com eficiência após a ocorrência da doença (curativos). O controle efetivo é maior quando ocorre em estádios vegetativos da cultura. Há estudos no sentido de realizar essas aplicações via pivô de irrigação (para os que possuem tal ferramenta). A imunização visa o desenvolvimento de plantas resistentes ou imunes a doença. no terço inferior da planta. caso o fungicida se mostre ineficiente no controle. No entanto. porém. A terapia visa restabelecer a sanidade de uma planta com o qual o patógeno já estabelecera uma íntima relação com o hospedeiro. ou seja. A utilização de fungicidas contra mofo branco na soja é empregado no inicio da floração (estádio R1) para evitar a infecção das sementes e ocorrência mais severas na cultura. . recomendados (AGROFIT. dificultando que o fungicida seja aplicado em toda a planta e. ao longo do tempo. A utilização de equipamento de aplicação adequado é imprescindível para o efetivo controle de mofo branco. no entanto. o controle torna-se difícil pela dificuldade em atingir o alvo. estudos nesse sentido estão sendo realizados (WESSEL. BUTZEN. quando se utiliza fungicidas específicos para o controle de mofo branco o agricultor tem a sua disposição apenas cinco princípio ativos. Quando ocorre em estádios de maturação da soja. 2012). 14 produtos comerciais.

e afetar o ambiente que tanto pode favorecer ou desfavorecer os patógenos (ZAMBOLIM et al. silício. podem reduzir ou aumentar a severidade das doenças. potássio. A maioria dos elementos minerais requeridos pelas plantas apresenta relatos de envolvimento no aumento ou redução do ataque de fitopatógenos. zinco. carbono e oxigênio (TAIZ. manganês. cloro. níquel e molibdênio. sendo que os sete primeiros são classificados como macronutrientes e os outros nove restantes de micronutrientes. Os nutrientes podem predispor as plantas ao ataque dos patógenos atuando direta ou indiretamente. por isso o Manejo Integrado é a forma correta de trabalhar o controle de doenças. não há uma única técnica de forma isolada que possibilite o controle de mofo branco. fósforo e potássio. sim. essa classificação nada tem haver com o tamanho dos minerais e. cobre. fósforo.já se observou que há cultivares menos suscetíveis ao mofo branco. cálcio. sódio. 2009). sem os quais a planta não sobrevive ou completa o seu ciclo. três absorvidos da atmosfera ou água. ferro. este está fadado a falhar. Atualmente. podem induzir resistência ou tolerância à planta hospedeira. Dentre os elementos minerais o nitrogênio. hidrogênio. são considerados 16 elementos minerais essenciais obtidos a partir da solução do solo que são nitrogênio. No entanto. 2005). com a quantidade na qual eles são requeridos pelas plantas. Estes elementos minerais absorvidos da solução do solo são classificados em macronutrientes e micronutrientes. boro. mas ao contrario do que se poderia pensar. sendo uma alternativa a seleção desses materiais para cultivo em áreas de risco da doença. ZEIGER. e quando o manejo se apóia fundamentalmente em uma ou duas técnicas de controle. 2) Qual a relação da ação de macronutrientes com a reação de resistência/suscetibilidade às doenças em plantas e sobre a ação de Trichoderma spp. enxofre. Como podemos observar.? As plantas necessitam de diversos nutrientes para completar seu crescimento e desenvolvimento. existem alguns nutrientes de são essenciais. . magnésio. e mais.

mas os estudos sobre a interferência de nutrientes inorgânicos no desempenho do agente de biocontrole Trichoderma spp. não se pode generalizar para nenhum elemento mineral que ele favorece ou não a resistência de plantas a fitopatogenos. esporulação e biocontrole de S. 2005). o tipo de elemento mineral e qual o fitopatógeno alvo. Segundo Marchner (1986 apud MICHEREFF et al. O nitrogênio é um elemento mineral que as plantas requerem em grande quantidade. sobre fitopatógenos são escassos. para Sclerotium rolfsii há um decréscimo na severidade (ZAMBOLIM. Rodrigues (2010) pesquisou o efeito de doses de nitrogênio. fósforo e potássio sobre o crescimento. ZEIGER. porque quando há falta de nitrogênio na célula começa a ocorrer acumulo de carboidratos que não podem ser usados na síntese de aminoácidos ou em outros componentes nitrogenados (TAIZ. quando os elementos estão presentes de forma equilibrada na planta. 2005). 1998). inibidores e reguladores de metabolismo. A maior ou menor disponibilidade de nitrogênio para a planta reflete diretamente no enrijecimento das paredes celulares. apresenta resposta distinta quanto a disponibilidade desses . assim como o excesso promove o rápido crescimento. a sua deficiência na planta inibe rapidamente o seu crescimento. o momento no qual ele será disponibilizado para a planta. pois este é constituinte de muitos componentes das células vegetais. sclerotiorum in vitro. a resistência ao patógenos pode ser aumentada pela formação de barreiras mecânicas. pouco se sabe sobre a interferência de macronutrientes sobre o agente de biocontrole. e observou que cada isolado de Trichoderma sp.têm sido amplamente relatados sobre os efeitos em doenças. No entanto. As pesquisas realizadas com macronutrientes na relação com a susceptibilidade ou resistência de plantas são amplamente estudadas. Por isso. em tomateiro a aplicação de nitrogênio na forma amoniacal aumenta a severidade de Sclerotinia sclerotiorum. contudo. No entanto. O gênero de fungo Trichoderma é amplamente estudado pela sua característica de controlar fitopatógenos de solo e pela habilidade de promover o crescimento de plantas. Os macronutrientes minerais estão envolvidos em todos os mecanismos de defesa como componentes integrais ou ativadores. COSTA. síntese de toxinas e alterações anatômicas das células. pois isso dependerá da quantidade desse elemento. Como exemplo.

os níveis de fosfatos não influenciaram a esporulação. a interação dos mocrorganismo do solo. e os isolados foram mais vigorosos quando os níveis de nitrogênio foram baixos.nutrientes. Já Brian e Hemmining (1949) combinaram diferentes quantidades de sulfato de magnésio. como promotor de crescimento de plantas está ligado diretamente com a capacidade deste fungo solubilizar nutrientes minerais e orgânicos presentes na solução do solo. 3) Quais os mecanismos de ação de Trichoderma spp. altos níveis de sulfato de magnésio favoreceram a esporulação do fungo. como promotor de crescimento de plantas. Ao analisar essas interações no solo devemos considerar o hospedeiro que está envolvido nesse patossistema. é o crescimento de hifas junto as raízes e. Kowalski et al. até mesmo. Ao realizar a quebra desses nutrientes deixando-os prontamente disponíveis para as plantas. pela liberação de exsudados radiculares e pela absorção dos nutrientes da solução do solo. houve um aumento nas populações de Trichoderma spp. isolados que diminuíram o desempenho e isolados que forma indiferentes as doses testadas. em áreas onde houve aplicação de uréia e cloreto de potássio. crescimento e sobre a ação de biocontrole. pode-se afirmar que os nutrientes minerais exercem influência significativa sobre o seu desenvolvimento. in vitro. Outra característica de Trichoderma spp. principalmente. apresentando isolados que foram favorecidos no crescimento e biocontrole nas maiores doses. fontes de nitrogênio (tartarato de amônio e nitrato de sódio) e fosfato para avaliar a esporulação de Trichoderma spp. A atividade de Trichoderma spp. assim como. Em experimento a campo. a penetração das hifas na primeira camada de células das raízes . (1984) observaram que. favorece seu crescimento mesmo em solos de menor fertilidade. Menezes et al. (2009) testaram duas fontes de N (extrato de levedura e NH4NO3) em diferentes doses in vitro e observaram que o maior crescimento micelial ocorreu na presença de nitrato de amônio. Apesar da literatura escassa sobre a influência de nutrientes sobre os fungos do gênero Trichoderma.

As raízes livres de microrganismos fitopatogênicos podem . quelação e redução. Com isso. promoveu o incremento no comprimento de raízes de soja e milho e o aumento da produtividade de pimentão tanto quanto um hormônio comercial (HARMAN. Trichoderma spp. ou mesmo. mesmo para um único elemento. solubilizou fosfato de rocha. Ambos os mecanismos têm um papel importante na capacidade de biocontrole de patógenos de plantas e podem ser parte de uma ação de competências múltiplas para conseguir eficácia sob diversas circunstâncias ambientais. o que permite apresentar raízes saudáveis. em sementes de arroz e observou que mesmo ocorrendo a germinação das sementes sobre papel germiteste houve incremento no crescimento de raízes quando comparado com a testemunha. pela ação de controle biológico. harzianum. 2000). Segundo Harman et al (2004). também possam solubilizar minerais do solo. esta relacionado com a capacidade em colonizar a epiderme das raízes. especialmente naqueles de menor fertilidade. Trichoderma harzianum pode solubilizar minerais pouco solúveis ou insolúveis envolvendo. pois promove o desenvolvimento de raízes devido à secreção de fitohormônios. (1999). ao colonizar o rizoplano das raízes promove competição com outros organismos de solo por espaço e nutrientes. Essa hipótese também é afirmada por Harman et al (2004) ao relatarem que é possível que enzimas que atuam no controle de patógenos e metabólicos secundários. isolado Rifai 1295-22.. Altomare et al. devido ao incremento da massa radicular. também. os nutrientes solubilizados são facilmente absorvidos pelas raízes. nesse processo. óxidos de manganês (MnO 2) e ferro (Fe2O3) e zinco metálico. pode atuar como biostimulante do crescimento radicular. Silva (2010) trabalhou com inoculação de Trichoderma sp. a promoção de crescimento de plantas por isolados de Trichoderma spp. Segundo Altomare et al. uma melhor assimilação de nutrientes e água aumentando a resistência em situações de estresse. harzianum foi efetivo na indução de formação de raízes em tomateiro. o que permite. mostrando que T. atribuindo que Trichoderma sp. Por essa proximidade entre raízes e hifas de Trichoderma spp. O isolado T-22 de T. Ainda.(epiderme). (1999) sugerem que é possível que mais de um mecanismo esteja envolvido nesse processo de solubilização de minerais. como celulases. criando uma intima relação entre o fungo e a planta.

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