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1 O homicídio praticado mediante paga ou promessa de recompensa classifica-se doutrinariamente como
crime bilateral.
2 No homicídio culposo, se o autor do crime imagina que a vítima já está morta e por isso não lhe presta
socorro, ainda assim, responderá pela causa de aumento de pena decorrente da omissão de socorro.

3 O ciúme, por si só, não caracteriza o motivo torpe, apto a qualificar o crime de homicídio.

4 Suponha que Bárbara tenha se suicidado após ter sido induzida e instigada por Mercedes. Nessa situação
hipotética, segundo o CP, a pena de Mercedes será duplicada caso o crime tenha sido praticado por motivo
egoístico.

5 Manoel, penalmente responsável, instigou Joaquim à prática de suicídio, emprestando-lhe, ainda, um
revólver municiado, com o qual Joaquim disparou contra o próprio peito. Por circunstâncias alheias à
vontade de ambos, o armamento apresentou falhas e a munição não foi deflagrada, não tendo resultado
qualquer dano à integridade física de Joaquim. Nessa situação, a conduta de Joaquim, por si só, não
constitui ilícito penal, mas Manoel responderá por tentativa de participação em suicídio.
6 Recentemente, o STF autorizou a interrupção da gravidez em caso de fetos sem cérebro. Nessa situação,
com a decisão do Supremo, o aborto desse tipo deixou de ser crime.

7 Considerando que Sérgio pratique crime de homicídio mediante promessa de recompensa efetivada por
Ricardo, nessa situação, a qualificadora relativa à promessa de recompensa que incide no crime de
homicídio praticado por Sérgio, comunicar-se-à a Ricardo, segundo entendimento do STJ.

8 Charles, com 30 anos de idade, após ingerir grande quantidade de bebida alcoólica durante um jogo de
futebol que assistia pela televisão, aborreceu-se com Madruga, de 52 anos de idade, porque este torcia
pelo time adversário, desferindo quatro facadas em regiões diversas do corpo de Madruga, com animus
necandi
, ocasionando-lhe, assim, a morte. Em seguida, Charles fugiu do local do crime, sem prestar socorro
à vítima, para evitar enfrentar as consequências legais de seu ato. Considerando a situação hipotética,
Charles responderá por homicídio qualificado pelo motivo fútil.

9 Maria Paula, sabendo que sua mãe apresentava problemas mentais que retiravam dela a capacidade de
discernimento e visando receber a herança decorrente de sua morte, induziu-a a cometer suicídio. A vítima
atentou contra a própria vida, vindo a experimentar lesões corporais de natureza grave que não a levaram
à morte. Nessa situação hipotética, Maria Paula cometeu o crime de tentativa de homicídio qualificado.

10 Manoel dirigia seu automóvel em velocidade compatível com a via pública e utilizando as cautelas
necessárias quando atropelou fatalmente um pedestre que, desejando cometer suicídio, se atirou contra
seu veículo. Com relação a essa situação hipotética, Manoel não praticou crime, na medida em que não
houve previsibilidade na conduta da vítima.

11 Agentes de um distrito policial montaram barreira policial rotineira, com o objetivo de encontrar drogas
ilícitas. Um motociclista, ao passar pela barreira, não atendeu ao sinal de parada determinado por um
agente, pois estava sem capacete e não possuía licença para conduzir aquele veículo. Ato contínuo, três
policiais efetuaram disparos de pistola contra o motociclista, que faleceu em consequência das lesões
provocadas pelos disparos. Com referência a essa situação hipotética, os policiais devem responder pelo
crime de homicídio consumado.

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12 Fabiana estava atrasada para o trabalho. Ao retirar o seu veículo da garagem, percebeu que havia
passado em cima de algo que supunha ser um objeto. Ao descer para verificar do que se tratava, notou
que havia passado por cima do seu filho de 6 meses, que brincava atrás do automóvel. Desesperada,
Fabiana chamou pelo marido, que imediatamente levou a criança ao hospital. No entanto, o esforço foi
vão, pois o filho de Fabiana faleceu em consequência dos ferimentos sofridos. Nessa situação hipotética,
Fabiana cometeu o crime de homicídio culposo, sendo certo que o juiz poderá deixar de aplicar a pena se
as consequências da infração a atingirem de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária.

13 A utilização de arma de fogo qualifica o crime de homicídio.

14 Com relação ao motivo torpe, a vingança pode ou não configurar a qualificadora, a depender da causa
que a originou.

15 Determinada mãe, sob influência do estado puerperal e com o auxílio de terceiro, matou o próprio
filho, logo após o parto. Nessa situação, considerando que os dois agentes são maiores e capazes e agiram
com dolo, a mãe responderá pelo delito de infanticídio, conjuntamente com o terceiro.
16 O pai que dolosamente matar o filho recém-nascido, após instigação da mãe, que está em estado
puerperal, responderá por homicídio e a mãe, partícipe, por infanticídio.
17 A conduta do agente que, sob o domínio de violenta emoção, mata a esposa após flagrá-la traindo-o
caracteriza homicídio privilegiado.

18 A figura do homicídio privilegiado compatibiliza-se com as qualificadoras de cunho objetivo, ocasião em
que deve ser considerada crime hediondo.

19 Se a gravidez era de gêmeos e a pessoa que praticou o aborto não sabia, há crime único para evitar a
responsabilidade objetiva.

20 O agente que praticar aborto ilícito consentido em mulher grávida de gêmeos responderá pelo delito de
aborto em concurso formal homogêneo, ainda que desconheça que se trate de gravidez gemelar.

21 Getúlio, a fim de auferir o seguro de vida do qual era beneficiário, induziu Maria a cometer suicídio, e,
ainda, emprestou- lhe um revólver para que consumasse o crime. Maria efetuou um disparo, com a arma
de fogo emprestada, na região abdominal, mas não faleceu, tendo sofrido lesão corporal de natureza
grave. Em relação a essa situação hipotética, Getúlio deve responder por crime de induzimento, instigação
ou auxílio ao suicídio, por uma única vez, com pena duplicada pela prática do crime por motivo egoístico.
22 Carlos, a fim de auferir o seguro de vida do qual era beneficiário, induziu Patrícia a cometer suicídio, e,
ainda, emprestou- lhe um revólver. Patrícia efetuou um disparo, com a arma de fogo emprestada, que
pegou de raspão, resultado apenas em lesão corporal leve. Nessa situação, a conduta de Carlos é atípica.

23 A violenta emoção, para ensejar o privilégio, deve ser dominante da conduta do agente e ocorrer logo
após injusta provocação da vítima.

24 Tendo a casa invadida, Braz e toda a sua família ficaram reféns de um assaltante, que se rendeu, após
dois dias, aos policiais que participaram das negociações para a sua rendição. Quando estava sendo
algemado, o assaltante sorriu ironicamente para Braz, que, sob o domínio de violenta emoção, sacou
repentinamente a pistola do coldre de um dos policiais e matou o assaltante. Nessa situação, a
circunstância em que Braz cometeu o delito de homicídio constitui causa de redução de pena, por ser
privilegiado.

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25 Tubarão, portador do vírus HIV, de forma consciente e voluntária, manteve relações sexuais com
Margarida, com o objetivo de transmitir-lhe a doença e, ao fim, alcançou esse objetivo, infectando-a.
Nessa situação, segundo a mais recente jurisprudência do STF, Tubarão incorreu na prática do crime de
lesão corporal qualificada pela enfermidade incurável.

26 Havendo intenção de matar, conforme entendimento do STJ, a prática de relação sexual forçada e
dirigida à transmissão do vírus da AIDS caracteriza tentativa de homicídio.

27 Se o homicídio doloso for cometido contra menor de 14 anos ou contra pessoa idosa maior de 60 anos a
pena será aumentada.

28 Para haver a aplicação da privilegiadora no homicídio, tem que existir o domínio de violenta emoção,
pois se for por influência de violenta emoção caracterizará somente uma atenuante, mas não a
privilegiadora.

29 O Código Penal brasileiro permite três formas de abortamento legal: o denominado aborto terapêutico,
empregado para salvar a vida da gestante; o aborto eugênico, permitido para impedir a continuação da
gravidez de fetos ou embriões com graves anomalias; e o aborto humanitário, empregado no caso de
estupro.

30 Caso o delito de induzimento, instigação ou auxílio a suicídio seja praticado por motivo egoístico ou
caso seja a vítima menor ou, ainda, por qualquer causa, seja sua capacidade de resistência eliminada ou
diminuída, a pena será duplicada.

31 Tratando-se de delito de infanticídio, dispensa-se a perícia médica caso se comprove que a mãe esteja
sob a influência do estado puerperal, por haver presunção juris tantum de que a mulher, durante ou logo
após o parto, aja sob a influência desse estado.

32 O cobrador que mata a pessoa que lhe deve, porque não quitou, na data prometida, a dívida de R$ 1,00
comete homicídio qualificado por motivo fútil.

33 Diego e Márcio, adultos, resolveram testar suas respectivas sortes, instigando, um ao outro, a participar
de roleta russa. Em hora e local combinados, diante de um revólver municiado com apenas um projétil,
cada qual começou a puxar o gatilho contra sua própria cabeça, até que Márcio findou por se suicidar.
Nessa situação, Diego não responderá por nada, pois não se pune a autoeliminação da vida.

34 Na legislação brasileira, não se mostra possível a existência de um homicídio qualificado-privilegiado,
uma vez que as causas qualificadoras, por serem de caráter subjetivo, tornam-se incompatíveis com o
privilégio. Além disso, a própria posição topográfica da circunstância privilegiadora parece indicar que ela
não se aplicaria aos homicídios qualificados.

35 Em se tratando de homicídio, não é incompatível o domínio de violenta emoção com o dolo eventual.

Gabaritos do tema tratado acima:

1 C
2 C
3 C
4 C
5 E
6 C

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7 C
8 C
9 C
10 C
11 C
12 C
13 E
14 C
15 C
16 C
17 C
18 E
19 C
20 E
21 C
22 C
23 C
24 C
25 C
26 C
27 C
28 C
29 E
30 E
31 C
32 C
33 E
34 E
35 C

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