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Auditoria - Apostila

Auditoria - Apostila

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Publicado porMauricio Vieira
Auxiliar no entendimento primário sobre os conceitos, normas e práticas contabéis voltadas para auditória.
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AUDITORIA Índice: AUDITORIA 1. Como devo estudar....................................................................4 2. Procedimentos de Auditoria ........................................................ 6 3. Testes de Observância e Testes Substantivos ..

.............................. 7 3.1. Testes de Observância............................................................. 7 3.2. Testes Substantivos .............................................................. 11 4. Parecer do Auditor................................................................... 17 5. Amostragem ........................................................................... 27 6. Procedimento eletrônico de dados (PED)......................................38 7. Carta de responsabilidade da administração.................................42 8. Normas dos papéis de trabalho e documentação de auditoria.........43 9. Continuidade normal dos negócios da entidade........................... 50 10. Independência ...................................................................... 58 11. Sigilo ................................................................................... 62 12. Responsabilidade .................................................................. 64 13. Competência Técnico-profissional............................................. 65 14. Honorários............................................................................ 68 15. Rodízio de auditores............................................................... 69 16. Uso do trabalho de especialistas (Matéria Evidencial).................. 70

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17. Distinção entre auditoria interna e auditoria independente .......... 73 18. Planejamento da Auditoria ...................................................... 75 19. Fraude e erro ........................................................................ 78 20. Estimativas contábeis............................................................. 81 21. Transações com partes relacionadas......................................... 88 22. Transações e eventos subseqüentes ......................................... 91 23. O papel das normas de auditoria.............................................. 97 24. Normas internacionais para o exercício profissional da auditoria interna ...................................................................................... 98 25. Práticas para o Exercício Profissional de auditoria interna ............ 99 25.1. Auditoria interna ................................................................. 99 25.2. Código de Ética..................................................................102 25.2.1. Princípios .......................................................................103 25.2.2. Regras de Conduta ..........................................................104 25.3. Normas ............................................................................105 25.3.1 Independência .................................................................106 25.3.2. Proficiência e Zelo Profissional ..........................................107 25.3.3. Desenvolvimento Profissional Contínuo...............................110 25.3.4. Programa de garantia de qualidade....................................111 25.3.5 Planejamento ..................................................................112 25.3.6. Execução do trabalho de auditoria .....................................113 25.3.7. Comunicação de resultados ..............................................115 25.3.8 Monitoramento do progresso .............................................117 25.3.9. Resolução da aceitação dos riscos pela administração ..........117 26. NBC T 11 – Normas de auditoria independente das demonstrações contábeis ..................................................................................118 26.1. Relevância ........................................................................119 26.2. Risco de Auditoria ..............................................................119 26.3. Supervisão e controle de qualidade ......................................121 26.4. Estudo e Avaliação do Sistema Contábil e de Controles Internos: ...............................................................................................123 26.5. Continuidade normal dos negócios da entidade ......................123

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26.6.Contingências.....................................................................124 AUDITORIA GOVERNAMENTAL: 1. Auditoria no setor público federal (continuação) .........................125 1.1. Abrangência de atuação (objetivos) .......................................125 1.2. Formas e tipos ....................................................................129 1.2.1 Tipos de auditoria: .............................................................129 1.2.2. Formas de execução..........................................................131 1.3. Normas relativas à execução dos trabalhos .............................132 1.4. Normas relativas à opinião do auditor - Relatórios e pareceres de auditoria ...................................................................................139 1.5. Operacionalidade .................................................................143 2. Prática de auditoria governamental ......................................... 1497 2.1. Administração da função de auditoria ................................... 1498 2.2. Propósitos, autoridade, responsabilidade e Missão/papel/produtos da função de auditoria no contexto governamental .........................150 2.3. Controle de qualidade em auditoria ........................................152 2.4. Planejamento ......................................................................154 2.5. Programas de auditoria ........................................................156 2.6. Papéis de trabalho ...............................................................154 2.7. Procedimentos e políticas / Entrevista e interpretação das informações / Testes de auditoria .................................................159 2.8. Amostragem estatística ........................................................161 2.9. Eventos ou transações subseqüentes......................................165 2.10. Revisão analítica, conferência de cálculo, confirmação e observação................................................................................166 2.11. Procedimentos de auditoria em áreas específicas das demonstrações contábeis ............................................................166 2.11.1. Auditoria dos componentes patrimoniais.............................171 2.11.2. Auditoria das contas de resultado .................................... 1742 2.11.3. TESTES DE CORTE (“CUT – OFF”).................................... 1175 3. Procedimentos aplicáveis a receitas e despesas orçamentárias e extra-orçamentárias. ..................................................................174 3.1. Balanço Orçamentário ..........................................................174 3.2. Balanço Financeiro ...............................................................176 3.3. Balanço Patrimonial .............................................................177 4. Governança e Análise de risco ..................................................180

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4.1. 4.2. 4.3. 4.4. 4.5.

Governança no setor público .................................................180 O papel da auditoria na estrutura de governança .....................181 Estrutura conceitual de análise de risco (COSO) .......................184 Elementos de risco e controle ................................................186 Aplicação da estrutura conceitual de análise de risco ................192

5. Metodologias e habilidades em auditoria governamental ..............198 5.1. Mensuração de desempenho .................................................205 5.2. Avaliação de programas .......................................................207 5.3. Métodos estatísticos e analíticos: Revisão analítica, amostragem, regressão linear simples e múltipla ...............................................209 5.4. Métodos qualitativos ............................................................211 5.4.1. Entrevistas.......................................................................211 5.4.2. Questionários ...................................................................212 5.4.3. Fluxogramação .................................................................214 5.5. Técnicas de coleta de dados e pesquisas .................................224 5.6. Habilidades analíticas (distinção entre informações significantes e insignificantes) ..........................................................................231 6.INTOSAI.................................................................................232 6.1.Apresentação.......................................................................232 6.2. Introdução..........................................................................232 6.3.Postulados Básicos de Auditoria Pública...................................233 6.4. Normas Gerais de Auditoria Pública........................................244 6.5. Normas de Procedimentos na Execução da Auditoria Pública.....259 6.6. Normas para Elaboração dos Relatórios de Auditoria Pública......269 Questões de Concursos Anteriores e gabaritos: ..............................278 Bibliografia:...............................................................................264

1. Como devo estudar Ao nos depararmos com um edital tão “confuso” e super diferente dos editais de auditoria que temos visto nos concursos anteriores, após o “grande desespero” inicial, nos sobrevêm a pergunta que não quer calar: “Como devo estudar tudo isso?”

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Bem, para responder esta pergunta, eu diria que primeiro precisamos “reorganizar” o edital de forma que o conteúdo seja apresentado de forma didática e inteligível a todos. Desta forma, as aulas serão ministradas de acordo com minha experiência e tenho certeza que este procedimento gerará bons frutos! Não se preocupe, cobriremos todo o edital! Em segundo lugar, é imprescindível que todos leiam as legislações e normas que eu for recomendando ao longo das aulas... Isto porque, a tendência da maioria das bancas (inclusive a UNB) em provas de auditoria é cobrar a literalidade das normas. Então minha recomendação é que você estude as aulas, leia as normas recomendadas e pratique o que aprendeu através dos exercícios propostos. Seu rendimento será muito melhor! Por último, para facilitar seus estudos, você precisa entender a “estrutura” da legislação existente sobre o assunto, uma vez que é extremamente extensa. Acompanhe comigo:

A atividade de auditoria independente de demonstrações contábeis é prerrogativa de Contador (Bacharel em Ciências Contábeis); motivo pelo qual quem regulamenta a profissão é o CFC (Conselho Federal de Contabilidade). Deste Órgão, são emanados diversos diplomas legais abordando aspectos diversos, tais como: princípios contábeis, perícia e auditoria. Em relação a este último, a regulamentação é feita por meio das NBC T11 (Normas Brasileiras de Contabilidade), aprovadas por meio de resolução. As duas principais normas foram aprovadas por meio das resoluções nº 820 e 821 de 1997, que são de leitura obrigatória. Elas abordam o trabalho do auditor e o perfil desse profissional, respectivamente.

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A partir daí, há diversas outras regulamentando aspectos específicos, tais como: papéis de trabalho, amostragem, fraude e erro, etc. Nosso trabalho consistirá em facilitar a leitura dessas resoluções, abordando os aspectos mais importantes de cada uma delas que normalmente são cobrados em prova. Lembre-se que vários conceitos diferentes costumam aparecer juntos nas questões da Unb/CESPE, por isso, temos que ter tudo muito claro em nosso “cabeção” para não nos confundirmos!

2.Procedimentos de Auditoria

De acordo com Ricardo Ferreira, os procedimentos de auditoria são o conjunto de procedimentos técnicos com base nos quais o auditor obtém evidências ou provas que sejam suficientes e adequadas para fundamentar o seu parecer sobre as demonstrações contábeis auditadas. Os procedimentos de auditoria são adotados: antes do encerramento do exercício; na data de seu término; após o encerramento do exercício e antes da elaboração das demonstrações; depois da elaboração das demonstrações.1

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FERREIRA, Ricardo J. Auditoria – Rio de Janeiro - Editora Ferreira – 3º Edição.

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3. Testes de Observância e Testes Substantivos

3.1.Testes de Observância Como o próprio nome já diz, o teste de observância consiste em observar. Observar o quê? Se o controle interno (procedimentos estabelecidos para proteção dos ativos e garantia da eficácia das operações) está em funcionamento na prática. Eu hoje sou Auditor-Geral do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. Lá nós temos uma série de normas. Toda vez que a administração pública vai comprar alguma coisa, ela tem que fazer uma cotação de preço que irá servir de base para a confecção do projeto base da licitação posteriormente. Isso é uma norma do controle interno. Então, quando eu pego um processo administrativo de compra, eu verifico se foram feitas as três cotações necessárias, por exemplo. Quando eu pego um processo de pagamento de despesas eu verifico, por exemplo, se naquele processo a despesa foi liquidada, se o fornecedor entregou a mercadoria ou se o contratado prestou o serviço, eu verifico se aquela nota de empenho tem atestação de dois servidores, ou seja, verifico as normas de controle interno.

Porque existe controle interno?

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8 . quem cuida do físico não cuida da contabilidade e quem vende não dá desconto. Isso contribui para evitar desvios/fraudes. Por exemplo: Há um princípio de controle interno (a ser testado pelo auditor) chamado segregação de funções. fazendo a contabilidade e ao mesmo tempo sendo tesoureiro. conforme estudaremos mais adiante. na conta caixa estará constando R$ 100. está batendo a contabilidade com real. porque se eu sou o tesoureiro e sou o contador e faço as duas coisas. ou seja. porque ele vai ver que em despesas diversas não tem o comprovante dessas despesas”. Sabe quando o auditor vai conseguir descobrir esta fraude? Nunca! Isto porque o auditor confronta real com contábil.O Controle Interno existe para proteção da empresa. Faz sentido. depois. uma vez que o auditor não trabalha com 100% dos fatos. eu posso ser o tesoureiro e roubo. para proteção do setor público. O auditor não vai pegar a fraude que foi cometida e porque foi ajustada na contabilidade. Ou seja. Devem ser pessoas diferentes. Deve haver essa segregação de funções. então ele conta o dinheiro e também tem R$ 100. se fosse significativo. assim. eu posso gerar um desfalque conhecido como desfalque permanente na empresa.00. vou na contabilidade e faço um único lançamento: de débito a despesas diversas e crédito a caixa. Esses testes revelarão a fragilidade do controle interno da empresa (em diferentes setores). por exemplo. Você sabe o que é um desfalque permanente? É aquele que eu me aproprio do bem e dou baixa na contabilidade. para evitar que haja fraudes. mas ele pegaria se o valor fosse alto. Esse é o perigo! Você me diria: “o auditor pega sim.00. alertando para a necessidade da existência de pessoas diferentes para realização de atividades diversas. o auditor vai olhar o balanço patrimonial. quem compra não recebe. Por exemplo. trabalha com amostragem. Não podemos ter a mesma pessoa. Por exemplo.

daria para testar tudo? Não dá.Permitir acesso ao almoxarifado somente a quem lá trabalha.. é efetiva e eficaz. produzir dados contábeis e ajudar a administração na condução ordenada dos negócios da empresa. Como exemplos de normas de controle interno podemos citar: Cotar com 3 fornecedores antes de efetivar qualquer compra (para garantir que será comprado com o menor preço). vou responder com outras perguntas: O auditor testa tudo? Imagina auditar as Casas Bahia ou as Casas Sendas. a eficácia operacional da empresa.Veja a definição de controle interno cobrada pelo CESPE: (CESPE/UNB . Vejamos o exemplo abaixo: GRÁFICO DE CONTROLE INTERNO (Variando de 1 a 8) 9 . também. duas pessoas. a probabilidade de eu encontrar algum problema naquela área é pequena. a salvaguarda dos ativos e garante. Ele trabalha com amostragem. Porque quando a área trabalha bem. somente realizar pagamentos autorizados por. no mínimo. e eu verifico que existe uma normatização para o setor e que essa normatização é realmente seguida. o controle interno representa o conjunto de procedimentos. o auditor irá se preocupar em testar as áreas mais sensíveis. Resposta: Certo. Porque o auditor tem que observar se o controle interno existe? Para instigar seu raciocínio. etc.Auditor Fiscal da Previdência Social – 2003) Julgue: Em uma organização. em testar as áreas onde o controle interno for ruim. métodos ou rotinas com o objetivo de proteger os ativos. Então. as pessoas são competentes.. O Controle interno é que garante a proteção.

Há. E vice-versa. Este gráfico significa que: • • Se o controle interno é ruim -> Grau 1 Se o controle interno é bom -> Grau 8 controle interno grau 6 -> 40% de testes substantivos Ex: controle interno grau 8 -> 20% de testes substantivos Obs: A avaliação do grau de eficiência do controle interno é subjetivo. o auditor aplicará menos testes substantivos. dependendo do feeling do auditor. PRINCIPAL RACIOCÍNIO DA AUDITORIA  Se o Controle Interno for bom. no mercado. a probabilidade de se haver erros ou fraudes é menor. 10 . o volume de testes substantivos a serem aplicados em decorrência dos testes de observância decorrerão do grau dado em comparação com o grau 10 (referência). Sendo assim. contudo. uma espécie de senso comum.8 –10 =2  20% de testes substantivos 1 ruim 8 bom Neste modelo.

Assim. ou seja.. 11 . pois a empresa pode executar uma transação artificial. precisa ser verificada.. Os testes substantivos buscam evidências quanto à exatidão dos dados obtidos pelo sistema contábil da entidade e se divide em: a) Testes de transações e saldos Transações  Verificar se as TRANSAÇÕES de fato aconteceram. Então. os cálculos dos impostos. notas fiscais. Porque. estabelece-se uma relação entre os testes de observância e os substantivos. Ex: Controladora vendendo para a Controlada. recapitulando. controle interno existe na prática. os comprovantes de despesas e receitas.2. Testes Substantivos Os testes substantivos são os exames de fato que o auditor faz. Qual deve ser aplicado primeiro? De observância. Se cair na sua prova: Qual a finalidade dos testes de observância? O que você responde? Verificar se o funcionamento. a partir daqui você vai determinar a quantidade de testes substantivos a serem aplicados. são os testes substantivos que estão sendo aplicados. solicitar ao cliente para analisar os contratos. Quando o auditor começa a “colocar a mão na massa”.. etc. se está em 3. folha de pagamento.. pode ser uma operação fictícia.

onde geralmente quem a executa é um auditor com mais experiência pelo fato de a revisão analítica consistir na tentativa de explicar atipicidade. este fato poderá ser destacado pelo auditor. situação contabilmente impossível). Também é conhecida como Análise de balanço. Outro indício é a reclassificação de contas a receber de longo prazo para contas a receber de curto prazo. Na prática. comparações. estabelecidos para evidenciar a situação da entidade. mas não é registrado. Aprofundando: um dos indícios de “caixa 2” é o “estouro de caixa” (quando a conta caixa está com saldo credor. olhando para as demonstrações contábeis.Saldos  Verificar se os saldos apresentados na contabilidade estão corretos. Em determinado momento. Após o registro. Em boa parte dos casos. Por exemplo: se as “despesas diversas” representarem 30% do faturamento. a fim de evidenciar uma liquidez melhor que a real (situação necessária para obtenção de financiamentos. mas não há saldo na conta caixa para quitar a despesa. o auditor possui experiência e. o saldo fica credor. O dinheiro entra na empresa. Se a margem operacional estiver muito aquém do padrão. a fim de analisar o que está certo ou errado. esta conta pode ser separada para análise.. saberá se existe algo de errado ou não. Ex: Certificar que o saldo bancário apresentado na contabilidade é realmente o saldo constante no extrato bancário. ao ver a situação da empresa. Deve-se comparar um ano com outros anos. etc). Finalidade dos testes substantivos: 12 . REVISÃO ANALÍTICA  São índices. a despesa é lançada (após a constatação da existência física).. com vistas a direcionar a aplicação de procedimentos. consiste em analisar os dados e identificar desvios. interpretações. b) Procedimento de Revisão Analítica  Análise gerencial. participação em licitações.

vemos que para atingir as finalidades dos testes substantivos. o auditor deve aplicar os testes de Transações e Saldo e os Procedimentos de Revisão Analítica. apresentadas e divulgadas adequadamente. b) OCORRÊNCIA  é verificar se as transações de fato ocorreram. se eles de fato existem (contas a receber e contas a pagar).000.a) EXISTÊNCIA  É verificar se um componente patrimonial existe efetivamente numa determinada data.000 no estoque. (ex: informar nas notas explicativas o critério de avaliação de estoque. Ativos Superavaliados Passivos Subavaliados Assim. pelo menos. o auditor deve verificar se só deve $10. etc).: O auditor confere tudo o que considerar relevante.000. ou seja. c) ABRANGÊNCIA  é saber se todas as transações foram registradas de fato. É saber se o passivo está subavaliado: Ex: se a empresa diz que deve $10. Ex. Outra preocupação do auditor quando está avaliando as contas do ativo. o auditor irá verificar se tem. No passivo é o contrário. por meio de contagem ou análise de documentos. d) DIREITOS E OBRIGAÇÕES  é saber se realmente esses direitos e obrigações ocorreram. e) MENSURAÇÃO. se foi feita reavaliação. é verificar se os ativos estão superavaliados: Ex: se a empresa diz que tem $10. % de ações preferenciais e nominais. APRESENTAÇÃO E DIVUILGAÇÃO DA INFORMAÇÃO CONTÁBIL  é saber se as informações contábeis foram mensuradas.000. $10. 13 .

Lembre-se que o primeiro teste a ser feito quando do início de uma auditoria. Este procedimento tanto lida com valores altos como com valores baixos. nas contas a receber. A conta no banco é uma das coisas mais importantes a serem testadas na auditoria. A partir do momento que o auditor aplica os testes. pelo fato das informações serem muito inter-relacionadas. etc. ele finalmente terá condição de emitir seu parecer de auditoria. 2) OBSERVAÇÃO  São os testes de observância. Exemplos de procedimentos de auditoria de exame físico: a) contagem de estoque. b) contagem de ativo imobilizado. é o Teste de Observância. pois a primeira preocupação é definir qual o foco dos levantamentos. Ex. sob o ponto de vista da qualidade de informação. quocientes. mediante índices. 14 . na depreciação. ou seja. pois ambos. quantidades absolutas ou outros meios. Os procedimentos básicos na aplicação dos testes de observância e substantivos são : 1) INSPEÇÃO = EXAME  Este exame poderá ser feito em documentos ou em ativos. é observar se o controle interno está em funcionamento.: Cálculo no estoque. c) contagem de duplicatas a receber e a pagar. 3) CÁLCULO  É a conferência da exatidão numérica. É o procedimento mais utilizado em auditorias. 4) REVISÃO ANALÍTICA  verificação do comportamento de valores significativos. com vistas à identificação de situação ou tendências atípicas. são importantes. d) contagem de caixa.

5) INVESTIGAÇÃO E CONFIRMAÇÃO  Embora sejam conceitos diferentes. executando os testes de contagem física e procedimentos complementares aplicáveis. A investigação consiste em aplicar procedimentos adicionais para tentar validar uma informação. o auditor deve: a) confirmar os valores das contas a receber e a pagar. quando o valor envolvido for expressivo em relação à posição patrimonial e financeira e ao resultado das operações. utiliza-se da técnica de circularização. não obtiver informações objetivas suficientes para dirimir as questões suscitadas. Assim. através de comunicação direta com os terceiros envolvidos. e b) acompanhar o inventário físico realizado pela entidade. CIRCULARIZAÇÃO: Consiste em obter informações junto a terceiros. até alcançar conclusões satisfatórias. como mecanismo de validação. deve efetuar verificações adicionais. Já a confirmação consiste em obter informações junto a terceiros. a resolução do Conselho Federal colocou os dois juntos. durante a revisão analítica. aplicando novos procedimentos de auditoria. Nesse sentido. o auditor seleciona as pessoas que serão circularizadas (que receberão as correspondências para confirmação dos saldos em aberto em uma determinada data) e solicita a 15 . Para a confirmação.É importante destacar que se o auditor. que consiste em solicitar que a empresa peça a seus agentes consignatários (clientes ou fornecedores) que informem diretamente ao auditor sobre os saldos e operações.

”..entidade auditada que as remeta. Contém frases do tipo: “Queira confirmar o saldo da conta. (Ex.. 16 .. pode-se afirmar que CIRCULARIZAÇÃO não é procedimento de auditoria e sim.00.. confirme junto ao nosso auditor o valor devido até o dia . confrontando-as com as evidências obtidas dentro da própria empresa.) b) CIRCULAÇÃO PRETA  é a carta onde o saldo é informado.: Caro cliente. gostaríamos de conferir um débito existente no valor de R$1. ou seja. ou seja. Sendo assim.: “ Caro cliente. Tipos de Circularização: Branca Preta Positiva Negativa Não informa o saldo Informa o saldo Aguarda resposta Aguarda resposta apenas em divergências a) CIRCULAÇÃO BRANCA  é a carta onde o saldo (valor em aberto) não é informado. d) CIRCULAÇÃO NEGATIVA  Neste caso.000.. A figura a seguir evidencia a técnica citada.. A partir daí.. aguarda as respostas e as analisa. os circularizados somente irão responder caso haja alguma divergência. ( Ex. o auditor quer uma resposta de todas as pessoas que foram circularizadas.) c) CIRCULAÇÃO POSITIVA  é aquela onde todos respondem. uma técnica dentro de investigação e confirmação..

identificar as demonstrações contábeis sobre as quais o auditor está expressando sua opinião. Caso o trabalho tenha sido realizado por empresa de auditoria. como no exemplo de uma empresa com muitos clientes. pois tudo passa pelas contas Caixa e Banco. Parecer do Auditor Após a aplicação dos procedimentos. for diferente de ______. É um relatório sintético. o parecer é dirigido ao contratante dos serviços. e conter seu número de registro no Conselho Regional de Contabilidade. ou outro órgão equivalente. Em condições normais. Deve. normalmente de três parágrafos. outrossim. Dica 2: Há situações em que o mais adequado é a circulação negativa. o nome da entidade. Caso o cliente não responda. o nome e o número de registro cadastral no Conselho Regional de Contabilidade também 17 . Contém frases do tipo: “Responda se o saldo da conta ______. principalmente para aferir a qualidade dos lançamentos. as datas e os períodos a que correspondem. Em circunstâncias próprias.na circulação negativa. indicando. cotistas ou sócios. segundo a natureza deste. é extremamente importante. o parecer é dirigido aos acionistas. ao conselho de administração ou à diretoria da entidade. 4. o auditor não espera uma resposta de todos. apesar de normalmente ter um valor pequeno.” Dica: A conta caixa. ainda. o auditor terá condições de exprimir sua opinião acerca da qualidade e adequação das demonstrações em um relatório de auditoria denominado parecer de auditoria. o auditor subentende que tudo está correto. bem como ser datado e assinado pelo contador responsável pelos trabalhos.

compreendendo a aplicação de testes de observância e testes substantivos com o objetivo de identificar as áreas mais expressivas. identificando. O parecer deve ter 3 parágrafos: 1. quando necessárias. Cada ressalva deve constar em um parágrafo separado. 1º Parágrafo: Introdução Deve constar que o parecer está de acordo com as práticas contábeis em vigor no Brasil. “com exceção de” para demonstrar as improbidades.. De Escopo/modus operandi. as demonstrações. etc. As ressalvas. se tiverem ressalvas.. ainda. 2º Parágrago: Modus Operandi (escopo) Neste parágrafo deve constar que o trabalho do auditor foi orientado por técnicas de amostragem estatística. Exemplo: Exceto quanto à contribuição previdenciária que não foi recolhida. Exceto quanto ao cálculo de provisões. coloca-se um parágrafo para cada ressalva. Introdutório. 3. “exceto quando”.. Vale ressaltar que a data do parecer deve corresponder ao dia do encerramento dos trabalhos de auditoria na entidade. são feitas da seguinte forma: faz-se uso das expressões “exceto por”. os exercícios.devem constar do parecer.. Ou seja. 2. De opinião.. 18 .

exceto quanto ao apresentado no inciso anterior (parecer com ressalva). o parecer pode conter um parágrafo de ênfase. Assim. adverso e com abstenção de opinião. 4º Parágrafo: Ênfase (se aplicável) Por fim. Ocorre em função da dificuldade do auditor de formar um juízo de valor. É apenas para chamar atenção. Será emitido quando: Tiver uma INCERTEZA: O auditor não conseguiu ter certeza sobre alguma que não seja culpa da empresa. - Em função das impropriedades detectadas e sua materialidade. com ressalvas. 19 .3º Parágrafo: Opinião / Conclusão OPINIÃO (é nela que iremos identificar o tipo de parecer) Exs. A ênfase não decorre de impropriedades. esse documento admite quatro modalidades face à Legislação vigente: sem ressalvas. Ele falece. existe grande possibilidade desta empresa sofrer risco de continuidade. e isto deve ser informado no parágrafo de ênfase. Por exemplo: Imagine a seguinte situação: Uma empresa familiar dirigida há várias décadas pelo próprio dono. RISCO DE CONTINUIDADE: possibilidade da empresa “quebrar”.: • Entende-se que as demonstrações contábeis estão corretas em todos os aspectos relevantes (parecer sem ressalva) • Entende-se que as demonstrações contábeis estão corretas.

então. acatar as sugestões do auditor ou não. não há que se falar. 20 . do faturamento. do Patrimônio Líquido – PL ou do ativo. ainda. lembrando que o percentual é definido pelo auditor.Parecer sem ressallva Parecer sem ressa va A modalidade sem ressalvas é utilizada quando o auditor não detecta impropriedades significativas que mereçam ser destacadas no relatório. a finalidade da auditoria independente de demonstrações é atestar que as informações constantes nas demonstrações estão corretas. ainda. quando as inconsistências apontadas são corretamente ajustadas pela entidade auditada. que a relevância é normalmente calculada tomando como base um percentual do lucro após os impostos (o mais comum. poderão vir a causar prejuízos se inclusos ou omitidos. Ou seja. não é anti-ético dar a oportunidade da auditada efetuar as correções no BP e DRE. recomendável). as demonstrações estarão corretas e o parecer não apontará ressalvas. levantadas as divergências (diferença no valor contábil e real do saldo da conta “clientes”. O que se considera é o impacto nas demonstrações e a possibilidade de distorcer a análise do usuário da informação contábil. portanto. e. tornaram-se corretas. lembrando que o conceito de relevância ou materialidade é julgamento pessoal do auditor. Merecerão destaques no parecer quaisquer fatos que. Ratificando. O parecer sem ressalvas cabe. Em acatando. Assim. não é comum o CFC definir a partir de qual patamar (em termos percentuais) determinado fato deve ser destacado. É preciso destacar. após as recomendações e ajustes. pela sua omissão ou inclusão. são elas apontadas e são efetuadas sugestões pelo auditor de ajustes que devem ser feitos para que as demonstrações contábeis reflitam adequadamente a real situação econômico-financeira da empresa. Caberá a empresa. por exemplo. Se antes não estavam e. por exemplo). É preciso destacar que a auditoria contábil não é um jogo de “gato e rato”: conforme mencionado.

Assim. Implica afirmação de que. NÃO É REQUERIDO NENHUMA REFERÊNCIA NO PARECER. o auditor fará menção a elas em seu parecer. No que pertine à divulgação. Dessa forma. o parecer sem ressalva: 1. ou b) limitação na extensão do seu trabalho  deve conduzir à opinião com ressalva ou à abstenção de opinião. Indica que há apropriada divulgação de todos os assuntos relevantes às Demonstrações Contábeis. elas tiveram seus efeitos avaliados e aceitos e estão devidamente revelados nas Demonstrações Contábeis. cada inconsistência será relatada em um parágrafo do parecer. tais como: a) discordância com a administração – conteúdo e forma das Demonstrações Contábeis (discorda das práticas contábeis utilizadas e da forma de aplicação das práticas contábeis)  conduzir à opinião com ressalva ou à opinião adversa. 3. cuidadosa analise deverá ser feita pela 21 . Parecer com ressallva : Parecer com ressa va A modalidade “com ressalva(s)” é cabível quando são detectadas ofensas aos princípios fundamentais de contabilidade – PFC. tal divulgação não é requerida. isso não significa que fatos relevantes deixem de ser divulgados sob esse pretexto. Indica que as demonstrações contábeis foram elaboradas consoante as disposições das NBC e Princípios Fundamentais da Contabilidade em todos os aspectos relevantes. Assim. é preciso destacar que há circunstâncias especiais em que a ampla divulgação de determinadas informações sigilosas pode ser danosa ou prejudicial à empresa ou a seus acionistas. Nesses casos. às práticas contábeis em vigor no Brasil ou à Legislação vigente. Todavia. em tendo havido alterações na observância das NBC e PFC. Nesses casos. 2. Circunstâncias que impedem a emissão do parecer sem ressalva  São as que tenham efeitos relevantes para as demonstrações contábeis. individualmente. desde que não ajustadas. Nesse caso..

É efeito de qualquer discordância ou restrição na extensão de um trabalho. objetivando que as demonstrações e notas explicativas não omitam fatos relevantes. “exceto quanto” ou “com exceção de” referindo-se aos efeitos do assunto objeto da ressalva. Nessa situação. não prejudiquem a empresa e seus acionistas com tal divulgação. Utiliza expressões “exceto por”. o parecer com ressalva: 1. O parecer adverso é justificável quando as impropriedades são de tal gravidade que comprometam as demonstrações contábeis em seu conjunto. Deve-se lembrar que a divulgação em nota explicativa de uma prática contábil indevida ou de um erro na sua aplicação não elimina a necessidade de ressalva no parecer. Não é de tal magnitude que requeira parecer adverso ou abstenção de opinião. o auditor destacará em seu parecer que as demonstrações não foram elaboradas com a fiel observância das normas contábeis em vigor. adverso ou com abstenção de opinião. juntamente com o auditor. Quando o auditor emitir parecer com ressalva. ao mesmo tempo. para determinar a melhor solução para o caso. devem ser apresentadas em parágrafo específico do parecer.administração. Ou seja. de forma que as informações lá constantes não reflitam a real situação da empresa. Parecer adverso Parecer adverso Quando o auditor entende que as demonstrações contábeis estão erradas. precedendo ao da opinião. Se for o caso. Assim. fazer referência a uma divulgação mais ampla em Nota Explicativa. 2. deve ser incluída descrição clara de todas as razões que fundamentaram o seu parecer. 22 .

cabendo mais uma vez ao auditor (julgamento pessoal) optar por um ou por outro de acordo com sua convicção.A diferença entre essa modalidade e a com ressalvas é a magnitude. 2. isso é Se o erro for relevante. 23 . Se os erros encontrados forem de magnitude tal que comprometam as Demonstrações Contábeis. O auditor deve descrever em um ou mais parágrafos intermediários IMEDIATAMENTE ANTERIORES AO PARÁGRAFO DE OPINIÃO os motivos ou a natureza de sua opinião adversa. ele deve apresentar um parecer com ressalvas. em tal magnitude que impossibilite a emissão do parecer com ressalva. julgue os itens que se seguem.Perito Criminal da Polícia Federal – 2004) Relativamente à auditoria independente. Resposta: Errado. deverá ser emitido parecer com ressalvas. um parecer adverso deverá ser considerado. Se houve ofensa aos Princípios Fundamentais da Contabilidade e não comprometerem as Demonstrações Contábeis. caso o efeito seja e de valor muito relevante. As demonstrações contábeis estão incorretas ou incompletas. quanto deve ser. Quando as demonstrações financeiras não tiveram sido elaboradas de acordo com os princípios fundamentais de Contabilidade. Neste caso: 1. o auditor deve emitir parecer adverso e. de acordo com as normas brasileiras de contabilidade. o auditor é obrigado a ressalvar. responda à questão abaixo: Questão 4: (CESPE/UNB . Sobre os pareceres adverso e com ressalva. desde que esse erro não seja corrigido. Qual é a magnitude de um erro para o parecer ser com ressalvas ou adverso? Nenhuma norma diz exatamente julgamento pessoal do auditor. ou material.

não houve resposta. onde nada encontrou. mas não o faz em virtude de limitação no escopo de seus trabalhos ou em função de incertezas múltiplas. sobre a omissão de tais procedimentos e ao uso dos procedimentos alternativos.Parecer com abstenção de opiiniião Parecer com abstenção de op n ão a) por lliimiitação na extensão : a) por m tação na extensão O relatório “com abstenção de opinião” é o mais curioso. abster-se-á de opinar. o auditor não tem como opinar. em seu parecer. o auditor não emite uma opinião acerca da regularidade das demonstrações. tenta acompanhar a contagem dos estoques mas não é autorizado. está tentando trabalhar mas não consegue.. então. passa a não existir uma limitação significativa na extensão de seu trabalho e não é necessário menção. Nele. pois ele não conferiu). solicita o envio de cartas de circularização. após constatar o valor de uma provisão para perdas judiciais de valor elevado não conseguiu certificar-se da razoabilidade dos fatores considerados em sua confecção. Imaginemos uma empresa que trabalhe com mercadorias em consignação (montante expressivo) em outro Estado. o auditor não deve informar que o saldo está correto (e nem que não está. mas isso não ocorre. Após circularizar. Assim. Ou. O segundo caso ocorre quando a validação das informações revela-se inexeqüível ou extremamente arriscada. É contratado para isso. Vale mencionar que quando o auditor puder satisfazer-se quanto a tais itens pela aplicação de procedimentos alternativos. o que levou o auditor a viajar até o local onde supostamente deveriam estar as mercadorias. ou seja.. O primeiro caso ocorre quando o auditor tenta trabalhar mas sofre uma espécie de boicote por parte da própria auditada: pede cópia de contratos ou documentos fiscais mas não os recebe. 24 . Em situações como essas. Em situações como essa.

O auditor deve expressar em parágrafo de opinião. na opinião do auditor. Este tipo de parecer é muito raro porque ele compromete toda as demonstrações. devido à relevância das incertezas descritas em parágrafos intermediários específicos. por exemplo. afim de obter evidências de auditoria suficientes para emitir seu parecer. b) por iincertezas: b) por ncertezas: 1. c) Poderá afetar o resultado das suas operações. ou ao concluir que não pode executar procedimento de auditoria que julgue necessário. os registros contábeis do cliente são inadequados. após o parágrafo de opinião. que uma limitação na extensão do trabalho do auditor pode ser imposta pelas circunstâncias. b) Poderá afetar significativamente a posição patrimonial e financeira da entidade.É preciso destacar. não está em condições de emitir opinião sobre as Demonstrações Contábeis. Ela pode também ocorrer quando. ainda. quando a época da indicação do auditor é tal que o impossibilite de observar a contagem física dos estoques. Nessas circunstâncias. Se os procedimentos alternativos não lhe permitem evidência suficiente. 25 . no parecer. fazendo referência à Nota Explicativa de forma mais extensa quando: a) Ocorrer incerteza em relação a fato relevante. que. Não elimina a responsabilidade do auditor de mencionar. caberá a ele manifestar tal limitação em seu parecer. 2. o auditor deve tentar executar procedimentos. O auditor deve adicionar um parágrafo de ênfase em seu parecer. qualquer desvios relevantes que normalmente seriam incluídos como ressalvas. como.

indicando os valores envolvidos. parecer adverso. 2. III) Demonstrações contábeiis não – audiitadas : III) Demonstrações contábe s não – aud tadas Devem ser claramente identificadas como “não-auditadas”. pela omissão ou inadequação da divulgação. Nessas circunstâncias. o parecer permanece na condição de parecer sem ressalva. desde que tenha emitido opinião sobre as demonstrações contábeis originais. Observações iimportantes: Observações mportantes: I) Parecer quando demonstrações contábeiis de controlladas e/ou I) Parecer quando demonstrações contábe s de contro adas e/ou colliigadas são audiitadas por outros audiitores: co gadas são aud tadas por outros aud tores: 1. e PFC. Se a matéria envolvendo incerteza relevante não está adequadamente divulgada nas demonstrações contábeis. deve estar incluída no parecer sobre as demonstrações contábeis condensadas. Toda informação importante. 2. parecer com abstenção de opinião e/ou ênfase. Esse fato deve ser destacado no parecer. O auditor da controladora e/ou investidora deve destacar esse fato no seu parecer. em cada folha do conjunto. 26 . o seu parecer deve conter ressalva ou opinião adversa. baseando-se exclusivamente no parecer de outro auditor com respeito às demonstrações contábeis de controladas e/ou coligadas. de acordo com as NBC. o auditor da controladora e/ou investidora deve expressar sua opinião sobre as demonstrações contábeis como um todo. constante do parecer do auditor sobre as demonstrações contábeis originais. relacionada com ressalva. O auditor poderá expressar opinião sobre demonstrações contábeis apresentadas de forma condensada..IMPORTANTE!   Na hipótese do emprego de parágrafo de ênfase. II) Parecer sobre demonstrações contábeiis condensadas: II) Parecer sobre demonstrações contábe s condensadas: 1.

amostragem estatística é aquela em que a amostra é selecionada cientificamente com a finalidade de que os resultados obtidos possam ser estendidos ao conjunto de acordo com a teoria da probabilidade ou as regras estatísticas.  Amostragem estatística: é probabilística. todos os itens têm a mesma chance de serem selecionados. Por intermédio da amostragem é possível formar-se a opinião a respeito de uma determinada população com base na análise de apenas alguns de seus elementos. não-estatística: é tendenciosa.  Amostragem direcionada. 5. com base neles. 27 . O emprego de amostragem estatística é recomendável quando os itens da população apresentam características homogêneas. não-aleatória. o auditor pode empregar técnicas de amostragem. ao determinar a extensão de um teste de auditoria ou método de seleção de itens a testar. isto é. O auditor pode. selecionar alguns itens que compõe o estoque de mercadorias e. por exemplo. formar sua opinião a respeito de todo estoque. Amostragem De acordo com a Resolução CFC n° 1012⁄05. A auditoria pode utilizar técnicas de amostragem estatística e nãoestatística. este deve conter a indicação de que o auditor não está expressando opinião sobre as referidas demonstrações contábeis. De acordo com o CFC.Em havendo emissão de relatório.

todos os itens acima de um certo valor) não se qualifica como amostragem de auditoria com respeito à parcela da população examinada.Fiscal de Tributos Municipais de Maceió – 2003) Quanto à auditoria. A opção está incompleta. Na determinação da amostra. ainda. nem com respeito à população como um todo. dando chance igual de seleção a todos os itens da população. Vejamos: 28 . o auditor deve considerar apenas os seguintes fatores: população objeto da amostra. erro tolerável e erro esperado. Devem ser considerados. julgue os itens a seguir. a aplicação de procedimentos de auditoria a todos os itens dentro de uma população que tenham uma característica particular (por exemplo. Os testes aplicados na totalidade da população não se qualificam como amostragem de auditoria. Analise a questão abaixo: Questão 1: (CESPE/UNB . mas não constituem. Resposta: Errado. critério e conhecimento da entidade. uma base adequada para a conclusão sobre a parcela restante da população. o tamanho da amostra. necessariamente. Esses itens podem indicar uma tendência ou uma característica da parcela restante da população. o risco de amostragem e a estratificação.Amostragem não-estatística (por julgamento) é aquela em que a amostra é determinada pelo auditor utilizando sua experiência. Da mesma forma. Dica: É importante reconhecer que certos procedimentos de auditoria aplicados na base de testes não estão dentro da definição de amostragem. Isto porque os itens não foram selecionados.

alguns fatores deverão ser levados em consideração. o auditor está interessado em aspectos como. ou seja. dos fatos. uma das maiores preocupações do auditor é que ela seja representativa. mas. Isso é essencial para que as conclusões alcançadas para a amostra possam ser extrapoladas para toda a população. o auditor está interessado em aspectos relacionados com os valores monetários dessas faturas e se esses valores foram. faturas não-pagas. pagamentos subseqüentes. tenha as mesmas características da população. a população pode ser definida como a listagem de contas a receber. 29 . Por outro lado. Se o objetivo do auditor for testar a existência de superavaliação de contas a receber. Para que a amostra seja representativa. por exemplo. sim.Na determinação da amostra. se houve aprovação apropriada e verificação aritmética de uma fatura.  População: é a totalidade das observações. o auditor deve considerar os procedimentos de auditoria que têm maior probabilidade de atingir esses objetivos. Por outro lado. dos eventos. se o objetivo for testar a existência de subavaliação de contas a pagar. no caso de executar testes de observância sobre os procedimentos de compra em uma entidade. a população não deve ser a listagem de contas a pagar. seria todo o universo de contas a receber. Na análise da conta clientes. Por exemplo. apropriadamente. dentre os quais é possível destacar sete:  Os objetivos gerais e específicos: o CFC destaca que no planejamento da amostra de auditoria. ao executar procedimentos de comprovação sobre faturas processadas durante o período. refletidos nas Demonstrações Contábeis. extratos de fornecedores. relatórios de recebimentos de mercadorias ou outras populações que forneceriam evidência de auditoria de que as contas a pagar estariam subavaliadas. O auditor precisa determinar se a população da qual a amostra vai ser extraída é apropriada para o objetivo de auditoria específico.

Como exemplo. Além disso. os itens de maior valor que compõem o saldo de contas a receber.  O tamanho da amostra. tais como clientes das regiões sul. seja corretamente planejada para aplicação à população é necessário que a amostra seja: a) representativa da população. a população pode ser estratificada. Portanto.Cada item que compõe a população é conhecido como unidade de amostragem. se o objetivo do auditor for testar a validade das contas a receber. a estratificação pode resultar em amostra com tamanho menor. mas não é proporcional. b) que todos os itens da população tenham oportunidade idêntica de serem selecionados. Conforme mencionado. A população pode ser dividida em unidades de amostragem de diversos modos. Para que a conclusão a que chegou o auditor. médios e pequenos). por exemplo. agrupar as observações grupos homogêneos (amostragem estratificada) ou heterogêneos (por conglomerado) facilita a análise. para detectar distorções relevantes por avaliação a maior. geralmente relacionado diretamente ao tamanho da população. podemos citar a divisão da conta clientes para fins de circularização em classes. No caso. em quatro subconjuntos como segue: 30 . por exemplo.  A estratificação da amostra: em determinadas situações. e dependendo da distribuição dos valores a receber por saldo de devedores. Quanto maior a população. É diretamente relacionado. O auditor define a unidade de amostragem para obter uma amostra eficiente e eficaz para atingir os objetivos de auditoria em particular. maior será o tamanho da amostra. utilizando uma amostra. a unidade de amostragem pode ser definida como saldos de clientes ou faturas de clientes individuais. a estratificação permite que o auditor dirija esforços de auditoria para os itens que contenham maior potencial de erro. Este processo reduz a possibilidade de variação dos itens de cada estrato. se o objetivo da auditoria for testar a validade de contas a receber. sudeste e centro-oeste ou por perfil (grandes.

c) saldos entre R$ 100. foi maquiado para a visita do auditor) – superavaliação da confiabilidade ou superaderência. o auditor efetuará menos testes substantivos.00 e R$ 2.00 e R$ 1. 31 . Normalmente esse risco é agrupado em duas tipologias.000. encontrar que 80% dos valores de contas a receber são susceptíveis de validação.000. levando o auditor a conclusões errôneas.  O risco de amostragem: a possibilidade da amostra não ser representativa. que poderão vir a comprometer sua opinião.000. Ao acreditar que o CI é melhor do que realmente é (exemplificando. e 5% de (d). mediante a validação da totalidade dos saldos do subconjunto (a) 50% de (b).00. pode-se. Assim.00.CI. respectivamente:  o risco de super ou subavaliação da confiabilidade.a) saldos superiores a R$ 2. dependendo da distribuição dos valores a receber.00. 20% de (c).000. aumentando o risco de não detectar algo e conseqüentemente o risco do parecer ser inconsistente. b) saldos entre R$ 1. vinculadas aos testes de observância e substantivos. por exemplo. e  o de aceitação e rejeição incorretas. e d) saldos inferiores a R$ 100. examinando 20% da população. hipoteticamente.00. O primeiro conjunto decorre da má avaliação do sistema de controle interno .

Nos testes de observância. dado grau 3. maior deve ser o tamanho da amostra. em função de maiores gastos.Supondo que o CI é pior do que realmente é (risco de subavaliação da confiabilidade). Dessa forma. baseado na avaliação preliminar de risco de controle. A aceitação incorreta decorre da aplicação de procedimentos que levam o auditor a acreditar que uma informação é correta quando. Em função disso. erroneamente. O erro tolerável é considerado durante o estágio de planejamento e. quando de fato o resultado estava correto. não é. recusou indevidamente as conclusões tendo incorrido em novos testes desnecessariamente. fará um volume de testes maior que o necessário. para os testes substantivos. tornando a encontrar o mesmo resultado anterior. Ao rejeitar o resultado. não tendo sido identificadas pelo auditor. o erro tolerável é a taxa máxima de desvio de um procedimento de controle estabelecido que o auditor está disposto a aceitar. porque não confiou no que viu. concluir que o resultado da amostra atingiu o objetivo da auditoria. ainda assim. Vale ressaltar que. Contudo. o auditor poderá comprometer seu parecer. Como exemplo. o número de erros encontrado foi irrelevante. Nos testes substantivos. tornou a efetuar os testes em nova amostra. Ao acreditar nelas. em termos de comprometimento dos trabalhos são a superavaliação da confiabilidade e a aceitação incorreta. portanto. o erro tolerável é o erro 32 . podemos citar respostas às cartas de circularização fraudadas ou notas fiscais cauçadas. podemos imaginar que o auditor tenha. e. as de maior gravidade. O CFC destaca que erro tolerável é o erro máximo na população que o auditor está disposto a aceitar e. ao compararmos as tipologias apresentadas. o auditor efetuará mais testes do que o necessário. Ou seja. incorrendo em maior consumo de recursos materiais e humanos. O contraponto (rejeição incorreta) ocorre quando o auditor recusa o resultado de uma amostra por entender nãorazoável. Como exemplo. Quanto menor o erro tolerável. mais custos. maximizou os testes substantivos esperando detectar diversas inconsistências. em uma escala de 1 a 9 na avaliação do controle interno. está relacionado com o julgamento do auditor sobre relevância. de fato.  Erro tolerável: É o máximo que o auditor aceita em função da qualidade do controle interno. enquanto que as demais representarão minimização da margem de lucro.

a seleção de amostra deve ser documentada pelo auditor e considerar: a) o grau de confiança depositada sobre o sistema de controles internos das contas.monetário máximo no saldo de uma conta ou uma classe de transações que o auditor está disposto a aceitar. de forma que. e d) o número de itens selecionados. quando os resultados de todos os procedimentos de auditoria forem considerados. o auditor possa concluir. Com a finalidade de evidenciar os seus trabalhos.  Erro esperado: é o erro da amostra. em função da sua própria natureza. 33 . c) a fonte de seleção. Quanto aos critérios de seleção da amostra. com segurança razoável. b) a base de seleção. Ex: Pesquisa Ibope. Ao determinar o erro esperado em uma população. Tamanhos menores de amostra justificam-se quando se espera que a população esteja isenta de erros. para concluir que o erro real da população não excede o erro tolerável planejado. os níveis de erros identificados em auditorias anteriores. têm a mesma probabilidade de serem selecionados. é necessário examinar uma amostra maior do que quando não se espera erro. que as Demonstrações Contábeis não contêm distorções relevantes. se o auditor espera que a população contenha erro. o auditor deve considerar aspectos como. por exemplo. os mais comuns são:  Aleatória ou randômica: quando os itens são escolhidos ao acaso. classes de transações ou itens específicos. O conselho alerta que. mudança nos procedimentos da entidade e evidência obtida na aplicação de outros procedimentos de auditoria. ou seja.

em particular. julgue os itens subseqüentes. etc. 12. o auditor deve evitar a seleção de uma amostra que seja influenciada.  Casual: quando as observações são escolhidas de forma direcionada. o auditor deve determinar se a população não está estruturada de tal modo que o intervalo de amostragem corresponda a um padrão. Se usar seleção sistemática.Na seleção aleatória ou randômica. Ao considerar a seleção sistemática. ainda. tabelas de números aleatórios que determinarão quais os números dos itens a serem selecionados dentro do total da população ou dentro de uma seqüência de itens da população predeterminada pelo auditor. 22. da população. utiliza-se. Analise a questão abaixo: Questão 2: (Unb/CESPE – MPE/TO – Analista Ministerial – 2006) No que se refere a auditoria. b) que os itens da população não estejam ordenados de modo a prejudicar a casualidade de sua escolha.  Sistemática ou por intervalo: quando as observações são selecionadas obedecendo a intervalos constantes. 32. Ou. o resultado seria que o auditor teria selecionado a totalidade ou nenhuma das vendas da filial em questão. as vendas de uma filial. Por exemplo. Exemplificando. com a escolha de itens fáceis de localizar. ocorrerem somente como cada 100º item e o intervalo de amostragem selecionado for 50. podemos citar uma amostra de duplicatas fiscais submetidas à análise com o final 2: 2. não aleatória. mormente em função da experiência e da sensibilidade do auditor. Quando utilizar esse método. por exemplo. o auditor deve observar as seguintes normas para assegurar uma amostra. em particular. se em cada população de vendas realizadas por filiais. por exemplo. uma vez que esses itens podem não ser representativos. os documentos emitidos na última semana de cada mês. 42. realmente. 34 . representativa da população: a) que o primeiro item seja escolhido ao acaso.

10. os valores são concentrados totalmente na média 10. Variância: corresponde à média aritimética dos quadrados dos desvios. Duas séries podem apresentar a mesma média aritimética. em uma lista de itens da população. como propriedade da média. a partir de um ou mais pontos de partida aleatório. moda). 5. 10. uniforme. 17 Nos dois casos a média é igual a 10. a soma dos desvios é igual a zero: Série 15 5 3 17 MédiaDesvio 10 5 10 -5 10 -7 10 7 . 3. uma vez que a soma será nula. há grande dispersão dos valores em relação à média 10. Na 1ª série anterior. Todavia. entre cada item selecionado. mede-se a dispersão de cada elemento da série em relação á média. não se pode calcular a média dos desvios a partir de sua soma. mediana. 10 2ª série: 15. 35 . mas terem composições diferentes: 1ª série: 10. 0 Assim.A amostragem sistemática consiste em proceder a seleção de itens de maneira que sempre haja um intervalo prefixado. Desvio: No cálculo do desvio. Resposta: Certo  Medidas de dispersão São destinadas à verificação da representatividade das medidas de posição (média. Por isso. Já na 2ª série. Desvio Médio: é a média aritimética dos desvios considerados em módulos (valores absolutos). o cálculo da média dos desvios é feito com base no desvio médio e na variância.

um erro. um lançamento feito na conta do cliente errado não afeta o total das contas a receber. por exemplo. de fato. 5. a variância será apurada em metro quadrado. Quando não for possível obter a evidência de auditoria esperada sobre um item de amostra específico. a amplitude total é: 17 – 3 = 14 Resultados da amostra:  Ao analisar os resultados da amostra o auditor deve: analisar os erros da amostra. Se o auditor não puder executar procedimentos alternativos satisfatórios ou se os procedimentos executados não permitirem que o auditor 36 . razão pela qual talvez seja impróprio considerar tal fato como um erro ao avaliar os resultados da amostra deste procedimento. Desse modo. retornamos à variável original (metro). o auditor deve. Exemplificando: em um teste substantivo relacionado com o registro de contas a receber. em particular. extrapolar os resultados dos erros da amostra para a população da qual foi selecionada e reavaliar o risco de amostragem. por exemplo. avaliação de créditos de liquidação duvidosa. 3. calculando o desvio-padrão.Desvio-padrão: é a raiz quadrada da variância. determinar se o item em questão é. Análise de Erros da Amostra: Ao analisar os erros detectados na amostra. como. ainda que esse fato possa ter efeito sobre as outras áreas da auditoria. o auditor deve obter evidência de auditoria suficiente e apropriada por meio da execução de procedimentos alternativos. talvez o auditor possa obter evidência de auditoria suficiente e apropriada de que as contas a receber são válidas. 17. Exemplificando: se uma confirmação positiva de contas a receber tiver sido solicitada e nenhuma resposta tiver sido recebida. Se. considerados os objetivos específicos planejados. inicialmente. a unidade de medida de uma variável for metro. Na serie 15. revisando os pagamentos subseqüentes efetuados pelos clientes. Amplitude total: é a diferença entre o maior e o menor valor dos elementos de uma série.

O erro projetado para a população deve ser considerado em conjunto com os demais erros identificados durante a auditoria. e decidir ampliar os procedimentos de auditoria nessa área. é possível que o auditor observe que muitos têm características comuns. o auditor deve considerar os aspectos qualitativos dos erros encontrados. Nessas circunstâncias. a extrapolação de erros é feita separadamente para cada subpopulação e os resultados combinados. localização. Então.obtenha evidência de auditoria suficiente e apropriada. tipo de transação. o auditor deve executar análise separada com base nos itens examinados para cada subpopulação. o método de extrapolação precisa ser consistente com o método usado para selecionar a amostra. levando-se em conta os resultados de outros procedimentos de auditoria. Quando a população tiver sido dividida em subpopulações. Existem diversos métodos aceitáveis para extrapolar os resultados de erros. produzindo. O auditor também deve considerar os aspectos qualitativos dos erros. o auditor pode decidir identificar todos os itens da população que tenham características comuns. o item deve ser tratado como um erro. uma subpopulação. 37 . linha de produtos ou período de tempo. Esses aspectos incluem a natureza e a causa do erro e o possível efeito do erro sobre outras fases da auditoria. Reavaliação do Risco de Amostragem O auditor deve considerar se os erros projetados pela extrapolação para a população podem exceder o erro tolerável. em todos os casos. Entretanto. por exemplo. Extrapolação de Erros O auditor deve extrapolar os resultados dos erros da amostra para a população da qual foi selecionada. deste modo. Quando extrapolar resultados de erros. Ao analisar os erros descobertos.

e c) as transações intercambiadas. 6. Nesse diapasão. ter condições de revisá-lo e. Procedimento eletrônico de dados (PED) Com o incremento do uso da tecnologia de informação (TI). O Grau mínimo de conhecimento deve incluir: a) conhecer suficientemente sistema de contabilidade e de controle interno. conhecer. o auditor deve reconsiderar sua avaliação anterior do risco de amostragem e. e 38 . se esse risco for inaceitável. ainda. e c) estabelecer e supervisionar o nível de provas de controle (cut – off). Dessa forma. b) o exame da estrutura e confiabilidade. cada vez mais os ambientes estão afetados por processamento eletrônico de dados. as transações vêm sendo realizadas e registradas cada vez mais de forma automática.Quando o erro projetado exceder o erro tolerável. bem como o uso de softwares extratores de dados. o que obriga o auditor. b) as entradas de dados. também. aplicar seus próprios procedimentos. b) determinar o efeito. considerar a possibilidade de ampliar o procedimento de auditoria ou executar procedimentos de auditoria alternativos. informática. O planejamento deve considerar: a) o volume de transações da entidade. de modo a entender o processamento de informações. não é raro encontrar na equipe de auditoria experts em TI. além de conhecer auditoria. No programa de trabalho: a) o exame da segurança.

certos arquivos informatizados e outras documentações comprobatórias. necessários ao trabalho do auditor. armazenamento e comunicação das informações contábeis.  a avaliação do risco inerente e do risco de controle por meio dos quais o auditor chega à avaliação de risco de auditoria. Entretanto. c) a disponibilidade de dados. a utilização de um computador muda o processamento. 39 . Tendo em vista a regulamentação do CFC. Conseqüentemente.c) o grau de integração. que podem ser afetadas pelo ambiente de PED da entidade. e pode afetar os sistemas de controles internos e contábeis utilizados pela entidade. resolução CFC nº 1029/05. b) a estrutura organizacional das atividades de PED da entidade e a amplitude da concentração ou distribuição do processamento informatizado. particularmente à medida que afetam a segregação de funções. o auditor deve obter entendimento da relevância e complexidade das atividades do ambiente de PED e a disponibilidade de dados para serem utilizados na auditoria. e  o planejamento e execução dos testes de controle e aplicação de procedimentos substantivos adequados para alcançar o objetivo de auditoria por parte do auditor. Esse entendimento inclui assuntos tais como: a) a relevância e a complexidade do processamento informatizado em cada aplicativo contábil significativo. A relevância refere. o objetivo e o escopo geral de uma auditoria não mudam em um ambiente de PED. tais como documentos-fonte.se à representatividade das assertivas contidas nas Demonstrações Contábeis afetadas pelo processamento informatizado. Essa disponibilidade pode existir apenas por um curto período ou apenas em arquivo eletrônico. Durante o planejamento das fases da auditoria. um ambiente de PED pode afetar:  os procedimentos seguidos pelo auditor para obter um entendimento suficiente dos sistemas de controles internos e contábeis.

Entretanto. No que pertine à aplicação de procedimentos. Em alguns sistemas contábeis. e e) o potencial de utilização de técnicas de auditoria com o auxílio do computador. O auditor pode aplicar procedimentos de auditoria com ou sem auxílio de sistemas informatizados. Esses sistemas aumentam a sofisticação geral do PED e a complexidade dos programas aplicativos específicos por ele afetados. o auditor deve procurar a ajuda de profissional que possua essa capacidade. o auditor deve obter evidência de auditoria suficiente de que esse trabalho é adequado para fins de auditoria. estas são. ou ainda uma combinação de ambos. bases de dados distribuídas. podem aumentar o risco e exigir considerações adicionais. Se for considerada necessária a utilização de especialista com experiência e capacidade técnica para entender e atuar em ambiente de PED. empregadas pelas entidades para formar de modo crescente sistemas informatizados complexos que podem incluir microcomputadores interagindo com computadores de grande porte. A medida que as novas tecnologias de PED surgem. freqüentemente. Os objetivos de auditoria não mudam se os dados contábeis forem processados manualmente ou pelo computador. a fim de obter evidências suficientes. Como resultado. 40 . processamento de usuário final e sistemas de gerenciamento de negócios que fornecem informações diretamente para os sistemas contábeis. os métodos de aplicação dos procedimentos de auditoria para obter evidências podem ser influenciados pelos métodos de processamento com o auxílio do computador. indagação ou confirmação sem o auxílio de sistemas informatizados. visto que a responsabilidade final é do auditor. No caso de utilização de profissional externo. pode ser difícil ou impraticável para o auditor obter certos dados para inspeção.d) a capacidade da estrutura de PED da entidade para gerar relatório interno útil para o desenvolvimento de testes substantivos e outros procedimentos analíticos. as quais propiciam maior eficiência na aplicação dos procedimentos de auditoria aos saldos de contas ou transações. que tanto pode ser da sua equipe ou profissional externo. o auditor deve levar em consideração o ambiente de PED no planejamento dos procedimentos de auditoria para reduzir o risco de auditoria a um nível aceitável. observando as normas profissionais que tratam da utilização do trabalho de especialista externo. que utilizam no processamento programas aplicativos relevantes.

ou que devam operar com muitas e diferentes exceções. Por exemplo. freqüentemente. em bases de dados ou arquivos-mestres específicos. Avaliação do risco O auditor deve proceder à avaliação dos riscos inerentes e de controle para as assertivas contidas nas Demonstrações Contábeis. Os riscos inerentes de controle em ambiente de PED podem ter efeitos relevantes sobre todo o sistema contábil ou somente sobre contas específicas. Como resultado. ou em atividades de processamento específicas. Esses sistemas aumentam a sofisticação geral do PED e a complexidade dos programas aplicativos específicos por ele afetados. suporte de software. segurança física do PED e controle sobre o acesso especial ou privilegiado a programas utilitários. À medida que as novas tecnologias de PED surgem. b) os riscos podem aumentar a possibilidade de erros ou atividades fraudulentas em programas aplicativos específicos. processamento de usuário final e sistemas de gerenciamento de negócios que fornecem informações diretamente para os sistemas contábeis. estas são. empregadas pelas entidades para formar de modo crescente sistemas informatizados complexos que podem incluir microcomputadores interagindo com computadores de grande porte. tais como manutenção e desenvolvimento de programa. erros não são incomuns em sistemas que desenvolvem lógica ou efetuam cálculos complexos. Os sistemas informatizados que controlam atividades típicas de tesouraria são mais suscetíveis a ações fraudulentas por usuários ou pelo próprio pessoal do PED. podem aumentar o risco e exigir considerações adicionais. conforme segue: a) os riscos podem resultar em deficiências generalizadas nas atividades de PED. 41 . operações. bases de dados distribuídas. Essas deficiências tendem a ter impacto generalizado em todos os programas aplicativos.

42 . mas ele pode estar comprometido. por exemplo). 5) Que foram tomadas providências quanto às impropriedades detectadas pelo auditor. destacando.Outras informações que o auditor julgar conveniente constarem. inclusive. a administração da auditada precisa ratificar ao auditor todas as informações repassadas durante os trabalhos. bem como demais contingências e estimativas. 3) Deve constar que as demonstrações contábeis foram elaboradas conforme a NBC. . a responsabilidade pelas transações efetuadas.A menção de que não há gravames sobre os ativos além dos informados ao auditor (exemplo: O auditor confirma que o imóvel realmente existe e é propriedade da empresa.Informações repassadas procedimentos. por ocasião do encerramento dos trabalhos (com a conseqüente emissão do parecer). Formalidades importantes da carta de responsabilidade: 1) A carta de responsabilidade terá a mesma data do parecer do auditor. dentre outros itens: . dado em garantia em alguma transação. 2) A carta de responsabilidade tem que ser endereçada ao próprio auditor. verbalmente durante a aplicação dos . 4) Que todas as contingências existentes foram reveladas ao auditor. Carta de responsabilidade da administração Muitas das informações obtidas pelo auditor durante a aplicação dos procedimentos são verbais. . . A esse documento dá-se o nome de carta de responsabilidade. Dessa forma. que deverá conter.7.A menção de que a responsabilidade pelo controle interno é da administração.A possibilidade de ganho ou perda judiciais.

sem erros matemáticos.3. todos os elementos significativos dos exames realizados e que evidenciam ter sido a auditoria realizada de acordo com as normas aplicáveis. De acordo com a NBC T 11. Devem seguir um padrão definido e claro. por intermédio de informações em papel. ser limpos. concisos.8. visando a fundamentar seu parecer da auditoria e comprovar que a auditoria foi executada de acordo com as Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis. constituem a documentação preparada pelo auditor ou fornecida a este na execução da auditoria. objetivos e elaborados de forma sistemática e racional. 43 . meios eletrônicos ou outros que assegurem o objetivo a que se destinam. através de papéis de trabalho. ou Working papers (WP´s). Os papéis de trabalho. Eles integram um processo organizado de registro de evidências da auditoria. Os papéis de trabalho correspondem aos documentos e apontamentos com base nos quais o auditor emite sua opinião a respeito das demonstrações. que estabelece procedimentos e critérios relativos à documentação mínima obrigatória a ser gerada na realização dos trabalhos de auditoria das demonstrações contábeis. Normas dos papéis de trabalho e documentação de auditoria O auditor deve documentar. evidenciar a obediência às normas de auditoria. corretos. o auditor deve documentar as questões que foram consideradas importantes para proporcionar evidência.

qualquer matéria que. inclusive nas áreas que envolvem questões de difícil julgamento. A extensão dos papéis de trabalho é assunto de julgamento profissional. Os papéis de trabalho destinam-se a: a) ajudar. a oportunidade e a extensão2 dos procedimentos aplicados. c) facilitar a revisão do trabalho de auditoria. o auditor deve registrar nos papéis de trabalho informação relativa ao planejamento de auditoria. os resultados obtidos e as suas conclusões da evidência da auditoria. juntamente com a conclusão a que chegou. não é aceitável que a opinião do auditor contrarie as evidências ou provas obtidas por intermédio dos papéis de trabalho. para fundamentar o parecer do auditor independente. e f) comprovar administrativamente ou judicialmente a correção do trabalho executado.204/2005. pela análise dos documentos de auditorias anteriores ou pelos coligidos quando da contratação de uma primeira auditoria. entretanto. a natureza. b) atender as Normas Brasileiras de Contabilidade. d) registrar as evidências do trabalho executado. 2 44 . Os papéis de trabalho devem incluir o juízo do auditor acerca de todas as questões significativas. devendo haver estrita concordância entre estes e o parecer. De acordo com a Resolução CFC nº 1. visto que não é necessário nem prático documentar todas as questões de que o auditor trata. deve gerar papéis de trabalho que apresentem as indagações e conclusões do auditor. e) avaliar o trabalho da equipe técnica que desenvolveu os trabalhos de auditoria. no planejamento e na execução da auditoria.As normas de auditoria exigem que as informações constantes do relatório do auditor se baseiem em seus papéis de trabalho. possa influir sobre o seu parecer. Assim. por ser relevante.

Os papéis de trabalho são de propriedade exclusiva do auditor. . Dica: O auditor pode usar quaisquer documentos e demonstrações preparados ou fornecidos pela entidade. os papéis de trabalho devem registrar os fatos pertinentes que eram do conhecimento do auditor no momento em que ele chegou às suas conclusões.Planejamento Oportunidade Extensão Resultados Conclusão Nas áreas que envolvem questões de princípio ou de julgamento difícil. 45 . deve ser extraída cópia desse material. O auditor tem acesso aos originais de documentos e livros de registro da entidade. Na hipótese de as informações constantes de livros ou documentos serem utilizados para formação da opinião do auditor. responsável por sua guarda e sigilo. A responsabilidade do auditor pelo parecer não é alterada em função do uso de documentos fornecidos pela entidade. devolvendo-se os originais à entidade auditada. desde que avalie sua consistência e se satisfaça com sua forma e conteúdo.

É uma das preferidas dos examinadores. portanto. O planejamento é um bom exemplo. os programas de trabalho representam um roteiro dos procedimentos que devem ser adotados durante a auditoria. Segundo Ricardo Ferreira. b) apontamentos ou papéis de trabalho elaborados pelo auditor c) documentos obtidos com a entidade ou terceiros. a. os papéis de trabalho podem ser divididos em: a) programas de trabalho (ou programas de auditoria). O auditor não deve adotar um programa de trabalho pré-fabricado.Essa informação é importantíssima! Essa questão já foi tema da grande maioria das provas de auditoria. 46 . que seja aplicado a todas as empresas. Programas: São elaborados antes do início dos trabalhos. As adaptações necessárias devem ser feitas de acordo com as atividades e outras características específicas da entidade auditada. fique de olho! Origem dos Papéis de trabalho: Quanto à sua origem.

. Apontamentos são os papéis de trabalho elaborados pelo próprio auditor. que podem ser elaborados de forma manual. É um verdadeiro instrumento de controle dos profissionais envolvidos na auditoria. memorandos. organogramas etc. O programa de trabalho traz a especificação das etapas de execução dos serviços de auditoria. considerando o resultado de auditorias anteriores. Apontamentos: São confeccionados durante os trabalhos. Como o trabalho é executado por uma equipe técnica organizada hierarquicamente. permitindo que se verifique se todos os procedimentos estabelecidos foram cumpridos e quem os executou.O programa de trabalho deve contemplar todas as informações disponíveis e necessárias ao desenvolvimento de cada trabalho a ser realizado. com vistas a determinar sua extensão e profundidade. b. o auditor produz diversos papéis de trabalho. o serviço realizado por um profissional é oportunamente revisado por seu superior. 47 . a legislação específica e as normas próprias da entidade. entre outros elementos. Durante as fases de auditoria. como quadros demonstrativos. O programa de trabalhos serve também para que o auditor supervisione e controle a qualidade dos trabalhos da equipe técnica a ele subordinada. por meios eletrônicos ou por outros meios.

48 . não sendo comum seu reaproveitamento. por exemplo: Folhamestra (onde são registradas informações do Balanço Patrimonial). como por exemplo. cartas de confirmação de clientes. Correntes: São aqueles usados normalmente em um Exercício social. como cópias de contratos. bancos. por exemplo) são alguns exemplos. folha de ajustes (onde são apontadas inconsistências) e de reclassificações (onde são registradas classificações errôneas – dívidas de curto prazo lançadas no longo prazo. ou foram conferidas no diário ou Razão. Contratos de empréstimos de longo prazo. de financiamentos e contrato social são alguns exemplos. etc. Normalmente. Trata-se de documentos relevantes para os trabalhos de auditoria. c.Você sabe o que são Tiques? Tiques são sinais gráficos ou símbolos que o auditor utiliza para identificar algum procedimento adotado em relação aos seus apontamentos. são “reaproveitados”. São habitualmente papéis que não sofrem alteração todos os anos. o significado dos tiques aparece na parte inferior dos apontamentos. São os documentos que o auditor obtém com a entidade auditada ou terceiros. Documentos coligidos pelo auditor: Tudo que o auditor obtiver na realização dos trabalhos. fornecedores. Permanentes: São usados por mais de um ano. de estatutos e suas alterações. Quanto ao tempo de uso. cópias de atas. b. a indicação de que as informações constantes dos apontamentos tiveram os cálculos revisados. os papéis de trabalho podem ser divididos em: a.

contratos e atas. e) evidências do entendimento. Entre os papéis de trabalho padronizados. c) natureza e condição dos sistemas contábeis e de controle interno da entidade. além de outros mais específicos. por parte do auditor. ambiente econômico e legal em que a entidade opera. g) evidências de avaliação e conclusões do auditor e revisão sobre o trabalho da auditoria interna. e sua concordância quanto à eficácia e adequação. b) natureza e complexidade da atividade da entidade. encontram-se. f) evidências de avaliação dos riscos de auditoria. cartas de confirmação de saldos. No que pertine à forma e ao conteúdo. supervisão e revisão do trabalho executado pela equipe técnica. 49 .Os papéis de trabalho correntes devem ser arquivados separadamente dos permanentes. Nesse diapasão. caso ele venha a auditar novamente a entidade em exercício posterior. d) direção. b) cópias ou excertos de documentos legais. uma vez que estes poderão ser utilizados pelo auditor em outras oportunidades. os papéis de trabalho podem ser afetados por questões como: a) natureza do trabalho. d) evidências do processo de planejamento. h) análises de transações. incluem: a) informações sobre a estrutura organizacional e legal da entidade. de estoques e de outros ativos. c) informações sobre o setor de atividades. do sistema contábil e do controle interno. além de outros: listas de verificação de procedimentos. termos de inspeções físicas de caixa. incluindo programas de auditoria e quaisquer mudanças nesses programas. movimentação e saldos de contas. e) metodologia e tecnologia utilizadas no curso dos trabalhos.

ao analisar os riscos de auditoria. desde que sejam atualizados. q) conclusões do auditor acerca de aspectos significativos. índices e outros indicadores significativos. j) registro da natureza. alguns papéis de trabalho. inclusive no controle interno. diferentemente daqueles que contêm informações sobre a auditoria de um único período. e do parecer e dos relatórios do auditor. especialistas e terceiros. incluindo o modo como foram resolvidas ou tratadas questões não-usuais. De acordo com o disposto na NBC T-11. considera-se 50 . podem ser reutilizados. peritos. coeficientes. p) cartas de responsabilidade da administração. Continuidade normal dos negócios da entidade A continuidade normal das atividades da entidade deve merecer especial atenção do auditor. m) detalhes dos procedimentos relativos às demonstrações contábeis auditadas por outro auditor. às condições de contratação e às deficiências constatadas. 9. do Conselho Federal de Contabilidade. No caso de auditorias realizadas em vários períodos consecutivos. k) evidências de que o trabalho executado pela equipe técnica foi supervisionado e revisado. e suas respostas. quocientes. e deve ser complementada quando da execução de seus exames. oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria e seus resultados. l)indicação de quem executou e revisou os procedimentos de auditoria e de quando o fez. n) cópias de comunicações com outros auditores. assinadas pela administração da entidade e pelo contabilista responsável. em relação aos trabalhos.10. r) cópias das demonstrações contábeis. quando do planejamento dos seus trabalhos. aprovada pela Resolução CFC nº 1037/05. o) cópias de comunicações à administração da entidade.i)análises de tendências.

perda de mercado. políticas governamentais. dificuldade de manter mão – de – obra. mencionar. a preparação das Demonstrações Contábeis presume a continuidade da entidade em 51 . Quando planejar e executar procedimentos de auditoria. no decorrer dos trabalhos. Deverão ser adotados os seguintes pressupostos na análise de RISCO De CONTINUIDADE: 1) indicadores financeiros  posição negativa de capital. o auditor deve. deve aplicar os procedimentos adicionais que julgar necessários para a formação de juízo embasado e definitivo sobre a matéria. e ao avaliar seus resultados. Quando constatar que há evidências de riscos na continuidade normal das atividades da entidade. de modo que os usuários tenham adequada informação sobre a mesma. empréstimos imediatos. 2) indicadores de operação  elementos – chaves. 3) outras indicações  normas legais.. devedores solventes. em seu parecer. etc. Na ausência de informações em contrário. em parágrafo de ênfase. se apresentem indícios que ponham em dúvida essa continuidade. o auditor deve considerar a propriedade do pressuposto de continuidade operacional subjacente à preparação das Demonstrações Contábeis. negociações com credores. os efeitos que tal situação pode determinar na continuidade operacional da entidade.que a continuidade normal dos negócios da entidade objeto da auditoria externa está caracterizada se houver evidência de normalidade das operações no prazo de um ano após a data das demonstrações contábeis. Caso.

regime operacional por um período previsível. Exemplos desses tipos de indicações que devem ser consideradas pelo auditor são apresentados abaixo. é possível que a entidade não seja capaz de realizar seus ativos ou liquidar seus passivos pelos valores e vencimentos contratados.10. as indicações de que a continuidade da entidade em regime operacional está em risco podem vir das Demonstrações Contábeis ou de outras fontes. ativos e passivos são registrados com base no fato de que a entidade possa realizar seus ativos e saldar seus passivos no curso normal dos negócios. Se esse pressuposto for injustificado. 8) incapacidade financeira de pagar credores nos vencimentos. 52 . Segundo a NBC T-11. Essa lista não é exaustiva e nem sempre a existência de um ou mais desses fatores significa que o pressuposto de continuidade operacional seja questionado: indicações financeiras: 1) passivo a descoberto (Patrimônio Líquido negativo). 2) posição negativa do Capital Circulante (deficiência de Capital Circulante). é possível que os valores e a classificação de ativos e passivos nas Demonstrações Contábeis precisem ser ajustados. ou uso excessivo de empréstimos em curto prazo para financiar ativos em longo prazo. não menor do que um ano a partir da data-base de encerramento do exercício. 5) prejuízos operacionais substanciais de forma continuada. Como conseqüência. 4) principais índices financeiros adversos de forma continuada. 6) falta de capacidade financeira dos devedores em saldar seus compromissos com a entidade. Conseqüentemente. 3) empréstimos com prazo fixo e vencimentos imediatos sem perspectiva realista de pagamento ou renovação. 7) atrasos nos pagamentos ou incapacidade financeira de propor e pagar dividendos. O auditor deve considerar o risco de que o pressuposto de continuidade operacional não mais seja apropriado.

muitas vezes. 4) para as entidades sujeitas a controle de órgãos reguladores governamentais. e inversões para aumento da capacidade produtiva. o efeito numa entidade que não está 53 . Banco Central do Brasil (BCB). Por exemplo. Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Superintendência de Seguros Privados (Susep). Secretaria de Previdência Complementar (SPC) e outros. inclusive as estatutárias. garantias ou fianças). fornecedor essencial ou financiador estratégico. mercado importante. franquia. 3) alterações na legislação ou política governamental que afetem. Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A importância dessas indicações. 10) mudança de transações a crédito para pagamento à vista dos fornecedores. pode ser mitigada por outros fatores.9) dificuldade de cumprir as condições dos contratos de empréstimo (tais como cumprimento de índices econômico-financeiros contratados. pessoal-chave na administração. 3) dificuldade de manter mão-de-obra essencial para a manutenção da atividade ou falta de suprimentos importantes. de forma adversa. Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). indicações operacionais: 1) perda de substituição. 2) contingências ou processos legais e administrativos pendentes contra a entidade que resultem em obrigações que não possam ser cumpridas. sem que haja 2) perda da licença. tais como Comissão de Valores Mobiliários (CVM). a entidade. devem ser considerados os fatores de riscos inerentes às respectivas atividades. outras indicações: 1) descumprimento de exigências de capital mínimo ou de outras exigências legais ou regulamentares. 11) incapacidade em obter financiamentos para desenvolvimento de novos negócios de produtos.

Durante a auditoria. Segundo a NBC T-11. alguns desses procedimentos podem assumir uma importância adicional. a dúvida quanto à capacidade da entidade de continuar em operação em futuro previsível. o auditor deve reunir evidência de auditoria suficiente e apropriada para tentar resolver. por exemplo) e de contratos de empréstimos e verificar se algumas delas não foram cumpridas. tais como. a entidade pode mitigar a perda de um fornecedor importante. o auditor executa procedimentos planejados para obter evidência como base para expressar uma opinião sobre as Demonstrações Contábeis. reescalonamento de pagamentos de empréstimos ou obtenção de capital adicional. do conselho fiscal e de outros comitês importantes. resultado e outras pertinentes. em busca de referência às dificuldades financeiras. de uma forma que o satisfaça. assim como atas de reuniões de diretoria. analisar e discutir as Demonstrações Contábeis subseqüentes mais recentes da entidade.10 enumera alguns procedimentos pertinentes a este assunto: a) b) c) d) analisar e discutir com a administração as projeções do fluxo de caixa. analisar as condições de títulos emitidos (debêntures. do conselho de administração.podendo pagar suas dívidas normais pode ser contrabalançado por planos da administração para manter fluxos de caixa adequados por outros meios. ou talvez seja necessário executar procedimentos adicionais ou atualizar informações obtidas anteriormente. e) 54 . Quando surge dúvida quanto ao pressuposto de continuidade operacional da entidade. por alienação de ativos. Quando surgir alguma dúvida quanto à propriedade do pressuposto de continuidade operacional. ler as atas de reuniões ou de assembléias de sócios. se dispuser de outra fonte de fornecimento adequada. Do mesmo modo. revisar eventos subseqüentes à data-base para identificar itens que afetem a capacidade da entidade de continuar a operar.

f) g) indagar os reclamações. de partes relacionadas e de terceiros. reduzir ou retardar despesas ou aumentar o capital. o auditor deve obter evidência de auditoria suficiente e apropriada de que esses planos são viáveis. h) avaliar a capacidade financeira e o compromisso das partes relacionadas e de terceiros proporcionarem tais recursos. os planos para alienar ativos. Além disso. o auditor deve comparar os dados prospectivos do período atual (orçamentos) com os resultados atingidos até a data. Deve ser dada ênfase aos planos que possam ter um efeito significativo sobre a solvência da entidade em futuro previsível. captar recursos ou reestruturar dívidas. por exemplo. mediante carta de responsabilidade da administração. a legalidade e a possibilidade de a entidade exigir. O auditor também deve considerar se os pressupostos que fundamentam as projeções são apropriados nas circunstâncias. de que podem ser implantados e de que seus resultados proporcionarão melhorias na situação da entidade. como. do resultado e de outras pertinentes. O auditor deve obter declaração escrita da administração com respeito a esses planos. o cumprimento de acordos para proporcionar ou manter suporte financeiro. também. advogados da entidade quanto a litígios e confirmar a existência. o auditor deve considerar a confiabilidade do sistema de controle interno da entidade que gerou tais informações. Neste caso.    55 . considerar e discutir com a administração seus planos para o futuro. Observações importantes:  Quando analisar as projeções do fluxo de caixa. assim como o comportamento histórico dos resultados efetivos com os orçamentos daqueles períodos. O auditor deve. i) considerar a posição dos pedidos de clientes em carteira da entidade.

o pressuposto de continuidade operacional for apropriado devido a fatores mitigantes. o auditor deve considerar se tais planos ou outros fatores devem ser divulgados nas Demonstrações Contábeis. o auditor deve decidir se a dúvida que surgiu sobre o pressuposto de continuidade operacional foi resolvida satisfatoriamente. e seu passivo total excedia seu ativo total em XXX. particularmente em decorrência dos planos da administração. que todas as informações necessárias tiverem sido obtidas. no julgamento do auditor. o auditor deve emitir um parecer sem ressalva. o auditor deve expressar sua opinião em parecer com ressalva ou adverso. o passivo circulante da Entidade excedia seu ativo circulante em XXX. a Entidade apresentou prejuízo líquido de XXX durante o exercício findo em 31 de dezembro de XXX1 e. levantam dúvida substancial de que a Entidade tenha condições de manter a continuidade normal de    56 . e que o efeito de qualquer plano da administração e outros fatores mitigantes tiverem sido considerados. Depois que os procedimentos considerados necessários tiverem sido executados. juntamente com outros assuntos apresentados na Nota X. Na hipótese de tal divulgação ter sido considerada necessária e não ter sido feita de forma apropriada. Se a divulgação nas Demonstrações Contábeis for adequada. conforme o caso. Se. o auditor não deve modificar seu parecer. Segue exemplo de parágrafo desse tipo: “Conforme descrito na Nota Explicativa X às Demonstrações Contábeis. em decorrência da falta ou da insuficiência da informação. tiver sido obtida evidência de auditoria suficiente e apropriada para dar suporte ao pressuposto de continuidade operacional da entidade. Se. fazendo referência à nota explicativa nas Demonstrações Contábeis que divulgue os aspectos relacionados ao assunto. Esses fatores. adicionando um parágrafo de ênfase que destaque o problema da continuidade operacional da entidade. no julgamento do auditor. naquela data.

As Demonstrações Contábeis não incluem quaisquer ajustes relativos à realização e à classificação dos valores de ativos ou quanto aos valores de liquidação e à classificação de passivos que seriam requeridos na impossibilidade de a Entidade continuar operando”. Segue um exemplo de parágrafos que descrevem a razão da ressalva e da opinião. as Demonstrações Contábeis apresentam. Sem esse suporte financeiro.  Se não for feita divulgação adequada nas Demonstrações Contábeis. o auditor deve emitir um parecer com ressalva ou com opinião adversa. Se o resultado do pressuposto impróprio usado na preparação das 57 . com base nos procedimentos adicionais executados e nas informações obtidas. Se. os resultados de suas operações. As Demonstrações Contábeis não incluem esses eventuais ajustes. as mutações de seu patrimônio líquido e as origens e aplicações de seus recursos referentes ao exercício findo naquela data. o auditor deve concluir que o pressuposto de continuidade operacional da entidade usado na preparação das Demonstrações Contábeis é impróprio. de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil”. o julgamento do auditor for que a entidade não tem condições de continuar em operação em futuro previsível. existe dúvida substancial de que a Entidade tenha condições de continuar em regime normal de atividades.suas atividades. Em nossa opinião. adequadamente. as posições patrimonial e financeira da Entidade em 31 de dezembro de XXXX. em todos os aspectos relevantes. como for apropriado. quando tiver de ser emitido um parecer com ressalva: “A Entidade não divulgou que não conseguiu renegociar seus empréstimos bancários. exceto quanto à omissão das informações incluídas no parágrafo precedente. Conseqüentemente. podem ser necessários ajustes relativos à realização e à classificação dos valores de ativos ou quanto aos valores e à classificação dos passivos que seriam requeridos na impossibilidade de a Entidade continuar operando. incluindo o efeito de circunstâncias mitigantes.

Quem usa as demonstrações financeiras auditadas tem o direito de esperar uma atitude mental independente da parte dos auditores que emitiram pareceres sobre essas demonstrações e. Entende-se como independência o estado no qual as obrigações ou os interesses da entidade de auditoria são suficientemente. 10. Em suma. aos sócios. aos acionistas. o auditor deve emitir um parecer adverso.034/2005. aos quotistas. aos cooperados e a todas as demais partes que possam estar relacionadas com o seu trabalho. isentos dos interesses das entidades auditadas para permitir que os serviços sejam prestados com objetividade. enquanto aplicada aos auditores. a integridade é um elemento do caráter. os auditores não devem submeter seus julgamentos à opinião dos clientes. retidão e honestidade. Como profissionais independentes que são. A independência é tradicionalmente considerada e definida como a capacidade de agir integra e objetivamente.Demonstrações Contábeis for tão relevante e amplo que torne as Demonstrações Contábeis enganosas. a condição de independência é fundamental e óbvia para o exercício da atividade de auditoria independente. composto de solidez e de princípios morais. ele muito provavelmente baseará qualquer conclusão em sinais exteriores de independência do auditor. na verdade. A objetividade. é a capacidade que a entidade de auditoria tem de julgar e atuar com integridade e objetividade. De acordo com Cook.2 – Independência. permitindo a emissão de relatórios ou pareceres imparciais em relação à entidade auditada. Independência De acordo com a Resolução CFC n° 1. essa atitude mental independente é uma exigência das normas de auditoria. significa a capacidade de manter a atitude imparcial e de lidar com todas as questões a eles submetidas. Uma vez que o indivíduo que usa as demonstrações financeiras não pode determinar a verdadeira atitude mental do auditor. que aprova a NBC P 1. de forma isenta de preconceitos e tendenciosidade. Se souber de qualquer associação estreita entre o auditor e a 58 .

3 A independência exige: a) independência de pensamento: postura que permite expressar uma opinião sem ser afetado por influências que comprometem o julgamento profissional. 3 Cook. patente a necessidade de o auditor evitar todo relacionamento que possa levar quem usa as demonstrações a duvidar de sua independência. parentesco em linha reta sem limite de grau. A título de exemplo.administração.Vínculo conjugal. ou entre o auditor e um grupo de usuários. portanto. dentre as quais é possível destacar: . deve ele ser independente (quando externo) ou autônomo (quando interno). 59 . colateral até o terceiro e por afinidade até o segundo com pessoaschaves da organização e empregados responsáveis pela contabilidade. ou os proprietários da empresa. ocorrendo. Fica. John W. incluindo as salvaguardas aplicadas. A fim de que a opinião do auditor seja isenta. tendo conhecimento de todas as informações pertinentes. b) aparência de independência: evitar fatos e circunstâncias significativos a ponto de um terceiro bem informado. o indivíduo que lê as demonstrações com toda certeza duvidará da independência desse profissional. o CFC elenca algumas situações que. a objetividade ou o ceticismo profissional de uma entidade de auditoria ou de um membro da equipe de auditoria ficaram comprometidos. permitindo à pessoa agir com integridade. concluir dentro do razoável que a integridade. imparcial. objetividade e ceticismo profissional. impossibilitam o auditor a realizar o trabalho. Isso significa que não deve ser vinculado à entidade auditada.

em relação às entidades cujo serviço de auditoria contábil esteja a seu cargo: I. conforme definido nas normas de independência do CFC. imediato ou mediato. Vale ressaltar que essa independência alcança o responsável técnico pelos trabalhos (sócio-contador que dirige o serviço). por meio da Inst. suas controladas. pois qualquer situação. pairarem dúvidas acerca deste atributo. º 308 de 1999 que não poderão realizar auditoria independente o Auditor Independente – Pessoa Física. controladoras ou integrantes de um mesmo grupo econômico. suas controladas. ou prestar serviços de consultoria que possam caracterizar a perda da sua objetividade e independência. impede o auditor de realizar os trabalhos. Adquirir ou manter títulos ou valores mobiliários de emissão da entidade. os sócios e os demais integrantes do quadro técnico de Auditor Independente – Pessoa Jurídica quando ficar configurada. deverá a empresa de auditoria trocá-lo. A CVM explicita. Essa decisão deve ser documentada. . Se.CFC relativas à independência.Relação de trabalho nos dois últimos anos.Interesse financeiro. N. . o ideal é que ele renuncie ao trabalho. mesmo não enumerada. II. controladoras ou integrantes de um mesmo grupo econômico. que implique em perda de independência. por algum motivo.Ser sócio ou acionista. Nesse sentido. a infringência às normas do Conselho Federal de Contabilidade . Dessa forma. em sua atuação na entidade auditada. O rol acima é meramente exemplificativo. 60 . é vedado ao Auditor Independente e às pessoas físicas e jurídicas a ele ligadas.. se necessário for (caracterizada a falta de independência).

que emitirá relatório circunstanciado sobre a correta aplicação das normas profissionais e das técnicas nestes trabalhos. • o auditor não deve exercer funções gerenciais na entidade auditada. Os princípios básicos que devem fundamentar qualquer regra de independência do auditor são: • o auditor não deve auditar o seu próprio trabalho. é necessária a aplicação das seguintes ações: a) rotação do pessoal de liderança da equipe de auditoria a intervalos menores ou iguais a cinco anos consecutivos. Desta forma. é requerida a rotação dos responsáveis técnicos pelos trabalhos na entidade auditada. encaminhando-o ao Conselho Federal de Contabilidade até 31 de julho de cada ano. Como é impraticável a rotação nas entidades de auditoria de porte pequeno. necessários na auditoria. visando impedir o risco de perda da objetividade e do ceticismo do auditor. com apenas um sócio ou diretor e auditores pessoas físicas. Sob esse aspecto. e • o auditor não deve promover interesses da entidade auditada.Auditor Fiscal da Previdência Social – 2003) Com fulcro na normas de auditoria vigentes no Brasil.Visando possibilitar contínua renovação da objetividade e do ceticismo do auditor. e b) intervalo mínimo de três anos para o retorno do pessoal de liderança à equipe. 61 . julgue os itens a seguir: Um dos princípios de ética profissional a que o auditor deve atender é a independência. possuir relação de trabalho como empregado. seus trabalhos devem ser submetidos à revisão por outra entidade de auditoria. é vedado ao auditor. Analise a questão abaixo: Questão 1: (CESPE/UNB . relativamente à entidade auditada.

sem autorização expressa da entidade. As exceções à não divulgação são duas: em decorrência de ordem judicial e quando autorizado formalmente pela própria auditada. Errado. apenas. por pessoa com competência para autorizar e esclarecendo de maneira minuciosa a informação a ser repassada. As informações obtidas na realização dos trabalhos estão protegidas pelo sigilo. alterações nas taxas de dividendos. opção estaria correta no que diz respeito ao auditor externo. Se revelar qualquer informação desse tipo. a banca não especificou o auditor a que se refere (interno ou externo). o auditor pode prejudicar muito o cliente e. não as divulgando. Passa a saber de eventuais fusões. nos últimos dois anos. mudanças de pessoal e outros assuntos confidenciais. o auditor. estando incorreto no que diz respeito ao auditor interno. Muito embora esteja sendo reproduzida uma passagem da regulamentação do assunto pelo CFC. Sigilo Ao colher provas suficientes para emitir um parecer profissional. novos produtos. naturalmente fica conhecendo os negócios confidenciais do cliente. ao mesmo tempo. pode prejudicar à própria carreira e á profissão toda.administrador ou colaborador assalariado. salvo quando houver obrigação legal de fazê-lo. De acordo com a Resolução CFC n° 821/97 que aprova a NBC P 1 – Normas profissionais de Auditor Independente. sob nenhuma circunstância. Nesse sentido. o auditor deve respeitar e assegurar o sigilo relativamente às informações obtidas durante o seu trabalho na entidade auditada. ainda que essa relação seja indireta. 62 . 11.

O sigilo profissional deve ser observado nas seguintes circunstâncias:  na relação entre o auditor e a entidade auditada (deve tomar cuidado com a hierarquia interna). julgue os itens a seguir: O sigilo profissional do auditor deve ser mantido. mesmo depois de terminados os compromissos contratuais.  na relação entre os auditores. mesmo após o término dos respectivos mandatos. CRF). CVM e outros órgãos fiscalizadores mesmo após o término do vínculo empregatício ou funcional. e c) para os Conselheiros do Conselho Federal de Contabilidade e dos Conselhos Regionais de Contabilidade. a qualquer custo. Os auditores devem estar cientes de que grande parte das informações a respeito dos negócios não é do conhecimento de todos os empregados destes. se revelados aos empregados.Auditor Fiscal da Previdência Social – 2003) Com fulcro na normas de auditoria vigentes no Brasil. Não podem permitir que pessoas não autorizadas tenham acesso aos papéis de trabalho que se registram essas informações. a menos que o assunto sigiloso deva ser revelado em circunstancias 63 . Veja como esse assunto pode ser cobrado em sua prova: Questão 2: (CESPE/UNB .  na relação entre os auditores e os organismos reguladores e fiscalizadores (CRC. Os dados da folha de pagamento são um ótimo exemplo de matéria confidencial. b) para os contadores designados pelo CFC. e  na relação entre o auditor e demais terceiros. capaz de causar transtornos. e precisam ter certeza de que esses assuntos são mantidos em segredo. É importante ressaltar que o dever de manter o sigilo prevalece: a) para os auditores.

c) Trabalhista: poderá vir a ter seu contrato de trabalho rescindido. a responsabilidade do auditor independente não é modificada. é do auditor independente.especiais – em juízo. d) Penal: Em caso de má-fé. poderá vir a ser responsável e ter que indenizá-los. na função de auditor interno. poderá sofrer sanções por parte do CRC. Certo. tais como advertência. 64 . Responsabilidade De acordo com a Resolução CFC n° 821/97 o auditor deve aplicar o máximo de cuidado e zelo na realização dos trabalhos e na exposição de suas conclusões. O contador na responsabilidades: função de auditor assume as seguintes a) Profissional: Referente ao exercício da profissão. O auditor pode valer-se do trabalho dos auditores internos da entidade auditada. por exemplo – para a defesa da legítimos de terceiros ligados à empresa. já que a responsabilidade por eventuais incorreções. suspensão e até mesmo a cassação do registro. Conforme estudamos. mas deve adotar medidas no sentido de revisar esses trabalhos. 12. b) Cível: Se causar prejuízo a terceiros. Ainda que o contador da pessoa auditada. por pessoa que tenha competência para autorizar e especificando o que poderá ser divulgado. por escrito. poderá sofrer uma representação oriunda do Ministério Público. há duas exceções à divulgação de informações sigilosas da auditada: (1) por determinação judicial e (2) quando houver autorização da própria auditada. intencionais ou não. contribua para a realização dos trabalhos de auditoria independente. Caso trabalhe com inobservância das normas regulamentares.

sem vínculo empregatício. Competência Técnico-profissional A Resolução CFC n° 821/97 estabelece que o contador. os auditores devem visar sempre os interesses do cliente. mas que conseguiram muitos outros clientes. não devem deixar que essa preocupação pelos interesses do cliente suplante sua responsabilidade para com o público. dos conceitos e técnicas administrativas e da legislação específica aplicável à entidade auditada. segundo os princípios contábeis ou as leis e regulamentos vigentes. Porém. das técnicas contábeis. para executar serviços que tenham efeitos relevantes nas demonstrações contábeis. na função de auditor independente. Os auditores não deve ceder à opinião dos outros nem modificar nem esconder uma opinião honesta.A responsabilidade do auditor fica restrita à sua competência profissional. apenas para atender os desejos do cliente. quando o especialista legalmente habilitado for contratado pela entidade auditada. por sua reputação de integridade e objetividade incorruptíveis. quando tal fato for mencionado em seu parecer. Ao darem assessoria e exercerem sua atividade profissional. deve manter seu nível de competência profissional pelo conhecimento atualizado dos Princípios Fundamentais de Contabilidade e das Normas Brasileiras de Contabilidade. 13. especialmente na área de auditoria. se houver várias alternativas. Podem-se citar inúmeros exemplos de auditores que perderam os clientes por se recusarem a ceder em determinados pontos. 65 . os auditores devem recomendar aquela mais favorável ao cliente. da legislação inerente à profissão.

de modo a poder avaliar se está capacitado a assumir a responsabilidade pelo trabalho a ser realizado. Será administrado por uma Comissão Administradora do Exame (CAE) formada por 5 (cinco) membros efetivos e 5 (cinco) membros suplentes. em face da especialização requerida e dos objetivos do contratante. com comprovada atuação na área de Auditoria Independente de Demonstrações Contábeis. da complexidade das operações e do grau de exigência requerido. mediante avaliação. por exemplo. que sejam Contadores. Um auditor. e estejam inscritos no Cadastro Nacional de Auditores Independentes (CNAI). o formato e o conteúdo dos exames e das provas que serão realizadas. com mandato de 2 anos.Instituto dos Auditores Independentes do Brasil. da estrutura organizacional. foi regulamentado pelo CFC o Exame de Qualificação Técnica para registro no Cadastro Nacional de Auditores Independentes (CNAI). Esta avaliação deve ficar evidenciada de modo a poder ser comprovado o grau de prudência e zelo na contratação dos serviços.Antes de aceitar o trabalho. O auditor deve recusar os serviços sempre que reconhecer não estar adequadamente capacitado para desenvolvê-los. renováveis para mais um mandato consecutivo. junto à administração. o auditor deverá obter conhecimento preliminar da atividade da entidade a ser auditada. com vistas à atuação na área da Auditoria Independente. contemplada a utilização de especialistas em outras áreas. Recentemente. para a realização do trabalho de auditoria. que não disponha de equipe técnica necessária à auditoria de uma empresa de grande porte que pretenda contratá-lo deverá recusar os serviços. Dentre suas atribuições. b) Dirimir dúvidas a respeito do Exame de Qualificação Técnica para registro no Cadastro Nacional de Auditores Independentes (CNAI) do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e resolver situações não- 66 . sendo 3 (três) efetivos e 3 (três) suplentes indicados pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e 2 (dois) efetivos e 2 (dois) suplentes indicados pelo IBRACON . pode-se destacar: a) Estabelecer as condições.

f) Língua Portuguesa aplicada Vale ressaltar que os Contadores que pretendem atuar em auditoria de instituições reguladas pelo Banco Central do Brasil (Bacen) devem ainda se submeter à prova específica sobre: a) Legislação e normas emitidas pelo Banco Central do Brasil (Bacen). d) Emitir relatório até 60 (sessenta) dias após a conclusão de cada Exame. contemplando questões para respostas objetivas e questões para respostas dissertativas. c) Auditoria Contábil. e) Legislação e normas de organismos controladores do mercado. submetendo-as ao Plenário do Conselho Federal de Contabilidade (CFC). sendo exigidos conhecimentos nas seguintes áreas: a) Legislação e Ética Profissional. ao Banco Central do Brasil e ao IBRACON . a ser encaminhado para o Conselho Federal de Contabilidade (CFC). b) Princípios Fundamentais de Contabilidade e Normas Brasileiras de Contabilidade. c) Contabilidade bancária. pelos seus resultados e por outras informações relacionadas.Instituto dos Auditores Independentes do Brasil. sobre os recursos apresentados. b) Conhecimentos da área de instituições reguladas pelo Banco Central do Brasil (Bacen). o Exame de Qualificação Técnica para registro no Cadastro Nacional de Auditores Independentes (CNAI) do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) será composto de prova escrita. c) Zelar pela confidencialidade dos exames.previstas nesta Norma. d) Legislação Societária. No que pertine à Forma e ao Conteúdo. que o encaminhará à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). em primeira instância administrativa. e) Decidir. 67 . editados pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC).

ou no caso dos trabalhos de natureza fiscal. uma vez que poderiam comprometer a independência e imparcialidade do auditor. 4 68 . principalmente porque. sendo aplicado 2 (duas) vezes em cada ano. uma vez que o desfecho é determinado por outras autoridades. De acordo com o Código de Ética dos contabilistas. perda de independência. 14.00 por hora. alguns dos fatores devem ser considerados quando de seu estabelecimento: Honorários contingenciais são aqueles calculados em uma base pré-determinada com relação ao desfecho ou resultado de uma transação ou trabalho executado. Algo do tipo: R$ 120. uma vez mal orçado. 50% (cinqüenta por cento) dos pontos possíveis. Alguns cuidados devem ser tomados por ocasião de sua definição.00 por hora. em que eles poderão basear-se em descobertas feitas por uma entidade gvernamental ou quando são resultados de um processo judicial.No que tange à Aprovação e à Periodicidade. não devem estar condicionados a eventos futuros. por conseqüência. mas descoberta alguma fraude. o candidato será aprovado se obtiver. passaria para R$ 200. A explicação para estas exceções é que os auditores não estão em posição de influenciar a determinação de seus honorários. Honorários Correspondem à remuneração do auditor. no mínimo. honorários contingenciais4 não devem ser praticados por gerar conflitos de interesses. condicionar Exceções à regra de condicionamento de honorários ocorrem quando estes são fixados por tribunais de justiça ou qualquer outro órgão público. pode comprometer toda a margem de lucro do trabalho. e. Assim. De acordo com a Resolução CFC n° 976/03.

como serão cobrados os custos de viagens e estadas. o vulto. o tempo máximo que empresa de auditoria pode prestar serviço a um mesmo cliente é de 5 anos. Os honorários deverão constar de carta-proposta ou documentação equivalente. c) a peculiaridade de tratar-se de cliente eventual. habitual ou permanente. a complexidade. elaborada e formalizada pelas partes. A partir daí. deverá haver um intervalo de pelo menos 3 anos para restabelecer a relação com o auditado. a responsabilidade pelos gastos de deslocamento e estada. Rodízio de auditores A partir da instrução n° 308 de 1999 da CVM.a) a relevância. e e) o lugar em que os serviços serão prestados. Vale destacar que não há problema algum em definir. bem como a forma de pagamento. b) o número de horas estimadas para a realização dos serviços. e o custo dos serviços a executar. d) a qualificação técnica dos profissionais que irão participar da execução dos serviços. A partir daí. foi iniciado no país o rodízio das empresas de auditoria. 69 . junto ao contratado. antes do início da execução dos trabalhos. Deverá conter:  honorários e condições de pagamento  descrição dos serviços e referências às leis e regulamentos  que os trabalhos serão efetuados segundo as Normas Profissionais e técnicas emanadas pelo CFC  prazo estimado  relatórios a serem emitidos 15. fixando. se for o caso.

Essa regra vale. A partir daí. para obter evidências e dar suporte às suas conclusões. deverá haver um intervalo de. Quando o auditor independente faz uso de especialistas que sejam seus empregados. para as empresas de auditoria. pelo menos. numa mesma entidade auditada. por longo período. 70 . três anos. também. estes devem ser considerados como tal. uma empresa de auditoria pode prestar serviços para um mesmo cliente para um prazo máximo de 5 anos. necessários na auditoria. com a conseqüente necessidade de supervisão e não como auxiliares do processo de auditoria. Assim. conhecimento e experiência em áreas específicas não relacionadas à contabilidade ou auditoria. diretor e gerente) na equipe de auditoria. pode gerar perda da objetividade e do ceticismo. a utilização dos mesmos profissionais de liderança (sócio. Uso do trabalho de especialistas (Matéria Evidencial) O auditor pode utilizar-se de trabalhos executados por outros especialistas legalmente habilitados. das lideranças da equipe de trabalho de auditoria. a cada intervalo menor ou igual a cinco anos consecutivos. "Especialista" significa um indivíduo ou empresa que detenha habilidades. que somente devem retornar à referida equipe após o intervalo mínimo de três anos. O risco dessa perda deve ser eliminado adotando-se a rotação. 16.Por determinação do CFC.

de outras evidências de auditoria 71 . vida útil remanescente de máquinas e equipamentos. opiniões ou declarações de especialistas são: a) avaliações de certos tipos de ativos. como por exemplo minerais estocados. obras de arte e pedras preciosas. b) determinação de quantidades ou condições físicas de ativos. de contratos. elenca exemplos dessas evidências. c) conhecimento da equipe de trabalho e a experiência prévia dos aspectos que estão sendo considerados. terrenos e edificações.023/2005 que aprova a NBC P 1. na forma de relatórios. e d) a quantidade e qualidade disponíveis para sua análise. b) o risco de distorção ou erro levando em conta a natureza e a complexidade do assunto sendo analisado. c) determinação de montantes que requeiram técnicas ou métodos especializados. máquinas e equipamentos. d) medição do estágio de trabalhos completados ou a completar em contratos em andamento. jazidas e reservas de petróleo. como por exemplo. como por exemplo. de estatutos ou de outros regulamentos Ao determinar a necessidade de utilizar-se do trabalho de especialistas. avaliações atuariais. o auditor independente deve considerar: a) a relevância do item da demonstração contábil que está sendo analisada. e) interpretações de leis.A resolução CFC n° 1.8 sobre a utilização de trabalhos de especialistas.

como por exemplo. ser financeiramente dependente desta ou detendo investimento na mesma. O auditor deve avaliar. licença ou registro no órgão de classe que se lhe aplica. de alguma forma. bem como eventuais requisitos de confidencialidade. 72 . O risco de que a objetividade do especialista seja prejudicada aumenta quando: a) o especialista é empregado da entidade auditada. Tais termos geralmente cobrem assuntos. relacionado à entidade auditada. ainda. e) esclarecimentos sobre eventuais relacionamentos entre a entidade auditada e o especialista. c) o uso pretendido. por oportuno. que o auditor independente deve obter evidência adequada de que o alcance do trabalho do especialista é suficiente para fins de sua auditoria. tais como: a) objetivo e alcance do trabalho do especialista. O Conselho destaca. Isso envolve avaliar: a) se o especialista tem certificação profissional. a objetividade do especialista. Tal evidência pode ser obtida por meio de revisão dos termos de contratação geralmente fornecidos pela entidade auditada ao especialista ou contrato entre as partes. do trabalho do especialista incluindo a eventual possibilidade de divulgação a terceiros de sua identidade e envolvimento. se houver. ou b) o especialista é.Ao planejar o uso do trabalho de um especialista. e b) a experiência e reputação no assunto em que o auditor busca evidência de auditoria. o auditor independente deve avaliar a competência do especialista em questão. por parte do auditor independente. b) descrição dos assuntos específicos que o auditor independente espera que o especialista cubra em seu trabalho. d) o nível de acesso a registros e arquivos a serem utilizados pelo especialista.

Distinção entre auditoria interna e auditoria independente A auditoria externa é a chamada Auditoria independente de demonstrações contábeis: objetiva certificar a adequação das informações lá constantes face aos Princípios Fundamentais de Contabilidade e as práticas contábeis em vigor no Brasil. É obrigatória para todas as sociedades anônimas. funciona como instrumento de apoio à gestão e objetiva 73 . baseado no seu conhecimento da entidade auditada e nos resultados de outros procedimentos de auditoria. A responsabilidade quanto à qualidade e propriedade das premissas e métodos utilizados é do especialista.f) informação sobre premissas e métodos a serem empregados pelo especialista e sua consistência com aqueles empregados em períodos anteriores. O auditor deve avaliar se as conclusões do especialista foram adequadamente refletidas nas demonstrações contábeis ou fornecem suporte adequado para as mesmas. 17. Entretanto. são adequados às circunstâncias. O auditor independente não tem a mesma capacitação que o especialista e assim. Principais características: O Auditor: é contratado Finalidade: Parecer sobre adequação das Demonstrações Contábeis Remuneração: Recebe honorários Testes: Testa menos Grau de Liberdade: Possui independência A Auditoria interna é de cunho facultativo (em função de previsão estatutária). nem sempre estará em posição para questioná-lo quanto ao trabalho efetuado. o auditor independente deve compreender as premissas e métodos utilizados para poder avaliar se.

convém o auditor independente testá-los. este parecer não será o obrigatório. Principais características: O Auditor: é empregado da empresa Finalidade: adequação dos controles internos Remuneração: Recebe salários Testes: Testa mais Grau de Liberdade: Possui autonomia Obs: Um auditor pode ser contratado para emitir parecer sobre um único relatório contábil. O relatório é o documento pelo qual a auditoria interna apresenta o resultado dos seus trabalhos. devendo ser redigido com objetividade e imparcialidade. Certo. e obrigado a colaborar. devendo orientar seus trabalhos considerando as diretrizes emanadas do Conselho de Administração. estabelecido pela Lei. 74 . Vale ressaltar que o auditor interno é empregado da empresa auditada. Responda à questão abaixo: Questão 03: (UNB – Auditor do Estado do Espírito Santo. uma vez que terá o escopo limitado. Principalmente por uma questão de segurança. O auditor interno é obrigado a mostrar seus papéis de trabalho ao auditor independente. proferindo sugestões para seu aperfeiçoamento. julgue os itens a seguir. habitualmente verifica 100% das transações da entidade. No que pertine ao escopo. Mas.2004) Com relação a auditorias interna e externa.verificar se o controle interno está em efetivo funcionamento. de forma a expressar suas conclusões e recomendações e providências a serem tomadas pela administração da entidade. Isso não significa que o auditor independente tenha que utilizar o trabalho do auditor interno.

O planejamento de auditoria deve considerar todos os fatores relevantes na execução dos trabalhos. quando bem elaborado. O auditor deve procurar conhecer as práticas operacionais da entidade. Um bom planejamento é crucial para a realização da auditoria. 2) Conhecimento detalhado das práticas contábeis adotadas pela auditada e as alterações procedidas em relação ao ano anterior.035/05. quer pelo volume de transações. especialmente os seguintes: 1) Conhecimento detalhado do sistema contábil e de controles internos da auditada. o trabalho será maior ou menor. pois dependendo da atividade. acelera a auditoria externa. Embora não seja garantia de sucesso. Quaisquer empresas com as quais não é possível comercializar com as condições de comutatividade. 7) Identificação das áreas importantes da entidade. Não pode-se confiar totalmente. entidades associadas e filiais. 3) Peculiaridades da empresa. 5) Os riscos de auditoria e a identificação das áreas importantes da entidade. 75 . o auditor deve documentar seu planejamento geral e preparar programas de trabalho por escrito. 6) Eventual necessidade de contratar especialistas e outros auditores independentes. detalhando o que for necessário à compreensão dos procedimentos que serão aplicados. o planejamento tem que prever o tempo disponível. independência caracterizada em uma transação comercial. em termos de natureza. e seu grau de confiabilidade. 4) Prazo para conclusão (número de horas estimadas). Como o parecer tem que ser entregue até 30 dias da AGO. minimiza o risco do trabalho ser ineficaz e ineficiente. quer pela complexidade de suas atividades. o planejamento. 9) Existência de Partes Relacionadas. mas pode auxiliar no trabalho). Planejamento da Auditoria De acordo com a Resolução CFC n° 1.18. 8) Existência ou não de auditoria interna (se tiver. oportunidade e extensão.

observação. Quando da auditoria pela primeira vez. 20%) 11) Natureza. 10) A Natureza. cálculo. Oportunidade e Extensão dos procedimentos a serem aplicados. Tem como principal finalidade a proteção dos acionistas não-controladores em relação a transações que possam trazer prejuízo ao patrimônio da empresa. Dica: Uma das primeiras medidas a serem tomadas pelo auditor é solicitar um mapa com todas as transações que houve entre as partes relacionadas. relatórios e outros informes a serem entregues à auditada. quem vai fazer (auditor chefe. . momento em que será feito cad (quando?) profundidade (até onde será testada cada conta – 10%.Empresas controladas. .) que será utilizado em cada área. alguns cuidados especiais de planejamento devem ser observados. conteúdo e oportunidade dos pareceres. qual o procedimento (inspeção. auditor trainee) e o tempo que será gasto por cada um.* Pode ser pessoa física ou jurídica que tenha inferência nos negócios da empresa. Ex: . etc.Venda de negócio para o dono da empresa. O planejamento de auditoria tem que refletir o que vai ser feito em cada área.Fornecedor exclusivo. tais como: a) Verificar se o saldo de encerramento coincide com o de abertura (para não começar o ano com saldo 76 .

se for necessário. c) Ler o relatório de auditoria anterior (parecer) e. d) Verificar relevantes eventos subseqüentes ao exercício anterior. O planejamento da auditoria interna deve considerar diversos fatores relevantes na execução dos trabalhos. (como mecanismo de “conhecimento” da auditada). Veja o que você acha da questão abaixo: Questão 04 : (Unb/CESPE – TRT/10ª Região – Analista Judiciário – 2005) Considerando a NBCT 12 — da auditoria interna —. Se é adotado um critério contábil em um ano. b) Verificar a uniformidade de práticas contábeis. O planejamento e os programas de trabalho devem ser revisados e atualizados sempre que novos fatos o recomendem. é ideal que este critério seja adotado ao longo dos próximos anos.menor que fechou o ano anterior) e não contenha representações errôneas ou inconsistentes. Certo 77 . Dica: o critério pode ser mudado. f) Levantamento das principais alterações ocorridas no sistema de controle interno. e) Identificação de fatos relevantes que possam afetar as atividades da auditada e sua situação patrimonial e financeira. o uso do trabalho de especialistas. Uniformidade é um dos princípios estabelecidos pelo IBRACON. julgue os itens que se seguem. entre eles. Ex: mudança no critério de tributação – lucro presumido para real. revelados ou não. para permitir uma melhor comparabilidade. solicitar a autorização formal para pedir os papéis de trabalho do auditor anterior. desde que seja destacado nas notas explicativas.

3) Caixa com saldo devedor. 7) Empresa em vias de descontinuidade. 2) Um número muito grande de transações entre partes relacionadas. por exemplo. dependendo de haver ou não a motivação do agente. Uma mesma ação ou omissão pode se caracterizar como fraude ou erro. SÃO INDICADORES DE FRAUDE. pois é nessa fase que o auditor vai especificar a “NAOPEX” (natureza. 6) Responsável pelo Financeiro e Contábil não tirar férias. 4) Declínio do mercado onde a empresa atua. que alguém adultere um documento sem intenção. Em alguns casos a fraude fica evidente: não é admissível. o auditor deverá considerar a possibilidade da ocorrência de fraude. O CFC conceitua fraudes e erros da seguinte forma: 78 . principalmente na área financeira e contábil. 1) Empresas em declínio. Ele deve considerar essa possibilidade na fase do planejamento dos trabalhos. Entretanto. A diferença entre fraude e erro está no elemento vontade. Sua finalidade é a emissão de um parecer acerca da adequação das demonstrações contábeis. Fraude e erro A auditoria não tem como objetivo a descoberta de fraude. 9) Entre outros. 5) Alto turn-over. oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria).19. 8) Perda de licença para financiamento. no fato de existir ou não a intenção quando da ação ou omissão.

falsificação ou alteração de registros ou documentos. por exemplo. 79 . Ex. o funcionamento precisa ter a custódia do bem e acesso aos registros contábeis. Em algum momento. Aplicação de práticas contábeis indevidas. registros e demonstrações contábeis. pois. FRAUDE TEMPORÁRIA  É aquela em que o agente se apropria de um bem da entidade e não altera os registros contábeis. e  Erro: o ato não intencional resultante de omissão. Para que ocorra a fraude permanente. pois estabelece a segregação de funções. de modo que os registros coincida com os ativos existentes. só se apropria do dinheiro.: D – Despesas diversas C – Caixa É mais difícil de ser visualizado. Um sistema adequado de controle interno não permite que isso aconteça. É mais fácil de descobrir. é difícil de se descobrir. Fraude: o ato intencional de omissão ou manipulação de transações. quando o físico for confrontado com o contábil. adulteração de documentos. FRAUDE PERMANENTE  Geralmente. esta fraude será descoberta. Apropriação indébita de ativos. Exemplos de Fraude: I) II) III) IV) V) Manipulação. Por exemplo: o funcionário se apropria do dinheiro e ainda dá baixa na contabilidade. desatenção ou má interpretação de fatos na elaboração de registros e demonstrações contábeis. Supressão ou omissão de transações nos registros contábeis. Registro de transações sem comprovação. Ocorre quando o agente se apropria de um bem da entidade e promove a alteração nos registros contábeis.

de forma verbal ou escrita. dependendo das O sigilo profissional impede o auditor de comunicar fraudes e/ou erros a terceiros. circunstância. Transações que pareçam normais. 3. II) O auditor não é responsável nem pode ser responsabilizado pela sua prevenção. Obrigação de comunicar à administração. Dica: Caso se descubra que durante o período coberto pelo parecer de auditoria exista distorção relevante não refletida ou não corrigida nas Demonstrações Contábeis. Fraudes e erros: responsabilidade: I) A responsabilidade primária na prevenção é da administração. III) Detecção de fraudes ou erros: 1. Aplicação incorreta das práticas contábeis. isto não indica que o auditor não cumpriu as NAI. Se a fraude e/ou erro têm efeito relevante e não foi apropriadamente corrigido deve ser emitido Parecer com ressalva ou com opinião adversa. 80 . mediante manutenção de adequado sistema de controle interno. Informações computadorizadas. Interpretação errada das variações patrimoniais. 4. Estrutura ou atuação inadequada da administração. Quando houver obrigação legal poderá fazê-lo. Fraudes ou erros relevantes: I. II. Problemas internos.Exemplos de Erro: I) II) III) Erros aritméticos na escrituração contábil ou Demonstrações Contábeis. (Normas de Auditoria Independente). 2.

Estimativas contábeis Nos termos do Conselho (Resolução CFC nº 1038/05). inclusive. Segundo as normas de auditoria independente. abrindo mão da auditoria. Neste caso. manipulação de transações ou ADULTERAÇÃO DE DOCUMENTOS enquanto erro é o ato não-intencional resultante de omissão. Responda à questão abaixo sobre fraude e erro: Questão 5: (Unb-CESPE – AGE-ES – Auditor do Estado– 2004) Julgue os itens que se seguem. fraude é o ato intencional de omissão. Quando descobre a fraude. a CVM obriga que a empresa auditada comunique oficialmente a troca com comunicação assinada pelo auditor. estimativa contábil é uma previsão quanto ao valor de um item que considera as 81 . manipulação de transações ou má interpretação de fatos. Errado. o auditor deve fazer a comunicação para 2 níveis acima. a resolução do Conselho estabelece que o auditor verifique o que deve ser feito. a) Sugerir medidas corretivas. Segundo as normas de auditoria independente. Quando a fraude é no mais alto escalão. desatenção ou adulteração de documentos na elaboração de registros e demonstrações contábeis. 20.III. dando a discricionariedade para decidir o que achar mais conveniente. pois normalmente o chefe é conivente. fraude é o ato intencional de omissão. b) Informar sobre possíveis efeitos no parecer caso não as adotar. O auditor pode renunciar ao trabalho caso a entidade não tomar as medidas corretivas dessas fraudes e/ou erros (Comunica-se à CVM). relativos aos procedimentos de auditoria. desatenção ou MÁ INTERPRETAÇÃO DE FATOS. enquanto erro é o ato não-intencional resultante de omissão.

a conjuntura econômica e as suas projeções. 6. são exemplos de estimativa contábil. custos e despesas incorridos. provisões para reduzir ativos ao seu valor provável de realização. provisões para perdas em geral. 5. de forma a permitir estimativas mais apropriadas no período em exame. o auditor deve assegurar-se da razoabilidade das estimativas. e requerer julgamento na determinação do valor adequado a ser registrado nas Demonstrações Contábeis.melhores evidências disponíveis. sendo de responsabilidade da administração da entidade. 4. Tal procedimento inclui. 3. impostos diferidos. Dentre outros. as práticas correntes em entidades semelhantes. Nesse sentido. individualmente consideradas. 82 . quando não exista forma precisa de apuração. exaustão ou amortização). a coerência destas com o comportamento dos itens estimados em períodos anteriores. os planos futuros da entidade. 2. quando estas forem relevantes. os valores destinados a possibilitar os registros relativos a: 1. receitas auferidas. Quando a comparação entre as estimativas feitas em períodos anteriores e os valores reais destas evidenciar variações significativas. o auditor deve verificar se houve o competente ajuste nos procedimentos. além da análise da fundamentação matemático-estatística dos procedimentos utilizados pela entidade na quantificação das estimativas. incluindo fatores objetivos e subjetivos. provisões para alocar o custo de itens do ativo durante suas vidas úteis estimadas (depreciação.

o auditor deve obter evidência de auditoria suficiente e apropriada para certificar-se de que uma estimativa contábil é razoável nas circunstâncias e. para estimar quantidades e efetuar certas medições quantitativas e qualitativas de estoque de minérios. as estimativas contábeis podem ser de natureza simples ou complexa. como. por exemplo. Essa revisão deve refletir o conhecimento do auditor dos resultados financeiros da entidade em períodos anteriores. Por exemplo.7. prejuízos sobre contratos em andamento. O auditor deve revisar a adequação contínua de fórmulas utilizadas pela administração da entidade na preparação das estimativas contábeis. quando necessário. revisando a vida útil remanescente dos ativos ou comparando os resultados reais com os estimados e ajustando o cálculo. quando necessário. Nos processos de estimativas de natureza complexa. por exemplo. se está divulgada apropriadamente nas Demonstrações Contábeis. No que tange à natureza. provisões de garantia. pode o auditor necessitar do trabalho de um especialista. que requeiram técnicas especializadas. Nesses casos. Quanto aos procedimentos. o auditor pode necessitar do trabalho de especialista. podem ser necessários alto grau de julgamento e conhecimentos especiais. 8. É preciso destacar que em muitos casos as estimativas contábeis são feitas usando uma fórmula baseada na experiência. 9. o uso de taxas padronizadas para depreciar cada categoria do imobilizado ou o uso de uma porcentagem padronizada de receita de vendas para calcular uma provisão de garantia. a administração precisa revisar a fórmula regularmente. práticas utilizadas por outras entidades do setor e os planos futuros da administração da entidade divulgados. provisões para indenizações. Em estimativas complexas. 83 .

Se dados contábeis forem utilizados. se eles são: a) razoáveis em relação aos resultados reais em períodos anteriores. Dica: Se a administração da entidade se recusar a revisar a estimativa. cumulativamente. com base em seu conhecimento dos negócios e se a estimativa é consistente com outras evidências de auditoria obtidas no curso dos trabalhos. o auditor deve determinar se a diferença desse tipo requer ajuste. deve ser solicitada a revisão da estimativa à administração da entidade. possam ter um efeito relevante sobre as Demonstrações Contábeis. entre outras coisas. devendo considerar se existem eventos ou transações subseqüentes que afetem. eles devem ser uniformes com os processados no sistema contábil. ao avaliar se o efeito sobre as Demonstrações Contábeis é relevante. Antes de concluir seus trabalhos. O auditor também deve verificar se diferenças isoladas que tenham sido aceitas como irrelevantes quando consideradas. Ao avaliar os pressupostos em que a estimativa se baseia. Quando houver diferença relevante entre a estimativa do auditor e o valor estimado incluído nas Demonstrações Contábeis. completos e relevantes. a diferença deve ser vista como uma distorção e considerada juntamente com as outras distorções. b) consistentes com os pressupostos usados para outras estimativas contábeis. 84 . significativamente. avaliar diferenças tende a ser mais difícil do que em outras áreas de auditoria. c) consistentes com planos da administração da entidade. Neste caso. os dados e os pressupostos utilizados para determinar a estimativa contábil.Dica: O auditor deve avaliar se os dados em que a estimativa se baseia são precisos. o auditor deve considerar. Em função do risco da precisão inerente às estimativas contábeis. o auditor deve fazer uma avaliação final da razoabilidade da estimativa.

Isso inclui a análise da fundamentação dos procedimentos adotados pela entidade na sua quantificação. os planos futuros da entidade. podem proporcionar evidências sobre uma estimativa contábil feita pela administração da entidade. Quando as estimativas individualmente consideradas forem relevantes. A revisão dessas transações e eventos subseqüentes pode reduzir ou mesmo. o auditor deve avaliar as estimativas contábeis tomadas como um todo. eliminar a necessidade de revisar e testar o processo usado pela administração da entidade ou a necessidade de utilizar uma estimativa independente ao avaliar a razoabilidade da estimativa contábil. bem como a coerência das estimativas com o comportamento dos itens estimados em períodos anteriores. o auditor deve assegurar-se de sua razoabilidade. 85 .  Responsabilidade do auditor O auditor deve ter conhecimentos suficientes sobre os controles. considerar os pressupostos e testar os procedimentos de cálculo utilizados em seu desenvolvimento. as práticas em entidades semelhantes.  Estimativa independente O auditor pode fazer ou obter uma estimativa independente e comparála com a estimativa contábil preparada pela administração da entidade. o auditor deve avaliar os dados. antes do término da auditoria.  Revisão de eventos subseqüentes Transações e eventos subseqüentes à data das trações Contábeis. procedimentos e métodos utilizados pela entidade na determinação das estimativas. Quando utilizar uma estimativa independente. a conjuntura econômica e suas projeções.Nessas circunstâncias.

O processo da estimativa envolve julgamentos baseados nas últimas informações disponíveis. por exemplo. Mudanças nas estimativas contábeis não são correção de erro e decorrem. a revisão da estimativa não se relaciona a exercícios anteriores nem representa correção de erro. b)estoques obsoletos. Mudanças em Estimativas Contábeis Mudanças em estimativas contábeis são ajustes nos saldos contábeis de ativos ou de passivos ou do valor da movimentação do saldo de um ativo decorrente da avaliação da situação atual e dos benefícios futuros esperados e das obrigações associadas com ativos e exigibilidades. c)valor justo de ativos ou passivos financeiros. entre outros. porém podem ser estimados. e b)alteração nos padrões de uso ou de consumo dos ativos. e e)obrigações decorrentes de garantias etc. muitos itens das demonstrações contábeis podem não ser mensurados com precisão. Uma estimativa poderá requerer revisão (se ocorrerem alterações nas circunstâncias nas quais ela foi baseada) como resultado de novas informações ou de maior experiência. 86 . inexistentes ou desconhecidas quando da elaboração das demonstrações contábeis anteriores. Por sua natureza. d)vida útil ou padrão esperado de consumo de benefícios econômicos de ativos depreciáveis. Como resultado das incertezas inerentes às atividades das entidades. Estimativas poderão ser necessárias. para o seguinte: a)créditos de liquidação duvidosa. O uso de estimativas razoáveis é parte essencial da preparação das demonstrações contábeis e não afeta sua confiabilidade. de: a)novas informações ou novas tecnologias.

Entretanto. ou estiver relacionada a um componente do patrimônio líquido. ela deve ser reconhecida pelo ajuste no correspondente item do ativo. uma mudança na vida útil estimada ou no padrão esperado de consumo dos benefícios econômicos de um ativo depreciável. é reconhecido nos correspondentes exercícios.O efeito da mudança numa estimativa contábil deve ser incluído na apuração do lucro líquido ou do prejuízo: a)no exercício da mudança. Por exemplo. Se a mudança em estimativa contábil resultar em mudanças apenas em ativos e passivos. se houver. o efeito da mudança referente ao exercício corrente é reconhecido como receita ou despesa nesse exercício. uma mudança na estimativa do montante dos créditos de liquidação duvidosa afeta somente o exercício corrente e. Uma mudança de estimativa contábil pode afetar apenas o exercício corrente. 87 . deve ser reconhecida apenas nesse exercício. ou tanto o exercício corrente quanto exercícios futuros. outros eventos e circunstâncias a partir da data da mudança de estimativa. devem ser divulgados. Em ambos os casos. a não ser que o efeito em exercícios subseqüentes não seja passível de estimativa. que tem efeito relevante no exercício corrente ou que se espera que tenha efeito relevante em exercícios subseqüentes. O reconhecimento prospectivo dos efeitos de mudança em estimativa contábil significa que ela é aplicável a transações. se afetar apenas aquele exercício. portanto. Divulgações A natureza e o montante da mudança numa estimativa contábil. se afetar todos eles. e b)no exercício da mudança e nos exercícios futuros. afeta a despesa de depreciação no exercício corrente e em cada exercício da vida útil remanescente do ativo. passivo ou patrimônio líquido no exercício da mudança. O efeito sobre exercícios futuros.

que têm poder de influenciá-la. então. podemos citar uma entidade vendendo para sua controladora: como afiançar que a transação é normal. têm condições de influenciar a natureza ou o valor das transações.transferência de recursos ou obrigações entre partes relacionadas. 21.. A preocupação do auditor reside no fato dessas transações serem realizadas de forma artificial ou no interesse exclusivo do acionista majoritário. Transações com partes relacionadas As transações entre partes relacionadas5 são aquelas definidas como as que não têm a independência e a comutatividade que caracterizam as relações entre terceiros. Como exemplo. ainda que a titulo gratuito. Partes relacionadas são entidades com as quais a empresa não tem condições de comercializar com a independência e comutatividade que caracterizam as relações comerciais. quando uma empresa dá como garantia determinado bem para que seu proprietário (pessoa física) consiga um empréstimo junto a uma instituição financeira.. de forma que possam caracterizar transações artificiais ou anormais. são entidades que. O auditor deve examinar as transações relevantes com partes relacionadas. Como exemplo. de alguma forma. com especial atenção àquelas que pareçam anormais ou envolvam partes relacionadas não-identificadas quando do planejamento. Ou. é possível Transação entre partes relacionadas . em detrimento dos minoritários. aplicando os procedimentos necessários à obtenção de informações sobre a finalidade. Ou seja. a natureza e a extensão das transações. que não está sendo realizada no interesse exclusivo do sócio majoritário. 5 88 . a entidade deve divulgar tal fato. São transações entre pessoas ligadas à companhia.Se o montante do efeito sobre os exercícios subseqüentes de uma mudança em estimativa contábil não for passível de estimativa. De acordo com a Resolução CFC nº 1039/05.

identificadas nos registros contábeis e informações extracontábeis e divulgadas nas Demonstrações Contábeis. os saldos e as informações relativas a partes relacionadas foram. 89 . ampliados ou adicionais. Dentre outros. quaisquer transações relevantes que as envolvam. ou indiquem que ocorreu uma distorção relevante em conexão com partes relacionadas. quando identificar circunstâncias que aumentem o risco de distorção. cessão de direitos e venda de mercadorias super (sub) faturadas para entes controladores. essa responsabilidade exige que a administração implante sistema contábil e de controle interno adequados. para assegurar que as transações com partes relacionadas sejam. b) revisar os procedimentos usados pela entidade para identificar partes relacionadas. além do que. no decorrer dos trabalhos. Considerando que a administração da entidade é responsável por identificar e divulgar partes relacionadas e transações com tais partes. conforme for apropriado. objeto do exame do auditor. Assim. Em especial. seria esperado. o auditor deve obter evidências suficientes para identificar partes relacionadas na fase de planejamento.citar a concessão de garantias ou de empréstimos. identificados e divulgados pela administração da entidade nas Demonstrações Contábeis. apropriadamente. Em função disso. os seguintes procedimentos devem ser considerados: a) revisar os papéis de trabalho de anos anteriores para identificar nomes e suas respectivas transações com partes relacionadas. c) indagar sobre a vinculação de diretores e executivos a outras entidades que mantêm relacionamento com a auditada. o auditor deve executar procedimentos de auditoria suficientes para obter evidências de que as transações. a natureza e a extensão das transações. aplicando os procedimentos necessários à obtenção de informações sobre a finalidade. adequadamente. normalmente. com especial atenção àquelas que pareçam anormais ou envolvam partes relacionadas não-identificadas quando do planejamento. possibilitando detectar. deve executar procedimentos modificados.

e  transações não-registradas. de outros auditores envolvidos na auditoria de empresas coligadas. dando atenção particular a transações contabilizadas no fim do período abrangido pelo Parecer do auditor e até a data de sua emissão. em comparação com outros. e informações fornecidas a órgãos j) revisar os registros contábeis para localizar transações ou saldos elevados ou inusitados. e) revisar atas de reuniões de acionistas e conselho administração. controladas ou controladoras.  transações que. taxas de juros. ou auditores antecessores. 90 . Essa revisão pode indicar relacionamento por fiança e outras transações com partes relacionadas.  transações significativas ou de grande volume com certos clientes ou fornecedores.  transações processadas de maneira não-usual. o auditor deve atentar para transações que pareçam não-usuais nas circunstâncias e possam indicar a existência de partes relacionadas ainda não-identificadas. se apropriado. bem como de confirmações bancárias. No desenvolvimento da auditoria. garantias e condições de pagamento não-usuais ou fora das condições de mercado ou que seriam realizadas com terceiros. i) revisar as declarações e as normativos. da diretoria e outros registros legais pertinentes. Exemplos:  transações com condições negociais anormais. tais como: recebimento ou prestação de serviços administrativos sem custo. g) revisar confirmações de empréstimos a receber e a pagar.  transações em que a essência difere da forma. careçam de motivo negocial lógico. aparentemente. se aplicável. compra ou venda de uma participação societária em um empreendimento. por exemplo. de f) indagar. sobre seu conhecimento de outras partes relacionadas. h) revisar transações de investimentos.d) revisar os registros de acionistas para determinar os nomes de acionistas principais ou. tais como: preços. obter uma relação de acionistas principais do registro de ações.

mesmo que efetuadas a valor de mercado (de forma a evidenciar a potencialidade). Dica: Essas transações devem ser evidenciadas em notas explicativas às demonstrações ou no corpo das próprias demonstrações. Ex: Término do trabalho – 20/Janeiro Publicação – 01/março 15/fevereiro– concordata de um cliente que deve à empresa valor substancial. indicando que a entidade realiza volume significativo de operações com partes relacionadas em condições diferentes às de mercado e os resultados dessas operações poderiam ser diferentes se realizadas em condições de mercado. o auditor deve adicionar. ou concluir que sua divulgação nas Demonstrações Contábeis é insuficiente e/ou inadequada. o parecer que já está nas mãos da Administração da empresa auditada. parágrafo de ênfase. 91 . corrigindo. ao seu parecer. Quando o auditor entender que. o auditor deve modificar o parecer de auditoria apropriadamente. pela magnitude das operações com partes relacionadas e pela diferenciação dessas operações quando comparadas com operações entre partes nãorelacionadas. Transações e eventos subseqüentes Correspondem a fatos ocorridos após o término do Exercício Social (e antes da publicação) que influenciam as informações contidas nas Demonstrações Contábeis do ano anterior. a situação merece ser destacada aos usuários das Demonstrações Contábeis. 22.Se o auditor não puder obter evidência de auditoria suficiente e apropriada sobre partes relacionadas e transações com essas partes. O auditor assume a responsabilidade do parecer até a data da publicação. se for o caso.

Para formar opinião sobre as Demonstrações Contábeis. para analisar os efeitos relevantes das transações e eventos subseqüentes ao encerramento do exercício social. podemos destacar: a) perda em contas a receber decorrente da falência do devedor. 92 . Dica: De acordo com a Resolução CFC n 1040/05. salvo se já tiver ocorrido antes do término do trabalho. Se a auditada não quiser fazer isto. Neste caso. Como exemplos de transações e eventos subseqüentes. o auditor deve considerar: a) procedimentos da administração – que eventos sejam divulgados. b) atos e fatos administrativos registrados em atas. o auditor comunica à CVM para tomar as medidas cabíveis. e b) pagamento ou sentença judicial. e c) os ocorridos após a divulgação das demonstrações contábeis. mencionando-os como ressalva ou em parágrafo de ênfase. c) os informes – divulgados. e e) eventos não revelados pela administração. o auditor pode: Solicitar para a auditada republicar o parecer modificado ou publicar que o parecer não tem mais efeito. Existem três situações de eventos subseqüentes: a) os ocorridos entre a data do término do exercício social e a data da emissão do parecer. não há nada a fazer. com a conseqüente emissão do parecer e a data da divulgação das demonstrações contábeis. o auditor deve considerar em seu parecer os efeitos decorrentes de transações e eventos subseqüentes relevantes ao exame das demonstrações contábeis. quando não ajustadas ou reveladas adequadamente.Após a publicação do parecer. d) contingências conhecidas e reveladas. b) os ocorridos depois do término do trabalho de campo.

inclusive como aumento de capital. f) alteração do controle societário. foram identificados. e indagação sobre assuntos discutidos nas reuniões e para os quais ainda não se dispõem de atas. bem como de comitês executivos e de auditoria. alguns procedimentos podem ser utilizados.c) aporte de recursos. Para identificar transações e eventos que podem requerer ajuste ou divulgação nas Demonstrações contábeis. O auditor deve planejar e executar procedimentos para obter evidência de auditoria suficiente e apropriada de que todas as transações e os eventos ocorridos no período. e que podem requerer ajuste nas Demonstrações Contábeis e suas notas explicativas. por exemplo. b) leitura de atas de assembléia de acionistas ou quotistas. Esses procedimentos são adicionais àqueles. d) compra de nova subsidiária ou de participação adicional em investimento anterior. realizadas após o fim do período. aplicados a transações específicas ocorridas após o fim do período. e o auditor deve considerálo parte normal da auditoria. da diretoria. tais como: a) revisão dos procedimentos que a administração estabeleceu para assegurar que eventos subseqüentes sejam identificados. 93 . de reunião dos conselhos de administração e fiscal. o teste do corte de estoques e pagamentos a credores. com o objetivo de obter evidência de auditoria quanto a saldos de contas no fim dele. normalmente. O período entre a data do término do exercício social e a de emissão do parecer é denominado período subseqüente. relevante e) destruição de estoques ou estabelecimento em decorrência de sinistro. Entretanto. não se exige que o auditor proceda a uma revisão contínua de todos os assuntos que foram objeto de procedimentos anteriores. como.

c) leitura das Demonstrações Contábeis intermediárias posteriores àquelas auditadas e. Neste caso. por exemplo. 2. 3. 6. escritas ou verbais. e 9.ocorrência ou probabilidade de ocorrência de eventos que ponham em dúvida a adequação das práticas contábeis usadas nas Demonstrações Contábeis.vendas de ativos. empréstimos ou 94 . comparação dessas informações com as constantes nas Demonstrações Contábeis auditadas. 7.desapropriação por parte do Governo. Exemplos de assuntos a serem indagados incluem: 1. ainda que parcialmente. e e)indagação à administração sobre se ocorreu qualquer evento subseqüente que possa afetar as Demonstrações Contábeis e obtenção de carta de responsabilidade. incorporação.assunção de novos garantias concedidas. 4. aos advogados da entidade a respeito de litígios e reclamações. o auditor deve indagar da administração se as informações mais recentes foram elaboradas nas mesmas bases utilizadas nas Demonstrações Contábeis auditadas. na extensão considerada necessária nas circunstâncias. cisão ou liquidação de atividades.situação atual de itens contabilizados com base em dados preliminares ou não-conclusivos.emissão de debêntures ou ações novas ou acordo de fusão. com a mesma data do parecer do auditor. d) indagação ou ampliação das indagações anteriores. 5.destruição de ativos. das previsões de fluxo de caixa e de outros relatórios contábeis. compromissos. à medida que for considerado necessário e apropriado.ajustes contábeis inusitados.evolução subseqüente de contingências e assuntos de maior risco de auditoria. dos orçamentos. 8. como na hipótese de dúvida sobre a continuidade normal das atividades da entidade. por fogo ou inundação.

comunicação formal à administração no sentido de que o Parecer. o auditor deve avaliar a adoção de medidas a serem tomadas em função dos seus direitos e das suas obrigações legais. discutir o assunto com a administração e tomar as medidas apropriadas às circunstâncias. o auditor deve executar os procedimentos necessários nas circunstâncias e fornecer a ela novo parecer sobre as Demonstrações Contábeis ajustadas. expressar opinião com ressalva ou adversa. inclui-se.18 . os procedimentos mencionados nos itens anteriores devem ser estendidos até a data do novo Parecer do auditor. emitido não mais deve ser associado às Demonstrações 95 . ele deve revisá-lo e. o auditor pode decidir por emitir seu Parecer com dupla data. o auditor deve solicitar a esta que não divulgue as Demonstrações Contábeis e o respectivo Parecer.TRANSAÇÕES PARECER E EVENTOS OCORRIDOS APÓS EMISSÃO DO O auditor não é responsável pela execução de procedimentos ou indagações sobre as Demonstrações Contábeis após a data do seu Parecer. Contudo. e.Parecer dos Auditores Independentes. se for o caso. após a data do Parecer do auditor. como definido na NBC T 11. anteriormente. Quando o Parecer do auditor tiver sido entregue à administração. como mínimo. ele deve decidir se elas devem ser ajustadas. Durante o período entre as datas do Parecer do auditor e a de divulgação das Demonstrações Contábeis. Quando a administração alterar as Demonstrações Contábeis. divulgadas. conseqüentemente. Quando. Se as Demonstrações Contábeis forem. mas antes da divulgação das Demonstrações Contábeis o auditor tomar conhecimento de fato que possa afetar de maneira relevante as Demonstrações Contábeis. a administração é responsável por informar ao auditor fatos que possam afetar as Demonstrações Contábeis. Quando a administração não alterar as Demonstrações Contábeis nos casos em que o auditor decidir pela necessidade de sua alteração e o seu Parecer não tiver sido liberado para a entidade. posteriormente. A data do novo parecer do auditor não deve ser anterior àquela em que as demonstrações ajustadas foram assinadas ou aprovadas pela administração. Entre essas medidas.

seja informada da situação. após a divulgação das Demonstrações Contábeis. os motivos da reemissão desse Parecer com referência à nota das Demonstrações Contábeis que esclarece a alteração efetuada nas Demonstrações Contábeis. juntamente com o respectivo Parecer do auditor. TRANSAÇÕES E EVENTOS CONHECIDOS APÓS A DIVULGAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Após a divulgação das Demonstrações Contábeis. Quando a administração não tomar as medidas necessárias para assegurar que qualquer pessoa que tenha recebido as Demonstrações Contábeis. ele deve informar à administração que poderá tomar medidas para impedir 96 . e c)emitir um novo Parecer sobre as Demonstrações Contábeis alteradas. são aplicáveis as considerações sobre a data do novo Parecer mencionadas no item anterior. poderia tê-lo levado a emitir o documento com conteúdo diverso do que foi. anteriormente. divulgadas. o auditor não tem responsabilidade de fazer qualquer indagação sobre essas demonstrações. e quando a administração não alterar as Demonstrações Contábeis nas circunstâncias em que o auditor considera necessária sua alteração.Contábeis não-retificadas. indicando em parágrafo. seja informada da situação. Neste caso. após o de opinião. Quando. b)revisar as medidas tomadas pela administração para assegurar que qualquer pessoa que tenha recebido as Demonstrações Contábeis. discutir o assunto com a administração e tomar as medidas apropriadas às circunstâncias. emitidas. o auditor deve decidir se as Demonstrações Contábeis precisam de revisão. o auditor tomar conhecimento de fato anterior à data do seu Parecer e que. anteriormente. Quando a administração divulgadas. se fosse conhecido naquela data. o auditor deve: alterar as Demonstrações Contábeis a)executar os procedimentos de auditoria necessários às circunstâncias. a necessidade de comunicação aos órgãos reguladores depende das normas aplicáveis em cada caso. juntamente com o correspondente Parecer do auditor.

Essas normas servem para medir a qualidade dos objetivos de auditoria e dos atos designados a atingir esses objetivos. desde que elas contemplem os necessários ajustes e/ou contenham as informações normalmente divulgadas. As normas de auditoria são claramente estabelecidas e não se permite desvio algum. que podem ser modificados de modo a adaptarem-se a um trabalho específico de auditoria. seus direitos e obrigações legais. Em contraposição. quando estiver iminente a emissão das Demonstrações Contábeis relativas ao período seguinte. anteriormente. por exemplo. as normas de auditoria determinam a estrutura dentro da qual o auditor decide sobre o que é necessário à elaboração de um exame de demonstrações financeiras. O papel das normas de auditoria Segundo Cook. 23.que seu Parecer seja utilizado por terceiros. como. A necessidade de comunicação aos órgãos reguladores depende das normas aplicáveis em cada caso. Enquanto as normas de auditoria são normas para controlar a qualidade do exame e do relatório. Entre essas medidas. na realização do exame. à realização do exame e à redação do relatório. emitido não mais deve ser associado às monstrações Contábeis não-retificadas. os procedimentos de auditoria geralmente aceitos são descritos em termos genéricos. baseado em critérios pessoais de julgamento. os procedimentos de auditoria descrevem as tarefas realmente cumpridas pelo auditor. como mínimo. O auditor escolhe. resguardando. o auditor pode julgar desnecessária a alteração das Demonstrações Contábeis e a emissão de novo Parecer. comunicação formal à administração de que o Parecer. assim. incluise. Em certas situações. os procedimentos 97 . se quiser fazer um exame satisfatório.

Fornecer um modelo para a execução e promoção de uma amplo leque de atividades de auditoria interna que representem valor agregado.de auditoria a serem aplicados no exame de uma empresa. Servir de base para a avaliação da auditoria interna. Normas internacionais para o exercício profissional da auditoria interna Segundo o IIA. Incentivar a melhoria dos processos e operações da organização. Estabelecer princípios básicos que representam a prática da auditoria interna na forma em que esta deveria ser. como ela deve ser. As Normas são destinadas a servir à profissão de auditoria interna de forma total. 4.i 24. 2. Princípios Modelo Base para avaliação Incentivar melhoria As Normas representam os critérios pelos quais as operações de um departamento de auditoria interna são avaliadas. 3. Seu julgamento é o critério definitivo para todos os atos relacionados com a auditoria. o auditor fundamenta seu julgamento em anos de estudos. treinamento e experiência. Como profissional treinado que é. em particular. o propósito das Normas Internacionais para o Exercício da Auditoria Interna é: 1. nos vários tipos de organização onde os auditores prestam sua contribuição. 98 . Elas devem representar a prática de auditoria interna.

25. 99 . c) as normas. Práticas para o Exercício Profissional de auditoria interna Integram as Práticas para o Exercício Profissional (Professional Practices Framework-PPF) de auditoria interna: a) a definição de auditoria interna. ou em alguns casos o proprietário da empresa não poderia supervisionar pessoalmente todas as suas atividades. Entretanto. com a expansão dos negócios sentiu a necessidade de dar maior ênfase às normas ou aos procedimentos internos.1. coordenados pelo IIA6 (Institute of Internal Auditors). É preciso destacar que a coletânia das normas resulta de um processo de pesquisa contínuo. Auditoria interna Conforme narra Marcelo Cavalcanti. de nada valia a implantação desses procedimentos internos sem que houvesse um acompanhamento no sentido de verificar se estes estavam sendo seguidos pelos empregados da empresa. não se propondo ser uma determinação legal ou contábil. a administração da empresa. Estas normas reproduzidas a seguir entraram em vigor em 01 de janeiro de 2004.25. 6 O IIA é a entidade internacional dedicada ao desenvolvimento profissional do auditor interno. inclusive aos profissionais da área. O IIA publica o material com o objetivo de fornecer orientação. b) o código de ética. devido ao fato de que o administrador.

análises. em uma estrutura organizacional. dentro de uma organização ele não deve estar subordinado àqueles cujo trabalho examina. etc). o auditor externo ou independente. além de sua opinião ou parecer sobre as demonstrações contábeis.Adicionalmente. passou a emitir um relatório-comentário. metodologicamente estruturados para a avaliação da integridade. A título de exemplo. avaliações. que chegaram a seu conhecimento no curso normal de seu trabalho de auditoria. Além disso. Nesse caso. por exemplo. eficácia. adequação. para que não infira em sua independência. com maior grau de profundidade e visando também às outras áreas não relacionadas com contabilidade (sistemas de controle de qualidade. eficiência e economicidade dos 100 . Para atender à Administração da empresa. o auditor interno não deve desenvolver atividades que ele possa vir um dia a examinar (como. Entretanto. administração de pessoal. O auditor interno é um empregado da empresa e. Portanto. elaborar lançamentos contábeis). seria necessária uma auditoria mais periódica. conseqüentemente.ii De acordo com a Resolução CFC nº 986/93 a Auditoria Interna compreende os exames. do contador. levantamentos e comprovações. surgiu o auditor interno como uma ramificação da profissão de auditor externo e. o Departamento de Auditoria ficaria situado da seguinte forma: Importa informar que em alguns grupos de companhias. o auditor externo passava um período de tempo muito curto na empresa e seu trabalho estava totalmente direcionado para o exame das demonstrações contábeis. apenas a administração da empresa investidora pode admitir ou demitir auditores de sociedades controladas e coligadas. os auditores internos são subordinados diretamente à sociedade holding. no qual apresentava sugestões para solucionar os problemas da empresa.

mudando as palavras. Infelizmente as provas de auditoria costumam cobrar a literalidade das normas. com enfoque técnico. dos sistemas de informações e de controles internos integrados ao ambiente.) para atribuir responsabilidades sobre riscos e processos de controle administrados pelas gerências. que vocês a decorem. e principalmente (infelizmente!). objetivo. e governança corporativa7. Dica: Recomendo a compreensão da definição dada acima. A atividade da Auditoria Interna está estruturada em procedimentos. e de gerenciamento de riscos. Precisamos ficar espertos! Processo de Governança corporativa – Procedimentos utilizados pelos representantes dos proprietários (por exemplo.processos. de controle. e tem por finalidade agregar valor ao resultado da organização. sistemático e disciplinado. Acredito que a banca vai fazer algum tipo de “pegadinha” com este conceito. A auditoria auxilia a organização a alcançar seus objetivos adotando uma abordagem sistemática e disciplinada para a avaliação e melhoria da eficácia dos processos de gerenciamento de riscos. com vistas a assistir à administração da entidade no cumprimento de seus objetivos. Segundo as Normas Internacionais. por meio da recomendação de soluções para as não-conformidades apontadas nos relatórios. acionistas etc. 7 101 . a Auditoria interna é uma atividade independente e objetiva que presta serviços de avaliação (assurance-a) e de consultoria (consulting-c) e tem como objetivo adicionar valor e melhorar as operações de uma organização. apresentando subsídios para o aperfeiçoamento dos processos. da gestão e dos controles internos.

25. Objetiva a coleta de evidências que darão suportes à emissão de uma opinião. Para atingir esse deseiderato a técnica utiliza uma abordagem sistemática. Na consultoria há apenas duas pessoas envolvidas: a pessoa que necessita e recebe a consultoria e a que a realiza. processo ou registro e a comparação com um padrão. pelo menos. que pressupõe um conjunto ordenado de ferramentas e práticas para atingir determinada finalidade. Código de Ética O propósito do Código de Ética do IIA é promover uma cultura ética na profissão de Auditoria Interna. Vale ressaltar que nas atividades de consultoria o auditor não deve assumir responsabilidades gerenciais. três pessoas: a pessoa responsável pelo processo. que a auditoria interna é uma atividade independente mas não se confunde com auditoria independente. pretende-se melhorar a eficácia do gerenciamento de risco (minimizando-os nas áreas de compras. a que avalia (o auditor) e a que faz uso da avaliação.Este conceito acima merece ser esmiuçado: a auditoria interna tem duas preocupações principais: A avaliação e consultoria. A avaliação pressupõe a verificação de determinada situação. Com isso. pagamentos e orçamento. por exemplo). 102 . A assessoria objetiva dar sugestões para otimização de processos. de controle (aperfeiçoando-os) e governança corporativa. É preciso ressaltar ainda. Vale ressaltar que o escopo é determinado pelo auditor interno e desse processo fazem parte.2.

Princípios relevantes para a profissão e prática da auditoria interna. profissionais certificados ou candidatos à Certificação profissional e aqueles que prestam serviços de auditoria interna conforme a definição de auditoria interna.A integridade dos auditores internos exige confiança e assim.2. ou candidato pode estar a uma ação profissional. O fato de que uma conduta em particular não seja mencionada nas Regras de Conduta não evita que esta não seja inaceitável ou sem credibilidade e. Princípios Os auditores Internos são exigidos a aplicar e manter os seguintes princípios:  Integridade . detentor de certificação. 103 . fundamentada como está na confiança colocada em assegurar o objetivo sobre gerenciamento de risco.Um código de ética é apropriado e necessário para profissão de auditoria interna. O Código de Ética do IIA vai além da definição de auditoria interna para incluir dois componentes essenciais: 1. 2. violações do Código de Ética serão avaliadas e gerenciadas de acordo com os estatutos do IIA e as Políticas Administrativas. O Código de Ética associado ao Manual de Práticas Profissionais e outros relevantes pronunciamentos do IIIA proporcionam orientação aos auditores internos sobre “servir aos outros”. O Código de Ética se aplica tanto a indivíduos como a entidades que prestam serviços de auditoria interna. “Auditores Internos” se refere aos membro do IIA/AUDIBRA. controle e governança corporativa. 25. o membro. Para membros do IIA e candidatos ou profissionais certificados. representa a base para a confiabilidade em seu julgamento.1. portanto. Regras de Conduta que descrevem normas do comportamento esperado de auditores internos. Estas regras são uma ajuda na interpretação dos Princípios em aplicações práticas e tem o objetivo de orientar a conduta ética de auditores internos.

Auditores internos geram uma avaliação equilibrada de todas as circunstâncias relevantes e não são influenciados de forma indevida pelos seus próprios interesses ou por outros. avaliação. Regras de Conduta  Integridade: Auditores Internos: o Devem realizar seus trabalhos com honestidade. 104 . ou se envolver em atos que o resultem em descrédito para a profissão de auditor interno ou para a organização.   25. Objetividade .Auditores internos apresentam o mais alto grau de objetividade profissional na coleta. o Devem respeitar e contribuir para o legítimo e éticos objetivos da organização. diligência e responsabilidade.2. Competência . quando de conhecimento.  Objetividade: Auditores internos: o Não devem participar de qualquer atividade ou relação que possa prejudicar ou que.Auditores internos aplicam o conhecimento. presumivelmente. habilidades e experiência necessários na realização de serviços de auditoria interna. Confidencialidade . comunicação de informações sobre a atividade ou processo em exame. fazer parte de qualquer atividade ilegal. o Não devem. prejudicaria sua avaliação imparcial.Os auditores internos respeitam o valor e a propriedade das informações a que têm acesso e não as divulgam sem a autorização apropriada a não ser em caso de obrigação legal ou profissional.2. na formulação de julgamentos (opiniões). o Devem observar a lei e divulgar informações exigidas pela lei e pela profissão. Esta participação inclui aquelas atividades ou relações que podem envolver conflitos de interesses da organização.

prejudicaria seu julgamento profissional.  Competência: Auditores internos: o Devem realizar somente aqueles serviços para os quais possuam o conhecimento. o Devem divulgar todos os fatos materiais de seu conhecimento que. 25. presumivelmente. se não divulgados. o Devem continuamente melhorar seu conhecimento técnico e a eficácia e qualidade de seus serviços. habilidades e experiência necessários. o Não devem utilizar informações para qualquer vantagem pessoal ou de qualquer outra maneira contrária à lei ou em detrimento dos objetivos legítimos e éticos da organização. Normas As Normas internacionais para o exercício da Auditoria Interna. o Devem realizar serviços de auditoria interna em conformidade com as Normas para a Prática Profissional da Auditoria Interna.3. encontram-se divididas em duas partes: 105 .  Confidencialidade: Auditores internos: o Devem ser prudentes no uso e proteção das informações obtidas no desempenho de suas funções.o Não devem aceitar qualquer coisa que possa prejudicar ou que. que iremos estudar. podem distorcer relatórios das atividades sob sua revisão.

na execução do trabalho e na comunicação de resultados. Objetividade individual: Os auditores internos devem ter atitude imparcial e isenta e evitar conflitos de interesses. o fato de que estas normas são aplicáveis à todos os serviços de auditoria. As normas de independente. A atividade de auditoria interna deve ser livre de interferências na determinação do escopo da auditoria interna.As normas de atributo são as chamadas pelo CFC de “normas profissionais do auditor”. Vejamos as normas de atributo: 25. Já estudamos sobre essas normas nas aulas anteriores e vemos que as definições apontadas pelas Normas Internacionais não trazem muitas novidades. Independência Organizacional: O diretor executivo de auditoria deve estar subordinado a um nível dentro da organização. que permita à atividade de auditoria interna cumprir suas responsabilidades. Merece destaque ainda. 106 .1 Independência A atividade de auditoria interna deve ser independente e os auditores internos devem ser objetivos na execução de seu trabalho. desempenho referem-se às normas de auditoria A primeira refere-se ao perfil e a segunda ao trabalho em si.3.

habilidades e outras competências necessárias para o desempenho de suas responsabilidades. Presume-se prejudicada a objetividade. deve possuir ou obter o conhecimento.Prejuízos à Independência ou Objetividade:  Se a independência ou objetividade forem prejudicadas de fato ou na aparência. Proficiência e Zelo Profissional Os trabalhos de auditoria devem ser realizados com a proficiência e o cuidado profissional devidos.2. Os auditores internos podem prestar serviços de consultoria relacionados às operações pelas quais tenham sido responsáveis anteriormente. habilidade. os detalhes de tal prejuízo devem ser informados às partes apropriadas.3. 8 Proficiência significa competência. o cliente do trabalho deve ser informado antes que a execução do mesmo seja aceita. A atividade de auditoria interna. capacidade. Proficiência8: Os auditores internos devem possuir conhecimentos.     25. Caso os auditores internos constatem potenciais prejuízos à independência ou objetividade relacionados a serviços de consultoria propostos. A natureza da comunicação dependerá do prejuízo. (ou seja. se um auditor prestar serviços de avaliação para uma atividade pela qual tenha sido responsável no ano anterior. habilidades e outras competências necessárias à execução de suas responsabilidades individuais. se ele a tiver executado) Trabalhos de auditoria de avaliação relacionados a funções que estejam sob a responsabilidade do diretor executivo de auditoria devem ser supervisionadas por alguém externo à atividade de auditoria. 107 . Os auditores internos devem abster-se de avaliar operações específicas pelas quais tenham sido responsáveis anteriormente. de forma coletiva.

O auditores internos devem possuir conhecimento dos riscos e controles chaves relacionados à tecnologia da informação bem como das técnicas de auditoria baseadas em tecnologia para a execução dos trabalhos sob sua responsabilidade. Vale ressaltar que. mas caso as descubra. se a equipe de auditoria interna não dispuser de conhecimentos. tem a obrigação de comunicá-las. habilidades ou outras competências necessárias para desenvolver o todo ou parte do trabalho. ou obter a competente orientação e assistência caso o pessoal da auditoria interna não possua o conhecimento. na maioria dos casos os auditores não possuem realmente esta qualificação. Entretanto. grande parte das equipes contam com este tipo de especialista integrado ao grupo. mas não se espera que tenha a especialidade de uma pessoa cuja responsabilidade principal seja detectar e investigar fraudes. O diretor executivo de auditoria deve declinar de realizar trabalhos de consultoria. Lembrando que descobrir fraudes não é seu objetivo. 108 . por isso. ou os contrata sempre que necessário.O diretor executivo de auditoria deve obter assessoria competente e assistência. Zelo profissional devido não implica infalibilidade. Zelo Profissional Devido Os auditores internos devem aplicar cuidados e habilidades esperados de um profissional razoavelmente prudente e competente. habilidades ou outras competências necessárias à execução do todo ou parte do trabalho de auditoria. (Usar o trabalho de especialistas) O auditor interno deve possuir suficiente conhecimento para identificar indicadores de fraude. nem todos os auditores internos são obrigados a possuir o conhecimento técnico que se espera de um auditor cuja principal responsabilidade seja auditar a tecnologia da informação.

mesmo quando desenvolvidos com o cuidado profissional devido. considerando: • A necessária extensão do trabalho para alcançar os objetivos do trabalho de auditoria. incluindo a natureza.O auditor interno deve exercer o Zelo profissional devido. ou • Custo do trabalho de avaliação em relação a benefícios potenciais. • A relativa complexidade e extensão requeridos pelo trabalho para alcançar os objetivos do trabalho de auditoria. de erros significativos. irregularidades. O auditor interno deve estar alerta aos riscos significativos que poderiam afetar os objetivos. de controle e de governança corporativa. 109 . considerando: • As necessidades e expectativas dos clientes. operações ou recursos. principalmente. • O custo do trabalho de consultoria em relação aos potenciais benefícios. o prazo e a comunicação dos resultados do trabalho. • A adequação e eficácia dos processos de gerenciamento de risco. não garantem que todos os riscos significativos serão identificados. o auditor interno deve considerar a utilização de ferramentas de auditoria auxiliadas por computador bem como outras técnicas de análise de dados. materialidade ou importância dos assuntos sobre os quais os procedimentos de auditoria são aplicados. O auditor interno deve exercer o cuidado profissional devido durante um trabalho de consultoria. garantir a confiabilidade dos dados apurados. procedimentos de auditoria. Isso para . • A relativa complexidade. No exercício do zelo profissional devido. por si só. Entretanto. • A probabilidade desconformidades.

O Auditor Independente e os demais Contadores que compõem o seu quadro funcional técnico devem cumprir 32 pontos de Educação Profissional Continuada por ano/calendário. O CFC chama o desenvolvimento profissional contínuo de “Educação Profissional Continuada” para os auditores independentes.25. º 1060 de 2005. calculados conforme Tabelas do Anexo I da Resolução CFC n. mediante documento emitido pela entidade realizadora. e os demais Contadores que compõem o seu quadro funcional técnico devem cumprir.3. quando realizadas no exterior. As atividades de Educação Profissional Continuada que se enquadrem nas Tabelas de Pontuação (Anexo I da Resolução). Vale ressaltar que o cumprimento desta Resolução pelo Auditor Independente e demais Contadores que compõem o seu quadro funcional técnico é exigido a partir do ano subseqüente à obtenção do registro no Cadastro Nacional de Auditores Independentes (CNAI). com o objetivo de manter. na função de Auditor Independente. habilidades e outras competências através do desenvolvimento profissional contínuo. Educação Profissional Continuada é a atividade programada. sendo analisado pelo CRC até 30 de abril. são comprovadas no Conselho Regional da jurisdição do seu registro profissional. a partir de 2005. formal e reconhecida que o Contador. 110 . oficialmente traduzido para a língua portuguesa. com registro em Conselho Regional de Contabilidade.3. O cumprimento das exigências estabelecidas na Resolução supramencionada deve ser comprovado pelo Auditor Independente e pelos demais Contadores que compõem o seu quadro funcional técnico mediante relatório anual das atividades realizadas. sendo encaminhado ao Conselho Regional de Contabilidade de sua jurisdição até 31 de janeiro do ano subseqüente. atualizar e expandir seus conhecimentos para o exercício profissional. e aquele com cadastro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). inscrito no Cadastro Nacional de Auditores Independentes (CNAI). Desenvolvimento Profissional Contínuo Os auditores internos devem aperfeiçoar seus conhecimentos.

Avaliações Internas As avaliações internas devem incluir: • Revisões contínuas do desempenho da atividade de auditoria interna. Cada parte do programa deve ser desenvolvida para auxiliar a atividade de auditoria interna a adicionar valor e melhorar as operações da organização. Este programa inclui avaliações periódicas. bem como proporcionar razoável certeza de que a atividade de auditoria interna está em conformidade com as Normas e o Código de Ética. da qualidade e a monitoração interna contínua. O processo deve incluir tanto avaliações internas como externas. A atividade da auditoria interna deve adotar um projeto para monitorar e avaliar a eficácia geral do programa de qualidade. internas e externas.25. com conhecimento das práticas internas de auditoria e das Normas. e • Revisões periódicas executadas através de auto – avaliação ou por outras pessoas da organização.4.3. Avaliações Externas 111 . Programa de garantia de qualidade O diretor executivo de auditoria deve desenvolver e manter um programa de garantia da qualidade e de melhoria que inclua todos os aspectos da atividade de auditoria interna e monitore de forma contínua sua eficácia.

Passaremos. consistentes com as metas da organização. O plano de trabalhos de auditoria da auditoria interna deve ser baseado na avaliação de risco e realizado pelo menos uma vez ao ano. prazo e alocação de recursos. 112 .5 Planejamento O diretor executivo de auditoria deve gerenciar de forma eficaz. Informações apresentadas pela alta gerência e o conselho de administração devem ser consideradas nesse processo. a atividade de auditoria interna para assegurar que adicione valor à organização.As avaliações externas. devem ser conduzidas ao menos uma vez a cada cinco anos por revisor qualificado e independente ou por equipe de revisão externa à organização.3. agora. tais como revisões de qualidade do trabalho de auditoria. às normas de desempenho: 25. incluindo o escopo.  O diretor executivo de auditoria deve estabelecer planos com base em análise de riscos para determinar as prioridades da atividade de auditoria interna.      Escopo Objetivos Prazo Alocação de recursos Os auditores internos devem desenvolver e registrar um plano para cada trabalho de auditoria. objetivos.

Objetivos do Trabalho de Auditoria: Devem ser estabelecidos objetivos para cada trabalho de auditoria.  Os auditores internos devem realizar uma avaliação preliminar dos riscos relevantes relacionados à atividade objeto de auditoria. produtos e processos. 113 . de acordo com as diretrizes estabelecidas pela administração da entidade. e outras exposições significativas quando estiver desenvolvendo os objetivos do trabalho de auditoria. Os objetivos do trabalho de auditoria devem refletir os resultados dessa avaliação. • Os riscos significativos para a atividade. os auditores internos devem considerar: • Os objetivos da atividade objeto da revisão e os meios pelos quais esta controla seu desempenho. equipe técnica e uso de especialistas. e operações e os meios pelos quais o impacto potencial de risco é mantido a nível aceitável. extensão. O auditor interno deve considerar a probabilidade de erros. seus objetivos.  O planejamento deve ser documentado e os programas de trabalho formalmente preparados. em termos de natureza. oportunidade. No planejamento do trabalho de auditoria. descumprimentos. atividades. para definir a amplitude e a época do trabalho a ser realizado. irregularidades. o planejamento do trabalho da Auditoria Interna compreende os exames preliminares das áreas. • A suficiência e a efetividade do gerenciamento de risco e dos sistemas de controle da atividade comparados a uma estruturação de controle pertinente ou modelo. detalhando-se o que for necessário à compreensão dos procedimentos que serão aplicados.De acordo com a Resolução CFC nº 986/93. recursos. • As oportunidades para fazer melhorias significativas no gerenciamento de risco e nos sistemas de controle da atividade.

25. Registro das Informações Os auditores internos devem registrar informações relevantes como suporte das conclusões e dos resultados da execução dos trabalhos. avaliar.Os programas de trabalho devem ser estruturados de forma a servir como guia e meio de controle de execução do trabalho. Os auditores internos devem registrar os programas de trabalho de desenvolveram para alcançar os objetivos do trabalho. O diretor executivo de auditoria deve estabelecer políticas procedimentos para orientar a atividade de auditoria interna. e 114 . e registrar informações durante o desenvolvimento do trabalho de auditoria. Os auditores internos devem basear as conclusões e os resultados da execução dos trabalhos em análises e avaliações apropriadas. Os auditores internos devem coletar informações suficientes. Os programas de trabalho devem estabelecer os procedimentos para identificar. avaliar. analisar. Os programas de auditoria para trabalhos de consultoria podem variar na forma e conteúdo dependendo da natureza do trabalho. devendo ser revisados e atualizados sempre que as circunstâncias o exigirem. e registrar informações suficientes para alcançar os objetivos do trabalho de auditoria.3.6. Execução do trabalho de auditoria Os auditores internos devem identificar. O programa de trabalho deve ser aprovado antes de seu início e quaisquer ajustes devem ser prontamente aprovados. fidedignas. analisar. pertinentes e úteis para o alcance dos objetivos do trabalho de auditoria.

a qualidade seja assegurada e as equipes se desenvolvam. quaisquer regulamentações pertinentes ou outros requisitos. O diretor executivo de auditoria deve desenvolver políticas de administração da custodia e guarda dos registros dos trabalhos de consultoria. Para tanto.3. O diretor executivo-chefe de auditoria deve controlar o acesso aos registros dos trabalhos.7. bem como sua liberação interna e externamente. 25. 115 . ele deve obter aprovação da alta administração sênior e/ou conselho legal. Comunicação de resultados Os planos de atividades. onde apropriado. necessidades de recursos e prováveis impactos de limitações de recursos devem ser comunicados à alta administração. O diretor executivo de auditoria deve assegurar que os recursos de auditoria interna sejam apropriados. O Diretor executivo de auditoria deve desenvolver requisitos de guarda dos registros do trabalhos de auditoria. suficientes e efetivamente utilizados para cumprimento do plano aprovado. A comunicação final dos resultados deve. recomendações e planos de ação e os resultados dos trabalhos de auditorias com oportunidade. quaisquer regulamentações pertinentes ou outros requisitos.   Os trabalho de auditorias devem ser apropriadamente supervisionados para assegurar que os objetivos sejam atingidos. Estes requisitos devem ser consistentes com as orientações da organização. Estas políticas devem ser consistentes com as diretrizes da organização. conter a opinião geral ou conclusões do auditor interno. quando requisitado. Os auditores internos devem comunicar os objetivos e o ambiente do trabalho de auditoria. bem como as conclusões aplicáveis. antes de liberar tais registros a terceiros.

Se uma comunicação final contiver erro significativo ou omissão. dependendo da natureza do trabalho e das necessidades do cliente.   116 . eles devem ser comunicados à alta gerência e ao Conselho.A comunicação sobre o progresso e os resultados de um trabalho de consultoria irão variar em forma e conteúdo. • Razão (ões) para a falta de conformidade e • Impacto da não conformidade sobre o trabalho de auditoria  O diretor executivo de auditoria interna é responsável por comunicar os resultados finais às pessoas que possam assegurar que aos resultados sejam dadas a devida consideração. Durante a execução de trabalhos de auditoria. a comunicação dos resultados deve divulgar: • Norma (s) cuja conformidade total não foi atingida. concisas. o diretor executivo de auditoria deve comunicar a informação correta a todas as pessoas que tenham recebido a comunicação original. Toda vez que os assuntos sejam significativos para a organização. Quando a falta de conformidade das Normas tiver impacto em um trabalho de auditoria específico. objetivas. construtivas. As comunicações devem ser precisas. controle e assuntos de governança corporativa devem ser identificados. completas e oportunas. O diretor executivo de auditoria é responsável por comunicar os resultados finais dos trabalhos de consultoria aos clientes. claras. gerenciamento de riscos.

3. A atividade de auditoria interna deve monitorar a liberação dos resultados dos trabalho de auditorias de consultoria na extensão combinada com o cliente. • Obediência às leis. de forma satisfatória.8 Monitoramento do progresso O diretor executivo de auditoria deve estabelecer um processo de acompanhamento para monitorar e assegurar que as ações gerenciais decorrentes dos resultados apresentados à administração e que tenham sido efetivamente implementadas ou que a alta gerência tenham aceitado o risco de não haver implementado. os auditores internos devem remeter-se ao risco consistente com os objetivos do trabalho de auditoria e estar alertas à existência de outros riscos significativos. Resolução da aceitação dos riscos pela administração A atividade de auditoria interna deve monitorar e avaliar a efetividade do sistema de gerenciamento de risco da organização.9. regulamentos e contratos. estão relacionados à possibilidade de não se atingir.3.25. • Salvaguarda do patrimônio. operações e sistemas de informação relativos a: • Confiabilidade e integridade das informações financeiras e operacionais. Deve avaliar os riscos de exposição no que diz respeito à governança corporativa da organização. • Efetividade e eficiência das operações. Durante o trabalho de consultorias. A análise dos riscos da Auditoria Interna deve ser feita na fase de planejamento dos trabalhos. 25. o objetivo dos trabalhos. 117 .

procedimentos. Caso a decisão relativa aos níveis de risco residual não seja consensada. Normas de Execução dos trabalhos. o diretor executivo de auditoria juntamente com a alta administração devem apresentar a matéria ao Conselho para solução e deliberação.Quando o diretor executivo de auditoria considerar que o nível de risco residual assumido pela alta administração não deveria ser aceito pela organização. NBC T 11 – Normas demonstrações contábeis de auditoria independente das A NBC T 11 está dividida em 3 partes: Parte I: Conceituação e objetivos da Auditoria Independente Parte II: Normas de Execução dos trabalhos Parte III: Normas do parecer dos auditores independentes Nas aulas 01 e 02 já estudamos as partes I e II por completo. 118 . amostragem e carta de responsabilidade já foram abordados nas aulas anteriores. este deve revisar o assunto. passaremos ao estudo dos tópicos pendentes. 26. documentação. trata dos seguintes assuntos: Considerando que os assunto: Planejamento. A parte II.

A relevância será considerada: .Vale ressaltar que as normas de execução dos trabalhos descritas pela NBC T 11 são adotadas.2. fique de olho! Atenção! Estaremos falando agora sobre auditoria independente! 26. . . a empresa auditada pode estar divulgando informações irrelevantes para encobrir situações relevantes prejudiciais. 26. o parecer será sem ressalva. praticamente da mesma forma na auditoria governamental. o Se for relevante. então os procedimentos serão aplicados naquilo que for considerado relevante.Na análise das distorções sobre o saldo: o Se a distorção não for relevante. pois irá testar aquilo que tiver um saldo significativo (ou ocorrência significativa). Portanto. deverá ser com ressalva ou adverso.Na determinação da Natureza.Na análise da apresentação e divulgação das informações contábeis: o Em determinadas situações. Em termos 119 . Relevância Como o auditor não tem tempo de testar todas as transações. Oportunidade e Extensão dos procedimentos a serem aplicados: o Para determinar o que vai testar.1. destacadas algumas peculiaridades. Risco de Auditoria O risco de auditoria é a possibilidade do auditor emitir uma opinião tecnicamente inadequada sobre as demonstrações contábeis.

flutuação de estoque. Ex: inexistência ou inadequação de controle interno. se o auditor conseguir comprovar que não houve falha dele. Nos outros dois tipos de risco. só que ele falhou (evento humano). concentração de dívidas com um único cliente. O controle interno pode até ser rigoroso e adequado. Decorre de erros do auditor. O risco de auditoria é considerado em dois níveis: 120 . 3) Risco de detecção Inerente ao trabalho do auditor. só que não é feito conforme está previsto no planejamento. mas é sempre passível de ser burlado. mormente em função da aplicação de procedimentos inadequados (testes em volume inferior ao que seria desejável é uma situação). Ex: no planejamento está estabelecida uma extensão. e vice-versa. 2) Risco de controle Neste caso. Dica: O Risco de detecção é responsabilidade do auditor.práticos. fica isento. O risco de auditoria é produto de três tipos de riscos involuntários: 1) Risco inerente É vinculado ao negócio e às atividades da empresa. a empresa tem o controle interno. * O risco inerente está ligado à empresa. ocorre quando o auditor emite um parecer sem ressalvas quando o mais apropriado seria o adverso.

será considerado por ambiente de controle. a qualidade da administração.3. a qualidade da administração. além disso.1) Geral Quando considera a situação econômica e financeira da empresa (os índices demonstram este risco). Na determinação do risco. O sistema de aprovação e registro de transações. Métodos de delegação da autoridade e os métodos de administração adotados. e 26. natureza e volume das transações. o trabalho do auditor é estabelecido em critérios subjetivos. os negócios. (Visão macro). a situação econômica financeira. as demonstrações contábeis. As políticas de pessoal e segregação de função. 2) Específico Abrange os saldos das contas. Normas para acesso aos sistemas informatizados. 121 . As comparações e análises dos resultados financeiros com dados históricos e/ou projetados. Estrutura organizacional. o CFC estabeleceu um controle de qualidade dos trabalhos de auditoria. Abrange as atividades da empresa. (Visão micro). que contemplará:         Função e envolvimento dos administradores (de fato). as demonstrações em conjunto e a avaliação do sistema contábil e de controle interno. estoque) e registros contábeis. Supervisão e controle de qualidade Como não há percentual estabelecido para aplicação de testes e. Normas para acesso físico aos ativos (caixa.

com o objetivo de melhorar a qualidade nos aspectos evidenciados. e c) avaliar se as conclusões obtidas e fundamentar sua opinião. Alguns dos objetivos da supervisão e controle de qualidade: a) avaliar o cumprimento do planejamento e do programa de trabalho.O programa de revisão pelos pares instituído pelo CFC objetiva garantir que os serviços prestados pelos auditores evidenciem a qualidade desejada pelos organismos fiscalizadores. composto por 4 membros do CFC e 4 do IBRACON. as inconsistências mais comuns. após aplicação de procedimentos. que. emitirá um parecer. b) avaliar trabalhos documentados e objetivos dos procedimentos técnicos alcançados. o revisado se compromete a elaborar um plano de ação. o relatório sumário anual (uma espécie de estatística sobre os trabalhos realizados. o CRE publica. Dessa forma. sendo vedada a revisão recíproca. esse programa acontece de 4 em 4 anos. a fim de evitar prejuízos para os usuários das informações contábeis. ainda. encaminhando-a ao “Órgão” que fiscaliza todo o processo: o Comitê de Revisão Externa de Qualidade – CRE. dentre os quais análise de papéis de trabalho coligidos junto aos clientes. a) avaliar a aplicação dos Princípios Fundamentais da Contabilidade e Normas Brasileiras de Contabilidade. Ao receber o parecer do revisor. do mesmo porte (auditores-revisores). Atualmente. etc). b) avaliar equipe técnica = grau de competência exigido. dentre os quais o próprio CFC. Além de funcionar como órgão julgador (quando o revisado discorda do parecer elaborado pelo colega). o mandato dos integrantes é de 3 anos (permitida a recondução) e a competência para escolher o revisor é do revisado. exige que as empresas de auditoria prestem serviços para companhias abertas (auditores-revisados) submetam-se à fiscalização por outras empresas de auditoria. o IBRACON e outros. 122 . evidenciando a adequação do sistema usado pelo revisado.

decorrentes de constatações feitas no decorrer do seu trabalho. se existente. e f) o grau de envolvimento da auditoria interna. Continuidade normal dos negócios da entidade De acordo com o disposto na NBC T-11 do Conselho Federal de Contabilidade. 26. 123 .4. Estudo e Avaliação do Sistema Contábil e de Controles Internos: Compreende o plano da organização da empresa O Auditor deverá determinar a natureza. face dos sistemas de e) o grau de descentralização adotado pela administração. para efeitos tanto internos quanto externos. c) as áreas de risco de auditoria. considerando: a) tamanho e complexidade das atividades da entidade...5. considera-se que a continuidade normal dos negócios da entidade objeto da auditoria externa está caracterizada se houver evidência de normalidade das operações no prazo de um ano após a data da publicação das demonstrações contábeis. em informatização adotados pela entidade. oportunidade e extensão da aplicação dos procedimentos de auditoria.26. b) os sistemas de informação contábil.  O auditor deve efetuar sugestões objetivas para seu aprimoramento.  O sistema contábil e de controles internos é de responsabilidade da administração. d) a natureza da documentação.

se apresentem indícios que ponham em dúvida essa continuidade. perda de mercado. 26.Este é um dos únicos prazos contados a partir da publicação das demonstrações. 6) outras indicações  normas legais. Assim. deve aplicar os procedimentos adicionais que julgar necessários para a formação de juízo embasado e definitivo sobre a matéria. Caso. O CFC determina que o auditor deve dar atenção especial a estes itens mormente em função de sua natureza (envolvem incerteza). Contingências Existem transações que são baseadas em fatos objetivos que são mais fáceis do auditor identificar. dificuldade de manter mão – de – obra. Entretanto. empréstimos imediatos. no decorrer dos trabalhos. Deverão ser adotados os seguintes pressupostos na análise de RISCO De CONTINUIDADE: 4) indicadores financeiros  posição negativa de capital. etc. os demais são contados a partir da emissão do parecer.6. negociações com credores. devedores solventes. políticas governamentais. Fica a cargo do auditor efetuar as contingências e estimativas. A resolução nº 820 do CFC revela que o auditor deverá se certificar da 124 . 5) indicadores de operação  elementos – chaves. existem situações que são extremamente subjetivas. presume-se que o trabalho de auditoria foi bem conduzido no que diz respeito a continuidade caso a entidade continue operando normalmente durante o ano seguinte ao auditado. que poderão resultar em perdas para a entidade (passivas) ou em ganhos (ativas). como as contingências e as estimativas.. Contingências representam incertezas.

razoabilidade na hora de fazer essas contingências.1. também. ou que. sujeitam-se à fiscalização. projetos de cooperação junto a organismos internacionais. Estão sujeitos à atuação do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal quaisquer pessoas física ou jurídica. recursos e sistemas de controles administrativo. conforme mencionado. Assim. Além disso. assuma obrigações de natureza pecuniária. arrecade. pública ou privada. gerencie ou administre dinheiros. programas de trabalho. Auditoria no setor público federal 1. a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União mediante contratos de gestão. ajuste ou outro instrumento congênere. as agências reguladoras e executivas e os entes de cooperação. transferências a fundo. bens e valores públicos ou pelos quais a União responda. deve utilizar os mesmos procedimentos para contingências ativas. guarde. as administrações direta e indireta. Dica: Os mesmos procedimentos aplicados nas contingências passivas deverão ser aplicados às contingências ativas. O auditor deve preocupar-se em não verificar apenas as contingências passivas. 1. projetos financiados por recursos externos. em nome desta. 125 . Ex: lançamento de tributos. operacional e contábil. Abrangência de atuação (objetivos) A abrangência de atuação do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal inclui as atividades de gestão das unidades da administração direta. os serviços sociais. O auditor deve assegurar-se que todas as contingências passivas relevantes foram identificadas e consideradas na elaboração das Demonstrações Contábeis. que utilize. Assim. reclamações trabalhistas. convênio. acordo. entidades da Administração Indireta Federal. além de contemplar. o auditor deverá identificar se o montante é ou não adequado para a situação em questão.

financeira. processos de licitações  Serão objetos de exame realizados pelo sistema de CI a execução dos planos. Os contratos firmados por gestores públicos com entidades públicas ou privadas para prestação de serviços. Planos.  Patrimônio (conservação) Os instrumentos e sistemas de guarda e conservação dos bens e do patrimônio sob responsabilidade das unidades da Administração Direta e entidades da Administração Indireta Federal. patrimonial. programas. os relacionados com a contratação de empréstimos internos ou externos. Os atos administrativos que resultem direitos e obrigações para o Poder Público Federal. nos órgãos da Administração Direta. securitizações e concessão de avais. operacional e de pessoal. execução de obras e fornecimento de materiais. A aplicação dos recursos do Tesouro Nacional transferidos a entidades públicas ou privadas. a restituição e as renúncias de receitas de tributos federais. assunção de dívidas.  Atos administrativos obrigações) (que resultem em direitos.Constituem objetos de exames realizados pelo Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal.  Arrecadação A arrecadação. 126 . em especial. sua dispensa ou inexigibilidade. projetos e atividades que envolvam aplicação de recursos públicos federais. programas. Os processos de licitação. contratos. entidades da Administração Indireta Federal e entidades privadas:  Sistema de controle interno (físicos e informatizados): sistemas administrativos e operacionais de controle interno administrativo utilizados na gestão orçamentária.

mediante confronto do programa de trabalho. PAD (processo administrativo sindicâncias e inquéritos PED disciplinar). com suporte da setorial contábil.  Os sistemas eletrônicos de processamento de dados. financeira. Processos de Contas: As pessoas física ou jurídica. desvio de bens) – consolidada I.processo formalizado pelo titular da unidade gestora da administração direta. sujeitam-se à atuação do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal mediante os seguintes processos: I) Tomada de Contas (OD. d) eficiência na utilização dos diversos computadores existentes na entidade. A tomada de contas conterá dados e informações pertinentes aos atos de gestão orçamentária. reforma e pensão. objetivando constatar: a) segurança física do ambiente e das instalações do centro de processamento de dados. e) os processos de admissão e desligamento de pessoal e os de concessão de aposentadoria. com objetivo de evidenciar os resultados alcançados. patrimonial e 127 . c) eficácia dos serviços prestados pela área de informática. Processo de Tomada de Contas . com as informações e comprovantes da execução física dos projetos e das atividades efetivamente desenvolvidas. na função de contabilidade analítica da respectiva unidade. b) segurança lógica e a confidencialidade nos sistemas desenvolvidos em computadores de diversos portes. Procedimentos destinados a apurar faltas funcionais. pública ou privada. responsável pelo patrimônio. suas informações de entrada e de saída.

Estão sujeitos à tomada de contas: a) os ordenadores de despesas das unidades da Administração Direta Federal: Os ordenadores de despesa são os responsáveis por quem manda fazer empenho. 128 . com objetivo de demonstrar a boa e regular aplicação dos recursos utilizados e os resultados obtidos. por ação ou omissão. remunerados ou não pelos cofres públicos.operacional e à guarda de bens e valores públicos e deverá ser encaminhada à respectiva unidade de controle interno. regulamentos e normas emanadas das autoridades administrativas competentes e conterá dados e informações pertinentes aos atos de gestão orçamentária. derem causa a perda. extravio ou estrago de valores. e c) aqueles que. Processo de Tomada de Contas Especial ocorre quando se verificar que ocorreu desfalque. gerenciem ou guardem dinheiros. consoante normativos técnicos emanados do órgão central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal e do Tribunal de Contas da União. e que. ou outra irregularidade de que resulte prejuízo para a Fazenda Pública. A Prestação de Contas será elaborada com suporte da unidade de contabilidade analítica da entidade. que manda pagar a despesa. patrimonial e operacional e à guarda de bens e valores públicos. II) Prestação de Contas (administração indireta): Processo formalizado pelo titular da entidade da Administração Indireta Federal. A Tomada de Contas poderá ser consolidada se envolver mais de uma unidade gestora que tenha vinculação administrativa. na conformidade das leis. pelo titular da unidade gestora. ou quando se verificar que determinada conta não foi prestada pelo responsável pela aplicação dos recursos públicos. desvio de bens. pelo titular da entidade. b) aqueles que arrecadem. valores e bens da União. no prazo e na forma fixados. bens e materiais da União pelos quais sejam responsáveis. ou que por eles respondam. inclusive para as entidades da administração indireta. subtração. financeira. devendo ser encaminhada à respectiva unidade de controle interno.

exame da documentação comprobatória dos atos e fatos administrativos. para atender necessidades previstas em Lei específica. compreendendo.1 Tipos de auditoria: A auditoria classifica-se em: I. a menos que previsto em lei específica.Devem prestar contas: a) os dirigentes das entidades supervisionadas da Administração Indireta Federal. que se utilizem de contribuições para fins sociais. verificar a execução de contratos. não admitindo-se subdivisões. verificação da eficiência dos sistemas de controles administrativo e contábil. b) os responsáveis por entidades ou organizações.2.2. Formas e tipos 1. os seguintes aspectos: exame das peças que instruem os processos de tomada ou prestação de contas. 1. acordos. e avaliação dos resultados operacionais e da execução dos programas de governo quanto à economicidade. A Prestação de Contas será obrigatoriamente unificada por entidade. recebam subvenções ou transferências à conta do Tesouro. c) as pessoas físicas que recebam recursos da União. a probidade na aplicação dos dinheiros públicos e na guarda ou administração de valores e outros bens da União ou a ela confiados. convênios ou ajustes. 129 . Auditoria de Avaliação da Gestão: esse tipo de auditoria objetiva emitir opinião com vistas a certificar a regularidade das contas. entre outros. de direito público ou privado. eficiência e eficácia dos mesmos. verificação do cumprimento da legislação pertinente.

Auditoria Contábil: compreende o exame dos registros e documentos e na coleta de informações e confirmações. com o objetivo de se atuar em tempo real sobre os atos efetivos e os efeitos potenciais positivos e negativos de uma unidade ou entidade federal. programas de governo. adequadamente. com a finalidade de emitir uma opinião sobre a gestão quanto aos aspectos da eficiência. III. Auditoria Operacional: consiste em avaliar as ações gerenciais e os procedimentos relacionados ao processo operacional. Auditoria de Acompanhamento da Gestão: realizada ao longo dos processos de gestão. verificar a efetividade e a aplicação de recursos externos. por unidades ou entidades públicas executoras de projetos celebrados com aqueles organismos com vistas a emitir opinião sobre a adequação e fidedignidade das demonstrações financeiras. oriundos de agentes financeiros e organismos internacionais. projetos. entidade ou projeto. também. 130 . Objetivam obter elementos comprobatórios suficientes que permitam opinar se os registros contábeis foram efetuados de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade e se as demonstrações deles originárias refletem. a situação econômico-financeira do patrimônio. ou parte dele. evidenciando melhorias e economias existentes no processo ou prevenindo gargalos ao desempenho da sua missão institucional. atividades. pertinentes ao controle do patrimônio de uma unidade. em seus aspectos mais relevantes.II. mediante procedimentos específicos. os resultados do período administrativo examinado e as demais situações nelas demonstradas. Tem por objeto. IV. ou segmentos destes. das unidades ou entidades da administração pública federal.

Auditoria Especial: objetiva o exame de fatos ou situações consideradas relevantes.2. que visem aprimorar os procedimentos. de natureza incomum ou extraordinária. consiste numa atividade de assessoramento ao gestor público. por meio de recomendações. sendo realizadas para atender determinação expressa de autoridade competente. com vistas a aprimorar as práticas dos atos e fatos administrativos. 1.2. seus programas governamentais e sistemas informatizados. procurando auxiliar a administração na gerência e nos resultados. sendo subdividas em: 131 . atuando sobre a gestão. sendo desenvolvida de forma tempestiva no contexto do setor público. Classifica-se nesse tipo os demais trabalhos auditoriais não inseridos em outras classes de atividades. melhorar os controles e aumentar a responsabilidade gerencial. Direta – trata-se das atividades de auditoria executadas diretamente por servidores em exercício nos órgãos e unidades do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal.eficácia e economicidade. V. Formas de execução As auditorias serão executadas das seguintes formas: I. Este tipo de procedimento auditorial.

III. setoriais. a) compartilhada – coordenada pelo Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal com o auxílio de órgãos/instituições públicas ou privada.a) centralizada – executada exclusivamente por servidores em exercício nos Órgão Central ou setoriais do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. específico das unidades ou entidades federais. no exercício de suas funções. pelas denominadas empresas de auditoria externa. sobre informações obtidas por meio de exame de processos e por meio eletrônico. cujo custo-benefício não justifica o deslocamento de uma equipe para o órgão. Normas relativas à execução dos trabalhos O servidor do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. unidades regionais e/ou setoriais do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. c) integrada – executada conjuntamente por servidores em exercício nos Órgãos Central. b) descentralizada – executada exclusivamente por servidores em exercício nas unidades regionais ou setoriais do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. Essa forma de execução de auditoria pressupõe a utilização de indicadores de desempenho que fundamentam a opinião do agente executor das ações de controle. Indireta – trata-se das atividades de auditoria executadas com a participação de servidores não lotados nos órgãos e unidades do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. b) terceirizada – executada por instituições privadas. ou seja. Simplificada – trata-se das atividades de auditoria realizadas.3. 1. setoriais. que desempenham atividades de auditoria em quaisquer instituições da Administração Pública Federal ou entidade privada. assim como a 132 . unidades regionais ou setoriais do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. II. por servidores em exercício nos Órgãos Central. terá livre acesso a todas as dependências do órgão ou entidade examinado.

de imediato. e) o estabelecimento das técnicas apropriadas. o servidor do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal deve examinar as informações constantes da ordem de serviço e dos planos estratégico e operacional a que se vincula o objeto do controle. Planejamento dos Trabalhos . normas e instruções vigentes. não lhe podendo ser sonegado.o trabalho realizado pelo Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal deve ser adequadamente planejado. e 133 . ou seja. ao dirigente do órgão ou entidade examinada. bem como os resultados dos últimos trabalhos realizados e diligências pendentes de atendimento. por escrito. o fato deverá ser comunicado. Exame Preliminar . A elaboração de um adequado programa de trabalho exige: a) a determinação precisa dos objetivos do exame.documentos.com o objetivo de obter os elementos necessários ao planejamento dos trabalhos. c) a definição e o alcance dos procedimentos a serem utilizados. Quando houver limitação da ação. a identificação sobre o que se deseja obter com a auditoria e a fiscalização. d) a localização do objeto ou unidade examinada. sob qualquer pretexto. devendo o servidor guardar o sigilo das informações caso elas estejam protegidas legalmente. deve considerar a legislação aplicável. Para tanto. Elaboração do programa de trabalho . documento ou informação. quando for o caso. b) a identificação do universo a ser examinado. nenhum processo. f) a estimativa dos homens x horas necessários à execução dos trabalhos. valores e livros considerados indispensáveis ao cumprimento de suas atribuições. solicitando as providências necessárias.o programa de trabalho consta da ordem de serviço preparada pela área de controle que elabora o plano estratégico e operacional.

9 Capacidade dos sistemas de controle interno administrativo . Efetividade . de pessoal. bem como o cumprimento das metas e dos objetivos dos programas. de forma permanente. oriundas daqueles. projetos e programas. políticas. de suprimento de bens e serviços e operacional . financeiros e materiais. normas e políticas vigentes. financeiro. financeira e operacional. As unidades e entidades adotam sistemas de controle interno administrativo que compreendem um plano de organização e de todos os métodos e procedimentos. políticas e registros que compõem os controles.das unidades da administração direta. com o intuito de alcançar o cumprimento das metas e objetivos estabelecidos. obter informações oportunas e confiáveis.realizar exame das operações que se processam nos sistemas de controle interno administrativo. entidades da administração indireta. a boa e regular utilização dos recursos. com o objetivo de constatar se estes proporcionam razoável segurança de que as atividades e operações se realizam. de forma a possibilitar o atingimento das metas.g) referência quanto ao uso de material e/ou documentos de exames prévios ou outras instruções específicas. registros e outros dados relevantes. refletem. o servidor do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal deve efetuar um adequado exame com vistas à avaliação da capacidade e da efetividade dos sistemas de controles internos administrativos9 – contábil. mecanismos. de forma ordenada. Deverá. adequadamente.avaliar os procedimentos. em termos satisfatórios de economia. Avaliação dos controles internos administrativos – quando ficar identificado na ordem de serviço a necessidade de avaliação dos controles internos administrativos. 134 . ainda: a) certificar a existência e propriedade dos procedimentos e mecanismos de salvaguarda dos recursos humanos. para: proteger seus recursos. funcionam de acordo com o previsto e se os objetivos de controle estão sendo atendidos. com o propósito de verificar se os procedimentos. eficiência e eficácia. sem desvios. assegurar a observância das leis. e promover a eficiência operacional. patrimonial. b) constatar se os sistemas de registros incluem a totalidade das operações realizadas e se os métodos e procedimentos utilizados permitem confiar se as informações. assim como do devido uso e funcionamento dos mesmos.

eficiência. eficácia e economicidade dessas operações. regulamentos. se estão sendo adotados parâmetros adequados para avaliação da efetividade. verificando. das leis. razoavelmente. igualmente. e d) comprovar se os procedimentos estabelecidos asseguram.c) certificar a existência e a idoneidade dos critérios. classificar e mensurar dados relevantes das operações. para identificar. 135 . o cumprimento das diretrizes governamentais. normas e outras disposições de observância obrigatória.

o grau de intensidade da supervisão exercida sobre a equipe está diretamente relacionada aos seguintes fatores: conhecimento e capacidade profissional dos membros da equipe. instituídos em uma unidade ou entidade. o grau de dificuldade previsível dos trabalhos. seus subordinados. contribuir para o desenvolvimento dos seus conhecimentos e capacidade profissional. Responsabilidade de quem dirige a função . Um bom sistema de controle interno administrativo reduz a probabilidade de ocorrer tais impropriedades ou irregularidades.o titular da unidade do Sistema de Controle Interno deve supervisionar todas as atividades que envolvem a execução do trabalho. mecanismos e diretrizes que prevejam ou minimizem o percentual de impropriedades ou irregularidades. independente do nível de experiência da equipe envolvida. devendo para isso. devem conter procedimentos. com maior experiência. adequadamente. II. podendo delegar parte das tarefas a supervisores. no que tange à execução dos trabalhos e ao cumprimento das ordens de serviço. assegurando-se de que esses possuam conhecimentos técnicos e capacidade profissional suficientes ao adequado cumprimento das atribuições que lhes são conferidas. ainda.Prevenção de impropriedades e irregularidades Os sistemas de controle interno administrativo. III. devendo. conhecimentos técnicos e capacidade profissional. deve instruir e dirigir. I. Supervisão das equipes de trabalho – o servidor do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. e alcance de prováveis impropriedades ou irregularidades a detectar no órgão ou 136 . com atribuições de supervisão. estabelecer mecanismos e procedimentos adequados para avaliar a atuação destes supervisores. ainda que não possa evitálas totalmente. Supervisão das atividades do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal – toda atividade do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal deve ser supervisionada pela chefia ou por servidor a quem a função for formalmente delegada. Intensidade de supervisão .

deve realizar. de forma objetiva. c) da adequada formulação dos papéis de trabalho. A finalidade da evidência consiste na obtenção suficiente de elementos para sustentar a emissão de sua opinião. na extensão indicada na ordem de serviço.entidade examinada. Áreas e enfoques da supervisão .a supervisão deve abranger a verificação: a) do correto planejamento dos trabalhos de acordo com o solicitado na ordem de serviço. A validade do seu trabalho depende diretamente da qualidade das evidências que é considerada satisfatória quando reúne as características de suficiência. f) do cumprimento das normas e dos procedimentos de aplicação geral. d) da necessária consistência das observações e conclusões. IV. b) da aplicação de procedimentos e técnicas para o atingimento das metas/objetivos previstos para a execução dos trabalhos. o servidor do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal é levado a um 137 . mediante a aplicação de testes que resultem na obtenção de uma ou várias provas. permitindo chegar a um grau razoável de convencimento da realidade dos fatos e situações observadas. adequação e pertinência. seu trabalho. o servidor do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. e) da fiel observância dos objetivos estabelecidos na ordem de serviço. seu trabalho. da veracidade da documentação examinada.em atendimento aos objetivos da atividade. de acordo com o programa fornecido. os testes ou provas adequados nas circunstâncias. para obter evidências qualitativamente aceitáveis que fundamentem. solidamente. As evidências da supervisão exercida deverão ficar registradas nos próprios papéis de trabalho. Obtenção de evidências . a) Suficiência da evidência – ocorre quando. da consistência da contabilização dos fatos e fidedignidade das informações e registros gerenciais para fundamentar.

quando os testes ou exames realizados são apropriados à natureza e características dos fatos examinados.entende-se como tal. c) Pertinência da evidência . Evidência suficiente é convincente. Impropriedades e irregularidades . 138 . deverá ser dado o devido tratamento. Impropriedade consiste em falhas de natureza formal de que não resulte dano ao erário. porém evidencia-se a não observância aos 10 A importância relativa refere-se ao significado da evidência no conjunto de informações e os níveis de riscos prováveis. conclusões e recomendações eventualmente formuladas. quando couber. deve prestar especial atenção àquelas transações ou situações que denotem indícios de irregularidades e.grau razoável de convencimento a respeito da realidade ou veracidade dos fatos examinados. agregando valor e sendo útil ao processo decisório. Evidência pertinente é a que guarda relação. Evidência adequada proporciona o melhor entendimento. com vistas a permitir que os dirigentes possam adotar as providências corretivas pertinentes. no decorrer de qualquer atividade.a evidência é pertinente quando há coerência com as observações. b) Adequação da evidência . às probabilidades de erro na obtenção e comprovação da evidência. o servidor do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal deve guiar-se pelos critérios de importância relativa10 e de níveis de riscos prováveis.o servidor do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. Na obtenção da evidência. quando sejam obtidas evidências das mesmas.

139 .princípios de legalidade. 1. solicitando os esclarecimentos e justificativas pertinentes. ocorrida no período submetido a exame. Ao verificar a ocorrência de irregularidades. a detecção de toda impropriedade ou irregularidade. quando obtida evidências. Normas relativas à opinião do auditor . Apesar de não ser o objetivo primordial das atividades do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal a busca de impropriedades ou de irregularidades. não significa que o trabalho tenha sido inadequado. alcance. o servidor deve estar consciente da probabilidade de. quando isso não implicar risco pessoal. por escrito. Certificado ou Nota. defrontarse com tais ocorrências. Compete-lhe assim. ao conhecimento do dirigente da unidade ou entidade examinada. A irregularidade é caracterizada pela não observância desses princípios.4. desvio de bens ou outra irregularidade de que resulte prejuízo quantificável para o Erário. constatando a existência de desfalque. legitimidade. Portanto. Parecer. A aplicação dos procedimentos especificados na ordem de serviço não garante necessariamente. eficiência.Relatórios e pareceres de auditoria A opinião do Órgão ou Unidade de Controle Interno do Poder Executivo Federal deve ser expressa por meio de Relatório. comunicar o fato aos dirigentes para adoção das medidas corretivas cabíveis. o servidor deve levar o assunto. no decorrer dos exames. Na hipótese de risco pessoal informar a ocorrência ao seu dirigente que o orientará e adotará as providências necessárias. a identificação posterior de situação imprópria ou irregular. eficácia e economicidade. prestar especial atenção às transações ou situações que apresentem indícios de irregularidades e.

443/92. bem como avaliará a eficiência e a eficácia da gestão. fornecendo dados para tomada de decisões sobre a política de área supervisionada. das impropriedades ou irregularidades constatadas ou apuradas no desenvolvimento dos trabalhos. com vistas ao atendimento recomendações sobre as operações de sua responsabilidade. 140 . das c) aos responsáveis pela execução das tarefas. dependendo do tipo ou forma de auditoria/fiscalização realizada. d) ao Tribunal de Contas da União. que serão remetidos ao Tribunal de Contas da União. b) às gerências executivas. no decorrer dos exames. Nota: documento destinado a dar ciência ao gestor/administrador da área examinada. inclusive quanto à economia na utilização dos recursos públicos. para que os autos sejam submetidos à autoridade ministerial que se pronunciará na forma prevista no artigo 52. para correção de erros detectados. O parecer constitui-se na peça documental que externaliza a avaliação conclusiva do Sistema de Controle Interno sobre a gestão examinada. Tem a finalidade de obter a manifestação dos agentes sobre fatos que resultaram em prejuízo à Fazenda Nacional ou de outras situações que necessitem de esclarecimentos formais. O parecer consignará qualquer irregularidade ou ilegalidade constatada.Relatórios: constituem-se na forma pela qual os resultados dos trabalhos realizados são levados ao conhecimento das autoridades competentes. e e) a outras autoridades interessadas. indicando as medidas adotadas para corrigir as falhas identificadas.º 8. Parecer do Dirigente do Órgão de Controle Interno: É peça compulsória a ser inserida nos processos de tomada e prestação de contas. da Lei n. como resultado dos exames efetuados. com as seguintes finalidades: a) à direção.

ou ainda. bens e materiais de propriedade ou responsabilidade da União. devendo ser assinado pelo Coordenador-Geral ou Gerente Regional de Controle Interno. subtração ou estrago de valores. ou não. legitimidade e economicidade. b) Certificado de Regularidade com Ressalvas . ou não. pela sua irrelevância ou imaterialidade. legitimidade e economicidade. e de todo aquele que der causa à perda. alcance. c) Certificado de Irregularidade .Certificado: É o documento que representa a opinião do Sistema de Controle Interno sobre a exatidão e regularidade. utilização ou guarda de bens e valores públicos. legitimidade e economicidade e que. Os tipos de Certificado são: a) Certificado de Regularidade . da gestão e adequação. omissões ou impropriedades de natureza formal no cumprimento das normas e diretrizes governamentais. autoridades de nível hierárquico equivalentes nos órgãos e unidades setoriais do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. constatando a existência de desfalque. das peças examinadas.será emitido quando o Órgão ou Unidade de Controle Interno constatar falhas.será emitido quando o Órgão ou Unidade de Controle Interno verificar a não observância da aplicação dos princípios de legalidade. desvio de bens ou outra 141 .será emitido quando o Órgão ou Unidade de Controle Interno formar a opinião de que na gestão dos recursos públicos foram adequadamente observados os princípios da legalidade. quanto à legalidade. O Certificado de Auditoria será emitido na verificação das contas dos responsáveis pela aplicação. não caracterizem irregularidade de atuação dos agentes responsáveis.

da gestão examinada. indicar número do processo. emitindo opinião quanto à regularidade. autoridades hierárquicas equivalentes nos órgãos e unidade setoriais do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. no parágrafo inicial. conter assinatura do Coordenador-Geral ou Gerente Regional de Controle Interno.irregularidade de que resulte prejuízo quantificável para a Fazenda Nacional e/ou comprometam. substancialmente. de tal modo que impeça-o de formar opinião quanto à regularidade da gestão. conter data do Certificado correspondente ao dia de sua emissão. e VII. concluir. III. as impropriedades ou a) caracterizem a inobservância de normas legais e regulamentares. Quando o Órgão ou Unidade de Controle Interno do Poder Executivo Federal não obtiver elementos comprobatórios suficientes e adequados. gestora/entidade examinada. O Certificado de Auditoria ou Parecer. unidade II. conter o nome e o número de registro no Conselho Regional de Contabilidade do servidor do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal que examinou as demonstrações financeiras. c) comprometam a economicidade. e d) resultem ou não em prejuízo à Fazenda Nacional. no parágrafo final. V. a opinião decorrente dos exames fica sobrestada. requer o atendimento dos seguintes requisitos: I. ou ainda. VI. no parágrafo irregularidades que: intermediário. no caso de auditoria contábil. no período ou exercício examinado. exercício examinado. o escopo do trabalho em função do tipo de auditoria realizada. as demonstrações financeiras e a respectiva gestão dos agentes responsáveis. ou não. por prazo previamente fixado para o cumprimento de 142 . IV. b) afetem a gestão ou situação examinada. registrar. observado o contido no parágrafo intermediário. legalidade e legitimidade da gestão ou situação examinada. citar.

o órgão do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal deve dar ciência da ocorrência ao Tribunal de Contas da União. quando sobrestado o exame. jurisprudência de decisões do Tribunal de Contas da União na apreciação de casos semelhantes. o Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal emitirá o competente Certificado. O Órgão ou Unidade de Controle Interno do Poder Executivo Federal deve usar de toda acuidade e prudência no momento de definir o tipo de Certificado que emitirá como resultado dos trabalhos realizados. mediante novos exames. omissões e impropriedades. podem significar. quando caberá a emissão de Certificado de Regularidade ou de Regularidade com Ressalvas. Neste caso. situações simplesmente impróprias. ocorrência de prejuízo à Fazenda Nacional. ou até mesmo irregulares. quando o Órgão ou Unidade de Controle Interno do Poder Executivo Federal terá de avaliar. quando caberá a emissão de Certificado de Regularidade com Ressalvas ou de Irregularidade. e outros fatores que possam contribuir para a adequada definição do tipo de certificado a ser emitido. quando então. Operacionalidade 143 .diligência pelo órgão ou entidade examinado. que determinadas constatações relacionadas com falhas. evidência da intenção.5. Tudo dependerá do acurado exame de todas as circunstâncias envolvidas na situação em julgamento. reincidência de constatação em exercícios anteriores. fatores tais como: freqüência da incidência no exercício. é indispensável que esses fatos sejam considerados em seu Certificado. principalmente. pela sua relevância. 1. Na ocorrência de eventos ou transações subseqüentes ao período examinado que. em conjunto. descumprimento a recomendações anteriores. possam influir substancialmente na posição financeira e patrimonial da unidade ou entidade examinada. Deve levar em conta.

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eficácia dos resultados obtidos. II.documento contendo. entre outros assuntos. VI. Plano Anual de Atividades de Auditoria Interna .documento contendo determinações. III.PAAAI documento contendo a programação dos trabalhos de auditoria da entidade supervisionada. pendências existentes. com destaque para: quantitativo dos recursos humanos e financeiros utilizados. total das auditorias realizadas. eficácia dos resultados obtidos. As Normas Disciplinares internas são atos expedidos pelos órgãos central e setorial do Sistema de Controle Interno. se for o caso. Decisões e Diligências . IV.PAAA . elaborado pelos órgãos setoriais de Controle Interno. com as justificativas pertinentes. Os principais relatórios/documentos encaminhados ao Sistema de Controle Interno são: I. para o período de um ano. As Normas Disciplinares Externas são atos emanados de órgãos ou entidades externos ao Sistema de Controle Interno. se for o caso.Os Atos Legais são dispositivos da legislação em vigor. entidade supervisionada e outros.RAAA . total das auditorias realizadas. o relato das atividades de auditoria desenvolvidas durante o ano. Relatório Anual de Atividades de Auditoria Interna . emanados de autoridades competentes. Plano Anual de Atividades de Auditoria . com as justificativas pertinentes.documento contendo a programação dos trabalhos de auditoria. e solicitações ou sugestões necessárias ao melhor desempenho das atividades. Relatório Anual de Atividades de Auditoria . relativos à Administração Pública Federal. V. recomendações ou solicitações relacionadas a assuntos inerentes à unidade gestora. entre outros assuntos. com aplicação no âmbito do Sistema. Contrato ou Acordo de Empréstimo de Recursos Externos documento referente a contrato de empréstimo contraído em moeda 148 . O Relatório é o documento que reflete os resultados dos exames efetuados pelo Sistema de Controle Interno. pendências existentes. e as solicitações ou sugestões necessárias ao melhor desempenho das atividades. o relato das atividades de auditoria desenvolvidas durante o ano.RAAAI documento contendo. para o período de um ano. com destaque para: quantitativo dos recursos humanos e financeiros utilizados.

qualidade. estadual. etc. Relatórios e Atas dos Conselheiros Fiscais . VII. a função da auditoria também foi bastante modificada ao longo dos anos.1. municipal e do Distrito Federal. O auditor deve gerar de forma eficaz a atividade de auditoria. Aquilo que foi em uma fase poderá ser menos em outra fase à medida que a se movimenta ao longo do tempo. consistência. aprovado pela Secretaria do Tesouro Nacional. para receber enfoques especiais segundo sua necessidade permanente de acopla-la a estratégia do negócio. Os auditores fazem um bom trabalho quando logram sintetizar os dois fluxos de informação num fluxo coerente de informação sobre a eficácia do sistema. etc. A função auditoria é um meio para medir custos e proveitos a fim de que a organização possa validar a sua estratégia. Prática de auditoria governamental 2. mercado. Os auditores auxiliam a organização a consiguir atingir os seus objetivos internos de custo. Esta afirmação é consistente com o COSO [Committee of Sponoring Organizations of the Treadway Commission.estrangeira. 1992] e com outras definições recentes da natureza do controle interno.Integrated Framework. Internal Control -. A função de auditoria interna é uma parte natural e necessária de qualquer organização. produtividade. para assegurar que esta adicione valor à organização. Administração da função de auditoria Como a maioria das atividades desenvolvidas em uma empresa.representa o relato circunstanciado dos assuntos tratados e deliberados pelo Conselho Fiscal. O 149 . 2. O papel do irão variar importante importante organização auditor e a focalização da auditoria com o tempo. na forma e modelo estabelecidos no "Manual do Conselheiro Fiscal". firmado entre o Governo Brasileiro e Organismos Internacionais de crédito e administrado por órgãos e entidades das administrações federal. Os auditores auxiliam também a organização a atingir os seus objetivos externos de satisfazer as necessidades dos clientes.

Tal como a própria organização. financeira. o vigilante garante que não serão cometidos erros fatais com respeito à envolvente (como por exemplo.2. O objetivo primordial é garantir resultados operacionais na gerência da coisa pública e a avaliação dos programas de governo e da gestão pública. responsabilidade e Missão/papel/produtos da função de auditoria no contexto governamental A auditoria governamental visa avaliar a gestão pública. o esquecimento na obtenção de licenças e autorizações). 2. Ao analisar aquilo que o auditor deve examinar para a organização em cada fase do seu crescimento e do seu desenvolvimento. Vigilante [English: Watchdog]: a função da auditoria é estar atenta e alertar. O propósito da auditoria é um reflexo das necessidades a expectativas da organização como um todo para sobreviver. negligência e omissão. derivamos um modelo de interação do auditor com a organização que é ao mesmo tempo diagnóstico (conhecendo um ponto. autoridade. Nos primeiros estágios de formação. Propósitos. Nos 150 . operacional. improbidade. a aplicação dos recursos públicos e a correção de desperdícios. contábil e finalística. À medida que a organização cresce e muda.processo utilizado pelos auditores e o impacto desse processo irão variar com a focalização. avaliar a gestão orçamentária. o mesmo acontece com o papel do auditor. patrimonial. avaliar os resultados nos aspectos relacionados à eficiência. a função auditoria precisa ter a certeza de estar a focalizando os objetivos que devidos e fazendo corretamente o que ser feito. A Missão/papel/produtos governamental deve ser:    da função de auditoria no contexto comprovar a legalidade e legitimidade dos atos e fatos. eficácia e economicidade. nós podemos deduzir os outros) e previsão (nós conhecemos o caminho do crescimento e a contribuição da função de auditoria).

o núcleo de princípios que faz viver a organização. São estes os riscos importantes para organização no final da fase de formação e no início da normalização. a função auditoria vai elevando o valor de sua contribuição por ajustes do seu papel à satisfação das novas solicitações de uma organização transformada. atrasos e fraudes. os recursos adicionais aplicados à função do vigilante não tem custos relevantes. Consultor: a função da auditoria é melhorar e aconselhar." A função auditoria garante que a organização permanece fiel aos seus valores e ao seu propósito ao longo da transformação. O foco do catalizador incide sobre os valores. O consultor auxilia que o processo do negócio seja continuamente aperfeiçoado.primeiros estágios da fase de normalização. É necessário introduzir mudanças importantes na organização. À medida que as necessidades da organização vão mudando com o tempo. No final da fase de normalização. os sistemas são revistos e as linhas de produto dimensionadas. O vigilante perde eficácia no decurso da fase de normalização à medida que o sistema de controle vai se construindo. omissões. a auditoria tem a função de ajudar a reforçar as novas regras. que os ativos não estejam sujeitos a perdas. e que os gestores possam gerir com eficiência e eficácia. mas no ultimo estágio da normalização. melhor gestão da sua escassez e dos desperdícios requerem atenção durante a parte final da normalização e na parte inicial da fase de plenitude. Uma vez que o esforço da renovação ameaça 151 . Uma melhor utilização de recursos. Catalizador: a função da auditoria serve para orientar e mobilizar pessoas no quadro da estratégia estabelecida pela liderança. É sempre necessário um certo nível de manutenção. O foco do consultor incide sobre os recursos da organização. São nesses momentos que a maior parte dos sistemas consegue mostrar as suas vantagens ou se tornam vulneráveis devido a faltas de controles por terem sido construídos sob pressão durante a fase de formação. e a função auditoria torna-se ao mesmo tempo um facilitador da mudança bem como uma influência inabalável para "manter a chama. O foco do vigilante são os desvios ou erros. O papel de catalizador é uma parte necessária dos últimos estágios da plenitude e dos primeiros estágios da renovação.

quando necessária. III. observando critérios uniformes. execução dos trabalhos . papéis de trabalho. da legislação atualizada. materiais e instrumentais. no corpo do relatório. Controle de qualidade em auditoria O controle de qualidade das atividades visa a estabelecer critérios de avaliação sobre a aderência dos trabalhos realizados pelo Sistema de Controle Interno com relação à observância das normas estabelecidas. conteúdo técnico e terminologia apropriada. os Órgãos/Unidades de Controle Interno do Poder Executivo Federal manterão sob constante controle e avaliação suas atividades. médio e longo prazos. claros. conclusivos e corretamente referenciados.dos recursos humanos.aqueles que permaneceram no amadurecido e envelhecido estádio de plenitude. avaliando-as em todas as etapas quanto à sua eficiência e eficácia e identificar os possíveis desvios ocorridos e suas causas. normas específicas.3. A fim de possibilitar a consecução dos objetivos. organização administrativa . é importante que não se perca a "alma da organização. 152 . procedimentos. objetivos. com observância da fundamentação legal. junto aos papéis de trabalho.de forma a adequar suas atividades às reais necessidades a curto. entre outras." 2. certificados. relacionadas. pastas permanentes. planejamento dos trabalhos . pareceres. ordens de serviço. das ocorrências detectadas que ensejarem sugestões e recomendações aos órgãos ou entidades examinados. c) obediência aos modelos estabelecidos para montagem e apresentação dos relatórios. adotando medidas corretivas com vistas ao aperfeiçoamento das mesmas. notas. II. d) distribuição dos assuntos. b) comprovação satisfatória.deve ser desenvolvida. parâmetros previamente estabelecidos e atividades harmônicas em relação às ações desenvolvidas por outras áreas do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal e unidades de auditoria interna das entidades. ofícios e memorandos. atentando-se para: a) a elaboração de papéis de trabalho limpos. com os seguintes e importantes aspectos: I.

O papel do monitoramento dos trabalhos é identificar e localizar as falhas 153 . que transmita. constituindo-se em processo usado como orientação.e) observância às normas ortográficas e gramaticais na redação dos relatórios. ofensivos. a execução e a comunicação dos resultados devem ser supervisionados e continuamente analisados e avaliados pelo gerente responsável pela área de atuação. com isenção e bom senso. coerente com o assunto enfocado. o planejamento. que nada acrescentem ao trabalho. f) elaboração de comentários sucintos sobre os assuntos enfocados. Nesse sentido. i) análise dos atos e fatos. com o objetivo de alimentar o ciclo da metodologia dos trabalhos no âmbito do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. O monitoramento tem por finalidade básica. j) redação clara e objetiva. desenvolvimento das equipes e aprimoramento dos trabalhos. O monitoramento deve contribuir para o alcance dos objetivos dos trabalhos do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. Monitoramento fiscalização): (Análise dos trabalhos de auditoria e A etapa de monitoramento compreende a revisão dos trabalhos realizados com base nas normas e objetivos previamente estabelecidos. obscuros. consideração e respeito aos responsáveis e dirigentes dos órgãos e entidades examinadas. não calcados em provas substanciais ou fatos devidamente comprovados. corrigir desvios e garantir os objetivos previstos. h) eventual existência de interpretações ou conclusões subjetivas que evidenciem pontos de vista pessoais. sem explanações muito extensas. às pessoas que os tenham praticado. desenvolver metodologias. seriedade. por parte da equipe. desnecessárias ou inexpressivas. atendo-se mais à eficiência e segurança dos controles internos administrativos e não. objeto de exame. e ressalvas oportunas condizentes com os itens que expressam claramente o erro ou impropriedade detectada. nas sugestões/recomendações. especificamente. e k) conclusão objetiva. g) não utilização de termos dúbios.

a definição consistente de limites e abrangência. identificando. de cada uma delas.4. Planejamento O planejamento das ações de controle adotado pelo Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal deve observar os procedimentos e seqüência abaixo: I.ou distorções existentes no planejamento. e) as formas de execução e os mecanismos de implementação. esse exercício de hierarquização se faz em nível de Programa por ser esse o que apresenta. relevância e criticidade. promover a hierarquização no nível das Ações de cada Programa. externos financiando total ou h) os critérios para a seleção dos beneficiários. IV. III. f) a clientela e o público alvo. detalhar as informações envolvendo a descrição dos Programas essenciais e a identificação das Ações que os compõem. elaborar o relatório de situação das Ações selecionadas. em geral. de modo a evidenciar a importância estratégica. promover a hierarquização dos diversos programas/programações governamentais. dos agentes responsáveis e interfaces. b) os órgãos responsáveis. inclusive em relação ao projeto global de governo. II. com identificação dos macro-objetivos. no sentido de se alcançarem os objetivos colimados. mapear as políticas públicas afetas a cada Ministério ou Órgão equivalente. na execução e na comunicação dos resultados com vistas a indicar as correções a serem feitas. c) a documentação legal que lhes dá suporte. 154 . 2. baseada em critérios políticos e estratégicos definidos. d) as razões de implementação. bem como riscos baseados em materialidade. V. dentre outros itens: a) os objetivos e as metas. g) a existência de recursos parcialmente as Ações. segundo critérios definidos com bases estratégicas. Na conformação atual da classificação orçamentária. dos recursos previstos.

elaborar o plano operacional de cada divisão de trabalho definida na abordagem da Ação. quando for o caso. incluindo levantamento dos pontos críticos e frágeis capazes de impactar a execução e a definição da abordagem de controle a ser adotada. VI. mapear as políticas públicas hierarquização dos programas/programações detalhar as informações promover a hierarquização relatório de situação plano estratégico l Plano operacional 155 . que terá por foco os pontos críticos identificados. elaborar o plano estratégico da Ação selecionada. definição de instrumentos e do período de realização dos trabalhos. inclusive de controle social. j) os mecanismos de controle. e VII.i) as formas de divulgação que serão utilizadas para mobilizar a clientela. com identificação das ações de controle a serem realizadas. bem como sobre o exercício atual. e k) as informações a respeito das ações do Sistema de Controle Interno no exercício anterior.

PT são documentos que fundamentam as informações obtidas nos trabalhos de auditoria e fiscalização do Sistema de Controle Interno. bem como realizados. à percepção sobre as principais áreas de atuação e pauta política específica.A metodologia de trabalho adotada abrange os aspectos pertinentes ao conhecimento das Ações de cada Ministério. Com base nos registros 156 . Papéis de trabalho Os Papéis de Trabalho .6. Os Papéis de Trabalho são a base física da documentação das atividades de auditoria e fiscalização. podendo ser por ele elaborados ou obtidos de qualquer outra fonte. Este processo permanente de trabalho permite.5. por meio da reavaliação. 2. fatos e preliminares e o trabalho efetuado suas conclusões sobre os exames unidade/entidade auditada ou do informações obtidas. Programas de auditoria Ver item 1. 2.3 desta aula. manter o controle sempre atualizado e atuante. as etapas pela equipe responsável. à compreensão sobre o funcionamento dos Programas e respectivas Ações ou equivalentes. efetuada a cada novo conjunto de dados e informações obtidas. Neles são registrados dados da programa fiscalizado. bem como avaliação sobre as unidades responsáveis pelas diferentes etapas do processo gerencial de implementação da Política Pública e o planejamento das ações de controle a serem implementadas para avaliação da execução dos Programas de Governo e da Gestão Pública.

compreendendo a documentação do planejamento. fornecer um meio de revisão pelos superiores. desde o planejamento até o relato de suas opiniões. bem como no programa de trabalho de auditorias e fiscalizações. oportunidade e extensão dos procedimentos. Papéis de trabalho de execução constituem-se na documentação dos trabalhos de controle elaborada e/ou colhida durante o processo de verificações “in loco”. Registra os fatos. Os Papéis de Trabalho de Execução têm como finalidade: I. as causas e conseqüências dos atos de uma gestão. auxiliar na execução dos exames. o servidor do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal deve documentar todos os elementos significativos dos exames realizados e evidenciar ter sido a atividade de controle executada de acordo com as normas aplicáveis. Sua finalidade é embasar o posicionamento da equipe com relação às questões apuradas no decurso dos exames. críticas e sugestões. II. 157 . o suporte nuclear da opinião de uma equipe de controle. evidenciar o trabalho feito e as conclusões emitidas. IV. bem como julgar sobre a solidez das conclusões emitidas. Os papéis de trabalho devem ter abrangência e grau de detalhe suficientes para propiciar o entendimento e o suporte da atividade de controle executada. bem como o julgamento exercido e as conclusões alcançadas. V. referente a um determinado período de tempo. a natureza. servir de suporte aos relatórios. III. a fim de se obter detalhes relacionados com a atividade de controle realizada. b) considerar possíveis modificações nos procedimentos adotados. para: a) determinar se o serviço foi feito de forma adequada e eficaz. Nos papéis de trabalho. constituir um registro que possibilite consultas posteriores. Os papéis de execução referem-se às folhas básicas do trabalho.dos Papéis de Trabalho a equipe responsável irá elaborar.

O arquivo permanente deve conter assuntos que forem de interesse para consulta sempre que se quiser dados sobre o sistema. deficiências e impropriedades. o mais importante momento de documentação dos trabalhos de controle. o registro dos exames feitos e as conclusões resultantes desses trabalhos. Os papéis de trabalho deverão estar acondicionados em arquivos do tipo permanente e corrente. para fins de registro. com base em cada relatório. tais como: a) irregularidades. do tipo corrente. Objetiva possibilitar a criação de um banco de dados relevantes sobre os órgãos ou entidades. numa pasta permanente separada. os papéis de trabalho correntes devem constituir um registro claro e preciso do serviço executado em cada período coberto pelos exames. Os papéis de trabalho. Trata-se da documentação básica das atividades de controle. Material obsoleto ou substituído deve ser removido e arquivado a parte. Referências cruzadas adequadas e o uso conveniente do arquivo Permanente tornarão tais duplicações desnecessárias. assim. Exemplos de papéis de trabalho: Registro das Constatações: Destinado ao registro das verificações significativas detectadas no desenvolvimento dos trabalhos. e 158 . área ou unidade objeto de controle. A partir desse registro são desdobrados os resultados dos trabalhos. Os arquivos correntes de papéis de trabalho devem conter o programa de auditoria e fiscalização. Os papéis e anexos dessa natureza não devem ser incluídos nos arquivos correntes. nem duplicados por material neste arquivo.A utilização das folhas de registro dos exames tem por finalidade documentar as verificações e exames efetuados no campo. Os anexos juntados ao arquivo permanente constituem parte integrante dos papéis de trabalho para cada serviço e devem ser revistos e atualizadas a cada exame. A elaboração dos papéis de execução representa. a ser elaborado de forma concisa. utilizados nas atividades de campo são considerados os mais importantes elementos documentais do trabalho do servidor do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. Juntamente com o arquivo Permanente. mas devem ser conservados somente no permanente.

exatidão e validação dos dados produzidos pelos sistemas 11 Veja mais sobre testes de auditoria na aula 01 159 . 2. Também chamado de comando. emitido antes ou durante o desenvolvimento dos trabalhos de campo. b) testes substantivos: visam à obtenção de evidências quanto à suficiência. Trata-se ainda. tomadas em conjunto. permitem a formação fundamentada da opinião por parte do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. O fundamental é descrever o que se deve fazer. informações. Procedimentos e políticas / Entrevista e interpretação das informações / Testes de auditoria11 O auditor responsável deverá estabelecer políticas e procedimentos para orientar a atividade de auditoria. ou seja. em outra oportunidade. do mandamento operacional efetivo.Documento utilizado para formalizar pedido de documentos.7. Os Procedimentos e as Técnicas de Auditoria constituem-se em investigações técnicas que. Procedimento de auditoria é o conjunto de verificações e averiguações previstas num programa de auditoria. o Procedimento representa a essência do ato de auditar. por fugirem ao escopo dos trabalhos realizados. definindo o ponto de controle sobre o qual se deve atuar. justificativas e outros assuntos relevantes. como deve ser o exame.b) fatos que mereçam exames mais profundos. que permite obter evidências ou provas suficientes e adequadas para analisar as informações necessárias à formulação e fundamentação da opinião por parte do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. são as ações necessárias para atingir os objetivos nas normas auditoriais. Solicitação de Auditoria . Esse abrange testes de observância e testes substantivos: a) testes de observância: visam à obtenção de razoável segurança de que os procedimentos de controle interno estabelecidos pela Administração estão em efetivo funcionamento e cumprimento.

com vistas a evitar a aplicação de técnicas inadequadas. Correlação das Informações Obtidas . 160 . para a obtenção de dados e informações. A técnica pressupõe a verificação desses registros em todas as suas formas. A evidência é coletada sobre itens tangíveis. Análise Documental . as quais devem ser suficientes. Essa técnica procura a consistência mútua entre diferentes amostras de evidência. Técnica de Auditoria é o conjunto de processos e ferramentas operacionais de que se serve o controle para a obtenção de evidências. Indagação Escrita ou Oral . III. As inúmeras classificações e formas de apresentação das Técnicas de Auditoria são agrupadas nos seguintes tipos básicos: I. elaborados de forma manual ou por sistemas informatizados. relevantes e úteis para conclusão dos trabalhos. Inspeção Física . consiste na circularização das informações com a finalidade de obter confirmações em fonte diversa da origem dos dados.cotejamento de informações obtidas de fontes independentes.revisão das memórias de cálculos ou a confirmação de valores por meio do cotejamento de elementos numéricos correlacionados. IV.contábil e administrativos da entidade. É necessário observar a finalidade específica de cada técnica auditorial.exame de processos. Uma das técnicas. no interior da própria organização. particularmente daqueles relativos à segurança de quantidades físicas ou qualidade de bens tangíveis.exame usado para testar a efetividade dos controles. II. mapas e demonstrativos formalizados. Conferência de Cálculos . relatórios sistematizados. VII. atos formalizados e documentos avulsos. autônomas e distintas. adequadas. a execução de exames desnecessários e o desperdício de recursos humanos e tempo. VI. de modo a constatar a adequação dos cálculos apresentados. V. da fidedignidade das informações obtidas internamente.uso de entrevistas e questionários junto ao pessoal da unidade/entidade auditada. dividindo-se em testes de transações e saldos e procedimentos de revisão analítica. Exame dos Registros – verificação dos registros constantes de controles regulamentares. Confirmação Externa – verificação junto a fontes externas ao auditado.

VIII. IX.investigação minuciosa. 2. As informações obtidas dessa parte somente poderão ser utilizadas de forma a concluir algo a respeito do grupo. de forma seccionada.corte interruptivo das operações ou transações para apurar. Amostragem estatística12 O método de amostragem é aplicado como forma de viabilizar a realização de ações de controle em situações onde o objeto alvo da ação se apresenta em grandes quantidades e/ou se distribui de maneira bastante pulverizada. A amostragem tem como objetivo conhecer as características de interesse de uma determinada população a partir de uma parcela representativa. c) comparação do comportamento observado com os padrões. com a finalidade de revelar erros. É um método utilizado quando se necessita obter informações sobre um ou mais aspectos de um grupo de elementos (população) considerado grande ou numeroso. observando apenas uma parte do mesmo (amostra). 161 . Corte das Operações ou “Cut-Off” . Rastreamento . em casos em que a ação na sua totalidade se torna impraticável. a dinâmica de um procedimento. Os elementos da observação são: a) a identificação da atividade específica a ser observada.8. com exame de documentos. 12 Veja mais sobre amostragem estatística na aula 01. X. A amostragem é também aplicada em função da necessidade de obtenção de informações em tempo hábil. Observação das Atividades e Condições – verificação das atividades que exigem a aplicação de testes flagrantes. visando dar segurança à opinião do responsável pela execução do trabalho sobre o fato observado. e d) avaliação e conclusão. b) observação da sua execução. problemas ou deficiências que de outra forma seriam de difícil constatação. setores. como um todo caso esta seja representativa. Representa a “fotografia” do momento-chave de um processo. unidades. órgãos e procedimentos interligados.

que depende da forma de seleção e do tamanho da amostra. e c) quando há necessidade de alta precisão recomenda-se fazer censo. Para uma amostra ser considerada representativa de uma população. O método de amostragem se subdivide em dois tipos: o probabilístico e o não-probabilístico. Uma dessas razões é a economicidade dos meios. b) quando as características da população são de fácil mensuração. 162 . tornando o trabalho do servidor bem mais fácil e adequado. o uso de amostra também se justifica. ela deve possuir as características de todos os elementos da mesma. Outra razão. Outro fator de grande importância é o tempo. Onde os recursos humanos e materiais são escassos a amostragem se torna imprescindível. conhecida a probabilidade de ocorrência de cada elemento na sua seleção.A representatividade é uma característica fundamental para a amostra. que nada mais é do que o exame da totalidade da população. evitando erros nas respostas. é o fato de que com a utilização da amostragem. a confiabilidade dos dados é maior devido ao número reduzido de elementos. Porém. tais como: a) quando a população é considerada muito pequena e a sua amostra fica relativamente grande. mesmo que a população não seja pequena. Além disso a operacionalidade em pequena escala torna mais fácil o controle do processo como um todo. a amostra obtém essa característica quando ela é tomada ao acaso. Existem várias razões que justificam a utilização de amostragem em levantamentos de grandes populações. pode-se dar mais atenção aos casos individuais. Potencialmente. existem casos onde não se recomenda a utilização de amostragem. pois onde as informações das quais se necessitam são valiosas e tempestivas. bem como ter.

A principal característica do método de amostragem não-probabilístico é que este se baseia, principalmente, na experiência do servidor, sendo assim, a aplicação de tratamento estatístico a seus resultados se torna inviável, bem como a generalização dos resultados obtidos através da amostra para a população. Essa limitação faz com que o método não sirva de suporte para uma argumentação, visto que a extrapolação dos resultados não são passíveis de demonstração segundo às normas de cálculo existentes hoje. Contudo, é inegável a sua utilidade dentro de determinados contextos, tal como, na busca exploratória de informações ou sondagem, quando se deseja obter informações detalhadas sobre questões particulares, durante um espaço de tempo específico. Já o método de amostragem probabilístico tem como característica fundamental o fato de poder ser submetido a tratamento estatístico, sendo, portando, os resultados obtidos na amostra generalizáveis para a população. Para tanto, a amostragem estatística conta com uma série de formas diferentes de obtenção do tamanho da amostra. Uma dessas formas é a Amostra Aleatória Simples que tem como característica que cada elemento da população tem a mesma chance de pertencer à amostra. Considera-se para isso que os elementos da população em questão estão distribuídos de maneira uniforme. Nas demais formas ou métodos de amostragem, pelo fato dos elementos não se processarem de maneira homogênea na população, se faz necessário dispor de técnicas mais sofisticadas na obtenção do tamanho e seleção da amostra.

Para se obter uma amostra se faz necessário obter alguns elementos fundamentais, sem os quais fica impraticável o uso da técnica. O elemento primordial para se elaborar um plano amostral é saber exatamente qual o objetivo da ação de controle, ou seja, o que se deseja obter com os resultados e de posse deles a quais conclusões deseja-se chegar. Pois quando os objetivos da ação estão bem definidos fica claro o estabelecimento de qual é a população alvo a ser considerada para a elaboração da amostra, bem como a definição das

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unidades de amostragem (elementos). A partir do conhecimento da população objeto de estudo e seus elementos é que se torna possível conhecer como essa população se distribuí entre os seus elementos, para a partir daí ser definido o método de amostragem a ser adotado, bem como todas as suas considerações “a priori”. Outro fator importante a ser definido anteriormente é a precisão que se deseja, ou seja, o máximo que se admitirá de erro para os resultados obtidos na amostra. Além disso, é importante que a seleção dos elementos da amostra seja rigorosamente aleatória, essa exigência é necessária pois, se na seleção da amostra não for garantida a aleatoriedade significa que o servidor está influenciando com seu juízo pessoal na escolha dos elementos da amostra e colocando assim em risco todo o trabalho realizado, pois as informações obtidas a partir daquela amostra enviesada irá trazer resultados equivocados a respeito do universo em questão.
Uma amostra mal dimensionada, e sem aleatoriedade é tendenciosa, levando o servidor a conclusões errôneas.

Existem situações onde não é possível a obtenção de informações a respeito da população e sua distribuição, seja pelo fato de a obtenção dessas informações ser muito dispendiosa, ou seja pelo fato de se levar muito tempo para essas serem concluídas. Ou mesmo, pelo fato do acesso às mesmas somente ser possível no ato da ação de controle. Sendo assim, é usual a utilização de tabelas aplicadas ao Controle Estatístico de Qualidade, com a definição prévia do risco que se deseja assumir, ou seja, qual o limite máximo de itens ou elementos irregulares aceitáveis para se considerar uma situação regular, através do qual o tamanho da amostra é dimensionada. A utilização dessas tabelas deve ser feita com muito critério, pois os resultados obtidos das amostras provenientes delas são bastante específicos. Tais situações específicas devem ser devidamente estudadas pois essas tabelas não são de aplicação generalizada, sendo portanto necessário o estudo de cada caso em separado, mensurando as vantagens e desvantagens da sua utilização. Diante do exposto, e do fato de que o Pedido de Ação de Controle é disponibilizado conforme o Plano Amostral elaborado é necessário que o planejador da ação conste no relatório final de acompanhamento todas

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as considerações adotadas na elaboração do mesmo, tais como: nível de confiança, margem de erro, método de amostragem escolhido, divisões da população, caso seja a nível nacional, ou estadual, ou municipal, ou ainda, por tipos de ocorrência. Materialidade, Relevância e Criticidade As variáveis básicas utilizadas em todas as fases do processo de planificação dos trabalhos de controle são fundamentais, sendo que, determinadas variáveis apresentam-se com maior destaque ou contribuição para o processo. Essas variáveis são: a) Materialidade; b) Relevância; e c) Criticidade. A materialidade refere-se ao montante de recursos orçamentários ou financeiros alocados por uma gestão, em um específico ponto de controle (unidade, sistema, área, processo, programa ou ação) objeto dos exames de auditoria ou fiscalização. Essa abordagem leva em consideração o caráter relativo dos valores envolvidos. A relevância significa a importância relativa ou papel desempenhado por uma determinada questão, situação ou unidade, existentes em um dado contexto. A criticidade representa o quadro de situações críticas efetivas ou potenciais a auditar ou fiscalizar, identificadas em uma determinada unida de ou programa. Trata-se da composição dos elementos referenciais de vulnerabilidade, das fraquezas, dos pontos de controle com riscos latentes, das trilhas de auditoria ou fiscalização. Deve-se levar em consideração o valor relativo de cada situação indesejada. A criticidade, é ainda, a condição imprópria, por ilegalidade, por ineficácia ou por ineficiência, de uma situação gestional. Expressa a não-aderência normativa e os riscos potenciais a que estão sujeitos os recursos utilizados. Representa o perfil organizado, por área, dos pontos fracos de uma organização.

2.9. Eventos ou transações subseqüentes Reveja a aula 03.

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2.10. Revisão analítica, conferência de cálculo, confirmação e observação Reveja a aula 01.

2.11. Procedimentos de auditoria em áreas específicas das demonstrações contábeis 2.11.1. Presunção de omissão de receitas13 a) Ativos ocultos ou fictícios e Passivos Ocultos ou fictícios Duas das maiores preocupações dos auditores em geral correspondem aos ativos fictícios e aos passivos ocultos. Os primeiros correspondem a bens e direitos registrados no patrimônio mas que simplesmente inexistem. Caso real: determinado empresário paga compromissos pessoais com recursos financeiros da empresa e ordena ao contador que os valores sejam registrados como “ Despesas Diversas” de determinado cliente, da forma abaixo (lançamento contábil): D – Despesas Diversas C – Caixa O gasto registrado não tem respaldo e foi lançado somente para “fechar”a contabilidade. O passivo oculto compreende dívidas (obrigações) não registradas ou registradas a menor. É, portanto, oculto para a contabilidade, mas existe, de fato. Exemplificando: determinado funcionário dispensado pela entidade impetrou uma reclamação trabalhista que não foio registrada. Alguns autores, ao comentarem as diferenças entre o primeiro e o segundo caso, relatam que um é o oposto do outro: um é contabilizado
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Tércia Maciel Gomes – Lira Alves Desenvolvimento Empresarial - 2005

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mas não existe; o outro existe, mas não é contabilizado. A apuração dessas situações é feita por meio de testes, cuja direção (metodologia) varia em função da natureza de cada conta.

Bens registrados, mas não existem

Obrigações não registradas (ou a menor), mas existem

Fernandes (2000), ao discorrer sobre o assunto, explicita que o saldo de uma conta do balanço patrimonial ou da demonstração do resultado do exercício pode estar errado para mais (superavaliado) ou para menos (subavaliado). Devido a esse risco, todas as contas da contabilidade devem ser testadas para superavaliação e para subavaliação. A experiência tem demonstrado que é mais prático dirigir os testes principais de superavaliação para as contas devedoras (normalmente, as contas do ativo e despesas) e os de subavaliação para as contas credoras. Devido ao fato de as transações na contabilidade serem registradas pelo sistema de partidas dobradas, quando se testam as contas devedoras para superavaliação, às contas credoras também estão sendo testadas indiretamente nessa mesma direção. Por exemplo, se durante o exame das demonstrações contábeis de uma empresa, para o ano findo em 31/12/19XO, o auditor descobre que as despesas de pessoal estão superavaliadas, em função de os salários do mês de janeiro de 19X1 terem sido provisionados indevidamente em 19XO, é evidente que a conta credora de salários a pagar, classificada no passivo circulante, também está superavaliada. Da mesma forma, quando se testam as contas credoras para subavaliação, às contas devedoras estão sendo testadas secundariamente nessa mesma direção. Por exemplo: por ocasião da auditoria da conta credora de fornecedores a pagar (testado para subavaliação), o auditor descobre que uma fatura de compra de matéria-prima não foi registrada na contabilidade; conseqüentemente, as contas de fornecedores a pagar e matéria-prima (conta devedora classificada no grupo de estoques do ativo circulante) estão subavaliadas.

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b) Saldo credor na conta caixa O fato de a escrituração do contribuinte indicar saldo credor de Caixa constitui presunção legal de omissão de receitas. Dentre as inúmeras decisões do Conselho de Contribuintes a respeito da matéria, destacamos: Acórdão 107-04.318 – 1º CC-MF/7ª Câmara de 20/0897 “Se a reconstituição do saldo da conta Caixa, mediante a exclusão de valores representados por cheques que, embora destinados a suprir esta conta, foram compensados em razão de depósitos bancários, resultar saldo credor, presume-se que o respectivo valor tem origem em receitas emitidas e não tributadas.” c) Suprimentos não comprovados A legislação do Imposto de Renda determina que uma vez provada, por indícios na escrituração do contribuinte ou qualquer outro elemento de prova, a omissão de receita, a autoridade tributária poderá arbitrá-la com base no valor dos recursos de Caixa fornecidos à empresa por administradores, sócios da sociedade não anônima, titular da empresa individual, ou pelo acionista controlador da Companhia, se a efetividade da entrega e a origem dos recursos não forem comprovadamente demonstradas. O Conselho de Contribuintes tem se manifestado repetidas vezes a respeito das operações de reforço de caixa de empresas mediante empréstimos ou aumento de capital social por parte de dirigentes. Ressaltamos, entre as inúmeras decisões: Acórdão 1025, DF/Fortaleza/3ª Turma – de 04/04/2002 “A prova da origem e efetiva entrega dos recursos, tanto para suprimento de caixa, como para integralização de capital, deve ser comprovada por documentação hábil, idônea e coincidente, em datas e valores, por administradores, sócios da sociedade não anônima, titular da empresa individual ou pelo acionista controlador da companhia.”

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d) Diferenças em levantamentos quantitativos por espécie A legislação vigente estabelece outra hipótese de presunção legal de omissão de receitas, que consiste na identificação de receitas omitidas através de levantamento, por espécie, das quantidades de matérias primas e produtos intermediários utilizados no processo produtivo da pessoa jurídica. Para efeito de determinação da receita omitida será apurada a diferença, positiva ou negativa, entre as somas das seguintes quantidades:

A Estoques de produtos, no início período, constantes no Registro Inventário + produtos fabricados + matérias primas e produtos intermediários utilizados no período do de

B Produtos vendidos escriturados no Diário + estoques, no final do período, constantes no Registro de Inventário

Diferença positiva: Se a soma de “A” for maior que a de “B” ficará configurada a presunção de venda de produtos sem a emissão ou sem registro de notas fiscais. Diferença negativa: Se, ao contrário, “A” resultar menor que “B”, presumir-se-á que houve compra de matérias-primas ou produtos intermediários com recursos de ingressos não escriturados. Considera-se receita omitida o valor resultante da multiplicação das diferenças de quantidades de produtos ou de matérias-primas e produtos intermediários pelos respectivos preços médios de venda ou de compra, conforme o caso, em cada período de apuração abrangido pelo levantamento.

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sem nenhum arbítrio. não comprove. e) Diferenças em levantamentos econômicos ou financeiros Constituem.O critério de apuração de receita omitida aplica-se. mediante documentação hábil e idônea. mas de forma justa e correta. f) Omissão do registro de pagamento efetuados A não escrituração de pagamentos efetuados pela pessoa jurídica (compras omitidas) caracteriza omissão de receitas. tem por objetivo. que não prejudica a proteção do sigilo bancário. a caracterização e quantificação do ilícito fiscal. em relação aos quais o titular pessoa jurídica. os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto à instituição financeira.162 1º CC MF/3ª Câmara – de 09/11/93 “A falta de contabilização de compras autoriza a presunção de que os valores dos respectivos custos foram pagos com recursos mantidos à 170 . regularmente intimado. também. a partir da obtenção legítima das informações. ressalvada prova em contrário (tributação que se solidifica quando o contribuinte não apresenta prova que descaracteriza a presunção). em montante correspondente ao custo dessas mercadorias. Dentre as inúmeras decisões do Conselho de Contribuintes a respeito da matéria. presunção legal de omissão de receita. a origem dos recursos utilizados nas respectivas operações.044 – CSRF-MF/1ª turma – 26/11/90 “A falta de registro contábil e fiscal de aquisição de mercadorias autoriza a presunção de omissão de receita. destacamos: Acórdão 1.” Acórdão 103-12. relativamente às mercadorias adquiridas para revenda. Essa norma. às empresas comerciais. também. haja vista que a metodologia permite a mais ampla defesa por parte do contribuinte.

certificados. portanto. pela solicitação de informação ao banco (circularização). investigação e confirmação junto a devedores. Além dos procedimentos indicados. revisão dos cálculos de conciliações bancárias.margem da empresa. 171 . outros podem ser aplicados.Editora Ferreira – 3º Edição. a) Ativo Circulante e Ativo Realizável a Longo Prazo Caixa – Inspeção física (contagem do dinheiro). A título de exemplificação. de acordo com as circunstâncias. CRÉDITOS Duplicatas e Outros Títulos a Receber – inspeção documental dos títulos. Bancos Conta Movimento – inspeção documental (extratos bancários). inspeção documental para exame da documentação de pagamento e recebimento. Auditoria dos componentes patrimoniais14 Os procedimentos aplicáveis à auditoria das contas variam de acordo com o auditor. pela solicitação de informações ao banco (circularização). omitidos.11. investigação e confirmação. dos resultados da 2. recibos) e investigação e confirmação.” escrituração. Ricardo J. Aplicações de Liquidez Imediata . apresentamos alguns dos procedimentos básicos de auditoria que podem ser aplicados aos principais elementos que compõem o balanço patrimonial.2. 14 FERREIRA. Provisão para Devedores Duvidosos – revisão dos cálculos por meio da conferência da exatidão aritmética do valor e inspeção para verificação dos documentos que serviram como base para fixação dos critérios de cálculo. Auditoria – Rio de Janeiro .inspeção documental (extratos bancários.

certificados de ações. Seguros e Outras Despesas Antecipadas . faturas. inspeção física para constatar a existência dos bens.acompanhamento de inventário. Também são aplicáveis os procedimentos de investigação e confirmação. Produtos Acabados e em Elaboração acompanhamento de inventário. DIFERIDO 172 . estratos de ações escriturais etc. DESPESAS ANTECIPADAS Juros. inspeção física. da aplicação do método da equivalência patrimonial e do custo de aquisição. para comprovar a propriedade de imóveis. inspeção física. duplicatas. investigação e confirmação com fornecedores de bens móveis e no Registro de Imóveis. conferência dos cálculos na apuração das saídas e dos estoques finais. amortização e exaustão acumuladas.inspeção dos documentos e revisão dos cálculos para a verificação dos valores apropriados como despesa do exercício.ESTOQUES Mercadorias e Matérias – Primas . b) Ativo Permanente INVESTIMENTOS Participações Permanentes em Outras Sociedades . IMOBILIZADO Bens de Uso Permanente – Inspeção dos documentos de aquisição de bens tangíveis e contratos representativos de bens intangíveis. revisão dos cálculos de provisões para perdas. estatutos e suas alterações. por intermédio da circularização de pessoas que receberam os valores antecipadamente. inspeção e revisão dos cálculos dos documentos e registros da contabilidade de custos.inspeção documental para a verificação de contratos. revisão dos cálculos nos casos de depreciação.. inspeção documental das notas fiscais.

Inspeção dos documentos relativos a recebimentos antecipados e revisão dos cálculos para a verificação dos valores apropriados ao resultado do exercício.Despesas Pré – Operacionais e Outras Despesas Diferidas – inspeção dos documentos e revisão dos cálculos para a verificação dos valores apropriados como despesa do exercício. revisão dos cálculos no caso da amortização acumulada. laudos de peritos etc). d) Resultado de exercícios futuros Receitas de Exercícios Futuros .inspeção pelo exame de contrato ou estatuto e suas alterações. escrituras etc) e investigação e confirmação mediante circularização de pessoas relacionadas aos fatos geradores das reservas. Reserva de Reavaliação . Empréstimos e Financiamentos Bancários – Inspeção pelo exame dos contratos e títulos representativos das dívidas e investigação. revisão dos cálculos e verificação dos documentos no caso dos custos e despesas correspondentes às receitas de exercícios futuros. por meio de circularização de bancos. c) Passivo Circulante e Passivo Exigível a Longo Prazo Fornecedores – Inspeção pelo exame dos documentos de compra e investigação e confirmação mediante circularização de fornecedores. 173 . investigação e confirmação do registro dos atos de constituição e alterações.inspeção pelo exame de documentos (atas de assembléias de acionistas. contratos. Reservas de Capital . e) Patrimônio Líquido Capital Social .inspeção pelo exame de documentos (títulos.

Ricardo J.Reservas de Lucros – verificação dos cálculos feitos na constituição das reservas. 15 FERREIRA.11. Os procedimentos aplicados sobre as contas patrimoniais também têm reflexos sobre as contas de resultado. Quando o auditor examina as duplicatas a receber.as notas explicativas esclarecem os principais critérios adotados em relação à apropriação das receitas e despesas. relatórios e demais documentos que justifiquem a constituição. 4 – Foram apropriadas todas as despesas correspondentes às receitas realizadas no período. os elementos obtidos na confirmação (circularização) servem também para a auditoria da receita de vendas a prazo. Auditoria – Rio de Janeiro . 2 – as despesas e receitas antecipadas ou diferidas estão corretamente apresentadas em contas patrimoniais. 174 . inspeção de atas.as receitas e despesas foram apropriadas de acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade. o auditor obtém elementos que servem para a auditoria do custo das mercadorias vendidas. O auditor deve fazer a análise do comportamento das receitas e despesas (revisão analítica). 3. Ao auditar os estoques. procurando identificar variações que lhe pareçam anormais e que mereçam uma verificação mais detalhada dos documentos. em função do uso do método das partidas dobradas. 2.Editora Ferreira – 3º Edição. Auditoria das contas de resultado15 A auditoria das contas de resultado tem como objetivo verificar se: 1. Ao revisar os cálculos das provisões e da depreciação acumulada. aplicados uniformemente em relação ao exercício anterior. o auditor está também verificando a correção dos saldos das despesas com provisões e depreciação.2.

a confirmação e a observação não são feitas propriamente para as contas de resultado. 16 FERREIRA. Em geral. existem elementos patrimoniais em relação aos quais os procedimentos de corte também são aplicáveis. Todavia. por exemplo.11. 2 – pedido de informação a clientes.Editora Ferreira – 3º Edição. O corte das transações é feito principalmente para a verificação da observância do princípio da Competência. 2. de forma a se constatar se as receitas e despesas foram registradas no período ao qual pertencem. mais diretamente.3. fornecedores e bancos quanto a direitos e obrigações que devam estar indicados nas demonstrações de determinado exercício.Em regra. a melhor ocasião para a adoção dos procedimentos de auditoria das contas de resultado é a data do encerramento do exercício. Para se assegurar de que não existem valores de um exercício registrados em exercício anterior ou posterior. TESTES DE CORTE (“CUT – OFF”)16 As demonstrações contábeis objeto da opinião do auditor devem contemplar a situação do patrimônio da entidade na data do encerramento de cada exercício auditado. As informações obtidas por meio desses procedimentos se destinam. bem como os elementos dos resultados. não podem constar do inventário do ano 1. 175 . dos estoques de mercadorias e das duplicatas a receber. que podem incluir: 1 – determinação do momento em que os registros contábeis auxiliares e os documentos a eles relacionados refletem o levantamento do inventário. Ricardo J. às contas patrimoniais. As mercadorias adquiridas no ano 2. Quando os controles internos da entidade auditada são considerados inadequados. A inspeção é adotada em relação às contas de resultado no que diz respeito ao exame de documentos e livros. não envolve a verificação da existência de ativos tangíveis. Auditoria – Rio de Janeiro . por exemplo. É o caso. o auditor deve realizar os testes de corte.

que impliquem na elaboração incorreta do balanço orçamentário. b) Conferência dos valores lançados como receitas e despesas executadas. As técnicas a serem desenvolvidas para validação das informações expostas a seguir foram desenvolvidas por Vale. Procedimentos aplicáveis a receitas e despesas orçamentárias e extra-orçamentárias. Vejamos cada caso: 3. especiais e extraordinários). com vistas à confirmação da remessa das mercadorias aos clientes até a data do balanço (a realização da receita de vendas ocorre no momento da entrega das mercadorias ao cliente. 3. c) Conferência dos valores lançados como créditos adicionais (suplementares. 176 . d) Verificação e análise do resultado (superávit/déficit) dos orçamentos correntes e de capital executados. e) Verificação da existência de irregularidade na execução da receita e da despesa. Obs: Na próxima aula estaremos estudando os procedimentos complementares aplicáveis a receitas e despesas orçamentárias e extra-orçamentárias. em relação a toda a documentação referente à execução financeira da entidade auditada.3 – confronto das notas fiscais de venda emitidas até a data do encerramento do exercício com os documentos de despacho. em relação aos valores constantes nos registros de acompanhamento da execução orçamentária.1. bem como do resultado geral da execução orçamentária. em cuja análise é efetuada a conferencia minuciosa dessas cifras. em relação aos valores constantes no balanço financeiro. Balanço Orçamentário Os procedimentos a serem aplicados para atestar as informações constantes no balanço orçamentário seriam os seguintes: a) Conferência dos valores lançados como receitas previstas e despesas fixadas. em relação aos valores constantes no orçamento anual.

º 9. Embora não impactem apenas um sistema contábil em especial. os Princípios Fundamentais de Contabilidade estabelecidos por meio da Resolução n. seu reconhecimento ocorre apenas no momento da realização dos ativos pela diferença entre o valor original e o de mercado expresso no valor da venda. amortizações e exaustões: não são registradas em cada período para lançar contra o resultado conforme determina o Princípio da Competência. como função governamental. contrariando. a priori. os itens abaixo listados não são observados pela Contabilidade Governamental. no molde do setor empresarial. Sua adoção. fazendo-o no momento da ocorrência afetiva da perda. d) Atualização dos ativos não monetários e do saldo patrimonial: não é reconhecida em cada período de apuração como determinam os Princípios de Atualização Monetária (observada a Lei n. ° 750/93 do CFC: a) Previsões por perda em ativos: contrariam os Princípios da Prudência e da Competência quando deixam de registrar em cada período a provisão.429. transferindo-lhe de forma permanente e contínua benefícios. possibilitará maior aproximação do valor da substância patrimonial ao de mercado. serem registrados no ativo permanente em obediência aos Princípios da Oportunidade e da Entidade. pois representam ativos permanentes colocados à disposição da coletividade. b) Depreciações. que estabelece as situações em que deve ser procedida). não devem ser considerados como despesas efetivas e sim como despesas por mutações patrimoniais. c) Participações permanentes relevantes em outras empresas não vinculadas: não são reconhecidas pela equivalência patrimonial conforme determina o Princípio da Oportunidade. Devem. e) Bens de uso comuns do povo: esses valores indicam o potencial da entidade para atingir sua finalidade possibilitando o desenvolvimento econômico e social e o bem-estar social. g) Outras verificações que se fizerem necessárias. 177 . pois. da Oportunidade e da Competência. e sim reconhecidas somente pelos dividendos recebidos.f) Apontamento das falhas e omissões constatadas.

3. em espécie. em etapas distintas e seqüenciais. e. c) Levantamento financeiro. as seguintes etapas devem ser seguidas: a) Conferência dos valores. existentes na tesouraria. à seguinte seqüência: a) Análise preliminar de toda a documentação necessária à realização da auditoria. caso a auditoria refira-se a todo o exercício financeiro. que deverá ser assinado pelos auditores. Caso contrário. Especificamente em relação ao levantamento financeiro (verificação da conformidade entre os saldos financeiros reais e documentais da entidade auditada). Balanço Financeiro Resumidamente. e) Processamento da auditoria da despesa. Caso não se tenha acesso aos mesmos no mento inicial da auditoria. no momento em que deles a administração tomar conhecimento independentemente de sua constituição definitiva. normalmente. Vale defende que os procedimentos a serem aplicados na auditoria financeira obedecem. g) Apontamento das falhas e omissões constatadas. f) Análise do balanço financeiro. pelo tesoureiro e pelos demais responsáveis pelo setor financeiro da entidade auditada. destacando a origem dos 178 . reunindo.2. colocarse-á um aviso no cofre ou na porta da tesouraria. a análise restringir-se-á aos balancetes do período em exame. os procedimentos comuns. de natureza tributária ou não. com a finalidade de apurar-se o efetivo saldo de caixa e bancos. d) Procedimento da auditoria da receita. a) Emissão do termo de conferências de caixa. numa só etapa. b) Roteirização dos serviços a serem executados durante a auditoria. realizado no momento inicial da auditoria. para que estes não sejam abertos sem a presença dos auditores. os procedimentos diferenciados.f) Receitas lançadas e não recebidas ao término do exercício: reconhecer como variações independentes da execução orçamentária todos os valores a receber reconhecidos.

f) Verificação de compatibilidade entre o saldo anterior ao período do levantamento. no caso de receita arrecadada pela tesouraria. Cópia dos extratos de todas as contas bancárias do período a que se refere o levantamento. Declaração. emitida por cada banco depositário. o número da guia de receita respectiva. • • • d) Recebimento e conferência da documentação. além dos que forem relacionados e entregues aos auditores. e) Verificação da compatibilidade dos dados constantes no termo de conferência de caixa e nas relações de receitas e despesas com os dados constantes nos respectivos comprovantes e extratos. anterior. sobre a inexistência de qualquer outro valor. que deverá ser emitida pelo tesoureiro e pelos demais responsáveis pelo setor financeiro da entidade auditada. as receitas e despesas (reais) deste o saldo final (real) apurado. destacando. c) Solicitação. em espécie. • Relação das despesas orçamentárias e extra-orçamentárias. acompanhada dos respectivos comprovantes.3. acompanhada dos respectivos comprovantes. especialmente. sobre a inexistência de qualquer outro documento de despesa. Declaração. referente ao período do levantamento: • Relação das receitas orçamentárias e extra-orçamentárias. da seguinte documentação. emitida pelo tesoureiro e pelos demais responsáveis pelo setor financeiro da entidade auditada.recursos. contendo o saldo de todas as contas na data do início do levantamento. a conta e o número do cheque respectivo de cada item. Balanço Patrimonial 179 . b) Solicitação de declaração. o banco. através de documento protocolado. ou o número da guia de arrecadação. além dos que forem lançados no termo de conferência de caixa de que trata a alínea “b”. 3. o banco de valores arrecadados pela tesouraria.

deverá ser processada por meio dos seguintes procedimentos: a) Análise dos balanços e demonstrações das variações patrimoniais. que compreende os bens e direitos da entidade auditada. os quais.) com os valores. apuradas por meio dos procedimentos de auditoria do ativo e passivo patrimonial. bancos. por sua vez.) com os valores constantes nos demonstrativos e comprovantes respectivos. lançados no balanço financeiro.) com os valores constantes nos demonstrativos e comprovantes respectivos. deverá ser efetuada através dos seguintes procedimentos: a) Conferência dos valores lançados no ativo financeiro disponível (caixa. a auditoria do ativo. f) Conferência de outros itens do balanço patrimonial. b) Conferência dos valores lançados no ativo financeiro realizável (devedores diversos. g) Verificação da existência de irregularidades na administração do patrimônio da entidade auditada. etc. etc. porventura existentes. h) Conferência e análise do saldo patrimonial (ativo real líquido ou passivo real descoberto) da entidade auditada. imóveis. das relações de bens e direitos e dos demonstrativos da despesa de 180 . bancos em prazo fixo. da mesma rubrica. e) Conferência dos valores lançados no passivo permanente (dívida fundada e outros) com os valores constantes nos demonstrativos e comprovantes respectivos. na data da realização do balanço. títulos e valores.) com os valores. bem como o saldo patrimonial da entidade auditada. créditos. i) Apontamento das falhas e omissões constatadas. em relação aos dados constantes nos demonstrativos e comprovantes respectivos. é efetuada em relação aos valores constantes na documentação comprobatória respectiva. que impliquem na elaboração incorreta do balanço patrimonial. d) Conferência dos valores lançados no passivo financeiro (restos a pagar.A análise do balanço patrimonial. Ainda segundo Vale (2001). são conferidos em relação aos dados constantes na documentação comprobatória respectiva. da mesma rubrica. dívida ativa. cuja conferência. direitos e obrigações. lançados como saldo final no balanço financeiro do exercício. depósito. c) Conferência dos valores lançados no ativo permanente (móveis. por sua vez. etc. etc. que demonstra os valores dos bens.

). etc.). f) Diligenciamento dos bens móveis de natureza incorpórea (ações. c) Análise dos demonstrativos da despesa de capital (obras. no entendimento de Vale. b) Verificação da compatibilidade entre os dados constantes nos documentos referidos na alínea anterior.) do período a que se referir a auditoria. pelo menos. h) Diligenciamento de eventuais obras inacabadas. utilização e conservação dos mesmos. que compreende as obrigações da entidade auditada. b) Verificação da compatibilidade entre os dados constantes nos documentos referidos na alínea anterior. cinco exercícios anteriores ao de realização da auditoria. bem como da documentação relativa à alienação de bens. seriam os seguintes: a) Análise dos balanços e das demonstrações das variações patrimoniais. pelos menos. cinco exercícios anteriores ao de realização da auditoria. etc. e) Diligenciamento dos bens móveis (material permanente) e imóveis. Em relação ao passivo. depósito. d) Verificação da compatibilidade dos dados constantes na documentação de que tratam as alíneas “a “ e “c” com os preceitos da legislação pertinente ao assunto. 181 . os motivos e os efeitos da paralisação. g) Diligenciamento de toda a documentação relativa à dívida ativa. n) apontamento das falhas e omissões constatadas. j) Diligenciamento dos demos itens existentes no ativo patrimonial da entidade auditada no momento da realização da auditoria. m) Análise e apuração de eventuais denúncias de irregularidades sobre a administração do ativo patrimonial da entidade auditada. no período a que se referir a auditoria. i) Análise e diligenciamento da participação da entidade auditada em outras entidades públicas ou privadas.capital da entidade auditada de. restos a pagar. quanto à existência. evidenciando o tempo. títulos. os procedimentos a serem aplicados. bem como dos demonstrativos das obrigações da entidade auditada de. material permanente. c) Análise dos demonstrativos das obrigações (dívida fundada. etc. l) Verificação da compatibilidade dos dados constantes na documentação referida nas alíneas “a” e “c” com os dados resultantes dos o procedimentos de que tratam as alíneas “e” a “j”.

no momento da realização da auditoria. de fato. Ocorrência – se as transações de fato ocorreram. legalidade e obrigatoriedade das obrigações. f) Diligenciamento do saldo de restos a pagar. obrigatoriedade e execução. apresentadas e divulgadas adequadamente. Vale ressaltar. quanto a seus elementos intrínsecos. Nesse viés. e) Diligenciamento da dívida fundada. Direitos e obrigações – se. apresentação e divulgação – se as transações foram mensuradas. os procedimentos de auditoria são aplicados com vistas a validar os seguintes quesitos. quanto à sua legalidade. que os procedimentos acima explicitados são aplicáveis às três esferas de governo (federal. g) Diligenciamento do saldo das obrigações de natureza compensatória (depósito. existem em determinada data. h) Diligenciamento dos demais itens existentes no passivo patrimonial da entidade auditada. conforme explorado nas primeiras aulas: Existência – se um componente patrimonial realmente existe em certa data.d) Verificação da compatibilidade dos dados constantes na documentação de que tratam as alíneas “a” e “c” com os preceitos da legislação pertinente ao assunto. etc. quanto à sua legalidade. ainda. obrigatoriedade e liquidação. i) Verificação da compatibilidade dos dados constantes na documentação referida nas alíneas “a” e “c” com os dados resultantes dos procedimentos de que tratam as alíneas “e” a “h”. l) Apontamento das falhas e missões constatadas. Governança e Análise de risco 182 . 4. quanto à existência. débitos de tesouraria. j) Análise e apuração de eventuais denúncias de irregularidades sobre a administração do passivo patrimonial da entidade auditada. caso exista.). Abrangência – se as transações foram adequadamente registradas. estadual e municipal). e Mensuração.

. A transparência tornouse um marco da responsabilidade social. Governança no setor público O termo governança refere-se aos processos de como as organizações são administradas e controladas. incluindo a administração dos recursos 183 . 2. que operam com estruturas e modelos de gestão diferentes. 4.1. Os dirigentes do setor privado priorizam o foco da governança. das rotinas e. pois depende da atitude e da consciência social das pessoas responsáveis pelos setores dos órgãos públicos. pelo IFAC (International Federation of Accountants). três princípios fundamentais de governança: 1. A ausência de transparência na governança é um dos fatores responsáveis pelos desmandos da gestão pública. Opennes (Transparência): é exigido para assegurar que as partes interessadas (sociedade) confiem no processo de tomada de decisão e nas ações das entidades do setor público. são mais difíceis de identificar. Integrity (Integridade): É baseada na honestidade. também abranger a Gestão do Conhecimento. das responsabilidades.4. das metas. objetividade. O papel da auditoria na estrutura de governança De acordo com o estudo realizado em 2001. as prioridades no contexto do setor público. a governança tem que estabelecer a definição clara dos papeis. foi desenvolvido no setor público. na sua gestão e nas pessoas que nela trabalham. dos modelos de decisão.2. probidade na administração dos recursos públicos e na gestão da instituição. 3. No entanto. Na Administração Pública. Accountability (responsabilidade de prestar contas): é o que as entidades do setor público e seus indivíduos são responsáveis por suas decisões e ações. normas de propriedade.

• • • Se os conceitos de governança forem aplicados e disseminados na organização. submetendo-se ao escrutínio externo apropriado. como as responsabilidades são definidas e asseguradas. o IFAC apresenta as dimensões que as entidades da administração pública devem adotar: • Padrões de comportamento: como a administração da entidade lidera e determina os padrões da instituição. no modelo de trabalho do COSO. foi criada. nos Estados Unidos. em sua essência. da confiança dos relatórios internos e externos. Controle: controles estabelecidos pela cúpula administrativa da organização no apoio ao alcance dos objetivos da entidade. podem trazer contribuições significativas para a melhoria da qualidade da gestão. Estrutura conceitual de análise de risco (COSO) A Auditoria Interna vem passando por mudanças bastante profundas. uma iniciativa independente. As mudanças têm se baseado.públicos e todos os aspectos de desempenho e. que envolvem não só alterações no instrumental e na metodologia. 4. Estruturas e processos organizacionais: como a administração é designada e organizada dentro da instituição. como definem a cultura da organização e o comportamento de todos os envolvidos. Em 1985. como também na sua própria função nas empresas. da complacência com as leis aplicáveis. Relatórios externos: como a organização demonstra a prestação de contas da aplicação do dinheiro público e seu desempenho. Além dos princípios.National Commission on Fraudulent Financial Reporting (Comissão Nacional sobre Fraudes em Relatórios Financeiros).3. e pelos bancos em particular. Este modelo vem sendo cada vez mais usado pelas empresas no mundo. regulamentações e políticas internas. Esta Comissão foi denominada . para estudar as causas da ocorrência de fraudes em relatórios 184 . da efetividade e eficiência das operações. uma comissão composta por representantes das principais associações de classe de profissionais ligados à área financeira.

geralmente. John Flaherty é quem ocupa a presidênica. Posteriormente a Comissão foi convertida em Comitê. Em 1992 publicaram o trabalho "Internal Control . efetividade dos controles internos e governança corporativa. que tornou-se referência mundial para o estudo e aplicação dos controles internos. dos contadores. que passou a ser conhecido como COSO – The Comitee of Sponsoring Organizations (Comitê das Organizações Patrocinadoras).financeiros/contábeis. Treadway. O nome “Treadway Comission” foi em homenagem ao primeiro presidente da comissão. É custeado por cinco das principais associações de classe de profissionais ligados à área financeira nos Estados Unidos. O COSO é uma entidade sem fins lucrativos. das empresas de investimento e da Bolsa de Valores de Nova York. que são.Integrated Framework" (Controles Internos – Um Modelo Integrado). Hoje. Seu primeiro objeto de estudo foram os controles internos. voltada à melhoria dos relatórios financeiros através da ética. 185 . a saber: AICPA American Institute Certified Public Accounts AAA FEI IIA IMA American Association Financial International The Institute Auditors Institute of Accountants of Instituto Americano de Contadores Públicos Certificados Americana de Accounting Associação Contadores Executives Executivos Internacional of Financeiros Internal Instituto dos Auditores Internos dos Contadores Management Instituto Gerenciais O Comitê trabalha independente das suas entidades patrocinadoras. James C. representantes da indústria.

temos os acontecimentos do dia 11/09/2001. Fato que ninguém poderia prever ou controlar. rentabilidade. c. por alguns motivos relacionados abaixo: a. estas pessoas podem valer-se de seus conhecimentos e competências para burlar os controles. consignadas pelos valores e enquadramentos corretos. nos Estados Unidos. Como exemplo. O controle interno proporciona uma garantia razoável. Conformidade (objetivos de conformidade) com leis e normativos aplicáveis à entidade e sua área de atuação. segurança e qualidade dos ativos. o controle interno é um elemento que compõe o processo de gestão. com objetivos ilícitos. inter-relacionados entre si. • • De acordo com a definição acima. e presentes em todos os controles internos. inclusive com as metas de desempenho. b. 4.Eventos externos: estes eventos estão além do controle de qualquer organização.4. Elementos de risco e controle O processo de controles internos é constituído de cinco elementos. todos os registros devem refletir transações reais. São eles: 186 .Para os integrantes do COSO. o ponto de partida é a definição e a função do controle interno. que sejam atingidos os objetivos da empresa. com o objetivo principal de auxiliar a entidade atingir suas metas.” Este processo depende das seguintes categorias: • Eficiência e efetividade operacional (objetivos de desempenho ou estratégia): categoria relacionada com os objetivos básicos da entidade. que deve ser inferior à perda decorrente da consumação do risco controlado. desenvolvido para garantir. sendo responsabilidade de todos. Com isso eles chegaram a seguinte conclusão: "Controle Interno é um processo.Custo/benefício: todo controle tem um custo. com razoável certeza.Conluio entre empregados: da mesma maneira que as pessoas são responsáveis pelos controles. Confiança nos registros contábeis/financeiros (objetivos de informação): todas as transações devem ser registradas. nunca absoluta.

c) Atividade de Controle. os limites de sua autoridade. • b) Avaliação e Gerenciamento dos Riscos A existência de objetivos e metas é condição "sine qua non" para a existência dos controles internos. Este conjunto forma a base para definir como estes riscos serão gerenciados. b) Avaliação e Gerenciamento dos Riscos. identificar os riscos que ameacem os seus cumprimento. as políticas. Avaliação de riscos é a identificação e análise dos riscos associados ao não cumprimento das metas e objetivos operacionais. Dicas • • • O ambiente de controle torna-se mais efetivo. 187 . Eles devem ser claros. Código de Ética e Código de Conduta a serem adotados. e tomar as ações necessárias para o gerenciamento dos riscos identificados. envolvendo competência técnica e compromisso ético. Certifique-se que os funcionários conhecem responsabilidades e a função de seus serviços. suas Verifique se há um plano adequado de treinamento. para poder melhor. e se os funcionários sabem qual o padrão de conduta e ética a serem seguidos. de informação e de conformidade. Verifique se são tomadas as ações corretivas disciplinares devidas. deixando bem claro aos seus funcionários. d) Informação e Comunicação. e o comprometimento de fazerem o que é correto da maneira correta. à medida que as pessoas têm a sensação que estão sendo controladas.a) Ambiente de Controle. Estas definições podem ser feitas de maneira formal ou informal. O ambiente de controle torna-se efetivo quando as pessoas da entidade sabem quais são suas responsabilidades. quando o funcionário não agir de acordo com os padrões estipulados pela entidade. A postura da alta administração desempenha papel determinante neste componente. procedimentos. e e) Monitoramento. a) Ambiente de Controle: Ambiente de controle é essencial à efetividade dos controles internos.

A avaliação de riscos é uma responsabilidade da administração.Com podemos ser lesados? f. confrontando-a com a avaliação feita pelos administradores.Quais ativos devem ser protegidos? d.O que pode dar certo ou errado? b.Como e onde podemos falhar? c. levando em conta os seguintes aspectos: • • • a probabilidade (freqüência) dos riscos ocorrerem. devemos avaliálos. a.Quais atividades regulamentadas? são mais complexas e atividades mais 188 . e como faturamos e cobramos nossas vendas? h. Por isso deve ser feito um processo de identificação dos riscos para cada objetivo proposto.Há algum ativo líquido ou de uso alternativo? e. ações necessárias para administrar os riscos identificados. considerando os aspectos quantitativos e qualitativos. A identificação e gerenciamento dos riscos é uma ação proativa. Uma vez identificados os riscos.Como sabemos se nossos objetivos foram ou não alcançados? g. mas cabe à Auditoria Interna fazer uma avaliação própria dos riscos.Onde gastamos mais dinheiro. no caso de ocorrer o risco. Análise dos Riscos Risco é a probabilidade de perda ou incerteza associada ao cumprimento de um objetivo. Perguntas Chaves Sugere-se que o auditor responda as perguntas abaixo. o impacto nas operações. como auxílio no processo de identificação dos riscos. para evitar surpresas desagradáveis.Quais as informações mais importantes e decisões que requerem mais análise? i.

j. quanto à possibilidade deste mesmo funcionário assumir posições em nome da instituição.são atividades com limites determinados a um funcionário. c) Atividades de Controle São tipos de atividades que.Quais são nossas maiores exposição ao risco legal? Dicas • • • Certifique-se que a entidade tem uma missão clara. e. Elabore um papel de trabalho para cada atividade relevante. significa que ele já verificou. validou e assegurou que a mesma está em conformidade com as políticas e procedimentos estabelecidos. até mesmo. antes de darem 189 . Avalie os riscos ao nível de dependência e setor. quando executadas a tempo e maneira adequados. e assegurarem-se de que as informações necessárias à transação foram checadas.a administração determina os tipos de atividades que necessitam de aprovação de um supervisor para que sejam efetivadas. na sistemática de trabalho anterior à do COSO. questionar itens pouco usuais. e que as metas e objetivos estejam formalizados. estabelecer valor máximo dos tetos assumidos por um operador de mercado para cada horizonte de investimento. permitem a redução ou administração dos riscos. priorizando as atividades e processos mais críticos e que podem ser melhorados. Por exemplo: estabelecer um valor máximo para um caixa pagar um cheque. Principais atividades de controle e suas respectivas naturezas Quanto à prevenção A] Alçadas (prevenção) . A aprovação de um supervisor de forma manual ou eletrônica. era tratado como controle interno. As atividades de controle compreendem o que. e ao nível de processo. Os responsáveis pela autorização devem verificar a documentação. estabelecer alçada operacional para o Comitê de Crédito de uma agência. Elas podem ser de duas naturezas: atividades de prevenção ou de detecção. B] Autorizações (prevenção) . aprovar valores.

Quanto à detecção A] Conciliação (detecção) .os valores de uma entidade devem ser protegidos contra uso.a segregação é essencial para a efetividade dos controles internos. B] Revisões de Desempenho (detecção) . monitoração de valores orçados em unidades. em relação às metas traçadas e aos benchmarks. Elas devem ser de fácil acesso para os funcionários da organização. adotando as ações corretivas. adotando-se ações corretivas apropriadas. Também é essencial que as situações adversas identificadas pelas atividades de controles sejam investigadas. consciente e consistente. D] Normatização Interna (prevenção) . C] Segregação de Funções (prevenção) . com o objetivo de identificar dificuldades ou problemas.Acompanhamento de uma atividade ou processo. de forma a antecipar mudanças que possam impactar negativamente a organização. normatização (gerenciamento de riscos) e fiscalização (auditoria) devem estar segregadas entre os funcionários. As atividades de controle devem ser implementadas de maneira ponderada. funções e procedimentos. Quanto à prevenção e detecçao A] Segurança Física (prevenção e detecção) . assim como. Ela tanto reduz o risco de erros humanos quanto o risco de ações indesejado. fluxos operacionais.é a confrontação da mesma informação com dados vindos de bases diferentes. políticas corporativas. para avaliação de sua adequação e desempenho. acompanhamento contínuo do mercado financeiro (no caso de bancos). administração de recursos próprios e de terceiros. temos a 190 . Para melhor controle e proteção destes ativos. quando necessário. informação e autorização. Jamais devem assinar em branco ou fornecerem sua senha eletrônica. carteiras próprias e de terceiros. e devem definir responsabilidades.são regras internas necessárias ao funcionamento da entidade. A contabilidade e conciliação. contratação e pagamento.sua autorização. custódia e inventário. produtos. monitoração e questionamento de flutuações abruptas nos resultados de agências. Temos como exemplos: a monitoração do comportamento de usuários de cartões de crédito. visando o lançamento de novos produtos. compra ou venda nãoautorizados. acompanhamento da concorrência. e.

Incluem-se neste controle. a fim de garantir a integridade e veracidade dos dados e transações. de informação e de conformidade. Por outro lado. O processo é determinado formal quando este acontece mediante os sistemas internos de comunicação – que podem variar desde complexos sistemas computacionais à simples reuniões de equipes de trabalho. internas ou externas. processadas e comunicadas às pessoas apropriadas. • d) Informação e Comunicação A comunicação é o fluxo de informações. 191 . considerada. desenvolvimento e manutenção de programas e sistemas. arquivo de log do sistema. controles de aplicativos: são os controles existentes nos aplicativos corporativos. controle de acessos. “call-back” para acessos remotos. criptografia entre outros. devem ser identificadas. dentro de uma organização. isto é. e devem ocorrer em todas as direções – dos níveis hierárquicos superiores aos níveis inferiores. controle de entrada e saída de funcionários e materiais. verificadas quanto à sua confiabilidade e relevância. as informações recebidas. B] Sistemas Informatizados (prevenção e detecção) . os processos de inventário de itens valiosos para a entidade. autoridades e empregados. Exemplo: validação de informação através de checagem das informações com registros armazenados em banco de dados.os controles constituídos mediante os sistemas informatizados são divididos em dois tipos: • Controles gerais – pressupõe os controles nos centros de processamentos de dados e controles na aquisição. Informações sobre planos. Por outro lado. de maneira formal ou informal. ambiente de controle. plano de contingência. Exemplos: organização e manutenção dos arquivos de back-up. O processo formal é importante porque reúne informações necessárias ao acompanhamento dos objetivos operacionais. senhas para arquivos eletrônicos. riscos. como por exemplo: conferência de numerário. fornecedores. o processo informal ocorre em conversas e encontros com clientes. onde são colhidas informações necessárias à identificação de riscos e oportunidades. essencial. atividades e desempenho de controle devem ser transmitidas a toda entidade. para o bom funcionamento.segurança física.

na fase de análise preliminar do objeto da auditoria. tais como autoavaliação. Ele é feito tanto através do acompanhamento contínuo das atividades. regulamentos e normas pertinentes estão sendo cumpridos. 192 . A aplicação desta técnica contribuirá para a identificação de áreas de melhoria de desempenho bem como para avaliar a capacidade do objeto da auditoria de identificar seus riscos e agir tempestivamente de forma a aumentar as possibilidades de sucesso da iniciativa. O verificação de risco é útil como ferramenta de diagnóstico no estágio de formulação do problema de auditoria. revisões eventuais e auditoria interna. 4. A aplicação da técnica permitirá às equipes de auditoria:   identificar riscos que irão afetar o desempenho do programa ou projeto. e se as leis. Aplicação da estrutura conceitual de análise de risco É muito importante verificar. A verificação de risco pode identificar se os recursos alocados ao gerenciamento do risco do objeto sob exame estão consistentes com o nível de risco dos objetivos do programa ou projeto em termos de resultado e qualidade na prestação de serviços públicos e na entrega dos produtos almejados. informação & comunicação e monitoramento) estão presentes e funcionando conforme planejado. de que as informações constadas nos relatórios e sistemas corporativos são confiáveis. auxiliar na formulação do problema de auditoria. a fim de verificar se os controles internos são adequados e efetivos. Os controles são adequados quando os cinco elementos do controle (ambiente. atividade de controle. quanto através de avaliações pontuais.5. o processo de gerenciamento de risco.e) Monitoramento O monitoramento é a avaliação dos controles internos ao longo do tempo. avaliação de riscos. Os controles são eficientes quando a alta administração tem uma razoável certeza: do grau de atingimento dos objetivos operacionais propostos.

193 . em consulta aos gestores. APLICAÇÃO 1º Passo – Identificação dos pontos fracos e ameaças .a análise deve determinar. O impacto e a probabilidade de ocorrência deverão ser combinados de modo a produzir um nível estimado de risco. ou qualificado em uma escala de baixo a alto (vide esquema a seguir). conforme exemplificado na Figura a seguir. a existência de controles e estabelecer o impacto e a probabilidade de ocorrência de risco no contexto desses controles. se possível. quantificável. sistematizar e estruturar informações relevantes sobre o ambiente de análise.  identificar áreas de risco do programa ou projeto que poderão ser investigadas com profundidade. 2º Passo – Análise do risco .a partir dos Pontos Fracos e das Ameaças identificadas na análise SWOT (que veremos a seguir) a equipe deverá elaborar uma versão preliminar da verificação de risco para ser discutido com o os gestores.

A análise SWOT foi desenvolvida pela escola do design. elementos essenciais ao planejamento estratégico. "objetivos". segundo alguns autores. A aplicação da técnica. "produtos e indicadores" e "metas". também. Além de ser uma ferramenta facilitadora do diagnóstico institucional. O modelo proposto pela escola é a "formulação de estratégia que busque atingir uma adequação entre as capacidades internas e as possibilidades externas. servindo como guia para organizar a opinião da equipe sobre o objeto da auditoria e o ambiente no qual opera. a equipe será capaz de determinar as áreas que poderão ser investigadas pela auditoria com maior profundidade. ANALISE SWOT A técnica da análise SWOT integra as metodologias de planejamento estratégico organizacional. deve ser aplicada anteriormente à formulação estratégica de ação. para manter um maior controle sobre estas áreas bem como identificar os responsáveis pela situação de risco. Por exemplo:   os riscos de baixo impacto poderão ser aceitos e monitorados.3o Passo – avaliação do risco – a avaliação do risco permitirá enumerar as prioridades e apresentar as informações para tomada de decisão sobre a forma como os riscos devem ser controlados. por precaução. Para viabilizar a aplicação destas técnicas nos trabalhos é necessário que a equipe verifique se o objeto da auditoria possui clara definição de "missão". 4o Passo – tratamento do risco – identificados e avaliados os riscos no diagrama. A equipe deverá. do grupo de administração geral da Harvard Business School. identificar se a gerência do programa ou projeto desenvolveu estratégia de Tratamento do Risco. após a definição da missão ou após o estabelecimento de objetivos de uma determinada organização. pode ocorrer quando do diagnóstico estratégico. pode ser usada também no âmbito das auditorias de natureza operacional." 194 . De qualquer forma. os riscos de alto impacto poderão requerer a adoção de medidas alternativas para os programas/projetos ou prestação de serviços.

A Figura 2 abaixo descreve cada um desses aspectos. As oportunidades podem propiciar condições favoráveis. 195 . Na análise das capacidades internas busca-se identificar as forças e as fraquezas da organização. Opportunities (oportunidades) e Threats (ameaças). As oportunidades e ameaças são decorrentes de variáveis externas. Weaknesses (fraquezas). desde que o auditado tenha interesse e condições de usufrui-las. devendo o auditado planejar como minimizá-las. por vezes. pode exercer influência. mas sobre as quais. não diretamente controláveis pelo auditado. As ameaças podem criar condições desfavoráveis.A palavra SWOT é um acrônimo formado pelas palavras inglesas: Strengths (forças). enquanto o ambiente externo no qual atua a organização deve ser analisado em termos das oportunidades e ameaças presentes (vide Figura 1). Os pontos fortes e fracos são decorrentes de variáveis internas e controláveis pelo órgão ou programa.

avaliando se seus efeitos são positivos ou negativos sobre o desempenho do objeto de auditoria: 196 . estão listados na Figura 3. sem intenção de esgotar os campos de investigação. itens que devem ser verificados ao se formular o diagnóstico do ambiente. a seguir.A título de exemplificação.

APLICAÇÃO Nos trabalhos de auditoria de natureza operacional. culturais. entre elas entrevistas com os usuários. demográficas. 197 . buscando um novo equilíbrio entre essas variáveis. pois são esses atores que melhor conhecem o ambiente no qual atuam. concorrentes (programas semelhantes de iniciativa de outras esferas de governo). a partir da análise das forças e fraquezas do ambiente interno do objeto da auditoria e das oportunidades e ameaças do ambiente externo. Essas informações podem ser obtidas de diversas fontes. sociais. esta técnica permite à equipe identificar os problemas e as respectivas ações a serem implementadas para corrigi-los. fornecedores. Essa participação contribui para a elaboração de uma análise capaz de refletir a realidade do objeto de auditoria. as informações colhidas no ambiente interno. a beneficiários. ecológicas. no microambiente. No macro-ambiente podem referir-se a situações econômicas. Como mostrado na Figura 3 acima. A análise SWOT deve ser elaborada preferencialmente com a participação da equipe responsável pela instituição auditada ou da gerência do programa/projeto avaliado. sobre os pontos fortes e fracos do objeto de auditoria. legais. análise de relatórios de atividades de outras instituições e revistas especializadas. devem revelar condições favoráveis para o auditado ou indicar questões que provoquem situações desfavoráveis em relação ao seu ambiente interno. As informações sobre oportunidades e ameaças podem estar referenciadas. tecnológicas. políticas.

mas não a utilize para conduzir a reunião com estes atores. Recomenda-se que antes de consultar os gestores e gerentes. que são as Reunião destinada à troca de idéias e conhecimento prático sobre um assunto. 3º passo – na coluna ambiente externo. passo a passo. a equipe prepare uma análise preliminar com base no levantamento de informações realizado. envolvendo os principais responsáveis pela instituição ou programa/projeto auditado que. sob a orientação da equipe de auditoria. 5º passo – na caixa “Forças” aplicar as folhas autocolantes correspondentes aos pontos fortes do objeto da auditoria.Uma forma de propiciar a participação é por meio da realização de oficinas17. vai elaborando. 2º passo – na coluna ambiente interno. abrir 2 caixas denominadas “Forças” e “Fraquezas”. Tata-se de uma reunião de interessados aos quais um problema foi exposto e que. por exemplo. abrir 2 caixas denominadas ”Oportunidades” e “Ameaças”. o diagnóstico do ambiente. Trata-se de um guia que permitirá aos condutores da oficina manterem o foco da discussão e dirigirem questões sobre variáveis não abordadas espontaneamente pelos participantes. 4º passo – iniciar “brainstorm18” para o preenchimento do quadro. Recomenda-se ainda que a análise SWOT resultante seja discutida com atores externos como. desenhar 2 colunas denominadas ”Ambiente Interno e Ambiente Externo”. especialistas e integrantes da sociedade civil organizada para introduzir uma visão mais independente ao diagnóstico. Os passos a serem seguidos na oficina são os seguintes: 1º passo – em uma grande folha em branco afixada em quadro ou na sala onde se realiza a oficina. sugerem soluções. utilizando um bloco de folhas autocolantes para escrever a opinião dos participantes. numa sessão de livre associação. A característica principal do brainstorm é a ausência completa de crítica e o julgamento adiado 18 17 198 .

para justificar o problema de auditoria e a abordagem a ser adotada pela equipe na busca de respostas para as questões de auditoria. Após consulta aos atores externos e a consolidação das informações obtidas na oficina. considerando o conjunto de habilidades que a organização já possui. segundo o seu impacto para o auditado. A análise propriamente dita (passo 9o acima) deve integrar o corpo do relatório de planejamento. classificando as oportunidades e ameaças. aplicar as folhas autocolantes com as características negativas internas que podem inibir ou restringir o desempenho da organização. Dessa forma. atentando para os fatores do micro/macro-ambiente.características positivas internas que uma organização pode explorar para atingir suas metas. elementos para orientar a equipe na formulação de recomendações. 199 . atentando para os fatores do micro/macro-ambiente. no que couber. identificam-se as ações a serem realizadas para tirar o máximo proveito das oportunidades e dos pontos fortes com o objetivo de minimizar o impacto das ameaças e neutralizar os pontos fracos. 9º passo – analisar a situação com os participantes. 7º passo – na caixa “Oportunidades”. nova reunião para validar a análise registrada. em seguida correlacionar os pontos fortes e fracos com as oportunidades e ameaças. Algumas espécies de providências que podem ser sugeridas são:   reavaliar as metas institucionais. e de nível hierárquico mais alto. 8º passo – na caixa “Ameaças”. aplicar as folhas autocolantes que registram as características do ambiente externo com potencial para ajudar a organização a atingir ou exceder as metas planejadas. a equipe deve agendar com os gestores responsáveis pelo objeto da auditoria. 6º passo – na caixa “Fraquezas”. A análise SWOT fornece. aplicar as folhas autocolantes que correspondem às características do ambiente externo que podem impedir o alcance das metas planejadas. identificar outras fontes de recursos para adquirir o conjunto de habilidades necessárias para o atingimento das metas. também.

  

identificar parceiros com a competência necessária para apoiar as atividades a serem desenvolvidas; reformular os processos de trabalho; aprimorar a qualidade dos serviços prestados aos beneficiários.

5. Metodologias e habilidades em auditoria governamental Matriz de Planejamento: Trata-se de uma esquematização das informações relevantes do planejamento de uma auditoria. O propósito da matriz de planejamento é auxiliar na elaboração conceitual do trabalho e na orientação da equipe na fase de execução. É uma ferramenta de auditoria que torna o planejamento mais sistemático e dirigido, facilitando a comunicação de decisões sobre metodologia entre a equipe e os superiores hierárquicos e auxiliando na condução dos trabalhos de campo. A matriz de planejamento é um instrumento flexível e o seu conteúdo pode ser atualizado ou modificado pela equipe, à medida que o trabalho de auditoria progride. Os seguintes elementos compõem a Matriz de Planejamento de Auditoria: • questões de auditoria; • informações requeridas; • fontes de informação; • estratégias metodológicas; • métodos de coleta de dados; • métodos de análise de dados; • limitações; • o que a análise vai permitir dizer.
Embora os itens da matriz de planejamento sejam apresentados seqüencialmente, a definição das questões de auditoria e a escolha das estratégias metodológicas apropriadas acontecem simultaneamente, confrontando-se cada questão com as possíveis estratégias metodológicas.

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QUESTÕES DE AUDITORIA A questão de auditoria é o elemento central na determinação do direcionamento dos trabalhos de auditoria, das metodologias e técnicas a serem adotadas e dos resultados que se pretende atingir. Ao formular as questões e, quando necessário, as subquestões de auditoria, a equipe está, ao mesmo tempo, estabelecendo com clareza o foco de sua investigação e os limites e dimensões que deverão ser observados durante a execução dos trabalhos.

Nesse sentido, a adequada formulação das questões de auditoria é fundamental para o sucesso da auditoria de desempenho operacional ou da avaliação de programa, uma vez que terá implicações nas decisões quanto aos tipos de dados que serão coletados, à forma de coleta que será empregada, às análises que serão efetuadas e às conclusões que serão obtidas. Na elaboração das questões de auditoria deve-se levar em conta os seguintes aspectos: • clareza e especificidade; • uso de termos que possam ser definidos e mensurados; • viabilidade investigativa (possibilidade de ser respondida); • articulação e coerência (o conjunto das questões elaboradas deve ser capaz de esclarecer o problema de auditoria previamente identificado). O tipo de questão a ser formulada terá uma relação direta com a natureza da resposta e o tipo de informação que constará do relatóriopodendo ser de três tipos: a) Questões descritivas:

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São questões do tipo “Quem? ” “Onde? ” “Quando?” “O quê?”. São formuladas de maneira a fornecer informações relevantes sobre o objeto da auditoria e, em grande parte, devem ser respondidas durante a fase de levantamento de auditoria. Exemplo de questão descritiva: “Como funciona o programa?”. b) Questões normativas: São aquelas que tratam de comparações entre o desempenho atual e aquele estabelecido em norma, padrão ou meta, tanto de caráter qualitativo quanto quantitativo. Abordam o que deveria ser e usualmente são perguntas do tipo: “O programa tem alcançado as metas previstas?”. A abordagem metodológica empregada nesses casos é a comparação com critérios previamente identificados e as técnicas de mensuração de desempenho. c) Questões avaliativas (ou de impacto, ou de causa- e- efeito): Geralmente as questões avaliativas referem-se à efetividade de um programa e vão além das questões descritivas e normativas – “As metas foram atingidas?” “Quantas pessoas foram atendidas pelo programa?” – para enfocar o que teria ocorrido caso o programa ou a atividade não tivesse sido executada. Em outras palavras, uma questão avaliativa quer saber que diferença, caso tenha havido alguma, fez a intervenção governamental para a solução do problema identificado. O escopo da pergunta abrange também os efeitos não esperados, positivos ou negativos, provocados pelo programa. Exemplo de questão de causa-eefeito ou de impacto: “Os efeitos observados podem ser atribuídos ao programa?” As questões avaliativas, como veremos, quase sempre requerem estratégias metodológicas bastante complexas, envolvendo modelos experimentais com grupos de controle, análises estatísticas sofisticadas de causa e efeito (regressão) e modelagem (simulação). Esse tipo de estudo pode trazer resultados reveladores, mas, em função do tipo de pesquisa envolvida, são caros e de demorada implementação. A formulação da questão de auditoria é um processo interativo, o qual depende, fundamentalmente, das informações obtidas na fase de levantamento e daquilo que se quer saber.

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Embora não exista um método fácil para se chegar às questões de auditoria, o NAO sugere uma abordagem estruturada para a formulação da questão de auditoria, baseada no método cartesiano de solução de problemas (NAO, 1997, p. 11-5): 1º passo - Descreva o “problema”; Com base nas informações propiciadas pelo levantamento de auditoria, assim como nos critérios definidos e nas condições observadas pela equipe, deve-se especificar o problema que será enfocado pela auditoria. Uma vez que na maior parte dos casos as solicitações de auditoria são formuladas de maneira genérica ou muito abrangente, o trabalho da equipe consistirá em definir o escopo e expressar, de forma clara e objetiva, o problema que norteará todo o esforço de concepção e execução da auditoria, usando para isso as informações obtidas na fase de levantamento. 2º passo - Explore as questões; O problema deve ser subdividido em partes que não se sobreponham. Cada parte, por sua vez, poderá ser subdivida em subquestões. 3º passo - Estabeleça hipóteses; A equipe deve fazer um brainstorm para identificar possíveis hipóteses de solução dos problemas identificados. A seguir, deve-se estabelecer uma hierarquia de hipóteses/questões e subquestões relacionadas a cada um deles, como na figura abaixo: Figura 2 – Hierarquia de questões e subquestões:

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4º passo - Teste suas hipóteses; Identifique as hipóteses/questões de difícil resposta e considere como as dificuldades podem ser contornadas. Confronte as questões com os recursos disponíveis para a realização da auditoria, definidos em termos de custo, prazos de execução e pessoal alocado. 5º passo - Elimine as questões não essenciais; Descarte questões desprovidas de potencial para melhorar o desempenho ou que não tenham solução viável. Portanto, os critérios para a escolha ou exclusão de determinada questão são a relevância das conclusões que poderão ser alcançadas e a factibilidade da estratégia metodológica requerida para respondê-la de forma satisfatória. Priorize as questões e decida quais devem ser estudadas. Lembre-se que as questões devem ser sucintas e sem ambigüidades. 6º passo - Avalie o impacto financeiro da questão; Sempre que possível deve-se demonstrar o impacto financeiro e o método a ser empregado para garantir economia de recursos. 7º passo - Elabore uma proposta de trabalho detalhada; Além das informações relativas à equipe, ao cronograma e aos custos das atividades a serem desenvolvidas, cada questão formulada deve dar origem a uma matriz de planejamento de auditoria. Uma vez definidas, as questões de auditoria formuladas pela equipe serão o ponto de partida de uma auditoria de desempenho operacional ou de uma avaliação de programa e orientarão todo o trabalho de investigação.
Quando as questões abordarem aspectos voltados para a economicidade, eficiência ou eficácia da iniciativa governamental, tratar-se-á de uma auditoria de desempenho operacional, quanto voltadas para o aspecto da efetividade, serão examinadas no contexto de uma avaliação de programa.

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Nesse sentido, as equipes poderão deparar-se com quatro situações: • questões ligadas à economicidade, à eficiência e à eficácia: realização de uma auditoria de desempenho operacional; • questões ligadas à efetividade: realização de uma avaliação de programa; • questões interdependentes ligadas tanto à efetividade, como à economicidade, à eficiência e a eficácia: realização de uma avaliação de programa; • questões ligadas tanto à efetividade, como à economicidade, à eficiência e à eficácia, mas autônomas: realização de uma avaliação de programa ou de uma auditoria de desempenho operacional, conforme a relevância das conclusões que podem ser extraídas de cada modalidade de auditoria. O próximo quadro ilustra a relação entre problema e questões de auditoria. Quadro 5: O Problema e as Questões de Auditoria do Projeto de Auditoria da 3ª SECEX sobre o Programa de Levantamento da Plataforma Continental Brasileira - LEPLAC

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É importante considerar que a estratégia metodológica está diretamente relacionada com a qualidade técnica das evidências que podem ser obtidas, o que, por sua vez, influirá na confiabilidade das conclusões do trabalho.

Qualquer que seja a estratégia metodológica a ser adotada, cada questão de auditoria deve ser analisada segundo os quatro elementos que consubstanciam as conclusões ou achados de auditoria: critério, condição, causa e efeito.

Nas questões ligadas à economicidade, à eficiência e à eficácia, em geral tratadas no âmbito de uma auditoria de desempenho operacional, os elementos citados acima podem ser assim definidos: a) Critério: O padrão ou indicador usado para determinar se o programa atinge, excede ou está aquém do desempenho esperado. O critério provê o contexto para se compreender os resultados da auditoria. A equipe, sempre que for possível, deve incluir no projeto de auditoria de desempenho operacional os critérios a serem adotados. Ademais, ao selecionar os critérios, a equipe deve cuidar para que sejam razoáveis, factíveis e adequados à matéria sob exame. Alguns exemplos de critérios: • objetivos ou metas fixados por lei, por regulamento ou pela administração; • normas ou padrões estabelecidos; • opiniões de especialistas; • desempenho anterior; • desempenho de instituições similares, nacionais ou estrangeiras. b) Condição: A situação existente, identificada e documentada durante os trabalhos.

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registros. Conseqüentemente. portanto. no âmbito de uma avaliação de programa. nas condições reais que podem ser identificadas e atribuídas ao programa. os elementos identificados anteriormente podem ser assim definidos: a) Critério: A natureza ou magnitude do impacto esperado com a implementação do programa. além do programa. b) Condição: A situação verificada após a implementação do programa e a situação que provavelmente seria verificada sem essa implementação.: as observações serão coletadas em determinado ponto ou período no tempo ou em várias ocasiões diferentes). é responsável pelos efeitos constatados.c) Causa: As razões do mau ou bom desempenho observado. a definição da estratégia metodológica deve levar em conta os seguintes aspectos: • comparações entre condição e critério. Nas questões ligadas à efetividade. tratadas. que nenhum outro fator. d) Efeito: As mudanças. A suposição fundamental é que o programa é responsável pelas mudanças observadas. instalações ou áreas geográficas selecionadas). d) Efeito: As reais conseqüências da diferença constatada pela auditoria entre condição e critério. a investigação deve ser planejada de forma a eliminar ou controlar fatores exógenos que podem estar influenciando os resultados observados (eliminação de interpretações alternativas). 207 . • período da observação (ex. • escopo do estudo (ex. no caso de uma auditoria de desempenho operacional. assim. mediante evidências plausíveis. da diferença entre a situação observada após a implementação do programa e a situação que provavelmente seria observada sem essa implementação. c) Causa: O programa que está sendo avaliado.: número de pessoas. positivas ou negativas. Ou seja. A estratégia metodológica escolhida buscará assegurar. Trata-se.

os efeitos qualitativos também devem ser mencionados. em função da complexidade do tema e de evidências supervenientes. No caso de. Uma vez caracterizado o achado de auditoria. sempre que possível. processos antieconômicos. Nas auditorias de desempenho operacional.5. ao eliminarem interpretações alternativas. esses procedimentos só são concluídos no final do trabalho de campo. quando então a equipe deve chegar a uma decisão final sobre os achados apurados. aquisições mal planejadas ou equipamentos improdutivos. Já os efeitos decorrentes de procedimentos ineficientes. Entretanto.1. Mensuração de desempenho Outro aspecto fundamental na análise de questões de impacto refere-se à busca de evidências plausíveis que. Por outro lado. deve ser mensurado. por exemplo. Mensuração: procedimento utilizado para associar um número a um determinado evento. deve-se proceder à verificação dos efeitos e à identificação das causas do desempenho observado. decisões inadequadas ou descompromisso com a qualidade do 208 . a análise pode estender-se até a fase do relatório. O efeito associado a um achado de auditoria. como ausência de controle. assegurem que os efeitos observados foram efetivamente provocados pelo programa (causa). As diferenças observadas constituem os achados de auditoria. os efeitos podem ser estimados em valores monetários. Em geral. recursos ociosos ou gerenciamento deficiente podem ser dimensionados em termos de descumprimento de prazos e de desperdício de recursos físicos. as evidências coletadas são comparadas com os critérios de auditoria. previamente selecionados e identificados pela equipe.

Essa estimativa reforçará a necessidade de mudança nos procedimentos administrativos ou operacionais. não é suficiente declarar que a gestão de determinado programa requer aperfeiçoamentos. Portanto. Entretanto. pode prevenir situações similares. A causa de um achado de auditoria é a base para as recomendações. especificando.bem ou serviço oferecido. a equipe deve identificar aquela que. mediante uma avaliação de programa. ainda. o valor agregado e os benefícios advindos da Auditoria de Natureza Operacional. estar ocorrendo no momento da auditoria ou vir a ocorrer no futuro. e não os meios para alcançá-los. Entre os aspectos a serem examinados.2. se modificada. Ao formular recomendações. Deve-se considerar. os impactos financeiros podem ser estimados com razoável segurança. Conquanto os aperfeiçoamentos requeridos. convém indicar os aspectos que devem ser examinados pelo gestor na busca de soluções. 5. em muitos casos. Avaliação de programas O objetivo da avaliação de programa é examinar a efetividade dos programas e projetos governamentais. destacam-se: 209 . a possibilidade de a causa identificada estar fora do controle do auditado. dessa maneira. As dificuldades de quantificar os benefícios potenciais variam segundo o tipo de benefício. Caso haja múltiplas causas para um mesmo achado. a equipe deve estimar a economia líquida de recursos decorrente da sua implementação. constituam o foco das recomendações. devendo-se indicar alternativas a serem consideradas. fazendo com que o foco das recomendações transcenda o objeto da auditoria. As recomendações que visem à melhoria do desempenho administrativo ou operacional são o aspecto mais importante das auditorias de natureza operacional. O efeito deve demonstrar a necessidade de ação corretiva e pode ter ocorrido no passado.

210 . mas apenas aquela que. • o cumprimento de dispositivos legais aplicáveis à sua natureza. melhor se adapta à questão que se pretende investigar. A ênfase em um ou outro desses aspectos dependerá das questões específicas que se pretende abordar.• a sua concepção lógica. dadas as circunstâncias. uma avaliação de programa pode não tratar. No entanto. A equipe de auditoria deve estar atenta às interpretações alternativas que a estratégia metodológica empregada deixa em aberto e deve buscar. Conclusão Quanto à estratégia metodológica. é indispensável apontar as limitações que lhe são inerentes. por meio da análise. necessariamente. consideradas ou não pela administração. aos seus objetivos e à população-alvo. seja em relação às possibilidades de generalização dos resultados do estudo. Assim. • a adequação e a relevância de seus objetivos. • a consistência entre as ações desenvolvidas e os objetivos estabelecidos. desde que o rigor metodológico esteja sempre presente. • as conseqüências globais para a sociedade. declarados ou não. • a relação de causalidade entre efeitos observados e política proposta. • os efeitos não incluídos explicitamente nos seus objetivos. refutar tais interpretações. seja do ponto de vista do poder explicativo. • a qualidade dos efeitos alcançados. de todos os aspectos acima mencionados. • os fatores inibidores do seu desempenho. ao se optar por uma estratégia metodológica. deve-se considerar que não há uma estratégia ótima ou ideal. • a existência de outras alternativas de ação. e a consistência entre esses e as necessidades previamente identificadas. e os respectivos custos envolvidos (análise de custoefetividade).

cujo resultado será uma equação do tipo y= a + bx. podem comprometer o resultado final dos trabalhos. como em relação à sua qualidade e confiabilidade.x Onde a= coeficiente linear . envolvendo a disponibilidade de recursos humanos e/ou materiais. de que forma um item impacta o comportamento de outro. de alguma forma. É de bom alvitre recordar que essa equação lembra uma reta (por aproximação). por meio da exposição do Método dos Mínimos Quadrados. tanto em relação à dificuldade de acesso aos dados. No mundo real. ou seja. o volume de vendas).3. analítica. 5. O processo utilizado para obtenção dos parâmetros é conhecido como ajustamento. A dificuldade do modelo consiste na obtenção do exato impacto que cada variável independentemente terá na variável dependente (em nosso caso. é importante mencionar que tipo de problema espera-se encontrar. os quais. A partir daí. utilizando-se os preços praticados em períodos anteriores. regressão linear simples e múltipla (Para Revisão Analítica e Amostragem vide aulas anteriores) A técnica da regressão permite estimar o comportamento de uma variável em função de outra (s). PINHEIRO.parte do valor de "Y" que não depende de "X". será construída uma equação (reta ou curva de regressão) que contribuirá para a estimativa futura das vendas. Métodos estatísticos e analíticos: Revisão amostragem. Felizmente.Quanto às informações que se pretende utilizar na análise. A titulo de exemplo. procurar-se-á analisar qual foi o impacto resultante das vendas. devem ser citadas as limitações de ordem operacional. vez que nem todos os pontos passam por ela. 211 . nem sempre é possível estimar-se com previsão. Ademais. nos explica o caminho para obter a reta que melhor reflita o comportamento das variáveis X e Y: *A equação da reta procurada é do tipo: y = a + b. por meio de aproximações é possível chegar-se a valores razoáveis.

Determinação do Valor do Parâmetro “b” b = SXY Sxx SXY = ∑XY .(∑x)(∑Y) =3850. em 2000.(128)2 =21. temos: I . qual será o volume de leite? ANOS 1995 1996 1997 1998 1999 SOMA Solução: CHUVA -X 30 32 28 30 30 150 LEITE -Y 28 27 22 26 25 128 X² 784 729 484 676 625 3298 XY 840 864 616 780 750 3850 Fazendo “X = chuvas” e “Y = leite”.(128XI50) = 10 n 5 ____________________________________ Sxx = ∑x2 – (∑x)(∑x) =3298. que relaciona o volume de chuva ao volume de produção de leite.unidade de "X" b= coeficiente angular – acréscimo no valor de "Y" por Exemplo: Com a tabela abaixo. um índice de chuvas de 24 mm.2 n n 212 . b) Fazendo. calcule: a) Ajustar os dados através de um modelo linear.

97 + 0.25 milhões de litros produzidos para um índice de chuvas de 24 mm.4.24 = 29.2 = 0.97 + 0. Entrevistas 213 .Determinação do Valor do Parâmetro "a" a = Y – b . 5.47.25 De Acordo com o modelo.X = ∑ Y / n – b.47. Métodos qualitativos 5.b = 10 / 21. etc.Equação da Reta Ajustada Y = 17.97 III . podemos esperar 29..4.∑x/n a = 150 / 5 – 0. X b) Fazendo X = 24 mm Y = 17.47 – 128/5 = 17. Por exemplo. a arrecadação da dívida ativa em função de descontos concedidos. Importante destacar que esse modelo pode ser utilizado para quaisquer variáveis onde se acredita haver uma relação linear.1. a arrecadação de tributos em função da percepção da população sobre a qualidade na aplicação dos recursos pelo Poder Público.47 II . o comportamento da receita de vendas em função da propaganda.

• o entrevistado apresenta baixo nível educacional. Algumas pessoas não se mostram dispostas a respondê-los e os devolvem ao pesquisador. Entrevista Não-Estruturada: tipo de entrevista menos formal que a entrevista estruturada. são um meio altamente eficaz de coletar dados. se o assunto abordado for sigiloso. Questionários Os questionários dependem dos auto-relatos dos indivíduos como base para a obtenção de informações.As entrevistas podem ser classificadas ao longo de um continuum de estrutura. Desta forma. geralmente elaborada utilizando-se perguntas abertas. • a ordem das perguntas deve ser controlada. Os questionários são um método de pesquisa muito popular.4. Além disso. Representam um meio de manter o anonimato dos respondentes. O uso desse tipo de entrevista deve ser considerado caso se verifique ao menos uma das circunstâncias relacionadas a seguir (GAO. 5.38): • o entrevistado deve ser identificado. 1994a. as entrevistas podem ser classificadas como estruturadas ou não-estruturadas. As entrevistas estruturadas permitem maior controle sobre a qualidade dos dados coletados quando comparadas aos questionários enviados pelo correio. • a reação do entrevistado deve ser observada. Roth e BeVier (1998) relatam que um índice de 50% de devoluções é 214 .2. • as perguntas abordam questões delicadas ou complexas que precisam ser esclarecidas. 3. p. Questionário é um método de pesquisa em que os sujeitos respondem a questões previamente estabelecidas pelo pesquisador. permitindo ao entrevistador explorar um assunto mais amplamente. mas apresentam algumas limitações práticas.

38): • baixo custo. • não há necessidade de deslocamento de pessoal. no estudo de Murphy ET AL. Um índice de resposta tão baixo levanta a questão de quão representativas ou imparciais as respostas são para o grupo como um todo. Apesar das limitações. Suas descobertas lançam dúvidas quanto à possibilidade de generalização das respostas a algumas pesquisas para a população maior em questão. p. Pergunta aberta x pergunta fechada: Pergunta Aberta: não há alternativa de resposta predeterminada. • não há necessidade de entrevistadores e de treinamento. (1991). Por outro lado. Rogellberg. 3. Os pesquisadores puderam determinar as atitudes de ambos os grupos por meio de entrevistas. Sederburg e Cristol (2000) observaram que os não-respondentes de uma pesquisa demonstraram mais atitudes negativas a respeito de vários aspectos de seu trabalho do que os respondentes de pesquisa. Os pesquisadores costumam pagar a postagem de respostas. no entanto. O autor defendeu o uso da internet como um meio eficiente de coletar dados de pesquisa. o índice de respostas aos questionários enviados pelo correio às residências dos estudantes não-tradicionais foi de 31%. Os questionários são usados largamente para tratar de uma grande variedade de questões relacionadas à pesquisa. De fato. Stanton (1998) descobriu que uma pesquisa usando a internet continha menos respostas incompletas ou faltantes do que a mesma pesquisa administrada via correio. o índice de respostas aos questionários enviados pelo correio costuma ser menor que 50%. Pergunta Fechada: as alternativas de resposta são predeterminadas. Luong. As tarifas postais também são uma preocupação nas pesquisas via correio. 1994a. 215 . Os questionários enviados pelo correio apresentam as seguintes vantagens (GAO. Por exemplo. • pode-se obter informação de uma amostra numerosa e dispersa.considerado adequado na aplicação direta.

muitas vezes feita através de gráficos que ilustram de forma descomplicada a transição de informações entre os elementos que o compõem.4. Quais as entradas e saídas. Podemos entendê-lo. processamento e saída. É uma das Sete Ferramentas da Qualidade. tanto administrativo quanto operacional. facilitando a análise. Onde são realizadas. Muito utilizada em fábricas e indústrias para a organização de produtos e processos. Qual o fluxo das informações. Quem as executa. 216 . na prática. O diagrama denominado fluxograma permite uma visão completa do fluxo. podemos demonstrar os seguintes aspectos de um fluxo:          Quais operações são realizadas. e pode ser entendido como uma representação esquemática de um processo. Qual o tempo de execução.3. É um tipo de diagrama.5. Por intermédio do fluxograma. como a documentação dos passos necessários para a execução de um processo qualquer. Fluxogramação Todo e qualquer processo. Qual o volume de trabalho. Quais os custos parciais e totais. de maneira clara e precisa. Quais os recursos empregados no processo. tem um fluxo de operações de entrada.

Podemos. 217 . Permite visão ampla de todo o processo que está sendo estudado.    Tipos de Fluxogramas Fluxograma vertical: É o mais utilizado no estudo de processos produtivos. Permite fácil atualização. das falhas de funcionamento. do tipo linha de produção. Descreve o funcionamento de todos os componentes do processo. utilizá-lo em processos administrativos. no qual se pode dividir um grande processo em vários outros. visando à melhoria do processo. também. mais simples. Não permite a dupla interpretação. Possibilita a verificação de maneira clara e precisa. com poucas áreas envolvidas e com número restrito de operações que se encaixam nos símbolos. da duplicidade de procedimentos e de outros problemas oriundos do processo em estudo. estabelecidos pelo fluxograma. graças à padronização dos símbolos utilizados.Vantagens:     Descreve qualquer tipo de processo. Possibilita a análise e a proposição de modificações. mesmo os mais complexos. dos gargalos. desde que feitas as devidas adequações. previamente. Pode ser impresso como formulário padronizado e é constituído de símbolos e convenções pré-impressos em colunas verticais.

Exemplo de fluxograma vertical Fluxograma horizontal Esse tipo de fluxograma procura descrever um processo de maneira horizontal. Existe o fluxograma descritivo e o de colunas. 218 . da esquerda para direita. ou seja. utilizando símbolos e convenções previamente definidos. Tanto a elaboração quanto a leitura são feitas como se estivesse escrevendo ou lendo.

o que permite uma visão completa. É o mais usado na etapa de análise. por meio de símbolos padronizados. 219 . ou seja. dos documentos e das informações que circulam em um processo. clara e precisa de tudo o que acontece em determinada área. só que no lugar de somente palavras são utilizados símbolos e palavras que permitem a descrição do fluxo do processo de maneira mais clara e precisa. a equipe de analistas tem uma visão melhor da inter-relação e da interdependência de todas as atividades executadas pelas áreas envolvidas no processo em estudo.Fluxograma horizontal descritivo Descreve o fluxo das atividades. e dela em relação às demais. Exemplo de um fluxograma horizontal Fluxograma horizontal de colunas Esse tipo difere do descritivo no que se refere à maneira de representar graficamente as áreas envolvidas no processo. porque permite:  Identificar quais os gargalos. As áreas são apresentadas em colunas. A elaboração é feita como se estivesse escrevendo.

 Apropriar os recursos (humanos e materiais). O tamanho ideal mínimo é aquele que permite uma leitura corrente sem forçar demasiadamente a visão. permitindo uma análise setorial e global do processo. como se estivesse escrevendo. b) O tamanho do desenho do fluxo varia de acordo com a complexidade do processo em estudo. e  Facilitar a apropriação por área. o tempo de execução. Identificar onde e como acontecem. ou o desenho de um fluxograma horizontal deve seguir algumas regras básicas: a) Os símbolos devem ter tamanhos e formas bem uniformes e guardar a devida proporção entre si.  Identificar onde se originam os diversos documentos que tramitam no processo e qual o tratamento que é dado em cada área do fluxo. como e quando são utilizadas em cada área e em todo o processo. o volume de trabalho e os custos.  Identificar quais as informações que tramitam no processo. Desenhando um fluxograma A elaboração. tanto lateral quanto verticalmente.  Identificar a execução de atividades e tarefas desnecessárias. 220 . O tamanho ideal máximo é aquele que permite a visualização do processo sem grandes movimentos. tanto em relação a cada área quanto a todo o processo. c) O desenho deve ser feito da esquerda para a direita e de cima para baixo.  Identificar atividades e tarefas que estão sendo desenvolvidas em áreas não afins.  Identificar duplicidade de atividades e tarefas em cada área.

versão e identificação da equipe de trabalho. permite ajustar o tamanho do fluxo às necessidades do analista e facilita a apresentação tanto em papel quanto em vídeo. softwares: VISIO Simbologia utilizada nos fluxogramas horizontais (ABNT) A grande maioria dos símbolos utilizados no desenho de fluxograma segue um padrão conhecido mundialmente pelos analistas de processos. alterações e correções de parte do fluxograma sem prejuízo do todo. possibilita ajustes. É o padrão mais utilizado. Símbolos do fluxograma horizontal descritivo Terminal É utilizado para representar o início ou o fim do processo. ou para referir-se a outro processo que não seja objeto de estudo.d) O desenho deve reservar espaços para a identificação do fluxograma. suas áreas de “fronteira”. também. denominação do processo. 221 . FlowChart e Process Chart. ou seja: nome da organização. Power Point. data. possibilitando um ganho de produtividade muito grande. e) Devem ser reservados. espaços para notas explicativas que se fizerem necessárias e para as legendas do fluxograma (explicação do significado de cada símbolo utilizado). Esse padrão é determinado. por permitir maior rapidez na elaboração dos desenhos. podemos citar os seguintes Standard. Além disso. pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Hoje em dia existem vários softwares que permitem o desenho de fluxograma. Como referencial. em nível nacional.

A representação demonstra que a nota fiscal deve ser emitida em duas vias. transformar. Documento Representa qualquer documento criado ou transformado no fluxo do processo.Operação (tarefas/atividades) Representa qualquer ação para criar. Dentro do símbolo. Executor Representa área (ou pessoa/cargo) que realiza a ação. descreve-se o objeto da ação. conferir ou analisar uma operação (ou processamento). Informação verbal Representa os contatos verbais mantidos entre os participantes do processo. 222 . Arquivo Representa o arquivamento da documentação inerente ao processo.

Decisão Indica um ponto no processo que apresenta ações condicionantes (se). Material Representa o material que circula no processo Sentido da circularização São setas que servem para interligar os diversos símbolos. se acontecer determinado evento (sim ou não). indicando o fluxo do processo. onde há caminhos alternativos. Indica que a continuação do processo ocorre em outra página. 223 . Indica que a continuação do processo ocorre dentro da mesma página. Conector Indica onde continua a seqüência do fluxo.

os executores são representados dentro de colunas que são demarcadas antecipadamente. c) O símbolo conector no fluxograma de colunas deve ser o que está no quadro a seguir (figura 4). A grande mudança desse tipo de fluxograma em relação ao descritivo é a representação da área executora da atividade (ou ação).Símbolos do fluxograma horizontal de colunas Os símbolos utilizados no fluxograma horizontal de colunas são quase sempre os mesmos utilizados no descritivo. que deve ser descrita em espaço próprio. tanto para conexão na mesma página como em outra página. b) Outra variação do símbolo de processamento/operação é o mesmo utilizado no fluxograma horizontal descritivo. No Fluxograma horizontal de colunas. dentro do fluxograma. 224 . havendo apenas algumas variações: a) O símbolo de processamento/operação pode ser o círculo pequeno com numeração seqüencial.

Luiz Carlos M. Arquivo provisório Arquivo definitivo 225 . Extraído do livro Organização. Sistemas e Métodos. Principais símbolos utilizados no fluxograma horizontal de colunas. D´Ascenção.Arquivo definitivo A figura 4 reflete essa mudança. Figura 4.

Sistemas e Métodos. Por exemplo. os termos-chave empregados na questão de auditoria devem ser definidos e suas dimensões ou variáveis identificadas. Para se determinar o tipo de informação que se pretende obter na coleta de dados. Técnicas de coleta de dados e pesquisas Após formuladas as questões de auditoria e os seus desdobramentos (as subquestões).5. Pode-se 226 . Luiz Carlos M. Extraído do livro Organização. ao formular uma questão envolvendo o impacto de uma iniciativa governamental voltada para a melhoria do nível de ensino. D´Ascenção.Fluxo Atual do Processo de Aquisição de Material Figura 5. 5. Fluxograma de colunas. deve-se definir o que se entende por “melhoria do nível de ensino”. identificando-se as dimensões envolvidas nesse conceito. será necessário identificar as informações requeridas para respondê-las e suas respectivas fontes.

os mais empregados em trabalhos de auditoria). devem ser corroboradas. mapas. deve-se tentar obter do mesmo a confirmação formal das suas declarações em um resumo ou minuta da entrevista. eventos ou condições materiais existentes. bem como com especialistas. Caso a equipe considere necessário. o número de aprovações por série ou a redução da evasão escolar. sempre que constituírem elementos críticos para o alcance dos objetivos da auditoria. podendo ser representados por fotografias. Por esse motivo. as observações diretas devem ser feitas por. não são provas conclusivas. A tarefa de traduzir conceitos abstratos em variáveis mensuráveis. As informações coletadas e usadas para dar suporte aos achados de auditoria de desempenho operacional ou de avaliação de programa são consideradas evidências e podem assumir as seguintes formas (ANAO. Da mesma forma. no mínimo. gráficos ou outras representações pictográficas. devendo ser sustentadas por evidências documentais. geralmente envolvendo cálculos. de forma a fortalecer as conclusões finais. gestores ou membros da equipe técnica encarregada. comparações ou sínteses. de preferência acompanhados de representantes do auditado. 110-3): • física: dados coletados a partir da observação direta. obtidas a partir da observação de pessoas. é indispensável para que se possa medir o alcance dos objetivos perseguidos pela administração. As evidências físicas. É recomendável o uso de mais de um tipo de evidência. deve-se preparar uma descrição detalhada das condições observadas e solicitar a anuência formal do representante do auditado. • oral: declarações geralmente obtidas em entrevistas ou pesquisas com usuários ou beneficiários da iniciativa governamental. entre outras variáveis. • analítica: informações geradas a partir de outras evidências. Nos casos em que as declarações do entrevistado forem críticas para a auditoria e não for possível obter documentação comprobatória.considerar. 1992. dois membros da equipe de auditoria. definindo indicadores apropriados. • documental: dados registrados em papel ou meio magnético (em geral. normalmente obtidas em entrevistas. p. as evidências orais. 227 .

a existência de um manual de procedimentos. como. contaminando outros elementos do depoimento e. por exemplo (GAO. por exemplo. por si só. As fontes secundárias são aquelas coletadas e sistematizadas por outros. a resposta do entrevistado a uma pergunta específica pode revelar ambigüidade. por sua vez. deve ser analisada em relação ao objetivo da auditoria. FONTES DE INFORMAÇÃO As fontes de informação podem ser primárias ou secundárias.dependerá do regular funcionamento desse sistema. Algumas vezes. p. do conhecimento. os depoimentos e outros registros considerados críticos para a auditoria devem ser corroborados por evidências documentais. dessa forma. 3.2): • registros administrativos. entrevistas realizadas diretamente com os beneficiários de um programa ou registros e anotações originários de uma visita da equipe às instalações de um projeto. Em resumo. Cabe acrescentar que a confiabilidade das evidências documentais fornecidas pelo sistema de controle do órgão auditado . da sua credibilidade.A confiabilidade e a relevância da evidência oral são funções da posição. ou seja. 228 . A relevância da prova documental. • estudos e pesquisas existentes. sempre que possível. Por exemplo. em papel ou em meio magnético. 1994a. Nesse sentido.por exemplo. da especialização e da idoneidade do entrevistado. os demonstrativos contábeis . não garante que ele esteja sendo empregado pelo auditado. comprometendo a confiabilidade de todo o seu testemunho. As fontes primárias são aquelas nas quais a equipe tem controle sobre a forma de coleta dos dados.

3): • a forma de coleta pode não ter sido adequada. é utilizada em conjunto com estudos de caso como suporte para as análises de caráter qualitativo. • documentos oficiais. normas ou procedimentos. Em geral. 19 229 . Os principais problemas ligados à utilização de dados secundários são os seguintes (GAO. • estabelecer relações causais em situações particulares. • os controles internos podem não ser confiáveis. etc. ofícios. como memorandos. Freqüentemente. 1994a. Qualquer deficiência do método amostral utilizado deve ser levado em conta na interpretação dos resultados da pesquisa e ser devidamente relatado. Ademais.• legislação. a pesquisa pode ser utilizada na realização de estudos exploratórios na fase de levantamento de auditoria. • conhecer opiniões e pontos-de-vista dos beneficiários ou dos executores do programa. a pesquisa visa generalizar para toda a população informações obtidas a partir de uma amostra19 Para garantir essa generalização. típicas dessa última estratégia. • os dados podem ter sofrido manipulação. Como método estruturado de coleta de dados. Pesquisa: A pesquisa é uma estratégia metodológica que permite obter informações de caráter quantitativo e qualitativo relacionadas tanto aos aspectos operacionais e gerenciais. como aos resultados esperados. pesquisa que tem como objeto todos os membros de uma população é denominada censo. • os dados podem não representar as variáveis selecionadas para análise. a amostra deve refletir as características da população-alvo. 3. p. a sua utilização permite: • obter informações descritivas de uma população ampla.

• tratamento de dados disponíveis (registros). As vantagens dessa estratégia podem ser assim resumidas: • obtenção de dados uniformes de uma grande • quantidade de elementos pesquisados. erros de mensuração resultantes de instrumentos inadequados ou de entrevistas mal conduzidas ou erros resultantes da ausência. de uma • categoria importante de respondentes (esses erros podem introduzir vieses nos resultados da pesquisa). na amostra selecionada. • erros não-amostrais: baixa taxa de resposta. Essas entrevistas podem ser aplicadas face-a-face ou por telefone. • comparação com programas similares desenvolvidos por outros órgãos ou entidades. 1994a.Nesse sentido. como técnicas de amostragem. Na realização de uma pesquisa. são utilizadas entrevistas estruturadas com perguntas fechadas e respostas previamente elaboradas ou questionários enviados pelo correio. dessa forma. As desvantagens normalmente apontadas são a longa duração das pesquisas e a necessidade de conhecimentos em áreas específicas. 3. O 230 . Por isso. entre outras. de elaboração de formulário de coleta de dados e tratamento estatístico de dados. controlar o presente tipo de erro). • exame de programas que envolvam muitos órgãos e entidades. há uma grande chance de que não reflita as características da população da qual foi extraída (métodos estatísticos podem ser utilizados para estimar o tamanho da amostra e. • generalização para a população de achados ou • conclusões obtidas a partir de uma amostra. a coleta uniforme de dados é fundamental para viabilizar o tratamento estatístico das informações coletadas. são consideradas fontes potenciais de erros (GAO. p.33): • erro amostral: se uma amostra é muito pequena.

1994a. 3. • possibilita a generalização das conclusões. primeiramente. atitudes e opiniões. No segundo caso é possível conhecer a dinâmica temporal do programa avaliado e aferir mudanças em fatos. a conveniência de que sejam utilizados instrumentos que obedeçam ou não a um padrão pré-elaborado (estruturado). Em relação ao momento de realização da pesquisa. • requer conhecimento especializado. • é difícil garantir o rigor das informações prestadas. 1994a. • painel: o levantamento de informações é feito em dois ou mais pontos. • permite análise estatística. 231 . Entre as vantagens de um instrumento estruturado de coleta de dados.37): • são demorados o desenvolvimento e o pré-teste. pode-se ter: • corte temporal: o levantamento de informações é feito em um único ponto no tempo. Os métodos mais utilizados são: entrevista. deve-se considerar. Ao se optar por um método de coleta de dados. destacam-se as seguintes (GAO. p. deve-se especificar na Matriz de Planejamento de Auditoria o método de coleta de dados que será adotado. questionário enviado pelo correio. no caso de amostras aleatórias. p. Uma vez definida a estratégia metodológica a ser empregada.exame de registros administrativos e a observação direta são meios alternativos de coleta de dados. 3. • possibilita a comparação das respostas. Também é possível verificar se dois fatores aparentemente relacionados mantém relações de causa-e-efeito.36): • atinge um maior número de pessoas. observação direta e utilização de dados secundários. As desvantagens normalmente apontadas são (GAO.

• permite que o observador forme impressões que extrapolem o que é possível registrar. mesmo nas mais detalhadas anotações de campo.1987. e que podem auxiliar na compreensão do programa e dos seus participantes. validade e confiabilidade às informações coletadas. por ser um tema delicado ou embaraçoso. principalmente em estudos antropológicos. por exemplo. rotineiramente envolvidos com o programa.Já falamos sobre entrevista e questionário. quase sempre. As vantagens desse método podem ser assim resumidas (PATTON. bem como capacidade de concentração e percepção seletiva. • permite que o observador use a abordagem indutiva (ao testemunhar os fatos.72-4): • permite ao observador compreender o contexto no qual se desenvolvem as atividades do programa. da obtenção de dados novos pela equipe de 232 . A observação direta é muito empregada em avaliações de programa do tipo qualitativo. • permite que um observador treinado perceba aspectos que escapam aos participantes. por sua vez. é um método bastante empregado em investigação científica. como estudos de caso. • pode captar aspectos do programa sobre os quais os participantes não desejam falar numa entrevista. fornecem uma visão • mais completa do programa estudado. Falaremos agora sobre a observação direta e utilização de dados secundários. como em avaliação de programa. Fonte valiosa de informações tanto em auditoria de desempenho operacional. que. ao serem confrontadas com as percepções dos entrevistados. técnicas de anotação de campo. O observador treinado deve ser capaz de conferir exatidão. A observação direta. • traz para a análise as percepções do próprio observador. Por fim. as estratégias metodológicas analisadas anteriormente trataram. esse método requer treinamento e preparação específica em.p. as impressões e opiniões do observador dependerão menos de percepções prévias sobre o programa).

p. Uma vez que a coleta de dados é um procedimento caro e demorado. 103): Que tipo de dado está disponível? Ele se adapta à questão que se pretende investigar? Os dados estão completos e o período de abrangência é suficiente para a análise? De que forma o dado está armazenado? Quais as limitações relativas à forma dos dados e quais as dificuldades existentes para a sua obtenção? Que atividades de coleta são realizadas regularmente? Foi realizada coleta de dados com objetivo específico? Há outras fontes relevantes de dados para o tema a ser investigado? É fundamental levar em conta que qualquer problema relativo à utilização de dados já existentes e às suas possíveis limitações deve constar como ressalva às conclusões finais do relatório de auditoria. 1992. 233 . sejam pesquisas realizadas anteriormente. 5.auditoria. As fontes de dados disponíveis. Desta forma. destacam-se as seguintes (ANAO. Habilidades analíticas significantes e insignificantes) (distinção entre informações Habilidade analítica é aprender a identificar e diagnosticar problemas administrativos decompondo-os em diferentes partes. A utilização de dados já existentes requer cuidados especiais por parte da equipe de auditoria. deve-se considerar a possibilidade de que sejam utilizados dados já existentes. além de se poder ver a potencialidade de técnicas e instrumentos administrativos na solução de problemas. sejam sistemas gerenciais existentes. aprende-se a estabelecer relações entre fatores organizacionais e a identificar os mais importantes. para rearrumá-los na busca de novas soluções. devem ter sido identificados no levantamento de auditoria. Dependendo da questão a ser investigada. essas fontes podem prover material relevante e suficiente para o desenvolvimento dos trabalhos. Entre as questões a serem levantadas.6.

ficando cada um deles responsável por um tema. irrisória. uma Comissão integrada por representantes de dez Entidades Fiscalizadoras Superiores (EFSs). o auditor deve ter a capacidade. em maio de 1984.2. no que couber. a saber: Grupo 1: Postulados Básicos da Auditoria Pública Coordenador: Estados Unidos da América 234 . através da portaria nº 005. o Tribunal de Contas do Estado da Bahia apresenta a publicação das mencionadas normas de modo a colocá-las à disposição de outros organismos de auditoria pública do Brasil e de outros países de língua portuguesa. às Normas de Auditoria da Organização Internacional de Entidades Fiscalizadoras Superiores . o Tribunal de Contas da União recomendou a observância. e no ano em que comemora seu 80º Aniversário. INTOSAI 6. Uma informação insignificante é irrelevante. competência de identificar e distinguir as informações significantes das insignificantes para substanciar seu trabalho apenas com informações significantes. Uma informação significante é apreciável. É um conceito parecido com o de relevância.Neste sentido. relevante.INTRODUÇÃO A Organização Internacional de Entidades Fiscalizadoras Superiores INTOSAI . considerável. Com o objetivo de contribuir com o desenvolvimento da auditoria pública brasileira. Conselheiro Adhemar Martins Bento Gomes. 6.constituiu. cujo trabalho foi dividido entre quatro grupos. APRESENTAÇÃO Em 02 de abril de 1992.INTOSAI. à qual encarregou de elaborar as Normas de Auditoria da Organização. Presidente do Tribunal de Contas do Estado da Bahia Novembro de 1995 6.1.

resultando na versão final do projeto das Normas. embora não sendo de cumprimento obrigatório.A estrutura geral das normas de auditoria da Organização Internacional de Entidades Fiscalizadoras Superiores . estas Normas expressaram a opinião consensual dos auditores das EFSs que contribuíram para a sua elaboração. aprovado no XIII INCOSAI Congresso Internacional de Entidades Fiscalizadoras Superiores celebrado em Berlim.Grupo 2: Normas Gerais da Auditoria Pública Coordenador: Austrália Grupo 3: Normas de Procedimentos na Execução da Auditoria Pública Coordenador: Suécia Grupo 4: Normas para a Elaboração dos Relatórios de Auditoria Pública Coordenador: Grã-Bretanha Cada um dos grupos preparou sua respectiva minuta de documento e. 6. ao apresentar esta versão revisada. quando foram unificadas e sintetizadas as quatro minutas num só documento final. em 1989. Assim.INTOSAI baseou- 235 . Finalmente. A minuta final das Normas de Auditoria da INTOSAI foi então distribuída a todos os países membros da Organização para que cada EFS manifestasse sua opinião por meio de observações e sugestões. Os trabalhos tiveram continuidade com a análise e o aproveitamento das contribuições apresentadas pelas diversas EFSs. em 1987. cabe mencionar que. o Presidente da Comissão de Normas de Auditoria da INTOSAI ressaltou o fato de que. em outubro de 1992.POSTULADO BÁSICO DE AUDITORIA 01. o qual recomendou também que o projeto em questão fosse revisado para atender às características particulares dos países cujas EFSs são organizadas como Tribunais de Contas. foi realizada uma Reunião multilateral em Londres.3. realizado na cidade de Washington. EUA. Cada EFS deve julgar até que ponto elas são aplicáveis dentro da esfera de sua competência. as presentes Normas de Auditoria da INTOSAI constituem a última versão revisada que foi apresentada no XIV INCOSAI.

05. especialmente nos casos em que normas específicas não são aplicáveis.nem a outros tipos de trabalhos por elas executados.se nas Declarações de Lima e de Tóquio. 02. premissas consistentes. 03. 236 . As normas de auditoria da INTOSAI compreendem quatro partes: (a) Postulados Básicos (b) Normas Gerais (c) Normas de Procedimento na Execução da Auditoria (d) Normas para a Elaboração de Relatórios A INTOSAI elaborou tais normas visando proporcionar uma estrutura para o estabelecimento de procedimentos e práticas a serem seguidos na realização das auditorias.EFS. princípios e requisitos lógicos que contribuem para a formulação de tipos de auditoria e auxiliam os auditores a elaborar sua opinião e a elaborar seus relatórios. Os postulados básicos das normas de auditoria constituem pressupostos fundamentais. Constitui prerrogativa do Conselho Diretor da INTOSAI interpretar e explicar estas normas. Os postulados básicos são: (a) As EFSs devem procurar observar as normas de auditoria da INTOSAI em todos as questões consideradas relevantes. Elas devem ser consideradas em função das características institucionais. As EFSs devem estabelecer as normas aplicáveis a estes tipos de trabalhos. Certas normas não se aplicam a algumas atividades típicas de auditoria das EFSs inclusive daquelas organizadas como Tribunais de Contas . cabendo ao Congresso da INTOSAI emendá-las. a fim de garantir efetivamente sua alta qualidade. 04. legais e circunstanciais de cada Entidade Fiscalizadora Superior . nas declarações e relatórios aprovados pela INTOSAI em vários Congressos e no relatório do Grupo de Especialistas em Contabilidade e Auditoria Públicas dos países em desenvolvimento junto às Nações Unidas. inclusive auditorias de sistemas computadorizados.

tanto no que diz respeito à manutenção dos dados pertinentes. de sistemas adequados de informação. 237 . quanto no que se refere ao acesso a todos estes dados. necessários à avaliação global das atividades auditadas. como de que este processo seja adequado e funcione eficazmente.(b) A EFS deve usar sua própria capacidade de julgamento nas diversas situações que se apresentem no exercício de sua função fiscalizadora. tanto de que as pessoas ou entidades gestoras de recursos públicos cumpram sua obrigação de prestar contas. (g) A existência de um sistema de controle interno adequado reduz ao mínimo o risco de erros e irregularidades. controle. (e) De acordo com as necessidades do governo. avaliação e elaboração de relatórios torna mais fácil o cumprimento da obrigação de prestar contas. devem ser (j) As EFSs devem aperfeiçoar as técnicas usadas para auditar a validade dos procedimentos de mensuração do desempenho. tanto na forma como no conteúdo. nos órgãos públicos. Os administradores têm a responsabilidade de zelar para que os relatórios financeiros e outras informações sejam corretas e suficientes. (h) O estabelecimento de disposições legais facilita a cooperação das entidades auditadas. (i) Todas as atividades de fiscalização da EFS desempenhadas no exercício de sua competência legal. (d) A implantação. (f) A aplicação efetiva de normas contábeis aceitáveis deve resultar na apresentação fidedigna da situação financeira e dos resultados das operações. Já as entidades auditadas devem adotar objetivos e metas de desempenho específicos e mensuráveis. as autoridades competentes devem promulgar normas de contabilidade aceitáveis atinentes à elaboração e divulgação dos relatórios financeiros. (c) O maior grau de conscientização da sociedade torna mais evidente a necessidade. (k) As EFSs devem evitar conflitos de interesses entre o auditor e a entidade auditada.

São exemplos destas atividades: (a) compilação de dados sem a realização de análises importantes.06. (c) a outras condições a ele associadas.nem a outros tipos de trabalhos por elas executados. Além de haver a possibilidade de determinada questão ser relevante em função do seu valor e natureza. (d) assistência ao Congresso em sondagens 238 . 07. Determinado item de uma questão pode. no caso em que a legislação ou os regulamentos exigem que a questão seja apresentada em separado. Estes postulados estipulam que : As EFSs devem procurar observar as normas de auditoria da INTOSAI em todas as questões consideradas relevantes. ela também pode ser em função do seu contexto. (b) ao total do qual ele faça parte. Os parágrafos seguintes tratam da importância dos postulados básicos de auditoria. por sua natureza ou características. Freqüentemente estima-se a relevância em termos de valor. (c) prestação de informações ao Congresso quanto ao exame de projetos orçamentários. As EFSs devem estabelecer as normas aplicáveis a estes tipos de trabalhos. 08. independentemente do seu valor. As EFSs freqüentemente desempenham atividades que não são típicas de auditoria.inclusive daquelas organizadas como Tribunais de Contas . a fim de garantir efetivamente sua alta qualidade. e (d) ao seu valor em exercícios anteriores. por exemplo. Certas normas não se aplicam a algumas atividades típicas de auditoria das EFSs . mas determinado item ou conjunto de itens de uma questão podem. 10. Isto ocorre. mas que contribuem para a melhor administração pública. Em termos gerais. uma questão pode ser considerada relevante se houver a possibilidade de influir na opinião dos interessados nas demonstrações financeiras ou no relatório de auditoria de otimização de recursos 09. (b) atividades de natureza jurídica. ser avaliado em relação: (a) à situação geral apresentada pelas informações financeiras. torná-la relevante. 11. por exemplo.

Por exemplo. 15. Cabe a cada EFS estabelecer as diretrizes segundo as quais as normas da INTOSAI. 12. a fim de garantir que o trabalho e seus resultados sejam de alta qualidade. 239 . Os postulados básicos de auditoria estipulam que: A EFS deve usar sua própria capacidade de julgamento nas diversas situações que se apresentem no exercício de sua função fiscalizadora. portanto. devem ser seguidas na execução dos seus vários tipos de tarefas. devemse seguir normas apropriadas. A competência legal da EFS está acima de quaisquer convenções contábeis ou de auditoria com as quais possa conflitar e. certas normas de auditoria não são aplicáveis a todos os aspectos de seu trabalho. e (f) atividades de processamento eletrônico de dados. As informações comprobatórias desempenham um papel importante na decisão do auditor quanto à seleção das questões e áreas a serem auditadas. Para garantir a realização de um trabalho de alta qualidade. assim como quanto à natureza. 16. Estas atividades proporcionam informações valiosas aos responsáveis pelas decisões e devem ser comprovadamente de alta qualidade. Conseqüentemente. 14. fundamentalmente diferente das auditorias financeiras e de otimização de recursos realizadas pelas EFSs com sistema hierárquico comandado por um Auditor Geral ou Controlador Geral. a natureza colegiada e jurídica da fiscalização empreendida pelos Tribunais de Contas torna seu trabalho. cronograma e extensão dos exames e procedimentos de auditoria. em certos aspectos.não podem ser prescritivas nem de aplicação compulsória por parte da EFS ou de seu pessoal.e também quaisquer normas de auditoria de outras procedências . as normas de auditoria da INTOSAI .e consultas aos arquivos das EFSs. ou outras normas específicas. guarda uma relação significativa com as normas de auditoria empregadas pelas EFSs. Em razão da estrutura e dos métodos de algumas EFSs. (e) atividades administrativas. Os objetivos de determinado trabalho ou tarefa ditam as normas específicas a serem seguidas. 13.

diretamente. normas do setor privado para a auditoria de demonstrações financeiras. A EFS deve avaliar o grau de compatibilidade das normas de auditoria de outras procedências com o exercício de sua competência legal. contudo. ao órgão legislativo superior. Por conseguinte. Certas EFSs têm poder judicante que é exercido. a fim de permitir a adoção de normas apropriadas. Em certos aspectos de sua competência legal. como é o caso de empresas criadas por lei ou por disposição do poder executivo ou de empresas nas quais o governo seja acionista majoritário. do seu grau de autonomia ou do seu regime financeiro. como de que este processo seja adequado e funcione eficazmente. as disposições legais estabelecem que as entidades obrigadas a prestar contas apresentem relatórios ao Presidente. na maioria deles. Os julgamentos e decisões destas instituições constituem uma complementação natural da função administrativa de auditoria de que estão incumbidas. dependendo do país. 21. os relatórios são apresentados ao Poder Legislativo. tais entidades devem prestar contas. Rei ou Conselho de Estado. 19. As empresas públicas também são obrigadas a prestar contas e podem ter finalidades comerciais. emitidas por órgãos normativos oficiais. procurar eliminar as incompatibilidades. em última instância. em particular os relacionados com a auditoria de demonstrações financeiras. Em alguns países. 20. ou por intermédio do Poder Executivo. 18. A EFS deve reconhecer. Os postulados básicos de auditoria estipulam ainda que: O maior grau de conscientização da sociedade torna mais evidente a necessidade tanto de que as pessoas ou entidades gestoras de recursos públicos cumpram sua obrigação de prestar contas. sobre as contas. 240 . de suas funções. quando necessário. que as normas de auditoria da INTOSAI representam um consenso de opiniões de auditores públicos e procurar aplicá-las quando forem compatíveis com suas atribuições. podem ser aplicáveis ao setor público. Independentemente da forma como estão constituídas. mas. A EFS deve. sobre os responsáveis por elas ou até mesmo sobre os administradores. os objetivos da EFS podem ser similares aos do setor privado.17.

nos órgãos públicos. avaliação e elaboração de relatórios. Os postulados básicos de auditoria estipulam que: De acordo com as necessidades do governo. 24. 25. O 241 . assim como metas de desempenho para estes objetivos. A premissa de que um pré-requisito para a fidedignidade das demonstrações seja a aplicação consistente de normas contábeis significa que a entidade auditada deve seguir aquelas que forem apropriadas às circunstâncias e aplicá-las de maneira sistemática. de sistemas adequados de informação. Já as entidades auditadas devem adotar objetivos e metas de desempenho específicos e mensuráveis. tanto na forma como no conteúdo. as autoridades competentes devem promulgar normas de contabilidade aceitáveis atinentes à elaboração e divulgação dos relatórios financeiros.22. controle. a fim de garantir a adequação das normas à administração pública. As EFSs também devem recomendar às entidades auditadas que estabeleçam objetivos mensuráveis e claramente explicitados. Constitui também obrigação da entidade o desenvolvimento de um sistema prático que forneça informações pertinentes e confiáveis. Os postulados básicos de auditoria estabelecem que: A aplicação efetiva de normas contábeis aceitáveis devem resultar na apresentação fidedigna da situação financeira e dos resultados das operações. 28. Os postulados básicos de auditoria estabelecem ainda que: A implantação. 23. Relatórios e demonstrações financeiras com dados corretos e suficientes são a expressão da situação financeira e dos resultados das operações da entidade. As EFSs devem cooperar com os órgão s normatizadores da área contábil. torna mais fácil o cumprimento da obrigação de prestar contas. 26. Os administradores têm a responsabilidade de zelar para que os relatórios financeiros e outras informações sejam corretas e suficientes. .

auditor não deve considerar a observância correta das normas contábeis como prova definitiva da apresentação fidedigna dos vários relatórios financeiros. A fidedignidade constitui uma expressão da opinião do auditor que ultrapassa os limites da mera aplicação estrita de normas contábeis. Esta premissa reforça a tese de que as normas de auditoria não passam de requisitos mínimos para a atuação do auditor. A decisão de ultrapassar este mínimo fica a seu critério. 29. Os postulados básicos de auditoria estipulam que: A existência de um sistema de controle interno adequado reduz ao mínimo o risco de erros e irregularidades. 30. A entidade auditada, e não o auditor, é responsável pelo desenvolvimento de sistemas adequados de controle interno para proteger seus recursos. Também constitui sua obrigação garantir a existência e o funcionamento de controles para assegurar tanto o cumprimento das leis e regulamentos aplicáveis como a probidade e propriedade das decisões tomadas. Contudo, isto não exime o auditor de apresentar propostas e recomendações ao auditado cujos controles forem inadequados ou inexistentes. 31. Os postulados básicos de auditoria estipulam que: O estabelecimento de disposições legais facilita a cooperação das entidades auditadas, tanto no que diz respeito à manutenção dos dados pertinentes, necessários à avaliação global das atividades auditadas, quanto no que se refere ao acesso a todos esses dados. 32. A EFS deve ter acesso às fontes de informações e de dados, assim como aos funcionários e empregados da entidade auditada, a fim de se desincumbir eficientemente de suas responsabilidades de auditoria. O estabelecimento de disposições legais que garantam este acesso do auditor às informações e ao pessoal contribuirá para reduzir futuros problemas neste campo. 33. Os postulados básicos de auditoria estipulam que:

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Todas as atividades de fiscalização da EFS devem desempenhadas no exercício de sua competência legal.

ser

34. As EFSs geralmente são instituídas pelo órgão legislativo superior ou por disposição constitucional. Em alguns casos, ao invés de disposições legais específicas, é a praxe que rege certos aspectos de suas atribuições. Via de regra, a lei ou regulamento estabelece a forma de constituição da EFS (por exemplo: tribunal, conselho, comissão, órgão oficial ou ministério). Também estabelece os termos e condições da competência, duração, poderes, deveres, funções, responsabilidades gerais e outras questões relativas ao exercício do cargo de seus titulares e ao cumprimento de suas respectivas funções e deveres. 35.Qualquer que seja o seu sistema organizacional, a função essencial da EFS é assegurar e promover o cumprimento da obrigação de prestar contas no setor público. Em alguns países a EFS é um Tribunal, integrado por juízes, e que tem autoridade sobre os responsáveis por contas que lhe devam ser prestadas. Em virtude desta função judicante, a EFS precisa assegurar-se de que toda pessoa responsável por recursos públicos lhe preste contas e esteja, neste sentido, sujeita à sua fiscalização. Há uma importante relação complementar entre este poder judicante e as outras características da auditoria. Estas características devem ser encaradas como parte da lógica dos objetivos gerais perseguidos pelo controle externo e mais especificamente daqueles relacionados com a gestão contábil. 36. O âmbito geral da fiscalização pública abrange regularidade e de otimização de recursos. 37. A auditoria de regularidade tem por objetivo: (a) certificar que as entidades responsáveis cumpriram sua obrigação de prestar contas, o que envolve o exame e a avaliação dos registros financeiros e a emissão de parecer sobre as demonstrações financeiras; (b) emitir parecer sobre as contas do governo; (c) auditar os sistemas e as operações financeiras, incluindo o exame da observância às disposições legais e regulamentares aplicáveis; as auditorias de

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(d) auditar o controle interno e as funções da auditoria interna; (e) auditar a probidade e a propriedade das decisões administrativas tomadas pela entidade auditada e (f) informar sobre quaisquer outros assuntos, decorrentes ou relacionados com a auditoria, que a EFS considere necessário revelar. 38. A auditoria de otimização de recursos preocupa-se verificar a economia, a eficiência e a eficácia, e tem por objetivo: em

(a) determinar se a administração desempenhou suas atividades com economia, de acordo com princípios, práticas e políticas administrativas corretas; (b) determinar se os recursos humanos, financeiros e de qualquer outra natureza são utilizados com eficiência, incluindo o exame dos procedimentos de mensuração e controle do desempenho e as providências adotadas pelas entidades auditadas para sanar as deficiências detectadas e (c) determinar a eficácia do desempenho das entidades auditadas em relação ao alcance de seus objetivos e avaliar o verdadeiro efeito de suas atividades em comparação com o efeito esperado. 39. Pode haver, na prática, uma sobreposição entre as auditorias de regularidade e de otimização de recursos e, neste caso, a classificação da auditoria dependerá de seu objetivo principal. 40. Em muitos países, a competência legal da EFS com relação à auditoria de otimização de recursos não inclui a verificação da orientação política dos programas de governo. De qualquer modo, essa competência deve definir claramente os poderes e responsabilidades da EFS quanto à auditoria de otimização de recursos em todas as áreas da atividade governamental, a fim de facilitar, entre outras coisas, a aplicação de normas de auditoria apropriadas. Em alguns países, as disposições constitucionais ou legais em vigor nem sempre conferem à EFS poderes para examinar a "eficácia" nem a "eficiência" da administração financeira do Executivo. Nestes casos, a avaliação da propriedade ou da utilidade das decisões administrativas, bem como da

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eficácia da administração, cabe a Ministros, a quem se atribui a tarefa de organizar os serviços administrativos, sendo eles responsáveis pela sua gestão perante o Legislativo. A expressão que parece ser a mais adequada, neste caso, para descrever as auditorias que ultrapassam os limites tradicionais da regularidade e da legalidade é "auditoria da boa gestão". Tal auditoria não busca efetuar um exame crítico da eficácia nem da eficiência no uso dos recursos financeiros, mas sim proceder a uma análise da despesa pública à luz dos princípios gerais da boa administração. Os dois tipos de auditorias - de regularidade e de gestão - podem, na prática, ser realizados concomitantemente, ainda mais que são mutuamente reforçadores: a auditoria de regularidade ser preparatória para a de gestão, e a última levando à correção de situações causadoras de irregularidades. 41. O cumprimento da obrigação de prestar contas no setor público será promovido mais efetivamente quando a competência legal da EFS permitir-lhe executar ou dirigir a execução de auditorias de regularidade e de otimização de recursos em todas as oraganizações públicas. 42. Os postulados básicos de auditoria estipulam que: As EFSs devem aperfeiçoar as técnicas usadas para auditar a validade dos procedimentos de mensuração do desempenho. 43. O aumento das funções dos auditores requer deles o aperfeiçoamento e a elaboração de novas técnicas e metodologias para avaliar se as entidades auditadas usam procedimentos corretos e válidos de mensuração do desempenho. Os auditores devem, para tanto, fazer uso de técnicas e metodologias de outras disciplinas. 44. Os postulados básicos de auditoria estabelecem que: As EFSs devem evitar conflitos de interesses entre o auditor e a entidade auditada. 45. A EFS desempenha seu papel realizando auditorias nas entidades obrigadas a prestar contas e relatando os resultados. Para tanto, a EFS necessita preservar sua independência e objetividade, o

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que será mais fácil mediante a aplicação de normas gerais de auditoria apropriadas. 46. A extensão da competência legal da EFS determinará a extensão das normas de auditoria a serem aplicadas. 6.4. NORMAS GERAIS DE AUDITORIA PÚBLICA 47. Este capítulo trata das normas gerais de auditoria pública, as quais estabelecem os requisitos para que o auditor e/ou a instituição fiscalizadora possam desempenhar, com competência e eficácia, as tarefas a que se referem as normas aplicáveis à execução da auditoria e à elaboração de relatórios. 48. As normas de auditoria compreendem, por um lado, normas aplicáveis tanto aos auditores quanto à EFS e, por outro, normas aplicáveis apenas à EFS. As normas comuns a ambos são: (a) O auditor e a EFS devem ser independentes; (b) O auditor e a EFS devem possuir a competência necessária e (c) O auditor e a EFS devem agir com o devido zelo profissional e cuidado ao observarem as normas de auditoria da INTOSAI. Isto inclui o devido zelo profissional ao especificar, reunir e avaliar informações probatórias e ao relatar suas constatações, conclusões e recomendações. 49. As normas gerais de auditoria aplicáveis apenas à EFS estabelecem que devem ser adotadas políticas administrativas e procedimentos para: (a) Recrutar pessoal com a adequada qualificação; (b) Aperfeiçoar e treinar seu pessoal a fim de capacitá-lo a desempenhar suas tarefas com eficácia, assim como definir critérios para a promoção dos auditores e demais servidores; (c) Preparar manuais, guias e instruções para a execução das auditorias; (d) Aproveitar a formação técnica e experiência profissional dos seus auditores e identificar os setores onde haja carência de conhecimentos

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técnicos; fazer uma boa distribuição das tarefas de auditoria entre o pessoal, segundo sua especialidade, designando um número suficiente de pessoas para cada auditoria e realizar um planejamento e uma supervisão adequados para alcançar as metas preestabelecidas com o zelo profissional e empenho devidos e (e) Revisar a eficiência e a eficácia de suas normas e procedimentos internos.
Independência

50. As normas gerais aplicáveis tanto ao auditor quanto a EFS estabelecem: O auditor e a EFS devem ser independentes. Os parágrafos seguintes explicam a independência como uma norma de auditoria. Especificamente, os parágrafos 53-57 explicam a independência em relação ao legislativo; os parágrafos 58-68 explicamna em relação ao executivo e os parágrafos 69-73 em relação à entidade auditada. 51. Qualquer que seja a forma de governo, a necessidade de se proceder com independência e objetividade na auditoria é vital. Um grau adequado de independência tanto em relação ao poder legislativo como ao executivo é essencial para a execução da auditoria e para a credibilidade dos seus resultados. 52. Critérios para o estabelecimento e manutenção da adequada independência da EFS podem ser fixados de forma mais fácil e clara nos países onde o poder legislativo for distinto do executivo (quer sejam ou não os membros do poder executivo também membros do legislativo). Uma vez que isto ocorre num grande número dos países integrantes da INTOSAI, estas normas estabelecem os critérios para a independência das EFSs destes países, sendo necessário modificá-los e adaptá-los para os demais países. 53. O poder legislativo é um dos principais beneficiários dos serviços da EFS. A competência legal da EFS provém da Constituição ou de outras disposições legais e uma característica geral de sua função é fornecer informações ao legislativo.

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Espera-se que a EFS trabalhe estreitamente com o poder legislativo, inclusive com quaisquer de suas comissões encarregadas de examinar os relatórios da EFS. Tal cooperação pode contribuir para a eficaz continuidade do trabalho da EFS. Da mesma forma, os resultados importantes da fiscalização da execução orçamentária do governo e dos órgãos da administração pública, assim como, as controvérsias e desentendimentos com os órgãos auditados, devem ser levados ao conhecimento do legislativo por meio de relatório ou comunicação especial. Comissões especiais do legislativo podem ser encarregadas de examinar, na presença de Ministros, de representantes dos órgãos auditados e de outros representantes, as observações dos relatórios e comunicações especiais da EFS. O estreito vínculo entre o legislativo e a EFS pode também ser implementado por meio de um exame do orçamento, assim como pela assistência técnica ao trabalho das comissões parlamentares incumbidas de examinar os projetos orçamentários. 54. A EFS pode fornecer aos membros do legislativo resumos de fatos constantes dos relatórios de auditoria, mas é importante que a EFS se mantenha à margem de influências políticas, a fim de preservar a imparcialidade no desempenho de suas funções fiscalizadoras. Isto implica que a EFS não seja susceptível a interesses políticos particulares nem dê a impressão de sê-lo. 55. Embora a EFS precise observar as leis, sua independência exige que não se sujeite ao comando do legislativo ao programar, planejar e executar suas auditorias. A EFS precisa de liberdade para estabelecer prioridades e programar seu trabalho de acordo com sua competência legal e também para adotar metodologias apropriadas às auditorias a serem realizadas. Em alguns países, a fiscalização da administração financeira do executivo constitui uma prerrogativa do Parlamento ou Assembléia Nacional; isto pode também ocorrer com a fiscalização da receita e da despesa, em nível regional, onde o controle externo cabe à assembléia legislativa. Nestes casos, a fiscalização é realizada em nome do legislativo, sendo conveniente que a EFS leve em conta seus pedidos de investigações específicas, ao programar as tarefas de auditoria. Contudo, é importante que a EFS mantenha sua liberdade de

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determinar a forma de conduzir todas as suas atividades, inclusive as tarefas solicitadas pelo Parlamento. 56. É conveniente que a legislação estabeleça os requisitos mínimos necessários à elaboração dos relatórios, incluindo os assuntos sujeitos a auditoria, e fixando prazos razoáveis para sua apresentação. Além disso, a existência de disposições flexíveis referentes aos relatórios a serem apresentados ao legislativo, sem restrições quanto ao seu conteúdo e periodicidade, contribuiria para a manutenção da independência da EFS. 57. O Poder Legislativo precisa prover a EFS com recursos suficientes. Por sua vez, ela deve responder por estes recursos, assim como, pelo exercício eficaz de sua competência legal. 58. O Poder Executivo e a EFS podem ter em comum certo interesse em promover a accountability no setor público. Entretanto, a relação precípua da EFS para com o executivo deve corresponder à de um auditor externo. Como tal, os relatórios da EFS auxiliam o executivo ao apontarem as deficiências da administração e recomendarem medidas saneadoras. A EFS deve tomar cuidado no sentido de evitar participar de atividades da alçada do executivo que possam prejudicar sua independência e objetividade no cumprimento de suas funções. 59. É importante para a independência da EFS que o executivo não tenha nenhum poder de ingerência sobre o desempenho de suas funções. A EFS não deve ser obrigada a executar, modificar ou abster-se de realizar determinadas auditorias, nem tampouco retirar ou alterar constatações, conclusões e recomendações. 60. Uma certa cooperação entre a EFS e o executivo é recomendável em determinadas áreas. A EFS deve estar apta para, com presteza, assessorar o executivo em questões relativas a normas e diretrizes contábeis e aspectos formais das demonstrações financeiras. A EFS deve assegurar-se de que, ao prestar tal assessoramento, não estará assumindo qualquer compromisso explícito ou implícito que impeça o exercício independente de sua competência legal. 61. A preservação da independência da EFS não impede que o executivo lhe proponha a auditoria de certos assuntos. Entretanto, para que a EFS exerça sua independência plenamente deve ser-lhe facultado

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recusar qualquer destas propostas. É fundamental para o conceito de independência da EFS que as decisões quanto ao trabalho de auditoria, inclusive o programa, caibam, em última instância, à própria EFS. 62. O provimento de recursos a EFS constitue um aspecto delicado ao seu relacionamento com o executivo. Como reflexo de diferenças constitucionais e institucionais, as disposições que regem provimento de recursos à EFS podem estar relacionadas, de várias formas, à situação financeira e à política de execução da despesa do executivo. Em contrapartida, para promover o cumprimento eficaz da obrigação de prestar contas, a EFS precisa contar com os recursos necessários ao desempenho satisfatório de suas atribuições. 63. A EFS deve comunicar ao legislativo qualquer imposição em matéria de recursos ou quaisquer outras restrições, por parte do executivo, que possam cercear o exercício de sua competência legal. 64. A legislação que dispõe sobre a competência legal da EFS deve prever seu livre e total acesso a todas as instalações e registros referentes às entidades e operações auditadas, devendo ainda conferir à EFS poderes suficientes para obter informações pertinentes das pessoas ou entidades que as possuam. 65. O poder executivo também deve, por praxe ou imposição legal, permitir o acesso da EFS às informações confidenciais que sejam necessárias e pertinentes para o cumprimento de suas funções. 66. A existência de condições que definam o tempo de permanência no cargo dos titulares das EFSs, pode contribuir para a sua independência em relação ao executivo. Por exemplo, os titulares das EFSs podem ser designados para ocupar o cargo por um longo período fixo de tempo ou então até que atinjam uma idade limite para a aposentadoria. Por outro lado, condições que obriguem a EFS a sujeitar-se à vontade do executivo, exercerão uma influência negativa sobre sua independência. Assim sendo, é desejável que, em princípio, ao se estabelecerem as condições para o término do exercício do cargo ou para a destituição do seu titular, sejam adotadas disposições similares às aplicadas aos cargos do Poder Judiciário ou assemelhados.

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A independência dos membros das EFSs que exercem função judicante e que freqüentemente são organizadas de forma colegiada, deve ser garantida de vários modos, particularmente pelo princípio da inamovibilidade dos juizes, pela prerrogativa do exercício do poder judicante, pela definição de sua situação perante a lei e pela sua independência como auditor. 67. A fim de que a EFS não apenas exerça suas funções com independência do executivo, mas também para que isto seja manifestado claramente, é importante que sua competência legal e posição independente sejam bem compreendidas pela sociedade. A EFS deve, ao surgirem oportunidades adequadas, promover um trabalho educativo neste sentido. 68. A independência funcional da EFS não impede que ela coordene, com órgãos do Poder Executivo, certos aspectos de sua administração, tais como relações trabalhistas, administração de pessoal, administração do patrimônio ou aquisição conjunta de equipamentos e materiais. Os órgãos do executivo não devem, entretanto, tomar decisões que possam por em risco a independência da EFS no exercício de sua competência legal. 69. A EFS deve permanecer independente das entidades auditadas. Contudo, deve procurar promover, entre essas entidades, a compreensão de seu papel e função, objetivando manter com elas um bom relacionamento que possa ajudar a EFS a obter informações espontâneas e fidedignas, bem como a conduzir discussões numa atmosfera de respeito e compreensão mútuos. Segundo este pensamento, mesmo preservando sua independência, a EFS pode consentir em participar de reformas planejadas pelo governo em áreas envolvendo contas públicas ou legislação financeira ou pode também anuir em ser consultada, quando da elaboração de projetos de leis ou outras disposições legais que afetam suas atribuições e poderes. Contudo, nestes casos, a EFS não deve interferir na administração do governo e sim cooperar com certos órgãos, prestando-lhes assistência técnica ou oferecendo-lhes sua experiência administrativa e financeira. 70. Ao contrário da auditoria do setor privado, onde se estipula o trabalho do auditor num contrato de prestação de serviços, a entidade auditada não mantém uma relação de cliente para com a EFS. Esta última deve ser livre e imparcial no desempenho de sua

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competência legal e levar em consideração as opiniões da administração ao formular seus pareceres, conclusões e recomendações de auditoria, sem assumir, todavia, qualquer responsabilidade perante a administração da entidade auditada quanto ao âmbito ou natureza de sua auditoria. 71. A EFS não deve tomar parte na administração nem nas atividades das entidades auditadas. Os auditores não devem ser membros de conselhos diretores e, caso necessitem prestar algum assessoramento, devem fazê-lo sob a forma de sugestão ou recomendação de auditoria, deixando isto bem claro. 72. O auditor da EFS que mantiver estreitas relações com a administração da entidade auditada, sejam sociais, de parentesco ou de qualquer outro tipo, que possam provocar uma diminuição de sua objetividade, não deverá ser designado para auditar essa entidade. 73. O pessoal da EFS deve abster-se de instruir funcionários da entidade auditada quanto às suas obrigações. No caso de a EFS resolver designar funcionários para atuarem permanentemente junto à entidade auditada, com o fim de facilitar a fiscalização contínua de suas operações, programas e atividades, estes funcionários não devem participar de nenhum processo de decisão nem de autorização que seja da responsabilidade da administração da entidade auditada. 74. Para obter assistência em geral de profissionais experientes, a EFS pode cooperar com instituições acadêmicas e manter relações formais com associações profissionais, desde que não comprometam sua independência e objetividade.
Competência

75. As normas gerais aplicáveis tanto ao auditor quanto a EFS estabelecem que: O auditor e a EFS devem possuir a competência necessária. Os parágrafos seguintes explicam a competência como norma de auditoria. 76. Em virtude de sua competência legal, a EFS geralmente deve elaborar e relatar pareceres, conclusões e recomendações de auditoria. Em algumas EFSs esta obrigação é

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prerrogativa do seu titular e, nas de estrutura colegiada, da própria instituição. As discussões no seio da EFS imprimem objetividade e autoridade aos pareceres e decisões. Nas EFSs colegiadas os pareceres e decisões finais representam a opinião da organização como um todo, mesmo quando a ação for tomada ou exercida por unidades que constituam subdivisões da entidade, embora conservando sua competência como, por exemplo, uma Câmara, Câmara Mista ou seção de uma Câmara. Possuindo a EFS um único titular, todos os pareceres e decisões são proferidas por ele ou em seu nome. 77. Uma vez que os deveres e responsabilidade atribuídos à EFS são, portanto, fundamentais para o cumprimento da obrigação de se prestar contas no setor público, a EFS deve aplicar em suas auditorias métodos e práticas da mais alta qualidade. Cabe-lhe formular procedimentos para garantir o exercício pleno de suas responsabilidades quanto aos relatórios de auditoria. Para tanto, é indispensável a total observância de suas normas, planos, métodos e supervisão, tanto por parte do pessoal da EFS como dos especialistas de procedência externa. 78. A EFS precisa determinar a variedade de conhecimentos técnicos e de experiência necessária ao desempenho eficaz de sua competência legal. Qualquer que seja a natureza da auditoria, ela deve ser realizada por pessoas cuja formação e experiência correspondam à natureza, âmbito e complexidade do trabalho de auditoria. A EFS deve contar com uma gama completa de métodos atualizados de auditoria, inclusive técnicas de análise de sistemas, métodos analíticos de exame e de amostragem estatística e de auditoria de sistemas informatizados. 79. Quanto mais ampla e irrestrita for a natureza da competência legal da EFS, mais complexa tornar-se-á a tarefa de garantir a qualidade de todo o seu trabalho. Assim, poderes que deixem a critério da EFS a frequência com que deve realizar suas auditorias, bem como a natureza de seus relatórios, requerem dela uma elevado nível gerencial.
Zelo Profissional

80. As normas gerais aplicáveis tanto ao auditor quanto a EFS estabelecem que:

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a EFS poderá usá-los em seus exames. no cumprimento de suas funções. Caso a EFS. 84. 82. Ademais. falhas de controle. Quando a EFS valer-se de especialistas de procedência externa para prestar-lhe assessoramento. 85. impropriedades contábeis. Isto inclui o devido zelo profissional ao especificar. A EFS deve proceder e demonstrar que procede com objetividade nas auditorias dos órgãos e empresas públicas. A qualidade do trabalho e dos conhecimentos técnicos deve corresponder à complexidade de cada auditoria específica. Esta norma também se aplica ao se contratarem auditores externos. 83. reunir e avaliar informações probatórias e ao relatar suas constatações. 81.O auditor e a EFS devem agir com o devido zelo profissional e interesse ao observarem as normas de auditoria da INTOSAI. Os auditores precisam estar atentos para situações. gastos impróprios ou ilegais. Deve também ser imparcial em suas avaliações e nos seus relatórios de auditoria. fique estipulado que a definição do planejamento. 254 . nessas situações. neste tipo de contrato. as normas que recomendam agir com o devido zelo profissional. recorra ao assessoramento de especialistas de procedência externa. erros e operações ou resultados incomuns que possam ser indícios de fraude. deve fazê-lo com o devido zelo profissional. do âmbito. conclusões e recomendações. O auxílio profissional de especialistas externos não exime a EFS da responsabilidade pelas opiniões formadas ou conclusões tiradas no trabalho de auditoria. ineficiência ou improbidade. deve-se tomar cuidado para garantir que. Os parágrafos seguintes explicam o zelo profissional como norma de auditoria. operações não autorizadas. Quando instituições autorizadas ou reconhecidas estabelecerem normas ou critérios para a contabilidade e para os relatórios das empresas públicas. verificando se eles têm competência e capacidade para realizar o respectivo trabalho. desperdício. da execução e do relatório da respectiva auditoria caberá à EFS. também têm uma estreita relação com a manutenção da qualidade do trabalho.

não devem ser usadas para fins que extrapolem o âmbito da auditoria nem que não sejam os necessários para a elaboração do parecer e do relatório do auditor. 87. As normas gerais aplicáveis às EFSs estabelecem que: As EFSs devem adotar aperfeiçoar e treinar seu desempenhar suas tarefas critérios para promoção dos diretrizes e procedimentos para pessoal. assim como definir auditores e demais servidores. bem como ser adequadamente capacitado e experiente. É fundamental que a EFS mantenha sigilo sobre os assuntos e informações de auditoria obtidas em função de seu trabalho. deve aplicar os procedimentos adequados para ter certeza de que eles agiram com o devido zelo profissional e observaram as normas de auditoria pertinentes. podendo revisar seu trabalho para comprovação da qualidade.86. 255 . 89. Estas normas estabelecem que: As EFSs devem adotar políticas administrativas e procedimentos para recrutar pessoal com a adequada qualificação. Os parágrafos seguintes explicam o recrutamento de pessoal como norma de auditoria. a fim de capacitá-lo a com eficácia. 90. obtidas em função do trabalho de auditoria. Normas gerais aplicáveis apenas a EFS: 88. Quando a EFS usar o trabalho de outros auditores. As informações sobre a entidade auditada. A EFS deve estabelecer e revisar regularmente os requisitos mínimos de formação profissional exigidos para a nomeação de auditores. O pessoal da EFS deve possuir formação de nível superior apropriada. a EFS deve ter a faculdade de comunicar às autoridades judiciais competentes quaisquer ilegalidades. Contudo.

Os parágrafos seguintes explicam o treinamento e o aperfeiçoamento como norma de auditoria. inclusive de aspectos. oferecendolhes. procedimentos e práticas de auditoria da EFS. economia e ciências sociais. treinamento dentro da própria instituição. A EFS deve tomar as medidas cabíveis para proporcionar um contínuo aperfeiçoamento profissional a seus funcionários. assim como da legislação aplicável e das disposições do executivo relacionadas com a obrigação de prestar contas por parte da entidade auditada. gerenciamento. 92. 256 . 93. as normas legais e institucionais que regem o funcionamento do executivo e os estatutos das empresas públicas. A EFS deve manter um cadastro das qualificações profissionais de seu pessoal com o fim de facilitar o planejamento das auditorias. Da mesma forma. além destes conhecimentos. o pessoal especializado em auditoria deve possuir conhecimentos suficientes das normas. de registros contábeis e demonstrações financeiras requer conhecimentos de contabilidade e de disciplinas afins. inclusive os requisitos de formação profissional. treinamento em outras áreas como administração. a auditoria de otimização de recursos pode exigir. 95. A EFS deve também estabelecer e manter critérios e procedimentos para o aperfeiçoamento profissional de seu pessoal nas técnicas e métodos de auditoria aplicáveis à diversidade do seu trabalho. 91. A EFS deve fixar e revisar periodicamente critérios para a promoção de seus auditores e demais servidores. Por outro lado. A EFS deve incentivar seu pessoal a filiar-se a associações profissionais relacionadas com seu trabalho e a participar de suas atividades. 97. bem como identificar suas necessidades de aperfeiçoamento profissional. e incentivando-os a freqüentar cursos externos. O exame de sistemas financeiros. 94. quando conveniente. tais como o papel do legislativo. 96. diretrizes. Os funcionários da EFS devem ter um bom conhecimento do setor público.

guias e instruções para a execução das auditorias. que: As normas gerais aplicáveis apenas às EFSs estabelecem As EFS devem adotar diretrizes e procedimentos para aproveitar a formação técnica e experiência profissional dos seus funcionários e identificar os setores onde haja carência de conhecimentos técnicos. segundo sua especialidade. contendo as diretrizes. 99. O grau de especialização dos recursos humanos para cada auditoria específica varia segundo o tipo da auditoria. Não é preciso que cada auditor seja especialista em todos os assuntos da competência legal das EFSs. são importantes para a manutenção da qualidade das auditorias. 100. fazer uma boa distribuição das tarefas de auditoria entre o pessoal. 102.98. Os parágrafos seguintes explicam os manuais. Deve-se avaliar os recursos necessários para cada auditoria. ainda que: As normas gerais aplicáveis apenas às EFSs estabelecem As EFSs devem adotar diretrizes e procedimentos para preparar manuais. Contudo. explicam os conhecimentos 101. guias e instruções como norma de auditoria. com o fim de se designar profissionais devidamente especializados para o trabalho e de se estabelecer um controle sobre os recursos humanos a serem utilizados na auditoria. Os parágrafos seguintes técnicos como normas de auditoria. as diretrizes e os procedimentos 257 . bem como a existência de um manual de auditoria atualizado. A orientação do pessoal da EFS por meio de circulares. e realizar um planejamento e uma supervisão adequados para alcançar as metas preestabelecidas com o zelo profissional e empenho devidos. designando um número suficiente de pessoas para cada auditoria. normas e práticas da EFS.

103. assim como das formas de coordenação e dos mecanismos de controle do órgão central. para que as constatações. 105. 104. a equipe formada reunirá a especialização e a experiência necessárias àquela auditoria específica. são necessários critérios para determinar que atividades de auditoria. Quando a EFS tiver competência legal para auditar as demonstrações financeiras do poder executivo como um todo. A EFS deve fazer com que as auditorias sejam planejadas e supervisionadas por auditores competentes. O estabelecimento de diretrizes e procedimentos para a supervisão das auditorias constitui um importante fator para que as EFSs desempenhem suas funções com um nível apropriado de competência. A EFS deve ter a faculdade de recrutar especialistas de procedência externa caso a boa execução do trabalho assim o exija. Assim. se seus próprios auditores atendem às suas necessidades ou se deve recorrer a especialistas externos. dentro de um prazo razoável. A menos que a EFS esteja capacitada para realizar.usados na designação de pessoal para a auditoria devem procurar distribuir os especialistas de acordo com a natureza do trabalho. inclusive auditorias de otimização de recursos de todas as operações de cada entidade auditada. Estas equipes devem conhecer os respectivos sistemas de contabilidade e de controle do governo. de acordo com as circunstâncias. conhecedores de suas normas e métodos e familiarizados com as particularidades da área em questão. 106. bem fundamentadas e reflitam uma adequada compreensão do assunto objeto de auditoria. as equipes encarregadas deste trabalho devem estar capacitadas para realizar uma avaliação coordenada dos sistemas contábeis dos diferentes órgãos. todas as auditorias pertinentes. 258 . em cada ciclo ou período de tempo. bem como ter suficiente domínio das técnicas usadas pela EFS neste tipo de auditoria. darão a maior garantia possível de que cada entidade auditada está cumprindo a accountability. conclusões e recomendações de auditoria sejam claras. Compete a EFS julgar.

os recursos humanos a serem usados em termos de especialização e quantidade. As autoridades competentes da EFS devem dar sua devida autorização antes do início de cada auditoria. 110. A EFS deve ser criteriosa com as informações disponíveis ao determinar suas prioridades. seu âmbito e alvo. Ao definir a distribuição de seus recursos entre as diferentes atividades de auditoria. Esta autorização deve indicar claramente osobjetivos da auditoria. Os benefícios advindos de tais programas tornam essencial a destinação de recursos suficientes para este fim. por lei. a EFS deve dar prioridade às tarefas que precisam.107. a EFS pretenda realizar. É importante que o valor dos recursos usados nestes programas corresponda aos benefícios a serem obtidos. 259 . Deve-se dar especial atenção ao planejamento estratégico a fim de se identificar a ordem adequada de prioridade das auditorias que. a seu juízo. Os parágrafos seguintes explicam as revisões para garantir a qualidade do trabalho como uma norma de auditoria. 108. para que seja mantida a qualidade do trabalho no exercício de sua competência legal. A manutenção de um arquivo de dados sobre a estrutura. os procedimentos de revisão do seu andamento em ocasiões oportunas e as datas para a conclusão dos trabalhos e para a entrega do respectivo relatório. Por ser importante que seu trabalho de auditoria apresente um alto nível de qualidade. as EFSs devem prestar especial atenção aos programas que visem garantir essa qualidade. ainda. que: As normas gerais aplicáveis apenas às EFS estabelecem As EFSs devem adotar diretrizes e procedimentos para revisar a eficiência e a eficácia de suas normas e procedimentos internos. funções e operações das entidades auditadas auxiliará a EFS a identificar áreas significativas ou vulneráveis ou. que precisem ter sua administração melhorada. 109. 111. a fim de melhorar a execução e os resultados de suas auditorias. ser realizadas dentro de um prazo específico.

mediante sua aprovação pela EFS. é aconselhável que as EFSs estabeleçam procedimentos próprios para garantir a qualidade do seu trabalho. Como forma adicional de assegurar a qualidade do seu desempenho. mediante a avaliação independente deste trabalho. além da supervisão das atividades de auditoria por parte do pessoal hierarquicamente responsável por elas. o planejamento. 116. dotado de amplos poderes. Geralmente. para: As EFSs devem implantar sistemas e procedimentos (a) confirmar se os mecanismos de garantia da qualidade de todo o trabalho funcionam satisfatoriamente. A qualidade do trabalho das EFSs pode melhorar com o fortalecimento dos seus sistemas de revisão interna e. a auditoria de regularidade e legalidade assume a forma de um controle preventivo da despesa pública. 118.112. a execução e o relatório de auditorias escolhidas por amostragem podem sofrer uma minuciosa revisão por parte de funcionários devidamente qualificados não envolvidos nestas auditorias. Convém que as EFSs instituam um sistema próprio de auditoria interna. (b) assegurar a qualidade dos relatórios de auditoria e (c) promover melhorias e evitar a repetição de falhas113. para ajudá-las a administrar eficazmente suas atividades e a manter a qualidade do seu trabalho. possivelmente. 114. entende-se por auditoria preventiva aquela realizada a tempo de ainda permitir à instituição de auditoria evitar a execução de um ato considerado irregular. a auditoria a priori. Por exemplo. implica em ação 260 . Em certos países. ao contrário. 115. 117. consultando-se os respectivos dirigentes sobre os resultados dos procedimentos internos de garantia da qualidade e informando-se periodicamente às autoridades superiores da EFS. Enquanto a auditoria a posteriori pode apenas constatar as irregularidades após terem ocorrido e ser tarde demais para corrigi-las.

Algumas EFSs colaboram na criação e/ou revisão e aprovação de sistemas contábeis e posteriormente revisam o funcionamento destes sistemas. tanto nas auditorias a priori. uma vez que os resultados decorrentes do cumprimento destas normas de procedimento constituem a principal fonte para o conteúdo dos pareceres ou relatórios. eficaz e oportuna. bem como se são documentados os desvios destas normas eventualmente considerados apropriados. As EFSs devem verificar a observância das normas aplicáveis. Relacionam-se com as normas gerais de auditoria que estabelecem os requisitos básicos para a realização das atividades a que se referem estas normas de procedimentos.5. As normas de procedimento na execução da auditoria pública aplicáveis a todos os tipos de auditorias são: (a) O auditor deve planejar suas auditorias com o objetivo de garantir que sejam de alta qualidade. as quais tratam da questão da comunicação na auditoria. visando a alcançar um determinado resultado. deve ser adequadamente supervisionado durante sua 261 . 6. 120. 119. executadas de forma econômica. (b) O trabalho do pessoal encarregado da auditoria. como nas a posteriori. bem como. em sua busca de informações probatórias. 122. 123. sistemáticas e equilibradas que o auditor tem que seguir. eficiente.imediata: possibilidade de impugnação da despesa em caso de irregularidade de natureza jurídica ou contábil verificada pela EFS. em todos os seus níveis e fases. A finalidade das normas de procedimento na execução da auditoria pública é estabelecer os critérios ou a forma geral das táticas ou ações intencionais. Estas normas de procedimentos ditam as formas de execução e gerenciamento das atividades de auditoria. NORMAS DE PROCEDIMENTO NA EXECUÇÃO DE AUDITORIA PÚBLICA 121. Também se relacionam com as normas para a elaboração dos relatórios. Estas táticas e ações representam as regras de inspeção que o auditor implementa.

concluídas. Para atingir este objetivo. por todos os meios à sua disposição. (c) O auditor. A auditoria de regularidade constitui uma parte essencial da auditoria pública. irregularidades e atos ilegais que possam ter um efeito direto e significante sobre os valores registrados nas demonstrações financeiras ou sobre os resultados das auditorias de regularidade. Isto faz com que o Parlamento e outros destinatários dos relatórios de auditoria tenham certeza quanto ao volume e crescimento das obrigações do governo. as EFSs examinam as contas e demonstrações financeiras da administração pública com o intuito de garantir que todas as operações tenham sido corretamente contraídas. ainda. autorizadas. deve-se avaliar a observância das leis e regulamentos aplicáveis. Nas auditorias de otimização de recursos. liquidadas e registradas. ao definir a extensão e o âmbito da auditoria. estar alerta para situações ou operações indicadoras de atos ilegais que possam ter um efeito indireto sobre os resultados da auditoria. O auditor também deve estar atento a possíveis atos ilegais que possam ter um efeito indireto e significante sobre as demonstrações financeiras ou sobre os resultados das auditorias de regularidade. A ausência de irregularidades resulta geralmente na concessão de quitação. sempre que necessário. O auditor deve planejar a auditoria de forma a garantir adequadamente a detecção de atos ilegais que possam afetar de forma significante os objetivos da auditoria. Deve. (d) Nas auditorias de regularidade (financeira e cumprimento legal) deve-se verificar a observância das leis e regulamentos aplicáveis. a integridade e a validade do orçamento e das contas públicas. deve estudar e avaliar a confiabilidade do controle interno. para satisfazer os objetivos da auditoria. (e) Deve-se obter informações probatórias que sejam adequadas. pertinentes e razoáveis para fundamentar a opinião e as conclusões do 262 . Um dos mais importantes objetivos que este tipo de auditoria atribui às EFSs é o de assegurar. O auditor deve planejar táticas e procedimentos capazes de garantir adequadamente a detecção de erros.execução e um funcionário hierarquicamente superior deve revisar a documentação obtida.

(d) especificar os objetivos da auditoria e os procedimentos de verificação necessários para alcançá-los. eficaz e oportuna. em outros tipos de auditoria. 125. As EFSs devem dar prioridade às atividades de auditoria previstas em lei e fixar uma ordem de prioridade para as atividades a serem realizadas a seu critério. atividade ou função auditada e (f) Na auditoria de regularidade (financeira e de cumprimento legal) e. 126. Os parágrafos seguintes explicam o planejamento como norma de procedimento. Ao planejar uma auditoria. conclusões ou relatórios de auditoria. quando for o caso. (e) identificar os principais sistemas e controles administrativos. As normas de procedimento na execução da auditoria prescrevem que: O auditor deve planejar suas auditorias com o objetivo de garantir que sejam de alta qualidade. o auditor deve: (a) identificar aspectos importantes no campo de atuação da entidade auditada. por exemplo. o conteúdo e os destinatários dos pareceres. de acordo com sua competência legal. Planejamento 124. avaliando-os previamente para descobrir seus pontos fortes e fracos. nos auditores internos. (f) determinar a relevância das questões a serem estudadas. 263 . bem como sejam executadas de forma econômica. (c) considerar a forma. (h) avaliar o grau de confiança que pode ser depositado em outros auditores como. eficiente. (b) procurar compreender as relações de responsabilidade que o cumprimento da accountability pública envolve.auditor quanto à organização. o auditor deve analisar as demonstrações financeiras para verificar a observância de normas contábeis aceitáveis na elaboração e divulgação dos relatórios financeiros. programa. (g) revisar a auditoria interna da entidade auditada e seu programa de trabalho. A análise das demonstrações financeiras deve ser feita visando proporcionar uma fundamentação sólida que permita a expressão de um parecer sobre elas.

No planejamento de uma auditoria normalmente deve-se seguir os procedimentos abaixo: (a) compilar informações sobre a entidade auditada e sua organização. (c) realizar uma análise preliminar para determinar o método a ser adotado assim como a natureza e a extensão das averiguações posteriores. (b) definir o objetivo e o âmbito da auditoria. os objetivos e os critérios de avaliação da auditoria e discuti-los com eles sempre que necessário. que: As normas de procedimento na execução da auditoria estipulam Supervisão e Revisão O trabalho do pessoal encarregado da auditoria. A EFS pode revisar o plano de auditoria durante sua execução. A supervisão é essencial para garantir a consecução dos objetivos de auditoria e a manutenção da qualidade do trabalho. Os parágrafos seguintes explicam a supervisão e a revisão como normas. deve ser adequadamente supervisionado durante sua execução e um funcionário hierarquicamente superior deve revisar a documentação obtida. 127. (f) identificar as necessidades de pessoal e escolher a equipe de auditoria e (g) explicar aos responsáveis da entidade auditada o âmbito. 129. (d) destacar os problemas especiais previstos ao planejar a auditoria. (e) elaborar um orçamento e um cronograma para a auditoria.(i) determinar o método de auditoria mais eficiente e eficaz. 128. Uma supervisão 264 . sempre que necessário. (j) realizar um exame para verificar se foram tomadas providências adequadas com relação a constatações e recomendações de auditoria comunicadas anteriormente e (k) reunir a documentação apropriada referente ao plano de auditoria e à inspeção in loco proposta. a fim de avaliar os riscos e determinar a relevância dos assuntos a serem auditados. em todos os seus níveis e fases.

Nos trabalhos de auditoria. portanto. recomendações e pareceres pertinentes. sempre necessários. documentados e sanados a contento ou levados ao conhecimento de um funcionário hierarquicamente superior da EFS e (c) as alterações e melhorias necessárias à realização de auditorias posteriores tenham sido identificadas. (c) o plano de auditoria e a estratégia de ação nele especificado sejam seguidos. tanto de experiência como de capacidade de julgamento. A supervisão deve ser orientada tanto para o conteúdo como para o método de auditoria e isto implica garantir que: (a) os membros da equipe de auditoria tenham uma nítida e sólida compreensão do plano de auditoria. deficiências e questões incomuns tenham sido convenientemente identificados. a revisão resulta na atuação conjunta de indivíduos de diferentes níveis. Isto deve ser feito à medida em que se vai cumprindo cada fase da auditoria. a menos que alguma alteração seja autorizada. independentemente da competência individual dos auditores. registradas e sejam levadas em conta nos futuros planos de auditoria e atividades de aperfeiçoamento de pessoal. 265 . Todo o trabalho de auditoria deve ser revisado por um superior hierárquico da equipe de auditoria antes que os respectivos pareceres ou relatórios sejam concluídos. (b) todos os erros. (e) o auditor atinja os objetivos de auditoria estabelecidos e (f) o relatório de auditoria contenha todas as conclusões. 131. pertinentes e razoáveis. que sirvam de base para o parecer ou relatório final de auditoria.e um controle adequados são. e busca garantir que: (a) todas as avaliações e conclusões tenham sido solidamente fundamentadas e respaldadas em informações probatórias adequadas. (d) os papéis de trabalho contenham informações probatórias que fundamentem adequadamente todas as conclusões. recomendações e pareceres. (b) a auditoria seja realizada de acordo com as normas e práticas da EFS. 130.

Estudo e Avaliação do Controle Interno 132. o estudo e a avaliação devem recair principalmente sobre os controles existentes para proteger bens e recursos e para garantir a exatidão e a integridade dos registros contábeis. como uma entidade. A extensão do estudo e da avaliação do controle interno depende dos objetivos da auditoria e do grau de confiabilidade pretendido. 266 . em instâncias apropriadas à importância do assunto. ao definir a extensão e o âmbito da auditoria. Os parágrafos seguintes explicam o controle interno como uma norma de auditoria. eficiente e eficaz. devem recair sobre os controles que ajudam entidade auditada a desempenhar suas atividades de modo econômico. No caso da auditoria financeira. a EFS. que: As normas de procedimento na execução da auditoria prescrevem O auditor. Neste caso. 135. o auditor deve verificar se os controles internos estão funcionando convenientemente para garantir a exatidão. as decisões. 133. No caso da auditoria de cumprimento legal o estudo e a avaliação devem recair principalmente sobre os controles que auxiliam a administração a cumprir as leis e os regulamentos.Esta norma funciona de modo diferente nas EFSs colegiadas. Assim. a confiabilidade e a integridade dos dados. assegurando a observância da orientação política da administração e fornecendo informações financeiras e administrativas oportunas e confiáveis. deve estudar e avaliar a confiabilidade do controle interno. Quando a contabilidade ou outros sistemas de informação forem computadorizados. decide sobre o âmbito da inspeção e sobre as verificações e métodos a serem usados. são tomadas de forma colegiada. salvo as de natureza rotineira. No caso da auditoria de otimização de recursos. 134. O estudo e a avaliação do controle interno devem ser realizados de acordo com o tipo de auditoria.

concluídas. Isto faz com que o Parlamento e outros destinatários dos relatórios de auditoria tenham certeza quanto ao volume e crescimento das obrigações do governo. estar alerta para situações ou operações indicadoras de atos ilegais que possam ter um efeito indireto sobre os resultados da auditoria. ainda. para satisfazer os objetivos da auditoria. A ausência de irregularidades resulta geralmente na concessão de quitação. Um dos mais importantes objetivos que este tipo de auditoria atribui às EFSs é o de assegurar. sempre que necessário. autorizadas. que: As normas de procedimento na execução da auditoria estipulam das Leis e Regulamentos Aplicáveis Nas auditorias de regularidade (cumprimento legal) deve-se verificar a observância das leis e regulamentos aplicáveis. Para atingir este objetivo. O auditor deve planejar táticas e procedimentos capazes de garantir adequadamente a detecção de erros. a integridade e a validade do orçamento e das contas públicas.Cumprimento 136. as EFSs examinam as contas e demonstrações financeiras da administração pública com o intuito de garantir que todas as operações tenham sido corretamente contraídas. por todos os meios à sua disposição. O auditor deve planejar a auditoria de forma a garantir adequadamente a detecção de atos ilegais que possam afetar de forma significante os objetivos da auditoria. Deve. 267 . O auditor também deve estar atento a possíveis atos ilegais que possam ter um efeito indireto e significante sobre as demonstrações financeiras ou sobre os resultados das auditorias de regularidade. deve-se avaliar a observância das leis e regulamentos aplicáveis. liquidadas e registradas. irregularidades e atos ilegais que possam ter um efeito direto e significante sobre os valores registrados nas demonstrações financeiras ou sobre os resultados das auditorias de regularidade. A auditoria de regularidade constitui uma parte essencial da auditoria pública. Nas auditorias de otimização de recursos.

atividades e funções públicas são criadas por leis e estão sujeitas a regras e regulamentos específicos. os auditores precisam usar sua capacidade de julgamento profissional para determinar aqueles que possam influir significativamente nos objetivos da auditoria. pertinentes e razoáveis. 137. a seu critério profissional. Estas táticas e procedimentos de auditoria devem visar a obtenção de informações probatórias adequadas. que constituam uma criteriosa fundamentação para a opinião e conclusões dos auditores. importante na auditoria de programas governamentais uma vez que os responsáveis pelas decisões precisam saber se as leis e regulamentos estão sendo obedecidos. 268 . Uma vez que as leis e regulamentos aplicáveis a uma auditoria específica geralmente são numerosos. 141. as organizações. 138. particularmente. 139. Ao realizar auditorias segundo esta norma. sejam apropriadas às circunstâncias. se os resultados desejados estão sendo alcançados e. serviços. o auditor precisa determinar até que ponto estes atos vão afetar os resultados da auditoria. Além disso. Ao planejar as táticas e os procedimentos para verificar ou avaliar este cumprimento. Quando as táticas e os procedimentos de auditoria indicarem que atos ilegais ocorreram ou podem ter ocorrido.Os parágrafos seguintes explicam a legalidade como uma norma de auditoria. 140. Geralmente. programas. que alterações são necessárias. A verificação do cumprimento das leis e regulamentos é. em caso contrário. a administração é responsável pela adoção de um sistema eficaz de controles internos para garantir o cumprimento das leis e regulamentos. O auditor também deve estar atento para situações ou operações que possam constituir indícios de atos ilegais capazes de afetar indiretamente os resultados da auditoria. os auditores devem escolher e adotar as táticas e os procedimentos que. Os responsáveis pelo planejamento da auditoria precisam conhecer as exigências que a entidade auditada tem que cumprir com relação às leis e regulamentos a ela aplicáveis. os auditores devem avaliar os controles internos da entidade e o risco de que estes controles não consigam evitar ou detectar casos de descumprimento das leis e regulamentos.

bem como dos órgãos incumbidos de garantir o cumprimento das leis aplicáveis. Quando dados obtidos por meio de sistemas automatizados constituírem parte importante da auditoria e sua confiabilidade for essencial para o alcance dos objetivos pretendidos. As constatações. investigação e confirmação. O zelo profissional implica recorrer à assistência apropriada de um consultor jurídico. conclusões e recomendações de auditoria devem basear-se em informações probatórias. ao empregarem táticas e procedimentos de auditoria aplicáveis a atos ilegais. 145. os auditores precisam certificar-se de sua fidedignidade e pertinência. Uma vez que os auditores raramente têm a oportunidade de analisar todas as informações acerca da entidade auditada. 269 .142 Os auditores devem agir com o zelo profissional devido e com precaução sem afetar a independência da EFS. atividade ou função auditada. As EFSs devem verificar se as técnicas usadas são suficientes para detectar adequadamente todos os erros e irregularidades quantitativamente relevantes. As normas de procedimento na execução da auditoria estipulam que: Deve-se obter informações probatórias que sejam adequadas. a fim de determinar as táticas e procedimentos a serem seguidos Informa ções Compro batórias de Auditori a 143. Os parágrafos seguintes explicam as informações probatórias de auditoria como uma norma de auditoria. para não interferirem em possíveis investigações ou processos judiciais futuros. é essencial que as técnicas de compilação de dados e de amostragem sejam cuidadosamente escolhidas. 144. pertinentes e razoáveis para fundamentar a opinião e as conclusões do auditor quanto à organização. Os auditores devem ter um bom conhecimento das técnicas e procedimentos de inspeção. programa. para obter suas informações probatórias de auditoria. observação.

verificar. A documentação adequada é importante por vários motivos: (a) confirma e fundamenta os pareceres e relatórios do auditor. A escolha dos métodos e procedimentos deve levar em conta a qualidade das informações probatórias a serem obtidas. incluindo a fundamentação e o alcance do planejamento. do trabalho executado e das constatações da auditoria. Análise das 149 As normas de procedimento na execução da auditoria estabelecem que: auditoria de regularidade (financeira) e. (g) ajuda a garantir a execução satisfatória das tarefas delegadas e outros funcionários e (h) proporciona provas do trabalho realizado para futuras referências. 148. as quais devem ser adequadas. sem prévio envolvimento na auditoria. Os papéis de trabalho devem ser suficientemente completos e detalhados para permitir a um auditor experiente. quando for caso. em outros tipos e auditoria. Os auditores devem documentar adequadamente as informações probatórias nos papéis de trabalho. (f) contribui para o desenvolvimento profissional do auditor. O auditor deve ter em mente que o conteúdo e a organização dos papéis de trabalho refletem seu grau de preparação. (c) serve como fonte de informações para preparar relatórios ou para responder a consultas da entidade auditada ou de quaisquer outros interessados. (b) aumenta a eficiência e a eficácia da auditoria. (e) facilita o planejamento e a supervisão. o auditor deve analisar as demonstrações financeiras para verificar a observância de normas contábeis aceitáveis na elaboração e divulgação dos relatórios financeiros. posteriormente. por meio deles.146. (d) serve como prova da observância das normas de auditoria por parte do auditor. A análise das demonstrações financeiras Demonstrações Financeiras Na 270 . experiência e conhecimento. pertinentes e razoáveis. o trabalho realizado para fundamentar as conclusões. 147.

verificar as demonstrações financeiras do exercício anterior. verificar se as previsões correspondem às do orçamento inicial e se o exame dos impostos e taxas registrados e multas imputadas pode ser feita por comparação com as demonstrações financeiras anuais da atividade auditada e (b) para as contas de despesa. Sendo a EFS obrigada a apresentar relatório sobre a execução das leis orçamentárias. É praticamente impossível formular uma regra específica para cada relatório de auditoria a ser elaborado. em grande parte. mensurados e apresentados de forma apropriada. a auditoria deve: (a) para as contas de receita. A análise das demonstrações financeiras visa apurar se elas mantêm entre si e entre seus vários elementos a correlação esperada. 271 . portanto. 6. 151. verificar os créditos orçamentários e créditos suplementares e. âmbito e objetivo da auditoria. Os métodos e técnicas de análise financeira dependem.6. da natureza. NORMAS PARA AUDITORIA PÚBLICA ELABORAÇÃO DE RELATÓRIOS DE 152.deve ser feita visando a proporcionar uma fundamentação sólida que permita a expressão de um parecer sobre elas. bem como do conhecimento e julgamento do auditor. quanto aos valores transportados. analisá-las detidamente e apurar se: (a) foram preparadas de acordo com normas contábeis aceitáveis. identificando quaisquer desvios e tendências anômalas. (c) foram prestadas informações suficientes sobre seus diversos elementos e (d) seus diversos elementos foram avaliados. Os parágrafos seguintes explicam a análise demonstrações financeiras como uma norma de auditoria das 150. O auditor deve. Estas normas buscam auxiliar e não substituir o julgamento criterioso do auditor ao elaborar um parecer ou relatório. (b) foram apresentadas levando em conta as peculiaridades da entidade auditada.

Normalmente. O parecer do auditor sobre um conjunto de demonstrações financeiras apresenta-se geralmente de forma concisa e padronizada. tanto na de regularidade como na de otimização de recursos. é usada para as conclusões do auditor resultantes de uma auditoria de regularidade (financeira e cumprimento legal) podendo incluir os assuntos descritos no parágrafo 154. a palavra "relatório" é usada para as conclusões do auditor resultantes de uma auditoria de otimização de recursos. pode ser necessário que os relatórios de auditoria.153. 157. a palavra "parecer" neste capítulo. conciliando as previsões e autorizações nas demonstrações financeiras. Para facilidade de referência. como também o relatório propriamente dito do auditor ao término de uma auditoria de otimização de recursos. por exemplo. atos ilegais e fraudes. observações sobre a correção com que os recursos foram aplicados e sobre os efeitos da política administrativa e dos programas. sejam elaborados em períodos de tempo ou ciclos maiores e de acordo com os requisitos pertinentes e apropriados aplicáveis à divulgação de informações. 156. A expressão "relatório" abrange tanto o parecer e outras observações do auditor sobre um conjunto de demonstrações financeiras. 272 . Estes relatórios podem variar consideravelmente em extensão e natureza contendo. é obrigatório informar em relatórios se as operações obedeceram às leis e regulamentos e também informar sobre sistemas de controle inadequados. refletindo os resultados de uma ampla gama de verificações e de outras atividades de auditoria. 155. disposições constitucionais ou legais obrigam as EFSs a apresentarem relatórios específicos sobre a execução das leis orçamentárias. Os relatórios de auditoria de otimização de recursos informam sobre a economia e a eficiência com que os recursos são obtidos e usados e sobre a eficácia com que os objetivos são alcançados. Para atender às necessidades dos destinatários. Em certos países. conforme descrito no parágrafo 155. formulados em decorrência de uma auditoria de regularidade (financeira e de cumprimento legal). 154. assim como recomendando mudanças que visem a um melhor desempenho.

A observância às leis e regulamentos quando comprovada. um parecer ou relatório expondo apropriadamente suas constatações. O parecer ou relatório deve ser devidamente assinado. o qual pode tanto fazer parte do relatório sobre as demonstrações financeiras. (b) Assinatura e data. (b) Cabe à EFS decidir. como constituir um relatório separado. em última instância. Nas auditorias de regularidade o auditor deve redigir um relatório sobre a verificação do cumprimento das leis e regulamentos aplicáveis. O parágrafo 159 diz respeito tanto aos pareceres como aos relatórios. assim a data. sobre as providências a serem tomadas com relação a práticas fraudulentas ou irregularidades graves descobertas pelos auditores. 159. o auditor deve redigir. os parágrafos 160169 dizem respeito aos pareceres e os parágrafos 170-175 aos relatórios. Nas auditorias de otimização de recursos. Devem também ser claramente citados os pontos que não tiverem sido objeto deste tipo de verificação. O parecer ou o relatório deve vir precedido de um título ou cabeçalho adequado que ajude o leitor a distingui-lo de declarações e informações prestadas por terceiros.158. Os parágrafos seguintes explicam porque as normas para a elaboração de relatórios constituem normas de auditoria. objetivo. devem ser mencionados no relatório. As normas para a elaboração do relatório prescrevem que: (a) Ao final de cada auditoria. incluindo apenas dados fundamentados em informações comprobatórias legítimas e pertinentes. A forma e o conteúdo de todos os pareceres e relatórios de auditoria fundamentam-se nos seguintes princípios gerais: (a) Título. o relatório deve consignar todos os casos relevantes de descumprimento das leis e regulamentos que sejam relacionados com os objetivos da auditoria. imparcial e construtivo. seu conteúdo deve ser de fácil compreensão e isento de incertezas ou ambigüidades. conforme o caso. deve também ser independente. A aposição de uma data informa o leitor que o auditor levou em consideração o efeito de fatos ou operações das quais teve conhecimento até aquela data. nas auditorias de 273 .

a EFS deve poder incluir nos relatórios. Neste caso. é possível que ela obtenha informações que não possam ser divulgadas abertamente por razões de interesse nacional. No exercício de sua independência. (c) Objetivos e âmbito. Os pareceres ou relatórios devem identificar as demonstrações financeiras ou a área a que se referem. (g) Fundamento legal. proporcionando. não sujeito a publicação. em se tratando.regularidade (financeiras e cumprimento legal) pode ser posterior ao período das demonstrações financeiras). Isto pode ser desnecessário quando já existirem procedimentos formais para a sua destinação. Deve-se anexar os pareceres às demonstrações financeiras correspondentes e publicá-los em conjunto. em certas ocasiões. Os pareceres e relatórios devem identificar a legislação ou outras disposições que determinaram a execução da auditoria. (h) Conformidade às normas de auditoria. assim. Os pareceres e relatórios do auditor devem ser apresentados conforme preparados por ele. condição que. quaisquer informações que julgar conveniente. Contudo. Deve-se informar o nome da entidade auditada. Esta informação estabelece o propósito e as fronteiras da auditoria. (d) Integridade. (e) Destinatário. Os pareceres e relatórios de auditoria devem indicar as normas ou práticas de auditoria seguidas em sua realização. a certeza de que a 274 . respectivamente. O parecer ou relatório deve mencionar os objetivos e o âmbito da auditoria. não é obrigatória para os relatórios de auditoria de otimização de recursos. ao leitor. (f) Identificação do assunto. O parecer ou relatório deve identificar seus destinatários de acordo com as circunstâncias que determinaram a realização da auditoria e conforme as disposições ou práticas vigentes exigirem. de auditorias de regularidade (financeiras e cumprimento legal) ou de otimização de recursos. incluindo talvez o material reservado ou confidencial. entretanto. o auditor tem a obrigação de examinar a necessidade de elaborar um relatório à parte. assim como o assunto auditado. Este fato pode afetar a integridade do relatório de auditoria. a data e o período abrangido pelas demonstrações financeiras.

auditoria foi executada de acordo com procedimentos geralmente aceitos. ao emitir um parecer pleno. O parecer ou relatório de auditoria deve ser emitido prontamente para que seja da maior utilidade aos leitores e destinatários. Entretanto. de que: (a) as demonstrações financeiras foram elaboradas segundo princípios e normas de contabilidade aceitáveis. A natureza dos seus termos depende das disposições legais aplicáveis à auditoria. não deve fazer referência a aspectos específicos das demonstrações financeiras. via de regra. 160. em todos os aspectos relevantes. o auditor não deve usar as notas relevantes para suprir a falta de Notas Relevantes 275 . embora proporcionando aos leitores. a necessidade de alongar-se nos dados que o fundamentam. O parecer pleno é dado quando o auditor fica convencido. especialmente aqueles a quem cabe tomar as providências necessárias. evitando. aplicados de modo consistente. o conteúdo do parecer deve indicar claramente quando se trata de um parecer pleno. a menos que chame sua atenção para certos assuntos incomuns ou importantes. O auditor. uma compreensão geral do seu significado. de um parecer adverso (parágrafo 165) ou de um parecer com negativa de opinião (parágrafo 166). 162. (i) Oportunidade. assim. (b) as demonstrações obedeceram às exigências legais e regulamentares pertinentes. Contudo. o auditor pode achar que o leitor não compreendera plenamente as demonstrações financeiras. O parecer de auditoria normalmente é redigido de forma padronizada e refere-se às demonstrações financeiras como um todo. (c) a situação refletida pelas demonstrações financeiras está de acordo com os conhecimentos do auditor sobre a entidade e (d) todos os assuntos relevantes relativos às demonstrações financeiras foram evidenciados adequadamente. as referências a título de "notas relevantes" devem constar de um parágrafo separado do parecer. para que isto não seja interpretado como uma ressalva. 161. Em determinadas circunstâncias. A fim de evitar dar esta impressão. de um parecer com ressalvas quanto a certos aspectos. por sua própria natureza.

O auditor pode ver-se impossibilitado de dar um parecer pleno quando ocorrer qualquer uma das circunstâncias abaixo. Parecer Adverso. 163. 165. cujo efeito. for ou puder ser significante para as demonstrações financeiras: (a) limitações ao âmbito de auditoria. Parecer com Ressalvas. se desviado das normas contábeis geralmente aceitas e (c) incertezas quanto às demonstrações financeiras.esclarecimentos adequados nas demonstrações financeiras. de forma clara e concisa. O auditor deve emitir um parecer com ressalvas quando discordar ou tiver dúvida quanto a um ou mais elementos específicos das demonstrações financeiras que sejam relevantes mas não fundamentais para a compreensão delas. O auditor deve emitir um parecer adverso quando for incapaz de formar uma opinião sobre as demonstrações financeiras como um todo. os pontos de discordância ou incerteza que deram margem à emissão do parecer com ressalvas. O teor do parecer com negativa de opinião deve explicar 276 . que a situação por elas apresentada fica comprometida. O auditor deve emitir um parecer com negativa de opinião acerca das demonstrações financeiras como um todo se houver incertezas ou restrições ao âmbito da auditoria tão fundamentais que tornem inadequada a emissão de um parecer com ressalvas. na sua opinião. O teor do parecer adverso deve ressaltar que as demonstrações financeiras não foram apresentadas de forma correta e especificar clara e concisamente todos os pontos de discordância. (b) demonstrações consideradas pelo auditor como incompletas ou enganosas ou que tenham. nem tampouco como uma alternativa ou um substituto de um parecer com ressalvas. Os termos do parecer normalmente indicam um resultado satisfatório para a auditoria. Seria também ideal se o efeito financeiro sobre as demonstrações pudesse ser quantificado. 166. expondo. 164. tornando inadequada a emissão de um parecer com ressalvas. em virtude de discordar tão fundamentalmente delas. Seria ideal para os usuários das demonstrações se o auditor pudesse quantificar o efeito financeiro destes pontos. embora nem sempre isto seja viável ou pertinente. sempre que pertinente e viável. injustificadamente. Parecer com Negativa de Opinião.

mas também quando se relacionam com o controle que ela exerce sobre as atividades de outras entidades. sejam elas concretas ou prováveis. Em razão de sua natureza. em certos casos. sujeita a exigências e expectativas relativamente específicas. Isto ocorre não apenas quando as deficiências afetam os próprios procedimentos da entidade auditada. suspendê-los ou demiti-los. assim como sobre a inobservância de disposições regulamentares ou sobre fraudes e casos de corrupção. 168. todos os pontos incertos. ampliando seu parecer nos casos em que não tenha sido possível emitir um parecer pleno. quando há deficiências nos sistemas de controle financeiro e contábil. 169. fazendo constar observações por parte da entidade auditada ou do auditor. estes relatórios tendem a fazer críticas importantes. Os relatórios sobre irregularidades podem ser preparados independentemente da emissão de um parecer com ressalvas pelo auditor. inclusive conclusões ou recomendações.claramente que não se pode dar uma opinião e especificar. 170. os auditores devem procurar expor suas constatações de auditoria de forma apropriada. A extensão dos casos de inobservância às leis e regulamentos pode ser avaliada em função do número de casos examinados ou quantificados monetariamente. clara e concisamente. 167. assim. da auditoria de otimização de recursos). As EFSs costumam apresentar um relatório detalhado. Em contraste com a auditoria de regularidade. O auditor também deve informar sobre irregularidades relevantes. mas para que sejam construtivos também devem sugerir medidas saneadoras para o futuro. Elas podem impor multas aos responsáveis e. a auditoria de otimização de recursos é bastante abrangente por natureza e mais 277 . Além disso. Ao relatar irregularidades ou casos de inobservância às leis e regulamentos. a auditoria de regularidade geralmente exige a elaboração de relatório (diferindo. As EFS com poder judicante têm competência para tomar medidas quanto a determinadas irregularidades descobertas nas demonstrações financeiras.

para 278 . exageros ou ineficiências) ou pode não fazer críticas significativas. à disposição da entidade auditada à época em que as decisões foram tomadas. Portanto. o relatório demonstra que o auditor está sendo imparcial. descrever as circunstâncias do caso e chegar a uma conclusão específica. economia. Ao ressaltar claramente o âmbito. eficiência e eficácia e em que proporção. em nome do interesse público ou da obrigação de prestar contas dos recursos públicos. Os auditores devem reconhecer que aplicam sua capacidade de julgamento a atos resultantes de decisões administrativas passadas. a auditoria de otimização de recursos normalmente não lida com demonstrações financeiras específicas nem de qualquer outra natureza. 173. Além disso. o auditor pode emitir um parecer mais geral. orientações ou garantias de que se vem obtendo. ou se obteve. a eficiência e a eficácia. ressalta casos graves de desperdícios. Quando a natureza da auditoria permitir que isto seja feito com relação a áreas específicas das atividades da entidade. eficiência e eficácia alcançados pela entidade auditada. devem tomar cuidado ao exercer esta capacidade e seus relatórios devem indicar a natureza e a extensão das informações que estavam. seus relatórios são variados e apresentam mais pontos de discussão e argumentação criteriosa. Normalmente. Sua abrangência é também mais seletiva. 172. em relatório.susceptível de julgamentos e interpretações. podendo estender-se a ciclos de vários anos ao invés de a apenas um exercício financeiro. Pode incluir críticas (quando. A imparcialidade também implica que as deficiências ou constatações críticas sejam apresentadas de tal modo a incentivar sua correção e o aperfeiçoamento dos sistemas e das diretrizes adotadas pela entidade auditada. ou deveriam estar. geralmente buscase entrar em acordo com a entidade auditada quanto aos fatos. Quando a auditoria se limitar à verificação da existência de controles suficientes para garantir a economia. não é preciso que o auditor emita um parecer global sobre os níveis de economia. Por conseguinte. informações. 171. O relatório de auditoria de otimização de recursos deve mencionar claramente os objetivos e o âmbito da auditoria. mas fornecer. os objetivos e as constatações da auditoria. ao invés de apenas dar um parecer segundo um modelo padronizado. como ocorre com o parecer sobre suas demonstrações financeiras. o auditor deve. Portanto. de modo independente. por exemplo.

As conclusões e recomendações do auditor constituem um aspecto importante da auditoria e. representam diretrizes a serem seguidas. o julgamento do auditor é mais subjetivo. 175. mas não a forma de alcançá-lo. 177. deve emitir um parecer pleno. às vezes. Ao formular recomendações e posteriormente acompanhá-las. Na auditoria de otimização de recursos. o auditor deve levar em conta ou a relevância de determinada questão no contexto das demonstrações financeiras (auditoria de regularidade . quando apropriado. Ao formular seu parecer ou relatório.financeira) ou a natureza da entidade ou da atividade auditada (auditoria de otimização de recursos). Na auditoria de regularidade (financeira). preocupar-se em verificar mais a correção das deficiências identificadas do que o cumprimento de recomendações específicas. devem ser construtivos. 176. deve emitir um parecer com ressalva (parágrafos 163-166). na íntegra ou resumidamente. uma vez que o relatório não se relaciona tão diretamente com demonstrações. no sentido de se alterar a legislação com o intuito de melhorar a administração.garantir que sejam completos. ao invés de se limitarem a criticar fatos passados. Quando. o auditor deve manter sua objetividade e independência e. Por conseguinte. as respostas da entidade auditada às questões levantadas. justifiquem uma recomendações específica como. embora determinadas circunstâncias. sejam elas financeiras ou de outra natureza. determinada questão não afeta de forma significativa a situação das demonstrações financeiras. estiver convencido de que aquela questão é relevante. é possível que o auditor considere determinada questão mais relevante em função de sua natureza ou contexto do que em função do seu valor monetário. Os relatórios de auditoria de otimização de recursos. 174. exatos e adequadamente apresentados no relatório. ao contrário. portanto. principalmente quando a EFS expuser seus próprios pontos de vista ou recomendações. Estas recomendação geralmente sugerem o aperfeiçoamento necessário. segundo os critérios mais apropriados para as circunstâncias. 178. Pode também ser preciso incluir. se o auditor concluir que. 279 . por exemplo.

julgue os itens que se seguem. Questão 3: (CESPE/UNB . portanto. métodos ou rotinas com o objetivo de proteger os ativos. produzir dados contábeis e ajudar a administração na condução ordenada dos negócios da empresa. julgue o item a seguir: A seleção.Auditor Fiscal da Previdência Social – 2003) Julgue: Em uma organização. Questão 4: (CESPE/UNB . do julgamento pessoal e profissional do auditor. 280 . o controle interno representa o conjunto de procedimentos. de acordo com as normas brasileiras de contabilidade. ele deve apresentar um parecer com ressalvas. Questão 2: (CESPE/UNB .Questões de Concursos Anteriores e Gabaritos: PARTE 1 Questão 1: (CESPE/UNB . caso o efeito seja e de valor muito relevante.Auditor Fiscal da Previdência Social – 2003) Com fulcro nas normas de auditoria vigentes no Brasil. a extensão e a aplicação dos procedimentos de auditoria devem ocorrer em conformidade com as normas de auditoria. Os testes substantivos visam à obtenção de razoável segurança de que os procedimentos de controle interno estabelecidos pela administração estão em efeito funcionamento e cumprimento. o auditor deve emitir parecer adverso e.Perito Criminal da Polícia Federal – 2004) Relativamente à auditoria independente. não dependendo.Fiscal de Tributos Municipais de Maceió – 2003) Quanto à auditoria. Quando as demonstrações financeiras não tiveram sido elaboradas de acordo com os princípios fundamentais de Contabilidade. julgue os itens a seguir.

entre cada item selecionado. expedidas pelo Conselho Federal de Contabilidade. 281 . inspeções e obtenção de informações e confirmações internas e externas. b) No caso de ter havido alterações em procedimentos contábeis e de os efeitos dessas alterações estarem adequadamente determinados e revelados nas demonstrações contábeis. erro tolerável e erro esperado. No que se refere a auditoria. o auditor deve considerar apenas os seguintes fatores: população objeto da amostra. a) A partir da data de emissão do seu parecer.Questão 5: (CESPE/UNB . julgue os itens a seguir. Com base nessas normas. assinale a opção correta. A) Os testes substantivos permitem ao auditor comprovar as hipóteses que eliminam a margem de erro de suas conclusões. o auditor deve manter a custódia dos papéis de trabalho pelo prazo de cinco anos. a partir de um ou mais pontos de partida aleatório. em uma lista de itens da população. Questão 6: (Unb/CESPE – MPE/TO – Analista Ministerial – 2006) No que se refere a auditoria. o parecer do auditor deve ser sem ressalvas. julgue os itens subseqüentes.Fiscal de Tributos Municipais de Maceió – 2003) Quanto à auditoria. A amostragem sistemática consiste em proceder a seleção de itens de maneira que sempre haja um intervalo prefixado. E agora? Prontos para novas questões? Vamos lá! 07. (Unb/CESPE – TRE/AP – Analista Judiciário – 2007) Os procedimentos de auditoria interna têm como referência as Normas Brasileiras de Contabilidade (NBCs). uniforme. Na determinação da amostra. 08. relacionadas com o controle patrimonial e com o objetivo de mensurar a exatidão desses registros e das demonstrações deles decorrentes. (Unb/CESPE – MPE/TO – Analista Ministerial – 2006) Auditoria pode ser definida como o conjunto de procedimentos que compreende o exame de documentos e registros. julgue os itens subseqüentes.

nas referentes aos valores contábeis mais elevados. Para tanto. na auditoria da conta de máquinas e equipamentos. a respeito do tipo de parecer do auditor. com ressalva. o auditor verificou que foram capitalizadas peças de 282 .B) Em razão da natureza da atividade de auditor e da independência que deve ter esse profissional. 09. (UNB – Auditor do Estado do Espírito Santo. D) Devem-se adotar procedimentos que permitam identificar as contingências ativas e passivas relevantes e verificar a tomada de conhecimento dessas contingências pelos administradores da entidade. E) Na busca por evidências. Devido a esses riscos. Nesse caso. o trabalho por ele desempenhado não está sujeito a revisão.2004) O saldo de uma conta do balanço patrimonial ou da demonstração do resultado do exercício pode estar errado para mais (superavaliado) ou para menos (subavaliado). 2) Considerando-se que. 10. Julgue os seguintes itens. com relação a esses testes. (Unb/CESPE – PMV – Auditor Fiscal do Tesouro Municipal – 2006) Julgue o item subseqüente. A experiência tem demonstrado que é mais prático dirigir os testes principais de superavaliação para as contas devedoras. C) As NBCs não se aplicam às entidades auditadas pertencentes a ramos de atividade sujeitos a normas reguladoras específicas. As demonstrações das controladas já haviam sido examinadas por outros auditores. os auditores devem-se fixar nas informações relevantes. pelo menos. 1) Devido aos riscos mencionados. deve realizar os testes de auditoria. dada a limitação no escopo do exame. o auditor deve testar todas as contas da contabilidade para verificar eventual superavaliação ou subavaliação. Considere que um auditor tenha sido contratado para examinar as demonstrações financeiras da sociedade controladora de um grupo. tendo a responsabilidade de suas tarefas caráter estritamente pessoal. ou seja. o auditor deve direcionar seus testes para superavaliação e para subavaliação. o auditor contratado deverá emitir parecer com negativa de opinião ou.

nesse caso. por ocasião da auditoria da conta credora de fornecedores a pagar. 4) Considere que. o ativo diferido estava superavaliado e o investimento. a conta de matériaprima e a conta de fornecedores estavam superavaliadas em dezembro de 2002. 5) Se. também estará subavaliada. relativos às normas de auditoria independente das demonstrações contábeis. foi registrada somente por ocasião de seu efetivo pagamento em 2003. III Os testes substantivos se dividem em testes de transações e saldos. testada para subavaliação. deveriam ser registradas como despesas pré-operacionais. 283 . por ocasião da auditoria da conta de matéria-prima. nesse caso. Nessa situação. II Considere que. a conta de fornecedores a pagar matéria-prima comprada a prazo. prevalecem as práticas consagradas pela contabilidade. então. a conta de fornecedores e a conta de veículos do ativo imobiLizado estavam subavaliadas no balanço de 2002. então. e de procedimentos de revisão analítica. de acordo com os princípios contábeis. o auditor observou que uma compra realizada em janeiro de 2002 somente foi contabilizada em 2003. conta devedora. referente à compra de um veículo. o auditor constatou que participações no capital social de outras sociedades foram debitadas indevidamente nessa conta. I Quando o auditor se depara com uma situação acerca da qual não há disposição específica. então. Nesse caso. a conta de máquinas e equipamentos estava superavaliada e o grupo de despesas subavaliado porque. o auditor descubra que uma fatura de compra de matéria-prima não foi registrada na contabilidade. e o seu parecer representa garantia de atestado de eficácia da administração na gestão dos negócios. (Unb/CESPE – TRE/Pará – Analista Judiciário – 2005) Julgue os itens a seguir. 11. como conseqüência.reposição em máquinas de uso operacional. subavaliado. 3) Se. quando o correto seria o grupo de contas de investimentos. a circularização e o teste de Cutoff fazem parte dos tipos de testes substantivos. durante a auditoria da conta de despesas pré-operacionais. na auditoria de conta de fornecedores. o auditor observou que uma nota fiscal de competência de 2002.

a natureza. C) Mesmo que haja valores expressivos em relação à posição patrimonial e financeira. Estão certos apenas os itens A I e IV. não é necessário incluir nesses papéis suas opiniões ou conclusões. A) De acordo com a norma brasileira de contabilidade. C II e III. V Nos papéis de trabalho. auditadas por outros. o risco. o seu procedimento técnico deve ser o de emitir parecer contendo ressalva ou abstenção de opinião. a oportunidade e a extensão dos procedimentos aplicados. porém. E III e V. a estratificação da amostra. amostragem de auditoria é a aplicação de procedimentos de auditoria sobre uma parte da totalidade dos itens que compõem. cálculo e revisão analítica são procedimentos técnicos básicos de auditoria relacionados ao planejamento de auditoria. observação. (Unb/CESPE – TRE/Pará – Analista Judiciário – 2005) Ainda acerca das normas de auditoria independente das demonstrações contábeis.IV Inspeção. D II e IV. não é necessário que o auditor acompanhe o inventário físico. o auditor deve registrar informações como o planejamento de auditoria. assinale a opção correta. pois essas farão parte do parecer do auditor. para que o auditor possa formar uma conclusão. o auditor seleciona a amostra considerando apenas a população objeto da amostra. por exemplo. 284 . o erro tolerável e o erro esperado. realizando testes de contagem física e demais procedimentos complementares. B I e V. D) Se o auditor independente não puder utilizar os trabalhos de outros auditores ou não puder aplicar procedimentos adicionais suficientes nas demonstrações contábeis de empresas coligadas ou controladas. B) Constitui procedimento de revisão analítica determinar se as obrigações da sociedade para com terceiros são reais e se sua liquidação está sendo efetuada de acordo com a política financeira da empresa. o saldo de uma conta. 12. o tamanho. investigação e confirmação. Para tanto. E) Compete ao auditor definir se as informações importantes constantes do parecer sobre as demonstrações contábeis originais constarão nas demonstrações contábeis condensadas.

O saldo de uma conta do balanço patrimonial ou da demonstração do resultado do Exercício pode estar superavaliado ou subavaliado. julgue os itens a seguir: 285 . para tanto. 4) A preparação das demonstrações contábeis pressupõe a continuidade da entidade em regime operacional por um período previsível. 15. as contas da contabilidade devem ser testadas. (CESPE/UNB . deve o auditor dirigir os testes principais de superavaliação para contas devedoras e os subavaliação. Por isso. 2) O auditor deve considerar se os planos da administração para medidas futuras precisam ser divulgados nas demonstrações contábeis. julgue os itens a seguir.Auditor Fiscal da Previdência Social – 2003) Com fulcro na normas de auditoria vigentes no Brasil. dada em razão da falta ou insuficiência de informação.13. a partir da database de encerramento do exercício. o auditor deve expressar sua opinião em parecer com ressalva ou adverso. para as contas credoras. 3) O parecer do auditor independente tem por limite os próprios objetivos da auditoria das demonstrações contábeis e não representa garantia de viabilidade futura da entidade ou algum tipo de atestado de eficácia da administração na gestão dos negócios.2004) Acerca dos princípios fundamentais de contabilidade e das demonstrações contábeis. não superior a dois anos. a divulgação ter sido considerada necessária e não ter sido realizada de forma apropriada. 1) Atualmente o parágrafo de ênfase do parecer do auditor deve fazer referência à observância dos princípios fundamentais de contabilidade. julgue os itens que se seguem. Na hipótese de. de acordo com as normas brasileiras de contabilidade. (UNB – Auditor do Estado do Espírito Santo. em nota explicativa da administração. 14. conforme as normas brasileiras de contabilidade.Perito Criminal da Polícia Federal – 2004) Relativamente à auditoria independente. conforme apropriado. (CESPE/UNB .

todos os elementos significativos dos exames realizados e que evidenciam ter sido a auditoria realizada de acordo com as normas aplicáveis. corretos. Gabarito: 07. b) O parecer com ressalva deve ser emitido quando o auditor constatar que as demonstrações financeiras não representam adequadamente a posição patrimonial e financeira e (ou) demais aspectos relacionados ao resultado da operações. sem erros matemáticos. a) Certo. ser limpos. 286 . Eles integram um processo organizado de registro de evidências da auditoria. evidenciar a obediência às normas de auditoria. segundo a natureza da opinião que contem. Os papéis de trabalho. em três categorias: parecer sem ressalva. concisos.a) De acordo com a Resolução CFC nº 700. a ponto de impedi-lo de expressar opinião sobre as demonstrações financeiras. Os papéis de trabalho correspondem aos documentos e apontamentos com base nos quais o auditor emite sua opinião a respeito das demonstrações. constituem a documentação preparada pelo auditor ou fornecida a este na execução da auditoria. ou Working papers (WP´s). Vamos recordar? O auditor deve documentar. perecer com ressalva e parecer com abstenção de opinião. tomadas em conjunto. objetivos e elaborados de forma sistemática e racional. o parecer do auditor classifica-se. de 21/04/1991. Devem seguir um padrão definido e claro. meios eletrônicos ou outros que assegurem o objetivo a que se destinam. Estudamos sobre os papéis de trabalho na aula demonstrativa. através de papéis de trabalho. por intermédio de informações em papel. às mutações patrimoniais ou às origens e aplicações de recursos.

tanto em nível interno (dentro da 287 . Resp: D A) Os testes substantivos são aplicados com a finalidade de atestar a existência. abrangência. Não garantem. Vale ressaltar que o autor trabalha com base em amostragem. apresentação e divulgação das informações econômico-financeiras. mensuração. Essa informação é importantíssima! Essa questão já foi tema da grande maioria das provas de auditoria. direitos e obrigações. ocorrência. a eliminação completa da margem de erro. que estabelece procedimentos e critérios relativos à documentação mínima obrigatória a ser gerada na realização dos trabalhos de auditoria das demonstrações contábeis. b) O trabalho do auditor deve ser revisado por profissional com experiência e qualificação necessária. fique de olho! b) Certo. o auditor deve documentar as questões que foram consideradas importantes para proporcionar evidência. É uma das preferidas dos examinadores. 08. visando a fundamentar seu parecer da auditoria e comprovar que a auditoria foi executada de acordo com as Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis. portanto.3.De acordo com a NBC T 11. contudo.

nem todas as evidências são numéricas. Quanto ao registro como despesa do 288 . em função do risco dos elementos do ativo estarem com saldo contábil maior que o real (revelando descumprimento do princípio da prudência. no caso do passivo. Os testes por subavaliação. seguindo a mesma linha de raciocínio. conseqüentemente. são dirigidos para as contas credoras (passivo. Vale ressaltar que quando o seguimento sujeito a normas específicas (bancos que estão sujeitos a regulamentação do Banco Central. Isso não significa ressalva ou parecer adverso. º 750/93) e do risco das despesas estarem majoradas (o que implicaria em lucro menor e. Os testes por superavaliação demonstram a preocupação do auditor com as contas que tendem a estar superavaliadas e que. o que revelaria. PL e receitas). há evidências situacionais. uma situação melhor que a existente (deixando os investidores satisfeitos – com uma situação irreal). Não cabe o reconhecimento como despesa pré-operacional. fica o auditor da sociedade controladora responsável por mencionar este fato em seu parecer. quanto em nível externo (revisão pelos pares). Isso ocorre em virtude da tendência dessas contas comportarem saldos contábeis menores que os reais. menor carga tributária.. é simplesmente um meio de afastar a responsabilidade por itens que não foram checados por ele. uma receita não-contabilizada ensejaria uma menor carga tributária (PIS. Errado. descumprindo o princípio da prudência. a menos que o exercício informasse que as atividades ainda tivessem sido iniciadas (o que não ocorreu).). Caso as sociedades investidas tenham sido examinadas por outros auditores. IR e CSLL). 10. Pequenos valores que se repetem várias vezes podem representar indícios significativos (evidências). distorcem de maneira significativa as informações contábeis. Ainda. CFC n. São dirigidas para as contas de ativos e de despesas. 09. e) Não necessariamente as evidências estão insertas nos valores contábeis mais elevados.. elencado na Res. 1) Certo. c) As NBCs são aplicadas a quaisquer tipos de empresas.empresa de auditoria. por exemplo) tiver que aplicar práticas conflitantes com as NBCs. em estando (em montante relevante). pelos colegas mais experientes). No que tange à receita. 2) Errado. COFINS ISS ou ICMS. ficará o auditor obrigado a considerar um parecer com ressalvas.

000 de 1999) devem ser imobilizados. ferramentas que não foram mencionadas na opção supra. 3) Certo. ajustando-se o novo prazo de depreciação. Até porque a conformação de saldos junto a terceiros constitui outro procedimento. Assim. IV) Os procedimentos supra-mencionados estão relacionados à execução dos trabalhos. mas em função do recebimento do bem adquirido. De acordo com os princípios da competência e da oportunidade estabelecidos na Res. V) É necessário constar nos papéis de trabalho as opiniões e conclusões do auditor. Vale ressaltar que o parecer sobre estas somente poderá ser emitido pelo auditor que deu opinião sobre as demonstrações originais. A não ser que estejamos tratando de outro tipo de auditoria (de gestão. 11. e) As informações relevantes que constaram nas demonstrações originais deverão ser reproduzidas nas versões condensadas. c) É necessário o acompanhamento do inventário físico. 5) Certo. Resp: C I) O parecer do auditor não representa atestado de eficácia da administração em nenhuma situação. deveria ser ponderado o acréscimo de vida útil e o valor envolvido. Resp: D a) Faltou incluir dentre os itens que o auditor considera na seleção da amostra o objetivo da amostragem. gastos que aumentam a vida útil em mais de 2 anos e que sejam superiores a R$ 326. Caso o aumento da vida útil não seja significativo. 750 de 1993. CFC n. As contas estavam subavaliadas. b) A revisão analítica compreende índices e comparações. 3. Dessa forma. 4) Errado.Exercício ou como imobilizado. 12. o lançamento é efetuado como despesa do período. ou operacional). Certo 289 . os fatos contábeis devem ser registrados na ocorrência de seu fato gerador e no momento em que ocorrem.68 (RIR n. 13. a compra deve ser registrada não por ocasião do pagamento.

14. 01) Errado. (FCC . º 308 de 1999. (D) De observância (E) Substantivos. devendo acompanhar. exatidão e validade dos dados gerados pelo sistema de contabilidade da entidade denominados testes (A) De evidência. a contar da data das demonstrações contábeis. 04) Errado. O mais adequado. a) Errado. embora não represente garantia de viabilidade futura. b) Errado. é o parecer adverso. deve ser utilizado nos casos de incerteza. nos termos da Instrução CVM n. Faltou o adverso. dado grau de inadequação das DC apontado acima. a regularidade na divulgação dos demonstrativos. 15. nos termos do CFC.Agente de Rendas – SP – 2006) Os procedimentos de auditoria que têm por finalidade obter evidências quanto à suficiência. inclusive. 02. (C) De controle. O auditor tem responsabilidades no que pertine à forma e ao conteúdo das demonstrações. (FCC . conforme mencionado. O parágrafo de ênfase. Vale ressaltar que.Agente de Rendas – SP – 2006) O procedimento de auditoria que consiste na verificação do comportamento de 290 . 02) Certo. (B) De aderência. que a empresa continue operando normalmente pelo prazo de 1 ano. As demonstrações contábeis devem ser elaboradas com observância dos PFC. 03) Certo. Espera-se. risco de continuidade e partes relacionadas. PARTE 2 01. espera-se que a auditada continue operando normalmente pelo prazo de um ano.

03. (FCC – Agente de Rendas SP – 2006)Para certificar-se que direitos de crédito efetivamente existem em determinada data. (E) Observação. (C) Confirmação. (E) Observação de processo de controle. (B) Investigação. (D) Conferência do cálculo dos créditos. (B) Inspeção de ativos tangíveis.Tribunal de Contas do Estado do Piauí – 2005) O suporte objetivo da opinião. o procedimento de (A) Revisão analítica de recebíveis. ( FCC . principalmente. 291 . quantidades absolutas e outros meios é denominado (A) Inspeção. (C) Circularização dos devedores da companhia. críticas e sugestões e recomendações evidenciadas pelos exames realizados pela auditoria interna. (D) Revisão analítica. quocientes.valores significativos mediante índices. o auditor independente utiliza. deve estar consubstanciado: a) na amostragem b) nos testes c) nas evidências d) nos papéis de trabalho e) nos achados 04.

considera-se que a continuidade normal dos negócios da entidade objeto da auditoria externa está caracterizada se houver evidência de normalidade das operações no prazo de um ano após a data (A) Da emissão do parecer dos auditores. (D) Do início das atividades de auditoria. (TRT – Analista Judiciário – FCC – 2006) A obtenção de evidências quanto à suficiência. Ante ao exposto. (E) Da assembléia de acionistas que aprovar o parecer dos auditores. Os papéis de trabalho destinam-se a ajudar. (FCC – Ministério Público de Pernambuco – Analista Ministerial – 2006) Segundo o Conselho Federal de Contabilidade. os papéis de trabalho integram um processo organizado de registro de evidência da auditoria. no planejamento e na execução da auditoria 292 . (C) Das demonstrações contábeis. pela análise dos documentos de auditorias anteriores ou pelos coligidos quando da contratação de uma primeira auditoria. considere as seguintes assertivas: I. (FCC – Agente de Rendas SP – 2006) De acordo com o disposto na NBC T-11 do Conselho Federal de Contabilidade. 06.05. efetividade e continuidade dos sistemas de controle interno da entidade auditada inclui-se no procedimento de auditoria denominado (A) Inspeções físicas (B) Revisões analíticas (C) Testes de observância (D) Testes substantivos (E) Observações 07. (B) Da publicação das demonstrações contábeis.

Trata-se. a natureza e condição dos sistemas contábeis e de controle interno da entidade. Penápolis solicitou à entidade que expedisse cartas para alguns clientes da companhia.Tribunal de Contas do Estado do Piauí – 2005) Uma das técnicas que pode ser empregada na auditoria ao determinar a extensão de aplicação de um teste de auditoria ou um método científico de seleção de itens a serem testados. É correto o que consta em: a) I. (TRT – Analista Judiciário – FCC – 2006) O auditor independente da Cia. são alguns dos fatores que podem afetar a forma e conteúdo dos papéis de trabalho.II. de um pedido de confirmação (A) negativo informal 293 . a fim de que confirmassem. portanto. os valores constantes de uma relação de duplicatas de seu aceite que ainda não teriam sido liquidadas. visto que não é necessário nem prático documentar todas as questões de que o auditor trata. II e III b) I e II apenas c) II e III apenas d) I e III apenas e) II apenas 08. por meio de correspondência dirigida pessoalmente ao auditor. III: A natureza do trabalho. (FCC . A extensão dos papéis de trabalho é assunto de julgamento profissional. considerando o devido grau de confiabilidade dos resultados a serem obtidos é a: a) amostragem não estatística b) amostragem estatística c) aplicação de procedimentos de auditoria d) revisão analítica e) investigação 09.

Fiscal de Tributos Municipais de Maceió – 2003) Os papeis de trabalho são o conjunto de documentos e apontamentos com informações e provas coligadas pelo auditor. a documentação. (CESPE/UNB . contêm a forma como foi realizado esse trabalho e registram as conclusões a que se chegou. relatórios e pareceres. deverá exibir as informações obtidas durante o seu trabalho. os papeis de trabalho.Fiscal de Tributos Municipais de Maceió – 2003) O auditor.(B) negativo em preto (C) negativo em branco (D) positivo em branco (E) positivo em preto 10. (CESPE/UNB . previamente autorizado pela administração da entidade auditada. bem como pelos órgão reguladores e fiscalizadores de atividades especificas. quando solicitado. os quais só podem ser preparadas de forma manual e constituem a evidência do trabalho executado e o fundamento anterior. Eles constituem a prova do trabalho executado. 11. quando o trabalho for realizado em entidades sujeitas ao controle desses organismos. 12. 294 . embora a empresa concorra para sua obtenção. (CESPE/UNB – Petrobrás – Contador – 2004) Os papéis de trabalho. são de propriedade exclusiva e confidencial do auditor. incluindo a fase de pré-contratação dos serviços. por escrito e fundamentalmente. pelos Conselhos Federal e Regionais de Contabilidade. (UNB/CESPE – TRE/AP – Analista Judiciário – 2007) Os papéis de trabalho representam o registro de todas as evidências obtidas ao longo da execução de um serviço de auditoria. 13. de modo a demonstrar que o trabalho foi realizado de acordo com as Normas de Auditoria independentes das Demonstrações Contábeis e demais normas legais aplicáveis.

b) índices financeiros adversos de forma contínua. e) o último dia da visita dos auditores. c) incapacidade de devedores na data do vencimento. quando. E Todos os itens estão certos. julgue os itens a seguir. a) empréstimos e financiamentos de curto prazo. 15. De acordo com o Conselho Federal de Contabilidade. III O conteúdo dos papéis de trabalho é importante para comprovar a realização do trabalho e fundamentar o parecer do auditor. então. a continuidade normal das atividades da entidade auditada compreende o período de um ano após. d) dificuldades de acertos com credores.Considerando os principais objetivos desses documentos. b) a emissão do parecer dos auditores. poderão ser destruídos. o risco de continuidade normal das atividades desta deve ser objeto de atenção dos auditores independentes. a) a data da assembléia de acionistas. A Apenas um item está certo. No exame das demonstrações contábeis de uma entidade. D Apenas os itens II e III estão certos. B Apenas os itens I e II estão certos. 14. d) a data das demonstrações contábeis. c) a publicação das demonstrações contábeis. I Por serem de uso privativo. C Apenas os itens I e III estão certos. Assinale a opção que não representa indicadores deste tipo de risco. Assinale a opção correta. II Os papéis de trabalho devem ser mantidos sob a custódia do auditor até a realização da próxima auditoria. tais documentos não são relevantes no caso de substituição dos auditores. 295 .

----- 296 .1. Gabarito 01. O item 11.1. e) 1 ano após a data das demonstrações contábeis. d) 1 ano após a data da emissão do parecer.2 – PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA 11.1 – Os procedimentos de auditoria são o conjunto de técnicas que permitem ao auditor obter evidências ou provas suficientes e adequadas para fundamentar sua opinião sobre as demonstrações contábeis auditadas e abrangem testes de observância e testes substantivos.e) passivo a descoberto. b) 1 mês após a data da assembléia de acionistas. apresentação. ocorrência. ainda como finalidade: existência (se um componente patrimonial de fato existe em determinada data). 16. Têm.2 da Resolução CFC 820/97 que aprovou a NBC T 11 define: “11. Os testes de observância (aderência) tratam do controle interno.1. divulgação e mensuração. Resp: E. no que se refere à créditos e a dívidas). A questão reproduz literalmente o conceito de Testes Substantivos contido na norma. abrangência.2. O Conselho Federal de Contabilidade entende que a continuidade normal das atividades da entidade auditada fica evidente: a) 6 meses após a data das demonstrações contábeis. direitos e obrigações (idem. c) 6 meses após a datada emissão do parecer.

a aplicação dos procedimentos de auditoria: “11. registros e demonstrações contábeis e outras circunstâncias.1. exatidão e validade dos dados produzidos pelo sistema contábil da entidade. cabendo ao auditor.2.2. com base na análise de riscos de auditoria e outros elementos de que dispuser. 11. observação – acompanhamento de processo ou procedimento quando de sua execução. e revisão analítica – verificação do comportamento de valores significativos. em razão da complexidade e volume das operações. o auditor deve considerar os seguintes procedimentos técnicos básicos: • • • inspeção – exame de registros. dividindo-se em: a) testes de transações e saldos. por meio de provas seletivas.2 – Na aplicação dos testes de observância e substantivos.1 – A aplicação dos procedimentos de auditoria deve ser realizada. dentro ou fora da entidade.6. e b) procedimentos de revisão analítica.6. mediante índices. quocientes.2. quantidades absolutas • • 297 . testes e amostragens.6.2.3 – Os testes substantivos visam à obtenção de evidências quanto à suficiência. Resp: D Mais uma questão que reproduz literalmente o conceito contido na norma.11. em seu item 11. investigação e confirmação – obtenção de informações junto a pessoas ou entidades conhecedoras da transação. cálculo – conferência da exatidão aritmética de documentos comprobatórios. documentos e de ativos tangíveis.” (grifamos) 02.6 – APLICAÇÃO DOS PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA 11. determinar a amplitude dos exames necessários à obtenção dos elementos de convicção que sejam válidos para o todo. A Resolução CFC 820/97 que aprovou a NBC T 11 define.2.

que aprovou a NBC T 11. Resp: C A Resolução CFC nº 1.10. servir como guia.037/05. permitir a revisão.1. A evidência de normalidade pelo prazo de um ano após a data das Demonstrações Contábeis é suficiente para a caracterização dessa continuidade. Contudo. atender às normas do CFC. revogou o item 11. com vistas à identificação de situação ou tendências atípicas.10 – Continuidade Normal das Atividades da Entidade. 11. bem como são efetuados cálculos para determinação do montante da previsão.2.10. a verificação da efetiva existência dos créditos é melhor evidenciada pela confirmação junto a terceiros dos valores contabilizados (investigação e confirmação. A seguir. 298 .3. 04. mantendo porém a redação original em relação ao tópico em análise. quando do planejamento dos seus trabalhos. etc.ou outros meios. Resp: c A circularização é uma técnica utilizada dentro do procedimento de investigação e confirmação. mas é a melhor resposta.” (grifamos) 03. 05. Resp: d Uma das finalidades dos working papers é dar suporte à opinião do auditor. “11.1. bem como documentar a realização do trabalho. A continuidade normal das atividades da entidade deve merecer especial atenção do auditor. nos termos do CFC). a transcrição do item abordado na questão.8 da NBC T 11. A revisão analítica é utilizada na análise da variação dos saldos. e deve ser complementada quando da execução de seus exames. Isso não significa que os demais estejam errados.2. ao analisar os riscos de auditoria.

3 sobre Papéis de Trabalho e Documentação da Auditoria. no planejamento e na execução da auditoria.06. sem adentrar os aspectos detalhados da auditoria. qualquer matéria que.2. por ser relevante. sem experiência anterior com aquela auditoria. para fundamentar o parecer do auditor independente. Resp: a Essa questão foi retirada da resolução CFC nº 1.2. Resp: C Teste de Observância consiste em observar se o controle interno (procedimentos estabelecidos para proteção dos ativos e garantia da eficácia das operações) está em funcionamento na prática. o auditor deve considerar o que seria necessário para proporcionar a outro auditor. Ao avaliar a extensão dos papéis de trabalho. Item II: 11.3. deve gerar papéis de trabalho que apresentem as indagações e as conclusões do auditor. A forma e o conteúdo dos papéis de trabalho podem ser afetados por questões como: 299 . pela análise dos documentos de auditorias anteriores ou pelos coligidos quando da contratação de uma primeira auditoria. Veja a transcrição desta resolução sobre o assunto abordado em cada item. b) facilitar a revisão do trabalho de auditoria. Item III: 11. o entendimento do trabalho executado e a base para as principais decisões tomadas.1. A extensão dos papéis de trabalho é assunto de julgamento profissional. visto que não é necessário nem prático documentar todas as questões de que o auditor trata.3.2.024/2005 que a prova a NBC T 11. Entretanto. possa influir sobre o seu parecer.3.3. Os papéis de trabalho destinam-se a: a) ajudar. e c) registrar as evidências do trabalho executado.4. Item I: 11. 07.

08. responsável por sua guarda e sigilo. e) metodologia e tecnologia utilizadas no curso dos trabalhos. A exibição dos papéis de trabalho permitirá os CRC fiscalizarem a qualidade do trabalho executado pelos auditores. Resp: : e O pedido de confirmação é positivo porque solicita que os clientes respondam à correspondência. pois não mais se exige a autorização da administração da entidade para atendimento das solicitações por escrito e fundamentadas dos Conselhos de Contabilidade (Resolução CFC nº 1. d) direção. 11 Certo. Certo – Os papéis de trabalho são de propriedade exclusiva do auditor. e é preto porque está informando os valores. Atualmente.6 da Resolução CFC nº 821/1997. 300 . devendo haver estrita concordância entre os papéis de trabalho e o parecer. Ressalto que o gabarito está correto apenas se levarmos em consideração a redação vigente à época (2003) para o item 1. b) natureza e complexidade da atividade da entidade.100/2007). As normas de auditoria exigem que as informações constantes do relatório do auditor se baseiem em seus papéis de trabalho. 10. supervisão e revisão do trabalho executado pela equipe técnica. esta questão estaria errada. 09. Resp: b De acordo com o CFC. c) natureza e condição dos sistemas contábeis e de controle interno da entidade.a) natureza do trabalho. amostragem estatística é aquela em que a amostra é selecionada cientificamente com a finalidade de que os resultados obtidos possam ser estendidos ao conjunto de acordo com a teoria da probabilidade ou as regras estatísticas.

inclusive. operacionais e outros. Vale ressaltar que a substituição de auditores pode ser acompanhada pela CVM. Resp: D 15. Resp: A A única afirmativa correta é a III. A afirmativa I está errada porque são relevantes. julgue os itens a seguir: Um dos princípios de ética profissional a que o auditor deve atender é a independência.indicadores financeiros. por meios eletrônicos ou por outros meios. 14. serem solicitados pelos auditores sucessores. 13.Auditor Fiscal da Previdência Social – 2003) Com fulcro na normas de auditoria vigentes no Brasil. Ter empréstimos de curto prazo não significa que a entidade quebrará. O problema é se houver empréstimos sem condições de pagamento e de renovação junto aos credores. Questão 2: (CESPE/UNB . Resp: E PARTE 3 Questão 1: (CESPE/UNB .Auditor Fiscal da Previdência Social – 2003) Com fulcro na normas de auditoria vigentes no Brasil. podendo. Vale ressaltar que há. caso haja indícios de irregularidades (por exemplo.12. 16. Sob esse aspecto. Não há restrições quanto à forma de elaboração. Podem ser preparados de forma manual. julgue os itens a seguir: 301 . A afirmativa II está errada porque os papéis de trabalho devem ser guardados. ainda. Errado. possuir relação de trabalho como empregado. é vedado ao auditor. relativamente à entidade auditada. administrador ou colaborador assalariado. quando a entidade auditada rescinde o contrato com o auditor ao saber que receberá um parecer adverso). Opção A. ainda que essa relação seja indireta. por 5 anos. nos últimos dois anos. no mínimo.

a menos que o assunto sigiloso deva ser revelado em circunstancias especiais – em juízo. julgue os itens a seguir. Questão 5: (Unb-CESPE – AGE-ES – Auditor do Estado– 2004) Julgue os itens que se seguem. manipulação de transações ou má interpretação de fatos. O planejamento da auditoria interna deve considerar diversos fatores relevantes na execução dos trabalhos. desatenção ou adulteração de documentos na elaboração de registros e demonstrações contábeis.2004) Com relação a auditorias interna e externa. 6. relativos aos procedimentos de auditoria.O sigilo profissional do auditor deve ser mantido. fraude é o ato intencional de omissão.2004) Com relação a auditorias interna e externa. b) A Resolução n. entre eles. (UNB – Auditor do Estado do Espírito Santo.º 961/2003 elenca situações que caracterizam a perda da independência da entidade de auditoria em relação à entidade 302 . a qualquer custo. o uso do trabalho de especialistas. a) Conceitua-se auditoria como uma ciência que controla e administra o patrimônio das empresas. Questão 04 : (Unb/CESPE – TRT/10ª Região – Analista Judiciário – 2005) Considerando a NBCT 12 — da auditoria interna —. enquanto erro é o ato não-intencional resultante de omissão. julgue os itens que se seguem. por exemplo – para a defesa da legítimos de terceiros ligados à empresa. por meio de profissionais especializados. Questão 03: (UNB – Auditor do Estado do Espírito Santo. de forma a expressar suas conclusões e recomendações e providências a serem tomadas pela administração da entidade. Segundo as normas de auditoria independente. devendo ser redigido com objetividade e imparcialidade. salvaguardando o patrimônio da empresa ou entidade pública. O relatório é o documento pelo qual a auditoria interna apresenta o resultado dos seus trabalhos. julgue os itens a seguir. por meio de exames realizados.

f) A data do parecer do auditor externo deve corresponder ao dia do encerramento de seus trabalhos. cabendo a ele. c) A auditoria independente tem como objetivo colaborar na elaboração das demonstrações contábeis da empresa auditada. os investidores. avalia a política vigente da organização e a adequação dos controles de natureza financeira e operacional. 303 . (Unb/CESPE – TRT/10ª Região – Analista Judiciário – 2005) Com referência à NBCT 11.auditada. A emissão de laudo de avaliação a valores contábeis é exemplo de serviço característico de conflito de interesses e conseqüente perda da independência do auditor. fornecer cópia à administração da empresa. julgue os itens subseqüentes. 7. Com relação aos investidores. e) O auditor interno examina a eficiência dos procedimentos em vigor na empresa. patrimonial e financeira das empresas. g) A auditoria é um meio indispensável de confirmação da eficiência dos controles para a administração. 08. o fisco e a sociedade. a auditoria oferece vantagens como apontar falhas na organização da empresa e nos controles internos e possibilita melhores informações sobre a real situação econômica. quando detectar irregularidade. emitindo opinião sobre a adequação das demonstrações contábeis em relação aos princípios fundamentais de contabilidade. d) Auditoria interna é um conceito que suplanta o de controle interno. Os papéis de trabalho são de uso exclusivo do auditor. (Unb/CESPE – TRE/PA – Analista Judiciário – 2007) Considerando as normas brasileiras para o exercício da auditoria interna. assinale a opção incorreta.

09. analisando e avaliando níveis de risco e propondo medidas corretivas e evolutivas. E) A amplitude do trabalho do auditor interno e sua responsabilidade estão limitadas à sua área de atuação. (Unb-CESPE – Paraná Previdência – Auditor Sênior – 2002) Julgue os itens seguintes. adequação. em função do princípio da segregação. assim como o externo. da empresa que audita. na organização. ao campo de atuação da auditoria e aos relatórios de recomendação. não deve estar subordinado ao trabalho que examina. as normas brasileiras de contabilidade e. deve ser zeloso e imparcial. no que for pertinente. 304 . a) A auditoria independente das demonstrações contábeis constitui o conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivo a emissão de parecer acerca da adequação dessas demonstrações. metodologicamente estruturados para a avaliação da integridade. C) A auditoria interna compreende exames. c) O auditor independente não poderá expressar opinião acerca das demonstrações contábeis apresentadas de forma condensada. D) A auditoria interna tem por finalidade agregar valor ao resultado da organização. avaliações. b) As auditorias interna e independente atuam sobre os sistemas e processos. e deve evitar prestar assessoria ao conselho fiscal. visando garantir a sua confiabilidade e permitir que as informações internas e externas possam ser claras e confiáveis. consoante os princípios fundamentais de contabilidade. apresentando subsídios para o aperfeiçoamento dos processos. mesmo que tenha emitido opinião relativa às demonstrações contábeis originais.A) O auditor interno é um empregado. relativos à auditoria interna e independente. para utilização adequada por parte dos diversos usuários. análises. o controle interno gerencia riscos com vistas a assistir a administração da entidade no cumprimento de seus objetivos. e. a legislação específica. levantamentos e comprovações. eficiência e economicidade dos processos. B) O auditor interno. eficácia. em caráter permanente.

julgue os seguintes itens. já que é sua função zelar pela fidedignidade e confiabilidade das demonstrações contábeis da entidade auditada. julgue os itens a seguir. 11. b) Além de verificar se as informações divulgadas no relatório da administração estão em consonância com as demonstrações auditadas. a estratificação e o tamanho da amostra. (Unb-CESPE – Paraná Previdência – Auditor Sênior – 2002) A respeito dos aspectos gerais dos trabalhos de auditoria interna e auditoria externa. testes de observância. dividindo-se em testes de transações e saldos e procedimentos de revisão analítica. no entanto. o auditor deve levar em consideração a população objeto. 10. bem como o risco da amostragem. do risco de auditoria e da avaliação dos controles internos. 305 . técnicas de auditoria e amostragem. requerendo julgamento na determinação do valor adequado a ser registrado nas demonstrações contábeis. cabe à auditoria interna elaborar relatório a respeito de deficiências encontradas nos controles internos das companhias auditadas. c) As estimativas contábeis são de responsabilidade dos auditores internos e independentes e se baseiam em fatores objetivos e subjetivos. a) Na determinação da amostra. b) Os testes substantivos visam à obtenção de evidência quanto à suficiência.d) Os procedimentos de auditoria independente são o conjunto de técnicas que permite ao auditor obter evidências ou provas suficientes e adequadas para fundamentar sua opinião acerca das demonstrações contábeis auditadas. (Unb-CESPE – Paraná Previdência – Auditor Sênior – 2002) Com relação a auditoria. a) A auditoria externa é elemento imprescindível para a credibilidade do mercado e instrumento de inestimável valor na proteção dos investidores. exatidão e validade dos dados produzidos pelo sistema contábil da entidade. o erro tolerável e o erro esperado. sem abranger. informando-o à administração e ao conselho fiscal.

c) Considere a seguinte situação hipotética. Ao terminar seu trabalho. b) Quando da auditoria das demonstrações contábeis.c) Para determinar o risco de auditoria. apesar de causar a impressão de que gera conflito de interesses. o risco também será reduzido. b) Errado. 12. analisadas pelo auditor. visto que tem como referência as próprias DC. d) Ao se reduzir o tamanho da amostra de auditoria. um auditor concluiu que as demonstrações contábeis estavam comprometidas de forma substancial. os procedimentos de auditoria constituem o conjunto de técnicas que permitem ao auditor obter evidências ou provas suficientes e adequadas para fundamentar sua opinião sobre as demonstrações contábeis auditadas e abrangem os testes de observância e procedimentos de revisão analítica. o auditor deverá emitir parecer com limitação de opinião ou adverso. Gabarito 6) a) Errado. Haveria problemas se o auditor emitisse um laudo de avaliação a valores de mercado (reavaliação). Nessa situação. ficando impedido de 306 . com a finalidade principal de determinar a natureza. A contabilidade controla. relativos aos procedimentos de auditoria. (Unb-CESPE – AGE-ES – Auditor do Estado– 2004) Julgue os itens que se seguem. demonstrando que o controle interno é baixo. A auditoria certifica a qualidade e adequação das afirmações contidas nas demonstrações financeiras. O laudo de avaliação a valores contábeis. a oportunidade e a extensão dos procedimentos de auditoria. compreendendo a estrutura organizacional e os métodos de administração adotados para definição de autoridade e responsabilidade. a) De acordo com a NBC-T11. o auditor deve efetuar o estudo e a avaliação do sistema contábil e de controles internos da entidade. de fato não gera problemas. o auditor externo avaliará o sistema de controle interno da entidade auditada. avalia e evidencia o patrimônio das entidades.

CI. as deficiências encontradas no sistema de controle interno da entidade. e)Certo. a auditoria interna integraria o CI. descarta ou extrapola o conceito de controle interno.404/76 e do CFC. nos termos da Lei n. para garantir a independência é a seguinte: (1) o auditor não deve auditar seu próprio trabalho. Falamos sobre papéis de trabalho na aula demonstrativa. Os investidores tomam ciência da situação econômicofinanceira da empresa por meio do parecer dos auditores independentes. Errado De acordo com a Resolução CFC n° 1.realizar o serviço de auditoria. Nesse sentido. é menos importante a data de sua assinatura. com base no sistema de controle interno . São coisas diferentes. por determinação do IBRACON/CVM. A responsabilidade pela elaboração das demonstrações é exclusiva da auditada. Neste caso. competindo a ele. g) Errado. mas atestam a aderência às normas contábeis. dar sugestões para o aprimoramento. a auditoria interna corresponde à etapa final do controle interno. Compete à auditoria. (2) não deve exercer funções gerenciais e (3) não deve promover interesses pelo seu cliente. Especificamente na auditoria do setor público. A regra geral. por meio de outro relatório. f)Certo. não apontam falhas no sistema de controle interno. Em alguns casos especiais. opinar sobre as demonstrações. nos termos dos Códigos de Administração Financeira de vários estados e municípios. 7. os papéis de trabalho são de propriedade exclusiva do auditor. nos termos do CFC. como ocorre nas instituições financeiras. ser postos à disposição da entidade. no final. Dessa forma. Partes ou excertos destes podem. º 6. os auditores são obrigados a informar. complementa. não há como se afirmar que substitui. Nesse sentido. em especial. ainda. em seu relatório.024/05 que aprova a NBT 11. c) Errado. não há obrigatoriedade de cedê-los. a critério do auditor. apenas. d) Errado. avaliar a quantidade de exames a serem feitos para. Vamos relembrar um pouco? 307 .3 sobre os papéis de trabalho e documentação de auditoria. que.

o auditor deve considerar o que seria necessário para proporcionar a outro auditor. Assim. visto que não é necessário nem prático documentar todas as questões de que o auditor trata. deve gerar papéis de trabalho que apresentem as indagações e as conclusões do auditor. Ao avaliar a extensão dos papéis de trabalho. possa influir sobre o seu parecer.  relação de clientes. durante e após a aplicação dos procedimentos de auditoria. o auditor é o responsável pela guarda e zelo do papel de trabalho. por ser relevante. Entretanto. sem experiência anterior com aquela auditoria. qualquer matéria que.  mapa de apuração de impostos.  arquivos magnéticos. práticas adotadas no Brasil e os princípios de contabilidade.  mapa de apuração de dividendos e de participações. A extensão dos papéis de trabalho é assunto de julgamento profissional. Dica: Caso alguma pessoa não autorizada tenha acesso há algum papel de trabalho. pois.Os papéis de trabalho constituem o conjunto de documentos e apontamentos que o auditor colige antes.  cópia de contratos de empréstimos. Vale 308 . o entendimento do trabalho executado e a base para as principais decisões tomadas.  relação de fornecedores. que deverá ser arquivado de forma racional e sistemática. são exemplos de “papéis” de trabalho:  cópia de contratos de financiamento.  cartas de circularização.  cópia de documentos fiscais. a responsabilidade é do auditor. diferentemente do auditor independente. Resp: B O auditor interno. sem adentrar os aspectos detalhados da auditoria.  etc. 08. Dica: Os papéis de trabalho são uma garantia de que a auditoria foi feita de acordo com as normas brasileiras de contabilidade. segundo a Resolução nº 820 do CFC. DEVE prestar assessoria ao conselho fiscal ou órgão equivalente.

o auditor externo avaliará o AMBIENTE de controle interno da entidade auditada. d) errado. 10. Cabe ao auditor assegurar-se de sua razoabilidade. mas da administração da entidade. a) Certo b) Errado. devendo contribuir para o sucesso da instituição. o risco de não ser detectada alguma transação relevante aumenta. a) Certo b) Certo c) Errado. c) Errado. O parecer ADVERSO deve ser considerado. 309 . 11. encontra-se impossibilitado de prestar consultoria e realizar auditoria para a mesma empresa no mesmo momento. a) Certo b) Certo c) Errado. O auditor independente PODERÁ expressar opinião acerca das demonstrações contábeis apresentadas de forma condensada.ressaltar que o auditor da entidade é empregado dela. d) Errado. Já o auditor independente. compreendendo a estrutura organizacional e os métodos de administração adotados para definição de autoridade e responsabilidade. Para determinar o risco de auditoria. DESDE que tenha emitido opinião relativa às demonstrações contábeis originais. Ao reduzir o tamanho da amostra. As estimativas não são de responsabilidade do auditor. A abstenção é cabível quando o auditor não tiver formado juízo de valor. a) Certo b) Certo c) Errado. em função da autonomia e imparcialidade que devem reger sua conduta. A obrigação de elaborar o relatório de deficiências do controle interno compete ao auditor INDEPENDENTE. 12. 09. As técnicas aplicadas pelo auditor abrangem testes de observância.

quanto menor o tamanho da amostra: a) a taxa de desvio aceitável será maior. 03. os resultados da amostra devem ser avaliados pelo auditor conforme a seqüência a seguir: a) projetar os erros encontrados na amostra para a população. analisar qualquer erro detectado na amostra. projetar os erros encontrados na amostra para a população.PARTE 4 01. d) a quantificação do erro tolerável será menor. b) reavaliar o risco de amostragem. projetar os erros encontrados na amostra para a população. analisar qualquer erro detectado na amostra. c) analisar qualquer erro detectado na amostra. reavaliar o risco de amostragem. e) analisar qualquer erro detectado na amostra. para cada item da amostra. 2003) Ao 310 . (Auditor-Fiscal da Receita Federal – AFRF selecionar a amostra. reavaliar o risco de amostragem. e) esta não afeta o erro tolerável nem o esperado. projetar os erros encontrados na amostra para a população. analisar qualquer erro detectado na amostra. projetar os erros encontrados na amostra para a população. b) a quantificação do erro tolerável será maior. (ESAF – Auditor Fiscal da RF – 2002) Executados. o auditor não deve considerar: a) sistematização b) materialidade c) casualidade d) experiência e) aleatoriedade 02. reavaliar o risco de amostragem. (ESAF – Auditor Fiscal da RF – 2002) Quando da aplicação da técnica de amostragem estatística em testes substantivos. os procedimentos de auditoria apropriados aos seus objetivos. d) reavaliar o risco de amostragem. c) a taxa de desvio aceitável será menor.

o erro tolerável e o erro esperado. 5. julgue os seguintes itens. B) Constitui procedimento de revisão analítica determinar se as obrigações da sociedade para com terceiros são reais e se sua liquidação está sendo efetuada de acordo com a política financeira da empresa. a estratificação e o tamanho da amostra. o risco. exatidão e validade dos dados produzidos pelo sistema contábil da entidade. a estratificação da amostra. bem como o risco da amostragem. Para tanto. b) Os testes substantivos visam à obtenção de evidência quanto à suficiência. 311 . A) De acordo com a norma brasileira de contabilidade. o tamanho. técnicas de auditoria e amostragem. por exemplo. não é necessário que o auditor acompanhe o inventário físico. o auditor seleciona a amostra considerando apenas a população objeto da amostra. o seu procedimento técnico deve ser o de emitir parecer contendo ressalva ou abstenção de opinião. E) Compete ao auditor definir se as informações importantes constantes do parecer sobre as demonstrações contábeis originais constarão nas demonstrações contábeis condensadas. auditadas por outros. o auditor deve levar em consideração a população objeto. o saldo de uma conta. realizando testes de contagem física e demais procedimentos complementares. (Unb/CESPE – TRE/Pará – Analista Judiciário – 2005) Ainda acerca das normas de auditoria independente das demonstrações contábeis.04. (Unb-CESPE – Paraná Previdência – Auditor Sênior – 2002) Com relação a auditoria. C) Mesmo que haja valores expressivos em relação à posição patrimonial e financeira. o erro tolerável e o erro esperado. assinale a opção correta. D) Se o auditor independente não puder utilizar os trabalhos de outros auditores ou não puder aplicar procedimentos adicionais suficientes nas demonstrações contábeis de empresas coligadas ou controladas. a) Na determinação da amostra. para que o auditor possa formar uma conclusão. dividindo-se em testes de transações e saldos e procedimentos de revisão analítica. amostragem de auditoria é a aplicação de procedimentos de auditoria sobre uma parte da totalidade dos itens que compõem.

09. tamanho. b) Na seleção da amostra. considerando a amostragem em auditoria. 6. (CESPE/UNB – AGE/ES – Auditor do Estado – 2004 ) Julgue os itens abaixo. d) os itens menos representativos são excluídos da população. que o saldo de uma conta ou classe 312 .c) As estimativas contábeis são de responsabilidade dos auditores internos e independentes e se baseiam em fatores objetivos e subjetivos. b) aceitação incorreta e superavaliação da confiabilidade. a seleção casual com base nos intervalos entre as transações realizadas. risco. b) sua amostra for representativa da população toda. c) os itens da população têm igual chance de seleção. 08. erro tolerável e erro esperado está relacionado com a determinação da amostra. (ESAF – Auditor Fiscal – Receita Federal – 2002) . (ESAF – Auditor Fiscal – Receita Federal – 2002) O risco de amostragem em auditoria nos testes de procedimentos de comprovação pode ser assim classificado: a) subavaliação e superavaliação da confiabilidade. (ESAF – Auditor Fiscal – Receita Federal – 2002) O risco que o auditor corre por considerar. entre outras. a) O conjunto de fatores: população objeto. 07. c) superavaliação da confiabilidade e rejeição incorreta. como resultado de uma amostra que suporte sua conclusão. e) não confiar nos controles internos mantidos na população. d) rejeição incorreta e subavaliação da confiabilidade.O auditor utiliza o método de seleção aleatória de uma amostra quando: a) o intervalo entre as seleções for constante. deve ser considerada. e) rejeição incorreta e aceitação incorreta. estratificação. requerendo julgamento na determinação do valor adequado a ser registrado nas demonstrações contábeis.

c) risco da população. tamanho da amostra. erro esperado e manipulação. tamanho da população e desvio aceitável. d) risco de aceitação excede o de rejeição. c) risco de amostragem. c) erro da população excede o erro tolerável. o auditor deve considerar: a) tamanho da população. d) erro inesperado. risco de amostragem e fraude b) tamanho da amostra. devem ser considerados.de transações registradas estão relevantemente quando de fato não estão. no mínimo: a) população objeto da amostra. b) tamanho da população. erro tolerável e erro esperado. na determinação da amostra para auditoria externa. erro tolerável e erro esperado 313 . (ESAF – Auditor Fiscal – Receita Federal – 2002) Ao determinar o tamanho de uma amostra. d) risco de amostragem. é denominado: a) risco de aceitação incorreta b) risco de superavaliação de confiabilidade c) risco de rejeição incorreta d) risco de subavaliação de confiabilidade e) risco de estimativa contábil corretos. risco de controle e erro esperado. erro intolerável. tamanho da empresa e inadimplência. 12. e) estratificação da amostra. e) risco de detecção. 10. 11. erro tolerável e erro esperado. tamanho da amostra. erro tolerável. tamanho da amostra e valores. risco de amostragem. (ESAF – Auditor Fiscal – Receita Federal – 2002) O auditor deve reavaliar o risco de amostragem quando o: a) erro tolerável excede os erros da população. e) erro tolerável excede o risco de detecção. b) risco de controle excede o risco de rejeição. risco de amostragem e erro esperado. (ESAF – Auditor Fiscal – Receita Federal – 2003) Segundo o Conselho Federal de Contabilidade.

a critério do auditor. b) a seleção sistemática. (D) 24/03/X1 – término dos trabalhos. (C) 20/03/X1 – término dos testes substantivos. d) elaborar notas explicativas e sempre ressalvar o parecer. deve: a) sempre ressalvar o parecer e exigir o ajuste das contas. Gabarito 01. 02. em 24/03/X1. Resp: A 314 . baseada em sua experiência profissional. devem ser consideradas: a) a seleção aleatória ou randômica. (NCE/UFRJ – Arquivo Nacional 2006) O auditor terminou. O mesmo deve atentar para a ocorrência de eventos subseqüentes até a data de: (A) 31/12/X0 – data-base dos balanços. e) exigir o ajuste das contas ou a inclusão de notas explicativas. (B) 15/03/X1 – término dos testes de auditoria das contas de passivo. b) não se pronunciar por não fazer parte do período das demonstrações contábeis. (Auditor-Fiscal da Receita Federal – AFRF 2003)O auditor externo. observando um intervalo constante entre as transações realizadas. 14. seus trabalhos de auditoria dos Balanços Contábeis de 31/12/X0 da empresa Campos S/A. na seleção de amostra.13.012/05. (E) 31/03/X1 – publicação dos demonstrativos em jornais de circulação. Resp: B De acordo com a Resolução CFC nº 1. ao realizar procedimentos para constatação de eventos subseqüentes e constatar a existência de evento que altera substancialmente a situação patrimonial da empresa. c) sempre emitir parecer adverso e solicitar a inclusão de notas explicativas. e c) a seleção casual.

ao analisar os resultados da amostra o auditor deve: analisar os erros da amostra. a taxa de desvio será de: 3/100 = 0. e) As informações relevantes que constaram nas demonstrações originais deverão ser reproduzidas nas versões condensadas. se o primeiro estiver errado. Vale dizer. 315 . ferramentas que não foram mencionadas na opção supra. numa amostra de 5 elementos. de imediato. c) É necessário o acompanhamento do inventário físico. esses fatores têm interferência mínima ou nula na fixação do tamanho da amostra.03 ou 3%. Vale ressaltar que o parecer sobre estas somente poderá ser emitido pelo auditor que deu opinião sobre as demonstrações originais. A "taxa de desvio" é apurada pela divisão do número de desvios pelo tamanho da amostra: Número de Desvios / Tamanho da Amostra. trata-se de um limite para o parecer sem ressalvas. O tamanho da amostra também pode considerar o tamanho da população e o volume de transações. extrapolar os resultados dos erros da amostra para a população da qual foi selecionada e reavaliar o risco de amostragem. Assim. não se deve. Trata-se de uma amostra muito reduzida e pouco representativa da população."Taxa de desvio aceitável" é o mesmo que "taxa de desvio tolerável" ou "taxa de erro tolerável". Resp: E Conforme estudamos. se a amostra for de 100 itens e houver desvio (erro. 04. Até porque a conformação de saldos junto a terceiros constitui outro procedimento. b) A revisão analítica compreende índices e comparações. Todavia. quanto menor a amostra. 03. a partir de um certo limite. Resp: D a) Faltou incluir dentre os itens que o auditor considera na seleção da amostra o objetivo da amostragem. A taxa de desvio aceitável e o tamanho da amostra são inversamente proporcionais. Se uma população é composto de 1000 elementos. ou seja. em sentido amplo) em 3. considerar que há tendência de erro de: 1/5 = 20% na população. É fácil entender o motivo. maior será a taxa de desvio tolerável. Já a "taxa de desvio aceitável" ou tolerável representa o máximo de desvios em relação aos controles internos que o auditor pode aceitar sem alterar seu grau de confiança inicial neles.

Resp: E O risco de amostragem é a possibilidade da amostra não ser representativa. erradamente. Nos testes substantivos. têm a mesma probabilidade de serem selecionados.05. a) Certo b) Certo c) Errado. 09. 08. confiabilidade ou superdependência dos subvaliação de confiabilidade ou subdependência dos controles internos. a amostra é aleatória quando os itens são escolhidos ao acaso. Nos testes de observância. conduza o auditor a considerar que o saldo 316 . que poderão vir a comprometer sua opinião. é a 07. a) Certo b) Errado. ou seja. Resp: C Conforme estudamos. Resp: A O risco de aceitação incorreta consiste na possibilidade de que a amostragem. As estimativas não são de responsabilidade do auditor. o risco de amostragem pode ser classificado como:   risco de aceitação incorreta. A casual é baseada na experiência do auditor. levando o auditor a conclusões errôneas. o risco de amostragem abrange o risco de:   superavaliação de controles internos. 06. mas da administração da entidade. Cabe ao auditor assegurar-se de sua razoabilidade. A seleção que considera intervalos constantes sistemática. risco de rejeição incorreta.

1.5.  A estratificação da população. afetam o tamanho da amostra e devem ser levados em consideração pelo auditor.  O risco de amostragem.2. 11.2. a redução no risco de detecção devido a outros testes executados relacionados com as mesmas asserções.  A população.” 12. 11. o auditor deve considerar o risco de amostragem. Adicionalmente. Resp: d De acordo com a Resolução CFC nº 1. Resp: C O erro tolerável é o máximo que o auditor aceita em função da qualidade do controle interno.11. ao planejar e determinar a amostra de auditoria.11. Ao determinar o tamanho da amostra.5.  O tamanho da amostra. bem como os erros toleráveis e os esperados. no item 11.  Erro tolerável e  Erro esperado. quando de fato não estão. número de itens da população e valor envolvido. Resp: E De acordo com a Resolução CFC nº 1. concluir que o resultado da amostra atingiu o objetivo da auditoria. O CFC destaca que erro tolerável é o erro máximo na população que o auditor está disposto a aceitar e. o auditor deve levar em consideração os seguintes aspectos:  Os objetivos específicos da auditoria.5.2. 10. fatores como a avaliação de risco de controle.012/05. 317 . Tamanho da Amostra: “11.2.de uma conta ou classe de transações registrados estão relevantemente corretos.11.012/05. ainda assim.

(CESPE/UNB . (CESPE/UNB . julgue os itens a seguir.Fiscal de Tributos Municipais de Maceió – 2003) Quanto à auditoria. julgue os itens que se seguem. Indicações de que uma empresa apresenta risco de descontinuidade podem ser encontradas em suas demonstrações contábeis. O sistema contábil e de controle interno é de responsabilidade da auditoria independente. julgue os itens a seguir.Fiscal de Tributos Municipais de Maceió – 2003) Quanto à auditoria. incluem um nível geral 318 . Resp: E PARTE 5 01. (CESPE/UNB – PMV – Auditor Fiscal do Tesouro Municipal – 2007) Com relação à continuidade normal dos negócios de uma entidade. Risco de auditoria é a possibilidade de o auditor vir a emitir uma opinião tecnicamente inadequada sobre demonstrações contábeis significativamente incorretas. alem de incluírem um adequado nível de conhecimento sobre as atividades. (CESPE/UNB . de acordo com as normas brasileiras de contabilidade. 02. porem a administração da entidade deve efetuar sugestões objetivas para o seu aprimoramento. Um exemplo disso se traduz pela mudança nas relações com os fornecedores. Resp: D 14.Perito Criminal da Polícia Federal – 2004) Relativamente à auditoria independente. 03. 4. substituindo-se pagamentos a vista por compras a crédito. a legislação aplicável e as práticas operacionais da entidade. a) As premissas para o planejamento de auditoria. julgue o item que se segue.13.

pela primeira vez uma auditoria em determinada entidade. distorçam as demonstrações contábeis do exercício atual. constante do parecer. de alguma maneira. ele deve. detalhamento o que for necessário à compreensão dos procedimentos que serão aplicados. entre outros cuidados. no parágrafo referente à identificação das demonstrações contábeis examinadas. A) Se um auditor for contratado após o encerramento do exercício e não conseguir firmar opinião acerca da existência física de estoques. o auditor deve. somente deve ser estabelecida após o inicio dos trabalhos. porém. expressando a abstenção de opinião sobre elas. quando o auditor terá a oportunidade de verificar a necessidade de volume de procedimentos a adotar. o auditor deve preparar programa de trabalho por escrito. c) Salvo declaração expressa em contrário.de competência se sua administração e prescindem dos fatores econômicos. (CESPE/UNB – Paraná Previdência – Auditor Sênior – 2002) Acerca de auditoria. a extensão dos procedimentos. para fins de comparação. 05. as informações divulgadas nas demonstrações contábeis. em parágrafo específico. b) Ao elaborar o planejamento de uma auditoria. entende-se que o auditor independente considera inadequadas e insuficientes. o fato de que as demonstrações contábeis do exercício anterior não foram examinadas por auditores independentes. para a total compreensão por parte dos usuários. os valores relativos ao exercício anterior. quanto a natureza e oportunidade. 319 . tanto em termos de conteúdo quanto de forma. fazer menção exclusiva ao exercício examinado e destacar. julgue os itens que se seguem. obter evidências suficientes de que os saldos de abertura do Exercício não contenham representações errôneas ou inconsistentes que. b) Nos casos de primeira auditoria de uma entidade que divulgue. deverá sempre ser aplicado o parecer com abstenção de opinião. c) Quando um auditor realizar.

mesmo que sejam relevantes ao exame das demonstrações contábeis. (CESPE/UNB – Paraná Previdência – Auditor Sênior – 2002) Julgue os itens seguintes. relativos à auditoria interna e independente. 320 . 06. julgue o item a seguir. Fazem parte do relatório longo de avaliação de controles internos. com todas as notas explicativas. do nível de coordenação e colaboração a ser adotado e do tipo de trabalho que a auditoria interna vai realizar como suporte ao auditor independente. julgue os seguintes itens. no entanto. o auditor independente deve ter noção clara do envolvimento com a auditoria interna da entidade a ser auditada. e a preparação e apresentação das demonstrações contábeis submetidas aos exames de auditoria. (CESPE/UNB – PMV – Auditor Fiscal do Tesouro Municipal – 2007) A respeito das normas de execução dos trabalhos de auditoria. a) O auditor não deve considerar em seu parecer os efeitos decorrentes de transações e eventos subseqüentes ao encerramento do exercício. podendo. e. as demonstrações contábeis de encerramento de exercício. técnicas de auditoria e amostragem. E) O parecer do auditor independente tem por limite os próprios objetivos da auditoria das demonstrações contábeis. ao elaborar o seu planejamento. preparadas pelos auditores independentes. no mínimo. 08. 07.d) O uso do trabalho dos auditores internos deve ser avaliado quando da contratação dos serviços do auditor independente. mencioná-los. ao campo de atuação da auditoria e aos relatórios de recomendação. representando garantia de viabilidade futura da entidade ou um tipo de atestado de eficácia da administração na gestão dos negócios. b) O auditor independente deve obter carta que evidencie a responsabilidade da administração quanto a informações e dados. (CESPE/UNB – Paraná Previdência – Auditor Sênior – 2002) Com relação a auditoria.

para que o auditor possa formar uma conclusão. Nessa situação. a) Segundo o entendimento da CVM. Nesse caso. o saldo de uma conta. B) Constitui procedimento de revisão analítica determinar se as obrigações da sociedade para com terceiros são reais e se sua liquidação está sendo efetuada de acordo com a política financeira da empresa. 321 . por exemplo. poderão gerar necessidade de menção de mais de uma data ou atualização da data original. na execução de procedimentos específicos de auditoria. julgue o item seguinte. assinale a opção correta. 11. o auditor poderá optar por uma das duas possibilidades. considerados relevantes tanto para as demonstrações contábeis como para a opinião do auditor. (CESPE/UNB – TRT/10ª Região – Analista Judiciário) Julgue o item abaixo: a) Transações e eventos subseqüentes à conclusão dos trabalhos e anteriores à emissão do parecer. Para tanto. a estratificação da amostra. amostragem de auditoria é a aplicação de procedimentos de auditoria sobre uma parte da totalidade dos itens que compõem. A divulgação do fato se dará quando for provável a entrada de recursos. exceto quando a realização do ganho é praticamente certa. (CESPE/UNB – PMV – Auditor Fiscal do Tesouro Municipal – 2007) A propósito das contingências. (CESPE/UNB – TRE/PA – Analista Judiciário – 2005) Ainda acerca das normas de auditoria independente das demonstrações contábeis. 10. as contingências ativas não devem ser reconhecidas. o tamanho. 09. o auditor seleciona a amostra considerando apenas a população objeto da amostra.a) Considere que. o risco. o nível de relevância preliminarmente estabelecido deve ser reduzido. o erro tolerável e o erro esperado. A) De acordo com a norma brasileira de contabilidade. tenha sido verificado que o nível de risco é maior que o previsto na fase de planejamento.

conforme apropriado. 12. conforme as normas brasileiras de contabilidade. realizando testes de contagem física e demais procedimentos complementares. dada em razão da falta ou insuficiência de informação. c) O parecer do auditor independente tem por limite os próprios objetivos da auditoria das demonstrações contábeis e não representa garantia de viabilidade futura da entidade ou algum tipo de atestado de eficácia da administração na gestão dos negócios. a divulgação ter sido considerada necessária e não ter sido realizada de forma apropriada. não é necessário que o auditor acompanhe o inventário físico. o auditor deve expressar sua opinião em parecer com ressalva ou adverso. 322 . b) O auditor deve considerar se os planos da administração para medidas futuras precisam ser divulgados nas demonstrações contábeis. a)Atualmente o parágrafo de ênfase do parecer do auditor deve fazer referência à observância dos princípios fundamentais de contabilidade. E) Compete ao auditor definir se as informações importantes constantes do parecer sobre as demonstrações contábeis originais constarão nas demonstrações contábeis condensadas. auditadas por outros. Na hipótese de. D) Se o auditor independente não puder utilizar os trabalhos de outros auditores ou não puder aplicar procedimentos adicionais suficientes nas demonstrações contábeis de empresas coligadas ou controladas. (CESPE/UNB – AGE/ES – Auditor do Estado – 2004) Acerca dos princípios fundamentais de contabilidade e das demonstrações contábeis. o seu procedimento técnico deve ser o de emitir parecer contendo ressalva ou abstenção de opinião. julgue os itens a seguir.C) Mesmo que haja valores expressivos em relação à posição patrimonial e financeira. em nota explicativa da administração.

14. erro tolerável e erro esperado está relacionado com a determinação da amostra. b) O auditor deve considerar três situações de eventos subseqüentes: os ocorridos entre a data do término do exercício social e a data da emissão do parecer. com a conseqüente emissão do parecer. ainda que tais eventos sejam irrelevantes. (CESPE/UNB – AGE/ES – Auditor do Estado – 2004 ) Julgue os itens abaixo. e os ocorridos após a divulgação das demonstrações contábeis. julgue os itens subseqüentes. mencionando-os como ressalva ou em parágrafo de ênfase. estratificação. quando não ajustadas ou reveladas adequadamente. considerando a amostragem em auditoria. o auditor tem de solicitar a sua inclusão por meio de ajustes. a partir da database de encerramento do exercício. risco. a) O auditor deve considerar em seu parecer os efeitos decorrentes de transações e eventos subseqüentes relevantes ao exame das demonstrações contábeis. 323 . c) Quando os eventos ocorrerem após a divulgação das demonstrações contábeis. (CESPE/UNB – AGE/ES – Auditor do Estado – 2004) O auditor deve aplicar procedimentos específicos em relação aos eventos ocorridos entre as datas do balanço e a do seu parecer. e a data da divulgação das demonstrações contábeis. tamanho. não superior a dois anos. a) O conjunto de fatores: população objeto. Considerando essas informações e as normas de auditoria independente das demonstrações contábeis.d) A preparação das demonstrações contábeis pressupõe a continuidade da entidade em regime operacional por um período previsível. os ocorridos depois do término do trabalho de campo. 13. que possam demandar ajustes nas demonstrações contábeis ou a divulgação de informações nas notas explicativas.

Dentre os indicadores de risco de continuidade não se encontra a substituição de fornecedores. No que diz respeito à oportunidade (momento). de detecção (vinculados ao auditor) e de controle (decorrentes de falhas no sistema de controle interno da auditada). A simples substituição dos fornecedores não é indicador. 5. O auditor efetuará as sugestões. c) Certo. a seleção casual com base nos intervalos entre as transações realizadas.b) Na seleção da amostra. a consulta a outros auditores (anteriores) e a visita de ínterim são exemplos de procedimentos efetuados antes do início dos trabalhos de campo. Errado. índices financeiros adversos de forma contínua. etc. revelados ou não pela entidade. passivo a descoberto. 4. dentre outros. é possível destacar CCL negativo. Dentre os indicadores financeiros. O levantamento de informações sobre a auditada. a) Errado. Não conseguindo formar opinião sobre determinado aspecto. Esse é um dos cuidados adicionais que o auditor deve tomar. a) Errado. Compreendem os riscos inerente (vinculados à auditada). Como índices operacionais. ler os relatórios de auditorias anteriores e identificar relevantes eventos subseqüentes. Os fatores econômicos e seu impacto específico na entidade também devem ser considerados. 02. as modalidades de parecer a serem aplicados são com abstenção de 324 . tais como verificar a uniformidade das práticas contábeis. responsabilidade é da auditada. é possível citar perda de franquia. b) Errado. Errado. deve ser considerada. Certo. clientes ou fornecedores estratégicos e outros. A 03. licença. o planejamento deve ser iniciado antes do início dos trabalhos. entre outras. Houve inversão de termos na opção acima. Gabarito 01.

6.opinião ou com ressalva. O relatório de controle interno contém as deficiências do sistema de controle interno e não traz as demonstrações contábeis. Certo. caso haja limitação no escopo. Certo 10. 325 . as transações ocorridas. o auditor deve efetuar o acompanhamento do inventário. Errado. Há de se lembrar que a abstenção de opinião compromete todo o parecer. 7. Certo 9. b) certo c) Errado. Esses fatos integram o escopo da auditoria. nada disto foi citado. O auditor deve considerar os eventos subseqüentes em seus trabalhos. a incerteza por parte do auditor gera um parágrafo de ênfase. 11. O parecer de auditoria não representa garantia de viabilidade futura nem atestado de eficácia na gestão dos negócios. c) Se for expressivo. A revisão analítica considera índices e quocientes na análise. Não tem. a) Errado. foco no aspecto prospectivo. Vamos ver o que temos de errado nesta questão? a) Faltou considerar o objetivo da amostragem. A auditoria valida o passado. os registros efetuados. Não havendo limitação no escopo. d) Certo. por meio de circularização. se apenas um aspecto não puder ser validado e isso não comprometer as demonstrações como um conjunto. Nesta opção. um parecer com ressalva deve ser considerado. b) As obrigações são validadas. por exemplo. b) certo 08. ADEQUADAS E SUFICIENTES seria a expressão correta. Assim. assim. e) Errado.

a) Errado. humanos e financeiros. a forma pela qual os meios são geridos e a otimização dos recursos disponíveis. é a 326 . b) certo c) certo d) Errado. A seleção que considera intervalos constantes sistemática. b) os prazos e condições nos quais são obtidos recursos físicos. PARTE 6 01 . c) o custo. quando enfoca a eficácia na execução de um projeto de uma entidade governamental. deve preocupar-se com: a) o relacionamento externo da entidade executora. bem como o atendimento das necessidades sociais. a) Certo b) Errado. Resp: D 12. A casual é baseada na experiência do auditor. 14. Eventos irrelevantes não demandam ajustes. A continuidade considerada é de um ano a contar das demonstrações contábeis. O parágrafo de ênfase deve ser considerado em casos de incerteza ou risco de continuidade.(NCE/UFRJ – TRE/RJ 2001) O auditor.e) As informações importantes constantes no parecer sobre as demonstrações originais deverão figurar nas demonstrações condensadas. a) certo b) certo c) Errado. 13.

III. (Carlos Chagas – Agente de Rendas SP – 2006Para certificar-se que direitos de crédito efetivamente existem em determinada data.00. 03. 02. Gomes Carvalho constatou: I.d) a consecução dos objetivos e das metas.500. Ativo Circulante em R$ 8.000.00. não tivera parte dessa receita apropriada no exercício.000.00. com custo de mercadoria vendida de R$ 15.500. Passivo Circulante em R$ 7.000.00. II. que adota a sistema de inventário permanente. não havia sido contabilizada. principalmente.000. 327 .00 em um CDB de 90 dias. em função de uma reavaliação aprovada pela assembléia geral. No balanço patrimonial da companhia. (Carlos Chagas – Agente de Rendas SP – 2006) Uma auditoria independente efetuada na Cia. o auditor independente utiliza.00.000. (G) Inspeção de ativos tangíveis.00. Ativo Circulante em R$ 13.00. com vencimento em 30 de janeiro do ano-calendário seguinte. houve um aumento do (A) (B) (C) (D) (E) Resultado do Exercício em R$ 4. cujo rendimento prefixado era de R$ 4. Uma venda à vista efetuada nos últimos dias do ano no valor de R$ 25. em desacordo com o principio da competência.000. em decorrência dos ajustes feitos pela auditoria. o procedimento de (F) Revisão analítica de recebíveis. Uma máquina que sofreu um acréscimo patrimonial de R$ 50. e) a proteção e a conservação dos recursos.500. sendo que os impostos e contribuições sobre o lucro da companhia são cobrados à alíquota de 30%. Uma aplicação financeira de R$ 100.00. foi depreciada em 10% no final do exercício.000. sem que fosse efetuada a correspondente baixa na reserva de reavaliação contra a conta de Lucros Acumulados. Resultado do Exercício em R$ 13.500.

000. foi constatado pelo auditor: I.00. Diminui em R$ 9. III.000. Um prêmio de seguro pago no dia 1º de julho do exercício.00 Aumentou em R$ 3. A depreciação de um imóvel da companhia adquirido por R$ 500.000.000. (I) Conferência do cálculo dos créditos. de regularidade com ressalva e de irregularidade. com vida útil estimada de 25 anos. b) de legalidade. não tinha sido contabilizada. (A) (B) (C) (D) (E) Aumentou em R$ 13. utilização ou guarda de bens e valores públicos de propriedade ou responsabilidade da União são: a) de regularidade.00 Diminui em R$ 29.00 05. (ESAF – TCU – Analista de Controle Externo – 2002) Os tipos de certificado de auditoria emitidos pelo órgão ou unidades de controle interno do poder executivo federal. Em função dos ajustes corretamente efetuados pelo auditor. 328 . sem perspectiva nenhuma de recebimento. de legalidade com ressalva e de ilegalidade. Duplicatas aceitas por uma empresa cliente no valor de R$ 30. com pagamento atrasado em mais de dez meses.000.00 Ficou inalterado. II. foi lançado integralmente como despesa.000. com vigência de dois anos.(H) Circularização dos devedores da companhia. o resultado do exercício. (J) Observação de processo de controle. no valor de R$ 84. na verificação de contas dos responsáveis pela aplicação.000. a partir dessa data.00. 04. (Carlos Chagas – Agente de Rendas SP – 2006) Na auditoria da Demonstração de Resultado do Exercício de uma companhia. que estão classificados no ativo circulante da companhia auditada.00.

tiver dúvidas sobre a aplicação correta dos valores. 06. 329 . Nesse sentido. B) Os papéis de trabalho embasam o certificado que representa a opinião do sistema de controle interno. e) de aderência. (CESPE/UNB – TRE/AP – Analista Judiciário – 2007) Considere que. D queda no lucro das vendas. B aumento das vendas a vista. ao efetuar teste de conferência de cálculo em um convênio vultuoso. assinale a opção incorreta. C) A nota é uma das formas que o órgão ou unidade de controle interno possui para expressar sua opinião. Essa situação permite ao auditor inferir que tenha ocorrido A redução nos prazos de vencimento das vendas. de regularidade com ênfase e de ilegalidade. o que implicou uma piora na situação financeira da empresa auditada. E) O método de amostragem do tipo probabilístico fundamentasse em amostras embasadas na experiência do servidor. de regularidade com negativa de opinião e de aderência. C aumento do custo das mercadorias vendidas. D) A promoção da hierarquização dos diversos programas de governo deve fazer parte de um adequado programa de trabalho de auditoria.c) de regularidade. os elementos estão estabelecidos de acordo com a população. d) de ilegalidade com ressalva. um auditor tenha constatado um substancial aumento do prazo médio de recebimento dessas contas. E eliminação vencimento. dos descontos concedidos pelos pagamentos no 07. de aderência com ênfase e de aderência com ressalva. poderá adotar providências de acompanhamento que considerar pertinente e utilizar a técnica do rastreamento para suas conclusões. (CESPE/UNB – TRE/PA – Analista Judiciário – 2007) De acordo com as normas de auditoria governamental. no exame das contas a receber. A) Se o auditor.

Nessa situação. Com base nos procedimentos usuais e nas circunstâncias.000.000. último dia do exercício social. Só ficará caracterizada irregularidade quando se constatar a existência de saldo credor na conta caixa. em 31/12. mercadoria vendida pelo valor de R$ 50. com cláusula CIF e previsão de entrega para três dias depois. (CESPE/UNB – AGE/ES – Auditor do Estado – 2004) Quanto ao parecer de auditoria e aos procedimentos e objetivos da auditoria dos itens patrimoniais. 330 .00. julgue o item a seguir. julgue os itens que se seguem. (CESPE/UNB – PMV – Auditor Fiscal do Tesouro Municipal – 2007) Várias são as hipóteses que caracterizam omissão de receitas. a) A auditoria do disponível busca a mensuração da real aplicação do princípio da legitimidade.00. 10.08.000. (CESPE/UNB – PMV – Auditor Fiscal do Tesouro Municipal – 2007) Acerca da auditoria das contas de resultado. um dos procedimentos adotados é o exame das contas a receber. c) Ao se examinar os estoques da empresa auditada. Considere que uma empresa tenha registrado e embarcado. julgue o item abaixo.00. também registrado em 31/12. é correto inferir-se que a empresa acresceu indevidamente ao resultado do exercício findo o lucro de R$ 20. Os suprimentos de caixa podem ser justificados pela comprovação da capacidade financeira do supridor e da efetiva entrega dos recursos. b) Um dos objetivos da auditoria dos estoques é determinar se as mercadorias foram avaliadas de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade. 09. tenha sido de R$ 30. Considere também que o CMV correspondente.

bem como aos controles internos das instituições. i) O parecer com ressalva deve ser emitido quando houver discordância ou restrição na extensão de um trabalho. b) Nos procedimentos de revisão analítica. são de propriedade exclusiva e confidencial do auditor. julgue os itens subseqüentes. g) Ao emitir o parecer sem ressalva. Tal restrição é de grande magnitude. e) Um dos procedimentos adotados para a auditoria do ativo permanente imobilizado é a verificação do registro da reserva de reavaliação e do valor de mercado dos bens no final do período. Eles constituem a prova do trabalho executado. o auditor demonstra que está convencido de que as demonstrações contábeis foram elaboradas de acordo com princípios fundamentais de contabilidade. o auditor deve considerar apenas dois aspectos: 1) o objetivo dos procedimentos e o grau de confiabilidade dos resultados alcançáveis e 2) a disponibilidade de informações. a) Os papéis de trabalho. (CESPE/UNB – Petrobrás – Contador Junior – 2004) No que se refere às normas adotadas no Brasil com relação às auditorias interna e externa. h) A data do parecer de auditoria será coincidente com a data de publicação das demonstrações contábeis. não requerendo a emissão de parecer adverso. embora a empresa concorra para sua obtenção. 11. confiabilidade e comparabilidade. f) Um dos objetivos da auditoria da conta fornecedores é verificar se o número de ações em circulação foi integralmente realizado.d) Um dos objetivos da auditoria do ativo imobilizado é determinar se as adições do período foram adequadamente contabilizadas e aprovadas por pessoal competente para tal. Para essa 331 . sua relevância. contêm a forma como foi realizado esse trabalho e registram as conclusões a que se chegou.

o auditor deve direcionar seus testes para superavaliação e para subavaliação. nesse caso. na auditoria de conta de fornecedores. foi registrada somente por ocasião de seu efetivo pagamento em 2003. Julgue os seguintes itens. com relação a esses testes. referente à compra de um veículo. a conta de máquinas e equipamentos estava superavaliada e o grupo de despesas subavaliado porque. por ocasião da auditoria da conta de matéria-prima. o auditor verificou que foram capitalizadas peças de reposição em máquinas de uso operacional. deve realizar os testes de auditoria. Para tanto. a conta de matériaprima e a conta de fornecedores estavam superavaliadas em dezembro de 2002. d) Considere que. o auditor observou que uma compra realizada em janeiro de 2002 somente foi contabilizada em 2003. deveriam ser registradas como despesas pré-operacionais. o auditor deve testar todas as contas da contabilidade para verificar eventual superavaliação ou subavaliação. e) Se. o auditor observou que uma nota fiscal de competência de 2002. durante a auditoria da conta de despesas pré-operacionais. b) Considerando-se que. A experiência tem demonstrado que é mais prático dirigir os testes principais de superavaliação para as contas devedoras. então. então. Nesse caso. (CESPE/UNB – AGE/ES – Auditor do Estado – 2004) O saldo de uma conta do balanço patrimonial ou da demonstração do resultado do exercício pode estar errado para mais (superavaliado) ou para menos (subavaliado). a conta de fornecedores e a conta de veículos do ativo imobilizado estavam subavaliadas no balanço de 2002. de acordo com os princípios contábeis. 12. o auditor constatou que participações no capital social de outras 332 . a natureza da entidade e o conhecimento adquirido em auditorias anteriores são irrelevantes e devem ser desconsiderados. na auditoria da conta de máquinas e equipamentos. c) Se. Devido a esses riscos. a) Devido aos riscos mencionados.finalidade específica.

quando de sua execução. por meio de provas seletivas. (CESPE/UNB – AGE/ES – Auditor do Estado – 2004) A aplicação dos procedimentos de auditoria deve ser realizada em razão da complexidade e do volume das operações. quando o correto seria o grupo de contas de investimentos. b) Investigação e confirmação correspondem à obtenção de informações junto a pessoas ou entidades conhecedoras da transação. o ativo diferido estava superavaliado e o investimento. 14. com base na análise de riscos de auditoria e outros elementos de que dispuser. 13. a) A implementação é o procedimento de iniciar os trabalhos de auditoria. (CESPE/UNB – TRE/AP – Analista Judiciário – 2007) A opinião de órgão ou unidade de controle interno do Poder Executivo federal deve ser expressa na forma de diferentes tipos 333 . testes e amostragens. procedendo exames de registros e dos documentos da empresa auditada. determinar a amplitude dos exames necessários à obtenção dos elementos de convicção que sejam válidos para o todo. assim. Relativamente aos procedimentos técnicos básicos a serem considerados pelo auditor na aplicação dos testes. e) Observação é acompanhamento de processo ou de procedimento. subavaliado. d) Os indicadores financeiros devem ser usados para confirmar os valores das contas e. evitar erros significativos. nesse caso. então. julgue os itens que se seguem.sociedades foram debitadas indevidamente nessa conta. dentro ou fora da entidade. c) A revisão analítica deve considerar se todas as transações estão registradas pelo método das partidas dobradas e se estão em conformidade com os princípios fundamentais de contabilidade. cabendo ao auditor.

para restringir os transtornos causados pela auditoria à área onde se encontra presente fisicamente o auditor. E A auditoria contábil. omissões ou impropriedades de natureza formal. 334 . Acerca desses documentos e da auditoria contábil. pode ser executada por servidor efetivo de qualquer formação profissional. que — por sua irrelevância ou imaterialidade — não caracterizam irregularidade dos agentes responsáveis. assinale a opção correta. (CESPE/UNB – TRE/AP – Analista Judiciário – 2007) Os cuidados considerados essenciais para uma adequada contagem do caixa não incluem A insistir para que o custo diante do caixa esteja presente durante toda a contagem. (CESPE/UNB – TRE/PA – Analista Judiciário – 2007) Acerca da auditoria governamental. no âmbito do serviço público. assinale a opção correta. 16. C assegurar-se de que todos os cheques não-depositados sejam nominativos ao cliente. B O relatório de dirigente de órgão de controle interno é peça compulsória em processos de tomada e prestação de contas a serem remetidos ao TCU. E certificar-se de que o responsável pela guarda e pela movimentação do numerário não tem acesso aos registros contábeis do caixa. uma importante técnica de controle do Estado na busca de melhor alocação de seus recursos. D A emissão de certificado de irregularidade somente se aplica aos casos que resultem em prejuízo quantificável para a fazenda pública. D obter recibo do custo diante quando os valores verificados forem devolvidos. admitido mediante concurso público. A O certificado de regularidade com ressalvas está condicionado a falhas. ainda que mediante endosso. B controlar sucessivamente os fundos. 15. ainda que não seja observado o princípio da economicidade.de documentos. C O certificado de regularidade deve ser expedido quando forem obedecidos os princípios da legalidade e da legitimidade.

se comprovada irregularidade. é indispensável que esses fatos sejam considerados em parecer complementar. E Um dos requisitos do certificado ou de parecer de auditoria é o registro. a auditoria deve ser realizada pelo sistema de controle interno do Poder Executivo. 17. E A auditoria do sistema de controle interno. (CESPE/UNB – TRE/PA – Analista Judiciário – 2007) Considerando as normas de controle interno do Poder Executivo federal. deverá dar ciência imediata ao TCU. D É atribuição da auditoria governamental comprovar a legalidade e legitimidade dos fatos administrativos. B O objetivo primordial da auditoria governamental é exercer o controle prévio da aplicação dos recursos públicos. operacional. legitimidade e economicidade. B Quando o órgão não tiver elementos comprobatórios suficientes para formar uma opinião.A São passíveis de auditoria somente as entidades da administração direta e indireta. assinale opção correta. D Havendo eventos relevantes subseqüentes ao período examinado. sob pena de responsabilidade solidária. as fundações e as autarquias. classifica-se em contábil. comprovar a legalidade e legitimidade dos atos administrativos fica a cargo dos tribunais de contas. de imediato poderá emitir certificado de irregularidade. mesmo que haja determinadas falhas. que signifiquem simplesmente situações impróprias e que não necessariamente interfiram na regularidade do certificado. especial e de desempenho. C Se o servidor constatar descumprimento de normas governamentais. as entidades que pertencem à administração pública. no parágrafo intermediário. no Poder Executivo federal. ou seja. 335 . que também contém a especificação do tipo de trabalho realizado bem como das impropriedades que resultaram em prejuízo ao erário. C Quando um ente público é omisso no dever de prestar contas e contra ele é instaurado processo de tomada de contas especial. A O certificado de regularidade será emitido se forem adequadamente observados os princípios da legalidade.

Os suprimentos de caixa podem ser justificados pela comprovação da capacidade financeira do supridor e da efetiva entrega dos recursos. coordenar. ou estrago de valores.18. por meio de Relatório. bens e materiais de propriedade ou responsabilidade da União. planejar. As informações documentadas nos papéis de trabalho devem obter alguns elementos significativos dos exames realizados para propiciar o entendimento e o suporte da atividade de controle executada. julgue o item abaixo. 21. Com base nos procedimentos usuais e nas circunstâncias. subtração. O Certificado de Auditoria será emitido na verificação das contas dos responsáveis pela aplicação. É de sua competência. Referente o instrumental de trabalho do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. julgue o item abaixo. Certificado de Regularidade com Ressalva e Certificado de Irregularidade. De acordo com o Órgão Central. c) O Certificado de Auditoria emitido pelo Órgão ou Unidade de Controle Interno do Poder Executivo Federal deve levar em conta a jurisprudência do Tribunal de Contas da União. 19. julgue. e de todo aquele que der causa à perda. Conforme o tema acima. utilização ou guarda de bens e valores públicos. Só ficará caracterizada irregularidade quando se constatar a existência de saldo credor na conta caixa. e de 336 . que compete à Secretaria Federal de Controle Interno – SFC/MF. a) A opinião do Órgão ou Unidade de Controle Interno do Poder Executivo Federal deverá ser expressa. b) Os tipos de Certificados são constituídos por: Certificado de Regularidade. (CESPE/UNB – PMV – Auditor Fiscal do Tesouro Municipal – 2007) Várias são as hipóteses que caracterizam omissão de receitas. 20. controlar e avaliar as atividades de controle interno de suas unidades administrativas. julgue o item abaixo. somente.

a) Deve elaborar plano estratégico e operacional. como atividade específica. órgãos responsáveis. identificando as metas. com informações a respeito das ações do Sistema de Controle interno sobre o exercício atual. c) A unidade de auditoria interna tem. orçamentários. 23. b) Preparar gradualmente relatório de situação das Ações selecionadas. A Auditoria Operacional objetiva avaliar as ações gerenciais e os procedimentos relacionados ao processo operacional das entidades da administração pública federal. Referente as unidades de auditoria interna das entidades da administração indireta. assessorar os gestores da entidade no acompanhamento da execução dos programas de governo. 24. de pessoal e demais sistemas administrativos e operacionais. Baseado neste fato. b) Considera-se que a unidade de auditoria interna é aquela pertencente tanto à estrutura organizacional de entidades da Administração Pública Federal Indireta quanto aos entes paraestatais de cooperação com o Poder Público. e promover a hierarquização dos diversos programas ou programações governamentais fundamentadas nos critérios políticos e estratégicos definidos. julgue os itens a seguir. julgue os itens que se segue. c) Formular o relatório de situação das Ações selecionadas.realizar auditorias e fiscalizações nos sistemas contábeis. 22. programas de 337 . os critérios para a seleção dos beneficiários. a) O objetivo da racionalização das ações de controle é aumentar atividades de auditoria em duplicidade. entre outros itens. nos órgãos ou unidades que integram o Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. O planejamento das ações de controle adotado pelo Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal deve observar alguns procedimentos. financeiros. as formas de execução. não sendo necessário a do exercício anterior.

ou segmentos destes. No âmbito do serviço público. com ressalva e abstenção de opinião. atividades. gerencie ou administre dinheiro.governo. Com relação a esse tema. do ponto de vista do controle. Referente aos dados e informações utilizados como indicativos e indicadores de gestão. a) É de competência da Comissão de Coordenação de Controle Interno (CCCI) promover a integração operacional do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal com outros sistemas da Administração Pública Federal. Com relação a abrangência do sistema de controle interno federal. guarde. e) positivo. julgue. julgue a seguir. com restrição e com incerteza. restritivo e de irregularidade. arrecade. 25. d) pleno. negativo e omissão de opinião. julgue o item que segue: Estão sujeitas à atuação do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal somente as pessoas jurídicas que utilize. Os indicadores são os dados que revelam e evidenciam situações desejáveis ou não. b) Compete ao Órgão Central apoiar a supervisão ministerial e o Controle Externo nos assuntos de sua missão institucional. em nome desta. b) sem ressalva. 27. ou que. projetos. 26. assuma obrigações de natureza pecuniária. 28. c) sem ressalva. as normas relativas à opinião do auditor estabelecem os seguintes tipos de parecer: a) pleno. na execução de atos e fatos registrados em sistemas organizacionais. com ressalva e adverso. julgue os item seguinte. bens e valores públicos ou pelos quais a União responda. 338 . Acerca as competências do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal.

o número de dias previstos. Julgue a seguir. Quanto as Normas Relativas à Execução do Trabalho. Considerando este relato. planos. a. do controle interno O objetivo geral é evitar a ocorrência de impropriedades e irregularidades por meios dos princípios e instrumentos próprios. julgue o item abaixo: Informar o código da Unidade Gestora (UG). as variáveis básicas do método de amostragem usadas no processo de planificação dos trabalhos de controle. 30. destacando-se entre os objetivos específicos. julgue o que se segue. a aderência das atividades às diretrizes. normas e procedimentos da entidade. podemos dizer que a efetividade de realizar exames das operações que se processam nos sistemas de controle interno administrativo tem como objetivo verificar se os procedimentos funcionam de acordo com o previsto.c) Os Órgãos Setoriais encaminham ao órgão central os planos de trabalho das unidades de auditoria interna das entidades vinculadas. 339 . b. fazem parte de algumas informações básicas para constituir o Plano das atividades do Sistema de Controle Interno. 32) Em referência a finalidade administrativo. situação ou unidade. 31. mencionar o local onde será realizado. julgue. definir o tipo de atividade e formas de realização do trabalho.A materialidade corresponde ao montante de recursos orçamentários ou financeiros alocados por uma gestão. existentes em um dado contexto.A criticidade significa a importância relativa ou papel desempenhado por uma determinada questão. 29. não necessariamente mencionar os dias de início e término do trabalho. Acerca ao Plano das atividades do Sistema de Controle Interno.

fundações públicas. a) Autarquias. de acordo com as formas ou tipos de atividades. denominadas unidades gestoras.Relatório de Auditoria de Recursos Externos. empresas subsidiárias. Esses documentos deverão refletir os resultados dos exames efetuados. parecer ou certificado. b) Unidades da Administração Direta Federal são contempladas com recursos financeiros e dotações orçamentárias. 36. A respeito dos tipos de unidades e entidades da Administração Federal do Sistema de Controle Interno.33.Relatório Anual de Atividades de Auditoria Interna– RAAAI 340 . tornando a aplicação de tratamento estatístico a seus resultados inviáveis através da amostra para a população. Julgue os itens referentes os principais relatórios produzidos pelo Sistema de Controle Interno. julgue os itens que se seguem.Relatório de Fiscalização e Relatórios Acompanhamento. as informações ou opiniões concluídas. 34. controladas ou coligadas compreendem as unidades da Administração Indireta Federal. a. sociedades de economia mista. O método de amostragem subdivide-se em dois tipos: probabilístico e não-probabilístico. Após todas as atividades realizadas. o Órgão ou Unidade de Controle Interno deverá elaborar em um relatório. O método de amostragem não-probabilístico baseia-se principalmente na experiência do servidor. b. julgue o item seguinte. Verificando as Normas Relativas à Forma de Comunicação do Controle Interno do Poder Executivo Federal. Baseado nesta informação julgue o item a seguir. de Auditoria de c. organizações sociais. 35. ambos têm origem SFC/MF.

até a consecução dos objetivos fixados pelo Poder Público. próprios do Ministério ou Órgão equivalente. e não da existência da Ação. planos. a aderência de diretrizes e normas 341 . b) A descrição sumária das Ações deve conter as metas segundo o gestor e a Lei de Diretrizes Orçamentária/LDO. Quanto ao detalhamento do planejamento das ações de controle adotado no Sistema de Controle Interno do Poder Executivo. ao conjunto de critérios gerais definidos pela SFC/MF e os aplica ao conjunto de Programas/Programações. julgue os itens subseqüentes. 38. a) O controle sistemático trata das excepcionalidades. julgue os itens que se seguem. c) Critérios. c) As instruções devidamente formalizadas. forma e veículos de divulgação devem propiciar à sociedade um conhecimento somente das possibilidades de acesso à mesma. típicas de denúncias ou solicitações de autoridades.37. a) A eficiência se dá devido à seleção e treinamento de pessoal. ou aspectos que. métodos e procedimentos interligados. d) A hierarquização agrega critérios de valoração de caráter estratégico. evidenciando eventuais desvios ao longo da gestão. rotinas. de forma confiável e concreta. e Lei Orçamentária Anual/LOA. com programas caros e de alta qualidade. o estabelecimento dos fatos contábeis. caracterizadas como questões pontuais e agudas. Com relação a esse tema. estabelecidos para assegurar que os objetivos das unidades e entidades da administração pública sejam alcançados. financeiros e operacionais. b) A delegação de competência será utilizada como instrumento de descentralização administrativa para assegurar maior rapidez e objetividade às decisões. por qualquer razão. o Sistema de Controle Interno entenda necessário averiguar. O controle interno administrativo é o conjunto de atividades.

O controle de qualidade das atividades visa estabelecer critérios de avaliação sobre a aderência dos trabalhos realizados pelo Sistema de Controle Interno quanto a eficiência e eficácia 342 . de impropriedade e Impropriedade é caracterizada pela não observância aos princípios de legalidade. constatando a existência de desfalque. b) A Auditoria Especial compreende o exame de fatos e situações de natureza incomum ou extraordinária para atender determinação expressa de autoridade competente. 42. alcance.legais fazem parte dos princípios fundamentais de controle interno administrativo. 40. através da técnica de auditoria. do Orçamento Fiscal e da Seguridade Social. julgue o que se segue. realizar auditoria sobre a gestão de recursos públicos federais sob a responsabilidade dos órgãos públicos. 39. eficácia e economicidade. 41. cabe ao Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. desvio de bens e outra irregularidade de que resulte prejuízo para o Erário. Baseado na caracterização irregularidade. c) A emissão de opiniões com vistas a certificar a regularidade das contas. legitimidade. eficiência. Acerca o conceito e classificação de auditoria. Acerca a elaboração da Prestação de Contas do Presidente da República. julgue o item a seguir. julgue os itens subseqüentes. a) Dentre outras atividades. Balanços da Administração Indireta de Fundos e Orçamento de Investimento das Empresas Estatais. A Prestação de Contas Anual do Presidente da República a ser encaminhada ao Congresso Nacional é composta de Relatório de Atividades do Poder Executivo. verificação de probidade na aplicação dos dinheiros públicos e a administração de valores e outros bens da União faz parte do trabalho realizado pela Auditoria de Acompanhamento da Gestão.

planejamento de trabalho.das normas estabelecidas. Lançamento Reserva de Reavaliação a Lucros ou Prejuízos Acumulados 5. entretanto. Efetuando-se a realização da Reserva de Reavaliação em contrapartida à conta Lucros ou Prejuízos acumulados não há alteração no Patrimônio Líquido. com importantes aspectos como organização administrativa. julgue os seguintes itens. a) A identificação de possíveis desvios e suas causas. c) Os Órgãos de Controle Interno do Poder Executivo Federal manterão sob constante controle e avaliação as atividades. 02 -Resp: B Vejamos os efeitos de cada um dos fatos descritos: I) Se o bem reavaliado (máquina) foi depreciado em 10% de seu valor. Considerando o tema acima. Gabarito 01. ofensivos.000) II) Em uma aplicação financeira com rendimento lançamento a ser efetuado no momento da aplicação é: D: Aplicação Financeira 100. e adoção de medidas corretivas também fazem parte do processo de controle de qualidade das atividades do sistema de controle. a Reserva de Reavaliação terá que ser realizada no mesmo percentual.000 (10% x R$ 50. obscuros. b) A execução dos trabalhos devem ser desenvolvida. atentando-se para a utilização de termos dúbios.000 pré-fixado o 343 . a consecução dos objetivos e metas engloba todo o resto. relacionadas. Resp: d As outras opções também podem ser consideradas corretas.

500 Verificando os efeitos dos fatos no AC.500) Despesas com Impostos e Contribuições a Impostos e Contribuições a Pagar 7.000 D: Receitas Financeiras a apropriar C: Receitas Financeiras 3.000 3.000 Neste ajuste.C: Disponibilidades C: Receitas Financeiras a apropriar 95.12 terão que ser apropriados ao Resultado como Receitas Financeiras os 2/3 das Receitas a apropriar.500 4.000 15.000 AC PC Resultado - + 3. Como o prazo é de 90 dias e a data de resgate 31.000 = R$ 7. Registro dos impostos e contribuições (30% x R$ 25.000 344 .000. ou seja. PC e no Resultado.500 A conta Receitas Financeiras a apropriar é conta retificadora do Ativo Circulante. D: Receitas Financeiras a apropriar C: Receitas Financeiras 3.01 do exercício seguinte. III) 1. Lançamentos Reserva de Reavaliação a LPA 5. no balanço de 31.000 +3. Registro da Venda Disponibilidades a Receita de Vendas 2. assim como o ativo circulante (redução de conta redutora) em 3. R$ 3.000. Baixa dos Estoques CMV a Estoques 25. aumenta-se o resultado (receita).

a parcela correspondente à despesa do exercício é de R$ 21.000.07. Resp: C Para certificar-se de que direitos de créditos efetivamente existem o auditor utiliza principalmente a circularização (confirmação externa) com os devedores da companhia. consequentemente.000. 04.000 . que. o valor das Duplicatas a Receber tenha sido lançado integralmente como despesa ao resultado.000 . II – A Banca não fez menção à existência de Provisão para Devedores Duvidosos (PDD). o Ativo Circulante aumentou em R$ 13.000 +13.000 foi lançado integralmente como despesa do exercício.000 Considerando que a Despesa de Seguros foi diminuída em R$ 63. o lançamento de ajuste será: D: Seguros a Vencer C: Despesas de Seguro 63.7.Disponibilidades a Receita de Vendas 25.000 Despesas com Impostos e Contribuições a Impostos e Contribuições a Pagar 7.500 +5. O lançamento seria: D: Despesa com Títulos Incobráveis 345 .500 Variações Verifica-se. cujo início ocorreu em 01. após os ajustes.000 + 7.500 + 25.15. Assim.500 CMV a Estoques 15. Resp: A Vamos analisar os fatos descritos: I – Se o valor do seguro de R$ 84. 03. pressupõe-se que esta não tenha sido anteriormente constituída e.000 . sendo a vigência da apólice de 2 anos (24 meses).000 (valor relativo aos 6 meses transcorridos).15. o Resultado aumentou no mesmo valor. Assim. assim.000 + 25.500 + 7.

o que poderia ser explicado pela eliminação dos descontos para pagamento no vencimento.000 20.000 Redução de 30. Errado. Resp: E Se os clientes pararam de pagar à vista. Resp: A Conforme estudamos. Conforme estudamos. 06.000 Redução de 20. 08. esses são os três tipos de certificados. existem várias outras hipóteses que caracterizam omissão de receita.000 Aumento de 13.000 D: Despesa com Títulos Incobráveis C: Duplicatas a Receber 30.000 (4% x 500. 09.000 63.000) Os efeitos dos fatos contábeis mencionados no resultado encontram-se a seguir representados: Lançamentos D: Seguros a Vencer C: Despesas de Seguro Efeitos no Resultado Aumento de 63.000 III – O lançamento da depreciação seria: D: Encargos de Depreciação C: Depreciação Acumulada 20.000 D: Encargos de Depreciação C: Depreciação Acumulada Variação 05. é muito provável que eles não tenham mais estímulo para fazê-lo.C: Duplicatas a Receber 30. Resp: E Esse é o não probabilístico. 07. Certo 346 .

b) certo c) Errado d) certo e) certo f) certo g) certo h) certo i) certo 11. a não ser que a questão informasse que a entidade ainda não tivesse começado a operar e. a) Certo b) Errado O registro como despesas pré-operacionais não cabe. a) Certo b) Errado A natureza e o conhecimento são relevantes e devem ser considerados. mesmo assim. 347 . a) Errado A legitimidade relaciona-se com a aplicação dos recursos em finalidades públicas (interesse público). além de subsídios para (correlação) cruzamento de informações. em situações específicas.10. A auditoria do disponível busca evidenciar a existência efetiva do saldo. 12. c) Certo d) Certo e) Certo 13.

como a confirmação e a inspeção. b) certo c) Errado. um tipo de relatório específico. 16. organizações sociais. (B) A auditoria governamental objetiva a coleta de evidências com vistas a dar suporte à conclusão. mas não se pode dizer que é o principal. Resp: A No que pertine às demais opções: (B) É bom lembrar que o documento que integra a prestação de contas é o PARECER. 348 . revisão analítica considera índices. (D) O fato do prejuízo não ser quantificável não prejudica a emissão de certificado de irregularidade. Implementação não é procedimento de auditoria. O controle prévio é um meio. e) Certo 14.a) Errado. Resp: B Agindo assim. 15. (E) A auditoria contábil deve ser exercida por contador. serviços sociais autônomos e outras definidas em Lei. prejudicando a inspeção (contagem física). (C) O certificado de regularidade não pode ser emitido quando houver violação ao princípio da economicidade. 820/97 do CFC. (D) Está incluído nas atribuições do controle interno o exame de atos administrativos. A comparações. com migração de recursos de um fundo para outro). de acordo com a Res. são usados outros procedimentos. o auditor poderia permitir que fossem feitos “ajustes” (por exemplo. Para confirmar valores de contas. Resp: C Quanto às demais opções: (A) Também estão sujeitas à fiscalização as agências executivas e reguladoras. quocientes e d) Errado.

a) Errado. Os papéis de trabalho devem obter todos os elementos significativos. 20. Nesta. a) Certo. Tem com objetiva eliminar duplicidade. o processo ficará sobrestado por prazo previamente fixado para cumprimento de diligência. para garantir a uniformidade de entendimento. a) Errado. 17. Errado. por exemplo. b) Certo. 23. PORTANTO. 349 . 22. c) Errado. b) Certo. c) Certo. Resp: A (B) Se não houver elementos suficientes para emissão de opinião. HÁ. como. ter abrangência e grau de detalhe suficiente.(E) A classificação correta inclui a auditoria de avaliação de gestão e a de acompanhamento da gestão. a falta de elementos causada por limitação de escopo pode conduzir a um parecer com abstenção de opinião ou com ressalvas. Precisa-se tanto do exercício atual quanto do exercício anterior. 18. também. fraudes envolvendo documentação. Como as súmulas e decisões julgadas em casos semelhantes. compreendendo a natureza e as conclusões alcançadas. 21. por meio de Parecer. Certificado ou Nota. Deverá ser expressa. 19. Certo. Errado Há outras situações que configuram caixa 2. não fazendo parte a de desempenho. DIFERENÇA SIGNIFICATIVA EM RELAÇÃO À AUDITORIA INDEPENDENTE. A racionalização visa otimizar a utilização dos recursos humanos e materiais disponíveis.

É de competência do Órgão Setorial. Este procedimento auditorial consiste numa atividade de assessoramento ao gestor público. b) Errado. 27. legalidade e economicidade entre as variáveis em questão. c) Certo. 26. realizam serviços sociais autônomos. Ajuda a verificar se os procedimentos. Resp: D. Errado. c) Certo. 29. eficácia. adverso e com abstenção de opinião. Os indicadores são informações obtidas com a aplicação de fórmulas que fornecem indícios de eficiência. as modalidades são idênticas às usadas no setor privado: sem ressalvas. Errado.b) Certo. pública ou privada. Para analisar o nível de execução e alcance das metas. Certo. como também mencionar as equipes necessárias à realização dos trabalhos. Esta abordagem leva em consideração o caráter relativo dos valores envolvidos. a) Certo. mencionando os dias de início e término. Estes últimos. atuando sobre a gestão. 31. 350 . seus programas governamentais e sistemas informatizados. a) Certo. 28. 24. paraestatais. É necessário informar o período previsto de execução do trabalho. mecanismos. visando aprimorar as práticas dos fatos e atos administrativos. por exemplo. No Município do Rio de Janeiro. e a adequação do gerenciamento. Errado. 25. políticas. 30. registros e outros dados relevantes estão funcionando e atendendo os objetivos traçados. Certo. com ressalvas. Esses são os indicativos. Vale ressaltar que as modalidades dependem de regulamentação de cada esfera. Estão sujeitas quaisquer pessoas físicas ou jurídicas.

administrativas e operacionais. Este é relato faz parte do controle assistemático. a) Errado. Para cada atividade realizada deve-se elaborar um relatório. 34. estatutos. b) Certo. na busca exploratória de informações para a obtenção de informações detalhadas sobre questões particulares. 38. 32. assegurar confiabilidade e integridade nas informações contábeis. Por isso. Certo. como por exemplo. durante um espaço de tempo específico. a) Certo. Compreendem os serviços integrados na estrutura administrativa da Presidência da República e dos Ministérios. parecer ou certificado. b) Certo.b) Errado. 33. a) Certo. Este é o método da relevância. que tem como premissa a existência de um processo detalhado de planejamento como base para deflagração das ações do controle. c) Errado. c) Errado. Pelo contrário. Contudo. Certo. Originado do SFC/MF. b) Certo. financeiras. Errado. Este relatório não é produzido pelo Sistema de Controle Interno. Porque elas são dotadas de personalidade jurídica própria. 37. é inegável a sua utilidade para determinados contextos. d) Certo. e sim originado pelas unidades de auditoria das entidades supervisionadas. 35. 36. A criticidade representa o quadro de situações críticas efetivas ou potenciais a auditar ou fiscalizar uma determinada unidade. também deve propiciar conhecimento da existência da Ação. 351 . entre outros. devem-se observar as normas legais.

Esta é a característica da irregularidade. O ato de delegação deverá indicar com precisão. 40. A Auditoria de Acompanhamento da Gestão tem o objetivo de atuar em tempo real sobre os atos efetivos e os efeitos positivos e negativos de uma entidade federal. a) Errado. b) Errado.Para analisar o risco. c) Errado. a autoridade delegante. Errado. b) Certo. devemos avaliar a probabilidade de perda e certeza associada ao cumprimento de um objetivo ou meta. pela 41. Não deve apresentar a utilização desses termos. Os procedimentos e a padronização são publicados Secretaria Federal de Controle Interno do Ministério da Fazenda. Faz parte da Auditoria de Avaliação da Gestão. Classifica-se neste tipo de auditoria os demais trabalhos não inseridos em outras classes de atividades. b) Certo. Outro aspecto importante é a execução dos trabalhos PARTE 8 1] Referente a identificação dos riscos. 39. 42. A impropriedade consiste em falhas de natureza formal de que não resulte dano ao erário. Certo. Busca-se melhores rendimentos mais com menores custos possível. julgue o item a seguir. Certo.a) Errado. A auditoria também é feita sob a responsabilidade dos órgãos privados. delegada e o objeto da delegação. a. c) Certo. a) Certo. 352 .

desenvolvido para garantir. controle e relatórios externos. 353 . e as causas da ocorrência de fraudes em relatórios financeiros/contábeis. mediante a operação com variadas estruturas e modelos de gestão diferentes. Por meio deste fato podemos considerar. 3] Com relação a governança. c. devido à honestidade e objetividade na administração dos recursos públicos e na gestão da instituição.Mesmo sabendo que é de responsabilidade da administração fazer uma avaliação de riscos. julgue os itens subseqüentes. com razoável certeza. que o controle interno jamais será absoluto. criado por administradores ingleses. formalizadas. b. proporcionando-a uma garantia razoável.No setor privado torna-se mais difícil identificar o foco da governança. c. Julgue a informação dada.A integridade tornou-se um marco da responsabilidade social. estes que estão além do controle de qualquer entidade. a trama entre os empregados e os eventos externos. deve-se avaliar a necessidade de controle interno na entidade. a auditoria deve fazer sua própria avaliação.Alguns procedimento deves ser adotados pela auditoria na estrutura de governança.Opennes. d. integrity e accountability são os três princípios fundamentais que devem ser observados na governança do setor público. 4] "Controle Interno é um processo. para estudar os controles externos.b.” Baseado neste fato. a. 2] O COSO (Comitê das Organizações Patrocinadoras) é uma entidade de com fins lucrativos. que sejam atingidos os objetivos da empresa.Mesmo sem objetivos e metas claras. julgue. para garantir sua eficiência e eficácia. tais como: determinar padrões de comportamento. devido a alguns motivos como: o controle do custo/benefício.

Elas devem ter 354 . Julgue. de preferência.Aspectos como freqüência que os risco ocorrem. permite a redução dos riscos.5] Baseado nos elementos de risco e controle. c. 7] As atividades de controle devem ser implementadas de maneira. ponderada e consistente.As atividades de prevenção é a base das atividades de controle. e. ou seja. b. Julgue os itens relacionados abaixo.Os níveis de risco deveriam ser analisados. a. uma vez que o risco foi identificado.Os valores de uma organização devem ser protegidos. a competência técnica e o seu compromisso ético. precisam estar relacionados entre si. como sistema informatizado. por isso temos o controle de acessos. ao nível de setor. d. consciente. no seu cotidiano. A normatização interna é constituída de normas internas necessárias ao funcionamento da entidade. ações necessárias para administrar os riscos identificados e o impacto quantitativo e qualitativo nas operações. pois quando executadas a tempo e de maneira adequada. 6] Acerca ao ambiente de controle.A base para definir o gerenciamento dos riscos deve ser feita através da identificação e análise dos riscos associados ao não cumprimento das metas e objetivos operacionais.O processo de controles internos é constituído por quatro elementos fundamentais. f. que não necessariamente. julgue o item seguinte: O ambiente de controle torna-se efetivo quando as pessoas da organização utilizam. o controle de entrada e saída de funcionários e senhas para arquivos eletrônicos. devem ser avaliados e levados em consideração.

quanto ao grau de atingimento dos objetivos operacionais propostos. c. (D) Seta.acesso restrito aos funcionários da organização para melhor atender as políticas corporativas. Julgue o item a seguir. (B) Losango. 355 . O processo formal é imprescindível para colher dados e informações necessárias para o acompanhamento dos objetivos operacionais de uma entidade. (E) Triângulo. (TRF – Analista Judiciário 1ª Região 2001) Assinale a alternativa que contém a correta correlação entre os elementos das rotinas e os símbolos que devem ser desenhados no fluxograma.Quando a alta administração tem uma razoável certeza. 11.O monitoramento é feito mediante ao acompanhamento contínuo das atividades e tem como finalidade. 8] Quanto ao subseqüentes.Os controles são considerados eficientes quando os cinco elementos do controle estão presentes e funcionando conforme planejado. 10. podemos considerar um controle eficiente. 9] Quanto a informação e comunicação. (C) Quadrado. monitoramento do COSO. b. (TRE – Analista Judiciário – 2002) O símbolo que representa uma operação nos fluxogramas analíticos é (A) Círculo. verificar se os controles internos são efetivos e adequado. Julgue os itens a.

b. (CETRO – TCM/SP – Adm – 2006) Fluxogramas são gráficos que representam o fluxo ou seqüência de procedimentos e rotinas. III .c.a. II . II .c (C) I . a ação que representa a finalização de um processo é: (A) (C) (B) (D) (E) 13. III .b 12. IV .a.a.d.b. Os fluxogramas permitem um tipo de análise 356 . III . II .b.d (B) I . II .c. IV .(A) I . II .b.d (D) I . IV .c.d.d. IV . IV .c (E) I .a.a. III . III . (FGV – MPE/Amazonas – Agente Técnico – 2002) Na simbologia de um fluxograma.

II. acompanhandoos na passagem de um órgão para outro. Portanto. pois estas se concentram em posições da estrutura organizacional e em órgãos. estabelecer as atribuições de cada órgão ou cargo. V. bem como apresentar novo arranjo físico dos móveis e dos equipamentos em cada órgão. Pode-se afirmar que está(ão) correta(s) (A) somente a proposição II. identificar as relações informais entre as pessoas que trabalham em um mesmo órgão ou unidade administrativa. (C) somente a proposição V. IV. identificar os passos dos processos e rotinas e acompanhar o percurso dos documentos e informações entre as unidades organizacionais. pode-se concluir que os fluxogramas (ou gráficos de organização) servem para I. enquanto os fluxogramas seguem os passos dos processos e rotinas. III. II. IV e V. isto é. estabelecer a estrutura hierárquica dos cargos que compõe cada órgão. (E) I.diferente do que é proporcionado pelas descrições de funções. a tramitação dos documentos que circulam intra e interórgãos. (D) somente as proposições I e II. (FCC – BACEN – Analista – 2006) A representação gráfica do conjunto de atividades feitas para gerar produtos e serviços que atendam às necessidades dos clientes é o a) diagrama espinha-de-peixe b) organograma c) gráfico de Pareto 357 . III. em função de situações e condições do ambiente externo à organização. (B) somente as proposições III e IV. 14. Os fluxogramas facilitam o trabalho do analista ao permitir melhor compreensão da rotina administrativa. representar a seqüência de procedimentos e rotinas administrativas e operacionais.

arquivamento e operação. julgue os itens subseqüentes: a. decisão. análise. a equipe deverá checar se o objeto da auditoria exerce definição clara de missão. 4 e 5 representam. relatório. produtos e indicadores. mas antes. formulário. análise. formulário. 2. e metas. formulário. da Harvard Business School.d) histograma e) fluxograma 15.Identificação de parceiros competentes para auxiliar nas atividades a serem desenvolvidas é uma mas providências sugeridas pela técnica SWOT. 3. objetivos. e) operação. arquivamento e análise. emissão. aprovação e arquivamento.Há possibilidade do uso desta técnica no âmbito das auditorias operacionais. b) formulário. b. decisão. d) análise. 16] Baseado na técnica de análise SWOT. c. 358 . propondo a elaboração de estratégia para atingir uma adequação entre as capacidades e as possibilidades externas. respectivamente: a) conferência. arquivamento e formulário. arquivamento e conferência.O grupo de administração geral. (FCC – TRE/PE – Analista Judiciário – 2004) Considere o Fluxograma abaixo: Os números 1. formulou a técnica de análise SWOT. operação. c) emissão.

podendo captar aspectos do programa sobre os quais os participantes evitam de falar numa entrevista. 20] Para a coleta de dados são utilizados diversas técnicas. 359 . compreenda o contexto no qual se desenvolvem as atividades do programa. 17] A elaboração adequada das questões de auditoria é fundamental para o sucesso da auditoria de desempenho operacional ou da avaliação do programa. julgue os itens seguintes: a. por ser um método bastante empregado. articulação e coerência. como também informações que possam ser definidas e mensuradas. A principal característica da fonte primária é quando a equipe tem controle sobre a forma de coleta dos dados. Julgue os itens subseqüentes: a. 18] Quanto a observação direta no programa de auditoria de desempenho operacional. os pontos fortes e fracos são provenientes de variáveis externas. quanto a adequação na forma de coleta. por algum motivo. Devemos levar em conta alguns aspectos importantes para a formulação das questões de auditoria como a clareza. as oportunidades e ameaças são provenientes de variáveis internas. mas podendo apresentar alguns problemas.O Questionário é uns dos métodos de pesquisa em que as pessoas respondem as questões dos assuntos abordados. 19] As fontes de informação são caracterizadas como primárias ou secundárias. basta que o observador treinado seja capaz de conferir exatidão. É um meio altamente eficaz. ou os dados podem ter sido manipulados. enquanto. Com relação a esta afirmativa.Este método permite que o observador utilize abordagem indutiva. b.A observação direta. validade e confiabilidade às informações coletadas. não necessita de preparação específica. julgue o item a seguir. porém não sigiloso. controlável pelo programa.Mediante os elementos integrantes do diagnóstico podemos concluir que.d.

Gabarito 1] a. Probabilidade de perda e incerteza. e na pergunta fechada não. não há necessidade de controle interno. 5. c. d.Certo. criada nos Estados Unidos. b.b. b. 2] Errado.Certo. No setor privado o foco de governança é priorizado pelos dirigentes. tornando-o muito popular. por representantes das principais associações ligados a área financeira.Errado. É uma entidade de sem fins lucrativos. Para confrontar sua avaliação com a dos administradores. 5] a. A transparência é que se tornou um marco. de iniciativa independente. c.Errado. b. Se a entidade não apresenta objetivos e metas.Errado. tendo como objetivo principal estudar os controles internos. 360 . pois é um dos fatores responsáveis pelos desmandos da gestão pública. e presentes em todos os controle internos.As perguntas são formuladas na forma aberta e fechada. são predeterminadas. como as responsabilidades são definidas e asseguradas. c.Errado. É constituído por cinco elementos e devem estar relacionados entre si.Errado. 4] Certo. mas com limitações práticas.Este modelo é usado para tratar de uma grande escala de questões relacionadas à pesquisa. Sendo que na pergunta aberta há alternativas de respostas. Também deve observar a estrutura e processo organizacional dentro da instituição. 3] a.Certo.Certo.

e. os limites de sua autoridade e o comprometimento de atuar de maneira correta. 11. 6] Certo. f. a resposta correta é a letra “a” círculo. funções e procedimentos. O item. c. Como não temos retângulo em nenhuma das opções.Errado. 9] Errado.Errado. Bem como. corresponde à segurança física nas atividades de controle. ao nível de dependência e de processo. incluindo os processos de inventário de itens valiosos. Bem como as informações confiáveis nos relatórios e sistemas corporativos. como conferência de numerário. 361 . 10. 8] a.Errado. O item II se relaciona com a figura “a” que significa decisão. d. Resposta: A Vemos que a resposta poderia ser um círculo ou um retângulo. 7] Errado. regulamentos e normas pertinentes.Errado. Elas devem ser de fácil acesso aos funcionários e devem definir responsabilidades. O item I se relaciona com a figura “d” uma vez que o relatório de materiais estocados é um documento. políticas corporativas. podemos concluir que a resposta correta é a letra “d”.Certo. Não só a atividades de prevenção como também as atividades de detecção compreendem as atividades de controle de risco.Certo. Tanto o processo formal quanto o informal colhem as informações necessárias à identificação de riscos e oportunidades. fluxos operacionais. e o cumprimento das leis.Certo. Resposta: D Conforme a listagem de símbolos e seus significados que estudamos. b.c. É essencial que as pessoas saibam as suas responsabilidades. Neste caso diz-se que os controles são adequados.

Vamos ver o significado das outras alternativas que não estudamos ainda? O diagrama espinha-de-peixe. 13. A “c” representa um conector no fluxograma horizontal descritivo e um processamento / operação no fluxograma horizontal de colunas. Resp: e A alternativa “a” representa decisão. a partir dos efeitos (sintomas dos problemas). A afirmativa II está errada porque os fluxogramas não tratam de relações entre pessoas.O item III se relaciona com a figura “b” uma vez que trata da descrição de uma operação. os 362 . a “e” representa um terminal. das causas iniciais para os seus efeitos finais. A “d” processamento / operação. Assim. Resp: B A afirmativa I está errada porque os fluxogramas não estabelecem atribuições dos órgãos. Resp: E O conjunto de atividades feitas para gerar produtos e serviços que atendam às necessidades dos clientes é um processo. O item IV se relaciona com a figura “c” por ser o símbolo do arquivo. utilizado para representar o início ou o fim do processo. A “b” arquivo. E. e o fluxograma é a representação gráfica de um processo. também conhecido como diagrama de causa e efeito ou gráfico de Kaoru Ishikawa. identificar todas as possibilidades de causas que estão provocando esses efeitos. 14. 12. eles apenas descrevem os processos. Trata-se de um gráfico que sugere um deslocamento da esquerda para a direita. isto é. A afirmativa V também não representa descrição de processos. finalmente. procura.

isto é. Segunda Edição – Idalberto Chiavenato. Organograma: A estrutura organizacional é representada por um gráfico chamado organograma.problemas são colocados no lado direito do gráfico. onde estaria situada a cabeça do peixe. Extraído do livro Administração nos Novos Tempos. as causas das causas. no qual se encontram as seguintes informações: a) Divisão do trabalho: os retângulos representam unidades de trabalho e indicam como as responsabilidades estão divididas 363 . enquanto as causas são dispostas no lado esquerdo. A utilidade do diagrama espinha de peixe é identificar as causas que geram os efeitos. Causas Efeitos Método Mão de Obra Qualidade Material Máquinas Figura 6 O diagrama espinha de peixe. A figura 1 mostra um exemplo de organograma.

na base da estrutura. até o que tem menos autoridade. deixando as barras mais baixas para constatação posterior. um diagrama de barras verticais para dirigir a atenção aos problemas mais importantes e prioritários. Antonio César Amaru Maximiano. b) Comunicação: as linhas que ligam os retângulos mostram a interdependência entre as unidades de trabalho. Extraído do livro: Introdução à Administração. do gerente que tem mais autoridade. localizados nas barras mais altas. O Princípio de Pareto é um meio de comparação que permite analisar grupos de dados ou de problemas e verificar onde estão os mais importantes e prioritários. Os títulos dos retângulos mostram quais as responsabilidades de cada unidade de trabalho. 364 . c) Autoridade e hierarquia: o número de níveis em que os retângulos estão agrupados mostra como a autoridade está graduada. Informações constantes de um organograma. Gráfico de Pareto: O princípio de Pareto parte de uma representação gráfica feita através do histograma. no topo da estrutura.dentro da organização. Figura 1.

c. Este método requer treinamento e preparação específica do observador.Figura 7. A pergunta fechada é que são predeterminadas. O Histograma. As pessoas mantêm o anonimato.Errado. b.Errado. Pois estes são elementos essenciais ao planejamento estratégico. Errado.Certo.Certo. b. d. a. As variáveis estão ao contrário. onde são coletadas e sistematizadas por outros. Atingir o ajuste entre as capacidades internas e as possibilidades externas. Esses problemas são originados de fontes de informações secundárias.Errado. 18. Segunda Edição – Idalberto Chiavenato.O histograma é um gráfico composto por retângulos justapostos em que a base de cada um deles corresponde ao intervalo de classe e a sua altura à respectiva freqüência. Extraído do livro Administração nos Novos Tempos.Certo. 365 . a.Errado. Certo. a. b.Certo. em técnicas de anotação de campo e capacidade de concentração e percepção seletiva. Essas são algumas vantagens desse método.Errado. que é muito empregado em avaliações de programa do tipo qualitativo. 16. 19. 20. 17. histograma . c.

Organização. Ricardo J. Paulo Adolpho. São Paulo: Atlas. Sistemas. Procedimentos de Auditoria Pública. Auditoria: filosofia e técnica. A paper delivered first at the IIA International Conference in Paris 1995 and published in English in Internal Auditing (UK) April 1995. 2002 – 2ª edição. São Paulo: Atlas. 2002 – 2ª edição. Flávio da. Luiz Carlos M. 366 .Editora Ferreira – 3º Edição. SANTI. R. Ricardo J. 2006 FERREIRA. 1988. São Paulo – Editora Atlas. Marcelo Cavalcanti. SANTI. 2002 ARAUJO. 1996. Sistemas e Métodos. Sistemas e Métodos. José Carlos Oliveira de.Editora Ferreira – 3º Edição. CRUZ. David McNamee. 1979. São Paulo: Atlas. Garry M. 2001. CRUZ. CARVALHO. São Paulo: Atlas. OLIVEIRA. 2006 FERREIRA. 2001 D´ASCENÇÃO. Auditoria Geral e Pública: Teoria e Questões Comentadas – Rio de Janeiro: Elsevier. São Paulo: Saraiva. Auditoria – Rio de Janeiro . Marcelo Cavalcanti.Bibliografia: CARVALHO. Organização & Métodos. Garry M. São Paulo: Saraiva. Cook. Auditoria Geral e Pública: Teoria e Questões Comentadas – Rio de Janeiro: Elsevier. Auditoria: Um curso Moderno e Completo. John W & Winkle. 1979. Luis César G. Introdução à Auditoria. Auditoria Governamental. João Pessoa: UFPB/Editora Universitária. Organização. Introdução à Auditoria. São Paulo – Editora Atlas. São Paulo: Atlas. Cook. VALE. Auditoria – Rio de Janeiro . Auditoria: filosofia e técnica. São Paulo: Atlas. Carlos Alberto do Nascimento. Auditoria Governamental. John W & Winkle. São Paulo – Atlas: 2001. 1996. 1988. Flávio da. ALMEIDA. Auditoria: Um curso Moderno e Completo. Paulo Adolpho. José Carlos Oliveira de. Djalma P. ALMEIDA.

br i ii Cook John W & Winkle. Auditoria Um curso moderno e completo. Auditoria: filosofia e técnica Marcelo Cavalcanti Almeida.com.blogspot. 5ª Edição.A GRAVIDADE INSTITUCIONAL JUSTIFICANDO A GOVERNANÇA CORPORATIVA. Garry M. São Paulo: Atlas 367 .auditoriainterna. Francisco Cristino de França Júnior (Faculdade de Tecnologia e Ciências) marcoscampelo.com www.

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