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INTRODUÇÃOÁ LÓGICA MATEMÁTICA-junior

INTRODUÇÃOÁ LÓGICA MATEMÁTICA-junior

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O manual de consulta da 11 classe e composto por 7 capitulos nomeadamente : Conjunto,logica Matematica,Algebra,Exponenciais, logaritmo,geometria analitica e trigonometria.No final de cada capitulo contem exercicios de consolidacao.Com este manual pretendo apoiar aos de mais alunos que ainda estao intalados em outros manuais com informacoes incompletas e este contem no seu todo.
O manual de consulta da 11 classe e composto por 7 capitulos nomeadamente : Conjunto,logica Matematica,Algebra,Exponenciais, logaritmo,geometria analitica e trigonometria.No final de cada capitulo contem exercicios de consolidacao.Com este manual pretendo apoiar aos de mais alunos que ainda estao intalados em outros manuais com informacoes incompletas e este contem no seu todo.

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Escola Secundária e Pré – Universitária Mateus Sansão Mutemba – Beira.Texto de apoio da 11ª Classe da Disciplina de Matemática .

Docente: Luís Comodo Dique ,17 de Janeiro de 2012.COMODO ( 2012).” ...os outros não sentem o impacto desta disciplina na vida diária,
nós jogamos no sentido contrário” Page 1

Escola Pré –Universitária Mateus Sansão Mutemba – Beira
Texto de apoio da Disciplina de Matemática da 11ª Classe- 2012.
Docente:Luís Comodo Dique
_____________________________________________________________________________
Capitulo I: Conjuntos.
Conjunto, elementos e relação de pertinência
Na realidade ,há alguns conceitos matemáticos que não podemos definir.Entre eles
Estão os conceitos de conjuntos e relação de pertinência , que , por serem os primeiros de uma cadeia
de definições , são chamados conceitos primitivos.
Conjunto é o agrupamentos de objectos, coisas, seres com características semelhantes.
Um conjunto é disignado pela letra maiscula ( A, B, C, D, ..... )
Exemplo: conjunto dos números pares positivos: P = {2,4,6,8,10,12, ... }.
Esta forma de representar um conjunto, pela enumeração dos seus elementos, escrito entre chavetas e
separados por virgula ou ponto –e – virgula dezemos que o conjunto está representado por extensão. O
mesmo conjunto também poderia ser representado por uma propriedade dos seus elementos ou seja, sendo
x um elemento qualquer do conjunto P acima, poderíamos escrever:
P = { x | x é par e positivo }.Desta forma podemos dizemos que o conjunto está representado por
compreensão.
Por fim, um conjunto pode ser representado por meio de uma figura plana fechada.O contorno da figura
deve ser uma linha simples, isto é,que não se entrelaça. Qualquer ponto do interior dessa figura pode
representar um elemento do conjunto , enquanto pontos exteriores representam elementos que não
pertencem ao conjunto. Tal representação é chamada diagrama de venn
Ex:

Podemos afirmar que os números pares 2 , 4, 6, 8 ,10 e 12 são elementos do conjunto P
Elemento de um conjunto é a cada objecto , coisa ou ser do conjunto dado.
Mas os números 3 ,5,7,13 e 17 não fazem parte do conjunto P mas sim pertence ao conjunto U.
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Relação de pertinência
Sendo x um elemento do conjunto A , escrevemos x A, onde o símbolo significa "pertence a".
Sendo y um elemento que não pertence ao conjunto A , indicamos esse facto com a notação y A.
Ex: Seja P={ a,e,i,o ,u } o conjunto das vogais.Represente o conjunto P num diagrama de venn.

Para dizer que um elemento x pertence ou não a um certo conjunto P escrevemos:
A letra a é um elemento do conjunto das vogas ou P a e
A letra e é um elemento do conjunto das vogais ou P ee
A letra i pertence ao conjunto das vogais ou P i e
A letra o é um elemento do conjunto das vogais ou P oe
A letra u pertence ao conjunto das vogais ou P ue
A letra j não é um elemento do conjunto das vogais ou P j e
O número 4 não pertence ao conjunto das vogais ou P e 4
Embora a noção de conjunto esteja associada á ideia de pluralidade ( colecção de objectos), será bastante
útil considerar conjuntos com um só elemento , chamados conjuntos unitários.
Ex: { } { } 4 6 2 : = = + e = x IR x A
O conjunto que não possui elementos , é denominado conjunto vazio e representado pela letra grega fi:
.
Com o mesmo raciocínio, e opostamente ao conjunto vazio, define-se o conjunto ao qual pertencem todos
os elementos, denominado conjunto universo, representado pelo símbolo U.
Assim é que, pode-se escrever como exemplos:
= { x; x x} e U = {x; x = x}.
Cardinal de um conjunto
O cardinal de um conjunto finito A é o número de elementos deste conjunto.O cardinal do conjunto A
representa-se por #A.
Exs:
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a) Se A={ } d c b a , , , ,dizemos que #A=4.
b) Sendo A={ } 4 , 3 , 2 , 1 ,dizemos que #A=4 e B={ } 10 : s e x IN x ,dizemos
que #B=11.
c) C={ } 8 3 : s < ÷ e x Z x , #C=11.
Produto cartesiano
O produto cartesiano de dois conjuntos A e B é o conjunto de todos os pares ordenados que se podem
formar, indicando primeiro um elemento de A e depois um elemento de B.Representa-se por AxB.
AxB={ } B y A x y x e . e : ) , (
Ex: Sendo A={ } 3 , 2 e B={ } 5 , 4 , 3 , 2 , 1 , então: AxB é:
AxB={(2;1),(2;2),(2;3),(2;4),(2;5),(3;1),(3;2),(3;3),(3;4),(3;5)}
Podemos dizer que:#(AxB) =#Ax#B=2x5=10.
Relação entre conjuntos:Subconjuntos-relação de inclusão
Dizemos que um conjunto A é um subconjunto de B , ou A está contido sse todo elemento de A é
também de B.
Ex: { } 5 , 3 , 1 = A e B={ } 7 , 6 , 5 , 4 , 3 , 2 , 1

Note que todo oelemento pertencente ao conjunto A pertence também ao conjunto B. Por isso A é um
subconjunto de B, ou A está contido em B.
Se A está contido em B, também dizemos que B contém A e simbolicamente escrevemos:
B Ac ” A está contido em B “ ou A B ” B contém A”
De acordo com a definição acima pode ser feita utilizando-se apenas a linguagem simbolica
seguinte: B x A x B A e ¬ ÷ e ¬ ÷ c
Note que, enquanto a pertinência relaciona elemento a conjunto , a inclusão relaciona a conjunto.Veja o
esquema asseguir:
e
Elemento Conjunto
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e

cou
.ou
Assim ,temos que escrever { } 5 , 4 , 3 , 2 , 1 5e e não { } 5 , 4 , 3 , 2 , 1 5 c .Do mesmo modo , escrevemos
{ } 5 , 4 , 3 , 2 , 1 } 5 { c e não { } 5 , 4 , 3 , 2 , 1 } 5 { e
Um conjunto A não está contido num conjunto B quando A possui pelo menos um elemento que não
está em B.
Por exemplo: A={ } g e a ; ; e B={ } u o i e a ; ; ; ;

Então : ) | ( B x A x x B A e . e - ÷ .
A partir disso , podemos enunciar dois casos particulares de inclusão:
a) todo conjunto é subconjunto de si próprio. ( A A )
b) b) o conjunto vazio é subconjunto de qualquer conjunto. ( A)
Dois conjuntos A e B são iguais se possui exactamente os mesmos elementos.Isto equivale a dizer
que B Ac e A B c .Isto é A=B.
Partição de um conjunto ou potência
Seja A um conjunto não vazio. Define-se como partição de A, e representa-se por part(A), qualquer
subconjunto do conjunto das partes de A (representado simbolicamente por P(A)), que satisfaz
simultaneamente, às seguintes condições:
a)nenhuma dos elementos de part(A) é o conjunto vazio.
b) a interseção de quaisquer dois elementos de part(A) é o conjunto vazio.
c) a união de todos os elementos de part(A) é igual ao conjunto A.
Exemplo: Seja A = {2, 3, 5}
Os subconjuntos de A serão: {2}, {3}, {5}, {2,3}, {2,5}, {3,5}, {2,3,5}, e o conjunto vazio - Ø.
Conjunto Conjunto
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Assim, o conjunto das partes de A será:
P(A) = { {2}, {3}, {5}, {2,3}, {2,5}, {3,5}, {2,3,5}, Ø }

Vamos tomar, por exemplo, o seguinte subconjunto de P(A):
X= { {2}, {3,5} }
Observe que X é uma partição de A - cuja simbologia é part(A) - pois:
a) nenhum dos elementos de X é Ø .
b) {2} { } Ø
c) {2} { } = {2, 3, 5} = A
Sendo observadas as condições 1, 2 e 3 acima, o conjunto X é uma partição do conjunto A.
Observe que Y = { {2,5}, {3} } ; W = { {5}, {2}, {3} }; S = { {3,2}, {5} } são outros exemplos de
partições do conjunto A.

Outro exemplo: o conjunto Y = { {0, 2, 4, 6, 8, ...}, {1, 3, 5, 7, ...} } é uma partição do conjunto Z dos
números inteiros, pois {0, 2, 4, 6, 8, ...} {1, 3, 5, 7, ...} = Ø e {0, 2, 4, 6, 8, ...} U {1, 3, 5, 7, ...} = Z
Nota:
a)se um conjunto A possui m elementos então ele possui 2
m
subconjuntos.
b) o conjunto formado por todos os subconjuntos de um conjunto A é denominado
conjunto das partes de A e é indicado por P(A).
Assim, se A = {c, d} , o conjunto das partes de A é dado por P(A) = { , {c}, {d}, {c,d}}
c) um subconjunto de A é também denominado parte de A.





Operações com conjuntos
União ( )
Dados os conjuntos A e B , define-se o conjunto união,o conjunto formado pelos elementos que
pertencemn a pelo menos um dos conjunntos A e B e simbolicamente representa-se
A B = { x; x A ou x B}.
Exemplo: {0,1,3} { 3,4,5 } = { 0,1,3,4,5}. Percebe-se facilmente que o conjunto união contempla todos
os elementos do conjunto A ou do conjunto B.
Propriedades imediatas:
a) A A = A
b) A = A
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c) A B = B A (a união de conjuntos é uma operação comutativa)
d) A U = U , onde U é o conjunto universo.
Número de elementos da união de dois conjuntos
Sejam A e B dois conjuntos, tais que o número de elementos de A seja n(A) e o número de elementos de
B seja n(B).
Nota: o número de elementos de um conjunto, é também conhecido com cardinal do conjunto.

Representando o número de elementos da interseção A B por n(A B) e o número de elementos da
união A B por n(A B) , podemos escrever a seguinte fórmula:
n(A B) = n(A) + n(B) - n(A B)
Interseção ( )
Dados os conjuntos A e B , define-se o conjunto interseção ,o conjunto formado pelos elementos
comuns de A e B e simbolicamente representa-se A B = {x; x A e x B}.
Exemplo: {0,2,4,5} { 4,6,7} = {4}. Percebe-se facilmente que o conjunto interseção contempla os
elementos que são comuns aos conjuntos A e B.



Propriedades imediatas:
a) A A = A
b) A =
c) A B = B A ( a interseção é uma operação comutativa)
d) A U = A onde U é o conjunto universo.
São importantes também as seguintes propriedades :
P1. A ( B C ) = (A B) ( A C) (propriedade distributiva)
P2. A ( B C ) = (A B ) ( A C) (propriedade distributiva)
P3. A (A B) = A (lei da absorção)
P4. A (A B) = A (lei da absorção)
Observação: Se A B = , então dizemos que os conjuntos A e B são Disjuntos.
Diferença: A - B = {x ; x A e x B}.
Observe que os elementos da diferença são aqueles que pertencem ao primeiro conjunto A, mas não
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pertencem ao segundo B.
Exemplos:
{ 0,5,7} - {0,7,3} = {5}.
{1,2,3,4,5} - {1,2,3} = {4,5}.
Propriedades imediatas:
a) A - = A
b) - A =
c) A - A =
d) A - B B - A ( a diferença de conjuntos não é uma operação comutativa).
Complementar de um conjunto

Trata-se de um caso particular da diferença entre dois conjuntos. Assim é , que dados dois conjuntos A e
B, com a condição de que B A , a diferença A - B chama-se, neste caso, complementar de B em relação
a A .
Simbologia: C(AB) = A - B.
Caso particular: O complementar de B em relação ao conjunto universo U, ou seja , U - B ,é indicado pelo
símbolo B' .Observe que o conjunto C(B) é formado por todos os elementos que não pertencem ao
conjunto B, ou seja:
C(B) = {x; x B}. É óbvio, então, que:
a) B C(B) =
b) B C(B) = U
c) C( ) U
d) C(U) =



Exercícios de aplicação
1.Considere os conjuntos:
A={x|x é letra da palavra amor}
B={x|x é letra da palavra mastigar}
C={x|x é letra da palavra estilete}
a)Represente os conjuntos A,B e C por extensão.
b)Represente em diagrama de venn: A e B , A e C, A,B e C.
2.Represente por extensão os conjuntos P , Q e R dados em diagrama nos seguintes casos:
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a) b)

c)



3.Na figura seguinte U é o conjunto dos 15 alunos de uma classe, na qual M é o conjunto dos meninos e
C é o conjuntos dos alunos que usam cabelos compridos.Os alunos estão representados pelos seus
números de chamada.

a)Quantos meninos há na classe?Quais são os seus números de chamada?
b)Quais os números de chamada das meninas?
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c) Quantos meninos que usam cabelo comprido?
d)Quais os números de chamada das meninas de cabelo comprido?
e) As pessoas de números 6,12 e 15 são meninos ou meninas? Usam cabelos curtos ou compridos?
4. No universo U={1;2;3;4;5;6}, qual é o complementar do conjunto N={4;5;6}?
5.Dados os conjuntos M= {xe :-3 4} e N= {xe :2 }. Determine os valores inteiros de
que pertencem ao conjunto ?
6.Num teste de matemática saíram apenas 2 questões e:
- 100 alunos acertaram as 2 questões;
- 170 alunos acertaram a primeira questão;
- 100 alunos acertaram apenas uma questão;
95 Alunos erraram as duas questões.
Quantos alunos fizeram a prova?
7.Num cólegio, onde estudam 250 alunos, houve, no final do ano, recuperação nas disciplinas de
Matemática e Português,10 alunos fizeram recuperação das duas disciplinas, 42 fizeram recuperação de
Português e 187 alunos não fizeram recuperação em nenhuma disciplina.
a) Quantos alunos fizeram, no total em recuperação?
b)Quantos fizeram recuperação em Matemática?
d)Quantos ficaram em apenas uma disciplina?
8.( LCD,2012): 35 estudantes estrangeiros vieram a Moçambique.,16 visitaram Cidade da Beira; 16
Govuro e 11, Quilimane. Desses estudantes, 5 visitaram Beira e Quelimane e , desses 5, 3 visitaram
também Govuro. Determine o número de estudantes que visitaram Beira ou Gouvuro?
9.Numa turma, 19 dos 52 alunos gostam de inglês, 8 gostam de Física e 6 gostam das duas
disciplinas.Quantos alunos Não de inglês nem de Física?
10.Uma prova tinha duas questões, 30 alunos acertaram somente uma questão,24 acertaram a segunda
questão , 10 acertaram as duas questões,26 erraram a primeira questão.Quantos que não acertaram
nenhuma das questões?
11.Numa loja onde vende óleo e batata entram em média diária 300 clientes dos quais 120 compram
batatas ,150 óleo e 80 compram as duas coisas.Quantos clientes entram na loja e não compra nada?
12.Simplifique as expressões seguintes:
a) ) ( P Q P · · b) ) ( N M N · ·
13.No universo de IR, dados os conjuntos: { } 0 10 : < < ÷ e = x IR x M e | | 5 ; 2 ÷ = P .
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Calcule P M ·
14.Se { } 19 ; 7 ; 3 ; 1 = M , { } 2 5 : = ÷ e = x IN x N e { } 8 5 : < < e = x IR x P .
Calcule ( ) N P M ·









CapituloII:INTRODUÇÃO Á LÓGICA MATEMÁTICA
Objectivos:
- Identificar proposições;
- Atribuir valor lógico correcto de uma proposição;
- Aplicar e mostrar as propriedades de negação,disjunção e conjunção;
- Demonstrar as propriedades através de tabelas de verdade;
- Interpretar as leis de De Morgan e aplica-las na resolução de problemas;
- Operar com a negação , conjunção,disjunção implicação e equivalência;
- Destinguir proposições de expressões proposições ( condições);
- Utilizar quantificadores na resolução de expressões correntes de expressões quantificadas e vice–
versa;
- Explicar e aplicar o método de demonstração por indução matemática.
1.2.Proposições
A Lógica Matemática, em síntese, pode ser considerada como a ciência do raciocínio e da
demonstração. Este importante ramo da Matemática desenvolveu-se no século XIX, sobretudo através
das idéias de George Boole , matemático inglês (1815 - 1864), criador da Álgebra Booleana, que utiliza
símbolos e operações algébricas para representar proposições e suas inter-relações.
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As idéias de Boole tornaram-se a base da Lógica Simbólica, cuja aplicação estende-se por alguns ramos
da eletricidade, da computação e da eletrônica.
- A lógica matemática (ou lógica simbólica), trata do estudo das sentenças declaratives ou
trata de expresses que se podem atribuir um valor lógico,isto é,aquelas para as quais faz
sentido dizer se são verdadeiras ou falsas também conhecidas como proposições.
Exs:
P:A lua é quadrada;
q:A neve é branca;
r: Matemática é uma ciência;
S:Moçambique é um país do continente africano;
t: 2 é um número natural.
As proposições devem satisfazer aos dois princípios lógicos fundamentais seguintes:
a)Princípio do terceiro excluído: uma proposição só pode ser verdadeira ou falsa , não havendo
outra alternativa
b)Princípio da não contradição: uma proposição não pode ser ao mesmo tempo verdadeira e falsa.
Diz-se então que uma proposição verdadeira possui valor lógico V (verdade) e uma proposição falsa
possui valor lógico F (falso). Os valores lógicos também costumam ser
representados por 0 (zero) para proposições falsas ( 0 ou F) e 1 (um) para proposições verdadeiras ( 1 ou
V ).
Assim , o universo dos valores lógicos é o conjunto { } { } 0 , 1 , = = O F V .Por isso se diz lógica
bivalente,pois,são apenas dois valores lógicos possíveis: verdadeiro ou falsidade.
As proposições são indicadas pelas letras latinas minúsculas: p, q, r, s, t, u, ...
De acordo com as considerações acima, expressões do tipo, "O dia está bonito" , "3 + 5" , "x é um número
real" , "x + 2 = 7", etc., não são proposições lógicas ( são designações ), uma vez que não poderemos
associar a ela um valor lógico definido (verdadeiro ou falso). Designações são expressões que
representam pessoas,cidades,coisas,qualidades,numeros….
Exemplificamos a seguir algumas proposições, onde escreveremos ao lado de cada uma delas, o seu valor
lógico V ou F. Poderia ser também 1 ou 0.
p: " a soma dos ângulos internos de um triângulo é igual a 180º " ( V )
q: " 3 + 5 = 2 " ( F )
r: " 7 + 5 = 12" ( V)
s: " a soma dos ângulos internos de um polígono de n lados é dada por S
i
= (n - 2) . 180º " ( V )
t: " O Sol é um planeta" ( F )
w: " Um pentágono é um polígono de dez lados " ( F )

1.3 Símbolos utilizados na Lógica Matemática

não
e
ou
se ... então
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se e somente se
tal que
implica

existe
existe um e
somente um
qualquer que seja





2.Operações lógicas definidas no universe das proposições e no universo lógico { } F V, = O

Negação ( ) ÷
Dada a proposição p , indicaremos a sua negação por ~p . (Lê-se " não p " ).

Ex.: p: Três pontos determinam um único plano ( V )
~p: Três pontos não determinam um único plano ( F )
Obs:duas negações eqüivalem a uma afirmação ou seja, em termos simbólicos: ~(~p) = p .
q: Samora Machel foi o presidente de Moçambique independente ( V )
q: Samora Machel não foi o presidente de Moçambique independente ( F ) ou não que Samora
Machel foi o presidente de Moçambique independente ( F ).
Tabela verdade da "negação" : ~p é verdadeira (falsa) se e somente se p é falsa (verdadeira).



Definição:A negação de uma p é uma nova proposição p, que se obtém da anterior antepondo-lhe as
palavras não é verdade que e que é verdade se p é falsa se p é verdadeira.
As proposições lógicas podem ser combinadas através dos operadores lógicos , , e , dando
origem ao que conhecemos como proposições compostas . Assim , sendo p e q duas proposições simples,
poderemos então formar as seguintes proposições compostas: p q , p q , p q , p q (Os significados
p ~p
V F
F V
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dos símbolos estão indicados na tabela anterior).
Estas proposições compostas recebem designações particulares, conforme veremos a seguir.
Conjunção: p q (lê-se "p e q " ).
Disjunção: p q (lê-se "p ou q ") .
Condicional: p q (lê-se "se p então q " ).
Bi-condicional: p q ( "p se e somente se q") .
Conhecendo-se os valores lógicos de duas proposições simples p e q , como determinaremos os valores
lógicos das proposições compostas acima? Isto é conseguido através do uso da tabela a seguir, também
conhecida pelo sugestivo nome de TABELA VERDADE.
Sejam p e q duas proposições simples, cujos valores lógicos representaremos por 0 quando falsa (F) e 1
quando verdadeira (V).

Podemos construir a seguinte tabela simplificada:
p q p
1 1 1 1 1 1
1 0 0 1 0 0
0 1 0 1 1 0
0 0 0 0 1 1

Da tabela acima, infere-se (deduz-se) que:
- a conjunção é verdadeira somente quando ambas as proposições são verdadeiras.
- a disjunção é falsa somente quando ambas as proposições são falsas.
- a condicional é falsa somente quando a primeira proposição é verdadeira e a segunda falsa.
- a bi-condicional é verdadeira somente quando as proposições possuem valores lógicos iguais.
Ex.: Dadas as proposições simples:
p: O Sol não é uma estrela (valor lógico F ou 0)
q: 3 + 5 = 8 (valor lógico V ou 1)
Temos:
p q tem valor lógico F (ou 0)
p q tem valor lógico V (ou 1)
p q tem valor lógico V (ou 1)
p q tem valor lógico F (ou 0).
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Assim, a proposição composta "Se o Sol não é uma estrela então 3 + 5 = 8" é logicamente verdadeira, não
obstante ao aspecto quase absurdo do contexto da frase!

As proposições verdadeiras (valor lógico 1) ou falsas (valor lógico 0), estão associadas à analogia de que
zero (0) pode significar um circuito elétrico desligado e um (1) pode significar um circuito elétrico
ligado.
Isto lembra alguma coisa vinculada aos computadores? Pois é, caros amigos, isto é uma verdade, e é a
base lógica da arquitetura dos computadores!
Seria demais imaginar que a proposição p q esteja associada a um circuito série e a proposição p q a
um circuito em paralelo?
Pois, as analogias são válidas e talvez tenham sido elas que ajudaram a mudar o mundo!.

3.PROPRIEDADES DAS PROPOSIÇÕES
3.1. Negação
a) Dupla negação: a dupla negação corresponde á afirmação
Exs:
P:O nosso Governo é bom.
p: O nosso Governo não é bom
p:não é verdade que o nosso Governo não é bom.
q: O senhor Muçosso é regulo Matique.
q:O senhor Muçosso não é regulo Matique.
q:não verdade que o senhor Muçosso não é regulo Matique.

b) Leis de Morgan: Negar que duas proposições são ao mesmo tempo verdadeiras equivale a afirmar que
pelo menos é falsa: ( ) q p q p ÷ v ÷ = . ÷
- Negar que pelo menos uma de duas proposições é verdadeira equivale a afirmação que as duas
são simultaneamente falsas: ( ) q p q p ÷ . ÷ = v ÷
Vejamos agora as interligações entre a negação e as operações de conjunção e disjunção.Mas
especificamente , qual o valor lógico da negação de uma conjunção e de uma disjunção?

Suponhamos que eu digo:” hoje vou ao cinema e ao teatro”,intuitivamente, negar esta proposição é
dizer que “ hoje não vou ao teatro ou não vou ao cinema”.A intuição diz-nos que a negação de uma
conjunção é a disjunção das negações.De uma forma análoga , a negação de “Hoje como sopa ou
carne”,é,”Hoje não como sopa nem como carne”.A intuição sugere-nos que a negação de uma
disjunção é a conjunção das negações.

O que acabámos de dizer leva-nos a considerar duas proposições p e q quaisquer e a tentar demonstrar
rigorosamente as propriedades atraves de tabelas de verdade .

p q p ÷ q ÷
( ) q p . ( ) q p . ÷
q p ÷ v ÷
V V F F V F F
V F F V F V V
F V V F F V V
F F V V F V V
p q p ÷ q ÷
( ) q p v ( ) q p v ÷
q p ÷ . ÷
V V F F V F F
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Docente: Luís Comodo Dique ,17 de Janeiro de 2012.COMODO ( 2012).” ...os outros não sentem o impacto desta disciplina na vida diária,
nós jogamos no sentido contrário” Page 15

V F F V V F F
F V V F V F F
F F V V F V V

As propriedades acima demonstradas são usualmente conhecidas com o nome de primeiras LEIS DE
MORGAN.




3.2.Conjunção e Disjunção
Sejam p , q e r três proposições simples quaisquer, V uma proposição verdadeira e F uma proposição
falsa. São válidas as seguintes propriedades:
a) Idempotentes
p p = p
p p = p

b) Comutativas
p q = q p
p q = q p

c) Identidade
p V = p ( V na conjunção é elemento neutro )
p F = F ( F na conjunção é elemento absorvente )
p V = V( V na disjunção é elemento absorvente )
p F= p ( F na conjunção é elemento neutro )

d) Complementares
~(~p) = p (duas negações eqüivalem a uma afirmação)
p ~p = F
p ~p = V

e) Associativas
(p q) r = p (q r)
(p q) r = p (q r)

f) Distributivas
p (q r) = (p q) (p r)
p (q r) = (p q) (p r)
Faça a demonstração das propriedades acima por meio de tabelas de verdade.

g) Leis de Augustus de De Morgan
~(p q) = ~p ~q
~(p q) = ~p ~q

h) Negação da condicional
~(p q) = p ~q
Todas as propriedades acima podem ser verificadas com a construção das tabelas verdades.


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Vamos exemplificar verificando a propriedade do item (h):
Para isto, vamos construir a tabela verdades de ~(p q) e de p ~q :

p q
V V V F F
V F F V V
F V V F F
F F V F F

Observando as últimas colunas da tabela verdade , percebemos que elas são iguais, ou seja, ambas
apresentam a seqüência :F V F F , o que significa que ~(p q) = p ~q .

Exemplos:
1) Qual a negação da proposição composta: "Eu estudo e aprendo"?
Do item (g) acima, concluímos que a negação procurada é: "Eu não estudo ou não aprendo".

2) Qual a negação da proposição "Nova - Mambone é uma Vila ou Matique é um bairro"?
Do item (g) acima, concluímos que a negação é: "Nova- Mambone não é uma Vila e Matique não é um
bairro ".

3) Qual a negação da proposição: "Se eu estudo então eu aprendo" ?
Conforme a propriedade do item (h) acima, concluímos facilmente que a negação procurada é: "Eu
estudo e não aprendo".

i)Proppriedades da equivalência material
a) A equivalência material como conjunção de implicações: ( ) ( ) p q q p q p ¬ . ¬ = ·
b)Negação da equivalência: ( ) ( ) p q q p q p ÷ . v ÷ . = ·
- Mostre as propriedades- identidades seguintes atraves de tabela de verdade











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Exercícios de aplicação

1.Seja:
P: Está frio
q:Está chovendo
Traduza em linguagem corrente:
a) p ÷ b) q p . c) q p v d) p q ÷ v e) q p ÷ . ÷ f) p ÷÷

2.Seja:
P: Ele é alto. q: Ele é bonito.Escreva na linguagem simbólica.
a) Ele é bonito e alto
b) Ele é alto, mas não bonito
c) É falso que ele é baixo ou alto
d) Ele não é alto, nem bonito
e) Ele é alto ou ele é baixo e bonito
f) Não é verdade que ele é baixo ou não bonito.

3.Indiquemos por p: ele é rico e q:ele é feliz.Escreve cada afirmação na forma simbolica usando p e q:
a) Se ele é rico, então é infeliz
b) Ele não é rico, nem feliz
c)É necessário ser pobre para poder ser feliz
d)Ser pobre é ser feliz
e)Nenhuma pessoa é feliz , quando é rica
f) Ele é pobre somente se é feliz.

4.Considere as proposições
( a) Pedro estuda Matemática
( b) Pedro quer seguir ciências
( c) Pedro quer seguir letras.
a) b a · b) c a ÷ · c) ( ) c b a ÷ · .

5.Sendo:
p: 5 2 2 = +
q:t é um número irracional
r: 3 é um número irracional
Traduza em linguagem corrente
a) q p ÷ ¬ b) c p ¬ ÷ c) ( ) q r p ÷ ¬ ÷ v

6.Sabendo que p tem um valor lógico V , indique o valor da negação de cada uma das proposições:
a) p q v ÷ b) ( ) r q p v ¬ ÷ c) ( ) r p r ÷ ¬ ÷ .
7.Sem o uso do simbolo de negação escreva a negação das seguintes proposições:
a) ( ) c b a ÷ . . b) ( ) c b a ÷ . ÷ v c) b a v ÷ d) 9 7 5   e) 2 3 2 3 ÷ v  
f) 4 2 2 5 2 2 = + · = + g) 7 1 3 2 5 3 2 = + × · = ×

8.Simplifique as expressões:
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a) ( ) b a a . ÷ v b) ( ) b a a . v c) ( ) ( ) b a b a ÷ v . v d) ( ) b b a ¬ ÷ ¬
e) ( ) ( ) | | b a a b a ¬ v ¬ ÷ ¬ f) ( ) ( ) | | a b a a b v ¬ . ÷ ¬

9.Considere a proposição p: ( ) b a b a a . ¬ v ÷ ¬ ÷ .Prove que, quaisquer que sejam os valores a e b
se tem p=a.
a) Utilizando uma tabela de verdade.
c) Simplificando p.


Expressões proposicionais ou expressoões com variáveis ( condições )

Chama-se expressão proposicional a toda a expressão com variáveis, que se pode transformar numa
proposição quando às variáveis são substituidas por valores do seu dominio.
Exs: a) 5 2 = + x se 3 = x ( V ) ; se 2 = x ( F ) ; se 5 ÷ = x ( V ); se 7 ÷ = x ( V ).
Sempre que é dada uma expressão com variáveis torna-se necessário indicar explicitamente o dominio
das variáveis, dentro do universo U ,considerado; caso contrário , o dominio será maior conjunto possivel
contido em U.
- Seja a condição 5 2 s + x , definida em IN.O conjunto dos valores de x que a verificam é
{ } 3 , 2 , 1 . A este conjunto Chama-se conjnto de verdade ou conjunto associado à condição
possível que pode acontecer ( pode ser verdadeira ) no dominio dado.
- Se a condição 5 2 s + x estiver , definida no conjunto A ={ } 10 : > e x IR x , o conjunto de
verdade é o conjunto vazio , assim sendo a condição diz-se condição impossível aquela que
nunca ocorre no dominio dado.
- O conjunto de verdade da condição 0 1> + x em IN, é o próprio conjunto IN.
Portanto: O conjunto de verdade de uma condição ( ) x p , num dado universo, é o conjunto de
todos os elementos desse universo que transformam ( ) x p numa proposição verdadeira.Esta
condição chama-se condição univeral, aquela que acontece sempre ( é sempre verdadeira ) no
dominio considerado.

Quantificadores

Das operações lógicas basicas já estudadas , há ainda duas que se aplicam a expressões
proposicionais ou com variáveis: quantificador existêncial e universal. Os quantificadores transforam
condições em proposições.

1.Quantificador universal: Para afirmar que ( ) x p é uma condição universal num conjunto M podemos
escrever em linguagem matemática: e ¬x M, ) (x p .
Ao simbolo ¬ dá-se o nome de quantificador universal, ¬lê-se:
- Qualquer que seja
- Para todo o...
- Para qualquer...
- Para cada...

Ex:a) Todo o homem tem cabeça ou qualquer que seja homem tem cabeça.
Em simbologia matemática, podemos escrever o seguinte: e ¬x H: x tem cabeça, onde H sendo o
conjunto dos homens.
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a) 0 1 : > + e ¬ x IN n b) 0 1 :
2
= + e ¬ x IR x c)
2 2
: x x x IN n > + e ¬
2.Quantificador existencial: Para afirmar a existência de elemeno de M que verfica ) (x p , em
linguagem simbolica matemática dizemos: e -x M: ) (x p .Ao simbolo - dá-se o nome de quantificador
existêncial e lê-se “ existe pelo menos um”.O quantificador existencial transforma uma condição possivel
numa proposição verdadeira.

Exs:
a) 0 1 2 : = ÷ e - x IR x , uma proposição verdadeira , pois 0 1 2 = ÷ x é uma condição possível em IR.
b) 0 1 :
2
= + e - x IR x , uma proposição falsa , pois 0 1
2
= + x é uma condição impossível em IR.

Negação de um quantificador ( segundas leis de De Morgan).

Negar que uma condição é universal não significa, necessariamente,dizer que é impossivel.Negar que
uma condição é universal equivale a afirmar que nem todos os elementos a verificam , isto é, que há
pelo menos um que não a verifica.

Observe os exemplos:
1.p(x):Todos os alunos da 11ª Classe gostam de Matemática.
÷p(x):Nem todos os alunos da 11ª Classe gostam de Matemática, isto significa que há pelo menos, um
aluno que não gosta de matemática.
2.No conjunto de M dos alunos do Ensino Secundário, consideremos as proposições:
p(x): e ¬x p(x): x estuda Quimica.
q(x): e -x q(x): x estuda francês.
A primeira proposição é falsa e a segunda é verdadeira.Vamos escrever em linguagem corrente estas
proposições e as respectivas negações.

p(x):Todos os alunos do Ensino Secundário estudam Quimica.
( e ¬x p(x): x estuda Quimica)= e -x p(x): x não estuda Quimica

q(x):Há pelo menos um aluno do Ensino Secundário que estuda francês.
( e -x q(x): x estuda francês)= e ¬x p(x): x não estuda francês.
As regras usadas para traduzir a negação das proposições com quantificadores são denomindas por 2
as

Leis de De Morgan.

- A negação transforma quantificador universal no quantificador existencial seguido da
negação, simbolicamente escreve-se:

- A negação transforma quantificador existencial no quantificador universal seguido da
negação, simbolicamente escreve-se:

Método demonstração por indução matemática.

O método de indução matemática é um método para demonstrar proposições sobre os números
naturais.
Para demostrar que uma propriedade ) (n p é verdadeira para todo valor de neIN, apartir do valor
inicial n
0
, usa-se o método seguinte:
1.Mostrar que ) (
0
n p é verdadeira.
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2.Demonstrar que ) 1 ( ) ( + = k p n p .Ou seja da validade de ) (n p para k n = segue sempre a validade de
) (n p para 1 + = k n .
Então, ) (n p é verdadeira para qualquer valor de
0
n n > .

Exs:Aplicando o método de indução matemática, demonstre que:
a) ( )
n n n
2 3 2 3 × = × , IN ne ¬ .
1.Seja ( ) ÷ = ÷ × = × ÷ = 1 1 2 3 2 3 0
0 0 0
n a propriedade é válida para . 0 = n
2.A propriedade dada é válida para k n = então ( )
k k k
2 3 2 3 × = × .
Vamos provar que ) 1 ( ) ( + = k p n p : ( )
1 1 1
2 3 2 3
+ + +
× = ×
k k k
( recordar regra de multiplicação de
potência com mesmo expoente e bases diferentes : mantêm-se o expoente e mulplica –se as bases).Por
suposição sabe-se que 1 + = k n , então ( )
n n n
2 3 2 3 × = × para qualquer número natural.

b)
2
) 1 2 ( ... 5 3 2 1 n n = ÷ + + + + + , IN ne ¬ .
1.A propriedade é verdadeira para 1 = n 1 1 1 1 1 2
2
= ÷ = ÷ × ÷ .
Suponhamos que é verdade para um valor qualquer natural:
: ) (n p
2
) 1 2 ( ... 5 3 2 1 n n = ÷ + + + + + ,vamos demostrar que é verdadeira para um valor
) 1 ( + k p :
          
2
) 1 2 ( ... 5 3 2 1
k
k ÷ + + + + + 1 2 + + k
2 2
) 1 ( 1 2 + = + + = k k k .Pela suposição 1 + = k n ,
então
2
) 1 2 ( ... 5 3 2 1 n n = ÷ + + + + + , IN ne ¬ .

Exercícios de consolidação
1.Classifica em IR cada uma das seguintes condições:
a) 3 1 = + x b) 0 3
2
= + x c)
2 2
x x x > + d) 0 5 < + x e) 0 > x f) 0 2
2
= + x x
2.Traduz em linguagem simbolica as seguintes proposições quantificadas:
a)O quadrado de qualquer número real é igual ao seu dobro.
b)Existe pelo menos um número natural cujo o consecutivo é menor que o seu antecedente.
c) O quadrado de qualquer número real é não negativo.
d)Qualquer número natural é maior que ou igual a 1.
e)Há pelo menos um moçambicano que não sabe ler.
f)Há pelo menos uma casa que não tem televisor.
3.Traduza em linguagem corrente corrente as seguintes expressões :
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a) x x IR x 2 :
2
= e ¬ b) 1 : + < e ¬ n n IN n c)
x
x IR x
1
: = e - d) 1 2 : + e - n IR n é impar.
e) 4 :
2
> e ¬ x IR x c) y y IN y = e - 4 : f) 0 : , > + e ¬ y x IR y x g) x x IR x ÷ = e - :
4.Indique o valor lógico das proposições seguintes:
a) 5 1 : = + e ¬ x IR x b) 1 : + < e ¬ x x Z x c) 4 :
2
= e - x IR x d) 3 2 : > + e ¬ x IR x
e) 0 5 2 :
2
s + e - x IR x f) . 0 : ,
2 2
> + e ¬ y x IR y x g) 0 1 :
2
= ÷ e - x IR x
5.Escreve em linguagem simbólica a negação de cada proposiçao:
a) 0 : = e - x IR x b) 5 1 : s < e ¬ x IR x c) 5 2 : = v > e - x x IR x d) Q x x e Z e ¬ :
e) 0 1 :
2
> ÷ e ¬ x IR x f) IN x x x
z
e v > e ¬
+
0 :
0
g) 1 2 :
2
> + e ¬ x x IR x
6.Demonstre, usando a indução matemática:
a) 1 2 2 ... 8 4 2 1
1
÷ = + + + + +
÷ n n
b)
2
3 3 3 3
2
) 1 (
... 3 2 1
(
¸
(

¸

+
= + + + +
n n
n
c) IN n n n n e ¬ + = + + + + ); 1 ( 2 ... 6 4 2 d) ( )
m m m
b a b a : : = , IN me ¬
e) IN m n a a a
m n m n
e ¬ =
÷
, ; : f) ( ) 1 5
2
) 3 5 ( ... 17 12 7 2 ÷ = ÷ + + + + + n
n
n
g)
6
) 2 )( 1 (
... 3 2 1
2 2 2 2
+ +
= + + + +
n n n
n h)
2
) 1 (
... 4 3 2 1 0
+
= + + + + + +
n n
n .



Capitulo II: Álgebra
Objectivos:
Identificar e classificar uma expressão algébrica;
- Mostrar que dois polinómios são idênticos;
- Operar polinómios;
- Aplicar a regra de Ruffini na divisão de polinómios;
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- Racionalizar o denominadores;
- Determinar o domínio de uma expressão algébrica;
- Resolver equações e inequações;
- Resolver sistemas de duas equações e duas incógnitas;
- Resolver sistemas de equações lineares a três incógnitas aplicando os
métodos adequados;
- Resolver problemas que envolvem sistemas de duas equações lineares com
duas incógnitas.
1.Expressões algébricas.
Uma expressão matemática diz-se algébrica quando a variável x está sujeita apenas a operação
de adição,subtracção,multiplicação,divisão ou extração da raiz.
Exs: a) 1 2
2
1
2
÷ + x x b) 1 2 3 + ÷ x c)
6
1 2
2
÷
+ ÷
x
x x
d)
3
2 7
5
x
x
x
+
÷

2.Classificação de expressões algébricas.
As expressões algébricas podem ser classificadas em racional inteira, racional fraccionária ou
irracional.
Expressão racional inteira:quando não contém variável em radical e nem em denominador.
Exs: a) 8 5 2
2
÷ + x x ; b)
11
4
7 ÷ x ; c) 1 3
9
1
2
+ ÷ x x d)
2
9 4
3
÷ ÷ x x

Expressão racional fraccionária:quando não contém variável em radical , mas contém em
denominador.ou seja quando no denominador figura uma variável.
Exs: a)
9 8
2
2
+ ÷ x x
b)
10
5
÷ x
x
c)
1
3
5
8 2 3
2
÷
+ ÷
x
x x
d)
x
x
x
x ÷
+
+
÷ 1
3
1 2

Expressão algébrica irracional:quando contém variável sob radical. Ou quando sob sinal de
radical, figura a variável.
Exs: a) 3
2
1
5
4
÷ + ÷ x x b)
7 6
4 2
2
÷
÷ +
x
x x
c)
2
1
÷ x
d)
2
2 1
5
1
4 x x + ÷
3.Polinómios – expressões algébricas inteiras.
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Uma expressão algébrica racional inteira composta de dois ou mais monómios ou termos
chama-se polinómio.
Ex: p(x)= 3 2 3
3
2
2 3 4
+ ÷ + ÷ x x x x é um polinómio ordendo segundo as potências
decrescentes de x.Este polinómio é do grau 4, 3 é o termo independente e tem 5 termos,quer
dizer que tem um termo a mais do seu grau.Em geral um polinómio completo do grau k tem
k+1 termos não nulos.
Polinómios idênticos
Dois polinómios A(x) e B(x) são idênticos sse são iguais os coeficientes dos termos do mesmo
grau.
Exs: a) A(x)= 5 2 3
2
+ ÷ x x e B(x)=( ) ( ) ( ) b c x b a x a 4 2
2
÷ + + + ÷ .Para que A(x)=B(x), é
necessário que:
23 5 4 7 2 5 3 2 ÷ = ÷ = ÷ . ÷ = ÷ ÷ = + . = ÷ = ÷ c b c b b a a a .
b)A(x)= 1 5
2 3
+ + + x bx ax e B(x)= d cx x + +
2

0 = a ; 1 = b ; 5 = c ; 1 = d
Se dois polinómios são idênticos,também são equivalentes; se dois polinómios são
equivalentes em IR , também são idênticos.
Nota:As operações indicadas num polinómio são de adição,subtracção e a multiplicação.Todas
elas são possíveis em IR . Por isso, o dominio de um polinómio é IR.
4.Operações com polinómios
Por analogia com IR, definem-se, no conjunto dos polinómios de coeficientes reais, as
seguintes operações:adição, subtracção, multipicação e divisão.
Adição: Dados os polinómios A(x)= 3 4 2
2 3
÷ + ÷ x x x e B(x)= 5 5 3
3
+ ÷ x x ,calcula-se A(x) + B(x):
- Ordenando – se o polinómio se está desordenado;
- Associando – se os coeficientes dos termos do mesmo grau.
A(x)+B(x)= 2 5 ) 5 3 ( ) 5 4 ( ) 3 2 (
2 3 2 3
+ ÷ ÷ = + ÷ + ÷ + ÷ + x x x x x x .
Multiplicação:O produto de dois polinómios é o polinómio que se obtém multiplicando cada
termo do primeiro por cada termp do segundo polinómio e adicionando os monómios obtidos.
Ex: A(x)= 4 3
2
+ ÷ x x e B(x)= 3 ÷ x ,então:
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A(x).B(x)=(
4 3
2
+ ÷ x x )( 3 ÷ x )=
12 13 6 12 4 9 3 3 ) 3 .( 4 . 4 ) 3 .( 3 . 3 ) 3 .( .
2 3 2 2 3 2 2
÷ + ÷ = ÷ + + ÷ ÷ = ÷ + + ÷ ÷ ÷ ÷ + x x x x x x x x x x x x x x x

Divisão inteira de polinómios.
Recordar a divisão de dois números naturais.
dividendo (D) 13 5 divisor ( d ) então: 3 2 . 5 13 . + = ÷ + = r q d D
resto (r) 3 2 quociente ( q )
Procede-se da mesma forma para efectuar ( 4 2 3
2
+ + x x ):( 2 ÷ x )
4 2 3
2
+ + x x 2 ÷ x Prova: 20 ) 8 3 )( 2 ( 4 2 3
2
+ + ÷ = + + x x x x
x x 6 3
2
+ ÷ 8 3 + x = 20 16 6 8 3
2
+ ÷ ÷ + x x x
4 8 + x = 4 2 3
2
+ + x x
16 8 + ÷ x
20
Se o resto reduzir a zero, diz-se que a divisão é exacta.
Ex:Vamos calcular o quociente e o resto da divisão de 12 29
5
+ ÷ x x por 1 2
2
+ ÷ ÷ x x

12 29 0 0 0
2 3 4 5
+ ÷ + + + x x x x x

1 2
2
+ ÷ ÷ x x

3 4 5
2 x x x + ÷ ÷

12 5 2
2 3
+ ÷ + ÷ x x x


2 3 4
0 2 x x x + + ÷


2 3 4
2 4 2 x x x ÷ +


x x x 29 2 5
2 3
÷ ÷


x x x 5 10 5
2 3
+ ÷ ÷

12 24 12
2
+ ÷ ÷ x x
12 24 12
2
÷ + ÷ x x
0 12 5 2 ) (
2 3
+ ÷ + ÷ = x x x x q e 0 ) ( = x r


Regra de Ruffini
Dada a importância pratica de que se reveste a divisão de um polinómio ) (x p por ) ( o ÷ x ,existe
uma regra, conhecida por regra de Ruffini, que permite obter o quociente , Q(x) , e o resto R(x)
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Docente: Luís Comodo Dique ,17 de Janeiro de 2012.COMODO ( 2012).” ...os outros não sentem o impacto desta disciplina na vida diária,
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sem efectuar a divisão.Ou seja a regra de Ruffini consiste na divisão de um polinómio por um
binomio do tipo o ÷ x .
Ex: Sendo 1 2 ) (
3 5
÷ ÷ = x x x p , o polinómio dividendo, ) 2 ( ÷ x , o polinómio divisor,temos pela
regra de Ruffini:
1 0 -2 0 0 -1
2 2 4 4 8 16
1 2 2 4 8 15 Q(x)= 8 4 2 2
2 3 4
+ + + + x x x x e R(x)=15
1 2 4 ) (
2 3
÷ ÷ + = x x x x Q por 3 ÷ x

1 4 -2 -1
3 3 21 57
1 7 19 56 Q(x)= 19 7
2
+ + x x e R(x)=56

R(x)= 2 3
3
+ ÷ x x admite a raiz 1 , pois P(1)=0, pela regra de Ruffini teremos:
1 0 -3 2
1 1 1 -2
1 1 -2 0 Q(x)= 2
2
÷ + x x e R(x)=0






Teorema do resto
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O teorema do resto diz que o resto da divisão de um polinómio por um binómio do tipo a x ÷
é igual a P(a).
) (x P a x ÷
) (a P r = ) (x q
Demonstração: Queremos provar que o resto da divisão de P(x) por a x ÷ é igual ao valor que
toma o dividendo ao substituir x por a.
Já sabemos que r q d D + = . , isto é, ( ) r q a x x P + ÷ = . ) ( , substituindo x por a temos:
( ) r a P r q a P r q a a a P = ÷ + = ÷ + ÷ = ) ( . 0 ) ( ) ( c.q.d.
Exs: 1. Calcule o resto da divisão de: a) 1 3 4 ) (
3
÷ + = x x x P por 1 ÷ x .
6 1 1 . 3 1 . 4 ) 1 (
3
= ÷ + = = P r
b) 10 3 ) (
2
÷ + = x x x P por 2 ÷ x
0 10 2 . 3 2 ) 2 (
2
= ÷ + = = P r
2.Determine a e b de forma que 36 13 ) (
2 3 4
+ ÷ ÷ + = bx x ax x x P seja divisivél por
3 2
2
÷ + x x .
Factorizar o divisor: ( )( ) 3 1 3 1 3 2
2
÷ = v = ÷ + ÷ ÷ ÷ + x x x x x x .Se o polinómio é divisivel
por 3 2
2
÷ + x x , também é divisivél por ( ) 1 ÷ x e por ( ) 3 + x .
Então:
( ) ( ) ( ) ( )
¹
´
¦
= + ÷ ÷ +
= + + ÷ ÷
·
¦
¹
¦
´
¦
+ ÷ ÷ + =
+ ÷ ÷ ÷ ÷ ÷ + ÷ = ÷
0 36 13 1
0 36 3 117 27 81
36 1 . 1 . 13 1 . 1 ) 1 (
36 3 3 13 3 . 3 ) 3 (
2 3 4
2 3 4
b a
b a
b a p
b a P


¹
´
¦
÷ =
=
·
¹
´
¦
÷ = ÷
= + ÷
27
3
24
0 3 27
b
a
b a
b a
, 36 27 13 3 ) (
2 3 4
+ + ÷ + = x x x x x P



3.Calcule a e b de modo que -3 e 0 sejam, respectivamente, os restos da divisão de :
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b ax x x x P + + ÷ =
2 3
2 ) ( por ( ) 2 ÷ x e ( ) 1 + x .
( ) ( ) ( )
¹
´
¦
=
÷ =
·
¹
´
¦
÷ = +
= + ÷
·
¦
¹
¦
´
¦
÷ = + + ÷ =
= + ÷ + ÷ ÷ ÷ = ÷
1
2
3 2
3
3 2 . 2 . 2 2 ) 2 (
0 1 . 1 2 1 ) 1 (
2 3
2 3
b
a
b a
b a
b a P
b a P

1 2 2 ) (
2 3
+ ÷ ÷ = x x x x P
Factorização de polinómios
O teorema do resto tem aplicação na decomposição de um polinómio em factores, pois, se a é
raiz do polinómio P(x), este é divisivel por a x ÷ .Logo, ( ) . . ) ( q a x x P ÷ =
Exs:Vamos factorizar o polinómio 3 10 9 4 ) (
2 3
+ ÷ ÷ = x x x x P sabendo que 3 é um dos seus
zeros.
4 -9 -10 3
3 12 9 -3
4 3 -1 0 R(x)=0;
q(x)= 1 3 4
2
÷ + x x = ( )
|
.
|

\
|
÷ +
4
1
1 4 x x e P(x)= ( ) ( )
|
.
|

\
|
÷ + ÷
4
1
1 4 3 x x x .
Identidades notáveis.
A identidade notável é um forma de mostrar que duas expressões têm o mesmo valor.
Diferença de quadrados
Exs: Vamos factorizar o polinómio
2 2
) ( a x x P ÷ = , IR a e e a x = é uma das raizes do
polinómio.
1 0
2
a ÷
a a
2
a
1 a 0 R(x)=0 e a x x q + = ) ( , ( )( ) a x a x x P ÷ + = ) (


Diferença de cubos.
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Exs: Vamos factorizar o polinómio
3 3
) ( a x x P ÷ = , IR a e e a x = é uma das raizes do
polinómio.
1 0 0
3
a ÷
a a
2
a
3
a
1 a
2
a 0 R(x)=0 e
2 2
) ( a ax x x q + + = , ( )( )
2 2
) ( a ax x a x x P + + ÷ =

Triângulo de Pascal.

1
( ) 1
0
= + b a

1 1
( ) b a b a + = +
1

1 2 1
( )
2 2 2
2 b ab a b a + + = +

1 3 3 1
( )
3 2 2 3 3
3 3 b ab b a a b a + + + = +

1 4 6 4 1
( )
4 3 2 2 3 4 4
4 6 4 b ab b a b a a b a + + + + = +



Exs: Calcule, usando as identidades notáveis:
a) ( ) 49 16 24 9 4 4 . 3 . 2 3 4 3
2 2 2
= + + = + + = +
b) ( )( ) ( ) . 61 16 20 25 1 4 4 . 5 5 4 5 4 5
2 2 3 3
= + + = + + ÷ = ÷
c) ( )( ) 399 1 400 1 20 1 20 1 20 21 19
2 2
= ÷ = ÷ = + ÷ = ×

5.Expressões algébricas Fraccionárias
Chama-se fracção algébrica a toda a expressão da forma
B
A
em que A e B são expressões
algébricas quaisquer e 0 = B .
Exs: a)
8 2
4
2
÷ ÷
+
x x
x
b)
9
7 6
2
÷
÷
x
x
c)
1 2
1
÷
+
x
x
d)
2
2 2
÷
+
x
x


Chama-se domínio de uma fracção algébrica ao conjunto de valores ( do universo) para os
quais a fracção tem significado.
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Exs:Determine o domínio das seguintes fracções:
a) ¬
+
÷
2
5
x
x
condição: 2 5 0 2 0 5 ÷ = . > ÷ = + . > ÷ x x x x
| | · + e ; 5 : x D
b) ¬
+
÷
4
2
x
x
condição: 4 0 4 ÷ > ÷ > + x x , | | · + ÷ e ; 4 : x D
c) ¬
÷
+
1
3
2
x
x
condição: { } 1 ; 1 \ : ÷ eIR x D
d) ¬
+ 9
2
2
x
x
condição: IR D: ,pois o denominador não tem zeros.
e) ¬
÷
÷
+
÷
÷
3
2
16
1 2
2
x
x
x
x
condição: 3 4 0 3 0 16
2
= . ± = ÷ = ÷ . = ÷ x x x x
{ } 4 , 3 , 4 \ : ÷ eIR x D
Simplicação de fracções algébrica.
Para simplificar uma fracção, há passos a seguir.
Exs: a)
6 4
12 7
2 3
2
+ + ÷
+ ÷
x x x
x x

Factorizar os termos da fracção se for possivél:
( )( ) 4 3 12 7
2
÷ ÷ = + ÷ x x x x e ( )( )( ) 1 2 3 6 4
2 3
+ ÷ ÷ = + + ÷ x x x x x x
Simplificar os termos da fracção obtidos no passo anterios se for possivel.E não esquece
domínio da expressão algébrica dada.
( )( )
( )( )( ) 2
4
1 2 3
4 3
6 4
12 7
2 2 3
2
÷ ÷
÷
=
+ ÷ ÷
÷ ÷
=
+ + ÷
+ ÷
x x
x
x x x
x x
x x x
x x
; { } 3 , 2 , 1 \ : ÷ eIR x D
b)
( )( )
1 2
1 2
1 2 1 2
1 2
1 4 4
2
÷ =
÷
÷ ÷
=
÷
+ ÷
x
x
x x
x
x x
;
)
`
¹
¹
´
¦
e
2
1
\ : IR x D

6.Operações com fracções algébricas.
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Todas as operações defindas para fracções numéricas são validas em operações com fracções
algébricas.
Adição algébrica
a) { } 1 , 1 \ :
1
5 2 2
1
5 ) 1 ( 2
1
5
1
2
1
5
1
2
2
2
2 2 2
÷ e ¬
÷
+ +
=
÷
+ +
·
÷
+
÷
·
÷
+
÷
IR x D
x
x x
x
x x
x x
x
x x
x

( ) 1 + x ( ) 1
b)
( ) ( )( )
( )
2
2 2 2 2
1
1 1 1 ) 1 (
1
1
1
1
1
1
1
1
x x
x x x x x
x
x
x
x x
x
x
x ÷
+ ÷ ÷ ÷ + ÷
·
÷
÷
÷ +
+
·
÷
÷
÷ +
+

( ) x ÷ 1 ( )( ) x x + ÷ 1 1 ( ) x + 1

( )
( ) ( )
( )
( )( ) 1
1
1 1
1
1 1
1 1
2
2
2
3 2 3
+
÷ =
+ ÷ ÷
÷
·
÷
÷
·
÷
÷ ÷ + ÷ ÷ + ÷
·
x x x x
x x
x x
x x
x x
x x x x x x
.
{ } 1 , 0 , 1 \ : ÷ eIR x D
Multiplicação de fracções algébricas
Vamos efectuar as multiplicações seguintes e apresentar o resultado simplificado quanto
possível.
a)
( )
( ) x
x
x x
x
x
x
x x
x x
x
x 3
2
3
3
2
2
9 6
3
2
2
2
2
÷
=
+
÷
×
÷
+
=
+
+ ÷
×
÷
+
; ( ) 3 , 0 , 2 \ : ÷ eIR x D
b)
( )
( ) x
x
x x
x x
x
x
x
x
+
÷
=
+
÷
=
÷
×
+ 2
15 5
2
15 5 3
2
5

Divisão de fracções algébricas.
Recordemos uma das regras de divisão de fracções numéricas
c
d
b
a
d
c
b
a
× = ÷ se b,c,d for não
nulos, então procede-se da mesma forma com as fracções algébricas.
Exs:a)
( )
( )
( )
( )( ) 6 13 5
3 2
3 5 2
3 2
3 5 2
3 2 3 5
2
3 2
2
2
+ ÷
÷
=
÷ ÷
÷
=
÷
×
÷
÷
=
+
÷
÷
÷
x x
x x
x x
x x
x
x
x
x
x
x
x
x
.

)
`
¹
¹
´
¦
e 2 ,
5
3
, 0 \ : IR x D
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b)
( )
2
2
2
2
2
2 2 2
2 2
2
x x x x x
x
x
x x
x +
=
+
= ×
+
= ÷
+
. { } 0 | : IR x D e

7.Expressões algébricas irracionais
Uma expressão algébrica irracional apresenta a incógnita no radicando.
Sinal de radical
Índice
n
x P ) ( Radicando
Expressões irracionais
- De índice par: 0 ) ( : > x P D ;
- De índice impar: IR a D e : , se o radicando é uma expressão algébrica racional inteira.
Exs:Calcule o dominio das seguintes expressões:
a)
5 2
9 4 2 ) ( ÷ ÷ = x x x A ; , : IR x D e porque o domínio é um polinómio e o índice impar.
b) 4 ) (
2
÷ = x x P ; { } 2 2 : 0 4 : :
2
> v ÷ s e = ÷ > ÷ e x x IR x D x IR x D
c)
3
1
) (
2
÷
÷
=
x
x
x Q ; { } { } { } 3 \ ) 1 1 ( : 0 3 0 1 :
2
> v ÷ s e = ÷ = ÷ . > ÷ e = x x IR x D x x IR x D
d)
7 2
3
) (
÷
÷
=
x
x
x R ;
)
`
¹
¹
´
¦
> v s e =
2
7
3 : x x IR x D
e)
3
5
1 3
+
÷
x
x
; { } { } 5 \ ÷ e = IR x D , condição : 5 0 5 ÷ = ÷ = + x x .




Racionalização de denominadores das fracções algébricas
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Para a racinalização dos denominadores recorre-se com frequência ás propriedades da
potenciação e as identidades notáveis..
Para fracções algébricas do tipo
n m
a
p
, o factor racionalizante é
n m n
a
÷
porque
. a a a a
n n n m n n m
= = ×
÷

Para fracção do tipo 2, o factor racionalizante é b a 
Exs: a) . 2
8
2 8
8
2 2 . 2
8
2 2
8
8 2
8
8
8
2
8
2
6 3 2 6 15
6 6
6 5
6 5
6 5
6 6
= = = = = × =
b)
( )
( )( )
( )
( ) ( )
( )
2 5
3
5 2 3
5 2
5 2 3
5 2 5 2
5 2 3
5 2
3
2 2
÷ =
÷
÷
=
÷
÷
=
÷ +
÷
=
+

c) .
9
9 9
9
9
3
3
3
÷
÷
=
÷
x
x
x

d)
( )( )
( )( )
( )
( )
.
4
6 5
2
6 5
2 2
2 3
2
3
2
2
2
÷
+ +
=
÷
+ +
=
+ ÷
+ +
=
÷
+
x
x x
x
x x
x x
x x
x
x


8.Equações : Equivalência de equações.
O domínio de uma equação é o conjunto de valores d universo para os quais a equação tem
solução real.
Considere as equações:
a) 0
9 3
2
2 2
1 3
=
÷
+
+
÷
÷
x
x
x
x
; { } 3 ; 1 \ : IR x D e
b)
4 2
2
5
÷
= ÷
x
x ; { } 2 5 : = . > e = x x IR x D


No mesmo domínio, diz-se que duas equações são equivalentes quando têm o mesmo
conjunto solução.
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Exs:
a) 0 6 5
2
= + ÷ x x e ( )( ) 0 3 2 = ÷ ÷ x x são equivalentes porque têm o mesmo conjunto
solução, s={ } 3 ; 2
b) ( ) 0 1
2
= ÷ x x e 0
3
= ÷ x x são equivalentes porque têm o mesmo conjunto solução,
{ }. 1 ; 0 ; 1 ÷ = s

Equações do 2º grau ( revisão ).
Este assunto não constitui novidade para os alunos da 11ª Classe ,visto que já aprenderam a
resolver equações do 2º grau- equações quadráicas.
Veja o esquema abaixo.


a
b
x
a
b
x
2 2
2 1
A ÷ ÷
= v
A + ÷
= ( raizes da equação quadrática )
c bx ax + +
2
=0
0 > A ( a equação tem duas raizes diferentes)
ac b 4
2
÷ = A 0 = A (a equação tem duas raizes iguais)
0 < A ( a equação não tem raizes)
Exs:Resolva as seguintes equações:
a)
0 10 7
2
= + ÷ x x ; ( ) 9 40 49 10 . 1 . 4 7 4
2 2
= ÷ = ÷ ÷ = ÷ = A ac b
. 2
2
4
2
3 7
5
2
10
2
3 7
1 . 2
9 ) 7 (
2 1
= =
÷
= . = =
+
=
+ ÷ ÷
= x x { } 3 ; 2 = s
b) 0 9 6
2
= + ÷ x x ; ( ) 0 36 36 9 . 1 . 4 6 4
2 2
= ÷ = ÷ ÷ = ÷ = A ac b
. 3 ; 3
2
6
3
2
6
1 . 2
0 ) 6 (
2 1 2 1
= = = = . = =
+ ÷ ÷
= x x x x
c) 0 1 2 3
2
= + + x x ; . 0 8 0 8 12 4 1 . 3 . 4 2 4
2 2
< ÷ = < A ÷ ÷ = ÷ = ÷ = ÷ = A ac b

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Equações do 3º grau ( casos simples ).
Uma equação do 3º grau ( equação cúbica) é do tipo . 0
2 3
= + + + d cx bx ax Nesta Classe, vais
aprender alguns casos deste tipo de equações.
Exs:Reslve as seguintes equações:
a)
. 2 0 0 12 6 0 0 ) 12 6 ( 0 12 6
3
= v = ÷ = ÷ v = ÷ = ÷ ÷ = ÷ x x x x x x x x { } 2 ; 0 = s
b)
0 10 11 2
2 3
= + ÷ ÷ x x x ,sabendo que 1 é uma das suas raizes.
2 -1 -11 10
1 2 1 -10
2 1 -10 0 81 ) 10 .( 2 . 4 1 10 ) (
2 2
= ÷ ÷ = A ÷ ÷ + = x x x q


2
5
4
9 1
2
4
9 1
2 1
÷ =
÷ ÷
= . =
+ ÷
= x x ;
)
`
¹
¹
´
¦
÷ = 2 ; 1 ;
2
5
s .
Equações biquadráticas
As equações biquadráticas são as equações do tipo . 0
2 4
= + + c bx ax Substituindo k x =
2
, a
equação transforma-se em . 0
2
= + + c bk ak
Ex:Resolva a equação 0 1 5 4 0 1 5 4
2 2 4
= + ÷ ÷ = + ÷ k k x x . 9 16 25 1 . 4 . 4 ) 5 (
2
= ÷ = ÷ ÷ = A

4
1
8
3 5
1
8
3 5
2 1
=
÷
= . =
+
= k k ;
2
1
1 ± = . ± = x x ;
)
`
¹
¹
´
¦
÷ ÷ = 1 ;
2
1
;
2
1
; 1 s
Equações com radicais
Uma equação diz-se irracional quando a incógnita está sujeita a um sinal de raizes ou a um
expoente fraccionário.
Exs: a) 4 2 3
2
÷ = + + x x x b) 0 9 6
2
= ÷ + ÷ x x c) 1 4 2 ÷ = ÷ x x d) 9 3 2 = ÷ x


Resolução de uma equação irracional.
Escola Secundária e Pré – Universitária Mateus Sansão Mutemba – Beira.Texto de apoio da 11ª Classe da Disciplina de Matemática .
Docente: Luís Comodo Dique ,17 de Janeiro de 2012.COMODO ( 2012).” ...os outros não sentem o impacto desta disciplina na vida diária,
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a) Se B A = ,então
2
B A = ,com 0 > A ;
2
9 3 2 9 3 2 = ÷ ÷ = ÷ x x
com
2
3
0 3 2 > ÷ > ÷ x x : 42 84 2 81 3 2 = ÷ = ÷ = ÷ x x x
b) Se , 0 0 ; 0 = . = = + B A B A com . 0 0 > . > B A
0 9 6
2
= ÷ + ÷ x x com 3 3 6 > v ÷ s . > x x x
3 3 6 0 9 0 6
2
= v ÷ = . = ÷ = ÷ . = ÷ x x x x x ; { } 6 = s
9.Inequações irracionais
Chama-se inequações irracionais a toda a ineqação em que a incógnita(s) aparece(m) sob,
pelo menos um sinal de radical.
Exs: a) 4 2 3 ÷ s ÷ x x b) 4 2 5 3 ÷ ÷ > ÷ x x c) 2 2 7 3
2
+ ÷ > ÷ x x x
Como resolver a inequação:
a) | | · + e ÷ > ÷ ÷ ÷ s ÷ ; 3 0 3 : 2 3 x x D x x
0 0 7 5 4 4 3 ) 2 ( ) 3 ( 2 3
2 2 2 2
< A ÷ > + ÷ ÷ + ÷ s ÷ ÷ ÷ s ÷ ÷ ÷ s ÷ x x x x x x x x x
b) | | 3 ; 1 1 3 0 1 0 3 : 0 1 3 ÷ e ÷ ÷ > . s ÷ > + . > ÷ ÷ > + ÷ ÷ x x x x x D x x
| | 1 ; 2 2 1 3 ) 1 ( ) 3 ( 1 3
2 2
· ÷ e ÷ < ÷ + > ÷ ÷ + > ÷ ÷ + > ÷ x x x x x x x x


Observe acima a representação da solução parcial e de domínio da inequação irracional e
A solução da inequação é :
| | | | | | 1 ; 1 1 ; 3 ; 1 ÷ = · ÷ · ÷




Inequações racionais fraccionárias.
Escola Secundária e Pré – Universitária Mateus Sansão Mutemba – Beira.Texto de apoio da 11ª Classe da Disciplina de Matemática .
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Veja a resolução de exemplos abaixo de inequações racionais fraccionárias.

( )
0
3 ) 1 (
2
<
÷ ÷ x x x
,
{ } 3 , 1 , 0 \ : IR x D e
, uma vez que o numerador da inequação é uma
constane positiva.Podemos resolver a inequação usando método de tabela , e veja asseguir:
x

· ÷

0


1

3


· +

x

- 0 + + + + +
1 ÷ x

- - - 0 + + +
x ÷ 3

+ + + + + 0 -
) 3 )( 1 (
2
x x x ÷ ÷

+ N - N + N -
Solução:
| | | | · + e ; 3 1 ; 0 x

d)
0
) 2 (
6 2
0
2
6 2
0
2
2 2 4
0 1
2
4 2
1
2
4 2
2 2
2 2
2
2
2
2
>
+
÷
÷ >
+
÷
÷ >
+
÷ ÷ + ÷
÷ > ÷
+
+ ÷
÷ >
+
+ ÷
x x
x
x x
x
x x
x x x x
x x
x x
x x
x x

{ } 0 , 2 \ : ÷ eIR x D

x

· ÷

2 ÷

0


3
1


· +

x 6 2 ÷

+ + + + + 0 -
x

- - - 0 + + +
2 + x

- 0 + + + + +
) 2 (
6 2
+
÷
x x
x

+ N - N + 0 -
Solução: | |
(
¸
(
(
¸
(
÷ · ÷ e
3
1
; 0 2 ; x






Inequações racionais inteiras.
Escola Secundária e Pré – Universitária Mateus Sansão Mutemba – Beira.Texto de apoio da 11ª Classe da Disciplina de Matemática .
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Como resolver a inequação ( )( ) 0 3 0 3 0 2 0 9 2
2
= + v = ÷ v = ÷ ÷ > ÷ ÷ x x x x x
. 3 3 2 ÷ = v = v = ÷ x x x
Em seguida, organizar-se os zeros numa tabela por ordem crescente.
x 3 ÷ 2 3
2 ÷ x - - + +
3 ÷ x - - - +
3 + x - + + +
) 3 )( 3 )( 2 ( + ÷ ÷ x x x - + - +

De acordo com a condição da inequação a solução será: | | | | · + ÷ = ; 3 2 ; 3 s .
Se for assim ( )( ) 0 9 2
2
s ÷ ÷ x x ,teremos como solução: | | | | · + ÷ · ÷ = ; 3 3 ; s .

10.Sistemas de equações lineares.
Sistemas de equações lineares a 2 incógnitas ( revisão ).
Vamos revera resolução de sistema apartir do seguinte exemplo:

¹
´
¦
= +
= +
3 2 3
5
y x
y x

Método de substituição:

¹
´
¦
÷ =
= ÷ ÷ =
÷
¹
´
¦
÷ =
÷
¹
´
¦
÷ = ÷
÷
¹
´
¦
= ÷ +
÷ =
÷
¹
´
¦
= +
= +
7
12 ) 7 ( 5
7
_____
10 3 2 3
__ __________
3 ) 5 ( 2 3
5
3 2 3
5
x
y
x x x x x
x y
y x
y x

{ } 12 ; 7 ÷ = s




Método de adição ordenada
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( )
¹
´
¦
=
÷ = ÷ =
÷
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
÷ = ÷
= +
÷ = ÷ ÷
÷
¹
´
¦
= +
÷ × = +
12
7 12 5
12
___ __________
3 2 3
15 3 3
3 2 3
3 5
y
x
y
y x
y x
y x
y x
{ } 12 ; 7 ÷ = s


Método gráfico
¹
´
¦
+ =
+ ÷ =
÷
¹
´
¦
= + ÷
= +
6 3
3
6 3
3
x y
x y
y x
y x


Método de cramer

¹
´
¦
= +
= +
3 2 3
5
y x
y x
;
3
1
= A
2
1
1 1 . 3 2 . 1 ÷ = ÷ =

3
5
= A
x
7 1 . 3 2 . 5
2
1
= ÷ = ; 7
1
7
÷ = ÷ =
A
A
=
x
x

3
1
= A
y
12 5 . 3 3 . 1
3
5
÷ = ÷ = ; 12
1
12
= =
A
A
=
y
y



Sistemas de equações lineares a 3 incógnitas.
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Observe atentamente o sistema de equações seguinte:
¦
¹
¦
´
¦
= + +
= + +
= + +
3 3 3 3
2 2 2 2
1 1 1 1
d z c y b x a
d z c y b x a
d z c y b x a
,onde
n n n
c b a , , e
n
d
são números reais e x,y e z são as incógnitas.
Para resolver o sistema de equações de 3 equações usa-se os mesmos métodos aplicados nos
sistemas de 2 equações.
Exs: a)
¦
¹
¦
´
¦
÷ = ÷
= + ÷
= + +
2 3
0 2
2 2
y x
z y x
z y x
b)
¦
¹
¦
´
¦
= + +
= + ÷
= + +
3 5 4
1 2
5 2
z y x
z y x
z y x
c)
¦
¹
¦
´
¦
= + ÷
= ÷
= + ÷
9 5 3
3
10 6 4 2
z y x
z x
z y x

Método de substituição
Se num sistema de equações, resolvermos uma delas em ordem a uma das incógnitas e
substituirmos , nas restantes equações,essa incógnita pela expressão obtida ,o sistema resultante
é equivalente ao primeiro.
¦
¹
¦
´
¦
÷ = ÷ ÷
+ =
= ÷ + +
÷
¦
¹
¦
´
¦
÷ = + ÷
+ =
= ÷ + +
÷
¦
¹
¦
´
¦
+ = ÷
¦
¹
¦
´
¦
÷ = ÷
= + ÷
= ÷ +
2 3 6
2
2 2 4
2 ) 2 ( 3
2
2 ) 2 ( 2
___ __________
2
___ __________
2 3
0 2
2 2
z x x
z x y
z z x x
z x x
z x y
z z x x
z x y
y x
z y x
z y x

¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
´
¦
=
=
=
÷
¦
¹
¦
´
¦
= ÷
+ =
= +
÷
¦
¹
¦
´
¦
÷ = ÷ ÷
+ =
= +
0
5
4
5
2
0 2
2
2 5
2 3 5
2
2 5
z
y
x
z
z x y
z x
z x
z x y
z x
;
)
`
¹
¹
´
¦
= 0 ;
5
4
;
5
2
s
Método de adição ordenada
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
´
¦
=
=
=
÷
¦
¹
¦
´
¦
= ÷
÷ = + ÷
= ÷ +
÷
¦
¹
¦
´
¦
÷ = + ÷
÷ = + ÷
= ÷ +
÷
¦
¹
¦
´
¦
÷ = + ÷
= + ÷
= ÷ +
÷
¦
¹
¦
´
¦
÷ = ÷
= + ÷
= ÷ +
0
5
4
5
2
0 2
4 3 5
2 2
4 5
4 3 5
2 2
4 5
0 2
2 2
2 3
0 2
2 2
z
y
x
z
z y
z y x
z y
z y
z y x
z y
z y x
z y x
y x
z y x
z y x


Começa-se por eliminar uma das variáveis ou incógnitas, neste caso x na última equação,
multiplicando a 1ª equação por ( ). 1 ÷
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Elimina-se a segunda incógnita.Neste caso, multiplica-se a 1ª por ( ) 2 ÷ para obter 0 = z
Substitui-se 0 = z na equação anterior para obter
5
4
= y e finalmente, substitui-se z e y na
primeira equação para obter
5
2
= x .
Método de cramer

¦
¹
¦
´
¦
= + +
= + +
= + +
3 5 4
1 2
5 2
z y x
z y x
z y x

Primeiro ,calcula-se o determinante do sistema.

4
2
1
= A
1
1
1

5
1
2

4
2
1

1
1
1
6 19 13 ) 10 1 8 ( 4 4 5 ÷ = ÷ ÷ + + ÷ + + =
Para calcular o determinante do x, substitui-se a 1ª coluna pela coluna dos termos
independentes.

3
1
5
= A
x

1
1
1

5
1
2

3
1
5

1
1
1
= 14 16 30 ) 5 5 6 ( 2 3 25 = ÷ = + + ÷ + + ;
3
7
6
14
÷ = ÷ =
A
A
=
x
x
Para calcular o determinante do y, substitui-se a 2ª coluna pela dos termos independentes, no
deteminante do sistema.

4
2
1
= A
y

3
1
5

5
1
2

4
2
1
24 61 37 ) 50 3 8 ( 12 20 5
3
1
5
÷ = ÷ = + + ÷ + + =
4
6
24
=
÷
÷
=
A
A
=
y
y
Para calcular o determinante de z, substitui-se a 3ª coluna pela coluna dos termos
independentes no determinante principal.
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4
2
1
= A
z

1
1
1

3
1
5

4
2
1
10 27 17 ) 6 1 20 ( 10 4 3
1
1
1
÷ = ÷ = + + ÷ + + =

3
5
6
10
=
÷
÷
=
A
A
=
z
z

)
`
¹
¹
´
¦
÷ =
3
5
; 4 ;
3
7
s
11 .Exercícios de aplicação
1.Classifica as seguintes expressões algébricas:
a)
2
4
+ x
b) 7 5
3
2
2
+ ÷ x x c)
4
1
2
÷
÷
x
x
d) x x 3 5
2
÷ ÷ e) ( ) ) 1 3 ( 2
3
2
÷ ÷ x x d)
5
3 2 8
÷
÷ ÷
x
x

2.Dado o polinómio
2 6 3
2 7 5 x x x ÷ + ÷ ,indica:
a) o termo independente;
b)o grau do polinómio;
c) Ordena o polinómio segundo as potências decrescentes de x.
3.Calcule os valores reais a e b de modo que o polinómio b ax x x P + ÷ = 2 ) (
2
seja
idêntico a ). 3 )( 1 ( ) ( + ÷ = x x x M
4.Determine os números n m, e r para que o polinómio 2 3 ) (
2
+ ÷ = x x x M seja idêntico ao
polinómio r n x m nx x x N + ÷ ÷ ÷ = 2 ) 2 )( 2 ( ) ( .
4.1.Determine os valores das constantes a, b e c de modo a serem idênticos os polinómios:
a) 3 3
2
+ + bx x e 3 2
2 3
+ + + x cx ax b)
¿
=
+
3
0
) 2 (
k
k
x k e
3 2
5 ) 1 ( x cx x b a + + ÷ +
5.Sendo a,b e r números reais, calcule o seu valor de modo que:
r x b ax x x + ÷ + = + ÷ ) 2 )( ( 2 3
2

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6.Sabendo que 1 3 ) (
2 4
+ ÷ = x x x A , x x x
x
x B + ÷ ÷ =
2 3
4
3 3
4
) ( e x x x
x
x C ÷ ÷ + =
2 3
4
2 3
4
) (
Calcula:
a)A+C b) C+A-B c) 2B+A-C d) 2C+A
7.Dados os polinómios:
3 3 ) (
2
+ ÷ = x x x A
1 ) (
2
÷ = x x B
3 2 2 ) (
2 3
+ ÷ ÷ ÷ = x x x x C
Calcula:
a)B.C b)A.C c)A.B d) A.B
8.Determine o polinómio correspondente a:
a) ) 3 2 )( 5 (
2 3
÷ + ÷ + x x x x b) ) 1
3
2
( 3 4
2
+ ÷ x x x c ) 1 4 )( 4 ( ) 2 1 )( 1 ( ÷ + ÷ + ÷ x x x x
9.Calcule o quociente e o resto da divisão de:
a) 1
7
÷ x por 1 ÷ x b) 4 5 3
2
+ ÷ x x por 2 ÷ x c) 1 2 8
3
÷ ÷ x x por
2
1
+ x
d) 1 3
2 4
+ ÷ x x por 1
2
÷ ÷ x x e) 1 2 3
3
2
2 3 4
÷ + + ÷ x x x x por x x 2
3
÷
f) 2 3
3 2
+ ÷ x x por 1 2
2
+ ÷ ÷ x x g) 12 29
5
+ ÷ x x por 1 2
2
+ ÷ ÷ x x .
10.Calcule o resto da divisão do polinómio 3 3 ) (
2 3
÷ + ÷ = x x x x P por
a) 3 + x b) x c) 3 2 ÷ x d) 5 2 ÷ x e) 2 + x f) 4
2
÷ x
11.Usando a regra de Ruffini para efectuar as seguintes divisões:
a) ) 2 ( : ) 5 (
2 4 3
+ + + ÷ x x x x b) ) 1 4 ( : ) 3 5 8 (
2
+ + ÷ x x x c) ) 2 3 ( : ) 1 3 (
2 4
+ + + x x x
e) ) 2 ( : ) 4 5 3 (
2
÷ + ÷ x x x f) ) 2 ( : ) 1 (
3 4
+ + ÷ x x x g) )
2
1
( : ) 1 2 8 (
3
+ ÷ ÷ x x x

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12.Observe o esquema de Ruffini na divisão de ) (x P por ) 2 ( + x .
a 3 -2 -12 a) ) (x P é divisivel por ? ) 2 ( + x
-2 c 8 -12 b)Determine ). (x P
b d 6 e
13.Calcule a e b de modo que -3 e 0 sejam, respectivamente, os restos da divisão de:
b ax x x x P + + ÷ =
2 3
2 ) ( por ) 2 ( ÷ x e ) 1 ( + x .
14.Factorize os polinómios x x x 3 2
2 3
÷ ÷ e 2 7 3
2
+ ÷ x x sabendo que -1 e
3
1
são as raizes
respectivamente.
15.Considere o polinómio 9 5 3
2 3
+ + ÷ x x x
a) Mostre que 1 = x é zero do polinómio;
b)Factorize o polinómio.
16.Sabendo que 2 ÷ = x é zero do polinómio 20 4 5
2 3
÷ ÷ + x x x
a) Calcula os outros zeros.
b) Factorize o polinómio.
17.Dado o polinómio b ax x x + + ÷
2 3
2 :
a)Calcula a e b de tal modo que o polinómio seja divisivel por ) 2 )( 1 ( ÷ ÷ x x
b) Factorize o polinómio.
17.1.Forme o polinómio de menor grau que:
a)admite a raiz dupla 1 e dividido por ) 3 ( + x dá resto 8.
b)se anula
2
1
= x e 3 = x dividido por ) 1 ( ÷ x dá resto
4
1
.
c)admite os zeros -2 e 3, dividido por x dá resto 6 e dividido por 1 ÷ x dá resto -12.
18.Encontra um polinómio do 2º grau que admite -2 e 3 como raizes e que dividido por ) 1 ( ÷ x ,
dê o resto -12. Recorda que ) )( (
2 1
2
x x x x a c bx ax ÷ ÷ = + +

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18.1.Utilizando o método dos coeficientes indeterminados, calcule A e B de forma a verificar-se
cada uma das seguintes equivalências:
a)
4 1 4 5
3
2
÷
+
÷
=
+ ÷ x
B
x
A
x x
x
b)
1 1 1
3 5
2 2
+
+
÷
=
÷
÷
x
B
x
A
x
x
c)
3 1 ) 3 )( 1 (
1 2
2 2
2
÷
÷
+
=
÷ +
÷ +
x
B
x
A
x x
x x

19.Encontra o domínio de cada uma das seguintes expressões:
a)
) 12 7 )( 2 (
2
2
+ ÷ ÷
÷
x x x
x
b) x ÷ 3 c)
5
5
÷
÷
x
x
d)
x x x
x
2 3
8
2 3
3
+ ÷
÷
e)
3
3
2
÷
÷
x
x

f)
7 2
25 ÷ x g)
5
5
÷
÷
x
x
h)
1
1
3
7
2 2
÷
+
+
+
x x
x
i)
5
3
1
2
+
+
÷ x x
l)
x
x
3
1
2
+

m) 1 1 + + ÷ x x n)
4
2 1
2
÷
÷ +
x
x
o)
1
3
2
+
+
x
x
p)
3
3
5 2
+
÷ ÷
x
x

20.Efectua as operações apresentadas e apresenta o resultado simplificado:
a)
x x
2
2
3
÷
+
b)
x
x
x
x
÷
+
÷
÷
+
5
1
5
5
2
c)
2
8
2
3
÷
×
x x
d)
a x
a ax x
x a
a x
+
+ ÷
+
÷
2 2
2 2
2 2
2
:
e)
1 2 2
2
2
÷
+
+ x
x
x
x
f)
2 2 2
2
5
3
2
9 6 x x x x x
x
÷
÷
+
+ ÷
g)
x x
x
x x
x
2
1 4
2 2
2
÷
÷
×
÷
÷

h)
x
x
x
x
+
×
÷
÷
1
2
1
2
i)
9
1
:
15 8
1
2
2
2
3
÷
+ ÷
+ +
+
x
x x
x x
x

21.Simplifique as fracções:
a)
2 3
2
1
x x
x
+
÷
b)
1 4
1 2
2
÷
+
x
x
c)
1
1
2 3
2 3
+ + +
÷ + ÷
x x x
x x x
d)
a
a ax
2
+
e)
1 2
2
3
+ ÷
÷
x x
xa x
f)
2 4 2
2 2
2
+ +
+
x x
x

g)
2
2
2 32
20
x
x x
÷
÷ +
h)
4 ) 1 2 (
) 2 ( ) 1 2 (
2
2 2
÷ + +
+ ÷ +
x x
x x
i)
24 2
24 3 2
2
2
÷
÷ +
x
x x
l)
3
3
2
÷
÷
x
x
.
22.Calcula, usando as identidades notáveis:
a) 9 11× b) 27 8 + c) 64 125÷ d)
2
) 4 5 ( + e) 28 32× .


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23.Racionalize os denominadores das seguintes fracções:
a)
4
27
3
b)
3
1
2
÷ x
c)
3 2
27
1
b a
d)
4 6 2
2 b a
ab
e)
b a
b a
÷
+
f)
b
b a b a
2
÷ ÷ +

g)
x
x
÷
+
2
2
h)
x
x
÷
÷
3
3
i)
1
1
÷
+
x
x
l)
3
2
3
x ÷
m)
2
2
+
+
x
x
n)
2 4 1 + ÷ x
x

24.Encontre as soluções de cada uma das seguintes equações:
a) 0 1 5 4
2
= + ÷ x x b) 0 69 14 3
2
= ÷ + x x c) 0 12
2
= ÷ ÷ x x d) 0 16 8 3
2
= + + x x
e) 0 1 5 4
2 4
= + ÷ x x f) 0 2 5 13
6 12
= + ÷ x x g) 0 12
5 10
= + = x x h)
4 2
x x =
i) 6 ) 3 1 ( 5 ) 3 1 (
2 4
+ ÷ = ÷ x x l) 0 4
3
= ÷ x x m) 0 1 4 4
2 3
= + ÷ ÷ x x x n) 0 8
3
= ÷ x
o) 0 125
3
= + x p) 0 2 3
2 3
= + ÷ x x x q) 0 2 2 5
4 2
= + ÷ x x
25. Sabendo que 10
1
= ÷
x
x , calcula
2
2
1
x
x + .
26.Sem resolver a equação 0 1 5 2
2
= ÷ ÷ x x de raizes
1
x e
2
x ,calcule o valor numérico de:
a)
2 1
x x + b)
2 1
.x x c)
2 1
x x ÷ d)
2
2
2
1
x x +
27.Calcula k de modo que a equação 0 6 ) 9 (
2 2
= ÷ ÷ + ÷ k k x k tenha solução única.
28.Determine k de modo que a equação 0 ) (
3 3
= ÷ + ÷ b k x b k tenha uma solução
indeterminada.
29.Determine k de modo que a equação 1 6 ) 1 9 (
2
+ = ÷ k x k tenha uma solução impossível.
30.Qual deve ser o valor de c para que a equação 0 10 3
2
= + ÷ c x x tenha as duas raizes
positivas?
31.Acha IR a e de modo que a equação 0 ) 1 ( ) 1 2 (
2
= ÷ + ÷ ÷ x a x a admite duas raizes
distintas.
32.Acha n de modo que a equação 0 1 ) 3 ( ) 2 (
2
= ÷ + ÷ + ÷ n x n x n admite -2 como raiz.
33.Para que valores de k, a equação 0 1 ) 3 2 ( ) 1 (
2
= ÷ + + + + k x k x k não tem raiz real.

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34.Resolvas as seguintes equações:
a) 5 1 3 = + ÷ x x b) 0 5 2 3 = ÷ ÷ ÷ ÷ x x c)
3
17 1 2
=
÷
x
x
d) 1 4 2 ÷ = ÷ x x

e)
4 2 18 = ÷ x
f)
6 1 3 = + x
g)
6 3 . 2 = + ÷ x x
h)
3
5 7 ÷ = + x x

i)
4 1 4 3 2 = + + ÷ x x
l)
1 4 14 ÷ + ÷ = ÷ x x x
m)
8 1 1 + ÷ = ÷ + x x x
35.Resolva as seguintes inequações:
a) 0
) 9 )( 1 2 (
1
2
2
<
÷ ÷
÷
x x
x
b) 0
3
) 2 )( 2 (
s
÷
÷ +
x
x x
c) 1
1
2
>
x
d) 3
2
9
2
÷ > +
÷
÷
x
x
x

e) 0
) 2 )) 1 (
4
2
>
+ ÷
÷
x x
x x
f)
x x > + 2
g)
1 1 2 3
2 2
+ ÷ + < + + x x x x

h) 0 ) 12 7 (
2
s + ÷ x x i) 14 250 55
2
÷ < + ÷ x x x l) 0 ) 1 )( 1 (
2 2
> + + x x x
36.Resolve os sistema de equações seguintes pelos métodos indicados:
a)
¹
´
¦
= ÷
=
3 2 3
4
y x
x
pelo método de substituição
b)
¹
´
¦
= ÷
= +
8 2 3
3 2
y x
y x
pelo método de adição ordenada
c)
¹
´
¦
= +
= ÷
3 2 5
7 3 4
y x
y x
pelo método de cramer
d)
¹
´
¦
= ÷
= ÷
4 4 2
3 2
y x
y x
pelo método gráfico.
37.Resolva os sistemas de equações:
a)
¹
´
¦
= ÷
= +
15
3
2 2
y x
y x
b)
¹
´
¦
÷ =
= +
6
1
xy
y x
c)
¹
´
¦
= ÷
= ÷
3
21
2 2
y x
y x
d)
¦
¹
¦
´
¦
÷ = ÷ ÷
= + ÷
÷ = ÷ +
6 3 4 3
4 2
4 2 2
z y x
z y x
z y x

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e)
¦
¹
¦
´
¦
= +
= ÷
= + +
2 3
0 2
3 2 3
y x
z x
z y x
f)
¦
¹
¦
´
¦
÷ = +
= ÷ +
÷ = +
8 4 3
1
6 3 4
z x
z y x
z x
g)
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
´
¦
= + +
÷ = ÷ +
÷ = + ÷
0 3 2
2
3
5
2
7
2 3
z y x
x z y
z y x
h)
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
= + +
= +
=
+
÷
÷
5
7 3 2
2
3
2
4
3
1 2
z y x
y x
y x

i)
¦
¹
¦
´
¦
+ = +
+ = +
÷ ÷ = +
y x z
z y x
z y x
3 2 4
7 2 5 3
3 2
l)
¦
¹
¦
´
¦
= + +
= +
= ÷
3
4 3
1 2
z y x
z y
y x
m)
¦
¹
¦
´
¦
+ = + ÷
÷ = +
= ÷
x x y
x z x
y z
2 11 ) 2 ( 3
15 5 ) 3 ( 2
3 3 2
n)
¦
¹
¦
´
¦
= +
= +
= ÷ ÷
5 2
0
0
z y
z y
z y x

38.Considere o sistema:

¦
¹
¦
´
¦
= ÷
÷ = ÷
= +
k y x
y x
y x
2 3
5 2
1 3
, IR k e
a)Determine o par ( x,y) de números reais que é solução do sistema
¹
´
¦
÷ = ÷
= +
5 2
2 3
y x
y x

b)Para que valores de k o par ( x,y )determinado em a) é solução da equação: k y x = ÷ 2 3
c)Qual a natureza do sistema para k=1?
39. Determine os valores de parâmetros a,b e c de forma que o sistema:
a)
¦
¹
¦
´
¦
= ÷ + ÷
= + ÷ ÷ ÷
= + ÷ +
1 ) 1 ( 2 3
16 ) 3 ( 3 ) 1 (
1 ) 1 (
z c y ax
z c y x a
z y b ax
admita a solução ( 2, 1, -3 )
b)
¦
¹
¦
´
¦
= ÷ ÷
÷ = + +
= + +
4
1 2
0
cz by x
cz ay bx
z by ax
admita a solução ( 1 ,0 ,-1)
40.Numa quinta havia vacas e galinhas num total de 90 cabeças e 260 pernas.Quantas vacas e
galinhas havia na quinta?
41.Um fabricante de cestos ganha 3 meticais por cada cesto que fabrica sem defeito e perde 5
meticais por cada cesto que fabrica por defeito.Numa semana fabricou 160 cestos e obteve um
lucro de 400 meticais.
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Quantos cestos com defeito foram produzidos?
42.A diferemça entre o triplo do dinheiro do Junior e do dobro do dinheiro da Olívia é igual a 4
meticais.O triplo do dinheiro do Junior excede em 5 meticais do dinheiro da Olívia.
Quantos meticais tem cada um?
43.y pessoas foram divididas por x barcos.
Se cada barco levar 8 pessoas sobram 5.
Se cada barco levar 7 pessoas sobram 11.
Quantas pessoas foram transportadas nos barcos?
44.Observe as figuras e de acordo com os dados determine x e y.
a) y x 5 + b)
5 + y 2 + x 3 2 ÷ y x y 3 5 ÷

5 2 + x x













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Capitulo III:Equações e inequações exponenciais
Objectivos:
- Identificar as equações e as inequações exponenciais;
- Resolver graficamente e analiticamente as equações e inequações exponenciais;
- Resolver problemas da vida quotidiana que envolvem equações e inequações
exponenciais.
Função exponencial ( Revisão )
As funções exponenciais e logarítmicas são mais importantes na Matemática
Através delas os cientistas fazem estimativas para fenómenos que ocorrem há milhões de anos,
mas com elas também se pode prever o crescimento de uma população, de um investimento
económico ou estudar a desintegração de um matérial radioactivo.
A expressão crescimento populacional faz parte da nossa linguagem do dia-a- dia.Usualmente
significa que algo cresce muito rapidamente.
Ex:Evolução da população mundial
Durante as últimas década, verificou-se que a população mundial crescia 2% ao ano e que em
1992 era cerca de 6 milhões.
a) Mostre que a população P pode ser dada pela expressão: ( )
t
t P 02 , 0 1 6 ) ( + = ,com t em anos e
0 = t correspondente a 1992.
Tempo em anos ( t )
População mundial em mil milhões( P )
0 6
1
( ) 02 , 0 1 6 02 , 0 6 6 + = × +
2
( )
2
02 , 0 1 6 ) 02 , 0 1 )( 02 , 0 1 ( 6 + = + +
3
( )
3 2
02 , 0 1 6 ) 02 , 0 1 ( ) 02 , 0 1 ( 6 + = + +
..... .....
20
( )
30 29
02 , 0 1 6 ) 02 , 0 1 ( ) 02 , 0 1 ( 6 + = + +

80
( )
80 79
02 , 0 1 6 ) 02 , 0 1 ( ) 02 , 0 1 ( 6 + = + +
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b)Represente graficamente a função.Qual será a população em 2100?
Assim , no ano 2100 a população mundial prevista será ( ) 51 02 , 0 1 6 ) 108 (
108
~ + = P mil milhões
(2100-1992=108).
2.Reprodução das bactérias
Admita que na praia de Estoril havia 1 milhão de bactérias ás 15 horas do dia 20 de Agosto de
2011- aniversário da cidade da Beira.Sabe-se , em média , cada bactéria divide-se em duas
numa hora.
Representando t o número de horas decorridas após as 15 horas do dia 20 de Agosto, escreva a
expressão analítica que modela a situação e calcule o número de bactérias existentes ás 15 horas
do dia 30 de Agosto se nada for feito para contrariar o crescimento das mesmas.
3.O modelo do físico:No estudo de um fenómeno , físico registou os seguintes dados:
x 2 4 6 8

y=f(x)
4 36 324 2916
Qual será o modelo matemático que melhor se ajusta os valores da tabela?









...... ......
t
( )
t
02 , 0 1 6 +
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Observe o exemplo abaixo e recordemos a construção gráfica da função
x
x f 2 ) ( =



Observe atentamente os graficos das funções :
1
2 ) (
+
=
x
x f e
1
2 ) (
÷
=
x
x g .
O que esta acontecer com estas funções representadas graficamente?
Veja so , que de acordo com os gráficos das funções acima representadas chegamos a conclusões
seguintes:
- O gráfico da função
1
2
+
=
x
y , obtem-se apartir de deslocamento de todos os pontos do
gráfico da função
x
y 2 = uma unidade para esquerda;
- O gráfico da função
1
2
÷
=
x
y , obtem-se apartir de deslocamento de todos os pontos do
gráfico da função
x
y 2 = uma unidade para direita.
Na generalidade: obtem-se o gráfico da função
p x
a y
÷
= , deslocando todos os pontos da
função
x
a y = p unidades para esquerda se 0 < p ou p unidades para direita se . 0 > p
Uma função da forma :
x
a x f = ) ( é chamada uma função exponencial,sendo a e x números
reais tais que 0 > a e 1 = a .


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Equação exponencial
Averigue as seguintes equações:
a)
3
9
1
27
1
+
|
.
|

\
|
=
x
b) 64 2
4
=
÷ x
c) 8 ) 125 . 0 ( =
x
d) 25
5
1
2
=
|
.
|

\
|
x
e) 2 32
2
=
÷ x

f) 1 7
1
= |
.
|

\
|
+ x
x

De acordo com os exemplos acima, uma equação chama-se exponencial quando a incógnita a
ser determinada comparece como expoente.
Resolução gráfica de equações exponenciais.
Observe a resolução gráfica da equação: a) 3 3 =
x
.
Podemos imaginar que seja
x
x f 3 ) ( = e 3 ) ( = x g .
Construindo gráficos das duas funções acima no mesmo sistema cartesiano temos:

Com base nos gráficos representados acima vemos que as duas funções se interssectam no
ponto ( ) 3 ; 1 , ou seja a solução das duas funções é: {} . 1 1 ) 3 ( ) 3 ( = ÷ = · x
x

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b)
x
x
|
.
|

\
|
=
÷
3
1
3
2
.Vamos construir separadamente e no mesmo sistema cartesiano ortogonal os
gráficos das funções
2
3 ) (
÷
=
x
x f e
x
x g
|
.
|

\
|
=
3
1
) ( .

Observe que as duas funções se intersectam no ponto
|
.
|

\
|
3
1
; 1 , então a solução da equação
x
x
|
.
|

\
|
=
÷
3
1
3
2
é . 1 = x
Resolução analitica de equações exponenciais.
Para resolver uma -9
equação exponencial,deve reduzir ambos os membros da igualdade a uma base.Então , basta
igualar os expoentes para recair numa equação comum. Veja como resolver as equações dos
exemplos anteriores:
a)

10 6 4 2 2 64 2
6 4 4
= ÷ = ÷ ÷ = ÷ =
÷ ÷
x x
x x
,
{ } 10 = s

b)

1 1 8 8 8
125
1000
8
1000
125
8 ) 125 . 0 ( ÷ = = = ÷ ÷ = ÷ =
|
.
|

\
|
÷ =
|
.
|

\
|
÷ =
÷
÷
x x
x
x x
x


{ } 1 ÷ = s

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c)
( )
5
11
11 5 1 10 5
2
1
2
10 5
2 2 2 32 2 32
2
1
2
2
5
2
1
2
2
2
= ÷ = ÷ = ÷ ÷ =
÷
÷ = ÷ = ÷ =
÷
÷
÷
x x x
x
x
x
x

)
`
¹
¹
´
¦
=
5
11
s

d)
. 1 0 0 ) 1 ( 0 0
2
7 7 7 ) 7 ( 1 7
2
2
0
2
) 1 (
0
1
2
1
÷ = v = ÷ = + = = + ÷ =
+
÷ = ÷ =
(
¸
(

¸

÷ = |
.
|

\
|
+
+
+
x x x x x x
x x
x x
x
x
x
x
{ } 0 ; 1 ÷ = s

e)
12 2 . 2 2 12 2 2
1
= + ÷ = +
+ x x x x
, seja
t
x
= 2

2 4 2 4
3
12
12 3 12 2 = ÷ = ÷ = = ÷ = ÷ = + x t t t t
x
;
{ } 2 = S

f)
1 2 2 2 7
2
7
7 2
2
7 2 . 2 2
2
2
7 2 2 2
1 1
= = = = = ÷ = ÷ = + + ÷ = + + ÷ = + +
+ ÷
x t t t t
t
x x x
x
x x x


{ } 1 = S
Inequação exponencial
Uma inequação é chamada exponencial quando a incógnita a ser determinada comparece como
expoente.
Veja alguns exemplos de equações exponenciais:
a) 64
4
1
3
<
|
.
|

\
|
÷x
b) 81 3
2
>
x
c)
5 3 1 2
2
3
9
4
÷ ÷
|
.
|

\
|
s
|
.
|

\
|
x x
d)
5
1
125
3 2
>
÷ x

Resolução gráfica de inequações exponenciais.
Observemos a resolução gráfica de inequação exponencial exemplificada abaixo:
a) 4 2
1
<
÷ x
, de facto estamos perante duas funções para representar graficamente no
sistema de coordenadas a saber
1
2 ) (
÷
=
x
x f e 4 ) ( = x g
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Docente: Luís Comodo Dique ,17 de Janeiro de 2012.COMODO ( 2012).” ...os outros não sentem o impacto desta disciplina na vida diária,
nós jogamos no sentido contrário” Page 55


Repare que, para 3 > x , o gráfico de ) (x f situa-se acima do gráfico de ) (x g ,então o conjunto
solução da 4 2
1
>
÷ x
é 3 > x .

Resolução analítica de inequações exponenciais.
Como resolver analíticamente as inequações exemplificadas abaixo?Lembras das regras
aprendidas na 10ª Classe , que podem ser aplicadas agora.
- Com base maior que um( ) 1 > a mantém –se o sinal de desigualdade na comparação
de expoentes;
- Com base menor que um( ) 1 < a muda sentido do sinal de desigualdade na
comparação de expoentes.
a) 4 8 2 3 5 2 3 3 27 3
3 5 2 5 2
< ÷ < ÷ < ÷ ÷ < ÷ <
÷ ÷
x x x
x x

b)
2
1
1 2 1 3
3
1
3
1
3
3
1
1 3 1 3
> = > ÷ > ÷ ÷
|
.
|

\
|
>
|
.
|

\
|
÷ >
|
.
|

\
|
÷
÷
÷
x x x x
x x
x
x

c) 0 6 5 6 5 2 2
2
1
2
2 2 6 5
6
5
2 2
s + ÷ ÷ ÷ s ÷ ÷ s ÷
|
.
|

\
|
s
÷ ÷ ÷
x x x x
x x x x




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Para resolver a inequação é necessário encontrar os zeros da equação:
. 3 2 0 ) 3 )( 2 ( 0 6 5
2
= v = ÷ = ÷ ÷ ÷ = + ÷ x x x x x x
+
2 3 x

Portanto , a solução da inequação: 0 6 5
2
s + ÷ x x é | | 3 ; 2 = s
Equações biquadráticas ( revisão )
Toda equação do tipo 0
2
= + + p za ka
x x
, chama-se equação biquadrática.
Exs: Vamos resolver as equações:
a) 0 8 2 . 6 2
2
= + ÷
x x
, seja t
x
= 2 , com 0 > t então:
4 2 0 ) 4 )( 2 ( 0 8 6 0 8 2 . 6 2
2 2
= v = ÷ = ÷ ÷ ÷ = + ÷ ÷ = + ÷ t t t t t t
x x
.Daqui voltamos na
suposição anterior . 2 1 4 2 1 2 2 2 = v = ÷ = v = ÷ = ÷ = x x x t
x x x
{ } 2 ; 1 = s
b) . 0 0 16 5 0 16 2 . 2 . 5 2 0 16 2 . 5 2
2 2 1 2
< A ÷ = + ÷ ÷ = + ÷ ÷ = + ÷
+
t t
x x x x

c) 9 4 ) 9 )( 4 ( 0 36 5 0 36 9 . 5 9 0 36 9 . 5 3
2 2 4
= v e ÷ ÷ ÷ + ÷ = ÷ ÷ ÷ = ÷ ÷ ÷ = ÷ ÷ t t t t t t
x x x x

Suposição anterior:
1 9 9 9 = ÷ = ÷ = x t
x x
;
{ } 1 = S

Generalidadade:Para resolver as equações do tipo 0
2
= + + p za ka
x x
, importa-se seguir os
passos seguintes:
- Sabendo que
2 2
) (
x x
a a = , substituindo t a
x
= , ) 0 ( > t ;
- Resolver a equação 0
2
= + + p zt kt ;
- Substituir
x
a t = ;
- Calcular o valor de x e escrever a solução da equação.






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Inequações biquadráticas
Uma inequação do tipo 0
2
> + + p za ka
x x
chama-se inequação biquadrática.
Exs: Resolva as seguintes inequações abaixo:

a)

0 ) 5 )( 1 ( 0 5 6 : 5 ; 0 5 5 . 6 ) 5 ( 0 5 5 . 6 5
2 2 2
s ÷ ÷ ÷ s + ÷ = s + ÷ ÷ s + ÷ t t t t t
x x x x x


+ +
1 - 5 x

Então: | | 1 ; 0 1 0 5 5 5 5 5 1 5 1
1 0
e ÷ s s ÷ s s ÷ s s ÷ s s x x t
x x

b)

0 ) 3 )( 1 ( 0 3 4 : 3 ; 0 3 3 . 4 ) 3 ( 0 3 3 . 4 3
2 2 2
> ÷ ÷ ÷ > + ÷ = > + ÷ ÷ > + ÷ t t t t t
x x x x x


+ +
1 _ 3 x

Então: | | | | · + · ÷ e ÷ > > ÷ > v s ÷ > v s ; 1 0 ; 1 0 3 3 1 3 5 1
1
x x t t
x x










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Exercícios de aplicação
1.Constrói os gráficos de cada uma das seguintes funções:
a) 1
2
1
) ( +
|
.
|

\
|
=
x
x f b)
2
2 ) (
÷
=
x
x g c)
2
2 ) (
+
=
x
x h d) 2 2 ) (
1
÷ =
+ x
x m c) 2 2 ) ( ÷ =
x
x n
2.Resolva graficamente cada uma das equações seguintes :
a)
1
4
2
1
÷
=
|
.
|

\
|
x
x
b)
2 4
3 9
÷ ÷
=
x x
c )
2
2
4
1
2
÷
+
|
.
|

\
|
=
x
x

3.Resolva as equações exponenciais seguintes:
a)
4
1
2
3
2
=
÷ x x
b)
27
1
3
5
2
=
÷ x
c) 333 , 0 3
3
2
=
÷ x x
d) 90 3 3
1 1
= +
+ ÷ x x
e)
x x
9 3 =
f)
x x 2
3 5 = g) 120 2 2 2 2
1 3 2 3 1 3 3
= + + +
+ ÷ ÷ x x x x
h)
36
1
6 =
x
i) 1
1 ) cos( 2
=
+ x
a
j) 2 3 3
2 5 2
+ =
+ + x x
m) 0 3456 3 . 7 3 . 5
2
= ÷ ÷
x x
n) 0 81 3 . 6 9
1
= + +
+ x x
o)
( )
128
125 , 0
1
=
x

p)
3 2 2 3
27 9
x x + ÷
= q)
1 3 5 1 3 5
2 2 2 2
27 27
+ ÷ + ÷
=
x x x x
r) 1 . .
4 2 2 1 2 1
=
÷ ÷ ÷ x x x
a a a s)
2
) 2 )( 1 (
1
a
a
x x
=
÷ ÷

t) 6 ) 8 3 ( ) 8 3 (
3 3
= + + +
÷ x x
u)
2 2
2 . 10 16 4
÷ ÷
= +
x x

4.Se a
x x
= +
÷
2 2 , o valor de
x x ÷
+8 8 é igual a:
a) a a 3
3
+ b) a a 3
3
÷ c) a a 3
3
+
÷
d) a 4
5.Resolve as inequações seguintes:
a)
125
27
3
5
<
|
.
|

\
|
x
b)
3 1
4 8 s
÷ x
c) 0 4 3 3
1 3 2
> ÷ +
+ + x x
d)
1
5 . 10 24 25
÷
s ÷
x x

e) 0 7 . 4 7
1 2
< +
÷ + x x
f) 0 1
2
1
. 3
2
1
. 2
2
> +
|
.
|

\
|
÷
|
.
|

\
|
x x
g) 0 2 2 . 3
2
1
.
2
> + ÷
|
.
|

\
|
÷x
x

h) 0 10 10 . 11 10
2
s + ÷
x x
i) 1
1
s
÷ x
a ,se . 1 > a j)
|
.
|

\
|
>
|
.
|

\
|
+ +
2
1
2
1
1 5
2
x x
l) 0 10 2 > ÷
x x

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m) ( ) ( )
2 2 3
02 , 0 02 , 0
÷
>
x x
n) ( )
1
2
2
3 3
2
÷
÷
>
x x

6.Esboce, num mesmo sistema cartesiano, os gráficos das funções:
x
x f 4 ) ( = ,
x
x g
|
.
|

\
|
=
4
1
) ( ,
1
2 ) (
+
=
x
x h ,
1
2 ) (
÷
=
x
x m ,
1
3 ) (
÷
=
x
x n e 3 ) ( = x k , e resolve graficamente:
a) ) ( ) ( x g x f > b) ) ( ) ( x m x h > c) ) ( ) ( x k x n >

7.Radioactividade:A massa de substância em certa amostra calcula-se por
t
e t A
09 , 0
. 500 ) (
÷
=
,
com t em anos e
) (t A
em gramas.
Quantos gramas havia no início da contagem do tempo? E 10 anos depois?
8.Crescimento exponencial: Um biólogo estudou o crescimento de uma colónia de bactérias e
registou os dados observados na seguinte tabela:
t ( dias) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
N ( números debactérias ) 8 16 32 64 128 256 512 1024 2048 4096 8192
Trata-se de uma situação de crescimento exponencial e que este tem como modelo matemático
do tipo
kt
a b x f . ) ( = , onde b>0 e a>1 , encontre uma expressão analítica para função
representada na tabela.
9.(LCD,2012)-Desvalorização da moto: A função
x
x P
÷
|
.
|

\
|
=
3
4
. 25000 ) ( , 0 > x é usada para
determinar o valor, em meticais , de uma moto x anos depois da sua compra.
a)Qual é o custo inicial da moto?
b)Determine o valor da moto 1,5 anos depois da compra.
c)Quantos desvaloriza a moto ao ano?
10.(LCD ,2012):Na Vila de Nova-Mambone , província de Inhambane, foi detectada uma
doença contagiosa.O periodo de contágio verifica-se nos primeiros 12 dias da doença.Admita
que, um dia, cada pessoa contaminada transmite a doença a três, ficando assim,decorrido um
dia,quatro pessoas afectadas pela doença.Admita que o primeiro caso foi detectado em 1 de
Julho do ano passado.
a) Quantas pessoas estão doentes no dia 5 de Julho , ou seja,quatro dia depois da doença ser
detectada?
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b)Complete a tabela.
Número de dias
decorrido após 1
de Julho
Número de
novos
doentes
Total de
doentes
afectados.
1 3 4
2 12 16
3 48 64
4 ........... ..........
5 ........... ..........
c)Indique uma expressão que traduza o número N de doentes em função do número t de dias
decorridos após o dia 1 de Julho.
d)Se nenhuma medida de combate á doença for tomada , quantas pessoas estarão afectadas ao
fim de 12 dias?
e)Sabendo que a Vila de Nova- Mambone tem 1.000.000 de habitantes , determine ao fim de
quanto tempo toda a Vila ficará contagiada se não se tomassem medidas para combater a
propagação da doença?
11.Um psicólogo desenvolveu uma fórmula que relaciona o número n de simbolos que uma
pessoa pode memorizar com o tempo t,em minutos.A fórmula é ) 1 ( 30 ) (
3
t
e t f
÷
÷ = .
a)Calcule , de acordo com a função f e com aproximação ás unidades,quantos símbolos uma
pessoa pode memorizar em 4 minutos.
b)Uma pessoa memorizou 26 simbolos.Quanto tempo precisou , aproximadamente , para
realizar tal tarefa
12.(LCD,2012): A função
x
x P
|
.
|

\
|
=
7
8
. 1300000 ) ( , 0 > x é usada como modelo para calcular, em
meticais , de um andar num prédio Emose da Cidade da Beira , x anos após a sua construção.
a)Determine o valor inicial do andar.
b)Qual é a percentagem de valorização do andar ao ano?
c)Qual é o valor do andar 10 anos depois da compra?

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Capitulo IV:Equações e inequações logarítmicas
Objectivos:
- Identificar as equações e as inequações logarítmicas;
- Resolver graficamente e analiticamente as equações e inequações logarítmocas;
- Resolver problemas da vida quotidiana que envolvem equações e inequações
logarítmicas.
O logaritmo
As funções logarítmicas permitem estudar o desenvolvimento de populações como por
exemplo população de coelhos:
Supomos que numa dada população de coelhos na zona de protegiada de Mutinha em Nova-
Mambone , é dada por
t
e
t P
2 , 0
. 8 , 3 1
5 , 2
3 , 1 ) (
÷
+
+ = , onde P é em milhares de coelhos e t em anos.
O instante t corresponde a Janeiro de 2009.
a)De acordo com este modelo, estime o número de coelhos no ínicio de 2015
6 2009 2015 = ÷ anos, então:
( )
46575 , 2
1
8 , 3 1
5 , 2
3 , 1
1
. 8 , 3 1
5 , 2
3 , 1
8 , 3 1
5 , 2
3 , 1
. 8 , 3 1
5 , 2
3 , 1 ) 6 (
5
6
2 , 1 2 , 1 6 2 , 0
~
|
.
|

\
|
+
+ =
|
.
|

\
|
+
+ =
+
+ =
+
+ =
÷ × ÷
e
e
e e
P
No início de 2015 , o número de coelhos será aproximadamente de 2466.
b) Sem recorrer á calculadora, determine em que ano a população será de 3300 coelhos?
( )
( ) 13
2 , 0
722 , 2
2 , 0
) 0657 , 0 ln(
0657 , 0 ln 2 , 0
76
5
ln ) ln( 2 , 0
76
5
ln ln
76
5
5 , 0 . 6 , 7 5 , 2 . 6 , 7 2 5 , 2 ) . 8 , 3 1 ( 2
. 8 , 3 1
5 , 2
2
. 8 , 3 1
5 , 2
3 , 1 3 , 3 3 , 3
. 8 , 3 1
5 , 2
3 , 1 3 , 3 ) (
2 , 0 2 , 0 2 , 0 2 , 0 2 , 0
2 , 0 2 , 0 2 , 0
~
÷
÷
= ÷
÷
= ÷ = ÷ ÷
|
.
|

\
|
= ÷ =
|
.
|

\
|
= ÷ = ÷ = ÷ = + ÷ = + =
+
= ÷
+
= ÷ ÷ =
+
+ ÷ =
÷ ÷ ÷ ÷ ÷
÷ ÷ ÷
t t t e t
e e e e e
e e e
t P
t t t t t
t t t
. 2022 13 2009 = +
Logo , durante o ano 2022 a população será aproximadamente de 3300 coelhos.
Observe atentamente os gráficos das duas funções inversas
x
a x f = ) ( e
x
a
x g log ) ( = e uma
função afim que passa pela origem do sistema de coordenadas que identifica exactamente que
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as duas anteriores são inversas.Recordar que os gráficos das duas funções são inversas
relativamente á recta de equação x y = .
Observe a tabela seguinte:

g

Aplicacando definição de logarítmo temos: b a y y
y b
a
b
a
= ÷ = ÷ = log log , onde 0 , 0 > > a b e
1 = a .
Exs:
a) 2 9 3 log log
9
3
9
3
= ÷ = ÷ = ÷ = y y y
y
b) 6 64 2 log log
64
2
64
2
= ÷ = ÷ = ÷ = y y y
y

c) 4 3 3
3
1
3
81
1
3 log log
4
4
81
1
3
81
1
3
÷ = ÷ = ÷
|
.
|

\
|
= ÷ = ÷ = ÷ =
÷
y y y
y y y

x 0 1 2 3 4 5
) (
2
log ) (
x
x g =

x
x f 2 ) ( =

1 2 4 8 64 128 x
f
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Logarítmo decimais
Logarítmos decimais são todos logarítmos de base 10.Ou seja qualquer logarítmo
representado sem base é umb logarítmo de base 10 ( omitir base 10).
Exs: a) 15 log log
15
10
= b)
3 3
10
log log = c)
75 , 3 75 , 3
10
log log = d)
175 175
10
log log =
e)
9
1
9
1
10
log log =
Como calcular logarítmos decimais?
Recordemos a propriedade:
b
a
b
a
p
p
log . log =
Exs:
a) 4 1 . 4 log . 4 log
10
10
10
10
4
= = =
b) 64 1 . 64 log . 64 log
10
10
10
10
64
÷ = ÷ = ÷ =
÷

c) 5 1 . 5 log . 5 log log
10 10 ) 00001 , 0 (
5
÷ = ÷ = ÷ = =
÷
.
Mantissa e característica
Os logaritmos decimais ( base 10 ) normalmente são números decimais onde podemos
encontrar caractérista e mantissa.
Caractérista (c):a parte inteita do logaritmo e representa-se normalmente por c, a caractérista
pode ser positiva ou negativa.
Mantissa (m ): a parte decimal do logaritmo e representa-se por m e é sempre positva.
As mantissas dos logaritmos decimais são tabeladas.
Exs: a) 3010 , 1 log
20
=
Parte inteira Parte decimal
(caractéristica) ( mamtissa )
Exs:

¹
´
¦
=
÷ =
÷ + ÷ = ÷ =
2041
2
2041 , 0 2 7959 , 1 016 , 0 log
m
c

,como o número 0,016 tem 2 zeros por
isso . 2 ÷ = c E 2041 = m , porque a mamtissa de 0,016 é igual á mantissa de 16.
Nota: m c x , 0 log + =

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O logaritmo de um número positivo x , quando não é potência de base 10, expressa-se por
m c , 0 +
.
Cálculo da caractéristica de um logaritmo decimal


Antes de estabelecer o conceito de característica de um logaritmo decimal, vamos “tentar” calcular o
logaritmo de 127. Pela definição de logaritmo temos que:
127 10 127 log = ÷ =
x
x
Claramente se observa que não existe nenhum x inteiro que satisfaça essa igualdade. No entanto,
podemos inferir facilmente que:

3 2 3 2
10 log 127 log 10 log 10 127 10 10 < < ÷ < = <
x
, recorda que b n b
n
log . log = , então:
10 log . 3 127 log 10 log . 2 10 log 127 log 10 log 10 127 10 10
3 2 3 2
< < ÷ < < ÷ < = <
x
.
E daqui, que o valor de x está entre 2 e 3, ou seja: 3 127 log 2 3 2 < < ÷ < < x
( . 2 ,... 2 127 log = ÷ = c )
Desta forma, podemos estabelecer uma relação semelhante para qualquer logaritmo de um número inteiro
positivo maior que 1. E, no caso, por exemplo, de log 0,0127, por raciocínio análogo, vemos que:
0127 , 0 10 0127 , 0 log = ÷ =
x
x
Ou seja:
1 2 1 2
10 log 0127 , 0 log 10 log 10 0127 , 0 10 10 1 , 0 0127 , 0 01 , 0
÷ ÷ ÷ ÷
< < ÷ < = < ÷ < <
x

Recorda que b n b
n
log . log = , então: - 10 log . 1 0127 , 0 log 10 log . 2 ÷ < < .Conforme a
desigualdade o valor de x está entre -2 e -1, ou seja: 1 0127 , 0 log 2 1 2 ÷ < < ÷ ÷ ÷ < < ÷ x
( . 2 ,... 2 0127 , 0 log ÷ = ÷ ÷ = c )
A partir dos exemplos, que é consequência do facto de que qualquer número real positivo está
necessariamente entre duas potências de 10 de expoentes inteiros consecutivos, pode-se concluir que o
log b (b um número maior do que 0) está situado entre dois números inteiros e consecutivos, isto é,
podemos sempre determinar um número inteiro c tal que:
1 log + < < c b c
Ao número c damos o nome de característica de log b. Ou, alternativamente, podemos definir a
característica como o maior número inteiro que não supera o logaritmo decimal.
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Dos exemplos, podemos, então, estabelecer as duas seguintes regras para determinar a característica de
log b:
Regra 1:
Se b > 1, a característica de log b é o número de algarismos do logaritmando da parte inteira que
antecedem a vírgula subtraído de uma unidade.
Exemplos:
a) 2 1 3 127 log = ÷ = ÷c b) 1 1 2 756 , 12 log = ÷ = ÷c c) 3 1 4 12 , 3756 log = ÷ = ÷c
Regra 2:
Se 0 < b < 1, a característica de log b é o simétrico da quantidade de zeros que antecedem o primeiro
algarismo diferente de zero.
Exemplos:
a) 2 0127 , 0 log ÷ = ÷c b) 4 00056 , 0 log ÷ = ÷c c) 1 83 , 0 log ÷ = ÷c
Nota:Fica claro dos factos anteriores que o logaritmo decimal de um número b > 0 pode ser escrito
como:log b = c + m onde c é um número inteiro (a característica) e m (a mantissa) um número decimal
maior ou igual a zero e menor do que 1 ( 1 0 < s m ).
Cálculo da mantissa
A mantissa m, em geral um número irracional, é obtida da tabela logarítmica a seguir, que fornece,
apenas, os valores aproximados dos logaritmos de 10 a 309.
Voltando ao exemplo inicial vamos determinar a mantissa de log 127 com o uso da tabela: se encontra na
interseção da linha com o número 12 com a coluna com o número 7, cujo valor é 1038, o que significa
que m = 1038 e portanto: log 127 = 2 + 0,1038 = 2,1038
Compare com o valor obtido com o uso da calculadora e veja que corresponde ao valor até a quarta casa
decimal.
Propriedade da Mantissa:
A mantissa do logaritmo decimal de b não se altera se multiplicarmos b por um potência de 10 com
expoente inteiro.
A propriedade é decorrência de:log b.10
x
= log b + log 10
x
= log b + x.log 10 = log b + x
Note que, na expressão acima, o que muda no cálculo do logaritmo é o valor da característica que é
acrescida (ou decrescida) do valor x correspondente ao expoente da potência.
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Por exemplo:
0792 , 0 1 12 log + = e 0792 , 0 2 1 0792 , 0 1 10 log 12 log 120 log + = + + = + = , m=0792.
Veja na tabela que a mantissa de log 12 e log 120 são iguais.
Uma consequência dessa propriedade é: Os logaritmos de números cujas representações decimais diferem
apenas pela posição da vírgula têm mantissas iguais.
Exemplo:
Os logaritmos decimais de 127, 1270, 0,127, 12,7 e 0,0127 têm mantissa igual a 1038 e caracaterísticas 2,
3, -1, 1 e -2 respectivamente.
Tabela Logarítmica

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
1 0000 0414 0792 1139 1461 1761 2041 2304 2553 2788
2 3010 3222 3424 3617 3802 3979 4150 4314 4472 4624
3 4771 4914 5051 5185 5315 5441 5563 5682 5798 5911
4 6021 6128 6232 6335 6435 6532 6628 6721 6812 6902
5 6990 7076 7160 7243 7324 7404 7482 7559 7634 7709
6 7782 7853 7924 7993 8062 8129 8195 8261 8325 8388
7 8451 8513 8573 8633 8692 8751 8808 8865 8921 8976
8 9031 9085 9138 9191 9243 9294 9345 9395 9445 9494
9 9542 9590 9638 9685 9731 9777 9823 9868 9912 9956
10 0000 0043 0086 0128 0170 0212 0253 0294 0334 0374
11 0414 0453 0492 0531 0569 0607 0645 0682 0719 0755
12 0792 0828 0864 0899 0934 0969 1004 1038 1072 1106
13 1139 1173 1206 1239 1271 1303 1335 1367 1399 1430
14 1461 1492 1523 1553 1584 1614 1644 1673 1703 1732
15 1761 1790 1818 1847 1875 1903 1931 1959 1987 2014
16 2041 2068 2095 2122 2148 2175 2201 2227 2253 2279
17 2304 2330 2355 2380 2405 2430 2455 2480 2504 2529
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18 2553 2577 2601 2625 2648 2672 2695 2718 2742 2765
19 2788 2810 2833 2856 2878 2900 2923 2945 2967 2989
20 3010 3032 3054 3075 3096 3118 3139 3160 3181 3201
21 3222 3243 3263 3284 3304 3324 3345 3365 3385 3404
22 3424 3444 3464 3483 3502 3522 3541 3560 3579 3598
23 3617 3636 3655 3674 3692 3711 3729 3747 3766 3784
24 3802 3820 3838 3856 3874 3892 3909 3927 3945 3962
25 3979 3997 4014 4031 4048 4065 4082 4099 4116 4133
26 4150 4166 4183 4200 4216 4232 4249 4265 4281 4298
27 4314 4330 4346 4362 4378 4393 4409 4425 4440 4456
28 4472 4487 4502 4518 4533 4548 4564 4579 4594 4609
29 4624 4639 4654 4669 4683 4698 4713 4728 4742 4757
30 4771 4786 4800 4814 4829 4843 4857 4871 4886 4900

Antilogaritmo de um número
O número x cujo logaritmo decimal é igual a m chama-se antilogaritmo de m, com domínio
0 > x .
Se ) log( log m anti x m x = ÷ = .
Exemplos:
1.Vamos calcular x sabendo que:
a) logx=1,2553 , com 0 > x ) 2553 , 1 log( anti x = ÷ .
Como a caractéristica é igual 1 = c , então a parte inteira do número procurado tem dois
algarismos ( 2 algarismos).
Procura na tábua o valor correspondente para . 2553 = m De facto na tábua existe o número
. 2553 , 1 18 log 18 = ÷ = x
b) logx=3,4254 , com 0 > x ) 4254 , 3 log( anti x = ÷ .
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Como a caractéristica é igual 3 = c , então a parte inteira do número procurado tem quatro
algarismos ( 4 algarismos).
Procura na tábua o valor correspondente para . 4254 = m E o valor existente na tábua é o
número . 4254 , 3 2668 log 2668 = ÷ = x

c)
6998 , 0 3 log 3002 , 0 1 1 2 3002 , 0 1 1 2 3002 , 0 2 3002 , 2 log + ÷ = ÷ ÷ + ÷ ÷ = ÷ ÷ + ÷ = ÷ ÷ = ÷ = x x
com 0 > x
Como a caractéristica é igual 3 ÷ = c , então o número procurado está entre 0 e 1, tem três
zeros ( 3 zeros).
Procura na tábua o valor correspondente para 6998 = m .Na tábua existe o número
. 3002 , 2 00501 , 0 log 00501 , 0 ÷ = ÷ = x Assim sendo 00501 , 0 ) 3002 , 2 log( = ÷ = anti x
Aplicação prática de logaritmos
Exs: Vamos calcular
a) . 3 , 16
5
= x
3 , 16 log
5
1
log ) 3 , 16 log( log 3 , 16 log log 3 , 16
5
1
5 5
= ÷ = ÷ = ÷ = x x x x , mas
2122 , 1 3 , 16 log = ,então : ) 2122 , 1 (
5
1
log 3 , 16 log
5
1
log ) 3 , 16 log( log
5
1
= ÷ = ÷ = x x x
7475 , 1 2424 , 0 log ) 2122 , 1 (
5
1
log 3 , 16 log
5
1
log = ÷ = ÷ = ÷ = x x x x .
b) ( )
15
2 , 3 = x
( ) 1565 , 7 log ) 4771 , 0 ( 15 log ) 2 , 3 log( . 15 log ) 2 , 3 log( log 2 , 3
15 15
= ÷ = ÷ = ÷ = ÷ = x x x x x
A parte inteira do número procurado tem 8 algarismos , este número não aparece na tábua
por ser grande ,mas sim podemos encontrar este número com base da máquina calculadora
cientifica aplicando o antilogaritmo deste valor 7,1565.
Escreve-se primeiro o número 7,1565 em seguida click potência de base dez (
x
10 ), assim terá o
valor de 160 , 14338377 = x .
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160 , 14338377 ) 1565 , 7 log( 1565 , 7 log ) 4771 , 0 ( 15 log = = ÷ = ÷ = anti x x x .
Procedimentos:
1.Introduz os dois membros logaritmo de base 10;
2.Aplica –se esta propriedade de radicais se for possível:
n n
a a
1
= ;
3.Aplica –se propriedade de logaritmo se for possível: a
n
a
n
log
1
log
1
= ;
4.Acha –se o valor de a log e multiplique pelo
n
1
,se for possível;
5.Determina-se o valor de antilogaritmo do resultado anterior , que resultará o valor de x
pretendida.

Representação de logaritmos na forma mista
Nas operações envolvendo logaritmos,é necessariamente trabalhar com logaritmos em que aparecem a
caractérista e a mantissa . Por isso constuma-se representar o logaritmo de um número x em que
1 0 < < x na forma mista e culo resultado apareçam a caractérista e a mantissa.
Exs:Vamos calcular
1. 10 log . 4 3 log 10 log 3 log 10000 log 3 log
10000
3
log
4
÷ ÷ ÷ ÷ ÷ = , mas 4771 , 0 3 log = e
1 10 log =
então: 5229 , 3 4 4771 , 0 1 . 4 4771 , 0 10 log . 4 3 log 10 log 3 log
4
÷ = ÷ ÷ ÷ = ÷ ÷ ÷ ,assim podemos
reformular desta forma: 4771 , 0 4 0003 , 0 log
10000
3
log + ÷ = =
2. Vamos escrever na forma mista o valor de ( ) 00005 , 0 log
( ) ( )
5 5
10 log 5 log 10 . 5 log 00005 , 0 log
÷ ÷
+ = = , mas 6989 , 0 5 log =
( ) ( ) 6989 , 0 5 5 6989 , 0 10 log 5 log 10 . 5 log 00005 , 0 log
5 5
+ ÷ ÷ ÷ = + = =
÷ ÷

3.Vamos calcular o valor de x sabendo que 1761 , 1 log ÷ = x .Vamos escrever na forma mista
:
8238 , 0 2 1761 , 0 1 2 log 1761 , 0 1 1 1 log 1761 , 0 1 log 1761 , 1 log + ÷ = ÷ + ÷ = ÷ ÷ ÷ + ÷ = ÷ ÷ ÷ = ÷ ÷ = x x x x
0668 , 0 8238 , 0 2 log = ÷ + ÷ = x x

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Equação logarítmica
Veja as equações seguintes:
a) 3 log
2
=
x
b) 3 log
) 3 (
2
÷ =
÷ x
c)
( )
2
1
log
7
2
=
÷ x
d)
( )
2 log
9
2
2
=
÷ x

Todas as expressões acima são equações que envolvem logarítmos , por isso são equações logarítmicas.
Resolução de equações logarítmicas
1.Equações do tipo m
x f
x g
=
) (
) (
log
Algumas equações envolvendo logaritmos podem ser resolvidas atráves de uma equação exponencial
equivalente .
Tal equivalência é possível atendendo a que: | | ) ( ) ( log
) (
) (
x f x g m
m x f
x g
= ÷ = , em que
0 ) ( > x g , 1 ) ( = x g e . 0 ) ( > x f
Para resolver uma equação logrítmica é necessário atender o domínio Da expressão dada.Se assim não
for , podemos apresentar a solução um valor ou valores que nem sequer dão sentido a expressão.
Exs:
a) 19 16 3 3 2 4 log
4 ) 3 (
2
= ÷ = ÷ ÷ ÷ = ÷ =
÷
x x x
x
, mas D: | | · + e ÷ > ÷ > ÷ : 3 3 0 3 x x x
e | | · + e ; 3 19 , ou seja 19 é solução da equação.
b)
0 5 0 4 4 4 4 4 4 4 ) 2 ( 2 log
2 2 2 2 ) 4 (
) 2 (
= ÷ ÷ = ÷ ÷ + ÷ ÷ + = + ÷ ÷ + = ÷ ÷ =
+
÷
x x x x x x x x x x
x
x

5 0 0 5 0 0 ) 5 ( 0 5
2
= v = ÷ = ÷ v = ÷ = ÷ ÷ = ÷ x x x x x x x x
Mas D: | | | | · + e ÷ = . > . ÷ > ÷ = ÷ . > ÷ . > + ; 3 3 : 2 3 2 4 1 2 0 2 0 4 x x x x x x x


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E | | | | · + e ; 3 3 : 2 0 , mas | | | | · + e ; 3 3 : 2 5 , logo 5 = x é soluçao da equação.

2. Equações do tipo
)` ( ) (
log log
x f
c
x g
c
=
A resolução deste tipo de equações segue-se, em geral , os seguintes passos:
1º passo: Determinar as condições de existência:
Domínio: 0 ) ( > x g e 0 ) ( > x f se 0 > c e . 1 = c
2º passo:Resolvendo a equação aplicando a propriedade: ) ( ) ( log log
)` ( ) (
x f x g
x f
c
x g
c
= ÷ = .
3º passo:Verifica-se da pertinência da solução ao domínio da equação.
Exs:
a)
( ) ( ) 3
2
4 2
2
log log
÷ ÷
=
x x

D: 3 2 3
2
4
3 4 2 0 3 0 4 2 > . > ÷ > . > ÷ > . > ÷ > ÷ . > ÷ x x x x x x x x
D: | | | | | | · + e ÷ · + · · + ; 3 ; 3 ; 2 x

( ) ( )
| | · + e e = ÷ + ÷ = ÷ ÷ ÷ = ÷ ÷ =
÷ ÷
; 3 : 1 4 3 2 3 4 2 log log
3
2
4 2
2
x D x x x x x
x x
, isto é,
1 = x não é solução da equação .
b)
( ) ( ) x x 2
3 3
log log
2
= ;D: 0 0 2 0
2
> ÷ > . > x x x
( ) ( )
( ) 2 0 0 2 0 0 2 0 2 2 log log
2 2 2
3 3
2
= v = ÷ = ÷ v = ÷ = ÷ ÷ = ÷ ÷ = ÷ = x x x x x x x x x x
x x

Sendo assim D e 0 , mas D e 2 e é solução da equação.
c)
( ) ( ) ( ) 3 2
2
1
5
1
1
1
2
1
log log log
+ ÷ +
= +
x x x

D:
2
3
5 1 0 3 2 0 5 0 1 ÷ > . > . ÷ > ÷ > + . > ÷ . > + x x x x x x
D: | | | | | | · + = · + · · + ÷ ·

¸

(
¸
(
· + ÷ ; 5 ; 5 ; 1 ;
2
3

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( ) ( ) ( ) ( )( ) ( ) ( ) ( )
0 3 5 2 4 log log log log log log log
2 3 2
2
1
5 4
2
1
3 2
2
1
5 1
2
1
3 2
2
1
5
1
1
1
2
1
2
= ÷ ÷ ÷ ÷ ÷ = ÷ = ÷ = +
+ ÷ ÷ + ÷ + + ÷ +
x x x
x x x x x x x x x

1 , 1
2
2 , 2
1 , 7
2
2 , 14
2
2 , 8 6
2
68 6
0 8 6 0 3 5 2 4
2 1 2 , 1
2 2
÷ =
÷
= v = = ÷
±
=
±
= ÷ = ÷ ÷ ÷ = ÷ ÷ ÷ ÷ x x x x x x x x
| | · + e ; 5 1 , 7 ,pois este é solução da equação.
Equações do tipo 0 log log
2
= + + c
x
a
x
a

Estas equações , com 0 > a , 1 ± = a e 0 > x , resolvem –se fazendo uma mudança da incógnita e
observando o 3º passo do exemplo anterior.É preciso lembrar que ( )
2
log log
2
x
a
x
a
= .
Exemplos:
Resolve as seguintes equações:
a) ( ) 0 3 log 4 log
3
2
3
= + ÷
x x
com 0 > x , seja t
x
=
3
log então:
3 1 0 3 0 1 0 ) 3 )( 1 ( 0 3 4
2
= v = ÷ = ÷ v = ÷ ÷ = ÷ ÷ ÷ = + ÷ t y t t t t t t
Pela condição anterior: 27 3 log 3 1 log log
3 3 3
= ÷ = v = ÷ = ÷ = x x t
x x x

{ } 27 ; 3 = S
b) ( ) 0 6 log 5 log
6
2
6
= + ÷
x x
,com 0 > x , seja t
x
=
3
log então:
3 2 0 3 0 2 0 ) 3 )( 2 ( 0 6 5
2
= v = ÷ = ÷ v = ÷ ÷ = ÷ ÷ ÷ = + ÷ t y t t t t t t
Pela condição : 216 3 log 36 2 log log
6 6 6
= ÷ = v = ÷ = ÷ = x x t
x x x

{ } 216 ; 36 = S
c)
x
x
3
3
log
1
2 log 3 = + , com 0 > x , seja t
x
=
3
log

1
6
4 2
3
1
6
4 2
6
4 2
6
16 2
0 1 2 3 1 2 3 1 ) 2 3 (
1
2 3
log
1
2 log 3
2 1 2 , 1
2 2
3
3
÷ =
÷ ÷
= v =
+ ÷
= ÷
± ÷
=
± ÷
=
= ÷ + ÷ = + ÷ = + ÷ = + ÷ = +
t t t
t t t t t t
t
t
x
x


3
1
1 log 3
3
1
log log
3
3
3 3
= ÷ ÷ = v = ÷ = ÷ = x x t
x x x

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)
`
¹
¹
´
¦
=
3
3 ;
3
1
S
Equações que envolvem mudança de base.
Resolve as seguintes equações:

3 3 2
3
2
2 2
2 2 2
2
2 4
2
2
2 4 2
4 2 2
3
2
log 1 log
2
3
1
2
1
1 log 1 log
2
1
log 1
2
log
log 1
log
log
log 1 log log )
= = ÷ = ÷ = ÷ = ÷
=
|
.
|

\
|
+ ÷ = + ÷ = + ÷ = + ÷ = +
x x
a
x x
x x x
x
x
x
x x x

Ou seja t
x
=
2
log , então:
3
2
2 3 2 2 1
2
1
1 log
2
1
log 1
2
log
log 1
log
log
log 1 log log )
2 2
2
2 4
2
2
2 4 2
= ÷ = ÷ = + ÷ = + ÷
= + ÷ = + ÷ = + ÷ = +
t t t t t t
a
x x
x
x
x
x x x

÷ = t
x
2
log
3 3 2
3
2
2
4 2 2
3
2
log = = ÷ = ÷ = x x
x

b) 2 log
2
1
log
log 2
2 log
log
log
2 log log
2
2
2
2
2
2
2
2
2
= + ÷ = + ÷ = +
x
x x
x
x
x
x
x x
x
x
x
x
x
x
x

Inequações logarítmicas
Observe os exemplos de equações seguintes:
a) 3 log
2
>
x
b) 4 log
) 3 (
2
>
÷ x
c) 3 log
) 3 (
<
÷ x
x
d)
) 3 2 (
2
) 3 (
2
log log
÷ ÷
>
x x
e) 3 log
) 3 (
2
1
÷ >
÷ x

É evidente que todas desigualdades envolvem logarítmos ,estas desigualdades chamam-se inequações
logarítmicas.
Propriedades de inequações logarítmicas.
1. Se 1 0 < < b , então c a
c
b
a
b
< ÷ > log log .De dois logarítmos com a mesma base é maior o que
tiver menor logarítmando: 5 6 log log
32
2
1
64
2
1
÷ < ÷ ÷ >
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2. Se 1 > b , então c a
c
b
a
b
> ÷ > log log . De dois logarítmos com a mesma base é maior o que tiver
maior logarítmando: 5 6 log log
32
2
64
2
> ÷ >


Resolução de inequações logarítmicas
Exs: Resolve as seguintes inequações:
a)
( )
| | 7 ; 7
2
14
14 2 8 6 2 log log 3 log
8
2
6 2
2
) 6 2 (
2
· ÷ e ÷ < ÷ < ÷ < ÷ < ÷ ÷ < ÷ <
÷ ÷
x x x x x
x x

D: | | · + e ÷ > ÷ > ÷ > ÷ > ÷ ; 3 3
2
6
6 2 0 6 2 x x x x x
O conjunto - solução da inequação é intersecção da solução parcial com o domínio da inequação
:S=| | | | | | 7 ; 3 ; 3 7 ; = · + · · ÷
b)
( ) ( ) ( ) ( )
| | · + ÷ e ÷ ÷ > ÷ ÷ > ÷
+ ÷ > + ÷ ÷ < ÷ <
÷ + ÷ ÷ + ÷
; 1 1 2 2
16 8 18 6 log log log 2 log
2 2 4
3
1
18 6
3
1
4
3
1
18 6
3
1
2 2 2
x x x
x x x x
x x x x x x

D: | | · + e ÷ > ÷ > ÷ . > + ÷ ; 4 4 0 4 0 18 6
2
x x x x x
O conjnto-solução da inequação é intersecção da solução parcial com o domínio:
| | | | | | · + = · + · · + ÷ = ; 4 ; 4 ; 1 S .
Resolução de problemas concretos aplicando logarítmos
As equações e inequações logarítmicas permitem-nos resolver problemas de situações reais do
quotidiano.
Exs:
1.Calcule o raio de uma esfera cujo volume é 256
3
cm .
Fórmula do volume de uma esfera:
3
.
3
4
r V t = , isolando r temos:
3
3 3
4
3
4
3
.
3
4
t t
t
V
r
V
r r V = ÷ = ÷ =

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Logarítmizar os ambos membros temos:
. 09354 , 4 ) 6121 , 0 log( 6121 , 0 ) log(
3
8363 , 1
) log( 8363 , 1 ) log( 3
) 4469 , 0 6021 , 0 ( 4082 , 2 4771 , 0 ) log( 3 ) log 4 (log log 3 log ) log( 3
) 4 log( ) 3 log( ) log( 3
4
3
log
3
1
) log(
4
3
log ) log(
4
3
log ) log(
3
1
3
= = ÷ = ÷ = ÷ = ÷
+ ÷ + = ÷ + ÷ + = ÷
÷ = ÷
|
.
|

\
|
= ÷
|
.
|

\
|
= ÷
|
|
.
|

\
|
=
anti r r r r
r V r
V r
V
r
V
r
V
r
t
t
t t t

Nota:

4082 , 2 ) 256 log( ) log(
4469 , 0 ) 14 , 3 log( log
6021 , 0 4 log
4771 , 0 3 log
= =
= =
=
=
V
t

R: O raio da esfera cujo o volume é 256 será de 4,09354 cm
2.A tomada de antibiótico:Após a tomada de um antibiótico inicia-se o declínio da substância activa M
segundo uma lei idêntica á desintegração radioactiva.
Considere que para um certo antibiótico a quantidade da substância activa M não eliminada ao fim de t
horas é dada por :
kt
M t M
÷
= 10 . ) (
0
,em k é uma constante positiva.
a) Qual é o significado de
0
M ?
Para 0 = t , temos
0
0
0
) 0 ( 10 . ) 0 ( M M M M
k
= ÷ =
÷

0
M significa a quantidade activa no momento da tomada do medicamento.
b)Considerando mg M 1000
0
= e sabendo que a quantidade activa do medicamento se reduz a metade ao
fim de uma hora, determine o valor de k constante positiva.
kt kt
t M M t M
÷ ÷
× = ÷ = 10 1000 ) ( 10 . ) (
0

Se a quantidade activa do medicamento reduz –se a metade ao fim de cada hora então
mg M 500
2
1000
) 1 ( = = , mg M 250
4
1000
) 2 ( = = , mg M 125
8
1000
) 3 ( = = ,..., mg t M
t
2
1000
) ( = .
temos:
3010 , 0 ) 2 log( ) 2 log(
2
1
log
2
1
10
1000
500
10 10 . 1000 500 10 . 1000 ) 1 (
1
= = ÷ ÷ = ÷ ÷
|
.
|

\
|
= ÷ ÷ = ÷ = ÷ = ÷ =
÷ ÷ ÷ × ÷
k k
k M
k k k k

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Ou seja:
. 3010 , 0 3010 , 0
1 6989 , 0 3 2 5 log 1 . 3 10 log 5 log ) 10 log( ) 10 . 5 log(
) 1000 log( ) 500 log(
1000
500
log
1000
500
10 10 . 1000 500 10 . 1000 ) 1 (
2 3 2
1
= ÷ ÷ = ÷ ÷
÷ = ÷ ÷ ÷ + = ÷ ÷ ÷ + = ÷ ÷ ÷ = ÷ ÷
÷ = ÷ ÷
|
.
|

\
|
= ÷ ÷ = ÷ = ÷ =
÷ ÷ × ÷
k k
k k k k
k k M
k k k
Nota: 6989 , 0 5 log = .


c)Qual é, para o medicamento referido em b) , a quantidade de substância activa que ainda não foi
eliminada ao fim de 12 horas?

mg M M
M M t M M t M
kt kt
244 , 0 10 ) 12 ( 10 . 10 ) 12 (
10 . 1000 ) 12 ( 10 . 1000 ) 12 ( 10 1000 ) ( 10 . ) (
612 , 0 612 , 3 3
612 , 3 12 3010 , 0
0
= = ÷ = ÷
= ÷ = ÷ × = ÷ =
÷ ÷
÷ × ÷ ÷ ÷

Ou seja: mg mg M 244 , 0
4096
1000
2
1000
) 12 (
12
= = =
R: Ao fim de 12 hora, a quantidade activa do medicamento que ainda não tinha eliminado era de
0,244mg.
Exercícios de consolidação
1.Escreve os logarítmos seguintes na forma m c , 0 + :
a) 53 log b) 925 log c) 252 log d) 561 , 0 log
2.Indique a caractéristica de:
a) 4 , 0 log b) 0003 , 0 log c) 00378 , 0 log d) 089 , 0 log
3. Calcule os logarítmos seguintes:
a) 5 log b) 50 log c) 312 log d) 890 log e) 015 , 0 log f) 50 , 0 log
g) 027 , 0 log h) 000823 , 0 log i) 5379000 log l) 4367 , 0 log j) 165 log k) 54 , 17 log
4.Calculen o valor de x nos seguintes casos:
a) 4254 , 3 log = x b) 3214 , 0 log = x c) 1761 , 1 log = x d) 686 , 0 log = x e) 5102 , 2 log = x
f) 3002 , 2 log ÷ = x g) 3979 , 2 log ÷ = x h) 1244 , 2 log ÷ = x i) 2631 , 1 log ÷ = x
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5.Calcule , usando logarítmos , o valor de x em cada caso:
a) ( )
6
21 , 1 = x b) ( )
12
2 , 3 = x c)
5
3 , 18 = x d)
3
6 , 10 = x e) 3 , 26 = x
6. Escreve na forma mista o valor dos seguintes logarítmos:
a) 006 , 0 log b) 0003 , 0 log c) 0025 , 0 log


7.Resolve as equações seguintes:
a)
( ) ( )
1 log log
1
2
4
2
2
= +
+ + ÷ x x x
b)
( ) ( ) ( ) 4
3
1 2
3
1
2 2
3
log log log
2
÷ + + ÷
= +
x x x x
c)
( )
2 log
3 4
=
÷ x
x

d)
2 log
) 2 (
) 1 (
2
=
+ ÷
+
x x
x
f)
( )
( )
2
log
log
15 4
2
2
2
=
÷ x
x
g)
( )
1 2 log
1 3 . 4
3
+ =
÷
x
x
h)
( )( )
4 log
4 3 2
2
=
÷ + x x

i)
1
log 1
2
log 5
1
=
+
+
+ x x
l)
( ) 0 3 log 4 log
3
2
3
= + ÷
x x
m)
( ) 0 2 log 3 log
2
2
2
= + ÷
x x

n)
( ) ( ) ( ) 1 2
2
1
6
2
2
2
log log log
2
+ + ÷ ÷
+ =
x x x x

8. Resolve os sistemas seguintes:
a)
¹
´
¦
= +
= +
12
2 2 2
log log log
7
y x
y x
b)
¹
´
¦
= +
= +
2 log log
425
2 2
y x
y x
c)
( )
( )
¦
¹
¦
´
¦
=
=
+
÷
0 log
1 log
y x
xy
y x
xy
d)
¹
´
¦
= ÷
=
÷
2 log log
8 4
2 2
y x
y x

9.Resolve as seguintes inequações logarítmicas:
a)
( )
3 log
3
5
÷ <
÷x
b)
1 log 2
5 . 10 1 2 25
6
2
÷
< ÷ ÷
x x
c)
( ) ( ) 4
3
1
18 6
3
1
log log
2
÷ + ÷
<
x x x
d)
( )
3 log
6 2
2
<
÷ x

e) 2 log
3
1
5
4
>
|
.
|

\
|
+ x
f)
( ) 7
3
6
3
log log
2
>
+ x x
g) ) 2 2 log( ) 1 3 log(
2 2
+ ÷ s + ÷ x x x x
h) ) 1 log( ) 5 3 log( ÷ s ÷ x x i)
( ) 1 2
3
3
2
3
log 1 log
÷
|
.
|

\
| +
< +
x
x

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10.Um corpo cai de altura m h 343 = ,sujeito apenas á acção da gravidade.Determina o tempo da
queda sabendo que
2
2
1
gt h = , onde
2
/ 8 , 9 s m g = é a aceralação de gravidade , t o tempo gasto
na queda e h o espaço percorrido.
11.O senhor Savimbe deposita 5000 meticais a 4% de juros ao ano. Quanto terá , após 10 anos ,
se o juro é pagável trimestralmente? ( o valor procurado é dado pela expressão
nk
k
i
x y
|
.
|

\
|
+ = 1 ,
onde k é o número de trimestres por ano, n é tempo em anos e x o depósito).
12.As marcações
1
R e
2
R de dois terramotos que actuaram no Continente asiático concretamente
no Japão no ano passado 2011 , na escala de Richter , estão relaciondas pela fórmula
|
|
.
|

\
|
= ÷
2
1
2 1
log
M
M
R R , onde
1
M e
2
M medem a energia libertada pelos terramotos, sob a forma
de ondas que se propagam pela crusta terreste.Houve dois terramotos : Um correspondente a
8
1
= R e outro correspondente a 6
2
= R .
Determine a razão
2
1
M
M

13.A planta no Reacho:
No centro de um Reacho circular de 10 m de raio , observou-se uma área circular coberta por
uma espécie de plantas.
Os biólogos estimam que a área A , em
2
m , coberta pelas plantas t meses após a primeira
observação , é dada por
t
e t A
4 , 0
. 3 , 2 ) ( = .( se necessário , use uma casa decimal nas suas
respostas).
a)Determine A para 0 = t .Interprete o valor btido no contexto da situação apresentada.
b)Verifique que , para qualquer valor de t,
) (
) 1 (
t A
t A +
, determine o valor aproximado dessa
constante e interprete esse valor no contexto da situação descrita.
c)Determine x tal que ). ( 3 ) ( t A x t A = + Interprete o valor obtido no contexto da situação descrita.
d)Determine o valor numérico de t de modo que todo o Reacho esteja coberto co as referidas
plantas.

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Capitulo V: Geometria analítica no plano
Objectivos especificos:
- Aplicar vectores na resolução de problemas;
- Escrever as coordenadas e componentes de um vector no plano;
- Escrever um vector como a diferença de dois pontos;
- Determinar a soma de um ponto com um vector e soma de dois vectores;Determinar o
produto de um número real por um vector;
- Determinar a norma de um vector no plano;
- Determinar um vector colinear com outro;
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- Calcular a distância entre dois pontos;
- Calcular a distância de um ponto a uma recta;
- Resolver problemas envolvendo os conceitos de normas e de colinearidade entre
vectores;
- Identificar a equação da recta;
- Determinar o declive de uma recta;
- Interpretar a condição de paralelismo e de perpendicularidade de duas rectas em função
dos seus respectivos declives;
- Determinar os pontos de intersecção de duas rectas;
- Escrever a equação da circunferência conhecido raio e o centro;
- Resolver problemas envolvendo circunferência;
- Escrever a equação de uma elipse co centro na origem dos eixos de coordenadas;
- Aplicar a equação da elipse na resolução de problemas.



Introdução à geometria analítica do plano
Na obra que marca a origem da geométria analítica, Descartes combinava a geométria e a
álgebra de modo a formarem um conhecimento superior a qualquer outro que ate então era
conhecido. A ideia de Descartes era a de usar a geometria e a álgebra combinadas, tornando
possível interpretar geometricamente resultados algébricos , o que facilitou novas descobertas .
Os métodos da geométria analítica também designados por geométria cartesiana podem ser
usados para prever alguns dos teoremas da geometria plana.
A geometria analítica criada por Descartes constitui um marco decissivo na enorme evolução
cientifica que ocorreu no século XVII, tornando-o uma referencia decissiva nas gerações
posteriores de cientistas e filósofos .
A generalidade deste eminente matemático foi reconhecido pelo Estado Francês que o elegeu
como herói nacional e transladou em 1667 da Suecia, onde faleceu em 1650 para Paris.
Nesta unidade temática, usamos sempre o sistema de coordenadas cartesianas, pois nunca
tratemos de geométria analítica sem fazer o uso de um sistema de referencia .

1.Aplicação de vectores
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Um dos conceitos básicos em álgebra linear , que nos vai ajudar na estudar a geométria analítica
do plano é o de Espaço vectorial ou Espaço linear.Comecemos a presentar o elemento
fundamental do espaço vectorial – o vector.
Vector é um elemento geométrico ou matemático caracterizado por :
 direcção ;
 sentido;
 comprimento.








y 5 B
4
3
2 A C
1
1 2 3 4 5 x
Figura 1
Na figura acima , temos um triângulo A ABC representado no sistema cartesiano ortogonal.
| | AB , | | BC e | | AC dois segmentos orientados distintos, mas com caractéristicas comuns
nomeadamente : o comprimento ,a direcção e o sentido.Neste sentido todos os segmentos já
menciondos anteriormente tem a origem e a extremidade representada por uma seta.
Por exemplo o segmento | | AB tem a origem em A e sua extremidade em B , se isto acontecer
podemos dizer que o segmento | | AB recebe o nome de vector AB , representada
simbolicamente por , assim como os outros segmentos existentes na figura acima:
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| | AC

tem origem em A e termina em C representa-se simbolicamente por e | | BC

tem a origem em C e extremidade em B e representa-se simbólicamente por .
Observando atentamente a figura representada no sistema cartesiano ortogonal ,veremos que os
pontos existentes tem como coordendadas : A=( 1;2) , B=( 4;5) e C=(5;2) então os seus vectores
terão as seguintes coordenadas: ;
e



Norma ou comprimento de um vector
O comprimento ou norma de um vector também é denominado por valor absoluto ou módulo
do vector e representa-se simbolicamente por ou por .Chama-se norma ou comprimento
de um vector e representa-se por á medida do comprimento do vector numa
determinda unidade e é dada pela formula:
Exs:De acordo com os pontos representados na figura 1:
a)
b)
c)
Vector unitário
Um vector é unitário sse o se comprimento for de uma unidade ou seja igual 1 , isto é
.Se o não nulo , então o vector é unitário na direcção . Qualquer vector na
direcção de , de mesmo sentido ou sentido oposto , é um múltiplo escalar deste vector unitário
.
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Ex:Consideremos o seguinte vector e determine o vector unitário direcção
então a sua norma será:





Vectores colineares

Dois vectores
÷ ÷
v e u são colineares sse existe um número real 0 = k , de modo que
÷ ÷
= v k u
Exemplos:
a) ) 15 ; 10 ( ) 3 ; 2 ( = =
÷ ÷
b e a são colineares porque ( ) ( )
÷ ÷
= ÷ = b a
5
1
3 ; 2 5 15 ; 10 ou
( ) ( )
÷ ÷
= ÷ = a b 5 3 ; 2 5 15 ; 10
b) Verifica se os vectores dados são ou não colineares: ) 12 ; 6 ( ) 4 ; 2 ( ÷ = ÷ =
÷ ÷
v e u .
Condiçao:
¹
´
¦
=
=
÷
¹
´
¦
=
÷ = ÷
÷
|
|
.
|

\

=
|
|
.
|

\

÷ =
÷ ÷
3
3
12 4
6 2
12
6
4
2
k
k
k
k
k u k v , então podemos dizer
que
÷ ÷
= u v 3 são colineares.

Coordenadas de um vector
Se a origem de um sistema de coordenadas xy coincide com a origem de um vector , verifica-se
que este vector é igual á soma dos vectores formados pelas suas projecções em cada eixo.
Observe: y
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nós jogamos no sentido contrário” Page 84


÷
x
v

÷
v

÷
x
v x
Os vectores y x v e v
÷ ÷
são as componentes do vector
÷
v no sistema de coordenadas ou seja
y x v v v
÷ ÷ ÷
+ =
No sistema cartsiano, designa-se frequentemente o vector unitário na direcção do eixo dos x por
÷
i , e o vector unitário na direcção do eixo dos y por
÷
j .
Se
÷
u é unitário no sistema e designando os componentes do vector
÷
u por
÷ ÷ ÷ ÷
= = j u e i u
y x
,teremos:
÷ ÷ ÷
+ = j v i v v
y x
.Os escalares
y x
v e v são as coordenadas do vector no
sistema e representa-se por
|
|
.
|

\
|
=
÷
y
x
v
v
v .
Exemplo: y
6

÷
u
÷
j 4
2
÷
i 3

2 5 x
 As componentes do vector
÷
u são
÷
i 3 e
÷
j 4 .
 As coordenadas do vector
÷
u são ( ) 4 ; 3
 Qualquer vector no plano pode ser representado na forma de soma de múltiplos de vector
unitário ou seja
÷
u =
÷
i 3 +
÷
j 4 .

Escola Secundária e Pré – Universitária Mateus Sansão Mutemba – Beira.Texto de apoio da 11ª Classe da Disciplina de Matemática .
Docente: Luís Comodo Dique ,17 de Janeiro de 2012.COMODO ( 2012).” ...os outros não sentem o impacto desta disciplina na vida diária,
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Soma de um ponto com vector
Dados um ponto e um vector
÷
u , chama-se soma do ponto A com vector
÷
u ao
ponto B tal que
÷
÷
= u AB

÷
u B
A


Considere a figura:
H G
E

DD C
A B
Identificando os pontos correspondentes a cada soma apresentada teremos:
B HG A B HF D E GG E C EG A = + = + = + = +
÷ ÷ ÷ ÷


Operações com vectores
Existem três operações fundamentais , envolvendo vectores ,assim que se seguem:
 Adiçã;
 Subtracção;
 Multiplicação por um escala

1. Adição de dois vectores
F

D
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Há dois métodos geometricos para efectuar a adição de dois vectores:
a) Método de paralelogramo: uma das forma de obter a soma de dois vectores é a seguinte:
- Desenhar os representantes dos dois vectores dados com uma origem em comum ;
- Traçar um paralelogramo desenhando os lados paralelos aos dois vectores;
- O vector diagonal do paralelogramo com origem comúm aos dois vecotres é um
representante das somas dois vectores dados.



Exemplo:

÷
u
÷ ÷
+ v u

÷
u
÷
v

÷
v

b) Método de triângulo: a outra forma de obter a soma de dois vectores consiste em aplicar
as fórmulas de triângulos .Dados dois vectores
÷ ÷
v e u , chama-se soma de
÷
u com
÷
v , e
representa-se por
÷ ÷
+ v u , ao vector que se obtém do seguinte modo:

- Consideremos um representante de vector
÷
u e o outro de vector
÷
v de modo que a
extremidade do representante de
÷
u coincida com a origem do representante do
vector
÷
v .
- Traçamos o vector cuja origem é a origem do representante de
÷
u e a
extremidade é a extremidade do representante do vector
÷
v , e o vector obtido é
÷ ÷
+ v u
.


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÷
u
÷
v
÷
u
÷
v


÷ ÷
+ v u




Subtracção de dois vectores
Para calcular a diferença entre dois vectores
÷
u
e
÷
v
, calcula-se a soma de
÷
u
com o simétrico de
÷
v
, isto é :
|
.
|

\
|
÷ + = ÷
÷ ÷ ÷ ÷
v u v u
.


÷
u

÷
u

÷
÷ v

÷
v

÷ ÷
÷ v u
Multiplicação de um número real ( escalar) por um vector
÷
u k
Dado um número real 0 = k e um vector 0 =
÷
u , o produto de k por
÷
u é o vector
÷
u k que tem:
 A direcção de
÷
u ;
 Norma
÷ ÷
= u k u k
 Caso 0 , 0 = =
÷
u k k
 Caso
k ˃0 ,
÷
u k tem a mesma direcção e sentido
 Caso k ˂0 ,
÷
u k , tem a mesma direcção e sentidos opostos

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Exemplos:

÷
u
÷
÷ u
÷
u 2
÷
÷ u 2




Considere os vectores ( ) ( ) 1 ; 3 2 ; 1 ÷ = =
÷ ÷
v e u , represente geometricamente o vector
÷ ÷ ÷
÷ = v u w
2
1
.


y

2

1
÷
u

-3 -2 -1 1
÷
v 2 3 x
-1

Adição de vectores em coordenadas
Soma de dois vectores é um vector ou seja a soma do vector ( )
1 1
; y x u =
÷
, com o vector
( )
2 2
; y x v =
÷
é um outro vector ( )
2 1 2 1
; y y x x w + + =
÷
.
Analogamente para diferença de dois vectores , teremos : ( )
1 2 1 2
; y y x x w ÷ ÷ =
÷

Exemplos: ( ) 5 ; 2 =
÷
u e ( ) 10 ; 6 =
÷
v
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|
|
.
|

\
|
=
|
|
.
|

\
|
+
+
=
|
|
.
|

\
|
+
|
|
.
|

\
|
= +
÷ ÷
15
8
10 5
6 2
10
6
5
2
v u

|
|
.
|

\
|
=
|
|
.
|

\
|
÷
÷
=
|
|
.
|

\
|
÷
|
|
.
|

\
|
= ÷
÷ ÷
5
4
5 10
2 6
10
6
5
2
v u




Distância entre dois pontos no plano e sua demonstração
A distância d entre dois pontos ( )
1 1
; y x P e ( )
2 21
; y x Q , no plano pode ser dada pelo
módulo do vector, isto é,
÷ ÷
=
|
.
|

\
|
PQ PQ d .Ou porém podemos também aplicar o Teorema
do famoso matemático Pitagóra
Observe a figuara seguinte:
y

2
y Q
d
1 2
y y ÷

1
y P R

1 2
x x ÷

1
x
2
x x
A distância pretendida esta representa na figura pela letra d .
Os pontos P,Q e R formam um triângulo rectângulo em R, portanto aplicando o Teorema de
Pitagora tem-se:
2
1 2
2
1 2
2
1 2
2
1 2
2
2
y y x x d y y x x d PQ ÷ + ÷ = ¬ ÷ + ÷ = =
÷

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( ) ( )
2
1 2
2
1 2
y y x x d PQ ÷ + ÷ = =
÷

Exemplo:Calcule a distância entre os pontos A e B, sendo A(-3 ; 2) e B(-1 ; 5)
Resolução: ( ) ( ) ( ) ( ) 13 3 2 3 5 3 1
2 2 2 2 2
1 2
2
1 2
= + = ÷ + + ÷ = ÷ + ÷ =
÷
y y x x AB
A distância entre A e B é de 13 .


Equaçoes da recta no plano
A recta no plano pode ser representada de várias formas. Neste preciso momento iremos estudar
como representar a recta no plano mediante equaões usando o sistema cartesiano. Veremos
também as posições relativas de duas rectas no plano, bem como as condições relativas para os
casos especiais de paralelismo e de perpendicularidade.
Equação vectorial de uma recta no plano
Dada r uma recta que passa pelo ponto A e tem a direcção de um vector não nulo
÷
v .Veja a
figura asseguir.
y P( ) y x;
A
( )
1 1
; y x

r ( a;b)

÷
v

x

Para que um ponto P pertença a recta r ,é necessário que os vectores
÷ ÷
v e AP sejam colineares,
isto é
+
÷ ÷ ÷ ÷
e
|
|
.
|

\
|
+
|
|
.
|

\
|
=
|
|
.
|

\
|
· + = · = ÷ · = IR k
b
a
k
y
x
y
x
v k A P v k A P v k AP ,
1
1

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Exemplo:Determina a equação vectorial da recta r que passa pelo ponto A(3 ;-5) e tem direcção
do vector
÷ ÷ ÷
+ = j i v 3 2 .
Designando por P(x,y) um ponto genérico dessa recta, tem-se:

|
|
.
|

\
|
+
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
·
|
|
.
|

\
|
+
|
|
.
|

\
|
=
|
|
.
|

\
|
· + =
÷
3
2
5
3
,
1
1
k
y
x
b
a
k
y
x
y
x
v k A P


Determine um ponto da recta se 2 = k
|
|
.
|

\
|
=
|
|
.
|

\
|
·
|
|
.
|

\
|
+ ÷
+
=
|
|
.
|

\
|
+
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
·
|
|
.
|

\
|
+
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
·
|
|
.
|

\
|
+
|
|
.
|

\
|
=
|
|
.
|

\
|
1
7
6 5
4 3
3
2
2
5
3
3
2
5
3
,
1
1
y
x
y
x
k
y
x
b
a
k
y
x
y
x
é um
dos pontos da recta r.

Equaçao reduzida de uma recta no plano
Uma equação vectorial da recta r é
|
|
.
|

\
|
+
|
|
.
|

\
|
=
|
|
.
|

\
|
2
2
3
0
k
y
x
, de acordo com a representação
geométrica seguinte:
y
r
3
2

÷
u
-3 2 x

A partir desta é possivel encontrar a equação rduzida da recta, ou seja :
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3 3
2 2
3
,
2
3
2
2 3
2
2 3
2 0
2
2
3
0
+ = · = ÷ · =
÷
e
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
÷
=
=
·
¹
´
¦
+ =
=
·
¹
´
¦
+ =
+ =
=
|
|
.
|

\
|
+
|
|
.
|

\
|
=
|
|
.
|

\
|
+
x y x y
x y
IR k
y
k
x
k
k y
k x
k y
k x
k
y
x

Chama-se equação reduzida da recta
 Toda equação reduzida de uma recta r não vertical é do tipo b mx y + =

Declive de uma recta
Dada a equação reduzida de uma recta não vertical
b mx y + =
, o parametro m chama-se
declive da recta ou coeficiente director da recta e b ordenada na origem ( é o valor de y
quando 0 = x )
Veja a figura :
y

2
2 + ÷ = x y
2 x
1 ÷ = m

Calculo de declive de uma recta dado dois pontos no plano

y

r

2
y


1
y

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2
u

1
x

1
u
2
x
x
Dados dois pontos de uma recta r não vertical, ) ; ( ) ; (
2 2 1 1
y x B e y x A , o decilve m da recta AB
é dado pela fórmula :
1 2
1 2
x x
y y
m
÷
÷
=


Exemplo : Na figura esta representada uma recta AB e quatro dos seus pontos
y
4 A
2 B
C
1 2 4 x

-4 D
Tarefa:Calcule o seu declive utilizando os pontos:
a) A e B b) C e D c) B e D d) B e C e) A e C
Tarefa :Indique o declive e a ordenada na origem da recta de equação 0 2 3 2 = ÷ + y x .

Equação de uma recta dados um ponto e o declive
Observe a recta r representada na figura abaixo.
y r
y ) ; ( y x P
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1
y y ÷

1
y ) ; (
2 1
y x Q

1
x x ÷
0
1
x
2
x x
Sabe-se que a recta r contem o ponto ) ; (
1 1
y x Q e tem o declive m.
Um ponto qualquer ) ; ( y x P com
1
x x = pertence a recta r sse se o declive da recta PQ for igual
a m ou seja m
x x
y y
=
÷
÷
1
1
. Então esta equação da recta pode ser escrita da seguinte
forma: ) (
1 1
x x m y y ÷ = ÷



Exemplo: Escreva a equação reduzida da recta r que contem o ponto A(2, 3) e tem declive
m= -2.
Assim: ( ) 7 2 4 2 3 2 2 3 ) (
1 1
+ ÷ = · + ÷ = ÷ · ÷ ÷ = ÷ · ÷ = ÷ x y x y x y x x m y y

Equação da recta que passa por dois pontos
Conhecendo dois pontos ) ; (
1 1
y x Q e ) ; (
2 2
y x P , determona-se o declive
1 2
1 2
x x
y y
m
÷
÷
= e aplica-
se a fórmula anterior.
Uma equação da recta que contem os pont os ) ; (
1 1
y x Q e ) ; (
2 2
y x P é dado
por ( )
1
1 2
1 2
1
x x
x x
y y
y y ÷
÷
÷
= ÷
Exemplo: Sejam dados os seguintes pontos (1,2) e (3,-4).Determine a recta que passa nesse
pontos.
Conclusao :Uma equação da recta r de que se conhece um ponto
) ; (
1 1
y x Q
e o declive m é
) (
1 1
x x m y y ÷ = ÷


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Calculemos o coeficiente angular ou declive da recta: 3
2
6
1 3
2 4
1 2
1 2
÷ =
÷
=
÷
÷ ÷
=
÷
÷
=
x x
y y
m
A equação da recta pretendida sera : ( ) 5 3 2 3 3 1 3 2 + ÷ = · + + ÷ = · ÷ ÷ = ÷ x y x y x y
Ou ( ) ( ) 5 3 4 9 3 3 3 4 + ÷ = · ÷ + ÷ = · ÷ ÷ = ÷ ÷ x y x y x y

Posição relativa de duas rectas no plano
No plano, duas rectas são paralelas ou são concorrentes.
Duas rectas não verticais são paralelas sse se tem o mesmo declive.
Ou seja sendo
1 1
: b mx y r + = e
2 2
: b mx y s + = as rectas r e s são paralelas sse se
2 1
m m =
Do mesmo modo, tem-se: Duas rectas não verticais são concorrentes sse se tiver declives de
rectas diferentes ou seja sendo
1 1
: b mx y r + = e
2 2
: b mx y s + = , as rectas r e s são concorrentes
sse se
2 1
m m = .
Exemplos:
a) 0 2 : 3 : = ÷ + + ÷ = y x s e x y r

¹
´
¦
+ ÷ =
+ ÷ =
·
¹
´
¦
= ÷ +
+ ÷ =
2
3
0 2
3
x y
x y
y x
x y

As duas rectas tem o mesmo declive (m=-1) e ordenada na origem diferentes, portanto, as rectas
são paralelas.
Veja a representaçao geométrica das duas rectas.
y
3
2

2 3 3 + ÷ = x y x
2 + ÷ = x y
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b) 3 2 : 0 2 : + = = + y x s e y x r

¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
=
÷ =
·
¦
¹
¦
´
¦
=
÷ =
·
¹
´
¦
÷ = ÷
÷ =
·
¹
´
¦
÷ = ÷
÷ =
·
¹
´
¦
÷ =
÷ =
·
¹
´
¦
+ =
= +
4
3
2
3
4
3
2
3 4
2
3 2 2
2
3 2
2
3 2
0 2
x
y
x
x y
x
x y
x x
x y
x y
x y
y x
y x

As rectas são concorrentes e o ponto de intersecção tem coordenadas
|
.
|

\
|
÷
2
3
,
4
3
, veja asseguir a
representação geométrica das duas rectas dadas.
y


x y 2 ÷ =
3 2 ÷ = x y


1
2
3
2 3 x
-2
-3


Condição de paralelismo e de perpendicularidade de duas rectas em função
dos respectivos declives.
Equações de rectas paralelas
Duas rectas no plano são paralelas se:
 Ambas são verticais;
 Ambas são horizontais;
 Têm os mesmos coeficientes angulares ou declives.
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Exemplos:
 3 2 = ÷ = x e x são paralelas.
 As rectas 1 2 ÷ = = y e y
 As rectas 3 2 5 2 ÷ = + = x y e x y
Observe atentamente as representações geometricas das rectas apresentadas acima:
2 ÷ = x y 3 = x y

2 = y 2

-2 3 x x
1 ÷ = y -1

y 5 2 + = x y
5 3 2 ÷ = x y



-3 -2 -1 1 2 3 4 x

-3
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Equaçõesde rectas perpendiculares
Duas rectas no plano são perpendiculares se uma delas é paralela ao eixo das abcissas e a outra
é paralela ao eixo das ordenadas, ou se elas têm coeficientes angulares ou declives
2 1
m e m tal
que 1
2 1
÷ = ×m m .

Exemplos:
As rectas 1 3 ÷ = = y e x são perpendiculares, pois 3 = x é paralela ao eixo das ordenadas e
1 ÷ = y é paralela ao eixo das abcissas
As rectas 3 2 + ÷ = + = x y e x y são perpendiculares, pois ao produto dos seus declives ou
coeficientes angulares é igual a menos um, ou seja 1 1
2 1
÷ = = m e m e 1 .
2 1
÷ = m m .
Veja as representações geometricas das rectas menciondas acima.
y 3 + ÷ = x y y
3 = x 3 2 + = x y
2
1
0 1 2 3 x -2 -1 0 1 2 3
-1 1 ÷ = y





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Fórmula para determinar o ponto médio de um segmento e suas aplicações
Ver a figura representada abaixo:
y ) ; (
2 2
y x B
M(x;y)
) ; (
2 1
y x A

0 x

No plano, se ) ; (
2 1
y x A = e ) ; (
2 2
y x B = , tem-se ) ; (
1 2 1 2
y y x x A B AB ÷ ÷ = ÷ =
÷
.
Se M é o ponto médio de | | AB , então: ) ; (
2
1
) ; (
2
1
1 2 1 2 1 1
y y x x y x AB A M ÷ ÷ + = + =
÷

|
.
|

\
| + +
= = · |
.
|

\
| ÷
+
÷
+ =
2
;
2
) ; (
2
;
2
2 1 2 1 1 2
1
1 2
1
y y x x
y x M
y y
y
x x
x M
Exemplo
Dados os pontos A=(-1;3) e B=(3;2) , determine as coordendas do ponto médio do segmento
AB.
 É importante visualizar geomentricamente os pontos dados no sistema de coordenadas
xy. Veja asseguir:
y
3 M
2
1
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Docente: Luís Comodo Dique ,17 de Janeiro de 2012.COMODO ( 2012).” ...os outros não sentem o impacto desta disciplina na vida diária,
nós jogamos no sentido contrário” Page 100

-1 1 2 3 x
De acordo com a figura representada acima, é notavel que as coordenadas do ponto médio são
|
.
|

\
|
=
2
5
; 1 M , mas podemos aplicar a fórmula que dermina as coordenadas do ponto de modo á
certificar o resultado encontrado:
|
.
|

\
|
= |
.
|

\
| + + ÷
= |
.
|

\
| + +
= =
2
5
; 1
2
2 3
;
2
3 1
2
;
2
) ; (
2 1 2 1
y y x x
y x M

Determinação de pontos de intersecção de duas rectas conhecidas as suas
equações.
Sejam r e s duas rectas
r :
1 1
b x m y + = e s:
2 2
b x m y + =
 O ponto de intersecção das duas rectas, caso exista, é a solução do sistema
 Se o sistema é impossivél sa rectas são estritamente paralelas.
 Se o sistema tem infinidade de soluções ou indeterminado , as rectas são coincidentes.
Veja as representações geometricas dos trê itens anteriores asseguir do sistema abaixo:

¹
´
¦
+ =
+ =
2 2
1 1
b x m y
b x m y

 Recordar primeiro, a resolução de sistema de equações lineares a duas incógnitas e as
classificações das respectivas soluções ( possivél- determinado e indeterminado e
impossível).






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y r y r = s
0
y

0
0
x x 0 x
(a) s (b)
y
r
s


x
(c)

(a) : As rectas r e s são concorrentes. O sistema tem uma única solução ( )
0 0
; y x
(b): r e s são coincidentes.O sistema tem uma infinidade de soluções.
As soluções do sistema são soluções da equação r ou s
(c): r e s são estritamente paralelas.O sistema não tem solução.




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Cálculo da distância de um ponto a uma recta.
A distância entre o ponto ) ; (
1 1
y x A e a recta r no plano definida por 0 = + + c by ax é a
distância entre A e sua projecção ortogonal,
0
A , sobre a recta r.
Ver a figura:
y
) : (
2 1
y x A r

) ; (
0 0 0
y x A

x
De acordo com a figura representada acima , podemos afirmar que a distância d(A,r) do ponto
) : (
2 1
y x A á recta r dada por 0 = + + c by ax pode ser obtida pela fórmula abaixo:
( )
2 2
1 1
,
b a
c by ax
r A d
+
+ +
=
Exemplo:
Determina a distância do ponto P (1 , -2) á recta r dada por 0 6 4 3 = ÷ + y x
( )
5
11
25
11
4 3
6 ) 2 ( 4 1 . 3
,
2 2 2 2
1 1
=
÷
=
+
÷ ÷ +
=
+
+ +
=
b a
c by ax
r P d





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Equação da circunferência de centro e raio dados
Chama-se circunferência ao conjunto de todos os pontos do plano que têm uma distância fixa r -
raio de um ponto fixo C – centro.
Usando a fórmula da distância entre dois pontos, podemos facilmente encontrar a equação da
circunferência

y





y








1
y













1
x
x

x






Se ( )
1 1
; y x é o centro e r é o raio, aplicando o Teorema de Pitagóra teremos:
( ) ( )
2 2
1
2
1
r y y x x = ÷ + ÷ ( equação da circunferência);
 Quando o centro coincide com a origem do sistema de coordenadas, a equação
transforma-se em:
2 2 2
r y x = +
Exemplo:
a) Escreva uma equação para a circunferência de centro C (-1 , 3) e raio r=4.
( ) ( ) ( ) ( )
0 6 6 2 6 6 2
16 9 6 1 2 4 3 1
2 2 2 2
2 2 2 2 2 2 2
1
2
1
= ÷ ÷ + + · = ÷ + +
= + ÷ + + + · = ÷ + + · = ÷ + ÷
y x y x y x y x
y y x x y x r y y x x

b) Vamos descrever o gráfico da equação 0 9 6 4
2 2
= + + ÷ + y x y x
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Uma vez que a equação é quadrática e os coeficientes
2 2
y e x , são iguais, isto sugere que o
gráfico é uma circunferência.Rearranjando os termos e completando os quadrados, obtemos:
( ) ( )
2 2 2
2 2 2 2
2 3 2
9 4 9 9 6 4 4 0 9 6 4
= + + ÷ ·
+ + ÷ = + + + + ÷ · = + + ÷ +
x x
y y x x y x y x

Deste modo , o gráfico da equação dada é uma circunferência de centro C(2 , -3) e raio r=2.

Equação da elipse
A elipse é uma curva plana descrita por um ponto P que se desloca de modo que a soma de suas
distâncias
2 1
PF PF + a dois pontos fixos
2 1
F e F do seu plano permance constante. Os pontos
fixos clamam-se Focos da elipse.
Ver a figura : ( manual de Matemática, 11ª Classe,longman, pag.89).
Sejam dados os focos pelas suas coordenadas, ( ) 0 ,
1
c F ÷ e ( ) 0 ,
2
c F e 2a soma constante, com
c a> . Seja P (x , y) um ponto qualquer da elipse. De acordo co a definição da elipse, temos
a PF PF 2
2 1
= + ou pelas coordenadas:
( ) ( ) ( ) ( ) a y c x y c x a PF PF 2 0 0 2
2 2 2 2
2 1
= ÷ + ÷ + ÷ + + · = + ( deduza a fórmula até
encontrar a equação da elipse do tipo 1
2
2
2
2
= +
b
y
a
x
ou
2 2 2 2 2 2
b a y a x b = + )
 Se a = b os dois eixos serão iguais, e estaremos perante uma circunferência.
 Se as coordenadas dos focos fossem ( 0, -c) e (0 , c) , o eixo maior estaria sobre o eixo
dos y. e assim a equação da elipse seria: 1
2
2
2
2
= +
b
y
a
x

 Quando o centro da elise é um ponto ( h,k) e o eixo maior é paralelo ao eixo dos x,
verifica-se que a equação toma a seguinte forma:
( ) ( )
1
2
2
2
2
=
÷
+
÷
b
k y
a
h x
ou se o eixo maior é paralelo ao eixo dos y:
( ) ( )
1
2
2
2
2
=
÷
+
÷
a
k y
b
h x

Para qualquer dos dois casos, a forma geral da equação da elipse é:
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0
2 2
= + + + + F Ey Dx By Ax , desde que A e B concordem em sinal.
Exemplo:
1. Escreva uma equação para cada uma das seguintes elipses:
y

2

-4 4 4 x
-2
(a)
16 4 1
4 16
1
2 4
1
2 2
2 2
2
2
2
2
2
2
2
2
= + · = + · = + · = + y x
y x y x
b
y
a
x


y

5
4


(b) 1 3 5
x


C(3 , 4) , a =5-3=2 e b =5-4=1
( ) ( ) ( ) ( ) ( )
( ) 1 4
4
3
1
1
4
2
3
1
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
= ÷ +
÷
· =
÷
+
÷
· =
÷
+
÷
x
x y x
b
k y
a
h x


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2. Esboce uma representação gráfica para as seguintes elipses:
a)
( ) ( )
( ) ( )
1
2
2
8
1
8 2 4 1
9 8 9 16 16 4 1 2 0 8 16 2 4
2 2
2 2
2 2 2 2
=
+
+
÷
· = + + ÷
+ + ÷ = + + + + ÷ · = + + ÷ +
y x
y x
y y x x y x y x

b) 1
4 3
1
16 9
1
144
9
144
16
144 9 16
2
2
2
2 2 2 2 2
2 2
= + · = + · = + · = +
y x y x y x
y x
y
4


-3 3 3 x

-4


Equação da hirpérbole
A hipérbole é uma curva plana descrita por um ponto P que se desloca de modo que a diferença
das suas distâncias
2 1
PF PF ÷ a dois pontos fixos ( ) 0 ,
1
c F ÷ e ( ) 0 ,
2
c F do seu plano permanece
constante, igual a 2a, sendo a a constante que satisfaz a condição c a< .






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Ver a figura:
y



2
B



1
F
1
A 0
2
A
2
F x


r
1
B s

Na figura acima, temos os seguintes elementos:
 Focos: os pontos de
2 1
F e F
 Vértices: os pontos
2 1
A e A
 Centro:o ponto O, que é o ponto médio de
2 1
A A
 Semi-eixo real: a
 Semi-eixo imaginário:b
 Semi-distância focal:c, metade da distância
2 1
F F
 Distância focal: c F F 2
2 1
=
 Eixo real: a A A 2
2 1
= ( contém os focos, denominando-se também eixo de transverso)
 Eixo imaginário ou eixo conjugado: b B B 2
2 1
= ( b>0 e tal que
2 2 2
c b a = + )
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 Assimptotas: As rectas r e s
Vamos agora deduzir a equação da hipérbole.Seja P (x,y) um ponto qualquer da hipérbole.De
acordo com a definição da hipérbole, temos:
( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( )
( ) ( ) ( )
2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2
2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2
2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2
2 2 2 2
2 1
2 . 2
4 4 4 2 4 4 2
4 4 2
2 0 0 2
a c a y a x a c y c xc x a a a xca c x
y c x a a xc y c xc x y c x a a y c xc x
y c x y c x a a y c x y c x a y c x
a y c x y c x a PF PF
÷ = ÷ ÷ · + + ÷ = + ÷
+ ÷ = ÷ · + + ÷ + + ÷ + = + + +
+ ÷ + + ÷ + = + + · + ÷ + = + +
= ÷ + ÷ ÷ ÷ + + · = ÷
Recordar que 0
2 2 2 2 2 2
> ÷ = · = + a c b c b a 1
2
2
2
2
= ÷ ·
b
y
a
x

 Se as coordenadas do foco forem ( ) 0 ,
1
c F ÷ e ( ) 0 ,
2
c F , a equação é: 1
2
2
2
2
= ÷
a
y
b
x

 As equações das assimptotas são x
a
b
y ± = , quando o eixo dos x surporta o eixo
transverso, e x
b
a
y ± = , quando o suporte do eixo transverso é o eixo dos y.
 Quando o centro da hipérbole não é o ponto (0,0), mas um ponto ( h,k), e o eixo
transverso for paralelo ao eixo dos x, verifica-se que a equação toma a seguinte forma:
1
) ( ) (
2
2
2
2
=
÷
÷
÷
b
k y
a
h x
ou 1
) ( ) (
2
2
2
2
=
÷
÷
÷
a
k y
b
h x
se os focos forem (0 ,-c) e (0, c).
 A forma geral da equação da hipérbole de eixos paralelos aos eixos coordenados é
: 0
2 2
= + + + + F Ey Dx By Ax
Exemplo:
- Faça a representação geométrica da hipérbole cuja a equação é: 36 4
2 2
= ÷ y x
- Escreva as equações das assimptotas.




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Exercícios de consolidação
1.Dados os pontos A(2 , 3) , B(4 , -2), C(3, 7) e D(5, -4), representa no sistema de coordenadas
os pontos os vectores:
a)
÷
AB b)
÷
DC c)
÷
÷ BC d)
÷
AD
2
1

2.Determine a extremidade do vector ) 4 , 3 ( =
÷
AB , se M(5, 2).Represente o vector
÷
AB no sistema
de coordenadas.
3.Determine o ponto inicial do vector ) 3 , 2 ( ÷ =
÷
AB , se a sua extremidade coincide com o ponto
(-1, 2).Represente o vector
÷
AB no sistema de coordenadas.
4.Escreva a equação reduzida da recta r sendo:
a)(x,y) = (1, 2) + k(3, 1), uma equação vectorial da recta.
b)A(1, 0) um ponto da recta e ) 5 , 1 ( =
÷
v um vector derector;
c)A(1, 2) e B(5, 6) dois pontos da recta.
5.Determine uma equação da recta que:
a)passa pelo ponto (-4, 3), com coeficiente angular
2
1
.
b)passa pelo ponto (2, 0), com uma declividade de
4
1
.
5.Determine uma equação da recta que passa pelos pontos (-2, -3) e (4, 2).
7.Determine a equação da recta que passa pelo ponto(-2, 3) e é perpendicular á recta
. 0 6 3 2 = + + y x
8.Determine a equação da recta que passa pelo ponto A(2, -3) e é paralela á recta que passa pelos
pontos P (4, 1) e B(-2, 2).
9.Determina a distância entre:
a)os pontos A(-3, 1) e B(2, 0). b)da origem do sistema ao ponto P(3, -4).
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10.Dados os pontos P(2, -5) e Q(-1, 1), determine o ponto R(x,y) que divide o segmento PQ .
11.Determine o ponto médio M do segmento AB , comA(8, -3) e B(-11, 5).
12.Determine a distância d do ponto P(1, -2) á recta r dada por . 0 6 4 3 = ÷ + y x
13.Dado o triângulo A(-2, 1), B(5, 4) e C(2, -1), determine o comprimento da altura traçada do
vértice A e a área do triângulo.
14.Escreva a equação e esboça a circunferência de centro no ponto (-2, 3) e raio 4.
15.Dada uma circunferência de equação 0 14 5 3
2 2
= ÷ + ÷ + y x y x , determina as coordenadas
do centro e o raio.
16.Determina uma equação da circunferência cujo centro é (-4,2) e o diâmetro é 8.
17.Determine uma equação da circunferência cujo centro é a origem e corta ao eixo das abcissas
e m 6.
18.Determina a equação e faz esboço da elipse com centro na origem e eixo maior igual a 6
sobre o eixo dos x e eixo menor igual 4.
19.Encontra a equação da elipse que tem centro na origem, eixo maior sobre o eixo dos x e passa
pelos pontos (4, 3) e (6, 2).
20.Determine as coordenadas dos focos da elipse 0 45 5 9
2 2
= ÷ + y x .
21.Determina uma equação da elipse cujo o eixo maior mede 10 e cujas coordenadas dos focos
são ) 1 , 2 (
1
÷ F e ) 5 , 2 (
2
F .
22.Determina o centro e os focos da seguinte elipse: . 0 52 4 64 16
2 2
= + ÷ + + y x y x
23.Dada a equação da hipérbole 1
9 7
2 2
= ÷
y x
, faz o esboço e determine as coordenadas dos:
a) vértices b) Focos
24.Encontre a equação da hipérbole de centro em (-4, 1), um vértice em (2, 1) e semi-eixo
conjugado igual a 4.


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25.Determina, para uma hipérbole cuja equação é ; 0 199 64 18 16 9
2 2
= ÷ ÷ ÷ ÷ y x y x
a)o centro b)os vértices c)os focos
d)as equações das assimptotas e) o esboço da hipérbole
26.Dois receptores de som distanciados de 10 km recebem o sinal de uma explosão. O receptor
A recebe a informação 2 segundos depois do receptor B.
O som desloca-se a uma velocidade de 340 m/s.Onde terá acontecido a explosão?
















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Unidade temática VI:Funções,equações e inequações trigonométricas
Objectivos específicos:
 Identificar a função, a equação e inequação trigonométrica;
 Representar graficamente as funções sen(x), cos(x), tg(x) , cotg(x), y = Asen(Bx+C)+D e
y =Acos(Bx+C)+D, como funções reais de variável real;
 Identificar a periodicidade das funções trigonométricas;
 Interpretar a periodicidade das funções trigonométricas;
 Fazer o estudo completo das funções sen(x), cos(x), tg(x) , cotg(x), y = Asen(Bx+C)+D
e y =Acos(Bx+C)+D;
 Aplicar a fórmula de seno e co-seno na resolução de problemas reais aplicando
triângulos;
 Aplicar as fórmulas da soma e diferença, ângulos duplos, bissecção de ângulos e do
produto e da soma na resolução de problemas práticos da vida;
 Identificar as equações e inequações trigonometricas;
 Resolver as equações e inequações trigonométricas;
 Transformar a fórmula da soma em produto.










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Funções trigonométricas- seno, co-seno e tangente
Num circulo trigonométrico, há uma correspondência entre as amplitudes dos ângulos e os
números reais.Cada amplitude de um ângulo corresponde a um e um só número real, que é o seu
seno ou os seu co-seno.No circulo trigonométrico, a medida do comprimento de um arco é igual á
medida, em radianos do ângulo ao centro correspondente.Em notação matemática, o seno e co-seno são
representados por sen e cos.
A cada ângulo de amplitude t
t
k x + =
2
, onde Z k e , corresponde um e um só número real que é a sua
imagem. Em notação matemática, a tangent representa-se por tan ou t g.
A tangent de um ângulo do 1° quadrante ou 3° quadrante é dada pela ordenada do ponto de intersecção
do eixo t com o lado extremidade ad ângulo ( num circulo trigonométrico)
y


B tg(x)
Sen(x)
A x
Cos(x)

t
Em suma teremos o seguinte:
 ) ( ) ( , ; ) ( x sen x f IR x x sen x = e ÷
 ) cos( ) ( , ; ) cos( x x f IR x x x = e ÷
 Z k x tg x f k x x tg x e = + = ÷ , ) ( ) ( ,
2
; ) ( t
t






0
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Representação gráfica de funções trigonométricas
Função seno
Dado um ângulo cuja medida é dada em radianos é x, chamamos de função seno à função que
associa a cada x ∈ R o número (senx) ∈ R. Indicamos essa função por:
) ( ) ( x sen x f =
O gráfico da função seno, no plano cartesiano, será uma curva denominada senóide. Atribuindo
valores ao arco x, pode-se chegar ao gráfico.

Propriedades da função seno
1.Domínio: A função seno está definida para todos os valores reais, sendo assim Dom(sen)=IR.
2.Imagem: O conjunto imagem da função seno é o intervalo Im | | 1 ; 1 ÷ e
3.Periodicidade: A função é periódica de período 2 . Para todo x em R e para todo k e em Z:
sen(x) = sen(x+2 ) = sen(x+4 ) =...= sen(x+2k )
Justificativa: Pela fórmula do seno da soma de dois arcos, temos
sen(x+2k ) = sen(x)cos(2k ) + cos(x)sen(2k )
para k em Z, cos(2k )=1 e sen(2k )=0
sen(x+2k ) = sen(x)(1)+cos(x)(0) = sen(x)
A função seno é periódica de período fundamental T=2 .
4.Zeros: Z k k x e = , t
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Docente: Luís Comodo Dique ,17 de Janeiro de 2012.COMODO ( 2012).” ...os outros não sentem o impacto desta disciplina na vida diária,
nós jogamos no sentido contrário” Page 115

5.Maximos: Z k k x e + = ; 2
2
t
t

6.Mínimos: Z k k x e + = ; 2
2
3
t
t

7.Sinal:
Intervalo

¸

(
¸
(
2
; 0
t

¸

(
¸
(
t
t
;
2

¸

(
¸
(
2
3
;
t
t

¸

(
¸
(
t
t
2 ;
2
3

Função seno positiva positiva negativa negativa
8.Monotonicidade:
Intervalo

¸

(
¸
(
2
; 0
t

¸

(
¸
(
t
t
;
2

¸

(
¸
(
2
3
;
t
t

¸

(
¸
(
t
t
2 ;
2
3

Função seno crescente crescente decrescente crescente
9.Simetria: A função seno é ímpar, pois para todo x real, tem-se que: ) ( ) ( x sen x sen ÷ = ÷
Função Co-seno
Dado um ângulo cuja medida é dada em radianos é x, chamamos de função co-seno à função
que associa a cada x ∈ R o número (cosx) ∈ R. Indicamos essa função por:
) cos( ) ( x x f =
O gráfico da funcão co-seno, no cartesiano, será uma curva denominada co- senóide. Atribuindo
valores ao arco x, pode-se chegar ao gráfico.

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Propriedades da função cosseno
1.Domínio: A função cosseno está definida para todos os valores reais, assim Dom(cos)=R.
2.Imagem: O conjunto imagem da função cosseno é o intervalo I={y em R: -1 < y < 1}
3.Periodicidade: A função é periódica de período 2 . Para todo x em R e para todo k em Z:
cos(x)=cos(x+2 )=cos(x+4 )=...=cos(x+2k )
Justificativa: Pela fórmula do cosseno da soma de dois arcos, temos
cos(x+2k )=cos(x) cos(2k )-sen(x) sen(2k )
Para todo k em Z: cos(2k )=1 e sen(2k )=0, então
cos(x+2k )=cos(x) (1)-sen(x) (0)=cos(x)
A função cosseno é periódica de período fundamental T=2
4.Zeros: Z k k x e + = ,
2
t
t

5.Maximos: Z k k x e = ; 2 t
6.Mínimos: ( )t t t 1 2 ; 2 + = e + = k x ou Z k k x
7.Sinal:
Intervalo

¸

(
¸
(
2
; 0
t

¸

(
¸
(
t
t
;
2

¸

(
¸
(
2
3
;
t
t

¸

(
¸
(
t
t
2 ;
2
3

Função cosseno positiva negativa negativa positiva
8.Monotonicidade:
Intervalo

¸

(
¸
(
2
; 0
t

¸

(
¸
(
t
t
;
2

¸

(
¸
(
2
3
;
t
t

¸

(
¸
(
t
t
2 ;
2
3

Função cosseno decrescente decrescente crescente crescente
9.Simetria: A função cosseno é par, pois para todo x real, tem-se que:
) cos( ) cos( x x ÷ =
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Função Tangente
Dado um ângulo cuja medida é dada em radianos é x, chamamos de função tangente à função
que associa a cada t
t
k x IR x + = e
2
: o número (tgx) ∈ R. Indicamos essa função por:
) ( ) ( x tg x f =
O gráfico da função tangente, no cartesiano, será uma curva denominada tangentóite.
Atribuindo valores ao arco x, pode-se chegar ao gráfico.

Propriedades
1.Domínio: Como a função cosseno se anula para arcos da forma t
t
k +
2
onde k em Z, temos
)
`
¹
¹
´
¦
e + = e = Z k k x IR x Dom ;
2
: (tan) t
t

2.Imagem: O conjunto imagem da função tangente é o conjunto dos números reais, assim I=IR.
3.Periodicidade A função é periódica e seu período é , onde
)
`
¹
¹
´
¦
e + = e Z k k x IR x ;
2
: t
t

4.Zeros: Z k k x e = , t




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5.Sinal:
Intervalo

¸

(
¸
(
2
; 0
t

¸

(
¸
(
t
t
;
2

¸

(
¸
(
2
3
;
t
t

¸

(
¸
(
t
t
2 ;
2
3

Função tangente positiva negativa positiva negativa
6.Monotonicidade: A tangente é uma função crescente, exceto nos pontos t
t
k x + =
2
, k
inteiro, onde a função não está definida..
7.Simetria: A função tangente é ímpar, pois para todo x real onde a tangente está definida, tem-
se que:
) ( ) ( x tg x tg ÷ = ÷

Função cotangente
Como a cotangente não existe para arcos da forma (k+1) onde k é um inteiro, estaremos
considerando o conjunto dos números reais diferentes destes valores. Definimos a função
cotangente como a relação que associa a cada x real, a cotangente de x, denotada por:
) ( cot ) ( x g x f =
O gráfico da função cotangente, no cartesiano, será uma curva denominada cotangentóite.
Atribuindo valores ao arco x, pode-se chegar ao gráfico

Propriedades
1.Domínio: Como a função seno se anula para arcos da forma k x t t + = , onde k em Z, temos
{ } Z k k x IR x g Dom e + = e = ; : ) (cot t t
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2.Imagem: O conjunto imagem da função cotangente é o conjunto dos números reais, assim
I=IR.
3.Periodicidade A função é periódica e seu período é
4. Zeros: Z k k x e + = ,
2
t
t

5.Sinal:
Intervalo

¸

(
¸
(
2
; 0
t

¸

(
¸
(
t
t
;
2

¸

(
¸
(
2
3
;
t
t

¸

(
¸
(
t
t
2 ;
2
3

Função tangente positiva negativa positiva negativa
6.Monotonicidade: A cotangente é uma função sempre decrescente, exceto nos pontos t k x = ,
k inteiro, onde a função não está definida.
7.Simetria: A função tangente é ímpar, pois para todo x real, tem-se que:
) ( cot ) cot( x g x ÷ = ÷

Estudo de uma função trigonométrica
Para se fazer o estudo completo de uma função deve determinar-se o seu domínio,
contradomínio, ordenada na origem, os zeros, o máximo e mínimo, assim como fazer o seu
esboço gráfico.
Exemplo:
Dada a função trigonométrica ) cos( 3 ) ( x x f + = .
a) Indicar o domínio de ) (x f : } { IR x D e =
b) Determinar o contradomínio de ) (x f :A função cos(x) tem contradomínio | | 1 ; 1 ÷ ;
O contradomínio de ) (x f será
| | 4 ; 2 ) ( 4 ) ( 2 4 ) cos( 3 2 3 1 ) cos( 3 3 1 1 ) cos( 1 e · s s · s + s · + s + s + ÷ · s s ÷ x f x f x x x
c)Calcular a ordenada na origem: . 4 ) 0 cos( 3 ) 0 ( ) cos( 3 ) ( = + = = · + = = f y x x f y
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d)Determinar a expressão dos zeros: 3 ) cos( 0 ) cos( 3 0 ) ( ÷ = · = + · = = x x x f y ( impossível,
pois não existe um ângulo cujo o cos deste ângulo seja igual a -3 ).Então ) cos( 3 ) ( x x f + = não
tem zeros.
e) Escrever a expressão geral dos máximos de ) (x f :
O contradomínio de | | 4 ; 2 ) ( e x f , significa que o máximo é 4
max
= y , logo
) 0 cos( ) cos( 1 ) cos( 3 4 ) cos( 4 ) cos( 3 = · = · ÷ = · = + x x x x .
Os máximos de ) (x f são do tipo Z k k x e = , 2 t
f) Escrever a expressão geral dos mínimos de ) (x f :
2
min
= y , logo ) cos( ) cos( 1 ) cos( 3 2 ) cos( 2 ) cos( 3 t = · ÷ = · ÷ = · = + x x x x .
Os mínimos de ) (x f são do tipo Z k k x e + = , 2 t t
g) Esboçar o gráfico de f :





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Transformações de gráficos das funções trigonométricas
A utilização das funções trigonométricas na modelação de situações reais é uma das mais
importante aplicações do estudo da trigonométria.
Para resolver este tipo de problemas é importante conhecer os efeitos nos gráficos das funções
porovocados pela introdução de parâmetros nas funções ) cos( ) ( x y e x sen y = = .

Funções do tipo ) cos( ) ( x A y de e x Asen y = = com 0 = A
Como se obtém o gráfico de ) ( 3 x sen y = apartindo do gtráfico ? ) (x sen y = E ? ) (
2
1
x sen y ÷ =
Veja a representação gráfica das funções dadas acima.
gráfico
 Obtém o gráfico de ) sin( 3 x y = partindo do gráfico de ) sin(x y = , fazendo uma extensão
na vertical segundo o factor 3.
 Obtém–se o gráfico ) sin(
2
1
x ÷ , fazendo uma contração na vertical segundo o factor
2
1
e,
em seguinda, obtendo o gráfico simétrico relativamente ao eixo das abcissas.


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De uma forma generalizada teremos o seguinte:







Funções do tipo ( ) 0 cos ) sin( = = = B com Bx y de e Bx y
Como se obtém o gráfico de ) 2 sin( x y = partindo do gráfico ( ) x y sin = ?

gráfico
Obtém-se o gráfico de ( ) x y 2 sin = partindo do gráfico de ( ) x y sin = efectuando uma contracção
na horizontal segundo o factor 2.


Sendo 0 ) cos( ) sin( = = = A com x A y ou x A y :
= A amplitude
÷ >1 A produz uma extensão na vertical
÷ <1 A produz uma contracção na vertical
A<0÷produz uma simétria relativamente ao eixo ox

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Observemos agora, os gráficos de .
2
1
cos ) cos( |
.
|

\
|
= = x y de e x y

Repare que o periodo da função
|
.
|

\
|
= x y
2
1
cos é t
t
4
2
1
2
= s
Como se altera o periodo da função também se altera a expressão geral dos zeros.
De uma maneira geral teremos o seguinte:










Sendo ( ) . 0 , cos ) sin( = = = B Bx y ou Bx y
 Periodo:
B
P
t 2
= .
 ÷ >1 B produz uma contracção na horizontal
 ÷ <1 B produz uma extensão na horizontal.
 Zeros
( )
( )
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
´
¦
= e
+
= e
Bx y para Z k
B
k
Bx y para Z k
B
cos ,
2
sin ,
2
t
t
t


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Funções do tipo ( ) D C Bx A y de e D C Bx A y + + = + + = cos ) sin(
Considere a função 3
2
sin 2 ) ( + |
.
|

\
|
÷ =
t
x x f
Veja a representação gráfica da função dada.

O gráfico da função 3
2
sin 2 ) ( +
|
.
|

\
|
÷ =
t
x x p pode ser obtido a partir do gráfico de ) sin( ) ( x x f =
seguindo os passos:
 Transladar o gráfico de ) sin( ) ( x x f = para
2
t
unidades aolongo do eixo dos x para obter
o gráfico de
|
.
|

\
|
÷ =
2
sin ) (
t
x x h .
 Faz-se uma extensão do gráfico
|
.
|

\
|
÷ =
2
sin ) (
t
x x h ao longo do eixo dos y em 2 unidades
para obter
|
.
|

\
|
÷ =
2
sin 2 ) (
t
x x g .
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 Faz a transladação de
|
.
|

\
|
÷ =
2
sin 2 ) (
t
x x g ao longo do eixo dos y em 3 unidades para
cima para obter o gráfico de 3
2
sin 2 ) ( +
|
.
|

\
|
÷ =
t
x x p .
Resumo:












Resolução de triângulos: Fórmulas dos senos e dos co-senos.
A fórmula dos co- senos é utilizado para resolver triângulos dos quais se conhecem os
comprimentos de três lados ou dois lados e o ângulo por eles formados.
Contudo, a fórmula dos co-senos não é adequada para os seguintes casos:
 Conhecem-se os dois ângulos e um lado ( ALA e AAL );
 Conhecem-se dois lados e um ângulo que não seja definido pelos lados conhecidos (LLA)
Para estes casos utiliza-se, na resolução de triângulos, a fórmula dos co-senos


Nas funções do tipo ( ) D C Bx A y de e D C Bx A y + + = + + = cos ) sin( :
1. A está relacionado com amplitude (amplitude = A)
2. B está relacionado com periodo
|
|
.
|

\
|
=
B
T
t 2

3. C está relacionado com uma translação horizontal de C unidades, mas se:
 C > 0 produz uma deslocação para direita
 C < 0 produz uma deslocação para esquerda
4. D está relacionado com uma translação vertical de D unidades, mas se :
 D > 0 produz uma deslocação para cima
 D < 0 produz uma deslocação para baixo
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Consideremos o triângulo asseguir:

B

a h b
A C
c
De acordo com o triângulo acima tem-se:

|
.
|

\
|
= · =
|
.
|

\
|
. .
A a h
a
h
A sin . sin

|
.
|

\
|
= · =
|
.
|

\
|
. .
C b h
b
h
C sin . sin

|
.
|

\
|
=
|
.
|

\
|
·
|
.
|

\
|
=
|
.
|

\
|
. .
. .
A
b
C
a
C b A a
sin sin
sin . sin .
B
a b h

A c C
Na figura acima, temos que:
 ( )
|
.
|

\
|
= · = ÷ =
|
.
|

\
|
. .
C b h
b
h
C sin . sin sin o t

|
.
|

\
|
= · =
|
.
|

\
|
. .
A a h
a
h
A sin . sin

|
.
|

\
|
=
|
.
|

\
|
. .
A
b
C
a
sin sin

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Por simetria, podemos concluir-se que a fórmula dos senos







Exemplo1:
A figura representa um triângulo | | ABC com os seguintes dados:
° = ° = =
. .
42 63 , 8 B e A cm AC , determine os valores de a e c e o perimetro do triângulo | | ABC .
C
8 cm a

A c B
Resolução:
Neste exercício podemos aplicar a fórmula dos senos para achar os valores de a e c, assim
asseguir:
|
.
|

\
|
=
|
.
|

\
|
=
|
.
|

\
|
. . .
C
c
B
b
A
a
sin sin sin

. 65 , 10
) 42 sin(
) 63 sin( 8
) 42 sin(
8
) 63 sin(
sin sin
cm a
a
B
b
A
a
=
°
°
= ·
°
=
°
·
|
.
|

\
|
=
|
.
|

\
|
. .

Para achar o valor de c,é necessário calcular o valor do ângulo C, assim sendo teremos o
seguinte: ° = ° ÷ ° ÷ ° =
.
75 42 63 180 C
Se | | ABC é um triângulo e a , b ,e c são comprimentos dos lados opostos aos ângulos A, B, e C
respectivamente, então:
|
.
|

\
|
=
|
.
|

\
|
=
|
.
|

\
|
. . .
C
c
B
b
A
a
sin sin sin


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cm c
c
C
c
B
AC
55 , 11
) 42 sin(
) 75 sin( 8
) 75 sin( ) 42 sin(
8
sin sin
=
°
°
= ·
°
=
°
·
|
.
|

\
|
=
|
.
|

\
|
. .

Para determinar o perimetro da figura é importante conhecer a medida de cada lado, acima
calculadas, então a fórmula do perímetro
será: cm cm cm cm P c b a P 2 , 30 55 , 11 65 , 10 8 = + + = · + + =
Exemplo 2: Calcule os valores x e y respectivamente nos seguintes casos mencionados com
° = ° =
. .
45 60 C e B B D y E
8 cm 30º
(a) (b) 4cm 120º
A x C
F
(a)
2
3
8
2
3 8
2
2
2
3
8
) 45 sin(
) 60 sin( 8
) 60 sin( ) 45 sin(
8
= = =
°
°
= ·
°
=
°
x
x

(b) 3 4
2
1
2
3
4
) 30 sin(
) 120 sin( 4
) 30 sin(
4
) 120 sin(
= =
°
°
= ·
°
=
°
y
y
.
Fórmula dos co-senos
Quando foi feito o estudo da construção de triângulos foi dito que é possível construir um
triângulo conhecidos os comprimentos dos três lados (LLL) ou dois lados e o ângulo por eles
formados (LAL).Para estes dois casos há uma fórmula conheida pela FÓRMULA DOS CO-
SENOS que pode ser utilizada na resolução de triângulos acutângulos ou obtusângulos.




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Observemos atentamente a figura seguinte:
B

c h a

A k b-k C
b
Aplicando o TEOREMA DE PITÁGORAS, teremos o seguinte:

2 2 2
k h c + = , mas ( ) ( )
2 2 2 2 2 2
k b a h k b h a ÷ ÷ = · ÷ + = , substituindo em
2 2 2
k h c + = ,
teremos
( )
( )
|
.
|

\
| ÷
÷ + =
÷ ÷ + = · + ÷ + = + ÷ ÷ + =
+ ÷ + ÷ = · + ÷ ÷ = · + =
a
k b
ab b a c
k b b b a c bk b b a bk b b b a c
k k bk b a c k k b a c k h c
2
2 2 2 2
2
2 2 2
2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2
2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2

Mais no triângulo acima
a
k b
C
÷
=
|
.
|

\
|
.
cos , então:
|
.
|

\
|
÷ + =
.
C ab b a c cos . 2
2 2 2

Observemos agora o outro tipo de triângulo .
B

c a h

A b C k
B+k
( )
2 2 2
k b h c + + = , mais
2 2 2 2 2 2
k a h k h a ÷ = · + =
( )
|
.
|

\
|
+ + = + + = · + + + ÷ = · + + =
a
k
ab b a bk b a c k bk b k a c k b h c 2 2 2
2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2

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Na figura acima temos:
a
k
C =
|
.
|

\
|
.
cos , assim
|
.
|

\
|
÷ + =
.
C ab b a c cos 2
2 2 2

Em qualquer dos casos provou-se que
|
.
|

\
|
÷ + =
.
C ab b a c cos 2
2 2 2
.
Por simetria, pode concluir-se a fórmula dos co-senos será resumida da seguinte maneira:
Se | | ABC é um triângulo e a, b e c são os comprimentos dos lados opostos aos ângulos A, B e C,
respectivamente, então:

|
.
|

\
|
÷ + =
.
C ab b a c cos 2
2 2 2
B

|
.
|

\
|
÷ + =
.
B ac c a b cos 2
2 2 2
c a

|
.
|

\
|
÷ + =
.
A bc c b a cos 2
2 2 2
A b C
Exemplo1:
Um faraol representado pelo ponto F, está a 3 km da casa do guarda, ponto G, e a 6 km da
Polícia Marítima, ponto P.
O ângulo GFP tem de amplitude 130°. Qual é a distância por terra, em linha recta, da casa do
guarda á polícia?
Resolução:
Comecemos por fazer um esquema representativo e assinalar os dados.
G
f =3km

F 130° f
g = 6km

P
Escola Secundária e Pré – Universitária Mateus Sansão Mutemba – Beira.Texto de apoio da 11ª Classe da Disciplina de Matemática .
Docente: Luís Comodo Dique ,17 de Janeiro de 2012.COMODO ( 2012).” ...os outros não sentem o impacto desta disciplina na vida diária,
nós jogamos no sentido contrário” Page 131

km F pg g p f 7124 , 52 ) 130 cos( 6 . 3 . 2 6 3 cos 2
2 2 2 2 2
= ° ÷ + =
|
.
|

\
|
÷ + =
.

Exemplo2:De um triângulo conhecem-se os comprimentos dos lados: 19 cm, 13 cm e 12
cm.Determine as amplitudes de um dos ângulos do triângulo .
Resolução: Primeiro desenhar o triângulo com as medidas dadas
C
13 cm
12 cm

A 19 cm B
Podemos achar o ângulo
.
B :
( ) ° = = · = =
÷ +
=
|
.
|

\
|
|
.
|

\
|
÷ + = ·
|
.
|

\
|
÷ + =
.
÷
.
. .
6 , 38 7813 , 0 cos 7813 , 0
494
386
494
144 361 169
cos
cos 19 . 13 . 2 19 13 12 cos 2
1
2 2 2 2 2 2
B B
B B ac c a b

Fórmulas trigonométricas do seno e co-seno da soma e diferença de dois
ângulos.
Co-seno da diferença de dois ângulos: ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) | o | o | o sin sin cos cos cos + = ÷
Considere-se a figura seguinte:
y
1 A α-β
B

-1 1 x

1


α β
0
Escola Secundária e Pré – Universitária Mateus Sansão Mutemba – Beira.Texto de apoio da 11ª Classe da Disciplina de Matemática .
Docente: Luís Comodo Dique ,17 de Janeiro de 2012.COMODO ( 2012).” ...os outros não sentem o impacto desta disciplina na vida diária,
nós jogamos no sentido contrário” Page 132

Para demonstrar esta fórmula usa-se a definição de produto escalar de dois vectores e tem-se:
( ) o o sin ; cos A , ( ) | | sin ; cos B e ( ) 0 ; 0 0
( ) o o sin ; cos 0 0 = ÷ =
÷
A A e ( ) | | sin ; cos 0 0 = ÷ =
÷
B B
Aplicando as definições de produto escalar de dois vectores teremos o seguinte:
( )( ) | o | o | | o o sin . sin cos . cos sin , cos . sin , cos 0 . 0 + = =
÷ ÷
B A
Mais,
( ) | o o o ÷ =
|
|
|
.
|

\
|
= = + =
|
|
|
.
|

\
|
=
.
÷ ÷ ÷ ÷
.
÷ ÷ ÷ ÷ ÷ ÷
cos 0 , 0 cos , 1 0 , 1 sin cos 0 , 0 , 0 cos . 0 0 0 . 0
2 2
B A B A B A B A B A
Então:
( ) ( ) | o | o | o | o sin . sin cos . cos cos cos . 1 . 1 0 . 0 0 , 0 cos . 0 0 0 . 0 + = ÷ · ÷ = ·
|
|
|
.
|

\
|
=
÷ ÷
.
÷ ÷ ÷ ÷ ÷ ÷
B A B A B A B A
c.q.d
Exemplos:Obtenha o valor exacto de:
a)
2
3
2
3
. 1
2
1
. 0
3
sin
2
sin
3
cos
2
cos
3 2
cos
6
cos = + =
|
.
|

\
|
|
.
|

\
|
+
|
.
|

\
|
|
.
|

\
|
=
|
.
|

\
|
÷ =
|
.
|

\
| t t t t t t t

b)
4
6
4
2
2
2
2
3
2
2
2
1
4
sin
3
sin
4
cos
3
cos
4 3
cos
12
cos + = + =
|
.
|

\
|
|
.
|

\
|
+
|
.
|

\
|
|
.
|

\
|
=
|
.
|

\
|
÷ =
|
.
|

\
| t t t t t t t

c) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
2
2
45 cos 14 59 cos 14 sin 59 sin 14 cos 59 cos = ° = ° ÷ ° = ° ° + ° °
Co-seno da soma de dois ângulos: ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) | o | o | o sin sin cos cos cos ÷ = +
Esta demonstração é simples , pois
( ) ( ) | | ( ) ( ) ( ) ( ) | | | | | o | o sin sin cos cos , cos cos ÷ = ÷ = ÷ ÷ ÷ = + e .
Aplicando o conhecimento do ( ) | o ÷ cos , teremos o seguinte:
( ) ( ) | | ( ) ( ) ( ) d q c . . sin sin cos cos sin sin cos . cos cos cos | o | o | o | o | o | o ÷ = ÷ + ÷ = ÷ ÷ = +

Escola Secundária e Pré – Universitária Mateus Sansão Mutemba – Beira.Texto de apoio da 11ª Classe da Disciplina de Matemática .
Docente: Luís Comodo Dique ,17 de Janeiro de 2012.COMODO ( 2012).” ...os outros não sentem o impacto desta disciplina na vida diária,
nós jogamos no sentido contrário” Page 133

Exemplos:Obtenha o valor exacto de :
a)
2
3
2
3
. 1
2
1
. 0
3
sin
2
sin
3
cos
2
cos
3 2
cos
6
5
cos ÷ = ÷ =
|
.
|

\
|
|
.
|

\
|
÷
|
.
|

\
|
|
.
|

\
|
=
|
.
|

\
|
+ =
|
.
|

\
| t t t t t t t

b)
4
6
4
2
2
2
2
3
2
2
2
1
4
sin
3
sin
4
cos
3
cos
4 3
cos
12
7
cos ÷ = ÷ =
|
.
|

\
|
|
.
|

\
|
÷
|
.
|

\
|
|
.
|

\
|
=
|
.
|

\
|
+ =
|
.
|

\
| t t t t t t t

c) 0
2
3
.
2
1
2
1
.
2
3
3
sin
6
sin
3
cos
6
cos
3 6
cos
2
cos = ÷ =
|
.
|

\
|
|
.
|

\
|
÷
|
.
|

\
|
|
.
|

\
|
=
|
.
|

\
|
+ =
|
.
|

\
| t t t t t t t

Seno da diferença de dois ângulos: ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) | o | o | o sin cos cos sin sin ÷ = ÷
Para demonstrar esta fórmula basta ter em consideração que: ( ) ( )
(
¸
(

¸

÷ ÷ = ÷ | o
t
| o
2
cos sin
( ) ( ) | o
t
| o
t
| o
t
| o
t
| o sin
2
sin cos
2
cos
2
cos
2
cos sin
|
.
|

\
|
÷ ÷
|
.
|

\
|
÷ =
(
¸
(

¸

+
|
.
|

\
|
÷ =
(
¸
(

¸

÷ ÷ = ÷
Recordar que: o o
t
o o
t
cos
2
sin sin
2
cos =
|
.
|

\
|
÷ =
|
.
|

\
|
÷ e , assim sendo temos:
( ) | o | o | o sin cos cos sin sin ÷ = ÷
Exemplos:Obtenha o valor exacto de:
a)
2
1
2
3
. 0
2
1
. 1
3
sin
2
cos
3
cos
2
sin
3 2
sin
6
sin = ÷ =
|
.
|

\
|
|
.
|

\
|
÷
|
.
|

\
|
|
.
|

\
|
=
|
.
|

\
|
÷ =
|
.
|

\
| t t t t t t t

b)
4
2
4
6
2
2
2
1
2
2
2
3
4
sin
3
cos
4
cos
3
sin
4 3
sin
12
sin ÷ = ÷ =
|
.
|

\
|
|
.
|

\
|
÷
|
.
|

\
|
|
.
|

\
|
=
|
.
|

\
|
÷ =
|
.
|

\
| t t t t t t t

c) ( ) ( ) ( ) 1 1 . 1 0
2
sin cos
2
cos sin
2
sin
2
cos = ÷ ÷ =
|
.
|

\
|
÷
|
.
|

\
|
=
|
.
|

\
|
÷ =
|
.
|

\
| t
t
t
t
t
t
t

Seno da soma de dois ângulos: ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) | o | o | o sin cos cos sin ÷ = + Sin
Esta demonstração é simples , pois
( ) ( ) | | ( ) ( ) ( ) ( ) | | | | | o | o sin sin cos cos , sin sin ÷ = ÷ = ÷ ÷ ÷ = + e .

Escola Secundária e Pré – Universitária Mateus Sansão Mutemba – Beira.Texto de apoio da 11ª Classe da Disciplina de Matemática .
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nós jogamos no sentido contrário” Page 134

Aplicando o conhecimento do ( ) | o ÷ sin , teremos o seguinte:
( ) ( ) | | ( ) ( ) ( ) d q c . . sin cos cos sin sin cos cos . sin sin sin | o | o | o | o | o | o + = ÷ ÷ ÷ = ÷ ÷ = +
Exemplos:Obtenha o valor exacto de :
a)
2
1
2
3
. 0
2
1
. 1
3
sin
2
cos
3
cos
2
sin
3 2
sin
6
5
sin = + =
|
.
|

\
|
|
.
|

\
|
+
|
.
|

\
|
|
.
|

\
|
=
|
.
|

\
|
+ =
|
.
|

\
| t t t t t t t

b)
4
2
4
6
2
2
2
1
2
2
2
3
4
sin
3
cos
4
cos
3
sin
4 3
sin
12
7
sin + = + =
|
.
|

\
|
|
.
|

\
|
+
|
.
|

\
|
|
.
|

\
|
=
|
.
|

\
|
+ =
|
.
|

\
| t t t t t t t

c) 1
4
3
4
1
2
3
2
3
2
1
.
2
1
3
sin
6
cos
3
cos
6
sin
3 6
sin
2
sin = + = + =
|
.
|

\
|
|
.
|

\
|
+
|
.
|

\
|
|
.
|

\
|
=
|
.
|

\
|
+ =
|
.
|

\
| t t t t t t t


Fórmulas do ângulo duplo
Sabemos que ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) y x y x y x sin cos cos sin sin + = + e ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) y x y x y x sin sin cos cos cos ÷ = + ,
então:
 ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ) cos( ) sin( 2 2 sin sin cos cos sin sin 2 sin x x x x x x x x x x = · + = + =
 ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ) ( sin ) ( cos ) 2 cos( sin sin cos cos 2 cos
2 2
x x x x x x x x ÷ = · ÷ =
Exemplos:
a) ( ) ( ) . 1
2
2
2
2
2 ) 45 cos( ) 45 sin( 2 45 . 2 sin 90 sin = = ° ° = ° = °
b) ( ) ( ) .
2
3
2
3
2
1
2 ) 30 cos( ) 30 sin( 2 30 . 2 sin 60 sin = = ° ° = ° = °
c) ( ) 1 0 1
2
sin
2
cos
2
2 cos cos
2 2
= ÷ =
|
.
|

\
|
÷
|
.
|

\
|
=
|
.
|

\
|
=
t t t
t
d) ( ) ( ) ( ) ( )
2
1
4
2
4
1
4
3
2
1
2
3
30 sin 30 cos 30 . 2 cos 60 cos
2
2
2 2
= = ÷ =
|
.
|

\
|
÷
|
|
.
|

\
|
= ° ÷ ° = ° = °

Escola Secundária e Pré – Universitária Mateus Sansão Mutemba – Beira.Texto de apoio da 11ª Classe da Disciplina de Matemática .
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nós jogamos no sentido contrário” Page 135

Fórmulas de bissecção de ângulos
Consideremos a seguinte fórmula: ( ) ) ( sin ) ( cos 2 cos
2 2
x x x ÷ =
Como ) ( sin 1 ) ( cos 1 ) ( cos ) ( sin
2 2 2 2
x x x x ÷ = · = + , vem ( ) ) ( sin ) ( sin 1 2 cos
2 2
x x x ÷ ÷ = ou seja

( ) IR x
x
x
x
x x x x x e
÷
± = ·
÷
= · ÷ = · ÷ = ,
2
) 2 cos( 1
) sin(
2
) 2 cos( 1
) ( sin ) 2 cos( 1 ) ( sin 2 ) ( sin 2 1 2 cos
2 2 2
Fazendo uma mudança de variável
|
.
|

\
|
= · =
2
2
t
x t x , podemos escrever:
( ) IR t
t t t t
t
t t
t e
÷
± = |
.
|

\
|
·
÷
= |
.
|

\
|
· ÷ = |
.
|

\
|
· |
.
|

\
|
÷ = ,
2
) cos( 1
2
sin
2
) cos( 1
2
sin ) cos( 1
2
sin 2
2
sin 2 1 cos
2 2 2

De forma análoga, podemos obter a fórmula:
IR t
t t t t
e
+
± = |
.
|

\
|
·
+
= |
.
|

\
|
,
2
) cos( 1
2
cos
2
) cos( 1
2
cos
2

Podemos encontrar outras fórmulas:

|
.
|

\
| ÷
|
.
|

\
| +
= +
2
cos
2
sin 2 ) sin( ) sin(
y x y x
y x

|
.
|

\
| ÷
|
.
|

\
| +
= +
2
cos
2
cos 2 ) cos( ) cos(
y x y x
y x

|
.
|

\
| ÷
|
.
|

\
| +
= ÷
2
cos
2
cos 2 ) sin( ) sin(
y x y x
y x

|
.
|

\
| ÷
|
.
|

\
| +
÷ = ÷
2
sin
2
sin 2 ) cos( ) cos(
y x y x
y x
Exemplos
a)
2
3 2
4
3 2
2
2
3
1
2
) 30 cos( 1
2
30
sin ) 15 sin(
÷
=
÷
=
÷
=
° ÷
=
|
.
|

\
| °
= °
b) .
2
2
2
1
2
1
2
) 90 cos( 1
2
90
sin ) 45 cos( = = =
° +
=
|
.
|

\
| °
= °
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nós jogamos no sentido contrário” Page 136

c)
|
.
|

\
|
|
.
|

\
|
=
|
.
|

\
| ÷
|
.
|

\
| +
= +
2
cos
2
5
sin 2
2
2 3
cos
2
2 3
sin 2 ) 2 sin( ) 3 sin(
x x x x x x
x x
d) | | ) sin( ) 3 sin(
2
1
2
3
cos
2
3
sin
2
2
cos
2
4
sin ) cos( ). 2 sin( x x
x x x x x x
x x + =
|
.
|

\
| ÷
|
.
|

\
| +
=
|
.
|

\
|
|
.
|

\
|
=

Equações trigonométricas
Uma equação trigonométrica é uma equação em que a variável está associada a uma expressão
trigonométrica.
Por exemplo:
a)
2
1
) sin( = x b) 0 ) 2 sin( = x c) 0 1 ) cos( 2 = ÷ x d) 3 ) 2 cos( 2 = x e) 1 ) ( = x tg
f) 1
3
=
|
.
|

\
|
+
t
x tg g)
3
1
) ( cot = x g h) 3 ) 2 ( cot = x g i)
2
2
2
sin ÷ =
|
.
|

\
|
+
t
x
Na resolução de problemas que envolvem funções trigonométricas levanta-se muitas vezes uma
equação trigonométrica.Por isso, é muito relevante aprender a resolver com certeza ou rigor
equações trigonométricas.
Equações do tipo a x = ) sin(
Quando se diz para resolver a equação trigonométrica , em IR, pretende-se que as soluções
sejam apresentadas em radianos.
De um modo geral, para resolver uma equação do tipo a x = ) sin( , procede-se do seguinte
modo: y
1
a

-1 1 x

-1

a
π-α α
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nós jogamos no sentido contrário” Page 137

1.No circulo trigonométrico assinala-se α e π-α
2.No sistema circular teremos : . ,
2
2
) sin( Z k
k x
k x
a x e
¹
´
¦
+ ÷ =
+ =
· =
t o t
t o

3.No sistema sexagesimal : . ,
360 180
360
) sin( Z k
k x
k x
a x e
¹
´
¦
° + ÷ ° =
° + =
· =
o
o

4.Escrever-se em radianos ou em graus a expressão geral das soluções
Exemplos:Resolve as equações seguintes
a)
2
1
) sin( = x

y


2
t

150° 30°

t ÷ 1 ° 0
x



2
3t

Observa que
° = ° ÷ ° = ° = ° 150 30 180
2
1
) 150 sin( ,
2
1
) 30 sin( e ,então ) 30 180 sin( ) 150 sin( ) 30 sin( ° ÷ ° = ° = °
Recorrendo a fórmula . ,
2
2
) sin( Z k
k x
k x
a x e
¹
´
¦
+ ÷ =
+ =
· =
t o t
t o
teremos:
Z k
k x
k x
Z k
k x
k x
x x e
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
+ =
+ =
= e
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
+ ÷ =
+ =
=
|
.
|

\
|
= · = ;
2
6
5
2
6
. ,
2
6
2
6
6
sin ) sin(
2
1
) sin(
t
t
t
t
t
t
t
t
t
t


2
1


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nós jogamos no sentido contrário” Page 138


¹
´
¦
)
`
¹
e + = v + = e = Z k k x k x IR x S ; 2
6
5
2
6
: t
t
t
t

b) Z k
k x
k x
k x
k x
x x e
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
+ =
+ =
=
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
+ ÷ = ÷
+ = ÷
·
|
.
|

\
|
=
|
.
|

\
|
÷ · =
|
.
|

\
|
÷ ,
2
6
7
3
2
2
3
2
6 3
3
2
6 3
3
6
sin
3
3 sin
2
1
3
3 sin
t
t
t
t
t
t
t
t
t
t t
t t t

¹
´
¦
)
`
¹
e + = v + = e = Z k k x k x IR x S ; 2
6
7
2
2
: t
t
t
t


Equações do tipo a x = ) cos(
Depois de se ter compreendido a resolução de uma equação do tipo a x = ) sin( é muito simples
resolver uma equação do tipo a x = ) cos( .
Observe a figura seguinte:

y


α



x




1.No circulo trigonométrico assinala-se α e –α
2.No sistema circular : . ; 2 2 Z k k x k x e + ÷ = v + = t o t o
3.No sistema sexagesimal: . ., 360 . 360 . Z k k x k x e ° + ÷ = v ° + = o o
4.Escreve-se a expressão geral das soluções


a
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Docente: Luís Comodo Dique ,17 de Janeiro de 2012.COMODO ( 2012).” ...os outros não sentem o impacto desta disciplina na vida diária,
nós jogamos no sentido contrário” Page 139

Exemplos:
a)
2
1
) cos( = x
Observe atentamente o circulo trigonométrico.

y


60°



x


-60°=330°

Observe que
2
1
) 60 cos(
2
1
) 60 cos( = ° ÷ = ° e , então
2
1
) 60 cos( ) 60 cos( = ° ÷ = °
Conclui-se que: se . ; 2 2 ) cos( ) cos( Z k k x k x x e + ÷ = v + = ¬ = t o t o o
Esta
2
1
) cos( = x equação pode ser resolvida aplicando a fórmula anterior.
. ; 2
3
2
3 3
cos ) cos(
2
1
) cos( Z k k x k x x x e + ÷ = v + = ¬
|
.
|

\
|
= · = t
t
t
t t

¹
´
¦
)
`
¹
e + ÷ = v + = e = Z k k x k x IR x S , 2
3
2
3
: t
t
t
t




2
1

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b)
Z k
k x
k x
k x
k x
Z k
k x
k x
x x x
e
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
+ =
+ =
¬
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
+ =
+ =
e
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
+ ÷ = ÷
+ = ÷
¬
|
.
|

\
|
= ÷ ¬ ÷ = ÷ ¬ ÷ = ÷
t
t
t
t
t
t
t
t
t
t
t
t
t
t
t
t t t
8
8
7
2
4
2
2
4
7
2
2
4
3
2
2
4
3
2
4
3
cos ) 2 cos(
2
2
) 2 cos( 2 ) 2 cos( 2

¹
´
¦
)
`
¹
e + = v + = e = Z k k x k x IR x S ,
8
7
8
: t
t
t
t


Equações do tipo a x tg = ) (
A resolução da terceira equação fundamental da trigonométria, baseia-se no facto de que, se dois
arcos têm a mesma tangente, então eles são geometricamente congruentes ou têm suas
extremidades simétricas em relação ao centro do ciclo trigonométrico.

Recordar que : ) ( cot ) ( cot ) ( ) ( t t + = + = x g x g e x tg x tg , se acontece teremos:
Z k
k x
k x
x g x g
x tg x tg
e
¹
´
¦
+ =
+ =
¬
¹
´
¦
+ =
+ =
t o
t o
t
t
) ( cot ) ( cot
) ( ) (
, mas t o
t
o = = e
2

O conjunto solução dessa equação será, portanto: { } Z k k x IR x S e + = e = , : t o

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Exemplos: Resolva as seguintes equações trigonometricas.
a) Z k k x tg x tg x tg e + = ¬
|
.
|

\
|
= ¬ = ,
3 3
) ( 3 ) ( t
t t
;
)
`
¹
¹
´
¦
e + = e = Z k k x IR x S ,
3
: t
t

b) Z k k x tg x tg x tg e + = ¬
|
.
|

\
|
= ¬ ÷ = ,
3
2
3
2
) ( 3 ) ( t
t t
;
)
`
¹
¹
´
¦
e + = e = Z k k x IR x S ,
3
2
: t
t

c) Z k k x tg x tg x tg e + = ¬
|
.
|

\
|
= ¬ = ,
6 6
) 2 (
3
3
) 2 ( t
t t
;
)
`
¹
¹
´
¦
e + = e = Z k k x IR x S ,
6
: t
t

d) Z k k arctg x x tg e +
|
.
|

\
|
= ¬ = ,
3
1
3
1
) ( t ;
)
`
¹
¹
´
¦
e +
|
.
|

\
|
= e = Z k k arctg x IR x S ,
3
1
: t
e) Z k k x k x tg x tg x tg e + = ¬ + = ÷ ¬
|
.
|

\
|
=
|
.
|

\
|
÷ ¬ =
|
.
|

\
|
÷ ,
12
7
4 3 4 3
1
3
t
t
t
t t t t t


)
`
¹
¹
´
¦
e + = e = Z k k x IR x S ,
12
7
: t
t

f)
Z k k x
Z k k x k x g x g x g
e + = ¬
e + = ¬ + = ÷ ¬
|
.
|

\
|
=
|
.
|

\
|
÷ ¬ =
|
.
|

\
|
÷
,
3
1
36
7
,
12
7
3
4 3
3
4
cot
3
cot 1
3
3 cot
t
t
t
t
t
t t t t t


)
`
¹
¹
´
¦
e + = e = Z k k x IR x S ,
3
1
36
7
: t
t

e)
( ) t
t
t
t
t
t
t
t
t t k x k x k x g x g x g
2
1
12
7
6
7
2
6
2
6
cot ) 2 ( cot 3 2 cot + = ¬ + = ¬ + = ÷ ¬
|
.
|

\
|
= ÷ ¬ = ÷

)
`
¹
¹
´
¦
e + = e = Z k k x IR x S ,
2
1
12
7
: t
t





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Inequações trigonométricas
Como resolver uma inequação trigonométrica do tipo ?
2
1
) sin( > x Procura se no circulo
trigonométrica todos os arcos x que satisfazem a condição
2
1
) sin( > x .
Veja a visualização da condição no circulo trigonométrico:
y

150° 30°

x


No intervalo | | ° e 360 ; 0 x , a solução é
6
5
6
150 30
t t
< < · ° < < ° x x
Em geral, a solução da inequação
2
1
) sin( > x é
)
`
¹
¹
´
¦
e + < < + e = Z k k x k IR x S , 2
6
5
2
6
: t
t
t
t

Como resolver uma equação trigonométrica dp tipo
2
1
) cos( > x ? Vamos seguir o ideia
anterior ou seja visualizar a condição no circulo trigonométrico e veja asseguir:

y


60°


x

-60°

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A solução da inequação
2
1
) cos( > x é
)
`
¹
¹
´
¦
e + < < + ÷ e = Z k k x k IR x S , 2
3
2
3
: t
t
t
t

Como resolver inequação trigonométrica do tipo
3
3
) ( > x tg ?
A solução da inequação
3
3
) ( > x tg pode ser encontrada em vários troços , se for para visualizar
gráficamente.( esboce o gráfico da função ) (x tg y = e verifique a condição dada
3
3
) ( > x tg ).
Para | | t 2 ; 0 e x ,temos
2
3
6
7
2 6
t t t t
< < v < < x x
Usando circulo trigonométrico a solução geral da inequação trigonométrica encontrada é:

)
`
¹
¹
´
¦
e + < < + e = Z k k x k IR x S t
t
t
t
2 6
:












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Exercícios de consolidação
1.Dada as funções
|
.
|

\
|
÷ = x x f
3
1
sin 2 3 ) ( e ) 3 cos( 3 ) ( x x g ÷ =
a) Determine o contradomínio das funções.
b) Escreva a expressão dos máximos , minímos e periodo de ) ( ) ( x g e x f
c) Calcule a ordenada na origem d)Esboce o gráfico de ) ( ) ( x g e x f
2.Encontre o contradomínio , a ordenada na origem das funções seguintes:
a) ) 2 cos( 3 1 ) ( x x f ÷ = b) ) ( cos 3 1 ) (
2
x x f + = c) ) 2 sin( 3 1 ) ( x x f ÷ = d)
|
.
|

\
|
÷ = x x f
4
1
cos 3
3
2
) (
3.Considere a função real de variável real definida por : ) 12 3 cos( 2 5 ) ( + ÷ + = x x f
a) Determine o contradominio da função. b)Determine o período da função.
4. Para cada uma das funções determine o período e o contradomínio:
a) ) 6 cos( ) ( x x f t = b) ) 3 cos( 3 ) ( x x g t = c)
(
¸
(

¸

|
.
|

\
|
+ + ÷ = 2
3
sin 3 1 ) (
x
x h t
5.Calcule o domínio da funções:
a) ) 3 ( ) ( x tg x f = b)
|
.
|

\
|
+ ÷ =
3
1 ) (
2
t
x tg x g
6.Considere a função ) 2 cos( 3 ) ( x x f + = .
a) calcule
|
.
|

\
|
÷ +
|
.
|

\
|
3
5
6
t t
f f b) Encontre o domínio e o contradomínio de ) (x f
c)Simplifique
|
.
|

\
|
+
4
t
x f
7.Esboce no intervalo | | t t 2 ; 2 ÷ , os gráficos das seguintes funções:
a)
|
.
|

\
|
+ ÷ =
3
sin 2 ) (
t
x x f b)
|
.
|

\
|
÷ + ÷ =
3
sin 3 2 ) (
t
x x g
c) ) 2 cos( 1 ) ( t ÷ + = x x h d) ) cos( 3 ) ( x x i + ÷ =
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8.Demonstre as seguintes identidades:
a) ( )
2
) cos( ) sin( ) cos( ). sin( 2 1 x x x x + = + b)
( )
x
x x
x
cos 2
sin cos 1
) sin(
2
+ + ÷
=
c) ( ) ( ) 2 cos sin cos sin
2 2
= ÷ + + x x x x d) x x
x x
x x
cos . sin 1
cos sin
cos sin
3 3
÷ =
+
+

e)
x
tgx
x x cos
2
sin 1
1
sin 1
1
=
+
÷
÷
f)
) ( 1
) ( 2
) 2 sin(
2
x tg
x tg
x
+
=
9.Resolve as seguintes equações:
a)
2
1
) 3 sin( ÷ = x b)
2
2
4
2 sin =
|
.
|

\
|
÷
t
x c) ) sin( ) 3 sin( x x =
d) ( )
2
2
20 5 cos ÷ = ° + x d) 1
6
2 cos =
|
.
|

\
|
÷
t
x e) 1
6
2 cos ÷ =
|
.
|

\
|
÷
t
x
f)
2
1
3
2 cos =
|
.
|

\
|
+
t
x g) 3 ) 2 ( 3 ÷ = x tg h) 3 ) (
2
= x tg
i) 0
2
7
sin 2 1 =
|
.
|

\
|
+ ÷
t
x j) 0 ) 2 ( sin 2 ) 2 sin(
2
= ÷ x x l) 0
2
1
) 40 2 cos(
2
3
) sin( =
(
¸
(

¸

÷ ° +
(
¸
(

¸

÷ x x
m) 0 ) sin( 2 ) ( sin
2
= ÷ x x n) ) sin( ) 2 cos( x x ÷ = o) ) sin( ) 2 sin( x x ÷ =
10.Resolva as seguintes inequações:
a)
2
1
) sin( < x b)
2
1
2
2 sin >
|
.
|

\
|
÷
t
x c)
2
2
) 2 sin( > x d)
2
1
3
cos ÷ s
|
.
|

\
|
÷t
x

e)
2
3
) cos( 0 < < x f)
4
3
) 2 ( cos
2
s x g)
4
1
1 ) ( sin
2
1
2
s ÷ < ÷ x h) 1 ) 2 ( > x tg
i) 3 ) ( > x tg l) 1
4
>
|
.
|

\
|
÷
t
x tg m)
2
3
) sin( ÷ s x n) 0 ) 4 cos( > ÷t x
0) 0 1 ) sin( 3 ) ( sin 2
2
> + ÷ x x



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nós jogamos no sentido contrário” Page 146

11.Nos triângulos seguintes, calcule o valor de x e y.

a) b) 15°
y 60° 3 135°

x

45° 2
x

e) x d)
45°

3 2 100
30°
x
105°


12.As diagonais de um rectângulo medem 20 cm cada uma e forma um ângulo de 60°. Qual é a
área deste rectângulo.
13.Calcula a área de um losango de lado 8 dm e que tem um ângulo de 130°
14.Dado um ABC A ,a = 4 cm; b = 6 cm e ° =
.
120 C , calcule:
a) a área do triângulo b) o perímetro do ABC A

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