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Elementos Químicos - Wiki

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Elementos Químicos

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Conteúdo
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Introdução Elementar
Átomo Elemento químico Tabela periódica 1 1 7 10 15 15 31 35 39 42 45 51 55 60 65 69 73 77 83 92 101 106 114 117 122 129 133 137 142 148 160 170

Elementos Químicos
Hidrogénio Hélio Lítio Berílio Boro Carbono Azoto Oxigénio Flúor Néon Sódio Magnésio Alumínio Silício Fósforo Enxofre Cloro Árgon Potássio Cálcio Escândio Titânio Vanádio Crômio Manganês Ferro Cobalto

Níquel Cobre Zinco Gálio Germânio Arsênio Selênio Bromo Crípton Rubídio Estrôncio Ítrio Zircônio Nióbio Molibdênio Tecnécio Rutênio Ródio Paládio Prata Cádmio Índio (elemento químico) Estanho Antimônio Telúrio Iodo Xenônio Césio Bário Lantânio Cério Praseodímio Neodímio Promécio Samário Európio Gadolínio Térbio

174 178 184 191 195 198 202 207 211 215 219 223 227 231 235 238 243 247 251 254 260 265 268 273 277 281 285 288 293 297 301 305 309 313 316 320 324 328

Disprósio Hólmio Érbio Túlio Itérbio Lutécio Háfnio Tântalo (elemento químico) Tungstênio Rênio Ósmio Irídio Platina Ouro Mercúrio (elemento químico) Tálio Chumbo Bismuto Polônio Ástato Rádon Frâncio Rádio (elemento químico) Actínio Tório Protactínio Urânio Neptúnio Plutônio Amerício Cúrio Berquélio Califórnio Einstênio Férmio Mendelévio Nobélio Laurêncio

331 335 339 343 346 350 354 357 361 372 375 379 382 385 391 399 402 409 413 416 419 422 425 429 431 435 439 455 458 467 470 473 476 479 481 483 485 487

Rutherfórdio Dúbnio Seabórgio Bóhrio Hássio Meitnério Darmstácio Roentgênio Copernício Unúntrio Fleróvio Ununpêntio Livermório Ununséptio Ununóctio

489 490 492 493 495 496 498 499 501 503 504 506 508 510 512

Referências
Fontes e Editores da Página Fontes, Licenças e Editores da Imagem 515 521

Licenças das páginas
Licença 527

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Introdução Elementar
Átomo
O átomo é a menor partícula que ainda caracteriza um elemento químico.[1] Ele apresenta um núcleo com carga positiva (Z é a quantidade de prótons e "E" a carga elementar) que apresenta quase toda sua massa (mais que 99,9%) e Z elétrons determinando o seu tamanho.[2] Até fins do século XIX, era considerado a menor porção em que se poderia dividir a matéria. Mas nas duas últimas décadas daquele século, as descobertas do próton e do elétron revelaram o equívoco dessa ideia. Posteriormente, o reconhecimento do nêutron e de outras partículas subatômicas reforçou a necessidade de revisão do conceito de átomo.[3]

História
Os atomistas na antiga Grécia
Representação de um átomo de hélio.

Os atomistas, encabeçados por Demócrito e pelo seu professor Leucipo, pensavam que a matéria era constítuida por partículas minúsculas e invisíveis, os átomos (A-tomo),"Sem divisão". Achavam eles que se dividíssemos e voltássemos a dividir, alguma vez o processo havia de parar. Para Demócrito, a grande variedade de materiais na natureza provinha dos movimentos dos diferentes tipos de átomos que, ao se chocarem, formavam conjuntos maiores gerando diferentes corpos com características próprias. Algumas ideias de Demócrito sobre os átomos: • • • • • • • • • Água: formada por átomos ligeiramente esféricos (a água escoa facilmente). Terra: formada por átomos cúbicos (a terra é estável e sólida). Ar: formado por átomos em movimento turbilhonantes (o ar se movimenta - ventos). Fogo: formado por átomos pontiagudos (o fogo fere). Alma: formada pelos átomos mais lisos, mais delicados e mais ativos que existem. Respiração: era considerada troca de átomos, em que átomos novos substituem átomos usados. Sono: desprendimento de pequeno número de átomos do corpo. Coma: desprendimento de médio número de átomos do corpo. Morte: desprendimento de todos os átomos do corpo e da alma.

Os fundamentos de Demócrito para os átomos foram tomando corpo com o passar do tempo. Epicuro (341 a.C. aproximadamente 270 a.C.) complementou suas ideias ao sugerir que haveria um limite para o tamanho dos átomos, justificando assim, a razão de serem invisíveis. Mas, ainda assim, a teoria mais defendida era a de Aristóteles que acreditava que a matéria seria constituída de elementos da natureza como fogo, água, terra e ar que misturados em diferentes proporções, resultariam em propriedades físico-químicas diferentes.

Átomo

2

Evolução histórica da ideia de átomo
Modelo de Dalton
John Dalton, em 1803, tentando explicar o comportamento dos diversos gases da atmosfera e das misturas gasosas, retomou a hipótese atômica. Assim como Leucipo, Demócrito e Epicuro, Dalton acreditava que a matéria seria constituída por átomos indivisíveis e espaços vazios. Ele imaginou o átomo como uma pequena esfera, com massa definida e propriedades características. Dessa forma, todas as transformações químicas podiam ser explicadas pelo arranjo de átomos. Toda matéria é constituída por átomos. Esses são as menores partículas que a constituem; são indivisíveis e indestrutíveis, e não podem ser transformados em outros, nem mesmo durante os fenômenos químicos. Os átomos de um mesmo elemento químico são idênticos em massa e se comportam igualmente em transformações químicas. As transformações químicas ocorrem por separação e união de átomos. Isto é, os átomos de uma substância que estão combinados de um certo modo, separam-se, unindo-se novamente de uma outra maneira.

O modelo atômico de Thomson
O britânico Joseph John Thomson descobriu os elétrons em 1897 por meio de experimentos envolvendo raios catódicos em tubos de crookes. O tubo de crookes consiste-se em uma ampola que contém apenas vácuo e um dispositivo elétrico que faz os elétrons de qualquer material condutor saltar e formar feixes, que são os próprios raios catódicos. Thomson, ao estudar os raios catódicos, descobriu que estes são afetados por campos elétrico e magnético, e deduziu que a deflexão dos raios catódicos por estes campos são desvios de trajetória de partículas muito pequenas de carga negativa, os elétrons. Thomson propos que o átomo era, portanto, divisível, em partículas carregadas positiva e negativamente, contrariando o modelo indivisível O modelo atômico do "pudim de passas" de de átomo proposto por Dalton (e por atomistas na Antiga Grécia). O Thomson átomo consistiria de vários elétrons incrustados e embebidos em uma grande partícula positiva, como passas em um pudim. O modelo atômico do "pudim com passas" permaneceu em voga até a descoberta do núcleo atômico por Ernest Rutherford.

O modelo atômico de Rutherford
Em 1911, realizando experiências de bombardeio de lâminas de ouro com partículas alfa (partículas de carga positiva, liberadas por elementos radioativos), Rutherford fez uma importante constatação: a grande maioria das partículas atravessava diretamente a lâmina, algumas sofriam pequenos desvios e outras, em número muito pequeno (uma em cem mil), sofriam grandes desvios em sentido contrário. A partir dessas observações, Rutherford chegou às seguintes conclusões: • No átomo existem espaços vazios; a maioria das partículas o atravessava sem sofrer nenhum desvio. • No centro do átomo existe um núcleo muito pequeno e denso; algumas partículas alfa colidiam com esse núcleo e voltavam, sem atravessar a lâmina. • O núcleo tem carga elétrica positiva; as partículas alfa que passavam perto dele eram repelidas e, por isso, sofriam desvio em sua trajetória. Pelo modelo atômico de Rutherford, o átomo é constituído por um núcleo central, dotado de cargas elétricas positivas (prótons), envolvido por uma nuvem de cargas elétricas negativas (elétrons). Rutherford demonstrou, ainda, que praticamente toda a massa do átomo fica concentrada na pequena região do núcleo.

Átomo Dois anos depois de Rutherford ter criado o seu modelo, o cientista dinamarquês Niels Bohr o completou, criando o que hoje é chamado modelo planetário. Para Bohr, os elétrons giravam em órbitas circulares, ao redor do núcleo. Depois desses, novos estudos foram feitos e novos modelos atômicos foram criados. O modelo que representa o átomo como tendo uma parte central chamado núcleo, contendo prótons e nêutrons, serve para explicar um grande número de observações sobre os materiais.

3

O modelo atômico de Niels Bohr e a mecânica quântica
O modelo planetário de Niels Bohr foi um grande avanço para a comunidade científica, provando que o átomo não era maciço. Segundo a Teoria Eletromagnética, toda carga elétrica em movimento em torno de outra, perde energia em forma de ondas eletromagnéticas. E justamente por isso tal modelo gerou certo desconforto, pois os elétrons perderiam energia em forma de ondas eletromagnéticas, confinando-se no núcleo, tornando a matéria algo instável. Bohr, que trabalhava com Rutherford, propôs o seguinte modelo: o elétron orbitaria o núcleo em órbitas estacionárias, sem perder energia. Entre duas órbitas, temos as zonas proibidas de energia, pois só é permitido que o elétron esteja em uma delas. Ao receber um quantum, o elétron salta de órbita, não num movimento contínuo, passando pela área entre as órbitas (daí o nome zona proibida), mas simplesmente desaparecendo de uma órbita e reaparecendo com a quantidade exata de energia. Se um pacote com energia insuficiente para mandar o elétron para órbitas superiores encontrá-lo, nada ocorre. Mas se um fóton com a energia exata para que ele salte para órbitas superiores, certamente o fará, depois, devolvendo a energia absorvida em forma de ondas eletromagnéticas.

Estrutura
Os cientistas, por meio de técnicas avançadas, já perceberam a complexidade do átomo. Já comprovaram a presença de inúmeras partículas em sua constituição e desvendaram o comportamento dessas partículas. Mas para construir alguns conceitos que ajudam a entender a química do dia-a-dia, o modelo de átomo descrito por Rutherford-Bohr é suficiente. Na constituição dos átomos predominam os espaços vazios. O núcleo, extremamente pequeno, é constituído por prótons e nêutrons. Em torno dele, constituindo a eletrosfera, giram os elétrons.[4] O diâmetro da eletrosfera de um átomo é de 10,000 a 100,000 vezes maior que o diâmetro de seu núcleo, e sua estrutura interna pode ser considerada , para efeitos práticos, oca; pois para encher todo este espaço vazio de prótons e nêutrons (ou núcleos) necessitaríamos de um bilhão de milhões de núcleos…

Se o núcleo de um átomo fosse do tamanho de um limão com um raio de 3 cm, os elétrons mais afastados estariam cerca de 3 km de distância.

O átomo de hidrogênio é constituído por um só próton com um só elétron girando ao seu redor. O hidrogênio é o único elemento cujo átomo pode não possuir nêutrons. O elétron e o próton possuem, respectivamente, carga negativa e carga positiva, porém não a mesma massa.[5] O próton é 1836,11 vezes mais massivo que o elétron. Usando, como exemplo hipotético, um átomo de vinte prótons e vinte nêutrons em seu núcleo, e este estando em equilíbrio eletrodinâmico, terá vinte elétrons orbitando em suas camadas exteriores. Sua carga elétrica estará em perfeito equilíbrio eletrodinâmico, porém 99,97% de sua massa encontrar-se-á no núcleo. Apesar do núcleo conter praticamente toda a massa, seu volume em relação ao tamanho do átomo e de seus orbitais é minúsculo. O núcleo atômico mede em torno de (1 fm) centímetros de diâmetro, enquanto que o átomo mede cerca de centímetros (100 pm).

Átomo

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Principais características das partículas fundamentais
Massa
Determinar a massa de um corpo significa comparar a massa deste corpo com outra tomada como padrão. A unidade de massa tomada como padrão é o grama (g). Mas nós muitas vezes utilizamos o Quilograma, que equivale a 1000 vezes a massa de 1 g. Um exemplo disso é quando se diz que a massa de uma pessoa é 45 vezes a massa correspondente à do quilograma. Ou ainda: 45 kg = 45 x 1000 g = 45 000 g Como as partículas que constituem o átomo são extremamente pequenas, uma unidade especial teve que ser criada para facilitar a determinação de suas massas. Essa unidade, denominada unidade de massa atômica, é representada pela letra u. 1 u equivale a aproximadamente 1,66 · 10−27 kg (veja artigo Unidade de massa atômica). As massas do próton e do nêutron são praticamente iguais: medem cerca de 1 unidade de massa atômica. A massa do elétron é 1836 vezes menor que a do próton: essa massa é desprezível, porém é errado dizer que o elétron é desprovido dela.

Carga elétrica
O elétron é uma partícula dotada de carga elétrica negativa. A sua carga, que foi determinada experimentalmente em 1908, equivale a uma unidade de carga elétrica (1 ue). A carga do próton é igual à do elétron, só que de sinal contrário. O próton tem carga elétrica positiva. O nêutron não possui carga elétrica, como o seu nome indica, ele é neutro.

Interação atômica
Se tivermos dois átomos hipotéticos, cuja carga elétrica seja neutra, presume-se que estes não se afetarão mutuamente por causa da neutralidade da força electromagnética entre si. A distribuição de cargas no átomo se dá de forma diversa. A carga negativa é externa, a carga positiva é interna, isto ocorre por que os elétrons orbitam o núcleo. Quando aproximamos dois átomos, mesmo estando em perfeita neutralidade interna, estes se repelem, se desviam ou ricocheteiam. Exemplo típico ocorre no elemento hélio (He) onde seus átomos estão em eterno movimento de mútuo ricochete. Em temperatura ambiente, o gás hélio tem no movimento de seus átomos um rápido ricochete. Ao diminuir a temperatura, o movimento oscilatório diminui, o volume fica menor e a densidade aumenta. Chegaremos teoricamente num ponto em que o movimento de ricochete diminuirá tanto que não se poderá mais retirar energia deste. A este nível térmico, damos o nome de zero absoluto, este é –273,15 °C.

Força de Van der Waals
A carga eletrônica não se distribui de maneira uniforme, algumas partes da superfície atômica são menos negativas que outras. Em função disto, a carga positiva que se encontra no interior do átomo infiltrar-se-á pelas áreas menos negativas externas, por isso haverá uma débil atração eletrostática entre os dois átomos chamada de força de Van der Waals. Em baixíssima temperatura, os átomos de hélio movem-se muito lentamente, seu ricochete diminui a tal grau que é insuficiente para vencer as forças de Van der Waals, como o átomo de hélio é altamente simétrico, por este motivo as forças atuantes neste elemento são muito fracas. A contração do hélio ocorre e este acaba por se liquefazer a 4,3 graus acima do zero absoluto.

Átomo Nos demais gases presentes na natureza sua distribuição de cargas é menos simétrica que no hélio, as forças de Van der Waals são maiores ocasionando uma liquefação em temperaturas maiores.

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Atração atômica
Nas regiões externas dos átomos, a distribuição eletrônica se dá em camadas, sua estrutura apresenta a estabilidade máxima se estas estiverem completas. Com exceção do hélio e outros elementos com estabilidade e simetria semelhante, geralmente a camada mais exterior do átomo é incompleta, ou podem possuir excesso de elétrons. Em função disto pode haver a transferência de um ou dois elétrons do átomo em que estão em excesso, para o átomo em que estão em falta, deixando as camadas externas de ambos em equilíbrio. O átomo que recebe elétrons ganha carga negativa, e o que perdeu não equilibra totalmente sua carga nucléica, positiva. Ocorre então o aglutinamento atômico. Existe ainda o caso de dois átomos colidirem. Ocorrendo, há o compartilhamento eletrônico entre ambos que passam a ter suas camadas mais externas completas desde que permaneçam em contato.

Elementos químicos conhecidos
É importante ter em mente que, átomo, é uma entidade elementar. O conjunto de átomos que apresentam o mesmo número atômico (Z) é chamado de elemento químico. Desta forma, na Tabela Periódica dos Elementos, a idéia de entidade elementar é substituída pela idéia d É possível ter aproximadamente 10 sextilhões de átomos em uma casa (o algarismo 1 e 22 zeros à direita.[carece de
fontes?]

Ex.: Ao procurar pelo Carbono na Tabela Periódica, você deve saber que está procurando pelo Elemento Carbono e não pelo átomo de Carbono.

A Tabela Periódica dos Elementos
Grupo # Período 1 1 H 3 Li 4 Be 5 B 13 Al 23 V 24 25 26 Cr Mn Fe 44 Ru 76 Os 27 Co 45 Rh 77 Ir 28 Ni 29 30 31 Cu Zn Ga 49 In 81 Tl 6 C 14 Si 32 Ge 50 Sn 82 Pb 7 N 15 P 33 As 51 Sb 83 Bi 8 O 16 S 34 Se 52 Te 84 Po 9 F 17 Cl 35 Br 53 I 85 At 2 He 10 Ne 18 Ar 36 Kr 54 Xe 86 Rn 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18

2

3

11 12 Na Mg 19 20 21 22 K Ca Sc Ti 37 38 Rb Sr 55 56 Cs Ba

4

5

39 40 41 42 43 Y Zr Nb Mo Tc * 72 73 Hf Ta 74 W 75 Re

46 47 48 Pd Ag Cd 78 79 80 Pt Au Hg

6

7

87 88 ** 104 105 106 107 108 109 110 111 112 113 114 115 116 (117) 118 Fr Ra Rf Db Sg Bh Hs Mt Ds Rg Cn Uut Fl Uup Lv (Uus) Uuo 64 65 66 67 Gd Tb Dy Ho 68 Er 69 70 Tm Yb 71 Lu 103 Lr

* Lantanídios 57 58 59 60 61 62 63 La Ce Pr Nd Pm Sm Eu ** Actinídios 89 90 91 Ac Th Pa 92 U

93 94 95 96 97 98 Np Pu Am Cm Bk Cf

99 100 101 102 Es Fm Md No

Átomo

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Séries químicas da tabela periódica
Metais alcalinos2
1 2 3

Metais alcalinoterrosos2

Metais de transição2

Lantanídios1, Actinídios1,
2 2

Metais representativos

Semimetais

Não metais

Halogênios3

Gases nobres3

Actinídios e lantanídios são conhecidos coletivamente como “metais terrosos raros”. Metais alcalinos, metais alcalinoterrosos, metais de transição, actinídios e lantanídios são conhecidos coletivamente como “metais”. Halogênios e gases nobres também são não metais.

Estado físico do elemento nas Condições Normais de Temperatura e Pressão (CNTP) • • • • aqueles com o número atômico em preto são sólidos nas CNTP. aqueles com o número atômico em verde são líquidos nas CNTP; aqueles com o número atômico em vermelho são gases nas CNTP; aqueles com o número atômico em cinza têm estado físico desconhecido.

Ocorrência natural • • • • Borda sólida indica existência de isótopo mais antigo que a Terra (elemento primordial). Borda tracejada indica que o elemento surge do decaimento de outros. Borda pontilhada indica que o elemento é produzido artificialmente (elemento sintético). A cor mais clara indica elemento ainda não descoberto.

Moléculas
Uma vez partilhados eletronicamente os átomos podem possuir entre si uma ligação tão forte que para separá-los é necessária uma quantidade razoável de energia, portanto, permanecem juntos. Estas combinações são chamadas de moléculas, nome derivado do latim que significa pequeno objeto. Nem sempre dois átomos em contato são suficientes para ter estabilidade, havendo necessidade de uma combinação maior para tê-la. Para formar uma molécula de hidrogênio são necessários dois átomos deste elemento, uma molécula de oxigênio, necessita de dois átomos de oxigênio, e assim sucessivamente. Para a formação de uma molécula de água são necessários dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio; metano, necessita de um átomo de carbono e quatro de hidrogênio; dióxido de carbono (bióxido), um carbono, e dois oxigênios e assim sucessivamente. Existem casos de moléculas serem formadas por uma grande quantidade de átomos, são as chamadas macromoléculas. Isto ocorre principalmente com compostos de carbono, pois o átomo de carbono pode partilhar elétrons com até quatro elementos diferentes simultaneamente. Logo, pode ser possível a constituição de cadeias, anéis, e ligações entre estas moléculas longas, que são a base da chamada química orgânica. Essa é a base das moléculas que caracterizam o tecido vivo, ou seja, a base da vida. Quanto maior a molécula e menos uniforme a distribuição de sua carga elétrica, mais provável será a reunião de muitas moléculas e a formação de substâncias líquidas ou sólidas. Os sólidos são mantidos fortemente coesos pelas interações eletromagnéticas dos elétrons e prótons e entre átomos diferentes e entre moléculas diferentes. Em algumas ligações atômicas onde os elétrons podem ser transferidos formam-se os chamados cristais (substâncias iônicas). Nestes, os átomos podem estar ligados em muitos milhões, formando padrões de grande uniformidade. No átomo, sua interação nuclear diminui à medida que aumenta a distância. As moléculas da água por exemplo são chamadas de aguacormicas.
[1] Algo Sobre. Átomo (http:/ / www. algosobre. com. br/ fisica/ atomo. html). Página visitada em 2 de março de 2012.

Átomo
[2] IUPAC Compendium of Chemical Terminology, Electronic version, Atom. Disponível em: <http://goldbook.iupac.org/A00493.html>. Acesso em: 11 abr. 2008. [3] UOL Educação. Átomos (http:/ / educacao. uol. com. br/ ciencias/ atomos-2-o-que-e-o-atomo-e-quais-sao-suas-caracteristicas. jhtm). Página visitada em 2 de março de 2012. [4] Ciência na Mão - USP. Do que São Formados os átomos? (http:/ / www. cienciamao. usp. br/ tudo/ exibir. php?midia=t2k& cod=_quimica_qui37). Página visitada em 2 de março de 2012. [5] Guia Heu. Átomos (http:/ / www. guia. heu. nom. br/ atomos. htm). Página visitada em 2 de março de 2012.

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Elemento químico
Denomina-se elemento químico, como um conjunto de átomos que possuem mesmo número de prótons em seu núcleo, ou seja, o mesmo número atômico (Z). O termo elemento químico pode se referir também a um elementos fundamentais da matéria, que não podem decompor-se em substâncias mais simples por métodos químicos, ou seja, elementos indivisíveis.[1] Este último conceito algumas vezes é chamado de substância elementar, diferindo da primeira definição, mas muitas vezes, o mesmo conceito é usado em ambos os casos. Ex.: • Oxigênio é o elemento químico constituído por todos os átomos que possuem número atômico 8, isto é, com oito prótons.
O urânio é um elemento químico natural e radioativo.

• Cálcio é o elemento químico constituído por todos os átomos que possuem número atômico 20, isto é, com vinte prótons. Dessa forma, o número atômico é característica de cada elemento químico, sendo como seu número de identificação. Oficialmente são conhecidos 112 elementos químicos, atualmente. Dentre esses, 91 são naturais e 21 são artificiais.

Elementos naturais e sintéticos
Elementos naturais
São os elementos químicos encontrados na natureza. Onde são conhecidos 91 elementos naturais, tendo em sua maioria número atômico menores que 92 (número referente ao elemento químico urânio com Z = 92). Porem o: Tecnécio (Tc), de número atômico 43; Promécio (Pm), de número atômico 61, e; Astato (At), de número atômico 85, também são elementos artificiais.

Elementos sintéticos
São os elementos cujos átomos são produzidos artificialmente/sinteticamente (em laboratórios). Os elementos com número atômico superior ao do urânio (Z > 92) são todos artificiais (elementos transurânicos). Ver: radioatividade

Elemento químico

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Ocorrência
Alguns elementos químicos como ouro, platina, cobre, gases nobres e outros, existem em estado natural. Entretanto, a maioria ocorre combinado com outros elementos constituindo os compostos químicos como, por exemplo, hidrogênio e oxigênio constituindo a água.

Simbologia ou Representação
Cada elemento químico, natural ou sintetizado, é representado por um símbolo que o identifica graficamente, adotado de acordo com critérios internacionais. Sendo que esses símbolos são reconhecidos em qualquer lugar, independente de idioma.[2] Desde o tempo dos alquimistas os elementos químicos conhecidos já eram representados por símbolos. Por exemplo: o ouro era identificado pelo símbolo do Sol e a prata pelo símbolo da Lua. Atualmente adota-se o método de J. J. Berzelius sugerido em 1811: • Os símbolos são adotados internacionalmente. Qualquer que seja a língua ou alfabeto o símbolo é o mesmo. • Os símbolos dos elemento químicos são abreviaturas de seus nomes em Grego e em Latin, sempre tendo a primeira letra maiúscula e, quando necessário, as outras em minúscula.

Elementos transférmios
Terminando com trinta anos de controvérsias, a IUPAC através do CNIC (Committee en Nomenclature of Inorganic Chemistry) comunicou, em 30 de agosto de 1997, que os nomes e os símbolos dos elementos transférmios (número atômico maior que o do férmio) seriam: • • • • • • • • • • • • 101 - Mendelevium (Mendelévio) - Md 102 - Nobelium (Nobélio) - No 103 - Lawrencium (Laurêncio) - Lr 104 - Rutherfordium (Rutherfórdio) - Rf 105 - Dubnium (Dúbnio) - Db 106 - Seaborgium (Seabórgio) - Sg 107 - Bhorium (Bóhrio) - Bh 108 - Hassium (Hássio) - Hs 109 - Meitnerium (Meitnério) - Mt 110 - Darmstadtium (Darmstádio) - Ds 111 - Roentgenium - (Roentgênio) - Rg 112 - Copernicium - (Copernício) - Cn

Os isótopos com números atômicos superiores a 112 ainda não foram nomeados permanentemente, mas têm nomes provisórios: • • • • • • 113 - Ununtrium - (Unúntrio) - Uut 114 - Ununquadium - (Ununquádio) - Uuq 115 - Ununpentium - (Ununpêntio) - Uup 116 - Ununhexium - (Unun-héxio) - Uuh 117 - Ununseptium - (Ununséptio) - Uus 118 - Ununóctio - (Ununóctio) - Uuo

Elemento químico

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Tabela periódica
Todos os elementos químicos estão organizados em uma tabela, denominada periódica, segundo dois critérios: • Em ordem crescente dos números atômicos, e; • Aqueles que apresentam propriedades semelhantes na mesma coluna vertical. Os elementos aparecem dispostos na tabela representados por um símbolo, refrente ao nome, acompanhado do número atômico e número de massa.
Grupo # Período 1 1 H 3 Li 4 Be 5 B 13 Al 23 V 24 25 26 Cr Mn Fe 44 Ru 76 Os 27 Co 45 Rh 77 Ir 28 Ni 29 30 31 Cu Zn Ga 49 In 81 Tl 6 C 14 Si 32 Ge 50 Sn 82 Pb 7 N 15 P 33 As 51 Sb 83 Bi 8 O 16 S 34 Se 52 Te 84 Po 9 F 17 Cl 35 Br 53 I 85 At 2 He 10 Ne 18 Ar 36 Kr 54 Xe 86 Rn 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18

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11 12 Na Mg 19 20 21 22 K Ca Sc Ti 37 38 Rb Sr 55 56 Cs Ba

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39 40 41 42 43 Y Zr Nb Mo Tc * 72 73 Hf Ta 74 W 75 Re

46 47 48 Pd Ag Cd 78 79 80 Pt Au Hg

6

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87 88 ** 104 105 106 107 108 109 110 111 112 113 114 115 116 (117) 118 Fr Ra Rf Db Sg Bh Hs Mt Ds Rg Cn Uut Fl Uup Lv (Uus) Uuo 64 65 66 67 Gd Tb Dy Ho 68 Er 69 70 Tm Yb 71 Lu 103 Lr

* Lantanídios 57 58 59 60 61 62 63 La Ce Pr Nd Pm Sm Eu ** Actinídios 89 90 91 Ac Th Pa 92 U

93 94 95 96 97 98 Np Pu Am Cm Bk Cf

99 100 101 102 Es Fm Md No

Séries químicas da tabela periódica
Metais alcalinos2
1 2 3

Metais alcalinoterrosos2

Metais de transição2

Lantanídios1, Actinídios1,
2 2

Metais representativos

Semimetais

Não metais

Halogênios3

Gases nobres3

Actinídios e lantanídios são conhecidos coletivamente como “metais terrosos raros”. Metais alcalinos, metais alcalinoterrosos, metais de transição, actinídios e lantanídios são conhecidos coletivamente como “metais”. Halogênios e gases nobres também são não metais.

Estado físico do elemento nas Condições Normais de Temperatura e Pressão (CNTP) • • • • aqueles com o número atômico em preto são sólidos nas CNTP. aqueles com o número atômico em verde são líquidos nas CNTP; aqueles com o número atômico em vermelho são gases nas CNTP; aqueles com o número atômico em cinza têm estado físico desconhecido.

Ocorrência natural • Borda sólida indica existência de isótopo mais antigo que a Terra (elemento primordial). • Borda tracejada indica que o elemento surge do decaimento de outros. • Borda pontilhada indica que o elemento é produzido artificialmente (elemento sintético).

Elemento químico • A cor mais clara indica elemento ainda não descoberto.
[1] Elementos Químicos (http:/ / www. infopedia. pt/ $elemento-quimico). Infopedia Porto Editora. [2] Elementos Químicos (http:/ / www. brasilescola. com/ quimica/ elementos-quimicos. htm). Brasil Escola.

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Ligações externas
• Elementos quimicos (http://www.tabelaperiodicacompleta.com/elementos-quimicos) (em português brasileiro) • Tabela Periódica Oficial da IUPAC (http://www.iupac.org/reports/periodic_table/ IUPAC_Periodic_Table-3Oct05-CI.pdf) (em inglês) • Aplicação gperiodic para GNU/Linux (http://gperiodic.seul.org/) (em inglês) • Elementos químicos (http://www.chemicalelements.com) (em inglês)

Tabela periódica
A tabela periódica dos elementos químicos é a disposição sistemática dos elementos, na forma de uma tabela, em função de suas propriedades. São muito úteis para se preverem as características e tendências dos átomos. Permite, por exemplo, prever o comportamento de átomos e das moléculas deles formadas, ou entender porque certos átomos são extremamente reativos enquanto outros são praticamente inertes. Permite prever propriedades como eletronegatividade, raio iônico, energia de ionização.

História
A tabela periódica consiste num ordenamento dos elementos conhecidos de acordo com as suas propriedades físicas e químicas, em que os elementos que apresentam as propriedades semelhantes são dispostos em colunas. Este ordenamento foi proposto pelo químico russo Dmitri Mendeleiev , substituindo o ordenamento pela massa atômica. Ele publicou a tabela periódica em seu livro Princípios da Química em 1869, época em que eram conhecidos apenas cerca de 60 elementos químicos. Em 1789, Antoine Lavoisier publicou uma lista de 33 elementos químicos. Embora Lavoisier tenha agrupado os elementos em gáses, metais, não-metais e terras, os químicos passaram o século seguinte à procura de um esquema de construção mais precisa. Em 1829, Johann Wolfgang Döbereiner observou que muitos dos elementos poderiam ser agrupados em tríades (grupos de três) com base em suas propriedades químicas. Lítio, sódio e potássio, por exemplo, foram agrupados como sendo metais suaves e reativos. Döbereiner observou também que, quando organizados por peso atômico, o segundo membro de cada tríade tinha aproximadamente a média do primeiro e do terceiro.[1] Isso ficou conhecido como a lei das tríades.[carece de fontes?] O químico alemão Leopold Gmelin trabalhou com esse sistema e por volta de 1843 ele tinha identificado dez tríades, três grupos de quatro, e um grupo de cinco. Jean Baptiste Dumas publicou um trabalho em 1857 descrevendo as relações entre os diversos grupos de metais. Embora houvesse diversos químicos capazes de identificar relações entre pequenos grupos de elementos, não havia ainda um esquema capaz de abranger todos eles.[1]

Tabela periódica O químico alemão August Kekulé havia observado em 1858 que o carbono tem uma tendência de ligar-se a outros elementos em uma proporção de um para quatro. O metano, por exemplo, tem um átomo de carbono e quatro átomos de hidrogênio. Este conceito tornou-se conhecido como valência. Em 1864, o também químico alemão Julius Lothar Meyer publicou uma tabela com os 49 elementos conhecidos organizados pela valência. A tabela revelava que os elementos com propriedades semelhantes frequentemente partilhavam a mesma valência.[2] O químico inglês John Newlands publicou uma série de trabalhos em 1864 e 1865 que descreviam sua tentativa de classificar os elementos: quando listados em ordem crescente de peso atômico, semelhantes propriedades físicas e químicas retornavam em intervalos de oito, que ele comparou a oitavas de músicas.[3][4] Esta lei das oitavas, no entanto, foi ridicularizada por seus contemporâneos.[5] O professor de química russo Dmitri Ivanovich Mendeleiev e Julius Lothar Meyer publicaram de forma independente as suas tabelas periódicas em 1869 e 1870, respectivamente. Ambos construíram suas tabelas de forma semelhante: listando os elementos de uma linha ou coluna em ordem de peso atômico e iniciando uma nova linha ou coluna quando as características dos elementos começavam a se repetir.[6] O sucesso da tabela de Mendeleiev surgiu a partir de duas decisões que ele tomou: a primeira foi a de deixar lacunas na tabela quando parecia que o elemento correspondente ainda não tinha sido descoberto.[7] Mendeleiev não fora o primeiro químico a fazê-lo, mas ele deu um passo adiante ao usar as tendências em sua tabela periódica para predizer as propriedades desses elementos em falta, como o gálio e o germânio.[8] A segunda decisão foi ocasionalmente ignorar a ordem sugerida pelos pesos atômicos e alternar elementos adjacentes, tais como o cobalto e o níquel, para melhor Retrato de Dmitri Mendeleiev. classificá-los em famílias químicas. Com o desenvolvimento das teorias de estrutura atômica, tornou-se aparente que Mendeleev tinha, inadvertidamente, listado os elementos por ordem crescente de número atômico.[9] Com o desenvolvimento da modernas teorias mecânica quânticas de configuração de eletrons dentro de átomos, ficou evidente que cada linha (ou período) na tabela correspondia ao preenchimento de um nível quântico de elétrons. Na tabela original de Mendeleiev, cada período tinha o mesmo comprimento. No entanto, porque os átomos maiores têm sub-níveis, tabelas modernas têm períodos cada vez mais longos na parte de baixo da tabela.[10] Em 1913, através do trabalho do físico inglês Henry G. J. Moseley, que mediu as frequências de linhas espectrais específicas de raios X de um número de 40 elementos contra a carga do núcleo (Z), pôde-se identificar algumas inversões na ordem correta da tabela periódica, sendo, portanto, o primeiro dos trabalhos experimentais a ratificar o modelo atômico de Bohr. O trabalho de Moseley serviu para dirimir um erro em que a Química se encontrava na época por desconhecimento: até então os elementos eram ordenados pela massa atômica e não pelo número atômico. Nos anos que se seguiram após a publicação da tabela periódica de Mendeleiev, as lacunas que ele deixou foram preenchidas quando os químicos descobriram mais elementos químicos. O último elemento de ocorrência natural a ser descoberto foi o frâncio (referido por Mendeleiev como eka-césio) em 1939.[11] A tabela periódica também cresceu com a adição de elementos sintéticos e transurânicos. O primeiro elemento transurânico a ser descoberto foi o netúnio, que foi formado pelo bombardeamento de urânio com nêutrons num ciclotron em 1939.[12]

11

Tabela periódica

12

Estrutura da tabela periódica
Grupo # Período 1 1 H 3 Li 4 Be 5 B 13 Al 23 V 24 25 26 Cr Mn Fe 44 Ru 76 Os 27 Co 45 Rh 77 Ir 28 Ni 29 30 31 Cu Zn Ga 49 In 81 Tl 6 C 14 Si 32 Ge 50 Sn 82 Pb 7 N 15 P 33 As 51 Sb 83 Bi 8 O 16 S 34 Se 52 Te 84 Po 9 F 17 Cl 35 Br 53 I 85 At 2 He 10 Ne 18 Ar 36 Kr 54 Xe 86 Rn 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18

2

3

11 12 Na Mg 19 20 21 22 K Ca Sc Ti 37 38 Rb Sr 55 56 Cs Ba

4

5

39 40 41 42 43 Y Zr Nb Mo Tc * 72 73 Hf Ta 74 W 75 Re

46 47 48 Pd Ag Cd 78 79 80 Pt Au Hg

6

7

87 88 ** 104 105 106 107 108 109 110 111 112 113 114 115 116 (117) 118 Fr Ra Rf Db Sg Bh Hs Mt Ds Rg Cn Uut Fl Uup Lv (Uus) Uuo 64 65 66 67 Gd Tb Dy Ho 68 Er 69 70 Tm Yb 71 Lu 103 Lr

* Lantanídios 57 58 59 60 61 62 63 La Ce Pr Nd Pm Sm Eu ** Actinídios 89 90 91 Ac Th Pa 92 U

93 94 95 96 97 98 Np Pu Am Cm Bk Cf

99 100 101 102 Es Fm Md No

Séries químicas da tabela periódica
Metais alcalinos2
1 2 3

Metais alcalinoterrosos2

Metais de transição2

Lantanídios1, Actinídios1,
2 2

Metais representativos

Semimetais

Não metais

Halogênios3

Gases nobres3

Actinídios e lantanídios são conhecidos coletivamente como “metais terrosos raros”. Metais alcalinos, metais alcalinoterrosos, metais de transição, actinídios e lantanídios são conhecidos coletivamente como “metais”. Halogênios e gases nobres também são não metais.

Estado físico do elemento nas Condições Normais de Temperatura e Pressão (CNTP) • • • • aqueles com o número atômico em preto são sólidos nas CNTP. aqueles com o número atômico em verde são líquidos nas CNTP; aqueles com o número atômico em vermelho são gases nas CNTP; aqueles com o número atômico em cinza têm estado físico desconhecido.

Ocorrência natural • • • • Borda sólida indica existência de isótopo mais antigo que a Terra (elemento primordial). Borda tracejada indica que o elemento surge do decaimento de outros. Borda pontilhada indica que o elemento é produzido artificialmente (elemento sintético). A cor mais clara indica elemento ainda não descoberto.

A tabela periódica relaciona os elementos em linhas denominadas períodos e colunas chamadas grupos ou famílias, em ordem crescente de seus números atômicos (Z).

Tabela periódica

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Períodos
Os elementos de um mesmo período têm o mesmo número de camadas eletrônicas, que corresponde ao número do período. Os elementos conhecidos até o cobre tem sete períodos, denominados conforme a sequência de letras K-Q, ou também de acordo com o número quântico principal- n. Os períodos são: • • • • • • • (1ª) camada K - n = 2s (2ª) Camada L - n = 8s (3ª) Camada M - n = 18s (4ª) Camada N - n = 32s (5ª) Camada O - n = 32s (6ª) Camada P - n = 18s (7ª) Camada Q - n = 2 à 8s

Grupos
Antigamente, chamavam-se "famílias". Os elementos do mesmo grupo têm o mesmo número de elétrons na camada de valência (camada mais externa). Assim, os elementos do mesmo grupo possuem comportamento químico semelhante. Existem 18 grupos sendo que o elemento químico hidrogênio é o único que não se enquadra em nenhuma família e está localizado em sua posição apenas por ter número atômico igual a 1, isto é, como tem apenas um elétron na última camada, foi colocado no Grupo 1, mesmo sem ser um metal.Na tabela os grupos são as linhas verticais (de cima para baixo)

Classificações dos elementos
Dentro da tabela periódica, os elementos químicos também podem ser classificados em conjuntos, chamados de séries químicas, de acordo com sua configuração eletrônica: • • • • Elementos representativos: pertencentes aos grupos 1, 2 e dos grupos de 13 a 17. Elementos (ou metais) de transição: pertencentes aos grupos de 3 a 12. Elementos (ou metais) de transição interna: pertencentes às séries dos lantanídios e dos actinídios. Gases nobres: pertencentes ao grupo 18.

Além disso, podem ser classificados de acordo com suas propriedades físicas nos grupos a seguir: • Metais; • Semimetais ou metalóides (termo não mais usado pela IUPAC: os elementos desse grupo distribuíram-se entre os metais e os ametais); • Ametais (ou não-metais); • Gases nobres; • Hidrogênio.
[1] Ball, p. 100 [2] Ball, p. 101 [3] Newlands, John A. R.. (1864-08-20). " On Relations Among the Equivalents (http:/ / web. lemoyne. edu/ ~giunta/ EA/ NEWLANDSann. HTML#newlands3)". Chemical News 10: 94–95. [4] Newlands, John A. R.. (1865-08-18). " On the Law of Octaves (http:/ / web. lemoyne. edu/ ~giunta/ EA/ NEWLANDSann. HTML#newlands4)". Chemical News 12. [5] Bryson, Bill. A Short History of Nearly Everything. London: Black Swan, 2004. 141–142 p. ISBN 9780552151740 [6] Ball, pp. 100–102 [7] Pullman, p. 227 [8] Ball, p. 105 [9] Atkins, p. 87 [10] Ball, p. 111

Tabela periódica
[11] Adloff, Jean-Pierre; Kaufman, George B. (2005-09-25). Francium (Atomic Number 87), the Last Discovered Natural Element (http:/ / chemeducator. org/ sbibs/ s0010005/ spapers/ 1050387gk. htm). The Chemical Educator 10 (5). Página acessada em 26-03-2007. [12] Ball, p. 123

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Bibliografia
• • • • • SANTOS FILHO, Pedro F. "Estrutura atômica & ligação química", Campinas: UNICAMP, 1999. POLITI, Elie. "Química: curso completo", 2 ed., São Paulo: Moderna, 1992. GEWANDSNAJDER, Fernando. "Ciências, matéria e energia". 2ª ed., São Paulo: Ática, 2006. Atkins, P. W.. The Periodic Kingdom. [S.l.]: HarperCollins Publishers, Inc., 1995. ISBN 0-465-07265-8 Ball, Philip. The Ingredients: A Guided Tour of the Elements. [S.l.]: Oxford University Press, 2002. ISBN
0-19-284100-9

• Brown, Theodore L.; LeMay, H. Eugene; Bursten, Bruce E.. Chemistry:The Central Science. 10th ed. [S.l.]: Prentice Hall, 2005. ISBN 0-13-109686-9 • Pullman, Bernard. The Atom in the History of Human Thought. [S.l.]: Oxford University Press, 1998. ISBN
0-19-515040-6

Ligações externas
• • • • • Tabela Periódica Completa (http://www.tabelaperiodicacompleta.com/) (em português) Tabela periódica dinâmica (http://www.ptable.com/?lang=pt) (em português) IUPAC - Últimas atualizações e recomendações (http://www.iupac.org/reports/periodic_table/) (em inglês) Webelements - Site com informações e fotos de todos os elementos (http://www.webelements.com) (em inglês) Alguns aspectos históricos da classificação periódica dos elementos (http://www.scielo.br/pdf/qn/v20n1/ 4922.pdf) (em português) • Periodic Tabla Printmaking Project (http://azuregrackle.com/periodictable/table/) Softwares: • Aplicação Gperiodic para GNU/Linux (http://gperiodic.seul.org/) (em inglês) • Programa freeware da Tabela Periódica para dowload (sem instalação) (http://shdo.com.br/softwares/) (em português)

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Elementos Químicos
Hidrogénio
Hidrogênio

← Hidrogênio → Hélio↑ H↓ LítioTabela completa • Tabela estendida

1

H

Aparência Gás incolor com brilho roxo no estado de plasma.

Linhas espectrais do hidrogénio. Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Número CAS Hidrogênio, H, 1 Não-metal 1 (IA), 1, s 0,0899 kg/m3, não apresenta 1333-74-0 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Raio de Van der Waals Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação 1,00794(7) u 25(53) pm 37 pm 120 pm 1s1 1 (ver imagem) 1 (anfótero)

Hidrogénio

16
Estrutura cristalina hexagonal Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Volume molar Pressão de vapor Velocidade do som Classe magnética Susceptibilidade magnética gasoso 14,025 K 20,268 K 0,05868 kJ/mol 0,44936 kJ/mol 11,42×10-6 m3/mol 209 Pa a 23 K 1270 m/s a 20 °C diamagnético -2,2x10-9 Diversos Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade elétrica Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2,2 14304 J/(kg·K) 106 S/m 0,1815 W/(m·K) 1312 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN Meia-vida MD MeV
1

PD

H 99,985% H 0,015%

estável com 0 neutrões estável com 1 neutrões 12,33 a ßn 0,019 2,910
3

2

3

H sintético

He He

4

H sintético 9,93·10-23 s

3

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O hidrogénio (português europeu) ou hidrogênio (português brasileiro) (pronuncia-se /idɾɔˈʒɛniu/ ou /idɾɔˈʒeniu/ de hidro + génio/gênio, ou do fr. hidrogène e admitindo-se a grafia dupla pelo acordo ortográfico[1]) é um elemento químico com número atómicoPE ou atômico PB 1 e representado pelo símbolo H. Com uma massa atómica de aproximadamente 1,0 u, o hidrogênio é o elemento menos denso. Ele geralmente apresenta-se em sua forma molecular, formando o gás diatômico (H2) nas CNTP. Este gás é inflamável, incolor, inodoro, não-metálico e insolúvel em água.[2] O elemento hidrogénio, por possuir propriedades distintas, não se enquadra claramente em nenhum grupo da tabela periódica, sendo muitas vezes colocado no grupo 1 (ou família 1A) por possuir apenas 1 próton. O hidrogénio é o mais abundante dos elementos químicos, constituindo aproximadamente 75% da massa elementar do Universo.[3] Estrelas na sequência principal são compostas primariamente de hidrogénio em seu estado de plasma. O Hidrogénio elementar é relativamente raro na Terra, e é industrialmente produzido a partir de hidrocarbonetos presentes no gás natural, tais como metano, após o qual a maior parte do hidrogénio elementar é usada "em

Hidrogénio cativeiro" (o que significa localmente no lugar de produção). Os maiores mercados do mundo usufruem do uso do hidrogénio para o aprimoramento de combustíveis fósseis (no processo de hidrocraqueamento) e na produção de amoníaco (maior parte para o mercado de fertilizantes). O hidrogénio também pode ser obtido por meio da eletrólise da água, porém, este processo é atualmente dispendioso, o que privilegia sua obtenção a partir do gás natural.[4] O isótopo do hidrogênio que possui maior ocorrência, conhecido como prótio, é formado por um único próton e nenhum nêutron. Em compostos iônicos pode ter uma carga positiva (se tornando um cátion) ou uma carga negativa (se tornando o ânion conhecido como hidreto). Também pode formar outros isótopos, como o deutério, com apenas um nêutron, e o trítio, com dois nêutrons. Em 2001, foi criado em laborário o isótopo 4H e, a partir de 2003, foram sintetizados os isótopos 5H até 7H.[5][6] O elemento hidrogênio forma compostos com a maioria dos elementos, está presente na água e na maior parte dos compostos orgânicos. Possui um papel particularmente importante na química ácido-base, na qual muitas reações envolvem a troca de prótons entre moléculas solúveis. Como o único átomo neutro pelo qual a Equação de Schrödinger pode ser resolvida analiticamente; o estudo energético e de ligações do átomo hidrogênio teve um papel principal no desenvolvimento da mecânica quântica. A solubilidade e características do hidrogênio com vários metais são muito importantes na metalurgia (uma vez que muitos metais podem sofrer fragilidade em sua presença)[7] e no desenvolvimento de maneiras seguras de estocá-lo para uso como combustível.[8] É altamente solúvel em diversos compostos que possuem Terras-raras e metais de transição[9] e pode ser dissolvido tanto em metais cristalinos e amorfos.[10] A solubilidade do hidrogênio em metais é influenciada por distorções ou impurezas locais na estrutura cristalina do metal.[11]

17

História
Descoberta e uso
O gás hidrogênio, H2, foi o primeiro produzido artificialmente e formalmente descrito por T. Von Hohenheim (também conhecido como Paracelso, 1493–1541) por meio da reação química entre metais e ácidos fortes.[12] Paracelso não tinha o conhecimento de que o gás inflamável produzido por esta reação química era constituído por um novo elemento químico. Em 1671, Robert Boyle redescobriu e descreveu a reação entre limalhas de ferro e ácidos diluídos, o que resulta na produção de gás hidrogênio.[13] Em 1766, Henry Cavendish foi o primeiro a reconhecer o gás hidrogênio como uma discreta substância, ao identificar o gás de uma reação ácido-metal como "ar Dirigível Hindenburg, 1936. inflamável" e descobrindo mais profundamente, em 1781, que o gás produz água quando queimado. A ele geralmente é dado o crédito pela sua descoberta como um elemento químico.[14][15] Em 1783, Antoine Lavoisier deu ao elemento o nome de hidrogênio (do grego υδρώ (hydro), água e γένος-ου (genes), gerar)[16] quando ele e Laplace reproduziram a descoberta de Cavendish, onde água é produzida quando hidrogênio é queimado.[15] Hidrogênio foi liquefeito pela primeira vez por James Dewar em 1898 ao usar resfriamento regenerativo e sua invenção se aproxima muito daquilo que conhecemos como garrafa térmica nos dias de hoje.[15] Ele produziu hidrogênio sólido no ano seguinte.[15] O deutério foi descoberto em dezembro de 1931 por Harold Urey, e o trítio foi preparado em 1934 por Ernest Rutherford, Marcus Oliphant, e Paul Harteck.[14] A água pesada, que possui deutério no lugar de hidrogênio regular na molécula de água, foi descoberta pela equipe de Urey em 1932.[15] François Isaac de Rivaz construiu o primeiro dispositivo de combustão interna movido por uma mistura de hidrogênio e oxigênio em 1806. Edward Daniel Clarke inventou o cano de sopro de gás hidrogênio em 1819. A lâmpada de Döbereiner e a Luminária Drummond foram inventadas em 1823.[15]

Hidrogénio O enchimento do primeiro balão com gás hidrogênio, foi documentado por Jacques Charles em 1783.[15] O hidrogênio provia a subida para a primeira maneira confiável de viagem aérea seguindo a invenção do primeiro dirigível decolado com hidrogênio em 1852, por Henri Giffard.[15] O conde alemão Ferdinand von Zeppelin promoveu a ideia de usar o hidrogênio em dirigíveis rígidos, que mais tarde foram chamados de Zeppelins; o primeiro dos quais teve seu voo inaugural em 1900.[15] Voos programados regularmente começaram em 1910 e com o surgimento da Primeira Guerra Mundial em agosto de 1914, eles haviam transportado 35.000 passageiros sem qualquer incidente sério. Dirigíveis levantados por hidrogênio foram usados como plataformas de observação e bombardeadores durante a guerra.[17] O primeiro cruzamento transatlântico sem escalas foi realizado pelo dirigível britânico R34 em 1919. Com o lançamento do Graf Zeppelin nos anos 1920, o serviço regular de passageiros prosseguiu até meados dos anos 1930 sem nenhum acidente. Com a descoberta de reservas de um outro tipo de gás leve nos Estados Unidos esse projeto deveria sofrer modificações, já que o outro elemento prometia um aumento na segurança, mas o governo dos E.U.A. se recusou a vender o gás para este propósito. Sendo assim, H2 foi usado no dirigível Hindenburg, o qual foi destruído em um incidente em pleno voo sobre New Jersey no dia 6 de maio de 1937.[15] O incidente foi transmitido ao vivo no rádio e filmado. A ignição do vazamento de hidrogênio foi atribuída como a causa do incidente, porém, investigações posteriores apontaram à ignição do revestimento de tecido aluminizado pela eletricidade estática.

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Papel na teoria quântica
Devido a sua estrutura atômica relativamente simples, consistindo somente de um próton e um elétron, o átomo de hidrogênio, junto com o Linhas do espectro de emissões do hidrogênio na região do visível. Estas são as quatro linhas visíveis da série de Balmer. espectro de luz produzido por ele ou absorvido por ele, foi de suma importância ao desenvolvimento da teoria da estrutura atômica.[18] Além disso, a simplicidade correspondente da molécula de hidrogênio e o cátion correspondente H2+ permitiu um total entendimento da natureza da ligação química, que seguiu pouco depois do tratamento mecânico quântico do átomo de hidrogênio ter sido desenvolvimento na metade dos anos 1920. Um dos primeiros efeitos quânticos a ser explicitamente notado (mas não entendido naquela época) foi a observação de Maxwell envolvendo hidrogênio, meio século antes da teoria da mecânica quântica completa aparecer. Maxwell observou que o calor específico de H2 inexplicavelmente se afasta daquele de um gás diatômico abaixo da temperatura ambiente e começa a parecer gradativamente com aquele de um gás monoatômico em temperaturas criogênicas. Segundo a teoria quântica, este comportamento surge do espaçamento dos níveis de energia rotativos (quantificados), os quais são particularmente bem espaçados em H2 por causa de sua reduzida massa. Estes níveis largamente espaçados inibem partições iguais da energia de calor em movimentos rotativos em hidrogênio sob baixas temperaturas. Gases diatômicos compostos de átomos mais pesados não possuem níveis tão largamente espaçados e não exibem o mesmo efeito.[19]

Hidrogénio

19

Ocorrência natural
Hidrogênio é o elemento mais abundante no universo, compondo 75% da matéria normal por massa e mais de 90% por número de átomos.[20] Este elemento é encontrado em grande abundância em estrelas e planetas gigantes de gás. Nuvens moleculares de H2 são associadas a formação de estrelas. O elemento tem um papel vital em dar energia às estrelas através de cadeias próton-próton e do ciclo CNO de fusão nuclear.[21] Pelo universo, o hidrogênio é geralmente encontrado nos estados atômico e plasma, cujas propriedades são bem diferentes das do hidrogênio molecular. Como plasma, o elétron e o próton de hidrogênio não estão ligados, resultando em uma condutividade elétrica elevada e alta emissividade (produzindo a luz do Sol). As NGC 604, uma gigante região de hidrogênio partículas carregadas são altamente influenciadas por campos elétricos ionizado na Galáxia do Triângulo. e magnéticos. Por exemplo, no vento solar elas interagem com a magnetosfera da Terra, fazendo surgir as correntes de Birkeland e a aurora. Hidrogênio é encontrado em estado atômico neutro no meio interestelar. Acredita-se que a grande quantidade de hidrogênio neutro encontrado nos sistemas úmidos Lyman-alfa domina a densidade cosmológica bariônica do Universo até o desvio para o vermelho z=4.[22] Em Condições Normais de Temperatura e Pressão na Terra, o hidrogênio existe como um gás diatômico, H2 (para dados ver tabela). Entretanto, o gás de hidrogênio é muito raro na atmosfera da Terra (1 ppm volume) devido à sua pequena densidade, o que o possibilita escapar da gravidade da Terra mais facilmente que gases mais pesados. Entretanto, o hidrogênio (na forma combinada quimicamente) é o terceiro elemento mais abundante na superfície da Terra.[23] A maior parte do hidrogênio da Terra está na forma de compostos químicos tais como hidrocarbonetos e água.[24] O gás de hidrogênio é produzido por algumas bactérias e algas, e é um componente natural do flato. Metano é uma fonte de hidrogênio de crescente importância.[25]

Propriedades
Combustão
Gás hidrogênio (dihidrogênio[26]) é altamente inflamável e queima em concentrações de 4% ou mais H2 no ar.[27] A entalpia de combustão para o hidrogênio é −286 kJ/mol;[28] ele queima de acordo com a seguinte equação balanceada. 2 H2(g) + O2(g) → 2 H2O(l) + 572  kJ (286 kJ/mol)[29] Quando misturado com oxigênio por entre uma grande variedade de proporções, o hidrogênio explode por ignição. Hidrogênio queima violentamente no ar, tendo ignição automaticamente na temperatura de 560 °C.[30] Chamas de hidrogênio-oxigênio puros queimam no alcance de cor ultravioleta e são quase invisíveis a olho nu, como ilustrado pela faintness da chama das turbinas principais do ônibus espacial (ao contrário das chamas facilmente vísiveis do foguete acelerador sólido). Então ele necessita de um

A Turbina Principal do Ônibus Espacial queima hidrogênio líquido com oxigênio puro, produzindo uma chama quase invisível.

Hidrogénio detector de chama para detectar se um vazamento de hidrogênio está queimando. A explosão do dirigível Hindenburg foi um caso infame de combustão de hidrogênio; a causa é debatida, mas os materiais combustíveis na pele do dirigível foram responsáveis pela coloração das chamas.[31] Outra característica dos fogos de hidrogênio é que as chamas tendem a ascender rapidamente com o gás no ar, como ilustrado pelas chamas do Hindenburg, causando menos dano que fogos de hidrocarboneto. Dois terços dos passageiros do Hindenburg sobreviveram ao incêndio, e muitas das mortes que ocorreram foram da queda ou da queima do combustível diesel.[32] H2 reage diretamente com outros elementos oxidantes. Uma reação violenta e espontânea pode ocorrer em temperatura ambiente com cloro e flúor, formando os haletos de hidrogênio correspondentes: Cloreto de hidrogênio e fluoreto de hidrogênio.[33]

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Níveis de energia do elétron
O nível de energia em estado fundamental do elétron de um átomo de hidrogênio é −13,6 eV, o que é equivalente a um fóton ultravioleta de aproximadamente 92 nm.[34] Os níveis de energia do hidrogênio podem ser calculados razoavelmente com precisão usando o modelo de Bohr para o átomo, o qual conceitualiza o elétron como "orbitando" o próton em analogia à órbita da Terra em relação ao Sol. Entretanto, a força eletromagnética atrai elétrons e prótons para cada um, enquanto planetas e objetos celestiais são atraídos uns aos outros pela gravidade. Por causa da discretização do momento angular postulado por Bohr no começo da mecânica quântica, o elétron no modelo de Bohr pode somente ocupar certas distâncias permitidas do próton, e portanto, somente certas energias permitidas.[35]

Representação de um átomo de hidrogênio mostrando o diâmetro de quase o dobro do raio do átomo de Bohr.

Uma descrição mais precisa do átomo de hidrogênio parte de um tratamento puramente mecânico quântico que utiliza a equação de Schrödinger ou a equivalente integração funcional de Feynman para calcular a densidade de probabilidade do elétron perto do próton.[36]

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Formas moleculares elementais
Existem duas moléculas diatômicas diferentes de isômeros spin de hidrogênio que diferem pelo spin relativo de seu núcleo.[37] Na forma de orto-hidrogênio, os spins dos dois prótons são paralelos e formam um estado triplo; na forma de para-hidrogênio, os spins são antiparalelos e formam um singular. Nas condições normais de temperatura e pressão, o gás hidrogênio contém aproximadamente 25% da forma para- e 75% da forma orto-, também conhecido como a "forma normal".[38] A taxa de equilíbrio de orto-hidrogênio para para-hidrogênio depende da temperatura, mas já que a forma orto- é um estado excitado e possui energia mais alta que a forma para-, é instável e não pode ser purificado. Em temperaturas muito baixas, o estado de equilíbrio é composto quase exclusivamente da forma para-. As propriedades físicas do para-hidrogênio puro diferem ligeiramente daquelas da forma normal.[39] A distinção orto-/para- também ocorre em outros grupos funcionais ou moléculas que contêm hidrogênio, como água e metileno.[40]

Primeiras faixas observadas em uma câmara de bolhas de hidrogênio líquido no Bevatron.

A interconversão não-$atalisada entre para- e orto- H2 aumenta com a temperatura crescente; portanto, H2 rapidamente condensado contém grandes quantidades da forma orto- de alta energia que convertem para a forma para- muito lentamente.[41] A taxa orto-/para- no H2 condensado é uma consideração importante na preparação e armazenagem do hidrogênio líquido: a conversão de orto- para para- é exotérmica e produz calor suficiente para evaporar o hidrogênio líquido, levando a perda do material liquefeito. Catalisadores para a interconversão orto-/para-, como o óxido férrico, carbono ativado, asbesto platinizado, raros metais alcalinos-terrosos, compostos de urânio, óxido crômico, ou compostos de níquel,[42] são usados durante o resfriamento de hidrogênio.[43] Uma forma molecular chamada hidrogênio protonado molecular, ou H3+, é encontrado no meio interestelar, onde ele é gerado pela ionização do hidrogênio molecular dos raios cósmicos. Também tem sido observado na atmosfera mais alta do planeta Júpiter. Esta molécula é relativamente estável no ambiente do espaço sideral devido a baixa temperatura e densidade. H3+ é um dos íons mais abundantes no Universo, e possui um papel notável na química do meio interestelar.[44]

Compostos
Compostos orgânicos e covalentes Apesar do hidrogênio, em sua forma gasosa (H2) não reagir muito nas CNTP, em sua forma atômica ele está combinado com a maioria dos elementos da Tabela Periódica, formando compostos com diferentes propriedades químicas e físicas. Ele pode formar compostos com elementos mais eletronegativos, tais como os do grupo 17 da Tabela Periódica (halogênios: (F, Cl, Br, I); nestes compostos, o hidrogênio é marcado por atrair para si uma carga parcial positiva.[45] Quando unido a flúor, oxigênio, ou nitrogênio, o hidrogênio pode participar na forma de forte ligação não-covalente chamada ligação de hidrogênio, que é essencial à estabilidade de muitas moléculas biológicas.[46][47] Hidrogênio também forma compostos com menos elementos eletronegativos, como metais e semimetais, nos quais gera uma carga parcial negativa. Estes compostos são geralmente conhecidos como hidretos.[48] Quando o hidrogênio se combina com o carbono, ele pode formar uma infinidade de compostos. Devido à marcante presença destes compostos nos organismos vivos, eles vieram a ser chamados de compostos orgânicos;[49] o ramo da química que estuda as propriedades destes compostos é conhecido como Química Orgânica[50] e seu estudo no

Hidrogénio contexto de organismos vivos é conhecido como bioquímica.[51] Por algumas definições, compostos "orgânicos" necessitam apenas da condição de conter carbono. Entretanto, a maior parte destes compostos também contém o hidrogênio e, uma vez que é a ligação carbono-hidrogênio que dá a esta classe de compostos suas características químicas particulares, isso faz com que algumas definições de "Química Orgânica" incluam a presença de ligações químicas entre carbono-hidrogênio.[49] Na Química Inorgânica, hidretos podem também servir como ligantes de ponte, responsáveis pelo elo entre dois centros metálicos em um composto de coordenação. Esta função é particularmente comum em elementos do grupo 13, especialmente em boranos (hidretos de boro) e complexos de alumínio, assim como em carboranos agrupados.[24] Na natureza conhece-se milhões de hidrocarbonetos mas eles não são formados pela reação direta do hás hidrogênio com o carbono (apesar da produção de gás de síntese segundo o processo de Fischer-Tropsch para criar hidrocarbonetos ter chegado próxima de ser uma exceção, uma vez que isto inicia-se com carvão e o hidrogênio elementar é gerado no local). Hidretos Compostos de hidrogênio são frequentemente chamados de hidretos, um termo que é usado bem livremente. Para químicos, o termo "hidreto" geralmente implica que o átomo H adquiriu um caráter negativo ou aniônico, denotados H−. A existência do aniôn hidreto, sugerida por Gilbert N. Lewis em 1916 para hidretos similares ao sal nos grupos I e II, foi demonstrada por Moers em 1920 com a eletrólise de hidreto de lítio (LiH) derretido, que produziu uma quantidade de hidrogênio estequiométrica no ânodo.[52] Para outros hidretos além dos metais de grupo I e II, o termo é bem enganoso, considerando a eletronegatividade de hidrogênio baixa. Uma exceção nos hidretos do grupo II é BeH2, o qual é polimérico. No hidreto de alumínio e lítio, o ânion AlH4− carrega centros hidreticos firmamente ligados ao Al(III). Ainda que hidretos podem ser formados com quase todos os elementos do grupo principal, o número e combinação de possíveis compostos varia vastamente; por exemplo, existem mais de 100 hidretos binários de borano conhecidos, mas somente um hidreto binário de alumínio.[53] Hidreto binário de índio ainda não foi identificado, apesar de complexos mais largos existirem.[54] Prótons e ácidos Oxidação de hidrogênio, a fim de remover seu elétron, formalmente gera H+, não contendo elétrons e um núcleo, que é geralmente composto de um próton. É por isso que H+ é frequentemente chamado de próton. Esta espécie é central à discussão de ácidos. Sob a teoria de Brønsted-Lowry, ácidos são doadores de prótons, enquanto bases são receptores de prótons. Um próton H+ puro não pode existir em solução devido a sua forte tendência de se ligar a átomos ou moléculas com elétrons. Entretanto, o termo 'próton' é usado livremente para se referir ao hidrogênio de carga positiva ou catiônico, denotado H+. Para evitar a ficção conveniente do "próton em solução" nu, soluções ácidas aquáticas são às vezes consideradas a conter o íon hidrônio (H3O+), que é organizado em grupos para formar H9O4+.[55] Outros íons oxônio são encontrados quando a água está em solução com outros solventes.[56] Ainda que exóticos na terra, um dos íons mais comuns no universo é o íon H3+, conhecido como hidrogênio protonado molecular ou cátion trihidrogênio.[57]

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Isótopos
O isótopo mais comum do hidrogênio não possui nêutrons, existindo outros dois, o deutério (D) com um e o trítio (T), radioativo com dois. O deutério tem uma abundância natural compreendida entre 0,0184 e 0,0082% (IUPAC). O hidrogênio é o único elemento químico que tem nomes e símbolos químicos distintos para seus diferentes isótopos.
Prótio, deutério e trítio.

O hidrogénio possuiu ainda outros isótopos altamente instáveis (do 4H ao 7H) e que foram sintetizados em laboratório, mas nunca observados na

natureza.[58][59] • ¹H, conhecido como prótio, é o isótopo mais comum do hidrogénio com uma abundância de mais de 99,98%. Devido a que o núcleo deste isótopo é formado por um só próton ele foi baptizado como prótio, nome que apesar de ser muito descritivo, é pouco usado. • ²H, o outro isótopo estável do hidrogénio, é conhecido como deutério e o seu núcleo contém um próton e um nêutron. O deutério representa 0,0026% ou 0,0184% (segundo seja em fracção molar ou fracção atómica) do hidrogénio presente na Terra, encontrando-se as menores concentrações no hidrogénio gasoso, e as maiores (0,015% ou 150 ppm) em águas oceânicas. O deutério não é radioactivo, e não representa um risco significativo de toxicidade. A água enriquecida em moléculas que incluem deutério no lugar de hidrogénio ¹H (prótio), denomina-se água pesada. O deutério e seus compostos empregam-se em marcações não radioactivas em experiências e também em dissolventes usados em espectroscopia ¹H - RMN. A água pesada utiliza-se como moderador de nêutrons e refrigerante em reactores nucleares. O deutério é também um potencial combustível para a fusão nuclear com fins comerciais. • ³H é conhecido como trítio e contém um próton e dois nêutrons no seu núcleo. é radioactivo, desintegrando-se em ³2He+ através de uma emissão beta. Possui uma meia-vida de 12,33 anos.[24] Pequenas quantidades de trítio encontram-se na natureza por efeito da interacção dos raios cósmicos com os gases atmosféricos. Também foi libertado trítio para a realização de provas de armamento nuclear. O trítio usa-se em reacções de fusão nuclear, como traçador em Geoquímica Isotópica, e em dispositivos luminosos auto-alimentados. Antes era comum empregar o trítio como radiomarcador em experiências químicas e biológicas, mas actualmente usa-se menos. O hidrogénio é o único elemento que possui diferentes nomes comuns para cada um de seus isótopos (naturais). Durante o começo dos estudos sobre a radioactividade, a alguns isótopos radioactivos pesados foram-lhes atribuídos nomes, mas nenhum deles se continua a usar). Os símbolos D e T (em lugar de ²H e ³H) usam-se às vezes para referir-se ao deutério e ao trítio, mas o símbolo P corresponde ao fósforo e, portanto, não pode usar-se para representar o prótio. A IUPAC declara que ainda que o uso destes símbolos seja comum, ele não é aconselhado.

Reações biológicas
H2 é um produto de alguns tipos de metabolismo anaeróbico e é produzido por vários microorganismos, geralmente via reações catalisadas por enzimas contendo ferro ou níquel chamadas hidrogenases. Essas enzimas catalisam a reação redox reversível entre H2 e seus componentes, dois prótons e dois elétrons. A criação de gás hidrogênio ocorre na transferência para reduzir equivalentes produzidos durante fermentação do piruvato à água.[60] A separação da água, na qual a água é decomposta em seus componentes prótons, elétrons, e oxigênio, ocorre na fase clara em todos os organismos fotossintéticos. Alguns organismos — incluindo a alga Chlamydomonas reinhardtii e cianobactéria — evoluiram um passo adiante na fase escura na qual prótons e elétrons são reduzidos para formar gás H2 por hidrogenases especializadas no cloroplasto.[61] Esforços foram feitos para modificar geneticamente as hidrogenases das cianobactérias para sintetizar o gás H2 eficientemente mesmo na presença de oxigênio.[62] Esforços também foram tomados com algas geneticamente modificadas em um bioreator.[63]

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Produção
O gás H2 é produzido em laboratórios de química e biologia, muitas vezes como sub-produto da desidrogenação de substratos insaturados; e na natureza como meio de expelir equivalentes redutores em reacções bioquímicas.

Laboratório
No laboratório, o gás H2 é normalmente preparado pela reacção de ácidos com metais tais, como o zinco, por meio do aparelho de Kipp. Zn + 2 H+ → Zn2+ + H2 O alumínio também pode produzir H2 após tratamento com bases: 2 Al + 6 H2O + 2 OH- → 2 Al(OH)4- + 3 H2 A electrólise da água é um método simples de produzir hidrogénio. Uma corrente elétrica de baixa voltagem corre através da água, e oxigénio gasoso forma-se no ânodo enquanto que hidrogénio gasoso forma-se no cátodo. Tipicamente, o cátodo é feito de platina ou outro metal inerte (geralmente platina ou grafite) quando se produz hidrogénio para armazenamento. Se, contudo, o gás destina-se a ser queimado no local, é desejável haver oxigénio para assistir à combustão, e então ambos os eléctrodos podem ser feitos de metais inertes (eletrodos de ferro devem ser evitados, uma vez que eles consumiriam oxigênio ao sofrerem oxidação). A eficiência máxima teórica (electricidade usada versus valor energético de hidrogénio produzido) está entre 80 e 94%.[64] 2H2O(aq) → 2H2(g) + O2(g) Em 2007, descobriu-se que uma liga de alumínio e gálio em forma de pastilhas adicionada a água podia ser usada para gerar hidrogénio. O processo também produz alumina, mas o gálio, que previne a formação de uma película de óxido nas pastilhas, pode ser reutilizado. Isto tem potenciais implicações importantes para a economia baseada no hidrogénio, uma vez que ele pode ser produzido no local e não precisa de ser transportado.[65]

Industrial
O hidrogénio pode ser preparado por meio de vários processos mas, economicamente, o mais importante envolve a remoção de hidrogénio de hidrocarbonetos. Hidrogénio comercial produzido em massa é normalmente produzido pela reformação catalítica de gás natural.[66] A altas temperaturas (700-1100 °C), vapor de água reage com metano para produzir monóxido de carbono e H2. CH4 + H2O → CO + 3 H2 Esta reacção é favorecida a baixas pressões mas é no entanto conduzida a altas pressões (20 atm) uma vez que H2 a altas pressões é o produto melhor comercializado. A mistura produzida é conhecida como "gás de síntese" porque é muitas vezes usado directamente para a produção de metanol e compostos relacionados. Outros hidrocarbonetos além do metano podem ser usados para produzir gás de síntese com proporção de produtos variáveis. Uma das muitas complicações para esta tecnologia altamente optimizada é a formação de carbono: CH4 → C + 2 H2 Por consequência, a reformação catalítica faz-se tipicamente com excesso de H2O. Hidrogénio adicional pode ser recuperado do vapor usando monóxido de carbono através da reacção de mudança do vapor de água, especialmente com um catalisador de óxido de ferro. Esta reacção é também uma fonte industrial comum de dióxido de carbono:[66] CO + H2O → CO2 + H2 Outros métodos importantes para a produção de H2 incluindo oxidação parcial de hidrocarbonetos:[67] 2 CH4 + O2 → 2 CO + 4 H2 e a reacção de carvão, que pode servir como prelúdio para a "reacção de mudança" descrito acima
[66]

Hidrogénio C + H2O → CO + H2 Hidrogénio é por vezes produzido e consumido pelo mesmo processo industrial, sem ser separado. No processo de Haber para a produção de amoníaco, é gerado hidrogénio a partir de gás natural.[68] Electrólise de salmoura para produzir cloro também produz hidrogénio como produto secundário.[69]

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Termoquímicos solares
Alguns laboratórios (incluindo França, Alemanha, Grécia, Japão e os EUA) estão a desenvolver métodos termoquímicos para produzir hidrogénio a partir de energia solar e água.[70]

Aplicações
Grandes quantidades de H2 são necessárias nas indústrias de petróleo e química. A maior aplicação de H2 é para o processamento ("aprimoramento") de combustíveis fósseis, e na produção de amoníaco. Os principais consumidores de H2 em uma fábrica petroquímica incluem hidrodesalquilação, hidrodessulfurização, e hidrocraqueamento. H2 também possui diversos outros usos importantes. H2 é utilizado como um agente hidrogenizante, particularmente no aumento do nível de saturação de gorduras insaturadas e óleos (encontrado em itens como margarina), e na produção de metanol. É semelhantemente a fonte de hidrogênio na manufatura de ácido clorídrico. H2 também é usado como um agente redutor de minérios metálicos.[71] Além de seu uso como um reagente, o H2 possui amplas aplicações na física e engenharia. É utilizado como um gás de proteção nos métodos de soldagem como soldagem de hidrogênio atômico.[72][73] H2 é usado como cooler de geradores em usinas, por que tem a maior conductividade térmica de qualquer gás. H2 líquido é usado em pesquisas criogênicas, incluindo estudos de supercondutividade.[74] Uma vez que o H2 é mais leve que o ar, tendo um pouco mais do que 1/15 da densidade do ar, foi certa vez vastamente usado como um gás de levantamento em balões e dirigíveis.[75] Em aplicações mais recentes, o hidrogênio é utilizado puro ou misturado com nitrogênio (às vezes chamado de forming gas) como um gás rastreador para detectar vazamentos. Aplicações podem ser encontradas nas indústrias automotiva, química, de geração de energia, aeroespacial, e de telecomunicações.[76] Hidrogênio é um aditivo alimentar autorizado (E 949) que permite o teste de vazamento de embalagens, entre outras propriedades antioxidantes.[77] Os isótopos mais raros do hidrogênio também possuem aplicações específicas para cada um. Deutério (hidrogênio-2) é usado em aplicações de fissão nuclear como um moderador para neutrons lentos, e nas reações de fusão nuclear.[15] Compostos de deutério possuem aplicações em química e biologia nos estudos da reação dos efeitos de isótopos.[78] Trítio (hidrogênio-3), produzido em reatores nucleares, é utilizado na produção de bombas de hidrogênio,[79] como um selo isotópico nas ciências biológicas,[80] e como uma fonte de radiação em pinturas luminosas.[81] A temperatura de equilíbrio do hidrogênio em ponto triplo é um ponto fixo definido na escala de temperatura ITS-90 à 13.8033 kelvins.[82]

Portador de energia
Hidrogênio não é um recurso de energia,[83] exceto no contexto hipotético das usinas comerciais de fusão nuclear usando deutério ou trítio, uma tecnologia atualmente longe de desenvolvimento.[84] A energia do Sol origina-se da fusão nuclear de hidrogênio, mas este processo é difícil de alcançar controlavelmente na Terra.[85] Hidrogênio elementar de fontes solares, biológicas ou elétricas requerem mais energia para criar do que é obtida ao queimá-lo, então, nestes casos, o hidrogênio funciona como um portador de energia, como uma bateria. Ele pode ser obtido de fontes fósseis (como metano), mas estas fontes são insustentáveis.[83] A densidade de energia por unidade volume de ambos hidrogênio líquido e gás de hidrogênio comprimido em qualquer pressão praticável é significantemente menor do que aquela de fontes tradicionais de combustível, apesar

Hidrogénio da densidade de energia por unidade massa de combustível é mais alta.[83] Todavia, o hidrogênio elementar tem sido amplamente discutido no contexto da energia, como um possível portador de energia futuro em uma grande escala da economia.[86] Por exemplo, CO2 sequestramento seguido de captura e armazenamento de carbono poderia ser conduzido ao ponto da produção de H2 a partir de combustíveis fósseis.[87] O hidrogênio usado no transporte queimaria relativamente limpo, com algumas emissões de NOx,[88] porém sem emissões de carbono.[87] Entretanto, os custos de infraestrutura associados com a conversão total a uma economia de hidrogênio seria substancial.[89]

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Indústria de semicondutores
Hidrogênio é empregado para saturar ligações quebradas de silício amorfo e carbono amorfo que ajudam a estabilizar propriedades materiais.[90] É também um potencial doador de elétron em vários materiais óxidos, incluindo ZnO,[91][92] SnO2, CdO, MgO,[93] ZrO2, HfO2, La2O3, Y2O3, TiO2, SrTiO3, LaAlO3, SiO2, Al2O3, ZrSiO4, HfSiO4, e SrZrO3.[94]

Segurança e precauções
O hidrogênio gera vários perigos à segurança humana, de potenciais detonações e incêndios quando misturado com o ar a ser um asfixiante em sua forma pura, livre de oxigênio.[95] Em adição, hidrogênio líquido é um criogênico e apresenta perigos (como congelamento) associados a líquidos muito gelados.[96] O elemento dissolve-se em alguns metais, e, além de vazar, pode ter efeitos adversos neles, como a fragilização por hidrogênio.[97] O vazamento de gás hidrogênio no ar externo pode espontaneamente entrar em combustão. Além disso, o fogo de hidrogênio, enquanto sendo extremamente quente, é quase invisível, e portanto pode levar a queimaduras acidentais.[98]

A explosão no dirigível Hindenburg.

Até mesmo interpretar os dados do hidrogênio (incluindo dados para a segurança) é confundido por diversos fenômenos. Muitas propriedades físicas e químicas do hidrogênio dependem da taxa de para-hidrogênio/orto-hidrogênio (geralmente levam-se dias ou semanas em uma dada temperatura para alcançar a taxa de equilíbrio, pelo qual os resultados usualmente aparecem. os parâmetros de detonação do hidrogênio, como a pressão e temperatura críticas de fundição, dependem muito da geometria do contentor.[95]

Ligações externas
• • • • • • • • • • • Hidrogênio [99] (em português) H2 no Brasil [100] (em português) WebElements.com [101] (em inglês) EnvironmentalChemistry.com [102] (em inglês) Es Elemental [103] (em inglês) Portal Célula a Combustível [104] (em português) Modelo do átomo de hidrogénio em escala [105] (em inglês) Cálculos Básicos de Hidrogênio na Mecânica Quântica [106] (em inglês) Associação Nacional do Hidrogênio [107] (em inglês) Produção de Hidrogénio [108] (em português) Informações sobre Hidrogênio [109] (em português)

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Referências
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Hélio

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Hélio
Hélio

Hidrogénio ← Hélio → Lítio↑ He↓ NeTabela completa • Tabela estendida

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He

Aparência Gás incolor, exibindo brilho roxo quando colocado num campo elétrico de alta voltagem.

Informações gerais Nome, símbolo, númeroSérie químicaGrupo, período, blocoDensidade, durezaNúmero CAS Propriedade atómicas Massa atômicaRaio covalenteRaio de Van der WaalsConfiguração electrónicaElétrons (por nível de energia)Estrutura cristalina Propriedades físicas Estado da matériaPonto de fusãoPonto de ebuliçãoEntalpia de fusãoEntalpia de vaporizaçãoVolume molarPressão de vaporVelocidade do som Diversos Calor específicoCondutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização Isótopos mais estáveis
Linhas espectrais do hélio. Ed iso AN 0,000137% 99,999863% Meia-vida MD MeV
3

PD

He He

estável com 1 neutrões estável com 2 neutrões

4

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária. Hélio, He, 2 gases nobres 18 (VIIIA), 1, s 0,1785 kg/m3, 7440-59-7 4,002602(2) u 32 pm 140 pm 1s2 2 (ver imagem) hexagonal gasoso 0,95 K 4,22 K 5,23 kJ/mol 0,0845 kJ/mol 21,0×10-6 m3/mol 100 Pa a 1,23 K 972 m/s a 20 °C 5193 J/(kg·K) 0,152 W/(m·K) 2372,3 kJ/mol 5250,5 kJ/mol O hélio (do grego Ήλιος, helios, "Sol") é um elemento químico de símbolo He e que possui massa atómica igual a 4 u, apresentando número atômico 2 ( 2 prótons e 2 elétrons ). À temperatura ambiente, o hélio encontra-se no estado gasoso. Apesar da sua configuração eletrônica ser 1s2, o hélio não figura na tabela periódica dos elementos junto com o hidrogênio no bloco s, está colocado no grupo 18 ( VIIIA ou 0 ) do bloco p, já que apresenta nível de energia completo, apresentando as propriedades de um gás nobre, ou seja, é inerte (não reage) como os demais elementos. É um gás monoatômico, incolor e inodoro. O hélio tem o menor ponto de evaporação de todos os elementos químicos, e só pode ser solidificado sob pressões muito grandes. É o segundo elemento químico em abundância no

Hélio universo, atrás do hidrogênio,[1] mas na atmosfera terrestre encontram-se apenas traços, provenientes da desintegração de alguns elementos. Em alguns depósitos naturais de gas é encontrado em quantidade suficiente para a sua exploração; usado para o enchimento de balões e dirigíveis, como líquido refrigerante de materiais supercondutores criogênicos e como gás engarrafado utilizado em mergulhos de grande profundidade.

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Características principais
Nas Condições Normais de Temperatura e Pressão o hélio é um gás monoatômico, tornando-se líquido somente em condições extremas (de alta pressão e baixa temperatura). Tem o ponto de solidificação mais baixo de todos os elementos químicos, sendo o único líquido que não pode solidificar-se baixando a temperatura, já que permanece no estado líquido no zero absoluto à pressão normal. De resto, sua temperatura crítica é de apenas 5,19 K. Os isótopos 3He e 4He são os únicos em que é possível, aumentando a pressão, reduzir o volume mais de 30%. O calor específico do gás hélio é muito elevado, de vapor muito denso, expandindo-se rapidamente quando é aquecido a temperatura ambiente. O hélio sólido só existe a pressões da ordem de 100 MPa a 15 K (-248,15 °C). Aproximadamente a essa temperatura, o hélio sofre uma transformação cristalina, de estrutura cúbica a estrutura hexagonal compacta; em condições mais extremas, ocorre uma nova mudança, empacotando os átomos numa estrutura cúbica centrada. Todos estes empacotamentos tem energias e densidades semelhantes, debitando-se as mudanças à maneira como os átomos interagem.

Aplicações
O hélio é mais leve que o ar, isto é, a densidade do hélio é menor que a densidade do ar, diferenciando-se do hidrogênio por não ser inflamável, entretanto, apresenta poder ascensional 8% menor. Por este motivo, e por ser um gás inerte, é utilizado em dirigíveis e balões com fins recreativos, publicitários, reconhecimento de terrenos, filmagens O gás hélio é usado nos dirigíveis. aéreas e para investigações das condições atmosféricas. As maiores reservas de Hélio encontram-se nos Estados Unidos. Estas reservas são estratégicas e controladas pelo governo norte-americano. Não estão disponíveis para venda em grande quantidades. Além das citadas o hélio tem outras aplicações, como: • A mistura hélio-oxigênio é usada para mergulhos a grande profundidade, já que é inerte e menos solúvel no sangue que o nitrogênio e se difunde 2,5 vezes mais depressa, reduzindo o tempo necessário para a descompressão, apesar de iniciar-se em maior profundidade elimina o risco de narcose por nitrogênio (embriaguez de profundidades). • Devido ao seu baixo ponto de liquefação e evaporação pode ser usado como refrigerante a temperaturas extremadamente baixas em imãs supercondutores e na investigação criogênica a temperaturas próximas do zero absoluto. • Em cromatografia de gases é usado como gás transportador inerte. • A atmosfera inerte de hélio é empregada na soldadura por arco e na fabricação de cristais de silício e germânio, assim como para pressurizar combustíveis líquidos de foguetes. • Em túneis de vento supersônicos. • Como agente refrigerante em reatores nucleares. • O hélio líquido encontra cada vez maior uso em aplicações médicas de imagem por ressonância magnética (RMI). • Em circuitos frigoríficos e ou tubulações em geral normalmente a uma pressão de 6 bar, se emprega como um gás para revelar micros vazamentos que possam ocorrer na montagem de um circuito ou tubulações em geral.

Hélio Com o auxilio de espectrômetro de massa, aproxima-se no pontos de solda ou conexões, revelando assim vazamentos de até a equivalência de 2 gramas/ano, assegurando uma vida util maior para os produtos a serem testados.

33

História
O hélio foi descoberto de forma independente pelo francês Pierre Janssen e pelo inglês Norman Lockyer, em 1868, ao analisarem o espectro da luz solar durante um eclipse solar ocorrido naquele ano, encontrando uma linha de emissão de um elemento desconhecido. Edward Frankland confirmou os resultados de Janssen e propôs o nome helium para o novo elemento, em honra ao deus grego do sol (helios) com o sufixo -ium, já que se esperava que o novo elemento fosse metálico. Em 1895 Sir William Ramsay isolou o hélio, descobrindo que não era metálico, entretanto o nome original foi conservado. Os químicos suecos Abraham Langlet e Per Teodor Cleve conseguiram também, na mesma época, isolar o elemento. Em 1907 Ernest Rutherford e Thomas Royds demonstraram que as partículas alfa são núcleos de hélio. Em 1908 o físico holandês Heike Kamerlingh Onnes produziu hélio líquido esfriando o gás até 0,9 K, o que lhe rendeu o prêmio Nobel. Em 1926 seu discípulo Willem Hendrik Keesom conseguiu pela primeira vez solidificar o hélio.

Abundância e obtenção
O hélio é o segundo elemento mais abundante do universo, atrás apenas do hidrogênio, constituindo em torno de 20% da matéria das estrelas, em cujo processo de fusão nuclear desempenha um importante papel. A abundância do hélio não pode ser explicada pela formação das estrelas. Ainda que seja consistente com o modelo do Big bang, acredita-se que a maior parte do hélio existente se formou nos três primeiros minutos do universo. Na atmosfera terrestre existe na ordem de 5 ppm e é encontrado também como produto de desintegração em diversos minerais radioativos de urânio e tório. Além disso, está presente em algumas águas minerais, em gases vulcânicos, principalmente nos vulcões de lama e em certas acumulações comerciais de gás natural e como nos Estados Unidos, Rússia, Argélia, Qatar, Canadá e China de onde provém a maioria do hélio comercial, associado ao gás metano. Devido a sua baixa densidade, o hélio é um importante gás que conduz hidrocarbonetos no processo de migração. Áreas sismogênicas podem apresentar emanações de hélio e radônio. Pode-se sintetizar o hélio bombardeando núcleos de lítio ou boro com prótons a alta velocidade.

Hélio

34

Compostos
Dado que o hélio é um gás nobre, praticamente não participa de reações químicas, ainda que sob a influência de descargas elétricas ou bombardeado com elétrons forma compostos com o wolfrâmio.

Isótopos
O isótopo mais comum do hélio é o 4He, cujo núcleo está constituído por dois prótons e dois nêutrons. Sua excepcional estabilidade nuclear se deve ao fato de que tem um número mágico de núcleons, isto é , uma quantidade que se distribui em níveis completos ( de modo análogo como se distribuem os elétrons nos orbitais ). Numerosos núcleos pesados se desintegram emitindo um núcleo de 4He; este processo, que se denomina desintegração alfa - por isso o núcleo emitido se chama partícula alfa - é a origem da maioria do hélio terrestre. O hélio tem um segundo isótopo, o 3He, além de outros mais pesados que são radioativos. O hélio-3 é praticamente inexistente na terra, dado Isótopo estável He-4. que a desintegração alfa produz exclusivamente núcleos de hélio-4 e tanto estes como o hélio atmosférico escapam ao espaço em períodos geológicos relativamente curtos. O hélio-3 pode ocorrer associado com depósitos de hidrocarbonetos (gás natural, petróleo) cuja origem é oriunda do manto da terra. Ambos isótopos foram produzidos durante o Big bang em quantidades significativas, e continuam sendo produzidos mediante a fusão do hidrogênio nas estrelas.

Hélio 3
É um isótopo de hélio pouco comum na Terra. Ele é muito abundante na Lua, devido aos ventos solares que acumularam hélio 3 por milhares de anos.

Hélio 4
É o isótopo mais encontrado na Terra, sendo o mais estável entre todos os isótopos de hélio.

Formas
O hélio líquido (hélio-4) se encontra em duas formas distintas: hélio-4 I e hélio-4 II, entre os quais ocorre uma brusca transição a 2.1768 K (ponto lambda). O He-I, acima dessa temperatura é um líquido normal, porém o He-II abaixo dessa temperatura, não se parece a nenhuma outra substância, converte-se num superfluido cujas características incomuns se devem a efeitos quânticos, um dos primeiros casos que se tem observado em escala macroscópica. O hélio-II tem uma viscosidade nula, fluindo com facilidade através de finíssimos capilares através dos quais o hélio-I não consegue fluir, e tem, além disso, uma condutibilidade térmica muito maior que qualquer outra substância.

Hélio

35

Precauções
Os depósitos de gás hélio de 5 a 10 K deve ser armazenado como líquido devido ao grande incremento de pressão que se produz ao aquecer o gás a temperatura ambiente. Quando aspirado, o hélio distorce a voz(343m/s). Deve-se tomar cuidado ao fazer isso, o gás hélio pode provocar sufocamento por supressão de oxigênio.

Ligações externas
• WebElements.com [2] • EnvironmentalChemistry.com [3] • It´s Elemental [4]

Referências
[1] Georgia State University, Department of Physics and Astronomy, Hyperphysics, Hydrogen-Helium Abundance [em linha] (http:/ / hyperphysics. phy-astr. gsu. edu/ hbase/ astro/ hydhel. html) [2] http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ He/ index. html [3] http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ He. html [4] http:/ / education. jlab. org/ itselemental/ ele002. html

Lítio
Lítio

Hélio ← Lítio → BerílioH↑ Li↓ NaTabela completa • Tabela estendida

3

Li

Aparência branco-prateado

Pedaços de lítio imersos em óleo de parafina para proteger contra a oxidação. Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Lítio, Li, 3 metais alcalinos 1 (IA), 2, s 535 kg/m3, 0,6

Lítio

36
Número CAS 7439-93-2 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Raio de Van der Waals Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 6,941(2) u 152 pm 134 pm 182 pm 1s2 2s1 2, 1 (ver imagem) +1, -1 (óxido alcalino forte) cúbico de corpo centrado Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Volume molar Pressão de vapor Velocidade do som Classe magnética sólido 453 K 1615 K 3 kJ/mol 145,92 kJ/mol 13,02×10-6 m3/mol 1,63 6000 m/s a 20 °C paramagnético Diversos Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade elétrica Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 0,98 3582 J/(kg·K) 10,8×106 S/m 84,7 W/(m·K) 520,2 kJ/mol 7298,1 kJ/mol 11815,0 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN 7,5% 92,5% Meia-vida MD MeV
6

PD

Li Li

estável com 3 neutrões estável com 4 neutrões 838 ms ß16,004
6

7

8

Li sintético

Be

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O lítio (grego lithos, pedra ) é um elemento químico de símbolo Li, número atómico 3 e massa atómica 7 u, contendo na sua estrutura três protons e três electrons. Na tabela periódica dos elementos químicos, pertencente ao

Lítio grupo (ou família) 1 (anteriormente chamado 1A), entre os elementos alcalinos. Na sua forma pura, é um metal macio, de coloração branco-prateada, que se oxida rapidamente no ar ou na água. É um elemento sólido porém leve, sendo empregado especialmente na produção de ligas metálicas condutoras de calor, em baterias elétricas e, seus sais, no tratamento do transtorno bipolar.

37

Características principais
É o metal mais leve, a sua densidade é apenas, aproximadamente, a metade do que a da água. Como os demais metais alcalinos é monovalente e bastante reativo. Por esse motivo não é encontrado livre na natureza. No teste da chama torna-se vermelho, porém se a combustão ocorrer violentamente a chama adquire uma coloração branca brilhante.

Aplicações
Devido ao seu elevado calor específico, o maior de todos os sólidos, é usado em aplicações de transferência de calor e, por causa do seu elevado potencial eletroquímico é usado como um ânodo adequado para as baterias elétricas. Além destes tem outros usos: • Os sais de lítio, particularmente o carbonato de lítio (Li2CO3) e o citrato de lítio são usados no tratamento da depressão bipolar, ainda que, ultimamente, se tenha estendido seu uso ao tratamento da depressão unipolar. • O cloreto de lítio (LiCl) e o brometo de lítio (LiBr) possuem uma elevada higroscopicidade, por isso são excelentes secantes. O segundo é utilizado em bombas de calor de absorção, dentre outros compostos como o nitrato de lítio (LiNO3) . • O estearato de lítio é um lubrificante geralmente aplicado em condições de alta temperatura. • O hidreto de alumínio e lítio é um agente redutor empregado na síntese de compostos orgânicos. • A base hidróxido de lítio (LiOH) é usada nas naves espaciais e submarinos para depurar o ar, extraindo o dióxido de carbono produzido pelos seus ocupantes. • O lítio é um componente comum nas ligas metálicas de alumínio, cádmio, cobre e manganês, utilizados na construção aeronáutica, e está sendo empregado com êxito na fabricação de cerâmicas e lentes, como a do telescópio Refletor Hale de 5,0 metros de diâmetro de "Monte Palomar". • Também tem aplicações nucleares. • Também é usado como poderoso analgésico em operações de risco.

História
O lítio (do grego λιθoς, pedra) foi descoberto por Johan August Arfwedson em 1817. Arfwedson encontrou o novo elemento nos minerais espodúmena e lepidolita provenientes de uma mina de petalita, LiAl( Si2O5 )2, minério descoberto em 1800 pelo brasileiro, naturalista e estadista, José Bonifácio de Andrada e Silva na ilha de Utö (Suécia). Em 1818 Christian G. Gmelin foi o primeiro a observar que os sais de lítio dão uma coloração roxa brilhante a uma chama. Ambos tentaram, sem êxito, isolar o elemento de seus sais, resultado finalmente obtido por W.T. Brande e Sir Humphry Davy efetuando a eletrólise do óxido de lítio. O nome do elemento provém do fato de ter sido descoberto em um mineral, embora fosse encontrado mais tarde como os outros metais alcalinos, nas cinzas das plantas. Em 1923 a empresa alemã "Metallgesellschaft AG" começou a produzir lítio através da eletrólise do cloreto de lítio fundido, que é o processo ainda usado.

Lítio

38

Abundância e obtenção
É um metal escasso na crosta terrestre, encontrado disperso em certas rochas, porém nunca livre, dada a sua grande reatividade. É encontrado, também, em sais naturais, águas salgadas e águas minerais. Desde a Segunda Guerra Mundial, a produção de lítio aumentou enormemente, sendo obtido de fontes de água mineral, águas salgadas e das rochas que o contêm, sempre por eletrólise do cloreto de lítio. Os principais minerais do qual é extraído são lepidolita, petalita, espodúmena e ambligonita. Nos Estados Unidos é extraído de salinas existentes na Califórnia e Nevada, principalmente.

Isótopos
Os isótopos estáveis do lítio são dois, Li-6 e Li-7, sendo o segundo o mais abundante (92,5%). Foram identificado seis radioisótopos, sendo os mais estáveis o Li-8 com um período de semidesintegração de 838 milissegundos e o Li-9 com 178,3 ms de meia-vida. Os demais isótopos radioativos possuem meias-vidas menores de 8,5 ms. As massas atômicas dos isótopos do lítio variam entre 4,027 e 11,0348 u do Li-4 ao do Li-11 respectivamente. O modo de desintegração principal dos isótopos mais leves que o isótopo estável mais abundante ( Li-7 ) é a emissão protônica (com um caso de desintegração alfa) obtendo-se isótopos de hélio.
+ O Lítio é muito utilizado para a produção de baterias.

Enquanto que nos isótopos mais pesados o modo mais habitual é a desintegração beta (com algum caso de emissão neutrônica), resultando isótopos de berílio, também por captura de elétron, como no caso abaixo.[1]

O Li-7 é um dos elementos primordiais, produzido por síntese nuclear após o big bang. Os isótopos de lítio dividem-se substancialmente numa grande variedade de processos naturais, incluindo a precipitação química na formação de minerais, processos metabólicos, e na substituição do magnésio e ferro em redes cristalinas de minerais argilosos em que o Li-6 é preferido ao Li-7.

Precauções
Como os outros metais alcalinos, o lítio puro é altamente inflamável e ligeiramente explosivo quando exposto ao ar e, especialmente, à água. Além disso é corrosivo, requerendo o emprego de meios adequados de manipulação para evitar o contato com a pele. Deve-se armazená-lo num hidrocarboneto líquido inflamável como, por exemplo, a gasolina. O lítio é considerado ligeiramente tóxico.

Farmacologia
Os sais de lítio têm aprovação para o tratamento de transtorno bipolar no Brasil e nos Estados Unidos. Inicialmente classificado como um anti-psicótico, o lítio (administrado em forma de carbonato de lítio) é hoje utilizado por seus efeitos reguladores de humor, anti-maníaco e, secundariamente, anti-depressivo (sua eficácia para a depressão unipolar, entretanto, ainda não foi bem estabelecida). Em níveis séricos mais elevados, os íons de lítio são considerados venenosos e requerem atenção clínica imediata. Entre os principais sintomas de contaminação por lítio, lista-se náusea, tontura, enjoos, diarreia e tremores nas mãos. Esses sintomas podem, entretanto, aparecer na faixa terapêutica para transtorno bipolar. Salienta-se, ainda, que a

Lítio administração prolongada de lítio pode causar danos à tireoide e aos rins, exigindo monitoração periódica por meio de exames de sangue.

39

Referências
[1] Electron Capture of Beryllium-7 - library.thinkquest.org (http:/ / library. thinkquest. org/ 3471/ radiation_types. html) (em inglês)

Ligações externas
• Tabela Periodica Completa - Lítio (http://www.tabelaperiodicacompleta.com/elemento-quimico/litio) • EnvironmentalChemistry.com - Litio (http://environmentalchemistry.com/yogi/periodic/Li.html) • Es Elemental - Litio (http://education.jlab.org/itselemental/ele003.html)

Veja também
• Bateria de íon de lítio • Bateria de lítio

Berílio
Berílio

Lítio ← Berílio → Boro↑ Be↓ NaTabela completa • Tabela estendida

4

Be

Aparência cinza metálico

Fragmento grande de berílio de 99% de pureza de cerca de 140 g. Informações gerais Nome, símbolo, númeroSérie químicaGrupo, período, blocoDensidade, durezaNúmero CAS Propriedade atómicas Massa atômicaRaio atómico (calculado)Raio covalenteRaio de Van der WaalsConfiguração electrónicaElétrons (por nível de energia)Estado(s) de oxidaçãoEstrutura cristalina Propriedades físicas Estado da matériaPonto de fusãoPonto de ebuliçãoEntalpia de fusãoEntalpia de vaporizaçãoVolume molarPressão de vaporVelocidade do somClasse magnética Diversos Eletronegatividade (Pauling)Calor específicoCondutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização Isótopos mais estáveis

Berílio

40

Ed iso AN traços 100% traços 1,51×106 a Meia-vida 53,12 d MD MeV
7

PD 0,862

Be Be Be

ε estável com 5 neutrões ß-

6

Li

9

10

0,556

10

B

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária. Berílio, Be, 4 metal alcalinoterroso 2 (IIA), 2, s 1848 kg/m3, 5,5 7440-41-7 9,012182(3) u 105 (112) pm 90 pm 153 pm 1s2 2 s2 2, 2 (ver imagem)+2, +1 (óxido anfótero) hexagonal sólido 1560 K 2744 K 12,20 kJ/mol 292,40 kJ/mol 4,85×10-6 m3/mol 1 Pa a 1462 K 13000 m/s a 20 °Cdiamagnético 1,57 1825 J/(kg·K) 201 W/(m·K) 899,5 kJ/mol 1757,1 kJ/mol 14848,7 kJ/mol O berílio (do grego βερυλλoς, berilo) é um elemento químico de símbolo Be , número atômico 4 (4 prótons e 4 elétrons) e massa atômica 9 u . É um elemento alcalino-terroso, bivalente, tóxico, de coloração cinza, duro, leve, quebradiço e sólido na temperatura ambiente. Pertence ao grupo (ou família) 2 (anteriormente chamada IIA) É empregado para aumentar a resistência de ligas metálicas(especialmente a de cobre). É empregado para produzir diversos instrumentos (giroscópios), dispositivos (molas de relógios), e em reatores nucleares. Foi descoberto pelo francês Louis Nicolas Vauquelin em 1798 na forma de óxido no berilo e na esmeralda.

Características principais
O berílio apresenta um dos pontos de fusão mais altos entre os metais leves. A maleabilidade é aproximadamente 33% maior que a do aço. Tem uma grande condutividade térmica, não é magnético e resiste ao ataque do ácido nítrico. É bastante permeável aos raios X e, como o rádio e o polônio, libera nêutrons quando é bombardeado com partículas alfa (na ordem de 30 nêutrons por milhão de partículas alfa). Nas condições normais de pressão e temperatura o berílio resiste à oxidação com o ar, ainda que a propriedade de limitar a oxidação do cristal deva-se provavelmente à formação de uma delgada capa de óxido.

Aplicações
• Produção da liga metálica cobre-berílio para uma grande variedade de aplicações. • Em diagnósticos com raios X usam-se delgadas lâminas de berílio para filtrar a radiação visível, bem como na litografia com raios-X para a reprodução de circuitos integrados. • Moderador de nêutrons em reatores nucleares. • Por sua rigidez, leveza e estabilidade dimensional, é empregado na construção de diversos dispositivos como giroscópios, equipamentos de informática, molas de relógio e instrumentais diversos. • O óxido de berílio é utilizado quando são necessários elevada condutividade térmica, propriedades mecânicas, pontos de fusão elevados e isolamento elétrico. • Até recentemente eram empregados compostos de berílio em tubos fluorescentes. • Em espelhos ultra-leves usados em telescópios espaciais, como por exemplo, no telescópio Espacial James Webb da NASA.

Berílio

41

História
O berílio (do grego "βερυλλoς" , berilo) ou glucínio (do grego "γλυκυς" "doce", devido ao sabor dos seus sais) foi descoberto pelo francês Louis Nicolas Vauquelin em 1797 na forma de óxido no berilo e na esmeralda. Friedrich Wöhler e A. A. Bussy, de forma independente, isolaram o metal em 1828 a partir da reação de potássio com o cloreto de berílio

Abundância e obtenção
O berílio é encontrado em cerca de 30 minerais diferentes, sendo os mais importantes berilo, bertrandita, crisoberilo e fenaquita, que são as principais fontes de obtenção do berílio. Atualmente a maioria do metal é obtido mediante a redução do fluoreto de berílio com magnésio ou pela eletrólise do tetrafluoreto de berílio e potássio. As formas preciosas do berílio são a água-marinha e a esmeralda. Geograficamente, as maiores reservas estão nos Estados Unidos, que lideram a produção mundial de berílio , seguido da Rússia e China. Estima-se que as reservas mundiais estejam acima de 80.000 toneladas.

Propriedades Químicas
O Potencial de redução do berílio é muito menor do que dos demais elementos do grupo (ou família) 2 (anteriormente chamada 2A). Isso indica que o berílio é muito menos eletropositivo (menos metálico) que os outros elementos do grupo, e não reage com a água. Especula-se que ele reage com o vapor d'água para formar óxido BeO, ou se não reage com água nem mesmo nessas condições.

Isótopos
O Be-9 é o único isótopo estável. O Be-10 é produzido na atmosfera terrestre pelo bombardeamento do oxigênio e nitrogênio por radiações cósmicas. Foi verificado que o berílio tende a existir em solução aquosa. O berílio atmosférico formado é arrastado pela água da chuva e, uma vez na terra, a solução se torna alcalina, ficando armazenada no solo durante muito tempo (meia-vida de 1,5 milhões de anos) até a sua desintegração em B-10. O fato de o Be-7 e o Be-8 serem instáveis tem profundas consequências cosmológicas: isso significa que os elementos mais pesados que o berílio não puderam ser produzidos por fusão nuclear no big bang.

Precaução
O berílio e seus sais são potencialmente cancerígenos. A "beriliose" crônica é uma afecção pulmonar causada pela exposição ao pó de berílio, sendo classificada como "doença de trabalho". A utilização de compostos de berílio em lâmpadas fluorescentes foi interrompida em 1949. No entanto, a exposição profissional ocorre nas indústrias nuclear e aeroespacial, no refino do metal, na fusão das ligas metálicas de berílio, na fabricação de dispositivos eletrônicos e na manipulação de outros materiais que contêm o berílio. O berílio e seus compostos devem ser manipulados com muito cuidado; precauções extremas devem ser tomadas nas atividades profissionais que manuseiam estes tipos de materiais. A inalação prolongada pode causar, além da beriliose, câncer de pulmão. No contato com a pele pode causar eczema e ulcerações e, a absorção pela ingestão é pequena mas já foram relatados casos de ulcerações no trato digestivo.

Berílio

42

Notas Referências
• Emsley, John. Nature's Building Blocks: An A-Z Guide to the Elements. Oxford, England, UK: Oxford University Press, 2001. ISBN 0198503407 • Mackay, Kenneth Malcolm; Mackay, Rosemary Ann; Henderson, W.. In: Kenneth Malcolm. Introduction to modern inorganic chemistry (http://books.google.com/books?id=3-GbhmSfyeYC&pg=PA99&hl=en& sa=X&ei=8AwsT_WzJ4jm2QXU66yHDw&ved=0CDQQ6AEwAA#v=onepage&f=false). 6th ed. [S.l.]: CRC Press, 2002. ISBN 0748764208 • Weeks, Mary Elvira. Discovery of the Elements. Easton, PA: Journal of Chemical Education, 1968. LCCCN 68-15217

Ligações externas
• WebElements.com - berílio (http://www.webelements.com/webelements/elements/text/Be/index.html) • EnvironmentalChemistry.com - berílio (http://environmentalchemistry.com/yogi/periodic/Be.html) • Es Elemental - berílio (http://education.jlab.org/itselemental/ele004.html) • (http://es.wikipedia.org/wiki/Berilio) • Tinsley Laboratories (http://www.asphere.com/) • James Webb Space Telescope (http://www.jwst.nasa.gov/)

Boro
Boro

Berílio ← Boro → Carbono↑ B↓ AlTabela completa • Tabela estendida

5

B

Aparência marrom, preto

Informações gerais Nome, símbolo, númeroSérie químicaGrupo, período, blocoDensidade, dureza Propriedade atómicas Massa atômicaRaio atómico (calculado)Raio covalenteRaio de Van der WaalsConfiguração electrónicaElétrons (por nível de energia)Estado(s) de oxidaçãoEstrutura cristalina Propriedades físicas Estado da matériaPonto de fusãoPonto de ebuliçãoEntalpia de fusãoEntalpia de
Pedaços de boro de 99,7% de pureza.

Boro vaporizaçãoVolume molarPressão de vaporVelocidade do som Diversos Eletronegatividade (Pauling)Calor específicoCondutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização Isótopos mais estáveis
Ed iso AN 19,9% 80,1% Meia-vida MD MeV
10

43

PD

B B

estável com 5 neutrões estável com 6 neutrões

11

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária. Boro, B, 5 semimetal 13 (IIIA), 2, s 2460 kg/m3, 9,3 10,811(7) u 87 pm 82 pm 192 pm 1s2 2s2 2p1 2, 3 (ver imagem) 4, 3, 2, 1 (óxido ligeiramente ácido)tetragonalsólido 2348 K 4273 K 50,2 kJ/mol 489,7 kJ/mol 4,85×10-6 m3/mol 0,348 16200 m/s a 20 °C 2,04 1026 J/(kg·K) 27,4 W/(m·K) 800,6 kJ/mol 2427,1 kJ/mol 3659,7 kJ/mol O boro é um elemento químico de símbolo B , número atômico 5 ( 5 prótons e 5 elétrons ) com massa atómica 11 u. É um sólido na temperatura ambiente, classificado como semimetal ou metalóide, semicondutor, tri valente que existe abundantemente no mineral bórax. Apresenta dois alótropos: boro amorfo que é um pó marrom e boro metálico, cristalino, que é negro. A forma metálica é dura (9,3 na escala de Mohs) e é um mau condutor à temperatura ambiente. Não foi encontrado boro livre na natureza. Fibras de boro são usadas em aplicações mecânicas especiais , como no âmbito aeroespacial. O boro foi identificado como elemento químico por Jöns Jacob Berzelius em 1824.

Características principais
O boro é um elemento que, na configuração eletrônica normal, apresenta na camada de valência orbitais p incompleto e vazios ( 2px1 - 2py0 - 2pz0 ); justificando a forte tendência de ganhar elétrons. Por isso, que seus compostos se comportam como ácidos de Lewis, reagindo rapidamente com substâncias ricas em elétrons. O boro arde com chama verde e entre as características ópticas deste elemento, se incluí a transmissão de radiação infravermelha. Na temperatura ambiente sua condutividade elétrica é pequena, porém é bom condutor de eletricidade em temperaturas altas. Este metaloide tem a maior resistência à tração entre os elementos químicos conhecidos; o material fundido com arco tem uma resistência mecânica entre 1600 e 2400 MPa. O nitreto de boro é um isolante elétrico, porém conduz o calor tão bem quanto os metais. É empregado na obtenção de materiais tão duros quanto o diamante. O boro tem, também, qualidades lubrificantes similares ao grafite e, comporta-se como o carbono na capacidade de formar redes moleculares através de ligações covalentes estáveis.

Boro

44

Aplicações
O composto de boro de maior importância econômica é o bórax, empregado em grandes quantidades para a fabricação de fibras de vidro e perborato de sódio. O Boro é usado em reatores nucleares com a função de materiais de controle, é usado para controlar e até mesmo finalizar a reação de fissão nuclear em cadeia, pois o Boro é um ótimo absorvente de Nêutrons. Outros usos: • Fibras de boro são usadas em aplicações mecânicas especiais , como no âmbito aeroespacial. Alcançam resistências mecânicas de até 3600 MPa. • O boro amorfo é usado em fogos de artifício devido a coloração verde que produz.

História
Alguns compostos de boro (do árabe buraq, e este do persa burah) são conhecidos há milhares de anos. No antigo Egito, a mumificação dependia do natron, um mineral que contém boratos e outros sais comuns. Na China, os cristais de bórax eram usados desde 300 a.C. e na Roma antiga compostos de boro eram usados para a fabricação de cristais. Em 1808, Humphry Davy, J. L. Gay-lussac e L. J. Thenard obtiveram o boro com uma pureza de aproximadamente 50%. Nenhum deles reconheceu a substância como um novo elemento, identificado como tal por Jöns Jacob Berzelius em 1824. O boro puro foi obtido pela primeira vez pelo químico estadunidense W. Weintraub em 1909.

Abundância e obtenção
Os Estados Unidos de América (deserto de Mojave, California) e Turquia são os maiores produtores mundiais de boro. O elemento encontra-se combinado no bórax, ácido bórico , colemanita, kernita, ulexita e boratos. O ácido bórico é encontrado, em geral, nas águas vulcânicas. A ulexita é um mineral que, de forma natural, apresenta as propriedades da fibra óptica. O boro puro é difícil de ser obtido. Um dos primeiros métodos usados era a redução do óxido bórico com metais como magnésio ou alumínio, porém, o produto resultante quase sempre estava contaminado. Pode-se obtê-lo, também, por redução de halogenetos de boro voláteis com hidrogênio ou vapor de sódio em altas temperaturas. No segundo método obtém-se boro puro na forma cristalina.

Nutrição
Fontes alimentares: frutas secas, amêndoas, folhas verde escuras, suco de uva, feijões, maçãs e pêras. Carne e peixe não contém quantidade significativa de boro Necessidades diárias: Por volta de 1 mg, sendo que 3 mg melhora a absorção de cálcio. Super dosagem: 1 a 10 mg por dia é considerado seguro, ingestões superiores, como de 50 mg podem ser tóxicas.

Isótopos
Na natureza são encontrados dois isótopos de boro: B-11 (80,1%) e B-10 (19,9%).

Boro

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Precauções
Alguns compostos de boro e hidrogênio são tóxicos e devem ser manipulados com cuidado. O boro é tóxico para o aparelho reprodutor e desenvolvimento fetal. [1]
[1] http:/ / www. greenfacts. org/ en/ boron/ l-2/ boron-4. htm

Carbono
Carbono

Boro ← Carbono → Nitrogênio↑ C↓ SiTabela completa • Tabela estendida

6

C

Aparência incolor (diamante) e preto (grafite)

Linhas espectrais do carbono. Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Carbono, C, 6 Não-metal 14 (IVA), 2, p 2267 kg/m3, 0,5 (grafite) e 10,0 (diamante) Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Raio de Van der Waals Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 12,0107(8) u 70 (67) pm 77 pm 170 pm [He] 2s2 2p2 2, 4 (ver imagem) 4 hexagonal Propriedades físicas

Carbono

46
Estado da matéria Entalpia de vaporização Volume molar Velocidade do som sólido 355,8 kJ/mol 5,29×10−6 m3/mol 18 350 m/s a 20 °C Diversos Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade elétrica Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 5º Potencial de ionização 6º Potencial de ionização 2,55 710 J/(kg·K) 0,061 S/m 129 W/(m·K) 1086,5 kJ/mol 2352,6 kJ/mol 4620,5 kJ/mol 6222,7 kJ/mol 37831 kJ/mol 47277,0 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN 98,9% 1,1% Meia-vida MD MeV
12

PD

C C

estável com 6 neutrões estável com 7 neutrões 5730 a ß0,156
14

13

14

C sintético

N

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O carbono (do latim carbo, carvão) é um elemento químico, símbolo C , número atômico 6 (6 prótons e 6 elétrons), massa atómica 12 u, sólido à temperatura ambiente.[1] Dependendo das condições de formação, pode ser encontrado na natureza em diversas formas alotrópicas: carbono amorfo e cristalino, em forma de grafite ou ainda diamante. Pertence ao grupo (ou família) 14 (anteriormente chamada IVA). É o pilar básico da química orgânica, se conhecem cerca de 10 milhões de compostos de carbono, e forma parte de todos os seres vivos.

Características principais
O carbono é um elemento notável por várias razões. Suas formas alotrópicas incluem, surpreendentemente, uma das substâncias mais frágeis e baratas (o grafite) e uma das mais rígidas e caras (o diamante). Mais ainda: apresenta uma grande afinidade para combinar-se quimicamente com outros átomos pequenos, incluindo átomos de carbono que podem formar largas cadeias. O seu pequeno raio atómico permite-lhe formar cadeias múltiplas; assim, com o oxigênio forma o dióxido de carbono, vital para o crescimento das plantas (ver ciclo do carbono); com o hidrogênio forma numerosos compostos denominados, genericamente, hidrocarbonetos, essenciais para a indústria e o transporte na forma de combustíveis derivados de petróleo e gás natural. Combinado com ambos forma uma grande variedade de compostos como, por exemplo, os ácidos graxos, essenciais para a vida, e os ésteres que dão sabor às frutas. Além disso, fornece, através do ciclo carbono-nitrogênio, parte da energia produzida pelo Sol e outras estrelas.

Carbono

47

Estados alotrópicos
São conhecidas quatro formas alotrópicas do carbono[2], além da amorfa: grafite, diamante, fulerenos e nanotubos. Em 22 de março de 2004 se anunciou a descoberta de uma quinta forma alotrópica: (nanoespumas) [3]. A forma amorfa é essencialmente grafite, porque não chega a adotar uma estrutura cristalina macroscópica. Esta é a forma presente na maioria dos carvões e na fuligem. À pressão normal, o carbono adota a forma de grafite estando cada átomo unido a outros três em um plano composto de células hexagonais; neste estado, 3 elétrons se encontram em orbitais híbridos planos sp² e o quarto em um orbital p. As duas formas de grafite conhecidas, alfa (hexagonal) e beta (romboédrica), apresentam propriedades físicas idênticas. Os grafites naturais contêm mais de 30% de forma beta, enquanto o grafite sintético contém unicamente a forma alfa. A forma alfa pode transformar-se em beta através de procedimentos mecânicos, e esta recristalizar-se na forma alfa por aquecimento acima de 1000 °C. Devido ao deslocamento dos elétrons do orbital pi, o grafite é condutor de eletricidade, propriedade que permite seu uso em processos de eletrólise. O material é frágil e as diferentes camadas, separadas por átomos intercalados, se encontram unidas por forças de Van der Waals, sendo relativamente fácil que umas deslizem sobre as outras. Sob pressões elevadas, o carbono adota a forma de diamante, na qual cada átomo está unido a outros quatro átomos de carbono, encontrando-se os 4 elétrons em orbitais sp³, como nos hidrocarbonetos. O diamante apresenta a mesma estrutura cúbica que o silício e o germânio, e devido à resistência da ligação química carbono-carbono, é junto com o nitreto de boro (BN) a substância mais dura conhecida. A transformação em grafite na temperatura ambiente é tão lenta que é indetectável. Sob certas condições, o carbono cristaliza como lonsdaleíta, uma forma similar ao diamante, porém hexagonal, encontrado nos meteoros. O orbital híbrido sp¹, que forma ligações covalentes, só é de interesse na química, manifestando-se em alguns compostos como, por exemplo, o acetileno. Os fulerenos têm uma estrutura similar à do grafite, porém o empacotamento hexagonal se combina com pentágonos (e, possivelmente, heptágonos), o que curva os planos e permite o aparecimento de estruturas de forma esférica, elipsoidal e Fulereno-C60. cilíndrica. São constituídos por 60 átomos de carbono apresentando uma estrutura tridimensional similar a uma bola de futebol. As propriedades dos fulerenos não foram determinadas por completo, continuando a serem investigadas. A esta família pertencem também os nanotubos de carbono, de forma cilíndrica, rematados em seus extremos por hemiesferas (fulerenos). Constituem um dos primeiros produtos industriais da nanotecnologia. Investiga-se sua aplicabilidade em fios de nanocircuitos e em eletrônica molecular, já que, por ser derivado do grafite, conduz eletricidade em toda sua extensão.

Estruturas alotrópicas do diamante e grafite.

Carbono

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Aplicações
O principal uso industrial do carbono é como componente de hidrocarbonetos[4], especialmente os combustíveis como petróleo e gás natural; do primeiro se obtém por destilação nas refinarias gasolinas, querosene e óleos e, ainda, é usado como matéria-prima para a obtenção de plásticos, enquanto que o segundo está se impondo como fonte de energia por sua combustão mais limpa. Outros usos são: • • • • • • O isótopo carbono-14, descoberto em 27 de fevereiro de 1940, se usa na datação radiométrica. O grafite se combina com argila para fabricar a parte interna dos lápis. O diamante é empregado para a produção de jóias e como material de corte aproveitando sua dureza. Como elemento de liga principal dos aços (ligas de ferro). Em varetas de proteção de reatores nucleares. As pastilhas de carbono são empregadas em medicina para absorver as toxinas do sistema digestivo e como remédio para a flatulência. • O carbono ativado se emprega em sistemas de filtração e purificação da água. • O Carbono-11, radioativo com emissão de pósitron usado no exame PET em medicina nuclear. • O carvão é muito utilizado nas indústrias siderúrgicas, como produtor de energia e na indústria farmacêutica (na forma de carvão ativado) As propriedades químicas e estruturais dos fulerenos, na forma de nanotubos, prometem usos futuros no campo da nanotecnologia (ver Nanotecnologia do carbono). Os diamantóides são minúsculos cristais com forma cristalina composta por arranjos de átomos de carbono e também hidrogênio muito semelhante ao diamante. Os diamantóides são encontrados nos hidrocarbonetos naturais como petróleo, gás e principalmente em condensados (óleos leves do petróleo). Têm importante aplicação na nanotecnologia.

Abundância
O carbono não se criou durante o Big Bang[5] porque havia necessidade da tripla colisão de partículas alfa (núcleos atómicos de hélio), tendo o universo se expandido e esfriado demasiadamente rápido para que a probabilidade deste acontecimento fosse significativa. Este processo ocorre no interior das estrelas (na fase «RH (Rama horizontal)»), onde este elemento é abundante, encontrando-se também em outros corpos celestes como nos cometas e na atmosferas dos planetas. Alguns meteoritos contêm diamantes microscópicos que se formaram quando o sistema solar era ainda um disco protoplanetário. Em combinação com outros elementos, o carbono se encontra na atmosfera terrestre e dissolvido na água, e acompanhado de menores quantidades de cálcio, magnésio e ferro forma enormes massas rochosas (calcita, dolomita, mármore, etc.). De acordo com estudos realizados pelos cientistas, a estimativa de distribuição do carbono na terra é: Biosfera, oceanos, atmosfera.......3,7 x 1018 mols Crosta Carbono orgânico...........................1,1 x 1021 mols Carbonatos....................................5,2 x 1021 mols Manto..........................................1,0 x 1024 mols O grafite se encontra em grandes quantidades nos Estados Unidos, Rússia, México, Groelândia e Índia. Os diamantes naturais se encontram associados a rochas vulcânicas (kimberlito e lamproíto). Os maiores depósitos de diamantes se encontram no continente africano (África do Sul, Namíbia, Botswana, República do Congo e Serra Leoa). Existem também depósitos importantes no Canadá, Rússia, Brasil e Austrália.

Carbono

49

Compostos inorgânicos
O mais importante óxido de carbono é o dióxido de carbono ( CO2 ), um componente minoritário da atmosfera terrestre (na ordem de 0,04% em peso) produzido e usado pelos seres vivos (ver ciclo do carbono). Em água forma ácido carbónico ( H2CO3 ) — as bolhas de muitos refrigerantes — que igualmente a outros compostos similares é instável, ainda que através dele possam-se produzir íons carbonatos estáveis por ressonância. Alguns importantes minerais, como a calcita são carbonatos. As rochas carbonáticas (calcários) são um grande reservatório de carbono oxidado na crosta terrestre. Os outros óxidos são o monóxido de carbono (CO) e o raro subóxido de carbono (C3O2). O monóxido se forma durante a combustão incompleta de materiais orgânicos, e é incolor e inodoro. Como a molécula de CO contém uma tripla ligação, é muito polar, manifestando uma acusada tendência a unir-se a hemoglobina, o que impede a ligação do oxigênio. Diz-se, por isso, que é um asfixiante de substituição. O íon cianeto, ( CN- ), tem uma estrutura similar e se comporta como os íons haletos. O carbono, quando combinado com hidrogênio, forma carvão, petróleo e gás natural que são chamados de hidrocarbonetos. O metano é um hidrocarboneto gasoso, formado por um átomo de carbono e quatro átomos de hidrogênio, muito abundante no interior da terra (manto). O metano também é encontrado em abundância próximo ao fundo dos oceanos e sob as geleiras (permafrost), formando hidratos de gás. Os vulcões de lama também emitem enormes quantidades de metano enquanto que os vulcões de magma emitem uma maior quantidade de gás carbônico, que possivelmente é produzido pela oxidação do metano. Com metais, o carbono forma tanto carbetos como acetiletos, ambos muito ácidos. Apesar de ter uma eletronegatividade alta, o carbono pode formar carbetos covalentes, como é o caso do carbeto de silício (SiC), cujas propriedades se assemelham às do diamante.

Isótopos
Em 1961 a IUPAC adotou o isótopo 12C como base para a determinação da massa atómica dos elementos químicos. O carbono-14 é um radioisótopo com uma meia-vida de 5715 anos que se emprega de forma extensiva na datação de espécimes orgânicos.[6] Os isótopos naturais e estáveis do carbono são o 12C (98,89%) e o 13C (1,11%). As relações entre esses isótopos são expressas baseadas nas proporções encontradas no padrão inorgânico VPDB (Vienna Pee Dee Belemnite). O valor isotópico da proporção entre 12C/13C encontrado na atmosfera terrestre é da ordem de -8‰ (por mil). Esse valor é negativo pelo fato de que o padrão utilizado (VPDB), por ser um carbonato inorgânico, possui uma quantidade maior de 13C que a grande maioria dos compostos orgânicos e da atmosfera. A maioria das plantas, denominadas plantas de ciclo metabólico C3, apresentam valores isotópicos de carbono que variam entre -22 e -30‰; entretanto as plantas com o ciclo metabólico do tipo C4, como algumas gramineas por exemplo, apresentam valores mais enriquecidos em 13C, da ordem de -6 a -12‰. Essa diferença de dá devido às diferenças na apreensão de CO2 durante esses dois distintos tipos de processos metabólicos que ocorrem na fotossíntese. Um terceiro grupo, constituído pelas plantas de metabolismo CAM (ciclo do ácido crassuláceo), apresenta valores entre cerca de -12 e -26‰, já que ambos os ciclos C3 e C4 são possíveis nessas plantas, influenciados por fatores ambientais. A proporção ente os isótopos 12C e 13C é também um importante marcador químico de porcessos metabólicos de plantas e animais sendo também utilizado amplamentes em estudos ambientais, ecológicos e de cadeias tróficas de humanos e animais, atuais e pre-históricos, jutamente com os isótopos de nitrogênio (14N/15N) e oxigênio (16O/18O) dentre outros.

Carbono

50

Precauções
Os compostos de carbono têm uma ampla variação de toxicidade. O monóxido de carbono, presente nos gases de escape dos motores de combustão e o cianeto (CN) são extremadamente tóxicos para os mamíferos e, entre eles, os seres humanos. Os gases orgânicos eteno, etino e metano são explosivos e inflamáveis em presença de ar. Muitos outros compostos orgânicos não são tóxicos, pelo contrário, são essenciais para a vida.

Utilização
O principal uso industrial do carbono é como componente de hidrocarbonetos, especialmente os combustíveis como petróleo e gás natural; do primeiro se obtém por destilação nas refinarias gasolinas, querosene e óleos e, ainda, é usado como matéria-prima para a obtenção de plásticos, enquanto que o segundo está se impondo como fonte de energia por sua combustão mais limpa. Recentemente tem sido considerado um dos elementos principais para o desenvolvimento da eletrônica molecular ou moletrônica.
[1] Neves, Adalberto Felipe da Silva (27 de julho de 2011). Carbono (http:/ / www. tabelaperiodica. hd1. com. br/ c. htm). Tabelaperiódica. Página visitada em 31 de janeiro de 2012. [2] Alotropia do Carbono (http:/ / www. brasilescola. com/ quimica/ alotropia-carbono. htm). Brasilescola. Página visitada em 31 de janeiro de 2012. [3] http:/ / www. nature. com/ nsu/ 040322/ 040322-5. html [4] Martins, Lucas (17 de março de 2007). Hidrocarbonetos (http:/ / www. infoescola. com/ quimica/ o-que-sao-hidrocarbonetos/ ). Infoescola. Página visitada em 31 de janeiro de 2012. [5] Origem dos Elementos (http:/ / www. portalsaofrancisco. com. br/ alfa/ origem-dos-elementos-quimicos/ origem-dos-elementos-quimicos. php). Portal São Francisco. Página visitada em 31 de janeiro de 2012. [6] Farias, Robson Fernandes de (19 de fevereiro de 2002). A Química do Tempo: Carbono 14 (http:/ / qnesc. sbq. org. br/ online/ qnesc16/ v16_A03. pdf). Revista Química Nova na Escola. Página visitada em 31 de janeiro de 2012.

Ligações externas
• • • • • • WebElements.com - Carbono (http://www.webelements.com/webelements/elements/text/C/index.html) EnvironmentalChemistry.com - Carbono (http://environmentalchemistry.com/yogi/periodic/C.html) It's Elemental - Carbono (http://education.jlab.org/itselemental/ele006.html) Fullerenos y otros estados alotrópicos (http://www.vincentherr.com/cf/); modelos realizados por Vincent Herr. Enciclopdeia Libre (http://enciclopedia.us.es/index.php/Carbono) el carbon en la vida cotidina (http://www.carbon.es.tt)

Azoto

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Azoto
Azoto

Carbono ← Azoto → Oxigénio↑ N↓ PTabela completa • Tabela estendida

7

N

Aparência gás, líquido ou sólido incolor

Informações gerais Nome, símbolo, númeroSérie químicaGrupo, período, blocoDensidade, durezaNúmero CAS Propriedade atómicas Massa atômicaRaio atómico (calculado)Raio covalenteRaio de Van der WaalsConfiguração electrónicaElétrons (por nível de energia)Estado(s) de oxidaçãoEstrutura cristalina Propriedades físicas Estado da matériaPonto de fusãoPonto de ebuliçãoEntalpia de fusãoEntalpia de vaporizaçãoVolume molarVelocidade do somClasse magnética Diversos Eletronegatividade (Pauling)Calor específicoCondutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 5º Potencial de ionização 6º Potencial de ionização 7º Potencial de ionização Isótopos mais estáveis
Linhas espectrais do azoto. Ed iso AN sintético 99,634% 0,366% Meia-vida 9,965 min MD MeV
13

PD 2200

N N N

ε estável com 7 neutrões estável com 8 neutrões

13

C

14

15

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária. Azoto, N, 7 Não-metal 15 (VA), 2, p 1,2506 kg/m3, 7727-37-9 14,0067(2) u 65 pm 75 pm 155 pm [He] 2s2 2p3 2, 5 (ver imagem) ±3, 5, 4, 2 (ácido forte) hexagonal gasoso 63,15 K 75,36 K 0,3604 kJ/mol 2,7928 kJ/mol 13,54×10-6 m3/mol 334 m/s a 20 °Cdiamagnético 3,04 1040 J/(kg·K) 0,02598 W/(m·K) 1402,3 kJ/mol 2856 kJ/mol 4578,1 kJ/mol 7475 kJ/mol 9444,9 kJ/mol 53266,6 kJ/mol 64360 kJ/mol O azoto, nitrogénio (português europeu) ou nitrogênio (português brasileiro) é um elemento químico com símbolo N, número atómico 7 e número de massa 14 (7 protões e 7 neutrões), representado no grupo (ou família) 15 (antigo VA) da tabela periódica[1].

Azoto É o quinto elemento mais abundante no Universo[2]. Nas condições ambientes (25 °C e 1 atm) é encontrado no estado gasoso, obrigatoriamente em sua forma molecular biatómica (N2), formando cerca de 78% do volume do ar atmosférico[3]. A mais importante aplicação comercial do nitrogénio é na obtenção do gás amoníaco pelo processo Haber. Considera-se que foi descoberto formalmente por Daniel Rutherford em 1772 ao determinar algumas de suas propriedades. Entretanto, pela mesma época, também se dedicou ao seu estudo Scheele que o isolou.

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História
O nitrogênio (do latim nitrogenium e este do grego νίτρον = nitro, e -genio, da raiz grega γεν = gerar) considera-se que foi descoberto formalmente por Daniel Rutherford em 1772 ao determinar algumas de suas propriedades. Entretanto, pela mesma época, também se dedicaram ao seu estudo Scheele que o isolou, Cavendish, e Priestley. O nitrogênio é um gás tão inerte que Lavoisier se referia a ele como azote, que é uma palavra francesa que significa "impróprio para manter a vida". Alguns anos depois, em 1790, foi chamado de nitrogénio, por Jean Antoine Chaptal, que significa “formador de salitre”. Foi classificado entre os gases permanentes desde que Faraday não conseguiu torná-lo líquido a 50 atm e -110 °C. Mais tarde, em 1877, Pictet e Cailletet conseguiram liquefazê-lo. Alguns compostos de nitrogênio já eram conhecidos na Idade Média: os alquimistas chamavam de aqua fortis o ácido nítrico e aqua regia a mistura de ácido nítrico e clorídrico, conhecida pela sua capacidade de dissolver o ouro.

Características principais
Ocorre como um gás inerte (N2), não-metal, incolor, inodoro e insípido, constituindo cerca de 4/5 da composição do ar atmosférico, não participando da combustão e nem da respiração. Como elemento (N) tem uma elevada eletronegatividade (3 na escala de Pauling) e 5 electrões no nível mais externo (camada de valência), comportando-se como ião trivalente na maioria dos compostos que forma. Condensa a aproximadamente 77 K (-196 °C) e solidifica a aproximadamente 63 K (-210 °C). O nitrogénio é o principal componente da atmosfera terrestre. Este elemento chega ao solo através de compostos orgânicos (restos vegetais e animais) e/ou inorgânicos. Sua fixação pode ser biológica(simbiótica ou não) ou por descargas elétricas. No solo o N se encontra na forma orgânica ou inorgânica, podendo se mudar de forma (ou vice-versa) pelo fenômeno da mineralização ou imobilização.[4]

Aplicações
• A mais importante aplicação comercial do nitrogênio é na obtenção do gás amoníaco pelo processo Haber. O amoníaco é usado, posteriormente, para a fabricação de fertilizantes e ácido nítrico. • É usado, devido a sua baixa reatividade, como atmosfera inertizada em tanques de armazenamento de óleos vegetais e animais.[5] Também é usado em tanques de líquidos explosivos, durante a fabricação de componentes eletrônicos (transistores, diodos, circuitos integrados, etc.) e na fabricação do aço inoxidável. • O nitrogênio líquido, obtido pela destilação do ar líquido, se usa em criogenia, já que na pressão atmosférica condensa a -196 °C. • É usado como fator refrigerante, para o congelamento e transporte de alimentos, conservação de corpos e células reprodutivas sexuais, masculinas e femininas ou quaisquer outras amostras biológicas. Entre os sais do ácido nítrico estão incluídos importantes compostos como o nitrato de potássio (nitro ou salitre empregado na fabricação de pólvora) e o nitrato de amônio como fertilizante. Os compostos orgânicos de nitrogênio como a nitroglicerina e o Trinitrotolueno (TNT) são muito explosivos. A hidrazina e seus derivados são usados como combustível em foguetes.

Azoto Na medicina nuclear, o 13N (lê-se nitrogênio 13), radioactivo com emissão de positrão, é usado no exame PET. Na indústria automobilística é utilizado para inflar pneus de alto desempenho.

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O nitrogênio como adubo
O nitrogênio é o elemento que as plantas necessitam em maior quantidade. É um macronutriente primário ou nobre. No entanto, devido à multiplicidade de reações química e biológicas, à dependência das condições ambientais e ao seu efeito no rendimento das culturas, o nitrogênio é também o elemento que apresenta maiores dificuldades de manejo na produção agrícola mesmo em propriedades tecnicamente orientadas. As formas preferenciais de absorção de Nitrogênio pelas plantas são a amônia (NH4+) e o nitrato (NO3-). Compostos nitrogenados simples, como uréia e alguns aminoácidos, também podem ser absorvidos, mas são poucos encontrados na forma livre no solo.[6] Mas, apesar de ser o nutriente mais abundante da atmosfera terrestre, o N não figura como constituinte de qualquer rocha terrestre. Talvez, seja por este motivo ele é o elemento mais caro dos fertilizantes, pois, para sua formação são necessárias diversas reações químicas, as quais necessitam de muita energia. Tal afirmação e justificada pelo fato da difícil síntese e alto custo energético da formação do NH3.[7] As formas em que o N se apresenta nos adubo nitrogenados são: Nítricas (Ex. Nitrato de Cálcio), amoniacal (Ou ambas como e o caso do Nitrato de Amônia), orgânica e amídica (Uréia). A concentração de N nos adubos podem variar desde 82% na amônia anidra até alguns décimo de 1% nos adubos orgânicos.[8]

Abundância e obtenção
O nitrogênio é o componente principal da atmosfera terrestre (78,1% em volume). É obtido, para usos industriais, pela destilação do ar líquido ou pelo enriquecimento através de filtros moleculares. O elemento está presente na composição de substâncias excretadas pelos animais, usualmente na forma de ureia e ácido úrico. Tem-se observado compostos que contém nitrogênio no espaço exterior. O isótopo fusão nuclear das estrelas.
14

N se cria nos processos de

Compostos
Com o hidrogênio forma o amoníaco ( NH3 ) e a hidrazina ( N2H4 ). O amoníaco líquido — anfótero como a água — atua como uma base em solução aquosa formando íons amônio ( NH4+ ). O mesmo amoníaco comporta-se como um ácido em ausência de água, cedendo um próton a uma base, dando lugar ao ânion amida (NH2-). Também se conhece largas cadeias e compostos cíclicos de nitrogênio, porém, são muito instáveis. Com o oxigênio forma vários óxidos como o óxido nitroso ( N2O) ou gás hilariante, o óxido nítrico (NO) e o dióxido de nitrogênio ( NO2 ), estes dois últimos são representados genericamente por NOx e são produtos de processos de combustão, contribuindo para o aparecimento de contaminantes (smog fotoquímico). Outros óxidos são o trióxido de dinitrogênio ( N2O3 ) e o pentóxido de dinitrogênio (N2O5), ambos muito instáveis e explosivos, cujos respectivos ácidos são o ácido nitroso (HNO2) e o ácido nítrico (HNO3) que, por sua vez, formam os sais nitritos e nitratos.

Acções biológicas
O azoto é o componente essencial dos aminoácidos e dos ácidos nucleicos, vitais para os seres vivos. As leguminosas são capazes de desenvolver simbiose com certas bactérias do solo chamadas de rizóbios, estas bactérias absorvem o azoto directamente do ar, sendo este transformado em amoníaco que logo é absorvido pela planta. Na planta o amoníaco é reduzido a nitrito pela enzima nitrito redutase e logo em seguida é reduzido a nitrato pela enzima nitrato redutase. O nitrato é posteriormente utilizado pela planta para formar o grupo amino dos aminoácidos das proteínas que, finalmente, se incorporam à cadeia trófica. Um bom exemplo deste processo é observado na soja, sendo esta uma cultura que dispensa adubação nitrogenada. (veja: ciclo do nitrogênio).

Azoto

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Isótopos
Há dois isótopos estáveis do azoto: 14N e 15N. O mais comum é o 14N, com uma abundância relativa de 99,634%, sendo o restante preenchido pelo 15N. No universo, o 14N é produzida pelo ciclo carbono-azoto das estrelas. Dos dez isótopos artificiais do nitrogênio (sintetizados em laboratório), o 13N tem uma vida média de nove minutos enquanto que os demais isótopos, da ordem de segundos ou menos.
Espectro de descarga do tubo de nitrogênio.

As reacções biológicas de nitrificação e desnitrificação contribuem, de maneira determinante, na dinâmica do azoto no solo, quase sempre produzindo um enriquecimento em 15N do substrato.

Precauções
Os fertilizantes azotados são uma poderosa fonte de contaminação do solo e das águas. Os compostos que contêm iões cianeto formam sais extremadamente tóxicos e são mortais para numerosos animais, entre os quais os mamíferos.
[1] Nitrogen (http:/ / www. webelements. org/ nitrogen/ ), no site www.webelements.org [2] The 10 Most Abundant Elements in the Universe, Thomas Jefferson National Accelerator Facility (http:/ / education. jlab. org/ glossary/ abund_uni. html) (em inglês) [3] Lower Atmosphere basics - What does tropospheric air consist of? (http:/ / www. atmosphere. mpg. de/ enid/ 233. html), site Environmental Science Published for Everybody Round the Earth [4] Machado,Leonardo de Oliveira. Adubação Nitrogenada. <http://www.dpv24.iciag.ufu.br/new/dpv24/Apostilas/Monitor%20Leonardo%20-%20Apostila%20Adub.%20Nitrogenada%2002.pdf>. Accessdate = 25 April 2010 [5] Gama Gases, Propriedades dos Gases, Nitrogênio (http:/ / www. gamagases. com. br/ propriedades_nitrogenio. htm) [6] Machado,Leonardo de Oliveira. Adubação Nitrogenada. <http://www.dpv24.iciag.ufu.br/new/dpv24/Apostilas/Monitor%20Leonardo%20-%20Apostila%20Adub.%20Nitrogenada%2002.pdf>. Accessdate = 25 April 2010 [7] Machado,Leonardo de Oliveira. Adubação Nitrogenada. <http://www.dpv24.iciag.ufu.br/new/dpv24/Apostilas/Monitor%20Leonardo%20-%20Apostila%20Adub.%20Nitrogenada%2002.pdf>. Accessdate = 25 April 2010 [8] Machado,Leonardo de Oliveira. Adubação Nitrogenada. <http://www.dpv24.iciag.ufu.br/new/dpv24/Apostilas/Monitor%20Leonardo%20-%20Apostila%20Adub.%20Nitrogenada%2002.pdf>. Accessdate = 25 April 2010

Ligações externas
• • • • • Enciclopedia Libre (http://enciclopedia.us.es/index.php/Nitrógeno) WebElements.com - Nitrógeno (http://www.webelements.com/webelements/elements/text/N/index.html) EnvironmentalChemistry.com - Nitrógeno (http://environmentalchemistry.com/yogi/periodic/N.html) It's Elemental - Nitrógeno (http://education.jlab.org/itselemental/ele007.html) Schenectady County Community College - Nitrógeno (http://www.sunysccc.edu/academic/mst/ptable/n. html)

Oxigénio

55

Oxigénio
Oxigénio

Nitrogénio ← Oxigénio → Flúor↑ O↓ STabela completa • Tabela estendida

8

O

Aparência incolor; líquido azul-pálido

Linhas espectrais do oxigénio. Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Número CAS Oxigénio, O, 8 Não-metal 16 (VIA), 2, p 1,429 kg/m3, 7782-44-7 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Raio de Van der Waals Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 15,9994(3) u 60(48) pm 73 pm 152 pm 2s2 2p4 2, 6 (ver imagem) -2, -1 (neutro) cúbico Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão gasoso 50,35 K

Oxigénio

56
Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Volume molar Velocidade do som Classe magnética Susceptibilidade magnética 90,18 K 0,22259 kJ/mol 3,4099 kJ/mol 17,36×10-6 m3/mol 317,5 m/s a 20 °C paramagnético (líquido) gasoso: 1,9x10-6 líquido: 3,9x10-3 Diversos Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 3,44 920 J/(kg·K) 0,02674 W/(m·K) 1313,9 kJ/mol 3388,3 kJ/mol 5300,5 kJ/mol 7469,2 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN Meia-vida MD MeV
16

PD

O 99,762% O O 0,038% 0,2%

estável com 8 neutrões estável com 9 neutrões estável com 10 neutrões

17

18

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O oxigénio (português europeu) ou oxigênio (português brasileiro) é um elemento químico de símbolo O, número atômico 8 (8 prótons e 8 elétrons) com massa atômica 16 u. Na sua forma molecular, O2, é um gás a temperatura ambiente, incolor (azul em estado líquido e sólido), insípido, inodoro, comburente, não combustível e pouco solúvel em água. Representa aproximadamente 20% da composição da atmosfera terrestre. É um dos elementos mais importantes da química orgânica, participando de maneira relevante no ciclo energético dos seres vivos, sendo essencial na respiração celular dos organismos aeróbicos. Uma outra molécula também formada por átomos de oxigênio é o ozônio (O3), cuja presença na atmosfera protege a Terra da incidência de radiação ultravioleta procedente do Sol.

Oxigénio

57

Características principais
Nas Condições Normais de Temperatura e Pressão, o oxigênio se encontra no estado gasoso, formando moléculas biatômicas de fórmula molecular O2. Essa molécula é formada durante a fotossíntese das plantas e, posteriormente, utilizada pelos seres vivos no processo de respiração. Ver: Ciclo do oxigênio. O oxigênio, tanto em estado líquido como em estado sólido, tem uma coloração ligeiramente azulada e, em ambos os estados, é paramagnético. O oxigênio líquido é usualmente obtido a partir da destilação fracionada do ar líquido, junto com o nitrogênio. O Oxigênio gasoso, que abastece hospitais e indústrias, comercialmente vendido em cilindros de alta pressão pode ser obtido por meio de um processo de separação do ar , utilizando peneira molecular, chamado adsorção com alternância de pressão. Oxigênio gasoso também pode ser gerado no local de utilização por meio de máquinas que utilizam compressores, filtros, secadores de ar e concentradores de oxigênio com peneira molecular. Trata-se de uma alternativa viável economicamente a produção de oxigênio no local.

Aplicações
A principal utilização do oxigênio é como oxidante, devido à sua elevada eletronegatividade, superada somente pela do flúor. Por isso, o oxigênio líquido é usado como comburente nos motores de propulsão dos carros, embora, nos processos industriais, o oxigênio para a combustão seja obtido diretamente do ar. Outras aplicações industriais oxigênio são a soldadura e a fabricação de aço e metanol. A medicina usa o oxigênio administrando-o como suplemento em pacientes com dificuldades respiratórias. Também é engarrafado para ser respirado em diversas atividades desportivas ou profissionais, como o mergulho, em locais sem ventilação ou de atmosfera contaminada. O oxigênio provoca uma resposta de euforia quando inalado. No século XIX, era utilizado misturado com o óxido nitroso como analgésico. Atualmente, essa mistura ressurgiu para evitar a dor em tratamentos dentários. Seu isótopo Oxigênio 15, radioativo com emissão de pósitron, é usado em medicina nuclear, na tomografia por emissão de pósitrons .

Oxigénio

58

História
Uma das primeiras experiências conhecidas sobre a relação entre combustão e o ar foi realizada por Philon de Bizâncio, escritor grego do século II a.C., que tinha como um de seus interesses a mecânica. Em sua obra Pneumatica, Philon observou que invertendo um recipiente sobre uma vela acesa e colocando água em torno do gargalo do vaso resultava que um pouco de água subia para o gargalo.[1] Philon supôs erradamente que partes do ar no recipiente foram convertidas em elemento clássico fogo e, portanto, foram capazes de escapar através dos poros do vidro. Muitos séculos mais tarde, Leonardo da Vinci, com base no trabalho de Philon, observou que uma parte do ar é consumida durante a combustão e a respiração.[2] No final do século XVII, Robert Boyle provou que o ar é necessário para a combustão. O químico inglês John Mayow refinou este trabalho, mostrando que o fogo requer apenas uma parte do ar, que ele chamou de nitroaereus spiritus ou apenas nitroaereus.[3] Num experimento, ele verificou que a colocação ou de um rato ou de uma vela acesa em um recipiente fechado sobre a água levava a água a subir e substituir um décimo quarto do volume do ar antes de sufocar os objetos da experiência.[4] A partir disso, ele supôs que nitroaereus é consumido tanto na respiração como na combustão.

Desenho de uma vela acesa dentro de um bulbo de vidro.

Mayow observou que o antimônio aumentava de peso quando aquecido, e inferiu que o nitroaereus deve ter combinado com ele.[3] Também pensava que os pulmões separavam o nitroaereus do ar separada e passavam-no para o sangue e que o calor animal e o movimento dos músculos resultava da reação do nitroaereus com determinadas substâncias no organismo.[3] Relatos dessas e de outras experiências e ideias foram publicadas em 1668 em sua obra Tractatus duo no tratado "De respiratione".[4] O elemento oxigênio foi descoberto pelo farmacêutico sueco Carl Wilhelm Scheele em 1771, porém o seu trabalho não obteve reconhecimento imediato. Muitos atribuem a Joseph Priestley o seu descobrimento, que ocorreu independentemente em 1 de agosto de 1774. O nome oxigênio (do grego ὀξύς = ácido e, -geno, da raiz γεν = gerar), foi dado por Lavoisier em 1774 após ter observado que existiam muitos ácidos que continham oxigênio.

Compostos
Sua alta eletronegatividade o faz reagir com muitos elementos químicos exceptuando alguns poucos gases nobres (He, Ne e Ar) . Permanece com nox positivo somente quando está ligado ao flúor. O composto mais notável do oxigênio é a água (H2O). Outros compostos importantes que apresentam o elemento oxigênio em sua composição são: dióxido de carbono, os álcoois (R-OH), aldeídos, (R-CHO), e ácidos carboxílicos (R-COOH). Os íons clorato (ClO3-), perclorato (ClO4-), cromato (CrO42-), dicromato (Cr2O72-), permanganato (MnO4-) e nitrato (NO3-) são fortes agentes oxidantes. Os epóxidos são éteres na qual o átomo de oxigênio é um hétero-tomo. O ozônio (O3) se forma mediante descargas elétricas a partir do oxigênio molecular (durante as tormentas elétricas, por exemplo). No oxigênio líquido já foi encontrado, em pequenas quantidades, uma dupla molécula de oxigênio: (O2)2.

Oxigénio

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Ação biológica
O oxigênio respirado pelos organismos aeróbicos, liberado pelas plantas no processo de fotossíntese, participa na conversão de nutrientes em energia intracelular. A redução do nível de oxigênio provoca a hipoxemia e, a falta total ocasiona a anoxia, podendo provocar a morte do ser vivo. A hemoglobina é o pigmento que dá a cor aos glóbulos vermelhos (eritrócitos) e tem a função vital de distribuir o oxigênio pelo organismo.

Isótopos
O oxigênio tem três isótopos estáveis e dez radioativos. Todos os radioisótopos do oxigênio tem uma meia-vida de menos de três minutos.

Precauções
O oxigênio pode ser tóxico a elevadas pressões parciais. Alguns compostos de oxigênio como o ozônio, o peróxido de hidrogênio e radicais hidroxila são muito tóxicos. O corpo humano possui mecanismos de proteção contra estas espécies tóxicas. Por exemplo, a glutação atua como antioxidante, como a bilirrubina que é um produto derivado do metabolismo da hemoglobina.
[1] Jastrow, Joseph. Story of Human Error (http:/ / books. google. com/ ?id=tRUO45YfCHwC& pg=PA171& lpg=PA171). [S.l.]: Ayer Publishing, 1936. p. 171. ISBN 0836905687 [2] Cook & Lauer 1968, p.499. [3] Britannica contributors. Encyclopaedia Britannica (http:/ / www. 1911encyclopedia. org/ John_Mayow). 11th ed. [S.l.: s.n.], 1911.. Página visitada em 2007-12-16. [4] World of Chemistry contributors. World of Chemistry (http:/ / www. bookrags. com/ John_Mayow). [S.l.]: Thomson Gale, 2005. ISBN 0669327271. Página visitada em 2007-12-16.

Referências gerais
• • • • • • Enciclopedia Libre (http://enciclopedia.us.es/index.php/Oxígeno) Los Alamos National Laboratory - Oxygen (http://periodic.lanl.gov/elements/8.html) WebElements.com - Oxygen (http://www.webelements.com/webelements/elements/text/O/index.html) EnvironmentalChemistry.com - Oxygen (http://environmentalchemistry.com/yogi/periodic/O.html) It's Elemental - Oxygen (http://education.jlab.org/itselemental/ele008.html) Oxygen Therapy - The First 150 Years (http://www.mtsinai.org/pulmonary/papers/ox-hist/ox-hist-intro. html) • Oxygen Toxicity (http://members.tripod.com/tjaartdb0/html/oxygen_toxicity.html)

Referências bibliográficas
• Cook, Gerhard A.; Lauer, Carol M.. In: Clifford A. Hampel. The Encyclopedia of the Chemical Elements. New York: Reinhold Book Corporation, 1968. 499–512 p. LCCN 68-29938

Flúor

60

Flúor
Flúor

Oxigénio ← Flúor → Néon↑ F↓ ClTabela completa • Tabela estendida

9

F

Aparência amarelo-esverdeado Fotomontagem do gás flúor, uma vez que este reage até mesmo com o vidro. Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Número CAS Flúor, F, 9 halogénio 17 (VIIA), 2, p 1,696 kg/m3, 7782-41-4 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Raio de Van der Waals Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 18,9984032(5) u 50(42) pm 71 pm 147 pm [He] 2s2 2p5 2, 7 (ver imagem) -1 (ácido forte) cúbico Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Volume molar gasoso 53,53 K 85,03 K 0,2552 kJ/mol 3,2698 kJ/mol 11,20×10-6 m3/mol Diversos Eletronegatividade (Pauling) 3,98

Flúor

61
Calor específico Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 5º Potencial de ionização 6º Potencial de ionização 7º Potencial de ionização 8º Potencial de ionização 9º Potencial de ionização 824 J/(kg·K) 0,0279 W/(m·K) 1681 kJ/mol 3374,2 kJ/mol 6050,4 kJ/mol 8407,7 kJ/mol 11022,7 kJ/mol 15164,1 kJ/mol 17868 kJ/mol 92038,1 kJ/mol 106434,3 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN Meia-vida MD MeV
18

PD 0,64 1,656

F sintético 109,77 min

β+ (97%) ε (3%)

18

O

19

F

100%

estável com 10 neutrões

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

Flúor é um elemento químico, símbolo F, de número atômico 9 (9 prótons e 9 elétrons) de massa atómica 19 u, situado no grupo dos halogênios (grupo 17 ou VIIA) da tabela periódica dos elementos. Em sua forma biatômica (F2) e em CNTP, é um gás de coloração amarelo-pálido. É o mais eletronegativo e reativo de todos os elementos. Em sua forma ionizada (F–) é extremamente perigoso, podendo ocasionar graves queimaduras químicas se em contato com tecidos vivos.

Características principais
Em CNTP, o flúor é um gás corrosivo de coloração amarelo-pálido, fortemente oxidante. É o elemento mais eletronegativo e o mais reativo dos ametais e forma compostos com praticamente todos os demais elementos, incluindo os gases nobres xenônio e radônio. Inclusive em ausência de luz e baixas temperaturas reage explosivamente com o hidrogênio. Jatos de flúor no estado gasoso atacam o vidro, metais, água e outras substâncias, que reagem formando uma chama brilhante. O flúor sempre se encontra combinado na natureza e tem afinidade por muitos elementos, especialmente o silício, não podendo ser guardado em recipientes de vidro. Em solução aquosa de seus sais, o flúor apresenta-se normalmente na forma de íons fluoretos, F–. Outras formas são complexos de flúor como o [FeF4]–, ou o H2F+. Os fluoretos são compostos nas quais os íons fluoretos estão ligados a algum resto químico de carga positiva. O flúor não é considerado um elemento mineral essencial para o ser humano[1]. Pequenas quantidades de flúor podem beneficiar o fortalecimento ósseo, mas sua falta é um problema apenas na formulação de dietas artificiais.

Flúor

62

História
O flúor (do latim fluere = "fluir") formando parte do mineral fluorita, CaF2, foi descrito em 1529 por Georgius Agricola por seu uso como fundente, empregado para reduzir os pontos de fusão de metais ou minerais. Em 1670 Heinrich Schwanhard observou que era possível gravar o vidro quando exposto a fluorita que havia sido tratada com ácido. Posteriormente, Carl Wilhelm Scheele, Humphry Davy, Gay-Lussac, Antoine Lavoisier e Louis Thenard, realizaram experimentos com o ácido fluorídrico. Alguns destes experimentos acabaram em tragédia. O flúor foi descoberto em 1771 por Carl Wilhelm Scheele; entretanto, devido à sua elevada reatividade, não se conseguiu isolá-lo porque, quando separado de algum composto, imediatamente reagia com outras substâncias. Finalmente, em 1886, foi isolado pelo químico francês Henri Moissan. A primeira produção comercial do flúor foi para a bomba atômica do Projeto Manhattan, para a obtenção do hexafluoreto de urânio, UF6, usado para a separação de isótopos de urânio.

Abundância e obtenção
O flúor é o halogênio mais abundante da crosta terrestre, com uma concentração de 950 ppm. Na água do mar se encontra numa proporção de aproximadamente 1,3 ppm. Os minerais mais importantes no qual está presente são a fluorita, CaF2, a fluorapatita, Ca5(PO4)3F e a criolita, Na3AlF6. Obtém-se pela eletrólise de uma mistura de HF e KF. No processo ocorre a oxidação dos fluoretos, no anodo: 2F- - 2e- → F2 No catodo descarrega-se o hidrogênio, sendo necessário evitar que os dois gases obtidos entrem em contato para que não haja o risco de explosão. O flúor também é um subproduto efluente da produção do alumínio.

Compostos
• Utilizam-se numerosos compostos orgânicos nos quais foram substituídos formalmente átomos de hidrogênio por átomos de flúor. Existem distintas formas de obtê-los, uma das mais importantes é através de reações de substituição de outros halogênios: CHCl3 + 2HF → CHClF2 + 2HCl • Os CFCs foram empregados numa ampla variedade de aplicações, por exemplo, como refrigerantes, propelentes, agentes espumantes, isolantes, etc., porém, como contribuiam para a destruição da camada de ozônio foram sendo substituídos por outros compostos químicos, como os HCFs. Os HCFCs também são empregados como substitutos dos CFCs, porém também destroem a camada de ozônio a longo prazo. • O politetrafluoroetileno (PTFE) é um polímero denominado teflon, de grande resistência química e baixo coeficiente de atrito. • O ácido fluorídrico é uma solução aquosa de fluoreto de hidrogênio. É um ácido fraco, porém muito mais perigoso que ácidos fortes como o clorídrico. O ácido HF é utilizado para gravar vidros e para retirar sílica (areia) de aços especiais. • O hexafluoreto de urânio, UF6, é um gás a temperatura ambiente que se emprega para a separação dos isótopos de urânio. • O flúor forma compostos com outros halogênios apresentando, nestes casos, estado de oxidação -1, por exemplo, IF7, BrF5, BrF3, e ClF. • A criolita natural, Na3AlF6, é um mineral que contém fluoretos. Se extraía na Groenlândia, porém atualmente está praticamente esgotada. Felizmente, pode-se obtê-la sinteticamente para ser empregada na obtenção de alumínio por eletrólise.

Flúor

63

Odontologia
O flúor está presente em mamíferos na forma de fluoretos. E, embora sua essencialidade não tenha sido comprovada inequivocamente (WHO, 2002 — Guidelines Para Qualidade da água), trata-se alegadamente de uma substância essencial, que deve ser utilizada com sabedoria, por ser muito reativa e tóxica, para que todos possam gozar de seus benefícios e fazer jus ao ditado "Só a dose faz o veneno". É preciso lembrar que na dose certa, nem arsênico é venenoso, existindo aplicações medicinais também para ele. Quando em pequenas quantidades se acumula nos ossos e dentes dando-lhes uma maior resistência, (embora algum efeito benéfico sobre os ossos não tenha sido bem comprovado). São acrescentados fluoretos em médias quantidades nos cremes dentais (1000ppm–1500ppm),que não devem ser engolidos, e em baixa quantidade em águas de consumo para evitar o surgimento de cáries, (0,6ppm–1,0ppm). Entretanto a fluoretação da Água potável é motivo de controvérsias entre muitos cientistas, políticos e ativistas, pois o Flúor é considerado medicamento pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que endossa sua adição na água, leite ou sal como forma eficaz de combater a cárie. Sua eficácia não pode ser comprovada por falta de grupos de controle. Esta é uma doença pandêmica. Difícil é encontrar no mundo moderno, algum indivíduo que não a tenha. No Brasil, há leis de fluoretação de águas públicas que foram recentemente contestadas por políticos e outros profissionais contrários a esse tratamento de massa da população, no senado e câmara, considerado antiético, segundo seus valores, ao tempo em que foram festejadas por organizações médicas e comunidades científicas. Há questões éticas a respeito dessa medicação em massa sem prescrição médica. Pessoas com algum grau de autismo são prejudicadas pela fluoretação obrigatória uma vez que não há alternativas de abastecimento sem flúor, inclusive de alimentos, e este é depressor do sistema nervoso central. Seja como for, a fluoretação tem eficácia de até 60% nas redução das cáries[Carece de fontes]. E embora esse índice dificilmente chegue a 30% atualmente, devido ao uso disseminado de outras fontes de flúor, é muito importante que seja discutida com a população essa importante medida de saúde, visando beneficiá-la com níveis ótimos da paradoxal substância ao tempo em que se respeite a ética em saúde pública evitando assim problemas como A Revolta da Vacina de 1906. É muito importante o total controle sobre a dosagem depositada na água, sal e leite por parte de químicos, técnicos e engenheiros. A OMS também recomenda que seja feita a pesquisa das fontes de flúor extra-água, para saber se as pessoas já estão sendo expostas aos níveis adequados do elemento no ar e comida. Infelizmente essa atitude é pouco praticada no Brasil. É tarefa de odontólogos, autoridades públicas e cientistas garantir que o uso excessivo da substância valha punição severa para seus praticantes (indústria, técnicos das estações de tratamento da água, etc.), e que as margens corretas sejam usadas, a fim de se reduzir a doença cárie com o mínimo de efeitos colaterais bem como garantir tratamento para vítimas de fluorose com aspecto antiestético (relativamente rara[Carece de fontes]). Vale lembrar que muitas águas têm fluoretos naturais, a maioria das águas minerais, por sinal. Em chás e peixes ele existe em grande abundância, o que poderia justificar a boa qualidade dental de indígenas e orientais juntamente com um menor consumo de açúcares refinados. Assim, a fluoretação não se mostra tão eficiente e necessária quanto se propagandeia. O Flúor, advindo da fluoretação artificial, é absorvido quase completamente pelo organismo humano, enquanto a sua versão encontrada em chás, peixes e determinados vegetais, tem absorção de apenas 25%. A maior parte dele se deposita nas partes sólidas do organismo mamífero, o tecido ósseo, enquanto uma pequena porção singra para os dentes. Fluoretos orgânicos talvez sejam nutrientes essenciais, mas essa possibilidade ainda não foi provada inequivocamente, embora um ser humano normal tenha em média 500ppm/F nos ossos do corpo. Uma intoxicação por Flúor é conhecida como Fluorose (dentária), e se manifesta com um aspecto quebradiço e cromaticamente disforme dos dentes,(mosqueamento). Geralmente acontece quando do consumo de grandes quantidades de águas naturalmente fluoretadas, por parte de crianças, e em alimentos processados com estas águas, é importante que com a fluoretação seja feito o combate a desnutrição, para que bem suplementada de cálcio e iodo a criança não sofra de má mineralização com cristais defeituosos de Fluorita (CaF2) e problemas da tireóide. É

Flúor importante também que a substância usada tenha boa procedência e como fim a saúde pública. A lista dos efeitos pode ser resumida assim, para o consumo de compostos do flúor. • 1,5mg/dia a 2,5mg/dia — Redução da cárie em até 70% com 20%–40% de fluorose muito leve e leve, em crianças de até 7 anos, sem nenhum efeito tóxico considerável. Sequer os pais conseguirão ver qualquer alteração no esmalte dentário. Essa quantidade corresponde ao consumo de água a níveis ótimos de flúor. • 6,0mg/dia — Anulação de boa parte do efeito benéfico, com presença de problemas ósseos e neurológicos em algumas crianças mal-nutridas e fluorose leve, moderada e severa com sério comprometimento da estética. Muita gente resiste bem a essa porção[Carece de fontes]. • 10,0mg/dia a 20mg/dia — Quantidade tóxica. Algumas pessoas poderão ter problemas gástricos leves devido a formação do HF no estômago. Essa porção pode levar a moléstias ósseas como fluorose esquelética, artrite e fraturas de stress, associadas a distúrbios de aprendizagem em infantes. Corresponde a problemas reportados pelo UNICEF em comunidades indianas e chinesas. Está ligada a problemas relatados por pessoas vivendo próximo a fábricas de cerâmica e fertilizantes e consumidores de águas insalubres no Nordeste brasileiro. A água com mais de 1,5ppm deve ser tratada com adsorção, floculação, destilação ou osmose reversa. • 200mg — Já foi relatado, nessa dosagem, morte por intoxicação de crianças mais sensíveis. Causa grande mal-estar gástrico devido a formação do ácido fluorídrico(HF) no estômago e consequente ferida na mucosa gástrica. • 500mg–2g — Com 500mg, em um consumo único, causa parada cardíaca e morte em crianças e com doses a partir de 2g, de fluoreto de sódio, pode matar um adulto. Lavagem gástrica e consumo de água de cal (Ca(OH)2), hidróxido de magnésio, ou leite, podem diminuir a absorção da substância por parte do organismo. É fundamental que o paciente seja levado a um hospital para tratamento. A fluoretação foi considerada uma das melhores políticas de saúde pública pelo CDC nos Estados Unidos, (ainda que sob muitas críticas de cientistas contrários). Entretanto, se não houver um programa de combate à desnutrição, como há naquele país, o flúor pode não beneficiar as crianças com deficiência de cálcio, proteínas e antioxidantes. É fundamental que expandindo-se tal prática, nutra-se as crianças carentes, para termos um efeito totalmente benéfico e com grande sucesso.

64

Precauções
O flúor e o HF devem ser manuseados com grande cuidado, devendo-se evitar totalmente qualquer contato com a pele ou com os olhos. Também não podem ser armazenados em recipientes de vidro pois corroem. Tanto o flúor como os íons fluoretos são altamente tóxicos. O flúor apresenta um odor acre característico, sendo detectável em concentrações tão baixas como 0,02 ppm, abaixo dos limites de exposição recomendados.

Métodos análiticos
Segundo o Standards Methodos for Water and Wasterwater, 20º edição, as maneiras mais usadas para se determinar fluor são por colorimetria, via SPADNS, e por ion seletivo. Como explicado acima é muito importante controlar os níveis de flúor, tanto na água potável quanto nos efluentes. Segundo a portaria 518 MS o nível máximo permitido para o flúor na água potável é 1,5 mg/L.

Flúor

65

Ligações externas
• • • • • WebElements.com - Fluorine [2] EnvironmentalChemistry.com - Fluorine [3] It's Elemental - Fluorine [4] Relação do Fluor e os Dentes. [5] Fluoride Action Network: uma ONG que combate a fluoretação [6]

[1] Essential Nutrients in Drinking Water (Draft) (http:/ / www. who. int/ water_sanitation_health/ dwq/ en/ nutoverview. pdf). OMS (2004). Página visitada em 16 Maio 2012. [2] http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ F/ index. html [3] http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ F. html [4] http:/ / education. jlab. org/ itselemental/ ele009. html [5] http:/ / ram. uol. com. br/ materia. asp?id=546 [6] http:/ / www. fluoridealert. org/

Néon
Néon

Flúor ← Néon → SódioHe↑ Ne↓ ArTabela completa • Tabela estendida

10

Ne

Aparência
gás incolor, exibindo incandescência laranja-avermelhada quando colocado num campo elétrico de alta voltagem.

Linhas espectrais do néon. Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Número CAS Néon, Ne, 10 gases nobres 18 (VIIIA), 2, p 0,8999 kg/m3, não apresenta dureza 7440-01-9 Propriedade atómicas

Néon

66
Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Raio de Van der Waals Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estrutura cristalina 20,1797(6) u 38 pm 69 pm 154 pm [He] 2s2 2p6 2, 8 (ver imagem) cúbico de faces centradas Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Pressão de vapor Velocidade do som gasoso 24,56 K 27,07 K 0,3317 kJ/mol 1,7326 kJ/mol 1 Pa a 12 K 435 m/s a 20 °C Diversos Calor específico Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 103 J/(kg·K) 0,0493 W/(m·K) 2080,7 kJ/mol 3952,3 kJ/mol 6122 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN Meia-vida MD MeV
20

PD

Ne 90,48% Ne Ne 0,27% 9,25%

estável com 10 neutrões estável com 11 neutrões estável com 12 neutrões

21

22

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O néon/neãoPortuguês europeu (com predileção a néon em Portugal) ou neônioPortuguês brasileiro é um elemento químico de símbolo Ne, número atómico 10 (10 prótons e 10 elétrons) com massa atómica 20 u. É um gás nobre incolor, praticamente inerte, presente em pequena quantidade no ar atmosférico, porém muito abundante no Universo, que proporciona um tom arroxeado característico à luz das lâmpadas fluorescentes nas quais o gás é empregado. A substância é obtida tecnicamente pela retificação do ar líquido. É também usado em tubos luminosos, em sinalização e em fins publicitários. Foi descoberto pelos químicos britânicos William Ramsay e Morris Travers em 1898.

Néon

67

Características principais
É o segundo gás nobre mais leve, apresentando um poder de refrigeração, por unidade de volume, 40 vezes maior que o do hélio líquido e três vezes maior que o do hidrogênio líquido. Na maioria das aplicações, o uso de néon líquido é mais econômico que o do hélio. • • • • Peso atómico: 20,183 uma Ponto de ebulição: 27.1 K (–246 °C) Ponto de fusão: 24,56 K (–248,6 °C) Densidade: 1,20 g/ml (1,204 g/cm³ a –246 °C)

Aplicações
O tom roxo-alaranjado da luz emitida pelos tubos de néon é usado profusamente para a fabricação de indicadores publicitários. Também recebem a denominação de tubos de néon outros de cores distintas que, na realidade, contêm gases diferentes. Outros usos do néon são:
Tubo de neon.

• Indicadores de alta voltagem. • Tubos de televisão.

• Junto com o hélio é empregado para a obtenção de um tipo de laser. • O néon líquido é comercializado como refrigerante criogénico.

História
O néon (do grego néos = novo) foi descoberto em 1898 pelos químicos ingleses William Ramsay (1852-1916) e Morris Travers (1872-1961) em Londres.[1] Foi descoberto quando Ramsay refrigerou uma amostra retirada da atmosfera até que se tornou um líquido, em seguida, o líquido foi aquecido e Ramsay capturou os gases quando era fervido. Os gases encontrados foram o criptônio, xenônio e o Neon.[2] A cor vermelha brilhante, que é emitida pelo neon gasoso foi notado imediatamente, sendo que Travers escreveu mais tarde: "A chama da luz vermelha do tubo contou sua própria história".[3] A escassez do Neon impediu a sua aplicação imediata para iluminação ao longo das linhas dos tubos de Moore, que usavam nitrogênio e que eram comercializados no início dos anos 1900s. Depois de 1902, a companhia de Georges Claude's, Air Liquide, estava produzindo quantidades industriais de neon como um subproduto de seu negócio de liquefação do ar, e em dezembro de 1910 Claude demonstrou a moderna iluminação de neon baseada num tubo selado de neon. Em 1912, o sócio de Claude começou a vender tubos de descarga de neon como letreiros publicitários. Eles foram introduzidos nos Estados Unidos em 1923, quando dois grandes letreiros de neon foram comprados por uma concessionária de carros de Los Angeles. O brilho e a cor vermelha chamativa fizeram dos letreiros de neon algo completamente diferentes dos usados pelos competidores.[4] Neon desempenhou um papel importante na compreensão básica da natureza dos átomos em 1913, quando J. J. Thomson, como parte de sua pesquisa a respeito da composição dos raios anódicos, canalizou raios de íons de neon através de campos magnéticos e elétricos e mediu suas deflexões colocando uma placa fotográfica no seu trajeto. Thomson observou dois separados caminhos de luz na placa fotográfica, o que sugeria duas diferentes parábolas de deflexão. Thomson chegou à conclusão de que alguns dos átomos do gás neon eram de maior massa do que os outros. Embora isto não tenha sido entendido no tempo de Thomson, esta foi a primeira descoberta de isótopos de átomos estáveis. Isto foi realizado utilizando uma versão rústica de um instrumentos que agora se chama espectrômetro de massa.

Néon

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Abundância e obtenção
Neon é abundante em uma escala universal, sendo o quinto elemento químico mais abundante por massa no Universo, atrás do hidrogênio, hélio, oxigênio, e carbono. Sua relativa raridade na Terra, como a do hélio, deve-se à sua relativa leveza, alta pressão de vapor a temperaturas muito baixas, e inércia química, todas propriedades que tendem o impedem de ficar preso no gás de condensação e nuvens de poeira, que resultou na formação de planetas sólido pequenos e quentes, como a Terra. O néon se encontra usualmente na forma de gás monoatômico, tornando-o mais leve do que as moléculas de nitrogênio e oxigênio diatômico que formam a maior parte da atmosfera da Terra, um balão cheio de neon vai subir no ar, embora mais lentamente do que um balão de hélio.[5] A abundância em termos de massa no Universo é de cerca de 1 parte in 750 e no Sol e presumivelmente na nebulosa proto-solar, aproximadamente 1 parte em 600. Neón é raro na Terra, encontrado na atmosfera terrestre a 1 parte em 65000 (15,4 ppm) considerando volume ou 1 parte em 83000 (12 ppm) considerando massa. Sendo obtido em escala industrial pela destilação fracionada do ar. O processo se baseia no resfriamento do ar e destilação do líquido criogênico resultante.[6]

Compostos
Ainda que o neônio seja praticamente inerte, tem-se obtido um composto com flúor em laboratório. Não se sabe com certeza se este ou algum outro composto de néon diferente existe na natureza, porém algumas evidências sugerem que podem existir. Os ions Ne+, (NeAr)+, (NeH)+ e (HeNe+) têm sido observados em investigações espectrométricas de massa e ópticos. Entretanto, sabe-se que o néon forma um hidrato instável.

Isótopos
Existem três isótopos estáveis, Ne-20 (90,48%), Ne-21 (0,27%) e Ne-22 (9,25%). O Ne-21 e Ne-22 são obtidos principalmente por emissão neutrônica e desintegração α do Mg -24 e Mg-25, respectivamente, e suas variações são bem conhecidas. No caso do Ne-20 ainda existem dúvidas quanto ao mecanismo de formação. De maneira semelhante ao xénon, o néon das amostras de gases vulcânicos apresenta um enriquecimento de Ne-20 assim como Ne-21 cosmogénico. Igualmente têm-se encontrado quantidades elevadas de Ne-20 em diamantes, o que indica a provável existência de reservatórios de néon solar na Terra.

Ligações externas
• WebElements.com - néon [7] • EnvironmentalChemistry.com - néon [8]
[1] Ramsay, William, Travers, Morris W. (Proceedings of the Royal Society of London). "On the Companions of Argon" (http:/ / dx. doi. org/ 10. 1098/ rspl. 1898. 0057) (em inglês). (1898). [2] "Neon: History" (http:/ / nautilus. fis. uc. pt/ st2. 5/ scenes-e/ elem/ e01000. html) (em inglês). [3] Weeks, Mary Elvira (2003). Discovery of the Elements: Third Edition (reprint) (http:/ / books. google. com/ books?id=SJIk9BPdNWcC& pg=PA287). [4] Mangum, Aja. " Neon: A Brief History (http:/ / nymag. com/ shopping/ features/ 41814/ )", December 8, 2007. [5] Gallagher, R.; Ingram, P.. Chemistry for Higher Tier (http:/ / books. google. com/ ?id=SJtWSy69eVsC& pg=PA96). [S.l.]: University Press, 2001-07-19. 282 p. ISBN 9780199148172 [6] http:/ / www-d0. fnal. gov/ hardware/ cal/ lvps_info/ engineering/ elements. pdf [7] http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ Ne/ index. html [8] http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ Ne. html

Sódio

69

Sódio
Sódio

Néon ← Sódio → MagnésioLi↑ Na↓ KTabela completa • Tabela estendida

11

Na

Aparência branco-prateado; metálico

Linhas espectrais do sódio Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Sódio, Na, 11 metais alcalinos 1 (IA), 3, s 968 kg/m3, 0,5 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Raio de Van der Waals Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 22,98976928(2) u 186 pm 154 pm 227 pm [Ne] 3s1 2, 8, 1 (ver imagem) +1 (base forte) cúbico de corpo centrado Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão sólido 370,95 K 1156 K 2,598 kJ/mol

Sódio

70
Entalpia de vaporização Pressão de vapor Velocidade do som Classe magnética Susceptibilidade magnética 96,96 kJ/mol 1 Pa a 554 K 3200 m/s a 20 °C paramagnético 8,5x10-6 Diversos Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 0,93 1230 J/(kg·K) 141 W/(m·K) 495,8 kJ/mol 4562 kJ/mol 6910 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN Meia-vida MD MeV
22

PD 2,842

Na sintético Na 100%

2,602 a

ε

22

Ne

23

estável com 12 neutrões

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O sódio é um elemento químico de símbolo Na (Natrium em latim), de número atômico 11 ( 11 prótons e 11 elétrons ) e massa atômica 23 u. É um metal alcalino, sólido na temperatura ambiente, macio, untuoso, de coloração branca, ligeiramente prateada. Foi isolado em 1807 por Sir Humphry Davy por meio da eletrólise da soda cáustica fundida (se a eletrólise for feita com solução de soda cáustica, irá se obter hidrogênio e oxigênio apenas). O sódio metálico emprega-se em síntese orgânica como agente redutor. É também componente do cloreto de sódio ( NaCl ) necessário para a vida. É um elemento químico essencial.

Sódio

71

Principais Características
É muito abundante na natureza, encontrado no sal marinho e no mineral halita. No teste de chama arde na cor amarela. Na sua forma metálica é muito reativo, se oxida com o ar, reage violentamente com a água e é muito corrosivo quando entra em contato com a pele. Não é encontrado, livre na natureza decompõe a água produzindo um hidróxido com desprendimento de hidrogênio. Normalmente não arde em contato com o ar abaixo de 388 K (115 °C).

História
O cátion sódio (do italiano soda = sem sabor) é conhecido em diversos compostos. Foi isolado em 1807 por Sir Humphry Davy através da eletrólise da soda cáustica. Na Europa medieval era empregado como remédio para as enxaquecas um composto de sódio denominado sodanum. O símbolo do sódio (Na), provém de natron ( ou natrium, do grego nítron ) nome que recebia antigamente o carbonato de sódio.

Aplicações
Sais de sódio quando expostos ao fogo emitem luz amarela

O sódio metálico emprega-se em síntese orgânica como agente redutor.

Alguns usos: • Em ligas anti-atrito com o chumbo para a produção de balas ( projéteis ). Com o chumbo também é usado para a produção de aditivos antidetonantes para as gasolinas. • Na fabricação de detergentes combinando-o com ácidos graxos. • Na purificação de metais fundidos. • A liga NaK é empregada como transferente de calor. O sódio também é usado como refrigerante. • É empregado na fabricação de células fotoelétricas. • Na iluminação pública, através das lâmpadas de vapor de sódio.

Papel biológico
Equilíbrio hídrico
O sódio tem um papel importante no balanço hídrico da água corporal. Nos mamíferos, a diminuição da pressão arterial e da concentração de sódio no sangue são detectadas pelos rins, resultando na produção de renina, um hormônio que atua de várias formas, sendo uma delas a liberação indireta de aldosterona, um hormônio que diminui a excreção de sódio na urina, e consequentemente provoca retenção de sódio e água. Por outro lado, a vasopressina atua diminuindo a concentração sanguínea de sódio, pois somente atua na retenção de água corporal, também a nível renal. A vasopressina é o principal hormônio no controle da natremia (concentração plasmática de sódio).

Sódio

72

Manutenção do potencial elétrico da membrana celular
Os cátions de sódio são importantes para a correta função dos neurônios e de diversas outras células animais. O sódio é o principal cátion do líquido extracelular (líquido corporal que está fora das células), onde está numa concentração muito maior do que no compartimento intracelular. Essa diferença de concentração se deve principalmente à existência da bomba de sódio e potássio, e são esses dois eletrólitos os maiores responsáveis pelo potencial de ação celular em animais.

Abundância e obtenção
O sódio é relativamente abundante nas estrelas, detectando-se sua presença através da linha D do espectro solar, situada aproximadamente no amarelo. A crosta terrestre contém aproximadamente 2,6% de sódio, sendo o quarto elemento mais abundante e o mais comum entre os metais alcalinos. Atualmente é obtido pela eletrólise ígnea do cloreto de sódio fundido a 808 graus centígrados, procedimento mais econômico que os usados anteriormente. É um metal barato. O composto mais abundante de sódio é o cloreto de sódio, o sal comum de cozinha. Também se encontra presente em diversos minerais como anfíbolas, trona, halita, zeólitos e outros.
Depósitos de NaCl

Compostos
Os compostos de sódio de maior importância industrial e comercial são: • Carboneto de sódio - carboneto metálico ( Na2C2). • Cloreto de sódio- sal comum ( NaCl ). • • • • • • • 2CO3 ). Bicarbonato de sódio ( NaHCO3 ). Hidróxido de sódio - soda cáustica ( NaOH ). Nitrato de sódio - salitre de Chile ( NaNO3 ). Sulfato de sódio - Chamado de Sal de Glauber quando deca-hidratado (Na2SO4.10H20). Tiosulfato de sódio penta-hidratado ( Na2S2O3 . 5H2O). Bórax ( Na2B4O7 · 10H2O).
Carbonato de sódio ( Na

Isótopos
Há treze isótopos do elemento sódio conhecidos. O único estável é o 23Na. O sódio possui dois isótopos radioativos cosmogênicos: 22Na e 24Na. O primeiro com períodos de semidesintegração de 2605 anos e o segundo de aproximadamente 20 horas.

Precauções
Na forma metálica o sódio é explosivo, em água é venenoso quando combinado com muitos outros elementos. O metal deve ser sempre manipulado com muito cuidado e, armazenado em atmosfera ou fluidos inertes (normalmente se usam os hidrocarbonetos desidratados, como o querosene) evitando o contato com a água e outras substâncias com os quais o sódio reage. O uso de óculos de proteção é sempre necessário, pois seus estilhaços, se houverem, podem reagir violentamente com o fluido lacrimal.

Sódio Em caso de contato com a pele, jamais deve lavar-se com água mas sim com álcool, até a completa remoção do metal e posteriormente, tratar como uma queimadura por álcali cáustico, como o hidróxido de sódio. Sua eliminação é sempre feita em álcool etílico, com o qual reage lentamente, formando alcoolato que posteriormente pode ser eliminado com água numa reação muito menos enérgica.

73

Referências Ligações externas
• Brasileiro consome 2,5 vezes mais sódio que o recomendado pela OMS (http://cienciaesaude.uol.com.br/ ultnot/2009/05/13/ult4477u1614.jhtm) • WebElements.com - Sodio (http://www.webelements.com/webelements/elements/text/Na/index.html) • EnvironmentalChemistry.com - Sodio (http://environmentalchemistry.com/yogi/periodic/Na.html) • Es Elemental - Sodio (http://education.jlab.org/itselemental/ele011.html)

Magnésio
Por paronímia, você pode também estar procurando por manganês (ou manganésio).
Magnésio

Sódio ← Magnésio → AlumínioBe↑ Mg↓ CaTabela completa • Tabela estendida

12

Mg

Aparência branco-prateado

Linhas espectrais do magnésio Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Magnésio, Mg, 12 metal alcalinoterroso 2 (IIA), 3, s 1738 kg/m3, 2,5

Magnésio

74
Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Raio de Van der Waals Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 24,3050(6) u 160 pm 130 pm 173 pm [Ne] 3s2 2, 8, 2 (ver imagem) +2, 1 (óxido fortemente básico) hexagonal Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Pressão de vapor Velocidade do som Classe magnética sólido 923 K 1363 K 8,954 kJ/mol 127,4 kJ/mol 361 Pa a 923 K 4602 m/s a 20 °C Paramagnético Diversos Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade elétrica Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 1,31 1020 J/(kg·K) 22,4×106 S/m 156 W/(m·K) 737,7 kJ/mol 1450,7 kJ/mol 7732,7 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN Meia-vida MD MeV
24

PD

Mg 78,99% Mg 10%

estável com 12 neutrões estável com 13 neutrões estável com 14 neutrões

25

26

Mg 11,01%

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O magnésio é um elemento químico de símbolo Mg de número atômico 12 (12 prótons e 12 elétrons) com massa atómica 24 u. É um metal alcalino-terroso, pertencente ao grupo (ou família) 2 (anteriormente chamada IIA), sólido nas condições ambientais.

Magnésio É o sétimo elemento mais abundante na crosta terrestre, onde constitui cerca de 2% da sua massa,[1] e o nono no Universo conhecido, no seu todo.[2] Esta abundância do magnésio está relacionada com o fato de se formar facilmente em supernovas através da adição sequencial de três núcleos de hélio ao carbono (que é, por sua vez, feito de três núcleos de hélio). A alta solubilidade dos iões de magnésio na água assegura-lhe a posição como terceiro elemento mais abundante na água do mar[3]. É empregado principalmente como elemento de liga com o alumínio. Outros usos incluem flashes fotográficos, pirotecnia e bombas incendiárias. O magnésio foi descoberto em 1755 pelo escocês Joseph Black.

75

Principais características
O magnésio é um metal bastante resistente e leve, aproximadamente 30% menos denso que o alumínio. Possui coloração prateada, perdendo seu brilho quando exposto ao ar, por formar óxido de magnésio. Quando pulverizado e exposto ao ar se inflama produzindo uma chama branca. Reage com a água somente se esta estiver em ebulição, formando hidróxido de magnésio e liberando hidrogênio.

Aplicações
Os compostos de magnésio, principalmente seu óxido, são usados como material refratário em fornos para a produção de ferro e aço, metais não ferrosos, cristais e cimento. Assim como na agricultura, indústrias químicas e de construção. O uso principal do metal é como elemento de liga com o alumínio , empregando-a para a produção de recipientes de bebidas, componentes de automóveis como aros de roda e maquinárias diversas. O magnésio também é usado para eliminar o enxofre do aço e ferro. Outros usos: • • • • • Aditivo em propelentes convencionais. Obtenção de fundição nodular (Fe-Si-Mg). Agente redutor na obtenção de urânio e outros metais a partir de seus sais. O hidróxido ( leite de magnésia ), o cloreto, o sulfato ( sal de Epsom ) e o citrato são empregados em medicina. O pó de carbonato de magnésio ( MgCO3 ) é utilizado por atletas como ginastas, alpinistas e levantadores de peso para eliminar o suor das mãos e segurar melhor os objetos. • Outros usos incluem flashes fotográficos, pirotecnia, bombas incendiárias e granadas de luz ( flashbang). O Mg também é encontrado em alimentos como vegetais e cereais. Recentes pesquisas indicam o Magnésio como responsável por retardar o envelhecimento celular, além de ser responsável por inúmeras funções metabólicas intracelulares. Vide: http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?data[id_materia_boletim]=8672

Papel biológico
O magnésio é importante para a vida, tanto animal como vegetal. A clorofila é uma substância complexa de porfirina-magnésio que intervem na fotossíntese. É um elemento químico essencial para o Homem. A maior parte do magnésio no organismo encontra-se nos ossos e, seus íons desempenham papéis de importância na actividade de muitas co-enzimas e, em reações que dependem da ATP. Também exerce um papel estrutural, o íon de Mg2+ tem uma função estabilizadora para a estrutura de cadeias de ADN e ARN. Dependendo do peso e da altura, a quantidade diária necessária e recomendada varia entre 300 e 350 mg, quantidade que pode ser obtida facilmente, visto o magnésio estar presente na maioria dos alimentos, principalmente, nas folhas verdes das hortaliças, nas sementes, nozes, leguminosas e cereais integrais. Contudo, a agricultura intensiva produz

Magnésio alimentos carentes neste mineral. O aumento na ingestão de cálcio, proteína, vitamina D e álcool, bem como o stresse físico e psicológico aumentam as necessidades de magnésio. A sua carência nos humanos pode causar: agitação, anemia, anorexia, ansiedade, mãos e pés gelados, perturbação da pressão sanguínea (tanto com hipertensão como hipotensão), insónia, irritabilidade, náuseas, fraqueza e tremores musculares, nervosismo, desorientação, alucinações, cálculos renais e taquicardia. Essencial para a fixação correta do cálcio no organismo; a deficiência de magnésio pode causar endurecimento das artérias e calcificação das cartilagens, articulações e válvulas cardíacas; sua carência pode causar descalcificação nos ossos (osteoporose). Seu excesso (em nível de nutriente) nos humanos pode causar: rubor facial, hipotensão, fraqueza muscular, náuseas, insuficiência respiratória, boca seca e sede crônica.[4][5][6][7]

76

História
O nome é originário de Magnésia, que em grego designava uma região da Tessália. O escocês Joseph Black, reconheceu o magnésio como um elemento químico em 1755. Em 1808 Sir Humphry Davy obteve o metal puro mediante a eletrólise de uma mistura de magnésia e HgO (óxido de mercúrio).

Abundância e obtenção
O magnésio é o sexto elemento mais abundante na crosta terrestre. Não é encontrado livre na natureza, porém entra na composição de mais de 60 minerais, sendo os mais importantes industrialmente os depósitos de dolomita, magnesita, brucita, carnallita, serpentina, kainita e olivina. O metal é obtido principalmente pela eletrólise do cloreto de magnésio ( MgCl2 ), método que já foi empregado por [Robert Bunsen]], obtendo-o de salmouras e água de mar.

Isótopos
O Mg-26 é um isótopo estável empregado nas datações geológicas, como o Al-26, do qual é originário. Nas inclusões ricas em cálcio e alumínio (CAI em inglês) de alguns meteoritos (os objetos mais antigos do sistema solar) se tem encontrado quantidades de Mg-26 maiores do que o esperado , atribuindo-se o fato ao decaimento do Al-26. Como estes objetos se desprenderam em etapas anteriores à formação dos planetas e asteroides, não sofreram os processos geológicos que fizeram desaparecer as estruturas condríticas formadas a partir das inclusões e, portanto, guardaram a informação acerca da idade do sistema solar. Nestes estudos se compara as proporções Mg-26/Mg-24 e Al-27/Mg-24, para determinar dessa maneira, de forma indireta, a relação Al-26/Al-27 inicial da amostra no momento em que esta se separou das regiões de pó da névoa présolar, determinando o início da formação do nosso sistema solar.

Precauções
O magnésio é extremamente inflamável, especialmente quando está pulverizado. Reage rapidamente, com liberação de calor, em contato com o ar, motivo pelo qual deve ser manipulado com precaução. O fogo produzido pelo magnésio, portanto, não deverá ser apagado através do uso de água. Na industria química, o magnesio também é utilizado em diversos processos participando diretamente na composição dos produtos elaborados bem como no auxílio do tratamento de efluentes gerados por esses mesmas atividades industriais.
[1] " Abundance and form of the most abundant elements in Earth’s continental crust (http:/ / www. gly. uga. edu/ railsback/ Fundamentals/ ElementalAbundanceTableP. pdf)" (PDF).

Magnésio
[2] Ash, Russell. The Top 10 of Everything 2006: The Ultimate Book of Lists (http:/ / plymouthlibrary. org/ faqelements. htm). [S.l.]: Dk Pub, 2005. ISBN 0756613213. [3] Anthoni, J Floor. " The chemical composition of seawater (http:/ / www. seafriends. org. nz/ oceano/ seawater. htm#composition)". [4] Pediatrics 1995, 95 (6): 879-82. [5] International J. Epidemiol, 1984, 120 (3):342-349 [6] British Med.J. 1985, 290: 417-4201 [7] Biol. Psiquiatry 1993, 34: 421- 423

77

Ligações externas
• WebElements.com - magnesio (http://www.webelements.com/webelements/elements/text/Mg/index.html) • EnvironmentalChemistry.com - magnesio (http://environmentalchemistry.com/yogi/periodic/Mg.html) • Dietary Magnesium (http://www.fatresistancediet.com/leo-galland-md/articles/ magnesium:-the-stress-reliever.html)

Alumínio
Alumínio

Magnésio ← Alumínio → SilícioB↑ Al↓ GaTabela completa • Tabela estendida

13

Al

Aparência cinza prateado

Linhas espectrais do alumínio Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Alumínio, Al, 13 metais representativos 13 (IIIA), 3, p 2697 kg/m3, 2,75 Propriedade atómicas Massa atômica 26,9815386(8) u

Alumínio

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Raio atómico (calculado) Raio covalente Raio de Van der Waals Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 143 pm 121 pm 184 pm [Ne] 3s2 3p1 2, 8, 3 (ver imagem) +3, 1 (óxido anfótero) cúbico de faces centradas Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Classe magnética Susceptibilidade magnética sólido 933,47 K 2792 K 10,79 kJ/mol 293,4 kJ/mol Paramagnético 2,1x10-5 Diversos Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 1,61 900 J/(kg·K) 237 W/(m·K) 577,5 kJ/mol 1816,7 kJ/mol 2744,8 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN Meia-vida MD MeV
26

PD 4,004

Al sintético 7,17 x 105 a Al 100%

ε

26

Mg

27

estável com 14 neutrões

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O alumínio é um elemento químico de símbolo Al de número atômico 13 (treze prótons e treze elétrons ) com massa atómica 27 u. Na temperatura ambiente é sólido, sendo o elemento metálico mais abundante da crosta terrestre. Sua leveza, condutividade elétrica, resistência à corrosão e baixo ponto de fusão lhe conferem uma multiplicidade de aplicações, especialmente nas soluções de engenharia aeronáutica. Entretanto, mesmo com o baixo custo para a sua reciclagem, o que aumenta sua vida útil e a estabilidade do seu valor, a elevada quantidade de energia necessária para a sua obtenção reduzem sobremaneira o seu campo de aplicação, além das implicações ecológicas negativas no rejeito dos subprodutos do processo de reciclagem, ou mesmo de produção do alumínio primário. É dado a Friedrich Wöhler o reconhecimento do isolamento do alumínio, em 1827.

Alumínio

79

Características principais
O alumínio é um metal leve, macio e resistente. Possui um aspecto cinza prateado e fosco, devido à fina camada de óxidos que se forma rapidamente quando exposto ao ar. O alumínio não é tóxico como metal, não-magnético, e não cria faíscas quando exposto a atrito. O alumínio puro possui tensão de cerca de 19 megapascais (MPa) e 400 MPa se inserido dentro de uma liga. Sua densidade é aproximadamente de um terço do aço ou cobre. É muito maleável, muito dúctil, apto para a mecanização e fundição, além de ter uma excelente resistência à corrosão e durabilidade devido à camada protetora de óxido. É o segundo metal mais maleável, sendo o primeiro o ouro, e o sexto mais dúctil. Por ser um bom condutor de calor, é muito utilizado em panelas de cozinha.

Aplicações
Considerando a quantidade e o valor do metal empregado, o uso do alumínio excede o de qualquer outro metal, exceto o aço. É um material importante em múltiplas atividades econômicas. O alumínio puro é mais dúctil em relação ao aço , porém suas ligas com pequenas quantidades de cobre, manganês, silício, magnésio e outros elementos apresentam uma grande quantidade de características adequadas às mais diversas aplicações. Estas ligas constituem o material principal para a produção de muitos componentes dos aviões e foguetes. Quando se evapora o alumínio no vácuo, forma-se um revestimento que reflete tanto a luz visível como a infravermelha, sendo o processo mais utilizado para a fabricação de refletores automotivos , por exemplo. Como a capa de óxido que se forma impede a deterioração do revestimento, utiliza-se o alumínio para a fabricação de espelhos de telescópios, em substituição aos de prata. Devido à sua grande reatividade química é usado, quando finamente pulverizado, como combustível sólido para foguetes e para a produção de explosivos. Ainda usado como ânodo de sacrifício e em processos de aluminotermia para a obtenção de metais. Outros usos do alumínio são: • Meios de Transporte: Como elementos estruturais em aviões, barcos, automóveis, bicicletas, tanques, blindagens e outros; na Europa têm sido utilizado com frequência para formar caixas de trens. • Embalagens: Papel de alumínio, latas, embalagens Tetra Pak e outras. • Construção civil: Janelas, portas, divisórias, grades e outros. • Bens de uso: Utensílios de cozinha, ferramentas e outros. • Transmissão elétrica: Ainda que a condutibilidade elétrica do alumínio seja 60% menor que a do cobre, o seu uso em redes de transmissão elétricas é compensado pelo seu menor custo e densidade, permitindo maior distância entre as torres de transmissão. • Como recipientes criogênicos até -200 °C e, no sentido oposto, para a fabricação de caldeiras. • Observação: As ligas de alumínio assumem diversas formas como a Duralumínio. • Descobriu-se recentemente que ligas de gálio-alumínio em contato com água produzem uma reação química dando como resultado hidrogênio, por impedir a formação de camada protetora (passivadora) de óxido de alumínio e fazendo o alumínio se comportar similarmente a um metal alcalino como o sódio ou o potássio.[1][2] Tal popriedade é pesquisada como fonte de hidrogênio para motores, em substituição aos derivados de petróleo e outros combustíveis de motores de combustão interna.

Alumínio

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História
Tanto na Grécia como na Roma antigas se empregava a pedra-ume (do latim alūmen ), um sal duplo de alumínio e potássio, como mordente em tinturaria e adstringente em medicina, uso ainda em vigor. Geralmente é dado a Friedrich Wöhler o reconhecimento do isolamento do alumínio, fato que ocorreu em 1827, apesar de o metal ter sido obtido impuro alguns anos antes pelo físico e químico Hans Christian Ørsted. Em 1807, Humphrey Davy propôs o nome aluminum para este metal ainda não descoberto. Mais tarde resolveu-se trocar o nome para aluminium por coerência com a maioria dos outros nomes latinos dos elementos, que usam o sufixo -ium. Desta maneira ocorreu a derivação dos nomes atuais dos elementos em outros idiomas. Entretanto, nos Estados Unidos, com o tempo se popularizou a outra forma, hoje admitida também pela IUPAC. Apesar do alumínio ser um metal encontrado em abundância na crosta terrestre (8,1%) raramente é encontrado livre. Suas aplicações industriais são relativamente recentes, sendo produzido em escala industrial a partir do final do século XIX. Quando foi descoberto verificou-se que a sua separação das rochas que o continham era extremamente difícil. Como consequência, durante algum tempo, foi considerado um metal precioso, mais valioso que o ouro. Com o avanço dos processos de obtenção os preços baixaram continuamente até colapsar em 1889, devido à descoberta anterior de um método simples de extração do metal. Atualmente, um dos fatores que estimulam o seu uso é a estabilidade do seu preço, provocada principalmente pela sua reciclagem. Em 1859, Henri Sainte-Claire Deville anunciou melhorias no processo de obtenção, ao substituir o potássio por sódio e o cloreto simples pelo duplo. Posteriormente, com a invenção do processo Hall-Héroult em 1886, simplificou-se e barateou-se a extração do alumínio a partir do mineral. Este processo, juntamente com o processo Bayer , descoberto no mesmo ano, permitiram estender o uso do alumínio para uma multiplicidade de aplicações até então economicamente inviáveis. O processo Hall-Héroult envolveu os trabalhos independentes e praticamente simultâneos do americano Charles Martin Hall (1886) e do francês Paul Héroult (1888), jovens cientistas com menos de 27 anos na época da descoberta do processo. A recuperação do metal a partir da reciclagem é uma prática conhecida desde o início do século XX. Entretanto, foi a partir da década de 1960 que o processo se generalizou, mais por razões ambientais do que econômicas. O processo ordinário de obtenção do alumínio ocorre em duas etapas: a obtenção da alumina pelo processo Bayer e, posteriormente, a eletrólise do óxido para obter o alumínio. A elevada reatividade do alumínio impede extraí-lo da alumina mediante a redução, sendo necessário obtê-lo através da eletrólise do óxido, o que exige este composto no estado líquido. A alumina possui um ponto de fusão extremamente alto (2000 °C) tornando inviável de forma econômica a extração do metal. Porém, a adição de um fundente, no caso a criolita, permite que a eletrólise ocorra a uma temperatura menor, de aproximadamente 1000 °C. Atualmente, a criolita está sendo substituída pela ciolita, um fluoreto artificial de alumínio, sódio e cálcio.

Isótopos
O alumínio possui nove isótopos , cujas massas atômicas variam entre 23 e 30 u. Somente o Al-27, estável, e o Al-26, radioativo com uma vida média de 7,2×105 anos, são encontrados na natureza. O Al-26 é produzido na atmosfera a partir do bombardeamento do argônio por raios cósmicos e prótons. Os isótopos têm aplicação prática na datação de sedimentos marinhos, gelos glaciais, meteoritos, etc. A relação Al-26 / Be-10 é empregada na análise de processos de transporte, deposição, sedimentação e erosão a escalas de tempo de milhões de anos. O Al-26 cosmogênico se aplicou primeiro nos estudos da Lua e dos meteoritos. Estes corpos espaciais se encontram submetidos a intensos bombardeios de raios cósmicos durante suas viagens espaciais, produzindo-se uma quantidade significativa de Al-26. Após o impacto contra a Terra, a atmosfera que filtra os raios cósmicos detém a produção de Al-26, permitindo determinar a época em que o meteorito caiu.

Alumínio

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Alumínio transparente
O alumínio transparente é hoje uma realidade. Sua descoberta foi prevista no filme de ficção científica Star Trek 4 (Jornada nas Estrelas 4). O alumínio transparente é conhecido na indústria como ALONTM, trata-se de um oxinitrato policristalino de alumínio, ou seja, uma cerâmica transparente cristalizada sobre átomos de alumínio. Apesar de ser uma cerâmica, é muito mais resistente que o vidro blindado, e seu desenvolvimento foi inicialmente buscado pelo exército americano para a construção de janelas em veículos blindados. O alumínio transparente é muito mais resistente, leve e fino que o vidro blindado, oferecendo diversas vantagens para a blindagem de veículos. Apresenta diversas outras vantagens sobre o vidro, e para uso civil já está sendo usado em leitores de código de barras em supermercados devido ao seu alto índice de transparência para luz visível e ultravioleta. Muitas outras aplicações estão previstas para o ALONTM (alumínio transparente), e até mesmo as latas de cerveja e refrigerante serão fabricadas nesse material (em 20 ou 30 anos). Todo o mercado pode se beneficiar dessa descoberta, dependendo somente da queda do preço desse produto, pois o método de produção do ALONTM é ainda 5 vezes mais caro que o vidro blindado. Muitas pesquisas estão avançando nesse campo, basta lembrar que o alumínio já foi considerado metal nobre devido ao mesmo problema (alto custo de fabricação) e hoje é um material muito barato.[3]

Precauções
O alumínio é um dos poucos elementos abundantes na natureza que parecem não apresentar nenhuma função biológica significativa. Algumas pessoas manifestam alergia ao alumínio, sofrendo dermatites ao seu contato, inclusive desordens digestivas ao ingerir alimentos cozidos em recipientes de alumínio. Para as demais pessoas o alumínio não é considerado tão tóxico como os metais pesados, ainda que existam evidências de certa toxicidade quando ingerido em grandes quantidades. Em relação ao uso de recipientes de alumínio não se têm Amostra de alumínio. encontrado problemas de saúde, estando estes relacionados com o consumo de antiácidos e antitranspirantes que contêm este elemento. Tem-se sugerido que o alumínio possa estar relacionado com o mal de Alzheimer, ainda que esta hipótese não tenha comprovação conclusiva. O Alumínio é um dos elementos mais abundantes na crosta terrestre na forma de óxido de alumínio (Al2O3). Talvez por causa disto ele é tido como inofensivo mas a exposição a altas concentrações pode causar problemas de saúde principalmente quando na forma de íons em que ele é solúvel em água. A ingestão do alumínio pode acontecer através da comida, do ar e contato com a pele. A ingestão por muito tempo do alumínio em concentrações altas pode levar a sérios problemas de saúde como: • • • • • • • • • • Demência Danos ao sistema nervoso central Perda de memória Surdez Fortes tremores Dores musculares Cólicas Fraqueza Inapetência Impotência

A inspiração de alumínio em pó em fábricas onde este elemento é utilizado no processo de produção pode levar à fibrose pulmonar e outros danos ao pulmão. Este efeito conhecido como Mal de Shaver é complicado pela presença

Alumínio no ar de sílica e óxido de ferro. Na diálise renal ele pode penetrar nos rins e causar danos. Sua concentração parece ser maior em lagos ácidos. Nestes lagos o número de peixes e anfíbios está diminuindo devido a reações de íons de alumínio com proteínas nos alevinos de peixes e embriões de anfíbios.

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Efeito sobre as plantas
Alumínio é um dos principais fatores que reduzem o crescimento das plantas em solos ácidos. Embora seja geralmente inofensivo para o crescimento das plantas em solos de pH neutro, a concentração em solos ácidos de Al3+ aumenta o nível de cátions e perturba o crescimento da raiz.[4][5][6][7] A maioria dos solos ácidos estão saturados de alumínio ao invés de íons de hidrogênio. A acidez do solo é, portanto, um resultado de hidrólise de compostos de alumínio.[8]

Etimologia
Palavra proposta por Sir Humphrey Davy, no fim do século dezoito. Inicialmente foi chamado de alumium ou aluminum; este último, adotado nos Estados Unidos; mas, na Inglaterra e em muitos outros paises, alumínium, com a terminação ium, usual para os metais. O nome foi escolhido devido ao alume, sal mineral usado como adstringente, que em Latim se chamava alumen, "sal amargo", com a mesma origem do Grego aludoimos, "amargo".[9][10]

Referências
[1] Purdue Energy Center symposium to pave the road to a hydrogen economy (http:/ / www. purdue. edu/ uns/ x/ 2007a/ 070410Gorehydrogen. html) (April 10, 2007). [2] New process generates hydrogen from aluminum alloy to run engines, fuel cells (http:/ / www. physorg. com/ news98556080. html) (16 May 2007). [3] (em inglês) Air Force testing new transparent armor (http:/ / www. af. mil/ news/ story. asp?id=123012131) [4] Belmonte Pereira, Luciane; Aimed Tabaldi, Luciane; Fabbrin Gonçalves, Jamile; Jucoski, Gladis Oliveira; Pauletto, Mareni Maria; Nardin Weis, Simone; Texeira Nicoloso, Fernando; Brother, Denise et al (2006). "Effect of aluminum on δ-aminolevulinic acid dehydratase (ALA-D) and the development of cucumber (Cucumis sativus)" (http:/ / cat. inist. fr/ ?aModele=afficheN& cpsidt=17788836). Environmental and experimental botany 57 (1–2): 106–115. [5] Andersson, Maud (1988). "Toxicity and tolerance of aluminium in vascular plants". Water, Air, & Soil Pollution 39 (3–4): 439–462. doi: 10.1007/BF00279487 (http:/ / dx. doi. org/ 10. 1007/ BF00279487). [6] Horst, Walter J. (1995). "The role of the apoplast in aluminium toxicity and resistance of higher plants: A review". Zeitschrift für Pflanzenernährung und Bodenkunde 158 (5): 419–428. doi: 10.1002/jpln.19951580503 (http:/ / dx. doi. org/ 10. 1002/ jpln. 19951580503). [7] Ma, Jian Feng; Ryan, PR; Delhaize, E (2001). "Aluminium tolerance in plants and the complexing role of organic acids". Trends in Plant Science 6 (6): 273–278. doi: 10.1016/S1360-1385(01)01961-6 (http:/ / dx. doi. org/ 10. 1016/ S1360-1385(01)01961-6). PMID 11378470 (http:/ / www. ncbi. nlm. nih. gov/ pubmed/ 11378470). [8] Turner, R.C. and Clark J.S. (1966). "Lime potential in acid clay and soil suspensions". Trans. Comm. II & IV Int. Soc. Soil Science: 208–215. [9] Cronologia e Etimologia dos Elementos Químicos (http:/ / www. iq. ufrj. br/ descomplicando-a-quimica/ 329-cronologia-e-etimologia-dos-elementos-quimicos?start=10. html). Instituto de Química UFRJ. Página visitada em 11 de fevereiro de 2012. [10] Alumínio (http:/ / origemdapalavra. com. br/ palavras/ aluminio/ ). Origem da palavra. Página visitada em 11 de fevereiro de 2012.

Alumínio

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Ligações externas
• • • • • • • WebElements.com - Aluminio (http://www.webelements.com/webelements/elements/text/Al/index.html) EnvironmentalChemistry.com - Aluminio (http://www.environmentalchemistry.com/yogi/periodic/Al.html) Es Elemental - Aluminio (http://education.jlab.org/itselemental/ele013.html) Tabela periódica (http://www.lenntech.com/periodic-chart.htm) Alu-Scout (http://www.alu-scout.com/perl/lp.pl?SESID=1340813jzxcv565688&file=index.htm&lang=en) Associação Brasileira do Alumínio (http://www.abal.org.br) Revista Alumínio (http://www.revistaaluminio.com.br) (Publicação da Associação Brasileira do Alumínio)

Veja também
• Lista de países por produção de alumínio • Reciclagem de alumínio

Silício
Não confundir com cilício.
Silício

Alumínio ← Silício → FósforoC↑ Si↓ GeTabela completa • Tabela estendida

14

Si

Aparência cinza azulado escuro

Silício policristalino Linhas espectrais do silício Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Silício, Si, 14 semimetais 14 (IVA), 3, p 2330 kg/m3, 6,5 Propriedade atómicas Massa atômica 28,0855(3) u

Silício

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Raio atómico (calculado) Raio covalente Raio de Van der Waals Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 111 pm 111 pm 210 pm [Ne] 3s2 3p2 2, 8, 4 (ver imagem) +3, 1 (óxido anfótero) cúbico de faces centradas Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Velocidade do som sólido 1687 K 3538 K 50,55 kJ/mol 384,22 kJ/mol 8433 m/s a 20 °C Diversos Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 1,90 700 J/(kg·K) 148 W/(m·K) 786,5 kJ/mol 1577,1 kJ/mol 3231,6 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN Meia-vida estável com 14 neutrões estável, com 15 neutrões estável, com 16 neutrões MD MeV
28

PD

Si 92,23% Si Si 4,67% 3,1%

29

30

32

Si sintético

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O silício (latim: silex, sílex ou "pedra dura") é um elemento químico de símbolo Si de número atômico 14 (14 prótons e 14 elétrons) com massa atómica igual a 28 u. À temperatura ambiente, o silício encontra-se no estado sólido. Foi descoberto por Jöns Jacob Berzelius, em 1823. O silício é o segundo elemento mais abundante na crosta terrestre, perfazendo mais de 28% de sua massa.[1] Aparece na argila, feldspato, granito, quartzo e areia, normalmente na forma de dióxido de silício (também conhecido como sílica) e silicatos (compostos contendo silício, oxigênio e metais). O silício é o principal componente do vidro, cimento, cerâmica, da maioria dos componentes semicondutores e dos silicones, que são substâncias plásticas muitas vezes confundidas com o silício. Pertence ao grupo 14 ( IVA ) da Classificação Periódica dos Elementos. Se apresenta na forma amorfa e cristalina; o primeiro na forma de um pó pardo mais reativo que a variante cristalina, que se apresenta na forma octaédrica de

Silício coloração azul grisáceo e brilho metálico.

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História
O silício ( do latím silex, sílica ) foi identificado pela primeira vez por Antoine Lavoisier em 1787 e posteriormente considerado como elemento por Humphry Davy em 1800. Em 1811 Joseph-Louis Gay-Lussac e Louis Jacques Thénard provavelmente prepararam silício amorfo impuro aquecendo potássio com tetracloreto de silício. Em 1824 Jöns Jacob Berzelius preparou silício amorfo empregando um método similar ao de Gay-Lussac, purificando depois o produto obtido com lavagens sucessivas até isolar o elemento.
Silicio com 99% de pureza.

Existe uma região na Califórnia chamada vale do Silício, onde se concentra varias empresas do ramo de produção industrial de semicondutores de Silício. O nome da região e uma homenagem ao elemento responsável por grande parte da produção mundial de circuitos eletrônicos.

Características principais
Suas propriedades são intermediárias entre as do carbono e o germânio. Na forma cristalina é muito duro e pouco solúvel, apresentando um brilho metálico e uma coloração grisácea. É um elemento relativamente inerte e resistente à ação da maioria dos ácidos; reage com os halogênios e álcalis. O silício transmite mais de 95% dos comprimentos de onda das radiações infravermelhas.

Ocorrência na natureza
Apenas os compostos de silício podem ser encontrados na natureza. O silício é o segundo elemento mais abundante da crosta terrestre; 26 a 28% da crosta terrestre é composto de silício. Em abundância na crosta terrestre o silício fica atrás apenas do oxigênio, que compõe quase a metade de toda a crosta. Na água do mar, a sua concentração é relativamente baixa, com apenas 3 mg de silício por litro. Pode-se encontrar no espaço um átomo de silício para cada 30 000 átomos de hidrogênio O silício é um componente essencial da grande maioria das rochas que formam a crosta terrestre. Arenitos, argila e granito são exemplos de rochas que contém compostos de silício. Entre os compostos silicosos significativamente presentes na argila, formada basicamente por feldspato, são a ortoclase (KAlSi3O8) e a plagioclase ((Na, Ca)Al1-2Si2). O quartzo (SiO2 silica) pode apresentar diferentes cores de acordo com a presença de pequenas quantidades de elementos estranhos. A sílica quase pura é conhecida como quartzo ou simplesmente cristal. Os quartzos de cor púrpura ou lilás são conhecidos como ametista, os cristais de coloração amarela são conhecidos como citrinos.

Ametista, variedade púrpura ou lilás do quartzo, que é formado por óxido de silício

A opala, silica amorfa hidratada, é encontrada em várias cores. Atualmente, as maiores quantidades de opala se encontram nas minas da Austrália e América Central, incluindo o México. Na Eslováquia, encontra-se opala nas

Silício minas próximas a Prešov (Dubník). O silício é particularmente importante como o bloco de construção de algas unicelulares (diatomáceas).

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Aplicações
Utilizado para a produção de ligas metálicas, na preparação de silicones, na indústria cerâmica e, por ser um material semicondutor muito abundante, tem um interesse muito especial na indústria eletrônica e microeletrônica, como material básico para a produção de transistores para chips, células solares e em diversas variedades de circuitos eletrônicos. Por esta razão é conhecida como Vale do silício a região da Califórnia (Estados Unidos) onde estão concentrados numerosas empresas do setor de eletrônica e informática.
Circuito integrado 555 em silício

O silício é um elemento vital em numerosas indústrias. O dióxido de silício, areia e argila são importantes constituintes do concreto armado e azulejos ( ladrilhos ), sendo empregadas na

produção do cimento Portland. Outros importantes usos do silício são: • • • • • • • Como carga em materiais de revestimento e compósitos de cimento, como cerâmicas. Como elemento de liga em fundições. Fabricação de vidro e cristais para janelas e isolantes, entre outros usos. O carboneto de silício é um dos abrasivos mais importantes. Usa-se em lasers para a obtenção de luz com um comprimento de onda de 456 nm. O silício é um dos componentes do polímero silicone. Na fabricação dos diodos e diversos componentes eletrônicos.

Piezeletricidade
Os cristais de quartzo também possuem uma propriedade especial chamada de piezeletricidade. Essa característica consiste em transformar energia mecânica diretamente em energia elétrica, e vice-versa. Suas aplicações variam desde alto-falantes piezelétricos, agulha para toca-discos e cristais osciladores para circuitos eletrônicos que trabalham com freqüências.

Alto-falante piezelétrico

Silício

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Cristal oscilador

Células fotoelétricas
O uso de silício nos painéis solares tem aumentado muito no século XXI devido a preocupação mundial com o aquecimento global. O uso de células fotoelétricas para a obtenção de eletricidade aproveita um recurso inesgotável, a energia solar. A primeira geração de células fotovoltaicas é constituída pelas células de silício cristalino. As células consistem de uma lâmina de silício na qual é formada uma junção p-n díodo de junção, capaz de gerar energia elétrica utilizável a partir de fontes de luz com comprimentos de onda da luz solar. A primeira geração de células constitui a tecnologia dominante em termos de produção comercial, representando mais de 80% do Celula fotovoltaica de silicio mercado mundial. O efeito fotovoltaico foi descoberto pela primeira vez em 1839 por Edmond Becquerel. Entretanto, só após 1883 que as primeiras células fotoelétricas foram construídas, por Charles Fritts, que cobriu o selênio semicondutor com uma camada extremamente fina de ouro de modo a formar junções. Ao conjunto de células fotoelétricas chama-se placa fotovoltaica, cujo uso hoje é bastante comum em lugares afastados da rede elétrica convencional. Existem placas de várias potências e tensões diferentes para os mais diversos usos. Em residências rurais, algumas empresas concessionárias de distribuição usam placas de 75 W de pico e 12 V para acumular energia em baterias de 100 Ah. Este sistema fotovoltaico gera energia suficiente para iluminar uma residência com 3 lâmpadas de 9 W e uma tomada para rádio ou TV de 6".

Silício

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Os painéis solares baseados em silício não são os mais eficientes. O melhor material para tal é composto de arsenieto de gálio. Porém, o silício é muito mais viável economicamente, já que o gálio é um elemento muito escasso na Terra.

Paineis solares em forma de árvore

Materiais de construção e cerâmica
A maior parte dos materiais de construção empregam minerais que contém silício em sua composição. A cerâmica mais valiosa que existe atualmente é a porcelana,[carece de fontes?] que é uma mistura de matérias-primas que contém aproximadamente 50% de caulim, 25% de areia de sílica e 25% de feldspato. Existem outras cerâmicas de menor valor utilizada para fabricação de tijolos, telhas e outros materiais de construção. As argilas de caulim, feldspato e quartzo são aquecidos a uma temperatura de 1300°C para produção de cerâmicas comuns (tijolos, telhas) ou cerâmicas fina e brancas (placas, bacias, azulejos, estátuas, etc). A areia, composta principalmente de silica, é usada como ingrediente em materiais de argamassa e colagem, e particularmente na fabricação de concreto.

Flores de porcelana (Madri, Espanha, século XVIII)

Silício

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Aerogel
Fumaça congelada, assim apelidada pelos cientistas, é um material especial extremamente leve: sua densidade média é de apenas 1,1 mg/cm³ e podem ser derivados do dióxido de silício (SiO2), embora possam ser confeccionados em outros materiais. É um dos melhores isolantes térmicos. Um aerogel do tamanho de uma pessoa pesa menos de meio quilo e pode suportar o peso de um carro compacto. Cerca de 99,8% do volume é composto de ar comum.
Aerogel

O aerogel mais comum é feito de uma mistura de sílica (SiO2). Em sua fabricação é exercida uma forte pressão que elimina qualquer liquido (secagem supercrítica).

Enquanto a luz com comprimento de onda curta atravessa aerogel com poucas alterações, o calor e som quase não conseguem atravessá-lo. Atualmente, sua produção é muito cara e é usado especialmente na pesquisa espacial. Entretanto, é um material com grande potencial de utilização no futuro.

Fotônica em Silício
Atualmente, o silício também é utilizado para fabricação de guias de onda ópticos. Devido ao seu alto índice refração (n=3.5 no infravermelho), o fenômeno de reflexão interna total pode ocorrer quando o silício esta imerso em óxido de silício (sílica). Esta propriedade é muito conveniente porque esta combinação de materiais, silício e sílica, é a mesma utilizada para produzir transistores na indústria eletrônica. Isto torna a fotônica em silício compatível com a plataforma CMOS (Complementary-Metal-Oxide-Semiconductor). Esta compatibilidade permitiria a integração direta dos elementos fotônicos (lasers, fotodiodos, moduladores) com os eletrônicos (amplificadores, transistores, etc). O sucesso desta integração poderia ter grande impacto na indústria de telecomunicações e computadores.

Silício

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Abundância e obtenção
O silício é um dos componentes principais dos aerolitos, uma classe de meteoróides. Em peso o silício representa mais da quarta parte da crosta terrestre e é o segundo elemento mais abundante perdendo apenas para o oxigênio. O silício não é encontrado no estado nativo; quartzo, ametista, ágata, sílex, opala e jaspe são alguns materiais naturais que apresentam na sua composição o óxido. Formando silicatos é encontrado, entre outros, no granito, feldspato, argila, hornblenda e mica. O silício comercial é obtido a partir da sílica de alta pureza em fornos de arco elétrico reduzindo o óxido com eletrodos de carbono numa temperatura superior a 1900 °C: SiO2 + C → Si + CO2 O silício líquido se acumula no fundo do forno onde é extraído e resfriado. O silício produzido por este processo é denominado metalúrgico apresentando um grau de pureza superior a 99%. Para a construção de dispositivos semicondutores é necessário um silício de maior pureza, silício ultrapuro, que pode ser obtido por métodos físicos e químicos. Os métodos físicos de purificação do silício metalúrgico se baseiam na maior solubilidade das impurezas contidas no silício líquido, de forma que este se concentre nas últimas zonas solidificadas. O primeiro método , usado de forma limitada para construir radares durante a Segunda Guerra Mundial, consistiu em moer o silício de forma que as impurezas se acumulem nas superfícies dos grânulos, que dissolvidos com ácido se obtém um pó mais puro. A fusão por zonas, o primeiro método de obtenção industrial, consiste em fundir a Silicio de alta pureza extremidade de uma barra de silício e depois deslocar lentamente o foco de calor ao longo da barra, de modo que o silício vai se solidificando com uma pureza maior devido ao arrasto na zona fundida de grande parte das impurezas. O processo pode ser repetido várias vezes até se obter a pureza desejada cortando-se, então, o extremo final onde se acumulou as impurezas. Os métodos químicos, usados atualmente, atuam sobre um composto de silício que seja mais fácil de purificar decompondo-se após a purificação para obter o silício. Os compostos mais usados são o triclorosilano (HSiCl3), o tetracloreto de silício (SiCl4) e o silano (SiH4). No processo Siemens , as barras de silício de alta pureza são expostas a 1150 °C ao triclorosilano, gás que se decompõem depositando silício adicional na barra segundo a reação: 2 HSiCl3 → Si + 2 HCl + SiCl4 O silício obtido por este método e por outros similares apresenta uma fração de impurezas de 0,001 ppm ou menos e é denominado silício policristalino . O método Dupont consiste em reagir tetracloreto de silício a 950 °C com vapores de zinco muito puros: SiCl4 + 2 Zn → Si + 2 ZnCl2 Este método, entretanto, está repleto de dificuldades (o cloreto de zinco, subproduto da reação, solidifica e leva à obstrução das linhas de produção) por isso abandonado em favor do método Siemens. Uma vez obtido o silício ultrapuro é necessário obter-se o monocristal utilizando-se para tal o método Czochralski.

Silício

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Halogenetos de silício
O silício forma compostos com flúor (SiF4), cloro (SiCl4) e bromo (SiBr4), que em cadeias podem serem usados na produção de haletos. Todos estes compostos são muito instáveis e são utilizados para produção de gel de sílica. Dentre os halogenetos de silício, destacam-se o tetracloreto de silício, que é um composto importante na preparação de silício puro para dispositivos semicondutores. O tetrafluoreto de silício, que é um subproduto da produção de fertilizantes à base de Tetracloreto de silício fosfatos, resultando do ataque do ácido fluorídrico (HF) (derivado da apatita) em silicatos. EM laboratório, o composto é preparado aquecendo a mistura BaSiF6 a 300°C, sobre o sólido que libera SiF4 temporário, saindo de um resíduo de BaF2. O composto (BaSiF6) exigido é preparado tratando o pentafluoreto de silício aquoso com o cloreto do bário. O (GeF4) é preparado de forma análoga, exceto que a quebra termal requer 700°C. O carboneto de silício (SiC) tem uma estrutura cristalina semelhante à do diamante, e é, portanto, uma das substâncias mais duras conhecidas. O nível de dureza de Mohs atinge entre 9 a 10. Pode ser usado como um abrasivo conhecido como carbeto.

Isótopos
O silício tem nove isótopos, com número de massa entre 25 a 33. O isótopo mais comum é o Si-28, com uma abundância de 92,23%, Si-29 tem uma abundância de 4,67% e Si-30 tem uma abundância de 3,1%. A maior parte são isótopos estáveis, e apenas traços do único isótopo radioativo são encontradoS. O Si-32 é um isótopo radioativo que vem da decomposição de argônio. Sua meia-vida é de aproximadamente 132 anos. Sofre decaimento beta e torna-se o fósforo-32 (que tem uma meia-vida de 14,28 dias).

Papel biológico
O silício esta diretamente relacionado ao crescimento dos animais tanto na formação dos órgãos quanto dos ossos. Em um homen adulto, pode se encontrar cerca de um grama de silicio. Apesar de não ser totalmente comprovado, o silício exerce um papel tanto a nível da matriz dos ossos como ao nível de sua calcificação, sobretudo no início de sua formação e independente da ação da vitamina D. Também esta relacionado na formação da cartilagem e do tecido conjuntivo (em particular na fabricação do colágeno e das proteoglicanas da matriz).

Precauções
Silício e seus compostos inorgânicos comuns não são tóxicos; são tão inertes que passam pelo sistema digestivo completamente intacto, mas a inalação do pó seco de silício pode causar pneumoconiose e silicose. Nos casos mais graves, essa doença pode causar a perda da capacidade pulmonar, além de tosse, infecções, dispnéia e distúrbios cardíacos. Afeta principalmente os mineiros, trabalhadores em pedreiras e em túneis. Na fabricação e processamento de silanos e seus derivados clorados, devem ser observadas medidas de segurança estritas. Suas reações com o oxigênio ou umidade podem causar explosões e liberação de cloreto de hidrogênio tóxico e corrosivo, além de outros compostos perigosos.
[1] Stephen D. Butz. Science of Earth Systems. [S.l.]: Cengage Learning, 2002. ISBN 9780766833913

• Enciclopedia Libre (http://enciclopedia.us.es/index.php/Silicio) • Los Alamos National Laboratory - Silicio (http://periodic.lanl.gov/elements/14.html) • WebElements.com - Silicio (http://www.webelements.com/webelements/elements/text/Si/index.html) • EnvironmentalChemistry.com - Silicio (http://environmentalchemistry.com/yogi/periodic/Si.html)

Fósforo

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Fósforo
Fósforo

Silício ← Fósforo → EnxofreN↑ P↓ AsTabela completa • Tabela estendida

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P

Aparência incolor, branco ceroso, amarelo, escarlate, vermelho, violeta, preto

fósforo branco ceroso (corte amarelo), vermelho (grânulos centro esquerda, bloco centro direita), e violeta. Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Fósforo, P, 15 não-metais 15 (VA), 3, p 1823 kg/m3, Propriedade atómicas Massa atômica Raio covalente Raio de Van der Waals Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 30,973762(2) u 106 pm 180 pm [Ne] 3s2 3p3 2, 8, 5 (ver imagem) +5, +4, +3, +2, +1, -1, -2, -3 (óxido ligeiramente ácido) Alótropos com várias estruturas Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Pressão de vapor sólido 317,3 K 553,6 K 0,657 kJ/mol 12,129 kJ/mol branco: 1 Pa a 279 K vermelho: 1 Pa a 455 K Diversos

Fósforo

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2,19 (branco, 25 ºC) 12,4 J/(kg·K) 0,236 W/(m·K) 1011,8 kJ/mol 1907 kJ/mol 2914,1 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização

Ed iso AN 100 % Meia-vida MD MeV
31

PD

P

estável com 16 neutrões 14,28 d 25,3 d β− β− 1,709 0,249
32

32

P sintético P sintético

S S

33

33

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O fósforo (grego φωσφόρος [phosphorus], portador de luz) é um elemento químico de símbolo P, número atômico 15 (15 prótons e 15 elétrons) e massa atómica igual a 31 u.

Etimologia
Por sua etimologia barbara significa "luz pequena" e provém do latim "phosphorus", que por sua vez se originou no grego "phosphoros", formada de "phos" (luz) e do sufixo "phoros"(portador). É um nome genérico dado a inúmeras combinações distintas de fosfatos, tendo sido descoberto em 1669 por Henning Brand. É um não-metal multivalente pertencente à série química do nitrogênio (grupo 15 ou 5 A) que se encontra na natureza combinado, formando fosfatos inorgânicos, inclusive nos seres vivos. Não é encontrado no estado nativo porque é muito reativo, oxidando-se espontaneamente em contato com o oxigênio do ar atmosférico, emitindo luz (fenômeno da fosforescência). O fosforo é o único macronutriente que não existe na atmosfera, se não unicamente quando encontrado em forma sólida nas rochas. Ao mineralizar-se, é captado pelas raízes das plantas e se incorpora a cadeia trófica dos consumidores, devolvendo ao solo, nos excrementos ou através da morte. Uma parte do fosforo é transportada por correntes de água. Ali, se incorpora na cadeia trófica marinha ou se acumula e se perde nos solos marinhos, aonde não pode ser aproveitada pelos seres vivos, até que o afloramento de algas profundas possam reincorporá-lo na cadeia trófica. A partir do "guano" ou excremento de aves pelicaniformes, o fósforo pode ser reutilizado como "guano" reiniciando um novo ciclo.

Fósforo

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Aplicações
• O ácido fosfórico concentrado, que pode conter entre 70 e 75% de pentóxido de fósforo (P2O5) é importante para a agricultura, já que forma os fosfatos empregados para a produção de fertilizantes. • Os fosfatos são usados para a fabricação de cristais especiais para lâmpadas de sódio e no revestimento interno de lâmpadas fluorescentes. • O fosfato monocálcio é utilizado como pó de confeite para bolos e outros produtos, em confeitarias. • É importante para a produção de aço e bronze. • O Fosfato trissódico é empregado como agente de limpeza para amolecer a água e prevenir a corrosão da tubulação. • O Fósforo branco tem aplicações militares em bombas incendiárias e bombas de efeito moral. • Também é usado em fósforos de segurança, pirotecnia, pastas de dente, detergentes, pesticidas e outros produtos. • Os ortopolifosfatos (HPO4 e H2PO4 - PO4 reativos, PO4 condensados, Óxido de fósforo P2O5) são utilizados para prevenção e tratamento de doenças como osteoporose, artrite reumatóide, artrite, artrose, cálculos renais. A combinação destes fosfatos também pode ser utilizada como antioxidante e solubilizante. Estes fosfatos também são extremamente benéficos para as funções mentais (memória e raciocínio).

Ação biológica
Os compostos de fósforo intervêm em funções vitais para os seres vivos, sendo considerado um elemento químico essencial. O fósforo tem relevante papel na formação molecular do ADN e do ARN, bem como do ATP, adenosina tri-fosfato. As células utilizam-no para armazenar e transportar a energia na forma de fosfato de adenosina. Além disso, funciona como íons tampões, impedindo a acidificação ou alcalinização do protoplasma. A falta de alguns fosfatos prejudica muito a qualidade de vida e em diversos casos acarreta doenças associadas a senilidade e senescência: Transformações ocorridas no século XX em certas regiões, com repercussões na urbanização, na fecundidade e no meio ambiente, têm produzido impacto na estrutura etária da população e na mortalidade, exigindo mudanças na resposta de cada sociedade aos problemas de saúde. A queda da mortalidade (principalmente a infantil), a redução da fecundidade e o aumento da expectativa de vida resultam no envelhecimento da população e aumento das taxas de doenças crônico-degenerativas [1]. No Brasil, estima-se que a população de idosos seja 7%, mas a projeção para 2020 é que esta percentagem deva triplicar, colocando o país em sexto lugar, em âmbito mundial, em relação ao número de idosos [2]. A manutenção da capacidade funcional é um dos requisitos para um envelhecimento saudável (RAMOS, 1993). A função física é reconhecida como componente importante da qualidade de vida, além de ser um indicador universalmente aceito do estado de saúde. Do ponto de vista individual, a função física é necessária para manter o indivíduo independente e participante na comunidade. Nessa perspectiva, a incapacidade funcional é um problema social, que traz maior risco de institucionalização e altos custos para a saúde pública [3]. Após os sessenta anos, observa-se uma redução no peso corporal total [4]. A quantidade de massa muscular é reduzida, enquanto a porcentagem de gordura aumenta. Com relação ao tecido ósseo, a perda dos homens é de cerca de 10 % após os 65 anos, e cerca de 20% após os 80 anos. Nas mulheres, a perda média é de 20% aos 65 anos, e de 30% por volta dos 80 anos de idade (BLAIR, 1994). O estudo do envelhecimento mostra o declínio de varias funções fisiológicas, dentre as quais, do sistema cardiovascular, pulmonar, neuromuscular e ósseo. A falta de cálcio nas costelas e vértebras pode acarretar no aumento da rigidez do gradeado costal. Essa modificação pode ser percebida também pela calcificação das cartilagens condroesternais e alterações nas articulações costovertebrais. A diminuição da massa muscular, associada ao avanço da idade, inevitavelmente altera a força, a densidade óssea, a sensibilidade à insulina e a capacidade aeróbica. Contudo a capacidade de oxidação do aparelho musculoesquelético

Fósforo parece se manter até os 70 anos [5]. Já os ossos possuem uma estrutura rígida de tecido conjuntivo, especialmente de colágeno, sais minerais, proteínas e glicosaminoglicanos, hidroxiapatia (fosfato de cálcio). A função das fibras de colágeno é oferecer elasticidade, enquanto que a resistência é proveniente dos minerais. Nos idosos, os minerais predominam no tecido ósseo acarretando na menor flexibilidade e aumento da fragilidade (WARBURTON, 2006). Segundo GORZONII & RUSSO (2002) a remodelação óssea depende dos processos de formação e reabsorção, que possuem três funções primordiais: reparar microlesões, manter a resistência e retirar cálcio ósseo para manter a calcemia. A diminuição da massa óssea demonstra associação com o aumento da fragilidade e do risco de fraturas. Nas mulheres essas alterações podem ser mais acentuadas que em homens, principalmente após a menopausa. A genética também pode influenciar a massa óssea e o tamanho do esqueleto. Esses fatores chegam a influenciar 85% da variância interpessoal da densidade mineral óssea [6]. Diversas modificações funcionais no idoso podem ser atribuídas ao envelhecimento na composição óssea e articular aliada as alterações musculares, esses dois fatores são componentes da massa magra corporal, incorporando a massa residual e massa gorda, formando assim o peso corporal total. As doenças relacionadas com a senilidade e senescência são a osteoporose, artrite reumatóide, artrose entre outras. A osteoporose é uma doença caracterizada pela diminuição da massa óssea e deterioração da sua microarquitetura, com o aumento da fragilidade óssea e do risco de fraturas. Afeta milhões de pessoas no mundo inteiro, sendo considerada um dos maiores problemas de saúde pública, junto com as doenças cardiovasculares e o câncer. Considerando o grande impacto socioeconômico da doença, a melhor estratégia para o manejo da osteoporose é a sua prevenção. A artrite reumatóide é uma doença autoimune, caracterizada por poliartrite periférica, simétrica, que leva a deformidade e destruição das articulações em virtude de erosões ósseas e da cartilagem. Afeta mulheres duas a três vezes mais que os homens e sua prevalência aumenta com a idade. A artrite acomete grandes e pequenas articulações em associação com manifestações sistêmicas como: rigidez matinal, fadiga e perda de peso. Quando envolve outros órgãos, a morbilidade e a gravidade da doença são maiores, podendo diminuir a expectativa de vida em cinco a dez anos. Com a progressão da doença, os pacientes com artrite reumatóide desenvolvem incapacidade para realização de suas atividades tanto de vida diária como profissional, com impacto significativo para o paciente e para a sociedade. A artrose é também conhecida como osteoartrose, osteoartrite, artrite degenerativa e doença articular degenerativa, é uma doença reumática que incide principalmente nas articulações dos joelhos, coluna, quadril, mãos e dedos. Ocorre tanto em homens como em mulheres, sendo a mais comum das doenças reumáticas. Na artrose ocorre o desgaste progressivo da cartilagem das "juntas" (articulações) e uma alteração óssea, os chamados "bicos de papagaio". Fatores hereditários e fatores mecânicos podem estar envolvidos no seu aparecimento. A artrose atualmente é considerada como tendo uma causa multifatorial, envolvendo fatores genéticos, mecânicos e metabólicos. A artrose pode ser divida em primária (sem causa conhecida) ou secundária (com causa conhecida). A primária pode afetar as juntas dos dedos, mãos, bacia, joelhos e coluna, e ocorre mais frequentemente em idosos. A artrose secundária pode afetar qualquer articulação como sequela de uma lesão articular de causas variadas, como traumatismos, defeitos das articulações, hipotireoidismo, diabetes, etc, e pode ocorrer em qualquer idade. A participação da hereditariedade é importante, principalmente em certas apresentações clínicas, como os nódulos dos dedos das mãos, chamados de nódulos de Heberden (na junta da ponta dos dedos) ou Bouchard (na junta do meio dos dedos). Além dos fatores genéticos, outros fatores são considerados de risco para a artrose, como a obesidade e certos tipos de atividades repetitivas e com sobrecarga de articulações. A artrose é a mais comum das doenças reumáticas, acomete tanto homens como mulheres e aumenta sua incidência com a idade. Vários fatores estão envolvidos no seu aparecimento e seu principal sintoma é a dor nas articulações. O

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Fósforo tratamento da artrose inclui várias medidas que melhoram a qualidade de vida, como exercícios físicos, repouso, controle do peso e medicamentos para controle da dor. No entanto, a prevenção, ainda é a melhor maneira de garantir qualidade de vida e a longevidade. Sabe-se que manter a quantidade de algusn fosfatos no organismo pode dificultar o surgimento de mais problemas e complicações ao avançar da idade. LÍTIASE URINÁRIA (PEDRA NOS RINS) E O FÓSFORO Desde a mais remota antiguidade, a litíase renal ou as pedras nos rins causam sofrimento ao ser humano. Há quatro milênios antes de Cristo, passando pela Grécia e Roma antigas, os médicos já descreviam casos de cálculos. Foram encontradas múmias egípcias, em El Amrah, datadas de 4 800 a.C. com cálculo renal. A incidência de litíase urinária tem aumentado nos países industrializados nas últimas décadas, estimando-se que aos 70 anos entre 5-15% da população terá gerado pelo menos um cálculo. Atualmente somente as doenças da próstata e infecções urinárias são mais frequentes que os cálculos (ROUSSAUD & PEDRAJAS, 1986; SAUCIE et al.,1996). Deve-se salientar que 12 % dos homens e 5% das mulheres, algum dia irá apresentar um episódio de cálculo, predominando na terceira e quarta décadas de vida. Fatores geográficos contribuem para o aparecimento de cálculos. Áreas de temperaturas elevadas e com grande umidade são predisponentes à formação de pedras, sendo observados muitos casos durante os meses quentes de verão devido ao maior grau de desidratação. O tipo mais comum de cálculo em países industrializados contém, principalmente, oxalato de cálcio isolado ou em combinação com hidroxiapatita. Os cálculos, que tem cálcio em sua constituição, respondem por 85% dos cálculos renais; os restantes dos 15% são cálculos de ácido úrico, cistina, estruvita ou cálculos de infecção [7]. O consumo excessivo de cálcio pode provocar hipercalciúria, porém dietas pobres em cálcio também podem causar este mesmo problema, por que aumenta a absorção intestinal de oxalatos e a produção de calcitriol. Redução no volume urinário também promove acréscimo na incidência, devido à supersaturação urinária (TISELIUS, 2001). O cálcio absorvido em excesso pelo intestino é excretado pelos rins, causando nefrolitíase e nefrocalcinose (NEGRI, 2007). A hipercalciúria primária ocorre em 5 a 10% da população geral e é mais comumente diagnosticada em portadores de litíase urinária, hematúria ou osteoporose. Alterações no transporte intestinal, renal ou ósseo são causadas por várias combinações de mutações genéticas e de hábitos alimentares (PAK, 1979). A dieta alimentar é muito importante na prevenção da litíase urinária, ações como a redução da ingestão de sal, proteína animal e maior ingestão de líquidos diminui o aparecimento de cálculos renais. A restrição de sal também reduz a excreção urinária de cálcio aumentando assim a atividade inibidora da cristalização de oxalato cálcico. Em alguns estudos, o tratamento com ortofosfato reduz a taxa de formação de novos cálculos em 90%. (BURGOS et al, 1998). O fósforo possui algumas combinações que podem resultar no surgimento da litíase urinária (pedra nos rins) e outras combinações que podem ser inclusive utilizadas no tratamento do problema. Os dois fosfatos que causam litíase urinária são: fosfato amoníaco magnesiano e o fosfato cálcico. Os fosfatos que quando combinados nas medidas corretas podem impedir a formação do problema (regular o metabolismo) e em muitos casos até mesmo dissolver as pedras são: ortopolifosfatos (HPO4 e H2PO4 - PO4 reativos, PO4 condensados, Óxido de fósforo P2O5). (EHRLICH, 2009).

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História (Descoberta)
O fõsforo — do latim phosphŏrus, e este do grego φωσφόρος, portador de luz — antigo nome do planeta Vênus, foi descoberto pelo alquimista alemão Henning Brand em 1669, na cidade de Hamburgo, ao destilar uma mistura de urina e areia na procura da pedra filosofal. Ao vaporizar a uréia obteve um material branco que brilhava no escuro e ardia com uma chama brilhante. Ao longo do tempo, as substâncias que brilham na obscuridade passaram a ser chamadas de fosforescentes. Brand, a primeira pessoa conhecida a descobrir o elemento químico, manteve esta descoberta por um tempo em segredo.

Fósforo O nome ´fósforo´ adquiriu novo significado graças ao químico britânico John Walker, que descobriu um composto que ardia ao ser friccionado contra certas superfícies. Havia nascido o ´fósforo´ comum, colocado à venda por Walker em 7 de abril de 1827. Inicialmente foi um artifício perigoso, pois soltava chispas e costumava queimar as pessoas ou chamuscar sua roupa, até que em 1832 o austríaco J. Siegal conseguiu fabricar os primeiros fósforos de segurança. Os fósforos atuais são fabricados com sulfato de antimônio, súlfuros e agentes oxidantes tais como clorato de potássio. A raiz grega ´phos, photos´ aparece também em palavras como ´fotografia´, ´fóton´ e muitas outras que de alguma maneira se originaram na ideia de ´luz´. O fósforo encontra-se na natureza em combinações de fosfatos e outros sais. Como componente orgânico, encontra-se nos organismos vivos sob a forma de fosfatos de cálcio, nos ossos e dentes (metabolismo fosfocálcico), de ésteres ortofosfóricos (associado a ossos, ácidos aminados, a base), de ésteres disfóricos (adenosina disfórica ou ADP, que desempenham um papel importante na reserva genética), de nucleotídeo no ácido desoxirribonucléico (ADN), faz parte da urina, do sangue e de outros líquidos corporais. O fósforo não se encontra livre em nenhuma de suas variedades, mas, em combinações como os fosfatos. O fósforo e suas diversas aplicações O fósforo é um mineral essencial para o metabolismo do organismo animal onde possui um papel muito importante no desenvolvimento e manutenção das estruturas ósseas. É um componente indispensável para a formação do ATP, dos ácidos nucléicos e faz parte dos fosfolipídios que integram e dão flexibilidade às membranas celulares. Desempenha papel de co-fator de múltiplos sistemas enzimáticos no metabolismo de gorduras, carboidratos, lipídios e proteínas. Regula o equilíbrio ácido-básico do plasma, mantém a integridade do sistema nervoso central e dos rins. Importante para a mineralização da estrutura óssea, síntese de colágeno e homeostase do cálcio, regulador da excreção renal e auxilia o corpo na utilização de vitaminas. Tanto o excesso, quanto a deficiência interferem na absorção de cálcio e no metabolismo (BORGES, 2004). A presença desse elemento em níveis adequados é especialmente importante nos ossos, em que atua como suporte dos compostos de cálcio. O fósforo é um elemento essencial por participar das moléculas de DNA e RNA responsáveis pela transmissão das características genéticas, sendo indispensável à multiplicação celular, além de serem os compostos de fósforo os principais manipuladores de energia nas células vivas. Para a bioquímica, o fósforo também constitui elemento básico, já que faz parte da composição do ATP, trifosfato de adenosina, e do ADP, difosfato de adenosina, nucleotídeos presentes nos tecidos, que desempenham função essencial tanto no metabolismo molecular como na regulação entre absorção e liberação energéticas (MC DOWELL, 1992). Os sais minerais são nutrientes essenciais para o bom funcionamento do corpo humano. Eles não são produzidos pelo nosso corpo e são obtidos através da alimentação. É necessário ingerir cálcio e fósforo em quantidades suficientes para a constituição do esqueleto e dos dentes. O fósforo também desempenha papel importante no metabolismo do cálcio e nas reações do equilíbrio ácido-básico. Nos ossos desempenha funções cruciais no desempenho das atividades osteoblástica (construção óssea) e osteoclástica (destruição óssea). O fósforo é um elemento que possui um amplo espectro de aplicações, depende apenas da sua apresentação. Pode ser empregado em preparados da indústria farmacêutica, sendo utilizados como reconstituintes e fixadores do cálcio. Já os compostos fosforados são empregados industrialmente como aditivos de gasolina e do plástico e em metalurgia como protetores. Alguns fosfatos são extraídos de diferentes minerais e utilizados como fertilizantes, na agricultura. O fósforo monocálcico é utilizado em confeitarias sob a forma de pó confeiteiro para bolos e outras misturas. Outras formas de fosfatos também são utilizado em pastas de dente, detergentes e até por empresas de saneamento, sendo utilizado como agente limpante para a água e ajudando a prevenir a corrosão tubular. Os polifosfatos também são utilizados para a remoção de metais pesados no tratamento de águas residuais de processos industriais

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Fósforo (RASHCHI & FINCK, 2000; HOURANT, 2004). Na indústria alimentícia, os polifosfatos são utilizados em sucos para estabilizar a vitamina C, por apresentarem capacidade antioxidante (HOURANT, 2004) e também são utilizados em carnes por promoverem o aumento do pH, a retenção de água e a abertura das estruturas das proteínas (ÜNAL et al, 2006). Em alguns cosméticos, são usados como agente quelante e para ajuste tamponante de pH, mas são utilizados principalmente por sua atividade antioxidante e bactericida (KIM et al., 2004; LANIGAN, 2001). Em produtos de higiene bucal atuam na remoção de cálculo dentário (WHITE & GERLACH, 2000). O vírus da imunodeficiência humana tipo 1 (HIV-1) também sofre inibição pelo polifosfato (LORENZ et al., 1997). A atividade tamponante dos polifosfatos também tem grande importância biológica, principalmente na neutralização de álcalis no interior da célula (KORNBERG et al., 1999). O polifosfato é capaz de estabilizar o CA2+ de forma que não haja formação de precipitados e possui baixa cristalinidade, quando sofre interação com o cálcio (PEREIRA, 2007). São observadas deficiências graves de fósforo em pacientes que ingerem hidróxido de alumínio, como antiácido por períodos prolongados. A deficiência de fósforo trás consequências graves devido as importantes funções que este elemento desempenha (RODRIGUEZ & GALLEGO, 1999). A deficiência de fósforo também pode ser observada em algumas patologias relacionadas ao envelhecimento como a artrite reumatóide, a artrose e a osteoporose e também em casos de litíase renal, devido as desordens orgânicas. Os polifosfatos possuem a habilidade de prevenir a precipitação ou dissolver precipitados de metais alcalinos terrosos. O precipitado se desfaz rapidamente e ocorre a solubilização do mesmo (VAN WAZER & CALLIS, 1958). O estudo da hidrólise de fosfatos condensados apresenta grande interesse prático pelo fato que o produto final, o ortofosfato, é um ótimo agente precipitante (GREENFIELD & CLIFT, 1974). Em suas pesquisas, GAUER (1998), atribuiu aos fosfatos propriedades antioxidante e solubilizante, por possuirem capacidade de dissolver precipitados de metais e solubilizá-los rapidamente. Segundo GAUER (1998), a oxidação nos sistemas biológicos ocorre devido à ação dos radicais livres no organismo. Elas podem ser geradas por fontes endógenas ou exógenas. Por fontes endógenas, originam-se de processos biológicos que normalmente ocorrem no organismo, tais como: redução de flavinas e tióis; resultado da atividade de oxidases, cicloxigenases, lipoxigenases, desidrogenases e peroxidases; presença de metais de transição no interior da célula e de sistemas de transporte de elétrons. As fontes exógenas geradoras de radicais livres incluem tabaco, poluição do ar, solventes orgânicos, anestésicos, pesticidas e radiações. Nos processos biológicos há formação de uma variedade de radicais livres (ERENEL et al.,1993; RICE-EVANS & BURDON, 1993). Os processos oxidativos podem ser evitados através da modificação das condições ambientais ou pela utilização de substâncias antioxidantes com a propriedade de impedir ou diminuir o desencadeamento das reações oxidativas (ALLEN & HAMILTON, 1983). Os antioxidantes são eficazes na prevenção de doenças crônicas associadas ao estresse oxidativo (CERQUEIRA et al., 2007), tais como doença de Alzheimer e de Parkinson.

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Fósforo

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Abundância e obtenção
Devido a sua reatividade, o fósforo não é encontrado nativo na natureza, porém forma parte de numerosos minerais. A apatita é uma importante fonte de fósforo, existindo jazidas relevantes deste mineral em Marrocos, Rússia, Estados Unidos e em outros países. A forma alotrópica branca pode ser obtida de várias maneiras. Uma delas é a obtenção do fosfato tricálcico a partir das rochas. Aquecido em um forno a 1450 °C em presença de sílica e carbono, o fosfato é reduzido a fósforo, que se libera na forma de vapor. 2Ca3(PO4)2 + 6 SiO2 +10 C → 6CaSiO3 + 10 CO + P4 - 3084 kJ O fósforo branco obtido na forma de vapor é então condensado em água, evitando-se a presença de ar para que não inflame.

Precauções
O fósforo branco é extremamente venenoso - uma dose de 50 mg pode ser fatal - e muito inflamável, por isso, deve ser armazenado submerso em água. Em contato com a pele provoca queimaduras. A exposição contínua ao fósforo provoca a necrose da mandíbula.Se inflama espontaneamente em contato com o oxigênio O fósforo vermelho não é tóxico, porém deve-se manuseá-lo com cuidado, já que pode transformar-se em fósforo branco e produzir emissões de vapores tóxicos se aquecido. IMPORTANTE: É um erro atribuir ao fósforo toxidade ou efeitos negativos sem conhecer os fosfatos que o compõe. Ao tratar fósforo de forma genéria, é impossível saber se o produto faz bem ou mal ao ser humano. Assim como algumas combinações de fosfatos podem trazer prejuízos ao organismo, outras combinações podem ser muito benéficas.

Fósforo

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Outros dados
Encontra-se na sua maior parte nas rochas e se dissolve com a água da chuva, sendo levado até os rios e mares. Boa parte do fósforo de que precisamos são ingeridos quando nos alimentamos de peixe. Nossos ossos armazenam cerca de 750 g de fósforo sob a forma de fosfato de cálcio. A falta de fósforo provoca o raquitismo nas crianças e nos adultos tornando seus ossos quebradiços. Com a morte das plantas e animais este fósforo retorna ao solo e é absorvido por novas plantas. Nas rochas fosfálicas é retirado o fosfato, usado em fertilizantes e na fabricação de detergentes. O uso doméstico destes detergentes é a maior causa da poluição dos rios pelo fósforo. Mesmo a água tratada de esgotos, que volta aos rios, pode ainda conter fosfatos.

Na Mitologia Grega
Na Mitologia Grega, Fósforo (ou Eósforos) era um Deus Menor retratado como um cavaleiro armado com uma tocha. Sendo o representante do planeta Vênus (que apenas era identificado com a Deusa do Amor pelos romanos), Fósforo foi, mais tarde, com o advento do Cristianismo, identificado com a figura de Lúcifer, o Anjo portador da Luz que, por sua vaidade, caiu ao se julgar superior a Deus-Javé.

Referências
• Enciclopedia Libre
[8]

• Los Alamos National Laboratory - fósforo [9] • WebElements.com - fósforo [10] • EnvironmentalChemistry.com - fósforo [11] • http://es.wikipedia.org/wiki/F%C3%B3sforo_%28elemento%29
[1] LAURENTI, 1990 [2] PASSARELLI, 2000 [3] MORROW JR, 2003; MATSUDO, 2005 [4] Mc ARDLE et al., 1985 [5] DECHENES, 2004 [6] PEREIRA & MENDONÇA, 2002 [7] GOMES, 2006 [8] http:/ / enciclopedia. us. es/ index. php/ F%F3sforo [9] http:/ / periodic. lanl. gov/ elements/ 15. html [10] http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ P/ index. html [11] http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ P. html

"Alquimista em busca da pedra filosofal (1771)" por Joseph Wright, representando Henning Brand na descoberta do elemento fósforo.

Enxofre

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Enxofre
Enxofre

Fósforo ← Enxofre → CloroO↑ S↓ SeTabela completa • Tabela estendida

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S

Aparência amarelo-limão

Linhas espectrais do enxofre Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Enxofre, S, 16 Não-metal 16 (VIA), 3, p 1960 kg/m3, 2 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Raio de Van der Waals Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estrutura cristalina 32,065(5) u 100 (88) pm 102 pm 180 pm [Ne] 3s2 3p4 2, 8, 6 (ver imagem) ortorrômbico Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão sólido 388,36 K 717,75 K 1,7175 kJ/mol

Enxofre

102
Volume molar Pressão de vapor

15,53×10−6 m3/mol 1 Pa a 375 K Diversos

Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade elétrica Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 5º Potencial de ionização 6º Potencial de ionização

2,58 710 J/(kg·K) 5,0×10−22 S/m 0,269 W/(m·K) 999,6 kJ/mol 2252 kJ/mol 3357 kJ/mol 4556 kJ/mol 7004,3 kJ/mol 8495,8 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN Meia-vida MD MeV
32

PD

S 95,02% S S 0,75% 4,21%

16

S é estável com 16 nêutrons S é estável com 17 nêutrons S é estável com 18 nêutrons 87,32 d ß0,167
35

33

16

34

16

35

S sintético S 0,02%
16

Cl

36

S é estável com 20 nêutrons

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O enxofre (do latim sulphur) é um elemento químico de símbolo S , número atômico 16 (16 prótons e 16 elétrons) e de massa atómica 32 u. À temperatura ambiente, o enxofre encontra-se no estado sólido. É um não-metal insípido e inodoro,[1] facilmente reconhecido na forma de cristais amarelos que ocorrem em diversos minerais de sulfito e sulfato, ou mesmo em sua forma pura (especialmente em regiões vulcânicas). O enxofre é um elemento químico essencial para todos os organismos vivos, sendo constituinte importante de muitos aminoácidos. É utilizado em fertilizantes, além de ser constituinte da pólvora, de medicamentos laxantes, de palitos de fósforos e de inseticidas.

Características principais
Este não-metal tem uma coloração amarela, mole, frágil, leve, desprende um odor característico de ovo podre ao misturar-se com o hidrogênio, e arde com chama azulada formando dióxido de enxofre. É insolúvel em água, parcialmente solúvel em álcool etílico, porém se dissolve em dissulfeto de carbono e em tolueno aquecido (cerca de 20g/100mL a 95ºC e menos de 2g/100mL a 20ºC). É multivalente e apresenta como estados de oxidação mais comuns os valores -2, +2, +4 e +6. Em todos os estados, sólido, líquido e gasoso apresenta formas alotrópicas cujas relações não são completamente conhecidas. As estruturas cristalinas mais comuns são o octaedro ortorrômbico (enxofre α) e o prisma monoclínico (

Enxofre enxofre β ) sendo a temperatura de transição de 95,5 °C; em ambos os casos o enxofre se encontra formando moléculas S8 na forma de anel. As diferentes disposições destas moléculas é que produzem as diferentes estruturas cristalinas. À temperatura ambiente, a transformação de enxofre monoclínico em ortorrômbico, mais estável, é muito lenta. Ao fundir-se o enxofre, obtém-se um líquido que flui com facilidade formado por moléculas de S8 , porém ao aquecê-lo se torna marrom levemente avermelhado apresentando um aumento na sua viscosidade. Este comportamento se deve a ruptura dos anéis formando longas cadeias de átomos de enxofre que se enredam entre sí diminuindo a fluidez do líquido; o máximo de viscosidade é alcançado numa temperatura em torno de 200 °C. Esfriando-se rapidamente este líquido viscoso obtém-se uma massa elástica, de consistência similar a da goma, denominada enxofre plástico ( enxofre γ ) formada por cadeias que não tiveram tempo para reorganizarem em moléculas de S8; após certo tempo a massa perde a sua elasticidade cristalizando-se no sistema rômbico. Estudos realizados com raios X mostram que esta forma amorfa pode estar constituída por moléculas de S8 com uma estrutura de hélice em espiral. No estado de vapor também forma moléculas de S8, porém a a 780 °C já se alcança um equilíbrio com moléculas diatômicas, S2, e acima de aproximadamente 1800 °C a dissociação se completa encontrando-se átomos de enxofre.

103

Aplicações
O enxofre é usado em múltiplos processos industriais como, por exemplo, na produção de ácido sulfúrico para baterias, fabricação de pólvora e vulcanização da borracha. O enxofre também tem usos como fungicida e na manufactura de fosfatos fertilizantes. Os sulfitos são usados para branquear o papel e como conservantes em bebidas alcoólicas. O tiossulfato de sódio é utilizado em fotografia como fixador já que dissolve o brometo de prata; e o sulfato de magnésio (sal Epsom) tem usos diversos como laxante, esfoliante ou suplemento nutritivo para plantas e na produção de sulfureto de hidrogénio (ácido sulfídrico). O enxofre, após ser oxidado num forno formando o gás sulfito, é utilizado na clarificação do caldo de cana-de-açúcar, numa das etapas para obtenção do açúcar refinado.

Papel biológico
Os aminoácidos cisteína, metionina homocisteína e taurina contém enxofre, formando as pontes de dissulfeto entre os polipeptídeos, ligação de grande importância para a formação das estruturas espaciais das proteínas. É constituinte de algumas vitaminas, participando na síntese do colágeno, neutraliza os tóxicos e ajuda o fígado na secreção da bílis. É encontrado em legumes como aspargos, alhos-poró, alhos, cebolas, também em pescados, queijos e gema de ovos; diferentemente do inorgânico, o enxofre dos alimentos não é tóxico e seu excesso é eliminado pela urina. Sua deficiência retarda o crescimento.[carece de fontes?] As plantas absorvem o enxofre do solo como íon sulfato, e algumas bactérias utilizam o sulfeto de hidrogênio da água como doadores de elétrons num processo similar a uma fotossíntese primitiva. Maiores informações: ciclo do enxofre

Enxofre

104

História
O enxofre (do latím sulphur, -ŭris) é conhecido desde a antiguidade. No século IX a.C. Homero já recomendava evitar a pestilência do enxofre. Aproximadamente no século XII, os chineses inventaram a pólvora, uma mistura explosiva de nitrato de potássio ( KNO3 ), carbono e enxofre. Os alquimistas na Idade Média conheciam a possibilidade de combinar o enxofre com o mercúrio. Somente nos finais da década de 1770 a comunidade científica convenceu-se, através de Antoine Lavoisier, de que o enxofre era um elemento químico e não um composto.

Abundância e obtenção
O enxofre é o 16º elemento em ordem de abundância, constituindo 0,034% em peso na crosta terrestre, é encontrado em grandes quantidades na forma de sulfetos (galena) e de sulfatos (gesso). Na forma nativa é encontrado junto a fontes termais, zonas vulcânicas e em minas de cinábrio, galena, esfalerita e estibina. É extraído pelo processo Frasch, processo responsável por 23% da produção, que consiste em injetar vapor de água superaquecido para fundir o enxofre, que posteriormente é bombeado para o exterior utilizando-se ar comprimido. Também está presente, em pequenas quantidades, em combustíveis fósseis como carvão e petróleo, cuja combustão produz dióxido de enxofre que combinado a água resulta na chuva ácida, por isso, a legislação de alguns países exige a redução do conteúdo de enxofre nos combustíveis. Este enxofre, depois de refinado, constitui um porcentual importante do total produzido mundialmente. Também é extraído do gás natural que contém sulfeto de hidrogênio que, uma vez separado, é queimado para a produção do enxofre: 2 H2S + O2 2 S + 2 H2O

A coloração variada de Io, a lua vulcânica de Júpiter se deve a presença de diferentes formas de enxofre no estado líquido, sólido e gasoso. O enxofre também é encontrado em vários tipos de meteoritos e, acredita-se que a mancha escura que se observa próximo a cratera lunar Aristarco deva ser um depósito de enxofre.

Compostos
Muitos dos odores desagradáveis da matéria orgânica se devem a compostos de carbono que contém o enxofre na forma de sulfeto de hidrogênio. Dissolvido em água e ácido ( pKa1 = 7,00, pKa2 = 12,92 ) ele reage com os metais. Os sulfetos metálicos se encontram na natureza, sobretudo o de ferro( pirita ) que pode apresentar resistência negativa e a galena, sulfeto de chumbo natural, na qual se observou pela primeira vez o efeito semicondutor retificado. O nitreto de enxofre polímero (SN)x, sintetizado em 1975 por Alan G. MacDiarmid e Alan J. Heeger, apresenta propriedades metálicas, apesar de ser constituído por não metais com propriedades elétricas e ópticas não usuais. Este trabalho serviu de base para o posterior desenvolvimento, com Hideki Shirakawa, de plásticos condutores e semicondutores que motivou a concessão do Prêmio Nobel de Química, em 2000, aos três pesquisadores. Os óxidos mais importantes são o dióxido de enxofre, SO2 que em água forma uma solução de ácido sulfuroso, e o trióxido de enxofre, SO3, que em solução forma o ácido sulfúrico; sendo os sulfitos e sulfatos os sais respectivos. O enxofre, com o oxigênio e o hidrogênio, forma diversos outros ácidos, como o tiossulfúrico, que dá os tiossulfatos e hipossulfuroso que dá os hipossulfitos (no exato do termo).

Enxofre

105

Isótopos
Se conhecem 18 isótopos do enxofre, quatro dos quais são estáveis: S-32 (95,02%), S-33 (0,75%), S-34 (4,21%) e S-36 (0,02%). O S-35, formado a partir da incidência da radiação cósmica sobre o Argônio-40 atmosférico tem uma vida média de 87 dias, os demais isótopos radiativos são de vida curta.

Precauções
O dissulfeto de carbono, o sulfeto de hidrogénio, e o dióxido de enxofre devem ser manuseados com cautela. Além de ser bastante tóxico (mais que o cianureto), o dióxido de enxofre reage com a água da atmosfera produzindo a chuva ácida, e em altas concentrações reage com a água dos pulmões formando ácido sulfuroso que provoca hemorragias, enchendo os pulmões de sangue com a consequente asfixia. O sulfeto de hidrogénio é muito fétido, mesmo em baixas concentrações. Quando a concentração aumenta o sentido do olfato rapidamente se satura desaparecendo o odor, passando despercebida a sua presença no ar, deixando as vitimas expostas aos seus efeitos, possivelmente letais.
[1] Elemento químico - Enxofre (http:/ / qnesc. sbq. org. br/ online/ qnesc16/ v16_A12. pdf)

Bibliografia
• LIDE, David R. (ed.), TAYLOR and FRANCIS. CRC Handbook of Chemistry and Physics. 87.ed. Boca Raton, FL.

Ligações externas
• • • • Enciclopedia Libre (http://enciclopedia.us.es/index.php/Azufre) Los Alamos National Laboratory - azufre (http://periodic.lanl.gov/elements/16.html) WebElements.com - azufre (http://www.webelements.com/webelements/elements/text/S/index.html) EnvironmentalChemistry.com - azufre (http://environmentalchemistry.com/yogi/periodic/S.html)

Cloro

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Cloro
Cloro

Enxofre ← Cloro → ÁrgonF↑ Cl↓ BrTabela completa • Tabela estendida

17

Cl

Aparência verde-amarelado

Cloro, liquefeito sob pressão, armazenado em um frasco de quartzo (ampola), por sua vez, dentro

Informações gerais Nome, símbolo, númeroSérie químicaGrupo, período, blocoDensidade, durezaNúmero CAS Propriedade atómicas Massa atômicaRaio atómico (calculado)Raio covalenteRaio de Van der WaalsConfiguração electrónicaElétrons (por nível de energia)Estrutura cristalina Propriedades físicas Estado da matériaPonto de fusãoPonto de ebuliçãoEntalpia de fusãoEntalpia de vaporizaçãoVolume molarPressão de vapor Diversos Eletronegatividade (Pauling)Calor específicoCondutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 5º Potencial de ionização 6º Potencial de ionização 7º Potencial de ionização 8º Potencial de ionização 9º Potencial de ionização 10º Potencial de ionização Isótopos mais estáveis
de um cubo de vidro acrílico de aresta 5cm. Ed iso AN 75,77% sintético 301 000 a Meia-vida MD MeV
35

PD

Cl Cl

estável com 18 neutrões β— ε / β+ estável com 20 neutrões 0,709 — 1,142
36

36

Ar — 36 S

37

Cl

24,23%

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária. Cloro, Cl, 17 halogénio 17 (VIIA), 3, p 3,214 kg/m3, 7782-50-5 35,453(2) u 100 (79) pm 99 pm 175 pm [Ne] 3s2 3p5 2, 8, 7 (ver imagem)ortorrômbicogasoso 171,6 K 239,11 K 3,203 kJ/mol 10,2 kJ/mol 17,39×10−6 m3/mol 1000 Pa a 170 K 3,16 480 J/(kg·K) 0,089 W/(m·K) 1251,2 kJ/mol 2298 kJ/mol 3822 kJ/mol 5158,6 kJ/mol 6542 kJ/mol 9362 kJ/mol 11018 kJ/mol 33604 kJ/mol 38600 kJ/mol 43961 kJ/mol

Cloro O cloro ( grego khlorós, esverdeado ) é um elemento químico , símbolo Cl de número atômico 17 ( 17 prótons e 17 elétrons ) com massa atômica 35,45 u, encontrado em temperatura ambiente no estado gasoso. Gás extremamente tóxico e de odor irritante, foi descoberto em 1774 pelo alemão-sueco Karl Wilhelm Scheele. O elemento cloro está situado na série química dos halogênios ( grupo 17 ou VIIA ). No estado puro, na sua forma biatômica (Cl2) e em condições normais de temperatura e pressão, é um gás de coloração amarelo esverdeada, sendo duas vezes e meia mais pesado que o ar. É abundante na natureza e é um elemento químico essencial para muitas formas de vida.

107

Características principais
Na natureza não é encontrado em estado puro, já que reage com rapidez com muitos elementos e compostos químicos, sendo encontrado formando parte de cloretos e cloratos, sobretudo na forma de cloreto de sódio nas minas de sal gema e dissolvido na água do mar. O cloreto de sódio é comum como sal de mesa. O cloro é empregado para potabilizar a água de consumo dissolvendo-o nela. Também é usado como oxidante , branqueador e desinfetante. É gasoso e muito tóxico (neurotóxico) , foi usado como gás de guerra na Primeira e na Segunda Guerra Mundial. Este halogênio forma numerosos sais, obtidos a partir de cloretos por processos de oxidação, geralmente mediante a eletrólise. Combina-se facilmente com a maior parte dos elementos. É ligeiramente solúvel em água (uns 6,5 g de cloro por litro de água a 25 °C) formando, em parte, o ácido hipocloroso, HClO. Na maioria dos numerosos compostos que forma apresenta estado de oxidação -1. Também pode apresentar os estados de oxidação +1, +3, +5 e +7.

Aplicações
O cloro é aplicado principalmente no tratamento de águas, no branqueamento durante a produção de papel e na preparação de diversos compostos clorados, como por exemplo o hipoclorito de sódio e hipoclorito de cálcio • Um processo de tratamento de águas amplamente utilizado é a cloração. O agente é o ácido hipocloroso , HClO , que se produz dissolvendo cloro na água e regulando o pH. • Outra aplicação que vem ampliando sobremaneira os níveis de qualidade de vida das populações que usufruem deste processo, é a aplicação de cloro em estações de tratamento de esgoto. • Na produção de papel se emprega cloro no branqueamento da polpa, apesar de estar sendo substituído pelo dióxido de cloro, ClO2. • Uma grande parte de cloro é empregada na produção de cloreto de vinila, composto orgânico usado como matéria-prima para a obtenção de policloreto de vinila, conhecido como PVC. • Também é utilizado na síntese de numerosos compostos orgânicos e inorgânicos como, por exemplo, o tetracloreto de carbono (CCl4), o clorofórmio (CHCl3) e diferentes halogenetos metálicos. Também é empregado como agente oxidante. • Preparação de cloreto de hidrogênio puro, que pode ser obtido por síntese direta: H2 + Cl2 → 2HCl.

Cloro

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História
O cloro (do grego χλωρος, que significa "amarelo verdoso" ) foi descoberto em 1774 pelo sueco Carl Wilhelm Scheele, acreditando que se tratava de um composto contendo oxigênio. Obteve-o a partir da seguinte reacção:

MnO2 + 4 HCl → MnCl2 + Cl2 + 2 H2O
Os processos anteriores às técnicas de eletrólise se baseavam nesta reação ou na reação direta de HCl com o ar ou oxigênio puro, produzindo água e cloro. Com estas técnicas começava a produção de cloro para alvejamento de roupas e papel, por volta do século XIX. Em 1810 o químico britânico Sir Humphry Davy demonstrou que se tratava de um elemento químico, e lhe deu o nome de cloro devido à sua coloração amarelo-esverdeada. O cloro foi utilizado na Primeira Guerra Mundial. Foi a primeira vez que se utilizou uma substância como arma química. Alguns cloretos metálicos são empregados como catalisadores como, por exemplo, FeCl2, FeCl3 e AlCl3. Ácido hipocloroso (HClO), empregado na depuração de águas e alguns sais como agente alvejante. Ácido cloroso (HClO2). O sal de sódio correspondente (NaClO2), é usado para produzir dióxido de cloro (ClO2), usado como desinfetante. Ácido clórico (HClO3), O clorato de sódio (NaClO3), também pode ser usado para produzir dióxido de cloro, empregado para o branqueamento do papel, assim como para a obtenção de perclorato. Ácido perclórico (HClO4), é um ácido oxidante empregado na indústria de explosivos. O perclorato de sódio (NaClO4), é usado como oxidante e na indústria têxtil e papeleira. Compostos de cloro como os clorofluorocarbonetos (CFCs) contribuem para a destruição da camada de ozônio. Alguns compostos orgânicos de cloro são empregados como pesticida, como, por exemplo, o hexaclorobenzeno (HCB), o para-diclorodifeniltricloroetano (DDT), o toxafeno e outros. Muitos compostos organoclorados criam problemas ambientais devido a sua toxicidade como os pesticidas citados anteriormente, os difenilos policlorados (PCBs) e as dioxinas.

Abundância e obtenção
O cloro é encontrado na natureza combinado com outros elementos, principalmente na forma de cloreto de sódio, NaCl , e também em outros minerais como a silvina, KCl, ou na carnallita, KMgCl3·6H2O. É o halogênio mais abundante na água do mar com uma concentração de aproximadamente 18000 ppm. Na crosta terrestre está presente em menor quantidade, uns 130 ppm. É praticamente impossível encontra-lo sem estar combinado com outros elementos, devido a sua alta reatividade. O cloro é obtido principalmente ( mais de 95% da produção ) a partir da eletrólise do cloreto de sódio, NaCl, em solução aquosa, denominado processo de cloro-álcali. São usados três métodos: • Eletrólise com célula de amálgama de mercúrio. • Eletrólise com célula de diafragma • Eletrólise com célula de membrana.

Eletrólise com célula de amálgama de mercúrio
Foi o primeiro método utilizado para produzir cloro em escala industrial. Neste processo ocorrem perdas de mercúrio gerando problemas ambientais. Nas duas últimas décadas do Século XX o processo foi melhorado, embora ainda ocorra a perda de 1,3 gramas de mercúrio por tonelada de cloro produzida. Devido aos problemas ambientais este processo está sendo substituído pela eletrólise de célula de membrana que, atualmente , é responsável pelo suprimento de menos de 20% da produção mundial de cloro. É empregado um cátodo de mercúrio e um ânodo de titânio recoberto de platina ou óxido de platina. O cátodo está depositado no fundo de uma célula de eletrólise e o ânodo sobre este, a pouca distância. A célula é preenchida com cloreto de sódio e, com uma diferença de potencial adequada, se processa a eletrólise: 2Cl– → Cl2(g) + 2e–

Cloro Hg + 2Na+ + 2e– → NaHg A seguir se procede a decomposição da amálgama formada para recuperar o mercúrio. A base sobre a qual está a amálgama é ligeiramente inclinada para escorrer a amálgama passando para uma torre onde , em presença da água, ocorrem as seguintes reações de oxidação e redução: H2O + 1e– → 1/2H2 + OH– NaHg – 1e– → Na+ + Hg Desta forma o mercúrio é reutilizado. Como subproduto forma-se soda cáustica (NaOH) pela combinação da hidroxila ( OH– ) e Na+ formado nos dois eletrodos: Na+ + OH– → NaOH Deste modo se consegue a soda cáustica (NaOH) muito concentrada e um cloro muito puro, porém consome-se mais energia do que em outros processos e existe o problema da contaminação com o mercúrio.

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Eletrólise com célula de diafragma
Este método é utilizado principalmente no Canadá e Estados Unidos. Utiliza-se um cátodo perfurado de aço ou ferro e um ânodo de titânio recoberto de platina ou óxido de platina. Ao cátodo se adere um diafragma poroso de fibras de asbesto misturado com outras fibras como por exemplo, o politetrafluoroetileno. Este diafragma separa o ânodo do cátodo evitando a recombinação dos gases formados. O sistema é alimentado continuamente com salmoura que circula desde o ânodo até o cátodo. As reações que ocorrem são: 2Cl- → Cl2 + 2e- (no ânodo) 2H+ + 2e- → H2(g) (no cátodo) Na dissolução permanece uma mistura de NaOH e NaCl. O NaCl é reutilizado e o NaOH é de interesse comercial. Este método apresenta a vantagem de consumir menos energia que o utilizado na amálgama de mercúrio porém, o inconveniente é que o NaOH produzido é menos puro. Existe também o risco associado ao uso do asbesto.

Eletrólise com célula de membrana
Este método é o que se pretende implantar para a produção de cloro. Estima-se uma produção mundial de aproximadamente 30% deste elemento. Este método é similar ao método que se emprega na célula de diafragma. O diafragma é substituído por uma membrana sintética seletiva que deixa passar íons Na+, porém não permite a passagem de íons OH- e Cl-. O NaOH obtido é mais puro e mais concentrado que o obtido pelo método da célula de diafragma e, como este, consome menos energia que o método da amálgama de mercúrio, mesmo que a concentração de NaOH obtida seja menor, sendo necessário concentrá-lo. Por outro lado, o cloro obtido pelo método da amálgama de mercúrio é mais puro.

Cloro

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Compostos
Sais Inorgânicos
Cloretos Cloretos são sais derivados do ácido clorídrico (HCl). Em sua maioria, são bem cristalizados e facilmente solúveis em água. Algumas exceções são: • Cloreto de chumbo (II) (PbCl2) e cloreto paladioso (PdCl2) – pouco solúveis em água. • Cloreto mercuroso (HgCl), cuproso (CuCl), cloreto de prata (AgCl) e cloreto auroso (AuCl) são virtualmente insolúveis. Em regra geral, os sais não se decompõem pelo calor (os cloretos de ouro e platina são as únicas exceções) e são relativamente estáveis em presença de água, embora alguns, tais como os cloretos de antimônio e bismuto e dos elementos conhecidos como semi-metais, possam fornecer oxicloretos com a água. Por exemplo:

BiCl2 + H2O

BiOCl + 2 HCl

O cloreto de prata decompõe-se (como todos os sais de prata) por meio de fotólise (onde o agente é a luz), por meio da seguinte reação:

2 AgCl

2 Ag° + Cl2

Deixando um resíduo de prata finamente dividido e, por causa disso, com uma coloração escura. Alguns cloretos metálicos são empregados como catalisadores como, por exemplo, o cloreto ferroso (FeCl2), cloreto férrico (FeCl3) e cloreto de alumínio (AlCl3). Pode-se reconhecer os cloretos em solução pela formação de um precipitado branco de cloreto de prata, ao se adicionar gotas de solução de nitrato de prata (AgNO3) acidificada com ácido nítrico (HNO3). A adição de hidróxido de amônio (NH4OH) faz o precipitado se dissolver, pela formação do complexo diamin-prata – [Ag(NH3)2]+. Quando expostos à luz, o composto sofre fotólise (como mencionado antes) e a solução passa a ter uma coloração violeta. Hipocloritos Hipocloritos são sais provenientes do ácido hipocloroso (HClO) e são mais importantes que o próprio ácido correspondente, devido à dificuldade de se obter o ácido ao contrário de seus sais. Os hipocloritos, devido à sua ação oxidante e desinfectante (e baixo preço), tem largo uso tanto domiciliar quanto industrial. O cloro que se compra em mercados é uma solução de hipoclorito de sódio. Quando o percentual de cloro livre nesta mistura é de cerca de 2%, então temos a chamada água sanitária, também chamada de água de lavadeira em outras cidades. Obtém-se hipoclorito de sódio através de eletrólise de cloreto de sódio (NaCl). Ao se produzir hidróxido de sódio e gás cloro, faz-se os dois reagirem entre si, conforme as reações abaixo:

Cloro

111

Durante a eletrólise 2 NaCl 2 H2O 2 Na+ + Cl2 H2 + 2 OH–

2 NaOH + H2 + Cl2

Reação do hidróxido de sódio com o gás cloro: 2 NaOH + Cl2

NaCl + NaOCl + H2O

Devido à sua alta sensibilidade, o hipoclorito de sódio não pode ser obtido anidro, pois ao se aquecer, o cloro se desprende sob a forma de gás, restando unicamente hidróxido de sódio. O "cloro em pó" usado em piscinas é hipoclorito de cálcio (normalmente com certa quantidade de sulfato de cobre). Este não é adequado ao uso domestico, logo não convém usá-lo no lugar do hipoclorito de sódio. O poder oxidante dos hipoclororitos fazem com que eles ataquem os corantes, destruindo-os, tornando-se assim um agente alvejante bem eficiente. Cloritos São sais correspondentes do ácido cloroso (HClO2), e podem ser obtidos reagindo-se uma base com dióxido de cloro (ClO2), formando uma mistura de cloritos e cloratos, conforme a reação: 2 KOH + 2 ClO2 KClO2 + KClO3 + H2O Mas, também podem ser obtidos reagindo-se peróxido de sódio (Na2O2) com dióxido de cloro, conforme a reação abaixo: Na2O2 + 2 ClO2 2 NaClO2 + O2

Os cloritos são facilmente decompostos. Os cloritos solúveis, assim como os hipocloritos, são agentes oxidantes, descoram matérias corantes, mas ainda não se obteve ácido cloroso puro,mas alguns cientistas europeus já conseguiram atingir um nivel próximo Cloratos Os cloratos são sais correspondentes ao ácido clórico (HClO3). Pode-se obter cloratos fazendo passar gás cloro sobre uma solução alcalina a quente (cerca de 70 °C), conforme reação abaixo: 6 KOH + 3 Cl2 2 KClO3 + 5KCl + 3 H2O

Os cloratos são enérgicos oxidantes. Se misturarmos clorato com matéria orgânica, carvão vegetal, enxofre etc., e golpearmos a mistura com um martelo (ou se aquecermos), poderá haver explosão. Portanto, as misturas de clorato com estes materiais não devem ser triturados, mas cada componente deverá ser triturado em separado e depois ser feita a mistura até homogeneização. Os cloratos decompõem-se por aquecimento, desprendendo oxigênio, reação esta usada no processo comum de laboratório, para se preparar oxigênio. Em ausência de catalisador, a reação se processa em duas fases, conforme as reações abaixo:

Cloro

112

4 KClO3 3 KClO4 4 KClO3

3 KClO4 + KCl 3 KCl + 6 O2 4 KCl + 6 O2

Todos os cloratos são solúveis em água. O clorato de potássio é um dos cloratos menos solúveis. Podemos facilmente reconhecer os cloratos pelo fato deles não precipitarem com solução de nitrato de prata, embora o extrato aquoso de sua calcinação dê um precipitado. Isso explica-se pelo fato do clorato se decompor em cloreto e este precipita com a prata sob a forma de cloreto de prata, insolúvel em meio ácido. Percloratos Os percloratos são sais derivados do ácido perclórico. Este é um dos mais poderosos ácidos inorgânicos. Seu potencial de ionização é muito alto. É um poderoso oxidante e extremamente instável. Deixando cair uma gota do ácido sobre papel ou madeira, pode haver inflamação instantânea. Sobre carvão vegetal, acontecerá uma explosão. Em contato com a pele, causará queimaduras dolorosas e um ferimento grave. Os percloratos não descoram substâncias coloridas, como os demais oxiácidos do cloro. O sal de potássio é um dos percloratos menos solúvel em água e totalmente insolúvel em álcool. Obtém-se perclorato de potássio (KClO4) ao se neutralizar cautelosamente uma solução alcoólica de hidróxido de potássio (KOH) com o ácido perclórico puro. Ao ir ser formando, o perclorato de potássio se depositará no fundo, bastando filtrar a mistura após a neutralização. Ao contrário do que acontece com os cloratos, os percloratos não são decompostos pelo ácido clorídrico e, quando aquecidos com o ácido sulfúrico concentrado, não produzem nenhum gás explosivo. Não são reduzidos a cloretos pelo dióxido de enxofre (SO2) e, para sua decomposição, necessitam temperaturas mais elevadas que os cloratos

Compostos Orgânicos
• Compostos de cloro como os clorofluorocarbonetos (CFC's) contribuem para a destruição da camada de ozônio. • Alguns compostos orgânicos de cloro são empregados como pesticida, como, por exemplo, o hexaclorobenzeno ( HCB) , o para-diclorodifeniltricloroetano (DDT), o toxafeno e outros. • Muitos compostos organoclorados criam problemas ambientais devido a sua toxicidade como os pesticidas citados anteriormente, os difenilos policlorados (PCBs) e as dioxinas.

Isótopos
Na natureza são encontrados dois isótopos estáveis do cloro. Um de massa 35 uma e outro de 37 uma, com uma proporção relativa de 3:1, respectivamente, o que determina uma massa atómica de 35,5 uma, aproximadamente. O cloro tem nove isótopos com massa desde 32 até 40 uma. Somente três são encontrados na natureza: o 35Cl, estável, com uma abundância de 75,77%, o 37Cl, também estável com uma abundância de 24,23%, e o isótopo radioativo 36Cl. A relação do 36Cl com o Cl estável no ambiente é de aproximadamente 700 x 10-15 para 1. O 36Cl é produzido na atmosfera a partir do 36Ar por interações com prótons dos raios cósmicos. No subsolo é gerado o 36Cl principalmente a partir de processos de captura de neutrons do 35Cl, ou por captura de muones do 40 Ca. O 36Cl decai a 36S e a 36Ar, com uma vida média combinada de de 308.000 anos. A vida média deste isótopo hidrofílico e não reativo é útil para a datação geológica no intervalo de 60.000 a 1 milhão de anos. Além disso, foram produzidos grandes quantidades de 36Cl pela irradiaação da água do mar durante as detonações atmosféricas de armas nucleares entre 1952 e 1958. O tempo de permanência do 36Cl na atmosfera é de aproximadamente 1 semana. Por isso, é um marcador para as águas superficiais e subterrâneas dos anos 50 e, também útil para a datação de águas que contenham menos de 50 anos. O 36Cl e, também, empregado em outras

Cloro áreas das ciências geológicas como na datação de gelo e sedimentos.
Isótopo Abundância
32

113

Massa 31,9857 32,9775 33,9738 34,9689 35,9683 36,9659 37,9680 38,9680 39,9704

Spín Vida média Decaimento 1 3/2 0 3/2 2 3/2 2 3/2 2 298 ms 2,51 s 1,53 s 301000 a 37,2 m 55,6 m 1,38 m 34 s 6,8 s 3,3 s ε ε ε βββββββ-

Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl

75,77 24,23 -

33

34

35

36

37

38

39

40

41

40,9707 n.m. 41,9732 n.m. 42,9742 n.m.

42

43

Precauções
O cloro provoca irritação no sistema respiratório, especialmente em crianças. No estado gasoso irrita as mucosas e no estado líquido queima a pele. Pode ser detectado no ar pelo seu odor a partir de 3,5 ppm, sendo mortal a partir de 1.000 ppm. Foi usado como arma química a partir da Primeira Guerra Mundial. Uma exposição aguda a altas concentrações de cloro ( porém não letais ) pode provocar edema pulmonar, ou líquido nos pulmões. Uma exposição crônica abaixo do nível letal debilita os pulmões aumentando a suceptibilidade a outras enfermidades pulmonares. Em muitos países é fixado o limite de exposição no trabalho em 0,5 ppm ( média de 6 horas diárias, 40 horas semanais ).

Ligações externas
• WebElements.com - Chlorine [1] • EnvironmentalChemistry.com - Chlorine [2] • Los Alamos National Laboratory - Chlorine [3]

Referências
[1] http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ Cl/ index. html [2] http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ Cl. html [3] http:/ / periodic. lanl. gov/ elements/ 17. html

Árgon

114

Árgon
Árgon

Cloro ← Árgon → PotássioNe↑ Ar↓ KrTabela completa • Tabela estendida

18

Ar

Aparência incolor; emite luz lilás quando sujeito a um campo elétrico de alta voltagem

Linhas espectrais do árgon Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Árgon, Ar, 18 gases nobres 8A, 3, p 1,784 kg/m3, Propriedade atómicas Massa atômica Raio covalente Raio de Van der Waals Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 39,948(1) u 97 pm 188 pm [Ne] 3s2 3p6 2, 8, 8 (ver imagem) 0 cúbico de faces centradas Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão gasoso 83,80 K 87,30 K 1,188 kJ/mol

Árgon

115
Entalpia de vaporização Volume molar Velocidade do som 6,447 kJ/mol 22,56×10−6 m3/mol 319 m/s a 20 °C Diversos Calor específico Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 5º Potencial de ionização 6º Potencial de ionização 7º Potencial de ionização 8º Potencial de ionização 520 J/(kg·K) 0,01772 W/(m·K) 1520,6 kJ/mol 2665,8 kJ/mol 3931 kJ/mol 5771 kJ/mol 7238 kJ/mol 8781 kJ/mol 11995 kJ/mol 13842 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN Meia-vida MD MeV
36

PD

Ar 0,336% estável com 18 nêutrons Ar sintético 35,04 d ε 0,813
37

37

Cl

38

Ar 0,063% estável com 20 nêutrons Ar sintético Ar 99,6% 269 a estável com 22 nêutrons 109,34 min 32,9 a ββ2,49 0,600
41

39

β-

0,565

39

K

40

41

Ar sintético Ar sintético

K K

42

42

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O árgon/árgão/argão/argónio(português europeu) (formas aceitas com predileção a árgon) ou argônio(português brasileiro) (do grego árgon, inactivo) é um elemento químico, de símbolo Ar, número atômico 18 (18 prótons e 18 elétrons) e massa atômica 40 u, encontrado no estado gasoso em temperatura ambiente. Foi descoberto em 1894 pelos ingleses William Ramsay e Lord Rayleigh. É o terceiro elemento da classe dos gases nobres, incolor e inerte como eles, constituindo cerca de 1% do ar atmosférico. É usado em lâmpadas fluorescente e em dispositivos ou processos que exigem uma atmosfera inerte.

Árgon

116

Características principais
Tem uma solubilidade em água 2,5 vezes maior que a do nitrogênio ou a do oxigênio. É um gás monoatómico incolor e inodoro tanto no estado líquido quanto no gasoso.

Aplicações
É empregado como gás de enchimento em lâmpadas incandescentes, já que não reage com o material do filamento, mesmo em altos níveis de temperatura e pressão. Com isso prolonga-se a vida útil da lâmpada. Emprega-se também na substituição do néon, nas lâmpadas fluorescentes, quando se deseja uma coloração verde azulada ao invés do roxo do néon. Também é usado como substituto do nitrogénio molecular( N2 ) quando este não se comporta como gás inerte devido às condições de operação. No âmbito industrial e científico, é empregado universalmente na recriação de atmosferas inertes (não reagentes) para evitar reações químicas indesejadas em vários tipos de operações. • Soldagem em arco elétrico. • Fabricação de titânio e outros elementos químicos reactivos. • Fabricação de monocristais — partes cilíndricas formadas por uma estrutura cristalina contínua de silício e germânio para componentes semicondutores. O árgon-39 é usado, entre outras aplicações, para a datação de núcleos de gelo e águas subterrâneas. Em mergulhos profissionais, o árgon é empregado para inflar trajes (Roupas Secas), por ser inerte e principalmente por sua pequena conductibilidade térmica, proporcionando um isolamento térmico necessário para realizar longas imersões em determinadas profundidades quando se respira a mistura de Trimix. O laser de árgon tem usos médicos em odontologia e oftalmologia. A primeira intervenção com laser de árgon foi realizada por Francis L'Esperance, para tratar uma retinopatia em fevereiro de 1968.

História
Henry Cavendish, em 1785, expôs uma amostra de nitrogénio a descargas eléctricas repetidas em presença de oxigénio para formar óxido de nitrogénio que, após eliminado, restava em torno de 1% de um gás original que não podia ser dissolvido. Cavendish afirmava, diante disso, que nem todo o «ar flogisticado» era nitrogénio. Em 1892 Lord Rayleigh descobriu que o nitrogénio atmosférico tinha uma densidade maior que o nitrogénio puro obtido a partir do nitro. Raleight e Sir William Ramsay demonstraram em 1894 que a diferença devia-se à presença de um segundo gás pouco reactivo e mais pesado que o nitrogénio: o árgon. O anúncio da descoberta foi acolhida com muita desconfiança pela comunidade científica. Em 1904 Rayleight recebeu o Prêmio Nobel de Física pelas suas investigações acerca da densidade dos gases mais importantes e pela descoberta da existência do árgon.

Abundância e obtenção
O gás é obtido por meio da destilação fracionada do ar líquido, onde é encontrado numa proporção de aproximadamente 0,94%, eliminando-se posteriormente o oxigénio residual com hidrogénio. A atmosfera de Marte contém 1,6%, a de Mercúrio contém 7,0% e a atmosfera de Vénus contém apenas traços.

Compostos
Como o argônio é um gás nobre, espera-se que ele não participe de compostos com outros elementos, mas em condições especiais é possível preparar alguns compostos contendo argônio, como o difluoreto de argônio (ArF2) e o fluoridreto de argônio (HArF), ambos os compostos são estáveis a baixas temperaturas. ArF2 é um sólido que se

Árgon decompõe nos elementos à temperatura ambiente.

117

Isótopos
Os principais isótopos de árgon presentes na Terra são Ar-40 (99,6%) e em menores quantidades, o Ar-36 e Ar-38. O isótopo K-40, com uma vida média de 1,205×109 anos, decai em 11,2% a Ar-40 estável mediante captura electrónica e desintegração β+ (emissão de um positrão), e os 88,8% restantes a Ca-40 mediante desintegração β- (emissão de um electrão). Estas proporções de desintegração permitem determinar a idade das rochas. Na atmosfera terrestre, o Ar-39 é gerado por bombardeamento de raios cósmicos principalmente a partir do Ar-40. Em locais subterrâneos não expostos é produzido por captura neutrónica do K-39 e desintegração α do cálcio. O Ar-37, com uma vida média de 35 dias, é produto do decaimento do Ca-40, resultado de explosões nucleares subterrâneas.

Ligações externas
• Enciclopedia Libre [1] • WebElements.com - argón [2] • EnvironmentalChemistry.com - argón [3]

Referências
[1] http:/ / enciclopedia. us. es/ index. php/ Arg%F3n [2] http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ Ar/ index. html [3] http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ Ar. html

Potássio
Potássio

Árgon ← Potássio → CálcioNa↑ K↓ RbTabela completa • Tabela estendida

19

K

Aparência

Potássio

118
branco-prateado

Linhas espectrais do potássio Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Número CAS Potássio, K, 19 metais alcalinos 1 (IA), 4, s 856 kg/m3, 0,4 7440-09-7 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Raio de Van der Waals Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 39,0983(1) u 220 (243) pm 196 pm 275 pm [Ar] 4s1 2, 8, 8, 1 (ver imagem) 1 (base forte) cúbico de corpo centrado Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Pressão de vapor Velocidade do som Classe magnética sólido 336,53 K 1032 K 2,334 kJ/mol 79,87 kJ/mol 1,06×10−4 Pa a 336,5 K 2000 m/s a 20 °C paramagnético Diversos Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade elétrica Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 0,82 757 J/(kg·K) 13,9×106 S/m 102,4 W/(m·K) 418,8 kJ/mol 3052 kJ/mol

Potássio

119
3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 5º Potencial de ionização 6º Potencial de ionização 7º Potencial de ionização 8º Potencial de ionização 9º Potencial de ionização 10º Potencial de ionização 4420 kJ/mol 5877 kJ/mol 7975 kJ/mol 9590 kJ/mol 11343 kJ/mol 14944 kJ/mol 16963,7 kJ/mol 48610 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN Meia-vida MD MeV
39

PD

K 93,26%

estável com 22 neutrões βε β+ 1,311 1,505 1,505
40

40

K 0,012% 1,277×109 anos

Ca Ar 37 Ar
37

41

K

6,73%

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O potássio é um elemento químico de símbolo K (do latim "kalium", nome original da sua base KOH), número atômico 19 (19 prótons e 19 elétrons), metal alcalino, de massa atómica 39 u, coloração branco prateado, abundante na natureza, encontrado principalmente nas águas salgadas e outros minerais. Oxida-se rapidamente com o oxigênio do ar, é muito reativo especialmente com a água e se parece quimicamente com o sódio. É um elemento químico essencial para o homem, encontrado em muitas hortaliças, e essencial para o crescimento das plantas. Empregado em células fotoelétricas. Foi descoberto por Humphry Davy, em 1807, a partir da eletrólise do hidróxido de potássio (KOH).

Características principais
Tem o Raio atômico maior que o do Hélio. É o segundo metal mais leve. É um elemento muito maleável - pode ser cortado facilmente com uma faca. Tem um ponto de fusão muito baixo, arde com chama violeta e apresenta uma coloração prateada nas superfícies não expostas ao ar, já que se oxida com rapidez. Entretanto, deve ser armazenado dentro de um recipiente com querosene. Assim como os demais metais alcalinos, reage violentamente com a água, desprendendo hidrogênio, podendo inflamar-se espontaneamente em presença desta substância.

Aplicações
• O potássio é um metal empregado em células fotoelétricas. • O cloreto de potássio e o nitrato de potássio são empregados como fertilizantes. • O peróxido de potássio é usado em aparatos de respiração de bombeiros e mineiros.

Potássio • O nitrato também é usado na fabricação de pólvora, o cromato de potássio e o dicromato de potássio em pirotecnia. • O carbonato de potássio é empregado na formação de cristais. • A liga NaK, uma liga de sódio e potássio , é um material usado como transferente de calor. • O cloreto de potássio é utilizado para provocar parada cardíaca em injeções letais. Outros sais de potássio importantes são o brometo de potássio, cianeto de potássio, iodeto de potássio e o sulfato de potássio, entre outros. Uma importante base é o hidróxido de potássio. Os sabões à base de potássio são os chamados "sabões moles", tais como os cremes de barbear. Dietas ricas em potássio podem exercer papel na prevenção e tratamentos da hipertensão arterial reduzindo os efeitos adversos do consumo de sal. [1]

120

Ação biológica
O íon K+ está presente nas extremidades dos cromossomos (telômeros) estabilizando a estrutura. O íon hexaidratado (igual ao correspondente íon magnésio) estabiliza a estrutura do ADN e do ARN compensando a carga negativa dos grupos fosfatos. A bomba de sódio é um mecanismo pelo qual se conseguem as concentrações requeridas de íons K+ e Na+ dentro e fora da célula - concentrações de íons K+ mais altas dentro da célula do que no exterior - para possibilitar a transmissão do impulso nervoso. A diminuição do nível de potássio no sangue provoca hipopotassemia. Hortaliças como beterraba e couve-flor e frutas como a abacate, banana, damasco, cereja, ameixa, pêssego são alimentos ricos em potássio. É um elemento, também, essencial para o crescimento das plantas, sendo um dos três elementos consumidos em maior quantidade. O íon potássio, encontrado na maioria dos tipos de solo, intervém na respiração. Sua carência nos humanos pode causar: acne, prisão de ventre, depressão, cansaço, problemas de crescimento, insônia, fraqueza muscular, nervosismo, dificuldades respiratórias, cãimbras, retenção de sal[2] e batimentos cardíacos fracos.[3] Seu excesso (em nível de nutriente), a hipercaliemia ou hiperpotassemia, nos humanos pode causar: fraqueza e dificuldade na articulação das palavras.[4][5][6]

História
O nome potássio vem do latim científico potassium, e este do neerlandês pottasche, cinza de pote, nome dado por Humphry Davy ao ser descoberto em 1807. Foi o primeiro elemento metálico isolado por eletrólise, no caso a partir da potassa (KOH), composto de cujo nome latino, Kalium, originou o símbolo químico do potássio. O próprio Davy descreveu o seguinte relato de sua descoberta ante a "Sociedade Real Britânica" de Londres em 19 de novembro de 1807: «Coloquei um pequeno fragmento de potassa sobre um disco isolado de platina comunicando-o com o lado negativo de uma bateria elétrica de 250 placas de cobre e zinco em plena atividade. Um filamento de platina em contato com o lado positivo foi posto em contato com a parte superior da potassa. Todo o aparato funcionando ao ar livre. Nestas circunstâncias manifestou-se uma atividade muito viva; a potassa começou a fundir-se nos dois pontos de eletrização. Na parte superior (positiva) ocorreu uma viva efervescência, determinada pelo desprendimento de um fluido elástico; na parte inferior (negativa) não ocorreu nenhum desprendimento de fluido elástico, porém apareceram pequenos glóbulos de vivo brilho metálico semelhantes aos glóbulos de mercúrio. Alguns destes glóbulos, a medida que formavam, ardiam explosivamente numa chama brilhante; outros perdiam pouco a pouco o seu brilho e encobriam-se finalmente de uma crosta branca. Estes glóbulos formavam a substância que eu buscava, era a base de um combustível peculiar, era a base da potassa: o potássio.»

Potássio A importância da descoberta é a confirmação da hipótese de Antoine Lavoisier de que a soda e a potassa reagiam com os ácidos do mesmo modo que os óxidos de chumbo e prata, porque eram formados de um metal combinado com o oxigênio, finalmente confirmado com o isolamento do potássio e, uma semana após, o sódio pela eletrólise da soda. Além disso, a obtenção do potássio permitiu a descoberta de outros elementos já que, devido a sua elevada reatividade, é capaz de decompor óxidos retirando-lhes o oxigênio, deste modo, foram isolados o silício, o boro e o alumínio.

121

Abundância e obtenção
O potássio constitui cerca de 2,4% em peso da crosta terrestre, sendo o sétimo elemento mais abundante. Devido a sua insolubilidade é muito difícil obter o metal puro a partir dos seus minerais. Ainda assim, em antigos leitos marítimos e lagos existem grandes depósitos de minerais de potássio (carnalita, langbeinita, polihalita e silvina) dos quais é economicamente viável a extração do metal e seus sais. A principal fonte de potássio é a potassa, extraída, entre outros locais, na Califórnia, Novo México e Utah nos Estados Unidos, e Alemanha. Em Saskatchewan há grandes depósitos de potassa a 900 metros de profundidade, que no futuro podem converter-se em importantes fontes de potássio e sais de potássio.
K no feldspato.

Os oceanos também podem ser provedores de potássio, porém num mesmo volume de água salgada, a quantidade de potássio presente é muito menor que a de sódio diminuindo o rendimento econômico da operação. Atualmente o metal puro é obtido por eletrólise de sua base (hidróxido de potássio, KOH) do mesmo modo que o sódio. Como o sódio pode substituir satisfatoriamente o potássio e a sua obtenção é mais barata, o potássio tem sido menos usado que o sódio. Os métodos anteriores de obtenção do potássio como os de Gay-Lussac e Thenard até 1823 e, posteriormente, os de Sainte-Claire Deville e Brunner apresentavam um rendimento deficiente para a obtenção em escala industrial.

Isótopos
São conhecidos vinte isótopos de potássio, três deles naturais K-39 (93,3%), K-40 (0,01%) e K-41 (6,7%). O K-40, com um vida média de 1,25E9 anos, decaindo a Ar-40 (11,2%) e Ca-40 (88,8%). A desintegração de K-40 em Ar-40 é empregada como método para a datação de rochas. O método K-Ar convencional se baseia na hipótese de que as rochas não continham argónio quando se formaram e o formado não escapou, de modo que a quantidade presente provém da completa e exclusiva desintegração do potássio original. A medição da quantidade de potássio e Ar-40 fornece o procedimento de datação adequado para a determinação da idade de minerais como o feldspato vulcânico, moscovita, biotita e hornblenda , geralmente as amostras de rochas vulcânicas e intrusivas que não tenham sofrido alterações. Além da datação, os isótopos de potássio são muito utilizados em estudos do clima e, em estudos sobre o ciclo dos nutrientes por ser um macronutriente importante para a vida.

Potássio

122

Precauções
O potássio sólido reage violentamente com a água, mais que o sódio, por isso, deve ser conservado imerso num líquido apropriado como azeite ou querosene. Devem-se tomar, na sua manipulação, os mesmos cuidados que se toma com o sódio.
[1] http:/ / bases. bireme. br/ cgi-bin/ wxislind. exe/ iah/ online/ ?IsisScript=iah/ iah. xis& src=google& base=LILACS& lang=p& nextAction=lnk& exprSearch=394181& indexSearch=ID [2] DeFrongo, R.A.; Goldberg, M.; Cooke, R.: Investigations into the mechanisms of hyperkalemia following renal transplantation . Kidney International , 357, 1977. [3] Shils, Maurice E. e colaboradores: Modern Nutrition in Health and Disease. In Capítulo 7, Lindsay H Allen and Richard J. Wood; pg.155-163 , 1994 ; 8 a Ed. Philadelphia. [4] Goodman and Gilman : The Pharmacological Basis of Therapeutics. In Capítulo 38, Michael J. Peach : Anions : Phosphate, Iodide, Fluoride and Other Anions ; pag.798-800 ; 1975 ; MacMillan Publishing Co, 5 a Ed. – New York. [5] Cohen, J.J.: Disorders of potassium balance. Hospital Practice, 14:119, 1979. [6] Kunau, R.T. & Stein, J.H.: Disorders of hypo and hyperkalemia . Clinical Nephrology, 7(4): 173, 1977.

• • • •

Enciclopedia Libre (http://enciclopedia.us.es/index.php/Potasio) Los Alamos National Laboratory – Potasio (http://periodic.lanl.gov/elements/19.html) WebElements.com – Potasio (http://www.webelements.com/webelements/elements/text/K/index.html) EnvironmentalChemistry.com – Potasio (http://environmentalchemistry.com/yogi/periodic/K.html)

Bibliografia
• Diccionario Enciclopédico Hispano-Americano, Tomo XVI, Barcelona, Montaner y Simón Editores, 1895.

Cálcio
Cálcio

Potássio ← Cálcio → EscândioMg↑ Ca↓ SrTabela completa • Tabela estendida

20

Ca

Aparência branco-prateado

Cálcio em atmosfera de árgon Linhas espectrais do cálcio Informações gerais

Cálcio

123
Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Cálcio, Ca, 20 metal alcalinoterroso 2 (IIA), 4, s 1550 kg/m3, 1,75 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Raio de Van der Waals Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 40,078(4) u 180 (194) pm 174 pm ND pm [Ar] 4s2 2, 8, 8, 2 (ver imagem) 2 (ácido forte) cúbico de faces centradas Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Pressão de vapor Velocidade do som Classe magnética sólido 1115 K 1757 K 8,54 kJ/mol 153,6 kJ/mol 254 Pa a 1112 K 3810 m/s a 20 °C paramagnético Diversos Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade elétrica Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 1,00 632 J/(kg·K) 29,8×106 S/m 201 W/(m·K) 589,8 kJ/mol 1145,4 kJ/mol 4912,4 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Cálcio

124

Ed iso AN Meia-vida MD MeV
40

PD

Ca 96,941% Ca sintético Ca Ca Ca Ca Ca 0,647% 0,135% 2,086% 0,004% 0,187%

estável com 20 neutrões 103 000 a ε 0,421
41

41

K

42

estável com 22 neutrões estável com 23 neutrões estável com 24 neutrões > 0,4×1016 anos 2β4,3×1019 anos 2β- 4,272
48

43

44

46

48

Ti

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O cálcio é um elemento químico, símbolo Ca, de número atômico 20 (20 prótons e 20 elétrons) e massa atómica 40 u. É um metal da família dos alcalino-terrosos, pertencente ao grupo 2 da classificação periódica dos elementos químicos. Foi isolado pela primeira vez em 1808, em uma forma impura, pelo químico britânico Humphry Davy mediante a eletrólise de uma amálgama de mercúrio (HgO) e cal (CaO).

Características principais
O cálcio é um metal alcalino-terroso, mole, maleável e dúctil que arde com chama vermelha formando óxido de cálcio e nitreto. As superfícies recentes são de coloração branco prateada que rapidamente tornam-se levemente amareladas quando expostas ao ar, finalmente com coloração cinza ou branca devido à formação de hidróxido ao reagir com a umidade ambiental. Reage violentamente com a água para formar o hidróxido de cálcio, Ca(OH)2 , com desprendimento de hidrogênio.

Papel biológico
O cálcio é armazenado no Retículo endoplasmático das células. Atua como mediador intracelular, cumprindo uma função de segundo mensageiro como, por exemplo, o íon Ca2+, que intervém na Teste de chama: contração dos músculos. Também está implicado no controle de algumas enzimas quinases que cor realizam funções de fosforilação como, por exemplo, na proteína quinase C (PKC). O cálcio característica do cálcio. participa de funções enzimáticas de maneira similar à do magnésio em processos de transferência do fosfato como, por exemplo, a enzima fosfolipase (A2). Ainda interfere nos processos de transcrição, ativação de genes e apoptose.[1] O cálcio é o metal mais abundante no corpo humano, especialmente na forma de compostos como o carbonato de cálcio. De aproximadamente 1200 gramas de cálcio encontrados em um adulto, 1110 gramas estão nos tecidos ósseos. Os 90 gramas restantes são utilizados para diversas funções, tais como: atividades das membranas celulares, contrações musculares, impulsos nervosos, controle de acidez do sangue, divisão celular e controle hormonal.[2]

Cálcio

125

História
O cálcio, do latim calcium, foi isolado pela primeira vez em 1808, em uma forma impura, pelo químico britânico Humphry Davy mediante a eletrólise de uma amálgama de mercúrio (HgO) e cal (CaO). Davy misturou cal umedecida com óxido de mercúrio que colocou sobre uma lâmina de platina, o anodo, e submergiu uma parte de mercúrio no interior da pasta funcionando como catodo. Na eletrólise obteve uma amálgama que destilada originou um resíduo sólido facilmente oxidável. Davy não ficou convencido de que havia obtido cálcio puro. Posteriormente, Robert Bunsen em 1854 e Augustus Matthiessen em 1856 obtiveram o metal por eletrólise do cloreto de cálcio (CaCl2) e, Henri Moissan obteve o cálcio com uma pureza de 99% por eletrólise do iodeto de cálcio (CaI2). Muitos compostos contendo cálcio já eram conhecidos desde a antiguidade pelos indianos, egípcios, gregos e romanos. Os romanos já preparavam a cal, ou calx (óxido de cálcio, CaO) desde o século I; em 975 d.C., o gipso desidratado (gesso, CaSO4) já era citado na literatura da época para "engessar" pernas e braços quebrados; O gesso, como a cal, já era utilizado para alvenaria.

Abundância e ocorrência
É o quinto elemento em abundância na crosta terrestre (1,6% em massa) e cerca de 8% da crosta da Lua. Não é encontrado em estado nativo na natureza, estando sempre como constituinte de rochas ou minerais de grande interesse industrial, como as que apresentam em sua composição carbonatos (mármore, calcita, calcário e dolomita) e sulfatos (gipso, alabastro) a partir dos quais se obtêm a cal viva , o estuque, o cimento, etc. Outros minerais que o contêm são a fluorita (fluoreto), apatita (um fluorfosfato da cálcio) e granito (rochas silicatadas). Em sua forma pura, o cálcio se apresenta como um metal de baixa dureza, prateado, que reage facilmente com o oxigênio presente no ar e na água.

Conchas - ricas em cálcio.

Obtenção industrial e utilidades
O cálcio em sua forma pura e isolada pode ser obtido pela eletrólise ígnea do cloreto de cálcio (CaCl2) anidro ( subproduto do processo Solvay ) fundido: • cátodo: Ca2+ + 2 e– → Ca • anodo:  2Cl– → Cl2 (gás) + 2e– Atualmente, ele é obtido pela fusão da cal com alumínio metálico. Na indústria, o cálcio metálico é largamente utilizado para eliminar gases residuais em tubos de vácuo, entrando também como agente redutor na preparação de metais como tório, urânio, zircônio etc. É usado também como desoxigenador, dessulfurizador e descarbonizador de várias ligas metálicas; encontra usos como componente de ligas de alumínio, de berílio, de cobre, de chumbo, de magnésio, e outras. Os compostos de cálcio são usados na fabricação de uma enorme variedade de produtos que vai de tintas a fertilizantes. Em processos industriais como na curtição de couros e no refino do petróleo, utiliza-se o óxido de cálcio (CaO), sendo este último preparado pela decomposição térmica do carbonato de cálcio (CaCO3). Uma vez hidratado, o CaO forma a cal hidratada, cuja suspensão em água é muito usada como uma tinta branca de baixo custo para pintar paredes e meio-fio de ruas. O giz, um material mole feito de calcário finamente pulverizado, é nada mais do que carbonato de cálcio (CaCO3) de baixa dureza, que se formou como uma lama no fundo de um antigo oceano. O óxido de cálcio ou a cal (CaO) entra na composição de mais de 90% de todos os vidros comercializados, que têm a seguinte composição: cerca de 72% de

Cálcio sílica (da areia), 13% de óxido de sódio, Na2O, a partir do Na2CO3, cerca de 11% de CaO, a partir de calcário, e 4% de outros ingredientes. A maioria dos vidros planos, recipientes de vidro, lâmpadas e muitos outros objetos industriais e de arte ainda são feitos assim, com os mesmos materiais, há centenas de anos. Esse tipo de vidro é barato e bem resistente, podendo ser moldado e fundido facilmente.

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Isótopos
O cálcio tem seis isótopos estáveis, dos quais o Ca-40 é o mais abundante (97%). O Ca-40 e o Ar-40 são produtos da desintegração do K-40. O segundo é usado para a determinação da idade de rochas em geologia pela datação radiométrica; porém, a prevalência do isótopo Ca-40 na natureza tem impedido de fazer o mesmo com o cálcio. Diferentemente de outros isótopos cosmogênicos produzidos na atmosfera terrestre, o Ca-41 se origina por ativação neutrônica do Ca-40, formando-se nas camadas mais superficiais do solo, onde o bombardeio de nêutrons é suficientemente intenso. Além disso, o Ca-41 tem recebido uma atenção dos cientistas porque se desintegra em K-41, um indicador crítico das anomalias do sistema solar.

Nutrição
O cálcio é essencial para a transmissão nervosa, coagulação do sangue e contração muscular; atua também na respiração celular, além de garantir uma boa formação e manutenção de ossos e dentes. Por sua presença na formação óssea o cálcio é um dos elementos mais abundantes no corpo humano.

Outras funções
Recentemente foi descoberto que o cálcio ajuda na produção dos líquidos linfáticos.[carece de fontes?] Segundo estudo sueco do Instituto Karolinska, o consumo diário de cerca de 2000 mg de cálcio reduz em 25% o risco de morrer de qualquer doença e 23% o de morrer em decorrência de problemas cardiovasculares[3].

Deficiência
Por ser essencial para o funcionamento do organismo, quando existe deficiência de cálcio na corrente sanguínea (por má alimentação, questões hormonais ou outros motivos) o corpo tende a repor a deficiência retirando cálcio dos ossos. A deficiência de cálcio pode levar a osteopenia e osteoporose, na qual os ossos se deterioram e há um aumento no risco de fraturas, especialmente nos ossos mais porosos. Sua deficiência também pode causar agitação, unhas quebradiças, propensão a cáries, depressão, hipertensão, insônia, irritabilidade, dormência no corpo e palpitações.

Excesso
Seu excesso pode ocasionar as conhecidas "pedras" no rim, que são na verdade pequenos aglomerados de uma substância conhecida como oxalato de cálcio. Este tipo de formação é mais comum em decorrência da ingestão de cálcio de origem mineral (presente no solo e consequentemente na água de determinadas regiões) e também em alguns suplementos alimentares, já que este tipo de cálcio não é muito bem absorvido pelo organismo.[4] Ingestão de água em quantidade suficiente ajuda evitar as pedras nos rins. Consumir cálcio em excesso também pode ocasionar a redução de outros minerais, como magnésio. Seu excesso também pode causar anorexia, dificuldade de memorização, depressão, irritabilidade e fraqueza muscular.[5][6]

Cálcio

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Necessidade diária
A ingestão diária recomendada de cálcio varia com a idade:[7]
Idade 0 a 6 meses 7 a 12 meses 1 a 3 anos 4 a 8 anos 9 a 13 anos 14 a 18 anos 19 a 50 anos 51+ anos Cálcio (mg/dia) 210 270 500 800 1300 1300 1000 1200

Os principais alimentos fontes de cálcio são: • • • • laticínios (leite e derivados, como iogurte e queijo) hortaliças da espécie Brassica oleracea (couves): como brócolis, couve-flor, couve, repolho, ... verduras verde escuras (com exceção do espinafre, devido ao alto teor de ácido oxálico) outros: algas marinhas, gergelim integral, amêndoas, feijões, etc.

Exercícios físicos
Exercícios físicos que envolvam impulsionamento de peso (ex.: halterofilismo, caminhada e basquetebol) contribuem para a fixação de cálcio nos ossos. Especialmente na adolescência (até os 22 anos), já na idade adulta os exercícios mantêm e podem aumentar a massa óssea em 1 ou 2%.

Absorção
O Cálcio é absorvido pelo intestino. Uma alimentação muito líquida ou muito rica em fibras pode acelerar a passagem do cálcio pelo intestino diminuindo sua absorção. O corpo absorve apenas cerca de 500 mg de cálcio por vez; portanto, a ingestão de cálcio deve ser distribuída ao longo do dia. A vitamina D é essencial para a absorção desse nutriente.

Interação com proteínas
Consumo excessivo de proteína estimula a eliminação de cálcio através da urina.[8][9]

Interação com outros nutrientes
• Para que possamos absorver o cálcio é necessário Vitamina D. • O sódio se liga ao cálcio gerando um composto que não é absorvido pelo corpo. Pessoas com deficiência de cálcio devem evitar o consumo excessivo de sódio (encontrado no sal de cozinha e diversos alimentos industrializados) • Estudos mostraram que a ingestão de 3 mg de boro por dia pode reduzir a excreção de cálcio em 44%. • O ferro também se liga ao cálcio diminuindo sua absorção • Uma das funções do cálcio é diminuir a acidez do organismo. Uma alimentação muito ácida exigirá mais cálcio portanto este tipo de alimento (como refrigerantes, pimenta, vinagre, frutas cítricas) deve ser evitado por pessoas com deficiência do mineral. • O ácido oxálico, encontrado com maior predominância na mandioca, espinafre, cenoura e rabanete, se liga ao cálcio, portanto o consumo contínuo destes alimentos deve ser evitado em pessoas com deficiência de cálcio.

Cálcio Suplementos de cálcio ingeridos juntamente com alimentos ricos em ácido oxálico podem fazer com que o oxalato de cálcio se precipite.[10][11] O oxalato de cálcio precipitado é conhecido como pedras nos rins (cálculo renal). O ácido oxálico também é encontrado em menor quantidade na couve de folhas e de bruxelas, alho, feijão, batata-doce, brócolis e agrião, no entanto muitos destes últimos possuem quantidade significativas de cálcio. Deve-se observar também que a cenoura é uma das principais fontes vegetais de vitamina A, a abóbora poderia substituí-la em uma dieta. • Ácido fítico - Interage negativamente com o Cálcio. • Água - Beber água em quantidade suficiente para gerar 2 a 2,5 litros de urina diariamente ajuda a evitar que o cálcio consumido inadequadamente se precipite no sistema linfático.

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Outras interações
Medicamentos a base de Glicocorticóide, usados por exemplo no tratamento da asma, diminuem a absorção de cálcio.

Suplementação
Pelo fato do cálcio reagir de forma diferenciada com diversos minerais deve-se tomar cuidado na sua suplementação que deve ser acompanhada por um especialista. O uso excessivo de cálcio origem mineral também pode ocasionar depósitos no organismo. É recomendável cautela na escolha dos diversos suplementos disponíveis no mercado. Além da filtração que evita a entrada de partículas maiores no organismo deve-se observar o processo de refino, que retira metais pesados eventualmente presentes no ambiente onde o cálcio foi extraído.
[1] http:/ / biosonialopes. editorasaraiva. com. br/ navitacontent_/ userFiles/ File/ SoniaLopes_Powerpoints/ SoniaLopes_Textos_Atualiza_o/ ret_nuclear. pdf Retículo nucleoplasmático] [2] John Emsley. Nature's building blocks: an A-Z guide to the elements. [S.l.]: Oxford University Press, 2003. ISBN 978-0-19-850340-8 [3] Consumo de cálcio reduz risco de morte (http:/ / www1. folha. uol. com. br/ fsp/ saude/ sd1303201005. htm) - Folha de S.Paulo, 13 de março de 2010 (visitado em 13-3-2010) [4] Felippe, J Jr. : Pronto Socorro: Fisiopatologia – Diagnóstico – Tratamento. In Capítulo 10, José de Felippe Junior : Distúrbios Hidroeletrolíticos : Na+ , K+ , Ca++ , PO4 e Mg++ ; pag.82-97, 1990 ; Editora Guanabara Koogan, 2 a Ed. – Rio de Janeiro. [5] Bashour, T.; Basha, H.S. & Cheng, T.O.: Hypocalcemic cardiomyopathy, Chest, 78(4): 663,1980. [6] Bell, N.H.: Hypercalcemic and hypocalcemic disorders: Diagnosis and treatment. Nephron, 23:147,1979. [7] Dietary Supplement Fact Sheet: Calcium (http:/ / ods. od. nih. gov/ factsheets/ calcium. asp) [8] Feskanich, D; Willett WC, Stampfer MJ, Colditz GA. (1996). "Protein consumption and bone fractures in women". American Journal of Epidemiol 143: 472-9. [9] Abelow, BJ; Holford TR, Insogna KL. (1992). "Cross-cultural association between dietary animal protein and hip fracture: a hypothesis.". Calcified Tissue International 50: 14-18.. [10] Morozumi M, Hossain RZ, Yamakawa KI, Hokama S, Nishijima S, Oshiro Y, Uchida A, Sugaya K, Ogawa Y. . "Gastrointestinal oxalic acid absorption in calcium-treated rats". Urol Res. PMID 16444511. [11] Hossain RZ, Ogawa Y, Morozumi M, Hokama S, Sugaya K. . "Milk and calcium prevent gastrointestinal absorption and urinary excretion of oxalate in rats". Front Biosci.. PMID 12700095.

Ligações externas
• Insitituto Nacional de Salud Infantil y Desarrollo Humano, EE. UU. (http://www.nichd.nih.gov/milk/espanol/ porquecal/calcio.cfm) • Enciclopedia Libre - Calcio (http://enciclopedia.us.es/index.php/Calcio) • WebElements.com – Calcio (http://www.webelements.com/webelements/elements/text/Ca/index.html) • EnvironmentalChemistry.com – Calcio (http://environmentalchemistry.com/yogi/periodic/Ca.html) • PEIXOTO, E. M. A. Elemento químico: cálcio (http://sbqensino.foco.fae.ufmg.br/uploads/cr/EG/ crEGvFQIRMh0uDgt8X3taA/v20a12.pdf). Química Nova na Escola, n. 20 nov. 2004. Acesso em 5 mai. 2007.

Escândio

129

Escândio
Escândio

Cálcio ← Escândio → Titânio↑ Sc↓ YTabela completa • Tabela estendida

21

Sc

Aparência branco-prateado

Escândio dendrítico sublimado, de alta pureza (99,998%) e um cubo de escândio de 1 cm3 para comparação. Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Escândio, Sc, 21 metais de transição 3 (IIIB), 4, d 1550 kg/m3, Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 44,955912(6) u 160 (184) pm 144 pm [Ar] 3d1 4s2 2, 8, 9, 2 (ver imagem) 3 (base fraca) hexagonal Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização sólido 1814 K 3109 K 14,1 kJ/mol 314,2 kJ/mol

Escândio

130

Volume molar Pressão de vapor

15,00×10−6 m3/mol 22,1 Pa a 1112 K Diversos

Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade elétrica Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 5º Potencial de ionização 6º Potencial de ionização 7º Potencial de ionização 8º Potencial de ionização 9º Potencial de ionização 10º Potencial de ionização

1,36 568 J/(kg·K) 1,77×106 S/m 15,8 W/(m·K) 633,1 kJ/mol 1235 kJ/mol 2388,6 kJ/mol 7090,6 kJ/mol 8843 kJ/mol 10679 kJ/mol 13310 kJ/mol 15250 kJ/mol 17370 kJ/mol 21726 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN 100% Meia-vida MD MeV
45

PD

Sc

estável com 24 neutrões 83,79 d β2,367
46

46

Sc sintético

Ti

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O escândio (em homenagem à Escandinávia) é um elemento químico de símbolo Sc, número atómico 21 (21 prótons e 21 elétrons) com massa atómica 45 u. É um sólido a temperatura ambiente. É um metal de transição, grupo 3 ou 3B, classificado com frequência entre os lantanídios devido a características similares a eles. É encontrado em alguns minerais na Escandinávia. Faz parte do grupo das terras raras. Foi descoberto por Lars Fredrick Nilson em 1879 mediante análise espectral dos minerais euxenita e gadolinita. O escândio tem aplicações aeroespaciais, seu isótopo Sc-46 em craqueamento do petróleo e, seu óxido, em lâmpadas de vapor de mercúrio.

Escândio

131

Características principais
É um metal mole, muito leve, resistente ao ácido nítrico e ácido fluorídrico diluídos , mas reage rapidamente com outros ácidos. Apresenta coloração branco prateado adquirindo uma coloração ligeiramente rosado quando exposto ao ar. Seu estado de oxidação mais comum é +3 e seus sais são incolores. Suas propriedades são parecidas com as do ítrio, actínio e os lantanídios, por isso, são incluídos frequentemente entre as terras raras, denominação errada porque não são tão raras assim.

Aplicações
O óxido de escândio Sc2O3, é usado para a produção de lâmpadas de vapor de mercúrio obtendo-se uma luz solar artificial da mais alta qualidade. O isótopo radioativo Sc-46 é usado no craqueamento do petróleo como traçador, e o metal tem aplicação nas indústrias aeroespacial e aeronáutica devido ao seu ponto de fusão muito superior ao do alumínio.

História
O escândio (do latim científico "scandĭum", e este de "Scandi", Escandinávia) foi descoberto por Lars Fredrick Nilson em 1879 enquanto trabalhava com sua equipe na busca de metais terras raras mediante análise espectral dos minerais euxenita e gadolinita. Para isolar o elemento processou 10 kg de euxenita com outros resíduos de terras raras obtendo aproximadamente 2 gramas de óxido de escândio (Sc2O3) de grande pureza. Em 1869, Dmitri Mendeleyev concluiu, baseando-se nas propriedades periódicas, que este metal deveria ter propriedades semelhantes aos do boro, denominando o elemento ainda a descobrir de eka-boro (símbolo Eb). Aproximadamente na mesma época que Nilson, Per Theodor Cleve descobriu o óxido de escândio e confirmou que se tratava do "eka-boro". Em 1937 foi isolado pela primeira vez o metal por eletrólise de uma solução mistura eutética de potássio, lítio e cloretos de escândio a 700-800°C empregando como eletrodos um filamento de wolfrâmio e um banho de zinco líquido em um crisol de grafite. O escândio com uma pureza de 99% foi obtido em 1960.

Abundância e obtenção
As únicas fontes concentradas conhecidas do metal, que não é encontrado no estado nativo, são minerais pouco abundantes na Escandinávia e Madagascar como "euxenita" , "gadolinita" e thortveitita. É mais abundante no sol e estrelas similares (23º) que na Terra (50º) onde se encontra muito espalhado, aparecendo traços do metal em mais de 800 minerais. A cor azul da água-marinha, variedade de berílio, acredita-se que se deve a presença de escândio. Aparece, também, entre os resíduos da wolframita após a extração do wolframio (tungstênio). A thortveitita é a principal fonte de escândio. Outra fonte importante são os resíduos da extração do urânio onde é obtido como subproduto. O metal é obtido industrialmente por redução do fluoreto de escândio com cálcio.

Escândio

132

Isótopos
O escândio natural tem um único isótopo estável, o Sc-45. São conhecidos 13 isótopos radioativos, sendo os mais estáveis o Sc-46 com 83,79 dias de meia-vida, o Sc-47 (3,3492 dias) e Sc-48 (43,67 horas); os demais isótopos radioativos tem meias-vidas inferiores a 4 horas e a maioria menos de 2 minutos. São conhecidos, além disso, 5 meta estados, sendo o mais estável o Scm-44 (meia vida de 58,6 horas). A massa atómica dos isótopos de escândio variam desde 39,978 u do Sc-40 até 53,963 u do Sc-54. O modo de desintegração principal dos isótopos mais leves que o estável (Sc-45) é a captura eletrônica originando isótopos de cálcio, enquanto que os isótopos mais pesados que o estável se desintegram principalmente por emissão beta originando isótopos de titânio.

Referências
• Enciclopedia Libre [1] • Los Alamos National Laboratory - Scandium [2]

Ligações externas
• WebElements.com - Scandium [3] • EnvironmentalChemistry.com - Scandium [4]

Referências
[1] [2] [3] [4] http:/ / enciclopedia. us. es/ index. php/ Escandio http:/ / pearl1. lanl. gov/ periodic/ elements/ 21. html http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ Sc/ index. html http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ Sc. html

Titânio

133

Titânio
Titânio

Escândio ← Titânio → Vanádio↑ Ti↓ ZrTabela completa • Tabela estendida

22

Ti

Aparência prateado

Informações gerais Nome, símbolo, númeroSérie químicaGrupo, período, blocoDensidade, dureza Propriedade atómicas Massa atômicaRaio atómico (calculado)Raio covalenteConfiguração electrónicaElétrons (por nível de energia)Estado(s) de oxidaçãoEstrutura cristalina Propriedades físicas Estado da matériaPonto de fusãoPonto de ebuliçãoEntalpia de fusãoEntalpia de vaporizaçãoPressão de vaporVelocidade do som Diversos Eletronegatividade (Pauling)Calor específicoCondutividade elétricaCondutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 5º Potencial de ionização 6º Potencial de ionização 7º Potencial de ionização 8º Potencial de ionização 9º Potencial de ionização 10º Potencial de ionização Isótopos mais estáveis
Ed iso AN sintético 8,0% 7,3% 73,8% 5,5% 5,4% Meia-vida 63 anos estável com 24 neutrões estável com 25 neutrões estável com 26 neutrões estável com 27 neutrões estável com 28 neutrões MD MeV
44

PD 0,268

Ti Ti Ti Ti Ti Ti

ε

44

Sc

46

47

48

49

50

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária. Titânio, Ti, 22 metais de transição 4 (IVB), 4, d 4507 kg/m3, 6 47,867(1) u 140 (176) pm 136 pm [Ar] 3d2 4s2 2, 8, 10, 2 (ver imagem) 4 (anfótero) hexagonal sólido 1941 K 3560 K 15,45 kJ/mol 421 kJ/mol 0,49 Pa a 1933 K 4140 m/s a 20 °C 1,54 520 J/(kg·K) 2,34×106 S/m 21,9 W/(m·K) 658,8 kJ/mol 1309,8 kJ/mol 2652,5 kJ/mol 4174,6 kJ/mol 9581 kJ/mol 11533 kJ/mol 13590 kJ/mol 16440 kJ/mol 18530 kJ/mol 20833 kJ/mol O Titânio é um elemento químico de símbolo Ti, número atômico 22 (22 prótons e 22 elétrons) com massa atômica 47,90 u. Trata-se de um metal de transição leve, forte, cor branca metálica, lustroso e resistente à corrosão, sólido na

Titânio temperatura ambiente. O titânio é muito utilizado em ligas leves e em pigmentos brancos. É um elemento que ocorre em vários minerais, sendo as principais fontes o rutilo e a Ilmenita. Apresenta inúmeras aplicações como metal de ligas leves na indústria aeronáutica, aeroespacial e outras. Este metal foi descoberto na Inglaterra por William Justin Gregor em 1791, a partir do mineral conhecido como ilmenita.

134

Características principais
O Titânio é um elemento metálico muito conhecido por sua excelente resistência à corrosão (quase tão resistente quanto a platina) e por sua grande resistência mecânica. Possui baixa condutividade térmica e elétrica. É um metal leve, forte e de fácil fabricação com baixa densidade (40% da densidade do aço). Quando puro é bem dúctil e fácil de trabalhar. O ponto de fusão relativamente alto faz com que seja útil como um metal refratário. Ele é tão forte quanto o aço, mas 45% mais leve. É 60% mais pesado que o alumínio, porém duas vezes mais forte. Tais características fazem com que o titânio seja muito resistente contra os tipos usuais de fadiga. Esse metal forma uma camada passiva de óxido quando exposto ao ar, mas quando está em um ambiente livre Titânio (mineral concentrado) de oxigênio ele é dúctil. Ele queima quando aquecido e é capaz de queimar imerso em nitrogênio gasoso. É resistente à dissolução nos ácidos sulfúrico e clorídrico, assim como à maioria dos ácidos orgânicos. Experimentos têm mostrado que titânio natural se torna notavelmente radioativo após ser bombardeado por deutério, emitindo principalmente pósitrons e raios gama. O metal é dimórfico com a forma hexagonal alfa mudando para um cúbico beta muito lentamente por volta dos 800 °C. Quando incandescente ele se combina com oxigênio, e ao alcançar 550 °C é capaz de combinar com o cloro. Quanto à fabricação do titânio metálico, existem atualmente seis tipos de processos disponíveis: "Kroll", "Hunter", redução eletrolítica, redução gasosa, redução com plasma e redução metalotérmica. Dentre estes, destaca-se o processo Kroll, que é o responsável, até hoje, pela maioria do titânio metálico produzido no mundo ocidental. Na forma de metal e suas ligas, cerca de 60% do titânio são utilizados nas indústrias aeronáuticas e aeroespaciais, sendo aplicados na fabricação de peças para motores e turbinas, fuselagem de aviões e foguetes.

Titânio

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Aplicações
Na engenharia
1. Indústria química, devido à sua resistência à corrosão e ao ataque químico; 2. Indústria naval: o titânio metálico é empregado em equipamentos submarinos e de dessalinização de água do mar; 3. Indústria aeronáutica: é usado na fabricação das pás da turbina dos turbofans, turbojatos e turbo-hélice; 4. Indústria nuclear: é empregado na fabricação de recuperadores de calor em usinas de energia nuclear; 5. Indústria bélica: o titânio metálico é sempre empregado na fabricação de mísseis e peças de artilharia; 6. Na metalurgia, o titânio metálico, ligado com cobre, alumínio, vanádio, níquel e outros, proporciona qualidades superiores aos produtos. Outra aplicação, que se dá somente com o rutilo, é no revestimento de eletrodos de soldar. 7. Também é usado na condutividade Térmica nos computadores.
Relógio de pulso com tampa de titânio

Outras Aplicações
1. Aproximadamente 95% de todo o titânio é consumido na forma de dióxido de titânio (TiO2), um pigmento permanente intensamente branco. Tintas feitas com dióxido de titânio são excelentes refletores de radiação infravermelha sendo assim muito utilizadas por astrônomos; 2. Aplicações em produtos para consumo como bicicletas, óculos, instrumentos musicais e computadores estão se tornando bem comuns. As ligas mais comuns são com alumínio, ferro, manganês, molibdênio e outros metais; 3. Tetra cloreto de titânio (TiCl4), um líquido incolor, é usado para iridizar vidro; 4. Dióxido de titânio também é usado em protetores solares devido à sua capacidade de proteger a pele; 5. Por ser considerado fisiologicamente inerte, o metal é utilizado em implantes.

História
O titânio (chamado assim pelos Titãs, filhos de Urano e Gaia da mitologia grega) foi descoberto na Inglaterra por William Justin Gregor em 1791, a partir do mineral conhecido como ilmenita (FeTiO3). Este elemento foi novamente descoberto mais tarde pelo químico alemão Heinrich Klaproth, desta vez no mineral rutilo (TiO2), que o denominou de titânio em 1795. Matthew A. Hunter preparou pela primeira vez o titânio metálico puro (com uma pureza de 99,9%) aquecendo tetra cloreto de titânio (TiCl4) com sódio a 700-800 °C num reator de aço. O titânio como metal não foi utilizado fora do laboratório até 1946, quando William J. Kroll desenvolveu um método para produzi-lo comercialmente. O processo Kroll consiste na redução do TiCl4 com magnésio, método que continua sendo utilizado atualmente.

Titânio

136

Abundância e obtenção
O titânio como metal não é encontrado livre na natureza, porém é o nono em abundância na crosta terrestre e está presente na maioria das rochas ígneas e sedimentos derivados destas rochas. É encontrado principalmente nos minerais anatase (TiO2), brookita (TiO2), ilmenita (FeTiO3), leucoxena, perovskita (CaTiO3), rutilo (TiO2) e titanita (CaTiSiO5); também como titanato em minas de ferro. Destes minerais, somente a ilmenita, a leucoxena e o rutilo apresentam importância econômica. São encontrados depósitos importantes na Austrália, na Escandinávia, Estados Unidos e Malásia. O titânio metálico é produzido comercialmente a partir da redução do tetracloreto de titânio (TiCl4) com magnésio a 800 °C em atmosfera de argônio. Em presença do ar reagiria com o nitrogênio e oxigênio. Este processo, desenvolvido por William Justin Kroll em 1946, é conhecido como "processo Kroll". Deste modo é obtido um produto poroso conhecido como esponja de titânio que, posteriormente, é purificado para a obtenção do produto comercial. Com o objetivo de atenuar o grande consumo energético do processo Kroll (1,7 vezes maior que o necessário para o alumínio) encontram-se em desenvolvimento procedimentos de eletrólise com sais fundidos, ainda sem aplicação comercial. Para a obtenção de titânio com pureza maior, em pequenas quantidades (escala de laboratório), pode-se empregar o método de van Arkel-de Boer. Este método baseia-se na reação do titânio com iodo a uma determinada temperatura para a obtenção do tetraiodeto de titânio (TiI4) que, posteriormente, é decomposto numa determinada temperatura para devolver o metal com pureza maior.

Isótopos
São encontrados 5 isótopos estáveis na natureza: Ti-46, Ti-47, Ti-48, Ti-49 e Ti-50, sendo o Ti-48 o mais abundante (73,8%). Têm-se caracterizados 11 radioisótopos, sendo os mais estáveis o Ti-44, com uma meia-vida de 5,76 minutos e o Ti-52, de 1,7 minutos. Para os demais, suas meia-vidas são de menos de 33 segundos, e a maioria destes com menos de meio segundo. A massa atómica dos isótopos varia desde 39,99 u (Ti-40) até 57,966 u (Ti-58). O primeiro modo de decaimento antes do isótopo mais estável, o Ti-48, é a captura eletrônica, e após este é a emissão beta. Os isótopos do elemento 21 (escândio) são os principais produtos do decaimento antes do Ti-48, os posteriores são os isótopos do elemento 23 (vanádio).

Precauções
O pó metálico é pirofórico. Por outro lado, acredita-se que seus sais não sejam especialmente perigosos. Entretanto, seus cloretos, como TiCl3 e TiCl4, são considerados corrosivos. O titânio tem a tendência de acumular-se nos tecidos biológicos. Em princípio, não se conhece nenhum papel biológico.

Ligações externas
• WebElements.com - Titanium [1] • EnvironmentalChemistry.com - Titanium [2]

Titânio

137

Referências
[1] http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ Ti/ index. html [2] http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ Ti. html

Vanádio
Vanádio

Titânio ← Vanádio → Crômio↑ V↓ NióbioTabela completa • Tabela estendida

23

V

Aparência cinza-azulado-prateado metálico

Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Vanádio, V, 23 Metal de transição 5B, 4, d 6110 kg/m3, 7 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 50,9415(1) u 134 pm 125 pm [Ar] 3d3 4s2 2, 8, 11, 2 (ver imagem) 5, 4, 3, 2, 1, -1 (óxido anfotérico) cúbica centrada no corpo Propriedades físicas Estado da matéria sólido

Vanádio

138
Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Volume molar Pressão de vapor Velocidade do som 2183 K 3680 K 21,5 kJ/mol 459 kJ/mol 8,32 ×10−6 m3/mol 1 Pa a 2101 K 4560 m/s a 20 °C Diversos Eletronegatividade (Pauling) Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 5º Potencial de ionização 1,63 30,7 W/(m·K) 650,9 kJ/mol 1414 kJ/mol 2830 kJ/mol 4507 kJ/mol 6298,7 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN Meia-vida 15,9735 d 330 d 1,5×1017 a MD MeV
48

PD

V sintético V sintético V 0,25%

ε + β+ 4,0123 ε ε β0,6019 2,2083 1,0369

48

Ti Ti

49

49

50

50 50

Ti Cr

51

V 99,75%

51

V é estável com 28 nêutrons

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

Vanádio (homenagem a deusa Vanadis) é um elemento químico, símbolo V, número atômico 23 (23 prótons e 23 elétrons) de massa atómica 51 u que, nas condições ambientes, é encontrado no estado sólido. Foi descoberto pelo mineralogista espanhol Andrés Manuel del Río, no México, em 1801, num mineral de chumbo. Em 1830, o sueco Nils Gabriel Sefström descobriu o elemento num óxido que encontrou enquanto trabalhava numa mina de ferro e deu-lhe o nome pelo qual é conhecido atualmente. Está situado no grupo 5 (VB) da tabela periódica dos elementos. É um metal dúctil, macio e apesar de ser bem mais abundante que o cobre, com uma abundância crustal de 160 ppm, forma poucos minerais. A razão do vanádio formar tão poucos minerais reside no facto de o ião (ion) V3+ ser geoquimicamente semelhante ao ião Fe3+, um ião abundante e constituinte de muitos minerais. Assim, o ião V3+ geralmente substitui o Fe3+ nos minerais (notavelmente na magnetita) em lugar de formar os seus próprios minerais. É, ainda assim, encontrado em diversos minerais, e é empregado principalmente em algumas ligas metálicas.

Vanádio

139

Características principais
O vanádio é um metal de transição mole, dúctil de cor cinzenta e brilhante. Apresenta alta resistência ao ataque das base, ao ácido sulfúrico (H2SO4) e ao ácido clorídrico (HCl). É obtido a partir de diversos minerais, até do petróleo. Também pode ser obtido da recuperação do óxido de vanádio em pó procedente de processos de combustão. Tem algumas aplicações nucleares devido a sua baixa captura de nêutrons. É um elemento químico essencial em alguns seres vivos, embora não seja conhecida exatamente a sua função. Nos seus compostos apresenta estados de oxidação +2, +3, +4 e +5.

Aplicações
Aproximadamente 80% do vanádio produzido é empregado como ferrovanádio ou como aditivo em aço. • É usado para a produção de aços inoxidáveis para instrumentos cirúrgicos e ferramentas, em aços resistentes a corrosão e, misturado com alumínio em ligas de titânio, é empregados em motores de reação. Também, em aços, empregados em eixos de rodas, engrenagens e outros componentes críticos. • É um importante estabilizador de carbetos na fabricação de aços. • Emprega-se em alguns componentes de reatores nucleares. • Forma parte de alguns imãs supercondutores. • Alguns compostos de vanádio são utilizados como catalisadores na produção de anidrido maleico e ácido sulfúrico. É muito usado o pentóxido de vanádio, V2O5, empregado em cerâmicas.V.

História
O vanádio (da deusa da beleza na mitologia Escandinava "Vanadis" devido à coloração de seus compostos), foi descoberto, em princípio, por um mineralogista espanhol Andrés Manuel del Río, no México, em 1801, num mineral de chumbo. Primeiro denominou de "pancromo", devido à semelhança de sua cores com as do crômio, depois de "eritrônio" devido à coloração de seus sais (tornavam-se vermelhos quando aquecidos). Entretanto, o químico Francês Hippolyte Victor Collet-Descotils questionou a descoberta alegando que o obtido tratava-se realmente do crômio impuro, provocando a retratação de Andrés Manuel del Río. Em 1830, o sueco Nils Gabriel Sefström descobriu o elemento num óxido que encontrou enquanto trabalhava numa mina de ferro e deu-lhe o nome pelo qual é conhecido atualmente. Mais tarde, em 1831, Friedrich Woehler concluiu que este elemento se tratava do mesmo elemento descoberto em 1801 por Andrés Manuel del Rio. O vanádio metálico foi obtido em 1867 por Henry Enfield Roscoe, mediante a redução do tricloreto de vanádio, VCl3, com hidrogênio.

Compostos
• Apresenta vários estados de oxidação, com diferentes colorações. Mediante uma experiência simples é possível apreciar a relação: Partindo-se de vanadato de amônio (NH4VO4), e empregando-se zinco metálico, em meio ácido, produzem-se as seguintes reações: VO43- (incolor) → [VO(OH2)5]2+ (azul) → [V(OH2)6]3+ (verde) → [V(OH2)6]2+ (violeta) • O pentóxido de vanadio, V2O5, que é obtido como sólido pulverizado de coloração alaranjada, é um agente oxidante, e é empregado como catalisador, na indústria de corantes como mordente e na produção de anilina negra. • A unidade, VO2+, na qual o vanádio apresenta estado de oxidação +4, com ligação V-O dupla, pode ser encontrado em diversos complexos de vanádio, geralmente com quatro ligantes formando una pirâmide de base quadrada.

Vanádio

140

Papel biológico
O vanádio é um elemento essencial em alguns organismos. Em humanos não está demonstrada a sua essencialidade, ainda que existam compostos de vanádio que imitam e potencializam a atividade da insulina. É encontrado em algumas enzimas de diferentes seres vivos. Por exemplo, nas "haloperoxidases" (geralmente bromoperoxidases) de algumas algas, que reduzem peróxidos e halogenam um substrato orgânico. As ascídias (alguns organismos marítimos urocordados, do subfilo urochordata) armazenam altas concentrações de vanádio, em torno de um milhão de vezes mais altas que na água ao seu redor, encontrando-se numa molécula denominada "hemovanadina". Nestes organismos o vanádio se armazena em células chamadas de "vanadócitos". Também acumulam altas concentrações de vanádio o fungo amanita muscaria. Forma-se um complexo com um ligante ionóforo chamado "amavadina".

Abundância e obtenção
O vanádio nunca é encontrado no estado nativo, porém está presente em cerca de 65 minerais diferentes, entre os quais se destacam a patronita, VS4, a vanadinita, Pb5(VO4)3Cl, e a carnotita, K2(UO2)2(VO4)2·3H2O. Também é encontrado na bauxita, assim como em depósitos que contém carbono, como por exemplo no carvão, óleos crus de petróleo. É extraído do petróleo empregando porfirinas. É encontrado também em minérios de ferro, rochas vulcânicas e argilominerais. A maior parte das reservas mundiais, cerca de 10 milhões de toneladas, encontram-se na Rússia, China e África do Sul. Os minérios que contém vanadatos são dissolvidos por uma fusão alcalina. Em meio ácido, após outros processos, é obtido o V2O5 que, reduzido parcialmente com carbono e, em seguida com cálcio em atmosfera de argônio, o que permite obter vanádio metálico.

O Vanádio é muito utilizado na fabricação de

ferramentas, como a chave dessa fotografia. Quando se parte de um mineral que não contenha vanadatos, porém contém sulfeto deste elemento, este é oxidado a vanadato e, posteriormente, realizam-se os mesmos procedimentos descritos para a obtenção do vanádio.

O método mais comum de obtenção do vanádio é pela redução do pentóxido de vanádio, V2O5, e cloreto de cálcio a uma temperatura de 950 °C em bomba de aço, sob pressão. V2O5 + 5 Ca + 3 CaCl2 ---> 2 V + 5 (CaO + CaCl2) Para a obtenção do vanádio pode-se também utilizar a aluminotermia, que consiste em aquecer o óxido misturado com alumínio em pó: 3 V2O5 + 10 AL ---> 6 V + 5 Al2O3 Para a obtenção de um vanádio mais puro pode-se empregar também o método Van Arkel-de Boer, que é a formação de um composto mais volátil para posterior decomposição.

Vanádio

141

Isótopos
Na natureza se encontra um único isótopo estável, o vanádio-51. São conhecidos quinze radioisótopos, sendo os mais estáveis o vanádio-50, com uma meia-vida de 1,4 x 1017 anos, o vanádio-49, de 330 dias, e o vanádio-48, de 15,9735 dias. Os demais apresentam vidas médias de menos de uma hora, a maioria com menos de dez segundos. Este elemento apresenta um meta estado. As massas atômicas dos isótopos de vanádio variam desde 43,981 u, do vanádio-43, até 59,959 u do vanádio-59. O principal modo de decaimento dos isótopos de massas abaixo do isótopo mais estável, vanádio-51, é a captura eletrônica, sendo os principais produtos do decaimento os isótopos do elemento 22 (titânio). Naqueles com massa superior ao vanádio-51, o decaimento é a desintegração beta, originando como principais produtos resultantes do decaimento os isótopos do elemento 24, o crômio.

Precauções
O pó metálico é pirofórico e os compostos de vanádio deveriam ser considerados como altamente tóxicos. Sua inalação pode causar câncer de pulmão. A Administração de Segurança e Saúde Ocupacional americana (OSHA) tem estabelecido um limite de exposição para o pó de pentóxido de vanádio de 0,05 mg/m³, e de 0,1 mg/m³ para o gás de pentóxido de vanádio no ar do local de trabalho para uma jornada de 8 horas, 40 horas semanais. O Instituto Nacional de Saúde e Segurança Ocupacional americano (NIOSH) recomenda que deve considerar-se perigoso para a saúde um nível de 35 mg/m³ de vanádio. Este nível pode causar problemas permanentes de saúde ou morte.

Ligações externas
• • • • • WebElements.com - Vanadium [1] EnvironmentalChemistry.com - Vanadium [2] AMM.com Vanadium Profile [3] Mineral Information Institute - Vanadium [4] ATSDR - ToxFAQs: Vanadium [5]

Referências
[1] [2] [3] [4] [5] http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ V/ index. html http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ V. html http:/ / www. amm. com/ ref/ vanad. HTM http:/ / www. mii. org/ Minerals/ photovan. html http:/ / www. atsdr. cdc. gov/ tfacts58. html

Crômio

142

Crômio
Crômio

Vanádio ← Crômio → Manganês↑ Cr↓ MoTabela completa • Tabela estendida

24

Cr

Aparência prateado metálico

Cristais de crômio de alta pureza (99,999%), produzidos por reação química de transporte através da decomposição de iodetos de crômio, e um cubo de crômio de alta pureza (99,95%) de 1 cm3 para comparação. Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Crômio, Cr, 24 Metal de transição 6B, 4, d 7200 kg/m3, 8,5 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 51,9961(6) u 140 pm 127 pm [Ar] 3d3 4s1 2, 8, 13, 1 (ver imagem) 6, 5, 4, 3, 2, 1, -1, -2 (ácido forte) cúbico de corpo centrado Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização sólido 2180 K 2944 K 21 kJ/mol 339,5 kJ/mol

Crômio

143

Volume molar Pressão de vapor Velocidade do som Classe magnética

7,23 ×10−6 m3/mol 1 Pa a 1656 K 5940 m/s a 20 °C paramagnético Diversos

Eletronegatividade (Pauling) Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 5º Potencial de ionização 6º Potencial de ionização

1,66 93,7 W/(m·K) 652,9 kJ/mol 1590,6 kJ/mol 2987 kJ/mol 4743 kJ/mol 6702 kJ/mol 8744,9 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN 4,345% Meia-vida MD MeV
50

PD 0,320

Cr

> 1.8×1017 a 27,7025 d

εε ε γ

50

Ti

51

Cr sintético

51

V -

52

Cr 83,789% Cr Cr 9,501% 2,365%

estável com 28 neutrões estável com 29 neutrões estável com 30 neutrões

53

54

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O crômio ou cromo - ambas as formas aceitas, com predileção por cromo[1]PB no Brasil e crómioPE em Portugal do grego χρώμα, pronunciado como "chróma", significando cor, é um elemento químico de símbolo Cr, número atômico 24 (24 prótons e 24 elétrons) e massa atômica 52 u, Sólido em temperatura ambiente. É um metal encontrado no grupo 6 (6B) da Classificação Periódica dos Elementos, empregado especialmente em metalurgia em processos denominados eletrodeposição. Alguns de seus óxidos e cromatos são usados como corantes. Foi descoberto em 1797 por Louis Nicolas Vauquelin no mineral crocoíta encontrado na Rússia.

Crômio

144

Características principais
O crômio é um metal de transição, duro, frágil, de coloração cinza semelhante ao aço. É muito resistente à corrosão. A forma oxidada hexavalente é natural no meio ambiente, enquanto que as formas 0 e 3+ são geralmente produzidas por processos industriais, principalmente na fabricação de ligas metálicas. Seu maior estado de oxidação é +6 (hexavalente), ainda que estes compostos sejam muito oxidantes.O estado mais estável é +3 (trivalente)sob condições de redução.

Aplicações
Compostos de cromo são usados na produção de ferrocromo, eletroplatina, produção de pigmentos e curtimento. Os principais usos de cromo são no processamento metalúrgico de ferrocromo e outros produtos metalúrgicos, principalmente, aço inoxidável, e de uma maneira bem mais secundária, no processamento de refratários de tijolos de cromo e processos químicos para produzir ácidos de cromo e cromatos. Cromatos são usados na oxidação de vários materiais orgânicos, na purificação de químicos, na oxidação inorgânica, e na produção de pigmentos. Uma grande porcentagem de ácido crômico é usado em revestimentos. [2] • O crômio é empregado principalmente em metalurgia para aumentar a resistência à corrosão e dar um acabamento brilhante. • Em ligas metálicas. O aço inoxidável, por exemplo, apresenta aproximadamente 8% de crômio. • Em processos de cromagem que é depositar sobre uma peça uma capa protetora de crômio através da eletrodeposição. Também é utilizado em anodizado de alumínio. Seus cromatos e óxidos são empregados em corantes e pinturas. Em geral, seus sais são empregados, devido às suas cores variadas, como mordentes. O dicromato de potássio ( K2Cr2O7 ) é um reativo químico usado para a limpeza de materiais de vidro de laboratório e em análises volumétricas. É comum o uso do crômio e de alguns de seus óxidos como catalisadores, por exemplo, na síntese do amoníaco ( NH3 ). O mineral cromita ( Cr2O3·FeO ) é empregado em moldes para a fabricação de ladrilhos, geralmente materiais refratários. Entretanto, uma grande parte de cromita é empregada para obter o crômio ou em ligas metálicas. No curtimento de couros é comum empregar o denominado "curtido ao crômio", sendo este o produto de maior consumo na curtição de couros e peles, consistindo em utilizar o hidroxisulfato de crômio(III) ( Cr)(OH)( SO4 ) . Para preservar a madeira costuma-se utilizar substâncias químicas que se fixam a ela, protegendo-a. Entre essas substâncias, aquela usada para proteger a madeira é o óxido de crômio(VI) ( CrO3 ). Quando no coríndon ( α-Al2O3 ) se substituem alguns íons de alumínio por íons de crômio, obtém-se o rubi. O rubi pode ser empregado, por exemplo, em laseres. O dióxido de crômio ( CrO2 ) é usado para a produção do material magnético empregado em fitas-cassetes para gravação de som, produzindo melhores resultados do que aquelas com óxido de ferro ( Fe2O3 ), devido a sua maior coercitividade.

• • • • • • • •

Crômio

145

História
Em 1761, Johann Gottlob Lehmann encontrou nos Urais (Rússia) um mineral de cor laranja avermelhada que denominou de "chumbo vermelho da Sibéria". Esse mineral era a crocoíta ( PbCrO4 ), e acreditou-se, na época, que era um composto de chumbo com selênio e ferro. Em 1770, Peter Simon Pallas escavou no mesmo lugar e encontrou o mineral, verificando ser muito útil, devido às suas propriedades, como pigmento, em pinturas. Essa aplicação como pigmento difundiu-se rapidamente. Em 1797, Louis Nicolas Vauquelin recebeu amostras desse material. Foi capaz de, a partir dele, produzir o óxido de crômio (CrO3) misturando crocoíta com ácido clorídrico ( HCl ). Em 1798, descobriu que se podia isolar o crômio aquecendo o óxido em um forno de carvão. Também pôde detectar traços de crômio em pedras preciosas, como por exemplo, em rubis e esmeraldas. Denominou o elemento de crômio (do grego "chroma", que significa "cor"). devido às diferentes colorações que apresentam os compostos desse elemento. O crômio foi empregado principalmente como corante em pinturas. No final do século XIX começou a ser utilizado como aditivo em aço. Atualmente, em torno de 85% do crômio consumido é utilizado em ligas metálicas.

Compostos
O cromo, por mais que seja um mineral essencial ao homem, também pode ser tóxico, isso depende da forma como ele é encontrado, ou seja, sua forma de oxidação. As formas oxidadas encontradas são: cromo (0), cromo (III) e cromo (VI). O Cromo (III) é natural no meio ambiente, o cromo (VI) e cromo (0) são geralmente produzidos por processos industriais, principalmente, na fabricação de ligas metálicas. O estado trivalente (Cr^(3+)) é a forma mais estável sob condições de redução. O cromo na sua forma hexavalente representa o estado mais estável do elemento depois do trivalente. O óxido de cromo VI tem caráter ácido e dele deriva o ácido crômico originando ácidos policrômicos [3]. O dicromato de potássio, é um oxidante enérgico utilizado para limpeza de materiais de vidro de laboratório, eliminando qualquer tipo de resto orgânico que possa conter. O "verde de crômio" ( óxido de crômio) é um pigmento empregado em pinturas esmaltadas e na coloração de . O "amarelo de crômio" também é usado como pigmento. Não é encontrado na natureza o ácido crômico e nem o dicrômico, porém seus ânions são encontrados numa ampla variedade de compostos. O trióxido de crômio, CrO3, que deveria ser o anidrido do ácido crômico, é vendido comercialmente como "ácido crômico". O dicromato de amônio, é o principal material que é expelido dos vulcões em erupção. É um sólido alaranjado.

Papel biológico
Em princípio, se considera o crômio (em seu estado de oxidação +3) um elemento químico essencial, ainda que não se conheça com exatidão suas funções. Parece participar do metabolismo dos lipídios e dos hidratos de carbono, assim como em outras funções biológicas. Tem-se observado que alguns dos complexos do crômio parecem participar da potencialização da ação da insulina, sendo, por isso, denominado de "fator de tolerância à glicose", devido à relação com a atuação da insulina. A ausência de crômio provoca intolerância à glicose e, como consequência, o aparecimento de diversos distúrbios. Até hoje não foi encontrada nenhuma metaloproteína com atividade biológica que contenha crômio, por isso ainda não se pode explicar como atua. Sua carência nos seres humanos pode causar ansiedade, fadiga e problemas de crescimento. Em contraposição, seu excesso (em nível de nutriente) pode causar dermatites, úlcera, problemas renais e hepáticos. [4][5] Por outro lado, os compostos de crômio no estado de oxidação +6 são muito oxidantes e são cancerígenos, com altos riscos de câncer de pulmão e nasossinusal, principalmente em pessoas frequentemente expostas. Entretanto, não há

Crômio casos comprovados de câncer para a exposição ao cromo metálico sozinho. O sistema respiratório absorve rapidamente a forma oxidada hexavalente, proveniente de soldagens e aerossóis, podendo acarretar em efeitos adversos ao próprio sistema respiratório, mucosas e pele, além de também exercer efeito negativo, em menor grau, nos rins humanos. Dentre as formas oxidadas,a trivalente é a menos tóxica.

146

Abundância e obtenção
Níveis naturais em águas não-contaminadas variam entre 1 µg a alguns µg/litro. A concentração do cromo nas rochas varia de 5 mg/kg (rochas graníticas) a 1800 mg/kg (rochas ultramáficas/básicas). Os depósitos mais importantes de cromo na Terra possuem esse elemento no estado elementar ou na forma trivalente. Na maioria dos solos, o cromo ocorre em baixas concentrações (2 - 60 mg/kg), mas valores de aproximadamente 4 g/kg já foram vistos em solos não-contaminados. Quase todo o cromo hexavalente do ambiente se origina de atividades antrópicas. É derivado da oxidação industrial de depósitos de cromo e da combustão de combustíveis fósseis, madeira e papel. [6] Obtém-se crômio a partir da cromita (FeCr2O4). O crômio é obtido comercialmente aquecendo a cromita em presença de alumínio ou silício mediante o processo de redução. Aproximadamente metade da produção mundial de cromita é extraída na África do Sul. Também obtém-se em grandes quantidades no Cazaquistão, Índia e Turquia. Os depósitos ainda não explorados são abundantes, porém estão concentrados no Cazaquistão e no sul da África. Em 2000 foram produzidas aproximadamente 15 milhões de toneladas de cromita, da qual a maior parte destina-se ao uso em ligas metálicas (cerca de 70%) como, por exemplo, para a obtenção do ferrocromo, que é uma liga metálica de crômio e ferro, com um pouco de carbono. Outra parte (cerca de 15% aproximadamente) emprega-se diretamente como material refratário e o restante, na indústria química para a obtenção de diferentes compostos de crômio. Foram descobertos alguns depósitos de crômio metálico, embora de pequenas quantidades. Numa mina russa (Udachnaya) produzem-se amostras do metal, devido ao ambiente redutor, que facilita a produção de diamantes e crômio elementar.

Isótopos
São encontrados três isótopos estáveis na natureza: crômio-52, crômio-53 e crômio-54. O mais abundante é o crômio-52 (83,789%). Estão caracterizados 19 radioisótopos, sendo o mais estável o crômio-50 com meia-vida superior a 1,8 x 1017 anos, seguido do crômio-51 com meia-vida de 27,7025 dias. Os demais têm meia-vida de menos de 24 horas, e, dentre esses, a maioria com menos de um minuto. Esse elemento também tem dois meta-estados. O crômio-53 é um produto do decaimento radioativo do manganês-53. Os conteúdos isotópicos no crômio estão relacionados com os do manganês, o que se aplica em geologia. As relações isotópicas de Mn-Cr reforçam a evidência de alumínio-26 e paládio-107 na origem do sistema solar. As variações nas relações de crômio-53/crômio-52 e Mn/Cr em alguns meteoritos indicam uma relação inicial de 53Mn/55Mn, sugerindo que as relações isotópicas Mn-Cr resultam do decaimento in situ de 53Mn em corpos planetários diferenciados. Portanto, o 53 Cr fornece evidência adicional de processos nucleossintéticos anteriores à formação do sistema solar. O peso atómico dos isótopos do crômio varia de 43 u (crômio-43) até 67 u (crômio-67). O principal modo de decaimento antes do isótopo estável mais abundante, o crômio-52, é a captura eletrônica, enquanto que, nos posteriores a aquele, é a desintegração beta.

Crômio

147

Precauções
Geralmente, não se considera que o crômio metálico e os compostos de crômio(III) sejam, especialmente, um risco para a saúde. Trata-se de um elemento essencial para o ser humano, porém em altas concentrações é toxico. Os compostos de crômio(VI) são tóxicos quando ingeridos, sendo a dose letal de alguns gramas. Em níveis não letais, o crômio(VI) (crômio hexavalente) é altamente carcinógeno. A maioria dos compostos de crômio(VI) irritam os olhos, a pele e as mucosas. A exposição crônica a compostos de crômio(VI) pode provocar danos permanentes nos olhos. A Organização Mundial da Saùde ( OMS ) recomenda desde 1958 uma concentração máxima de 0.05 mg/litro de crômio(VI) na água de consumo. Este valor está sendo revisado, havendo novos estudos sobre os seus efeitos a saúde.

Ligações externas
• • • • WebElements.com - Chromium [7] EnvironmentalChemistry.com - Chromium [8] International Chromium Development Association [9] It's Elemental - The Element Chromium [10]

• Native Chromium [11] • The Merck Manual - Mineral Deficiency and Toxicity [12]
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Manganês

148

Manganês
Manganês

Crômio ← Manganês → Ferro↑ Mn↓ TcTabela completa • Tabela estendida

25

Mn

Aparência prateado metálico

Lascas de manganês puro (99,99%), refinado eletrolitamente, e um cubo de manganês de alta pureza (99,99%) de 1 cm3 para comparação. Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Número CAS Manganês, Mn, 25 Metal de transição 7B, 4, d 7470 kg/m3, 6 7439-96-5 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação 54,938045(5) u 127 pm 139 pm [Ar] 4s2 3d5 2, 8, 13, 2 (ver imagem) 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1, -1, -2, -3 (óxidos: ácido, basico ou anfórtero, dependendo do estado de oxidação) cúbico de corpo centrado Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição sólido 1519 K 2334 K

Estrutura cristalina

Manganês

149
12,91 kJ/mol 221 kJ/mol 7,35×10−6 m3/mol 1 Pascal a 1228 K 5150 m/s a 20 °C Diversos

Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Volume molar Pressão de vapor Velocidade do som

Eletronegatividade (Pauling) Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 5º Potencial de ionização 6º Potencial de ionização 7º Potencial de ionização

1,55 7,82 W/(m·K) 717,3 kJ/mol 1509 kJ/mol 3248 kJ/mol 4940 kJ/mol 6990 kJ/mol 9220 kJ/mol 11500 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN Meia-vida MD MeV
52

PD 0,575 0,7, 0,9, 1,4 1,377 0,834

Mn sintético

5,591 d

ε β+ γ ε ε γ

52 52

Cr Cr Cr

53

Mn

traços

3,74×106 a 312,3 d

53

54

Mn sintético

54

Cr -

55

Mn

100%

estável com 30 neutrões

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O manganês (do francês manganèse) ou manganésio (designação preterida pela sua semelhança com o magnésio) é um elemento químico, símbolo Mn, número atômico 25 ( 25 prótons e 25 elétrons ) e massa atómica 55 u, sólido em temperatura ambiente. Situa-se no grupo 7 ( 7B ) da classificação periódica dos elementos. Usado em ligas principalmente na do aço e, também, para a produção de pilhas. Foi descoberto em 1774 pelo sueco Johan Gottlieb Gahn, reduzindo o seu óxido com carbono. Sua principal aplicação é na fabricação de ligas metálicas no qual é um agente removedor de enxofre e oxigênio e outros usos de seus principais compostos incluem o dióxido de manganês na confecção de pilhas secas e o permanganato de potássio em laboratório como agente oxidante em várias reações químicas. É o 12º elemento mais abundante da crosta terrestre e seus principais minérios são a pirolusita e a rodocrosita. As maiores jazidas estão localizadas na África do Sul, Brasil, Ucrânia, Austrália, Índia, China e Gabão. No território brasileiro os estados do Pará, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul são as principais regiões de mineração.

Manganês O processo de fosfatação com manganês é usado no tratamento contra a ferrugem e corrosão do aço. Dependendo do seu estado de oxidação, os íons de manganês possuem cores variadas e são usados industrialmente como pigmentos. Os permanganatos alcalinos e alcalinos terrosos são poderosos oxidantes. O dióxido de manganês é usado como cátodo (ou receptor de elétrons) em baterias e células secas padrões e alcalinas disponíveis no mercado. Em biologia, íons de manganês funcionam como coadjuvantes para uma grande variedade de enzimas que realizam muitas funções. As enzimas de manganês são particularmente essenciais no processo de desintoxicação dos radicais livres de superóxidos em organismos que precisam fazer uso do oxigênio elementar. O manganês também funciona no complexo com desprendimento de oxigênio de plantas fotossintéticas. O elemento é um mineral necessário em quantidades minúsculas para todos os organismos vivos conhecidos. Em quantidades maiores, e aparentemente com maior atividade quando inalado, o manganês pode causar a síndrome do envenenamento em mamíferos, com danos neurológicos sendo algumas vezes irreversíveis.

150

Histórico
A origem do nome manganês é complexa. Em tempos antigos dois minerais negros da Magnésia, região que atualmente faz parte do território grego, eram chamados de magnes por causa de seu local de origem mas acredita-se que as palavras diferiam em gênero. O magnes masculino atraia o ferro, e era o minério de ferro conhecido como magneto ou magnetita e que provavelmente deu origem ao termo magnético. O minério de magnes feminino não atraia o ferro mas era utilizada para descolorir o vidro. Este magnes feminino foi Pinturas rupestres em Lascaux, utilizando posteriormente chamado de magnesia, conhecida em tempos modernos [1] pigmentos contendo manganês. como pirolusita ou dióxido de manganês. Nem este mineral nem o manganês propriamente dito possuem propriedades magnéticas. Por volta do século XVI, o dióxido de manganês foi denominado manganesum pelos fabricantes de vidros, possivelmente como uma concatenação de duas palavras uma vez que os vidraceiros e alquimistas eventualmente precisaram diferenciar a magnesia negra (mineral negro) da magnesia alba (minério branco), também proveniente da Magnésia e utilizado na fabricação de vidros. Michele Mercati chamou a magnésia negra de manganesa, e quando o metal foi isolado ficou conhecido como manganês, do alemão Mangan. O nome magnesia foi utilizado para se referir somente a magnesia alba (óxido de magnésio) que posteriormente deu origem ao nome magnésio quando este foi isolado posteriormente.[2] Vários óxidos de manganês são abundantes na natureza e por causa de suas cores têm sido utilizados como pigmentos desde a Idade da Pedra.[3] Vidreiros egípcios e romanos utilizavam tais compostos tanto para remover a cor do vidro quanto para adicioná-la.[4] Por causa de sua utilização na fabricação de vidros, o dióxido de manganês estava disponível aos alquimistas e foi utilizado em experimentos. Em 1770 Ignatius Gottfried Kaim (1746-1778) e Johann Rudolf Glauber (1604-1670) descobriram que o dióxido podia ser convertido em permanganato, um reagente de laboratório útil pelo seu poder oxidante.[5] Os percentuais de manganês em minérios de ferro na Grécia levaram a especulação de que o aço produzido na região continha quantidades manganês, tornando o aço de Esparta excepcionalmente mais duro.[6] Por volta do início do século XIX, foi observado que adicionando manganês às ligas de ferro estas se tornavam mais duras sem torná-las quebradiças. O elemento então passou a ser utilizado na fabricação do aço e várias patentes foram aprovadas. Em 1837 o acadêmico britânico James Couper fez uma associação de altos níveis de exposição ao manganês com uma forma de síndrome de Parkinson.[7] Em 1912 o revestimento de proteção contra a ferrugem e corrosão em armas de fogo pela conversão eletroquímica do fosfato de manganês foi patenteada.[8]

Manganês Com a invenção da pilha de Leclanché em 1866 e a subseqüente melhoria das baterias contendo dióxido de manganês como despolarizador catódico levou a um aumento pela demanda do minério. Até a introdução da bateria de níquel-cádmio e lítio, a maioria das baterias continha manganês. Baterias de zinco-carbono e alcalinas normalmente utilizam dióxido de manganês produzido industrialmente, por causa das impurezas naturais do minério. No século XX, o dióxido de manganês foi o principal material catódico de células e baterias secas tanto do padrão zinco-carbono quanto de alcalinas.[9]

151

Ocorrência e obtenção
O manganês compõe aproximadamente 1000 ppm (0.1%) da crosta terrestre, sendo o 12º elemento mais abundante. A água do mar contém somente 10 ppm enquanto a atmosfera 0.01 µg/m3.[10] O elemento não é encontrado na forma pura, mas faz parte da composição de mais de cem minérios sendo os principais a pirolusita (MnO2), a rodocrosita (MnCO3) e a braunita (Mn2+Mn3+6)(SiO12).[11][12] Os recursos em terra são irregularmente distribuídos. Aproximadamente 80% das reservas mundiais conhecidas são encontradas na África do Sul e outros importantes depósitos estão localizados na Ucrânia, Austrália, Índia, China, Gabão e Brasil.[13][14] No ar, sua concentração é maior perto de regiões industriais de mineração ou onde o antidetonante MMT está regulamentado.[15] Em 1978, foi estimada a existência de 500 bilhões de toneladas de nódulos de manganês no fundo do oceano.[16] Tentativas de encontrar métodos economicamente viáveis para extração destes nódulos foram abandonadas ainda na década de 1970.[17]

Os créditos por isolar o manganês pela primeira vez normalmente pertencem a Johan Gottlieb Gahn.

No Brasil, o manganês foi o principal minério exportado até 1957 quando foi ultrapassado pelo ferro. Das catorze milhões de toneladas produzidas até a época, treze haviam sido exportadas com o principal destino consistindo dos Estados Unidos. A partir da década de 1970 o consumo interno aumentou e a partir de então em média 50% do minério extraído foi consumido pela indústria siderúrgica nacional. As principais reservas brasileiras estão localizadas em Serra dos Carajás (Pará), e os municípios de Mariana (Minas Gerais) e Corumbá (Mato Grosso do Sul) e as principais regiões consumidoras são na Região Sudeste.[18] O minério normalmente é beneficiado em local próximo a extração. O processo de beneficiamento envolve etapas de britagem, lavagem, peneiramento que resultam em três produtos distintos para venda com granulometrias diferentes.[18] Para a produção da liga ferro-manganês, o minério de manganês é misturado com minério de ferro e carbono, sendo então reduzido em um alto-forno ou forno elétrico a arco,[19] tendo o produto um teor de 30 a 80% de manganês.[20] O elemento puro utilizado para a produção de ligas não-ferrosas é produzido pela lixiviação do minério com ácido sulfúrico e um subsequente processo de eletrodeposição.[21] Em laboratório, o principal método de detecção é a Espectroscopia de absorção atômica embora outros como a indução por plasma acoplado também podem ser utilizados.[22] O isolamento do metal pode ser feito utilizando o método original de Gahn através da redução do dióxido de manganês com o carbono, gerando dióxido de carbono e o metal puro.[23]

Manganês

152

Características
Propriedades físicas
O manganês é um metal de coloração cinzento-prateado muito parecido com o ferro. Ele é um metal duro e muito quebradiço, difícil de fundir, mas que se oxida facilmente.[20] O manganês metálico e seus íons comuns são paramagnéticos.[24]

Isótopos
Em sua forma natural o manganês é composto por um isótopo estável, o 55Mn. Dezoito radioisótopos já foram estudados, sendo os mais estáveis o 53Mn com uma meia-vida de 3,7 milhões de anos; o 54Mn, com uma meia-vida de 312,3 dias, e o 52Mn com uma meia-vida de 5,591 dias. Todos os demais isótopos radiativos possuem meias-vidas menores que três horas sendo que a maioria deles possuem meias-vidas menores que um minuto. Este elemento também possui três estados meta[25]. O manganês faz parte do grupo dos elementos do Ferro, os quais supõem-se que tenham sido sintetizados nas grandes estrelas pouco antes da explosão da supernova. O isótopo 53Mn se transforma em 53Cr com uma meia-vida de 3,7 milhões de anos. Em razão de sua meia-vida relativamente curta, o 53Mn ocorre somente em pequeníssimas quantidades devido à ação dos raios cósmicos sobre o ferro nas rochas.[26] O conteúdo de isótopos de manganês normalmente são combinados com o conteúdo de isótopos do cromo e encontraram aplicação na geoquímica de isótopos e na datação por radiometria. As taxas de isotopia de Mn e Cr reforçam a evidência de 26Al e de 107Pd na história da formação do sistema solar. Variações nas taxas de 53Cr/52Cr e nas taxas de Mn/Cr provenientes de diversos meteoritos indicam uma taxa inicial de 53Mn/55Mn que sugere que a composição de isótopos de Mn e Cr deve resultar da decomposição do isótopo de 53Mn em corpos planetários diferenciados o que fornece evidências adicionais para os processos nucleosintéticos imediatamente anteriores à coalescência do sistema solar.[25] Os isótopos de manganês variam em peso atômico de 46 u (46Mn) a 65 u (65Mn). O modo de decomposição principal anterior ao isótopo estável mais abundante, 55Mn, ocorre com captura de elétron e o modo principal posterior ocorre com emissão de partículas beta.[25]

Propriedades químicas
Os estados de oxidação mais comuns do manganês são +2, +3, +4, +6 e +7, embora estados de oxidação variando de -3 a +7 tenham sido observados. O íon Mn2+ compete frequentemente com o Mg2+ nos sistemas biológicos. Compostos de manganês onde o manganês se apresenta com estado de oxidação +7, os quais podem ser transformados no óxido instável Mn2O7 e compostos do ânion permanganato MnO4- de cor púrpura intensa, são poderosos agentes oxidantes[20]. Compostos com estados de oxidação +5 (azuis) e +6 (verdes) são fortes agentes oxidantes e são vulneráveis à desproporção. O estado de oxidação mais estável para o manganês é +2, o qual possui uma cor rosa, e muitos compostos de manganês (II) são conhecidos, tais como o sulfato de manganês (MnSO4) e o cloreto de manganês (II) (MnCl2). O estado de oxidação +2 é o estado utilizado por organismos vivos para suas funções essenciais; outros estados costumam ser tóxicos para o corpo humano. O estado de oxidação +2 do Mn resulta

Cristais de Cloreto de Manganês II - a cor rosa pálida dos sais de Mn (II) ocorre em razão da transição 3d com spin proibido, o que é muito raro.

da remoção dos dois elétrons da camada 4s, deixando um íon com spin elevado no qual todos os cinco dos orbitais 3d contém um único elétron. A absorção da luz visível por este íon é realizada somente por uma transição com

Manganês proibição de spin na qual um dos elétrons da camada d deve fazer par com o outro, para dar ao átomo uma alteração no spin de duas unidades. A improbabilidade de tal transição é percebida na natureza uniformemente pálida e praticamente incolor dos compostos de Mn(II) devido a outros estados de oxidação do manganês[27]. O estado de oxidação +3 é conhecido em compostos como o acetato de manganês (III), mas estes são agentes oxidantes altamente poderosos e também sujeitos a desproporção em solução para manganês (II) e manganês (IV). Os compostos sólidos de manganês (III) se caracterizam pela sua preferência de coordenação octaédrica disforme devido ao efeito Jahn-Teller e à sua pronunciada cor púrpura. O estado de oxidação +5 pode ser obtido se o dióxido de manganês for dissolvido em nitrito de sódio triturado.[28] Sais de manganês (VI) também podem ser produzidos dissolvendo compostos de Mn, tais como dióxido de manganês, em álcali triturado e com exposição ao ar. Compostos de permanganato (com estado de oxidação +7) são de cor púrpura, e dão ao vidro esta cor. Os permanganatos de potássio, sódio e bário Ba(MnO4)2 são poderosos oxidantes. Permanganato de potássio, também chamado de cristais de Condy, é normalmente usado como reagente de laboratório em razão de suas propriedades oxidantes e tem sido utilizado na medicina tópica (por exemplo no tratamento da ictioftiríase, também conhecida como doença do peixe, causada pelo protozoário Ichthyophthirius multifiliis). Soluções de permanganato de potássio estavam entre os primeiros corantes e fixadores utilizados na preparação de células biológicas e tecidos para a microscopia eletrônica[27].
[29] Estados de oxidação do manganês 0 Decacarbonila de dimanganês Mn2(CO)10

153

+1 Metilciclopentadienil manganês tricarbonila MnC5H4CH3(CO)3 +2 +3 +4 +5 +6 +7 Cloreto de manganês (MnCl2) Fluoreto de manganês (MnF3) Dióxido de manganês (MnO2) Hipomanganato de potássio (K3MnO4) Manganato de potássio (K2MnO4) Permanganato de potássio (KMnO4) Os estados de oxidação mais comuns estão em negrito.

Aplicações
O manganês não possui substituto satisfatório na maioria de suas aplicações, que são relacionadas ao uso na indústria metalúrgica em ligas.[13] Em aplicações menores, (por exemplo, no processo de fosfatação com manganês), o zinco e algumas vezes o vanádio são sucedâneos viáveis. Na fabricação de baterias descartáveis, as pilhas padrões e alcalinas que utilizam manganês geralmente serão substituídas no futuro pela tecnologia das baterias de lítio.

Aço
O manganês é essencial na fabricação do ferro e do aço, devido às suas propriedades como fixador de enxofre, desoxidante, e na fabricação de ligas metálicas. A fabricação do aço[30] incluindo seu componente na fabricação do ferro, é o responsável pela maior parte na demanda de manganês, presentemente na faixa de 85% a 90% do total da demanda[21]. Dentre uma variedade de outros usos, o manganês é um componente chave para formulação de aço inoxidável de baixo custo[14][31]. Quantidades pequenas de manganês melhoram a forma de produção do aço em altas temperaturas, devido à produção de sulfetos com alto ponto de fusão, impedindo, portanto, a formação de sulfeto de ferro líquido a nível de

Manganês granulatura. Se o conteúdo de manganês alcançar 4%, o aço produzido será quebradiço. Essa característica diminui para concentrações mais elevadas de manganês e alcança um nível aceitável em torno de 8%. Aços contendo de 8 a 15% de manganês podem ter uma resistência à tração elevada de até 863 MPa[32][33]. Aços com 12% de manganês foi utilizado na fabricação de capacetes de aço na Inglatera. Esta composição de aço foi descoberta em 1882 por Robert Hadfield (1858-1940)[34] e é ainda hoje conhecida como aço de Hadfield.[35].

154

Ligas de alumínio
A segunda maior aplicação do manganês é em ligas com o alumínio no qual uma quantidade aproximada de 1,5% aumenta a resistência à corrosão devido a formação de grãos que absorvem impurezas que provocariam a corrosão galvânica.[36] A resistência a corrosão das ligas de alumínio 3004 e 3104, com um percentual de manganês de 0,8 a 1,5% respectivamente, são as mais utilizadas na fabricação de latas de bebidas.[37]

Outros usos
O Metilciclopentadienil Manganês Tricarbonil (MMT) é um composto organometálico utilizado como aditivo da gasolina sem chumbo para aumentar o nível de octanagem e reduzir os efeitos de explosão do motor[38]. Não existem estudos detalhados sobre os riscos inerentes à combustão do composto e à exposição da população aos efeitos do manganês[6]. O manganês neste composto organometálico incomum possui estado de oxidação -1.[38] O óxido de manganês IV (ou dióxido de manganês (MnO2) é utilizado como reagente em química orgânica como agente de oxidação de álcoois benzílicos (que contém o radical CH2OH adjacente ao anel aromático). O dióxido de Moeda cunhada durante a Segunda Guerra, feita de uma liga contendo 56% Manganês tem sido usado desde a antiguidade para neutralizar, por meio da de cobre-35% de prata e 9% de oxidação, a cor esverdeada em vidros causada por traços de contaminação de manganês ferro[39]. O MnO2 é também usado na produção de oxigênio e de cloro, e também na secagem de tintas pretas. Em algumas preparações, ele é um pigmento marrom que pode ser usado na fabricação de tintas e é um constituente natural da umbra[40]. O dióxido foi empregado originalmente na produção de pilhas secas de bateria como receptor de elétrons do zinco, e trata-se do material negro encontrado quando abrimos pilhas de alta luminosidade do tipo zinco-carbono. O óxido de manganês é reduzido a óxido-hidróxido de manganês MnO(OH) durante a descarga, impedindo a formação de hidrogênio no anodo da bateria[41]. MnO2 + H2O + e- → MnO(OH) + OHO dióxido de manganês também tem utilizado recentemente em pilhas alcalinas, que faz uso da mesma reação básica, mas com uma mistura diferente de eletrólitos. Em 2002, mais de 230.000 toneladas de dióxido de manganês foram utilizados com este propósito.[9][41] Ocasionalmente o metal era usado na produção de moedas; até o ano 2000, a única moeda americana a utilizar manganês foi a moeda de níquel produzida durante a guerra entre 1942–1945.[42] Uma liga contendo 75% de cobre e 25% de níquel era usada tradicionalmente na produção de moedas de níquel. Todavia, em razão da escassez do metal níquel durante a guerra, ela foi substituída pela prata e pelo manganês que estavam mais disponíveis, resultando assim numa liga de 56% de cobre, 35% de prata e 9% manganês. Desde o ano 2000, moedas em dólares, por exemplo o dólar Sacagawea[43] e as moedas presidenciais de $1 dólar[44], são feitas de latão contendo 7% de manganês misturados ao puro minério de cobre.[45] Tanto nos casos do níquel como no dólar, o uso de manganês na moeda tinha o objetivo de duplicar as propriedades eletromagnéticas de uma moeda anterior de mesmo tamanho e valor, para fins de comércio. No caso das moedas de dólares americanos mais recentes, a liga de manganês foi uma

Manganês tentativa de melhorar as propriedades da liga de cobre e níquel usadas anteriormente no dolar do tipo Susan B. Anthony[46]. O permanganato de potássio possui aplicação em laboratório no qual é utilizado como agente oxidante em reações orgânicas de clivagem oxidativa. Devido à sua característica fortemente oxidativa, também é empregado como agente bactericida no tratamento industrial da água e infecções da pele.[47] Outras aplicações do sal o incluem como reagente na fabricação de sínteses orgânicas como por exemplo do ácido ascórbico, da sacarina e do ácido pirazinóico[48][49] Os compostos de manganês tem sido usados como pigmentos e nos processos de coloração de cerâmicas e vidros. A cor marrom da cerâmica deve-se algumas vezes aos compostos de manganês[50]. Na indústria de vidros, compostos de manganês são usados para produzirem dois efeitos. O Manganês (III) reage com o Ferro(II) para induzir a forte cor verde do vidro com formação do Ferro(III) menos colorido e Manganês(II) ligeiramente cor de rosa, como forma de compensação da cor residual do Ferro(III).[39] Quantidades maiores de manganês são usadas para produzir vidros de cor rosa.

155

Papel biológico
O manganês é um oligoelemento para todas as formas de vida, nas quais tem funções tanto estruturais quanto enzimáticas.[10][12] As classes de enzimas que possuem o manganês como cofatores são amplas e incluem oxirredutases, transferases, hidrolases, liases, isomerases, ligases, lectinas e integrinas. A transcriptase reversa de muitos retrovírus contém manganês e os exemplos mais conhecidos de polipeptídeos são a arginase, a toxina diftérica e a superóxido dismutase com manganês (Mn-SOD).[51]

O corpo humano contém aproximadamente 12 mg do elemento, dos quais a maioria está armazenada nos ossos. Nos tecidos, está [10] concentrado no fígado e rins. No cérebro, está ligado a metaloproteínas como a sintetase glutamina em astrócitos.[52][53] Uma dieta regular de aproximadamente de 17 mg/kg absorve cerca de 7% do elemento por meio do trato gastrointestinal, podendo ser afetada pela ingestão de ferro ou cálcio. O elemento é transportado no sangue pela β-globulina, metabolizado pelo sistema excretor biliar e excretado através das fezes junto com o excedente ingerido. Uma vez que o sistema excretor biliar não está completamente desenvolvido em crianças, estas possuem uma quantidade superior de manganês em sua constituição e são mais suscetíveis a intoxicações pelo elemento. A deficiência do metal pode provocar anomalias no sistema locomotor.[15][53] O manganês também é importante na fotossíntese e evolução do oxigênio em cloropúltimoos de plantas. O OEC (oxygen-evolving complex) é parte do fotossistema II nas membranas tilacoides de cloropúltimoos sendo responsável pela fotooxidação da água durante a fase luminosa da fotossíntese e tem um núcleo metaloenzima com quatro átomos.[54] A química biológica do manganês está intimamente associada à química do oxigênio, em seus vários estados de oxidação. Nesse contexto, o manganês desempenha papel fundamental nos processos fotossintéticos de produção de O2 (composto tetranuclear de Mn no fotossistema II), na degradação oxidativa de lignina (via as Mn-ligninases), em diversas reações de hidrólise e nos processos de proteção contra estresse oxidativo. Entre essas enzimas de proteção, destacam-se a superóxido dismutase de manganês (Mn-SOD), que catalisa o desproporcionamento de superóxidos, O2-, e a Mn-catalase, que catalisa o desproporcionamento do peróxido de hidrogênio, H2O2. Na concavanila A (da família das lectinas), o manganês tem um papel estrutural.

Centro reativo da arginase - os átomos de manganês são mostrados em amarelo.

Manganês

156

Toxicologia
Em comparação com outros metais essenciais, é um dos elementos metálicos menos tóxicos do ponto de vista nutricional, não sendo conhecida toxidez natural em alimentos.[12] O estudo de efeitos toxicológicos do manganês é recente e de difícil análise por envolver os gânglios da base no cérebro, inacessíveis por métodos de pesquisa convencionais. Todavia sua toxidez é bem estabelecida.[6] Seu cloreto bivalente correspondente possui dose letal de cerca de 300 μmol/kg por injeção em roedores e alguns de seus compostos como agentes contrastantes podem ser administrados em concentrações até 10 vezes superior sem efeito colateral observável. A inalação de compostos (e.g. em atividades de extração de minérios) tem efeito sobre o sistema nervoso central, mesmo em pequenas concentrações após exposição por longos períodos. O manganismo, condição resultante da intoxicação pelo elemento, pode provocar entre outros efeitos colaterais a anorexia, apatia, insônia e até mesmo alucinações.[15] Em alguns casos podem ser observados também efeitos colaterais semelhantes à síndrome de Parkinson.[12] Testes de laboratório indicam que compostos com manganês possuem potencial mutagênico, tendo sido observadas danos a integridade da cadeia de DNA, diminuição da fidelidade de replicação do DNA e mutações. Sais como o permanganato de potássio possuem atividade cúltimoogênica confirmada em testes com ratos, embora testes mais abrangentes com outros metais deixem margem de dúvida quanto ao manganês como agente causador. Mesmos nos testes no qual apresentou respostas positivas, os resultados foram inferiores a outros metais. Todavia o elemento não apresenta risco carcinogênico significante. Baseados em estudos com animais realizados pela US National Toxicology Program, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos e classificou o elemento no grupo D de carcinogenicidade.[15] A administração oral de compostos metálicos por período prolongado não provocou aumento de adenomas pulmonares embora tenha sido relatados um aumento significativo de fibrosarcomas nos locais de injeção de compostos acetil-acetona de manganês. Estudos epidemiológicos da exposição ao manganês são impactados por fatores sócio-econômicos e outros metais sendo difícil relacionar o aumento de casos de câncer e mortalidade com a presença do metal.[12] O excesso de manganês não somente reduz a fertilidade como produz efeitos teratogênicos, provocadas pela rápida absorção dos sais pela placenta. Tanto a administração de compostos de manganês por injeções quanto por via oral em animais indicam efeitos colaterais como, por exemplo, má formação do sistema locomotor, aumento da taxa de mortalidade de neonatais e outros efeitos. O fungicida MANEB também apresenta propriedades teratogênicas provocando deformidades em todas as concentrações de teste. Todavia agentes contrastantes não possuem atividade teratogênica comprovada nas concentrações usualmente ministradas em ressonâncias.[12]

Galeria de imagens

Minério de manganês

Psilomelane (hematita preta)

Nódulos de manganês, no fundo do oceano.

Manganês

157

Spiegeleisen é uma liga de ferro contendo aproximadamente 15% de manganês

Dendritos de óxido de manganês sobre calcário em Solnhofen, Alemanha — uma espécie de pseudofóssil. Escala em mm

Rodocrosita mineral (Carbonato de manganês (II) (MnCO3)) onde a cor intensa vermelha é devido a impurezas, e não ao manganês.

Bibliografia
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Ligações externas
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Referências
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Manganês
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Ferro

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Ferro
Ferro

Manganês ← Ferro → Cobalto↑ Fe↓ RuTabela completa • Tabela estendida

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Fe

Aparência metálico brilhante com tons acinzentados

Pedaços de cristal de ferro puro (>99,97%), refinados eletrolitamente, e um cubo de ferro de alta pureza (99,9999%) de 1 cm3 para comparação. Linhas espectrais do ferro. Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Número CAS Ferro, Fe, 26 Metal de transição 8 (VIIIB), 4, d 7874 kg/m3, 4 7439-89-6 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Raio de Van der Waals Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 55,845(2) u 140(156) pm 125 pm pm [Ar] 3d6 4s2 2, 8, 14, 2 (ver imagem) 2, 3, 4, 6 ( anfótero) cúbico de corpo centrado Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão sólido 1811 K

Ferro

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3134 K 13,8 kJ/mol 349,6 kJ/mol 7,09×10−6 m3/mol 7,05 Pa a 1808 K 4910 m/s a 20 °C Ferromagnético 1043 K Diversos

Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Volume molar Pressão de vapor Velocidade do som Classe magnética Temperatura de Curie

Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade elétrica Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização

1,83 440 J/(kg·K) 9,93 106 S/m 80,2 W/(m·K) 762,5 kJ/mol 1561,9 kJ/mol 2957 kJ/mol 5290 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN 5,8% Meia-vida MD MeV
54

PD

Fe

estável com 28 neutrões 2,73 a ε 0,231
55

55

Fe sintético Fe 91,72% Fe Fe 2,2% 0,28%

Mn

56

estável com 30 neutrões estável com 31 neutrões estável com 32 neutrões

57

58

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O ferro (do latim ferrum) é um elemento químico, símbolo Fe, de número atômico 26 (26 prótons e 26 elétrons) e massa atómica 56 u. À temperatura ambiente, o ferro encontra-se no estado sólido. É extraído da natureza sob a forma de minério de ferro que, depois de passado para o estágio de ferro-gusa, através de processos de transformação, é usado na forma de lingotes. Adicionando-se carbono dá-se origem a várias formas de aço. Este metal de transição é encontrado no grupo 8 (VIIIB) da Classificação Periódica dos Elementos. É o quarto elemento mais abundante da crosta terrestre (aproximadamente 5%) e, entre os metais, somente o alumínio é mais abundante.
Ponte pênsil de aço (Golden Gate, São Francisco, EUA)

Ferro É um dos elementos mais abundantes do Universo; o núcleo da Terra é formado principalmente por ferro e níquel (NiFe). Este ferro está em uma temperatura muito acima da temperatura de Curie do ferro, dessa forma, o núcleo da Terra não é ferromagnético. O ferro tem sido historicamente importante, e um período da história recebeu o nome de Idade do ferro. O ferro, atualmente, é utilizado extensivamente para a produção de aço, liga metálica para a produção de ferramentas, máquinas, veículos de transporte (automóveis, navios, etc), como elemento estrutural de pontes, edifícios, e uma infinidade de outras aplicações.

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Características
É um metal maleável, tenaz, de coloração cinza prateado apresentando propriedades magnéticas; é ferromagnético a temperatura ambiente, assim como o Níquel e o Cobalto. É encontrado na natureza fazendo parte da composição de diversos minerais, entre eles muitos óxidos, como o FeO (óxido de ferro II, ou óxido ferroso) ou como Fe2O3 (óxido de ferro III, ou óxido férrico). Os números que acompanham o íon ferro diz respeito aos estados de oxidação apresentados pelo ferro, que são +2 e +3, e é raramente encontrado livre. Para obter-se ferro no estado elementar, os óxidos são reduzidos com carbono, e imediatamente são submetidos a um processo de refinação para retirar as impurezas presentes. É o elemento mais pesado que se produz exotermicamente por fusão, e o mais leve produzido por fissão, devido ao fato de seu núcleo ter a mais alta energia de ligação por núcleon, que é a energia necessária para separar do núcleo um nêutron ou um próton. Portanto, o núcleo mais estável é o do ferro-56. Apresenta diferentes formas estruturais dependendo da temperatura: • Ferro α: É o que se encontra na temperatura ambiente, até os 788 °C. O sistema cristalino é uma rede cúbica centrada no corpo e é ferromagnético. • Ferro β: 788 - 910 °C. Tem o mesmo sistema cristalino que o α, porém a temperatura de Curie é de 770 °C, e passa a ser paramagnético. • Ferro γ: 910 - 1400 °C; apresenta uma rede cúbica centrada nas faces. • Ferro δ: 1400 - 1539 °C; volta a apresentar uma rede cúbica centrada no corpo.

Aplicações
O ferro é o metal mais usado, com 95% em peso da produção mundial de metal. É indispensável devido ao seu baixo preço e dureza, especialmente empregado em automóveis, barcos e componentes estruturais de edifícios. O aço é a liga metálica de ferro mais conhecida, sendo este o seu uso mais frequente. Os aços são ligas metálicas de ferro com outros elementos, tanto metálicos quanto não metálicos, que conferem propriedades distintas ao material. É considerada aço uma liga metálica de ferro que contém menos de 2% de carbono; se a percentagem é maior recebe a denominação de ferro fundido. As ligas férreas apresentam uma grande variedade de propriedades mecânicas dependendo da sua composição e do tratamento que se tem aplicado. • Os aços são ligas metálicas de ferro e carbono com concentrações máximas de 2,2% em peso de carbono, aproximadamente. O carbono é o elemento de ligação principal, porém os aços contêm outros elementos. Dependendo do seu conteúdo em carbono são classificados em: • Aço baixo em carbono. Contém menos de 0.25% de carbono em peso. Não são tão duros nem tratáveis termicamente, porém dúcteis. São utilizados em veículos, tubulações, elementos estruturais e outros. Também existem os aços de alta resistência com baixa liga de carbono, entretanto, contêm outros elementos fazendo parte da composição, até uns 10% em peso; apresentam uma maior resistência mecânica e podem ser trabalhados facilmente.

Ferro • Aço médio em carbono. Entre 0,25% e 0,6% de carbono em peso. Para melhorar suas propriedades são tratados termicamente. São mais resistentes que os aços baixo em carbono, porém menos dúcteis, sendo empregados em peças de engenharia que requerem uma alta resistência mecânica e ao desgaste. • Aço alto em carbono. Entre 0,60% e 1,4% de carbono em peso. São os mais resistentes, entretanto, os menos dúcteis. Adicionam-se outros elementos para que formem carbetos, por exemplo, formando o carbeto de tungstênio, WC, quando é adicionado à liga o wolfrâmio. Estes carbetos são mais duros, formando aços utilizados principalmente para a fabricação de ferramentas. • Um dos inconvenientes do ferro é que se oxida com facilidade. Existem uma série de aços aos quais se adicionam outros elementos ligantes, principalmente o crômio, para que se tornem mais resistentes à corrosão. São os chamados aços inoxidáveis. • Quando o conteúdo de carbono da liga é superior a 2,1% em peso, a liga metálica é denominada ferro fundido. Estas ligas apresentam, em geral, entre 3% e 4,5% de carbono em peso. Existem diversos tipos de ferros fundidos: cinzento, esferoidal, branco e maleável. Dependendo do tipo apresenta aplicações diferentes: em motores, válvulas, engrenagens e outras. • Por outro lado, os óxidos de ferro apresentam variadas aplicações: em pinturas, obtenção de ferro, e outras. A magnetita (Fe3O4) e o óxido de ferro III (Fe2O3) têm aplicações magnéticas.

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História
Tem-se indícios do uso de ferro, seguramente procedente de meteoritos, quatro milênios a.C., pelos sumérios e egípcios. Cada vez mais objetos de ferro, datados entre o segundo e terceiro milênio antes de Cristo, foram encontrados (estes se distinguem do ferro proveniente dos meteoritos pela ausência de níquel) na Mesopotâmia, Anatólia e Egito. Entretanto, seu uso provável destinou-se a fins cerimoniais, por ter sido um metal muito caro, mais do que o ouro na época. Algumas fontes sugerem que talvez o ferro era obtido como subproduto da obtenção do cobre. Entre 1600 e 1200 a.C., observou-se um aumento de seu uso no Oriente Médio, porém não como substituto ao bronze. Entre os séculos XII e X antes de Cristo, ocorreu uma rápida transição no Oriente Médio na substituição das armas de bronze para as de ferro. Esta rápida transição talvez tenha ocorrido devido a uma escassez de estanho, e devido a uma melhoria na tecnologia em trabalhar com o ferro. Este período, que ocorreu em diferentes ocasiões segundo o lugar, denominou-se Idade do ferro, Peça de ferro da Idade do Ferro substituindo a Idade do bronze. Na Grécia iniciou-se por volta do ano 1000 a.C., e não chegou à Europa ocidental antes do século VII a.C.. A substituição do bronze pelo ferro foi paulatina, pois era difícil produzir peças de ferro: localizar o mineral, extraí-lo, proceder a sua fundição a temperaturas altas e depois forjá-lo. Na Europa central, surgiu no século IX a.C. a "cultura de Hallstatt" substituindo a "cultura dos campos de urnas", que se denominou "Primeira Idade do Ferro", pois coincide com a introdução do uso deste metal. Aproximando-se do ano 450 a.C., ocorreu o desenvolvimento da "cultura da Tène", também denominada "Segunda Idade do Ferro". O ferro era usado em ferramentas, armas e joias, embora segue-se encontrando objetos de bronze. Junto com esta transição de bronze ao ferro descobriu-se o processo de "carburação", que consiste em adicionar carbono ao ferro. O ferro era obtido misturado com a escória contendo carbono ou carbetos, e era forjado

Ferro retirando-se a escória e oxidando o carbono, criando-se assim o produto já com uma forma. Este ferro continha uma quantidade de carbono muito baixa, não sendo possível endurecê-lo com facilidade ao esfriá-lo em água. Observou-se que se podia obter um produto muito mais resistente aquecendo a peça de ferro forjado num leito de carvão vegetal, para então submergi-lo na água ou óleo. O produto resultante, apresentando uma camada superficial de aço, era menos duro e mais frágil que o bronze. Na China, o primeiro ferro utilizado também era proveniente dos meteoritos. Foram encontrados objetos de ferro forjado no noroeste, perto de Xinjiang, do século VIII a.C.. O procedimento utilizado não era o mesmo que o usado no Oriente Médio e na Europa. Nos últimos anos da Dinastia Zhou (550 a.C.), na China,[1] se conseguiu obter um produto resultante da fusão do ferro (ferro fundido). O mineral encontrado ali apresentava um alto conteúdo de fósforo, com o qual era fundido em temperaturas menores que as aplicadas na Europa e outros lugares. Todavia, durante muito tempo, até a Dinastia Qing (aos 221 a.C.), o processo teve uma grande repercussão. O ferro fundido levou mais tempo para ser obtido na Europa, pois não se conseguia a temperatura necessária. Algumas das primeiras amostras foram encontradas na Suécia, em Lapphyttan e Vinarhyttan, de 1150 a 1350 d.C. Na Idade Média, e até finais do século XIX, muitos países europeus empregavam como método siderúrgico a "farga catalana". Obtinha-se ferro e aço de baixo carbono empregando-se carvão vegetal e o minério de ferro. Este sistema já estava implantado no século XV, conseguindo-se obter temperaturas de até 1200 °C. Este procedimento foi substituído pelo emprego de altos fornos. No princípio se usava carvão vegetal para a obtenção de ferro como fonte de calor e como agente redutor. No século XVIII, na Inglaterra, o carvão vegetal começou a escassear e tornar-se caro, iniciando-se a utilização do coque, um combustível fóssil, como alternativa. Foi utilizado pela primeira vez por Abraham Darby, no início do século XVIII, construindo em Coalbrookdale um "alto forno". Mesmo assim, o coque só foi empregado como fonte de energia na Revolução industrial. Neste período a procura foi se tornando cada vez maior devido a sua utilização, como por exemplo, em estradas de ferro. O alto forno foi evoluindo ao longo dos anos. Henry Cort, em 1784, aplicou novas técnicas que melhoraram a produção. Em 1826 o alemão Friedrich Harkot construiu um alto forno sin mampostería para humos. Em finais do século XVIII e início do século XIX começou-se a empregar amplamente o ferro como elemento estrutural em pontes, edifícios e outros. Entre 1776 e 1779 se construiu a primeira ponte de ferro fundido por John Wilkinson e Abraham Darby. Na Inglaterra foi empregado pela primeira vez o ferro na construção de edifícios por Mathew Boulton e James Watt, no princípio do século XIX. Também são conhecidas outras obras deste século, como por exemplo, o "Palácio de Cristal" construído para a Exposição Universal de 1851 em Londres, do arquiteto Joseph Paxton, que tem uma armação de ferro, ou a Torre Eiffel, em Paris, construída em 1889 para a Exposição Universal, onde foram utilizadas milhares de toneladas de ferro.

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Abundância e obtenção
É o metal de transição mais abundante da crosta terrestre, e quarto de todos os elementos. Também é abundante no Universo, havendo-se encontrados meteoritos que contêm este elemento. O ferro é encontrado em numerosos minerais, destacando-se: A hematita (Fe2O3), a magnetita (Fe3O4), a limonita (FeO(OH)), a siderita (FeCO3), a pirita (FeS2) e a ilmenita (FeTiO3). Pode-se obter o ferro a partir dos óxidos com maior ou menor teor de impurezas. Muitos dos minerais de ferro são óxidos. A redução dos óxidos para a obtenção do ferro é efetuada em fornos denominados alto forno ou forno alto. Nele são adicionados os minerais de ferro, em presença de coque, e carbonato de cálcio, CaCO3 , que atua como escorificante.

Ferro No processo de obtenção, geralmente é usado a hematita, que apresenta ponto de fusão de 1560 °C. Para que essa temperatura seja diminuída, é adicionado o carbonato de cálcio (CaCO3). Além de promover a redução do ponto de fusão da hematita, ele atua reagindo com impurezas presentes como o dióxido de silício (SiO2) formando o metassilicato de cálcio (CaSiO3), conhecido como escória. O coque (carbono amorfo, com mais de 90% de pureza) é usado para promover a redução da hematita, transformando o Fe3+ em Fe(s). Inicialmente, o coque, em presença de excesso de O2 fornecido pelo ar, reage produzindo CO2. O dióxido de carbono assim produzido, e também proveniente do carbonato de cálcio, reagem com o coque que é constantemente adicionado ao alto forno, produzindo CO. Este, por fim será o responsável por reagir com Fe2O3 produzindo Fe(s) e CO2 O processo de oxidação do coque com oxigênio libera energia. Na parte inferior do alto forno a temperatura pode alcançar 1900 °C. • Redução dos minerais que são óxidos: Inicialmente, os óxidos de ferro são reduzidos na parte superior do alto forno, parcial ou totalmente, com o monóxido de carbono, já produzindo ferro metálico. Exemplo: redução da magnetita:

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Fe3O4 + 3CO → 3FeO + 3CO2 FeO + CO → Fe + CO2
Posteriormente, na parte inferior do alto forno, onde a temperatura é mais elevada, ocorre a maior parte da redução dos óxidos com o coque (carbono):

Fe3O4 + C → 3FeO + CO
O carbonato de cálcio se decompõe:

CaCO3 → CaO + CO2
e o dióxido de carbono é reduzido com o coque a monóxido de carbono, como visto acima. Na parte mais inferior do alto forno ocorre a carburação:

3Fe + 2CO → Fe3C + CO2
• Processos de enriquecimento: Finalmente ocorre a combustão e a dessulfuração (eliminação do enxofre) devido à injeção de ar no alto forno, e por último são separadas as frações: a escória do ferro fundido, que é a matéria-prima empregada na indústria. O ferro obtido pode conter muitas impurezas não desejáveis, sendo necessário submetê-lo a um processo de refinação que pode ser realizado em fornos chamados convertedores. Em 2004, os cinco maiores países produtores de ferro eram a China, o Brasil, a Austrália, a Africa e a Rússia, com 74% da produção mundial.[2]

Ferro

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Compostos
• Os estados de oxidação mais comuns são +2 e +3. Os óxidos de ferro mais conhecidos são o óxido de ferro II (FeO), o óxido de ferro III (Fe2O3) e o óxido misto (Fe3O4). Forma numerosos sais e complexos com estes mesmos estados de oxidação. O hexacianoferrato II de ferro III, usado em pinturas, é conhecido como azul da Prússia ou azul de Turnbull. • São conhecidos compostos de ferro com estados de oxidação +4, +5 e +6, porém são pouco comuns. No ferrato de potássio (K2FeO4), usado como oxidante, o ferro apresenta estado de oxidação +6. O estado de oxidação +4 é encontrados em poucos compostos e também em alguns processos enzimáticos.

Água com compostos de ferro

• O Fe3C é conhecido como cementita, contém 6,67 % em carbono. O ferro α é conhecido como ferrita, e a mistura de ferrita e cementita é denominada perlita ou ledeburita, dependendo do teor de carbono. A austenita é o ferro γ.

Papel biológico
O ferro é praticamente encontrado em todos os seres vivos e cumpre numerosas e variadas funções.[3] • Há diferentes proteínas que contêm o grupo hemo, que consiste na ligação da porfirina com um átomo de ferro. Alguns exemplos: • A hemoglobina e a mioglobina. A primeira transporta oxigênio, O2, e a segunda o armazena. A hemoglobina localiza-se dentro de células chamadas hemáceas ou glóbulos vermelhos, células essas constituintes do sangue e, pelo fato de ter átomos de ferro, a cor do sangue é vermelha. • Os citocromos reduzem o oxigênio em água. Os citocromos P450 catalisam a oxidação de compostos hidrofóbicos, como fármacos ou drogas, para que possam ser excretados, e participam na síntese de diversas moléculas. • As peroxidases e catalases catalisam a oxidação de peróxidos, H2O2, que são tóxicos. • As proteínas de ferro/enxofre (Fe/S) participam em processos de transferência de elétrons. • Também é possível encontrar proteínas onde os átomos de ferro se enlaçam entre si através de pontes de oxigênio. São denominadas proteínas Fe-O-Fe. Alguns exemplos: • As bactérias metanotróficas, que usam o metano, CH4, como fonte de energia e de carbono, usam proteínas deste tipo, chamadas monooxigenases, para catalisar a oxidação do metano. • A hemeritrina transporta oxigênio em alguns organismos marinhos. • Algumas ribonucleótideo redutases contêm ferro. Catalisam a formação de desoxinucleótideos. Tanto o excesso como a deficiência de ferro podem causar problemas no organismo. O excesso de ferro é chamado de hemocromatose enquanto que a sua deficiência é conhecida como anemia. A palavra anemia, apesar de estar popularmente associada à carência de ferro no organismo, não é utilizada unicamente para ela. Para a carência de ferro no organismo, cabe o nome específico de anemia ferropriva. Nas transfusões de sangue são usados ligantes que formam com o ferro complexos de alta estabilidade, evitando que ocorra uma queda demasiada de ferro livre. Estes ligantes são conhecidos como sideróforos. Muitos organismos empregam estes sideróforos para captar o ferro que necessitam. Também podem ser empregados como antibióticos, pois não permitem ferro livre disponível.

Ferro Sua carência nos humanos pode causar, além da anemia, anorexia, sensibilidade óssea e a clima frio, prisão de ventre, distúrbios digestivos, tontura, fadiga, problemas de crescimento, irritabilidade, inflamação da língua. Seu excesso (em nível de nutriente) nos humanos pode causar: igualmente anorexia, tontura, fadiga e dores de cabeça.[4][5] O tanino presente no chá e café inibem, em 64 e 33% respectivamente, a absorção de ferro. O magnésio inibe a absorção de ferro quando a presença do primeiro é 300 vezes maior do que o ferro, o zinco quando cinco vezes maior e o cálcio em quantidades superiores a 500 mg, embora a influência do cálcio ainda seja discutida. A deficiência de vitamina A inibe a utilização do ferro. Polifenóis se ligam ao ferro e impedem sua absorção.

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Aspectos nutricionais e metabólicos
O ferro é um dos elementos mais facilmente encontráveis na superfície da Terra, mas mesmo assim, sua deficiência é a causa mais comum de anemia, afetando cerca de 500 milhões de pessoas em todo mundo. Isso se deve à capacidade limitada do organismo na absorção de ferro e à frequência da perda de ferro por hemorragia do sistema digestório( úlcera, colite, diverticulite, câncer ), menstruação abundante, verminose, múltiplas gestações, estirão de crescimento. Absorção A absorção do ferro, especialmente de origem animal, é aumentada com a ingestão conjunta de alimentos levemente ácidos (ou proteínas) e também por alimentos ricos em ácido ascórbico (vitamina C). Estudos indicam que a absorção de ferro aumenta de 3,7 para 10,4% quando se adiciona a ingestão de 40 a 50 mg de vitamina C, por mantê-lo solúvel. Alguns açucares como a frutose também colaboram para a absorção de ferro. Distribuição e transporte no organismo O transporte e armazenamento do ferro é mediado por três proteínas - transferrina, receptor de transferrina e ferritina. A transferrina pode conter até dois átomos de ferro. Ela entrega o ferro aos tecidos que têm receptores de transferrina, especialmente eritoblastos na medula óssea que incorporam o ferro na hemoglobina. A transferência então é reutilizada. No final da sobrevida, ou seja, 120 dias, os eritrócitos são destruídos nos macrófagos do sistema reticuloendotelial dentro do baço; o ferro é liberado da hemoglobina, entra no plasma e fornece a maioria do ferro da transferrina. Somente uma pequena porção do ferro da transferrina plasmática vem da dieta, absorvido no duodeno e no jejuno. Algum ferro é armazenado nas células reticulares endoteliais, como a ferritina e hemossiderina, em quantidades muito variáveis, conforme a situação das reservas desse elemento no organismo. Em geral a ferritina é um complexo proteico hidrossolúvel de ferro com peso molecular 465.000, é formada de uma concha proteica externa, a apoferrina, que consiste de 22 subunidades, e de um núcleo de hidroxifosfato de ferro. Contém até 20% em peso de ferro e não é visível à microscopia óptica. Cada molécula de apoferrinpode ligar até 4.000 a 5.000 átomos de ferro. A hemossiderina é um complexo proteico insolúvel de ferro, de composição variável, contendo cerca de 37% em peso de ferro. É derivada da digestão lisossômica parcial de agregação de moléculas de ferritina e visível à microscopia óptica nos macrófagos e em outras células após coloração com Perls (azul da Prússia). O ferro na ferritina e na hemossiderina estão na forma férrica (Fe(III)). Uma enzima que contém cobre, a ceruloplasmina, cataliza a oxidação do ferro para a forma férrica para a ligação na transferrina plasmática. O ferro também está presente nos músculos, como na mioglobina, e na maioria das células do organismo em enzimas que contêm ferro, como, p. ex., citocromos, desidrogenase succínica, catalase, etc. O ferro tissular tem menos probabilidade de ser depletado que a hemossiderina, a ferritina e a hemoglobina em estado de deficiência de ferro, mas pode ocorrer alguma redução no conteúdo de enzimas contendo heme.

Ferro Os níveis de ferritina e os de receptor de transferrina (TfR) correlacionam-se com as reservas de ferro, de modo que a sobrecarga de ferro causa aumento na ferritina tissular e queda no TfR, enquanto na deficiência de ferro a ferritina é baixa, e o TfR, alto. Essa relação surge por intermédio da ligação de uma resposta ao ferro (IREs) na ferritina e nas moléculas de mRNA de TfR. A deficiência de ferro aumenta a capacidade de a IRP ligar-se aos IRES, enquanto a sobrecarga diminui a ligação. O sítio de ligação de IRP em IREs, a montante (5') ou jusante (3') do gene codificador determina aumento ou diminuição da mRNA e, portanto, de proteína. Necessidades A quantidade diária de ferro necessária para compensar tanto perdas do organismo como o crescimento varia com a idade e o sexo; é maior na gravidez, podendo causar vários problemas sanitarios na adolescência e nas mulheres que menstruam. Esses grupos, portanto, são particularmente suscetíveis a desenvolver deficiências de ferro quando há perda adicional ou diminuição prolongada da ingestão.

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Deficiência
Características clínicas Quando há deficiência de ferro os depósitos reticuloendoteliais (hemossiderina e ferritina) são totalmente depletados antes que ocorram anemia. À medida que a doença evolui, o paciente pode ter sinais e sintomas gerais de anemia como cansaço fácil, fraqueza, irritabilidade, indisposição, sonolência, cefaléia, dor nas pernas e apresentar glossite indolor, estomatite angular, unhas friáveis ou em colher (coiloníquia), cabelos finos, secos e quebradiços, pele sêca, esclerótica azulada, mucosas descoradas, disfagia como resultado de membranas faríngeas (Síndrome de Paterson-Kelly ou Plummer-Vinson) e perversão do apetite (pica). A causa das alterações epiteliais não é clara, mas pode ser relacionada à diminuição de ferro nas enzimas que o contêm. Em crianças, a deficiência de ferro é sobremaneira significativa porque causa irritabilidade, má função cognitiva e diminuição no desenvolvimento psicomotor. Causa de deficiência Perda crônica de sangue,especialmente uterina e no trato gastrointestinal, é a causa dominante nos adultos. Na infância as causas mais comuns são: nascimento prématuro, gemelaridade, anemia materna durante a gravidez, perda de sangue durante o parto pelo cordão umbilical, pouco aleitamento materno, dar leite ou derivado durante ou logo após refeições Tratamento Sempre que possível, tratar a causa. Além disso, deve-se administrar ferro via oral ou intra-muscular ou endovenoso para corrigir a anemia e repor os depósitos. A via oral pode causar cólica, náusea, constipação ou diarréia ou escurecimento dos dentes, mas isso é reversível após a suspensão do medicamento. A via intramuscular deve ser aplicado profundamente e é muito dolorosa. A via endovenosa deve ser feita diluindo a ampola em soro fisiológico e aplicado em no mínimo 30 minutos.

Ferro

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Isótopos
O ferro tem quatro isótopos estáveis naturais: 54Fe, 56Fe, 57Fe e 58Fe. As proporções relativas destes isótopos na natureza são aproximadamente: 54Fe ( 5,8% ), 56Fe ( 91,7% ), 57Fe (2,2%) e 58Fe ( 0,3% ).

Precauções
O ferro em excesso é tóxico. O ferro reage com peróxido produzindo radicais livres. A reação mais importante é: Fe (II) + H2O2 → Fe (III) + OH- + OH· Porém esta mesma reação pode ter aplicação científica e industrial, na chamada Reação de Fenton. Quando o ferro se encontra nos níveis normais, os mecanismos antioxidantes do organismo podem controlar este processo. A dose letal de ferro em crianças de 2 anos é de 3 gramas. 1 grama pode provocar um envenenamento importante. O envenenamento por ferro é denominado hemocromatose. O ferro em excesso se acumula no fígado provocando danos neste órgão.

Bibliografia
Com a participação da aluna Cássia Wellen. • HOFFBRAND, A. V.; PETTIT, J. E.; MOSS, P. A. H. Fundamentos em hematologia. Porto Alegre: Artmed, 2004.

Notas
• Relatório USGS Janeiro 2005 (PDF) [6]

Ligações externas
• • • • • Alto horno [7] WebElements.com - Iron [8] EnvironmentalChemistry.com - Iron [9] It's Elemental - Iron [10] Los Alamos National Laboratory - Iron [11]

Referências
[1] Wagner, Donald B. (2003). "Chinese blast furnaces from the 10th to the 14th century". Historical Metallurgy 37 (1): 25–37. originalmente publicado em Wagner, Donald B. (2001). "Chinese blast furnaces from the 10th to the 14th century". West Asian Science, Technology, and Medicine 18: 41–74. [2] minerals.usgs.gov/minerals/ pubs/commodity/iron_ore/feoremcs05.pdf [3] Lippard, S. J.; Berg, J. M.. Principles of Bioinorganic Chemistry. (em inglês). [S.l.]: Mill Valley: University Science Books., 1994. ISBN 0-935702-73-3 [4] Modern Nutrition in health and disease. 18º Edition. 1994. Maurice E Shils, James ª Olson and Moshe Shike. [5] resent Knowlede in Nutrition. 6º Edition. 1990. Myrtle L. Brown. [6] http:/ / minerals. usgs. gov/ minerals/ pubs/ commodity/ iron_ore/ feoremcs05. pdf [7] http:/ / www. coiim. es/ enla/ Industria/ horno_alto. htm [8] http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ Fe/ index. html [9] http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ Fe. html [10] http:/ / education. jlab. org/ itselemental/ ele026. html [11] http:/ / periodic. lanl. gov/ elements/ 26. html

Cobalto

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Cobalto
Cobalto

Ferro ← Cobalto → Níquel↑ Co↓ RódioTabela completa • Tabela estendida

27

Co

Aparência cinza metálico

Lascas de cobato puro (99,9%), refinado eletroliticamente e um cubo de alta pureza (99,8%) de 1 cm3 para comparação. Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Número CAS Cobalto, Co, 27 Metal de transição 9, 4, d 8900 kg/m3, 5 7440-48-4 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 58,933195(5) u 126 pm 152 pm [Ar] 3d7 4s2 2, 8, 15, 2 (ver imagem) 2, 3 (anfótero) hexagonal Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição sólido 1768 K 3200 K

Cobalto

171
16,06 kJ/mol 377 kJ/mol 6,67×10−6 m3/mol 1 Pa a 1790 K 4720 m/s a 20 °C ferromagnético 1348 K Diversos

Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Volume molar Pressão de vapor Velocidade do som Classe magnética Temperatura de Curie

Eletronegatividade (Pauling) Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização

1,88 100 W/(m·K) 760,4 kJ/mol 1648 kJ/mol 3232 kJ/mol 4950 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN Meia-vida 77,27 d 271,79 d 70,86 d MD MeV
56

PD 4,566 0,836 2,307

Co sintético Co sintético Co sintético Co 100%

ε ε ε

56

Fe Fe Fe

57

57

58

58

59

estável com 32 neutrões 5,2714 a β−, γ, γ 2,824
60

60

Co sintético

Ni

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O cobalto (do alemão Kobald, duende, demônio das minas) é um elemento químico, símbolo Co, número atômico 27 (27 prótons e 27 elétrons) e massa atómica 59 uma, encontrado em temperatura ambiente no estado sólido. É um metal de transição situado no grupo 9 (VIIIB) da Classificação Periódica dos Elementos. É utilizado para a produção de superligas usadas em turbinas de gás de aviões, ligas resistentes a corrosão, aços rápidos, carbetos e ferramentas de diamante. O Co-60, radioisótopo é usado como fonte de radiação gama em radioterapia e esterilização de alimentos.

Cobalto

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Características principais
O cobalto é um metal duro, ferromagnético, de coloração branca azulada. Sua temperatura de Curie é de 1388 K. Normalmente é encontrado junto com o níquel, e ambos fazem parte dos meteoritos de ferro. É um elemento químico essencial para os mamíferos em pequenas quantidades. O Co-60, um radioisótopo, é um importante traçador e agente no tratamento do câncer. O cobalto metálico é normalmente constituído de duas formas alotrópicas com estruturas cristalinas diferentes: hexagonal e cúbica centrada nas faces, sendo a temperatura de transição entre ambas de 722 K. Apresenta estados de oxidação baixos. Os compostos nos quais o cobalto possui um estado de oxidação de +4 são pouco comuns. O estado de oxidação +2 é muito frequente, assim como o +3. Também existem complexos importantes com o cobalto apresentando estado de oxidação +1.

Aplicações
• ligas metálicas: superligas usadas em turbinas de gás de aviões, ligas resistentes a corrosão, aços rápidos, carbetos e ferramentas de diamante. • Imãs do tipo (Alnico) e em cintas magnéticas • Catálise do petróleo e indústria química. • • • • • • • Revestimentos metálicos por eletrodeposição devido ao seu aspecto, dureza e resistência a corrosão. Secante para pinturas: tintas e vernizes. Revestimento base de esmaltes vitrificados. Pigmentos: cobalto preto e cobalto verde. Eletrodos de baterias elétricas. Cabos de aço de pneumáticos. O Co-60, radioisótopo é usado como fonte de radiação gama em radioterapia, esterilização de alimentos (pasteurização fria) e radiografia industrial para o controle de qualidade de metais (detecção de fendas).

Papel biológico
O cobalto em pequena quantidade é um elemento químico essencial para numerosos organismos, incluindo os humanos. A presença de quantidades entre 0,13 e 0,30 ppm no solo melhora sensivelmente a saúde dos animais de pastoreio. O cobalto é um componente central da vitamina B12 ( cianocobalamina ).

História
O elemento foi descoberto por Georg Brandt. A data do descobrimento é incerta, variando nas diversas fontes entre 1730 e 1737. Brandt foi capaz de demonstrar que o cobalto era o responsável pela coloração azul do vidro , que previamente era atribuído ao bismuto. O nome do elemento é proveniente do alemão kobalt ou kobold , que significa espírito maligno ou demônio das minas, chamado assim pelos mineiros devido a sua toxicidade, e os problemas que ocasionava eram semelhantes aos do níquel, contaminando e degradando os elementos que se desejava extrair. Uma outra possível etimologia desta palavra é atribuída aos mineiros Harz e Erzgebirgechitze, que sentiram-se logrados, já que, além de não possuir o valor esperado, este metal era nocivo à saúde e à prata (metal que ocorre junto com o cobalto); segundo a lenda, acreditavam os mineiros que um duende roubava a prata, deixando o cobalto em seu lugar. Durante o século XIX, entre 70 e 80% da produção mundial de cobalto era obtido na fábrica norueguesa Blaafarveværket do industrial prussiano Benjamin Wegner. Em 1938 John Livingood e Glenn Seaborg descobriram o cobalto-60. A primeira máquina de radioterapia, bomba de cobalto, foi construída no Canadá por uma equipe liderada por Ivan Smith e Roy Errington, utilizada num paciente

Cobalto em 27 de outubro de 1951. O equipamento atualmente se encontra exposto no Saskatoon Cancer Centre, na cidade de Saskatoon (Saskatchewan).

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Abundância e obtenção
O metal não é encontrado em estado nativo, mas em diversos minerais, razão pela qual é extraído normalmente junto com outros produtos, especialmente como subproduto do níquel e do cobre. Os principais minérios de cobalto são a cobaltita, eritrina, cobaltocalcita e skuterudita. Os maiores produtores de cobalto são a China , Zâmbia , Rússia e Austria.

Compostos
Devido aos vários estados de oxidação que apresenta, existem numerosos compostos de cobalto. Os óxidos CoO ( temperatura de Néel 291 K ) e Co3O4 ( temperatura de Néel 40 K ) sao ambos antiferromagnéticos a baixas temperaturas.

Isótopos
O cobalto natural contém um único isótopo estável, o Co-59. Se tem caracterizado 22 radioisótopos sendo os mais estáveis Co-60, o Co-57 e o Co-56 com meias-vidas de 5,2714 anos, 271,79 dias e 70,86 dias, respectivamente. Os demais isótopos radioativos apresentam meias vidas inferiores a 18 horas e a maioria menos de 1 segundo. O cobalto apresenta quatro metaestáveis, todos com meias vidas inferiores a 15 minutos. A massa atómica dos isótopos do cobalto oscila entre 50 uma ( Co-50 ) e 73 uma ( Co-73 ). Os isótopos mais leves que o estável ( Co-59 ) se desintegram principalmente por captura eletrônica originando isótopos de ferro, e os mais pesado que o isótopo estável se desintegram por emissão beta originando isótopos de níquel. O cobalto-60 é usado em radioterapia em substituição ao rádio devido ao seu menor preço. Produz raios gamas com energias de 1,17 MeV e 1,33 MeV. Como fonte para unidades de cobaltoterapia possuí uns quinze centímetros de diâmetro por dois de altura (Forma de um cilindro). Tais tipos de fonte provocam a aparição de zonas de penumbra (por causa de sua extensão)nas bordas do campo de irradiação. O metal tende a produzir um pó muito fino que dificulta a proteção frente a radiação. A fonte de Co-60 tem uma vida útil de aproximadamente 5 anos, porém superado este tempo continua sendo muito radioativo, motivo pelo qual estas fontes tem perdido, em certa medida, sua popularidade no ocidente.

Precauções
O cobalto metálico em pó finamente dividido é tóxico. Os compostos de cobalto geralmente devem ser manipulados com cuidado devido à ligeira toxicidade do metal. O Co-60 é radioativo e a exposição a sua radiação pode provocar câncer. Na ingestão de Co-60 ocorre a acumulação de alguma quantidade nos tecidos, que é eliminada muito rapidamente. Numa eventual guerra nuclear , a emissão de nêutrons converteria o ferro em Co-60 multiplicando os efeitos da radiação após a explosão, prolongando no tempo os efeitos da contaminação radioativa. Com este propósito se desenham algumas armas nucleares denominadas armas sujas ( do inglês dirty bomb ). A Máquina do Juízo Final, do filme Dr. Strangelove, e a lista do cobalto, da série National Kid, fazem alusão a esta bomba de cobalto. Na ausência de guerra nuclear, o risco provém da inadequada manipulação ou manutenção das unidades de radioterapia.

Cobalto

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Ligações externas
• • • • • Enciclopedia Libre - Cobalto [1] Los Alamos National Laboratory - Cobalto [2] WebElements.com - Cobalto [3] EnvironmentalChemistry.com - Cobalto [4] London celebra 50 años de Radioterapia con Cobalt-60 (pdf) [5]

Referências
[1] [2] [3] [4] [5] http:/ / enciclopedia. us. es/ index. php/ Cobalto http:/ / periodic. lanl. gov/ elements/ 27. html http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ Co/ key. html http:/ / environmentalchemistry. com/ banblock. html http:/ / www. caro-acro. ca/ caro/ educ/ publ/ vig/ vignettes/ cobalt/ Interactions. pdf

Níquel
Níquel

Cobalto ← Níquel → Cobre↑ Ni↓ PdTabela completa • Tabela estendida

28

Ni

Aparência brilhante, metálico, e prateado com uma coloração dourada

Nódulos de níquel puro eletroliticamente refinados (99,9%), e um cubo de níquel de 1cm3 de alta pureza (99,99%) para comparação. Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Níquel, Ni, 28 Metal de transição 10, 4, d 8908 kg/m3, 4,0 Propriedade atómicas Massa atômica 58,6934(4) u

Níquel

175
124 pm 124±4 pm 163 pm [Ar] 4s1 3d9 2, 8, 17, 1 (ver imagem) 4 [1] , 3, 2, 1 [2] , -1 (óxido básico)

Raio atómico (calculado) Raio covalente Raio de Van der Waals Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina

cúbico de faces centradas Propriedades físicas

Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Volume molar Pressão de vapor Velocidade do som Classe magnética Temperatura de Curie

sólido 1728 K 3186 K 17,48 kJ/mol 377,5 kJ/mol 6,59×10-6 m3/mol 1 Pa a 1783 K 4970 m/s a 20 °C ferromagnético 638 K Diversos

Eletronegatividade (Pauling) Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização

1,91 90,7536 W/(m·K) 737,1 kJ/mol 1753 kJ/mol 3395 kJ/mol 5300 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN Meia-vida MD MeV
58

PD

Ni 68,077% Ni traços

estável com 30 neutrões 76000 a ε
59

59

Co

60

Ni 26,223% Ni Ni 1,14% 3,634%

estável com 32 neutrões estável com 33 neutrões estável com 34 neutrões 100,1 a β− 0,0669
63

61

62

63

Ni sintético Ni 0,926%

Cu

64

estável com 36 neutrões

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

Níquel Níquel é um elemento químico de símbolo Ni de número atômico 28 ( 28 prótons e 28 elétrons ) e de massa atómica 58,7 uma. À temperatura ambiente, encontra-se no estado sólido. É um elemento de transição situado no grupo 10 (8 B) da Classificação Periódica dos Elementos.

176

Características principais
É um metal de transição de coloração branco-prateada, condutor de eletricidade e calor, dúctil e maleável porém não pode ser laminado, polido ou forjado facilmente, apresentando certo caráter ferromagnético. É encontrado em diversos minerais, em meteoritos (formando liga metálica com o ferro ) e, em princípio, existe níquel no núcleo da Terra. É resistente a corrosão , e só pode ser utilizado como revestimento por eletrodeposição. O metal e algumas de suas ligas metálicas, como o metal Monel, são utilizados para manejar o flúor e alguns fluoretos porque reage com dificuldade com essas substâncias. Seu estado de oxidação mais comum é +2 , podendo apresentar outros. Tem-se observado estados de oxidação 0, +1 e +3 em complexos, porém são muito pouco característicos.

Aplicações
Aproximadamente 65% do níquel consumido é empregado na fabricação de aço inoxidável (austenico ou corrente) e outros 12% em superligas de níquel. O restante 23% é repartido na produção de outras ligas metálicas, baterias recarregáveis, reações de catálise, cunhagens de moedas, revestimentos metálicos e fundição. • Alnico, ligas para imãs. • O mu-metal se usa para proteger campos magnéticos por sua elevada permeabilidade magnética. • As ligas níquel-cobre ( monel ) são muito resistentes a corrosão, utilizando-se em motores marítimos e indústria química. • A liga níquel-titânio ( nitinol-55 ) apresenta o fenômeno memória de forma e é usado em robótica, também existem ligas que apresentam superelasticidade. • cadinhos de laboratórios químicos. • Catalisador da hidrogenação de óleos vegetais • Usado em cordas de guitarra e outros instrumentos[3]

Papel biológico
Muitas, porém não todas, as enzimas hidrogenases contém níquel, especialmente aquelas cuja função é oxidar o hidrogênio. Parece que o níquel sofre mudanças no seu estado de oxidação indicando que o núcleo de níquel é a parte ativa da enzima. O níquel também está presente em bactérias metanogênicas. O níquel tem papel biológico parecido com o ferro por serem muito próximos.

História
O uso do níquel remonta aproximadamente ao século IV a.C.geralmente junto com o cobre já que aparece com frequência nos minerais deste metal. Bronzes originários da atual Síria tem conteúdos de níquel superiores a 2%. Manuscritos chineses sugerem que o «cobre branco» era utilizado no Oriente desde 1400-1700 A.C, entretanto a facilidade de confundir as minas de níquel com as de prata induzem a pensar que ,na realidade, o uso do níquel foi posterior, a partir do século IV A.C. Os minerais que contém níquel, como a niquelina, tem-se empregado para colorir o vidro. Em 1751 Axel Fredrik Cronstedt tentando extrair o cobre da niquelina, obteve um metal branco que chamou de níquel, já que os mineiros

Níquel de Hartz atribuem ao «viejo Nick» ( o diabo ) o motivo pelo qual alguns minerais de cobre não poderiam ser trabalhados. O metal responsável por isso foi descoberto por Cronstedt na niquelina, o kupfernickel, diabo do cobre, como se chamava e ainda é chamado o mineral. A primeira moeda de níquel pura foi cunhada em 1881.

177

Abundância e obtenção
O níquel aparece na forma de metal nos meteoros junto com o ferro ( formando as ligas kamacita e taenita ), e acredita-se que exista no núcleo da Terra junto com o mesmo metal. Combinado é encontrado em diversos minerais como garnierita, millerita, pentlandita e pirrotita. As minas da Nova Caledônia , Austrália e Canadá produzem atualmente 70% do níquel consumido. Outros produtores são Cuba, Porto Rico, Rússia, China e Brasil. No Brasil, as minas estão concentradas nos Estados do Piauí, Pará, Bahia e Goiás, e são exploradas pelas empresas Anglo American Brasil LTDA, Vale S.A., Mirabela Mineração e Grupo Votorantim, mas a segunda maior reserva de Níquel do mundo fica em Minas Gerais na cidade de Ipanema. Baseando-se em evidências geofísicas e análises de meteoritos é suposto que o níquel ocorra em abundância no núcleo terrestre, formando ligas metálicas com o ferro. O níquel, assim como o vanádio são os elementos-traço mais comuns encontrados na composição química do petróleo, em geral estando mais enriquecidos nos óleos pesados.

Isótopos
Na natureza são encontrados 5 isótopos estáveis: Ni-58, Ni-60, Ni-61, Ni-62 e Ni-64, sendo o mais leve o mais abundante( 68,077% ). Se tem caracterizado ainda 18 radioisótopos dos quais os mais estáveis são o Ni-59, o Ni-63 e ol Ni-56 com meias-vidas de 76.000 anos, 100,1 anos e 6,077 dias respectivamente. Os demais radioisótopos com massas atómicas desde 52 uma ( Ni-52 ) a 74 uma ( Ni-74 ), apresentam meias-vidas inferiores a 60 horas, e a maioria não alcançam os 30 segundos. O níquel tem também um estado metaestável. O Ni-56 é produzido em grandes quantidades em supernovas de tipo II correspondendo a forma da curva de luz a desintegração de Ni-56 em Co-56 e este em Fe-56. O Ni-59 é um isótopo de vida longa obtido por cosmogênese. Este isótopo tem encontrado diversas aplicações na datação radiométrica de meteoritos e na determinação da abundância de pó extraterrestre em gelos e sedimentos. O Ni-60 é filho do Fe-60 ( meia-vida de 1,5 milhões de anos ) cuja persistência no sistema solar em concentrações suficientemente altas tem possivelmente causado variações observáveis na composição isotópica do Ni-60[carece de fontes?] . Deste modo a análise da abundância de Ni-60 em materiais extraterrestres pode proporcionar informações sobre a origem do Sistema solar e sua história primordial.

Precauções
A exposição ao metal níquel e seus compostos solúveis não deve superar aos 0,05 mg/cm³ , medidos em níveis de níquel equivalente para uma exposição laboral de 8 horas diárias e 40 horas semanais.

Níquel

O níquel tetracarbonilo (Ni(CO)4), gerado durante o processo de obtenção do metal, é um gás extremamente tóxico. As pessoas sensíveis podem manifestar alergias ao níquel. A quantidade de níquel admissível em produtos que podem entrar em contato com a pele está regulamentada na União Europeia. Apesar disso, a revista Nature publicou em 2002 um artigo em que os pesquisadores afirmaram haver encontrado em moedas de 1 e 2 euros níveis superiores aos permitidos.[carece de fontes?]

Níquel

178

Toxicologia
Intoxicações, mesmo leves, por níquel podem causar sintomas como dores, febre, insônia e náuseas.
[1] M. Carnes et al.. (2009). "A Stable Tetraalkyl Complex of Nickel(IV)". Angewandte Chemie International Edition 48. DOI: 10.1002/anie.200804435 (http:/ / dx. doi. org/ 10. 1002/ anie. 200804435). [2] S. Pfirrmann et al.. (2009). "A Dinuclear Nickel(I) Dinitrogen Complex and its Reduction in Single-Electron Steps". Angewandte Chemie International Edition 48. DOI: 10.1002/anie.200805862 (http:/ / dx. doi. org/ 10. 1002/ anie. 200805862). [3] O níquel e a indústria (http:/ / www. icz. org. br/ niquel-industria. php). Instituto de Metais Não Ferrosos.

Ligações externas
• • • • • Enciclopedia Libre - Níquel (http://enciclopedia.us.es/index.php/Níquel) El origen del nombre (http://www.fq.profes.net/archivo2.asp?id_contenido=35221) Los Alamos National Laboratory - Níquel (http://periodic.lanl.gov/elements/28.html) WebElements.com - Níquel (http://www.webelements.com/webelements/elements/text/Co/key.html) EnvironmentalChemistry.com - Níquel (http://environmentalchemistry.com/banblock.html)

Cobre
Cobre

Níquel ← Cobre → Zinco↑ Cu↓ AgTabela completa • Tabela estendida

29

Cu

Aparência metálico vermelho-alaranjado

Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Cobre, Cu, 29 Metal de transição 11, 4, d 8920 kg/m3, 3,0 Propriedade atómicas

Cobre

179
Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Raio de Van der Waals Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 63,546 u 128 pm 132±4 pm 140 pm [Ar] 3d10 4s1 2, 8, 18, 1 (ver imagem) +1, +2, +3, +4 (óxido básico) cúbico de faces centradas Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Volume molar Pressão de vapor Velocidade do som Classe magnética Susceptibilidade magnética sólido 1357,77 K 2835 K 13,26 kJ/mol 300,4 kJ/mol 7,11×10−6 m3/mol 1 Pa a 1509 K 3570 m/s a 20 °C Diamagnético -9,7x10-6 Diversos Eletronegatividade (Pauling) Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 1,9 401 W/(m·K) 745,5 kJ/mol 1957,9 kJ/mol 3555 kJ/mol 5536 kJ/mol

Isótopos mais estáveis

Ed iso AN Meia-vida MD MeV
63

PD

Cu 69,15% Cu 30,85%

estável com 34 neutrões estável com 36 neutrões

65

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O cobre é um elemento químico de símbolo Cu (do latim cuprum), número atômico 29 (29 prótons e 29 elétrons) e de massa atómica 63,6 u. À temperatura ambiente o cobre encontra-se no estado sólido. Classificado como metal de transição, pertence ao grupo 11 (1B) da Classificação Periódica dos Elementos. É um dos metais mais importantes industrialmente, de coloração avermelhada, dúctil, maleável e bom condutor de eletricidade.

Cobre Conhecido desde a pré-história, o cobre é utilizado atualmente, para a produção de materiais condutores de eletricidade (fios e cabos), e em ligas metálicas como latão e bronze.

180

História
O cobre nativo, o primeiro metal usado pelo homem, era conhecido por algumas das mais antigas civilizações que se tem notícia e tem sido utilizado pelo menos há 10.000 anos - onde atualmente é o norte do Iraque foi encontrado um colar de cobre de 8700 a.C.; porém o descobrimento acidental do metal pode ter ocorrido vários milênios antes. Em 5000 a.C. já se realizava a fusão e refinação do cobre a partir de óxidos como a malaquita e azurita. Os primeiros indícios de utilização do ouro não foram vislumbrados até 4000 a.C. Descobriram-se moedas, armas, utensílios domésticos sumérios de cobre e bronze de 3000 a.C., assim como egípcios da mesma época, inclusive tubos de cobre. Os egípcios também descobriram que a adição de pequenas quantidades de estanho facilitava a fusão do metal e aperfeiçoaram os métodos de obtenção do bronze; ao observarem a durabilidade do material representaram o cobre com o Ankh, símbolo da vida eterna. Na antiga China se conhece o uso do cobre desde, ao menos, 2000 anos antes de nossa era, e em 1200 a.C. já fabricavam-se bronzes de excelente qualidade estabelecendo um manifesto domínio na metalurgia sem comparação com a do Ocidente. Na Europa o homem de gelo encontrado no Tirol (Itália) em 1991, cujos restos têm uma idade de 5300 anos, estava acompanhado de um machado de cobre com uma pureza de 99,7%, e os elevados índices de arsênico encontrados em seu cabelo levam a supor que fundiu o metal para a fabricação da ferramenta. O cobre é um metal de transição avermelhado, que apresenta alta condutibilidade elétrica e térmica, só superada pela da prata. É possível que o cobre tenha sido o metal mais antigo a ser utilizado, pois se têm encontrado objetos de cobre de 8700 a.C. Pode ser encontrado em diversos minerais e pode ser encontrado nativo, na forma metálica, em alguns lugares. Fenícios importaram o cobre da Grécia, não tardando em explorar as minas do seu território, como atestam os nomes das cidades Calce, Calcis e Calcitis (de χαλκος, bronze), ainda que tenha sido Chipre, a meio caminho entre Grécia e Egito, por muito tempo o país do cobre por excelência, ao ponto de os romanos chamarem o metal de aes cyprium ou simplesmente cyprium e cuprum, donde provém o seu nome. Além disso, o cobre foi representado com o mesmo signo que Vênus (a afrodite grega), pois Chipre estava consagrada a deusa da beleza e os espelhos eram fabricados com este metal. O símbolo, espelho de Vênus da mitologia e da alquimia, modificação do egípcio Ankh, foi posteriormente adotado por Carl Linné para simbolizar o gênero feminino(♀). O uso do bronze predominou de tal maneira durante um período da história da humanidade que terminou denominando-se «Era do Bronze». O período de transição entre o neolítico (final da Idade da Pedra) e a Idade do Bronze foi denominado período calcolítico (do grego Chalcos), limite que marca a passagem da pré-história para a história.

Isótopos
Na natureza são encontrados dois isótopos estáveis: Cu-63 e Cu-65, sendo o mais leve o mais abundante ( 69,17% ). Se tem caracterizado 25 isótopos radioativos, sendo os mais estáveis o Cu-67, Cu-64 e Cu-61 com vidas médias de 61,83 horas, 12,7 horas e 3,333 horas respectivamente. Os demais radioisótopos, com massas atômicas desde 54,966 (Cu-55) a 78,955 (Cu-79), têm vidas médias inferiores a 23,7 minutos, e a maioria não alcançam os 30 segundos. O cobre apresenta, ainda, 2 estados metaestáveis. Os isótopos mais leves que o Cu-63 estável se desintegram principalmente por captura eletrônica originando isótopos de níquel, os mais pesados que o isótopo Cu-65 estável se desintegram por emissão beta dando lugar a isótopos de zinco. O isótopo Cu-64 se desintegra dos dois modos, por captura eletrônica ( 69% ) e os demais por desintegração beta.

Cobre

181

Características e propriedades
Físicas
O cobre ocupa a mesma familia na tabela periódica que a prata e o ouro. Em termos de estrutura eletrônica, o cobre tem um elétron orbital em cima de uma cheia escudo do elétron(o elétron que faz as ligações) , que faz ligações metálicas . A prata eo ouro são semelhantes[1]. O cobre é normalmente fornecido, como quase todos os metais de uso industrial e comercial, em um grão fino de formulário policristalino . metais policristalino tem mais força do que monocristalinos formas, e a diferença é maior para o menor grão (de cristal) em tamanho. É facilmente trabalhado, sendo que ambas as propriedades de dúctil e maleável ele tem. A facilidade com que pode ser levado a cabo o torna útil para trabalhos eléctricos, assim como sua alta condutividade elétrica[2][3]. O cobre tem um tom avermelhado, alaranjado ou cor acastanhada devido a uma fina camada de manchas (incluindo óxidos ).o cobre puro é rosa ou cor de pêssego. Cobre junto de ósmio (azulada), césio e de ouro (tanto amarelo) são os únicos quatro metais elementar com uma cor natural que não o cinza ou prata. Cobre resultados cor característica de sua configuração eletrônica[4][5].

Um disco de cobre.

Elétricas
A estrutura eletrônica torna comparáveis, o cobre, prata e o ouro semelhantes em muitos aspectos: os três têm alta condutividade térmica e elétrica, e os três são maleáveis. Entre os metais puros na temperatura ambiente , o cobre tem a segunda maior condutividade elétrica e térmica , depois da prata , com uma condutividade de 59,6 × 106S/m. Este valor alto é devido à praticamente todos os elétrons na camada de valência (um por átomo) tomar parte na condução. O resultado são elétrons livres no montante de cobre para uma densidade de carga enorme de 13,6 × 109C/m3[6]. Esta alta densidade de carga é responsável pela mais lenta velocidade de deriva das correntes em cabos de cobre, onde a velocidade de deriva pode ser calculado como a relação entre a densidade da corrente de densidade de carga. Por exemplo, em uma densidade de corrente de 5 × 10 6A/m2 , a densidade de corrente máxima presente na fiação da casa e distribuição da rede, a velocidade de deriva é apenas um pouco mais de ⅓ mm/s[7]. Durante o século 20 nos Estados Unidos, a popularidade temporária do alumínio para uso doméstico na fiação elétrica resultou em muitas casas com uma combinação de cobre e alumínio fiação necessitando o contato físico entre os dois metais para fornecer uma conexão elétrica. Devido a corrosão galvânica , algumas questões foram experimentados por proprietários e empreiteiros de habitação. Em eletrônica, a pureza do cobre é expresso em noves : 4N para 99,99% e 6N para 99,9999%. Quanto maior o número, mais puro o cobre é.
Cobre acima do seu ponto de fusão mantém sua cor rosa brilhante quando a luz da suficiente ofusca a cor laranja incandescente.

Cobre

182

Químicas
O cobre forma uma rica variedade de compostos com estados de oxidação de +1 e +2. Ele não reage com agua, mas reage lentamente com o oxigênio atmosférico, formando uma camada marrom escura de oxido de cobre. Em contraste com a oxidação do ferro pelo ar úmido, essa camada de óxido para a corrosão. Uma camada verde de carbonato de cobre, chamado azinhavre , muitas vezes pode ser visto em construções antigas de cobre, como a Estátua da Liberdade, a maior estátua de cobre do mundo. O cobre reage com o sulfeto de hidrogênio e com o sulfeto contendo soluções, formando sulfetos de cobre diversos em sua superfície. Em soluções contendo sulfeto de cobre, é menos nobre do que o hidrogênio e a corrosão. Isto é observado no cotidiano, quando as superfícies metálicas de cobre são manchadas após a exposição ao ar que contêm compostos de enxofre. Cobre dissolve lentamente em oxigênio soluções contendo amoníaco para dar vários complexos solúveis em água com cobre. O cobre reage com uma combinação de oxigênio e ácido clorídrico para formar uma série de cloretos de cobre. (Verde-azul de cobre II), cloreto (quando fervido com metal de cobre, sofre comprapartinação para formar branco cobre (I) de cloro. O cobre reage com uma mistura ácida de peróxido de hidrogênio para formar o correspondente sal de cobre: Cu + 2 HX + H2O2 → CuX2 + 2 H2O

Biologia
O cobre é um elemento essencial à vida em geral, participando no caso do organismo humano no processo de fixação do ferro na hemoglobina do sangue. Grandes concentrações são encontradas no cérebro e fígado.[8]. Em certos organismos chega a assumir o papel do ferro em integrar moléculas responsáveis pelo transporte de oxigênio, a exemplo da hemocianina cuprosa, o que inusitadamente confere a esses animais um sangue de coloração azulada ao invés do vermelho tradicional. Através do sangue azul dos Límulos (uma espécie de caranguejo) produz-se uma substância conhecida por Limulus Amebocyte Lysate cujo poder bactericida e anti-endotoxinas é bem conhecido. O litro de sangue desse animal chega a casa dos milhares de dólares no mercado associado. A sangria pode ser feita de forma controlada e sem o óbito do animal, e durante a vida útil um único espécime pode render mais de 2500 dólares americanos [9]

Ligas metálicas
Os cobres debilmente ligados são aqueles que contém uma porcentagem inferior a 3 de algum elemento adicionado para melhorar alguma das características do cobre como a maquinabilidade (facilidade de mecanização), resistência mecânica e outras, conservando a alta condutibilidade elétrica e térmica do cobre. Os elementos utilizados são estanho, cádmio, ferro, telúrio, zircônio, crômio e berílio. Outras ligas de cobre importantes são latões (zinco), bronzes (estanho), cuproalumínios (alumínio), cuproníqueis (níquel), cuprosilícios (silício) e alpacas (níquel-zinco).

Cobre

183

Todos os compostos de cobre deveriam ser tratados como se fossem tóxicos; uma quantidade de 30 g de sulfato de cobre é potencialmente letal em humanos. O metal em pó é combustível, inalado pode provocar tosse, dor de cabeça e dor de garganta, recomenda-se evitar a exposição laboral e a utilização de protetores como óculos, luvas e máscaras. O valores limites ambientais são de 0,2 mg/m³ para vapor de cobre e 1 mg/m³ para o pó e névoas. Reage com oxidantes fortes tais como cloratos, bromatos e iodatos, originando o perigo de explosões. A água com conteúdo em cobre superiores a 1 mg/l pode contaminar as roupas e objetos lavados com ela, e conteúdos acima de 5 mg/L tornam a água colorida com sabor desagradável. A Organização Mundial da Contaminação de água por cobre Saúde (OMS) no Guia para a qualidade da água potável recomenda um nível máximo de 2 mg/L , mesmo valor adotado na União Europeia. Nos Estados Unidos a Agência de Proteção Ambiental tem estabelecido um limite de 1,3 mg/L. As atividades mineiras podem provocar a contaminação de rios e águas subterrâneas com cobre e outros metais, tanto durante a exploração como uma vez abandonada. O derramamento mostrado na foto provem de uma mina abandonada em Idaho. A coloração turquesa da água e rochas se deve a presença de precipitados de cobre.
[1] WebElements Periodic Table of the Elements | Copper | ionization energies data (http:/ / www. webelements. com/ copper/ atoms. html). WebElements. Página visitada em 2011-04-08. [2] Smith, William F. and Hashemi, Javad. Foundations of Materials Science and Engineering. [S.l.]: McGraw-Hill Professional, 2003. p. 223. ISBN 0072921943 [3] WebElements Periodic Table of the Elements | Copper | uses (http:/ / www. webelements. com/ copper/ uses. html). WebElements. Página visitada em 2011-04-08. [4] Chambers, William; Chambers, Robert. Chambers's Information for the People (http:/ / books. google. com/ ?id=eGIMAAAAYAAJ). 5th ed. [S.l.]: W. & R. Chambers, 1884. p. 312. vol. L. ISBN 0665469128 [5] Razeghi, M.. Fundamentals of Solid State Engineering. [S.l.]: Birkhäuser, 2006. 154–156 p. ISBN 0387281525 [6] Hammond, C. R.. The Elements, in Handbook of Chemistry and Physics 81st edition. [S.l.]: CRC press, 2004. ISBN 0849304857 [7] Seymour, J.. Physical Electronics. [S.l.]: Pitman Publishing, 1972. 25–27, 53–54 p. ISBN 0273411764 [8] Medicina Geriátrica (http:/ / www. medicinageriatrica. com. br/ 2007/ 11/ 12/ ion-cobre-carencia-e-excesso/ ) [9] Artigo sobre os Límulos na wikipedia lusófona, acessado às 22:00 horas em 03 de janeiro de 2012.

Zinco

184

Zinco
Zinco

Cobre ← Zinco → Gálio↑ Zn↓ CdTabela completa • Tabela estendida

30

Zn

Aparência Azul pálido grisáceo

Ao centro: um fragmento de zinco de pureza 99,995%; à direita: um fragmento cristalino de um lingote de zinco; à esquerda: um cubo de zinco de 1cm3 para comparação. Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Zinco, Zn, 30 Metal de transição 12, 4, d 7140 kg/m3, 2,5 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Raio de Van der Waals Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 65,38(2) u 134 pm 122±4 pm 139 pm [Ar] 3d10 4s2 2, 8, 18, 2 (ver imagem) +2, +1, 0 (óxido anfótero) hexagonal Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão sólido 692,68 K 1180 K 7,32 kJ/mol

Zinco

185
123,6 kJ/mol 9,16×10−6 m3/mol 1 Pa a 610 K 3700 m/s a 20 °C Diversos

Entalpia de vaporização Volume molar Pressão de vapor Velocidade do som

Eletronegatividade (Pauling) Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização

1,65 116 W/(m·K) 906,4 kJ/mol 1733,3 kJ/mol 3833 kJ/mol 5731 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN 48,6% Meia-vida MD MeV
64

PD

Zn

estável com 34 neutrões 243,8 d ε γ 1,3519 1,1155
65

65

Zn sintético

Cu -

66

Zn Zn Zn

27,9% 4,1% 18,8%

estável com 36 neutrões estável com 37 neutrões estável com 38 neutrões 56,4 min β− 0,906
69

67

68

69

Zn sintético Zn 0,6%

Ga

70

estável com 40 neutrões 46,5 h β− 0,458
72

72

Zn sintético

Ga

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O zinco (do alemão Zink) é um elemento químico de símbolo Zn, número atômico 30 (30 prótons e 30 elétrons) com massa atómica 65,4 uma. À temperatura ambiente, o zinco encontra-se no estado sólido. Está situado no grupo 12 (2 B) da Classificação Periódica dos Elementos. As ligas metálicas de zinco têm sido utilizadas durante séculos - peças de latão datadas de 1000-1400 a.C. foram encontrados na Palestina , e outros objetos com até 87% de zinco foram achados na antiga região da Transilvânia. A principal aplicação do zinco - cerca de 50% do consumo anual - é na galvanização do aço ou ferro para protegê-los da corrosão, isto é, o zinco é utilizado como metal de sacrifício (tornando-se o ânodo de uma célula, ou seja, somente ele se oxidará). Ele também pode ser usado em protetores solares, em forma de óxido, pois tem a capacidade de barrar a radiação solar. O zinco é um elemento químico essencial para a vida: intervém no metabolismo de proteínas e ácidos nucleicos, estimula a atividade de mais de 100 enzimas, colabora no bom funcionamento do sistema imunológico, é necessário para cicatrização dos ferimentos, intervém nas percepções do sabor e olfato e na síntese do ADN. Foi descoberto pelo alemão Andreas Sigismund Marggraf em 1746.

Zinco

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Características principais
O zinco é um metal, às vezes classificado como metal de transição ainda que estritamente não seja, apresenta semelhanças com o magnésio e o berílio além dos metais do seu grupo. Este elemento é pouco abundante na crosta terrestre, porém pode ser obtido com facilidade. É um metal de coloração branca azulada que arde no ar com chama verde azulada. O ar seco não o ataca, porém, na presença de umidade, forma uma capa superficial de óxido ou carbonato básico que isola o metal e o protege da corrosão. Praticamente o único estado de oxidação que apresenta é 2+. Reage com ácidos não oxidantes passando para o estado de oxidação 2+ e liberando hidrogênio, e pode dissolver-se em bases e ácido acético. O metal apresenta uma grande resistência à deformação plástica a frio que diminui com o aquecimento, obrigando a laminá-lo acima dos 100 °C. O zinco é empregado na fabricação de ligas metálicas como o latão e o bronze, além de ser utilizado na produção de telhas e calhas residenciais. O zinco é, ainda, utilizado como metal de sacrifício para preservar o ferro da corrosão em algumas estruturas, na produção de pilhas secas e como pigmento em tinta de coloração branca.

Papel biológico
O zinco é um elemento químico essencial para o corpo humano: intervém no metabolismo de proteínas e ácidos nucleicos, estimula a atividade de mais de 100 enzimas, colabora no bom funcionamento do sistema imunológico, é necessário para cicatrização dos ferimentos, nas percepções do sabor e olfato e na síntese do DNA. O metal é encontrado na insulina, nas proteínas dedo de zinco (zinc finger) e em diversas enzimas como a superóxido dismutase. O zinco é encontrado em diversos alimentos como nas ostras, carnes vermelhas, aves, alguns pescados, mariscos, favas e nozes. A ingestão diária recomendada de zinco é em torno de 10 mg, menor para bebês, crianças e adolescentes (devido ao menor peso corporal), e algo maior para as mulheres grávidas e durante o aleitamento. A deficiência de zinco pode produzir retardamento no crescimento, perda de Telhado de zinco. cabelo, diarreias, impotência sexual e imaturidade sexual nos adolescentes, apatia, cansaço e depressão, lesões oculares e de pele, inclusive acne, unhas quebradiças, amnésia, perda de apetite, perda de peso e problemas de crescimento, aumento do tempo de cicatrização de ferimentos e anomalias no sentido do olfato. As causas que podem provocar uma deficiência de zinco são a insuficiente quantidade na dieta alimentar e a dificuldade na absorção do mineral que pode ocorrer em casos de alcoolismo, quando é eliminado pela urina ou, ainda, devido à excessiva eliminação por causa de desordens digestivas.[1][2][3][4] O excesso de zinco tem-se associado com baixos níveis de cobre, alterações na função do ferro, diminuição da função imunológica e dos níveis de colesterol bom. É um dado adquirido que o zinco desempenha um papel vital no desenvolvimento animal. Uma dieta rica em zinco diminui o risco de hemorragias e melhora a cicatrização das feridas. Na agricultura, o zinco é usado como suplemento nutritivo para promover o crescimento das plantas. Embora o elemento não seja considerado tóxico, existem certos sais de zinco cuja ingestão provoca náuseas e diarreia. A inalação de óxido de zinco pode provocar lesões nos pulmões e, de um modo geral, em todo o sistema respiratório.

Zinco

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História
As ligas metálicas de zinco foram utilizadas durante séculos - peças de latão datadas de 1000-1400 a.C. foram encontrados na Palestina , e outros objetos com até 87% de zinco foram achados na antiga região da Transilvânia devido ao seu baixo ponto de fusão e reatividade química o metal tende a evaporar-se, motivo pelo qual a verdadeira natureza do zinco não foi compreendida pelos antigos. Se sabe que a fabricação do latão era conhecida pelos romanos desde 30 a.C. Plinio e Dioscórides descrevem a obtenção de aurichalcum ( latão ) pelo aquecimento num cadinho de uma mistura de cadmia ( calamina ) com cobre. O latão obtido é posteriormente fundido ou forjado para fabricar objetos. A fusão e extração de zinco impuro já era efetuda no ano 1.000 na Índia - na obra Rasarnava (c. 1200) de autor desconhecido o procedimento foi descrito e posteriormente na China. Em 1597 Andreas Libavius descreve uma peculiar classe de estanho que havia sido preparada na Índia que tinha recebido em pequenas quantidades através de um amigo; deduziu que se tratava do zinco mesmo não chegando a reconhecê-lo como o metal procedente da calamina. No ocidente, em 1248, Alberto Magno descreve a fabricação do latão na Europa. No século XVI já se conhecia a existência do metal. Agrícola observou em 1546 que formava-se um metal branco prateado condensado nas paredes dos fornos nos quais se fundiam minerais de zinco, adicionando em sua notas que um metal similar denominado zincum era produzido na Silésia. Paracelso foi o primeiro a sugerir que o zincum era um novo metal e que suas propriedades diferiam dos metais conhecidos, sem dar nenhuma indicação Andreas Marggraf sobre a sua origem; nos escritos de Basílio Valentino são encontrados também menções sobre o zincum. Em tratados posteriores são frequentes as referências ao zinco, com diferentes nomes, se referindo geralmente ao mineral e não ao metal livre, e muitas vezes confundido com o bismuto. Johann Kunkel em 1677 e pouco mais tarde Stahl em 1702 indicam que ao preparar o latão com o cobre e a calamina, esta última se reduz previamente em zinco livre, que foi isolado posteriormente pelo químico Anton von Swab em 1742 e por Andreas Marggraf em 1746, cujo exaustivo e metódico trabalho Sobre o método de extração do zinco de um mineral verdadeiro, a calamina sedimentou a metalurgia do zinco e sua reputação como descobridor do metal. Em 1743 foi fundado em Bristol o primeiro estabelecimento para a fundição do metal em escala industrial, porém, o procedimento ficou em segredo. Setenta anos depois Daniel Dony desenvolveu um procedimento industrial para a extração do metal, construindo-se a primeira fábrica no continente Europeu. Após o desenvolvimento da técnica de flotação do sulfeto de zinco se desprezou a calamina como fonte principal de obtenção do zinco. O método de flotação, atualmente, é empregado para a obtenção de vários metais. Em 1800, Alessandro Volta inventou a pilha de Volta.[5] A unidade básica da pilha de Volta era uma célula simplificada galvânica, que era feita de uma placa de cobre e uma placa de zinco ligadas uns aos outros externamente e separados por um eletrólito. Estes foram empilhadas em série para fazer a célula voltaica, que por sua vez produziu eletricidade, orientando os elétrons do zinco para o cobre e permitindo que o zinco a corroer.[5]

Zinco

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Abundância e obtenção
O zinco é o 23º elemento mais abundante na crosta terrestre. As jazidas mais ricas contém cerca de 10% de ferro e entre 40% e 50% de zinco. Os minerais dos quais se extrai o zinco são: esfalerita e blenda (sulfetos), smithsonita (carbonato), hemimorfita (silicato) e franklinita (óxido). As reservas mundiais cuja exploração é economicamente viável ultrapassa a casa dos 220 milhões de toneladas, a maior parte nos Estados Unidos , Austrália, China e Cazaquistão. As reservas mundiais (incluindo aquelas cuja extração atualmente não é viável) são estimadas em 2000 milhões de toneladas.

Zinco

A produção mundial foi em 2003, segundo dados da Agência de Prospecção Geológica dos Estados Unidos (US Geological Survey) de 8,5 milhões de toneladas, liderada pela China com 20% e Austrália com 19%. Estima-se que um terço do zinco consumido é reciclado. A produção do zinco começa com a extração do mineral que pode ser realizada tanto a céu aberto como em jazidas subterrâneas. Os minerais extraídos são triturados e, posteriormente, submetidos a um processo denominado flotação para a obtenção do mineral concentrado. Os minerais com altos teores de ferro são tratados por via seca. O concentrado é queimado (calcinação) para transformar o sulfeto em óxido, que recebe a denominação de calcina. O óxido obtido é reduzido com carbono produzindo o metal (o agente redutor na prática é o monóxido de carbono formado).

Produção de Zinco em 2010 [6]
Rank 1 2 3 4 5 6 País China Peru Austrália Índia Estados Unidos Canadá Toneladas 3,500,000 1,520,000 1,450,000 750,000 720,000 670,000

As reações por etapas são: Por via úmida o minério é calcinado (queimado) para a obtenção do óxido, posteriormente lixiviado com ácido sulfúrico diluído. A lixívia obtida é purificada para a separação dos diferentes componentes, principalmente o sulfato de zinco. O sulfato é submetido a um processo de eletrólise com ânodo de chumbo e cátodo de alumínio, sobre o qual se deposita o zinco, formando placas de alguns milímetros. O zinco obtido é fundido e lingotado para sua comercialização. Como subprodutos, diferentes metais são obtidos, como mercúrio, cádmio, ouro, prata, cobre e chumbo, em função da composição dos minerais. O dióxido de enxofre obtido na calcinação é usado para produzir o ácido sulfúrico utilizado na lixiviação. O excedente é comercializado. Os tipos de zinco obtidos se classificam segundo a norma ASTM em função da sua pureza:

Zinco • SHG, Special High Grade (99,99%) • HG, High Grade (99,90%) • PWG Prime Western Grade (98%) A norma EN 1179 considera cinco níveis (Z1 a Z5) com teores de zinco entre 99,995% e 98,5%, existindo normas equivalentes no Japão e Austrália. Para harmonizar todas as normas a ISO publicou em 2004 a norma ISO 752 regulando a classificação e requisitos necessários em relação ao zinco.

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Ligas metálicas
As ligas metálicas mais empregadas são as de alumínio (3,5-4,5%, Zamak; 11-13%, Zn-Al-Cu-Mg; 22%, Prestal , liga que apresenta superplasticidade) e cobre (aproximadamente 1%) que melhora as características mecânicas do zinco e sua aptidão ao molde. É componente minoritário em diversas ligas, principalmente de cobre como latões (3 a 45% de zinco) , alpacas (Cu-Ni-Zn) e bronzes ( u-Sn ) de molde.

Compostos
O óxido de zinco é o mais conhecido e utilizado industrialmente, especialmente como base de pigmentos brancos para pintura, também na indústria de borracha e em protetores solares. Outros compostos importantes são o cloreto de zinco (desodorantes) e sulfeto de zinco (pinturas luminescentes). A quarta parte, aproximadamente, do zinco consumido é na forma de compostos.

Isótopos
O zinco existente na natureza é formado por quatro isótopos estáveis, Zinco-64 (48,6%), Zinco-66, Zinco-67, e Zinco-68. Se tem caracterizado 22 radioisótopos sendo os mais estáveis Zinco-65 e Zinco-72 com meia-vida de 244,26 dias e 46,5 horas, respectivamente. Os demais isótopos radiativos apresentam meias-vidas menores que 14 horas, e a maioria menores que um segundo. O zinco tem quatro estados metaestáveis.

Aplicações
A principal aplicação do zinco metálico é a produção de ligas ou a galvanização de estruturas de aço. Uma das ligas mais importantes de zinco é o bronze, que consiste na mistura deste elemento com o cobre. Este processo consiste na eletrodeposição de uma fina película de zinco sobre as peças que devem ser protegidas. O zinco pode também ser um aditivo para borrachas e tintas. O principal composto do zinco é o óxido (ZnO), utilizado nas indústrias de cerâmica, de borrachas e na fabrição de tintas. O sulfato de zinco (ZnSO4) tem aplicação na indústria têxtil e no enriquecimento de solos. O cloreto de zinco é usado para preservar madeiras.[7]

Criação
O zinco é muito grande e pesado para se formar nas estrelas usando o processo de combustão do silício. A forma estável de zinco é criado em supernovas, através do processo-r.

Precauções
Embora o zinco seja um requisito essencial para uma boa saúde, o excesso dele pode ser prejudicial. Absorção excessiva de zinco suprime a absorção de cobre e de ferro.[8] O zinco metálico não é considerado tóxico, porém alguns de seus compostos, como o óxido e o sulfeto, são nocivos.

Zinco Na década de 40 observou-se que na superfície do aço galvanizado formava-se com o tempo pelos de zinco (zinc whiskers) que liberados ao ambiente provocavam curtos-circuitos e falhas em componentes eletrônicos. Estes pelos se formam após um período de incubação que pode durar dias ou anos, e crescem num ritmo da ordem de 1 mm por ano.

190

Envenenamento
Em 1982, a United States Mint começou a cunhar moedas de um centavo revestido de cobre, mas feitas principalmente de zinco. Com as moedas de zinco novo, há o potencial para a intoxicação por zinco, que pode ser fatal. Um caso relatado da ingestão crônica de 425 moedas de um centavo (mais de 1 kg de zinco) resultou em morte por sepse bacteriana e fúngica gastrointestinal, enquanto outro paciente, que ingeriu 12 gramas de zinco, só mostrou letargia e ataxia (falta grave de coordenação dos movimentos dos músculos).[9] Vários outros casos foram relatados de seres humanos que sofreram intoxicação pela ingestão de moedas de zinco.[10][11]

Moeda de um cent (1982)

Tostões e outras moedas de pequeno porte são, por vezes, ingeridos por cães, resultando na necessidade de tratamento médico para remover o corpo estranho. O teor de zinco de algumas moedas podem causar intoxicação por zinco, que é comumente fatal em cães, pois causa uma anemia hemolítica grave, e também causa danos no fígado ou nos rins. Vômitos e diarréia são sintomas possíveis.[12] O zinco é altamente tóxico em papagaios e o envenenamento por muitas vezes pode ser fatal.[13]
[1] [2] [3] [4] [5] Modern Nutrition in health and disease. 18. Edition. 1994. Maurice E Shils, James ª Olson and Moshe Shike. Present Knowlede in Nutrition. 6. Edition. 1990. Myrtle L. Brown. Biol. Trace Element. Research, 1991, 29: 133-136. Environ Res 1994, 64 (2):151-80 Warren, Neville G.. Excel Preliminary Physics (http:/ / books. google. com/ ?id=eL9Xn6nQ6XQC& printsec=frontcover). [S.l.]: Pascal Press, 2000. p. 47. ISBN 1740200853 [6] Tolcin, A. C. (2011). Mineral Commodity Summaries 2009: Zinc (http:/ / minerals. usgs. gov/ minerals/ pubs/ commodity/ zinc/ mcs-2011-zinc. pdf). United States Geological Survey. Página visitada em 21 de janeiro de 2012. [7] Zinco: Aplicações (http:/ / nautilus. fis. uc. pt/ st2. 5/ scenes-p/ elem/ e03030. html). Página visitada em 21 de janeiro de 2012. [8] Fosmire, G. J.. (1990). "Zinc toxicity". American Journal of Clinical Nutrition 51 (2): 225–7. PMID 2407097. [9] Barceloux, Donald G.; Barceloux, Donald. (1999). "Zinc". Clinical Toxicology 37 (2). DOI: 10.1081/CLT-100102426 (http:/ / dx. doi. org/ 10. 1081/ CLT-100102426). [10] Bennett, Daniel R. M.D.; Baird, Curtis J. M.D.; Chan, Kwok-Ming; Crookes, Peter F.; Bremner, Cedric G.; Gottlieb, Michael M.; Naritoku, Wesley Y. M.D.. (1997). "Zinc Toxicity Following Massive Coin Ingestion". American Journal of Forensic Medicine & Pathology 18 (2). DOI: 10.1097/00000433-199706000-00008 (http:/ / dx. doi. org/ 10. 1097/ 00000433-199706000-00008). [11] Fernbach, S. K.; Tucker G. F.. (1986). " Coin ingestion: unusual appearance of the penny in a child (http:/ / radiology. rsnajnls. org/ cgi/ content/ abstract/ 158/ 2/ 512)". Radiology 158 (2). PMID 3941880. [12] Stowe, C. M.; Nelson, R.; Werdin, R.; et al.. (1978). "Zinc phosphide poisoning in dogs". Journal of the American Veterinary Medical Association 173 (3). PMID 689968. [13] Reece, R. L.. (1986). "Zinc toxicity (new wire disease) in aviary birds". Australian Veterinary Journal 63 (6). DOI: 10.1111/j.1751-0813.1986.tb02979.x (http:/ / dx. doi. org/ 10. 1111/ j. 1751-0813. 1986. tb02979. x).

Zinco

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Ligações externas
• Enciclopedia Libre - Cinc (http://enciclopedia.us.es/index.php/Cinc) • UNCTAD - Mercado de productos básicos (INFOCOMM) (http://r0.unctad.org/infocomm/espagnol/zinc/ plane.htm) • US Geological Survey (http://minerals.usgs.gov) • International Zinc Association (http://www.iza.com/zwo_org/zwo00-index.htm) • ATSDR - Zinc (http://www.atsdr.cdc.gov/toxprofiles/tp60.html) • NIH, Suplementos en la dieta - Zinc (http://www.cc.nih.gov/ccc/supplements/zinc.html) • NASA Goddard Space Flight Center - Zinc Whiskers (http://nepp.nasa.gov/whisker/other_whisker/index. htm)

Bibliografia
• Diccionário Enciclopédico Hispano-Americano, Tomo XXIII, Montaner y Simón Editores, Barcelona, 1898.

Gálio
Gálio

Zinco ← Gálio → GermânioAl↑ Ga↓ InTabela completa • Tabela estendida

31

Ga

Aparência branco prateado

Cristais de Gálio de pureza 99,999%. Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Gálio, Ga, 31 Metais representativos 13, 4, p 5904 kg/m3, 1,5 Propriedade atómicas Massa atômica 69,723 u

Gálio

192
Raio atómico (calculado) Raio covalente Raio de Van der Waals Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 135 pm 122±3 pm 187 pm [Ar] 4s2 3d10 4p1 2, 8, 18, 3 (ver imagem) 3, 2, 1 (óxido anfótero) ortorrômbico Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Volume molar Pressão de vapor Velocidade do som sólido 302,9146 K 2477 K 5,59 kJ/mol 254 kJ/mol 11,80×10-6 m3/mol 1 Pa a 1310 K 2740 m/s a 20 °C Diversos Eletronegatividade (Pauling) Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 1,81 40,6 W/(m·K) 578,8 kJ/mol 1979,3 kJ/mol 2963 kJ/mol 6180 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN Meia-vida MD MeV
69

PD

Ga 60,11% Ga 39,89%

estável com 38 neutrões estável com 40 neutrões

71

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

Gálio é um elemento químico de símbolo Ga , de número atômico 31 (31 prótons e 31 elétrons) e massa atómica igual a 69,7 u. É um metal pertencente ao grupo 13 (IIIA) da classificação periódica dos elementos. A temperaturas um pouco mais altas do que a temperatura ambiente encontra-se no estado líquido. Foi descoberto em 1875 por Lecoq de Boisbaudran. Na forma metálica é utilizado para a produção de espelhos, ligas metálicas de baixos pontos de fusão e termômetros. O seu composto arsenieto de gálio é empregado na produção de circuitos integrados e diodos.

Gálio

193

Características principais
O gálio é um metal mole, grisáceo no estado líquido e prateado brilhante ao solidificar. Quando sólido desagrega a baixas temperaturas pois funde ao redor da temperatura ambiente (como o césio , mercúrio e rubídio), inclusive quando colocado nas mãos, devido ao seu baixo ponto de fusão (28,76 °C). A faixa de temperatura na qual permanece no estado líquido é um dos mais altos entre os metais (2.174 °C separam seus pontos de fusão e ebulição) e sua pressão de vapor é baixa mesmo a altas temperaturas. O gálio se expande aproximadamente 3,1% ao solidificar e flutua no seu líquido do mesmo modo que o gelo na água. Apresenta uma forte tendência a permanecer no estado líquido abaixo do seu ponto de fusão, sendo necessário um grão (pequeno sólido adicionado ao líquido) para ocorrer a solidificação. A cristalização não produz nenhuma das estruturas cristalinas simples. A fase estável nas condições normais é ortorrômbica com 8 átomos em cada célula unitária, na qual cada átomo apresenta um único átomo na vizinhança a uma distância de 2,44 Å, e com demais seis a 2,83 Å. Nesta estrutura a ligação química formada entre os átomos mais próximos é do tipo covalente sendo a molécula Ga2 a que realmente forma o retículo cristalino. Em outras condições de pressão e temperatura se tem encontrado numerosas fases estáveis e metaestáveis diferentes. O gálio corroí outros metais quando se difunde em suas redes cristalinas

Aplicações
A principal aplicação do gálio, na forma de arsenieto de gálio, é na construção de circuitos integrados e dispositivos optoeletrônicos como diodos de laser e diodos LED. • Devido ao seu intenso aspecto prateado brilhante e a capacidade de impregnar superfícies de vidro e porcelana é utilizado na construção de espelhos. • Se emprega para dopar materiais semicondutores e construir dispositivos diversos como transístores • Em termômetros de alta temperatura por seu baixo ponto de fusão, que o mantém em estado líquido, e seu alto ponto de ebulição, que o permite medir elevadas temperaturas. • O gálio forma facilmente ligas metálicas com a maioria dos metais produzindo ligas de baixos pontos de fusão. • O isótopo radioactivo Ga-67 é empregado em medicina nuclear como análogo fisiológico do ion Ferro 3+. • Descobriu-se recentemente que ligas de gálio-alumínio em contato com água produzem uma reação química dando como resultado hidrogênio, por impedir a formação de camada protetora (passivadora) de óxido de alumínio e fazendo o lumínio se comportar similarmente a um metal alcalino como o sódio ou o potássio.[1][2] Tal propriedade é pesquisada como fonte de hidrogênio para motores, em substituição aos derivados de petróleo e outros combustíveis de motores de combustão interna.

História
O gálio (do latim Gallia, França), foi descoberto através da espectroscopia por Lecoq de Boisbaudran em 1875 por seu espectro característico (duas linhas no ultravioleta) ao examinar uma blenda de zinco procedente dos Pirenéus. No mesmo ano foi isolado pelo próprio Lecoq através do processo de eletrólise do hidróxido numa solução de hidróxido de potássio (KOH) dando ao novo elemento o nome do seu país natal: Gallia. Como era do gosto dos cientistas dos finais do século XIX, O descobridor utilizou um jogo de palavras com seu próprio nome para nomear o elemento: gallus significa galo, coq em francês. Antes da descoberta da maioria das propriedades do elemento, estas já haviam sido previstas e descritas por Mendeleyev — que o chamou de eka-aluminio — baseando-se na posição que este elemento deveria ocupar na tabela periódica.

Gálio

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Abundância e obtenção
Se tem encontrado traços do metal em minerais como a bauxita, carvão, diáspora, germanita e esfalerita , e como subproduto em processos de obtenção de vários metais.

Isótopos
Em medicina nuclear se emprega o gálio como elemento traçador (escâner de gálio) para o diagnóstico de enfermidades inflamatórias ou infecciosas ativas , tumores e abcessos devido ao seu acumulo nos tecidos que apresentam estas patologias. O isótopo Ga-67 é injetado na corrente sanguínea através de uma veia do braço na forma de citrato de gálio. O escaneamento é feito dois ou três minutos após a aplicação para dar tempo que este se acumule nos tecidos afetados. Posteriormente ocorre a sua eliminação pela urina e fezes. A exposição a radiação do gálio é inferior a de outros procedimentos como o raio X ou Tomografia computadorizada.

Precauções
Devido a expansão ao solidificar, o gálio líquido não deve ser armazenado em recipientes rígidos como metálicos ou vidro. Pelo mesmo motivo o recipiente não pode ser completamente preenchido com gálio líquido.
[1] Purdue University (10 de abril de 2007). Purdue Energy Center symposium to pave the road to a hydrogen economy (http:/ / www. purdue. edu/ uns/ x/ 2007a/ 070410Gorehydrogen. html). Press release. [2] " New process generates hydrogen from aluminum alloy to run engines, fuel cells (http:/ / www. physorg. com/ news98556080. html)", PhysOrg.com, 16 May 2007.

• Enciclopedia Libre (http://enciclopedia.us.es/index.php/Galio) • Los Alamos National Laboratory - Gallium (http://periodic.lanl.gov/elements/31.html)

Ligações externas
• WebElements.com - Gallium (http://www.webelements.com/webelements/elements/text/Ga/index.html) • EnvironmentalChemistry.com - Gallium (http://environmentalchemistry.com/yogi/periodic/Ga.html)

O Gálio é um metal que forma grandes cristais.

Germânio

195

Germânio
Germânio

Gálio ← Germânio → ArsênioSi↑ Ge↓ SnTabela completa • Tabela estendida

32

Ge

Aparência branco acinzentado

gerais Nome, símbolo, númeroSérie químicaGrupo, período, blocoDensidade, dureza Propriedade atómicas Massa atômicaRaio atómico (calculado)Raio covalenteRaio de Van der WaalsConfiguração electrónicaElétrons (por nível de energia)Estado(s) de oxidaçãoEstrutura cristalina Propriedades físicas Estado da matériaPonto de fusãoPonto de ebuliçãoEntalpia de fusãoEntalpia de vaporizaçãoVolume molarPressão de vaporVelocidade do som Diversos Eletronegatividade (Pauling)Calor específicoCondutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 5º Potencial de ionização Isótopos mais estáveis
Ed iso AN sintético 21,23% sintético 27,66% 7,73% 35,94% 7,44% 1,78×1021 a 11,26 d Meia-vida 270,8 d MD MeV
68

Pedaço de 12 gramas de germânio policristalino, 2cm3 Informações

PD

Ge Ge Ge Ge Ge Ge Ge

ε estável com 38 neutrões ε estável com 40 neutrões estável com 41 neutrões estável com 42 neutrões 2β−

68

Ga

70

71

71

Ga

72

73

74

76

76

Se

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária. Germânio, Ge, 32 Semimetal14, 4, p 5323 kg/m3, 6,0 72,64 u 122 pm 122 pm 211 pm [Ar] 3d10 4s2 4p2 2, 8, 18, 4 (ver imagem)4, 3, 2, 1, 0, -1, -2, -3, -4 (óxido anfótero) cúbico de faces centradas sólido 1211,40 K 3106 K 36,94 kJ/mol 334 kJ/mol 13,63×10−6 m3/mol 1 Pa a 1644 K 5400 m/s a 20 °C 2,01 320 J/(kg·K) 59,9 W/(m·K) 762 kJ/mol 1537,5 kJ/mol 3302,1 kJ/mol 4411 kJ/mol 9020 kJ/mol

Germânio O germânio é um elemento químico de símbolo Ge , número atômico 32 (32 prótons e 32 elétrons) com massa atómica 72,6 u. À temperatura ambiente, o germânio encontra-se no estado sólido. É um semi-metal pertencente ao grupo 14 (IVA) da Classificação Periódica dos Elementos. Descoberto em 1886 pelo químico alemão Clemens Winkler quando analisava um minério de Freiberg, da Saxônia, o germânio teve, no entanto sua existência prevista 15 anos antes por Mendeleiev, que o chamou aca-silício. As aplicações do germânio estão limitadas ao seu alto custo e em muitos casos estuda-se a sua substituição por materiais mais econômicos. Sua aplicação principal é como semicondutor em eletrônica, produção de fibras ópticas e equipamentos de visão noturna.

196

Características principais
O germânio é um semi-metal sólido, duro, cristalino, de coloração branco acinzentada, lustroso, quebradiço, que conserva o brilho em temperaturas ordinárias. Apresenta a mesma estrutura cristalina do diamante e resiste à ação dos ácidos e álcalis. Forma grande número de compostos organolépticos e é um importante material semicondutor utilizado em transístores e fotodetetores. Diferentemente da maioria dos semicondutores, o germânio tem uma pequena banda proibida (band gap) respondendo de forma eficaz a radiação infravermelha e pode ser usado em amplificadores de baixa intensidade.

Aplicações
As aplicações do germânio estão limitadas ao seu alto custo e em muitos casos estuda-se a sua substituição por materiais mais econômicos. Os principais usos são: • Fibra óptica. • Eletrônica: Radares, amplificadores de guitarras elétricas, ligas metálicas de SiGe em circuitos integrados de alta velocidade. • Óptica de infravermelhos: espectroscópios, sistemas de visão noturna e outros equipamentos. • Lentes, com alto índice de refração, de ângulo amplo e para microscópios. • Em joias é usado uma liga metálica de Au com 12% de germânio. • Como elemento endurecedor do alumínio, magnésio e estanho. • Em quimioterapia. • O tetracloreto de germânio é usado como catalisador na síntese de polímeros ( PET ). • Foi usado enquanto germanato de bismuto no tipo de camera gama utilizada nos anos 80, em medicina nuclear.

Abundância e obtenção
Os únicos minerais rentáveis para a extração do germânio são a germanita (69% de germânio) e ranierita (7-8% do elemento); além disso está presente no carvão, na argirodita e outros minerais. A maior quantidade, em forma de óxido (GeO2), se obtém como subproduto da obtenção do zinco ou de processos de combustão de carvão (na Rússia e na República Popular da China se encontra em processo de desenvolvimento). É separado dos outros metais existentes no mineral transformando-o em GeCl4 volátil. O tetracloreto obtido é hidrolisado em óxido de germânio (GeO2) que, através de hidrogênio ou carvão roxo é reduzido obtendo-se o germânio. Com pureza de 99,99%, para usos eletrônicos, é obtido por refinação mediante a fusão fracionada resultando cristais de 25 a 35 mm usados em transístores e díodos; com esta técnica as impurezas podem ser reduzidas até a 0,0001 ppm. O desenvolvimento dos transístores de germânio abriu a porta a numerosas aplicações eletrônicas que atualmente são quotidianas. Entre 1950 e os primeiros anos da década de 70, a eletrônica foi a principal responsável pela crescente demanda de germânio, até a substituição pelo silício com propriedades elétricas superiores. Atualmente, grande parte

Germânio do consumo é destinada para a produção de fibras ópticas ( cerca da metade ), equipamentos de visão noturna e como catalisador na polimerização de plásticos, embora haja estudos para substituí-lo por catalisadores mais econômicos.

197

Propriedades químicas
O germânio elementar se oxida lentamente para GeO2 a 250°C. É insolúvel em ácidos diluídos e álcalis, mas se dissolve lentamente em ácido sulfúrico concentrado e reage violentamente com bases fundidas para produzir germanatos (GeO3-2). O germânio ocorre principalmente no estado de oxidação +4, embora sejam conhecidos muitos compostos com o estado de oxidação +2. [31] Outros estados de oxidação são raros, tais como o +3 encontrado em compostos tais como Ge2Cl6, e 3 e 1 observada na superfície de óxidos, ou estados de oxidação negativos em germanos, como o nox -4 no GeH4. Ânions Clusters de germânio (íons Zintl), tais como Ge42−, Ge94−, Ge92−, [(Ge9)2]6− foram preparados por extração a partir de ligas contendo metais alcalinos e germânio em amônia líquida na presença de etilenodiamina ou uma criptando. Os estados de oxidação do elemento nestes íons não são inteiros, semelhante ao ozonídeos, O3-. Dois óxidos de germânio são conhecidos: dióxido de germânio (GeO2, germânia) e monóxido de germânio(GeO). O dióxido GeO2 pode ser obtido por ustulação do sulfeto de germânio (GeS2), e é um pó branco que é ligeiramente solúvel na água, mas reage com álcalis para formar germanatos. O monóxido de germânio ou óxido germanoso pode ser obtido pela reação de GeO2 com germânio elementar a alta temperatura. O GeO2 (e os óxidos relacionados e germanatos) exibem a propriedade incomum de ter um alto índice de refração para a luz visível, mas transparência à luz infravermelha. O germanato de bismuto, Bi4Ge3O12, (BGO) é usado como um cintilador. Compostos binários com Calcogênios outros elementos também são conhecidos, como o dissulfeto GeS2 o disseleneto GeSe2, e o monossulfeto GeS,o seleneto GeSe, e o telureto GeTe. GeS2 se forma como um precipitado branco quando o sulfeto de hidrogênio é passado através de soluções fortemente ácidas contendo Ge(IV). O dissulfeto é apreciavelmente solúvel em água e em soluções de álcalis cáusticos ou sulfetos alcalinos. No entanto, não é solúvel em água ácida, o que permitiu a Winkler descobrir o elemento. Ao aquecer o dissulfeto em uma corrente de hidrogênio, o monosulfeto GeS é formado, que sublima em chapas finas de cor escura e brilho metálico, e é solúvel em soluções de álcalis cáusticos. Após a fusão com carbonatos alcalinos e compostos de enxofre,formam-se sais de germânio conhecidos como tiogermanatos.

Precauções
Alguns compostos de germânio ( tetracloreto de germânio ) apresentam uma certa toxicidade nos mamíferos, porém são letais para algumas bactérias.

Referências
• Enciclopedia libre [1] (em espanhol) • USGS - Estatísticas sobre o germânio (produção, consumo e preços) [2]

Referências
[1] http:/ / enciclopedia. us. es/ index. php/ Germanio [2] http:/ / minerals. usgs. gov/ minerals/ pubs/ commodity/ germanium/

Arsênio

198

Arsênio
Arsênio

Germânio ← Arsênio → SelênioP↑ As↓ SbTabela completa • Tabela estendida

33

As

Aparência cinza metálico

Informações gerais Nome, símbolo, númeroSérie químicaGrupo, período, blocoDensidade, dureza Propriedade atómicas Massa atômicaRaio atómico (calculado)Raio covalenteRaio de Van der WaalsConfiguração electrónicaElétrons (por nível de energia)Estado(s) de oxidaçãoEstrutura cristalina Propriedades físicas Estado da matériaPonto de fusãoPonto de ebuliçãoEntalpia de fusãoEntalpia de vaporizaçãoVolume molarPressão de vapor Diversos Eletronegatividade (Pauling)Calor específicoCondutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 5º Potencial de ionização 6º Potencial de ionização Isótopos mais estáveis
Ed iso AN sintético Meia-vida 80,3 d MD MeV
73

PD 0,05D, 0,01D 0,941 0,595, 0,634 1,35, 0,717

As

ε γ ε β+ γ β−

73

Ge -

74

As

sintético

17,78 d

74 74

Ge Ge 74 Se

75

As

100%

estável com 42 neutrões

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária. Arsênio, As, 33 Semimetal15, 4, p 5727 kg/m3, 3,5 74,92160 u 119 pm 119±4 pm 185 pm [Ar] 4s2 3d10 4p3 2, 8, 18, 5 (ver imagem)5, 3, 2, 1, -3 (óxido levemente ácido)romboédricosólido 1090 K 887 K 24,44 kJ/mol 34,76 kJ/mol 12,95×10−6 m3/mol 1 Pa a 553 K 2,18 330 J/(kg·K) 50 W/(m·K) 947,0 kJ/mol 1798 kJ/mol 2735 kJ/mol 4837 kJ/mol 6043 kJ/mol 12310 kJ/mol O arsênio (português brasileiro) ou arsénio (português europeu) (do latim arsenium), também arsênico (ou arsénico), é um elemento químico de símbolo As com número atômico 33 (33 prótons e 33 elétrons) e com massa atómica 75 u. É um semimetal (metalóide) encontrado no grupo 15 (VA) da Classificação Periódica dos Elementos. Como conservante da madeira numa fórmula de arseniato de cobre e crômio, é o uso que representa, segundo algumas estimativas, cerca de 70% do seu consumo mundial. Foi descoberto em 1250 por Alberto Magno.

Arsênio

199

Principais Características
O arsênio apresenta três estados alotrópicos: cinza ou metálico, amarelo e negro. O arsênio cinza metálico (forma α) é a forma mais estável nas condições normais e tem estrutura romboédrica; é um bom condutor de calor, porém um péssimo condutor elétrico. O arsênio amarelo (forma γ) é obtido quando o vapor de arsênio é esfriado rapidamente. É extremamente volátil e mais reativo que o arsênio metálico e apresenta fosforescência à temperatura ambiente. Também se denomina arsênio amarelo o mineral trissulfeto de arsênio. Uma terceira forma alotrópica, o arsênio negro (forma β), de estrutura hexagonal , tem propriedades intermediárias entre as formas alotrópicas descritas, e se obtém da decomposição térmica da arsina ou resfriamento lento do vapor de arsênio. Todas as formas alotrópicas, exceto a cinza, não apresentam brilho metálico e apresentam uma condutibilidade elétrica muito baixa, comportando-se como metal ou não-metal em função, basicamente, do seu estado de agregação. . Reage violentamente com o cloro e se combina, quando aquecido, com a maioria dos metais para formar o arsenieto correspondente; reage, também, com o enxofre. Não reage com o ácido clorídrico em ausência de oxigênio, porém reage com o ácido nítrico aquecido, estando concentrado ou diluído, e com outros oxidantes como o peróxido de hidrogênio, o ácido perclórico e outros. É insolúvel em água, porém muitos de seus compostos são solúveis. É um elemento químico essencial para a vida, ainda que tanto o arsênio como seus compostos sejam extremamente venenosos.

Aplicações
Conservante de couro e madeira (arseniato de cobre e crômio), uso que representa, segundo algumas estimativas, cerca de 70% do seu consumo mundial. O arsenieto de gálio é um importante semicondutor empregado em circuitos integrados mais rápidos e caros que os de silício. Aditivo em ligas metálicas de chumbo e latão. Inseticida (arseniato de chumbo), herbicidas (arsenito de sódio) e venenos. O dissulfeto de arsênio é usado como pigmento e em pirotécnica. Descolorante na fabricação do vidro (trióxido de arsênio). Recentemente renovou-se o interesse principalmente pelo uso do trióxido de arsênio para o tratamento de pacientes com leucemia.

Papel biológico
Ainda não está claro que o arsênio seja um elemento químico essencial para todos os organismos vivos, ou que sua deficiência gere complicações. Algumas formas de vida mais simples como certos organismos unicelulares podem utilizar o arsênio como catalisador em reações de oxi-redução para obtenção de energia. Entretanto, doses extremamente baixas de arsênio, como 1 parte por bilhão (ppb) na água ou 7 partes por milhão (ppm) no solo já afetam a saúde de plantas e animais, inclusive a saúde humana. O arsênio pode desativar centenas de enzimas envolvidas em diversos processos biológicos celulares. A presença de genes de resistência ao arsênio em virtualmente todos os organismos vivos conhecidos, desde os unicelulares até os multicelulares é um forte argumento contra a hipótese da essencialidade do arsênio. O efeito estimulante de crescimento associado ao arsênio fornecido em altas doses a alguns animais de criação como ratos, hamsters, cabras, porcos, galinhas e perus pode estar associado a uma função fisiológica no metabolismo da metionina nestes animais, ou a outras funções pouco compreendidas, desde fisiológicas e fisiopatológicas até antibióticas. Em 2 de dezembro de 2010 a NASA revelou a descoberta uma nova forma de vida no lago Mono, na Califórnia. Esta espécie de bactéria da família Halomonadaceae supostamente tem o DNA diferente de qualquer outra criatura já descoberta até hoje, por ter suas ligações de fósforo, conhecidas como ligações fosfodiéster, substituídas por arsênio (o DNA atualmente é conhecido por ser composto por "pontes de hidrogênio" entre as fitas simples de DNA e combinações de ligações covalentes, feitas exclusivamente de carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio e fósforo), embora recentemente, diversos estudos importantes tenham questionado esses resultados. As pesquisas tem demonstrando que, na verdade, a bactéria em questão é altamente resistente ao arsênio, embora ainda dependente do

Arsênio fósforo.[1][2][3][4]

200

História
O arsênio (do grego άρσενιχόν, auripigmento amarelo) é conhecido desde tempos remotos assim como alguns de seus compostos, especialmente os sulfetos. Dioscórides e Plínio conheciam suas propriedades; Celso Aureliano, Galeno e Isidoro Largus sabiam de seus efeitos irritantes, tóxicos, corrosivos e sua ação parasiticida, e observaram suas virtudes contra a tosse, afecções da voz e dispneia. Os médicos árabes usaram também compostos de arsênio em inalação, pílulas e poções, e também em aplicações externas. Durante a Idade Média os compostos arsenicais caíram no esquecimento sendo relegados aos curandeiros que os prescreviam contra algumas enfermidades. Roger Bacon e Alberto Magno se detiveram no seu estudo. O primeiro que o estudou em detalhes foi George Brandt en 1633, e Johann Schroeder o obteve em 1649 pela ação do carvão sobre o ácido arsênico. A Jöns Jacob Berzelius se devem as primeiras investigações acerca da composição dos compostos de arsênio. A partir do século XVIII os compostos arsenicais conseguiram um posto de primeira ordem na terapêutica até serem substituídos pelas sulfamidas e os antibióticos.

Abundância e obtenção
É o 20.º elemento em abundância da crosta terrestre e é encontrado na forma nativa, principalmente sob forma de sulfeto em uma grande variedade de minerais que contém ouro, cobre, chumbo, ferro ( arsenopirita ou mispickel ), níquel, cobalto e outros metais. Na fusão de minerais de ouro, cobre, chumbo e cobalto se obtém trióxido de arsênio ( As2O3 ) que se volatiliza no processo e é arrastado pelos gases da chaminé, podendo conter mais de 30% do óxido. Os gases da chaminé são refinados posteriormente misturando-os a uma pequena quantidade de galena ou pirita para evitar a formação de arsenitos, e pela queima se obtém trióxido de arsênio com 90 a 95% de pureza., por sublimação sucessiva pode-se obter com uma pureza de 99%. Reduzido-se o óxido com carbono obtém-se o metalóide (semi-metal arsênio), entretanto a maioria do arsênio é comercializado como óxido. Praticamente a totalidade da produção mundial de arsênio metálico é chinesa, que é também é o maior produtor mundial de trióxido de arsênio. Segundo dados do serviço de prospecções geológicas estado-unidenses ( U.S. Geological Survey ) as minas de cobre e chumbo contêm aproximadamente 11 milhões de toneladas de arsênio, especialmente no Peru e Filipinas. O metalóide também é encontrado associado com depósitos de cobre-ouro no Chile e de ouro no Canadá e diversos outros países. As minerações de ouro em rocha arsenopirita são a principal fonte de arsênio no mundo. Somente a mina de ouro a céu aberto de Paracatu (Minas Gerais, Brasil) já liberou 300 mil toneladas de arsênio das rochas desde 1987 e deverá liberar mais de 1 milhão de toneladas de arsênio para o ambiente em mais 30 anos de exploração a partir de 2009. Existem centenas de milhares de pequenas minas de ouro desativadas no mundo e centenas de grandes minas de ouro em operação. Dos 16 tipos de depósitos de ouro geralmente reconhecidos, apenas 6 não têm associação com arsênio.

Isótopos
Usa-se o arsênio-73 como traçador para estimar a quantidade de arsênio absorvido pelo organismo e o arsênio-74 na localização de tumores cerebrais.

Precauções
O arsênio e seus compostos são extremamente tóxicos, especialmente o arsênio inorgânico. Milhões de pessoas no mundo inteiro adoecem e morrem sem saber que a causa de suas doenças é o envenenamento crônico por arsênio. As doenças que mais matam no mundo podem ser causadas por arsênio: doenças cerebrovasculares, diabetes e câncer, entre outras. Em Bangladesh ocorreu uma intoxicação em massa, a maior da história, devido à construção de milhares de poços tubulares de água que estão contaminados com arsênio. Em vários outros lugares do mundo onde

Arsênio existiu ou ainda existe mineração de ouro e carvão mineral em rocha dura ocorre poluição permanente de ar, solo e águas superficiais e subterrâneas e envenenamento crônico da população por arsênio, mesmo décadas ou séculos após o encerramento das atividades de mineração. É o caso de Nova Lima (Minas Gerais, Brasil), onde está instalada a mais antiga mina de ouro subterrânea do mundo, e Paracatu (Minas Gerais, Brasil), onde está instalada a maior mina de ouro a céu aberto do Brasil. Apenas a mina de ouro de Paracatu deverá liberar mais de um milhão de toneladas de arsênio nas cercanias da cidade de 85000 habitantes até 2039. Como a arsenopirita é o principal minério de arsênio, uma campanha mundial defende o banimento da mineração em rocha arsenopirita.

201

Toxicologia
O arsênio é absorvido pelo organismo humano principalmente por inalação e ingestão. Os compostos orgânicos de arsênio são menos tóxicos que os inorgânicos. O arsênio inorgânico trivalente (As3+), interage fortemente com grupos sulfidrilas de moléculas orgânicas. Diversas enzimas são afetadas com isso, ocasionando danos em vários sistemas celulares. Basta uma dose de 140 miligramas de arsênio inorgânico trivalente para causar a morte de um ser humano adulto por dano à respiração celular, em poucas horas ou dias. O arsênio pode induzir a produção de metalotioneína, uma proteína que se liga a esse metal e também ao cádmio, mercúrio e a muitos metais essenciais. Supõem-se que esse é um dos mecanismos de adaptação que leva a uma relativa tolerância à toxicidade do arsênio em organismos multicelulares. A tolerância é dita relativa porque o acúmulo de arsênio no organismo causa doenças a médio e longo prazo, principalmente em espécies caracterizadas por alta duração de vida e alto índice de encefalização, como a espécie humana. Os alimentos mais contaminados por arsênio orgânico são peixes e crustáceos, apresentando-o geralmente na forma de arsenobetaína. A fonte principal de poluição ambiental por arsênio inorgânico é a mineração de ouro em rocha arsenopirita.
[1] [2] [3] [4] http:/ / www. sciencemag. org/ content/ early/ 2012/ 07/ 06/ science. 1218455. abstract?sid=f8a14e5f-7f03-4860-84e2-6cb6f4c21f9d http:/ / www. sciencemag. org/ content/ early/ 2012/ 07/ 06/ science. 1219861. abstract?sid=f8a14e5f-7f03-4860-84e2-6cb6f4c21f9d http:/ / rrresearch. fieldofscience. com/ 2011/ 08/ first-evidence-refuting-wolfe-simon-et. html http:/ / teoriadetudo. blogfolha. uol. com. br/ 2012/ 07/ 09/ como-respirar-arsenico-por-pouco-tempo/

Referências adicionais
• • • • • • • • Enciclopedia Libre - Arsénico (http://enciclopedia.us.es/index.php/Arsénico) ATSDR -Arsénico (http://www.atsdr.cdc.gov/toxprofiles/tp2.html) U.S. Geological Survey - Arsénico (http://minerals.usgs.gov/minerals/pubs/commodity/arsenic/) James B. Calvert - Arsénico (http://www.du.edu/~jcalvert/phys/arsenic.htm) Los Alamos National Laboratory - Arsenic (http://periodic.lanl.gov/elements/33.html) WebElements.com - Arsenic (http://www.webelements.com/webelements/elements/text/As/index.html) EnvironmentalChemistry.com - Arsenic (http://environmentalchemistry.com/yogi/periodic/As.html) Eisler R. A review of arsenic hazards to plants and animals with emphasis on fishery and wildlife resources. In: J. O. Nriagu, ed. Arsenic in the Environment, Part II: Human Health and Ecosystem Effects. John Willey and Sons, New York, NY, USA, 1994: pp. 185-259 Dani SU. Arsenic for the fool: an exponential relation. Science of the Total Environment 2010 Mar 15; 408 (8):1842-6 Dani SU. Gold, coal and oil. Medical Hypotheses 2010 Mar; 74 (3):534-41 http://sosarsenic.blogspot.com/2010/07/stop-invisible-mass-killing-worldwide.html#more Robert F, Poulsen KH, Dubé B. 1997. Gold deposits and their geological classification. In Proceedings of Exploration 97: Fourth Decennial International Conference on Mineral Exploration, edited by A.G. Gubins, p. 209-220

• • • •

Selênio

202

Selênio
Selênio

Arsênio ← Selênio → BromoS↑ Se↓ TeTabela completa • Tabela estendida

34

Se

Aparência preto, cinza e vermelho

Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Selênio, Se, 34 Não metal 16, 4, p 4790 kg/m3, 2,0 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Raio de Van der Waals Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 78,96 u 120 pm 120±4 pm 190 pm [Ar] 4s2 3d10 4p4 2, 8, 18, 6 (ver imagem) 6, 4, 2, 1, -2 (óxido ácido) hexagonal Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição sólido 494 K 958 K

Selênio

203
Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Volume molar Pressão de vapor Velocidade do som 6,69 kJ/mol 95,48 kJ/mol 16,42×10−6 m3/mol 1 Pa a 500 K 3350 m/s a 20 °C Diversos Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 2,55 320 J/(kg·K) 2,04 W/(m·K) 941 kJ/mol 2045 kJ/mol 2973,7 kJ/mol 4144 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN Meia-vida MD MeV
72

PD 0,046

Se sintético 0,87%

8,4 d

ε γ

72

As

74

Se

estável com 40 neutrões ε γ 0,264 0,136 0,279
75

75

Se sintético 119,779 d

As -

76

Se Se

9,36% 7,63%

estável com 42 neutrões estável com 43 neutrões estável com 44 neutrões 3,27×105 β− 0,151
79

77

78

Se 23,78% Se traços

79

Br

80

Se 49,61% Se 8,73%

estável com 46 neutrões 1,08×1020 2β− 2,995
82

82

Kr

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O selênio (português brasileiro) ou selénio (português europeu) (do grego σελήνιον, resplendor da lua) é um elemento químico de símbolo Se, número atômico 34 (34 prótons e 34 elétrons) e com massa atómica de 78 u. Em condições normais de temperatura e pressão (CNTP), o selênio encontra-se no estado sólido. É um não metal do grupo dos calcogênio (16 ou VIA) da Classificação Periódica dos Elementos. É um elemento essencial para a maioria das formas de vida. Um dos seus usos é na fabricação de células fotoelétricas. Foi descoberto em 1817 por Jöns Jacob Berzelius ao visitar uma fábrica de ácido sulfúrico.

Selênio

204

Características principais
O selênio pode ser encontrado em várias formas alotrópicas. O selênio amorfo existe em duas formas, a vítrea, negra, obtida ao esfriar-se rapidamente, o selênio líquido que funde a 180 °C e tem uma densidade de 4,28 g/cm³, e a vermelha, coloidal, que se obtém em reações de redução. O selênio cinza cristalino de estrutura hexagonal, a forma mais comum, funde a 220,5 °C e tem uma densidade de 4,81 g/cm³; a forma vermelha, de estrutura monoclínica, funde a 221 °C e tem uma densidade de 4,39 g/cm³. É insolúvel em água e álcool, ligeiramente solúvel em dissulfeto de carbono e solúvel em éter. Exibe o efeito fotoelétrico, convertendo a luz em eletricidade. Além disso, sua condutibilidade elétrica aumenta quando exposto à luz. Abaixo de seu ponto de fusão é um material semicondutor do tipo p.

Aplicações
O selênio usa-se em várias aplicações eletrônicas, entre outras, como em células solares e retificadores. Em fotografia é empregado para intensificar e incrementar as faixas de tonalidades das fotografias em branco e preto e a durabilidade das imagens, assim como em xerografia. É adicionado aos aços inoxidáveis e utilizado como catalisador em reações de desidrogenação. • O seleniato de sódio é usado como inseticida, para o controle de enfermidades de animais e, igual ao arsênio, na fabricação de vidros para eliminar a coloração verde causada pelas impurezas de ferro. • O selenito de sódio também é empregado na indústria do vidro e como aditivo para solos pobres em arsênio, e o selenito de amônio na fabricação de vidros e esmaltes vermelhos. • Os sulfetos são usados em medicina veterinária e xampus anticaspa. • O dióxido de selênio é um catalisador adequado para a oxidação, hidrogenação e desidrogenação de compostos orgânicos. • A adição de selênio melhora a resistência ao desgaste da borracha vulcanizada. • Células fotoelétricas de selênio são utilizadas em fotômetros. Como produzem uma pequena quantidade de corrente elétrica ao receberem luz, dispensam o uso de pilhas ou baterias, ao contrário de fotômetros equipados com células fotoelétricas de silício ou sulfeto de cádmio

Papel biológico
O selênio é um micronutriente para todas as formas de vida. É encontrado no pão, nos cereais, nos pescados, nas carnes e nos ovos. Um alimento tipicamente brasileiro, a castanha do Pará, é outro exemplo de alimento rico nesse antioxidante, que ajuda a neutralizar os radicais livres, estimula o sistema imunológico e intervém no funcionamento da glândula tireóide. Está no aminoácido selenocisteína. As investigações realizadas têm mostrado a existência de uma correlação entre o consumo de suplementos de selênio e a prevenção do câncer em humanos. Um estudo de cinco anos conduzindo em duas universidades norte-americanas demonstrou que 200 mcg de selênio ingeridos diariamente resultaram em 63% menos tumores da próstata e 58% menos cânceres colorretais, 46% menos processos malignos do pulmão e 39% menos mortes gerais por câncer. Em outros estudos, o selênio mostrou ser promissor na prevenção do desenvolvimento dos cânceres de ovário, colo do útero, reto, bexiga, esôfago, pâncreas e fígado, bem como contra leucemia. Estudos realizados em pacientes com câncer indicaram que as pessoas com os menores níveis de selênio desenvolveram mais tumores, apresentaram uma taxa maior de recorrência da doença, um risco mais elevado de disseminação do câncer e uma taxa global de sobrevida menor do que aqueles com níveis elevados de selênio no sangue. Além disso, o selênio pode proteger o coração, principalmente por reduzir a viscosidade do sangue e diminuir o risco de formação de coágulos — diminuindo, por sua vez, o risco de ataque cardíaco e de derrame. Além disso, o selênio aumenta a proporção de colesterol HDL ("bom") com relação ao LDL ("mau"), o que é fundamental para a manutenção de um coração saudável.

Selênio A deficiência de selênio é relativamente rara, porém pode ocorrer em pacientes com disfunções intestinais severas ou com nutrição exclusivamente parenteral, assim como em populações que dependem de alimentos cultivados em solos pobres de selênio. A ingestão diária recomendada para adultos é de 55–70 μg; a ingestão de mais de 400 μg pode provocar efeitos tóxicos ( selenoses ). Sua carência nos humanos pode causar: esterilidade feminina, infecções, problemas de crescimento e insuficiência pancreática. Seu excesso (em nível de nutriente) nos humanos pode causar: artrite, cansaço, halitose, irritabilidade, disfunção renal, desconforto muscular e pele amarelada.[1][2][3][4]

205

História
O selênio ( do grego σελήνιον, resplendor da lua ) foi descoberto em 1817 por Jöns Jacob Berzelius. Ao visitar a fábrica de ácido sulfúrico de Gripsholm, observou um líquido pardo avermelhado que, ao ser aquecido com maçarico, desprendia um odor fétido que se considerava até então característico e exclusivo do telúrio. O resultado da investigação desse material levou ao descobrimento do selênio. Chamado assim por ser muito parecido com o Telúrio, criando a analogia por telúrio=tellus=terra. Mais tarde, o aperfeiçoamento de técnicas de análise permitiu detectar sua presença em diversos minerais, porém sempre em quantidades extraordinariamente pequenas.

Abundância e obtenção
O selênio é encontrado muito distribuído na crosta terreste. Na maioria das rochas e solos é encontrado em concentrações entre 0,1 e 2,0 ppm. Raramente é encontrado em estado nativo, obtendo-se principalmente como subproduto da refinação do cobre, já que aparece nos lodos (resíduos) de eletrólises junto com o telúrio (5–25% Se, 2–10% Te). A produção comercial se realiza pela queima dos lodos com cinzas de soda ou adição de ácido sulfúrico. No primeiro método se adiciona um aglomerante de cinzas de soda e água aos lodos para formar uma pasta dura que se extrui cortando-se em pastilhas para proceder a secagem. A pasta é queimada a 530–650 °C e submerge-se em água, resultando selênio hexavalente que se dissolve como selenato de sódio (Na2SeO4). Este se reduz a seleneto de sódio aquecendo-o de forma controlada, obtendo uma solução de coloração vermelha muito viva. Injetando‐se ar na solução, o seleneto se oxida rapidamente, obtendo-se o selênio. A redução do selênio hexavalente também pode ser efetuada empregando-se ácido clorídrico concentrado ou sais ferrosos, e íons cloro como catalisador. O segundo método consiste em misturar os lodos de cobre com ácido sulfúrico, queimando a pasta resultante a 500–600 °C para obter o dióxido de selênio, que rapidamente se volatiliza na temperatura do processo. Este se reduz a selênio elementar durante o processo de lavagem com dióxido de enxofre e água, podendo-se refiná-lo posteriormente até alcançar purezas de e 99,5 a 99,7% de selênio. Os recursos de selênio associados a depósitos de cobre identificados giram em torno de 170 000 toneladas; estima-se que existam em torno de 425 000 toneladas a mais em depósitos de cobre e outros metais ainda não identificados.

Selênio

206

Isótopos
O selênio tem 28 isótopos, dos quais 5 são estáveis. O selênio-75 é empregado em radiodiagnóstico como traçador na visualização de tumores malignos.

Alguns compostos:
--> tetracloreto de selênio --> dióxido de selênio --> ácido selenioso --> hexafluoreto de sel~enio

Precauções
O selênio é considerado um elemento perigoso para o meio ambiente, por isso seus compostos devem ser armazenados em locais secos evitando infiltrações que contaminem as águas. Os resíduos de selênio devem ser tratados em meio ácido com sulfito de sódio, aquecendo-os posteriormente para obter-se o selênio elementar, que apresenta uma menor biodisponibilidade. Estudos recentes alertam para o fato de que altas taxas de selênio no sangue podem estar associadas ao desenvolvimento de diabetes em adultos. Os especialistas sugerem, que embora mais pesquisas devam ser feitas para confirmação deste fato, que não sejam recomendados alto consumo de selênio para pacientes diabéticos.[5]
[1] (em inglês) Pediatrics, 95, 1995, pp. 879–82. [2] [3] [4] [5] (em inglês) International J. Epidemiol, 120, 1984, pp. 342–49. (em inglês) British Med.J., 1985, pp. 417–21. (em inglês) Biol. Psiquiatry, 1993, pp. 421–23. Marla Cone e Environmental Health News (20 de Maio de 2009). Are Selenium Levels Linked to Diabetes? (http:/ / www. scientificamerican. com/ article. cfm?id=selenium-linked-to-diabetes) (em inglês). Scientific American. Página visitada em 24 de maio de 2009.

• (em castelhano) Enciclopedia Libre (http://enciclopedia.us.es/index.php/Selenio), ES. • "Perfil toxicológico del Selenio" (http://www.atsdr.cdc.gov/toxprofiles/tp92.html), ATSDR, EUA: CDC. • "Selenio" (http://www.cc.nih.gov/ccc/supplements/selen.html) (em inglês), EUA: National Institute of Health. • "Selenio" (http://periodic.lanl.gov/elements/34.html) (em inglês), Elements, EUA: Los Alamos National Laboratory. • (em inglês) Selenium (http://www.webelements.com/webelements/elements/text/Se/), WebElements. • "Selenium" (http://environmentalchemistry.com/yogi/periodic/Se.html) (em inglês), Periodic table, Environmental Chemistry.

Bromo

207

Bromo
Bromo

Selênio ← Bromo → CríptonCl↑ Br↓ ITabela completa • Tabela estendida

35

Br

Aparência gás/líquido: marrom avermelhado sólido: metálico

Cerca de 2 g de bromo, de pureza 99,8%, armazenado em um frasco de vidro de borosilicato (ampola), por sua vez dentro de um cubo acrílico, de aresta 5cm. Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Bromo, Br, 35 Não metal 17, 4, p 3119 kg/m3, Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Raio de Van der Waals Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 79,904 u 120 pm 120±3 pm 185 pm [Ar] 4s2 3d10 4p5 2, 8, 18, 7 (ver imagem) 7, 5, 4, 3, 1, -1 (óxido ácido forte) ortorrômbico Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão líquido 265,8 K

Bromo

208
332 K 10,571 kJ/mol 29,96 kJ/mol 19,78×10−6 m3/mol 1 Pa a 185 K 206 m/s a 20 °C Diversos

Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Volume molar Pressão de vapor Velocidade do som

Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 5º Potencial de ionização 6º Potencial de ionização 7º Potencial de ionização 8º Potencial de ionização

2,96 480 J/(kg·K) 0,122 W/(m·K) 1139,9 kJ/mol 2103 kJ/mol 3470 kJ/mol 4560 kJ/mol 5760 kJ/mol 8550 kJ/mol 9940 kJ/mol 18600 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN Meia-vida MD MeV
79

PD

Br 50,69% Br 49,31%

estável com 44 neutrões estável com 46 neutrões

81

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O bromo (do grego: bromos, fétido) é um elemento químico de símbolo Br, número atômico 35 (35 prótons e 35 elétrons) e com massa atómica igual a 80 u. À temperatura ambiente, o bromo encontra-se no estado líquido. É vermelho, volátil e denso. Sua reatividade é intermediária entre a do cloro e a do iodo. No estado líquido é perigoso para o tecido humano e seus vapores irritam os olhos e a garganta. É um não metal do grupo dos halogênios (17 ou VIIA) da Classificação Periódica dos Elementos. O bromo molecular é empregado na fabricação de uma ampla variedade de compostos de bromo, usados na indústria e na agricultura. Foi descoberto em 1826 por Antoine Balard.

Características principais
O bromo é um dos cinco elementos da tabela periódica que se encontram em estado líquido à temperatura ambiente, sendo o único não metálico: os outros são mercúrio, gálio, césio e frâncio. O líquido é avermelhado, instável, denso e volátil. Evapora facilmente a temperaturas e pressões padrões formando um vapor avermelhado (coloração parecida com a do dióxido de nitrogênio) que apresenta um forte e desagradável odor. Este halogênio se parece quimicamente ao cloro, porém é menos reativo (entretanto mais que o iodo). O bromo não é muito solúvel em água e dissolve-se melhor em solventes não polares como o dissulfeto de carbono, CS2, ou o tetracloreto de carbono, CCl4. Reage

Bromo facilmente com muitos elementos e tem um forte efeito branqueador. O bromo é altamente reativo e é um forte agente oxidante em presença de água. Reage vigorosamente com aminas, alcenos e fenóis, assim como com hidrocarbonetos aromáticos e hidrocarbonetos alifáticos, cetonas e ácidos carboxílicos (estes são bromados por adição ou por substituição). Com muitos dos metais e outros elementos, o bromo anidro é menos reativo que o úmido. Entretanto, o bromo seco reage vigorosamente com o alumínio, mercúrio, titânio, metais alcalinos e alcalino-terrosos.

209

Aplicações
O bromo molecular é empregado na fabricação de uma ampla variedade de compostos de bromo, usados na indústria e na agricultura. Tradicionalmente, a maior aplicação do bromo tem sido para a produção de 1,2-dibromoetano, que é usado como aditivo nas gasolinas que tem como antidetonante o tetraetilchumbo. O bromo é empregado na fabricação de produtos de pulverização, agentes não inflamáveis, produtos para a purificação de águas, corantes, brometos empregados em fotografia (brometo de prata, AgBr), desinfetantes, inseticidas e outros. Também para a obtenção de brometo de hidrogênio: Br2 + H2 → 2HBr

História
O bromo (do grego bromos, que significa "fedor") foi descoberto em 1826 por Antoine Balard, porém não foi produzido em quantidades importantes até 1860.

Abundância e obtenção
A maior parte do bromo é encontrado no mar na forma de brometo, Br-, numa concentração de aproximadamente 65 µg/g. O bromo molecular, Br2 se obtem a partir das salmouras, mediante a oxidação do brometo com cloro: 2Br- + Cl2 → Br2 + 2ClApós obtido é necessário utilizar a destilação para separá-lo do Cl2. Mundialmente são produzidos aproximadamente 500 milhões de kg por ano (2001). Os Estados Unidos e Israel são os principais produtores.

Compostos
O bromo pode apresentar diferentes estados de oxidação. Os mais comuns são +1, -1, +3 e +5. • O estado de oxidação +1 é pouco estável em solução aquosa originando íons com estados de oxidação -1 e +5. Por exemplo, o ion hipobromito, BrO-. • O estado de oxidação +3 é pouco estável em solução aquosa originando íons com estados de oxidação +1 e +5. Por exemplo, o ion bromito, BrO2-, ou o ácido bromoso, HBrO2. • O estado de oxidação +5 é termodinamicamente estável em solução aquosa. Por exemplo, o íon bromato, BrO3-. • O íon perbromato, BrO4-, com um estado de oxidação +7, se reduz com relativa facilidade e é preparado por oxidação a partir de estados de oxidação inferiores. • O bromo também forma compostos com outros halogênios (inter-halógenos). Por exemplo, BrF5, BrF3, IBr, e outros. • Existem muitos compostos nos quais o bromo apresenta estado de oxidação -1, chamados de brometos. • Estados de oxidação (+4) e (+6), ocorrem nos óxidos BrO2 e BrO3, respectivamente.

Bromo Pode-se obter facilmente compostos orgânicos bromados, mediante a bromação com bromo molecular em presença de luz ou empregando N-bromosuccinimida, por reações de adição ou substituição. O composto orgânico brometo de metila, CH3Br, é empregado como praguicida, porém afeta a camada de ozônio. Tem-se determinado que os átomos de bromo são mais eficazes que os de cloro nos mecanismos de destruição da camada de ozônio, entretanto os átomos de bromo existem em menor quantidade. • O brometo de hidrogênio, HBr, é obtido a partir da reação direta do bromo com o hidrogênio molecular ou como subproduto de processos de bromação de compostos orgânicos. A partir deste, pode-se obter diversos brometos, por exemplo: HBr + NaOH → NaBr + H2O O bromo em solução aquosa pode desproporcionar, ou seja, formar íons de bromo com diferentes estados de oxidação: Br2 + OH- → Br- + BrO- + H2O Porém a reação não transcorre em meio ácido. Pode-se também obter por oxidação o íon Br2+.

210

Papel biológico
O bromo é encontrado em níveis de traço em humanos. É considerado um elemento químico essencial, entretanto ainda não se conhece exatamente as funções que realiza. Alguns de seus compostos se tem empregado no tratamento contra a epilepsia e como sedantes.

Isótopos
Na natureza são encontrados dois isótopos: 79Br e 81Br, os dois com uma abundância de aproximadamente 50%.

Precauções
O bromo é altamente tóxico e em pequenas quantidades (10 ppm), tanto por via dérmica como inalado, pode causar problemas imediatos de saúde ou morte. É muito irritante tanto para os olhos como para a garganta; em contato com a pele ocasiona inflamações dolorosas. Seu manuseio impróprio pode supor um sério risco a saúde, requerendo máxima precaução de segurança quando do seu manejo.

Ligações externas
• (em inglês) WebElements.com - Bromine [1] • (em inglês) EnvironmentalChemistry.com - Bromine [2]

Referências
[1] http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ Br/ index. html [2] http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ Br. html

Crípton

211

Crípton
Crípton

Bromo ← Crípton → RubídioAr↑ Kr↓ XeTabela completa • Tabela estendida

36

Kr

Aparência gás incolor, exibindo um brilho esbranquiçado quando colocado em um campo elétrico de alta voltagem

Linhas espectrais do criptônio Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Número CAS Crípton, Kr, 36 Gás nobre 18, 4, p 3,708 kg/m3, 7439-90-9 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Raio de Van der Waals Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 83,798 u 88 pm 116±4 pm 202 pm [Ar] 3d10 4s2 4p6 2, 8, 18, 8 (ver imagem) 2 cúbico de faces centradas Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão gasoso 115,79 K

Crípton

212
Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Volume molar Pressão de vapor Velocidade do som 119,93 K 1,64 kJ/mol 9,08 kJ/mol 27,99×10−6 m3/mol 1 Pa a 59 K gás: 220 m/s a 23 ºC líquido: 1120 m/s a 20 °C Diversos Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 5º Potencial de ionização 6º Potencial de ionização 7º Potencial de ionização 8º Potencial de ionização 3,00 248 J/(kg·K) 0,00949 W/(m·K) 1350,8 kJ/mol 2350,4 kJ/mol 3565 kJ/mol 8407,7 kJ/mol 5070 kJ/mol 7570 kJ/mol 10710 kJ/mol 12138 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN 0,35% Meia-vida MD MeV
78

PD

Kr

estável com 42 neutrões 35,04 h ε β+ γ 0,604 0,26, 0,39, 0,60
79 79

79

Kr sintético

Br Br -

80

Kr Kr

2,25% traços

estável com 44 neutrões 2,29×105 a ε γ 0,281
81

81

Br -

82

Kr Kr Kr

11,6% 11,5% 57%

estável com 46 neutrões estável com 47 neutrões estável com 48 neutrões 10,756 a β− 0,687
85

83

84

85

Kr sintético Kr 17,3%

Rb

86

estável com 50 neutrões

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O crípton (português europeu) ou criptônio (português brasileiro) (do grego, krípton, que significa oculto) é um elemento químico de símbolo Kr de número atómico 36 (36 prótons (ou Protões) e 36 elétrons (ou Eletrões) ) e de massa

Crípton atómica igual a 83,8 u. À temperatura ambiente, o crípton encontra-se no estado gasoso. É um elemento do grupo dos gases nobres, 18 (VIIIA ou 0) da Classificação Periódica dos elementos. Foi descoberto em 1898 por William Ramsay e Morris Travers em resíduos da evaporação do ar líquido. Sua principal aplicação é para a fabricação de lâmpadas incandescentes e fluorescentes.

213

Características principais
O crípton é um gás nobre incolor, inodoro, insípido, de muito pequena reactividade, caracterizado por um espectro de linhas verde e vermelha-alaranjada muito brilhante. É um dos produtos da fissão nuclear do urânio. O crípton sólido é branco, de estrutura cristalina cúbica centrada nas faces, igual aos demais gases nobres. Para propósitos práticos, pode-se considerá-lo um gás inerte, mesmo que existam compostos seus formados com o flúor. Além disso, pode formar hidratos com a água, de forma que seus átomos ficam enclausurados na rede de moléculas de água. Também se têm sintetizado solvatos com hidroquinona e fenol. Em combinação com o flúor, quando submetido à descarga elétrica em baixa temperatura (-150°C), forma o fluoreto de criptônio KrF2, sólido cristalino branco que se decompõe espontaneamente em temperaturas normais.[1]

Aplicações
A definição do metro era, entre 1960 e 1983, baseada na radiação emitida pelo átomo excitado de crípton; na verdade, o metro era definido como 1.650.763,73 vezes o comprimento de onda da emissão vermelha-alaranjada de um átomo de Kr-86. É usado, isolado ou misturado com néon e árgon: em lâmpadas fluorescentes; em sistemas de iluminação de aeroportos, já que o alcance da luz vermelha emitida é maior que a comum inclusive em condições climatológicas adversas; e nas lâmpadas incandescentes de filamento de tungsténio de projectores cinematográficos. O laser de crípton é usado em medicina para cirurgia da retina do olho. O isótopo Kr-81m é usado no estudo do pulmão pela medicina nuclear. O crípton-85 é usado em análises químicas incorporando o gás em sólidos, processo no qual se formam criptonatos cuja atividade é sensível às reacções químicas produzidas na superfície da solução. Também é usado flash fotográficos para fotografias de alta velocidade, na detecção de fugas em depósitos selados e para excitar o fósforo de fontes de luz sem alimentação externa de energia.

História
Foi descoberto em 1898, por William Ramsay e Morris Travers, em resíduos de evaporação do ar líquido. Em 1960, a Oficina Internacional de Pesos e Medidas definiu o metro em função do comprimento de onda da radiação emitida pelo isótopo Kr-86 em substituição à barra padrão. Em 1983 a emissão do crípton foi substituída pela distância percorrida pela luz em 1/299.792.458 segundos.

Abundância e obtenção
É um gás raro na atmosfera terrestre, da ordem de 1 ppm. É encontrado entre os gases vulcánicos e águas termais e em diversos minerais em quantidades muito pequenas. Pode-se extrai-lo do ar por destilação fraccionada. Na atmosfera do planeta Marte se tem encontrado o crípton na concentração de 0,3 ppm.

Crípton

214

Compostos
Já foram preparados, em condições especiais, alguns compostos de criptônio, dos quais o único que forma uma molécula neutra e estável é o difluoreto de criptônio (KrF2).

Isótopos
O crípton natural é constituído por 6 isótopos e foram caracterizados 17 isótopos radioativos. O isótopo Kr-81 é produto de reacções atmosféricas com outros isótopos naturais, é radioactivo e tem uma vida média de 250.000 anos. Como o xénon, o crípton é extremamente volátil e escapa com facilidade das águas superficiais, por isso é usado para datar antigas águas subterrâneas ( 50.000 a 800.000 anos ). O isótopo Kr-85 é um gás inerte radioactivo de 10,76 anos de vida média, produzido na fissão do urânio e do plutônio. As fontes deste isótopo são os testes nucleares (bombas), os reatores nucleares e o reprocessamento das barras de combustíveis dos reactores. Tem-se detectado um forte gradiente deste isótopo entre os hemisférios norte e sul, sendo as concentrações detectadas no pólo norte 30% mais altas do que as do pólo sul.
[1] (http:/ / www. tabela. oxigenio. com/ gases_nobres/ elemento_quimico_criptonio. htm)

• Enciclopedia Libre (http://enciclopedia.us.es/index.php/Kriptón) • Los Alamos National Laboratory – Kriptón (http://pearl1.lanl.gov/periodic/elements/36.html) • Argonne National Laboratory - kriptón (http://www.ead.anl.gov/pub/doc/krypton.pdf) • ROCHA-FILHO, Romeu C.; CHAGAS, Aécio Pereira. Sobre os nomes dos elementos químicos, inclusive dos transférmios. Quím. Nova, São Paulo, v. 22, n. 5, 1999 . Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-40421999000500022&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 10 Set 2007.

Ligações externas
• WebElements.com - Krypton (http://www.webelements.com/webelements/elements/text/Kr/index.html) • EnvironmentalChemistry.com - Krypton (http://environmentalchemistry.com/yogi/periodic/Kr.html)

Rubídio

215

Rubídio
Rubídio

Crípton ← Rubídio → EstrôncioK↑ Rb↓ CsTabela completa • Tabela estendida

37

Rb

Aparência branco cinza

Amostra de rubídio. Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Rubídio, Rb, 37 Metal alcalino 1A, 5, s 1532 kg/m3, 0,3 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Raio de Van der Waals Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 85,4678(3) u 248 pm 211 pm 2,44 pm 2, 8, 18, 8, 1 (ver imagem) 1 (base forte) cúbica centrada no corpo Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização sólido 312,46 K 961 K 2,192 kJ/mol 72,216 kJ/mol

Rubídio

216
Volume molar Pressão de vapor Velocidade do som Classe magnética

55,76×10−6 m3/mol 434 Pa a 1 K 1300 m/s a 20 °C paramagnético Diversos

Eletronegatividade (Pauling) Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 5º Potencial de ionização 6º Potencial de ionização 7º Potencial de ionização 8º Potencial de ionização 9º Potencial de ionização 10º Potencial de ionização

0,82 58,2 W/(m·K) 403,0 kJ/mol 2633 kJ/mol 3860 kJ/mol 5080 kJ/mol 6850 kJ/mol 8140 kJ/mol 9570 kJ/mol 13120 kJ/mol 14500 kJ/mol 26740 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN Meia-vida 86,2 d MD MeV
83

PD 0,52; 0,53; 0,55

Rb sintético

ε γ ε β+ γ β−

83

Kr -

84

Rb sintético

32,9 d

1,66; 0,78 0,881 0,892

84 84

Kr Kr 84 Sr

85

Rb 72,168% Rb sintético

estável com 48 neutrões 18,65 d β− γ β− 1,775 1,0767 0,283
86

86

Sr Sr

87

Rb 27,835% 4,88×1010 a

87

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O rúbidio é um elemento químico de símbolo Rb de número atômico 37 (37 prótons e 37 elétrons). O rúbidio é um elemento metálico leve, branco-prateado e do grupo dos metais alcalinos. A massa atômica é 85,4678 u. O elemento é altamente reativo, com propriedades similares a outros elementos do grupo 1A, bem como uma oxidação na atmosfera terrestre muito rápida. O rúbídio tem um isótopo estável,o 85Rb. O isótopo 87Rb, que compõe quase 28% da ocorrência natural do rubídio, é ligeiramente radioativo, com uma meia-vida de 49 bilhões de anos — mais de três vezes maior que a idade estimada do universo. Dois químicos alemães, Robert Bunsen e Gustav Kirchhoff, descobriram a existência do rubídio em 1861 pelo método recentemente desenvolvido de espectroscopia de absorção atômica de chama. Seus compostos têm

Rubídio aplicações químicas e eletrônicas. O metal do rubídio é facilmente vaporizado e tem um alcance de absorção espectral prático, fazendo dele um alvo frequente de manipulação a laser de átomos. Não se conhece nenhum ser vivo que tenha necessidade do rubídio no organismo. No entanto, como o césio, os íons de rubídio são manejados por organismos vivos de um jeito similar aos íons de potássio: são ativamente aproveitados por plantas e por células de animais vivos.

217

Características
O Rubídio é um metal alcalino macio, de coloração branca prateada brilhante que perde o brilho rapidamente em contato com o ar. Muito reativo - é o segundo elemento alcalino mais eletropositivo - e pode ser encontrado líquido na temperatura ambiente. Igual aos demais elementos do grupo 1 pode arder espontaneamente com o ar produzindo chama de coloração violeta amarelada. reage violentamente com a água desprendendo hidrogênio. Forma amálgamas com o mercúrio. Pode formar ligas com o ouro, com os demais metais alcalinos, com metais alcalino terrosos, antimônio e bismuto. Igual aos demais metais alcalinos apresenta um único estado de oxidação: +1. Reage com dióxido de carbono, hidrogênio, nitrogênio, enxofre e halogênios. Com o oxigênio forma pelo menos quatro óxidos: Rb2O, Rb2O2, Rb2O3, e RbO2.

Onde é usado
O rubídio pode ionizar-se com facilidade, por isso está estudando-se o seu uso em motores iônicos para naves espaciais, ainda que o xenônio e o césio tem demonstrado uma maior eficiência para este propósito. É utilizado principalmente na fabricação de cristais especiais para sistemas de telecomunicação de fibra óptica e equipamentos de visão noturna. Outros usos do rubídio são: • Revestimentos fotoemissores de telúrio-rubídio em células fotoelétricas e detectores eletrônicos. • Afinador de vácuo, "getter" , ( substância que absorve os últimos traços de um gás, especialmente oxigênio )em tubos de vácuo para assegurar seu correto funcionamento. • Componente de fotorresistências ( o LDR, "Light dependant resistors", resistências dependentes da luz ), resistências nas quais a resistência elétrica varia com a iluminação recebida. • Em medicina o Rúbidio-81, radioactivo com emissão de positrão usado no exame PET em medicina nuclear. Isótopos não radioactivos usados para tratamento da epilepsia e na separação por ultracentrifugação de ácidos nucleicos e vírus. • Fluido de trabalho em turbinas de vapor. • O RbAg4I5 tem a maior condutibilidade elétrica conhecida a temperatura ambiente de todos os cristais iônicos, podendo ser usada na fabricação de baterias na forma de delgadas lâminas, entre outras aplicações elétricas. • Se estuda a possibilidade de empregar o metal em geradores termoelétricos baseados na magnetohidrodinâmica, de forma que os íons de rubídio gerados a alta temperatura sejam conduzidos através de um campo magnético, gerando uma corrente elétrica. • Fabricação de vidros especiais. Em muitas aplicações pode ser substituído pelo césio ou composto de césio correspondente, por sua semelhança química.

Rubídio

218

Abundância e obtenção
Apesar de não ser um elemento muito abundante na crosta terrestre, encontra-se entre os 56 elementos que englobam, conjuntamente, uns 0,05% do peso da mesma, não podendo ser considerado como escasso. Representando aproximadamente 78 ppm em peso, é o 23º elemento mais abundante, e o 16º dos metais, superando outros metais comuns como cobre, o chumbo e o zinco. É, ainda, 30 vezes mais abundante que o césio e 4 vezes mais que o lítio, metais de cuja obtenção é extraído como subproduto. Esta disparidade ocorre porque não se conhece minerais em que o rubídio seja o elemento predominante, entretanto, como o seu raio iônico é muito similar ao do potássio ( 2.000 vezes mais abundante ) substitui-o - em ínfimas quantidades - nas suas espécies minerais, donde aparece como impureza. É encontrado em diversos minerais como leucita, polucita e zinnwaldita. A lepidolita contém uns 1,5% de rubídio ( podendo superar em alguns casos em até 3,15% ) e é de onde se obtém o metal na sua maioria. O cloreto de potássio e outros minerais de potássio contém quantidades significativas de rubídio possibilitando a sua extração de forma rentável. Do mesmo modo, depósitos de polucita &mdas podem conter até uns 1,35% de Rb&mdas; entre os que se destacam são os do lago Bernic em Manitoba ( Canadá ). O metal é obtido, entre outros métodos, reduzindo-se o cloreto de rubídio com cálcio em vácuo, ou aquecendo seu hidróxido com magnésio em corrente de hidrogênio. Pequenas quantidades podem ser obtidas aquecendo seus compostos com cloro misturados com óxido de bário no vácuo. A pureza do metal comercializado varia entre 99% e 99,8%.

Isótopos
Se conhece 24 isótopos de rubídio, existindo na natureza somente dois, o Rb-85 e o radioativo Rb-87. As misturas normais de rubídio são ligeiramente radioativas. O isótopo Rb-87, que tem uma meia-vida 4,75E10 anos, se tem usado muito para a datação radiométrica de rochas. O Rb-87 decai a Sr-87 estável emitindo uma partícula beta negativa. Durante a cristalização fracionada, o estrôncio tende a concentrar-se na plagioclase permanecendo o rubídio na fase líquida, de modo que a razão Rb/Sr no magma residual se incrementa ao longo do tempo. As maiores razões - de 10 ou mais - estão nas pegmatitas. Se a quantidade inicial de estrôncio é conhecida ou pode extrapolar-se, medindo as concentrações de Rb e Sr e o cociente Sr-87/Sr-86 pode determinar-se a idade da rocha. Evidentemente a idade média da rocha medida será a da rocha se esta não sofreu alterações depois de sua formação. A frequência de ressonância do átomo de Rb-87 se usa como referência em normas e osciladores utilizados em transmissores de rádio e televisão, na sincronização de redes de telecomunicação e na navegação e comunicação via satélite. O isótopo também é utilizado na construção de relógios atômicos. O isótopo Rb-82 se utiliza na obtenção de imagens do coração através da tomografia por emissão de pósitrons. Devido a sua curta meia-vida ( 1,273 minutos ) se sintetiza, antes de sua administração, a partir de estrôncio-82.

Rubídio

219

Precauções
O rubídio reage violentamente com a água podendo inflamar o hidrogênio desprendido na reação: 2 Rb + 2 H2O → 2 Rb(OH) + H2 Para assegurar a pureza do metal e a segurança na sua manipulação se armazena este elemento sob mineral seco, no vácuo ou em atmosfera inerte.

Ligações externas
• • • • • • WebElements.com - Rubidium [1] EnvironmentalChemistry.com - Rubidium [2] Enciclopedia Libre [3] Los Alamos National Laboratory [4] US Geological Survey [5] Office of Nuclear Energy, Science and Technology [6]

Referências
[1] http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ Rb/ index. html [2] [3] [4] [5] [6] http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ Rb. html http:/ / enciclopedia. us. es/ index. php/ Rubidio http:/ / periodic. lanl. gov/ elements/ 37. html http:/ / minerals. usgs. gov/ minerals/ http:/ / www. ne. doe. gov/

Estrôncio
Estrôncio

Rubídio ← Estrôncio → ÍtrioCa↑ Sr↓ BaTabela completa • Tabela estendida

38

Sr

Aparência branco prateado metálico

Cristais de estrôncio feitos sinteticamente, em uma ampola de vidro, de pureza 99,95%. Informações gerais

Estrôncio

220
Estrôncio, Sr, 38 metal alcalinoterroso 2 (IIA), 5, s 2630 kg/m3, 1,5 Propriedade atómicas

Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza

Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Raio de Van der Waals Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina

87,62(1) u 219 pm 192 pm 249 pm [Kr] 5s2 2, 8, 18, 8, 2 (ver imagem) 2 (base forte) cúbico de corpo centrado Propriedades físicas

Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Volume molar Pressão de vapor Classe magnética

sólido 1050 K 1655 K 8,3 kJ/mol 144 kJ/mol 33,94×10−6 m3/mol 1 Pa a 796 K Paramagnético Diversos

Eletronegatividade (Pauling) Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização

0,95 35,3 W/(m·K) 549,5 kJ/mol 1064,2 kJ/mol 4138 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Estrôncio

221

Ed iso AN Meia-vida MD MeV
82

PD

Sr sintético Sr sintético

25,36 d 1,35 d

ε ε β+ γ 1,23 0,76; 0,36

82

Rb Rb Rb -

83

83 83

84

Sr

0,56%

estável com 46 neutrões 64,84 d ε γ 0,514
85

85

Sr sintético

Rb -

86

Sr Sr Sr

9,86% 7,0% 82,58

estável com 48 neutrões estável com 49 neutrões estável com 50 neutrões 50,52 d ε ββ1,49 0,909 0,546
89

87

88

89

Sr sintético

89

Rb Y Y

90

Sr

traços

28,90 a

90

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O estrôncio é um elemento químico de símbolo Sr de número atômico 38 ( 38 prótons e 38 elétrons) e de massa atómica igual a 87,6 u. À temperatura ambiente, o estrôncio encontra-se no estado sólido. É um metal alcalino-terroso ( do grupo 2 ou IIA ) da Classificação Periódica dos Elementos. Abundante na natureza na forma de sulfatos e carbonatos. Foi identificado em 1790 por Adair Crawford e isolado , pela primeira vez, por Humphry Davy. Sua principal aplicação é em cristais para tubos de raios catódicos de televisores coloridos.

Características principais
O estrôncio é um metal de coloração prateada brilhante, pouco maleável, que rapidamente se oxida em presença do ar adquirindo uma tonalidade amarelada devido a formação do óxido, por isso deve ser conservado imerso em querosene. Devido à sua elevada reatividade, o metal se encontra na natureza combinado com outros elementos formando compostos. Reage rapidamente com a água libertando hidrogênio para formar o hidróxido. O metal arde em presença do ar - espontaneamente quando se encontra na forma de pó finamente dividido - com chama vermelha rosada formando óxido e nitreto; como o nitrogênio não reage abaixo da temperatura de 380 °C, forma-se unicamente óxido quando arde a temperatura ambiente. Os sais voláteis de estrôncio produzem uma chama coloração carmim, por isso usados em pirotecnia. Apresenta três estados alotrópicos com pontos de transição a 235 °C e 540 °C.

Aplicações
Atualmente a principal aplicação do estrôncio é em cristais para tubos de raios catódicos de televisores em cores. Existem regulamentações que exigem a utilização deste metal para filtrar os raios X, evitando que incidam sobre o telespectador.

Estrôncio Outros usos: • • • • • Pirotecnia: É usado o seu nitrato. Produção de imãs de ferrita O carbonato é usado na refinação do zinco porque remove o chumbo durante a eletrólise. O metal é usado na dessulfurização do aço e na produção de diversas ligas metálicas O titanato de estrôncio tem um índice de refração extremamente alto e uma dispersão óptica maior que a do diamante, propriedades de interesse em diversas aplicações ópticas. Por isso, também é usado ocasionalmente como pedra preciosa. • Outros compostos de estrôncio são utilizados na fabricação de cerâmicas, produtos de vidro, pigmentos para pintura ( cromato ) , lâmpadas fluorescentes ( fosfato ) , e medicamentos na forma de cloreto e peróxido. • O isótopo radioativo Sr-89 é usado na terapia do câncer , o Sr-85 se tem usado em radiologia e o Sr-90 em geradores de energia autónomos.

222

História
O estrôncio (de estronciana) foi identificado em 1790 por Adair Crawford. Em 1798 Martin Klaproth e Thomas Hope o descobriram de forma independente. O primeiro a isolar o estrôncio foi Humphry Davy através da eletrólise da estronciana - óxido de estrôncio - de onde provém o nome do metal.

Abundância e obtenção
O estrôncio é um elemento abundante na natureza, representando uma média de 0,034% de todas as rochas ígneas e é encontrado majoritariamente na forma de sulfato (celestita) e carbonato (estroncianita). A similaridade dos raios iônicos do cálcio e estrôncio permitem que este substitua o primeiro nas redes iônicas de suas espécies minerais, o que provoca a grande distribuição do estrôncio. A celestita é encontrada em depósitos sedimentares em quantidade suficiente para que a sua mineração seja rentável, razão pela qual é a principal fonte de estrôncio. Os depósitos de estroncianita economicamente viáveis encontrados até agora são escassos. As principais explorações de minérios de estrôncio são efetuadas na Inglaterra. O metal pode-se extrair por eletrólise do sulfato fundido misturado com cloreto de potássio: (cátodo) Sr2+ + 2e– → Sr (ánodo) 2 Cl– → Cl2 (gás) + 2e– ou por aluminotermia, que é a redução do óxido com alumínio no vácuo, na temperatura de destilação do estrôncio.

Isótopos
O estrôncio tem quatro isótopos naturais estáveis: Sr-84 ( 0,56% ), Sr-86 ( 9,86% ), Sr-87 ( 7,0% ) e Sr-88 ( 82,58% ). Somente o isótopo Sr-87 é radioativo , produto da desintegração do rubídio-87. Portanto, o Sr-87 pode ter duas origens: formado durante a síntese nuclear primordial ( junto com os outros três isótopos estáveis ) e formado pelo decaimento do rubídio. A razão Sr-87/Sr-86 é o parâmetro tipicamente utilizado na datação radiométrica da investigação geológica, encontrando-se valores entre 0,7 e 4,0 em diferentes minerais e rochas. São conhecidos 16 isótopos radioativos. O mais importante é o Sr-90, de 29 anos de meia-vida, subproduto da chuva nuclear que segue as explosões nucleares, representando um sério risco porque substitui com facilidade o cálcio dos ossos dificultando sua eliminação. Este isótopo é um dos mais conhecidos emissores beta de alta energia e de grande meia-vida, sendo empregado em geradores nucleares auxiliares (SNAP, "Systems for Nuclear Auxiliary Power") para naves espaciais, estações meteorológicas remotas, balizas de navegação e, em geral, para aplicações que requerem uma fonte de energia elétrica rápida e com grande autonomia.

Estrôncio

223

Precauções
O estrôncio puro é extremamente reativo e queima espontaneamente em presença do ar, pelo qual pode ser considerado um agente causador de incêndio. O corpo absorve estrôncio como o cálcio. As formas estáveis ( não radioativas ) de estrôncio não provocam efeitos adversos significativos na saúde, porém o Sr-90 radioativo se acumula no corpo. A exposição prolongada à radiação provoca diversas desordens incluindo o câncer de ossos.

Referências
• Enciclopedia Libre [1] • ATSDR - Perfil toxicológico [2]

Ligações externas
• WebElements.com - Strontium [3] • EnvironmentalChemistry.com - Strontium [4]

Referências
[1] [2] [3] [4] http:/ / enciclopedia. us. es/ index. php/ Estroncio http:/ / www. atsdr. cdc. gov/ toxpro2. html http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ Sr/ index. html http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ Sr. html

Ítrio
Ítrio

Estrôncio ← Ítrio → ZircônioSc↑ Y↓ LuTabela completa • Tabela estendida

39

Y

Aparência branco prateado

Ítrio dendrítico sublimado de alta pureza (99,99%), um arco refundido e um cubo de ítrio de 1 cm3, de pureza 99,9%, para comparação.

Ítrio

224
Informações gerais

Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza

Ítrio, Y, 39 Metal de transição 3B, 5, d 4472 kg/m3, Propriedade atómicas

Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina

88,90585 u 180 pm 190±7 pm [Kr] 4d1 5s2 2, 8, 18, 9, 2 (ver imagem) 3, 2, 1 hexagonal Propriedades físicas

Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Volume molar Pressão de vapor Velocidade do som

sólido 1799 K 3609 K 11,42 kJ/mol 365 kJ/mol 19,88×10−6 m3/mol 1 Pa a 1883 K 3300 m/s a 20 °C Diversos

Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 5º Potencial de ionização 6º Potencial de ionização 7º Potencial de ionização 8º Potencial de ionização 9º Potencial de ionização 10º Potencial de ionização

1,22 300 J/(kg·K) 17,2 W/(m·K) 600 kJ/mol 1180 kJ/mol 1980 kJ/mol 5847 kJ/mol 7430 kJ/mol 8970 kJ/mol 11190 kJ/mol 12450 kJ/mol 14110 kJ/mol 18400 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ítrio

225

Ed iso AN Meia-vida MD MeV
87

PD 0,48, 0,38 1,83, 0,89

Y sintético

3,35 d

ε γ ε γ

87

Sr Sr -

88

Y sintético

106,6 d

88

89

Y

100%

estável com 50 neutrões 2,67 d β− γ β− γ 2,28 2,18 1,54 1,20
90

90

Y sintético

Zr Zr -

91

Y sintético

58,5 d

91

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O Ítrio é um elemento químico de símbolo Y, número atômico 39 (39 prótons e 39 elétrons), com massa atómica 89 u. Na temperatura ambiente o ítrio encontra-se no estado sólido. É um metal da série metal de transição pertencente ao grupo 3 (3B) da Classificação Periódica dos Elementos. É comum em minérios lantanídeo, e dois de seus componentes são usados para a obtenção da imagem vermelha em televisão a cores. Foi descoberto por Johan Gadolin em 1794 e isolado por Friedrich Wöhler em 1828.

Características Principais
O ítrio é um metal pertencente ao conjunto de elementos denominados terras raras, aspecto prateado metálico com brilho, relativamente estável no ar, e quimicamente semelhante aos lantanídios. Lascas ou fragmentos do metal podem inflamar-se quando a temperatura é superior a 400 °C. Finamente dividido é muito instável em presença do ar. O metal tem uma seção transversal baixa para a captação nuclear. Seu estado de oxidação mais comum é +3.. O ítrio está sendo estudado como uso para a produção de ferro fundido nodular, Potencialmente o ítrio pode ser usado na composição de cerâmicas e vidros, devido ao fato de seu óxido apresentar elevado ponto de fusão, alta resistência mecânica e baixas características de expansão.

Aplicações
O óxido de ítrio é o composto mais importante de ítrio e é extensivamente usado para a produção de YVO4 e Y2O3 utilizados em fósforos de európio para dar a coloração vermelha em cinescópios de televisão Outros usos: • O óxido de ítrio também é usado para a produção de granadas de ítrio e ferro muito eficazes como filtros de micro-ondas.. • Granadas de ítrio e alumínio, de ítrio e ferro, e de ítrio e gadolínio ( exemplos: Y3Fe5O12 e Y3Al5O12) apresentam interessantes propriedades magnéticas. A granada de ítrio e ferro é muito eficiente como transmissor e transdutor da energia sonora. A granada de ítrio e alumínio apresenta dureza 8,5 sendo usada para lapidação ou como gema ( substituto do diamante ) • Quantidades pequenas deste elemento ( 0,1 a 0,2% ) tem sido utilizados para reduzir o tamanho de grãos de crômio, molibdênio, titânio e zircônio. É usado também para aumentar a resistência das ligas de alumínio e magnésio. • Usado como catalisador para a polimerização do etileno • Granada de alumínio e ítrio, fluoreto de lítio e ítrio e o vanadato de ítrio são usados em combinação com dopantes tais como neodímio ou érbio em lasers infravermelhos

Ítrio • O ítrio pode ser usado para desoxidar vanádio e outros metais não-ferrosos. • O ítrio também é importante na elaboração de cerâmicas supercondutoras de elevada temperatura crítica.

226

História
O ítrio (Ytterby, vila sueca perto de Vaxholm ) foi descoberto por Johan Gadolin em 1794 e isolado por Friedrich Wohler em 1828 como um extrato impuro de ítria com a redução do cloreto de ítrio anidro ( YCl3 ) com potássio. A ítria (Y2O3) é um óxido de ítrio que foi descoberto por Johan Gadolin em 1794 no mineral gadolinita proveniente de Ytterby. Em 1843 Carl Mosander demonstrou que a "ítria" era constituída, na realidade, por óxidos formados por três elementos diferentes: ítrio, érbio e térbio A mina situada perto da vila de Ytterby proporcionou a extração de diversos minerais que continham terras raras e outros elementos, alguns ainda desconhecidos. Os elementos térbio, érbio, itérbio e ítrio foram nomeados em homenagem a esta cidade.

Ocorrência
Este elemento não é encontrado livre na natureza. É encontrado em quase todos os minerais de terras raras e minerais de urânio. O ítrio é recuperado comercialmente de areias monazíticas, ( com 3%, além de [(Ce, La, etc.)PO4)], e da bastnasita ( com 0,2%, além de [(Ce, La, etc.)(CO3)F]). pode ser produzido a partir da redução do fluoreto de ítrio com cálcio. Este metal também pode ser obtido utilizando outras técnicas. É difícil separá-lo de outras terras raras, e quando extraído, apresenta-se como um pó cinza escuro. As amostras das rochas lunares coletadas durante o programa Apollo continham um índice elevado de ítrio.

Isótopos
O ítrio apresenta um único isótopo natural: Y-89. Os radioisótopos mais estáveis são o Y-88 com uma meia-vida de 106,65 dias e o Y-91 com uma meia-vida de 58,51 dias. Os demais isótopos radioactivos apresentam períodos de semi-desintegração inferiores a um dia, exceto o Y-87 cuja meia-vida é de 79,8 horas. O principal modo de decaimento dos isótopos com massas abaixo do Y-89 estável é a captura eletrônica, e acima é a emissão beta. Vinte e seis isótopos instáveis foram caracterizados. O Y-90 existe em equilíbrio com o seu isótopo paterno estrôncio-90, que é um produto resultante de explosões nucleares.

Precauções
Os compostos que contem este elemento raramente são encontrados pelas pessoas, entretanto deve-se considera-los altamente tóxicos, mesmo que muitos compostos de ítrio apresentam poucos riscos aos humanos. Os sais de ítrio podem ser carcinógenos. Este elemento não é encontrado normalmente nos tecidos humanos, e não desempenham nenhum papel biológico conhecido.

Referências
• Los Alamos National Laboratory – Yttrium [1]

Ítrio

227

Ligações externas
• WebElements.com – Yttrium [2] • EnvironmentalChemistry.com – Yttrium [3]

Referências
[1] http:/ / pearl1. lanl. gov/ periodic/ elements/ 39. html [2] http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ Y/ index. html [3] http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ Y. html

Zircônio
Zircônio

Ítrio ← Zircônio → NióbioTi↑ Zr↓ HfTabela completa • Tabela estendida

40

Zr

Aparência branco grisáceo

Duas barras de cristal de zircônio, de pureza 99,97%, mostrando diferentes texturas na superfície, obtidas pelo processo Van Arkel-de Boer, e um cubo de zircônio de 1 cm3 de alta pureza (99,95%) para comparação. Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Zircônio, Zr, 40 Metal de transição 4B, 5, d 6511 kg/m3, 5,0 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Configuração electrónica 91,224 u 160 pm 175±7 pm [Kr] 5s2 4d2

Zircônio

228
2, 8, 18, 10, 2 (ver imagem) 4, 3, 2, 1 (óxido anfótero) hexagonal Propriedades físicas

Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina

Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Pressão de vapor Velocidade do som

sólido 2128 K 4682 K 14 kJ/mol 573 kJ/mol 1 Pa a 2639 K 3800 m/s a 20 °C Diversos

Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 5º Potencial de ionização 6º Potencial de ionização

1,33 0,27 J/(kg·K) 22,7 W/(m·K) 640,1 kJ/mol 1270 kJ/mol 2218 kJ/mol 3313 kJ/mol 7752 kJ/mol 9500 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN Meia-vida MD MeV
88

PD 0,392 0,902 0,909

Zr sintético

83,4 d

ε γ ε β+ γ

88

Y Y Y -

89

Zr sintético

78,4 h

89 89

90

Zr 51,45% Zr 11,22% Zr 17,15% Zr traços

estável com 50 neutrões estável com 51 neutrões estável com 52 neutrões 1,53×106 a β− 0,060 93

91

92

93

Nb

94

Zr 17,38% 1,1×1017 a 2β− Zr 2,8% 2×1019 a

94

Mo Mo

96

2β− 3,348

96

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

Zircônio O zircônioPB ou zircónioPE (do francês zircon, zircão) é um elemento químico de símbolo Zr de número atômico 40 (40 prótons e 40 elétrons) e de massa atómica igual a 91 u. À temperatura ambiente, o zircônio encontra-se no estado sólido. Está situado no grupo 4 ( IVB ) da classificação periódica dos elementos. Foi descoberto em 1789 pelo alemão Martin Heinrich Klaproth. É um metal duro, resistente a corrosão, utilizado principalmente no revestimento de reatores nucleares.

229

Características Principais
É um metal material branco acinzentado brilhante e muito resistente a corrosão. É mais leve que o aço com uma dureza similar ao cobre. Quando está finamente dividido pode arder espontaneamente em contato com a atmosfera o ar reage antes com o nitrogênio que com o oxigénio , especialmente a altas temperaturas. É um metal resistente frente a ácidos, porém pode-se dissolver com ácido fluorídrico (HF), formando complexos com os fluoretos. Os seus estados de oxidação mais comuns são +2, +3 e +4.

Aplicações
É utilizado principalmente ( em torno de 90% do consumo ) como revestimento de reatores nucleares, devido a sua secção de capturas de nêutrons ser muito baixa. Se utiliza como aditivo em aços obtendo-se materiais muito resistentes. Também é empregado em ligas com o níquel na indústria química devido a sua resistência diante de substâncias corrosivas. Devido às sua resistência à corrosão está a ser usado como substituto do Crómio Hexavalente nas linhas de Tratamento de Superfície de Alumínio. O óxido de zircônio impuro se emprega para fabricar utensílios de laboratório que suportam mudanças bruscas de temperaturas, revestimentos de fornos e como material refratário em indústrias cerâmicas e de vidro. É um metal bastante tolerado pelos tecidos humanos, por isso pode ser usado para a fabricação de articulações artificiais. Também é empregado em trocadores de calor, tubos de vácuo e filamentos de lâmpadas. Alguns de seus sais são empregados para a a fabricação de antitranspirantes. Pode ser usado como agente incendiário para fins militares. A liga com o nióbio apresenta supercondutividade a baixas temperaturas, podendo ser empregado para construir imãs supercondutores. Por outro lado, a liga com zinco é magnética abaixo de 35 K. O óxido de zircônio se usa em joalheria; é uma gema artificial denominada zircônia que imita o diamante.

História
O zircônio ( do árabe “zargun”, que significa “cor dourada” ) foi descoberto 1789 por Martin Klaproth a partir do zircão. Em 1824 Jöns Jacob Berzelius o isolou no estado impuro; até 1914 não foi preparado como metal puro. Em algumas escrituras bíblicas se menciona o mineral zircão, que contém zircônio, ou algumas de suas variações ( jargão, jacinto, etc. ). Não se sabia que o mineral continha um novo elemento até que Klaproth analisou um jargão procedente do Ceilão, no oceano Índico, denominando o novo elemento como zircônio. Berzelius o obteve impuro aquecendo uma mistura de potássio e fluoreto de potássio e zircônio, num processo de decomposição num tubo de ferro. O zircônio puro só foi obtido em 1914.

Abundância e obtenção
O zircônio não é encontrado na natureza como metal livre, porém formando numerosos minerais. A principal fonte de zircônio é proveniente do zircão ( silicato de zircônio, ZrSiO4 ), que se encontra em depósitos na Austrália., Brasil, Índia, Rússia e Estados Unidos. O zircão é obtido como subproduto de mineração e processado de metais pesados de titânio , a ilmenita ( FeTiO3 ) e o rutilio ( TiO2 ), e também do estanho. O zircônio e o háfnio são encontrados no zircão na proporção de 50 para 1 e é muito difícil separá-los. Também é encontrado em outros minerais, como na badeleyita ( ZrO2 ). O metal é obtido principalmente de uma cloração redutiva através do processo denominado Kroll : primeiro se prepara o cloreto para depois reduzi-lo com magnésio. Num processo

Zircônio semi-industrial pode-se realizar a eletrólise de sais fundidos, obtendo-se o zircônio em pó que pode ser utilizado, posteriormente, em pulvimetalurgia. Para a obtenção do metal com maior pureza segue-se o Processo Van Arkel-de Boer , baseado na dissociação do iodeto de zircônio, obtendo-se uma esponja de zircônio metálico denominada crystal-bar. Tanto neste caso, como no anterior, a esponja obtida é fundida para se obter o lingote. O zircônio é abundante nas estrelas do tipo S , e tem-se detectado sua presença no Sol e em meteoritos. Além disso, foi encontrado altas quantidades de óxido de zircônio em amostras lunares ( em comparação com o que existe na crosta terrestre ).

230

Isótopos
Na natureza são encontrados 4 isótopos estáveis e um radioisótopo de grande vida média ( Zircônio-96 ). O radioisótopo que segue em estabilidade é o Zircônio-93 que tem um tempo de vida médio de 1,53 milhões de anos. Se tem caracterizado 18 radioisótopos. A maioria tem vida média de menos de um dia, exceto o Zircônio-95 (64,02 dias), Zircônio-88 (63,4 dias) e Zircônio-89 ( 78,41 horas ). O principal modo de decaimento é a captura eletrônica antes do Zircônio-92, e os após com a desintegração beta.

Precauções
Não são muito comuns os compostos que contém zircônio, e sua toxicidade é baixa. O pó metálico pode arder em contato com o ar, podendo-se considerá-lo um agente de risco de fogo e explosão. Não se conhece nenhuma função biológica deste elemento.

Ligações externas
• WebElements.com - Zirconium [1] • EnvironmentalChemistry.com - Zirconium [2]

Referências
[1] http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ Zr/ index. html [2] http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ Zr. html

Nióbio

231

Nióbio
Nióbio

Zircônio ← Nióbio → MolibdênioV↑ Nb↓ TaTabela completa • Tabela estendida

41

Nb

Aparência cinza metálico, mas azulado quando oxidado

Um cubo de 1cm3 de nióbio anodizado de alta pureza (99,95%) e cristais de nióbio de alta pureza (99,995%), feitos eletrolitamente, para efeito de comparação. Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Número CAS Nióbio, Nb, 41 Metal de transição 5B, 5, d 8570 kg/m3, 6,0 7440-03-1 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 92,90638 u 146 pm 164±6 pm [Kr] 4d4 5s1 2, 8, 18, 12, 1 (ver imagem) 5, 4, 3, 2, -1 (óxido levemente ácido) cúbica centrada no corpo Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão sólido 2750 K 5017 K 30 kJ/mol

Nióbio

232
689,9 kJ/mol 1 Pa a 2942 K 3480 m/s a 20 °C Diversos

Entalpia de vaporização Pressão de vapor Velocidade do som

Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 5º Potencial de ionização 6º Potencial de ionização 7º Potencial de ionização

1,6 265 J/(kg·K) 53,7 W/(m·K) 652,1 kJ/mol 1380 kJ/mol 2416 kJ/mol 3700 kJ/mol 4877 kJ/mol 9847 kJ/mol 12100 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN sintético Meia-vida MD MeV
91

PD 0,104 0,934 0,561, 0,934

Nb

6,8×102 a 60,86 d 10,15 d

ε IT ε γ ε γ

91

Zr

91m

Nb sintético sintético

91

Nb Zr Zr -

92

Nb

92

92

Nb

sintético 3,47×107 a

92

93

Nb

100%

estável com 52 neutrões 16,13 a TI βγ βγ TI 0,031 0,471 0,702, 0,871 0,159 0,765 0,235
93

93m

Nb sintético

Nb

94

Nb

sintético 2,03×104 a

94

Mo Mo Nb

95

Nb

sintético

34,991 d

95

95m

Nb sintético

3,61 d

95

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O nióbio é um elemento químico, de símbolo Nb, número atômico 41 (41 prótons e 41 elétrons) e massa atómica 92,9 u. É um elemento de transição pertencente ao grupo 5 ou VB da classificação periódica dos elementos. O nome deriva da deusa grega Níobe, filha de Tântalo — que por sua vez deu nome a outro elemento da família 5B, o tântalo. É usado principalmente em ligas de aço para a produção de tubos condutores de fluidos. Em condições normais, é sólido. Foi descoberto em 1801 pelo inglês Charles Hatchett. O Brasil é o maior produtor mundial de nióbio e ferronióbio, uma liga de nióbio e ferro.[1]

Nióbio

233

Características principais
O nióbio é um metal dúctil, cinza brilhante, que passa a adquirir uma coloração azulada quando em contato com o ar em temperatura ambiente após um longo período. Suas propriedades químicas são muito semelhantes às do tântalo (elemento químico), que está situado no mesmo grupo. O metal começa a oxidar-se com o ar a 201 °C e seus estados de oxidação mais comuns são +3 e +5.

Aplicações
O nióbio apresenta numerosas aplicações. É usado em alguns aços inoxidáveis e em outras ligas de metais não ferrosos. Estas ligas devido à resistência são geralmente usadas para a fabricação de tubos transportadores de água e petróleo a longas distâncias. • Usado em indústrias nucleares devido a sua baixa captura de nêutrons termais. • Usado em soldas elétricas. • Devido a sua coloração é utilizado, geralmente na forma de liga metálica, para a produção de joias como, por exemplo, os piercings. • Quantidades apreciáveis de nióbio são utilizados em superligas para fabricação de componentes de motores de jatos , subconjuntos de foguetes , ou seja, equipamentos que necessitem altas resistências a combustão. Pesquisas avançadas com este metal foram utilizados no programa Gemini. • O nióbio está sendo avaliado como uma alternativa ao tântalo para a utilização em capacitores. O nióbio se converte num supercondutor quando reduzido a temperaturas criogênicas. Na pressão atmosférica (e quando puro) , tem a mais alta temperatura crítica entre os elementos supercondutores de tipo I, 9.3 K. Além disso, é um elemento presente em ligas de supercondutores que são do tipo II (como o vanádio e o tecnécio ), significando que atinge a temperatura crítica a temperaturas bem mais altas que os supercondutores de tipo I (30K, por exemplo).

História
O nióbio (mitologia grega: Níobe, filha de Tântalo) foi descoberto por Charles Hatchett em 1801. Hatchett encontrou o elemento no mineral columbita enviado para a Inglaterra em torno de 1750 por John Winthrop, que foi o primeiro governador de Connecticut. Devido à semelhança, havia uma grande confusão entre os elementos nióbio e tântalo que só foi resolvida em 1846 por Heinrich Rose e Jean Charles Galissard de Marignac que redescobriram o elemento. Desconhecendo o trabalho de Hatchett Since denominou o elemento de nióbio. Em 1864, Christian Blomstrand foi o primeiro a preparar o elemento pela redução do cloreto de nióbio, por aquecimento, numa atmosfera de hidrogênio. “Columbium” foi o nome dado originalmente ao elemento nióbio por Hatchet, porém, a IUPAC adotou oficialmente o nome “niobium" em 1950, após 100 anos de controvérsias. Muitas sociedades químicas e organizações governamentais referem-se ao elemento 41 pelo nome IUPAC. Entretanto, a maioria dos metalúrgicos e produtores comerciais do metal, principalmente estadunidenses, adota o seu nome original colúmbio. Recentemente, o professor Luiz Roberto Martins de Miranda, da COPPE, UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), em orientação a diversas teses de mestrado e doutorado, descobriu ser o óxido de nióbio um poderoso agente anticorrosivo, capaz de suportar a ação de ácidos extremamente agressivos, como os naftênicos, hoje muito comuns no dia-a-dia da indústria de petróleo. Tal descoberta gerou patentes de processos e produtos, hoje já em uso por indústrias de petróleo e aciarias com o nome comercial de Niobização.[2]

Nióbio

234

Ocorrência
O elemento nunca foi encontrado livre na natureza. É encontrado em minerais tais como niobita (columbita) (Fe, Mn)(Nb, Ta)2O6, niobita-tantalita [(Fe, Mn)(Ta, Nb)2O6], pirocloro (NaCaNb2O6F ), e euxenita [(Y, Ca, Ce, U, Th) (Nb, Ta, Ti)2O6]. Minerais que contêm nióbio geralmente contêm também o tântalo. Grandes depósitos de nióbio foram encontrados associados a rochas de carbono – silicatos, e como constituinte do pirocloro. O Brasil detém 98% das reservas mundiais exploráveis de nióbio no mundo, e mais de 90% do total do minério presente no Planeta Terra. As Jazidas estão presentes em 3 cidades brasileiras: 61% proveniente de Araxá (MG), 21% das reservas em Catalão (GO) e outros 12% em

Placa de Nióbio.

São Gabriel da Cachoeira (AM).[3] Outra reserva importante de minerais de nióbio é do Canadá.[4]

Isótopos
O nióbio apresenta um único isótopo estável: Nb-93. Os radioisótopos mais estáveis são o Nb-92 com meia-vida de 34,7 milhões de anos, Nb-94 ( meia-vida de 20300 anos ) e o Nb-91 com meia-vida de 680 anos. Existe também um metaestável ( 0,031 mega elétron-volts ) com meia-vida de 16,13 anos Outros vinte e três radioisótopos foram caraterizados. A maioria com meias-vida abaixo de duas horas, exceto o Nb-95 ( 35 dias ), o Nb-96 ( 23,4 horas ) e o Nb-90 ( 14,6 horas ). O modo preliminar de decaimento dos isótopos com massas abaixo do isótopo estável Nb-93 é do tipo captura eletrônica e após este através de emissão beta , com casos de emissão de nêutrons como ocorre com os radioisótopos Nb-104, 109 e 110.

Precauções
Compostos que contêm nióbio raramente são encontrados pelas pessoas. Porém, em sua maioria, são altamente tóxicos. O pó metálico deste elemento irrita os olhos e a pele, e pode apresentar riscos de entrar em combustão. Para o nióbio não se conhece nenhum papel biológico.
[1] (http:/ / www. inovacaotecnologica. com. br/ noticias/ noticia. php?artigo=metais-mais-raros-terra-lista-risco& id=010125110915) [2] Tinta anticorrosividade de nióbio rende à COPPE patente internacional. Disponível em: <http://www.planeta.coppe.ufrj.br/artigo.php?artigo=710>. Acesso em: 15 jan. 2009. [3] Amazônia - Um tesouro a explora (http:/ / www. estadao. com. br/ amazonia/ radiografia_um_tesouro_a_explorar. htm) [4] Mineral USGS (http:/ / minerals. usgs. gov/ minerals/ pubs/ commodity/ niobium/ colummcs06. pdf)

Nióbio

235

Bibliografia
• Los Alamos National Laboratory – Niobium (http://periodic.lanl.gov/elements/41.html)

Ligações externas
• WebElements.com – Niobium (http://www.webelements.com/webelements/elements/text/Nb/index.html) • EnvironmentalChemistry.com – Niobium (http://environmentalchemistry.com/yogi/periodic/Nb.html) • Tantalum-Niobium International Study Center (http://www.tanb.org/)

Molibdênio
Molibdênio

Nióbio ← Molibdênio → TecnécioCr↑ Mo↓ WTabela completa • Tabela estendida

42

Mo

Aparência cinza metálico

Fragmento de cristal de molibdênio de pureza 99,99%, e um cubo monocristal de 1 cm3 de alta

Informações gerais Nome, símbolo, númeroSérie químicaGrupo, período, blocoDensidade, durezaNúmero CAS Propriedade atómicas Massa atômicaRaio atómico (calculado)Raio covalenteConfiguração electrónicaElétrons (por nível de energia)Estado(s) de oxidaçãoEstrutura cristalina Propriedades físicas Estado da matériaPonto de fusãoPonto de ebuliçãoEntalpia de fusãoEntalpia de vaporizaçãoPressão de vapor Diversos Eletronegatividade (Pauling)Calor específicoCondutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização Isótopos mais estáveis
pureza (99,999%) para comparação.

Molibdênio

236

Ed iso AN 14,84% sintético 9,25% 15,92% 16,68% 9,55% 24,13% sintético 65,94 h β− γ 2β− 4×103 a ε estável com 52 neutrões estável com 53 neutrões estável com 54 neutrões estável com 55 neutrões estável com 56 neutrões 0,436, 1,214 0,74, 0,36, 0,14 3,04
99m

Meia-vida

MD MeV estável com 50 neutrões -

PD

92

Mo Mo Mo Mo Mo Mo Mo Mo

93

93

Nb

94

95

96

97

98

99

Tc

100

Mo

9,63%

7,8×1018 a

100

Ru

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária. Molibdênio, Mo, 42 Metal de transição6B, 5, d 10280 kg/m3, 5,5 7439-98-7 95,96 u 139 pm 154±5 pm [Kr] 5s1 4d5 2, 8, 18, 13, 1 (ver imagem)6, 5, 4, 3, 2, 1, -1, -2 (óxido ácido forte) cúbica centrada no corpo sólido 2896 K 4912 K 37,48 kJ/mol 598 kJ/mol 1 Pa a 2742 K 2,16 250 J/(kg·K) 138 W/(m·K) 684,3 kJ/mol 1560 kJ/mol 2618 kJ/mol 4480 kJ/mol O molibdênio (português brasileiro) ou molibdénio (português europeu) (do grego molybdaina, chumbo) é um elemento químico de símbolo Mo de número atômico 42 (42 prótons e 42 elétrons) e de massa atómica igual a 96 u. Na temperatura ambiente o molibdênio encontra-se no estado sólido. É um metal de transição encontrado no grupo 6 (6B) da Classificação Periódica dos Elementos. Foi descoberto em 1782 pelo sueco Peter Jacob Hjelm. É um elemento químico essencial sob o ponto de vista biológico, e na industria é muito usado na forma de ligas metálicas, principalmente no aço.

Características principais
O molibdênio é um metal de transição. O metal puro é de coloração branco prateado e muito duro; além disso, tem um dos pontos de fusão mais altos entre todos os elementos puros. Em pequenas quantidades, é aplicado em diversas ligas metálicas de aço para endurecê-lo e torná-lo resistente à corrosão. Por outro lado, o molibdênio é o único metal da segunda série de transição cuja essencialidade é reconhecida do ponto de vista biológico; é encontrado em algumas enzimas com diferentes funções, concretamente em oxotransferases (função de transferência de elétrons ), como por exemplo a xantina oxidase, e na nitrogenase (função de fixação de nitrogênio molecular ).

Aplicações
• Aproximadamente dois terços do molibdênio consumido é empregado em ligas metálicas. O uso deste elemento remonta da Primeira Guerra Mundial, quando houve uma forte demanda de wolfrâmio, que começou a escassear, e havia necessidade de aços muito resistentes. O molibdênio passou a ser usado na produção de ligas de alta resistência, que suportassem bem temperaturas elevadas e resistissem à corrosão. Estas ligas são usadas na construção de peças para aviões e automóveis. • O molibdênio é usado como catalisador na indústria petroquímica. É útil para a eliminação do enxofre. • O 99Mo é empregado na indústria de isótopos nucleares.

Molibdênio • É empregado em diversos pigmentos (com coloração alaranjada) para pinturas, tintas, plásticos e compostos de borracha. • O dissulfeto de molibdênio (MoS2 ) é um bom lubrificante e pode ser empregado em altas temperaturas. • O molibdênio pode ser empregado em algumas aplicações eletrônicas, como nas telas de projeção do tipo TFT. • Na forma de fios podem ser utilizados para usinagem por eletroerosão [1] de corte a fio (fast-cut).

237

História
O molibdênio não é encontrado livre na natureza e os seus compostos foram confundidos com compostos de outros elementos (carbono e chumbo ) até o século XVIII. Em 1778 Carl Wilhelm Scheele reagiu o mineral molibdenita (MoS2 ) com ácido nítrico obtendo um composto com propriedades ácidas que chamou de "acidum molibdenae" (a palavra molibdênio provém do grego "molybdos" que quer dizer como o chumbo, pois era confundido com este elemento ). Em 1782 Hjelm isolou o metal impuro mediante a redução do composto anterior com carbono. O molibdênio foi usado muito pouco, apenas em laboratório, até finais do século XIX, quando uma empresa o empregou como agente ligante e observou as boas propriedades destas ligas contendo molibdênio.

Obtenção
A principal fonte de molibdênio é o mineral molibdenita (MoS2 ). Também pode ser encontrado em outros minerais como na wulfenita (PbMoO4) e na powellita (CaMoO4). O molibdênio é obtido da mineração de seus minerais e como subproduto da mineração do cobre; estando presente nos minérios entre 0.01 e 0.5%. Aproximadamente a metade da produção mundial de molibdênio se localiza nos Estados Unidos.

Papel biológico
É o único elemento da segunda série de transição cuja essencialidade é reconhecida. O molibdênio é encontrado na natureza na razão de partes por milhão (ppm). É encontrado numa quantidade importante na água do mar na forma de molibdatos (MoO42-), e os seres vivos podem ser absorvidos facilmente desta forma. O molibdênio se encontra no chamado cofator de molibdênio (coMo) em diferentes oxotranserases, com a função de transferir átomos de oxigênio da água (H2O) que por sua vez produz a transferência de dois elétrons. Algumas das enzimas que contém este cofator são a xantina oxidase que oxida a xantina a ácido úrico, a aldeído oxidase que oxida aldeídos, assim como aminas e sulfetos no fígado, a sulfito oxidase que oxida sulfitos no fígado, e a nitrato redutase, importante no ciclo do nitrogênio nas plantas. Também se pode encontrar um cofator de ferro e molibdênio em enzimas chamadas nitrogenases. Estas nitrogenases intervém na fixação do nitrogênio molecular atmosférico no ciclo de nitrogênio de bactérias e outros micro-organismos. A deficiência de molibdênio no organismo pode produzir graves problemas, porém é encontrado em todos os alimentos tornando esta deficiência muito rara.

Molibdênio

238

Isótopos
O molibdênio tem 6 isótopos estáveis e cerca de duas dezenas de radioisótopos, a maior parte com tempos de vida média da ordem de segundos. O 99Mo se usa em geradores de 99Mo / 99mTc para a indústria de isótopos nucleares. Estima-se que este mercado de produtos de 99Tc mova aproximadamente 100 milhões de euros ao ano.

Ligações externas
• • • • WebElements.com - Molybdenum [2] EnvironmentalChemistry.com - Molybdenum [3] The International Molybdenum Association [4] Environment Database [5]

Referências
[1] [2] [3] [4] [5] http:/ / edmbrasil. com/ ?pagina=produtos& categoria=14& sub=48 http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ Mo/ key. html http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ Mo. html http:/ / www. imoa. info/ http:/ / www. imoa. info/ technical/ index_technical. htm

Tecnécio
Tecnécio

Molibdênio ← Tecnécio → RutênioMn↑ Tc↓ ReTabela completa • Tabela estendida

43

Tc

Aparência cinza metálico brilhante

Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Tecnécio, Tc, 43 Metal de transição 7B, 5, d 11500 kg/m3,

Tecnécio

239
Número CAS 7440-26-8 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 98 u 136 pm 147±7 pm [Kr] 4d5 5s2 2, 8, 18, 13, 2 (ver imagem) 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1, -1, -3 (óxido ácido forte) hexagonal Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Pressão de vapor Velocidade do som Classe magnética sólido 2430 K 4538 K 24 kJ/mol 660 kJ/mol 1 Pa a 2727 K 16200 m/s a 20 °C Paramagnético Diversos Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 1,9 210 J/(kg·K) 50,6 W/(m·K) 702 kJ/mol 1470 kJ/mol 2850 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Tecnécio

240

Ed iso AN Meia-vida 61 d MD MeV
95m

PD 0,204 0,582 0,835 0,0389 0,778 0,849 0,812 -

Tc sintético

ε γ IT

95

95

Mo Tc

96

Tc

sintético

4,3 d

ε γ

96

Mo -

97

Tc

sintético

2,6×106 a

ε

97

Mo Tc

97m

Tc sintético sintético

91 d 4,2×106 a

IT β− γ β− IT γ

0,965 0,4 0,745 0,652 0,294 0,142 0,002 0,140

97

98

Tc

98

Ru -

99

Tc

traços

2,111×105 a 6,01 h

99

Ru Tc -

99m

Tc sintético

99

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O tecnécio (technetium) é um elemento químico de símbolo Tc de número atômico 43 (43 prótons e 43 elétrons) e de massa atómica igual a 98 u. À temperatura ambiente, o tecnécio encontra-se no estado sólido. Está colocado no grupo 7 (7B) da classificação periódica dos elementos. Trata-se de um metal de transição, cinza prateado, radioativo, sendo obtido de forma sintética. Sua principal aplicação é em medicina nuclear, em técnicas de diagnóstico. Foi descoberto por Carlo Perrier e Emilio Segré na Itália, em 1937. O tecnécio é radioativo justamente porque é arranjado por fusão nuclear com deutério em aceleradores de partículas feitos de molibdênio. Ao ser sintetizado, não se torna estável, sendo que emite para fora esse próton de seu núcleo, decaindo novamente em molibdênio. Foi o primeiro elemento a ser feito artificialmente pelo homem, daí seu nome que deriva da palavra grega "technetos", que significa artificial.

Características principais
O tecnécio apresenta todos seus isotopos radioativos ,e portanto não ocorre na natureza tendo sido o primeiro elemento a ser produzido artificialmente. Seus estados de oxidação mais comuns são +2, +4, +5, +6 e +7. É um metal cinza prateado, que lentamente perde o brilho em contato com o ar úmido. O tecnécio VII como o pertecnetato, TcO4-, igual ao rênio, ReO4-, é muito menos oxidante que o permanganato, MnO4-. A química do tecnécio é muito similar a do rênio, apesar de que estes dois difiram bastante da do manganês. O tecnécio se dissolve em água régia (mistura de HNO3 e HCl), ácido nítrico (HNO3) e ácido sulfúrico concentrado (H2SO4), porém não é solúvel em ácido clorídrico (HCl). Este elemento inibe bem a corrosão do aço, e é um excelente supercondutor a temperaturas abaixo de 11 K.

Tecnécio

241

Aplicações
O tecnécio poderia apresentar várias aplicações como, por exemplo, em aços protegendo-os da corrosão, porém devido a problemas com a sua produção (em reatores nucleares), estas aplicações são muito limitadas. Em medicina nuclear são empregados compostos com o isótopo 99mTc como radiofármacos (ou radiotraçadores). Este isótopo se obtém mediante geradores de 99Mo / 99mTc, sendo seu período de desintegração de 6 horas, tempo adequado para que se acumule no órgão que se quer estudar e, por outro lado, não permaneça muito tempo no organismo. É um emissor gama com uma energia de aproximadamente 140 KeV, que pode ser detectado através de um contador de cintilância podendo-se interpretar a imagem obtida. Preparam-se diversos compostos por redução de pertecnectatos junto com outras moléculas, dependendo do órgão que se quer estudar. Por exemplo, com bifosfonatos, estes compostos se acumulam nos tecidos ósseos. Quando se utilizam pertecnatos diretamente, estes se acumulam na glândula tiróide.

História
O nome tecnécio é procedente do grego technetos, que significa "artificial". Foi descoberto por Carlo Perrier e Emilio Segré na Itália em 1937, numa amostra de molibdênio, enviada por Ernest Lawrence, que foi bombardeada com núcleos de deutério em um ciclotron em Berkeley. O tecnécio foi o primeiro elemento a ser produzido artificialmente. Dmitri Mendeleyev previu que faltava na Tabela Periódica um elemento que seria similar ao manganês e o denominou eka-manganês. Em 1925, quando se descobriu o rênio acreditou-se que havia-se encontrado o elemento de número atômico 43, e deu-se a ele o nome de masúrio, porém comprovou-se que não era o elemento previsto. O desenvolvimento da energia nuclear nos meados do século XX permitiu gerar as primeiras amostras deste elemento por meio de reações nucleares.

Abundância e obtenção
Até 1960 não era possível obter este elemento em quantidades macroscópicas. A expansão da indústria nuclear tornou entretanto possível a obtenção de grandes quantidades de tecnécio (quilogramas). Algumas estrelas gigantes vermelhas apresentam uma linha de emissão em seu espectro correspondente a presença do tecnécio; esta descoberta tem levado a novas teorias sobre a produção de elementos pesados nas estrelas. Desde que foi descoberto, numerosas buscas foram levadas a cabo em materiais terrestres procedentes de fontes naturais. Em 1982, o 99Tc foi isolado e identificado, em quantidades muito pequenas, no mineral pechblenda, procedente de África, como produto da fissão espontânea do 99Mo. Esta descoberta foi feita por B.T. Kenna e P.K. Kuroda. O 99Tc se obtém como resíduo dos reatores nucleares, separando-o dos demais produtos da fissão. (Através da reacção de Tc2S7 com H2 a 1100°C ou NH4TcO4 com H2).

Tecnécio

242

Em Astrofísica
Como seu isótopo mais estável tem uma meia-vida pequena em termos cósmicos (4,2 milhões de anos), a identificação de tecnécio em estrelas é uma evidência de nucleossíntese.[1] Estas estrelas são chamadas de estrelas de tecnécio, sendo um dos seus exemplos R Geminorum.[2]

Precauções
O tecnécio não tem papel biológico e não é encontrado no corpo humano.[3] Aparentemente possui uma baixa toxidez, não apresentando por exemplo nenhuma mudança significante no sangue, corpo e órgãos em testes realizados com roedores que ingeriram 15 µg de tecnécio-99 por grama de alimento durante várias semanas.[4] A toxidez em função da radioatividade do elemento é uma função do composto, tipo de radiação para o isótopo em questão e o tempo de meia-vida do isótopo.[5] Todos os isótopos devem ser manuseados com cuidado. O mais comum, o tecnécio-99, é um emissor beta do qual a radiação é retida pelas paredes da vidraria do laboratório. O principal perigo quando trabalhando com o elemento é a inalação de poeira pois tal contaminação radioativa nos pulmões pode aumentar o risco de câncer. Para a maioria das situação, o manuseio em uma capela de laboratório é suficiente e uma caixa com luvas não é necessária.[6]

Bibliografia
• Cotton, F. A.; Wilkinson, G.; Murillo, C. A.; Bochmann, M.. Advanced Inorganic Chemistry. 6th ed. New York: John Wiley & Sons, Inc., 1999. ISBN 0-471-19957-5 • Emsley, J.. Nature's Building Blocks: An A-Z Guide to the Elements [7]. Oxford, England, UK: Oxford University Press, 2001. ISBN 0-19-850340-7 • Greenwood, N. N.; Earnshaw, A.. Chemistry of the Elements. 2nd ed. Oxford: Butterworth-Heinemann, 1997.
ISBN 0-7506-3365-4

• Heiserman, D. L.. Exploring Chemical Elements and their Compounds. New York: TAB Books, 1992. ISBN
0-8306-3018-X

• Schwochau, K.. Technetium: chemistry and radiopharmaceutical applications [8]. [S.l.]: Wiley-VCH, 2000. ISBN
3-527-29496-1

Ligações externas
• WebElements.com - Technetium [9] • EnvironmentalChemistry.com - Technetium [10]

Referências
[1] S. Paul W. Merrill. (1952). " Spectroscopic Observations of Stars of Class S (http:/ / adsabs. harvard. edu/ abs/ 1952ApJ…116…21M)". The Astrophysical Journal 116: 21. DOI: 10.1086/145589 (http:/ / dx. doi. org/ 10. 1086/ 145589). [2] S. Paul W. Merrill. "Spectroscopic Observations of Stars of Class S", page 22 (http:/ / articles. adsabs. harvard. edu/ cgi-bin/ nph-iarticle_query?bibcode=1952ApJ…116…21M& db_key=AST& page_ind=1& plate_select=NO& data_type=GIF& type=SCREEN_GIF& classic=YES). [3] Hammond, C. R.. Handbook of Chemistry and Physics. 81st ed. [S.l.]: CRC press, 2004. ISBN 0-8493-0485-7 [4] Desmet, G.; Myttenaere, C.; Commission of the European Communities. Radiation Protection Programme, France. Service d'études et de recherches sur l'environnement, United States. Dept. of Energy. Office of Health and Environmental Research. Technetium in the environment (http:/ / books. google. com/ ?id=QLHr-UYWoo8C& pg=PA392). [S.l.]: Springer, 1986, 1986-05-31. 392–395 p. ISBN 0-85334-421-3 [5] Schwochau 2000, pp. 371–381 [6] Schwochau 2000, p. 40 [7] http:/ / books. google. com/ ?id=j-Xu07p3cKwC& printsec=frontcover [8] http:/ / books. google. com/ ?id=BHjxH8q9iukC& pg=PP1 [9] http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ Tc/ index. html

Tecnécio
[10] http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ Tc. html

243

Rutênio
Rutênio

Tecnécio ← Rutênio → RódioFe↑ Ru↓ OsTabela completa • Tabela estendida

44

Ru

Aparência branco grisáceo

Cristal de rutênio de alta pureza, de largura 30 mm e peso 1,45 g Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Número CAS Rutênio, Ru, 44 Metal de transição 8B, 5, d 12370 kg/m3, 6,5 7440-18-8 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 101,07 u 134 pm 146±7 pm [Kr] 4d7 5s1 2, 8, 18, 15, 1 (ver imagem) 8, 7, 6, 4, 3, 2, 1, -2 (óxido meio ácido) hexagonal Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição sólido 2607 K 4423 K

Rutênio

244
Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Pressão de vapor Velocidade do som 24 kJ/mol 595 kJ/mol 1 Pa a 2588 K 5970 m/s a 20 °C Diversos Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 2,2 238 J/(kg·K) 117 W/(m·K) 710,2 kJ/mol 1620 kJ/mol 2747 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN 5,52% Meia-vida MD MeV
96

PD

Ru

estável com 52 neutrões 2,9 d ε γ 0,215 0,324
97

97

Ru sintético

Tc -

98

Ru Ru Ru Ru Ru

1,88% 12,7% 12,6% 17% 31,6%

estável com 54 neutrões estável com 55 neutrões estável com 56 neutrões estável com 57 neutrões estável com 58 neutrões 39,26 d β− γ 0,226 0,497
103

99

100

101

102

103

Ru sintético

Rh -

104

Ru

18,7%

estável com 60 neutrões 373,59 d β− 3,54
106

106

Ru sintético

Rh

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O rutênioPB ou ruténioPE (latim Ruthenia, que significa "Rússia") é um elemento químico de símbolo Ru de número atômico 44 (44 prótons e 44 elétrons) e de massa atómica igual a 101 u. À temperatura ambiente, o rutênio encontra-se no estado sólido. É um elemento do grupo do ouro (8 ou 8b) da classificação periódica dos elementos. É um metal de transição, pouco abundante, encontrado normalmente em minas de platina. É empregado como catalisador e em ligas metálicas de alta resistência com platina ou paládio. O rutênio foi descoberto por Karl Klaus em 1844.

Rutênio

245

Características principais
É um metal branco, duro e frágil que apresenta quatro formas cristalinas diferentes. Se dissolve em bases fundidas e não é atacado por ácidos a temperatura ambiente. A altas temperaturas reage com os halogênios e com hidróxidos. Pode-se aumentar a dureza do paládio e da platina com pequenas quantidades de rutênio. Igualmente, a adição de pequenas quantidades aumenta a resistência a corrosão do titânio de forma importante. Se tem obtido uma liga de rutênio e molibdênio supercondutora a 10,6 K. Os estados de oxidação mais comuns são +2, +3 e +4. Existem compostos nos quais apresenta estado de oxidação desde 0 até +8, e também -2. O tetraóxido de rutênio, RuO4 (estado de oxidação +8), é muito oxidante, mais que o análogo ósmio, e se decompõem violentamente a altas temperaturas.

Aplicações
• Devido a sua grande capacidade para endurecer o paládio e a platina, é empregado em ligas com estes metais, utilizados em contatos elétricos de alta resistência ao desgaste. • É incorporado ao titânio como elemento de liga para aumentar a resistência a corrosão. Cerca de 1% inibe a corrosão em aproximadamente cem vezes. • Igual aos outros elementos do grupo da platina pode ser empregado como catalisador em diferentes processos. O sulfeto de hidrogênio , H2S, pode se decompor pela luz empregando óxido de rutênio em uma suspensão aquosa de partículas de CdS. O processo é útil na eliminação de H2S nas refinarias de petróleo e de outros processos industriais. • Recentemente, se tem verificado que alguns compostos organometálicos de rutênio tem atividade antitumoral.

História
O rutênio foi descoberto por Karl Klaus em 1844. Observou que o óxido de rutênio continha um novo metal, obtendo 6 gramas de rutênio da parte da platina que é insolúvel na água régia. Jöns Berzelius e Gottfried Osann quase o descobriram em 1827. Examinaram os resíduos derivados da dissolução de uma amostra de platina procedente dos Urais com água régia. Osann pensou que havia encontrado três novos metais, dando-lhes nomes, sendo um deles o rutênio. É possível que o químico polaco Jedrzej Sniadecki tenha isolado este elemento em 1807, porém este feito não foi confirmado.

Abundância e obtenção
É encontrado em poucos minerais e não são comerciais. É encontrado na laurita, RuS2, e em pequenas quantidades na pentlandita, (Fe, Ni)9S8. Este elemento geralmente é encontrado junto com outros elementos do grupo de platina, nos Montes Urais e na América, formando ligas metálicas. Os elementos do grupo da platina, que normalmente estão juntos, são separados mediante uma série de processos químicos, diferentes segundo como são encontrados, aproveitando as diferenças químicas de cada um elemento.

Rutênio

246

Compostos
Em seus compostos, o rutênio apresenta diferentes estados de oxidação, alcançando inclusive o estado +8. ainda que os mais comuns sejam +2, +3 e +4. Há alguns compostos do rutênio parecidos com os compostos do ósmio do mesmo grupo, porém a química de ambos difere bastante da do ferro, também do mesmo grupo. • O tetraóxido de rutênio, RuO4, é muito oxidante, mais que o análogo de ósmio, e se decompõe violentamente a temperaturas altas. • Alguns complexos de Ru+2 e Ru+3 podem ser empregados no tratamento contra o câncer. Por exemplo, o H(im)[RuCl4(im)2], sendo im = imidazol.

Isótopos
Na natureza são encontrados 7 isótopos de rutênio. Os radioisótopos mais estáveis de rutênio são o 106Ru, com um tempo de vida média 373,59 dias, o 103Ru com uma vida média de 39,26 dias, e o 97Ru, com 2,9 dias. Se tem caracterizado outros 15 radioisótopos com massas atômicas desde 89,93 uma (90Ru) até 114,928 uma (115Ru). A maioria destes tem tempos de vida média de menos de cinco minutos, exceto o 95Ru, de 1,643 horas, e o 105 Ru, de 4,44 horas. O principal modo de decaimento antes do isótopo mais abundante, 102Ru, é a captura eletrônica, e depois é a desintegração beta. O principal produto obtido antes de 102Ru é o tecnécio, porém após é o ródio.

Precauções
O tetraóxido de rutênio, RuO4, similar ao tetraóxido de ósmio, é altamente tóxico. O rutênio não desempenha nenhum papel biológico, porém pode ser carcinógeno e bioacumular nos ossos.

Ligações externas
• WebElements.com - Ruthenium [1] • EnvironmentalChemistry.com - Ruthenium [2]

Referências
[1] http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ Ru/ index. html [2] http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ Ru. html

Ródio

247

Ródio
Ródio

Rutênio ← Ródio → PaládioCo↑ Rh↓ IrTabela completa • Tabela estendida

45

Rh

Aparência branco prateado metálico

O Ródio em três diferentes formas: 1g em pó, 1g em cilindro, 1g soldado refundido. Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Número CAS Ródio, Rh, 45 Metal de transição 9B, 5, d 12450 kg/m3, 6,0 7440-16-6 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 102,90550 u 134 pm 142±7 pm [Kr] 5s1 4d8 2, 8, 18, 16, 1 (ver imagem) 6, 5, 4, 3, 2, 1, -1 (óxido anfótero) cúbico de faces centradas Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Pressão de vapor sólido 2237 K 3968 K 21,5 kJ/mol 493 kJ/mol 1 Pa a 2288 K

Ródio

248
Velocidade do som 4700 m/s a 20 °C Diversos Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 2,28 242 J/(kg·K) 150 W/(m·K) 719,7 kJ/mol 1740 kJ/mol 2997 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN sintético Meia-vida MD MeV
99

PD 0,089 0,353 0,528 0,157 0,306 0,545 0,127 0,198 0,325 0,475 0,631 0,697 1,046 0,826 1,301 1,151 0,475 0,628

Rh

16,1 d

ε γ

99

Ru -

101m

Rh sintético

4,34 d

ε IT γ

101 101

Ru Rh -

101

Rh

sintético

3,3 a

ε γ

101

Ru -

102m

Rh sintético

2,9 a

ε γ

102

Ru -

102

Rh

sintético

207 d

ε β+ β− γ

102 102

Ru Ru 102 Pd -

103

Rh Rh

100% sintético

estável com 58 neutrões 35,36 h β− γ 0,247 0,260 0,566 0,306 0,318
105

105

Pd -

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O ródio é um elemento químico de símbolo Rh de número atômico 45 (45 prótons e 45 elétrons) e de massa atómica igual a 102,9 u. À temperatura ambiente, o ródio encontra-se no estado sólido. Está situado no grupo 9 ( 8 B ) da Classificação Periódica dos Elementos. É um metal de transição, pouco abundante, do grupo da platina. É encontrado normalmente em minas de platina e é empregado como catalisador e em ligas de

Ródio alta resistência com a platina. Foi descoberto em 1803 por William Hyde Wollaston.

249

Características principais
O ródio é um metal dúctil de coloração branco prateado, sendo um ótimo refletor de luz. Não é atacado pelos ácidos , porém dissolve-se em água regia ou ácido sulfúrico ( H2SO4 ) concentrado e aquecido quando finalmente dividido. O ródio apresenta um ponto de fusão maior que a platina e uma densidade menor. Seus estados de oxidação mais comuns são +2, +3, 0 e -1.

Aplicações
A principal aplicação deste elemento é como agente ligante para endurecer platina e paládio. Estas ligas são usadas em bobinas de fornos, buchas para a fabricação da fibra de vidro, componentes de termopares para elevadas temperaturas, eletrodos de ignição ( velas ) para aeronaves , e cadinhos para laboratório. Outros usos: • Como material de contato elétrico ( conectores ) devido a sua baixa resistência elétrica e elevada resistência a corrosão. • Revestimentos de ródio metálico , obtidas por eletrodeposição ou evaporação, devido a elevada dureza e reflexão óptica são utilizados para a produção de instrumentos ópticos. • Este metal encontra uso para a produção de jóias e objetos de decoração. • Também é utilizado em numerosos processos industriais como catalisador, como catalisador automotivo (conversor catalítico), e na carbonilação do metanol para a formação do ácido acético.

História
Ródio (do grego rhodon que significa "rosa") foi descoberto em 1803 por William Hyde Wollaston logo após a descoberta do paládio. Wollaston verificou a existência do elemento ródio, na Inglaterra, num minério não refinado de platina provavelmente proveniente da América do Sul. O procedimento adotado por Wollaston foi dissolver o minério em água régia, neutralizando o ácido com hidróxido de sódio ( NaOH ). Precipitou a platina adicionando cloreto de amônio , NH4Cl, como cloroplatinato de amônio. O elemento paládio foi removido como cianeto de paládio após tratar a solução com cianeto de mercúrio. O material remanescente foi uma substância vermelha com cloreto de ródio, do qual isolou o ródio por redução com hidrogênio gasoso.

Ocorrência
A extração industrial do ródio é complexa porque nos minérios é encontrado misturado com outros metais, tais como paládio, prata, platina e ouro. É encontrado em minérios de platina, e é obtido livre como metal inerte e branco de difícil fusão. As principais fontes deste elemento estão situadas nas areias dos rios dos montes Urais, na América do Norte e do Sul e também nas minas de cobre - sulfeto de níquel na região de Sudbury ( Ontário ). Apesar da quantidade em Sudbary seja muito pequena, a grande quantidade de níquel extraída torna rentável a obtenção do ródio como subproduto. Devido as pequenas quantidades de minérios de ródio a produção mundial é de apenas 7 a 8 toneladas anuais. É também possível extrair o ródio de combustível nuclear queimado, que contem alguns por centos deste metal. Os radioisótopos obtidos apresentam períodos de meia-vida de até 45 dias. Portanto, a venda do material com esta origem deve ser cuidadosa somente após verificação da não ocorrência de contaminações radioativas.

Ródio

250

Isótopos
O ródio apresenta um único isótopo natural: Rh-103. Os radioisótopos mais estáveis são Rh-101 com meia-vida de 3,3 anos, Rh-102 com uma meia-vida de 207 dias, e o Rh-99 com uma meia-vida de 16,1 dias. Outros vinte radioisótopos foram caracterizados com massas atômicas que variam de 92,926 uma ( Rh-93 ) até 116,925 uma ( Rh-117 ). A maioria destes apresentam períodos de meia-vida com menos de uma hora, exceto Rh-100 ( 20,8 horas ) e Rh-105 ( 35,36 horas ). Há também numerosos metaestáveis, sendo os mais estáveis o Rhm-102 ( 0.141 MeV ) com uma meia-vida de aproximadamente 2,9 anos e o Rhm-101 ( 0.157 MeV ) com uma meia-vida de 4,34 dias. O principal modo de decaimento daqueles que apresentam massas abaixo do isótopo natural estável , Rh-103, é a captura eletrônica , e aqueles com massas maiores é a emissão beta. O principal produto do decaimento antes do Rh-103 é o rutênio e depois deste o paládio.

Ródio em joalharia
O banho de ródio fornece uma camada de proteção à prata e jóias de ouro branco. Tal revestimento serve para ajudar a prevenir o aparecimento de manchas e arranhões nas jóias. Um revestimento de ródio, no entanto, não é insensível aos efeitos do desgaste diário e ao materiais abrasivos. Para limitar o desgaste, deve-se evitar o uso das jóias com banho de ródio quando se faz actividades de limpeza doméstica, jardinagem e outras atividades que pode destruir rapidamente o ródio. Quando gasta a camada de ródio o metal original fica exposto e assim, no caso do discifalinimio e um grande condutor de akh/r e nao usa muitos carvões por isso a razão de gerar diamantes, aparece a sua tonalidade ligeiramente amarela por baixo.[1]
[1] Ródio - o que é? (http:/ / heartjoia. com/ 1862-rodio-o-que-e)

Ligações externas
• Los Alamos National Laboratory – Rhodium (http://periodic.lanl.gov/elements/45.html)

Ligações externas
• WebElements.com – Rhodium (http://www.webelements.com/webelements/elements/text/Rh/index.html) • EnvironmentalChemistry.com – Rhodium (http://environmentalchemistry.com/yogi/periodic/Rh.html)

Paládio

251

Paládio
Paládio

Ródio ← Paládio → PrataNi↑ Pd↓ PtTabela completa • Tabela estendida

46

Pd

Aparência branco prateado metálico

Cristal de paládio Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Número CAS Paládio, Pd, 46 Metal de transição 10B, 5, d 12023 kg/m3, 4,75 7440-05-3 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Raio de Van der Waals Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 106,42 u 137 pm 139±6 pm 163 pm [Kr] 4d10 2, 8, 18, 18 (ver imagem) 0, +1, +2, +4, +6 (óxido meio ácido) cúbico de faces centradas Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão sólido 1828,05 K

Paládio

252
Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Pressão de vapor Velocidade do som 3236 K 17,6 kJ/mol 357 kJ/mol 1 Pa a 1721 K 3070 m/s a 20 °C Diversos Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 2,20 244 J/(kg·K) 71,8 W/(m·K) 804,4 kJ/mol 1870 kJ/mol 3177 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN Meia-vida MD MeV
100

PD 0,084 0,074 0,126

Pd sintético

3,63 d

ε γ

100

Rh

102

Pd

1,02%

estável com 56 neutrões 16,991 d ε 103

103

Pd sintético Pd 11,14% Pd 22,33% Pd 27,33% Pd traços

Rh

104

estável com 58 neutrões estável com 59 neutrões estável com 60 neutrões 6,5×106 a β− 0,033
107

105

106

107

Ag

108

Pd 26,46% Pd 11,72%

estável com 62 neutrões estável com 63 neutrões

110

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O paládio é um elemento químico de símbolo Pd e de número atómico igual a 46 (46 prótons e 46 elétrons). À temperatura ambiente, o paládio encontra-se no estado sólido.

Paládio

253

Características principais
O paládio é um metal branco prateado parecido com a platina, não se oxida com o ar, e é o elemento do grupo da platina de menor densidade e menor ponto de fusão. É macio e dúctil quando aquecido, aumentando consideravelmente sua dureza e resistência quando trabalhado a frio. Pode dissolver-se em ácido sulfúrico, H2SO4, e em ácido nítrico, HNO3. Também pode ser dissolvido, mesmo que lentamente, em ácido clorídrico (HCl) em presença de cloro ou oxigênio. Este elemento pode absorver grandes quantidades de hidrogênio molecular, H2, à temperatura ambiente ( até 900 vezes de seu volume ), o que é usado para purificá-lo. Acredita-se que o processo forme Pd2H. Os estados de oxidação mais comuns do paládio são +2 e +4.

O Paládio é utilizado frequentemente na odontologia.

Massa atômica de 106,4. Aplica-se na indústria elétrica, na fabricação de contatos em sistemas eletromecânicos, como por exemplo relés. Na indústria química e farmacêutica usa-se como catalisador de reações de hidrogenação e na indústria petrolífera, o paládio é importante na catálise de fracções de petróleo destilado. O elemento também se aplica em algumas ligas usadas em medicina dentária ou odontologia. Em joalheria, o paládio é endurecido com uma pequena fracção de rutênio ou ródio, ou pode ser usado como descolorizante do ouro, dando origem ao chamado "ouro branco".

História
Sua designação deriva do asteroide Pallas (deusa grega que faz alusão a sabedoria), o qual se descobriu no mesmo período. Descobriu-se o elemento em 1803 pelo químico, de origem inglesa, William Hyde Wollaston.

Prata

254

Prata
Prata

Paládio ← Prata → CádmioCu↑ Ag↓ AuTabela completa • Tabela estendida

47

Ag

Aparência branco metálico prateado

Um cristal de prata de alta pureza (>99,95%), feito eletrolitamente de massa ≈11g. Esta imagem foi feita a partir de 12 fotografias via empilhamento de foco. Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Número CAS Prata, Ag, 47 Metal de transição 1B, 5, d 10490 kg/m3, 2,5 7440-22-4 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Raio de Van der Waals Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 107,8682 u 144 pm 145±5 pm 172 pm [Kr] 4d10 5s1 2, 8, 18, 18, 1 (ver imagem) 1, 2, 3 (óxido anfótero) cúbico de faces centradas Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão sólido 1234,93 K

Prata

255
2435 K 11,28 kJ/mol 258 kJ/mol 1 Pa a 1283 K 2680 m/s a 20 °C Diamagnético -2,4x10-5 Diversos

Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Pressão de vapor Velocidade do som Classe magnética Susceptibilidade magnética

Eletronegatividade (Pauling) Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização

1,93 429 W/(m·K) 731 kJ/mol 2070 kJ/mol 3361 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN sintético Meia-vida MD MeV
105

PD 0,344 0,280 0,644 0,443 0,511 0,717 1,045 0,450

Ag

41,2 d

ε γ

105

Pd -

106m

Ag sintético

8,28 d

ε γ

106

Pd -

107

Ag

51,839%

estável com 60 neutrões 418 a ε IT γ 0,109 0,433 0,614 0,722
108 108

108m

Ag sintético

Pd Ag -

109

Ag Ag

48,161% sintético

estável com 62 neutrões 7,45 d β− γ 1,036 0,694 0,342
111

111

Cd -

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

A prata ou argento[1](do latim vulgar platta*[2], argentum) é um elemento químico de símbolo Ag e de número atómico igual a 47 (47 prótons e 47 elétrons). À temperatura ambiente, a prata encontra-se no estado sólido. No teste de chama, assume a cor lilás. A origem da palavra prata é de indo-europeia, "arg", que significa brilhante e seria o equivalente em sânscrito a ar-jun que também significa brilhante.[3]

Prata

256

Características
A maior parte da prata é um subproduto da mineração de chumbo e está frequentemente associada ao cobre. Dentre os metais, é a que mais conduz corrente elétrica, superando o cobre e o ouro. A prata normalmente ocorre em forma compacta como pepitas ou grãos, embora possa também ser encontrada em agregados fibrosos, dendítricos (em forma de árvore). Quando recentemente minerada ou polida, ela possui uma cor branco-prata brilhante característica e um brilho metálico. Este metal é estável em ar puro e água, mas recobre-se de uma película de oxidação quando exposto ao ozônio, gás sulfídrico ou ar com enxofre. Por causa disso e do fato de que ela é muito maleável para ser usada em joalheria na sua forma pura, a prata é frequentemente ligada a outros metais, ou recebe uma camada de cobertura de ouro. A prata é tóxica. No entanto, a maior parte dos seus sais não são venenosos devido a características de seus ânios. Estes compostos são absorvidos pelo corpo e permanecem no sangue até se depositarem nas membranas mucosas, formando uma película acinzentada. A intoxicação por prata chama-se argiria. Há contudo, outros compostos de prata, como o nitrato, que têm um efeito anti-séptico. Usam-se soluções de nitrato de prata no tratamento de irritações de membranas mucosas da boca e garganta. Algumas proteínas contendo prata são poderosos agentes anti-irritantes das membranas dos olhos, ouvido, nariz e garganta.

Ocorrência
As principais áreas de mineração de prata do mundo se encontram na América do Sul, nos Estados Unidos, na Austrália e na antiga União Soviética. O maior produtor individual de prata é provavelmente o México, onde a prata tem sido minerada desde aproximadamente 1500 d.C. até hoje. A melhor prata natural, que ocorre na forma de arame torcido, é a de Kongsberg, na Noruega. As maiores minas do mundo são Cannington (Austrália), Fresnillo (México), San Cristobal (Bolívia), Antamina (Peru), Rudna (Polônia) e Penasquito (México)[4]

Países produtores
No mundo, o continente americano é o maior produtor de prata. Dez países produziram cerca de 84% da prata de todo mundo, no ano de 2010:
País México Peru China Austrália Chile Bolívia Estados Unidos Polônia Rússia Argentina Total dos dez países Total do mundo Cifras de 2010, fonte : Silver Institute, 2010 Toneladas % do total 3999 3611 3085 1863 1275 1275 1201 1173 1145 641 19268 22889 17,5 15,8 13,5 8,1 5,6 5,6 5,2 5,1 5,0 2,8 84,2 100,0

Prata

257

Propriedades
Propriedades do Elemento
• Nome: Prata • Número Atómico: 47 (47 prótons e outros 47 elétrons) • Símbolo Químico: Ag

Propriedades Atômicas
• • • • • • • • • • • • • • • • • Massa Atómica: 107,8682 Eletronegatividade: 1,4 Pauling: 1,93 Allred: 1,42 Absoluta: 4,44 eV Eletroafinidade: 125,7 kJ mol-1 Polarizabilidade: 7,9 Å3 Carga Nuclear Efetiva: Slater: 4,2 Clementi: 8,03 Froese Fischer: 11,35 Raios: Ag 1 +: 113 pm Ag 2 +: 89 pm Atómico: 144,4 pm Covalente: 134 pm bivalente:126 pm

Propriedades Eletrônicas
Energias de Ionização Sucessivas: • • • • • • • • • • Ag Ag1+ Ag2+ Ag3+ Ag4+ Ag5+ Ag6+ Ag7+ Ag8+ Ag9+
0

Ag+ + e– : 731 kJ mol−1 Ag2+ + e– : 2073 kJ mol−1 Ag3+ + e– : 3361 kJ mol−1 Ag4+ + e– : (5000) kJ mol−1 Ag5+ + e– : (1464) kJ mol−1 Ag6+ + e– : (8600) kJ mol−1 Ag7+ + e– : (11200) kJ mol−1 Ag8+ + e– : (13400) kJ mol−1 Ag9+ + e– : (15600) kJ mol−1 Ag10+ + e– : (18000) kJ mol−1

• Íons Comuns : Ag 1+, Ag 2+

Prata

258

Propriedades da Substância Elementar
• • • • • • • Substância Elementar Mais Comum : Ag Classe de Substâncias Elementares : Metal Origem : Natural Estado Físico : Sólido Densidade [297K] : 10500 kg m−3 Preço : 19200$ Rede Cristalina : cúbica de faces centradas

Propriedades Termodinâmicas
• • • • • Ponto de Fusão : 1235 K Ponto de Ebulição : 2485 K Conductividade Eléctrica [298K] : 6,29 × 107 Ohm−1 m−1 Conductividade Térmica [300K] : 429 W m−1 K−1 Calor de: • Fusão: 11,3 kJ mol−1 • Vaporização: 255,1 kJ mol−1 • Atomização: 284 kJ mol−1

Prata 950
Prata 950 quer dizer: 95% da joia é de prata legítima; os outros 5% são de outros metais, normalmente Cobre. Este conceito foi criado por Dom Afonso II para punir severamente quem alterasse a mistura. Os números das Provas mais comuns são: • • • • Ouro: 375, 500, 583, 585, 750, 958, 996, 999,9 (usa-se na industria aeroespacial) Prata: 750, 800, 875, 916, 925, 960, 995 Platina: 950 Paládio: 500, 850

Prata de lei
A prata de lei tem esse nome graças a uma lei portuguesa, do século XV, que estabelecia que a prata deveria ter pelo menos 80% de pureza, a fim de prevenir mistura de outros metais na liga, diminuindo o valor. Hoje em dia, a prata de lei no Brasil pode ser a 925 ou 950, dependendo do uso e da região.[5] São as ligas de prata com maior durabilidade e qualidade.

Economia
A prata é um metal precioso que historicamente vale entre 5 e 12 partes do valor do ouro. É uma fonte não renovável. A onça (31,1035 gramas) de prata valia algo em torno de 43 dólares em 2 de setembro de 2011, depois de ter chegado próximo dos 50 dólares na última semana de abril de 2011. Em 1981, a onça de prata chegou a valer mais ainda, próximo dos 50 dólares, devido ao movimento especulativo.

Prata

259

Usos
A prata é utilizada: • • • • • • • •
[1] [2] [3] [4] [5] [6] [7]

em joalheria e ourivesaria como metal precioso; como material de cunhagem de moedas; em eletrônica e elétrica devido a sua ótima condutividade elétrica, a maior de todos os elementos[6]; em fotografia "argêntica", já que os sais de prata são fotosensíveis; em música é utilizada na fabricação de instrumentos musicais, principalmente de sopro [7],[8] em sonorização pois forma excelentes membranas ou bobinas condutoras para os tweeters dos alto-falantes; em radiologia onde um dos componentes do filme radiográfico é o sal de prata, geralmente o brometo; a confecção de espelhos.
http:/ / pt. wiktionary. org/ wiki/ argento http:/ / michaelis. uol. com. br/ moderno/ portugues/ index. php?lingua=portugues-portugues& palavra=prata Ernout, A. e Meillet A.. Dictionnaire Étymologique de la langue latine. Histoire des mots. [S.l.]: Librarie C Klicksieck, 1939. CPM Group. CPM Silver Yearbook. [S.l.]: Euromoney, 2011. 978-0-9826741-4-7 Maria Guapa (http:/ / www. mariaguapa. com. br/ pages. php?pageid=6). Página visitada em 7/1/2012. WebElements (http:/ / www. webelements. com/ silver/ ). Página visitada em 15/1/2012. Thomas D.. The physics os musical instruments. [S.l.]: Springer, 1998. 0387983740

[8] Meyers. Musical instruments: history, technology, and performance of instruments of western music. [S.l.]: Oxford University, 2004. 0198165048

Ligações externas
• 650 anos de preços históricos da prata (http://goldinfo.net/silver-600.aspx) (em inglês) • The Silver Institute (http://www.silverinstitute.org/site/) (em inglês) • Uma coleção com itens de prata (http://www.theodoregray.com/PeriodicTable/Elements/047/index.html) (em inglês)

Cádmio

260

Cádmio
Cádmio

Prata ← Cádmio → ÍndioZn↑ Cd↓ HgTabela completa • Tabela estendida

48

Cd

Aparência cinza prateado metálico

Barra de cristal de cádmio de pureza 99,999% e cubo de cádmio também de alta pureza de 1 cm3 para comparação. Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Número CAS Cádmio, Cd, 48 Metal de transição 2B, 5, d 8650 kg/m3, 2 7440-43-9 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Raio de Van der Waals Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 112,411 u 151 pm 144±9 pm 158 pm [Kr] 5s2 4d10 2, 8, 18, 18, 2 (ver imagem) 2, 1 (óxido levemente básico) hexagonal Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição sólido 594,22 K 1040 K

Cádmio

261
6,192 kJ/mol 100 kJ/mol 1 Pa a 530 K 2310 m/s a 20 °C Diversos

Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Pressão de vapor Velocidade do som

Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização

1,69 26,020 J/(kg·K) 96,8 W/(m·K) 867,8 kJ/mol 1631,4 kJ/mol 3616 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN 1,25% sintético 0,89% sintético 12,49% 12,8% 24,13% 12,22% Meia-vida MD MeV
106

PD

Cd Cd Cd Cd Cd Cd Cd Cd

>9,5×1017 a εε2ν 6,5 h >6,7×1017 462,6 d ε εε2ν ε 0,214 1,417

106

Pd

107

107

Ag Pd

108

108

109

109

Ag

110

estável com 62 neutrões estável com 63 neutrões estável com 64 neutrões 7,7×1015 a 14,1 a β− β− IT 0,316 0,580 0,264
113

111

112

113

In

113m

Cd sintético

113 113

In Cd Sn In

114

Cd Cd Cd

28,73% >9,3×1017 a ββ2ν sintético 7,49% 53,46 h 2,9×1019 a β− ββ2ν 1,446

114

115

115

116

116

Sn

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O cádmio é um elemento químico de símbolo Cd de número atômico 48 (48 prótons e 48 elétrons) e de massa atómica igual a 112,4 u. À temperatura ambiente, o cádmio encontra-se no estado sólido. Está situado no grupo 12 (2 B) da classificação periódica dos elementos. É um metal branco azulado, relativamente pouco abundante. É um dos metais mais tóxicos, apesar de ser um elemento químico essencial, necessário em quantidades muito pequenas, entretanto, sua função biológica não é muito clara. Normalmente é encontrado em minas de zinco, sendo empregado principalmente na fabricação de pilhas. Foi descoberto em 1817 por Friedrich Strohmeyer.

Cádmio

262

Características principais
O cádmio é um metal branco azulado, dúctil e maleável. Pode-se cortá-lo facilmente com uma faca. Em alguns aspectos é similar ao zinco. A toxicidade que apresenta é similar a do mercúrio; possivelmente se liga a resíduos de cisteína. A metalotioneina, que apresenta resíduos de cisteína, se liga seletivamente com o cádmio. Seu estado de oxidação mais comum é o +2. Pode apresentar o estado de oxidação +1, mas que é muito instável.

Aplicações
• Aproximadamente 75% do cádmio produzido é empregado na fabricação de baterias, especialmente nas baterias de níquel-cádmio. • 25% é empregado em galvanoplastia (como revestimento). • Alguns sais são utilizados como pigmentos. Por exemplo, o sulfato de cádmio é empregado como pigmento amarelo. • É usado em algumas ligas metálicas de baixo ponto de fusão (ligas de Newton e Wood, principalmente). • Devido ao seu baixo coeficiente de fricção é muito resistente a fadiga, sendo utilizado em ligas para almofadas. • Muitos tipos de solda contém este metal. • • • • Em barras de controle em fissão nuclear. Alguns compostos fosforescentes de cádmio são empregados em televisores. É empregado em alguns semicondutores. Alguns compostos de cádmio são empregados como estabilizantes de plásticos como, por exemplo, no PVC.

História
O cádmio (do latim, cadmia, e do grego kadmeia, que significa "calamina", o nome que recebia antigamente o carbonato de zinco) foi descoberto na Alemanha em 1817 por Friedrich Strohmeyer, observando que algumas amostras de calamina com impurezas mudavam de cor quando aquecidos, o que não ocorria com a calamina pura. O novo elemento, cádmio, foi encontrado como impureza neste composto de zinco. Durante uns cem anos a Alemanha foi o principal produtor deste metal. Na Conferência Internacional de Pesos e Medidas ocorrida em 1927 se redefiniu o metro segundo uma linha espectral do cádmio. Entretanto, esta definição foi mudada posteriormente.

Abundância e obtenção
O cádmio é um elemento escasso na crosta terrestre. As reservas são difíceis de serem encontradas e existem em pequenas quantidades. Nos minerais normalmente é substituído pelo zinco devido à semelhança química. O cádmio é geralmente obtido como subproduto da obtenção do zinco. É separado do zinco pela precipitação com sulfatos ou mediante destilação. Geralmente o zinco e o cádmio estão nos minerais na forma de sulfetos que queimados originam uma mistura de óxidos e sulfatos, e o cádmio é separado aproveitando-se a maior facilidade que apresenta para sofrer redução. O mineral mais importante de zinco é a esfalerita, (Zn, Fe)S, semelhante ao mineral de cádmio denominado greenockita ou grinoquita, CdS. O cádmio, além de ser obtido da mineração e metalurgia do sulfeto de zinco, também é obtido, em menor quantidade, das de chumbo e cobre. Existem outras fontes secundárias de obtenção do cádmio, uma delas é a partir de sucatas recicladas de ferro e aço, donde se obtém aproximadamente 10% do cádmio consumido. O cádmio é um elemento encontrado de forma natural na crosta terrestre. É um metal macio com um brilho muito semelhante ao da prata, porém dificilmente encontrado na forma elementar. Em geral, este metal é encontrado ligado

Cádmio a outros elementos, tais como oxigênio, cloro ou enxofre, formando compostos. Todos estes compostos são sólidos estáveis que não se evaporam. Somente o óxido de cádmio é encontrado na atmosfera na forma de pequenas partículas. Uma grande parte do cádmio utilizado com fins industriais é obtido como produto da fundição de rochas que contêm zinco, cobre ou chumbo. O cádmio apresenta várias aplicações industriais, porém é frequentemente usado para a produção de pigmentos, pilhas elétricas e plásticos. Pequenas quantidades de cádmio são encontradas naturalmente no ar, na água, no solo e nos alimentos. Para a maioria das pessoas, a comida é a principal fonte de exposição ao cádmio porque muitos alimentos tendem a absorve-lo e retê-lo. As plantas absorvem este elemento principalmente do solo e da água.

263

Toxicidade do cádmio
O cádmio é um metal pesado que produz efeitos tóxicos nos organismos vivos, mesmo em concentrações muito pequenas. A exposição ao cádmio nos humanos ocorre geralmente através de duas fontes principais: a primeira é por via oral (por água e ingestão de alimentos contaminados), e a segunda por inalação. Os fumantes são os mais expostos ao cádmio porque os cigarros contêm este elemento. Alguns órgãos vitais são alvos da toxicidade do cádmio. Em organismos intensamente expostos, o cádmio ocasiona graves enfermidades ao atuar sobre estes órgãos. Existem actualmente algumas descrições de possíveis mecanismos de toxicidade do cádmio, entretanto, o modo real pelo qual este elemento age como agente tóxico tem sido pouco estudado. A aplicação de certos fertilizantes ou de excrementos de animais no solo destinado ao cultivo de alimentos pode aumentar o nível de cádmio que, por sua vez, causa um aumento no nível deste elemento nos produtos cultivados. O cádmio não é encontrado em quantidades preocupantes na água, entretanto pode ser contaminada quando flui através de encanamentos soldados com materiais que contêm este metal ou quando entra em contato com lixos químicos. A fonte mais importante de descarga do cádmio para o meio ambiente é através da queima de combustíveis fósseis (como carvão e petróleo) e pela incineração de lixo doméstico. O cádmio também contamina o ar quando se fundem rochas para extrair zinco, cobre ou chumbo. Trabalhar ou viver à proximidade de uma destas fontes contaminantes pode resultar numa exposição significativa ao cádmio. Fumar é outra importante fonte de exposição ao cádmio. Como as demais plantas, o tabaco contém cádmio que é inalado pelo fumante. Muitos fumadores contêm o dobro de cádmio em seus organismos comparado aos não fumadores. O cádmio entra na corrente sanguínea por absorção no estômago ou nos intestinos logo após a ingestão do alimento ou da água, ou por absorção nos pulmões após a inalação. Muito pouco cádmio entra no corpo através da pele. Usualmente só é absorvido pelo sangue aproximadamente 1 a 5% do cádmio ingerido por via oral, entretanto é absorvido de 30 a 50% quando inalado. Um fumador que consome um maço de cigarros por dia pode absorver, durante esse tempo, quase o dobro de cádmio absorvido por um não fumador. De qualquer forma, uma vez que o cádmio é absorvido é fortemente retido, inclusive baixas doses deste metal podem constituir um nível significativo no organismo se a exposição se prolonga durante um longo período de tempo. Um vez absorvido, o cádmio é transportado pela corrente sanguínea até o fígado, onde se une a uma proteína de baixo peso molecular. Pequenas quantidades desse complexo proteína-cádmio passam continuamente do fígado para a corrente sanguínea, para ser transportado até os rins e filtrado através dos glomérulos, para posteriormente ser reabsorvido e armazenado nas células tubulares dos rins. Este último órgão excreta de 1 a 2% do cádmio obtido diretamente das fontes ambientais. A concentração do metal nos rins é aproximadamente 10 mil vezes mais alta que a da corrente sanguínea. A excreção fecal do metal representa uma mínima quantidade do cádmio não absorvido no

Cádmio sistema gastrointestinal. Por outro lado, se estima que a vida biológica do cádmio nos humanos varia de 13 a 40 anos. Não se sabe que o cádmio tenha algum efeito benéfico, porém pode causar alguns efeitos adversos para a saúde. Embora as exposições prolongadas sejam extremamente raras atualmente, a ingestão de altas doses é causa de severas irritações no estômago provocando vômitos e diarreias, e sua inalação causa graves irritações nos pulmões. Causam maior preocupação os efeitos a baixas exposições durante muito tempo. Alguns efeitos de vários níveis e durações de exposição são os seguintes: • Em pessoas que têm sido expostas a um excesso de cádmio através da dieta ou pelo ar se têm observado danos nos rins. Esta enfermidade renal normalmente não é mortal, porém pode ocasionar a formação de cálculos e seus efeitos no sistema ósseo se manifestam através de dor e debilidade. • Em trabalhadores de fábricas, onde o nível de concentração de cádmio no ar é alta, têm sido observados severos danos aos pulmões, tais como enfisema pulmonar. • Em animais expostos durante muito tempo ao cádmio por inalação, se tem observado o aparecimento de câncer de pulmão. Estudos em seres humanos também sugerem que uma inalação prolongada de cádmio pode resultar num aumento do risco de contrair câncer pulmonar, como no caso dos fumantes. Não há evidências de que a ingestão de cádmio por via oral possa causar câncer. • Também tem sido observada uma alta pressão arterial em animais expostos ao cádmio, embora se desconheça a importância da exposição a este metal na hipertensão humana. • Outros tecidos também são danificados por exposição ao cádmio em animais ou humanos, incluindo o fígado, os testículos, o sistema imunológico, o sistema nervoso e o sangue. Efeitos na reprodução e no desenvolvimento têm sido observados em animais expostos ao cádmio, porém não foram verificados ainda nos seres humanos. É importante tomar medidas preventivas para regular as descargas de cádmio ao ambiente. Assim mesmo, devem-se proteger as pessoas que por outros motivos estejam expostas a este metal. Também deve-se considerar aumentar a informação acerca do cádmio para a população em geral. Apesar de serem claras as evidências da toxicidade do cádmio, não foram realizados estudos formais acerca das consequências reais que tem a ação deste metal sobre os organismos vivos, especialmente no humano. É possível que alguns dos nossos males, tais como câncer, enfermidades renais, hepáticas, pulmonares e outras, estejam ligados com a exposição prolongada ao cádmio. A pesquisa ajudaria a aprofundar o conhecimento sobre os mecanismos básicos que determinam os danos causados por este metal, permitindo um maior conhecimento da sua toxicidade e o possível tratamento. • Los Alamos National Laboratory – Cadmium (http://periodic.lanl.gov/elements/48.html)

264

Ligações externas
• WebElements.com – Cadmium (http://www.webelements.com/webelements/elements/text/Cd/index.html) • EnvironmentalChemistry.com – Cadmium (http://environmentalchemistry.com/yogi/periodic/Cd.html) • Pictures of Crystalline Cadmium (http://boerse.proguitar.net/?arg=zoom&element=Cd&art=372&seite=0& total=3&linkid=ewiki-Cd#magnify)

Índio (elemento químico)

265

Índio (elemento químico)
Índio

Cádmio ← Índio → EstanhoGa↑ In↓ TlTabela completa • Tabela estendida

49

In

Aparência cinza prateado lustroso

Fio dúctil de índio com espessura de cerca de 3 mm. Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Número CAS Índio, In, 49 metais representativos 3B, 5, p 7310 kg/m3, 1,2 7440-74-6 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Raio de Van der Waals Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 114,818 u 167 pm 142±5 pm 193 pm [Kr] 4d10 5s2 5p1 2, 8, 18, 18, 3 (ver imagem) 3, 2, 1 (óxido anfótero) tetragonal

Índio (elemento químico)

266
Propriedades físicas

Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Pressão de vapor Velocidade do som

sólido 429,7485 K 2345 K 3,263 kJ/mol 231,5 kJ/mol 1 Pa a 1196 K 1215 m/s a 20 °C Diversos

Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização

1,78 26,74 J/(kg·K) 81,6 W/(m·K) 558,3 kJ/mol 1820,7 kJ/mol 2704 kJ/mol 5210 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN 4,3% Meia-vida MD MeV
113

PD

In

estável com 64 neutrões β− 0,495
115

115

In 95,7% 4,41×1014 a

Sn

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O índio (do latim indicum, índigo ou anil) é um elemento químico de símbolo In de número atômico 49 (49 prótons e 49 elétrons) e de massa atómica igual a 114,8 u. À temperatura ambiente, o Índio encontra-se no estado sólido. É um metal do grupo 13 ( IIIA ) da classificação periódica dos elementos. É pouco abundante, maleável, facilmente fundível, quimicamente similar ao alumínio e gálio, porém mais parecido com o zinco. A principal fonte de obtenção do índio é a partir das minas de zinco. Usado na fabricação de telas de cristais líquidos e na formação de películas delgadas que servem como lubrificantes. Foi descoberto por Ferdinand Reich e Theodor Richter em 1863 quando estavam buscando tálio em minas de zinco.

Índio (elemento químico)

267

Características principais
O Índio é um metal branco prateado brilhante . Quando o metal é dobrado, emite um som característico. Seu estado de oxidação mais característico é o +3, ainda que apresente o estado +1 em alguns compostos.

Aplicações
Foi empregado durante a Segunda Guerra Mundial como revestimento em motores de alto rendimento de aviões. Depois da guerra foi destinado a novas aplicações: em ligas metálicas, em soldas e na indústria eletrônica. Nos anos 80 despertou o seu interesse no uso de fosfatos de índio semicondutores e películas delgadas de óxidos de índio e estanho para e desenvolvimento de telas de cristais líquidos ( LCD ). Outras aplicações: • Na fabricação de ligas metálicas de baixo ponto de fusão. Uma liga de 24% de índio com 76% de gálio é líquida a temperatura ambiente. • Para produzir fotocondutores, transístores de germânio e retificadores. • Formação de espelhos, tão bons como os de prata, porém mais resistentes a corrosão. • Seu óxido se emprega na fabricação de painéis eletroluminosos. • O isótopo radioactivo In-111 é usado na medicina nuclear.

História
O índio ( nome procedente da linha de cor índico de seu especto atômico ) foi descoberto por Ferdinand Reich e Theodor Richter em 1863 quando estavam buscando tálio em minas de zinco com o uso de um espectrógrafo. Foi isolado por Ritcher em 1867.

Abundância e obtenção
É produzido principalmente a partir dos resíduos gerados no processamento dos minérios de zinco. Também é encontrado em minas de ferro, chumbo e cobre. É obtido mediante a eletrólise de seus sais. A quantidade de índio consumida está muito relacionado com a produção mundial de telas de cristais líquidos (LCD). O aumento da eficiência de produção e reciclagem (especialmente no Japão) mantém o equilíbrio entre a demanda e o fornecimento. Até 1924 só havia um grama do elemento isolado no mundo. Estima-se que a crosta terrestre tem aproximadamente 0,1 ppm de índio (tão abundante quanto a prata). O principal produtor de índio é o Canadá.
O Índio é usado na produção de telas de cristais líquidos.

Índio (elemento químico)

268

Precauções
Há certas evidências não confirmadas que sugerem que o índio apresente uma toxicidade baixa. Na indústria de semicondutores e em soldas, onde as exposições são relativamente altas, não se tem notícias de efeitos colaterais.

Referências
• Los Alamos National Laboratory - Indium [1]

Ligações externas
• WebElements.com - Indium [2] • EnvironmentalChemistry.com - Indium [3]

Referências
[1] http:/ / periodic. lanl. gov/ elements/ 49. html [2] http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ In/ index. html [3] http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ In. html

Estanho
Estanho

Índio ← Estanho → AntimônioGe↑ Sn↓ PbTabela completa • Tabela estendida

50

Sn

Aparência cinza prateado brilhante

Cubo metálico de estanho. Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Estanho, Sn, 50 metais representativos 4B, 5, p

Estanho

269
Densidade, dureza Número CAS

7310 kg/m3, 1,5 7440-31-5 Propriedade atómicas

Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Raio de Van der Waals Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina

118,710 u 140 pm 139±4 pm 217 pm [Kr] 4d10 5s2 5p2 2, 8, 18, 18, 4 (ver imagem) 4, 2, -4 (óxido anfótero) tetragonal Propriedades físicas

Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Pressão de vapor Velocidade do som

sólido 505,08 K 2875 K 7,03 kJ/mol 296,1 kJ/mol 1 Pa a 1497 K 2500 m/s a 20 °C Diversos

Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 5º Potencial de ionização

1,96 228 J/(kg·K) 66,6 W/(m·K) 708,6 kJ/mol 1411,8 kJ/mol 2943 kJ/mol 3930,3 kJ/mol 7456 kJ/mol

Isótopos mais estáveis

Estanho

270

Ed iso AN 0,97% 0,66% 0,34% Meia-vida MD MeV
112

PD

Sn Sn Sn

estável com 62 neutrões estável com 64 neutrões estável com 65 neutrões estável com 66 neutrões estável com 67 neutrões estável com 68 neutrões estável com 69 neutrões estável com 70 neutrões estável com 72 neutrões estável com 74 neutrões 2,3×105 a β− 0,380
126

114

115

116

Sn 14,54% Sn 7,68%

117

118

Sn 24,22% Sn 8,59%

119

120

Sn 32,58% Sn Sn Sn 4,63% 5,79% traços

122

124

126

Sb

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O estanho é um elemento químico de símbolo Sn, número atômico 50 (50 prótons e 50 elétrons) e com massa atómica de 118,7 u. Está situado no grupo 14 ou IVA da classificação periódica dos elementos. É um metal prateado, maleável que é sólido nas condições ambientais. Não se oxida facilmente com o ar e é resistente a corrosão. É usado para produzir diversas ligas metálicas utilizados para recobrir outros metais para protegê-los da corrosão. O estanho é obtido principalmente do mineral cassiterita onde apresenta-se como um óxido. É um dos metais mais antigos conhecido, e foi usado como um dos componentes do bronze desde a antiguidade.

Características principais
O estanho é um metal branco prateado, maleável, pouco dúctil, de baixo ponto de fusão e altamente cristalino. Quando uma barra de estanho é quebrada produz um ruído denominado "grito de lata" ("grito de estanho") causada pelos cristais quando são rompidos. Este metal resiste à corrosão quando exposto à água do mar e água potável, porém pode ser atacado por ácidos fortes, bases e sais ácidos. O estanho age como um catalisador quando o oxigênio se encontra dissolvido, acelerando o ataque químico. Quando aquecido na presença do ar acima de 1500 °C retorna à condição de óxido estânico. O estanho é atacado pelos ácidos sulfúrico, nítrico e clorídrico concentrados, e com bases produz estanatos. O estanho facilmente pode ser lustrado e é usado como revestimento de outros metais para impedir a corrosão ou a outra ação química. Este metal combina-se diretamente com cloro e oxigênio, e desloca o hidrogênio dos ácidos. O estanho é maleável em baixas temperaturas porém é frágil quando aquecido.

Estanho

271

Alótropos
O estanho sólido tem dois alótropos nas CNTP. Em baixas temperaturas, existe na forma "cinzenta" ou estanho alfa que apresenta estrutura cristalina cúbica, semelhante ao silício e germânio. Quando aquecido acima de 13,2 °C muda para a forma "branca" ou estanho beta, com estrutura cristalina tetragonal. A transformação da forma beta a alfa, por resfriamento, só pode ser efetuada quando o estanho apresenta elevado grau de pureza. Esta transformação é afetada por impurezas como alumínio e zinco, e pode ser impedida de ocorrer por meio da adição de antimônio, bismuto, chumbo, ouro ou prata.

Aplicações
O estanho liga-se prontamente com o ferro, e foi muito usado na indústria automotiva para revestimento e acabamento da lataria. O estanho que faz uma ótima liga com chumbo é usado como revestimento misturado ao zinco no aço para impedir a corrosão e evitar a eletrólise. O estanho também é muito usado em telhas, correntes e âncoras. Os recipientes de aço blindados com estanho (folhas de flandres) são usados extensivamente para a conservação de alimentos, e desta forma é um grande mercado para o estanho metálico. Os ingleses os denominam de "tins" e os norte-americanos de "cans". Outros usos: • Algumas ligas importantes de estanho são: bronze, metal de sino , metal Babbitt, liga de carcaça, pelter, bronze fosforoso, solda macia, e metal branco. • O sal mais importante é o cloreto de estanho que é usado como agente redutor e como mordente no processo de fixação de tintas no tecido morin produzindo um tecido estampado denominado chita. O cloreto também é adicionado a sabões, sabonetes e perfumes para manter a cor e perfume destes produtos. Revestimentos de sais de estanho pulverizados sobre vidro conduzem eletricidade. Estes revestimentos foram usados em painéis luminosos e em para-brisas para liberá-las de água ou gelo. • O vidro de janelas frequentemente é produzido por meio da flutuação de vidro derretido sobre o estanho derretido (vidro de flutuador) para tornar sua superfície plana, método denominado "processo Pilkington". • O estanho também é usado para soldar juntas de tubulações ou de circuitos elétricos e eletrônicos. Na forma de ligas é usado para a fabricação de molas, fusíveis, tubos e peças de fundição como mancais e bronzinas. • Sais de estanho são usados em espelhos e na produção de papel, remédios e fungicidas. • Devido à grande maleabilidade do estanho, é possível produzir lâminas muito finas utilizadas para acondicionar vários produtos como, por exemplo, maços de cigarros e barras de chocolate. O estanho transforma-se num supercondutor abaixo de 3,72 K e foi um dos primeiros supercondutores a ser estudado; o efeito Meissner, uma das características dos supercondutores, foi descoberto inicialmente em cristais supercondutores de estanho. O composto nióbio-estanho Nb3Sn é comercialmente usado para produzir fios de imãs supercondutores, devido à sua alta temperatura crítica (18 K) e campo magnético crítico (25 T). Os eletroímãs supercondutores que pesam alguns quilogramas são capazes de produzir campos magnéticos comparáveis a toneladas de eletroímãs convencionais.

História
O estanho (do latim stagnun vulgarizado para stannun na Idade Média) é um dos metais mais antigos conhecido, e foi usado como um dos componentes do bronze desde a antiguidade. Devido a sua capacidade de endurecer o cobre, a liga de estanho-cobre (bronze) foi utilizada para produzir armas e utensílios desde 3000 a.C.[1] Acredita-se que a mineração do estanho tenha se iniciado na Cornualha e Devon (Indústria de mineração de estanho de Dartmoor), Inglaterra, em épocas clássicas, desenvolvendo um próspero comércio de estanho com as civilizações do mediterrâneo.[2] Entretanto, o metal puro não foi usado até aproximadamente 600 a.C.. No Brasil colonial os pratos e copos utilizados pelas famílias mais abastadas eram de estanho.[3]

Estanho

272

Ocorrência
Reservas mundiais de estanho[4]
País  China  Malásia  Peru Reservas Base de incidência 1,700,000 3,500,000 1,000,000 1,200,000 710,000 1,000,000 900,000 2,500,000 900,000 350,000 250,000 300,000 200,000

 Indonésia 800,000  Brasil  Bolívia  Rússia 540,000 450,000 300,000

 Tailândia 170,000  Australia 150,000 Outros 180,000

Aproximadamente 35 países no mundo mineram o estanho. Quase todo continente apresenta uma mina importante deste metal. O estanho é produzido pela redução do minério com carvão em alto forno e depois refinado em fornos revérboro: SnO2 + 2 C ⇒ Sn + 2 CO O estanho é um elemento relativamente escasso, com uma abundância na crosta terrestre de aproximadamente 2 ppm (m/m), comparado com os 75 ppm (m/m) para o zinco, 50 ppm (m/m) para o cobre, e 14 ppm (m/m) para o chumbo.[5] A maioria do estanho do mundo é produzida a partir de depósitos placer; pelo menos a metade vem do Sudeste Asiático: Malásia, Indonésia e Tailândia. Na América do Sul o principal produtor é o Peru.[4] O único mineral de importância comercial como uma fonte de estanho é a cassiterita (SnO2), embora pequenas quantidades de estanho são recuperados de sulfetos complexos como estanita, cilindrita, lindrita, franckeita , canfieldita, e teallita. A sucata também é uma fonte importante de estanho.

Minério de estanho

Isótopos
O estanho é o elemento com o maior número de isótopos estáveis (10). São conhecidos, também, 18 isótopos instáveis. Os principais isótopos instáveis com as suas respectivas meias-vida são: Sn-113 (155,1 dias), Sn-117m (13,6 dias), Sn-119m (293,0 dias), Sn-121 (1,12 dias), Sn-121m (55,0 anos), Sn-123 (129,2 dias), Sn-123m (40,1 minutos), Sn-125 (9,63 dias), Sn-125m (9,5 minutos) e Sn-126 (100.000,0 anos).

Precauções
Pequenas quantidade de estanho encontradas em alimentos enlatados não são prejudiciais a seres humanos. Os compostos trialquil triaril de estanho são biocidas e devem ser manuseados com cuidado. Devido a seu baixo ponto de fusão (232 °C ), o estanho não deve ser usado como agente de fixação nas conexões e tubulações de cobre, atualmente utilizadas na distribuição de gás GLP, uma vez que, em caso de incêndio, pode ocasionar vazamentos seguidos de explosões.

Estanho

273

Referências
[1] The Problem of Early Tin. Oxford: Archaeopress, 2003. ISBN 1-84171-564-6 [2] Penhallurick, R.D.. Tin in Antiquity: its Mining and Trade Throughout the Ancient World with Particular Reference to Cornwall. London: The Institute of Metals, 1986. ISBN 0-904357-81-3 [3] Lima, Cláudia. Tachos e panelas: historiografia da alimentação brasileira. Recife: Ed. da autora, 1999. 2ª Ed. 310p. ISBN 8590103218 [4] Carlin, Jr., James F.. Minerals Yearbook 2006: Tin (http:/ / minerals. usgs. gov/ minerals/ pubs/ commodity/ tin/ myb1-2006-tin. pdf) (PDF). United States Geological Survey. Página visitada em 14 de Janeiro de 2012. [5] Emsley 2001, pp. 124, 231, 449 and 503

Antimônio
Antimônio

Estanho ← Antimônio → TelúrioAs↑ Sb↓ BiTabela completa • Tabela estendida

51

Sb

Aparência cinza prateado lustroso

Cristal de antimônio de 2g. Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Número CAS Antimônio, Sb, 51 Semimetal 5A, 5, p 6697 kg/m3, 3 7440-36-0 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Raio de Van der Waals 121,760 u 140 pm 139±5 pm 206 pm

Antimônio

274
Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina

[Kr] 4d10 5s2 5p3 2, 8, 18, 18, 5 (ver imagem) 5, 3, -3 (óxido meio ácido) romboédrico Propriedades físicas

Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Pressão de vapor

sólido 903,78 K 1860 K 19,79 kJ/mol 193,43 kJ/mol 1 Pa a 807 K Diversos

Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 5º Potencial de ionização 6º Potencial de ionização

2,05 210 J/(kg·K) 24,3 W/(m·K) 834 kJ/mol 1594,9 kJ/mol 2440 kJ/mol 4260 kJ/mol 5400 kJ/mol 10400 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN Meia-vida MD MeV
121

PD

Sb 57,36% Sb 42,64% Sb sintético

estável com 70 neutrões estável com 72 neutrões estável com 74 neutrões

123

125

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O antimônio (português brasileiro) ou antimónio (português europeu) (do grego antímonos, oposto à solidão), também chamado estíbio, é um elemento químico de símbolo Sb de número atômico 51 (51 prótons e 51 elétrons) e de massa atómica igual a 121,8 u. À temperatura ambiente, o antimônio encontra-se no estado sólido. O símbolo Sb é uma abreviatura do seu nome na língua latina, Stibium, convencionalmente abreviado Sb. É um semi-metal (metalóide) do grupo 15 (VA) da Classificação Periódica dos Elementos. Apresenta quatro formas alotrópicas. Sua forma estável é um metal de coloração branca azulada. O antimônio negro e o amarelo são formas não metálicas instáveis. O antimônio é empregado principalmente em ligas metálicas e alguns de seus compostos para dar resistência contra o fogo, em pinturas, cerâmicas, esmaltes, vulcanização da borracha e fogos de artifício. Foi descoberto em 1450 por Thölde.

Antimônio

275

Características principais
O antimônio na sua forma elementar é um sólido cristalino, fundível, quebradiço, branco prateado que apresenta uma condutividade elétrica e térmica baixa, e evapora em baixas temperaturas. Este elemento semi-metálico (metalóide) se parece aos metais no aspecto e nas propriedades físicas, mas quimicamente não se comporta como eles. Pode ser atacado por ácidos oxidantes e halogênios. As estimativas sobre a abundância de antimônio na crosta terrestre vão desde 0,2 a 0,5 ppm. O antimônio ocorre com o enxofre e outros metais como chumbo, cobre e prata.

Aplicações
O antimônio tem uma crescente importância na indústria de semicondutores para a construção de diodos, detectores infravermelhos e dispositivos de efeito Hall. Usado como liga, este semi-metal incrementa muito a dureza e a força mecânica do chumbo. Também é empregado em diferentes ligas como peltre, metal antifricção (liga com estanho) , metal inglês (formado por zinco e antimônio). Algumas aplicações mais específicas: • baterias e acumuladores; • tipos de imprensa; • revestimentos de cabos; • almofadas e rolamentos. Compostos de antimônio na forma de óxidos, sulfetos, antimoniatos e halogenetos de antimônio são empregados na fabricação de materiais resistentes ao fogo, esmaltes, vidros, pinturas e cerâmicas. O trióxido de antimônio é o mais importante e é usado principalmente como retardante de chama (antifogo). Estas aplicações como retardantes de chama compreendem a produção de diversos produtos como roupas, brinquedos, cobertas de assentos etc.

História
O antimônio era conhecido pelos chineses e babilônios desde 3.000 a.C. O sulfeto de antimônio foi empregado como cosmético e com fins medicinais. A história do símbolo do antimônio, e a sua relação com o seu nome "estíbio", é longa: o nome copta do pó cosmético de sulfeto de antimônio foi tomado do grego e depois passou ao latim, resultando o nome stibium. O químico Jöns Jacob Berzelius usou uma abreviatura deste nome em seus escritos e assim se converteu no símbolo Sb. Uma teoria para seu nome "stibium" é a de que muitos recipientes que guardavam vinho antigamente continham elementos metálicos com antimônio em sua composição. Este era oxidado e formavam compostos que davam o sabor amargo ao vinho; daí o significado de seu nome: vida azeda. O antimônio foi amplamente empregado na alquimia. Há escritos sobre este elemento de Georg Bauer (Georgios Agrícola), e Basilio Valentín é o autor de O carro triunfal do antimônio, um tratado sobre o elemento.

Antimônio

276

Abundância e obtenção
O antimônio é encontrado na natureza em numerosos minerais, apesar de ser um elemento pouco abundante. Embora seja possível encontrá-lo livre, normalmente está na forma de sulfetos. O principal minério de antimônio é a antimonita (também chamada de estibina), Sb2S3. Mediante a queima de sulfeto de antimônio se obtém óxido de antimônio III, Sb2O3, que é reduzido com o coque para a obtenção do antimônio: 2Sb2O3 + 3C → 4Sb + 3CO2 Também pode ser obtido por redução direta do sulfeto, com ferro: Sb2S3 + 3Fe → 2Sb + 3FeS

Compostos
Seus estados de oxidação mais comuns são o +3 e o +5. São conhecidos todos os seus tri-halogenetos , SbX3, o pentafluoreto e o pentacloreto, SbX5. O trifluoreto é empregado como fluorante. O pentafluoreto junto com HSO3F forma um sistema SbF5-FSO3H com propriedades de superácido. Com estes halogenetos pode-se preparar diversos complexos. O hidreto SbH3 ( estibina ) é pouco estável, decompondo-se com muita facilidade. São conhecidos também o trióxido de antimônio, Sb2O3 e o pentóxido, Sb2O5.

Precauções
O antimônio e muitos de seus compostos são tóxicos.
A toxicidade do antimônio depende do seu estado químico. O antimónio metálico é relativamente inerte, no entanto a stibnite é altamente tóxica. A toxicidade dos outros compostos do elemento pode ser classificada entre estes dois extremos. O manuseamento do antimónio e dos seus compostos deve ser feito em ambientes devidamente ventilados para evitar a contaminação atmosférica. Caso contrário existe o perigo de formação de dermatites. —Ramon Dias

Referências
• Los Alamos National Laboratory - Antimony [1]

Ligações externas
• WebElements.com - Antimony [2] • EnvironmentalChemistry.com - Antimony [3] • Elementymology & Elements Multidict: Antimony [4] (by Peter van der Krogt)

Referências
[1] [2] [3] [4] http:/ / periodic. lanl. gov/ elements/ 51. html http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ Sb/ index. html http:/ / www. environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ Sb. html http:/ / elements. vanderkrogt. net/ element. php?sym=Sb

Telúrio

277

Telúrio
Telúrio

Antimônio ← Telúrio → IodoSe↑ Te↓ PoTabela completa • Tabela estendida

52

Te

Aparência cinza prateado lustroso

Cristal de telúrio ultra-puro. Comprimento de cerca de 2 cm. Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Número CAS Telúrio, Te, 52 Semimetal 16 (VIA), 5, p 6240 kg/m3, 2,25 13494-80-9 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Raio de Van der Waals Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 127,60 u 140 pm 138±4 pm 206 pm [Kr] 4d10 5s2 5p4 2, 8, 18, 18, 6 (ver imagem) 6, 5, 4, 2, -2 (óxido meio ácido) hexagonal Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão sólido 722,66 K 1261 K 17,49 kJ/mol

Telúrio

278
Entalpia de vaporização Pressão de vapor 114,1 kJ/mol 100 Pa a 1266 K Diversos Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 5º Potencial de ionização 6º Potencial de ionização 7º Potencial de ionização 2,1 202 J/(kg·K) 2,35 W/(m·K) 869,3 kJ/mol 1790 kJ/mol 2698 kJ/mol 3610 kJ/mol 5668 kJ/mol 6820 kJ/mol 13200 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN 0,09% Meia-vida MD MeV
120

PD 1,701 1,040

Te

>2,2×1016 a 16,78 d
122

εε ε

120

Sn Sb

121

Te sintético Te Te Te Te 2,55% 0,89% 4,74% 7,07%
124

121

122

Te é estável com 70 nêutrons >1,0×1013 a Te é estável com 72 nêutrons Te é estável com 73 nêutrons Te é estável com 74 nêutrons 9,35 h 2,2×1024 a 69,6 min 7,9×1020 a β− β− β− β− 0,698 0,867 1,498 2,528
127

123

ε

0,051

123

Sb

124

125

125

126

Te 18,84% Te sintético Te 31,74% Te sintético Te 34,08%

126

127

I

128

128

Xe I

129

129

130

130

Xe

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O telúrio é um elemento químico de símbolo Te, de número atômico 52 (52 prótons e 52 elétrons) com massa atómica 127,6 u. É um semi-metal pertencente ao grupo 16 (VIA) da classificação periódica dos elementos. À temperatura ambiente, o telúrio encontra-se no estado sólido. Foi descoberto, no ano de 1782 ou 1783, num minério denominado calaverita por Franz Joseph Müller von Reichenstein, e isolado em 1798 por Martin Heinrich Klaproth. É usado principalmente em ligas metálicas e como semicondutor.

Telúrio

279

Características principais
O telúrio é um elemento relativamente raro, pertence a mesma família química do oxigênio, enxofre, selênio, e polônio, todos denominados calcogênios. Quando cristalino, o telúrio é branco-prateado, e quando na forma pura apresenta um brilho metálico. É um semi-metal (metalóide), frágil e facilmente pulverizável. O telúrio amorfo pode ser obtido por precipitação de uma solução de ácido teluroso ou ácido telúrico. Entretanto, existem algumas controvérsias quanto ao fato deste telúrio ser realmente amorfo ou constituído de minúsculos cristais. O telúrio é um semicondutor do tipo que demonstra condutividade maior em determinadas direções, dependendo do alinhamento atômico. Relacionado quimicamente ao selênio ou ao enxofre, a condutividade do telúrio aumenta ligeiramente quando exposto a luz. Pode ser dopado com cobre, ouro, prata, estanho ou outros metais. O telúrio, quando queimado em presença do ar , produz uma chama azul esverdeada , e forma o dioxido de telúrio (TeO2) como produto. Quando fundido, o telúrio tem a capacidade de corroer o cobre, o ferro e o aço inoxidável.

Aplicações
A maior parte do telúrio é usado em ligas com outros metais. É adicionado ao chumbo para aumentar a sua resistência mecânica, durabilidade e diminuir a ação corrosiva do ácido sulfúrico. Quando adicionado ao aço inoxidável e cobre torna estes materiais mais facilmente usináveis. Outros usos: • Em ferro fundido (ferro de molde) para o controle a frio. • Usado em cerâmicas. Adicionado a borracha aumenta a sua resistência ao calor e ao envelhecimento, e é usado como pigmento azul para colorir o vidro. • O telúrio coloidal tem ação fungicida, inseticida e germicida. • O telureto de bismuto apresenta uso em dispositivos termoelétricos. • O telúrio é utilizado na camada refletora de CDs RW, sob a forma de uma liga com a prata, o estanho e o índio (AgSnInTe) O telúrio também é usado em espoletas de explosivos e apresenta potenciais aplicações em painéis solares como telureto de cádmio. Apesar do aumento de algumas eficiências para a geração de energia elétrica a partir da energia solar tenha sido obtida com a utilização deste material, a sua aplicação não produziu um aumento significativo na demanda.

História
O telúrio (do latim tellus que significa “terra”) foi descoberto em 1782 ou 1783 por Franz Joseph Müller von Reichenstein, na Romênia, a partir de um minério de ouro denominado calaverita (AuTe2) proveniente de uma mina da Transilvânia. Em 1798 foi isolado e nomeado por Martin Heinrich Klaproth. A partir de 1960 ocorreu um aumento do uso do telúrio na fabricação de dispositivos termoelétricos utilizados em refrigeração e para melhorar as qualidades do aço.

Ocorrência
O telúrio as vezes é encontrado na forma nativa, porém é encontrado freqüentemente na forma de telureto de ouro (calaverita) ou, em pequena quantidade, combinado com outros metais constituindo os minérios altaita, coloradoita, ricardita, pedzita, silvanita e tetradimita. A principal fonte comercial de telúrio é da lama anódica obtida a partir da refinação eletrolítica do cobre. Os maiores produtores mundiais deste elemento são os Estados Unidos (Montana, Utah e Arizona), Canadá, Japão e Peru.

Telúrio

280

Compostos
O telúrio pertence a mesma série química do enxofre e xixiixixo, portanto produz compostos similares a estes elementos. Um composto de telúrio com metal, hidrogênio ou íons similares é denominado telureto. Os teluretos de ouro ou prata são considerados os melhores minérios deste elemento.

Isótopos
Existem 30 isótopos conhecidos de telúrio com massas atómicas que variam de 108 a 137 uma. São oito os isótopos naturais estáveis deste elemento (tabela a direita). Os principais isótopos instáveis, com suas meias-vidas são: Te-116 (2,49 horas), Te-117 (1,03 horas), Te-118 (6,00 dias), Te-119 (16,0 horas), Te-121 (16,8 dias), Te-127 (9,4 horas) e o Te-129 (33,6 dias). Aqueles com massa até 121 o modo de decaimento é a captura eletrônica produzindo isótopos de Sb e aqueles acima de 121 com emissão beta produzindo isótopos de I (iodo).

Precauções
Seres humanos expostos a atmosfera com 0.01 mg/m³ ou menos com telúrio adquirem um hálito desagradável e secura na boca. Intoxicações mais elevadas causam dores de cabeça, vertigens e sonolência. O telúrio e seus compostos devem ser considerados tóxicos e, portanto, devem ser manuseados com cuidado.

Referências
• Los Alamos National Laboratory – Tellurium [1]

Ligações externas
• WebElements.com – Tellurium [2] • EnvironmentalChemistry.com – Tellurium [3]

Referências
[1] http:/ / periodic. lanl. gov/ elements/ 52. html [2] http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ Te/ index. html [3] http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ Te. html

Iodo

281

Iodo
Iodo

Telúrio ← Iodo → XénonBr↑ I↓ AtTabela completa • Tabela estendida

53

I

Aparência cinza metálico lustroso, violeta quando gasoso

Cristal de iodo. Informações gerais Nome, símbolo, númeroSérie químicaGrupo, período, blocoDensidade, durezaNúmero CAS Propriedade atómicas Massa atômicaRaio atómico (calculado)Raio covalenteRaio de Van der WaalsConfiguração electrónicaElétrons (por nível de energia)Estado(s) de oxidaçãoEstrutura cristalina Propriedades físicas Estado da matériaPonto de fusãoPonto de ebuliçãoEntalpia de fusãoEntalpia de vaporizaçãoPressão de vapor Diversos Eletronegatividade (Pauling)Calor específicoCondutividade elétricaCondutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização Isótopos mais estáveis
Ed iso AN 100% sintético sintético 1,57 x 107 a 8,02070 d Meia-vida MD MeV
127

PD

I I I

estável com 74 neutrões β− β− 10,194 0,971
129

129

Xe Xe

131

131

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária. Iodo, I, 53 halogénios 17 (VIIA), 5, p 4940 kg/m3, 7553-56-2 126,90447 u 140 pm 139±3 pm 198 pm [Kr] 4d10 5s2 5p5 2, 8, 18, 18, 7 (ver imagem)7, 5, 3, 1, -1 (óxido fortemente ácido)ortorrômbicosólido 386,85 K 457,6 K (I ) 15,52 kJ/mol (I ) 41,57 kJ/mol 100 Pa a 309 K 2,66 145 J/(kg·K) 8 x 2 2 10-8 S/m 0,449 W/(m·K) 1008,4 kJ/mol 1845,9 kJ/mol 3180 kJ/mol O iodo (do grego iodés, cor violeta) é um elemento químico de símbolo I , de número atómico 53 (53 prótons e 53 elétrons) e de massa atómica 126,9 u. À temperatura ambiente, o iodo encontra-se no estado sólido. É um não metal, do grupo dos halogênios (17 ou VIIA) da classificação periódica dos elementos. É o menos reativo e o menos eletronegativo de todos os elementos do seu grupo. É um oligoelemento, empregado principalmente na medicina, fotografia e como corante. Foi descoberto na França pelo químico Bernard Courtois em 1811 a partir de algas marinhas.

Iodo

282

Características principais
O iodo é um sólido negro e lustroso, com leve brilho metálico, que sublima em condições normais formando um gás de coloração violeta e odor irritante. Igual aos demais halogênios forma um grande número de compostos com outros elementos, porém é o menos reativo do grupo, e apresenta certas características metálicas. A falta de iodo causa retardamento nas proclatinas. É pouco solúvel em água, porém dissolve-se facilmente em substâncias orgânicas, como etanol, clorofórmio, CHCl3, em tetracloreto de carbono, CCl4, ou em dissulfeto de carbono, CS2, produzindo soluções de coloração violeta. Em dissolução, na presença de amido dá uma coloração azul. Sua solubilidade em água aumenta se adicionarmos iodeto devido a formação do triodeto, I3-. Pode apresentar vários estados de oxidação: -1, +1, +3, +5, +7.

Aplicações
• O iodeto de potássio, KI, é adicionado ao sal comum, NaCl (mistura denominada de sal iodado), para prevenir o surgimento do bócio endêmico, doença causada pelo déficit de iodo na dieta alimentar. • A tintura de iodo é uma solução de iodo e KI em álcool, em água ou numa mistura de ambos (por exemplo, 2 gramas de iodo e 2,4 gramas de KI em 100 mL de etanol), que tem propriedades anti-sépticas. É empregada como desinfetante da pele ou para a limpeza de ferimentos. Também pode ser usada para a desinfectar a água. • Os compostos de iodo são importantes no campo da química orgânica e são muito úteis na medicina; iodetos, assim como a tiroxina, que contém iodo, são utilizados em medicina interna. • O iodeto de potássio, KI, é empregado em fotografia. • Se utiliza iodo em lâmpadas de filamento de tungstênio (wolfrâmio) para aumentar a sua vida útil. • O tri-iodeto de nitrogênio, NI3, é um explosivo de impacto, demasiadamente instável para a comercialização, porém pode-se facilmente prepará-lo de forma caseira. • Os isótopos radioativos Iodo-123 e Iodo-131 são utilizados em medicina nuclear, para estudar a Glândula Tiróide. O Iodo-131 é usado também na terapia de alguns tipos de cancro da Tiróide, graças ao seu decaimento com produção de partícula beta. • O iodeto de prata, AgI, é usado para criação de chuvas artificiais.

Funções biológicas
O iodo é um elemento químico essencial. Uma das funções conhecidas do iodo é como parte integrante dos hormônios tireóideos. A glândula tireóide fabrica os hormônios tiroxina e tri-iodotironina, que contém iodo. O déficit de iodo conduz ao Hipotiroidismo de que resultam o bócio e mixedema. A ocorrência de deficit de iodo na infância pode originar o cretinismo, ocasionando um retardo mental e físico. O excesso de produção de hormónios na tireóide conduz ao hipertiroidismo. O iodo também pode ser conhecido como desinfetante devido à sua fácil reatividade com elementos orgânicos proporcionada por sua alta eletronegatividade. Elemento químico ,53 holdslungs

Iodo

283

História
O iodo (do grego iodes, que significa "violeta") foi descoberto na França pelo químico Bernard Courtois em 1811 a partir de algas marinhas, não continuando com suas investigações por falta de dinheiro. Posteriormente, o químico inglês Humphry Davy e o químico francês Gay-Lussac estudaram em separado a substância e terminaram identificando-a definitivamente como um novo elemento. Ambos deram o crédito do descobrimento a Courtois.

Abundância e obtenção
O iodo é o halogênio menos abundante, apresentando-se na crosta terrestre com uma concentração de 0,14 ppm, estando na água do mar numa abundância de 0,052 ppm. O iodo pode ser obtido a partir dos iodetos, I-, presentes na água do mar e nas algas. Também pode ser obtido a partir dos iodatos, IO3- existente nos nitratos de Chile, separando-os previamente destes. • No caso de partir-se dos iodatos, uma parte destes se reduzem a iodetos, e os iodetos obtidos se fazem reagir com o restante dos iodatos, produzindo o iodo: IO3- + 5I- + 6H+ → 3I2 + 3H2O • Quando se parte dos iodetos, estes se oxidam com cloro, e o iodo obtido é separado mediante filtração. Pode-se purificar o iodo reduzindo-o e reoxidando-o com cloro. 2I- + Cl2 → I2 + 2ClO iodo pode ser preparado na forma ultrapura reagindo o iodeto de potássio, KI, com sulfato de cobre, CuSO4.

Compostos
• O iodo, I2 numa solução de iodeto, I-, forma poli-iodetos como o triodeto, I3-, ou o pentaiodeto, I5-. Também forma compostos com outros haletos como, por exemplo, o IF8-. • Em solução aquosa pode apresentar diferentes estados de oxidação. Os mais representativos são o -1, nos iodetos, o +5 nos iodatos, e o +7, nos periodatos (oxidantes fortes). • O iodeto de hidrogênio, HI, pode ser obtido por síntese direta do iodo com o hidrogênio. • O iodato, IO3- pode-se obter a partir de iodo com um oxidante forte. • Alguns iodetos de metais podem ser obtidos por síntese direta. Por exemplo: Fe + I2 → FeI2 e, a partir deste pode-se obter outros por substituição.

Isótopos
Existem 30 isótopos de iodo, porém somente o Iodo-127 é estável. O radioisótopo artificial Iodo-131 (através de emissão de partículas beta, mas também emite raios gama) com uma vida média de 8 dias se tem empregado no tratamento de câncer e outras patologias da glândula tireoide. O iodo-129 (com uma vida média de 16 milhões de anos) pode ser produzido a partir do xenônio-129 na atmosfera terrestre, ou também através do decaimento do urânio-238. Como o urânio se origina durante certo número de atividades relacionadas com a energia nuclear, sua presença (a relação 129Iodo/Iodo) pode indicar o tipo de atividade desenvolvida num determinado lugar. Por esta razão, o iodo-129 foi empregado nos estudos da água da chuva após o acidente ocorrido na usina nuclear de Chernobil. Também se tem empregado como traçador em água superficial e como indicador da dispersão de resíduos no meio ambiente. Em muitos aspectos o iodo-129 é similar ao cloro-36. É um halogênio solúvel, relativamente não reativo, existindo principalmente como ânion não solvatado, sendo produzido por reações termonucleares e cosmogênicas. Em estudos hidrológicos, as concentrações de iodo-129 são dadas, geralmente, através da relação do iodo-129 com o iodo total

Iodo (praticamente todo o iodo-127). Como no caso da relação 36Cloro/Cloro, as relações 129Iodo/Iodo na natureza são muito pequenas. 10-14 a 10-10 (o pico termonuclear de 129Iodo/Iodo durante as décadas 1960 e 1970 alcançou valores próximos de 10-7). O Iodo-129 se diferencia do cloro-36 em sua vida média que é maior (16 frente a 0,3 milhões de anos), é altamente biofílico e se encontra em múltiplas formas iónicas (geralmente I- e iodatos). A tabela a seguir mostra alguns Isótopos do iodo, bem como sua massa atômica, meia vida e decaimento
Simbolo % Natural ¹²ºI ¹²¹I ¹²²I ¹²³I ¹²⁴I ¹²⁵I ¹²⁶I ¹²⁷I ¹²⁸I ¹²⁹I ¹³ºI ¹³¹I ¹³²I ¹³³I ¹³⁴I ¹³⁵I 0 0 0 0 0 0 0 100 0 0 0 0 0 0 0 0 Massa Meia Vida Decaimento Ce p/¹²ºTe Ce p/¹²¹Te Ce p/¹²²Te Ce p/¹²³Te Ce p/¹²⁴Te Ce p/¹²⁵Te Ce p/¹²⁶Te / β- p/¹²⁶Xe Ce p/¹²⁸Te / β- p/¹²⁸Xe β- p/¹²⁹Xe β- p/¹³ºXe β- p/¹³¹Xe β- p/¹³²Xe β- p/¹³³Xe β- p/¹³⁴Xe β- p/¹³⁵Xe

284

119,9101 1,35h 120,9074 2,12h 121,9076 3,6m 122,9056 13,2h 123,9062 4,18d 124,9046 59,4d 125,9056 13d 126,9045 estável 127,9058 25m 128,9050 1,7 10⁷a 129,9067 12,36h 130,9061 8,04d 131,9080 2,28h 132,9078 20,8h 133,9099 52,6m 134,9101 6,57h

Iodo-131
O iodo radioativo 131I é obtido a partir de reações de fissão nuclear que ocorrem do decaimento do elemento Urânio. Pode ser produzidos para fins medicinais, como na produção de medicamentos para tratamento hormonal da tireóide e uso industrial. O iodo-131 pode ser encontrado como subproduto de explosões nucleares e de usinas nucleares, e é um dos principais componentes da radiação liberada nos acidentes nucleares de Chernobyl, em 1986, e de Fukushima, em 2011, sendo que nesse último, as concentrações encontradas de 131I foram aproximadamente 7,5 milhões de vezes acima do permitido, chegando a 300 000 Bq/cm³ na água contaminada (muito acima do permitido). O iodo radioativo, em altas concentrações, pode causar câncer, e mutações genéticas.

Iodo

285

Precauções
É necessário ser cuidadoso quando se maneja o iodo, pois em contato direto com a pele pode causar lesões. O vapor de iodo é muito irritante para os olhos e as mucosas. No caso do Iodo radioativo, deve-se adotar uma metodologia extremamente rígida, incorporando métodos de descarte e de segurança.

Ligações externas
• WebElements.com - Iodine [1] • EnvironmentalChemistry.com - Iodine [2]

Referências
[1] http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ I/ index. html [2] http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ I. html

Xenônio
Xenônio

Iodo ← Xenônio → CésioKr↑ Xe↓ RnTabela completa • Tabela estendida

54

Xe

Aparência Gás incolor, incandescência azulada quando submetido a um campo elétrico de alta voltagem

Informações gerais Nome, símbolo, númeroSérie químicaGrupo, período, blocoDensidade, durezaNúmero CAS Propriedade atómicas Massa atômicaRaio atómico (calculado)Raio covalenteRaio de Van der WaalsConfiguração electrónicaElétrons (por nível de energia)Estado(s) de oxidaçãoEstrutura cristalina Propriedades físicas Estado da matériaPonto de fusãoPonto de ebuliçãoEntalpia de fusãoEntalpia de vaporizaçãoPressão de vaporVelocidade do som Diversos Eletronegatividade (Pauling)Calor específicoCondutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização Isótopos mais estáveis
Linhas espectrais do xenônio

Xenônio

286

Ed iso AN 0,1% Sintético 0,09% Sintético 1,91% 26,4% 4,1% 21,29% 26,9% Sintético 10,4% Sintético 8,9% 9,14 h 2,36 × 1021 a 5,253 d 34,6 d Meia-vida MD MeV
124

PD

Xe Xe Xe Xe Xe Xe Xe Xe Xe Xe Xe Xe Xe

1,1 × 1017 a 16,9 h

2ε ε estável com 72 neutrões ε estável com 74 neutrões estável com 75 neutrões estável com 76 neutrões estável com 77 neutrões estável com 78 neutrões βestável com 80 neutrões β2β1,151 0,427 0,662 1,652

124

Te I

125

125

126

127

127

I

128

129

130

131

132

133

133

Cs

134

135

135

Cs

136

136

Ba

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária. Xenônio, Xe, 54 gases nobres 18 (VIIIA), 5, p 5,9 kg/m3, 7440-63-3 131,293(6) u 108 pm 130 pm 216 pm [Kr] 4d10 5s2 5p6 2, 8, 18, 18, 8 (ver imagem) 0 (ácido fraco) cúbica de faces centradas gás 161,36 K 165,03 K 2,297 kJ/mol 12,636 kJ/mol 100 Pa a 103 K 1090 m/s a 20 °C 2,6 158 J/(kg·K) 0,00569 W/(m·K) 1170,4 kJ/mol 2046,4 kJ/mol 3099,4 kJ/mol O xenônioPortuguês brasileiro ou xénonPortuguês europeu (formas aceitas com predileção a xenon), do grego xénos estrangeiro, é um elemento químico de símbolo Xe de número atômico 54 (54 prótons e 54 elétrons) e de massa atómica igual a 131,3 u. À temperatura ambiente, o xenônio encontra-se no estado gasoso. É um dos gases nobres da classificação periódica dos elementos, grupo 18 (VIIIA ou 0). É inodoro, muito pesado, incolor, encontrado como traço na atmosfera terrestre, e faz parte do primeiro composto de gás nobre sintetizado. Foi descoberto por William Ramsay e Morris Travers em 1898. A sua principal aplicação é na fabricação de dispositivos de emissores de luz como lâmpadas estroboscópicas, lâmpadas bactericidas e outros.

Características principais
O xenônio é um elemento membro do grupo dos gases nobres ou inertes. A palavra inerte já não é mais usada para descrever este grupo químico, dado que alguns elementos deste grupo formam compostos. Num tubo cheio de gás, o xenônio emite um bonito brilho azul quando excitado com uma descarga elétrica. Se tem obtido xenônio metálico aplicando-lhe pressões de várias centenas de quilobares. O xenônio também pode formar solvatos com água, quando seus átomos ficam aprisionados na rede de moléculas de água.

Xenônio

287

Aplicações
O uso principal e mais famoso deste gás é na fabricação de dispositivos emissores de luz, tais como lâmpadas bactericidas, tubos eletrônicos, lâmpadas estroboscópicas e flashes fotográficos, assim como em lâmpadas para excitar laser de rubi que geram luz coerente. Outros usos são: • Como anestésico em anestesia geral. • Em instalações nucleares, em câmaras de bolha, sondas, e em outras áreas onde o seu alto peso molecular é desejável. • Os perxenatos são usados como agentes oxidantes em química analítica. • O isótopo Xe-133 se usa como radioisótopo na Cintigrafia de Ventilação do Pulmão na medicina nuclear. • Na propulsão de foguetes espaciais, a propulsão iônica, que usa aceleradores de partículas para acelerar íons de xenônio. Em inglês, este sistema se chama XIP (Xenon Ion Propulsion).

História
O xenônio (do grego que significa "estranho") foi descoberto por William Ramsay e Morris Travers em 1898 nos resíduos resultantes da evaporação dos componentes do ar líquido.[1] · [2]. Ramsay propôs chamar o novo gás de xenônio, do grego ξένον [xenon], forma singular neutra de ξένος [xenos], significando « estrangeiro » ou « convidado »[3] · [4]

Abundância e obtenção
Encontram-se traços de xenônio na atmosfera terrestre, aparecendo em uma parte por vinte milhões. O elemento é obtido comercialmente por extração dos resíduos do ar líquido. Este gás nobre é encontrado naturalmente nos gases emitidos por alguns mananciais naturais. Os isótopos Xe-133 e Xe-135 são sintetizados mediante irradiação de neutrons em reatores nucleares refrigerados a ar.

Compostos
Ver Categoria:Compostos de xenônio Até 1962 o xenônio e os outros gases nobres eram considerados quimicamente inertes e incapazes de formar compostos. A partir de então comprovou-se que existem compostos de gases nobres. Alguns dos compostos do xenônio são: difluoreto de xenônio (XeF2) , hexafluoreto de xenônio (XeF6), perxenato de sódio (Na4XeO6), tetrafluoreto de xenônio (XeF4) e deutereto de xenônio (Xe2H2 ou XeD2. Também se tem obtido óxidos de xenônio como o trióxido de xenônio, XeO3, composto altamente explosivo. Se conhecem ao menos 80 compostos de xenônio em que este se liga com flúor ou oxigênio. A maioria destes compostos são incolores, além de poderosos agentes oxidantes e de fluoração, que liberam como subproduto da reação, entre outros produtos, gás xenônio.

Isótopos
Na natureza, o xenônio apresenta 8 isótopos estáveis e um ligeiramente radioativo. Além das formas estáveis, se tem estudado 20 isótopos instáveis. O Xe-129 é produzido por emissão beta do iodo-129 (vida média: 16 milhões de anos). Os isótopos Xe-131, Xe-132, Xe-134 e Xe-136 são produtos da fissão nuclear tanto do urânio-238 como do plutônio-244. Por ser o xenônio um traçador com dois isótopos paternos, a medição dos isótopos de xenônio nos meteoritos resulta ser uma poderosa ferramenta para o estudo da formação do Sistema Solar. O método I-Xe de datação radiométrica permite calcular o tempo transcorrido entre a nucleossíntese e a condensação de um objeto sólido a partir da nebulosa solar. Os isótopos de xenônio também são úteis para entender a diferenciação terrestre. Se acredita que o excesso de Xe-129 encontrado em emanações gasosas de dióxido de carbono no Novo México se deve

Xenônio ao decaimento de gases derivados do manto após a formação da Terra.

288

Precauções
O gás pode ser armazenado com segurança em recipientes convencionais de vidro selados a temperatura e pressão ambiente. O xenônio não é tóxico, porém vários de seus compostos são altamente tóxicos devido as suas fortes propriedades de oxidação.

Ligações externas
• WebElements.com - Xenon [5] • EnvironmentalChemistry.com - Xenon [6]
[1] . [2] (em inglês) Steve Gagnon. It's Elemental - Xenon (http:/ / education. jlab. org/ itselemental/ ele054. html). Página visitada em 2007-06-16. [3] (em inglês) Anonymous. In: Daniel Coit Gilman, Harry Thurston Peck, Frank Moore Colby. The New International Encyclopædia. [S.l.]: Dodd, Mead and Company, 1904. p. 906 p. [4] (em inglês) Staff (de de 1991). "The Merriam-Webster New Book of Word Histories". Merriam-Webster, Inc.. [5] http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ Xe/ index. html [6] http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ Xe. html

Césio
Césio

Xenônio ← Césio → BárioRb↑ Cs↓ FrTabela completa • Tabela estendida

55

Cs

Aparência ouro prateado

Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Césio, Cs, 55 Metal alcalino 1A, 6, s

Césio

289
Densidade, dureza

1879 kg/m3, 0,2 Propriedade atómicas

Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina

132,9054519(2) u 298 pm 225 pm [Xe] 6s1 2, 8, 18, 18, 8, 1 (ver imagem) 1 (base forte) cúbica centrada no corpo Propriedades físicas

Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Volume molar Pressão de vapor Classe magnética

sólido 301,6 K 944 K 2,092 kJ/mol 67,74 kJ/mol 70,94×10−6 m3/mol 1 Pa a 418 K paramagnético Diversos

Eletronegatividade (Pauling) Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização

0,79 35,9 W/(m·K) 375,7 kJ/mol 2234,3 kJ/mol 3400 kJ/mol

Isótopos mais estáveis

Ed iso AN 100% Meia-vida MD MeV
133

PD

Cs

estável com 78 neutrões 2,0648 a ε β− β− β− 1,229 2,059 0,269 1,174
134

134

Cs sintético

134

Xe Ba Ba Ba

135

Cs Cs

traços traços

2.3×106 a 30,07 a

135

137

137

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O césio (do latim "caesium" , que significa "céu azul")[1] é um elemento químico de símbolo Cs , de número atómico 55 (55 prótons e 55 elétrons) com massa atômica 132,9 u. Seus isótopos mais relevantes são o Cs-133 usado para definir o segundo e o radioisótopo Cs-137 para a cura do cancro.

Césio O césio é um metal alcalino localizado no grupo 1 ( IA ) da classificação periódica dos elementos[2]. É dúctil, muito reactivo, encontrado no estado líquido na temperatura ambiente (líquido acima de 28,5 °C)[3]. Foi descoberto em 1860 por Robert Bunsen e Gustav Kirchhoff, por análise espectral.

290

Características principais
O espectro eletromagnético tem duas linhas brilhantes na região azul do espectro junto com diversas outras linhas no vermelho, amarelo, e no verde. Este metal é macio, dúctil, de coloração ouro prateado. O césio é o mais eletropositivo , o mais alcalino e o de menor potencial de ionização entre todos os elementos, à exceção do frâncio. O césio é o menos abundante dos cinco metais alcalinos radioativos. Tecnicamente o frâncio é o metal alcalino menos comum (menos de trinta gramas na terra inteira) e, sendo altamente radioativo, sua abundância pode ser considerada como zero em termos práticos. Junto com o gálio e o mercúrio, o césio é um dos poucos metais que encontra-se no estado líquido na temperatura ambiente (líquido acima de 28,5 °C)[3]. O césio reage explosivamente com a água fria (pirofórico) e , também, com o gelo em temperaturas acima de -116 °C. O hidróxido de césio obtido , (CsOH) é a base mais forte conhecida e ataca o vidro[4].

Aplicações
Dentre as principais aplicações atuais deste elemento químico, detacam-se as seguintes: • Cs-133 é utilizado na construção de relógios atômicos, os quais são referência para a determinação da unidade de tempo do Sistema Internacional de Unidades: o segundo[3][5][6]. • Cs-134 foi usado na hidrologia como medida de determinação da produção de césio nas indústrias de energia nuclear. Este isótopo de césio é usado com essa finalidade porque, apesar de ser menos comum que o Cs-133 ou o Cs-137, é produzido unicamente por reações nucleares. O Cs-135 também foi usado com essa função[3]. • Da mesma maneira que os outros elementos do grupo 1 , o césio tem uma grande afinidade pelo oxigênio e, por isso, é usado como "getter " em tubos de vácuo. • Este metal também é usado em células fotoelétricas porque ioniza-se quando exposto a luz. • É usado como catalisador na hidrogenação de certos compostos orgânicos. • Isótopos radioativos de césio são usados no campo médico para tratar de certos tipos de câncer • O fluoreto de césio é usado extensivamente na química orgânica como base e como fonte de íons fluoretos. Este metal tem sido usado mais recentemente em sistemas de propulsão iônica.

História
O césio ( do latim "caesius" que significa "céu azul" ) foi descoberto por Robert Bunsen e Gustav Kirchhoff em 1860 numa água mineral de Dürkheim, Alemanha, através de análise espectrográfica. Sua identificação foi baseada nas linhas azuis brilhantes do seu espectro, sendo o primeiro elemento descoberto por análise espectral. O primeiro metal de césio foi produzido em 1881. Desde 1967 o Sistema Internacional de Medidas ( SI ) tem definido o segundo como 9.192.631.770 ciclos da radiação que corresponde a transição entre dois níveis de energia do átomo de césio-133, no estado fundamental. Historicamente, o primeiro e mais importante uso do césio tem sido na pesquisa e desenvolvimento de aplicações químicas e elétricas.

Césio

291

Ocorrência
O césio existe na lepidolita, polucita ( silicato de alumínio e césio hidratado ) e em outras fontes. Uma das fontes mundiais mais significativas deste metal são encontradas no Lago Bernic em Manitoba ( Canadá ). São estimados nesta região depósitos de 300.000 toneladas de polucita com uma média de 20% de césio. Minerais de césio também são encontrados nos Estados Unidos ( Dakota do Sul e Maine ), África Austral ( Karib ) e em Zimbábue (Bikita). O césio é obtido por eletrólise do cianeto fundido ou de numerosas outras maneiras. Césio excepcionalmente puro, no estado gasoso , pode Polucita, um mineral de césio ser obtido pela decomposição térmica do nitreto de césio. Os principais compostos de césio são os seus cloretos e nitratos.

Isótopos
O césio tem 32 isótopos conhecidos, quantidade maior do que qualquer outro elemento, exceto o frâncio. As massas atômicas destes isótopo variam de 114u a 145 u. Mesmo que este elemento apresente o maior número de isótopos, tem somente um isótopo natural estável: Cs-133. O radioisótopo Cs-137 foi usado em estudos hidrológicos, do mesmo modo que o 3H (trítio). O Cs-137 pode advir da detonação de armas nucleares, de emissões de centrais nucleares, como ocorreu na explosão da usina de Chernobyl em 1986, do vazamento de refrigeradores de reatores nucleares, através de defeito do isolamento do combustível produzido e do mau gerenciamento de rejeitos hospitalares, como ocorreu no acidente radiológico de Goiânia. A partir de 1954, com o início dos testes nucleares, o Cs-137 liberado para a atmosfera passou a ser detectado. Uma vez que o Cs-137 entra na atmosfera, prontamente é absorvido pela água e, como consequência, pelo solo. O radioisótopo Cs-137 apresenta uma meia-vida de aproximadamente 30 anos[7].

Césio-137
O Césio-137, assim como qualquer outro isótopo, possui forte tendência para fixar-se no solo, porém possui alta mobilidade somente em solos orgânicos, o que não ocorre em solos minerais, facilitando a sua bioacumulação em plantas e dificultando sua lixiviação para rios e lagos. Sua retenção é predominante em solo rico em minerais micáceos. O Césio-137 pode ser transferido para plantas por deposição direta em superfícies foliácea ou por absorção pela raiz a partir de deposições no solo. Em geral, a absorção foliar direta é o modo predominante de contaminação de plantas quando a taxa de deposição é relativamente alta. Geralmente a absorção pela raiz é irrelevante, exceto no caso acima mencionado, quando as condições do solo permitem a baixa fixação de césio. O Césio-137 possui maior bio-acumulação em animais do que em vegetais, o que explica maior perigo de contaminação por ingestão de laticínios e carne bovina. O maior perigo de contaminação por cereias é devido ao fato destes serem marjoritariamente cultivados em solos orgânicos e/ou ricos em minerais micáceos. No ambiente aquático o Césio-137, também como outros isótopos de césio, é fortemente adsorvido por partículas suspensas, especialmente se o material for argiloso, o que faz com que, quanto maior for a quantidade de material suspenso na água, menor será a quantidade de césio na fase solúvel. A cadeia alimentar e a teia alimentar são as principais entradas para acumulação de Césio-137 nos animais aquáticos, onde a bioacumulação acaba sendo facilitada pela baixissima taxa de excreção do mesmo. Nas plantas aquáticas a acumulação tende a ser inversamente proporcional à quantidade de minerais presentes na água, o que explicaria uma maior bioacumulação em plantas aquáticas de água doce do que em plantas aquáticas de água salgada.

Césio A contaminação por Cs-137 pode ser prevenida através da construção de sarcófagos de isolamento do material radioativo ou remediada através da lavagem das roupas dos contaminados com água e sabão e ingestão de quelante Azul de Prússia pra eliminação dos efeitos da radiação. Esse isótopo do césio foi o responsável por causar o Acidente radiológico de Goiânia, considerado o maior acidente radioativo da história do Brasil[8].

292

Precauções
O césio metálico é altamente explosivo em água fria. Alguns de seus radioisótopos são altamente perigosos para o ambiente e para os humanos. O hidróxido de césio é uma base extremamente forte, e ataca o vidro. O Cs-137 é perigoso à saúde humana por causar infertilidade e câncer em pequenas doses. Os principais sintomas de contaminação são náusea, vômito, diarreia e tonturas, sintomas clássicos da Síndrome Aguda de Radiação, podendo causar insuficiência da medula óssea, lesões dérmicas e até mesmo levar ao óbito. Os íons de césio podem causar bloqueio nos canais de potássio de membranas biológicas, onde adquire característica bioacumulativa, inutilizando a funcionalidade da bomba de sódio/potássio.
[1] Césio (http:/ / www. mspc. eng. br/ quim1/ quim1_055. asp). [2] Grupo IA (http:/ / reocities. com/ Vienna/ choir/ 9201/ grupo_ia. htm). [3] Tabela periódica online: Césio (http:/ / www. tabela. oxigenio. com/ metais_alcalinos/ elemento_quimico_cesio. htm). [4] [5] [6] [7] [8] Césio (química) (http:/ / www. e-escola. pt/ topico. asp?id=481). e-escola. 5071A (http:/ / www. symmetricom. com/ products/ frequency-references/ cesium-frequency-standard/ 5071A/ ). Poluição radioativa (http:/ / www. portalsaofrancisco. com. br/ alfa/ meio-ambiente-poluicao-radioativa/ index. php). Residuos Toxicos (http:/ / ambientes. ambientebrasil. com. br/ residuos/ residuos/ residuos_toxicos. html). Césio 137:o brilho da morte (http:/ / guiadoestudante. abril. com. br/ estudar/ historia/ cesio-137-brilho-morte-435543. shtml). Guia do Estudante.

• Los Alamos National Laboratory - Caesium (http://periodic.lanl.gov/elements/55.html) (http:/ / www. christus. com. br/ infochristus/ tabperiodica/ tprincipal. htm) Tabela periódica com descrição de cada elemento ordenado.

Ligações externas
• WebElements.com – Caesium (http://www.webelements.com/webelements/elements/text/Cs/index.html) • EnvironmentalChemistry.com – Cesium (http://environmentalchemistry.com/yogi/periodic/Cs.html) • FAQ from alt.cesium newsgroup (http://www.cs.rochester.edu/users/faculty/nelson/cesium/cesium_faq. html)

Bário

293

Bário
Bário

Césio ← Bário → LantânioSr↑ Ba↓ RaTabela completa • Tabela estendida

56

Ba

Aparência cinza prateado

Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Número CAS Bário, Ba, 56 metal alcalinoterroso 2 (IIA), 6, s 3510 kg/m3, 1,25 7440-39-3 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Raio de Van der Waals Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 137,327(7) u 222 pm 215±11 pm 268 pm [Xe] 6s2 2, 8, 18, 18, 8, 2 (ver imagem) 2 (óxido fortemente alcalino) cúbica centrada no corpo Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão sólido 1000 K 2170 K 7,75 kJ/mol

Bário

294
Entalpia de vaporização Pressão de vapor Velocidade do som Classe magnética 142 kJ/mol 100 Pa a 1185 K 1620 m/s a 20 °C paramagnético Diversos Eletronegatividade (Pauling) Condutividade elétrica Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 0,89 3 x 106 S/m 18,4 W/(m·K) 502,9 kJ/mol 965,2 kJ/mol 3600 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN 0,106% 0,101% Meia-vida MD MeV
130

PD

Ba Ba

estável com 74 neutrões estável com 76 neutrões 10,51 a ε 0,517
133

132

133

Ba Sintético Ba Ba Ba 2,417% 6,592% 7,854%

Cs

134

estável com 78 neutrões estável com 79 neutrões estável com 80 neutrões estável com 81 neutrões estável com 82 neutrões

135

136

137

Ba 11,232% Ba 71,698%

138

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O bário (do grego "barýs", pesado) é um elemento químico de símbolo Ba , número atômico 56 (56 prótons e 56 elétrons) com massa atómica 137 u. À temperatura ambiente, o bário encontra-se no estado sólido. O bário é um elemento químico tóxico, macio, de aspecto prateado, com alto ponto de fusão pertencente a família dos metais alcalino terrosos. É encontrado no mineral barita, não sendo encontrado livre na natureza, devido a sua elevada reatividade. Os compostos deste metal são usados em pequenas quantidades para a produção de tintas e vidros. Também é usado foguetes pirotécnicos. Foi descoberto em 1808 pelo inglês Humphry Davy.

Bário

295

Características principais
O bário é um elemento metálico quimicamente semelhante ao cálcio, contudo é macio e, na forma pura, apresenta aspecto branco prateado semelhante ao chumbo. Este metal oxida-se muito facilmente quando exposto ao ar e é altamente reativo com água ou álcool. Alguns dos compostos de bário são notáveis pela elevada massa específica, como o sulfato de bário ,BaSO4, ( barita ).

Aplicações
O bário é usado principalmente em velas de ignição, tubos de vácuo, foguetes pirotécnicos, e em lâmpadas fluorescentes. Outros usos: • Na forma pura é utilizado em sistemas "getter" , para a remoção de oxigênio e nitrogênio, em tubos de vácuo. • O sulfato de bário é usado como pigmento branco em pinturas, como contraste em diagnósticos por raio-X , e em vidros. • A barita é usada extensivamente em fluidos para a perfuração de poços de petróleo e na produção da borracha. • O carbonato de bário é usado como veneno para ratos e também pode ser usado para a fabricação de vidros e tijolos. • O nitrato de bário e cloreto de bário produzem chamas verdes em foguetes pirotécnicos. • O sulfeto de bário impuro torna-se fosforescente após a exposição a luz. • Os sais de bário, especialmente o sulfato de bário, quando aplicados por via oral , aumentam o contraste para o raio-X no diagnóstico médico do sistema digestivo. • O litopone é um pigmento que contém uma mistura de sulfato de bário e sulfeto de zinco. Tem um bom poder de cobertura e não escurece quando exposto aos sulfetos. • O Sulfato de Bário Precipitado é utilizado em baterias VRLA e outras formas de acumuladores de energia.

História
O bário ( do grego "barys" que significa "pesado" ) foi primeiramente identificado em 1774 por Carl Scheele num minério de espato denominado "pedra de Bolonha" ( baritina ) , do qual extraiu um mineral de sulfato insolúvel em água. Devido a sua elevada densidade este mineral foi chamado de "barote" por Guyton de Morveau, mudado por Antoine Lavoisier para barita. O bário foi isolado em 1808, pela eletrólise do cloreto de bário, por Sir Humphry Davy na Inglaterra.

Ocorrência
Como o bário é facilmente oxidado pelo ar, é difícil obter este metal na forma pura. É encontrado e extraído da barita, que é o sulfato de bário cristalizado. O bário é produzido comercialmente pela eletrólise do cloreto de bário fundido ( BaCl2 ) ( catodo ): Ba2+ + 2elétrons ⇒ Ba ( anodo ): 2 Cl- - 2 elétrons ⇒ Cl2 gasoso O bário também pode ser obtido pela redução do óxido de bário com silício, no vácuo, a 1200 °C.

Bário

296

Compostos
Os compostos mais importantes do bário são: peróxido, cloreto, sulfato, carbonato, nitrato, e clorato. Quando queimados produzem chamas verdes.

Isótopos
São conhecidos 22 isótopos de bário. O bário natural é uma mistura de 7 isótopos estáveis. Os demais são altamente radioativos com meias vidas de milissegundos até minutos. A única exceção é o Ba-133 que apresenta uma meia-vida de 10,51 anos.

Precauções
Os compostos de bário quando dissolvidos em água são extremamente venenosos . O sulfato de bário pode ser usado em medicina, por via oral, como contraste porque não se dissolve e por ser eliminado rapidamente pelo trato digestivo. Não se deve confundir com o sulfeto de bário, pois este é solúvel em água e pode causar a morte do paciente. A oxidação do bário ocorre muito facilmente e, para permanecer puro, deve ser mantido imerso em líquidos derivados de petróleo (como a querosene) ou outro líquido isento de oxigênio e ar.

Ligações externas
• WebElements.com – Barium [1] • EnvironmentalChemistry.com – Barium [2] • Information on barium meal [3]

Referências
[1] http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ Ba/ index. html [2] http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ Ba. html [3] http:/ / www. cancerhelp. org. uk/ help/ default. asp?page=1541

Lantânio

297

Lantânio
Lantânio

Bário ← Lantânio → Cério- ↑ La↓ AcTabela completa • Tabela estendida

57

La

Aparência branco prateado

Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Número CAS Lantânio, La, 57 Lantanídios 3, 6, f 6 146 kg/m3, 2,5 7439-91-0 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 138,90547(7) u 195 pm 169 pm [Xe] 5d1 6s2 2, 8, 18, 18, 9, 2 (ver imagem) 3, 2 (óxido fortemente alcalino) hexagonal Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição sólido 1191 K 3737 K

Lantânio

298
Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Pressão de vapor Velocidade do som 6,2 kJ/mol 414 kJ/mol 100 Pa a 2458 K 2475 m/s a 20 °C Diversos Eletronegatividade (Pauling) Condutividade elétrica Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 1,1 1,26 x 106 S/m 13,5 W/(m·K) 538,1 kJ/mol 1067 kJ/mol 1850,3 kJ/mol 4819 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN Meia-vida MD MeV
137

PD 0,600 1,737 1,044

La Sintético La La 0,09% 0,09%

60000 a 1,0511 a 1,0511 a

ε ε β-

138

138

139

La 99,91%

estável com 82 neutrões

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O lantânio é um elemento químico de símbolo químico La de número atômico 57 (57 prótons e 57 elétrons), com massa atômica 138,9 u. É um metal de transição interna, lantanídeo, terra rara, pertencente ao grupo 3 da classificação periódica dos elementos. À temperatura ambiente, o lantânio encontra-se no estado sólido. É encontrado principalmente em minerais terras raras associado com o cério.É dúctil e maleável usado principalmente em ligas para a produção de lentes especiais, pedras de isqueiros e como esponja de hidrogênio. Foi descoberto em 1839 por Carl Gustaf Mosander, em Estocolmo, Suécia.

Lantânio

299

Características principais
O lantânio é um elemento metálico branco prateado que pertence ao grupo 3 da tabela periódica e é considerado frequentemente como sendo um lantanídio. Encontrado em alguns minerais, geralmente em combinação com cério e outros elementos terras raras. O lantânio é maleável, dúctil, e mole bastante para ser cortado com uma faca. É um dos mais reativos entre os elementos terras raras. O metal reage diretamente como os elementos carbono, nitrogênio, boro, selênio, silício, fósforo, enxofre, e com halogênios. Oxida rapidamente quanto exposto ao ar. A água fria ataca lentamente o lantânio, enquanto a água quente ataca muito mais rapidamente.

Lantânio.

Aplicações

• É usado em eletrodos de carbono para a produção de luz, principalmente para iluminação de estúdios e projeções na indústria cinematográfica.. • O La2O3 aumenta a resistência do vidro, que são usados para a produção de vidros ópticos especiais, tais como: • Vidro absorvente de radiação infravermelha. • Lentes ópticas para câmeras de máquinas fotográficas e telescópios devido ao elevado índice de refração e baixa dispersão. Quantidades pequenas de lantânio são adicionados ao aço para melhorar sua maleabilidade, ductilidade e resistência ao impacto. Pequenas quantidades são adicionados ao ferro para produzir ferro fundido nodular. Pequenas quantidades de lantânio (0,2% a 5%) são adicionados ao molibdênio para diminuir a sua dureza e sensibilidade a variações de temperaturas. O metal é pirofórico, por isso é usado em ligas (25% a 45%) para a produção de pedras de isqueiros. O óxido é usado em eletrônica: válvulas eletrônicas Ligas de lantânio como esponjas de hidrogênio. Estas ligas são capazes de absorver até 400 vezes o seu volume de hidrogênio gasoso, e é um processo reversível. Como catalisador no craqueamento do petróleo (transformação do óleo cru nos seus derivados). Mantas de lanterna a gás. Na forma de compostos é usado para polir vidros e em lapidação. O La-bário em datações de rochas e minérios. O nitrato de lantânio é aplicado principalmente em vidros especiais, tratamento da água e como catalisador.

• • • • • • • • • • •

História
O lantânio foi descoberto em 1839 por Carl Gustaf Mosander, em Estocolmo, na Suécia.a partir da decomposição parcial de uma amostra de nitrato de cério aquecendo e tratando o sal com ácido nítrico diluído. Da solução resultante, isolou uma terra rara nova, que denominou de "lantana". O lantânio foi isolado na forma relativamente pura em 1923. A palavra lantânio vem do grego lanthanein, que significa "escondido".

Papel biológico
O lantânio não tem nenhum papel biológico conhecido. (o lantânio bloqueia o poro formado pela alfa-latrotoxina em estudos realizados in vitro) O elemento não é absorvido por via oral e, quando injetado, sua eliminação é muito lenta. O carbonato de lantânio está sendo estudado como um composto para absorver o fosfato nos casos de falhas renais. Alguns cloretos de terra rara, tais como o cloreto de lantânio ( LaCl3 ), são conhecidos por apresentarem propriedades anticoagulantes.

Lantânio

300

Ocorrência
Monazita (Ce+La+Th+Nd+Y)PO4, e bastnasita ( Ce+La+Y )CO3F, são os principais minérios em que o lantânio ocorre nas porcentagens 25% e 38%, respectivamente. Os principais depósitos de monazita são encontrados na Índia, Estados Unidos, Brasil, África do Sul e Austrália. Os principais depósitos de bastnasita estão nos Estados Unidos ( Califórnia e Novo México ). Outros minerais que contem o lantânio são a cerita e a alanita.

Isótopos
O lantânio apresenta dois isótopos naturais: La-139 , que é estável com uma abundância natural de 99,91%, e o La-138, abundância natural de 0,09%. 31 radioisótopos tem sido identificados , sendo o La-138 praticamente o mais estável com uma meia-vida de 1011 anos, e o La- 137 com uma meia-vida de 60.000 anos. Os demais apresentam meias vida abaixo de 24 horas, destes, a maioria com menos de 1 minuto. Este elemento ainda apresenta 3 isótopos metaestáveis. Os isótopos da lantânio apresentam massas atômicas desde 120 u (La-120) até 152 u (La-152).

Precauções
O lantânio tem uma toxicidade de baixa a moderada, e deve ser manuseado com cuidado. Em animais, a injeção de soluções de lantânio produziram hiperglicemia, diminuição da pressão sanguínea, degeneração do baço e alterações hepáticas.

Referências
• Los Alamos National Laboratory – Lanthanum [1]

Ligações externas
• WebElements.com – Lanthanum [2] • EnvironmentalChemistry.com – Lanthanum [3]

Referências
[1] http:/ / periodic. lanl. gov/ elements/ 57. html [2] http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ La/ index. html [3] http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ La. html

Cério

301

Cério
Cério

Lantânio ← Cério → Praseodímio- ↑ Ce↓ ThTabela completa • Tabela estendida

58

Ce

Aparência branco prateado

Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Número CAS Cério, Ce, 58 Lantanídios -, 6, f 6 689 kg/m3, 2,5 7440-45-1 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 140,116(1) u 185 pm [Xe] 4f 5d 6s2 2, 8, 18, 19, 9, 2 (ver imagem) 4, 3, 2 (óxido ligeiramente alcalino) cúbico de faces centradas Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização sólido 1071 K 3699 K 5,46 kJ/mol 414 kJ/mol

Cério

302
Pressão de vapor Velocidade do som 100 Pa a 2442 K 2100 m/s a 20 °C Diversos Eletronegatividade (Pauling) Condutividade elétrica Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 1,12 1,15 x 106 S/m 11,4 W/(m·K) 534,4 kJ/mol 1050 kJ/mol 1949 kJ/mol 3547 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN Meia-vida 3,16 d MD MeV
134

PD 0,500

Ce Sintético Ce Ce 0,185% 0,251%

ε

134

La

136

estável com 78 neutrões estável com 80 neutrões 137,640 d ε 0,278
139

138

139

Ce Sintético Ce 88,450% Ce Sintético Ce 11,114%

La

140

estável com 82 neutrões 32,501 d >5·1016 a βββ0,581 ? 0,319
141

141

Pr

142

142

Nd Pr

144

Ce Sintético 284,893 dias

144

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O cério (do latim "cerium", em homenagem ao asteróide Ceres), é um elemento químico de símbolo Ce , número atômico 58 (58 prótons e 58 elétrons) com massa atómica 140,1 u. É um elemento metálico da série transição interna (terra rara , lantanídio) encontrado principalmente nos minerais monazita e bastnasita. À temperatura ambiente, o cério encontra-se no estado sólido. É usado principalmente na forma de ligas para a produção de pedras de ignição de isqueiros e eletrodos de arco de grafite na indústria cinematográfica. O seu óxido é usado como catalisador em fornos auto-limpantes e na indústria do petróleo. O seu sulfato é um forte agente oxidante usado em análises químicas volumétricas. Foi descoberto em 1803 pelo sueco Jöns Jacob Berzelius.

Cério

303

Características principais
O cério é um elemento metálico prateado, pertencente a série química transição interna ( terra rara , lantanídio ). É usado em algumas ligas terras raras. Assemelha-se ao ferro na cor e no brilho, mas é macio, maleável e dúctil. Perde o lustre rapidamente em presença do ar. Somente o európio é mais reativo entre os elementos terras raras. As soluções alcalinas e os ácidos diluídos e concentrados atacam o metal rapidamente. O metal puro pode inflamar-se quando riscado com uma faca. O cério reage lentamente em água fria e rapidamente em água quente. Devido a distribuição eletrônica no subnível 4f e de outros orbitais mais externos, o cério exibe características químicas interessantes. Por exemplo, a compressão ou refrigeração do metal pode modificar o seu estado de oxidação de +3 a +4. O cério com estado de oxidação +3 é denominado ‘’’ceroso’’’ , quando apresenta estado de oxidação +4 de ‘’’cérico’’’. Os sais de cério IV ( céricos ) são vermelhos, alaranjados ou amarelos, e os de cério III (cerosos) são geralmente brancos.

Aplicações
• Em metalurgia: • É usado para a produção de ligas de alumínio, aços e ferros.. • Adicionar cério ao ferro fundido para produzir ferro maleável. • No aço o cério pode ajudar a reduzir sulfatos e óxidos. • O cério é usado em aço inoxidável como agente endurecedor. • 3 a 4% de cério são adicionados a ligas de magnésio para dar resistência ao calor.. • O cério é usado nas ligas que são usadas para a produção de imãs permanentes • O cério é um componente de ligas pirofosfóricas usados para a produção de pedras de isqueiros. • Óxido de cério • O óxido foi usado em mantas ( camisas ) de lampiões à gás • O óxido está emergindo como catalisador de hidrocarbonetos em fornos auto-limpantes, incorporado nas paredes do forno. • O óxido de cério é usado como abrasivo na indústria de polimento de vidros.. • O óxido de cério está encontrando uso como catalisador no craqueamento e refinamento do petróleo O cério é usado em lâmpadas de arco de carbono, principalmente na indústria cinematográfica. O sulfato cérico é usado extensivamente como agente oxidante em análises quantitativas volumétricas:( titulação volumétrica ). Compostos de cério são usados na manufatura do vidro , tanto como componente como descorante. Compostos de cério são usados para a coloração de esmalte No vidro, o óxido de cério permite a absorção da luz ultravioleta. Compostos de cério III e cério IV são usados para catalisar sínteses orgânicas. É usado como componente do cristal de cintilação em câmera gama de última geração em medicina nuclear.

• • • • • • •

Cério

304

História
O cério foi descoberto na Suécia por Jöns Jacob Berzelius e Wilhelm von Hisinger, e independentemente na Alemanha por Martin Heinrich Klaproth, ambos em 1803. O cério foi assim nomeado por Berzelius em homenagem ao asteróide Ceres descoberto dois anos antes (1801). O metal foi isolado em 1875 por Norton e Hillebrand.

Ocorrência
O cério é o mais abundante entre os elementos terras raras, perfazendo aproximadamente 0.0046% da crosta terrestre. É encontrado em vários minerais incluindo a alanita ( ortita - ( Ca, Ce, La, Y )2( Al, Fé )3( SiO4 )3( OH ), monazita ( Ce, La, Th, Nd, Y )PO4, bastnasita( Ce, La, Y )CO3F, hidroxilbastnasita ( Ce, La, Nd )CO3(OH, F), rabdofano ( Ce, La, Nd )PO4-H2O, e sinquisita Ca( Ce, La, Nd, Y )( CO3 )2F. A monazita e a bastnasita são atualmente as duas mais importantes fontes de cério. O cério é preparado geralmente através de um processo de trocas de íons que usa areias monazíticas como fontes de cério. Grandes depósitos de monazita, alanita e bastnasita fornecerão cério, tório e outros metais terras raras durante muitos anos. Os mais importantes depósitos de areias monazíticas são encontradas nos Estados Unidos ( Idaho-Montana e Flórida ), Brasil ( Espírito Santo e Catalão-Ouvidor ), Austrália, África do Sul e Índia. A bastnasita é encontrada principalmente na Califórnia ( Estados Unidos ).

Compostos
O cério tem dois estados de oxidação, +3 e +4. O composto mais comum de cério é o óxido de cério IV ( CeO2 ), usado como "jeweller's rouge" e nas paredes de alguns fornos auto-limpantes. Dois agentes oxidantes comuns usados em titulometria são o sulfato cérico de amônio , ( NH4 )2Ce ( SO4)3 ) e o nitrato cérico de amônio ou CAN, ( NH4 )2Ce( NO3 )6 ). O cério forma também um cloreto, CeCl3 ou cloreto de cério III, usado para facilitar reações em grupos carbonilas em química orgânica. Outros compostos de cério são o carbonato de cério III ( Ce2( CO3 )3 ), o fluoreto de cério III ( CeF3 ), e o sulfato cérico , Ce( SO4 )2 .

Isótopos
O cério natural é composto por 3 isótopos estáveis e um radioisótopo: Ce-136, Ce-138, Ce-140, e Ce-142, sendo o Ce-140 o mais abundante (88.48% ). 27 radioisótopos tem sido caracterizados, sendo os mais estáveis e/ou abundantes o Ce-142 com uma meia-vida acima de 5 x 1016 anos, o Ce-144 com uma meia-vida de 284.893 dias, o Ce-139 com uma meia vida de 137.640 dias, e o Ce-141 com uma meia-vida de 32.501 dias. Todos os demais radioisótopos tem meias-vidas inferior a 4 dias e, destes, a maioria com períodos de semi-desintegração abaixo de 10 minutos. Este elemento apresenta, também, 2 isótopos meta estáveis. As massas atômicas dos isótopos de cério variam de 123 u ( Ce-123 ) até 152 u ( Ce-152 ).

Precauções
O cério, como todos os metais terras raras, apresenta uma toxicidade de moderada a baixa. O cério é um forte agente redutor e inflama-se espontaneamente com o ar entre 65 °C e 80 °C. O cério pode reagir explosivamente com o zinco, e suas reações com bismuto e antimônio são muito exotérmicas. As emanações da combustão do cério são muito tóxicas. A água não deve ser usada como extintor na queima do cério porque este metal reage com a água e com o gás hidrogênio resultante. Trabalhadores expostos ao cério apresentaram coceiras, sensibilidade ao calor e lesões na pele. Animais injetados com altas doses de cério morreram devido a colapsos cardiovasculares O óxido de

Cério cério IV é poderoso agente de oxidação em altas temperaturas e reagirá com os materiais orgânicos combustíveis. Quando o cério não é radioativo, a classe comercial impura pode conter tório, que é radioativo. O cério não apresenta nenhuma função biológica conhecida.

305

Referências
• Los Alamos National Laboratory – Cerium [1]

Ligações externas
• • • • WebElements.com – Cerium [2] EnvironmentalChemistry.com – Cerium [3] It's Elemental – The Element Cerium [4] Cerium Properties and Applications [5]

Referências
[1] http:/ / periodic. lanl. gov/ elements/ 58. html [2] http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ Ce/ index. html [3] http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ Ce. html [4] http:/ / education. jlab. org/ itselemental/ ele058. html [5] http:/ / www. azom. com/ details. asp?ArticleID=592

Praseodímio
Praseodímio

Cério ← Praseodímio → Neodímio- ↑ Pr↓ PaTabela completa • Tabela estendida

59

Pr

Aparência branco cinza

Informações gerais

Praseodímio

306
Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Número CAS Praseodímio, Pr, 59 Lantanídios -, 6, f 6 640 kg/m3, 7440-10-0 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 140,93765(2) u 185 pm 165 pm [Xe] 4f3 6s2 2, 8, 18, 21, 8, 2 (ver imagem) 4, 3, 2 (óxido ligeiramente alcalino) hexagonal Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Pressão de vapor Velocidade do som sólido 1204 K 3793 K 6,89 kJ/mol 296,8 kJ/mol 100 Pa a 2227 K 2280 m/s a 20 °C Diversos Eletronegatividade (Pauling) Condutividade elétrica Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 1,13 1,48 x 106 S/m 12,5 W/(m·K) 527 kJ/mol 1020 kJ/mol 2086 kJ/mol 3761 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN 100% Meia-vida MD MeV
141

PD

Pr

estável com 82 neutrões 19,12 h βε β2,162 0,745 0,934
142

142

Pr Sintético

142

Nd Ce Nd

143

Pr Sintético

13,57 d

143

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

Praseodímio O praseodímio (do grego prasios, "verde", e didymos, "gêmeo") é um elemento químico de símbolo Pr e número atômico 59 (59 prótons e 59 elétrons) com massa atómica 140,9 u que à temperatura ambiente se encontra no estado sólido. Faz parte do grupo do grupo das terras raras, ocorrendo naturalmente nos minerais monazita e bastnasita. Foi isolado em 1885, pelo químico austríaco barão Carl Auer von Welsbach, a partir do didímio. O praseodímio é usado para produzir ligas metálicas de alta resistência térmica e mecânica utilizadas em componentes de motores de avião e de filamentos para lâmpadas de projetores cinematográficos. É também usado na produção de metal Misch para pedras de isqueiros.

307

Características principais
O praseodímio é um elemento metálico prateado, macio pertencente aos lantanídios. É mais resistente a corrosão no ar do que o európio, lantânio, cério ou o neodímio, porém desenvolve um óxido verde que reveste o metal quando exposto ao ar, expondo o metal ainda mais a oxidação. Por essa razão, o praseodímio deve ser armazenado imerso em óleo mineral ou selado em plástico ou vidro.

Aplicações
• Em adição com o magnésio para produzir ligas metálicas de alta resistência usados em motores de aviões. • O praseodímio é usado como núcleo nas lâmpadas de arco de carbono para a indústria cinematográfica, para iluminação de estúdios e projetores. • Compõem o metal Misch na quantidade de 5% para a produção de pedras de ignição de isqueiros. • Compostos de praseodímio são usados para colorir em amarelo vidros e esmaltes. • O praseodímio é um componente do didímio , usado em vidros para a fabricação de óculos de proteção.

História
O nome praseodímio é proveniente do grego prasios ( "verde" ) e didymos ( "gêmeo" ). Em 1841, Mosander extraiu a terra rara "didímio" da lantana. Em 1874, Per Teodor Cleve concluiu que o didímio era, de fato, uma mistura de dois elementos diferentes. Em 1879, Lecoq de Boisbaudran isolou uma nova terra rara , samário, do didímio obtido do mineral samarskita. Em 1885, o químico austríaco barão C. F. Auer von Welsbach separou do didímio dois elementos químicos, o praseodímio e o neodímio, cujos sais apresentam colorações diferentes. O elemento metálico foi isolado relativamente puro em 1931.

Ocorrência
O praseodímio é encontrado em minerais terras raras como a monazita e a bastnasita. O praseodímio pode ser recuperado da monazita ou bastnasita pelo processo de troca de íons. O praseodímio também é componente , em torno de 5%, do metal Misch. Os mais importantes depósitos de monazita são encontradas nos Estados Unidos (Idaho-Montana e Flórida) , Brasil, Austrália, África do Sul e Índia. A bastnasita é encontrado principalmente na Califórnia ( Estados Unidos ).

Praseodímio

308

Compostos
Os principais compostos de praseodímio são: • Fluoretos: Fluoreto de praseodímio II (PrF2) , Fluoreto de praseodímio III ( PrF3 ), Fluoreto de praseodímio IV ( PrF4 ). • Cloretos: Cloreto de praseodímio III (PrCl3) • Brometos: Brometo de praseodímio III ( PrBr3) , Brometo de praseodímio ( Pr2Br5 ). • Iodetos: Iodeto de praseodímio II (PrI2) , Iodeto de praseodímio III ( PrI3 ) , Iodeto de praseodímio (Pr2I5). • Oxidos: Óxido de praseodímio IV (PrO2), Óxido de praseodímio III ( Pr2O3 ) • Sulfetos: Sulfeto de praseodímio II (PrS) , Sulfeto de praseodímio III ( Pr2S3 ) • Selenetos: Seleneto de praseodímio II (PrSe) • Teluretos: Telureto de praseodímio II (PrTe) , Telureto de praseodímio III ( Pr2Te3 ). • Nitretos: Nitreto de praseodímio (PrN)

Isótopos
O praseodímio natural é composto de um único isótopo estável, o Pr-141. 38 radioisótopos foram caracterizados, sendo os mais estáveis o Pr-143 com uma meia-vida de 13,57 dias e o Pr-142 com uma meia-vida de 19,12 horas. Todos os demais isótopos radioativos apresentam meias-vida abaixo de 5,985 horas e, a maioria destes, com menos de 33 segundos. O elemento contém também 6 isótopos metaestáveis, sendo os mais estáveis o Pr-138m ( meia-vida de 2,12 horas ), o Pr-142m ( meia-vida de 14,6 minutos ) e o Pr-134m ( meia-vida de 11 minutos ). As massas atômicas dos isótopos de praseodímio variam de 120,955 u ( Pr-121 ) até 158,955 u ( Pr-159 ). O primeiro modo de decaimento antes do isótopo estável, Pr-141, e a captura eletrônica, e o primeiro modo após é a emissão beta menos. Os primeiros produtos de decaimento antes do Pr-141 são os isótopos do elemento 58 ( cério ) e os primeiros produtos após o Pr-141 são os isótopos do elemento 60 ( neodímio.

Precauções
Como todas as terras raras, o praseodímio apresenta de moderada a baixa toxicidade. Não apresenta nenhum papel biológico conhecido.

Ligações externas
• • • • Los Alamos National Laboratory – Praseodymium [1] WebElements.com – Praseodymium [2] EnvironmentalChemistry.com – Praseodymium [3] It's Elemental – The Element Praseodymium [4]

Referências
[1] [2] [3] [4] http:/ / periodic. lanl. gov/ elements/ 59. html http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ Pr/ index. html http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ Pr. html http:/ / education. jlab. org/ itselemental/ ele059. html

Neodímio

309

Neodímio
Neodímio

Praseodímio ← Neodímio → Promécio- ↑ Nd↓ UTabela completa • Tabela estendida

60

Nd

Aparência branco prateado ou amarelado

Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Número CAS Neodímio, Nd, 60 Lantanídios -, 6, f 6 800 kg/m3, 7440-00-8 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 144,242(3) u 185 pm [Xe] 4f4 6s2 2, 8, 18, 22, 8, 2 (ver imagem) 3, 2 (óxido ligeiramente alcalino) hexagonal Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão sólido 1294 K 3347 K 7,14 kJ/mol

Neodímio

310
Entalpia de vaporização Pressão de vapor Velocidade do som 273 kJ/mol 100 Pa a 1998 K 2330 m/s a 20 °C Diversos Eletronegatividade (Pauling) Condutividade elétrica Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 1,14 1,57 x 106 S/m 16,5 W/(m·K) 533,1 kJ/mol 1040 kJ/mol 2130 kJ/mol 3900 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN Meia-vida MD MeV
142

PD

Nd 27,13% Nd Nd Nd 12,18 23,8 8,3%

estável com 82 neutrões estável com 83 neutrões 2,29 x 1015 a α 1,905
140

143

144

Ce

145

estável com 85 neutrões estável com 86 neutrões estável com 88 neutrões 6,7 x 1018 a β-β- 3,367
150

146

Nd 17,19% Nd Nd 5,76% 5,64

148

150

Sm

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O neodímio (gr. neo, novo, dydimos, gêmeo) é um elemento químico de símbolo Nd e de número atômico igual a 60 (60 prótons e 60 elétrons), e massa atómica 144,2 u. À temperatura ambiente, o neodímio encontra-se no estado sólido. Faz parte do grupo das terras raras.

Características principais
O Neodímio representa cerca de 18% dos metais do grupo terra rara. O metal tem um brilho metálico, prateado, brilhante; entretanto, sendo um dos metais terra raras mais reativo, o neodímio escurece rapidamente no ar formando um óxido, que lascado expõe o metal a uma oxidação adicional.

Aplicações
Alguns usos do neodímio: • O neodímio é um componente do didímio, usado para colorir vidros e fabricação de óculos de proteção, pois absorve a luz amarela da chama, para os soldadores e assopradores de vidros. • O neodímio confere delicadas cores aos vidros que variam desde o violeta puro, vinho até ao cinza claro. A luz transmitida através destes vidros tem banda de absorção estreita e bem definida. Estes cristais são usados por

Neodímio astrônomos para calibrar dispositivos denominados espectrômetros e filtros de radiação infravermelha. O neodímio é usado também para remover a cor verde causada pelo ferro contaminante do vidro. Alguns tipos de vidro contendo neodímio são usados para produzir rubis sintéticos utilizados em lasers. Certos materiais podem conter pequenas concentrações de íons de neodímio que poderão ser usados em lasers para radiações no infravermelho (1054 – 1064 nm). Alguns lasers de Nd são, por exemplo, o Nd: YAG (cristal de ítrio e alumínio) utilizado em odontologia e medicina, Nd: YLF (fluoreto de ítrio e lítio), Nd: YVO (vanadato de ítrio), e outros. Sais de neodímio são usados como corantes de esmaltes. O neodímio é usado em imãs permanentes do tipo Nd2Fe14B, muito poderosos. Estes imãs são mais baratos do que os imãs de samário-cobalto, e são comuns em produtos tais como fones de ouvido, alto-falantes,disco rígido de computadores, acionadores de partidas de motores, sensores etc. Provavelmente devido a semelhança com o Ca2+ , o Nd3+ foi divulgado[1] como elemento para promover o crescimento vegetal. Compostos de elementos terra-raras são utilizados com frequência na China como fertilizantes.

311

• •

História
O neodímio foi descoberto pelo barão Carl Auer von Welsbach, um químico austríaco, em Viena no ano de 1885. Ele separou o neodímio, assim como o elemento praseodímio, de um material conhecido como didímio por meio de análises espectroscópicas. Porém, este metal não foi isolado na forma relativamente antes de 1925. O nome neodímio é derivado do grego "neos", novo , e "didymos", gêmeo. O neodímio, atualmente, é obtido por um processo de troca iônica da areia monazita ( ( Ce,La,Th,Nd,Y ) PO4 ), um material rico em elementos terra-raras, e através da eletrólise dos seus sais haletos.

Ocorrência
O neodímio nunca é encontrado na natureza como elemento livre. Ocorre em minérios tais como a areia de monazita ( ( Ce,La,Th,Nd,Y ) PO4 ) e bastnasita ( (Ce,La,Th,Nd,Y )( CO3 ) F ), que apresentam na sua composição quantidades pequenas de todos os metais terra raras. É difícil separá-lo do outros elementos terra raras.

Compostos
Alguns compostos de neodímio: • • • • • • • • • Fluoreto: NdF3 Cloretos: NdCl2 e NdCl3 Brometos: NdBr2 e NdBrs3 Iodetos: NdI2 e NdI3 Óxidos: Nd2O3 Sulfetos: NdS e Nd2S3 Selenetos: NdSe Teluretos: NdTe e Nd2Te3 Niteros: NdN

Neodímio

312

Isótopos
O neodímio natural é composto por 5 isótopos estáveis, 142Nd, 143Nd, 145Nd, 146Nd e 148Nd, sendo 142Nd o mais abundante ( abundância natural de 27.2% ), e dois radioisótopos, 144Nd e 150Nd. No total, 31 radioisótopos do neodímio foram caracterizados, sendo os mais estáveis 150Nd com meia-vida ( T½ ) de >1.1×1019 anos, 144Nd com meia-vida de 2.29×1015 anos, e 147Nd com uma meia-vida de 10.98 dias. Os demais isótopos radioativos tem meias vidas abaixo de 3,38 dias, e a maioria destes com meias vidas inferior a 71 segundos. Este elemento apresenta também 4 metaestáveis, sendo os mais estáveis: 139Ndm (T½ 5.5 horas), 135Ndm (T½ 5.5 minutos) e 141Ndm (T½ 62.0 segundos). O primeiro modo de decaimento antes do isótopo estável, 142Nd, é a captura eletrônica e o primeiro modo após é a emissão beta menos. Os primeiros produtos de decaimento antes do 142Nd são os isótopos do elemento praseodímio e os primeiros produtos após são os isótopos do elemento promécio.

Precauções
O pó de metal neodímio é perigoso, entra facilmente em combustão e é explosivo. Os compostos de neodímio como o de todos os metais terras raras apresentam toxicidade de moderada a baixa, entretanto, sua toxicidade não foi completamente investigada. A poeira de neodímio e os seus sais são muito irritante aos olhos e mucosas, e irritam moderadamente a pele. Respirar o pó pode causar embolia pulmonar, e a exposição prolongada danifica o fígado. O neodímio age também como anticoagulante , especialmente quando dado por via endovenosa. Imãs de neodímio foram testados para usos médicos tais como cintas magnéticas e correção de colunas vertebrais, mas sem nenhum resultado comprovado.
[1] The Effect of Neodymium (Nd3+) on Some Physiological Activities in Oilseed Rape during Calcium (Ca2+) Starvation (http:/ / www. regional. org. au/ au/ gcirc/ 2/ 399. htm) (em inglês)

Ligações externas
• • • • EnvironmentalChemistry.com – Neodymium (http://environmentalchemistry.com/yogi/periodic/Nd.html) It's Elemental – Neodymium (http://education.jlab.org/itselemental/ele060.html) Los Alamos National Laboratory - Neodymium (http://periodic.lanl.gov/elements/60.html) WebElements.com – Neodymium (http://www.webelements.com/webelements/elements/text/Nnd/index. html)

Promécio

313

Promécio
Promécio

Neodímio ← Promécio → Samário- ↑ Pm↓ NpTabela completa • Tabela estendida

61

Pm

Aparência metálico Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Número CAS Promécio, Pm, 61 Lantanídios n/a, 6, f 7 264 kg/m3, n/a 7440-12-2 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 145 u 185 pm 199 pm [Xe] 4f5 6s2 2, 8, 18, 23, 8, 2 (ver imagem) 3 (óxido ligeiramente alcalino) hexagonal Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização sólido 1315 K 3273 K 7,13 kJ/mol 289 kJ/mol Diversos Eletronegatividade (Pauling) Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 1,13 17,9 W/(m·K) 540 kJ/mol 1050 kJ/mol

Promécio

314
3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 2150 kJ/mol 3970 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN Meia-vida MD MeV
145

PD 0,163 1,472 1,542 0,224

Pm Sintético Pm Sintético

17,7 a 5,53 a

ε ε β− β−

145

Nd

146

146 146

Nd Sm Sm

147

Pm Sintético

2,6234 a

147

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O promécio (homenagem ao titã grego Prometeu) é um elemento químico de símbolo Pm e de número atómico igual a 61 (61 protões e 61 electrões), e massa atómica 145 u. À temperatura ambiente, o promécio encontra-se no estado sólido. Faz parte do grupo das terras raras. A principal aplicação é como emissor de radiações beta para produzir medidores de espessuras. A prova da existência do promécio só foi obtida em 1945 por Jacob A. Marinsky, Lawrence E. Glendenin e Charles D. Coryell durante a análise dos subprodutos da fissão do urânio.

Características principais
O promécio é um leve emissor de partículas betas, porém não emite radiações gama. Porém , pode ocorrer emissão de raios-X quando as partículas beta atingem elementos com números atômicos mais altos. Pouco é conhecido sobre as propriedades químicas e físicas do promécio metálico, porém são semelhantes ao neodímio e samário. O promécio apresenta duas variedades alotrópicas. Sais deste metal apresentam luminescência na obscuridade com um fulgor azul ou acinzentado pálido devido à sua elevada radioatividade.

Aplicações
As principais aplicações do promécio são: • Como fonte de radiações beta para produzir medidores de espessuras muito finas. • A radiação beta ao incidir sobre o fósforo gera luz. Esta luz, através de fotocélulas, pode ser usada para produzir baterias muito pequenas que convertam a luz em corrente elétrica, com uma vida útil de aproximadamente 5 anos usando o 147-Pm, para serem usadas em pesquisas espaciais. • os seus sais luminescentes podem ser usados para a produção de ponteiros e mostradores de relógios. • No futuro, possivelmente como uma fonte portátil de raios-X e de calor para serem usados em sondas espaciais , satélites artificiais, aplicações médicas, e para a produção de lasers para serem usados em comunicação com submarinos, quando submersos.

Promécio

315

História
A existência do promécio primeiramente foi prevista por Bohuslav Brauner em 1902; esta previsão foi confirmada por Henry Moseley em 1914. Diversos grupos reivindicaram ter produzido o elemento, porém não puderam confirmar suas descobertas devido a dificuldade de separar o promécio de outros elementos. A prova da existência do promécio só foi obtida em 1945 por Jacob A. Marinsky, Lawrence E. Glendenin e Charles D. Coryell durante a análise dos subprodutos da fissão do urânio. Entretanto, demasiadamente ocupados com pesquisas relacionadas com projetos de defesa durante a Segunda Guerra Mundial, não anunciaram a descoberta até 1947.[1] O nome promécio para o elemento é derivado de Prometeu da mitologia grega, quem roubou o fogo do céu e o deu a humanidade. Em 1963, os métodos de cromatografia do tipo troca iônica foram usados para preparar aproximadamente 10 gramas de promécio a partir de rejeitos da fissão de combustíveis nucleares. Atualmente, o promécio ainda é recuperado dos subprodutos da fissão do urânio, porém pode ser produzido também bombardeando o 146Nd com nêutrons, obtendo-se o 147Nd que decai em 147Pm através de um decaimento beta com meia-vida de 11 dias. Foi o último dos elementos terras raras descoberto.

Ocorrência
O promécio não é encontrado de forma natural na terra, porém foi identificado no espectro da estrela HR465 na constelação Andrômeda, e possivelmente na HD 101065 (estrela de Przybylski) e HD 965.[2]

Compostos
Já foram obtidos mais de 30 compostos de promécio, a maioria coloridos do azul claro ao esverdeado passando por amarelo e róseo. Os principais são: • Cloretos: PmCl3 • Brometos: PmBr3 • Óxidos: Pm2O3

Isótopos
36 radioisótopos do promécio foram caracterizados, sendo os mais estáveis: 145Pm com meia-vida de 17,7 anos, 146 Pm com meia-vida de 5,53 anos, e 147Pm com meia vida de 2,6234 anos. Todos os demais isótopos radioativos apresentam meias-vidas abaixo de 364 dias, e a maioria destes com meias vidas abaixo de 27 segundos. Este elemento apresenta também 11 isótopos metaestáveis, sendo os mais estáveis: 148Pmm (T½ 41,29 dias), 152Pmm2 (T½ 13,8 minutos) e 152Pmm (T½ 7,52 minutos). As massas atômicas do promécio variam de 127,9482600 u (128Pm) a 162,9535200 u (163Pm). O primeiro modo de decaimento dos radioisótopos com massas abaixo do mais abundante e mais estável, 145Pm, é a captura eletrônica, e o primeiro modo acima do 145Pm é a emissão beta menos. Os primeiros produtos de decaimento antes do Pm-145 são os isótopos do elemento neodímio, e os após ao Pm-145 são os isótopos do elemento samário.

Promécio

316

Precauções
O manuseio do promécio deve ser efetuado com extremo cuidado devido a sua elevada radioatividade, em particular, ao promécio que pode emitir raios-X durante o seu decaimento beta. A meia-vida do promécio é muito inferior ao do Pl-239. O promécio não tem nenhum papel biológico.
[1] (http:/ / www. ornl. gov/ info/ ornlreview/ v36_1_03/ article_02. shtml) [2] (http:/ / aanda. u-strasbg. fr:2002/ articles/ aa/ abs/ 2004/ 21/ aa0726/ aa0726. html)

Ligações externas
• Los Alamos National Laboratory – Promethium (http://periodic.lanl.gov/elements/61.html) • WebElements.com – Promethium (http://www.webelements.com/webelements/elements/text/Pm/index. html) • EnvironmentalChemistry.com – Promethium (http://environmentalchemistry.com/yogi/periodic/Pm.html) • It's Elemental – Promethium (http://education.jlab.org/itselemental/ele061.html)

Samário
Samário

Promécio ← Samário → Európio- ↑ Sm↓ PuTabela completa • Tabela estendida

62

Sm

Aparência branco prateado

Cristal de samário em uma ampola. Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Samário, Sm, 62 Lantanídeo n/a, 6, f 7353 kg/m3, n/a

Samário

317
Número CAS 7440-19-9 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 150,36 u 180 pm 198±8 pm [Xe] 6s2 4f6 2, 8, 18, 24, 8, 2 (ver imagem) 3, 2 (óxido meio básico) romboédrica Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Pressão de vapor Velocidade do som sólido 1345 K 2067 K 8,62 kJ/mol 165 kJ/mol 1 Pa a 1001 K 2130 m/s a 20 °C Diversos Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade elétrica Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 1,17 200 J/(kg·K) 0,956×106 S/m 13,3 W/(m·K) 544,5 kJ/mol 1070 kJ/mol 2260 kJ/mol 3990 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Samário

318

Ed iso AN 3,07% Meia-vida MD MeV
144

PD

Sm

estável com 82 neutrões α α α 2,529 2,310 1,986
142

146

Sm sintético 1,03×108 a Sm 14,99% 1,06×1011 a Sm 11,24% Sm 13,82% Sm 7,38% 7×1015 a

Nd Nd Nd

147

143

148

144

149

estável com 87 neutrões estável com 88 neutrões estável com 90 neutrões estável com 92 neutrões

150

152

Sm 26,75% Sm 22,75%

154

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O samário é um elemento químico de símbolo Sm e de número atómico igual a 62 (62 protões e 62 electrões), com massa atómica 150,36 u. À temperatura ambiente, o samário encontra-se no estado sólido. Faz parte do grupo das terras raras. É utilizado em lâmpadas de eletrodos de carbono na indústria cinematográfica. Foi descoberto pelo francês Lecoq de Boisbaudran em 1879.

Características principais
O samário é um metal terra rara , com brilho prateado brilhante, razoavelmente estável no ar. Inflama-se no ar a temperatura de 150 °C. Existem três estruturas cristalinas para o metal, ocorrendo as transformações nas temperaturas de 734 e 922 °C, respectivamente.

Aplicações
Alguns usos do samário: • Em lâmpadas de eletrodos de carbono na indústria cinematográfica utilizadas em iluminação de cenários e projetores de filmes, junto com outras terras raras.. • Para dopar cristais de CaF2 para uso em masers ou lasers. • Como absorvente de nêutrons em reatores nucleares. • Em ligas para a produção de fones de ouvido. • Liga de samário-cobalto , SmCo5 é usado para a produção de imãs permanentes com resistência à desmagnetização elevada, maior do que qualquer outro material magnético. • O óxido de samário é usado em vidros ópticos para absorção de radiação infravermelha. Utilizados em óculos de sol.. • Sais de samário são usados em cintiladores fotossensíveis na região do infravermelho e vermelho. • O óxido de samário é usado como catalisador para a desidratação e desidrogenação do etanol. • O titanato é usado para estabilizar o desempenho de condensadores elétricos.

Samário

319

História
O samário foi descoberto pela primeira vez em 1879, por espectroscopia, pelo químico suíço Jean Charles Galissard de Marignac a partir do didímio, sendo isolado em Paris, no ano de 1879, pelo químico francês Paul Émile Lecoq de Boisbaudran a partir do mineral samarskita ((Y,Ce,U,Fe)3(Nb,Ta,Ti)5O16). Tal como ocorrera com o mineral, o nome do elemento homenageia o coronel engenheiro de minas russo Vasili Samarsky-Bykhovets.

Papel biológico
O samário não tem nenhum papel biológico conhecido, porém parece estimular o metabolismo.

Ocorrência
O samário nunca é encontrado na forma livre na natureza, porém, como os demais elementos terras raras , é encontrado em diversos minerais incluindo a monazita, bastanasita e samarskita . A monazita (onde ocorre na extensão de 2,8%) e a bastanasita são usados como fontes comerciais. O metal Misch , que contém até 1% de samário, tem sido usado por muito tempo como fonte de samário, porém era difícil separá-lo dos demais elementos terras raras. Recentemente, o metal passou a ser obtido na forma pura, através do uso de processos de troca iônica, técnicas de extração por solvente , e por deposição eletroquímica utilizando uma solução de citrato de lítio com eletrodos de mercúrio. O metal é preparado frequentemente pela eletrólise de uma mistura fundida de cloreto de samário III com cloreto de sódio ou cloreto de cálcio[1]. O samário também pode ser obtido reduzindo seu óxido com lantânio.

Compostos
Os compostos de samário incluem: • • • • • • • • Fluoretos: SmF2 e SmF3 Cloretos: SmCl2 e SmCl3 Brometos: SmBr2 e SmBr3 Iodetos: SmI2 e SmI3 Óxidos: Sm2O3 Sulfetos: Sm2S3 Selenetos: Sm2Se3 Teluretos: Sm2Te3

Isótopos
O samário natural é composto por 4 isótopos estáveis , 144Sm, 150Sm, 152Sm e 154Sm, e 3 radioisótopos , 148 Sm e 149Sm, sendo o 152Sm o mais abundante ( abundância natural de 26,75% ).
147

Sm,

32 radioisótopos tem sido caracterizados, sendo os mais estáveis o 148-Sm com uma meia-vida de 7 · 1015 anos , o 149 Sm com uma meia-vida de 2 · 1015 anos e o 147Sm com uma meia-vida de 1,06 · 1011 anos. Todos os demais isótopos radioisótopos apresentam meias-vidas abaixo de 1,04 · 108 anos, e a maioria destes com meias-vidas abaixo de 48 segundos. Este elemento apresenta 5 metaestáveis , sendo os mais estáveis: 141mSm ( t½ 22,6 minutos ), 143m1 Sm ( t½ 66 segundos ) e 139mSm ( t½ 10,7 segundos ). O primeiro modo de decaimento antes do isótopo estável mais abundante, 152Sm, é a captura eletrônica, e o primeiro modo após este é a emissão beta menos. Os primeiros produtos de decaimento antes do 152Sm são os isótopos do elemento Pm ( promécio ) , e os produtos após são os isótopos do elemento Eu ( európio ).

Samário

320

Precauções
Como os demais lantanídios, o samário é de baixa a moderada toxicidade, embora a sua toxicidade não tenha sido ainda investigada em detalhes..

Referências
• Los Alamos National Laboratory – Samarium [1] 1. N. N. Greenwood, A. Earnshaw, Chemistry of the Elements, Pergamon Press, Oxford, UK, 1984.

Ligações externas
• WebElements.com – Samarium [2] • EnvironmentalChemistry.com – Samarium [3] • It's Elemental – Samarium [4]

Referências
[1] http:/ / periodic. lanl. gov/ elements/ 62. html [2] http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ Sm/ index. html [3] http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ Sm. html [4] http:/ / education. jlab. org/ itselemental/ ele062. html

Európio
Európio

Samário ← Európio → Gadolínio- ↑ Eu↓ AmTabela completa • Tabela estendida

63

Eu

Aparência branco prateado, porém raramente visto sem descolorização do óxido

Európio fracamente oxidado, por isso ligeiramente amarelado. Massa de 1,5 gramas e dimensões 0,6 x 1,6 cm.

Európio

321
Informações gerais

Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Número CAS

Európio, Eu, 63 Lantanídios n/a, 6, f 5264 kg/m3, n/a 7440-53-1 Propriedade atómicas

Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina

151,964 u 180 pm 198±6 pm [Xe] 4f7 6s2 2, 8, 18, 25, 8, 2 (ver imagem) 3, 2 (óxido meio alcalino) cúbica centrada no corpo Propriedades físicas

Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Pressão de vapor

sólido 1099 K 1802 K 9,21 kJ/mol 176 kJ/mol 1 Pa a 863 K Diversos

Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade elétrica Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização

1,2 180 J/(kg·K) 1,12×106 S/m 13,9 W/(m·K) 547,1 kJ/mol 1085 kJ/mol 2404 kJ/mol 4120 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Európio

322

Ed iso AN Meia-vida MD MeV
150

PD 2,261

Eu sintético Eu 47,8%

36,9 a 5×1018 a 13,516 a

ε α ε β−

150

Sm Pm Sm Gd

151

147

152

Eu sintético

1,874 1,819

152

152

153

Eu

52,5%

estável com 90 neutrões

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O európio (homenagem ao continente Europeu) é um elemento químico de símbolo Eu , de número atômico 63 (63 prótons e 63 elétrons) que apresenta massa atómica 152 u. É um metal de transição interna fazendo parte do grupo das terras raras (lantanídios). À temperatura ambiente, o európio encontra-se no estado sólido. É branco prateado, bastante dúctil, e é o mais reativo das terras raras. Como elemento metálico apresenta, por enquanto, nenhuma aplicação. Entretanto, o seu óxido é usado em cinescópios de televisores em cores. O európio foi descoberto em 1901 por Eugène-Anatole Demarçay.

Características principais
O európio é o mais reativo dos elementos terras raras ; oxida-se rapidamente com o ar , e assemelha-se ao cálcio na sua reação com a água. Como outras terras raras ( a exceção do lantânio ) , o európio inflama-se com o ar entre 150 °C e 180 °C, aproximadamente. Apresenta uma ductilidade muito alta e é aproximadamente tão duro quanto o chumbo. Tem um magnetismo elevado, em condições normais de temperatura e pressão. Cientista demonstraram que este elemento possui supercondutividade a temperaturas de –271.35º Celsius e pressões de 80 gigapascal.[1]

Aplicações
• Não há nenhuma aplicação comercial para o európio, embora fosse usado para dopar alguns tipos de plásticos para a fabricação de lasers. • usado como dopante para a produção de filmes de óxido de zinco • Devido a sua capacidade de absorver nêutrons, este metal está sendo estudado para uso em reatores nucleares • O óxido de európio (Eu2O3) é extensivamente usado como como componente do fósforo vermelho usado em cinescópios de televisores a cores, e como um ativador de fósforos de ortovanadato de ítrio. Também é usado como um agente para a produção de vidros fluorescentes.

História
O európio foi encontrado inicialmente por Paul Émile Lecoq de Boisbaudran em 1890, obtendo um concentrado de samário e gadolínio, observando linhas espectrais que não pertenciam a nenhum destes dois elementos. Entretanto, a descoberta é geralmente creditada ao químico francês Eugène-Antole Demarçay que, em 1896, suspeitou que as amostras de um elemento recentemente descoberto (samário) foram contaminadas com um elemento desconhecido. Ele isolou este elemento em 1901. O novo elemento foi denominado de európio, em homenagem ao continente europeu. Como é um metal difícil de ser isolado, o elemento európio puro só foi obtido recentemente.

Európio

323

Ocorrência e obtenção
O európio nunca é encontrado livre na natureza, porém existem muitos minerais que contem este elemento. As fontes mais importantes são os minerais bastnasita e a monazita. O európio foi identificado no espectro do sol , e em determinadas estrelas. É produzido em cadinho , sob vácuo, aquecendo uma mistura de óxido de európio ( Eu203 ) com 10% de lantânio.

Compostos
• • • • • • • • • Fluoretos: EuF2 e EuF3 Cloretos: EuCl2 e EuCl3 Brometos: EuBr2 e EuBr3 Iodetos: EuI2 e EuI3 Óxidos: Eu2O3 e Eu3O4 Sulfetos: EuS Selenetos: EuSe Teluretos: EuTe Nitretos: EuN

Isótopos
O európio natural é composto por 2 isótopos estáveis: 151-Eu e 153-Eu, sendo o 153-Eu o mais abundante ( 52.2% de abundância natural ). 35 radioisótopos foram identificados, sendo os mais estáveis o 150-Eu com uma meia-vida de 36.9 anos, 152-Eu com meia-vida de 13.516 anos, e 154-Eu com meia-vida de 8.593 anos. Todos os demais isótopos radioativos possuem meias-vidas inferiores a 4.7612 anos, e a maioria destes com menos de 12.2 segundos. Este elemento tem 8 metaestados , sendo os mais estáveis 150m-Eu ( t½ 12.8 horas ), 152m1-Eu ( t½ 9.3116 horas ) e 152m2-Eu ( t½ 96 minutos ). O principal modo de decaimento anterior ao isótopo estável mais abundante, 153-Eu, é a captura eletrônica, e o principal modo posterior é a emissão beta menos. Os produtos de decaimento primários anteriores ao 153-Eu são os isótopos do elemento samário e os produtos primários posteriores são os isótopos do elemento gadolínio.

Precauções
A toxicidade dos compostos do európio não foi ainda investigada inteiramente, porém não existe nenhuma indicação que o európio seja altamente tóxico comparado a outros metais pesados. O pó do metal apresenta o perigo de ser inflamável e sujeito a explosão. O európio não apresenta nenhum papel biológico conhecido.
[1] Laura Sanders (20 de Maio de 2009). Europium’s superconductivity demonstrated (http:/ / www. sciencenews. org/ view/ generic/ id/ 43960/ title/ Europium’s_superconductivity_demonstrated) (em inglês). ScienceNews. Página visitada em 23 de maio de 2009.

• Los Alamos National Laboratory – Europium (http://periodic.lanl.gov/elements/63.html)

Európio

324

Ligações externas
• WebElements.com – Europium (http://www.webelements.com/webelements/elements/text/Eu/index.html) • EnvironmentalChemistry.com – Europium (http://environmentalchemistry.com/yogi/periodic/Eu.html) • It's Elemental – Europium (http://education.jlab.org/itselemental/ele063.html)

Gadolínio
Gadolínio

Európio ← Gadolínio → Térbio- ↑ Gd↓ CmTabela completa • Tabela estendida

64

Gd

Aparência branco prateado

Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Número CAS Gadolínio, Gd, 64 Lantanídios n/a, 6, f 7901 kg/m3, n/a 7440-54-2 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 157,25(3) u 180 pm 196±6 pm [Xe] 4f7 5d1 6s2 2, 8, 18, 25, 9, 2 (ver imagem) 1, 2, 3 (óxido ligeiramente alcalino) hexagonal Propriedades físicas Estado da matéria sólido

Gadolínio

325
Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Pressão de vapor Velocidade do som Classe magnética 1586 K 3546 K 10,05 kJ/mol 359,4 kJ/mol 100 Pa a 2267 K 2680 m/s a 20 °C ferromagnético paramagnético (T > 15ºC) Susceptibilidade magnética Temperatura de Curie 4,8x10-1 (20ºC) 288 K Diversos Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade elétrica Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 1,2 230 J/(kg·K) 0,736x106 S/m 10,6 W/(m·K) 593,4 kJ/mol 1170 kJ/mol 1990 kJ/mol 4250 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN 0,20% 2,18% Meia-vida MD MeV
152

PD 2,205

Gd Gd

1,08 x 1014 a

α

148

Sm

154

estável com 90 neutrões estável com 91 neutrões estável com 92 neutrões estável com 93 neutrões estável com 94 neutrões 1,7
160

155

Gd 14,80% Gd 20,47% Gd 15,65% Gd 24,84%

156

157

158

160

Gd 21,86% > 1,3 x 1021 a β-β-

Dy

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O gadolínio (nomeado em homenagem ao químico Johan Gadolin) é um elemento químico de símbolo Gd e de número atómico igual a 64 (64 prótons e 64 elétrons), com massa atómica 157,25 u. À temperatura ambiente, o gadolínio encontra-se no estado sólido. Faz parte do grupo das terras raras. Foi descoberto em 1880 por Jean Charles Galissard de Marignac.

Gadolínio

326

Características principais
O gadolínio é uma terra rara, branco prateado, maleável, dúctil com um brilho metálico. Cristaliza na forma hexagonal que é a forma alfa, à temperatura ambiente. Quando aquecido a 1508 K transforma-se na sua forma beta, que é uma estrutura cristalina cúbica de corpo centrado. Ao contrário dos demais elementos terras raras, o gadolínio é relativamente estável no ar seco, porém perde o brilho rapidamente no ar úmido formando um óxido que adere frouxamente a superfície que, se for retirado, expõe a superfície a uma oxidação adicional. O gadolínio reage lentamente com a água e é solúvel em ácido diluído. O gadolínio tem a mais elevada secção de captura de nêutrons térmicos conhecido entre os elementos, 49,000 barns, porém tem uma rápida taxa de perda de efetividade , limitando sua utilidade como barras de controle em centrais de fissão nuclear. O gadolínio torna-se supercondutor abaixo de uma temperatura crítica de 1083 K. É fortemente magnético à temperatura ambiente, pelo fato de ser o único metal a apresentar propriedades ferromagnéticas , a exceção dos metais de transição do período 4 da tabela periódica.

Aplicações
• Cristais de gadolínio e ítrio têm aplicações em micro-ondas. • Compostos de gadolínio são usados para a produção de fosfório, ativador de cor em tubos de TV coloridas. • Soluções de compostos de gadolínio são usadas como contrastes intravenosos para realçar imagens em ressonância magnética. • O gadolínio é usado para a manufatura de compact discs ( CDs ) e memórias de computador. • É usado como componente de materiais para a fabricação de telescópios a lasers. • O gadolínio possui propriedades metalúrgicas incomuns. Em quantidades pequenas, próximas de 1% , adicionado a ligas de ferro , crômio ou outras, melhora a facilidade de trabalho com estas ligas e aumenta a resistência a corrosão e as elevadas temperaturas.

História
O gadolínio foi assim nomeado a partir do mineral gadolinita, por sua vez nomeado em homenagem ao químico e geólogo finlandês Johan Gadolin.[1] Em 1880, o químico suiço Jean Charles Galissard de Marignac observou linhas espectroscópicas, devidas à presença do gadolínio, em amostras de didímio e gadolínia (óxido de gadolínio). Como se percebeu que a gadolínia era um óxido de um novo elemento, é-lhe creditada a descoberta do gadolínio. O químico francês Paul Émile Lecoq de Boisbaudran, em 1886, trabalhando independentemente de Marignac, separou o gadolínio metálico do óxido de gadolínio.

Ocorrência
O gadolínio nunca é encontrado livre na natureza, porém ocorre em diversos minerais como a monazita e a bastnasita, que são óxidos. É preparado, atualmente, por técnicas como troca iônica e extração de solvente, ou por redução de seu fluoreto anidro com cálcio metálico.

Compostos
Os principais compostos do gadolínio são: • Fluoretos: GdF3 • Cloretos: GdCl3 • Brometos: GBr3 • Iodetos: GdI3

Gadolínio • Óxidos: Gd2O3 • Sulfetos: Gd2S3 • Nitretos: GdN

327

Isótopos
O gadolínio natural é composto por 5 isótopos estáveis: 154Gd, 155Gd, 156Gd, 157Gd e 152 Gd e 160Gd, sendo o 158Gd o mais abundante (abundância natural de 24,84%).
158

Gd, e 2 radioisótopos ,

Foram descritos trinta radioisótopos, sendo os mais estáveis o 160-Gd com uma meia-vida de 1,3 · 1021 anos, o 152 Gd com uma meia-vida de 1,08 · 1014 anos e o 150Gd com uma meia-vida de 1,79 · 106 anos. Todos os demais isótopos radioativos apresentam meias-vidas abaixo de 74.7 anos, e a maioria destes com meias-vidas abaixo de 24,6 segundos. Este elemento tem 4 metaestáveis, sendo os mais estáveis o 143mGd ( t½ 110 segundos ), o 145mGd ( t½ 85 segundos) e o 141mGd ( t½ 24,5 ). O primeiro modo de decaimento antes do isótopo mais estável, 158Gd, é a captura eletrônica, e o primeiro modo após é a emissão beta menos. Os primeiros produtos de decaimento antes do 158Gd são os isótopos do elemento Eu (Európio) e os primeiros produtos após são os isótopos do elemento Tb (térbio).

Papel biológico
O gadolínio não apresenta nenhum papel biológico conhecido, entretanto relata-se que é um estimulante do metabolismo. Em animais aquáticos provoca danos nas membranas celulares.

Precauções
Como os demais lantanídios, os compostos do gadolínio apresentam toxicidade de baixa a moderada, embora sua toxicidade não fosse investigada em detalhe.
[1] Greenwood, Norman N.; Earnshaw, Alan. Chemistry of the Elements. 2nd ed. Oxford: Butterworth-Heinemann, 1997. ISBN 0080379419

Ligações externas
• WebElements.com – Gadolinium (http://www.webelements.com/webelements/elements/text/Gd/index. html) (em inglês) • EnvironmentalChemistry.com – Gadolinium (http://environmentalchemistry.com/yogi/periodic/Gd.html) (em inglês) • It's Elemental – Gadolinium (http://education.jlab.org/itselemental/ele064.html) (em inglês) • Los Alamos National Laboratory – Gadolinium (http://periodic.lanl.gov/elements/64.html) (em inglês)

Térbio

328

Térbio
Térbio

Gadolínio ← Térbio → Disprósio- ↑ Tb↓ BkTabela completa • Tabela estendida

65

Tb

Aparência branco prateado

Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Número CAS Térbio, Tb, 65 Lantanídios n/a, 6, f 8219 kg/m3, n/a 7440-27-9 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 158,92535(2) u 177 pm 194±5 pm [Xe] 4f9 6s2 2, 8, 18, 27, 8, 2 (ver imagem) 1, 2, 3, 4 (óxido ligeiramente alcalino) hexagonal Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão sólido 1629 K 3503 K 10,8 kJ/mol

Térbio

329
Entalpia de vaporização Pressão de vapor Velocidade do som 330,9 kJ/mol 10 Pa a 1979 K 2620 m/s a 20 °C Diversos Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade elétrica Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 1,2 180 J/(kg·K) 0,889x106 S/m 11,1 W/(m·K) 565,8 kJ/mol 1110 kJ/mol 2114 kJ/mol 3839 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN Meia-vida MD MeV
157

PD 0,060 1,220 0,937

Tb Sintético Tb Sintético

71 a 180 a

ε ε β-

157

Gd Gd Dy

158

158 158

159

Tb

100%

estável com 94 neutrões

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O térbio é um elemento químico de símbolo Tb e de número atómico igual a 65 (65 protões e 65 electrões), com massa atómica 158,9 u. À temperatura ambiente, o térbio encontra-se no estado sólido. Faz parte do grupo das terras raras. É usado em ligas metálicas para a produção de dispositivos eletrônicos. Foi descoberto pelo químico sueco Carl Gustaf Mosander em 1843

Características principais
O térbio é um metal terra rara, cinza-prateado, que é maleável e dúctil . É macio o bastante para ser cortado com uma faca. É razoavelmente estável no ar, apresentando duas formas cristalinas com uma temperatura de transformação de 1289 °C. • Temperatura de Curie= 219 kelvin

Aplicações
• O térbio é utilizado para dopar fluoreto de cálcio, tungstato de cálcio e molibdato de estrôncio , materiais que são usados em dispositivos semicondutores, e como estabilizador cristalino das células de combustíveis que funcionam em temperaturas elevadas, junto com o óxido de zircônio IV , ZrO2. • O térbio também é usado em ligas metálicas para a produção de dispositivos eletrônicos. • Seu óxido é usado no fósforo verde em lâmpadas fluorescentes e tubos de televisões coloridas, ou seja, é um ativador da coloração verde em tubos de imagem.

Térbio • O borato de térbio e sódio é usado como material de lasers que emitem radiação em 546 nm.

330

História
O térbio foi descoberto pelo químico sueco Carl Gustaf Mosander em 1843 , que o detectou como uma impureza no mineral "Ytria" óxido de ítrio, Y2O3. Este elemento só foi isolado na forma pura com o desenvolvimento recente de uma técnica denominada troca iônica. O nome foi dado em homenagem a uma vila sueca denominada Ytterby.

Ocorrência
O térbio nunca é encontrado na natureza na forma livre. Porém participa da composição de muitos minerais tais como cerita, gadolinita, monazita ((Ce, La,Th, Nd, Y) PO4, que contém até 0,03% de térbio), xenotima (YPO4) e euxenita ((Y, Ca, Er, La, Ce, U, Th)(Nb, Ta, Ti)2O6), que contém 1% ou mais de térbio.

Compostos
Principais compostos de térbio: • Fluoretos: TbF3 e TbF4 • Cloretos: TbCl3 • • • • • Brometos: TbBr3 Iodetos: TbI3 Óxidos: Tb2O3 e Tb4O7 Sulfetos: Tb2S3 Nitretos: TbN

Isótopos
O térbio natural é composto de um único isótopo estável, 159-Tb. 33 radioisótopos foram caracterizados, sendo os mais estáveis o 158-Tb, com uma meia-vida de 180 anos, 157-Tb com uma meia-vida de 71 anos, e o 160-Tb com uma meia-vida de 72,3 dias. Todos os demais isótopos radioativos com meias-vida abaixo de 6.907 dias, e a maioria destes com meias-vida abaixo de 24 segundos. Este elemento também apresenta 18 metaestáveis, sendo os mais estáveis: 156m1-Tb ( t½ 24.4 horas ), 154m2-Tb ( t½ 22.7 horas ) e 154m1-Tb ( t½ 9.4 horas ). O primeiro modo de decaimento antes do isótopo estável mais abundante, 159-Tb, é a captura eletrônica, e o primeiro modo após é a emissão beta menos. Os primeiros produtos de decaimento antes do 159-Tb são os isótopos do elemento Gd ( gadolínio ), e os primeiros produtos após são os isótopos do elemento Dy ( disprósio ).

Térbio

331

Precauções
Como os demais lantanídios, os compostos de térbio apresentam toxicidade de baixa a moderada, embora a sua toxicidade e a dos seus compostos não tenham sido investigadas em detalhes. O térbio não tem nenhum papel biológico conhecido.

Referências
• Los Alamos National Laboratory – Terbium [1]

Ligações externas
• WebElements.com – Terbium [2] • EnvironmentalChemistry.com – Terbium [3] • It's Elemental – Terbium [4]

Referências
[1] http:/ / periodic. lanl. gov/ elements/ 65. html [2] http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ Tb/ index. html [3] http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ Tb. html [4] http:/ / education. jlab. org/ itselemental/ ele065. html

Disprósio
Disprósio

Térbio ← Disprósio → Hólmio- ↑ Dy↓ CfTabela completa • Tabela estendida

66

Dy

Aparência branco prateado

Lascas de disprósio. Informações gerais Nome, símbolo, número Disprósio, Dy, 66

Disprósio

332
Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Número CAS Lantanídios n/a, 6, f 8551 kg/m3, n/a 7429-91-6 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 162,500(1) u 178 pm 192±7 pm [Xe] 4f10 6s2 2, 8, 18, 28, 8, 2 (ver imagem) 2, 3 (óxido ligeiramente alcalino) hexagonal Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Pressão de vapor Velocidade do som Classe magnética Temperatura de Curie sólido 1685 K 2840 K 11,06 kJ/mol 230 kJ/mol 10 Pa a 1523 K 2710 m/s a 20 °C paramagnético 88 K Diversos Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade elétrica Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 1,22 170 J/(kg·K) 1,08x106 S/m 110,7 W/(m·K) 573 kJ/mol 1130 kJ/mol 2200 kJ/mol 3990 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Disprósio

333

Ed iso AN Meia-vida MD MeV
154

PD 2,947

Dy Sintético Dy Dy Dy 0,06% 0,10% 2,34%

3x106 a

α

150

Gd

156

estável com 90 neutrões estável com 92 neutrões estável com 94 neutrões estável com 95 neutrões estável com 96 neutrões estável com 97 neutrões estável com 98 neutrões

158

160

161

Dy 18,91% Dy 25,51% Dy 24,90% Dy 28,18%

162

163

164

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O disprósio é um elemento químico de símbolo Dy e de número atómico igual a 66 (66 protões e 66 electrões), com massa atómica 162,5 u. À temperatura ambiente, o disprósio encontra-se no estado sólido. Faz parte do grupo das terras raras. O disprósio é usado, em conjunto com o vanádio e outros elementos, como componente de materiais para lasers. Este elemento foi identificado pela primeira vez em 1886, em Paris, pelo químico francês Paul Émile Lecoq de Boisbaudran.

Características principais
O disprósio é um elemento terra rara que apresenta brilho metálico prateado e é relativamente estável no ar em temperatura ambiente, porém se dissolve em ácidos minerais diluídos ou concentrados com liberação de hidrogênio, isto é, oxidando-se. É macio o bastante para ser cortado com uma faca, e pode ser processado com máquinas sem emitir faíscas, evitando o superaquecimento. As características do disprósio podem ser muito afetadas por pequenas quantidades de impurezas.

Aplicações
O disprósio é usado, em conjunto com o vanádio e outros elementos, como componente de materiais para lasers. Sua alta secção eficaz de absorção de nêutrons térmicos e seu alto ponto de fusão sugerem sua utilidade para uso em barras de controle nuclear. Um óxido misto de disprósio e níquel forma materiais que absorvem os nêutrons, não se contraem e não se dilatam sob bombardeio prolongado de nêutrons, por isso usado para barras de esfriamento em reatores nucleares. Alguns calcogênios de disprósio e cádmio são fontes de radiação infravermelha para o estudo de reações químicas. O disprósio também é usado para a fabricação de discos compactos.

Disprósio

334

História
O disprósio foi identificado pela primeira vez em 1886, em Paris, pelo químico francês Paul Émile Lecoq de Boisbaudran; entretanto, o elemento foi isolado na forma relativamente pura somente após o desenvolvimento, por Spedding, das técnicas de troca iônica e redução metalográfica, na década de 1950. O nome disprósio é derivado do grego dysprositos, que significa difícil de atingir.

Ocorrência e obtenção
O disprósio nunca é encontrado como elemento livre, porém encontrado em muitos minerais , incluindo xenótimo, fergusonita, gadolinita, euxenita, policrase, blomstrandina, monazita e bastnasita, frequentemente com o érbio, hólmio ou outros elementos terras raras. A principal fonte de disprósio é a euxenita, porém também é obtido como subproduto do processamento da monazita.

Compostos
Quase todos os compostos do disprósio apresentam estado de oxidação +3, e são altamente paramagnéticos. Os principais compostos são: Fluoretos (DyF3), Cloretos (DyCl2 e DyCl3), Brometos (DyBr2 e DyBr3), Iodetos (DyI2 e DyI3), òxidos (Dy2O3), Sulfetos (Dy2S3) e Nitretos (DyN).

Isótopos
O disprósio natural é composto por 7 isótopos estáveis, 156-Dy, 158-Dy, 160-Dy, 161-Dy, 162-Dy, 163-Dy e 164-Dy, sendo o 164-Dy o mais abundante (abundância natural de 28,18%). 28 radioisótopos foram caracterizados, sendo os mais estáveis o 154-Dy com uma meia-vida de 3.106 anos, 159-Dy com meia-vida de 144,4 dias, e o 166-Dy com uma meia-vida de 81,6 horas. Todos os isótopos radioativos restantes tem meias-vida abaixo de 10 horas, e a maioria destes com meias-vida menos de 30 segundos. Este elemento tem também 5 metaestáveis, sendo os mais estáveis o 165m-Dy (meia-vida de 1,257 minutos), 147m-Dy (t½ 55,7 segundos) e 145m-Dy (t½ 13,6 segundos). O primeiro modo de decaimento antes do isótopo estável mais abundante, 164-Dy, é a captura eletrônica, e o primeiro modo de decaimento após este estável é a emissão beta menos. Os primeiros produtos de decaimento antes do 164-Dy são os isótopos de térbio, e os primeiros produtos após são os isótopos de hólmio.

Precauções
Do mesmo modo que ocorre com os outros lantanídios, os compostos de disprósio apresentam de baixa a moderada toxicidade, embora a sua toxicidade não tenha sido investigada. Não se conhece nenhuma ação biológica deste elemento.

Referências
• Los Alamos National Laboratory - Dysprosium [1]

Ligações externas
• WebElements.com - Dysprosium [2] (em inglês) • EnvironmentalChemistry.com - Dysprosium [3] (em inglês) • Sobre o elemento disprósio [4] (em inglês)

Disprósio

335

Referências
[1] [2] [3] [4] http:/ / periodic. lanl. gov/ elements/ 66. html http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ Dy/ index. html http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ Dy. html http:/ / education. jlab. org/ itselemental/ ele066. html

Hólmio
Hólmio

Disprósio ← Hólmio → Érbio- ↑ Ho↓ EsTabela completa • Tabela estendida

67

Ho

Aparência branco prateado

Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Número CAS Hólmio, Ho, 67 Lantanídios n/a, 6, f 8800 kg/m3, n/a 7440-60-0 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 164,93032(2) u 247 pm 192±7 pm [Xe] 4f11 6s2 2, 8, 18, 28, 8, 2 (ver imagem) 3 (óxido básico) hexagonal

Hólmio

336
Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Pressão de vapor Velocidade do som sólido 1747 K 2973 K 11,76 kJ/mol 241 kJ/mol 10 Pa a 1584 K 2170 m/s a 20 °C Diversos Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade elétrica Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 1,23 160 J/(kg·K) 1,24x106 S/m 16,2 W/(m·K) 581 kJ/mol 1140 kJ/mol 2204 kJ/mol 4100 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN 100% Meia-vida MD MeV
165

PD

Ho

estável com 98 neutrões 4 570 a ε 0,003
163

163

Ho Sintético

Dy

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O hólmio (de "Holmia", Estocolmo cidade natal do descobridor do elemento) é um elemento químico de símbolo Ho e de número atômico 67 (67 prótons e 67 elétrons) que apresenta massa atómica 164,9 u. É um elemento da série metal de transição interna do grupo dos lantanídios, relativamente macio e maleável, sólido, de aspecto branco prateado, resistente à corrosão no ar seco, em condições ambientais de temperatura. É uma terra rara encontrada nos minerais monazita e gadolinita. É usado como gerador de campos magnéticos, em reatores nucleares e na produção de lasers. Foi descoberto pelos químicos suíços Marc Delafontaine e Jacques Louis Soret em 1878, quando observaram uma banda de absorção no espectro de um elemento até então desconhecido.

Hólmio

337

Características principais
O hólmio é um elemento metálico, trivalente, terra rara, que possui o mais elevado momento magnético (10.6µB) de todos os elementos naturais, e possui outras propriedades magnéticas incomuns. Quando combinado com ítrio forma compostos altamente magnéticos. O hólmio é um metal macio, maleável, razoavelmente resistente à corrosão e estável no ar seco nas condições normais de pressão e temperatura. Entretanto, no ar úmido e temperaturas mais elevadas, oxida-se rapidamente formando um óxido. Na forma pura, o hólmio apresenta um aspecto metálico, prateado e brilhante.

Aplicações
• Por causa de suas propriedades magnéticas incomuns, o hólmio foi usado para criar o mais forte campo magnético artificial gerado. • O hólmio absorve nêutrons de fissão nuclear, sendo usado para controlar e moderar as reações nucleares nos reatores nucleares • Como aditivo em ligas metálicas. • Seu momento magnético muito elevado é apropriado para a produção de lasers: Ho-YIG (cristal de ítrio e ferro) e Ho-YLF (fluoreto de ítrio e lantânio) usados em medicina e odontologia. • O óxido de hólmio, uma substância de cor amarela, foi preparado por O. Homberg e é utilizado para colorir vidros.

História
O hólmio (de "Holmia", forma latinizada de "Stockholm" , Estocolmo, capital da Suécia) foi descoberto pelos químicos suíços Marc Delafontaine e Jacques Louis Soret em 1878, quando observaram uma banda de absorção no espectro de um elemento até então desconhecido, que denominaram de elemento X. Mais tarde, em 1879, o químico sueco Per Teodor Cleve, independentemente, descobriu o elemento quando trabalhava com a terra "érbia" ( óxido de érbio ). Usando o método desenvolvido por Carl Gustaf Mosander, Cleve removeu primeiramente todos os contaminantes da érbia. O resultado desse esforço foi o surgimento de dois materiais novos, um marrom e um verde. Nomeou de "hólmia" a substância marrom (em homenagem a cidade natal de Cleve, Estocolmo) e o verde de "thúlia". Mais tarde, foi verificado que a hólmia era, na realidade, o óxido de hólmio, e a thúlia o óxido de túlio. Em 1911, O. Homberg obteve a hólmia (óxido de hólmio) com grau de pureza considerado satisfatório. Em 1934, W. Klemm e H. Bommer obtiveram o hólmio metálico reduzindo o cloreto de hólmio anidro com vapor de potássio. O elemento tem sido isolado, também, através da redução de seus cloretos ou fluoretos anidro com cálcio metálico.

Hólmio

338

Ocorrência
Como as demais terras raras, o hólmio não é encontrado na natureza como elemento livre. Ocorre combinado com outros elementos nos minerais gadolinita, monazita e em outros minerais terras raras. É extraído comercialmente por troca iônica da areia monazítica (0,05% de hólmio), porém ainda é difícil de separá-lo de outras terras raras. Sua abundância na crosta terrestre é estimada em 1,3 miligramas por quilograma.

Isótopos
Um único isótopo estável é conhecido, Ho-165, com abundância natural de 100%. Todos os demais, de Ho-161 a Ho-167 são radioisótopos sintéticos.

Precauções
O elemento, como as demais terras raras, parece apresentar um grau de toxicidade baixo. O hólmio não apresenta nenhum papel biológico conhecido nos humanos, porém, parece poder estimular o metabolismo.

Referências
• Los Alamos National Laboratory – Holmium [1] • Guide to the Elements – Revised Edition, Albert Stwertka, (Oxford University Press; 1998) ISBN 0-19-508083-1 • It's Elemental – Holmium [2]

Ligações externas
• WebElements.com – Holmium [3] ( também usado como uma referência) • EnvironmentalChemistry.com – Holmium [4] (também usado como uma referência) • American Elements – Holmium [5] (também usado como uma referência)

Referências
ROCHA-FILHO, Romeu C.; CHAGAS, Aécio Pereira. Sobre os nomes dos elementos químicos, inclusive dos transférmios. Quím. Nova, São Paulo, v. 22, n. 5, 1999 . Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-40421999000500022&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 10 Set 2007.

Referências
[1] [2] [3] [4] [5] http:/ / periodic. lanl. gov/ elements/ 67. html http:/ / education. jlab. org/ itselemental/ ele067. html http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ Ho/ index. html http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ Ho. html http:/ / www. americanelements. com/ hoinfo3. htm

Érbio

339

Érbio
Érbio

Hólmio ← Érbio → Túlio- ↑ Er↓ FmTabela completa • Tabela estendida

68

Er

Aparência branco prateado

Cristal de Érbio. Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Número CAS Érbio, Er, 68 Lantanídios n/a, 6, f 9066 kg/m3, n/a 7440-52-0 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 167,259 u 176 pm 189±6 pm [Xe] 4f12 6s2 2, 8, 18, 30, 8, 2 (ver imagem) 3 (óxido básico) hexagonal Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição sólido 1802 K 3141 K

Érbio

340
Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Pressão de vapor 19,90 kJ/mol 280 kJ/mol 1 Pa a 1504 K Diversos Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade elétrica Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 1,24 170 J/(kg·K) 1,17×106 S/m 14,3 W/(m·K) 589,3 kJ/mol 1150 kJ/mol 2194 kJ/mol 4120 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN Meia-vida MD MeV
160

PD 0,330

Er sintético Er Er 0,139% 1,601%

28,58 h

ε

160

Ho

162

estável com 94 neutrões estável com 96 neutrões 10,36 h ε 0,376
165

164

165

Er sintético Er 33,503% Er 22,869% Er 26,978% Er sintético Er 14,910% Er sintético Er sintético

Ho

166

estável com 98 neutrões estável com 99 neutrões estável com 100 neutrões 9,4 d β− 0,351
169

167

168

169

Tm

170

estável com 102 neutrões 7,516 h 7,516 h β− β− 1,490 0,891
171

171

Tm Tm

172

172

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O érbio (homenagem a cidade de Ytterby (Suécia), onde foi encontrado primeiro) é um elemento químico de símbolo Er , de número atômico 68 ( 68 prótons e 68 elétrons ) com massa atómica 167,2 u, pertencente ao grupo dos lantanídios. À temperatura ambiente, o Érbio encontra-se no estado sólido. Faz parte do grupo das terras raras. É usado em filtro fotográfico , dopante em amplificadores ópticos e seu óxido como pigmento para colorir vidros e esmaltes. Foi descoberto em 1843 pelo sueco Carl Gustaf Mosander, do mineral gadolinita de Ytterby. cidade da Suécia.

Érbio

341

Características principais
É um elemento metálico trivalente que na forma pura é maleável, macio, relativamente estável no ar, não oxidando tão rapidamente quanto alguns outros metais terras raras. Seus sais são coloridos ( rosa ) , e o elemento tem faixas de absorção espectral no visível, ultravioleta e próximo do infravermelho que, associado com a sua configuração electrónica lhe confere cores pastéis muito bonitas. O seu sesquióxido é chamado de "érbia" As propriedades do érbio dependem em grande parte das impurezas que contém. • Temperatura de Curie= 52,4 kelvin

Aplicações
Os usos diários do érbio são variados. É usado geralmente como filtro fotográfico e devido a sua resistência é útil como aditivo metálico. Outros usos: • • • • Usado em tecnologia nuclear como um absorvente de nêutrons. Usado como dopante em amplificadores ópticos a fibra (EDFAs). Quando adicionado ao vanádio como liga diminui a dureza e melhora a sua condição de ser trabalhado. O óxido de érbio apresenta uma coloração rosada , por isso, é usado para tingir vidros e em esmalte para porcelanas . Esse vidro é usado, então, para produzir óculos de sol e jóias baratas.

História
O érbio ( homenagem a Ytterby, uma cidade da Suécia ) foi descoberto por Carl Gustaf Mosander em 1843. Mosander separou da "yttria" , um mineral da gadolinita , três frações que chamou de "yttria", "érbia", e "térbia". Ele nomeou o novo elemento em homenagem a cidade de Ytterby, onde concentrações grandes de Ytrya e érbia foram encontrados. Neste tempo, érbia e térbia ainda eram confundidos. Após 1860 , aquele que era conhecido como como térbia passou a ser chamado de érbio e, após 1877, aquele conhecido como érbia foi rebatizado de térbio. O Er2O3 razoavellmente puro foi isolado independentemente em 1905 por Georges Urbain e Charles James. O metal razoavelmente puro não foi produzido até 1934 quando klemm e Bommer reduziram o cloreto anidro com vapor de potássio.

Ocorrência
Como outras terras raras, este elemento nunca é encontrado na forma livre na natureza, porém é encontrado em minérios como na areia monazítica. Historicamente foi muito difícil e caro separar terras raras de seus minérios. Porém, com o desenvolvimento de técnicas de produção como a troca iônica no século XX , ocorreu uma redução de custos na obtenção das terras raras e os seus compostos. As fontes comerciais de obtenção do érbio são os minerais xemotime e euxenita.

Isótopos
O érbio natural é composto de 6 isótopos estáveis, Er162, Er164, Er166, Er167, Er168, e Er170 , sendo o Er166 o mais abundante (33,6% de abundância natural). 23 radioisótopos tem sido identificados, sendo o mais estável o Er169 com uma meia-vida de 9,4 dias, Er172 com uma meia-vida de 49,3 horas, Er160 com meia-vida de 28,58 horas, Er165 com meia-vida de 10,36 horas, e Er171 com meia-vida de 7,516 horas. Todos os demais isótopos radioativos tem meias-vidas abaixo de 3,5 horas, e a maioria destes inferior a 4 minutos. Este elemento tem também 6 meta estados , sendo o mais estável o 167mEr (t½ 2,269 segundos). As massas atômicas dos isótopos de érbio variam de 144.957 u (145Er) até 173,944 u (174Er). O principal modo de decaimento anterior ao isótopo estável mais abundante, 166Er, é a captura eletrônica, e o principal após o mais estável é o decaimento beta. Os produtos de decaimento primário antes do 166Er são os isótopos do elemento hólmio,

Érbio e os produtos de decaimento primários após o mais estável são os isótopos do elemento túlio.

342

Precauções
Como os demais lantanídios , os compostos de érbio apresentam de baixa a moderada toxicidade, embora sua toxicidade não tenha sido investigada com detalhes. Entretanto, devem ser manuseados com precaução. O pó de érbio metálico apresenta o perigo de entrar em fogo e explodir O érbio não apresenta nenhum papel biológico conhecido, mas acredita-se que tem o poder de estimular o metabolismo.

Referências
• Los Alamos National Laboratory – Erbium [1] • Guide to the Elements – Revised Edition, Albert Stwertka, (Oxford University Press; 1998) ISBN 0-19-508083-1 • It's Elemental – Erbium [2]

Ligações externas
• WebElements.com – Erbium [3] (também usado como referência) • EnvironmentalChemistry.com – Erbium [4] (também usado como referência)

Referências
[1] [2] [3] [4] http:/ / periodic. lanl. gov/ elements/ 68. html http:/ / education. jlab. org/ itselemental/ ele068. html http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ Er/ index. html http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ Er. html

Túlio

343

Túlio
Túlio

Érbio ← Túlio → Itérbio- ↑ Tm↓ MdTabela completa • Tabela estendida

69

Tm

Aparência cinza prateado

Túlio dendrítico sublimado de alta pureza (99,99%) e um cubo de túlio puro (99,9%) de 1 cm3 para comparação. Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Número CAS Túlio, Tm, 69 Lantanídios n/a, 6, f 9321 kg/m3, n/a 7440-30-4 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 168,93421(2) u 175 pm 190±10 pm [Xe] 4f13 6s2 2, 8, 18, 31, 8, 2 (ver imagem) 2, 3, 4 (óxido básico) hexagonal Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão sólido 1818 K 2223 K 16,84 kJ/mol

Túlio

344
191 kJ/mol 10 Pa a 1235 K Diversos

Entalpia de vaporização Pressão de vapor

Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade elétrica Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização

1,25 160 J/(kg·K) 1,5×106 S/m 16,8 W/(m·K) 596,7 kJ/mol 1160 kJ/mol 2285 kJ/mol 4120 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN Meia-vida MD MeV
167

PD 0,748 1,679

Tm sintético Tm sintético Tm 100%

9,25 d 93,1 d

ε ε

167

Er Er

168

168

169

estável com 96 neutrões 128,6 d 1,92 a β− β− 0,968 0,096
170

170

Tm sintético Tm sintético

Yt Yt

171

171

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O túlio (do grego "Thule", nome de uma ilha) é um elemento químico de símbolo Tm, número atômico 69 ( 69 prótons e 69 elétrons ) com massa atómica igual a 168,9 u. À temperatura ambiente, o túlio encontra-se no estado sólido. Faz parte do grupo das terras raras. É encontrado com outros "terras raras" no mineral monazita. Devido ao preço elevado, o túlio e seus compostos não apresentam, ainda, aplicação economicamente viável. Foi descoberto em 1879 pelo sueco Per Teodor Cleve.

Características principais
É um elemento do grupo dos lantanídios , sendo o menos abundante das terras raras. Seu metal é fácil de ser trabalhado, apresenta boa ductilidade , tem um brilho cinza prateado e pode ser cortado com uma faca. Apresenta uma certa resistência a corrosão quando no ar seco. O túlio natural é composto inteiramente de um único isótopo estável , o Tm-169. • Temperatura de Curie= 32 kelvin

Túlio

345

Aplicações
O túlio foi usado para produzir lasers, porém os custos de produção elevados impediram que outros usos comerciais para o túlio fossem desenvolvidos. Outros usos/potenciais usos: • O túlio estável ( Tm-169 ) , bombardeado em reatores nucleares , pode ser usado como fonte de radiação em dispositivos portáteis de raio-X. • O instável Tm-171 possivelmente pode ser usado como fonte de energia. • Tm-169 tem potencial uso em materiais magnéticos cerâmicos denominados ferrites , que são usados em equipamentos de micro-ondas.

História
O elemento túlio foi descoberto pelo químico sueco Per Teodor Cleve em 1879 procurando impurezas nos óxidos de outros elementos terras raras ( mesmo método usado anteriormente por Carl Gustaf Mosander para descobrir alguns outros terras raras ). Cleve iniciou removendo todos os contaminadores conhecidos da “érbia” ( Er2O3 ) obtendo duas novas substâncias, uma marrom e outra verde. A substância marrom era o óxido do elemento hólmio que foi denominada de "hólmia" por Cleve e a substância verde era um óxido de um elemento desconhecido. Cleve denominou o óxido de "túlia" e o seu elemento de túlio , de "Thule" , um nome romano antigo para um país mítico no norte distante, talvez a Escandinávia.

Ocorrência
O elemento nunca foi encontrado na forma pura na natureza, mas é encontrado em pequenas quantidades em minerais com outras terras raras. É extraído principalmente da monazita (~0,007% de túlio), minério encontrado em areias de rios, por troca iônica. Técnicas mais novas de extração por troca iônica e solventes conduziram a uma separação mais fácil das terras raras, com custos muito mais baixos, para a obtenção do túlio. O metal pode ser isolado completamente por redução com o metal lantânio ou pela redução com o cálcio , em recipiente fechado. Nenhum dos compostos de túlio são comercialmente importantes.

Isótopos
O túlio natural é composto de 1 isótopo estável, Tm-169 ( 100% de abundância natural ). 31 radioisótopos tem sido identificados , sendo os mais estáveis Tm-171 com meia-vida de 1,92 anos, Tm-170 com uma meia-vida de 128,6 dias, Tm-168 com meia-vida de 93,1 dias, e Tm-167 com meia-vida de 9.25 dias. Todos os demais isótopos radioativos com meias-vidas abaixo de 64 horas, e a maioria destes abaixo de 2 minutos. Este elemento tem 14 meta estados, sendo os mais estáveis Tm-164m ( t½ 5,1 minutos ), Tm-160m ( t½ 74,5 segundos ) e Tm-155m ( t½ 45 segundos ). As massas atômicas do túlio variam de 145,966 u ( Tm-146 ) até 176,949 u ( Tm-177 ). O principal modo de decaimento anterior ao isótopo estável mais abundante, Tm-169, é a captura eletrônica , e o primeiro modo após é a emissão beta. Os produtos de decaimento primários antes do Tm-169 são os isótopos do elemento 68 ( érbio ) , e os produtos primários após são os isótopos do elemento 70 ( itérbio ).

Túlio

346

Precauções
O túlio apresenta uma toxicidade de baixa a moderada, porém deve ser manuseado com cuidado. O pó metálico de túlio é passível de entrar em combustão e tornar-se explosivo.

Referências
• Los Alamos National Laboratory's Chemistry Division: Periodic Table – Thulium [1] • Guide to the Elements – Revised Edition, Albert Stwertka, (Oxford University Press; 1998) ISBN 0-19-508083-1 • It's Elemental – Thulium [2]

Ligações externas
• WebElements.com – Thulium [3] (também usado como referência) • EnvironmentalChemistry.com – Thulium [4] (também usado como referência)

Referências
[1] http:/ / pearl1. lanl. gov/ periodic/ elements/ 69. html [2] http:/ / education. jlab. org/ itselemental/ ele069. html [3] http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ Tm/ index. html [4] http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ Tm. html

Itérbio
Itérbio

Túlio ← Itérbio → Lutécio- ↑ Yb↓ NoTabela completa • Tabela estendida

70

Yb

Aparência branco prateado

Pedaços de Itérbio. Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Itérbio, Yb, 70 Lantanídios n/a, 6, f

Itérbio

347
Densidade, dureza Número CAS

6570 kg/m3, n/a 7440-64-4 Propriedade atómicas

Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina

173,054 u 176 pm 187±8 pm [Xe] 4f14 6s2 2, 8, 18, 32, 8, 2 (ver imagem) 3, 2 (óxido básico) cúbico de faces centradas Propriedades físicas

Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Pressão de vapor Velocidade do som

sólido 1097 K 1469 K 7,66 kJ/mol 159 kJ/mol 1 Pa a 736 K 1590 m/s a 20 °C Diversos

Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade elétrica Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização

1,1 150 J/(kg·K) 3,51×106 S/m 34,9 W/(m·K) 603,4 kJ/mol 1174,8 kJ/mol 2417 kJ/mol 4203 kJ/mol

Isótopos mais estáveis

Itérbio

348

Ed iso AN Meia-vida MD MeV
166

PD 0,304

Yb sintético Yb 0,13%

56,7 h

ε

166

Tm

168

estável com 98 neutrões 32,026 d ε 0,909
169

169

Yb sintético Yb 3,04%

Tm

170

estável com 100 neutrões estável com 101 neutrões estável com 102 neutrões estável com 103 neutrões estável com 104 neutrões 4,185 d β− 0,470
175

171

Yb 14,28% Yb 21,83% Yb 16,13% Yb 31,83% Yb sintético Yb 12,76% Yb sintético

172

173

174

175

Lu

176

estável com 106 neutrões 1,911 h β− 1,399
177

177

Lu

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O itérbio ou yttérbio[1](em homenagem a cidade de Ytterby, na Suécia) é um elemento químico da tabela periódica que apresenta símbolo Yb e número atômico 70 (70 prótons e 70 elétrons) com massa atómica 173 u. O itérbio é um elemento metálico prateado e macio. É uma terra rara da série dos lantanídios que é encontrado nos minerais gadolinita, monazita e xenótimo. O itérbio se associa as vezes com o ítrio e outros elementos relacionados, e é usado em alguns aços. O itérbio natural é uma mistura de 7 isótopos estáveis. A temperatura ambiente encontra-se no estado sólido. Existem poucas aplicações para este elemento. Foi descoberto em 1878 por Jean Charles Galissard de Marignac.

Características principais
O itérbio é um elemento macio, maleável e bastante dúctil que exibe um brilho prateado. É uma terra rara, facilmente atacável e solúvel por ácidos minerais. Reage lentamente com a água, e se oxida no ar. O itérbio apresenta 3 alótropos, chamados alfa, beta e gama, com pontos de transformação a -13 °C e 795 °C. A forma beta ocorre na temperatura ambiente e apresenta uma estrutura cristalina centrada nas faces, por outro lado, a forma gama ocorre em temperaturas elevadas e apresenta uma estrutura cristalina centrada no corpo. Normalmente, a forma beta tem uma condutividade elétrica similar a dos metais, porém se comporta como um semicondutor a pressões próximas de 16 000 atm. Sua resistência elétrica se multiplica por dez a 39 000 atm, porém a 40 000 atm cai bruscamente próximo a 10% da sua resistividade à temperatura ambiente.

Itérbio

349

Aplicações
Yb2Co13Fe3Mn é o imã mais forte do mundo, mas é muito caro. Um isótopo do itérbio se tem usado como fonte de radiação alternativa para uma máquina de raios-X portátil quando a eletricidade não estava disponível. Seu metal pode ser usado para melhorar o refinamento dos grânulos, a resistência e outras propriedades mecânicas do aço inoxidável. Algumas ligas metálicas de itérbio são usados em odontologia. Existem poucas aplicações para este elemento.

História
O itérbio (de Ytterby, uma cidade da Suécia) foi descoberto pelo químico suíço Jean Charles Galissard de Marignac em 1878. Marignac encontrou um novo componente numa terra então denominada érbia, e o chamou de "iterbia" (por ter sido o componente encontrado na cidade de Ytterby). Ele desconfiava que a itérbia era um composto de um novo elemento que batizou de itérbio que foi, de fato, a primeira terra rara descoberta. Em 1907, o químico francês Georges Urbain separou a iterbia de Marignac em dois componentes, "neoitérbia" e "lutécia". A neoiterbia era o elemento que passaria mais tarde a chamar-se itérbio, e a lutécia passaria a ser o elemento lutécio. Independentemente, Auer von Welsbach isolou estes elementos da itérbia mais ou menos na mesma época, porém os batizou "aldebaranio" e "casiopeo". Em 1937, Klemm e Bonner, isolaram o itérbio pela redução do seu tricloreto com potássio. As propriedades químicas e físicas do itérbio não puderam ser determinadas até 1953, quando se produziu o metal praticamente puro.

Abundância e obtenção
O itérbio é encontrado com outras terras raras em vários minerais raros. Obtém-se comercialmente com maior frequência a partir da areia monazítica (~0,03% de itérbio). Também é encontrado na euxenita e no xenotime. Normalmente é difícil separar o itérbio de outras terras raras, porém as técnicas de troca iônica e extração por solventes desenvolvidos nos finais do século XX tem simplificado esta separação. Os compostos de itérbio são raros.

Isótopos
O itérbio aparece na natureza composto de 7 isótopos estáveis: 168Yb, 170Yb, 171Yb, 172Yb, 173Yb, 174Yb, e 176Yb, sendo o 174Yb o mais abundante (31,8% de abundância natural). Se tem caracterizado 22 radioisótopos, sendo os mais estáveis o Yb-169 com uma meia-vida de 32,026 dias, o 175Yb com uma meia-vida de 4,185 dias, e o 166Yb com uma meia-vida de 56,7 horas. O resto dos isótopos radioativos tem meias-vidas inferiores a 2 horas, e a maioria destes com menos de 20 minutos. Este elemento tem também 6 metaestáveis, sendo o mais estável o 169mYb (t½ 46 segundos). A massa atómica dos isótopos de itérbio variam de 150,955 u (151Yb) a 179,952 u (180Yb). O principal modo de decaimento anterior ao isótopo estável mais abundante, 174Yb, é a captura eletrônica, e o principal modo posterior é a emissão beta. Os produtos de decaimento primários anteriores ao 174Yb são os isótopos do elemento 69 túlio, e os produtos de decaimento primários prossteriores são os isótopos do elemento 71 lutécio.

Itérbio

350

Precauções
Mesmo sendo o itérbio bastante estável, deve-se de todas as formas armazena-lo em recipientes lacrados para protege-lo do ar e da umidade. Todos os compostos de itérbio devem ser tratados como altamente tóxicos, mesmo que estudos preliminares indiquem que o perigo é limitado. Se sabe que os compostos de itérbio causam irritação a pele e olhos. O pó de itérbio metálico pode incendiar-se e explodir.

Referências
[1] Academia Brasileira de Letras. Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. [S.l.]: Global, 2009. 5ª edição, 976 páginas

• Los Alamos National Laboratory - Ytterbium (http://periodic.lanl.gov/elements/70.html) • Guide to the Elements - Revised Edition, Albert Stwertka, (Oxford University Press; 1998) ISBN 0-19-508083-1 • It's Elemental - Ytterbium (http://education.jlab.org/itselemental/ele070.html)

Ligações externas
• WebElements.com - Ytterbium (http://www.webelements.com/webelements/elements/text/Yb/index.html) em inglês • EnvironmentalChemistry.com - Ytterbium (http://environmentalchemistry.com/yogi/periodic/Yb.html) - em inglês • Imágenes de alta resolución y detalles sobre el iterbio metálico (http://www.seltenerden.de?arg=zoom& art=196&element=Yb&linkid=ewiki-Yb) - em inglês

Lutécio
Lutécio

Itérbio ← Lutécio → HáfnioY↑ Lu↓ LrTabela completa • Tabela estendida

71

Lu

Aparência branco prateado

Lutécio dendrítico sublimado de alta pureza (99,995%) e um cubo de lutécio puro (99,9%) de 1 cm3 para comparação. Informações gerais

Lutécio

351
Lutécio, Lu, 71 Lantanídios, por vezes considerado metal de transição n/a, 6, f 9841 kg/m3, n/d 7439-94-3 Propriedade atómicas

Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Número CAS

Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina

174,9668(1) u 175 pm 160 pm [Xe] 4f14 6s2 5d1 2, 8, 18, 32, 9, 2 (ver imagem) 3 (óxido ligeiramente básico) hexagonal Propriedades físicas

Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Pressão de vapor

sólido 1936 K 3675 K 18,6 kJ/mol 355,9 kJ/mol 100 Pa a 2346 K Diversos

Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade elétrica Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 5º Potencial de ionização

1,27 150 J/(kg·K) 1,85×106 S/m 16,4 W/(m·K) 523,5 kJ/mol 1340 kJ/mol 2022,3 kJ/mol 4370 kJ/mol 6455 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN Meia-vida 1,37 a 3,31 a MD MeV
173

PD 0,671 1,374

Lu sintético Lu sintético Lu 97,41% Lu 2,59%

ε ε

173

Y Y

174

174

175

estável com 104 neutrões 3,78 x 1010 a β1,193
176

176

Hf

Lutécio

352
Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O lutécio ( do latim "Lutetia", nome antigo da cidade de Paris, França ) é um elemento químico de símbolo Lu , de número atômico 71 ( 71 prótons e 71 elétrons ) apresenta massa atómica 175 u. À temperatura ambiente, o lutécio encontra-se no estado sólido. Faz parte do grupo das terras raras. Por ser um elemento muito caro fica limitado a sua aplicação, entretanto, encontra alguns usos na indústria do petróleo. Foi descoberto em 1907 por Georges Urbain e Carl Auer von Welsbach.

Características e aplicações
É um dos elementos do bloco d, aparece com frequência incluído entre os lantanídios , já que compartilha com estas terras raras muitas propriedades, sendo o elemento mais difícil de isolar entre todos eles, o que justifica o seu preço e as poucas utilidades que apresenta. O lutécio é um metal trivalente de coloração branco prateado, resistente a corrosão e relativamente estável em presença do ar. É o elemento mais pesado e duro de todas as terras raras. O metal é empregado como catalisador no craqueamento do petróleo nas refinarias, e em diversos processos químicos como alquilação, hidrogenação e polimerização. Também usado enquanto Oxiortosilicato de Lutécio para activar cintilador de Cério em câmera gama de última geração, na medicina nuclear. O radioisótopo de massa 177 desse elemento está sendo utilizado como fonte de radiação beta menos, associado a partículas de hidroxiapatita, para pesquisas em tratamento de tumores. Essas partículas carreadoras do radioisótopo podem atuar de forma seletiva nas células tumorais e podem evitar a irradiação de células sadias.

História
O lutécio, do latim "Lutélia" ( primeiro nome da capital da França, Paris ) foi descoberto de forma independente em 1907 pelo cientista francês Georges Urbain e o mineralogista Carl Auer von Welsbach. Ambos encontraram o lutécio como impureza do mineral itérbio que o químico suíço Jean Charles Galissard de Marignac, e a maioria dos seus colegas, acreditaram como um material puro. A separação do lutécio do itérbio de Marignac foi descrito pela primeira vez por Urbain, prevalecendo o nome que este deu ao novo elemento descoberto. Urbain escolheu os nomes "neoitérbio" e "lutécio", apesar de Welsbach ter optado por chama-los de "aldebaranio" e "casiopeo". Em 1949 se decidiu conservar o nome itérbio e denominar o novo elemento de lutécio, mesmo que a comunidade científica alemã ainda empregue o nome "casiopeo" para o elemento 71.

Abundância
É encontrado na natureza como a maioria dos demais terras raras, porém nunca solitário de forma nativa, e é o menos abundante de todos os elementos presentes na natureza. O principal mineral de lutécio comercialmente explorável é a monazita (Ce, La, etc.)PO4 que contém 0,003% de lutécio. Não se conseguiu obter o metal puro até finais do século XX já que é extremamente difícil de ser preparado. O procedimento empregado é a troca iônica (redução de LuCl3 ou (LuF3) anidro com metal alcalino ou metal alcalino-terroso

Lutécio

353

Isótopos
O lutécio tem um isótopo estável, Lu-175, com uma abundância natural de 97,41%. Foram identificados 33 radioisótopos , sendo os mais estáveis o Lu-176, com uma meia-vida de 3,78 .1010 anos e abundância natural de 2,59%, o Lu-174 com 3,31 anos de meia-vida, e o Lu-173 com um período de semidesintegração de 1,37 anos. Os demais isótopos radioativos tem meias-vidas inferiores a 9 dias, e a maioria destes com menos de meia hora. O lutécio, ainda, apresenta 18 meta estados, dos quais os mais estáveis são o Lum-177, Lum-174 e o Lum-178 com meias-vidas de 160,4 dias, 142 dias e 23,1 minutos, respectivamente. As massas atômicas dos isótopos de lutécio variam desde 149,973 u do Lu-150 até 183,962 u do Lu-184. O principal modo de decaimento dos isótopos mais leves que o estável é a captura eletrônica ( com alguns casos de emissão alfa ) orif=ginando isótopos de itérbio. Os isótopos mais pesados que o estável se desintegram mediante a emissão beta resultando isótopos de háfnio.

Precauções
Como os demais terras raras, se supõem que o metal tem uma baixa toxicidade, porém o lutécio como seus compostos devem ser manuseados com a máxima precaução. Mesmo que não desempenhe nenhum papel biológico no corpo humano, acredita-se que o lutécio estimula o metabolismo.

Referências
• Sistema periódico, por Antonio Jiménez [1]. (Marzo de 2004)

Ligações externas
• WebElements.com - Lutetium [2] • EnvironmentalChemistry.com - Lutetium [3] • It's Elemental - Lutetium [4]

Referências
[1] [2] [3] [4] http:/ / www. adi. uam. es/ docencia/ elementos/ spv21/ indice. html http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ Lu/ index. html http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ Lu. html http:/ / education. jlab. org/ itselemental/ ele071. html

Háfnio

354

Háfnio
Háfnio

Lutécio ← Háfnio → TântaloZr↑ Hf↓ RfTabela completa • Tabela estendida

72

Hf

Aparência cinza prateado

Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Número CAS Háfnio, Hf, 72 Lantanídios n/a, 6, d 13310 kg/m3, n/a 7440-58-6 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 178,49(2) u 155 pm 175 pm [Xe] 4f14 5d2 6s2 2, 8, 18, 32, 10, 2 (ver imagem) 4 (anfótero) hexagonal Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição sólido 2506 K 4876 K

Háfnio

355
Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Pressão de vapor Velocidade do som 24,06 kJ/mol 575 kJ/mol 100 Pa a 3277 K 3010 m/s a 20 °C Diversos Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade elétrica Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 1,3 140 J/(kg·K) 3,2 × 106 S/m 23 W/(m·K) 658,5 kJ/mol 1440 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN sintético 0,162% 5,206% 18,606% 27,297% Meia-vida MD MeV
172

PD 0,35 2,495

Hf Hf Hf Hf Hf

1,87 a 2 x 1015 a

ε α

172

Lu Y

174

170

176

estável com 104 neutrões estável com 105 neutrões estável com 106 neutrões 31 a TI 2,446
178

177

178

178m2

Hf sintético 13,629% 35,1% sintético

Hf

179

Hf Hf Hf

estável com 107 neutrões estável com 108 neutrões 9 x 106 a β− 0,373
182

180

182

Ta

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O háfnio (em homenagem à cidade de Hafnia, Copenhague em latim) é um elemento químico de símbolo Hf, de número atômico 72 (72 prótons e 72 elétrons) e de massa atómica igual a 178,5 u. À temperatura ambiente, o háfnio encontra-se no estado sólido. É um metal de transição situado no grupo 4 ( IV B ) da classificação periódica dos elementos. É de coloração cinza prateado, brilhante, quimicamente muito parecido com o zircônio, ambos encontrados nos mesmos minerais e compostos, sendo difícil separá-los. Forma ligas com o tungstênio usadas em filamentos de lâmpadas e em eletrodos. Também se usa como material de barras de controle de reatores nucleares devido a sua alta capacidade de absorção de nêutrons. Foi descoberto em 1923 por George de Hevesy e Dick Coster.

Háfnio

356

Características principais
É um metal dúctil, brilhante, prateado e resistente a corrosão, quimicamente muito similar ao zircônio. Estes dois elementos apresentam o mesmo número de elétrons na camada de valência e seus raios iônicos são muito similares devido a contração dos lantanídeos. Por isso é muito difícil separá-los, sendo encontrados na natureza juntos. As únicas aplicações para os quais é necessário separá-los são aquelas nas quais se utilizam as suas propriedades de absorção de nêutrons; em reatores nucleares. O carbeto de háfnio ( HfC ) é o composto binário mais refratário conhecido, e o nitreto de háfnio ( HfN ) é o mais refratário de todos os nitretos metálicos conhecidos, com um ponto de fusão de 3310 °C. Este metal é resistente as bases concentradas, porém os halogênios podem reagir com ele para formar tetra-haletos de háfnio ( HfX4 ). A temperaturas altas pode reagir com oxigênio, nitrogênio, boro, enxofre e silício.

Aplicações
O háfnio é utilizado para fabricar barras de controle empregadas em reatores nucleares. Esta aplicação é deve-se ao facto de que a secção de captura de nêutrons do háfnio é aproximadamente 600 vezes maior que a do zircônio, com o qual tem uma alta capacidade de absorção de nêutrons, além do mais, tem propriedades mecânicas muito boas, assim como uma alta resistência a corrosão. Em meados de 2006 a Intel anunciou uma nova tecnologia que utiliza o háfnio como componente básico para a construção das paredes dielétricas dos transistores em sua nova geração de microprocessadores de 45 nanômetros (apelidado de Penryn). Outras aplicações: • • • • • Em lâmpadas de gás incandescentes. Em Processadores Intel com tecnologia 45 nm Para eliminar oxigênio e nitrogênio em tubos de vácuo. Em ligas de ferro, titânio, nióbio, tântalo (elemento químico) e em outra ligas metálicas. Em eletrodos para corte a plasma

História
Chamou-se este elemento de háfnio em homenagem a cidade de Copenhague ( Hafnia em latim ), na Dinamarca, onde foi descoberto por Dirk Coster e Georg von Hevesy em 1923. Pouco depois foi previsto, utilizando a teoria de Bohr, que estaria associado com o zircônio. Finalmente foi encontrado no zircão mediante análises com espectroscopia de raios X, na Noruega. Foi separado mediante recristalizações sucessivas por Jantzen e von Hevesey. O háfnio metálico foi preparado pela primeira por Anton Eduard van Arkel e Jan Hendrik de Boer passando tetraiodeto de háfnio (HfI4) por um filamento aquecido de tungstênio (volfrâmio).

Obtenção
É encontrado sempre junto ao zircônio em seus mesmos compostos, porém não é encontrado como elemento livre na natureza. Está presente, como mistura, nos minerais de zircônio, como no zircão ( ZrSiO4 ) e em outras variedades deste (como na alvita), em concentrações de 1 a 5% de háfnio. Devido à semelhança química entre o zircônio e o háfnio, é muito difícil separá-los. Aproximadamente a metade de todo o háfnio metálico produzido é obtido como subproduto da purificação do zircônio. Isto faz-se reduzindo o tetracloreto de háfnio (HfCl4) com magnésio ou sódio pelo processo de Kroll.

Háfnio

357

Precauções
Há a necessidade de cuidados especiais ao trabalhar com o háfnio pois quando se divide em partículas é pirofórico e pode arder espontaneamente em contato com o ar. Os compostos que contém este metal raramente estão em contato com a maioria das pessoas e o metal puro não é tóxico. Porém, todos os seus compostos deveriam ser manuseados como se fossem tóxicos, ainda que as primeiras evidências parecem não indicar um risco muito alto.

Ligações externas
• WebElements.com - Hafnium [1] • EnvironmentalChemistry.com - Hafnium [2] • Intel mostra nova geração revolucionária de transistores [3] - artigo do site Inovação Tecnológica [4]

Referências
[1] [2] [3] [4] http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ Hf/ index. html http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ Hf. html http:/ / www. inovacaotecnologica. com. br/ noticias/ noticia. php?artigo=010110070129 http:/ / www. inovacaotecnologica. com. br

Tântalo (elemento químico)
Tântalo

Háfnio ← Tântalo → TungstênioNióbio↑ Ta↓ DúbnioTabela completa • Tabela estendida

73

Ta

Aparência azul cinza

Monocristal de tântalo de alta pureza (99,999%), alguns fragmentos cristalinos de tântalo, e um cubo de tântalo de alta pureza (99,99%) de 1 cm3 para comparação. Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Tântalo, Ta, 73 Metal de transição 5B, 6, d

Tântalo (elemento químico)

358

Densidade, dureza Número CAS

16650 kg/m3, 6,5 7440-25-7 Propriedade atómicas

Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina

180,94788 (2) u 200 pm 138 pm [Xe] 4f14 5d3 6s2 2, 8, 18, 32, 11, 2 (ver imagem) 5, 4, 3, 2, -1 (levemente ácido) cúbica centrada no corpo Propriedades físicas

Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Pressão de vapor Velocidade do som

sólido 3 290 K 5 731 K 31,6 kJ/mol 743 kJ/mol 0,776 Pa a 3269 K 3400 m/s a 20 °C Diversos

Eletronegatividade (Pauling) Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização

1,5 57,5 W/(m·K) 761 kJ/mol 1500 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN sintético sintético sintético sintético Meia-vida 56,56 h 2,36 h 1,82 8,125 h MD MeV
177

PD 1,166 1,910 0,110 0,854 0,708 0,929 0,783 0,075 1,814 1,070

Ta Ta Ta Ta

ε ε ε ε βε βγ ββ-

177

Hf Hf Hf Hf W

178

178

179

179

180

180

180

180m

Ta

0,012

>1,2×1015 a

180

Hf W 180 Ta
180 182

182

Ta Ta

sintético sintético

114,43 d 5,1 d

W W

183

183

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

Tântalo (elemento químico) O tântalo (forma preferida em Portugal e Brasil) ou tantálio é um elemento químico de número atômico 73 (73 prótons e 73 elétrons) , símbolo Ta com massa atómica 181 u que se situa no grupo 5 (VB) da classificação periódica dos elementos. Trata-se de um metal de transição raro, azul grisáceo, duro, que apresenta brilho metálico e resiste muito bem à corrosão. Na temperatura ambiente o tântalo encontra-se no estado sólido. É encontrado no mineral tantalita. Fisiologicamente inerte, de modo que, entre suas varias aplicações, pode ser empregado para a fabricação de instrumentos cirúrgicos e em implantes. Foi descoberto em 1802 por Anders Gustaf Ekeberg em minerais provenientes da Suécia e Finlândia e isolado por Jons Berzelius em 1820.

359

Características principais
O tântalo é um metal cinzento, pesado, dúctil, muito duro, resistente a corrosão por ácidos e um bom condutor de calor e eletricidade. Em temperaturas abaixo de 150 °C o tântalo é quase completamente imune ao ataque químico, mesmo pela agressiva água régia. Somente é atacado pelo ácido fluorídrico, ácido que contem o íon fluoreto ou mediante fusão alcalina. O elemento tem um ponto de fusão apenas menor que o do tungstênio e o rênio. O tântalo tem a maior capacitância por volume entre todas as substâncias. Assemelha-se ao nióbio, podendo ser encontrados nos minerais columbita-tantalita. Alcança o estado de oxidação máximo do grupo: +5.

Aplicações
O principal uso do tântalo é como óxido , um material dielétrico, para a produção de componentes eletrônicos, principalmente capacitores, que são muito pequenos em relação a sua capacidade. Por causa desta vantagem do tamanho e do peso os principais usos para os capacitores de tântalo incluem telefones, pagers, computadores pessoais, e eletrônicos automotivos O tântalo também é usado para produzir uma série de ligas que possuem altos pontos de fusão, alta resistência e boa ductilidade. O tântalo de carbono , um tipo de carbeto muito duro, é usado para produzir ferramentas de cortes, furadeiras e máquinas trefiladoras. O tântalo em superligas, é usado para produzir componentes de motores de jatos, equipamentos para processos químicos, peças de mísseis e reatores nucleares. Filamentos de tântalo são usados para a evaporação de outros metais como o alumínio. Por ser não-irritante e totalmente imune à ação dos fluidos corporais, é usado extensivamente para produzir equipamentos e implantes cirúrgicos em medicina e odontologia. O óxido de tântalo é usado para elevar o índice de refração de vidros especiais para lentes de câmera. O metal também é usado para produzir peças eletrolíticas de fornalhas de vácuo.

História
O tântalo ( do grego "Tântalo", pai de "Níobe" na mitologia grega ) foi descoberto em 1802 por Anders G. Ekeberg em minerais provenientes da Suécia ( Ytterby ) e da Finlândia ( Kimito ) e isolado em 1820 por Jons Berzelius. Até 1844 muitos químicos acreditavam que o nióbio e o tântalo eram o mesmo elemento. Os pesquisadores Rowe ( 1944 ) e Jean Charles Galissard de Marignac ( 1866 ) demonstraram que os ácidos nióbico e tantálico eram compostos diferentes. Posteriormente os investigadores puderam isolar somente o metal impuro, e o primeiro metal dúctil relativamente puro foi produzido por Werner von Bolton em 1903. Em 1922, um engenheiro de uma usina de Chicago ( Estados Unidos ) conseguiu obter industrialmente o tântalo com 99,9% de pureza. Os filamentos feitos com o metal tântalo eram usados em lâmpadas incandescentes até serem substituídos pelo tungstênio. Seu nome é derivado do carácter Tântalo, ( filho de Zeus e pai de Níobe, da mitologia grega ) que, por desagradar aos deuses, foi condenado a ficar eternamente com fome e sede mergulhado de joelhos com água até o pescoço, sob

Tântalo (elemento químico) uma árvore carregada de frutos. Quando se dobrava para beber, a água drenava e, quando levantava as mãos para apanhar frutos, os galhos se moviam para fora do seu alcance. Esta similaridade com o comportamento não reativo do tântalo – estar entre reagentes e não ser afetado por eles – foi a origem do seu nome.

360

Ocorrência
Ocorre principalmente no mineral tantalita ( (Fe, Mn) Ta2O6] , euxenita e outros minerais como a samarskita e a fergusonita. A tantalita é encontrado na maior parte misturado a columbita. Na crosta terrestre, o tântalo participa com 8 ppm em peso. O maior produtor de tântalo é a Austrália. Outros grandes produtores são Brasil e Canadá (como subproduto da mineração de nióbio); Tailândia e Malásia (como subproduto da mineração de cassiterita); China, Etiópia e Moçambique. Futuras fontes de abastecimento de tântalo estão sendo exploradas na Arábia Saudita, Egito, Gronelândia, Estados Unidos e Finlândia, além de países já citados acima. É estimado que o tântalo perfaça cerca de 1 ou 2 ppm da crosta terrestre, em peso. O tântalo quase sempre é encontrado em minerais associado ao nióbio. Diversas etapas complicadas estão envolvidas na separação destes dois elementos. Comercialmente a produção do tântalo pode seguir um dos diversos métodos: • eletrólise do fluortantalato de potássio fundido; • Redução do fluortantalato de potássio com sódio; • Reagindo o carboneto de tântalo com óxido de tântalo; • Como subproduto da extração do estanho.

Compostos
No Laboratório Nacional de Los Alamos os cientistas desenvolveram um carbeto de tântalo ( composto de grafite ) que é um dos materiais mais duros sintetizados Um dos compostos importantes é o pentóxido de tântalo ( Ta2O5 ) que por ser um material dielétrico é usado para a fabricação de capacitores utilizados em equipamentos eletrônicos e, em vidros especiais para a fabricação de lentes devido ao alto índice de refração.

Isótopos
O tântalo natural é constituído por dois isótopos. O Ta-181 é um isótopo estável, e o Ta-180m é um radioisótopo (com meia-vida acima de 1015 anos) transformando-se lentamente num isômero nuclear.

Precauções
Compostos que contêm tântalo raramente são encontrados, e o metal normalmente não causa problemas quando manuseado em laboratório, entretanto deve ser considerado como altamente tóxico Há alguma evidência que os compostos de tântalo podem causar tumores, e a poeira do metal é explosivo.

Tântalo (elemento químico)

361

Referências
• Los Alamos National Laboratory - Tantalum [1]

Ligações externas
• WebElements.com - Tantalum [2] • EnvironmentalChemistry.com - Tantalum [3] • Tantalum-Niobium International Study Center [4]

Referências
[1] [2] [3] [4] http:/ / periodic. lanl. gov/ elements/ 73. html http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ Ta/ index. html http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ Ta. html http:/ / www. tanb. org/

Tungstênio
Tungstênio

Tântalo ← Tungstênio → RênioMo↑ W↓ SgTabela completa • Tabela estendida

74

W

Aparência branco-acinzentado brilhante

Barras de tungstênio com cristais evaporados, parcialmente oxidado com manchas coloridas, de pureza 99,98% e um cubo de tungstênio de 1 cm3 de alta pureza (99,999%) para comparação. Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Tungstênio, W, 74 Metal de transição 6, 6, d 19 250 kg/m3, 7,5 Propriedade atómicas Massa atômica 183,84(1) u

Tungstênio

362
135 pm 146 pm [Xe] 4f14 5d4 6s2 2, 8, 18, 32, 12, 2 (ver imagem) 6, 5, 4, 3, 2 (ligeiramente ácido) cúbica centrada no corpo Propriedades físicas

Raio atómico (calculado) Raio covalente Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina

Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Pressão de vapor Velocidade do som Classe magnética Susceptibilidade magnética

sólido 3 695 K 5 828 K 35,4 kJ/mol 824 kJ/mol 4,27 Pa a 3680 K 5 174 m/s a 20 °C paramagnético 7,8x10-5 Diversos

Eletronegatividade (Pauling) Condutividade elétrica Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização

2,36 18,9 × 106 S/m 174 W/(m·K) 770 kJ/mol 1 700 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN 0,12% Meia-vida MD MeV
180

PD 2,516 0,188

W

1,8×1018 a 121,2 d

α ε

176

Hf Ta

181

W sintético W 26,5%

181

182

estável com 108 neutrões estável com 109 neutrões estável com 110 neutrões 75,1 d β0,433
185

183

W 14,30% W 30,64% W sintético W 28,43%

184

185

Re

186

estável com 112 neutrões

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O tungstênio (português brasileiro) ou tungsténio (português europeu) (também conhecido como volfrâmio ou wolfrâmio) é um elemento químico de símbolo W e número atômico 74.

Tungstênio Um metal de cor branco cinza sob condições padrão, quando não combinado, o tungstênio é encontrado na natureza apenas combinado com outros elementos. Foi identificado como um novo elemento em 1781, e isolado pela primeira vez como metal em 1783. Os seus minérios mais importantes são a volframita e a scheelita. O elemento livre é notável pela sua robustez, especialmente pelo fato de possuir o mais alto ponto de fusão de todos os metais e o segundo mais alto entre todos os elementos, a seguir ao carbono. Também notável é a sua alta densidade, 19,3 vezes maior do que a da água, comparável às do urânio e ouro, e muito mais alta (cerca de 1,7 vezes) que a do chumbo.[1] O tungstênio com pequenas quantidades de impurezas é frequentemente frágil[2] e duro, tornando-o difícil de trabalhar. Contudo, o tungstênio muito puro é mais dútil, e pode ser cortado com uma serra de metais.[3] A forma elementar não combinada é usada sobretudo em aplicações eletrônicas. As muitas ligas de tungstênio têm numerosas aplicações, destacando-se os filamentos de lâmpadas incandescentes, tubos de raios X (como filamento e como alvo), e superligas. A dureza e elevada densidade do tungstênio tornam-no útil em aplicações militares como projéteis penetrantes. Os compostos de tungstênio são geralmente usados industrialmente como catalisadores. O tungstênio é o único metal da terceira série de transição que se sabe ocorrer em biomoléculas, usadas por algumas espécies de bactérias. É o elemento mais pesado que se sabe ser usado por seres vivos. Porém, o tungstênio interfere com os metabolismos do molibdênio e do cobre, e é algo tóxico para a vida animal.[4][5]

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História
Os primeiros relatos que se sabe hoje fazerem referência a ocorrências deste elemento remontam ao século XVI. Nessa altura, os mineiros que extraíam minério de estanho nos Montes Metalíferos, relatavam a existência de um mineral que acompanhava o minério de estanho, e que reduzia o rendimento da extração deste metal a partir do minério. Johann Gottlob Lehmann, em 1761, foi o primeiro a fundir cristais puros de volframita em nitrato de sódio.[6] A existência do tungstênio seria proposta, pela primeira vez, em 1779, por Peter Woulfe, o qual após examinar a volframita, concluiu que este mineral continha uma nova substância.[7] Em 1781, Carl Wilhelm Scheele descobriu que um novo ácido, o ácido túngstico, podia ser obtido a partir da scheelita (então chamada tungstenita). Scheele e Torbern Bergman sugeriram que poderia ser possível obter um novo metal por meio da redução deste ácido.[8] Em 1783, Juan José e Fausto Delhuyar descobriram um ácido obtido da volframita que era idêntico ao ácido túngstico. Mais tarde nesse mesmo ano, na Espanha, os irmãos conseguiram isolar o tungstênio por meio da redução do seu ácido com carvão vegetal, sendo-lhes creditada a descoberta deste elemento, publicada em setembro de 1783 na obra Analisis quimico del volfram, y examen de un nuevo metal,que entra en su composicion.[6][9] As primeiras aplicações do tungstênio começaram a ser desenvolvidas em meados do século XIX, química (1847) e aços (1855), e no início do século XX, filamentos (1903) e carbetos (1913).[9] Durante a Segunda Guerra Mundial, o tungstênio teve um papel significativo nos negócios políticos de bastidores. Portugal, como principal produtor europeu do elemento, foi pressionado por ambos os lados, devido às suas jazidas de minério de volframita. A resistência do tungstênio às altas temperaturas e a sua capacidade de aumentar a resistência de ligas metálicas, tornava-o uma matéria-prima importante para a indústria do armamento.[10]

Etimologia
O termo "tungstênio" tem origem nos termos nórdicos tung sten, significando "pedra pesada", utilizados por Axel Fredrik Cronstedt em 1757 para designar o mineral que hoje se designa scheelita, descoberto na Suécia em 1750.[6] É usado em muitas línguas como nome deste elemento. O termo "volfrâmio" (ou "wolfrâmio"), usado em muitas línguas europeias (sobretudo línguas eslavas e germânicas), deriva do mineral volframita. Este, por seu lado, deriva do alemão "wolf rahm" ("fuligem de lobo", "creme de lobo"), o nome dado ao tungstênio por Johan Gottschalk Wallerius em 1747, e do qual derivou também o símbolo químico do elemento, W.[3] "Wolf rahm" por sua vez deriva de "Lupi spuma", o nome usado por Georg Agricola para este elemento em 1546, traduzido para português como "espuma" ou "creme de lobo" (a etimologia não é certa), e é uma referência às grandes quantidades de estanho perdidas na extração deste metal devido à presença de volframita no minério que continha o estanho.[11]

Tungstênio

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Características
Propriedades físicas
O tungstênio na sua forma impura é um metal de cor branca a cinza, frequentemente frágil e difícil de trabalhar, mas quando puro, pode ser facilmente trabalhado.[3] Pode ser cortado com uma serra de metais, forjado, trefilado, extruído ou sinterizado. Dentre todos os metais na forma pura, o tungstênio tem o mais alto ponto de fusão (3 422 °C), a menor pressão de vapor e (a temperaturas acima de 1 650 °C) a maior resistência à tração.[12] Apresenta o menor coeficiente de expansão térmica entre todos os metais puros. A pequena expansão térmica e os elevados ponto de fusão e resistência do tungstênio devem-se a ligações covalentes fortes formadas entre os átomos de tungstênio pelos elétrons 5d.[13] A ligação de pequenas quantidades de tungstênio com o aço aumenta muito a resistência deste último.[1] O tungstênio, quando exposto ao ar, forma na sua superfície um óxido (sempre trióxido de tungstênio, WO3) protetor quando formado entre os 327 e os 400 °C, porém pode ser oxidado em alta temperatura.[14]

Propriedades químicas
O tungstênio elementar é resistente ao ataque de ácidos, bases e oxigénio.[15][16] O estado de oxidação mais comum do tungstênio é +6, porém exibe todos os estados de oxidação desde −2 até +6.[15] A combinação típica do tungstênio é com o oxigênio, formando trióxido de tungstênio amarelo, WO3, solúvel em soluções aquosas alcalinas originando íons tungstato, WO42-. Os carbetos de tungstênio (W2C e WC) são produzidos ao aquecer tungstênio em pó com carbono. W2C é resistente ao ataque químico, embora reaja fortemente com o cloro para formar hexacloreto de tungstênio (WCl6).[1] Em solução aquosa, o tungstato dá origem a heteropoliácidos e ânions de polioxometalato sob condições neutras ou ácidas. À medida que o tungstato é submetido à ação do ácido, começa por produzir-se "paratungstato A", um íon solúvel e metaestável, W7O24-6, que com o tempo se converte no ânion menos solúvel "paratungstato B", H2W12O42-10.[17] A acidificação adicional produz o ânion muito solúvel metatungstato, H2W12O40-6, após o que é atingido o equilíbrio. O íon metatungstato existe na forma de um agrupamento simétrico de doze octaedros tungstênio-oxigênio conhecidos como ânion de Keggin. Muitos outros ânions existem como espécies metaestáveis. A inclusão de um átomo diferente, como o fósforo, no lugar dos dois hidrogênios centrais do metatungstato, produz uma ampla variedade de heteropoliácidos, como o ácido fosfotúngstico (H3PW12O40). O trióxido de tungstênio pode formar compostos de intercalação com os metais alcalinos. Estes compostos são conhecidos como bronzes; um exemplo é o bronze de sódio-tungstênio.

Isótopos
O tungstênio de ocorrência natural consiste de cinco isótopos cujas meias-vidas são tão longas que podem ser considerados estáveis. Teoricamente, todos eles decaem para isótopos do elemento 72 (háfnio) por emissão alfa, mas tal apenas foi observado para o 180W[18] com uma meia-vida de (1,8 ± 0.2)×1018 anos; em média, isto resulta em cerca de duas emissões alfa do 180W em um grama de tungstênio natural, por ano.[19] Não foi observado o decaimento dos outros isótopos de ocorrência natural, restringindo as suas meias-vidas a:[19]
182 183 184 186

W, T1/2 > 8,3×1018 anos W, T1/2 > 29×1018 anos W, T1/2 > 13×1018 anos W, T1/2 > 27×1018 anos

Foram caracterizados outros 30 radioisótopos artificiais, dos quais os mais estáveis são 181W com meia-vida de 121,2 dias, 185W com meia-vida de 75,1 dias, 188W com meia-vida de 69,4 dias, 178W com meia-vida de 21,6 dias, e 187 W com meia-vida de 23,72 h.[19] Todos os restantes isótopos radioativos têm meias-vidas menores do que

Tungstênio 3 horas, e a maioria deles tem meias-vidas abaixo dos 8 minutos.[19] O tungstênio tem também 4 meta-estados, sendo o mais estável 179mW (T½ 6,4 minutos).

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Ação biológica
O tungstênio, com número atômico 74, é o mais pesado elemento químico que se sabe ser biologicamente funcional, seguido pelo iodo (Z = 53). Embora não o seja nos eucariotas, o tungstênio é usado por algumas bactérias. Por exemplo, enzimas chamadas oxirredutases usam o tungstênio de modo similar ao molibdênio ao usarem-no num complexo tungstênio-pterina com molibdopterina (a molibdopterina, apesar do nome, não contém molibdênio, mas pode formar complexos tanto com o molibdênio como com o tungstênio usados pelos seres vivos). As enzimas utilizadoras do tungstênio tipicamente reduzem ácidos carboxílicos a aldeídos.[20] Contudo, as oxirredutases de tungstênio podem também catalisar oxidações. A primeira enzima que se descobriu requerer tungstênio requer também selênio, e neste caso o par tungstênio-selênio pode funcionar de modo análogo ao par molibdênio-enxofre de algumas enzimas que requerem cofator de molibdênio.[21] Sabe-se que uma das enzimas da família das oxirredutases que por vezes usa o tungstênio (a formato desidrogenase H bacteriana) usa uma versão selênio-molibdênio da molibdopterina.[22] Embora se saiba que uma xantina desidrogenase bacteriana contendo tungstênio pode conter tungstênio-molibdopterina, bem como selênio não ligado a proteína, não foi ainda descrito de modo definitivo um complexo tungstênio-selênio.[23] Outros efeitos bioquímicos No solo, o tungstênio metálico oxida produzindo-se o ânion tungstato. Pode ser importado de modo seletivo ou não seletivo por alguns organismos procariotas e poderá substituir o molibdato em certas enzimas. O seu efeito sobre a ação destas enzimas é em alguns casos inibitório e em outros positivo.[24] Pensa-se que uma enzima portadora de tungstato nos eucariotas seria inerte. A química do solo determina como o tungstênio é polimerizado; solos alcalinos causam tungstatos monomêricos; solos ácidos causam tungstatos poliméricos.[25] O tungstato de sódio e o chumbo foram estudados pelo seu efeito sobre as minhocas. Descobriu-se que o chumbo era letal em doses baixas e que o tungstato de sódio era muito menos tóxico, mas o tungstato inibia completamente a sua capacidade reprodutiva.[26] O tungstênio foi estudado como antagonista metabólico do cobre biológico, num papel similar à ação do molibdênio. Descobriu-se que os tetratiotungstatos podem ser usados como compostos de quelação do cobre biológico, de modo similar aos tetratiomolibdatos.[27]

Aplicações

Tungstênio

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Aproximadamente metade do tungstênio é consumido para a produção de materiais duros (carbeto de tungstênio), sendo a outra aplicação importante o seu uso em ligas e aços. Menos de 10% é usado na produção de compostos químicos.[28]

Materiais duros
O tungstênio é usado sobretudo na produção de materiais duros baseados no carbeto de tungstênio (WC), um dos carbetos mais duros, com um ponto de fusão de 2 777 °C. WC é um bom condutor elétrico, mas W2C não tanto. WC é usado na fabricação de abrasivos resistentes ao desgaste, ferramentas de corte e lâminas de perfuradoras, serras circulares, e ferramentas de fresadoras e tornos mecânicos usadas nas indústrias de metal-mecânica, transformação de madeira, mineração, petróleo e construção[1] e representa cerca de 60% do consumo atual de tungstênio.[29] A indústria de joalheria fabrica anéis de carbeto de tungstênio sinterizado, compósitos de carbeto/metal de tungstênio, e também de tungstênio metálico. Por vezes os fabricantes e retalhistas referem-se ao carbeto de tungstênio como um metal, mas trata-se realmente de um material cerâmico.[30] Por causa da dureza do carbeto de tungstênio, os anéis feitos deste material são extremamente resistentes à abrasão, e mantêm um acabamento brilhante por muito mais tempo que os anéis feitos com tungstênio metálico. Contudo, os anéis de carbeto de tungstênio são frágeis, e podem fissurar com um impacto forte.[31]

Grande plano de um filamento de tungstênio numa lâmpada de halogênio.

Anel de carbeto de tungstênio (joalheria).

Ligas
A dureza e densidade do tungstênio são utilizadas para obtenção de ligas de metais pesados. Um bom exemplo é o aço rápido, que pode conter até 18% de tungstênio.[32] O ponto de fusão do tungstênio torna-o um bom material para aplicações como tubeiras de foguetes.[33] Superligas contendo tungstênio, como Hastelloy e Estelite, são usadas nas lâminas de turbinas e em peças e revestimentos resistentes ao desgaste.

Armamento
O tungstênio, geralmente em liga com níquel e ferro ou cobalto para formar ligas pesadas, é usado em penetradores por energia cinética como alternativa ao urânio empobrecido, em aplicações nas quais as propriedades pirofóricas do urânio não são requeridas (por exemplo em munições de armas ligeiras concebidas para penetrarem proteções pessoais). De igual modo, as ligas de tungstênio têm sido também utilizadas em obuses de artilharia, granadas e mísseis, para criar estilhaços supersônicos. O tungstênio também tem sido usado em explosivos de metal inerte denso, na forma de pó denso para reduzir danos colaterais ao mesmo tempo que aumenta a letalidade dos explosivos num raio pequeno.[34]

Tungstênio

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Aplicações químicas
O sulfeto de tungstênio (IV) é um lubrificante de alta temperatura e é um componente dos catalisadores de hidrodessulfurização. MoS2 é mais vulgarmente usado em tais aplicações. Os óxidos de tungstênio são usados em esmaltes cerâmicos e os tungstatos de cálcio/magnésio são largamente usados em lâmpadas fluorescentes. Cristais de tungstatos são usados como cintiladores em física nuclear e medicina nuclear. Outros sais de tungstênio são usados nas indústrias química e de curtumes.[12]

Outros usos
Aplicações que requerem a sua alta densidade incluem dissipadores de calor, pesos, contrapesos, lastros de quilha para iates, lastros de cauda para aviões comerciais, e lastros em carros de corrida da NASCAR e Fórmula 1. É um material ideal para uso em maços para rebitagem, onde a massa necessária para obter bons resultados pode ser conseguida com uma barra compacta. Ligas de alta densidade de tungstênio com níquel, cobre ou ferro são usadas em dardos de alta qualidade[35] (para permitir um menor diâmetro e logo agrupamentos mais apertados) ou em iscas artificiais (contas de tungstênio permitem que a mosca se afunde rapidamente). Alguns tipos de cordas de instrumentos musicais são enroladas com fios de tungstênio. A sua densidade, semelhante à do ouro, permite que o tungstênio seja usado em joalheria como uma alternativa ao ouro ou à platina.[3][36] O tungstênio metálico é mais duro que as ligas de ouro (embora não tão duro como o carbeto de tungstênio), e é hipoalergênico, o que o torna útil para a fabricação de anéis resistentes aos riscos, especialmente em desenhos com acabamento escovado.[37] Eletrônica Dado que retém a sua resistência a altas temperaturas e tem alto ponto de fusão, o tungstênio elementar é usado em muitas aplicações de alta temperatura,[38] como filamentos de lâmpadas, tubos de raios catódicos e válvulas termiônicas, resistências de aquecimento, e tubeiras de foguetes.[3] O seu alto ponto de fusão torna o tungstênio também apropriado para usos aeroespaciais e a altas temperaturas como aplicações em soldagem, notavelmente na soldagem TIG (também chamada de soldagem de tungstênio gás inerte). Devido a suas propriedades condutoras e relativa inércia química, o tungstênio é usado em elétrodos, e nas extremidades emissoras de instrumentos de feixe de elétrons que usam canhões de emissão de campo tais como microscópios eletrônicos. Em eletrônica, o tungstênio é usado como material de interligação em circuitos integrados, entre o material dielétrico dióxido de silício e os transístores. É usado em películas metálicas, que substituem a cablagem usada na eletrônica convencional por um revestimento de tungstênio (ou molibdênio) sobre silício.[39] A estrutura eletrônica do tungstênio torna-o um dos principais materiais usados em alvos de raios X,[40] e também para blindagem de radiações de alta energia (como na indústria radiofarmacêutica para conter amostras radioativas de fluorodesoxiglicose. O pó de tungstênio é usado como material de enchimento em plásticos compósitos, que são usados como substitutos não tóxicos do chumbo em balas, e escudos antirradiação. Dado que a expansão térmica deste elemento é semelhante à do vidro borossilicato, é usado na fabricação de vedantes de juntas vidro-metal.[12] A temperatura de transição para a supercondutividade do tungstênio puro, é menor do que 0,01 K,[41] contudo, várias ligas de tungstênio têm temperaturas de transição de até alguns K[42][43] e são por vezes utilizadas em circuitos supercondutores de baixa temperatura.[44][45][46]

Tungstênio

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Ocorrência e produção
O tungstênio é encontrado nos minerais volframita (tungstato de ferro-manganês, FeWO4/MnWO4), scheelita (tungstato de cálcio, CaWO4), ferberita, stolzita e hubnerita. Importantes depósitos destes minerais situam-se na Bolívia, na Califórnia e Colorado (Estados Unidos), na China, na Áustria, em Portugal (Mina da Panasqueira), na Rússia e na Coreia do Sul (com a China produzindo aproximadamente 75% da demanda mundial).
País China Rússia Canadá Bolívia Áustria Portugal Estados Unidos Resto do mundo Totais Produção em 2008 50 000 3 000 2 277 1 148 1 122 900 n.d. 3 753 62 200 [47][48] Reservas em 2008 1 800 000 250 000 110 000 53 000 10 000 4 200 140 000 400 000 2 800 000 [49][50]

Em 2008, produziram-se aproximadamente 62 200 toneladas de concentrados de tungstênio.[47] O tungstênio é extraído dos seus minérios em várias etapas. O minério acaba por ser convertido em óxido de tungstênio (IV) (WO3), o qual é aquecido com hidrogênio ou carbono para produzir pó de tungstênio.[8] Por causa do elevado ponto de fusão do tungstênio, não é comercialmente viável moldar lingotes de tungstênio. Em vez disso, o tungstênio em pó é misturado com pequenas quantidades de níquel ou outro metal pulverizado, e sinterizado. Durante o processo de sinterização, o níquel difunde-se no tungstênio produzindo uma liga. O tungstênio também pode ser extraído pela redução com hidrogênio do hexafluoreto de tungstênio (WF6): WF6 + 3 H2 → W + 6 HF ou decomposição pirolítica:[39] WF6 → W + 3 F2 (ΔHr = +)

Volframita (Mina da Panasqueira, Portugal).

O tungstênio não é negociado por contratos de futuros e não pode ser seguido nas bolsas como a London Metal Exchange. O preço do metal puro era cerca de 20 075 dólares por tonelada em outubro de 2008.[51]

Tungstênio

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Precauções
Dado que o tungstênio é raro e os seus compostos geralmente inertes, os efeitos do tungstênio sobre o ambiente são limitados.[52] A dose letal mediana LD50 depende fortemente do animal e do método de administração e varia de 59 mg/kg (intravenosa, coelho)[53][54] a 5000 mg/kg (pó de tungstênio metálico, intraperitoneal, ratos).[55][56]

Pedido de patente
O tungstênio é único entre os elementos por ter sido objeto de procedimentos legais. Em 1928, um tribunal dos Estados Unidos rejeitou a tentativa da General Electric para patenteá-lo, revogando a patente dos Estados Unidos nº #1 082 933 concedida em 1913 a William D. Coolidge.[57][58] • Texto inicialmente baseado na tradução dos artigos «Tungsten» na Wikipédia em inglês e «Wolframio» na Wikipédia em espanhol.
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370

Tungstênio
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371

Ligações externas
• Los Alamos National Laboratory - Tungsten (http://periodic.lanl.gov/elements/74.html)

Ligações externas
• WebElements.com - Tungsten (http://www.webelements.com/webelements/elements/text/W/index.html) • EnvironmentalChemistry.com - Tungsten (http://environmentalchemistry.com/yogi/periodic/W.html) • ScienceLab.com - Tungsten (http://www.sciencelab.com/data/elements/W.shtml)

Rênio

372

Rênio
Rênio

Tungstênio ← Rênio → ÓsmioTc↑ Re↓ BhTabela completa • Tabela estendida

75

Re

Aparência branco prateado

Um monocristal de Rênio de alta pureza (99,999%), uma barra refundida de Rênio (99,995%) e um cubo de Rênio de 1 cm3 de alta pureza (99,99%) para comparação. Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Número CAS Rênio, Re, 75 Metal de transição 7, 6, d 21020 kg/m3, 7 7440-15-5 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 186,207(1) u 135 pm 159 pm [Xe] 4f14 5d5 6s2 2, 8, 18, 32, 13, 2 (ver imagem) 6, 4, 2, -2 (ligeiramente ácido) hexagonal Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão sólido 3 459 K 5 869 K 33,2 kJ/mol

Rênio

373
715 kJ/mol 10 Pa a 3614 K 4 700 m/s a 20 °C Paramagnético Diversos

Entalpia de vaporização Pressão de vapor Velocidade do som Classe magnética

Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade elétrica Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização

1,9 137 J/(kg·K) 5,42 × 106 S/m 47,9 W/(m·K) 760 kJ/mol 1260 kJ/mol 2510 kJ/mol 3640 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN 37,4% Meia-vida MD MeV
185

PD

Re

estável com 110 neutrões 2 x 105 a βTI α β0,218 0,149 1,653 0,003
186 186

186

Re sintético

Os Re Ta Os

187

Re

62,6%

4 x 1035 a

183 187

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O rênioPB, rénioPE é um elemento químico, símbolo Re, número atômico 75 (75 prótons e 75 elétrons), com massa atómica 186,2 u situado no grupo 7 da classificação periódica dos elementos. É um metal de transição branco prateado, pesado, sólido na temperatura ambiente, raramente encontrado na natureza. É obtido como subproduto do processamento de minerais de molibdênio. É empregado principalmente em catalisadores. Sua descoberta nos minerais de platina e na columbita, na Alemanha, foi relatada por Walter Noddack, Ida Tacke e Otto Berg, em 1925.

Características principais
O rênio é um metal branco prateado, brilhante, que apresenta um dos maiores pontos de fusão, excedido somente pelo tungstênio e carbono. É também um dos mais densos, excedido somente pela platina, pelo irídio, e pelo ósmio. Os estados de oxidação do rênio incluem -1,+1,+2,+3,+4,+5,+6 e +7 , sendo os mais comuns +7,+6,+4,+2 e -1. Sua forma comercial geralmente é em pó , porém pode ser obtido na forma compacta, com até 90% da sua densidade teórica. Quando é recozido torna-se muito dúctil, podendo ser dobrado em espiral ou anel. As ligas de rênio-molibdênio são supercondutores a 10K.

Rênio

374

Aplicações
Catalisadores de rênio-platina são usados para a obtenção de chumbo metálico, gasolina de alta octanagem , e em superligas resistentes a elevadas temperaturas usadas para fabricação de peças de motores de jatos. Outros usos: • Extensivamente usado como filamentos em espectrógrafos de massa e em detectores de íons. • Como aditivo no tungstênio ou em ligas a base de molibdênio para melhorar suas propriedades . • Catalisadores de rênio são muito resistentes ao envenenamento químico, sendo usados em determinados tipos de reações de hidrogenação. • Em material de contato elétrico devido a sua boa resistência ao desgaste e a corrosão. • termopares que contem ligas de rênio e tungstênio são usados para medir temperaturas de até 2200°C. • Fio de rênio é usado em lâmpadas de flash para fotografias.

História
O rênio (do latim Rhenus), nome dado em homenagem ao rio Reno, (Alemanha ), e foi o último elemento natural a ser descoberto. Considera-se que foi descoberto por Walter Noddack, Ida Tacke e Otto Berg, na Alemanha. Em 1925 relataram que detectaram o elemento num minério de platina e no mineral columbita. Encontraram também o rênio na gadolinita e molibdenita. Em 1928 foi possível extrair 1 grama do elemento processando 660 quilogramas de molibdenita. Como o processo de obtenção do metal era complexo e altamente caro, a produção foi interrompida até 1950, quando ligas de tungstênio-rênio e molibdênio-rênio foram produzidas. Estas ligas encontram aplicações importantes na indústria, resultando numa grande demanda de rênio obtido a partir da molibdenita existente nos minérios de pórfiro (cobre).

Ocorrência e obtenção
O rênio não é encontrado na forma livre na natureza ou em algum mineral em especial. Este elemento encontra-se em pequenas quantidades espalhado por toda a crosta terrestre, em torno de 0,001 ppm. O rênio comercial é extraído como subproduto de minerais de molibdênio contidos em alguns minérios de cobre. Alguns minerais de molibdênio contem de 0,002% a 0,2% de rênio. O metal é preparado pela redução do perrenato de amônio (NH4ReO4) com hidrogênio em altas temperaturas.

Isótopos
O rênio natural é uma mistura de dois isótopos, o Re- 185 (estável) com abundância de 37,4% e o Re-187 (radio-instável) com abundância de 62,6%. Existem, ainda, 26 isótopos instáveis conhecidos.

Precauções
Pouco se sabe sobre a toxicidade do rênio, entretanto, deve ser manuseado com cuidado.

Referências
• Los Alamos National Laboratory - Rhenium [1]

Ligações externas
• WebElements.com - Rhenium [2] • EnvironmentalChemistry.com - Rhenium [3]

Rênio

375

Referências
[1] http:/ / periodic. lanl. gov/ elements/ 75. html [2] http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ Re/ index. html [3] http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ Re. html

Ósmio
Ósmio

Rênio ← Ósmio → IrídioRu↑ Os↓ HsTabela completa • Tabela estendida

76

Os

Aparência prateado com tons azulados

Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Número CAS Ósmio, Os, 76 Metal de transição 8, 6, d 22610 kg/m3, 7 7440-04-2 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Configuração electrónica 190,23(3) u 130 pm 128 pm [Xe] 4f14 5d6 6s2

Elétrons (por nível de energia) 2, 8, 18, 32, 14, 2 (ver imagem) Estado(s) de oxidação Estrutura cristalina 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1, 0, -1, -2 (ligeiramente ácido) hexagonal Propriedades físicas

Ósmio

376
Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Pressão de vapor Velocidade do som Classe magnética sólido 3 306 K 5 285 K 31,8 kJ/mol 627,6 kJ/mol 10 Pa a 3423 K 4 940 m/s a 20 °C Paramagnético Diversos Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade elétrica Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 2,2 130 J/(kg·K) 10,9 × 106 S/m 87,6 W/(m·K) 840 kJ/mol 1600 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN 0,02 1,59% 1,96 13,24 16,14 26,26 40,78 Meia-vida MD MeV
184

PD 1,671 2,822

Os Os Os Os Os Os Os

5,6 x 1013 a 2 x 1015 a

α α

180

W W

186

182

187

estável com 111 neutrões estável com 112 neutrões estável com 113 neutrões estável com 114 neutrões estável com 116 neutrões 6a β0,097
194

188

189

190

192

184

Os sintético

Ir

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O ósmio é um elemento químico, símbolo Os , de número atômico 76 (76 prótons e 76 elétrons), com massa atómica 190,23 u está situado no grupo 8 da classificação periódica dos elementos. Trata-se de um metal de transição classificado no grupo da platina. À temperatura ambiente o ósmio encontra-se no estado sólido. É empregado em algumas ligas com a platina e irídio. Uma liga de ósmio-irídio é usado em implantes cirúrgicos. O seu óxido é usado como oxidante e catalisador em sínteses químicas, e como fixador biológico de corantes para a visualização microscópica de tecidos. Foi descoberto em 1803 por Smithson Tennant analisando resíduos de platina.

Ósmio

377

Características principais
Na sua forma metálica o ósmio é muito denso, branco azulado, frágil, duro e brilhante, inclusive a altas temperaturas, mesmo sendo difícil encontra-lo nesta forma. É mais fácil obter o ósmio na forma de pó, mesmo que exposto ao ar tende a formação do tetróxido de ósmio, OsO4. O tetróxido de ósmio é tóxico (perigoso para os olhos), oxidante energético e volátil com um forte odor. O ósmio tem uma densidade muito alta, similar ao irídio. Tem o ponto de fusão mais elevado e a pressão de vapor mais baixa em relação aos outros metais do grupo da platina. Os estados de oxidação mais comuns do ósmio são +4 e +3, entretanto os estados de oxidação de +1 a +8 são observados. É muito resistente a corrosão e ao ataque dos ácidos, dissolvendo-se melhor por fusão alcalina.

Aplicações
Devido à extrema toxicidade do seu óxido, o ósmio raramente é usado na forma pura, frequentemente é usado aliado com outros metais, tais como irídio e platina, em aplicações nas quais é necessária uma grande dureza e durabilidade. As ligas de ósmio são quase que inteiramente empregadas em penas de canetas do tipo tinteiro, agulhas de toca-discos, agulhas de bússolas, eixos de diversos instrumentos e em contatos elétricos. Uma liga de platina-ósmio contendo 10% de ósmio é usado em implantes cirúrgicos como marcapassos e válvulas pulmonares artificiais. Nas ligas de ósmio com irídio, são denominadas "osmirídio" aquelas que contem maior quantidade de ósmio e "iridiósmio" aquelas que apresentam mais irídio. O tetróxido de ósmio tem sido usado para a detecção de impressões digitais, nos processos de tingimento (coloração) de tecidos como fixador biológico para observações microscópicas, e em outras técnicas biomédicas. O tetróxido e o osmato de potássio são oxidantes importantes para a síntese química. O tetróxido é usado como catalisador na química orgânica.

História
O ósmio (do grego "osme", que significa “cheiro”) foi descoberto em 1803 por AgnesSmithson Tennant em Londres (Inglaterra), juntamente com o irídio em resíduos de platina dissolvidos em água régia.

Ocorrência
Este metal de transição é encontrado no iridiósmio, uma liga natural de ósmio e irídio encontrado nas areias dos rios dos montes Urais ( Rússia ), América do Norte e América do Sul. Também é encontrado em minérios de níquel em Sudbury, região de Ontário, Canadá. Mesmo que a quantidade dos metais da platina encontrados nestes minérios é pequena, os grandes volumes de minérios de níquel processados fazem a recuperação comercial possível. A abundância do ósmio na crosta terrestre é estimada em 10-3 ppm. Os principais depósitos de ósmio são encontrados na Rússia, Estados Unidos, Canadá, Colômbia e Japão.

Ósmio

378

Compostos
O único composto importante do ósmio é o tetróxido de ósmio, OsO4

Isótopos
O ósmio tem 7 isótopos naturais, dos quais 5 são estáveis: Os-187, Os-188, Os-189, Os-190, e o mais abundante Os-192. Os isótopos Os-184 e Os-186 tem meia-vida absurdamente longos e, para finalidades práticas, podem ser considerados estáveis.

Precauções
O tetróxido de ósmio é altamente tóxico. As concentrações no ar tão baixo quanto 10-7 g/m³ podem causar congestão nos pulmões, danos a pele e olhos. Deve ser manuseado somente por pessoas qualificadas.

Referências
• Los Alamos National Laboratory - Osmium [1]

Ligações externas
• WebElements.com - Osmium [2] • EnvironmentalChemistry.com - Osmium [3]

Referências
[1] http:/ / periodic. lanl. gov/ elements/ 76. html [2] http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ Os/ index. html [3] http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ Os. html

Irídio

379

Irídio
Irídio

Ósmio ← Irídio → PlatinaRh↑ Ir↓ MtTabela completa • Tabela estendida

77

Ir

Aparência branco prateado

Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Número CAS Irídio, Ir, 77 Metal de transição 9, 6, d 22650 kg/m3, 6,5 7439-88-5 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Óxido Estrutura cristalina 192,217(3) u 135 pm 137 pm [Xe] 4f14 5d7 6s2 2, 8, 18, 32, 15, 2 (ver imagem) -3, -1, 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6 básico cúbica centrada nas faces Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão sólido 2 719 K

Irídio

380
Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Pressão de vapor Velocidade do som Classe magnética 4 701 K 26,1 kJ/mol 604 kJ/mol 10 Pa a 2957 K 4 825 m/s a 20 °C Paramagnético Diversos Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade elétrica Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 2,2 130 J/(kg·K) 19,7 × 106 S/m 147 W/(m·K) 880 kJ/mol 1600 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN 37,3% Meia-vida MD MeV
191

PD

Ir

estável com 114 neutrões 241 a TI 0,155
122

192m

Ir sintético 62,7%

Ir

193

Ir

estável com 116 neutrões

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O irídio (do latim "iris", íris ou arco-íris) é um elemento químico, simbolo Ir, de número atômico 77 (77 prótons e 77 elétrons) com massa atómica 192,2 u situado no grupo 9 da tabela periódica dos elementos. Trata-se de um metal de transição, duro, frágil, pesado, de cor branco prateado. É empregado em ligas de alta resistência que podem suportar elevadas temperaturas. É um elemento pouco abundante, encontrado na natureza associado ao ósmio e à platina. É um elemento muito resistente à corrosão. À temperatura ambiente, o irídio encontra-se no estado sólido.

Características principais
O irídio é um metal de transição branco assemelhando-se à platina, mas com uma tonalidade ligeiramente amarelada. Devido a sua extrema dureza e grande fragilidade é difícil de ser moldado ou trabalhado. O irídio é o metal mais resistente à corrosão conhecido. O irídio não sofre ação de ataque de ácidos ou pela água régia, mas pode ser atacado por alguns sais fundidos, como NaCl e NaCN. A densidade deste elemento é a mais alta conhecida, ligeiramente maior que a do ósmio. Seus estados de oxidação mais comuns são +1, +3 e +4.

Irídio

381

Aplicações
O principal uso do irídio, devido à sua dureza, é como agente endurecedor em ligas de platina. Outros usos: • Para fabricar cadinhos e outros dispositivos que requerem altas temperaturas. • Contatos elétricos como, por exemplo, na liga Pt/Ir (velas de ignição). • As ligas de irídio/ósmio são quase que inteiramente empregadas em penas de canetas do tipo tinteiro, agulhas de toca-discos , agulhas de bússolas, agulhas de injeção e eixos de diversos instrumentos • O irídio tambem é usado em lentes de oculos de sol. • O irídio é usado como um catalisador para a carbonilação do metanol produzindo ácido acético. • O isótopo Ir-192 é usado em radiografia industrial As ligas de irídio com ósmio são denominadas "osmirídio" aquelas que contem maior quantidade de ósmio e "iridiósmio" aquelas que apresentam mais irídio.

História
O irídio foi descoberto em 1803 por Smithson Tennant em Londres, Inglaterra, junto com o ósmio num resíduo colorido escuro de petróleo bruto, dissolvendo o resíduo de platina em água régia. Posteriormente, este elemento foi nomeado a partir da palavra latina que significa “arco-íris” porque seus sais são altamente coloridos. Uma barra desse metal foi usado como padrão para a unidade de comprimento (metro) e unidade de massa (quilograma) pelo Departamento Internacional de Pesos e Medidas, mantido em Sèvres, perto de Paris. Esta barra é formada por uma liga com 90% de platina e 10% de irídio. De 1960 até 1983, a barra de Paris como unidade padrão de comprimento metro foi substituída pela definição do comprimento de onda da emissão vermelha-alaranjada de um átomo de Kr-86. Atualmente o metro é definido como sendo o comprimento do trajeto percorrido pela luz no vácuo, durante um intervalo de tempo de ¹/299.792.458 de segundo (unidade de base ratificada pela 17ª CGPM — 1983). O evento KT, marco de tempo entre as eras do cretáceo e o terciário no tempo geológico, foi identificado por um fino estrato de argila rica em irídio. De acordo com muitos cientistas, como Luis Alvarez, este irídio era de origem extraterrestre atribuído a um asteróide ou cometa que chocou-se com a Terra, perto de uma região que agora é a península de Yucatan. Entretanto, o cientista Dewey M. McLean do Instituto Politécnico da Virgínia (EUA), acredita que o irídio é de origem vulcânica. O núcleo da terra é rico em irídio, e o vulcão "Piton de la Fournaise" (“pico da fornalha”) em Réunião, por exemplo, está liberando irídio até hoje.

Ocorrência
O irídio é geralmente encontrado na natureza associado à platina ou com outros metais do grupo da platina, em depósitos aluviais. As ligas naturais do irídio incluem "osmirídio" e "iridiósmio", que são misturas de irídio e ósmio. É encontrado em meteoritos. É obtido comercialmente como um subproduto da mineração e processamento do níquel.

Isótopos
Há dois isótopos naturais do irídio e muitos radioisótopos, sendo o mais estável o o Ir-192 com uma meia-vida de 73,83 dias. O Ir-192 deteriora, por decaimento beta, para Pt-192, enquanto a maioria dos outros radioisótopos decaem em ósmio.

Irídio

382

Precauções
O irídio metálico geralmente não é tóxico por ser pouco reativo, entretanto os compostos de irídio devem ser considerados altamente tóxicos.

Referências
• Los Alamos National Laboratory - Iridium [1]

Ligações externas
• WebElements.com - Iridium [2] • EnvironmentalChemistry.com - Iridium [3] • Picture in the element collection from Pniok.de [4]

Referências
[1] http:/ / periodic. lanl. gov/ elements/ 77. html [2] http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ Ir/ index. html [3] http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ Ir. html [4] http:/ / www. pniok. de/ ir. htm

Platina
Platina

Irídio ← Platina → OuroPd↑ Pt↓ DsTabela completa • Tabela estendida

78

Pt

Aparência branco acinzentado

Informações gerais Nome, símbolo, númeroSérie químicaGrupo, período, blocoDensidade, durezaNúmero CAS Propriedade atómicas Massa atômicaRaio atómico (calculado)Raio covalenteConfiguração electrónicaElétrons (por nível de energia)Estado(s) de oxidaçãoÓxidoEstrutura cristalina Propriedades físicas Estado da matériaPonto de fusãoPonto de ebuliçãoEntalpia de fusãoEntalpia de vaporizaçãoPressão de vaporVelocidade do somClasse magnéticaSusceptibilidade magnética Diversos Eletronegatividade (Pauling)Calor específicoCondutividade elétricaCondutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização Isótopos mais estáveis
Cristais de platina

Platina

383

Ed iso AN 0,01% 0,782 sintético 32,97% 33,83% 25,24% 7,16% 50 a Meia-vida MD MeV
190

PD 3,249

Pt Pt Pt Pt Pt Pt Pt

6,5 x 1011 a

α estável com 114 neutrões ε estável com 116 neutrões estável com 117 neutrões estável com 118 neutrões estável com 120 neutrões

186

Os

192

193

0,057

193

Ir

194

195

196

198

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária. Platina, Pt, 78 Metal de transição10, 6, d 21 090 kg/m3, 3,5 7440-06-4 195,084(9) u 139 pm 128 pm [Xe] 4f14 5d9 6s1 2, 8, 18, 32, 17, 1 (ver imagem) 6, 5, 4, 3 , 2, 1, -1, -2ligeiramente básico cúbica centrada nas faces sólido 2 041,15 K 4 098 K 19,6 kJ/mol 510 kJ/mol 100 Pa a 2815 K 2 680 m/s a 20 °Cparamagnético 2,8x10-4 2,28 130 J/(kg·K) 9,66 × 106 S/m 71,6 W/(m·K) 870 kJ/mol 1791 kJ/mol A platina (do espanhol platina, diminutivo de plata, prata) é um elemento químico de símbolo Pt de número atômico 78 (78 prótons e 78 elétrons), e de massa atómica igual a 195 u. À temperatura ambiente, a platina encontra-se no estado sólido. Foi descoberto pelos povos andinos e os espanhóis vieram a conhecê-lo em 1735, quando chegaram à América do Sul. É empregado para a fabricação de eletrodos e joias. Também, é muito utilizado em reações químicas como catalisador.

Características principais
Este metal situado no grupo 10 (antigo 8B) da Classificação periódica dos elementos, da série metais de transição. Quando puro, é de coloração branca acinzentada opaca, precioso, maleável e dúctil. É resistente à corrosão, sendo que só é solubilizada com ácidos de altíssimo potencial padrão de redução (como a água régia: HNO3 + HCl). Dependendo das condições, pode reagir com haletos, halogênios, enxofre, ferro, níquel e outros elementos, assim como o calcogênio e alguns dióxidos básicos fundidos. Pode ser usada em diversos modelos como: platina na perna como implante para poder adiantar mais o tratamento e recuperação da perna ou da coluna.

Aplicações
• • • • • • • • • • • Empregado na fabricação de projéteis, principalmente para engastes de armas com canos raiados; Fabricação de utensílios cirúrgicos, como pregos, tubos para ensaios e outros; Em odontologia protética para implantes e fixação de brocas; Usado nas pontas das velas de ignição dos lança-chamas a explosão e nas pontas dos para-raios; Utilizado para a produção de luvas que resistem a altas temperaturas; Implantes em medicina, como o DIU (Dispositivo Intra Uterino); Fabricação de instrumentos musicais, odontológicos e eletromagnéticos. Implantação nas vias respiratórias de dependentes químicos. Catalisador no escapamento de carros e produção de ácido sulfúrico; Em medicamento no combate contra o câncer, na Quimioterapia; Utilizado na indústria cerâmica como elemento decorativo em azulejos.

Platina

384

História
Os povos andinos descobriram a platina e a utilizavam como substituto da prata. Foi conhecido pelos espanhóis, em 1735, quando o navegador, explorador e astrônomo espanhol Antonio de Ulloa chegou à América do Sul. Em 1741, foi levada para a China. Durante alguns séculos foi utilizada para falsificar o ouro, devido à semelhança de densidade. Em 1824, foi encontrada em grande quantidade na Rússia (montes Urais), passando a ser comercializada.
Pepita de platina extraída da mina Kondyor em Krai de Khabarovsk, Rússia.

Alquimia

O símbolo da platina na Alquimia foi feito pela reunião dos símbolos da prata e do ouro.

Formas
A platina pode ser encontrada na forma metálica. Desta forma nativa é encontrada como grãos arredondados ou achatados denominados pepitas de platina. Em geral é encontrada associada com outros metais como o titânio, o ósmio, o irídio, o paládio e o ródio ou na forma de óxido. Na forma combinada é encontrada principalmente no mineral sperrilita. Os maiores produtores mundiais de platina são África do Sul (mais de 80%), Rússia e Canadá. Devido a sua escassez a platina é mais valiosa do que o ouro e a prata, embora não seja tão cobiçada. Curiosamente a crosta lunar apresenta alta concentração de platina, porém de exploração inviável.

Obtenção
A platina pode ser obtida através de três processos: pela amalgamação, pela fusão e destilação fracionada e pela eletrólise ígnea da água com óxido de platina.

Ligações externas
• A balanced historical account of the sequence of discoveries of platinum; illustrated. [1] • WebElements.com - Platinum [2] • EnvironmentalChemistry.com - Platinum [3] • Características da platina e como trabalhá-lo [4]

Platina

385

Referências
[1] [2] [3] [4] http:/ / elements. vanderkrogt. net/ element. php?sym=Pt http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ Pt/ index. html http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ Pt. html http:/ / www. raulybarra. com/ notijoya/ archivosnotijoya/ 3platino_caracteristicas. htm

Ouro
Ouro

Platina ← Ouro → MercúrioAg↑ Au↓ RgTabela completa • Tabela estendida

79

Au

Aparência amarelo metálico

Cristais de ouro feitos por reação química de transporte em gás cloro, de pureza >99,99%. Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Número CAS Ouro, Au, 79 metal de transição 11(IB), 6, d 19300 kg/m3, 2,5 7440-57-5 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Raio de Van der Waals Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação 196,966569(4) u 174 pm 144 pm 166 pm [Xe] 4f14 5d10 6s1 2, 8, 18, 32, 18, 1 (ver imagem) 3, 1 (anfótero)

Ouro

386
Estrutura cristalina cúbico de faces centradas Propriedades físicas Estado da matéria Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Pressão de vapor Velocidade do som Classe magnética Susceptibilidade magnética sólido 1337,33 K 3129 K 12,55 kJ/mol 334,4 kJ/mol 0,000237 Pa a 1337 K 1740 m/s a 20 °C diamagnético -3,4 x 10-5 Diversos Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade elétrica Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 2,54 128 J/(kg·K) 45,2×106 S/m 317 W/(m·K) 890,1 kJ/mol 1980 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN Meia-vida MD MeV
197

PD

Au 100%

estável com 118 neutrões

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O ouro (do latim aurum, "brilhante") é um elemento químico de número atómico 79 (79 prótons e 79 elétrons) que está situado no grupo onze (IB) da tabela periódica, e de massa atómica 197 u. O seu símbolo é Au (do latim aurum). Conhecido desde a Antiguidade, o ouro é utilizado de forma generalizada em joalharia, indústria e eletrônica, bem como reserva de valor.

Características principais
É um metal de tranposicao brilhante, amarelo, pesado, maleável, dúctil (trivalente e univalente) que não reage com a maioria dos produtos químicos, mas é sensível ao cloro e ao bromo. À temperatura ambiente, apresenta-se no estado sólido. Este metal encontra-se normalmente em estado puro e em forma de pepitas e depósitos aluvionais e é um dos metais tradicionalmente usados para cunhar moeda. É tão dúctil e maleável que, com apenas um grama de ouro, é possível obter um fio de 3 quilômetros de extensão e 0,005 milímetros de diâmetro, ou uma lâmina quadrada de 70 centímetros de largura e espessura de 0,1 micrômetro.[1] O ouro puro é demasiadamente mole para ser usado. Por essa razão, geralmente é endurecido formando liga metálica com prata e cobre. O ouro e as suas diversas ligas metálicas são muito empregados em joalherias, fabricação de moedas e como padrão monetário em muitos países. Devido à sua boa condutividade elétrica, resistência à corrosão e uma boa combinação de propriedades físicas e químicas, apresenta diversas aplicações industriais.

Ouro

387

História
O ouro é conhecido desde a Antiguidade, sendo certamente um dos primeiros metais trabalhados pelo Homem. Conhecido na Suméria, no Egipto existem hieróglifos egípcios de 2600 a.C. que descrevem o metal, que é referido em várias passagens no Antigo Testamento. É considerado como um dos metais mais preciosos, tendo o seu valor sido empregue como padrão para muitas moedas ao longo da história.

Antiga moeda em ouro.

Aplicações
• O ouro exerce funções críticas em computadores, comunicações, naves espaciais, motores de reação na aviação, e em diversos outros produtos. • A sua elevada condutividade elétrica e resistência à oxidação têm permitido um amplo uso em eletrodeposição, ou seja, cobrir com uma camada de ouro por meio eletrolítico as superfícies de conexões elétricas, para assegurar uma conexão de baixa resistência elétrica e livre do ataque químico do meio. O mesmo processo pode ser utilizado para a douragem de peças, aumentando a sua beleza e valor. • Como a prata, o ouro pode formar amálgamas com o mercúrio que, algumas vezes, é empregado em restaurações dentárias. • O ouro coloidal (nano-partículas de ouro) é uma solução intensamente colorida que está sendo pesquisada para fins médicos e biológicos. Esta forma coloidal também é empregada para criar pinturas douradas em cerâmicas. • O ácido cloroáurico é empregado em fotografias. • O isótopo de ouro 198Au, com meia-vida de 2,7 dias, é usado em alguns tratamentos de câncer e em outras enfermidades. • É empregado para o recobrimento de materiais biológicos, permitindo a visualização através do microscópio eletrônico de varredura (SEM). • Utilizado como cobertura protetora em muitos satélites porque é um bom refletor de luz infravermelha.

Simbologia do ouro
O ouro é usado como símbolo de pureza, valor, realeza e ostentação. O principal objetivo dos alquimistas era produzir ouro a partir de outras substâncias, como o chumbo. Muitas competições premiam o vencedor da competição com medalha de ouro, o segundo colocado com medalha de prata , e o terceiro colocado com medalha de bronze = cobre (os três pertencentes ao mesmo grupo (11) da tabela periódica dos elementos).

Papel biológico
O ouro não é um elemento químico essencial para nenhum ser vivo. Alguns tiolatos (ou semelhantes) de ouro (I) são empregados como anti-inflamatórios no tratamento de artrites reumatoides e outras enfermidades reumáticas. O funcionamento destes sais de ouro não é bem conhecido. O uso do ouro em medicina é conhecido como crisoterapia. A maioria destes compostos são pouco solúveis, portanto devem ser injetados. Alguns são mais solúveis e podem ser administrados via oral, sendo melhor tolerados. Este tratamento pode apresentar efeitos secundários, geralmente leves, porém é a primeira causa do abandono do tratamento pelos pacientes.

Ouro

388

Compostos
Apesar de ser um metal nobre ( devido a baixa reatividade ) forma diversos compostos, sendo o tricloreto de ouro ( AuCl3 ) e o ácido cloroáurico ( HAuCl4 ) os dois dos compostos mais comuns do ouro. Geralmente, nestes compostos, apresenta estados de oxidação +1 e +3. Forma também óxido de ouro (III), Au2O3, halogenetos e complexos com estados de oxidação +1 e +3. Existem, ainda, alguns complexos raros de ouro com estados de oxidação +2 e +5. Estes apresentam baixos índices de coordenação e apresentam tendência a linearidade: L-Au-L. Quando ocorrem ligações químicas entre os próprios átomos de ouro formam os chamados cúmulos de ouro ( compostos cluster ). Alguns deles são denominados ouro líquido.

Abundância e obtenção
Por ser relativamente inerte, pode-se encontrá-lo como metal, as vezes como pepitas grandes, mas geralmente se encontra em pequenas inclusões em alguns minerais, como quartzo, rochas metamórficas e depósitos aluviares originados dessas fontes. O ouro está amplamente distribuído, e amiúde encontra-se associado ao quartzo e pirite. É comum como impureza em muito minérios, de onde é extraído como subproduto. Como mineral é encontrado na forma de calaverita, um telureto de ouro. A África do Sul é o principal produtor de ouro, extraindo aproximadamente dois terços de toda a procura mundial deste metal. O ouro é extraído por um processo denominado lixiviação com cianeto. O uso do cianeto facilita a oxidação do ouro formando-se (CN)22- em dissolução. Para separar o ouro da solução procede-se a redução empregando,por exemplo, o zinco. Tem-se tentado substituir o cianeto por outro ligante devido aos problemas ambientais que gera, porém não são rentáveis ou também são tóxicos.

Pepita de ouro.

Espalhado em toda a crosta terrestre numa baixíssima concentração média (5 gramas em 1000 toneladas), e mais baixa ainda nas águas dos oceanos (de 0,1 µg/kg a 2 µg/kg), onde se estima haver bilhões de toneladas de ouro mas de exploração economicamente inviável pelos métodos atuais (um trilhão de litros de água do mar contém 120 kg, ou 1 quilo em mais de 8,3 bilhões de litros, a água consumida por uma cidade como São Paulo em mais de 10 anos). As minas onde o ouro se encontra em teores econômicos têm geralmente acima de 3 gramas por tonelada; se o mesmo teor fosse encontrado no mar, 1 trilhão de litros poderia fornecer 3 mil toneladas de ouro.

Ouro

389

Isótopos
Existe somente um isótopo estável do ouro ( Au-197 ), porém existem 18 radioisótopos, sendo o Au-195 o mais estável com uma meia-vida de 186 dias.

Precauções
O corpo humano não absorve bem este metal, e seus compostos não são muito tóxicos. Até 50% dos pacientes com artrose, tratados com medicamentos que contém ouro, têm sofrido danos hepáticos e renais.

Antídoto e tratamento de emergência
BAL (British antiLewisite, é o 2,3-dimercaptopropanol) é um agente quelante usado no tratamento do envenenamento pelo ouro. Doses adequadas de BAL devem ser dadas para assegurar um excesso de BAL livre. Uma concentração insuficiente de BAL pode permitir a dissociação do complexo BAL-Au. Este quelato dissocia-se mais rapidamente numa urina ácida; deve existir uma função renal adequada para permitir a eliminação completa do complexo.

O ouro como mercadoria
O mercado de ouro, assim como o mercado de ações, integra o grupo dos chamados mercados de risco já que suas cotações variam segundo a lei da oferta e da procura. No mercado internacional, os principais centros que negociam ouro são Londres e Zurique onde o ouro é negociado no mercado de balcão e não via bolsas. Outro grande centro de negócios é a Bolsa de Mercadorias de Nova York (COMEX) onde só se opera em mercado futuro. Há também nesta praça um forte mercado de balcão para o ouro físico.

As operações com ouro no Brasil
No Brasil, o maior volume de comercialização de ouro se faz através da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), Evolução do preço do ouro (1334-1999). que é a única no mundo que comercializa ouro no mercado físico. As cotações do ouro, no exterior, são feitas em relação à onça troy, que equivale a 31,104g. No Brasil, a cotação é feita em reais por grama de ouro puro. O preço do ouro, no Brasil, vincula-se, historicamente, às cotações de Londres e Nova York, refletindo, portanto, as expectativas do mercado internacional. Sofre, entretanto, influência direta das perspectivas do mercado interno e, principalmente, das cotações do dólar flutuante. Assim o preço interno é calculado diretamente segundo as variações do preço do dólar no mercado flutuante e dos preços do metal na bolsa de Nova York. O preço do grama do ouro em reais, calculado a partir do preço da onça em dólares (pela cotação do dólar flutuante) fornece um referencial de preços. Tradicionalmente, a cotação da BM&F mantém a paridade com este valor referencial variando 2%, em média, para baixo ou para cima. Existem dois tipos de investidores no mercado de ouro no Brasil: o

Ouro investidor tradicional - que utiliza o ouro como reserva de valor -, e o especulador - que está à procura de ganhos imediatos e de olho na relação ouro/dólar/ações procurando a melhor alternativa do momento. Atualmente há dois mercados no Brasil para o ouro: 1. mercado de balcão - operações são fechadas via telefone; após o pagamento, o comprador tem duas opções deixar o ouro depositado em custódia em uma instituição financeira, levando consigo um certificado de custódia; retirar fisicamente a quantidade de ouro adquirida. 2. mercado spot nas bolsas - a entrega do ouro se dá em 24 horas, os volumes negociados são transferidos automaticamente entre as contas dos clientes em diferentes bancos, sem que o metal passe pelas mãos de quem negocia. No mercado de bolsas, trocam se certificados de propriedade. Em qualquer caso, a responsabilidade pela qualidade do metal é da fundidora e não do banco, que é apenas o depositário.

390

Provas de Ouro
São mundialmente reconhecidas as seguintes provas de ouro: 375, 500, 583, 585, 750, 958, 996, 999,9 (usada na industria aeroespacial). Encontra-se com maior frequência a mistura (liga) de ouro com o nº 583. As ligas desta prova podem ter diferentes cores, dependendo da quantidade e composição dos metais. Por exemplo, se na liga de ouro da prova nº 583 (58,3% de ouro) contém cerca de 36% de prata e cobre 5,7%. Esta liga tem um tom de cor ligeiramente verde, se for 18,3% de prata e 23,4% de cobre - fica com cor de rosa, se for 8,3% de prata e 33,4% de cobre - uma cor avermelhada. Ouro com a prova nº 958 é de três componentes, para além de ouro contém prata e cobre e é usado, geralmente, para fazer alianças. Esta liga tem uma cor amarela-forte e é próxima de cor de ouro puro. Na liga nº 750 também existe cobre e prata, mas às vezes podem ser usados paládio, níquel ou zinco. Tem uma cor amarela-esverdeada, também tons avermelhados até a cor branca. Esta liga é facilmente difundida, mas se contém mais de 16% de cobre a cor perde gradualmente o seu brilho. A liga de prova nº 375 normalmente contém: ouro 37,5%, prata 10,0%, cobre 48,7%, paládio 3,8% e é usada para fazer alianças. Também existe uma vasta utilização de "ouro branco", que contém: • na liga de ouro de nº 583: prata 23,7-28,7%, paládio 13,0-18% ou níquel 17%, zinco 8,7%, cobre 16%; • na liga de ouro nº 750: prata 7,0-15,0%, paládio até 14%, níquel até 4%, zinco até 2,4% ou níquel 7,5-16,5%, zinco 2,0-5,0% e cobre até 15%.
[1] Ernest Merian. Elements and Their Compounds in the Environment. [S.l.]: Wiley-VCH, 2004. ISBN 9783527304592

Ligações externas
• WebElements.com - Gold (http://www.webelements.com/webelements/elements/text/Au/index.html) • EnvironmentalChemistry.com - Gold (http://environmentalchemistry.com/yogi/periodic/Au.html)

Mercúrio (elemento químico)

391

Mercúrio (elemento químico)
Mercúrio

Ouro ← Mercúrio → TálioCd↑ Hg↓ CnTabela completa • Tabela estendida

80

Hg

Aparência prateado

Linhas espectrais do mercúrio (UV não mostrado) Informações gerais Nome, símbolo, número Série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza Número CAS Mercúrio, Hg, 80 Metal de transição 12, 6, d 13 579 kg/m3, 1,5 7439-97-6 Propriedade atómicas Massa atômica Raio atómico (calculado) Raio covalente Raio de Van der Waals Configuração electrónica Elétrons (por nível de energia) Estado(s) de oxidação Óxido Estrutura cristalina 200,59(2) u 150 pm 149 pm 155 pm [Xe] 4f14 5d10 6s2 2, 8, 18, 32, 18, 2 (ver imagem) 2, 1 ligeiramente básico romboédrica Propriedades físicas Estado da matéria líquido

Mercúrio (elemento químico)

392
234,32 K 629,88 K 2,295 kJ/mol 59,229 kJ/mol 10 Pa a 350 K 1 407 m/s a 20 °C Diamagnético Diversos

Ponto de fusão Ponto de ebulição Entalpia de fusão Entalpia de vaporização Pressão de vapor Velocidade do som Classe magnética

Eletronegatividade (Pauling) Calor específico Condutividade elétrica Condutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização

2,00 140 J/(kg·K) 1,04 × 106 S/m 8,34 W/(m·K) 1007,1 kJ/mol 1810 kJ/mol 3300 kJ/mol Isótopos mais estáveis

Ed iso AN Meia-vida MD MeV
194

PD 0,040

Hg sintético Hg Hg 0,15% 9,97%

444 a

ε

194

Au

196

estável com 116 neutrões estável com 118 neutrões estável com 119 neutrões estável com 120 neutrões estável com 121 neutrões estável com 122 neutrões estável com 124 neutrões

198

199

Hg 16,87% Hg 23,10% Hg 13,18% Hg 29,86% Hg 6,87%

200

201

202

204

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

Mercúrio é um metal líquido à temperatura ambiente, conhecido desde os tempos da Grécia Antiga. Também é conhecido como hidrargírio[1], hidrargiro[2], azougue[3] e prata-viva, entre outras denominações. Seu nome homenageia o deus romano Mercúrio, que era o mensageiro dos deuses. Essa homenagem é devida à fluidez do metal. O símbolo Hg vem do latim "hydrargyrum" que significa prata líquida. O mercúrio é um elemento químico de número atômico 80 (80 prótons e 80 elétrons) e massa atómica 200,5 u. É um dos seis elementos que se apresentam líquidos à temperatura ambiente ou a temperaturas próximas. Os outros elementos são os metais césio, gálio, frâncio e rubídio e o não metal bromo. Dentre os seis, porém, apenas o mercúrio e o bromo são líquidos nas condições padrão de temperatura e pressão. O mercúrio pertence ao grupo (ou família) 12 (anteriormente chamada 2B) e faz parte da classe dos metais de transição. Tal grupo é ainda chamado família do zinco, na tabela periódica.

Mercúrio (elemento químico) Normalmente utilizado em instrumentos de medidas (termômetros e barômetros), lâmpadas fluorescentes e como catalisador em reações químicas.

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Características gerais
É um líquido prateado que na temperatura normal é metal e inodoro. Não é um bom condutor de calor comparado com outros metais, entretanto é um bom condutor de eletricidade. Estabelece liga metálica facilmente com muitos outros metais como o ouro ou a prata produzindo amálgamas. É insolúvel em água e solúvel em ácido nítrico. Quando a temperatura é aumentada transforma-se em vapores tóxicos e corrosivos mais densos que o ar. É um produto perigoso quando inalado , ingerido ou em contato, causando irritação na pele, olhos e vias respiratórias. É compatível com o ácido nítrico concentrado, acetileno, amoníaco, cloro e com outros ametais.

História
Descoberto ainda na Grécia antiga, foi um dos primeiros elementos estudados e tem sido de interesse para os estudantes de química desde os dias da alquimia até a atualidade. Pode ser usado em termômetros, barômetros, lâmpadas, medicamentos, espelhos, detonadores, corantes e outros. Em grego, hydro significa "água" e argyros era o nome grego da "prata". Os romanos latinizaram o nome para hidrargirium. E como os símbolos químicos são dados pela inicial maiúscula (e uma segunda letra em minúsculo para diferenciação) do nome em latim, seu símbolo ficou sendo Hg (para não confundir com o símbolo do hidrogênio, H).

Formas físico-químicas
O mercúrio, está presente em diversas formas (Hg metálico, orgânico, inorgânico) e pode encontrar-se em três estados de oxidação (0, +1, +2), em geral facilmente interconversíveis na natureza. Tanto os humanos, como os animais estão expostos a todas as formas através do ambiente. O mercúrio metálico ou elementar, no estado de oxidação zero (Hg0) existe na forma líquida à temperatura ambiente, é volátil e liberta um gás monoatómico perigoso: o vapor de mercúrio. Este é estável, podendo permanecer na atmosfera por meses ou até anos, revelando-se, deste modo, muito importante no ciclo do mercúrio, pois pode sofrer oxidação e formar os outros estados: o mercuroso, Hg+1, quando o átomo de mercúrio perde um elétron e o mercúrico, Hg+2, quando este perde dois elétrons. Quando se combina com elementos como o cloro, enxofre ou oxigénio, obtêm-se os compostos de mercúrio inorgânico, também designados como sais de mercúrio (sais mercurosos e mercúricos). Por outro lado, se um átomo de mercúrio se liga covalentemente, a pelo menos um átomo de carbono, dá origem a compostos de mercúrio orgânico (metilmercúrio, etilmercúrio, fenilmercúrio). Com exceção do mercúrio, os metais se caracterizam por estarem no estado sólido em temperatura ambiente.[4]

Ocorrência e obtenção
O minério mais importante de mercúrio é o cinábrio cujas maiores reservas minerais são encontradas na Espanha, nas minas de Almadén. O mercúrio pode estar associado com hidrocarbonetos gasosos e líquidos (petróleo, betumes) e também com jazidas de carvão mineral. É um elemento de origem profunda (manto terrestre) que possivelmente ascende na forma de metil ou dimetil mercúrio. Também possui relação com gás hélio. Nos depósitos vulcanogênicos, quando há disponibilidade de enxofre pode precipitar como sulfeto de mercúrio (HgS) que é o cinábrio. Outra forma de obtenção de mercúrio se dá por ustulação do sulfeto ou cinábrio. Nesta reação, o enxofre do mineral se oxida a SO2 e o metal livre se conduz a grandes condensadores metálicos refrigerados com água. Os depósitos de

Mercúrio (elemento químico) mercúrio são de origem relativamente recente, mas aparecem em rochas de todas as idades.

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Vias de exposição
O mercúrio metálico ou elementar, no estado de oxidação zero (Hg0), existe na forma líquida à temperatura ambiente, é volátil e liberta um gás monoatómico: o vapor de mercúrio. Este é quimicamente estável, podendo permanecer na atmosfera por um longo período de tempo, onde sofre oxidação e origina os compostos inorgânicos (compostos mercurosos e mercúricos). O vapor de mercúrio presente na atmosfera é, eventualmente, convertido na forma solúvel em água e retorna à superfície Termômetro de mercúrio terrestre nas águas da chuva. A partir daqui duas importantes mudanças químicas podem ocorrer. O metal pode ser reduzido novamente a vapor de mercúrio e retorna à atmosfera ou pode ser metilado pelos micro-organismos presentes nos sedimentos da água, incluindo a água doce ou do mar. A principal fonte de mercúrio (na forma de vapor de mercúrio) na atmosfera é o desgaste natural da crosta terrestre. O mercúrio metálico, na sua forma volátil, está presente na atmosfera e na água de beber e aqui os seus níveis são tão baixos que a exposição humana é negligenciável. Desta forma, as duas principais vias de exposição humana por inalação são a ocupacional (essencialmente a exposição crónica) e através de amálgamas dentários. O amálgama dentário, cada vez menos usado, é constituída por uma mistura de metais geralmente nas proporções de 50% de mercúrio metálico, 35% de prata, 9% estanho, 6% de cobre e vestígios de zinco. Deste modo, é inserida nos dentes para cobrir os espaços vazios resultantes de cáries e adquire uma estrutura sólida em 30 minutos. Neste caso, a exposição ao mercúrio deve-se à libertação de pequenas partículas da amálgama por processos vulgares como a corrosão, a mastigação e a fragmentação. Esse mercúrio vai ser então inalado como vapor de mercúrio ou deglutido dissolvido na saliva. Contudo, não foi provado qualquer efeito adverso para a saúde que provenha das amálgamas, encontrando-se apenas casos raros de alergia. Como fontes antropogénicas encontramos geradores de electricidade a carvão, ETARs, refinarias, fábricas de adubos, lâmpadas de vapor de mercúrio, pilhas e extracção do ouro. Por outro lado, cerca de 2000 a 3000 toneladas são libertadas anualmente para a atmosfera devido a actividades humanas, onde os incineradores de resíduos hospitalares e urbanos contribuem com cerca de 50% das emissões de mercúrio total para o ar. Certos rituais religiosos e étnicos em que se usam o mercúrio líquido também podem levar à libertação de vapor de mercúrio.

Riscos à saúde
Geralmente quem foi intoxicado pelo vapor do mercúrio pode apresentar sintomas como dor de estômago, diarreia, tremores, depressão, ansiedade, gosto de metal na boca, dentes moles com inflamação e sangramento na gengiva, insônia, falhas de memória e fraqueza muscular, nervosismo, mudanças de humor, agressividade, dificuldade de prestar atenção e até demência. Mas pode contaminar-se também através de ingestão. No sistema nervoso, o produto tem efeitos desastrosos, podendo dar causa a lesões leves e até à vida vegetativa ou à morte, conforme a concentração.

Mercúrio (elemento químico)

395

Compostos
Os sais mais importantes são: • Fulminato (Hg(CNO)2): usado como detonante. É muito corrosivo e altamente venenoso. • Cloreto de mercúrio (I) ou calomelano (Hg2Cl2): composto branco, pouco solúvel em água. Tem-se usado como purgante, anti-helmíntico e diurético, e o cloreto de mercúrio (II), ou sublimado corrosivo, empregado como desinfetante. Foi o primeiro remédio eficaz contra a sífilis. • Sulfeto de mercúrio ou cinábrio (HgS): mineral de cor vermelho púrpura, translúcido, utilizado em instrumental científico, aparatos elétricos, ortodontia, etc. • Timerosal (COO-Na+(C6H4)(S-Hg-C2H6)): usado como agente bacteriostático análogo ao merthiolate. • Mercúrio vermelho. Provavelmente usado na fabricação de bombas sujas.

Aplicações
Seu uso mais antigo, desconsiderando a sua aplicação na mineração do ouro e da prata, foi na fabricação de espelhos, ainda usado atualmente. Também é utilizado em instrumentos de medidas (termômetros e barômetros), lâmpadas fluorescentes e como catalisador em reações químicas. É utilizado na indústria de explosivos e em odontologia como elemento principal para obturação de dentes. Atualmente foi substituído nos tratamentos dentários pelo bismuto que apresenta propriedades semelhantes, porém ligeiramente menos tóxico. Também apresenta aplicações em medicina através do mercoquinol (oxiquinolinsulfonato de mercúrio) e do hidrargirol (parafeniltoniato ou parafenolsulfonato de mercúrio), este último como anti-séptico, assim como outros compostos de mercúrio: hidrargol, hidrargiroseptol, iodeto mercúrico, cloroiodeto mercúrico, mercuriol, entre outros. O mais importante de todos os usos modernos para o mercúrio está na fabricação de instrumentos para laboratórios. Estes instrumentos fazem uso das suas mais diversas propriedades físicas, tais como peso específico, fluidez, condutividade elétrica, grande coeficiente de dilatação além da sua facilidade de purificação. Entre os intrumentos, destaca-se na fabricação de termômetros, eletrodos, barômetros, instrumentos para medir pressão do sangue e como catalisador (células de mercúrio para solda eletrolítica; em energia atômica).

Mercúrio (elemento químico)

396

Precauções
O mercúrio é transportado no estado líquido, código do A.D.R.: 8,66,c. Deve ser armazenado em locais frios, secos, bem ventilados, protegido da radiação solar e de fontes de calor e ignição. Deve estar fora do contato de ácido nítrico concentrado, acetileno, amoníaco e cloro. Deve ser guardado em recipientes resistentes a corrosão e fechados hermeticamente. Pode ser armazenado em recipientes de aço inoxidável, plásticos, vidro e porcelana. Deve ser evitado armazená-lo em recipientes de chumbo, alumínio, cobre, estanho e zinco. O mercúrio armazenado deve estar etiquetado com as frases R: R 23 ("Tóxico por inalação") e R 33 ("Perigo de efeitos acumulativos"). Também deve conter as frases S: S 1/2 ("Conserve sob chave e manter fora do alcance de crianças"), S 7 ("Manter o recipiente bem lacrado") e S 45 ("Em caso de acidente ou mal-estar, chame imediatamente o médico (se possível mostre-lhe a etiqueta)"). Em caso de acidente, os primeiros socorros são:
Devido à sua toxicidade, o mercúrio deve ser • Inalação: transladar a vítima para o ar fresco. Buscar auxílio manipulado com cuidado. médico. • Contato com a pele. Retirar a roupa contaminada. Lavar a área afetada com água e sabão. Buscar auxílio médico. • Contato com os olhos: Lavar imediatamente os olhos com água. Buscar auxílio médico. • Ingestão: Enxaguar a boca com água. Buscar auxílio médico.

Toxicologia
As intoxicações por mercúrio apresentam uma graduação de efeitos proporcionais a sua ingestão e/ou acumulação. As intoxicações mesmo leves por mercúrio caracterizam-se por causar anemia, anorexia, depressão, dermatite, fadiga, dores de cabeça, hipertensão, insônia, torpor, irritabilidade, tremores, fraqueza, problemas de audição e visão. Intoxicações mais severas podem levar a inúmeros problemas neurológicos graves, inclusive paralisias cerebrais. As enfermidades ou lesões associadas ao mercúrio recebem a denominação de: hidrargirismo ou mercurialismo e hidrargiria.

Mecanismo de toxicidade
O mercúrio geralmente é uma toxina protoplásmica. A patofisiologia da toxicidade do mercúrio é diretamente relacionada com a sua ligação covalente aos grupos tiol das diferentes enzimas celulares nos microssomas e na mitocôndria, o que leva à interrupção do metabolismo e da função celular. Como as proteínas que têm grupos tiol existem tanto nas membranas extracelulares, como nas intracelulares e ainda nas organelas e, uma vez que estes grupos representam uma parte integral na estrutura ou função da maioria das proteínas, o alvo exacto para o mercúrio não é facilmente determinado, isto se realmente houver um alvo específico. O órgão mais vulnerável é o sistema nervoso central (SNC), mas o sistema renal e o sistema pulmonar também são susceptíveis à toxicidade. De entre os possíveis mecanismos de toxicidade podemos enumerar a inactivação de várias enzimas, proteínas estruturais ou processos de transporte, ou alteração da permeabilidade da membrana celular pela formação de mercaptides. O mercúrio tem também afinidade, embora inferior, para se ligar aos grupos carboxilo, amida, amina e fosforilo das enzimas o que contribui para a sua toxicidade.

Mercúrio (elemento químico) Tem sido investigado uma variedade de alterações induzidas pelo mercúrio, incluindo o aumento da permeabilidade da barreira hematoencefálica, inibição da polimerização e formação dos microtúbulos, interrupção da síntese de proteínas, paragem da replicação do DNA e interferência na actividade da DNA polimerase e na fosforilação-desfosforilação, defeito na transmissão sináptica, rompimento da membrana, desregulação do sistema imunitário e mudança na homeostase do cálcio. Estas alterações podem ocorrer individualmente ou em conjunto. O mercúrio origina uma depleção dos níveis de glutationa, superóxido dismutase, catalase e glutationa peroxidase, o que confere uma menor protecção das células relativamente ao fenómeno de stress oxidativo. Além disso, através das alterações no estado dos tióis intracelulares, o mercúrio pode induzir a peroxidação lipídica, disfunção mitocondrial e mudanças no metabolismo do grupo heme. O HgCl2 pode causar a despolarização da membrana interna mitocondrial, com consequente aumento na formação de H2O2. Estes acontecimentos estão ligados à depleção de glutationa mediada pelo Hg2+ e com a oxidação do nucleótido piridina, o que leva a uma condição de stress oxidativo caracterizado pelo aumento da susceptibilidade da membrana mitocondrial à peroxidação lipídica, dependente do ferro. Sabe-se também que as alterações provocadas pelo mercúrio na homeostase mitocondrial do cálcio podem exacerbar o stress oxidativo induzido pelo Hg2+ nas células renais. Como resultado do aumento da formação radicais livres e da peroxidação lipídica, o dano oxidativo no rim pode originar numerosas mudanças bioquímicas, incluindo a excreção em excesso de porfirinas na urina (porfirinúria). A interacção sinérgica entre as mudanças na homeostase intracelular do cálcio e o estado dos tióis intracelulares, culmina em peroxidação lipídica, activação da proteólise dependente do Ca2+, activação da endonuclease e hidrólise dos fosfolípidos.

397

Tratamento
Os agentes quelantes são usados farmacologicamente no tratamento de toxicidade com metais pesados. Os quelantes são moléculas que se ligam fortemente numa estrutura em anel aos metais. Um bom quelante clínico deve ter baixa toxicidade, ligar-se preferencialmente aos metais pesados com uma grande constante de estabilidade e ter uma taxa de excreção mais elevada do que os ligandos endógenos, assim favorecendo a rápida eliminação do metal tóxico. DMPS e DMSA são agentes quelantes ditiol usados no tratamento de toxicidade de mercúrio. O DMPS não está aprovado pelo FDA para qualquer uso clínico. Contudo está a ser utilizado para tratar a toxicidade provocada pelo mercúrio. O DMSA está aprovado para uso pediátrico, no tratamento de toxicidade por chumbo.

DMPS - 2,3-dimercaptopropanossulfato de sódio
O DMPS foi aprovado como fármaco pela União Soviética em 1958, mas não estava disponível no Ocidente até por volta de 1978. Este é um ditiol solúvel em água. Tem sido utilizado no tratamento de envenenamento por arsénio, chumbo, mercúrio e cádmio e também na doença de Wilson. Como formas de administração temos a forma oral e a intravenosa e, é biotransformado nos humanos em dissulfureto acíclico e cíclico. Foi primeiramente assumido que o DMPS se ligava ao mercúrio na razão 1:1. No entanto, estudos de espectrometria de absorção de raio-X demonstraram que essa estrutura não era possível. Assim teriam de ser formadas estruturas mais complexas usando pelo menos duas moléculas de DMPS e dois átomos de mercúrio.

Mercúrio (elemento químico)

398

DMSA - ácido meso-2,3-dimercaptossuccínico
O DMSA é administrado via oral, é rapidamente mas, incompletamente absorvido. Tem sido usado para quelatar, entre outros metais, o chumbo, arsénio, cádmio e o mercúrio. É extensivamente metabolizado, sendo excretado principalmente pela urina e em pequenas quantidades pela bílis e pulmões. Mais de 95% do DMSA no sangue encontra-se ligado às proteínas (principalmente albumina) e mais de 90% deste excretado na urina está na forma de dissulfureto ligado à L-cisteína. Tal como o DMPS, pensava-se que o DMSA se ligava na razão de 1:1 com o mercúrio. Todavia mais tarde descobriu-se que forma um complexo binuclear Hg2(DMSA)2 in vitro. O DMSA não quelata o mercúrio no cérebro. Os efeitos adversos do DMSA incluem desordens gastrointestinais, rash cutâneo e sintomas gripais. Aconselha-se uma contagem de células sanguíneas completa durante a terapia, uma vez que tem sido descrita neutropenia média a moderada em alguns pacientes. A função renal e hepática deve ser analisada antes de começar o tratamento. Contudo, considera-se o agente quelante DMPS menos tóxico. Este fármaco tem um tempo de semivida de 3,2 horas e sabe-se que quelata os minerais essenciais cobre e zinco. (.)(.)

Sinônimos
• • • •
[1] [2] [3] [4]

Mercúrio elementar Mercúrio metálico Metal mercúrio. Prata líquida
http:/ / www. dicio. com. br/ hidrargirio/ http:/ / www. dicio. com. br/ hidrargirio/ http:/ / www. dicio. com. br/ azougue/ Filho, João Gomes. Design do objeto: bases conceituais, design do produto/design gráfico/design de moda/design de ambientes/design conceitual. [S.l.]: Escrituras Editora, 2006. 255 p. p. 166. ISBN 8575312219, 9788575312216

Ligações externas
• Página do WebElements (http://www.webelements.com) • AREASEG - Diversas informações, tanto toxicológicas quanto ambientais sobre o mercúrio (http://www. areaseg.com/toxicos/mercurio.html) • Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, Laboratório de Toxicologia (http://www.ff.up.pt/ toxicologia)

Tálio

399

Tálio
Tálio

Mercúrio ← Tálio → ChumboIn↑ Tl↓ UutTabela completa • Tabela estendida

81

Tl

Aparência branco prateado

Informações gerais Nome, símbolo, númeroSérie químicaGrupo, período, blocoDensidade, durezaNúmero CAS Propriedade atómicas Massa atômicaRaio atómico (calculado)Raio covalenteRaio de Van der WaalsConfiguração electrónicaElétrons (por nível de energia)Estado(s) de oxidaçãoÓxidoEstrutura cristalina Propriedades físicas Estado da matériaPonto de fusãoPonto de ebuliçãoEntalpia de fusãoEntalpia de vaporizaçãoPressão de vaporVelocidade do somClasse magnética Diversos Eletronegatividade (Pauling)Calor específicoCondutividade elétricaCondutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização Isótopos mais estáveis
Ed iso AN 29,524% sintético 3,78 a Meia-vida MD MeV
203

PD

Tl Tl

estável com 122 neutrões βε 0,764 0,347
204 204

204

Pb Hg

205

Tl

70,476%

estável com 124 neutrões

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária. Tálio, Tl, 81 Metais representativos13, 6, p 11 850 kg/m3, 1,2 7440-28-0 204,3833(2) u 170 pm 170±8 pm 196 pm [Xe] 4f14 5d10 6s2 6p1 2, 8, 18, 32, 18, 3 (ver imagem) 3, 1ligeiramente básicohexagonalsólido 577 K 1 746 K 4,142 kJ/mol 164,1 kJ/mol 100 Pa a 1097 K 818 m/s a 20 °CDiamagnético 1,62 129 J/(kg·K) 6,17 × 106 S/m 46,1 W/(m·K) 589,4 kJ/mol 1971 kJ/mol 2878 kJ/mol O tálio (do grego "thallós", "ramo verde") é um elemento químico de símbolo Tl , de número atômico 81 (81 prótons e 81 elétrons) que apresenta massa atómica 204,4 u. É um metal pertencente ao grupo 13 (IIIA) da classificação periódica dos elementos. É mole e maleável e, a temperatura ambiente, encontra-se no estado sólido. O tálio é altamente tóxico, por isso era usado como produto para matar ratos e insetos. Há indícios de que cause câncer em seres humanos. Atualmente é usado em detectores de radiação infravermelha, radiação gama , e em medicina nuclear. É encontrado e obtido a partir do mineral pirita e, também, é obtido como subproduto de minérios de chumbo e zinco. Foi descoberto por Sir William Crookes em 1861, na Inglaterra, por análise espectroscópica.

Tálio

400

Características principais
Este metal é muito macio e maleável e pode ser cortado com uma faca. Quando exposto ao ar , inicialmente apresenta um brilho metálico, porém rapidamente torna-se cinza-azulado semelhante ao chumbo . Quando exposto ao ar, forma-se sobre o tálio uma camada de óxido, por isso, é preservado mantendo-o sob óleo mineral ou gás inerte, como o argônio. O talio é um metal muito raro, e só existem três jazidas deste mineral no mundo, incluindo o Brasil.

Aplicações
O inodoro e insípido sulfato de tálio foi extensivamente usado no passado como veneno de ratos e formigas. Nos Estados Unidos e outros países não é mais permitido devido a questões de segurança. Outros usos: • O sulfeto de tálio muda sua condutividade elétrica quando exposto a luz infravermelha, consequentemente é um composto útil para a fabricação de fotocélulas. • Cristais de brometo e iodeto de tálio foram usados como materiais para dispositivos ópticos para infravermelho. • óxido de tálio foi usado para produzir vidros com elevados índices de refração. • usado em materiais semicondutores para retificadores de selênio. • usado em equipamentos para a detecção de radiação gama. • como líquido de alta densidade é usado como flutuador para a separação de minerais. • a liga tálio-chumbo é usado em alguns tipos de fusíveis. • usado no tratamento de infecções de pele. Entretanto, este uso foi limitado devido a margem estreita que existe entre a sua toxicidade e o benefício terapêutico.. • O radioativo Tl-201, na forma de cloreto de tálio, é usado em medicina nuclear para diagnosticar doenças coronárias e para a detecção de tumores. • combinado com enxofre ou selênio e arsênio, o tálio foi usado na produção de vidros de alta densidade com baixos pontos de fusão, entre 125 e 150 °C. • O acetato de tálio é empregado em meios de cultura juntamente com a penicilina para isolamento de micoplasmas, as menores bactérias de vida livre existentes. Além disso, pesquisas com o tálio estão sendo desenvolvidas para desenvolver materiais supercondutores em elevadas temperaturas para aplicações como imagem de ressonância magnética, armazenamento da energia magnética, propulsão magnética, geração de energia elétrica e transmissão. O metal, raro, caro, tóxico tem várias aplicações importantes na indústria energética. Foi recentemente encontrada uma jazida na Bahia, a qual possui aproximadamente 60 mil quilos de tálio. A reserva tem potencial de ser maior que as da China e do Cazaquistão, os únicos produtores atuais. Com esse volume, é possível atender a toda demanda mundial por seis anos. Em 2010, a cotação do tálio foi de US$ 6.000 o quilo (R$ 9.600).

História
O tálio (que deriva da palavra latina "thallus", que significa "rebento".) foi descoberto por Sir William Crookes em 1861 na Inglaterra quando fazia determinações espectroscópica do telúrio em resíduos de ácidos derivados de algumas plantas. O nome vem da linha verde brilhante do seu espectro. Em 1892, Crookes e Claude-Auguste Lamy isolaram o metal independentemente. Embora o metal seja razoavelmente abundante na crosta terrestre numa concentração estimada de aproximadamente 0,7 mg/kg, existe, na maior parte, associado com o potássio nos minerais de argilas, solos, e granitos, não sendo comercialmente fontes deste elemento. A principal fonte comercial de tálio é a quantidade mínima (traços) encontrados em minerais de sulfetos de cobre, chumbo, zinco e outros. O tálio é encontrado nos minerais croosita, hutchinsonita e lorandita. Este metal é encontrado também nas piritas e é extraído como subproduto da produção do acido sulfúrico a partir da pirita. Uma outra maneira de obter o elemento é

Tálio na fundição do chumbo e dos minérios ricos em zinco. O manganês nodular, encontrado no leito dos oceanos, também contem tálio mas a extração é proibitivamente caro e ambientalmente destrutivo. Além disso, diversos outros minerais contem tálio entre 16% e 60%, ocorrendo na natureza como complexos de sulfetos ou de selenetos com antimônio, arsênio, cobre, chumbo e prata, mas são raros e não apresentam nenhuma importância comercial como fontes deste metal.

401

Isótopos
O tálio tem 25 isótopos que apresentam números de massa que variam entre 184 e 210. O Tl-203 e o Tl-205 são os únicos isótopos estáveis, e o Tl-204 é o radioisótopo mais estável com uma meia-vida de 3,78 anos.

Precauções
O tálio e seus compostos são altamente tóxicos, por isso devem ser manuseados com cuidado. A toxicidade levou para o uso ( agora interrompido em alguns países ) como veneno de ratos. Os efeitos do envenenamento por tálio é a perda dos cabelos e danos nos nervos periféricos. O contato com a pele é perigoso e a ventilação adequada deve ser fornecida ao derreter este metal. A exposição dos trabalhadores aos compostos solúveis do tálio não deve exceder a 0,1 mg /m³ por 40 horas semanais. Há suspeitas de que o tálio é um carcinógeno para os humanos.

Referências
• Los Alamos National Laboratory — Thallium [1] • CIA Inspector General's Report on Plots to Assassinate Castro [2] • Trabulsi LR, Alterthum F. Microbiologia. 5ª.ed. São Paulo: Atheneu; 2008.

Ligações externas
• Descoberta jazida de metal raro na Bahia - Tálio [3] • WebElements.com — Thallium [4] • EnvironmentalChemistry.com — Thallium [5]

Referências
[1] [2] [3] [4] [5] http:/ / periodic. lanl. gov/ elements/ 81. html http:/ / www. parascope. com/ mx/ articles/ castroreport. htm http:/ / www. mme. gov. br/ mme/ noticias/ lista_destaque/ destaque_0402. html http:/ / www. webelements. com/ webelements/ elements/ text/ Tl/ index. html http:/ / environmentalchemistry. com/ yogi/ periodic/ Tl. html

Chumbo

402

Chumbo
Chumbo

Tálio ← Chumbo → BismutoSn↑ Pb↓ UuqTabela completa • Tabela estendida

82

Pb

Aparência cinza metálico

Informações gerais Nome, símbolo, númeroSérie químicaGrupo, período, blocoDensidade, dureza Propriedade atómicas Massa atômicaRaio atómico (calculado)Raio covalenteRaio de Van der WaalsConfiguração electrónicaElétrons (por nível de energia)Estado(s) de oxidaçãoEstrutura cristalina Propriedades físicas Estado da matériaPonto de fusãoPonto de ebuliçãoEntalpia de fusãoEntalpia de vaporizaçãoPressão de vaporVelocidade do som Diversos Eletronegatividade (Pauling)Calor específicoCondutividade elétricaCondutividade térmica 1º Potencial de ionização 2º Potencial de ionização 3º Potencial de ionização 4º Potencial de ionização 5º Potencial de ionização Isótopos mais estáveis
Ed iso AN sintético Meia-vida 52500 a MD MeV
202

PD 2,598 0,050 2,186 0,051

Pb

α ε α ε

198

202

Hg Tl Hg Tl

204

Pb Pb Pb Pb Pb Pb

1,4% sintético 24,1% 22,1% 52,4% sintético
82

>1,4×1017a 1,53×107 a Pb é estável com 124 nêutrons Pb é estável com 125 nêutrons Pb é estável com 126 nêutrons 22,3 a

200

205

205

206

207

82

208

82

210

α β

3,792 0,064

206

210

Hg Bi

Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária. Chumbo, Pb, 82 Metal representativo 14 (IVA), 6, p 11340 kg/m3, 1,5 207,2(1) u 154 pm 147 pm 202 pm [Xe] 4f14 5d10 6s2 6p2 2, 8, 18, 32, 18, 4 (ver imagem) 4, 2 (anfótero) cúbico de faces centradas sólido 600,61 K 2022 K 177,7 kJ/mol 4,799 kJ/mol 4,2