Construindo Monografias e TCC’S

Elias Ferreira Porto Eliethe Xavier de Albuquerque Everson Mückenberger Kátia Corina Vieira Leonardo Tavares Martins Oswalcir A. de Azevedo Paulo Gomes Lima

UNASP 2006

UNASP

CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO

ADMINISTRAÇÃO DA ENTIDADE MANTENEDORA
Presidente: Domingos José de Souza Tesoureiro: Élnio Álvares de Freitas Secretário: Edson Rosa

ADMINISTRAÇÃO GERAL DO UNASP
Reitor: Euler Pereira Bahia Pró-Reitora: Thalita Regina Garcia da Silva Pró-Reitor Administrativo: Élnio Álvares de Freitas Secretário Geral: Paulo César de Azevedo Pró-Reitor do Campus SP: André Marcos Pasini Pró-Reitor do Campus EC: José Paulo Martini Pró-Reitor do Campus HT: Alacy M. Barbosa

PRODUÇÃO EDITORIAL
Comissão de Pesquisa: Ausberto Silvério Castro Vera Célia Barbosa P. dos Santos Elias Ferreira Porto Eliethe Xavier de Albuquerque Everson Mückenberger Oswalcir A. de Azevedo Paulo Gomes de Lima Wanderley Dorneles da Silva Capa: Geyvison Souto Projeto Gráfico e Diagramação: Fábio Borba Revisão: Elias F. Porto, Eliethe X. Albuquerque, Leonardo T. Martins Edição: Dezembro 2006

001.42 C775

Construindo monografias & TCC´s / Elias Ferreira Porto et al. – São Paulo UNASP SP, 2006. vi, 194 p. : il.

Referências e Tabelas.

1. Pesquisa – Metodologia 2. Pesquisa – Projetos 3. Trabalhos científicos – Normas 4. Trabalhos científicos – Redação 5. Trabalhos científicos – Técnicas I. Porto, Elias Ferreira. II. Albuquerque, Eliethe Xavier de. III. Mückenberger, Everson. IV. Vieira, Kátia Corina. V. Martins, Leonardo Tavares. VI. Azevedo, Oswalcir A. de. VI. Lima, Paulo Gomes. VII. Título.
Dados de Catalogação AACR2 2ª. ed. e Classificação CDD 22ª ed. Realizado pelo Departamento de Bibliotecas do UNASP Campus SP Bibliotecária responsável: Eliethe Xavier de Albuquerque

“O processo do conhecimento da investigação epistemológica deve ser caracterizado pelo desvelamento do objeto, não de forma fragmentária e/ou fragmentada, como se numa perspectiva unilateral as respostas ao problema suscitado se mostrassem suficientemente contempladas; muito pelo contrário. Esse toma como sustentação maior a totalidade do objeto, escrutinando os domínios conceituais e metodológicos que, desvelando a abrangência contextual da problemática levantada, possibilita tanto a explicação, a descrição, a compreensão, como também encaminhamentos recorrentes como críticas ou contribuições alternativas a uma dada realidade” (LIMA, 1986, p.262).

O capítulo VI trata da normalização para uso de citações. O terceiro capítulo trata das questões éticas que envolvem e norteiam a pesquisa científica. e no sétimo capítulo estão descritos e exemplificados os diversos tipos de referências de documentos que dão suporte teórico à pesquisa. comunicação e rigorosidade científica. Dessa forma. O objetivo dos autores desses capítulos e da Comissão de Pesquisa do UNASP é dar a você o apoio necessário para ingressar nesta fantástica aventura que é a investigação e a descoberta de novos conhecimentos ! Bom trabalho ! . enquanto que o quinto capítulo descreve os passos fundamentais na elaboração de uma monografia. como se segue. nunca é tarefa acabada. No oitavo capítulo estão arrolados os itens básicos e as iniciativas indispensáveis à elaboração do pôster científico. seleção dos pontos principais que auxiliem o trabalho do pesquisador.4 APRESENTAÇÃO A produção de um manual que contemple os elementos metodológicos da pesquisa científica. foram reunidos em oito capítulos os elementos considerados imprescindíveis à construção da produção científica. visto que a dimensão metodológica é muito ampla. embora materializada. O capítulo I enfatiza os princípios básicos da pesquisa científica a partir de três aspectos: compromisso. requerendo. portanto. conforme a NBR10520 da ABNT. de acordo com a NBR 6023. No capítulo IV são apresentados os principais elementos a compor um projeto de pesquisa. No capítulo II estão descritos os passos necessários à divulgação da investigação científica através de resumos e resenhas.

gomes@unasp. p. . 15).br É razoável pensar-se que a ciência pode tornar-se meio de libertação se for sustentada por uma teoria filosófica que tente compreender o significado da atividade científica como empreendimento de um ser pensante criativo.5 PRINCÍPIOS BÁSICOS DA PESQUISA CIENTÍFICA Paulo Gomes de Lima paulo.edu. 1995. à procura de compreensão da realidade que o envolve e com a qual está interagindo (VON ZUBEN.

Dessa forma. Reconhecendo-se tal importância. da disponibilidade e das inclinações do pesquisador. até a redação e divulgação dos resultados da investigação. 1. seja perante a banca examinadora ou por meio da publicação de um livro. atribui à pesquisa um papel elevado. 1. A posterior divulgação das descobertas e das idéias defendidas. o princípio do compromisso deve conduzir o pesquisador. Na escolha do tema. a área do conhecimento e o tema propriamente dito. Tais princípios envolvem tanto o comprometimento do pesquisador com a qualidade e fidedignidade da pesquisa quanto a forma de comunicação da mesma. desde a escolha do tema. em sua construção. O tema pode ser encontrado dentro do conjunto de interesses e dos conhecimentos imediatos acumulados pelo pesquisador. não se esgota no cumprimento de um requisito acadêmico. a seleção e a leitura das fontes documentais.1 Sobre a Definição da Área de Estudo e a Escolha do Tema A seleção do tema de estudo depende da preferência.1. Assim. a sistematização da vida de estudos. antes da construção da pesquisa o pesquisador precisa estar atendo aos princípios fundamentais considerados neste capítulo. é preciso ter como fio condutor.1 Princípio do Compromisso A importância dos vários tipos de pesquisa científica. desde uma monografia até uma tese. primeiro deve-se identificar o campo de estudo. provocar mudanças na sociedade e mesmo contribuir para o desenvolvimento do país. A partir desses elementos é que será .6 1 PESQUISA CIENTÍFICA A pesquisa científica é uma contribuição que o pesquisador oferece ao universo do conhecimento. princípios e normas técnicas que estruturem o grau de sua confiabilidade. Os conceitos divulgados podem orientar novas pesquisas.

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feita a proposta do problema a ser pesquisado, bem como a abordagem a ser desenvolvida. Exemplos: Campo de estudo: Psicologia Área do conhecimento: O inconsciente individual Tema: O inconsciente e o processo de tomada de decisões Problema: Em que consiste a influência do inconsciente na tomada de decisões? Campo de estudo: Administração Área do conhecimento: Recursos Humanos Tema: Critérios éticos e contratação de pessoal Problema: Por que critérios éticos estão sendo utilizados atualmente na seleção de pessoal no mundo corporativo? O tema deve ser escolhido partindo-se sempre do geral para o específico. Quanto mais objetiva e delimitadamente o pesquisador define seu tema, mais facilidade vai ter, no decorrer da pesquisa, para organizar e expandir a abordagem sem perder o foco proposto. Assuntos sobre os quais pouco se tem escrito ou que ainda se mostram duvidosos podem se constituir em terreno movediço para o pesquisador médio ou principiante. Uma escolha mais acertada do tema pode resultar de consulta prévia a diversos autores, numa área específica. Nessa consulta, o estudante pode identificar brechas, que ele eventualmente venha a preencher. Salomon (1991) enumera algumas fontes de inspiração e de sugestão para a escolha de temas de pesquisa, entre elas a observação, reflexão, senso comum, experiência pessoal, seminários e controvérsias. A observação direta e minuciosa dos fatos e dos comportamentos sociais conduz a problemas potenciais, cuja pesquisa certamente apresentará resultados práticos. Por sua vez, a reflexão permite ao pensamento perscrutar o mundo sensível e a realidade interior, de onde podem emergir temas originais. Salomon destaca ainda que, importantes pesquisas podem ainda ser oriundas da experiência pessoal, uma vez que cada pessoa tem comportamentos e maneiras próprias de reagir às situações concretas da vida.

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Definido o tema de estudo, passa-se em seguida à elaboração de uma estrutura provisória a ser seguida durante a pesquisa. Essa estruturação provisória, bem como a definitiva, deve levar em conta a questão da interdisciplinaridade. O mundo globalizado requer do pesquisador a habilidade de interligar diferentes áreas de estudo, em torno da área principal escolhida. Morin (2000, p. 14), afirma que os desenvolvimentos próprios de nossa era planetária nos confrontam, inevitavelmente e com mais e mais freqüência, com “os desafios da complexidade”. Segundo ele os diferentes componentes da sociedade (fator econômico, político, sociológico, psicológico, afetivo, mitológico) são inseparáveis e “existe um tecido interdependente, interativo e inter-retroativo entre as partes e o todo, o todo e as partes”. Para Morin, a política da especialização, que leva o pesquisador a se fixar numa área cada vez mais restrita, não se mantém no mundo globalizado. Considerando essa realidade, disciplinas como psicologia, filosofia, história, antropologia ou religião devem ser incluídas numa pesquisa voltada para a área de administração, economia, gastronomia, saúde, comunicação ou pedagogia, dentre outras. A pesquisa interdisciplinar parte do pressuposto de que o ser humano é um todo interligado, bem como a sociedade e as ciências.

1.1.2 Sobre a Seleção de Fontes Técnico-Científicas Necessárias
A revolução industrial possibilitou tornar a cultura uma mercadoria a ser produzida, vendida e consumida. Assim, o mercado editorial, em todo o mundo, oferece uma multiplicidade de obras, cabendo ao leitor inteligente exercer senso crítico e seletivo a fim de que seu programa de pesquisa tenha rendimento e eficácia. Há inúmeras leituras sem proveito, tanto para um leitor comum quanto para o pesquisador. É preciso, portanto, realizar uma criteriosa seleção das obras. Pode-se começar essa seleção levando-se em conta: • a qualificação do autor e o tipo de abordagem que faz de seu tema; • o sumário da obra; nele o pesquisador deve analisar se os itens relacionados são claros e se podem contribuir significativamente para o andamento coerente da pesquisa eleita;

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• nenhuma obra deve ser selecionada sem que se leve em conta ainda a bibliografia citada. É certo que bons livros já foram publicados sem fontes de consulta, mas a regra geral é que o valor de um trabalho está relacionado diretamente com as fontes utilizadas; • a apresentação da obra ou do autor, constante das orelhas, da quarta capa, da introdução ou do prefácio pode se constituir em elemento importante no processo de seleção de fontes; • outros quesitos de seleção podem ser ainda o padrão e o reconhecimento de que goza a editora que publica o material, o número de edições já lançadas e a data de produção da obra. As edições mais recentes ou revisadas devem ser preferidas às mais antigas; • o pesquisador deve ampliar suas fontes, para além dos limites do livro. Dicionários e enciclopédias são consultas básicas para qualquer pesquisa. Há dicionários das mais variadas áreas ou ciências, como psicologia, teologia, filosofia, sociologia, música, história, etc., sendo indispensável a menção aos mesmos segundo a área pesquisada; além dessas fontes, o pesquisador deve utilizar revistas e jornais, que oferecem uma abordagem de temas variados muito próxima do cotidiano. Seminários, palestras, aulas e debates podem também se constituir numa fonte fecunda de idéias; • é preciso ainda que o pesquisador esteja atento à realidade que se desdobra ante seus olhos no dia-a-dia. Muitas conclusões ou descobertas históricas aconteceram em momentos inesperados, sendo captadas por observadores atentos. A pesquisa científica requer também uma observação ou análise mais detida da realidade, na pesquisa de campo ou num laboratório. O campo da análise pode ser uma sala de aula, uma empresa, uma cidade, uma região geográfica ou uma faixa etária, dentre outros. Pode também ser uma seleção de documentos, atas, relatórios, boletins, fotografias, reportagens ou entrevistas. O campo escolhido deve ser analisado segundo parâmetros estabelecidos na introdução da pesquisa. Há pesquisa bibliográfica e pesquisa documental, estando esta última focada primordialmente na análise do campo definido para estudo, não dispensando, porém, o embasamento teórico ou bibliográfico.

Essas ligações. não é aquela voltada para o entretenimento do leitor. deslealdade ou distorção das idéias lidas. audição. que aperfeiçoa e enriquece.3 Sobre o Ato de Ler Estudantes de todas as áreas de conhecimento apresentam uma evidente dificuldade de expressar-se com clareza e objetividade através da escrita. melhora o vocabulário e ajuda a sistematizar as idéias na hora de redigir. Tópicos muito importantes podem ser sublinhados com duas linhas.10 1. resumos e tomada de posição. análise e síntese dos conteúdos lidos que a mente estabelece ligações entre as novas idéias e aquelas já armazenadas seja por meio da visão. síntese. porém.1. Uma leitura contínua e consciente aperfeiçoa o estilo literário. Uma leitura proveitosa jamais dispensará o ato de sublinhar. pesquisa a dicionários. portanto. Medeiros (1991) pontua que a leitura exige análise. está diretamente relacionada com a dificuldade de leitura. reflexão. preguiça. amplia os conhecimentos. É leitura pausada. Só se deve sublinhar. É durante a reflexão. Setas ou traços verticais à margem também servem para destacar pontos mais relevantes do . Essa limitação. Trechos obscuros podem ser indicados com um ponto de interrogação à margem. Os textos sublinhados podem ser consultados mais rapidamente. O pesquisador que deseja entrar no mundo do conhecimento e dar sua contribuição deve primeiro ser atento e observador. como fartamente indicada pela maioria dos professores de todos os níveis de ensino. porém. constância. facilitam a tomada de notas e o resumo das idéias do autor. do tato ou por leituras anteriores. capaz até de impedir a produção de um trabalho científico. ou sinapses. A leitura. rejeição à passividade e também ao excessivo espírito crítico. são indispensáveis à criatividade e ao ordenamento das idéias. é decisivo para a produção de um trabalho científico. aplicação do conteúdo. a fim de que sejam destacadas as palavras ou frases-chave da leitura. além de concentração. um texto após compreendê-lo bem. acompanhada de anotações. Ler fontes cuidadosamente selecionadas e compreensivelmente. A leitura constante e seguida dessas práticas pode provocar o desencadeamento de muitas idéias proveitosas para a pesquisa que se pretenda desenvolver.

ao se estabelecer relação entre autores com diferentes linhas de pensamento. principalmente. identificar a linha de argumentação do autor e suas tendências. reflexão. para que. avaliação e comparação. e inclui o ato de ler. seu trabalho ainda se torna mais produtivo se conseguir selecionar autores de diferentes tendências e lê-los um de cada vez. É preciso considerar ainda que. sendo útil para se encontrar uma citação desejada ou certo tópico da obra de pesquisa e crítica. leitura scanning: é também rápida e superficial. entre outras coisas.11 texto. espaço tranqüilo. Cada autor deve ser lido. perceba-se as convergências. e resulta em armazenamento de informações. durante o processo de leitura. entender e criticar idéias. arejado. Sem ela não é possível dominar. Um fator indispensável para a leitura produtiva é a concentração. buscando a sistematização interdisciplinar de forma lógica e organizada. no processo de execução de uma pesquisa científica. analisado e criticado separada e atentamente num primeiro momento. Mas. com ausência de ruídos. alguns tipos de leitura se fazem necessários. é preciso criar condições que favoreçam a concentração. além das anotações colhidas. iluminado e. Isso inclui. O uso de uma só das margens para todos os sinais torna a anotação mais organizada. num segundo momento. Sendo possível ao pesquisador. anotar e resumir. proporcionando seleção e domínio dos conteúdos. . • leitura crítica: requer concentração. o trabalho pode ser mais produtivo quando se lê um documento após o outro. reler. • leitura de pesquisa: a leitura de pesquisa requer mais tempo. por grupos afins. segundo a finalidade com que se lê. Como nossa cultura é permeada de ruídos e de exposição de imagens que concorrem a nossa atenção. No momento de redigir o texto da pesquisa é conveniente ter à mão os livros e textos consultados. divergências e contribuições originais sobre o problema em foco. Os tipos de leitura podem ser classificados em quatro categorias principais conforme Medeiros (1991): • • leitura de reconhecimento: é muito útil quando se quer ter uma visão geral da obra.

para que um programa de estudos e pesquisa se torne efetivo é indispensável também que se defina claramente o objetivo a ser alcançado. fatalmente compromete a conclusão da pesquisa. A expansão da prática de estudo e a discussão de idéias é algo mais particular dos cursos superiores e de programas de pós-graduação. A pesquisa científica tem períodos de concepção. também é necessário estabelecer um cronograma de atividades. Outros entendem ser produtivo redigir durante todo o processo. de início. Um cronograma com limites elásticos ou freqüentemente flexibilizados. entretanto. que durante a leitura e investigação das fontes. Inclui também a formação de uma biblioteca particular segundo a área da graduação escolhida e atuação profissional. É preciso abrir espaço para discussão do assunto em sala de aula. com a família.12 1. O método de execução de um trabalho científico deve também ser programado. mesmo que não acabado. o contato com o tema escolhido não deve se limitar à discussão mental durante a leitura. . Alguns afirmam que a redação só deveria ser iniciada após feita toda a pesquisa. durante a redação podem ficar evidentes certas brechas na pesquisa. Por outro lado. o que requer seleção de novas fontes e mais consultas. Cabe ao pesquisador identificar a prática mais adequada a seu caso ou acordar com o seu orientador a sistematização que mais se adequa ao seu perfil. não sendo poucos os que já viram seus créditos serem invalidados pelo retardamento de sua conclusão. amadurecimento. Feito isso. Além disso. sua meta.1. surgem idéias que não podem ficar sem registro imediato. O pesquisador precisa delimitar seu tema e estabelecer. desenvolvimento e ponto de chegada (resultados). Deve-se notar. o desenvolvimento de hábitos de pesquisa e a freqüência a ambientes e eventos acadêmicos. com amigos e mesmo em casa. A leitura é só o início do processo de construção das idéias.4 Sobre o Ato Intencional de Sistematizar a Vida de Estudos No processo de produção de uma pesquisa científica. com prazos previamente estabelecidos. O aluno recémsaído do curso médio deve se conscientizar de que a vida de estudos num curso superior e a produção de uma pesquisa científica requerem seu envolvimento além dos limites da escola e da sala de aula.

Assim sendo. como objetividade. uma contribuição literária capaz de transmitir eficazmente as idéias do emissor (pesquisador) ao receptor (leitor). acessível ao seu público alvo.2 Princípio da Comunicação O trabalho do pesquisador não termina com a conclusão da pesquisa ou com a comunicação oral desta. 1. o que é grave equívoco. O emissor da mensagem (pesquisador) deve comunicar suas idéias de maneira que esta possa alcançar o receptor na condição em que se encontra. clareza e coerência.13 Há pessoas que se sentem confusas quando começam a redigir o trabalho. Realizada a pesquisa. Nesse caso. Um texto objetivo e coerente. que certamente será mais eficaz seguindo-se alguns critérios ou princípios. deverá investir tempo e esforço na construção de um texto lúcido. . De qualquer forma. a redação do material deve obedecer a princípios básicos da comunicação. na capacidade de comunicar a descoberta de forma clara e eficiente. Feitosa (1995) estabelece cinco motivos principais para que o pesquisador se empenhe na comunicação eficaz de suas descobertas: • a comunicação da ciência é indispensável ao desenvolvimento de um país. não um mero relatório ou um amontoado de termos técnicos e idéias acadêmicas. Algumas pessoas consideram que o leitor é que deve empreender esforço a fim de conseguir acesso e compreensão ao conteúdo de uma pesquisa acadêmica. O pesquisador deve ser a pessoa mais interessada na divulgação da sua produção. entre outros. Só então seu esforço poderá se constituir numa contribuição permanente à comunidade acadêmica e à sociedade. o passo seguinte é a redação e divulgação do material. o trabalho pode ser facilitado ao se redigir trechos na medida em que o conteúdo de cada capítulo ou seção esteja mais ou menos definido. antes de se começar a redigir e dar forma às informações obtidas na pesquisa é indispensável demorada e atenta reflexão. mas com a redação e publicação de suas idéias e descobertas. Sendo assim. Esses princípios estarão presentes no ato de escrever. Isto significa que o leitor depende do autor para bem entender e absorver as informações transmitidas. tendo que organizar simultaneamente um conteúdo imenso e variado.

. já havia identificado essa questão como um dos elementos-chave para qualquer tipo de texto.1 Objetividade Quanto mais direta e claramente a mensagem for transmitida mais chance terá de alcançar o seu objetivo. Cícero considerava que para um texto literário ser considerado apropriado. O quê? (factum). Karam apud Pereira Junior (2000) enfatiza que na Antigüidade. a clareza e a coerência. Quando essa descoberta está clara na mente do pesquisador é hora de começar a narrativa. como tripé que sustenta a pesquisa científica. Feitosa (1995. p. Para a autora. As perguntas eram e ainda são: Quem? (persona). equipamento. a eficácia da comunicação depende primordialmente da empatia que o emissor consegue estabelecer com o seu receptor. a novidade pode ser um método. finalizado. conceito ou idéia. pela pesquisa realizada. o historiador Marco Túlio Cícero. A objetividade de um texto resulta da resposta às questões básicas com que se procura conhecer determinado fato ou fenômeno. Dentre os vários princípios da comunicação eficaz destacamos três. Como? e E agora?. o primeiro passo a ser dado para se chegar à comunicação bem-sucedida é a caracterização do receptor.18. a primeira informação a ser dada num texto científico é a novidade. uma peça. Algo que foi criado. a objetividade. testado. provado. deveria responder a algumas indagações que iriam ou não atestar a sua validade. supervisionado. cientistas e pesquisadores ocupam obrigatoriamente o lugar de emissores no processo de comunicação da ciência.2. Por quê?. Portanto. a descoberta que se alcançou. construído. Dito de outra forma.14 • • • • a sociedade democrática exige a ampla divulgação dos feitos e inovações que afetam o seu dia-a-dia. Quando? (tempus) e Por quê? (causa). 35) propõe que as questões básicas da narrativa científica são necessariamente: Qual a novidade?. Como? (modus). Onde? (lócus). 1. recomendação ou sugestão.

o pesquisador leva o receptor a compreender a razão e a lógica de sua descoberta. quando se trata temas políticos e sociais. tem que ver com a coerência e a lógica da idéia ou descoberta apresentada. 25 de sexo e nenhuma cena de diálogo educativo entre pais e filhos”. O pesquisador objetivo e comprometido com a verdade não permitirá que seus sentimentos interfiram na formulação de julgamentos. por sua vez. O texto é tão claro na apresentação do objeto de pesquisa tanto quanto forem claras as idéias na mente do autor. no período de janeiro a junho de 2002. Seguindo-se esse roteiro é possível dar objetividade e concisão à narrativa científica. que acrescenta qualidade informativa ao texto. Ao responder à questão Por quê?. O envolvimento sentimental do pesquisador também pode comprometer a objetividade do texto. A maioria dos adjetivos pode dar lugar a um dado objetivo.2. 1. oferecendo fundamentos e provas ao leitor. Por exemplo: Em vez de se dizer que determinado modelo de computador é muito mais veloz. deve-se informar que ele processa as informações 30 ou 40 vezes mais rapidamente que os modelos x e y.2 Clareza A clareza do texto resulta do domínio das idéias por parte do autor e do uso adequado da língua. Isso ocorre especialmente em pesquisas nas áreas humanísticas.15 O Por quê?. Isso se faz respondendo à pergunta E agora?. Em seguida. cabe finalmente dar as implicações ou desdobramentos da descoberta ou idéia. o autor . Procurando responder à questão Como?. A fim de expressar-se com clareza. o autor mostra os meios que utilizou ou como procedeu a fim de chegar àquela descoberta. A objetividade se evidencia também com a utilização de dados e informações concretas em lugar do uso de adjetivos ou linguagem apaixonada. uma média diária de 40 cenas de crime. A frase “a televisão prejudica grandemente a formação moral das crianças” se tornaria mais objetiva se fosse escrita assim: “a televisão brasileira mostrou.

Se isso não for possível. Numa segunda etapa.predicado). Após a redação de todo o material. o texto deve ser reescrito ou revisado até que a sentença geral se evidencie com naturalidade.verbo . Quando o autor não consegue identificar claramente o sujeito. com uma revisão voltada para detalhes. deve reescrever a frase. Embora o texto de uma pesquisa seja científico. com inclusão dos pronomes acima citados. eu e nós. para cada capítulo ou seção da pesquisa. uma vez que demanda o uso de variantes lingüísticas e de estruturas cansativas notadamente a voz passiva. A clareza de um texto pode ser testada com a formulação de uma frasechave. As frases indiretas e os gerúndios devem ser evitados. Exemplo: “Considerando que a comunidade é um fator determinante dos hábitos da personalidade e que o indivíduo não é uma célula isolada. considerando que a comunidade é um fator determinante dos hábitos da personalidade e o indivíduo não é uma célula isolada”. Uma revisão inicial pode ser feita com o objetivo de se adequar a estrutura e o desenvolvimento lógico das idéias. Cada parágrafo deve iniciar-se com a voz ativa e com frases fortes. incluindo espaços a mais entre as palavras. mais dificultam o raciocínio do leitor. o autor procura resumir o conteúdo numa única frase. provavelmente as idéias não estejam apresentadas com clareza. evitando-se os pronomes você.16 precisa assimilar o assunto de modo a distinguir com precisão todas as partes e a relação entre elas. um tipo de sentença geral. De modo geral. que comprometa a concisão do texto. A simplicidade também se alcança com o uso predominante da ordem direta (sujeito . o autor deve ainda proceder a algumas revisões. As frases devem ser curtas. pois quanto mais longas. deve-se excluir toda informação repetitiva. verbo e predicado. No entanto. Isso tem facilitado certo uso da narrativa informal ou pessoal. numa terceira revisão. Verificada a ausência de clareza. conclui-se que o ser humano é interdependente”. especialmente no início dos parágrafos. a fraseologia deve ser simples. Após redigir o texto. podem-se eliminar erros gramaticais. os textos acadêmicos e científicos são redigidos em linguagem formal ou impessoal. Por fim. ortográficos e de digitação. esse . Essa construção seria mais clara assim: “Conclui-se que o ser humano é interdependente. que torna o texto cansativo e menos claro. O vocabulário precisa ser utilizado segundo a caracterização do público alvo. Mais recentemente essa formalidade tem perdido espaço.

a precisão do título da obra. acontecimentos ou idéias” e ainda como “conexão. mas certamente colocam o pesquisador numa margem de segurança. p. 1.2. Os princípios aqui expostos não esgotam os critérios da pesquisa científica. local de publicação.3 Coerência A coerência deve se manifestar ao longo de todo o trabalho científico. Durante a pesquisa. Toda nova posição assumida pelo autor deve ser colocada em paralelo com as posturas anteriores. Uma correlação ininterrupta deve patentear-se entre a introdução. 426) define coerência como “ligação ou harmonia entre situações. A seqüência lógica e crescente entre os capítulos e as seções também atribui coerência ao texto. deverá ser alterada. que certamente depõem contra a coerência. o desenvolvimento e a conclusão. A fim de não incorrer nesses equívocos. A revisão das referências deve levar em conta a grafia do nome do autor. e especialmente o número da página. Uma citação de terceiros extraída de determinada obra pode estar fora do contexto. Da mesma forma os outros documentos consultados devem ser revisados. . Essa seqüência se alcança com a elaboração de uma estrutura adequada. o pesquisador deve buscar as fontes primárias ao citar o autor da frase ou pensamento em questão. nexo e lógica”. Ferreira (1986. Essa conexão ou harmonia deve ser vista entre as diferentes idéias ou os diversos capítulos da pesquisa.17 uso deve guardar certa moderação a fim de que não comprometa a natureza científica do texto. caso a estrutura proposta inicialmente não comporte a coerência e a lógica necessárias. redigir e divulgar seu trabalho. a edição. editora e data. ao executar. As referências de uma pesquisa científica devem ser revisadas quantas vezes forem necessárias até que se consiga uma leitura sem que se identifique um único erro. na introdução da pesquisa. não se permitindo a exclusão de um só título utilizado. Pode conter erros de tradução ou de compilação. Faz parte também da coerência do pesquisador evitar citações de citações.

ou mesmo discordando sem nenhuma fundamentação teórica. reproduzindo literalmente ou concordando com todas as afirmações e negações dos autores. que poderão ser adquiridos através de uma leitura crítica dos referenciais teóricos e do contexto. A leitura crítica é entendida como uma co-construção das idéias e conceitos que estão sendo analisados. necessariamente.3. A esta conceituação denominamos de rigorosidade científica. Tal metodologia se totaliza desde a escolha do tema a ser trabalhado. Portanto. a qual lhe fornecerá elementos mais adequados para a realização de uma leitura de mundo. levantamento de hipóteses até a comunicação dos resultados.1 A Pesquisa Científica Requer Uma Metodologia Própria Quando se trata da pesquisa científica há que se considerar uma metodologia que lhe seja particular na condução do estudo do problema. Vai exigir do pesquisador domínio de conceitos prévios como pré-requisitos para sua operacionalização.3.2 A Pesquisa Científica Requer Uma Leitura Crítica dos Referenciais Teóricos e do Contexto do Objeto Após a leitura dos textos. a construção científica não é algo aleatório. obedecer aos critérios do conhecimento científico. pois requer metodologia própria e uma leitura crítica dos referenciais teóricos e do objeto empírico propriamente dito. passando pela elaboração do problema de pesquisa. não de forma passiva. 1. O ato intencional de estudo desse problema deve. que conferem maior fidedignidade e aproximação da solução das questões levantadas.18 1. o pesquisador iniciante deve se preocupar em analisá-los.3 Princípio da Rigorosidade Científica A pesquisa científica é desenvolvida através de procedimentos intencionais e sistemáticos buscando respostas para as situações-problema que são evidenciadas pelo pesquisador. pois a contribuição direta do leitor sobre outro enfoque . 1. O pesquisador deve utilizar a leitura crítica na pesquisa dos diferentes referenciais teóricos.

tornando o momento solitário em momento solidário de novas descobertas onde o aprender e o ensinar são cíclicos. imutável e inflexível. Neste momento a leitura preocupa-se em problematizar um determinado assunto. considerando as contribuições e limites de cada uma das categorias estudadas. conforme atesta morin (1999). analisando sua consistência com o objetivo de propor sua transformação ou superação se for o caso. ir construindo sua própria leitura. • compreender que a leitura do contexto de determinada problemática pode ser enriquecida pela olhar multidimensional da leitura da palavra. • através de um olhar dialético. à luz das demais leituras já efetuadas. • ter consciência de que a ciência não apresenta uma característica absolutista. evitando o paradigma da simplificação que reduz e transforma o conhecimento em compartimentos isolados. mas que se esforça por construir um diálogo permanente entre ordem. • comparar teorias. Para que a leitura crítica seja contemplada no processo de formação do futuro pesquisador é necessário: • desenvolver o hábito de leitura no campo de conhecimento ou temas de sua preferência.19 poderá proporcionar novos entendimentos de determinada questão. idéias e conceitos trabalhados por diferentes autores. A partir deste vínculo o pesquisador poderá contemplar o estudo do objeto em sua totalidade. • discutir no espaço coletivo as novas contribuições pessoais sobre a perspectiva científica efetuadas por esforço individual. . desordem e organização no estudo das problemáticas.

não fecha o estudo das possibilidades de desenvolvimento da pesquisa científica num olhar. é claro. Este “caráter sistemático” cremos. mas como caminho.20 RESUMOS E RESENHAS Everson Muckenberger everson. almeja acompanhar avaliativamente o avanço.edu.145).br Não há como desenvolver uma pesquisa epistemológica sem considerarmos os elementos básicos de sua sustentação. o seu melhor crescimento e desenvolvimento (LIMA. o retrocesso ou a estagnação da pesquisa e dos processos que a compõem. .muckenberger@unasp. dado o caráter de investigação sistemática do objeto do conhecimento que esta desenvolve. 2001. buscando. p.

a atividade básica e óbvia para o estudante é e provavelmente continuará sendo a leitura. isto foi escrito a mais ou menos um século atrás. a fim de aproveitarmos melhor o tempo escasso que temos para a leitura e fazermos dessa leitura uma atividade que. a partir daí. vídeo e DVD. Nesse sentido. Mas. O mesmo acontece no preparo acadêmico. fofocas. Poderíamos perfeitamente acrescentar à afirmação de White todos os meios eletrônicos de leitura disponíveis no século XXI. 1997. “Com a imensa maré de material impresso a derramar-se constantemente do prelo. Contudo. precisamos aprender a selecionar o que vamos ler. continua absurdamente atual. procure aquilo que edifica. skates e até carros. ainda precisa se exercitar primordialmente fazendo o óbvio: correr. de fato. velhos e jovens formam o hábito da leitura apressada e superficial. Hoje existem sites multimídia na Internet. seja de 100 metros ou uma maratona. Preste atenção ao tipo de leitura que lhe será exigida para também desenvolver ou aperfeiçoar. um atleta de corridas. a água. 2. 189). Mas não basta apenas comer qualquer coisa. uma boa parcela do que você terá que ler durante um curso superior já terá sido previamente selecionada pelos seus professores. o que ler.21 2 LEITURA: O ALIMENTO Por mais que existam patins. aí vão algumas sugestões que podem ser úteis na seleção do seu material de leitura pessoal: • Conteúdo – Em primeiro lugar. televisão. É preciso saber como estudar e como ler para tirar o maior proveito. assim como na alimentação de um atleta. A leitura é o alimento. Não perca tempo com frivolidades. o ar do atleta acadêmico.1 Seleção do Que Ler Quanto à seleção. os seus próprios critérios de seleção de leituras. e a mente perde a sua capacidade para um pensamento contínuo e vigoroso” (WHITE. desenvolva a nossa capacidade mental. Com tantas opções. p. É preciso saber selecionar o que estudar. Você consegue se ver na declaração acima? Acredite ou não. rádio. matérias que fazem do ser humano uma simples mercadoria de consumo e assuntos que em nada vão .

CAPES. etc). . ainda vai uma dica especialmente para textos que relatem a realidade de outro lugar. É preferível um texto de aparência e leitura “monótona”. com certeza é um fonte boa à leitura. Reuters. as linhas iniciais e os subtítulos. isso não quer dizer que a leitura não vale a pena. Com isso você pode decidir se o conteúdo lhe interessa e se pode ser útil para você. além de ser possível obter uma boa noção do grau de seriedade e confiabilidade. Organização Mundial do Comércio. Último Segundo. pela sua proposta básica. etc). governamentais (Ministério da Educação. Se for uma revista.22 contribuir para o seu crescimento pessoal e profissional. Há determinados veículos de comunicação que. talvez. universidades (Universidade de São Paulo. procure descobrir quem é o autor. Desconfie de textos sensacionalistas. do que um texto cativante de conteúdo dúbio. leia o resumo. Caso não seja. Daquilo que passar por esse primeiro crivo. avalie o título. Avalie também o veículo de comunicação utilizado. Mesmo na internet. nem são dignos da mais remota consideração para leitura. AFP. Neste sentido. • Comparabilidade e Aplicabilidade – Se o material passou até aqui. o que ele faz. considere as ilustrações e suas legendas. com assuntos do tipo “bombástico”. Verifique quem mantém o site. etc) e bancos de dados de artigos (SCIELO. ou estado: avalie bem se o conteúdo ali exposto é passível de comparação e/ou aplicação às suas necessidades de estudo. atenção especial deve ser dada quando o material de leitura encontrase na internet. • Fontes – Informe-se sobre quem é o autor. país. você deva priorizar outra leitura antes dessa e que. mas de conteúdo confiável. Exame. etc). etc) empresas (Petrobrás. Mas. dê preferência às revistas mantidas por editoras conceituadas e tradicionais. Universidade Estadual de Campinas. São mais confiáveis sites oficiais de órgãos mundiais (Organização das Nações Unidas. Care. que autoridade ele tem para tratar do assunto. Pontifícia Universidade Católica. Desconfie do que não for conhecido e estiver com a autoria e responsabilidade pelo site mal identificados. imprensa (Veja. etc). etc) Organizações Não Governamentais (Greenpeace. Quer dizer apenas que. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Shell.

apresentam-se. provavelmente. não desista. arejado e iluminado. • se. para um estudo aprofundado.2 Como Ler Antes de você começar o seu estudo. lave o rosto. Mas como ler? Como estudar? Assim como os atletas. levante-se. tome um pouco de água.23 quando ler esse material. desconcentrado. • Coloque-se em postura adequada. o hábito da leitura exige persistência. borracha. 2. um copo de água. No que diz respeito às técnicas para se entender e interpretar um texto. caneta. perceberá que o seu rendimento terá melhorado. enfim. ou sentado de maneira desleixada. Isso fará com que você se sinta sonolento e desconcentrado. a seguir. lápis. as recomendações destacadas por Severino (2002): . atente para mais alguns detalhes: • procure um local tranqüilo. uma pausa de 5 a 10 minutos a cada 1 ou 2 horas será sempre revigorante. Não leia na cama. • evite interrupções seguidas durante o seu período de leitura. a sua leitura. você se sentir cansado. para que você tire maior proveito de sua leitura. somente a leitura dinâmica não será suficiente. sonolento ou entediado. Porém. Isso não significa necessariamente que você precisa fazer um curso de leitura dinâmica. sejam corredores de 100m ou maratonistas. • depois que você estiver mais acostumado com o estudo e a leitura. faça uma pausa de uns 5 a 10 minutos e depois volte à sua leitura. poderá lançar mão de algumas técnicas. ande um pouco. você deverá ter bem claro que o seu conteúdo servirá apenas como informação do que aconteceu em outro lugar. folhas de papel. • coloque ao seu alcance tudo de que vai precisar para o estudo. limpo. Você não poderá partir do pressuposto de que o que aconteceu em outro lugar será válido para a sua realidade. depois de algum período de leitura. em frente da TV ligada. respire fundo. mesmo que você não se sinta fatigado como antes. régua. alongue os músculos. A leitura dinâmica tem o seu lugar. Quando você retomar à leitura. caneta marca-texto.

Como se trata de um livro extenso. Em geral esta informação encontra-se de maneira mais explícita. sem interromper a leitura. • Análise Temática – Você começa a estudar o texto mais a fundo. • Análise textual – Trata-se da primeira leitura do texto. Procure identificar claramente qual o tema ou o assunto principal. não se recomenda espaços de tempo muito grandes entre a leitura de uma unidade de leitura e a próxima. enfim. enciclopédias. você define que quando for ler o livro lerá sempre um capítulo inteiro. Em seguida. Obviamente. faça uma busca na internet. Preferencialmente. Identifique as palavras que são desconhecidas ou de significado dúbio. você elabore um esquema que represente a estruturação do texto: o que compõe a introdução. trabalhos científicos. mas faça tudo isso. Procure conhecer o autor. Por exemplo. verifique e assinale teorias ou acontecimentos históricos que você desconhece. ao final desta etapa. Procure encontrar respostas para as seguintes questões: Que argumento o autor usa? Que idéia ele defende? Como ele defende essa idéia ou argumento? O que ele usa . Quando terminar de ler. Sugere-se que. Portanto. o desenvolvimento e a conclusão. Este aspecto às vezes encontra-se implícito nas entrelinhas do texto. não é possível ler tudo de uma só vez. preste atenção à maneira como o autor abordou essa inquietação sobre o assunto e como ele fez para resolvê-la. a sua unidade de leitura será sempre um capítulo. incluindo aí todas as subdivisões de cada um desses itens.24 • Delimitação da unidade de leitura – Antes de iniciar a leitura é importante que você previamente defina o que e quanto pretende ler. descubra quais as palavras-chave do texto. sem interrupções. procure esclarecimento para todos esses pontos. você pretende ler um livro. converse com especialistas. procure esclarecer todos os pontos antes de continuar o seu estudo. pelo menos por enquanto. Use dicionários. Assim. faça tudo em seqüência. apenas com os pequenos intervalos sugeridos anteriormente. Tente descobrir o que inquietou o autor sobre esse assunto para que ele fosse levado a escrever sobre ele.

Avalie o texto quanto ao alcance dos objetivos propostos. Finalmente. Se as idéias apresentadas pelo autor estão devidamente embasadas e se são originais ou meras repetições das idéias de outros. Considere também o nível de profundidade alcançado. você tem condições de dar os primeiros passos rumo à construção de um seminário ou projeto de pesquisa. Procure entender como o texto lido se encaixa no que o autor já escreveu antes. que pressupostos o autor tomou para si na construção do texto. A partir do que estudou. • Problematização – Cumpridas as três etapas anteriores. . espera-se que você seja capaz de tecer suas conclusões sobre o tema abordado pelo autor. o que você gostaria de questionar ou debater num grupo em classe ou com o professor? A partir da problematização. à sua coerência lógica e argumentativa. Identifique. interpretá-lo. • Análise Interpretativa – A intenção nesta etapa é ter um “diálogo” com o autor do texto. • Síntese pessoal – Depois de analisar a fundo o texto. Com este nível de análise você estará em condições de fazer uma resenha crítica sobre o texto. Isso é problematizar. posicione-se e fundamente o seu posicionamento em relação ao texto. você terá condições de propor hipóteses e desenvolver a argumentação necessária para a produção de monografias. Tente perceber se a posição do autor defendida no texto é coerente com alguma tendência filosófica em específico (determinismo. A seguir vem a fase da crítica. É o momento de você produzir a partir do que estudou. materialismo histórico. criticá-lo e problematizá-lo.25 para fundamentar suas afirmações: fatos. você deverá ser capaz de propor discussão sobre o texto. etc). inferências? Que provas ou evidências ele apresenta? Onde ele buscou essas provas e evidências? Que idéias secundárias ou paralelas ao tema central o autor desenvolve? Ao final da análise temática você estará apto para fazer um resumo do texto e um esquema gráfico e lógico das idéias apresentadas no texto. nas entrelinhas. A partir da síntese pessoal. liberalismo.

Isso demanda perseverança e força de vontade. sob hipótese alguma deverão ser riscados. Quaisquer materiais pertencentes à biblioteca nunca.3 O Que Sublinhar A sublinha constitui-se numa ferramenta extremamente simples. enquanto outras faculdades mentais não foram desenvolvidas de maneira correspondente. Para este propósito podem ser usados lápis e canetas comuns. por que então teria que ser diferente com o seu preparo profissional que é bem mais complexo e importante do que o entretenimento eletrônico? Mas. Por trás das imagens instantâneas da TV. procurando separar o essencial do acessório (MEDEIROS. 1997. com parcimônia. A sublinha e os esquemas são duas ferramentas muito utilizadas. esse imediatismo é ilusório. para ajudá-lo nesse processo de estudo e leitura..26 Parece trabalhoso? Na verdade. . 2004). Esta faculdade foi sobrecarregada ao extremo. torna-se incapaz de discernir entre a verdade e o erro. cujo uso já é feito de maneira intuitiva por muitos. design. Trata-se de destacar no texto as principais idéias. amassados ou dobrados.] ao sacrificar o estudante a faculdade de raciocinar e julgar por si mesmo. vale a pena destacar que: Durante séculos a educação tem tido que ver especialmente com a memória. 230). e cai fácil presa do engano (WHITE. planejamento. pesquisa. bem como canetas propícias para este fim. existem ferramentas bastante simples que poderão lhe ajudar ainda mais em qualquer das etapas envolvidas no estudo de um texto. [. Por trás dos cliques na Internet há horas de programação. Obviamente. Não espere resultados milagrosos da noite para o dia se você não tem desenvolvido o hábito da leitura e estudo reflexivo. Porém.. estudo. esse tipo de estudo não se resolve numa leitura superficial do texto nem em sua memorização. Se é assim com as coisas mais supérfluas apresentadas nas mídias eletrônicas. 2. produção. apesar de você viver na era do imediatismo da TV e da Internet. estudo e testes. p. há horas de planejamento. jamais. a sublinha deve ser usada apenas se o material de leitura for de sua propriedade. Lembre-se de que. aprendizado.

Portanto. escrevendo resumidamente os seus pensamentos. retirado de sua obra “Um desconhecido galileu” (2001). • ponto de exclamação ao lado do texto – para destacar algum ponto do texto que surpreendeu ou que gerou algum insight. ao passar os olhos sobre o que foi sublinhado e anotado será possível reconstituir o pensamento original do texto completo. nesse tipo de leitura não se pode separar o essencial do acessório com clareza. Rodrigo P. embora. A título de exemplo. já sublinhado: Jesus Histórico e Cristo da Fé 1 – O Iluminismo Alemão . Com ou sem essas anotações. Porém. pode ajudar se você anotar à lápis. você possa rapidamente retomar o conteúdo ali exposto. Dr. ao lado do texto. Cada um pode desenvolver o seu próprio método de sublinhar ou destacar as idéias principais de um texto. ao pegar um texto algum tempo após a realização da leitura. abaixo são apresentadas algumas formas de destaque bastante utilizadas: • sublinha simples – apenas um traço para destacar os principais aspectos. Silva. Por isso. conclusões ou idéias relacionadas. a sua dúvida ou questionamento. contudo. além das idéias chave. todavia. É possível fazer observações às margens dos trechos destacados. entretanto e outras. depois de feita a sublinha. às vezes é fundamental também destacar negações e palavras de oposição. junto ao ponto de interrogação. recomenda-se o uso da sublinha depois de uma leitura demorada e analítica do texto. • sublinha dupla – dois traços para destacar palavras chave ou o principal aspecto. • ponto de interrogação ao lado do texto – para destacar algum ponto do texto que não ficou claro. Medeiros (2004) não recomenda a sublinha numa primeira leitura ou quando você fizer aquela “leitura Bung Jump” pois. a seguir. um texto do Prof. • traço vertical ao lado do texto . sem a necessidade de ler o texto inteiro outra vez para saber do que se trata.para destacar trechos mais longos use uma linha vertical ao lado do texto ao invés de sublinhar diversas linhas.27 O objetivo da sublinha é permitir que. como mas.

entre outras. Foi o chamado Iluminismo Alemão (Aufkärung). nem cair na negação completa de Cristo. D) O pietismo alemão que foi um rompimento com o protestantismo germânico que. seria um ser mitológico “inventado” e “mantido” pela Igreja através dos tempos. constitui o Jesus historicamente real. começaram a surgir vários teólogos pretendendo expor teorias sobre quem haveria de ser Jesus Cristo.28 No século XVII. Eles faziam uma distinção entre o Jesus histórico (historicher Jesus) e o Cristo da fé (Geschichtlicher Christus). C) A modificação radical popular do deísmo na França que se tornou quase um cepticismo. deu muita ênfase ao sentimentalismo. a Alemanha passou por um período de forte sobrevalorização do racionalismo em detrimento à fé evangélica. Logo. ao passo que o segundo. como julgavam ser as crenças oficiais da Igreja. Suas novas idéias acerca do fundador do cristianismo contradiziam totalmente a visão tradicional da Igreja acerca do Filho de Deus. . como fizeram os pensadores franceses. A pretensão básica dos iluministas alemães era criar uma religião cristã mais racional e menos sentimentalista. Este movimento surgiu devido às seguintes situações: A) O próprio espírito crítico-racionalista que dominou a Europa naquele tempo (ela estava vivendo praticamente sob a influência do ponto mais alto e final da Idade Moderna que era a Revolução Francesa). se existiu. exagerou em sua pregação o tom ascético para com o mundo e negligenciou os elementos intelectuais da religião. Sentiam-se pressionados a não ceder para o extremo de um dogmatismo infundado. O primeiro. B) O deísmo inglês que contribuiu em muito para o surgimento de conceitos cépticos como os esboçados por Voltaire e outros pensadores que surgiram na Alemanha.

1 Religião racional 1. deísmo inglês e francês. pietismo alemão.1 Não extremista 1.4.3.3. Talvez as anotações possam ser consideradas o embrião de um resumo. sendo que as esquemáticas podem ser montadas através da itemização numerada ou através de chaves ou setas.1 Ceticismo 1. Resultados: teorias teológicas.4 Anotações De acordo com Medeiros (2004) outra ferramenta disponível para a compreensão de textos não apenas escritos.3 Pietismo alemão 1.4.2 Deísmo inglês e francês 1.1. Pretensão: religião racional.1 Teólogos 1.1 Revolução Francesa 1.3.2 Século XVII 1.3.1 Ruptura com sentimentalismo 1.5. não extremista.1.29 2. as anotações poderiam ser apresentadas da seguinte forma: • Corridas Iluminismo alemão: racionalização.1 Espírito crítico 1. XVII) 1.3 Causas 1. Se tomarmos o texto de Silva (2001) como referência.4 Pretensão 1.3. Normalmente assumem uma de duas modalidades: corridas ou esquemáticas. Surgimento: espírito crítico racionalista.2.1 Teorias não tradicionais .3. mas também de palestras. seminários e aulas expositivas são as anotações. • Modelo 1 Esquemáticas 1 Iluminismo alemão (Séc.5. Jesus histórico real e Cristo da fé mitológico.1.3.5 Resultados 1.1 Racionalismo 1.

5.5.1.1.1.real Resultados Teorias teológicas não tradicionais Cristo da fé – mitológico Religião racional e não extremista .1.1 Jesus histórico real 1.2 Cristo da fé mitológico Modelo 2 Racionalismo Século XVII Causas Espírito crítico (Revolução Francesa) Deísmo inglês e frances (ceticismo) Pietismo alemão (ruptura com o sentimentalismo Iluminismo Pretensão Alemão Jesus histórico .30 1.

seja de velocidade. muitas vezes eliminando a necessidade de leitura do texto original ou. Refere-se às partes mais importantes do texto.31 2. resumo informativo. Um maratonista.5 Resumos: Velocidade Exercícios Para Desenvolver Força e Um atleta não treina sempre o mesmo exercício e nem se prepara para uma Olimpíada praticando somente a modalidade na qual irá competir. Há diversos outros exercícios preparatórios que o ajudam a adquirir a força necessária para que no momento certo consiga ter um desempenho adequado. Não são emitidos juízos de valor ou críticas. O resumo é um desses tipos de exercícios. • Para quem faz – excelente exercício de retenção das principais idéias de um texto. tornando a sua compreensão mais simples e rápida. O Resumo Indicativo. Proporciona pelo menos dois benefícios primários: • Para quem lê – economia de tempo. Um resumo pode ser praticado em pelo menos quatro modalidades (Medeiros. por exemplo. não começa correndo 42Km. Ao contrário. ressaltando a progressão e articulação delas. resumo é uma “Apresentação concisa dos pontos relevantes de um texto” (grifos acrescentados) Medeiros (2004) complementa a definição da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. De acordo com a NBR 6028. começa com corridas menores adquirindo a resistência necessária para sobreviver à maratona. também conhecido como Resumo Descritivo é um sumário narrativo que elimina dados qualitativos e quantitativos. . porém exige a leitura do original. ao afirmar que um resumo é uma “Apresentação sintética e seletiva das idéias de um texto. seja de resistência. pois apresenta o conteúdo de um texto e suas principais idéias. Nele devem aparecer as principais idéias do autor do texto” (grifos acrescentados). no mínimo. resumo informativo/indicativo e resumo crítico. aos poucos. 2004) diferentes: resumo indicativo.

Trata-se de trabalho vinculado à linha de pesquisa “Avaliação Institucional”. PUC – Campinas. O segundo tipo de resumo é o Informativo ou Analítico. Os cursos de complementação pedagógica e a formação de pedagogos na cidade de São Paulo (1970-2000). oferecidos a professores já licenciados em uma graduação entre 1970 e 2000. Para quem lê este resumo. U. pode dispensar a leitura do original. Exemplo: PINTO. A. Dissertação de Mestrado em Educação. Tem por objetivo examinar a experiência desenvolvida pelos cursos de Complementação Pedagógica em “habilitar o especialista de ensino no professor de 5ª série em diante”.32 Exemplo: PINTO. para professores já licenciados em uma graduação. junto aos alunos. Este trabalho vinculado à linha de pesquisa “Avalição Institucional” tem por objetivo examinar a experiência desenvolvida pelos cursos de complementação Pedagógica em “habilitar o especialista de ensino no professor de 5ª série em diante”. métodos e técnicas utilizados. 115 p. os objetivos. O estudo de caráter histórico busca registrar a experiência acumulada por estes cursos na cidade de São Paulo ao longo deste período. foi oferecida de 1970 ao ano 2000. Os cursos de complementação pedagógica e a formação de pedagogos na cidade de São Paulo (1970-2000). professores e coordenadores de curso nos anos de 1989 e 2000. Neste caso o autor do resumo deve procurar salientar as principais idéias. PUC – Campinas. resultados e conclusões. Os dados da pesquisa foram coletados em cinco instituições de ensino superior. Esta modalidade do curso de Pedagogia. U. As . 2000. Dissertação de Mestrado em Educação. A análise dos dados evidencia que a experiência docente dos alunos facilita a articulação entre a “teoria” (conteúdo veiculado ao curso) e a “prática” (pedagógica) na formação do especialista. prevista pelo Parecer 252/69 do MEC. A. 2000. Não devem ser emitidos quaisquer juízos de valor ou críticas ao texto original. 115 p.

oferecidos a professores já licenciados em uma graduação entre 1970 e 2000. PUC – Campinas. É aquele que apresenta uma síntese e uma crítica ao conteúdo do texto original. teses. em periódicos científicos. Tem por objetivo examinar a experiência desenvolvida pelos cursos de Complementação Pedagógica em “habilitar o especialista de ensino no professor de 5ª série em diante”. As conclusões do estudo são interpretadas no interior do debate atual sobre o curso de Pedagogia. recomendando ao final que a formação do pedagogo escolar seja acessível somente aos professores com experiência em sala de aula. Boa parte dos autores afirma que os resumos são exercícios que não incluem crítica. De acordo com Medeiros (2004) um resumo. Exemplo: PINTO. Os cursos de complementação pedagógica e a formação de pedagogos na cidade de São Paulo (1970-2000). semelhante ao resumo Indicativo. O quarto e último tipo de resumo é o Resumo Crítico. Trata-se de um formato híbrido. Assim. dissertações e TCC´s. . O terceiro tipo é o Resumo Informativo/Indicativo. Trata-se de trabalho vinculado à linha de pesquisa “Avaliação Institucional”. . Dissertação de Mestrado em Educação. 115 p. U. A. normalmente deve contemplar as seguintes características: • Linguagem objetiva.33 conclusões do estudo são interpretadas no interior do debate atual sobre o curso de Pedagogia. Caso você deseje poderá encontrar outros exemplos de resumos na biblioteca. o resumo crítico é considerado uma resenha. apenas síntese. porém são salientadas as conclusões. Pode dispensar a leitura do original somente quanto às conclusões. 2000. recomendando ao final que a formação do pedagogo escolar seja acessível somente aos professores com experiência em sala de aula. próximo assunto a ser abordado. onde é feito um sumário narrativo do texto.

• A primeira frase explica o assunto do texto. a extensão deverá ser: • Resumo de notas e comunicações breves = 100 palavras. Atualmente nao é mais necessário contar as palavras. • Identificação do tipo do texto (literário. pois pode ser utilizado o recurso específico do MSWord disponível no menu Ferramentas. Quanto ao estilo de redação: • Frases concisas. • Resumo do conteúdo. • Resumo de artigos e monografias = 250 palavras. dependendo do tipo do texto original. etc.). didático. científico. • Respeita a ordem de apresentação de idéias e fatos do texto original. Contar Palavras. • Usa-se. talvez o aspecto mais característico de um resumo: a extensão. dependerá do tipo de resumo que se pretende redigir (ver a definição dos tipos de resumos).34 • Pouca ou nenhuma utilização de trechos inteiros copiados do original. • Resumo de relatórios e teses = 500 palavras. Quanto ao conteúdo. . Finalmente. acadêmico. Quanto à estruturação: • Referência bibliográfica. De acordo com a ABNT. preferencialmente os verbos em voz ativa e na terceira pessoa do singular. • Evita-se enumeração de tópicos.

etc. que outros trabalhos já fez. • relatar as credenciais do autor. qual a sua posição final e qual o processo que ele utilizou para coletar. exigem preparo e amadurecimento para serem realizadas. Ao escrever o resenhista deve: • descrever as características estruturais da obra (número de páginas. assuntos tratados. esotérico. conclusões e metodologia (quem é o autor. negócios. pelo menos não como jogo oficial. o que ele pensa. suas idéias. destacando a perspectiva teórica adotada. científico. também há modalidades diferentes de resenhas (Medeiros. capítulos. A exemplo dos resumos. para que se decida pela leitura ou não do original. o gênero (literário. religioso. para estabelecer comparação com outras obras da mesma área e maturidade intelectual para fazer avaliação e emitir juízo de valor.) e o método adotado. contém resumo da obra. . quando e por que?). dimensões. dissertação. • expor o quadro de referências do autor (quais as bases filosóficas e teóricas do autor). Definitivamente não é para atletas em início de carreira. romance. informações sobre o(s) autor(es) e tradutor(es).35 2. O principal objetivo da Resenha é oferecer informações suficientes ao leitor. número de páginas. portanto. • apresentar uma avaliação da obra e a quem ela se destina (a obra será de proveito para quem. Porém são destacadas a estrutura da obra (partes. etc). capítulos. tratar e analisar as informações necessárias para confecção do texto). teatro. índices). acadêmico. ensaio. De acordo com Andrade (2001) a resenha é um trabalho que exige domínio do assunto.6 Resenhas: Exercícios para Desenvolver Resistência e Capacidade Cardiovascular As resenhas são exercícios mais complexos do que os resumos e. tese. 2004): • RESENHA DESCRITIVA – Dispensa apreciação crítica do resenhista.

É importante relembrar que tanto nos resumos quanto nas resenhas a referência bibliográfica deve aparecer no topo da folha. comparativo. A estruturação de uma resenha deve contemplar. coerência.). resolução dos objetivos propostos. Observe o quadro comparativo: . coerência. • RESUMO DA OBRA – principais idéias e características. objetivos propostos. • CREDENCIAIS DO AUTOR – informações sobre o autor (nacionalidade. originalidade. • METODOLOGIA – dedutivo. Além do que compõe a Resenha descritiva. originalidade. títulos. histórico. • INDICAÇÕES DO RESENHISTA – a quem ou para que a obra é indicada. estilo do autor. para que disciplina. são acrescentadas a crítica do resenhista (contribuição. indutivo. estilo do autor. as seguintes partes: • REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA – incluindo número de páginas e formato (livros).36 • RESENHA CRÍTICA – Exige a crítica do resenhista. outras obras publicadas. consecução dos objetivos. etc. • CRÍTICA DO RESENHISTA – julgamento da obra. problema abordado. • CONCLUSÕES DO AUTOR – solução do problema. possibilidade de ser utilizada como obra didática. formação. descrição dos capítulos ou partes da obra. etc) e as indicações (a quem é destinada a obra. • QUADRO DE REFERÊNCIA DO AUTOR – apontar a teoria ou modelo teórico utilizados pelo autor como fundamento da obra. estatístico. na medida do possível. antes do resumo ou da resenha e não ao final como nos papers ou monografias. necessidade ou não de conhecimento prévio para a compreensão. etc. para que curso). suas contribuições.

Níveis de abrangência modalidades de Resumos e Resenhas entre as . apresenta narrativa sobre o autor e o resumo da obra e disserta avaliando a obra. Quadro 1 Características diferenciadoras entre Resumos e Resenhas Quando se coloca lado a lado resumos e resenhas. •O objetivo do resumo é informar do que se trata o texto. pode-se identificar um crescendo em relação a abrangência e complexidade. o julgamento do resenhista é dispensado. a seguir: Resenha Crítica Resumo Resumo Crítico Crítico Resumo Resumo Analítico Analítico Resumo Resumo Descritivo/Analítico Descritivo/Analítico Resumo Resumo Descritivo Descritivo Resenha Resenha Descritiva Descritiva Figura1 . serve para que se tenha uma visão resumida.37 RESUMOS •Apenas narra ou apresenta de maneira sucinta as idéias do autor do texto original. podendo até dispensar a leitura do texto original. RESENHA •Descreve a estrutura do texto original. mas completa do texto original. •O objetivo é oferecer informações suficientes para que o leitor da resenha decida-se por ler ou não ler o texto original. como demonstra a Figura 1. comparando-a a outras e destacando a quem se destina •Na modalidade Resenha Descritiva. •Na modalidade de resumo Analítico.

38 ASPECTOS ÉTICOS NA PESQUISA Oswalcir Almeida de Azevedo oswalcir.br O homem moderno e civilizado preferiria pensar que a violação sistemática dos princípios morais por parte dos cientistas ocorria em séculos anteriores e não em tempos recentes. 1997).azevedo@unasp. HUNGLER. . porém não é assim (POLIT.edu.

1994). 3) tratamento dos dados. (1994) define ética como conjunto de “códigos ou princípios que regem a conduta correta”. entendeu-se ser importante inserir nesta obra uma seção com orientações sobre como proceder na condução de estudos de cunho científico. legais e sociais que possui ante os sujeitos de sua investigação”. No campo da pesquisa. 2) respeito aos direitos humanos. O ponto central destes direitos envolve a possibilidade de optar soberanamente em participar ou não de determinado estudo após receber as informações que permitam ao sujeito tomar uma decisão de forma esclarecida. especialmente aqueles em que estejam envolvidos seres humanos. encontramos outro conceito fundamental que é o de Bioética. precisa-se ter muito cuidado para assegurar que seus direitos estejam protegidos”. Bioética é definida como: “obrigações de natureza moral relacionadas à pesquisa biológica e suas aplicações” (DORLAND’S. 4) autoria do trabalho. O dicionário médico Dorland’s. O cuidado no sentido de garantir os direitos da pessoa humana deve ser a preocupação maior da equipe de pesquisa.39 3 INTRODUÇÃO Ética é a ciência que trata dos padrões de conduta nas relações humanas. Como afirmam Polit e Hungler (1995) “quando são utilizados indivíduos como sujeitos de investigação científica. já Polit e Hungler (1997) vinculando o conceito ao âmbito da pesquisa assim a definem: “sistema de valores que determina o grau com que os procedimentos do investigador se apegam ás obrigações profissionais. o pesquisador deve ter cuidado com os aspectos éticos referentes a: 1) utilização de textos de suporte teórico e revisão bibliográfica. . A “ciência da moral” menciona Buarque de Hollanda (1985). Desde a construção do projeto. Embora a literatura de metodologia científica pouco trate das questões éticas.

definem que informações devem ser disponibilizadas.2 Respeito aos Direitos Humanos O segundo aspecto se refere ao cuidado com a manutenção de um direito inalienável do ser humano: o exercício do livre-arbítrio. caso deseje ampliar seu conhecimento sobre o tema. Práticas que não respeitem este direito devem ser banidas dos procedimentos de coleta de dados. esclarecidamente. As normas da ABNT. e o direito de se manterem no anonimato. sem coerção. seja mencionado corretamente. Deve ser assegurado a todos os participantes o direito de tomar uma decisão de forma autônoma. 3. Para saber como proceder.1 Suporte Teórico e Revisão Bibliográfica É necessário que cada texto de onde forem extraídos trechos ou idéias. Em todas as circunstâncias as pessoas devem ser respeitadas. que apresente aos sujeitos um documento denominado Termo de Consentimento Livre e Esclarecido o qual explicita as intenções dos pesquisadores. indicando-se os dados bibliográficos que permitam ao leitor saber onde encontrar o texto original. . a liberdade dos colaboradores em optar por participar do estudo e de sair do mesmo no momento em que desejar sem sofrer qualquer descontinuidade no tratamento ou atendimento. A inserção de partes de um texto sem a respectiva menção dos autores consiste em plágio. descritas nos próximos capítulos. por mais simples que seja. Isto tornará possível encontrar a fonte. Normatiza esta questão a Resolução 196/96 do Ministério da Saúde. Requer-se da equipe de pesquisa. Ninguém pode ser forçado a participar de um estudo. consulte o Capítulo 6 deste manual.40 3. que estabelece as Diretrizes e Normas Regulamentadoras da pesquisa envolvendo seres humanos que pode ser encontrada no site do Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP).

simpósios e outros eventos de cunho científico. O mesmo se dá quando do envio para publicação.4 Autoria do Trabalho Conforme estabelecido nos Uniform Requirements for Manuscripts Submitted to Biomedical Journals (conhecidos como Normas de Vancouver) são autores apenas aqueles que participaram suficientemente do trabalho para compartilhar a responsabilidade pública por seu conteúdo. nas produções acadêmicas. redação inicial ou na revisão crítica do manuscrito. Os registros obtidos por meio de questionários. A retirada de nomes de algum autor ao ser enviado o trabalho para publicação ou evento científico (especialmente quando o número de autores . Spector (2002) recomenda que o coordenador do projeto guarde os originais de forma organizada e em local de fácil acesso para consulta. tomando-se o cuidado necessário para garantir permanentemente o anonimato das pessoas que participaram como sujeitos da pesquisa. 3. fitas gravadas. orientandos e orientadores são autores e seus nomes devem constar no trabalho onde quer que ele seja apresentado: para bancas examinadoras. devem ser utilizados apenas para os objetivos do estudo e guardados em local de acesso exclusivo dos pesquisadores. Havendo qualquer dúvida poderão ser revisados. São desonestas as omissões “convenientes” (descarte dos resultados indesejáveis) feitas a fim de se conseguir um valor estatisticamente significante com os resultados de estudos quantitativos.3 Tratamento dos Dados É necessário honestidade na apresentação dos resultados obtidos na pesquisa. formulários. seminários. Portanto. Para ser considerado co-autor é necessária participação em cada uma das seguintes fases do estudo: concepção do projeto ou na análise e interpretação dos dados. devem ser destruídos. congressos. aprovação da versão final para publicação (SPECTOR. durante cinco anos. Após o período determinado. 2002).41 3. filmagens.

sob pena de impugnação da apresentação pelo co-autor excluído. 2004). Estes documentos estabelecem as regras que pesquisadores do mundo todo devem respeitar. o Ministério da Saúde elaborou a Resolução 196/96 que apresenta as Diretrizes e Normas Regulamentadoras de Pesquisas Envolvendo Seres Humanos um documento. visando regulamentar a condução dos trabalhos científicos na área da saúde.1 Resolução 196/96 A utilização de seres humanos em pesquisas. em 1996. e não pode ser feita. tendo como base a Declaração de Helsinque. 3. Estado Unidos e outros países. e pela Declaração de Helsinque em 1964. causando sofrimento e mesmo a morte – gerou um movimento de repúdio na comunidade internacional. utilizando seres humanos sem consentimento prévio. a Organização Mundial de Saúde elaborou as Diretrizes Internacionais Propostas para a Pesquisa Biomédica em Seres Humanos (HADDAD. eminentemente no período da II Guerra Mundial – durante o qual experimentos foram levados a efeito pela comunidade médica militar na Alemanha. A mesma Resolução estabelece o Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP). Quatro princípios básicos estão associados às práticas bioéticas preconizadas na Resolução 196/96 quanto à conduta na pesquisa com seres humanos: • Autonomia . orientando os pesquisadores e servindo como órgão regulador das práticas investigativas em humanos. Em 1982. fere os princípios éticos. que passa a emitir parecer sobre os projetos de pesquisa a nível nacional. No Brasil.4. quando a pesquisa for realizada com seres humanos.42 excede o limite). Só há exceção quando é estabelecido acordo prévio entre os autores. Este movimento resultou na elaboração do Código de Nuremberg em 1947. seguido pela Declaração dos Direitos do Homem em 1948.

Caso não queira participar. comunidades indígenas.2 Autonomia Considera-se autonomia. alternativas no caso de tratamentos ou uso de técnicas novas. a pessoa não poderá ser obrigada ou coagida a fazê-lo. a pessoa deve ser respeitada em seu desejo. tempo requerido. mesmo que sem intenção. o direito do indivíduo decidir por si próprio.4. objetivos. Entretanto. procedimentos de coleta de dados.4.43 • Não maleficência • Beneficência • Justiça 3. Pessoas que não podem responder por si próprias: menores de idade. Ao ser abordada quanto a participar de um estudo. devem ser usados outros métodos. 3. em temas controversos”. Havendo possibilidade de dano. Toda pessoa adulta tem este direito assegurado por lei. aparentemente sem maiores conseqüências. este princípio estabelece que nenhum procedimento de pesquisa possa causar dano. entre outros. quando este está no pleno domínio de suas faculdades físicas e mentais. indivíduos considerados incapazes.3 Não-maleficência Bastante controverso. . Goldim (2005) comenta que a não-maleficência está associada ao princípio “que justifica não fazer pequenas concessões. deve-se obter autorização do responsável legal. Cabe ao pesquisador oferecer as informações que sejam necessárias à tomada de decisão: tema. Ninguém pode legitimamente tomar decisões por outro. riscos envolvidos. De acordo com Spector (2001) garantir que danos previsíveis sejam evitados. mesmo com autorização do responsável deve haver consentimento por parte de quem se submete aos procedimentos da pesquisa.

não perdendo o sentido de sua destinação sócio-humanitária. de 08 de maio de 1979.4. as de natureza oral. Pode-se dizer. atingindo proporções que fogem ao controle do pesquisador. é quando a equipe de pesquisa se compromete a promover o máximo de benefícios e o mínimo possível de danos e riscos. causar-lhes sofrimento ou dor. 3. que pode ser obtida no site: http://www. e cumpre divulgar os resultados para os sujeitos a fim de que estes se beneficiem com eles.4 Beneficência Para Spector (2002) é a ponderação entre riscos e benefícios. que é a contribuição que o estudo trará para os que dele participarem diretamente.4. Pesquisas realizadas com animais devem seguir o que está expresso na Lei 6638. 3.5 Justiça ou Eqüidade Justiça é um princípio moral.ufrgs.htm. escritas ou resultantes de outros tipos de mensurações. de forma sucessiva. portanto. 2005).br/lei6638. Não são admitidos maus-tratos. Mesmo . certas concessões podem levar a outras. individuais ou coletivos. é a relevância social da pesquisa com vantagens significativas para os sujeitos da pesquisa e minimização do ônus para os sujeitos vulneráveis. o que garante a igual consideração dos interesses envolvidos. independentemente de desejá-lo ou não (GOLDIM. Os animais merecem ser tratados com dignidade e de forma humanitária.bioetica. exceto se a dor for o alvo do estudo. O Princípio da Beneficência é o que estabelece que devemos fazer o bem aos outros. Conforme estabelecido na própria Resolução 196/96. embora pequenas. tanto atuais como potenciais.44 Por uma espécie de efeito cascata. Por este motivo os trabalhos realizados devem ser úteis para algum fim claro. Os resultados obtidos devem trazer benefício aos que forneceram as informações – entendendo-se como tal.

gov. preferencialmente o da instituição onde será realizada a Coleta de dados. estejam sendo obedecidos rigorosamente.5 Encaminhamento dos Projetos ao Comitê de Ética em Pesquisa Todo projeto de pesquisa. mas não é inferior a 30 dias. o projeto deverá ter sido revisado pelo orientador.br/docs/FolhaRosto0312. A fim de ser encaminhado à CEP. A revisão do projeto por este órgão visa garantir que os princípios estabelecidos na Resolução 196/96. após o que a proposta é revisada e emitido novo parecer. por meio de consulta a documentos que contenham informações referentes aos sujeitos do estudo.saude. o Comitê solicita aos proponentes do projeto que façam as correções necessárias. é imprescindível que os objetivos. . há que se tomar cuidados reduzindo ao mínimo necessário o número de espécimes na amostra. O prazo para obter a resposta do CEP aos pedidos de análise do projeto variam de instituição para instituição. e vir acompanhado da Folha de Rosto de pesquisa envolvendo seres humanos que pode ser obtida. que envolva seres humanos.45 neste caso. deve ser submetido à apreciação de um Comitê de Ética em Pesquisa (CEP). Para a análise da proposta. 3.doc. os pesquisadores não poderão iniciar a coleta de dados. Antes da emissão do parecer do CEP. No caso de alguma impropriedade. o projeto será avaliado pelo comitê da instituição de origem dos investigadores. já descritos. no endereço eletrônico: http://conselho. Arquivos de recursos humanos. com as correções ortográficas e metodológicas necessárias. prontuários impressos ou em meio eletrônico estão aí incluídos. São considerados neste caso dados obtidos diretamente dos informantes ou indiretamente. procedimentos ou protocolos de pesquisa estejam descritos de forma detalhada fornecendo aos membros do Comitê os elementos necessários à emissão do parecer que autoriza o início da coleta de dados da pesquisa. Caso a instituição não possua um Comitê de Ética. sob pena de a proposta ser indeferida.

por isto o projeto deve ser elaborado cuidadosamente para evitar idas e vindas. isto deve ser informado ao Comitê de ética. notificá-lo deste fato. no qual são expostas ao participante voluntário. . dos quais são destacados: • linguagem – evitar termos técnicos que sejam de difícil compreensão para os sujeitos da pesquisa. é o documento elaborado pelo pesquisador. • riscos e desconfortos – quando previsíveis devem ser informados. Francisconi e Goldim (2005) comentam alguns elementos que devem estar presentes no Termo de Consentimento Informado. • benefícios – apresentar os prováveis benefícios pessoais e sociais.46 Portanto os pesquisadores devem providenciar com a devida antecedência o envio do material para apreciação. desrespeitando os direitos das pessoas.1 Termo de Consentimento Também denominado Consentimento Informado ou ainda. o que requer tempo. A Resolução 196/96 prevê também que cada alteração no protocolo de pesquisa seja apreciada pelo CEP. 3. sabendo que havendo necessidade de reformular alguma etapa do projeto. Caso não haja benefício direto para o sujeito. Caso seja necessária alguma omissão por razões metodológicas. mas sim de evitar que sejam cometidas infrações éticas. • informações sobre o projeto – devem ser apresentados os objetivos. Não há por parte do CEP intenção de inviabilizar os trabalhos.5. sem omitir informações. justificativas e os procedimentos a serem utilizados. discriminando os desconfortos rotineiros dos procedimentos daqueles relacionados com a pesquisa em si. as informações necessárias para que o mesmo tome a decisão sobre sua participação no estudo de forma esclarecida e autônoma. sendo ideal um texto compreensível para pessoas com escolaridade até 8ª série. Consentimento Pós-informação. serão necessários mais alguns dias para a resposta final.

o qual julgará a propriedade do pedido. contudo a partir dos sete anos as crianças e adolescentes devem ser informados sobre o que será feito e respeitados quanto a sua decisão em participar ou não da pesquisa. Um número de documento do participante também deverá ser anotado no termo. e o anonimato do participante deve ser mantido todo tempo. terá uma das vias arquivada pelo pesquisador e a outra pelo sujeito da pesquisa. Em situações especiais como uso de informações em bases de dados ou de prontuários. • confidencialidade e anonimato – as informações coletadas devem ter garantia de privacidade. • crianças e adolescentes – sempre que forem estes os colaboradores. • assinaturas – o Termo de Consentimento. uma vez seguidas. Estas orientações. . ou por seu representante legal. Entretanto o pesquisador não tem autonomia para decidir sobre esta questão. identificadas com o nome do participante e do representante legal. evitam-se selecionar voluntários que possam ser coagidos de alguma maneira.47 • voluntariedade – o voluntário deve ter a garantia de que a qualquer momento poderá deixar o estudo sem que isto represente qualquer prejuízo para o seu atendimento dentro da instituição onde o projeto está sendo realizado. o pesquisador poderá ressarcir eventuais gastos que o voluntário tiver decorrentes da pesquisa com alimentação e/ou traslados. o pesquisador poderá solicitar a dispensa do uso do Termo de Consentimento ao Comitê de Ética em Pesquisa. se houver. para permissão do estudo. preenchido em duas vias. contribuirão ao bom andamento da pesquisa respeitando os padrões bioéticos. • indenização ou compensação por danos – embora não seja permitido no país a remuneração por participação em pesquisas. devem ser tomadas as assinaturas dos pais ou responsáveis. datadas e assinadas.

Antes de ser assinado o Termo de Consentimento. devem ser oferecidas a cada sujeito as explicações quanto ao tipo de estudo. pedindo a colaboração dos respondentes. voluntariedade. salientando a importância da veracidade das respostas. e visa suprir as orientações que não são possíveis oferecer de outra forma. Para facilitar a construção deste importante instrumento são apresentados a seguir dois exemplos. bem como a forma como deverá ser devolvido o questionário. descrevendo seus objetivos. e o prazo para devolução. procedimentos. transgredindo um requisito básico na pesquisa que é seu anonimato. Este texto é chamado Carta ou Termo de Apresentação. pois o pesquisador não estará presente – o questionário foi enviado por correspondência ou sua entrega por outra pessoa facilita o anonimato. 3. Garanta que o respondente não será identificado ao devolver o Termo de Consentimento o qual deve prever a permissão para divulgação dos resultados e oferecer segurança quanto ao sigilo da fonte. confidencialidade e demais informações solicitadas pelo mesmo.5. .2 Carta de Apresentação e Termo de Esclarecimento Por vezes é enviado um texto apresentando a proposta do estudo. benefícios. Para tal fim questionário e Termo de Consentimento devem ser apresentados em folhas diferentes. pois esta prática permitirá a identificação do informante. objetivos. riscos.48 A apresentação do Termo de Consentimento junto aos instrumentos de pesquisa é um erro. Neste caso tenha certeza de que as informações sejam suficientes para permitir a compreensão da finalidade do trabalho e conquistar o respondente a fim de que ele colabore dando respostas fidedignas. ou outra razão qualquer.

br/docs/FolhaRosto0312. pode ser obtido no endereço eletrônico abaixo e já vem com as instruções de preenchimento. Este documento é padronizado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa. e é mantido sob a responsabilidade do Prof. o portal de Bioética foi criado. As informações sobre outros membros do grupo de pesquisa são descritas no projeto. obrigatoriamente deve ser preenchida antes da entrega do projeto ao Comitê de Ética da instituição onde se pretende realizar a pesquisa.doc.6 Endereços Eletrônicos Úteis São apresentados a seguir alguns endereços úteis para esclarecimento sobre as questões de ética na pesquisa: • http://www. Os materiais contidos no portal têm finalidade basicamente para pesquisa e ensino em Bioética. • http://200.saude. Dr.3 Folha de Rosto para Pesquisa Envolvendo Seres Humanos A Folha de Rosto.gov. alguns dos quais foram utilizados como base para este capítulo.Elaborado por pesquisadores do Núcleo Interdisciplinar de Bioética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Há grande riqueza nos textos contidos neste portal.130. na página 2: http://conselho.5.49 3. José Roberto Goldim.br .Sistema Nacional de Informação sobre Ética em Pesquisa envolvendo Seres Humanos tem como objetivo beneficiar os envolvidos em pesquisas permitindo: o Facilitar o registro das pesquisas envolvendo seres humanos.41/sisnep/pesquisador/ .SISNEP . . As informações sobre o Pesquisador Responsável solicitadas neste documento devem ser preenchidas com os dados do orientador no caso dos trabalhos acadêmicos.214. em fevereiro de 1997.ufrgs.bioetica. 3.

renovação de registro e acompanhamento dos CEPs. . pelos participantes nas pesquisas. deliberativa.br/conselho/comissoes/etica/conep.7 Termo de Consentimento Estes modelos podem ser obtidos nos endereços eletrônicos citados e poderão servir de base para elaboração de outros termos. o Permitir o acompanhamento dos projetos já aprovados (em condições de serem iniciados) pela população em geral e. o Facilitar aos pesquisadores o acompanhamento da situação de seus projetos. o Roteiro de parecer consubstanciado a ser emitido pelos CEPs. especialmente.br/comissao/eticapesq.datasus.saude.gov. entre outros assuntos. atuando conjuntamente com uma rede de Comitês de Ética em Pesquisa . com a função de implementar as normas e diretrizes regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. Neste site é encontrada. o Fluxograma para tramitação dos projetos. aprovadas pelo Conselho.50 o Orientar a tramitação de cada projeto para apreciação ética antes de seu início.gov. • http://www.CEPorganizados nas instituições onde as pesquisas se realizam. 3. o Documentos requeridos para apresentação de projetos de pesquisa.htm A ou Comissão Nacional de Ética em Pesquisa – CONEP – órgão do Conselho Nacional de Saúde (CNS) foi criada através da Resolução 196/96. a documentação relacionada com ética em pesquisa: o Registro. normativa e educativa. Os exemplos foram adaptados para o UNASP.htm http://conselho. Tem função consultiva.

permitindo novas descobertas e melhores formas de lidar com as doenças.. (Em caso de não haver riscos ou desconfortos: Não será feito nenhum procedimento que lhe traga qualquer desconforto ou risco à sua vida) (Ou especificar todos os desconfortos.deve assinar a parte final do documento. etc. Portanto sua participação é muito importante. etc. descrita na página seguinte).). (Depois de lido e explicado o que estiver expresso no documento com os detalhes de esclarecimento. mas terá a garantia de que todas as despesas necessárias para a realização da pesquisa não serão de sua responsabilidade. . Estudos semelhantes têm permitido diversos avanços na área da saúde. Pela sua participação no estudo. 1 ... medir .. você não receberá qualquer valor em dinheiro.. se houver possibilidade de que eles ocorram: Você poderá ter algum desconforto quando receber uma picada para colher o sangue do seu braço.htm Acesso em: 15 dez 2005.. coletar sangue para . não aparecendo em qualquer momento do estudo. sem prejuízo no seu atendimento. Seu nome será mantido em sigilo... o participante colaborador ou sujeito do estudo .51 Modelo 11 Termo de Consentimento Você possui as características adequadas a uma pesquisa que estamos iniciando que são: (descrever as características que fazem do sujeito um candidato á pesquisa) e está sendo convidado a participar do estudo intitulado (nome do estudo). O modelo 1 foi consultado no endereço eletrônico: http://www.). Os objetivos deste estudo são (colocar sumariamente) e caso você participe. .. será necessário (responder perguntas sobre . Você poderá ter todas as informações que quiser e poderá não participar da pesquisa ou retirar seu consentimento a qualquer momento.fmtm. consultas de enfermagem semanais.br/ pesquisa/cep/cep-modificacoes/cep-internet/modelo_de_termo_de_consentimento.

Sei que meu nome não será divulgado...... . li e/ou ouvi o esclarecimento acima e compreendi para que serve o estudo e qual procedimento a que serei submetido... sem justificar minha decisão e que isso não afetará minha relação com a instituição onde estou sendo atendido.......... você pode entrar em contato com o Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário Adventista de São Paulo pelo telefone (número com DDD)...... Eu concordo em participar do estudo.. Assinatura (do voluntário ou Número do RG responsável legal): Assinatura responsável: do pesquisador Assinatura do pesquisador orientador: de contato dos Telefone pesquisadores: Em caso de dúvida em relação a esse documento. Após Esclarecimento Eu..../......... . que não terei despesas e não receberei dinheiro por participar do estudo. (nome do voluntário)..../ . Eu entendi que sou livre para interromper minha participação a qualquer momento.52 Descrição dos Esclarecimentos Termo de Consentimento Livre. A explicação que recebi esclarece os riscos e benefícios do estudo. São Paulo....

que fui devidamente esclarecido sobre o Projeto de Pesquisa intitulado: ________________________(Título do trabalho)_____________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ desenvolvido pelo(a) aluno ______________________________________________ do Curso ______________________________do Centro Universitário Adventista de São Paulo. DECLARO para fins de participação em pesquisa. DECLARO. f) liberdade de se recusar a participar ou retirar seu consentimento.doc Acesso em: 15 dez 2005. outrossim. de de 200__ O modelo 2 foi consultado no endereço eletrônico: http://www. objetivos e procedimentos que serão utilizados na pesquisa. RG ____________.unit. g) garantia de sigilo quanto aos dados confidenciais envolvidos na pesquisa. h) formas de indenização diante dos eventuais danos decorrentes da pesquisa. c) métodos alternativos existentes. 2 . em qualquer fase da pesquisa.br/ CEP/Termo-de-Consentimento-Livre-e-Esclarecido. São Paulo. quanto aos seguintes aspectos: a) justificativa. e) garantia de esclarecimentos antes e durante o curso da pesquisa.53 Modelo 22 TERMO DE CONSENTIMENTO Eu. sobre a metodologia. que após ter sido convenientemente esclarecido pelo pesquisador e ter entendido o que me (nos) foi explicado. abaixo qualificado. com informação prévia sobre a possibilidade de inclusão em grupo de controle e placebo. __________________________________. assegurando-lhe absoluta privacidade. na condição de (sujeito objeto da pesquisa/representante legal do sujeito objeto da pesquisa). i) formas de ressarcimento das despesas decorrentes da participação na pesquisa. consinto voluntariamente (em participar/que meu dependente legal participe) desta pesquisa. d) forma de acompanhamento e assistência com seus devidos responsáveis. b) desconfortos e riscos possíveis e os benefícios esperados. sem penalização alguma e sem prejuízo ao seu cuidado.

... cumprindo todas as exigências contidas nas alíneas acima elencadas e que obtive........ Bairro:........................ Cidade:..................Tel.....Cep:......... Cidade:.........................54 TERMO DE CONSENTIMENTO Sujeito da Pesquisa: (Nome):..................................................... Bairro:........................................................./........ de de 200.................... Sexo: M ( ) F( ) Endereço: .............................. Data de nascimento:............................ Data de nascimento:.................................................................................................... RG:.................................................... __________________________ Assinatura do Pesquisador ......Apto:........... Sexo: M ( ) F( ) Endereço:................................../.......................................... São Paulo.................... / ..................... o consentimento livre e esclarecido do declarante acima qualificado para a realização desta pesquisa..........................:.......... nº.... Cep:..........:................................. de forma apropriada e voluntária.......... RG:.............................. para fins de realização de pesquisa............................ Natureza da Representação:............ / ....... Tel. ter elaborado este Termo de Consentimento.............. __________________________ Assinatura do Declarante DECLARAÇÃO DO PESQUISADOR DECLARO............ Apto: ..................... __________________________ Assinatura do Declarante Representante legal:.......................................nº....

que precisa conhecer a natureza do seu trabalho. . os suportes sociais e as finalidades culturais que o explicam. porque. poder e limites da capacidade perscrutadora da consciência.. a reflexão sobre o trabalho que executa.3). Porto elias. a determinação da origem.br Qualquer que seja o campo de atividade a que o trabalhador científico se aplique.edu.martins@unasp. p.edu.55 A CONSTRUÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA Elias F. o exame dos problemas epistemológicos que a penetração no desconhecido do mundo objetivo suscita.edu.porto@unasp. que se referem ao processo da pesquisa científica e da lógica da ciência. este é constituído da sua própria realidade individual (VIEIRA PINTO.br Paulo Gomes Lima paulo.. e tantas outras questões deste gênero.br Leonardo Tavares Martins leonardo. não podem ficar à parte do campo de interesse intelectual do pesquisador. os fundamentos existenciais.gomes@unasp.. 1979.

uma vez que são eles que proporcionarão diretrizes metodológicas válidas dentro das convenções científicas. facilita a identificação da problemática que se deseja estudar.13). qual campo do conhecimento. a relevância de se estudar determinado assunto (justificativa). na verdade “não existe um padrão rigidamente estabelecido e imutável” (GONSALVES. para que tenha pertinência científica.1 O Problema Deve Ser Formulado Como Uma Pergunta O problema deve responder a algo que inquiete o pesquisador. é no projeto de pesquisa que se explicita o problema a ser estudado. deve reunir. local epistemológico e época em que se situa a problemática (introdução). os elementos citados anteriormente. por isso ao elaborar o projeto. 2003. Tem-se. 4. o que o estudo pretende demonstrar ou explicar (objetivos). o projeto de pesquisa deverá apontar para o problema a ser estudado e para o procedimento adotado para estudá-lo. por exemplo.1. entretanto.56 Para que qualquer pesquisa científica seja desenvolvida é necessário o estabelecimento de um projeto de pesquisa. p. que teorias e metodologias ajudarão o pesquisador na realização de seus objetivos (metodologia). Quando o problema é formulado como uma questão. demonstrando que o pesquisador já conhece o que a literatura apresenta sobre o assunto (desenvolvimento do tema) e todas as fontes consultadas para desenvolvimento do projeto (bibliografia). precisamos considerar algumas regras importantes (GIL. O projeto de pesquisa é o planejamento prévio da pesquisa que sistematiza todas as etapas que serão realizadas no desenvolvimento da mesma. Ao se formular um problema de pesquisa. o . no mínimo. deve-se ter claramente qual é questão à qual se deseja uma resposta. em quanto tempo o estudo será realizado (cronograma). todo projeto.1 PROJETO DE PESQUISA Um projeto pode ser organizado de diferentes formas. Assim. 1999): 4. Por exemplo. uma apresentação do tema da pesquisa.

portanto. ou seja. haverá dificuldade em se compreender qual a pretensão do projeto. veja como poderíamos transformar este tema em um problema corretamente formulado: “Que hábitos alimentares podem estar relacionados com a obesidade em escolares da terceira série do ensino fundamental de uma escola particular do município de São Paulo?” 4. um projeto que se proponha a analisar o conceito de operários sobre a política pública mostra-se incompleto e.3 O Problema Deve Ter Clareza Os termos utilizados na construção do projeto devem ser claros e precisos. o pesquisador deverá selecionar somente aquela(s) que interessa(m) ao estudo a ser realizado. 4. percebe-se que está muito abrangente. Assim. não caberia propor um projeto de pesquisa para estudar a obesidade e as crianças. o problema fica mais evidente e é possível compreender sua delimitação.2 O Problema Deve Ser Delimitado a Uma Dimensão Viável O projeto deve ser exeqüível.57 tema: “a relação entre nutrição e obesidade”.1.1. Por exemplo. confuso sobre qual a pretensão do pesquisador (quais operários? de que política pública? de algum governo específico?) . Atenção ao escolher as palavras para que não haja contradição nem sentido diferente ao pretendido. Caso o problema não esteja claro. pois sem a devida delimitação isto seria inviável (quais crianças seriam estudadas? todas as brasileiras? todas as crianças do mundo? todas as crianças de escola particular?). ao formular o problema certifiquese de que a execução do projeto é viável. mas quando formula-se uma pergunta. Como um problema possui muitas dimensões.

se os dados a serem analisados forem quantitativos. de forma particular pois este tipo de procedimento não tem validade científica. Assim. pois os itens principais. há similaridade entre as diferentes formas. mencionados anteriormente. deve-se deixar claro quais as fontes a serem consideradas e qual o procedimento adotado para análise. 4.2 A Estrutura de Um Projeto de Pesquisa Embora existam diferentes propostas de estrutura de projeto na literatura.4 O Problema Deve Apresentar Bases Científicas Para a Análise Qualquer que seja o tipo de pesquisa proposto no projeto. propomos uma estrutura didática de projeto de pesquisa que pretende ser ao mesmo tempo eficiente e pedagogicamente viável para os pesquisadores iniciantes. deve-se usar como ferramentas para análise das informações o que seja aceito academicamente e nunca se apropriar de juízos de valor. devem estar contemplados. Assim. deve-se deixar claro qual o procedimento estatístico para tratar tais informações e ao se fazer uso de uma proposta de estudo que seja qualitativa.2. 4.1.58 4.1 Esboço do Projeto de Pesquisa: 1 INTRODUÇÃO 2 OBJETIVOS 3 JUSTIFICATIVA 4 METODOLOGIA 5 DESENVOLVIMENTO DO TEMA 6 CRONOGRAMA 7 ORÇAMENTO 8 REFERÊNCIAS .

Exponha como chegou ao tema de investigação. A delimitação consiste na indicação. apresentando o que envolve o tema escolhido. porque fez tal opção. decorrente de suas Conferências Nacionais de Educação”.2. definindo o campo de conhecimento. Exemplo: “Este estudo delimita-se por desenvolver um estudo sobre a contribuição da ABE para o desenvolvimento da educação formal brasileira particularmente na década de 20. as circunstâncias que interferiram nesse processo. • Do local ao qual se refere o estudo (local epistemológico da pesquisa): Brasil – Conferências Nacionais de Educação. Coloque o problema em forma interrogativa tornando-o mais diretivo. Ex: “Qual foi o papel desempenhado pela Associação Brasileira de Educação (ABE) no desenvolvimento da educação brasileira?”. Apresente o campo de conhecimento que pertence o assunto e identifique qual é a questão ou o problema a ser pesquisado. o que demandará uma resposta clara. Problemas são perguntas que a pesquisa pretende resolver. do tema a ser pesquisado. • Do tempo: anos 20 (época da criação da ABE). qual foi a gênese do problema. Situa-se como pano de fundo. Aborde o assunto geral sobre o qual se deseja realizar a pesquisa. No exemplo dado acima.59 4. . definindo claramente o campo de conhecimento que pertence o assunto. se houve antecedentes. podemos identificar a delimitação do tema. de modo breve. pois há indicação: • Do campo do conhecimento: história da educação brasileira. situando seus limites e o lugar que ocupa no tempo e no espaço.1 Apresentação e Delimitação do Tema Delimitação inicial.2 Definição dos Itens Essenciais no Projeto de Pesquisa 1 INTRODUÇÃO 1.

Formular. 2.1 Objetivo Geral Utilizando-se um verbo no infinitivo indica-se qual é a grande questão que procuraremos estudar na pesquisa. Escolher. etc.). Especificar. Diferenciar.56). mas que não poderá ser atingido. Explicar. Exemplos: • Formular uma proposta de análise postural para crianças de 7 a 10 anos. Esquematizar. Construir. O objetivo geral deve ser apenas um e os objetivos específicos podem ser de 3 a 5. 2003. Comparar. estes são aspectos secundários do projeto. Verificar.. Discutir. Para formular o objetivo geral. Examinar. Entender.60 2 OBJETIVOS Nesta parte indica-se o que é pretendido com o desenvolvimento da pesquisa. Criticar. Estimar. Deve ser sucinto e sugere-se que inicie com verbo no infinitivo. • Verificar a incidência de problemas posturais em crianças e adolescentes. Descrever. Avaliar. Localizar. Estabelecer. alunos do ensino fundamental da Escola Adventista de Florianópolis.. • Comparar o comportamento de crianças escolares em situação de competição e de cooperação. ou seja. Medir. Discriminar. . Propor. “O Objetivo é o que você pretende atingir com a sua pesquisa e não o que você vai fazer para atingi-lo” (GONSALVES. Desenvolver. pense em responder à pergunta: o que você pretende com este projeto? (dentre os verbos mais utilizados. Decidir. Selecionar. podemos citar. Classificar. p. Divide-se em objetivo geral e objetivos específicos. Assim. os objetivos servem para indicar a direção da ação. É interessante que este objetivo seja apenas um e que esteja ligado diretamente ao problema levantado pelo pesquisador. Contrastar. Produzir. É importante que os objetivos sejam exeqüíveis. Interpretar. Documentar. Esclarecer. Determinar. como exemplo: Analisar. Identificar. não é pertinente um objetivo aparentemente importante e bem construído.

não necessariamente. pois isto poderá dificultar o controle de sua pesquisa.2 Objetivos Específicos Aspectos que em conjunto propiciam a resolução do objetivo geral. tanto em termos acadêmicos quanto nos seus aspectos de utilidade social. Que benefício poderá trazer à comunidade com a divulgação do trabalho? (relevância social). mas. 2. 3 JUSTIFICATIVA Nesta seção. não é interessante que o pesquisador desenvolva mais de 5 objetivos específicos. embora com um caráter secundário. destacará a relevância do assunto. Estes objetivos. Esta seção deve ser redigida a partir das seguintes perguntas: O que esta pesquisa pode acrescentar à ciência onde se inscreve? (relevância científica). Aqui poderemos elencar mais de um objetivo acessório. também. mostrará a viabilidade do tema enquanto objeto de pesquisa e indicará as razões de ordem pessoal que o levaram a eleger este tópico do conhecimento. • Analisar os modelos que foram seguidos na formulação da proposta da Unicamp.61 • Analisar em que grau e em que medida Zeferino Vaz contribuiu para a criação da Universidade Estadual de Campinas. poderá indicar um objetivo específico para cada capítulo ou caso prefira. no entanto. Se o pesquisador elaborar de 3 a 5 objetivos específicos. buscar alcançá-los difusamente no desenvolvimento do trabalho. • Explicar a atuação direta e papel de Zeferino Vaz como ator expoente na criação da Unicamp. irão contribuir para que se alcance o objetivo geral. Exemplos: • Destacar a situação do ensino público superior no Estado de São Paulo em geral e no sudeste paulista em particular nos anos 60. Para tanto. . o pesquisador procura demonstrar o valor do seu objeto de estudo.

Ex: “Este trabalho terá como referencial teórico as contribuições de Barros (2001). Assim. incluindo aí os procedimentos escolhidos” (GONSALVES.. Buscando o sentido etimológico de metodologia encontraremos “Méthodos significando o caminho para chegar a um fim. sujeitos da pesquisa e espaço da pesquisa. Lima (2001). p. por fim. . você deverá deixar claro quais procedimentos pretende utilizar na produção dos dados. quais são os autores que serão as principais fontes teóricas de sustentação da pesquisa. Witter (1999). Ramos Lamar (1998).. investigação. Em termos gerais. 4 METODOLOGIA O quadro teórico-metodológico é o referencial organizativo do “como” a pesquisa será realizada.” (Atenção: estes exemplos são apenas para finalidade didática. metodologia significa o estudo dos caminhos a serem seguidos.62). por este tema? (interesse). Indique no texto a relação entre o trabalho dos referidos autores e a proposta contemplada em teu projeto e as possíveis diferenças. escolher.62 O que levou o pesquisador a se inclinar e. não se tratando em hipótese alguma de referências específicas). enquanto logos indica estudo sistemático. Silva (2003). quais são as possibilidades concretas de esta pesquisa vir a se realizar? (viabilidade). Neste item do projeto. quais as etapas da análise dos dados e outros detalhes como tipo da pesquisa. 2003. em outras palavras é o percurso ou o caminho a ser percorrido para se alcançar o objetivo estabelecido. quais os principais procedimentos empregados para que todos os objetivos planejados sejam satisfatoriamente alcançados. Associar metodologia a um conjunto de técnicas ou procedimentos para coleta de dados é uma redução da amplitude deste item. Pode-se iniciar a metodologia com a indicação dos autores que serão o referencial da pesquisa.

se qualitativa. Qualitativa. Participativa. Bibliográfica. Dizer apenas: “Como instrumento utilizarei a entrevista semi-estruturada” definitivamente não é suficiente para a metodologia! Requer-se uma detalhada descrição de todo o procedimento. É importante também indicar a natureza da pesquisa. Existe na literatura diferentes conceituações a respeito da classificação da pesquisa e pode-se utilizar a perspectiva que melhor se adequar ao seu tipo de trabalho. estudo de caso. Documental. ex-postfacto.63 4.1 Abordagem da Pesquisa Aqui o pesquisador deverá deixar claro que tipo de pesquisa desenvolverá: experimental. • Segundo os procedimentos de coleta: Experimento. Descritiva. Levantamento.2 Sujeitos da Pesquisa É importante deixar claro qual a população a ser estudada e dentro de qual universo esta população se encaixa. Documental. Estudo de Caso. • Segundo a natureza dos dados: Quantitativa. bibliográfica. Bibliográfica. documental. Experimental. Algumas perguntas podem ajudar a deixar claro este item do projeto: Quais os critérios adotados para a escolha desta população? Quais as características particulares desta população que a diferencias de outros grupos? Toda a população escolhida será estudada ou será selecionada uma amostra para o estudo? Como se deu a escolha da amostra (forma probabilística – aleatória simples ou randômica estratificada ou não-probabilística – acidental ou intencional)? . Explicativa. • Segundo as fontes de informação: Campo. pesquisa participante ou ainda se a pesquisa será um levantamento bibliográfico. Laboratório. 4. entretanto a partir de quatro grandes linhas de pesquisa (Histórica. se quantitativa ou se dialética. Descritiva. pesquisa ação. Experimental e Ex-Post-Facto) observe os diferentes tipos de classificação possíveis: • Segundo os objetivos: Exploratória.

fazer a avaliação física em crianças. tabulação dos dados e cálculos estatísticos. Este item do projeto deverá esclarecer o leitor sobre o que será feito com os dados obtidos.64 4. avaliação física. análise de discurso. a entrevista. Deve-se ainda evidenciar quais informações pretende obter a partir de determinado procedimento ou instrumento e como será aplicado. deve-se esclarecer no projeto se haverá alguma alteração no meio onde vivem. análise de conteúdo entre outras formas possíveis. manipulação de animais). Se a pesquisa for documental.3 Coleta de Dados e Instrumento A forma como se procederá a coleta deve estar detalhada. que instrumentos serão utilizados nas avaliações. onde serão obtidas. . ou seja. Se o projeto pretende. levantamento de dados. em que local. o formulário. deve-se deixar claro qual critério adotado na escolha do instrumento.4 Organização e Análise dos Dados O processo de análise dos dados pode envolver diversos procedimentos: codificação das repostas. deve-se dizer quem fará as medidas. se a pesquisa envolver seres vivos. se a pesquisa prevê a aplicação de questionário. deve-se esclarecer sobre quais são as fontes. deverá haver aprovação do comitê de ética para que haja continuidade do projeto. Se houver cálculos estatísticos. pois existem diferentes técnicas para a obtenção dos dados: o questionário. observação direta. se foi criado pelo pesquisador. uma entrevista. o que será extraído das fontes para a análise. quais as medidas serão tomadas. se haverá a administração de algum produto aos seres em observação. por exemplo. quais alterações. deve-se dizer se haverá algum software ou fórmulas específicas para a análise. etc. havendo seres vivos envolvidos na pesquisa (quer seja a aplicação de um questionário. Diferentes formas de pesquisa devem esclarecer sobre o que está envolvido na forma de se obter os dados a serem analisados. Outra informação absolutamente necessária que o projeto deve apresentar é que. 4. se foi adaptado ou se está seguindo um modelo sugerido por outro pesquisador. como se dará a interpretação dos dados.

logicamente que acrescido de mais informações. Assim. Se em comum acordo com o orientador. pois dependendo do tipo de pesquisa. consequentemente porque ele precisa ainda ser pesquisado. citações e comentários. Sendo a Hipótese uma resposta provisórias. mas que não pode ser precária. Como o projeto e a redação final do TCC estão muito próximos no tempo. pode-se ter um capítulo destinado a revisão de literatura. se em comum acordo com o orientador houver a proposta para a inclusão de Hipótese no projeto.65 5 DESENVOLVIMENTO DO TEMA Esta é a parte central do texto. procure agora. Entretanto. com uma exposição mais objetiva e técnica. como a literatura aborda o objeto de estudo e mostrar que as questões envolvidas com o tema já são de seu conhecimento. ou seja. o texto deste item será usado também no trabalho final. Você deve demonstrar domínio sobre o que outros autores estudaram a respeito do tema escolhido e expor tais idéias. a partir do que foi feito no projeto. Aqui cabe fazer a contextualização do que há publicado sobre o assunto e como outros autores têm estudado este tema. este item pode estar dividido em capítulos. o tema-problema com um maior aprofundamento. Privilegie os textos mais importantes e mais recentes sobre seu tema. poderá ser feito dentro deste item. como o tema está problematizado e. Na introdução é apresentado o tema de forma mais ampla e aqui de forma mais profunda. Retomando o que já foi anunciado na Introdução. A utilização de uma Hipótese no projeto não é obrigatória. Este é o momento onde os textos/documentos estudados devem aparecer. esta é uma varredura exploratória. Para facilitar a apresentação do projeto. que o . onde o aluno deve apresentar de forma mais profunda o que conhece sobre o tema. circunscrever. Trata-se portanto de delimitar. a revisão se mostrará presente em vários capítulos. colocar o problema. pois há perspectivas metodológicas que excluem a utilização de uma hipótese afirmando que a ciência deveria ir em busca a uma resposta sem pressupor uma possível resposta pois isto poderia influenciar no encaminhamento da pesquisa. as leituras já realizadas. anterior à pesquisa. entretanto não é obrigatório este capítulo. este item mostra-se importante para que o aluno possa alcançar o texto final completo.

delimitando o tempo para cada momento.66 pesquisador oferece. nem todos precisam estar mencionados em teu projeto e você poderá acrescentar outros que julgar necessário. 6 CRONOGRAMA Neste item deve ser feita a previsão de duração de cada fase do projeto. Encaminhamento ao comitê de ética 2006 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 X XX XX 1 2 X No detalhamento das atividades e do tempo necessário para a execução você deverá definir quais itens estarão previstos para o teu projeto. Digitação da introdução 4. Um bom procedimento seria trabalhar com um problema e uma hipótese centrais e bem definidas. Sugere-se a seguir dois modelos distintos. O detalhamento dos itens mostra a organização do pesquisador e isto poderá ser decisivo para se obter êxito na execução do projeto. ou seja. . de forma sugestiva. O resultado da pesquisa poderá negar ou confirmar a hipótese. Aquisição e leitura dos textos 3. 2006 2006 2006 2006 ANO Fevereiro Março a Abril Abril a Maio Junho MÊS Levantamento de obras que interessam à pesquisa Aquisição e leitura dos textos Digitação da introdução Encaminhamento ao comitê de ética ATIVIDADE MÊS ATIVIDADE 1. o importante é detalhar cada parte do projeto e o tempo em que se dará cada atividade. Evidentemente a Hipótese não deve estar dissociada de uma atenta relação com o que a literatura apresenta sobre a temática estudada. a seguir listamos alguns destes itens. Levantamento de obras que interessam à pesquisa 2. caberia esta colocação dentro do desenvolvimento do tema como a perspectiva do pesquisador sobre o problema estudado. Qualquer que seja o modelo adotado. • Levantamento das obras que interessam à pesquisa.

bem como no TCC. portanto as obras aqui mencionadas não devem servir de limite para a continuidade do projeto. O pesquisador deve ter claro que esta lista de referências poderá ampliar-se ao final da pesquisa. transporte. 8 REFERÊNCIAS Reúne-se aqui uma relação das fontes / obras utilizadas para a elaboração do Projeto e que serão utilizadas na Pesquisa propriamente dita. É importante descrever se haverá solicitação de financiamento para órgãos de fomento à pesquisa ou quem deverá custear o projeto. entretanto se você pretende utilizar reagentes. não há a necessidade de colocar este item no projeto.67 • Aquisição de textos ou livros pertinentes ao objeto de pesquisa • Leituras intensivas sobre o tema • Registro dos conteúdos (literaturas e coletas efetuadas) • Sistematização do material • Coleta de dados • Interpretação dos dados. já que novos . Inclua detalhadamente o valor para cada item a ser custeado e em que momento isto deve ocorrer. equipamentos ou se haverá despesa com pessoal. conforme categorias estabelecidas • Primeira redação • Correções e intervenções do orientador • Segunda redação • encadernação • Apresentação do trabalho • Correções do texto final • Encaminhamento do texto final corrigido 7 ORÇAMENTO A previsão orçamentária não será necessária a todos os projetos. Se teu projeto não prevê custos. ou qualquer outro tipo de custo para a execução do projeto ou análise dos dados. material de laboratório. isto deverá estar previsto.

a partir da primeira folha da parte textual.2. Siga a ordem dos itens do projeto conforme descrito anteriormente.5. inferior e direita. espaço 1. fonte 12.3 Apresentação Gráfica O projeto deve incluir capa. . segundo o modelo a seguir. em algarismos arábicos.68 documentos poderão ser identificados no desenvolvimento do processo de investigação. Deixe 3cm de margem esquerda e superior e 2cm de margem. Arial. O texto deve estar formatado em papel A4. A numeração é colocada. no canto superior direito da folha. 4. As referências devem seguir a norma apresentada no capítulo 7. página de rosto e sumário.

CURSO .69 CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO CAMPUS ... (Arial 14 / Negrito) TÍTULO DO PROJETO (Arial 18 / Negrito) AUTOR(ES) (Arial 14 / Negrito) CIDADE – ESTADO ANO (Arial 14 / Negrito) FIGURA 1 Modelo de capa para projetos de pesquisa ...

70 CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO CAMPUS ENGENHEIRO COELHO CURSO DE PEDAGOGIA HÁBITOS DE ESTUDO E RENDIMENTO ESCOLAR DE ALUNOS DO ENSINO MÉDIO FÁBIO LUIS SILVA LUÍZA BELA SILVA ENGENHEIRO COELHO – SP 2005 FIGURA 2 Exemplo de capa para projeto de pesquisa .

71 NOME (Arial 14) TÍTULO (Arial 18) CIDADE – ESTADO ANO (Arial 14 / Negrito) FIGURA 3 Modelo de folha de rosto para projeto de pesquisa .

Orientadora Prof. ___ Adventista São Paulo. campus EC. Maria Silva . Ms. campus ___. Projeto de pesquisa apresentado ao curso de Pedagogia do Centro Universitário Orientador(a) Prof. Engenheiro Coelho – SP 2005 FIGURA 4 Exemplo de folha de rosto para projeto de pesquisa .72 FÁBIO LUIS SILVA LUÍZA BELA SILVA HÁBITOS DE ESTUDO E RENDIMENTO ESCOLAR DE ALUNOS DE ENSINO MÉDIO Projeto de pesquisa apresentado ao curso de Pedagogia do Centro Universitário Adventista São Paulo. como requisito parcial à disciplina Trabalho de Conclusão de Curso I. como (Arial 12) requisito parcial à Disciplina Trabalho de Conclusão de Curso I.

11 5.................... OBJETIVOS...................................................73 SUMÁRIO 1............................................................................................................1 Nome do Capítulo .................. 14 5......DESENVOLVIMENTO DO TEMA.............. 8 5............................ METODOLOGIA .................................................................................................................................................. 11 5. 20 FIGURA 5 Exemplo de sumário para projeto ................................................... 5 3. 16 6. REFERÊNCIAS... 18 7.............................................................................................. CRONOGRAMA................................. 6 4................... 19 8................................ ORÇAMENTO..........................2 Nome do Capítulo ....................................................3 Nome do Capítulo ................. 3 2................ JUSTIFICATIVA............................................................................................................................ INTRODUÇÃO.

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A CONSTRUÇÃO DA MONOGRAFIA
Elias F. Porto elias.porto@unasp.edu.br Kátia Corina Vieira katia.vieira@unasp.edu.br Leonardo Tavares Martins leonardo.martins@unasp.edu.br Paulo Gomes Lima paulo.gomes@unasp.edu.br

A atividade de pesquisa é uma atividade racional. Implica no mais profundo e elevado exercício da razão da parte do homem. Talvez seja nessa atividade mais do que em qualquer outra que o homem possa dar expressão ao seu ímpeto de criatividade (DUSILEK, 1978, p.34).

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5 MONOGRAFIA
O capítulo anterior apresentou o que é um projeto e como estruturá-lo. Agora, chegou a hora de fazer tudo o que o projeto previa. É hora de usar o projeto como um mapa, um guia, na realização da pesquisa. Boa parte do que se escreveu no projeto foi um exercício de definição e previsão. Definição do que se irá pesquisar, de quais objetivos pretende-se alcançar, de argumentos que justifiquem a realização da pesquisa, definição e previsão dos aspectos metodológicos mais adequados à realização e alcance dos objetivos propostos e quais seriam os fundamentos teóricos essenciais, definição das tarefas a serem realizadas, previsão de quando essas tarefas seriam realizadas e de despesas para fazer a pesquisa. Percebe-se que tudo que está ligado ao projeto gira em torno de planejamento. Após o planejamento vem a execução: construção da monografia.

5.1 O Que é Uma Monografia
Após o projeto estar pronto e aprovado, pode-se pensar na monografia, pois esta será a realização daquilo que foi expresso no projeto. Este é o momento de buscar nas mais variadas fontes a informação necessária para aprofundar e desenvolver a pesquisa previamente planejada e, ao final, apresentar os resultados da pesquisa. A essa apresentação de resultados chamamos de monografia. De acordo com Medeiros (2004, p. 248), monografia “é uma dissertação que trata de um assunto particular, de forma sistemática e completa.” É necessário destacar, inicialmente, que a monografia constitui-se num estilo específico de redação: a dissertação. Sobre este estilo, a dissertação, vale lembrear que ela costuma discorrer sobre um tema determinado, de forma argumentativa, ou seja, o escritor de uma dissertação costuma ter uma idéia, uma posição, um ponto de vista e discute o tema escolhido. Para tanto, o texto de uma dissertação costuma ser inquisidor e, às vezes, até provocativo, através da apresentação de fatos e evidências. Quanto à estrutura, as

76 dissertações, costumam ter uma introdução, um desenvolvimento e uma conclusão. Em segundo lugar, deve-se notar que uma monografia deve tratar de apenas um tema, apenas um assunto. Esse tema ou assunto foi definido e delimitado quando da elaboração do projeto de pesquisa. Alguns elementos do projeto definem o tema ou o assunto da monografia. Desses elementos, os mais importantes são o problema de pesquisa e o objetivo ou os objetivos. Estes itens do projeto mostram-se alicerces da pesquisa e, conseqüentemente, da monografia. Em terceiro lugar, uma monografia trata o tema de forma sistemática. Algo sistemático, no senso comum, pode ser considerado negativo. No dia a dia pode-se dizer que fulano é “sistemático”, como uma forma educada de dizer que esse alguém, sob determinado ponto de vista, é uma pessoa “caxias", “certinha demais”, “metódica demais”, “chata”. Mas, para que se compreenda o que significa sistemático, deve-se primeiro entender o que significa a palavra sistema, que é a origem do termo sistemático. A definição de sistema está associada à idéia de um conjunto de partes que se relacionam entre si e que, juntas, formam um todo. Ao traduzirmos essa idéia para algo mais concreto, poderíamos exemplificar dizendo que o computador no qual se produz um texto, composto de uma CPU, um monitor, um teclado e um mouse, é um sistema. Também poderíamos dizer que o UNASP, com seus três campi e dezenas de departamentos e cursos é um sistema. O corpo humano, com seus órgãos, membros, células e tecidos é um sistema. A partir daí, se compreendemos o que é um sistema, fica mais fácil entendermos o que significa ser sistemático. De acordo com o dicionário Aurélio, sistemático é aquilo que é ordenado, metódico, coerente com uma determinada linha de pensamento ou ação. Então, como podemos entender um texto, uma redação, uma monografia dentro dessa idéia de sistema e sistemático? Bem, a monografia será composta e estruturada a partir de diversas partes, cada qual com sua função. Mas, quando todas essas partes forem olhadas em conjunto, devem fazer sentido, devem compor um único trabalho. Uma monografia deve ser sistemática porque nela deve haver

uma monografia deve tratar de um tema ou assunto de forma completa. Estes trabalhos não costumam ser muito extensos. Quando o problema de pesquisa e os objetivos estão definidos. A esses trabalhos chamamos de trabalhos monográficos. Mais uma vez. presunçoso. com a quantidade de informaçoes disponíveis atualmente. Durante um curso de graduação normalmente se produz diversos trabalhos monográficos. dentro do que foi estipulado como problema de pesquisa e objetivos. organização e método que lhe dêem um sentido de unidade às suas diversas partes. através de entrevistas ou análise de documentos. folha de rosto. Essa estrutura costuma ser composta de capa. conclusão ou considerações finais e .77 coerência. Geralmente acabam por ter entre 10 e 20 páginas e possuem uma estruturação bastante simplificada. Entende-se monografia como um termo genérico que identifica trabalhos escritos com as características que acabamos de discutir. Evidentemente mostrar domínio completo de determinado assunto. Isso quer dizer que ao escrever uma monografia deve-se atentar para a necessidade de tratar o tema escolhido em seu todo. inteira. 5. quem é que sabe tudo sobre alguma coisa para tratá-la de maneira completa? Quem é que consegue num único trabalho escrito tratar de tudo que faz parte de um determinado assunto? Por isso é tão importante delimitar o tema da pesquisa. a partir de pesquisa bibliográfica ou até mesmo com alguma coleta de dados em campo. afinal. fica claro o quanto se propõe a abranger dentro da monografia. Portanto. as partes ou capítulos de desenvolvimento. no mínimo. uma monografia deve ser completa. Em quarto lugar. É bastante comum que o professor de uma disciplina solicite aos alunos que façam um trabalho escrito sobre um determinado tema. é preciso reconhecer que há mais de um tipo de monografia. seria. sumário. introdução. a correta definição do problema de pesquisa e dos objetivos é essencial para que isso seja possível.2 Tipos de Monografia A partir do conhecimento básico do que é uma monografia.

o curso deverá. Estas outras formas não serão aqui discutidas. curso. ou até mesmo a proposta de um trabalho profissional. p. Há também cursos que abrem a possibilidade ao aluno de fazer um TCC que não seja necessariamente uma pesquisa científica. Enfermagem. 2). Essas questões. módulo. em geral costuma ser mais extenso e assume uma estrutura mais complexa. com a possibilidade de vir a ser executado ou não. devendo expressar conhecimento do assunto escolhido. formas e extensão dos TCCs variam bastante de curso para curso. costuma-se recomendar fortemente que os resultados dessas pesquisas tenham algum benefício prático ou utilidade na atividade profissional. De acordo com a ABNT (NBR 14724). Nutrição e outros. Dependendo do curso. em outros pode ser realizado em duplas ou trios. é possível fazer um excelente TCC de 20 páginas. Nos cursos de ciências aplicadas como Administração. mas que seja uma espécie de relatório de atividades profissionais desenvolvidas. esses trabalhos em geral podem ser classificados como monografias e. por suas características. Os tipos. apesar da relativa simplicidade. estudo independente. Alguns chamam estes trabalhos de monografias. ao apresentar a proposta. Um TCC. outros ainda apenas de trabalho escrito. Há também a possibilidade de algum curso oferecer a possibilidade que um aluno entregue um artigo submetido a publicação em lugar do Trabalho de Conclusão de Curso. Em outro curso. se comparado aos trabalhos monográficos feitos durante o curso de graduação. que deve ser obrigatoriamente emanado da disciplina. outros de papers. o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é um documento que representa o resultado de estudo. Educação Física. na medida em que são bem produzidos. dependem das .78 referências. Na maioria dos cursos do UNASP o tipo de TCC mais comum é aquele que apresenta os resultados de uma pesquisa científica. Comunicação Social. outros de trabalhos acadêmicos. pois dadas as particularidades de cada curso e as diferentes alternativas. Em alguns cursos o TCC é desenvolvido apenas individualmente. em geral. Deve ser feito sob a coordenação de um orientador (2000. os TCCs podem ter em geral 50 ou mais páginas. De qualquer forma. apresentar também a estrutura que será aceita. já servem como preparo para a monografia de conclusão de curso ou TCC. programa e outros ministrados.

para quem faz doutorado. além de outros fatores que não cabe aqui detalhar. dos recursos humanos e materiais disponíveis. Os dois últimos tipos de trabalhos monográficos que apenas mencionaremos. 5. são a Dissertação e a Tese. espera-se um maior grau de profundidade e rigor do que no TCC da graduação. do tipo do curso. Portanto. de acordo com esta norma. de agosto de 2002. Você deve procurar se informar sobre as peculiaridades sobre TCC do seu curso antes de iniciar o processo de execução. obviamente. A Dissertação é uma espécie de TCC para quem faz um curso de mestrado e a Tese. Ambas são obrigatoriamente resultantes de pesquisa científica e. é a NBR 14724.79 políticas de ensino definidas em cada curso. um TCC deve ser composto pelas seguintes partes: . a Tese ainda se diferencia pelo fato de o autor precisar apresentar uma “real contribuição para a área de especialidade” (NBR 14724). Além disso.3 Estrutura e Formatação da Monografia A norma da ABNT que estipula os padrões dos trabalhos acadêmicos. tais como os trabalhos monográficos.

de acordo com a NBR 14724 (2002) o trabalho deve obedecer aos seguintes parâmetros gerais: Quadro 2 – Critérios e parâmetros de formatação da monografia Item Tamanho do papel Cor da impressão Parâmetro A4 Preta Apenas na frente da folha. Revisão Bibliográfica e Apresentação e Análise dos Dados Fonte: ABNT. Metodologia. NBR 14724. 2002 Capa Folha de rosto Ficha catalográfica Errata* Folha de aprovação* Dedicatória(s)* Agradecimento(s)* Epígrafe* Resumo em português Abstract (resumo em inglês)** Lista de ilustrações*** Lista de tabelas*** Lista de abreviaturas e siglas*** Lista de símbolos*** Sumário Introdução Desenvolvimento**** Conclusão Referências Glossário Apêndice(s)* Anexo(s)* Índice(s)* ELEMENTOS Quanto à formatação.80 Quadro 1 – Elementos da monografia ESTRUTURA Pré-texto Texto Pós-texto *Elemento opcional ** Elemento definido como opcional ou obrigatório pela coordenação de TCC de cada curso *** Elemento condicionado à quantidade de elementos a serem listados **** O Desenvolvimento se subdivide em 5 capítulos: Objetivos. Arial Texto: 16 Título: 16 ou 18 Texto: 12 Títulos: 14 Citações longas: 11 Notas de rodapé: 10 Superior: 3 cm Esquerda: 3 cm Inferior: 2 cm Direita: 2 cm Local de impressão Tipo de letra Tamanho da letra na capa e folha de rosto Tamanho da letra no restante do trabalho Margens . Justificativa. com exceção da folha de rosto que é utilizada na frente e no verso.

1.1. Término da numeração: última folha do pós-texto Localização da numeração: canto superior direito da página Tipo de número: arábicos Tamanho do número: 10 Localização da ilustração: o mais próximo possível do texto que faz referência à ilustração. portanto. embora as folhas sejam contadas.1. 1.1.1. 2.2... 3. a partir da margem esquerda Títulos não numerados (errata. sem recuo Texto: alinhamento justificado Títulos principais ou de 1º nível: 1. figuras. Início da contagem: a folha de rosto será a primeira folha a ser contada.. hífens e quaisquer outros recursos gráficos.1) O título ou subtítulo é separado de seu respectivo número apenas por um espaço.2.. deve ser usado espaço simples.5 entre o subtítulo e o texto que sucede Tamanho da letra: 10 Espaço entre linhas: Simples As notas de rodapé devem ser separadas do texto por uma linha de 3 cm de cumprimento. Subtítulos de 3º nível: 1. apresentar o termo designativo (ilustração.1. Início da numeração: a partir da primeira folha da parte textual. figura. 2. recomendamos o uso de espaço 1. ou seja. 3. se a identificação ocupar mais de uma linha. Indicação da fonte: caso o que estiver sendo apresentado não tenha sido elaborado pelo autor do trabalho. a partir da primeira folha da introdução. espaço duplo. a fonte deve ser indicada na linha subseqüente à identificação da ilustração. quadro).1. epígrafes.2..5 Citações longas.1. notas de rodapé. referências. anexos e índice): centralizados Títulos numerados (parte textual): alinhados à esquerda Subtítulos (2º. agradecimentos..25 cm ou 1 tab Texto: De acordo com a ABNT. Recuos Espaço entre linhas Notas de rodapé Alinhamento Numeração Paginação Ilustrações.1.1. 2. mas não será numerada. apêndices.5 cm Citações longas e texto da folha de aprovação: 4 cm Início de parágrafos: 1. 3. gráficos e ficha catalográfica: Simples Subtítulos: 2 X 1. para os TCCs do UNASP. gráfico. sumário. 2. tabelas. Evitar subtítulos de 4º nível para cima (1. abaixo da ilustração.1.1. referências. gráficos. legendas de ilustrações. 2. numeraçao no pré-texto. 1. seguido da numeração de ordem de ocorrência no texto e do título. abstract. não há. resumo. Subtítulos 2º nível: 1. 3. porém. não devem ser usados pontos.2.1.1.5 entre o subtítulo e o texto que o precede e 1 X 1. quadros .81 Epigrafes e dedicatórias: 7. listas. Identificação: em letra tamanho 12. 3.2. figuras.2. 3º nível) numerados: alinhados à esquerda.

alinhada á esquerda da tabela. Título: centralizado. Tabelas Fonte: Adaptado de ABNT. acima da tabela. Em geral são feitos depois que a parte textual do TCC já está pronta. Os elementos pré-textuais são todas as partes que antecedem a introdução. especialmente aqueles de caráter pessoal. a fonte deve ser indicada. como toda monografia. Unidade da instituição: centralizado. 2002 5. Complementos do título: centralizados. é subdividido em três grandes partes: o pré-texto.4. agradecimentos e epígrafe. exatamente nesta ordem: Nome da instituição: centralizado. deve-se acrescentar dois pontos após a última letra do título. tamanho 16: Campus Engenheiro Coelho. tamanho 16 ou 18.4 Elementos Pré-textuais O TCC. Campus Hortolândia ou Campus São Paulo. em Arial maiúsculas. A seguir são apresentados comentários e instruções gerais sobre cada um destes itens. NBR 14724. negrito. sem negrito. em Arial maiúsculas. se a identificação ocupar mais de uma linha. quando houver algum complemento. 5. são amplamente utilizados. Indicação da fonte: caso a tabela não tenha sido elaborada pelo autor do trabalho.1 Capa A capa deve contar as seguintes informações. tamanho 16. em Arial maiúsculas. em Arial maiúsculas. há um exemplo da parte pré-textual contendo os elementos em geral incluídos em um TCC. Alguns desses elementos são opcionais e. dependendo do tamanho do título.82 Localização da tabela: o mais próximo possível do texto a que se refere Identificação: em letra tamanho 12. . tamanho 16: Centro Universitário Adventista de São Paulo. o texto e o pós-texto. apresentar o termo designativo (tabela) seguido da numeração de ordem de ocorrência no texto e do título. tais como dedicatória. deve ser usado espaço simples. logo abaixo da tabela. após o título. mesmo sendo opcionais. Após esses comentários e antes de passarmos para a parte textual do TCC.

em Arial 12. sem negrito. Campus Engenheiro Coelho. Dissertação. centralizado. Tese. a existência desse complemento deve ser indicada acrescentando-se dois pontos após a última letra do título. em Arial maiúsculas. Complementos do título: centralizados. Título: centralizado. Epígrafe descritiva do trabalho: localizada a 7.4. em Arial maiúsculas. em Arial maiúsculas. Monografia de Pós-Graduação). Na frente devem ser apresentadas as seguintes informações. 5. sem negrito. tamanho 16. fazendo uso de letras maiúsculas e minúsculas. em Arial maiúsculas. . tamanho 16: Engenheiro Coelho. o texto da epígrafe deve indicar o tipo do trabalho (Projeto de Pesquisa.5 cm da margem. sem negrito. em Arial maiúsculas. se houver algum complemento. neste caso. alinhamento justificado. Trabalho de Conclusão de Curso. área de concentração (curso) e nome da instituição à qual o trabalho será submetido à avaliação (Centro Universitário Adventista de São Paulo. Local: centralizado.2 Folha de Rosto A folha de rosto é a única de todo o TCC que apresenta conteúdo na frente e no verso. tamanho 16. licenciatura ou especialização). tamanho 16. sem negrito. nesta ordem: Nome completo do(s) autor(es): centralizado(s). negrito. dependendo do tamanho do título. ou Campus São Paulo). tamanho 16 ou 18. tamanho 16.83 Nome completo do(s) autor(es): centralizado(s). em Arial maiúsculas. Projeto Experimental. motivo pelo qual o trabalho foi realizado (para aprovação em uma disciplina. Hortolândia ou São Paulo e estado (SP). após o título. ou Campus Hortolândia. sem negrito. sem negrito e espaço simples entre as linhas. para obtenção do bacharelado. Ano: de entrega do trabalho.

indicando qual o erro. apesar de não numerada. 5.4.4 Errata A errata é opcional. negrito. Por isso.3 Ficha Catalográfica A ficha catalográfica deverá ser impressa no verso da folha de rosto. Hortolândia ou São Paulo. tamanho 16.5 cm. centralizado. Ela serve para indicar ao leitor a presença de erros no texto. o que alterará a numeração de todo o texto e que.4. A elaboração de ficha catalográfica envolve conhecimentos técnicos de biblioteconomia. normalmente. procure orientação junto à coordenação de TCC do seu curso a fim de saber como proceder. para elaborá-la. Ano: de entrega do trabalho. sem negrito. entretanto não colocamos a Ficha Catalográfica pois a confecção desta ficha requer conhecimentos técnicos conforme mencionamos acima e sua elaboração está. Local: centralizado. tamanho 16: Engenheiro Coelho. identifica-se ainda algum erro no texto. deve-se considerar que a página da errata deverá ser contada. com um recuo de 7. a cargo da biblioteca do campus. Mas. centralizado. deve ser antecedido pela indicação “Orientador:” . Arial 14. a exemplo da epígrafe descritiva. depois de impresso o trabalho. Apesar da possibilidade de utilização da errata. Ao final deste item (elementos pré-textuais) incluímos um exemplo dos elementos prétextuais. 5. como os erros para aparecerem na errata . o que é errata e quando incluí-la? Se.84 Nome completo do orientador: deve ser apresentada. em Arial maiúsculas. pode-se fazer uso da errata. em Arial maiúsculas. a forma correta e a localizaçao no texto. Logo abaixo. No alto da folha aparece o título “Errata”. A respectiva titulação e o nome do professor. sem negrito. apresente a errata da seguinte maneira: Página 43 52 Linha 12 1 Onde se lê Constituisse Finalmnte Leia-se constitui-se Finalmente.

haverá espaço para assinaturas grandes. Utilize o espaço disponível da folha completamente. deve constar o nome do componente da banca.4. acaba por desqualificar todo o texto. sob o título “Culinária brasileira: um estudo sobre o uso do gengibre na culinária do sul do Brasil”. 5. em geral curto.6 Dedicatória A dedicatória é opcional e. ou muito extensa. Assim. distribuindo bem os nomes dos componentes da banca.4. também não é titulada. 5. precedido da respectiva titulação. Arial 14.85 deverão estar localizados. seguido pelo avaliador. no . Trata-se de um texto. por banca composta pelos seguintes membros: Após este pequeno texto você deverá incluir as linhas para assinatura dos membros da banca. um texto semelhante ao que se segue (justificado.5)): Trabalho de Conclusão de Curso elaborado por Lucélia Priscila Rodrigues. sem negrito. O melhor é não terminar o trabalho às pressas a fim de que haja tempo para se fazer uma boa revisão do texto antes de entregá-lo. no alto. apresentado e aprovado no dia 20 novembro de 2006. para obtenção do título de Bacharel em Nutrição. O primeiro nome da lista de assinaturas deve ser do professor orientador. talvez seja mais simples corrigir os erros no texto. com um recuo de 4 cm. de caráter sentimental. assim como a folha de aprovação. Deve ser colocado. Abaixo de cada linha. espaço 1. Vale ainda ressaltar que uma errata contendo erros mais sérios.5 Folha de Aprovação A folha de aprovação não deve ser titulada.

negrito. Em geral são usados para epígrafe pensamentos.9 Resumo No alto da página indique o título “Resumo”. uma frase célebre. O resumo deve ser um texto composto por frases preferencialmente curtas. Arial 14.4.7 Agradecimentos Também é opcional. A primeira frase deve deixar claro o tema do trabalho. professores do curso. coordenação de TCC. junto à margem direita e com alinhamento justificado. centralizado. ao final. O restante do . sem negrito. instituição de ensino superior.4. à margem direita e com alinhamento justificado. Considere que deixar de agradecer a uma instituição ou empresa que abriu as portas para a realização da pesquisa. ou àqueles que deram suporte técnico e operacional (como coordenação do curso. a autoria. trecho de música ou de algum texto. vêm os agradecimentos. centralizado. Deve ser apresentada entre aspas. indica no mínimo falta de humildade e maturidade acadêmica e profissional. 5. Arial 14. É interessante que.8 Epígrafe Trata-se de mais um elemento opcional e não deve ser titulado. professor orientador). com um recuo de 7. ou em tópicos. negrito. que podem ser apresentados na forma de um texto corrido. Recomenda-se que a menção seja feita a pessoas ou instituições que contribuíram diretamente para a realização do trabalho e pessoas que de forma indireta foram importantes para a concretização do trabalho.4. 5. em negrito e.86 qual o autor dedica o trabalho a alguma instituição ou a alguém.5 cm. como uma lista. Logo após o título. com 7. Arial 14. negrito. Arial 14. A epígrafe deve aparecer na parte inferior da página. provérbios. O texto deve aparecer na parte inferior da folha. 5.5 cm de recuo. de alguma maneira. No alto da folha indica-se “Agradecimentos”. se estabeleça uma relação entre a epígrafe e a idéia central do trabalho. entre parênteses.

“Resumen”.87 resumo deve apresentar os objetivos do trabalho. então não será necessário apresentá-la. em espanhol. se for em italiano. sem negrito. palavras chave. ou seja.5 e deve ter no mínimo 150 e no máximo 500 palavras. “Abstract”. “Résumé”. os direcionamentos metodológicos mais importantes e os resultados e conclusões mais relevantes. certifique-se que a tradução está adequada. O resumo não deve conter minúcias sobre o trabalho. espanhol. também. Certifique-se sobre a obrigatoriedade ou não com o coordenador de TCC de teu curso. . quais os principais fundamentos teóricos. A forma de apresentação e formatação é a mesma do resumo em português. Atenção: o resumo em língua estrangeira será definido como elemento obrigatório ou não pelo coordenador de TCC de teu curso. espaço 1. ou seja. em francês. com a diferença de que o título no alto da página e centralizado será “Abstract”. 5.10 Resumo em Língua Estrangeira É a tradução do resumo para outro idioma (inglês. O resumo deve ser seguido de palavras representativas do conteúdo do trabalho.). se o resumo em língua estrangeira é elemento obrigatório. É importante destacar que a mera tradução por meio eletrônico não garante confiabilidade ao texto traduzido. italiano. não deve ocupar mais do que uma página.4. francês. etc. para alguns cursos este resumo será obrigatório e para outros cursos será opcional. Arial 12.4. quando há cinco ou mais elementos. mas deve apresentar aspectos gerais sobre a pesquisa e despertar o interesse no leitor pelo trabalho.11 Listas A existência das listas está condicionada à quantidade de elementos a serem listados. Portanto. Porém. a inclusão de uma lista é obrigatória. O texto deve ser apresentado num único parágrafo justificado. se for em inglês. portanto evite cometer erros grosseiros que este tipo de tradução sempre deixa escapar. Se o seu trabalho apresenta até quatro itens que comporiam uma lista. 5.

Uma lista é como um sumário. independentemente de sua ordem de apresentação. além da numeração (1 TÍTULO. A página de sumário deve iniciar com o título “Sumário” no alto da página. Portanto. No sumário devem estar listados todos os itens que o sucedem. na mesma ordem que aparecem no trabalho. 2). A mesma norma (NBR 6027) define índice como “Lista de palavras ou frases. ou “Lista de figuras”. exceção feita para a lista de símbolos e lista de abreviaturas e siglas.” Cuidado: índice não é sinônimo de sumário. Portanto. 5. que localiza e remete para as informações no texto. Isso deve ser feito através da numeração. todos os elementos do trabalho até aqui apresentados (pré-texto) não devem ser incluídos no sumário. seções e outras partes de uma publicação. o índice serve apenas para localizar palavras. estas devem ser apresentadas em ordem alfabética e apresentar o símbolo. A lista deve mencionar os itens. Arial 14. Arial 14. Nas próximas . ou “Lista de gráficos”.12 Sumário De acordo com a ABNT. com a respectiva indicação da página onde aparece no texto.” (2003. indicando o item e a página. Também deve ser indicada no sumário a subordinação existente entre os diversos títulos e subtítulos. enquanto o sumário apresenta os diversos capítulo e suas subdivisões. ou “Lista de abreviaturas e siglas”. 1. p. centralizado. então o título “Lista de ilustrações”. na ordem em que aparecem no texto. a subordinação dos subtítulos aos títulos deve ser evidenciada por meio de recuos. centralizado. ordenadas segundo determinado critério. NBR6027.88 Se o trabalho requer a inclusão de listas. na mesma ordem e grafia em que a matéria nele se sucede.1 Subtítulo). que não requer a indicação do número da página. a abreviação ou a sigla. frases ou expressões presentes no texto. ou seja. acompanhada de seu significado por extenso. que já indica a subordinação dos itens e da apresentação tipográfica do texto. negrito.4. Uma das formas mais comuns para a utilização do índice é organizar as palavras ou frases em ordem alfabética. ou “Lista de símbolos” deve aparecer no alto da página. sumário é uma “Enumeração das divisões. negrito. ou “Lista de tabelas”.

89 páginas você poderá ver um exemplo contendo todos os elementos prétextuais. .

90 CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO CAMPUS ENGENHEIRO COELHO CURSO DE LETRAS O USO DO SIMBOLISMO NA LITERATURA BRASILEIRA: UM ESTUDO COMPARATIVO ENTRE JOSÉ DE ALVARENGA E GRACILIANO RAMON RICARDO JEFFERSON VALÉRIO ENGENHEIRO COELHO .SP 2006 .

SP 2006 . Luis Inácio Cardoso ENGENHEIRO COELHO . pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo. campus Engenheiro Coelho Orientador: Ms.91 RICARDO JEFFERSON VALÉRIO O USO DO SIMBOLISMO NA LITERATURA BRASILEIRA: UM ESTUDO COMPARATIVO ENTRE JOSÉ DE ALVARENGA E GRACILIANO RAMON Trabalho de conclusão de curso apresentado para obtenção do título de licenciatura em Letras.

Luzia Nogueira MOORE .92 ERRATA Página 43 52 55 57 60 Linha 12 1 21 15 6 Onde se lê constituise Finalemnte Luisia Noueira Moore Leia-se constitui-se Finalmente.

apresentado e aprovado no dia 20 novembro de 2006. por banca composta pelos seguintes membros: Prof. Fernando Henrique da Silva . para obtenção do título de Licenciatura em Letras. Ms. Luis Inácio Cardoso Prof.93 Trabalho de Conclusão de Curso elaborado por Ricardo Jefferson Valério. Dr. sob o título “O uso do simbolismo na literatura brasileira: um estudo comparativo entre José de Alvarenga e Graciliano Ramon”.

. de quem aprendi que com as palavras posso expressar tudo que preciso e desejo.94 Dedico este trabalho ao meu saudoso avô.

que ao criticarem este trabalho demonstraram não apenas competência e profissionalismo. Heloisa Helena Frossard. pelo ambiente aprazível ao aprendizado e pelos recursos disponibilizados para a realização deste estudo. por ter permitido o acesso ao acervo de obras raras e antigas. que permitiu a conjunção de todas as pessoas e recursos necessários para a realização deste trabalho. cópias das primeiras edições das obras analisadas neste estudo. Por isso agradeço em especial: • • • Ao prof. pelo incentivo e orientação precisa. Luis Inácio Cardoso.95 AGRADECIMENTOS Este trabalho é resultado da colaboração de diversas pessoas e organizações. Campus Engenheiro Coelho. Enoch de Oliveira. Ao prof. Geraldo Sarney que disponibilizou. . Ms. ao José Dirceu Maluf e ao Paulo Salim Brizola. • A Deus. bibliotecária da Biblioteca Dr. À profa. de seu acervo pessoal. • Ao Jânio Quadrado. • Ao UNASP. • Aos professores do curso de Letras do UNASP. essenciais para a realização deste estudo. mas também coleguismo e amizade. por todo conhecimento transmitido e que foi devidamente aplicado neste trabalho. campus Engenheiro Coelho. Ms.

96 “Água mole em pedra dura. tanto bate até que fura.” (Dito Popular) .

foi possível constatar o uso de simbologia em maior número nas obras do romantismo de José de Alvarenga.97 RESUMO O simbolismo utilizado na linguagem escrita foi o foco deste trabalho. com o passar do tempo o uso de símbolos na linguagem da literatura brasileira tem diminuído quantitativamente e melhorado qualitativamente. através de análise das obras desses autores. No período do romantismo foram analisadas as obras de José de Alvarenga e no período do modernismo as obras de Graciliano Ramon. Como critérios de avaliação foram utilizados não apenas a quantidade de recursos simbólicos utilizados por cada autor. Diante disto é possível concluir que. O método utilizado para tanto foi o da pesquisa bibliográfica e documental. . mas também a qualidade desses símbolos. O objetivo era comparar a simbologia utilizada em dois períodos distintos da literatura brasileira. Nas obras modernistas de Graciliano Ramon a menor número de simbologias é compensado pela maior elaboração e complexidade dos símbolos utilizados. Palavras-chave: Literatura brasileira – Simbolismo. Literatura brasileira – Romantismo. bem como através de comentários literários feitos a respeito dessas obras. Quando comparados os dois períodos. a julgar pelas obras dos dois principais expoentes dos dois períodos analisados. em suas edições primeiras.

98 ABSTRACT Simbolism within written language was the focus of this paper…. Deve ser uma tradução fiel do texto em português. .o texto continua em inglês. seguido de Key-words.

.Capa da primeira edição de “Iraci” de José de Alvarenga..... Figura 7 ...............................Capa da primeira edição de “Noites em claro” de Graciliano Ramon...................Capa da primeira edição de “O tupy” de José de Alvarenga...............99 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 – José de Alvarenga em 1850... Figura 2 – Graciliano Ramon em 1925.............................................Capa da primeira edição de “Jornada” de Graciliano Ramon.................................................................... 15 17 37 39 41 43 45 49 53 55 67 69 ..................Capa da primeira edição de “Ubiratam” de José de Alvarenga......... Figura 6 ..Capa da primeira edição de “Aristóteles e outros filósofos” Graciliano de Ramon................................. Figura 9 ...........................Capa da primeira edição de “Curvas retas” Graciliano Ramon. Figura 3 – Capa da primeira edição de “A garra do leão” de José de Alvarenga.................Capa da primeira edição de “Ludmilla” de José de Alvarenga......................... Figura 11 ..... Figura 10 ................. Figura 12 ...............Capa da primeira edição de “Caetanos” de Graciliano Ramon.................................... Figura 5 ..... Figura 8 .............. Figura 4 ............................

....................................................... 66 .......................... 17 5 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA........ 65 ANEXO A – Título do anexo........................................................................................................................................................... 14 3 JUSTIFICATIVA...... 63 APÊNDICE A – Título do apêndice............................................................................... 64 APÊNDICE B – Título do apêndice............................ 36 7 CONCLUSÃO .... 60 REFERÊNCIAS............................... 12 2 OBJETIVOS............................................. 15 4 METODOLOGIA.....................................100 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO................................. 20 6 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DE DADOS.............................................................................................................................................................

antes de apresentar a pergunta do problema de pesquisa. nota-se que a estruturação da parte textual do TCC é muito semelhante à estruturação do projeto.5 Elementos Textuais Conforme apresentado no exemplo de sumário apresentado. o que mudar e o que incluir na sua introdução do projeto. Justificativa.5. reescrevendo o que for necessário. Consulte sempre o seu orientador sobre o que manter. A seguir estão descritos cada um destes itens. . se comparados aos apresentados no projeto. Mas. Se houve alguma mudança entre o projeto e o TCC. entretanto o último item (Apresentação e Análise dos Dados) será uma parte nova. continuam os mesmos. Verifique se o tema e o problema de pesquisa do TCC. provavelmente a introdução do projeto possa ser utilizada como introdução do TCC. mas refere-se ao mesmo conteúdo. para que ela possa ser usada como introdução do TCC. é sempre aconselhável que. Metodologia. Boa parte do texto do projeto também será aproveitada aqui. faça os devidos ajustes e alterações necessárias. 5. 5. Independentemente das particularidades de cada curso. Por isso.101 5. esteja claro qual é a linha de pensamento teórica e/ou prática que o levou a formular a pergunta.5. A introdução do projeto pode ser adotada como um ponto de partida. um bom projeto é a melhor forma de se iniciar um bom TCC.1 Introdução Pode ser chamada também de Apresentação. caso a proposta apresentada no projeto tenha sido seguida à risca. Revisão Bibliográfica e Apresentação e Análise dos Dados.2 Desenvolvimento Conforme descrito no Quadro 1 (elementos da monografia) o Desenvolvimento do TCC deverá incluir cinco itens ou capítulos: Objetivos.

1 Objetivos Outra vez. isso leva também a alterações nos objetivos..” Por fim acrescentamos que.. 266) cita alguns exemplos: “Em minha experiência como aluno do curso de Ciências Contábeis.2. Em geral.... justificando e esclarecendo sob que ponto de vista o assunto é tratado. É possível que o autor da pesquisa exponha algum aspecto relacionado à sua experiência em relação ao tema estudado. Quando isso ocorrer consulte sempre o seu orientador para decidir o que fazer. Agora que a pesquisa está pronta volta-se a ela indicando a finalidade do trabalho. pode-se pontuar as contribuições teóricas e práticas da pesquisa: “Este trabalho científico é relevante para a confirmação de teorias que mostram aos interessados em obesidade infantil. 5. o interesse do pesquisador e finalmente a sua viabilidade. CNPQ e FAPESP.” . A exemplo da introdução. a relevância social.5. na justificativa.. se houver alguma alteração no problema de pesquisa.5. sempre mostrando a relevância científica do trabalho.102 5.2. Uma situação bastante comum é quando um ou mais dos objetivos específicos apresentados no projeto não são realizados até o final da pesquisa.” “Minha experiência de redator de textos jornalísticos. Pode-se fazer referência aos tópicos principais do texto. Medeiros (2004. p.2 Justificativa No projeto de pesquisa a justificativa revelou a razão do estudo em questão. destacando sua relevância. A justificativa é relevante porque muitas vezes contribui diretamente na aceitação da pesquisa por alguma agência financiadora como CAPES. principalmente no objetivo geral. retome os objetivos do projeto. verifique se os objetivos apresentados no projeto continuam pertinentes com os rumos que a pesquisa tomou durante a execução.

103 O texto da justificativa é sempre pessoal. é na metodologia que o trabalho ganha credibilidade. em relação à metodologia o projeto servirá apenas como roteiro sobre os tópicos a serem tratados (abordagem da pesquisa. quais argumentos seriam apresentados para destacar a importância da realização deste estudo? 5. instrumento de coleta de dados.3 Metodologia Continue usando o texto do projeto como referência. no TCC.2. procedimentos de organização e análise dos dados). Em muitos trabalhos. Agora. É importante destacar que é a revisão bibliográfica que apresenta . portanto. A idéia aqui é convencer o leitor. Pense como responder à questão: porque este trabalho é importante? Ou ainda. Não poupe detalhes.4 Revisão Bibliográfica Após a revisão bibliográfica realizada para o projeto. ou descrição de como a pesquisa foi conduzida. Contudo. os verbos foram conjugados no futuro.5. utilizando recursos adequados e suficientes para que atinja este objetivo de convencer o leitor do valor de seu trabalho. a metodologia assume uma característica mais de relatório.2. os verbos devem ser conjugados no passado. Apresente justificativas plausíveis e metodologicamente fundamentadas para todas as decisões tomadas. o pesquisador tem aqui a oportunidade de testar seu conhecimento e sua habilidade em argumentar coerentemente. portanto. suponha que este trabalho será avaliado para concorrer a uma bolsa de estudos no exterior. especialmente no caso dos trabalhos que envolvem pesquisa de campo ou laboratório. 5. o que não exclui a possibilidade de usar citações diretas ou indiretas. sujeitos da pesquisa. É bastante recomendável contar como tudo de fato aconteceu. provavelmente para o TCC será necessário apenas atualizá-la com informações mais recentemente publicadas. procedimentos de coleta de dados. como era um planejamento de procedimentos futuros de pesquisa.5. Lembre-se que no projeto. Isso inclui os problemas enfrentados na coleta de dados e como esses problemas foram solucionados.

• identificar métodos e instrumentos de análise apropriados.104 os fundamentos teóricos de todo o trabalho. Se considerarmos que não há trabalho científico sem fundamentação teórica. • assegurar a originalidade do trabalho. ou mais adequados para o problema de pesquisa do TCC? • Este conteúdo esclarece ou define os termos e conceitos básicos e essenciais para a pesquisa? • Este conteúdo descreve modelos e teorias que me ajudam a sair da superficialidade das aparências do problema de pesquisa do TCC? • Este conteúdo permite comparação. transformamos as orientações de Roesch em perguntas: • Este conteúdo ajuda a esclarecer as origens do problema de pesquisa do TCC? • Este conteúdo está em sintonia com os objetivos do TCC? • Este conteúdo ajuda a demonstrar a relevância de se pesquisar sobre o assunto escolhido para o TCC? • Este conteúdo me ajuda a perceber e entender as opções de metodologia disponíveis para tratar com o problema de pesquisa do TCC? • Este conteúdo me ajuda e identificar procedimentos de coleta e análise de dados mais usados. • proporcionar precisão conceitual. As principais funções da revisão bibliográfica são (ROESCH. Para auxiliá-lo nesta tarefa. discussão e analise crítica entre diferentes autores sobre o tema do TCC? Existem dois erros mais comuns nas revisões bibliográficas: um texto extenso demais que divaga sobre diversos assuntos e não tem foco no . • contextualizar o problema de pesquisa dentro da discussão teórica atual. 2005): • apontar soluções alternativas para o problema de pesquisa. De acordo com Roesch (2005) é preciso ter algum critério para definir o conteúdo a ser apresentado no texto da revisão bibliográfica. • promover consciência crítica. fica bastante evidente o peso e relevância desta parte do trabalho.

105 problema de pesquisa e objetivos propostos. pobre e superficial. Para que você não seja uma vítima desavisada. ainda há outros erros bastante comuns de serem encontrados nas revisões bibliográficas. É importante ressaltarmos que a forma e estilo de redação fazem toda a diferença na revisão bibliográfica. • o autor não faz uso de subtítulos para organizar e separar os diversos conteúdos.2. ou o outro extremo. não apresenta texto algum entre títulos e subtítulos. 5. Ao redigir este capítulo o pesquisador deve ter em mente que . • o autor usa subtítulos em excesso. títulos e subtítulos. todas as idéias que não são suas. sem nem copiá-los numa ordem lógica e que faça sentido. um texto muito sucinto. às vezes.5. de acordo com Roesch (2005). • as normas de como fazer citações são desconsideradas ou mal aplicadas. abrindo subtítulos para escrever duas linhas ou.5 Apresentação e Análise de Dados Nesta etapa o pesquisador mostrará evidências concretas que possibilitaram a visualização dos resultados obtidos e de como estes foram alcançados. anote e evite cometê-los. • o autor apresenta páginas e páginas de conteúdo sem indicar as fontes. lembre-se que não são apenas os trechos copiados que precisam ter suas fontes reconhecidas. • o autor não se preocupa em fazer frases de conexão entre os diversos conteúdos. esses erros costumam ser os seguintes: • a revisão bibliográfica se resume a cópia pura e simples de textos de outros autores. Contudo. mesmo que escritas com as suas próprias palavras precisam de indicação das fontes. e a nossa experiência nesses anos de orientação de TCC confirma. o que é pior. tornando difícil ao leitor entender que lógica de pensamento foi usada.

Os dados devem ser apresentados em conformidade com sua análise estatística. o que for de interesse da pesquisa. Em alguns casos. Lembrando que a função deste relato é demonstrar as evidências a que se chegou com a pesquisa e para tanto se faz necessário que todos os dados pertinentes sejam apresentados. Roesch (2005. Cabe ressaltar então a presença do orientador que poderá ajudar no recorte das informações pertinentes para que o texto não se torne cansativo. p. Na apresentação e análise dos resultados o pesquisador deve relatar. contudo. é o momento de relatar o que foi feito. pois estes recursos servem como um auxílio na compreensão do texto.106 deverá relatar detalhadamente o resultado de seu experimento. já na apresentação e discussão do TCC. que pode apresentar agradáveis surpresas. É uma cadeia que possui uma ordem a ser seguida. problemas. incorporando no seu texto tabelas. É sobremodo indispensável ter sempre à mão os objetivos da pesquisa no momento em que o texto da apresentação e análise dos resultados estiver sendo redigido. As análises estatísticas podem ser feitas por estatísticos que não seriam necessariamente o próprio autor do trabalho. por vezes. pois. 189) lembra que os dados poderão ser cruzados a fim de possibilitar a identificação de pontos críticos. o autor apresenta como está planejando coletar os dados para confirmação ou negação de sua hipótese. Após a apresentação dos dados faz-se a análise dos dados coletados. quadros e outras ilustrações que facilitarão a compreensão do leitor. pode-se analisar os resultados à luz de modelos teóricos sobre o tema. e dela . obviamente. No projeto. Os resultados também podem ser comparados com outros projetos ou situações. Note que apenas os gráficos ou tabelas sem texto são absolutamente indesejáveis. assunto do capítulo anterior. Apresentar e analisar os dados coletados é um momento especial do trabalho científico porque o pesquisador se depara com o resultado de uma etapa trabalhosa. de posse de informações diversas o trabalho acaba por apresentar detalhes dispensáveis. portanto. o planejamento já foi executado. servindo para deixar o texto mais transparente. gráficos. mesmo que algum resultado seja inconclusivo. descobertas etc. é oportuno um cuidado especial a fim de que o autor da pesquisa compreenda as análises para que possa discorrer sobre as mesmas em seu discurso oral e escrito.

de qualidade. precedido do número da tabela (exemplo: Tabela 1 Número de pacientes ambulatoriais atendidos mensalmente por gênero). desenhos. fotografias. Por exemplo. Uma tabela tem as linhas horizontais e verticais. tem traço duplo em seu limite superior. mista ou conjugada” (TRALDI. há outros tipos de pesquisa. assim o uso destas ilustrações não deve nunca excluir o texto. os dados são bastante evidentes. não deixando a tabela solta no texto. A forma de se apresentar as tabelas. tabelas. mas complementá-lo. Se a pesquisa for histórica. medir. “As tabelas podem ser construídas por séries de elementos cronológicos. figuras. ilustrações são todos denominados como figura) tem o título . Se os resultados apontarem para uma direção oposta em relação aos objetivos do trabalho. Já uma figura (gráficos. No texto o autor deve fazer menção sobre a tabela para dirigir o leitor até ela. gráficos ou outras figuras deve seguir o padrão apresentado a seguir. quadros. assim. há um problema sério na sistematização do TCC. A tabela deve conter um título (deve haver relação com o conteúdo). uma pesquisa onde se faz uma investigação quantitativa. mapas. geográficos. Há que se observar que diferentes formas de pesquisa evidenciarão diferentes estruturas de dados. entretanto. A diferença entre tabela e quadro. mensuráveis e a criação de tabelas e gráficos parece bastante pertinente. ou interpretar o que está sendo apresentado. esta parte do trabalho pode estar dividida em mais de um capítulo. mapas ou outras imagens sempre enriquecem o texto.107 depende o sucesso do pesquisador ao comunicar os resultados de sua pesquisa. é que este é fechado nas laterais e a tabela além de não ser fechada nas laterais. As tabelas devem ser numeradas (algarismos arábicos) em ordem crescente. documental ou uma revisão de literatura. temporais. mas não é fechada nas laterais. os dados podem não se mostrar tão evidentes e quantificáveis. 2006. 45). informação acerca do fenômeno estudado e menção da fonte de onde foi extraída (caso não tenha sido criada pelo autor da monografia). Se julgar por bem. Conforme mencionamos anteriormente. informação sobre a forma de se avaliar. quer tenha a natureza quantitativa ou qualitativa e fazer a devida análise de tais dados. As informações necessárias para a compreensão da tabela devem estar apresentadas de forma clara e objetiva na própria tabela. neste capítulo o autor deverá evidenciar quais são os elementos identificados em sua investigação. p. a utilização de gráficos.

11%) 372 ABRIL 172 (46. mantendo a mesma forma de numeração.01%) 337 FEVEREIRO 170 (45.108 colocado abaixo e não tem moldura. Tabela 1 Número de pacientes ambulatoriais atendidos mensalmente por gênero GÊNERO Masculino Feminino Total MÊS JANEIRO 155 (45.99%) 182 (54.89%) 205 (55.57%) 203 (54.64%) 371 Fonte: mencionar quando o autor da tabela não for o mesmo da monografia Quadro 1 Contratos de trabalho de professores Tipo de contrato Professor A1 Professor DP Professor DI Forma de pagamento Pagamento por hora aula ministrada Pagamento por dedicação parcial (20 horas aula) Pagamento por dedicação integral (40 horas aula) Fonte: mencionar quando o autor do quadro não for o mesmo da monografia quantidade de alunos 35 30 25 20 15 10 5 0 11 12 13 14 15 16 17 idade (anos) Figura 1 Quantidade de alunos com sobrepeso por idade Fonte: mencionar quando o autor do quadro não for o mesmo da monografia .43%) 373 MARÇO 167 (44.36%) 199 (53. Veja os exemplos a seguir.

Não se trata de erros cometidos pelo pesquisador. • Confronto entre os objetivos do trabalho e as conquistas alcançadas: agora que o autor terminou a pesquisa é possível olhar os objetivos iniciais diante das vitórias conquistadas no decorrer do mesmo. . as informações adquiridas a partir do que já está publicado sobre o assunto e a sua vivência. a conclusão deve decorrer da discussão. em que área o trabalho será melhor utilizado? • Limitações do estudo: Faz-se menção aqui às opções metodológicas para o determinado estudo.5. Este capítulo poderá também ser chamado de Considerações Finais. as informações adquiridas com a aplicação da pesquisa.3 Conclusão Neste capítulo o autor deverá fazer um breve resumo do trabalho. ou seja. Todos os capítulos da monografia devem ter relação com o problema de pesquisa. Na prática. São exemplos de limitações: tamanho da amostra. • Contribuição do estudo para a ciência: agora de posse dos resultados. Os itens que não devem faltar na conclusão são: • Comparação entre os resultados e as hipóteses: neste momento embora já se tenha confirmado ou refutado as hipóteses é interessante comparálas com os resultados traçando um paralelo conclusivo. Portanto. assim sendo. apresentando uma idéia conclusiva que fornecerá condições de se elucidar aspectos importantes que trarão condições de responder ao problema inicial de pesquisa enfocado na introdução. como por exemplo. pode-se começar este item (as limitações) discutindo os aspectos que limitaram as generalizações dos resultados.109 5. opção de amostragem e etc. o que não faz alterar seu conteúdo. a característica no processo do instrumento de coleta de dados. • Exame da ligação existente entre os fatos verificados e a revisão bibliográfica: aqui o autor pode relacionar a prática com a teoria. o autor pode constatar o valor de seu trabalho para a ciência e para a sociedade na qual ele se insere.

apenas as páginas. sempre se atentando para os resultados anteriores. revistas.6. irá se referir muitas vezes a outros autores. entre outros. DVDs. Numa linguagem mais simples pode-se dizer que se trata de uma listagem de autores utilizados em sua pesquisa. 2). ou seja.110 • Sugestões para outros estudos: São percursos para novas pesquisas relacionadas ao mesmo fenômeno ou que tenham ligação a ele. um trabalho de conclusão de curso. que é obrigatória. Estas sugestões podem ter origem em novas questões que tenham se originado durante o desenvolvimento da pesquisa. CDs.6 Elementos Pós-textuais Os elementos pós-textuais são todos aqueles que sucedem a conclusão do seu TCC. É imprescindível que se permita ao leitor encontrar os textos com os quais você está interagindo. desde que citados. retirados de um documento. partituras. 5. Até porque não podemos esquecer de que a ciência é fruto do aumento de uma pesquisa após outra. que permite sua identificação individual”. Além de livros. notas de aulas. A seguir você encontrará o que são esses elementos e como elabora-los. seminários.. referências “é o conjunto padronizado de elementos descritivos. Para cada tipo de . worshops. todos são opcionais. São as obras que você de fato citou no texto. material impresso. Afinal nenhum texto científico sai da cabeça de um autor isolado no mundo. nas referências podem constar periódicos eletrônicos. Todas as obras citadas no texto de sua monografia devem constar na listagem de referência.1 Referências Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT (NBR 6023: 2002 p. Outra característica aos elementos pós-textuais é que você não numera mais os títulos. Com exceção das referências. Quando você escreve um trabalho científico que pode ser um projeto de pesquisa. uma monografia etc. 5.

tornaria a leitura muito cansativa e. Neste caso.111 material há uma maneira peculiar de referenciá-lo. Provavelmente a apresentação de todas as tabelas ocuparia muito espaço. centralizado. Alguns leitores provavelmente desejarão ver essas tabelas e os dados nelas contidos. deve-se colocar no alto da folha o título “Glossário”. onde o leitor que assim desejar. É para essas situações que existem os apêndices: para que se inclua o material que pode ser consultado por algum leitor. Pode-se incluir um ou mais apêndices. . deve aparecer a lista de palavras em ordem alfabética. mas não essencial.3 Apêndices Os apêndices são documentos produzidos pelo próprio autor do TCC. no seu texto da apresentação e análise de dados. 5. Consulte o capítulo VII deste manual que trata em detalhes sobre como fazer as referências. negrito. Mas.6. Podem ser incluídos textos. a falta deles no trabalho pode fazer toda a diferença para que entendam ou fiquem confusos sobre as análises e conclusões do seu TCC. figuras. para aqueles que desejarem ver esses dados. desenhos. Cada palavra deverá estar acompanhada de sua respectiva definição. Arial 14. poderá consultar os dados na íntegra. Outros leitores não se interessarão. você percebe que seria possível atender aos objetivos da pesquisa e obter os argumentos principais sem a sua apresentação na íntegra.6. cartas. Obviamente os apêndices não servem apenas para incluir tabelas com dados estatísticos.2 Glossário O glossário será recomendável se no texto do TCC forem usadas muitas palavras ou termos altamente técnicos ou de significado obscuro. Ao escrever a parte de apresentação e análise de dados você conclui que nem todas essas tabelas precisam ser apresentadas na parte textual do trabalho. além disso. diversas tabelas com tratamento estatístico de dados. Vamos supor que tenha sido produzido pelo autor. você precisa mencionar a existência dos dados existentes nessas tabelas. Contudo. Abaixo do titulo. 5. pertinente ao trabalho.

Logo após esta folha deve-se seguir o documento. 5. se há algum documento que se deseja deixar à disposição para que o leitor possa consultar e esse documento tenha uma autoria diferente da autoria do TCC. deve-se colocá-lo como anexo. Para tanto foi elaborado um roteiro de entrevistas (Apêndice A). fluxogramas.6. plantas. todos devem ser identificados no alto da folha.4 Anexos As situações de uso e os procedimentos para inclusão de anexos são os mesmos dos apêndices. organogramas. mapas. na qual não seja possível incluir o título da maneira como foi exemplificada. enfim. o que for necessário. que ele poderá encontrar o material nos apêndices e deverá também indicar em qual apêndice. você deve indicar ao leitor. Por exemplo: Foram realizadas 12 entrevistas semi-estruturadas. no final do trabalho. tudo que estiver nos apêndices deve ser citado na parte textual do seu TCC. Porém. negrigo. No sumário você deverá indicar todos os apêndices e. Ou seja. então. se houver mais de um. . Há apenas uma diferença entre apêndices e anexos: Os anexos são documentos elaborados ou criados por outra pessoa. da seguinte forma: APÊNDICE A – Roteiro de entrevistas Se dentre os apêndices houver um que seja folha já impressa. Arial 14. como se fosse uma capa do apêndice. então pode-se colocar uma folha com a identificação do apêndice em destaque bem no centro. Apêndice C). com título centralizado.112 gráficos. Apêndice B. Ou seja. Os apêndices devem ser identificados sempre por letras maiúsculas consecutivas (Apêndice A.

• saudação – ao treinar sua apresentação. o nome dos autores. com letras maiúsculas. inclua os autores como rodapé nos outros slides. • atenção com tua posição . • enquanto estiver falando. desde que se observem alguns detalhes importantes. não esqueça de incluir um rápido cumprimento (bom dia / boa noite) à banca examinadora. encobrindo a projeção. exatamente da mesma maneira que os apêndices. 5.113 Os anexos também devem ser identificados com letras maiúsculas consecutivas. centralizado.7 Sugestões Sobre a Apresentação Temos visto. negrito. . O que deve conter um índice já foi apresentado quando da explicação do sumário. • se você estiver usando apresentação com projetor multimídia ou outra forma de apresentação visual.procure não ficar na frente da banca. colocamos a seguir uma série de sugestões e advertências que servirão para melhorar a qualidade da apresentação orall e também do trabalho escrito. 5. Assim. o nome do orientador e Centro Universitário Adventista de São Paulo. Basta apenas usar o termo Anexo ao invés de Apêndice. alguns equívocos que podem ser evitados facilmente. nas apresentações de TCC. isto o aproxima da banca. • se julgar conveniente. • como apontar na tela – evite entrar na frente da projeção para mostrar algum ponto específico da projeção. procure olhar para a banca examinadora. No dia da apresentação oral do trabalho considere: • apresentação pessoal – a maneira como o aluno se apresenta pode representar o valor que se dá ao trabalho.6. não esqueça de incluir no slide de abertura o título do trabalho. Arial 14.5 Índice O índice deve ser identificado no alto da página.

• domínio do tema – a apresentação do TCC é o momento de demonstrar domínio do tema. sua posição na projeção. pois se não há explicação do significado o avaliador pode ficar em dúvida sobre o que você está falando. • tamanho da letra – evite um texto longo na projeção.114 • atenção com as imagens na apresentação – embora uma imagem possa equivaler a 1. lembre-se que o texto os avaliadores já receberam. evite projetar textos com tamanho de letra pequeno. Para evitar isto. reveja a apresentação e faça os cortes necessários. • tópicos fora de ordem – atenção para não inverter a ordem dos itens que você estará apresentando.000 palavras e este seja um aspecto positivo do uso de imagens. teste antecipadamente. a existência ou não de imagens sob o texto. mas no momento da apresentação ficam quase ilegíveis. apresentar a conclusão antes do objetivo é um equívoco grave. mas não serve para uma projeção. A fonte de tamanho 12 serve muito bem para o texto impresso. • uso de siglas – cuidado com o uso de siglas na projeção. inclusive com marcação do tempo necessário para ela.reveja atentamente a apresentação para evitar o uso de palavras erradas. não sature a apresentação com excesso de imagens e cuidado para não haver contradição entre o que você fala e alguma imagem projetada. falta de letras e erros de acentuação na projeção. assim. • cor da letra e contraste com o fundo – algumas apresentações ficam nítidas no monitor do computador. para evitar problemas. • palavra errada . esteja seguro sobre o que você vai apresentar e evite chegar o momento de tua apresentação sem que haja segurança e domínio do tema a ser explanado. • extrapolar o tempo dado – a apresentação precisa ser treinada várias vezes. use cores de fundo e das letras que tenham contraste. . Além de evitar textos longos. Se você estiver ultrapassando o tempo predeterminado. O tamanho ideal da letra variará de acordo com o tipo de letra escolhida. ou seja. embora possa existir certa apreensão e nervosismo.

pois isto releva certa fragilidade de conteúdo. Se o trabalho foi realizado em dupla ou em trio. sugestões. • calma para responder as questões – certamente o momento que a banca faz algumas questões é um momento de apreensão. entretanto. que o objetivo da banca não é te desmoralizar. portanto não corra o risco de levar apenas um disquete e ele não funcionar. sugerimos que as observações feitas sejam anotadas ou até mesmo gravadas. As máquinas não são infalíveis. • anotar / gravar o que a banca fala – as sugestões e/ou críticas feitas durante a apresentação oral do trabalho pela banca são importantes e têm por objetivo melhorar o trabalho. cabendo o futuro apenas para propostas. então mantenha a calma para que as respostas alcancem o que a banca de fato pergunta. então não perca este momento. • não esqueça a mídia de apresentação – não corra o risco de chegar o momento da apresentação e não poder apresentar. • cuidado com o que dizer – evite demonstrar insegurança com colocações tais como “que mais posso falar?” ou “acho que acabou”. pois isto deixa a banca examinadora em dúvida se o trabalho foi realizado por apenas uma pessoa ou por todo o grupo. drive portátil). evite falar na primeira pessoa do singular. . portanto evite construções extremamente coloquiais e desprovidas de argumentação embasada academicamente. é o momento de te avaliar sobre o que você já estudou por meses e de contribuir para aperfeiçoar o trabalho. cd. projeções. para que as devidas correções sejam feitas para a versão final do trabalho. pelo contrário.115 • tempo verbal e pessoa usada – atenção para manter sempre o mesmo tempo verbal. não misture ações do passado e do futuro no presente. Lembre-se que o projeto é relativo ao futuro e que o TCC é relativo ao que já foi estudado. por isso não esqueça a mídia e não leve apenas uma mídia. • falar de modo formal – a apresentação não deixa de ser um momento de avaliação. leve mais de uma mídia e em formas diferentes (disquete. Lembre-se.

• citação que não está nas Referências – cuidado para não fazer citações no texto e não referendá-los ao final. O coordenador de TCC de teu curso poderá encaminhar outras dicas de apresentação e também o que é específico de cada área. .116 • orientador não recebeu texto – este tipo de problema é fácil de ser resolvido: não esqueça de encaminhar ao orientador o texto para revisão antes de ser entregue para a apresentação.

as bibliotecas eram chamadas ‘Tesouro dos remédios da alma’. a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras (BOSSUET.albuquerque@unasp. . De fato é nelas que se cura a ignorância.br No Egito.edu.117 CITAÇÕES E NOTAS DE RODAPÉ Eliethe Xavier de Albuquerque eliethe. 2006).

de. E. Albuquerque afirma que “A habilidade reflexiva vem pelo exercício. Observa-se que neste tipo de citação não se menciona datas e paginações. A NBR10520 prevê que as citações podem estar no sistema autor-data ou numérico. ed. O sistema numérico é o que utiliza um número sobrescrito logo após a citação. D. Filosofia do pensamento humano. Os números sobrescritos indicam a Referência do documento citado. rotineiro. a indicação numérica da referência. . A Norma Brasileira que regulamenta tecnicamente as formas de citação é a NBR10520. A escolha de um destes sistemas definirá também o padrão da Referência do documento citado. esclarecer ou ilustrar o assunto que está sendo apresentado no texto. remetendo à Referência: Segundo Dumas. X. as idéias nasceriam na terra dos sonhos e ao se concretizarem passariam a habitar o mundo real 1. com o objetivo de ratificar. os autores citados aparecerão na ordem em que foram citados (e não alfabeticamente). São Paulo : UNASP. na lista de referências. amplamente divulgado. as citações são dispensadas. ou quando se tratar de uma abordagem didática. Quando um assunto é de conhecimento público.118 6 CITAÇÕES E NOTAS DE RODAPÉ Citação é a menção de informações extraídas de fontes documentais. professor e aluno juntos trabalhando com posturas crítico-reflexivas.” 2. 2002. como segue: 1 DUMAS. São Paulo : ATA. da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). 2 ALBUQUERQUE. 2003. Apenas o sobrenome do autor e ao final da citação. F. Assim. 45. Construindo o perfil do pesquisador.

respeitando fielmente o sentido do texto original na(s) obra(s) citada(s). Construindo o perfil de pesquisador. 45. “A habilidade reflexiva vem pelo exercício. p. ed. porém com palavras do . São Paulo : ATA. neste sistema as referências serão mencionadas em ordem alfabética. p. ano e paginação. Filosofia do pensamento moderno. DUMAS. Utilizando-se do sistema autor-data. de. O sistema autor-data possibilita a imediata identificação da autoria e da atualidade da citação. F. 104). professor e aluno juntos trabalhando com posturas crítico-reflexivas” (ALBUQUERQUE. a ser adotada neste Manual. São Paulo : UNASPRESS.119 A opção Autor-Data. o pesquisador terá à sua disposição a possibilidade de optar entre dois tipos básicos de citação: direta e indireta. menciona o nome do autor. 2003. baseada em um ou mais autores de documentos pesquisados. A citação indireta parafraseada expressa a idéia contida em uma pequena parte do(s) documento(s) pesquisado(s). F. X. 6. A citação indireta aparecerá na forma de paráfrase ou de condensação. como exemplificado a seguir: ALBUQUERQUE. conforme demonstra o exemplo a seguir: As idéias nasceriam na terra dos sonhos e ao se concretizarem passariam a habitar o mundo real (DUMAS. 2003. 98). 2002. E.1 Citação Indireta Citação indireta é aquela em que a menção é feita através de um texto redigido pelo autor do trabalho ou pesquisa. 2002.

esta citação integrará o texto. apenas o ano de publicação.2 Citação Direta Citação direta é a transcrição literal de um texto ou de parte dele. ou mesmo na obra completa. pontuação. tais como portadores e familiares de pessoas com doenças degenerativas e terminais. quando se tratar de toda a obra. DEMO 2003. Não utiliza aspas. 37-54). uso de maiúsculas. 2005. DEMO 2005). p. Exemplo: Nas suas publicações sobre a importância da pesquisa na formação de alunos com perfil crítico-reflexivo. espaços ou tamanhos de letras diferentes. e poderá aparecer a qualquer momento. Citação direta com até três linhas – Também chamadas de citações curtas. A citação indireta condensada expressa a idéia contida em um ou mais capítulos do(s) documento(s) pesquisado(s). as menções deste grupo poderão ser incorporadas ao texto . Exemplo: O estudo sistemático deste tema pode favorecer grandemente aos interessados nos resultados das pesquisas genéticas. A menção da citação indicará o capítulo ou. 6. Recomenda-se o uso de citações diretas apenas quando as palavras do autor citado tiverem tal significado que uma alteração ocasionaria perda da força do texto. o idioma original do texto citado.120 autor da pesquisa ou trabalho. As citações diretas classificam-se em dois grupos: com até três linhas e com mais de três linhas. os dois Pedros deixam claro que não haverá aluno pesquisador se antes não houver professor pesquisador (DEMO. na citação direta conserva-se a grafia. inclusive dando continuidade a um dos parágrafos. GOERGEN 2004. 2001. seqüelados por acidentes (ALVARENGA.

em estrofes: Sou bem nascido. destacadas apenas por aspas. Citação Direta Com Mais de Três Linhas – Quando a citação direta tiver mais de três linhas. e que apenas farão a sua ruína. sem deslocamento de parágrafo na primeira linha. tamanho 11. como coisas que contra eles são. 2000. a fonte (letra) será a mesma do texto. Neste caso. e não para as promessas de Deus. deverá ser destacada do texto corrido. nos mais variados aspectos. “A motivação constitui o fator principal e decisivo para o êxito da ação em qualquer empreendimento coletivo. recuada a 4cm da margem esquerda. p. como os demais. Neste caso não será necessário o uso de aspas. 672) refere-se à provação afirmando que: Os homens não podem compreender os caminhos de Deus. Exemplo: White (2002. mesmo espaço entre as linhas. provações e experiências que Deus permite que venham sobre eles. com espaço simples entre as linhas. 26). olhando às aparências.121 corrido. Assim Davi olhava para as aparências. feliz. e. com o mesmo tipo e tamanho de fonte (ou letra). Menino Fui. interpretam os transes. Exemplo: O tema motivação tem sido cada vez mais recorrente nas empresas que valorizam o capital intelectual. que impulsiona as equipes e os indivíduos. 6. p.” (MONTEIRO. é possível considerar a motivação como elemento agregador.3 Citação de Poemas e de Textos Teatrais Estas citações não têm limite de tamanho e seguem as mesmas regras para as citações com mais de três linhas. Depois veio o mau destino .

. se depositarem confiança em sua força. Estas serão indicadas pelo uso de reticências entre colchetes no local da omissão: Omissão no início da citação: “[. 1970. p.] Sendo vários os pedidos. Veio o mau gênio da vida. 2001. Omissão no final da citação: “É muitos fácil chorar com os que choram. Rompeu em meu coração.]” (SWINDOLL.4 Omissões em Citação É permitida a omissão de parte do texto citado.. Omissão no meio da citação: “§ 2º . Diante do sucesso do outro o lado escuro da natureza humana entra em cena. 1998.. (BANDEIRA. 5) 6. jamais se tornarão joguete das circunstâncias” (WHITE. 234). proporcionalmente..122 E fez de mim o que quis.. 2004. Levou tudo de vencido Rugiu como um furacão. difícil é se alegrar com os que se alegram. p. abastecido pela inveja e pelo ciúme e as críticas tendem a fluir [. entre os interessados” (OAB. 99-100).] e. a Secretaria providencia a distribuição do prazo.. desde que o seu sentido não seja alterado.Qualquer dos membros pode pedir vistas do processo pelo prazo de uma sessão e desde que a matéria não seja urgente [. p. 421). Omissão em poemas ou textos teatrais: . p.

.. explicações ou comentários do autor do trabalho.... todos os fumcionários [sic] deverão participar da atividade.5 Interpolações em Citação Interpolações em citação são acréscimos. 5) 6. 1970.... ... não serão corrigidos ao se fazer a citação direta.. 11). 2005.. .. indica que está conforme o original.. p.. mas apenas referidos através do termo [sic] que aparecerá imediatamente após o erro/incoerência.. uns apoiando os outros” (FEITOSA. MOURA.... para cada verso omitido: Sou bem nascido. p. 321)..... . inseridos nas citações.123 Será indicada por uma linha pontilhada no local da omissão. sob a orientação do coordenador da ginástica laboral... (BANDEIRA. p.. sic... Depois veio o mau destino E fez de mim o que quis...... 6. Exemplo: “Os exercícios de alongamento deverão ser rpaticados [sic] a cada 50 minutos. verduras........ estas inserções são feitas entre colchetes.. em conjunto. grãos] proporciona um aumento das defesas orgânicas e potencializa a energia vital” (GARCIA. legumes... que significa Assim mesmo...... para indicar que não fazem parte do original da citação: “A alimentação vegetariana [frutas. 2003..6 Incorreções e Incoerências Os erros de ortografia e coerência textual encontrados no texto que está sendo citado..

antes transcendendo os interesses dos pesquisadores. 213. poderá fazê-lo servindo-se de uma exclamação entre colchetes [!] colocada imediatamente após a parte a ser enfatizada. 2002. grifo nosso). “O interesse no estudo da genética hoje já não está confinado à paredes dos laboratórios especializados. se desejar dar destaque a uma parte da citação. grifo do autor). considera-se que este recurso favorece ao desvio da atenção do leitor para fora do texto principal. p. apenas para Citação de Citação. passou a fazer parte da agenda de interesse de grande parte da população” (ALBERGARIA. as notas de rodapé serão usadas. Se o grifo já faz parte da citação. p. 489. Uma citação de citação é considerada fonte de informação menos confiável que uma citação de fonte direta. país em desenvolvimento. Exemplo: “Mesmo no Brasil. 2005. 6. p.8 Notas de Rodapé O uso de notas de rodapé deve ser evitado. poderá negritar aquela parte e indicar com grifo nosso a distinção feita. o que nos remete à questão financeira que envolve a inclusão digital hoje” (BARROSO. preferencialmente. 2001.124 6. Assim. por isto mesmo o seu uso é pouco . estimulará o aluno e despertará nele o desejo de ser também um pesquisador” (ALBUQUERQUE. o número de internautas se amplia exponencialmente [!] a cada dia.7 Ênfase e Destaque em Citação Quando o autor do trabalho considerar importante e indispensável enfatizar um trecho da citação. indica-se como segue: “A participação em iniciação científica e mesmo na pesquisa realizada pelo docente. 43).

36). é mais que uma mera transmissão de conhecimentos. a Referência do Goergen irá aparecer em nota de rodapé e a de Balzan. Exemplo: Segundo Goergen1. no rodapé: _____________ 1 GOERGEN. seguido de citado por.” Desta citação.125 recomendável e só deve ser feito em casos de extrema necessidade por falta de acesso ao documento original. C. é um partilhar de experiências. indica-se no texto primeiramente o autor do documento consultado. N. Campinas : Papirus. Professor pesquisador: um desafio para as universidade brasileiras. 407 p. 2003. e então a menção do autor cujo assunto é objeto da citação. na lista de Referências. E na Referência: REFERÊNCIAS BALZAN. citado por Balzan (2004. de vivências que favorecem a independência na aquisição de novos saberes e na geração de novas perspectivas científicas. P. Assim. 349 p. Novos paradigmas da docência no ensino superior. 2005. Campinas : Papirus. o que se espera no trabalho docente transcende ao exercício do ensino. . Neste caso. p. vai além. A referência do documento onde se encontra o texto do primeiro autor será feita em Nota de Rodapé e a do segundo autor aparecerá na lista de Referências (lista de todos os documentos citados) ao final do trabalho.

antes de tudo. . no prelo). apenas seminários. P.10 Citação de Trabalhos Não Publicados Preferencialmente devem ser usadas apenas quando extremamente necessárias.126 6. etc. Assim. 2001. com a autorização explícita do autor da informação. alcança as fronteiras do educar e vai além: forma cidadãos atuantes desde a primeira infância” (ALBUQUERQUE. na referência serão fornecidas todas as informações já disponíveis. registros escritos e similares). a citação será feita e relacionada na lista de Referências. despir-se de certezas e paradigmas já estabelecidos e partir em busca do desconhecido. Palestra proferida na PUCCAMP. 2001). como segue: Na citação: “Pesquisar é. seguidas do termo no prelo ou em fase de elaboração. na citação: “Há muito a tarefa do professor escolar transcende o ensinar. Preferencialmente ser quando extremamente necessárias e somente se puderem ser comprovadas por meio de documentos que atestem sua fidedignidade (gravações. Assim. usadas conferências. 6. Pesquisa e docência no ensino superior. com possibilidades de aparentes fracassos” (GOERGEN. devem palestras.9 Citação de Informação Obtida por Canais Informais Citação de informação obtida por canais informais são aquelas originárias de entrevistas. E na Referência: REFERÊNCIAS GOERGEN.

sempre depois de garantida a sua autenticidade e atualidade.127 Na Referência: REFERÊNCIAS ALBUQUERQUE. conforme indicado no próximo capítulo.12 Citação da Bíblia Após o texto citado. 18:31). E. Capinas : Papirus. 6. A forma de fazer a Referência será indicada no próximo capítulo. Em ambos os casos. Exemplo: “O caminho de Deus é perfeito. no item referente a referências de fontes eletrônicas. no prelo.11 Citação de Informações Retiradas da Internet As informações extraídas da Internet devem ser usadas com cautela. segue-se a regra já estabelecida para citações diretas ou indiretas. Se o autor do trabalho optar. Considerados estes importantes detalhes. capítulo e versículos. 2007?. Novos professores. Novos tempos. 6. Salmos. a Citação será feita normalmente e a Referência. 6. As suas promessas sempre se cumprem” (BÍBLIA. Se . de. indica-se entre parêntese a fonte (a obra em si). A. X. pode citar no idioma original. o livro.13 Tradução em Citação A citação de um texto em língua estrangeira pode ser traduzida para o idioma do trabalho através de citação indireta. T. neste caso a citação será direta.

128 desejar, o pesquisador poderá apresentar a tradução do texto citado em língua estrangeira, em nota de rodapé. Se a tradução é apenas de uma expressão dentro do texto original, pode-se indicar logo após a chamada da citação que se trata de um texto traduzido. Exemplo: “Estudos matemáticos indicam que o uso das calculadoras têm favorecido cada vez mais a fuga discente às práticas de cálculo” (Zimmermann, 2001, p. 44, tradução nossa).

6.14 Algumas Orientações Sobre Fontes (Documentos) Citadas
Quando uma citação tiver mais de um autor, estes serão indicados como segue: Dois Autores: Castanho e Balzan (2004, p. 255) afirmam que ..... . “[...] cientes de sua particularidade imediata no que se refere ao paciente” (MOURA; RAVEL, 2003, p. 564) Três Autores: “A metodologia da pesquisa pode....” (ALMEIDA JÚNIOR ; FERREIRA ; ALBUQUERQUE, 2002, p. 117-119). Ferreira, Moura e Barreto (2005, p. 65) sinalizam que o estudante de física necessita de.... Quatro ou mais autores: Pasqualli et al. garantem que o sistema solar.... (2000, p. 90). Na busca pela identidade do estudante, o docente precisa... (SAVIER et al., 2001, p. 35-104).

129 Quando a responsabilidade de um texto citado estiver a cargo de uma Entidade ou Instituição: Departamento Subordinado a Instituição: “... valores atribuídos às sociedades hodiernas” (CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE ENSINO. Curso de Comunicação Social, 2004, p. 3). Instituição cujo nome é uma sigla: “[...] tratando-se de direito dos alunos, a instituição deve ser a primeira a sair em defesa destes” (UNASP, 2002, p. 2). Textos condensados de um mesmo autor: ... os nutrientes serão balanceados de acordo com as características de cada paciente (GÜNTERYT, 2002, 2003, 2005). Vários documentos de um mesmo autor, publicados num mesmo ano: Utiliza-se uma letra minúscula logo após a data, para cada publicação citada, conforme a ordem de citação. Na Referência, este recurso se repetirá, visando relacionar cada texto citado à sua correspondente publicação. Assim, na Citação: A interpretação equivocada ocasiona erros e impossibilita ao aluno a execução e solução dos problemas matemáticos propostos (CARDOSO, 2002a, p. 18; CARDOSO, 2002b, p. 87). E na Referência: REFERÊNCIA CARDOSO, S. Problemas matemáticos são um problema ! São Paulo : Saraiva, 2002a. 123 p.

130 ___________ . Problemas propostos e mal resolvidos : o que

acontece na hora da avaliação. Belo Horizonte : ALP, 2002b. 231 p.

Vários autores citados para reforçar uma mesma idéia: A isenção e a ética são características condicionais à prática jornalística. O perfil exigido ao bom profissional da imprensa já ultrapassou há muito, estas fronteiras; dele hoje se espera que vá muito além (TRANCOSO, 2001, p.12; ALBERGARIA, 2001, 78; FERREIRA MOTTA, 2004, p. 154). Documentos sem data: Citações de documentos que não apresentam data específica de publicação não são recomendadas; sugere-se evitar o uso deste tipo de documento. Todavia, quando imprescindível, seguirão o mesmo padrão para Referências, apresentado no capítulo a seguir. Citação de Eventos Científicos: Neste caso, logo após a citação, menciona-se o nome completo do Evento, todo em letra maiúscula, seguido do ano, conforme o padrão para Referências – próximo capítulo – tudo entre parêntese. Exemplo: “... especialmente as possíveis discussões do direito privado” (ENCONTRO BRASILEIRO DE JURISTAS, 2004). Documentos Anônimos: Citações de documentos cuja autoria é desconhecida, serão indicadas pelo título – que terá a primeira palavra toda em letra maiúscula, inclusive o artigo definido, seguida da data e paginação, tudo entre parêntese: “... mesmo porque, o projeto genoma não está patenteado nem por uma nem por outra.” (GENOMA. Uma ideologia ou uma saída?, 2003, p. 67). Se o título for muito longo, poderá abreviado com o uso de reticências.

131 Documentos eletrônicos: Seguirão o mesmo padrão para Referências. conforme referido no capítulo a seguir. .

o compreender saberes e conhecer suas origens anda junto. Estas fontes podem ser agrupadas em documentos impressos e registrados e documentos e informações eletrônicas (ALBUQUERQUE. O pesquisador tem o dever de deixar claro aos que o acompanham. 2002a.1-3. UFPR.edu.br O perfil do pesquisador implica compartilhamento não apenas de conhecimento.).132 ELABORAÇÃO DE REFERÊNCIAS Eliethe Xavier de Albuquerque eliethe. . quais as suas fontes de pesquisa. 2000b.albuquerque@unasp. p. mas de fontes.

Do próprio documento. periódicos. selos e similares. De etiquetas e invólucros de disquetes.3). o que significa que não podem ser ignorados: . como livros. Referência é o conjunto padronizado de informações agrupadas em elementos descritivos. Em outras palavras. 6. fitas cassetes. materiais cartográficos. As informações para a elaboração das referências devem ser obtidas. Por exemplo: livros. devendo-se para isso colocá-la entre colchetes (UFPR. é necessário conhecer alguns detalhes que auxiliarão na indicação correta dos elementos fundamentais à identificação da fonte pesquisada por outros interessados. ou seja: Da folha de rosto de documentos impressos. p. por meio sonoro. no texto. Documento é qualquer suporte que contenha uma informação registrada graficamente. arquivos eletrônicos. discos e similares. cada referência conterá um padrão de informações que permita ao interessado identificar o documento pesquisado. da principal parte do documento. Quando não for encontrada a informação no próprio documento e esta for conhecida ou obtida de outra fonte (bibliografias. sempre que possível. 2002b. entre outros (UFPR. cartões postais. v. quando este se constitui em uma única parte. pode-se incorporá-la à referência. visualmente. 2002a. O conjunto de referências é uma lista ordenada – alfabeticamente ou numericamente – com os dados dos documentos citados pelo autor de uma pesquisa. retirados de um documento e que permitem a sua identificação no todo ou em parte. cartazes. atualizada em 2002. pessoas ou outra). gravações sonoras ou de vídeo. selos.1-3).133 7 REFERÊNCIAS Segundo a ABNT. Antes de elaborar a referência de um documento. periódicos e similares. Estes importantes detalhes também são mencionados na NBR6023. NBR6023. catálogos de editoras. v. De molduras e materiais explicativos de slides. 6. eletronicamente. etc. normas técnicas. como globos. p. monografias. fitas de vídeo. transparências e similares. fotografias.

Exemplo: A referência do autor Doutor Carlos Sampaio Filho ficará assim: SAMPAIO FILHO. A. Exemplo: A referência do autor Antonio Castro de Moares Júnior ficará assim: MORAES JÚNIOR. C. A. de. da.134 Elementos Essenciais da Referência: São as informações que obrigatoriamente devem aparecer: autor. título. número de páginas. aparecerão imediatamente após o sobrenome. Se o documento não fornecer estas informações. ano ou data da publicação. todavia. Indicação de Parentesco: Tais como Filho. Elementos Complementares da Referência: São as informações que auxiliarão numa melhor identificação do documento: subtítulo. Mesmo não sendo fundamentais a sua menção é importante. Exemplo: A referência do autor Cristian Vasile Segundo ficará assim: VASILE SEGUNDO. etc. especialmente para o pesquisador iniciante. local de publicação. .. Neto. antes dos prenomes. Segundo. seguido das iniciais dos prenomes. C. Exemplo: A referência do autor João Augusto da Fonseca ficará assim: FONSECA. a Norma definirá como proceder. editora.1 Elementos Autoria: o nome do autor iniciará sempre pelo último sobrenome. Formação Profissional: Não são indicados na referência. alguns padrões são válidos para qualquer tipo de fonte pesquisada. C. J. Júnior. Os elementos que comporão a referência podem variar conforme o documento. Cargos. que será indicado todo em letra maiúscula. 7.

Silvio Monteiro de Almeida ficará assim: ALMEIDA. Adalgisa Fialho. M. Exemplo: A referência dos autores Maria Eugênia Castanho.135 Exemplo: A referência do autor M. CASTRO. M. Ordens Religiosas: Serão indicadas pelo nome do autor. F. M.. de. seguido da expressão et al. Francisca Dames e Alisandra Bitencourt Castro ficará assim: MONCLARO. Madre.. MONTEIRO. Dois ou Três Autores: Serão indicados na ordem em que aparecem no documento. D. do prenome para o sobrenome).. Exemplo: A referência dos autores Silvio Murilo Melo de Azevedo. Ruth de Souza Scobbar ficará assim: CASTANHO. E. A. Exemplo: A referência do autor Papa Bento XVI ficará assim: BENTO XVI. de et al. na ordem direta (ou seja. S. F. E. seguido pelo título religioso. . D. Exemplo: A referência dos autores Daniel Monclaro. Mais de Três Autores: Indica-se apenas o primeiro autor mencionado no documento. Maria Dulce de Almeida Santos. B. S.. Petrônio Albergaria Filho e Pedro Pellegrini ficará assim: AZEVEDO. DAMES. que deriva do latim e quer dizer e outros. Exemplo: A referência dos autores Enio Antunes Santos e Fernando Monteiro ficará assim: SANTOS. A. Papa. ficará assim: TEREZA. Exemplo: A referência da autora Madre Tereza. M. Gustavo Martins de Souza. et al.

instituição ou entidade de natureza científica ou cultural. etc. de [Alceu de Amoroso Lima]. Ministério do Planejamento. Exemplo: A referência do autor Gugu Liberato ficará assim: LIBERATO. T. de Augusto Liberato que é o nome verdadeiro do Gugu).136 Pseudônimos: Se o autor do documento usou um pseudônimo para se identificar. Exemplo: A referência do autor Secretaria da Saúde de São Paulo começará assim: SÃO PAULO (Município). G. Se o nome verdadeiro for conhecido. Em caso de ambigüidade (duas ou mais instituições com o mesmo nome). indica-se o pseudônimo do autor. (e não LIBERATO. Secretaria da Saúde.). pode-se indicar este nome entre parêntese após o pseudônimo. Exemplo: A referência do autor Tristão de Athayde (cujo nome verdadeiro é Alceu de Amoroso Lima) ficará assim: ATHAYDE. A. começase a referência pelo nome da entidade todo em letra maiúscula. Entidades Coletivas 2: Se o autor do documento é uma sociedade. organização. Secretaria de Finanças. entre parêntese. Entidades Coletivas 1: Se o autor do documento é um órgão da administração governamental direta (Ministério. Secretaria. . Exemplo: A referência do autor Ministério do Planejamento do Brasil. acrescenta-se o local geográfico onde fica a entidade. apenas com as iniciais em letra maiúscula. o estado ou o município). Secretaria de Finanças começará assim: BRASIL. começa-se a referência pelo nome geográfico (lugar onde fica o órgão – o país. As unidades subordinadas são mencionadas após o nome da instituição. Exemplo: A referência do autor Centro Universitário Adventista de São Paulo ficará assim: CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO.

A referência do autor Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – EBCT poderá ficar assim: 2004. – a referência dele iniciará pelo nome do evento. 2. Entidades Conhecidas por Siglas: Se o autor de um documento for Entidade e no documento aparecer a SIGLA correspondente à Entidade (SOMENTE se aparecer a SIGLA). esta pode ser utilizada no lugar do nome da Entidade por extenso. Exemplo: EBCT. Simpósio.137 Exemplo: A referência do autor Biblioteca Nacional que fica em Londres. . ficará assim: ENCONTRO BRASILEIRO DE PROFISSIONAIS DA ENFERMAGEM. Seminário. do ano e do local de realização do evento. Eventos Científicos: Se o autor de um documento é um Evento – Congresso. seguido do número do evento indicado em algarismo arábico. etc. Conferência. Rio Grande do Sul. Curso de Pós-graduação em Administração Hospitalar. Exemplo: A referência do autor Curso de Pós-graduação em Administração Hospitalar do Centro Universitário Adventista de São Paulo ficará assim: CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO. ocorrido em Gramado. Reunião. Gramado. Exemplo: A referência do Segundo Encontro Brasileiro de Profissionais da Enfermagem. Exemplo: A referência do autor Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística / IBGE poderá ficar assim: IBGE. ficará assim: BIBLIOTECA NACIONAL (Londres).. em 2004.

. 2005. Aparecerá sempre em destaque. estarão em maiúscula. ocorrido em São Paulo. Título: O título de um documento será referenciado exatamente igual como aparece no documento. que. a referência deste se iniciará pelo título do documento. São Paulo. Ou seja. Exemplo: A referência do documento cujo título é GEOGRAFIA DO RECÔNCAVO BRASILEIRO. . isto significa que o destaque utilizado para os títulos não poderá ser alternado. entre as opções permitidas pela NBR. Autoria Desconhecida: Se o autor de um documento é desconhecido. Geografia do recôncavo brasileiro. cujo autor não foi mencionado no documento. O destaque utilizará apenas uma das opções indicadas. o título não poderá ser destacado com negrito e sublinhado ou com negrito e itálico ou ainda itálico e sublinhado. ficará assim: CONGRESSO INTERNACIONAL DE TELEJORNALISTAS. cujo autor é Rafael Furtado de Almeida. esta será utilizada durante todo o trabalho. F. 16. pode ser negritado ou sublinhado ou itálico.138 Exemplo: A referência do XVI Congresso Internacional de telejornalistas. Exemplo: A referência do autor Problemas e Exercícios de Matemática Financeira. cuja autoria é desconhecida – não foi citada no documento – ficará assim: HISTÓRIA das civilizações de todas as eras. Observa-se ainda a regra de que apenas a inicial do título ou dos nomes próprios que ele contenha. ficará assim: ALMEIDA. R. em junho de 2005. Exemplo: A referência do autor História das Civilizações de Todas as Eras. ficará assim: PROBLEMAS e exercícios de matemática financeira. num mesmo trabalho. de. Ao definir-se uma das três opções (negritado ou sublinhado ou itálico). conforme o padrão da NBR6023.

Subtítulo: O subtítulo de um documento será referenciado sem qualquer destaque. Estudos e exercícios avançados para violinos: uma perspectiva didática para jovens talentos. Exemplo: A referência de um documento de autoria de Tia Koc. ficará assim: KOC. cujo título é ESTUDOS E EXERCÍCIOS AVANÇADOS PARA VIOLINOS. Exemplo: A referência de um documento de autoria da professora Márcia Oliveira de Paula. de autoria do professor Pedro Apolinário. Esta será a única ocasião em que o título terá duplo destaque. Outro exemplo: A referência do documento cujo título é CONHEÇA MELHOR A SUA LITERATURA. ficará assim: APOLINÁRIO. de. Conheça melhor a sua literatura.139 Observe-se que neste caso optou-se por destacar-se o título em sublinhado. e antecedido de dois pontos. P. coloca-se tudo em destaque. de A. M. parque. Tia. cujo título é UMA FORMIGUINHA CHAMADA PIMBINHA. cujo título é CITOLOGIA DE DROSOPHILA MELANOGASTER ficará assim: PAULA. Título com Nomenclatura Científica: Um documento cujo título contenha uma nomenclatura científica será referenciado com duplo destaque para a referida nomenclatura. e cujo subtítulo é UMA PERSPECTIVA DIDÁTICA PARA JOVENS TALENTOS. Exemplo: A referência de um documento de autoria de Ullianna de Albuquerque Vasile. Se houver dúvida quanto a tratar-se de título ou subtítulo. O. Uma formiguinha chamada Pimbinha: Pimbinha vai ao . Citologia de Drosophila melanogaster. ficará assim: VASILE. logo após a indicação do título. e cujo subtítulo é PIMBINHA VAI AO PARQUE. U.

e que já está na Quarta Edição. cujo título aparece nas formas O GRANDE CONFLITO e THE GREAT CONTROVERSY. ficará assim: WHITE. Um outro exemplo: A referência de um documento de autoria do Dr. E. e da abreviatura da palavra edição. terão o título indicado no idioma que estiver em destaque ou que aparecer em primeiro lugar. Um outro exemplo: A referência de um documento de autoria de Ellen Gould White. Marenos Schmidt. F. C. Edição: Indica-se a edição de um documento somente quando esta for mencionada no documento e desde que não se trate da primeira edição. O grande conflito. cujo título é COMPREENDENDO O PORTADOR DA HIPOCEPHALEA PATHOGEN e cujo subtítulo é CONVERSANDO COM PAIS E PROFESSORES. M. seguido de ponto e um espaço. ficará assim: BUONNO. cujo título aparece nas formas GLI AMICI ITALIANI e AMIGOS ITALIANOS. Compreendendo o portador da hipocephalea pathogen: conversando com pais e professores. por ser a primeira forma mencionada. M. terá o título indicado em português. ficará assim: SCHMIDT.140 Observe-se que o termo científico teve duplo destaque (sublinhado e itálico. ficará assim: SCHMIDT. Mário Caldeira Schmidt. Exemplo: A referência do documento de autoria de Dr. A indicação deverá ser em algarismo arábico cardinal. ed. Falando francamente com o adolescente. cujo título é FALANDO FRANCAMENTE COM O ADOLESCENTE. Observe-se que o título foi indicado em italiano porque este foi o primeiro mencionado no documento. Exemplo: A referência de um documento de autoria de Francesco Buonno. Gli amici italiani. G. OS . 4. Títulos em Outros Idiomas: Os documentos que estiverem escritos em mais de um idioma. enquanto o restante do título foi apenas sublinhado).

ed. Edição Ampliada – ed. Edição Revista e Atualizada – ed. ficará assim: CARDOSO. . Ampliadas. F. aum. cujo título é ECONOMIA URUGUAIA VERSOS ECONOMIA BRASILEIRA. Atualizadas. 5. São Paulo Note-se que A Banda é nome próprio e por este motivo as iniciais são maiúsculas. ampl. Edição Aumentada – ed. cuja edição é a 3ª. ed. Economia uruguaia versos economia brasileira. Edição Atualizada – ed. ed. M. e atual. Sociologia do Brasil no século 21. indica-se com [S. que está na Quinta edição e foi publicado em São Paulo. 2. B. cuja edição é a Segunda. conforme o padrão da ABNT: Edição Revista – ed. 3. Se mais de uma cidade estiver sendo indicada. de. Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Mário Augusto de Alencar. com título PORQUE COMPOR A BANDA. etc.141 Edições Revistas. F. cita-se apenas a primeira indicação. e que foi publicado em Campinas. l. indica-se também a sigla do estado onde se localiza a cidade que está sendo citada. A. rev. Se o local for desconhecido. rev. rev. cujo título é SOCIOLOGIA DO BRASIL NO SÉCULO 21.]. Se for uma cidade desconhecida ou que tenha uma homônima. e atual. Local de Publicação: É a indicação da cidade onde o documento foi publicado e deve ser feita após a edição (ou após o título se não houver edição a ser indicada). atual. Porque compor A Banda.: São indicadas na forma abreviada. de. ficará assim: HOLANDA. Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Fernando Henrique Cardoso. Revista e Atualizada. Campinas Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Francisco Buarque de Holanda. H. ficará assim: ALENCAR.

Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Lucas Brandão. ed. publicado em Santo André. Dispensa-se o uso da palavra ‘editora’. [S. com título MINHA VIDA.]. pela editora Papirus. ficará assim: FERREIRA. 2004. S.142 Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Pedro Bandeira. a ABNT dá algumas opções para indicação do período de publicação (para o caso de livros): [2004?] para o ano provável de publicação . ficará assim: BETO. indica-se [s. ficará assim: BANDEIRA. sem a indicação do nome da editora responsável. 6. que está na segunda edição. Poesias para brincar. P. Data da Publicação: é indicada sempre em algarismo arábicos. sem espaçamento nem pontuação.]. logo após a indicação da cidade onde o mesmo foi publicado. com título POESIAS PARA BRINCAR. com o título HISTÓRIA DO BRASIL. em 2004. Edição. P. antecedida de dois pontos. 2. Campinas : Papirus Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Paulo Souza Ferreira. L. publicado em Campinas.] Editora: Indica-se a editora responsável pela publicação do documento. com título SOLIDARIEDADE. Solidariedade. publicado em local desconhecido. ed. publicada no Rio de Janeiro. Santo André : [s. Se a data for desconhecida. História do Brasil. Se a editora não for indicada no documento. que está na 6ª. pela editora Vozes. ficará assim: BRANDÃO. Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Frei Beto. n. Frei. logo após a editora indicada e antecedida por vírgula. O nome da editora pode vir abreviado quando tiver mais de uma palavra. Rio de Janeiro : Vozes. Minha vida. n. l.

2 Localização das Referências As opções para indicação das Referências dos documentos utilizados em uma pesquisa. mas NÃO citados. Ambas as listagens terão a mesma formatação e seguem a normalização já descrita até aqui. 2005. [200-] para indicar a década certa da publicação [200-?] para indicar a provável década da publicação [19--] para indicar o século certo da publicação [19--?] para indicar o provável século da publicação [s. publicado em São Paulo pela editora Melhoramentos. Exemplo: 1999-2001. com título QUÍMICA ORGÂNICA. indica-se as duas datas. À lista dos conjuntos de dados para identificação (ver item 5. Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Leonardo Silvério Neto. 2. volumes v ou folhas f de um documento. 240 p.1) de documentos consultados. ficará assim: SILVÉRIO NETO. Indica-se logo após a data de publicação. segunda edição. 7. são variadas. À lista dos conjuntos de dados para identificação (ver item 5. se denomina Referências. em uma única listagem. em 2005. Química orgânica. cerca de..1. que tem 240 páginas. em ordem alfabética. ed. L. separadas por hífen. A preferencial é a que se apresenta ao final do trabalho.1) de documentos citados no texto redigido sobre a pesquisa realizada.143 [ca 2001] para a data aproximada de publicação.. subtítulo ESTUDO E ENSINO. d. São Paulo : Melhoramentos.] para indicar que não há indícios da data de publicação Se o documento estiver em vários volumes e a data de publicação do primeiro volume for diferente da do último. se denomina Documentos Consultados. . Descrição Física: É a indicação do número de páginas p. no texto redigido sobre a pesquisa realizada.

A. centralizado. 2 cm . Rio de Janeiro : McGrowHill. Sintaxe na língua portuguesa. ed. Em nenhum momento haverá variação de Fonte (modelo de letra). 2002. 111 p. 3 cm GARCIA. C. é aquela já apresentada nos tópicos anteriores. J. LEMOS. 2. 2005. 780 p. Z. • Texto das referências – Documentos Consultados ou Referências – digitado em tamanho 12. São Paulo : Melhoramentos. 409 p. de. não negritado. e ampl. Belo Horizonte : MMN. H. 2003. 2005.144 A diagramação destes conjuntos de dados para identificação dos documentos pesquisados com o objetivo de dar embasamento teórico ao trabalho – seja Documentos Consultados ou Referências – seguirá o padrão: • Título da listagem digitado em negrito. tudo em letra maiúscula. Vale lembrar que as opções indicadas são Arial ou Times New Roman (TNR). 230 p. S. TURCCILLO. 90 p. BAROSA SOBRINHO. uma listagem de Referências ou de Documentos Consultados terá o seguinte 78 REFERÊNCIAS ALBERGARIA. o A Fonte (modelo de letra) utilizada será a mesma do restante do texto da pesquisa. Campinas : Papirus. Metodologia da pesquisa científica: temas controversos. texto justificado. 3. 2. M. J. formato: 3 cm Assim. atual. espaço 1. ed. Limonada suíça em tempos rosas: literatura e poesia 2 cm moderna. rev. Filosofia. ed.5 entre as linhas e duplo entre uma referência e outra. Ciência em tempo real. respeitando as margens estabelecidas para o trabalho. Quanto à pontuação. tamanho 14. São Paulo : Atlas.

a referência de documentos na forma de livro terá os elementos: Chave: AUTORIA. Título. ed. Ano. Volumes) Se a parte (capítulo. separadas por hífen.2. Basicamente. 7. Os elementos a serem indicados em cada uma destas listagens irão variar de acordo com o tipo de documento: 7. e os demais elementos previstos para referência de livros. o ideal é que a referência seja apenas da parte utilizada.145 A partir destes conhecimentos básicos. cada documento. 309 p. a referência iniciará pelo autor da parte. seguido do título da parte (sem qualquer destaque). conforme a sua particularidade. conforme o modelo a seguir: A paginação será indicada com o número da página inicial e da página final da . 3. todavia. São Paulo : Ática. Edição. é referenciado levando-se em conta detalhes específicos. J. o título do livro. Local : Editora. o pesquisador terá condições de. Exemplo: CERQUEIRA.1 Partes de Livros (Capítulos. Número de Páginas. volume ou fragmento). Depois coloca-se o termo In: (que significa ‘dentro de’). por exemplo). de todas as fontes de informação teórica utilizadas em sua pesquisa.2 Livros e Documentos Não Periódicos Os livros e documentos não periódicos são referenciados de forma bastante similar. Fragmentos. o autor responsável por todo o livro (se houver). em destaque. K. parte. 2005. consultando. Fronteiras do saber. Se o livro for usado apenas em parte (um capítulo. volume ou fragmento) utilizada tiver um autor específico (publicações em que cada capítulo tem um autor diferente. elaborar as Referências ou a lista de Documentos Consultados.

Chave: PALAVRA OU TEMA DO VERBETE CONSULTADO. e atual.146 Chave: AUTORIA DA PARTE DA OBRA. Local : Editora.3 Relatórios Técnicos Quando o documento utilizado for um Relatório Técnico. Página inicial – Página final da parte referenciada. 2002. 1. In: MICHAELIS dicionário ilustrado. Volume. Título do relatório.204. Rio de Janeiro : Melhoramentos. 2000. Exemplo: MARKETING. B.2 Verbetes de Enciclopédias e Dicionários Quando o documento utilizado for uma Enciclopédia ou um Dicionário. O desenvolvimento da planta. 2. T. rev. Ano. Título da parte. In: HILLTER. Edição.2. 7. Ano. Título da obra. L. v. In: NOME da enciclopédia ou dicionário consultado. p. 2. A referência de um verbete é feita citando-se os elementos indicados a seguir. ed. Página (ou páginas inicial e final.2. In: AUTORIA DA OBRA. Local : Editora. Verbete é o texto referente ao item (palavra ou tema) consultado. 143-187. Falando em ecologia: conceitos e estudos de casos. p. Exemplo: MORAES. STADLER. Ano. . Belo Horizonte : Artes Médicas. Paginação. 7. quando for o caso). Indicação do tipo de documento. . os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTOR DO RELATÓRIO. a referência será a do verbete consultado.

M. Dissertações e Monografias). Indicação de Tese. 2001. Relatório técnico. Dissertações e Monografias Quando o documento utilizado for resultado de produção acadêmica ou científica (Teses. Monografia (Trabalho de Conclusão de Curso) – Curso de Pedagogia. 87 p. 2002. M. Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA. Centro Universitário Adventista de São Paulo/Campus 2.. Engenheiro Coelho (SP). Título. . A Filosofia vai à escola? : estudo do programa de filosofia para crianças de Matthew Lipman. PEREIRA. Campinas. 1998. Ano. G. Petrópolis : Colégio Piloto. Universidade Estadual de Campinas.2. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) – Faculdade de Engenharia Mecânica e de Produção. Implementação do Just-in-time em uma empresa fabricante de armações de óculos. Exemplo: SILVEIRA. 45 f. Local. Análise do grau de segurança na biblioteca do Colégio Piloto. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação. Linguagem de sinais. SANTOS. 7. R. Número de folhas. 139 f. 2000. Instituição. 441 f.4 Teses.147 Exemplo: MONTEIRO. Dissertação ou Monografia (Grau e Área) – Unidade de Ensino. Santa Bárbaro D’Oeste (SP).

5 Trabalhos Acadêmicos Quando o documento utilizado for resultado de trabalhos acadêmicos. Título. Anais do 4º. 2002. Encontro anual de iniciação científica. ano de realização. Exemplos: ENCONTRO ANUAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA.148 7. 2 v. Local: Editora. número de páginas ou volume. os elementos que comporão a referência são: Chave: NOME DO EVENTO. Conferências. São Paulo : UNASP/Campus SP. Indicação de Trabalho Acadêmico (Disciplina) – Curso.2. Número de folhas. Florianópolis. 322 p. 4. 22. Exemplo: SANTOS.2. ano de publicação. 2003. Curitiba : PUCPR. V. Encontros e Outros Eventos Científicos Quando o documento utilizado for resultado de eventos científicos. 2004. Trabalho Acadêmico (Didática II) – Curso de Matemática. Modelos matemáticos para o ensino fundamental. Anais do XXII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação – Superando Obstáculos em Direção à Tecnologia. . Título. 7. CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO.6 Congressos. Centro Universitário Adventista de São Paulo/Campus SP. Local. local. Ano. São Paulo. Instituição. número do evento.. São Paulo. 2005. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTOR(ES) DO TRABALHO.. 32 f. 2004.

7 Trabalhos Apresentados em Eventos Científicos Quando o documento utilizado for resultado de um trabalho apresentado em evento científico.2. p. local. quando o pesquisador utiliza apenas um ou outro artigo de cada periódico. Exemplo: LEANDRO FILHO. Em cada caso a referência terá detalhes específicos. LIMA. Local : Editora. J. 345-456. Título. .. número do evento. Título do trabalho. 2005.. ano de publicação.3 Publicações Periódicas Publicações periódicas são as publicadas de período em período – anualmente. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA. Simpósio sobre recursos informacionais em bibliotecas virtuais. 3. E. 2004. ano de realização. diariamente. semestralmente. quinzenalmente. e assim por diante. Divulgação seletiva da informação por meio eletrônico. In: NOME DO EVENTO. Podem ser utilizados no todo – o periódico inteiro ou sua coleção – ou em partes. J. São José do Rio Preto : UNSJRP. São José do Rio Preto. In: SIMPÓSIO SOBRE RECURSOS INFORMACIONAIS EM BIBLIOTECAS VIRTUAIS. Os periódicos científicos são publicações positivamente significativas para o pesquisador. especialmente pela possibilidade de oferecerem informações atualizadas sobre temas do momento. mensalmente. 7. revistas. Exemplos: jornais. semanalmente. Página inicialfinal. Anais do 3º.149 7.

Teoria do currículo sim. número do volume. páginas inicial-final do artigo. X. número do fascículo ou ano. n. Título do periódico.3 Artigos de Jornais Os jornais também são publicações periódicas. Local de publicação : Editora. Local de publicação. v.2 Artigos de Periódicos Quando o documento utilizado for um artigo de periódico. tem uma referenciação particular.150 7. jan. todavia. devido à sua característica peculiar. 23-27. Quando o documento utilizado for um artigo de jornal. Exemplo: REVISTA DE EDUCAÇÃO DA PUCRS. 19701999. de. 3.3. E. Campinas. Exemplo: ALBUQUERQUE. 7. 2.3. 7. O currículo da teoria não. Título do artigo. os elementos que comporão a referência são: . Porto Alegre : PUCRS.1 Periódicos Considerados no Todo Quando o documento utilizado for um periódico e ele for integralmente utilizado (vários artigos de toda a coleção). p.3. Revista de Educação da IASD. Ano de início-término da publicação. 2002b. data. os elementos que comporão a referência são: Chave: TÍTULO DO PERIÓDICO. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTOR DO ARTIGO.

151 Chave: AUTOR DO ARTIGO. suplementos. História dos povos bárbaros. número de ordem da(s) coluna(s). Economia. Título do artigo. Quando o documento utilizado for um resumo de livro. 11-12. Fonte onde o resumo foi publicado. data (dia. 21. p. etc. páginas inicial-final do artigo referenciado. seção. A economia continua em crise. F. por exemplo. L. Folha de São Paulo. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA DA PARTE RESUMIDA. H. Exemplo: GÓIS. publicado numa seção de resumos. Belo Horizonte. Nota indicativa de resumo. Exemplo: PADOVANI. Belo Horizonte : ATTB.. n. v.4 Resumos Os Resumos são textos técnicos que sintetizam livros ou artigos de periódicos e são publicados em documentos específicos (publicações que reservam espaços apenas para resumos ou só publicam resumos). Título do jornal. 22 set 2001. O Estado de São Paulo. 13 out. 2001. 12. Título da parte resumida. Política. 7. Local : Editora. ago. Local de publicação. . Cada um destes tipos terá uma referência adequada às suas características. São Paulo. p. Revista de História da Universidade Federal de Minas Gerais. 12A-13A. Número ou título do caderno. Ano. Resumos. ano). coluna 3. p. 2000. mês. 2002. As eleições e a educação. DONIZETTE. 233-302.

volume do periódico original de onde o artigo foi publicado. p. H. Resumo. etc. número do fascículo ou ano do periódico onde o resumo foi publicado. número do volume do periódico onde o resumo foi publicado. Revista de Psicologia da USP. Góis fez o resumo de um texto (pode ser livro. . Adolescentes e gravidez. v. Jan. Local de publicação do periódico original de onde o artigo foi publicado. 2001. 2000. v. Jul. acrescenta-se a nota indicativa Resumo de: antecedendo a fonte de onde foi retirado o resumo. No caso do exemplo acima. 44-47. 213-219. Título do artigo. n. Título do periódico original de onde o artigo foi publicado. monografia. K. Em 2002 a Revista de História da UFMG publicou este resumo na íntegra em um de seus números. data de publicação do periódico original de onde o artigo foi publicado.) e publicou em 2001 este resumo. Nota indicativa de resumo. publicado numa seção específica para resumos. Local de publicação do periódico onde o resumo foi publicado. Título do periódico onde o resumo foi publicado. 1. n. Quando o documento utilizado for o resumo de um artigo de periódico. Exemplo: páginas inicial-final do artigo que foi resumido. data de publicação do periódico onde o resumo foi publicado. K. Esta é uma das possibilidades de se referenciar resumos utilizados em trabalhos científicos. 4. Revista de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.152 • No caso do exemplo acima. Porto Alegre. número do fascículo ou ano do periódico original de artigo foi publicado. Exemplo: FRANCO. página(s inicialfinal) do resumo publicado. em um outro periódico. p. 2. Quando a autoria do resumo for indicada. São Paulo. Franco publicou um artigo em 2000 e o resumo deste artigo foi publicado em 2001. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTOR DO ARTIGO.23.

2004. J. p. v. Resumo de: MENDES. Local de publicação do periódico. p. Quando o documento utilizado for uma resenha com título próprio os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA DA RESENHA. n. 2. 1. 2..23. Jul. O. Título do periódico que publicou a resenha. Nota indicativa de resenha. Nota indicativa contendo Resenha de: coloca-se o nome do autor do texto resenhado e o título do texto resenhado. 2000. Quando o documento utilizado for uma resenha sem título próprio os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA DA RESENHA. número do fascículo do periódico. Exemplo: FRAGOSO. data. Resumo. Nomeações e vetos em tempos de CPI: uma análise comparativa. Revista de Administração da FGV. volume do periódico. seguidos das demais informações sobre a fonte onde se encontra o texto resenhado. Título da resenha. n. Cada resenha terá uma referência adequada às suas características. volume do periódico. Revista de Psicologia da USP. Revista de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Rio de Janeiro. 44-47. Título do livro ou artigo resenhado. Local de publicação do periódico. data. São Paulo. Título do periódico que publicou a resenha. páginas inicial e final do texto da resenha. 234-236.5 Resenha Resenhas são textos técnicos que resumem e comentam livros ou artigos de periódicos e são publicadas em documentos específicos (publicações que reservam espaços para resenhas ou só publicam resenhas). 7. Adolescentes e gravidez. v. número do fascículo do periódico. Jan. . K. 2001. Resenha. páginas inicial e final do texto da resenha. p. 14. v. 4. Porto Alegre. n.153 Exemplo: FRANCO. 213-219.

Ano. os elementos que comporão a referência são: . as decisões e sentenças judiciais. 7. n. 379 p. Resenha de: DURAN. R. Jan. etc.-Mar. J. resoluções e indicações. Título (que em geral é o número da norma) : subtítulo da norma. Exemplo: PEIXOTO. Revista da Faculdade de Letras da UFBA. Duran. Campinas : PAPIRUS. procedimentos. NBR6023 : norma técnica sobre referências.154 Exemplo: PARANHOS. 63-71. os pareceres. v. 7. 2002. Salvador. S. 2005. os decretos. 2004. A análise do discurso: divagações ou ferramenta científica ?. Concepções filosóficas sobre a análise do discurso na perspectiva de J. padrões.1. E. processos. Brasília.1 Leis e Decretos Quando for utilizado um documento legislativo do tipo Leis e Decretos. Local.6 Normas Técnicas Normas Técnicas são parâmetros estabelecidos para definir posturas.7 Documentos Legislativos São documentos legislativos as leis.7. Quando o documento utilizado for uma norma técnica os elementos que comporão a referência são: Chave: ORGÃO NORMALIZADOR. p. os acórdãos. 7. 2.

data. 7. Do Supremo Tribunal Federal. v. hábeas corpus). 2002. Nome da corte ou tribunal.2 Acórdãos. Seção 1.7. Brasília. Ementa ou acórdão. 7. ESTADO OU MUNICÍPIO. Diário Oficial da União. 2324. decisão ou sentença. 45. Decisões.155 Chave: NOME DO PAÍS. Título e número da lei ou decreto.3 Pareceres. v. Partes litigantes (agravo. Exemplo: BRASIL.98. 2 maio 2003. os elementos que comporão a referência são: Chave: NOME DO PAÍS. Seção 1. Brasília. ESTADO OU MUNICÍPIO. Resoluções e Indicações Quando for utilizado um documento legislativo nesta categoria. de 12 de setembro de 2002. Relator: nome. p. coluna 3. Albergaria Felinto Motta. Deferimento de habeas corpus. p. n. 2. Diário Oficial da União. 2002. Tipo e número do recurso.218. 13 Set. 111. Data. 45.98.7. Dados da publicação que divulgou o acórdão. Habeas corpus n. Sentenças de Cortes ou Tribunais Quando for utilizado um documento legislativo nesta categoria. Exemplo: apelação. Estabelece parâmetros para a realização do referendo sobre a proibição da comercialização de armas de fogo e projéteis no Brasil. n. 111. 13 Set. Exemplo: BRASIL. os elementos que comporão a referência são: . Promotoria da cidade de São Paulo e Antonio Pedro de Paranhos Neto. Relator: Dr. Dados da publicação que divulgou o documento. embargo. Decreto n. Ementa. coluna 3.

Kings James Version. 265-266. Tipo (parecer. 2324 de 31 mar. Título. Tradução ou versão. de F. indicação). resolução. Edição. p.8 Bíblia 7. 2001. Consultoria Geral da República. Consultor> Alceu Amoroso Lima. número e data. Título. Ano. Exemplo: BÍBLIA. C. Direito internacional. Exemplo: BRASIL.2 Partes da Bíblia Quando o documento utilizado for um dos livros da Bíblia.8.1 Bíblias Consideradas no Todo Quando o documento utilizado for a Bíblia em sua íntegra – toda ou quase toda a bíblia – os elementos que comporão a referência são: Chave: BÍBLIA. Local : Editora. Nome do Livro da Bíblia. Relator ou consultor: nome. 22th ed. Competência para extradição de estrangeiros que atuam nas instâncias do governo federal. Tradução ou versão. os elementos que comporão a referência são: Chave: BÍBLIA. São Paulo : Mc-GrawHill. Holly Bible. 7. 2004. Língua.8. 7. Exemplo: . In: MONTEIRO. Local : Editora. Edição. v. 2003.156 Chave: AUTORIA (Instituição ou Pessoa). New York : LCD. Dados da publicação que Exemplo: divulgou o documento. Língua. Inglês. Ementa. Ano.3. Parecer n.

M. Exemplo: HERCULES. Quando o documento utilizado for um catálogo. organização. realizadas na perspectiva científica. Título do catálogo. ed. Catálogo. Apocalipse.1 Entrevistas Não Publicadas Chave: AUTORIA (nome do entrevistado – aquele que concedeu a entrevista). 2001. Editores. .). quando 7.9 Catálogos de Exposições.10 Entrevistas As entrevistas são excelentes ferramentas de pesquisa. Londrina. A Bíblia Viva. etc. elaboradas pelo pesquisador. Data.10. 2000. são instrumentos de divulgação de informações atualizadas e precisas. São Paulo. Mostra de pintura da UnisTest Mendel. Português. 35. Exemplo: ASSOCIAÇÃO PRÓ-ARTE DE LONDRINA. 7. etc. Tanto as Em geral. Local. 2002. São Paulo : Paulinas. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA (instituição. associação. Nota indicativa de catálogo quando não constar no título. 7.157 BÍBLIA. quanto as publicadas. Local. Ingresso de carteiras de negócio internacionais em instituições financeiras brasileiras. Ementa da entrevista. Muito utilizados por pesquisadores de algumas áreas específicas. Versão Antonio Pereira de Figueiredo. Ano.

Nome e número do Programa – Título do programa. n. Jul-Ago. 2002. Maio 2005.2 Entrevistas Publicadas Chave: AUTORIA (nome do entrevistado – aquele que concedeu a entrevista). n. A era das academias. Entrevista concedida a Paulo Antunes Maia. Exemplo: GRACIANO. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (Coordenador do Projeto). Y. Código do Projeto). 204-209. A. Cirurgias de redução do estômago.10.1230-1. p. 3. M. Marília. Ingresso de carteiras de negócio internacionais em instituições financeiras brasileiras.158 Quando a entrevista é concedida em função de cargo ocupado pelo entrevistado. acrescenta-se o cargo. É possível indicar o nome do entrevistador na nota da entrevista. Entrevista. 23. Indicação de entrevista. São Paulo. . São Paulo.254. v. 7. a instituição e o local ao título.2. Nota de status (Se é anteprojeto.11 Projetos de Pesquisa Quando o documento utilizado for um Projeto de Pesquisa. A nota de entrevista ao final da referência deve ser omitida quando figurar no título. Entrevista concedida pelo Cherman do Commertz Bank no Unibanco Brasil. 1. projeto em andamento ou projeto concluído). v. Dados completos da fonte que publicou a entrevista. 112. Local : Unidade executora. Título do documento que publicou a entrevista. p. Título do Projeto. paginação. Exemplo: PEREIRA. quando for de interesse do pesquisador. Revista de Educação Física da UNIMAR. Revista de Medicina da USP. (Sigla da instituição mantenedora. data de início. 2001. 7. São Paulo. Exemplo: HERCULES. Título da entrevista.

associação ou outro). 15 p. 2001. Nota indicativa de origem do documento (palestra. 23-24. Projeto 3635). os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (Instituição.). 7. (ong Viva Rio. Projeto concluído. Local. Teoria quântica. Hortolândia. 2001. páginas inicial-final. Título. São Carlos. 7. Atividades gestoras em ONGS. notas de aula. Ata da reunião do colegiado do Curso de Educação Física realizada em 21 de março de 2002. Livro número.). etc. p. S.159 Exemplo: ANDRADE. Título e data. Programa 116 – Gestões de ONGS. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. de C. Exemplo: NEVES. 31 mar. (Coord. Palestra proferida na Faculdade de Física da UFSCAR.12 Obras Inéditas (Documentos Não Publicados) Quando o documento utilizado não houver sido publicado.13 Atas de Reuniões Quando o documento utilizado for uma Ata de Reunião. Livro 23. U. São Paulo : ONG Viva Rio. Exemplo: CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO. .

1 Mapas e Globos Mapas e globos são referenciados de forma muito semelhante. Exemplo: MAIA. Atlas geográfico dos Estados Unidos da América. 7. 2004. 1 globo : color. Washington. altura X largura. Ano. globos. Globo terrestre. A única variação é o termo indicativo mapa ou globo e a dimensão que no globo será indicado o diâmetro em cm.. Escala. Número de unidades físicas : indicação de cor. Escala 1:500. R. São Paulo : LTF. . atlas. Ano. 78 x 88 cm. Título do atlas. Local : Editora. Local : Editora. São Paulo : LTF. Relevo geográfico brasileiro.160 7. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (autor e/ou editor). Título. G.. 7. 2004. 1 mapa : color.14..2 Atlas Quando o documento utilizado for um atlas.14 Documentos Cartográficos São documentos cartográficos os mapas. GEOMAPAS. 2001. 115 cm. e similares. STILL. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA.14. Exemplo: GEOMAPAS.000. Quando o documento utilizado for um mapa ou um globo.

2002. .) 7. cassete. 2004. São Paulo : Ática. Ano. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (compositor). Exemplo: ATLAS histórico dos Estados Unidos da América. deve-se fazer a indicação ao final da referência.161 Quando não há autor ou editor. R. Título. Exemplo: DIAS. São Paulo : UNASP. a referência será iniciada pelo título do atlas. 7. 2001. Número de partituras (quantidade de páginas). Washington. Exemplo: GEOGRAFIA do Brasil: relevos e fronteiras. Se a palavra atlas não aparece no título do documento. Atlas. videodisco laser.15 Partituras Quando o documento utilizado for uma partitura. 1 partitura (8 p. Indicações complementares de responsabilidade.16 Gravações Sonoras São documentos em gravação sonora: CDs. Nossa gente nossa música: ano 2002. vinil. Local : Editora.

HANDEL. 7. 2000. Número do disco. . Orquestra Filarmônica de Frankfurt. R. 2001. estéreo. será iniciada pelo(a) intérprete. número de canais sonoros. D223 S145 12/89. Número de CDs. Nova Friburgo : ADSAT. 2001. Número de CDs (tempo de gravação em minutos) : tipo de gravação. 1 disco (45 min) : 331/3 rpm. 1 CD (50 min) : digital. 2 Cd (96 min). O Messias. G. a Referência se iniciará pelo título. Título.2 Discos de Vinil Quando o documento utilizado for um disco de vinil. Digital. Exemplo: PARALAMAS DO SUCESSO. 2320-9-80. sulco ou digital.16. estéreo. Em caso de coletânea. Título. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (compositor). F. Local : Gravadora. regente. Grupo Vocal VP. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (compositor). se necessário. Local : Gravadora. Ano.1 Discos Compactos Áudio – CD Áudio Quando o documento utilizado for um CD para áudio (somente aparelho de música). 20030-2-1020. Rio de Janeiro : Odeon. estéreo. Número de discos (tempo de gravação em minutos) : número de rotação(ções) por minuto. Exemplo: MOTA. Toronto : WCA Music. Executante.162 7. número de canais sonoros. Executante.16. Klein. J. Ano. microssulco. Prá cima Brasil. Regina Mota. 9 luas.

Local : Gravadora. Local : Gravadora. Número de unidades físicas (duração) : tipo de gravação. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (compositor). São Paulo : RCA. 2001. 89208347.16.3 Videodisco (Laser) Quando o documento utilizado for um videodisco laser (ou CDL). Caso o pesquisador utilize apenas um dos lados do disco. Exemplo: CORAL CARLOS GOMES. UO-34-598. Ano. estéreo. São Paulo : RCA. 7. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. Exemplo: FONSECA.163 Exemplo: FONSECA. Título. Número de unidades físicas (duração em minutos) : laser. 1 disco1 (40 min): 331/3 rpm. 1 videodisco (35 min) : laser. Exemplo: . Número do disco. Chuva de bênçãos. número de canais sonoros. 4 discos (240 min): 331/3 rpm. estéreo. Título. Executante. microssulco. R. 2004. São Paulo : RCA. 2004. neste caso.16. Lado B. 89208389. após a data. microssulco. somente este lado deve ser referenciado e. Chuva de bênçãos. deve ser feita a designação Lado A ou B. 7.4 Cassetes Quando o documento utilizado for um cassete sonoro. R. Ano. estéreo. A glória e magestade.

os elementos da referência são: Chave: TÍTULO. 1 cassete (100 min) : son. • Sistema de Gravação para Vídeo: deve-se registrar o sistema utilizado (VHS. 1 cassete (45 min) : son. Direção de..). Z.1 Gravações em Cassetes Quando o documento utilizado for uma gravação em cassete. Ano. Rio de Janeiro : Está Escrito.17. cassete.. • Tempo de projeção: deve ser indicado em minutos. Zilda e Elias Azevedo e os Pequenos Cantores da Colina.). VHS NTSC. legendado (leg.164 AZEVEDO. • Características de som: deve-se indicar: mudo. . Observações: Os dados de descrição física de filmes cinematográficos e gravações em cassete devem ser registrados assim: • Número de unidades físicas: deve-se utilizar os termos (bobina. Local : Distribuidora. NTSC. Direção de Williams Costa Júnior. Número de unidades físicas (duração em minutos) : indicação de som (legenda ou dublagem). sonoro (son. largura e milímetros. Exemplo: SEMÕES do pastor Stina. São Paulo : INC.) ou dublado (dubl. conforme o caso. 1997.17 Filmes e Gravações em Cassetes 7. 2002. conforme o caso. estéreo. APL-M. indicação de cor. 12 mm. . rolo). cartucho. • Cor: deve-se utilizar as abreveaturas p & b para preto e branco ou color. Cristo ama as criancinhas. AZEVEDO. Betamax). • Dimensão: deve-se registrar a bitola (largura) em milímetros (mm) ou polegadas (pol). para colorido. E. 7. Sistema de gravação.

24. Local : Editora. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. Ano. Ano. Exemplo: MONTEIRO. Quando o documento utilizado for um slide. São Paulo: NCN: color.18 Microfilmes. Número de unidades físicas. São Paulo : LTC. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. 2004. Paleontologia. I. São Paulo : LTC. dimensão em centímetros. Número de slides : indicação de cor. Local : Editora. Quando o documento utilizado for um microfilme. Slides e Diafilmes Também chamadas de Microformas. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. 1 bobina de microfilme. Quando o documento utilizado for uma microficha. 2 v. Exemplo: CARVALHO. Trigonometria euclidiana.165 7. Título. largura em milímetros. redução. 35 mm.000. 2003. 5 x 5 cm. redução de 1. Microfichas. de S. Número de unidades físicas. 2 microfichas. a utilização deste material é muito comum entre pesquisadores de algumas áreas específicas do conhecimento. Local : Produtor. Geografia do Brasil. Título. D. Título. de S. Ano. I.. Exemplo: MOURA. . 3 v.

Local : Editora. Exemplo: BARBOSA. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. Ano. Hidrografia da região nordeste do Brasil. Exemplo: . largura em milímetros.19 Transparências Quando o documento utilizado for uma transparência. Local : Produtor. 2002. Exemplo: VICENTE. Rio de Janeiro : IBGE. 35 mm.166 Quando o documento utilizado for um diafilme. W. Número de unidades físicas : indicação de cor. 2005. 1 diafilme (78 fotogramas).20 Fotografias Quando o documento utilizado for uma fotografia. Título. Ano. Título. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (fotógrafo). 7. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. São Paulo : Melhoramentos. Título. Número de unidades físicas : indicação de cor. dimensões. 500 anos de história da Educação. 35 transparências : p & b. Ano. 7. Número de unidades físicas (número de fotogramas). S.

: color. os elementos da referência são: . seguido do título da obra. 7. 1 álbum (50 fot. 15 x 18 cm.) : p & b. Número de unidades físicas : indicação de cor. Exemplo: RAFAEL. Dois nobres na corte. Local : Editora.21 Pôsteres Quando o documento utilizado for um pôster. 1 fot. 2004.22 Cartas Quando o documento utilizado for uma carta não publicada. por exemplo). : p & b. Fotografias de obras de arte terão a referência iniciada pelo nome do autor da obra.167 ALMEIDA. 1 fot. os elementos da referência são: Chave: TÍTULO. Estrutura em concreto protendido. Ano. Somente então é indicado o nome do fotógrafo e demais dados: Exemplo: MICHELANGELO. . 2004. Belo Horizonte : UFMG. 18 x 36 cm. 2001. 7. este dado antecederá o número de fotos. Se o pesquisador houver utilizado uma coleção de fotografias com suporte físico próprio (álbum. 15 x 18 cm. Fotógrafo René Monges. 1 pôster : color. Moisés. Fotógrafo René Monges. V. 2001. Exemplo: FISIOLOGIA da mão.

Local. Quando o documento utilizado for uma carta publicada. data (dia. 2001. 1899. E. Berna. Exemplo: WHITE. Cartas de Ellen White escritas aos jovens da igreja. . 789 p. Exemplo: SINTROYD: tiroxina. Ano. Descrição física Exemplo: WHITE. São José do Rio Preto : NOVACIL Farmacopédia. 7. Título da publicação. Mensagens aos jovens. Responsável técnico. Local (dados complementares da publicação). Local : Laboratório/Fabricante. G. Marilena Almeida Gomes. G. Carta ao filho William. os elementos da referência são: Chave: NOME COMERCIAL DO MEDICAMENTO: nome genérico.168 Chave: AUTORIA DA CARTA. 2002. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA DA OBRA ONDE A CARTA FOI PUBLICADA (Indicação de responsabilidade do autor) Ementa da carta.23 Bula de Remédio Quando o documento utilizado for uma bula de remédio. Tatuí : CPB. Bula. Ementa da carta. Nota indicativa de bula. 2 f. viajando na Suíça. 17 out. mês e ano). E.

7. 7. 1 disquete 31/2 . Exemplo para Livro em Disquete: FURTADO. v. etc.169 7. os disquetes.2 Arquivos Eletrônicos Quando o documento utilizado estiver registrado em um arquivo eletrônico – de dados e textos criados no computador – os elementos da referência são: Chave: AUTORIA DO ARQUIVO. Local. Ementa. .34. os Softwares. de H. Descrição física. São Paulo : EDUSP.). periódicos.) receberão tratamento específico no momento de sua referenciação. jan. . Fortaleza. p. Saberes e discursos sobre educação especial: uma análise comparativa. SAMPAIO. As informações oriundas deste tipo de fonte (mesmo quando livros. Jornalista de Hoje. E. WALMOR. R. Custódia (depositário). Extensão. 2. Ética na propaganda. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. Indicação de disquete e dimensão do mesmo. 2004.24 Informações e Documentos Eletrônicos São considerados documentos eletrônicos os Arquivos Eletrônicos. Programa gerador. Dados complementares da fonte da informação (livro. . 1 disquete 31/2 . periódicos.24. T. 77-79. mês e ano). as fitas magnéticas e os CD-Roms. n.24. relatório. Título. data (dia. Nome do arquivo. D. etc.1 Disquetes e Similares Quando o documento utilizado estiver registrado em um disquete. 2001. Exemplo para Periódico em Disquete: PEREIRA.

Nota indicativa sobre aplicação do programa. 2005. Exemplo: MIROSOFT CORPORATION. Local : Editor/Produtor. Windows XP. Chicago. 5 fitas magnéticas DAT 2GB. Conjunto de softwares: 8 disquetes 3 ½ . tipo de suporte. Chave: AUTORIA DO PROGRAMA. Projeto Pedagógico. 13 out. Chicago. Curso de Pedagogia. Projeto pedagógico do curso. 2002. Nome do programa e versão. Descrição física. Projects for Windows XP. 2 folhetos e 1 manual. 3 disquetes 51/4pol. Ano. 5 disquetes 51/4pol.170 Exemplo: CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO/Campus HT. elaborado para utilização a partir de 2003. Hortolândia. tipo de suporte. 2005. Título e versão. Descrição física. . contendo diferentes tipos de materiais e estejam sendo mantido juntos – por necessidade – os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. Local. 4mm. Biblioteca Universitária. Ano. 2002. Windows Se o documento consultado for um conjunto de softwares. Notas: indicação dos elementos que compõem o conjunto de softwares. Exemplo: MIROSOFT CORPORATION.

levar-se-á em conta. Ano. Quando o documento utilizado for um CD-ROM. Título. poderão estar registrados livros. Título.24. Fita magnética DAT 3GB.4 CD-Rom. Sermões para todas as ocasiões. e ao final. fragmento. dimensão. capítulo. periódicos. São Paulo : UNASPRESS. Local.3 Fitas Magnéticas e Similares Quando o documento utilizado for uma fita magnética. 7. Estudos de fisiologia do movimento dos membros inferiores em humanos na faixa etária de 0 a 10 anos. a fonte original da informação e em seguida. Indicação de fita magnética. Local. . 2001.171 7. indica-se em quantos CD-ROM está contido o livro. 24 CD-ROM • Partes de Livros: Faz-se a referência da parte do livro. os elementos da referência variarão conforme o caso: • Livros no todo: Faz-se a referência do livro. eventos. Base de Dados e Similares No CD-Rom. Chave: AUTORIA. completa. faz-se a indicação da mídia onde está contida a informação. 2003. indica-se em quantos CD-ROMS está contido o livro. Assim. dimensão. Exemplo: GIROTO. Ano. Exemplo: SOCIEDADE BRASILEIRA DE FISIOTERAPIA. e ao final.24. E. Indicação de fita magnética. etc. ao referenciar as informações contidas em um CD-ROM. 4mm. Rio de Janeiro. que possui grande capacidade para armazenar textos e imagens. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA.

7. K. Rio de Janeiro : McGraw-Hill. M.html> Acesso em: 23 set.unijui. Exemplo de documento não publicado: XIMENES.25 Fontes Eletrônicas Online São aquelas disponíveis e acessíveis via protocolos: • E-mail (comunicações pessoais) • http (usado pelo www) • ftp • Gopher • Telnet • Listas de Discussões As informações oriundas deste tipo de fonte têm como elementos da referência: Chave: AUTORIA. publicações periódicas.br/~alemao/autodidata. mês. A história da arte contemporânea na Europa do século XIX. História da Arte no Velho Mundo. ano). Fonte (se for documento também publicado). L. etc – faz-se a referência conforme o tipo de fonte e em seguida a indicação de CD-ROM.tche. 1 CD-ROM.172 Exemplo: FRANCCESCO. 2004. do Sul. para qualquer outra situação – por exemplo: eventos. Seguindo este raciocínio. relatórios. Disponível em: <endereço eletrônico> Acesso em: data (dia. Disponível em: <http://risc. . Estudo do idioma alemão no Brasil: pesquisa da USP nos Estados 2005. Título. In: BUCCO.

Disponível em: <http://www.edu.usp. In: ENAIC.br/enaic 7.html> Acesso em: 21 jan.173 Exemplo de documento publicado: FARIA. . V.fisica/segundograu. São Paulo.. U.html> Acesso em: 01 out. observa-se o seguinte padrão: fazse a referência do documento – do autor/título até a data – e na seqüência a indicação de disponibilidade e acesso. Disponível em: <http://unasp. Exemplo para eventos científicos: KONNOR. 2005. 234 p. Belo Horizonte : JKL. Anais do Sétimo Encontro Anual de Iniciação Científica do UNASP Campus SP. Para publicações periódicas online. 7. 2005. 2002. Física para segundo grau. O relacionamento enfermeiro(a) e familiares de pacientes terminais. 2005.

174 PÔSTER PARA EVENTOS CIENTÍFICOS Eliethe Xavier de Albuquerque eliethe.edu. Bem elaborado. desperta o interesse de pesquisadores iniciantes. .albuquerque@unasp. Equivoca-se aquele que não vê num Pôster científico oportunidades semelhantes às oferecidas por mídias como a TV e a Internet (ALBUQUERQUE. 2005). afins e até mesmo de fomentadores de pesquisa. Para trabalhos em fase de conclusão ou já concluídos.br O Pôster científico é um veículo de divulgação apropriado em qualquer evento.

Se a opção de divulgação for o pôster. ou ainda um artigo científico. chega-se também ao momento de registrar. redigir. disponibilizam. 8. As opções para a efetivação desta divulgação podem ser as conhecidas monografias. juntamente com a oportunidade de participação. Em geral. Isto implica qualidade. Em geral. Esta síntese deverá ser construída de tal forma que desperte a atenção das pessoas que poderão ser beneficiadas com o novo conhecimento em divulgação. qualidade de conteúdo e de forma! A partir desta perspectiva. de forma sintetizada. um resumo. o ato de pesquisar. É importante lembrar que o trabalho poderá ser divulgado em mais de uma forma. concomitantemente. as oportunidades para divulgação determinarão de quantas destas opções o pesquisador se utilizará para comunicar e divulgar o seu trabalho. a fim de que o mesmo seja divulgado entre as comunidades científica e acadêmica. se as oportunidades assim permitirem. o trabalho. Os coordenadores responsáveis pelo evento ou central de exposições. o primeiro passo nesta direção será “pensar” o pôster! A função do pôster é apresentar dados relevantes de uma pesquisa. elas informam sobre: . instruções e normas que condicionam tal participação. chegando-se às considerações finais.175 8 PÔSTER CIENTÍFICO Concluído o trabalho de pesquisa propriamente dito. e para a sociedade. serão apresentados a seguir alguns parâmetros a serem considerados na elaboração de um Pôster Científico. um paper. um pôster – chamado por alguns de banner.1 Ler as Instruções Quando se elabora um pôster. dissertações ou teses – a depender do tipo de trabalho desenvolvido. objetiva-se que seja exposto em algum lugar ou em algum evento.

50m. É fundamental estar atento a esta informação e respeitá-la para evitar dificuldades no momento da exposição.1 Conteúdo O que se espera do pôster em termos de conteúdo é muito semelhante às expectativas para os demais meios de divulgação de pesquisas acadêmicas: Introdução. evitando assim.1. fitas adesivas. considerando-se o espaço disponível para cada participante. 8. dificuldades no momento da exposição. 8.1.2 Tamanho As dimensões do pôster são divulgadas. isto garantirá ao interessado elaborar o seu pôster em material adequado às condições locais. considerações finais e referências bibliográficas. o pesquisador deverá investigar este detalhe. taxinhas. . Caso isto não ocorra. objetivos.1.176 8.20m X 1. metodologia. justificativas. dados coletados. 8. análise e discussão dos dados.1. etc. Um pesquisador prevenido garantirá que o seu trabalho esteja afixado desde os primeiros momentos da exposição.4 Fixação O local e as condições infra-estruturais definirão o tipo de fixação que o pôster exigirá: prego. geralmente variam entre 60cm X 80cm a 1.3 Local As equipes experientes informam aos interessados o local onde o pôster será exposto e quais são as condições destes locais.

ilustrações.177 8. Este cuidado é exigido tanto para a fixação quanto para a retirada.). DADOS (gráficos. Atenção a este item evitará perdas de tempo e até mesmo o furto do pôster. fotos. especialmente quando houver mais de uma sessão de exposição. Afinal. caso contrário.. diagramas. a estrutura básica do conteúdo será a mesma – partindo da introdução e chegando às considerações finais ou conclusão. 8. os resultados de seu trabalho. de modo a apresentar sob a forma de pôster. Todavia.1. ao invés de conquistá-lo e prender a sua atenção. 8. estatísticas.8 Utilize-se dos elementos básicos O Pôster será composto de TEXTOS. os elementos extremamente relevantes.. é fundamental que o pôster não contenha excesso de informações. o envolvimento faz com que considere cada detalhe significativo.7 Respeite a estrutura básica dos trabalhos científicos Não importa a forma da divulgação. tabelas. 8. por parte dos “aficionados” pela temática trabalhada. o pesquisador poderá afastar o seu público em potencial.) e IMAGENS (desenhos.1.1.1. .5 Horário É fundamental estar atento a este detalhe.6 Evite os excessos de informação Mesmo o pesquisador experiente pode ter alguma dificuldade para “pinçar” do conteúdo de sua pesquisa...

o essencial é indispensável! .1. de Pedagogia Centro Universitário Adventista de São Paulo alsouza@hotmail.edu. endereço para cont@to. considera-se: 8.2. Exemplo: EDUCAÇÃO DIGITAL INCLUSIVA Antonia Lima Souza Aluna do 3º sem.com Silvio Almeida Júnior (Orientador) Docente no Centro Universitário Adventista de São Paulo – Disciplina: Informática aplicada almeidajúnior.2 Texto Sobre o texto.178 8.silvio@netcom. Autor(es). Orientador.9 Elementos de identificação As primeiras informações expostas no Pôster serão: O TÍTULO DO TRABALHO (todo em caixa alta).br 8. Instituição de Origem.1 Quantidade de conteúdo Nem muito nem pouco.

quando em posição vertical (após a fixação do pôster no local de exposição). Compare os exemplos a seguir: .com. eles devem ser distribuídos em colunas. desde que se indique onde o interessado poder conferi-las. acadêmica e cidadã.2. se na exposição for necessário optar entre estas e outros conteúdos do texto. 8.179 8.2 Presença dos elementos básicos Já referidos anteriormente.4 Referências Devem ser indicadas e com o devido destaque. pois pode afastar ou atrair os possíveis interessados na temática pesquisada. Exemplo: Referências Bibliográficas: Ver alsouza@hotmail. 8. conforme a localização do texto no pôster).. sempre com alinhamento lateral (à esquerda ou à direita. pesados. elas são “o presente” do pesquisador para as comunidades científica. devem estar expostos de forma sucinta. Ao invés de textos corridos.5 Diagramação Este é um fator de grande importância. pode-se fazê-lo. as Considerações Finais merecem destaque em relação ao restante do texto. Textos com alinhamento centralizados ou justificados devem ser evitados. “descansa a vista” do leitor. pois dificultam a leitura. Além disto. 8.3 Destaque especial Na exposição do conteúdo. todavia. o texto disposto em colunas.2.2. mas com clareza. leves.2..

Neste caso. Qkdjaksj kdjaklsjdj askldjklas jdkljaskld jklasjdlaj dkljalsjlas jk.7 Uso de Ilustrações É importante e necessário. Maksdk adkçals kdlçksdl çkaksdçl kaslçdk açsdkalç sdklçask dl. com traços retos. . Quanto ao tamanho. tipo: Arial.180 Maksdkadkçalskd lçksdlçkaksdçlkaslçdkaç sdkalçsdklçaskdloaspdo pasodpospdoasdjksdkljl çksjdklsjdkljsdlj. mas é preciso respeitar alguns parâmetros: • Figuras de Fundo – Podem ser utilizadas. há ainda a opção de vir acima ou abaixo. 8. desde que não prejudiquem a leitura do texto. Evitem-se fontes artísticas ou rebuscadas. Recomenda-se usar o mesmo tipo de fonte em todo o conteúdo do pôster. no mínimo. à esquerda ou à direita. preferencialmente elas devem aparecer sob a forma de “marca d´agua”. Times New Roman (TNR). Nalskdlç ksdlçka ksdçAlk aslçdkaç sdkalçsd klçuonii ooiooiioi ask.6 Cuidado com as Fontes O texto deve ser redigido utilizando-se fontes (modelos de letras) simples.mlçdka çsdkçlsdçksdlçkslçdkçs dkçlskdçksdlçksdçlkçsd kçlskdlçkasdçlksçdksç. Exemplo: Mfklsdfkljsdfj askldjfklasjdfk lsdjfkljasdklfjs ldkfjlskadjflka sdjflkjasdklfjsl adkfjklsdjfklja sdklfjasldfkjas ldkfjk. Century.2. Mofkçsld kfkslçdfk çskfpopoo pppdasid opaispdas çsdsdkak dçak. nunca deve ser colocada sob o texto. o texto de conteúdo deve ser redigido com fonte em tamanho 25.2. etc. se a figura for colocada em resolução normal. 8. o texto deve vir à margem da figura. O texto em CAIXA ALTA – tudo em maiúsculas – deve ser utilizado apenas para títulos.

181 • Cuidados com a Resolução – É comum encontrar trabalhos com baixa qualidade na resolução de textos ou ilustrações, por variados motivos: “o cartucho acabou bem na hora...” “a impressora deu defeito...” “Tenho dificuldades para usar o computador...”. Todavia este tipo de justificativa não é aceito; apenas demonstra que o pesquisador foi relapso neste sentido. • Não usar ilustrações do CLIPARTS – As ilustrações oferecidas por estes recursos têm a finalidade de facilitar o dia a dia das empresas, e não são adequadas para ilustrar trabalhos científicos. Para estes, além das tabelas e gráficos, podem ser utilizadas fotografias ou desenhos personalizados (elaborados especialmente para ilustrar aquele trabalho).

8.3

Composição artística
A divulgação do trabalho científico objetiva, inclusive, atrair aliados à

pesquisa, e deve utilizar dos melhores recursos disponíveis para tal. Entre estes recursos, os da composição artística. Mesmo na mais livre composição artística, existe princípios que devem ser observados, a fim de que a arte também comunique. São eles:

8.3.1 Alinhamento
Sobre este item, em vários dos tópicos anteriores já existem orientações e referências indicativas de uso.

8.3.2 Simetria e Equilíbrio
Os conteúdos expostos no pôster – texto e imagens – devem obedecer aos princípios da harmonia simétrica, ou seja, um lado não deve ter mais conteúdo que o outro.

182

8.3.3 Ordem
Os conteúdos devem ser apresentados na ordem estabelecida para os elementos básicos – introdução, objetivos, justificativas, metodologia, dados coletados, análise e discussão dos dados, considerações finais, referências bibliográficas.

8.3.4 Oposição e Contraste
São princípios que auxiliam na percepção dos detalhes. branco; figuras claras sobre fundo escuro e vice versa. Tanto para

ilustrações quanto para textos. Por exemplo: Texto na cor preta, em fundo

8.3.5 Simplicidade
Os excessos de toda natureza são dispensáveis! Muita ilustração, muita informação, muito colorido, falta de colorido, pouco texto, muito texto... esses extremos provocam o desinteresse do possível interessado na temática da pesquisa apresentada sob a forma de pôster. A simplicidade é elegante, e sempre bem vinda em qualquer situação que envolva a ciência.

8.4

Dicas Tecnológicas
Para elaborar o pôster, os programas mais apropriados são:

PowerPoint, CorelDraw, PhotoShop, Ilustrator, FreeHand. Sabendo utilizálos, os resultados são sempre gratificantes! Mas, cuidado: o que se vê na tela do computador não é, necessariamente, igual ao que se verá impresso. Devese testar a impressão com antecedência. É recomendável ter sempre à mão uma cópia do pôster, para servir-se dela em caso de emergência.

8.5

Divulgação Eletrônica
Se pretender divulgar o Pôster na Rede deve-se utilizar o padrão:

183 • Formato: jpg • Largura: 600x900 pixels • Resolução: 72 dpi

8.6

Vale Lembrar
Não se deve deixar para elaborar o pôster na última hora; “deixar

descansar a massa do pão possibilita maciez e rendimento.” Recomenda-se deixar o pôster “descansar” um ou dois dias, antes de ser impresso. credibilidade. Os erros mais freqüentes em posters são: • Dificuldade de ler o pôster a uma distância de 1,20m ou mais porque a fonte ficou pequena (menor que 25); • Excesso de informações; • Objetivos e conclusões não destacadas. A recomendação da American Gastroenterological Association (AGA) é: Cabeçalho: Cabeçalho deve empregar no mínimo fonte 150 pontos (33 mm), indicando o título do trabalho, autor(es) e instituição. Texto: Letras do texto devem empregar fonte com 36 pontos (10mm). Destaque as seções: Numerar ou destacar cada seção para guiar o leitor do pôster. O uso de cores é um método efetivo de separar as seções e garantir um impacto visual. Mas, é importante verificar se a combinação de cores não prejudica a leitura. Desenvolvimento: O pôster deverá incluir 3 a 5 breves sentenças destacando as informações necessárias para compreender a pesquisa e porque foi feita. As questões da pesquisa ou as hipóteses de trabalho a serem testadas devem ser clara e sucintamente apresentadas. Isto possibilita a correção dos “erros invisíveis” garantindo a qualidade – irmã da

Gráficos: Resultados apresentados sob a forma de gráficos são muito mais efetivos do que blocos de texto. Como foi dito a princípio.184 Metodologia: Destacar brevemente a metodologia. em fonte maior. o pôster é apenas uma conseqüência possível. (Muitos leitores lêem isso primeiro. APOIO DO ORIENTADOR! Dedicação é a palavra de ordem. especialmente o iniciante. BUSCAR O . LENDO SOBRE O TEMA escolhido. e incluía a interpretação dos resultados abaixo de cada gráfico. gastar tempo E em todo o processo. Conclusões: Apresentar as conclusões sucintamente. de uma PESQUISA BEM REALIZADA. Usar legenda para símbolos. Assim. Recomenda-se ao pesquisador. as conclusões devem ser facilmente identificadas e compreendidas). apresentando apenas detalhes de novos métodos ou modificações de métodos já utilizados.

papiro. metal. índice. etc. A primeira bibliografia publicada data de 1494 (Liber de scriptoribus ecclesiasticis). . inventário. Embora a palavra bibliografia só tenha surgido em 1633. que venham a servir como fonte para consulta. à informação mais completa (BIBLIOGRAFIA. inventários.. escritos. livros. sobre um assunto ou dentro de uma disciplina.) sobre determinado assunto ou de determinado autor. impressos ou quaisquer gravações em variados meios (madeira. e todas as formas pelas quais os eruditos têm procurado reunir. a atividade que ela designa remonta à antiguidade: catálogo. papel.185 BIBLIOGRAFIA [. 2006).] bibliografia é um registro de documentos. argila. repertório..

O currículo da teoria não. 2001. Informação e documentação – trabalhos acadêmicos – apresentação. _____________. 2002. 245 f. Rio de Janeiro : ABNT. _____________. Informação e documentação – citações em documentos . X. _____________. 2002.apresentação. ANDRADE. Rio de Janeiro : ABNT. M. Informação e documentação . NBR 6022. 2002b. 2002. Docência no Ensino Superior) – Departamento de Pós-graduação em Educação. 5. p. 2005. M. Campinas. Informação e documentação – sumário – apresentação. NBR 6028. de. _____________. 23-27. 174 p. _____________. 2002. ed. São Paulo : Atlas. Rio de Janeiro : ABNT. São Paulo : UNASP. Introdução à metodologia do trabalho científico. Dissertação (Mestrado em Educação.apresentação. Informação e documentação – Numeração progressiva das seções de um documento escrito – apresentação. 2. de. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. . Informação e documentação – resumo – apresentação. Teoria do currículo sim. Rio de Janeiro : ABNT. Conteúdo de aula.elaboração de referências . v. 2002a. A Atuação do docente de ensino superior na formação de graduandos para o pensar cientificamente.186 ALBUQUERQUE. _____________. NBR 6023. PUCCAMP. Revista de Educação da IASD. 2002. 3. Como elaborar posters científicos. _____________. 2002. Rio de Janeiro : ABNT. jan. Rio de Janeiro : ABNT. NBR 10520. n. NBR 14724. NBR 6027. E. Campinas.

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