Construindo Monografias e TCC’S

Elias Ferreira Porto Eliethe Xavier de Albuquerque Everson Mückenberger Kátia Corina Vieira Leonardo Tavares Martins Oswalcir A. de Azevedo Paulo Gomes Lima

UNASP 2006

UNASP

CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO

ADMINISTRAÇÃO DA ENTIDADE MANTENEDORA
Presidente: Domingos José de Souza Tesoureiro: Élnio Álvares de Freitas Secretário: Edson Rosa

ADMINISTRAÇÃO GERAL DO UNASP
Reitor: Euler Pereira Bahia Pró-Reitora: Thalita Regina Garcia da Silva Pró-Reitor Administrativo: Élnio Álvares de Freitas Secretário Geral: Paulo César de Azevedo Pró-Reitor do Campus SP: André Marcos Pasini Pró-Reitor do Campus EC: José Paulo Martini Pró-Reitor do Campus HT: Alacy M. Barbosa

PRODUÇÃO EDITORIAL
Comissão de Pesquisa: Ausberto Silvério Castro Vera Célia Barbosa P. dos Santos Elias Ferreira Porto Eliethe Xavier de Albuquerque Everson Mückenberger Oswalcir A. de Azevedo Paulo Gomes de Lima Wanderley Dorneles da Silva Capa: Geyvison Souto Projeto Gráfico e Diagramação: Fábio Borba Revisão: Elias F. Porto, Eliethe X. Albuquerque, Leonardo T. Martins Edição: Dezembro 2006

001.42 C775

Construindo monografias & TCC´s / Elias Ferreira Porto et al. – São Paulo UNASP SP, 2006. vi, 194 p. : il.

Referências e Tabelas.

1. Pesquisa – Metodologia 2. Pesquisa – Projetos 3. Trabalhos científicos – Normas 4. Trabalhos científicos – Redação 5. Trabalhos científicos – Técnicas I. Porto, Elias Ferreira. II. Albuquerque, Eliethe Xavier de. III. Mückenberger, Everson. IV. Vieira, Kátia Corina. V. Martins, Leonardo Tavares. VI. Azevedo, Oswalcir A. de. VI. Lima, Paulo Gomes. VII. Título.
Dados de Catalogação AACR2 2ª. ed. e Classificação CDD 22ª ed. Realizado pelo Departamento de Bibliotecas do UNASP Campus SP Bibliotecária responsável: Eliethe Xavier de Albuquerque

“O processo do conhecimento da investigação epistemológica deve ser caracterizado pelo desvelamento do objeto, não de forma fragmentária e/ou fragmentada, como se numa perspectiva unilateral as respostas ao problema suscitado se mostrassem suficientemente contempladas; muito pelo contrário. Esse toma como sustentação maior a totalidade do objeto, escrutinando os domínios conceituais e metodológicos que, desvelando a abrangência contextual da problemática levantada, possibilita tanto a explicação, a descrição, a compreensão, como também encaminhamentos recorrentes como críticas ou contribuições alternativas a uma dada realidade” (LIMA, 1986, p.262).

conforme a NBR10520 da ABNT. de acordo com a NBR 6023. seleção dos pontos principais que auxiliem o trabalho do pesquisador. O capítulo I enfatiza os princípios básicos da pesquisa científica a partir de três aspectos: compromisso. portanto. embora materializada. O terceiro capítulo trata das questões éticas que envolvem e norteiam a pesquisa científica. requerendo. O objetivo dos autores desses capítulos e da Comissão de Pesquisa do UNASP é dar a você o apoio necessário para ingressar nesta fantástica aventura que é a investigação e a descoberta de novos conhecimentos ! Bom trabalho ! . No capítulo II estão descritos os passos necessários à divulgação da investigação científica através de resumos e resenhas. Dessa forma. foram reunidos em oito capítulos os elementos considerados imprescindíveis à construção da produção científica. O capítulo VI trata da normalização para uso de citações. como se segue. No oitavo capítulo estão arrolados os itens básicos e as iniciativas indispensáveis à elaboração do pôster científico. No capítulo IV são apresentados os principais elementos a compor um projeto de pesquisa. comunicação e rigorosidade científica. nunca é tarefa acabada.4 APRESENTAÇÃO A produção de um manual que contemple os elementos metodológicos da pesquisa científica. visto que a dimensão metodológica é muito ampla. enquanto que o quinto capítulo descreve os passos fundamentais na elaboração de uma monografia. e no sétimo capítulo estão descritos e exemplificados os diversos tipos de referências de documentos que dão suporte teórico à pesquisa.

.gomes@unasp.br É razoável pensar-se que a ciência pode tornar-se meio de libertação se for sustentada por uma teoria filosófica que tente compreender o significado da atividade científica como empreendimento de um ser pensante criativo.5 PRINCÍPIOS BÁSICOS DA PESQUISA CIENTÍFICA Paulo Gomes de Lima paulo. à procura de compreensão da realidade que o envolve e com a qual está interagindo (VON ZUBEN. p.edu. 1995. 15).

Os conceitos divulgados podem orientar novas pesquisas. seja perante a banca examinadora ou por meio da publicação de um livro. a seleção e a leitura das fontes documentais. desde uma monografia até uma tese. é preciso ter como fio condutor.1. O tema pode ser encontrado dentro do conjunto de interesses e dos conhecimentos imediatos acumulados pelo pesquisador. a sistematização da vida de estudos. princípios e normas técnicas que estruturem o grau de sua confiabilidade. atribui à pesquisa um papel elevado. provocar mudanças na sociedade e mesmo contribuir para o desenvolvimento do país. Tais princípios envolvem tanto o comprometimento do pesquisador com a qualidade e fidedignidade da pesquisa quanto a forma de comunicação da mesma. primeiro deve-se identificar o campo de estudo. até a redação e divulgação dos resultados da investigação. A partir desses elementos é que será . Assim. Reconhecendo-se tal importância. A posterior divulgação das descobertas e das idéias defendidas. o princípio do compromisso deve conduzir o pesquisador.1 Princípio do Compromisso A importância dos vários tipos de pesquisa científica. 1. não se esgota no cumprimento de um requisito acadêmico.1 Sobre a Definição da Área de Estudo e a Escolha do Tema A seleção do tema de estudo depende da preferência. 1. Dessa forma. em sua construção. antes da construção da pesquisa o pesquisador precisa estar atendo aos princípios fundamentais considerados neste capítulo. da disponibilidade e das inclinações do pesquisador. desde a escolha do tema. a área do conhecimento e o tema propriamente dito.6 1 PESQUISA CIENTÍFICA A pesquisa científica é uma contribuição que o pesquisador oferece ao universo do conhecimento. Na escolha do tema.

7

feita a proposta do problema a ser pesquisado, bem como a abordagem a ser desenvolvida. Exemplos: Campo de estudo: Psicologia Área do conhecimento: O inconsciente individual Tema: O inconsciente e o processo de tomada de decisões Problema: Em que consiste a influência do inconsciente na tomada de decisões? Campo de estudo: Administração Área do conhecimento: Recursos Humanos Tema: Critérios éticos e contratação de pessoal Problema: Por que critérios éticos estão sendo utilizados atualmente na seleção de pessoal no mundo corporativo? O tema deve ser escolhido partindo-se sempre do geral para o específico. Quanto mais objetiva e delimitadamente o pesquisador define seu tema, mais facilidade vai ter, no decorrer da pesquisa, para organizar e expandir a abordagem sem perder o foco proposto. Assuntos sobre os quais pouco se tem escrito ou que ainda se mostram duvidosos podem se constituir em terreno movediço para o pesquisador médio ou principiante. Uma escolha mais acertada do tema pode resultar de consulta prévia a diversos autores, numa área específica. Nessa consulta, o estudante pode identificar brechas, que ele eventualmente venha a preencher. Salomon (1991) enumera algumas fontes de inspiração e de sugestão para a escolha de temas de pesquisa, entre elas a observação, reflexão, senso comum, experiência pessoal, seminários e controvérsias. A observação direta e minuciosa dos fatos e dos comportamentos sociais conduz a problemas potenciais, cuja pesquisa certamente apresentará resultados práticos. Por sua vez, a reflexão permite ao pensamento perscrutar o mundo sensível e a realidade interior, de onde podem emergir temas originais. Salomon destaca ainda que, importantes pesquisas podem ainda ser oriundas da experiência pessoal, uma vez que cada pessoa tem comportamentos e maneiras próprias de reagir às situações concretas da vida.

8

Definido o tema de estudo, passa-se em seguida à elaboração de uma estrutura provisória a ser seguida durante a pesquisa. Essa estruturação provisória, bem como a definitiva, deve levar em conta a questão da interdisciplinaridade. O mundo globalizado requer do pesquisador a habilidade de interligar diferentes áreas de estudo, em torno da área principal escolhida. Morin (2000, p. 14), afirma que os desenvolvimentos próprios de nossa era planetária nos confrontam, inevitavelmente e com mais e mais freqüência, com “os desafios da complexidade”. Segundo ele os diferentes componentes da sociedade (fator econômico, político, sociológico, psicológico, afetivo, mitológico) são inseparáveis e “existe um tecido interdependente, interativo e inter-retroativo entre as partes e o todo, o todo e as partes”. Para Morin, a política da especialização, que leva o pesquisador a se fixar numa área cada vez mais restrita, não se mantém no mundo globalizado. Considerando essa realidade, disciplinas como psicologia, filosofia, história, antropologia ou religião devem ser incluídas numa pesquisa voltada para a área de administração, economia, gastronomia, saúde, comunicação ou pedagogia, dentre outras. A pesquisa interdisciplinar parte do pressuposto de que o ser humano é um todo interligado, bem como a sociedade e as ciências.

1.1.2 Sobre a Seleção de Fontes Técnico-Científicas Necessárias
A revolução industrial possibilitou tornar a cultura uma mercadoria a ser produzida, vendida e consumida. Assim, o mercado editorial, em todo o mundo, oferece uma multiplicidade de obras, cabendo ao leitor inteligente exercer senso crítico e seletivo a fim de que seu programa de pesquisa tenha rendimento e eficácia. Há inúmeras leituras sem proveito, tanto para um leitor comum quanto para o pesquisador. É preciso, portanto, realizar uma criteriosa seleção das obras. Pode-se começar essa seleção levando-se em conta: • a qualificação do autor e o tipo de abordagem que faz de seu tema; • o sumário da obra; nele o pesquisador deve analisar se os itens relacionados são claros e se podem contribuir significativamente para o andamento coerente da pesquisa eleita;

9

• nenhuma obra deve ser selecionada sem que se leve em conta ainda a bibliografia citada. É certo que bons livros já foram publicados sem fontes de consulta, mas a regra geral é que o valor de um trabalho está relacionado diretamente com as fontes utilizadas; • a apresentação da obra ou do autor, constante das orelhas, da quarta capa, da introdução ou do prefácio pode se constituir em elemento importante no processo de seleção de fontes; • outros quesitos de seleção podem ser ainda o padrão e o reconhecimento de que goza a editora que publica o material, o número de edições já lançadas e a data de produção da obra. As edições mais recentes ou revisadas devem ser preferidas às mais antigas; • o pesquisador deve ampliar suas fontes, para além dos limites do livro. Dicionários e enciclopédias são consultas básicas para qualquer pesquisa. Há dicionários das mais variadas áreas ou ciências, como psicologia, teologia, filosofia, sociologia, música, história, etc., sendo indispensável a menção aos mesmos segundo a área pesquisada; além dessas fontes, o pesquisador deve utilizar revistas e jornais, que oferecem uma abordagem de temas variados muito próxima do cotidiano. Seminários, palestras, aulas e debates podem também se constituir numa fonte fecunda de idéias; • é preciso ainda que o pesquisador esteja atento à realidade que se desdobra ante seus olhos no dia-a-dia. Muitas conclusões ou descobertas históricas aconteceram em momentos inesperados, sendo captadas por observadores atentos. A pesquisa científica requer também uma observação ou análise mais detida da realidade, na pesquisa de campo ou num laboratório. O campo da análise pode ser uma sala de aula, uma empresa, uma cidade, uma região geográfica ou uma faixa etária, dentre outros. Pode também ser uma seleção de documentos, atas, relatórios, boletins, fotografias, reportagens ou entrevistas. O campo escolhido deve ser analisado segundo parâmetros estabelecidos na introdução da pesquisa. Há pesquisa bibliográfica e pesquisa documental, estando esta última focada primordialmente na análise do campo definido para estudo, não dispensando, porém, o embasamento teórico ou bibliográfico.

são indispensáveis à criatividade e ao ordenamento das idéias. aplicação do conteúdo. do tato ou por leituras anteriores. constância. pesquisa a dicionários. um texto após compreendê-lo bem. Tópicos muito importantes podem ser sublinhados com duas linhas. Os textos sublinhados podem ser consultados mais rapidamente. porém. síntese.3 Sobre o Ato de Ler Estudantes de todas as áreas de conhecimento apresentam uma evidente dificuldade de expressar-se com clareza e objetividade através da escrita. capaz até de impedir a produção de um trabalho científico. A leitura constante e seguida dessas práticas pode provocar o desencadeamento de muitas idéias proveitosas para a pesquisa que se pretenda desenvolver. ou sinapses. Essa limitação. rejeição à passividade e também ao excessivo espírito crítico. deslealdade ou distorção das idéias lidas. facilitam a tomada de notas e o resumo das idéias do autor. como fartamente indicada pela maioria dos professores de todos os níveis de ensino. Essas ligações. acompanhada de anotações. está diretamente relacionada com a dificuldade de leitura. que aperfeiçoa e enriquece. Ler fontes cuidadosamente selecionadas e compreensivelmente. Setas ou traços verticais à margem também servem para destacar pontos mais relevantes do . amplia os conhecimentos. a fim de que sejam destacadas as palavras ou frases-chave da leitura. portanto. Só se deve sublinhar. preguiça. O pesquisador que deseja entrar no mundo do conhecimento e dar sua contribuição deve primeiro ser atento e observador. É durante a reflexão. melhora o vocabulário e ajuda a sistematizar as idéias na hora de redigir. Medeiros (1991) pontua que a leitura exige análise. análise e síntese dos conteúdos lidos que a mente estabelece ligações entre as novas idéias e aquelas já armazenadas seja por meio da visão.1. resumos e tomada de posição. é decisivo para a produção de um trabalho científico. não é aquela voltada para o entretenimento do leitor. Trechos obscuros podem ser indicados com um ponto de interrogação à margem. audição. É leitura pausada. Uma leitura contínua e consciente aperfeiçoa o estilo literário. reflexão. Uma leitura proveitosa jamais dispensará o ato de sublinhar.10 1. A leitura. além de concentração. porém.

. Sendo possível ao pesquisador. anotar e resumir. Um fator indispensável para a leitura produtiva é a concentração. é preciso criar condições que favoreçam a concentração. durante o processo de leitura. identificar a linha de argumentação do autor e suas tendências. O uso de uma só das margens para todos os sinais torna a anotação mais organizada. reflexão. Cada autor deve ser lido. É preciso considerar ainda que. entender e criticar idéias. e resulta em armazenamento de informações. Os tipos de leitura podem ser classificados em quatro categorias principais conforme Medeiros (1991): • • leitura de reconhecimento: é muito útil quando se quer ter uma visão geral da obra. reler. ao se estabelecer relação entre autores com diferentes linhas de pensamento. além das anotações colhidas. No momento de redigir o texto da pesquisa é conveniente ter à mão os livros e textos consultados. para que. leitura scanning: é também rápida e superficial. • leitura de pesquisa: a leitura de pesquisa requer mais tempo. sendo útil para se encontrar uma citação desejada ou certo tópico da obra de pesquisa e crítica. num segundo momento. alguns tipos de leitura se fazem necessários. no processo de execução de uma pesquisa científica. entre outras coisas. buscando a sistematização interdisciplinar de forma lógica e organizada. analisado e criticado separada e atentamente num primeiro momento. avaliação e comparação. divergências e contribuições originais sobre o problema em foco. com ausência de ruídos. principalmente. Mas. espaço tranqüilo. arejado. seu trabalho ainda se torna mais produtivo se conseguir selecionar autores de diferentes tendências e lê-los um de cada vez. Isso inclui. segundo a finalidade com que se lê. e inclui o ato de ler. o trabalho pode ser mais produtivo quando se lê um documento após o outro. Como nossa cultura é permeada de ruídos e de exposição de imagens que concorrem a nossa atenção. por grupos afins. • leitura crítica: requer concentração. Sem ela não é possível dominar.11 texto. proporcionando seleção e domínio dos conteúdos. iluminado e. perceba-se as convergências.

Inclui também a formação de uma biblioteca particular segundo a área da graduação escolhida e atuação profissional. A pesquisa científica tem períodos de concepção. de início. que durante a leitura e investigação das fontes. o desenvolvimento de hábitos de pesquisa e a freqüência a ambientes e eventos acadêmicos. A leitura é só o início do processo de construção das idéias. o que requer seleção de novas fontes e mais consultas. desenvolvimento e ponto de chegada (resultados). É preciso abrir espaço para discussão do assunto em sala de aula. sua meta. com a família. O pesquisador precisa delimitar seu tema e estabelecer. com amigos e mesmo em casa. o contato com o tema escolhido não deve se limitar à discussão mental durante a leitura. . Um cronograma com limites elásticos ou freqüentemente flexibilizados. para que um programa de estudos e pesquisa se torne efetivo é indispensável também que se defina claramente o objetivo a ser alcançado. com prazos previamente estabelecidos. Alguns afirmam que a redação só deveria ser iniciada após feita toda a pesquisa. A expansão da prática de estudo e a discussão de idéias é algo mais particular dos cursos superiores e de programas de pós-graduação. durante a redação podem ficar evidentes certas brechas na pesquisa. surgem idéias que não podem ficar sem registro imediato. fatalmente compromete a conclusão da pesquisa. Além disso. não sendo poucos os que já viram seus créditos serem invalidados pelo retardamento de sua conclusão. O método de execução de um trabalho científico deve também ser programado. também é necessário estabelecer um cronograma de atividades. O aluno recémsaído do curso médio deve se conscientizar de que a vida de estudos num curso superior e a produção de uma pesquisa científica requerem seu envolvimento além dos limites da escola e da sala de aula. Feito isso. Outros entendem ser produtivo redigir durante todo o processo.4 Sobre o Ato Intencional de Sistematizar a Vida de Estudos No processo de produção de uma pesquisa científica. Cabe ao pesquisador identificar a prática mais adequada a seu caso ou acordar com o seu orientador a sistematização que mais se adequa ao seu perfil.1. mesmo que não acabado.12 1. Por outro lado. Deve-se notar. amadurecimento. entretanto.

que certamente será mais eficaz seguindo-se alguns critérios ou princípios. Só então seu esforço poderá se constituir numa contribuição permanente à comunidade acadêmica e à sociedade. tendo que organizar simultaneamente um conteúdo imenso e variado. Nesse caso. o trabalho pode ser facilitado ao se redigir trechos na medida em que o conteúdo de cada capítulo ou seção esteja mais ou menos definido. uma contribuição literária capaz de transmitir eficazmente as idéias do emissor (pesquisador) ao receptor (leitor). o passo seguinte é a redação e divulgação do material. não um mero relatório ou um amontoado de termos técnicos e idéias acadêmicas. entre outros. Assim sendo. mas com a redação e publicação de suas idéias e descobertas.2 Princípio da Comunicação O trabalho do pesquisador não termina com a conclusão da pesquisa ou com a comunicação oral desta. Algumas pessoas consideram que o leitor é que deve empreender esforço a fim de conseguir acesso e compreensão ao conteúdo de uma pesquisa acadêmica. acessível ao seu público alvo. Sendo assim. Esses princípios estarão presentes no ato de escrever. Um texto objetivo e coerente. na capacidade de comunicar a descoberta de forma clara e eficiente. . Isto significa que o leitor depende do autor para bem entender e absorver as informações transmitidas. De qualquer forma. Feitosa (1995) estabelece cinco motivos principais para que o pesquisador se empenhe na comunicação eficaz de suas descobertas: • a comunicação da ciência é indispensável ao desenvolvimento de um país. Realizada a pesquisa. antes de se começar a redigir e dar forma às informações obtidas na pesquisa é indispensável demorada e atenta reflexão. como objetividade. clareza e coerência. deverá investir tempo e esforço na construção de um texto lúcido. a redação do material deve obedecer a princípios básicos da comunicação. O pesquisador deve ser a pessoa mais interessada na divulgação da sua produção. 1. O emissor da mensagem (pesquisador) deve comunicar suas idéias de maneira que esta possa alcançar o receptor na condição em que se encontra.13 Há pessoas que se sentem confusas quando começam a redigir o trabalho. o que é grave equívoco.

2. provado. cientistas e pesquisadores ocupam obrigatoriamente o lugar de emissores no processo de comunicação da ciência. recomendação ou sugestão. o primeiro passo a ser dado para se chegar à comunicação bem-sucedida é a caracterização do receptor. testado. Como? e E agora?. já havia identificado essa questão como um dos elementos-chave para qualquer tipo de texto. como tripé que sustenta a pesquisa científica.1 Objetividade Quanto mais direta e claramente a mensagem for transmitida mais chance terá de alcançar o seu objetivo. Dito de outra forma. Onde? (lócus). o historiador Marco Túlio Cícero. pela pesquisa realizada. Cícero considerava que para um texto literário ser considerado apropriado. supervisionado. a clareza e a coerência. O quê? (factum). Por quê?. Karam apud Pereira Junior (2000) enfatiza que na Antigüidade.18. a primeira informação a ser dada num texto científico é a novidade. a objetividade. a novidade pode ser um método. Quando essa descoberta está clara na mente do pesquisador é hora de começar a narrativa. a eficácia da comunicação depende primordialmente da empatia que o emissor consegue estabelecer com o seu receptor. deveria responder a algumas indagações que iriam ou não atestar a sua validade. A objetividade de um texto resulta da resposta às questões básicas com que se procura conhecer determinado fato ou fenômeno. construído. Dentre os vários princípios da comunicação eficaz destacamos três. uma peça. 35) propõe que as questões básicas da narrativa científica são necessariamente: Qual a novidade?. 1. Portanto. Para a autora. Como? (modus). a descoberta que se alcançou. finalizado. equipamento. Algo que foi criado. . Feitosa (1995. Quando? (tempus) e Por quê? (causa).14 • • • • a sociedade democrática exige a ampla divulgação dos feitos e inovações que afetam o seu dia-a-dia. p. conceito ou idéia. As perguntas eram e ainda são: Quem? (persona).

uma média diária de 40 cenas de crime. Isso ocorre especialmente em pesquisas nas áreas humanísticas. cabe finalmente dar as implicações ou desdobramentos da descoberta ou idéia. o autor . A maioria dos adjetivos pode dar lugar a um dado objetivo. A frase “a televisão prejudica grandemente a formação moral das crianças” se tornaria mais objetiva se fosse escrita assim: “a televisão brasileira mostrou. Por exemplo: Em vez de se dizer que determinado modelo de computador é muito mais veloz. Ao responder à questão Por quê?. o pesquisador leva o receptor a compreender a razão e a lógica de sua descoberta. 25 de sexo e nenhuma cena de diálogo educativo entre pais e filhos”. quando se trata temas políticos e sociais. oferecendo fundamentos e provas ao leitor. o autor mostra os meios que utilizou ou como procedeu a fim de chegar àquela descoberta.2. Seguindo-se esse roteiro é possível dar objetividade e concisão à narrativa científica. A fim de expressar-se com clareza. A objetividade se evidencia também com a utilização de dados e informações concretas em lugar do uso de adjetivos ou linguagem apaixonada. O pesquisador objetivo e comprometido com a verdade não permitirá que seus sentimentos interfiram na formulação de julgamentos.2 Clareza A clareza do texto resulta do domínio das idéias por parte do autor e do uso adequado da língua. no período de janeiro a junho de 2002. deve-se informar que ele processa as informações 30 ou 40 vezes mais rapidamente que os modelos x e y. tem que ver com a coerência e a lógica da idéia ou descoberta apresentada. por sua vez. Isso se faz respondendo à pergunta E agora?. 1.15 O Por quê?. Procurando responder à questão Como?. que acrescenta qualidade informativa ao texto. O texto é tão claro na apresentação do objeto de pesquisa tanto quanto forem claras as idéias na mente do autor. Em seguida. O envolvimento sentimental do pesquisador também pode comprometer a objetividade do texto.

provavelmente as idéias não estejam apresentadas com clareza. Uma revisão inicial pode ser feita com o objetivo de se adequar a estrutura e o desenvolvimento lógico das idéias. com inclusão dos pronomes acima citados. Mais recentemente essa formalidade tem perdido espaço. Cada parágrafo deve iniciar-se com a voz ativa e com frases fortes. Após redigir o texto. mais dificultam o raciocínio do leitor. Por fim. deve reescrever a frase. Isso tem facilitado certo uso da narrativa informal ou pessoal. verbo e predicado. As frases devem ser curtas. Se isso não for possível. esse .16 precisa assimilar o assunto de modo a distinguir com precisão todas as partes e a relação entre elas. As frases indiretas e os gerúndios devem ser evitados. Quando o autor não consegue identificar claramente o sujeito. um tipo de sentença geral. evitando-se os pronomes você. eu e nós. podem-se eliminar erros gramaticais. deve-se excluir toda informação repetitiva. O vocabulário precisa ser utilizado segundo a caracterização do público alvo. o autor procura resumir o conteúdo numa única frase.predicado). o autor deve ainda proceder a algumas revisões. numa terceira revisão. conclui-se que o ser humano é interdependente”. ortográficos e de digitação. Verificada a ausência de clareza. Numa segunda etapa. incluindo espaços a mais entre as palavras. que comprometa a concisão do texto.verbo . considerando que a comunidade é um fator determinante dos hábitos da personalidade e o indivíduo não é uma célula isolada”. a fraseologia deve ser simples. o texto deve ser reescrito ou revisado até que a sentença geral se evidencie com naturalidade. Exemplo: “Considerando que a comunidade é um fator determinante dos hábitos da personalidade e que o indivíduo não é uma célula isolada. Essa construção seria mais clara assim: “Conclui-se que o ser humano é interdependente. Após a redação de todo o material. Embora o texto de uma pesquisa seja científico. especialmente no início dos parágrafos. com uma revisão voltada para detalhes. pois quanto mais longas. para cada capítulo ou seção da pesquisa. De modo geral. No entanto. uma vez que demanda o uso de variantes lingüísticas e de estruturas cansativas notadamente a voz passiva. A clareza de um texto pode ser testada com a formulação de uma frasechave. A simplicidade também se alcança com o uso predominante da ordem direta (sujeito . os textos acadêmicos e científicos são redigidos em linguagem formal ou impessoal. que torna o texto cansativo e menos claro.

Durante a pesquisa. Uma correlação ininterrupta deve patentear-se entre a introdução. a edição. redigir e divulgar seu trabalho. Da mesma forma os outros documentos consultados devem ser revisados. Essa seqüência se alcança com a elaboração de uma estrutura adequada. A seqüência lógica e crescente entre os capítulos e as seções também atribui coerência ao texto. local de publicação. na introdução da pesquisa.3 Coerência A coerência deve se manifestar ao longo de todo o trabalho científico. 1.2. caso a estrutura proposta inicialmente não comporte a coerência e a lógica necessárias. editora e data. A fim de não incorrer nesses equívocos. p. acontecimentos ou idéias” e ainda como “conexão. a precisão do título da obra. e especialmente o número da página. 426) define coerência como “ligação ou harmonia entre situações. nexo e lógica”. Os princípios aqui expostos não esgotam os critérios da pesquisa científica. As referências de uma pesquisa científica devem ser revisadas quantas vezes forem necessárias até que se consiga uma leitura sem que se identifique um único erro. Faz parte também da coerência do pesquisador evitar citações de citações. Essa conexão ou harmonia deve ser vista entre as diferentes idéias ou os diversos capítulos da pesquisa. não se permitindo a exclusão de um só título utilizado. que certamente depõem contra a coerência.17 uso deve guardar certa moderação a fim de que não comprometa a natureza científica do texto. Ferreira (1986. ao executar. . o pesquisador deve buscar as fontes primárias ao citar o autor da frase ou pensamento em questão. Uma citação de terceiros extraída de determinada obra pode estar fora do contexto. A revisão das referências deve levar em conta a grafia do nome do autor. Pode conter erros de tradução ou de compilação. o desenvolvimento e a conclusão. deverá ser alterada. mas certamente colocam o pesquisador numa margem de segurança. Toda nova posição assumida pelo autor deve ser colocada em paralelo com as posturas anteriores.

1. ou mesmo discordando sem nenhuma fundamentação teórica. pois requer metodologia própria e uma leitura crítica dos referenciais teóricos e do objeto empírico propriamente dito. O ato intencional de estudo desse problema deve.3. levantamento de hipóteses até a comunicação dos resultados. A esta conceituação denominamos de rigorosidade científica. que poderão ser adquiridos através de uma leitura crítica dos referenciais teóricos e do contexto. necessariamente. que conferem maior fidedignidade e aproximação da solução das questões levantadas. pois a contribuição direta do leitor sobre outro enfoque . a construção científica não é algo aleatório. a qual lhe fornecerá elementos mais adequados para a realização de uma leitura de mundo. o pesquisador iniciante deve se preocupar em analisá-los. reproduzindo literalmente ou concordando com todas as afirmações e negações dos autores. Vai exigir do pesquisador domínio de conceitos prévios como pré-requisitos para sua operacionalização. obedecer aos critérios do conhecimento científico.1 A Pesquisa Científica Requer Uma Metodologia Própria Quando se trata da pesquisa científica há que se considerar uma metodologia que lhe seja particular na condução do estudo do problema. O pesquisador deve utilizar a leitura crítica na pesquisa dos diferentes referenciais teóricos.3 Princípio da Rigorosidade Científica A pesquisa científica é desenvolvida através de procedimentos intencionais e sistemáticos buscando respostas para as situações-problema que são evidenciadas pelo pesquisador. não de forma passiva. Tal metodologia se totaliza desde a escolha do tema a ser trabalhado. A leitura crítica é entendida como uma co-construção das idéias e conceitos que estão sendo analisados.2 A Pesquisa Científica Requer Uma Leitura Crítica dos Referenciais Teóricos e do Contexto do Objeto Após a leitura dos textos.3. Portanto. 1. passando pela elaboração do problema de pesquisa.18 1.

• discutir no espaço coletivo as novas contribuições pessoais sobre a perspectiva científica efetuadas por esforço individual. desordem e organização no estudo das problemáticas. conforme atesta morin (1999). evitando o paradigma da simplificação que reduz e transforma o conhecimento em compartimentos isolados. Para que a leitura crítica seja contemplada no processo de formação do futuro pesquisador é necessário: • desenvolver o hábito de leitura no campo de conhecimento ou temas de sua preferência. • comparar teorias. analisando sua consistência com o objetivo de propor sua transformação ou superação se for o caso. Neste momento a leitura preocupa-se em problematizar um determinado assunto. A partir deste vínculo o pesquisador poderá contemplar o estudo do objeto em sua totalidade. idéias e conceitos trabalhados por diferentes autores. considerando as contribuições e limites de cada uma das categorias estudadas. tornando o momento solitário em momento solidário de novas descobertas onde o aprender e o ensinar são cíclicos. mas que se esforça por construir um diálogo permanente entre ordem. imutável e inflexível. ir construindo sua própria leitura. • ter consciência de que a ciência não apresenta uma característica absolutista. à luz das demais leituras já efetuadas. . • através de um olhar dialético. • compreender que a leitura do contexto de determinada problemática pode ser enriquecida pela olhar multidimensional da leitura da palavra.19 poderá proporcionar novos entendimentos de determinada questão.

almeja acompanhar avaliativamente o avanço.br Não há como desenvolver uma pesquisa epistemológica sem considerarmos os elementos básicos de sua sustentação. dado o caráter de investigação sistemática do objeto do conhecimento que esta desenvolve.20 RESUMOS E RESENHAS Everson Muckenberger everson.145). o retrocesso ou a estagnação da pesquisa e dos processos que a compõem. . Este “caráter sistemático” cremos. não fecha o estudo das possibilidades de desenvolvimento da pesquisa científica num olhar. mas como caminho. o seu melhor crescimento e desenvolvimento (LIMA. 2001. p. buscando. é claro.muckenberger@unasp.edu.

vídeo e DVD. desenvolva a nossa capacidade mental. isto foi escrito a mais ou menos um século atrás. 2. Com tantas opções. os seus próprios critérios de seleção de leituras. continua absurdamente atual. o que ler. a água. Hoje existem sites multimídia na Internet.21 2 LEITURA: O ALIMENTO Por mais que existam patins. 1997. aí vão algumas sugestões que podem ser úteis na seleção do seu material de leitura pessoal: • Conteúdo – Em primeiro lugar. a partir daí. um atleta de corridas. velhos e jovens formam o hábito da leitura apressada e superficial. Preste atenção ao tipo de leitura que lhe será exigida para também desenvolver ou aperfeiçoar. Nesse sentido. ainda precisa se exercitar primordialmente fazendo o óbvio: correr. p. e a mente perde a sua capacidade para um pensamento contínuo e vigoroso” (WHITE. matérias que fazem do ser humano uma simples mercadoria de consumo e assuntos que em nada vão . a fim de aproveitarmos melhor o tempo escasso que temos para a leitura e fazermos dessa leitura uma atividade que. skates e até carros. “Com a imensa maré de material impresso a derramar-se constantemente do prelo. É preciso saber selecionar o que estudar. Você consegue se ver na declaração acima? Acredite ou não. procure aquilo que edifica. a atividade básica e óbvia para o estudante é e provavelmente continuará sendo a leitura. assim como na alimentação de um atleta. rádio. fofocas.1 Seleção do Que Ler Quanto à seleção. É preciso saber como estudar e como ler para tirar o maior proveito. Mas não basta apenas comer qualquer coisa. uma boa parcela do que você terá que ler durante um curso superior já terá sido previamente selecionada pelos seus professores. A leitura é o alimento. O mesmo acontece no preparo acadêmico. de fato. Mas. o ar do atleta acadêmico. televisão. precisamos aprender a selecionar o que vamos ler. Poderíamos perfeitamente acrescentar à afirmação de White todos os meios eletrônicos de leitura disponíveis no século XXI. 189). seja de 100 metros ou uma maratona. Não perca tempo com frivolidades. Contudo.

AFP. Exame. Pontifícia Universidade Católica. etc). você deva priorizar outra leitura antes dessa e que. Último Segundo. procure descobrir quem é o autor.22 contribuir para o seu crescimento pessoal e profissional. com certeza é um fonte boa à leitura. etc). país. Avalie também o veículo de comunicação utilizado. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Caso não seja. ainda vai uma dica especialmente para textos que relatem a realidade de outro lugar. universidades (Universidade de São Paulo. • Comparabilidade e Aplicabilidade – Se o material passou até aqui. Organização Mundial do Comércio. do que um texto cativante de conteúdo dúbio. etc). avalie o título. com assuntos do tipo “bombástico”. além de ser possível obter uma boa noção do grau de seriedade e confiabilidade. atenção especial deve ser dada quando o material de leitura encontrase na internet. Shell. etc) Organizações Não Governamentais (Greenpeace. São mais confiáveis sites oficiais de órgãos mundiais (Organização das Nações Unidas. talvez. Se for uma revista. pela sua proposta básica. . Desconfie de textos sensacionalistas. dê preferência às revistas mantidas por editoras conceituadas e tradicionais. etc) empresas (Petrobrás. Desconfie do que não for conhecido e estiver com a autoria e responsabilidade pelo site mal identificados. Verifique quem mantém o site. Reuters. É preferível um texto de aparência e leitura “monótona”. Care. Mesmo na internet. leia o resumo. o que ele faz. considere as ilustrações e suas legendas. Daquilo que passar por esse primeiro crivo. Neste sentido. imprensa (Veja. CAPES. Há determinados veículos de comunicação que. ou estado: avalie bem se o conteúdo ali exposto é passível de comparação e/ou aplicação às suas necessidades de estudo. nem são dignos da mais remota consideração para leitura. • Fontes – Informe-se sobre quem é o autor. que autoridade ele tem para tratar do assunto. etc). Com isso você pode decidir se o conteúdo lhe interessa e se pode ser útil para você. governamentais (Ministério da Educação. mas de conteúdo confiável. Quer dizer apenas que. as linhas iniciais e os subtítulos. Mas. Universidade Estadual de Campinas. etc) e bancos de dados de artigos (SCIELO. isso não quer dizer que a leitura não vale a pena.

sejam corredores de 100m ou maratonistas.23 quando ler esse material. não desista. em frente da TV ligada. mesmo que você não se sinta fatigado como antes. um copo de água. faça uma pausa de uns 5 a 10 minutos e depois volte à sua leitura. poderá lançar mão de algumas técnicas. desconcentrado. • Coloque-se em postura adequada. Você não poderá partir do pressuposto de que o que aconteceu em outro lugar será válido para a sua realidade. sonolento ou entediado. ou sentado de maneira desleixada. provavelmente. alongue os músculos. você deverá ter bem claro que o seu conteúdo servirá apenas como informação do que aconteceu em outro lugar. levante-se. 2. o hábito da leitura exige persistência. • depois que você estiver mais acostumado com o estudo e a leitura. a sua leitura. Isso não significa necessariamente que você precisa fazer um curso de leitura dinâmica. apresentam-se. limpo. No que diz respeito às técnicas para se entender e interpretar um texto. somente a leitura dinâmica não será suficiente. tome um pouco de água. atente para mais alguns detalhes: • procure um local tranqüilo. Porém. você se sentir cansado. caneta marca-texto. • coloque ao seu alcance tudo de que vai precisar para o estudo. arejado e iluminado. folhas de papel. • se. para um estudo aprofundado. caneta. ande um pouco. depois de algum período de leitura. enfim. lave o rosto. para que você tire maior proveito de sua leitura. respire fundo. Não leia na cama.2 Como Ler Antes de você começar o seu estudo. a seguir. régua. Isso fará com que você se sinta sonolento e desconcentrado. perceberá que o seu rendimento terá melhorado. borracha. lápis. Mas como ler? Como estudar? Assim como os atletas. • evite interrupções seguidas durante o seu período de leitura. Quando você retomar à leitura. as recomendações destacadas por Severino (2002): . uma pausa de 5 a 10 minutos a cada 1 ou 2 horas será sempre revigorante. A leitura dinâmica tem o seu lugar.

24 • Delimitação da unidade de leitura – Antes de iniciar a leitura é importante que você previamente defina o que e quanto pretende ler. Sugere-se que. Procure conhecer o autor. verifique e assinale teorias ou acontecimentos históricos que você desconhece. procure esclarecer todos os pontos antes de continuar o seu estudo. você define que quando for ler o livro lerá sempre um capítulo inteiro. descubra quais as palavras-chave do texto. enfim. enciclopédias. Este aspecto às vezes encontra-se implícito nas entrelinhas do texto. Procure encontrar respostas para as seguintes questões: Que argumento o autor usa? Que idéia ele defende? Como ele defende essa idéia ou argumento? O que ele usa . a sua unidade de leitura será sempre um capítulo. Tente descobrir o que inquietou o autor sobre esse assunto para que ele fosse levado a escrever sobre ele. você elabore um esquema que represente a estruturação do texto: o que compõe a introdução. o desenvolvimento e a conclusão. Em seguida. • Análise textual – Trata-se da primeira leitura do texto. apenas com os pequenos intervalos sugeridos anteriormente. faça tudo em seqüência. Como se trata de um livro extenso. • Análise Temática – Você começa a estudar o texto mais a fundo. sem interrupções. sem interromper a leitura. faça uma busca na internet. Obviamente. Identifique as palavras que são desconhecidas ou de significado dúbio. ao final desta etapa. Procure identificar claramente qual o tema ou o assunto principal. Quando terminar de ler. pelo menos por enquanto. mas faça tudo isso. não se recomenda espaços de tempo muito grandes entre a leitura de uma unidade de leitura e a próxima. preste atenção à maneira como o autor abordou essa inquietação sobre o assunto e como ele fez para resolvê-la. converse com especialistas. Use dicionários. trabalhos científicos. Preferencialmente. Em geral esta informação encontra-se de maneira mais explícita. procure esclarecimento para todos esses pontos. Assim. Por exemplo. você pretende ler um livro. não é possível ler tudo de uma só vez. Portanto. incluindo aí todas as subdivisões de cada um desses itens.

criticá-lo e problematizá-lo. materialismo histórico. Com este nível de análise você estará em condições de fazer uma resenha crítica sobre o texto. • Análise Interpretativa – A intenção nesta etapa é ter um “diálogo” com o autor do texto. • Problematização – Cumpridas as três etapas anteriores. você deverá ser capaz de propor discussão sobre o texto. nas entrelinhas. A partir do que estudou. à sua coerência lógica e argumentativa. posicione-se e fundamente o seu posicionamento em relação ao texto. você tem condições de dar os primeiros passos rumo à construção de um seminário ou projeto de pesquisa. o que você gostaria de questionar ou debater num grupo em classe ou com o professor? A partir da problematização. A seguir vem a fase da crítica. Se as idéias apresentadas pelo autor estão devidamente embasadas e se são originais ou meras repetições das idéias de outros.25 para fundamentar suas afirmações: fatos. É o momento de você produzir a partir do que estudou. Considere também o nível de profundidade alcançado. interpretá-lo. A partir da síntese pessoal. • Síntese pessoal – Depois de analisar a fundo o texto. espera-se que você seja capaz de tecer suas conclusões sobre o tema abordado pelo autor. etc). liberalismo. Finalmente. Procure entender como o texto lido se encaixa no que o autor já escreveu antes. inferências? Que provas ou evidências ele apresenta? Onde ele buscou essas provas e evidências? Que idéias secundárias ou paralelas ao tema central o autor desenvolve? Ao final da análise temática você estará apto para fazer um resumo do texto e um esquema gráfico e lógico das idéias apresentadas no texto. que pressupostos o autor tomou para si na construção do texto. . Identifique. Isso é problematizar. Tente perceber se a posição do autor defendida no texto é coerente com alguma tendência filosófica em específico (determinismo. Avalie o texto quanto ao alcance dos objetivos propostos. você terá condições de propor hipóteses e desenvolver a argumentação necessária para a produção de monografias.

26 Parece trabalhoso? Na verdade. A sublinha e os esquemas são duas ferramentas muito utilizadas. aprendizado. Por trás dos cliques na Internet há horas de programação.3 O Que Sublinhar A sublinha constitui-se numa ferramenta extremamente simples. 2. procurando separar o essencial do acessório (MEDEIROS. design. Isso demanda perseverança e força de vontade. Para este propósito podem ser usados lápis e canetas comuns. Por trás das imagens instantâneas da TV. sob hipótese alguma deverão ser riscados. e cai fácil presa do engano (WHITE. amassados ou dobrados. cujo uso já é feito de maneira intuitiva por muitos. para ajudá-lo nesse processo de estudo e leitura. esse imediatismo é ilusório. vale a pena destacar que: Durante séculos a educação tem tido que ver especialmente com a memória. com parcimônia. esse tipo de estudo não se resolve numa leitura superficial do texto nem em sua memorização. torna-se incapaz de discernir entre a verdade e o erro. planejamento. jamais. . estudo. Porém. produção. a sublinha deve ser usada apenas se o material de leitura for de sua propriedade. Obviamente. 2004). Lembre-se de que. Esta faculdade foi sobrecarregada ao extremo. enquanto outras faculdades mentais não foram desenvolvidas de maneira correspondente. 1997. 230). por que então teria que ser diferente com o seu preparo profissional que é bem mais complexo e importante do que o entretenimento eletrônico? Mas.. bem como canetas propícias para este fim. Não espere resultados milagrosos da noite para o dia se você não tem desenvolvido o hábito da leitura e estudo reflexivo.] ao sacrificar o estudante a faculdade de raciocinar e julgar por si mesmo. Trata-se de destacar no texto as principais idéias. p. Quaisquer materiais pertencentes à biblioteca nunca. estudo e testes. pesquisa. há horas de planejamento. apesar de você viver na era do imediatismo da TV e da Internet. existem ferramentas bastante simples que poderão lhe ajudar ainda mais em qualquer das etapas envolvidas no estudo de um texto.. [. Se é assim com as coisas mais supérfluas apresentadas nas mídias eletrônicas.

Com ou sem essas anotações.27 O objetivo da sublinha é permitir que. abaixo são apresentadas algumas formas de destaque bastante utilizadas: • sublinha simples – apenas um traço para destacar os principais aspectos. • sublinha dupla – dois traços para destacar palavras chave ou o principal aspecto. Portanto. Cada um pode desenvolver o seu próprio método de sublinhar ou destacar as idéias principais de um texto. recomenda-se o uso da sublinha depois de uma leitura demorada e analítica do texto. depois de feita a sublinha. • traço vertical ao lado do texto . É possível fazer observações às margens dos trechos destacados. Rodrigo P. • ponto de interrogação ao lado do texto – para destacar algum ponto do texto que não ficou claro. nesse tipo de leitura não se pode separar o essencial do acessório com clareza. contudo. a sua dúvida ou questionamento. ao passar os olhos sobre o que foi sublinhado e anotado será possível reconstituir o pensamento original do texto completo. • ponto de exclamação ao lado do texto – para destacar algum ponto do texto que surpreendeu ou que gerou algum insight. Silva. além das idéias chave. A título de exemplo. entretanto e outras. você possa rapidamente retomar o conteúdo ali exposto. como mas. pode ajudar se você anotar à lápis. embora. todavia. Por isso. conclusões ou idéias relacionadas.para destacar trechos mais longos use uma linha vertical ao lado do texto ao invés de sublinhar diversas linhas. às vezes é fundamental também destacar negações e palavras de oposição. Medeiros (2004) não recomenda a sublinha numa primeira leitura ou quando você fizer aquela “leitura Bung Jump” pois. já sublinhado: Jesus Histórico e Cristo da Fé 1 – O Iluminismo Alemão . sem a necessidade de ler o texto inteiro outra vez para saber do que se trata. escrevendo resumidamente os seus pensamentos. um texto do Prof. junto ao ponto de interrogação. Dr. ao lado do texto. a seguir. Porém. retirado de sua obra “Um desconhecido galileu” (2001). ao pegar um texto algum tempo após a realização da leitura.

seria um ser mitológico “inventado” e “mantido” pela Igreja através dos tempos. se existiu. Logo. como fizeram os pensadores franceses. exagerou em sua pregação o tom ascético para com o mundo e negligenciou os elementos intelectuais da religião. nem cair na negação completa de Cristo. a Alemanha passou por um período de forte sobrevalorização do racionalismo em detrimento à fé evangélica. Suas novas idéias acerca do fundador do cristianismo contradiziam totalmente a visão tradicional da Igreja acerca do Filho de Deus. constitui o Jesus historicamente real. Eles faziam uma distinção entre o Jesus histórico (historicher Jesus) e o Cristo da fé (Geschichtlicher Christus). A pretensão básica dos iluministas alemães era criar uma religião cristã mais racional e menos sentimentalista. entre outras. deu muita ênfase ao sentimentalismo.28 No século XVII. como julgavam ser as crenças oficiais da Igreja. Este movimento surgiu devido às seguintes situações: A) O próprio espírito crítico-racionalista que dominou a Europa naquele tempo (ela estava vivendo praticamente sob a influência do ponto mais alto e final da Idade Moderna que era a Revolução Francesa). D) O pietismo alemão que foi um rompimento com o protestantismo germânico que. C) A modificação radical popular do deísmo na França que se tornou quase um cepticismo. O primeiro. Sentiam-se pressionados a não ceder para o extremo de um dogmatismo infundado. começaram a surgir vários teólogos pretendendo expor teorias sobre quem haveria de ser Jesus Cristo. B) O deísmo inglês que contribuiu em muito para o surgimento de conceitos cépticos como os esboçados por Voltaire e outros pensadores que surgiram na Alemanha. . Foi o chamado Iluminismo Alemão (Aufkärung). ao passo que o segundo.

sendo que as esquemáticas podem ser montadas através da itemização numerada ou através de chaves ou setas.29 2.2 Deísmo inglês e francês 1. pietismo alemão.3 Causas 1. Resultados: teorias teológicas.1 Ruptura com sentimentalismo 1. deísmo inglês e francês. Pretensão: religião racional.1 Religião racional 1.3.3.1.3.3.4. Talvez as anotações possam ser consideradas o embrião de um resumo. Se tomarmos o texto de Silva (2001) como referência.1 Revolução Francesa 1.3.3.3 Pietismo alemão 1. Normalmente assumem uma de duas modalidades: corridas ou esquemáticas. não extremista. seminários e aulas expositivas são as anotações.2.1 Teorias não tradicionais .1.5 Resultados 1.1.4 Pretensão 1. mas também de palestras.1 Teólogos 1.1 Ceticismo 1.4 Anotações De acordo com Medeiros (2004) outra ferramenta disponível para a compreensão de textos não apenas escritos. • Modelo 1 Esquemáticas 1 Iluminismo alemão (Séc. as anotações poderiam ser apresentadas da seguinte forma: • Corridas Iluminismo alemão: racionalização.2 Século XVII 1.5. XVII) 1.1 Racionalismo 1.4.3. Jesus histórico real e Cristo da fé mitológico.5.1 Espírito crítico 1. Surgimento: espírito crítico racionalista.1 Não extremista 1.

1.1.1.1.5.2 Cristo da fé mitológico Modelo 2 Racionalismo Século XVII Causas Espírito crítico (Revolução Francesa) Deísmo inglês e frances (ceticismo) Pietismo alemão (ruptura com o sentimentalismo Iluminismo Pretensão Alemão Jesus histórico .5.real Resultados Teorias teológicas não tradicionais Cristo da fé – mitológico Religião racional e não extremista .30 1.1 Jesus histórico real 1.

Um maratonista. Nele devem aparecer as principais idéias do autor do texto” (grifos acrescentados). aos poucos. tornando a sua compreensão mais simples e rápida. ao afirmar que um resumo é uma “Apresentação sintética e seletiva das idéias de um texto. O resumo é um desses tipos de exercícios. resumo informativo.5 Resumos: Velocidade Exercícios Para Desenvolver Força e Um atleta não treina sempre o mesmo exercício e nem se prepara para uma Olimpíada praticando somente a modalidade na qual irá competir. • Para quem faz – excelente exercício de retenção das principais idéias de um texto. porém exige a leitura do original. começa com corridas menores adquirindo a resistência necessária para sobreviver à maratona.31 2. resumo é uma “Apresentação concisa dos pontos relevantes de um texto” (grifos acrescentados) Medeiros (2004) complementa a definição da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Refere-se às partes mais importantes do texto. seja de resistência. muitas vezes eliminando a necessidade de leitura do texto original ou. Um resumo pode ser praticado em pelo menos quatro modalidades (Medeiros. O Resumo Indicativo. também conhecido como Resumo Descritivo é um sumário narrativo que elimina dados qualitativos e quantitativos. . pois apresenta o conteúdo de um texto e suas principais idéias. Ao contrário. resumo informativo/indicativo e resumo crítico. 2004) diferentes: resumo indicativo. Não são emitidos juízos de valor ou críticas. por exemplo. ressaltando a progressão e articulação delas. Há diversos outros exercícios preparatórios que o ajudam a adquirir a força necessária para que no momento certo consiga ter um desempenho adequado. Proporciona pelo menos dois benefícios primários: • Para quem lê – economia de tempo. no mínimo. seja de velocidade. De acordo com a NBR 6028. não começa correndo 42Km.

2000. As . Trata-se de trabalho vinculado à linha de pesquisa “Avaliação Institucional”. Dissertação de Mestrado em Educação. 115 p. resultados e conclusões. Não devem ser emitidos quaisquer juízos de valor ou críticas ao texto original. prevista pelo Parecer 252/69 do MEC. Os dados da pesquisa foram coletados em cinco instituições de ensino superior. A análise dos dados evidencia que a experiência docente dos alunos facilita a articulação entre a “teoria” (conteúdo veiculado ao curso) e a “prática” (pedagógica) na formação do especialista. A. Esta modalidade do curso de Pedagogia. pode dispensar a leitura do original. A. Este trabalho vinculado à linha de pesquisa “Avalição Institucional” tem por objetivo examinar a experiência desenvolvida pelos cursos de complementação Pedagógica em “habilitar o especialista de ensino no professor de 5ª série em diante”. Exemplo: PINTO. Neste caso o autor do resumo deve procurar salientar as principais idéias. os objetivos. Para quem lê este resumo. O estudo de caráter histórico busca registrar a experiência acumulada por estes cursos na cidade de São Paulo ao longo deste período. professores e coordenadores de curso nos anos de 1989 e 2000.32 Exemplo: PINTO. U. Os cursos de complementação pedagógica e a formação de pedagogos na cidade de São Paulo (1970-2000). Dissertação de Mestrado em Educação. 115 p. Os cursos de complementação pedagógica e a formação de pedagogos na cidade de São Paulo (1970-2000). 2000. PUC – Campinas. Tem por objetivo examinar a experiência desenvolvida pelos cursos de Complementação Pedagógica em “habilitar o especialista de ensino no professor de 5ª série em diante”. oferecidos a professores já licenciados em uma graduação entre 1970 e 2000. PUC – Campinas. O segundo tipo de resumo é o Informativo ou Analítico. U. junto aos alunos. foi oferecida de 1970 ao ano 2000. métodos e técnicas utilizados. para professores já licenciados em uma graduação.

semelhante ao resumo Indicativo. Tem por objetivo examinar a experiência desenvolvida pelos cursos de Complementação Pedagógica em “habilitar o especialista de ensino no professor de 5ª série em diante”. É aquele que apresenta uma síntese e uma crítica ao conteúdo do texto original.33 conclusões do estudo são interpretadas no interior do debate atual sobre o curso de Pedagogia. Assim. Trata-se de trabalho vinculado à linha de pesquisa “Avaliação Institucional”. normalmente deve contemplar as seguintes características: • Linguagem objetiva. U. próximo assunto a ser abordado. onde é feito um sumário narrativo do texto. Dissertação de Mestrado em Educação. A. o resumo crítico é considerado uma resenha. porém são salientadas as conclusões. As conclusões do estudo são interpretadas no interior do debate atual sobre o curso de Pedagogia. 2000. apenas síntese. O terceiro tipo é o Resumo Informativo/Indicativo. teses. dissertações e TCC´s. Boa parte dos autores afirma que os resumos são exercícios que não incluem crítica. recomendando ao final que a formação do pedagogo escolar seja acessível somente aos professores com experiência em sala de aula. . PUC – Campinas. oferecidos a professores já licenciados em uma graduação entre 1970 e 2000. . De acordo com Medeiros (2004) um resumo. 115 p. Exemplo: PINTO. Pode dispensar a leitura do original somente quanto às conclusões. O quarto e último tipo de resumo é o Resumo Crítico. recomendando ao final que a formação do pedagogo escolar seja acessível somente aos professores com experiência em sala de aula. Trata-se de um formato híbrido. Caso você deseje poderá encontrar outros exemplos de resumos na biblioteca. Os cursos de complementação pedagógica e a formação de pedagogos na cidade de São Paulo (1970-2000). em periódicos científicos.

dependendo do tipo do texto original. • Usa-se. dependerá do tipo de resumo que se pretende redigir (ver a definição dos tipos de resumos). pois pode ser utilizado o recurso específico do MSWord disponível no menu Ferramentas. • Respeita a ordem de apresentação de idéias e fatos do texto original. preferencialmente os verbos em voz ativa e na terceira pessoa do singular. • Evita-se enumeração de tópicos. acadêmico. Finalmente. • Resumo de artigos e monografias = 250 palavras.). didático.34 • Pouca ou nenhuma utilização de trechos inteiros copiados do original. Contar Palavras. Quanto ao estilo de redação: • Frases concisas. • Identificação do tipo do texto (literário. Atualmente nao é mais necessário contar as palavras. De acordo com a ABNT. • Resumo do conteúdo. a extensão deverá ser: • Resumo de notas e comunicações breves = 100 palavras. Quanto ao conteúdo. talvez o aspecto mais característico de um resumo: a extensão. • A primeira frase explica o assunto do texto. . • Resumo de relatórios e teses = 500 palavras. Quanto à estruturação: • Referência bibliográfica. científico. etc.

suas idéias. ensaio. conclusões e metodologia (quem é o autor.35 2.6 Resenhas: Exercícios para Desenvolver Resistência e Capacidade Cardiovascular As resenhas são exercícios mais complexos do que os resumos e. contém resumo da obra. também há modalidades diferentes de resenhas (Medeiros.) e o método adotado. para que se decida pela leitura ou não do original. . informações sobre o(s) autor(es) e tradutor(es). • apresentar uma avaliação da obra e a quem ela se destina (a obra será de proveito para quem. portanto. capítulos. acadêmico. • expor o quadro de referências do autor (quais as bases filosóficas e teóricas do autor). dimensões. etc). que outros trabalhos já fez. para estabelecer comparação com outras obras da mesma área e maturidade intelectual para fazer avaliação e emitir juízo de valor. etc. capítulos. quando e por que?). tese. Ao escrever o resenhista deve: • descrever as características estruturais da obra (número de páginas. O principal objetivo da Resenha é oferecer informações suficientes ao leitor. negócios. assuntos tratados. Definitivamente não é para atletas em início de carreira. tratar e analisar as informações necessárias para confecção do texto). A exemplo dos resumos. o gênero (literário. exigem preparo e amadurecimento para serem realizadas. o que ele pensa. 2004): • RESENHA DESCRITIVA – Dispensa apreciação crítica do resenhista. romance. científico. destacando a perspectiva teórica adotada. dissertação. qual a sua posição final e qual o processo que ele utilizou para coletar. pelo menos não como jogo oficial. Porém são destacadas a estrutura da obra (partes. teatro. • relatar as credenciais do autor. De acordo com Andrade (2001) a resenha é um trabalho que exige domínio do assunto. número de páginas. religioso. índices). esotérico.

• QUADRO DE REFERÊNCIA DO AUTOR – apontar a teoria ou modelo teórico utilizados pelo autor como fundamento da obra. • METODOLOGIA – dedutivo. estatístico. consecução dos objetivos. Observe o quadro comparativo: . resolução dos objetivos propostos. objetivos propostos. necessidade ou não de conhecimento prévio para a compreensão. estilo do autor. indutivo. formação. originalidade. A estruturação de uma resenha deve contemplar. suas contribuições. coerência. histórico. são acrescentadas a crítica do resenhista (contribuição. para que disciplina. • INDICAÇÕES DO RESENHISTA – a quem ou para que a obra é indicada. na medida do possível. Além do que compõe a Resenha descritiva. originalidade. descrição dos capítulos ou partes da obra. para que curso). • CREDENCIAIS DO AUTOR – informações sobre o autor (nacionalidade. etc. problema abordado. estilo do autor. coerência. possibilidade de ser utilizada como obra didática. comparativo. • RESUMO DA OBRA – principais idéias e características. • CRÍTICA DO RESENHISTA – julgamento da obra. outras obras publicadas. títulos. antes do resumo ou da resenha e não ao final como nos papers ou monografias. É importante relembrar que tanto nos resumos quanto nas resenhas a referência bibliográfica deve aparecer no topo da folha. • CONCLUSÕES DO AUTOR – solução do problema. as seguintes partes: • REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA – incluindo número de páginas e formato (livros).36 • RESENHA CRÍTICA – Exige a crítica do resenhista. etc.). etc) e as indicações (a quem é destinada a obra.

Quadro 1 Características diferenciadoras entre Resumos e Resenhas Quando se coloca lado a lado resumos e resenhas. a seguir: Resenha Crítica Resumo Resumo Crítico Crítico Resumo Resumo Analítico Analítico Resumo Resumo Descritivo/Analítico Descritivo/Analítico Resumo Resumo Descritivo Descritivo Resenha Resenha Descritiva Descritiva Figura1 . comparando-a a outras e destacando a quem se destina •Na modalidade Resenha Descritiva. o julgamento do resenhista é dispensado. como demonstra a Figura 1. •O objetivo do resumo é informar do que se trata o texto. •Na modalidade de resumo Analítico. serve para que se tenha uma visão resumida. podendo até dispensar a leitura do texto original.Níveis de abrangência modalidades de Resumos e Resenhas entre as . mas completa do texto original.37 RESUMOS •Apenas narra ou apresenta de maneira sucinta as idéias do autor do texto original. apresenta narrativa sobre o autor e o resumo da obra e disserta avaliando a obra. •O objetivo é oferecer informações suficientes para que o leitor da resenha decida-se por ler ou não ler o texto original. RESENHA •Descreve a estrutura do texto original. pode-se identificar um crescendo em relação a abrangência e complexidade.

br O homem moderno e civilizado preferiria pensar que a violação sistemática dos princípios morais por parte dos cientistas ocorria em séculos anteriores e não em tempos recentes. HUNGLER. .azevedo@unasp.edu. 1997). porém não é assim (POLIT.38 ASPECTOS ÉTICOS NA PESQUISA Oswalcir Almeida de Azevedo oswalcir.

Embora a literatura de metodologia científica pouco trate das questões éticas. precisa-se ter muito cuidado para assegurar que seus direitos estejam protegidos”. legais e sociais que possui ante os sujeitos de sua investigação”. O cuidado no sentido de garantir os direitos da pessoa humana deve ser a preocupação maior da equipe de pesquisa. O ponto central destes direitos envolve a possibilidade de optar soberanamente em participar ou não de determinado estudo após receber as informações que permitam ao sujeito tomar uma decisão de forma esclarecida. especialmente aqueles em que estejam envolvidos seres humanos. o pesquisador deve ter cuidado com os aspectos éticos referentes a: 1) utilização de textos de suporte teórico e revisão bibliográfica. 2) respeito aos direitos humanos. Como afirmam Polit e Hungler (1995) “quando são utilizados indivíduos como sujeitos de investigação científica. O dicionário médico Dorland’s. Bioética é definida como: “obrigações de natureza moral relacionadas à pesquisa biológica e suas aplicações” (DORLAND’S. . 3) tratamento dos dados. Desde a construção do projeto. 1994). A “ciência da moral” menciona Buarque de Hollanda (1985). já Polit e Hungler (1997) vinculando o conceito ao âmbito da pesquisa assim a definem: “sistema de valores que determina o grau com que os procedimentos do investigador se apegam ás obrigações profissionais. (1994) define ética como conjunto de “códigos ou princípios que regem a conduta correta”. encontramos outro conceito fundamental que é o de Bioética. 4) autoria do trabalho.39 3 INTRODUÇÃO Ética é a ciência que trata dos padrões de conduta nas relações humanas. No campo da pesquisa. entendeu-se ser importante inserir nesta obra uma seção com orientações sobre como proceder na condução de estudos de cunho científico.

sem coerção.40 3. caso deseje ampliar seu conhecimento sobre o tema. Deve ser assegurado a todos os participantes o direito de tomar uma decisão de forma autônoma. Para saber como proceder. que apresente aos sujeitos um documento denominado Termo de Consentimento Livre e Esclarecido o qual explicita as intenções dos pesquisadores. Práticas que não respeitem este direito devem ser banidas dos procedimentos de coleta de dados. definem que informações devem ser disponibilizadas. As normas da ABNT.1 Suporte Teórico e Revisão Bibliográfica É necessário que cada texto de onde forem extraídos trechos ou idéias. descritas nos próximos capítulos. consulte o Capítulo 6 deste manual. e o direito de se manterem no anonimato. a liberdade dos colaboradores em optar por participar do estudo e de sair do mesmo no momento em que desejar sem sofrer qualquer descontinuidade no tratamento ou atendimento. Em todas as circunstâncias as pessoas devem ser respeitadas. Isto tornará possível encontrar a fonte. que estabelece as Diretrizes e Normas Regulamentadoras da pesquisa envolvendo seres humanos que pode ser encontrada no site do Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP).2 Respeito aos Direitos Humanos O segundo aspecto se refere ao cuidado com a manutenção de um direito inalienável do ser humano: o exercício do livre-arbítrio. Normatiza esta questão a Resolução 196/96 do Ministério da Saúde. A inserção de partes de um texto sem a respectiva menção dos autores consiste em plágio. por mais simples que seja. Ninguém pode ser forçado a participar de um estudo. . indicando-se os dados bibliográficos que permitam ao leitor saber onde encontrar o texto original. seja mencionado corretamente. esclarecidamente. 3. Requer-se da equipe de pesquisa.

durante cinco anos. Após o período determinado. congressos. tomando-se o cuidado necessário para garantir permanentemente o anonimato das pessoas que participaram como sujeitos da pesquisa. 2002). simpósios e outros eventos de cunho científico. redação inicial ou na revisão crítica do manuscrito.4 Autoria do Trabalho Conforme estabelecido nos Uniform Requirements for Manuscripts Submitted to Biomedical Journals (conhecidos como Normas de Vancouver) são autores apenas aqueles que participaram suficientemente do trabalho para compartilhar a responsabilidade pública por seu conteúdo. formulários.3 Tratamento dos Dados É necessário honestidade na apresentação dos resultados obtidos na pesquisa. Portanto. Havendo qualquer dúvida poderão ser revisados. devem ser destruídos.41 3. Os registros obtidos por meio de questionários. O mesmo se dá quando do envio para publicação. 3. devem ser utilizados apenas para os objetivos do estudo e guardados em local de acesso exclusivo dos pesquisadores. São desonestas as omissões “convenientes” (descarte dos resultados indesejáveis) feitas a fim de se conseguir um valor estatisticamente significante com os resultados de estudos quantitativos. Para ser considerado co-autor é necessária participação em cada uma das seguintes fases do estudo: concepção do projeto ou na análise e interpretação dos dados. Spector (2002) recomenda que o coordenador do projeto guarde os originais de forma organizada e em local de fácil acesso para consulta. filmagens. orientandos e orientadores são autores e seus nomes devem constar no trabalho onde quer que ele seja apresentado: para bancas examinadoras. nas produções acadêmicas. A retirada de nomes de algum autor ao ser enviado o trabalho para publicação ou evento científico (especialmente quando o número de autores . fitas gravadas. seminários. aprovação da versão final para publicação (SPECTOR.

quando a pesquisa for realizada com seres humanos. em 1996. A mesma Resolução estabelece o Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP). 3. Este movimento resultou na elaboração do Código de Nuremberg em 1947. utilizando seres humanos sem consentimento prévio. e pela Declaração de Helsinque em 1964. orientando os pesquisadores e servindo como órgão regulador das práticas investigativas em humanos. Estes documentos estabelecem as regras que pesquisadores do mundo todo devem respeitar. Só há exceção quando é estabelecido acordo prévio entre os autores.42 excede o limite). e não pode ser feita. Estado Unidos e outros países. tendo como base a Declaração de Helsinque. visando regulamentar a condução dos trabalhos científicos na área da saúde.4. a Organização Mundial de Saúde elaborou as Diretrizes Internacionais Propostas para a Pesquisa Biomédica em Seres Humanos (HADDAD.1 Resolução 196/96 A utilização de seres humanos em pesquisas. fere os princípios éticos. No Brasil. seguido pela Declaração dos Direitos do Homem em 1948. 2004). que passa a emitir parecer sobre os projetos de pesquisa a nível nacional. Quatro princípios básicos estão associados às práticas bioéticas preconizadas na Resolução 196/96 quanto à conduta na pesquisa com seres humanos: • Autonomia . sob pena de impugnação da apresentação pelo co-autor excluído. o Ministério da Saúde elaborou a Resolução 196/96 que apresenta as Diretrizes e Normas Regulamentadoras de Pesquisas Envolvendo Seres Humanos um documento. Em 1982. eminentemente no período da II Guerra Mundial – durante o qual experimentos foram levados a efeito pela comunidade médica militar na Alemanha. causando sofrimento e mesmo a morte – gerou um movimento de repúdio na comunidade internacional.

Ninguém pode legitimamente tomar decisões por outro. . a pessoa deve ser respeitada em seu desejo. objetivos. Ao ser abordada quanto a participar de um estudo. tempo requerido. este princípio estabelece que nenhum procedimento de pesquisa possa causar dano. quando este está no pleno domínio de suas faculdades físicas e mentais. Toda pessoa adulta tem este direito assegurado por lei. Caso não queira participar. Entretanto. Cabe ao pesquisador oferecer as informações que sejam necessárias à tomada de decisão: tema. procedimentos de coleta de dados. aparentemente sem maiores conseqüências. alternativas no caso de tratamentos ou uso de técnicas novas. Goldim (2005) comenta que a não-maleficência está associada ao princípio “que justifica não fazer pequenas concessões. 3. comunidades indígenas.43 • Não maleficência • Beneficência • Justiça 3. mesmo com autorização do responsável deve haver consentimento por parte de quem se submete aos procedimentos da pesquisa. Pessoas que não podem responder por si próprias: menores de idade.3 Não-maleficência Bastante controverso.4. entre outros. a pessoa não poderá ser obrigada ou coagida a fazê-lo. riscos envolvidos. mesmo que sem intenção. o direito do indivíduo decidir por si próprio.4.2 Autonomia Considera-se autonomia. De acordo com Spector (2001) garantir que danos previsíveis sejam evitados. Havendo possibilidade de dano. em temas controversos”. indivíduos considerados incapazes. deve-se obter autorização do responsável legal. devem ser usados outros métodos.

44 Por uma espécie de efeito cascata. Mesmo . de 08 de maio de 1979. causar-lhes sofrimento ou dor.br/lei6638. 3.5 Justiça ou Eqüidade Justiça é um princípio moral. as de natureza oral. O Princípio da Beneficência é o que estabelece que devemos fazer o bem aos outros.4. independentemente de desejá-lo ou não (GOLDIM. que pode ser obtida no site: http://www. que é a contribuição que o estudo trará para os que dele participarem diretamente.4. escritas ou resultantes de outros tipos de mensurações.4 Beneficência Para Spector (2002) é a ponderação entre riscos e benefícios. 2005). individuais ou coletivos. Os resultados obtidos devem trazer benefício aos que forneceram as informações – entendendo-se como tal. e cumpre divulgar os resultados para os sujeitos a fim de que estes se beneficiem com eles. atingindo proporções que fogem ao controle do pesquisador. não perdendo o sentido de sua destinação sócio-humanitária.bioetica. de forma sucessiva. Conforme estabelecido na própria Resolução 196/96. portanto. Pode-se dizer. tanto atuais como potenciais.htm. é quando a equipe de pesquisa se compromete a promover o máximo de benefícios e o mínimo possível de danos e riscos. exceto se a dor for o alvo do estudo. Por este motivo os trabalhos realizados devem ser úteis para algum fim claro. Os animais merecem ser tratados com dignidade e de forma humanitária. é a relevância social da pesquisa com vantagens significativas para os sujeitos da pesquisa e minimização do ônus para os sujeitos vulneráveis. certas concessões podem levar a outras. 3. o que garante a igual consideração dos interesses envolvidos.ufrgs. Não são admitidos maus-tratos. Pesquisas realizadas com animais devem seguir o que está expresso na Lei 6638. embora pequenas.

doc. o projeto será avaliado pelo comitê da instituição de origem dos investigadores. há que se tomar cuidados reduzindo ao mínimo necessário o número de espécimes na amostra. deve ser submetido à apreciação de um Comitê de Ética em Pesquisa (CEP). estejam sendo obedecidos rigorosamente. com as correções ortográficas e metodológicas necessárias. O prazo para obter a resposta do CEP aos pedidos de análise do projeto variam de instituição para instituição. que envolva seres humanos. No caso de alguma impropriedade. Antes da emissão do parecer do CEP.45 neste caso. Caso a instituição não possua um Comitê de Ética. A fim de ser encaminhado à CEP. já descritos. procedimentos ou protocolos de pesquisa estejam descritos de forma detalhada fornecendo aos membros do Comitê os elementos necessários à emissão do parecer que autoriza o início da coleta de dados da pesquisa. por meio de consulta a documentos que contenham informações referentes aos sujeitos do estudo. 3. o projeto deverá ter sido revisado pelo orientador. e vir acompanhado da Folha de Rosto de pesquisa envolvendo seres humanos que pode ser obtida.gov. após o que a proposta é revisada e emitido novo parecer.5 Encaminhamento dos Projetos ao Comitê de Ética em Pesquisa Todo projeto de pesquisa. preferencialmente o da instituição onde será realizada a Coleta de dados. mas não é inferior a 30 dias. o Comitê solicita aos proponentes do projeto que façam as correções necessárias.saude. São considerados neste caso dados obtidos diretamente dos informantes ou indiretamente.br/docs/FolhaRosto0312. sob pena de a proposta ser indeferida. é imprescindível que os objetivos. Para a análise da proposta. . prontuários impressos ou em meio eletrônico estão aí incluídos. A revisão do projeto por este órgão visa garantir que os princípios estabelecidos na Resolução 196/96. no endereço eletrônico: http://conselho. Arquivos de recursos humanos. os pesquisadores não poderão iniciar a coleta de dados.

. sendo ideal um texto compreensível para pessoas com escolaridade até 8ª série. dos quais são destacados: • linguagem – evitar termos técnicos que sejam de difícil compreensão para os sujeitos da pesquisa. Caso seja necessária alguma omissão por razões metodológicas. justificativas e os procedimentos a serem utilizados. • benefícios – apresentar os prováveis benefícios pessoais e sociais. isto deve ser informado ao Comitê de ética. notificá-lo deste fato. por isto o projeto deve ser elaborado cuidadosamente para evitar idas e vindas.46 Portanto os pesquisadores devem providenciar com a devida antecedência o envio do material para apreciação. A Resolução 196/96 prevê também que cada alteração no protocolo de pesquisa seja apreciada pelo CEP. serão necessários mais alguns dias para a resposta final. é o documento elaborado pelo pesquisador. desrespeitando os direitos das pessoas. sabendo que havendo necessidade de reformular alguma etapa do projeto. Caso não haja benefício direto para o sujeito. sem omitir informações. as informações necessárias para que o mesmo tome a decisão sobre sua participação no estudo de forma esclarecida e autônoma. no qual são expostas ao participante voluntário.1 Termo de Consentimento Também denominado Consentimento Informado ou ainda.5. • riscos e desconfortos – quando previsíveis devem ser informados. mas sim de evitar que sejam cometidas infrações éticas. 3. Francisconi e Goldim (2005) comentam alguns elementos que devem estar presentes no Termo de Consentimento Informado. o que requer tempo. Consentimento Pós-informação. Não há por parte do CEP intenção de inviabilizar os trabalhos. discriminando os desconfortos rotineiros dos procedimentos daqueles relacionados com a pesquisa em si. • informações sobre o projeto – devem ser apresentados os objetivos.

para permissão do estudo. terá uma das vias arquivada pelo pesquisador e a outra pelo sujeito da pesquisa. o pesquisador poderá ressarcir eventuais gastos que o voluntário tiver decorrentes da pesquisa com alimentação e/ou traslados. preenchido em duas vias. Em situações especiais como uso de informações em bases de dados ou de prontuários. • crianças e adolescentes – sempre que forem estes os colaboradores. o pesquisador poderá solicitar a dispensa do uso do Termo de Consentimento ao Comitê de Ética em Pesquisa. uma vez seguidas. contudo a partir dos sete anos as crianças e adolescentes devem ser informados sobre o que será feito e respeitados quanto a sua decisão em participar ou não da pesquisa. se houver. Entretanto o pesquisador não tem autonomia para decidir sobre esta questão. • indenização ou compensação por danos – embora não seja permitido no país a remuneração por participação em pesquisas. . Um número de documento do participante também deverá ser anotado no termo. e o anonimato do participante deve ser mantido todo tempo.47 • voluntariedade – o voluntário deve ter a garantia de que a qualquer momento poderá deixar o estudo sem que isto represente qualquer prejuízo para o seu atendimento dentro da instituição onde o projeto está sendo realizado. • confidencialidade e anonimato – as informações coletadas devem ter garantia de privacidade. o qual julgará a propriedade do pedido. Estas orientações. devem ser tomadas as assinaturas dos pais ou responsáveis. evitam-se selecionar voluntários que possam ser coagidos de alguma maneira. identificadas com o nome do participante e do representante legal. • assinaturas – o Termo de Consentimento. contribuirão ao bom andamento da pesquisa respeitando os padrões bioéticos. ou por seu representante legal. datadas e assinadas.

benefícios. descrevendo seus objetivos. pois o pesquisador não estará presente – o questionário foi enviado por correspondência ou sua entrega por outra pessoa facilita o anonimato. procedimentos. devem ser oferecidas a cada sujeito as explicações quanto ao tipo de estudo. riscos. ou outra razão qualquer. Este texto é chamado Carta ou Termo de Apresentação.2 Carta de Apresentação e Termo de Esclarecimento Por vezes é enviado um texto apresentando a proposta do estudo. Para facilitar a construção deste importante instrumento são apresentados a seguir dois exemplos. . Antes de ser assinado o Termo de Consentimento. Neste caso tenha certeza de que as informações sejam suficientes para permitir a compreensão da finalidade do trabalho e conquistar o respondente a fim de que ele colabore dando respostas fidedignas. pedindo a colaboração dos respondentes. transgredindo um requisito básico na pesquisa que é seu anonimato. e o prazo para devolução. pois esta prática permitirá a identificação do informante.5. Garanta que o respondente não será identificado ao devolver o Termo de Consentimento o qual deve prever a permissão para divulgação dos resultados e oferecer segurança quanto ao sigilo da fonte. e visa suprir as orientações que não são possíveis oferecer de outra forma. voluntariedade. bem como a forma como deverá ser devolvido o questionário. objetivos. confidencialidade e demais informações solicitadas pelo mesmo. 3. Para tal fim questionário e Termo de Consentimento devem ser apresentados em folhas diferentes. salientando a importância da veracidade das respostas.48 A apresentação do Termo de Consentimento junto aos instrumentos de pesquisa é um erro.

.130.doc.gov. • http://200.214. Os materiais contidos no portal têm finalidade basicamente para pesquisa e ensino em Bioética. o portal de Bioética foi criado. na página 2: http://conselho. Este documento é padronizado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa. e é mantido sob a responsabilidade do Prof.41/sisnep/pesquisador/ . 3.5.SISNEP . obrigatoriamente deve ser preenchida antes da entrega do projeto ao Comitê de Ética da instituição onde se pretende realizar a pesquisa. pode ser obtido no endereço eletrônico abaixo e já vem com as instruções de preenchimento.ufrgs. José Roberto Goldim.Sistema Nacional de Informação sobre Ética em Pesquisa envolvendo Seres Humanos tem como objetivo beneficiar os envolvidos em pesquisas permitindo: o Facilitar o registro das pesquisas envolvendo seres humanos. em fevereiro de 1997.br/docs/FolhaRosto0312. As informações sobre o Pesquisador Responsável solicitadas neste documento devem ser preenchidas com os dados do orientador no caso dos trabalhos acadêmicos.saude.49 3. alguns dos quais foram utilizados como base para este capítulo.3 Folha de Rosto para Pesquisa Envolvendo Seres Humanos A Folha de Rosto. Dr. As informações sobre outros membros do grupo de pesquisa são descritas no projeto.6 Endereços Eletrônicos Úteis São apresentados a seguir alguns endereços úteis para esclarecimento sobre as questões de ética na pesquisa: • http://www.br .Elaborado por pesquisadores do Núcleo Interdisciplinar de Bioética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.bioetica. Há grande riqueza nos textos contidos neste portal.

o Roteiro de parecer consubstanciado a ser emitido pelos CEPs.br/conselho/comissoes/etica/conep. pelos participantes nas pesquisas. entre outros assuntos. deliberativa. • http://www. Tem função consultiva.br/comissao/eticapesq.50 o Orientar a tramitação de cada projeto para apreciação ética antes de seu início.saude. normativa e educativa. a documentação relacionada com ética em pesquisa: o Registro. atuando conjuntamente com uma rede de Comitês de Ética em Pesquisa . especialmente. com a função de implementar as normas e diretrizes regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. renovação de registro e acompanhamento dos CEPs.gov.CEPorganizados nas instituições onde as pesquisas se realizam. .htm A ou Comissão Nacional de Ética em Pesquisa – CONEP – órgão do Conselho Nacional de Saúde (CNS) foi criada através da Resolução 196/96. 3.datasus. Neste site é encontrada. o Facilitar aos pesquisadores o acompanhamento da situação de seus projetos. o Fluxograma para tramitação dos projetos. o Permitir o acompanhamento dos projetos já aprovados (em condições de serem iniciados) pela população em geral e. Os exemplos foram adaptados para o UNASP. o Documentos requeridos para apresentação de projetos de pesquisa. aprovadas pelo Conselho.7 Termo de Consentimento Estes modelos podem ser obtidos nos endereços eletrônicos citados e poderão servir de base para elaboração de outros termos.htm http://conselho.gov.

Seu nome será mantido em sigilo..br/ pesquisa/cep/cep-modificacoes/cep-internet/modelo_de_termo_de_consentimento. etc. mas terá a garantia de que todas as despesas necessárias para a realização da pesquisa não serão de sua responsabilidade. Você poderá ter todas as informações que quiser e poderá não participar da pesquisa ou retirar seu consentimento a qualquer momento.htm Acesso em: 15 dez 2005... Estudos semelhantes têm permitido diversos avanços na área da saúde. descrita na página seguinte). coletar sangue para . .). O modelo 1 foi consultado no endereço eletrônico: http://www. será necessário (responder perguntas sobre . Pela sua participação no estudo. 1 . etc.. .).. Portanto sua participação é muito importante. (Depois de lido e explicado o que estiver expresso no documento com os detalhes de esclarecimento. não aparecendo em qualquer momento do estudo.. você não receberá qualquer valor em dinheiro. o participante colaborador ou sujeito do estudo . consultas de enfermagem semanais. Os objetivos deste estudo são (colocar sumariamente) e caso você participe.51 Modelo 11 Termo de Consentimento Você possui as características adequadas a uma pesquisa que estamos iniciando que são: (descrever as características que fazem do sujeito um candidato á pesquisa) e está sendo convidado a participar do estudo intitulado (nome do estudo)..deve assinar a parte final do documento. se houver possibilidade de que eles ocorram: Você poderá ter algum desconforto quando receber uma picada para colher o sangue do seu braço. medir . (Em caso de não haver riscos ou desconfortos: Não será feito nenhum procedimento que lhe traga qualquer desconforto ou risco à sua vida) (Ou especificar todos os desconfortos..fmtm.. sem prejuízo no seu atendimento. permitindo novas descobertas e melhores formas de lidar com as doenças.

.. São Paulo. Sei que meu nome não será divulgado.. Eu entendi que sou livre para interromper minha participação a qualquer momento.. ...../ ......... Assinatura (do voluntário ou Número do RG responsável legal): Assinatura responsável: do pesquisador Assinatura do pesquisador orientador: de contato dos Telefone pesquisadores: Em caso de dúvida em relação a esse documento.. sem justificar minha decisão e que isso não afetará minha relação com a instituição onde estou sendo atendido../.52 Descrição dos Esclarecimentos Termo de Consentimento Livre...... você pode entrar em contato com o Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário Adventista de São Paulo pelo telefone (número com DDD).. li e/ou ouvi o esclarecimento acima e compreendi para que serve o estudo e qual procedimento a que serei submetido. Eu concordo em participar do estudo. Após Esclarecimento Eu..... que não terei despesas e não receberei dinheiro por participar do estudo........ A explicação que recebi esclarece os riscos e benefícios do estudo.... (nome do voluntário). ..

na condição de (sujeito objeto da pesquisa/representante legal do sujeito objeto da pesquisa). f) liberdade de se recusar a participar ou retirar seu consentimento. que após ter sido convenientemente esclarecido pelo pesquisador e ter entendido o que me (nos) foi explicado. DECLARO. i) formas de ressarcimento das despesas decorrentes da participação na pesquisa. d) forma de acompanhamento e assistência com seus devidos responsáveis. consinto voluntariamente (em participar/que meu dependente legal participe) desta pesquisa.br/ CEP/Termo-de-Consentimento-Livre-e-Esclarecido.doc Acesso em: 15 dez 2005. sem penalização alguma e sem prejuízo ao seu cuidado. RG ____________. h) formas de indenização diante dos eventuais danos decorrentes da pesquisa. assegurando-lhe absoluta privacidade. abaixo qualificado. 2 . de de 200__ O modelo 2 foi consultado no endereço eletrônico: http://www. quanto aos seguintes aspectos: a) justificativa. sobre a metodologia. g) garantia de sigilo quanto aos dados confidenciais envolvidos na pesquisa. São Paulo. c) métodos alternativos existentes. com informação prévia sobre a possibilidade de inclusão em grupo de controle e placebo. DECLARO para fins de participação em pesquisa. e) garantia de esclarecimentos antes e durante o curso da pesquisa. em qualquer fase da pesquisa. __________________________________.unit. b) desconfortos e riscos possíveis e os benefícios esperados. que fui devidamente esclarecido sobre o Projeto de Pesquisa intitulado: ________________________(Título do trabalho)_____________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ desenvolvido pelo(a) aluno ______________________________________________ do Curso ______________________________do Centro Universitário Adventista de São Paulo. objetivos e procedimentos que serão utilizados na pesquisa. outrossim.53 Modelo 22 TERMO DE CONSENTIMENTO Eu.

............................/................................. Cidade:........ Tel..................... cumprindo todas as exigências contidas nas alíneas acima elencadas e que obtive................................. Data de nascimento:.. __________________________ Assinatura do Declarante Representante legal:........................................... Bairro:......... Data de nascimento:................ __________________________ Assinatura do Pesquisador ..........................Apto:.............. Natureza da Representação:.. Sexo: M ( ) F( ) Endereço:............................:.. / .. Cep:....Cep:........... para fins de realização de pesquisa....................... Cidade:.............................................. / ....../....................................................................:............................................nº... o consentimento livre e esclarecido do declarante acima qualificado para a realização desta pesquisa............54 TERMO DE CONSENTIMENTO Sujeito da Pesquisa: (Nome):....... de de 200..... Apto: .................................................. São Paulo. RG:.. ter elaborado este Termo de Consentimento........................................... nº........ Sexo: M ( ) F( ) Endereço: ..................................Tel..................... Bairro:............................................................................ __________________________ Assinatura do Declarante DECLARAÇÃO DO PESQUISADOR DECLARO........................ RG:.......... de forma apropriada e voluntária......................................................................

martins@unasp. porque.porto@unasp.edu.edu. Porto elias.br Paulo Gomes Lima paulo. não podem ficar à parte do campo de interesse intelectual do pesquisador. que se referem ao processo da pesquisa científica e da lógica da ciência..edu.br Qualquer que seja o campo de atividade a que o trabalhador científico se aplique. a reflexão sobre o trabalho que executa.gomes@unasp. os fundamentos existenciais. que precisa conhecer a natureza do seu trabalho.. . a determinação da origem. os suportes sociais e as finalidades culturais que o explicam. poder e limites da capacidade perscrutadora da consciência. p. este é constituído da sua própria realidade individual (VIEIRA PINTO..55 A CONSTRUÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA Elias F.br Leonardo Tavares Martins leonardo. 1979. o exame dos problemas epistemológicos que a penetração no desconhecido do mundo objetivo suscita.3). e tantas outras questões deste gênero.

precisamos considerar algumas regras importantes (GIL. que teorias e metodologias ajudarão o pesquisador na realização de seus objetivos (metodologia). Por exemplo. o que o estudo pretende demonstrar ou explicar (objetivos). O projeto de pesquisa é o planejamento prévio da pesquisa que sistematiza todas as etapas que serão realizadas no desenvolvimento da mesma. todo projeto. Assim. 2003. Quando o problema é formulado como uma questão. facilita a identificação da problemática que se deseja estudar. 4. na verdade “não existe um padrão rigidamente estabelecido e imutável” (GONSALVES. uma vez que são eles que proporcionarão diretrizes metodológicas válidas dentro das convenções científicas. p. a relevância de se estudar determinado assunto (justificativa). Tem-se.1 PROJETO DE PESQUISA Um projeto pode ser organizado de diferentes formas. demonstrando que o pesquisador já conhece o que a literatura apresenta sobre o assunto (desenvolvimento do tema) e todas as fontes consultadas para desenvolvimento do projeto (bibliografia). no mínimo. em quanto tempo o estudo será realizado (cronograma). por exemplo. por isso ao elaborar o projeto. uma apresentação do tema da pesquisa. os elementos citados anteriormente. para que tenha pertinência científica. deve reunir. local epistemológico e época em que se situa a problemática (introdução).13). deve-se ter claramente qual é questão à qual se deseja uma resposta. é no projeto de pesquisa que se explicita o problema a ser estudado. o . Ao se formular um problema de pesquisa. o projeto de pesquisa deverá apontar para o problema a ser estudado e para o procedimento adotado para estudá-lo. 1999): 4. qual campo do conhecimento.1 O Problema Deve Ser Formulado Como Uma Pergunta O problema deve responder a algo que inquiete o pesquisador. entretanto.1.56 Para que qualquer pesquisa científica seja desenvolvida é necessário o estabelecimento de um projeto de pesquisa.

pois sem a devida delimitação isto seria inviável (quais crianças seriam estudadas? todas as brasileiras? todas as crianças do mundo? todas as crianças de escola particular?). um projeto que se proponha a analisar o conceito de operários sobre a política pública mostra-se incompleto e. Atenção ao escolher as palavras para que não haja contradição nem sentido diferente ao pretendido. mas quando formula-se uma pergunta. veja como poderíamos transformar este tema em um problema corretamente formulado: “Que hábitos alimentares podem estar relacionados com a obesidade em escolares da terceira série do ensino fundamental de uma escola particular do município de São Paulo?” 4. percebe-se que está muito abrangente. ao formular o problema certifiquese de que a execução do projeto é viável. Assim.2 O Problema Deve Ser Delimitado a Uma Dimensão Viável O projeto deve ser exeqüível.1. confuso sobre qual a pretensão do pesquisador (quais operários? de que política pública? de algum governo específico?) .57 tema: “a relação entre nutrição e obesidade”. ou seja. Caso o problema não esteja claro.1. 4.3 O Problema Deve Ter Clareza Os termos utilizados na construção do projeto devem ser claros e precisos. haverá dificuldade em se compreender qual a pretensão do projeto. o pesquisador deverá selecionar somente aquela(s) que interessa(m) ao estudo a ser realizado. portanto. Por exemplo. o problema fica mais evidente e é possível compreender sua delimitação. Como um problema possui muitas dimensões. não caberia propor um projeto de pesquisa para estudar a obesidade e as crianças.

pois os itens principais. devem estar contemplados.2. mencionados anteriormente. deve-se usar como ferramentas para análise das informações o que seja aceito academicamente e nunca se apropriar de juízos de valor. deve-se deixar claro qual o procedimento estatístico para tratar tais informações e ao se fazer uso de uma proposta de estudo que seja qualitativa.4 O Problema Deve Apresentar Bases Científicas Para a Análise Qualquer que seja o tipo de pesquisa proposto no projeto. deve-se deixar claro quais as fontes a serem consideradas e qual o procedimento adotado para análise. Assim. 4.1 Esboço do Projeto de Pesquisa: 1 INTRODUÇÃO 2 OBJETIVOS 3 JUSTIFICATIVA 4 METODOLOGIA 5 DESENVOLVIMENTO DO TEMA 6 CRONOGRAMA 7 ORÇAMENTO 8 REFERÊNCIAS .58 4. Assim. se os dados a serem analisados forem quantitativos. 4. de forma particular pois este tipo de procedimento não tem validade científica. há similaridade entre as diferentes formas. propomos uma estrutura didática de projeto de pesquisa que pretende ser ao mesmo tempo eficiente e pedagogicamente viável para os pesquisadores iniciantes.2 A Estrutura de Um Projeto de Pesquisa Embora existam diferentes propostas de estrutura de projeto na literatura.1.

do tema a ser pesquisado. situando seus limites e o lugar que ocupa no tempo e no espaço. podemos identificar a delimitação do tema. se houve antecedentes. • Do tempo: anos 20 (época da criação da ABE). .2. A delimitação consiste na indicação. pois há indicação: • Do campo do conhecimento: história da educação brasileira. definindo o campo de conhecimento.59 4. Apresente o campo de conhecimento que pertence o assunto e identifique qual é a questão ou o problema a ser pesquisado. qual foi a gênese do problema. Situa-se como pano de fundo. Exemplo: “Este estudo delimita-se por desenvolver um estudo sobre a contribuição da ABE para o desenvolvimento da educação formal brasileira particularmente na década de 20. Aborde o assunto geral sobre o qual se deseja realizar a pesquisa. Problemas são perguntas que a pesquisa pretende resolver. porque fez tal opção. Ex: “Qual foi o papel desempenhado pela Associação Brasileira de Educação (ABE) no desenvolvimento da educação brasileira?”. o que demandará uma resposta clara. Coloque o problema em forma interrogativa tornando-o mais diretivo. definindo claramente o campo de conhecimento que pertence o assunto.2 Definição dos Itens Essenciais no Projeto de Pesquisa 1 INTRODUÇÃO 1.1 Apresentação e Delimitação do Tema Delimitação inicial. de modo breve. apresentando o que envolve o tema escolhido. as circunstâncias que interferiram nesse processo. Exponha como chegou ao tema de investigação. No exemplo dado acima. decorrente de suas Conferências Nacionais de Educação”. • Do local ao qual se refere o estudo (local epistemológico da pesquisa): Brasil – Conferências Nacionais de Educação.

Especificar.. O objetivo geral deve ser apenas um e os objetivos específicos podem ser de 3 a 5. . estes são aspectos secundários do projeto. Esquematizar. Esclarecer. Formular. Identificar. 2003.. Verificar. Estimar. Divide-se em objetivo geral e objetivos específicos.). Desenvolver. Interpretar. Determinar. 2. É importante que os objetivos sejam exeqüíveis. Documentar. pense em responder à pergunta: o que você pretende com este projeto? (dentre os verbos mais utilizados. Entender. ou seja. Discutir. Criticar. os objetivos servem para indicar a direção da ação. Avaliar.1 Objetivo Geral Utilizando-se um verbo no infinitivo indica-se qual é a grande questão que procuraremos estudar na pesquisa. Para formular o objetivo geral. Medir. “O Objetivo é o que você pretende atingir com a sua pesquisa e não o que você vai fazer para atingi-lo” (GONSALVES. Propor. mas que não poderá ser atingido. Contrastar. Construir. Selecionar. alunos do ensino fundamental da Escola Adventista de Florianópolis. Decidir. Escolher. É interessante que este objetivo seja apenas um e que esteja ligado diretamente ao problema levantado pelo pesquisador. Assim. • Comparar o comportamento de crianças escolares em situação de competição e de cooperação. Discriminar. Exemplos: • Formular uma proposta de análise postural para crianças de 7 a 10 anos. p.60 2 OBJETIVOS Nesta parte indica-se o que é pretendido com o desenvolvimento da pesquisa. podemos citar. etc. Examinar. Explicar. Deve ser sucinto e sugere-se que inicie com verbo no infinitivo. não é pertinente um objetivo aparentemente importante e bem construído. Classificar. Descrever. • Verificar a incidência de problemas posturais em crianças e adolescentes.56). Localizar. Comparar. Produzir. como exemplo: Analisar. Diferenciar. Estabelecer.

mas. no entanto. Exemplos: • Destacar a situação do ensino público superior no Estado de São Paulo em geral e no sudeste paulista em particular nos anos 60. poderá indicar um objetivo específico para cada capítulo ou caso prefira. embora com um caráter secundário.2 Objetivos Específicos Aspectos que em conjunto propiciam a resolução do objetivo geral. Se o pesquisador elaborar de 3 a 5 objetivos específicos. o pesquisador procura demonstrar o valor do seu objeto de estudo. tanto em termos acadêmicos quanto nos seus aspectos de utilidade social. não necessariamente. Estes objetivos. também. destacará a relevância do assunto. Que benefício poderá trazer à comunidade com a divulgação do trabalho? (relevância social). pois isto poderá dificultar o controle de sua pesquisa. mostrará a viabilidade do tema enquanto objeto de pesquisa e indicará as razões de ordem pessoal que o levaram a eleger este tópico do conhecimento. Para tanto. buscar alcançá-los difusamente no desenvolvimento do trabalho. não é interessante que o pesquisador desenvolva mais de 5 objetivos específicos. . 3 JUSTIFICATIVA Nesta seção. 2. Aqui poderemos elencar mais de um objetivo acessório. irão contribuir para que se alcance o objetivo geral. • Analisar os modelos que foram seguidos na formulação da proposta da Unicamp.61 • Analisar em que grau e em que medida Zeferino Vaz contribuiu para a criação da Universidade Estadual de Campinas. • Explicar a atuação direta e papel de Zeferino Vaz como ator expoente na criação da Unicamp. Esta seção deve ser redigida a partir das seguintes perguntas: O que esta pesquisa pode acrescentar à ciência onde se inscreve? (relevância científica).

incluindo aí os procedimentos escolhidos” (GONSALVES. Indique no texto a relação entre o trabalho dos referidos autores e a proposta contemplada em teu projeto e as possíveis diferenças. você deverá deixar claro quais procedimentos pretende utilizar na produção dos dados. metodologia significa o estudo dos caminhos a serem seguidos. Neste item do projeto. Pode-se iniciar a metodologia com a indicação dos autores que serão o referencial da pesquisa.62).62 O que levou o pesquisador a se inclinar e. 4 METODOLOGIA O quadro teórico-metodológico é o referencial organizativo do “como” a pesquisa será realizada.. Buscando o sentido etimológico de metodologia encontraremos “Méthodos significando o caminho para chegar a um fim. quais as etapas da análise dos dados e outros detalhes como tipo da pesquisa. por fim. escolher.” (Atenção: estes exemplos são apenas para finalidade didática. quais são as possibilidades concretas de esta pesquisa vir a se realizar? (viabilidade). Assim. investigação. 2003. . quais os principais procedimentos empregados para que todos os objetivos planejados sejam satisfatoriamente alcançados. p. Ex: “Este trabalho terá como referencial teórico as contribuições de Barros (2001). Associar metodologia a um conjunto de técnicas ou procedimentos para coleta de dados é uma redução da amplitude deste item. sujeitos da pesquisa e espaço da pesquisa. Witter (1999). Lima (2001). Em termos gerais. quais são os autores que serão as principais fontes teóricas de sustentação da pesquisa. Silva (2003). em outras palavras é o percurso ou o caminho a ser percorrido para se alcançar o objetivo estabelecido. enquanto logos indica estudo sistemático.. não se tratando em hipótese alguma de referências específicas). Ramos Lamar (1998). por este tema? (interesse).

Explicativa. Documental. Documental.2 Sujeitos da Pesquisa É importante deixar claro qual a população a ser estudada e dentro de qual universo esta população se encaixa.1 Abordagem da Pesquisa Aqui o pesquisador deverá deixar claro que tipo de pesquisa desenvolverá: experimental. Qualitativa.63 4. Descritiva. Descritiva. documental. Levantamento. • Segundo a natureza dos dados: Quantitativa. se quantitativa ou se dialética. Laboratório. Dizer apenas: “Como instrumento utilizarei a entrevista semi-estruturada” definitivamente não é suficiente para a metodologia! Requer-se uma detalhada descrição de todo o procedimento. 4. ex-postfacto. Algumas perguntas podem ajudar a deixar claro este item do projeto: Quais os critérios adotados para a escolha desta população? Quais as características particulares desta população que a diferencias de outros grupos? Toda a população escolhida será estudada ou será selecionada uma amostra para o estudo? Como se deu a escolha da amostra (forma probabilística – aleatória simples ou randômica estratificada ou não-probabilística – acidental ou intencional)? . Participativa. Bibliográfica. É importante também indicar a natureza da pesquisa. pesquisa participante ou ainda se a pesquisa será um levantamento bibliográfico. • Segundo os procedimentos de coleta: Experimento. Experimental. Experimental e Ex-Post-Facto) observe os diferentes tipos de classificação possíveis: • Segundo os objetivos: Exploratória. entretanto a partir de quatro grandes linhas de pesquisa (Histórica. Estudo de Caso. Existe na literatura diferentes conceituações a respeito da classificação da pesquisa e pode-se utilizar a perspectiva que melhor se adequar ao seu tipo de trabalho. Bibliográfica. bibliográfica. se qualitativa. • Segundo as fontes de informação: Campo. estudo de caso. pesquisa ação.

análise de discurso. fazer a avaliação física em crianças. se a pesquisa envolver seres vivos. quais alterações. . quais as medidas serão tomadas. Se houver cálculos estatísticos. observação direta. se foi adaptado ou se está seguindo um modelo sugerido por outro pesquisador. que instrumentos serão utilizados nas avaliações. havendo seres vivos envolvidos na pesquisa (quer seja a aplicação de um questionário. deverá haver aprovação do comitê de ética para que haja continuidade do projeto. etc. avaliação física. deve-se deixar claro qual critério adotado na escolha do instrumento. deve-se dizer se haverá algum software ou fórmulas específicas para a análise.64 4. Este item do projeto deverá esclarecer o leitor sobre o que será feito com os dados obtidos. levantamento de dados. manipulação de animais). análise de conteúdo entre outras formas possíveis. pois existem diferentes técnicas para a obtenção dos dados: o questionário. tabulação dos dados e cálculos estatísticos. a entrevista. Se a pesquisa for documental. se haverá a administração de algum produto aos seres em observação. deve-se dizer quem fará as medidas. o que será extraído das fontes para a análise. 4. uma entrevista. deve-se esclarecer sobre quais são as fontes. Diferentes formas de pesquisa devem esclarecer sobre o que está envolvido na forma de se obter os dados a serem analisados. se foi criado pelo pesquisador. se a pesquisa prevê a aplicação de questionário.3 Coleta de Dados e Instrumento A forma como se procederá a coleta deve estar detalhada. deve-se esclarecer no projeto se haverá alguma alteração no meio onde vivem. onde serão obtidas. como se dará a interpretação dos dados. o formulário.4 Organização e Análise dos Dados O processo de análise dos dados pode envolver diversos procedimentos: codificação das repostas. ou seja. por exemplo. Se o projeto pretende. Deve-se ainda evidenciar quais informações pretende obter a partir de determinado procedimento ou instrumento e como será aplicado. Outra informação absolutamente necessária que o projeto deve apresentar é que. em que local.

pois há perspectivas metodológicas que excluem a utilização de uma hipótese afirmando que a ciência deveria ir em busca a uma resposta sem pressupor uma possível resposta pois isto poderia influenciar no encaminhamento da pesquisa. esta é uma varredura exploratória. circunscrever. Se em comum acordo com o orientador. poderá ser feito dentro deste item. Entretanto. a revisão se mostrará presente em vários capítulos. mas que não pode ser precária. Retomando o que já foi anunciado na Introdução.65 5 DESENVOLVIMENTO DO TEMA Esta é a parte central do texto. a partir do que foi feito no projeto. anterior à pesquisa. Na introdução é apresentado o tema de forma mais ampla e aqui de forma mais profunda. Sendo a Hipótese uma resposta provisórias. se em comum acordo com o orientador houver a proposta para a inclusão de Hipótese no projeto. com uma exposição mais objetiva e técnica. as leituras já realizadas. Como o projeto e a redação final do TCC estão muito próximos no tempo. ou seja. Aqui cabe fazer a contextualização do que há publicado sobre o assunto e como outros autores têm estudado este tema. entretanto não é obrigatório este capítulo. como o tema está problematizado e. onde o aluno deve apresentar de forma mais profunda o que conhece sobre o tema. este item pode estar dividido em capítulos. A utilização de uma Hipótese no projeto não é obrigatória. Você deve demonstrar domínio sobre o que outros autores estudaram a respeito do tema escolhido e expor tais idéias. Privilegie os textos mais importantes e mais recentes sobre seu tema. que o . Para facilitar a apresentação do projeto. pode-se ter um capítulo destinado a revisão de literatura. o tema-problema com um maior aprofundamento. procure agora. o texto deste item será usado também no trabalho final. Trata-se portanto de delimitar. como a literatura aborda o objeto de estudo e mostrar que as questões envolvidas com o tema já são de seu conhecimento. colocar o problema. citações e comentários. logicamente que acrescido de mais informações. consequentemente porque ele precisa ainda ser pesquisado. Assim. Este é o momento onde os textos/documentos estudados devem aparecer. pois dependendo do tipo de pesquisa. este item mostra-se importante para que o aluno possa alcançar o texto final completo.

2006 2006 2006 2006 ANO Fevereiro Março a Abril Abril a Maio Junho MÊS Levantamento de obras que interessam à pesquisa Aquisição e leitura dos textos Digitação da introdução Encaminhamento ao comitê de ética ATIVIDADE MÊS ATIVIDADE 1. . Levantamento de obras que interessam à pesquisa 2. O detalhamento dos itens mostra a organização do pesquisador e isto poderá ser decisivo para se obter êxito na execução do projeto. ou seja. 6 CRONOGRAMA Neste item deve ser feita a previsão de duração de cada fase do projeto. delimitando o tempo para cada momento.66 pesquisador oferece. o importante é detalhar cada parte do projeto e o tempo em que se dará cada atividade. Um bom procedimento seria trabalhar com um problema e uma hipótese centrais e bem definidas. O resultado da pesquisa poderá negar ou confirmar a hipótese. Digitação da introdução 4. de forma sugestiva. Sugere-se a seguir dois modelos distintos. Aquisição e leitura dos textos 3. Qualquer que seja o modelo adotado. a seguir listamos alguns destes itens. caberia esta colocação dentro do desenvolvimento do tema como a perspectiva do pesquisador sobre o problema estudado. nem todos precisam estar mencionados em teu projeto e você poderá acrescentar outros que julgar necessário. • Levantamento das obras que interessam à pesquisa. Evidentemente a Hipótese não deve estar dissociada de uma atenta relação com o que a literatura apresenta sobre a temática estudada. Encaminhamento ao comitê de ética 2006 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 X XX XX 1 2 X No detalhamento das atividades e do tempo necessário para a execução você deverá definir quais itens estarão previstos para o teu projeto.

transporte. equipamentos ou se haverá despesa com pessoal. conforme categorias estabelecidas • Primeira redação • Correções e intervenções do orientador • Segunda redação • encadernação • Apresentação do trabalho • Correções do texto final • Encaminhamento do texto final corrigido 7 ORÇAMENTO A previsão orçamentária não será necessária a todos os projetos. ou qualquer outro tipo de custo para a execução do projeto ou análise dos dados. Inclua detalhadamente o valor para cada item a ser custeado e em que momento isto deve ocorrer. já que novos . É importante descrever se haverá solicitação de financiamento para órgãos de fomento à pesquisa ou quem deverá custear o projeto. portanto as obras aqui mencionadas não devem servir de limite para a continuidade do projeto. O pesquisador deve ter claro que esta lista de referências poderá ampliar-se ao final da pesquisa. entretanto se você pretende utilizar reagentes.67 • Aquisição de textos ou livros pertinentes ao objeto de pesquisa • Leituras intensivas sobre o tema • Registro dos conteúdos (literaturas e coletas efetuadas) • Sistematização do material • Coleta de dados • Interpretação dos dados. não há a necessidade de colocar este item no projeto. 8 REFERÊNCIAS Reúne-se aqui uma relação das fontes / obras utilizadas para a elaboração do Projeto e que serão utilizadas na Pesquisa propriamente dita. Se teu projeto não prevê custos. bem como no TCC. material de laboratório. isto deverá estar previsto.

. Deixe 3cm de margem esquerda e superior e 2cm de margem. inferior e direita. 4. no canto superior direito da folha. Arial. a partir da primeira folha da parte textual.2. página de rosto e sumário. fonte 12.3 Apresentação Gráfica O projeto deve incluir capa.5. em algarismos arábicos. segundo o modelo a seguir. Siga a ordem dos itens do projeto conforme descrito anteriormente. espaço 1. A numeração é colocada. O texto deve estar formatado em papel A4. As referências devem seguir a norma apresentada no capítulo 7.68 documentos poderão ser identificados no desenvolvimento do processo de investigação.

..69 CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO CAMPUS . CURSO ... (Arial 14 / Negrito) TÍTULO DO PROJETO (Arial 18 / Negrito) AUTOR(ES) (Arial 14 / Negrito) CIDADE – ESTADO ANO (Arial 14 / Negrito) FIGURA 1 Modelo de capa para projetos de pesquisa .

70 CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO CAMPUS ENGENHEIRO COELHO CURSO DE PEDAGOGIA HÁBITOS DE ESTUDO E RENDIMENTO ESCOLAR DE ALUNOS DO ENSINO MÉDIO FÁBIO LUIS SILVA LUÍZA BELA SILVA ENGENHEIRO COELHO – SP 2005 FIGURA 2 Exemplo de capa para projeto de pesquisa .

71 NOME (Arial 14) TÍTULO (Arial 18) CIDADE – ESTADO ANO (Arial 14 / Negrito) FIGURA 3 Modelo de folha de rosto para projeto de pesquisa .

Projeto de pesquisa apresentado ao curso de Pedagogia do Centro Universitário Orientador(a) Prof. como requisito parcial à disciplina Trabalho de Conclusão de Curso I.72 FÁBIO LUIS SILVA LUÍZA BELA SILVA HÁBITOS DE ESTUDO E RENDIMENTO ESCOLAR DE ALUNOS DE ENSINO MÉDIO Projeto de pesquisa apresentado ao curso de Pedagogia do Centro Universitário Adventista São Paulo. campus EC. Ms. campus ___. Engenheiro Coelho – SP 2005 FIGURA 4 Exemplo de folha de rosto para projeto de pesquisa . Maria Silva . Orientadora Prof. como (Arial 12) requisito parcial à Disciplina Trabalho de Conclusão de Curso I. ___ Adventista São Paulo.

..................2 Nome do Capítulo .......73 SUMÁRIO 1.....................................1 Nome do Capítulo ...................................... CRONOGRAMA..... ORÇAMENTO..... 11 5........................ 14 5............................................................................. 18 7...................... 5 3.......... 16 6......................................... INTRODUÇÃO....................................................... JUSTIFICATIVA............................ 20 FIGURA 5 Exemplo de sumário para projeto ......................................................................DESENVOLVIMENTO DO TEMA.. REFERÊNCIAS............................................................................................................................................................... 8 5.............................................................................................................................................. 6 4............................................. 19 8............... OBJETIVOS.. 3 2.............................................. METODOLOGIA .......11 5......3 Nome do Capítulo .

74

A CONSTRUÇÃO DA MONOGRAFIA
Elias F. Porto elias.porto@unasp.edu.br Kátia Corina Vieira katia.vieira@unasp.edu.br Leonardo Tavares Martins leonardo.martins@unasp.edu.br Paulo Gomes Lima paulo.gomes@unasp.edu.br

A atividade de pesquisa é uma atividade racional. Implica no mais profundo e elevado exercício da razão da parte do homem. Talvez seja nessa atividade mais do que em qualquer outra que o homem possa dar expressão ao seu ímpeto de criatividade (DUSILEK, 1978, p.34).

75

5 MONOGRAFIA
O capítulo anterior apresentou o que é um projeto e como estruturá-lo. Agora, chegou a hora de fazer tudo o que o projeto previa. É hora de usar o projeto como um mapa, um guia, na realização da pesquisa. Boa parte do que se escreveu no projeto foi um exercício de definição e previsão. Definição do que se irá pesquisar, de quais objetivos pretende-se alcançar, de argumentos que justifiquem a realização da pesquisa, definição e previsão dos aspectos metodológicos mais adequados à realização e alcance dos objetivos propostos e quais seriam os fundamentos teóricos essenciais, definição das tarefas a serem realizadas, previsão de quando essas tarefas seriam realizadas e de despesas para fazer a pesquisa. Percebe-se que tudo que está ligado ao projeto gira em torno de planejamento. Após o planejamento vem a execução: construção da monografia.

5.1 O Que é Uma Monografia
Após o projeto estar pronto e aprovado, pode-se pensar na monografia, pois esta será a realização daquilo que foi expresso no projeto. Este é o momento de buscar nas mais variadas fontes a informação necessária para aprofundar e desenvolver a pesquisa previamente planejada e, ao final, apresentar os resultados da pesquisa. A essa apresentação de resultados chamamos de monografia. De acordo com Medeiros (2004, p. 248), monografia “é uma dissertação que trata de um assunto particular, de forma sistemática e completa.” É necessário destacar, inicialmente, que a monografia constitui-se num estilo específico de redação: a dissertação. Sobre este estilo, a dissertação, vale lembrear que ela costuma discorrer sobre um tema determinado, de forma argumentativa, ou seja, o escritor de uma dissertação costuma ter uma idéia, uma posição, um ponto de vista e discute o tema escolhido. Para tanto, o texto de uma dissertação costuma ser inquisidor e, às vezes, até provocativo, através da apresentação de fatos e evidências. Quanto à estrutura, as

76 dissertações, costumam ter uma introdução, um desenvolvimento e uma conclusão. Em segundo lugar, deve-se notar que uma monografia deve tratar de apenas um tema, apenas um assunto. Esse tema ou assunto foi definido e delimitado quando da elaboração do projeto de pesquisa. Alguns elementos do projeto definem o tema ou o assunto da monografia. Desses elementos, os mais importantes são o problema de pesquisa e o objetivo ou os objetivos. Estes itens do projeto mostram-se alicerces da pesquisa e, conseqüentemente, da monografia. Em terceiro lugar, uma monografia trata o tema de forma sistemática. Algo sistemático, no senso comum, pode ser considerado negativo. No dia a dia pode-se dizer que fulano é “sistemático”, como uma forma educada de dizer que esse alguém, sob determinado ponto de vista, é uma pessoa “caxias", “certinha demais”, “metódica demais”, “chata”. Mas, para que se compreenda o que significa sistemático, deve-se primeiro entender o que significa a palavra sistema, que é a origem do termo sistemático. A definição de sistema está associada à idéia de um conjunto de partes que se relacionam entre si e que, juntas, formam um todo. Ao traduzirmos essa idéia para algo mais concreto, poderíamos exemplificar dizendo que o computador no qual se produz um texto, composto de uma CPU, um monitor, um teclado e um mouse, é um sistema. Também poderíamos dizer que o UNASP, com seus três campi e dezenas de departamentos e cursos é um sistema. O corpo humano, com seus órgãos, membros, células e tecidos é um sistema. A partir daí, se compreendemos o que é um sistema, fica mais fácil entendermos o que significa ser sistemático. De acordo com o dicionário Aurélio, sistemático é aquilo que é ordenado, metódico, coerente com uma determinada linha de pensamento ou ação. Então, como podemos entender um texto, uma redação, uma monografia dentro dessa idéia de sistema e sistemático? Bem, a monografia será composta e estruturada a partir de diversas partes, cada qual com sua função. Mas, quando todas essas partes forem olhadas em conjunto, devem fazer sentido, devem compor um único trabalho. Uma monografia deve ser sistemática porque nela deve haver

uma monografia deve tratar de um tema ou assunto de forma completa. conclusão ou considerações finais e .77 coerência. as partes ou capítulos de desenvolvimento. no mínimo. a partir de pesquisa bibliográfica ou até mesmo com alguma coleta de dados em campo. fica claro o quanto se propõe a abranger dentro da monografia. folha de rosto. Em quarto lugar. quem é que sabe tudo sobre alguma coisa para tratá-la de maneira completa? Quem é que consegue num único trabalho escrito tratar de tudo que faz parte de um determinado assunto? Por isso é tão importante delimitar o tema da pesquisa. introdução. Geralmente acabam por ter entre 10 e 20 páginas e possuem uma estruturação bastante simplificada. seria. uma monografia deve ser completa. Isso quer dizer que ao escrever uma monografia deve-se atentar para a necessidade de tratar o tema escolhido em seu todo. 5. É bastante comum que o professor de uma disciplina solicite aos alunos que façam um trabalho escrito sobre um determinado tema. Entende-se monografia como um termo genérico que identifica trabalhos escritos com as características que acabamos de discutir. sumário. a correta definição do problema de pesquisa e dos objetivos é essencial para que isso seja possível. Durante um curso de graduação normalmente se produz diversos trabalhos monográficos. afinal. Quando o problema de pesquisa e os objetivos estão definidos. Evidentemente mostrar domínio completo de determinado assunto. inteira. é preciso reconhecer que há mais de um tipo de monografia. organização e método que lhe dêem um sentido de unidade às suas diversas partes. através de entrevistas ou análise de documentos. A esses trabalhos chamamos de trabalhos monográficos. Estes trabalhos não costumam ser muito extensos. Essa estrutura costuma ser composta de capa. Mais uma vez. com a quantidade de informaçoes disponíveis atualmente. dentro do que foi estipulado como problema de pesquisa e objetivos.2 Tipos de Monografia A partir do conhecimento básico do que é uma monografia. Portanto. presunçoso.

curso. em geral. se comparado aos trabalhos monográficos feitos durante o curso de graduação. De acordo com a ABNT (NBR 14724). 2). De qualquer forma. Estas outras formas não serão aqui discutidas. na medida em que são bem produzidos.78 referências. Nutrição e outros. mas que seja uma espécie de relatório de atividades profissionais desenvolvidas. Em outro curso. o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é um documento que representa o resultado de estudo. dependem das . estudo independente. módulo. Nos cursos de ciências aplicadas como Administração. ou até mesmo a proposta de um trabalho profissional. Alguns chamam estes trabalhos de monografias. em outros pode ser realizado em duplas ou trios. devendo expressar conhecimento do assunto escolhido. Educação Física. com a possibilidade de vir a ser executado ou não. Um TCC. é possível fazer um excelente TCC de 20 páginas. já servem como preparo para a monografia de conclusão de curso ou TCC. apesar da relativa simplicidade. outros de papers. Há também a possibilidade de algum curso oferecer a possibilidade que um aluno entregue um artigo submetido a publicação em lugar do Trabalho de Conclusão de Curso. os TCCs podem ter em geral 50 ou mais páginas. ao apresentar a proposta. Na maioria dos cursos do UNASP o tipo de TCC mais comum é aquele que apresenta os resultados de uma pesquisa científica. formas e extensão dos TCCs variam bastante de curso para curso. costuma-se recomendar fortemente que os resultados dessas pesquisas tenham algum benefício prático ou utilidade na atividade profissional. por suas características. Em alguns cursos o TCC é desenvolvido apenas individualmente. programa e outros ministrados. Comunicação Social. Dependendo do curso. Há também cursos que abrem a possibilidade ao aluno de fazer um TCC que não seja necessariamente uma pesquisa científica. p. outros ainda apenas de trabalho escrito. Enfermagem. outros de trabalhos acadêmicos. pois dadas as particularidades de cada curso e as diferentes alternativas. Essas questões. apresentar também a estrutura que será aceita. Os tipos. esses trabalhos em geral podem ser classificados como monografias e. em geral costuma ser mais extenso e assume uma estrutura mais complexa. o curso deverá. Deve ser feito sob a coordenação de um orientador (2000. que deve ser obrigatoriamente emanado da disciplina.

são a Dissertação e a Tese.79 políticas de ensino definidas em cada curso. Além disso. é a NBR 14724. do tipo do curso. de acordo com esta norma. dos recursos humanos e materiais disponíveis. Portanto. de agosto de 2002. para quem faz doutorado. Ambas são obrigatoriamente resultantes de pesquisa científica e. além de outros fatores que não cabe aqui detalhar. Os dois últimos tipos de trabalhos monográficos que apenas mencionaremos. tais como os trabalhos monográficos. Você deve procurar se informar sobre as peculiaridades sobre TCC do seu curso antes de iniciar o processo de execução. A Dissertação é uma espécie de TCC para quem faz um curso de mestrado e a Tese. um TCC deve ser composto pelas seguintes partes: . a Tese ainda se diferencia pelo fato de o autor precisar apresentar uma “real contribuição para a área de especialidade” (NBR 14724). obviamente. 5. espera-se um maior grau de profundidade e rigor do que no TCC da graduação.3 Estrutura e Formatação da Monografia A norma da ABNT que estipula os padrões dos trabalhos acadêmicos.

de acordo com a NBR 14724 (2002) o trabalho deve obedecer aos seguintes parâmetros gerais: Quadro 2 – Critérios e parâmetros de formatação da monografia Item Tamanho do papel Cor da impressão Parâmetro A4 Preta Apenas na frente da folha. Justificativa. NBR 14724. 2002 Capa Folha de rosto Ficha catalográfica Errata* Folha de aprovação* Dedicatória(s)* Agradecimento(s)* Epígrafe* Resumo em português Abstract (resumo em inglês)** Lista de ilustrações*** Lista de tabelas*** Lista de abreviaturas e siglas*** Lista de símbolos*** Sumário Introdução Desenvolvimento**** Conclusão Referências Glossário Apêndice(s)* Anexo(s)* Índice(s)* ELEMENTOS Quanto à formatação. Arial Texto: 16 Título: 16 ou 18 Texto: 12 Títulos: 14 Citações longas: 11 Notas de rodapé: 10 Superior: 3 cm Esquerda: 3 cm Inferior: 2 cm Direita: 2 cm Local de impressão Tipo de letra Tamanho da letra na capa e folha de rosto Tamanho da letra no restante do trabalho Margens . com exceção da folha de rosto que é utilizada na frente e no verso. Revisão Bibliográfica e Apresentação e Análise dos Dados Fonte: ABNT. Metodologia.80 Quadro 1 – Elementos da monografia ESTRUTURA Pré-texto Texto Pós-texto *Elemento opcional ** Elemento definido como opcional ou obrigatório pela coordenação de TCC de cada curso *** Elemento condicionado à quantidade de elementos a serem listados **** O Desenvolvimento se subdivide em 5 capítulos: Objetivos.

mas não será numerada. 3.1.2. 3º nível) numerados: alinhados à esquerda. notas de rodapé. a partir da margem esquerda Títulos não numerados (errata. figura. resumo. anexos e índice): centralizados Títulos numerados (parte textual): alinhados à esquerda Subtítulos (2º. sem recuo Texto: alinhamento justificado Títulos principais ou de 1º nível: 1. Término da numeração: última folha do pós-texto Localização da numeração: canto superior direito da página Tipo de número: arábicos Tamanho do número: 10 Localização da ilustração: o mais próximo possível do texto que faz referência à ilustração. 3. numeraçao no pré-texto. 2. Subtítulos 2º nível: 1. não há. sumário.5 cm Citações longas e texto da folha de aprovação: 4 cm Início de parágrafos: 1. 3. embora as folhas sejam contadas.. apêndices. apresentar o termo designativo (ilustração. quadros . a fonte deve ser indicada na linha subseqüente à identificação da ilustração.5 entre o subtítulo e o texto que o precede e 1 X 1. agradecimentos. se a identificação ocupar mais de uma linha. epígrafes.25 cm ou 1 tab Texto: De acordo com a ABNT.1. Indicação da fonte: caso o que estiver sendo apresentado não tenha sido elaborado pelo autor do trabalho. deve ser usado espaço simples. 1.1. 3. gráfico.1. 3. gráficos e ficha catalográfica: Simples Subtítulos: 2 X 1. espaço duplo. abaixo da ilustração.1.1) O título ou subtítulo é separado de seu respectivo número apenas por um espaço.1.2.5 Citações longas. porém.2. recomendamos o uso de espaço 1.1. ou seja.1. Subtítulos de 3º nível: 1.1.1. quadro). Início da numeração: a partir da primeira folha da parte textual.2.1.1. Recuos Espaço entre linhas Notas de rodapé Alinhamento Numeração Paginação Ilustrações. 2. abstract. gráficos. Identificação: em letra tamanho 12.. seguido da numeração de ordem de ocorrência no texto e do título.1. a partir da primeira folha da introdução. não devem ser usados pontos. referências. tabelas. figuras. hífens e quaisquer outros recursos gráficos. 2. Início da contagem: a folha de rosto será a primeira folha a ser contada. referências.2.. listas. 1.1. portanto...2. para os TCCs do UNASP. 2.5 entre o subtítulo e o texto que sucede Tamanho da letra: 10 Espaço entre linhas: Simples As notas de rodapé devem ser separadas do texto por uma linha de 3 cm de cumprimento.81 Epigrafes e dedicatórias: 7.. Evitar subtítulos de 4º nível para cima (1. 2. figuras. legendas de ilustrações.

tamanho 16 ou 18. Em geral são feitos depois que a parte textual do TCC já está pronta. há um exemplo da parte pré-textual contendo os elementos em geral incluídos em um TCC. 2002 5. dependendo do tamanho do título. Os elementos pré-textuais são todas as partes que antecedem a introdução. Complementos do título: centralizados. Alguns desses elementos são opcionais e. Indicação da fonte: caso a tabela não tenha sido elaborada pelo autor do trabalho. apresentar o termo designativo (tabela) seguido da numeração de ordem de ocorrência no texto e do título. tamanho 16: Campus Engenheiro Coelho. Após esses comentários e antes de passarmos para a parte textual do TCC. . Campus Hortolândia ou Campus São Paulo. é subdividido em três grandes partes: o pré-texto. em Arial maiúsculas. especialmente aqueles de caráter pessoal. A seguir são apresentados comentários e instruções gerais sobre cada um destes itens. NBR 14724. logo abaixo da tabela.4. em Arial maiúsculas. Título: centralizado. acima da tabela. alinhada á esquerda da tabela.1 Capa A capa deve contar as seguintes informações.82 Localização da tabela: o mais próximo possível do texto a que se refere Identificação: em letra tamanho 12. exatamente nesta ordem: Nome da instituição: centralizado. mesmo sendo opcionais. são amplamente utilizados. deve ser usado espaço simples. sem negrito. quando houver algum complemento. Unidade da instituição: centralizado. 5. Tabelas Fonte: Adaptado de ABNT. após o título. em Arial maiúsculas. se a identificação ocupar mais de uma linha.4 Elementos Pré-textuais O TCC. tamanho 16. tais como dedicatória. negrito. o texto e o pós-texto. deve-se acrescentar dois pontos após a última letra do título. em Arial maiúsculas. tamanho 16: Centro Universitário Adventista de São Paulo. agradecimentos e epígrafe. como toda monografia. a fonte deve ser indicada.

tamanho 16.5 cm da margem. Projeto Experimental. tamanho 16 ou 18. após o título. Campus Engenheiro Coelho. centralizado. em Arial maiúsculas. motivo pelo qual o trabalho foi realizado (para aprovação em uma disciplina. Hortolândia ou São Paulo e estado (SP). em Arial maiúsculas. Epígrafe descritiva do trabalho: localizada a 7. Complementos do título: centralizados. em Arial maiúsculas.4. Ano: de entrega do trabalho. sem negrito e espaço simples entre as linhas. 5. ou Campus São Paulo).83 Nome completo do(s) autor(es): centralizado(s). dependendo do tamanho do título. Trabalho de Conclusão de Curso. sem negrito. tamanho 16: Engenheiro Coelho. nesta ordem: Nome completo do(s) autor(es): centralizado(s). em Arial maiúsculas. neste caso. para obtenção do bacharelado. se houver algum complemento. fazendo uso de letras maiúsculas e minúsculas. Título: centralizado. negrito.2 Folha de Rosto A folha de rosto é a única de todo o TCC que apresenta conteúdo na frente e no verso. em Arial maiúsculas. Na frente devem ser apresentadas as seguintes informações. Local: centralizado. Dissertação. Monografia de Pós-Graduação). em Arial maiúsculas. Tese. sem negrito. licenciatura ou especialização). sem negrito. tamanho 16. tamanho 16. . área de concentração (curso) e nome da instituição à qual o trabalho será submetido à avaliação (Centro Universitário Adventista de São Paulo. em Arial 12. o texto da epígrafe deve indicar o tipo do trabalho (Projeto de Pesquisa. a existência desse complemento deve ser indicada acrescentando-se dois pontos após a última letra do título. alinhamento justificado. sem negrito. sem negrito. tamanho 16. ou Campus Hortolândia.

sem negrito.84 Nome completo do orientador: deve ser apresentada. negrito. depois de impresso o trabalho. sem negrito. como os erros para aparecerem na errata . A elaboração de ficha catalográfica envolve conhecimentos técnicos de biblioteconomia. A respectiva titulação e o nome do professor. em Arial maiúsculas. apresente a errata da seguinte maneira: Página 43 52 Linha 12 1 Onde se lê Constituisse Finalmnte Leia-se constitui-se Finalmente. 5. centralizado. entretanto não colocamos a Ficha Catalográfica pois a confecção desta ficha requer conhecimentos técnicos conforme mencionamos acima e sua elaboração está. tamanho 16. Mas. a exemplo da epígrafe descritiva. No alto da folha aparece o título “Errata”. apesar de não numerada.4. Logo abaixo. em Arial maiúsculas. Ano: de entrega do trabalho. Arial 14. indicando qual o erro. Por isso.4.5 cm. o que alterará a numeração de todo o texto e que. identifica-se ainda algum erro no texto. Local: centralizado. 5. o que é errata e quando incluí-la? Se. tamanho 16: Engenheiro Coelho. deve ser antecedido pela indicação “Orientador:” . centralizado.4 Errata A errata é opcional. procure orientação junto à coordenação de TCC do seu curso a fim de saber como proceder. com um recuo de 7. deve-se considerar que a página da errata deverá ser contada. normalmente. a forma correta e a localizaçao no texto. para elaborá-la. Hortolândia ou São Paulo. pode-se fazer uso da errata.3 Ficha Catalográfica A ficha catalográfica deverá ser impressa no verso da folha de rosto. Ela serve para indicar ao leitor a presença de erros no texto. a cargo da biblioteca do campus. Ao final deste item (elementos pré-textuais) incluímos um exemplo dos elementos prétextuais. Apesar da possibilidade de utilização da errata.

O melhor é não terminar o trabalho às pressas a fim de que haja tempo para se fazer uma boa revisão do texto antes de entregá-lo. precedido da respectiva titulação. para obtenção do título de Bacharel em Nutrição.85 deverão estar localizados. acaba por desqualificar todo o texto. sem negrito. apresentado e aprovado no dia 20 novembro de 2006. Abaixo de cada linha. assim como a folha de aprovação. sob o título “Culinária brasileira: um estudo sobre o uso do gengibre na culinária do sul do Brasil”. Vale ainda ressaltar que uma errata contendo erros mais sérios. deve constar o nome do componente da banca. Deve ser colocado. em geral curto. também não é titulada. talvez seja mais simples corrigir os erros no texto. com um recuo de 4 cm. Trata-se de um texto. Arial 14. no . O primeiro nome da lista de assinaturas deve ser do professor orientador.4. de caráter sentimental. seguido pelo avaliador. distribuindo bem os nomes dos componentes da banca. por banca composta pelos seguintes membros: Após este pequeno texto você deverá incluir as linhas para assinatura dos membros da banca. 5. ou muito extensa. 5.4.5)): Trabalho de Conclusão de Curso elaborado por Lucélia Priscila Rodrigues. Utilize o espaço disponível da folha completamente. espaço 1. no alto. Assim.6 Dedicatória A dedicatória é opcional e. um texto semelhante ao que se segue (justificado.5 Folha de Aprovação A folha de aprovação não deve ser titulada. haverá espaço para assinaturas grandes.

centralizado. trecho de música ou de algum texto. Arial 14.8 Epígrafe Trata-se de mais um elemento opcional e não deve ser titulado.4. sem negrito. O restante do .7 Agradecimentos Também é opcional.5 cm de recuo. Arial 14. com 7. como uma lista. O resumo deve ser um texto composto por frases preferencialmente curtas. coordenação de TCC.9 Resumo No alto da página indique o título “Resumo”. a autoria. Considere que deixar de agradecer a uma instituição ou empresa que abriu as portas para a realização da pesquisa. à margem direita e com alinhamento justificado. Arial 14. provérbios. A epígrafe deve aparecer na parte inferior da página. A primeira frase deve deixar claro o tema do trabalho.4. negrito. com um recuo de 7. em negrito e. vêm os agradecimentos. de alguma maneira. Arial 14.5 cm. Logo após o título. indica no mínimo falta de humildade e maturidade acadêmica e profissional. ou àqueles que deram suporte técnico e operacional (como coordenação do curso. instituição de ensino superior. Recomenda-se que a menção seja feita a pessoas ou instituições que contribuíram diretamente para a realização do trabalho e pessoas que de forma indireta foram importantes para a concretização do trabalho.86 qual o autor dedica o trabalho a alguma instituição ou a alguém. junto à margem direita e com alinhamento justificado. negrito.4. centralizado. Em geral são usados para epígrafe pensamentos. entre parênteses. ou em tópicos. 5. professores do curso. negrito. 5. O texto deve aparecer na parte inferior da folha. uma frase célebre. É interessante que. 5. Deve ser apresentada entre aspas. se estabeleça uma relação entre a epígrafe e a idéia central do trabalho. ao final. No alto da folha indica-se “Agradecimentos”. que podem ser apresentados na forma de um texto corrido. professor orientador).

11 Listas A existência das listas está condicionada à quantidade de elementos a serem listados. espanhol. A forma de apresentação e formatação é a mesma do resumo em português.10 Resumo em Língua Estrangeira É a tradução do resumo para outro idioma (inglês. então não será necessário apresentá-la. Atenção: o resumo em língua estrangeira será definido como elemento obrigatório ou não pelo coordenador de TCC de teu curso. a inclusão de uma lista é obrigatória. quando há cinco ou mais elementos. Se o seu trabalho apresenta até quatro itens que comporiam uma lista. se for em inglês. sem negrito. palavras chave. para alguns cursos este resumo será obrigatório e para outros cursos será opcional. “Résumé”.). etc. certifique-se que a tradução está adequada. Arial 12. Porém. portanto evite cometer erros grosseiros que este tipo de tradução sempre deixa escapar. os direcionamentos metodológicos mais importantes e os resultados e conclusões mais relevantes. O resumo deve ser seguido de palavras representativas do conteúdo do trabalho. É importante destacar que a mera tradução por meio eletrônico não garante confiabilidade ao texto traduzido.4. O resumo não deve conter minúcias sobre o trabalho. espaço 1. Certifique-se sobre a obrigatoriedade ou não com o coordenador de TCC de teu curso. em espanhol. com a diferença de que o título no alto da página e centralizado será “Abstract”. não deve ocupar mais do que uma página.5 e deve ter no mínimo 150 e no máximo 500 palavras.87 resumo deve apresentar os objetivos do trabalho. “Abstract”. italiano. 5. O texto deve ser apresentado num único parágrafo justificado. ou seja. Portanto. “Resumen”. em francês.4. se o resumo em língua estrangeira é elemento obrigatório. se for em italiano. . mas deve apresentar aspectos gerais sobre a pesquisa e despertar o interesse no leitor pelo trabalho. também. quais os principais fundamentos teóricos. ou seja. francês. 5.

todos os elementos do trabalho até aqui apresentados (pré-texto) não devem ser incluídos no sumário. Uma das formas mais comuns para a utilização do índice é organizar as palavras ou frases em ordem alfabética. exceção feita para a lista de símbolos e lista de abreviaturas e siglas. Isso deve ser feito através da numeração. A página de sumário deve iniciar com o título “Sumário” no alto da página. ou “Lista de símbolos” deve aparecer no alto da página. seções e outras partes de uma publicação. a subordinação dos subtítulos aos títulos deve ser evidenciada por meio de recuos. na mesma ordem que aparecem no trabalho.1 Subtítulo). Uma lista é como um sumário. ou “Lista de abreviaturas e siglas”. que localiza e remete para as informações no texto. sumário é uma “Enumeração das divisões. além da numeração (1 TÍTULO. estas devem ser apresentadas em ordem alfabética e apresentar o símbolo.4.88 Se o trabalho requer a inclusão de listas. negrito. acompanhada de seu significado por extenso.” Cuidado: índice não é sinônimo de sumário. indicando o item e a página. a abreviação ou a sigla. No sumário devem estar listados todos os itens que o sucedem. centralizado. na mesma ordem e grafia em que a matéria nele se sucede. ordenadas segundo determinado critério. ou “Lista de tabelas”. 1. Arial 14. Portanto. o índice serve apenas para localizar palavras. com a respectiva indicação da página onde aparece no texto. Arial 14. independentemente de sua ordem de apresentação. negrito. p.12 Sumário De acordo com a ABNT.” (2003. ou seja. que já indica a subordinação dos itens e da apresentação tipográfica do texto. Nas próximas . Portanto. na ordem em que aparecem no texto. Também deve ser indicada no sumário a subordinação existente entre os diversos títulos e subtítulos. centralizado. então o título “Lista de ilustrações”. ou “Lista de gráficos”. frases ou expressões presentes no texto. NBR6027. 5. enquanto o sumário apresenta os diversos capítulo e suas subdivisões. ou “Lista de figuras”. 2). que não requer a indicação do número da página. A lista deve mencionar os itens. A mesma norma (NBR 6027) define índice como “Lista de palavras ou frases.

89 páginas você poderá ver um exemplo contendo todos os elementos prétextuais. .

90 CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO CAMPUS ENGENHEIRO COELHO CURSO DE LETRAS O USO DO SIMBOLISMO NA LITERATURA BRASILEIRA: UM ESTUDO COMPARATIVO ENTRE JOSÉ DE ALVARENGA E GRACILIANO RAMON RICARDO JEFFERSON VALÉRIO ENGENHEIRO COELHO .SP 2006 .

pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo.91 RICARDO JEFFERSON VALÉRIO O USO DO SIMBOLISMO NA LITERATURA BRASILEIRA: UM ESTUDO COMPARATIVO ENTRE JOSÉ DE ALVARENGA E GRACILIANO RAMON Trabalho de conclusão de curso apresentado para obtenção do título de licenciatura em Letras.SP 2006 . Luis Inácio Cardoso ENGENHEIRO COELHO . campus Engenheiro Coelho Orientador: Ms.

Luzia Nogueira MOORE .92 ERRATA Página 43 52 55 57 60 Linha 12 1 21 15 6 Onde se lê constituise Finalemnte Luisia Noueira Moore Leia-se constitui-se Finalmente.

por banca composta pelos seguintes membros: Prof. Dr. sob o título “O uso do simbolismo na literatura brasileira: um estudo comparativo entre José de Alvarenga e Graciliano Ramon”. apresentado e aprovado no dia 20 novembro de 2006.93 Trabalho de Conclusão de Curso elaborado por Ricardo Jefferson Valério. para obtenção do título de Licenciatura em Letras. Fernando Henrique da Silva . Ms. Luis Inácio Cardoso Prof.

94 Dedico este trabalho ao meu saudoso avô. de quem aprendi que com as palavras posso expressar tudo que preciso e desejo. .

• A Deus.95 AGRADECIMENTOS Este trabalho é resultado da colaboração de diversas pessoas e organizações. Ms. ao José Dirceu Maluf e ao Paulo Salim Brizola. cópias das primeiras edições das obras analisadas neste estudo. que permitiu a conjunção de todas as pessoas e recursos necessários para a realização deste trabalho. que ao criticarem este trabalho demonstraram não apenas competência e profissionalismo. À profa. Ms. de seu acervo pessoal. Enoch de Oliveira. • Aos professores do curso de Letras do UNASP. pelo ambiente aprazível ao aprendizado e pelos recursos disponibilizados para a realização deste estudo. Ao prof. Heloisa Helena Frossard. campus Engenheiro Coelho. Geraldo Sarney que disponibilizou. Luis Inácio Cardoso. • Ao Jânio Quadrado. Campus Engenheiro Coelho. • Ao UNASP. Por isso agradeço em especial: • • • Ao prof. essenciais para a realização deste estudo. pelo incentivo e orientação precisa. bibliotecária da Biblioteca Dr. mas também coleguismo e amizade. . por ter permitido o acesso ao acervo de obras raras e antigas. por todo conhecimento transmitido e que foi devidamente aplicado neste trabalho.

tanto bate até que fura.96 “Água mole em pedra dura.” (Dito Popular) .

No período do romantismo foram analisadas as obras de José de Alvarenga e no período do modernismo as obras de Graciliano Ramon. foi possível constatar o uso de simbologia em maior número nas obras do romantismo de José de Alvarenga. Quando comparados os dois períodos. em suas edições primeiras. mas também a qualidade desses símbolos. O método utilizado para tanto foi o da pesquisa bibliográfica e documental.97 RESUMO O simbolismo utilizado na linguagem escrita foi o foco deste trabalho. . bem como através de comentários literários feitos a respeito dessas obras. Palavras-chave: Literatura brasileira – Simbolismo. Diante disto é possível concluir que. com o passar do tempo o uso de símbolos na linguagem da literatura brasileira tem diminuído quantitativamente e melhorado qualitativamente. Como critérios de avaliação foram utilizados não apenas a quantidade de recursos simbólicos utilizados por cada autor. Nas obras modernistas de Graciliano Ramon a menor número de simbologias é compensado pela maior elaboração e complexidade dos símbolos utilizados. Literatura brasileira – Romantismo. O objetivo era comparar a simbologia utilizada em dois períodos distintos da literatura brasileira. a julgar pelas obras dos dois principais expoentes dos dois períodos analisados. através de análise das obras desses autores.

seguido de Key-words.o texto continua em inglês. Deve ser uma tradução fiel do texto em português.98 ABSTRACT Simbolism within written language was the focus of this paper…. .

................. Figura 4 .....................Capa da primeira edição de “Ludmilla” de José de Alvarenga................Capa da primeira edição de “Noites em claro” de Graciliano Ramon............ 15 17 37 39 41 43 45 49 53 55 67 69 . Figura 9 .....Capa da primeira edição de “Aristóteles e outros filósofos” Graciliano de Ramon.........................99 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 – José de Alvarenga em 1850.......... Figura 7 ....................................Capa da primeira edição de “Jornada” de Graciliano Ramon......... Figura 5 .......... Figura 10 ......................................................... Figura 11 ....... Figura 3 – Capa da primeira edição de “A garra do leão” de José de Alvarenga......................Capa da primeira edição de “Iraci” de José de Alvarenga........................... Figura 2 – Graciliano Ramon em 1925.........................Capa da primeira edição de “O tupy” de José de Alvarenga........................ Figura 8 ......Capa da primeira edição de “Ubiratam” de José de Alvarenga...... Figura 12 ......................................Capa da primeira edição de “Curvas retas” Graciliano Ramon................................. Figura 6 .............Capa da primeira edição de “Caetanos” de Graciliano Ramon...................

.......... 64 APÊNDICE B – Título do apêndice............. 20 6 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DE DADOS................................................................... 17 5 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA..................................... 15 4 METODOLOGIA............................................................... 65 ANEXO A – Título do anexo.................................................................................................................................................100 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO............................... 36 7 CONCLUSÃO ......................................................................... 63 APÊNDICE A – Título do apêndice................................................................................................... 12 2 OBJETIVOS........... 14 3 JUSTIFICATIVA............... 60 REFERÊNCIAS............................................................ 66 ........................................

5 Elementos Textuais Conforme apresentado no exemplo de sumário apresentado. caso a proposta apresentada no projeto tenha sido seguida à risca. Por isso. A introdução do projeto pode ser adotada como um ponto de partida. para que ela possa ser usada como introdução do TCC. Metodologia. um bom projeto é a melhor forma de se iniciar um bom TCC.1 Introdução Pode ser chamada também de Apresentação. mas refere-se ao mesmo conteúdo. 5. continuam os mesmos. A seguir estão descritos cada um destes itens. é sempre aconselhável que. antes de apresentar a pergunta do problema de pesquisa. entretanto o último item (Apresentação e Análise dos Dados) será uma parte nova.101 5. provavelmente a introdução do projeto possa ser utilizada como introdução do TCC.2 Desenvolvimento Conforme descrito no Quadro 1 (elementos da monografia) o Desenvolvimento do TCC deverá incluir cinco itens ou capítulos: Objetivos. Justificativa. . Mas. nota-se que a estruturação da parte textual do TCC é muito semelhante à estruturação do projeto. 5. Verifique se o tema e o problema de pesquisa do TCC. esteja claro qual é a linha de pensamento teórica e/ou prática que o levou a formular a pergunta. Se houve alguma mudança entre o projeto e o TCC. faça os devidos ajustes e alterações necessárias. Consulte sempre o seu orientador sobre o que manter. Independentemente das particularidades de cada curso.5.5. se comparados aos apresentados no projeto. o que mudar e o que incluir na sua introdução do projeto. Revisão Bibliográfica e Apresentação e Análise dos Dados. reescrevendo o que for necessário. Boa parte do texto do projeto também será aproveitada aqui.

2. se houver alguma alteração no problema de pesquisa.” “Minha experiência de redator de textos jornalísticos.. 5.” Por fim acrescentamos que.. verifique se os objetivos apresentados no projeto continuam pertinentes com os rumos que a pesquisa tomou durante a execução..2 Justificativa No projeto de pesquisa a justificativa revelou a razão do estudo em questão.2. É possível que o autor da pesquisa exponha algum aspecto relacionado à sua experiência em relação ao tema estudado. destacando sua relevância. Em geral.5.” .5. Quando isso ocorrer consulte sempre o seu orientador para decidir o que fazer. principalmente no objetivo geral. pode-se pontuar as contribuições teóricas e práticas da pesquisa: “Este trabalho científico é relevante para a confirmação de teorias que mostram aos interessados em obesidade infantil.. A justificativa é relevante porque muitas vezes contribui diretamente na aceitação da pesquisa por alguma agência financiadora como CAPES. Medeiros (2004. na justificativa. isso leva também a alterações nos objetivos. a relevância social... CNPQ e FAPESP. Pode-se fazer referência aos tópicos principais do texto. Uma situação bastante comum é quando um ou mais dos objetivos específicos apresentados no projeto não são realizados até o final da pesquisa. retome os objetivos do projeto.1 Objetivos Outra vez. p. Agora que a pesquisa está pronta volta-se a ela indicando a finalidade do trabalho. sempre mostrando a relevância científica do trabalho. 266) cita alguns exemplos: “Em minha experiência como aluno do curso de Ciências Contábeis.102 5. A exemplo da introdução. o interesse do pesquisador e finalmente a sua viabilidade. justificando e esclarecendo sob que ponto de vista o assunto é tratado.

Isso inclui os problemas enfrentados na coleta de dados e como esses problemas foram solucionados.4 Revisão Bibliográfica Após a revisão bibliográfica realizada para o projeto. portanto. especialmente no caso dos trabalhos que envolvem pesquisa de campo ou laboratório.2. É importante destacar que é a revisão bibliográfica que apresenta .5. o pesquisador tem aqui a oportunidade de testar seu conhecimento e sua habilidade em argumentar coerentemente. os verbos foram conjugados no futuro. Pense como responder à questão: porque este trabalho é importante? Ou ainda. os verbos devem ser conjugados no passado. a metodologia assume uma característica mais de relatório.103 O texto da justificativa é sempre pessoal. no TCC.2. portanto. quais argumentos seriam apresentados para destacar a importância da realização deste estudo? 5. instrumento de coleta de dados.3 Metodologia Continue usando o texto do projeto como referência. É bastante recomendável contar como tudo de fato aconteceu. como era um planejamento de procedimentos futuros de pesquisa. Em muitos trabalhos. Apresente justificativas plausíveis e metodologicamente fundamentadas para todas as decisões tomadas. utilizando recursos adequados e suficientes para que atinja este objetivo de convencer o leitor do valor de seu trabalho. Lembre-se que no projeto. suponha que este trabalho será avaliado para concorrer a uma bolsa de estudos no exterior. ou descrição de como a pesquisa foi conduzida. em relação à metodologia o projeto servirá apenas como roteiro sobre os tópicos a serem tratados (abordagem da pesquisa.5. procedimentos de coleta de dados. é na metodologia que o trabalho ganha credibilidade. Contudo. A idéia aqui é convencer o leitor. Agora. Não poupe detalhes. provavelmente para o TCC será necessário apenas atualizá-la com informações mais recentemente publicadas. 5. sujeitos da pesquisa. o que não exclui a possibilidade de usar citações diretas ou indiretas. procedimentos de organização e análise dos dados).

104 os fundamentos teóricos de todo o trabalho. • assegurar a originalidade do trabalho. • promover consciência crítica. ou mais adequados para o problema de pesquisa do TCC? • Este conteúdo esclarece ou define os termos e conceitos básicos e essenciais para a pesquisa? • Este conteúdo descreve modelos e teorias que me ajudam a sair da superficialidade das aparências do problema de pesquisa do TCC? • Este conteúdo permite comparação. • proporcionar precisão conceitual. • identificar métodos e instrumentos de análise apropriados. Para auxiliá-lo nesta tarefa. Se considerarmos que não há trabalho científico sem fundamentação teórica. transformamos as orientações de Roesch em perguntas: • Este conteúdo ajuda a esclarecer as origens do problema de pesquisa do TCC? • Este conteúdo está em sintonia com os objetivos do TCC? • Este conteúdo ajuda a demonstrar a relevância de se pesquisar sobre o assunto escolhido para o TCC? • Este conteúdo me ajuda a perceber e entender as opções de metodologia disponíveis para tratar com o problema de pesquisa do TCC? • Este conteúdo me ajuda e identificar procedimentos de coleta e análise de dados mais usados. • contextualizar o problema de pesquisa dentro da discussão teórica atual. As principais funções da revisão bibliográfica são (ROESCH. 2005): • apontar soluções alternativas para o problema de pesquisa. fica bastante evidente o peso e relevância desta parte do trabalho. De acordo com Roesch (2005) é preciso ter algum critério para definir o conteúdo a ser apresentado no texto da revisão bibliográfica. discussão e analise crítica entre diferentes autores sobre o tema do TCC? Existem dois erros mais comuns nas revisões bibliográficas: um texto extenso demais que divaga sobre diversos assuntos e não tem foco no .

ainda há outros erros bastante comuns de serem encontrados nas revisões bibliográficas. e a nossa experiência nesses anos de orientação de TCC confirma.5 Apresentação e Análise de Dados Nesta etapa o pesquisador mostrará evidências concretas que possibilitaram a visualização dos resultados obtidos e de como estes foram alcançados. às vezes. É importante ressaltarmos que a forma e estilo de redação fazem toda a diferença na revisão bibliográfica. não apresenta texto algum entre títulos e subtítulos. abrindo subtítulos para escrever duas linhas ou.5. • o autor não se preocupa em fazer frases de conexão entre os diversos conteúdos. anote e evite cometê-los. Ao redigir este capítulo o pesquisador deve ter em mente que . 5. o que é pior. um texto muito sucinto. • o autor apresenta páginas e páginas de conteúdo sem indicar as fontes.2. esses erros costumam ser os seguintes: • a revisão bibliográfica se resume a cópia pura e simples de textos de outros autores. lembre-se que não são apenas os trechos copiados que precisam ter suas fontes reconhecidas. todas as idéias que não são suas. tornando difícil ao leitor entender que lógica de pensamento foi usada. • o autor não faz uso de subtítulos para organizar e separar os diversos conteúdos.105 problema de pesquisa e objetivos propostos. • as normas de como fazer citações são desconsideradas ou mal aplicadas. títulos e subtítulos. pobre e superficial. • o autor usa subtítulos em excesso. Contudo. ou o outro extremo. de acordo com Roesch (2005). Para que você não seja uma vítima desavisada. sem nem copiá-los numa ordem lógica e que faça sentido. mesmo que escritas com as suas próprias palavras precisam de indicação das fontes.

É sobremodo indispensável ter sempre à mão os objetivos da pesquisa no momento em que o texto da apresentação e análise dos resultados estiver sendo redigido. pode-se analisar os resultados à luz de modelos teóricos sobre o tema. o autor apresenta como está planejando coletar os dados para confirmação ou negação de sua hipótese. As análises estatísticas podem ser feitas por estatísticos que não seriam necessariamente o próprio autor do trabalho. pois. p. gráficos. No projeto. e dela . que pode apresentar agradáveis surpresas. Os dados devem ser apresentados em conformidade com sua análise estatística. 189) lembra que os dados poderão ser cruzados a fim de possibilitar a identificação de pontos críticos. incorporando no seu texto tabelas.106 deverá relatar detalhadamente o resultado de seu experimento. mesmo que algum resultado seja inconclusivo. Lembrando que a função deste relato é demonstrar as evidências a que se chegou com a pesquisa e para tanto se faz necessário que todos os dados pertinentes sejam apresentados. por vezes. é o momento de relatar o que foi feito. É uma cadeia que possui uma ordem a ser seguida. assunto do capítulo anterior. Na apresentação e análise dos resultados o pesquisador deve relatar. Após a apresentação dos dados faz-se a análise dos dados coletados. quadros e outras ilustrações que facilitarão a compreensão do leitor. Os resultados também podem ser comparados com outros projetos ou situações. o planejamento já foi executado. portanto. contudo. Note que apenas os gráficos ou tabelas sem texto são absolutamente indesejáveis. obviamente. problemas. pois estes recursos servem como um auxílio na compreensão do texto. Apresentar e analisar os dados coletados é um momento especial do trabalho científico porque o pesquisador se depara com o resultado de uma etapa trabalhosa. o que for de interesse da pesquisa. Roesch (2005. servindo para deixar o texto mais transparente. Em alguns casos. descobertas etc. já na apresentação e discussão do TCC. é oportuno um cuidado especial a fim de que o autor da pesquisa compreenda as análises para que possa discorrer sobre as mesmas em seu discurso oral e escrito. Cabe ressaltar então a presença do orientador que poderá ajudar no recorte das informações pertinentes para que o texto não se torne cansativo. de posse de informações diversas o trabalho acaba por apresentar detalhes dispensáveis.

mista ou conjugada” (TRALDI. fotografias. precedido do número da tabela (exemplo: Tabela 1 Número de pacientes ambulatoriais atendidos mensalmente por gênero). é que este é fechado nas laterais e a tabela além de não ser fechada nas laterais. Por exemplo. uma pesquisa onde se faz uma investigação quantitativa. mensuráveis e a criação de tabelas e gráficos parece bastante pertinente. os dados são bastante evidentes. informação acerca do fenômeno estudado e menção da fonte de onde foi extraída (caso não tenha sido criada pelo autor da monografia). há um problema sério na sistematização do TCC. informação sobre a forma de se avaliar. mapas. documental ou uma revisão de literatura. p. assim o uso destas ilustrações não deve nunca excluir o texto. Já uma figura (gráficos. assim. desenhos. tabelas. 2006. medir. tem traço duplo em seu limite superior. Se julgar por bem. há outros tipos de pesquisa. 45). não deixando a tabela solta no texto. mapas ou outras imagens sempre enriquecem o texto. neste capítulo o autor deverá evidenciar quais são os elementos identificados em sua investigação. A forma de se apresentar as tabelas. “As tabelas podem ser construídas por séries de elementos cronológicos.107 depende o sucesso do pesquisador ao comunicar os resultados de sua pesquisa. Uma tabela tem as linhas horizontais e verticais. figuras. ou interpretar o que está sendo apresentado. de qualidade. geográficos. A diferença entre tabela e quadro. As informações necessárias para a compreensão da tabela devem estar apresentadas de forma clara e objetiva na própria tabela. temporais. mas não é fechada nas laterais. a utilização de gráficos. Há que se observar que diferentes formas de pesquisa evidenciarão diferentes estruturas de dados. esta parte do trabalho pode estar dividida em mais de um capítulo. gráficos ou outras figuras deve seguir o padrão apresentado a seguir. quer tenha a natureza quantitativa ou qualitativa e fazer a devida análise de tais dados. A tabela deve conter um título (deve haver relação com o conteúdo). Se os resultados apontarem para uma direção oposta em relação aos objetivos do trabalho. As tabelas devem ser numeradas (algarismos arábicos) em ordem crescente. entretanto. ilustrações são todos denominados como figura) tem o título . Conforme mencionamos anteriormente. os dados podem não se mostrar tão evidentes e quantificáveis. Se a pesquisa for histórica. mas complementá-lo. quadros. No texto o autor deve fazer menção sobre a tabela para dirigir o leitor até ela.

64%) 371 Fonte: mencionar quando o autor da tabela não for o mesmo da monografia Quadro 1 Contratos de trabalho de professores Tipo de contrato Professor A1 Professor DP Professor DI Forma de pagamento Pagamento por hora aula ministrada Pagamento por dedicação parcial (20 horas aula) Pagamento por dedicação integral (40 horas aula) Fonte: mencionar quando o autor do quadro não for o mesmo da monografia quantidade de alunos 35 30 25 20 15 10 5 0 11 12 13 14 15 16 17 idade (anos) Figura 1 Quantidade de alunos com sobrepeso por idade Fonte: mencionar quando o autor do quadro não for o mesmo da monografia .89%) 205 (55. mantendo a mesma forma de numeração.99%) 182 (54.01%) 337 FEVEREIRO 170 (45.43%) 373 MARÇO 167 (44.108 colocado abaixo e não tem moldura. Veja os exemplos a seguir.36%) 199 (53. Tabela 1 Número de pacientes ambulatoriais atendidos mensalmente por gênero GÊNERO Masculino Feminino Total MÊS JANEIRO 155 (45.57%) 203 (54.11%) 372 ABRIL 172 (46.

• Contribuição do estudo para a ciência: agora de posse dos resultados.5. em que área o trabalho será melhor utilizado? • Limitações do estudo: Faz-se menção aqui às opções metodológicas para o determinado estudo.3 Conclusão Neste capítulo o autor deverá fazer um breve resumo do trabalho. Os itens que não devem faltar na conclusão são: • Comparação entre os resultados e as hipóteses: neste momento embora já se tenha confirmado ou refutado as hipóteses é interessante comparálas com os resultados traçando um paralelo conclusivo. • Confronto entre os objetivos do trabalho e as conquistas alcançadas: agora que o autor terminou a pesquisa é possível olhar os objetivos iniciais diante das vitórias conquistadas no decorrer do mesmo. as informações adquiridas a partir do que já está publicado sobre o assunto e a sua vivência. Todos os capítulos da monografia devem ter relação com o problema de pesquisa. como por exemplo. São exemplos de limitações: tamanho da amostra. a característica no processo do instrumento de coleta de dados. . as informações adquiridas com a aplicação da pesquisa. a conclusão deve decorrer da discussão. o autor pode constatar o valor de seu trabalho para a ciência e para a sociedade na qual ele se insere. o que não faz alterar seu conteúdo.109 5. apresentando uma idéia conclusiva que fornecerá condições de se elucidar aspectos importantes que trarão condições de responder ao problema inicial de pesquisa enfocado na introdução. Não se trata de erros cometidos pelo pesquisador. ou seja. Este capítulo poderá também ser chamado de Considerações Finais. Portanto. Na prática. • Exame da ligação existente entre os fatos verificados e a revisão bibliográfica: aqui o autor pode relacionar a prática com a teoria. assim sendo. pode-se começar este item (as limitações) discutindo os aspectos que limitaram as generalizações dos resultados. opção de amostragem e etc.

uma monografia etc. Afinal nenhum texto científico sai da cabeça de um autor isolado no mundo. Estas sugestões podem ter origem em novas questões que tenham se originado durante o desenvolvimento da pesquisa. São as obras que você de fato citou no texto.110 • Sugestões para outros estudos: São percursos para novas pesquisas relacionadas ao mesmo fenômeno ou que tenham ligação a ele. referências “é o conjunto padronizado de elementos descritivos. CDs. retirados de um documento. que é obrigatória. DVDs. seminários. Quando você escreve um trabalho científico que pode ser um projeto de pesquisa.1 Referências Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT (NBR 6023: 2002 p. revistas. desde que citados. Outra característica aos elementos pós-textuais é que você não numera mais os títulos.. um trabalho de conclusão de curso.6. Para cada tipo de . 5. todos são opcionais. irá se referir muitas vezes a outros autores.6 Elementos Pós-textuais Os elementos pós-textuais são todos aqueles que sucedem a conclusão do seu TCC. Numa linguagem mais simples pode-se dizer que se trata de uma listagem de autores utilizados em sua pesquisa. material impresso. worshops. 2). apenas as páginas. É imprescindível que se permita ao leitor encontrar os textos com os quais você está interagindo. partituras. Até porque não podemos esquecer de que a ciência é fruto do aumento de uma pesquisa após outra. Todas as obras citadas no texto de sua monografia devem constar na listagem de referência. entre outros. A seguir você encontrará o que são esses elementos e como elabora-los. sempre se atentando para os resultados anteriores. notas de aulas. Com exceção das referências. 5. Além de livros. que permite sua identificação individual”. nas referências podem constar periódicos eletrônicos. ou seja.

para aqueles que desejarem ver esses dados. Arial 14. Alguns leitores provavelmente desejarão ver essas tabelas e os dados nelas contidos. Mas. figuras. É para essas situações que existem os apêndices: para que se inclua o material que pode ser consultado por algum leitor. no seu texto da apresentação e análise de dados. você percebe que seria possível atender aos objetivos da pesquisa e obter os argumentos principais sem a sua apresentação na íntegra. Outros leitores não se interessarão. centralizado. tornaria a leitura muito cansativa e. Ao escrever a parte de apresentação e análise de dados você conclui que nem todas essas tabelas precisam ser apresentadas na parte textual do trabalho. 5. deve aparecer a lista de palavras em ordem alfabética. Provavelmente a apresentação de todas as tabelas ocuparia muito espaço. Abaixo do titulo. pertinente ao trabalho. Obviamente os apêndices não servem apenas para incluir tabelas com dados estatísticos.6.111 material há uma maneira peculiar de referenciá-lo. você precisa mencionar a existência dos dados existentes nessas tabelas.6. cartas.3 Apêndices Os apêndices são documentos produzidos pelo próprio autor do TCC. Consulte o capítulo VII deste manual que trata em detalhes sobre como fazer as referências. onde o leitor que assim desejar. deve-se colocar no alto da folha o título “Glossário”. Pode-se incluir um ou mais apêndices. .2 Glossário O glossário será recomendável se no texto do TCC forem usadas muitas palavras ou termos altamente técnicos ou de significado obscuro. além disso. poderá consultar os dados na íntegra. Podem ser incluídos textos. 5. desenhos. Contudo. a falta deles no trabalho pode fazer toda a diferença para que entendam ou fiquem confusos sobre as análises e conclusões do seu TCC. negrito. mas não essencial. diversas tabelas com tratamento estatístico de dados. Neste caso. Cada palavra deverá estar acompanhada de sua respectiva definição. Vamos supor que tenha sido produzido pelo autor.

enfim. Há apenas uma diferença entre apêndices e anexos: Os anexos são documentos elaborados ou criados por outra pessoa. com título centralizado. tudo que estiver nos apêndices deve ser citado na parte textual do seu TCC. se há algum documento que se deseja deixar à disposição para que o leitor possa consultar e esse documento tenha uma autoria diferente da autoria do TCC. se houver mais de um. Por exemplo: Foram realizadas 12 entrevistas semi-estruturadas.4 Anexos As situações de uso e os procedimentos para inclusão de anexos são os mesmos dos apêndices. 5. que ele poderá encontrar o material nos apêndices e deverá também indicar em qual apêndice.112 gráficos. todos devem ser identificados no alto da folha.6. Porém. Para tanto foi elaborado um roteiro de entrevistas (Apêndice A). plantas. Apêndice C). fluxogramas. como se fosse uma capa do apêndice. No sumário você deverá indicar todos os apêndices e. organogramas. Apêndice B. da seguinte forma: APÊNDICE A – Roteiro de entrevistas Se dentre os apêndices houver um que seja folha já impressa. . Ou seja. então pode-se colocar uma folha com a identificação do apêndice em destaque bem no centro. você deve indicar ao leitor. mapas. Logo após esta folha deve-se seguir o documento. deve-se colocá-lo como anexo. Arial 14. Os apêndices devem ser identificados sempre por letras maiúsculas consecutivas (Apêndice A. então. negrigo. Ou seja. no final do trabalho. na qual não seja possível incluir o título da maneira como foi exemplificada. o que for necessário.

• se você estiver usando apresentação com projetor multimídia ou outra forma de apresentação visual. inclua os autores como rodapé nos outros slides.113 Os anexos também devem ser identificados com letras maiúsculas consecutivas. exatamente da mesma maneira que os apêndices. No dia da apresentação oral do trabalho considere: • apresentação pessoal – a maneira como o aluno se apresenta pode representar o valor que se dá ao trabalho. 5. o nome dos autores. colocamos a seguir uma série de sugestões e advertências que servirão para melhorar a qualidade da apresentação orall e também do trabalho escrito. centralizado.procure não ficar na frente da banca.7 Sugestões Sobre a Apresentação Temos visto. nas apresentações de TCC. O que deve conter um índice já foi apresentado quando da explicação do sumário.6. alguns equívocos que podem ser evitados facilmente. negrito. • como apontar na tela – evite entrar na frente da projeção para mostrar algum ponto específico da projeção. isto o aproxima da banca. não esqueça de incluir no slide de abertura o título do trabalho. Arial 14. com letras maiúsculas. o nome do orientador e Centro Universitário Adventista de São Paulo. . desde que se observem alguns detalhes importantes. Basta apenas usar o termo Anexo ao invés de Apêndice. • atenção com tua posição . • enquanto estiver falando.5 Índice O índice deve ser identificado no alto da página. • se julgar conveniente. procure olhar para a banca examinadora. 5. não esqueça de incluir um rápido cumprimento (bom dia / boa noite) à banca examinadora. Assim. • saudação – ao treinar sua apresentação. encobrindo a projeção.

mas não serve para uma projeção. evite projetar textos com tamanho de letra pequeno. • tópicos fora de ordem – atenção para não inverter a ordem dos itens que você estará apresentando.114 • atenção com as imagens na apresentação – embora uma imagem possa equivaler a 1. sua posição na projeção.reveja atentamente a apresentação para evitar o uso de palavras erradas. embora possa existir certa apreensão e nervosismo. não sature a apresentação com excesso de imagens e cuidado para não haver contradição entre o que você fala e alguma imagem projetada. para evitar problemas. ou seja. assim. reveja a apresentação e faça os cortes necessários. mas no momento da apresentação ficam quase ilegíveis. apresentar a conclusão antes do objetivo é um equívoco grave. falta de letras e erros de acentuação na projeção. • cor da letra e contraste com o fundo – algumas apresentações ficam nítidas no monitor do computador. teste antecipadamente. use cores de fundo e das letras que tenham contraste. esteja seguro sobre o que você vai apresentar e evite chegar o momento de tua apresentação sem que haja segurança e domínio do tema a ser explanado. • palavra errada . • uso de siglas – cuidado com o uso de siglas na projeção. • extrapolar o tempo dado – a apresentação precisa ser treinada várias vezes. O tamanho ideal da letra variará de acordo com o tipo de letra escolhida. • tamanho da letra – evite um texto longo na projeção.000 palavras e este seja um aspecto positivo do uso de imagens. inclusive com marcação do tempo necessário para ela. . A fonte de tamanho 12 serve muito bem para o texto impresso. lembre-se que o texto os avaliadores já receberam. Além de evitar textos longos. pois se não há explicação do significado o avaliador pode ficar em dúvida sobre o que você está falando. a existência ou não de imagens sob o texto. • domínio do tema – a apresentação do TCC é o momento de demonstrar domínio do tema. Se você estiver ultrapassando o tempo predeterminado. Para evitar isto.

• calma para responder as questões – certamente o momento que a banca faz algumas questões é um momento de apreensão. entretanto. pois isto deixa a banca examinadora em dúvida se o trabalho foi realizado por apenas uma pessoa ou por todo o grupo. para que as devidas correções sejam feitas para a versão final do trabalho. cabendo o futuro apenas para propostas. • anotar / gravar o que a banca fala – as sugestões e/ou críticas feitas durante a apresentação oral do trabalho pela banca são importantes e têm por objetivo melhorar o trabalho. . portanto não corra o risco de levar apenas um disquete e ele não funcionar. sugerimos que as observações feitas sejam anotadas ou até mesmo gravadas. As máquinas não são infalíveis. pois isto releva certa fragilidade de conteúdo. • não esqueça a mídia de apresentação – não corra o risco de chegar o momento da apresentação e não poder apresentar. então não perca este momento. por isso não esqueça a mídia e não leve apenas uma mídia. drive portátil). evite falar na primeira pessoa do singular. é o momento de te avaliar sobre o que você já estudou por meses e de contribuir para aperfeiçoar o trabalho. Lembre-se que o projeto é relativo ao futuro e que o TCC é relativo ao que já foi estudado. que o objetivo da banca não é te desmoralizar. Lembre-se. portanto evite construções extremamente coloquiais e desprovidas de argumentação embasada academicamente. não misture ações do passado e do futuro no presente.115 • tempo verbal e pessoa usada – atenção para manter sempre o mesmo tempo verbal. Se o trabalho foi realizado em dupla ou em trio. sugestões. então mantenha a calma para que as respostas alcancem o que a banca de fato pergunta. cd. pelo contrário. • falar de modo formal – a apresentação não deixa de ser um momento de avaliação. • cuidado com o que dizer – evite demonstrar insegurança com colocações tais como “que mais posso falar?” ou “acho que acabou”. leve mais de uma mídia e em formas diferentes (disquete. projeções.

• citação que não está nas Referências – cuidado para não fazer citações no texto e não referendá-los ao final. O coordenador de TCC de teu curso poderá encaminhar outras dicas de apresentação e também o que é específico de cada área.116 • orientador não recebeu texto – este tipo de problema é fácil de ser resolvido: não esqueça de encaminhar ao orientador o texto para revisão antes de ser entregue para a apresentação. .

br No Egito. 2006). as bibliotecas eram chamadas ‘Tesouro dos remédios da alma’. a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras (BOSSUET.albuquerque@unasp. De fato é nelas que se cura a ignorância. .117 CITAÇÕES E NOTAS DE RODAPÉ Eliethe Xavier de Albuquerque eliethe.edu.

.” 2. os autores citados aparecerão na ordem em que foram citados (e não alfabeticamente). as citações são dispensadas. E. D. ou quando se tratar de uma abordagem didática. amplamente divulgado. com o objetivo de ratificar. X. como segue: 1 DUMAS. Quando um assunto é de conhecimento público. professor e aluno juntos trabalhando com posturas crítico-reflexivas. São Paulo : UNASP. Os números sobrescritos indicam a Referência do documento citado. O sistema numérico é o que utiliza um número sobrescrito logo após a citação. de. remetendo à Referência: Segundo Dumas. Albuquerque afirma que “A habilidade reflexiva vem pelo exercício. esclarecer ou ilustrar o assunto que está sendo apresentado no texto.118 6 CITAÇÕES E NOTAS DE RODAPÉ Citação é a menção de informações extraídas de fontes documentais. A Norma Brasileira que regulamenta tecnicamente as formas de citação é a NBR10520. Construindo o perfil do pesquisador. São Paulo : ATA. da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). F. Assim. rotineiro. Observa-se que neste tipo de citação não se menciona datas e paginações. A NBR10520 prevê que as citações podem estar no sistema autor-data ou numérico. 2003. 45. ed. A escolha de um destes sistemas definirá também o padrão da Referência do documento citado. 2 ALBUQUERQUE. Filosofia do pensamento humano. Apenas o sobrenome do autor e ao final da citação. as idéias nasceriam na terra dos sonhos e ao se concretizarem passariam a habitar o mundo real 1. 2002. a indicação numérica da referência. na lista de referências.

baseada em um ou mais autores de documentos pesquisados. a ser adotada neste Manual. neste sistema as referências serão mencionadas em ordem alfabética. São Paulo : ATA. o pesquisador terá à sua disposição a possibilidade de optar entre dois tipos básicos de citação: direta e indireta. 6. respeitando fielmente o sentido do texto original na(s) obra(s) citada(s). ano e paginação. São Paulo : UNASPRESS. de. “A habilidade reflexiva vem pelo exercício. p. DUMAS. p. Filosofia do pensamento moderno.119 A opção Autor-Data. A citação indireta parafraseada expressa a idéia contida em uma pequena parte do(s) documento(s) pesquisado(s). porém com palavras do . E. professor e aluno juntos trabalhando com posturas crítico-reflexivas” (ALBUQUERQUE. O sistema autor-data possibilita a imediata identificação da autoria e da atualidade da citação. Utilizando-se do sistema autor-data. 2003. ed. conforme demonstra o exemplo a seguir: As idéias nasceriam na terra dos sonhos e ao se concretizarem passariam a habitar o mundo real (DUMAS. 45. F. X. menciona o nome do autor. F. 98). Construindo o perfil de pesquisador.1 Citação Indireta Citação indireta é aquela em que a menção é feita através de um texto redigido pelo autor do trabalho ou pesquisa. 104). 2003. A citação indireta aparecerá na forma de paráfrase ou de condensação. 2002. como exemplificado a seguir: ALBUQUERQUE. 2002.

GOERGEN 2004. esta citação integrará o texto. na citação direta conserva-se a grafia. Recomenda-se o uso de citações diretas apenas quando as palavras do autor citado tiverem tal significado que uma alteração ocasionaria perda da força do texto. ou mesmo na obra completa. pontuação. Exemplo: O estudo sistemático deste tema pode favorecer grandemente aos interessados nos resultados das pesquisas genéticas. seqüelados por acidentes (ALVARENGA. quando se tratar de toda a obra. 2005. tais como portadores e familiares de pessoas com doenças degenerativas e terminais. inclusive dando continuidade a um dos parágrafos. A menção da citação indicará o capítulo ou.120 autor da pesquisa ou trabalho. Exemplo: Nas suas publicações sobre a importância da pesquisa na formação de alunos com perfil crítico-reflexivo. uso de maiúsculas. espaços ou tamanhos de letras diferentes. Citação direta com até três linhas – Também chamadas de citações curtas. As citações diretas classificam-se em dois grupos: com até três linhas e com mais de três linhas. as menções deste grupo poderão ser incorporadas ao texto . e poderá aparecer a qualquer momento. os dois Pedros deixam claro que não haverá aluno pesquisador se antes não houver professor pesquisador (DEMO. A citação indireta condensada expressa a idéia contida em um ou mais capítulos do(s) documento(s) pesquisado(s). Não utiliza aspas. 2001. 6. DEMO 2005).2 Citação Direta Citação direta é a transcrição literal de um texto ou de parte dele. 37-54). DEMO 2003. apenas o ano de publicação. p. o idioma original do texto citado.

2000. 6. Depois veio o mau destino .” (MONTEIRO. Exemplo: O tema motivação tem sido cada vez mais recorrente nas empresas que valorizam o capital intelectual. p. e que apenas farão a sua ruína. 672) refere-se à provação afirmando que: Os homens não podem compreender os caminhos de Deus. provações e experiências que Deus permite que venham sobre eles. deverá ser destacada do texto corrido.121 corrido. sem deslocamento de parágrafo na primeira linha. em estrofes: Sou bem nascido. olhando às aparências. mesmo espaço entre as linhas. e. 26). Exemplo: White (2002. Neste caso não será necessário o uso de aspas. a fonte (letra) será a mesma do texto. Citação Direta Com Mais de Três Linhas – Quando a citação direta tiver mais de três linhas. Menino Fui. tamanho 11. destacadas apenas por aspas. e não para as promessas de Deus. feliz. como coisas que contra eles são. que impulsiona as equipes e os indivíduos. nos mais variados aspectos. como os demais.3 Citação de Poemas e de Textos Teatrais Estas citações não têm limite de tamanho e seguem as mesmas regras para as citações com mais de três linhas. “A motivação constitui o fator principal e decisivo para o êxito da ação em qualquer empreendimento coletivo. Assim Davi olhava para as aparências. é possível considerar a motivação como elemento agregador. com o mesmo tipo e tamanho de fonte (ou letra). p. com espaço simples entre as linhas. recuada a 4cm da margem esquerda. Neste caso. interpretam os transes.

. 5) 6. Veio o mau gênio da vida.4 Omissões em Citação É permitida a omissão de parte do texto citado. Omissão em poemas ou textos teatrais: . Rompeu em meu coração. desde que o seu sentido não seja alterado..] Sendo vários os pedidos. p. proporcionalmente. 1970. (BANDEIRA. 2004. p.Qualquer dos membros pode pedir vistas do processo pelo prazo de uma sessão e desde que a matéria não seja urgente [. 1998. p. 2001.. Estas serão indicadas pelo uso de reticências entre colchetes no local da omissão: Omissão no início da citação: “[. Omissão no final da citação: “É muitos fácil chorar com os que choram. 234). se depositarem confiança em sua força. a Secretaria providencia a distribuição do prazo.]” (SWINDOLL. difícil é se alegrar com os que se alegram. entre os interessados” (OAB. jamais se tornarão joguete das circunstâncias” (WHITE. 421). 99-100).... Levou tudo de vencido Rugiu como um furacão.] e. p. Diante do sucesso do outro o lado escuro da natureza humana entra em cena. Omissão no meio da citação: “§ 2º .122 E fez de mim o que quis. abastecido pela inveja e pelo ciúme e as críticas tendem a fluir [.

123 Será indicada por uma linha pontilhada no local da omissão..... não serão corrigidos ao se fazer a citação direta.... 321)... p. para indicar que não fazem parte do original da citação: “A alimentação vegetariana [frutas... . 6.... 5) 6. verduras. 2003. p..6 Incorreções e Incoerências Os erros de ortografia e coerência textual encontrados no texto que está sendo citado.. estas inserções são feitas entre colchetes.. inseridos nas citações...5 Interpolações em Citação Interpolações em citação são acréscimos. sob a orientação do coordenador da ginástica laboral... MOURA. legumes.... p. em conjunto.. sic. 1970.. explicações ou comentários do autor do trabalho. todos os fumcionários [sic] deverão participar da atividade.. Depois veio o mau destino E fez de mim o que quis...... indica que está conforme o original... 11)..... grãos] proporciona um aumento das defesas orgânicas e potencializa a energia vital” (GARCIA.... 2005... Exemplo: “Os exercícios de alongamento deverão ser rpaticados [sic] a cada 50 minutos. mas apenas referidos através do termo [sic] que aparecerá imediatamente após o erro/incoerência. ..... uns apoiando os outros” (FEITOSA. que significa Assim mesmo.. .. para cada verso omitido: Sou bem nascido.. (BANDEIRA.

Assim. antes transcendendo os interesses dos pesquisadores. p. Se o grifo já faz parte da citação. Uma citação de citação é considerada fonte de informação menos confiável que uma citação de fonte direta. 2002. considera-se que este recurso favorece ao desvio da atenção do leitor para fora do texto principal. poderá fazê-lo servindo-se de uma exclamação entre colchetes [!] colocada imediatamente após a parte a ser enfatizada. o que nos remete à questão financeira que envolve a inclusão digital hoje” (BARROSO. por isto mesmo o seu uso é pouco . grifo do autor). 489. grifo nosso). 6. se desejar dar destaque a uma parte da citação.7 Ênfase e Destaque em Citação Quando o autor do trabalho considerar importante e indispensável enfatizar um trecho da citação. passou a fazer parte da agenda de interesse de grande parte da população” (ALBERGARIA. indica-se como segue: “A participação em iniciação científica e mesmo na pesquisa realizada pelo docente. as notas de rodapé serão usadas. Exemplo: “Mesmo no Brasil. p. apenas para Citação de Citação. o número de internautas se amplia exponencialmente [!] a cada dia. 43). 2005. 2001. país em desenvolvimento. poderá negritar aquela parte e indicar com grifo nosso a distinção feita. 213. “O interesse no estudo da genética hoje já não está confinado à paredes dos laboratórios especializados. p.124 6. preferencialmente.8 Notas de Rodapé O uso de notas de rodapé deve ser evitado. estimulará o aluno e despertará nele o desejo de ser também um pesquisador” (ALBUQUERQUE.

indica-se no texto primeiramente o autor do documento consultado. Campinas : Papirus. Campinas : Papirus. e então a menção do autor cujo assunto é objeto da citação. vai além. o que se espera no trabalho docente transcende ao exercício do ensino. na lista de Referências. . N. de vivências que favorecem a independência na aquisição de novos saberes e na geração de novas perspectivas científicas.125 recomendável e só deve ser feito em casos de extrema necessidade por falta de acesso ao documento original. 2005. C. E na Referência: REFERÊNCIAS BALZAN.” Desta citação. é um partilhar de experiências.36). 2003. 349 p. Assim. Exemplo: Segundo Goergen1. 407 p. citado por Balzan (2004. p. Professor pesquisador: um desafio para as universidade brasileiras. P. seguido de citado por. a Referência do Goergen irá aparecer em nota de rodapé e a de Balzan. no rodapé: _____________ 1 GOERGEN. A referência do documento onde se encontra o texto do primeiro autor será feita em Nota de Rodapé e a do segundo autor aparecerá na lista de Referências (lista de todos os documentos citados) ao final do trabalho. Novos paradigmas da docência no ensino superior. é mais que uma mera transmissão de conhecimentos. Neste caso.

Pesquisa e docência no ensino superior. no prelo).126 6. seguidas do termo no prelo ou em fase de elaboração.10 Citação de Trabalhos Não Publicados Preferencialmente devem ser usadas apenas quando extremamente necessárias. Assim. usadas conferências. Palestra proferida na PUCCAMP. registros escritos e similares). 6. E na Referência: REFERÊNCIAS GOERGEN. com possibilidades de aparentes fracassos” (GOERGEN. . na referência serão fornecidas todas as informações já disponíveis. 2001). devem palestras.9 Citação de Informação Obtida por Canais Informais Citação de informação obtida por canais informais são aquelas originárias de entrevistas. com a autorização explícita do autor da informação. apenas seminários. a citação será feita e relacionada na lista de Referências. P. alcança as fronteiras do educar e vai além: forma cidadãos atuantes desde a primeira infância” (ALBUQUERQUE. 2001. como segue: Na citação: “Pesquisar é. antes de tudo. na citação: “Há muito a tarefa do professor escolar transcende o ensinar. etc. Preferencialmente ser quando extremamente necessárias e somente se puderem ser comprovadas por meio de documentos que atestem sua fidedignidade (gravações. Assim. despir-se de certezas e paradigmas já estabelecidos e partir em busca do desconhecido.

capítulo e versículos. 6. Salmos. 6. Novos tempos. 2007?. Capinas : Papirus. o livro. no prelo.127 Na Referência: REFERÊNCIAS ALBUQUERQUE. Em ambos os casos.11 Citação de Informações Retiradas da Internet As informações extraídas da Internet devem ser usadas com cautela.12 Citação da Bíblia Após o texto citado. A forma de fazer a Referência será indicada no próximo capítulo. conforme indicado no próximo capítulo. Exemplo: “O caminho de Deus é perfeito. neste caso a citação será direta. Novos professores. Se .13 Tradução em Citação A citação de um texto em língua estrangeira pode ser traduzida para o idioma do trabalho através de citação indireta. de. Se o autor do trabalho optar. 6. a Citação será feita normalmente e a Referência. As suas promessas sempre se cumprem” (BÍBLIA. no item referente a referências de fontes eletrônicas. indica-se entre parêntese a fonte (a obra em si). pode citar no idioma original. 18:31). segue-se a regra já estabelecida para citações diretas ou indiretas. T. sempre depois de garantida a sua autenticidade e atualidade. A. E. Considerados estes importantes detalhes. X.

128 desejar, o pesquisador poderá apresentar a tradução do texto citado em língua estrangeira, em nota de rodapé. Se a tradução é apenas de uma expressão dentro do texto original, pode-se indicar logo após a chamada da citação que se trata de um texto traduzido. Exemplo: “Estudos matemáticos indicam que o uso das calculadoras têm favorecido cada vez mais a fuga discente às práticas de cálculo” (Zimmermann, 2001, p. 44, tradução nossa).

6.14 Algumas Orientações Sobre Fontes (Documentos) Citadas
Quando uma citação tiver mais de um autor, estes serão indicados como segue: Dois Autores: Castanho e Balzan (2004, p. 255) afirmam que ..... . “[...] cientes de sua particularidade imediata no que se refere ao paciente” (MOURA; RAVEL, 2003, p. 564) Três Autores: “A metodologia da pesquisa pode....” (ALMEIDA JÚNIOR ; FERREIRA ; ALBUQUERQUE, 2002, p. 117-119). Ferreira, Moura e Barreto (2005, p. 65) sinalizam que o estudante de física necessita de.... Quatro ou mais autores: Pasqualli et al. garantem que o sistema solar.... (2000, p. 90). Na busca pela identidade do estudante, o docente precisa... (SAVIER et al., 2001, p. 35-104).

129 Quando a responsabilidade de um texto citado estiver a cargo de uma Entidade ou Instituição: Departamento Subordinado a Instituição: “... valores atribuídos às sociedades hodiernas” (CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE ENSINO. Curso de Comunicação Social, 2004, p. 3). Instituição cujo nome é uma sigla: “[...] tratando-se de direito dos alunos, a instituição deve ser a primeira a sair em defesa destes” (UNASP, 2002, p. 2). Textos condensados de um mesmo autor: ... os nutrientes serão balanceados de acordo com as características de cada paciente (GÜNTERYT, 2002, 2003, 2005). Vários documentos de um mesmo autor, publicados num mesmo ano: Utiliza-se uma letra minúscula logo após a data, para cada publicação citada, conforme a ordem de citação. Na Referência, este recurso se repetirá, visando relacionar cada texto citado à sua correspondente publicação. Assim, na Citação: A interpretação equivocada ocasiona erros e impossibilita ao aluno a execução e solução dos problemas matemáticos propostos (CARDOSO, 2002a, p. 18; CARDOSO, 2002b, p. 87). E na Referência: REFERÊNCIA CARDOSO, S. Problemas matemáticos são um problema ! São Paulo : Saraiva, 2002a. 123 p.

130 ___________ . Problemas propostos e mal resolvidos : o que

acontece na hora da avaliação. Belo Horizonte : ALP, 2002b. 231 p.

Vários autores citados para reforçar uma mesma idéia: A isenção e a ética são características condicionais à prática jornalística. O perfil exigido ao bom profissional da imprensa já ultrapassou há muito, estas fronteiras; dele hoje se espera que vá muito além (TRANCOSO, 2001, p.12; ALBERGARIA, 2001, 78; FERREIRA MOTTA, 2004, p. 154). Documentos sem data: Citações de documentos que não apresentam data específica de publicação não são recomendadas; sugere-se evitar o uso deste tipo de documento. Todavia, quando imprescindível, seguirão o mesmo padrão para Referências, apresentado no capítulo a seguir. Citação de Eventos Científicos: Neste caso, logo após a citação, menciona-se o nome completo do Evento, todo em letra maiúscula, seguido do ano, conforme o padrão para Referências – próximo capítulo – tudo entre parêntese. Exemplo: “... especialmente as possíveis discussões do direito privado” (ENCONTRO BRASILEIRO DE JURISTAS, 2004). Documentos Anônimos: Citações de documentos cuja autoria é desconhecida, serão indicadas pelo título – que terá a primeira palavra toda em letra maiúscula, inclusive o artigo definido, seguida da data e paginação, tudo entre parêntese: “... mesmo porque, o projeto genoma não está patenteado nem por uma nem por outra.” (GENOMA. Uma ideologia ou uma saída?, 2003, p. 67). Se o título for muito longo, poderá abreviado com o uso de reticências.

. conforme referido no capítulo a seguir.131 Documentos eletrônicos: Seguirão o mesmo padrão para Referências.

quais as suas fontes de pesquisa.albuquerque@unasp. UFPR.br O perfil do pesquisador implica compartilhamento não apenas de conhecimento.132 ELABORAÇÃO DE REFERÊNCIAS Eliethe Xavier de Albuquerque eliethe.1-3. 2000b. 2002a. O pesquisador tem o dever de deixar claro aos que o acompanham.edu. o compreender saberes e conhecer suas origens anda junto. Estas fontes podem ser agrupadas em documentos impressos e registrados e documentos e informações eletrônicas (ALBUQUERQUE.). mas de fontes. p. .

6. é necessário conhecer alguns detalhes que auxiliarão na indicação correta dos elementos fundamentais à identificação da fonte pesquisada por outros interessados. cada referência conterá um padrão de informações que permita ao interessado identificar o documento pesquisado. 2002a. catálogos de editoras. fotografias. selos e similares. Estes importantes detalhes também são mencionados na NBR6023. De molduras e materiais explicativos de slides. pessoas ou outra). o que significa que não podem ser ignorados: .1-3). p. Referência é o conjunto padronizado de informações agrupadas em elementos descritivos. NBR6023. v. arquivos eletrônicos. fitas cassetes. pode-se incorporá-la à referência.133 7 REFERÊNCIAS Segundo a ABNT. retirados de um documento e que permitem a sua identificação no todo ou em parte. p. visualmente. por meio sonoro. periódicos e similares. De etiquetas e invólucros de disquetes. como globos. etc. Em outras palavras. 2002b. v. discos e similares. transparências e similares. cartões postais. Do próprio documento. quando este se constitui em uma única parte. selos. As informações para a elaboração das referências devem ser obtidas. da principal parte do documento. fitas de vídeo. monografias. no texto. normas técnicas. eletronicamente. Documento é qualquer suporte que contenha uma informação registrada graficamente. 6. gravações sonoras ou de vídeo. Por exemplo: livros. Antes de elaborar a referência de um documento. O conjunto de referências é uma lista ordenada – alfabeticamente ou numericamente – com os dados dos documentos citados pelo autor de uma pesquisa. como livros. devendo-se para isso colocá-la entre colchetes (UFPR.3). sempre que possível. cartazes. Quando não for encontrada a informação no próprio documento e esta for conhecida ou obtida de outra fonte (bibliografias. ou seja: Da folha de rosto de documentos impressos. materiais cartográficos. entre outros (UFPR. periódicos. atualizada em 2002.

Se o documento não fornecer estas informações. ano ou data da publicação. 7. aparecerão imediatamente após o sobrenome. Os elementos que comporão a referência podem variar conforme o documento. todavia. Exemplo: A referência do autor Cristian Vasile Segundo ficará assim: VASILE SEGUNDO. da. Segundo.134 Elementos Essenciais da Referência: São as informações que obrigatoriamente devem aparecer: autor. que será indicado todo em letra maiúscula. seguido das iniciais dos prenomes. A. alguns padrões são válidos para qualquer tipo de fonte pesquisada. número de páginas. local de publicação. C. editora. Neto. Indicação de Parentesco: Tais como Filho. C. de. etc.. A.1 Elementos Autoria: o nome do autor iniciará sempre pelo último sobrenome. Exemplo: A referência do autor João Augusto da Fonseca ficará assim: FONSECA. . C. Exemplo: A referência do autor Doutor Carlos Sampaio Filho ficará assim: SAMPAIO FILHO. título. a Norma definirá como proceder. J. Cargos. especialmente para o pesquisador iniciante. Júnior. Elementos Complementares da Referência: São as informações que auxiliarão numa melhor identificação do documento: subtítulo. Formação Profissional: Não são indicados na referência. antes dos prenomes. Mesmo não sendo fundamentais a sua menção é importante. Exemplo: A referência do autor Antonio Castro de Moares Júnior ficará assim: MORAES JÚNIOR.

M. Francisca Dames e Alisandra Bitencourt Castro ficará assim: MONCLARO. Exemplo: A referência dos autores Enio Antunes Santos e Fernando Monteiro ficará assim: SANTOS. S. B. Exemplo: A referência dos autores Silvio Murilo Melo de Azevedo. F. . M. seguido da expressão et al. Mais de Três Autores: Indica-se apenas o primeiro autor mencionado no documento. Ordens Religiosas: Serão indicadas pelo nome do autor. do prenome para o sobrenome). Adalgisa Fialho. E. A. Maria Dulce de Almeida Santos. Ruth de Souza Scobbar ficará assim: CASTANHO.. Exemplo: A referência dos autores Maria Eugênia Castanho.. seguido pelo título religioso. na ordem direta (ou seja. S. Petrônio Albergaria Filho e Pedro Pellegrini ficará assim: AZEVEDO.135 Exemplo: A referência do autor M. ficará assim: TEREZA. M. que deriva do latim e quer dizer e outros. Silvio Monteiro de Almeida ficará assim: ALMEIDA. Exemplo: A referência do autor Papa Bento XVI ficará assim: BENTO XVI. Exemplo: A referência dos autores Daniel Monclaro. de. F. A. de et al. M. CASTRO. E. Gustavo Martins de Souza. Papa... MONTEIRO. Exemplo: A referência da autora Madre Tereza. Madre. DAMES. Dois ou Três Autores: Serão indicados na ordem em que aparecem no documento. D. et al. D.

A. de Augusto Liberato que é o nome verdadeiro do Gugu). entre parêntese. G. Secretaria da Saúde. . Secretaria de Finanças. (e não LIBERATO. Se o nome verdadeiro for conhecido. acrescenta-se o local geográfico onde fica a entidade. Exemplo: A referência do autor Centro Universitário Adventista de São Paulo ficará assim: CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO. Entidades Coletivas 2: Se o autor do documento é uma sociedade.136 Pseudônimos: Se o autor do documento usou um pseudônimo para se identificar. Exemplo: A referência do autor Ministério do Planejamento do Brasil. Exemplo: A referência do autor Tristão de Athayde (cujo nome verdadeiro é Alceu de Amoroso Lima) ficará assim: ATHAYDE. As unidades subordinadas são mencionadas após o nome da instituição. Entidades Coletivas 1: Se o autor do documento é um órgão da administração governamental direta (Ministério. Exemplo: A referência do autor Gugu Liberato ficará assim: LIBERATO. instituição ou entidade de natureza científica ou cultural. Em caso de ambigüidade (duas ou mais instituições com o mesmo nome). organização. Ministério do Planejamento. Secretaria de Finanças começará assim: BRASIL. indica-se o pseudônimo do autor.). pode-se indicar este nome entre parêntese após o pseudônimo. o estado ou o município). Secretaria. T. Exemplo: A referência do autor Secretaria da Saúde de São Paulo começará assim: SÃO PAULO (Município). começa-se a referência pelo nome geográfico (lugar onde fica o órgão – o país. de [Alceu de Amoroso Lima]. apenas com as iniciais em letra maiúscula. etc. começase a referência pelo nome da entidade todo em letra maiúscula.

Exemplo: EBCT. do ano e do local de realização do evento.. Curso de Pós-graduação em Administração Hospitalar. Reunião. Entidades Conhecidas por Siglas: Se o autor de um documento for Entidade e no documento aparecer a SIGLA correspondente à Entidade (SOMENTE se aparecer a SIGLA). Conferência. etc. 2. ocorrido em Gramado. seguido do número do evento indicado em algarismo arábico. A referência do autor Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – EBCT poderá ficar assim: 2004. Simpósio. ficará assim: ENCONTRO BRASILEIRO DE PROFISSIONAIS DA ENFERMAGEM. Exemplo: A referência do autor Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística / IBGE poderá ficar assim: IBGE. em 2004. esta pode ser utilizada no lugar do nome da Entidade por extenso. Exemplo: A referência do autor Curso de Pós-graduação em Administração Hospitalar do Centro Universitário Adventista de São Paulo ficará assim: CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO. Seminário. ficará assim: BIBLIOTECA NACIONAL (Londres).137 Exemplo: A referência do autor Biblioteca Nacional que fica em Londres. Rio Grande do Sul. – a referência dele iniciará pelo nome do evento. . Eventos Científicos: Se o autor de um documento é um Evento – Congresso. Exemplo: A referência do Segundo Encontro Brasileiro de Profissionais da Enfermagem. Gramado.

que. Exemplo: A referência do documento cujo título é GEOGRAFIA DO RECÔNCAVO BRASILEIRO. ficará assim: ALMEIDA.138 Exemplo: A referência do XVI Congresso Internacional de telejornalistas. 16. o título não poderá ser destacado com negrito e sublinhado ou com negrito e itálico ou ainda itálico e sublinhado. Título: O título de um documento será referenciado exatamente igual como aparece no documento. Geografia do recôncavo brasileiro. entre as opções permitidas pela NBR. num mesmo trabalho. cuja autoria é desconhecida – não foi citada no documento – ficará assim: HISTÓRIA das civilizações de todas as eras. cujo autor não foi mencionado no documento. pode ser negritado ou sublinhado ou itálico. em junho de 2005. ficará assim: PROBLEMAS e exercícios de matemática financeira. a referência deste se iniciará pelo título do documento. ficará assim: CONGRESSO INTERNACIONAL DE TELEJORNALISTAS. 2005. ocorrido em São Paulo. isto significa que o destaque utilizado para os títulos não poderá ser alternado.. Ou seja. de. estarão em maiúscula. R. O destaque utilizará apenas uma das opções indicadas. São Paulo. Exemplo: A referência do autor História das Civilizações de Todas as Eras. Observa-se ainda a regra de que apenas a inicial do título ou dos nomes próprios que ele contenha. Exemplo: A referência do autor Problemas e Exercícios de Matemática Financeira. F. . esta será utilizada durante todo o trabalho. Aparecerá sempre em destaque. Ao definir-se uma das três opções (negritado ou sublinhado ou itálico). Autoria Desconhecida: Se o autor de um documento é desconhecido. cujo autor é Rafael Furtado de Almeida. conforme o padrão da NBR6023.

Uma formiguinha chamada Pimbinha: Pimbinha vai ao . e antecedido de dois pontos. Conheça melhor a sua literatura. O. Exemplo: A referência de um documento de autoria da professora Márcia Oliveira de Paula. logo após a indicação do título. Esta será a única ocasião em que o título terá duplo destaque. e cujo subtítulo é UMA PERSPECTIVA DIDÁTICA PARA JOVENS TALENTOS. coloca-se tudo em destaque. Tia. Título com Nomenclatura Científica: Um documento cujo título contenha uma nomenclatura científica será referenciado com duplo destaque para a referida nomenclatura. U. cujo título é CITOLOGIA DE DROSOPHILA MELANOGASTER ficará assim: PAULA. M. Citologia de Drosophila melanogaster. Subtítulo: O subtítulo de um documento será referenciado sem qualquer destaque. parque. Se houver dúvida quanto a tratar-se de título ou subtítulo.139 Observe-se que neste caso optou-se por destacar-se o título em sublinhado. de autoria do professor Pedro Apolinário. cujo título é ESTUDOS E EXERCÍCIOS AVANÇADOS PARA VIOLINOS. Outro exemplo: A referência do documento cujo título é CONHEÇA MELHOR A SUA LITERATURA. ficará assim: VASILE. Exemplo: A referência de um documento de autoria de Tia Koc. P. cujo título é UMA FORMIGUINHA CHAMADA PIMBINHA. e cujo subtítulo é PIMBINHA VAI AO PARQUE. Exemplo: A referência de um documento de autoria de Ullianna de Albuquerque Vasile. de A. ficará assim: APOLINÁRIO. Estudos e exercícios avançados para violinos: uma perspectiva didática para jovens talentos. ficará assim: KOC. de.

4. M. cujo título é COMPREENDENDO O PORTADOR DA HIPOCEPHALEA PATHOGEN e cujo subtítulo é CONVERSANDO COM PAIS E PROFESSORES. Falando francamente com o adolescente. e da abreviatura da palavra edição. O grande conflito. Exemplo: A referência de um documento de autoria de Francesco Buonno. seguido de ponto e um espaço. Um outro exemplo: A referência de um documento de autoria de Ellen Gould White. cujo título aparece nas formas O GRANDE CONFLITO e THE GREAT CONTROVERSY. E. Exemplo: A referência do documento de autoria de Dr. ficará assim: BUONNO. ficará assim: SCHMIDT. e que já está na Quarta Edição. Observe-se que o título foi indicado em italiano porque este foi o primeiro mencionado no documento.140 Observe-se que o termo científico teve duplo destaque (sublinhado e itálico. Gli amici italiani. ficará assim: WHITE. enquanto o restante do título foi apenas sublinhado). cujo título aparece nas formas GLI AMICI ITALIANI e AMIGOS ITALIANOS. terá o título indicado em português. Compreendendo o portador da hipocephalea pathogen: conversando com pais e professores. ficará assim: SCHMIDT. ed. G. Títulos em Outros Idiomas: Os documentos que estiverem escritos em mais de um idioma. Mário Caldeira Schmidt. Marenos Schmidt. F. cujo título é FALANDO FRANCAMENTE COM O ADOLESCENTE. Edição: Indica-se a edição de um documento somente quando esta for mencionada no documento e desde que não se trate da primeira edição. M. OS . por ser a primeira forma mencionada. terão o título indicado no idioma que estiver em destaque ou que aparecer em primeiro lugar. Um outro exemplo: A referência de um documento de autoria do Dr. C. A indicação deverá ser em algarismo arábico cardinal.

B. ed. de. de. indica-se também a sigla do estado onde se localiza a cidade que está sendo citada. Economia uruguaia versos economia brasileira. 3. A.: São indicadas na forma abreviada. Porque compor A Banda. cuja edição é a Segunda. F. São Paulo Note-se que A Banda é nome próprio e por este motivo as iniciais são maiúsculas. Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Mário Augusto de Alencar. aum. Edição Ampliada – ed. Se for uma cidade desconhecida ou que tenha uma homônima. rev. conforme o padrão da ABNT: Edição Revista – ed. Ampliadas. Campinas Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Francisco Buarque de Holanda. Edição Revista e Atualizada – ed. rev. ficará assim: CARDOSO. Edição Aumentada – ed. cujo título é SOCIOLOGIA DO BRASIL NO SÉCULO 21. ed. e que foi publicado em Campinas. 5. e atual. Edição Atualizada – ed.141 Edições Revistas. ficará assim: HOLANDA. 2. cuja edição é a 3ª. que está na Quinta edição e foi publicado em São Paulo. Sociologia do Brasil no século 21. atual. Revista e Atualizada. H. indica-se com [S. Atualizadas. ampl. etc. . Se o local for desconhecido. cujo título é ECONOMIA URUGUAIA VERSOS ECONOMIA BRASILEIRA. Se mais de uma cidade estiver sendo indicada. ed. e atual. l. rev. Local de Publicação: É a indicação da cidade onde o documento foi publicado e deve ser feita após a edição (ou após o título se não houver edição a ser indicada).]. Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Fernando Henrique Cardoso. com título PORQUE COMPOR A BANDA. F. ficará assim: ALENCAR. M. cita-se apenas a primeira indicação.

que está na 6ª. sem a indicação do nome da editora responsável. publicada no Rio de Janeiro. P. Data da Publicação: é indicada sempre em algarismo arábicos. indica-se [s.]. pela editora Papirus. com título MINHA VIDA. com título POESIAS PARA BRINCAR. Solidariedade. com o título HISTÓRIA DO BRASIL. ficará assim: FERREIRA. publicado em Campinas. a ABNT dá algumas opções para indicação do período de publicação (para o caso de livros): [2004?] para o ano provável de publicação . 6. publicado em local desconhecido. L. Frei. pela editora Vozes.142 Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Pedro Bandeira. ficará assim: BETO. ed. Edição. Se a editora não for indicada no documento. Santo André : [s. [S. ficará assim: BANDEIRA. 2004. 2. em 2004. O nome da editora pode vir abreviado quando tiver mais de uma palavra.]. logo após a indicação da cidade onde o mesmo foi publicado. que está na segunda edição. Poesias para brincar. ed. n. Campinas : Papirus Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Paulo Souza Ferreira. Se a data for desconhecida. n. com título SOLIDARIEDADE. Rio de Janeiro : Vozes. Dispensa-se o uso da palavra ‘editora’. ficará assim: BRANDÃO. antecedida de dois pontos. História do Brasil. publicado em Santo André. S.] Editora: Indica-se a editora responsável pela publicação do documento. sem espaçamento nem pontuação. P. Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Lucas Brandão. l. logo após a editora indicada e antecedida por vírgula. Minha vida. Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Frei Beto.

À lista dos conjuntos de dados para identificação (ver item 5.1. subtítulo ESTUDO E ENSINO. se denomina Documentos Consultados. no texto redigido sobre a pesquisa realizada. separadas por hífen.. em uma única listagem.2 Localização das Referências As opções para indicação das Referências dos documentos utilizados em uma pesquisa. indica-se as duas datas. ed. . Exemplo: 1999-2001. em ordem alfabética. Indica-se logo após a data de publicação. A preferencial é a que se apresenta ao final do trabalho.1) de documentos citados no texto redigido sobre a pesquisa realizada. 7.. que tem 240 páginas. Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Leonardo Silvério Neto. d. Descrição Física: É a indicação do número de páginas p. cerca de.1) de documentos consultados. 240 p. Ambas as listagens terão a mesma formatação e seguem a normalização já descrita até aqui. publicado em São Paulo pela editora Melhoramentos. segunda edição. São Paulo : Melhoramentos. Química orgânica. em 2005.143 [ca 2001] para a data aproximada de publicação. mas NÃO citados.] para indicar que não há indícios da data de publicação Se o documento estiver em vários volumes e a data de publicação do primeiro volume for diferente da do último. À lista dos conjuntos de dados para identificação (ver item 5. ficará assim: SILVÉRIO NETO. L. são variadas. [200-] para indicar a década certa da publicação [200-?] para indicar a provável década da publicação [19--] para indicar o século certo da publicação [19--?] para indicar o provável século da publicação [s. com título QUÍMICA ORGÂNICA. 2. se denomina Referências. 2005. volumes v ou folhas f de um documento.

respeitando as margens estabelecidas para o trabalho. H. tamanho 14. 111 p. e ampl. Quanto à pontuação. J. Limonada suíça em tempos rosas: literatura e poesia 2 cm moderna. ed. Ciência em tempo real. centralizado. 2002. 2003. São Paulo : Melhoramentos.144 A diagramação destes conjuntos de dados para identificação dos documentos pesquisados com o objetivo de dar embasamento teórico ao trabalho – seja Documentos Consultados ou Referências – seguirá o padrão: • Título da listagem digitado em negrito. S. de. 3 cm GARCIA. 2005. LEMOS. 90 p. Campinas : Papirus. São Paulo : Atlas. tudo em letra maiúscula. Vale lembrar que as opções indicadas são Arial ou Times New Roman (TNR). TURCCILLO. uma listagem de Referências ou de Documentos Consultados terá o seguinte 78 REFERÊNCIAS ALBERGARIA.5 entre as linhas e duplo entre uma referência e outra. Rio de Janeiro : McGrowHill. J. atual. formato: 3 cm Assim. 3. BAROSA SOBRINHO. rev. 409 p. espaço 1. Metodologia da pesquisa científica: temas controversos. 2. ed. ed. M. Em nenhum momento haverá variação de Fonte (modelo de letra). Z. Filosofia. o A Fonte (modelo de letra) utilizada será a mesma do restante do texto da pesquisa. 2005. 2 cm . • Texto das referências – Documentos Consultados ou Referências – digitado em tamanho 12. C. é aquela já apresentada nos tópicos anteriores. não negritado. 2. 780 p. Sintaxe na língua portuguesa. 230 p. texto justificado. Belo Horizonte : MMN. A.

a referência iniciará pelo autor da parte. conforme o modelo a seguir: A paginação será indicada com o número da página inicial e da página final da . Edição. Basicamente. seguido do título da parte (sem qualquer destaque). a referência de documentos na forma de livro terá os elementos: Chave: AUTORIA. volume ou fragmento) utilizada tiver um autor específico (publicações em que cada capítulo tem um autor diferente. 7.145 A partir destes conhecimentos básicos. conforme a sua particularidade. K. parte. Fragmentos. separadas por hífen.1 Partes de Livros (Capítulos. 309 p. Número de Páginas. elaborar as Referências ou a lista de Documentos Consultados.2. por exemplo). cada documento. Local : Editora. Ano. ed. todavia. 3.2 Livros e Documentos Não Periódicos Os livros e documentos não periódicos são referenciados de forma bastante similar. é referenciado levando-se em conta detalhes específicos. Fronteiras do saber. o ideal é que a referência seja apenas da parte utilizada. o pesquisador terá condições de. Depois coloca-se o termo In: (que significa ‘dentro de’). o autor responsável por todo o livro (se houver). em destaque. Se o livro for usado apenas em parte (um capítulo. 2005. volume ou fragmento). Volumes) Se a parte (capítulo. consultando. Título. Exemplo: CERQUEIRA. São Paulo : Ática. e os demais elementos previstos para referência de livros. J. de todas as fontes de informação teórica utilizadas em sua pesquisa. o título do livro. Os elementos a serem indicados em cada uma destas listagens irão variar de acordo com o tipo de documento: 7.

Paginação.146 Chave: AUTORIA DA PARTE DA OBRA. Local : Editora. Título da parte. Belo Horizonte : Artes Médicas. Volume. e atual. 2. Rio de Janeiro : Melhoramentos. ed. L. In: MICHAELIS dicionário ilustrado.2. A referência de um verbete é feita citando-se os elementos indicados a seguir. 1. . 2000. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTOR DO RELATÓRIO. 2002. Título do relatório.2 Verbetes de Enciclopédias e Dicionários Quando o documento utilizado for uma Enciclopédia ou um Dicionário. rev. 7. Ano. Título da obra. a referência será a do verbete consultado. Página inicial – Página final da parte referenciada. O desenvolvimento da planta. Local : Editora. Chave: PALAVRA OU TEMA DO VERBETE CONSULTADO. . Indicação do tipo de documento. In: NOME da enciclopédia ou dicionário consultado. Exemplo: MORAES. Edição. 7. In: HILLTER. p. Exemplo: MARKETING. Falando em ecologia: conceitos e estudos de casos.3 Relatórios Técnicos Quando o documento utilizado for um Relatório Técnico. Página (ou páginas inicial e final. Verbete é o texto referente ao item (palavra ou tema) consultado. In: AUTORIA DA OBRA. p. Ano.204. quando for o caso). B. 143-187. STADLER. 2. T. Ano.2. v.

M. SANTOS. 45 f. . Ano.147 Exemplo: MONTEIRO. PEREIRA. Dissertações e Monografias). 139 f. Número de folhas. A Filosofia vai à escola? : estudo do programa de filosofia para crianças de Matthew Lipman. Local. 2002. 2000. Indicação de Tese. Petrópolis : Colégio Piloto. Universidade Estadual de Campinas. Dissertações e Monografias Quando o documento utilizado for resultado de produção acadêmica ou científica (Teses. 1998. Implementação do Just-in-time em uma empresa fabricante de armações de óculos. Análise do grau de segurança na biblioteca do Colégio Piloto. Centro Universitário Adventista de São Paulo/Campus 2. Dissertação ou Monografia (Grau e Área) – Unidade de Ensino. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) – Faculdade de Engenharia Mecânica e de Produção. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA. Campinas. Exemplo: SILVEIRA. Engenheiro Coelho (SP).. Linguagem de sinais. Título. Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP. G. R. Instituição.4 Teses. 2001. M. Monografia (Trabalho de Conclusão de Curso) – Curso de Pedagogia.2. Santa Bárbaro D’Oeste (SP). Relatório técnico. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação. 7. 441 f. 87 p.

322 p. Anais do XXII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação – Superando Obstáculos em Direção à Tecnologia. 2004. 2 v.5 Trabalhos Acadêmicos Quando o documento utilizado for resultado de trabalhos acadêmicos. 2003. Título. São Paulo : UNASP/Campus SP. 2004. Curitiba : PUCPR. 2002.2. Encontro anual de iniciação científica. Exemplos: ENCONTRO ANUAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA. 22. ano de publicação.148 7. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTOR(ES) DO TRABALHO.. os elementos que comporão a referência são: Chave: NOME DO EVENTO. 2005. Centro Universitário Adventista de São Paulo/Campus SP.6 Congressos. Ano.. Exemplo: SANTOS. 7. . Indicação de Trabalho Acadêmico (Disciplina) – Curso. Modelos matemáticos para o ensino fundamental. Título. V. número de páginas ou volume. 32 f. Instituição. São Paulo. Anais do 4º. Local: Editora. Florianópolis. 4. local. número do evento. Conferências. Número de folhas. CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO. São Paulo. Encontros e Outros Eventos Científicos Quando o documento utilizado for resultado de eventos científicos. Local. ano de realização.2. Trabalho Acadêmico (Didática II) – Curso de Matemática.

3 Publicações Periódicas Publicações periódicas são as publicadas de período em período – anualmente. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA. especialmente pela possibilidade de oferecerem informações atualizadas sobre temas do momento. Página inicialfinal. semestralmente.149 7. In: SIMPÓSIO SOBRE RECURSOS INFORMACIONAIS EM BIBLIOTECAS VIRTUAIS. Exemplo: LEANDRO FILHO. semanalmente. quando o pesquisador utiliza apenas um ou outro artigo de cada periódico.. e assim por diante. E. ano de publicação. J. 345-456.. Título do trabalho. 2004. Podem ser utilizados no todo – o periódico inteiro ou sua coleção – ou em partes. 2005. mensalmente. Simpósio sobre recursos informacionais em bibliotecas virtuais. 7. In: NOME DO EVENTO. Em cada caso a referência terá detalhes específicos. 3. Os periódicos científicos são publicações positivamente significativas para o pesquisador. local. revistas. p. São José do Rio Preto. diariamente.7 Trabalhos Apresentados em Eventos Científicos Quando o documento utilizado for resultado de um trabalho apresentado em evento científico. número do evento. Divulgação seletiva da informação por meio eletrônico. J. São José do Rio Preto : UNSJRP. LIMA.2. ano de realização. Título. Local : Editora. Anais do 3º. quinzenalmente. . Exemplos: jornais.

3.3. os elementos que comporão a referência são: Chave: TÍTULO DO PERIÓDICO. E.3 Artigos de Jornais Os jornais também são publicações periódicas. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTOR DO ARTIGO. número do volume. 2002b. Ano de início-término da publicação. número do fascículo ou ano. de. tem uma referenciação particular.3. v. 19701999. data. 2. O currículo da teoria não.150 7.2 Artigos de Periódicos Quando o documento utilizado for um artigo de periódico. jan. Título do periódico. p. Exemplo: ALBUQUERQUE. os elementos que comporão a referência são: . Exemplo: REVISTA DE EDUCAÇÃO DA PUCRS. 3. Local de publicação. Quando o documento utilizado for um artigo de jornal. 7. n. Local de publicação : Editora. Título do artigo. todavia. Teoria do currículo sim.1 Periódicos Considerados no Todo Quando o documento utilizado for um periódico e ele for integralmente utilizado (vários artigos de toda a coleção). Campinas. X. 7. devido à sua característica peculiar. 23-27. Revista de Educação da IASD. páginas inicial-final do artigo. Porto Alegre : PUCRS.

Belo Horizonte. 2001. Título do artigo. n. Resumos. ano). suplementos. 12A-13A. 11-12. p. p. seção. 233-302. Local de publicação. H. por exemplo. Revista de História da Universidade Federal de Minas Gerais. v. data (dia. p. F.151 Chave: AUTOR DO ARTIGO. Nota indicativa de resumo. 22 set 2001. . Ano.. 2000. As eleições e a educação. ago. São Paulo. Política. Título do jornal. Belo Horizonte : ATTB. páginas inicial-final do artigo referenciado. Quando o documento utilizado for um resumo de livro. Folha de São Paulo. etc. publicado numa seção de resumos. coluna 3. A economia continua em crise. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA DA PARTE RESUMIDA. 21.4 Resumos Os Resumos são textos técnicos que sintetizam livros ou artigos de periódicos e são publicados em documentos específicos (publicações que reservam espaços apenas para resumos ou só publicam resumos). Exemplo: PADOVANI. mês. Exemplo: GÓIS. 13 out. O Estado de São Paulo. Título da parte resumida. 12. 2002. Cada um destes tipos terá uma referência adequada às suas características. L. Fonte onde o resumo foi publicado. Número ou título do caderno. DONIZETTE. História dos povos bárbaros. número de ordem da(s) coluna(s). 7. Local : Editora. Economia.

K. acrescenta-se a nota indicativa Resumo de: antecedendo a fonte de onde foi retirado o resumo. Jul. etc.) e publicou em 2001 este resumo. 2001. Título do periódico onde o resumo foi publicado. Exemplo: páginas inicial-final do artigo que foi resumido. número do volume do periódico onde o resumo foi publicado. Resumo. data de publicação do periódico onde o resumo foi publicado. Jan. . os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTOR DO ARTIGO. Nota indicativa de resumo. 1. No caso do exemplo acima. São Paulo. número do fascículo ou ano do periódico original de artigo foi publicado. v. Em 2002 a Revista de História da UFMG publicou este resumo na íntegra em um de seus números. n. Quando o documento utilizado for o resumo de um artigo de periódico. K. 2000. monografia. Quando a autoria do resumo for indicada. 4. página(s inicialfinal) do resumo publicado. v. n. Título do artigo. Exemplo: FRANCO. Esta é uma das possibilidades de se referenciar resumos utilizados em trabalhos científicos. Franco publicou um artigo em 2000 e o resumo deste artigo foi publicado em 2001. p. p. Título do periódico original de onde o artigo foi publicado. Adolescentes e gravidez. Local de publicação do periódico onde o resumo foi publicado. 44-47. publicado numa seção específica para resumos. número do fascículo ou ano do periódico onde o resumo foi publicado. H. em um outro periódico. Porto Alegre. 213-219. Revista de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Góis fez o resumo de um texto (pode ser livro. Local de publicação do periódico original de onde o artigo foi publicado.23.152 • No caso do exemplo acima. 2. data de publicação do periódico original de onde o artigo foi publicado. Revista de Psicologia da USP. volume do periódico original de onde o artigo foi publicado.

2000. Título da resenha. volume do periódico. v.153 Exemplo: FRANCO. páginas inicial e final do texto da resenha. 2. Porto Alegre. 213-219. Resumo de: MENDES. Resenha. 1. 2. Quando o documento utilizado for uma resenha sem título próprio os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA DA RESENHA. Jul. Rio de Janeiro. data. n. 14. 4. Jan. São Paulo. Nota indicativa contendo Resenha de: coloca-se o nome do autor do texto resenhado e o título do texto resenhado. p. Local de publicação do periódico. O. 44-47. K. . Local de publicação do periódico. Título do livro ou artigo resenhado. seguidos das demais informações sobre a fonte onde se encontra o texto resenhado. 7. Resumo. número do fascículo do periódico. 2004. Nomeações e vetos em tempos de CPI: uma análise comparativa. 234-236. p. Exemplo: FRAGOSO. volume do periódico. Nota indicativa de resenha. data. Revista de Psicologia da USP.23. v..5 Resenha Resenhas são textos técnicos que resumem e comentam livros ou artigos de periódicos e são publicadas em documentos específicos (publicações que reservam espaços para resenhas ou só publicam resenhas). Revista de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. v. Adolescentes e gravidez. n. páginas inicial e final do texto da resenha. Título do periódico que publicou a resenha. Quando o documento utilizado for uma resenha com título próprio os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA DA RESENHA. Revista de Administração da FGV. número do fascículo do periódico. 2001. J. n. Cada resenha terá uma referência adequada às suas características. Título do periódico que publicou a resenha. p.

procedimentos. resoluções e indicações. Jan. Exemplo: PEIXOTO. processos.1 Leis e Decretos Quando for utilizado um documento legislativo do tipo Leis e Decretos. 2002. Revista da Faculdade de Letras da UFBA. padrões. Título (que em geral é o número da norma) : subtítulo da norma.-Mar. A análise do discurso: divagações ou ferramenta científica ?. Salvador.154 Exemplo: PARANHOS. Concepções filosóficas sobre a análise do discurso na perspectiva de J. Duran. E. 63-71. v.7. as decisões e sentenças judiciais. p.7 Documentos Legislativos São documentos legislativos as leis. Quando o documento utilizado for uma norma técnica os elementos que comporão a referência são: Chave: ORGÃO NORMALIZADOR. os elementos que comporão a referência são: . S. Local. os pareceres. os acórdãos. Brasília. 7.1. n. NBR6023 : norma técnica sobre referências. Resenha de: DURAN. 379 p. R. 7. 2004.6 Normas Técnicas Normas Técnicas são parâmetros estabelecidos para definir posturas. 7. etc. Campinas : PAPIRUS. J. Ano. 2. os decretos. 2005.

98. Ementa ou acórdão. Relator: nome.98. p. 2324. Do Supremo Tribunal Federal. data. Exemplo: apelação. Diário Oficial da União. 2 maio 2003. Partes litigantes (agravo. Decisões. Resoluções e Indicações Quando for utilizado um documento legislativo nesta categoria. Albergaria Felinto Motta. Nome da corte ou tribunal. Exemplo: BRASIL. Relator: Dr. decisão ou sentença. Dados da publicação que divulgou o acórdão. Tipo e número do recurso. 45. Diário Oficial da União. Seção 1. coluna 3. ESTADO OU MUNICÍPIO. p. v. os elementos que comporão a referência são: Chave: NOME DO PAÍS. 2002. Brasília. Habeas corpus n. n. 7. Seção 1.7. hábeas corpus). Sentenças de Cortes ou Tribunais Quando for utilizado um documento legislativo nesta categoria. ESTADO OU MUNICÍPIO. Estabelece parâmetros para a realização do referendo sobre a proibição da comercialização de armas de fogo e projéteis no Brasil. Data. n. Decreto n. embargo.7. os elementos que comporão a referência são: . 111.218. 7.3 Pareceres. 13 Set. Ementa. Brasília. 45. coluna 3. v. 111. Promotoria da cidade de São Paulo e Antonio Pedro de Paranhos Neto. 2.2 Acórdãos. 13 Set.155 Chave: NOME DO PAÍS. Exemplo: BRASIL. Deferimento de habeas corpus. Dados da publicação que divulgou o documento. de 12 de setembro de 2002. 2002. Título e número da lei ou decreto.

Ano. 2324 de 31 mar. Inglês. 22th ed. Consultoria Geral da República. número e data. Direito internacional. Ano. Edição. Dados da publicação que Exemplo: divulgou o documento.8 Bíblia 7. Tradução ou versão. Tipo (parecer. p. 265-266. São Paulo : Mc-GrawHill. Exemplo: BRASIL. Exemplo: . v. Consultor> Alceu Amoroso Lima. Parecer n. Competência para extradição de estrangeiros que atuam nas instâncias do governo federal. In: MONTEIRO. Relator ou consultor: nome. Tradução ou versão.8. Língua. os elementos que comporão a referência são: Chave: BÍBLIA. New York : LCD.156 Chave: AUTORIA (Instituição ou Pessoa).2 Partes da Bíblia Quando o documento utilizado for um dos livros da Bíblia. resolução. 2003.1 Bíblias Consideradas no Todo Quando o documento utilizado for a Bíblia em sua íntegra – toda ou quase toda a bíblia – os elementos que comporão a referência são: Chave: BÍBLIA. Local : Editora. Ementa. Título.3. Edição. Título.8. Nome do Livro da Bíblia. indicação). Língua. de F. 7. Exemplo: BÍBLIA. Local : Editora. C. Kings James Version. 2001. 7. 2004. Holly Bible.

ed. Data.10. Ementa da entrevista. 7. Catálogo. Ano. A Bíblia Viva. Nota indicativa de catálogo quando não constar no título. Local. Quando o documento utilizado for um catálogo. realizadas na perspectiva científica. são instrumentos de divulgação de informações atualizadas e precisas. 2001. Título do catálogo. M. Londrina. etc. Local.9 Catálogos de Exposições. 7. Tanto as Em geral. São Paulo. 2002. 35.1 Entrevistas Não Publicadas Chave: AUTORIA (nome do entrevistado – aquele que concedeu a entrevista). Versão Antonio Pereira de Figueiredo. organização. Exemplo: HERCULES. . Ingresso de carteiras de negócio internacionais em instituições financeiras brasileiras. Apocalipse. etc. 2000. Muito utilizados por pesquisadores de algumas áreas específicas. Português.10 Entrevistas As entrevistas são excelentes ferramentas de pesquisa. quanto as publicadas. elaboradas pelo pesquisador. associação. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA (instituição. Exemplo: ASSOCIAÇÃO PRÓ-ARTE DE LONDRINA. Editores.157 BÍBLIA. São Paulo : Paulinas.). Mostra de pintura da UnisTest Mendel. quando 7.

Indicação de entrevista. Ingresso de carteiras de negócio internacionais em instituições financeiras brasileiras. Título do documento que publicou a entrevista. projeto em andamento ou projeto concluído). Y. Título do Projeto. Entrevista. Exemplo: GRACIANO.1230-1. 23. Dados completos da fonte que publicou a entrevista. . (Sigla da instituição mantenedora. a instituição e o local ao título. Revista de Medicina da USP. p. 2002. É possível indicar o nome do entrevistador na nota da entrevista. 7. A era das academias. n. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (Coordenador do Projeto). n.10. Marília. 204-209.11 Projetos de Pesquisa Quando o documento utilizado for um Projeto de Pesquisa. Entrevista concedida pelo Cherman do Commertz Bank no Unibanco Brasil. Cirurgias de redução do estômago. v. Título da entrevista. Jul-Ago. quando for de interesse do pesquisador.254. Revista de Educação Física da UNIMAR. 1. Entrevista concedida a Paulo Antunes Maia. Local : Unidade executora. Maio 2005. data de início. Exemplo: PEREIRA. 112.158 Quando a entrevista é concedida em função de cargo ocupado pelo entrevistado. v.2. Código do Projeto). A nota de entrevista ao final da referência deve ser omitida quando figurar no título. paginação. Exemplo: HERCULES. Nota de status (Se é anteprojeto. 2001. 7. São Paulo. A. São Paulo. Nome e número do Programa – Título do programa. 3. São Paulo.2 Entrevistas Publicadas Chave: AUTORIA (nome do entrevistado – aquele que concedeu a entrevista). p. M. acrescenta-se o cargo.

Palestra proferida na Faculdade de Física da UFSCAR. U. associação ou outro). Projeto concluído. Livro 23. 31 mar. . p. 23-24. Projeto 3635). 2001. 7.159 Exemplo: ANDRADE. Ata da reunião do colegiado do Curso de Educação Física realizada em 21 de março de 2002. Nota indicativa de origem do documento (palestra. São Carlos. (Coord.). Hortolândia. 15 p.13 Atas de Reuniões Quando o documento utilizado for uma Ata de Reunião. Título. notas de aula. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (Instituição. de C. Atividades gestoras em ONGS. Teoria quântica. Exemplo: CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO. páginas inicial-final. Local. 2001. Exemplo: NEVES. Título e data. S. etc.). (ong Viva Rio.12 Obras Inéditas (Documentos Não Publicados) Quando o documento utilizado não houver sido publicado. 7. Programa 116 – Gestões de ONGS. Livro número. São Paulo : ONG Viva Rio.

Exemplo: GEOMAPAS. São Paulo : LTF. G. 7.14 Documentos Cartográficos São documentos cartográficos os mapas. Escala. 2004. 7. GEOMAPAS. 2001. Local : Editora. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (autor e/ou editor).. Título.2 Atlas Quando o documento utilizado for um atlas. Local : Editora.. Exemplo: MAIA. Título do atlas. Ano.14. e similares. altura X largura. 1 globo : color.160 7.000. atlas. Washington. 2004. STILL. 1 mapa : color. A única variação é o termo indicativo mapa ou globo e a dimensão que no globo será indicado o diâmetro em cm. 78 x 88 cm. Escala 1:500. Quando o documento utilizado for um mapa ou um globo. . São Paulo : LTF. Globo terrestre.1 Mapas e Globos Mapas e globos são referenciados de forma muito semelhante. globos. Relevo geográfico brasileiro. 115 cm.. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA.14. Ano. R. Número de unidades físicas : indicação de cor. Atlas geográfico dos Estados Unidos da América.

Exemplo: GEOGRAFIA do Brasil: relevos e fronteiras. 2004. R. 7.15 Partituras Quando o documento utilizado for uma partitura.161 Quando não há autor ou editor. Washington.16 Gravações Sonoras São documentos em gravação sonora: CDs. Local : Editora. Exemplo: DIAS. Nossa gente nossa música: ano 2002. Indicações complementares de responsabilidade. cassete. Título. Exemplo: ATLAS histórico dos Estados Unidos da América. videodisco laser. São Paulo : UNASP. 1 partitura (8 p. Número de partituras (quantidade de páginas). os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (compositor). a referência será iniciada pelo título do atlas. Se a palavra atlas não aparece no título do documento. Atlas. 2001. . 2002. Ano. vinil.) 7. São Paulo : Ática. deve-se fazer a indicação ao final da referência.

os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (compositor). número de canais sonoros.16. Executante. Exemplo: PARALAMAS DO SUCESSO. O Messias. Exemplo: MOTA. Executante. 2001. Local : Gravadora. se necessário. estéreo. microssulco. 2320-9-80. Toronto : WCA Music. Em caso de coletânea. Regina Mota.1 Discos Compactos Áudio – CD Áudio Quando o documento utilizado for um CD para áudio (somente aparelho de música). Nova Friburgo : ADSAT. 2001. HANDEL. estéreo. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (compositor). número de canais sonoros. a Referência se iniciará pelo título.16. Título. Prá cima Brasil. Número de discos (tempo de gravação em minutos) : número de rotação(ções) por minuto. 2000. 1 disco (45 min) : 331/3 rpm. Título. 2 Cd (96 min). Grupo Vocal VP. 20030-2-1020. Número de CDs. Número de CDs (tempo de gravação em minutos) : tipo de gravação. D223 S145 12/89. Klein. Número do disco. .2 Discos de Vinil Quando o documento utilizado for um disco de vinil. F. Ano. 9 luas. Local : Gravadora. Rio de Janeiro : Odeon. G. estéreo. regente. Orquestra Filarmônica de Frankfurt.162 7. 7. sulco ou digital. J. 1 CD (50 min) : digital. Ano. será iniciada pelo(a) intérprete. R. Digital.

2001. Título. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (compositor).4 Cassetes Quando o documento utilizado for um cassete sonoro. R. Número de unidades físicas (duração) : tipo de gravação. neste caso. Lado B. Caso o pesquisador utilize apenas um dos lados do disco. São Paulo : RCA. Ano.16. Exemplo: FONSECA. 89208389. A glória e magestade. microssulco. Chuva de bênçãos. deve ser feita a designação Lado A ou B. microssulco. Exemplo: . somente este lado deve ser referenciado e. 7. 2004. Número de unidades físicas (duração em minutos) : laser. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA.16. Executante. Local : Gravadora. 4 discos (240 min): 331/3 rpm. número de canais sonoros. São Paulo : RCA. 89208347. UO-34-598. Chuva de bênçãos. estéreo.3 Videodisco (Laser) Quando o documento utilizado for um videodisco laser (ou CDL). Exemplo: CORAL CARLOS GOMES. R. após a data. Título. 7.163 Exemplo: FONSECA. 1 disco1 (40 min): 331/3 rpm. Local : Gravadora. São Paulo : RCA. estéreo. 1 videodisco (35 min) : laser. Número do disco. 2004. estéreo. Ano.

cassete. Zilda e Elias Azevedo e os Pequenos Cantores da Colina. • Dimensão: deve-se registrar a bitola (largura) em milímetros (mm) ou polegadas (pol). legendado (leg. Rio de Janeiro : Está Escrito. 1 cassete (100 min) : son.17 Filmes e Gravações em Cassetes 7. Número de unidades físicas (duração em minutos) : indicação de som (legenda ou dublagem). conforme o caso. Betamax). cartucho.. Observações: Os dados de descrição física de filmes cinematográficos e gravações em cassete devem ser registrados assim: • Número de unidades físicas: deve-se utilizar os termos (bobina. São Paulo : INC. Ano. .) ou dublado (dubl. largura e milímetros. AZEVEDO. sonoro (son. rolo). Cristo ama as criancinhas. 2002. E.). • Tempo de projeção: deve ser indicado em minutos.164 AZEVEDO. APL-M. NTSC.).17. indicação de cor. Direção de Williams Costa Júnior. • Características de som: deve-se indicar: mudo. 1997. Sistema de gravação. Local : Distribuidora. os elementos da referência são: Chave: TÍTULO. Z. estéreo. 12 mm. conforme o caso. 7. 1 cassete (45 min) : son.1 Gravações em Cassetes Quando o documento utilizado for uma gravação em cassete. . • Sistema de Gravação para Vídeo: deve-se registrar o sistema utilizado (VHS. VHS NTSC. Direção de. para colorido. Exemplo: SEMÕES do pastor Stina.. • Cor: deve-se utilizar as abreveaturas p & b para preto e branco ou color.

. Quando o documento utilizado for um microfilme. 1 bobina de microfilme. dimensão em centímetros. I. a utilização deste material é muito comum entre pesquisadores de algumas áreas específicas do conhecimento. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. Paleontologia. 5 x 5 cm. 3 v. largura em milímetros. Ano.165 7. Microfichas. Exemplo: CARVALHO. 2 v. Número de unidades físicas. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. de S. 2004. Geografia do Brasil. Ano. Trigonometria euclidiana. redução. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. Local : Editora. Número de slides : indicação de cor.24. Título. Slides e Diafilmes Também chamadas de Microformas. São Paulo: NCN: color.000. 35 mm. São Paulo : LTC. Exemplo: MOURA. São Paulo : LTC. Quando o documento utilizado for uma microficha. . Título. de S. D. Exemplo: MONTEIRO. Título. redução de 1.18 Microfilmes. Local : Editora. Ano. Número de unidades físicas. Quando o documento utilizado for um slide. I. Local : Produtor. 2003. 2 microfichas.

Título.19 Transparências Quando o documento utilizado for uma transparência. W. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. 2005. largura em milímetros. Local : Editora. Título. Rio de Janeiro : IBGE.20 Fotografias Quando o documento utilizado for uma fotografia. São Paulo : Melhoramentos. 35 transparências : p & b. 7. Número de unidades físicas (número de fotogramas). os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (fotógrafo). 7. Ano. Número de unidades físicas : indicação de cor. Ano. dimensões. Exemplo: VICENTE. 500 anos de história da Educação. Exemplo: BARBOSA. Título. Número de unidades físicas : indicação de cor. S. Hidrografia da região nordeste do Brasil. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. Exemplo: . 1 diafilme (78 fotogramas). Local : Produtor. 35 mm.166 Quando o documento utilizado for um diafilme. 2002. Ano.

21 Pôsteres Quando o documento utilizado for um pôster. 7. os elementos da referência são: Chave: TÍTULO. 2001.) : p & b. Belo Horizonte : UFMG. 1 pôster : color. Fotógrafo René Monges. Dois nobres na corte. seguido do título da obra. este dado antecederá o número de fotos. 1 álbum (50 fot. Ano. V. 2001. Local : Editora. Somente então é indicado o nome do fotógrafo e demais dados: Exemplo: MICHELANGELO. 7. Exemplo: FISIOLOGIA da mão. os elementos da referência são: . Fotografias de obras de arte terão a referência iniciada pelo nome do autor da obra. 1 fot. 15 x 18 cm. 2004.22 Cartas Quando o documento utilizado for uma carta não publicada. 18 x 36 cm. 1 fot. Fotógrafo René Monges. 2004. . Moisés. por exemplo). : color. Exemplo: RAFAEL. Número de unidades físicas : indicação de cor. 15 x 18 cm. Se o pesquisador houver utilizado uma coleção de fotografias com suporte físico próprio (álbum. : p & b.167 ALMEIDA. Estrutura em concreto protendido.

G. Nota indicativa de bula. Local. 7. Carta ao filho William. E. os elementos da referência são: Chave: NOME COMERCIAL DO MEDICAMENTO: nome genérico. Responsável técnico.168 Chave: AUTORIA DA CARTA. G. Exemplo: SINTROYD: tiroxina. 2 f. Exemplo: WHITE. São José do Rio Preto : NOVACIL Farmacopédia. Título da publicação. Local : Laboratório/Fabricante. Local (dados complementares da publicação). os elementos da referência são: Chave: AUTORIA DA OBRA ONDE A CARTA FOI PUBLICADA (Indicação de responsabilidade do autor) Ementa da carta. Mensagens aos jovens. viajando na Suíça. 1899. E. Quando o documento utilizado for uma carta publicada. Ano. 2001. Cartas de Ellen White escritas aos jovens da igreja. data (dia. Ementa da carta. . Marilena Almeida Gomes. 789 p. 17 out. Berna. Descrição física Exemplo: WHITE. 2002.23 Bula de Remédio Quando o documento utilizado for uma bula de remédio. mês e ano). Bula. Tatuí : CPB.

Ementa. . SAMPAIO. WALMOR. Saberes e discursos sobre educação especial: uma análise comparativa. periódicos. 2001. data (dia.24 Informações e Documentos Eletrônicos São considerados documentos eletrônicos os Arquivos Eletrônicos. T. de H. Programa gerador.2 Arquivos Eletrônicos Quando o documento utilizado estiver registrado em um arquivo eletrônico – de dados e textos criados no computador – os elementos da referência são: Chave: AUTORIA DO ARQUIVO. 1 disquete 31/2 . os disquetes. . n. Indicação de disquete e dimensão do mesmo. periódicos. os Softwares. R. relatório.24.169 7. As informações oriundas deste tipo de fonte (mesmo quando livros. D.34. Extensão.1 Disquetes e Similares Quando o documento utilizado estiver registrado em um disquete. 2004. Título. Custódia (depositário). Exemplo para Periódico em Disquete: PEREIRA.24. Local. 2. 7. v. E. São Paulo : EDUSP. Jornalista de Hoje. Exemplo para Livro em Disquete: FURTADO. p.). 77-79. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. Fortaleza. Nome do arquivo. as fitas magnéticas e os CD-Roms. jan. 7. Descrição física.) receberão tratamento específico no momento de sua referenciação. etc. etc. Dados complementares da fonte da informação (livro. Ética na propaganda. mês e ano). . 1 disquete 31/2 .

Projects for Windows XP.170 Exemplo: CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO/Campus HT. 4mm. Windows XP. Exemplo: MIROSOFT CORPORATION. 2005. Biblioteca Universitária. 2 folhetos e 1 manual. Exemplo: MIROSOFT CORPORATION. Ano. Chicago. Local. 5 disquetes 51/4pol. Chicago. Projeto Pedagógico. Chave: AUTORIA DO PROGRAMA. Projeto pedagógico do curso. tipo de suporte. Ano. Nome do programa e versão. Local : Editor/Produtor. Hortolândia. 2002. Título e versão. Nota indicativa sobre aplicação do programa. tipo de suporte. 3 disquetes 51/4pol. Descrição física. Descrição física. Curso de Pedagogia. 2002. 13 out. Notas: indicação dos elementos que compõem o conjunto de softwares. . 5 fitas magnéticas DAT 2GB. Windows Se o documento consultado for um conjunto de softwares. contendo diferentes tipos de materiais e estejam sendo mantido juntos – por necessidade – os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. 2005. Conjunto de softwares: 8 disquetes 3 ½ . elaborado para utilização a partir de 2003.

2001. Ano. os elementos da referência variarão conforme o caso: • Livros no todo: Faz-se a referência do livro. Local. Sermões para todas as ocasiões. 2003. Título. Local. Base de Dados e Similares No CD-Rom. E. periódicos. Exemplo: GIROTO. Exemplo: SOCIEDADE BRASILEIRA DE FISIOTERAPIA. fragmento. 7. a fonte original da informação e em seguida. Rio de Janeiro. indica-se em quantos CD-ROMS está contido o livro. 4mm. indica-se em quantos CD-ROM está contido o livro. poderão estar registrados livros.3 Fitas Magnéticas e Similares Quando o documento utilizado for uma fita magnética. que possui grande capacidade para armazenar textos e imagens. e ao final. Fita magnética DAT 3GB. 24 CD-ROM • Partes de Livros: Faz-se a referência da parte do livro. Indicação de fita magnética. ao referenciar as informações contidas em um CD-ROM.4 CD-Rom. Indicação de fita magnética. Chave: AUTORIA. etc. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. capítulo.24. Ano.171 7.24. completa. dimensão. eventos. dimensão. levar-se-á em conta. Estudos de fisiologia do movimento dos membros inferiores em humanos na faixa etária de 0 a 10 anos. e ao final. Quando o documento utilizado for um CD-ROM. Título. São Paulo : UNASPRESS. faz-se a indicação da mídia onde está contida a informação. . Assim.

172 Exemplo: FRANCCESCO. publicações periódicas. relatórios. Estudo do idioma alemão no Brasil: pesquisa da USP nos Estados 2005.html> Acesso em: 23 set. Seguindo este raciocínio. Exemplo de documento não publicado: XIMENES. 7.unijui. Disponível em: <http://risc. L. Disponível em: <endereço eletrônico> Acesso em: data (dia. 1 CD-ROM. M. In: BUCCO. para qualquer outra situação – por exemplo: eventos. do Sul.tche. 2004. Título. K.25 Fontes Eletrônicas Online São aquelas disponíveis e acessíveis via protocolos: • E-mail (comunicações pessoais) • http (usado pelo www) • ftp • Gopher • Telnet • Listas de Discussões As informações oriundas deste tipo de fonte têm como elementos da referência: Chave: AUTORIA. Fonte (se for documento também publicado). História da Arte no Velho Mundo. A história da arte contemporânea na Europa do século XIX. . Rio de Janeiro : McGraw-Hill. mês.br/~alemao/autodidata. ano). etc – faz-se a referência conforme o tipo de fonte e em seguida a indicação de CD-ROM.

html> Acesso em: 01 out. Belo Horizonte : JKL. U. 2002. Para publicações periódicas online. 2005. Anais do Sétimo Encontro Anual de Iniciação Científica do UNASP Campus SP. Disponível em: <http://www.173 Exemplo de documento publicado: FARIA. Disponível em: <http://unasp. . Física para segundo grau. São Paulo.br/enaic 7. 2005.usp.html> Acesso em: 21 jan. 234 p. O relacionamento enfermeiro(a) e familiares de pacientes terminais. In: ENAIC. observa-se o seguinte padrão: fazse a referência do documento – do autor/título até a data – e na seqüência a indicação de disponibilidade e acesso.fisica/segundograu. V. Exemplo para eventos científicos: KONNOR. 2005. 7..edu.

174 PÔSTER PARA EVENTOS CIENTÍFICOS Eliethe Xavier de Albuquerque eliethe.br O Pôster científico é um veículo de divulgação apropriado em qualquer evento. 2005). desperta o interesse de pesquisadores iniciantes. Para trabalhos em fase de conclusão ou já concluídos. afins e até mesmo de fomentadores de pesquisa.albuquerque@unasp. Equivoca-se aquele que não vê num Pôster científico oportunidades semelhantes às oferecidas por mídias como a TV e a Internet (ALBUQUERQUE. Bem elaborado.edu. .

8. É importante lembrar que o trabalho poderá ser divulgado em mais de uma forma. Esta síntese deverá ser construída de tal forma que desperte a atenção das pessoas que poderão ser beneficiadas com o novo conhecimento em divulgação. um resumo.1 Ler as Instruções Quando se elabora um pôster.175 8 PÔSTER CIENTÍFICO Concluído o trabalho de pesquisa propriamente dito. redigir. Isto implica qualidade. serão apresentados a seguir alguns parâmetros a serem considerados na elaboração de um Pôster Científico. e para a sociedade. chega-se também ao momento de registrar. disponibilizam. concomitantemente. Os coordenadores responsáveis pelo evento ou central de exposições. dissertações ou teses – a depender do tipo de trabalho desenvolvido. um paper. o primeiro passo nesta direção será “pensar” o pôster! A função do pôster é apresentar dados relevantes de uma pesquisa. o trabalho. Em geral. um pôster – chamado por alguns de banner. Se a opção de divulgação for o pôster. objetiva-se que seja exposto em algum lugar ou em algum evento. qualidade de conteúdo e de forma! A partir desta perspectiva. elas informam sobre: . Em geral. se as oportunidades assim permitirem. instruções e normas que condicionam tal participação. a fim de que o mesmo seja divulgado entre as comunidades científica e acadêmica. juntamente com a oportunidade de participação. As opções para a efetivação desta divulgação podem ser as conhecidas monografias. o ato de pesquisar. de forma sintetizada. chegando-se às considerações finais. ou ainda um artigo científico. as oportunidades para divulgação determinarão de quantas destas opções o pesquisador se utilizará para comunicar e divulgar o seu trabalho.

o pesquisador deverá investigar este detalhe. dados coletados. dificuldades no momento da exposição. Um pesquisador prevenido garantirá que o seu trabalho esteja afixado desde os primeiros momentos da exposição. etc. É fundamental estar atento a esta informação e respeitá-la para evitar dificuldades no momento da exposição. considerando-se o espaço disponível para cada participante. .4 Fixação O local e as condições infra-estruturais definirão o tipo de fixação que o pôster exigirá: prego. 8. justificativas.3 Local As equipes experientes informam aos interessados o local onde o pôster será exposto e quais são as condições destes locais. metodologia. evitando assim. fitas adesivas. taxinhas.1 Conteúdo O que se espera do pôster em termos de conteúdo é muito semelhante às expectativas para os demais meios de divulgação de pesquisas acadêmicas: Introdução.20m X 1. 8. 8.2 Tamanho As dimensões do pôster são divulgadas. Caso isto não ocorra. objetivos.1.50m.1. geralmente variam entre 60cm X 80cm a 1.1. isto garantirá ao interessado elaborar o seu pôster em material adequado às condições locais. análise e discussão dos dados.176 8. considerações finais e referências bibliográficas.1.

177 8.1. Atenção a este item evitará perdas de tempo e até mesmo o furto do pôster.) e IMAGENS (desenhos.).. Afinal.8 Utilize-se dos elementos básicos O Pôster será composto de TEXTOS. o envolvimento faz com que considere cada detalhe significativo. caso contrário. os resultados de seu trabalho.. Todavia.. DADOS (gráficos. . fotos. Este cuidado é exigido tanto para a fixação quanto para a retirada. os elementos extremamente relevantes. de modo a apresentar sob a forma de pôster. é fundamental que o pôster não contenha excesso de informações. tabelas. 8..1.5 Horário É fundamental estar atento a este detalhe.7 Respeite a estrutura básica dos trabalhos científicos Não importa a forma da divulgação.1. diagramas. estatísticas. 8. a estrutura básica do conteúdo será a mesma – partindo da introdução e chegando às considerações finais ou conclusão. especialmente quando houver mais de uma sessão de exposição.6 Evite os excessos de informação Mesmo o pesquisador experiente pode ter alguma dificuldade para “pinçar” do conteúdo de sua pesquisa. ao invés de conquistá-lo e prender a sua atenção. ilustrações. por parte dos “aficionados” pela temática trabalhada. 8.1. o pesquisador poderá afastar o seu público em potencial.

Instituição de Origem.com Silvio Almeida Júnior (Orientador) Docente no Centro Universitário Adventista de São Paulo – Disciplina: Informática aplicada almeidajúnior.178 8. o essencial é indispensável! .edu.2 Texto Sobre o texto. Orientador. Autor(es). Exemplo: EDUCAÇÃO DIGITAL INCLUSIVA Antonia Lima Souza Aluna do 3º sem.br 8.silvio@netcom.1.9 Elementos de identificação As primeiras informações expostas no Pôster serão: O TÍTULO DO TRABALHO (todo em caixa alta). considera-se: 8. endereço para cont@to. de Pedagogia Centro Universitário Adventista de São Paulo alsouza@hotmail.2.1 Quantidade de conteúdo Nem muito nem pouco.

2. Compare os exemplos a seguir: .2 Presença dos elementos básicos Já referidos anteriormente. as Considerações Finais merecem destaque em relação ao restante do texto. conforme a localização do texto no pôster).. 8. 8. sempre com alinhamento lateral (à esquerda ou à direita. todavia. 8. devem estar expostos de forma sucinta. pesados. Exemplo: Referências Bibliográficas: Ver alsouza@hotmail. se na exposição for necessário optar entre estas e outros conteúdos do texto. pois pode afastar ou atrair os possíveis interessados na temática pesquisada.com. quando em posição vertical (após a fixação do pôster no local de exposição).5 Diagramação Este é um fator de grande importância. leves. elas são “o presente” do pesquisador para as comunidades científica. desde que se indique onde o interessado poder conferi-las.179 8. eles devem ser distribuídos em colunas. o texto disposto em colunas. pode-se fazê-lo.3 Destaque especial Na exposição do conteúdo. Além disto. “descansa a vista” do leitor. Ao invés de textos corridos. mas com clareza. pois dificultam a leitura..4 Referências Devem ser indicadas e com o devido destaque.2. Textos com alinhamento centralizados ou justificados devem ser evitados.2.2. acadêmica e cidadã.

o texto deve vir à margem da figura. tipo: Arial. Evitem-se fontes artísticas ou rebuscadas. nunca deve ser colocada sob o texto.6 Cuidado com as Fontes O texto deve ser redigido utilizando-se fontes (modelos de letras) simples. o texto de conteúdo deve ser redigido com fonte em tamanho 25. Mofkçsld kfkslçdfk çskfpopoo pppdasid opaispdas çsdsdkak dçak. Quanto ao tamanho. Nalskdlç ksdlçka ksdçAlk aslçdkaç sdkalçsd klçuonii ooiooiioi ask.7 Uso de Ilustrações É importante e necessário. desde que não prejudiquem a leitura do texto. Exemplo: Mfklsdfkljsdfj askldjfklasjdfk lsdjfkljasdklfjs ldkfjlskadjflka sdjflkjasdklfjsl adkfjklsdjfklja sdklfjasldfkjas ldkfjk.mlçdka çsdkçlsdçksdlçkslçdkçs dkçlskdçksdlçksdçlkçsd kçlskdlçkasdçlksçdksç. no mínimo. 8. com traços retos. Times New Roman (TNR). à esquerda ou à direita. Maksdk adkçals kdlçksdl çkaksdçl kaslçdk açsdkalç sdklçask dl. Qkdjaksj kdjaklsjdj askldjklas jdkljaskld jklasjdlaj dkljalsjlas jk. etc. há ainda a opção de vir acima ou abaixo.2. Century. preferencialmente elas devem aparecer sob a forma de “marca d´agua”. .2. O texto em CAIXA ALTA – tudo em maiúsculas – deve ser utilizado apenas para títulos. Neste caso. Recomenda-se usar o mesmo tipo de fonte em todo o conteúdo do pôster.180 Maksdkadkçalskd lçksdlçkaksdçlkaslçdkaç sdkalçsdklçaskdloaspdo pasodpospdoasdjksdkljl çksjdklsjdkljsdlj. mas é preciso respeitar alguns parâmetros: • Figuras de Fundo – Podem ser utilizadas. 8. se a figura for colocada em resolução normal.

181 • Cuidados com a Resolução – É comum encontrar trabalhos com baixa qualidade na resolução de textos ou ilustrações, por variados motivos: “o cartucho acabou bem na hora...” “a impressora deu defeito...” “Tenho dificuldades para usar o computador...”. Todavia este tipo de justificativa não é aceito; apenas demonstra que o pesquisador foi relapso neste sentido. • Não usar ilustrações do CLIPARTS – As ilustrações oferecidas por estes recursos têm a finalidade de facilitar o dia a dia das empresas, e não são adequadas para ilustrar trabalhos científicos. Para estes, além das tabelas e gráficos, podem ser utilizadas fotografias ou desenhos personalizados (elaborados especialmente para ilustrar aquele trabalho).

8.3

Composição artística
A divulgação do trabalho científico objetiva, inclusive, atrair aliados à

pesquisa, e deve utilizar dos melhores recursos disponíveis para tal. Entre estes recursos, os da composição artística. Mesmo na mais livre composição artística, existe princípios que devem ser observados, a fim de que a arte também comunique. São eles:

8.3.1 Alinhamento
Sobre este item, em vários dos tópicos anteriores já existem orientações e referências indicativas de uso.

8.3.2 Simetria e Equilíbrio
Os conteúdos expostos no pôster – texto e imagens – devem obedecer aos princípios da harmonia simétrica, ou seja, um lado não deve ter mais conteúdo que o outro.

182

8.3.3 Ordem
Os conteúdos devem ser apresentados na ordem estabelecida para os elementos básicos – introdução, objetivos, justificativas, metodologia, dados coletados, análise e discussão dos dados, considerações finais, referências bibliográficas.

8.3.4 Oposição e Contraste
São princípios que auxiliam na percepção dos detalhes. branco; figuras claras sobre fundo escuro e vice versa. Tanto para

ilustrações quanto para textos. Por exemplo: Texto na cor preta, em fundo

8.3.5 Simplicidade
Os excessos de toda natureza são dispensáveis! Muita ilustração, muita informação, muito colorido, falta de colorido, pouco texto, muito texto... esses extremos provocam o desinteresse do possível interessado na temática da pesquisa apresentada sob a forma de pôster. A simplicidade é elegante, e sempre bem vinda em qualquer situação que envolva a ciência.

8.4

Dicas Tecnológicas
Para elaborar o pôster, os programas mais apropriados são:

PowerPoint, CorelDraw, PhotoShop, Ilustrator, FreeHand. Sabendo utilizálos, os resultados são sempre gratificantes! Mas, cuidado: o que se vê na tela do computador não é, necessariamente, igual ao que se verá impresso. Devese testar a impressão com antecedência. É recomendável ter sempre à mão uma cópia do pôster, para servir-se dela em caso de emergência.

8.5

Divulgação Eletrônica
Se pretender divulgar o Pôster na Rede deve-se utilizar o padrão:

183 • Formato: jpg • Largura: 600x900 pixels • Resolução: 72 dpi

8.6

Vale Lembrar
Não se deve deixar para elaborar o pôster na última hora; “deixar

descansar a massa do pão possibilita maciez e rendimento.” Recomenda-se deixar o pôster “descansar” um ou dois dias, antes de ser impresso. credibilidade. Os erros mais freqüentes em posters são: • Dificuldade de ler o pôster a uma distância de 1,20m ou mais porque a fonte ficou pequena (menor que 25); • Excesso de informações; • Objetivos e conclusões não destacadas. A recomendação da American Gastroenterological Association (AGA) é: Cabeçalho: Cabeçalho deve empregar no mínimo fonte 150 pontos (33 mm), indicando o título do trabalho, autor(es) e instituição. Texto: Letras do texto devem empregar fonte com 36 pontos (10mm). Destaque as seções: Numerar ou destacar cada seção para guiar o leitor do pôster. O uso de cores é um método efetivo de separar as seções e garantir um impacto visual. Mas, é importante verificar se a combinação de cores não prejudica a leitura. Desenvolvimento: O pôster deverá incluir 3 a 5 breves sentenças destacando as informações necessárias para compreender a pesquisa e porque foi feita. As questões da pesquisa ou as hipóteses de trabalho a serem testadas devem ser clara e sucintamente apresentadas. Isto possibilita a correção dos “erros invisíveis” garantindo a qualidade – irmã da

Gráficos: Resultados apresentados sob a forma de gráficos são muito mais efetivos do que blocos de texto. Como foi dito a princípio. Usar legenda para símbolos. APOIO DO ORIENTADOR! Dedicação é a palavra de ordem. em fonte maior. apresentando apenas detalhes de novos métodos ou modificações de métodos já utilizados. Assim. de uma PESQUISA BEM REALIZADA. LENDO SOBRE O TEMA escolhido. e incluía a interpretação dos resultados abaixo de cada gráfico. Recomenda-se ao pesquisador. gastar tempo E em todo o processo. BUSCAR O . (Muitos leitores lêem isso primeiro. Conclusões: Apresentar as conclusões sucintamente. as conclusões devem ser facilmente identificadas e compreendidas). o pôster é apenas uma conseqüência possível. especialmente o iniciante.184 Metodologia: Destacar brevemente a metodologia.

papiro. e todas as formas pelas quais os eruditos têm procurado reunir.] bibliografia é um registro de documentos. argila. etc. que venham a servir como fonte para consulta. à informação mais completa (BIBLIOGRAFIA. sobre um assunto ou dentro de uma disciplina. Embora a palavra bibliografia só tenha surgido em 1633.. impressos ou quaisquer gravações em variados meios (madeira. livros. escritos. repertório. papel. A primeira bibliografia publicada data de 1494 (Liber de scriptoribus ecclesiasticis). índice. a atividade que ela designa remonta à antiguidade: catálogo. 2006). inventários.. .185 BIBLIOGRAFIA [. metal.) sobre determinado assunto ou de determinado autor. inventário.

NBR 6022. _____________. NBR 14724. Informação e documentação . Rio de Janeiro : ABNT. 245 f. Informação e documentação – citações em documentos . NBR 10520. 2002. PUCCAMP. 2002. p.elaboração de referências . 2005. X. A Atuação do docente de ensino superior na formação de graduandos para o pensar cientificamente. Campinas. Teoria do currículo sim. O currículo da teoria não. _____________. 2002. . 2002. Conteúdo de aula.186 ALBUQUERQUE. ed. _____________. Informação e documentação – resumo – apresentação. São Paulo : UNASP.apresentação. Rio de Janeiro : ABNT. v. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6027. Rio de Janeiro : ABNT. Rio de Janeiro : ABNT. _____________. _____________. Dissertação (Mestrado em Educação. Rio de Janeiro : ABNT. E. São Paulo : Atlas. NBR 6023. 2002. Revista de Educação da IASD. Informação e documentação – Numeração progressiva das seções de um documento escrito – apresentação. 2. Informação e documentação – sumário – apresentação. 2002a. 174 p. ANDRADE. 2002. 2001. Campinas. Introdução à metodologia do trabalho científico. n. Como elaborar posters científicos. Docência no Ensino Superior) – Departamento de Pós-graduação em Educação. Informação e documentação – trabalhos acadêmicos – apresentação. M. de. Rio de Janeiro : ABNT. M. 3. 5. NBR 6028. _____________. jan. 23-27. de. 2002b. _____________.apresentação.

Rio de Janeiro : JUERP. Conhecimento: citações várias. Philadelphia : W. de H. CATANI. A. A. São Paulo: Brasiliense. São Paulo : Melhoramentos. J. Rio de Janeiro : Nova Fronteira. d. 213 p. L. R.B. 4.org/wiki/Jacques_Bossuet . Conteúdo de aula. Disponível em: http://pt. BUARQUE DE HOLANDA. C. In: WIKIPÉDIA. O prazer da produção científica: diretrizes para a elaboração de trabalhos científicos. B. Como preparar um pôster para um evento científico. Repensando a pesquisa participante. ed. [s. ed. ed.wikiquote. 2. de. FRANÇA. BIBLIOGRAFIA. Novo dicionário da língua portuguesa.187 AZEVEDO. C. 205 p. DORLAND’S. .org/wiki/Bibliografia. Redação de textos científicos. 2000. Illustrated Medical Dictionary. DUSILEK. 1986. V. Manual para normalização de publicações técnicocientíficas. 1985. 1999. a enciclopédia livre. BOSSOUET. 1978. B. 2. Porto Alegre : UFRGS. São Paulo : Papirus. 1994.wikipedia. Dicionário da língua portuguesa. Disponível em: http://pt. 28. FERREIRA. BRANDÃO. Airton. Belo Horizonte : Editora da UFMG. I.). Saunders Co. J. 1995. FEITOSA. (Org. Acesso em: 11 nov 2006. 8.]. Acesso em: 24 ago 2006. 1987.. São Paulo : Prazer de Ler. Darci. A arte da investigação criadora. ed. ed.

htm. ____________. Conversas sobre iniciação à pesquisa científica.188 FRANCISCONI.bioetica. São Paulo : Atlas.ufrgs. Referências bibliográficas de informações e documentos eletrônicos: uma contribuição para prática. C.htm.ufrgs. Elisa Pereira. 206 p. GONSALVES. disquete 3 ½ .bioetica. Campinas: Alínea. Princípio da beneficência. 3. GIL. 159 p.bioetica. Texto atualizado em 22/08/2004b. Disponível em: http://www. A. GOLDIM.htm. N. 3. atualizado 14/03/98. GOLDIN. HADDAD. R. Termo de consentimento informado para pesquisa: auxílio para a sua estruturação. de. B et al.]. 1 . Acesso em: 21 dez 2005. 1996. P. 5. ed. LADRIERI. Pesquisa social.ufrgs. São Paulo : Atlas..ufrgs. 2004. 1999. J.br/benefic. d. R. ____________. Texto Disponível em em: http://www.br/slippery.br/conspesq. 2003. Texto atualizado em 14/03/2004a. Disponível em: http://www. KRAEMER. São Paulo: Rocca. L. et al. Rio de Janeiro : Livraria Francisco Alves Editora. 80p.htm. ed. ed. Prefácio. Acesso em: 21 dez 2005.ed. L. In: BRUYNE. Como elaborar projetos de pesquisa. Princípio do respeito à pessoa ou da autonomia. Disponível em: http://www.br/autonomi. 1996. J.bioetica. Acesso em : 15 dez 2005. Metodologia de estudos em ciências da saúde: como planejar. _____________. Dinâmica da pesquisa em ciências sociais: os pólos da prática metodológica. C. 3. F. analisar e apresentar um trabalho científico. Acesso em: 21 dez 2005. J. Slippery Slope. [s. Curitiba.

. F. _________________. 3. 306 p. São Paulo : Atlas. São Paulo : Atlas. São Paulo : Atlas. A Cabeça bem-feita. B. 260 p. 2000. 237 p. P. Fundamentos de pesquisa em enfermagem. Técnicas de pesquisa. . Faculdade de Educação – Universidade Estadual de Campinas. 1995. P. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. 2004. _________________. 1986. resumos e resenhas. MONOGRAFIA. 1999. Campinas.wikipedia. Tendências paradigmáticas na pesquisa educacional. MORIN. LÜDKE. E. São Paul o: Atlas.189 LIMA.. 289 p. Redação científica: a prática de fichamentos. HUNGLER. MARCONI. M. ANDRÉ. 99 p.. ed. a enciclopédia livre. Ciência com consciência. D. Redação científica: a prática de fichamentos. LAKATOS. ed. ed. 1999. 2001. E. Rio de Janeiro : Bertrand Brasil. A. Porto Alegre : Artes Médicas. J. 4. Acesso em: 14 set 2006. de A. Disponível em: http://pt. Rio de Janeiro : Bertrand Brasil. E. São Paulo : EPU. D. M. 2000.org/wiki/Monografia. 1991. 2000. G. B. _____________. 3. resumos e resenhas. Redação científica: a prática de fichamentos. MEDEIROS. São Paulo : Atlas. M. Dissertação (Mestrado). In: WIKIPÉDIA. M. Metodologia científica. resumos e resenhas. _________________. POLIT.

S. R. 2005. P. P. trabalhos de conclusão. México : McGraw-Hill Interamericana. 2006. C. SEVERINO. ROESCH. A filosofia contemporânea no Brasil: conhecimento. 1998. ____________. TRALDI. ed. Projetos de estágio e pesquisa em administração: guia para estágios. 2002. 2000b. . 20. ed. N. Monografia passo a passo. dissertações e estudos de casos. SÁ. SPECTOR. 71 p. 2. 1991. ed. projetos de pesquisa e artigos científicos. de. Manual para redação de teses. 272 p. A construção do objeto de pesquisa em representações sociais. Curitiba: Editora da UFPR. Sistemas de bibliotecas: referências. Como fazer uma monografia. M. Sistemas de bibliotecas: citações e notas de rodapé. Metodologia do trabalho científico. Engenheiro Coelho : Impressa Universitária Adventista. São Paulo : Atlas. 2000a. Curitiba: Editora da UFPR.190 ______________. ed. Rio de Janeiro : EDUERJ. UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. SALOMON. A. 5. 2. SILVA. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 2001. 1997. política e educação. ed. 1999. Investigacion cientifica em ciências de la salud. 2. A. São Paulo : Cortez. D. São Paulo : Martins Fontes. Maria Cristina. 2000. ___________. 71 p. Petrópolis : Vozes. Campinas : Alínea. V. ed. Um desconhecido galileu : uma abordagem histórico-científica da vida e obras de Jesus de Nazaré. 5. J.

Campinas. 1995. v. Rio de Janeiro : Paz e Terra. In: Pro-posições. 1997. Tatuí : CPB. A relevância da iniciação à pesquisa científica na universidade. 1979. G. E. jun.191 VIEIRA PINTO. . N. 6 n. Ciência e existência: problemas filosóficos da pesquisa científica. VON ZUBEN. Á. WHITE. p. 5-18. Educação. 2 [17]. A.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful