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Como Fazer Trabalhos Academicos

Como Fazer Trabalhos Academicos

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  • 1.1.1 Sobre a Definição da Área de Estudo e a Escolha do Tema
  • 1.1.2 Sobre a Seleção de Fontes Técnico-Científicas Necessárias
  • 1.1.3 Sobre o Ato de Ler
  • 1.1.4 Sobre o Ato Intencional de Sistematizar a Vida de Estudos
  • 1.2.1 Objetividade
  • 1.2.2 Clareza
  • 1.2.3 Coerência
  • 1.3.1 A Pesquisa Científica Requer Uma Metodologia Própria
  • 1.3.2 A Pesquisa Científica Requer Uma Leitura Crítica dos
  • 2.1 Seleção do Que Ler
  • 2.2 Como Ler
  • 2.3 O Que Sublinhar
  • 2.4 Anotações
  • 2.5 Resumos: Exercícios Para Desenvolver Força e
  • 2.6 Resenhas: Exercícios para Desenvolver Resistência e
  • 3.1 Suporte Teórico e Revisão Bibliográfica
  • 3.2 Respeito aos Direitos Humanos
  • 3.3 Tratamento dos Dados
  • 3.4.1 Resolução 196/96
  • 3.4.2 Autonomia
  • 3.4.3 Não-maleficência
  • 3.4.4 Beneficência
  • 3.4.5 Justiça ou Eqüidade
  • 3.5.1 Termo de Consentimento
  • 3.5.2 Carta de Apresentação e Termo de Esclarecimento
  • 3.5.3 Folha de Rosto para Pesquisa Envolvendo Seres
  • 3.6 Endereços Eletrônicos Úteis
  • 3.7 Termo de Consentimento
  • 4.1.1 O Problema Deve Ser Formulado Como Uma Pergunta
  • 4.1.2 O Problema Deve Ser Delimitado a Uma Dimensão Viável
  • 4.1.3 O Problema Deve Ter Clareza
  • 4.1.4 O Problema Deve Apresentar Bases Científicas Para a
  • 4.2.1 Esboço do Projeto de Pesquisa:
  • 4.2.2 Definição dos Itens Essenciais no Projeto de Pesquisa
  • 4.3 Coleta de Dados e Instrumento
  • 4.4 Organização e Análise dos Dados
  • 5.1 Nome do Capítulo ... 11
  • 5.2 Nome do Capítulo ... 14
  • 5.3 Estrutura e Formatação da Monografia
  • 5.4.1 Capa
  • 5.4.2 Folha de Rosto
  • 5.4.3 Ficha Catalográfica
  • 5.4.4 Errata
  • 5.4.5 Folha de Aprovação
  • 5.4.6 Dedicatória
  • 5.4.7 Agradecimentos
  • 5.4.8 Epígrafe
  • 5.4.9 Resumo
  • 5.4.10 Resumo em Língua Estrangeira
  • 5.4.11 Listas
  • 5.4.12 Sumário
  • 5.5.1 Introdução
  • 5.5.2.1 Objetivos
  • 5.5.2.2 Justificativa
  • 5.5.2.3 Metodologia
  • 5.5.2.4 Revisão Bibliográfica
  • 5.5.2.5 Apresentação e Análise de Dados
  • 5.5.3 Conclusão
  • 5.6.1 Referências
  • 5.6.2 Glossário
  • 5.6.3 Apêndices
  • 5.6.4 Anexos
  • 5.6.5 Índice
  • 5.7 Sugestões Sobre a Apresentação
  • 6.1 Citação Indireta
  • 6.2 Citação Direta
  • 6.3 Citação de Poemas e de Textos Teatrais
  • 6.4 Omissões em Citação
  • 6.5 Interpolações em Citação
  • 6.6 Incorreções e Incoerências
  • 6.7 Ênfase e Destaque em Citação
  • 6.8 Notas de Rodapé
  • 6.9 Citação de Informação Obtida por Canais Informais
  • 6.10 Citação de Trabalhos Não Publicados
  • 6.11 Citação de Informações Retiradas da Internet
  • 6.12 Citação da Bíblia
  • 6.13 Tradução em Citação
  • 6.14 Algumas Orientações Sobre Fontes (Documentos) Citadas
  • 7.1.2 Localização das Referências
  • 7.2.1 Partes de Livros (Capítulos, Fragmentos, Volumes)
  • 7.2.2 Verbetes de Enciclopédias e Dicionários
  • 7.2.3 Relatórios Técnicos
  • 7.2.4 Teses, Dissertações e Monografias
  • 7.2.5 Trabalhos Acadêmicos
  • 7.2.6 Congressos, Conferências, Encontros e Outros Eventos
  • 7.2.7 Trabalhos Apresentados em Eventos Científicos
  • 7.3.1 Periódicos Considerados no Todo
  • 7.3.2 Artigos de Periódicos
  • 7.3.3 Artigos de Jornais
  • 7.4 Resumos
  • 7.5 Resenha
  • 7.6 Normas Técnicas
  • 7.7.1 Leis e Decretos
  • 7.7.2 Acórdãos, Decisões, Sentenças de Cortes ou Tribunais
  • 7.7.3 Pareceres, Resoluções e Indicações
  • 7.8.1 Bíblias Consideradas no Todo
  • 7.8.2 Partes da Bíblia
  • 7.9 Catálogos de Exposições, Editores, etc
  • 7.10.1 Entrevistas Não Publicadas
  • 7.10.2 Entrevistas Publicadas
  • 7.11 Projetos de Pesquisa
  • 7.12 Obras Inéditas (Documentos Não Publicados)
  • 7.13 Atas de Reuniões
  • 7.14.1 Mapas e Globos
  • 7.14.2 Atlas
  • 7.15 Partituras
  • 7.16.1 Discos Compactos Áudio – CD Áudio
  • 7.16.2 Discos de Vinil
  • 7.16.3 Videodisco (Laser)
  • 7.16.4 Cassetes
  • 7.17 Filmes e Gravações em Cassetes
  • 7.18 Microfilmes, Microfichas, Slides e Diafilmes
  • 7.19 Transparências
  • 7.20 Fotografias
  • 7.21 Pôsteres
  • 7.22 Cartas
  • 7.23 Bula de Remédio
  • 7.24.1 Disquetes e Similares
  • 7.24.2 Arquivos Eletrônicos
  • 7.24.3 Fitas Magnéticas e Similares
  • 7.24.4 CD-Rom, Base de Dados e Similares
  • 7.25 Fontes Eletrônicas Online
  • 8.1.1 Conteúdo
  • 8.1.2 Tamanho
  • 8.1.3 Local
  • 8.1.4 Fixação
  • 8.1.5 Horário
  • 8.1.6 Evite os excessos de informação
  • 8.1.7 Respeite a estrutura básica dos trabalhos científicos
  • 8.1.8 Utilize-se dos elementos básicos
  • 8.1.9 Elementos de identificação
  • 8.2.1 Quantidade de conteúdo
  • 8.2.2 Presença dos elementos básicos
  • 8.2.3 Destaque especial
  • 8.2.4 Referências
  • 8.2.5 Diagramação
  • 8.2.6 Cuidado com as Fontes
  • 8.2.7 Uso de Ilustrações
  • 8.3.1 Alinhamento
  • 8.3.2 Simetria e Equilíbrio
  • 8.3.3 Ordem
  • 8.3.4 Oposição e Contraste
  • 8.3.5 Simplicidade
  • 8.4 Dicas Tecnológicas
  • 8.5 Divulgação Eletrônica
  • 8.6 Vale Lembrar

Construindo Monografias e TCC’S

Elias Ferreira Porto Eliethe Xavier de Albuquerque Everson Mückenberger Kátia Corina Vieira Leonardo Tavares Martins Oswalcir A. de Azevedo Paulo Gomes Lima

UNASP 2006

UNASP

CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO

ADMINISTRAÇÃO DA ENTIDADE MANTENEDORA
Presidente: Domingos José de Souza Tesoureiro: Élnio Álvares de Freitas Secretário: Edson Rosa

ADMINISTRAÇÃO GERAL DO UNASP
Reitor: Euler Pereira Bahia Pró-Reitora: Thalita Regina Garcia da Silva Pró-Reitor Administrativo: Élnio Álvares de Freitas Secretário Geral: Paulo César de Azevedo Pró-Reitor do Campus SP: André Marcos Pasini Pró-Reitor do Campus EC: José Paulo Martini Pró-Reitor do Campus HT: Alacy M. Barbosa

PRODUÇÃO EDITORIAL
Comissão de Pesquisa: Ausberto Silvério Castro Vera Célia Barbosa P. dos Santos Elias Ferreira Porto Eliethe Xavier de Albuquerque Everson Mückenberger Oswalcir A. de Azevedo Paulo Gomes de Lima Wanderley Dorneles da Silva Capa: Geyvison Souto Projeto Gráfico e Diagramação: Fábio Borba Revisão: Elias F. Porto, Eliethe X. Albuquerque, Leonardo T. Martins Edição: Dezembro 2006

001.42 C775

Construindo monografias & TCC´s / Elias Ferreira Porto et al. – São Paulo UNASP SP, 2006. vi, 194 p. : il.

Referências e Tabelas.

1. Pesquisa – Metodologia 2. Pesquisa – Projetos 3. Trabalhos científicos – Normas 4. Trabalhos científicos – Redação 5. Trabalhos científicos – Técnicas I. Porto, Elias Ferreira. II. Albuquerque, Eliethe Xavier de. III. Mückenberger, Everson. IV. Vieira, Kátia Corina. V. Martins, Leonardo Tavares. VI. Azevedo, Oswalcir A. de. VI. Lima, Paulo Gomes. VII. Título.
Dados de Catalogação AACR2 2ª. ed. e Classificação CDD 22ª ed. Realizado pelo Departamento de Bibliotecas do UNASP Campus SP Bibliotecária responsável: Eliethe Xavier de Albuquerque

“O processo do conhecimento da investigação epistemológica deve ser caracterizado pelo desvelamento do objeto, não de forma fragmentária e/ou fragmentada, como se numa perspectiva unilateral as respostas ao problema suscitado se mostrassem suficientemente contempladas; muito pelo contrário. Esse toma como sustentação maior a totalidade do objeto, escrutinando os domínios conceituais e metodológicos que, desvelando a abrangência contextual da problemática levantada, possibilita tanto a explicação, a descrição, a compreensão, como também encaminhamentos recorrentes como críticas ou contribuições alternativas a uma dada realidade” (LIMA, 1986, p.262).

O terceiro capítulo trata das questões éticas que envolvem e norteiam a pesquisa científica. e no sétimo capítulo estão descritos e exemplificados os diversos tipos de referências de documentos que dão suporte teórico à pesquisa. conforme a NBR10520 da ABNT. seleção dos pontos principais que auxiliem o trabalho do pesquisador. No capítulo IV são apresentados os principais elementos a compor um projeto de pesquisa. como se segue. visto que a dimensão metodológica é muito ampla.4 APRESENTAÇÃO A produção de um manual que contemple os elementos metodológicos da pesquisa científica. de acordo com a NBR 6023. embora materializada. No capítulo II estão descritos os passos necessários à divulgação da investigação científica através de resumos e resenhas. No oitavo capítulo estão arrolados os itens básicos e as iniciativas indispensáveis à elaboração do pôster científico. O capítulo VI trata da normalização para uso de citações. O capítulo I enfatiza os princípios básicos da pesquisa científica a partir de três aspectos: compromisso. Dessa forma. nunca é tarefa acabada. enquanto que o quinto capítulo descreve os passos fundamentais na elaboração de uma monografia. foram reunidos em oito capítulos os elementos considerados imprescindíveis à construção da produção científica. comunicação e rigorosidade científica. O objetivo dos autores desses capítulos e da Comissão de Pesquisa do UNASP é dar a você o apoio necessário para ingressar nesta fantástica aventura que é a investigação e a descoberta de novos conhecimentos ! Bom trabalho ! . portanto. requerendo.

1995.edu. p.br É razoável pensar-se que a ciência pode tornar-se meio de libertação se for sustentada por uma teoria filosófica que tente compreender o significado da atividade científica como empreendimento de um ser pensante criativo. 15).gomes@unasp. à procura de compreensão da realidade que o envolve e com a qual está interagindo (VON ZUBEN.5 PRINCÍPIOS BÁSICOS DA PESQUISA CIENTÍFICA Paulo Gomes de Lima paulo. .

6 1 PESQUISA CIENTÍFICA A pesquisa científica é uma contribuição que o pesquisador oferece ao universo do conhecimento. o princípio do compromisso deve conduzir o pesquisador. provocar mudanças na sociedade e mesmo contribuir para o desenvolvimento do país. A partir desses elementos é que será . em sua construção. a seleção e a leitura das fontes documentais. Assim. 1. não se esgota no cumprimento de um requisito acadêmico.1 Sobre a Definição da Área de Estudo e a Escolha do Tema A seleção do tema de estudo depende da preferência. até a redação e divulgação dos resultados da investigação. 1. primeiro deve-se identificar o campo de estudo. antes da construção da pesquisa o pesquisador precisa estar atendo aos princípios fundamentais considerados neste capítulo. princípios e normas técnicas que estruturem o grau de sua confiabilidade. Os conceitos divulgados podem orientar novas pesquisas. a área do conhecimento e o tema propriamente dito. Tais princípios envolvem tanto o comprometimento do pesquisador com a qualidade e fidedignidade da pesquisa quanto a forma de comunicação da mesma. desde uma monografia até uma tese. a sistematização da vida de estudos. Na escolha do tema. atribui à pesquisa um papel elevado.1 Princípio do Compromisso A importância dos vários tipos de pesquisa científica.1. seja perante a banca examinadora ou por meio da publicação de um livro. O tema pode ser encontrado dentro do conjunto de interesses e dos conhecimentos imediatos acumulados pelo pesquisador. é preciso ter como fio condutor. da disponibilidade e das inclinações do pesquisador. desde a escolha do tema. A posterior divulgação das descobertas e das idéias defendidas. Reconhecendo-se tal importância. Dessa forma.

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feita a proposta do problema a ser pesquisado, bem como a abordagem a ser desenvolvida. Exemplos: Campo de estudo: Psicologia Área do conhecimento: O inconsciente individual Tema: O inconsciente e o processo de tomada de decisões Problema: Em que consiste a influência do inconsciente na tomada de decisões? Campo de estudo: Administração Área do conhecimento: Recursos Humanos Tema: Critérios éticos e contratação de pessoal Problema: Por que critérios éticos estão sendo utilizados atualmente na seleção de pessoal no mundo corporativo? O tema deve ser escolhido partindo-se sempre do geral para o específico. Quanto mais objetiva e delimitadamente o pesquisador define seu tema, mais facilidade vai ter, no decorrer da pesquisa, para organizar e expandir a abordagem sem perder o foco proposto. Assuntos sobre os quais pouco se tem escrito ou que ainda se mostram duvidosos podem se constituir em terreno movediço para o pesquisador médio ou principiante. Uma escolha mais acertada do tema pode resultar de consulta prévia a diversos autores, numa área específica. Nessa consulta, o estudante pode identificar brechas, que ele eventualmente venha a preencher. Salomon (1991) enumera algumas fontes de inspiração e de sugestão para a escolha de temas de pesquisa, entre elas a observação, reflexão, senso comum, experiência pessoal, seminários e controvérsias. A observação direta e minuciosa dos fatos e dos comportamentos sociais conduz a problemas potenciais, cuja pesquisa certamente apresentará resultados práticos. Por sua vez, a reflexão permite ao pensamento perscrutar o mundo sensível e a realidade interior, de onde podem emergir temas originais. Salomon destaca ainda que, importantes pesquisas podem ainda ser oriundas da experiência pessoal, uma vez que cada pessoa tem comportamentos e maneiras próprias de reagir às situações concretas da vida.

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Definido o tema de estudo, passa-se em seguida à elaboração de uma estrutura provisória a ser seguida durante a pesquisa. Essa estruturação provisória, bem como a definitiva, deve levar em conta a questão da interdisciplinaridade. O mundo globalizado requer do pesquisador a habilidade de interligar diferentes áreas de estudo, em torno da área principal escolhida. Morin (2000, p. 14), afirma que os desenvolvimentos próprios de nossa era planetária nos confrontam, inevitavelmente e com mais e mais freqüência, com “os desafios da complexidade”. Segundo ele os diferentes componentes da sociedade (fator econômico, político, sociológico, psicológico, afetivo, mitológico) são inseparáveis e “existe um tecido interdependente, interativo e inter-retroativo entre as partes e o todo, o todo e as partes”. Para Morin, a política da especialização, que leva o pesquisador a se fixar numa área cada vez mais restrita, não se mantém no mundo globalizado. Considerando essa realidade, disciplinas como psicologia, filosofia, história, antropologia ou religião devem ser incluídas numa pesquisa voltada para a área de administração, economia, gastronomia, saúde, comunicação ou pedagogia, dentre outras. A pesquisa interdisciplinar parte do pressuposto de que o ser humano é um todo interligado, bem como a sociedade e as ciências.

1.1.2 Sobre a Seleção de Fontes Técnico-Científicas Necessárias
A revolução industrial possibilitou tornar a cultura uma mercadoria a ser produzida, vendida e consumida. Assim, o mercado editorial, em todo o mundo, oferece uma multiplicidade de obras, cabendo ao leitor inteligente exercer senso crítico e seletivo a fim de que seu programa de pesquisa tenha rendimento e eficácia. Há inúmeras leituras sem proveito, tanto para um leitor comum quanto para o pesquisador. É preciso, portanto, realizar uma criteriosa seleção das obras. Pode-se começar essa seleção levando-se em conta: • a qualificação do autor e o tipo de abordagem que faz de seu tema; • o sumário da obra; nele o pesquisador deve analisar se os itens relacionados são claros e se podem contribuir significativamente para o andamento coerente da pesquisa eleita;

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• nenhuma obra deve ser selecionada sem que se leve em conta ainda a bibliografia citada. É certo que bons livros já foram publicados sem fontes de consulta, mas a regra geral é que o valor de um trabalho está relacionado diretamente com as fontes utilizadas; • a apresentação da obra ou do autor, constante das orelhas, da quarta capa, da introdução ou do prefácio pode se constituir em elemento importante no processo de seleção de fontes; • outros quesitos de seleção podem ser ainda o padrão e o reconhecimento de que goza a editora que publica o material, o número de edições já lançadas e a data de produção da obra. As edições mais recentes ou revisadas devem ser preferidas às mais antigas; • o pesquisador deve ampliar suas fontes, para além dos limites do livro. Dicionários e enciclopédias são consultas básicas para qualquer pesquisa. Há dicionários das mais variadas áreas ou ciências, como psicologia, teologia, filosofia, sociologia, música, história, etc., sendo indispensável a menção aos mesmos segundo a área pesquisada; além dessas fontes, o pesquisador deve utilizar revistas e jornais, que oferecem uma abordagem de temas variados muito próxima do cotidiano. Seminários, palestras, aulas e debates podem também se constituir numa fonte fecunda de idéias; • é preciso ainda que o pesquisador esteja atento à realidade que se desdobra ante seus olhos no dia-a-dia. Muitas conclusões ou descobertas históricas aconteceram em momentos inesperados, sendo captadas por observadores atentos. A pesquisa científica requer também uma observação ou análise mais detida da realidade, na pesquisa de campo ou num laboratório. O campo da análise pode ser uma sala de aula, uma empresa, uma cidade, uma região geográfica ou uma faixa etária, dentre outros. Pode também ser uma seleção de documentos, atas, relatórios, boletins, fotografias, reportagens ou entrevistas. O campo escolhido deve ser analisado segundo parâmetros estabelecidos na introdução da pesquisa. Há pesquisa bibliográfica e pesquisa documental, estando esta última focada primordialmente na análise do campo definido para estudo, não dispensando, porém, o embasamento teórico ou bibliográfico.

além de concentração. a fim de que sejam destacadas as palavras ou frases-chave da leitura.3 Sobre o Ato de Ler Estudantes de todas as áreas de conhecimento apresentam uma evidente dificuldade de expressar-se com clareza e objetividade através da escrita. portanto. Uma leitura contínua e consciente aperfeiçoa o estilo literário. A leitura constante e seguida dessas práticas pode provocar o desencadeamento de muitas idéias proveitosas para a pesquisa que se pretenda desenvolver. porém. amplia os conhecimentos. preguiça.1. um texto após compreendê-lo bem. Medeiros (1991) pontua que a leitura exige análise. é decisivo para a produção de um trabalho científico. deslealdade ou distorção das idéias lidas. Os textos sublinhados podem ser consultados mais rapidamente. do tato ou por leituras anteriores. pesquisa a dicionários. O pesquisador que deseja entrar no mundo do conhecimento e dar sua contribuição deve primeiro ser atento e observador. síntese. análise e síntese dos conteúdos lidos que a mente estabelece ligações entre as novas idéias e aquelas já armazenadas seja por meio da visão. porém. Setas ou traços verticais à margem também servem para destacar pontos mais relevantes do . que aperfeiçoa e enriquece. facilitam a tomada de notas e o resumo das idéias do autor. Trechos obscuros podem ser indicados com um ponto de interrogação à margem. são indispensáveis à criatividade e ao ordenamento das idéias. É durante a reflexão. Uma leitura proveitosa jamais dispensará o ato de sublinhar. Ler fontes cuidadosamente selecionadas e compreensivelmente. reflexão. melhora o vocabulário e ajuda a sistematizar as idéias na hora de redigir. não é aquela voltada para o entretenimento do leitor. como fartamente indicada pela maioria dos professores de todos os níveis de ensino. Essas ligações. ou sinapses. capaz até de impedir a produção de um trabalho científico. Só se deve sublinhar. aplicação do conteúdo. constância. A leitura. resumos e tomada de posição. acompanhada de anotações.10 1. rejeição à passividade e também ao excessivo espírito crítico. Tópicos muito importantes podem ser sublinhados com duas linhas. audição. está diretamente relacionada com a dificuldade de leitura. É leitura pausada. Essa limitação.

Mas. proporcionando seleção e domínio dos conteúdos. O uso de uma só das margens para todos os sinais torna a anotação mais organizada. espaço tranqüilo. num segundo momento. Como nossa cultura é permeada de ruídos e de exposição de imagens que concorrem a nossa atenção. anotar e resumir. e inclui o ato de ler. arejado. Sendo possível ao pesquisador.11 texto. reler. No momento de redigir o texto da pesquisa é conveniente ter à mão os livros e textos consultados. é preciso criar condições que favoreçam a concentração. . durante o processo de leitura. alguns tipos de leitura se fazem necessários. sendo útil para se encontrar uma citação desejada ou certo tópico da obra de pesquisa e crítica. para que. entre outras coisas. identificar a linha de argumentação do autor e suas tendências. • leitura de pesquisa: a leitura de pesquisa requer mais tempo. ao se estabelecer relação entre autores com diferentes linhas de pensamento. entender e criticar idéias. Os tipos de leitura podem ser classificados em quatro categorias principais conforme Medeiros (1991): • • leitura de reconhecimento: é muito útil quando se quer ter uma visão geral da obra. • leitura crítica: requer concentração. o trabalho pode ser mais produtivo quando se lê um documento após o outro. Sem ela não é possível dominar. além das anotações colhidas. segundo a finalidade com que se lê. analisado e criticado separada e atentamente num primeiro momento. no processo de execução de uma pesquisa científica. Um fator indispensável para a leitura produtiva é a concentração. avaliação e comparação. por grupos afins. Cada autor deve ser lido. reflexão. principalmente. com ausência de ruídos. leitura scanning: é também rápida e superficial. seu trabalho ainda se torna mais produtivo se conseguir selecionar autores de diferentes tendências e lê-los um de cada vez. perceba-se as convergências. buscando a sistematização interdisciplinar de forma lógica e organizada. Isso inclui. É preciso considerar ainda que. e resulta em armazenamento de informações. divergências e contribuições originais sobre o problema em foco. iluminado e.

Além disso. O pesquisador precisa delimitar seu tema e estabelecer. Por outro lado. Deve-se notar. de início. desenvolvimento e ponto de chegada (resultados). Cabe ao pesquisador identificar a prática mais adequada a seu caso ou acordar com o seu orientador a sistematização que mais se adequa ao seu perfil. para que um programa de estudos e pesquisa se torne efetivo é indispensável também que se defina claramente o objetivo a ser alcançado. não sendo poucos os que já viram seus créditos serem invalidados pelo retardamento de sua conclusão. com amigos e mesmo em casa. A leitura é só o início do processo de construção das idéias. Alguns afirmam que a redação só deveria ser iniciada após feita toda a pesquisa. o desenvolvimento de hábitos de pesquisa e a freqüência a ambientes e eventos acadêmicos. amadurecimento. mesmo que não acabado. O aluno recémsaído do curso médio deve se conscientizar de que a vida de estudos num curso superior e a produção de uma pesquisa científica requerem seu envolvimento além dos limites da escola e da sala de aula. com prazos previamente estabelecidos. surgem idéias que não podem ficar sem registro imediato. também é necessário estabelecer um cronograma de atividades.1. É preciso abrir espaço para discussão do assunto em sala de aula.4 Sobre o Ato Intencional de Sistematizar a Vida de Estudos No processo de produção de uma pesquisa científica. Outros entendem ser produtivo redigir durante todo o processo. A expansão da prática de estudo e a discussão de idéias é algo mais particular dos cursos superiores e de programas de pós-graduação. o que requer seleção de novas fontes e mais consultas. com a família. Feito isso. durante a redação podem ficar evidentes certas brechas na pesquisa. fatalmente compromete a conclusão da pesquisa. entretanto. .12 1. O método de execução de um trabalho científico deve também ser programado. o contato com o tema escolhido não deve se limitar à discussão mental durante a leitura. que durante a leitura e investigação das fontes. sua meta. A pesquisa científica tem períodos de concepção. Um cronograma com limites elásticos ou freqüentemente flexibilizados. Inclui também a formação de uma biblioteca particular segundo a área da graduação escolhida e atuação profissional.

Realizada a pesquisa. Feitosa (1995) estabelece cinco motivos principais para que o pesquisador se empenhe na comunicação eficaz de suas descobertas: • a comunicação da ciência é indispensável ao desenvolvimento de um país. mas com a redação e publicação de suas idéias e descobertas. na capacidade de comunicar a descoberta de forma clara e eficiente. O emissor da mensagem (pesquisador) deve comunicar suas idéias de maneira que esta possa alcançar o receptor na condição em que se encontra.2 Princípio da Comunicação O trabalho do pesquisador não termina com a conclusão da pesquisa ou com a comunicação oral desta.13 Há pessoas que se sentem confusas quando começam a redigir o trabalho. O pesquisador deve ser a pessoa mais interessada na divulgação da sua produção. Assim sendo. De qualquer forma. que certamente será mais eficaz seguindo-se alguns critérios ou princípios. deverá investir tempo e esforço na construção de um texto lúcido. o que é grave equívoco. Sendo assim. o passo seguinte é a redação e divulgação do material. a redação do material deve obedecer a princípios básicos da comunicação. uma contribuição literária capaz de transmitir eficazmente as idéias do emissor (pesquisador) ao receptor (leitor). clareza e coerência. o trabalho pode ser facilitado ao se redigir trechos na medida em que o conteúdo de cada capítulo ou seção esteja mais ou menos definido. não um mero relatório ou um amontoado de termos técnicos e idéias acadêmicas. acessível ao seu público alvo. Algumas pessoas consideram que o leitor é que deve empreender esforço a fim de conseguir acesso e compreensão ao conteúdo de uma pesquisa acadêmica. Nesse caso. antes de se começar a redigir e dar forma às informações obtidas na pesquisa é indispensável demorada e atenta reflexão. como objetividade. Esses princípios estarão presentes no ato de escrever. Só então seu esforço poderá se constituir numa contribuição permanente à comunidade acadêmica e à sociedade. entre outros. Um texto objetivo e coerente. . Isto significa que o leitor depende do autor para bem entender e absorver as informações transmitidas. tendo que organizar simultaneamente um conteúdo imenso e variado. 1.

a novidade pode ser um método. Portanto. cientistas e pesquisadores ocupam obrigatoriamente o lugar de emissores no processo de comunicação da ciência. Por quê?. a clareza e a coerência. Quando? (tempus) e Por quê? (causa). Feitosa (1995. Karam apud Pereira Junior (2000) enfatiza que na Antigüidade. Algo que foi criado. provado.14 • • • • a sociedade democrática exige a ampla divulgação dos feitos e inovações que afetam o seu dia-a-dia. Dentre os vários princípios da comunicação eficaz destacamos três. Onde? (lócus). As perguntas eram e ainda são: Quem? (persona).2. supervisionado. 1. Cícero considerava que para um texto literário ser considerado apropriado. equipamento. Para a autora. a descoberta que se alcançou. . o historiador Marco Túlio Cícero. O quê? (factum). a objetividade. conceito ou idéia. Dito de outra forma. A objetividade de um texto resulta da resposta às questões básicas com que se procura conhecer determinado fato ou fenômeno. Quando essa descoberta está clara na mente do pesquisador é hora de começar a narrativa. Como? (modus). a eficácia da comunicação depende primordialmente da empatia que o emissor consegue estabelecer com o seu receptor. já havia identificado essa questão como um dos elementos-chave para qualquer tipo de texto. construído. finalizado. pela pesquisa realizada.1 Objetividade Quanto mais direta e claramente a mensagem for transmitida mais chance terá de alcançar o seu objetivo. p. o primeiro passo a ser dado para se chegar à comunicação bem-sucedida é a caracterização do receptor. deveria responder a algumas indagações que iriam ou não atestar a sua validade. 35) propõe que as questões básicas da narrativa científica são necessariamente: Qual a novidade?. a primeira informação a ser dada num texto científico é a novidade. como tripé que sustenta a pesquisa científica. uma peça. recomendação ou sugestão.18. Como? e E agora?. testado.

cabe finalmente dar as implicações ou desdobramentos da descoberta ou idéia. Procurando responder à questão Como?. Em seguida. oferecendo fundamentos e provas ao leitor. o autor . quando se trata temas políticos e sociais. A frase “a televisão prejudica grandemente a formação moral das crianças” se tornaria mais objetiva se fosse escrita assim: “a televisão brasileira mostrou. A objetividade se evidencia também com a utilização de dados e informações concretas em lugar do uso de adjetivos ou linguagem apaixonada. o pesquisador leva o receptor a compreender a razão e a lógica de sua descoberta. Ao responder à questão Por quê?. Isso ocorre especialmente em pesquisas nas áreas humanísticas. A maioria dos adjetivos pode dar lugar a um dado objetivo. O texto é tão claro na apresentação do objeto de pesquisa tanto quanto forem claras as idéias na mente do autor. tem que ver com a coerência e a lógica da idéia ou descoberta apresentada. Seguindo-se esse roteiro é possível dar objetividade e concisão à narrativa científica. Por exemplo: Em vez de se dizer que determinado modelo de computador é muito mais veloz. O envolvimento sentimental do pesquisador também pode comprometer a objetividade do texto. deve-se informar que ele processa as informações 30 ou 40 vezes mais rapidamente que os modelos x e y. 1. A fim de expressar-se com clareza. que acrescenta qualidade informativa ao texto. 25 de sexo e nenhuma cena de diálogo educativo entre pais e filhos”. por sua vez.15 O Por quê?. o autor mostra os meios que utilizou ou como procedeu a fim de chegar àquela descoberta.2 Clareza A clareza do texto resulta do domínio das idéias por parte do autor e do uso adequado da língua. O pesquisador objetivo e comprometido com a verdade não permitirá que seus sentimentos interfiram na formulação de julgamentos.2. no período de janeiro a junho de 2002. uma média diária de 40 cenas de crime. Isso se faz respondendo à pergunta E agora?.

que torna o texto cansativo e menos claro. provavelmente as idéias não estejam apresentadas com clareza. a fraseologia deve ser simples. Após a redação de todo o material. Isso tem facilitado certo uso da narrativa informal ou pessoal. numa terceira revisão. para cada capítulo ou seção da pesquisa. Após redigir o texto. No entanto. Uma revisão inicial pode ser feita com o objetivo de se adequar a estrutura e o desenvolvimento lógico das idéias. Exemplo: “Considerando que a comunidade é um fator determinante dos hábitos da personalidade e que o indivíduo não é uma célula isolada. deve-se excluir toda informação repetitiva. uma vez que demanda o uso de variantes lingüísticas e de estruturas cansativas notadamente a voz passiva. Mais recentemente essa formalidade tem perdido espaço. um tipo de sentença geral. Essa construção seria mais clara assim: “Conclui-se que o ser humano é interdependente.verbo . Verificada a ausência de clareza. deve reescrever a frase. com inclusão dos pronomes acima citados. mais dificultam o raciocínio do leitor.16 precisa assimilar o assunto de modo a distinguir com precisão todas as partes e a relação entre elas. podem-se eliminar erros gramaticais. evitando-se os pronomes você. esse . incluindo espaços a mais entre as palavras. o autor procura resumir o conteúdo numa única frase. A clareza de um texto pode ser testada com a formulação de uma frasechave. com uma revisão voltada para detalhes. A simplicidade também se alcança com o uso predominante da ordem direta (sujeito . De modo geral. pois quanto mais longas. As frases indiretas e os gerúndios devem ser evitados. verbo e predicado. ortográficos e de digitação. os textos acadêmicos e científicos são redigidos em linguagem formal ou impessoal. Por fim. eu e nós. Numa segunda etapa. As frases devem ser curtas. o texto deve ser reescrito ou revisado até que a sentença geral se evidencie com naturalidade. que comprometa a concisão do texto. Cada parágrafo deve iniciar-se com a voz ativa e com frases fortes. especialmente no início dos parágrafos. Quando o autor não consegue identificar claramente o sujeito. o autor deve ainda proceder a algumas revisões. O vocabulário precisa ser utilizado segundo a caracterização do público alvo.predicado). considerando que a comunidade é um fator determinante dos hábitos da personalidade e o indivíduo não é uma célula isolada”. conclui-se que o ser humano é interdependente”. Se isso não for possível. Embora o texto de uma pesquisa seja científico.

a edição. .17 uso deve guardar certa moderação a fim de que não comprometa a natureza científica do texto. nexo e lógica”. o desenvolvimento e a conclusão. A seqüência lógica e crescente entre os capítulos e as seções também atribui coerência ao texto. p. editora e data. mas certamente colocam o pesquisador numa margem de segurança. o pesquisador deve buscar as fontes primárias ao citar o autor da frase ou pensamento em questão. caso a estrutura proposta inicialmente não comporte a coerência e a lógica necessárias.3 Coerência A coerência deve se manifestar ao longo de todo o trabalho científico. que certamente depõem contra a coerência. Toda nova posição assumida pelo autor deve ser colocada em paralelo com as posturas anteriores. acontecimentos ou idéias” e ainda como “conexão. a precisão do título da obra. não se permitindo a exclusão de um só título utilizado. A fim de não incorrer nesses equívocos. Uma citação de terceiros extraída de determinada obra pode estar fora do contexto. na introdução da pesquisa. 426) define coerência como “ligação ou harmonia entre situações. Da mesma forma os outros documentos consultados devem ser revisados. Pode conter erros de tradução ou de compilação. deverá ser alterada. ao executar. Uma correlação ininterrupta deve patentear-se entre a introdução. Os princípios aqui expostos não esgotam os critérios da pesquisa científica. Essa seqüência se alcança com a elaboração de uma estrutura adequada. Ferreira (1986. Essa conexão ou harmonia deve ser vista entre as diferentes idéias ou os diversos capítulos da pesquisa. A revisão das referências deve levar em conta a grafia do nome do autor. As referências de uma pesquisa científica devem ser revisadas quantas vezes forem necessárias até que se consiga uma leitura sem que se identifique um único erro. Faz parte também da coerência do pesquisador evitar citações de citações.2. e especialmente o número da página. redigir e divulgar seu trabalho. Durante a pesquisa. local de publicação. 1.

1. a construção científica não é algo aleatório.3. 1.2 A Pesquisa Científica Requer Uma Leitura Crítica dos Referenciais Teóricos e do Contexto do Objeto Após a leitura dos textos.1 A Pesquisa Científica Requer Uma Metodologia Própria Quando se trata da pesquisa científica há que se considerar uma metodologia que lhe seja particular na condução do estudo do problema. o pesquisador iniciante deve se preocupar em analisá-los. pois requer metodologia própria e uma leitura crítica dos referenciais teóricos e do objeto empírico propriamente dito. obedecer aos critérios do conhecimento científico. O ato intencional de estudo desse problema deve. Vai exigir do pesquisador domínio de conceitos prévios como pré-requisitos para sua operacionalização. não de forma passiva. necessariamente. A esta conceituação denominamos de rigorosidade científica. Tal metodologia se totaliza desde a escolha do tema a ser trabalhado.3. A leitura crítica é entendida como uma co-construção das idéias e conceitos que estão sendo analisados. pois a contribuição direta do leitor sobre outro enfoque . Portanto.3 Princípio da Rigorosidade Científica A pesquisa científica é desenvolvida através de procedimentos intencionais e sistemáticos buscando respostas para as situações-problema que são evidenciadas pelo pesquisador. levantamento de hipóteses até a comunicação dos resultados. O pesquisador deve utilizar a leitura crítica na pesquisa dos diferentes referenciais teóricos. que poderão ser adquiridos através de uma leitura crítica dos referenciais teóricos e do contexto. ou mesmo discordando sem nenhuma fundamentação teórica. reproduzindo literalmente ou concordando com todas as afirmações e negações dos autores. a qual lhe fornecerá elementos mais adequados para a realização de uma leitura de mundo.18 1. passando pela elaboração do problema de pesquisa. que conferem maior fidedignidade e aproximação da solução das questões levantadas.

idéias e conceitos trabalhados por diferentes autores. imutável e inflexível. mas que se esforça por construir um diálogo permanente entre ordem. à luz das demais leituras já efetuadas. Neste momento a leitura preocupa-se em problematizar um determinado assunto. evitando o paradigma da simplificação que reduz e transforma o conhecimento em compartimentos isolados. • através de um olhar dialético. conforme atesta morin (1999). . • discutir no espaço coletivo as novas contribuições pessoais sobre a perspectiva científica efetuadas por esforço individual. • comparar teorias. analisando sua consistência com o objetivo de propor sua transformação ou superação se for o caso. • compreender que a leitura do contexto de determinada problemática pode ser enriquecida pela olhar multidimensional da leitura da palavra. ir construindo sua própria leitura. Para que a leitura crítica seja contemplada no processo de formação do futuro pesquisador é necessário: • desenvolver o hábito de leitura no campo de conhecimento ou temas de sua preferência.19 poderá proporcionar novos entendimentos de determinada questão. desordem e organização no estudo das problemáticas. A partir deste vínculo o pesquisador poderá contemplar o estudo do objeto em sua totalidade. considerando as contribuições e limites de cada uma das categorias estudadas. • ter consciência de que a ciência não apresenta uma característica absolutista. tornando o momento solitário em momento solidário de novas descobertas onde o aprender e o ensinar são cíclicos.

é claro. almeja acompanhar avaliativamente o avanço. . dado o caráter de investigação sistemática do objeto do conhecimento que esta desenvolve.20 RESUMOS E RESENHAS Everson Muckenberger everson. mas como caminho. o retrocesso ou a estagnação da pesquisa e dos processos que a compõem. 2001.muckenberger@unasp. o seu melhor crescimento e desenvolvimento (LIMA. Este “caráter sistemático” cremos.br Não há como desenvolver uma pesquisa epistemológica sem considerarmos os elementos básicos de sua sustentação.145). buscando. não fecha o estudo das possibilidades de desenvolvimento da pesquisa científica num olhar. p.edu.

velhos e jovens formam o hábito da leitura apressada e superficial. isto foi escrito a mais ou menos um século atrás. desenvolva a nossa capacidade mental. Mas não basta apenas comer qualquer coisa.1 Seleção do Que Ler Quanto à seleção. É preciso saber selecionar o que estudar. p. a atividade básica e óbvia para o estudante é e provavelmente continuará sendo a leitura. continua absurdamente atual. É preciso saber como estudar e como ler para tirar o maior proveito. A leitura é o alimento. de fato. rádio. e a mente perde a sua capacidade para um pensamento contínuo e vigoroso” (WHITE. Preste atenção ao tipo de leitura que lhe será exigida para também desenvolver ou aperfeiçoar. fofocas. Com tantas opções. Nesse sentido. O mesmo acontece no preparo acadêmico. procure aquilo que edifica. Não perca tempo com frivolidades. aí vão algumas sugestões que podem ser úteis na seleção do seu material de leitura pessoal: • Conteúdo – Em primeiro lugar. a partir daí. televisão. 189). assim como na alimentação de um atleta. 1997. Contudo.21 2 LEITURA: O ALIMENTO Por mais que existam patins. Poderíamos perfeitamente acrescentar à afirmação de White todos os meios eletrônicos de leitura disponíveis no século XXI. Você consegue se ver na declaração acima? Acredite ou não. “Com a imensa maré de material impresso a derramar-se constantemente do prelo. skates e até carros. a fim de aproveitarmos melhor o tempo escasso que temos para a leitura e fazermos dessa leitura uma atividade que. uma boa parcela do que você terá que ler durante um curso superior já terá sido previamente selecionada pelos seus professores. Mas. Hoje existem sites multimídia na Internet. vídeo e DVD. precisamos aprender a selecionar o que vamos ler. ainda precisa se exercitar primordialmente fazendo o óbvio: correr. os seus próprios critérios de seleção de leituras. seja de 100 metros ou uma maratona. matérias que fazem do ser humano uma simples mercadoria de consumo e assuntos que em nada vão . o que ler. o ar do atleta acadêmico. a água. 2. um atleta de corridas.

É preferível um texto de aparência e leitura “monótona”. Neste sentido. o que ele faz. as linhas iniciais e os subtítulos. Shell. São mais confiáveis sites oficiais de órgãos mundiais (Organização das Nações Unidas. ou estado: avalie bem se o conteúdo ali exposto é passível de comparação e/ou aplicação às suas necessidades de estudo. Organização Mundial do Comércio. governamentais (Ministério da Educação. etc). etc) e bancos de dados de artigos (SCIELO. • Comparabilidade e Aplicabilidade – Se o material passou até aqui. ainda vai uma dica especialmente para textos que relatem a realidade de outro lugar. leia o resumo. mas de conteúdo confiável. Care. nem são dignos da mais remota consideração para leitura. Verifique quem mantém o site. pela sua proposta básica. Último Segundo. etc). etc) Organizações Não Governamentais (Greenpeace. país. além de ser possível obter uma boa noção do grau de seriedade e confiabilidade. com assuntos do tipo “bombástico”. Avalie também o veículo de comunicação utilizado. AFP. etc). você deva priorizar outra leitura antes dessa e que. . procure descobrir quem é o autor. Caso não seja. considere as ilustrações e suas legendas. Há determinados veículos de comunicação que. com certeza é um fonte boa à leitura. Quer dizer apenas que. Daquilo que passar por esse primeiro crivo. CAPES. Com isso você pode decidir se o conteúdo lhe interessa e se pode ser útil para você. isso não quer dizer que a leitura não vale a pena. Reuters. etc). Mesmo na internet. Mas. Exame. talvez. Se for uma revista. dê preferência às revistas mantidas por editoras conceituadas e tradicionais. do que um texto cativante de conteúdo dúbio. etc) empresas (Petrobrás.22 contribuir para o seu crescimento pessoal e profissional. Universidade Estadual de Campinas. • Fontes – Informe-se sobre quem é o autor. avalie o título. Desconfie do que não for conhecido e estiver com a autoria e responsabilidade pelo site mal identificados. que autoridade ele tem para tratar do assunto. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. universidades (Universidade de São Paulo. Desconfie de textos sensacionalistas. atenção especial deve ser dada quando o material de leitura encontrase na internet. Pontifícia Universidade Católica. imprensa (Veja.

• se. perceberá que o seu rendimento terá melhorado. • Coloque-se em postura adequada. limpo. apresentam-se. mesmo que você não se sinta fatigado como antes. Mas como ler? Como estudar? Assim como os atletas. respire fundo. a seguir. um copo de água. ande um pouco. lápis.2 Como Ler Antes de você começar o seu estudo. para que você tire maior proveito de sua leitura. régua. você deverá ter bem claro que o seu conteúdo servirá apenas como informação do que aconteceu em outro lugar. borracha. A leitura dinâmica tem o seu lugar. para um estudo aprofundado. somente a leitura dinâmica não será suficiente. 2. caneta marca-texto. alongue os músculos. desconcentrado. enfim. ou sentado de maneira desleixada. sejam corredores de 100m ou maratonistas. não desista. você se sentir cansado. as recomendações destacadas por Severino (2002): . o hábito da leitura exige persistência. tome um pouco de água. Quando você retomar à leitura. Isso não significa necessariamente que você precisa fazer um curso de leitura dinâmica. faça uma pausa de uns 5 a 10 minutos e depois volte à sua leitura. provavelmente. No que diz respeito às técnicas para se entender e interpretar um texto. • evite interrupções seguidas durante o seu período de leitura. depois de algum período de leitura. sonolento ou entediado. lave o rosto. atente para mais alguns detalhes: • procure um local tranqüilo. Você não poderá partir do pressuposto de que o que aconteceu em outro lugar será válido para a sua realidade. arejado e iluminado. em frente da TV ligada. Isso fará com que você se sinta sonolento e desconcentrado.23 quando ler esse material. a sua leitura. Não leia na cama. • depois que você estiver mais acostumado com o estudo e a leitura. folhas de papel. • coloque ao seu alcance tudo de que vai precisar para o estudo. poderá lançar mão de algumas técnicas. caneta. Porém. levante-se. uma pausa de 5 a 10 minutos a cada 1 ou 2 horas será sempre revigorante.

Este aspecto às vezes encontra-se implícito nas entrelinhas do texto. sem interrupções. Sugere-se que. Use dicionários. mas faça tudo isso. enciclopédias. descubra quais as palavras-chave do texto. sem interromper a leitura.24 • Delimitação da unidade de leitura – Antes de iniciar a leitura é importante que você previamente defina o que e quanto pretende ler. Procure conhecer o autor. Procure encontrar respostas para as seguintes questões: Que argumento o autor usa? Que idéia ele defende? Como ele defende essa idéia ou argumento? O que ele usa . procure esclarecimento para todos esses pontos. Preferencialmente. você pretende ler um livro. Por exemplo. Quando terminar de ler. Assim. não se recomenda espaços de tempo muito grandes entre a leitura de uma unidade de leitura e a próxima. a sua unidade de leitura será sempre um capítulo. faça tudo em seqüência. Em geral esta informação encontra-se de maneira mais explícita. Portanto. Em seguida. apenas com os pequenos intervalos sugeridos anteriormente. pelo menos por enquanto. procure esclarecer todos os pontos antes de continuar o seu estudo. ao final desta etapa. verifique e assinale teorias ou acontecimentos históricos que você desconhece. • Análise Temática – Você começa a estudar o texto mais a fundo. converse com especialistas. você define que quando for ler o livro lerá sempre um capítulo inteiro. trabalhos científicos. incluindo aí todas as subdivisões de cada um desses itens. preste atenção à maneira como o autor abordou essa inquietação sobre o assunto e como ele fez para resolvê-la. Tente descobrir o que inquietou o autor sobre esse assunto para que ele fosse levado a escrever sobre ele. Como se trata de um livro extenso. Identifique as palavras que são desconhecidas ou de significado dúbio. Obviamente. • Análise textual – Trata-se da primeira leitura do texto. enfim. faça uma busca na internet. não é possível ler tudo de uma só vez. você elabore um esquema que represente a estruturação do texto: o que compõe a introdução. Procure identificar claramente qual o tema ou o assunto principal. o desenvolvimento e a conclusão.

você tem condições de dar os primeiros passos rumo à construção de um seminário ou projeto de pesquisa. materialismo histórico. o que você gostaria de questionar ou debater num grupo em classe ou com o professor? A partir da problematização. à sua coerência lógica e argumentativa. você deverá ser capaz de propor discussão sobre o texto. É o momento de você produzir a partir do que estudou. Finalmente. Considere também o nível de profundidade alcançado. . nas entrelinhas. • Síntese pessoal – Depois de analisar a fundo o texto. que pressupostos o autor tomou para si na construção do texto. interpretá-lo. etc). Procure entender como o texto lido se encaixa no que o autor já escreveu antes. posicione-se e fundamente o seu posicionamento em relação ao texto. criticá-lo e problematizá-lo. você terá condições de propor hipóteses e desenvolver a argumentação necessária para a produção de monografias. A seguir vem a fase da crítica. liberalismo.25 para fundamentar suas afirmações: fatos. • Análise Interpretativa – A intenção nesta etapa é ter um “diálogo” com o autor do texto. Isso é problematizar. A partir da síntese pessoal. • Problematização – Cumpridas as três etapas anteriores. inferências? Que provas ou evidências ele apresenta? Onde ele buscou essas provas e evidências? Que idéias secundárias ou paralelas ao tema central o autor desenvolve? Ao final da análise temática você estará apto para fazer um resumo do texto e um esquema gráfico e lógico das idéias apresentadas no texto. Com este nível de análise você estará em condições de fazer uma resenha crítica sobre o texto. Se as idéias apresentadas pelo autor estão devidamente embasadas e se são originais ou meras repetições das idéias de outros. Avalie o texto quanto ao alcance dos objetivos propostos. Identifique. Tente perceber se a posição do autor defendida no texto é coerente com alguma tendência filosófica em específico (determinismo. A partir do que estudou. espera-se que você seja capaz de tecer suas conclusões sobre o tema abordado pelo autor.

3 O Que Sublinhar A sublinha constitui-se numa ferramenta extremamente simples. Por trás dos cliques na Internet há horas de programação. 2004). 230). torna-se incapaz de discernir entre a verdade e o erro. Quaisquer materiais pertencentes à biblioteca nunca. Por trás das imagens instantâneas da TV. produção. [. esse imediatismo é ilusório. amassados ou dobrados.26 Parece trabalhoso? Na verdade. para ajudá-lo nesse processo de estudo e leitura. estudo. e cai fácil presa do engano (WHITE. esse tipo de estudo não se resolve numa leitura superficial do texto nem em sua memorização. cujo uso já é feito de maneira intuitiva por muitos.] ao sacrificar o estudante a faculdade de raciocinar e julgar por si mesmo. p. com parcimônia. Trata-se de destacar no texto as principais idéias. Se é assim com as coisas mais supérfluas apresentadas nas mídias eletrônicas. pesquisa. Lembre-se de que. enquanto outras faculdades mentais não foram desenvolvidas de maneira correspondente. apesar de você viver na era do imediatismo da TV e da Internet. sob hipótese alguma deverão ser riscados.. planejamento. por que então teria que ser diferente com o seu preparo profissional que é bem mais complexo e importante do que o entretenimento eletrônico? Mas. Para este propósito podem ser usados lápis e canetas comuns. há horas de planejamento. jamais. 1997. . Esta faculdade foi sobrecarregada ao extremo.. a sublinha deve ser usada apenas se o material de leitura for de sua propriedade. 2. Porém. vale a pena destacar que: Durante séculos a educação tem tido que ver especialmente com a memória. Isso demanda perseverança e força de vontade. Não espere resultados milagrosos da noite para o dia se você não tem desenvolvido o hábito da leitura e estudo reflexivo. Obviamente. design. A sublinha e os esquemas são duas ferramentas muito utilizadas. existem ferramentas bastante simples que poderão lhe ajudar ainda mais em qualquer das etapas envolvidas no estudo de um texto. bem como canetas propícias para este fim. aprendizado. procurando separar o essencial do acessório (MEDEIROS. estudo e testes.

entretanto e outras. conclusões ou idéias relacionadas. É possível fazer observações às margens dos trechos destacados. Com ou sem essas anotações. Medeiros (2004) não recomenda a sublinha numa primeira leitura ou quando você fizer aquela “leitura Bung Jump” pois.27 O objetivo da sublinha é permitir que. Porém. Por isso. ao lado do texto.para destacar trechos mais longos use uma linha vertical ao lado do texto ao invés de sublinhar diversas linhas. abaixo são apresentadas algumas formas de destaque bastante utilizadas: • sublinha simples – apenas um traço para destacar os principais aspectos. retirado de sua obra “Um desconhecido galileu” (2001). pode ajudar se você anotar à lápis. você possa rapidamente retomar o conteúdo ali exposto. como mas. além das idéias chave. depois de feita a sublinha. a sua dúvida ou questionamento. já sublinhado: Jesus Histórico e Cristo da Fé 1 – O Iluminismo Alemão . todavia. sem a necessidade de ler o texto inteiro outra vez para saber do que se trata. Dr. escrevendo resumidamente os seus pensamentos. às vezes é fundamental também destacar negações e palavras de oposição. a seguir. Cada um pode desenvolver o seu próprio método de sublinhar ou destacar as idéias principais de um texto. junto ao ponto de interrogação. ao pegar um texto algum tempo após a realização da leitura. • ponto de interrogação ao lado do texto – para destacar algum ponto do texto que não ficou claro. • ponto de exclamação ao lado do texto – para destacar algum ponto do texto que surpreendeu ou que gerou algum insight. Silva. nesse tipo de leitura não se pode separar o essencial do acessório com clareza. recomenda-se o uso da sublinha depois de uma leitura demorada e analítica do texto. A título de exemplo. Portanto. embora. um texto do Prof. • sublinha dupla – dois traços para destacar palavras chave ou o principal aspecto. • traço vertical ao lado do texto . contudo. ao passar os olhos sobre o que foi sublinhado e anotado será possível reconstituir o pensamento original do texto completo. Rodrigo P.

como fizeram os pensadores franceses. como julgavam ser as crenças oficiais da Igreja. nem cair na negação completa de Cristo. a Alemanha passou por um período de forte sobrevalorização do racionalismo em detrimento à fé evangélica. Suas novas idéias acerca do fundador do cristianismo contradiziam totalmente a visão tradicional da Igreja acerca do Filho de Deus. A pretensão básica dos iluministas alemães era criar uma religião cristã mais racional e menos sentimentalista. entre outras. O primeiro. Este movimento surgiu devido às seguintes situações: A) O próprio espírito crítico-racionalista que dominou a Europa naquele tempo (ela estava vivendo praticamente sob a influência do ponto mais alto e final da Idade Moderna que era a Revolução Francesa). ao passo que o segundo. Eles faziam uma distinção entre o Jesus histórico (historicher Jesus) e o Cristo da fé (Geschichtlicher Christus). seria um ser mitológico “inventado” e “mantido” pela Igreja através dos tempos. B) O deísmo inglês que contribuiu em muito para o surgimento de conceitos cépticos como os esboçados por Voltaire e outros pensadores que surgiram na Alemanha. . começaram a surgir vários teólogos pretendendo expor teorias sobre quem haveria de ser Jesus Cristo. Logo. exagerou em sua pregação o tom ascético para com o mundo e negligenciou os elementos intelectuais da religião. constitui o Jesus historicamente real.28 No século XVII. Foi o chamado Iluminismo Alemão (Aufkärung). D) O pietismo alemão que foi um rompimento com o protestantismo germânico que. C) A modificação radical popular do deísmo na França que se tornou quase um cepticismo. deu muita ênfase ao sentimentalismo. se existiu. Sentiam-se pressionados a não ceder para o extremo de um dogmatismo infundado.

3.3.5.1 Teólogos 1. Normalmente assumem uma de duas modalidades: corridas ou esquemáticas.1 Não extremista 1.3. não extremista. mas também de palestras. Se tomarmos o texto de Silva (2001) como referência.4 Pretensão 1. pietismo alemão.3 Causas 1.1 Ruptura com sentimentalismo 1.1 Religião racional 1.4.1 Ceticismo 1. seminários e aulas expositivas são as anotações. XVII) 1.1 Teorias não tradicionais .4 Anotações De acordo com Medeiros (2004) outra ferramenta disponível para a compreensão de textos não apenas escritos. Pretensão: religião racional.1 Espírito crítico 1.2 Século XVII 1. Jesus histórico real e Cristo da fé mitológico.3. Talvez as anotações possam ser consideradas o embrião de um resumo. sendo que as esquemáticas podem ser montadas através da itemização numerada ou através de chaves ou setas.3.1.4.3.29 2. Surgimento: espírito crítico racionalista.2 Deísmo inglês e francês 1. deísmo inglês e francês.1 Revolução Francesa 1.5.1 Racionalismo 1. • Modelo 1 Esquemáticas 1 Iluminismo alemão (Séc.1. as anotações poderiam ser apresentadas da seguinte forma: • Corridas Iluminismo alemão: racionalização.3.3 Pietismo alemão 1. Resultados: teorias teológicas.1.5 Resultados 1.2.

5.2 Cristo da fé mitológico Modelo 2 Racionalismo Século XVII Causas Espírito crítico (Revolução Francesa) Deísmo inglês e frances (ceticismo) Pietismo alemão (ruptura com o sentimentalismo Iluminismo Pretensão Alemão Jesus histórico .1.real Resultados Teorias teológicas não tradicionais Cristo da fé – mitológico Religião racional e não extremista .1.30 1.1.1.1 Jesus histórico real 1.5.

O Resumo Indicativo. Refere-se às partes mais importantes do texto. Há diversos outros exercícios preparatórios que o ajudam a adquirir a força necessária para que no momento certo consiga ter um desempenho adequado. tornando a sua compreensão mais simples e rápida. muitas vezes eliminando a necessidade de leitura do texto original ou. aos poucos. no mínimo. seja de velocidade.31 2. começa com corridas menores adquirindo a resistência necessária para sobreviver à maratona. resumo é uma “Apresentação concisa dos pontos relevantes de um texto” (grifos acrescentados) Medeiros (2004) complementa a definição da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Proporciona pelo menos dois benefícios primários: • Para quem lê – economia de tempo. ao afirmar que um resumo é uma “Apresentação sintética e seletiva das idéias de um texto. . • Para quem faz – excelente exercício de retenção das principais idéias de um texto. Ao contrário. resumo informativo/indicativo e resumo crítico. Um maratonista.5 Resumos: Velocidade Exercícios Para Desenvolver Força e Um atleta não treina sempre o mesmo exercício e nem se prepara para uma Olimpíada praticando somente a modalidade na qual irá competir. também conhecido como Resumo Descritivo é um sumário narrativo que elimina dados qualitativos e quantitativos. resumo informativo. De acordo com a NBR 6028. por exemplo. pois apresenta o conteúdo de um texto e suas principais idéias. 2004) diferentes: resumo indicativo. porém exige a leitura do original. ressaltando a progressão e articulação delas. Nele devem aparecer as principais idéias do autor do texto” (grifos acrescentados). não começa correndo 42Km. Não são emitidos juízos de valor ou críticas. Um resumo pode ser praticado em pelo menos quatro modalidades (Medeiros. O resumo é um desses tipos de exercícios. seja de resistência.

resultados e conclusões. pode dispensar a leitura do original. Dissertação de Mestrado em Educação. Não devem ser emitidos quaisquer juízos de valor ou críticas ao texto original. Os cursos de complementação pedagógica e a formação de pedagogos na cidade de São Paulo (1970-2000). PUC – Campinas. Este trabalho vinculado à linha de pesquisa “Avalição Institucional” tem por objetivo examinar a experiência desenvolvida pelos cursos de complementação Pedagógica em “habilitar o especialista de ensino no professor de 5ª série em diante”. Exemplo: PINTO. A. Os dados da pesquisa foram coletados em cinco instituições de ensino superior. Esta modalidade do curso de Pedagogia. O segundo tipo de resumo é o Informativo ou Analítico. Os cursos de complementação pedagógica e a formação de pedagogos na cidade de São Paulo (1970-2000). O estudo de caráter histórico busca registrar a experiência acumulada por estes cursos na cidade de São Paulo ao longo deste período. U. Tem por objetivo examinar a experiência desenvolvida pelos cursos de Complementação Pedagógica em “habilitar o especialista de ensino no professor de 5ª série em diante”. 2000. Dissertação de Mestrado em Educação. PUC – Campinas. 115 p. A análise dos dados evidencia que a experiência docente dos alunos facilita a articulação entre a “teoria” (conteúdo veiculado ao curso) e a “prática” (pedagógica) na formação do especialista.32 Exemplo: PINTO. Trata-se de trabalho vinculado à linha de pesquisa “Avaliação Institucional”. os objetivos. foi oferecida de 1970 ao ano 2000. prevista pelo Parecer 252/69 do MEC. As . professores e coordenadores de curso nos anos de 1989 e 2000. Neste caso o autor do resumo deve procurar salientar as principais idéias. A. oferecidos a professores já licenciados em uma graduação entre 1970 e 2000. 115 p. U. Para quem lê este resumo. junto aos alunos. para professores já licenciados em uma graduação. métodos e técnicas utilizados. 2000.

33 conclusões do estudo são interpretadas no interior do debate atual sobre o curso de Pedagogia. teses. normalmente deve contemplar as seguintes características: • Linguagem objetiva. 115 p. Os cursos de complementação pedagógica e a formação de pedagogos na cidade de São Paulo (1970-2000). porém são salientadas as conclusões. o resumo crítico é considerado uma resenha. próximo assunto a ser abordado. apenas síntese. Assim. Trata-se de um formato híbrido. em periódicos científicos. recomendando ao final que a formação do pedagogo escolar seja acessível somente aos professores com experiência em sala de aula. recomendando ao final que a formação do pedagogo escolar seja acessível somente aos professores com experiência em sala de aula. Tem por objetivo examinar a experiência desenvolvida pelos cursos de Complementação Pedagógica em “habilitar o especialista de ensino no professor de 5ª série em diante”. Pode dispensar a leitura do original somente quanto às conclusões. Dissertação de Mestrado em Educação. oferecidos a professores já licenciados em uma graduação entre 1970 e 2000. U. . A. Caso você deseje poderá encontrar outros exemplos de resumos na biblioteca. dissertações e TCC´s. Exemplo: PINTO. semelhante ao resumo Indicativo. onde é feito um sumário narrativo do texto. Trata-se de trabalho vinculado à linha de pesquisa “Avaliação Institucional”. PUC – Campinas. 2000. O quarto e último tipo de resumo é o Resumo Crítico. As conclusões do estudo são interpretadas no interior do debate atual sobre o curso de Pedagogia. . Boa parte dos autores afirma que os resumos são exercícios que não incluem crítica. É aquele que apresenta uma síntese e uma crítica ao conteúdo do texto original. O terceiro tipo é o Resumo Informativo/Indicativo. De acordo com Medeiros (2004) um resumo.

• A primeira frase explica o assunto do texto. • Resumo de artigos e monografias = 250 palavras. • Resumo do conteúdo.). Contar Palavras. preferencialmente os verbos em voz ativa e na terceira pessoa do singular. • Respeita a ordem de apresentação de idéias e fatos do texto original. • Identificação do tipo do texto (literário. dependendo do tipo do texto original. Quanto ao conteúdo. talvez o aspecto mais característico de um resumo: a extensão. De acordo com a ABNT. . etc. Atualmente nao é mais necessário contar as palavras.34 • Pouca ou nenhuma utilização de trechos inteiros copiados do original. • Resumo de relatórios e teses = 500 palavras. a extensão deverá ser: • Resumo de notas e comunicações breves = 100 palavras. dependerá do tipo de resumo que se pretende redigir (ver a definição dos tipos de resumos). pois pode ser utilizado o recurso específico do MSWord disponível no menu Ferramentas. • Usa-se. Quanto à estruturação: • Referência bibliográfica. acadêmico. científico. • Evita-se enumeração de tópicos. Quanto ao estilo de redação: • Frases concisas. didático. Finalmente.

número de páginas. índices). Definitivamente não é para atletas em início de carreira. negócios. capítulos. para estabelecer comparação com outras obras da mesma área e maturidade intelectual para fazer avaliação e emitir juízo de valor. etc. 2004): • RESENHA DESCRITIVA – Dispensa apreciação crítica do resenhista. que outros trabalhos já fez. para que se decida pela leitura ou não do original. também há modalidades diferentes de resenhas (Medeiros. Ao escrever o resenhista deve: • descrever as características estruturais da obra (número de páginas. tratar e analisar as informações necessárias para confecção do texto). • apresentar uma avaliação da obra e a quem ela se destina (a obra será de proveito para quem. qual a sua posição final e qual o processo que ele utilizou para coletar. dissertação. suas idéias. científico. O principal objetivo da Resenha é oferecer informações suficientes ao leitor. o que ele pensa. quando e por que?). . acadêmico. contém resumo da obra. ensaio. • relatar as credenciais do autor. dimensões. teatro. o gênero (literário. religioso. • expor o quadro de referências do autor (quais as bases filosóficas e teóricas do autor).6 Resenhas: Exercícios para Desenvolver Resistência e Capacidade Cardiovascular As resenhas são exercícios mais complexos do que os resumos e. destacando a perspectiva teórica adotada. esotérico. etc). exigem preparo e amadurecimento para serem realizadas.) e o método adotado. capítulos. De acordo com Andrade (2001) a resenha é um trabalho que exige domínio do assunto. portanto.35 2. romance. tese. A exemplo dos resumos. informações sobre o(s) autor(es) e tradutor(es). assuntos tratados. Porém são destacadas a estrutura da obra (partes. pelo menos não como jogo oficial. conclusões e metodologia (quem é o autor.

etc. antes do resumo ou da resenha e não ao final como nos papers ou monografias. as seguintes partes: • REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA – incluindo número de páginas e formato (livros). etc) e as indicações (a quem é destinada a obra. etc. indutivo. • RESUMO DA OBRA – principais idéias e características. descrição dos capítulos ou partes da obra. coerência. coerência. resolução dos objetivos propostos. estilo do autor. formação. necessidade ou não de conhecimento prévio para a compreensão. • CREDENCIAIS DO AUTOR – informações sobre o autor (nacionalidade. • CONCLUSÕES DO AUTOR – solução do problema. • METODOLOGIA – dedutivo. comparativo. problema abordado. originalidade. • QUADRO DE REFERÊNCIA DO AUTOR – apontar a teoria ou modelo teórico utilizados pelo autor como fundamento da obra. são acrescentadas a crítica do resenhista (contribuição.36 • RESENHA CRÍTICA – Exige a crítica do resenhista. para que curso). Além do que compõe a Resenha descritiva. Observe o quadro comparativo: . outras obras publicadas. estilo do autor. estatístico. na medida do possível. títulos. objetivos propostos. histórico. para que disciplina.). • INDICAÇÕES DO RESENHISTA – a quem ou para que a obra é indicada. A estruturação de uma resenha deve contemplar. suas contribuições. • CRÍTICA DO RESENHISTA – julgamento da obra. possibilidade de ser utilizada como obra didática. É importante relembrar que tanto nos resumos quanto nas resenhas a referência bibliográfica deve aparecer no topo da folha. originalidade. consecução dos objetivos.

•O objetivo é oferecer informações suficientes para que o leitor da resenha decida-se por ler ou não ler o texto original. serve para que se tenha uma visão resumida. apresenta narrativa sobre o autor e o resumo da obra e disserta avaliando a obra. o julgamento do resenhista é dispensado. a seguir: Resenha Crítica Resumo Resumo Crítico Crítico Resumo Resumo Analítico Analítico Resumo Resumo Descritivo/Analítico Descritivo/Analítico Resumo Resumo Descritivo Descritivo Resenha Resenha Descritiva Descritiva Figura1 . mas completa do texto original. •O objetivo do resumo é informar do que se trata o texto. Quadro 1 Características diferenciadoras entre Resumos e Resenhas Quando se coloca lado a lado resumos e resenhas.Níveis de abrangência modalidades de Resumos e Resenhas entre as .37 RESUMOS •Apenas narra ou apresenta de maneira sucinta as idéias do autor do texto original. como demonstra a Figura 1. RESENHA •Descreve a estrutura do texto original. •Na modalidade de resumo Analítico. podendo até dispensar a leitura do texto original. comparando-a a outras e destacando a quem se destina •Na modalidade Resenha Descritiva. pode-se identificar um crescendo em relação a abrangência e complexidade.

HUNGLER. porém não é assim (POLIT.azevedo@unasp. 1997).38 ASPECTOS ÉTICOS NA PESQUISA Oswalcir Almeida de Azevedo oswalcir.edu. .br O homem moderno e civilizado preferiria pensar que a violação sistemática dos princípios morais por parte dos cientistas ocorria em séculos anteriores e não em tempos recentes.

O dicionário médico Dorland’s. entendeu-se ser importante inserir nesta obra uma seção com orientações sobre como proceder na condução de estudos de cunho científico. Desde a construção do projeto. o pesquisador deve ter cuidado com os aspectos éticos referentes a: 1) utilização de textos de suporte teórico e revisão bibliográfica. Bioética é definida como: “obrigações de natureza moral relacionadas à pesquisa biológica e suas aplicações” (DORLAND’S. Como afirmam Polit e Hungler (1995) “quando são utilizados indivíduos como sujeitos de investigação científica. encontramos outro conceito fundamental que é o de Bioética. A “ciência da moral” menciona Buarque de Hollanda (1985).39 3 INTRODUÇÃO Ética é a ciência que trata dos padrões de conduta nas relações humanas. 3) tratamento dos dados. O ponto central destes direitos envolve a possibilidade de optar soberanamente em participar ou não de determinado estudo após receber as informações que permitam ao sujeito tomar uma decisão de forma esclarecida. Embora a literatura de metodologia científica pouco trate das questões éticas. especialmente aqueles em que estejam envolvidos seres humanos. (1994) define ética como conjunto de “códigos ou princípios que regem a conduta correta”. . No campo da pesquisa. legais e sociais que possui ante os sujeitos de sua investigação”. 2) respeito aos direitos humanos. O cuidado no sentido de garantir os direitos da pessoa humana deve ser a preocupação maior da equipe de pesquisa. já Polit e Hungler (1997) vinculando o conceito ao âmbito da pesquisa assim a definem: “sistema de valores que determina o grau com que os procedimentos do investigador se apegam ás obrigações profissionais. 4) autoria do trabalho. 1994). precisa-se ter muito cuidado para assegurar que seus direitos estejam protegidos”.

Normatiza esta questão a Resolução 196/96 do Ministério da Saúde. Ninguém pode ser forçado a participar de um estudo. seja mencionado corretamente. 3. Requer-se da equipe de pesquisa. . definem que informações devem ser disponibilizadas. sem coerção.1 Suporte Teórico e Revisão Bibliográfica É necessário que cada texto de onde forem extraídos trechos ou idéias. Deve ser assegurado a todos os participantes o direito de tomar uma decisão de forma autônoma. a liberdade dos colaboradores em optar por participar do estudo e de sair do mesmo no momento em que desejar sem sofrer qualquer descontinuidade no tratamento ou atendimento. que apresente aos sujeitos um documento denominado Termo de Consentimento Livre e Esclarecido o qual explicita as intenções dos pesquisadores. consulte o Capítulo 6 deste manual. indicando-se os dados bibliográficos que permitam ao leitor saber onde encontrar o texto original. por mais simples que seja. Práticas que não respeitem este direito devem ser banidas dos procedimentos de coleta de dados. esclarecidamente. que estabelece as Diretrizes e Normas Regulamentadoras da pesquisa envolvendo seres humanos que pode ser encontrada no site do Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP). A inserção de partes de um texto sem a respectiva menção dos autores consiste em plágio. caso deseje ampliar seu conhecimento sobre o tema.40 3. Para saber como proceder. Isto tornará possível encontrar a fonte.2 Respeito aos Direitos Humanos O segundo aspecto se refere ao cuidado com a manutenção de um direito inalienável do ser humano: o exercício do livre-arbítrio. e o direito de se manterem no anonimato. As normas da ABNT. Em todas as circunstâncias as pessoas devem ser respeitadas. descritas nos próximos capítulos.

durante cinco anos. filmagens.3 Tratamento dos Dados É necessário honestidade na apresentação dos resultados obtidos na pesquisa. devem ser utilizados apenas para os objetivos do estudo e guardados em local de acesso exclusivo dos pesquisadores. Portanto. 3. nas produções acadêmicas. orientandos e orientadores são autores e seus nomes devem constar no trabalho onde quer que ele seja apresentado: para bancas examinadoras. devem ser destruídos. fitas gravadas. Os registros obtidos por meio de questionários. redação inicial ou na revisão crítica do manuscrito. Após o período determinado. simpósios e outros eventos de cunho científico. O mesmo se dá quando do envio para publicação. tomando-se o cuidado necessário para garantir permanentemente o anonimato das pessoas que participaram como sujeitos da pesquisa. Havendo qualquer dúvida poderão ser revisados. 2002). aprovação da versão final para publicação (SPECTOR. São desonestas as omissões “convenientes” (descarte dos resultados indesejáveis) feitas a fim de se conseguir um valor estatisticamente significante com os resultados de estudos quantitativos. formulários.41 3. seminários. Para ser considerado co-autor é necessária participação em cada uma das seguintes fases do estudo: concepção do projeto ou na análise e interpretação dos dados. A retirada de nomes de algum autor ao ser enviado o trabalho para publicação ou evento científico (especialmente quando o número de autores . Spector (2002) recomenda que o coordenador do projeto guarde os originais de forma organizada e em local de fácil acesso para consulta. congressos.4 Autoria do Trabalho Conforme estabelecido nos Uniform Requirements for Manuscripts Submitted to Biomedical Journals (conhecidos como Normas de Vancouver) são autores apenas aqueles que participaram suficientemente do trabalho para compartilhar a responsabilidade pública por seu conteúdo.

tendo como base a Declaração de Helsinque. Só há exceção quando é estabelecido acordo prévio entre os autores.1 Resolução 196/96 A utilização de seres humanos em pesquisas. e não pode ser feita. sob pena de impugnação da apresentação pelo co-autor excluído. Este movimento resultou na elaboração do Código de Nuremberg em 1947. a Organização Mundial de Saúde elaborou as Diretrizes Internacionais Propostas para a Pesquisa Biomédica em Seres Humanos (HADDAD. causando sofrimento e mesmo a morte – gerou um movimento de repúdio na comunidade internacional. 2004). 3. o Ministério da Saúde elaborou a Resolução 196/96 que apresenta as Diretrizes e Normas Regulamentadoras de Pesquisas Envolvendo Seres Humanos um documento. fere os princípios éticos. Quatro princípios básicos estão associados às práticas bioéticas preconizadas na Resolução 196/96 quanto à conduta na pesquisa com seres humanos: • Autonomia . A mesma Resolução estabelece o Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP). que passa a emitir parecer sobre os projetos de pesquisa a nível nacional. orientando os pesquisadores e servindo como órgão regulador das práticas investigativas em humanos. e pela Declaração de Helsinque em 1964. Em 1982.42 excede o limite). visando regulamentar a condução dos trabalhos científicos na área da saúde. Estado Unidos e outros países. eminentemente no período da II Guerra Mundial – durante o qual experimentos foram levados a efeito pela comunidade médica militar na Alemanha. em 1996.4. quando a pesquisa for realizada com seres humanos. Estes documentos estabelecem as regras que pesquisadores do mundo todo devem respeitar. utilizando seres humanos sem consentimento prévio. seguido pela Declaração dos Direitos do Homem em 1948. No Brasil.

aparentemente sem maiores conseqüências. riscos envolvidos. a pessoa não poderá ser obrigada ou coagida a fazê-lo. alternativas no caso de tratamentos ou uso de técnicas novas. devem ser usados outros métodos. . Caso não queira participar. tempo requerido. Toda pessoa adulta tem este direito assegurado por lei. Ao ser abordada quanto a participar de um estudo.4. Goldim (2005) comenta que a não-maleficência está associada ao princípio “que justifica não fazer pequenas concessões.43 • Não maleficência • Beneficência • Justiça 3. mesmo que sem intenção. Cabe ao pesquisador oferecer as informações que sejam necessárias à tomada de decisão: tema. indivíduos considerados incapazes. Havendo possibilidade de dano. objetivos. Pessoas que não podem responder por si próprias: menores de idade. Entretanto. De acordo com Spector (2001) garantir que danos previsíveis sejam evitados. comunidades indígenas. 3. quando este está no pleno domínio de suas faculdades físicas e mentais. deve-se obter autorização do responsável legal. entre outros. Ninguém pode legitimamente tomar decisões por outro.4.3 Não-maleficência Bastante controverso. em temas controversos”. este princípio estabelece que nenhum procedimento de pesquisa possa causar dano. a pessoa deve ser respeitada em seu desejo. procedimentos de coleta de dados.2 Autonomia Considera-se autonomia. o direito do indivíduo decidir por si próprio. mesmo com autorização do responsável deve haver consentimento por parte de quem se submete aos procedimentos da pesquisa.

e cumpre divulgar os resultados para os sujeitos a fim de que estes se beneficiem com eles. de 08 de maio de 1979. Os animais merecem ser tratados com dignidade e de forma humanitária. 2005). atingindo proporções que fogem ao controle do pesquisador. que é a contribuição que o estudo trará para os que dele participarem diretamente. Pode-se dizer. Pesquisas realizadas com animais devem seguir o que está expresso na Lei 6638. Conforme estabelecido na própria Resolução 196/96. tanto atuais como potenciais. Os resultados obtidos devem trazer benefício aos que forneceram as informações – entendendo-se como tal. de forma sucessiva.4 Beneficência Para Spector (2002) é a ponderação entre riscos e benefícios.5 Justiça ou Eqüidade Justiça é um princípio moral.htm.bioetica. Mesmo . Não são admitidos maus-tratos.4. escritas ou resultantes de outros tipos de mensurações.4. o que garante a igual consideração dos interesses envolvidos. exceto se a dor for o alvo do estudo. 3. Por este motivo os trabalhos realizados devem ser úteis para algum fim claro. independentemente de desejá-lo ou não (GOLDIM. 3. portanto. as de natureza oral. é quando a equipe de pesquisa se compromete a promover o máximo de benefícios e o mínimo possível de danos e riscos.44 Por uma espécie de efeito cascata.br/lei6638.ufrgs. certas concessões podem levar a outras. causar-lhes sofrimento ou dor. é a relevância social da pesquisa com vantagens significativas para os sujeitos da pesquisa e minimização do ônus para os sujeitos vulneráveis. individuais ou coletivos. não perdendo o sentido de sua destinação sócio-humanitária. embora pequenas. que pode ser obtida no site: http://www. O Princípio da Beneficência é o que estabelece que devemos fazer o bem aos outros.

. já descritos. o projeto deverá ter sido revisado pelo orientador.45 neste caso. por meio de consulta a documentos que contenham informações referentes aos sujeitos do estudo. procedimentos ou protocolos de pesquisa estejam descritos de forma detalhada fornecendo aos membros do Comitê os elementos necessários à emissão do parecer que autoriza o início da coleta de dados da pesquisa. com as correções ortográficas e metodológicas necessárias. estejam sendo obedecidos rigorosamente. os pesquisadores não poderão iniciar a coleta de dados. há que se tomar cuidados reduzindo ao mínimo necessário o número de espécimes na amostra. São considerados neste caso dados obtidos diretamente dos informantes ou indiretamente. preferencialmente o da instituição onde será realizada a Coleta de dados.gov. sob pena de a proposta ser indeferida. 3. Antes da emissão do parecer do CEP. é imprescindível que os objetivos. A fim de ser encaminhado à CEP. Para a análise da proposta. Arquivos de recursos humanos.doc. o projeto será avaliado pelo comitê da instituição de origem dos investigadores. Caso a instituição não possua um Comitê de Ética. No caso de alguma impropriedade.br/docs/FolhaRosto0312. que envolva seres humanos. no endereço eletrônico: http://conselho. prontuários impressos ou em meio eletrônico estão aí incluídos. O prazo para obter a resposta do CEP aos pedidos de análise do projeto variam de instituição para instituição. A revisão do projeto por este órgão visa garantir que os princípios estabelecidos na Resolução 196/96. deve ser submetido à apreciação de um Comitê de Ética em Pesquisa (CEP). mas não é inferior a 30 dias. após o que a proposta é revisada e emitido novo parecer. o Comitê solicita aos proponentes do projeto que façam as correções necessárias. e vir acompanhado da Folha de Rosto de pesquisa envolvendo seres humanos que pode ser obtida.saude.5 Encaminhamento dos Projetos ao Comitê de Ética em Pesquisa Todo projeto de pesquisa.

as informações necessárias para que o mesmo tome a decisão sobre sua participação no estudo de forma esclarecida e autônoma. notificá-lo deste fato. • benefícios – apresentar os prováveis benefícios pessoais e sociais. por isto o projeto deve ser elaborado cuidadosamente para evitar idas e vindas. serão necessários mais alguns dias para a resposta final. Francisconi e Goldim (2005) comentam alguns elementos que devem estar presentes no Termo de Consentimento Informado. sabendo que havendo necessidade de reformular alguma etapa do projeto. Consentimento Pós-informação. o que requer tempo.5. . é o documento elaborado pelo pesquisador. A Resolução 196/96 prevê também que cada alteração no protocolo de pesquisa seja apreciada pelo CEP. sendo ideal um texto compreensível para pessoas com escolaridade até 8ª série. discriminando os desconfortos rotineiros dos procedimentos daqueles relacionados com a pesquisa em si. Caso seja necessária alguma omissão por razões metodológicas. 3. desrespeitando os direitos das pessoas. Caso não haja benefício direto para o sujeito. isto deve ser informado ao Comitê de ética.1 Termo de Consentimento Também denominado Consentimento Informado ou ainda. no qual são expostas ao participante voluntário. mas sim de evitar que sejam cometidas infrações éticas. Não há por parte do CEP intenção de inviabilizar os trabalhos. justificativas e os procedimentos a serem utilizados. • informações sobre o projeto – devem ser apresentados os objetivos. dos quais são destacados: • linguagem – evitar termos técnicos que sejam de difícil compreensão para os sujeitos da pesquisa.46 Portanto os pesquisadores devem providenciar com a devida antecedência o envio do material para apreciação. • riscos e desconfortos – quando previsíveis devem ser informados. sem omitir informações.

devem ser tomadas as assinaturas dos pais ou responsáveis. contudo a partir dos sete anos as crianças e adolescentes devem ser informados sobre o que será feito e respeitados quanto a sua decisão em participar ou não da pesquisa. preenchido em duas vias. Um número de documento do participante também deverá ser anotado no termo. . uma vez seguidas. o pesquisador poderá solicitar a dispensa do uso do Termo de Consentimento ao Comitê de Ética em Pesquisa. • crianças e adolescentes – sempre que forem estes os colaboradores.47 • voluntariedade – o voluntário deve ter a garantia de que a qualquer momento poderá deixar o estudo sem que isto represente qualquer prejuízo para o seu atendimento dentro da instituição onde o projeto está sendo realizado. para permissão do estudo. Estas orientações. o qual julgará a propriedade do pedido. terá uma das vias arquivada pelo pesquisador e a outra pelo sujeito da pesquisa. evitam-se selecionar voluntários que possam ser coagidos de alguma maneira. • confidencialidade e anonimato – as informações coletadas devem ter garantia de privacidade. e o anonimato do participante deve ser mantido todo tempo. identificadas com o nome do participante e do representante legal. contribuirão ao bom andamento da pesquisa respeitando os padrões bioéticos. se houver. Entretanto o pesquisador não tem autonomia para decidir sobre esta questão. ou por seu representante legal. datadas e assinadas. Em situações especiais como uso de informações em bases de dados ou de prontuários. • indenização ou compensação por danos – embora não seja permitido no país a remuneração por participação em pesquisas. o pesquisador poderá ressarcir eventuais gastos que o voluntário tiver decorrentes da pesquisa com alimentação e/ou traslados. • assinaturas – o Termo de Consentimento.

Neste caso tenha certeza de que as informações sejam suficientes para permitir a compreensão da finalidade do trabalho e conquistar o respondente a fim de que ele colabore dando respostas fidedignas. Este texto é chamado Carta ou Termo de Apresentação. Para facilitar a construção deste importante instrumento são apresentados a seguir dois exemplos. salientando a importância da veracidade das respostas. benefícios. pois o pesquisador não estará presente – o questionário foi enviado por correspondência ou sua entrega por outra pessoa facilita o anonimato. e o prazo para devolução. Garanta que o respondente não será identificado ao devolver o Termo de Consentimento o qual deve prever a permissão para divulgação dos resultados e oferecer segurança quanto ao sigilo da fonte. ou outra razão qualquer. Antes de ser assinado o Termo de Consentimento. riscos. Para tal fim questionário e Termo de Consentimento devem ser apresentados em folhas diferentes. devem ser oferecidas a cada sujeito as explicações quanto ao tipo de estudo.2 Carta de Apresentação e Termo de Esclarecimento Por vezes é enviado um texto apresentando a proposta do estudo. descrevendo seus objetivos. procedimentos. pedindo a colaboração dos respondentes. 3. objetivos.48 A apresentação do Termo de Consentimento junto aos instrumentos de pesquisa é um erro. voluntariedade. confidencialidade e demais informações solicitadas pelo mesmo. pois esta prática permitirá a identificação do informante.5. transgredindo um requisito básico na pesquisa que é seu anonimato. bem como a forma como deverá ser devolvido o questionário. e visa suprir as orientações que não são possíveis oferecer de outra forma. .

saude.gov. 3.SISNEP .6 Endereços Eletrônicos Úteis São apresentados a seguir alguns endereços úteis para esclarecimento sobre as questões de ética na pesquisa: • http://www.doc.ufrgs.br/docs/FolhaRosto0312.br .3 Folha de Rosto para Pesquisa Envolvendo Seres Humanos A Folha de Rosto.5. Dr.214. pode ser obtido no endereço eletrônico abaixo e já vem com as instruções de preenchimento. alguns dos quais foram utilizados como base para este capítulo.Elaborado por pesquisadores do Núcleo Interdisciplinar de Bioética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Este documento é padronizado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa.bioetica. e é mantido sob a responsabilidade do Prof. • http://200. As informações sobre o Pesquisador Responsável solicitadas neste documento devem ser preenchidas com os dados do orientador no caso dos trabalhos acadêmicos. Os materiais contidos no portal têm finalidade basicamente para pesquisa e ensino em Bioética. obrigatoriamente deve ser preenchida antes da entrega do projeto ao Comitê de Ética da instituição onde se pretende realizar a pesquisa. Há grande riqueza nos textos contidos neste portal.49 3.Sistema Nacional de Informação sobre Ética em Pesquisa envolvendo Seres Humanos tem como objetivo beneficiar os envolvidos em pesquisas permitindo: o Facilitar o registro das pesquisas envolvendo seres humanos. o portal de Bioética foi criado.41/sisnep/pesquisador/ . em fevereiro de 1997. na página 2: http://conselho. .130. As informações sobre outros membros do grupo de pesquisa são descritas no projeto. José Roberto Goldim.

deliberativa.saude. aprovadas pelo Conselho. • http://www.50 o Orientar a tramitação de cada projeto para apreciação ética antes de seu início. com a função de implementar as normas e diretrizes regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. pelos participantes nas pesquisas. especialmente. Os exemplos foram adaptados para o UNASP.br/conselho/comissoes/etica/conep.gov. . normativa e educativa. o Facilitar aos pesquisadores o acompanhamento da situação de seus projetos. 3.CEPorganizados nas instituições onde as pesquisas se realizam. atuando conjuntamente com uma rede de Comitês de Ética em Pesquisa . o Permitir o acompanhamento dos projetos já aprovados (em condições de serem iniciados) pela população em geral e. a documentação relacionada com ética em pesquisa: o Registro. o Documentos requeridos para apresentação de projetos de pesquisa.gov. Neste site é encontrada. o Roteiro de parecer consubstanciado a ser emitido pelos CEPs.htm http://conselho.7 Termo de Consentimento Estes modelos podem ser obtidos nos endereços eletrônicos citados e poderão servir de base para elaboração de outros termos.br/comissao/eticapesq. renovação de registro e acompanhamento dos CEPs. Tem função consultiva.datasus. entre outros assuntos.htm A ou Comissão Nacional de Ética em Pesquisa – CONEP – órgão do Conselho Nacional de Saúde (CNS) foi criada através da Resolução 196/96. o Fluxograma para tramitação dos projetos.

..deve assinar a parte final do documento. medir ..). consultas de enfermagem semanais. descrita na página seguinte).. o participante colaborador ou sujeito do estudo .. (Em caso de não haver riscos ou desconfortos: Não será feito nenhum procedimento que lhe traga qualquer desconforto ou risco à sua vida) (Ou especificar todos os desconfortos. Estudos semelhantes têm permitido diversos avanços na área da saúde.htm Acesso em: 15 dez 2005. Os objetivos deste estudo são (colocar sumariamente) e caso você participe. se houver possibilidade de que eles ocorram: Você poderá ter algum desconforto quando receber uma picada para colher o sangue do seu braço. mas terá a garantia de que todas as despesas necessárias para a realização da pesquisa não serão de sua responsabilidade. O modelo 1 foi consultado no endereço eletrônico: http://www. etc. etc.51 Modelo 11 Termo de Consentimento Você possui as características adequadas a uma pesquisa que estamos iniciando que são: (descrever as características que fazem do sujeito um candidato á pesquisa) e está sendo convidado a participar do estudo intitulado (nome do estudo). . 1 . . será necessário (responder perguntas sobre .... coletar sangue para . Você poderá ter todas as informações que quiser e poderá não participar da pesquisa ou retirar seu consentimento a qualquer momento.. você não receberá qualquer valor em dinheiro.br/ pesquisa/cep/cep-modificacoes/cep-internet/modelo_de_termo_de_consentimento. não aparecendo em qualquer momento do estudo. Pela sua participação no estudo. Portanto sua participação é muito importante. sem prejuízo no seu atendimento. (Depois de lido e explicado o que estiver expresso no documento com os detalhes de esclarecimento. Seu nome será mantido em sigilo.fmtm. permitindo novas descobertas e melhores formas de lidar com as doenças.).

... li e/ou ouvi o esclarecimento acima e compreendi para que serve o estudo e qual procedimento a que serei submetido...... Sei que meu nome não será divulgado. Eu entendi que sou livre para interromper minha participação a qualquer momento./ .... Após Esclarecimento Eu.. sem justificar minha decisão e que isso não afetará minha relação com a instituição onde estou sendo atendido..... .../. A explicação que recebi esclarece os riscos e benefícios do estudo..... Eu concordo em participar do estudo.... você pode entrar em contato com o Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário Adventista de São Paulo pelo telefone (número com DDD)..52 Descrição dos Esclarecimentos Termo de Consentimento Livre........ .. (nome do voluntário).... São Paulo. que não terei despesas e não receberei dinheiro por participar do estudo.. Assinatura (do voluntário ou Número do RG responsável legal): Assinatura responsável: do pesquisador Assinatura do pesquisador orientador: de contato dos Telefone pesquisadores: Em caso de dúvida em relação a esse documento..

h) formas de indenização diante dos eventuais danos decorrentes da pesquisa. DECLARO para fins de participação em pesquisa. que fui devidamente esclarecido sobre o Projeto de Pesquisa intitulado: ________________________(Título do trabalho)_____________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ desenvolvido pelo(a) aluno ______________________________________________ do Curso ______________________________do Centro Universitário Adventista de São Paulo. b) desconfortos e riscos possíveis e os benefícios esperados. de de 200__ O modelo 2 foi consultado no endereço eletrônico: http://www.doc Acesso em: 15 dez 2005. objetivos e procedimentos que serão utilizados na pesquisa.br/ CEP/Termo-de-Consentimento-Livre-e-Esclarecido. i) formas de ressarcimento das despesas decorrentes da participação na pesquisa. outrossim. sobre a metodologia. 2 . em qualquer fase da pesquisa.53 Modelo 22 TERMO DE CONSENTIMENTO Eu. na condição de (sujeito objeto da pesquisa/representante legal do sujeito objeto da pesquisa). e) garantia de esclarecimentos antes e durante o curso da pesquisa. consinto voluntariamente (em participar/que meu dependente legal participe) desta pesquisa. d) forma de acompanhamento e assistência com seus devidos responsáveis. abaixo qualificado. g) garantia de sigilo quanto aos dados confidenciais envolvidos na pesquisa. quanto aos seguintes aspectos: a) justificativa. São Paulo. assegurando-lhe absoluta privacidade. que após ter sido convenientemente esclarecido pelo pesquisador e ter entendido o que me (nos) foi explicado. com informação prévia sobre a possibilidade de inclusão em grupo de controle e placebo. c) métodos alternativos existentes.unit. __________________________________. sem penalização alguma e sem prejuízo ao seu cuidado. RG ____________. f) liberdade de se recusar a participar ou retirar seu consentimento. DECLARO.

..................................... Bairro:..................... Apto: .............................................. Natureza da Representação:.... para fins de realização de pesquisa.....................Apto:....... Data de nascimento:....................nº...Cep:.................... __________________________ Assinatura do Declarante DECLARAÇÃO DO PESQUISADOR DECLARO. Tel......... Sexo: M ( ) F( ) Endereço: ............... RG:....................... Data de nascimento:....................:.........................................................../......... RG:.................... Bairro:..................54 TERMO DE CONSENTIMENTO Sujeito da Pesquisa: (Nome):...................:.. de de 200......................... __________________________ Assinatura do Declarante Representante legal:...................Tel..... São Paulo............................. Cidade:................ Cidade:............................/........................................... cumprindo todas as exigências contidas nas alíneas acima elencadas e que obtive.......... / ......................................... ter elaborado este Termo de Consentimento...................................................................................... de forma apropriada e voluntária.......... o consentimento livre e esclarecido do declarante acima qualificado para a realização desta pesquisa............ __________________________ Assinatura do Pesquisador ....................................... nº........ / ........................ Cep:............................................................... Sexo: M ( ) F( ) Endereço:...

este é constituído da sua própria realidade individual (VIEIRA PINTO.br Paulo Gomes Lima paulo..edu.55 A CONSTRUÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA Elias F.. porque. p. 1979.martins@unasp. que se referem ao processo da pesquisa científica e da lógica da ciência. Porto elias. a reflexão sobre o trabalho que executa.edu.br Qualquer que seja o campo de atividade a que o trabalhador científico se aplique. a determinação da origem. poder e limites da capacidade perscrutadora da consciência.3).gomes@unasp.porto@unasp. os fundamentos existenciais. que precisa conhecer a natureza do seu trabalho. os suportes sociais e as finalidades culturais que o explicam.edu. não podem ficar à parte do campo de interesse intelectual do pesquisador. o exame dos problemas epistemológicos que a penetração no desconhecido do mundo objetivo suscita.br Leonardo Tavares Martins leonardo. e tantas outras questões deste gênero. ..

precisamos considerar algumas regras importantes (GIL.56 Para que qualquer pesquisa científica seja desenvolvida é necessário o estabelecimento de um projeto de pesquisa. facilita a identificação da problemática que se deseja estudar. Ao se formular um problema de pesquisa. por exemplo. 4.1 O Problema Deve Ser Formulado Como Uma Pergunta O problema deve responder a algo que inquiete o pesquisador. Quando o problema é formulado como uma questão. entretanto. em quanto tempo o estudo será realizado (cronograma). na verdade “não existe um padrão rigidamente estabelecido e imutável” (GONSALVES. 1999): 4. a relevância de se estudar determinado assunto (justificativa). o que o estudo pretende demonstrar ou explicar (objetivos). todo projeto.1. p. o .13). Tem-se. Assim. uma vez que são eles que proporcionarão diretrizes metodológicas válidas dentro das convenções científicas. o projeto de pesquisa deverá apontar para o problema a ser estudado e para o procedimento adotado para estudá-lo. qual campo do conhecimento. os elementos citados anteriormente. 2003.1 PROJETO DE PESQUISA Um projeto pode ser organizado de diferentes formas. uma apresentação do tema da pesquisa. por isso ao elaborar o projeto. demonstrando que o pesquisador já conhece o que a literatura apresenta sobre o assunto (desenvolvimento do tema) e todas as fontes consultadas para desenvolvimento do projeto (bibliografia). é no projeto de pesquisa que se explicita o problema a ser estudado. deve reunir. deve-se ter claramente qual é questão à qual se deseja uma resposta. para que tenha pertinência científica. que teorias e metodologias ajudarão o pesquisador na realização de seus objetivos (metodologia). Por exemplo. O projeto de pesquisa é o planejamento prévio da pesquisa que sistematiza todas as etapas que serão realizadas no desenvolvimento da mesma. no mínimo. local epistemológico e época em que se situa a problemática (introdução).

portanto. pois sem a devida delimitação isto seria inviável (quais crianças seriam estudadas? todas as brasileiras? todas as crianças do mundo? todas as crianças de escola particular?). ao formular o problema certifiquese de que a execução do projeto é viável.1. um projeto que se proponha a analisar o conceito de operários sobre a política pública mostra-se incompleto e. veja como poderíamos transformar este tema em um problema corretamente formulado: “Que hábitos alimentares podem estar relacionados com a obesidade em escolares da terceira série do ensino fundamental de uma escola particular do município de São Paulo?” 4. o pesquisador deverá selecionar somente aquela(s) que interessa(m) ao estudo a ser realizado.57 tema: “a relação entre nutrição e obesidade”. confuso sobre qual a pretensão do pesquisador (quais operários? de que política pública? de algum governo específico?) . percebe-se que está muito abrangente.3 O Problema Deve Ter Clareza Os termos utilizados na construção do projeto devem ser claros e precisos. mas quando formula-se uma pergunta. Assim. 4. Caso o problema não esteja claro.2 O Problema Deve Ser Delimitado a Uma Dimensão Viável O projeto deve ser exeqüível. Como um problema possui muitas dimensões.1. não caberia propor um projeto de pesquisa para estudar a obesidade e as crianças. haverá dificuldade em se compreender qual a pretensão do projeto. o problema fica mais evidente e é possível compreender sua delimitação. ou seja. Por exemplo. Atenção ao escolher as palavras para que não haja contradição nem sentido diferente ao pretendido.

4 O Problema Deve Apresentar Bases Científicas Para a Análise Qualquer que seja o tipo de pesquisa proposto no projeto. propomos uma estrutura didática de projeto de pesquisa que pretende ser ao mesmo tempo eficiente e pedagogicamente viável para os pesquisadores iniciantes. há similaridade entre as diferentes formas. devem estar contemplados.1.2 A Estrutura de Um Projeto de Pesquisa Embora existam diferentes propostas de estrutura de projeto na literatura. Assim. de forma particular pois este tipo de procedimento não tem validade científica.2. se os dados a serem analisados forem quantitativos. 4. 4. deve-se deixar claro qual o procedimento estatístico para tratar tais informações e ao se fazer uso de uma proposta de estudo que seja qualitativa. Assim. deve-se deixar claro quais as fontes a serem consideradas e qual o procedimento adotado para análise.58 4. mencionados anteriormente. pois os itens principais.1 Esboço do Projeto de Pesquisa: 1 INTRODUÇÃO 2 OBJETIVOS 3 JUSTIFICATIVA 4 METODOLOGIA 5 DESENVOLVIMENTO DO TEMA 6 CRONOGRAMA 7 ORÇAMENTO 8 REFERÊNCIAS . deve-se usar como ferramentas para análise das informações o que seja aceito academicamente e nunca se apropriar de juízos de valor.

qual foi a gênese do problema. as circunstâncias que interferiram nesse processo. Ex: “Qual foi o papel desempenhado pela Associação Brasileira de Educação (ABE) no desenvolvimento da educação brasileira?”.2 Definição dos Itens Essenciais no Projeto de Pesquisa 1 INTRODUÇÃO 1. Exponha como chegou ao tema de investigação. de modo breve. decorrente de suas Conferências Nacionais de Educação”.1 Apresentação e Delimitação do Tema Delimitação inicial. . Exemplo: “Este estudo delimita-se por desenvolver um estudo sobre a contribuição da ABE para o desenvolvimento da educação formal brasileira particularmente na década de 20. o que demandará uma resposta clara. Apresente o campo de conhecimento que pertence o assunto e identifique qual é a questão ou o problema a ser pesquisado. apresentando o que envolve o tema escolhido. • Do tempo: anos 20 (época da criação da ABE). do tema a ser pesquisado. Problemas são perguntas que a pesquisa pretende resolver. situando seus limites e o lugar que ocupa no tempo e no espaço.2. A delimitação consiste na indicação. definindo claramente o campo de conhecimento que pertence o assunto.59 4. Situa-se como pano de fundo. podemos identificar a delimitação do tema. Coloque o problema em forma interrogativa tornando-o mais diretivo. se houve antecedentes. No exemplo dado acima. Aborde o assunto geral sobre o qual se deseja realizar a pesquisa. pois há indicação: • Do campo do conhecimento: história da educação brasileira. porque fez tal opção. • Do local ao qual se refere o estudo (local epistemológico da pesquisa): Brasil – Conferências Nacionais de Educação. definindo o campo de conhecimento.

Diferenciar. Formular. como exemplo: Analisar. Localizar. Classificar. Criticar. O objetivo geral deve ser apenas um e os objetivos específicos podem ser de 3 a 5. ou seja. • Verificar a incidência de problemas posturais em crianças e adolescentes. Esclarecer. Comparar. estes são aspectos secundários do projeto. Avaliar. Selecionar. não é pertinente um objetivo aparentemente importante e bem construído. . Decidir. Explicar. Medir. Estimar. podemos citar. Determinar. Esquematizar. Documentar. É interessante que este objetivo seja apenas um e que esteja ligado diretamente ao problema levantado pelo pesquisador. alunos do ensino fundamental da Escola Adventista de Florianópolis. p. Construir. É importante que os objetivos sejam exeqüíveis.).. Divide-se em objetivo geral e objetivos específicos. Interpretar. Verificar. Escolher. pense em responder à pergunta: o que você pretende com este projeto? (dentre os verbos mais utilizados. • Comparar o comportamento de crianças escolares em situação de competição e de cooperação. Descrever. Propor. “O Objetivo é o que você pretende atingir com a sua pesquisa e não o que você vai fazer para atingi-lo” (GONSALVES. Discriminar. Examinar. Estabelecer. os objetivos servem para indicar a direção da ação. Contrastar. 2. Deve ser sucinto e sugere-se que inicie com verbo no infinitivo. Entender. Discutir. mas que não poderá ser atingido.56). Produzir. etc. 2003.1 Objetivo Geral Utilizando-se um verbo no infinitivo indica-se qual é a grande questão que procuraremos estudar na pesquisa. Identificar.60 2 OBJETIVOS Nesta parte indica-se o que é pretendido com o desenvolvimento da pesquisa. Especificar.. Para formular o objetivo geral. Exemplos: • Formular uma proposta de análise postural para crianças de 7 a 10 anos. Assim. Desenvolver.

irão contribuir para que se alcance o objetivo geral. também. Se o pesquisador elaborar de 3 a 5 objetivos específicos. não é interessante que o pesquisador desenvolva mais de 5 objetivos específicos. Exemplos: • Destacar a situação do ensino público superior no Estado de São Paulo em geral e no sudeste paulista em particular nos anos 60. Estes objetivos. Para tanto. • Analisar os modelos que foram seguidos na formulação da proposta da Unicamp. o pesquisador procura demonstrar o valor do seu objeto de estudo. Que benefício poderá trazer à comunidade com a divulgação do trabalho? (relevância social). buscar alcançá-los difusamente no desenvolvimento do trabalho. 2. 3 JUSTIFICATIVA Nesta seção. não necessariamente. no entanto. embora com um caráter secundário. Aqui poderemos elencar mais de um objetivo acessório. mas.61 • Analisar em que grau e em que medida Zeferino Vaz contribuiu para a criação da Universidade Estadual de Campinas.2 Objetivos Específicos Aspectos que em conjunto propiciam a resolução do objetivo geral. tanto em termos acadêmicos quanto nos seus aspectos de utilidade social. pois isto poderá dificultar o controle de sua pesquisa. mostrará a viabilidade do tema enquanto objeto de pesquisa e indicará as razões de ordem pessoal que o levaram a eleger este tópico do conhecimento. . destacará a relevância do assunto. • Explicar a atuação direta e papel de Zeferino Vaz como ator expoente na criação da Unicamp. Esta seção deve ser redigida a partir das seguintes perguntas: O que esta pesquisa pode acrescentar à ciência onde se inscreve? (relevância científica). poderá indicar um objetivo específico para cada capítulo ou caso prefira.

Silva (2003). por este tema? (interesse). Lima (2001). investigação. Pode-se iniciar a metodologia com a indicação dos autores que serão o referencial da pesquisa. 4 METODOLOGIA O quadro teórico-metodológico é o referencial organizativo do “como” a pesquisa será realizada. em outras palavras é o percurso ou o caminho a ser percorrido para se alcançar o objetivo estabelecido. enquanto logos indica estudo sistemático. Witter (1999).. escolher. Ex: “Este trabalho terá como referencial teórico as contribuições de Barros (2001). quais as etapas da análise dos dados e outros detalhes como tipo da pesquisa. p. você deverá deixar claro quais procedimentos pretende utilizar na produção dos dados. . Buscando o sentido etimológico de metodologia encontraremos “Méthodos significando o caminho para chegar a um fim.. sujeitos da pesquisa e espaço da pesquisa. não se tratando em hipótese alguma de referências específicas). quais são as possibilidades concretas de esta pesquisa vir a se realizar? (viabilidade).62). metodologia significa o estudo dos caminhos a serem seguidos. quais são os autores que serão as principais fontes teóricas de sustentação da pesquisa. Em termos gerais. incluindo aí os procedimentos escolhidos” (GONSALVES.62 O que levou o pesquisador a se inclinar e. Neste item do projeto. por fim. Ramos Lamar (1998). 2003. quais os principais procedimentos empregados para que todos os objetivos planejados sejam satisfatoriamente alcançados. Associar metodologia a um conjunto de técnicas ou procedimentos para coleta de dados é uma redução da amplitude deste item. Indique no texto a relação entre o trabalho dos referidos autores e a proposta contemplada em teu projeto e as possíveis diferenças.” (Atenção: estes exemplos são apenas para finalidade didática. Assim.

Laboratório. Descritiva. Participativa. Experimental. Descritiva. 4. Existe na literatura diferentes conceituações a respeito da classificação da pesquisa e pode-se utilizar a perspectiva que melhor se adequar ao seu tipo de trabalho. Explicativa. estudo de caso. • Segundo os procedimentos de coleta: Experimento.1 Abordagem da Pesquisa Aqui o pesquisador deverá deixar claro que tipo de pesquisa desenvolverá: experimental. • Segundo a natureza dos dados: Quantitativa. se quantitativa ou se dialética. entretanto a partir de quatro grandes linhas de pesquisa (Histórica. Dizer apenas: “Como instrumento utilizarei a entrevista semi-estruturada” definitivamente não é suficiente para a metodologia! Requer-se uma detalhada descrição de todo o procedimento. Bibliográfica. Levantamento. ex-postfacto. pesquisa participante ou ainda se a pesquisa será um levantamento bibliográfico. Qualitativa. Estudo de Caso. É importante também indicar a natureza da pesquisa. bibliográfica. • Segundo as fontes de informação: Campo. Documental. Bibliográfica.63 4. Documental.2 Sujeitos da Pesquisa É importante deixar claro qual a população a ser estudada e dentro de qual universo esta população se encaixa. se qualitativa. documental. Experimental e Ex-Post-Facto) observe os diferentes tipos de classificação possíveis: • Segundo os objetivos: Exploratória. pesquisa ação. Algumas perguntas podem ajudar a deixar claro este item do projeto: Quais os critérios adotados para a escolha desta população? Quais as características particulares desta população que a diferencias de outros grupos? Toda a população escolhida será estudada ou será selecionada uma amostra para o estudo? Como se deu a escolha da amostra (forma probabilística – aleatória simples ou randômica estratificada ou não-probabilística – acidental ou intencional)? .

análise de conteúdo entre outras formas possíveis. levantamento de dados.3 Coleta de Dados e Instrumento A forma como se procederá a coleta deve estar detalhada. se foi criado pelo pesquisador. que instrumentos serão utilizados nas avaliações. avaliação física. quais alterações.4 Organização e Análise dos Dados O processo de análise dos dados pode envolver diversos procedimentos: codificação das repostas. deve-se esclarecer sobre quais são as fontes. onde serão obtidas. . Outra informação absolutamente necessária que o projeto deve apresentar é que. Se o projeto pretende. se a pesquisa envolver seres vivos. se a pesquisa prevê a aplicação de questionário. uma entrevista. observação direta. como se dará a interpretação dos dados. 4. Se a pesquisa for documental. ou seja. deve-se deixar claro qual critério adotado na escolha do instrumento. a entrevista. se foi adaptado ou se está seguindo um modelo sugerido por outro pesquisador. se haverá a administração de algum produto aos seres em observação. deverá haver aprovação do comitê de ética para que haja continuidade do projeto. havendo seres vivos envolvidos na pesquisa (quer seja a aplicação de um questionário.64 4. deve-se dizer quem fará as medidas. Diferentes formas de pesquisa devem esclarecer sobre o que está envolvido na forma de se obter os dados a serem analisados. o que será extraído das fontes para a análise. Deve-se ainda evidenciar quais informações pretende obter a partir de determinado procedimento ou instrumento e como será aplicado. deve-se dizer se haverá algum software ou fórmulas específicas para a análise. Se houver cálculos estatísticos. manipulação de animais). deve-se esclarecer no projeto se haverá alguma alteração no meio onde vivem. por exemplo. fazer a avaliação física em crianças. quais as medidas serão tomadas. o formulário. Este item do projeto deverá esclarecer o leitor sobre o que será feito com os dados obtidos. análise de discurso. pois existem diferentes técnicas para a obtenção dos dados: o questionário. tabulação dos dados e cálculos estatísticos. etc. em que local.

este item pode estar dividido em capítulos. como o tema está problematizado e. Você deve demonstrar domínio sobre o que outros autores estudaram a respeito do tema escolhido e expor tais idéias. Se em comum acordo com o orientador. entretanto não é obrigatório este capítulo. o texto deste item será usado também no trabalho final. Na introdução é apresentado o tema de forma mais ampla e aqui de forma mais profunda. que o . a partir do que foi feito no projeto. esta é uma varredura exploratória. com uma exposição mais objetiva e técnica. Aqui cabe fazer a contextualização do que há publicado sobre o assunto e como outros autores têm estudado este tema. procure agora. Sendo a Hipótese uma resposta provisórias. onde o aluno deve apresentar de forma mais profunda o que conhece sobre o tema. citações e comentários. consequentemente porque ele precisa ainda ser pesquisado. pois dependendo do tipo de pesquisa. mas que não pode ser precária.65 5 DESENVOLVIMENTO DO TEMA Esta é a parte central do texto. como a literatura aborda o objeto de estudo e mostrar que as questões envolvidas com o tema já são de seu conhecimento. Privilegie os textos mais importantes e mais recentes sobre seu tema. Este é o momento onde os textos/documentos estudados devem aparecer. as leituras já realizadas. anterior à pesquisa. circunscrever. pode-se ter um capítulo destinado a revisão de literatura. colocar o problema. o tema-problema com um maior aprofundamento. Como o projeto e a redação final do TCC estão muito próximos no tempo. Entretanto. Para facilitar a apresentação do projeto. se em comum acordo com o orientador houver a proposta para a inclusão de Hipótese no projeto. a revisão se mostrará presente em vários capítulos. Retomando o que já foi anunciado na Introdução. logicamente que acrescido de mais informações. poderá ser feito dentro deste item. Assim. Trata-se portanto de delimitar. A utilização de uma Hipótese no projeto não é obrigatória. ou seja. este item mostra-se importante para que o aluno possa alcançar o texto final completo. pois há perspectivas metodológicas que excluem a utilização de uma hipótese afirmando que a ciência deveria ir em busca a uma resposta sem pressupor uma possível resposta pois isto poderia influenciar no encaminhamento da pesquisa.

6 CRONOGRAMA Neste item deve ser feita a previsão de duração de cada fase do projeto. Levantamento de obras que interessam à pesquisa 2. de forma sugestiva. 2006 2006 2006 2006 ANO Fevereiro Março a Abril Abril a Maio Junho MÊS Levantamento de obras que interessam à pesquisa Aquisição e leitura dos textos Digitação da introdução Encaminhamento ao comitê de ética ATIVIDADE MÊS ATIVIDADE 1. nem todos precisam estar mencionados em teu projeto e você poderá acrescentar outros que julgar necessário. • Levantamento das obras que interessam à pesquisa. Aquisição e leitura dos textos 3. ou seja.66 pesquisador oferece. caberia esta colocação dentro do desenvolvimento do tema como a perspectiva do pesquisador sobre o problema estudado. Evidentemente a Hipótese não deve estar dissociada de uma atenta relação com o que a literatura apresenta sobre a temática estudada. o importante é detalhar cada parte do projeto e o tempo em que se dará cada atividade. a seguir listamos alguns destes itens. Qualquer que seja o modelo adotado. O resultado da pesquisa poderá negar ou confirmar a hipótese. . Encaminhamento ao comitê de ética 2006 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 X XX XX 1 2 X No detalhamento das atividades e do tempo necessário para a execução você deverá definir quais itens estarão previstos para o teu projeto. Um bom procedimento seria trabalhar com um problema e uma hipótese centrais e bem definidas. Digitação da introdução 4. Sugere-se a seguir dois modelos distintos. delimitando o tempo para cada momento. O detalhamento dos itens mostra a organização do pesquisador e isto poderá ser decisivo para se obter êxito na execução do projeto.

entretanto se você pretende utilizar reagentes. bem como no TCC. transporte. O pesquisador deve ter claro que esta lista de referências poderá ampliar-se ao final da pesquisa. ou qualquer outro tipo de custo para a execução do projeto ou análise dos dados. material de laboratório. não há a necessidade de colocar este item no projeto.67 • Aquisição de textos ou livros pertinentes ao objeto de pesquisa • Leituras intensivas sobre o tema • Registro dos conteúdos (literaturas e coletas efetuadas) • Sistematização do material • Coleta de dados • Interpretação dos dados. conforme categorias estabelecidas • Primeira redação • Correções e intervenções do orientador • Segunda redação • encadernação • Apresentação do trabalho • Correções do texto final • Encaminhamento do texto final corrigido 7 ORÇAMENTO A previsão orçamentária não será necessária a todos os projetos. portanto as obras aqui mencionadas não devem servir de limite para a continuidade do projeto. isto deverá estar previsto. Inclua detalhadamente o valor para cada item a ser custeado e em que momento isto deve ocorrer. 8 REFERÊNCIAS Reúne-se aqui uma relação das fontes / obras utilizadas para a elaboração do Projeto e que serão utilizadas na Pesquisa propriamente dita. já que novos . equipamentos ou se haverá despesa com pessoal. É importante descrever se haverá solicitação de financiamento para órgãos de fomento à pesquisa ou quem deverá custear o projeto. Se teu projeto não prevê custos.

a partir da primeira folha da parte textual. fonte 12.68 documentos poderão ser identificados no desenvolvimento do processo de investigação. em algarismos arábicos.2. espaço 1.5. página de rosto e sumário. . O texto deve estar formatado em papel A4. Deixe 3cm de margem esquerda e superior e 2cm de margem. As referências devem seguir a norma apresentada no capítulo 7. segundo o modelo a seguir. Arial.3 Apresentação Gráfica O projeto deve incluir capa. Siga a ordem dos itens do projeto conforme descrito anteriormente. inferior e direita. A numeração é colocada. 4. no canto superior direito da folha.

69 CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO CAMPUS . (Arial 14 / Negrito) TÍTULO DO PROJETO (Arial 18 / Negrito) AUTOR(ES) (Arial 14 / Negrito) CIDADE – ESTADO ANO (Arial 14 / Negrito) FIGURA 1 Modelo de capa para projetos de pesquisa ... CURSO ...

70 CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO CAMPUS ENGENHEIRO COELHO CURSO DE PEDAGOGIA HÁBITOS DE ESTUDO E RENDIMENTO ESCOLAR DE ALUNOS DO ENSINO MÉDIO FÁBIO LUIS SILVA LUÍZA BELA SILVA ENGENHEIRO COELHO – SP 2005 FIGURA 2 Exemplo de capa para projeto de pesquisa .

71 NOME (Arial 14) TÍTULO (Arial 18) CIDADE – ESTADO ANO (Arial 14 / Negrito) FIGURA 3 Modelo de folha de rosto para projeto de pesquisa .

campus ___. como (Arial 12) requisito parcial à Disciplina Trabalho de Conclusão de Curso I. campus EC. Maria Silva . Engenheiro Coelho – SP 2005 FIGURA 4 Exemplo de folha de rosto para projeto de pesquisa .72 FÁBIO LUIS SILVA LUÍZA BELA SILVA HÁBITOS DE ESTUDO E RENDIMENTO ESCOLAR DE ALUNOS DE ENSINO MÉDIO Projeto de pesquisa apresentado ao curso de Pedagogia do Centro Universitário Adventista São Paulo. Orientadora Prof. Ms. Projeto de pesquisa apresentado ao curso de Pedagogia do Centro Universitário Orientador(a) Prof. como requisito parcial à disciplina Trabalho de Conclusão de Curso I. ___ Adventista São Paulo.

....... 18 7................... JUSTIFICATIVA................................... OBJETIVOS.......................................................................................... 3 2...........................1 Nome do Capítulo ...................2 Nome do Capítulo .......................................................... ORÇAMENTO..... REFERÊNCIAS...........3 Nome do Capítulo ............................................................................................................................................. 11 5..................................................DESENVOLVIMENTO DO TEMA................................................11 5.................... 6 4.................. 8 5........... INTRODUÇÃO............................................... 5 3......................................... METODOLOGIA .................. CRONOGRAMA.............................................................................................. 19 8........ 14 5.......................73 SUMÁRIO 1........................ 16 6......... 20 FIGURA 5 Exemplo de sumário para projeto .......................................

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A CONSTRUÇÃO DA MONOGRAFIA
Elias F. Porto elias.porto@unasp.edu.br Kátia Corina Vieira katia.vieira@unasp.edu.br Leonardo Tavares Martins leonardo.martins@unasp.edu.br Paulo Gomes Lima paulo.gomes@unasp.edu.br

A atividade de pesquisa é uma atividade racional. Implica no mais profundo e elevado exercício da razão da parte do homem. Talvez seja nessa atividade mais do que em qualquer outra que o homem possa dar expressão ao seu ímpeto de criatividade (DUSILEK, 1978, p.34).

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5 MONOGRAFIA
O capítulo anterior apresentou o que é um projeto e como estruturá-lo. Agora, chegou a hora de fazer tudo o que o projeto previa. É hora de usar o projeto como um mapa, um guia, na realização da pesquisa. Boa parte do que se escreveu no projeto foi um exercício de definição e previsão. Definição do que se irá pesquisar, de quais objetivos pretende-se alcançar, de argumentos que justifiquem a realização da pesquisa, definição e previsão dos aspectos metodológicos mais adequados à realização e alcance dos objetivos propostos e quais seriam os fundamentos teóricos essenciais, definição das tarefas a serem realizadas, previsão de quando essas tarefas seriam realizadas e de despesas para fazer a pesquisa. Percebe-se que tudo que está ligado ao projeto gira em torno de planejamento. Após o planejamento vem a execução: construção da monografia.

5.1 O Que é Uma Monografia
Após o projeto estar pronto e aprovado, pode-se pensar na monografia, pois esta será a realização daquilo que foi expresso no projeto. Este é o momento de buscar nas mais variadas fontes a informação necessária para aprofundar e desenvolver a pesquisa previamente planejada e, ao final, apresentar os resultados da pesquisa. A essa apresentação de resultados chamamos de monografia. De acordo com Medeiros (2004, p. 248), monografia “é uma dissertação que trata de um assunto particular, de forma sistemática e completa.” É necessário destacar, inicialmente, que a monografia constitui-se num estilo específico de redação: a dissertação. Sobre este estilo, a dissertação, vale lembrear que ela costuma discorrer sobre um tema determinado, de forma argumentativa, ou seja, o escritor de uma dissertação costuma ter uma idéia, uma posição, um ponto de vista e discute o tema escolhido. Para tanto, o texto de uma dissertação costuma ser inquisidor e, às vezes, até provocativo, através da apresentação de fatos e evidências. Quanto à estrutura, as

76 dissertações, costumam ter uma introdução, um desenvolvimento e uma conclusão. Em segundo lugar, deve-se notar que uma monografia deve tratar de apenas um tema, apenas um assunto. Esse tema ou assunto foi definido e delimitado quando da elaboração do projeto de pesquisa. Alguns elementos do projeto definem o tema ou o assunto da monografia. Desses elementos, os mais importantes são o problema de pesquisa e o objetivo ou os objetivos. Estes itens do projeto mostram-se alicerces da pesquisa e, conseqüentemente, da monografia. Em terceiro lugar, uma monografia trata o tema de forma sistemática. Algo sistemático, no senso comum, pode ser considerado negativo. No dia a dia pode-se dizer que fulano é “sistemático”, como uma forma educada de dizer que esse alguém, sob determinado ponto de vista, é uma pessoa “caxias", “certinha demais”, “metódica demais”, “chata”. Mas, para que se compreenda o que significa sistemático, deve-se primeiro entender o que significa a palavra sistema, que é a origem do termo sistemático. A definição de sistema está associada à idéia de um conjunto de partes que se relacionam entre si e que, juntas, formam um todo. Ao traduzirmos essa idéia para algo mais concreto, poderíamos exemplificar dizendo que o computador no qual se produz um texto, composto de uma CPU, um monitor, um teclado e um mouse, é um sistema. Também poderíamos dizer que o UNASP, com seus três campi e dezenas de departamentos e cursos é um sistema. O corpo humano, com seus órgãos, membros, células e tecidos é um sistema. A partir daí, se compreendemos o que é um sistema, fica mais fácil entendermos o que significa ser sistemático. De acordo com o dicionário Aurélio, sistemático é aquilo que é ordenado, metódico, coerente com uma determinada linha de pensamento ou ação. Então, como podemos entender um texto, uma redação, uma monografia dentro dessa idéia de sistema e sistemático? Bem, a monografia será composta e estruturada a partir de diversas partes, cada qual com sua função. Mas, quando todas essas partes forem olhadas em conjunto, devem fazer sentido, devem compor um único trabalho. Uma monografia deve ser sistemática porque nela deve haver

afinal. conclusão ou considerações finais e . A esses trabalhos chamamos de trabalhos monográficos. sumário. Isso quer dizer que ao escrever uma monografia deve-se atentar para a necessidade de tratar o tema escolhido em seu todo. introdução. Estes trabalhos não costumam ser muito extensos. 5. fica claro o quanto se propõe a abranger dentro da monografia. quem é que sabe tudo sobre alguma coisa para tratá-la de maneira completa? Quem é que consegue num único trabalho escrito tratar de tudo que faz parte de um determinado assunto? Por isso é tão importante delimitar o tema da pesquisa. através de entrevistas ou análise de documentos.77 coerência. inteira. no mínimo. Entende-se monografia como um termo genérico que identifica trabalhos escritos com as características que acabamos de discutir.2 Tipos de Monografia A partir do conhecimento básico do que é uma monografia. as partes ou capítulos de desenvolvimento. a partir de pesquisa bibliográfica ou até mesmo com alguma coleta de dados em campo. Quando o problema de pesquisa e os objetivos estão definidos. é preciso reconhecer que há mais de um tipo de monografia. Mais uma vez. Essa estrutura costuma ser composta de capa. É bastante comum que o professor de uma disciplina solicite aos alunos que façam um trabalho escrito sobre um determinado tema. seria. uma monografia deve ser completa. dentro do que foi estipulado como problema de pesquisa e objetivos. organização e método que lhe dêem um sentido de unidade às suas diversas partes. Em quarto lugar. com a quantidade de informaçoes disponíveis atualmente. presunçoso. Portanto. Evidentemente mostrar domínio completo de determinado assunto. folha de rosto. a correta definição do problema de pesquisa e dos objetivos é essencial para que isso seja possível. Durante um curso de graduação normalmente se produz diversos trabalhos monográficos. uma monografia deve tratar de um tema ou assunto de forma completa. Geralmente acabam por ter entre 10 e 20 páginas e possuem uma estruturação bastante simplificada.

Dependendo do curso. Na maioria dos cursos do UNASP o tipo de TCC mais comum é aquele que apresenta os resultados de uma pesquisa científica. outros de papers. 2). ao apresentar a proposta. devendo expressar conhecimento do assunto escolhido. já servem como preparo para a monografia de conclusão de curso ou TCC. programa e outros ministrados. em outros pode ser realizado em duplas ou trios. mas que seja uma espécie de relatório de atividades profissionais desenvolvidas. Educação Física. Nutrição e outros. p. com a possibilidade de vir a ser executado ou não. que deve ser obrigatoriamente emanado da disciplina. pois dadas as particularidades de cada curso e as diferentes alternativas. Alguns chamam estes trabalhos de monografias. estudo independente. apesar da relativa simplicidade. ou até mesmo a proposta de um trabalho profissional. Essas questões. em geral. De acordo com a ABNT (NBR 14724). curso. De qualquer forma. Um TCC. Há também a possibilidade de algum curso oferecer a possibilidade que um aluno entregue um artigo submetido a publicação em lugar do Trabalho de Conclusão de Curso. o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é um documento que representa o resultado de estudo. outros de trabalhos acadêmicos. é possível fazer um excelente TCC de 20 páginas. Comunicação Social. em geral costuma ser mais extenso e assume uma estrutura mais complexa. se comparado aos trabalhos monográficos feitos durante o curso de graduação. por suas características. o curso deverá. Deve ser feito sob a coordenação de um orientador (2000. os TCCs podem ter em geral 50 ou mais páginas. costuma-se recomendar fortemente que os resultados dessas pesquisas tenham algum benefício prático ou utilidade na atividade profissional. Enfermagem. outros ainda apenas de trabalho escrito. Em outro curso. módulo. apresentar também a estrutura que será aceita. esses trabalhos em geral podem ser classificados como monografias e. dependem das . formas e extensão dos TCCs variam bastante de curso para curso. Os tipos. Há também cursos que abrem a possibilidade ao aluno de fazer um TCC que não seja necessariamente uma pesquisa científica. na medida em que são bem produzidos. Nos cursos de ciências aplicadas como Administração. Estas outras formas não serão aqui discutidas.78 referências. Em alguns cursos o TCC é desenvolvido apenas individualmente.

de agosto de 2002. Os dois últimos tipos de trabalhos monográficos que apenas mencionaremos. é a NBR 14724. além de outros fatores que não cabe aqui detalhar. um TCC deve ser composto pelas seguintes partes: . do tipo do curso. obviamente. a Tese ainda se diferencia pelo fato de o autor precisar apresentar uma “real contribuição para a área de especialidade” (NBR 14724). de acordo com esta norma. A Dissertação é uma espécie de TCC para quem faz um curso de mestrado e a Tese. Portanto. espera-se um maior grau de profundidade e rigor do que no TCC da graduação. Além disso. 5.3 Estrutura e Formatação da Monografia A norma da ABNT que estipula os padrões dos trabalhos acadêmicos. Você deve procurar se informar sobre as peculiaridades sobre TCC do seu curso antes de iniciar o processo de execução.79 políticas de ensino definidas em cada curso. dos recursos humanos e materiais disponíveis. Ambas são obrigatoriamente resultantes de pesquisa científica e. são a Dissertação e a Tese. para quem faz doutorado. tais como os trabalhos monográficos.

80 Quadro 1 – Elementos da monografia ESTRUTURA Pré-texto Texto Pós-texto *Elemento opcional ** Elemento definido como opcional ou obrigatório pela coordenação de TCC de cada curso *** Elemento condicionado à quantidade de elementos a serem listados **** O Desenvolvimento se subdivide em 5 capítulos: Objetivos. Justificativa. 2002 Capa Folha de rosto Ficha catalográfica Errata* Folha de aprovação* Dedicatória(s)* Agradecimento(s)* Epígrafe* Resumo em português Abstract (resumo em inglês)** Lista de ilustrações*** Lista de tabelas*** Lista de abreviaturas e siglas*** Lista de símbolos*** Sumário Introdução Desenvolvimento**** Conclusão Referências Glossário Apêndice(s)* Anexo(s)* Índice(s)* ELEMENTOS Quanto à formatação. Revisão Bibliográfica e Apresentação e Análise dos Dados Fonte: ABNT. Arial Texto: 16 Título: 16 ou 18 Texto: 12 Títulos: 14 Citações longas: 11 Notas de rodapé: 10 Superior: 3 cm Esquerda: 3 cm Inferior: 2 cm Direita: 2 cm Local de impressão Tipo de letra Tamanho da letra na capa e folha de rosto Tamanho da letra no restante do trabalho Margens . NBR 14724. com exceção da folha de rosto que é utilizada na frente e no verso. de acordo com a NBR 14724 (2002) o trabalho deve obedecer aos seguintes parâmetros gerais: Quadro 2 – Critérios e parâmetros de formatação da monografia Item Tamanho do papel Cor da impressão Parâmetro A4 Preta Apenas na frente da folha. Metodologia.

Subtítulos de 3º nível: 1. se a identificação ocupar mais de uma linha. embora as folhas sejam contadas.5 Citações longas.1. para os TCCs do UNASP.1. gráfico.1) O título ou subtítulo é separado de seu respectivo número apenas por um espaço. a partir da primeira folha da introdução. não há. epígrafes.1. 2..2.. sem recuo Texto: alinhamento justificado Títulos principais ou de 1º nível: 1. listas. quadros . Indicação da fonte: caso o que estiver sendo apresentado não tenha sido elaborado pelo autor do trabalho. 3. referências. notas de rodapé. apresentar o termo designativo (ilustração.2.81 Epigrafes e dedicatórias: 7. numeraçao no pré-texto.. 3. legendas de ilustrações.1. agradecimentos.2. seguido da numeração de ordem de ocorrência no texto e do título. apêndices.1. gráficos. tabelas.1.. 3º nível) numerados: alinhados à esquerda.1. 2. Evitar subtítulos de 4º nível para cima (1. resumo. Término da numeração: última folha do pós-texto Localização da numeração: canto superior direito da página Tipo de número: arábicos Tamanho do número: 10 Localização da ilustração: o mais próximo possível do texto que faz referência à ilustração.1.1.25 cm ou 1 tab Texto: De acordo com a ABNT. 3. figuras. 1.5 entre o subtítulo e o texto que o precede e 1 X 1. Recuos Espaço entre linhas Notas de rodapé Alinhamento Numeração Paginação Ilustrações. espaço duplo.1. 2. mas não será numerada. portanto. Início da numeração: a partir da primeira folha da parte textual. a partir da margem esquerda Títulos não numerados (errata. recomendamos o uso de espaço 1. referências. Início da contagem: a folha de rosto será a primeira folha a ser contada. Subtítulos 2º nível: 1. figura. hífens e quaisquer outros recursos gráficos. Identificação: em letra tamanho 12.5 entre o subtítulo e o texto que sucede Tamanho da letra: 10 Espaço entre linhas: Simples As notas de rodapé devem ser separadas do texto por uma linha de 3 cm de cumprimento. anexos e índice): centralizados Títulos numerados (parte textual): alinhados à esquerda Subtítulos (2º.. abaixo da ilustração. sumário.1.2. 2. 1. 3.1. ou seja. quadro).1. a fonte deve ser indicada na linha subseqüente à identificação da ilustração.2. deve ser usado espaço simples.2. abstract. porém.1. 2. figuras. 3. gráficos e ficha catalográfica: Simples Subtítulos: 2 X 1.5 cm Citações longas e texto da folha de aprovação: 4 cm Início de parágrafos: 1. não devem ser usados pontos..

a fonte deve ser indicada.4 Elementos Pré-textuais O TCC. em Arial maiúsculas. Após esses comentários e antes de passarmos para a parte textual do TCC.82 Localização da tabela: o mais próximo possível do texto a que se refere Identificação: em letra tamanho 12. acima da tabela. em Arial maiúsculas. o texto e o pós-texto. NBR 14724. são amplamente utilizados. especialmente aqueles de caráter pessoal. tamanho 16: Centro Universitário Adventista de São Paulo.4. mesmo sendo opcionais. dependendo do tamanho do título. Indicação da fonte: caso a tabela não tenha sido elaborada pelo autor do trabalho. Unidade da instituição: centralizado. exatamente nesta ordem: Nome da instituição: centralizado. tamanho 16. logo abaixo da tabela. Complementos do título: centralizados. apresentar o termo designativo (tabela) seguido da numeração de ordem de ocorrência no texto e do título. negrito. Tabelas Fonte: Adaptado de ABNT. tamanho 16 ou 18. deve-se acrescentar dois pontos após a última letra do título. Em geral são feitos depois que a parte textual do TCC já está pronta. A seguir são apresentados comentários e instruções gerais sobre cada um destes itens. alinhada á esquerda da tabela. quando houver algum complemento. é subdividido em três grandes partes: o pré-texto. deve ser usado espaço simples. há um exemplo da parte pré-textual contendo os elementos em geral incluídos em um TCC. se a identificação ocupar mais de uma linha. Os elementos pré-textuais são todas as partes que antecedem a introdução. tamanho 16: Campus Engenheiro Coelho. sem negrito. Alguns desses elementos são opcionais e. . 2002 5. Campus Hortolândia ou Campus São Paulo. 5. como toda monografia. tais como dedicatória. após o título.1 Capa A capa deve contar as seguintes informações. em Arial maiúsculas. Título: centralizado. em Arial maiúsculas. agradecimentos e epígrafe.

Título: centralizado. Local: centralizado. Hortolândia ou São Paulo e estado (SP). se houver algum complemento. Trabalho de Conclusão de Curso. sem negrito. . Projeto Experimental. em Arial maiúsculas. Na frente devem ser apresentadas as seguintes informações. Ano: de entrega do trabalho. sem negrito e espaço simples entre as linhas.4. área de concentração (curso) e nome da instituição à qual o trabalho será submetido à avaliação (Centro Universitário Adventista de São Paulo. alinhamento justificado. tamanho 16. tamanho 16. neste caso. Campus Engenheiro Coelho. sem negrito. sem negrito. ou Campus Hortolândia. Monografia de Pós-Graduação). negrito. em Arial maiúsculas. tamanho 16 ou 18. para obtenção do bacharelado. em Arial maiúsculas. Epígrafe descritiva do trabalho: localizada a 7. nesta ordem: Nome completo do(s) autor(es): centralizado(s). sem negrito. tamanho 16. em Arial 12.2 Folha de Rosto A folha de rosto é a única de todo o TCC que apresenta conteúdo na frente e no verso. tamanho 16: Engenheiro Coelho. em Arial maiúsculas. após o título. ou Campus São Paulo). centralizado. sem negrito. 5. fazendo uso de letras maiúsculas e minúsculas. Dissertação. tamanho 16. em Arial maiúsculas. em Arial maiúsculas. o texto da epígrafe deve indicar o tipo do trabalho (Projeto de Pesquisa. dependendo do tamanho do título.83 Nome completo do(s) autor(es): centralizado(s). motivo pelo qual o trabalho foi realizado (para aprovação em uma disciplina. a existência desse complemento deve ser indicada acrescentando-se dois pontos após a última letra do título. licenciatura ou especialização). Complementos do título: centralizados. Tese.5 cm da margem.

procure orientação junto à coordenação de TCC do seu curso a fim de saber como proceder. A elaboração de ficha catalográfica envolve conhecimentos técnicos de biblioteconomia. Apesar da possibilidade de utilização da errata. tamanho 16: Engenheiro Coelho. identifica-se ainda algum erro no texto.4. pode-se fazer uso da errata. Logo abaixo.4. em Arial maiúsculas. deve-se considerar que a página da errata deverá ser contada. o que alterará a numeração de todo o texto e que. para elaborá-la. deve ser antecedido pela indicação “Orientador:” . centralizado. indicando qual o erro.5 cm. apesar de não numerada. No alto da folha aparece o título “Errata”. a exemplo da epígrafe descritiva. Ao final deste item (elementos pré-textuais) incluímos um exemplo dos elementos prétextuais. 5. normalmente. Hortolândia ou São Paulo. tamanho 16. como os erros para aparecerem na errata . Ela serve para indicar ao leitor a presença de erros no texto. a forma correta e a localizaçao no texto. sem negrito. Local: centralizado. Por isso. 5. apresente a errata da seguinte maneira: Página 43 52 Linha 12 1 Onde se lê Constituisse Finalmnte Leia-se constitui-se Finalmente. com um recuo de 7. A respectiva titulação e o nome do professor. entretanto não colocamos a Ficha Catalográfica pois a confecção desta ficha requer conhecimentos técnicos conforme mencionamos acima e sua elaboração está. a cargo da biblioteca do campus. Arial 14. Mas. sem negrito. o que é errata e quando incluí-la? Se. Ano: de entrega do trabalho. depois de impresso o trabalho. negrito.84 Nome completo do orientador: deve ser apresentada.3 Ficha Catalográfica A ficha catalográfica deverá ser impressa no verso da folha de rosto. em Arial maiúsculas. centralizado.4 Errata A errata é opcional.

4.6 Dedicatória A dedicatória é opcional e. em geral curto. O primeiro nome da lista de assinaturas deve ser do professor orientador. um texto semelhante ao que se segue (justificado. espaço 1. precedido da respectiva titulação. seguido pelo avaliador. sob o título “Culinária brasileira: um estudo sobre o uso do gengibre na culinária do sul do Brasil”. de caráter sentimental.85 deverão estar localizados. ou muito extensa. também não é titulada. Vale ainda ressaltar que uma errata contendo erros mais sérios. 5. Arial 14. Abaixo de cada linha. acaba por desqualificar todo o texto. 5. Deve ser colocado. distribuindo bem os nomes dos componentes da banca. no . Utilize o espaço disponível da folha completamente. Assim. Trata-se de um texto. apresentado e aprovado no dia 20 novembro de 2006. para obtenção do título de Bacharel em Nutrição.5)): Trabalho de Conclusão de Curso elaborado por Lucélia Priscila Rodrigues. deve constar o nome do componente da banca. haverá espaço para assinaturas grandes. por banca composta pelos seguintes membros: Após este pequeno texto você deverá incluir as linhas para assinatura dos membros da banca. O melhor é não terminar o trabalho às pressas a fim de que haja tempo para se fazer uma boa revisão do texto antes de entregá-lo. com um recuo de 4 cm. no alto.5 Folha de Aprovação A folha de aprovação não deve ser titulada. assim como a folha de aprovação.4. talvez seja mais simples corrigir os erros no texto. sem negrito.

negrito. Recomenda-se que a menção seja feita a pessoas ou instituições que contribuíram diretamente para a realização do trabalho e pessoas que de forma indireta foram importantes para a concretização do trabalho. professores do curso. Arial 14. com um recuo de 7.5 cm de recuo.4. como uma lista. vêm os agradecimentos. Considere que deixar de agradecer a uma instituição ou empresa que abriu as portas para a realização da pesquisa. com 7. O resumo deve ser um texto composto por frases preferencialmente curtas. 5. A epígrafe deve aparecer na parte inferior da página. O restante do . que podem ser apresentados na forma de um texto corrido. negrito. uma frase célebre.8 Epígrafe Trata-se de mais um elemento opcional e não deve ser titulado. centralizado. trecho de música ou de algum texto.4. Arial 14. ou àqueles que deram suporte técnico e operacional (como coordenação do curso. 5. 5. instituição de ensino superior. em negrito e. indica no mínimo falta de humildade e maturidade acadêmica e profissional. É interessante que. O texto deve aparecer na parte inferior da folha. provérbios. à margem direita e com alinhamento justificado. ou em tópicos. No alto da folha indica-se “Agradecimentos”.4. a autoria. de alguma maneira. sem negrito. coordenação de TCC.5 cm. centralizado. Em geral são usados para epígrafe pensamentos.86 qual o autor dedica o trabalho a alguma instituição ou a alguém. junto à margem direita e com alinhamento justificado. Arial 14. Arial 14. Logo após o título. professor orientador).7 Agradecimentos Também é opcional. se estabeleça uma relação entre a epígrafe e a idéia central do trabalho.9 Resumo No alto da página indique o título “Resumo”. A primeira frase deve deixar claro o tema do trabalho. entre parênteses. ao final. Deve ser apresentada entre aspas. negrito.

“Abstract”. “Résumé”.4. também. Arial 12. A forma de apresentação e formatação é a mesma do resumo em português. Certifique-se sobre a obrigatoriedade ou não com o coordenador de TCC de teu curso. .10 Resumo em Língua Estrangeira É a tradução do resumo para outro idioma (inglês. 5. se o resumo em língua estrangeira é elemento obrigatório. com a diferença de que o título no alto da página e centralizado será “Abstract”. quais os principais fundamentos teóricos. Se o seu trabalho apresenta até quatro itens que comporiam uma lista. certifique-se que a tradução está adequada. espaço 1. italiano. espanhol. Porém. etc. francês. palavras chave. para alguns cursos este resumo será obrigatório e para outros cursos será opcional. então não será necessário apresentá-la. O resumo deve ser seguido de palavras representativas do conteúdo do trabalho.5 e deve ter no mínimo 150 e no máximo 500 palavras.87 resumo deve apresentar os objetivos do trabalho. sem negrito. 5. a inclusão de uma lista é obrigatória. os direcionamentos metodológicos mais importantes e os resultados e conclusões mais relevantes. O texto deve ser apresentado num único parágrafo justificado. portanto evite cometer erros grosseiros que este tipo de tradução sempre deixa escapar. em francês. não deve ocupar mais do que uma página. ou seja. “Resumen”.4. É importante destacar que a mera tradução por meio eletrônico não garante confiabilidade ao texto traduzido. ou seja. quando há cinco ou mais elementos. se for em italiano. Portanto. Atenção: o resumo em língua estrangeira será definido como elemento obrigatório ou não pelo coordenador de TCC de teu curso. O resumo não deve conter minúcias sobre o trabalho. em espanhol.11 Listas A existência das listas está condicionada à quantidade de elementos a serem listados. mas deve apresentar aspectos gerais sobre a pesquisa e despertar o interesse no leitor pelo trabalho. se for em inglês.).

A mesma norma (NBR 6027) define índice como “Lista de palavras ou frases. frases ou expressões presentes no texto. exceção feita para a lista de símbolos e lista de abreviaturas e siglas. A página de sumário deve iniciar com o título “Sumário” no alto da página. ou “Lista de abreviaturas e siglas”. ordenadas segundo determinado critério. Nas próximas . ou seja. Arial 14. com a respectiva indicação da página onde aparece no texto. que já indica a subordinação dos itens e da apresentação tipográfica do texto. centralizado. Portanto. o índice serve apenas para localizar palavras. Uma lista é como um sumário. Uma das formas mais comuns para a utilização do índice é organizar as palavras ou frases em ordem alfabética. p. negrito. No sumário devem estar listados todos os itens que o sucedem. na mesma ordem que aparecem no trabalho.” (2003. ou “Lista de figuras”. na mesma ordem e grafia em que a matéria nele se sucede.” Cuidado: índice não é sinônimo de sumário. que não requer a indicação do número da página. seções e outras partes de uma publicação. NBR6027. sumário é uma “Enumeração das divisões. Arial 14. todos os elementos do trabalho até aqui apresentados (pré-texto) não devem ser incluídos no sumário.88 Se o trabalho requer a inclusão de listas. então o título “Lista de ilustrações”. estas devem ser apresentadas em ordem alfabética e apresentar o símbolo. Isso deve ser feito através da numeração. indicando o item e a página.12 Sumário De acordo com a ABNT. a subordinação dos subtítulos aos títulos deve ser evidenciada por meio de recuos. independentemente de sua ordem de apresentação. enquanto o sumário apresenta os diversos capítulo e suas subdivisões. ou “Lista de gráficos”. Portanto. 1. acompanhada de seu significado por extenso. A lista deve mencionar os itens.4. a abreviação ou a sigla. 5. ou “Lista de símbolos” deve aparecer no alto da página. Também deve ser indicada no sumário a subordinação existente entre os diversos títulos e subtítulos. ou “Lista de tabelas”. na ordem em que aparecem no texto. que localiza e remete para as informações no texto. centralizado.1 Subtítulo). negrito. 2). além da numeração (1 TÍTULO.

.89 páginas você poderá ver um exemplo contendo todos os elementos prétextuais.

90 CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO CAMPUS ENGENHEIRO COELHO CURSO DE LETRAS O USO DO SIMBOLISMO NA LITERATURA BRASILEIRA: UM ESTUDO COMPARATIVO ENTRE JOSÉ DE ALVARENGA E GRACILIANO RAMON RICARDO JEFFERSON VALÉRIO ENGENHEIRO COELHO .SP 2006 .

SP 2006 . Luis Inácio Cardoso ENGENHEIRO COELHO .91 RICARDO JEFFERSON VALÉRIO O USO DO SIMBOLISMO NA LITERATURA BRASILEIRA: UM ESTUDO COMPARATIVO ENTRE JOSÉ DE ALVARENGA E GRACILIANO RAMON Trabalho de conclusão de curso apresentado para obtenção do título de licenciatura em Letras. campus Engenheiro Coelho Orientador: Ms. pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo.

92 ERRATA Página 43 52 55 57 60 Linha 12 1 21 15 6 Onde se lê constituise Finalemnte Luisia Noueira Moore Leia-se constitui-se Finalmente. Luzia Nogueira MOORE .

por banca composta pelos seguintes membros: Prof. Ms.93 Trabalho de Conclusão de Curso elaborado por Ricardo Jefferson Valério. Dr. Luis Inácio Cardoso Prof. apresentado e aprovado no dia 20 novembro de 2006. Fernando Henrique da Silva . sob o título “O uso do simbolismo na literatura brasileira: um estudo comparativo entre José de Alvarenga e Graciliano Ramon”. para obtenção do título de Licenciatura em Letras.

94 Dedico este trabalho ao meu saudoso avô. de quem aprendi que com as palavras posso expressar tudo que preciso e desejo. .

Luis Inácio Cardoso. bibliotecária da Biblioteca Dr. • Ao UNASP. . de seu acervo pessoal. pelo incentivo e orientação precisa.95 AGRADECIMENTOS Este trabalho é resultado da colaboração de diversas pessoas e organizações. pelo ambiente aprazível ao aprendizado e pelos recursos disponibilizados para a realização deste estudo. Campus Engenheiro Coelho. À profa. Geraldo Sarney que disponibilizou. Ms. Ms. cópias das primeiras edições das obras analisadas neste estudo. • A Deus. • Ao Jânio Quadrado. que ao criticarem este trabalho demonstraram não apenas competência e profissionalismo. por ter permitido o acesso ao acervo de obras raras e antigas. ao José Dirceu Maluf e ao Paulo Salim Brizola. Por isso agradeço em especial: • • • Ao prof. essenciais para a realização deste estudo. Enoch de Oliveira. • Aos professores do curso de Letras do UNASP. por todo conhecimento transmitido e que foi devidamente aplicado neste trabalho. que permitiu a conjunção de todas as pessoas e recursos necessários para a realização deste trabalho. mas também coleguismo e amizade. Ao prof. campus Engenheiro Coelho. Heloisa Helena Frossard.

96 “Água mole em pedra dura. tanto bate até que fura.” (Dito Popular) .

Literatura brasileira – Romantismo. Diante disto é possível concluir que. . O objetivo era comparar a simbologia utilizada em dois períodos distintos da literatura brasileira. em suas edições primeiras. Quando comparados os dois períodos. através de análise das obras desses autores. bem como através de comentários literários feitos a respeito dessas obras. Como critérios de avaliação foram utilizados não apenas a quantidade de recursos simbólicos utilizados por cada autor. Palavras-chave: Literatura brasileira – Simbolismo. O método utilizado para tanto foi o da pesquisa bibliográfica e documental.97 RESUMO O simbolismo utilizado na linguagem escrita foi o foco deste trabalho. mas também a qualidade desses símbolos. Nas obras modernistas de Graciliano Ramon a menor número de simbologias é compensado pela maior elaboração e complexidade dos símbolos utilizados. a julgar pelas obras dos dois principais expoentes dos dois períodos analisados. com o passar do tempo o uso de símbolos na linguagem da literatura brasileira tem diminuído quantitativamente e melhorado qualitativamente. foi possível constatar o uso de simbologia em maior número nas obras do romantismo de José de Alvarenga. No período do romantismo foram analisadas as obras de José de Alvarenga e no período do modernismo as obras de Graciliano Ramon.

.98 ABSTRACT Simbolism within written language was the focus of this paper…. Deve ser uma tradução fiel do texto em português.o texto continua em inglês. seguido de Key-words.

....Capa da primeira edição de “O tupy” de José de Alvarenga........ Figura 10 ........... Figura 8 .....Capa da primeira edição de “Iraci” de José de Alvarenga................................................ Figura 6 ........................................................................................ Figura 11 .Capa da primeira edição de “Curvas retas” Graciliano Ramon................................Capa da primeira edição de “Noites em claro” de Graciliano Ramon........Capa da primeira edição de “Jornada” de Graciliano Ramon...............Capa da primeira edição de “Ubiratam” de José de Alvarenga....... Figura 12 .... Figura 9 ... Figura 3 – Capa da primeira edição de “A garra do leão” de José de Alvarenga.....99 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 – José de Alvarenga em 1850.......................Capa da primeira edição de “Ludmilla” de José de Alvarenga.................................. Figura 4 .................. Figura 2 – Graciliano Ramon em 1925.......... Figura 5 .......... Figura 7 ....Capa da primeira edição de “Caetanos” de Graciliano Ramon.................................Capa da primeira edição de “Aristóteles e outros filósofos” Graciliano de Ramon..................... 15 17 37 39 41 43 45 49 53 55 67 69 ...............................................

.............................................100 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO.................................................................................................... 14 3 JUSTIFICATIVA.................................................................. 15 4 METODOLOGIA...... 60 REFERÊNCIAS......... 66 ........................................... 17 5 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA................................................................. 63 APÊNDICE A – Título do apêndice........................................................................ 20 6 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DE DADOS............ 65 ANEXO A – Título do anexo................................................ 36 7 CONCLUSÃO ............................................................................................................. 12 2 OBJETIVOS................................................ 64 APÊNDICE B – Título do apêndice.........................................

Boa parte do texto do projeto também será aproveitada aqui.5.5 Elementos Textuais Conforme apresentado no exemplo de sumário apresentado. se comparados aos apresentados no projeto. . Revisão Bibliográfica e Apresentação e Análise dos Dados. continuam os mesmos. um bom projeto é a melhor forma de se iniciar um bom TCC. Independentemente das particularidades de cada curso. A seguir estão descritos cada um destes itens. Se houve alguma mudança entre o projeto e o TCC. Justificativa. A introdução do projeto pode ser adotada como um ponto de partida. reescrevendo o que for necessário. Consulte sempre o seu orientador sobre o que manter. Metodologia.101 5.1 Introdução Pode ser chamada também de Apresentação. entretanto o último item (Apresentação e Análise dos Dados) será uma parte nova. Verifique se o tema e o problema de pesquisa do TCC. 5. esteja claro qual é a linha de pensamento teórica e/ou prática que o levou a formular a pergunta. Por isso. nota-se que a estruturação da parte textual do TCC é muito semelhante à estruturação do projeto. 5.2 Desenvolvimento Conforme descrito no Quadro 1 (elementos da monografia) o Desenvolvimento do TCC deverá incluir cinco itens ou capítulos: Objetivos. antes de apresentar a pergunta do problema de pesquisa. provavelmente a introdução do projeto possa ser utilizada como introdução do TCC. caso a proposta apresentada no projeto tenha sido seguida à risca. faça os devidos ajustes e alterações necessárias. mas refere-se ao mesmo conteúdo. o que mudar e o que incluir na sua introdução do projeto. é sempre aconselhável que. para que ela possa ser usada como introdução do TCC. Mas.5.

” “Minha experiência de redator de textos jornalísticos. É possível que o autor da pesquisa exponha algum aspecto relacionado à sua experiência em relação ao tema estudado. Em geral.2. retome os objetivos do projeto. Uma situação bastante comum é quando um ou mais dos objetivos específicos apresentados no projeto não são realizados até o final da pesquisa.102 5. destacando sua relevância. Medeiros (2004. A exemplo da introdução. se houver alguma alteração no problema de pesquisa..2.” Por fim acrescentamos que. A justificativa é relevante porque muitas vezes contribui diretamente na aceitação da pesquisa por alguma agência financiadora como CAPES. sempre mostrando a relevância científica do trabalho.1 Objetivos Outra vez.5.5. pode-se pontuar as contribuições teóricas e práticas da pesquisa: “Este trabalho científico é relevante para a confirmação de teorias que mostram aos interessados em obesidade infantil.. Agora que a pesquisa está pronta volta-se a ela indicando a finalidade do trabalho.2 Justificativa No projeto de pesquisa a justificativa revelou a razão do estudo em questão. 5.” . justificando e esclarecendo sob que ponto de vista o assunto é tratado.. na justificativa. 266) cita alguns exemplos: “Em minha experiência como aluno do curso de Ciências Contábeis. a relevância social. Pode-se fazer referência aos tópicos principais do texto. verifique se os objetivos apresentados no projeto continuam pertinentes com os rumos que a pesquisa tomou durante a execução. principalmente no objetivo geral. p. isso leva também a alterações nos objetivos... Quando isso ocorrer consulte sempre o seu orientador para decidir o que fazer. CNPQ e FAPESP.. o interesse do pesquisador e finalmente a sua viabilidade.

Contudo. Isso inclui os problemas enfrentados na coleta de dados e como esses problemas foram solucionados. quais argumentos seriam apresentados para destacar a importância da realização deste estudo? 5. a metodologia assume uma característica mais de relatório. sujeitos da pesquisa. Pense como responder à questão: porque este trabalho é importante? Ou ainda.3 Metodologia Continue usando o texto do projeto como referência. suponha que este trabalho será avaliado para concorrer a uma bolsa de estudos no exterior. Apresente justificativas plausíveis e metodologicamente fundamentadas para todas as decisões tomadas. É bastante recomendável contar como tudo de fato aconteceu. Não poupe detalhes. portanto. especialmente no caso dos trabalhos que envolvem pesquisa de campo ou laboratório. Em muitos trabalhos. Lembre-se que no projeto. A idéia aqui é convencer o leitor. portanto.2.2. procedimentos de coleta de dados. É importante destacar que é a revisão bibliográfica que apresenta . os verbos devem ser conjugados no passado. o que não exclui a possibilidade de usar citações diretas ou indiretas. instrumento de coleta de dados. 5.103 O texto da justificativa é sempre pessoal. ou descrição de como a pesquisa foi conduzida.5.4 Revisão Bibliográfica Após a revisão bibliográfica realizada para o projeto. em relação à metodologia o projeto servirá apenas como roteiro sobre os tópicos a serem tratados (abordagem da pesquisa. os verbos foram conjugados no futuro. procedimentos de organização e análise dos dados). provavelmente para o TCC será necessário apenas atualizá-la com informações mais recentemente publicadas. utilizando recursos adequados e suficientes para que atinja este objetivo de convencer o leitor do valor de seu trabalho.5. no TCC. como era um planejamento de procedimentos futuros de pesquisa. Agora. o pesquisador tem aqui a oportunidade de testar seu conhecimento e sua habilidade em argumentar coerentemente. é na metodologia que o trabalho ganha credibilidade.

• identificar métodos e instrumentos de análise apropriados. discussão e analise crítica entre diferentes autores sobre o tema do TCC? Existem dois erros mais comuns nas revisões bibliográficas: um texto extenso demais que divaga sobre diversos assuntos e não tem foco no . ou mais adequados para o problema de pesquisa do TCC? • Este conteúdo esclarece ou define os termos e conceitos básicos e essenciais para a pesquisa? • Este conteúdo descreve modelos e teorias que me ajudam a sair da superficialidade das aparências do problema de pesquisa do TCC? • Este conteúdo permite comparação. fica bastante evidente o peso e relevância desta parte do trabalho. Se considerarmos que não há trabalho científico sem fundamentação teórica. De acordo com Roesch (2005) é preciso ter algum critério para definir o conteúdo a ser apresentado no texto da revisão bibliográfica. transformamos as orientações de Roesch em perguntas: • Este conteúdo ajuda a esclarecer as origens do problema de pesquisa do TCC? • Este conteúdo está em sintonia com os objetivos do TCC? • Este conteúdo ajuda a demonstrar a relevância de se pesquisar sobre o assunto escolhido para o TCC? • Este conteúdo me ajuda a perceber e entender as opções de metodologia disponíveis para tratar com o problema de pesquisa do TCC? • Este conteúdo me ajuda e identificar procedimentos de coleta e análise de dados mais usados. • proporcionar precisão conceitual. • promover consciência crítica. • assegurar a originalidade do trabalho. • contextualizar o problema de pesquisa dentro da discussão teórica atual. As principais funções da revisão bibliográfica são (ROESCH.104 os fundamentos teóricos de todo o trabalho. Para auxiliá-lo nesta tarefa. 2005): • apontar soluções alternativas para o problema de pesquisa.

anote e evite cometê-los. • o autor não se preocupa em fazer frases de conexão entre os diversos conteúdos.5. não apresenta texto algum entre títulos e subtítulos. É importante ressaltarmos que a forma e estilo de redação fazem toda a diferença na revisão bibliográfica. • o autor apresenta páginas e páginas de conteúdo sem indicar as fontes. • o autor usa subtítulos em excesso. 5. lembre-se que não são apenas os trechos copiados que precisam ter suas fontes reconhecidas. o que é pior. Ao redigir este capítulo o pesquisador deve ter em mente que . sem nem copiá-los numa ordem lógica e que faça sentido. pobre e superficial. um texto muito sucinto. títulos e subtítulos. mesmo que escritas com as suas próprias palavras precisam de indicação das fontes. às vezes. abrindo subtítulos para escrever duas linhas ou. todas as idéias que não são suas. ou o outro extremo.2.105 problema de pesquisa e objetivos propostos. • as normas de como fazer citações são desconsideradas ou mal aplicadas. e a nossa experiência nesses anos de orientação de TCC confirma. • o autor não faz uso de subtítulos para organizar e separar os diversos conteúdos. Para que você não seja uma vítima desavisada. tornando difícil ao leitor entender que lógica de pensamento foi usada.5 Apresentação e Análise de Dados Nesta etapa o pesquisador mostrará evidências concretas que possibilitaram a visualização dos resultados obtidos e de como estes foram alcançados. ainda há outros erros bastante comuns de serem encontrados nas revisões bibliográficas. esses erros costumam ser os seguintes: • a revisão bibliográfica se resume a cópia pura e simples de textos de outros autores. de acordo com Roesch (2005). Contudo.

Cabe ressaltar então a presença do orientador que poderá ajudar no recorte das informações pertinentes para que o texto não se torne cansativo. Apresentar e analisar os dados coletados é um momento especial do trabalho científico porque o pesquisador se depara com o resultado de uma etapa trabalhosa. incorporando no seu texto tabelas. Note que apenas os gráficos ou tabelas sem texto são absolutamente indesejáveis. que pode apresentar agradáveis surpresas. Em alguns casos. Lembrando que a função deste relato é demonstrar as evidências a que se chegou com a pesquisa e para tanto se faz necessário que todos os dados pertinentes sejam apresentados. As análises estatísticas podem ser feitas por estatísticos que não seriam necessariamente o próprio autor do trabalho. Na apresentação e análise dos resultados o pesquisador deve relatar. o que for de interesse da pesquisa. É uma cadeia que possui uma ordem a ser seguida. descobertas etc. pode-se analisar os resultados à luz de modelos teóricos sobre o tema. Roesch (2005. contudo. gráficos. quadros e outras ilustrações que facilitarão a compreensão do leitor. já na apresentação e discussão do TCC. de posse de informações diversas o trabalho acaba por apresentar detalhes dispensáveis.106 deverá relatar detalhadamente o resultado de seu experimento. servindo para deixar o texto mais transparente. p. assunto do capítulo anterior. Após a apresentação dos dados faz-se a análise dos dados coletados. o autor apresenta como está planejando coletar os dados para confirmação ou negação de sua hipótese. É sobremodo indispensável ter sempre à mão os objetivos da pesquisa no momento em que o texto da apresentação e análise dos resultados estiver sendo redigido. Os resultados também podem ser comparados com outros projetos ou situações. No projeto. e dela . pois. pois estes recursos servem como um auxílio na compreensão do texto. mesmo que algum resultado seja inconclusivo. é o momento de relatar o que foi feito. 189) lembra que os dados poderão ser cruzados a fim de possibilitar a identificação de pontos críticos. por vezes. obviamente. problemas. Os dados devem ser apresentados em conformidade com sua análise estatística. o planejamento já foi executado. portanto. é oportuno um cuidado especial a fim de que o autor da pesquisa compreenda as análises para que possa discorrer sobre as mesmas em seu discurso oral e escrito.

Uma tabela tem as linhas horizontais e verticais. esta parte do trabalho pode estar dividida em mais de um capítulo. assim o uso destas ilustrações não deve nunca excluir o texto. documental ou uma revisão de literatura. a utilização de gráficos. desenhos. os dados podem não se mostrar tão evidentes e quantificáveis. A diferença entre tabela e quadro. não deixando a tabela solta no texto. figuras. gráficos ou outras figuras deve seguir o padrão apresentado a seguir. temporais. ilustrações são todos denominados como figura) tem o título . mapas ou outras imagens sempre enriquecem o texto. tabelas. neste capítulo o autor deverá evidenciar quais são os elementos identificados em sua investigação. uma pesquisa onde se faz uma investigação quantitativa. é que este é fechado nas laterais e a tabela além de não ser fechada nas laterais. de qualidade. mensuráveis e a criação de tabelas e gráficos parece bastante pertinente. há um problema sério na sistematização do TCC. medir. mas complementá-lo. informação sobre a forma de se avaliar. Há que se observar que diferentes formas de pesquisa evidenciarão diferentes estruturas de dados. entretanto. mapas. A forma de se apresentar as tabelas.107 depende o sucesso do pesquisador ao comunicar os resultados de sua pesquisa. Se julgar por bem. Por exemplo. os dados são bastante evidentes. tem traço duplo em seu limite superior. há outros tipos de pesquisa. precedido do número da tabela (exemplo: Tabela 1 Número de pacientes ambulatoriais atendidos mensalmente por gênero). Conforme mencionamos anteriormente. p. ou interpretar o que está sendo apresentado. mista ou conjugada” (TRALDI. A tabela deve conter um título (deve haver relação com o conteúdo). As tabelas devem ser numeradas (algarismos arábicos) em ordem crescente. Se a pesquisa for histórica. As informações necessárias para a compreensão da tabela devem estar apresentadas de forma clara e objetiva na própria tabela. 45). Já uma figura (gráficos. quadros. quer tenha a natureza quantitativa ou qualitativa e fazer a devida análise de tais dados. informação acerca do fenômeno estudado e menção da fonte de onde foi extraída (caso não tenha sido criada pelo autor da monografia). 2006. No texto o autor deve fazer menção sobre a tabela para dirigir o leitor até ela. mas não é fechada nas laterais. “As tabelas podem ser construídas por séries de elementos cronológicos. assim. fotografias. geográficos. Se os resultados apontarem para uma direção oposta em relação aos objetivos do trabalho.

Tabela 1 Número de pacientes ambulatoriais atendidos mensalmente por gênero GÊNERO Masculino Feminino Total MÊS JANEIRO 155 (45.89%) 205 (55.57%) 203 (54.108 colocado abaixo e não tem moldura.64%) 371 Fonte: mencionar quando o autor da tabela não for o mesmo da monografia Quadro 1 Contratos de trabalho de professores Tipo de contrato Professor A1 Professor DP Professor DI Forma de pagamento Pagamento por hora aula ministrada Pagamento por dedicação parcial (20 horas aula) Pagamento por dedicação integral (40 horas aula) Fonte: mencionar quando o autor do quadro não for o mesmo da monografia quantidade de alunos 35 30 25 20 15 10 5 0 11 12 13 14 15 16 17 idade (anos) Figura 1 Quantidade de alunos com sobrepeso por idade Fonte: mencionar quando o autor do quadro não for o mesmo da monografia .36%) 199 (53.01%) 337 FEVEREIRO 170 (45. Veja os exemplos a seguir.99%) 182 (54. mantendo a mesma forma de numeração.11%) 372 ABRIL 172 (46.43%) 373 MARÇO 167 (44.

Os itens que não devem faltar na conclusão são: • Comparação entre os resultados e as hipóteses: neste momento embora já se tenha confirmado ou refutado as hipóteses é interessante comparálas com os resultados traçando um paralelo conclusivo. o que não faz alterar seu conteúdo. Na prática.5. em que área o trabalho será melhor utilizado? • Limitações do estudo: Faz-se menção aqui às opções metodológicas para o determinado estudo. o autor pode constatar o valor de seu trabalho para a ciência e para a sociedade na qual ele se insere. São exemplos de limitações: tamanho da amostra.109 5. • Contribuição do estudo para a ciência: agora de posse dos resultados.3 Conclusão Neste capítulo o autor deverá fazer um breve resumo do trabalho. pode-se começar este item (as limitações) discutindo os aspectos que limitaram as generalizações dos resultados. as informações adquiridas a partir do que já está publicado sobre o assunto e a sua vivência. opção de amostragem e etc. Portanto. • Exame da ligação existente entre os fatos verificados e a revisão bibliográfica: aqui o autor pode relacionar a prática com a teoria. ou seja. a característica no processo do instrumento de coleta de dados. Não se trata de erros cometidos pelo pesquisador. Este capítulo poderá também ser chamado de Considerações Finais. as informações adquiridas com a aplicação da pesquisa. Todos os capítulos da monografia devem ter relação com o problema de pesquisa. • Confronto entre os objetivos do trabalho e as conquistas alcançadas: agora que o autor terminou a pesquisa é possível olhar os objetivos iniciais diante das vitórias conquistadas no decorrer do mesmo. como por exemplo. a conclusão deve decorrer da discussão. . assim sendo. apresentando uma idéia conclusiva que fornecerá condições de se elucidar aspectos importantes que trarão condições de responder ao problema inicial de pesquisa enfocado na introdução.

1 Referências Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT (NBR 6023: 2002 p. referências “é o conjunto padronizado de elementos descritivos. sempre se atentando para os resultados anteriores. seminários. 2). apenas as páginas. Estas sugestões podem ter origem em novas questões que tenham se originado durante o desenvolvimento da pesquisa. Com exceção das referências. Numa linguagem mais simples pode-se dizer que se trata de uma listagem de autores utilizados em sua pesquisa. Quando você escreve um trabalho científico que pode ser um projeto de pesquisa. 5. um trabalho de conclusão de curso. material impresso. nas referências podem constar periódicos eletrônicos. revistas. worshops. ou seja. A seguir você encontrará o que são esses elementos e como elabora-los.110 • Sugestões para outros estudos: São percursos para novas pesquisas relacionadas ao mesmo fenômeno ou que tenham ligação a ele. desde que citados.6. É imprescindível que se permita ao leitor encontrar os textos com os quais você está interagindo. Além de livros. Todas as obras citadas no texto de sua monografia devem constar na listagem de referência. notas de aulas. DVDs. partituras. São as obras que você de fato citou no texto. irá se referir muitas vezes a outros autores. uma monografia etc. 5. que permite sua identificação individual”. todos são opcionais. retirados de um documento. Para cada tipo de . Afinal nenhum texto científico sai da cabeça de um autor isolado no mundo. Até porque não podemos esquecer de que a ciência é fruto do aumento de uma pesquisa após outra. entre outros. Outra característica aos elementos pós-textuais é que você não numera mais os títulos.6 Elementos Pós-textuais Os elementos pós-textuais são todos aqueles que sucedem a conclusão do seu TCC. CDs. que é obrigatória..

5.111 material há uma maneira peculiar de referenciá-lo. Provavelmente a apresentação de todas as tabelas ocuparia muito espaço. pertinente ao trabalho. Pode-se incluir um ou mais apêndices.6. Ao escrever a parte de apresentação e análise de dados você conclui que nem todas essas tabelas precisam ser apresentadas na parte textual do trabalho. poderá consultar os dados na íntegra. Outros leitores não se interessarão. você precisa mencionar a existência dos dados existentes nessas tabelas. figuras. Alguns leitores provavelmente desejarão ver essas tabelas e os dados nelas contidos.6. negrito. você percebe que seria possível atender aos objetivos da pesquisa e obter os argumentos principais sem a sua apresentação na íntegra.2 Glossário O glossário será recomendável se no texto do TCC forem usadas muitas palavras ou termos altamente técnicos ou de significado obscuro. no seu texto da apresentação e análise de dados. É para essas situações que existem os apêndices: para que se inclua o material que pode ser consultado por algum leitor. Abaixo do titulo. Arial 14. mas não essencial. tornaria a leitura muito cansativa e. onde o leitor que assim desejar. cartas. . a falta deles no trabalho pode fazer toda a diferença para que entendam ou fiquem confusos sobre as análises e conclusões do seu TCC. deve-se colocar no alto da folha o título “Glossário”. centralizado. além disso. Consulte o capítulo VII deste manual que trata em detalhes sobre como fazer as referências. desenhos. Vamos supor que tenha sido produzido pelo autor.3 Apêndices Os apêndices são documentos produzidos pelo próprio autor do TCC. Mas. Neste caso. Cada palavra deverá estar acompanhada de sua respectiva definição. 5. Obviamente os apêndices não servem apenas para incluir tabelas com dados estatísticos. Contudo. Podem ser incluídos textos. diversas tabelas com tratamento estatístico de dados. para aqueles que desejarem ver esses dados. deve aparecer a lista de palavras em ordem alfabética.

Logo após esta folha deve-se seguir o documento. Ou seja. como se fosse uma capa do apêndice.112 gráficos. Apêndice B. você deve indicar ao leitor. 5. negrigo.4 Anexos As situações de uso e os procedimentos para inclusão de anexos são os mesmos dos apêndices. . Porém. então pode-se colocar uma folha com a identificação do apêndice em destaque bem no centro. Há apenas uma diferença entre apêndices e anexos: Os anexos são documentos elaborados ou criados por outra pessoa.6. da seguinte forma: APÊNDICE A – Roteiro de entrevistas Se dentre os apêndices houver um que seja folha já impressa. plantas. no final do trabalho. se há algum documento que se deseja deixar à disposição para que o leitor possa consultar e esse documento tenha uma autoria diferente da autoria do TCC. todos devem ser identificados no alto da folha. organogramas. enfim. mapas. se houver mais de um. Os apêndices devem ser identificados sempre por letras maiúsculas consecutivas (Apêndice A. que ele poderá encontrar o material nos apêndices e deverá também indicar em qual apêndice. o que for necessário. deve-se colocá-lo como anexo. Apêndice C). No sumário você deverá indicar todos os apêndices e. então. fluxogramas. Ou seja. Para tanto foi elaborado um roteiro de entrevistas (Apêndice A). Por exemplo: Foram realizadas 12 entrevistas semi-estruturadas. tudo que estiver nos apêndices deve ser citado na parte textual do seu TCC. na qual não seja possível incluir o título da maneira como foi exemplificada. com título centralizado. Arial 14.

isto o aproxima da banca. desde que se observem alguns detalhes importantes.6. 5. Basta apenas usar o termo Anexo ao invés de Apêndice. No dia da apresentação oral do trabalho considere: • apresentação pessoal – a maneira como o aluno se apresenta pode representar o valor que se dá ao trabalho. encobrindo a projeção. • atenção com tua posição . Assim.5 Índice O índice deve ser identificado no alto da página. procure olhar para a banca examinadora. exatamente da mesma maneira que os apêndices. não esqueça de incluir no slide de abertura o título do trabalho. 5. Arial 14. nas apresentações de TCC. colocamos a seguir uma série de sugestões e advertências que servirão para melhorar a qualidade da apresentação orall e também do trabalho escrito. inclua os autores como rodapé nos outros slides. • enquanto estiver falando. o nome do orientador e Centro Universitário Adventista de São Paulo.113 Os anexos também devem ser identificados com letras maiúsculas consecutivas. centralizado. . com letras maiúsculas.procure não ficar na frente da banca. • se julgar conveniente.7 Sugestões Sobre a Apresentação Temos visto. O que deve conter um índice já foi apresentado quando da explicação do sumário. • como apontar na tela – evite entrar na frente da projeção para mostrar algum ponto específico da projeção. alguns equívocos que podem ser evitados facilmente. • saudação – ao treinar sua apresentação. • se você estiver usando apresentação com projetor multimídia ou outra forma de apresentação visual. negrito. o nome dos autores. não esqueça de incluir um rápido cumprimento (bom dia / boa noite) à banca examinadora.

embora possa existir certa apreensão e nervosismo. • tamanho da letra – evite um texto longo na projeção. • palavra errada .000 palavras e este seja um aspecto positivo do uso de imagens. a existência ou não de imagens sob o texto. . reveja a apresentação e faça os cortes necessários. teste antecipadamente. não sature a apresentação com excesso de imagens e cuidado para não haver contradição entre o que você fala e alguma imagem projetada. mas não serve para uma projeção. • cor da letra e contraste com o fundo – algumas apresentações ficam nítidas no monitor do computador. ou seja.114 • atenção com as imagens na apresentação – embora uma imagem possa equivaler a 1.reveja atentamente a apresentação para evitar o uso de palavras erradas. Além de evitar textos longos. falta de letras e erros de acentuação na projeção. • extrapolar o tempo dado – a apresentação precisa ser treinada várias vezes. pois se não há explicação do significado o avaliador pode ficar em dúvida sobre o que você está falando. • uso de siglas – cuidado com o uso de siglas na projeção. sua posição na projeção. assim. A fonte de tamanho 12 serve muito bem para o texto impresso. apresentar a conclusão antes do objetivo é um equívoco grave. use cores de fundo e das letras que tenham contraste. • domínio do tema – a apresentação do TCC é o momento de demonstrar domínio do tema. Se você estiver ultrapassando o tempo predeterminado. para evitar problemas. • tópicos fora de ordem – atenção para não inverter a ordem dos itens que você estará apresentando. O tamanho ideal da letra variará de acordo com o tipo de letra escolhida. inclusive com marcação do tempo necessário para ela. esteja seguro sobre o que você vai apresentar e evite chegar o momento de tua apresentação sem que haja segurança e domínio do tema a ser explanado. evite projetar textos com tamanho de letra pequeno. lembre-se que o texto os avaliadores já receberam. mas no momento da apresentação ficam quase ilegíveis. Para evitar isto.

leve mais de uma mídia e em formas diferentes (disquete. então não perca este momento. Lembre-se. Lembre-se que o projeto é relativo ao futuro e que o TCC é relativo ao que já foi estudado. pois isto releva certa fragilidade de conteúdo. . • não esqueça a mídia de apresentação – não corra o risco de chegar o momento da apresentação e não poder apresentar. evite falar na primeira pessoa do singular. portanto evite construções extremamente coloquiais e desprovidas de argumentação embasada academicamente. pelo contrário. entretanto. por isso não esqueça a mídia e não leve apenas uma mídia. para que as devidas correções sejam feitas para a versão final do trabalho. • anotar / gravar o que a banca fala – as sugestões e/ou críticas feitas durante a apresentação oral do trabalho pela banca são importantes e têm por objetivo melhorar o trabalho. não misture ações do passado e do futuro no presente. é o momento de te avaliar sobre o que você já estudou por meses e de contribuir para aperfeiçoar o trabalho. drive portátil). • cuidado com o que dizer – evite demonstrar insegurança com colocações tais como “que mais posso falar?” ou “acho que acabou”. • calma para responder as questões – certamente o momento que a banca faz algumas questões é um momento de apreensão. pois isto deixa a banca examinadora em dúvida se o trabalho foi realizado por apenas uma pessoa ou por todo o grupo. cabendo o futuro apenas para propostas. Se o trabalho foi realizado em dupla ou em trio. As máquinas não são infalíveis. que o objetivo da banca não é te desmoralizar. cd. • falar de modo formal – a apresentação não deixa de ser um momento de avaliação. projeções. então mantenha a calma para que as respostas alcancem o que a banca de fato pergunta. sugestões. sugerimos que as observações feitas sejam anotadas ou até mesmo gravadas.115 • tempo verbal e pessoa usada – atenção para manter sempre o mesmo tempo verbal. portanto não corra o risco de levar apenas um disquete e ele não funcionar.

• citação que não está nas Referências – cuidado para não fazer citações no texto e não referendá-los ao final.116 • orientador não recebeu texto – este tipo de problema é fácil de ser resolvido: não esqueça de encaminhar ao orientador o texto para revisão antes de ser entregue para a apresentação. O coordenador de TCC de teu curso poderá encaminhar outras dicas de apresentação e também o que é específico de cada área. .

2006).br No Egito.albuquerque@unasp. De fato é nelas que se cura a ignorância. as bibliotecas eram chamadas ‘Tesouro dos remédios da alma’. a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras (BOSSUET.117 CITAÇÕES E NOTAS DE RODAPÉ Eliethe Xavier de Albuquerque eliethe.edu. .

118 6 CITAÇÕES E NOTAS DE RODAPÉ Citação é a menção de informações extraídas de fontes documentais. F. esclarecer ou ilustrar o assunto que está sendo apresentado no texto. com o objetivo de ratificar. X. ed. São Paulo : UNASP. de. O sistema numérico é o que utiliza um número sobrescrito logo após a citação. as citações são dispensadas. Filosofia do pensamento humano. rotineiro. Quando um assunto é de conhecimento público. Albuquerque afirma que “A habilidade reflexiva vem pelo exercício.” 2. 2003. A escolha de um destes sistemas definirá também o padrão da Referência do documento citado. Observa-se que neste tipo de citação não se menciona datas e paginações. a indicação numérica da referência. A Norma Brasileira que regulamenta tecnicamente as formas de citação é a NBR10520. D. as idéias nasceriam na terra dos sonhos e ao se concretizarem passariam a habitar o mundo real 1. da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A NBR10520 prevê que as citações podem estar no sistema autor-data ou numérico. os autores citados aparecerão na ordem em que foram citados (e não alfabeticamente). E. São Paulo : ATA. professor e aluno juntos trabalhando com posturas crítico-reflexivas. amplamente divulgado. 45. Construindo o perfil do pesquisador. na lista de referências. Apenas o sobrenome do autor e ao final da citação. Assim. 2002. Os números sobrescritos indicam a Referência do documento citado. . como segue: 1 DUMAS. 2 ALBUQUERQUE. remetendo à Referência: Segundo Dumas. ou quando se tratar de uma abordagem didática.

São Paulo : ATA. baseada em um ou mais autores de documentos pesquisados. F. p. F. Utilizando-se do sistema autor-data. Construindo o perfil de pesquisador. professor e aluno juntos trabalhando com posturas crítico-reflexivas” (ALBUQUERQUE. 2002. 2002. porém com palavras do .119 A opção Autor-Data. de. 2003. 6. o pesquisador terá à sua disposição a possibilidade de optar entre dois tipos básicos de citação: direta e indireta. menciona o nome do autor. p.1 Citação Indireta Citação indireta é aquela em que a menção é feita através de um texto redigido pelo autor do trabalho ou pesquisa. neste sistema as referências serão mencionadas em ordem alfabética. X. 45. ed. DUMAS. ano e paginação. E. respeitando fielmente o sentido do texto original na(s) obra(s) citada(s). Filosofia do pensamento moderno. 2003. São Paulo : UNASPRESS. O sistema autor-data possibilita a imediata identificação da autoria e da atualidade da citação. “A habilidade reflexiva vem pelo exercício. a ser adotada neste Manual. 104). conforme demonstra o exemplo a seguir: As idéias nasceriam na terra dos sonhos e ao se concretizarem passariam a habitar o mundo real (DUMAS. A citação indireta aparecerá na forma de paráfrase ou de condensação. como exemplificado a seguir: ALBUQUERQUE. 98). A citação indireta parafraseada expressa a idéia contida em uma pequena parte do(s) documento(s) pesquisado(s).

Citação direta com até três linhas – Também chamadas de citações curtas. 37-54). DEMO 2003. e poderá aparecer a qualquer momento. uso de maiúsculas. inclusive dando continuidade a um dos parágrafos. Recomenda-se o uso de citações diretas apenas quando as palavras do autor citado tiverem tal significado que uma alteração ocasionaria perda da força do texto.120 autor da pesquisa ou trabalho. tais como portadores e familiares de pessoas com doenças degenerativas e terminais. espaços ou tamanhos de letras diferentes. 2005. GOERGEN 2004.2 Citação Direta Citação direta é a transcrição literal de um texto ou de parte dele. p. as menções deste grupo poderão ser incorporadas ao texto . Exemplo: O estudo sistemático deste tema pode favorecer grandemente aos interessados nos resultados das pesquisas genéticas. esta citação integrará o texto. pontuação. DEMO 2005). Não utiliza aspas. os dois Pedros deixam claro que não haverá aluno pesquisador se antes não houver professor pesquisador (DEMO. 6. na citação direta conserva-se a grafia. o idioma original do texto citado. apenas o ano de publicação. As citações diretas classificam-se em dois grupos: com até três linhas e com mais de três linhas. quando se tratar de toda a obra. A menção da citação indicará o capítulo ou. 2001. ou mesmo na obra completa. Exemplo: Nas suas publicações sobre a importância da pesquisa na formação de alunos com perfil crítico-reflexivo. seqüelados por acidentes (ALVARENGA. A citação indireta condensada expressa a idéia contida em um ou mais capítulos do(s) documento(s) pesquisado(s).

sem deslocamento de parágrafo na primeira linha. Neste caso. 6. nos mais variados aspectos. que impulsiona as equipes e os indivíduos. é possível considerar a motivação como elemento agregador. p. recuada a 4cm da margem esquerda. p. destacadas apenas por aspas. e que apenas farão a sua ruína. provações e experiências que Deus permite que venham sobre eles. Depois veio o mau destino . “A motivação constitui o fator principal e decisivo para o êxito da ação em qualquer empreendimento coletivo.” (MONTEIRO.121 corrido. Neste caso não será necessário o uso de aspas. e. Menino Fui. feliz. Exemplo: White (2002. com espaço simples entre as linhas. Citação Direta Com Mais de Três Linhas – Quando a citação direta tiver mais de três linhas. e não para as promessas de Deus. com o mesmo tipo e tamanho de fonte (ou letra).3 Citação de Poemas e de Textos Teatrais Estas citações não têm limite de tamanho e seguem as mesmas regras para as citações com mais de três linhas. 26). mesmo espaço entre as linhas. a fonte (letra) será a mesma do texto. Exemplo: O tema motivação tem sido cada vez mais recorrente nas empresas que valorizam o capital intelectual. como os demais. 672) refere-se à provação afirmando que: Os homens não podem compreender os caminhos de Deus. 2000. em estrofes: Sou bem nascido. Assim Davi olhava para as aparências. deverá ser destacada do texto corrido. tamanho 11. interpretam os transes. olhando às aparências. como coisas que contra eles são.

jamais se tornarão joguete das circunstâncias” (WHITE.122 E fez de mim o que quis.. entre os interessados” (OAB.4 Omissões em Citação É permitida a omissão de parte do texto citado. Diante do sucesso do outro o lado escuro da natureza humana entra em cena.. 234). p. desde que o seu sentido não seja alterado. Estas serão indicadas pelo uso de reticências entre colchetes no local da omissão: Omissão no início da citação: “[. 2004. a Secretaria providencia a distribuição do prazo. abastecido pela inveja e pelo ciúme e as críticas tendem a fluir [.. Omissão no meio da citação: “§ 2º . 2001. Omissão no final da citação: “É muitos fácil chorar com os que choram.Qualquer dos membros pode pedir vistas do processo pelo prazo de uma sessão e desde que a matéria não seja urgente [.]” (SWINDOLL. Levou tudo de vencido Rugiu como um furacão.. p. difícil é se alegrar com os que se alegram. 5) 6. p. 99-100). 1998. Omissão em poemas ou textos teatrais: . (BANDEIRA.] Sendo vários os pedidos..] e. proporcionalmente. Veio o mau gênio da vida. Rompeu em meu coração. 421).. se depositarem confiança em sua força. 1970. p.

.123 Será indicada por uma linha pontilhada no local da omissão. 321)..... sob a orientação do coordenador da ginástica laboral.. em conjunto. . indica que está conforme o original. grãos] proporciona um aumento das defesas orgânicas e potencializa a energia vital” (GARCIA. p..5 Interpolações em Citação Interpolações em citação são acréscimos. legumes.. sic. para cada verso omitido: Sou bem nascido. estas inserções são feitas entre colchetes. 6. p....... inseridos nas citações. mas apenas referidos através do termo [sic] que aparecerá imediatamente após o erro/incoerência.... uns apoiando os outros” (FEITOSA. que significa Assim mesmo........ ... MOURA. (BANDEIRA.. Exemplo: “Os exercícios de alongamento deverão ser rpaticados [sic] a cada 50 minutos.6 Incorreções e Incoerências Os erros de ortografia e coerência textual encontrados no texto que está sendo citado. 11)........... 2005. explicações ou comentários do autor do trabalho........ verduras. p. 2003. Depois veio o mau destino E fez de mim o que quis. .. 5) 6.. não serão corrigidos ao se fazer a citação direta... todos os fumcionários [sic] deverão participar da atividade.. para indicar que não fazem parte do original da citação: “A alimentação vegetariana [frutas.. 1970.

2002. p. as notas de rodapé serão usadas.8 Notas de Rodapé O uso de notas de rodapé deve ser evitado. preferencialmente. p. considera-se que este recurso favorece ao desvio da atenção do leitor para fora do texto principal. poderá negritar aquela parte e indicar com grifo nosso a distinção feita. 213. o número de internautas se amplia exponencialmente [!] a cada dia. 6. p. 489.7 Ênfase e Destaque em Citação Quando o autor do trabalho considerar importante e indispensável enfatizar um trecho da citação. grifo do autor). país em desenvolvimento. por isto mesmo o seu uso é pouco . o que nos remete à questão financeira que envolve a inclusão digital hoje” (BARROSO. Se o grifo já faz parte da citação. 43). passou a fazer parte da agenda de interesse de grande parte da população” (ALBERGARIA. Uma citação de citação é considerada fonte de informação menos confiável que uma citação de fonte direta. estimulará o aluno e despertará nele o desejo de ser também um pesquisador” (ALBUQUERQUE. antes transcendendo os interesses dos pesquisadores. se desejar dar destaque a uma parte da citação. Exemplo: “Mesmo no Brasil. “O interesse no estudo da genética hoje já não está confinado à paredes dos laboratórios especializados. apenas para Citação de Citação. 2005. indica-se como segue: “A participação em iniciação científica e mesmo na pesquisa realizada pelo docente. 2001. Assim. poderá fazê-lo servindo-se de uma exclamação entre colchetes [!] colocada imediatamente após a parte a ser enfatizada.124 6. grifo nosso).

citado por Balzan (2004. C. e então a menção do autor cujo assunto é objeto da citação. 349 p. 2003. p. no rodapé: _____________ 1 GOERGEN. na lista de Referências. Novos paradigmas da docência no ensino superior. indica-se no texto primeiramente o autor do documento consultado. N.” Desta citação. o que se espera no trabalho docente transcende ao exercício do ensino. Campinas : Papirus. A referência do documento onde se encontra o texto do primeiro autor será feita em Nota de Rodapé e a do segundo autor aparecerá na lista de Referências (lista de todos os documentos citados) ao final do trabalho. de vivências que favorecem a independência na aquisição de novos saberes e na geração de novas perspectivas científicas. vai além. Professor pesquisador: um desafio para as universidade brasileiras. Campinas : Papirus. é um partilhar de experiências.125 recomendável e só deve ser feito em casos de extrema necessidade por falta de acesso ao documento original. E na Referência: REFERÊNCIAS BALZAN. Neste caso. . P. 407 p. Exemplo: Segundo Goergen1. Assim. é mais que uma mera transmissão de conhecimentos.36). a Referência do Goergen irá aparecer em nota de rodapé e a de Balzan. 2005. seguido de citado por.

6. Pesquisa e docência no ensino superior. Preferencialmente ser quando extremamente necessárias e somente se puderem ser comprovadas por meio de documentos que atestem sua fidedignidade (gravações. registros escritos e similares). 2001). 2001. na referência serão fornecidas todas as informações já disponíveis. Palestra proferida na PUCCAMP. na citação: “Há muito a tarefa do professor escolar transcende o ensinar. com possibilidades de aparentes fracassos” (GOERGEN. com a autorização explícita do autor da informação. etc. P.126 6. E na Referência: REFERÊNCIAS GOERGEN. Assim. antes de tudo.10 Citação de Trabalhos Não Publicados Preferencialmente devem ser usadas apenas quando extremamente necessárias. a citação será feita e relacionada na lista de Referências. . alcança as fronteiras do educar e vai além: forma cidadãos atuantes desde a primeira infância” (ALBUQUERQUE. usadas conferências. apenas seminários. como segue: Na citação: “Pesquisar é.9 Citação de Informação Obtida por Canais Informais Citação de informação obtida por canais informais são aquelas originárias de entrevistas. seguidas do termo no prelo ou em fase de elaboração. no prelo). Assim. devem palestras. despir-se de certezas e paradigmas já estabelecidos e partir em busca do desconhecido.

127 Na Referência: REFERÊNCIAS ALBUQUERQUE. indica-se entre parêntese a fonte (a obra em si). A forma de fazer a Referência será indicada no próximo capítulo. A. de. neste caso a citação será direta. no prelo. sempre depois de garantida a sua autenticidade e atualidade. 18:31). 2007?. Novos tempos. 6. capítulo e versículos. Capinas : Papirus. 6. a Citação será feita normalmente e a Referência. X. Salmos. 6. E. Considerados estes importantes detalhes. Se . pode citar no idioma original. Se o autor do trabalho optar.12 Citação da Bíblia Após o texto citado. As suas promessas sempre se cumprem” (BÍBLIA. T.11 Citação de Informações Retiradas da Internet As informações extraídas da Internet devem ser usadas com cautela. Em ambos os casos. o livro. segue-se a regra já estabelecida para citações diretas ou indiretas.13 Tradução em Citação A citação de um texto em língua estrangeira pode ser traduzida para o idioma do trabalho através de citação indireta. Novos professores. no item referente a referências de fontes eletrônicas. Exemplo: “O caminho de Deus é perfeito. conforme indicado no próximo capítulo.

128 desejar, o pesquisador poderá apresentar a tradução do texto citado em língua estrangeira, em nota de rodapé. Se a tradução é apenas de uma expressão dentro do texto original, pode-se indicar logo após a chamada da citação que se trata de um texto traduzido. Exemplo: “Estudos matemáticos indicam que o uso das calculadoras têm favorecido cada vez mais a fuga discente às práticas de cálculo” (Zimmermann, 2001, p. 44, tradução nossa).

6.14 Algumas Orientações Sobre Fontes (Documentos) Citadas
Quando uma citação tiver mais de um autor, estes serão indicados como segue: Dois Autores: Castanho e Balzan (2004, p. 255) afirmam que ..... . “[...] cientes de sua particularidade imediata no que se refere ao paciente” (MOURA; RAVEL, 2003, p. 564) Três Autores: “A metodologia da pesquisa pode....” (ALMEIDA JÚNIOR ; FERREIRA ; ALBUQUERQUE, 2002, p. 117-119). Ferreira, Moura e Barreto (2005, p. 65) sinalizam que o estudante de física necessita de.... Quatro ou mais autores: Pasqualli et al. garantem que o sistema solar.... (2000, p. 90). Na busca pela identidade do estudante, o docente precisa... (SAVIER et al., 2001, p. 35-104).

129 Quando a responsabilidade de um texto citado estiver a cargo de uma Entidade ou Instituição: Departamento Subordinado a Instituição: “... valores atribuídos às sociedades hodiernas” (CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE ENSINO. Curso de Comunicação Social, 2004, p. 3). Instituição cujo nome é uma sigla: “[...] tratando-se de direito dos alunos, a instituição deve ser a primeira a sair em defesa destes” (UNASP, 2002, p. 2). Textos condensados de um mesmo autor: ... os nutrientes serão balanceados de acordo com as características de cada paciente (GÜNTERYT, 2002, 2003, 2005). Vários documentos de um mesmo autor, publicados num mesmo ano: Utiliza-se uma letra minúscula logo após a data, para cada publicação citada, conforme a ordem de citação. Na Referência, este recurso se repetirá, visando relacionar cada texto citado à sua correspondente publicação. Assim, na Citação: A interpretação equivocada ocasiona erros e impossibilita ao aluno a execução e solução dos problemas matemáticos propostos (CARDOSO, 2002a, p. 18; CARDOSO, 2002b, p. 87). E na Referência: REFERÊNCIA CARDOSO, S. Problemas matemáticos são um problema ! São Paulo : Saraiva, 2002a. 123 p.

130 ___________ . Problemas propostos e mal resolvidos : o que

acontece na hora da avaliação. Belo Horizonte : ALP, 2002b. 231 p.

Vários autores citados para reforçar uma mesma idéia: A isenção e a ética são características condicionais à prática jornalística. O perfil exigido ao bom profissional da imprensa já ultrapassou há muito, estas fronteiras; dele hoje se espera que vá muito além (TRANCOSO, 2001, p.12; ALBERGARIA, 2001, 78; FERREIRA MOTTA, 2004, p. 154). Documentos sem data: Citações de documentos que não apresentam data específica de publicação não são recomendadas; sugere-se evitar o uso deste tipo de documento. Todavia, quando imprescindível, seguirão o mesmo padrão para Referências, apresentado no capítulo a seguir. Citação de Eventos Científicos: Neste caso, logo após a citação, menciona-se o nome completo do Evento, todo em letra maiúscula, seguido do ano, conforme o padrão para Referências – próximo capítulo – tudo entre parêntese. Exemplo: “... especialmente as possíveis discussões do direito privado” (ENCONTRO BRASILEIRO DE JURISTAS, 2004). Documentos Anônimos: Citações de documentos cuja autoria é desconhecida, serão indicadas pelo título – que terá a primeira palavra toda em letra maiúscula, inclusive o artigo definido, seguida da data e paginação, tudo entre parêntese: “... mesmo porque, o projeto genoma não está patenteado nem por uma nem por outra.” (GENOMA. Uma ideologia ou uma saída?, 2003, p. 67). Se o título for muito longo, poderá abreviado com o uso de reticências.

131 Documentos eletrônicos: Seguirão o mesmo padrão para Referências. . conforme referido no capítulo a seguir.

132 ELABORAÇÃO DE REFERÊNCIAS Eliethe Xavier de Albuquerque eliethe. 2002a.1-3. 2000b. p.edu. mas de fontes.br O perfil do pesquisador implica compartilhamento não apenas de conhecimento. .). quais as suas fontes de pesquisa. UFPR. Estas fontes podem ser agrupadas em documentos impressos e registrados e documentos e informações eletrônicas (ALBUQUERQUE. o compreender saberes e conhecer suas origens anda junto. O pesquisador tem o dever de deixar claro aos que o acompanham.albuquerque@unasp.

pode-se incorporá-la à referência. pessoas ou outra). Estes importantes detalhes também são mencionados na NBR6023. monografias. gravações sonoras ou de vídeo. atualizada em 2002. quando este se constitui em uma única parte. etc. v. como livros. da principal parte do documento. Quando não for encontrada a informação no próprio documento e esta for conhecida ou obtida de outra fonte (bibliografias.1-3). 2002b. fotografias. p. De molduras e materiais explicativos de slides. o que significa que não podem ser ignorados: . 6. 6. Referência é o conjunto padronizado de informações agrupadas em elementos descritivos. retirados de um documento e que permitem a sua identificação no todo ou em parte. periódicos. fitas de vídeo. transparências e similares. devendo-se para isso colocá-la entre colchetes (UFPR. visualmente. As informações para a elaboração das referências devem ser obtidas. Em outras palavras. catálogos de editoras. NBR6023. ou seja: Da folha de rosto de documentos impressos. eletronicamente. v. O conjunto de referências é uma lista ordenada – alfabeticamente ou numericamente – com os dados dos documentos citados pelo autor de uma pesquisa. normas técnicas. como globos. Por exemplo: livros. é necessário conhecer alguns detalhes que auxiliarão na indicação correta dos elementos fundamentais à identificação da fonte pesquisada por outros interessados. discos e similares.3). sempre que possível. fitas cassetes.133 7 REFERÊNCIAS Segundo a ABNT. cartões postais. cada referência conterá um padrão de informações que permita ao interessado identificar o documento pesquisado. arquivos eletrônicos. no texto. Antes de elaborar a referência de um documento. por meio sonoro. Documento é qualquer suporte que contenha uma informação registrada graficamente. 2002a. periódicos e similares. selos. Do próprio documento. selos e similares. materiais cartográficos. entre outros (UFPR. De etiquetas e invólucros de disquetes. cartazes. p.

local de publicação. etc. A. 7. Se o documento não fornecer estas informações. Júnior. J. Exemplo: A referência do autor Doutor Carlos Sampaio Filho ficará assim: SAMPAIO FILHO. C. Os elementos que comporão a referência podem variar conforme o documento. título. que será indicado todo em letra maiúscula. C. Elementos Complementares da Referência: São as informações que auxiliarão numa melhor identificação do documento: subtítulo. seguido das iniciais dos prenomes. especialmente para o pesquisador iniciante. . número de páginas. Exemplo: A referência do autor João Augusto da Fonseca ficará assim: FONSECA. a Norma definirá como proceder. Indicação de Parentesco: Tais como Filho. A. todavia. alguns padrões são válidos para qualquer tipo de fonte pesquisada. Neto.. aparecerão imediatamente após o sobrenome.134 Elementos Essenciais da Referência: São as informações que obrigatoriamente devem aparecer: autor. editora. Segundo. Exemplo: A referência do autor Cristian Vasile Segundo ficará assim: VASILE SEGUNDO. Mesmo não sendo fundamentais a sua menção é importante. ano ou data da publicação. Cargos. Exemplo: A referência do autor Antonio Castro de Moares Júnior ficará assim: MORAES JÚNIOR. Formação Profissional: Não são indicados na referência.1 Elementos Autoria: o nome do autor iniciará sempre pelo último sobrenome. antes dos prenomes. de. da. C.

A. do prenome para o sobrenome). Papa. M. de et al. M. Mais de Três Autores: Indica-se apenas o primeiro autor mencionado no documento. Adalgisa Fialho. Francisca Dames e Alisandra Bitencourt Castro ficará assim: MONCLARO. Madre. F.135 Exemplo: A referência do autor M.. D. M. D. M. B. MONTEIRO. A. CASTRO. Exemplo: A referência dos autores Daniel Monclaro. Gustavo Martins de Souza. E. na ordem direta (ou seja. E. Ordens Religiosas: Serão indicadas pelo nome do autor. . que deriva do latim e quer dizer e outros. seguido da expressão et al. ficará assim: TEREZA. seguido pelo título religioso. Exemplo: A referência do autor Papa Bento XVI ficará assim: BENTO XVI. Exemplo: A referência dos autores Maria Eugênia Castanho. et al. Silvio Monteiro de Almeida ficará assim: ALMEIDA.. S. Petrônio Albergaria Filho e Pedro Pellegrini ficará assim: AZEVEDO. F. Exemplo: A referência da autora Madre Tereza. Exemplo: A referência dos autores Silvio Murilo Melo de Azevedo. Dois ou Três Autores: Serão indicados na ordem em que aparecem no documento. S. de. Maria Dulce de Almeida Santos. DAMES... Ruth de Souza Scobbar ficará assim: CASTANHO. Exemplo: A referência dos autores Enio Antunes Santos e Fernando Monteiro ficará assim: SANTOS.

Em caso de ambigüidade (duas ou mais instituições com o mesmo nome). indica-se o pseudônimo do autor.). de [Alceu de Amoroso Lima]. Exemplo: A referência do autor Centro Universitário Adventista de São Paulo ficará assim: CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO. Entidades Coletivas 1: Se o autor do documento é um órgão da administração governamental direta (Ministério. Exemplo: A referência do autor Secretaria da Saúde de São Paulo começará assim: SÃO PAULO (Município). Exemplo: A referência do autor Gugu Liberato ficará assim: LIBERATO. Secretaria da Saúde. Secretaria de Finanças começará assim: BRASIL. Ministério do Planejamento. T. Entidades Coletivas 2: Se o autor do documento é uma sociedade. G. começase a referência pelo nome da entidade todo em letra maiúscula. A. entre parêntese. Se o nome verdadeiro for conhecido. o estado ou o município). As unidades subordinadas são mencionadas após o nome da instituição.136 Pseudônimos: Se o autor do documento usou um pseudônimo para se identificar. de Augusto Liberato que é o nome verdadeiro do Gugu). instituição ou entidade de natureza científica ou cultural. apenas com as iniciais em letra maiúscula. Exemplo: A referência do autor Ministério do Planejamento do Brasil. acrescenta-se o local geográfico onde fica a entidade. . (e não LIBERATO. começa-se a referência pelo nome geográfico (lugar onde fica o órgão – o país. organização. etc. Secretaria. Exemplo: A referência do autor Tristão de Athayde (cujo nome verdadeiro é Alceu de Amoroso Lima) ficará assim: ATHAYDE. Secretaria de Finanças. pode-se indicar este nome entre parêntese após o pseudônimo.

Exemplo: A referência do autor Curso de Pós-graduação em Administração Hospitalar do Centro Universitário Adventista de São Paulo ficará assim: CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO. A referência do autor Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – EBCT poderá ficar assim: 2004. Rio Grande do Sul. . Curso de Pós-graduação em Administração Hospitalar. ocorrido em Gramado. 2. ficará assim: BIBLIOTECA NACIONAL (Londres). Eventos Científicos: Se o autor de um documento é um Evento – Congresso. em 2004. ficará assim: ENCONTRO BRASILEIRO DE PROFISSIONAIS DA ENFERMAGEM. seguido do número do evento indicado em algarismo arábico. Exemplo: A referência do Segundo Encontro Brasileiro de Profissionais da Enfermagem. esta pode ser utilizada no lugar do nome da Entidade por extenso. Exemplo: A referência do autor Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística / IBGE poderá ficar assim: IBGE. do ano e do local de realização do evento. Conferência. Gramado. Seminário. Entidades Conhecidas por Siglas: Se o autor de um documento for Entidade e no documento aparecer a SIGLA correspondente à Entidade (SOMENTE se aparecer a SIGLA). – a referência dele iniciará pelo nome do evento. Exemplo: EBCT. Simpósio.137 Exemplo: A referência do autor Biblioteca Nacional que fica em Londres.. etc. Reunião.

de. o título não poderá ser destacado com negrito e sublinhado ou com negrito e itálico ou ainda itálico e sublinhado. conforme o padrão da NBR6023. R. esta será utilizada durante todo o trabalho. Ou seja. que. em junho de 2005. . cujo autor é Rafael Furtado de Almeida. São Paulo. ocorrido em São Paulo. 16. Geografia do recôncavo brasileiro. num mesmo trabalho. O destaque utilizará apenas uma das opções indicadas. Exemplo: A referência do autor História das Civilizações de Todas as Eras. Aparecerá sempre em destaque. ficará assim: CONGRESSO INTERNACIONAL DE TELEJORNALISTAS. Ao definir-se uma das três opções (negritado ou sublinhado ou itálico). ficará assim: PROBLEMAS e exercícios de matemática financeira. estarão em maiúscula. Autoria Desconhecida: Se o autor de um documento é desconhecido. Exemplo: A referência do documento cujo título é GEOGRAFIA DO RECÔNCAVO BRASILEIRO.. pode ser negritado ou sublinhado ou itálico. cuja autoria é desconhecida – não foi citada no documento – ficará assim: HISTÓRIA das civilizações de todas as eras. Observa-se ainda a regra de que apenas a inicial do título ou dos nomes próprios que ele contenha. Exemplo: A referência do autor Problemas e Exercícios de Matemática Financeira. ficará assim: ALMEIDA. Título: O título de um documento será referenciado exatamente igual como aparece no documento. 2005.138 Exemplo: A referência do XVI Congresso Internacional de telejornalistas. cujo autor não foi mencionado no documento. entre as opções permitidas pela NBR. F. a referência deste se iniciará pelo título do documento. isto significa que o destaque utilizado para os títulos não poderá ser alternado.

Se houver dúvida quanto a tratar-se de título ou subtítulo. Subtítulo: O subtítulo de um documento será referenciado sem qualquer destaque. ficará assim: VASILE. Título com Nomenclatura Científica: Um documento cujo título contenha uma nomenclatura científica será referenciado com duplo destaque para a referida nomenclatura. U. Exemplo: A referência de um documento de autoria de Ullianna de Albuquerque Vasile. Exemplo: A referência de um documento de autoria da professora Márcia Oliveira de Paula. Outro exemplo: A referência do documento cujo título é CONHEÇA MELHOR A SUA LITERATURA. P. cujo título é CITOLOGIA DE DROSOPHILA MELANOGASTER ficará assim: PAULA. O. logo após a indicação do título. coloca-se tudo em destaque. Estudos e exercícios avançados para violinos: uma perspectiva didática para jovens talentos. Uma formiguinha chamada Pimbinha: Pimbinha vai ao . e cujo subtítulo é UMA PERSPECTIVA DIDÁTICA PARA JOVENS TALENTOS. ficará assim: APOLINÁRIO.139 Observe-se que neste caso optou-se por destacar-se o título em sublinhado. ficará assim: KOC. cujo título é ESTUDOS E EXERCÍCIOS AVANÇADOS PARA VIOLINOS. de A. Tia. de autoria do professor Pedro Apolinário. Conheça melhor a sua literatura. Citologia de Drosophila melanogaster. de. e cujo subtítulo é PIMBINHA VAI AO PARQUE. parque. Exemplo: A referência de um documento de autoria de Tia Koc. e antecedido de dois pontos. cujo título é UMA FORMIGUINHA CHAMADA PIMBINHA. Esta será a única ocasião em que o título terá duplo destaque. M.

cujo título é FALANDO FRANCAMENTE COM O ADOLESCENTE. 4. F. Mário Caldeira Schmidt. ficará assim: WHITE. terá o título indicado em português. ficará assim: BUONNO. M. Marenos Schmidt. Exemplo: A referência de um documento de autoria de Francesco Buonno. Exemplo: A referência do documento de autoria de Dr. M. seguido de ponto e um espaço. Um outro exemplo: A referência de um documento de autoria de Ellen Gould White. Gli amici italiani. E. Falando francamente com o adolescente. Edição: Indica-se a edição de um documento somente quando esta for mencionada no documento e desde que não se trate da primeira edição. Compreendendo o portador da hipocephalea pathogen: conversando com pais e professores. cujo título aparece nas formas GLI AMICI ITALIANI e AMIGOS ITALIANOS. por ser a primeira forma mencionada. cujo título aparece nas formas O GRANDE CONFLITO e THE GREAT CONTROVERSY. ed. enquanto o restante do título foi apenas sublinhado). ficará assim: SCHMIDT. cujo título é COMPREENDENDO O PORTADOR DA HIPOCEPHALEA PATHOGEN e cujo subtítulo é CONVERSANDO COM PAIS E PROFESSORES. Um outro exemplo: A referência de um documento de autoria do Dr. A indicação deverá ser em algarismo arábico cardinal. O grande conflito.140 Observe-se que o termo científico teve duplo destaque (sublinhado e itálico. OS . G. ficará assim: SCHMIDT. Títulos em Outros Idiomas: Os documentos que estiverem escritos em mais de um idioma. e da abreviatura da palavra edição. Observe-se que o título foi indicado em italiano porque este foi o primeiro mencionado no documento. terão o título indicado no idioma que estiver em destaque ou que aparecer em primeiro lugar. C. e que já está na Quarta Edição.

Local de Publicação: É a indicação da cidade onde o documento foi publicado e deve ser feita após a edição (ou após o título se não houver edição a ser indicada).]. Revista e Atualizada. ficará assim: HOLANDA.141 Edições Revistas. rev. ed. ficará assim: ALENCAR. aum. etc. São Paulo Note-se que A Banda é nome próprio e por este motivo as iniciais são maiúsculas. Ampliadas. 3. e atual. 2. 5. Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Mário Augusto de Alencar. Economia uruguaia versos economia brasileira. ed. F. Edição Ampliada – ed. B. Se mais de uma cidade estiver sendo indicada. l. ed. M. . conforme o padrão da ABNT: Edição Revista – ed. Porque compor A Banda. ficará assim: CARDOSO. indica-se com [S. que está na Quinta edição e foi publicado em São Paulo. e atual. Sociologia do Brasil no século 21.: São indicadas na forma abreviada. A. Campinas Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Francisco Buarque de Holanda. cuja edição é a Segunda. cuja edição é a 3ª. Edição Aumentada – ed. rev. de. Se o local for desconhecido. cita-se apenas a primeira indicação. e que foi publicado em Campinas. ampl. H. indica-se também a sigla do estado onde se localiza a cidade que está sendo citada. cujo título é ECONOMIA URUGUAIA VERSOS ECONOMIA BRASILEIRA. cujo título é SOCIOLOGIA DO BRASIL NO SÉCULO 21. Edição Revista e Atualizada – ed. com título PORQUE COMPOR A BANDA. Se for uma cidade desconhecida ou que tenha uma homônima. Edição Atualizada – ed. Atualizadas. de. F. Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Fernando Henrique Cardoso. atual. rev.

publicado em local desconhecido. publicado em Campinas.] Editora: Indica-se a editora responsável pela publicação do documento. logo após a editora indicada e antecedida por vírgula. Se a editora não for indicada no documento. pela editora Papirus.]. publicada no Rio de Janeiro. ed. Dispensa-se o uso da palavra ‘editora’. 6. sem espaçamento nem pontuação. 2. com título POESIAS PARA BRINCAR.142 Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Pedro Bandeira. pela editora Vozes. Se a data for desconhecida. ficará assim: BANDEIRA. P. com título SOLIDARIEDADE. a ABNT dá algumas opções para indicação do período de publicação (para o caso de livros): [2004?] para o ano provável de publicação . Rio de Janeiro : Vozes. ficará assim: FERREIRA. Campinas : Papirus Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Paulo Souza Ferreira. ed. P. antecedida de dois pontos. Minha vida. 2004. com o título HISTÓRIA DO BRASIL. publicado em Santo André. [S. ficará assim: BRANDÃO. Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Lucas Brandão. em 2004. indica-se [s. logo após a indicação da cidade onde o mesmo foi publicado. sem a indicação do nome da editora responsável. que está na segunda edição.]. Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Frei Beto. l. que está na 6ª. Santo André : [s. com título MINHA VIDA. n. L. Frei. n. Edição. Poesias para brincar. Data da Publicação: é indicada sempre em algarismo arábicos. Solidariedade. O nome da editora pode vir abreviado quando tiver mais de uma palavra. ficará assim: BETO. História do Brasil. S.

À lista dos conjuntos de dados para identificação (ver item 5. em 2005. 2. Exemplo: 1999-2001. Ambas as listagens terão a mesma formatação e seguem a normalização já descrita até aqui. d.2 Localização das Referências As opções para indicação das Referências dos documentos utilizados em uma pesquisa. ed. indica-se as duas datas. L. 240 p. A preferencial é a que se apresenta ao final do trabalho. com título QUÍMICA ORGÂNICA. volumes v ou folhas f de um documento. cerca de. Descrição Física: É a indicação do número de páginas p.1) de documentos consultados.] para indicar que não há indícios da data de publicação Se o documento estiver em vários volumes e a data de publicação do primeiro volume for diferente da do último. se denomina Documentos Consultados. se denomina Referências. mas NÃO citados. ficará assim: SILVÉRIO NETO. Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Leonardo Silvério Neto.. publicado em São Paulo pela editora Melhoramentos. que tem 240 páginas. Indica-se logo após a data de publicação. Química orgânica. no texto redigido sobre a pesquisa realizada. são variadas. segunda edição. em ordem alfabética.1) de documentos citados no texto redigido sobre a pesquisa realizada. 2005. À lista dos conjuntos de dados para identificação (ver item 5..1. São Paulo : Melhoramentos. . subtítulo ESTUDO E ENSINO. 7. em uma única listagem.143 [ca 2001] para a data aproximada de publicação. [200-] para indicar a década certa da publicação [200-?] para indicar a provável década da publicação [19--] para indicar o século certo da publicação [19--?] para indicar o provável século da publicação [s. separadas por hífen.

tudo em letra maiúscula. 2. 780 p. Sintaxe na língua portuguesa. 3 cm GARCIA. Limonada suíça em tempos rosas: literatura e poesia 2 cm moderna. LEMOS. 3. 90 p. Filosofia. ed. 2002. formato: 3 cm Assim. 2. 2005. respeitando as margens estabelecidas para o trabalho. 2003. Vale lembrar que as opções indicadas são Arial ou Times New Roman (TNR). tamanho 14. ed. 111 p. Em nenhum momento haverá variação de Fonte (modelo de letra). Ciência em tempo real. atual. H. 230 p. 2 cm . Quanto à pontuação. uma listagem de Referências ou de Documentos Consultados terá o seguinte 78 REFERÊNCIAS ALBERGARIA. São Paulo : Melhoramentos. Campinas : Papirus. de. ed. centralizado. A. é aquela já apresentada nos tópicos anteriores.5 entre as linhas e duplo entre uma referência e outra.144 A diagramação destes conjuntos de dados para identificação dos documentos pesquisados com o objetivo de dar embasamento teórico ao trabalho – seja Documentos Consultados ou Referências – seguirá o padrão: • Título da listagem digitado em negrito. J. Belo Horizonte : MMN. o A Fonte (modelo de letra) utilizada será a mesma do restante do texto da pesquisa. 2005. Rio de Janeiro : McGrowHill. São Paulo : Atlas. C. texto justificado. e ampl. • Texto das referências – Documentos Consultados ou Referências – digitado em tamanho 12. rev. 409 p. Z. não negritado. S. BAROSA SOBRINHO. M. Metodologia da pesquisa científica: temas controversos. TURCCILLO. J. espaço 1.

em destaque. o pesquisador terá condições de. Título. conforme a sua particularidade. todavia. a referência iniciará pelo autor da parte. o autor responsável por todo o livro (se houver). Fragmentos. cada documento. K. o título do livro. Basicamente. 7. ed. Ano. Exemplo: CERQUEIRA. Edição. J. Se o livro for usado apenas em parte (um capítulo. São Paulo : Ática. Número de Páginas. e os demais elementos previstos para referência de livros. Depois coloca-se o termo In: (que significa ‘dentro de’). é referenciado levando-se em conta detalhes específicos. elaborar as Referências ou a lista de Documentos Consultados.2. parte. a referência de documentos na forma de livro terá os elementos: Chave: AUTORIA. seguido do título da parte (sem qualquer destaque). Local : Editora. volume ou fragmento). o ideal é que a referência seja apenas da parte utilizada. Volumes) Se a parte (capítulo. separadas por hífen.1 Partes de Livros (Capítulos. 309 p. volume ou fragmento) utilizada tiver um autor específico (publicações em que cada capítulo tem um autor diferente.145 A partir destes conhecimentos básicos. 2005. conforme o modelo a seguir: A paginação será indicada com o número da página inicial e da página final da . Fronteiras do saber. 3. de todas as fontes de informação teórica utilizadas em sua pesquisa. por exemplo). Os elementos a serem indicados em cada uma destas listagens irão variar de acordo com o tipo de documento: 7.2 Livros e Documentos Não Periódicos Os livros e documentos não periódicos são referenciados de forma bastante similar. consultando.

v. Rio de Janeiro : Melhoramentos. p. Local : Editora. Exemplo: MORAES. Título da obra. Página inicial – Página final da parte referenciada. 2002.2 Verbetes de Enciclopédias e Dicionários Quando o documento utilizado for uma Enciclopédia ou um Dicionário. Verbete é o texto referente ao item (palavra ou tema) consultado. .2. Título da parte. Local : Editora. Chave: PALAVRA OU TEMA DO VERBETE CONSULTADO. 1. In: HILLTER. Volume.2. p. 143-187. e atual. a referência será a do verbete consultado. . In: NOME da enciclopédia ou dicionário consultado. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTOR DO RELATÓRIO. In: MICHAELIS dicionário ilustrado. Ano.3 Relatórios Técnicos Quando o documento utilizado for um Relatório Técnico.204. STADLER.146 Chave: AUTORIA DA PARTE DA OBRA. quando for o caso). L. O desenvolvimento da planta. Título do relatório. 7. T. 2. Edição. Exemplo: MARKETING. Ano. ed. Ano. B. rev. Indicação do tipo de documento. In: AUTORIA DA OBRA. 7. 2000. Falando em ecologia: conceitos e estudos de casos. 2. Página (ou páginas inicial e final. Paginação. Belo Horizonte : Artes Médicas. A referência de um verbete é feita citando-se os elementos indicados a seguir.

M. Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP. PEREIRA. Relatório técnico. 139 f. Petrópolis : Colégio Piloto.147 Exemplo: MONTEIRO. Exemplo: SILVEIRA. A Filosofia vai à escola? : estudo do programa de filosofia para crianças de Matthew Lipman. 441 f. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação. 87 p. Santa Bárbaro D’Oeste (SP). Dissertação ou Monografia (Grau e Área) – Unidade de Ensino. Título. 45 f. SANTOS. 7. 2001. . Dissertações e Monografias). Campinas. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA. Monografia (Trabalho de Conclusão de Curso) – Curso de Pedagogia. Local.4 Teses. Engenheiro Coelho (SP). Linguagem de sinais. Dissertações e Monografias Quando o documento utilizado for resultado de produção acadêmica ou científica (Teses.2. G. Número de folhas. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) – Faculdade de Engenharia Mecânica e de Produção. Centro Universitário Adventista de São Paulo/Campus 2. Universidade Estadual de Campinas. Implementação do Just-in-time em uma empresa fabricante de armações de óculos. Indicação de Tese. Ano. M.. Instituição. 2000. 1998. R. Análise do grau de segurança na biblioteca do Colégio Piloto. 2002.

6 Congressos. 2004.2. Ano. 4. São Paulo : UNASP/Campus SP. Instituição. Número de folhas. 22. Local: Editora. Título. Anais do XXII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação – Superando Obstáculos em Direção à Tecnologia. Trabalho Acadêmico (Didática II) – Curso de Matemática. V.. São Paulo. 322 p. Título. ano de publicação. local. Indicação de Trabalho Acadêmico (Disciplina) – Curso.2.5 Trabalhos Acadêmicos Quando o documento utilizado for resultado de trabalhos acadêmicos. os elementos que comporão a referência são: Chave: NOME DO EVENTO. Exemplo: SANTOS. . 2 v. Florianópolis. Centro Universitário Adventista de São Paulo/Campus SP.148 7. Curitiba : PUCPR. 2002. Conferências. 2003.. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTOR(ES) DO TRABALHO. Encontros e Outros Eventos Científicos Quando o documento utilizado for resultado de eventos científicos. número de páginas ou volume. São Paulo. 7. número do evento. CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO. Modelos matemáticos para o ensino fundamental. 32 f. 2005. Encontro anual de iniciação científica. 2004. Local. Exemplos: ENCONTRO ANUAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA. Anais do 4º. ano de realização.

LIMA. semestralmente. Título. . local. Simpósio sobre recursos informacionais em bibliotecas virtuais. Exemplo: LEANDRO FILHO. 3. revistas. 2004. In: SIMPÓSIO SOBRE RECURSOS INFORMACIONAIS EM BIBLIOTECAS VIRTUAIS. Divulgação seletiva da informação por meio eletrônico. Em cada caso a referência terá detalhes específicos. diariamente. quando o pesquisador utiliza apenas um ou outro artigo de cada periódico. mensalmente. 7.149 7.. 345-456.7 Trabalhos Apresentados em Eventos Científicos Quando o documento utilizado for resultado de um trabalho apresentado em evento científico. quinzenalmente. J. E. especialmente pela possibilidade de oferecerem informações atualizadas sobre temas do momento. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA. ano de publicação. Exemplos: jornais. Título do trabalho. J. Página inicialfinal. São José do Rio Preto. ano de realização. p. Local : Editora. semanalmente. Podem ser utilizados no todo – o periódico inteiro ou sua coleção – ou em partes. número do evento..3 Publicações Periódicas Publicações periódicas são as publicadas de período em período – anualmente. 2005. São José do Rio Preto : UNSJRP. e assim por diante. Os periódicos científicos são publicações positivamente significativas para o pesquisador. Anais do 3º.2. In: NOME DO EVENTO.

Quando o documento utilizado for um artigo de jornal. Título do periódico.3 Artigos de Jornais Os jornais também são publicações periódicas. 23-27. Título do artigo. X. Campinas. 2002b. devido à sua característica peculiar. Revista de Educação da IASD. tem uma referenciação particular. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTOR DO ARTIGO. Porto Alegre : PUCRS.3. 19701999. Exemplo: REVISTA DE EDUCAÇÃO DA PUCRS. de.1 Periódicos Considerados no Todo Quando o documento utilizado for um periódico e ele for integralmente utilizado (vários artigos de toda a coleção).150 7. Local de publicação. v. páginas inicial-final do artigo. 2. 3. número do volume. Exemplo: ALBUQUERQUE. 7. p.3. data.2 Artigos de Periódicos Quando o documento utilizado for um artigo de periódico. n. os elementos que comporão a referência são: Chave: TÍTULO DO PERIÓDICO. E.3. os elementos que comporão a referência são: . Ano de início-término da publicação. jan. todavia. Teoria do currículo sim. O currículo da teoria não. número do fascículo ou ano. Local de publicação : Editora. 7.

7. v. 2002.4 Resumos Os Resumos são textos técnicos que sintetizam livros ou artigos de periódicos e são publicados em documentos específicos (publicações que reservam espaços apenas para resumos ou só publicam resumos).. Exemplo: GÓIS. Título do jornal. 13 out. data (dia. Fonte onde o resumo foi publicado. 12A-13A. etc. 12. 233-302. Cada um destes tipos terá uma referência adequada às suas características. n. H. coluna 3. por exemplo. DONIZETTE. p. Folha de São Paulo. suplementos. número de ordem da(s) coluna(s). Política. seção. p. ano). mês. Ano. O Estado de São Paulo. São Paulo. 11-12. 2001. Economia. ago. Título do artigo. F. 22 set 2001. Nota indicativa de resumo. História dos povos bárbaros. Resumos. Número ou título do caderno. Título da parte resumida. L. A economia continua em crise. . Quando o documento utilizado for um resumo de livro. Local : Editora. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA DA PARTE RESUMIDA. p. Local de publicação. Exemplo: PADOVANI. publicado numa seção de resumos. Revista de História da Universidade Federal de Minas Gerais. 21. páginas inicial-final do artigo referenciado. 2000.151 Chave: AUTOR DO ARTIGO. Belo Horizonte. As eleições e a educação. Belo Horizonte : ATTB.

Local de publicação do periódico onde o resumo foi publicado. Quando a autoria do resumo for indicada. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTOR DO ARTIGO. Quando o documento utilizado for o resumo de um artigo de periódico. volume do periódico original de onde o artigo foi publicado. n. Revista de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. página(s inicialfinal) do resumo publicado. Título do periódico original de onde o artigo foi publicado. Local de publicação do periódico original de onde o artigo foi publicado. número do fascículo ou ano do periódico onde o resumo foi publicado. Esta é uma das possibilidades de se referenciar resumos utilizados em trabalhos científicos. Título do periódico onde o resumo foi publicado. data de publicação do periódico original de onde o artigo foi publicado. p. H. São Paulo. 2. . número do fascículo ou ano do periódico original de artigo foi publicado. em um outro periódico.) e publicou em 2001 este resumo. Nota indicativa de resumo. 213-219.152 • No caso do exemplo acima. v. Título do artigo. data de publicação do periódico onde o resumo foi publicado. 2001. Exemplo: FRANCO. 2000. K. Resumo. Porto Alegre. publicado numa seção específica para resumos. No caso do exemplo acima. Em 2002 a Revista de História da UFMG publicou este resumo na íntegra em um de seus números. acrescenta-se a nota indicativa Resumo de: antecedendo a fonte de onde foi retirado o resumo. v.23. Revista de Psicologia da USP. etc. Jan. 4. monografia. Jul. Exemplo: páginas inicial-final do artigo que foi resumido. p. 44-47. Góis fez o resumo de um texto (pode ser livro. 1. K. n. número do volume do periódico onde o resumo foi publicado. Adolescentes e gravidez. Franco publicou um artigo em 2000 e o resumo deste artigo foi publicado em 2001.

. n. Quando o documento utilizado for uma resenha com título próprio os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA DA RESENHA. 14. K. Quando o documento utilizado for uma resenha sem título próprio os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA DA RESENHA. Título do periódico que publicou a resenha. Rio de Janeiro. data. Revista de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. n. n. p. Jul. Local de publicação do periódico. Nota indicativa contendo Resenha de: coloca-se o nome do autor do texto resenhado e o título do texto resenhado. Resenha. v. v. Resumo de: MENDES. Adolescentes e gravidez. 7. v. 2001. páginas inicial e final do texto da resenha. número do fascículo do periódico.153 Exemplo: FRANCO. Porto Alegre. Nota indicativa de resenha. 4. . 2.23. páginas inicial e final do texto da resenha. Cada resenha terá uma referência adequada às suas características. J. Revista de Psicologia da USP. 2. Título da resenha. 44-47. volume do periódico. Revista de Administração da FGV. seguidos das demais informações sobre a fonte onde se encontra o texto resenhado. 213-219. p. São Paulo. data. número do fascículo do periódico. Local de publicação do periódico. volume do periódico. Título do periódico que publicou a resenha. 234-236. O. 2004. Jan.5 Resenha Resenhas são textos técnicos que resumem e comentam livros ou artigos de periódicos e são publicadas em documentos específicos (publicações que reservam espaços para resenhas ou só publicam resenhas). p. Exemplo: FRAGOSO. 2000. Nomeações e vetos em tempos de CPI: uma análise comparativa. Resumo. Título do livro ou artigo resenhado. 1.

Ano. procedimentos. os elementos que comporão a referência são: . p. Jan. Revista da Faculdade de Letras da UFBA. J. resoluções e indicações. 7. Campinas : PAPIRUS. NBR6023 : norma técnica sobre referências.1. A análise do discurso: divagações ou ferramenta científica ?.1 Leis e Decretos Quando for utilizado um documento legislativo do tipo Leis e Decretos.7. Salvador. os acórdãos. 2005. Local. Brasília. 2. 379 p. Duran. padrões. E. R. Concepções filosóficas sobre a análise do discurso na perspectiva de J. os pareceres. Título (que em geral é o número da norma) : subtítulo da norma. Exemplo: PEIXOTO. S. 7.-Mar. os decretos. Resenha de: DURAN. v.6 Normas Técnicas Normas Técnicas são parâmetros estabelecidos para definir posturas. n.154 Exemplo: PARANHOS. as decisões e sentenças judiciais. etc.7 Documentos Legislativos São documentos legislativos as leis. 63-71. processos. Quando o documento utilizado for uma norma técnica os elementos que comporão a referência são: Chave: ORGÃO NORMALIZADOR. 2002. 2004. 7.

Diário Oficial da União. Ementa. Data.3 Pareceres. Decisões. os elementos que comporão a referência são: Chave: NOME DO PAÍS. Título e número da lei ou decreto.98. decisão ou sentença. Do Supremo Tribunal Federal. 2002. 13 Set. ESTADO OU MUNICÍPIO. 2.2 Acórdãos. p. Exemplo: BRASIL. de 12 de setembro de 2002. 111. Relator: Dr.218. 2 maio 2003. Brasília.98. Ementa ou acórdão. data. Partes litigantes (agravo. 7. Deferimento de habeas corpus. 45. 111. 13 Set. Relator: nome. 7. 2324.7. Diário Oficial da União. v. n. Tipo e número do recurso.7. Nome da corte ou tribunal. coluna 3. ESTADO OU MUNICÍPIO. Albergaria Felinto Motta. coluna 3. Promotoria da cidade de São Paulo e Antonio Pedro de Paranhos Neto. os elementos que comporão a referência são: . v. Brasília. n. Exemplo: BRASIL. Dados da publicação que divulgou o acórdão. Estabelece parâmetros para a realização do referendo sobre a proibição da comercialização de armas de fogo e projéteis no Brasil. Habeas corpus n. Seção 1. Resoluções e Indicações Quando for utilizado um documento legislativo nesta categoria. hábeas corpus). Seção 1. p. Decreto n. Dados da publicação que divulgou o documento.155 Chave: NOME DO PAÍS. embargo. Sentenças de Cortes ou Tribunais Quando for utilizado um documento legislativo nesta categoria. Exemplo: apelação. 45. 2002.

3. Ano. Título.1 Bíblias Consideradas no Todo Quando o documento utilizado for a Bíblia em sua íntegra – toda ou quase toda a bíblia – os elementos que comporão a referência são: Chave: BÍBLIA. v. Edição. New York : LCD. 2003. Título. Inglês. Kings James Version. Direito internacional. 22th ed. Língua. São Paulo : Mc-GrawHill. Nome do Livro da Bíblia. Local : Editora. Exemplo: BÍBLIA. resolução. de F. os elementos que comporão a referência são: Chave: BÍBLIA. 265-266. Relator ou consultor: nome. C. Parecer n. 2324 de 31 mar. 7.8. Holly Bible. Local : Editora.2 Partes da Bíblia Quando o documento utilizado for um dos livros da Bíblia.8 Bíblia 7. 7.8. Edição. Língua. 2004. Consultor> Alceu Amoroso Lima. Ano. 2001. In: MONTEIRO. Ementa. número e data. Exemplo: BRASIL. Tradução ou versão. p. Consultoria Geral da República. Tradução ou versão. Exemplo: . indicação). Dados da publicação que Exemplo: divulgou o documento.156 Chave: AUTORIA (Instituição ou Pessoa). Competência para extradição de estrangeiros que atuam nas instâncias do governo federal. Tipo (parecer.

157 BÍBLIA.10 Entrevistas As entrevistas são excelentes ferramentas de pesquisa. Exemplo: HERCULES. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA (instituição. Ementa da entrevista. Muito utilizados por pesquisadores de algumas áreas específicas. Editores.). Título do catálogo. quando 7. Exemplo: ASSOCIAÇÃO PRÓ-ARTE DE LONDRINA. Versão Antonio Pereira de Figueiredo. M. 35. associação. etc. Apocalipse. Londrina. elaboradas pelo pesquisador. Quando o documento utilizado for um catálogo. Local. Ingresso de carteiras de negócio internacionais em instituições financeiras brasileiras. Português.9 Catálogos de Exposições. quanto as publicadas. organização. Tanto as Em geral. São Paulo. 2001. são instrumentos de divulgação de informações atualizadas e precisas.10. 7. A Bíblia Viva. 2000. Catálogo. 7. etc. ed. São Paulo : Paulinas. Data. 2002. Nota indicativa de catálogo quando não constar no título. Ano. . Local.1 Entrevistas Não Publicadas Chave: AUTORIA (nome do entrevistado – aquele que concedeu a entrevista). Mostra de pintura da UnisTest Mendel. realizadas na perspectiva científica.

1230-1. n. Título da entrevista. Título do Projeto. A nota de entrevista ao final da referência deve ser omitida quando figurar no título. 204-209. a instituição e o local ao título. paginação.158 Quando a entrevista é concedida em função de cargo ocupado pelo entrevistado. 23.10. data de início. p. Local : Unidade executora. A. Dados completos da fonte que publicou a entrevista. São Paulo. É possível indicar o nome do entrevistador na nota da entrevista. 2001. A era das academias. v. n.2 Entrevistas Publicadas Chave: AUTORIA (nome do entrevistado – aquele que concedeu a entrevista). M. Marília. Ingresso de carteiras de negócio internacionais em instituições financeiras brasileiras. São Paulo. Jul-Ago. 3. Exemplo: HERCULES. 7. Nota de status (Se é anteprojeto. p. Revista de Educação Física da UNIMAR. . 2002. quando for de interesse do pesquisador.254. Y.2. Revista de Medicina da USP. 7. Indicação de entrevista.11 Projetos de Pesquisa Quando o documento utilizado for um Projeto de Pesquisa. 112. Entrevista concedida a Paulo Antunes Maia. Entrevista. Nome e número do Programa – Título do programa. Exemplo: GRACIANO. São Paulo. acrescenta-se o cargo. v. Título do documento que publicou a entrevista. 1. Código do Projeto). (Sigla da instituição mantenedora. Cirurgias de redução do estômago. Entrevista concedida pelo Cherman do Commertz Bank no Unibanco Brasil. Maio 2005. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (Coordenador do Projeto). Exemplo: PEREIRA. projeto em andamento ou projeto concluído).

de C. 7. Título. Teoria quântica. Exemplo: CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. São Paulo : ONG Viva Rio.12 Obras Inéditas (Documentos Não Publicados) Quando o documento utilizado não houver sido publicado. Ata da reunião do colegiado do Curso de Educação Física realizada em 21 de março de 2002. 2001. Livro número.). S. 23-24. Local. São Carlos. associação ou outro). 31 mar. (Coord. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (Instituição. 2001. (ong Viva Rio.159 Exemplo: ANDRADE. Projeto concluído. 15 p. Livro 23.13 Atas de Reuniões Quando o documento utilizado for uma Ata de Reunião. Projeto 3635). Hortolândia. Palestra proferida na Faculdade de Física da UFSCAR. U. Programa 116 – Gestões de ONGS.). Nota indicativa de origem do documento (palestra. etc. páginas inicial-final. . p. Atividades gestoras em ONGS. Título e data. Exemplo: NEVES. 7. notas de aula.

São Paulo : LTF.14. A única variação é o termo indicativo mapa ou globo e a dimensão que no globo será indicado o diâmetro em cm. Quando o documento utilizado for um mapa ou um globo.14. STILL. altura X largura. Local : Editora. Local : Editora. GEOMAPAS. Título do atlas. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (autor e/ou editor). Ano. 2004. São Paulo : LTF. 7. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. Título..14 Documentos Cartográficos São documentos cartográficos os mapas. G. 2004. Ano. Escala. atlas. R.160 7. Número de unidades físicas : indicação de cor. Exemplo: GEOMAPAS. globos. 1 mapa : color.2 Atlas Quando o documento utilizado for um atlas. 78 x 88 cm. Exemplo: MAIA. 7. Globo terrestre. 2001. e similares.. 1 globo : color.000. Washington. . Relevo geográfico brasileiro. Escala 1:500.1 Mapas e Globos Mapas e globos são referenciados de forma muito semelhante. Atlas geográfico dos Estados Unidos da América. 115 cm..

deve-se fazer a indicação ao final da referência. Exemplo: GEOGRAFIA do Brasil: relevos e fronteiras. videodisco laser. R. 2002. Se a palavra atlas não aparece no título do documento.) 7. 7. Número de partituras (quantidade de páginas). 2004. 2001. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (compositor). São Paulo : Ática. vinil. Título.161 Quando não há autor ou editor. cassete. Washington. Atlas. Exemplo: DIAS. São Paulo : UNASP. a referência será iniciada pelo título do atlas. Indicações complementares de responsabilidade. Exemplo: ATLAS histórico dos Estados Unidos da América.16 Gravações Sonoras São documentos em gravação sonora: CDs. Local : Editora. 1 partitura (8 p.15 Partituras Quando o documento utilizado for uma partitura. . Nossa gente nossa música: ano 2002. Ano.

regente. Título. sulco ou digital.2 Discos de Vinil Quando o documento utilizado for um disco de vinil. Ano. Local : Gravadora. Executante. número de canais sonoros. Nova Friburgo : ADSAT. Local : Gravadora. número de canais sonoros. 2320-9-80. R. Título. 9 luas. Ano. F. Digital. estéreo. Grupo Vocal VP. 20030-2-1020. estéreo. 2001.16. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (compositor). 2001. G.16. 2 Cd (96 min). será iniciada pelo(a) intérprete. 1 CD (50 min) : digital. J. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (compositor). Número de discos (tempo de gravação em minutos) : número de rotação(ções) por minuto. 1 disco (45 min) : 331/3 rpm. Regina Mota. microssulco. a Referência se iniciará pelo título. Executante. se necessário. HANDEL. Número de CDs. Número de CDs (tempo de gravação em minutos) : tipo de gravação.1 Discos Compactos Áudio – CD Áudio Quando o documento utilizado for um CD para áudio (somente aparelho de música). 2000. 7. Toronto : WCA Music. Orquestra Filarmônica de Frankfurt. Prá cima Brasil. Klein. Rio de Janeiro : Odeon. Exemplo: MOTA. Exemplo: PARALAMAS DO SUCESSO.162 7. . D223 S145 12/89. O Messias. Número do disco. estéreo. Em caso de coletânea.

Exemplo: FONSECA. deve ser feita a designação Lado A ou B. São Paulo : RCA. 89208389. Ano. São Paulo : RCA. Local : Gravadora. Exemplo: CORAL CARLOS GOMES. estéreo. estéreo. Caso o pesquisador utilize apenas um dos lados do disco. Lado B. microssulco. São Paulo : RCA. 2004. número de canais sonoros. Chuva de bênçãos. microssulco.16. Número de unidades físicas (duração em minutos) : laser. 7. Número do disco. Número de unidades físicas (duração) : tipo de gravação. Executante. somente este lado deve ser referenciado e. 4 discos (240 min): 331/3 rpm. 1 disco1 (40 min): 331/3 rpm. Local : Gravadora. 2001. 7. UO-34-598. neste caso. Exemplo: . Ano. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (compositor). após a data.4 Cassetes Quando o documento utilizado for um cassete sonoro. Chuva de bênçãos. A glória e magestade.3 Videodisco (Laser) Quando o documento utilizado for um videodisco laser (ou CDL). Título. R. R.16. 89208347. 1 videodisco (35 min) : laser.163 Exemplo: FONSECA. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. estéreo. Título. 2004.

Betamax)..). 1 cassete (45 min) : son. 1997. 1 cassete (100 min) : son. Observações: Os dados de descrição física de filmes cinematográficos e gravações em cassete devem ser registrados assim: • Número de unidades físicas: deve-se utilizar os termos (bobina. Zilda e Elias Azevedo e os Pequenos Cantores da Colina. cartucho. • Tempo de projeção: deve ser indicado em minutos.). Exemplo: SEMÕES do pastor Stina.1 Gravações em Cassetes Quando o documento utilizado for uma gravação em cassete. NTSC. legendado (leg. rolo).) ou dublado (dubl.. conforme o caso. cassete. largura e milímetros. para colorido.17. Rio de Janeiro : Está Escrito. Número de unidades físicas (duração em minutos) : indicação de som (legenda ou dublagem). • Características de som: deve-se indicar: mudo. VHS NTSC. Cristo ama as criancinhas. 2002. indicação de cor. sonoro (son. Local : Distribuidora. Direção de. • Sistema de Gravação para Vídeo: deve-se registrar o sistema utilizado (VHS. . Z.164 AZEVEDO. APL-M. . Direção de Williams Costa Júnior. Sistema de gravação. conforme o caso. 12 mm. estéreo. AZEVEDO. 7. Ano.17 Filmes e Gravações em Cassetes 7. • Dimensão: deve-se registrar a bitola (largura) em milímetros (mm) ou polegadas (pol). os elementos da referência são: Chave: TÍTULO. São Paulo : INC. E. • Cor: deve-se utilizar as abreveaturas p & b para preto e branco ou color.

Quando o documento utilizado for uma microficha. Exemplo: MONTEIRO.165 7.24. Local : Editora. Local : Editora. Paleontologia. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA.18 Microfilmes. São Paulo : LTC. 35 mm. Número de unidades físicas. redução. de S. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. Número de slides : indicação de cor. Título. Quando o documento utilizado for um microfilme. 1 bobina de microfilme. redução de 1. Ano. Microfichas. a utilização deste material é muito comum entre pesquisadores de algumas áreas específicas do conhecimento.000. Trigonometria euclidiana. 3 v. Número de unidades físicas. 2003. Local : Produtor. I. I. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. Exemplo: CARVALHO. Exemplo: MOURA. 2 microfichas. Quando o documento utilizado for um slide. Título. Título. São Paulo : LTC. de S. 2 v. Geografia do Brasil. . 2004. D.. 5 x 5 cm. dimensão em centímetros. Ano. Slides e Diafilmes Também chamadas de Microformas. São Paulo: NCN: color. largura em milímetros. Ano.

Número de unidades físicas : indicação de cor. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. Rio de Janeiro : IBGE. 2002. Local : Editora. Ano. Título. São Paulo : Melhoramentos. Exemplo: BARBOSA. Ano.20 Fotografias Quando o documento utilizado for uma fotografia. 500 anos de história da Educação. 35 mm.166 Quando o documento utilizado for um diafilme. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. 7. Exemplo: VICENTE. Local : Produtor. dimensões.19 Transparências Quando o documento utilizado for uma transparência. Exemplo: . 7. Número de unidades físicas (número de fotogramas). S. W. 35 transparências : p & b. Número de unidades físicas : indicação de cor. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (fotógrafo). largura em milímetros. Hidrografia da região nordeste do Brasil. Ano. 1 diafilme (78 fotogramas). Título. Título. 2005.

1 fot. 2001. 2004. 7. Número de unidades físicas : indicação de cor.) : p & b. Fotografias de obras de arte terão a referência iniciada pelo nome do autor da obra. V. os elementos da referência são: Chave: TÍTULO. Exemplo: FISIOLOGIA da mão. este dado antecederá o número de fotos. 2001. 1 pôster : color.21 Pôsteres Quando o documento utilizado for um pôster. 15 x 18 cm. Local : Editora.167 ALMEIDA.22 Cartas Quando o documento utilizado for uma carta não publicada. : color. Somente então é indicado o nome do fotógrafo e demais dados: Exemplo: MICHELANGELO. . Ano. 2004. os elementos da referência são: . Moisés. Fotógrafo René Monges. 15 x 18 cm. 1 fot. Estrutura em concreto protendido. Se o pesquisador houver utilizado uma coleção de fotografias com suporte físico próprio (álbum. seguido do título da obra. : p & b. por exemplo). 18 x 36 cm. Dois nobres na corte. Exemplo: RAFAEL. 7. 1 álbum (50 fot. Fotógrafo René Monges. Belo Horizonte : UFMG.

São José do Rio Preto : NOVACIL Farmacopédia. G.168 Chave: AUTORIA DA CARTA. Mensagens aos jovens. 789 p. Quando o documento utilizado for uma carta publicada. 2001. 17 out. Bula. Exemplo: WHITE. Nota indicativa de bula. os elementos da referência são: Chave: NOME COMERCIAL DO MEDICAMENTO: nome genérico. G. Responsável técnico. Carta ao filho William. viajando na Suíça. Local. 2 f. Berna. E. Descrição física Exemplo: WHITE. 7. Ano. . Marilena Almeida Gomes. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA DA OBRA ONDE A CARTA FOI PUBLICADA (Indicação de responsabilidade do autor) Ementa da carta. Ementa da carta. 2002. data (dia. Exemplo: SINTROYD: tiroxina. Local (dados complementares da publicação). E. mês e ano). Tatuí : CPB. 1899. Cartas de Ellen White escritas aos jovens da igreja. Título da publicação. Local : Laboratório/Fabricante.23 Bula de Remédio Quando o documento utilizado for uma bula de remédio.

2004. Exemplo para Livro em Disquete: FURTADO. As informações oriundas deste tipo de fonte (mesmo quando livros. Ementa. E. Exemplo para Periódico em Disquete: PEREIRA. n. . Extensão. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. Dados complementares da fonte da informação (livro. data (dia. periódicos. Local.24.24. Fortaleza.1 Disquetes e Similares Quando o documento utilizado estiver registrado em um disquete. periódicos.) receberão tratamento específico no momento de sua referenciação.169 7. São Paulo : EDUSP. etc. as fitas magnéticas e os CD-Roms. 77-79. Programa gerador. etc. Jornalista de Hoje. Descrição física. p. R. T. relatório. de H. .34. D. . 7. os Softwares.24 Informações e Documentos Eletrônicos São considerados documentos eletrônicos os Arquivos Eletrônicos. Título. v. Indicação de disquete e dimensão do mesmo. os disquetes. 2. 1 disquete 31/2 . WALMOR. mês e ano). SAMPAIO. Custódia (depositário). Ética na propaganda.). 2001.2 Arquivos Eletrônicos Quando o documento utilizado estiver registrado em um arquivo eletrônico – de dados e textos criados no computador – os elementos da referência são: Chave: AUTORIA DO ARQUIVO. 1 disquete 31/2 . jan. Saberes e discursos sobre educação especial: uma análise comparativa. Nome do arquivo. 7.

Descrição física.170 Exemplo: CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO/Campus HT. 5 disquetes 51/4pol. tipo de suporte. Exemplo: MIROSOFT CORPORATION. Local : Editor/Produtor. 2002. Projects for Windows XP. Projeto pedagógico do curso. Notas: indicação dos elementos que compõem o conjunto de softwares. Hortolândia. Chicago. elaborado para utilização a partir de 2003. contendo diferentes tipos de materiais e estejam sendo mantido juntos – por necessidade – os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. 2002. Ano. Nota indicativa sobre aplicação do programa. Local. Descrição física. 13 out. Windows XP. 4mm. Chicago. 2005. Ano. Exemplo: MIROSOFT CORPORATION. 2 folhetos e 1 manual. tipo de suporte. . Curso de Pedagogia. 2005. 5 fitas magnéticas DAT 2GB. Projeto Pedagógico. Título e versão. Conjunto de softwares: 8 disquetes 3 ½ . Chave: AUTORIA DO PROGRAMA. Windows Se o documento consultado for um conjunto de softwares. 3 disquetes 51/4pol. Nome do programa e versão. Biblioteca Universitária.

faz-se a indicação da mídia onde está contida a informação. Local. e ao final. indica-se em quantos CD-ROMS está contido o livro. etc. Indicação de fita magnética. Assim. eventos. fragmento. São Paulo : UNASPRESS. . e ao final. a fonte original da informação e em seguida. Chave: AUTORIA. Exemplo: SOCIEDADE BRASILEIRA DE FISIOTERAPIA. dimensão. Estudos de fisiologia do movimento dos membros inferiores em humanos na faixa etária de 0 a 10 anos. Local. levar-se-á em conta. E. Fita magnética DAT 3GB. Título. 24 CD-ROM • Partes de Livros: Faz-se a referência da parte do livro. 2001. os elementos da referência variarão conforme o caso: • Livros no todo: Faz-se a referência do livro. Quando o documento utilizado for um CD-ROM. Ano. ao referenciar as informações contidas em um CD-ROM.3 Fitas Magnéticas e Similares Quando o documento utilizado for uma fita magnética.4 CD-Rom. 7. Exemplo: GIROTO. Ano. 4mm. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. dimensão.24. Sermões para todas as ocasiões. indica-se em quantos CD-ROM está contido o livro. Título. 2003. Base de Dados e Similares No CD-Rom. que possui grande capacidade para armazenar textos e imagens.171 7. Rio de Janeiro. completa. periódicos.24. Indicação de fita magnética. poderão estar registrados livros. capítulo.

Seguindo este raciocínio. L. do Sul. Fonte (se for documento também publicado).tche. Disponível em: <endereço eletrônico> Acesso em: data (dia. relatórios. Rio de Janeiro : McGraw-Hill. 7. M. Exemplo de documento não publicado: XIMENES.unijui. História da Arte no Velho Mundo. ano).25 Fontes Eletrônicas Online São aquelas disponíveis e acessíveis via protocolos: • E-mail (comunicações pessoais) • http (usado pelo www) • ftp • Gopher • Telnet • Listas de Discussões As informações oriundas deste tipo de fonte têm como elementos da referência: Chave: AUTORIA. Estudo do idioma alemão no Brasil: pesquisa da USP nos Estados 2005. 2004.html> Acesso em: 23 set. mês. K.172 Exemplo: FRANCCESCO. Título. Disponível em: <http://risc.br/~alemao/autodidata. para qualquer outra situação – por exemplo: eventos. publicações periódicas. 1 CD-ROM. etc – faz-se a referência conforme o tipo de fonte e em seguida a indicação de CD-ROM. In: BUCCO. A história da arte contemporânea na Europa do século XIX. .

O relacionamento enfermeiro(a) e familiares de pacientes terminais. 7. observa-se o seguinte padrão: fazse a referência do documento – do autor/título até a data – e na seqüência a indicação de disponibilidade e acesso. V. 2005.173 Exemplo de documento publicado: FARIA. Física para segundo grau. 2005.br/enaic 7. In: ENAIC. 234 p. Belo Horizonte : JKL. 2002. . Exemplo para eventos científicos: KONNOR. Disponível em: <http://unasp.html> Acesso em: 01 out.html> Acesso em: 21 jan.fisica/segundograu. U. São Paulo.edu.usp. Disponível em: <http://www. 2005.. Anais do Sétimo Encontro Anual de Iniciação Científica do UNASP Campus SP. Para publicações periódicas online.

174 PÔSTER PARA EVENTOS CIENTÍFICOS Eliethe Xavier de Albuquerque eliethe. afins e até mesmo de fomentadores de pesquisa.br O Pôster científico é um veículo de divulgação apropriado em qualquer evento. 2005). . Bem elaborado. Para trabalhos em fase de conclusão ou já concluídos.albuquerque@unasp.edu. Equivoca-se aquele que não vê num Pôster científico oportunidades semelhantes às oferecidas por mídias como a TV e a Internet (ALBUQUERQUE. desperta o interesse de pesquisadores iniciantes.

dissertações ou teses – a depender do tipo de trabalho desenvolvido. Em geral. chegando-se às considerações finais. o ato de pesquisar. Os coordenadores responsáveis pelo evento ou central de exposições. Se a opção de divulgação for o pôster. É importante lembrar que o trabalho poderá ser divulgado em mais de uma forma. objetiva-se que seja exposto em algum lugar ou em algum evento. um paper. Isto implica qualidade. 8. Em geral. um resumo. concomitantemente. as oportunidades para divulgação determinarão de quantas destas opções o pesquisador se utilizará para comunicar e divulgar o seu trabalho. elas informam sobre: . chega-se também ao momento de registrar. serão apresentados a seguir alguns parâmetros a serem considerados na elaboração de um Pôster Científico. a fim de que o mesmo seja divulgado entre as comunidades científica e acadêmica. e para a sociedade. instruções e normas que condicionam tal participação. o trabalho. ou ainda um artigo científico. se as oportunidades assim permitirem. juntamente com a oportunidade de participação. um pôster – chamado por alguns de banner.175 8 PÔSTER CIENTÍFICO Concluído o trabalho de pesquisa propriamente dito. redigir. de forma sintetizada. As opções para a efetivação desta divulgação podem ser as conhecidas monografias. qualidade de conteúdo e de forma! A partir desta perspectiva. disponibilizam. Esta síntese deverá ser construída de tal forma que desperte a atenção das pessoas que poderão ser beneficiadas com o novo conhecimento em divulgação. o primeiro passo nesta direção será “pensar” o pôster! A função do pôster é apresentar dados relevantes de uma pesquisa.1 Ler as Instruções Quando se elabora um pôster.

justificativas.3 Local As equipes experientes informam aos interessados o local onde o pôster será exposto e quais são as condições destes locais.1. etc. geralmente variam entre 60cm X 80cm a 1. objetivos.2 Tamanho As dimensões do pôster são divulgadas. 8.176 8. evitando assim.1.4 Fixação O local e as condições infra-estruturais definirão o tipo de fixação que o pôster exigirá: prego. isto garantirá ao interessado elaborar o seu pôster em material adequado às condições locais. considerando-se o espaço disponível para cada participante. dificuldades no momento da exposição. taxinhas.1. 8. o pesquisador deverá investigar este detalhe. dados coletados. É fundamental estar atento a esta informação e respeitá-la para evitar dificuldades no momento da exposição. 8. análise e discussão dos dados. .50m. fitas adesivas. considerações finais e referências bibliográficas.1 Conteúdo O que se espera do pôster em termos de conteúdo é muito semelhante às expectativas para os demais meios de divulgação de pesquisas acadêmicas: Introdução.1. Um pesquisador prevenido garantirá que o seu trabalho esteja afixado desde os primeiros momentos da exposição. Caso isto não ocorra. metodologia.20m X 1.

é fundamental que o pôster não contenha excesso de informações.) e IMAGENS (desenhos. Atenção a este item evitará perdas de tempo e até mesmo o furto do pôster.1. DADOS (gráficos. os elementos extremamente relevantes. . fotos.1. de modo a apresentar sob a forma de pôster. ao invés de conquistá-lo e prender a sua atenção.7 Respeite a estrutura básica dos trabalhos científicos Não importa a forma da divulgação.. por parte dos “aficionados” pela temática trabalhada. 8. 8. especialmente quando houver mais de uma sessão de exposição. caso contrário..8 Utilize-se dos elementos básicos O Pôster será composto de TEXTOS.6 Evite os excessos de informação Mesmo o pesquisador experiente pode ter alguma dificuldade para “pinçar” do conteúdo de sua pesquisa.. ilustrações.1.1.177 8.5 Horário É fundamental estar atento a este detalhe.). a estrutura básica do conteúdo será a mesma – partindo da introdução e chegando às considerações finais ou conclusão. Afinal. Todavia. o pesquisador poderá afastar o seu público em potencial. 8. Este cuidado é exigido tanto para a fixação quanto para a retirada. diagramas. os resultados de seu trabalho.. estatísticas. tabelas. o envolvimento faz com que considere cada detalhe significativo.

Orientador.1. endereço para cont@to.com Silvio Almeida Júnior (Orientador) Docente no Centro Universitário Adventista de São Paulo – Disciplina: Informática aplicada almeidajúnior. o essencial é indispensável! . Exemplo: EDUCAÇÃO DIGITAL INCLUSIVA Antonia Lima Souza Aluna do 3º sem. considera-se: 8. Instituição de Origem.br 8.2.178 8. Autor(es).9 Elementos de identificação As primeiras informações expostas no Pôster serão: O TÍTULO DO TRABALHO (todo em caixa alta).edu.2 Texto Sobre o texto.silvio@netcom. de Pedagogia Centro Universitário Adventista de São Paulo alsouza@hotmail.1 Quantidade de conteúdo Nem muito nem pouco.

Compare os exemplos a seguir: . todavia. 8. acadêmica e cidadã. o texto disposto em colunas.4 Referências Devem ser indicadas e com o devido destaque. Textos com alinhamento centralizados ou justificados devem ser evitados. pode-se fazê-lo. Além disto.. Ao invés de textos corridos. pesados.2. eles devem ser distribuídos em colunas.2. sempre com alinhamento lateral (à esquerda ou à direita. leves. “descansa a vista” do leitor.5 Diagramação Este é um fator de grande importância. elas são “o presente” do pesquisador para as comunidades científica. 8.2. Exemplo: Referências Bibliográficas: Ver alsouza@hotmail. se na exposição for necessário optar entre estas e outros conteúdos do texto.com.2 Presença dos elementos básicos Já referidos anteriormente. quando em posição vertical (após a fixação do pôster no local de exposição). mas com clareza.3 Destaque especial Na exposição do conteúdo. 8.. devem estar expostos de forma sucinta. conforme a localização do texto no pôster). pois pode afastar ou atrair os possíveis interessados na temática pesquisada.179 8.2. desde que se indique onde o interessado poder conferi-las. pois dificultam a leitura. as Considerações Finais merecem destaque em relação ao restante do texto.

preferencialmente elas devem aparecer sob a forma de “marca d´agua”. O texto em CAIXA ALTA – tudo em maiúsculas – deve ser utilizado apenas para títulos.7 Uso de Ilustrações É importante e necessário. etc. Maksdk adkçals kdlçksdl çkaksdçl kaslçdk açsdkalç sdklçask dl. mas é preciso respeitar alguns parâmetros: • Figuras de Fundo – Podem ser utilizadas. à esquerda ou à direita. Evitem-se fontes artísticas ou rebuscadas. há ainda a opção de vir acima ou abaixo. o texto deve vir à margem da figura. Neste caso. Recomenda-se usar o mesmo tipo de fonte em todo o conteúdo do pôster. Qkdjaksj kdjaklsjdj askldjklas jdkljaskld jklasjdlaj dkljalsjlas jk.2. 8. . no mínimo. com traços retos. o texto de conteúdo deve ser redigido com fonte em tamanho 25. se a figura for colocada em resolução normal. tipo: Arial. nunca deve ser colocada sob o texto. Quanto ao tamanho.mlçdka çsdkçlsdçksdlçkslçdkçs dkçlskdçksdlçksdçlkçsd kçlskdlçkasdçlksçdksç. Exemplo: Mfklsdfkljsdfj askldjfklasjdfk lsdjfkljasdklfjs ldkfjlskadjflka sdjflkjasdklfjsl adkfjklsdjfklja sdklfjasldfkjas ldkfjk. Mofkçsld kfkslçdfk çskfpopoo pppdasid opaispdas çsdsdkak dçak.180 Maksdkadkçalskd lçksdlçkaksdçlkaslçdkaç sdkalçsdklçaskdloaspdo pasodpospdoasdjksdkljl çksjdklsjdkljsdlj. 8.2. Nalskdlç ksdlçka ksdçAlk aslçdkaç sdkalçsd klçuonii ooiooiioi ask. Century. Times New Roman (TNR).6 Cuidado com as Fontes O texto deve ser redigido utilizando-se fontes (modelos de letras) simples. desde que não prejudiquem a leitura do texto.

181 • Cuidados com a Resolução – É comum encontrar trabalhos com baixa qualidade na resolução de textos ou ilustrações, por variados motivos: “o cartucho acabou bem na hora...” “a impressora deu defeito...” “Tenho dificuldades para usar o computador...”. Todavia este tipo de justificativa não é aceito; apenas demonstra que o pesquisador foi relapso neste sentido. • Não usar ilustrações do CLIPARTS – As ilustrações oferecidas por estes recursos têm a finalidade de facilitar o dia a dia das empresas, e não são adequadas para ilustrar trabalhos científicos. Para estes, além das tabelas e gráficos, podem ser utilizadas fotografias ou desenhos personalizados (elaborados especialmente para ilustrar aquele trabalho).

8.3

Composição artística
A divulgação do trabalho científico objetiva, inclusive, atrair aliados à

pesquisa, e deve utilizar dos melhores recursos disponíveis para tal. Entre estes recursos, os da composição artística. Mesmo na mais livre composição artística, existe princípios que devem ser observados, a fim de que a arte também comunique. São eles:

8.3.1 Alinhamento
Sobre este item, em vários dos tópicos anteriores já existem orientações e referências indicativas de uso.

8.3.2 Simetria e Equilíbrio
Os conteúdos expostos no pôster – texto e imagens – devem obedecer aos princípios da harmonia simétrica, ou seja, um lado não deve ter mais conteúdo que o outro.

182

8.3.3 Ordem
Os conteúdos devem ser apresentados na ordem estabelecida para os elementos básicos – introdução, objetivos, justificativas, metodologia, dados coletados, análise e discussão dos dados, considerações finais, referências bibliográficas.

8.3.4 Oposição e Contraste
São princípios que auxiliam na percepção dos detalhes. branco; figuras claras sobre fundo escuro e vice versa. Tanto para

ilustrações quanto para textos. Por exemplo: Texto na cor preta, em fundo

8.3.5 Simplicidade
Os excessos de toda natureza são dispensáveis! Muita ilustração, muita informação, muito colorido, falta de colorido, pouco texto, muito texto... esses extremos provocam o desinteresse do possível interessado na temática da pesquisa apresentada sob a forma de pôster. A simplicidade é elegante, e sempre bem vinda em qualquer situação que envolva a ciência.

8.4

Dicas Tecnológicas
Para elaborar o pôster, os programas mais apropriados são:

PowerPoint, CorelDraw, PhotoShop, Ilustrator, FreeHand. Sabendo utilizálos, os resultados são sempre gratificantes! Mas, cuidado: o que se vê na tela do computador não é, necessariamente, igual ao que se verá impresso. Devese testar a impressão com antecedência. É recomendável ter sempre à mão uma cópia do pôster, para servir-se dela em caso de emergência.

8.5

Divulgação Eletrônica
Se pretender divulgar o Pôster na Rede deve-se utilizar o padrão:

183 • Formato: jpg • Largura: 600x900 pixels • Resolução: 72 dpi

8.6

Vale Lembrar
Não se deve deixar para elaborar o pôster na última hora; “deixar

descansar a massa do pão possibilita maciez e rendimento.” Recomenda-se deixar o pôster “descansar” um ou dois dias, antes de ser impresso. credibilidade. Os erros mais freqüentes em posters são: • Dificuldade de ler o pôster a uma distância de 1,20m ou mais porque a fonte ficou pequena (menor que 25); • Excesso de informações; • Objetivos e conclusões não destacadas. A recomendação da American Gastroenterological Association (AGA) é: Cabeçalho: Cabeçalho deve empregar no mínimo fonte 150 pontos (33 mm), indicando o título do trabalho, autor(es) e instituição. Texto: Letras do texto devem empregar fonte com 36 pontos (10mm). Destaque as seções: Numerar ou destacar cada seção para guiar o leitor do pôster. O uso de cores é um método efetivo de separar as seções e garantir um impacto visual. Mas, é importante verificar se a combinação de cores não prejudica a leitura. Desenvolvimento: O pôster deverá incluir 3 a 5 breves sentenças destacando as informações necessárias para compreender a pesquisa e porque foi feita. As questões da pesquisa ou as hipóteses de trabalho a serem testadas devem ser clara e sucintamente apresentadas. Isto possibilita a correção dos “erros invisíveis” garantindo a qualidade – irmã da

Assim. Como foi dito a princípio. gastar tempo E em todo o processo. em fonte maior. as conclusões devem ser facilmente identificadas e compreendidas). Recomenda-se ao pesquisador. Usar legenda para símbolos. Conclusões: Apresentar as conclusões sucintamente. e incluía a interpretação dos resultados abaixo de cada gráfico. o pôster é apenas uma conseqüência possível. BUSCAR O .184 Metodologia: Destacar brevemente a metodologia. APOIO DO ORIENTADOR! Dedicação é a palavra de ordem. Gráficos: Resultados apresentados sob a forma de gráficos são muito mais efetivos do que blocos de texto. LENDO SOBRE O TEMA escolhido. de uma PESQUISA BEM REALIZADA. (Muitos leitores lêem isso primeiro. especialmente o iniciante. apresentando apenas detalhes de novos métodos ou modificações de métodos já utilizados.

papel. índice..185 BIBLIOGRAFIA [. repertório. que venham a servir como fonte para consulta. inventário.) sobre determinado assunto ou de determinado autor. livros. argila. sobre um assunto ou dentro de uma disciplina. 2006). a atividade que ela designa remonta à antiguidade: catálogo. escritos. à informação mais completa (BIBLIOGRAFIA. papiro. . Embora a palavra bibliografia só tenha surgido em 1633. metal. impressos ou quaisquer gravações em variados meios (madeira. inventários..] bibliografia é um registro de documentos. etc. A primeira bibliografia publicada data de 1494 (Liber de scriptoribus ecclesiasticis). e todas as formas pelas quais os eruditos têm procurado reunir.

A Atuação do docente de ensino superior na formação de graduandos para o pensar cientificamente. 3. Informação e documentação – trabalhos acadêmicos – apresentação. 2001. 2005. Informação e documentação – sumário – apresentação. NBR 6023. _____________. NBR 6028. M. 5. p. .186 ALBUQUERQUE. Campinas. _____________. 174 p. Rio de Janeiro : ABNT. NBR 6022. _____________. Teoria do currículo sim. _____________. v. São Paulo : Atlas. Informação e documentação . Docência no Ensino Superior) – Departamento de Pós-graduação em Educação. X. _____________.elaboração de referências . de. Conteúdo de aula. 2002. jan. Dissertação (Mestrado em Educação. 245 f. NBR 6027. 23-27. ed. Rio de Janeiro : ABNT. Rio de Janeiro : ABNT. 2002a. M. NBR 10520. n. Como elaborar posters científicos.apresentação. 2002. Informação e documentação – citações em documentos . _____________. O currículo da teoria não. Informação e documentação – resumo – apresentação. Rio de Janeiro : ABNT. Rio de Janeiro : ABNT. NBR 14724. Informação e documentação – Numeração progressiva das seções de um documento escrito – apresentação. 2002. Introdução à metodologia do trabalho científico. 2. E. 2002. 2002b. PUCCAMP. 2002. Revista de Educação da IASD. São Paulo : UNASP. 2002. de. ANDRADE.apresentação. Campinas. _____________. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Rio de Janeiro : ABNT.

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