Construindo Monografias e TCC’S

Elias Ferreira Porto Eliethe Xavier de Albuquerque Everson Mückenberger Kátia Corina Vieira Leonardo Tavares Martins Oswalcir A. de Azevedo Paulo Gomes Lima

UNASP 2006

UNASP

CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO

ADMINISTRAÇÃO DA ENTIDADE MANTENEDORA
Presidente: Domingos José de Souza Tesoureiro: Élnio Álvares de Freitas Secretário: Edson Rosa

ADMINISTRAÇÃO GERAL DO UNASP
Reitor: Euler Pereira Bahia Pró-Reitora: Thalita Regina Garcia da Silva Pró-Reitor Administrativo: Élnio Álvares de Freitas Secretário Geral: Paulo César de Azevedo Pró-Reitor do Campus SP: André Marcos Pasini Pró-Reitor do Campus EC: José Paulo Martini Pró-Reitor do Campus HT: Alacy M. Barbosa

PRODUÇÃO EDITORIAL
Comissão de Pesquisa: Ausberto Silvério Castro Vera Célia Barbosa P. dos Santos Elias Ferreira Porto Eliethe Xavier de Albuquerque Everson Mückenberger Oswalcir A. de Azevedo Paulo Gomes de Lima Wanderley Dorneles da Silva Capa: Geyvison Souto Projeto Gráfico e Diagramação: Fábio Borba Revisão: Elias F. Porto, Eliethe X. Albuquerque, Leonardo T. Martins Edição: Dezembro 2006

001.42 C775

Construindo monografias & TCC´s / Elias Ferreira Porto et al. – São Paulo UNASP SP, 2006. vi, 194 p. : il.

Referências e Tabelas.

1. Pesquisa – Metodologia 2. Pesquisa – Projetos 3. Trabalhos científicos – Normas 4. Trabalhos científicos – Redação 5. Trabalhos científicos – Técnicas I. Porto, Elias Ferreira. II. Albuquerque, Eliethe Xavier de. III. Mückenberger, Everson. IV. Vieira, Kátia Corina. V. Martins, Leonardo Tavares. VI. Azevedo, Oswalcir A. de. VI. Lima, Paulo Gomes. VII. Título.
Dados de Catalogação AACR2 2ª. ed. e Classificação CDD 22ª ed. Realizado pelo Departamento de Bibliotecas do UNASP Campus SP Bibliotecária responsável: Eliethe Xavier de Albuquerque

“O processo do conhecimento da investigação epistemológica deve ser caracterizado pelo desvelamento do objeto, não de forma fragmentária e/ou fragmentada, como se numa perspectiva unilateral as respostas ao problema suscitado se mostrassem suficientemente contempladas; muito pelo contrário. Esse toma como sustentação maior a totalidade do objeto, escrutinando os domínios conceituais e metodológicos que, desvelando a abrangência contextual da problemática levantada, possibilita tanto a explicação, a descrição, a compreensão, como também encaminhamentos recorrentes como críticas ou contribuições alternativas a uma dada realidade” (LIMA, 1986, p.262).

requerendo.4 APRESENTAÇÃO A produção de um manual que contemple os elementos metodológicos da pesquisa científica. enquanto que o quinto capítulo descreve os passos fundamentais na elaboração de uma monografia. e no sétimo capítulo estão descritos e exemplificados os diversos tipos de referências de documentos que dão suporte teórico à pesquisa. No capítulo II estão descritos os passos necessários à divulgação da investigação científica através de resumos e resenhas. visto que a dimensão metodológica é muito ampla. Dessa forma. portanto. O objetivo dos autores desses capítulos e da Comissão de Pesquisa do UNASP é dar a você o apoio necessário para ingressar nesta fantástica aventura que é a investigação e a descoberta de novos conhecimentos ! Bom trabalho ! . No oitavo capítulo estão arrolados os itens básicos e as iniciativas indispensáveis à elaboração do pôster científico. como se segue. O capítulo I enfatiza os princípios básicos da pesquisa científica a partir de três aspectos: compromisso. de acordo com a NBR 6023. comunicação e rigorosidade científica. nunca é tarefa acabada. foram reunidos em oito capítulos os elementos considerados imprescindíveis à construção da produção científica. seleção dos pontos principais que auxiliem o trabalho do pesquisador. O capítulo VI trata da normalização para uso de citações. embora materializada. O terceiro capítulo trata das questões éticas que envolvem e norteiam a pesquisa científica. conforme a NBR10520 da ABNT. No capítulo IV são apresentados os principais elementos a compor um projeto de pesquisa.

1995. à procura de compreensão da realidade que o envolve e com a qual está interagindo (VON ZUBEN. 15). p.edu. .5 PRINCÍPIOS BÁSICOS DA PESQUISA CIENTÍFICA Paulo Gomes de Lima paulo.br É razoável pensar-se que a ciência pode tornar-se meio de libertação se for sustentada por uma teoria filosófica que tente compreender o significado da atividade científica como empreendimento de um ser pensante criativo.gomes@unasp.

atribui à pesquisa um papel elevado. seja perante a banca examinadora ou por meio da publicação de um livro. desde a escolha do tema. Os conceitos divulgados podem orientar novas pesquisas. Na escolha do tema. o princípio do compromisso deve conduzir o pesquisador. 1.1 Princípio do Compromisso A importância dos vários tipos de pesquisa científica. antes da construção da pesquisa o pesquisador precisa estar atendo aos princípios fundamentais considerados neste capítulo. 1. provocar mudanças na sociedade e mesmo contribuir para o desenvolvimento do país. é preciso ter como fio condutor. a seleção e a leitura das fontes documentais. O tema pode ser encontrado dentro do conjunto de interesses e dos conhecimentos imediatos acumulados pelo pesquisador. Reconhecendo-se tal importância. princípios e normas técnicas que estruturem o grau de sua confiabilidade.6 1 PESQUISA CIENTÍFICA A pesquisa científica é uma contribuição que o pesquisador oferece ao universo do conhecimento.1. desde uma monografia até uma tese. não se esgota no cumprimento de um requisito acadêmico.1 Sobre a Definição da Área de Estudo e a Escolha do Tema A seleção do tema de estudo depende da preferência. até a redação e divulgação dos resultados da investigação. a sistematização da vida de estudos. A posterior divulgação das descobertas e das idéias defendidas. Assim. Dessa forma. a área do conhecimento e o tema propriamente dito. Tais princípios envolvem tanto o comprometimento do pesquisador com a qualidade e fidedignidade da pesquisa quanto a forma de comunicação da mesma. primeiro deve-se identificar o campo de estudo. em sua construção. da disponibilidade e das inclinações do pesquisador. A partir desses elementos é que será .

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feita a proposta do problema a ser pesquisado, bem como a abordagem a ser desenvolvida. Exemplos: Campo de estudo: Psicologia Área do conhecimento: O inconsciente individual Tema: O inconsciente e o processo de tomada de decisões Problema: Em que consiste a influência do inconsciente na tomada de decisões? Campo de estudo: Administração Área do conhecimento: Recursos Humanos Tema: Critérios éticos e contratação de pessoal Problema: Por que critérios éticos estão sendo utilizados atualmente na seleção de pessoal no mundo corporativo? O tema deve ser escolhido partindo-se sempre do geral para o específico. Quanto mais objetiva e delimitadamente o pesquisador define seu tema, mais facilidade vai ter, no decorrer da pesquisa, para organizar e expandir a abordagem sem perder o foco proposto. Assuntos sobre os quais pouco se tem escrito ou que ainda se mostram duvidosos podem se constituir em terreno movediço para o pesquisador médio ou principiante. Uma escolha mais acertada do tema pode resultar de consulta prévia a diversos autores, numa área específica. Nessa consulta, o estudante pode identificar brechas, que ele eventualmente venha a preencher. Salomon (1991) enumera algumas fontes de inspiração e de sugestão para a escolha de temas de pesquisa, entre elas a observação, reflexão, senso comum, experiência pessoal, seminários e controvérsias. A observação direta e minuciosa dos fatos e dos comportamentos sociais conduz a problemas potenciais, cuja pesquisa certamente apresentará resultados práticos. Por sua vez, a reflexão permite ao pensamento perscrutar o mundo sensível e a realidade interior, de onde podem emergir temas originais. Salomon destaca ainda que, importantes pesquisas podem ainda ser oriundas da experiência pessoal, uma vez que cada pessoa tem comportamentos e maneiras próprias de reagir às situações concretas da vida.

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Definido o tema de estudo, passa-se em seguida à elaboração de uma estrutura provisória a ser seguida durante a pesquisa. Essa estruturação provisória, bem como a definitiva, deve levar em conta a questão da interdisciplinaridade. O mundo globalizado requer do pesquisador a habilidade de interligar diferentes áreas de estudo, em torno da área principal escolhida. Morin (2000, p. 14), afirma que os desenvolvimentos próprios de nossa era planetária nos confrontam, inevitavelmente e com mais e mais freqüência, com “os desafios da complexidade”. Segundo ele os diferentes componentes da sociedade (fator econômico, político, sociológico, psicológico, afetivo, mitológico) são inseparáveis e “existe um tecido interdependente, interativo e inter-retroativo entre as partes e o todo, o todo e as partes”. Para Morin, a política da especialização, que leva o pesquisador a se fixar numa área cada vez mais restrita, não se mantém no mundo globalizado. Considerando essa realidade, disciplinas como psicologia, filosofia, história, antropologia ou religião devem ser incluídas numa pesquisa voltada para a área de administração, economia, gastronomia, saúde, comunicação ou pedagogia, dentre outras. A pesquisa interdisciplinar parte do pressuposto de que o ser humano é um todo interligado, bem como a sociedade e as ciências.

1.1.2 Sobre a Seleção de Fontes Técnico-Científicas Necessárias
A revolução industrial possibilitou tornar a cultura uma mercadoria a ser produzida, vendida e consumida. Assim, o mercado editorial, em todo o mundo, oferece uma multiplicidade de obras, cabendo ao leitor inteligente exercer senso crítico e seletivo a fim de que seu programa de pesquisa tenha rendimento e eficácia. Há inúmeras leituras sem proveito, tanto para um leitor comum quanto para o pesquisador. É preciso, portanto, realizar uma criteriosa seleção das obras. Pode-se começar essa seleção levando-se em conta: • a qualificação do autor e o tipo de abordagem que faz de seu tema; • o sumário da obra; nele o pesquisador deve analisar se os itens relacionados são claros e se podem contribuir significativamente para o andamento coerente da pesquisa eleita;

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• nenhuma obra deve ser selecionada sem que se leve em conta ainda a bibliografia citada. É certo que bons livros já foram publicados sem fontes de consulta, mas a regra geral é que o valor de um trabalho está relacionado diretamente com as fontes utilizadas; • a apresentação da obra ou do autor, constante das orelhas, da quarta capa, da introdução ou do prefácio pode se constituir em elemento importante no processo de seleção de fontes; • outros quesitos de seleção podem ser ainda o padrão e o reconhecimento de que goza a editora que publica o material, o número de edições já lançadas e a data de produção da obra. As edições mais recentes ou revisadas devem ser preferidas às mais antigas; • o pesquisador deve ampliar suas fontes, para além dos limites do livro. Dicionários e enciclopédias são consultas básicas para qualquer pesquisa. Há dicionários das mais variadas áreas ou ciências, como psicologia, teologia, filosofia, sociologia, música, história, etc., sendo indispensável a menção aos mesmos segundo a área pesquisada; além dessas fontes, o pesquisador deve utilizar revistas e jornais, que oferecem uma abordagem de temas variados muito próxima do cotidiano. Seminários, palestras, aulas e debates podem também se constituir numa fonte fecunda de idéias; • é preciso ainda que o pesquisador esteja atento à realidade que se desdobra ante seus olhos no dia-a-dia. Muitas conclusões ou descobertas históricas aconteceram em momentos inesperados, sendo captadas por observadores atentos. A pesquisa científica requer também uma observação ou análise mais detida da realidade, na pesquisa de campo ou num laboratório. O campo da análise pode ser uma sala de aula, uma empresa, uma cidade, uma região geográfica ou uma faixa etária, dentre outros. Pode também ser uma seleção de documentos, atas, relatórios, boletins, fotografias, reportagens ou entrevistas. O campo escolhido deve ser analisado segundo parâmetros estabelecidos na introdução da pesquisa. Há pesquisa bibliográfica e pesquisa documental, estando esta última focada primordialmente na análise do campo definido para estudo, não dispensando, porém, o embasamento teórico ou bibliográfico.

O pesquisador que deseja entrar no mundo do conhecimento e dar sua contribuição deve primeiro ser atento e observador. não é aquela voltada para o entretenimento do leitor. como fartamente indicada pela maioria dos professores de todos os níveis de ensino. constância. melhora o vocabulário e ajuda a sistematizar as idéias na hora de redigir. Tópicos muito importantes podem ser sublinhados com duas linhas. Trechos obscuros podem ser indicados com um ponto de interrogação à margem. é decisivo para a produção de um trabalho científico. Essa limitação. porém. audição. acompanhada de anotações. capaz até de impedir a produção de um trabalho científico. Setas ou traços verticais à margem também servem para destacar pontos mais relevantes do . Os textos sublinhados podem ser consultados mais rapidamente. portanto. Só se deve sublinhar. porém. preguiça.1. resumos e tomada de posição. amplia os conhecimentos. Uma leitura contínua e consciente aperfeiçoa o estilo literário. um texto após compreendê-lo bem. A leitura constante e seguida dessas práticas pode provocar o desencadeamento de muitas idéias proveitosas para a pesquisa que se pretenda desenvolver. que aperfeiçoa e enriquece. reflexão. É leitura pausada. além de concentração. a fim de que sejam destacadas as palavras ou frases-chave da leitura. É durante a reflexão. rejeição à passividade e também ao excessivo espírito crítico. facilitam a tomada de notas e o resumo das idéias do autor. ou sinapses. A leitura. são indispensáveis à criatividade e ao ordenamento das idéias.10 1. deslealdade ou distorção das idéias lidas. Ler fontes cuidadosamente selecionadas e compreensivelmente. Uma leitura proveitosa jamais dispensará o ato de sublinhar. síntese. está diretamente relacionada com a dificuldade de leitura. análise e síntese dos conteúdos lidos que a mente estabelece ligações entre as novas idéias e aquelas já armazenadas seja por meio da visão. Medeiros (1991) pontua que a leitura exige análise. aplicação do conteúdo. pesquisa a dicionários.3 Sobre o Ato de Ler Estudantes de todas as áreas de conhecimento apresentam uma evidente dificuldade de expressar-se com clareza e objetividade através da escrita. Essas ligações. do tato ou por leituras anteriores.

entre outras coisas. Um fator indispensável para a leitura produtiva é a concentração. arejado. O uso de uma só das margens para todos os sinais torna a anotação mais organizada. . reler. analisado e criticado separada e atentamente num primeiro momento. além das anotações colhidas.11 texto. ao se estabelecer relação entre autores com diferentes linhas de pensamento. segundo a finalidade com que se lê. e inclui o ato de ler. No momento de redigir o texto da pesquisa é conveniente ter à mão os livros e textos consultados. anotar e resumir. Como nossa cultura é permeada de ruídos e de exposição de imagens que concorrem a nossa atenção. o trabalho pode ser mais produtivo quando se lê um documento após o outro. por grupos afins. Sem ela não é possível dominar. perceba-se as convergências. É preciso considerar ainda que. Os tipos de leitura podem ser classificados em quatro categorias principais conforme Medeiros (1991): • • leitura de reconhecimento: é muito útil quando se quer ter uma visão geral da obra. durante o processo de leitura. divergências e contribuições originais sobre o problema em foco. seu trabalho ainda se torna mais produtivo se conseguir selecionar autores de diferentes tendências e lê-los um de cada vez. Isso inclui. entender e criticar idéias. avaliação e comparação. com ausência de ruídos. para que. Sendo possível ao pesquisador. no processo de execução de uma pesquisa científica. Mas. alguns tipos de leitura se fazem necessários. • leitura crítica: requer concentração. buscando a sistematização interdisciplinar de forma lógica e organizada. iluminado e. sendo útil para se encontrar uma citação desejada ou certo tópico da obra de pesquisa e crítica. leitura scanning: é também rápida e superficial. principalmente. num segundo momento. espaço tranqüilo. reflexão. proporcionando seleção e domínio dos conteúdos. é preciso criar condições que favoreçam a concentração. • leitura de pesquisa: a leitura de pesquisa requer mais tempo. identificar a linha de argumentação do autor e suas tendências. e resulta em armazenamento de informações. Cada autor deve ser lido.

o contato com o tema escolhido não deve se limitar à discussão mental durante a leitura.12 1. Cabe ao pesquisador identificar a prática mais adequada a seu caso ou acordar com o seu orientador a sistematização que mais se adequa ao seu perfil. amadurecimento. O aluno recémsaído do curso médio deve se conscientizar de que a vida de estudos num curso superior e a produção de uma pesquisa científica requerem seu envolvimento além dos limites da escola e da sala de aula. Um cronograma com limites elásticos ou freqüentemente flexibilizados. Outros entendem ser produtivo redigir durante todo o processo. surgem idéias que não podem ficar sem registro imediato. que durante a leitura e investigação das fontes. não sendo poucos os que já viram seus créditos serem invalidados pelo retardamento de sua conclusão. Feito isso. É preciso abrir espaço para discussão do assunto em sala de aula. sua meta. A pesquisa científica tem períodos de concepção. Além disso. Por outro lado. A leitura é só o início do processo de construção das idéias. Alguns afirmam que a redação só deveria ser iniciada após feita toda a pesquisa. com amigos e mesmo em casa. O pesquisador precisa delimitar seu tema e estabelecer. o que requer seleção de novas fontes e mais consultas. de início. mesmo que não acabado. durante a redação podem ficar evidentes certas brechas na pesquisa.4 Sobre o Ato Intencional de Sistematizar a Vida de Estudos No processo de produção de uma pesquisa científica.1. o desenvolvimento de hábitos de pesquisa e a freqüência a ambientes e eventos acadêmicos. para que um programa de estudos e pesquisa se torne efetivo é indispensável também que se defina claramente o objetivo a ser alcançado. com prazos previamente estabelecidos. com a família. também é necessário estabelecer um cronograma de atividades. . desenvolvimento e ponto de chegada (resultados). Deve-se notar. A expansão da prática de estudo e a discussão de idéias é algo mais particular dos cursos superiores e de programas de pós-graduação. entretanto. O método de execução de um trabalho científico deve também ser programado. fatalmente compromete a conclusão da pesquisa. Inclui também a formação de uma biblioteca particular segundo a área da graduação escolhida e atuação profissional.

Feitosa (1995) estabelece cinco motivos principais para que o pesquisador se empenhe na comunicação eficaz de suas descobertas: • a comunicação da ciência é indispensável ao desenvolvimento de um país. como objetividade. De qualquer forma. uma contribuição literária capaz de transmitir eficazmente as idéias do emissor (pesquisador) ao receptor (leitor). Só então seu esforço poderá se constituir numa contribuição permanente à comunidade acadêmica e à sociedade. na capacidade de comunicar a descoberta de forma clara e eficiente. O emissor da mensagem (pesquisador) deve comunicar suas idéias de maneira que esta possa alcançar o receptor na condição em que se encontra. clareza e coerência. a redação do material deve obedecer a princípios básicos da comunicação. antes de se começar a redigir e dar forma às informações obtidas na pesquisa é indispensável demorada e atenta reflexão.13 Há pessoas que se sentem confusas quando começam a redigir o trabalho. Esses princípios estarão presentes no ato de escrever. Sendo assim. que certamente será mais eficaz seguindo-se alguns critérios ou princípios. 1. deverá investir tempo e esforço na construção de um texto lúcido. Algumas pessoas consideram que o leitor é que deve empreender esforço a fim de conseguir acesso e compreensão ao conteúdo de uma pesquisa acadêmica. O pesquisador deve ser a pessoa mais interessada na divulgação da sua produção. Nesse caso. o trabalho pode ser facilitado ao se redigir trechos na medida em que o conteúdo de cada capítulo ou seção esteja mais ou menos definido. tendo que organizar simultaneamente um conteúdo imenso e variado. entre outros. o passo seguinte é a redação e divulgação do material. não um mero relatório ou um amontoado de termos técnicos e idéias acadêmicas. o que é grave equívoco. .2 Princípio da Comunicação O trabalho do pesquisador não termina com a conclusão da pesquisa ou com a comunicação oral desta. mas com a redação e publicação de suas idéias e descobertas. Realizada a pesquisa. Assim sendo. Um texto objetivo e coerente. acessível ao seu público alvo. Isto significa que o leitor depende do autor para bem entender e absorver as informações transmitidas.

a descoberta que se alcançou. finalizado.14 • • • • a sociedade democrática exige a ampla divulgação dos feitos e inovações que afetam o seu dia-a-dia. Portanto. Quando essa descoberta está clara na mente do pesquisador é hora de começar a narrativa. Como? (modus).18. Como? e E agora?. Quando? (tempus) e Por quê? (causa). recomendação ou sugestão. o historiador Marco Túlio Cícero. cientistas e pesquisadores ocupam obrigatoriamente o lugar de emissores no processo de comunicação da ciência.1 Objetividade Quanto mais direta e claramente a mensagem for transmitida mais chance terá de alcançar o seu objetivo. Para a autora. testado. a novidade pode ser um método. deveria responder a algumas indagações que iriam ou não atestar a sua validade. como tripé que sustenta a pesquisa científica. Algo que foi criado. Feitosa (1995. A objetividade de um texto resulta da resposta às questões básicas com que se procura conhecer determinado fato ou fenômeno. Por quê?. equipamento. já havia identificado essa questão como um dos elementos-chave para qualquer tipo de texto. a clareza e a coerência. 35) propõe que as questões básicas da narrativa científica são necessariamente: Qual a novidade?. a objetividade. pela pesquisa realizada. Cícero considerava que para um texto literário ser considerado apropriado. Karam apud Pereira Junior (2000) enfatiza que na Antigüidade. conceito ou idéia. supervisionado. a primeira informação a ser dada num texto científico é a novidade.2. . p. Onde? (lócus). a eficácia da comunicação depende primordialmente da empatia que o emissor consegue estabelecer com o seu receptor. Dito de outra forma. 1. As perguntas eram e ainda são: Quem? (persona). Dentre os vários princípios da comunicação eficaz destacamos três. uma peça. o primeiro passo a ser dado para se chegar à comunicação bem-sucedida é a caracterização do receptor. provado. O quê? (factum). construído.

Isso ocorre especialmente em pesquisas nas áreas humanísticas.2. quando se trata temas políticos e sociais. o pesquisador leva o receptor a compreender a razão e a lógica de sua descoberta. A maioria dos adjetivos pode dar lugar a um dado objetivo. que acrescenta qualidade informativa ao texto. A fim de expressar-se com clareza. o autor mostra os meios que utilizou ou como procedeu a fim de chegar àquela descoberta. Por exemplo: Em vez de se dizer que determinado modelo de computador é muito mais veloz. cabe finalmente dar as implicações ou desdobramentos da descoberta ou idéia. O pesquisador objetivo e comprometido com a verdade não permitirá que seus sentimentos interfiram na formulação de julgamentos. 1. Ao responder à questão Por quê?.15 O Por quê?. tem que ver com a coerência e a lógica da idéia ou descoberta apresentada. A frase “a televisão prejudica grandemente a formação moral das crianças” se tornaria mais objetiva se fosse escrita assim: “a televisão brasileira mostrou. deve-se informar que ele processa as informações 30 ou 40 vezes mais rapidamente que os modelos x e y. Isso se faz respondendo à pergunta E agora?.2 Clareza A clareza do texto resulta do domínio das idéias por parte do autor e do uso adequado da língua. o autor . no período de janeiro a junho de 2002. Em seguida. uma média diária de 40 cenas de crime. oferecendo fundamentos e provas ao leitor. A objetividade se evidencia também com a utilização de dados e informações concretas em lugar do uso de adjetivos ou linguagem apaixonada. por sua vez. O texto é tão claro na apresentação do objeto de pesquisa tanto quanto forem claras as idéias na mente do autor. O envolvimento sentimental do pesquisador também pode comprometer a objetividade do texto. Seguindo-se esse roteiro é possível dar objetividade e concisão à narrativa científica. Procurando responder à questão Como?. 25 de sexo e nenhuma cena de diálogo educativo entre pais e filhos”.

incluindo espaços a mais entre as palavras. pois quanto mais longas. especialmente no início dos parágrafos. Numa segunda etapa. Embora o texto de uma pesquisa seja científico. a fraseologia deve ser simples. Por fim. As frases devem ser curtas. Exemplo: “Considerando que a comunidade é um fator determinante dos hábitos da personalidade e que o indivíduo não é uma célula isolada. provavelmente as idéias não estejam apresentadas com clareza. o texto deve ser reescrito ou revisado até que a sentença geral se evidencie com naturalidade. Mais recentemente essa formalidade tem perdido espaço. evitando-se os pronomes você. Após a redação de todo o material. conclui-se que o ser humano é interdependente”. De modo geral. Uma revisão inicial pode ser feita com o objetivo de se adequar a estrutura e o desenvolvimento lógico das idéias. Essa construção seria mais clara assim: “Conclui-se que o ser humano é interdependente. um tipo de sentença geral. deve reescrever a frase. esse . o autor procura resumir o conteúdo numa única frase. ortográficos e de digitação. que torna o texto cansativo e menos claro.16 precisa assimilar o assunto de modo a distinguir com precisão todas as partes e a relação entre elas. A clareza de um texto pode ser testada com a formulação de uma frasechave. com inclusão dos pronomes acima citados. para cada capítulo ou seção da pesquisa. o autor deve ainda proceder a algumas revisões. com uma revisão voltada para detalhes. uma vez que demanda o uso de variantes lingüísticas e de estruturas cansativas notadamente a voz passiva. O vocabulário precisa ser utilizado segundo a caracterização do público alvo. Quando o autor não consegue identificar claramente o sujeito. Após redigir o texto. Isso tem facilitado certo uso da narrativa informal ou pessoal. mais dificultam o raciocínio do leitor. No entanto.verbo . os textos acadêmicos e científicos são redigidos em linguagem formal ou impessoal. deve-se excluir toda informação repetitiva. considerando que a comunidade é um fator determinante dos hábitos da personalidade e o indivíduo não é uma célula isolada”. numa terceira revisão. Se isso não for possível. Verificada a ausência de clareza. As frases indiretas e os gerúndios devem ser evitados. que comprometa a concisão do texto. eu e nós.predicado). verbo e predicado. Cada parágrafo deve iniciar-se com a voz ativa e com frases fortes. A simplicidade também se alcança com o uso predominante da ordem direta (sujeito . podem-se eliminar erros gramaticais.

o desenvolvimento e a conclusão. ao executar. o pesquisador deve buscar as fontes primárias ao citar o autor da frase ou pensamento em questão. As referências de uma pesquisa científica devem ser revisadas quantas vezes forem necessárias até que se consiga uma leitura sem que se identifique um único erro. a edição. Da mesma forma os outros documentos consultados devem ser revisados. acontecimentos ou idéias” e ainda como “conexão.3 Coerência A coerência deve se manifestar ao longo de todo o trabalho científico. a precisão do título da obra. Durante a pesquisa. caso a estrutura proposta inicialmente não comporte a coerência e a lógica necessárias. . Faz parte também da coerência do pesquisador evitar citações de citações.17 uso deve guardar certa moderação a fim de que não comprometa a natureza científica do texto. na introdução da pesquisa. A revisão das referências deve levar em conta a grafia do nome do autor. editora e data. redigir e divulgar seu trabalho. 426) define coerência como “ligação ou harmonia entre situações. que certamente depõem contra a coerência. Essa seqüência se alcança com a elaboração de uma estrutura adequada. p. e especialmente o número da página. local de publicação. Essa conexão ou harmonia deve ser vista entre as diferentes idéias ou os diversos capítulos da pesquisa. mas certamente colocam o pesquisador numa margem de segurança. deverá ser alterada. Ferreira (1986. Uma correlação ininterrupta deve patentear-se entre a introdução. não se permitindo a exclusão de um só título utilizado. Pode conter erros de tradução ou de compilação. nexo e lógica”. Uma citação de terceiros extraída de determinada obra pode estar fora do contexto. Os princípios aqui expostos não esgotam os critérios da pesquisa científica. A seqüência lógica e crescente entre os capítulos e as seções também atribui coerência ao texto. Toda nova posição assumida pelo autor deve ser colocada em paralelo com as posturas anteriores.2. 1. A fim de não incorrer nesses equívocos.

levantamento de hipóteses até a comunicação dos resultados. O ato intencional de estudo desse problema deve.3. Tal metodologia se totaliza desde a escolha do tema a ser trabalhado. pois a contribuição direta do leitor sobre outro enfoque .2 A Pesquisa Científica Requer Uma Leitura Crítica dos Referenciais Teóricos e do Contexto do Objeto Após a leitura dos textos. o pesquisador iniciante deve se preocupar em analisá-los. obedecer aos critérios do conhecimento científico. A leitura crítica é entendida como uma co-construção das idéias e conceitos que estão sendo analisados. Vai exigir do pesquisador domínio de conceitos prévios como pré-requisitos para sua operacionalização. necessariamente. pois requer metodologia própria e uma leitura crítica dos referenciais teóricos e do objeto empírico propriamente dito.3 Princípio da Rigorosidade Científica A pesquisa científica é desenvolvida através de procedimentos intencionais e sistemáticos buscando respostas para as situações-problema que são evidenciadas pelo pesquisador. ou mesmo discordando sem nenhuma fundamentação teórica. passando pela elaboração do problema de pesquisa. a qual lhe fornecerá elementos mais adequados para a realização de uma leitura de mundo.3. que conferem maior fidedignidade e aproximação da solução das questões levantadas. reproduzindo literalmente ou concordando com todas as afirmações e negações dos autores. a construção científica não é algo aleatório. O pesquisador deve utilizar a leitura crítica na pesquisa dos diferentes referenciais teóricos.18 1. A esta conceituação denominamos de rigorosidade científica.1 A Pesquisa Científica Requer Uma Metodologia Própria Quando se trata da pesquisa científica há que se considerar uma metodologia que lhe seja particular na condução do estudo do problema. que poderão ser adquiridos através de uma leitura crítica dos referenciais teóricos e do contexto. não de forma passiva. 1. 1. Portanto.

conforme atesta morin (1999). Para que a leitura crítica seja contemplada no processo de formação do futuro pesquisador é necessário: • desenvolver o hábito de leitura no campo de conhecimento ou temas de sua preferência. mas que se esforça por construir um diálogo permanente entre ordem. • através de um olhar dialético. considerando as contribuições e limites de cada uma das categorias estudadas. • discutir no espaço coletivo as novas contribuições pessoais sobre a perspectiva científica efetuadas por esforço individual. idéias e conceitos trabalhados por diferentes autores. A partir deste vínculo o pesquisador poderá contemplar o estudo do objeto em sua totalidade. . • comparar teorias. imutável e inflexível. evitando o paradigma da simplificação que reduz e transforma o conhecimento em compartimentos isolados. Neste momento a leitura preocupa-se em problematizar um determinado assunto. desordem e organização no estudo das problemáticas. • ter consciência de que a ciência não apresenta uma característica absolutista. tornando o momento solitário em momento solidário de novas descobertas onde o aprender e o ensinar são cíclicos. à luz das demais leituras já efetuadas. ir construindo sua própria leitura.19 poderá proporcionar novos entendimentos de determinada questão. analisando sua consistência com o objetivo de propor sua transformação ou superação se for o caso. • compreender que a leitura do contexto de determinada problemática pode ser enriquecida pela olhar multidimensional da leitura da palavra.

2001.20 RESUMOS E RESENHAS Everson Muckenberger everson. almeja acompanhar avaliativamente o avanço.145).edu.muckenberger@unasp. não fecha o estudo das possibilidades de desenvolvimento da pesquisa científica num olhar. . é claro. mas como caminho. dado o caráter de investigação sistemática do objeto do conhecimento que esta desenvolve. Este “caráter sistemático” cremos. buscando. o seu melhor crescimento e desenvolvimento (LIMA.br Não há como desenvolver uma pesquisa epistemológica sem considerarmos os elementos básicos de sua sustentação. p. o retrocesso ou a estagnação da pesquisa e dos processos que a compõem.

seja de 100 metros ou uma maratona. A leitura é o alimento. 189). um atleta de corridas. Não perca tempo com frivolidades. vídeo e DVD. Preste atenção ao tipo de leitura que lhe será exigida para também desenvolver ou aperfeiçoar. Poderíamos perfeitamente acrescentar à afirmação de White todos os meios eletrônicos de leitura disponíveis no século XXI. a atividade básica e óbvia para o estudante é e provavelmente continuará sendo a leitura. televisão. É preciso saber selecionar o que estudar. desenvolva a nossa capacidade mental. a partir daí. fofocas. “Com a imensa maré de material impresso a derramar-se constantemente do prelo. o ar do atleta acadêmico. a fim de aproveitarmos melhor o tempo escasso que temos para a leitura e fazermos dessa leitura uma atividade que. aí vão algumas sugestões que podem ser úteis na seleção do seu material de leitura pessoal: • Conteúdo – Em primeiro lugar. Contudo. procure aquilo que edifica. e a mente perde a sua capacidade para um pensamento contínuo e vigoroso” (WHITE. O mesmo acontece no preparo acadêmico. Nesse sentido. Você consegue se ver na declaração acima? Acredite ou não. matérias que fazem do ser humano uma simples mercadoria de consumo e assuntos que em nada vão . os seus próprios critérios de seleção de leituras. assim como na alimentação de um atleta. skates e até carros. precisamos aprender a selecionar o que vamos ler.1 Seleção do Que Ler Quanto à seleção. a água. isto foi escrito a mais ou menos um século atrás. Mas. rádio. de fato. É preciso saber como estudar e como ler para tirar o maior proveito. Com tantas opções. 2. uma boa parcela do que você terá que ler durante um curso superior já terá sido previamente selecionada pelos seus professores. p. o que ler. ainda precisa se exercitar primordialmente fazendo o óbvio: correr. velhos e jovens formam o hábito da leitura apressada e superficial. Mas não basta apenas comer qualquer coisa. continua absurdamente atual. 1997.21 2 LEITURA: O ALIMENTO Por mais que existam patins. Hoje existem sites multimídia na Internet.

ou estado: avalie bem se o conteúdo ali exposto é passível de comparação e/ou aplicação às suas necessidades de estudo. Desconfie de textos sensacionalistas. que autoridade ele tem para tratar do assunto. Mesmo na internet. Neste sentido. etc). imprensa (Veja. considere as ilustrações e suas legendas. com certeza é um fonte boa à leitura.22 contribuir para o seu crescimento pessoal e profissional. leia o resumo. governamentais (Ministério da Educação. Quer dizer apenas que. atenção especial deve ser dada quando o material de leitura encontrase na internet. Se for uma revista. É preferível um texto de aparência e leitura “monótona”. Shell. do que um texto cativante de conteúdo dúbio. Avalie também o veículo de comunicação utilizado. • Fontes – Informe-se sobre quem é o autor. Reuters. isso não quer dizer que a leitura não vale a pena. país. pela sua proposta básica. as linhas iniciais e os subtítulos. Verifique quem mantém o site. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. dê preferência às revistas mantidas por editoras conceituadas e tradicionais. etc) Organizações Não Governamentais (Greenpeace. Care. São mais confiáveis sites oficiais de órgãos mundiais (Organização das Nações Unidas. etc) e bancos de dados de artigos (SCIELO. o que ele faz. Universidade Estadual de Campinas. Há determinados veículos de comunicação que. talvez. nem são dignos da mais remota consideração para leitura. Exame. • Comparabilidade e Aplicabilidade – Se o material passou até aqui. universidades (Universidade de São Paulo. Caso não seja. etc) empresas (Petrobrás. você deva priorizar outra leitura antes dessa e que. CAPES. etc). Com isso você pode decidir se o conteúdo lhe interessa e se pode ser útil para você. Desconfie do que não for conhecido e estiver com a autoria e responsabilidade pelo site mal identificados. mas de conteúdo confiável. etc). Organização Mundial do Comércio. Pontifícia Universidade Católica. . Último Segundo. além de ser possível obter uma boa noção do grau de seriedade e confiabilidade. etc). Mas. Daquilo que passar por esse primeiro crivo. procure descobrir quem é o autor. com assuntos do tipo “bombástico”. ainda vai uma dica especialmente para textos que relatem a realidade de outro lugar. AFP. avalie o título.

ou sentado de maneira desleixada. alongue os músculos. respire fundo. caneta marca-texto. mesmo que você não se sinta fatigado como antes. não desista. limpo. borracha. • depois que você estiver mais acostumado com o estudo e a leitura. para que você tire maior proveito de sua leitura. desconcentrado.23 quando ler esse material. você se sentir cansado. • Coloque-se em postura adequada. • evite interrupções seguidas durante o seu período de leitura. Quando você retomar à leitura. você deverá ter bem claro que o seu conteúdo servirá apenas como informação do que aconteceu em outro lugar. Não leia na cama. Você não poderá partir do pressuposto de que o que aconteceu em outro lugar será válido para a sua realidade. A leitura dinâmica tem o seu lugar. sonolento ou entediado. as recomendações destacadas por Severino (2002): . somente a leitura dinâmica não será suficiente. provavelmente.2 Como Ler Antes de você começar o seu estudo. 2. arejado e iluminado. a seguir. régua. enfim. Mas como ler? Como estudar? Assim como os atletas. em frente da TV ligada. tome um pouco de água. lave o rosto. levante-se. perceberá que o seu rendimento terá melhorado. • se. atente para mais alguns detalhes: • procure um local tranqüilo. faça uma pausa de uns 5 a 10 minutos e depois volte à sua leitura. a sua leitura. para um estudo aprofundado. o hábito da leitura exige persistência. depois de algum período de leitura. apresentam-se. lápis. Isso fará com que você se sinta sonolento e desconcentrado. sejam corredores de 100m ou maratonistas. folhas de papel. Isso não significa necessariamente que você precisa fazer um curso de leitura dinâmica. poderá lançar mão de algumas técnicas. uma pausa de 5 a 10 minutos a cada 1 ou 2 horas será sempre revigorante. • coloque ao seu alcance tudo de que vai precisar para o estudo. Porém. ande um pouco. caneta. No que diz respeito às técnicas para se entender e interpretar um texto. um copo de água.

sem interromper a leitura. enfim. Assim. Procure identificar claramente qual o tema ou o assunto principal. Quando terminar de ler. enciclopédias. converse com especialistas. apenas com os pequenos intervalos sugeridos anteriormente. Procure encontrar respostas para as seguintes questões: Que argumento o autor usa? Que idéia ele defende? Como ele defende essa idéia ou argumento? O que ele usa . incluindo aí todas as subdivisões de cada um desses itens. • Análise textual – Trata-se da primeira leitura do texto. a sua unidade de leitura será sempre um capítulo. você elabore um esquema que represente a estruturação do texto: o que compõe a introdução. Em geral esta informação encontra-se de maneira mais explícita. trabalhos científicos. descubra quais as palavras-chave do texto. procure esclarecimento para todos esses pontos. faça tudo em seqüência. Por exemplo. Este aspecto às vezes encontra-se implícito nas entrelinhas do texto. Portanto. verifique e assinale teorias ou acontecimentos históricos que você desconhece. mas faça tudo isso. o desenvolvimento e a conclusão. Em seguida. Use dicionários. sem interrupções. Identifique as palavras que são desconhecidas ou de significado dúbio. não se recomenda espaços de tempo muito grandes entre a leitura de uma unidade de leitura e a próxima. procure esclarecer todos os pontos antes de continuar o seu estudo. pelo menos por enquanto. Obviamente. Sugere-se que. você pretende ler um livro.24 • Delimitação da unidade de leitura – Antes de iniciar a leitura é importante que você previamente defina o que e quanto pretende ler. ao final desta etapa. você define que quando for ler o livro lerá sempre um capítulo inteiro. Preferencialmente. • Análise Temática – Você começa a estudar o texto mais a fundo. Procure conhecer o autor. preste atenção à maneira como o autor abordou essa inquietação sobre o assunto e como ele fez para resolvê-la. não é possível ler tudo de uma só vez. faça uma busca na internet. Tente descobrir o que inquietou o autor sobre esse assunto para que ele fosse levado a escrever sobre ele. Como se trata de um livro extenso.

Considere também o nível de profundidade alcançado. Identifique. que pressupostos o autor tomou para si na construção do texto. Procure entender como o texto lido se encaixa no que o autor já escreveu antes. A partir do que estudou. interpretá-lo. . A partir da síntese pessoal. etc). nas entrelinhas. Se as idéias apresentadas pelo autor estão devidamente embasadas e se são originais ou meras repetições das idéias de outros. o que você gostaria de questionar ou debater num grupo em classe ou com o professor? A partir da problematização. Tente perceber se a posição do autor defendida no texto é coerente com alguma tendência filosófica em específico (determinismo. criticá-lo e problematizá-lo.25 para fundamentar suas afirmações: fatos. você deverá ser capaz de propor discussão sobre o texto. Isso é problematizar. • Análise Interpretativa – A intenção nesta etapa é ter um “diálogo” com o autor do texto. Finalmente. Avalie o texto quanto ao alcance dos objetivos propostos. • Problematização – Cumpridas as três etapas anteriores. materialismo histórico. É o momento de você produzir a partir do que estudou. liberalismo. posicione-se e fundamente o seu posicionamento em relação ao texto. Com este nível de análise você estará em condições de fazer uma resenha crítica sobre o texto. inferências? Que provas ou evidências ele apresenta? Onde ele buscou essas provas e evidências? Que idéias secundárias ou paralelas ao tema central o autor desenvolve? Ao final da análise temática você estará apto para fazer um resumo do texto e um esquema gráfico e lógico das idéias apresentadas no texto. à sua coerência lógica e argumentativa. você tem condições de dar os primeiros passos rumo à construção de um seminário ou projeto de pesquisa. você terá condições de propor hipóteses e desenvolver a argumentação necessária para a produção de monografias. A seguir vem a fase da crítica. • Síntese pessoal – Depois de analisar a fundo o texto. espera-se que você seja capaz de tecer suas conclusões sobre o tema abordado pelo autor.

Isso demanda perseverança e força de vontade. produção.] ao sacrificar o estudante a faculdade de raciocinar e julgar por si mesmo. vale a pena destacar que: Durante séculos a educação tem tido que ver especialmente com a memória. Por trás dos cliques na Internet há horas de programação. 230). aprendizado. e cai fácil presa do engano (WHITE. Não espere resultados milagrosos da noite para o dia se você não tem desenvolvido o hábito da leitura e estudo reflexivo. 1997.. com parcimônia. amassados ou dobrados. bem como canetas propícias para este fim. Trata-se de destacar no texto as principais idéias.3 O Que Sublinhar A sublinha constitui-se numa ferramenta extremamente simples. Lembre-se de que. Por trás das imagens instantâneas da TV. enquanto outras faculdades mentais não foram desenvolvidas de maneira correspondente. [. pesquisa. a sublinha deve ser usada apenas se o material de leitura for de sua propriedade. sob hipótese alguma deverão ser riscados. torna-se incapaz de discernir entre a verdade e o erro. há horas de planejamento. Quaisquer materiais pertencentes à biblioteca nunca. jamais. Para este propósito podem ser usados lápis e canetas comuns. esse imediatismo é ilusório. Se é assim com as coisas mais supérfluas apresentadas nas mídias eletrônicas. Esta faculdade foi sobrecarregada ao extremo. 2004). procurando separar o essencial do acessório (MEDEIROS. 2. Porém. para ajudá-lo nesse processo de estudo e leitura. design. p. por que então teria que ser diferente com o seu preparo profissional que é bem mais complexo e importante do que o entretenimento eletrônico? Mas. Obviamente. cujo uso já é feito de maneira intuitiva por muitos.. existem ferramentas bastante simples que poderão lhe ajudar ainda mais em qualquer das etapas envolvidas no estudo de um texto. estudo e testes.26 Parece trabalhoso? Na verdade. planejamento. estudo. . esse tipo de estudo não se resolve numa leitura superficial do texto nem em sua memorização. A sublinha e os esquemas são duas ferramentas muito utilizadas. apesar de você viver na era do imediatismo da TV e da Internet.

já sublinhado: Jesus Histórico e Cristo da Fé 1 – O Iluminismo Alemão . você possa rapidamente retomar o conteúdo ali exposto. abaixo são apresentadas algumas formas de destaque bastante utilizadas: • sublinha simples – apenas um traço para destacar os principais aspectos. Cada um pode desenvolver o seu próprio método de sublinhar ou destacar as idéias principais de um texto. Dr.para destacar trechos mais longos use uma linha vertical ao lado do texto ao invés de sublinhar diversas linhas. todavia. Com ou sem essas anotações. Medeiros (2004) não recomenda a sublinha numa primeira leitura ou quando você fizer aquela “leitura Bung Jump” pois. como mas. a sua dúvida ou questionamento. • sublinha dupla – dois traços para destacar palavras chave ou o principal aspecto. escrevendo resumidamente os seus pensamentos. ao passar os olhos sobre o que foi sublinhado e anotado será possível reconstituir o pensamento original do texto completo. entretanto e outras. além das idéias chave. • traço vertical ao lado do texto . sem a necessidade de ler o texto inteiro outra vez para saber do que se trata. embora. Rodrigo P. retirado de sua obra “Um desconhecido galileu” (2001).27 O objetivo da sublinha é permitir que. junto ao ponto de interrogação. • ponto de interrogação ao lado do texto – para destacar algum ponto do texto que não ficou claro. pode ajudar se você anotar à lápis. É possível fazer observações às margens dos trechos destacados. Portanto. A título de exemplo. • ponto de exclamação ao lado do texto – para destacar algum ponto do texto que surpreendeu ou que gerou algum insight. depois de feita a sublinha. conclusões ou idéias relacionadas. às vezes é fundamental também destacar negações e palavras de oposição. Silva. um texto do Prof. Porém. ao pegar um texto algum tempo após a realização da leitura. ao lado do texto. a seguir. recomenda-se o uso da sublinha depois de uma leitura demorada e analítica do texto. Por isso. contudo. nesse tipo de leitura não se pode separar o essencial do acessório com clareza.

Este movimento surgiu devido às seguintes situações: A) O próprio espírito crítico-racionalista que dominou a Europa naquele tempo (ela estava vivendo praticamente sob a influência do ponto mais alto e final da Idade Moderna que era a Revolução Francesa). Eles faziam uma distinção entre o Jesus histórico (historicher Jesus) e o Cristo da fé (Geschichtlicher Christus). C) A modificação radical popular do deísmo na França que se tornou quase um cepticismo. Suas novas idéias acerca do fundador do cristianismo contradiziam totalmente a visão tradicional da Igreja acerca do Filho de Deus. como fizeram os pensadores franceses. O primeiro. Logo. seria um ser mitológico “inventado” e “mantido” pela Igreja através dos tempos. Foi o chamado Iluminismo Alemão (Aufkärung). nem cair na negação completa de Cristo. deu muita ênfase ao sentimentalismo. entre outras. começaram a surgir vários teólogos pretendendo expor teorias sobre quem haveria de ser Jesus Cristo. constitui o Jesus historicamente real. a Alemanha passou por um período de forte sobrevalorização do racionalismo em detrimento à fé evangélica. se existiu. como julgavam ser as crenças oficiais da Igreja. . ao passo que o segundo. Sentiam-se pressionados a não ceder para o extremo de um dogmatismo infundado. A pretensão básica dos iluministas alemães era criar uma religião cristã mais racional e menos sentimentalista. exagerou em sua pregação o tom ascético para com o mundo e negligenciou os elementos intelectuais da religião. D) O pietismo alemão que foi um rompimento com o protestantismo germânico que. B) O deísmo inglês que contribuiu em muito para o surgimento de conceitos cépticos como os esboçados por Voltaire e outros pensadores que surgiram na Alemanha.28 No século XVII.

1.2 Deísmo inglês e francês 1. • Modelo 1 Esquemáticas 1 Iluminismo alemão (Séc.1 Espírito crítico 1.2 Século XVII 1. sendo que as esquemáticas podem ser montadas através da itemização numerada ou através de chaves ou setas. seminários e aulas expositivas são as anotações.3.3. não extremista.3 Causas 1.1 Racionalismo 1. Se tomarmos o texto de Silva (2001) como referência.3 Pietismo alemão 1. deísmo inglês e francês.2.5 Resultados 1.29 2.5.5.1 Religião racional 1. pietismo alemão.4.1 Teorias não tradicionais .1.3.4 Pretensão 1.3.1 Teólogos 1. mas também de palestras. as anotações poderiam ser apresentadas da seguinte forma: • Corridas Iluminismo alemão: racionalização.3. Jesus histórico real e Cristo da fé mitológico.1 Revolução Francesa 1.1 Não extremista 1. Talvez as anotações possam ser consideradas o embrião de um resumo. XVII) 1.1 Ceticismo 1.3. Surgimento: espírito crítico racionalista.1 Ruptura com sentimentalismo 1.1. Pretensão: religião racional.4.4 Anotações De acordo com Medeiros (2004) outra ferramenta disponível para a compreensão de textos não apenas escritos. Resultados: teorias teológicas.3. Normalmente assumem uma de duas modalidades: corridas ou esquemáticas.

2 Cristo da fé mitológico Modelo 2 Racionalismo Século XVII Causas Espírito crítico (Revolução Francesa) Deísmo inglês e frances (ceticismo) Pietismo alemão (ruptura com o sentimentalismo Iluminismo Pretensão Alemão Jesus histórico .1.real Resultados Teorias teológicas não tradicionais Cristo da fé – mitológico Religião racional e não extremista .5.5.1.1.1 Jesus histórico real 1.1.30 1.

2004) diferentes: resumo indicativo. resumo informativo/indicativo e resumo crítico. ao afirmar que um resumo é uma “Apresentação sintética e seletiva das idéias de um texto. De acordo com a NBR 6028. muitas vezes eliminando a necessidade de leitura do texto original ou. O Resumo Indicativo. ressaltando a progressão e articulação delas. • Para quem faz – excelente exercício de retenção das principais idéias de um texto. Um resumo pode ser praticado em pelo menos quatro modalidades (Medeiros. resumo é uma “Apresentação concisa dos pontos relevantes de um texto” (grifos acrescentados) Medeiros (2004) complementa a definição da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. seja de resistência. Nele devem aparecer as principais idéias do autor do texto” (grifos acrescentados). Não são emitidos juízos de valor ou críticas. Um maratonista. por exemplo. começa com corridas menores adquirindo a resistência necessária para sobreviver à maratona. Refere-se às partes mais importantes do texto. tornando a sua compreensão mais simples e rápida.31 2. resumo informativo. O resumo é um desses tipos de exercícios. pois apresenta o conteúdo de um texto e suas principais idéias. Proporciona pelo menos dois benefícios primários: • Para quem lê – economia de tempo. aos poucos. não começa correndo 42Km.5 Resumos: Velocidade Exercícios Para Desenvolver Força e Um atleta não treina sempre o mesmo exercício e nem se prepara para uma Olimpíada praticando somente a modalidade na qual irá competir. Há diversos outros exercícios preparatórios que o ajudam a adquirir a força necessária para que no momento certo consiga ter um desempenho adequado. no mínimo. . Ao contrário. também conhecido como Resumo Descritivo é um sumário narrativo que elimina dados qualitativos e quantitativos. seja de velocidade. porém exige a leitura do original.

resultados e conclusões. O estudo de caráter histórico busca registrar a experiência acumulada por estes cursos na cidade de São Paulo ao longo deste período. Este trabalho vinculado à linha de pesquisa “Avalição Institucional” tem por objetivo examinar a experiência desenvolvida pelos cursos de complementação Pedagógica em “habilitar o especialista de ensino no professor de 5ª série em diante”. junto aos alunos. Os cursos de complementação pedagógica e a formação de pedagogos na cidade de São Paulo (1970-2000).32 Exemplo: PINTO. Os cursos de complementação pedagógica e a formação de pedagogos na cidade de São Paulo (1970-2000). Não devem ser emitidos quaisquer juízos de valor ou críticas ao texto original. Para quem lê este resumo. 2000. oferecidos a professores já licenciados em uma graduação entre 1970 e 2000. A. A. As . métodos e técnicas utilizados. Os dados da pesquisa foram coletados em cinco instituições de ensino superior. Tem por objetivo examinar a experiência desenvolvida pelos cursos de Complementação Pedagógica em “habilitar o especialista de ensino no professor de 5ª série em diante”. A análise dos dados evidencia que a experiência docente dos alunos facilita a articulação entre a “teoria” (conteúdo veiculado ao curso) e a “prática” (pedagógica) na formação do especialista. 2000. Dissertação de Mestrado em Educação. prevista pelo Parecer 252/69 do MEC. Esta modalidade do curso de Pedagogia. Trata-se de trabalho vinculado à linha de pesquisa “Avaliação Institucional”. para professores já licenciados em uma graduação. O segundo tipo de resumo é o Informativo ou Analítico. U. U. Neste caso o autor do resumo deve procurar salientar as principais idéias. PUC – Campinas. professores e coordenadores de curso nos anos de 1989 e 2000. os objetivos. PUC – Campinas. Exemplo: PINTO. 115 p. 115 p. foi oferecida de 1970 ao ano 2000. Dissertação de Mestrado em Educação. pode dispensar a leitura do original.

teses. 2000. Caso você deseje poderá encontrar outros exemplos de resumos na biblioteca. PUC – Campinas. normalmente deve contemplar as seguintes características: • Linguagem objetiva. Dissertação de Mestrado em Educação. apenas síntese.33 conclusões do estudo são interpretadas no interior do debate atual sobre o curso de Pedagogia. É aquele que apresenta uma síntese e uma crítica ao conteúdo do texto original. o resumo crítico é considerado uma resenha. recomendando ao final que a formação do pedagogo escolar seja acessível somente aos professores com experiência em sala de aula. próximo assunto a ser abordado. Boa parte dos autores afirma que os resumos são exercícios que não incluem crítica. . Pode dispensar a leitura do original somente quanto às conclusões. As conclusões do estudo são interpretadas no interior do debate atual sobre o curso de Pedagogia. recomendando ao final que a formação do pedagogo escolar seja acessível somente aos professores com experiência em sala de aula. dissertações e TCC´s. porém são salientadas as conclusões. U. Exemplo: PINTO. onde é feito um sumário narrativo do texto. em periódicos científicos. Trata-se de um formato híbrido. 115 p. De acordo com Medeiros (2004) um resumo. A. O quarto e último tipo de resumo é o Resumo Crítico. O terceiro tipo é o Resumo Informativo/Indicativo. oferecidos a professores já licenciados em uma graduação entre 1970 e 2000. Trata-se de trabalho vinculado à linha de pesquisa “Avaliação Institucional”. Assim. . Tem por objetivo examinar a experiência desenvolvida pelos cursos de Complementação Pedagógica em “habilitar o especialista de ensino no professor de 5ª série em diante”. Os cursos de complementação pedagógica e a formação de pedagogos na cidade de São Paulo (1970-2000). semelhante ao resumo Indicativo.

• Resumo do conteúdo. a extensão deverá ser: • Resumo de notas e comunicações breves = 100 palavras. científico.34 • Pouca ou nenhuma utilização de trechos inteiros copiados do original. Finalmente. Quanto ao conteúdo. • Identificação do tipo do texto (literário. • Resumo de artigos e monografias = 250 palavras. De acordo com a ABNT. acadêmico. • A primeira frase explica o assunto do texto. talvez o aspecto mais característico de um resumo: a extensão. Atualmente nao é mais necessário contar as palavras. didático. • Resumo de relatórios e teses = 500 palavras. • Usa-se. etc. • Evita-se enumeração de tópicos. . Quanto ao estilo de redação: • Frases concisas. Contar Palavras. Quanto à estruturação: • Referência bibliográfica. dependerá do tipo de resumo que se pretende redigir (ver a definição dos tipos de resumos).). • Respeita a ordem de apresentação de idéias e fatos do texto original. preferencialmente os verbos em voz ativa e na terceira pessoa do singular. pois pode ser utilizado o recurso específico do MSWord disponível no menu Ferramentas. dependendo do tipo do texto original.

6 Resenhas: Exercícios para Desenvolver Resistência e Capacidade Cardiovascular As resenhas são exercícios mais complexos do que os resumos e. esotérico. que outros trabalhos já fez. o que ele pensa. também há modalidades diferentes de resenhas (Medeiros. tese. informações sobre o(s) autor(es) e tradutor(es). religioso. • apresentar uma avaliação da obra e a quem ela se destina (a obra será de proveito para quem. conclusões e metodologia (quem é o autor. destacando a perspectiva teórica adotada. capítulos. científico. Ao escrever o resenhista deve: • descrever as características estruturais da obra (número de páginas. para que se decida pela leitura ou não do original. o gênero (literário. O principal objetivo da Resenha é oferecer informações suficientes ao leitor. capítulos. 2004): • RESENHA DESCRITIVA – Dispensa apreciação crítica do resenhista. portanto. • expor o quadro de referências do autor (quais as bases filosóficas e teóricas do autor). contém resumo da obra. exigem preparo e amadurecimento para serem realizadas. para estabelecer comparação com outras obras da mesma área e maturidade intelectual para fazer avaliação e emitir juízo de valor. romance. negócios. etc. teatro. Definitivamente não é para atletas em início de carreira. índices).35 2. De acordo com Andrade (2001) a resenha é um trabalho que exige domínio do assunto. ensaio. acadêmico. assuntos tratados. quando e por que?). dissertação. • relatar as credenciais do autor. etc). número de páginas. . Porém são destacadas a estrutura da obra (partes. pelo menos não como jogo oficial. qual a sua posição final e qual o processo que ele utilizou para coletar. suas idéias. dimensões. tratar e analisar as informações necessárias para confecção do texto).) e o método adotado. A exemplo dos resumos.

coerência. objetivos propostos. antes do resumo ou da resenha e não ao final como nos papers ou monografias. resolução dos objetivos propostos. coerência. comparativo. • RESUMO DA OBRA – principais idéias e características. formação. • METODOLOGIA – dedutivo. na medida do possível. problema abordado. estatístico. outras obras publicadas. suas contribuições. A estruturação de uma resenha deve contemplar.). títulos. Observe o quadro comparativo: . É importante relembrar que tanto nos resumos quanto nas resenhas a referência bibliográfica deve aparecer no topo da folha. para que curso). • CRÍTICA DO RESENHISTA – julgamento da obra. • CREDENCIAIS DO AUTOR – informações sobre o autor (nacionalidade. as seguintes partes: • REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA – incluindo número de páginas e formato (livros). originalidade. para que disciplina. são acrescentadas a crítica do resenhista (contribuição.36 • RESENHA CRÍTICA – Exige a crítica do resenhista. • QUADRO DE REFERÊNCIA DO AUTOR – apontar a teoria ou modelo teórico utilizados pelo autor como fundamento da obra. histórico. originalidade. descrição dos capítulos ou partes da obra. etc) e as indicações (a quem é destinada a obra. estilo do autor. • CONCLUSÕES DO AUTOR – solução do problema. Além do que compõe a Resenha descritiva. • INDICAÇÕES DO RESENHISTA – a quem ou para que a obra é indicada. indutivo. etc. consecução dos objetivos. possibilidade de ser utilizada como obra didática. estilo do autor. necessidade ou não de conhecimento prévio para a compreensão. etc.

37 RESUMOS •Apenas narra ou apresenta de maneira sucinta as idéias do autor do texto original.Níveis de abrangência modalidades de Resumos e Resenhas entre as . apresenta narrativa sobre o autor e o resumo da obra e disserta avaliando a obra. serve para que se tenha uma visão resumida. podendo até dispensar a leitura do texto original. a seguir: Resenha Crítica Resumo Resumo Crítico Crítico Resumo Resumo Analítico Analítico Resumo Resumo Descritivo/Analítico Descritivo/Analítico Resumo Resumo Descritivo Descritivo Resenha Resenha Descritiva Descritiva Figura1 . •O objetivo do resumo é informar do que se trata o texto. mas completa do texto original. comparando-a a outras e destacando a quem se destina •Na modalidade Resenha Descritiva. como demonstra a Figura 1. •O objetivo é oferecer informações suficientes para que o leitor da resenha decida-se por ler ou não ler o texto original. RESENHA •Descreve a estrutura do texto original. pode-se identificar um crescendo em relação a abrangência e complexidade. •Na modalidade de resumo Analítico. o julgamento do resenhista é dispensado. Quadro 1 Características diferenciadoras entre Resumos e Resenhas Quando se coloca lado a lado resumos e resenhas.

edu.br O homem moderno e civilizado preferiria pensar que a violação sistemática dos princípios morais por parte dos cientistas ocorria em séculos anteriores e não em tempos recentes. . porém não é assim (POLIT. HUNGLER.38 ASPECTOS ÉTICOS NA PESQUISA Oswalcir Almeida de Azevedo oswalcir. 1997).azevedo@unasp.

Desde a construção do projeto. especialmente aqueles em que estejam envolvidos seres humanos. Como afirmam Polit e Hungler (1995) “quando são utilizados indivíduos como sujeitos de investigação científica. 3) tratamento dos dados. No campo da pesquisa. entendeu-se ser importante inserir nesta obra uma seção com orientações sobre como proceder na condução de estudos de cunho científico. encontramos outro conceito fundamental que é o de Bioética.39 3 INTRODUÇÃO Ética é a ciência que trata dos padrões de conduta nas relações humanas. o pesquisador deve ter cuidado com os aspectos éticos referentes a: 1) utilização de textos de suporte teórico e revisão bibliográfica. legais e sociais que possui ante os sujeitos de sua investigação”. 2) respeito aos direitos humanos. A “ciência da moral” menciona Buarque de Hollanda (1985). já Polit e Hungler (1997) vinculando o conceito ao âmbito da pesquisa assim a definem: “sistema de valores que determina o grau com que os procedimentos do investigador se apegam ás obrigações profissionais. 4) autoria do trabalho. 1994). precisa-se ter muito cuidado para assegurar que seus direitos estejam protegidos”. (1994) define ética como conjunto de “códigos ou princípios que regem a conduta correta”. Embora a literatura de metodologia científica pouco trate das questões éticas. O ponto central destes direitos envolve a possibilidade de optar soberanamente em participar ou não de determinado estudo após receber as informações que permitam ao sujeito tomar uma decisão de forma esclarecida. Bioética é definida como: “obrigações de natureza moral relacionadas à pesquisa biológica e suas aplicações” (DORLAND’S. O cuidado no sentido de garantir os direitos da pessoa humana deve ser a preocupação maior da equipe de pesquisa. . O dicionário médico Dorland’s.

indicando-se os dados bibliográficos que permitam ao leitor saber onde encontrar o texto original. e o direito de se manterem no anonimato. Práticas que não respeitem este direito devem ser banidas dos procedimentos de coleta de dados. a liberdade dos colaboradores em optar por participar do estudo e de sair do mesmo no momento em que desejar sem sofrer qualquer descontinuidade no tratamento ou atendimento. . que estabelece as Diretrizes e Normas Regulamentadoras da pesquisa envolvendo seres humanos que pode ser encontrada no site do Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP). Requer-se da equipe de pesquisa.1 Suporte Teórico e Revisão Bibliográfica É necessário que cada texto de onde forem extraídos trechos ou idéias. Ninguém pode ser forçado a participar de um estudo.2 Respeito aos Direitos Humanos O segundo aspecto se refere ao cuidado com a manutenção de um direito inalienável do ser humano: o exercício do livre-arbítrio. por mais simples que seja. Deve ser assegurado a todos os participantes o direito de tomar uma decisão de forma autônoma. Normatiza esta questão a Resolução 196/96 do Ministério da Saúde. descritas nos próximos capítulos. Isto tornará possível encontrar a fonte. que apresente aos sujeitos um documento denominado Termo de Consentimento Livre e Esclarecido o qual explicita as intenções dos pesquisadores. esclarecidamente. caso deseje ampliar seu conhecimento sobre o tema. consulte o Capítulo 6 deste manual. Em todas as circunstâncias as pessoas devem ser respeitadas. seja mencionado corretamente. sem coerção. Para saber como proceder.40 3. 3. A inserção de partes de um texto sem a respectiva menção dos autores consiste em plágio. definem que informações devem ser disponibilizadas. As normas da ABNT.

Portanto. São desonestas as omissões “convenientes” (descarte dos resultados indesejáveis) feitas a fim de se conseguir um valor estatisticamente significante com os resultados de estudos quantitativos. tomando-se o cuidado necessário para garantir permanentemente o anonimato das pessoas que participaram como sujeitos da pesquisa. formulários. Os registros obtidos por meio de questionários. 3.4 Autoria do Trabalho Conforme estabelecido nos Uniform Requirements for Manuscripts Submitted to Biomedical Journals (conhecidos como Normas de Vancouver) são autores apenas aqueles que participaram suficientemente do trabalho para compartilhar a responsabilidade pública por seu conteúdo. aprovação da versão final para publicação (SPECTOR. nas produções acadêmicas. simpósios e outros eventos de cunho científico. Para ser considerado co-autor é necessária participação em cada uma das seguintes fases do estudo: concepção do projeto ou na análise e interpretação dos dados.41 3. devem ser destruídos. fitas gravadas. Após o período determinado. seminários. O mesmo se dá quando do envio para publicação. congressos. devem ser utilizados apenas para os objetivos do estudo e guardados em local de acesso exclusivo dos pesquisadores. filmagens. Spector (2002) recomenda que o coordenador do projeto guarde os originais de forma organizada e em local de fácil acesso para consulta. Havendo qualquer dúvida poderão ser revisados. 2002). durante cinco anos. orientandos e orientadores são autores e seus nomes devem constar no trabalho onde quer que ele seja apresentado: para bancas examinadoras.3 Tratamento dos Dados É necessário honestidade na apresentação dos resultados obtidos na pesquisa. A retirada de nomes de algum autor ao ser enviado o trabalho para publicação ou evento científico (especialmente quando o número de autores . redação inicial ou na revisão crítica do manuscrito.

visando regulamentar a condução dos trabalhos científicos na área da saúde. causando sofrimento e mesmo a morte – gerou um movimento de repúdio na comunidade internacional. Só há exceção quando é estabelecido acordo prévio entre os autores. orientando os pesquisadores e servindo como órgão regulador das práticas investigativas em humanos. Em 1982. Este movimento resultou na elaboração do Código de Nuremberg em 1947. No Brasil.4. e não pode ser feita. e pela Declaração de Helsinque em 1964. seguido pela Declaração dos Direitos do Homem em 1948. A mesma Resolução estabelece o Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP). Quatro princípios básicos estão associados às práticas bioéticas preconizadas na Resolução 196/96 quanto à conduta na pesquisa com seres humanos: • Autonomia . que passa a emitir parecer sobre os projetos de pesquisa a nível nacional. o Ministério da Saúde elaborou a Resolução 196/96 que apresenta as Diretrizes e Normas Regulamentadoras de Pesquisas Envolvendo Seres Humanos um documento. em 1996. quando a pesquisa for realizada com seres humanos. sob pena de impugnação da apresentação pelo co-autor excluído. Estado Unidos e outros países. tendo como base a Declaração de Helsinque.1 Resolução 196/96 A utilização de seres humanos em pesquisas. eminentemente no período da II Guerra Mundial – durante o qual experimentos foram levados a efeito pela comunidade médica militar na Alemanha. 3. fere os princípios éticos. 2004).42 excede o limite). Estes documentos estabelecem as regras que pesquisadores do mundo todo devem respeitar. a Organização Mundial de Saúde elaborou as Diretrizes Internacionais Propostas para a Pesquisa Biomédica em Seres Humanos (HADDAD. utilizando seres humanos sem consentimento prévio.

procedimentos de coleta de dados. o direito do indivíduo decidir por si próprio.4. mesmo que sem intenção. deve-se obter autorização do responsável legal. objetivos.3 Não-maleficência Bastante controverso. comunidades indígenas. . Caso não queira participar. entre outros. mesmo com autorização do responsável deve haver consentimento por parte de quem se submete aos procedimentos da pesquisa. Ninguém pode legitimamente tomar decisões por outro. em temas controversos”. De acordo com Spector (2001) garantir que danos previsíveis sejam evitados. Pessoas que não podem responder por si próprias: menores de idade.43 • Não maleficência • Beneficência • Justiça 3. a pessoa não poderá ser obrigada ou coagida a fazê-lo. Goldim (2005) comenta que a não-maleficência está associada ao princípio “que justifica não fazer pequenas concessões. Toda pessoa adulta tem este direito assegurado por lei. Havendo possibilidade de dano. indivíduos considerados incapazes. Ao ser abordada quanto a participar de um estudo. aparentemente sem maiores conseqüências.2 Autonomia Considera-se autonomia. 3. alternativas no caso de tratamentos ou uso de técnicas novas. a pessoa deve ser respeitada em seu desejo. quando este está no pleno domínio de suas faculdades físicas e mentais. tempo requerido. Cabe ao pesquisador oferecer as informações que sejam necessárias à tomada de decisão: tema. Entretanto. devem ser usados outros métodos.4. este princípio estabelece que nenhum procedimento de pesquisa possa causar dano. riscos envolvidos.

e cumpre divulgar os resultados para os sujeitos a fim de que estes se beneficiem com eles. Mesmo . Não são admitidos maus-tratos. 2005).4 Beneficência Para Spector (2002) é a ponderação entre riscos e benefícios. que pode ser obtida no site: http://www.5 Justiça ou Eqüidade Justiça é um princípio moral. independentemente de desejá-lo ou não (GOLDIM. O Princípio da Beneficência é o que estabelece que devemos fazer o bem aos outros. não perdendo o sentido de sua destinação sócio-humanitária. Pode-se dizer. de 08 de maio de 1979. Os resultados obtidos devem trazer benefício aos que forneceram as informações – entendendo-se como tal. o que garante a igual consideração dos interesses envolvidos.44 Por uma espécie de efeito cascata.htm. é a relevância social da pesquisa com vantagens significativas para os sujeitos da pesquisa e minimização do ônus para os sujeitos vulneráveis. causar-lhes sofrimento ou dor. Pesquisas realizadas com animais devem seguir o que está expresso na Lei 6638. certas concessões podem levar a outras. que é a contribuição que o estudo trará para os que dele participarem diretamente.br/lei6638. escritas ou resultantes de outros tipos de mensurações.bioetica. individuais ou coletivos. 3. Conforme estabelecido na própria Resolução 196/96. é quando a equipe de pesquisa se compromete a promover o máximo de benefícios e o mínimo possível de danos e riscos. de forma sucessiva. 3. Por este motivo os trabalhos realizados devem ser úteis para algum fim claro. embora pequenas. as de natureza oral. exceto se a dor for o alvo do estudo. portanto. atingindo proporções que fogem ao controle do pesquisador. Os animais merecem ser tratados com dignidade e de forma humanitária.4. tanto atuais como potenciais.4.ufrgs.

45 neste caso. o projeto será avaliado pelo comitê da instituição de origem dos investigadores. por meio de consulta a documentos que contenham informações referentes aos sujeitos do estudo. estejam sendo obedecidos rigorosamente. São considerados neste caso dados obtidos diretamente dos informantes ou indiretamente. já descritos.gov. os pesquisadores não poderão iniciar a coleta de dados. A revisão do projeto por este órgão visa garantir que os princípios estabelecidos na Resolução 196/96. há que se tomar cuidados reduzindo ao mínimo necessário o número de espécimes na amostra. após o que a proposta é revisada e emitido novo parecer. Arquivos de recursos humanos. sob pena de a proposta ser indeferida. . Para a análise da proposta. no endereço eletrônico: http://conselho. prontuários impressos ou em meio eletrônico estão aí incluídos.saude. é imprescindível que os objetivos. O prazo para obter a resposta do CEP aos pedidos de análise do projeto variam de instituição para instituição. que envolva seres humanos.5 Encaminhamento dos Projetos ao Comitê de Ética em Pesquisa Todo projeto de pesquisa. e vir acompanhado da Folha de Rosto de pesquisa envolvendo seres humanos que pode ser obtida. deve ser submetido à apreciação de um Comitê de Ética em Pesquisa (CEP). com as correções ortográficas e metodológicas necessárias. No caso de alguma impropriedade. Antes da emissão do parecer do CEP. procedimentos ou protocolos de pesquisa estejam descritos de forma detalhada fornecendo aos membros do Comitê os elementos necessários à emissão do parecer que autoriza o início da coleta de dados da pesquisa.br/docs/FolhaRosto0312. o projeto deverá ter sido revisado pelo orientador. preferencialmente o da instituição onde será realizada a Coleta de dados. Caso a instituição não possua um Comitê de Ética.doc. mas não é inferior a 30 dias. 3. A fim de ser encaminhado à CEP. o Comitê solicita aos proponentes do projeto que façam as correções necessárias.

o que requer tempo. sem omitir informações.5. notificá-lo deste fato. dos quais são destacados: • linguagem – evitar termos técnicos que sejam de difícil compreensão para os sujeitos da pesquisa. sabendo que havendo necessidade de reformular alguma etapa do projeto. • informações sobre o projeto – devem ser apresentados os objetivos. Caso seja necessária alguma omissão por razões metodológicas. no qual são expostas ao participante voluntário. serão necessários mais alguns dias para a resposta final. desrespeitando os direitos das pessoas. discriminando os desconfortos rotineiros dos procedimentos daqueles relacionados com a pesquisa em si. • riscos e desconfortos – quando previsíveis devem ser informados. . sendo ideal um texto compreensível para pessoas com escolaridade até 8ª série. é o documento elaborado pelo pesquisador. Consentimento Pós-informação.46 Portanto os pesquisadores devem providenciar com a devida antecedência o envio do material para apreciação. • benefícios – apresentar os prováveis benefícios pessoais e sociais. isto deve ser informado ao Comitê de ética. mas sim de evitar que sejam cometidas infrações éticas. 3. justificativas e os procedimentos a serem utilizados. por isto o projeto deve ser elaborado cuidadosamente para evitar idas e vindas. Caso não haja benefício direto para o sujeito. A Resolução 196/96 prevê também que cada alteração no protocolo de pesquisa seja apreciada pelo CEP. Não há por parte do CEP intenção de inviabilizar os trabalhos. as informações necessárias para que o mesmo tome a decisão sobre sua participação no estudo de forma esclarecida e autônoma.1 Termo de Consentimento Também denominado Consentimento Informado ou ainda. Francisconi e Goldim (2005) comentam alguns elementos que devem estar presentes no Termo de Consentimento Informado.

e o anonimato do participante deve ser mantido todo tempo. identificadas com o nome do participante e do representante legal. Em situações especiais como uso de informações em bases de dados ou de prontuários. o pesquisador poderá solicitar a dispensa do uso do Termo de Consentimento ao Comitê de Ética em Pesquisa. terá uma das vias arquivada pelo pesquisador e a outra pelo sujeito da pesquisa. contribuirão ao bom andamento da pesquisa respeitando os padrões bioéticos. • crianças e adolescentes – sempre que forem estes os colaboradores. Estas orientações. Um número de documento do participante também deverá ser anotado no termo. devem ser tomadas as assinaturas dos pais ou responsáveis. . datadas e assinadas. Entretanto o pesquisador não tem autonomia para decidir sobre esta questão. o pesquisador poderá ressarcir eventuais gastos que o voluntário tiver decorrentes da pesquisa com alimentação e/ou traslados. • indenização ou compensação por danos – embora não seja permitido no país a remuneração por participação em pesquisas.47 • voluntariedade – o voluntário deve ter a garantia de que a qualquer momento poderá deixar o estudo sem que isto represente qualquer prejuízo para o seu atendimento dentro da instituição onde o projeto está sendo realizado. evitam-se selecionar voluntários que possam ser coagidos de alguma maneira. • assinaturas – o Termo de Consentimento. contudo a partir dos sete anos as crianças e adolescentes devem ser informados sobre o que será feito e respeitados quanto a sua decisão em participar ou não da pesquisa. • confidencialidade e anonimato – as informações coletadas devem ter garantia de privacidade. preenchido em duas vias. uma vez seguidas. para permissão do estudo. ou por seu representante legal. o qual julgará a propriedade do pedido. se houver.

descrevendo seus objetivos. transgredindo um requisito básico na pesquisa que é seu anonimato. salientando a importância da veracidade das respostas. pois esta prática permitirá a identificação do informante. Antes de ser assinado o Termo de Consentimento. pedindo a colaboração dos respondentes. 3.48 A apresentação do Termo de Consentimento junto aos instrumentos de pesquisa é um erro.2 Carta de Apresentação e Termo de Esclarecimento Por vezes é enviado um texto apresentando a proposta do estudo. objetivos. Este texto é chamado Carta ou Termo de Apresentação. Para facilitar a construção deste importante instrumento são apresentados a seguir dois exemplos. confidencialidade e demais informações solicitadas pelo mesmo. e visa suprir as orientações que não são possíveis oferecer de outra forma. ou outra razão qualquer. riscos. devem ser oferecidas a cada sujeito as explicações quanto ao tipo de estudo. . e o prazo para devolução. voluntariedade. pois o pesquisador não estará presente – o questionário foi enviado por correspondência ou sua entrega por outra pessoa facilita o anonimato.5. bem como a forma como deverá ser devolvido o questionário. Garanta que o respondente não será identificado ao devolver o Termo de Consentimento o qual deve prever a permissão para divulgação dos resultados e oferecer segurança quanto ao sigilo da fonte. benefícios. procedimentos. Neste caso tenha certeza de que as informações sejam suficientes para permitir a compreensão da finalidade do trabalho e conquistar o respondente a fim de que ele colabore dando respostas fidedignas. Para tal fim questionário e Termo de Consentimento devem ser apresentados em folhas diferentes.

. o portal de Bioética foi criado.ufrgs.3 Folha de Rosto para Pesquisa Envolvendo Seres Humanos A Folha de Rosto.5. alguns dos quais foram utilizados como base para este capítulo.saude.49 3.41/sisnep/pesquisador/ . Os materiais contidos no portal têm finalidade basicamente para pesquisa e ensino em Bioética.Sistema Nacional de Informação sobre Ética em Pesquisa envolvendo Seres Humanos tem como objetivo beneficiar os envolvidos em pesquisas permitindo: o Facilitar o registro das pesquisas envolvendo seres humanos. • http://200. Este documento é padronizado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa. As informações sobre o Pesquisador Responsável solicitadas neste documento devem ser preenchidas com os dados do orientador no caso dos trabalhos acadêmicos. As informações sobre outros membros do grupo de pesquisa são descritas no projeto.130.214.SISNEP . 3.br/docs/FolhaRosto0312. em fevereiro de 1997. José Roberto Goldim.bioetica. na página 2: http://conselho.br . Dr. obrigatoriamente deve ser preenchida antes da entrega do projeto ao Comitê de Ética da instituição onde se pretende realizar a pesquisa.gov.doc. e é mantido sob a responsabilidade do Prof.6 Endereços Eletrônicos Úteis São apresentados a seguir alguns endereços úteis para esclarecimento sobre as questões de ética na pesquisa: • http://www.Elaborado por pesquisadores do Núcleo Interdisciplinar de Bioética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. pode ser obtido no endereço eletrônico abaixo e já vem com as instruções de preenchimento. Há grande riqueza nos textos contidos neste portal.

3.br/comissao/eticapesq. aprovadas pelo Conselho. especialmente.saude. o Facilitar aos pesquisadores o acompanhamento da situação de seus projetos. . entre outros assuntos.datasus. deliberativa. a documentação relacionada com ética em pesquisa: o Registro. normativa e educativa.gov.htm A ou Comissão Nacional de Ética em Pesquisa – CONEP – órgão do Conselho Nacional de Saúde (CNS) foi criada através da Resolução 196/96. o Permitir o acompanhamento dos projetos já aprovados (em condições de serem iniciados) pela população em geral e. Neste site é encontrada. • http://www. o Documentos requeridos para apresentação de projetos de pesquisa. renovação de registro e acompanhamento dos CEPs. pelos participantes nas pesquisas.br/conselho/comissoes/etica/conep. com a função de implementar as normas e diretrizes regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. o Roteiro de parecer consubstanciado a ser emitido pelos CEPs.50 o Orientar a tramitação de cada projeto para apreciação ética antes de seu início. Os exemplos foram adaptados para o UNASP. Tem função consultiva. atuando conjuntamente com uma rede de Comitês de Ética em Pesquisa .7 Termo de Consentimento Estes modelos podem ser obtidos nos endereços eletrônicos citados e poderão servir de base para elaboração de outros termos. o Fluxograma para tramitação dos projetos.gov.CEPorganizados nas instituições onde as pesquisas se realizam.htm http://conselho.

Portanto sua participação é muito importante... medir . o participante colaborador ou sujeito do estudo . 1 ... sem prejuízo no seu atendimento. (Depois de lido e explicado o que estiver expresso no documento com os detalhes de esclarecimento. Os objetivos deste estudo são (colocar sumariamente) e caso você participe. O modelo 1 foi consultado no endereço eletrônico: http://www.). não aparecendo em qualquer momento do estudo.. Seu nome será mantido em sigilo. Você poderá ter todas as informações que quiser e poderá não participar da pesquisa ou retirar seu consentimento a qualquer momento.51 Modelo 11 Termo de Consentimento Você possui as características adequadas a uma pesquisa que estamos iniciando que são: (descrever as características que fazem do sujeito um candidato á pesquisa) e está sendo convidado a participar do estudo intitulado (nome do estudo).. será necessário (responder perguntas sobre . . . Estudos semelhantes têm permitido diversos avanços na área da saúde. etc. consultas de enfermagem semanais.htm Acesso em: 15 dez 2005.br/ pesquisa/cep/cep-modificacoes/cep-internet/modelo_de_termo_de_consentimento. etc.. você não receberá qualquer valor em dinheiro. permitindo novas descobertas e melhores formas de lidar com as doenças. mas terá a garantia de que todas as despesas necessárias para a realização da pesquisa não serão de sua responsabilidade..). coletar sangue para . se houver possibilidade de que eles ocorram: Você poderá ter algum desconforto quando receber uma picada para colher o sangue do seu braço.fmtm. (Em caso de não haver riscos ou desconfortos: Não será feito nenhum procedimento que lhe traga qualquer desconforto ou risco à sua vida) (Ou especificar todos os desconfortos. Pela sua participação no estudo.. descrita na página seguinte).deve assinar a parte final do documento.

/ ... .. Sei que meu nome não será divulgado.. Assinatura (do voluntário ou Número do RG responsável legal): Assinatura responsável: do pesquisador Assinatura do pesquisador orientador: de contato dos Telefone pesquisadores: Em caso de dúvida em relação a esse documento.. você pode entrar em contato com o Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário Adventista de São Paulo pelo telefone (número com DDD)..52 Descrição dos Esclarecimentos Termo de Consentimento Livre.... sem justificar minha decisão e que isso não afetará minha relação com a instituição onde estou sendo atendido. São Paulo... que não terei despesas e não receberei dinheiro por participar do estudo.. li e/ou ouvi o esclarecimento acima e compreendi para que serve o estudo e qual procedimento a que serei submetido......... A explicação que recebi esclarece os riscos e benefícios do estudo............ Eu concordo em participar do estudo./.. Eu entendi que sou livre para interromper minha participação a qualquer momento. Após Esclarecimento Eu.... (nome do voluntário)... ...

que fui devidamente esclarecido sobre o Projeto de Pesquisa intitulado: ________________________(Título do trabalho)_____________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ desenvolvido pelo(a) aluno ______________________________________________ do Curso ______________________________do Centro Universitário Adventista de São Paulo. de de 200__ O modelo 2 foi consultado no endereço eletrônico: http://www. quanto aos seguintes aspectos: a) justificativa. __________________________________. e) garantia de esclarecimentos antes e durante o curso da pesquisa. sem penalização alguma e sem prejuízo ao seu cuidado. assegurando-lhe absoluta privacidade. consinto voluntariamente (em participar/que meu dependente legal participe) desta pesquisa. f) liberdade de se recusar a participar ou retirar seu consentimento. DECLARO para fins de participação em pesquisa. sobre a metodologia. g) garantia de sigilo quanto aos dados confidenciais envolvidos na pesquisa. DECLARO.unit. que após ter sido convenientemente esclarecido pelo pesquisador e ter entendido o que me (nos) foi explicado. em qualquer fase da pesquisa. objetivos e procedimentos que serão utilizados na pesquisa. outrossim.53 Modelo 22 TERMO DE CONSENTIMENTO Eu. com informação prévia sobre a possibilidade de inclusão em grupo de controle e placebo. RG ____________. h) formas de indenização diante dos eventuais danos decorrentes da pesquisa. b) desconfortos e riscos possíveis e os benefícios esperados. São Paulo.doc Acesso em: 15 dez 2005. 2 . c) métodos alternativos existentes. na condição de (sujeito objeto da pesquisa/representante legal do sujeito objeto da pesquisa). i) formas de ressarcimento das despesas decorrentes da participação na pesquisa. d) forma de acompanhamento e assistência com seus devidos responsáveis. abaixo qualificado.br/ CEP/Termo-de-Consentimento-Livre-e-Esclarecido.

..........................Cep:.....Tel................. / ...................... Natureza da Representação:........................................................... RG:..................:./..... __________________________ Assinatura do Declarante Representante legal:.........................................Apto:............................. Sexo: M ( ) F( ) Endereço: ............ Cidade:................ cumprindo todas as exigências contidas nas alíneas acima elencadas e que obtive..... Apto: .......... Cidade:..... RG:........................................................ São Paulo................. para fins de realização de pesquisa.. Bairro:........ nº......................................................./.... ter elaborado este Termo de Consentimento................... de forma apropriada e voluntária........ de de 200..................................54 TERMO DE CONSENTIMENTO Sujeito da Pesquisa: (Nome):.......................................... Sexo: M ( ) F( ) Endereço:................................ Data de nascimento:................ Cep:.............................................................. __________________________ Assinatura do Declarante DECLARAÇÃO DO PESQUISADOR DECLARO...... / ........ Bairro:........................................................................................... o consentimento livre e esclarecido do declarante acima qualificado para a realização desta pesquisa....................................... Tel..........................nº................... __________________________ Assinatura do Pesquisador ..:........... Data de nascimento:.......

edu. que se referem ao processo da pesquisa científica e da lógica da ciência. poder e limites da capacidade perscrutadora da consciência.martins@unasp. que precisa conhecer a natureza do seu trabalho. a reflexão sobre o trabalho que executa. o exame dos problemas epistemológicos que a penetração no desconhecido do mundo objetivo suscita. Porto elias. não podem ficar à parte do campo de interesse intelectual do pesquisador.edu.br Qualquer que seja o campo de atividade a que o trabalhador científico se aplique. e tantas outras questões deste gênero.edu. p.porto@unasp. a determinação da origem.. porque.55 A CONSTRUÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA Elias F. 1979.gomes@unasp.3). os suportes sociais e as finalidades culturais que o explicam. .. os fundamentos existenciais..br Leonardo Tavares Martins leonardo.br Paulo Gomes Lima paulo. este é constituído da sua própria realidade individual (VIEIRA PINTO.

é no projeto de pesquisa que se explicita o problema a ser estudado. Ao se formular um problema de pesquisa. entretanto. p. uma vez que são eles que proporcionarão diretrizes metodológicas válidas dentro das convenções científicas. 2003. qual campo do conhecimento. o . por isso ao elaborar o projeto. 1999): 4.56 Para que qualquer pesquisa científica seja desenvolvida é necessário o estabelecimento de um projeto de pesquisa. Por exemplo. todo projeto. no mínimo. na verdade “não existe um padrão rigidamente estabelecido e imutável” (GONSALVES. Tem-se. deve reunir. que teorias e metodologias ajudarão o pesquisador na realização de seus objetivos (metodologia). Quando o problema é formulado como uma questão. demonstrando que o pesquisador já conhece o que a literatura apresenta sobre o assunto (desenvolvimento do tema) e todas as fontes consultadas para desenvolvimento do projeto (bibliografia). local epistemológico e época em que se situa a problemática (introdução). os elementos citados anteriormente. facilita a identificação da problemática que se deseja estudar. em quanto tempo o estudo será realizado (cronograma). precisamos considerar algumas regras importantes (GIL.1. 4. deve-se ter claramente qual é questão à qual se deseja uma resposta.13). O projeto de pesquisa é o planejamento prévio da pesquisa que sistematiza todas as etapas que serão realizadas no desenvolvimento da mesma. o projeto de pesquisa deverá apontar para o problema a ser estudado e para o procedimento adotado para estudá-lo. o que o estudo pretende demonstrar ou explicar (objetivos). uma apresentação do tema da pesquisa. a relevância de se estudar determinado assunto (justificativa).1 O Problema Deve Ser Formulado Como Uma Pergunta O problema deve responder a algo que inquiete o pesquisador.1 PROJETO DE PESQUISA Um projeto pode ser organizado de diferentes formas. para que tenha pertinência científica. por exemplo. Assim.

Atenção ao escolher as palavras para que não haja contradição nem sentido diferente ao pretendido.2 O Problema Deve Ser Delimitado a Uma Dimensão Viável O projeto deve ser exeqüível. ao formular o problema certifiquese de que a execução do projeto é viável. Como um problema possui muitas dimensões. confuso sobre qual a pretensão do pesquisador (quais operários? de que política pública? de algum governo específico?) . Assim. percebe-se que está muito abrangente. o pesquisador deverá selecionar somente aquela(s) que interessa(m) ao estudo a ser realizado. 4. um projeto que se proponha a analisar o conceito de operários sobre a política pública mostra-se incompleto e. Caso o problema não esteja claro. pois sem a devida delimitação isto seria inviável (quais crianças seriam estudadas? todas as brasileiras? todas as crianças do mundo? todas as crianças de escola particular?).1.1. portanto.57 tema: “a relação entre nutrição e obesidade”. ou seja. Por exemplo.3 O Problema Deve Ter Clareza Os termos utilizados na construção do projeto devem ser claros e precisos. o problema fica mais evidente e é possível compreender sua delimitação. veja como poderíamos transformar este tema em um problema corretamente formulado: “Que hábitos alimentares podem estar relacionados com a obesidade em escolares da terceira série do ensino fundamental de uma escola particular do município de São Paulo?” 4. não caberia propor um projeto de pesquisa para estudar a obesidade e as crianças. mas quando formula-se uma pergunta. haverá dificuldade em se compreender qual a pretensão do projeto.

4 O Problema Deve Apresentar Bases Científicas Para a Análise Qualquer que seja o tipo de pesquisa proposto no projeto.1 Esboço do Projeto de Pesquisa: 1 INTRODUÇÃO 2 OBJETIVOS 3 JUSTIFICATIVA 4 METODOLOGIA 5 DESENVOLVIMENTO DO TEMA 6 CRONOGRAMA 7 ORÇAMENTO 8 REFERÊNCIAS . devem estar contemplados. 4. deve-se usar como ferramentas para análise das informações o que seja aceito academicamente e nunca se apropriar de juízos de valor. de forma particular pois este tipo de procedimento não tem validade científica. 4.2. se os dados a serem analisados forem quantitativos. há similaridade entre as diferentes formas. Assim. deve-se deixar claro qual o procedimento estatístico para tratar tais informações e ao se fazer uso de uma proposta de estudo que seja qualitativa.58 4.2 A Estrutura de Um Projeto de Pesquisa Embora existam diferentes propostas de estrutura de projeto na literatura. Assim. deve-se deixar claro quais as fontes a serem consideradas e qual o procedimento adotado para análise. propomos uma estrutura didática de projeto de pesquisa que pretende ser ao mesmo tempo eficiente e pedagogicamente viável para os pesquisadores iniciantes. mencionados anteriormente.1. pois os itens principais.

Problemas são perguntas que a pesquisa pretende resolver. A delimitação consiste na indicação. Apresente o campo de conhecimento que pertence o assunto e identifique qual é a questão ou o problema a ser pesquisado. porque fez tal opção.2. podemos identificar a delimitação do tema.59 4. Exponha como chegou ao tema de investigação. definindo claramente o campo de conhecimento que pertence o assunto. • Do local ao qual se refere o estudo (local epistemológico da pesquisa): Brasil – Conferências Nacionais de Educação. Situa-se como pano de fundo. situando seus limites e o lugar que ocupa no tempo e no espaço. • Do tempo: anos 20 (época da criação da ABE). decorrente de suas Conferências Nacionais de Educação”. o que demandará uma resposta clara. Coloque o problema em forma interrogativa tornando-o mais diretivo. Ex: “Qual foi o papel desempenhado pela Associação Brasileira de Educação (ABE) no desenvolvimento da educação brasileira?”. se houve antecedentes. apresentando o que envolve o tema escolhido. Exemplo: “Este estudo delimita-se por desenvolver um estudo sobre a contribuição da ABE para o desenvolvimento da educação formal brasileira particularmente na década de 20. as circunstâncias que interferiram nesse processo. Aborde o assunto geral sobre o qual se deseja realizar a pesquisa.1 Apresentação e Delimitação do Tema Delimitação inicial. definindo o campo de conhecimento. No exemplo dado acima.2 Definição dos Itens Essenciais no Projeto de Pesquisa 1 INTRODUÇÃO 1. qual foi a gênese do problema. do tema a ser pesquisado. de modo breve. pois há indicação: • Do campo do conhecimento: história da educação brasileira. .

Contrastar. alunos do ensino fundamental da Escola Adventista de Florianópolis.). Construir. Para formular o objetivo geral. Esclarecer. Interpretar. Assim. O objetivo geral deve ser apenas um e os objetivos específicos podem ser de 3 a 5. Selecionar. Escolher.60 2 OBJETIVOS Nesta parte indica-se o que é pretendido com o desenvolvimento da pesquisa. Deve ser sucinto e sugere-se que inicie com verbo no infinitivo. Desenvolver. Estimar. Estabelecer. . Identificar. Divide-se em objetivo geral e objetivos específicos. Esquematizar. 2003. Discutir. Entender. Criticar. Exemplos: • Formular uma proposta de análise postural para crianças de 7 a 10 anos. Especificar. “O Objetivo é o que você pretende atingir com a sua pesquisa e não o que você vai fazer para atingi-lo” (GONSALVES. Formular. ou seja. Examinar. Determinar. Avaliar. Propor. estes são aspectos secundários do projeto. Comparar. podemos citar. Diferenciar. Localizar. p. Produzir. É importante que os objetivos sejam exeqüíveis. • Comparar o comportamento de crianças escolares em situação de competição e de cooperação. pense em responder à pergunta: o que você pretende com este projeto? (dentre os verbos mais utilizados. Medir.. não é pertinente um objetivo aparentemente importante e bem construído. etc. Classificar. 2.. os objetivos servem para indicar a direção da ação. Decidir.56). Discriminar. • Verificar a incidência de problemas posturais em crianças e adolescentes. Descrever. mas que não poderá ser atingido. Explicar.1 Objetivo Geral Utilizando-se um verbo no infinitivo indica-se qual é a grande questão que procuraremos estudar na pesquisa. como exemplo: Analisar. Documentar. É interessante que este objetivo seja apenas um e que esteja ligado diretamente ao problema levantado pelo pesquisador. Verificar.

61 • Analisar em que grau e em que medida Zeferino Vaz contribuiu para a criação da Universidade Estadual de Campinas. Esta seção deve ser redigida a partir das seguintes perguntas: O que esta pesquisa pode acrescentar à ciência onde se inscreve? (relevância científica). não necessariamente. • Analisar os modelos que foram seguidos na formulação da proposta da Unicamp. o pesquisador procura demonstrar o valor do seu objeto de estudo. mostrará a viabilidade do tema enquanto objeto de pesquisa e indicará as razões de ordem pessoal que o levaram a eleger este tópico do conhecimento. 3 JUSTIFICATIVA Nesta seção. embora com um caráter secundário. no entanto. . também.2 Objetivos Específicos Aspectos que em conjunto propiciam a resolução do objetivo geral. não é interessante que o pesquisador desenvolva mais de 5 objetivos específicos. pois isto poderá dificultar o controle de sua pesquisa. Exemplos: • Destacar a situação do ensino público superior no Estado de São Paulo em geral e no sudeste paulista em particular nos anos 60. buscar alcançá-los difusamente no desenvolvimento do trabalho. destacará a relevância do assunto. Que benefício poderá trazer à comunidade com a divulgação do trabalho? (relevância social). 2. tanto em termos acadêmicos quanto nos seus aspectos de utilidade social. Aqui poderemos elencar mais de um objetivo acessório. Para tanto. mas. • Explicar a atuação direta e papel de Zeferino Vaz como ator expoente na criação da Unicamp. poderá indicar um objetivo específico para cada capítulo ou caso prefira. irão contribuir para que se alcance o objetivo geral. Estes objetivos. Se o pesquisador elaborar de 3 a 5 objetivos específicos.

. Em termos gerais. Ramos Lamar (1998). Assim.” (Atenção: estes exemplos são apenas para finalidade didática. enquanto logos indica estudo sistemático. Witter (1999). . sujeitos da pesquisa e espaço da pesquisa. incluindo aí os procedimentos escolhidos” (GONSALVES. quais são os autores que serão as principais fontes teóricas de sustentação da pesquisa. Neste item do projeto. não se tratando em hipótese alguma de referências específicas). metodologia significa o estudo dos caminhos a serem seguidos. 2003.62 O que levou o pesquisador a se inclinar e. por fim. você deverá deixar claro quais procedimentos pretende utilizar na produção dos dados. Ex: “Este trabalho terá como referencial teórico as contribuições de Barros (2001). escolher. Indique no texto a relação entre o trabalho dos referidos autores e a proposta contemplada em teu projeto e as possíveis diferenças. Associar metodologia a um conjunto de técnicas ou procedimentos para coleta de dados é uma redução da amplitude deste item. Buscando o sentido etimológico de metodologia encontraremos “Méthodos significando o caminho para chegar a um fim..62). por este tema? (interesse). em outras palavras é o percurso ou o caminho a ser percorrido para se alcançar o objetivo estabelecido. p. Silva (2003). quais os principais procedimentos empregados para que todos os objetivos planejados sejam satisfatoriamente alcançados. Lima (2001). 4 METODOLOGIA O quadro teórico-metodológico é o referencial organizativo do “como” a pesquisa será realizada. quais são as possibilidades concretas de esta pesquisa vir a se realizar? (viabilidade). Pode-se iniciar a metodologia com a indicação dos autores que serão o referencial da pesquisa. investigação. quais as etapas da análise dos dados e outros detalhes como tipo da pesquisa.

Bibliográfica. Descritiva. Documental. 4. se quantitativa ou se dialética.1 Abordagem da Pesquisa Aqui o pesquisador deverá deixar claro que tipo de pesquisa desenvolverá: experimental.63 4. Experimental e Ex-Post-Facto) observe os diferentes tipos de classificação possíveis: • Segundo os objetivos: Exploratória. Dizer apenas: “Como instrumento utilizarei a entrevista semi-estruturada” definitivamente não é suficiente para a metodologia! Requer-se uma detalhada descrição de todo o procedimento. ex-postfacto. • Segundo a natureza dos dados: Quantitativa. Estudo de Caso. Explicativa. Documental. Levantamento. pesquisa ação. se qualitativa.2 Sujeitos da Pesquisa É importante deixar claro qual a população a ser estudada e dentro de qual universo esta população se encaixa. bibliográfica. Descritiva. pesquisa participante ou ainda se a pesquisa será um levantamento bibliográfico. Bibliográfica. Laboratório. Qualitativa. entretanto a partir de quatro grandes linhas de pesquisa (Histórica. Algumas perguntas podem ajudar a deixar claro este item do projeto: Quais os critérios adotados para a escolha desta população? Quais as características particulares desta população que a diferencias de outros grupos? Toda a população escolhida será estudada ou será selecionada uma amostra para o estudo? Como se deu a escolha da amostra (forma probabilística – aleatória simples ou randômica estratificada ou não-probabilística – acidental ou intencional)? . É importante também indicar a natureza da pesquisa. Experimental. Existe na literatura diferentes conceituações a respeito da classificação da pesquisa e pode-se utilizar a perspectiva que melhor se adequar ao seu tipo de trabalho. estudo de caso. • Segundo os procedimentos de coleta: Experimento. • Segundo as fontes de informação: Campo. Participativa. documental.

deve-se dizer quem fará as medidas.3 Coleta de Dados e Instrumento A forma como se procederá a coleta deve estar detalhada. ou seja. Diferentes formas de pesquisa devem esclarecer sobre o que está envolvido na forma de se obter os dados a serem analisados. análise de conteúdo entre outras formas possíveis. se foi criado pelo pesquisador. fazer a avaliação física em crianças. Se o projeto pretende. levantamento de dados. por exemplo.4 Organização e Análise dos Dados O processo de análise dos dados pode envolver diversos procedimentos: codificação das repostas. . Este item do projeto deverá esclarecer o leitor sobre o que será feito com os dados obtidos. se haverá a administração de algum produto aos seres em observação. se a pesquisa envolver seres vivos. em que local. Se a pesquisa for documental. como se dará a interpretação dos dados. 4. quais as medidas serão tomadas. Outra informação absolutamente necessária que o projeto deve apresentar é que. a entrevista. que instrumentos serão utilizados nas avaliações. deve-se esclarecer sobre quais são as fontes. etc. se foi adaptado ou se está seguindo um modelo sugerido por outro pesquisador. observação direta. avaliação física. quais alterações. tabulação dos dados e cálculos estatísticos. pois existem diferentes técnicas para a obtenção dos dados: o questionário.64 4. Se houver cálculos estatísticos. deverá haver aprovação do comitê de ética para que haja continuidade do projeto. o que será extraído das fontes para a análise. deve-se esclarecer no projeto se haverá alguma alteração no meio onde vivem. deve-se deixar claro qual critério adotado na escolha do instrumento. Deve-se ainda evidenciar quais informações pretende obter a partir de determinado procedimento ou instrumento e como será aplicado. onde serão obtidas. o formulário. uma entrevista. deve-se dizer se haverá algum software ou fórmulas específicas para a análise. manipulação de animais). havendo seres vivos envolvidos na pesquisa (quer seja a aplicação de um questionário. análise de discurso. se a pesquisa prevê a aplicação de questionário.

Trata-se portanto de delimitar. Como o projeto e a redação final do TCC estão muito próximos no tempo. pode-se ter um capítulo destinado a revisão de literatura. consequentemente porque ele precisa ainda ser pesquisado. a partir do que foi feito no projeto. Privilegie os textos mais importantes e mais recentes sobre seu tema. este item pode estar dividido em capítulos. citações e comentários. Sendo a Hipótese uma resposta provisórias. este item mostra-se importante para que o aluno possa alcançar o texto final completo. Aqui cabe fazer a contextualização do que há publicado sobre o assunto e como outros autores têm estudado este tema. as leituras já realizadas. Assim. o texto deste item será usado também no trabalho final. Retomando o que já foi anunciado na Introdução. anterior à pesquisa. circunscrever. Entretanto. pois dependendo do tipo de pesquisa. procure agora. Na introdução é apresentado o tema de forma mais ampla e aqui de forma mais profunda. entretanto não é obrigatório este capítulo. logicamente que acrescido de mais informações. ou seja. como a literatura aborda o objeto de estudo e mostrar que as questões envolvidas com o tema já são de seu conhecimento. colocar o problema. como o tema está problematizado e. poderá ser feito dentro deste item. esta é uma varredura exploratória. Se em comum acordo com o orientador. Este é o momento onde os textos/documentos estudados devem aparecer.65 5 DESENVOLVIMENTO DO TEMA Esta é a parte central do texto. a revisão se mostrará presente em vários capítulos. mas que não pode ser precária. se em comum acordo com o orientador houver a proposta para a inclusão de Hipótese no projeto. pois há perspectivas metodológicas que excluem a utilização de uma hipótese afirmando que a ciência deveria ir em busca a uma resposta sem pressupor uma possível resposta pois isto poderia influenciar no encaminhamento da pesquisa. com uma exposição mais objetiva e técnica. A utilização de uma Hipótese no projeto não é obrigatória. Você deve demonstrar domínio sobre o que outros autores estudaram a respeito do tema escolhido e expor tais idéias. que o . Para facilitar a apresentação do projeto. o tema-problema com um maior aprofundamento. onde o aluno deve apresentar de forma mais profunda o que conhece sobre o tema.

caberia esta colocação dentro do desenvolvimento do tema como a perspectiva do pesquisador sobre o problema estudado. de forma sugestiva. 2006 2006 2006 2006 ANO Fevereiro Março a Abril Abril a Maio Junho MÊS Levantamento de obras que interessam à pesquisa Aquisição e leitura dos textos Digitação da introdução Encaminhamento ao comitê de ética ATIVIDADE MÊS ATIVIDADE 1. Evidentemente a Hipótese não deve estar dissociada de uma atenta relação com o que a literatura apresenta sobre a temática estudada. . 6 CRONOGRAMA Neste item deve ser feita a previsão de duração de cada fase do projeto. delimitando o tempo para cada momento. Encaminhamento ao comitê de ética 2006 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 X XX XX 1 2 X No detalhamento das atividades e do tempo necessário para a execução você deverá definir quais itens estarão previstos para o teu projeto. • Levantamento das obras que interessam à pesquisa. Levantamento de obras que interessam à pesquisa 2. Um bom procedimento seria trabalhar com um problema e uma hipótese centrais e bem definidas. ou seja. O detalhamento dos itens mostra a organização do pesquisador e isto poderá ser decisivo para se obter êxito na execução do projeto. O resultado da pesquisa poderá negar ou confirmar a hipótese. Sugere-se a seguir dois modelos distintos. a seguir listamos alguns destes itens. Digitação da introdução 4. Aquisição e leitura dos textos 3.66 pesquisador oferece. o importante é detalhar cada parte do projeto e o tempo em que se dará cada atividade. nem todos precisam estar mencionados em teu projeto e você poderá acrescentar outros que julgar necessário. Qualquer que seja o modelo adotado.

transporte. portanto as obras aqui mencionadas não devem servir de limite para a continuidade do projeto. O pesquisador deve ter claro que esta lista de referências poderá ampliar-se ao final da pesquisa. não há a necessidade de colocar este item no projeto. equipamentos ou se haverá despesa com pessoal. Inclua detalhadamente o valor para cada item a ser custeado e em que momento isto deve ocorrer. bem como no TCC. 8 REFERÊNCIAS Reúne-se aqui uma relação das fontes / obras utilizadas para a elaboração do Projeto e que serão utilizadas na Pesquisa propriamente dita. ou qualquer outro tipo de custo para a execução do projeto ou análise dos dados. material de laboratório. É importante descrever se haverá solicitação de financiamento para órgãos de fomento à pesquisa ou quem deverá custear o projeto. entretanto se você pretende utilizar reagentes. conforme categorias estabelecidas • Primeira redação • Correções e intervenções do orientador • Segunda redação • encadernação • Apresentação do trabalho • Correções do texto final • Encaminhamento do texto final corrigido 7 ORÇAMENTO A previsão orçamentária não será necessária a todos os projetos.67 • Aquisição de textos ou livros pertinentes ao objeto de pesquisa • Leituras intensivas sobre o tema • Registro dos conteúdos (literaturas e coletas efetuadas) • Sistematização do material • Coleta de dados • Interpretação dos dados. Se teu projeto não prevê custos. isto deverá estar previsto. já que novos .

. fonte 12. Siga a ordem dos itens do projeto conforme descrito anteriormente. Deixe 3cm de margem esquerda e superior e 2cm de margem.3 Apresentação Gráfica O projeto deve incluir capa. As referências devem seguir a norma apresentada no capítulo 7. O texto deve estar formatado em papel A4. no canto superior direito da folha.2. em algarismos arábicos. 4.5. página de rosto e sumário. A numeração é colocada. espaço 1. inferior e direita. Arial. segundo o modelo a seguir.68 documentos poderão ser identificados no desenvolvimento do processo de investigação. a partir da primeira folha da parte textual.

.. CURSO ... (Arial 14 / Negrito) TÍTULO DO PROJETO (Arial 18 / Negrito) AUTOR(ES) (Arial 14 / Negrito) CIDADE – ESTADO ANO (Arial 14 / Negrito) FIGURA 1 Modelo de capa para projetos de pesquisa .69 CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO CAMPUS .

70 CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO CAMPUS ENGENHEIRO COELHO CURSO DE PEDAGOGIA HÁBITOS DE ESTUDO E RENDIMENTO ESCOLAR DE ALUNOS DO ENSINO MÉDIO FÁBIO LUIS SILVA LUÍZA BELA SILVA ENGENHEIRO COELHO – SP 2005 FIGURA 2 Exemplo de capa para projeto de pesquisa .

71 NOME (Arial 14) TÍTULO (Arial 18) CIDADE – ESTADO ANO (Arial 14 / Negrito) FIGURA 3 Modelo de folha de rosto para projeto de pesquisa .

Ms. ___ Adventista São Paulo.72 FÁBIO LUIS SILVA LUÍZA BELA SILVA HÁBITOS DE ESTUDO E RENDIMENTO ESCOLAR DE ALUNOS DE ENSINO MÉDIO Projeto de pesquisa apresentado ao curso de Pedagogia do Centro Universitário Adventista São Paulo. Orientadora Prof. Projeto de pesquisa apresentado ao curso de Pedagogia do Centro Universitário Orientador(a) Prof. como requisito parcial à disciplina Trabalho de Conclusão de Curso I. campus EC. Maria Silva . Engenheiro Coelho – SP 2005 FIGURA 4 Exemplo de folha de rosto para projeto de pesquisa . como (Arial 12) requisito parcial à Disciplina Trabalho de Conclusão de Curso I. campus ___.

.................................11 5.....................................2 Nome do Capítulo ................................................1 Nome do Capítulo ... 6 4...........................................................73 SUMÁRIO 1................................................................ 3 2......... 11 5.................................. 16 6............DESENVOLVIMENTO DO TEMA.........................................................................................................................................................................3 Nome do Capítulo ................................................................. 20 FIGURA 5 Exemplo de sumário para projeto ..... JUSTIFICATIVA..... 14 5......................... 5 3...... 8 5........................... OBJETIVOS.................... 19 8.. REFERÊNCIAS..................... INTRODUÇÃO................................................................................... ORÇAMENTO.................... 18 7..... CRONOGRAMA. METODOLOGIA .............................................................................................................

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A CONSTRUÇÃO DA MONOGRAFIA
Elias F. Porto elias.porto@unasp.edu.br Kátia Corina Vieira katia.vieira@unasp.edu.br Leonardo Tavares Martins leonardo.martins@unasp.edu.br Paulo Gomes Lima paulo.gomes@unasp.edu.br

A atividade de pesquisa é uma atividade racional. Implica no mais profundo e elevado exercício da razão da parte do homem. Talvez seja nessa atividade mais do que em qualquer outra que o homem possa dar expressão ao seu ímpeto de criatividade (DUSILEK, 1978, p.34).

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5 MONOGRAFIA
O capítulo anterior apresentou o que é um projeto e como estruturá-lo. Agora, chegou a hora de fazer tudo o que o projeto previa. É hora de usar o projeto como um mapa, um guia, na realização da pesquisa. Boa parte do que se escreveu no projeto foi um exercício de definição e previsão. Definição do que se irá pesquisar, de quais objetivos pretende-se alcançar, de argumentos que justifiquem a realização da pesquisa, definição e previsão dos aspectos metodológicos mais adequados à realização e alcance dos objetivos propostos e quais seriam os fundamentos teóricos essenciais, definição das tarefas a serem realizadas, previsão de quando essas tarefas seriam realizadas e de despesas para fazer a pesquisa. Percebe-se que tudo que está ligado ao projeto gira em torno de planejamento. Após o planejamento vem a execução: construção da monografia.

5.1 O Que é Uma Monografia
Após o projeto estar pronto e aprovado, pode-se pensar na monografia, pois esta será a realização daquilo que foi expresso no projeto. Este é o momento de buscar nas mais variadas fontes a informação necessária para aprofundar e desenvolver a pesquisa previamente planejada e, ao final, apresentar os resultados da pesquisa. A essa apresentação de resultados chamamos de monografia. De acordo com Medeiros (2004, p. 248), monografia “é uma dissertação que trata de um assunto particular, de forma sistemática e completa.” É necessário destacar, inicialmente, que a monografia constitui-se num estilo específico de redação: a dissertação. Sobre este estilo, a dissertação, vale lembrear que ela costuma discorrer sobre um tema determinado, de forma argumentativa, ou seja, o escritor de uma dissertação costuma ter uma idéia, uma posição, um ponto de vista e discute o tema escolhido. Para tanto, o texto de uma dissertação costuma ser inquisidor e, às vezes, até provocativo, através da apresentação de fatos e evidências. Quanto à estrutura, as

76 dissertações, costumam ter uma introdução, um desenvolvimento e uma conclusão. Em segundo lugar, deve-se notar que uma monografia deve tratar de apenas um tema, apenas um assunto. Esse tema ou assunto foi definido e delimitado quando da elaboração do projeto de pesquisa. Alguns elementos do projeto definem o tema ou o assunto da monografia. Desses elementos, os mais importantes são o problema de pesquisa e o objetivo ou os objetivos. Estes itens do projeto mostram-se alicerces da pesquisa e, conseqüentemente, da monografia. Em terceiro lugar, uma monografia trata o tema de forma sistemática. Algo sistemático, no senso comum, pode ser considerado negativo. No dia a dia pode-se dizer que fulano é “sistemático”, como uma forma educada de dizer que esse alguém, sob determinado ponto de vista, é uma pessoa “caxias", “certinha demais”, “metódica demais”, “chata”. Mas, para que se compreenda o que significa sistemático, deve-se primeiro entender o que significa a palavra sistema, que é a origem do termo sistemático. A definição de sistema está associada à idéia de um conjunto de partes que se relacionam entre si e que, juntas, formam um todo. Ao traduzirmos essa idéia para algo mais concreto, poderíamos exemplificar dizendo que o computador no qual se produz um texto, composto de uma CPU, um monitor, um teclado e um mouse, é um sistema. Também poderíamos dizer que o UNASP, com seus três campi e dezenas de departamentos e cursos é um sistema. O corpo humano, com seus órgãos, membros, células e tecidos é um sistema. A partir daí, se compreendemos o que é um sistema, fica mais fácil entendermos o que significa ser sistemático. De acordo com o dicionário Aurélio, sistemático é aquilo que é ordenado, metódico, coerente com uma determinada linha de pensamento ou ação. Então, como podemos entender um texto, uma redação, uma monografia dentro dessa idéia de sistema e sistemático? Bem, a monografia será composta e estruturada a partir de diversas partes, cada qual com sua função. Mas, quando todas essas partes forem olhadas em conjunto, devem fazer sentido, devem compor um único trabalho. Uma monografia deve ser sistemática porque nela deve haver

sumário. afinal. 5.2 Tipos de Monografia A partir do conhecimento básico do que é uma monografia. Portanto. dentro do que foi estipulado como problema de pesquisa e objetivos. inteira. Essa estrutura costuma ser composta de capa. folha de rosto. Mais uma vez. quem é que sabe tudo sobre alguma coisa para tratá-la de maneira completa? Quem é que consegue num único trabalho escrito tratar de tudo que faz parte de um determinado assunto? Por isso é tão importante delimitar o tema da pesquisa. Durante um curso de graduação normalmente se produz diversos trabalhos monográficos. presunçoso. Isso quer dizer que ao escrever uma monografia deve-se atentar para a necessidade de tratar o tema escolhido em seu todo. seria. Evidentemente mostrar domínio completo de determinado assunto. Estes trabalhos não costumam ser muito extensos. é preciso reconhecer que há mais de um tipo de monografia. organização e método que lhe dêem um sentido de unidade às suas diversas partes. através de entrevistas ou análise de documentos. A esses trabalhos chamamos de trabalhos monográficos. Quando o problema de pesquisa e os objetivos estão definidos. Entende-se monografia como um termo genérico que identifica trabalhos escritos com as características que acabamos de discutir. Geralmente acabam por ter entre 10 e 20 páginas e possuem uma estruturação bastante simplificada. É bastante comum que o professor de uma disciplina solicite aos alunos que façam um trabalho escrito sobre um determinado tema. no mínimo. a partir de pesquisa bibliográfica ou até mesmo com alguma coleta de dados em campo. uma monografia deve ser completa.77 coerência. Em quarto lugar. conclusão ou considerações finais e . a correta definição do problema de pesquisa e dos objetivos é essencial para que isso seja possível. fica claro o quanto se propõe a abranger dentro da monografia. introdução. com a quantidade de informaçoes disponíveis atualmente. as partes ou capítulos de desenvolvimento. uma monografia deve tratar de um tema ou assunto de forma completa.

De qualquer forma. que deve ser obrigatoriamente emanado da disciplina. esses trabalhos em geral podem ser classificados como monografias e. ou até mesmo a proposta de um trabalho profissional. o curso deverá. ao apresentar a proposta. Em outro curso. Há também cursos que abrem a possibilidade ao aluno de fazer um TCC que não seja necessariamente uma pesquisa científica. outros de papers. 2). apesar da relativa simplicidade. outros de trabalhos acadêmicos. De acordo com a ABNT (NBR 14724). apresentar também a estrutura que será aceita. já servem como preparo para a monografia de conclusão de curso ou TCC. em geral costuma ser mais extenso e assume uma estrutura mais complexa. estudo independente. os TCCs podem ter em geral 50 ou mais páginas. Os tipos. devendo expressar conhecimento do assunto escolhido. em outros pode ser realizado em duplas ou trios. módulo. dependem das . Educação Física. pois dadas as particularidades de cada curso e as diferentes alternativas. Essas questões. p. Nos cursos de ciências aplicadas como Administração. Na maioria dos cursos do UNASP o tipo de TCC mais comum é aquele que apresenta os resultados de uma pesquisa científica. formas e extensão dos TCCs variam bastante de curso para curso. Enfermagem. Deve ser feito sob a coordenação de um orientador (2000. Comunicação Social. Alguns chamam estes trabalhos de monografias. na medida em que são bem produzidos. Há também a possibilidade de algum curso oferecer a possibilidade que um aluno entregue um artigo submetido a publicação em lugar do Trabalho de Conclusão de Curso. curso. é possível fazer um excelente TCC de 20 páginas. em geral. Dependendo do curso. com a possibilidade de vir a ser executado ou não. Em alguns cursos o TCC é desenvolvido apenas individualmente. Nutrição e outros. mas que seja uma espécie de relatório de atividades profissionais desenvolvidas. costuma-se recomendar fortemente que os resultados dessas pesquisas tenham algum benefício prático ou utilidade na atividade profissional. Estas outras formas não serão aqui discutidas. por suas características. Um TCC. o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é um documento que representa o resultado de estudo. outros ainda apenas de trabalho escrito. se comparado aos trabalhos monográficos feitos durante o curso de graduação.78 referências. programa e outros ministrados.

de acordo com esta norma. do tipo do curso. tais como os trabalhos monográficos. dos recursos humanos e materiais disponíveis. a Tese ainda se diferencia pelo fato de o autor precisar apresentar uma “real contribuição para a área de especialidade” (NBR 14724). de agosto de 2002.3 Estrutura e Formatação da Monografia A norma da ABNT que estipula os padrões dos trabalhos acadêmicos. Os dois últimos tipos de trabalhos monográficos que apenas mencionaremos.79 políticas de ensino definidas em cada curso. espera-se um maior grau de profundidade e rigor do que no TCC da graduação. Ambas são obrigatoriamente resultantes de pesquisa científica e. são a Dissertação e a Tese. A Dissertação é uma espécie de TCC para quem faz um curso de mestrado e a Tese. 5. Portanto. é a NBR 14724. para quem faz doutorado. obviamente. Você deve procurar se informar sobre as peculiaridades sobre TCC do seu curso antes de iniciar o processo de execução. Além disso. além de outros fatores que não cabe aqui detalhar. um TCC deve ser composto pelas seguintes partes: .

Revisão Bibliográfica e Apresentação e Análise dos Dados Fonte: ABNT. 2002 Capa Folha de rosto Ficha catalográfica Errata* Folha de aprovação* Dedicatória(s)* Agradecimento(s)* Epígrafe* Resumo em português Abstract (resumo em inglês)** Lista de ilustrações*** Lista de tabelas*** Lista de abreviaturas e siglas*** Lista de símbolos*** Sumário Introdução Desenvolvimento**** Conclusão Referências Glossário Apêndice(s)* Anexo(s)* Índice(s)* ELEMENTOS Quanto à formatação. Justificativa. com exceção da folha de rosto que é utilizada na frente e no verso. NBR 14724. Arial Texto: 16 Título: 16 ou 18 Texto: 12 Títulos: 14 Citações longas: 11 Notas de rodapé: 10 Superior: 3 cm Esquerda: 3 cm Inferior: 2 cm Direita: 2 cm Local de impressão Tipo de letra Tamanho da letra na capa e folha de rosto Tamanho da letra no restante do trabalho Margens . de acordo com a NBR 14724 (2002) o trabalho deve obedecer aos seguintes parâmetros gerais: Quadro 2 – Critérios e parâmetros de formatação da monografia Item Tamanho do papel Cor da impressão Parâmetro A4 Preta Apenas na frente da folha. Metodologia.80 Quadro 1 – Elementos da monografia ESTRUTURA Pré-texto Texto Pós-texto *Elemento opcional ** Elemento definido como opcional ou obrigatório pela coordenação de TCC de cada curso *** Elemento condicionado à quantidade de elementos a serem listados **** O Desenvolvimento se subdivide em 5 capítulos: Objetivos.

1. apresentar o termo designativo (ilustração.81 Epigrafes e dedicatórias: 7. agradecimentos. não há. portanto. apêndices.1. notas de rodapé. 3. seguido da numeração de ordem de ocorrência no texto e do título. epígrafes. Subtítulos de 3º nível: 1. numeraçao no pré-texto. gráficos e ficha catalográfica: Simples Subtítulos: 2 X 1.2. 1.1.2. Início da contagem: a folha de rosto será a primeira folha a ser contada.. quadro). listas.1) O título ou subtítulo é separado de seu respectivo número apenas por um espaço.1. deve ser usado espaço simples. gráficos. mas não será numerada. sumário. figuras. a fonte deve ser indicada na linha subseqüente à identificação da ilustração.2. 3. Término da numeração: última folha do pós-texto Localização da numeração: canto superior direito da página Tipo de número: arábicos Tamanho do número: 10 Localização da ilustração: o mais próximo possível do texto que faz referência à ilustração. 2.1. legendas de ilustrações. ou seja. 3º nível) numerados: alinhados à esquerda.2. hífens e quaisquer outros recursos gráficos. embora as folhas sejam contadas. 2. referências. 3. porém. Evitar subtítulos de 4º nível para cima (1.1.25 cm ou 1 tab Texto: De acordo com a ABNT. gráfico..1. figura. a partir da primeira folha da introdução... Início da numeração: a partir da primeira folha da parte textual.1. figuras. abstract.. tabelas.5 cm Citações longas e texto da folha de aprovação: 4 cm Início de parágrafos: 1.2. espaço duplo.. 3.1. quadros . Identificação: em letra tamanho 12. não devem ser usados pontos. 2.1.1. a partir da margem esquerda Títulos não numerados (errata.5 Citações longas. recomendamos o uso de espaço 1. 3. 2. Subtítulos 2º nível: 1.1. Indicação da fonte: caso o que estiver sendo apresentado não tenha sido elaborado pelo autor do trabalho.5 entre o subtítulo e o texto que o precede e 1 X 1.2.1.5 entre o subtítulo e o texto que sucede Tamanho da letra: 10 Espaço entre linhas: Simples As notas de rodapé devem ser separadas do texto por uma linha de 3 cm de cumprimento. se a identificação ocupar mais de uma linha. sem recuo Texto: alinhamento justificado Títulos principais ou de 1º nível: 1. 2. Recuos Espaço entre linhas Notas de rodapé Alinhamento Numeração Paginação Ilustrações. resumo. para os TCCs do UNASP.1. anexos e índice): centralizados Títulos numerados (parte textual): alinhados à esquerda Subtítulos (2º. abaixo da ilustração. referências.1.

Unidade da instituição: centralizado. . há um exemplo da parte pré-textual contendo os elementos em geral incluídos em um TCC. deve-se acrescentar dois pontos após a última letra do título. em Arial maiúsculas.4. como toda monografia. Tabelas Fonte: Adaptado de ABNT. tamanho 16. negrito. sem negrito. logo abaixo da tabela. agradecimentos e epígrafe. acima da tabela. Após esses comentários e antes de passarmos para a parte textual do TCC. deve ser usado espaço simples. especialmente aqueles de caráter pessoal. tamanho 16: Campus Engenheiro Coelho. se a identificação ocupar mais de uma linha. 2002 5. a fonte deve ser indicada. em Arial maiúsculas. tamanho 16 ou 18.1 Capa A capa deve contar as seguintes informações. o texto e o pós-texto.82 Localização da tabela: o mais próximo possível do texto a que se refere Identificação: em letra tamanho 12. Campus Hortolândia ou Campus São Paulo. tamanho 16: Centro Universitário Adventista de São Paulo. quando houver algum complemento. Os elementos pré-textuais são todas as partes que antecedem a introdução. alinhada á esquerda da tabela. Em geral são feitos depois que a parte textual do TCC já está pronta. Título: centralizado. é subdividido em três grandes partes: o pré-texto. A seguir são apresentados comentários e instruções gerais sobre cada um destes itens. após o título. Indicação da fonte: caso a tabela não tenha sido elaborada pelo autor do trabalho.4 Elementos Pré-textuais O TCC. em Arial maiúsculas. dependendo do tamanho do título. exatamente nesta ordem: Nome da instituição: centralizado. Alguns desses elementos são opcionais e. são amplamente utilizados. mesmo sendo opcionais. 5. apresentar o termo designativo (tabela) seguido da numeração de ordem de ocorrência no texto e do título. em Arial maiúsculas. Complementos do título: centralizados. NBR 14724. tais como dedicatória.

. Projeto Experimental. se houver algum complemento.2 Folha de Rosto A folha de rosto é a única de todo o TCC que apresenta conteúdo na frente e no verso. sem negrito. tamanho 16: Engenheiro Coelho. ou Campus São Paulo). neste caso. após o título. 5. negrito. tamanho 16 ou 18. licenciatura ou especialização). dependendo do tamanho do título. Epígrafe descritiva do trabalho: localizada a 7. para obtenção do bacharelado. sem negrito. centralizado. Ano: de entrega do trabalho. tamanho 16. tamanho 16. Complementos do título: centralizados. sem negrito. Título: centralizado. em Arial maiúsculas. ou Campus Hortolândia.4. a existência desse complemento deve ser indicada acrescentando-se dois pontos após a última letra do título. em Arial maiúsculas. Dissertação.83 Nome completo do(s) autor(es): centralizado(s). Local: centralizado.5 cm da margem. Tese. sem negrito. fazendo uso de letras maiúsculas e minúsculas. Trabalho de Conclusão de Curso. nesta ordem: Nome completo do(s) autor(es): centralizado(s). Hortolândia ou São Paulo e estado (SP). Na frente devem ser apresentadas as seguintes informações. alinhamento justificado. Monografia de Pós-Graduação). sem negrito. motivo pelo qual o trabalho foi realizado (para aprovação em uma disciplina. tamanho 16. em Arial maiúsculas. sem negrito e espaço simples entre as linhas. em Arial 12. em Arial maiúsculas. o texto da epígrafe deve indicar o tipo do trabalho (Projeto de Pesquisa. em Arial maiúsculas. tamanho 16. Campus Engenheiro Coelho. em Arial maiúsculas. área de concentração (curso) e nome da instituição à qual o trabalho será submetido à avaliação (Centro Universitário Adventista de São Paulo.

entretanto não colocamos a Ficha Catalográfica pois a confecção desta ficha requer conhecimentos técnicos conforme mencionamos acima e sua elaboração está. para elaborá-la. Arial 14. centralizado. deve ser antecedido pela indicação “Orientador:” . indicando qual o erro. tamanho 16: Engenheiro Coelho. Logo abaixo.3 Ficha Catalográfica A ficha catalográfica deverá ser impressa no verso da folha de rosto. negrito. Apesar da possibilidade de utilização da errata. como os erros para aparecerem na errata . em Arial maiúsculas. apresente a errata da seguinte maneira: Página 43 52 Linha 12 1 Onde se lê Constituisse Finalmnte Leia-se constitui-se Finalmente. Ela serve para indicar ao leitor a presença de erros no texto. a cargo da biblioteca do campus.5 cm. identifica-se ainda algum erro no texto. A respectiva titulação e o nome do professor. Ao final deste item (elementos pré-textuais) incluímos um exemplo dos elementos prétextuais. Local: centralizado. o que alterará a numeração de todo o texto e que. o que é errata e quando incluí-la? Se. depois de impresso o trabalho. Mas. A elaboração de ficha catalográfica envolve conhecimentos técnicos de biblioteconomia. em Arial maiúsculas. deve-se considerar que a página da errata deverá ser contada.4. 5. Hortolândia ou São Paulo. com um recuo de 7. Ano: de entrega do trabalho. No alto da folha aparece o título “Errata”. apesar de não numerada.4 Errata A errata é opcional. pode-se fazer uso da errata. a forma correta e a localizaçao no texto. normalmente.84 Nome completo do orientador: deve ser apresentada.4. procure orientação junto à coordenação de TCC do seu curso a fim de saber como proceder. sem negrito. tamanho 16. Por isso. sem negrito. centralizado. a exemplo da epígrafe descritiva. 5.

Assim. no alto.4. sob o título “Culinária brasileira: um estudo sobre o uso do gengibre na culinária do sul do Brasil”. Arial 14. distribuindo bem os nomes dos componentes da banca. com um recuo de 4 cm. apresentado e aprovado no dia 20 novembro de 2006. Trata-se de um texto.4. O primeiro nome da lista de assinaturas deve ser do professor orientador. para obtenção do título de Bacharel em Nutrição. deve constar o nome do componente da banca. assim como a folha de aprovação. por banca composta pelos seguintes membros: Após este pequeno texto você deverá incluir as linhas para assinatura dos membros da banca. acaba por desqualificar todo o texto. Utilize o espaço disponível da folha completamente.85 deverão estar localizados.5 Folha de Aprovação A folha de aprovação não deve ser titulada. precedido da respectiva titulação. um texto semelhante ao que se segue (justificado. haverá espaço para assinaturas grandes. O melhor é não terminar o trabalho às pressas a fim de que haja tempo para se fazer uma boa revisão do texto antes de entregá-lo. no . espaço 1.6 Dedicatória A dedicatória é opcional e. 5. talvez seja mais simples corrigir os erros no texto.5)): Trabalho de Conclusão de Curso elaborado por Lucélia Priscila Rodrigues. em geral curto. sem negrito. ou muito extensa. de caráter sentimental. Deve ser colocado. Vale ainda ressaltar que uma errata contendo erros mais sérios. Abaixo de cada linha. 5. seguido pelo avaliador. também não é titulada.

como uma lista. centralizado. negrito.7 Agradecimentos Também é opcional. trecho de música ou de algum texto. 5. negrito. instituição de ensino superior. centralizado. O resumo deve ser um texto composto por frases preferencialmente curtas. com 7. A epígrafe deve aparecer na parte inferior da página. 5. O texto deve aparecer na parte inferior da folha. Arial 14. junto à margem direita e com alinhamento justificado. indica no mínimo falta de humildade e maturidade acadêmica e profissional.5 cm.9 Resumo No alto da página indique o título “Resumo”. É interessante que. Recomenda-se que a menção seja feita a pessoas ou instituições que contribuíram diretamente para a realização do trabalho e pessoas que de forma indireta foram importantes para a concretização do trabalho.5 cm de recuo. de alguma maneira. em negrito e. Arial 14. O restante do . negrito. com um recuo de 7.4. ou àqueles que deram suporte técnico e operacional (como coordenação do curso. entre parênteses.4. Logo após o título. Em geral são usados para epígrafe pensamentos. No alto da folha indica-se “Agradecimentos”. A primeira frase deve deixar claro o tema do trabalho. Arial 14. Considere que deixar de agradecer a uma instituição ou empresa que abriu as portas para a realização da pesquisa. Arial 14. ao final. que podem ser apresentados na forma de um texto corrido. 5. à margem direita e com alinhamento justificado. a autoria. professor orientador).8 Epígrafe Trata-se de mais um elemento opcional e não deve ser titulado. sem negrito. provérbios. se estabeleça uma relação entre a epígrafe e a idéia central do trabalho. uma frase célebre. coordenação de TCC.86 qual o autor dedica o trabalho a alguma instituição ou a alguém.4. ou em tópicos. vêm os agradecimentos. Deve ser apresentada entre aspas. professores do curso.

então não será necessário apresentá-la. espaço 1. O resumo não deve conter minúcias sobre o trabalho. com a diferença de que o título no alto da página e centralizado será “Abstract”. mas deve apresentar aspectos gerais sobre a pesquisa e despertar o interesse no leitor pelo trabalho. também. quando há cinco ou mais elementos. espanhol. quais os principais fundamentos teóricos. Atenção: o resumo em língua estrangeira será definido como elemento obrigatório ou não pelo coordenador de TCC de teu curso. Portanto. se for em inglês.11 Listas A existência das listas está condicionada à quantidade de elementos a serem listados. francês.10 Resumo em Língua Estrangeira É a tradução do resumo para outro idioma (inglês.87 resumo deve apresentar os objetivos do trabalho. em espanhol. O texto deve ser apresentado num único parágrafo justificado. ou seja.). em francês. os direcionamentos metodológicos mais importantes e os resultados e conclusões mais relevantes.4. etc. 5. Se o seu trabalho apresenta até quatro itens que comporiam uma lista. certifique-se que a tradução está adequada. Arial 12. italiano. A forma de apresentação e formatação é a mesma do resumo em português. O resumo deve ser seguido de palavras representativas do conteúdo do trabalho. ou seja. palavras chave. 5. sem negrito. .5 e deve ter no mínimo 150 e no máximo 500 palavras. “Abstract”.4. se o resumo em língua estrangeira é elemento obrigatório. se for em italiano. É importante destacar que a mera tradução por meio eletrônico não garante confiabilidade ao texto traduzido. Porém. “Resumen”. “Résumé”. Certifique-se sobre a obrigatoriedade ou não com o coordenador de TCC de teu curso. a inclusão de uma lista é obrigatória. para alguns cursos este resumo será obrigatório e para outros cursos será opcional. não deve ocupar mais do que uma página. portanto evite cometer erros grosseiros que este tipo de tradução sempre deixa escapar.

Arial 14. na mesma ordem que aparecem no trabalho. ou “Lista de símbolos” deve aparecer no alto da página.” Cuidado: índice não é sinônimo de sumário. Nas próximas . exceção feita para a lista de símbolos e lista de abreviaturas e siglas.” (2003. Arial 14. centralizado. negrito. Também deve ser indicada no sumário a subordinação existente entre os diversos títulos e subtítulos. A mesma norma (NBR 6027) define índice como “Lista de palavras ou frases.4. ou “Lista de gráficos”. com a respectiva indicação da página onde aparece no texto. p. Portanto. No sumário devem estar listados todos os itens que o sucedem. ou seja. ordenadas segundo determinado critério. 2). que não requer a indicação do número da página. ou “Lista de abreviaturas e siglas”. negrito. 5. frases ou expressões presentes no texto. NBR6027. além da numeração (1 TÍTULO. seções e outras partes de uma publicação. então o título “Lista de ilustrações”.12 Sumário De acordo com a ABNT. A página de sumário deve iniciar com o título “Sumário” no alto da página. ou “Lista de tabelas”. na mesma ordem e grafia em que a matéria nele se sucede. independentemente de sua ordem de apresentação. que localiza e remete para as informações no texto. ou “Lista de figuras”.88 Se o trabalho requer a inclusão de listas. o índice serve apenas para localizar palavras. a abreviação ou a sigla. acompanhada de seu significado por extenso. Portanto. centralizado. sumário é uma “Enumeração das divisões. enquanto o sumário apresenta os diversos capítulo e suas subdivisões. na ordem em que aparecem no texto. indicando o item e a página. Uma lista é como um sumário. 1. estas devem ser apresentadas em ordem alfabética e apresentar o símbolo.1 Subtítulo). Uma das formas mais comuns para a utilização do índice é organizar as palavras ou frases em ordem alfabética. A lista deve mencionar os itens. que já indica a subordinação dos itens e da apresentação tipográfica do texto. Isso deve ser feito através da numeração. a subordinação dos subtítulos aos títulos deve ser evidenciada por meio de recuos. todos os elementos do trabalho até aqui apresentados (pré-texto) não devem ser incluídos no sumário.

89 páginas você poderá ver um exemplo contendo todos os elementos prétextuais. .

SP 2006 .90 CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO CAMPUS ENGENHEIRO COELHO CURSO DE LETRAS O USO DO SIMBOLISMO NA LITERATURA BRASILEIRA: UM ESTUDO COMPARATIVO ENTRE JOSÉ DE ALVARENGA E GRACILIANO RAMON RICARDO JEFFERSON VALÉRIO ENGENHEIRO COELHO .

Luis Inácio Cardoso ENGENHEIRO COELHO .SP 2006 .91 RICARDO JEFFERSON VALÉRIO O USO DO SIMBOLISMO NA LITERATURA BRASILEIRA: UM ESTUDO COMPARATIVO ENTRE JOSÉ DE ALVARENGA E GRACILIANO RAMON Trabalho de conclusão de curso apresentado para obtenção do título de licenciatura em Letras. pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo. campus Engenheiro Coelho Orientador: Ms.

Luzia Nogueira MOORE .92 ERRATA Página 43 52 55 57 60 Linha 12 1 21 15 6 Onde se lê constituise Finalemnte Luisia Noueira Moore Leia-se constitui-se Finalmente.

apresentado e aprovado no dia 20 novembro de 2006. Ms. por banca composta pelos seguintes membros: Prof. Dr. Luis Inácio Cardoso Prof. para obtenção do título de Licenciatura em Letras. Fernando Henrique da Silva . sob o título “O uso do simbolismo na literatura brasileira: um estudo comparativo entre José de Alvarenga e Graciliano Ramon”.93 Trabalho de Conclusão de Curso elaborado por Ricardo Jefferson Valério.

94 Dedico este trabalho ao meu saudoso avô. . de quem aprendi que com as palavras posso expressar tudo que preciso e desejo.

essenciais para a realização deste estudo. Luis Inácio Cardoso. • Aos professores do curso de Letras do UNASP. por todo conhecimento transmitido e que foi devidamente aplicado neste trabalho. • A Deus. que ao criticarem este trabalho demonstraram não apenas competência e profissionalismo. que permitiu a conjunção de todas as pessoas e recursos necessários para a realização deste trabalho. Heloisa Helena Frossard. Ms. pelo incentivo e orientação precisa. de seu acervo pessoal. bibliotecária da Biblioteca Dr.95 AGRADECIMENTOS Este trabalho é resultado da colaboração de diversas pessoas e organizações. Enoch de Oliveira. À profa. • Ao Jânio Quadrado. Ao prof. por ter permitido o acesso ao acervo de obras raras e antigas. Ms. mas também coleguismo e amizade. ao José Dirceu Maluf e ao Paulo Salim Brizola. • Ao UNASP. cópias das primeiras edições das obras analisadas neste estudo. campus Engenheiro Coelho. Geraldo Sarney que disponibilizou. pelo ambiente aprazível ao aprendizado e pelos recursos disponibilizados para a realização deste estudo. . Campus Engenheiro Coelho. Por isso agradeço em especial: • • • Ao prof.

tanto bate até que fura.” (Dito Popular) .96 “Água mole em pedra dura.

através de análise das obras desses autores. bem como através de comentários literários feitos a respeito dessas obras. Palavras-chave: Literatura brasileira – Simbolismo. Literatura brasileira – Romantismo.97 RESUMO O simbolismo utilizado na linguagem escrita foi o foco deste trabalho. a julgar pelas obras dos dois principais expoentes dos dois períodos analisados. em suas edições primeiras. . No período do romantismo foram analisadas as obras de José de Alvarenga e no período do modernismo as obras de Graciliano Ramon. Como critérios de avaliação foram utilizados não apenas a quantidade de recursos simbólicos utilizados por cada autor. O objetivo era comparar a simbologia utilizada em dois períodos distintos da literatura brasileira. foi possível constatar o uso de simbologia em maior número nas obras do romantismo de José de Alvarenga. Nas obras modernistas de Graciliano Ramon a menor número de simbologias é compensado pela maior elaboração e complexidade dos símbolos utilizados. Diante disto é possível concluir que. mas também a qualidade desses símbolos. com o passar do tempo o uso de símbolos na linguagem da literatura brasileira tem diminuído quantitativamente e melhorado qualitativamente. O método utilizado para tanto foi o da pesquisa bibliográfica e documental. Quando comparados os dois períodos.

o texto continua em inglês.98 ABSTRACT Simbolism within written language was the focus of this paper…. seguido de Key-words. Deve ser uma tradução fiel do texto em português. .

................................................................... Figura 5 ........ Figura 11 ......Capa da primeira edição de “Aristóteles e outros filósofos” Graciliano de Ramon....... Figura 12 ....................Capa da primeira edição de “Iraci” de José de Alvarenga.........Capa da primeira edição de “Caetanos” de Graciliano Ramon.............................Capa da primeira edição de “Noites em claro” de Graciliano Ramon.....99 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 – José de Alvarenga em 1850.......... Figura 6 ............. Figura 10 ........................ Figura 4 .....Capa da primeira edição de “Ludmilla” de José de Alvarenga.............................................. 15 17 37 39 41 43 45 49 53 55 67 69 ........... Figura 7 .......Capa da primeira edição de “Curvas retas” Graciliano Ramon................................................... Figura 2 – Graciliano Ramon em 1925.............. Figura 9 .Capa da primeira edição de “Ubiratam” de José de Alvarenga..............Capa da primeira edição de “O tupy” de José de Alvarenga....... Figura 3 – Capa da primeira edição de “A garra do leão” de José de Alvarenga......................Capa da primeira edição de “Jornada” de Graciliano Ramon............................. Figura 8 ..................................

............... 14 3 JUSTIFICATIVA.................................................... 63 APÊNDICE A – Título do apêndice............. 17 5 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA. 64 APÊNDICE B – Título do apêndice. 36 7 CONCLUSÃO ..................................100 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO.................... 15 4 METODOLOGIA.................................................... 20 6 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DE DADOS......................................................... 66 ...................................................................... 60 REFERÊNCIAS............................................................................................ 65 ANEXO A – Título do anexo.................................................... 12 2 OBJETIVOS.............................................................................................................................................................................................................

5. mas refere-se ao mesmo conteúdo. Verifique se o tema e o problema de pesquisa do TCC. caso a proposta apresentada no projeto tenha sido seguida à risca.1 Introdução Pode ser chamada também de Apresentação. faça os devidos ajustes e alterações necessárias. Mas. Por isso. é sempre aconselhável que. Independentemente das particularidades de cada curso. entretanto o último item (Apresentação e Análise dos Dados) será uma parte nova. antes de apresentar a pergunta do problema de pesquisa. Revisão Bibliográfica e Apresentação e Análise dos Dados.101 5. para que ela possa ser usada como introdução do TCC. continuam os mesmos. reescrevendo o que for necessário. um bom projeto é a melhor forma de se iniciar um bom TCC. nota-se que a estruturação da parte textual do TCC é muito semelhante à estruturação do projeto. o que mudar e o que incluir na sua introdução do projeto. A seguir estão descritos cada um destes itens. 5. Metodologia. provavelmente a introdução do projeto possa ser utilizada como introdução do TCC. A introdução do projeto pode ser adotada como um ponto de partida. se comparados aos apresentados no projeto. Se houve alguma mudança entre o projeto e o TCC. Justificativa. Boa parte do texto do projeto também será aproveitada aqui. .5 Elementos Textuais Conforme apresentado no exemplo de sumário apresentado. Consulte sempre o seu orientador sobre o que manter. esteja claro qual é a linha de pensamento teórica e/ou prática que o levou a formular a pergunta.5.5.2 Desenvolvimento Conforme descrito no Quadro 1 (elementos da monografia) o Desenvolvimento do TCC deverá incluir cinco itens ou capítulos: Objetivos.

destacando sua relevância.1 Objetivos Outra vez. se houver alguma alteração no problema de pesquisa.” Por fim acrescentamos que.” “Minha experiência de redator de textos jornalísticos.102 5. p. Quando isso ocorrer consulte sempre o seu orientador para decidir o que fazer. Agora que a pesquisa está pronta volta-se a ela indicando a finalidade do trabalho. Medeiros (2004.2. isso leva também a alterações nos objetivos. Uma situação bastante comum é quando um ou mais dos objetivos específicos apresentados no projeto não são realizados até o final da pesquisa. Em geral. A justificativa é relevante porque muitas vezes contribui diretamente na aceitação da pesquisa por alguma agência financiadora como CAPES.5. A exemplo da introdução. na justificativa...2.5.. É possível que o autor da pesquisa exponha algum aspecto relacionado à sua experiência em relação ao tema estudado.. verifique se os objetivos apresentados no projeto continuam pertinentes com os rumos que a pesquisa tomou durante a execução. sempre mostrando a relevância científica do trabalho. CNPQ e FAPESP. retome os objetivos do projeto. principalmente no objetivo geral. Pode-se fazer referência aos tópicos principais do texto...” . o interesse do pesquisador e finalmente a sua viabilidade. 5. justificando e esclarecendo sob que ponto de vista o assunto é tratado. a relevância social.2 Justificativa No projeto de pesquisa a justificativa revelou a razão do estudo em questão. 266) cita alguns exemplos: “Em minha experiência como aluno do curso de Ciências Contábeis. pode-se pontuar as contribuições teóricas e práticas da pesquisa: “Este trabalho científico é relevante para a confirmação de teorias que mostram aos interessados em obesidade infantil.

suponha que este trabalho será avaliado para concorrer a uma bolsa de estudos no exterior. Contudo.103 O texto da justificativa é sempre pessoal. Não poupe detalhes.2. Pense como responder à questão: porque este trabalho é importante? Ou ainda. Lembre-se que no projeto.5. quais argumentos seriam apresentados para destacar a importância da realização deste estudo? 5. Isso inclui os problemas enfrentados na coleta de dados e como esses problemas foram solucionados. Em muitos trabalhos. o que não exclui a possibilidade de usar citações diretas ou indiretas. provavelmente para o TCC será necessário apenas atualizá-la com informações mais recentemente publicadas. é na metodologia que o trabalho ganha credibilidade.3 Metodologia Continue usando o texto do projeto como referência. portanto. como era um planejamento de procedimentos futuros de pesquisa. 5. Apresente justificativas plausíveis e metodologicamente fundamentadas para todas as decisões tomadas. no TCC. sujeitos da pesquisa. instrumento de coleta de dados.4 Revisão Bibliográfica Após a revisão bibliográfica realizada para o projeto. a metodologia assume uma característica mais de relatório. especialmente no caso dos trabalhos que envolvem pesquisa de campo ou laboratório. ou descrição de como a pesquisa foi conduzida. os verbos foram conjugados no futuro.2. portanto. procedimentos de organização e análise dos dados). os verbos devem ser conjugados no passado. A idéia aqui é convencer o leitor. Agora. em relação à metodologia o projeto servirá apenas como roteiro sobre os tópicos a serem tratados (abordagem da pesquisa. o pesquisador tem aqui a oportunidade de testar seu conhecimento e sua habilidade em argumentar coerentemente. É importante destacar que é a revisão bibliográfica que apresenta . procedimentos de coleta de dados. utilizando recursos adequados e suficientes para que atinja este objetivo de convencer o leitor do valor de seu trabalho. É bastante recomendável contar como tudo de fato aconteceu.5.

• identificar métodos e instrumentos de análise apropriados. 2005): • apontar soluções alternativas para o problema de pesquisa. • proporcionar precisão conceitual. Para auxiliá-lo nesta tarefa. • contextualizar o problema de pesquisa dentro da discussão teórica atual.104 os fundamentos teóricos de todo o trabalho. De acordo com Roesch (2005) é preciso ter algum critério para definir o conteúdo a ser apresentado no texto da revisão bibliográfica. Se considerarmos que não há trabalho científico sem fundamentação teórica. discussão e analise crítica entre diferentes autores sobre o tema do TCC? Existem dois erros mais comuns nas revisões bibliográficas: um texto extenso demais que divaga sobre diversos assuntos e não tem foco no . As principais funções da revisão bibliográfica são (ROESCH. fica bastante evidente o peso e relevância desta parte do trabalho. • promover consciência crítica. transformamos as orientações de Roesch em perguntas: • Este conteúdo ajuda a esclarecer as origens do problema de pesquisa do TCC? • Este conteúdo está em sintonia com os objetivos do TCC? • Este conteúdo ajuda a demonstrar a relevância de se pesquisar sobre o assunto escolhido para o TCC? • Este conteúdo me ajuda a perceber e entender as opções de metodologia disponíveis para tratar com o problema de pesquisa do TCC? • Este conteúdo me ajuda e identificar procedimentos de coleta e análise de dados mais usados. ou mais adequados para o problema de pesquisa do TCC? • Este conteúdo esclarece ou define os termos e conceitos básicos e essenciais para a pesquisa? • Este conteúdo descreve modelos e teorias que me ajudam a sair da superficialidade das aparências do problema de pesquisa do TCC? • Este conteúdo permite comparação. • assegurar a originalidade do trabalho.

tornando difícil ao leitor entender que lógica de pensamento foi usada. Contudo. ainda há outros erros bastante comuns de serem encontrados nas revisões bibliográficas. o que é pior. pobre e superficial. 5.2. esses erros costumam ser os seguintes: • a revisão bibliográfica se resume a cópia pura e simples de textos de outros autores. e a nossa experiência nesses anos de orientação de TCC confirma. mesmo que escritas com as suas próprias palavras precisam de indicação das fontes. • o autor usa subtítulos em excesso. Para que você não seja uma vítima desavisada.105 problema de pesquisa e objetivos propostos. lembre-se que não são apenas os trechos copiados que precisam ter suas fontes reconhecidas. • o autor não faz uso de subtítulos para organizar e separar os diversos conteúdos. sem nem copiá-los numa ordem lógica e que faça sentido. ou o outro extremo. abrindo subtítulos para escrever duas linhas ou. um texto muito sucinto. de acordo com Roesch (2005). títulos e subtítulos. • as normas de como fazer citações são desconsideradas ou mal aplicadas. anote e evite cometê-los.5. não apresenta texto algum entre títulos e subtítulos. • o autor apresenta páginas e páginas de conteúdo sem indicar as fontes.5 Apresentação e Análise de Dados Nesta etapa o pesquisador mostrará evidências concretas que possibilitaram a visualização dos resultados obtidos e de como estes foram alcançados. É importante ressaltarmos que a forma e estilo de redação fazem toda a diferença na revisão bibliográfica. Ao redigir este capítulo o pesquisador deve ter em mente que . todas as idéias que não são suas. • o autor não se preocupa em fazer frases de conexão entre os diversos conteúdos. às vezes.

Lembrando que a função deste relato é demonstrar as evidências a que se chegou com a pesquisa e para tanto se faz necessário que todos os dados pertinentes sejam apresentados. Roesch (2005. Os resultados também podem ser comparados com outros projetos ou situações. o autor apresenta como está planejando coletar os dados para confirmação ou negação de sua hipótese. pois estes recursos servem como um auxílio na compreensão do texto. As análises estatísticas podem ser feitas por estatísticos que não seriam necessariamente o próprio autor do trabalho. Apresentar e analisar os dados coletados é um momento especial do trabalho científico porque o pesquisador se depara com o resultado de uma etapa trabalhosa. É sobremodo indispensável ter sempre à mão os objetivos da pesquisa no momento em que o texto da apresentação e análise dos resultados estiver sendo redigido. mesmo que algum resultado seja inconclusivo. obviamente. é o momento de relatar o que foi feito. incorporando no seu texto tabelas. de posse de informações diversas o trabalho acaba por apresentar detalhes dispensáveis. é oportuno um cuidado especial a fim de que o autor da pesquisa compreenda as análises para que possa discorrer sobre as mesmas em seu discurso oral e escrito. Os dados devem ser apresentados em conformidade com sua análise estatística. Na apresentação e análise dos resultados o pesquisador deve relatar. por vezes. Em alguns casos. No projeto. que pode apresentar agradáveis surpresas. servindo para deixar o texto mais transparente. Após a apresentação dos dados faz-se a análise dos dados coletados. já na apresentação e discussão do TCC. o que for de interesse da pesquisa. portanto. pode-se analisar os resultados à luz de modelos teóricos sobre o tema. pois. descobertas etc. Cabe ressaltar então a presença do orientador que poderá ajudar no recorte das informações pertinentes para que o texto não se torne cansativo. problemas.106 deverá relatar detalhadamente o resultado de seu experimento. quadros e outras ilustrações que facilitarão a compreensão do leitor. assunto do capítulo anterior. É uma cadeia que possui uma ordem a ser seguida. gráficos. o planejamento já foi executado. p. Note que apenas os gráficos ou tabelas sem texto são absolutamente indesejáveis. e dela . contudo. 189) lembra que os dados poderão ser cruzados a fim de possibilitar a identificação de pontos críticos.

mapas. há outros tipos de pesquisa. neste capítulo o autor deverá evidenciar quais são os elementos identificados em sua investigação.107 depende o sucesso do pesquisador ao comunicar os resultados de sua pesquisa. A forma de se apresentar as tabelas. Por exemplo. Conforme mencionamos anteriormente. quer tenha a natureza quantitativa ou qualitativa e fazer a devida análise de tais dados. precedido do número da tabela (exemplo: Tabela 1 Número de pacientes ambulatoriais atendidos mensalmente por gênero). mensuráveis e a criação de tabelas e gráficos parece bastante pertinente. os dados podem não se mostrar tão evidentes e quantificáveis. tem traço duplo em seu limite superior. Já uma figura (gráficos. 2006. mista ou conjugada” (TRALDI. Se os resultados apontarem para uma direção oposta em relação aos objetivos do trabalho. esta parte do trabalho pode estar dividida em mais de um capítulo. As tabelas devem ser numeradas (algarismos arábicos) em ordem crescente. medir. figuras. desenhos. No texto o autor deve fazer menção sobre a tabela para dirigir o leitor até ela. mapas ou outras imagens sempre enriquecem o texto. As informações necessárias para a compreensão da tabela devem estar apresentadas de forma clara e objetiva na própria tabela. A diferença entre tabela e quadro. ou interpretar o que está sendo apresentado. ilustrações são todos denominados como figura) tem o título . Uma tabela tem as linhas horizontais e verticais. fotografias. geográficos. há um problema sério na sistematização do TCC. a utilização de gráficos. p. 45). gráficos ou outras figuras deve seguir o padrão apresentado a seguir. Se julgar por bem. A tabela deve conter um título (deve haver relação com o conteúdo). mas complementá-lo. informação acerca do fenômeno estudado e menção da fonte de onde foi extraída (caso não tenha sido criada pelo autor da monografia). assim. assim o uso destas ilustrações não deve nunca excluir o texto. não deixando a tabela solta no texto. documental ou uma revisão de literatura. de qualidade. quadros. uma pesquisa onde se faz uma investigação quantitativa. entretanto. os dados são bastante evidentes. Se a pesquisa for histórica. é que este é fechado nas laterais e a tabela além de não ser fechada nas laterais. temporais. “As tabelas podem ser construídas por séries de elementos cronológicos. tabelas. informação sobre a forma de se avaliar. mas não é fechada nas laterais. Há que se observar que diferentes formas de pesquisa evidenciarão diferentes estruturas de dados.

mantendo a mesma forma de numeração.43%) 373 MARÇO 167 (44.11%) 372 ABRIL 172 (46.99%) 182 (54.57%) 203 (54. Tabela 1 Número de pacientes ambulatoriais atendidos mensalmente por gênero GÊNERO Masculino Feminino Total MÊS JANEIRO 155 (45.01%) 337 FEVEREIRO 170 (45.108 colocado abaixo e não tem moldura.64%) 371 Fonte: mencionar quando o autor da tabela não for o mesmo da monografia Quadro 1 Contratos de trabalho de professores Tipo de contrato Professor A1 Professor DP Professor DI Forma de pagamento Pagamento por hora aula ministrada Pagamento por dedicação parcial (20 horas aula) Pagamento por dedicação integral (40 horas aula) Fonte: mencionar quando o autor do quadro não for o mesmo da monografia quantidade de alunos 35 30 25 20 15 10 5 0 11 12 13 14 15 16 17 idade (anos) Figura 1 Quantidade de alunos com sobrepeso por idade Fonte: mencionar quando o autor do quadro não for o mesmo da monografia .89%) 205 (55.36%) 199 (53. Veja os exemplos a seguir.

• Exame da ligação existente entre os fatos verificados e a revisão bibliográfica: aqui o autor pode relacionar a prática com a teoria. • Contribuição do estudo para a ciência: agora de posse dos resultados. São exemplos de limitações: tamanho da amostra. as informações adquiridas a partir do que já está publicado sobre o assunto e a sua vivência. Não se trata de erros cometidos pelo pesquisador. • Confronto entre os objetivos do trabalho e as conquistas alcançadas: agora que o autor terminou a pesquisa é possível olhar os objetivos iniciais diante das vitórias conquistadas no decorrer do mesmo. apresentando uma idéia conclusiva que fornecerá condições de se elucidar aspectos importantes que trarão condições de responder ao problema inicial de pesquisa enfocado na introdução. a característica no processo do instrumento de coleta de dados. em que área o trabalho será melhor utilizado? • Limitações do estudo: Faz-se menção aqui às opções metodológicas para o determinado estudo. pode-se começar este item (as limitações) discutindo os aspectos que limitaram as generalizações dos resultados. Portanto. as informações adquiridas com a aplicação da pesquisa. opção de amostragem e etc. . a conclusão deve decorrer da discussão. como por exemplo.3 Conclusão Neste capítulo o autor deverá fazer um breve resumo do trabalho.5. Este capítulo poderá também ser chamado de Considerações Finais.109 5. ou seja. Os itens que não devem faltar na conclusão são: • Comparação entre os resultados e as hipóteses: neste momento embora já se tenha confirmado ou refutado as hipóteses é interessante comparálas com os resultados traçando um paralelo conclusivo. Na prática. Todos os capítulos da monografia devem ter relação com o problema de pesquisa. assim sendo. o autor pode constatar o valor de seu trabalho para a ciência e para a sociedade na qual ele se insere. o que não faz alterar seu conteúdo.

Afinal nenhum texto científico sai da cabeça de um autor isolado no mundo. que é obrigatória. Todas as obras citadas no texto de sua monografia devem constar na listagem de referência.6. nas referências podem constar periódicos eletrônicos. CDs.1 Referências Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT (NBR 6023: 2002 p. 5. notas de aulas. Para cada tipo de . ou seja. Até porque não podemos esquecer de que a ciência é fruto do aumento de uma pesquisa após outra. seminários. entre outros. Quando você escreve um trabalho científico que pode ser um projeto de pesquisa. Com exceção das referências.110 • Sugestões para outros estudos: São percursos para novas pesquisas relacionadas ao mesmo fenômeno ou que tenham ligação a ele. referências “é o conjunto padronizado de elementos descritivos. Outra característica aos elementos pós-textuais é que você não numera mais os títulos. Estas sugestões podem ter origem em novas questões que tenham se originado durante o desenvolvimento da pesquisa. apenas as páginas. worshops. Numa linguagem mais simples pode-se dizer que se trata de uma listagem de autores utilizados em sua pesquisa. partituras. DVDs. revistas. retirados de um documento. São as obras que você de fato citou no texto. 2). A seguir você encontrará o que são esses elementos e como elabora-los. um trabalho de conclusão de curso. Além de livros.6 Elementos Pós-textuais Os elementos pós-textuais são todos aqueles que sucedem a conclusão do seu TCC. que permite sua identificação individual”. 5. sempre se atentando para os resultados anteriores. desde que citados. material impresso. uma monografia etc.. É imprescindível que se permita ao leitor encontrar os textos com os quais você está interagindo. irá se referir muitas vezes a outros autores. todos são opcionais.

Consulte o capítulo VII deste manual que trata em detalhes sobre como fazer as referências. além disso.6. Podem ser incluídos textos.2 Glossário O glossário será recomendável se no texto do TCC forem usadas muitas palavras ou termos altamente técnicos ou de significado obscuro. Contudo. Obviamente os apêndices não servem apenas para incluir tabelas com dados estatísticos. desenhos.6. pertinente ao trabalho. você percebe que seria possível atender aos objetivos da pesquisa e obter os argumentos principais sem a sua apresentação na íntegra. você precisa mencionar a existência dos dados existentes nessas tabelas. Abaixo do titulo. Vamos supor que tenha sido produzido pelo autor. diversas tabelas com tratamento estatístico de dados. Ao escrever a parte de apresentação e análise de dados você conclui que nem todas essas tabelas precisam ser apresentadas na parte textual do trabalho. Provavelmente a apresentação de todas as tabelas ocuparia muito espaço. onde o leitor que assim desejar. centralizado. 5. Alguns leitores provavelmente desejarão ver essas tabelas e os dados nelas contidos. deve-se colocar no alto da folha o título “Glossário”. 5. para aqueles que desejarem ver esses dados. Neste caso. no seu texto da apresentação e análise de dados. Arial 14. a falta deles no trabalho pode fazer toda a diferença para que entendam ou fiquem confusos sobre as análises e conclusões do seu TCC. tornaria a leitura muito cansativa e.3 Apêndices Os apêndices são documentos produzidos pelo próprio autor do TCC. cartas. negrito. Mas. Cada palavra deverá estar acompanhada de sua respectiva definição. Pode-se incluir um ou mais apêndices. É para essas situações que existem os apêndices: para que se inclua o material que pode ser consultado por algum leitor.111 material há uma maneira peculiar de referenciá-lo. deve aparecer a lista de palavras em ordem alfabética. figuras. Outros leitores não se interessarão. . mas não essencial. poderá consultar os dados na íntegra.

tudo que estiver nos apêndices deve ser citado na parte textual do seu TCC. você deve indicar ao leitor. que ele poderá encontrar o material nos apêndices e deverá também indicar em qual apêndice. então. Para tanto foi elaborado um roteiro de entrevistas (Apêndice A). negrigo.6. Os apêndices devem ser identificados sempre por letras maiúsculas consecutivas (Apêndice A. se há algum documento que se deseja deixar à disposição para que o leitor possa consultar e esse documento tenha uma autoria diferente da autoria do TCC. Ou seja.112 gráficos. . se houver mais de um. na qual não seja possível incluir o título da maneira como foi exemplificada. deve-se colocá-lo como anexo. todos devem ser identificados no alto da folha. com título centralizado. então pode-se colocar uma folha com a identificação do apêndice em destaque bem no centro. Logo após esta folha deve-se seguir o documento. da seguinte forma: APÊNDICE A – Roteiro de entrevistas Se dentre os apêndices houver um que seja folha já impressa. como se fosse uma capa do apêndice. Arial 14. fluxogramas.4 Anexos As situações de uso e os procedimentos para inclusão de anexos são os mesmos dos apêndices. Por exemplo: Foram realizadas 12 entrevistas semi-estruturadas. plantas. no final do trabalho. 5. No sumário você deverá indicar todos os apêndices e. Apêndice B. Apêndice C). mapas. Ou seja. Porém. enfim. organogramas. Há apenas uma diferença entre apêndices e anexos: Os anexos são documentos elaborados ou criados por outra pessoa. o que for necessário.

O que deve conter um índice já foi apresentado quando da explicação do sumário. procure olhar para a banca examinadora.113 Os anexos também devem ser identificados com letras maiúsculas consecutivas. nas apresentações de TCC.6. isto o aproxima da banca. Basta apenas usar o termo Anexo ao invés de Apêndice. colocamos a seguir uma série de sugestões e advertências que servirão para melhorar a qualidade da apresentação orall e também do trabalho escrito. desde que se observem alguns detalhes importantes. o nome do orientador e Centro Universitário Adventista de São Paulo. com letras maiúsculas. centralizado. exatamente da mesma maneira que os apêndices. Arial 14. inclua os autores como rodapé nos outros slides. • enquanto estiver falando. alguns equívocos que podem ser evitados facilmente. . encobrindo a projeção. negrito.7 Sugestões Sobre a Apresentação Temos visto.procure não ficar na frente da banca. o nome dos autores. • se julgar conveniente. 5.5 Índice O índice deve ser identificado no alto da página. • como apontar na tela – evite entrar na frente da projeção para mostrar algum ponto específico da projeção. • atenção com tua posição . não esqueça de incluir um rápido cumprimento (bom dia / boa noite) à banca examinadora. 5. No dia da apresentação oral do trabalho considere: • apresentação pessoal – a maneira como o aluno se apresenta pode representar o valor que se dá ao trabalho. Assim. • saudação – ao treinar sua apresentação. não esqueça de incluir no slide de abertura o título do trabalho. • se você estiver usando apresentação com projetor multimídia ou outra forma de apresentação visual.

embora possa existir certa apreensão e nervosismo. • extrapolar o tempo dado – a apresentação precisa ser treinada várias vezes. • tópicos fora de ordem – atenção para não inverter a ordem dos itens que você estará apresentando. a existência ou não de imagens sob o texto.000 palavras e este seja um aspecto positivo do uso de imagens. reveja a apresentação e faça os cortes necessários. sua posição na projeção. não sature a apresentação com excesso de imagens e cuidado para não haver contradição entre o que você fala e alguma imagem projetada. • cor da letra e contraste com o fundo – algumas apresentações ficam nítidas no monitor do computador. • uso de siglas – cuidado com o uso de siglas na projeção. O tamanho ideal da letra variará de acordo com o tipo de letra escolhida. esteja seguro sobre o que você vai apresentar e evite chegar o momento de tua apresentação sem que haja segurança e domínio do tema a ser explanado. teste antecipadamente. mas não serve para uma projeção. use cores de fundo e das letras que tenham contraste. Se você estiver ultrapassando o tempo predeterminado. inclusive com marcação do tempo necessário para ela. • palavra errada . para evitar problemas.114 • atenção com as imagens na apresentação – embora uma imagem possa equivaler a 1. • tamanho da letra – evite um texto longo na projeção. . • domínio do tema – a apresentação do TCC é o momento de demonstrar domínio do tema. Além de evitar textos longos. mas no momento da apresentação ficam quase ilegíveis. assim.reveja atentamente a apresentação para evitar o uso de palavras erradas. Para evitar isto. apresentar a conclusão antes do objetivo é um equívoco grave. falta de letras e erros de acentuação na projeção. ou seja. pois se não há explicação do significado o avaliador pode ficar em dúvida sobre o que você está falando. evite projetar textos com tamanho de letra pequeno. A fonte de tamanho 12 serve muito bem para o texto impresso. lembre-se que o texto os avaliadores já receberam.

projeções. portanto não corra o risco de levar apenas um disquete e ele não funcionar. então mantenha a calma para que as respostas alcancem o que a banca de fato pergunta. para que as devidas correções sejam feitas para a versão final do trabalho. não misture ações do passado e do futuro no presente. entretanto. pois isto deixa a banca examinadora em dúvida se o trabalho foi realizado por apenas uma pessoa ou por todo o grupo. . leve mais de uma mídia e em formas diferentes (disquete.115 • tempo verbal e pessoa usada – atenção para manter sempre o mesmo tempo verbal. Lembre-se que o projeto é relativo ao futuro e que o TCC é relativo ao que já foi estudado. pelo contrário. sugestões. evite falar na primeira pessoa do singular. drive portátil). pois isto releva certa fragilidade de conteúdo. • calma para responder as questões – certamente o momento que a banca faz algumas questões é um momento de apreensão. que o objetivo da banca não é te desmoralizar. então não perca este momento. é o momento de te avaliar sobre o que você já estudou por meses e de contribuir para aperfeiçoar o trabalho. As máquinas não são infalíveis. • falar de modo formal – a apresentação não deixa de ser um momento de avaliação. portanto evite construções extremamente coloquiais e desprovidas de argumentação embasada academicamente. • anotar / gravar o que a banca fala – as sugestões e/ou críticas feitas durante a apresentação oral do trabalho pela banca são importantes e têm por objetivo melhorar o trabalho. Se o trabalho foi realizado em dupla ou em trio. sugerimos que as observações feitas sejam anotadas ou até mesmo gravadas. por isso não esqueça a mídia e não leve apenas uma mídia. cabendo o futuro apenas para propostas. Lembre-se. • não esqueça a mídia de apresentação – não corra o risco de chegar o momento da apresentação e não poder apresentar. cd. • cuidado com o que dizer – evite demonstrar insegurança com colocações tais como “que mais posso falar?” ou “acho que acabou”.

. • citação que não está nas Referências – cuidado para não fazer citações no texto e não referendá-los ao final.116 • orientador não recebeu texto – este tipo de problema é fácil de ser resolvido: não esqueça de encaminhar ao orientador o texto para revisão antes de ser entregue para a apresentação. O coordenador de TCC de teu curso poderá encaminhar outras dicas de apresentação e também o que é específico de cada área.

br No Egito. 2006). a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras (BOSSUET. .albuquerque@unasp. as bibliotecas eram chamadas ‘Tesouro dos remédios da alma’. De fato é nelas que se cura a ignorância.edu.117 CITAÇÕES E NOTAS DE RODAPÉ Eliethe Xavier de Albuquerque eliethe.

” 2. a indicação numérica da referência. São Paulo : UNASP. da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Apenas o sobrenome do autor e ao final da citação. . de. A escolha de um destes sistemas definirá também o padrão da Referência do documento citado. rotineiro. F. E. como segue: 1 DUMAS. amplamente divulgado. com o objetivo de ratificar. 2003. Assim. professor e aluno juntos trabalhando com posturas crítico-reflexivas. D. na lista de referências. Filosofia do pensamento humano. ed. 2 ALBUQUERQUE. Os números sobrescritos indicam a Referência do documento citado. A Norma Brasileira que regulamenta tecnicamente as formas de citação é a NBR10520. as citações são dispensadas.118 6 CITAÇÕES E NOTAS DE RODAPÉ Citação é a menção de informações extraídas de fontes documentais. Albuquerque afirma que “A habilidade reflexiva vem pelo exercício. remetendo à Referência: Segundo Dumas. São Paulo : ATA. A NBR10520 prevê que as citações podem estar no sistema autor-data ou numérico. os autores citados aparecerão na ordem em que foram citados (e não alfabeticamente). O sistema numérico é o que utiliza um número sobrescrito logo após a citação. Quando um assunto é de conhecimento público. Observa-se que neste tipo de citação não se menciona datas e paginações. ou quando se tratar de uma abordagem didática. X. Construindo o perfil do pesquisador. 2002. as idéias nasceriam na terra dos sonhos e ao se concretizarem passariam a habitar o mundo real 1. 45. esclarecer ou ilustrar o assunto que está sendo apresentado no texto.

2002. 2002. como exemplificado a seguir: ALBUQUERQUE. DUMAS. neste sistema as referências serão mencionadas em ordem alfabética. respeitando fielmente o sentido do texto original na(s) obra(s) citada(s). a ser adotada neste Manual. São Paulo : UNASPRESS. A citação indireta aparecerá na forma de paráfrase ou de condensação. 104). menciona o nome do autor. “A habilidade reflexiva vem pelo exercício. ano e paginação. 2003. Construindo o perfil de pesquisador. professor e aluno juntos trabalhando com posturas crítico-reflexivas” (ALBUQUERQUE. F. ed. Utilizando-se do sistema autor-data. conforme demonstra o exemplo a seguir: As idéias nasceriam na terra dos sonhos e ao se concretizarem passariam a habitar o mundo real (DUMAS. p. Filosofia do pensamento moderno. X. baseada em um ou mais autores de documentos pesquisados. o pesquisador terá à sua disposição a possibilidade de optar entre dois tipos básicos de citação: direta e indireta. 98). 45. O sistema autor-data possibilita a imediata identificação da autoria e da atualidade da citação. São Paulo : ATA. A citação indireta parafraseada expressa a idéia contida em uma pequena parte do(s) documento(s) pesquisado(s).1 Citação Indireta Citação indireta é aquela em que a menção é feita através de um texto redigido pelo autor do trabalho ou pesquisa. porém com palavras do . p. 2003. F. de. 6. E.119 A opção Autor-Data.

Não utiliza aspas. seqüelados por acidentes (ALVARENGA. 2005. tais como portadores e familiares de pessoas com doenças degenerativas e terminais. Citação direta com até três linhas – Também chamadas de citações curtas. 37-54). As citações diretas classificam-se em dois grupos: com até três linhas e com mais de três linhas. e poderá aparecer a qualquer momento. DEMO 2005). GOERGEN 2004. pontuação. Recomenda-se o uso de citações diretas apenas quando as palavras do autor citado tiverem tal significado que uma alteração ocasionaria perda da força do texto. os dois Pedros deixam claro que não haverá aluno pesquisador se antes não houver professor pesquisador (DEMO.120 autor da pesquisa ou trabalho. inclusive dando continuidade a um dos parágrafos. esta citação integrará o texto. p. as menções deste grupo poderão ser incorporadas ao texto . uso de maiúsculas. Exemplo: Nas suas publicações sobre a importância da pesquisa na formação de alunos com perfil crítico-reflexivo. 2001. quando se tratar de toda a obra. A citação indireta condensada expressa a idéia contida em um ou mais capítulos do(s) documento(s) pesquisado(s). 6. espaços ou tamanhos de letras diferentes. apenas o ano de publicação. ou mesmo na obra completa.2 Citação Direta Citação direta é a transcrição literal de um texto ou de parte dele. A menção da citação indicará o capítulo ou. DEMO 2003. Exemplo: O estudo sistemático deste tema pode favorecer grandemente aos interessados nos resultados das pesquisas genéticas. na citação direta conserva-se a grafia. o idioma original do texto citado.

Exemplo: O tema motivação tem sido cada vez mais recorrente nas empresas que valorizam o capital intelectual. mesmo espaço entre as linhas. é possível considerar a motivação como elemento agregador. 2000. p. Neste caso não será necessário o uso de aspas. com espaço simples entre as linhas.121 corrido. provações e experiências que Deus permite que venham sobre eles. Exemplo: White (2002. olhando às aparências.3 Citação de Poemas e de Textos Teatrais Estas citações não têm limite de tamanho e seguem as mesmas regras para as citações com mais de três linhas. p. e que apenas farão a sua ruína. sem deslocamento de parágrafo na primeira linha. feliz. destacadas apenas por aspas. recuada a 4cm da margem esquerda. em estrofes: Sou bem nascido. como os demais. 6. nos mais variados aspectos. como coisas que contra eles são. 672) refere-se à provação afirmando que: Os homens não podem compreender os caminhos de Deus. Citação Direta Com Mais de Três Linhas – Quando a citação direta tiver mais de três linhas.” (MONTEIRO. Menino Fui. Neste caso. interpretam os transes. deverá ser destacada do texto corrido. “A motivação constitui o fator principal e decisivo para o êxito da ação em qualquer empreendimento coletivo. e. 26). Depois veio o mau destino . a fonte (letra) será a mesma do texto. tamanho 11. Assim Davi olhava para as aparências. e não para as promessas de Deus. com o mesmo tipo e tamanho de fonte (ou letra). que impulsiona as equipes e os indivíduos.

Diante do sucesso do outro o lado escuro da natureza humana entra em cena..] e. 1998. Omissão no meio da citação: “§ 2º ..122 E fez de mim o que quis. a Secretaria providencia a distribuição do prazo. difícil é se alegrar com os que se alegram. (BANDEIRA. proporcionalmente. Levou tudo de vencido Rugiu como um furacão.. 5) 6.Qualquer dos membros pode pedir vistas do processo pelo prazo de uma sessão e desde que a matéria não seja urgente [. desde que o seu sentido não seja alterado. p. 421). Veio o mau gênio da vida. 2004. Rompeu em meu coração. Estas serão indicadas pelo uso de reticências entre colchetes no local da omissão: Omissão no início da citação: “[. 99-100).]” (SWINDOLL. entre os interessados” (OAB. jamais se tornarão joguete das circunstâncias” (WHITE. se depositarem confiança em sua força.. p..4 Omissões em Citação É permitida a omissão de parte do texto citado. Omissão em poemas ou textos teatrais: . abastecido pela inveja e pelo ciúme e as críticas tendem a fluir [. Omissão no final da citação: “É muitos fácil chorar com os que choram. 1970. p.. 2001. p. 234).] Sendo vários os pedidos.

... estas inserções são feitas entre colchetes. legumes.. não serão corrigidos ao se fazer a citação direta.... p. em conjunto. 1970.. (BANDEIRA..123 Será indicada por uma linha pontilhada no local da omissão. para cada verso omitido: Sou bem nascido... Depois veio o mau destino E fez de mim o que quis..... 2005... Exemplo: “Os exercícios de alongamento deverão ser rpaticados [sic] a cada 50 minutos. verduras.... grãos] proporciona um aumento das defesas orgânicas e potencializa a energia vital” (GARCIA. que significa Assim mesmo.5 Interpolações em Citação Interpolações em citação são acréscimos... .. para indicar que não fazem parte do original da citação: “A alimentação vegetariana [frutas. 5) 6... explicações ou comentários do autor do trabalho.. todos os fumcionários [sic] deverão participar da atividade. 2003. . MOURA.. 11)....... 321).. 6. .... p. inseridos nas citações... indica que está conforme o original. p..........6 Incorreções e Incoerências Os erros de ortografia e coerência textual encontrados no texto que está sendo citado. sob a orientação do coordenador da ginástica laboral. uns apoiando os outros” (FEITOSA. mas apenas referidos através do termo [sic] que aparecerá imediatamente após o erro/incoerência... sic.

passou a fazer parte da agenda de interesse de grande parte da população” (ALBERGARIA. 2002. antes transcendendo os interesses dos pesquisadores. 489. se desejar dar destaque a uma parte da citação. 6. grifo do autor). 2005. p. país em desenvolvimento. Exemplo: “Mesmo no Brasil. o número de internautas se amplia exponencialmente [!] a cada dia.8 Notas de Rodapé O uso de notas de rodapé deve ser evitado. por isto mesmo o seu uso é pouco .7 Ênfase e Destaque em Citação Quando o autor do trabalho considerar importante e indispensável enfatizar um trecho da citação. estimulará o aluno e despertará nele o desejo de ser também um pesquisador” (ALBUQUERQUE. poderá fazê-lo servindo-se de uma exclamação entre colchetes [!] colocada imediatamente após a parte a ser enfatizada.124 6. 2001. 213. p. as notas de rodapé serão usadas. poderá negritar aquela parte e indicar com grifo nosso a distinção feita. preferencialmente. o que nos remete à questão financeira que envolve a inclusão digital hoje” (BARROSO. indica-se como segue: “A participação em iniciação científica e mesmo na pesquisa realizada pelo docente. apenas para Citação de Citação. “O interesse no estudo da genética hoje já não está confinado à paredes dos laboratórios especializados. p. grifo nosso). 43). Uma citação de citação é considerada fonte de informação menos confiável que uma citação de fonte direta. Se o grifo já faz parte da citação. considera-se que este recurso favorece ao desvio da atenção do leitor para fora do texto principal. Assim.

E na Referência: REFERÊNCIAS BALZAN. Neste caso. é um partilhar de experiências. 349 p. e então a menção do autor cujo assunto é objeto da citação. citado por Balzan (2004. indica-se no texto primeiramente o autor do documento consultado. P. . é mais que uma mera transmissão de conhecimentos.36).125 recomendável e só deve ser feito em casos de extrema necessidade por falta de acesso ao documento original. Campinas : Papirus. 2005. Campinas : Papirus. no rodapé: _____________ 1 GOERGEN. Assim. C.” Desta citação. 407 p. N. A referência do documento onde se encontra o texto do primeiro autor será feita em Nota de Rodapé e a do segundo autor aparecerá na lista de Referências (lista de todos os documentos citados) ao final do trabalho. Professor pesquisador: um desafio para as universidade brasileiras. Novos paradigmas da docência no ensino superior. Exemplo: Segundo Goergen1. 2003. a Referência do Goergen irá aparecer em nota de rodapé e a de Balzan. vai além. p. de vivências que favorecem a independência na aquisição de novos saberes e na geração de novas perspectivas científicas. o que se espera no trabalho docente transcende ao exercício do ensino. na lista de Referências. seguido de citado por.

usadas conferências. devem palestras. com a autorização explícita do autor da informação. antes de tudo. na referência serão fornecidas todas as informações já disponíveis. despir-se de certezas e paradigmas já estabelecidos e partir em busca do desconhecido. Palestra proferida na PUCCAMP. Pesquisa e docência no ensino superior. no prelo). 6. alcança as fronteiras do educar e vai além: forma cidadãos atuantes desde a primeira infância” (ALBUQUERQUE. 2001).9 Citação de Informação Obtida por Canais Informais Citação de informação obtida por canais informais são aquelas originárias de entrevistas. como segue: Na citação: “Pesquisar é. Assim.126 6. seguidas do termo no prelo ou em fase de elaboração. E na Referência: REFERÊNCIAS GOERGEN. na citação: “Há muito a tarefa do professor escolar transcende o ensinar. etc. a citação será feita e relacionada na lista de Referências. Preferencialmente ser quando extremamente necessárias e somente se puderem ser comprovadas por meio de documentos que atestem sua fidedignidade (gravações. com possibilidades de aparentes fracassos” (GOERGEN. Assim.10 Citação de Trabalhos Não Publicados Preferencialmente devem ser usadas apenas quando extremamente necessárias. 2001. apenas seminários. registros escritos e similares). . P.

Novos professores. T. indica-se entre parêntese a fonte (a obra em si). Em ambos os casos. 6.11 Citação de Informações Retiradas da Internet As informações extraídas da Internet devem ser usadas com cautela. 6. 2007?. E. conforme indicado no próximo capítulo.127 Na Referência: REFERÊNCIAS ALBUQUERQUE. o livro. 6. segue-se a regra já estabelecida para citações diretas ou indiretas. As suas promessas sempre se cumprem” (BÍBLIA. 18:31). Capinas : Papirus.12 Citação da Bíblia Após o texto citado. Se o autor do trabalho optar. no item referente a referências de fontes eletrônicas. Se . neste caso a citação será direta. capítulo e versículos. A forma de fazer a Referência será indicada no próximo capítulo. a Citação será feita normalmente e a Referência. Exemplo: “O caminho de Deus é perfeito. de. Salmos. sempre depois de garantida a sua autenticidade e atualidade. Novos tempos. X. no prelo. Considerados estes importantes detalhes. A.13 Tradução em Citação A citação de um texto em língua estrangeira pode ser traduzida para o idioma do trabalho através de citação indireta. pode citar no idioma original.

128 desejar, o pesquisador poderá apresentar a tradução do texto citado em língua estrangeira, em nota de rodapé. Se a tradução é apenas de uma expressão dentro do texto original, pode-se indicar logo após a chamada da citação que se trata de um texto traduzido. Exemplo: “Estudos matemáticos indicam que o uso das calculadoras têm favorecido cada vez mais a fuga discente às práticas de cálculo” (Zimmermann, 2001, p. 44, tradução nossa).

6.14 Algumas Orientações Sobre Fontes (Documentos) Citadas
Quando uma citação tiver mais de um autor, estes serão indicados como segue: Dois Autores: Castanho e Balzan (2004, p. 255) afirmam que ..... . “[...] cientes de sua particularidade imediata no que se refere ao paciente” (MOURA; RAVEL, 2003, p. 564) Três Autores: “A metodologia da pesquisa pode....” (ALMEIDA JÚNIOR ; FERREIRA ; ALBUQUERQUE, 2002, p. 117-119). Ferreira, Moura e Barreto (2005, p. 65) sinalizam que o estudante de física necessita de.... Quatro ou mais autores: Pasqualli et al. garantem que o sistema solar.... (2000, p. 90). Na busca pela identidade do estudante, o docente precisa... (SAVIER et al., 2001, p. 35-104).

129 Quando a responsabilidade de um texto citado estiver a cargo de uma Entidade ou Instituição: Departamento Subordinado a Instituição: “... valores atribuídos às sociedades hodiernas” (CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE ENSINO. Curso de Comunicação Social, 2004, p. 3). Instituição cujo nome é uma sigla: “[...] tratando-se de direito dos alunos, a instituição deve ser a primeira a sair em defesa destes” (UNASP, 2002, p. 2). Textos condensados de um mesmo autor: ... os nutrientes serão balanceados de acordo com as características de cada paciente (GÜNTERYT, 2002, 2003, 2005). Vários documentos de um mesmo autor, publicados num mesmo ano: Utiliza-se uma letra minúscula logo após a data, para cada publicação citada, conforme a ordem de citação. Na Referência, este recurso se repetirá, visando relacionar cada texto citado à sua correspondente publicação. Assim, na Citação: A interpretação equivocada ocasiona erros e impossibilita ao aluno a execução e solução dos problemas matemáticos propostos (CARDOSO, 2002a, p. 18; CARDOSO, 2002b, p. 87). E na Referência: REFERÊNCIA CARDOSO, S. Problemas matemáticos são um problema ! São Paulo : Saraiva, 2002a. 123 p.

130 ___________ . Problemas propostos e mal resolvidos : o que

acontece na hora da avaliação. Belo Horizonte : ALP, 2002b. 231 p.

Vários autores citados para reforçar uma mesma idéia: A isenção e a ética são características condicionais à prática jornalística. O perfil exigido ao bom profissional da imprensa já ultrapassou há muito, estas fronteiras; dele hoje se espera que vá muito além (TRANCOSO, 2001, p.12; ALBERGARIA, 2001, 78; FERREIRA MOTTA, 2004, p. 154). Documentos sem data: Citações de documentos que não apresentam data específica de publicação não são recomendadas; sugere-se evitar o uso deste tipo de documento. Todavia, quando imprescindível, seguirão o mesmo padrão para Referências, apresentado no capítulo a seguir. Citação de Eventos Científicos: Neste caso, logo após a citação, menciona-se o nome completo do Evento, todo em letra maiúscula, seguido do ano, conforme o padrão para Referências – próximo capítulo – tudo entre parêntese. Exemplo: “... especialmente as possíveis discussões do direito privado” (ENCONTRO BRASILEIRO DE JURISTAS, 2004). Documentos Anônimos: Citações de documentos cuja autoria é desconhecida, serão indicadas pelo título – que terá a primeira palavra toda em letra maiúscula, inclusive o artigo definido, seguida da data e paginação, tudo entre parêntese: “... mesmo porque, o projeto genoma não está patenteado nem por uma nem por outra.” (GENOMA. Uma ideologia ou uma saída?, 2003, p. 67). Se o título for muito longo, poderá abreviado com o uso de reticências.

conforme referido no capítulo a seguir. .131 Documentos eletrônicos: Seguirão o mesmo padrão para Referências.

mas de fontes. o compreender saberes e conhecer suas origens anda junto.albuquerque@unasp. 2000b. . p. UFPR. 2002a. Estas fontes podem ser agrupadas em documentos impressos e registrados e documentos e informações eletrônicas (ALBUQUERQUE.edu. quais as suas fontes de pesquisa.132 ELABORAÇÃO DE REFERÊNCIAS Eliethe Xavier de Albuquerque eliethe.br O perfil do pesquisador implica compartilhamento não apenas de conhecimento.1-3.). O pesquisador tem o dever de deixar claro aos que o acompanham.

o que significa que não podem ser ignorados: . como livros. eletronicamente.133 7 REFERÊNCIAS Segundo a ABNT. v. devendo-se para isso colocá-la entre colchetes (UFPR. entre outros (UFPR. NBR6023.3). Em outras palavras.1-3). cartazes. pode-se incorporá-la à referência. fotografias. As informações para a elaboração das referências devem ser obtidas. De molduras e materiais explicativos de slides. ou seja: Da folha de rosto de documentos impressos. O conjunto de referências é uma lista ordenada – alfabeticamente ou numericamente – com os dados dos documentos citados pelo autor de uma pesquisa. discos e similares. selos. arquivos eletrônicos. p. normas técnicas. Quando não for encontrada a informação no próprio documento e esta for conhecida ou obtida de outra fonte (bibliografias. Estes importantes detalhes também são mencionados na NBR6023. monografias. retirados de um documento e que permitem a sua identificação no todo ou em parte. materiais cartográficos. cartões postais. periódicos e similares. sempre que possível. por meio sonoro. periódicos. visualmente. Do próprio documento. Referência é o conjunto padronizado de informações agrupadas em elementos descritivos. transparências e similares. 6. fitas cassetes. fitas de vídeo. Antes de elaborar a referência de um documento. atualizada em 2002. p. Por exemplo: livros. etc. no texto. 6. quando este se constitui em uma única parte. cada referência conterá um padrão de informações que permita ao interessado identificar o documento pesquisado. da principal parte do documento. 2002b. catálogos de editoras. gravações sonoras ou de vídeo. como globos. pessoas ou outra). 2002a. selos e similares. Documento é qualquer suporte que contenha uma informação registrada graficamente. é necessário conhecer alguns detalhes que auxiliarão na indicação correta dos elementos fundamentais à identificação da fonte pesquisada por outros interessados. v. De etiquetas e invólucros de disquetes.

7. Elementos Complementares da Referência: São as informações que auxiliarão numa melhor identificação do documento: subtítulo. de. Neto. Segundo. especialmente para o pesquisador iniciante. J. Exemplo: A referência do autor Doutor Carlos Sampaio Filho ficará assim: SAMPAIO FILHO. aparecerão imediatamente após o sobrenome. Exemplo: A referência do autor João Augusto da Fonseca ficará assim: FONSECA. Formação Profissional: Não são indicados na referência. ano ou data da publicação. C. alguns padrões são válidos para qualquer tipo de fonte pesquisada. Indicação de Parentesco: Tais como Filho.134 Elementos Essenciais da Referência: São as informações que obrigatoriamente devem aparecer: autor. local de publicação. C. número de páginas. que será indicado todo em letra maiúscula. C. A. título. da. Cargos. Júnior. Se o documento não fornecer estas informações.1 Elementos Autoria: o nome do autor iniciará sempre pelo último sobrenome. todavia. A. Mesmo não sendo fundamentais a sua menção é importante.. . editora. Exemplo: A referência do autor Cristian Vasile Segundo ficará assim: VASILE SEGUNDO. Os elementos que comporão a referência podem variar conforme o documento. etc. Exemplo: A referência do autor Antonio Castro de Moares Júnior ficará assim: MORAES JÚNIOR. a Norma definirá como proceder. antes dos prenomes. seguido das iniciais dos prenomes.

MONTEIRO. Petrônio Albergaria Filho e Pedro Pellegrini ficará assim: AZEVEDO. D. A.. do prenome para o sobrenome). M. de. et al. A. que deriva do latim e quer dizer e outros. D. Dois ou Três Autores: Serão indicados na ordem em que aparecem no documento.135 Exemplo: A referência do autor M. E. Exemplo: A referência do autor Papa Bento XVI ficará assim: BENTO XVI. Exemplo: A referência dos autores Enio Antunes Santos e Fernando Monteiro ficará assim: SANTOS. Gustavo Martins de Souza. Mais de Três Autores: Indica-se apenas o primeiro autor mencionado no documento.. seguido da expressão et al. M.. B. Ruth de Souza Scobbar ficará assim: CASTANHO. seguido pelo título religioso. DAMES. Exemplo: A referência dos autores Daniel Monclaro. Exemplo: A referência dos autores Maria Eugênia Castanho. Silvio Monteiro de Almeida ficará assim: ALMEIDA. Madre. F. M. Adalgisa Fialho. CASTRO. Francisca Dames e Alisandra Bitencourt Castro ficará assim: MONCLARO. E. de et al. F. Papa. Exemplo: A referência dos autores Silvio Murilo Melo de Azevedo. ficará assim: TEREZA. Maria Dulce de Almeida Santos. Exemplo: A referência da autora Madre Tereza.. S. . na ordem direta (ou seja. S. Ordens Religiosas: Serão indicadas pelo nome do autor. M.

o estado ou o município). entre parêntese. Ministério do Planejamento. Secretaria. Se o nome verdadeiro for conhecido. Secretaria da Saúde. . Exemplo: A referência do autor Tristão de Athayde (cujo nome verdadeiro é Alceu de Amoroso Lima) ficará assim: ATHAYDE. organização. Secretaria de Finanças começará assim: BRASIL.136 Pseudônimos: Se o autor do documento usou um pseudônimo para se identificar. Secretaria de Finanças. etc. indica-se o pseudônimo do autor. apenas com as iniciais em letra maiúscula. de Augusto Liberato que é o nome verdadeiro do Gugu). A. acrescenta-se o local geográfico onde fica a entidade. Exemplo: A referência do autor Secretaria da Saúde de São Paulo começará assim: SÃO PAULO (Município). (e não LIBERATO. de [Alceu de Amoroso Lima]. começase a referência pelo nome da entidade todo em letra maiúscula. Entidades Coletivas 1: Se o autor do documento é um órgão da administração governamental direta (Ministério. Exemplo: A referência do autor Ministério do Planejamento do Brasil. instituição ou entidade de natureza científica ou cultural. G. Entidades Coletivas 2: Se o autor do documento é uma sociedade. T. pode-se indicar este nome entre parêntese após o pseudônimo. Em caso de ambigüidade (duas ou mais instituições com o mesmo nome). Exemplo: A referência do autor Centro Universitário Adventista de São Paulo ficará assim: CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO.). As unidades subordinadas são mencionadas após o nome da instituição. Exemplo: A referência do autor Gugu Liberato ficará assim: LIBERATO. começa-se a referência pelo nome geográfico (lugar onde fica o órgão – o país.

Exemplo: EBCT. A referência do autor Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – EBCT poderá ficar assim: 2004. ocorrido em Gramado. Seminário. Exemplo: A referência do Segundo Encontro Brasileiro de Profissionais da Enfermagem. Conferência. em 2004. Simpósio. ficará assim: ENCONTRO BRASILEIRO DE PROFISSIONAIS DA ENFERMAGEM. do ano e do local de realização do evento. esta pode ser utilizada no lugar do nome da Entidade por extenso.. 2. etc. ficará assim: BIBLIOTECA NACIONAL (Londres). Rio Grande do Sul. Exemplo: A referência do autor Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística / IBGE poderá ficar assim: IBGE. Reunião. seguido do número do evento indicado em algarismo arábico. . Entidades Conhecidas por Siglas: Se o autor de um documento for Entidade e no documento aparecer a SIGLA correspondente à Entidade (SOMENTE se aparecer a SIGLA). Gramado.137 Exemplo: A referência do autor Biblioteca Nacional que fica em Londres. Curso de Pós-graduação em Administração Hospitalar. Eventos Científicos: Se o autor de um documento é um Evento – Congresso. Exemplo: A referência do autor Curso de Pós-graduação em Administração Hospitalar do Centro Universitário Adventista de São Paulo ficará assim: CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO. – a referência dele iniciará pelo nome do evento.

conforme o padrão da NBR6023. ficará assim: PROBLEMAS e exercícios de matemática financeira. cujo autor é Rafael Furtado de Almeida. Ou seja. Observa-se ainda a regra de que apenas a inicial do título ou dos nomes próprios que ele contenha. Exemplo: A referência do documento cujo título é GEOGRAFIA DO RECÔNCAVO BRASILEIRO. F. Ao definir-se uma das três opções (negritado ou sublinhado ou itálico). entre as opções permitidas pela NBR. ficará assim: ALMEIDA. ficará assim: CONGRESSO INTERNACIONAL DE TELEJORNALISTAS. . pode ser negritado ou sublinhado ou itálico. que. Título: O título de um documento será referenciado exatamente igual como aparece no documento. em junho de 2005. Geografia do recôncavo brasileiro. Exemplo: A referência do autor Problemas e Exercícios de Matemática Financeira. esta será utilizada durante todo o trabalho. 2005. São Paulo. ocorrido em São Paulo. O destaque utilizará apenas uma das opções indicadas. Aparecerá sempre em destaque. Autoria Desconhecida: Se o autor de um documento é desconhecido. num mesmo trabalho. R.138 Exemplo: A referência do XVI Congresso Internacional de telejornalistas. a referência deste se iniciará pelo título do documento. isto significa que o destaque utilizado para os títulos não poderá ser alternado. o título não poderá ser destacado com negrito e sublinhado ou com negrito e itálico ou ainda itálico e sublinhado. estarão em maiúscula.. 16. cujo autor não foi mencionado no documento. cuja autoria é desconhecida – não foi citada no documento – ficará assim: HISTÓRIA das civilizações de todas as eras. de. Exemplo: A referência do autor História das Civilizações de Todas as Eras.

de. Exemplo: A referência de um documento de autoria da professora Márcia Oliveira de Paula. O. Citologia de Drosophila melanogaster. P. de autoria do professor Pedro Apolinário. de A. Tia. Título com Nomenclatura Científica: Um documento cujo título contenha uma nomenclatura científica será referenciado com duplo destaque para a referida nomenclatura. Se houver dúvida quanto a tratar-se de título ou subtítulo. Conheça melhor a sua literatura. Exemplo: A referência de um documento de autoria de Tia Koc. cujo título é ESTUDOS E EXERCÍCIOS AVANÇADOS PARA VIOLINOS. logo após a indicação do título. Estudos e exercícios avançados para violinos: uma perspectiva didática para jovens talentos. Esta será a única ocasião em que o título terá duplo destaque.139 Observe-se que neste caso optou-se por destacar-se o título em sublinhado. ficará assim: KOC. M. e antecedido de dois pontos. cujo título é CITOLOGIA DE DROSOPHILA MELANOGASTER ficará assim: PAULA. ficará assim: VASILE. Uma formiguinha chamada Pimbinha: Pimbinha vai ao . Outro exemplo: A referência do documento cujo título é CONHEÇA MELHOR A SUA LITERATURA. U. ficará assim: APOLINÁRIO. e cujo subtítulo é PIMBINHA VAI AO PARQUE. parque. Subtítulo: O subtítulo de um documento será referenciado sem qualquer destaque. cujo título é UMA FORMIGUINHA CHAMADA PIMBINHA. Exemplo: A referência de um documento de autoria de Ullianna de Albuquerque Vasile. e cujo subtítulo é UMA PERSPECTIVA DIDÁTICA PARA JOVENS TALENTOS. coloca-se tudo em destaque.

Compreendendo o portador da hipocephalea pathogen: conversando com pais e professores. ficará assim: BUONNO. Um outro exemplo: A referência de um documento de autoria de Ellen Gould White. cujo título aparece nas formas GLI AMICI ITALIANI e AMIGOS ITALIANOS. seguido de ponto e um espaço. Títulos em Outros Idiomas: Os documentos que estiverem escritos em mais de um idioma. Edição: Indica-se a edição de um documento somente quando esta for mencionada no documento e desde que não se trate da primeira edição. Mário Caldeira Schmidt. Marenos Schmidt. cujo título é COMPREENDENDO O PORTADOR DA HIPOCEPHALEA PATHOGEN e cujo subtítulo é CONVERSANDO COM PAIS E PROFESSORES. ficará assim: SCHMIDT. M. terá o título indicado em português. e da abreviatura da palavra edição.140 Observe-se que o termo científico teve duplo destaque (sublinhado e itálico. G. ficará assim: WHITE. F. cujo título é FALANDO FRANCAMENTE COM O ADOLESCENTE. E. A indicação deverá ser em algarismo arábico cardinal. Exemplo: A referência de um documento de autoria de Francesco Buonno. Gli amici italiani. enquanto o restante do título foi apenas sublinhado). Exemplo: A referência do documento de autoria de Dr. ed. cujo título aparece nas formas O GRANDE CONFLITO e THE GREAT CONTROVERSY. terão o título indicado no idioma que estiver em destaque ou que aparecer em primeiro lugar. Falando francamente com o adolescente. O grande conflito. ficará assim: SCHMIDT. 4. C. M. Observe-se que o título foi indicado em italiano porque este foi o primeiro mencionado no documento. OS . por ser a primeira forma mencionada. Um outro exemplo: A referência de um documento de autoria do Dr. e que já está na Quarta Edição.

cujo título é ECONOMIA URUGUAIA VERSOS ECONOMIA BRASILEIRA. Revista e Atualizada. rev. e atual. com título PORQUE COMPOR A BANDA. Se mais de uma cidade estiver sendo indicada. Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Mário Augusto de Alencar. Atualizadas. indica-se com [S. ficará assim: ALENCAR. ed. ficará assim: HOLANDA. cujo título é SOCIOLOGIA DO BRASIL NO SÉCULO 21. e atual. ed. l. rev. H. Ampliadas. 3.: São indicadas na forma abreviada. Porque compor A Banda. Edição Ampliada – ed. Se for uma cidade desconhecida ou que tenha uma homônima. B. . Se o local for desconhecido. Campinas Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Francisco Buarque de Holanda. conforme o padrão da ABNT: Edição Revista – ed. rev. de. ampl. A. Sociologia do Brasil no século 21.]. Edição Atualizada – ed. 5. ed. Edição Revista e Atualizada – ed. Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Fernando Henrique Cardoso. de. Local de Publicação: É a indicação da cidade onde o documento foi publicado e deve ser feita após a edição (ou após o título se não houver edição a ser indicada). 2. cuja edição é a 3ª. etc. cuja edição é a Segunda. ficará assim: CARDOSO. indica-se também a sigla do estado onde se localiza a cidade que está sendo citada. F. cita-se apenas a primeira indicação. São Paulo Note-se que A Banda é nome próprio e por este motivo as iniciais são maiúsculas. aum. que está na Quinta edição e foi publicado em São Paulo. atual. e que foi publicado em Campinas. Edição Aumentada – ed. F. Economia uruguaia versos economia brasileira. M.141 Edições Revistas.

Edição. P. sem a indicação do nome da editora responsável. publicado em local desconhecido. L. logo após a indicação da cidade onde o mesmo foi publicado. ed.142 Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Pedro Bandeira. pela editora Papirus. antecedida de dois pontos. com título MINHA VIDA. com título SOLIDARIEDADE. que está na 6ª. Frei. [S. n. que está na segunda edição. 6. Rio de Janeiro : Vozes. Poesias para brincar. O nome da editora pode vir abreviado quando tiver mais de uma palavra. ficará assim: FERREIRA. a ABNT dá algumas opções para indicação do período de publicação (para o caso de livros): [2004?] para o ano provável de publicação . Data da Publicação: é indicada sempre em algarismo arábicos.]. n. ficará assim: BANDEIRA.]. História do Brasil. ed. 2004. pela editora Vozes. publicado em Santo André. Solidariedade. Se a data for desconhecida. Minha vida. sem espaçamento nem pontuação. Dispensa-se o uso da palavra ‘editora’. P.] Editora: Indica-se a editora responsável pela publicação do documento. l. Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Lucas Brandão. 2. publicado em Campinas. logo após a editora indicada e antecedida por vírgula. Santo André : [s. em 2004. com título POESIAS PARA BRINCAR. ficará assim: BETO. Se a editora não for indicada no documento. S. ficará assim: BRANDÃO. com o título HISTÓRIA DO BRASIL. indica-se [s. publicada no Rio de Janeiro. Campinas : Papirus Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Paulo Souza Ferreira. Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Frei Beto.

se denomina Referências. ficará assim: SILVÉRIO NETO.2 Localização das Referências As opções para indicação das Referências dos documentos utilizados em uma pesquisa. subtítulo ESTUDO E ENSINO. publicado em São Paulo pela editora Melhoramentos.1. mas NÃO citados. 2005. À lista dos conjuntos de dados para identificação (ver item 5.1) de documentos citados no texto redigido sobre a pesquisa realizada. que tem 240 páginas. 7. Indica-se logo após a data de publicação. ed. no texto redigido sobre a pesquisa realizada. em 2005. São Paulo : Melhoramentos. Exemplo: 1999-2001. separadas por hífen. segunda edição.1) de documentos consultados. Química orgânica. em ordem alfabética. Descrição Física: É a indicação do número de páginas p. Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Leonardo Silvério Neto. d. indica-se as duas datas. [200-] para indicar a década certa da publicação [200-?] para indicar a provável década da publicação [19--] para indicar o século certo da publicação [19--?] para indicar o provável século da publicação [s. . A preferencial é a que se apresenta ao final do trabalho. 2. Ambas as listagens terão a mesma formatação e seguem a normalização já descrita até aqui. cerca de.. L.143 [ca 2001] para a data aproximada de publicação. se denomina Documentos Consultados. À lista dos conjuntos de dados para identificação (ver item 5. são variadas. com título QUÍMICA ORGÂNICA.. 240 p. em uma única listagem.] para indicar que não há indícios da data de publicação Se o documento estiver em vários volumes e a data de publicação do primeiro volume for diferente da do último. volumes v ou folhas f de um documento.

C.144 A diagramação destes conjuntos de dados para identificação dos documentos pesquisados com o objetivo de dar embasamento teórico ao trabalho – seja Documentos Consultados ou Referências – seguirá o padrão: • Título da listagem digitado em negrito. J. Campinas : Papirus. Rio de Janeiro : McGrowHill. 3 cm GARCIA. 409 p. rev. 2 cm . ed. tudo em letra maiúscula. Limonada suíça em tempos rosas: literatura e poesia 2 cm moderna. ed. formato: 3 cm Assim. e ampl. A. TURCCILLO. 2. 2005. BAROSA SOBRINHO. uma listagem de Referências ou de Documentos Consultados terá o seguinte 78 REFERÊNCIAS ALBERGARIA. o A Fonte (modelo de letra) utilizada será a mesma do restante do texto da pesquisa. São Paulo : Melhoramentos. espaço 1. é aquela já apresentada nos tópicos anteriores. 2002. 2003. Ciência em tempo real. S. Metodologia da pesquisa científica: temas controversos.5 entre as linhas e duplo entre uma referência e outra. 90 p. Sintaxe na língua portuguesa. LEMOS. ed. Belo Horizonte : MMN. Quanto à pontuação. texto justificado. M. 3. não negritado. Z. atual. 111 p. 780 p. Em nenhum momento haverá variação de Fonte (modelo de letra). centralizado. 2005. J. tamanho 14. H. • Texto das referências – Documentos Consultados ou Referências – digitado em tamanho 12. Filosofia. 230 p. de. São Paulo : Atlas. Vale lembrar que as opções indicadas são Arial ou Times New Roman (TNR). 2. respeitando as margens estabelecidas para o trabalho.

de todas as fontes de informação teórica utilizadas em sua pesquisa. cada documento. volume ou fragmento). o pesquisador terá condições de. São Paulo : Ática.1 Partes de Livros (Capítulos. Local : Editora.2 Livros e Documentos Não Periódicos Os livros e documentos não periódicos são referenciados de forma bastante similar. seguido do título da parte (sem qualquer destaque). 2005. Título. J. 309 p. ed. separadas por hífen. Fragmentos. Ano. em destaque. o ideal é que a referência seja apenas da parte utilizada. Se o livro for usado apenas em parte (um capítulo. K. 3. e os demais elementos previstos para referência de livros. todavia. volume ou fragmento) utilizada tiver um autor específico (publicações em que cada capítulo tem um autor diferente. Edição. conforme o modelo a seguir: A paginação será indicada com o número da página inicial e da página final da . Fronteiras do saber. consultando. Basicamente. por exemplo). Os elementos a serem indicados em cada uma destas listagens irão variar de acordo com o tipo de documento: 7. o título do livro.2. elaborar as Referências ou a lista de Documentos Consultados. é referenciado levando-se em conta detalhes específicos. conforme a sua particularidade. a referência de documentos na forma de livro terá os elementos: Chave: AUTORIA. Depois coloca-se o termo In: (que significa ‘dentro de’). Volumes) Se a parte (capítulo.145 A partir destes conhecimentos básicos. 7. o autor responsável por todo o livro (se houver). Exemplo: CERQUEIRA. Número de Páginas. a referência iniciará pelo autor da parte. parte.

In: MICHAELIS dicionário ilustrado. STADLER. 2. Edição. p. Paginação. In: HILLTER. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTOR DO RELATÓRIO. A referência de um verbete é feita citando-se os elementos indicados a seguir. 7. ed. quando for o caso). Rio de Janeiro : Melhoramentos. Indicação do tipo de documento. 143-187. 7. 2002. Ano. In: NOME da enciclopédia ou dicionário consultado. rev. Exemplo: MARKETING.2 Verbetes de Enciclopédias e Dicionários Quando o documento utilizado for uma Enciclopédia ou um Dicionário.3 Relatórios Técnicos Quando o documento utilizado for um Relatório Técnico. Volume. Belo Horizonte : Artes Médicas. Local : Editora. 2000. v. In: AUTORIA DA OBRA.204. 2. e atual.146 Chave: AUTORIA DA PARTE DA OBRA. B. Verbete é o texto referente ao item (palavra ou tema) consultado.2. Título da obra. . Página (ou páginas inicial e final. Local : Editora. 1. Ano. . Ano. O desenvolvimento da planta. Exemplo: MORAES. Falando em ecologia: conceitos e estudos de casos. Página inicial – Página final da parte referenciada. T. Título da parte.2. p. L. Chave: PALAVRA OU TEMA DO VERBETE CONSULTADO. a referência será a do verbete consultado. Título do relatório.

G. 45 f. Universidade Estadual de Campinas. M. Centro Universitário Adventista de São Paulo/Campus 2. Título. R. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA. 441 f. Indicação de Tese. Engenheiro Coelho (SP).147 Exemplo: MONTEIRO. . Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) – Faculdade de Engenharia Mecânica e de Produção. PEREIRA. 1998.4 Teses. Campinas. Instituição. 7. Análise do grau de segurança na biblioteca do Colégio Piloto. Dissertações e Monografias). M. Exemplo: SILVEIRA. A Filosofia vai à escola? : estudo do programa de filosofia para crianças de Matthew Lipman. Linguagem de sinais. Petrópolis : Colégio Piloto. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação. Dissertação ou Monografia (Grau e Área) – Unidade de Ensino. 87 p. Número de folhas. Local. Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP. 2000. Implementação do Just-in-time em uma empresa fabricante de armações de óculos. 139 f. Santa Bárbaro D’Oeste (SP). Monografia (Trabalho de Conclusão de Curso) – Curso de Pedagogia. Ano.2. SANTOS.. Dissertações e Monografias Quando o documento utilizado for resultado de produção acadêmica ou científica (Teses. 2002. 2001. Relatório técnico.

Anais do XXII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação – Superando Obstáculos em Direção à Tecnologia.2. CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO. Encontros e Outros Eventos Científicos Quando o documento utilizado for resultado de eventos científicos.5 Trabalhos Acadêmicos Quando o documento utilizado for resultado de trabalhos acadêmicos. ano de publicação. 2002. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTOR(ES) DO TRABALHO. São Paulo.148 7. 322 p. 2005. Conferências.. Local: Editora. . os elementos que comporão a referência são: Chave: NOME DO EVENTO. número do evento. 32 f.6 Congressos. Número de folhas. 22. local. Florianópolis. Local. Exemplo: SANTOS. ano de realização. Modelos matemáticos para o ensino fundamental. Indicação de Trabalho Acadêmico (Disciplina) – Curso. 2004. São Paulo. Título. Curitiba : PUCPR.. Título. 4. V. 2 v. 2004. número de páginas ou volume. Anais do 4º. 7. Centro Universitário Adventista de São Paulo/Campus SP. Encontro anual de iniciação científica. Instituição. São Paulo : UNASP/Campus SP. Ano.2. 2003. Trabalho Acadêmico (Didática II) – Curso de Matemática. Exemplos: ENCONTRO ANUAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA.

149 7. quando o pesquisador utiliza apenas um ou outro artigo de cada periódico. 2005.. mensalmente. ano de publicação. número do evento. Local : Editora. Podem ser utilizados no todo – o periódico inteiro ou sua coleção – ou em partes. Exemplo: LEANDRO FILHO. Os periódicos científicos são publicações positivamente significativas para o pesquisador.3 Publicações Periódicas Publicações periódicas são as publicadas de período em período – anualmente. In: SIMPÓSIO SOBRE RECURSOS INFORMACIONAIS EM BIBLIOTECAS VIRTUAIS. especialmente pela possibilidade de oferecerem informações atualizadas sobre temas do momento. local. J. semanalmente. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA. Em cada caso a referência terá detalhes específicos. Exemplos: jornais. Título. In: NOME DO EVENTO. 7. São José do Rio Preto. Página inicialfinal. E. diariamente. 345-456..7 Trabalhos Apresentados em Eventos Científicos Quando o documento utilizado for resultado de um trabalho apresentado em evento científico. São José do Rio Preto : UNSJRP. quinzenalmente. LIMA. Simpósio sobre recursos informacionais em bibliotecas virtuais.2. 3. J. Título do trabalho. e assim por diante. ano de realização. p. Anais do 3º. revistas. semestralmente. 2004. . Divulgação seletiva da informação por meio eletrônico.

3.150 7. Título do artigo. todavia. Local de publicação. X. Teoria do currículo sim.2 Artigos de Periódicos Quando o documento utilizado for um artigo de periódico. 23-27. Campinas. número do fascículo ou ano.3 Artigos de Jornais Os jornais também são publicações periódicas. jan.3. Local de publicação : Editora. p. 2002b. n. páginas inicial-final do artigo. Exemplo: REVISTA DE EDUCAÇÃO DA PUCRS. Revista de Educação da IASD. de.3.3. v. Exemplo: ALBUQUERQUE. 2. Ano de início-término da publicação. 7. Título do periódico. E. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTOR DO ARTIGO. Quando o documento utilizado for um artigo de jornal. devido à sua característica peculiar.1 Periódicos Considerados no Todo Quando o documento utilizado for um periódico e ele for integralmente utilizado (vários artigos de toda a coleção). Porto Alegre : PUCRS. tem uma referenciação particular. os elementos que comporão a referência são: Chave: TÍTULO DO PERIÓDICO. número do volume. 19701999. data. os elementos que comporão a referência são: . O currículo da teoria não. 7.

Local de publicação. seção. Nota indicativa de resumo. Belo Horizonte. 12. 13 out. 2001. 2000. etc.. ago. São Paulo. Exemplo: GÓIS. Belo Horizonte : ATTB. p. Política. Título do artigo. 12A-13A. Quando o documento utilizado for um resumo de livro. Exemplo: PADOVANI. ano). mês. F. História dos povos bárbaros. Título da parte resumida. publicado numa seção de resumos. Economia. 11-12. 233-302. v. Número ou título do caderno. p. número de ordem da(s) coluna(s). O Estado de São Paulo. Ano. Revista de História da Universidade Federal de Minas Gerais. L. 22 set 2001. páginas inicial-final do artigo referenciado. Fonte onde o resumo foi publicado. .151 Chave: AUTOR DO ARTIGO. por exemplo. DONIZETTE. H. n. coluna 3. 21. p. 7. data (dia. Local : Editora. 2002. Cada um destes tipos terá uma referência adequada às suas características. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA DA PARTE RESUMIDA. As eleições e a educação. Título do jornal. A economia continua em crise. suplementos. Folha de São Paulo. Resumos.4 Resumos Os Resumos são textos técnicos que sintetizam livros ou artigos de periódicos e são publicados em documentos específicos (publicações que reservam espaços apenas para resumos ou só publicam resumos).

Título do artigo. número do volume do periódico onde o resumo foi publicado. 2. publicado numa seção específica para resumos. página(s inicialfinal) do resumo publicado. Local de publicação do periódico onde o resumo foi publicado. etc. Resumo. Quando o documento utilizado for o resumo de um artigo de periódico.23. K. Exemplo: páginas inicial-final do artigo que foi resumido. monografia. São Paulo. Jan. Título do periódico onde o resumo foi publicado. volume do periódico original de onde o artigo foi publicado. 4. Exemplo: FRANCO. Revista de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Franco publicou um artigo em 2000 e o resumo deste artigo foi publicado em 2001. v. . 44-47. p.) e publicou em 2001 este resumo. H. 2000. Góis fez o resumo de um texto (pode ser livro. Revista de Psicologia da USP. Local de publicação do periódico original de onde o artigo foi publicado. Porto Alegre. acrescenta-se a nota indicativa Resumo de: antecedendo a fonte de onde foi retirado o resumo. n. 1. 2001. No caso do exemplo acima. em um outro periódico. data de publicação do periódico onde o resumo foi publicado. número do fascículo ou ano do periódico onde o resumo foi publicado. Nota indicativa de resumo. Adolescentes e gravidez. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTOR DO ARTIGO. Em 2002 a Revista de História da UFMG publicou este resumo na íntegra em um de seus números. Título do periódico original de onde o artigo foi publicado. data de publicação do periódico original de onde o artigo foi publicado. K. n. 213-219. Esta é uma das possibilidades de se referenciar resumos utilizados em trabalhos científicos. v. número do fascículo ou ano do periódico original de artigo foi publicado. Jul.152 • No caso do exemplo acima. p. Quando a autoria do resumo for indicada.

Quando o documento utilizado for uma resenha com título próprio os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA DA RESENHA. Título do periódico que publicou a resenha. Título do livro ou artigo resenhado. data. páginas inicial e final do texto da resenha. v. São Paulo. . data. J. Porto Alegre.153 Exemplo: FRANCO. Resenha. Rio de Janeiro. Nota indicativa de resenha. v. n. Revista de Psicologia da USP.23. 234-236. número do fascículo do periódico. v. 14. O. Resumo de: MENDES. volume do periódico. Cada resenha terá uma referência adequada às suas características. Nota indicativa contendo Resenha de: coloca-se o nome do autor do texto resenhado e o título do texto resenhado. 2. número do fascículo do periódico. Revista de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. seguidos das demais informações sobre a fonte onde se encontra o texto resenhado. Resumo. p. Quando o documento utilizado for uma resenha sem título próprio os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA DA RESENHA. Adolescentes e gravidez.. Título do periódico que publicou a resenha. 2001. 7. Local de publicação do periódico. n. 1. 2004. p. páginas inicial e final do texto da resenha. volume do periódico. Local de publicação do periódico.5 Resenha Resenhas são textos técnicos que resumem e comentam livros ou artigos de periódicos e são publicadas em documentos específicos (publicações que reservam espaços para resenhas ou só publicam resenhas). Jan. 4. p. Revista de Administração da FGV. Nomeações e vetos em tempos de CPI: uma análise comparativa. Exemplo: FRAGOSO. 44-47. Título da resenha. 2. n. 2000. Jul. K. 213-219.

processos. 2002. J. resoluções e indicações. R. Concepções filosóficas sobre a análise do discurso na perspectiva de J. S. 7. etc. Brasília. Jan.1.7. 2004. as decisões e sentenças judiciais. os elementos que comporão a referência são: .6 Normas Técnicas Normas Técnicas são parâmetros estabelecidos para definir posturas.7 Documentos Legislativos São documentos legislativos as leis. NBR6023 : norma técnica sobre referências. 7. Local. Resenha de: DURAN. 379 p. E. Salvador. Revista da Faculdade de Letras da UFBA. os decretos. procedimentos. 7. p. padrões.1 Leis e Decretos Quando for utilizado um documento legislativo do tipo Leis e Decretos. 63-71. os pareceres. Título (que em geral é o número da norma) : subtítulo da norma. Quando o documento utilizado for uma norma técnica os elementos que comporão a referência são: Chave: ORGÃO NORMALIZADOR. 2.-Mar. A análise do discurso: divagações ou ferramenta científica ?. os acórdãos. n. 2005. v. Campinas : PAPIRUS. Ano. Duran.154 Exemplo: PARANHOS. Exemplo: PEIXOTO.

2324. Albergaria Felinto Motta. 2002. Diário Oficial da União. 111. Brasília. Do Supremo Tribunal Federal. 45. v. 2002.3 Pareceres. v. decisão ou sentença. n. coluna 3. Nome da corte ou tribunal.7. Exemplo: BRASIL.98. ESTADO OU MUNICÍPIO.155 Chave: NOME DO PAÍS. Habeas corpus n. os elementos que comporão a referência são: Chave: NOME DO PAÍS.98. Título e número da lei ou decreto. Partes litigantes (agravo. 2 maio 2003. Dados da publicação que divulgou o documento.218. Exemplo: BRASIL. Deferimento de habeas corpus.2 Acórdãos. Data. ESTADO OU MUNICÍPIO. 111. Relator: Dr. os elementos que comporão a referência são: . Exemplo: apelação. Decisões. Resoluções e Indicações Quando for utilizado um documento legislativo nesta categoria. p. Ementa ou acórdão. Brasília. Diário Oficial da União. Dados da publicação que divulgou o acórdão. 45. hábeas corpus). Relator: nome. Ementa. 2. Decreto n. 7.7. Sentenças de Cortes ou Tribunais Quando for utilizado um documento legislativo nesta categoria. Seção 1. embargo. Promotoria da cidade de São Paulo e Antonio Pedro de Paranhos Neto. Seção 1. de 12 de setembro de 2002. data. 7. Tipo e número do recurso. Estabelece parâmetros para a realização do referendo sobre a proibição da comercialização de armas de fogo e projéteis no Brasil. 13 Set. p. 13 Set. n. coluna 3.

Exemplo: BÍBLIA.8 Bíblia 7. Consultoria Geral da República. Tradução ou versão. de F. Língua. Parecer n. v.156 Chave: AUTORIA (Instituição ou Pessoa). Língua. Tipo (parecer. Inglês. 7. Ano.3. Holly Bible. Tradução ou versão. Edição. indicação). Edição. Ementa. Ano. New York : LCD. Kings James Version.8. 22th ed. C. 7. 265-266. Exemplo: BRASIL.2 Partes da Bíblia Quando o documento utilizado for um dos livros da Bíblia. 2004.8. Nome do Livro da Bíblia. Exemplo: . In: MONTEIRO. os elementos que comporão a referência são: Chave: BÍBLIA. Local : Editora. Local : Editora. número e data. Direito internacional. 2001. resolução. Competência para extradição de estrangeiros que atuam nas instâncias do governo federal.1 Bíblias Consideradas no Todo Quando o documento utilizado for a Bíblia em sua íntegra – toda ou quase toda a bíblia – os elementos que comporão a referência são: Chave: BÍBLIA. 2324 de 31 mar. São Paulo : Mc-GrawHill. Dados da publicação que Exemplo: divulgou o documento. Consultor> Alceu Amoroso Lima. 2003. Relator ou consultor: nome. p. Título. Título.

7. Catálogo. Exemplo: ASSOCIAÇÃO PRÓ-ARTE DE LONDRINA. realizadas na perspectiva científica. Local. Editores. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA (instituição. . etc. Ano. Nota indicativa de catálogo quando não constar no título. Apocalipse. Londrina.10. ed. Título do catálogo. 35. Tanto as Em geral. Local. elaboradas pelo pesquisador. M. associação. Exemplo: HERCULES. quando 7.1 Entrevistas Não Publicadas Chave: AUTORIA (nome do entrevistado – aquele que concedeu a entrevista). 2002.157 BÍBLIA. Mostra de pintura da UnisTest Mendel. Versão Antonio Pereira de Figueiredo.10 Entrevistas As entrevistas são excelentes ferramentas de pesquisa. 2001.9 Catálogos de Exposições. A Bíblia Viva. Data. são instrumentos de divulgação de informações atualizadas e precisas. organização. Ementa da entrevista. Ingresso de carteiras de negócio internacionais em instituições financeiras brasileiras. Quando o documento utilizado for um catálogo. Português.). quanto as publicadas. etc. São Paulo : Paulinas. São Paulo. 7. Muito utilizados por pesquisadores de algumas áreas específicas. 2000.

data de início. 204-209. É possível indicar o nome do entrevistador na nota da entrevista. quando for de interesse do pesquisador. n. n. São Paulo.2. Exemplo: GRACIANO. p. Título da entrevista. paginação. Exemplo: PEREIRA. Cirurgias de redução do estômago. Indicação de entrevista.2 Entrevistas Publicadas Chave: AUTORIA (nome do entrevistado – aquele que concedeu a entrevista). 2001. M. acrescenta-se o cargo. Ingresso de carteiras de negócio internacionais em instituições financeiras brasileiras.158 Quando a entrevista é concedida em função de cargo ocupado pelo entrevistado. v. p. . 2002. Maio 2005. Entrevista concedida pelo Cherman do Commertz Bank no Unibanco Brasil. Marília. 7. Entrevista. a instituição e o local ao título.254. 7. 23. A. Dados completos da fonte que publicou a entrevista. Nome e número do Programa – Título do programa. Local : Unidade executora. Título do Projeto. São Paulo. Revista de Educação Física da UNIMAR. Nota de status (Se é anteprojeto. (Sigla da instituição mantenedora.11 Projetos de Pesquisa Quando o documento utilizado for um Projeto de Pesquisa. Jul-Ago. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (Coordenador do Projeto). v. Revista de Medicina da USP. A era das academias. Y. 112. projeto em andamento ou projeto concluído). Exemplo: HERCULES.10. Código do Projeto). A nota de entrevista ao final da referência deve ser omitida quando figurar no título. Entrevista concedida a Paulo Antunes Maia. São Paulo. 1. Título do documento que publicou a entrevista. 3.1230-1.

Título. 7. Local. Palestra proferida na Faculdade de Física da UFSCAR. Projeto concluído. Nota indicativa de origem do documento (palestra. (Coord. São Paulo : ONG Viva Rio. Projeto 3635). p. notas de aula. associação ou outro). São Carlos. de C.159 Exemplo: ANDRADE. 31 mar. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. 7. Teoria quântica.12 Obras Inéditas (Documentos Não Publicados) Quando o documento utilizado não houver sido publicado. U.13 Atas de Reuniões Quando o documento utilizado for uma Ata de Reunião. etc. 15 p. páginas inicial-final. . 23-24. Livro número.). S. Hortolândia. Atividades gestoras em ONGS. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (Instituição.). 2001. Ata da reunião do colegiado do Curso de Educação Física realizada em 21 de março de 2002. Programa 116 – Gestões de ONGS. Livro 23. Exemplo: NEVES. 2001. (ong Viva Rio. Título e data. Exemplo: CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO.

altura X largura.1 Mapas e Globos Mapas e globos são referenciados de forma muito semelhante. atlas. A única variação é o termo indicativo mapa ou globo e a dimensão que no globo será indicado o diâmetro em cm. 115 cm. Título do atlas.. Relevo geográfico brasileiro.14. São Paulo : LTF. 78 x 88 cm. 2004..2 Atlas Quando o documento utilizado for um atlas.14. 7. Ano. Exemplo: MAIA. Exemplo: GEOMAPAS.000. Atlas geográfico dos Estados Unidos da América. 1 mapa : color. Escala 1:500. Local : Editora. GEOMAPAS.160 7. 7. Escala. Local : Editora. globos. STILL. . 1 globo : color. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. e similares. São Paulo : LTF. 2004. Quando o documento utilizado for um mapa ou um globo. Número de unidades físicas : indicação de cor. Título. Ano. G. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (autor e/ou editor). R.. Globo terrestre. 2001. Washington.14 Documentos Cartográficos São documentos cartográficos os mapas.

Indicações complementares de responsabilidade. São Paulo : Ática. Número de partituras (quantidade de páginas). os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (compositor). cassete. a referência será iniciada pelo título do atlas. vinil. Local : Editora. Ano. Exemplo: GEOGRAFIA do Brasil: relevos e fronteiras. Atlas.15 Partituras Quando o documento utilizado for uma partitura. deve-se fazer a indicação ao final da referência. 2001. Nossa gente nossa música: ano 2002. 2002.16 Gravações Sonoras São documentos em gravação sonora: CDs. 2004. R. videodisco laser.) 7. São Paulo : UNASP. Washington. 1 partitura (8 p. Título. Exemplo: DIAS. Se a palavra atlas não aparece no título do documento. . 7. Exemplo: ATLAS histórico dos Estados Unidos da América.161 Quando não há autor ou editor.

Número do disco. Regina Mota. Klein. Título. será iniciada pelo(a) intérprete. Número de CDs. R. 2 Cd (96 min). Exemplo: MOTA. Digital. se necessário. Local : Gravadora. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (compositor). 7. Exemplo: PARALAMAS DO SUCESSO. 2000. 9 luas. número de canais sonoros. . Local : Gravadora. D223 S145 12/89. Prá cima Brasil. 20030-2-1020. a Referência se iniciará pelo título. Ano. regente. G. Número de discos (tempo de gravação em minutos) : número de rotação(ções) por minuto. Número de CDs (tempo de gravação em minutos) : tipo de gravação. Nova Friburgo : ADSAT. Executante. 1 CD (50 min) : digital. 1 disco (45 min) : 331/3 rpm. Orquestra Filarmônica de Frankfurt. J. O Messias. estéreo. Executante. 2001. Ano. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (compositor). F. Título.16. microssulco. Grupo Vocal VP. Rio de Janeiro : Odeon.16. estéreo. 2320-9-80. 2001. sulco ou digital. número de canais sonoros.162 7. Toronto : WCA Music. Em caso de coletânea. estéreo.2 Discos de Vinil Quando o documento utilizado for um disco de vinil.1 Discos Compactos Áudio – CD Áudio Quando o documento utilizado for um CD para áudio (somente aparelho de música). HANDEL.

Executante. 1 disco1 (40 min): 331/3 rpm. Título. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (compositor). Exemplo: FONSECA. Chuva de bênçãos. 7. 89208389.163 Exemplo: FONSECA. 1 videodisco (35 min) : laser. 2004. Número de unidades físicas (duração) : tipo de gravação. microssulco. 4 discos (240 min): 331/3 rpm. estéreo. Caso o pesquisador utilize apenas um dos lados do disco. estéreo. número de canais sonoros. R. estéreo. São Paulo : RCA. neste caso. Título. deve ser feita a designação Lado A ou B. 7. após a data. 2001. Exemplo: . A glória e magestade. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. São Paulo : RCA. Exemplo: CORAL CARLOS GOMES. Número de unidades físicas (duração em minutos) : laser. 2004. 89208347. R. Número do disco. Local : Gravadora. microssulco.4 Cassetes Quando o documento utilizado for um cassete sonoro.16. Ano. Local : Gravadora.3 Videodisco (Laser) Quando o documento utilizado for um videodisco laser (ou CDL). Chuva de bênçãos. somente este lado deve ser referenciado e. Ano.16. Lado B. São Paulo : RCA. UO-34-598.

1 Gravações em Cassetes Quando o documento utilizado for uma gravação em cassete. cassete. • Características de som: deve-se indicar: mudo. legendado (leg.) ou dublado (dubl. Cristo ama as criancinhas. rolo). conforme o caso. sonoro (son. conforme o caso. APL-M.. Betamax). 2002. 1 cassete (100 min) : son. Exemplo: SEMÕES do pastor Stina. • Tempo de projeção: deve ser indicado em minutos. E. AZEVEDO. Direção de.). cartucho. para colorido. NTSC. largura e milímetros. 1997. VHS NTSC. Observações: Os dados de descrição física de filmes cinematográficos e gravações em cassete devem ser registrados assim: • Número de unidades físicas: deve-se utilizar os termos (bobina. Número de unidades físicas (duração em minutos) : indicação de som (legenda ou dublagem). . Rio de Janeiro : Está Escrito. 7.17 Filmes e Gravações em Cassetes 7. Zilda e Elias Azevedo e os Pequenos Cantores da Colina.17.). 1 cassete (45 min) : son. • Dimensão: deve-se registrar a bitola (largura) em milímetros (mm) ou polegadas (pol). São Paulo : INC. Ano. indicação de cor. estéreo.. Z. • Cor: deve-se utilizar as abreveaturas p & b para preto e branco ou color. Sistema de gravação. os elementos da referência são: Chave: TÍTULO. Direção de Williams Costa Júnior. • Sistema de Gravação para Vídeo: deve-se registrar o sistema utilizado (VHS. .164 AZEVEDO. Local : Distribuidora. 12 mm.

. largura em milímetros. D. Quando o documento utilizado for um slide. Local : Editora. Exemplo: MOURA. 35 mm. 2 microfichas. 2003. Título. Quando o documento utilizado for uma microficha. Slides e Diafilmes Também chamadas de Microformas. Número de unidades físicas. Ano. Número de unidades físicas. Título. Número de slides : indicação de cor. de S. Local : Editora. Paleontologia. redução de 1. de S.24. Exemplo: MONTEIRO. São Paulo: NCN: color. Trigonometria euclidiana. 5 x 5 cm. I. dimensão em centímetros.000. redução.165 7. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. 2004. Ano. Ano. 1 bobina de microfilme. Microfichas. Geografia do Brasil. 3 v. a utilização deste material é muito comum entre pesquisadores de algumas áreas específicas do conhecimento. . 2 v. São Paulo : LTC.18 Microfilmes. I. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. Exemplo: CARVALHO. Título. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. São Paulo : LTC. Local : Produtor. Quando o documento utilizado for um microfilme.

500 anos de história da Educação.19 Transparências Quando o documento utilizado for uma transparência. S. Título. dimensões. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. Local : Produtor.166 Quando o documento utilizado for um diafilme. Ano. Número de unidades físicas : indicação de cor. 35 mm. Título. Rio de Janeiro : IBGE. Ano. Exemplo: BARBOSA. Exemplo: VICENTE. 7. Ano. W. 1 diafilme (78 fotogramas). 2005. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. São Paulo : Melhoramentos. largura em milímetros. Local : Editora. Exemplo: . Número de unidades físicas (número de fotogramas). Número de unidades físicas : indicação de cor. 2002.20 Fotografias Quando o documento utilizado for uma fotografia. Hidrografia da região nordeste do Brasil. Título. 7. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (fotógrafo). 35 transparências : p & b.

Moisés. : color. 15 x 18 cm. 1 pôster : color. Fotógrafo René Monges. 1 álbum (50 fot. Número de unidades físicas : indicação de cor.21 Pôsteres Quando o documento utilizado for um pôster.167 ALMEIDA. Somente então é indicado o nome do fotógrafo e demais dados: Exemplo: MICHELANGELO. por exemplo). 7. V. Exemplo: FISIOLOGIA da mão. Local : Editora. 18 x 36 cm. Exemplo: RAFAEL. 15 x 18 cm. Belo Horizonte : UFMG. 1 fot. : p & b. 1 fot. 2004. Fotografias de obras de arte terão a referência iniciada pelo nome do autor da obra.22 Cartas Quando o documento utilizado for uma carta não publicada. 2001. 7. 2001.) : p & b. este dado antecederá o número de fotos. os elementos da referência são: Chave: TÍTULO. os elementos da referência são: . Fotógrafo René Monges. Dois nobres na corte. seguido do título da obra. Ano. Se o pesquisador houver utilizado uma coleção de fotografias com suporte físico próprio (álbum. . 2004. Estrutura em concreto protendido.

Mensagens aos jovens. 2002. São José do Rio Preto : NOVACIL Farmacopédia. G. 7. Carta ao filho William. Tatuí : CPB. 2 f.168 Chave: AUTORIA DA CARTA. Marilena Almeida Gomes. Local : Laboratório/Fabricante. Cartas de Ellen White escritas aos jovens da igreja. mês e ano). Ano. Nota indicativa de bula. Exemplo: WHITE. Descrição física Exemplo: WHITE. 17 out. Exemplo: SINTROYD: tiroxina. viajando na Suíça. Responsável técnico. Título da publicação. Local. Berna. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA DA OBRA ONDE A CARTA FOI PUBLICADA (Indicação de responsabilidade do autor) Ementa da carta. G. Ementa da carta. Quando o documento utilizado for uma carta publicada. . E. os elementos da referência são: Chave: NOME COMERCIAL DO MEDICAMENTO: nome genérico. Local (dados complementares da publicação). E. 2001.23 Bula de Remédio Quando o documento utilizado for uma bula de remédio. 789 p. data (dia. Bula. 1899.

). 77-79.34. Local. Indicação de disquete e dimensão do mesmo. Título. n. T. os disquetes.) receberão tratamento específico no momento de sua referenciação. Fortaleza. Nome do arquivo. 1 disquete 31/2 . os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. Jornalista de Hoje. Programa gerador. . 2001. de H. R. Saberes e discursos sobre educação especial: uma análise comparativa. Extensão.24. Dados complementares da fonte da informação (livro. Custódia (depositário). as fitas magnéticas e os CD-Roms. . D. etc. Ementa. Descrição física. São Paulo : EDUSP. relatório. 1 disquete 31/2 . v.1 Disquetes e Similares Quando o documento utilizado estiver registrado em um disquete.24 Informações e Documentos Eletrônicos São considerados documentos eletrônicos os Arquivos Eletrônicos. jan.24. 2004. data (dia. . mês e ano). Exemplo para Livro em Disquete: FURTADO. As informações oriundas deste tipo de fonte (mesmo quando livros. 7. periódicos. 7. Exemplo para Periódico em Disquete: PEREIRA. p. periódicos. os Softwares. SAMPAIO. 2.169 7. etc. WALMOR. Ética na propaganda.2 Arquivos Eletrônicos Quando o documento utilizado estiver registrado em um arquivo eletrônico – de dados e textos criados no computador – os elementos da referência são: Chave: AUTORIA DO ARQUIVO. E.

Conjunto de softwares: 8 disquetes 3 ½ . 5 fitas magnéticas DAT 2GB. elaborado para utilização a partir de 2003. Projects for Windows XP. 3 disquetes 51/4pol. Projeto Pedagógico. 4mm. Ano. Local : Editor/Produtor. Notas: indicação dos elementos que compõem o conjunto de softwares. Descrição física. Nome do programa e versão. Projeto pedagógico do curso. Chicago. contendo diferentes tipos de materiais e estejam sendo mantido juntos – por necessidade – os elementos da referência são: Chave: AUTORIA.170 Exemplo: CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO/Campus HT. Nota indicativa sobre aplicação do programa. Exemplo: MIROSOFT CORPORATION. 2005. 2002. Local. Título e versão. Chave: AUTORIA DO PROGRAMA. Descrição física. 2005. 13 out. Chicago. 2 folhetos e 1 manual. Windows XP. Curso de Pedagogia. 2002. Hortolândia. tipo de suporte. tipo de suporte. Exemplo: MIROSOFT CORPORATION. Biblioteca Universitária. . Windows Se o documento consultado for um conjunto de softwares. 5 disquetes 51/4pol. Ano.

e ao final. os elementos da referência variarão conforme o caso: • Livros no todo: Faz-se a referência do livro. Quando o documento utilizado for um CD-ROM. fragmento.171 7. ao referenciar as informações contidas em um CD-ROM. Exemplo: GIROTO. Exemplo: SOCIEDADE BRASILEIRA DE FISIOTERAPIA. Assim. Chave: AUTORIA. dimensão. Ano. faz-se a indicação da mídia onde está contida a informação. Rio de Janeiro. Base de Dados e Similares No CD-Rom.4 CD-Rom. a fonte original da informação e em seguida. indica-se em quantos CD-ROM está contido o livro.3 Fitas Magnéticas e Similares Quando o documento utilizado for uma fita magnética.24. Título. eventos. São Paulo : UNASPRESS. que possui grande capacidade para armazenar textos e imagens. E. Estudos de fisiologia do movimento dos membros inferiores em humanos na faixa etária de 0 a 10 anos. completa. poderão estar registrados livros. levar-se-á em conta. 2001. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. e ao final. periódicos. dimensão. Indicação de fita magnética. 24 CD-ROM • Partes de Livros: Faz-se a referência da parte do livro. 4mm. capítulo. Local. Título. Sermões para todas as ocasiões. Indicação de fita magnética. Fita magnética DAT 3GB. 2003. etc. indica-se em quantos CD-ROMS está contido o livro. Local. Ano. 7. .24.

172 Exemplo: FRANCCESCO. Disponível em: <endereço eletrônico> Acesso em: data (dia. 2004. In: BUCCO. M. L.br/~alemao/autodidata.unijui.tche. Rio de Janeiro : McGraw-Hill. do Sul. Disponível em: <http://risc. etc – faz-se a referência conforme o tipo de fonte e em seguida a indicação de CD-ROM. ano).25 Fontes Eletrônicas Online São aquelas disponíveis e acessíveis via protocolos: • E-mail (comunicações pessoais) • http (usado pelo www) • ftp • Gopher • Telnet • Listas de Discussões As informações oriundas deste tipo de fonte têm como elementos da referência: Chave: AUTORIA. . Fonte (se for documento também publicado). publicações periódicas.html> Acesso em: 23 set. Exemplo de documento não publicado: XIMENES. 7. Estudo do idioma alemão no Brasil: pesquisa da USP nos Estados 2005. mês. K. para qualquer outra situação – por exemplo: eventos. Título. Seguindo este raciocínio. relatórios. A história da arte contemporânea na Europa do século XIX. 1 CD-ROM. História da Arte no Velho Mundo.

V. São Paulo. observa-se o seguinte padrão: fazse a referência do documento – do autor/título até a data – e na seqüência a indicação de disponibilidade e acesso. Para publicações periódicas online.fisica/segundograu. 2002. .br/enaic 7. Disponível em: <http://unasp.. In: ENAIC. Disponível em: <http://www. 2005.html> Acesso em: 01 out.edu. 7. U.173 Exemplo de documento publicado: FARIA. Física para segundo grau.html> Acesso em: 21 jan. Belo Horizonte : JKL.usp. Exemplo para eventos científicos: KONNOR. 2005. 2005. 234 p. O relacionamento enfermeiro(a) e familiares de pacientes terminais. Anais do Sétimo Encontro Anual de Iniciação Científica do UNASP Campus SP.

edu. Equivoca-se aquele que não vê num Pôster científico oportunidades semelhantes às oferecidas por mídias como a TV e a Internet (ALBUQUERQUE. 2005). afins e até mesmo de fomentadores de pesquisa. Para trabalhos em fase de conclusão ou já concluídos. . Bem elaborado.albuquerque@unasp. desperta o interesse de pesquisadores iniciantes.br O Pôster científico é um veículo de divulgação apropriado em qualquer evento.174 PÔSTER PARA EVENTOS CIENTÍFICOS Eliethe Xavier de Albuquerque eliethe.

Em geral. se as oportunidades assim permitirem. dissertações ou teses – a depender do tipo de trabalho desenvolvido. Se a opção de divulgação for o pôster. serão apresentados a seguir alguns parâmetros a serem considerados na elaboração de um Pôster Científico. Esta síntese deverá ser construída de tal forma que desperte a atenção das pessoas que poderão ser beneficiadas com o novo conhecimento em divulgação. disponibilizam.175 8 PÔSTER CIENTÍFICO Concluído o trabalho de pesquisa propriamente dito. qualidade de conteúdo e de forma! A partir desta perspectiva. Em geral. Os coordenadores responsáveis pelo evento ou central de exposições. um resumo. concomitantemente. ou ainda um artigo científico. chegando-se às considerações finais. um paper. e para a sociedade. de forma sintetizada. instruções e normas que condicionam tal participação. o primeiro passo nesta direção será “pensar” o pôster! A função do pôster é apresentar dados relevantes de uma pesquisa. objetiva-se que seja exposto em algum lugar ou em algum evento. As opções para a efetivação desta divulgação podem ser as conhecidas monografias. as oportunidades para divulgação determinarão de quantas destas opções o pesquisador se utilizará para comunicar e divulgar o seu trabalho. redigir. a fim de que o mesmo seja divulgado entre as comunidades científica e acadêmica. Isto implica qualidade. elas informam sobre: . um pôster – chamado por alguns de banner. o trabalho. chega-se também ao momento de registrar. juntamente com a oportunidade de participação.1 Ler as Instruções Quando se elabora um pôster. o ato de pesquisar. É importante lembrar que o trabalho poderá ser divulgado em mais de uma forma. 8.

dados coletados.3 Local As equipes experientes informam aos interessados o local onde o pôster será exposto e quais são as condições destes locais.1. Caso isto não ocorra. justificativas. fitas adesivas.2 Tamanho As dimensões do pôster são divulgadas. 8. o pesquisador deverá investigar este detalhe.176 8. geralmente variam entre 60cm X 80cm a 1. 8.1.1. considerações finais e referências bibliográficas.20m X 1. É fundamental estar atento a esta informação e respeitá-la para evitar dificuldades no momento da exposição.1 Conteúdo O que se espera do pôster em termos de conteúdo é muito semelhante às expectativas para os demais meios de divulgação de pesquisas acadêmicas: Introdução.1. isto garantirá ao interessado elaborar o seu pôster em material adequado às condições locais. objetivos. Um pesquisador prevenido garantirá que o seu trabalho esteja afixado desde os primeiros momentos da exposição. metodologia.4 Fixação O local e as condições infra-estruturais definirão o tipo de fixação que o pôster exigirá: prego. considerando-se o espaço disponível para cada participante. etc. taxinhas. análise e discussão dos dados. . evitando assim.50m. dificuldades no momento da exposição. 8.

. 8. tabelas.1. 8. 8.1.8 Utilize-se dos elementos básicos O Pôster será composto de TEXTOS. ilustrações.6 Evite os excessos de informação Mesmo o pesquisador experiente pode ter alguma dificuldade para “pinçar” do conteúdo de sua pesquisa. diagramas.7 Respeite a estrutura básica dos trabalhos científicos Não importa a forma da divulgação.) e IMAGENS (desenhos. os elementos extremamente relevantes.5 Horário É fundamental estar atento a este detalhe.177 8.). o pesquisador poderá afastar o seu público em potencial. os resultados de seu trabalho. . Atenção a este item evitará perdas de tempo e até mesmo o furto do pôster.. DADOS (gráficos. por parte dos “aficionados” pela temática trabalhada.. caso contrário. Afinal. o envolvimento faz com que considere cada detalhe significativo.1.1. é fundamental que o pôster não contenha excesso de informações. ao invés de conquistá-lo e prender a sua atenção.. Todavia. especialmente quando houver mais de uma sessão de exposição. estatísticas. a estrutura básica do conteúdo será a mesma – partindo da introdução e chegando às considerações finais ou conclusão. fotos. de modo a apresentar sob a forma de pôster. Este cuidado é exigido tanto para a fixação quanto para a retirada.

br 8. Exemplo: EDUCAÇÃO DIGITAL INCLUSIVA Antonia Lima Souza Aluna do 3º sem.2. endereço para cont@to.com Silvio Almeida Júnior (Orientador) Docente no Centro Universitário Adventista de São Paulo – Disciplina: Informática aplicada almeidajúnior. considera-se: 8. o essencial é indispensável! . de Pedagogia Centro Universitário Adventista de São Paulo alsouza@hotmail. Autor(es).1.edu.178 8.9 Elementos de identificação As primeiras informações expostas no Pôster serão: O TÍTULO DO TRABALHO (todo em caixa alta).silvio@netcom.1 Quantidade de conteúdo Nem muito nem pouco. Orientador.2 Texto Sobre o texto. Instituição de Origem.

Ao invés de textos corridos. acadêmica e cidadã.2. desde que se indique onde o interessado poder conferi-las. pois pode afastar ou atrair os possíveis interessados na temática pesquisada.. pesados. 8. as Considerações Finais merecem destaque em relação ao restante do texto. eles devem ser distribuídos em colunas. se na exposição for necessário optar entre estas e outros conteúdos do texto. 8. “descansa a vista” do leitor.179 8. todavia. pois dificultam a leitura.com. conforme a localização do texto no pôster). sempre com alinhamento lateral (à esquerda ou à direita.4 Referências Devem ser indicadas e com o devido destaque. pode-se fazê-lo.2.2.2 Presença dos elementos básicos Já referidos anteriormente. 8. o texto disposto em colunas. quando em posição vertical (após a fixação do pôster no local de exposição).3 Destaque especial Na exposição do conteúdo. Compare os exemplos a seguir: .. mas com clareza.5 Diagramação Este é um fator de grande importância. devem estar expostos de forma sucinta. elas são “o presente” do pesquisador para as comunidades científica. Textos com alinhamento centralizados ou justificados devem ser evitados. Além disto.2. leves. Exemplo: Referências Bibliográficas: Ver alsouza@hotmail.

desde que não prejudiquem a leitura do texto. Recomenda-se usar o mesmo tipo de fonte em todo o conteúdo do pôster. O texto em CAIXA ALTA – tudo em maiúsculas – deve ser utilizado apenas para títulos. Maksdk adkçals kdlçksdl çkaksdçl kaslçdk açsdkalç sdklçask dl. mas é preciso respeitar alguns parâmetros: • Figuras de Fundo – Podem ser utilizadas.180 Maksdkadkçalskd lçksdlçkaksdçlkaslçdkaç sdkalçsdklçaskdloaspdo pasodpospdoasdjksdkljl çksjdklsjdkljsdlj.7 Uso de Ilustrações É importante e necessário. há ainda a opção de vir acima ou abaixo. Quanto ao tamanho. . o texto de conteúdo deve ser redigido com fonte em tamanho 25. Evitem-se fontes artísticas ou rebuscadas. Century. Times New Roman (TNR). Mofkçsld kfkslçdfk çskfpopoo pppdasid opaispdas çsdsdkak dçak. Exemplo: Mfklsdfkljsdfj askldjfklasjdfk lsdjfkljasdklfjs ldkfjlskadjflka sdjflkjasdklfjsl adkfjklsdjfklja sdklfjasldfkjas ldkfjk.2.6 Cuidado com as Fontes O texto deve ser redigido utilizando-se fontes (modelos de letras) simples. etc. Qkdjaksj kdjaklsjdj askldjklas jdkljaskld jklasjdlaj dkljalsjlas jk. Neste caso.2. 8. com traços retos. preferencialmente elas devem aparecer sob a forma de “marca d´agua”.mlçdka çsdkçlsdçksdlçkslçdkçs dkçlskdçksdlçksdçlkçsd kçlskdlçkasdçlksçdksç. tipo: Arial. no mínimo. Nalskdlç ksdlçka ksdçAlk aslçdkaç sdkalçsd klçuonii ooiooiioi ask. o texto deve vir à margem da figura. nunca deve ser colocada sob o texto. à esquerda ou à direita. se a figura for colocada em resolução normal. 8.

181 • Cuidados com a Resolução – É comum encontrar trabalhos com baixa qualidade na resolução de textos ou ilustrações, por variados motivos: “o cartucho acabou bem na hora...” “a impressora deu defeito...” “Tenho dificuldades para usar o computador...”. Todavia este tipo de justificativa não é aceito; apenas demonstra que o pesquisador foi relapso neste sentido. • Não usar ilustrações do CLIPARTS – As ilustrações oferecidas por estes recursos têm a finalidade de facilitar o dia a dia das empresas, e não são adequadas para ilustrar trabalhos científicos. Para estes, além das tabelas e gráficos, podem ser utilizadas fotografias ou desenhos personalizados (elaborados especialmente para ilustrar aquele trabalho).

8.3

Composição artística
A divulgação do trabalho científico objetiva, inclusive, atrair aliados à

pesquisa, e deve utilizar dos melhores recursos disponíveis para tal. Entre estes recursos, os da composição artística. Mesmo na mais livre composição artística, existe princípios que devem ser observados, a fim de que a arte também comunique. São eles:

8.3.1 Alinhamento
Sobre este item, em vários dos tópicos anteriores já existem orientações e referências indicativas de uso.

8.3.2 Simetria e Equilíbrio
Os conteúdos expostos no pôster – texto e imagens – devem obedecer aos princípios da harmonia simétrica, ou seja, um lado não deve ter mais conteúdo que o outro.

182

8.3.3 Ordem
Os conteúdos devem ser apresentados na ordem estabelecida para os elementos básicos – introdução, objetivos, justificativas, metodologia, dados coletados, análise e discussão dos dados, considerações finais, referências bibliográficas.

8.3.4 Oposição e Contraste
São princípios que auxiliam na percepção dos detalhes. branco; figuras claras sobre fundo escuro e vice versa. Tanto para

ilustrações quanto para textos. Por exemplo: Texto na cor preta, em fundo

8.3.5 Simplicidade
Os excessos de toda natureza são dispensáveis! Muita ilustração, muita informação, muito colorido, falta de colorido, pouco texto, muito texto... esses extremos provocam o desinteresse do possível interessado na temática da pesquisa apresentada sob a forma de pôster. A simplicidade é elegante, e sempre bem vinda em qualquer situação que envolva a ciência.

8.4

Dicas Tecnológicas
Para elaborar o pôster, os programas mais apropriados são:

PowerPoint, CorelDraw, PhotoShop, Ilustrator, FreeHand. Sabendo utilizálos, os resultados são sempre gratificantes! Mas, cuidado: o que se vê na tela do computador não é, necessariamente, igual ao que se verá impresso. Devese testar a impressão com antecedência. É recomendável ter sempre à mão uma cópia do pôster, para servir-se dela em caso de emergência.

8.5

Divulgação Eletrônica
Se pretender divulgar o Pôster na Rede deve-se utilizar o padrão:

183 • Formato: jpg • Largura: 600x900 pixels • Resolução: 72 dpi

8.6

Vale Lembrar
Não se deve deixar para elaborar o pôster na última hora; “deixar

descansar a massa do pão possibilita maciez e rendimento.” Recomenda-se deixar o pôster “descansar” um ou dois dias, antes de ser impresso. credibilidade. Os erros mais freqüentes em posters são: • Dificuldade de ler o pôster a uma distância de 1,20m ou mais porque a fonte ficou pequena (menor que 25); • Excesso de informações; • Objetivos e conclusões não destacadas. A recomendação da American Gastroenterological Association (AGA) é: Cabeçalho: Cabeçalho deve empregar no mínimo fonte 150 pontos (33 mm), indicando o título do trabalho, autor(es) e instituição. Texto: Letras do texto devem empregar fonte com 36 pontos (10mm). Destaque as seções: Numerar ou destacar cada seção para guiar o leitor do pôster. O uso de cores é um método efetivo de separar as seções e garantir um impacto visual. Mas, é importante verificar se a combinação de cores não prejudica a leitura. Desenvolvimento: O pôster deverá incluir 3 a 5 breves sentenças destacando as informações necessárias para compreender a pesquisa e porque foi feita. As questões da pesquisa ou as hipóteses de trabalho a serem testadas devem ser clara e sucintamente apresentadas. Isto possibilita a correção dos “erros invisíveis” garantindo a qualidade – irmã da

Usar legenda para símbolos. LENDO SOBRE O TEMA escolhido. Conclusões: Apresentar as conclusões sucintamente. Como foi dito a princípio. (Muitos leitores lêem isso primeiro. Gráficos: Resultados apresentados sob a forma de gráficos são muito mais efetivos do que blocos de texto. BUSCAR O . as conclusões devem ser facilmente identificadas e compreendidas). e incluía a interpretação dos resultados abaixo de cada gráfico. gastar tempo E em todo o processo. Recomenda-se ao pesquisador.184 Metodologia: Destacar brevemente a metodologia. APOIO DO ORIENTADOR! Dedicação é a palavra de ordem. apresentando apenas detalhes de novos métodos ou modificações de métodos já utilizados. o pôster é apenas uma conseqüência possível. especialmente o iniciante. em fonte maior. de uma PESQUISA BEM REALIZADA. Assim.

à informação mais completa (BIBLIOGRAFIA. sobre um assunto ou dentro de uma disciplina. inventário. Embora a palavra bibliografia só tenha surgido em 1633... . a atividade que ela designa remonta à antiguidade: catálogo. inventários. escritos.] bibliografia é um registro de documentos. papel. metal. e todas as formas pelas quais os eruditos têm procurado reunir. etc. A primeira bibliografia publicada data de 1494 (Liber de scriptoribus ecclesiasticis). que venham a servir como fonte para consulta.) sobre determinado assunto ou de determinado autor. argila. índice.185 BIBLIOGRAFIA [. impressos ou quaisquer gravações em variados meios (madeira. livros. papiro. 2006). repertório.

2002a. ANDRADE. NBR 6023. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. . Informação e documentação . PUCCAMP. 2002. NBR 6022.apresentação. 2002. São Paulo : UNASP. ed. 2002. Revista de Educação da IASD. 23-27. Rio de Janeiro : ABNT. _____________. Rio de Janeiro : ABNT. NBR 10520. Informação e documentação – Numeração progressiva das seções de um documento escrito – apresentação. _____________. A Atuação do docente de ensino superior na formação de graduandos para o pensar cientificamente. Rio de Janeiro : ABNT. 2. _____________. 2005. NBR 6027. Teoria do currículo sim. 5. 2001. Docência no Ensino Superior) – Departamento de Pós-graduação em Educação. E. _____________. X. 245 f.elaboração de referências . Informação e documentação – sumário – apresentação. NBR 14724. 2002. 2002. M. Informação e documentação – citações em documentos . São Paulo : Atlas. Campinas. M. 2002. p. Informação e documentação – trabalhos acadêmicos – apresentação. Como elaborar posters científicos.186 ALBUQUERQUE. O currículo da teoria não. de. _____________. _____________. Dissertação (Mestrado em Educação. Rio de Janeiro : ABNT. Introdução à metodologia do trabalho científico. Campinas. 2002b. Rio de Janeiro : ABNT. jan. _____________. 174 p. v. Rio de Janeiro : ABNT. de. NBR 6028.apresentação. n. 3. Informação e documentação – resumo – apresentação. Conteúdo de aula.

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