Construindo Monografias e TCC’S

Elias Ferreira Porto Eliethe Xavier de Albuquerque Everson Mückenberger Kátia Corina Vieira Leonardo Tavares Martins Oswalcir A. de Azevedo Paulo Gomes Lima

UNASP 2006

UNASP

CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO

ADMINISTRAÇÃO DA ENTIDADE MANTENEDORA
Presidente: Domingos José de Souza Tesoureiro: Élnio Álvares de Freitas Secretário: Edson Rosa

ADMINISTRAÇÃO GERAL DO UNASP
Reitor: Euler Pereira Bahia Pró-Reitora: Thalita Regina Garcia da Silva Pró-Reitor Administrativo: Élnio Álvares de Freitas Secretário Geral: Paulo César de Azevedo Pró-Reitor do Campus SP: André Marcos Pasini Pró-Reitor do Campus EC: José Paulo Martini Pró-Reitor do Campus HT: Alacy M. Barbosa

PRODUÇÃO EDITORIAL
Comissão de Pesquisa: Ausberto Silvério Castro Vera Célia Barbosa P. dos Santos Elias Ferreira Porto Eliethe Xavier de Albuquerque Everson Mückenberger Oswalcir A. de Azevedo Paulo Gomes de Lima Wanderley Dorneles da Silva Capa: Geyvison Souto Projeto Gráfico e Diagramação: Fábio Borba Revisão: Elias F. Porto, Eliethe X. Albuquerque, Leonardo T. Martins Edição: Dezembro 2006

001.42 C775

Construindo monografias & TCC´s / Elias Ferreira Porto et al. – São Paulo UNASP SP, 2006. vi, 194 p. : il.

Referências e Tabelas.

1. Pesquisa – Metodologia 2. Pesquisa – Projetos 3. Trabalhos científicos – Normas 4. Trabalhos científicos – Redação 5. Trabalhos científicos – Técnicas I. Porto, Elias Ferreira. II. Albuquerque, Eliethe Xavier de. III. Mückenberger, Everson. IV. Vieira, Kátia Corina. V. Martins, Leonardo Tavares. VI. Azevedo, Oswalcir A. de. VI. Lima, Paulo Gomes. VII. Título.
Dados de Catalogação AACR2 2ª. ed. e Classificação CDD 22ª ed. Realizado pelo Departamento de Bibliotecas do UNASP Campus SP Bibliotecária responsável: Eliethe Xavier de Albuquerque

“O processo do conhecimento da investigação epistemológica deve ser caracterizado pelo desvelamento do objeto, não de forma fragmentária e/ou fragmentada, como se numa perspectiva unilateral as respostas ao problema suscitado se mostrassem suficientemente contempladas; muito pelo contrário. Esse toma como sustentação maior a totalidade do objeto, escrutinando os domínios conceituais e metodológicos que, desvelando a abrangência contextual da problemática levantada, possibilita tanto a explicação, a descrição, a compreensão, como também encaminhamentos recorrentes como críticas ou contribuições alternativas a uma dada realidade” (LIMA, 1986, p.262).

O capítulo I enfatiza os princípios básicos da pesquisa científica a partir de três aspectos: compromisso. e no sétimo capítulo estão descritos e exemplificados os diversos tipos de referências de documentos que dão suporte teórico à pesquisa. O terceiro capítulo trata das questões éticas que envolvem e norteiam a pesquisa científica. conforme a NBR10520 da ABNT. seleção dos pontos principais que auxiliem o trabalho do pesquisador. O objetivo dos autores desses capítulos e da Comissão de Pesquisa do UNASP é dar a você o apoio necessário para ingressar nesta fantástica aventura que é a investigação e a descoberta de novos conhecimentos ! Bom trabalho ! . embora materializada. foram reunidos em oito capítulos os elementos considerados imprescindíveis à construção da produção científica. portanto. No oitavo capítulo estão arrolados os itens básicos e as iniciativas indispensáveis à elaboração do pôster científico. No capítulo IV são apresentados os principais elementos a compor um projeto de pesquisa. como se segue. enquanto que o quinto capítulo descreve os passos fundamentais na elaboração de uma monografia. requerendo. de acordo com a NBR 6023. visto que a dimensão metodológica é muito ampla. Dessa forma. O capítulo VI trata da normalização para uso de citações.4 APRESENTAÇÃO A produção de um manual que contemple os elementos metodológicos da pesquisa científica. No capítulo II estão descritos os passos necessários à divulgação da investigação científica através de resumos e resenhas. nunca é tarefa acabada. comunicação e rigorosidade científica.

1995.5 PRINCÍPIOS BÁSICOS DA PESQUISA CIENTÍFICA Paulo Gomes de Lima paulo. p. .br É razoável pensar-se que a ciência pode tornar-se meio de libertação se for sustentada por uma teoria filosófica que tente compreender o significado da atividade científica como empreendimento de um ser pensante criativo.gomes@unasp. 15). à procura de compreensão da realidade que o envolve e com a qual está interagindo (VON ZUBEN.edu.

Assim. o princípio do compromisso deve conduzir o pesquisador. A posterior divulgação das descobertas e das idéias defendidas. O tema pode ser encontrado dentro do conjunto de interesses e dos conhecimentos imediatos acumulados pelo pesquisador. a sistematização da vida de estudos. Dessa forma. em sua construção.6 1 PESQUISA CIENTÍFICA A pesquisa científica é uma contribuição que o pesquisador oferece ao universo do conhecimento. 1. princípios e normas técnicas que estruturem o grau de sua confiabilidade. a seleção e a leitura das fontes documentais. não se esgota no cumprimento de um requisito acadêmico. antes da construção da pesquisa o pesquisador precisa estar atendo aos princípios fundamentais considerados neste capítulo. seja perante a banca examinadora ou por meio da publicação de um livro. até a redação e divulgação dos resultados da investigação. da disponibilidade e das inclinações do pesquisador. primeiro deve-se identificar o campo de estudo. A partir desses elementos é que será . é preciso ter como fio condutor. 1.1 Princípio do Compromisso A importância dos vários tipos de pesquisa científica.1. desde uma monografia até uma tese. Os conceitos divulgados podem orientar novas pesquisas. provocar mudanças na sociedade e mesmo contribuir para o desenvolvimento do país.1 Sobre a Definição da Área de Estudo e a Escolha do Tema A seleção do tema de estudo depende da preferência. desde a escolha do tema. Reconhecendo-se tal importância. Na escolha do tema. a área do conhecimento e o tema propriamente dito. Tais princípios envolvem tanto o comprometimento do pesquisador com a qualidade e fidedignidade da pesquisa quanto a forma de comunicação da mesma. atribui à pesquisa um papel elevado.

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feita a proposta do problema a ser pesquisado, bem como a abordagem a ser desenvolvida. Exemplos: Campo de estudo: Psicologia Área do conhecimento: O inconsciente individual Tema: O inconsciente e o processo de tomada de decisões Problema: Em que consiste a influência do inconsciente na tomada de decisões? Campo de estudo: Administração Área do conhecimento: Recursos Humanos Tema: Critérios éticos e contratação de pessoal Problema: Por que critérios éticos estão sendo utilizados atualmente na seleção de pessoal no mundo corporativo? O tema deve ser escolhido partindo-se sempre do geral para o específico. Quanto mais objetiva e delimitadamente o pesquisador define seu tema, mais facilidade vai ter, no decorrer da pesquisa, para organizar e expandir a abordagem sem perder o foco proposto. Assuntos sobre os quais pouco se tem escrito ou que ainda se mostram duvidosos podem se constituir em terreno movediço para o pesquisador médio ou principiante. Uma escolha mais acertada do tema pode resultar de consulta prévia a diversos autores, numa área específica. Nessa consulta, o estudante pode identificar brechas, que ele eventualmente venha a preencher. Salomon (1991) enumera algumas fontes de inspiração e de sugestão para a escolha de temas de pesquisa, entre elas a observação, reflexão, senso comum, experiência pessoal, seminários e controvérsias. A observação direta e minuciosa dos fatos e dos comportamentos sociais conduz a problemas potenciais, cuja pesquisa certamente apresentará resultados práticos. Por sua vez, a reflexão permite ao pensamento perscrutar o mundo sensível e a realidade interior, de onde podem emergir temas originais. Salomon destaca ainda que, importantes pesquisas podem ainda ser oriundas da experiência pessoal, uma vez que cada pessoa tem comportamentos e maneiras próprias de reagir às situações concretas da vida.

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Definido o tema de estudo, passa-se em seguida à elaboração de uma estrutura provisória a ser seguida durante a pesquisa. Essa estruturação provisória, bem como a definitiva, deve levar em conta a questão da interdisciplinaridade. O mundo globalizado requer do pesquisador a habilidade de interligar diferentes áreas de estudo, em torno da área principal escolhida. Morin (2000, p. 14), afirma que os desenvolvimentos próprios de nossa era planetária nos confrontam, inevitavelmente e com mais e mais freqüência, com “os desafios da complexidade”. Segundo ele os diferentes componentes da sociedade (fator econômico, político, sociológico, psicológico, afetivo, mitológico) são inseparáveis e “existe um tecido interdependente, interativo e inter-retroativo entre as partes e o todo, o todo e as partes”. Para Morin, a política da especialização, que leva o pesquisador a se fixar numa área cada vez mais restrita, não se mantém no mundo globalizado. Considerando essa realidade, disciplinas como psicologia, filosofia, história, antropologia ou religião devem ser incluídas numa pesquisa voltada para a área de administração, economia, gastronomia, saúde, comunicação ou pedagogia, dentre outras. A pesquisa interdisciplinar parte do pressuposto de que o ser humano é um todo interligado, bem como a sociedade e as ciências.

1.1.2 Sobre a Seleção de Fontes Técnico-Científicas Necessárias
A revolução industrial possibilitou tornar a cultura uma mercadoria a ser produzida, vendida e consumida. Assim, o mercado editorial, em todo o mundo, oferece uma multiplicidade de obras, cabendo ao leitor inteligente exercer senso crítico e seletivo a fim de que seu programa de pesquisa tenha rendimento e eficácia. Há inúmeras leituras sem proveito, tanto para um leitor comum quanto para o pesquisador. É preciso, portanto, realizar uma criteriosa seleção das obras. Pode-se começar essa seleção levando-se em conta: • a qualificação do autor e o tipo de abordagem que faz de seu tema; • o sumário da obra; nele o pesquisador deve analisar se os itens relacionados são claros e se podem contribuir significativamente para o andamento coerente da pesquisa eleita;

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• nenhuma obra deve ser selecionada sem que se leve em conta ainda a bibliografia citada. É certo que bons livros já foram publicados sem fontes de consulta, mas a regra geral é que o valor de um trabalho está relacionado diretamente com as fontes utilizadas; • a apresentação da obra ou do autor, constante das orelhas, da quarta capa, da introdução ou do prefácio pode se constituir em elemento importante no processo de seleção de fontes; • outros quesitos de seleção podem ser ainda o padrão e o reconhecimento de que goza a editora que publica o material, o número de edições já lançadas e a data de produção da obra. As edições mais recentes ou revisadas devem ser preferidas às mais antigas; • o pesquisador deve ampliar suas fontes, para além dos limites do livro. Dicionários e enciclopédias são consultas básicas para qualquer pesquisa. Há dicionários das mais variadas áreas ou ciências, como psicologia, teologia, filosofia, sociologia, música, história, etc., sendo indispensável a menção aos mesmos segundo a área pesquisada; além dessas fontes, o pesquisador deve utilizar revistas e jornais, que oferecem uma abordagem de temas variados muito próxima do cotidiano. Seminários, palestras, aulas e debates podem também se constituir numa fonte fecunda de idéias; • é preciso ainda que o pesquisador esteja atento à realidade que se desdobra ante seus olhos no dia-a-dia. Muitas conclusões ou descobertas históricas aconteceram em momentos inesperados, sendo captadas por observadores atentos. A pesquisa científica requer também uma observação ou análise mais detida da realidade, na pesquisa de campo ou num laboratório. O campo da análise pode ser uma sala de aula, uma empresa, uma cidade, uma região geográfica ou uma faixa etária, dentre outros. Pode também ser uma seleção de documentos, atas, relatórios, boletins, fotografias, reportagens ou entrevistas. O campo escolhido deve ser analisado segundo parâmetros estabelecidos na introdução da pesquisa. Há pesquisa bibliográfica e pesquisa documental, estando esta última focada primordialmente na análise do campo definido para estudo, não dispensando, porém, o embasamento teórico ou bibliográfico.

Tópicos muito importantes podem ser sublinhados com duas linhas. Uma leitura proveitosa jamais dispensará o ato de sublinhar. porém. do tato ou por leituras anteriores. A leitura constante e seguida dessas práticas pode provocar o desencadeamento de muitas idéias proveitosas para a pesquisa que se pretenda desenvolver. Medeiros (1991) pontua que a leitura exige análise. um texto após compreendê-lo bem. está diretamente relacionada com a dificuldade de leitura. portanto. é decisivo para a produção de um trabalho científico.3 Sobre o Ato de Ler Estudantes de todas as áreas de conhecimento apresentam uma evidente dificuldade de expressar-se com clareza e objetividade através da escrita. amplia os conhecimentos. É durante a reflexão. não é aquela voltada para o entretenimento do leitor. aplicação do conteúdo. ou sinapses.10 1. resumos e tomada de posição. preguiça. Ler fontes cuidadosamente selecionadas e compreensivelmente. Uma leitura contínua e consciente aperfeiçoa o estilo literário.1. Os textos sublinhados podem ser consultados mais rapidamente. melhora o vocabulário e ajuda a sistematizar as idéias na hora de redigir. rejeição à passividade e também ao excessivo espírito crítico. Setas ou traços verticais à margem também servem para destacar pontos mais relevantes do . deslealdade ou distorção das idéias lidas. O pesquisador que deseja entrar no mundo do conhecimento e dar sua contribuição deve primeiro ser atento e observador. facilitam a tomada de notas e o resumo das idéias do autor. Essas ligações. Trechos obscuros podem ser indicados com um ponto de interrogação à margem. audição. síntese. Essa limitação. como fartamente indicada pela maioria dos professores de todos os níveis de ensino. são indispensáveis à criatividade e ao ordenamento das idéias. além de concentração. acompanhada de anotações. A leitura. capaz até de impedir a produção de um trabalho científico. que aperfeiçoa e enriquece. pesquisa a dicionários. porém. constância. a fim de que sejam destacadas as palavras ou frases-chave da leitura. É leitura pausada. análise e síntese dos conteúdos lidos que a mente estabelece ligações entre as novas idéias e aquelas já armazenadas seja por meio da visão. Só se deve sublinhar. reflexão.

buscando a sistematização interdisciplinar de forma lógica e organizada. Como nossa cultura é permeada de ruídos e de exposição de imagens que concorrem a nossa atenção. é preciso criar condições que favoreçam a concentração. Sendo possível ao pesquisador.11 texto. reflexão. entre outras coisas. e resulta em armazenamento de informações. num segundo momento. proporcionando seleção e domínio dos conteúdos. divergências e contribuições originais sobre o problema em foco. por grupos afins. sendo útil para se encontrar uma citação desejada ou certo tópico da obra de pesquisa e crítica. ao se estabelecer relação entre autores com diferentes linhas de pensamento. Isso inclui. arejado. além das anotações colhidas. espaço tranqüilo. O uso de uma só das margens para todos os sinais torna a anotação mais organizada. o trabalho pode ser mais produtivo quando se lê um documento após o outro. É preciso considerar ainda que. iluminado e. • leitura crítica: requer concentração. Os tipos de leitura podem ser classificados em quatro categorias principais conforme Medeiros (1991): • • leitura de reconhecimento: é muito útil quando se quer ter uma visão geral da obra. . Um fator indispensável para a leitura produtiva é a concentração. Mas. avaliação e comparação. entender e criticar idéias. para que. seu trabalho ainda se torna mais produtivo se conseguir selecionar autores de diferentes tendências e lê-los um de cada vez. principalmente. durante o processo de leitura. leitura scanning: é também rápida e superficial. identificar a linha de argumentação do autor e suas tendências. com ausência de ruídos. anotar e resumir. no processo de execução de uma pesquisa científica. • leitura de pesquisa: a leitura de pesquisa requer mais tempo. Sem ela não é possível dominar. perceba-se as convergências. e inclui o ato de ler. reler. segundo a finalidade com que se lê. No momento de redigir o texto da pesquisa é conveniente ter à mão os livros e textos consultados. alguns tipos de leitura se fazem necessários. analisado e criticado separada e atentamente num primeiro momento. Cada autor deve ser lido.

A expansão da prática de estudo e a discussão de idéias é algo mais particular dos cursos superiores e de programas de pós-graduação. de início. com amigos e mesmo em casa. não sendo poucos os que já viram seus créditos serem invalidados pelo retardamento de sua conclusão. mesmo que não acabado. A pesquisa científica tem períodos de concepção. entretanto.1. Além disso. O aluno recémsaído do curso médio deve se conscientizar de que a vida de estudos num curso superior e a produção de uma pesquisa científica requerem seu envolvimento além dos limites da escola e da sala de aula. fatalmente compromete a conclusão da pesquisa. sua meta. surgem idéias que não podem ficar sem registro imediato. amadurecimento. . o contato com o tema escolhido não deve se limitar à discussão mental durante a leitura. É preciso abrir espaço para discussão do assunto em sala de aula. O método de execução de um trabalho científico deve também ser programado. que durante a leitura e investigação das fontes. Feito isso. Por outro lado. Inclui também a formação de uma biblioteca particular segundo a área da graduação escolhida e atuação profissional. com prazos previamente estabelecidos. A leitura é só o início do processo de construção das idéias. desenvolvimento e ponto de chegada (resultados).4 Sobre o Ato Intencional de Sistematizar a Vida de Estudos No processo de produção de uma pesquisa científica. O pesquisador precisa delimitar seu tema e estabelecer. o que requer seleção de novas fontes e mais consultas. Outros entendem ser produtivo redigir durante todo o processo. Um cronograma com limites elásticos ou freqüentemente flexibilizados. também é necessário estabelecer um cronograma de atividades. durante a redação podem ficar evidentes certas brechas na pesquisa. para que um programa de estudos e pesquisa se torne efetivo é indispensável também que se defina claramente o objetivo a ser alcançado. Cabe ao pesquisador identificar a prática mais adequada a seu caso ou acordar com o seu orientador a sistematização que mais se adequa ao seu perfil. Deve-se notar. Alguns afirmam que a redação só deveria ser iniciada após feita toda a pesquisa. com a família. o desenvolvimento de hábitos de pesquisa e a freqüência a ambientes e eventos acadêmicos.12 1.

que certamente será mais eficaz seguindo-se alguns critérios ou princípios. Um texto objetivo e coerente. clareza e coerência. Realizada a pesquisa.2 Princípio da Comunicação O trabalho do pesquisador não termina com a conclusão da pesquisa ou com a comunicação oral desta. Assim sendo. Esses princípios estarão presentes no ato de escrever. não um mero relatório ou um amontoado de termos técnicos e idéias acadêmicas. como objetividade. tendo que organizar simultaneamente um conteúdo imenso e variado. o que é grave equívoco. o trabalho pode ser facilitado ao se redigir trechos na medida em que o conteúdo de cada capítulo ou seção esteja mais ou menos definido. o passo seguinte é a redação e divulgação do material. na capacidade de comunicar a descoberta de forma clara e eficiente. Nesse caso. De qualquer forma. Só então seu esforço poderá se constituir numa contribuição permanente à comunidade acadêmica e à sociedade. uma contribuição literária capaz de transmitir eficazmente as idéias do emissor (pesquisador) ao receptor (leitor). . a redação do material deve obedecer a princípios básicos da comunicação. Isto significa que o leitor depende do autor para bem entender e absorver as informações transmitidas. 1. antes de se começar a redigir e dar forma às informações obtidas na pesquisa é indispensável demorada e atenta reflexão. O emissor da mensagem (pesquisador) deve comunicar suas idéias de maneira que esta possa alcançar o receptor na condição em que se encontra. entre outros. Algumas pessoas consideram que o leitor é que deve empreender esforço a fim de conseguir acesso e compreensão ao conteúdo de uma pesquisa acadêmica. Sendo assim. O pesquisador deve ser a pessoa mais interessada na divulgação da sua produção. acessível ao seu público alvo. mas com a redação e publicação de suas idéias e descobertas. deverá investir tempo e esforço na construção de um texto lúcido.13 Há pessoas que se sentem confusas quando começam a redigir o trabalho. Feitosa (1995) estabelece cinco motivos principais para que o pesquisador se empenhe na comunicação eficaz de suas descobertas: • a comunicação da ciência é indispensável ao desenvolvimento de um país.

Quando? (tempus) e Por quê? (causa). a clareza e a coerência. a descoberta que se alcançou. cientistas e pesquisadores ocupam obrigatoriamente o lugar de emissores no processo de comunicação da ciência. já havia identificado essa questão como um dos elementos-chave para qualquer tipo de texto.2. Cícero considerava que para um texto literário ser considerado apropriado. Para a autora. recomendação ou sugestão. Portanto. p. Como? e E agora?. Feitosa (1995. Por quê?. o historiador Marco Túlio Cícero. a objetividade. Karam apud Pereira Junior (2000) enfatiza que na Antigüidade. Dentre os vários princípios da comunicação eficaz destacamos três. Dito de outra forma. pela pesquisa realizada. supervisionado. a primeira informação a ser dada num texto científico é a novidade.14 • • • • a sociedade democrática exige a ampla divulgação dos feitos e inovações que afetam o seu dia-a-dia. deveria responder a algumas indagações que iriam ou não atestar a sua validade. . finalizado.18. conceito ou idéia. 1. Quando essa descoberta está clara na mente do pesquisador é hora de começar a narrativa. o primeiro passo a ser dado para se chegar à comunicação bem-sucedida é a caracterização do receptor. 35) propõe que as questões básicas da narrativa científica são necessariamente: Qual a novidade?. Como? (modus). Onde? (lócus). construído. como tripé que sustenta a pesquisa científica. uma peça. As perguntas eram e ainda são: Quem? (persona). A objetividade de um texto resulta da resposta às questões básicas com que se procura conhecer determinado fato ou fenômeno. Algo que foi criado. provado. testado. O quê? (factum). a novidade pode ser um método.1 Objetividade Quanto mais direta e claramente a mensagem for transmitida mais chance terá de alcançar o seu objetivo. equipamento. a eficácia da comunicação depende primordialmente da empatia que o emissor consegue estabelecer com o seu receptor.

tem que ver com a coerência e a lógica da idéia ou descoberta apresentada. deve-se informar que ele processa as informações 30 ou 40 vezes mais rapidamente que os modelos x e y. Por exemplo: Em vez de se dizer que determinado modelo de computador é muito mais veloz. 25 de sexo e nenhuma cena de diálogo educativo entre pais e filhos”. Seguindo-se esse roteiro é possível dar objetividade e concisão à narrativa científica. A maioria dos adjetivos pode dar lugar a um dado objetivo. que acrescenta qualidade informativa ao texto. A objetividade se evidencia também com a utilização de dados e informações concretas em lugar do uso de adjetivos ou linguagem apaixonada.2. Isso ocorre especialmente em pesquisas nas áreas humanísticas. o autor . A frase “a televisão prejudica grandemente a formação moral das crianças” se tornaria mais objetiva se fosse escrita assim: “a televisão brasileira mostrou. Procurando responder à questão Como?. cabe finalmente dar as implicações ou desdobramentos da descoberta ou idéia.2 Clareza A clareza do texto resulta do domínio das idéias por parte do autor e do uso adequado da língua. por sua vez. oferecendo fundamentos e provas ao leitor. O pesquisador objetivo e comprometido com a verdade não permitirá que seus sentimentos interfiram na formulação de julgamentos.15 O Por quê?. uma média diária de 40 cenas de crime. o autor mostra os meios que utilizou ou como procedeu a fim de chegar àquela descoberta. Isso se faz respondendo à pergunta E agora?. A fim de expressar-se com clareza. O envolvimento sentimental do pesquisador também pode comprometer a objetividade do texto. quando se trata temas políticos e sociais. no período de janeiro a junho de 2002. 1. Ao responder à questão Por quê?. Em seguida. o pesquisador leva o receptor a compreender a razão e a lógica de sua descoberta. O texto é tão claro na apresentação do objeto de pesquisa tanto quanto forem claras as idéias na mente do autor.

As frases indiretas e os gerúndios devem ser evitados. mais dificultam o raciocínio do leitor. eu e nós. A clareza de um texto pode ser testada com a formulação de uma frasechave. o autor deve ainda proceder a algumas revisões. Quando o autor não consegue identificar claramente o sujeito. um tipo de sentença geral. podem-se eliminar erros gramaticais.predicado). a fraseologia deve ser simples. Essa construção seria mais clara assim: “Conclui-se que o ser humano é interdependente. Mais recentemente essa formalidade tem perdido espaço. os textos acadêmicos e científicos são redigidos em linguagem formal ou impessoal. conclui-se que o ser humano é interdependente”. com uma revisão voltada para detalhes. Verificada a ausência de clareza.16 precisa assimilar o assunto de modo a distinguir com precisão todas as partes e a relação entre elas. Se isso não for possível. Por fim. esse . Numa segunda etapa. Isso tem facilitado certo uso da narrativa informal ou pessoal. que comprometa a concisão do texto. verbo e predicado. especialmente no início dos parágrafos. Cada parágrafo deve iniciar-se com a voz ativa e com frases fortes. Uma revisão inicial pode ser feita com o objetivo de se adequar a estrutura e o desenvolvimento lógico das idéias. No entanto. Após redigir o texto. De modo geral.verbo . numa terceira revisão. deve-se excluir toda informação repetitiva. considerando que a comunidade é um fator determinante dos hábitos da personalidade e o indivíduo não é uma célula isolada”. uma vez que demanda o uso de variantes lingüísticas e de estruturas cansativas notadamente a voz passiva. o autor procura resumir o conteúdo numa única frase. Exemplo: “Considerando que a comunidade é um fator determinante dos hábitos da personalidade e que o indivíduo não é uma célula isolada. O vocabulário precisa ser utilizado segundo a caracterização do público alvo. para cada capítulo ou seção da pesquisa. que torna o texto cansativo e menos claro. com inclusão dos pronomes acima citados. provavelmente as idéias não estejam apresentadas com clareza. deve reescrever a frase. Após a redação de todo o material. evitando-se os pronomes você. o texto deve ser reescrito ou revisado até que a sentença geral se evidencie com naturalidade. pois quanto mais longas. ortográficos e de digitação. A simplicidade também se alcança com o uso predominante da ordem direta (sujeito . incluindo espaços a mais entre as palavras. As frases devem ser curtas. Embora o texto de uma pesquisa seja científico.

e especialmente o número da página. editora e data. A seqüência lógica e crescente entre os capítulos e as seções também atribui coerência ao texto. Os princípios aqui expostos não esgotam os critérios da pesquisa científica. o pesquisador deve buscar as fontes primárias ao citar o autor da frase ou pensamento em questão. deverá ser alterada. que certamente depõem contra a coerência. Uma correlação ininterrupta deve patentear-se entre a introdução. o desenvolvimento e a conclusão. Ferreira (1986. p. mas certamente colocam o pesquisador numa margem de segurança. Essa seqüência se alcança com a elaboração de uma estrutura adequada.2. Essa conexão ou harmonia deve ser vista entre as diferentes idéias ou os diversos capítulos da pesquisa.3 Coerência A coerência deve se manifestar ao longo de todo o trabalho científico. não se permitindo a exclusão de um só título utilizado. Uma citação de terceiros extraída de determinada obra pode estar fora do contexto. local de publicação. Toda nova posição assumida pelo autor deve ser colocada em paralelo com as posturas anteriores. Pode conter erros de tradução ou de compilação. redigir e divulgar seu trabalho. A fim de não incorrer nesses equívocos. ao executar. As referências de uma pesquisa científica devem ser revisadas quantas vezes forem necessárias até que se consiga uma leitura sem que se identifique um único erro. 1. Faz parte também da coerência do pesquisador evitar citações de citações. nexo e lógica”. Durante a pesquisa. acontecimentos ou idéias” e ainda como “conexão. A revisão das referências deve levar em conta a grafia do nome do autor. a edição. na introdução da pesquisa.17 uso deve guardar certa moderação a fim de que não comprometa a natureza científica do texto. Da mesma forma os outros documentos consultados devem ser revisados. . caso a estrutura proposta inicialmente não comporte a coerência e a lógica necessárias. 426) define coerência como “ligação ou harmonia entre situações. a precisão do título da obra.

a qual lhe fornecerá elementos mais adequados para a realização de uma leitura de mundo. A esta conceituação denominamos de rigorosidade científica. 1.2 A Pesquisa Científica Requer Uma Leitura Crítica dos Referenciais Teóricos e do Contexto do Objeto Após a leitura dos textos. a construção científica não é algo aleatório. levantamento de hipóteses até a comunicação dos resultados. obedecer aos critérios do conhecimento científico. não de forma passiva. Portanto. 1. pois requer metodologia própria e uma leitura crítica dos referenciais teóricos e do objeto empírico propriamente dito.3. que poderão ser adquiridos através de uma leitura crítica dos referenciais teóricos e do contexto. passando pela elaboração do problema de pesquisa. O ato intencional de estudo desse problema deve. necessariamente. que conferem maior fidedignidade e aproximação da solução das questões levantadas.3 Princípio da Rigorosidade Científica A pesquisa científica é desenvolvida através de procedimentos intencionais e sistemáticos buscando respostas para as situações-problema que são evidenciadas pelo pesquisador. O pesquisador deve utilizar a leitura crítica na pesquisa dos diferentes referenciais teóricos. pois a contribuição direta do leitor sobre outro enfoque . Vai exigir do pesquisador domínio de conceitos prévios como pré-requisitos para sua operacionalização.3.18 1. A leitura crítica é entendida como uma co-construção das idéias e conceitos que estão sendo analisados. reproduzindo literalmente ou concordando com todas as afirmações e negações dos autores. o pesquisador iniciante deve se preocupar em analisá-los. Tal metodologia se totaliza desde a escolha do tema a ser trabalhado. ou mesmo discordando sem nenhuma fundamentação teórica.1 A Pesquisa Científica Requer Uma Metodologia Própria Quando se trata da pesquisa científica há que se considerar uma metodologia que lhe seja particular na condução do estudo do problema.

idéias e conceitos trabalhados por diferentes autores. ir construindo sua própria leitura. tornando o momento solitário em momento solidário de novas descobertas onde o aprender e o ensinar são cíclicos. • discutir no espaço coletivo as novas contribuições pessoais sobre a perspectiva científica efetuadas por esforço individual. . desordem e organização no estudo das problemáticas. conforme atesta morin (1999). Neste momento a leitura preocupa-se em problematizar um determinado assunto. • compreender que a leitura do contexto de determinada problemática pode ser enriquecida pela olhar multidimensional da leitura da palavra.19 poderá proporcionar novos entendimentos de determinada questão. A partir deste vínculo o pesquisador poderá contemplar o estudo do objeto em sua totalidade. Para que a leitura crítica seja contemplada no processo de formação do futuro pesquisador é necessário: • desenvolver o hábito de leitura no campo de conhecimento ou temas de sua preferência. • através de um olhar dialético. • ter consciência de que a ciência não apresenta uma característica absolutista. • comparar teorias. analisando sua consistência com o objetivo de propor sua transformação ou superação se for o caso. imutável e inflexível. considerando as contribuições e limites de cada uma das categorias estudadas. à luz das demais leituras já efetuadas. mas que se esforça por construir um diálogo permanente entre ordem. evitando o paradigma da simplificação que reduz e transforma o conhecimento em compartimentos isolados.

mas como caminho. . não fecha o estudo das possibilidades de desenvolvimento da pesquisa científica num olhar.145). dado o caráter de investigação sistemática do objeto do conhecimento que esta desenvolve. o seu melhor crescimento e desenvolvimento (LIMA. 2001. buscando. p. Este “caráter sistemático” cremos. almeja acompanhar avaliativamente o avanço.br Não há como desenvolver uma pesquisa epistemológica sem considerarmos os elementos básicos de sua sustentação. é claro.muckenberger@unasp.edu. o retrocesso ou a estagnação da pesquisa e dos processos que a compõem.20 RESUMOS E RESENHAS Everson Muckenberger everson.

Preste atenção ao tipo de leitura que lhe será exigida para também desenvolver ou aperfeiçoar. O mesmo acontece no preparo acadêmico. vídeo e DVD. 2. A leitura é o alimento. 189). Mas não basta apenas comer qualquer coisa. É preciso saber como estudar e como ler para tirar o maior proveito. matérias que fazem do ser humano uma simples mercadoria de consumo e assuntos que em nada vão . “Com a imensa maré de material impresso a derramar-se constantemente do prelo. e a mente perde a sua capacidade para um pensamento contínuo e vigoroso” (WHITE. os seus próprios critérios de seleção de leituras. rádio. de fato. Poderíamos perfeitamente acrescentar à afirmação de White todos os meios eletrônicos de leitura disponíveis no século XXI. desenvolva a nossa capacidade mental. Nesse sentido. televisão. fofocas.21 2 LEITURA: O ALIMENTO Por mais que existam patins. uma boa parcela do que você terá que ler durante um curso superior já terá sido previamente selecionada pelos seus professores. Com tantas opções. um atleta de corridas. procure aquilo que edifica. p. assim como na alimentação de um atleta. Não perca tempo com frivolidades. Mas. a fim de aproveitarmos melhor o tempo escasso que temos para a leitura e fazermos dessa leitura uma atividade que. Hoje existem sites multimídia na Internet.1 Seleção do Que Ler Quanto à seleção. a partir daí. 1997. seja de 100 metros ou uma maratona. isto foi escrito a mais ou menos um século atrás. aí vão algumas sugestões que podem ser úteis na seleção do seu material de leitura pessoal: • Conteúdo – Em primeiro lugar. a atividade básica e óbvia para o estudante é e provavelmente continuará sendo a leitura. velhos e jovens formam o hábito da leitura apressada e superficial. o ar do atleta acadêmico. Contudo. Você consegue se ver na declaração acima? Acredite ou não. ainda precisa se exercitar primordialmente fazendo o óbvio: correr. precisamos aprender a selecionar o que vamos ler. É preciso saber selecionar o que estudar. skates e até carros. continua absurdamente atual. a água. o que ler.

Caso não seja. nem são dignos da mais remota consideração para leitura. com assuntos do tipo “bombástico”. leia o resumo. Último Segundo. Verifique quem mantém o site. governamentais (Ministério da Educação. etc). que autoridade ele tem para tratar do assunto. imprensa (Veja. pela sua proposta básica. procure descobrir quem é o autor. as linhas iniciais e os subtítulos. considere as ilustrações e suas legendas. AFP. Care. com certeza é um fonte boa à leitura. Shell. Mesmo na internet. etc). Avalie também o veículo de comunicação utilizado.22 contribuir para o seu crescimento pessoal e profissional. dê preferência às revistas mantidas por editoras conceituadas e tradicionais. São mais confiáveis sites oficiais de órgãos mundiais (Organização das Nações Unidas. Desconfie do que não for conhecido e estiver com a autoria e responsabilidade pelo site mal identificados. CAPES. etc) Organizações Não Governamentais (Greenpeace. etc) empresas (Petrobrás. Há determinados veículos de comunicação que. isso não quer dizer que a leitura não vale a pena. país. você deva priorizar outra leitura antes dessa e que. etc) e bancos de dados de artigos (SCIELO. mas de conteúdo confiável. Pontifícia Universidade Católica. • Fontes – Informe-se sobre quem é o autor. Desconfie de textos sensacionalistas. etc). • Comparabilidade e Aplicabilidade – Se o material passou até aqui. atenção especial deve ser dada quando o material de leitura encontrase na internet. universidades (Universidade de São Paulo. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Mas. ainda vai uma dica especialmente para textos que relatem a realidade de outro lugar. Se for uma revista. Neste sentido. . Reuters. Exame. o que ele faz. Quer dizer apenas que. Daquilo que passar por esse primeiro crivo. etc). Universidade Estadual de Campinas. Organização Mundial do Comércio. do que um texto cativante de conteúdo dúbio. ou estado: avalie bem se o conteúdo ali exposto é passível de comparação e/ou aplicação às suas necessidades de estudo. Com isso você pode decidir se o conteúdo lhe interessa e se pode ser útil para você. talvez. além de ser possível obter uma boa noção do grau de seriedade e confiabilidade. avalie o título. É preferível um texto de aparência e leitura “monótona”.

lápis. para que você tire maior proveito de sua leitura. a seguir. 2. caneta marca-texto. provavelmente. somente a leitura dinâmica não será suficiente. borracha. uma pausa de 5 a 10 minutos a cada 1 ou 2 horas será sempre revigorante. lave o rosto. faça uma pausa de uns 5 a 10 minutos e depois volte à sua leitura. Você não poderá partir do pressuposto de que o que aconteceu em outro lugar será válido para a sua realidade. levante-se. poderá lançar mão de algumas técnicas. a sua leitura. alongue os músculos. mesmo que você não se sinta fatigado como antes. régua. as recomendações destacadas por Severino (2002): . ande um pouco. caneta. Não leia na cama. você deverá ter bem claro que o seu conteúdo servirá apenas como informação do que aconteceu em outro lugar. limpo. • depois que você estiver mais acostumado com o estudo e a leitura. Porém. não desista. sejam corredores de 100m ou maratonistas. No que diz respeito às técnicas para se entender e interpretar um texto. respire fundo. • evite interrupções seguidas durante o seu período de leitura.23 quando ler esse material. depois de algum período de leitura. o hábito da leitura exige persistência. você se sentir cansado. em frente da TV ligada. Quando você retomar à leitura. atente para mais alguns detalhes: • procure um local tranqüilo. Isso fará com que você se sinta sonolento e desconcentrado. arejado e iluminado. A leitura dinâmica tem o seu lugar.2 Como Ler Antes de você começar o seu estudo. desconcentrado. folhas de papel. tome um pouco de água. • coloque ao seu alcance tudo de que vai precisar para o estudo. ou sentado de maneira desleixada. • se. Mas como ler? Como estudar? Assim como os atletas. apresentam-se. um copo de água. para um estudo aprofundado. sonolento ou entediado. enfim. perceberá que o seu rendimento terá melhorado. Isso não significa necessariamente que você precisa fazer um curso de leitura dinâmica. • Coloque-se em postura adequada.

Preferencialmente. verifique e assinale teorias ou acontecimentos históricos que você desconhece. Portanto. Procure encontrar respostas para as seguintes questões: Que argumento o autor usa? Que idéia ele defende? Como ele defende essa idéia ou argumento? O que ele usa . pelo menos por enquanto. você define que quando for ler o livro lerá sempre um capítulo inteiro. Procure identificar claramente qual o tema ou o assunto principal. trabalhos científicos. sem interrupções. mas faça tudo isso. você pretende ler um livro. Assim. procure esclarecimento para todos esses pontos. enciclopédias. ao final desta etapa. Procure conhecer o autor. incluindo aí todas as subdivisões de cada um desses itens. Quando terminar de ler. você elabore um esquema que represente a estruturação do texto: o que compõe a introdução. Tente descobrir o que inquietou o autor sobre esse assunto para que ele fosse levado a escrever sobre ele. Por exemplo. Obviamente. Sugere-se que. converse com especialistas. sem interromper a leitura. a sua unidade de leitura será sempre um capítulo. apenas com os pequenos intervalos sugeridos anteriormente. não é possível ler tudo de uma só vez. Em geral esta informação encontra-se de maneira mais explícita. preste atenção à maneira como o autor abordou essa inquietação sobre o assunto e como ele fez para resolvê-la. descubra quais as palavras-chave do texto.24 • Delimitação da unidade de leitura – Antes de iniciar a leitura é importante que você previamente defina o que e quanto pretende ler. o desenvolvimento e a conclusão. • Análise textual – Trata-se da primeira leitura do texto. Este aspecto às vezes encontra-se implícito nas entrelinhas do texto. • Análise Temática – Você começa a estudar o texto mais a fundo. não se recomenda espaços de tempo muito grandes entre a leitura de uma unidade de leitura e a próxima. Identifique as palavras que são desconhecidas ou de significado dúbio. faça uma busca na internet. procure esclarecer todos os pontos antes de continuar o seu estudo. enfim. faça tudo em seqüência. Use dicionários. Em seguida. Como se trata de um livro extenso.

posicione-se e fundamente o seu posicionamento em relação ao texto. Se as idéias apresentadas pelo autor estão devidamente embasadas e se são originais ou meras repetições das idéias de outros. • Problematização – Cumpridas as três etapas anteriores. espera-se que você seja capaz de tecer suas conclusões sobre o tema abordado pelo autor. materialismo histórico. você terá condições de propor hipóteses e desenvolver a argumentação necessária para a produção de monografias.25 para fundamentar suas afirmações: fatos. Isso é problematizar. criticá-lo e problematizá-lo. liberalismo. A partir do que estudou. Com este nível de análise você estará em condições de fazer uma resenha crítica sobre o texto. o que você gostaria de questionar ou debater num grupo em classe ou com o professor? A partir da problematização. que pressupostos o autor tomou para si na construção do texto. • Síntese pessoal – Depois de analisar a fundo o texto. você deverá ser capaz de propor discussão sobre o texto. Considere também o nível de profundidade alcançado. A seguir vem a fase da crítica. Procure entender como o texto lido se encaixa no que o autor já escreveu antes. • Análise Interpretativa – A intenção nesta etapa é ter um “diálogo” com o autor do texto. etc). você tem condições de dar os primeiros passos rumo à construção de um seminário ou projeto de pesquisa. . Identifique. inferências? Que provas ou evidências ele apresenta? Onde ele buscou essas provas e evidências? Que idéias secundárias ou paralelas ao tema central o autor desenvolve? Ao final da análise temática você estará apto para fazer um resumo do texto e um esquema gráfico e lógico das idéias apresentadas no texto. à sua coerência lógica e argumentativa. Avalie o texto quanto ao alcance dos objetivos propostos. nas entrelinhas. A partir da síntese pessoal. interpretá-lo. É o momento de você produzir a partir do que estudou. Finalmente. Tente perceber se a posição do autor defendida no texto é coerente com alguma tendência filosófica em específico (determinismo.

produção. planejamento. 1997. esse tipo de estudo não se resolve numa leitura superficial do texto nem em sua memorização. Obviamente.] ao sacrificar o estudante a faculdade de raciocinar e julgar por si mesmo.3 O Que Sublinhar A sublinha constitui-se numa ferramenta extremamente simples. Trata-se de destacar no texto as principais idéias. A sublinha e os esquemas são duas ferramentas muito utilizadas. esse imediatismo é ilusório. com parcimônia. Não espere resultados milagrosos da noite para o dia se você não tem desenvolvido o hábito da leitura e estudo reflexivo.. Porém. enquanto outras faculdades mentais não foram desenvolvidas de maneira correspondente. apesar de você viver na era do imediatismo da TV e da Internet. torna-se incapaz de discernir entre a verdade e o erro. estudo e testes. vale a pena destacar que: Durante séculos a educação tem tido que ver especialmente com a memória. para ajudá-lo nesse processo de estudo e leitura. 2. Se é assim com as coisas mais supérfluas apresentadas nas mídias eletrônicas. 230). procurando separar o essencial do acessório (MEDEIROS. [. p. 2004).. Esta faculdade foi sobrecarregada ao extremo. e cai fácil presa do engano (WHITE. . Lembre-se de que. Para este propósito podem ser usados lápis e canetas comuns. design. estudo. bem como canetas propícias para este fim. Quaisquer materiais pertencentes à biblioteca nunca. Por trás dos cliques na Internet há horas de programação. amassados ou dobrados. a sublinha deve ser usada apenas se o material de leitura for de sua propriedade. Isso demanda perseverança e força de vontade. por que então teria que ser diferente com o seu preparo profissional que é bem mais complexo e importante do que o entretenimento eletrônico? Mas. cujo uso já é feito de maneira intuitiva por muitos.26 Parece trabalhoso? Na verdade. sob hipótese alguma deverão ser riscados. pesquisa. há horas de planejamento. existem ferramentas bastante simples que poderão lhe ajudar ainda mais em qualquer das etapas envolvidas no estudo de um texto. Por trás das imagens instantâneas da TV. aprendizado. jamais.

Medeiros (2004) não recomenda a sublinha numa primeira leitura ou quando você fizer aquela “leitura Bung Jump” pois. depois de feita a sublinha. Por isso. embora. Rodrigo P. além das idéias chave. ao pegar um texto algum tempo após a realização da leitura. contudo. Portanto. todavia. nesse tipo de leitura não se pode separar o essencial do acessório com clareza. Com ou sem essas anotações. Silva. recomenda-se o uso da sublinha depois de uma leitura demorada e analítica do texto. a seguir. • ponto de exclamação ao lado do texto – para destacar algum ponto do texto que surpreendeu ou que gerou algum insight. retirado de sua obra “Um desconhecido galileu” (2001).para destacar trechos mais longos use uma linha vertical ao lado do texto ao invés de sublinhar diversas linhas. • ponto de interrogação ao lado do texto – para destacar algum ponto do texto que não ficou claro. já sublinhado: Jesus Histórico e Cristo da Fé 1 – O Iluminismo Alemão . a sua dúvida ou questionamento. Porém. A título de exemplo. junto ao ponto de interrogação.27 O objetivo da sublinha é permitir que. escrevendo resumidamente os seus pensamentos. Cada um pode desenvolver o seu próprio método de sublinhar ou destacar as idéias principais de um texto. • sublinha dupla – dois traços para destacar palavras chave ou o principal aspecto. conclusões ou idéias relacionadas. você possa rapidamente retomar o conteúdo ali exposto. Dr. É possível fazer observações às margens dos trechos destacados. pode ajudar se você anotar à lápis. abaixo são apresentadas algumas formas de destaque bastante utilizadas: • sublinha simples – apenas um traço para destacar os principais aspectos. às vezes é fundamental também destacar negações e palavras de oposição. • traço vertical ao lado do texto . um texto do Prof. ao passar os olhos sobre o que foi sublinhado e anotado será possível reconstituir o pensamento original do texto completo. como mas. entretanto e outras. ao lado do texto. sem a necessidade de ler o texto inteiro outra vez para saber do que se trata.

O primeiro. como fizeram os pensadores franceses. B) O deísmo inglês que contribuiu em muito para o surgimento de conceitos cépticos como os esboçados por Voltaire e outros pensadores que surgiram na Alemanha. como julgavam ser as crenças oficiais da Igreja. Foi o chamado Iluminismo Alemão (Aufkärung). constitui o Jesus historicamente real. nem cair na negação completa de Cristo. se existiu. a Alemanha passou por um período de forte sobrevalorização do racionalismo em detrimento à fé evangélica. A pretensão básica dos iluministas alemães era criar uma religião cristã mais racional e menos sentimentalista. Suas novas idéias acerca do fundador do cristianismo contradiziam totalmente a visão tradicional da Igreja acerca do Filho de Deus. D) O pietismo alemão que foi um rompimento com o protestantismo germânico que. Eles faziam uma distinção entre o Jesus histórico (historicher Jesus) e o Cristo da fé (Geschichtlicher Christus). . Sentiam-se pressionados a não ceder para o extremo de um dogmatismo infundado. seria um ser mitológico “inventado” e “mantido” pela Igreja através dos tempos. entre outras. deu muita ênfase ao sentimentalismo. começaram a surgir vários teólogos pretendendo expor teorias sobre quem haveria de ser Jesus Cristo. exagerou em sua pregação o tom ascético para com o mundo e negligenciou os elementos intelectuais da religião.28 No século XVII. C) A modificação radical popular do deísmo na França que se tornou quase um cepticismo. Este movimento surgiu devido às seguintes situações: A) O próprio espírito crítico-racionalista que dominou a Europa naquele tempo (ela estava vivendo praticamente sob a influência do ponto mais alto e final da Idade Moderna que era a Revolução Francesa). ao passo que o segundo. Logo.

Jesus histórico real e Cristo da fé mitológico.3.1 Não extremista 1.5. Se tomarmos o texto de Silva (2001) como referência. mas também de palestras. Talvez as anotações possam ser consideradas o embrião de um resumo.1 Religião racional 1.3.2.4.5 Resultados 1.3 Pietismo alemão 1. Surgimento: espírito crítico racionalista.3. • Modelo 1 Esquemáticas 1 Iluminismo alemão (Séc.1.2 Deísmo inglês e francês 1.1 Ruptura com sentimentalismo 1.3. deísmo inglês e francês.1 Revolução Francesa 1. Resultados: teorias teológicas. pietismo alemão.2 Século XVII 1.4 Anotações De acordo com Medeiros (2004) outra ferramenta disponível para a compreensão de textos não apenas escritos.1 Teorias não tradicionais .4. as anotações poderiam ser apresentadas da seguinte forma: • Corridas Iluminismo alemão: racionalização.3 Causas 1. sendo que as esquemáticas podem ser montadas através da itemização numerada ou através de chaves ou setas.1 Espírito crítico 1. XVII) 1.4 Pretensão 1. Pretensão: religião racional.5.1. Normalmente assumem uma de duas modalidades: corridas ou esquemáticas.3.3.1 Teólogos 1. seminários e aulas expositivas são as anotações.1.1 Racionalismo 1. não extremista.1 Ceticismo 1.29 2.3.

real Resultados Teorias teológicas não tradicionais Cristo da fé – mitológico Religião racional e não extremista .5.1 Jesus histórico real 1.1.1.2 Cristo da fé mitológico Modelo 2 Racionalismo Século XVII Causas Espírito crítico (Revolução Francesa) Deísmo inglês e frances (ceticismo) Pietismo alemão (ruptura com o sentimentalismo Iluminismo Pretensão Alemão Jesus histórico .5.30 1.1.1.

O Resumo Indicativo. resumo é uma “Apresentação concisa dos pontos relevantes de um texto” (grifos acrescentados) Medeiros (2004) complementa a definição da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. não começa correndo 42Km. Um resumo pode ser praticado em pelo menos quatro modalidades (Medeiros. 2004) diferentes: resumo indicativo. pois apresenta o conteúdo de um texto e suas principais idéias. ao afirmar que um resumo é uma “Apresentação sintética e seletiva das idéias de um texto. seja de velocidade. por exemplo. Há diversos outros exercícios preparatórios que o ajudam a adquirir a força necessária para que no momento certo consiga ter um desempenho adequado. Não são emitidos juízos de valor ou críticas. ressaltando a progressão e articulação delas. .5 Resumos: Velocidade Exercícios Para Desenvolver Força e Um atleta não treina sempre o mesmo exercício e nem se prepara para uma Olimpíada praticando somente a modalidade na qual irá competir. Um maratonista. resumo informativo/indicativo e resumo crítico. • Para quem faz – excelente exercício de retenção das principais idéias de um texto. tornando a sua compreensão mais simples e rápida. O resumo é um desses tipos de exercícios. De acordo com a NBR 6028. Refere-se às partes mais importantes do texto. aos poucos. Ao contrário. resumo informativo. muitas vezes eliminando a necessidade de leitura do texto original ou. começa com corridas menores adquirindo a resistência necessária para sobreviver à maratona.31 2. no mínimo. Nele devem aparecer as principais idéias do autor do texto” (grifos acrescentados). seja de resistência. porém exige a leitura do original. também conhecido como Resumo Descritivo é um sumário narrativo que elimina dados qualitativos e quantitativos. Proporciona pelo menos dois benefícios primários: • Para quem lê – economia de tempo.

Esta modalidade do curso de Pedagogia. Tem por objetivo examinar a experiência desenvolvida pelos cursos de Complementação Pedagógica em “habilitar o especialista de ensino no professor de 5ª série em diante”. métodos e técnicas utilizados. Não devem ser emitidos quaisquer juízos de valor ou críticas ao texto original. A análise dos dados evidencia que a experiência docente dos alunos facilita a articulação entre a “teoria” (conteúdo veiculado ao curso) e a “prática” (pedagógica) na formação do especialista. 2000. Os cursos de complementação pedagógica e a formação de pedagogos na cidade de São Paulo (1970-2000). Dissertação de Mestrado em Educação. Neste caso o autor do resumo deve procurar salientar as principais idéias. As .32 Exemplo: PINTO. Este trabalho vinculado à linha de pesquisa “Avalição Institucional” tem por objetivo examinar a experiência desenvolvida pelos cursos de complementação Pedagógica em “habilitar o especialista de ensino no professor de 5ª série em diante”. resultados e conclusões. Os cursos de complementação pedagógica e a formação de pedagogos na cidade de São Paulo (1970-2000). PUC – Campinas. prevista pelo Parecer 252/69 do MEC. pode dispensar a leitura do original. O estudo de caráter histórico busca registrar a experiência acumulada por estes cursos na cidade de São Paulo ao longo deste período. 115 p. Trata-se de trabalho vinculado à linha de pesquisa “Avaliação Institucional”. 115 p. Os dados da pesquisa foram coletados em cinco instituições de ensino superior. O segundo tipo de resumo é o Informativo ou Analítico. Exemplo: PINTO. PUC – Campinas. A. professores e coordenadores de curso nos anos de 1989 e 2000. para professores já licenciados em uma graduação. 2000. os objetivos. Para quem lê este resumo. A. foi oferecida de 1970 ao ano 2000. oferecidos a professores já licenciados em uma graduação entre 1970 e 2000. U. U. junto aos alunos. Dissertação de Mestrado em Educação.

Os cursos de complementação pedagógica e a formação de pedagogos na cidade de São Paulo (1970-2000). oferecidos a professores já licenciados em uma graduação entre 1970 e 2000. Pode dispensar a leitura do original somente quanto às conclusões. 115 p. Trata-se de trabalho vinculado à linha de pesquisa “Avaliação Institucional”. recomendando ao final que a formação do pedagogo escolar seja acessível somente aos professores com experiência em sala de aula. É aquele que apresenta uma síntese e uma crítica ao conteúdo do texto original. As conclusões do estudo são interpretadas no interior do debate atual sobre o curso de Pedagogia. Tem por objetivo examinar a experiência desenvolvida pelos cursos de Complementação Pedagógica em “habilitar o especialista de ensino no professor de 5ª série em diante”. De acordo com Medeiros (2004) um resumo. O terceiro tipo é o Resumo Informativo/Indicativo. Boa parte dos autores afirma que os resumos são exercícios que não incluem crítica. o resumo crítico é considerado uma resenha.33 conclusões do estudo são interpretadas no interior do debate atual sobre o curso de Pedagogia. apenas síntese. recomendando ao final que a formação do pedagogo escolar seja acessível somente aos professores com experiência em sala de aula. semelhante ao resumo Indicativo. próximo assunto a ser abordado. teses. dissertações e TCC´s. . Assim. em periódicos científicos. U. porém são salientadas as conclusões. PUC – Campinas. . Caso você deseje poderá encontrar outros exemplos de resumos na biblioteca. Exemplo: PINTO. Dissertação de Mestrado em Educação. onde é feito um sumário narrativo do texto. 2000. O quarto e último tipo de resumo é o Resumo Crítico. A. normalmente deve contemplar as seguintes características: • Linguagem objetiva. Trata-se de um formato híbrido.

• Respeita a ordem de apresentação de idéias e fatos do texto original. didático. acadêmico. • Evita-se enumeração de tópicos. • Resumo de relatórios e teses = 500 palavras. Quanto à estruturação: • Referência bibliográfica. pois pode ser utilizado o recurso específico do MSWord disponível no menu Ferramentas. • Resumo de artigos e monografias = 250 palavras. De acordo com a ABNT. • Usa-se. talvez o aspecto mais característico de um resumo: a extensão. a extensão deverá ser: • Resumo de notas e comunicações breves = 100 palavras. dependendo do tipo do texto original. científico. . Atualmente nao é mais necessário contar as palavras. dependerá do tipo de resumo que se pretende redigir (ver a definição dos tipos de resumos). preferencialmente os verbos em voz ativa e na terceira pessoa do singular. Quanto ao estilo de redação: • Frases concisas. etc.). Quanto ao conteúdo. • Resumo do conteúdo.34 • Pouca ou nenhuma utilização de trechos inteiros copiados do original. Finalmente. • Identificação do tipo do texto (literário. • A primeira frase explica o assunto do texto. Contar Palavras.

2004): • RESENHA DESCRITIVA – Dispensa apreciação crítica do resenhista. suas idéias.) e o método adotado. Porém são destacadas a estrutura da obra (partes. esotérico. científico. dimensões. quando e por que?). número de páginas. assuntos tratados. acadêmico. que outros trabalhos já fez. para que se decida pela leitura ou não do original. • expor o quadro de referências do autor (quais as bases filosóficas e teóricas do autor). ensaio. tese. etc). o gênero (literário. destacando a perspectiva teórica adotada. contém resumo da obra. conclusões e metodologia (quem é o autor. etc. tratar e analisar as informações necessárias para confecção do texto). Ao escrever o resenhista deve: • descrever as características estruturais da obra (número de páginas. . pelo menos não como jogo oficial. teatro. capítulos. • apresentar uma avaliação da obra e a quem ela se destina (a obra será de proveito para quem.35 2. religioso. romance. O principal objetivo da Resenha é oferecer informações suficientes ao leitor. Definitivamente não é para atletas em início de carreira. índices). o que ele pensa.6 Resenhas: Exercícios para Desenvolver Resistência e Capacidade Cardiovascular As resenhas são exercícios mais complexos do que os resumos e. • relatar as credenciais do autor. dissertação. informações sobre o(s) autor(es) e tradutor(es). também há modalidades diferentes de resenhas (Medeiros. qual a sua posição final e qual o processo que ele utilizou para coletar. portanto. capítulos. negócios. A exemplo dos resumos. exigem preparo e amadurecimento para serem realizadas. De acordo com Andrade (2001) a resenha é um trabalho que exige domínio do assunto. para estabelecer comparação com outras obras da mesma área e maturidade intelectual para fazer avaliação e emitir juízo de valor.

• METODOLOGIA – dedutivo. • CONCLUSÕES DO AUTOR – solução do problema. para que disciplina. etc. • INDICAÇÕES DO RESENHISTA – a quem ou para que a obra é indicada. necessidade ou não de conhecimento prévio para a compreensão. • CRÍTICA DO RESENHISTA – julgamento da obra. • QUADRO DE REFERÊNCIA DO AUTOR – apontar a teoria ou modelo teórico utilizados pelo autor como fundamento da obra. A estruturação de uma resenha deve contemplar. na medida do possível. • CREDENCIAIS DO AUTOR – informações sobre o autor (nacionalidade. problema abordado. possibilidade de ser utilizada como obra didática. objetivos propostos. para que curso). originalidade. etc. resolução dos objetivos propostos. estilo do autor. etc) e as indicações (a quem é destinada a obra. suas contribuições. Além do que compõe a Resenha descritiva. são acrescentadas a crítica do resenhista (contribuição. consecução dos objetivos. antes do resumo ou da resenha e não ao final como nos papers ou monografias. coerência. É importante relembrar que tanto nos resumos quanto nas resenhas a referência bibliográfica deve aparecer no topo da folha. outras obras publicadas. formação. histórico. títulos.36 • RESENHA CRÍTICA – Exige a crítica do resenhista. coerência. indutivo.). Observe o quadro comparativo: . originalidade. estilo do autor. descrição dos capítulos ou partes da obra. estatístico. • RESUMO DA OBRA – principais idéias e características. comparativo. as seguintes partes: • REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA – incluindo número de páginas e formato (livros).

•O objetivo é oferecer informações suficientes para que o leitor da resenha decida-se por ler ou não ler o texto original. como demonstra a Figura 1. a seguir: Resenha Crítica Resumo Resumo Crítico Crítico Resumo Resumo Analítico Analítico Resumo Resumo Descritivo/Analítico Descritivo/Analítico Resumo Resumo Descritivo Descritivo Resenha Resenha Descritiva Descritiva Figura1 . Quadro 1 Características diferenciadoras entre Resumos e Resenhas Quando se coloca lado a lado resumos e resenhas. •O objetivo do resumo é informar do que se trata o texto.Níveis de abrangência modalidades de Resumos e Resenhas entre as .37 RESUMOS •Apenas narra ou apresenta de maneira sucinta as idéias do autor do texto original. apresenta narrativa sobre o autor e o resumo da obra e disserta avaliando a obra. mas completa do texto original. podendo até dispensar a leitura do texto original. •Na modalidade de resumo Analítico. RESENHA •Descreve a estrutura do texto original. pode-se identificar um crescendo em relação a abrangência e complexidade. serve para que se tenha uma visão resumida. o julgamento do resenhista é dispensado. comparando-a a outras e destacando a quem se destina •Na modalidade Resenha Descritiva.

1997).edu.azevedo@unasp.38 ASPECTOS ÉTICOS NA PESQUISA Oswalcir Almeida de Azevedo oswalcir. HUNGLER. .br O homem moderno e civilizado preferiria pensar que a violação sistemática dos princípios morais por parte dos cientistas ocorria em séculos anteriores e não em tempos recentes. porém não é assim (POLIT.

precisa-se ter muito cuidado para assegurar que seus direitos estejam protegidos”. A “ciência da moral” menciona Buarque de Hollanda (1985). 3) tratamento dos dados. especialmente aqueles em que estejam envolvidos seres humanos. Embora a literatura de metodologia científica pouco trate das questões éticas. O ponto central destes direitos envolve a possibilidade de optar soberanamente em participar ou não de determinado estudo após receber as informações que permitam ao sujeito tomar uma decisão de forma esclarecida. 1994). 2) respeito aos direitos humanos. o pesquisador deve ter cuidado com os aspectos éticos referentes a: 1) utilização de textos de suporte teórico e revisão bibliográfica. (1994) define ética como conjunto de “códigos ou princípios que regem a conduta correta”. já Polit e Hungler (1997) vinculando o conceito ao âmbito da pesquisa assim a definem: “sistema de valores que determina o grau com que os procedimentos do investigador se apegam ás obrigações profissionais. Desde a construção do projeto. O cuidado no sentido de garantir os direitos da pessoa humana deve ser a preocupação maior da equipe de pesquisa. 4) autoria do trabalho. No campo da pesquisa. Como afirmam Polit e Hungler (1995) “quando são utilizados indivíduos como sujeitos de investigação científica. encontramos outro conceito fundamental que é o de Bioética.39 3 INTRODUÇÃO Ética é a ciência que trata dos padrões de conduta nas relações humanas. legais e sociais que possui ante os sujeitos de sua investigação”. entendeu-se ser importante inserir nesta obra uma seção com orientações sobre como proceder na condução de estudos de cunho científico. O dicionário médico Dorland’s. Bioética é definida como: “obrigações de natureza moral relacionadas à pesquisa biológica e suas aplicações” (DORLAND’S. .

Em todas as circunstâncias as pessoas devem ser respeitadas. Para saber como proceder. Deve ser assegurado a todos os participantes o direito de tomar uma decisão de forma autônoma.2 Respeito aos Direitos Humanos O segundo aspecto se refere ao cuidado com a manutenção de um direito inalienável do ser humano: o exercício do livre-arbítrio. esclarecidamente. Normatiza esta questão a Resolução 196/96 do Ministério da Saúde. Requer-se da equipe de pesquisa.40 3. sem coerção. Ninguém pode ser forçado a participar de um estudo. definem que informações devem ser disponibilizadas. que apresente aos sujeitos um documento denominado Termo de Consentimento Livre e Esclarecido o qual explicita as intenções dos pesquisadores. Práticas que não respeitem este direito devem ser banidas dos procedimentos de coleta de dados. que estabelece as Diretrizes e Normas Regulamentadoras da pesquisa envolvendo seres humanos que pode ser encontrada no site do Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP). caso deseje ampliar seu conhecimento sobre o tema. seja mencionado corretamente. e o direito de se manterem no anonimato. consulte o Capítulo 6 deste manual. . 3. a liberdade dos colaboradores em optar por participar do estudo e de sair do mesmo no momento em que desejar sem sofrer qualquer descontinuidade no tratamento ou atendimento.1 Suporte Teórico e Revisão Bibliográfica É necessário que cada texto de onde forem extraídos trechos ou idéias. descritas nos próximos capítulos. indicando-se os dados bibliográficos que permitam ao leitor saber onde encontrar o texto original. A inserção de partes de um texto sem a respectiva menção dos autores consiste em plágio. Isto tornará possível encontrar a fonte. por mais simples que seja. As normas da ABNT.

Portanto. durante cinco anos. filmagens.41 3. Após o período determinado. orientandos e orientadores são autores e seus nomes devem constar no trabalho onde quer que ele seja apresentado: para bancas examinadoras. redação inicial ou na revisão crítica do manuscrito. fitas gravadas. Havendo qualquer dúvida poderão ser revisados.4 Autoria do Trabalho Conforme estabelecido nos Uniform Requirements for Manuscripts Submitted to Biomedical Journals (conhecidos como Normas de Vancouver) são autores apenas aqueles que participaram suficientemente do trabalho para compartilhar a responsabilidade pública por seu conteúdo. tomando-se o cuidado necessário para garantir permanentemente o anonimato das pessoas que participaram como sujeitos da pesquisa. nas produções acadêmicas. Para ser considerado co-autor é necessária participação em cada uma das seguintes fases do estudo: concepção do projeto ou na análise e interpretação dos dados. Spector (2002) recomenda que o coordenador do projeto guarde os originais de forma organizada e em local de fácil acesso para consulta. 2002). simpósios e outros eventos de cunho científico. São desonestas as omissões “convenientes” (descarte dos resultados indesejáveis) feitas a fim de se conseguir um valor estatisticamente significante com os resultados de estudos quantitativos. seminários.3 Tratamento dos Dados É necessário honestidade na apresentação dos resultados obtidos na pesquisa. formulários. congressos. Os registros obtidos por meio de questionários. A retirada de nomes de algum autor ao ser enviado o trabalho para publicação ou evento científico (especialmente quando o número de autores . aprovação da versão final para publicação (SPECTOR. devem ser destruídos. devem ser utilizados apenas para os objetivos do estudo e guardados em local de acesso exclusivo dos pesquisadores. O mesmo se dá quando do envio para publicação. 3.

e pela Declaração de Helsinque em 1964. Só há exceção quando é estabelecido acordo prévio entre os autores. eminentemente no período da II Guerra Mundial – durante o qual experimentos foram levados a efeito pela comunidade médica militar na Alemanha. Estes documentos estabelecem as regras que pesquisadores do mundo todo devem respeitar. a Organização Mundial de Saúde elaborou as Diretrizes Internacionais Propostas para a Pesquisa Biomédica em Seres Humanos (HADDAD. 3. causando sofrimento e mesmo a morte – gerou um movimento de repúdio na comunidade internacional. seguido pela Declaração dos Direitos do Homem em 1948. orientando os pesquisadores e servindo como órgão regulador das práticas investigativas em humanos.42 excede o limite). 2004). utilizando seres humanos sem consentimento prévio. No Brasil. quando a pesquisa for realizada com seres humanos. em 1996.1 Resolução 196/96 A utilização de seres humanos em pesquisas. Este movimento resultou na elaboração do Código de Nuremberg em 1947. sob pena de impugnação da apresentação pelo co-autor excluído. Em 1982.4. e não pode ser feita. que passa a emitir parecer sobre os projetos de pesquisa a nível nacional. tendo como base a Declaração de Helsinque. fere os princípios éticos. visando regulamentar a condução dos trabalhos científicos na área da saúde. Estado Unidos e outros países. Quatro princípios básicos estão associados às práticas bioéticas preconizadas na Resolução 196/96 quanto à conduta na pesquisa com seres humanos: • Autonomia . o Ministério da Saúde elaborou a Resolução 196/96 que apresenta as Diretrizes e Normas Regulamentadoras de Pesquisas Envolvendo Seres Humanos um documento. A mesma Resolução estabelece o Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP).

mesmo com autorização do responsável deve haver consentimento por parte de quem se submete aos procedimentos da pesquisa. indivíduos considerados incapazes. Cabe ao pesquisador oferecer as informações que sejam necessárias à tomada de decisão: tema. o direito do indivíduo decidir por si próprio. devem ser usados outros métodos. riscos envolvidos. .3 Não-maleficência Bastante controverso. este princípio estabelece que nenhum procedimento de pesquisa possa causar dano. objetivos. a pessoa não poderá ser obrigada ou coagida a fazê-lo. procedimentos de coleta de dados.4. Toda pessoa adulta tem este direito assegurado por lei. Caso não queira participar. Havendo possibilidade de dano. Ao ser abordada quanto a participar de um estudo. a pessoa deve ser respeitada em seu desejo. entre outros. De acordo com Spector (2001) garantir que danos previsíveis sejam evitados. Pessoas que não podem responder por si próprias: menores de idade.43 • Não maleficência • Beneficência • Justiça 3. deve-se obter autorização do responsável legal. alternativas no caso de tratamentos ou uso de técnicas novas. Goldim (2005) comenta que a não-maleficência está associada ao princípio “que justifica não fazer pequenas concessões.2 Autonomia Considera-se autonomia. aparentemente sem maiores conseqüências.4. 3. em temas controversos”. Ninguém pode legitimamente tomar decisões por outro. mesmo que sem intenção. tempo requerido. quando este está no pleno domínio de suas faculdades físicas e mentais. comunidades indígenas. Entretanto.

e cumpre divulgar os resultados para os sujeitos a fim de que estes se beneficiem com eles. que é a contribuição que o estudo trará para os que dele participarem diretamente. de forma sucessiva. Os resultados obtidos devem trazer benefício aos que forneceram as informações – entendendo-se como tal.4. 3. 2005). embora pequenas.4 Beneficência Para Spector (2002) é a ponderação entre riscos e benefícios. é quando a equipe de pesquisa se compromete a promover o máximo de benefícios e o mínimo possível de danos e riscos. independentemente de desejá-lo ou não (GOLDIM. Os animais merecem ser tratados com dignidade e de forma humanitária. certas concessões podem levar a outras. escritas ou resultantes de outros tipos de mensurações. as de natureza oral. exceto se a dor for o alvo do estudo. o que garante a igual consideração dos interesses envolvidos. é a relevância social da pesquisa com vantagens significativas para os sujeitos da pesquisa e minimização do ônus para os sujeitos vulneráveis. individuais ou coletivos. Não são admitidos maus-tratos. Mesmo . portanto.htm. tanto atuais como potenciais. 3. O Princípio da Beneficência é o que estabelece que devemos fazer o bem aos outros.44 Por uma espécie de efeito cascata. Pode-se dizer.ufrgs. de 08 de maio de 1979.br/lei6638.4.bioetica. atingindo proporções que fogem ao controle do pesquisador. que pode ser obtida no site: http://www. Por este motivo os trabalhos realizados devem ser úteis para algum fim claro. causar-lhes sofrimento ou dor. Pesquisas realizadas com animais devem seguir o que está expresso na Lei 6638. não perdendo o sentido de sua destinação sócio-humanitária.5 Justiça ou Eqüidade Justiça é um princípio moral. Conforme estabelecido na própria Resolução 196/96.

o projeto deverá ter sido revisado pelo orientador. por meio de consulta a documentos que contenham informações referentes aos sujeitos do estudo. há que se tomar cuidados reduzindo ao mínimo necessário o número de espécimes na amostra. sob pena de a proposta ser indeferida. e vir acompanhado da Folha de Rosto de pesquisa envolvendo seres humanos que pode ser obtida. com as correções ortográficas e metodológicas necessárias.5 Encaminhamento dos Projetos ao Comitê de Ética em Pesquisa Todo projeto de pesquisa.45 neste caso. São considerados neste caso dados obtidos diretamente dos informantes ou indiretamente. mas não é inferior a 30 dias. Arquivos de recursos humanos. no endereço eletrônico: http://conselho. é imprescindível que os objetivos. estejam sendo obedecidos rigorosamente.br/docs/FolhaRosto0312. No caso de alguma impropriedade. Caso a instituição não possua um Comitê de Ética. Antes da emissão do parecer do CEP. prontuários impressos ou em meio eletrônico estão aí incluídos. após o que a proposta é revisada e emitido novo parecer. Para a análise da proposta. 3. A revisão do projeto por este órgão visa garantir que os princípios estabelecidos na Resolução 196/96. os pesquisadores não poderão iniciar a coleta de dados. A fim de ser encaminhado à CEP. deve ser submetido à apreciação de um Comitê de Ética em Pesquisa (CEP). preferencialmente o da instituição onde será realizada a Coleta de dados. o Comitê solicita aos proponentes do projeto que façam as correções necessárias. procedimentos ou protocolos de pesquisa estejam descritos de forma detalhada fornecendo aos membros do Comitê os elementos necessários à emissão do parecer que autoriza o início da coleta de dados da pesquisa. O prazo para obter a resposta do CEP aos pedidos de análise do projeto variam de instituição para instituição.doc. o projeto será avaliado pelo comitê da instituição de origem dos investigadores. já descritos. .gov.saude. que envolva seres humanos.

justificativas e os procedimentos a serem utilizados.46 Portanto os pesquisadores devem providenciar com a devida antecedência o envio do material para apreciação. o que requer tempo. sem omitir informações. Francisconi e Goldim (2005) comentam alguns elementos que devem estar presentes no Termo de Consentimento Informado. Não há por parte do CEP intenção de inviabilizar os trabalhos. Caso seja necessária alguma omissão por razões metodológicas. Caso não haja benefício direto para o sujeito. A Resolução 196/96 prevê também que cada alteração no protocolo de pesquisa seja apreciada pelo CEP. desrespeitando os direitos das pessoas. sabendo que havendo necessidade de reformular alguma etapa do projeto. discriminando os desconfortos rotineiros dos procedimentos daqueles relacionados com a pesquisa em si. é o documento elaborado pelo pesquisador. dos quais são destacados: • linguagem – evitar termos técnicos que sejam de difícil compreensão para os sujeitos da pesquisa. isto deve ser informado ao Comitê de ética. as informações necessárias para que o mesmo tome a decisão sobre sua participação no estudo de forma esclarecida e autônoma. 3. no qual são expostas ao participante voluntário. por isto o projeto deve ser elaborado cuidadosamente para evitar idas e vindas. • riscos e desconfortos – quando previsíveis devem ser informados. • informações sobre o projeto – devem ser apresentados os objetivos. . notificá-lo deste fato. sendo ideal um texto compreensível para pessoas com escolaridade até 8ª série.5. mas sim de evitar que sejam cometidas infrações éticas. • benefícios – apresentar os prováveis benefícios pessoais e sociais.1 Termo de Consentimento Também denominado Consentimento Informado ou ainda. serão necessários mais alguns dias para a resposta final. Consentimento Pós-informação.

Um número de documento do participante também deverá ser anotado no termo. o qual julgará a propriedade do pedido. ou por seu representante legal. • confidencialidade e anonimato – as informações coletadas devem ter garantia de privacidade.47 • voluntariedade – o voluntário deve ter a garantia de que a qualquer momento poderá deixar o estudo sem que isto represente qualquer prejuízo para o seu atendimento dentro da instituição onde o projeto está sendo realizado. • crianças e adolescentes – sempre que forem estes os colaboradores. Entretanto o pesquisador não tem autonomia para decidir sobre esta questão. o pesquisador poderá solicitar a dispensa do uso do Termo de Consentimento ao Comitê de Ética em Pesquisa. Estas orientações. contribuirão ao bom andamento da pesquisa respeitando os padrões bioéticos. o pesquisador poderá ressarcir eventuais gastos que o voluntário tiver decorrentes da pesquisa com alimentação e/ou traslados. • indenização ou compensação por danos – embora não seja permitido no país a remuneração por participação em pesquisas. uma vez seguidas. . se houver. identificadas com o nome do participante e do representante legal. evitam-se selecionar voluntários que possam ser coagidos de alguma maneira. contudo a partir dos sete anos as crianças e adolescentes devem ser informados sobre o que será feito e respeitados quanto a sua decisão em participar ou não da pesquisa. preenchido em duas vias. datadas e assinadas. para permissão do estudo. • assinaturas – o Termo de Consentimento. e o anonimato do participante deve ser mantido todo tempo. Em situações especiais como uso de informações em bases de dados ou de prontuários. devem ser tomadas as assinaturas dos pais ou responsáveis. terá uma das vias arquivada pelo pesquisador e a outra pelo sujeito da pesquisa.

Para tal fim questionário e Termo de Consentimento devem ser apresentados em folhas diferentes. 3. Antes de ser assinado o Termo de Consentimento. benefícios. bem como a forma como deverá ser devolvido o questionário. procedimentos. pedindo a colaboração dos respondentes. transgredindo um requisito básico na pesquisa que é seu anonimato. voluntariedade. devem ser oferecidas a cada sujeito as explicações quanto ao tipo de estudo. pois o pesquisador não estará presente – o questionário foi enviado por correspondência ou sua entrega por outra pessoa facilita o anonimato. e visa suprir as orientações que não são possíveis oferecer de outra forma. ou outra razão qualquer. . pois esta prática permitirá a identificação do informante.48 A apresentação do Termo de Consentimento junto aos instrumentos de pesquisa é um erro. objetivos.5. confidencialidade e demais informações solicitadas pelo mesmo. descrevendo seus objetivos. salientando a importância da veracidade das respostas. Para facilitar a construção deste importante instrumento são apresentados a seguir dois exemplos. Garanta que o respondente não será identificado ao devolver o Termo de Consentimento o qual deve prever a permissão para divulgação dos resultados e oferecer segurança quanto ao sigilo da fonte. Este texto é chamado Carta ou Termo de Apresentação. riscos.2 Carta de Apresentação e Termo de Esclarecimento Por vezes é enviado um texto apresentando a proposta do estudo. e o prazo para devolução. Neste caso tenha certeza de que as informações sejam suficientes para permitir a compreensão da finalidade do trabalho e conquistar o respondente a fim de que ele colabore dando respostas fidedignas.

José Roberto Goldim. em fevereiro de 1997. na página 2: http://conselho. . Há grande riqueza nos textos contidos neste portal.41/sisnep/pesquisador/ .ufrgs. e é mantido sob a responsabilidade do Prof. Dr. pode ser obtido no endereço eletrônico abaixo e já vem com as instruções de preenchimento. Os materiais contidos no portal têm finalidade basicamente para pesquisa e ensino em Bioética.Sistema Nacional de Informação sobre Ética em Pesquisa envolvendo Seres Humanos tem como objetivo beneficiar os envolvidos em pesquisas permitindo: o Facilitar o registro das pesquisas envolvendo seres humanos.214.Elaborado por pesquisadores do Núcleo Interdisciplinar de Bioética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. obrigatoriamente deve ser preenchida antes da entrega do projeto ao Comitê de Ética da instituição onde se pretende realizar a pesquisa.gov.br . Este documento é padronizado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa.6 Endereços Eletrônicos Úteis São apresentados a seguir alguns endereços úteis para esclarecimento sobre as questões de ética na pesquisa: • http://www. • http://200. 3.130. o portal de Bioética foi criado.5.saude.49 3.br/docs/FolhaRosto0312.SISNEP . As informações sobre o Pesquisador Responsável solicitadas neste documento devem ser preenchidas com os dados do orientador no caso dos trabalhos acadêmicos.doc.3 Folha de Rosto para Pesquisa Envolvendo Seres Humanos A Folha de Rosto.bioetica. As informações sobre outros membros do grupo de pesquisa são descritas no projeto. alguns dos quais foram utilizados como base para este capítulo.

htm A ou Comissão Nacional de Ética em Pesquisa – CONEP – órgão do Conselho Nacional de Saúde (CNS) foi criada através da Resolução 196/96. com a função de implementar as normas e diretrizes regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos.br/conselho/comissoes/etica/conep. especialmente. Neste site é encontrada.CEPorganizados nas instituições onde as pesquisas se realizam. a documentação relacionada com ética em pesquisa: o Registro.7 Termo de Consentimento Estes modelos podem ser obtidos nos endereços eletrônicos citados e poderão servir de base para elaboração de outros termos. o Fluxograma para tramitação dos projetos. o Roteiro de parecer consubstanciado a ser emitido pelos CEPs. atuando conjuntamente com uma rede de Comitês de Ética em Pesquisa . renovação de registro e acompanhamento dos CEPs.datasus. o Documentos requeridos para apresentação de projetos de pesquisa. entre outros assuntos. o Facilitar aos pesquisadores o acompanhamento da situação de seus projetos. Tem função consultiva. o Permitir o acompanhamento dos projetos já aprovados (em condições de serem iniciados) pela população em geral e.br/comissao/eticapesq.saude.gov. • http://www. Os exemplos foram adaptados para o UNASP.50 o Orientar a tramitação de cada projeto para apreciação ética antes de seu início.htm http://conselho. deliberativa. aprovadas pelo Conselho. 3. normativa e educativa.gov. pelos participantes nas pesquisas. .

Portanto sua participação é muito importante. etc. Você poderá ter todas as informações que quiser e poderá não participar da pesquisa ou retirar seu consentimento a qualquer momento. . se houver possibilidade de que eles ocorram: Você poderá ter algum desconforto quando receber uma picada para colher o sangue do seu braço. (Depois de lido e explicado o que estiver expresso no documento com os detalhes de esclarecimento. o participante colaborador ou sujeito do estudo . (Em caso de não haver riscos ou desconfortos: Não será feito nenhum procedimento que lhe traga qualquer desconforto ou risco à sua vida) (Ou especificar todos os desconfortos. será necessário (responder perguntas sobre . mas terá a garantia de que todas as despesas necessárias para a realização da pesquisa não serão de sua responsabilidade. Os objetivos deste estudo são (colocar sumariamente) e caso você participe. Estudos semelhantes têm permitido diversos avanços na área da saúde. sem prejuízo no seu atendimento.51 Modelo 11 Termo de Consentimento Você possui as características adequadas a uma pesquisa que estamos iniciando que são: (descrever as características que fazem do sujeito um candidato á pesquisa) e está sendo convidado a participar do estudo intitulado (nome do estudo). coletar sangue para .)..deve assinar a parte final do documento. você não receberá qualquer valor em dinheiro. não aparecendo em qualquer momento do estudo. descrita na página seguinte)..htm Acesso em: 15 dez 2005. Seu nome será mantido em sigilo.fmtm.. .. 1 . O modelo 1 foi consultado no endereço eletrônico: http://www...). etc.br/ pesquisa/cep/cep-modificacoes/cep-internet/modelo_de_termo_de_consentimento. consultas de enfermagem semanais. medir . Pela sua participação no estudo.... permitindo novas descobertas e melhores formas de lidar com as doenças.

. li e/ou ouvi o esclarecimento acima e compreendi para que serve o estudo e qual procedimento a que serei submetido../...... São Paulo.. Após Esclarecimento Eu... Eu concordo em participar do estudo./ ... ............ . A explicação que recebi esclarece os riscos e benefícios do estudo.. que não terei despesas e não receberei dinheiro por participar do estudo....... Sei que meu nome não será divulgado.... (nome do voluntário). Eu entendi que sou livre para interromper minha participação a qualquer momento.. você pode entrar em contato com o Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário Adventista de São Paulo pelo telefone (número com DDD)..... sem justificar minha decisão e que isso não afetará minha relação com a instituição onde estou sendo atendido. Assinatura (do voluntário ou Número do RG responsável legal): Assinatura responsável: do pesquisador Assinatura do pesquisador orientador: de contato dos Telefone pesquisadores: Em caso de dúvida em relação a esse documento..52 Descrição dos Esclarecimentos Termo de Consentimento Livre.

sem penalização alguma e sem prejuízo ao seu cuidado. f) liberdade de se recusar a participar ou retirar seu consentimento. sobre a metodologia. outrossim. i) formas de ressarcimento das despesas decorrentes da participação na pesquisa.unit. RG ____________. assegurando-lhe absoluta privacidade. c) métodos alternativos existentes.doc Acesso em: 15 dez 2005. 2 . __________________________________. que fui devidamente esclarecido sobre o Projeto de Pesquisa intitulado: ________________________(Título do trabalho)_____________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ desenvolvido pelo(a) aluno ______________________________________________ do Curso ______________________________do Centro Universitário Adventista de São Paulo. g) garantia de sigilo quanto aos dados confidenciais envolvidos na pesquisa. objetivos e procedimentos que serão utilizados na pesquisa. d) forma de acompanhamento e assistência com seus devidos responsáveis. em qualquer fase da pesquisa. abaixo qualificado. e) garantia de esclarecimentos antes e durante o curso da pesquisa. h) formas de indenização diante dos eventuais danos decorrentes da pesquisa. de de 200__ O modelo 2 foi consultado no endereço eletrônico: http://www. São Paulo. DECLARO para fins de participação em pesquisa. na condição de (sujeito objeto da pesquisa/representante legal do sujeito objeto da pesquisa). DECLARO. quanto aos seguintes aspectos: a) justificativa. consinto voluntariamente (em participar/que meu dependente legal participe) desta pesquisa. b) desconfortos e riscos possíveis e os benefícios esperados.53 Modelo 22 TERMO DE CONSENTIMENTO Eu. com informação prévia sobre a possibilidade de inclusão em grupo de controle e placebo. que após ter sido convenientemente esclarecido pelo pesquisador e ter entendido o que me (nos) foi explicado.br/ CEP/Termo-de-Consentimento-Livre-e-Esclarecido.

............. Cidade:........... RG:....../...../................................... Natureza da Representação:..................................................................................... ter elaborado este Termo de Consentimento.......... / . __________________________ Assinatura do Declarante DECLARAÇÃO DO PESQUISADOR DECLARO................................................................................Cep:........................ o consentimento livre e esclarecido do declarante acima qualificado para a realização desta pesquisa.................................. __________________________ Assinatura do Pesquisador .. de forma apropriada e voluntária..... Data de nascimento:........... Bairro:...........:.................. de de 200.... São Paulo.... cumprindo todas as exigências contidas nas alíneas acima elencadas e que obtive......54 TERMO DE CONSENTIMENTO Sujeito da Pesquisa: (Nome):........................ Apto: ................... RG:...........Apto:................................................................................ / ......................... Sexo: M ( ) F( ) Endereço: ................................................... Tel...................................................... Cidade:.................nº..................................... Bairro:.......Tel............................ Cep:................................ Sexo: M ( ) F( ) Endereço:....... para fins de realização de pesquisa.................. Data de nascimento:...... __________________________ Assinatura do Declarante Representante legal:...:. nº..................................................

o exame dos problemas epistemológicos que a penetração no desconhecido do mundo objetivo suscita.edu. poder e limites da capacidade perscrutadora da consciência.edu.br Leonardo Tavares Martins leonardo. este é constituído da sua própria realidade individual (VIEIRA PINTO. os suportes sociais e as finalidades culturais que o explicam. p.. Porto elias.martins@unasp. que se referem ao processo da pesquisa científica e da lógica da ciência.br Qualquer que seja o campo de atividade a que o trabalhador científico se aplique.edu. porque. os fundamentos existenciais.. a reflexão sobre o trabalho que executa.55 A CONSTRUÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA Elias F. não podem ficar à parte do campo de interesse intelectual do pesquisador.3).br Paulo Gomes Lima paulo..gomes@unasp. 1979. a determinação da origem.porto@unasp. e tantas outras questões deste gênero. . que precisa conhecer a natureza do seu trabalho.

56 Para que qualquer pesquisa científica seja desenvolvida é necessário o estabelecimento de um projeto de pesquisa.13). precisamos considerar algumas regras importantes (GIL. local epistemológico e época em que se situa a problemática (introdução). que teorias e metodologias ajudarão o pesquisador na realização de seus objetivos (metodologia). deve-se ter claramente qual é questão à qual se deseja uma resposta. o projeto de pesquisa deverá apontar para o problema a ser estudado e para o procedimento adotado para estudá-lo. o . Tem-se. deve reunir. Quando o problema é formulado como uma questão. na verdade “não existe um padrão rigidamente estabelecido e imutável” (GONSALVES. para que tenha pertinência científica. no mínimo. Por exemplo. p. os elementos citados anteriormente. 4. entretanto. é no projeto de pesquisa que se explicita o problema a ser estudado. em quanto tempo o estudo será realizado (cronograma). O projeto de pesquisa é o planejamento prévio da pesquisa que sistematiza todas as etapas que serão realizadas no desenvolvimento da mesma. Assim. todo projeto.1 O Problema Deve Ser Formulado Como Uma Pergunta O problema deve responder a algo que inquiete o pesquisador. 1999): 4.1 PROJETO DE PESQUISA Um projeto pode ser organizado de diferentes formas. por isso ao elaborar o projeto. uma apresentação do tema da pesquisa. o que o estudo pretende demonstrar ou explicar (objetivos). uma vez que são eles que proporcionarão diretrizes metodológicas válidas dentro das convenções científicas. a relevância de se estudar determinado assunto (justificativa). facilita a identificação da problemática que se deseja estudar. demonstrando que o pesquisador já conhece o que a literatura apresenta sobre o assunto (desenvolvimento do tema) e todas as fontes consultadas para desenvolvimento do projeto (bibliografia). qual campo do conhecimento.1. 2003. por exemplo. Ao se formular um problema de pesquisa.

um projeto que se proponha a analisar o conceito de operários sobre a política pública mostra-se incompleto e. Como um problema possui muitas dimensões. haverá dificuldade em se compreender qual a pretensão do projeto. ao formular o problema certifiquese de que a execução do projeto é viável. Atenção ao escolher as palavras para que não haja contradição nem sentido diferente ao pretendido. Caso o problema não esteja claro. o problema fica mais evidente e é possível compreender sua delimitação. Por exemplo. pois sem a devida delimitação isto seria inviável (quais crianças seriam estudadas? todas as brasileiras? todas as crianças do mundo? todas as crianças de escola particular?). confuso sobre qual a pretensão do pesquisador (quais operários? de que política pública? de algum governo específico?) .3 O Problema Deve Ter Clareza Os termos utilizados na construção do projeto devem ser claros e precisos. portanto. ou seja. veja como poderíamos transformar este tema em um problema corretamente formulado: “Que hábitos alimentares podem estar relacionados com a obesidade em escolares da terceira série do ensino fundamental de uma escola particular do município de São Paulo?” 4.1.57 tema: “a relação entre nutrição e obesidade”. Assim. percebe-se que está muito abrangente. não caberia propor um projeto de pesquisa para estudar a obesidade e as crianças.1. o pesquisador deverá selecionar somente aquela(s) que interessa(m) ao estudo a ser realizado. 4.2 O Problema Deve Ser Delimitado a Uma Dimensão Viável O projeto deve ser exeqüível. mas quando formula-se uma pergunta.

2.1 Esboço do Projeto de Pesquisa: 1 INTRODUÇÃO 2 OBJETIVOS 3 JUSTIFICATIVA 4 METODOLOGIA 5 DESENVOLVIMENTO DO TEMA 6 CRONOGRAMA 7 ORÇAMENTO 8 REFERÊNCIAS .2 A Estrutura de Um Projeto de Pesquisa Embora existam diferentes propostas de estrutura de projeto na literatura. Assim. de forma particular pois este tipo de procedimento não tem validade científica. mencionados anteriormente. deve-se usar como ferramentas para análise das informações o que seja aceito academicamente e nunca se apropriar de juízos de valor. 4.4 O Problema Deve Apresentar Bases Científicas Para a Análise Qualquer que seja o tipo de pesquisa proposto no projeto. Assim. propomos uma estrutura didática de projeto de pesquisa que pretende ser ao mesmo tempo eficiente e pedagogicamente viável para os pesquisadores iniciantes. 4. há similaridade entre as diferentes formas. deve-se deixar claro qual o procedimento estatístico para tratar tais informações e ao se fazer uso de uma proposta de estudo que seja qualitativa. se os dados a serem analisados forem quantitativos. devem estar contemplados.58 4.1. pois os itens principais. deve-se deixar claro quais as fontes a serem consideradas e qual o procedimento adotado para análise.

Exponha como chegou ao tema de investigação.2 Definição dos Itens Essenciais no Projeto de Pesquisa 1 INTRODUÇÃO 1. Ex: “Qual foi o papel desempenhado pela Associação Brasileira de Educação (ABE) no desenvolvimento da educação brasileira?”. . podemos identificar a delimitação do tema. do tema a ser pesquisado.59 4. qual foi a gênese do problema. Coloque o problema em forma interrogativa tornando-o mais diretivo. decorrente de suas Conferências Nacionais de Educação”. Aborde o assunto geral sobre o qual se deseja realizar a pesquisa. o que demandará uma resposta clara. A delimitação consiste na indicação. definindo claramente o campo de conhecimento que pertence o assunto.1 Apresentação e Delimitação do Tema Delimitação inicial. apresentando o que envolve o tema escolhido. • Do tempo: anos 20 (época da criação da ABE). No exemplo dado acima. as circunstâncias que interferiram nesse processo. Exemplo: “Este estudo delimita-se por desenvolver um estudo sobre a contribuição da ABE para o desenvolvimento da educação formal brasileira particularmente na década de 20. situando seus limites e o lugar que ocupa no tempo e no espaço.2. Situa-se como pano de fundo. Apresente o campo de conhecimento que pertence o assunto e identifique qual é a questão ou o problema a ser pesquisado. de modo breve. Problemas são perguntas que a pesquisa pretende resolver. pois há indicação: • Do campo do conhecimento: história da educação brasileira. • Do local ao qual se refere o estudo (local epistemológico da pesquisa): Brasil – Conferências Nacionais de Educação. porque fez tal opção. se houve antecedentes. definindo o campo de conhecimento.

Selecionar. Esclarecer. • Comparar o comportamento de crianças escolares em situação de competição e de cooperação. Produzir. . pense em responder à pergunta: o que você pretende com este projeto? (dentre os verbos mais utilizados. Entender. Classificar. Assim. alunos do ensino fundamental da Escola Adventista de Florianópolis. Especificar. Avaliar. Determinar. Escolher. É importante que os objetivos sejam exeqüíveis. Discutir. O objetivo geral deve ser apenas um e os objetivos específicos podem ser de 3 a 5. • Verificar a incidência de problemas posturais em crianças e adolescentes. Interpretar.. 2003. Examinar. Descrever. Desenvolver. Esquematizar. Formular. Propor. Medir.56). ou seja. É interessante que este objetivo seja apenas um e que esteja ligado diretamente ao problema levantado pelo pesquisador. Verificar. Criticar. Para formular o objetivo geral. Discriminar. etc. Documentar. Identificar. Construir.. estes são aspectos secundários do projeto. Contrastar.). não é pertinente um objetivo aparentemente importante e bem construído. como exemplo: Analisar. Localizar. podemos citar. Deve ser sucinto e sugere-se que inicie com verbo no infinitivo. os objetivos servem para indicar a direção da ação.1 Objetivo Geral Utilizando-se um verbo no infinitivo indica-se qual é a grande questão que procuraremos estudar na pesquisa. mas que não poderá ser atingido. Estabelecer. 2. “O Objetivo é o que você pretende atingir com a sua pesquisa e não o que você vai fazer para atingi-lo” (GONSALVES. p. Decidir. Estimar. Explicar. Divide-se em objetivo geral e objetivos específicos. Exemplos: • Formular uma proposta de análise postural para crianças de 7 a 10 anos. Diferenciar.60 2 OBJETIVOS Nesta parte indica-se o que é pretendido com o desenvolvimento da pesquisa. Comparar.

Esta seção deve ser redigida a partir das seguintes perguntas: O que esta pesquisa pode acrescentar à ciência onde se inscreve? (relevância científica).2 Objetivos Específicos Aspectos que em conjunto propiciam a resolução do objetivo geral. não é interessante que o pesquisador desenvolva mais de 5 objetivos específicos. buscar alcançá-los difusamente no desenvolvimento do trabalho. Se o pesquisador elaborar de 3 a 5 objetivos específicos. mas. . Que benefício poderá trazer à comunidade com a divulgação do trabalho? (relevância social). Estes objetivos. Para tanto. não necessariamente. • Analisar os modelos que foram seguidos na formulação da proposta da Unicamp. pois isto poderá dificultar o controle de sua pesquisa. Aqui poderemos elencar mais de um objetivo acessório. o pesquisador procura demonstrar o valor do seu objeto de estudo. destacará a relevância do assunto. 2. mostrará a viabilidade do tema enquanto objeto de pesquisa e indicará as razões de ordem pessoal que o levaram a eleger este tópico do conhecimento. irão contribuir para que se alcance o objetivo geral. embora com um caráter secundário. no entanto. tanto em termos acadêmicos quanto nos seus aspectos de utilidade social. também. poderá indicar um objetivo específico para cada capítulo ou caso prefira.61 • Analisar em que grau e em que medida Zeferino Vaz contribuiu para a criação da Universidade Estadual de Campinas. 3 JUSTIFICATIVA Nesta seção. Exemplos: • Destacar a situação do ensino público superior no Estado de São Paulo em geral e no sudeste paulista em particular nos anos 60. • Explicar a atuação direta e papel de Zeferino Vaz como ator expoente na criação da Unicamp.

4 METODOLOGIA O quadro teórico-metodológico é o referencial organizativo do “como” a pesquisa será realizada.. Ramos Lamar (1998).. Assim. p. metodologia significa o estudo dos caminhos a serem seguidos. Associar metodologia a um conjunto de técnicas ou procedimentos para coleta de dados é uma redução da amplitude deste item. Silva (2003). não se tratando em hipótese alguma de referências específicas).62). Buscando o sentido etimológico de metodologia encontraremos “Méthodos significando o caminho para chegar a um fim. Neste item do projeto. enquanto logos indica estudo sistemático. investigação. quais os principais procedimentos empregados para que todos os objetivos planejados sejam satisfatoriamente alcançados.62 O que levou o pesquisador a se inclinar e. Witter (1999). sujeitos da pesquisa e espaço da pesquisa. em outras palavras é o percurso ou o caminho a ser percorrido para se alcançar o objetivo estabelecido. por este tema? (interesse). incluindo aí os procedimentos escolhidos” (GONSALVES.” (Atenção: estes exemplos são apenas para finalidade didática. escolher. Indique no texto a relação entre o trabalho dos referidos autores e a proposta contemplada em teu projeto e as possíveis diferenças. 2003. Lima (2001). quais as etapas da análise dos dados e outros detalhes como tipo da pesquisa. quais são os autores que serão as principais fontes teóricas de sustentação da pesquisa. por fim. quais são as possibilidades concretas de esta pesquisa vir a se realizar? (viabilidade). você deverá deixar claro quais procedimentos pretende utilizar na produção dos dados. Ex: “Este trabalho terá como referencial teórico as contribuições de Barros (2001). Em termos gerais. . Pode-se iniciar a metodologia com a indicação dos autores que serão o referencial da pesquisa.

4. pesquisa ação. Dizer apenas: “Como instrumento utilizarei a entrevista semi-estruturada” definitivamente não é suficiente para a metodologia! Requer-se uma detalhada descrição de todo o procedimento. bibliográfica. entretanto a partir de quatro grandes linhas de pesquisa (Histórica. Bibliográfica. se qualitativa. pesquisa participante ou ainda se a pesquisa será um levantamento bibliográfico. Qualitativa. Descritiva. Existe na literatura diferentes conceituações a respeito da classificação da pesquisa e pode-se utilizar a perspectiva que melhor se adequar ao seu tipo de trabalho. estudo de caso. Algumas perguntas podem ajudar a deixar claro este item do projeto: Quais os critérios adotados para a escolha desta população? Quais as características particulares desta população que a diferencias de outros grupos? Toda a população escolhida será estudada ou será selecionada uma amostra para o estudo? Como se deu a escolha da amostra (forma probabilística – aleatória simples ou randômica estratificada ou não-probabilística – acidental ou intencional)? . Documental. Bibliográfica. Experimental e Ex-Post-Facto) observe os diferentes tipos de classificação possíveis: • Segundo os objetivos: Exploratória. Levantamento. Experimental. Estudo de Caso.63 4. • Segundo as fontes de informação: Campo.1 Abordagem da Pesquisa Aqui o pesquisador deverá deixar claro que tipo de pesquisa desenvolverá: experimental.2 Sujeitos da Pesquisa É importante deixar claro qual a população a ser estudada e dentro de qual universo esta população se encaixa. Participativa. • Segundo a natureza dos dados: Quantitativa. Explicativa. Descritiva. se quantitativa ou se dialética. Documental. • Segundo os procedimentos de coleta: Experimento. Laboratório. documental. É importante também indicar a natureza da pesquisa. ex-postfacto.

se foi criado pelo pesquisador. onde serão obtidas. Diferentes formas de pesquisa devem esclarecer sobre o que está envolvido na forma de se obter os dados a serem analisados. deve-se esclarecer no projeto se haverá alguma alteração no meio onde vivem. se a pesquisa prevê a aplicação de questionário. deve-se dizer se haverá algum software ou fórmulas específicas para a análise. deve-se deixar claro qual critério adotado na escolha do instrumento.3 Coleta de Dados e Instrumento A forma como se procederá a coleta deve estar detalhada. o formulário. 4. Se a pesquisa for documental. deverá haver aprovação do comitê de ética para que haja continuidade do projeto. manipulação de animais). . deve-se esclarecer sobre quais são as fontes.4 Organização e Análise dos Dados O processo de análise dos dados pode envolver diversos procedimentos: codificação das repostas. se a pesquisa envolver seres vivos. análise de discurso. que instrumentos serão utilizados nas avaliações. tabulação dos dados e cálculos estatísticos. uma entrevista. se foi adaptado ou se está seguindo um modelo sugerido por outro pesquisador. quais as medidas serão tomadas. análise de conteúdo entre outras formas possíveis. levantamento de dados. Este item do projeto deverá esclarecer o leitor sobre o que será feito com os dados obtidos. quais alterações. em que local. observação direta. ou seja. como se dará a interpretação dos dados. Deve-se ainda evidenciar quais informações pretende obter a partir de determinado procedimento ou instrumento e como será aplicado. Outra informação absolutamente necessária que o projeto deve apresentar é que. pois existem diferentes técnicas para a obtenção dos dados: o questionário. fazer a avaliação física em crianças. etc. Se o projeto pretende. por exemplo.64 4. a entrevista. o que será extraído das fontes para a análise. deve-se dizer quem fará as medidas. avaliação física. havendo seres vivos envolvidos na pesquisa (quer seja a aplicação de um questionário. se haverá a administração de algum produto aos seres em observação. Se houver cálculos estatísticos.

como o tema está problematizado e. A utilização de uma Hipótese no projeto não é obrigatória. como a literatura aborda o objeto de estudo e mostrar que as questões envolvidas com o tema já são de seu conhecimento. colocar o problema. que o . Privilegie os textos mais importantes e mais recentes sobre seu tema. procure agora. o texto deste item será usado também no trabalho final. esta é uma varredura exploratória. ou seja. consequentemente porque ele precisa ainda ser pesquisado. Este é o momento onde os textos/documentos estudados devem aparecer. o tema-problema com um maior aprofundamento. citações e comentários. as leituras já realizadas. pode-se ter um capítulo destinado a revisão de literatura. Aqui cabe fazer a contextualização do que há publicado sobre o assunto e como outros autores têm estudado este tema. Entretanto. Para facilitar a apresentação do projeto. Assim. Trata-se portanto de delimitar.65 5 DESENVOLVIMENTO DO TEMA Esta é a parte central do texto. Como o projeto e a redação final do TCC estão muito próximos no tempo. entretanto não é obrigatório este capítulo. com uma exposição mais objetiva e técnica. anterior à pesquisa. Sendo a Hipótese uma resposta provisórias. este item pode estar dividido em capítulos. Retomando o que já foi anunciado na Introdução. se em comum acordo com o orientador houver a proposta para a inclusão de Hipótese no projeto. poderá ser feito dentro deste item. pois há perspectivas metodológicas que excluem a utilização de uma hipótese afirmando que a ciência deveria ir em busca a uma resposta sem pressupor uma possível resposta pois isto poderia influenciar no encaminhamento da pesquisa. pois dependendo do tipo de pesquisa. a revisão se mostrará presente em vários capítulos. Na introdução é apresentado o tema de forma mais ampla e aqui de forma mais profunda. logicamente que acrescido de mais informações. a partir do que foi feito no projeto. mas que não pode ser precária. Você deve demonstrar domínio sobre o que outros autores estudaram a respeito do tema escolhido e expor tais idéias. circunscrever. onde o aluno deve apresentar de forma mais profunda o que conhece sobre o tema. este item mostra-se importante para que o aluno possa alcançar o texto final completo. Se em comum acordo com o orientador.

. de forma sugestiva. Sugere-se a seguir dois modelos distintos. a seguir listamos alguns destes itens. Encaminhamento ao comitê de ética 2006 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 X XX XX 1 2 X No detalhamento das atividades e do tempo necessário para a execução você deverá definir quais itens estarão previstos para o teu projeto. nem todos precisam estar mencionados em teu projeto e você poderá acrescentar outros que julgar necessário. Aquisição e leitura dos textos 3. O detalhamento dos itens mostra a organização do pesquisador e isto poderá ser decisivo para se obter êxito na execução do projeto. delimitando o tempo para cada momento. ou seja. • Levantamento das obras que interessam à pesquisa. Digitação da introdução 4.66 pesquisador oferece. Evidentemente a Hipótese não deve estar dissociada de uma atenta relação com o que a literatura apresenta sobre a temática estudada. 6 CRONOGRAMA Neste item deve ser feita a previsão de duração de cada fase do projeto. Qualquer que seja o modelo adotado. O resultado da pesquisa poderá negar ou confirmar a hipótese. caberia esta colocação dentro do desenvolvimento do tema como a perspectiva do pesquisador sobre o problema estudado. o importante é detalhar cada parte do projeto e o tempo em que se dará cada atividade. Levantamento de obras que interessam à pesquisa 2. Um bom procedimento seria trabalhar com um problema e uma hipótese centrais e bem definidas. 2006 2006 2006 2006 ANO Fevereiro Março a Abril Abril a Maio Junho MÊS Levantamento de obras que interessam à pesquisa Aquisição e leitura dos textos Digitação da introdução Encaminhamento ao comitê de ética ATIVIDADE MÊS ATIVIDADE 1.

8 REFERÊNCIAS Reúne-se aqui uma relação das fontes / obras utilizadas para a elaboração do Projeto e que serão utilizadas na Pesquisa propriamente dita. transporte. portanto as obras aqui mencionadas não devem servir de limite para a continuidade do projeto. material de laboratório. ou qualquer outro tipo de custo para a execução do projeto ou análise dos dados. conforme categorias estabelecidas • Primeira redação • Correções e intervenções do orientador • Segunda redação • encadernação • Apresentação do trabalho • Correções do texto final • Encaminhamento do texto final corrigido 7 ORÇAMENTO A previsão orçamentária não será necessária a todos os projetos. equipamentos ou se haverá despesa com pessoal. É importante descrever se haverá solicitação de financiamento para órgãos de fomento à pesquisa ou quem deverá custear o projeto. bem como no TCC. O pesquisador deve ter claro que esta lista de referências poderá ampliar-se ao final da pesquisa. isto deverá estar previsto. Inclua detalhadamente o valor para cada item a ser custeado e em que momento isto deve ocorrer. Se teu projeto não prevê custos. entretanto se você pretende utilizar reagentes. não há a necessidade de colocar este item no projeto.67 • Aquisição de textos ou livros pertinentes ao objeto de pesquisa • Leituras intensivas sobre o tema • Registro dos conteúdos (literaturas e coletas efetuadas) • Sistematização do material • Coleta de dados • Interpretação dos dados. já que novos .

inferior e direita. página de rosto e sumário.68 documentos poderão ser identificados no desenvolvimento do processo de investigação. espaço 1.5. . As referências devem seguir a norma apresentada no capítulo 7. segundo o modelo a seguir. A numeração é colocada. Deixe 3cm de margem esquerda e superior e 2cm de margem. a partir da primeira folha da parte textual.3 Apresentação Gráfica O projeto deve incluir capa. fonte 12. 4. Arial. em algarismos arábicos.2. Siga a ordem dos itens do projeto conforme descrito anteriormente. O texto deve estar formatado em papel A4. no canto superior direito da folha.

.. CURSO . (Arial 14 / Negrito) TÍTULO DO PROJETO (Arial 18 / Negrito) AUTOR(ES) (Arial 14 / Negrito) CIDADE – ESTADO ANO (Arial 14 / Negrito) FIGURA 1 Modelo de capa para projetos de pesquisa .69 CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO CAMPUS ...

70 CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO CAMPUS ENGENHEIRO COELHO CURSO DE PEDAGOGIA HÁBITOS DE ESTUDO E RENDIMENTO ESCOLAR DE ALUNOS DO ENSINO MÉDIO FÁBIO LUIS SILVA LUÍZA BELA SILVA ENGENHEIRO COELHO – SP 2005 FIGURA 2 Exemplo de capa para projeto de pesquisa .

71 NOME (Arial 14) TÍTULO (Arial 18) CIDADE – ESTADO ANO (Arial 14 / Negrito) FIGURA 3 Modelo de folha de rosto para projeto de pesquisa .

campus EC. Projeto de pesquisa apresentado ao curso de Pedagogia do Centro Universitário Orientador(a) Prof. como (Arial 12) requisito parcial à Disciplina Trabalho de Conclusão de Curso I. Orientadora Prof. Engenheiro Coelho – SP 2005 FIGURA 4 Exemplo de folha de rosto para projeto de pesquisa . campus ___.72 FÁBIO LUIS SILVA LUÍZA BELA SILVA HÁBITOS DE ESTUDO E RENDIMENTO ESCOLAR DE ALUNOS DE ENSINO MÉDIO Projeto de pesquisa apresentado ao curso de Pedagogia do Centro Universitário Adventista São Paulo. ___ Adventista São Paulo. Ms. Maria Silva . como requisito parcial à disciplina Trabalho de Conclusão de Curso I.

........... INTRODUÇÃO..........................11 5. 18 7....................................... 14 5................................................ METODOLOGIA .................... 16 6.................................1 Nome do Capítulo ..............................73 SUMÁRIO 1...................... 11 5......................... REFERÊNCIAS...... CRONOGRAMA..................... 20 FIGURA 5 Exemplo de sumário para projeto ........................................................ OBJETIVOS. 3 2......................DESENVOLVIMENTO DO TEMA.....................................................2 Nome do Capítulo ......................................................................................................................3 Nome do Capítulo ....................... 5 3...................................... 6 4....................... 8 5................ 19 8.............. JUSTIFICATIVA................................................ ORÇAMENTO........................................................................................................................................................................

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A CONSTRUÇÃO DA MONOGRAFIA
Elias F. Porto elias.porto@unasp.edu.br Kátia Corina Vieira katia.vieira@unasp.edu.br Leonardo Tavares Martins leonardo.martins@unasp.edu.br Paulo Gomes Lima paulo.gomes@unasp.edu.br

A atividade de pesquisa é uma atividade racional. Implica no mais profundo e elevado exercício da razão da parte do homem. Talvez seja nessa atividade mais do que em qualquer outra que o homem possa dar expressão ao seu ímpeto de criatividade (DUSILEK, 1978, p.34).

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5 MONOGRAFIA
O capítulo anterior apresentou o que é um projeto e como estruturá-lo. Agora, chegou a hora de fazer tudo o que o projeto previa. É hora de usar o projeto como um mapa, um guia, na realização da pesquisa. Boa parte do que se escreveu no projeto foi um exercício de definição e previsão. Definição do que se irá pesquisar, de quais objetivos pretende-se alcançar, de argumentos que justifiquem a realização da pesquisa, definição e previsão dos aspectos metodológicos mais adequados à realização e alcance dos objetivos propostos e quais seriam os fundamentos teóricos essenciais, definição das tarefas a serem realizadas, previsão de quando essas tarefas seriam realizadas e de despesas para fazer a pesquisa. Percebe-se que tudo que está ligado ao projeto gira em torno de planejamento. Após o planejamento vem a execução: construção da monografia.

5.1 O Que é Uma Monografia
Após o projeto estar pronto e aprovado, pode-se pensar na monografia, pois esta será a realização daquilo que foi expresso no projeto. Este é o momento de buscar nas mais variadas fontes a informação necessária para aprofundar e desenvolver a pesquisa previamente planejada e, ao final, apresentar os resultados da pesquisa. A essa apresentação de resultados chamamos de monografia. De acordo com Medeiros (2004, p. 248), monografia “é uma dissertação que trata de um assunto particular, de forma sistemática e completa.” É necessário destacar, inicialmente, que a monografia constitui-se num estilo específico de redação: a dissertação. Sobre este estilo, a dissertação, vale lembrear que ela costuma discorrer sobre um tema determinado, de forma argumentativa, ou seja, o escritor de uma dissertação costuma ter uma idéia, uma posição, um ponto de vista e discute o tema escolhido. Para tanto, o texto de uma dissertação costuma ser inquisidor e, às vezes, até provocativo, através da apresentação de fatos e evidências. Quanto à estrutura, as

76 dissertações, costumam ter uma introdução, um desenvolvimento e uma conclusão. Em segundo lugar, deve-se notar que uma monografia deve tratar de apenas um tema, apenas um assunto. Esse tema ou assunto foi definido e delimitado quando da elaboração do projeto de pesquisa. Alguns elementos do projeto definem o tema ou o assunto da monografia. Desses elementos, os mais importantes são o problema de pesquisa e o objetivo ou os objetivos. Estes itens do projeto mostram-se alicerces da pesquisa e, conseqüentemente, da monografia. Em terceiro lugar, uma monografia trata o tema de forma sistemática. Algo sistemático, no senso comum, pode ser considerado negativo. No dia a dia pode-se dizer que fulano é “sistemático”, como uma forma educada de dizer que esse alguém, sob determinado ponto de vista, é uma pessoa “caxias", “certinha demais”, “metódica demais”, “chata”. Mas, para que se compreenda o que significa sistemático, deve-se primeiro entender o que significa a palavra sistema, que é a origem do termo sistemático. A definição de sistema está associada à idéia de um conjunto de partes que se relacionam entre si e que, juntas, formam um todo. Ao traduzirmos essa idéia para algo mais concreto, poderíamos exemplificar dizendo que o computador no qual se produz um texto, composto de uma CPU, um monitor, um teclado e um mouse, é um sistema. Também poderíamos dizer que o UNASP, com seus três campi e dezenas de departamentos e cursos é um sistema. O corpo humano, com seus órgãos, membros, células e tecidos é um sistema. A partir daí, se compreendemos o que é um sistema, fica mais fácil entendermos o que significa ser sistemático. De acordo com o dicionário Aurélio, sistemático é aquilo que é ordenado, metódico, coerente com uma determinada linha de pensamento ou ação. Então, como podemos entender um texto, uma redação, uma monografia dentro dessa idéia de sistema e sistemático? Bem, a monografia será composta e estruturada a partir de diversas partes, cada qual com sua função. Mas, quando todas essas partes forem olhadas em conjunto, devem fazer sentido, devem compor um único trabalho. Uma monografia deve ser sistemática porque nela deve haver

afinal.2 Tipos de Monografia A partir do conhecimento básico do que é uma monografia. as partes ou capítulos de desenvolvimento. Essa estrutura costuma ser composta de capa. Em quarto lugar. Portanto. presunçoso. a correta definição do problema de pesquisa e dos objetivos é essencial para que isso seja possível. introdução. através de entrevistas ou análise de documentos. fica claro o quanto se propõe a abranger dentro da monografia. 5. quem é que sabe tudo sobre alguma coisa para tratá-la de maneira completa? Quem é que consegue num único trabalho escrito tratar de tudo que faz parte de um determinado assunto? Por isso é tão importante delimitar o tema da pesquisa. no mínimo. conclusão ou considerações finais e . uma monografia deve tratar de um tema ou assunto de forma completa. seria. inteira. dentro do que foi estipulado como problema de pesquisa e objetivos. uma monografia deve ser completa. Quando o problema de pesquisa e os objetivos estão definidos. Durante um curso de graduação normalmente se produz diversos trabalhos monográficos. folha de rosto. a partir de pesquisa bibliográfica ou até mesmo com alguma coleta de dados em campo. Evidentemente mostrar domínio completo de determinado assunto. Estes trabalhos não costumam ser muito extensos. A esses trabalhos chamamos de trabalhos monográficos. organização e método que lhe dêem um sentido de unidade às suas diversas partes.77 coerência. Mais uma vez. É bastante comum que o professor de uma disciplina solicite aos alunos que façam um trabalho escrito sobre um determinado tema. sumário. Isso quer dizer que ao escrever uma monografia deve-se atentar para a necessidade de tratar o tema escolhido em seu todo. com a quantidade de informaçoes disponíveis atualmente. Entende-se monografia como um termo genérico que identifica trabalhos escritos com as características que acabamos de discutir. é preciso reconhecer que há mais de um tipo de monografia. Geralmente acabam por ter entre 10 e 20 páginas e possuem uma estruturação bastante simplificada.

o curso deverá. com a possibilidade de vir a ser executado ou não. Em alguns cursos o TCC é desenvolvido apenas individualmente. devendo expressar conhecimento do assunto escolhido. Deve ser feito sob a coordenação de um orientador (2000. apresentar também a estrutura que será aceita. costuma-se recomendar fortemente que os resultados dessas pesquisas tenham algum benefício prático ou utilidade na atividade profissional. em geral. De qualquer forma. Há também a possibilidade de algum curso oferecer a possibilidade que um aluno entregue um artigo submetido a publicação em lugar do Trabalho de Conclusão de Curso.78 referências. Um TCC. mas que seja uma espécie de relatório de atividades profissionais desenvolvidas. outros de papers. os TCCs podem ter em geral 50 ou mais páginas. Os tipos. já servem como preparo para a monografia de conclusão de curso ou TCC. Educação Física. Estas outras formas não serão aqui discutidas. outros ainda apenas de trabalho escrito. esses trabalhos em geral podem ser classificados como monografias e. Em outro curso. Alguns chamam estes trabalhos de monografias. Nos cursos de ciências aplicadas como Administração. módulo. p. pois dadas as particularidades de cada curso e as diferentes alternativas. apesar da relativa simplicidade. outros de trabalhos acadêmicos. o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é um documento que representa o resultado de estudo. De acordo com a ABNT (NBR 14724). Essas questões. estudo independente. que deve ser obrigatoriamente emanado da disciplina. na medida em que são bem produzidos. Nutrição e outros. em outros pode ser realizado em duplas ou trios. dependem das . Enfermagem. Na maioria dos cursos do UNASP o tipo de TCC mais comum é aquele que apresenta os resultados de uma pesquisa científica. programa e outros ministrados. curso. por suas características. em geral costuma ser mais extenso e assume uma estrutura mais complexa. ao apresentar a proposta. Há também cursos que abrem a possibilidade ao aluno de fazer um TCC que não seja necessariamente uma pesquisa científica. Dependendo do curso. Comunicação Social. ou até mesmo a proposta de um trabalho profissional. se comparado aos trabalhos monográficos feitos durante o curso de graduação. é possível fazer um excelente TCC de 20 páginas. 2). formas e extensão dos TCCs variam bastante de curso para curso.

79 políticas de ensino definidas em cada curso. Você deve procurar se informar sobre as peculiaridades sobre TCC do seu curso antes de iniciar o processo de execução. é a NBR 14724. obviamente. a Tese ainda se diferencia pelo fato de o autor precisar apresentar uma “real contribuição para a área de especialidade” (NBR 14724). Além disso. do tipo do curso. além de outros fatores que não cabe aqui detalhar. tais como os trabalhos monográficos. A Dissertação é uma espécie de TCC para quem faz um curso de mestrado e a Tese. Os dois últimos tipos de trabalhos monográficos que apenas mencionaremos. são a Dissertação e a Tese.3 Estrutura e Formatação da Monografia A norma da ABNT que estipula os padrões dos trabalhos acadêmicos. espera-se um maior grau de profundidade e rigor do que no TCC da graduação. Portanto. de acordo com esta norma. de agosto de 2002. Ambas são obrigatoriamente resultantes de pesquisa científica e. 5. um TCC deve ser composto pelas seguintes partes: . para quem faz doutorado. dos recursos humanos e materiais disponíveis.

Justificativa. Arial Texto: 16 Título: 16 ou 18 Texto: 12 Títulos: 14 Citações longas: 11 Notas de rodapé: 10 Superior: 3 cm Esquerda: 3 cm Inferior: 2 cm Direita: 2 cm Local de impressão Tipo de letra Tamanho da letra na capa e folha de rosto Tamanho da letra no restante do trabalho Margens . de acordo com a NBR 14724 (2002) o trabalho deve obedecer aos seguintes parâmetros gerais: Quadro 2 – Critérios e parâmetros de formatação da monografia Item Tamanho do papel Cor da impressão Parâmetro A4 Preta Apenas na frente da folha. NBR 14724. com exceção da folha de rosto que é utilizada na frente e no verso.80 Quadro 1 – Elementos da monografia ESTRUTURA Pré-texto Texto Pós-texto *Elemento opcional ** Elemento definido como opcional ou obrigatório pela coordenação de TCC de cada curso *** Elemento condicionado à quantidade de elementos a serem listados **** O Desenvolvimento se subdivide em 5 capítulos: Objetivos. Metodologia. 2002 Capa Folha de rosto Ficha catalográfica Errata* Folha de aprovação* Dedicatória(s)* Agradecimento(s)* Epígrafe* Resumo em português Abstract (resumo em inglês)** Lista de ilustrações*** Lista de tabelas*** Lista de abreviaturas e siglas*** Lista de símbolos*** Sumário Introdução Desenvolvimento**** Conclusão Referências Glossário Apêndice(s)* Anexo(s)* Índice(s)* ELEMENTOS Quanto à formatação. Revisão Bibliográfica e Apresentação e Análise dos Dados Fonte: ABNT.

2.2. apêndices. gráficos e ficha catalográfica: Simples Subtítulos: 2 X 1.1.1. 2.1. abstract. tabelas. referências. quadro). deve ser usado espaço simples. 3. Início da contagem: a folha de rosto será a primeira folha a ser contada. hífens e quaisquer outros recursos gráficos. gráfico. numeraçao no pré-texto. notas de rodapé. 3. agradecimentos. 2. quadros . ou seja. 2. 3. a fonte deve ser indicada na linha subseqüente à identificação da ilustração.5 Citações longas.1) O título ou subtítulo é separado de seu respectivo número apenas por um espaço. para os TCCs do UNASP.1.2.1.2. figuras. a partir da primeira folha da introdução.1. sumário. embora as folhas sejam contadas.81 Epigrafes e dedicatórias: 7. anexos e índice): centralizados Títulos numerados (parte textual): alinhados à esquerda Subtítulos (2º.. figura.. 3.1. legendas de ilustrações. 3. referências.1. 2. 1. recomendamos o uso de espaço 1. porém.1.1.25 cm ou 1 tab Texto: De acordo com a ABNT. portanto.. 3º nível) numerados: alinhados à esquerda. mas não será numerada. Evitar subtítulos de 4º nível para cima (1.. epígrafes. Recuos Espaço entre linhas Notas de rodapé Alinhamento Numeração Paginação Ilustrações. Início da numeração: a partir da primeira folha da parte textual. 1.. a partir da margem esquerda Títulos não numerados (errata.1. Término da numeração: última folha do pós-texto Localização da numeração: canto superior direito da página Tipo de número: arábicos Tamanho do número: 10 Localização da ilustração: o mais próximo possível do texto que faz referência à ilustração. se a identificação ocupar mais de uma linha. abaixo da ilustração. sem recuo Texto: alinhamento justificado Títulos principais ou de 1º nível: 1.1. gráficos.. espaço duplo.5 entre o subtítulo e o texto que sucede Tamanho da letra: 10 Espaço entre linhas: Simples As notas de rodapé devem ser separadas do texto por uma linha de 3 cm de cumprimento.5 entre o subtítulo e o texto que o precede e 1 X 1. resumo. listas.2. Indicação da fonte: caso o que estiver sendo apresentado não tenha sido elaborado pelo autor do trabalho. Subtítulos 2º nível: 1. não há. Subtítulos de 3º nível: 1.1.2. Identificação: em letra tamanho 12. seguido da numeração de ordem de ocorrência no texto e do título. não devem ser usados pontos. figuras.2.5 cm Citações longas e texto da folha de aprovação: 4 cm Início de parágrafos: 1. apresentar o termo designativo (ilustração.1.

tamanho 16: Centro Universitário Adventista de São Paulo. o texto e o pós-texto. se a identificação ocupar mais de uma linha. tamanho 16: Campus Engenheiro Coelho. há um exemplo da parte pré-textual contendo os elementos em geral incluídos em um TCC. são amplamente utilizados. Em geral são feitos depois que a parte textual do TCC já está pronta. Título: centralizado. Unidade da instituição: centralizado. . em Arial maiúsculas. em Arial maiúsculas. deve ser usado espaço simples.4 Elementos Pré-textuais O TCC. 2002 5. alinhada á esquerda da tabela. em Arial maiúsculas.1 Capa A capa deve contar as seguintes informações. mesmo sendo opcionais. NBR 14724. acima da tabela. é subdividido em três grandes partes: o pré-texto. agradecimentos e epígrafe. exatamente nesta ordem: Nome da instituição: centralizado. a fonte deve ser indicada. deve-se acrescentar dois pontos após a última letra do título. A seguir são apresentados comentários e instruções gerais sobre cada um destes itens. em Arial maiúsculas. Tabelas Fonte: Adaptado de ABNT. Complementos do título: centralizados.82 Localização da tabela: o mais próximo possível do texto a que se refere Identificação: em letra tamanho 12. Campus Hortolândia ou Campus São Paulo. Após esses comentários e antes de passarmos para a parte textual do TCC. após o título. quando houver algum complemento. Alguns desses elementos são opcionais e. tamanho 16 ou 18. tamanho 16. logo abaixo da tabela.4. apresentar o termo designativo (tabela) seguido da numeração de ordem de ocorrência no texto e do título. sem negrito. negrito. Os elementos pré-textuais são todas as partes que antecedem a introdução. como toda monografia. dependendo do tamanho do título. Indicação da fonte: caso a tabela não tenha sido elaborada pelo autor do trabalho. especialmente aqueles de caráter pessoal. 5. tais como dedicatória.

sem negrito. para obtenção do bacharelado.2 Folha de Rosto A folha de rosto é a única de todo o TCC que apresenta conteúdo na frente e no verso. Ano: de entrega do trabalho. em Arial maiúsculas. Monografia de Pós-Graduação). tamanho 16 ou 18.5 cm da margem. Na frente devem ser apresentadas as seguintes informações. sem negrito. em Arial maiúsculas. em Arial maiúsculas. em Arial maiúsculas. área de concentração (curso) e nome da instituição à qual o trabalho será submetido à avaliação (Centro Universitário Adventista de São Paulo. sem negrito. em Arial maiúsculas. a existência desse complemento deve ser indicada acrescentando-se dois pontos após a última letra do título.83 Nome completo do(s) autor(es): centralizado(s). ou Campus Hortolândia. tamanho 16. Epígrafe descritiva do trabalho: localizada a 7. Complementos do título: centralizados. o texto da epígrafe deve indicar o tipo do trabalho (Projeto de Pesquisa. fazendo uso de letras maiúsculas e minúsculas. Tese. após o título. tamanho 16: Engenheiro Coelho. sem negrito. neste caso. tamanho 16. Título: centralizado. centralizado.4. se houver algum complemento. tamanho 16. sem negrito. em Arial maiúsculas. Trabalho de Conclusão de Curso. sem negrito e espaço simples entre as linhas. em Arial 12. Hortolândia ou São Paulo e estado (SP). nesta ordem: Nome completo do(s) autor(es): centralizado(s). Campus Engenheiro Coelho. 5. tamanho 16. ou Campus São Paulo). Dissertação. motivo pelo qual o trabalho foi realizado (para aprovação em uma disciplina. dependendo do tamanho do título. negrito. alinhamento justificado. . Local: centralizado. Projeto Experimental. licenciatura ou especialização).

Ao final deste item (elementos pré-textuais) incluímos um exemplo dos elementos prétextuais. 5. pode-se fazer uso da errata. apresente a errata da seguinte maneira: Página 43 52 Linha 12 1 Onde se lê Constituisse Finalmnte Leia-se constitui-se Finalmente. procure orientação junto à coordenação de TCC do seu curso a fim de saber como proceder. negrito. Hortolândia ou São Paulo. Local: centralizado.3 Ficha Catalográfica A ficha catalográfica deverá ser impressa no verso da folha de rosto. apesar de não numerada. Ano: de entrega do trabalho. A elaboração de ficha catalográfica envolve conhecimentos técnicos de biblioteconomia. o que alterará a numeração de todo o texto e que. com um recuo de 7. o que é errata e quando incluí-la? Se. normalmente. Logo abaixo. Mas. No alto da folha aparece o título “Errata”. identifica-se ainda algum erro no texto. como os erros para aparecerem na errata . sem negrito. deve ser antecedido pela indicação “Orientador:” . depois de impresso o trabalho. Ela serve para indicar ao leitor a presença de erros no texto.4. em Arial maiúsculas. deve-se considerar que a página da errata deverá ser contada. a forma correta e a localizaçao no texto. a exemplo da epígrafe descritiva.84 Nome completo do orientador: deve ser apresentada. tamanho 16. A respectiva titulação e o nome do professor. em Arial maiúsculas. Arial 14.5 cm. 5. indicando qual o erro.4. centralizado. Por isso. entretanto não colocamos a Ficha Catalográfica pois a confecção desta ficha requer conhecimentos técnicos conforme mencionamos acima e sua elaboração está. Apesar da possibilidade de utilização da errata. sem negrito. centralizado. tamanho 16: Engenheiro Coelho. para elaborá-la. a cargo da biblioteca do campus.4 Errata A errata é opcional.

ou muito extensa. no alto. Deve ser colocado. em geral curto. haverá espaço para assinaturas grandes. Assim. um texto semelhante ao que se segue (justificado.85 deverão estar localizados. acaba por desqualificar todo o texto. 5. O primeiro nome da lista de assinaturas deve ser do professor orientador.5 Folha de Aprovação A folha de aprovação não deve ser titulada. seguido pelo avaliador. Arial 14. no .4. apresentado e aprovado no dia 20 novembro de 2006. distribuindo bem os nomes dos componentes da banca. espaço 1. também não é titulada. por banca composta pelos seguintes membros: Após este pequeno texto você deverá incluir as linhas para assinatura dos membros da banca. Vale ainda ressaltar que uma errata contendo erros mais sérios. precedido da respectiva titulação. Utilize o espaço disponível da folha completamente. O melhor é não terminar o trabalho às pressas a fim de que haja tempo para se fazer uma boa revisão do texto antes de entregá-lo. Trata-se de um texto. Abaixo de cada linha.5)): Trabalho de Conclusão de Curso elaborado por Lucélia Priscila Rodrigues. deve constar o nome do componente da banca. assim como a folha de aprovação. sem negrito. 5. com um recuo de 4 cm.4. sob o título “Culinária brasileira: um estudo sobre o uso do gengibre na culinária do sul do Brasil”.6 Dedicatória A dedicatória é opcional e. de caráter sentimental. talvez seja mais simples corrigir os erros no texto. para obtenção do título de Bacharel em Nutrição.

7 Agradecimentos Também é opcional. junto à margem direita e com alinhamento justificado. que podem ser apresentados na forma de um texto corrido. A primeira frase deve deixar claro o tema do trabalho.5 cm de recuo. vêm os agradecimentos. de alguma maneira. negrito. Em geral são usados para epígrafe pensamentos. a autoria.4. com 7. coordenação de TCC. ou àqueles que deram suporte técnico e operacional (como coordenação do curso.9 Resumo No alto da página indique o título “Resumo”. como uma lista. à margem direita e com alinhamento justificado. instituição de ensino superior. entre parênteses. ou em tópicos. uma frase célebre. Arial 14. É interessante que. centralizado.8 Epígrafe Trata-se de mais um elemento opcional e não deve ser titulado. em negrito e. provérbios.4. Arial 14.5 cm. 5. Deve ser apresentada entre aspas.86 qual o autor dedica o trabalho a alguma instituição ou a alguém. professores do curso. Logo após o título.4. ao final. Arial 14. trecho de música ou de algum texto. professor orientador). A epígrafe deve aparecer na parte inferior da página. O texto deve aparecer na parte inferior da folha. No alto da folha indica-se “Agradecimentos”. se estabeleça uma relação entre a epígrafe e a idéia central do trabalho. Recomenda-se que a menção seja feita a pessoas ou instituições que contribuíram diretamente para a realização do trabalho e pessoas que de forma indireta foram importantes para a concretização do trabalho. O restante do . centralizado. 5. indica no mínimo falta de humildade e maturidade acadêmica e profissional. sem negrito. negrito. negrito. Arial 14. com um recuo de 7. 5. Considere que deixar de agradecer a uma instituição ou empresa que abriu as portas para a realização da pesquisa. O resumo deve ser um texto composto por frases preferencialmente curtas.

ou seja. certifique-se que a tradução está adequada. . Portanto.4. O resumo não deve conter minúcias sobre o trabalho.10 Resumo em Língua Estrangeira É a tradução do resumo para outro idioma (inglês. É importante destacar que a mera tradução por meio eletrônico não garante confiabilidade ao texto traduzido.11 Listas A existência das listas está condicionada à quantidade de elementos a serem listados. se o resumo em língua estrangeira é elemento obrigatório. espaço 1.87 resumo deve apresentar os objetivos do trabalho. portanto evite cometer erros grosseiros que este tipo de tradução sempre deixa escapar. Porém. Se o seu trabalho apresenta até quatro itens que comporiam uma lista. Certifique-se sobre a obrigatoriedade ou não com o coordenador de TCC de teu curso. palavras chave. com a diferença de que o título no alto da página e centralizado será “Abstract”. etc. Arial 12. também. O resumo deve ser seguido de palavras representativas do conteúdo do trabalho. não deve ocupar mais do que uma página. quais os principais fundamentos teóricos.4. mas deve apresentar aspectos gerais sobre a pesquisa e despertar o interesse no leitor pelo trabalho.5 e deve ter no mínimo 150 e no máximo 500 palavras. ou seja. se for em inglês. italiano. 5. a inclusão de uma lista é obrigatória. espanhol. Atenção: o resumo em língua estrangeira será definido como elemento obrigatório ou não pelo coordenador de TCC de teu curso. então não será necessário apresentá-la. sem negrito. em francês. A forma de apresentação e formatação é a mesma do resumo em português. “Resumen”. O texto deve ser apresentado num único parágrafo justificado. os direcionamentos metodológicos mais importantes e os resultados e conclusões mais relevantes. quando há cinco ou mais elementos. “Résumé”. para alguns cursos este resumo será obrigatório e para outros cursos será opcional. “Abstract”. 5.). em espanhol. se for em italiano. francês.

4. Arial 14. 1. Também deve ser indicada no sumário a subordinação existente entre os diversos títulos e subtítulos. enquanto o sumário apresenta os diversos capítulo e suas subdivisões. Uma lista é como um sumário. ordenadas segundo determinado critério. 2). Nas próximas . 5. exceção feita para a lista de símbolos e lista de abreviaturas e siglas. A página de sumário deve iniciar com o título “Sumário” no alto da página. Isso deve ser feito através da numeração. com a respectiva indicação da página onde aparece no texto. a subordinação dos subtítulos aos títulos deve ser evidenciada por meio de recuos. que já indica a subordinação dos itens e da apresentação tipográfica do texto. acompanhada de seu significado por extenso. ou seja. indicando o item e a página. na mesma ordem e grafia em que a matéria nele se sucede. A mesma norma (NBR 6027) define índice como “Lista de palavras ou frases.” (2003. centralizado.88 Se o trabalho requer a inclusão de listas. ou “Lista de tabelas”. ou “Lista de símbolos” deve aparecer no alto da página. sumário é uma “Enumeração das divisões. Arial 14. o índice serve apenas para localizar palavras. Portanto. além da numeração (1 TÍTULO. Portanto.12 Sumário De acordo com a ABNT. todos os elementos do trabalho até aqui apresentados (pré-texto) não devem ser incluídos no sumário. No sumário devem estar listados todos os itens que o sucedem. a abreviação ou a sigla. frases ou expressões presentes no texto. na ordem em que aparecem no texto. ou “Lista de abreviaturas e siglas”. independentemente de sua ordem de apresentação. então o título “Lista de ilustrações”. centralizado. que não requer a indicação do número da página. estas devem ser apresentadas em ordem alfabética e apresentar o símbolo. negrito. negrito. NBR6027. ou “Lista de figuras”. que localiza e remete para as informações no texto. A lista deve mencionar os itens. na mesma ordem que aparecem no trabalho. ou “Lista de gráficos”. seções e outras partes de uma publicação. Uma das formas mais comuns para a utilização do índice é organizar as palavras ou frases em ordem alfabética.1 Subtítulo).” Cuidado: índice não é sinônimo de sumário. p.

.89 páginas você poderá ver um exemplo contendo todos os elementos prétextuais.

90 CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO CAMPUS ENGENHEIRO COELHO CURSO DE LETRAS O USO DO SIMBOLISMO NA LITERATURA BRASILEIRA: UM ESTUDO COMPARATIVO ENTRE JOSÉ DE ALVARENGA E GRACILIANO RAMON RICARDO JEFFERSON VALÉRIO ENGENHEIRO COELHO .SP 2006 .

Luis Inácio Cardoso ENGENHEIRO COELHO . campus Engenheiro Coelho Orientador: Ms. pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo.91 RICARDO JEFFERSON VALÉRIO O USO DO SIMBOLISMO NA LITERATURA BRASILEIRA: UM ESTUDO COMPARATIVO ENTRE JOSÉ DE ALVARENGA E GRACILIANO RAMON Trabalho de conclusão de curso apresentado para obtenção do título de licenciatura em Letras.SP 2006 .

Luzia Nogueira MOORE .92 ERRATA Página 43 52 55 57 60 Linha 12 1 21 15 6 Onde se lê constituise Finalemnte Luisia Noueira Moore Leia-se constitui-se Finalmente.

Ms. por banca composta pelos seguintes membros: Prof. para obtenção do título de Licenciatura em Letras. Dr. apresentado e aprovado no dia 20 novembro de 2006. Luis Inácio Cardoso Prof. sob o título “O uso do simbolismo na literatura brasileira: um estudo comparativo entre José de Alvarenga e Graciliano Ramon”.93 Trabalho de Conclusão de Curso elaborado por Ricardo Jefferson Valério. Fernando Henrique da Silva .

94 Dedico este trabalho ao meu saudoso avô. . de quem aprendi que com as palavras posso expressar tudo que preciso e desejo.

• A Deus. Ao prof. Ms. • Aos professores do curso de Letras do UNASP. cópias das primeiras edições das obras analisadas neste estudo. essenciais para a realização deste estudo. Luis Inácio Cardoso. ao José Dirceu Maluf e ao Paulo Salim Brizola. Geraldo Sarney que disponibilizou. pelo ambiente aprazível ao aprendizado e pelos recursos disponibilizados para a realização deste estudo. por ter permitido o acesso ao acervo de obras raras e antigas. que ao criticarem este trabalho demonstraram não apenas competência e profissionalismo. por todo conhecimento transmitido e que foi devidamente aplicado neste trabalho. de seu acervo pessoal. mas também coleguismo e amizade. À profa. Por isso agradeço em especial: • • • Ao prof. pelo incentivo e orientação precisa. Campus Engenheiro Coelho. bibliotecária da Biblioteca Dr. . • Ao UNASP. campus Engenheiro Coelho.95 AGRADECIMENTOS Este trabalho é resultado da colaboração de diversas pessoas e organizações. que permitiu a conjunção de todas as pessoas e recursos necessários para a realização deste trabalho. Ms. Heloisa Helena Frossard. Enoch de Oliveira. • Ao Jânio Quadrado.

” (Dito Popular) .96 “Água mole em pedra dura. tanto bate até que fura.

mas também a qualidade desses símbolos. Diante disto é possível concluir que. a julgar pelas obras dos dois principais expoentes dos dois períodos analisados. No período do romantismo foram analisadas as obras de José de Alvarenga e no período do modernismo as obras de Graciliano Ramon. com o passar do tempo o uso de símbolos na linguagem da literatura brasileira tem diminuído quantitativamente e melhorado qualitativamente. em suas edições primeiras. Literatura brasileira – Romantismo. bem como através de comentários literários feitos a respeito dessas obras.97 RESUMO O simbolismo utilizado na linguagem escrita foi o foco deste trabalho. O objetivo era comparar a simbologia utilizada em dois períodos distintos da literatura brasileira. . foi possível constatar o uso de simbologia em maior número nas obras do romantismo de José de Alvarenga. Como critérios de avaliação foram utilizados não apenas a quantidade de recursos simbólicos utilizados por cada autor. através de análise das obras desses autores. Palavras-chave: Literatura brasileira – Simbolismo. Nas obras modernistas de Graciliano Ramon a menor número de simbologias é compensado pela maior elaboração e complexidade dos símbolos utilizados. O método utilizado para tanto foi o da pesquisa bibliográfica e documental. Quando comparados os dois períodos.

o texto continua em inglês. seguido de Key-words.98 ABSTRACT Simbolism within written language was the focus of this paper…. . Deve ser uma tradução fiel do texto em português.

............. Figura 3 – Capa da primeira edição de “A garra do leão” de José de Alvarenga............ Figura 4 .....Capa da primeira edição de “Jornada” de Graciliano Ramon............................ Figura 2 – Graciliano Ramon em 1925...........Capa da primeira edição de “Aristóteles e outros filósofos” Graciliano de Ramon........Capa da primeira edição de “Ludmilla” de José de Alvarenga.............................................................. Figura 12 .. Figura 6 ....................................................... Figura 10 ...................99 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 – José de Alvarenga em 1850.........Capa da primeira edição de “Noites em claro” de Graciliano Ramon... Figura 9 ..... Figura 5 .....Capa da primeira edição de “Iraci” de José de Alvarenga....................................................................Capa da primeira edição de “Caetanos” de Graciliano Ramon...Capa da primeira edição de “Ubiratam” de José de Alvarenga.. Figura 11 ............................ Figura 7 ......Capa da primeira edição de “O tupy” de José de Alvarenga................................ 15 17 37 39 41 43 45 49 53 55 67 69 ........... Figura 8 .................................Capa da primeira edição de “Curvas retas” Graciliano Ramon...................

............................................................................................... 64 APÊNDICE B – Título do apêndice................ 65 ANEXO A – Título do anexo............... 14 3 JUSTIFICATIVA................................... 12 2 OBJETIVOS................................... 60 REFERÊNCIAS............................................................................................................................................................... 20 6 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DE DADOS........................... 15 4 METODOLOGIA...................................................................................... 36 7 CONCLUSÃO .......................................100 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO....... 17 5 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA..................... 63 APÊNDICE A – Título do apêndice................................. 66 ................................................................................................

faça os devidos ajustes e alterações necessárias. Justificativa. Consulte sempre o seu orientador sobre o que manter. Se houve alguma mudança entre o projeto e o TCC. entretanto o último item (Apresentação e Análise dos Dados) será uma parte nova. A seguir estão descritos cada um destes itens.5.5.1 Introdução Pode ser chamada também de Apresentação. . para que ela possa ser usada como introdução do TCC. 5. 5.5 Elementos Textuais Conforme apresentado no exemplo de sumário apresentado. esteja claro qual é a linha de pensamento teórica e/ou prática que o levou a formular a pergunta.101 5. Mas. se comparados aos apresentados no projeto. nota-se que a estruturação da parte textual do TCC é muito semelhante à estruturação do projeto. A introdução do projeto pode ser adotada como um ponto de partida. continuam os mesmos. Por isso. Independentemente das particularidades de cada curso. Revisão Bibliográfica e Apresentação e Análise dos Dados. Boa parte do texto do projeto também será aproveitada aqui. Verifique se o tema e o problema de pesquisa do TCC. caso a proposta apresentada no projeto tenha sido seguida à risca. reescrevendo o que for necessário. o que mudar e o que incluir na sua introdução do projeto. é sempre aconselhável que. mas refere-se ao mesmo conteúdo.2 Desenvolvimento Conforme descrito no Quadro 1 (elementos da monografia) o Desenvolvimento do TCC deverá incluir cinco itens ou capítulos: Objetivos. antes de apresentar a pergunta do problema de pesquisa. Metodologia. provavelmente a introdução do projeto possa ser utilizada como introdução do TCC. um bom projeto é a melhor forma de se iniciar um bom TCC.

A exemplo da introdução. Em geral. o interesse do pesquisador e finalmente a sua viabilidade.. 5. verifique se os objetivos apresentados no projeto continuam pertinentes com os rumos que a pesquisa tomou durante a execução. A justificativa é relevante porque muitas vezes contribui diretamente na aceitação da pesquisa por alguma agência financiadora como CAPES. a relevância social. 266) cita alguns exemplos: “Em minha experiência como aluno do curso de Ciências Contábeis.5.” . É possível que o autor da pesquisa exponha algum aspecto relacionado à sua experiência em relação ao tema estudado. destacando sua relevância. Medeiros (2004. sempre mostrando a relevância científica do trabalho. p. Quando isso ocorrer consulte sempre o seu orientador para decidir o que fazer..2.. pode-se pontuar as contribuições teóricas e práticas da pesquisa: “Este trabalho científico é relevante para a confirmação de teorias que mostram aos interessados em obesidade infantil. Agora que a pesquisa está pronta volta-se a ela indicando a finalidade do trabalho. Pode-se fazer referência aos tópicos principais do texto.. justificando e esclarecendo sob que ponto de vista o assunto é tratado.2 Justificativa No projeto de pesquisa a justificativa revelou a razão do estudo em questão..” “Minha experiência de redator de textos jornalísticos. Uma situação bastante comum é quando um ou mais dos objetivos específicos apresentados no projeto não são realizados até o final da pesquisa..2.1 Objetivos Outra vez. se houver alguma alteração no problema de pesquisa. isso leva também a alterações nos objetivos.5. principalmente no objetivo geral.102 5. CNPQ e FAPESP. retome os objetivos do projeto. na justificativa.” Por fim acrescentamos que.

5.5.103 O texto da justificativa é sempre pessoal. portanto. suponha que este trabalho será avaliado para concorrer a uma bolsa de estudos no exterior. o que não exclui a possibilidade de usar citações diretas ou indiretas. no TCC. Contudo. o pesquisador tem aqui a oportunidade de testar seu conhecimento e sua habilidade em argumentar coerentemente. instrumento de coleta de dados.2. é na metodologia que o trabalho ganha credibilidade. ou descrição de como a pesquisa foi conduzida.3 Metodologia Continue usando o texto do projeto como referência. Em muitos trabalhos. os verbos foram conjugados no futuro. utilizando recursos adequados e suficientes para que atinja este objetivo de convencer o leitor do valor de seu trabalho. Pense como responder à questão: porque este trabalho é importante? Ou ainda. procedimentos de coleta de dados.4 Revisão Bibliográfica Após a revisão bibliográfica realizada para o projeto. quais argumentos seriam apresentados para destacar a importância da realização deste estudo? 5. É bastante recomendável contar como tudo de fato aconteceu.5. a metodologia assume uma característica mais de relatório. em relação à metodologia o projeto servirá apenas como roteiro sobre os tópicos a serem tratados (abordagem da pesquisa. sujeitos da pesquisa. A idéia aqui é convencer o leitor. Agora. como era um planejamento de procedimentos futuros de pesquisa. Não poupe detalhes. Isso inclui os problemas enfrentados na coleta de dados e como esses problemas foram solucionados.2. portanto. Apresente justificativas plausíveis e metodologicamente fundamentadas para todas as decisões tomadas. os verbos devem ser conjugados no passado. provavelmente para o TCC será necessário apenas atualizá-la com informações mais recentemente publicadas. Lembre-se que no projeto. procedimentos de organização e análise dos dados). especialmente no caso dos trabalhos que envolvem pesquisa de campo ou laboratório. É importante destacar que é a revisão bibliográfica que apresenta .

discussão e analise crítica entre diferentes autores sobre o tema do TCC? Existem dois erros mais comuns nas revisões bibliográficas: um texto extenso demais que divaga sobre diversos assuntos e não tem foco no . • promover consciência crítica. transformamos as orientações de Roesch em perguntas: • Este conteúdo ajuda a esclarecer as origens do problema de pesquisa do TCC? • Este conteúdo está em sintonia com os objetivos do TCC? • Este conteúdo ajuda a demonstrar a relevância de se pesquisar sobre o assunto escolhido para o TCC? • Este conteúdo me ajuda a perceber e entender as opções de metodologia disponíveis para tratar com o problema de pesquisa do TCC? • Este conteúdo me ajuda e identificar procedimentos de coleta e análise de dados mais usados. • assegurar a originalidade do trabalho. 2005): • apontar soluções alternativas para o problema de pesquisa. • identificar métodos e instrumentos de análise apropriados. Para auxiliá-lo nesta tarefa. Se considerarmos que não há trabalho científico sem fundamentação teórica. ou mais adequados para o problema de pesquisa do TCC? • Este conteúdo esclarece ou define os termos e conceitos básicos e essenciais para a pesquisa? • Este conteúdo descreve modelos e teorias que me ajudam a sair da superficialidade das aparências do problema de pesquisa do TCC? • Este conteúdo permite comparação. • contextualizar o problema de pesquisa dentro da discussão teórica atual.104 os fundamentos teóricos de todo o trabalho. As principais funções da revisão bibliográfica são (ROESCH. De acordo com Roesch (2005) é preciso ter algum critério para definir o conteúdo a ser apresentado no texto da revisão bibliográfica. fica bastante evidente o peso e relevância desta parte do trabalho. • proporcionar precisão conceitual.

ainda há outros erros bastante comuns de serem encontrados nas revisões bibliográficas. títulos e subtítulos. anote e evite cometê-los. 5. esses erros costumam ser os seguintes: • a revisão bibliográfica se resume a cópia pura e simples de textos de outros autores. pobre e superficial. Para que você não seja uma vítima desavisada. • o autor usa subtítulos em excesso. É importante ressaltarmos que a forma e estilo de redação fazem toda a diferença na revisão bibliográfica.2. todas as idéias que não são suas. um texto muito sucinto. mesmo que escritas com as suas próprias palavras precisam de indicação das fontes. • o autor não se preocupa em fazer frases de conexão entre os diversos conteúdos. Contudo. tornando difícil ao leitor entender que lógica de pensamento foi usada. • o autor apresenta páginas e páginas de conteúdo sem indicar as fontes. ou o outro extremo. • as normas de como fazer citações são desconsideradas ou mal aplicadas.5. Ao redigir este capítulo o pesquisador deve ter em mente que . lembre-se que não são apenas os trechos copiados que precisam ter suas fontes reconhecidas. de acordo com Roesch (2005). sem nem copiá-los numa ordem lógica e que faça sentido. às vezes. não apresenta texto algum entre títulos e subtítulos. o que é pior. abrindo subtítulos para escrever duas linhas ou. • o autor não faz uso de subtítulos para organizar e separar os diversos conteúdos.105 problema de pesquisa e objetivos propostos.5 Apresentação e Análise de Dados Nesta etapa o pesquisador mostrará evidências concretas que possibilitaram a visualização dos resultados obtidos e de como estes foram alcançados. e a nossa experiência nesses anos de orientação de TCC confirma.

É uma cadeia que possui uma ordem a ser seguida. Roesch (2005. o que for de interesse da pesquisa. pois estes recursos servem como um auxílio na compreensão do texto. p. servindo para deixar o texto mais transparente. já na apresentação e discussão do TCC.106 deverá relatar detalhadamente o resultado de seu experimento. Na apresentação e análise dos resultados o pesquisador deve relatar. pode-se analisar os resultados à luz de modelos teóricos sobre o tema. o autor apresenta como está planejando coletar os dados para confirmação ou negação de sua hipótese. de posse de informações diversas o trabalho acaba por apresentar detalhes dispensáveis. mesmo que algum resultado seja inconclusivo. incorporando no seu texto tabelas. problemas. As análises estatísticas podem ser feitas por estatísticos que não seriam necessariamente o próprio autor do trabalho. No projeto. é oportuno um cuidado especial a fim de que o autor da pesquisa compreenda as análises para que possa discorrer sobre as mesmas em seu discurso oral e escrito. Cabe ressaltar então a presença do orientador que poderá ajudar no recorte das informações pertinentes para que o texto não se torne cansativo. contudo. Apresentar e analisar os dados coletados é um momento especial do trabalho científico porque o pesquisador se depara com o resultado de uma etapa trabalhosa. é o momento de relatar o que foi feito. gráficos. que pode apresentar agradáveis surpresas. É sobremodo indispensável ter sempre à mão os objetivos da pesquisa no momento em que o texto da apresentação e análise dos resultados estiver sendo redigido. pois. descobertas etc. 189) lembra que os dados poderão ser cruzados a fim de possibilitar a identificação de pontos críticos. portanto. Lembrando que a função deste relato é demonstrar as evidências a que se chegou com a pesquisa e para tanto se faz necessário que todos os dados pertinentes sejam apresentados. assunto do capítulo anterior. Em alguns casos. Os resultados também podem ser comparados com outros projetos ou situações. obviamente. por vezes. Note que apenas os gráficos ou tabelas sem texto são absolutamente indesejáveis. Os dados devem ser apresentados em conformidade com sua análise estatística. Após a apresentação dos dados faz-se a análise dos dados coletados. e dela . quadros e outras ilustrações que facilitarão a compreensão do leitor. o planejamento já foi executado.

a utilização de gráficos. A tabela deve conter um título (deve haver relação com o conteúdo). medir. mas não é fechada nas laterais. há um problema sério na sistematização do TCC. informação sobre a forma de se avaliar. desenhos. mensuráveis e a criação de tabelas e gráficos parece bastante pertinente. esta parte do trabalho pode estar dividida em mais de um capítulo. No texto o autor deve fazer menção sobre a tabela para dirigir o leitor até ela. A diferença entre tabela e quadro. 2006. Se a pesquisa for histórica. é que este é fechado nas laterais e a tabela além de não ser fechada nas laterais. Se os resultados apontarem para uma direção oposta em relação aos objetivos do trabalho. mas complementá-lo. há outros tipos de pesquisa. ilustrações são todos denominados como figura) tem o título . 45). entretanto. mista ou conjugada” (TRALDI.107 depende o sucesso do pesquisador ao comunicar os resultados de sua pesquisa. de qualidade. assim. A forma de se apresentar as tabelas. os dados podem não se mostrar tão evidentes e quantificáveis. precedido do número da tabela (exemplo: Tabela 1 Número de pacientes ambulatoriais atendidos mensalmente por gênero). Se julgar por bem. As tabelas devem ser numeradas (algarismos arábicos) em ordem crescente. informação acerca do fenômeno estudado e menção da fonte de onde foi extraída (caso não tenha sido criada pelo autor da monografia). neste capítulo o autor deverá evidenciar quais são os elementos identificados em sua investigação. assim o uso destas ilustrações não deve nunca excluir o texto. tem traço duplo em seu limite superior. mapas. mapas ou outras imagens sempre enriquecem o texto. gráficos ou outras figuras deve seguir o padrão apresentado a seguir. Conforme mencionamos anteriormente. temporais. os dados são bastante evidentes. “As tabelas podem ser construídas por séries de elementos cronológicos. quer tenha a natureza quantitativa ou qualitativa e fazer a devida análise de tais dados. geográficos. Há que se observar que diferentes formas de pesquisa evidenciarão diferentes estruturas de dados. Já uma figura (gráficos. Por exemplo. documental ou uma revisão de literatura. figuras. tabelas. As informações necessárias para a compreensão da tabela devem estar apresentadas de forma clara e objetiva na própria tabela. quadros. uma pesquisa onde se faz uma investigação quantitativa. não deixando a tabela solta no texto. ou interpretar o que está sendo apresentado. fotografias. p. Uma tabela tem as linhas horizontais e verticais.

108 colocado abaixo e não tem moldura.36%) 199 (53.99%) 182 (54. Veja os exemplos a seguir.01%) 337 FEVEREIRO 170 (45.57%) 203 (54.11%) 372 ABRIL 172 (46. Tabela 1 Número de pacientes ambulatoriais atendidos mensalmente por gênero GÊNERO Masculino Feminino Total MÊS JANEIRO 155 (45.43%) 373 MARÇO 167 (44.89%) 205 (55.64%) 371 Fonte: mencionar quando o autor da tabela não for o mesmo da monografia Quadro 1 Contratos de trabalho de professores Tipo de contrato Professor A1 Professor DP Professor DI Forma de pagamento Pagamento por hora aula ministrada Pagamento por dedicação parcial (20 horas aula) Pagamento por dedicação integral (40 horas aula) Fonte: mencionar quando o autor do quadro não for o mesmo da monografia quantidade de alunos 35 30 25 20 15 10 5 0 11 12 13 14 15 16 17 idade (anos) Figura 1 Quantidade de alunos com sobrepeso por idade Fonte: mencionar quando o autor do quadro não for o mesmo da monografia . mantendo a mesma forma de numeração.

assim sendo. em que área o trabalho será melhor utilizado? • Limitações do estudo: Faz-se menção aqui às opções metodológicas para o determinado estudo. como por exemplo.5. pode-se começar este item (as limitações) discutindo os aspectos que limitaram as generalizações dos resultados. apresentando uma idéia conclusiva que fornecerá condições de se elucidar aspectos importantes que trarão condições de responder ao problema inicial de pesquisa enfocado na introdução.3 Conclusão Neste capítulo o autor deverá fazer um breve resumo do trabalho. o que não faz alterar seu conteúdo. as informações adquiridas com a aplicação da pesquisa. opção de amostragem e etc. . a característica no processo do instrumento de coleta de dados. Na prática. Os itens que não devem faltar na conclusão são: • Comparação entre os resultados e as hipóteses: neste momento embora já se tenha confirmado ou refutado as hipóteses é interessante comparálas com os resultados traçando um paralelo conclusivo. a conclusão deve decorrer da discussão. Este capítulo poderá também ser chamado de Considerações Finais. • Contribuição do estudo para a ciência: agora de posse dos resultados.109 5. as informações adquiridas a partir do que já está publicado sobre o assunto e a sua vivência. ou seja. o autor pode constatar o valor de seu trabalho para a ciência e para a sociedade na qual ele se insere. • Confronto entre os objetivos do trabalho e as conquistas alcançadas: agora que o autor terminou a pesquisa é possível olhar os objetivos iniciais diante das vitórias conquistadas no decorrer do mesmo. Todos os capítulos da monografia devem ter relação com o problema de pesquisa. • Exame da ligação existente entre os fatos verificados e a revisão bibliográfica: aqui o autor pode relacionar a prática com a teoria. Não se trata de erros cometidos pelo pesquisador. Portanto. São exemplos de limitações: tamanho da amostra.

retirados de um documento.6. worshops. Até porque não podemos esquecer de que a ciência é fruto do aumento de uma pesquisa após outra. que é obrigatória. DVDs.110 • Sugestões para outros estudos: São percursos para novas pesquisas relacionadas ao mesmo fenômeno ou que tenham ligação a ele. apenas as páginas. irá se referir muitas vezes a outros autores. 2). Com exceção das referências. Além de livros. todos são opcionais. desde que citados. notas de aulas.6 Elementos Pós-textuais Os elementos pós-textuais são todos aqueles que sucedem a conclusão do seu TCC. que permite sua identificação individual”. É imprescindível que se permita ao leitor encontrar os textos com os quais você está interagindo. entre outros. seminários. Afinal nenhum texto científico sai da cabeça de um autor isolado no mundo. Estas sugestões podem ter origem em novas questões que tenham se originado durante o desenvolvimento da pesquisa. 5.1 Referências Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT (NBR 6023: 2002 p. partituras. Quando você escreve um trabalho científico que pode ser um projeto de pesquisa. Todas as obras citadas no texto de sua monografia devem constar na listagem de referência. referências “é o conjunto padronizado de elementos descritivos. Para cada tipo de . São as obras que você de fato citou no texto. nas referências podem constar periódicos eletrônicos.. revistas. CDs. material impresso. ou seja. sempre se atentando para os resultados anteriores. uma monografia etc. um trabalho de conclusão de curso. 5. Numa linguagem mais simples pode-se dizer que se trata de uma listagem de autores utilizados em sua pesquisa. Outra característica aos elementos pós-textuais é que você não numera mais os títulos. A seguir você encontrará o que são esses elementos e como elabora-los.

Outros leitores não se interessarão. deve aparecer a lista de palavras em ordem alfabética. Ao escrever a parte de apresentação e análise de dados você conclui que nem todas essas tabelas precisam ser apresentadas na parte textual do trabalho. negrito.111 material há uma maneira peculiar de referenciá-lo. você precisa mencionar a existência dos dados existentes nessas tabelas. Consulte o capítulo VII deste manual que trata em detalhes sobre como fazer as referências. Cada palavra deverá estar acompanhada de sua respectiva definição. Podem ser incluídos textos. Pode-se incluir um ou mais apêndices. poderá consultar os dados na íntegra. . Mas. pertinente ao trabalho. a falta deles no trabalho pode fazer toda a diferença para que entendam ou fiquem confusos sobre as análises e conclusões do seu TCC.2 Glossário O glossário será recomendável se no texto do TCC forem usadas muitas palavras ou termos altamente técnicos ou de significado obscuro. Vamos supor que tenha sido produzido pelo autor. É para essas situações que existem os apêndices: para que se inclua o material que pode ser consultado por algum leitor. Contudo. além disso. deve-se colocar no alto da folha o título “Glossário”. Neste caso. 5. centralizado. desenhos. Arial 14. diversas tabelas com tratamento estatístico de dados. você percebe que seria possível atender aos objetivos da pesquisa e obter os argumentos principais sem a sua apresentação na íntegra. Abaixo do titulo. onde o leitor que assim desejar. mas não essencial. Provavelmente a apresentação de todas as tabelas ocuparia muito espaço. no seu texto da apresentação e análise de dados.3 Apêndices Os apêndices são documentos produzidos pelo próprio autor do TCC. para aqueles que desejarem ver esses dados. tornaria a leitura muito cansativa e. Obviamente os apêndices não servem apenas para incluir tabelas com dados estatísticos. Alguns leitores provavelmente desejarão ver essas tabelas e os dados nelas contidos. 5. figuras.6. cartas.6.

plantas. mapas.4 Anexos As situações de uso e os procedimentos para inclusão de anexos são os mesmos dos apêndices. negrigo.6. todos devem ser identificados no alto da folha. Arial 14. Para tanto foi elaborado um roteiro de entrevistas (Apêndice A). você deve indicar ao leitor. Porém. . com título centralizado. se há algum documento que se deseja deixar à disposição para que o leitor possa consultar e esse documento tenha uma autoria diferente da autoria do TCC. 5. Ou seja. fluxogramas. Por exemplo: Foram realizadas 12 entrevistas semi-estruturadas. na qual não seja possível incluir o título da maneira como foi exemplificada. Ou seja. tudo que estiver nos apêndices deve ser citado na parte textual do seu TCC. Apêndice C).112 gráficos. da seguinte forma: APÊNDICE A – Roteiro de entrevistas Se dentre os apêndices houver um que seja folha já impressa. como se fosse uma capa do apêndice. enfim. o que for necessário. Há apenas uma diferença entre apêndices e anexos: Os anexos são documentos elaborados ou criados por outra pessoa. Apêndice B. que ele poderá encontrar o material nos apêndices e deverá também indicar em qual apêndice. No sumário você deverá indicar todos os apêndices e. organogramas. no final do trabalho. Logo após esta folha deve-se seguir o documento. se houver mais de um. deve-se colocá-lo como anexo. Os apêndices devem ser identificados sempre por letras maiúsculas consecutivas (Apêndice A. então. então pode-se colocar uma folha com a identificação do apêndice em destaque bem no centro.

o nome dos autores. negrito. exatamente da mesma maneira que os apêndices. encobrindo a projeção. centralizado. O que deve conter um índice já foi apresentado quando da explicação do sumário. desde que se observem alguns detalhes importantes. isto o aproxima da banca. inclua os autores como rodapé nos outros slides.5 Índice O índice deve ser identificado no alto da página. Basta apenas usar o termo Anexo ao invés de Apêndice. .113 Os anexos também devem ser identificados com letras maiúsculas consecutivas. No dia da apresentação oral do trabalho considere: • apresentação pessoal – a maneira como o aluno se apresenta pode representar o valor que se dá ao trabalho. 5.procure não ficar na frente da banca. • saudação – ao treinar sua apresentação. Arial 14. • enquanto estiver falando.7 Sugestões Sobre a Apresentação Temos visto. nas apresentações de TCC.6. não esqueça de incluir um rápido cumprimento (bom dia / boa noite) à banca examinadora. com letras maiúsculas. colocamos a seguir uma série de sugestões e advertências que servirão para melhorar a qualidade da apresentação orall e também do trabalho escrito. não esqueça de incluir no slide de abertura o título do trabalho. • atenção com tua posição . • se julgar conveniente. Assim. alguns equívocos que podem ser evitados facilmente. procure olhar para a banca examinadora. o nome do orientador e Centro Universitário Adventista de São Paulo. 5. • se você estiver usando apresentação com projetor multimídia ou outra forma de apresentação visual. • como apontar na tela – evite entrar na frente da projeção para mostrar algum ponto específico da projeção.

O tamanho ideal da letra variará de acordo com o tipo de letra escolhida. sua posição na projeção.000 palavras e este seja um aspecto positivo do uso de imagens. • tamanho da letra – evite um texto longo na projeção. teste antecipadamente. inclusive com marcação do tempo necessário para ela. mas no momento da apresentação ficam quase ilegíveis. esteja seguro sobre o que você vai apresentar e evite chegar o momento de tua apresentação sem que haja segurança e domínio do tema a ser explanado. • palavra errada . falta de letras e erros de acentuação na projeção. pois se não há explicação do significado o avaliador pode ficar em dúvida sobre o que você está falando. use cores de fundo e das letras que tenham contraste. evite projetar textos com tamanho de letra pequeno. para evitar problemas. . lembre-se que o texto os avaliadores já receberam. mas não serve para uma projeção. assim. a existência ou não de imagens sob o texto.reveja atentamente a apresentação para evitar o uso de palavras erradas. apresentar a conclusão antes do objetivo é um equívoco grave. • domínio do tema – a apresentação do TCC é o momento de demonstrar domínio do tema. • uso de siglas – cuidado com o uso de siglas na projeção. não sature a apresentação com excesso de imagens e cuidado para não haver contradição entre o que você fala e alguma imagem projetada. A fonte de tamanho 12 serve muito bem para o texto impresso. • cor da letra e contraste com o fundo – algumas apresentações ficam nítidas no monitor do computador. • extrapolar o tempo dado – a apresentação precisa ser treinada várias vezes. Além de evitar textos longos. • tópicos fora de ordem – atenção para não inverter a ordem dos itens que você estará apresentando. Se você estiver ultrapassando o tempo predeterminado. Para evitar isto. reveja a apresentação e faça os cortes necessários.114 • atenção com as imagens na apresentação – embora uma imagem possa equivaler a 1. embora possa existir certa apreensão e nervosismo. ou seja.

• cuidado com o que dizer – evite demonstrar insegurança com colocações tais como “que mais posso falar?” ou “acho que acabou”. pelo contrário. • anotar / gravar o que a banca fala – as sugestões e/ou críticas feitas durante a apresentação oral do trabalho pela banca são importantes e têm por objetivo melhorar o trabalho. pois isto deixa a banca examinadora em dúvida se o trabalho foi realizado por apenas uma pessoa ou por todo o grupo. não misture ações do passado e do futuro no presente. Lembre-se. Lembre-se que o projeto é relativo ao futuro e que o TCC é relativo ao que já foi estudado. As máquinas não são infalíveis. projeções. é o momento de te avaliar sobre o que você já estudou por meses e de contribuir para aperfeiçoar o trabalho. leve mais de uma mídia e em formas diferentes (disquete. • calma para responder as questões – certamente o momento que a banca faz algumas questões é um momento de apreensão. • não esqueça a mídia de apresentação – não corra o risco de chegar o momento da apresentação e não poder apresentar. entretanto. drive portátil). portanto não corra o risco de levar apenas um disquete e ele não funcionar. para que as devidas correções sejam feitas para a versão final do trabalho. . portanto evite construções extremamente coloquiais e desprovidas de argumentação embasada academicamente. por isso não esqueça a mídia e não leve apenas uma mídia. Se o trabalho foi realizado em dupla ou em trio. pois isto releva certa fragilidade de conteúdo. sugestões.115 • tempo verbal e pessoa usada – atenção para manter sempre o mesmo tempo verbal. cabendo o futuro apenas para propostas. então mantenha a calma para que as respostas alcancem o que a banca de fato pergunta. cd. que o objetivo da banca não é te desmoralizar. • falar de modo formal – a apresentação não deixa de ser um momento de avaliação. evite falar na primeira pessoa do singular. então não perca este momento. sugerimos que as observações feitas sejam anotadas ou até mesmo gravadas.

.116 • orientador não recebeu texto – este tipo de problema é fácil de ser resolvido: não esqueça de encaminhar ao orientador o texto para revisão antes de ser entregue para a apresentação. O coordenador de TCC de teu curso poderá encaminhar outras dicas de apresentação e também o que é específico de cada área. • citação que não está nas Referências – cuidado para não fazer citações no texto e não referendá-los ao final.

117 CITAÇÕES E NOTAS DE RODAPÉ Eliethe Xavier de Albuquerque eliethe. 2006). as bibliotecas eram chamadas ‘Tesouro dos remédios da alma’. De fato é nelas que se cura a ignorância. a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras (BOSSUET.albuquerque@unasp.br No Egito.edu. .

professor e aluno juntos trabalhando com posturas crítico-reflexivas. Construindo o perfil do pesquisador. de. remetendo à Referência: Segundo Dumas. Observa-se que neste tipo de citação não se menciona datas e paginações. amplamente divulgado. Filosofia do pensamento humano. São Paulo : ATA.118 6 CITAÇÕES E NOTAS DE RODAPÉ Citação é a menção de informações extraídas de fontes documentais. D. da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).” 2. A NBR10520 prevê que as citações podem estar no sistema autor-data ou numérico. as idéias nasceriam na terra dos sonhos e ao se concretizarem passariam a habitar o mundo real 1. O sistema numérico é o que utiliza um número sobrescrito logo após a citação. os autores citados aparecerão na ordem em que foram citados (e não alfabeticamente). Albuquerque afirma que “A habilidade reflexiva vem pelo exercício. São Paulo : UNASP. como segue: 1 DUMAS. Os números sobrescritos indicam a Referência do documento citado. E. ou quando se tratar de uma abordagem didática. esclarecer ou ilustrar o assunto que está sendo apresentado no texto. a indicação numérica da referência. 45. ed. rotineiro. com o objetivo de ratificar. as citações são dispensadas. Quando um assunto é de conhecimento público. A escolha de um destes sistemas definirá também o padrão da Referência do documento citado. A Norma Brasileira que regulamenta tecnicamente as formas de citação é a NBR10520. X. na lista de referências. 2 ALBUQUERQUE. 2003. 2002. F. Assim. Apenas o sobrenome do autor e ao final da citação. .

DUMAS. A citação indireta parafraseada expressa a idéia contida em uma pequena parte do(s) documento(s) pesquisado(s). ano e paginação. p. menciona o nome do autor. 98). neste sistema as referências serão mencionadas em ordem alfabética. F. a ser adotada neste Manual. 2002.1 Citação Indireta Citação indireta é aquela em que a menção é feita através de um texto redigido pelo autor do trabalho ou pesquisa. E. de. baseada em um ou mais autores de documentos pesquisados. 2002. respeitando fielmente o sentido do texto original na(s) obra(s) citada(s). porém com palavras do . São Paulo : UNASPRESS. 104). O sistema autor-data possibilita a imediata identificação da autoria e da atualidade da citação. 2003. ed. Construindo o perfil de pesquisador. conforme demonstra o exemplo a seguir: As idéias nasceriam na terra dos sonhos e ao se concretizarem passariam a habitar o mundo real (DUMAS. X. 6. p. F. A citação indireta aparecerá na forma de paráfrase ou de condensação. professor e aluno juntos trabalhando com posturas crítico-reflexivas” (ALBUQUERQUE. como exemplificado a seguir: ALBUQUERQUE. o pesquisador terá à sua disposição a possibilidade de optar entre dois tipos básicos de citação: direta e indireta. “A habilidade reflexiva vem pelo exercício.119 A opção Autor-Data. 2003. São Paulo : ATA. 45. Filosofia do pensamento moderno. Utilizando-se do sistema autor-data.

6. as menções deste grupo poderão ser incorporadas ao texto . Recomenda-se o uso de citações diretas apenas quando as palavras do autor citado tiverem tal significado que uma alteração ocasionaria perda da força do texto. 2005. e poderá aparecer a qualquer momento. os dois Pedros deixam claro que não haverá aluno pesquisador se antes não houver professor pesquisador (DEMO. seqüelados por acidentes (ALVARENGA. p. GOERGEN 2004. Exemplo: Nas suas publicações sobre a importância da pesquisa na formação de alunos com perfil crítico-reflexivo. 37-54). ou mesmo na obra completa. A citação indireta condensada expressa a idéia contida em um ou mais capítulos do(s) documento(s) pesquisado(s). o idioma original do texto citado. apenas o ano de publicação. Citação direta com até três linhas – Também chamadas de citações curtas. quando se tratar de toda a obra. tais como portadores e familiares de pessoas com doenças degenerativas e terminais. DEMO 2005). A menção da citação indicará o capítulo ou. pontuação.2 Citação Direta Citação direta é a transcrição literal de um texto ou de parte dele. uso de maiúsculas. espaços ou tamanhos de letras diferentes.120 autor da pesquisa ou trabalho. Não utiliza aspas. esta citação integrará o texto. inclusive dando continuidade a um dos parágrafos. na citação direta conserva-se a grafia. As citações diretas classificam-se em dois grupos: com até três linhas e com mais de três linhas. Exemplo: O estudo sistemático deste tema pode favorecer grandemente aos interessados nos resultados das pesquisas genéticas. 2001. DEMO 2003.

Assim Davi olhava para as aparências. é possível considerar a motivação como elemento agregador. interpretam os transes. feliz. nos mais variados aspectos.121 corrido. Citação Direta Com Mais de Três Linhas – Quando a citação direta tiver mais de três linhas. p. Exemplo: White (2002. com o mesmo tipo e tamanho de fonte (ou letra). recuada a 4cm da margem esquerda.3 Citação de Poemas e de Textos Teatrais Estas citações não têm limite de tamanho e seguem as mesmas regras para as citações com mais de três linhas. sem deslocamento de parágrafo na primeira linha. Depois veio o mau destino . p. mesmo espaço entre as linhas. deverá ser destacada do texto corrido. Neste caso. provações e experiências que Deus permite que venham sobre eles. como coisas que contra eles são. 2000. Menino Fui. que impulsiona as equipes e os indivíduos. com espaço simples entre as linhas. em estrofes: Sou bem nascido. tamanho 11. como os demais. e. 26).” (MONTEIRO. olhando às aparências. e não para as promessas de Deus. 672) refere-se à provação afirmando que: Os homens não podem compreender os caminhos de Deus. a fonte (letra) será a mesma do texto. Exemplo: O tema motivação tem sido cada vez mais recorrente nas empresas que valorizam o capital intelectual. “A motivação constitui o fator principal e decisivo para o êxito da ação em qualquer empreendimento coletivo. destacadas apenas por aspas. Neste caso não será necessário o uso de aspas. 6. e que apenas farão a sua ruína.

Estas serão indicadas pelo uso de reticências entre colchetes no local da omissão: Omissão no início da citação: “[.4 Omissões em Citação É permitida a omissão de parte do texto citado.]” (SWINDOLL.] Sendo vários os pedidos.Qualquer dos membros pode pedir vistas do processo pelo prazo de uma sessão e desde que a matéria não seja urgente [. 1998.. p. proporcionalmente... Levou tudo de vencido Rugiu como um furacão. 2001.122 E fez de mim o que quis. desde que o seu sentido não seja alterado. Veio o mau gênio da vida. entre os interessados” (OAB. 1970. Omissão no meio da citação: “§ 2º . Rompeu em meu coração. abastecido pela inveja e pelo ciúme e as críticas tendem a fluir [. Omissão em poemas ou textos teatrais: ... jamais se tornarão joguete das circunstâncias” (WHITE.. 99-100). 234). 2004. 5) 6. 421). Diante do sucesso do outro o lado escuro da natureza humana entra em cena. Omissão no final da citação: “É muitos fácil chorar com os que choram. p.] e. p. difícil é se alegrar com os que se alegram. p. (BANDEIRA. se depositarem confiança em sua força. a Secretaria providencia a distribuição do prazo.

inseridos nas citações. 2003. 2005. Depois veio o mau destino E fez de mim o que quis. que significa Assim mesmo. para indicar que não fazem parte do original da citação: “A alimentação vegetariana [frutas.. p.. em conjunto.. mas apenas referidos através do termo [sic] que aparecerá imediatamente após o erro/incoerência... legumes...6 Incorreções e Incoerências Os erros de ortografia e coerência textual encontrados no texto que está sendo citado....... indica que está conforme o original. 6. grãos] proporciona um aumento das defesas orgânicas e potencializa a energia vital” (GARCIA. Exemplo: “Os exercícios de alongamento deverão ser rpaticados [sic] a cada 50 minutos... sob a orientação do coordenador da ginástica laboral. . para cada verso omitido: Sou bem nascido. sic. . uns apoiando os outros” (FEITOSA.... explicações ou comentários do autor do trabalho.5 Interpolações em Citação Interpolações em citação são acréscimos. MOURA... 321)...... . p.... verduras. 1970... 5) 6........ não serão corrigidos ao se fazer a citação direta.. (BANDEIRA... estas inserções são feitas entre colchetes.... todos os fumcionários [sic] deverão participar da atividade.... p. 11)....123 Será indicada por uma linha pontilhada no local da omissão..

preferencialmente. 489. por isto mesmo o seu uso é pouco . se desejar dar destaque a uma parte da citação. poderá negritar aquela parte e indicar com grifo nosso a distinção feita. Assim. grifo nosso). 43). poderá fazê-lo servindo-se de uma exclamação entre colchetes [!] colocada imediatamente após a parte a ser enfatizada. antes transcendendo os interesses dos pesquisadores.124 6. apenas para Citação de Citação. considera-se que este recurso favorece ao desvio da atenção do leitor para fora do texto principal. “O interesse no estudo da genética hoje já não está confinado à paredes dos laboratórios especializados. passou a fazer parte da agenda de interesse de grande parte da população” (ALBERGARIA. p. 2005. as notas de rodapé serão usadas.8 Notas de Rodapé O uso de notas de rodapé deve ser evitado. p. 213. Se o grifo já faz parte da citação. 6. o que nos remete à questão financeira que envolve a inclusão digital hoje” (BARROSO. país em desenvolvimento. o número de internautas se amplia exponencialmente [!] a cada dia. grifo do autor).7 Ênfase e Destaque em Citação Quando o autor do trabalho considerar importante e indispensável enfatizar um trecho da citação. 2002. estimulará o aluno e despertará nele o desejo de ser também um pesquisador” (ALBUQUERQUE. 2001. p. Exemplo: “Mesmo no Brasil. Uma citação de citação é considerada fonte de informação menos confiável que uma citação de fonte direta. indica-se como segue: “A participação em iniciação científica e mesmo na pesquisa realizada pelo docente.

E na Referência: REFERÊNCIAS BALZAN. na lista de Referências. Assim. A referência do documento onde se encontra o texto do primeiro autor será feita em Nota de Rodapé e a do segundo autor aparecerá na lista de Referências (lista de todos os documentos citados) ao final do trabalho. é mais que uma mera transmissão de conhecimentos. citado por Balzan (2004. .125 recomendável e só deve ser feito em casos de extrema necessidade por falta de acesso ao documento original.” Desta citação. N. no rodapé: _____________ 1 GOERGEN. Neste caso. Exemplo: Segundo Goergen1. 349 p. p. Campinas : Papirus. Professor pesquisador: um desafio para as universidade brasileiras. Novos paradigmas da docência no ensino superior. a Referência do Goergen irá aparecer em nota de rodapé e a de Balzan. seguido de citado por. 2003. 2005. o que se espera no trabalho docente transcende ao exercício do ensino. de vivências que favorecem a independência na aquisição de novos saberes e na geração de novas perspectivas científicas. 407 p.36). indica-se no texto primeiramente o autor do documento consultado. C. P. vai além. Campinas : Papirus. e então a menção do autor cujo assunto é objeto da citação. é um partilhar de experiências.

despir-se de certezas e paradigmas já estabelecidos e partir em busca do desconhecido. como segue: Na citação: “Pesquisar é. devem palestras. 6.10 Citação de Trabalhos Não Publicados Preferencialmente devem ser usadas apenas quando extremamente necessárias. alcança as fronteiras do educar e vai além: forma cidadãos atuantes desde a primeira infância” (ALBUQUERQUE. na referência serão fornecidas todas as informações já disponíveis. 2001). na citação: “Há muito a tarefa do professor escolar transcende o ensinar. Palestra proferida na PUCCAMP. 2001. Assim. antes de tudo. P. . com possibilidades de aparentes fracassos” (GOERGEN. apenas seminários. etc.126 6. E na Referência: REFERÊNCIAS GOERGEN. registros escritos e similares).9 Citação de Informação Obtida por Canais Informais Citação de informação obtida por canais informais são aquelas originárias de entrevistas. seguidas do termo no prelo ou em fase de elaboração. com a autorização explícita do autor da informação. no prelo). Pesquisa e docência no ensino superior. usadas conferências. Assim. Preferencialmente ser quando extremamente necessárias e somente se puderem ser comprovadas por meio de documentos que atestem sua fidedignidade (gravações. a citação será feita e relacionada na lista de Referências.

Exemplo: “O caminho de Deus é perfeito. As suas promessas sempre se cumprem” (BÍBLIA. Salmos. neste caso a citação será direta. indica-se entre parêntese a fonte (a obra em si). Se . 6. conforme indicado no próximo capítulo. A forma de fazer a Referência será indicada no próximo capítulo. Considerados estes importantes detalhes. Novos tempos. Em ambos os casos. capítulo e versículos. sempre depois de garantida a sua autenticidade e atualidade. no item referente a referências de fontes eletrônicas. Se o autor do trabalho optar. A. pode citar no idioma original. de. T.12 Citação da Bíblia Após o texto citado. Capinas : Papirus. segue-se a regra já estabelecida para citações diretas ou indiretas. E. a Citação será feita normalmente e a Referência.127 Na Referência: REFERÊNCIAS ALBUQUERQUE. o livro. 6.13 Tradução em Citação A citação de um texto em língua estrangeira pode ser traduzida para o idioma do trabalho através de citação indireta. 18:31). 6.11 Citação de Informações Retiradas da Internet As informações extraídas da Internet devem ser usadas com cautela. X. Novos professores. 2007?. no prelo.

128 desejar, o pesquisador poderá apresentar a tradução do texto citado em língua estrangeira, em nota de rodapé. Se a tradução é apenas de uma expressão dentro do texto original, pode-se indicar logo após a chamada da citação que se trata de um texto traduzido. Exemplo: “Estudos matemáticos indicam que o uso das calculadoras têm favorecido cada vez mais a fuga discente às práticas de cálculo” (Zimmermann, 2001, p. 44, tradução nossa).

6.14 Algumas Orientações Sobre Fontes (Documentos) Citadas
Quando uma citação tiver mais de um autor, estes serão indicados como segue: Dois Autores: Castanho e Balzan (2004, p. 255) afirmam que ..... . “[...] cientes de sua particularidade imediata no que se refere ao paciente” (MOURA; RAVEL, 2003, p. 564) Três Autores: “A metodologia da pesquisa pode....” (ALMEIDA JÚNIOR ; FERREIRA ; ALBUQUERQUE, 2002, p. 117-119). Ferreira, Moura e Barreto (2005, p. 65) sinalizam que o estudante de física necessita de.... Quatro ou mais autores: Pasqualli et al. garantem que o sistema solar.... (2000, p. 90). Na busca pela identidade do estudante, o docente precisa... (SAVIER et al., 2001, p. 35-104).

129 Quando a responsabilidade de um texto citado estiver a cargo de uma Entidade ou Instituição: Departamento Subordinado a Instituição: “... valores atribuídos às sociedades hodiernas” (CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE ENSINO. Curso de Comunicação Social, 2004, p. 3). Instituição cujo nome é uma sigla: “[...] tratando-se de direito dos alunos, a instituição deve ser a primeira a sair em defesa destes” (UNASP, 2002, p. 2). Textos condensados de um mesmo autor: ... os nutrientes serão balanceados de acordo com as características de cada paciente (GÜNTERYT, 2002, 2003, 2005). Vários documentos de um mesmo autor, publicados num mesmo ano: Utiliza-se uma letra minúscula logo após a data, para cada publicação citada, conforme a ordem de citação. Na Referência, este recurso se repetirá, visando relacionar cada texto citado à sua correspondente publicação. Assim, na Citação: A interpretação equivocada ocasiona erros e impossibilita ao aluno a execução e solução dos problemas matemáticos propostos (CARDOSO, 2002a, p. 18; CARDOSO, 2002b, p. 87). E na Referência: REFERÊNCIA CARDOSO, S. Problemas matemáticos são um problema ! São Paulo : Saraiva, 2002a. 123 p.

130 ___________ . Problemas propostos e mal resolvidos : o que

acontece na hora da avaliação. Belo Horizonte : ALP, 2002b. 231 p.

Vários autores citados para reforçar uma mesma idéia: A isenção e a ética são características condicionais à prática jornalística. O perfil exigido ao bom profissional da imprensa já ultrapassou há muito, estas fronteiras; dele hoje se espera que vá muito além (TRANCOSO, 2001, p.12; ALBERGARIA, 2001, 78; FERREIRA MOTTA, 2004, p. 154). Documentos sem data: Citações de documentos que não apresentam data específica de publicação não são recomendadas; sugere-se evitar o uso deste tipo de documento. Todavia, quando imprescindível, seguirão o mesmo padrão para Referências, apresentado no capítulo a seguir. Citação de Eventos Científicos: Neste caso, logo após a citação, menciona-se o nome completo do Evento, todo em letra maiúscula, seguido do ano, conforme o padrão para Referências – próximo capítulo – tudo entre parêntese. Exemplo: “... especialmente as possíveis discussões do direito privado” (ENCONTRO BRASILEIRO DE JURISTAS, 2004). Documentos Anônimos: Citações de documentos cuja autoria é desconhecida, serão indicadas pelo título – que terá a primeira palavra toda em letra maiúscula, inclusive o artigo definido, seguida da data e paginação, tudo entre parêntese: “... mesmo porque, o projeto genoma não está patenteado nem por uma nem por outra.” (GENOMA. Uma ideologia ou uma saída?, 2003, p. 67). Se o título for muito longo, poderá abreviado com o uso de reticências.

conforme referido no capítulo a seguir. .131 Documentos eletrônicos: Seguirão o mesmo padrão para Referências.

.132 ELABORAÇÃO DE REFERÊNCIAS Eliethe Xavier de Albuquerque eliethe. o compreender saberes e conhecer suas origens anda junto.). 2000b. Estas fontes podem ser agrupadas em documentos impressos e registrados e documentos e informações eletrônicas (ALBUQUERQUE.edu. p. quais as suas fontes de pesquisa.br O perfil do pesquisador implica compartilhamento não apenas de conhecimento.albuquerque@unasp. 2002a. mas de fontes. UFPR. O pesquisador tem o dever de deixar claro aos que o acompanham.1-3.

1-3). pessoas ou outra). etc. da principal parte do documento. retirados de um documento e que permitem a sua identificação no todo ou em parte. visualmente. Antes de elaborar a referência de um documento. por meio sonoro. v. fotografias. De etiquetas e invólucros de disquetes. catálogos de editoras. eletronicamente. cartões postais. é necessário conhecer alguns detalhes que auxiliarão na indicação correta dos elementos fundamentais à identificação da fonte pesquisada por outros interessados. 2002a. periódicos e similares. sempre que possível. pode-se incorporá-la à referência. entre outros (UFPR. fitas de vídeo. NBR6023. 6. selos e similares.133 7 REFERÊNCIAS Segundo a ABNT. discos e similares. no texto. gravações sonoras ou de vídeo. o que significa que não podem ser ignorados: . cada referência conterá um padrão de informações que permita ao interessado identificar o documento pesquisado. monografias. como globos. quando este se constitui em uma única parte. 2002b. fitas cassetes. Por exemplo: livros. como livros. Do próprio documento. transparências e similares. v. p. Documento é qualquer suporte que contenha uma informação registrada graficamente. As informações para a elaboração das referências devem ser obtidas. De molduras e materiais explicativos de slides. 6.3). Estes importantes detalhes também são mencionados na NBR6023. ou seja: Da folha de rosto de documentos impressos. atualizada em 2002. Em outras palavras. O conjunto de referências é uma lista ordenada – alfabeticamente ou numericamente – com os dados dos documentos citados pelo autor de uma pesquisa. Quando não for encontrada a informação no próprio documento e esta for conhecida ou obtida de outra fonte (bibliografias. cartazes. p. periódicos. normas técnicas. materiais cartográficos. selos. Referência é o conjunto padronizado de informações agrupadas em elementos descritivos. arquivos eletrônicos. devendo-se para isso colocá-la entre colchetes (UFPR.

Elementos Complementares da Referência: São as informações que auxiliarão numa melhor identificação do documento: subtítulo. alguns padrões são válidos para qualquer tipo de fonte pesquisada.134 Elementos Essenciais da Referência: São as informações que obrigatoriamente devem aparecer: autor. antes dos prenomes. título. Indicação de Parentesco: Tais como Filho. a Norma definirá como proceder. ano ou data da publicação. Exemplo: A referência do autor Cristian Vasile Segundo ficará assim: VASILE SEGUNDO. J. aparecerão imediatamente após o sobrenome. Cargos. Mesmo não sendo fundamentais a sua menção é importante. Formação Profissional: Não são indicados na referência. A. que será indicado todo em letra maiúscula. Os elementos que comporão a referência podem variar conforme o documento. Exemplo: A referência do autor João Augusto da Fonseca ficará assim: FONSECA. local de publicação. C. seguido das iniciais dos prenomes. especialmente para o pesquisador iniciante. Segundo. 7. C.. Neto. Exemplo: A referência do autor Antonio Castro de Moares Júnior ficará assim: MORAES JÚNIOR. C. A. número de páginas.1 Elementos Autoria: o nome do autor iniciará sempre pelo último sobrenome. Se o documento não fornecer estas informações. editora. todavia. etc. . da. Júnior. de. Exemplo: A referência do autor Doutor Carlos Sampaio Filho ficará assim: SAMPAIO FILHO.

MONTEIRO. E. D. B. na ordem direta (ou seja. M. M... seguido pelo título religioso. et al. Ordens Religiosas: Serão indicadas pelo nome do autor. Exemplo: A referência dos autores Enio Antunes Santos e Fernando Monteiro ficará assim: SANTOS. M. M.135 Exemplo: A referência do autor M. do prenome para o sobrenome). S. Exemplo: A referência da autora Madre Tereza.. Ruth de Souza Scobbar ficará assim: CASTANHO. F. Maria Dulce de Almeida Santos. seguido da expressão et al. de et al. de. F. Papa.. A. Petrônio Albergaria Filho e Pedro Pellegrini ficará assim: AZEVEDO. Gustavo Martins de Souza. E. . Exemplo: A referência dos autores Daniel Monclaro. Exemplo: A referência do autor Papa Bento XVI ficará assim: BENTO XVI. Mais de Três Autores: Indica-se apenas o primeiro autor mencionado no documento. Silvio Monteiro de Almeida ficará assim: ALMEIDA. ficará assim: TEREZA. Dois ou Três Autores: Serão indicados na ordem em que aparecem no documento. Madre. Exemplo: A referência dos autores Maria Eugênia Castanho. Adalgisa Fialho. que deriva do latim e quer dizer e outros. CASTRO. D. A. Francisca Dames e Alisandra Bitencourt Castro ficará assim: MONCLARO. DAMES. Exemplo: A referência dos autores Silvio Murilo Melo de Azevedo. S.

Secretaria de Finanças. organização. T. de [Alceu de Amoroso Lima]. apenas com as iniciais em letra maiúscula. G. Secretaria. etc. indica-se o pseudônimo do autor. pode-se indicar este nome entre parêntese após o pseudônimo. começase a referência pelo nome da entidade todo em letra maiúscula. Exemplo: A referência do autor Ministério do Planejamento do Brasil.136 Pseudônimos: Se o autor do documento usou um pseudônimo para se identificar. . Entidades Coletivas 2: Se o autor do documento é uma sociedade.). As unidades subordinadas são mencionadas após o nome da instituição. Exemplo: A referência do autor Secretaria da Saúde de São Paulo começará assim: SÃO PAULO (Município). começa-se a referência pelo nome geográfico (lugar onde fica o órgão – o país. Entidades Coletivas 1: Se o autor do documento é um órgão da administração governamental direta (Ministério. o estado ou o município). Ministério do Planejamento. entre parêntese. acrescenta-se o local geográfico onde fica a entidade. Exemplo: A referência do autor Tristão de Athayde (cujo nome verdadeiro é Alceu de Amoroso Lima) ficará assim: ATHAYDE. Em caso de ambigüidade (duas ou mais instituições com o mesmo nome). A. Se o nome verdadeiro for conhecido. (e não LIBERATO. Secretaria da Saúde. de Augusto Liberato que é o nome verdadeiro do Gugu). instituição ou entidade de natureza científica ou cultural. Exemplo: A referência do autor Gugu Liberato ficará assim: LIBERATO. Secretaria de Finanças começará assim: BRASIL. Exemplo: A referência do autor Centro Universitário Adventista de São Paulo ficará assim: CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO.

Simpósio. seguido do número do evento indicado em algarismo arábico. Conferência. Entidades Conhecidas por Siglas: Se o autor de um documento for Entidade e no documento aparecer a SIGLA correspondente à Entidade (SOMENTE se aparecer a SIGLA).137 Exemplo: A referência do autor Biblioteca Nacional que fica em Londres. Exemplo: EBCT. do ano e do local de realização do evento. ocorrido em Gramado. Exemplo: A referência do Segundo Encontro Brasileiro de Profissionais da Enfermagem. Exemplo: A referência do autor Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística / IBGE poderá ficar assim: IBGE. ficará assim: ENCONTRO BRASILEIRO DE PROFISSIONAIS DA ENFERMAGEM. ficará assim: BIBLIOTECA NACIONAL (Londres). etc. A referência do autor Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – EBCT poderá ficar assim: 2004. Seminário. Curso de Pós-graduação em Administração Hospitalar. 2. em 2004. Eventos Científicos: Se o autor de um documento é um Evento – Congresso. Exemplo: A referência do autor Curso de Pós-graduação em Administração Hospitalar do Centro Universitário Adventista de São Paulo ficará assim: CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO. – a referência dele iniciará pelo nome do evento. Rio Grande do Sul. Gramado.. . esta pode ser utilizada no lugar do nome da Entidade por extenso. Reunião.

cujo autor é Rafael Furtado de Almeida. Ou seja. F. ficará assim: CONGRESSO INTERNACIONAL DE TELEJORNALISTAS. entre as opções permitidas pela NBR. estarão em maiúscula. . conforme o padrão da NBR6023. 16.. Ao definir-se uma das três opções (negritado ou sublinhado ou itálico). R. cujo autor não foi mencionado no documento. 2005. Aparecerá sempre em destaque. ficará assim: ALMEIDA. isto significa que o destaque utilizado para os títulos não poderá ser alternado. que. a referência deste se iniciará pelo título do documento. ficará assim: PROBLEMAS e exercícios de matemática financeira. Exemplo: A referência do autor Problemas e Exercícios de Matemática Financeira. em junho de 2005. Geografia do recôncavo brasileiro. Autoria Desconhecida: Se o autor de um documento é desconhecido. Exemplo: A referência do documento cujo título é GEOGRAFIA DO RECÔNCAVO BRASILEIRO. pode ser negritado ou sublinhado ou itálico. num mesmo trabalho. de. ocorrido em São Paulo. Exemplo: A referência do autor História das Civilizações de Todas as Eras. São Paulo. cuja autoria é desconhecida – não foi citada no documento – ficará assim: HISTÓRIA das civilizações de todas as eras. Observa-se ainda a regra de que apenas a inicial do título ou dos nomes próprios que ele contenha. Título: O título de um documento será referenciado exatamente igual como aparece no documento. o título não poderá ser destacado com negrito e sublinhado ou com negrito e itálico ou ainda itálico e sublinhado. esta será utilizada durante todo o trabalho.138 Exemplo: A referência do XVI Congresso Internacional de telejornalistas. O destaque utilizará apenas uma das opções indicadas.

Tia. parque. ficará assim: KOC. Esta será a única ocasião em que o título terá duplo destaque. de autoria do professor Pedro Apolinário. Uma formiguinha chamada Pimbinha: Pimbinha vai ao . Estudos e exercícios avançados para violinos: uma perspectiva didática para jovens talentos. Título com Nomenclatura Científica: Um documento cujo título contenha uma nomenclatura científica será referenciado com duplo destaque para a referida nomenclatura. e cujo subtítulo é UMA PERSPECTIVA DIDÁTICA PARA JOVENS TALENTOS. Se houver dúvida quanto a tratar-se de título ou subtítulo. Exemplo: A referência de um documento de autoria da professora Márcia Oliveira de Paula.139 Observe-se que neste caso optou-se por destacar-se o título em sublinhado. Exemplo: A referência de um documento de autoria de Ullianna de Albuquerque Vasile. M. U. Exemplo: A referência de um documento de autoria de Tia Koc. cujo título é CITOLOGIA DE DROSOPHILA MELANOGASTER ficará assim: PAULA. e antecedido de dois pontos. e cujo subtítulo é PIMBINHA VAI AO PARQUE. coloca-se tudo em destaque. ficará assim: VASILE. cujo título é UMA FORMIGUINHA CHAMADA PIMBINHA. P. logo após a indicação do título. de. Conheça melhor a sua literatura. ficará assim: APOLINÁRIO. cujo título é ESTUDOS E EXERCÍCIOS AVANÇADOS PARA VIOLINOS. Citologia de Drosophila melanogaster. O. de A. Subtítulo: O subtítulo de um documento será referenciado sem qualquer destaque. Outro exemplo: A referência do documento cujo título é CONHEÇA MELHOR A SUA LITERATURA.

C. ficará assim: SCHMIDT. seguido de ponto e um espaço. Falando francamente com o adolescente. 4. M. G. terá o título indicado em português. Observe-se que o título foi indicado em italiano porque este foi o primeiro mencionado no documento. ficará assim: SCHMIDT. Um outro exemplo: A referência de um documento de autoria de Ellen Gould White. ficará assim: BUONNO. ficará assim: WHITE. cujo título é COMPREENDENDO O PORTADOR DA HIPOCEPHALEA PATHOGEN e cujo subtítulo é CONVERSANDO COM PAIS E PROFESSORES. Compreendendo o portador da hipocephalea pathogen: conversando com pais e professores. E. O grande conflito. Um outro exemplo: A referência de um documento de autoria do Dr. Exemplo: A referência de um documento de autoria de Francesco Buonno. OS . cujo título aparece nas formas GLI AMICI ITALIANI e AMIGOS ITALIANOS. Edição: Indica-se a edição de um documento somente quando esta for mencionada no documento e desde que não se trate da primeira edição. enquanto o restante do título foi apenas sublinhado). ed. terão o título indicado no idioma que estiver em destaque ou que aparecer em primeiro lugar. A indicação deverá ser em algarismo arábico cardinal. cujo título aparece nas formas O GRANDE CONFLITO e THE GREAT CONTROVERSY. Marenos Schmidt. Exemplo: A referência do documento de autoria de Dr. Títulos em Outros Idiomas: Os documentos que estiverem escritos em mais de um idioma. por ser a primeira forma mencionada. e da abreviatura da palavra edição. e que já está na Quarta Edição. M. cujo título é FALANDO FRANCAMENTE COM O ADOLESCENTE. Mário Caldeira Schmidt.140 Observe-se que o termo científico teve duplo destaque (sublinhado e itálico. F. Gli amici italiani.

ed. A.: São indicadas na forma abreviada. etc.]. e atual. ampl. Porque compor A Banda. cujo título é ECONOMIA URUGUAIA VERSOS ECONOMIA BRASILEIRA. que está na Quinta edição e foi publicado em São Paulo. cuja edição é a 3ª. Edição Aumentada – ed. F. conforme o padrão da ABNT: Edição Revista – ed. indica-se com [S. de. Sociologia do Brasil no século 21. cuja edição é a Segunda. Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Fernando Henrique Cardoso. H. 2. rev. aum. de. B. indica-se também a sigla do estado onde se localiza a cidade que está sendo citada. Campinas Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Francisco Buarque de Holanda. Edição Revista e Atualizada – ed. Revista e Atualizada. Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Mário Augusto de Alencar. ficará assim: CARDOSO. Ampliadas. Edição Atualizada – ed. Local de Publicação: É a indicação da cidade onde o documento foi publicado e deve ser feita após a edição (ou após o título se não houver edição a ser indicada). Se o local for desconhecido. atual. ed. F. 5. . e que foi publicado em Campinas. São Paulo Note-se que A Banda é nome próprio e por este motivo as iniciais são maiúsculas. Se for uma cidade desconhecida ou que tenha uma homônima. cita-se apenas a primeira indicação. 3. l. ed. e atual. Atualizadas. Economia uruguaia versos economia brasileira. M.141 Edições Revistas. ficará assim: HOLANDA. ficará assim: ALENCAR. Edição Ampliada – ed. com título PORQUE COMPOR A BANDA. cujo título é SOCIOLOGIA DO BRASIL NO SÉCULO 21. rev. rev. Se mais de uma cidade estiver sendo indicada.

pela editora Vozes. ficará assim: BANDEIRA. História do Brasil. com o título HISTÓRIA DO BRASIL. 2. Frei.]. L. [S. com título SOLIDARIEDADE. que está na 6ª. ed. Se a editora não for indicada no documento. que está na segunda edição. Rio de Janeiro : Vozes. pela editora Papirus. logo após a indicação da cidade onde o mesmo foi publicado. l.142 Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Pedro Bandeira.]. S. com título POESIAS PARA BRINCAR. sem espaçamento nem pontuação. O nome da editora pode vir abreviado quando tiver mais de uma palavra. Minha vida. ficará assim: BRANDÃO. n. indica-se [s. Campinas : Papirus Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Paulo Souza Ferreira. ficará assim: FERREIRA. Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Lucas Brandão. 2004. publicado em Santo André. publicado em Campinas. Santo André : [s. publicada no Rio de Janeiro. Poesias para brincar. ficará assim: BETO. Se a data for desconhecida. ed. P. a ABNT dá algumas opções para indicação do período de publicação (para o caso de livros): [2004?] para o ano provável de publicação .] Editora: Indica-se a editora responsável pela publicação do documento. Edição. n. Dispensa-se o uso da palavra ‘editora’. Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Frei Beto. antecedida de dois pontos. logo após a editora indicada e antecedida por vírgula. Data da Publicação: é indicada sempre em algarismo arábicos. 6. Solidariedade. publicado em local desconhecido. em 2004. P. com título MINHA VIDA. sem a indicação do nome da editora responsável.

À lista dos conjuntos de dados para identificação (ver item 5.143 [ca 2001] para a data aproximada de publicação. mas NÃO citados. são variadas. Exemplo: 1999-2001. em ordem alfabética. separadas por hífen.. publicado em São Paulo pela editora Melhoramentos. A preferencial é a que se apresenta ao final do trabalho. [200-] para indicar a década certa da publicação [200-?] para indicar a provável década da publicação [19--] para indicar o século certo da publicação [19--?] para indicar o provável século da publicação [s. se denomina Documentos Consultados. 2005.1) de documentos citados no texto redigido sobre a pesquisa realizada. 2. segunda edição. .2 Localização das Referências As opções para indicação das Referências dos documentos utilizados em uma pesquisa. no texto redigido sobre a pesquisa realizada.1. Descrição Física: É a indicação do número de páginas p.. em uma única listagem. subtítulo ESTUDO E ENSINO. ficará assim: SILVÉRIO NETO. d. ed. 240 p. em 2005. cerca de. se denomina Referências.1) de documentos consultados. volumes v ou folhas f de um documento. L. 7. Ambas as listagens terão a mesma formatação e seguem a normalização já descrita até aqui. À lista dos conjuntos de dados para identificação (ver item 5. que tem 240 páginas. Indica-se logo após a data de publicação. São Paulo : Melhoramentos. Química orgânica. indica-se as duas datas. com título QUÍMICA ORGÂNICA. Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Leonardo Silvério Neto.] para indicar que não há indícios da data de publicação Se o documento estiver em vários volumes e a data de publicação do primeiro volume for diferente da do último.

2002. M. LEMOS. o A Fonte (modelo de letra) utilizada será a mesma do restante do texto da pesquisa. Rio de Janeiro : McGrowHill. J. • Texto das referências – Documentos Consultados ou Referências – digitado em tamanho 12. de. Metodologia da pesquisa científica: temas controversos. Filosofia. é aquela já apresentada nos tópicos anteriores. centralizado. Z. Campinas : Papirus. rev. J. 780 p. Ciência em tempo real. ed. ed. 2005. atual.144 A diagramação destes conjuntos de dados para identificação dos documentos pesquisados com o objetivo de dar embasamento teórico ao trabalho – seja Documentos Consultados ou Referências – seguirá o padrão: • Título da listagem digitado em negrito. espaço 1. São Paulo : Melhoramentos. 230 p. ed. H. Limonada suíça em tempos rosas: literatura e poesia 2 cm moderna. BAROSA SOBRINHO. 409 p. 2003. 2 cm . São Paulo : Atlas.5 entre as linhas e duplo entre uma referência e outra. texto justificado. S. Sintaxe na língua portuguesa. 2. C. 111 p. TURCCILLO. não negritado. Quanto à pontuação. Belo Horizonte : MMN. uma listagem de Referências ou de Documentos Consultados terá o seguinte 78 REFERÊNCIAS ALBERGARIA. 3. 3 cm GARCIA. Em nenhum momento haverá variação de Fonte (modelo de letra). e ampl. A. 2. Vale lembrar que as opções indicadas são Arial ou Times New Roman (TNR). 2005. 90 p. tudo em letra maiúscula. tamanho 14. formato: 3 cm Assim. respeitando as margens estabelecidas para o trabalho.

de todas as fontes de informação teórica utilizadas em sua pesquisa. J. todavia.2. o título do livro. parte. 7. Edição. cada documento. Os elementos a serem indicados em cada uma destas listagens irão variar de acordo com o tipo de documento: 7. Título. 2005. volume ou fragmento). Local : Editora.1 Partes de Livros (Capítulos. volume ou fragmento) utilizada tiver um autor específico (publicações em que cada capítulo tem um autor diferente. Fragmentos.2 Livros e Documentos Não Periódicos Os livros e documentos não periódicos são referenciados de forma bastante similar. por exemplo). e os demais elementos previstos para referência de livros. 309 p. ed. o autor responsável por todo o livro (se houver). Fronteiras do saber. Volumes) Se a parte (capítulo. o ideal é que a referência seja apenas da parte utilizada. a referência iniciará pelo autor da parte. Se o livro for usado apenas em parte (um capítulo. Exemplo: CERQUEIRA. Basicamente.145 A partir destes conhecimentos básicos. Número de Páginas. conforme a sua particularidade. Ano. K. é referenciado levando-se em conta detalhes específicos. separadas por hífen. conforme o modelo a seguir: A paginação será indicada com o número da página inicial e da página final da . Depois coloca-se o termo In: (que significa ‘dentro de’). consultando. em destaque. São Paulo : Ática. seguido do título da parte (sem qualquer destaque). 3. o pesquisador terá condições de. elaborar as Referências ou a lista de Documentos Consultados. a referência de documentos na forma de livro terá os elementos: Chave: AUTORIA.

Ano. 7. A referência de um verbete é feita citando-se os elementos indicados a seguir. p. 2. Local : Editora. Verbete é o texto referente ao item (palavra ou tema) consultado. Falando em ecologia: conceitos e estudos de casos. Exemplo: MARKETING. L. 143-187. Chave: PALAVRA OU TEMA DO VERBETE CONSULTADO. Local : Editora. Belo Horizonte : Artes Médicas. Edição. Paginação. STADLER.3 Relatórios Técnicos Quando o documento utilizado for um Relatório Técnico. . os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTOR DO RELATÓRIO.2. Ano. v. Rio de Janeiro : Melhoramentos. O desenvolvimento da planta.2 Verbetes de Enciclopédias e Dicionários Quando o documento utilizado for uma Enciclopédia ou um Dicionário. 2. ed. 2002. In: AUTORIA DA OBRA. Título da obra. Indicação do tipo de documento. 7. In: HILLTER. 2000. Página inicial – Página final da parte referenciada. rev. In: MICHAELIS dicionário ilustrado. 1. B.146 Chave: AUTORIA DA PARTE DA OBRA.2. Volume. Página (ou páginas inicial e final. Título do relatório. Título da parte. p.204. In: NOME da enciclopédia ou dicionário consultado. Ano. a referência será a do verbete consultado. quando for o caso). T. e atual. . Exemplo: MORAES.

Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) – Faculdade de Engenharia Mecânica e de Produção. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação. 441 f. M. Título. 2000. Relatório técnico. Indicação de Tese. Santa Bárbaro D’Oeste (SP). Monografia (Trabalho de Conclusão de Curso) – Curso de Pedagogia.2. A Filosofia vai à escola? : estudo do programa de filosofia para crianças de Matthew Lipman. Centro Universitário Adventista de São Paulo/Campus 2. Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA. Implementação do Just-in-time em uma empresa fabricante de armações de óculos.147 Exemplo: MONTEIRO. Universidade Estadual de Campinas. Análise do grau de segurança na biblioteca do Colégio Piloto. Dissertações e Monografias Quando o documento utilizado for resultado de produção acadêmica ou científica (Teses. 1998. Local. SANTOS. Dissertações e Monografias). 139 f. Exemplo: SILVEIRA. . PEREIRA. Engenheiro Coelho (SP). 87 p. Petrópolis : Colégio Piloto. Campinas. 2002. Número de folhas. 2001.4 Teses. R. M. Dissertação ou Monografia (Grau e Área) – Unidade de Ensino.. 7. G. 45 f. Linguagem de sinais. Instituição. Ano.

os elementos que comporão a referência são: Chave: NOME DO EVENTO.5 Trabalhos Acadêmicos Quando o documento utilizado for resultado de trabalhos acadêmicos. 7. ano de publicação. 2005. São Paulo. Conferências. Centro Universitário Adventista de São Paulo/Campus SP. 4. Florianópolis.2. Curitiba : PUCPR.148 7. 322 p. 2004.6 Congressos. 32 f. São Paulo : UNASP/Campus SP. 2003. 22. 2002. número de páginas ou volume.2. São Paulo. Anais do 4º. número do evento. Título. Local: Editora. 2 v. Título.. Encontros e Outros Eventos Científicos Quando o documento utilizado for resultado de eventos científicos. Trabalho Acadêmico (Didática II) – Curso de Matemática. Exemplos: ENCONTRO ANUAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA. Anais do XXII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação – Superando Obstáculos em Direção à Tecnologia. Número de folhas. V. 2004. Exemplo: SANTOS. Encontro anual de iniciação científica. Modelos matemáticos para o ensino fundamental.. ano de realização. Indicação de Trabalho Acadêmico (Disciplina) – Curso. Ano. Local. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTOR(ES) DO TRABALHO. CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO. Instituição. . local.

In: NOME DO EVENTO. E. 2004. Exemplos: jornais. São José do Rio Preto : UNSJRP. número do evento. Anais do 3º. Página inicialfinal.7 Trabalhos Apresentados em Eventos Científicos Quando o documento utilizado for resultado de um trabalho apresentado em evento científico. J. Local : Editora.. e assim por diante. revistas. semestralmente. ano de realização. ano de publicação. .. 3. mensalmente. LIMA.2. quando o pesquisador utiliza apenas um ou outro artigo de cada periódico. especialmente pela possibilidade de oferecerem informações atualizadas sobre temas do momento.3 Publicações Periódicas Publicações periódicas são as publicadas de período em período – anualmente. local. São José do Rio Preto. semanalmente. Os periódicos científicos são publicações positivamente significativas para o pesquisador. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA. diariamente. 7. Divulgação seletiva da informação por meio eletrônico. In: SIMPÓSIO SOBRE RECURSOS INFORMACIONAIS EM BIBLIOTECAS VIRTUAIS. Podem ser utilizados no todo – o periódico inteiro ou sua coleção – ou em partes. Simpósio sobre recursos informacionais em bibliotecas virtuais. Título. Título do trabalho. quinzenalmente. Exemplo: LEANDRO FILHO. J. p.149 7. 2005. 345-456. Em cada caso a referência terá detalhes específicos.

Porto Alegre : PUCRS.2 Artigos de Periódicos Quando o documento utilizado for um artigo de periódico. 19701999. 7. páginas inicial-final do artigo. 3. 7. número do fascículo ou ano. n. número do volume.150 7. E. Local de publicação : Editora. Campinas. 2002b. Exemplo: REVISTA DE EDUCAÇÃO DA PUCRS. tem uma referenciação particular. Quando o documento utilizado for um artigo de jornal. X.1 Periódicos Considerados no Todo Quando o documento utilizado for um periódico e ele for integralmente utilizado (vários artigos de toda a coleção). jan. devido à sua característica peculiar. 23-27. os elementos que comporão a referência são: . v. Ano de início-término da publicação.3. Exemplo: ALBUQUERQUE. Teoria do currículo sim. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTOR DO ARTIGO. de.3 Artigos de Jornais Os jornais também são publicações periódicas. 2. data. p. Local de publicação.3. O currículo da teoria não. Revista de Educação da IASD. todavia. Título do artigo. os elementos que comporão a referência são: Chave: TÍTULO DO PERIÓDICO.3. Título do periódico.

12A-13A. Belo Horizonte : ATTB. Belo Horizonte. São Paulo. Quando o documento utilizado for um resumo de livro. p. 2002. páginas inicial-final do artigo referenciado. Exemplo: PADOVANI. data (dia. A economia continua em crise. 22 set 2001. 13 out. p. Local : Editora. Título do jornal. Local de publicação. mês.4 Resumos Os Resumos são textos técnicos que sintetizam livros ou artigos de periódicos e são publicados em documentos específicos (publicações que reservam espaços apenas para resumos ou só publicam resumos). Exemplo: GÓIS. H. suplementos. Folha de São Paulo. 21. Título da parte resumida.151 Chave: AUTOR DO ARTIGO. 2001. O Estado de São Paulo. 7. número de ordem da(s) coluna(s). . n. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA DA PARTE RESUMIDA. As eleições e a educação. Economia. L.. Revista de História da Universidade Federal de Minas Gerais. 233-302. Fonte onde o resumo foi publicado. Resumos. por exemplo. F. Nota indicativa de resumo. seção. ano). Política. 2000. Ano. etc. Título do artigo. História dos povos bárbaros. publicado numa seção de resumos. Número ou título do caderno. DONIZETTE. coluna 3. v. ago. p. 12. Cada um destes tipos terá uma referência adequada às suas características. 11-12.

v. Quando a autoria do resumo for indicada. Local de publicação do periódico original de onde o artigo foi publicado. Em 2002 a Revista de História da UFMG publicou este resumo na íntegra em um de seus números. volume do periódico original de onde o artigo foi publicado. Esta é uma das possibilidades de se referenciar resumos utilizados em trabalhos científicos. em um outro periódico. Título do periódico original de onde o artigo foi publicado. n. publicado numa seção específica para resumos. Local de publicação do periódico onde o resumo foi publicado. Exemplo: FRANCO. Resumo. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTOR DO ARTIGO. . página(s inicialfinal) do resumo publicado. Revista de Psicologia da USP. n. No caso do exemplo acima. Título do artigo. Título do periódico onde o resumo foi publicado. K. 4. etc.) e publicou em 2001 este resumo. Jul. Quando o documento utilizado for o resumo de um artigo de periódico. p. data de publicação do periódico original de onde o artigo foi publicado. acrescenta-se a nota indicativa Resumo de: antecedendo a fonte de onde foi retirado o resumo. número do volume do periódico onde o resumo foi publicado. Jan. Góis fez o resumo de um texto (pode ser livro. 2. 2001. 2000. Porto Alegre. Revista de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. K. Adolescentes e gravidez. 1. São Paulo. Franco publicou um artigo em 2000 e o resumo deste artigo foi publicado em 2001. número do fascículo ou ano do periódico onde o resumo foi publicado. H. 213-219. monografia. v. p. data de publicação do periódico onde o resumo foi publicado. Nota indicativa de resumo. 44-47.23. Exemplo: páginas inicial-final do artigo que foi resumido. número do fascículo ou ano do periódico original de artigo foi publicado.152 • No caso do exemplo acima.

Título da resenha. n. volume do periódico. Revista de Psicologia da USP. Jan.23.153 Exemplo: FRANCO. v. Adolescentes e gravidez. J. 14. Nota indicativa de resenha. Jul. n. Quando o documento utilizado for uma resenha sem título próprio os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA DA RESENHA. Nota indicativa contendo Resenha de: coloca-se o nome do autor do texto resenhado e o título do texto resenhado. Revista de Administração da FGV. número do fascículo do periódico. Exemplo: FRAGOSO. Resumo de: MENDES. Revista de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 2. Local de publicação do periódico. 213-219. p. Título do periódico que publicou a resenha. 2000. p. p. 234-236. Porto Alegre. Rio de Janeiro. Cada resenha terá uma referência adequada às suas características. Quando o documento utilizado for uma resenha com título próprio os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA DA RESENHA. O. 44-47. Resumo. Local de publicação do periódico. páginas inicial e final do texto da resenha.5 Resenha Resenhas são textos técnicos que resumem e comentam livros ou artigos de periódicos e são publicadas em documentos específicos (publicações que reservam espaços para resenhas ou só publicam resenhas). 2004. Título do periódico que publicou a resenha. 2001. Nomeações e vetos em tempos de CPI: uma análise comparativa. 1.. . seguidos das demais informações sobre a fonte onde se encontra o texto resenhado. data. 7. 2. data. K. número do fascículo do periódico. páginas inicial e final do texto da resenha. 4. n. São Paulo. Título do livro ou artigo resenhado. v. Resenha. volume do periódico. v.

Duran. os decretos.6 Normas Técnicas Normas Técnicas são parâmetros estabelecidos para definir posturas. Quando o documento utilizado for uma norma técnica os elementos que comporão a referência são: Chave: ORGÃO NORMALIZADOR. Revista da Faculdade de Letras da UFBA. padrões. as decisões e sentenças judiciais. os acórdãos. os pareceres. 63-71. n. J. 7.7. etc. Ano. procedimentos. 2. p.1. Local. R. 7. v. Concepções filosóficas sobre a análise do discurso na perspectiva de J. Campinas : PAPIRUS. Exemplo: PEIXOTO. Salvador. os elementos que comporão a referência são: .1 Leis e Decretos Quando for utilizado um documento legislativo do tipo Leis e Decretos. 2004. NBR6023 : norma técnica sobre referências.-Mar. Resenha de: DURAN. Jan. S. E. Brasília. processos. 2002. Título (que em geral é o número da norma) : subtítulo da norma.154 Exemplo: PARANHOS. 379 p. A análise do discurso: divagações ou ferramenta científica ?. 7. resoluções e indicações.7 Documentos Legislativos São documentos legislativos as leis. 2005.

os elementos que comporão a referência são: Chave: NOME DO PAÍS. Brasília. Seção 1. coluna 3. Data. 7. Habeas corpus n.218. Tipo e número do recurso. hábeas corpus).2 Acórdãos. 2. decisão ou sentença. Partes litigantes (agravo. coluna 3. Ementa ou acórdão. n. 13 Set. 7. 2002. p. Dados da publicação que divulgou o documento. embargo.3 Pareceres. Nome da corte ou tribunal.98. Estabelece parâmetros para a realização do referendo sobre a proibição da comercialização de armas de fogo e projéteis no Brasil. 2324. os elementos que comporão a referência são: . n. 111.155 Chave: NOME DO PAÍS. 13 Set. Do Supremo Tribunal Federal. v. Dados da publicação que divulgou o acórdão. Ementa. p. Decisões. Albergaria Felinto Motta. Seção 1. Brasília. 111. Promotoria da cidade de São Paulo e Antonio Pedro de Paranhos Neto. Título e número da lei ou decreto. 45. v. Deferimento de habeas corpus. Exemplo: BRASIL.7. ESTADO OU MUNICÍPIO. Diário Oficial da União. 45. 2002.98. Diário Oficial da União.7. Exemplo: apelação. Sentenças de Cortes ou Tribunais Quando for utilizado um documento legislativo nesta categoria. de 12 de setembro de 2002. Resoluções e Indicações Quando for utilizado um documento legislativo nesta categoria. Relator: nome. Decreto n. Relator: Dr. Exemplo: BRASIL. 2 maio 2003. ESTADO OU MUNICÍPIO. data.

2003. Ano. 22th ed. Título. 2001. New York : LCD. Exemplo: BRASIL. Tipo (parecer. Kings James Version. p. 265-266. Tradução ou versão.8. v. Consultor> Alceu Amoroso Lima. Relator ou consultor: nome. Holly Bible. Consultoria Geral da República.8. Direito internacional. Edição. os elementos que comporão a referência são: Chave: BÍBLIA. 2004. 2324 de 31 mar. resolução. indicação).8 Bíblia 7. número e data. Edição. C. de F. Local : Editora.3. 7. Tradução ou versão. Exemplo: BÍBLIA. Exemplo: . Dados da publicação que Exemplo: divulgou o documento. Ementa. São Paulo : Mc-GrawHill. Nome do Livro da Bíblia.156 Chave: AUTORIA (Instituição ou Pessoa).1 Bíblias Consideradas no Todo Quando o documento utilizado for a Bíblia em sua íntegra – toda ou quase toda a bíblia – os elementos que comporão a referência são: Chave: BÍBLIA. In: MONTEIRO. Ano.2 Partes da Bíblia Quando o documento utilizado for um dos livros da Bíblia. Local : Editora. Parecer n. Competência para extradição de estrangeiros que atuam nas instâncias do governo federal. Língua. 7. Inglês. Língua. Título.

Título do catálogo. ed. realizadas na perspectiva científica. Editores. 2000.10 Entrevistas As entrevistas são excelentes ferramentas de pesquisa. Local. Nota indicativa de catálogo quando não constar no título. São Paulo : Paulinas. Exemplo: HERCULES.9 Catálogos de Exposições. São Paulo. 7. associação. Tanto as Em geral. 2001. Catálogo. 7. etc. Ano. Apocalipse. Português. Muito utilizados por pesquisadores de algumas áreas específicas.10.157 BÍBLIA. 2002. Local. elaboradas pelo pesquisador. Data. etc. Exemplo: ASSOCIAÇÃO PRÓ-ARTE DE LONDRINA. Quando o documento utilizado for um catálogo. M. 35. organização. Mostra de pintura da UnisTest Mendel. A Bíblia Viva. Ementa da entrevista. Versão Antonio Pereira de Figueiredo. quanto as publicadas. Londrina. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA (instituição.1 Entrevistas Não Publicadas Chave: AUTORIA (nome do entrevistado – aquele que concedeu a entrevista).). são instrumentos de divulgação de informações atualizadas e precisas. quando 7. Ingresso de carteiras de negócio internacionais em instituições financeiras brasileiras. .

data de início. acrescenta-se o cargo. p. Entrevista concedida pelo Cherman do Commertz Bank no Unibanco Brasil. Código do Projeto). n. Revista de Medicina da USP. Entrevista. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (Coordenador do Projeto). A era das academias. 7. 7. (Sigla da instituição mantenedora. Maio 2005. . Exemplo: GRACIANO. Exemplo: HERCULES. Título do documento que publicou a entrevista. Título do Projeto. Entrevista concedida a Paulo Antunes Maia. n. p. Nota de status (Se é anteprojeto. M.2 Entrevistas Publicadas Chave: AUTORIA (nome do entrevistado – aquele que concedeu a entrevista). paginação. Título da entrevista. 23. A. São Paulo. Exemplo: PEREIRA.10. Indicação de entrevista. 3. Revista de Educação Física da UNIMAR. 1. Y. Local : Unidade executora. 2002. É possível indicar o nome do entrevistador na nota da entrevista. São Paulo. v. 112.158 Quando a entrevista é concedida em função de cargo ocupado pelo entrevistado. projeto em andamento ou projeto concluído). quando for de interesse do pesquisador. Cirurgias de redução do estômago.11 Projetos de Pesquisa Quando o documento utilizado for um Projeto de Pesquisa.2. São Paulo. Ingresso de carteiras de negócio internacionais em instituições financeiras brasileiras. Jul-Ago.254. 204-209. v. Nome e número do Programa – Título do programa.1230-1. A nota de entrevista ao final da referência deve ser omitida quando figurar no título. Dados completos da fonte que publicou a entrevista. Marília. a instituição e o local ao título. 2001.

Título. São Carlos. 15 p. Local. Projeto concluído. associação ou outro). Título e data. p. páginas inicial-final. Exemplo: NEVES. Exemplo: CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO. 31 mar. 7. (Coord. Teoria quântica. Hortolândia. .159 Exemplo: ANDRADE. de C.12 Obras Inéditas (Documentos Não Publicados) Quando o documento utilizado não houver sido publicado. notas de aula. Atividades gestoras em ONGS. Programa 116 – Gestões de ONGS. Ata da reunião do colegiado do Curso de Educação Física realizada em 21 de março de 2002. 7. U. Livro número. etc. (ong Viva Rio. Palestra proferida na Faculdade de Física da UFSCAR. São Paulo : ONG Viva Rio. Livro 23. 2001. 2001. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (Instituição.). Projeto 3635). Nota indicativa de origem do documento (palestra. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA.13 Atas de Reuniões Quando o documento utilizado for uma Ata de Reunião. 23-24. S.).

1 Mapas e Globos Mapas e globos são referenciados de forma muito semelhante. Escala 1:500. 7. 2004. Globo terrestre. Ano. 115 cm. GEOMAPAS. atlas.14 Documentos Cartográficos São documentos cartográficos os mapas. 2001. 1 globo : color. e similares. Atlas geográfico dos Estados Unidos da América. globos.160 7.14. Exemplo: GEOMAPAS. Escala. Local : Editora. 7. Washington. Título do atlas.. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. Título. R.. Local : Editora. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (autor e/ou editor). Ano. .14. 78 x 88 cm.2 Atlas Quando o documento utilizado for um atlas. São Paulo : LTF. STILL.. A única variação é o termo indicativo mapa ou globo e a dimensão que no globo será indicado o diâmetro em cm. Exemplo: MAIA. G. Número de unidades físicas : indicação de cor. Relevo geográfico brasileiro. São Paulo : LTF. Quando o documento utilizado for um mapa ou um globo.000. 2004. 1 mapa : color. altura X largura.

Indicações complementares de responsabilidade. Se a palavra atlas não aparece no título do documento. 2004.161 Quando não há autor ou editor. a referência será iniciada pelo título do atlas. . Exemplo: ATLAS histórico dos Estados Unidos da América. deve-se fazer a indicação ao final da referência. 1 partitura (8 p. Exemplo: DIAS. vinil. São Paulo : Ática. São Paulo : UNASP. Atlas. cassete. Ano.16 Gravações Sonoras São documentos em gravação sonora: CDs. Exemplo: GEOGRAFIA do Brasil: relevos e fronteiras. videodisco laser. Nossa gente nossa música: ano 2002. Washington. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (compositor). Título.15 Partituras Quando o documento utilizado for uma partitura. 2001.) 7. 2002. 7. R. Número de partituras (quantidade de páginas). Local : Editora.

a Referência se iniciará pelo título. 2000. Prá cima Brasil. 2320-9-80. 1 disco (45 min) : 331/3 rpm. 1 CD (50 min) : digital. Número do disco. sulco ou digital.16.1 Discos Compactos Áudio – CD Áudio Quando o documento utilizado for um CD para áudio (somente aparelho de música). Orquestra Filarmônica de Frankfurt. 2001. Klein.162 7. Em caso de coletânea. Nova Friburgo : ADSAT. 9 luas. se necessário. D223 S145 12/89. Exemplo: PARALAMAS DO SUCESSO. estéreo. Número de CDs (tempo de gravação em minutos) : tipo de gravação. regente. 20030-2-1020. J. Executante. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (compositor). O Messias. Rio de Janeiro : Odeon. Executante. . Ano. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (compositor). será iniciada pelo(a) intérprete. 2 Cd (96 min).16. estéreo. Toronto : WCA Music. estéreo. Exemplo: MOTA. Local : Gravadora. Título. F. número de canais sonoros. Número de CDs. Digital.2 Discos de Vinil Quando o documento utilizado for um disco de vinil. 2001. Título. 7. G. Número de discos (tempo de gravação em minutos) : número de rotação(ções) por minuto. número de canais sonoros. Grupo Vocal VP. microssulco. Ano. R. HANDEL. Local : Gravadora. Regina Mota.

Título. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (compositor). R. 4 discos (240 min): 331/3 rpm. São Paulo : RCA. Exemplo: . A glória e magestade. 89208389. 1 videodisco (35 min) : laser. Lado B. número de canais sonoros. 2004.3 Videodisco (Laser) Quando o documento utilizado for um videodisco laser (ou CDL). 89208347. após a data. São Paulo : RCA. Exemplo: FONSECA. São Paulo : RCA. deve ser feita a designação Lado A ou B. neste caso. microssulco.163 Exemplo: FONSECA. R. 2001. microssulco. Chuva de bênçãos. Número do disco.16. estéreo. somente este lado deve ser referenciado e. Ano.4 Cassetes Quando o documento utilizado for um cassete sonoro. UO-34-598. 1 disco1 (40 min): 331/3 rpm. Número de unidades físicas (duração) : tipo de gravação.16. 7. Número de unidades físicas (duração em minutos) : laser. Local : Gravadora. Ano. Caso o pesquisador utilize apenas um dos lados do disco. Local : Gravadora. Exemplo: CORAL CARLOS GOMES. estéreo. Chuva de bênçãos. 7. Executante. Título. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. estéreo. 2004.

NTSC. 1 cassete (45 min) : son. estéreo. Betamax). Exemplo: SEMÕES do pastor Stina. 2002. Observações: Os dados de descrição física de filmes cinematográficos e gravações em cassete devem ser registrados assim: • Número de unidades físicas: deve-se utilizar os termos (bobina. APL-M.) ou dublado (dubl. Local : Distribuidora.). largura e milímetros.164 AZEVEDO.17.. • Dimensão: deve-se registrar a bitola (largura) em milímetros (mm) ou polegadas (pol). conforme o caso. Direção de Williams Costa Júnior. 1997.17 Filmes e Gravações em Cassetes 7. AZEVEDO. 1 cassete (100 min) : son. Zilda e Elias Azevedo e os Pequenos Cantores da Colina. 12 mm. . .. Sistema de gravação. • Características de som: deve-se indicar: mudo. conforme o caso. Direção de. sonoro (son. Z. • Sistema de Gravação para Vídeo: deve-se registrar o sistema utilizado (VHS. São Paulo : INC. cartucho. Rio de Janeiro : Está Escrito. cassete. rolo). 7. Cristo ama as criancinhas.1 Gravações em Cassetes Quando o documento utilizado for uma gravação em cassete. os elementos da referência são: Chave: TÍTULO. Número de unidades físicas (duração em minutos) : indicação de som (legenda ou dublagem). E. legendado (leg. Ano. para colorido.). • Cor: deve-se utilizar as abreveaturas p & b para preto e branco ou color. indicação de cor. • Tempo de projeção: deve ser indicado em minutos. VHS NTSC.

Número de slides : indicação de cor. Local : Produtor. São Paulo: NCN: color. Exemplo: MOURA. a utilização deste material é muito comum entre pesquisadores de algumas áreas específicas do conhecimento. Local : Editora. de S. Título. Geografia do Brasil. Trigonometria euclidiana. de S. largura em milímetros. Paleontologia. Quando o documento utilizado for um slide. Slides e Diafilmes Também chamadas de Microformas. 2004. redução de 1. Ano. 5 x 5 cm. I. Ano. I. Microfichas.18 Microfilmes. redução. 35 mm. . Local : Editora. Quando o documento utilizado for uma microficha. Exemplo: MONTEIRO. D. Quando o documento utilizado for um microfilme. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. 3 v. 1 bobina de microfilme. Número de unidades físicas. 2 microfichas.165 7.24. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. São Paulo : LTC. Exemplo: CARVALHO. Título. Título. dimensão em centímetros. Número de unidades físicas. Ano.000. São Paulo : LTC. 2 v.. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. 2003.

S. 2002. Ano. Hidrografia da região nordeste do Brasil. Rio de Janeiro : IBGE. Local : Editora. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (fotógrafo). W. Exemplo: VICENTE. Ano. 500 anos de história da Educação.19 Transparências Quando o documento utilizado for uma transparência. 35 mm. 7. Título. 35 transparências : p & b. Título. Número de unidades físicas (número de fotogramas). Local : Produtor. largura em milímetros. Exemplo: BARBOSA. 7. 1 diafilme (78 fotogramas). dimensões.20 Fotografias Quando o documento utilizado for uma fotografia. Exemplo: . São Paulo : Melhoramentos.166 Quando o documento utilizado for um diafilme. Número de unidades físicas : indicação de cor. 2005. Número de unidades físicas : indicação de cor. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. Título. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. Ano.

Ano. 1 pôster : color. Fotógrafo René Monges. os elementos da referência são: .167 ALMEIDA. 15 x 18 cm.) : p & b. por exemplo). 1 fot. 2001. 7.22 Cartas Quando o documento utilizado for uma carta não publicada. Exemplo: FISIOLOGIA da mão. 1 fot. : color. 2004. 7. 15 x 18 cm. Exemplo: RAFAEL. : p & b. Fotógrafo René Monges. Moisés. . este dado antecederá o número de fotos. 18 x 36 cm. V. os elementos da referência são: Chave: TÍTULO. 1 álbum (50 fot. Se o pesquisador houver utilizado uma coleção de fotografias com suporte físico próprio (álbum. Fotografias de obras de arte terão a referência iniciada pelo nome do autor da obra.21 Pôsteres Quando o documento utilizado for um pôster. Número de unidades físicas : indicação de cor. Belo Horizonte : UFMG. Local : Editora. Dois nobres na corte. Somente então é indicado o nome do fotógrafo e demais dados: Exemplo: MICHELANGELO. 2001. 2004. seguido do título da obra. Estrutura em concreto protendido.

Marilena Almeida Gomes. 17 out. 789 p. Quando o documento utilizado for uma carta publicada. Local (dados complementares da publicação). E. Cartas de Ellen White escritas aos jovens da igreja. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA DA OBRA ONDE A CARTA FOI PUBLICADA (Indicação de responsabilidade do autor) Ementa da carta. Local : Laboratório/Fabricante. Ementa da carta. Mensagens aos jovens. Responsável técnico. mês e ano). data (dia. 2001. Carta ao filho William. São José do Rio Preto : NOVACIL Farmacopédia. Bula. Nota indicativa de bula.168 Chave: AUTORIA DA CARTA. viajando na Suíça. Tatuí : CPB. 1899. Berna. Ano. os elementos da referência são: Chave: NOME COMERCIAL DO MEDICAMENTO: nome genérico. E. Exemplo: SINTROYD: tiroxina. 2002. Título da publicação. Descrição física Exemplo: WHITE. Local. G.23 Bula de Remédio Quando o documento utilizado for uma bula de remédio. G. 2 f. 7. . Exemplo: WHITE.

77-79. Custódia (depositário). de H. 1 disquete 31/2 .) receberão tratamento específico no momento de sua referenciação. periódicos.169 7. D.2 Arquivos Eletrônicos Quando o documento utilizado estiver registrado em um arquivo eletrônico – de dados e textos criados no computador – os elementos da referência são: Chave: AUTORIA DO ARQUIVO.24 Informações e Documentos Eletrônicos São considerados documentos eletrônicos os Arquivos Eletrônicos. Exemplo para Periódico em Disquete: PEREIRA. etc. Indicação de disquete e dimensão do mesmo.1 Disquetes e Similares Quando o documento utilizado estiver registrado em um disquete. os Softwares. Jornalista de Hoje. jan. os disquetes. Local. Exemplo para Livro em Disquete: FURTADO. Programa gerador. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. .24.34. n. as fitas magnéticas e os CD-Roms. mês e ano). 7. etc. periódicos. v. data (dia. Nome do arquivo. 2. . Extensão. relatório. R. Fortaleza. WALMOR. p. As informações oriundas deste tipo de fonte (mesmo quando livros. . 1 disquete 31/2 . 7. Ementa. Descrição física. Saberes e discursos sobre educação especial: uma análise comparativa. São Paulo : EDUSP. 2001. Ética na propaganda. T. 2004. SAMPAIO. Título. E.24. Dados complementares da fonte da informação (livro.).

elaborado para utilização a partir de 2003. 4mm. . 13 out. contendo diferentes tipos de materiais e estejam sendo mantido juntos – por necessidade – os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. 2005. Local : Editor/Produtor.170 Exemplo: CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO/Campus HT. tipo de suporte. Windows Se o documento consultado for um conjunto de softwares. Título e versão. Projects for Windows XP. Windows XP. tipo de suporte. 5 fitas magnéticas DAT 2GB. 3 disquetes 51/4pol. Biblioteca Universitária. Exemplo: MIROSOFT CORPORATION. Local. Chave: AUTORIA DO PROGRAMA. Projeto Pedagógico. 2002. Projeto pedagógico do curso. Nome do programa e versão. Hortolândia. 2002. Curso de Pedagogia. Chicago. 5 disquetes 51/4pol. Conjunto de softwares: 8 disquetes 3 ½ . Exemplo: MIROSOFT CORPORATION. 2005. Descrição física. Notas: indicação dos elementos que compõem o conjunto de softwares. Ano. Ano. Descrição física. Chicago. Nota indicativa sobre aplicação do programa. 2 folhetos e 1 manual.

indica-se em quantos CD-ROM está contido o livro. Ano.24. dimensão. a fonte original da informação e em seguida. Título. 2003. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. Indicação de fita magnética. 2001. Base de Dados e Similares No CD-Rom. dimensão. completa. Local.24. faz-se a indicação da mídia onde está contida a informação. etc. Sermões para todas as ocasiões. Quando o documento utilizado for um CD-ROM.3 Fitas Magnéticas e Similares Quando o documento utilizado for uma fita magnética. indica-se em quantos CD-ROMS está contido o livro. Estudos de fisiologia do movimento dos membros inferiores em humanos na faixa etária de 0 a 10 anos. 24 CD-ROM • Partes de Livros: Faz-se a referência da parte do livro. 4mm. Fita magnética DAT 3GB. . Assim. e ao final. levar-se-á em conta. os elementos da referência variarão conforme o caso: • Livros no todo: Faz-se a referência do livro. Título. E. periódicos. poderão estar registrados livros. Indicação de fita magnética. e ao final.171 7. Chave: AUTORIA. Exemplo: SOCIEDADE BRASILEIRA DE FISIOTERAPIA. que possui grande capacidade para armazenar textos e imagens. Local. 7. Rio de Janeiro. Ano. fragmento. ao referenciar as informações contidas em um CD-ROM. eventos. São Paulo : UNASPRESS. Exemplo: GIROTO.4 CD-Rom. capítulo.

Título. publicações periódicas. Fonte (se for documento também publicado). etc – faz-se a referência conforme o tipo de fonte e em seguida a indicação de CD-ROM. 2004. K. 7. Disponível em: <http://risc. 1 CD-ROM. ano).html> Acesso em: 23 set. para qualquer outra situação – por exemplo: eventos. mês.172 Exemplo: FRANCCESCO.unijui. relatórios.25 Fontes Eletrônicas Online São aquelas disponíveis e acessíveis via protocolos: • E-mail (comunicações pessoais) • http (usado pelo www) • ftp • Gopher • Telnet • Listas de Discussões As informações oriundas deste tipo de fonte têm como elementos da referência: Chave: AUTORIA.tche. do Sul. L. M. A história da arte contemporânea na Europa do século XIX. Rio de Janeiro : McGraw-Hill. Seguindo este raciocínio. In: BUCCO. Estudo do idioma alemão no Brasil: pesquisa da USP nos Estados 2005. História da Arte no Velho Mundo. Exemplo de documento não publicado: XIMENES. .br/~alemao/autodidata. Disponível em: <endereço eletrônico> Acesso em: data (dia.

2005. Anais do Sétimo Encontro Anual de Iniciação Científica do UNASP Campus SP. 2005. U. Disponível em: <http://unasp.. In: ENAIC.br/enaic 7. 2002.usp. 2005. Disponível em: <http://www.html> Acesso em: 01 out. Física para segundo grau.173 Exemplo de documento publicado: FARIA. V.edu. São Paulo. observa-se o seguinte padrão: fazse a referência do documento – do autor/título até a data – e na seqüência a indicação de disponibilidade e acesso. Belo Horizonte : JKL. 7. . 234 p.html> Acesso em: 21 jan.fisica/segundograu. Exemplo para eventos científicos: KONNOR. Para publicações periódicas online. O relacionamento enfermeiro(a) e familiares de pacientes terminais.

desperta o interesse de pesquisadores iniciantes.edu. Para trabalhos em fase de conclusão ou já concluídos. .br O Pôster científico é um veículo de divulgação apropriado em qualquer evento. afins e até mesmo de fomentadores de pesquisa. Bem elaborado. 2005).albuquerque@unasp.174 PÔSTER PARA EVENTOS CIENTÍFICOS Eliethe Xavier de Albuquerque eliethe. Equivoca-se aquele que não vê num Pôster científico oportunidades semelhantes às oferecidas por mídias como a TV e a Internet (ALBUQUERQUE.

objetiva-se que seja exposto em algum lugar ou em algum evento. As opções para a efetivação desta divulgação podem ser as conhecidas monografias. Se a opção de divulgação for o pôster. instruções e normas que condicionam tal participação. chegando-se às considerações finais. Em geral. chega-se também ao momento de registrar. ou ainda um artigo científico. o primeiro passo nesta direção será “pensar” o pôster! A função do pôster é apresentar dados relevantes de uma pesquisa. um resumo. o trabalho. qualidade de conteúdo e de forma! A partir desta perspectiva. a fim de que o mesmo seja divulgado entre as comunidades científica e acadêmica. um pôster – chamado por alguns de banner. redigir. as oportunidades para divulgação determinarão de quantas destas opções o pesquisador se utilizará para comunicar e divulgar o seu trabalho. É importante lembrar que o trabalho poderá ser divulgado em mais de uma forma. se as oportunidades assim permitirem.1 Ler as Instruções Quando se elabora um pôster. um paper. concomitantemente. 8. e para a sociedade.175 8 PÔSTER CIENTÍFICO Concluído o trabalho de pesquisa propriamente dito. de forma sintetizada. o ato de pesquisar. Esta síntese deverá ser construída de tal forma que desperte a atenção das pessoas que poderão ser beneficiadas com o novo conhecimento em divulgação. Isto implica qualidade. juntamente com a oportunidade de participação. disponibilizam. elas informam sobre: . Os coordenadores responsáveis pelo evento ou central de exposições. Em geral. dissertações ou teses – a depender do tipo de trabalho desenvolvido. serão apresentados a seguir alguns parâmetros a serem considerados na elaboração de um Pôster Científico.

metodologia. geralmente variam entre 60cm X 80cm a 1. 8. isto garantirá ao interessado elaborar o seu pôster em material adequado às condições locais.1.1 Conteúdo O que se espera do pôster em termos de conteúdo é muito semelhante às expectativas para os demais meios de divulgação de pesquisas acadêmicas: Introdução. o pesquisador deverá investigar este detalhe. Um pesquisador prevenido garantirá que o seu trabalho esteja afixado desde os primeiros momentos da exposição. justificativas.4 Fixação O local e as condições infra-estruturais definirão o tipo de fixação que o pôster exigirá: prego. evitando assim. Caso isto não ocorra. dados coletados.2 Tamanho As dimensões do pôster são divulgadas.1. análise e discussão dos dados. É fundamental estar atento a esta informação e respeitá-la para evitar dificuldades no momento da exposição. considerações finais e referências bibliográficas. .176 8. taxinhas. 8.1.50m.1.3 Local As equipes experientes informam aos interessados o local onde o pôster será exposto e quais são as condições destes locais. fitas adesivas. dificuldades no momento da exposição. 8. objetivos. considerando-se o espaço disponível para cada participante.20m X 1. etc.

5 Horário É fundamental estar atento a este detalhe. 8. Este cuidado é exigido tanto para a fixação quanto para a retirada.6 Evite os excessos de informação Mesmo o pesquisador experiente pode ter alguma dificuldade para “pinçar” do conteúdo de sua pesquisa. por parte dos “aficionados” pela temática trabalhada.. de modo a apresentar sob a forma de pôster. os resultados de seu trabalho. tabelas. 8.1.. especialmente quando houver mais de uma sessão de exposição. os elementos extremamente relevantes.).1.. caso contrário. o envolvimento faz com que considere cada detalhe significativo. a estrutura básica do conteúdo será a mesma – partindo da introdução e chegando às considerações finais ou conclusão.8 Utilize-se dos elementos básicos O Pôster será composto de TEXTOS.1. 8. Todavia. o pesquisador poderá afastar o seu público em potencial. .7 Respeite a estrutura básica dos trabalhos científicos Não importa a forma da divulgação. Atenção a este item evitará perdas de tempo e até mesmo o furto do pôster. diagramas.177 8. estatísticas.) e IMAGENS (desenhos. é fundamental que o pôster não contenha excesso de informações.. fotos. ilustrações.1. ao invés de conquistá-lo e prender a sua atenção. Afinal. DADOS (gráficos.

o essencial é indispensável! .1.br 8. Autor(es). endereço para cont@to.edu.9 Elementos de identificação As primeiras informações expostas no Pôster serão: O TÍTULO DO TRABALHO (todo em caixa alta).1 Quantidade de conteúdo Nem muito nem pouco.2 Texto Sobre o texto.silvio@netcom. considera-se: 8.178 8. Instituição de Origem.2. Orientador. de Pedagogia Centro Universitário Adventista de São Paulo alsouza@hotmail.com Silvio Almeida Júnior (Orientador) Docente no Centro Universitário Adventista de São Paulo – Disciplina: Informática aplicada almeidajúnior. Exemplo: EDUCAÇÃO DIGITAL INCLUSIVA Antonia Lima Souza Aluna do 3º sem.

Textos com alinhamento centralizados ou justificados devem ser evitados. Além disto. Compare os exemplos a seguir: ..2. acadêmica e cidadã. leves.3 Destaque especial Na exposição do conteúdo.2 Presença dos elementos básicos Já referidos anteriormente. devem estar expostos de forma sucinta. “descansa a vista” do leitor. conforme a localização do texto no pôster). desde que se indique onde o interessado poder conferi-las.2.2. Exemplo: Referências Bibliográficas: Ver alsouza@hotmail.4 Referências Devem ser indicadas e com o devido destaque. todavia.com. pesados. pode-se fazê-lo.. as Considerações Finais merecem destaque em relação ao restante do texto. o texto disposto em colunas. elas são “o presente” do pesquisador para as comunidades científica. quando em posição vertical (após a fixação do pôster no local de exposição). pois dificultam a leitura. 8. 8. se na exposição for necessário optar entre estas e outros conteúdos do texto. pois pode afastar ou atrair os possíveis interessados na temática pesquisada.5 Diagramação Este é um fator de grande importância.179 8. mas com clareza.2. 8. Ao invés de textos corridos. sempre com alinhamento lateral (à esquerda ou à direita. eles devem ser distribuídos em colunas.

Neste caso. nunca deve ser colocada sob o texto. com traços retos. se a figura for colocada em resolução normal. o texto deve vir à margem da figura. mas é preciso respeitar alguns parâmetros: • Figuras de Fundo – Podem ser utilizadas. Qkdjaksj kdjaklsjdj askldjklas jdkljaskld jklasjdlaj dkljalsjlas jk. .mlçdka çsdkçlsdçksdlçkslçdkçs dkçlskdçksdlçksdçlkçsd kçlskdlçkasdçlksçdksç.180 Maksdkadkçalskd lçksdlçkaksdçlkaslçdkaç sdkalçsdklçaskdloaspdo pasodpospdoasdjksdkljl çksjdklsjdkljsdlj. Evitem-se fontes artísticas ou rebuscadas.6 Cuidado com as Fontes O texto deve ser redigido utilizando-se fontes (modelos de letras) simples. à esquerda ou à direita.2. Nalskdlç ksdlçka ksdçAlk aslçdkaç sdkalçsd klçuonii ooiooiioi ask. Mofkçsld kfkslçdfk çskfpopoo pppdasid opaispdas çsdsdkak dçak. Century. Quanto ao tamanho. preferencialmente elas devem aparecer sob a forma de “marca d´agua”. Recomenda-se usar o mesmo tipo de fonte em todo o conteúdo do pôster. há ainda a opção de vir acima ou abaixo. Times New Roman (TNR).7 Uso de Ilustrações É importante e necessário.2. Exemplo: Mfklsdfkljsdfj askldjfklasjdfk lsdjfkljasdklfjs ldkfjlskadjflka sdjflkjasdklfjsl adkfjklsdjfklja sdklfjasldfkjas ldkfjk. etc. O texto em CAIXA ALTA – tudo em maiúsculas – deve ser utilizado apenas para títulos. 8. desde que não prejudiquem a leitura do texto. o texto de conteúdo deve ser redigido com fonte em tamanho 25. no mínimo. 8. tipo: Arial. Maksdk adkçals kdlçksdl çkaksdçl kaslçdk açsdkalç sdklçask dl.

181 • Cuidados com a Resolução – É comum encontrar trabalhos com baixa qualidade na resolução de textos ou ilustrações, por variados motivos: “o cartucho acabou bem na hora...” “a impressora deu defeito...” “Tenho dificuldades para usar o computador...”. Todavia este tipo de justificativa não é aceito; apenas demonstra que o pesquisador foi relapso neste sentido. • Não usar ilustrações do CLIPARTS – As ilustrações oferecidas por estes recursos têm a finalidade de facilitar o dia a dia das empresas, e não são adequadas para ilustrar trabalhos científicos. Para estes, além das tabelas e gráficos, podem ser utilizadas fotografias ou desenhos personalizados (elaborados especialmente para ilustrar aquele trabalho).

8.3

Composição artística
A divulgação do trabalho científico objetiva, inclusive, atrair aliados à

pesquisa, e deve utilizar dos melhores recursos disponíveis para tal. Entre estes recursos, os da composição artística. Mesmo na mais livre composição artística, existe princípios que devem ser observados, a fim de que a arte também comunique. São eles:

8.3.1 Alinhamento
Sobre este item, em vários dos tópicos anteriores já existem orientações e referências indicativas de uso.

8.3.2 Simetria e Equilíbrio
Os conteúdos expostos no pôster – texto e imagens – devem obedecer aos princípios da harmonia simétrica, ou seja, um lado não deve ter mais conteúdo que o outro.

182

8.3.3 Ordem
Os conteúdos devem ser apresentados na ordem estabelecida para os elementos básicos – introdução, objetivos, justificativas, metodologia, dados coletados, análise e discussão dos dados, considerações finais, referências bibliográficas.

8.3.4 Oposição e Contraste
São princípios que auxiliam na percepção dos detalhes. branco; figuras claras sobre fundo escuro e vice versa. Tanto para

ilustrações quanto para textos. Por exemplo: Texto na cor preta, em fundo

8.3.5 Simplicidade
Os excessos de toda natureza são dispensáveis! Muita ilustração, muita informação, muito colorido, falta de colorido, pouco texto, muito texto... esses extremos provocam o desinteresse do possível interessado na temática da pesquisa apresentada sob a forma de pôster. A simplicidade é elegante, e sempre bem vinda em qualquer situação que envolva a ciência.

8.4

Dicas Tecnológicas
Para elaborar o pôster, os programas mais apropriados são:

PowerPoint, CorelDraw, PhotoShop, Ilustrator, FreeHand. Sabendo utilizálos, os resultados são sempre gratificantes! Mas, cuidado: o que se vê na tela do computador não é, necessariamente, igual ao que se verá impresso. Devese testar a impressão com antecedência. É recomendável ter sempre à mão uma cópia do pôster, para servir-se dela em caso de emergência.

8.5

Divulgação Eletrônica
Se pretender divulgar o Pôster na Rede deve-se utilizar o padrão:

183 • Formato: jpg • Largura: 600x900 pixels • Resolução: 72 dpi

8.6

Vale Lembrar
Não se deve deixar para elaborar o pôster na última hora; “deixar

descansar a massa do pão possibilita maciez e rendimento.” Recomenda-se deixar o pôster “descansar” um ou dois dias, antes de ser impresso. credibilidade. Os erros mais freqüentes em posters são: • Dificuldade de ler o pôster a uma distância de 1,20m ou mais porque a fonte ficou pequena (menor que 25); • Excesso de informações; • Objetivos e conclusões não destacadas. A recomendação da American Gastroenterological Association (AGA) é: Cabeçalho: Cabeçalho deve empregar no mínimo fonte 150 pontos (33 mm), indicando o título do trabalho, autor(es) e instituição. Texto: Letras do texto devem empregar fonte com 36 pontos (10mm). Destaque as seções: Numerar ou destacar cada seção para guiar o leitor do pôster. O uso de cores é um método efetivo de separar as seções e garantir um impacto visual. Mas, é importante verificar se a combinação de cores não prejudica a leitura. Desenvolvimento: O pôster deverá incluir 3 a 5 breves sentenças destacando as informações necessárias para compreender a pesquisa e porque foi feita. As questões da pesquisa ou as hipóteses de trabalho a serem testadas devem ser clara e sucintamente apresentadas. Isto possibilita a correção dos “erros invisíveis” garantindo a qualidade – irmã da

Assim. Usar legenda para símbolos. Recomenda-se ao pesquisador. APOIO DO ORIENTADOR! Dedicação é a palavra de ordem. de uma PESQUISA BEM REALIZADA. Gráficos: Resultados apresentados sob a forma de gráficos são muito mais efetivos do que blocos de texto. Como foi dito a princípio. apresentando apenas detalhes de novos métodos ou modificações de métodos já utilizados. (Muitos leitores lêem isso primeiro. e incluía a interpretação dos resultados abaixo de cada gráfico. especialmente o iniciante. as conclusões devem ser facilmente identificadas e compreendidas). gastar tempo E em todo o processo. LENDO SOBRE O TEMA escolhido. o pôster é apenas uma conseqüência possível. BUSCAR O . Conclusões: Apresentar as conclusões sucintamente. em fonte maior.184 Metodologia: Destacar brevemente a metodologia.

etc. índice. metal. e todas as formas pelas quais os eruditos têm procurado reunir..] bibliografia é um registro de documentos. que venham a servir como fonte para consulta. inventário. a atividade que ela designa remonta à antiguidade: catálogo.) sobre determinado assunto ou de determinado autor. inventários. escritos. papiro.. à informação mais completa (BIBLIOGRAFIA. papel.185 BIBLIOGRAFIA [. A primeira bibliografia publicada data de 1494 (Liber de scriptoribus ecclesiasticis). 2006). impressos ou quaisquer gravações em variados meios (madeira. repertório. argila. . livros. Embora a palavra bibliografia só tenha surgido em 1633. sobre um assunto ou dentro de uma disciplina.

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