Construindo Monografias e TCC’S

Elias Ferreira Porto Eliethe Xavier de Albuquerque Everson Mückenberger Kátia Corina Vieira Leonardo Tavares Martins Oswalcir A. de Azevedo Paulo Gomes Lima

UNASP 2006

UNASP

CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO

ADMINISTRAÇÃO DA ENTIDADE MANTENEDORA
Presidente: Domingos José de Souza Tesoureiro: Élnio Álvares de Freitas Secretário: Edson Rosa

ADMINISTRAÇÃO GERAL DO UNASP
Reitor: Euler Pereira Bahia Pró-Reitora: Thalita Regina Garcia da Silva Pró-Reitor Administrativo: Élnio Álvares de Freitas Secretário Geral: Paulo César de Azevedo Pró-Reitor do Campus SP: André Marcos Pasini Pró-Reitor do Campus EC: José Paulo Martini Pró-Reitor do Campus HT: Alacy M. Barbosa

PRODUÇÃO EDITORIAL
Comissão de Pesquisa: Ausberto Silvério Castro Vera Célia Barbosa P. dos Santos Elias Ferreira Porto Eliethe Xavier de Albuquerque Everson Mückenberger Oswalcir A. de Azevedo Paulo Gomes de Lima Wanderley Dorneles da Silva Capa: Geyvison Souto Projeto Gráfico e Diagramação: Fábio Borba Revisão: Elias F. Porto, Eliethe X. Albuquerque, Leonardo T. Martins Edição: Dezembro 2006

001.42 C775

Construindo monografias & TCC´s / Elias Ferreira Porto et al. – São Paulo UNASP SP, 2006. vi, 194 p. : il.

Referências e Tabelas.

1. Pesquisa – Metodologia 2. Pesquisa – Projetos 3. Trabalhos científicos – Normas 4. Trabalhos científicos – Redação 5. Trabalhos científicos – Técnicas I. Porto, Elias Ferreira. II. Albuquerque, Eliethe Xavier de. III. Mückenberger, Everson. IV. Vieira, Kátia Corina. V. Martins, Leonardo Tavares. VI. Azevedo, Oswalcir A. de. VI. Lima, Paulo Gomes. VII. Título.
Dados de Catalogação AACR2 2ª. ed. e Classificação CDD 22ª ed. Realizado pelo Departamento de Bibliotecas do UNASP Campus SP Bibliotecária responsável: Eliethe Xavier de Albuquerque

“O processo do conhecimento da investigação epistemológica deve ser caracterizado pelo desvelamento do objeto, não de forma fragmentária e/ou fragmentada, como se numa perspectiva unilateral as respostas ao problema suscitado se mostrassem suficientemente contempladas; muito pelo contrário. Esse toma como sustentação maior a totalidade do objeto, escrutinando os domínios conceituais e metodológicos que, desvelando a abrangência contextual da problemática levantada, possibilita tanto a explicação, a descrição, a compreensão, como também encaminhamentos recorrentes como críticas ou contribuições alternativas a uma dada realidade” (LIMA, 1986, p.262).

O capítulo VI trata da normalização para uso de citações. como se segue. comunicação e rigorosidade científica. visto que a dimensão metodológica é muito ampla. Dessa forma. No capítulo II estão descritos os passos necessários à divulgação da investigação científica através de resumos e resenhas. O objetivo dos autores desses capítulos e da Comissão de Pesquisa do UNASP é dar a você o apoio necessário para ingressar nesta fantástica aventura que é a investigação e a descoberta de novos conhecimentos ! Bom trabalho ! . e no sétimo capítulo estão descritos e exemplificados os diversos tipos de referências de documentos que dão suporte teórico à pesquisa. O capítulo I enfatiza os princípios básicos da pesquisa científica a partir de três aspectos: compromisso. portanto. No capítulo IV são apresentados os principais elementos a compor um projeto de pesquisa. de acordo com a NBR 6023. foram reunidos em oito capítulos os elementos considerados imprescindíveis à construção da produção científica. enquanto que o quinto capítulo descreve os passos fundamentais na elaboração de uma monografia. seleção dos pontos principais que auxiliem o trabalho do pesquisador. O terceiro capítulo trata das questões éticas que envolvem e norteiam a pesquisa científica. nunca é tarefa acabada. requerendo.4 APRESENTAÇÃO A produção de um manual que contemple os elementos metodológicos da pesquisa científica. conforme a NBR10520 da ABNT. No oitavo capítulo estão arrolados os itens básicos e as iniciativas indispensáveis à elaboração do pôster científico. embora materializada.

edu.gomes@unasp.5 PRINCÍPIOS BÁSICOS DA PESQUISA CIENTÍFICA Paulo Gomes de Lima paulo. à procura de compreensão da realidade que o envolve e com a qual está interagindo (VON ZUBEN. 15). 1995. p. .br É razoável pensar-se que a ciência pode tornar-se meio de libertação se for sustentada por uma teoria filosófica que tente compreender o significado da atividade científica como empreendimento de um ser pensante criativo.

até a redação e divulgação dos resultados da investigação. provocar mudanças na sociedade e mesmo contribuir para o desenvolvimento do país. Os conceitos divulgados podem orientar novas pesquisas.6 1 PESQUISA CIENTÍFICA A pesquisa científica é uma contribuição que o pesquisador oferece ao universo do conhecimento. 1. Na escolha do tema. não se esgota no cumprimento de um requisito acadêmico. O tema pode ser encontrado dentro do conjunto de interesses e dos conhecimentos imediatos acumulados pelo pesquisador. primeiro deve-se identificar o campo de estudo. 1. antes da construção da pesquisa o pesquisador precisa estar atendo aos princípios fundamentais considerados neste capítulo. Dessa forma. a seleção e a leitura das fontes documentais. atribui à pesquisa um papel elevado.1. a área do conhecimento e o tema propriamente dito. em sua construção. a sistematização da vida de estudos. A posterior divulgação das descobertas e das idéias defendidas.1 Sobre a Definição da Área de Estudo e a Escolha do Tema A seleção do tema de estudo depende da preferência. Tais princípios envolvem tanto o comprometimento do pesquisador com a qualidade e fidedignidade da pesquisa quanto a forma de comunicação da mesma.1 Princípio do Compromisso A importância dos vários tipos de pesquisa científica. princípios e normas técnicas que estruturem o grau de sua confiabilidade. A partir desses elementos é que será . desde a escolha do tema. desde uma monografia até uma tese. Assim. Reconhecendo-se tal importância. o princípio do compromisso deve conduzir o pesquisador. seja perante a banca examinadora ou por meio da publicação de um livro. é preciso ter como fio condutor. da disponibilidade e das inclinações do pesquisador.

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feita a proposta do problema a ser pesquisado, bem como a abordagem a ser desenvolvida. Exemplos: Campo de estudo: Psicologia Área do conhecimento: O inconsciente individual Tema: O inconsciente e o processo de tomada de decisões Problema: Em que consiste a influência do inconsciente na tomada de decisões? Campo de estudo: Administração Área do conhecimento: Recursos Humanos Tema: Critérios éticos e contratação de pessoal Problema: Por que critérios éticos estão sendo utilizados atualmente na seleção de pessoal no mundo corporativo? O tema deve ser escolhido partindo-se sempre do geral para o específico. Quanto mais objetiva e delimitadamente o pesquisador define seu tema, mais facilidade vai ter, no decorrer da pesquisa, para organizar e expandir a abordagem sem perder o foco proposto. Assuntos sobre os quais pouco se tem escrito ou que ainda se mostram duvidosos podem se constituir em terreno movediço para o pesquisador médio ou principiante. Uma escolha mais acertada do tema pode resultar de consulta prévia a diversos autores, numa área específica. Nessa consulta, o estudante pode identificar brechas, que ele eventualmente venha a preencher. Salomon (1991) enumera algumas fontes de inspiração e de sugestão para a escolha de temas de pesquisa, entre elas a observação, reflexão, senso comum, experiência pessoal, seminários e controvérsias. A observação direta e minuciosa dos fatos e dos comportamentos sociais conduz a problemas potenciais, cuja pesquisa certamente apresentará resultados práticos. Por sua vez, a reflexão permite ao pensamento perscrutar o mundo sensível e a realidade interior, de onde podem emergir temas originais. Salomon destaca ainda que, importantes pesquisas podem ainda ser oriundas da experiência pessoal, uma vez que cada pessoa tem comportamentos e maneiras próprias de reagir às situações concretas da vida.

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Definido o tema de estudo, passa-se em seguida à elaboração de uma estrutura provisória a ser seguida durante a pesquisa. Essa estruturação provisória, bem como a definitiva, deve levar em conta a questão da interdisciplinaridade. O mundo globalizado requer do pesquisador a habilidade de interligar diferentes áreas de estudo, em torno da área principal escolhida. Morin (2000, p. 14), afirma que os desenvolvimentos próprios de nossa era planetária nos confrontam, inevitavelmente e com mais e mais freqüência, com “os desafios da complexidade”. Segundo ele os diferentes componentes da sociedade (fator econômico, político, sociológico, psicológico, afetivo, mitológico) são inseparáveis e “existe um tecido interdependente, interativo e inter-retroativo entre as partes e o todo, o todo e as partes”. Para Morin, a política da especialização, que leva o pesquisador a se fixar numa área cada vez mais restrita, não se mantém no mundo globalizado. Considerando essa realidade, disciplinas como psicologia, filosofia, história, antropologia ou religião devem ser incluídas numa pesquisa voltada para a área de administração, economia, gastronomia, saúde, comunicação ou pedagogia, dentre outras. A pesquisa interdisciplinar parte do pressuposto de que o ser humano é um todo interligado, bem como a sociedade e as ciências.

1.1.2 Sobre a Seleção de Fontes Técnico-Científicas Necessárias
A revolução industrial possibilitou tornar a cultura uma mercadoria a ser produzida, vendida e consumida. Assim, o mercado editorial, em todo o mundo, oferece uma multiplicidade de obras, cabendo ao leitor inteligente exercer senso crítico e seletivo a fim de que seu programa de pesquisa tenha rendimento e eficácia. Há inúmeras leituras sem proveito, tanto para um leitor comum quanto para o pesquisador. É preciso, portanto, realizar uma criteriosa seleção das obras. Pode-se começar essa seleção levando-se em conta: • a qualificação do autor e o tipo de abordagem que faz de seu tema; • o sumário da obra; nele o pesquisador deve analisar se os itens relacionados são claros e se podem contribuir significativamente para o andamento coerente da pesquisa eleita;

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• nenhuma obra deve ser selecionada sem que se leve em conta ainda a bibliografia citada. É certo que bons livros já foram publicados sem fontes de consulta, mas a regra geral é que o valor de um trabalho está relacionado diretamente com as fontes utilizadas; • a apresentação da obra ou do autor, constante das orelhas, da quarta capa, da introdução ou do prefácio pode se constituir em elemento importante no processo de seleção de fontes; • outros quesitos de seleção podem ser ainda o padrão e o reconhecimento de que goza a editora que publica o material, o número de edições já lançadas e a data de produção da obra. As edições mais recentes ou revisadas devem ser preferidas às mais antigas; • o pesquisador deve ampliar suas fontes, para além dos limites do livro. Dicionários e enciclopédias são consultas básicas para qualquer pesquisa. Há dicionários das mais variadas áreas ou ciências, como psicologia, teologia, filosofia, sociologia, música, história, etc., sendo indispensável a menção aos mesmos segundo a área pesquisada; além dessas fontes, o pesquisador deve utilizar revistas e jornais, que oferecem uma abordagem de temas variados muito próxima do cotidiano. Seminários, palestras, aulas e debates podem também se constituir numa fonte fecunda de idéias; • é preciso ainda que o pesquisador esteja atento à realidade que se desdobra ante seus olhos no dia-a-dia. Muitas conclusões ou descobertas históricas aconteceram em momentos inesperados, sendo captadas por observadores atentos. A pesquisa científica requer também uma observação ou análise mais detida da realidade, na pesquisa de campo ou num laboratório. O campo da análise pode ser uma sala de aula, uma empresa, uma cidade, uma região geográfica ou uma faixa etária, dentre outros. Pode também ser uma seleção de documentos, atas, relatórios, boletins, fotografias, reportagens ou entrevistas. O campo escolhido deve ser analisado segundo parâmetros estabelecidos na introdução da pesquisa. Há pesquisa bibliográfica e pesquisa documental, estando esta última focada primordialmente na análise do campo definido para estudo, não dispensando, porém, o embasamento teórico ou bibliográfico.

Uma leitura proveitosa jamais dispensará o ato de sublinhar. acompanhada de anotações. Medeiros (1991) pontua que a leitura exige análise. ou sinapses. análise e síntese dos conteúdos lidos que a mente estabelece ligações entre as novas idéias e aquelas já armazenadas seja por meio da visão. preguiça.10 1. além de concentração. O pesquisador que deseja entrar no mundo do conhecimento e dar sua contribuição deve primeiro ser atento e observador. Essa limitação. A leitura.3 Sobre o Ato de Ler Estudantes de todas as áreas de conhecimento apresentam uma evidente dificuldade de expressar-se com clareza e objetividade através da escrita. é decisivo para a produção de um trabalho científico. audição. A leitura constante e seguida dessas práticas pode provocar o desencadeamento de muitas idéias proveitosas para a pesquisa que se pretenda desenvolver. está diretamente relacionada com a dificuldade de leitura. constância. reflexão. são indispensáveis à criatividade e ao ordenamento das idéias. Só se deve sublinhar. do tato ou por leituras anteriores. síntese. Tópicos muito importantes podem ser sublinhados com duas linhas. Setas ou traços verticais à margem também servem para destacar pontos mais relevantes do . capaz até de impedir a produção de um trabalho científico. porém. a fim de que sejam destacadas as palavras ou frases-chave da leitura. como fartamente indicada pela maioria dos professores de todos os níveis de ensino. Trechos obscuros podem ser indicados com um ponto de interrogação à margem. pesquisa a dicionários. facilitam a tomada de notas e o resumo das idéias do autor. É durante a reflexão. rejeição à passividade e também ao excessivo espírito crítico. resumos e tomada de posição. Os textos sublinhados podem ser consultados mais rapidamente. não é aquela voltada para o entretenimento do leitor. amplia os conhecimentos. melhora o vocabulário e ajuda a sistematizar as idéias na hora de redigir. um texto após compreendê-lo bem. Uma leitura contínua e consciente aperfeiçoa o estilo literário. porém. Essas ligações. portanto. É leitura pausada. deslealdade ou distorção das idéias lidas. aplicação do conteúdo.1. Ler fontes cuidadosamente selecionadas e compreensivelmente. que aperfeiçoa e enriquece.

Isso inclui. alguns tipos de leitura se fazem necessários. entender e criticar idéias. É preciso considerar ainda que. Sem ela não é possível dominar. e inclui o ato de ler. leitura scanning: é também rápida e superficial. para que. . reler. segundo a finalidade com que se lê. • leitura de pesquisa: a leitura de pesquisa requer mais tempo. num segundo momento. iluminado e. Mas. espaço tranqüilo. proporcionando seleção e domínio dos conteúdos. Os tipos de leitura podem ser classificados em quatro categorias principais conforme Medeiros (1991): • • leitura de reconhecimento: é muito útil quando se quer ter uma visão geral da obra. divergências e contribuições originais sobre o problema em foco. analisado e criticado separada e atentamente num primeiro momento. Como nossa cultura é permeada de ruídos e de exposição de imagens que concorrem a nossa atenção. reflexão. durante o processo de leitura. avaliação e comparação. • leitura crítica: requer concentração.11 texto. No momento de redigir o texto da pesquisa é conveniente ter à mão os livros e textos consultados. perceba-se as convergências. seu trabalho ainda se torna mais produtivo se conseguir selecionar autores de diferentes tendências e lê-los um de cada vez. é preciso criar condições que favoreçam a concentração. ao se estabelecer relação entre autores com diferentes linhas de pensamento. O uso de uma só das margens para todos os sinais torna a anotação mais organizada. anotar e resumir. no processo de execução de uma pesquisa científica. com ausência de ruídos. e resulta em armazenamento de informações. além das anotações colhidas. o trabalho pode ser mais produtivo quando se lê um documento após o outro. buscando a sistematização interdisciplinar de forma lógica e organizada. Cada autor deve ser lido. Sendo possível ao pesquisador. identificar a linha de argumentação do autor e suas tendências. Um fator indispensável para a leitura produtiva é a concentração. sendo útil para se encontrar uma citação desejada ou certo tópico da obra de pesquisa e crítica. entre outras coisas. arejado. principalmente. por grupos afins.

amadurecimento. fatalmente compromete a conclusão da pesquisa. desenvolvimento e ponto de chegada (resultados). o desenvolvimento de hábitos de pesquisa e a freqüência a ambientes e eventos acadêmicos. com prazos previamente estabelecidos. O método de execução de um trabalho científico deve também ser programado. Um cronograma com limites elásticos ou freqüentemente flexibilizados. Inclui também a formação de uma biblioteca particular segundo a área da graduação escolhida e atuação profissional. É preciso abrir espaço para discussão do assunto em sala de aula. Deve-se notar. durante a redação podem ficar evidentes certas brechas na pesquisa.1. Alguns afirmam que a redação só deveria ser iniciada após feita toda a pesquisa. A leitura é só o início do processo de construção das idéias. com amigos e mesmo em casa. O pesquisador precisa delimitar seu tema e estabelecer. o contato com o tema escolhido não deve se limitar à discussão mental durante a leitura. também é necessário estabelecer um cronograma de atividades. entretanto. surgem idéias que não podem ficar sem registro imediato. A pesquisa científica tem períodos de concepção. de início. Por outro lado. Feito isso. que durante a leitura e investigação das fontes. Além disso.4 Sobre o Ato Intencional de Sistematizar a Vida de Estudos No processo de produção de uma pesquisa científica. mesmo que não acabado. O aluno recémsaído do curso médio deve se conscientizar de que a vida de estudos num curso superior e a produção de uma pesquisa científica requerem seu envolvimento além dos limites da escola e da sala de aula. para que um programa de estudos e pesquisa se torne efetivo é indispensável também que se defina claramente o objetivo a ser alcançado. Outros entendem ser produtivo redigir durante todo o processo. não sendo poucos os que já viram seus créditos serem invalidados pelo retardamento de sua conclusão. com a família.12 1. Cabe ao pesquisador identificar a prática mais adequada a seu caso ou acordar com o seu orientador a sistematização que mais se adequa ao seu perfil. sua meta. . o que requer seleção de novas fontes e mais consultas. A expansão da prática de estudo e a discussão de idéias é algo mais particular dos cursos superiores e de programas de pós-graduação.

O pesquisador deve ser a pessoa mais interessada na divulgação da sua produção. na capacidade de comunicar a descoberta de forma clara e eficiente. não um mero relatório ou um amontoado de termos técnicos e idéias acadêmicas. Feitosa (1995) estabelece cinco motivos principais para que o pesquisador se empenhe na comunicação eficaz de suas descobertas: • a comunicação da ciência é indispensável ao desenvolvimento de um país. acessível ao seu público alvo. Um texto objetivo e coerente. o que é grave equívoco. como objetividade. Só então seu esforço poderá se constituir numa contribuição permanente à comunidade acadêmica e à sociedade. Esses princípios estarão presentes no ato de escrever.2 Princípio da Comunicação O trabalho do pesquisador não termina com a conclusão da pesquisa ou com a comunicação oral desta. entre outros. Nesse caso. Realizada a pesquisa. O emissor da mensagem (pesquisador) deve comunicar suas idéias de maneira que esta possa alcançar o receptor na condição em que se encontra. a redação do material deve obedecer a princípios básicos da comunicação. antes de se começar a redigir e dar forma às informações obtidas na pesquisa é indispensável demorada e atenta reflexão. 1. mas com a redação e publicação de suas idéias e descobertas. Sendo assim. deverá investir tempo e esforço na construção de um texto lúcido. uma contribuição literária capaz de transmitir eficazmente as idéias do emissor (pesquisador) ao receptor (leitor). clareza e coerência. tendo que organizar simultaneamente um conteúdo imenso e variado. o passo seguinte é a redação e divulgação do material. Assim sendo. que certamente será mais eficaz seguindo-se alguns critérios ou princípios. De qualquer forma. Algumas pessoas consideram que o leitor é que deve empreender esforço a fim de conseguir acesso e compreensão ao conteúdo de uma pesquisa acadêmica. . o trabalho pode ser facilitado ao se redigir trechos na medida em que o conteúdo de cada capítulo ou seção esteja mais ou menos definido. Isto significa que o leitor depende do autor para bem entender e absorver as informações transmitidas.13 Há pessoas que se sentem confusas quando começam a redigir o trabalho.

1 Objetividade Quanto mais direta e claramente a mensagem for transmitida mais chance terá de alcançar o seu objetivo. Karam apud Pereira Junior (2000) enfatiza que na Antigüidade. conceito ou idéia. recomendação ou sugestão. Quando essa descoberta está clara na mente do pesquisador é hora de começar a narrativa. Cícero considerava que para um texto literário ser considerado apropriado. o primeiro passo a ser dado para se chegar à comunicação bem-sucedida é a caracterização do receptor. Onde? (lócus).14 • • • • a sociedade democrática exige a ampla divulgação dos feitos e inovações que afetam o seu dia-a-dia. Dentre os vários princípios da comunicação eficaz destacamos três. A objetividade de um texto resulta da resposta às questões básicas com que se procura conhecer determinado fato ou fenômeno. deveria responder a algumas indagações que iriam ou não atestar a sua validade. a primeira informação a ser dada num texto científico é a novidade. Algo que foi criado. As perguntas eram e ainda são: Quem? (persona). uma peça. o historiador Marco Túlio Cícero. 1. finalizado. a clareza e a coerência.18. p. equipamento. Quando? (tempus) e Por quê? (causa). cientistas e pesquisadores ocupam obrigatoriamente o lugar de emissores no processo de comunicação da ciência. O quê? (factum). Para a autora. 35) propõe que as questões básicas da narrativa científica são necessariamente: Qual a novidade?. pela pesquisa realizada.2. construído. Como? e E agora?. a objetividade. Por quê?. a eficácia da comunicação depende primordialmente da empatia que o emissor consegue estabelecer com o seu receptor. Portanto. Dito de outra forma. provado. Como? (modus). . já havia identificado essa questão como um dos elementos-chave para qualquer tipo de texto. supervisionado. a novidade pode ser um método. como tripé que sustenta a pesquisa científica. Feitosa (1995. testado. a descoberta que se alcançou.

Isso ocorre especialmente em pesquisas nas áreas humanísticas. Isso se faz respondendo à pergunta E agora?. Por exemplo: Em vez de se dizer que determinado modelo de computador é muito mais veloz. oferecendo fundamentos e provas ao leitor. o autor . Procurando responder à questão Como?. o autor mostra os meios que utilizou ou como procedeu a fim de chegar àquela descoberta. Ao responder à questão Por quê?. Em seguida. A frase “a televisão prejudica grandemente a formação moral das crianças” se tornaria mais objetiva se fosse escrita assim: “a televisão brasileira mostrou. A objetividade se evidencia também com a utilização de dados e informações concretas em lugar do uso de adjetivos ou linguagem apaixonada. cabe finalmente dar as implicações ou desdobramentos da descoberta ou idéia.15 O Por quê?. 25 de sexo e nenhuma cena de diálogo educativo entre pais e filhos”. quando se trata temas políticos e sociais. deve-se informar que ele processa as informações 30 ou 40 vezes mais rapidamente que os modelos x e y. tem que ver com a coerência e a lógica da idéia ou descoberta apresentada.2 Clareza A clareza do texto resulta do domínio das idéias por parte do autor e do uso adequado da língua. 1. O pesquisador objetivo e comprometido com a verdade não permitirá que seus sentimentos interfiram na formulação de julgamentos. no período de janeiro a junho de 2002. Seguindo-se esse roteiro é possível dar objetividade e concisão à narrativa científica. O envolvimento sentimental do pesquisador também pode comprometer a objetividade do texto. que acrescenta qualidade informativa ao texto. A fim de expressar-se com clareza. por sua vez.2. O texto é tão claro na apresentação do objeto de pesquisa tanto quanto forem claras as idéias na mente do autor. uma média diária de 40 cenas de crime. o pesquisador leva o receptor a compreender a razão e a lógica de sua descoberta. A maioria dos adjetivos pode dar lugar a um dado objetivo.

o texto deve ser reescrito ou revisado até que a sentença geral se evidencie com naturalidade. De modo geral. numa terceira revisão. Após a redação de todo o material. para cada capítulo ou seção da pesquisa. deve-se excluir toda informação repetitiva. uma vez que demanda o uso de variantes lingüísticas e de estruturas cansativas notadamente a voz passiva. A simplicidade também se alcança com o uso predominante da ordem direta (sujeito . Numa segunda etapa. com uma revisão voltada para detalhes. os textos acadêmicos e científicos são redigidos em linguagem formal ou impessoal. Isso tem facilitado certo uso da narrativa informal ou pessoal.predicado). Verificada a ausência de clareza. Essa construção seria mais clara assim: “Conclui-se que o ser humano é interdependente. Mais recentemente essa formalidade tem perdido espaço. esse . verbo e predicado. que comprometa a concisão do texto. o autor deve ainda proceder a algumas revisões. ortográficos e de digitação. considerando que a comunidade é um fator determinante dos hábitos da personalidade e o indivíduo não é uma célula isolada”. provavelmente as idéias não estejam apresentadas com clareza.16 precisa assimilar o assunto de modo a distinguir com precisão todas as partes e a relação entre elas. As frases indiretas e os gerúndios devem ser evitados. Quando o autor não consegue identificar claramente o sujeito. Uma revisão inicial pode ser feita com o objetivo de se adequar a estrutura e o desenvolvimento lógico das idéias. Após redigir o texto. No entanto. O vocabulário precisa ser utilizado segundo a caracterização do público alvo. pois quanto mais longas. As frases devem ser curtas. A clareza de um texto pode ser testada com a formulação de uma frasechave. evitando-se os pronomes você. Se isso não for possível. que torna o texto cansativo e menos claro.verbo . a fraseologia deve ser simples. especialmente no início dos parágrafos. o autor procura resumir o conteúdo numa única frase. conclui-se que o ser humano é interdependente”. com inclusão dos pronomes acima citados. incluindo espaços a mais entre as palavras. um tipo de sentença geral. deve reescrever a frase. eu e nós. Por fim. Cada parágrafo deve iniciar-se com a voz ativa e com frases fortes. podem-se eliminar erros gramaticais. Embora o texto de uma pesquisa seja científico. mais dificultam o raciocínio do leitor. Exemplo: “Considerando que a comunidade é um fator determinante dos hábitos da personalidade e que o indivíduo não é uma célula isolada.

Uma citação de terceiros extraída de determinada obra pode estar fora do contexto. deverá ser alterada. 426) define coerência como “ligação ou harmonia entre situações. Pode conter erros de tradução ou de compilação. Faz parte também da coerência do pesquisador evitar citações de citações. na introdução da pesquisa. local de publicação. a precisão do título da obra. A revisão das referências deve levar em conta a grafia do nome do autor. p. As referências de uma pesquisa científica devem ser revisadas quantas vezes forem necessárias até que se consiga uma leitura sem que se identifique um único erro. a edição. editora e data.2. redigir e divulgar seu trabalho. que certamente depõem contra a coerência. o desenvolvimento e a conclusão. Essa seqüência se alcança com a elaboração de uma estrutura adequada. e especialmente o número da página. A fim de não incorrer nesses equívocos. 1. Ferreira (1986. . ao executar.3 Coerência A coerência deve se manifestar ao longo de todo o trabalho científico. Toda nova posição assumida pelo autor deve ser colocada em paralelo com as posturas anteriores.17 uso deve guardar certa moderação a fim de que não comprometa a natureza científica do texto. caso a estrutura proposta inicialmente não comporte a coerência e a lógica necessárias. Uma correlação ininterrupta deve patentear-se entre a introdução. A seqüência lógica e crescente entre os capítulos e as seções também atribui coerência ao texto. mas certamente colocam o pesquisador numa margem de segurança. Essa conexão ou harmonia deve ser vista entre as diferentes idéias ou os diversos capítulos da pesquisa. Durante a pesquisa. Os princípios aqui expostos não esgotam os critérios da pesquisa científica. Da mesma forma os outros documentos consultados devem ser revisados. o pesquisador deve buscar as fontes primárias ao citar o autor da frase ou pensamento em questão. nexo e lógica”. não se permitindo a exclusão de um só título utilizado. acontecimentos ou idéias” e ainda como “conexão.

necessariamente. O pesquisador deve utilizar a leitura crítica na pesquisa dos diferentes referenciais teóricos. A esta conceituação denominamos de rigorosidade científica.3. pois a contribuição direta do leitor sobre outro enfoque . a qual lhe fornecerá elementos mais adequados para a realização de uma leitura de mundo. não de forma passiva.3. ou mesmo discordando sem nenhuma fundamentação teórica. 1.2 A Pesquisa Científica Requer Uma Leitura Crítica dos Referenciais Teóricos e do Contexto do Objeto Após a leitura dos textos. reproduzindo literalmente ou concordando com todas as afirmações e negações dos autores. que conferem maior fidedignidade e aproximação da solução das questões levantadas. A leitura crítica é entendida como uma co-construção das idéias e conceitos que estão sendo analisados.3 Princípio da Rigorosidade Científica A pesquisa científica é desenvolvida através de procedimentos intencionais e sistemáticos buscando respostas para as situações-problema que são evidenciadas pelo pesquisador. Portanto. pois requer metodologia própria e uma leitura crítica dos referenciais teóricos e do objeto empírico propriamente dito.1 A Pesquisa Científica Requer Uma Metodologia Própria Quando se trata da pesquisa científica há que se considerar uma metodologia que lhe seja particular na condução do estudo do problema. O ato intencional de estudo desse problema deve. a construção científica não é algo aleatório. 1. que poderão ser adquiridos através de uma leitura crítica dos referenciais teóricos e do contexto. levantamento de hipóteses até a comunicação dos resultados. Tal metodologia se totaliza desde a escolha do tema a ser trabalhado. Vai exigir do pesquisador domínio de conceitos prévios como pré-requisitos para sua operacionalização. obedecer aos critérios do conhecimento científico. o pesquisador iniciante deve se preocupar em analisá-los. passando pela elaboração do problema de pesquisa.18 1.

• ter consciência de que a ciência não apresenta uma característica absolutista. • discutir no espaço coletivo as novas contribuições pessoais sobre a perspectiva científica efetuadas por esforço individual. à luz das demais leituras já efetuadas. tornando o momento solitário em momento solidário de novas descobertas onde o aprender e o ensinar são cíclicos. analisando sua consistência com o objetivo de propor sua transformação ou superação se for o caso.19 poderá proporcionar novos entendimentos de determinada questão. • compreender que a leitura do contexto de determinada problemática pode ser enriquecida pela olhar multidimensional da leitura da palavra. Neste momento a leitura preocupa-se em problematizar um determinado assunto. considerando as contribuições e limites de cada uma das categorias estudadas. . • através de um olhar dialético. mas que se esforça por construir um diálogo permanente entre ordem. A partir deste vínculo o pesquisador poderá contemplar o estudo do objeto em sua totalidade. conforme atesta morin (1999). desordem e organização no estudo das problemáticas. idéias e conceitos trabalhados por diferentes autores. evitando o paradigma da simplificação que reduz e transforma o conhecimento em compartimentos isolados. ir construindo sua própria leitura. • comparar teorias. Para que a leitura crítica seja contemplada no processo de formação do futuro pesquisador é necessário: • desenvolver o hábito de leitura no campo de conhecimento ou temas de sua preferência. imutável e inflexível.

almeja acompanhar avaliativamente o avanço. Este “caráter sistemático” cremos. p. mas como caminho.edu. o seu melhor crescimento e desenvolvimento (LIMA. 2001. é claro. buscando.muckenberger@unasp.145). o retrocesso ou a estagnação da pesquisa e dos processos que a compõem. não fecha o estudo das possibilidades de desenvolvimento da pesquisa científica num olhar. . dado o caráter de investigação sistemática do objeto do conhecimento que esta desenvolve.br Não há como desenvolver uma pesquisa epistemológica sem considerarmos os elementos básicos de sua sustentação.20 RESUMOS E RESENHAS Everson Muckenberger everson.

procure aquilo que edifica. Você consegue se ver na declaração acima? Acredite ou não.1 Seleção do Que Ler Quanto à seleção. A leitura é o alimento. seja de 100 metros ou uma maratona. rádio. Com tantas opções. um atleta de corridas. a atividade básica e óbvia para o estudante é e provavelmente continuará sendo a leitura. ainda precisa se exercitar primordialmente fazendo o óbvio: correr. skates e até carros. os seus próprios critérios de seleção de leituras. o que ler. Poderíamos perfeitamente acrescentar à afirmação de White todos os meios eletrônicos de leitura disponíveis no século XXI. precisamos aprender a selecionar o que vamos ler. aí vão algumas sugestões que podem ser úteis na seleção do seu material de leitura pessoal: • Conteúdo – Em primeiro lugar. Hoje existem sites multimídia na Internet. É preciso saber selecionar o que estudar. 189). desenvolva a nossa capacidade mental. 1997. a partir daí. fofocas. matérias que fazem do ser humano uma simples mercadoria de consumo e assuntos que em nada vão . Nesse sentido. e a mente perde a sua capacidade para um pensamento contínuo e vigoroso” (WHITE. Preste atenção ao tipo de leitura que lhe será exigida para também desenvolver ou aperfeiçoar. a fim de aproveitarmos melhor o tempo escasso que temos para a leitura e fazermos dessa leitura uma atividade que. Não perca tempo com frivolidades. 2. televisão. assim como na alimentação de um atleta.21 2 LEITURA: O ALIMENTO Por mais que existam patins. de fato. Mas. vídeo e DVD. isto foi escrito a mais ou menos um século atrás. velhos e jovens formam o hábito da leitura apressada e superficial. continua absurdamente atual. p. É preciso saber como estudar e como ler para tirar o maior proveito. O mesmo acontece no preparo acadêmico. “Com a imensa maré de material impresso a derramar-se constantemente do prelo. Contudo. o ar do atleta acadêmico. uma boa parcela do que você terá que ler durante um curso superior já terá sido previamente selecionada pelos seus professores. a água. Mas não basta apenas comer qualquer coisa.

com assuntos do tipo “bombástico”. que autoridade ele tem para tratar do assunto. o que ele faz. talvez. com certeza é um fonte boa à leitura. mas de conteúdo confiável. etc) empresas (Petrobrás. Último Segundo. Caso não seja. Avalie também o veículo de comunicação utilizado. Reuters. do que um texto cativante de conteúdo dúbio. pela sua proposta básica. AFP. etc). Organização Mundial do Comércio. • Fontes – Informe-se sobre quem é o autor. imprensa (Veja. atenção especial deve ser dada quando o material de leitura encontrase na internet. etc) Organizações Não Governamentais (Greenpeace. Há determinados veículos de comunicação que. Daquilo que passar por esse primeiro crivo. São mais confiáveis sites oficiais de órgãos mundiais (Organização das Nações Unidas. Mesmo na internet. considere as ilustrações e suas legendas. Universidade Estadual de Campinas. Mas. Verifique quem mantém o site. Neste sentido. Desconfie do que não for conhecido e estiver com a autoria e responsabilidade pelo site mal identificados. etc). ainda vai uma dica especialmente para textos que relatem a realidade de outro lugar. Se for uma revista. Pontifícia Universidade Católica. leia o resumo. as linhas iniciais e os subtítulos. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Exame. etc). É preferível um texto de aparência e leitura “monótona”. Care.22 contribuir para o seu crescimento pessoal e profissional. isso não quer dizer que a leitura não vale a pena. • Comparabilidade e Aplicabilidade – Se o material passou até aqui. . Shell. Com isso você pode decidir se o conteúdo lhe interessa e se pode ser útil para você. além de ser possível obter uma boa noção do grau de seriedade e confiabilidade. etc) e bancos de dados de artigos (SCIELO. procure descobrir quem é o autor. universidades (Universidade de São Paulo. dê preferência às revistas mantidas por editoras conceituadas e tradicionais. governamentais (Ministério da Educação. você deva priorizar outra leitura antes dessa e que. nem são dignos da mais remota consideração para leitura. etc). país. ou estado: avalie bem se o conteúdo ali exposto é passível de comparação e/ou aplicação às suas necessidades de estudo. CAPES. Quer dizer apenas que. avalie o título. Desconfie de textos sensacionalistas.

ande um pouco. régua. • Coloque-se em postura adequada. arejado e iluminado. atente para mais alguns detalhes: • procure um local tranqüilo. limpo. sejam corredores de 100m ou maratonistas. poderá lançar mão de algumas técnicas. alongue os músculos. folhas de papel. lápis. lave o rosto. A leitura dinâmica tem o seu lugar. perceberá que o seu rendimento terá melhorado. caneta. respire fundo. Isso não significa necessariamente que você precisa fazer um curso de leitura dinâmica. somente a leitura dinâmica não será suficiente. sonolento ou entediado. você deverá ter bem claro que o seu conteúdo servirá apenas como informação do que aconteceu em outro lugar. caneta marca-texto. • evite interrupções seguidas durante o seu período de leitura. depois de algum período de leitura. Quando você retomar à leitura. • depois que você estiver mais acostumado com o estudo e a leitura. um copo de água.23 quando ler esse material. a sua leitura. levante-se. apresentam-se. enfim. borracha. as recomendações destacadas por Severino (2002): . o hábito da leitura exige persistência. Mas como ler? Como estudar? Assim como os atletas. Porém. Você não poderá partir do pressuposto de que o que aconteceu em outro lugar será válido para a sua realidade. No que diz respeito às técnicas para se entender e interpretar um texto. Não leia na cama. ou sentado de maneira desleixada. 2. • coloque ao seu alcance tudo de que vai precisar para o estudo. para que você tire maior proveito de sua leitura. • se. a seguir. provavelmente. tome um pouco de água. para um estudo aprofundado. desconcentrado.2 Como Ler Antes de você começar o seu estudo. faça uma pausa de uns 5 a 10 minutos e depois volte à sua leitura. mesmo que você não se sinta fatigado como antes. em frente da TV ligada. você se sentir cansado. Isso fará com que você se sinta sonolento e desconcentrado. uma pausa de 5 a 10 minutos a cada 1 ou 2 horas será sempre revigorante. não desista.

você define que quando for ler o livro lerá sempre um capítulo inteiro. Como se trata de um livro extenso. verifique e assinale teorias ou acontecimentos históricos que você desconhece. • Análise textual – Trata-se da primeira leitura do texto. Em geral esta informação encontra-se de maneira mais explícita.24 • Delimitação da unidade de leitura – Antes de iniciar a leitura é importante que você previamente defina o que e quanto pretende ler. não se recomenda espaços de tempo muito grandes entre a leitura de uma unidade de leitura e a próxima. Procure conhecer o autor. Procure identificar claramente qual o tema ou o assunto principal. faça tudo em seqüência. ao final desta etapa. mas faça tudo isso. o desenvolvimento e a conclusão. Identifique as palavras que são desconhecidas ou de significado dúbio. apenas com os pequenos intervalos sugeridos anteriormente. Tente descobrir o que inquietou o autor sobre esse assunto para que ele fosse levado a escrever sobre ele. procure esclarecer todos os pontos antes de continuar o seu estudo. faça uma busca na internet. você pretende ler um livro. incluindo aí todas as subdivisões de cada um desses itens. Quando terminar de ler. Obviamente. sem interrupções. enciclopédias. trabalhos científicos. descubra quais as palavras-chave do texto. converse com especialistas. pelo menos por enquanto. Assim. enfim. Por exemplo. • Análise Temática – Você começa a estudar o texto mais a fundo. Este aspecto às vezes encontra-se implícito nas entrelinhas do texto. procure esclarecimento para todos esses pontos. não é possível ler tudo de uma só vez. você elabore um esquema que represente a estruturação do texto: o que compõe a introdução. Em seguida. Portanto. Procure encontrar respostas para as seguintes questões: Que argumento o autor usa? Que idéia ele defende? Como ele defende essa idéia ou argumento? O que ele usa . preste atenção à maneira como o autor abordou essa inquietação sobre o assunto e como ele fez para resolvê-la. a sua unidade de leitura será sempre um capítulo. Use dicionários. Sugere-se que. Preferencialmente. sem interromper a leitura.

A seguir vem a fase da crítica. A partir do que estudou. o que você gostaria de questionar ou debater num grupo em classe ou com o professor? A partir da problematização. que pressupostos o autor tomou para si na construção do texto. criticá-lo e problematizá-lo. Considere também o nível de profundidade alcançado.25 para fundamentar suas afirmações: fatos. posicione-se e fundamente o seu posicionamento em relação ao texto. à sua coerência lógica e argumentativa. Avalie o texto quanto ao alcance dos objetivos propostos. • Problematização – Cumpridas as três etapas anteriores. você deverá ser capaz de propor discussão sobre o texto. nas entrelinhas. Isso é problematizar. . • Análise Interpretativa – A intenção nesta etapa é ter um “diálogo” com o autor do texto. A partir da síntese pessoal. Procure entender como o texto lido se encaixa no que o autor já escreveu antes. liberalismo. etc). É o momento de você produzir a partir do que estudou. materialismo histórico. Finalmente. Se as idéias apresentadas pelo autor estão devidamente embasadas e se são originais ou meras repetições das idéias de outros. Tente perceber se a posição do autor defendida no texto é coerente com alguma tendência filosófica em específico (determinismo. Com este nível de análise você estará em condições de fazer uma resenha crítica sobre o texto. • Síntese pessoal – Depois de analisar a fundo o texto. Identifique. espera-se que você seja capaz de tecer suas conclusões sobre o tema abordado pelo autor. você terá condições de propor hipóteses e desenvolver a argumentação necessária para a produção de monografias. você tem condições de dar os primeiros passos rumo à construção de um seminário ou projeto de pesquisa. interpretá-lo. inferências? Que provas ou evidências ele apresenta? Onde ele buscou essas provas e evidências? Que idéias secundárias ou paralelas ao tema central o autor desenvolve? Ao final da análise temática você estará apto para fazer um resumo do texto e um esquema gráfico e lógico das idéias apresentadas no texto.

230). e cai fácil presa do engano (WHITE.3 O Que Sublinhar A sublinha constitui-se numa ferramenta extremamente simples. bem como canetas propícias para este fim. Esta faculdade foi sobrecarregada ao extremo. estudo e testes. Trata-se de destacar no texto as principais idéias. Quaisquer materiais pertencentes à biblioteca nunca. . a sublinha deve ser usada apenas se o material de leitura for de sua propriedade.. A sublinha e os esquemas são duas ferramentas muito utilizadas.] ao sacrificar o estudante a faculdade de raciocinar e julgar por si mesmo. Lembre-se de que. 2004). estudo. 1997. esse tipo de estudo não se resolve numa leitura superficial do texto nem em sua memorização. torna-se incapaz de discernir entre a verdade e o erro. com parcimônia. Para este propósito podem ser usados lápis e canetas comuns. jamais. Isso demanda perseverança e força de vontade. [. Por trás das imagens instantâneas da TV. existem ferramentas bastante simples que poderão lhe ajudar ainda mais em qualquer das etapas envolvidas no estudo de um texto. cujo uso já é feito de maneira intuitiva por muitos. há horas de planejamento. para ajudá-lo nesse processo de estudo e leitura. Não espere resultados milagrosos da noite para o dia se você não tem desenvolvido o hábito da leitura e estudo reflexivo. Porém. enquanto outras faculdades mentais não foram desenvolvidas de maneira correspondente. por que então teria que ser diferente com o seu preparo profissional que é bem mais complexo e importante do que o entretenimento eletrônico? Mas. 2. produção. Se é assim com as coisas mais supérfluas apresentadas nas mídias eletrônicas.. Por trás dos cliques na Internet há horas de programação. Obviamente. p.26 Parece trabalhoso? Na verdade. design. sob hipótese alguma deverão ser riscados. aprendizado. esse imediatismo é ilusório. amassados ou dobrados. apesar de você viver na era do imediatismo da TV e da Internet. planejamento. vale a pena destacar que: Durante séculos a educação tem tido que ver especialmente com a memória. procurando separar o essencial do acessório (MEDEIROS. pesquisa.

Medeiros (2004) não recomenda a sublinha numa primeira leitura ou quando você fizer aquela “leitura Bung Jump” pois. Porém. A título de exemplo. Dr. a sua dúvida ou questionamento. • ponto de exclamação ao lado do texto – para destacar algum ponto do texto que surpreendeu ou que gerou algum insight. ao passar os olhos sobre o que foi sublinhado e anotado será possível reconstituir o pensamento original do texto completo. • traço vertical ao lado do texto . entretanto e outras. embora. você possa rapidamente retomar o conteúdo ali exposto.para destacar trechos mais longos use uma linha vertical ao lado do texto ao invés de sublinhar diversas linhas. conclusões ou idéias relacionadas. um texto do Prof. a seguir. todavia. Portanto. pode ajudar se você anotar à lápis. depois de feita a sublinha. retirado de sua obra “Um desconhecido galileu” (2001). recomenda-se o uso da sublinha depois de uma leitura demorada e analítica do texto. como mas. Por isso. Cada um pode desenvolver o seu próprio método de sublinhar ou destacar as idéias principais de um texto. abaixo são apresentadas algumas formas de destaque bastante utilizadas: • sublinha simples – apenas um traço para destacar os principais aspectos. ao pegar um texto algum tempo após a realização da leitura. contudo. escrevendo resumidamente os seus pensamentos. sem a necessidade de ler o texto inteiro outra vez para saber do que se trata. • sublinha dupla – dois traços para destacar palavras chave ou o principal aspecto. Com ou sem essas anotações. ao lado do texto. nesse tipo de leitura não se pode separar o essencial do acessório com clareza.27 O objetivo da sublinha é permitir que. Rodrigo P. Silva. às vezes é fundamental também destacar negações e palavras de oposição. já sublinhado: Jesus Histórico e Cristo da Fé 1 – O Iluminismo Alemão . junto ao ponto de interrogação. É possível fazer observações às margens dos trechos destacados. • ponto de interrogação ao lado do texto – para destacar algum ponto do texto que não ficou claro. além das idéias chave.

28 No século XVII. exagerou em sua pregação o tom ascético para com o mundo e negligenciou os elementos intelectuais da religião. . D) O pietismo alemão que foi um rompimento com o protestantismo germânico que. B) O deísmo inglês que contribuiu em muito para o surgimento de conceitos cépticos como os esboçados por Voltaire e outros pensadores que surgiram na Alemanha. ao passo que o segundo. seria um ser mitológico “inventado” e “mantido” pela Igreja através dos tempos. deu muita ênfase ao sentimentalismo. como fizeram os pensadores franceses. começaram a surgir vários teólogos pretendendo expor teorias sobre quem haveria de ser Jesus Cristo. Suas novas idéias acerca do fundador do cristianismo contradiziam totalmente a visão tradicional da Igreja acerca do Filho de Deus. Eles faziam uma distinção entre o Jesus histórico (historicher Jesus) e o Cristo da fé (Geschichtlicher Christus). se existiu. nem cair na negação completa de Cristo. como julgavam ser as crenças oficiais da Igreja. Logo. Foi o chamado Iluminismo Alemão (Aufkärung). entre outras. a Alemanha passou por um período de forte sobrevalorização do racionalismo em detrimento à fé evangélica. Sentiam-se pressionados a não ceder para o extremo de um dogmatismo infundado. C) A modificação radical popular do deísmo na França que se tornou quase um cepticismo. constitui o Jesus historicamente real. A pretensão básica dos iluministas alemães era criar uma religião cristã mais racional e menos sentimentalista. O primeiro. Este movimento surgiu devido às seguintes situações: A) O próprio espírito crítico-racionalista que dominou a Europa naquele tempo (ela estava vivendo praticamente sob a influência do ponto mais alto e final da Idade Moderna que era a Revolução Francesa).

3.3.1 Racionalismo 1.1 Espírito crítico 1.3 Pietismo alemão 1.3.1. Pretensão: religião racional.4 Pretensão 1. Surgimento: espírito crítico racionalista.1 Ceticismo 1. não extremista. deísmo inglês e francês. as anotações poderiam ser apresentadas da seguinte forma: • Corridas Iluminismo alemão: racionalização.1.29 2. Jesus histórico real e Cristo da fé mitológico.1 Teorias não tradicionais .4.5. Talvez as anotações possam ser consideradas o embrião de um resumo.3. sendo que as esquemáticas podem ser montadas através da itemização numerada ou através de chaves ou setas.3. seminários e aulas expositivas são as anotações. XVII) 1. Resultados: teorias teológicas.4.1 Revolução Francesa 1.1.2 Século XVII 1.1 Ruptura com sentimentalismo 1.3 Causas 1.2 Deísmo inglês e francês 1. pietismo alemão.3.1 Religião racional 1. • Modelo 1 Esquemáticas 1 Iluminismo alemão (Séc.2.3.4 Anotações De acordo com Medeiros (2004) outra ferramenta disponível para a compreensão de textos não apenas escritos.5.1 Teólogos 1. Normalmente assumem uma de duas modalidades: corridas ou esquemáticas. mas também de palestras.5 Resultados 1.1 Não extremista 1. Se tomarmos o texto de Silva (2001) como referência.

1.1.5.1.1.5.1 Jesus histórico real 1.real Resultados Teorias teológicas não tradicionais Cristo da fé – mitológico Religião racional e não extremista .2 Cristo da fé mitológico Modelo 2 Racionalismo Século XVII Causas Espírito crítico (Revolução Francesa) Deísmo inglês e frances (ceticismo) Pietismo alemão (ruptura com o sentimentalismo Iluminismo Pretensão Alemão Jesus histórico .30 1.

2004) diferentes: resumo indicativo. por exemplo. ao afirmar que um resumo é uma “Apresentação sintética e seletiva das idéias de um texto. seja de velocidade. no mínimo. Um resumo pode ser praticado em pelo menos quatro modalidades (Medeiros. também conhecido como Resumo Descritivo é um sumário narrativo que elimina dados qualitativos e quantitativos. Refere-se às partes mais importantes do texto. • Para quem faz – excelente exercício de retenção das principais idéias de um texto. não começa correndo 42Km.31 2. aos poucos. Há diversos outros exercícios preparatórios que o ajudam a adquirir a força necessária para que no momento certo consiga ter um desempenho adequado. Proporciona pelo menos dois benefícios primários: • Para quem lê – economia de tempo. pois apresenta o conteúdo de um texto e suas principais idéias. tornando a sua compreensão mais simples e rápida. Ao contrário. Nele devem aparecer as principais idéias do autor do texto” (grifos acrescentados). começa com corridas menores adquirindo a resistência necessária para sobreviver à maratona. O resumo é um desses tipos de exercícios. ressaltando a progressão e articulação delas. . De acordo com a NBR 6028. O Resumo Indicativo. seja de resistência. resumo informativo/indicativo e resumo crítico. resumo informativo.5 Resumos: Velocidade Exercícios Para Desenvolver Força e Um atleta não treina sempre o mesmo exercício e nem se prepara para uma Olimpíada praticando somente a modalidade na qual irá competir. Não são emitidos juízos de valor ou críticas. resumo é uma “Apresentação concisa dos pontos relevantes de um texto” (grifos acrescentados) Medeiros (2004) complementa a definição da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. muitas vezes eliminando a necessidade de leitura do texto original ou. Um maratonista. porém exige a leitura do original.

Dissertação de Mestrado em Educação. PUC – Campinas. pode dispensar a leitura do original. professores e coordenadores de curso nos anos de 1989 e 2000. foi oferecida de 1970 ao ano 2000. 2000. Não devem ser emitidos quaisquer juízos de valor ou críticas ao texto original. Esta modalidade do curso de Pedagogia. Os dados da pesquisa foram coletados em cinco instituições de ensino superior. O segundo tipo de resumo é o Informativo ou Analítico. resultados e conclusões. Exemplo: PINTO. A.32 Exemplo: PINTO. Os cursos de complementação pedagógica e a formação de pedagogos na cidade de São Paulo (1970-2000). PUC – Campinas. Tem por objetivo examinar a experiência desenvolvida pelos cursos de Complementação Pedagógica em “habilitar o especialista de ensino no professor de 5ª série em diante”. 115 p. 2000. prevista pelo Parecer 252/69 do MEC. Os cursos de complementação pedagógica e a formação de pedagogos na cidade de São Paulo (1970-2000). Neste caso o autor do resumo deve procurar salientar as principais idéias. Para quem lê este resumo. A análise dos dados evidencia que a experiência docente dos alunos facilita a articulação entre a “teoria” (conteúdo veiculado ao curso) e a “prática” (pedagógica) na formação do especialista. Trata-se de trabalho vinculado à linha de pesquisa “Avaliação Institucional”. oferecidos a professores já licenciados em uma graduação entre 1970 e 2000. A. As . métodos e técnicas utilizados. U. O estudo de caráter histórico busca registrar a experiência acumulada por estes cursos na cidade de São Paulo ao longo deste período. U. para professores já licenciados em uma graduação. Este trabalho vinculado à linha de pesquisa “Avalição Institucional” tem por objetivo examinar a experiência desenvolvida pelos cursos de complementação Pedagógica em “habilitar o especialista de ensino no professor de 5ª série em diante”. junto aos alunos. os objetivos. Dissertação de Mestrado em Educação. 115 p.

. onde é feito um sumário narrativo do texto. recomendando ao final que a formação do pedagogo escolar seja acessível somente aos professores com experiência em sala de aula. oferecidos a professores já licenciados em uma graduação entre 1970 e 2000. Exemplo: PINTO. O terceiro tipo é o Resumo Informativo/Indicativo. De acordo com Medeiros (2004) um resumo. Caso você deseje poderá encontrar outros exemplos de resumos na biblioteca. . semelhante ao resumo Indicativo. O quarto e último tipo de resumo é o Resumo Crítico. A. em periódicos científicos. recomendando ao final que a formação do pedagogo escolar seja acessível somente aos professores com experiência em sala de aula. Os cursos de complementação pedagógica e a formação de pedagogos na cidade de São Paulo (1970-2000). Trata-se de um formato híbrido. próximo assunto a ser abordado. apenas síntese. PUC – Campinas. Assim. dissertações e TCC´s. normalmente deve contemplar as seguintes características: • Linguagem objetiva. Trata-se de trabalho vinculado à linha de pesquisa “Avaliação Institucional”. teses. o resumo crítico é considerado uma resenha. U. 2000.33 conclusões do estudo são interpretadas no interior do debate atual sobre o curso de Pedagogia. Pode dispensar a leitura do original somente quanto às conclusões. Dissertação de Mestrado em Educação. É aquele que apresenta uma síntese e uma crítica ao conteúdo do texto original. 115 p. As conclusões do estudo são interpretadas no interior do debate atual sobre o curso de Pedagogia. Boa parte dos autores afirma que os resumos são exercícios que não incluem crítica. porém são salientadas as conclusões. Tem por objetivo examinar a experiência desenvolvida pelos cursos de Complementação Pedagógica em “habilitar o especialista de ensino no professor de 5ª série em diante”.

• A primeira frase explica o assunto do texto. científico.). Quanto ao conteúdo. Quanto ao estilo de redação: • Frases concisas. • Identificação do tipo do texto (literário. dependerá do tipo de resumo que se pretende redigir (ver a definição dos tipos de resumos). • Evita-se enumeração de tópicos. didático. • Resumo de relatórios e teses = 500 palavras. preferencialmente os verbos em voz ativa e na terceira pessoa do singular. • Usa-se. • Respeita a ordem de apresentação de idéias e fatos do texto original. Quanto à estruturação: • Referência bibliográfica. • Resumo do conteúdo. Contar Palavras.34 • Pouca ou nenhuma utilização de trechos inteiros copiados do original. etc. . Finalmente. acadêmico. pois pode ser utilizado o recurso específico do MSWord disponível no menu Ferramentas. De acordo com a ABNT. a extensão deverá ser: • Resumo de notas e comunicações breves = 100 palavras. talvez o aspecto mais característico de um resumo: a extensão. • Resumo de artigos e monografias = 250 palavras. Atualmente nao é mais necessário contar as palavras. dependendo do tipo do texto original.

tratar e analisar as informações necessárias para confecção do texto). • expor o quadro de referências do autor (quais as bases filosóficas e teóricas do autor). • apresentar uma avaliação da obra e a quem ela se destina (a obra será de proveito para quem. dissertação. para estabelecer comparação com outras obras da mesma área e maturidade intelectual para fazer avaliação e emitir juízo de valor. • relatar as credenciais do autor. Porém são destacadas a estrutura da obra (partes. etc). contém resumo da obra. quando e por que?). Ao escrever o resenhista deve: • descrever as características estruturais da obra (número de páginas. informações sobre o(s) autor(es) e tradutor(es). assuntos tratados. índices). capítulos. número de páginas. suas idéias. destacando a perspectiva teórica adotada. pelo menos não como jogo oficial.35 2. romance. esotérico. A exemplo dos resumos. conclusões e metodologia (quem é o autor. também há modalidades diferentes de resenhas (Medeiros. Definitivamente não é para atletas em início de carreira. religioso. .) e o método adotado. capítulos. dimensões. o gênero (literário. ensaio. tese. para que se decida pela leitura ou não do original. o que ele pensa. acadêmico.6 Resenhas: Exercícios para Desenvolver Resistência e Capacidade Cardiovascular As resenhas são exercícios mais complexos do que os resumos e. qual a sua posição final e qual o processo que ele utilizou para coletar. científico. O principal objetivo da Resenha é oferecer informações suficientes ao leitor. 2004): • RESENHA DESCRITIVA – Dispensa apreciação crítica do resenhista. teatro. portanto. negócios. exigem preparo e amadurecimento para serem realizadas. De acordo com Andrade (2001) a resenha é um trabalho que exige domínio do assunto. que outros trabalhos já fez. etc.

etc. comparativo. • CONCLUSÕES DO AUTOR – solução do problema. possibilidade de ser utilizada como obra didática. para que curso). antes do resumo ou da resenha e não ao final como nos papers ou monografias. etc. estilo do autor. É importante relembrar que tanto nos resumos quanto nas resenhas a referência bibliográfica deve aparecer no topo da folha. • METODOLOGIA – dedutivo. Observe o quadro comparativo: . A estruturação de uma resenha deve contemplar. • RESUMO DA OBRA – principais idéias e características. suas contribuições. as seguintes partes: • REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA – incluindo número de páginas e formato (livros). na medida do possível. coerência. consecução dos objetivos. • CRÍTICA DO RESENHISTA – julgamento da obra. coerência. problema abordado. descrição dos capítulos ou partes da obra. Além do que compõe a Resenha descritiva. histórico. outras obras publicadas. originalidade. estatístico. títulos. formação.36 • RESENHA CRÍTICA – Exige a crítica do resenhista. etc) e as indicações (a quem é destinada a obra. necessidade ou não de conhecimento prévio para a compreensão. objetivos propostos. indutivo. estilo do autor.). • CREDENCIAIS DO AUTOR – informações sobre o autor (nacionalidade. originalidade. • QUADRO DE REFERÊNCIA DO AUTOR – apontar a teoria ou modelo teórico utilizados pelo autor como fundamento da obra. são acrescentadas a crítica do resenhista (contribuição. resolução dos objetivos propostos. • INDICAÇÕES DO RESENHISTA – a quem ou para que a obra é indicada. para que disciplina.

serve para que se tenha uma visão resumida.Níveis de abrangência modalidades de Resumos e Resenhas entre as . a seguir: Resenha Crítica Resumo Resumo Crítico Crítico Resumo Resumo Analítico Analítico Resumo Resumo Descritivo/Analítico Descritivo/Analítico Resumo Resumo Descritivo Descritivo Resenha Resenha Descritiva Descritiva Figura1 . comparando-a a outras e destacando a quem se destina •Na modalidade Resenha Descritiva. apresenta narrativa sobre o autor e o resumo da obra e disserta avaliando a obra. pode-se identificar um crescendo em relação a abrangência e complexidade.37 RESUMOS •Apenas narra ou apresenta de maneira sucinta as idéias do autor do texto original. como demonstra a Figura 1. mas completa do texto original. •Na modalidade de resumo Analítico. podendo até dispensar a leitura do texto original. o julgamento do resenhista é dispensado. RESENHA •Descreve a estrutura do texto original. •O objetivo é oferecer informações suficientes para que o leitor da resenha decida-se por ler ou não ler o texto original. •O objetivo do resumo é informar do que se trata o texto. Quadro 1 Características diferenciadoras entre Resumos e Resenhas Quando se coloca lado a lado resumos e resenhas.

azevedo@unasp.edu. 1997). porém não é assim (POLIT.38 ASPECTOS ÉTICOS NA PESQUISA Oswalcir Almeida de Azevedo oswalcir. HUNGLER.br O homem moderno e civilizado preferiria pensar que a violação sistemática dos princípios morais por parte dos cientistas ocorria em séculos anteriores e não em tempos recentes. .

O ponto central destes direitos envolve a possibilidade de optar soberanamente em participar ou não de determinado estudo após receber as informações que permitam ao sujeito tomar uma decisão de forma esclarecida. Embora a literatura de metodologia científica pouco trate das questões éticas. No campo da pesquisa. A “ciência da moral” menciona Buarque de Hollanda (1985). O dicionário médico Dorland’s. especialmente aqueles em que estejam envolvidos seres humanos. legais e sociais que possui ante os sujeitos de sua investigação”. já Polit e Hungler (1997) vinculando o conceito ao âmbito da pesquisa assim a definem: “sistema de valores que determina o grau com que os procedimentos do investigador se apegam ás obrigações profissionais. o pesquisador deve ter cuidado com os aspectos éticos referentes a: 1) utilização de textos de suporte teórico e revisão bibliográfica. 3) tratamento dos dados. entendeu-se ser importante inserir nesta obra uma seção com orientações sobre como proceder na condução de estudos de cunho científico. O cuidado no sentido de garantir os direitos da pessoa humana deve ser a preocupação maior da equipe de pesquisa. 2) respeito aos direitos humanos. . encontramos outro conceito fundamental que é o de Bioética. precisa-se ter muito cuidado para assegurar que seus direitos estejam protegidos”. Bioética é definida como: “obrigações de natureza moral relacionadas à pesquisa biológica e suas aplicações” (DORLAND’S. 4) autoria do trabalho. 1994). Como afirmam Polit e Hungler (1995) “quando são utilizados indivíduos como sujeitos de investigação científica.39 3 INTRODUÇÃO Ética é a ciência que trata dos padrões de conduta nas relações humanas. Desde a construção do projeto. (1994) define ética como conjunto de “códigos ou princípios que regem a conduta correta”.

Em todas as circunstâncias as pessoas devem ser respeitadas. Para saber como proceder. Práticas que não respeitem este direito devem ser banidas dos procedimentos de coleta de dados. e o direito de se manterem no anonimato. por mais simples que seja. caso deseje ampliar seu conhecimento sobre o tema. que estabelece as Diretrizes e Normas Regulamentadoras da pesquisa envolvendo seres humanos que pode ser encontrada no site do Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP). Requer-se da equipe de pesquisa. A inserção de partes de um texto sem a respectiva menção dos autores consiste em plágio. Normatiza esta questão a Resolução 196/96 do Ministério da Saúde. que apresente aos sujeitos um documento denominado Termo de Consentimento Livre e Esclarecido o qual explicita as intenções dos pesquisadores. descritas nos próximos capítulos. a liberdade dos colaboradores em optar por participar do estudo e de sair do mesmo no momento em que desejar sem sofrer qualquer descontinuidade no tratamento ou atendimento. sem coerção. As normas da ABNT. Ninguém pode ser forçado a participar de um estudo. esclarecidamente.1 Suporte Teórico e Revisão Bibliográfica É necessário que cada texto de onde forem extraídos trechos ou idéias. indicando-se os dados bibliográficos que permitam ao leitor saber onde encontrar o texto original. 3. definem que informações devem ser disponibilizadas. Isto tornará possível encontrar a fonte. consulte o Capítulo 6 deste manual. Deve ser assegurado a todos os participantes o direito de tomar uma decisão de forma autônoma. . seja mencionado corretamente.2 Respeito aos Direitos Humanos O segundo aspecto se refere ao cuidado com a manutenção de um direito inalienável do ser humano: o exercício do livre-arbítrio.40 3.

redação inicial ou na revisão crítica do manuscrito.3 Tratamento dos Dados É necessário honestidade na apresentação dos resultados obtidos na pesquisa. filmagens. Havendo qualquer dúvida poderão ser revisados. seminários. Para ser considerado co-autor é necessária participação em cada uma das seguintes fases do estudo: concepção do projeto ou na análise e interpretação dos dados. formulários. Os registros obtidos por meio de questionários. congressos. Portanto. São desonestas as omissões “convenientes” (descarte dos resultados indesejáveis) feitas a fim de se conseguir um valor estatisticamente significante com os resultados de estudos quantitativos. O mesmo se dá quando do envio para publicação. fitas gravadas. tomando-se o cuidado necessário para garantir permanentemente o anonimato das pessoas que participaram como sujeitos da pesquisa. simpósios e outros eventos de cunho científico. devem ser destruídos. Spector (2002) recomenda que o coordenador do projeto guarde os originais de forma organizada e em local de fácil acesso para consulta. 2002). Após o período determinado. A retirada de nomes de algum autor ao ser enviado o trabalho para publicação ou evento científico (especialmente quando o número de autores . nas produções acadêmicas. orientandos e orientadores são autores e seus nomes devem constar no trabalho onde quer que ele seja apresentado: para bancas examinadoras.41 3. aprovação da versão final para publicação (SPECTOR.4 Autoria do Trabalho Conforme estabelecido nos Uniform Requirements for Manuscripts Submitted to Biomedical Journals (conhecidos como Normas de Vancouver) são autores apenas aqueles que participaram suficientemente do trabalho para compartilhar a responsabilidade pública por seu conteúdo. 3. durante cinco anos. devem ser utilizados apenas para os objetivos do estudo e guardados em local de acesso exclusivo dos pesquisadores.

a Organização Mundial de Saúde elaborou as Diretrizes Internacionais Propostas para a Pesquisa Biomédica em Seres Humanos (HADDAD. que passa a emitir parecer sobre os projetos de pesquisa a nível nacional. o Ministério da Saúde elaborou a Resolução 196/96 que apresenta as Diretrizes e Normas Regulamentadoras de Pesquisas Envolvendo Seres Humanos um documento. e não pode ser feita. eminentemente no período da II Guerra Mundial – durante o qual experimentos foram levados a efeito pela comunidade médica militar na Alemanha. No Brasil. utilizando seres humanos sem consentimento prévio. seguido pela Declaração dos Direitos do Homem em 1948. sob pena de impugnação da apresentação pelo co-autor excluído. e pela Declaração de Helsinque em 1964. causando sofrimento e mesmo a morte – gerou um movimento de repúdio na comunidade internacional. Em 1982. visando regulamentar a condução dos trabalhos científicos na área da saúde. 2004). Estes documentos estabelecem as regras que pesquisadores do mundo todo devem respeitar. Estado Unidos e outros países.4. quando a pesquisa for realizada com seres humanos.1 Resolução 196/96 A utilização de seres humanos em pesquisas. Quatro princípios básicos estão associados às práticas bioéticas preconizadas na Resolução 196/96 quanto à conduta na pesquisa com seres humanos: • Autonomia . em 1996. Só há exceção quando é estabelecido acordo prévio entre os autores. fere os princípios éticos. tendo como base a Declaração de Helsinque. Este movimento resultou na elaboração do Código de Nuremberg em 1947. orientando os pesquisadores e servindo como órgão regulador das práticas investigativas em humanos.42 excede o limite). A mesma Resolução estabelece o Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP). 3.

Ao ser abordada quanto a participar de um estudo. Ninguém pode legitimamente tomar decisões por outro. indivíduos considerados incapazes. mesmo que sem intenção.3 Não-maleficência Bastante controverso. tempo requerido. Entretanto. Havendo possibilidade de dano. alternativas no caso de tratamentos ou uso de técnicas novas. Caso não queira participar. 3.2 Autonomia Considera-se autonomia. este princípio estabelece que nenhum procedimento de pesquisa possa causar dano. objetivos. a pessoa deve ser respeitada em seu desejo. quando este está no pleno domínio de suas faculdades físicas e mentais. comunidades indígenas. deve-se obter autorização do responsável legal.4. a pessoa não poderá ser obrigada ou coagida a fazê-lo. o direito do indivíduo decidir por si próprio. Cabe ao pesquisador oferecer as informações que sejam necessárias à tomada de decisão: tema.43 • Não maleficência • Beneficência • Justiça 3. Toda pessoa adulta tem este direito assegurado por lei. entre outros. devem ser usados outros métodos. riscos envolvidos. . De acordo com Spector (2001) garantir que danos previsíveis sejam evitados. Pessoas que não podem responder por si próprias: menores de idade.4. mesmo com autorização do responsável deve haver consentimento por parte de quem se submete aos procedimentos da pesquisa. procedimentos de coleta de dados. em temas controversos”. aparentemente sem maiores conseqüências. Goldim (2005) comenta que a não-maleficência está associada ao princípio “que justifica não fazer pequenas concessões.

embora pequenas.br/lei6638.5 Justiça ou Eqüidade Justiça é um princípio moral. Conforme estabelecido na própria Resolução 196/96. é quando a equipe de pesquisa se compromete a promover o máximo de benefícios e o mínimo possível de danos e riscos. independentemente de desejá-lo ou não (GOLDIM.44 Por uma espécie de efeito cascata. portanto.4. que é a contribuição que o estudo trará para os que dele participarem diretamente. escritas ou resultantes de outros tipos de mensurações. O Princípio da Beneficência é o que estabelece que devemos fazer o bem aos outros. atingindo proporções que fogem ao controle do pesquisador. de forma sucessiva. individuais ou coletivos. exceto se a dor for o alvo do estudo. Mesmo . não perdendo o sentido de sua destinação sócio-humanitária. causar-lhes sofrimento ou dor. certas concessões podem levar a outras. é a relevância social da pesquisa com vantagens significativas para os sujeitos da pesquisa e minimização do ônus para os sujeitos vulneráveis. as de natureza oral. que pode ser obtida no site: http://www.htm. e cumpre divulgar os resultados para os sujeitos a fim de que estes se beneficiem com eles.bioetica. de 08 de maio de 1979.4 Beneficência Para Spector (2002) é a ponderação entre riscos e benefícios. Por este motivo os trabalhos realizados devem ser úteis para algum fim claro.4. Não são admitidos maus-tratos. Pesquisas realizadas com animais devem seguir o que está expresso na Lei 6638. Os resultados obtidos devem trazer benefício aos que forneceram as informações – entendendo-se como tal. 3. tanto atuais como potenciais.ufrgs. 3. 2005). o que garante a igual consideração dos interesses envolvidos. Os animais merecem ser tratados com dignidade e de forma humanitária. Pode-se dizer.

e vir acompanhado da Folha de Rosto de pesquisa envolvendo seres humanos que pode ser obtida. há que se tomar cuidados reduzindo ao mínimo necessário o número de espécimes na amostra. Arquivos de recursos humanos. preferencialmente o da instituição onde será realizada a Coleta de dados.5 Encaminhamento dos Projetos ao Comitê de Ética em Pesquisa Todo projeto de pesquisa. estejam sendo obedecidos rigorosamente. No caso de alguma impropriedade. Para a análise da proposta. . procedimentos ou protocolos de pesquisa estejam descritos de forma detalhada fornecendo aos membros do Comitê os elementos necessários à emissão do parecer que autoriza o início da coleta de dados da pesquisa. o projeto será avaliado pelo comitê da instituição de origem dos investigadores. deve ser submetido à apreciação de um Comitê de Ética em Pesquisa (CEP). prontuários impressos ou em meio eletrônico estão aí incluídos. os pesquisadores não poderão iniciar a coleta de dados. por meio de consulta a documentos que contenham informações referentes aos sujeitos do estudo. sob pena de a proposta ser indeferida. após o que a proposta é revisada e emitido novo parecer. já descritos. Antes da emissão do parecer do CEP. A revisão do projeto por este órgão visa garantir que os princípios estabelecidos na Resolução 196/96. que envolva seres humanos. é imprescindível que os objetivos.gov. São considerados neste caso dados obtidos diretamente dos informantes ou indiretamente. o Comitê solicita aos proponentes do projeto que façam as correções necessárias. no endereço eletrônico: http://conselho. com as correções ortográficas e metodológicas necessárias. A fim de ser encaminhado à CEP. o projeto deverá ter sido revisado pelo orientador. 3. O prazo para obter a resposta do CEP aos pedidos de análise do projeto variam de instituição para instituição.45 neste caso.doc.br/docs/FolhaRosto0312.saude. mas não é inferior a 30 dias. Caso a instituição não possua um Comitê de Ética.

1 Termo de Consentimento Também denominado Consentimento Informado ou ainda. as informações necessárias para que o mesmo tome a decisão sobre sua participação no estudo de forma esclarecida e autônoma. justificativas e os procedimentos a serem utilizados. o que requer tempo. é o documento elaborado pelo pesquisador. • riscos e desconfortos – quando previsíveis devem ser informados. notificá-lo deste fato. discriminando os desconfortos rotineiros dos procedimentos daqueles relacionados com a pesquisa em si. no qual são expostas ao participante voluntário. dos quais são destacados: • linguagem – evitar termos técnicos que sejam de difícil compreensão para os sujeitos da pesquisa. Não há por parte do CEP intenção de inviabilizar os trabalhos. 3.5. A Resolução 196/96 prevê também que cada alteração no protocolo de pesquisa seja apreciada pelo CEP. Caso seja necessária alguma omissão por razões metodológicas.46 Portanto os pesquisadores devem providenciar com a devida antecedência o envio do material para apreciação. desrespeitando os direitos das pessoas. por isto o projeto deve ser elaborado cuidadosamente para evitar idas e vindas. sabendo que havendo necessidade de reformular alguma etapa do projeto. isto deve ser informado ao Comitê de ética. Caso não haja benefício direto para o sujeito. serão necessários mais alguns dias para a resposta final. Francisconi e Goldim (2005) comentam alguns elementos que devem estar presentes no Termo de Consentimento Informado. sendo ideal um texto compreensível para pessoas com escolaridade até 8ª série. mas sim de evitar que sejam cometidas infrações éticas. Consentimento Pós-informação. . • informações sobre o projeto – devem ser apresentados os objetivos. sem omitir informações. • benefícios – apresentar os prováveis benefícios pessoais e sociais.

Um número de documento do participante também deverá ser anotado no termo. Entretanto o pesquisador não tem autonomia para decidir sobre esta questão. . evitam-se selecionar voluntários que possam ser coagidos de alguma maneira. uma vez seguidas. contribuirão ao bom andamento da pesquisa respeitando os padrões bioéticos. devem ser tomadas as assinaturas dos pais ou responsáveis. para permissão do estudo. Em situações especiais como uso de informações em bases de dados ou de prontuários. contudo a partir dos sete anos as crianças e adolescentes devem ser informados sobre o que será feito e respeitados quanto a sua decisão em participar ou não da pesquisa.47 • voluntariedade – o voluntário deve ter a garantia de que a qualquer momento poderá deixar o estudo sem que isto represente qualquer prejuízo para o seu atendimento dentro da instituição onde o projeto está sendo realizado. • assinaturas – o Termo de Consentimento. Estas orientações. • crianças e adolescentes – sempre que forem estes os colaboradores. o pesquisador poderá ressarcir eventuais gastos que o voluntário tiver decorrentes da pesquisa com alimentação e/ou traslados. • confidencialidade e anonimato – as informações coletadas devem ter garantia de privacidade. se houver. preenchido em duas vias. o qual julgará a propriedade do pedido. ou por seu representante legal. identificadas com o nome do participante e do representante legal. o pesquisador poderá solicitar a dispensa do uso do Termo de Consentimento ao Comitê de Ética em Pesquisa. datadas e assinadas. e o anonimato do participante deve ser mantido todo tempo. • indenização ou compensação por danos – embora não seja permitido no país a remuneração por participação em pesquisas. terá uma das vias arquivada pelo pesquisador e a outra pelo sujeito da pesquisa.

transgredindo um requisito básico na pesquisa que é seu anonimato.5. descrevendo seus objetivos. confidencialidade e demais informações solicitadas pelo mesmo. Antes de ser assinado o Termo de Consentimento. pedindo a colaboração dos respondentes.2 Carta de Apresentação e Termo de Esclarecimento Por vezes é enviado um texto apresentando a proposta do estudo. benefícios. pois o pesquisador não estará presente – o questionário foi enviado por correspondência ou sua entrega por outra pessoa facilita o anonimato. voluntariedade. . Para tal fim questionário e Termo de Consentimento devem ser apresentados em folhas diferentes. devem ser oferecidas a cada sujeito as explicações quanto ao tipo de estudo. bem como a forma como deverá ser devolvido o questionário. Neste caso tenha certeza de que as informações sejam suficientes para permitir a compreensão da finalidade do trabalho e conquistar o respondente a fim de que ele colabore dando respostas fidedignas. Garanta que o respondente não será identificado ao devolver o Termo de Consentimento o qual deve prever a permissão para divulgação dos resultados e oferecer segurança quanto ao sigilo da fonte. salientando a importância da veracidade das respostas. e o prazo para devolução. objetivos. Este texto é chamado Carta ou Termo de Apresentação. pois esta prática permitirá a identificação do informante. ou outra razão qualquer. 3. Para facilitar a construção deste importante instrumento são apresentados a seguir dois exemplos.48 A apresentação do Termo de Consentimento junto aos instrumentos de pesquisa é um erro. e visa suprir as orientações que não são possíveis oferecer de outra forma. procedimentos. riscos.

na página 2: http://conselho. e é mantido sob a responsabilidade do Prof.ufrgs.bioetica.Sistema Nacional de Informação sobre Ética em Pesquisa envolvendo Seres Humanos tem como objetivo beneficiar os envolvidos em pesquisas permitindo: o Facilitar o registro das pesquisas envolvendo seres humanos.130.6 Endereços Eletrônicos Úteis São apresentados a seguir alguns endereços úteis para esclarecimento sobre as questões de ética na pesquisa: • http://www. As informações sobre outros membros do grupo de pesquisa são descritas no projeto. alguns dos quais foram utilizados como base para este capítulo.49 3. • http://200.saude. Este documento é padronizado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa. Dr. Os materiais contidos no portal têm finalidade basicamente para pesquisa e ensino em Bioética. As informações sobre o Pesquisador Responsável solicitadas neste documento devem ser preenchidas com os dados do orientador no caso dos trabalhos acadêmicos. o portal de Bioética foi criado.214. pode ser obtido no endereço eletrônico abaixo e já vem com as instruções de preenchimento. Há grande riqueza nos textos contidos neste portal. 3.br .SISNEP .br/docs/FolhaRosto0312.gov. .doc. obrigatoriamente deve ser preenchida antes da entrega do projeto ao Comitê de Ética da instituição onde se pretende realizar a pesquisa.Elaborado por pesquisadores do Núcleo Interdisciplinar de Bioética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. José Roberto Goldim. em fevereiro de 1997.5.41/sisnep/pesquisador/ .3 Folha de Rosto para Pesquisa Envolvendo Seres Humanos A Folha de Rosto.

deliberativa.7 Termo de Consentimento Estes modelos podem ser obtidos nos endereços eletrônicos citados e poderão servir de base para elaboração de outros termos. especialmente. . aprovadas pelo Conselho. o Roteiro de parecer consubstanciado a ser emitido pelos CEPs.datasus. o Documentos requeridos para apresentação de projetos de pesquisa. normativa e educativa. o Permitir o acompanhamento dos projetos já aprovados (em condições de serem iniciados) pela população em geral e.gov. pelos participantes nas pesquisas. com a função de implementar as normas e diretrizes regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos.br/comissao/eticapesq. Os exemplos foram adaptados para o UNASP. o Fluxograma para tramitação dos projetos. Neste site é encontrada.50 o Orientar a tramitação de cada projeto para apreciação ética antes de seu início. o Facilitar aos pesquisadores o acompanhamento da situação de seus projetos.CEPorganizados nas instituições onde as pesquisas se realizam.htm http://conselho. entre outros assuntos. atuando conjuntamente com uma rede de Comitês de Ética em Pesquisa .htm A ou Comissão Nacional de Ética em Pesquisa – CONEP – órgão do Conselho Nacional de Saúde (CNS) foi criada através da Resolução 196/96.br/conselho/comissoes/etica/conep. • http://www. Tem função consultiva.saude. renovação de registro e acompanhamento dos CEPs.gov. 3. a documentação relacionada com ética em pesquisa: o Registro.

(Em caso de não haver riscos ou desconfortos: Não será feito nenhum procedimento que lhe traga qualquer desconforto ou risco à sua vida) (Ou especificar todos os desconfortos.).. mas terá a garantia de que todas as despesas necessárias para a realização da pesquisa não serão de sua responsabilidade. será necessário (responder perguntas sobre . etc. (Depois de lido e explicado o que estiver expresso no documento com os detalhes de esclarecimento.deve assinar a parte final do documento. Seu nome será mantido em sigilo. Estudos semelhantes têm permitido diversos avanços na área da saúde. Pela sua participação no estudo. Portanto sua participação é muito importante.. coletar sangue para . você não receberá qualquer valor em dinheiro.br/ pesquisa/cep/cep-modificacoes/cep-internet/modelo_de_termo_de_consentimento. medir . etc.. não aparecendo em qualquer momento do estudo. 1 . consultas de enfermagem semanais. Os objetivos deste estudo são (colocar sumariamente) e caso você participe.. se houver possibilidade de que eles ocorram: Você poderá ter algum desconforto quando receber uma picada para colher o sangue do seu braço.. permitindo novas descobertas e melhores formas de lidar com as doenças..htm Acesso em: 15 dez 2005. o participante colaborador ou sujeito do estudo . sem prejuízo no seu atendimento. O modelo 1 foi consultado no endereço eletrônico: http://www.fmtm.. Você poderá ter todas as informações que quiser e poderá não participar da pesquisa ou retirar seu consentimento a qualquer momento.. descrita na página seguinte).51 Modelo 11 Termo de Consentimento Você possui as características adequadas a uma pesquisa que estamos iniciando que são: (descrever as características que fazem do sujeito um candidato á pesquisa) e está sendo convidado a participar do estudo intitulado (nome do estudo). .). ..

. Sei que meu nome não será divulgado...../.. li e/ou ouvi o esclarecimento acima e compreendi para que serve o estudo e qual procedimento a que serei submetido. Eu concordo em participar do estudo.. . (nome do voluntário)..52 Descrição dos Esclarecimentos Termo de Consentimento Livre.../ ... sem justificar minha decisão e que isso não afetará minha relação com a instituição onde estou sendo atendido... Assinatura (do voluntário ou Número do RG responsável legal): Assinatura responsável: do pesquisador Assinatura do pesquisador orientador: de contato dos Telefone pesquisadores: Em caso de dúvida em relação a esse documento. você pode entrar em contato com o Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário Adventista de São Paulo pelo telefone (número com DDD). São Paulo.... . Após Esclarecimento Eu..... A explicação que recebi esclarece os riscos e benefícios do estudo...... Eu entendi que sou livre para interromper minha participação a qualquer momento........ que não terei despesas e não receberei dinheiro por participar do estudo.......

i) formas de ressarcimento das despesas decorrentes da participação na pesquisa. com informação prévia sobre a possibilidade de inclusão em grupo de controle e placebo. DECLARO. g) garantia de sigilo quanto aos dados confidenciais envolvidos na pesquisa. consinto voluntariamente (em participar/que meu dependente legal participe) desta pesquisa. em qualquer fase da pesquisa. de de 200__ O modelo 2 foi consultado no endereço eletrônico: http://www. outrossim. __________________________________. abaixo qualificado. h) formas de indenização diante dos eventuais danos decorrentes da pesquisa. d) forma de acompanhamento e assistência com seus devidos responsáveis. que fui devidamente esclarecido sobre o Projeto de Pesquisa intitulado: ________________________(Título do trabalho)_____________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ desenvolvido pelo(a) aluno ______________________________________________ do Curso ______________________________do Centro Universitário Adventista de São Paulo. DECLARO para fins de participação em pesquisa. e) garantia de esclarecimentos antes e durante o curso da pesquisa. 2 . sem penalização alguma e sem prejuízo ao seu cuidado. que após ter sido convenientemente esclarecido pelo pesquisador e ter entendido o que me (nos) foi explicado. objetivos e procedimentos que serão utilizados na pesquisa. quanto aos seguintes aspectos: a) justificativa. São Paulo. c) métodos alternativos existentes.br/ CEP/Termo-de-Consentimento-Livre-e-Esclarecido. b) desconfortos e riscos possíveis e os benefícios esperados. f) liberdade de se recusar a participar ou retirar seu consentimento.53 Modelo 22 TERMO DE CONSENTIMENTO Eu. na condição de (sujeito objeto da pesquisa/representante legal do sujeito objeto da pesquisa).doc Acesso em: 15 dez 2005. RG ____________.unit. assegurando-lhe absoluta privacidade. sobre a metodologia.

............. de de 200...................................:............. Cep:.. São Paulo............ Cidade:....................................................................................................................................... Sexo: M ( ) F( ) Endereço:........./.......... / ......54 TERMO DE CONSENTIMENTO Sujeito da Pesquisa: (Nome):..................... Natureza da Representação:........................ / ................................................................. Apto: . nº..................... __________________________ Assinatura do Pesquisador ...................................................... __________________________ Assinatura do Declarante DECLARAÇÃO DO PESQUISADOR DECLARO.......... o consentimento livre e esclarecido do declarante acima qualificado para a realização desta pesquisa.........................Apto:..................../.:.................. RG:........................... RG:.................. Cidade:... __________________________ Assinatura do Declarante Representante legal:............... para fins de realização de pesquisa..................Cep:............ cumprindo todas as exigências contidas nas alíneas acima elencadas e que obtive............................................. Tel.......................... Data de nascimento:......................................... de forma apropriada e voluntária..... Sexo: M ( ) F( ) Endereço: .. Data de nascimento:...................... Bairro:.............................. ter elaborado este Termo de Consentimento.....................................Tel............. Bairro:..................nº........

Porto elias.br Leonardo Tavares Martins leonardo.martins@unasp.edu. não podem ficar à parte do campo de interesse intelectual do pesquisador. 1979. este é constituído da sua própria realidade individual (VIEIRA PINTO. que precisa conhecer a natureza do seu trabalho.edu. e tantas outras questões deste gênero. os fundamentos existenciais.edu.porto@unasp.. porque.. a reflexão sobre o trabalho que executa. a determinação da origem.gomes@unasp.br Qualquer que seja o campo de atividade a que o trabalhador científico se aplique. o exame dos problemas epistemológicos que a penetração no desconhecido do mundo objetivo suscita.. poder e limites da capacidade perscrutadora da consciência. .3).55 A CONSTRUÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA Elias F. que se referem ao processo da pesquisa científica e da lógica da ciência.br Paulo Gomes Lima paulo. os suportes sociais e as finalidades culturais que o explicam. p.

O projeto de pesquisa é o planejamento prévio da pesquisa que sistematiza todas as etapas que serão realizadas no desenvolvimento da mesma. deve-se ter claramente qual é questão à qual se deseja uma resposta. Por exemplo. a relevância de se estudar determinado assunto (justificativa). Assim. demonstrando que o pesquisador já conhece o que a literatura apresenta sobre o assunto (desenvolvimento do tema) e todas as fontes consultadas para desenvolvimento do projeto (bibliografia). deve reunir. por isso ao elaborar o projeto. o que o estudo pretende demonstrar ou explicar (objetivos). uma vez que são eles que proporcionarão diretrizes metodológicas válidas dentro das convenções científicas. na verdade “não existe um padrão rigidamente estabelecido e imutável” (GONSALVES.1. Tem-se. Quando o problema é formulado como uma questão. por exemplo. o projeto de pesquisa deverá apontar para o problema a ser estudado e para o procedimento adotado para estudá-lo. qual campo do conhecimento. o .13). em quanto tempo o estudo será realizado (cronograma).1 PROJETO DE PESQUISA Um projeto pode ser organizado de diferentes formas. local epistemológico e época em que se situa a problemática (introdução). 2003.56 Para que qualquer pesquisa científica seja desenvolvida é necessário o estabelecimento de um projeto de pesquisa. todo projeto. os elementos citados anteriormente. uma apresentação do tema da pesquisa. para que tenha pertinência científica. p. que teorias e metodologias ajudarão o pesquisador na realização de seus objetivos (metodologia). Ao se formular um problema de pesquisa. no mínimo. facilita a identificação da problemática que se deseja estudar.1 O Problema Deve Ser Formulado Como Uma Pergunta O problema deve responder a algo que inquiete o pesquisador. entretanto. 4. precisamos considerar algumas regras importantes (GIL. é no projeto de pesquisa que se explicita o problema a ser estudado. 1999): 4.

não caberia propor um projeto de pesquisa para estudar a obesidade e as crianças. mas quando formula-se uma pergunta. Caso o problema não esteja claro. confuso sobre qual a pretensão do pesquisador (quais operários? de que política pública? de algum governo específico?) . ou seja. pois sem a devida delimitação isto seria inviável (quais crianças seriam estudadas? todas as brasileiras? todas as crianças do mundo? todas as crianças de escola particular?).1.57 tema: “a relação entre nutrição e obesidade”. haverá dificuldade em se compreender qual a pretensão do projeto. portanto. Por exemplo. o problema fica mais evidente e é possível compreender sua delimitação. um projeto que se proponha a analisar o conceito de operários sobre a política pública mostra-se incompleto e.1. Atenção ao escolher as palavras para que não haja contradição nem sentido diferente ao pretendido. veja como poderíamos transformar este tema em um problema corretamente formulado: “Que hábitos alimentares podem estar relacionados com a obesidade em escolares da terceira série do ensino fundamental de uma escola particular do município de São Paulo?” 4. ao formular o problema certifiquese de que a execução do projeto é viável.3 O Problema Deve Ter Clareza Os termos utilizados na construção do projeto devem ser claros e precisos. 4. Como um problema possui muitas dimensões.2 O Problema Deve Ser Delimitado a Uma Dimensão Viável O projeto deve ser exeqüível. percebe-se que está muito abrangente. o pesquisador deverá selecionar somente aquela(s) que interessa(m) ao estudo a ser realizado. Assim.

pois os itens principais.1 Esboço do Projeto de Pesquisa: 1 INTRODUÇÃO 2 OBJETIVOS 3 JUSTIFICATIVA 4 METODOLOGIA 5 DESENVOLVIMENTO DO TEMA 6 CRONOGRAMA 7 ORÇAMENTO 8 REFERÊNCIAS .1. devem estar contemplados. mencionados anteriormente.4 O Problema Deve Apresentar Bases Científicas Para a Análise Qualquer que seja o tipo de pesquisa proposto no projeto. deve-se deixar claro qual o procedimento estatístico para tratar tais informações e ao se fazer uso de uma proposta de estudo que seja qualitativa. deve-se deixar claro quais as fontes a serem consideradas e qual o procedimento adotado para análise. se os dados a serem analisados forem quantitativos.58 4.2 A Estrutura de Um Projeto de Pesquisa Embora existam diferentes propostas de estrutura de projeto na literatura. Assim. 4. 4. propomos uma estrutura didática de projeto de pesquisa que pretende ser ao mesmo tempo eficiente e pedagogicamente viável para os pesquisadores iniciantes. Assim. há similaridade entre as diferentes formas.2. deve-se usar como ferramentas para análise das informações o que seja aceito academicamente e nunca se apropriar de juízos de valor. de forma particular pois este tipo de procedimento não tem validade científica.

de modo breve. Problemas são perguntas que a pesquisa pretende resolver. Aborde o assunto geral sobre o qual se deseja realizar a pesquisa. definindo claramente o campo de conhecimento que pertence o assunto. do tema a ser pesquisado. qual foi a gênese do problema.1 Apresentação e Delimitação do Tema Delimitação inicial. A delimitação consiste na indicação. .2. • Do tempo: anos 20 (época da criação da ABE). Coloque o problema em forma interrogativa tornando-o mais diretivo. se houve antecedentes. No exemplo dado acima. o que demandará uma resposta clara. Ex: “Qual foi o papel desempenhado pela Associação Brasileira de Educação (ABE) no desenvolvimento da educação brasileira?”. situando seus limites e o lugar que ocupa no tempo e no espaço. decorrente de suas Conferências Nacionais de Educação”. Exemplo: “Este estudo delimita-se por desenvolver um estudo sobre a contribuição da ABE para o desenvolvimento da educação formal brasileira particularmente na década de 20. porque fez tal opção. Apresente o campo de conhecimento que pertence o assunto e identifique qual é a questão ou o problema a ser pesquisado. • Do local ao qual se refere o estudo (local epistemológico da pesquisa): Brasil – Conferências Nacionais de Educação. apresentando o que envolve o tema escolhido. definindo o campo de conhecimento.2 Definição dos Itens Essenciais no Projeto de Pesquisa 1 INTRODUÇÃO 1. Situa-se como pano de fundo. as circunstâncias que interferiram nesse processo. podemos identificar a delimitação do tema. pois há indicação: • Do campo do conhecimento: história da educação brasileira.59 4. Exponha como chegou ao tema de investigação.

Especificar. Assim. . Identificar. p. Descrever. Decidir. Diferenciar. estes são aspectos secundários do projeto. Contrastar. etc. Estabelecer. ou seja. Determinar. Entender. • Verificar a incidência de problemas posturais em crianças e adolescentes. Esquematizar.56). Produzir. Medir. Para formular o objetivo geral. alunos do ensino fundamental da Escola Adventista de Florianópolis. Localizar. Classificar. Verificar. Criticar. Estimar. Avaliar. Discutir. Deve ser sucinto e sugere-se que inicie com verbo no infinitivo. Divide-se em objetivo geral e objetivos específicos. • Comparar o comportamento de crianças escolares em situação de competição e de cooperação.. pense em responder à pergunta: o que você pretende com este projeto? (dentre os verbos mais utilizados. Propor. não é pertinente um objetivo aparentemente importante e bem construído.. Selecionar. É importante que os objetivos sejam exeqüíveis. É interessante que este objetivo seja apenas um e que esteja ligado diretamente ao problema levantado pelo pesquisador. Comparar. Interpretar. O objetivo geral deve ser apenas um e os objetivos específicos podem ser de 3 a 5. Exemplos: • Formular uma proposta de análise postural para crianças de 7 a 10 anos.60 2 OBJETIVOS Nesta parte indica-se o que é pretendido com o desenvolvimento da pesquisa. os objetivos servem para indicar a direção da ação. mas que não poderá ser atingido. Discriminar. 2003.). “O Objetivo é o que você pretende atingir com a sua pesquisa e não o que você vai fazer para atingi-lo” (GONSALVES. Esclarecer.1 Objetivo Geral Utilizando-se um verbo no infinitivo indica-se qual é a grande questão que procuraremos estudar na pesquisa. Documentar. Desenvolver. Explicar. Formular. Examinar. Construir. como exemplo: Analisar. Escolher. 2. podemos citar.

Para tanto. tanto em termos acadêmicos quanto nos seus aspectos de utilidade social. destacará a relevância do assunto.61 • Analisar em que grau e em que medida Zeferino Vaz contribuiu para a criação da Universidade Estadual de Campinas. 2. Esta seção deve ser redigida a partir das seguintes perguntas: O que esta pesquisa pode acrescentar à ciência onde se inscreve? (relevância científica). • Analisar os modelos que foram seguidos na formulação da proposta da Unicamp. pois isto poderá dificultar o controle de sua pesquisa. Aqui poderemos elencar mais de um objetivo acessório. buscar alcançá-los difusamente no desenvolvimento do trabalho. embora com um caráter secundário. o pesquisador procura demonstrar o valor do seu objeto de estudo. no entanto. poderá indicar um objetivo específico para cada capítulo ou caso prefira. irão contribuir para que se alcance o objetivo geral. não necessariamente. mostrará a viabilidade do tema enquanto objeto de pesquisa e indicará as razões de ordem pessoal que o levaram a eleger este tópico do conhecimento.2 Objetivos Específicos Aspectos que em conjunto propiciam a resolução do objetivo geral. mas. . 3 JUSTIFICATIVA Nesta seção. Estes objetivos. Se o pesquisador elaborar de 3 a 5 objetivos específicos. • Explicar a atuação direta e papel de Zeferino Vaz como ator expoente na criação da Unicamp. Que benefício poderá trazer à comunidade com a divulgação do trabalho? (relevância social). Exemplos: • Destacar a situação do ensino público superior no Estado de São Paulo em geral e no sudeste paulista em particular nos anos 60. também. não é interessante que o pesquisador desenvolva mais de 5 objetivos específicos.

Silva (2003). metodologia significa o estudo dos caminhos a serem seguidos. escolher. 4 METODOLOGIA O quadro teórico-metodológico é o referencial organizativo do “como” a pesquisa será realizada. investigação. Ex: “Este trabalho terá como referencial teórico as contribuições de Barros (2001). Lima (2001). Ramos Lamar (1998). quais são as possibilidades concretas de esta pesquisa vir a se realizar? (viabilidade). em outras palavras é o percurso ou o caminho a ser percorrido para se alcançar o objetivo estabelecido. por este tema? (interesse). Pode-se iniciar a metodologia com a indicação dos autores que serão o referencial da pesquisa. você deverá deixar claro quais procedimentos pretende utilizar na produção dos dados. quais os principais procedimentos empregados para que todos os objetivos planejados sejam satisfatoriamente alcançados. Buscando o sentido etimológico de metodologia encontraremos “Méthodos significando o caminho para chegar a um fim. quais as etapas da análise dos dados e outros detalhes como tipo da pesquisa. Witter (1999). p. Associar metodologia a um conjunto de técnicas ou procedimentos para coleta de dados é uma redução da amplitude deste item.” (Atenção: estes exemplos são apenas para finalidade didática. quais são os autores que serão as principais fontes teóricas de sustentação da pesquisa. sujeitos da pesquisa e espaço da pesquisa.. 2003.62). Neste item do projeto. por fim. incluindo aí os procedimentos escolhidos” (GONSALVES. Assim.. não se tratando em hipótese alguma de referências específicas). Indique no texto a relação entre o trabalho dos referidos autores e a proposta contemplada em teu projeto e as possíveis diferenças. enquanto logos indica estudo sistemático. . Em termos gerais.62 O que levou o pesquisador a se inclinar e.

Documental. se quantitativa ou se dialética. Participativa. • Segundo as fontes de informação: Campo. Explicativa. É importante também indicar a natureza da pesquisa. Levantamento. entretanto a partir de quatro grandes linhas de pesquisa (Histórica. bibliográfica. se qualitativa.63 4. Dizer apenas: “Como instrumento utilizarei a entrevista semi-estruturada” definitivamente não é suficiente para a metodologia! Requer-se uma detalhada descrição de todo o procedimento. Qualitativa. Bibliográfica. estudo de caso. • Segundo a natureza dos dados: Quantitativa. Documental. ex-postfacto. Experimental. • Segundo os procedimentos de coleta: Experimento. Descritiva. Laboratório.1 Abordagem da Pesquisa Aqui o pesquisador deverá deixar claro que tipo de pesquisa desenvolverá: experimental. documental. Descritiva. Bibliográfica. Experimental e Ex-Post-Facto) observe os diferentes tipos de classificação possíveis: • Segundo os objetivos: Exploratória. pesquisa ação. Estudo de Caso. Existe na literatura diferentes conceituações a respeito da classificação da pesquisa e pode-se utilizar a perspectiva que melhor se adequar ao seu tipo de trabalho. pesquisa participante ou ainda se a pesquisa será um levantamento bibliográfico. Algumas perguntas podem ajudar a deixar claro este item do projeto: Quais os critérios adotados para a escolha desta população? Quais as características particulares desta população que a diferencias de outros grupos? Toda a população escolhida será estudada ou será selecionada uma amostra para o estudo? Como se deu a escolha da amostra (forma probabilística – aleatória simples ou randômica estratificada ou não-probabilística – acidental ou intencional)? . 4.2 Sujeitos da Pesquisa É importante deixar claro qual a população a ser estudada e dentro de qual universo esta população se encaixa.

quais as medidas serão tomadas.4 Organização e Análise dos Dados O processo de análise dos dados pode envolver diversos procedimentos: codificação das repostas. quais alterações. Deve-se ainda evidenciar quais informações pretende obter a partir de determinado procedimento ou instrumento e como será aplicado. havendo seres vivos envolvidos na pesquisa (quer seja a aplicação de um questionário. Outra informação absolutamente necessária que o projeto deve apresentar é que. onde serão obtidas. deve-se dizer se haverá algum software ou fórmulas específicas para a análise. levantamento de dados. pois existem diferentes técnicas para a obtenção dos dados: o questionário. o que será extraído das fontes para a análise. Se houver cálculos estatísticos. Diferentes formas de pesquisa devem esclarecer sobre o que está envolvido na forma de se obter os dados a serem analisados. se foi adaptado ou se está seguindo um modelo sugerido por outro pesquisador. Se o projeto pretende. Este item do projeto deverá esclarecer o leitor sobre o que será feito com os dados obtidos. deve-se esclarecer no projeto se haverá alguma alteração no meio onde vivem. Se a pesquisa for documental. observação direta. 4. que instrumentos serão utilizados nas avaliações. se a pesquisa envolver seres vivos. avaliação física. a entrevista. análise de discurso. deverá haver aprovação do comitê de ética para que haja continuidade do projeto. o formulário. . por exemplo. se a pesquisa prevê a aplicação de questionário.64 4.3 Coleta de Dados e Instrumento A forma como se procederá a coleta deve estar detalhada. análise de conteúdo entre outras formas possíveis. tabulação dos dados e cálculos estatísticos. se haverá a administração de algum produto aos seres em observação. deve-se deixar claro qual critério adotado na escolha do instrumento. etc. ou seja. deve-se dizer quem fará as medidas. como se dará a interpretação dos dados. manipulação de animais). deve-se esclarecer sobre quais são as fontes. uma entrevista. se foi criado pelo pesquisador. fazer a avaliação física em crianças. em que local.

entretanto não é obrigatório este capítulo. circunscrever. este item pode estar dividido em capítulos. Assim. com uma exposição mais objetiva e técnica. Retomando o que já foi anunciado na Introdução. pois dependendo do tipo de pesquisa. colocar o problema. ou seja. como o tema está problematizado e. Na introdução é apresentado o tema de forma mais ampla e aqui de forma mais profunda. citações e comentários. Privilegie os textos mais importantes e mais recentes sobre seu tema. Como o projeto e a redação final do TCC estão muito próximos no tempo. a revisão se mostrará presente em vários capítulos. se em comum acordo com o orientador houver a proposta para a inclusão de Hipótese no projeto. logicamente que acrescido de mais informações. consequentemente porque ele precisa ainda ser pesquisado. as leituras já realizadas. procure agora. Você deve demonstrar domínio sobre o que outros autores estudaram a respeito do tema escolhido e expor tais idéias. Trata-se portanto de delimitar. Sendo a Hipótese uma resposta provisórias. Aqui cabe fazer a contextualização do que há publicado sobre o assunto e como outros autores têm estudado este tema. onde o aluno deve apresentar de forma mais profunda o que conhece sobre o tema. que o . o texto deste item será usado também no trabalho final. anterior à pesquisa. pode-se ter um capítulo destinado a revisão de literatura. como a literatura aborda o objeto de estudo e mostrar que as questões envolvidas com o tema já são de seu conhecimento. Se em comum acordo com o orientador. este item mostra-se importante para que o aluno possa alcançar o texto final completo. Entretanto. pois há perspectivas metodológicas que excluem a utilização de uma hipótese afirmando que a ciência deveria ir em busca a uma resposta sem pressupor uma possível resposta pois isto poderia influenciar no encaminhamento da pesquisa. Este é o momento onde os textos/documentos estudados devem aparecer. a partir do que foi feito no projeto. esta é uma varredura exploratória. mas que não pode ser precária. o tema-problema com um maior aprofundamento. poderá ser feito dentro deste item. Para facilitar a apresentação do projeto. A utilização de uma Hipótese no projeto não é obrigatória.65 5 DESENVOLVIMENTO DO TEMA Esta é a parte central do texto.

Qualquer que seja o modelo adotado. Sugere-se a seguir dois modelos distintos. . de forma sugestiva. O resultado da pesquisa poderá negar ou confirmar a hipótese. O detalhamento dos itens mostra a organização do pesquisador e isto poderá ser decisivo para se obter êxito na execução do projeto.66 pesquisador oferece. o importante é detalhar cada parte do projeto e o tempo em que se dará cada atividade. ou seja. 2006 2006 2006 2006 ANO Fevereiro Março a Abril Abril a Maio Junho MÊS Levantamento de obras que interessam à pesquisa Aquisição e leitura dos textos Digitação da introdução Encaminhamento ao comitê de ética ATIVIDADE MÊS ATIVIDADE 1. caberia esta colocação dentro do desenvolvimento do tema como a perspectiva do pesquisador sobre o problema estudado. Um bom procedimento seria trabalhar com um problema e uma hipótese centrais e bem definidas. delimitando o tempo para cada momento. 6 CRONOGRAMA Neste item deve ser feita a previsão de duração de cada fase do projeto. Digitação da introdução 4. Levantamento de obras que interessam à pesquisa 2. nem todos precisam estar mencionados em teu projeto e você poderá acrescentar outros que julgar necessário. a seguir listamos alguns destes itens. • Levantamento das obras que interessam à pesquisa. Aquisição e leitura dos textos 3. Evidentemente a Hipótese não deve estar dissociada de uma atenta relação com o que a literatura apresenta sobre a temática estudada. Encaminhamento ao comitê de ética 2006 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 X XX XX 1 2 X No detalhamento das atividades e do tempo necessário para a execução você deverá definir quais itens estarão previstos para o teu projeto.

equipamentos ou se haverá despesa com pessoal. Inclua detalhadamente o valor para cada item a ser custeado e em que momento isto deve ocorrer. não há a necessidade de colocar este item no projeto. isto deverá estar previsto. conforme categorias estabelecidas • Primeira redação • Correções e intervenções do orientador • Segunda redação • encadernação • Apresentação do trabalho • Correções do texto final • Encaminhamento do texto final corrigido 7 ORÇAMENTO A previsão orçamentária não será necessária a todos os projetos. entretanto se você pretende utilizar reagentes.67 • Aquisição de textos ou livros pertinentes ao objeto de pesquisa • Leituras intensivas sobre o tema • Registro dos conteúdos (literaturas e coletas efetuadas) • Sistematização do material • Coleta de dados • Interpretação dos dados. Se teu projeto não prevê custos. bem como no TCC. ou qualquer outro tipo de custo para a execução do projeto ou análise dos dados. O pesquisador deve ter claro que esta lista de referências poderá ampliar-se ao final da pesquisa. material de laboratório. já que novos . É importante descrever se haverá solicitação de financiamento para órgãos de fomento à pesquisa ou quem deverá custear o projeto. portanto as obras aqui mencionadas não devem servir de limite para a continuidade do projeto. transporte. 8 REFERÊNCIAS Reúne-se aqui uma relação das fontes / obras utilizadas para a elaboração do Projeto e que serão utilizadas na Pesquisa propriamente dita.

O texto deve estar formatado em papel A4. Deixe 3cm de margem esquerda e superior e 2cm de margem. Arial. página de rosto e sumário. inferior e direita. espaço 1. 4. . a partir da primeira folha da parte textual. fonte 12.2. Siga a ordem dos itens do projeto conforme descrito anteriormente. segundo o modelo a seguir. em algarismos arábicos.5.68 documentos poderão ser identificados no desenvolvimento do processo de investigação.3 Apresentação Gráfica O projeto deve incluir capa. no canto superior direito da folha. A numeração é colocada. As referências devem seguir a norma apresentada no capítulo 7.

.. CURSO ..69 CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO CAMPUS . (Arial 14 / Negrito) TÍTULO DO PROJETO (Arial 18 / Negrito) AUTOR(ES) (Arial 14 / Negrito) CIDADE – ESTADO ANO (Arial 14 / Negrito) FIGURA 1 Modelo de capa para projetos de pesquisa ..

70 CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO CAMPUS ENGENHEIRO COELHO CURSO DE PEDAGOGIA HÁBITOS DE ESTUDO E RENDIMENTO ESCOLAR DE ALUNOS DO ENSINO MÉDIO FÁBIO LUIS SILVA LUÍZA BELA SILVA ENGENHEIRO COELHO – SP 2005 FIGURA 2 Exemplo de capa para projeto de pesquisa .

71 NOME (Arial 14) TÍTULO (Arial 18) CIDADE – ESTADO ANO (Arial 14 / Negrito) FIGURA 3 Modelo de folha de rosto para projeto de pesquisa .

como requisito parcial à disciplina Trabalho de Conclusão de Curso I. Projeto de pesquisa apresentado ao curso de Pedagogia do Centro Universitário Orientador(a) Prof. Ms. como (Arial 12) requisito parcial à Disciplina Trabalho de Conclusão de Curso I. campus EC. campus ___.72 FÁBIO LUIS SILVA LUÍZA BELA SILVA HÁBITOS DE ESTUDO E RENDIMENTO ESCOLAR DE ALUNOS DE ENSINO MÉDIO Projeto de pesquisa apresentado ao curso de Pedagogia do Centro Universitário Adventista São Paulo. ___ Adventista São Paulo. Orientadora Prof. Maria Silva . Engenheiro Coelho – SP 2005 FIGURA 4 Exemplo de folha de rosto para projeto de pesquisa .

........................................................................................................................... 18 7...................... ORÇAMENTO.......................3 Nome do Capítulo .................................................... REFERÊNCIAS..................................73 SUMÁRIO 1.... JUSTIFICATIVA................................ 16 6.................11 5.............. 5 3....................................... 3 2..................... OBJETIVOS.DESENVOLVIMENTO DO TEMA............. 19 8..... 8 5...................................................................................... CRONOGRAMA...........1 Nome do Capítulo .... 20 FIGURA 5 Exemplo de sumário para projeto ... 6 4.............................................................................................. INTRODUÇÃO....................... 14 5...............2 Nome do Capítulo ........................... 11 5............................................................................................................ METODOLOGIA ...........................................................................................

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A CONSTRUÇÃO DA MONOGRAFIA
Elias F. Porto elias.porto@unasp.edu.br Kátia Corina Vieira katia.vieira@unasp.edu.br Leonardo Tavares Martins leonardo.martins@unasp.edu.br Paulo Gomes Lima paulo.gomes@unasp.edu.br

A atividade de pesquisa é uma atividade racional. Implica no mais profundo e elevado exercício da razão da parte do homem. Talvez seja nessa atividade mais do que em qualquer outra que o homem possa dar expressão ao seu ímpeto de criatividade (DUSILEK, 1978, p.34).

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5 MONOGRAFIA
O capítulo anterior apresentou o que é um projeto e como estruturá-lo. Agora, chegou a hora de fazer tudo o que o projeto previa. É hora de usar o projeto como um mapa, um guia, na realização da pesquisa. Boa parte do que se escreveu no projeto foi um exercício de definição e previsão. Definição do que se irá pesquisar, de quais objetivos pretende-se alcançar, de argumentos que justifiquem a realização da pesquisa, definição e previsão dos aspectos metodológicos mais adequados à realização e alcance dos objetivos propostos e quais seriam os fundamentos teóricos essenciais, definição das tarefas a serem realizadas, previsão de quando essas tarefas seriam realizadas e de despesas para fazer a pesquisa. Percebe-se que tudo que está ligado ao projeto gira em torno de planejamento. Após o planejamento vem a execução: construção da monografia.

5.1 O Que é Uma Monografia
Após o projeto estar pronto e aprovado, pode-se pensar na monografia, pois esta será a realização daquilo que foi expresso no projeto. Este é o momento de buscar nas mais variadas fontes a informação necessária para aprofundar e desenvolver a pesquisa previamente planejada e, ao final, apresentar os resultados da pesquisa. A essa apresentação de resultados chamamos de monografia. De acordo com Medeiros (2004, p. 248), monografia “é uma dissertação que trata de um assunto particular, de forma sistemática e completa.” É necessário destacar, inicialmente, que a monografia constitui-se num estilo específico de redação: a dissertação. Sobre este estilo, a dissertação, vale lembrear que ela costuma discorrer sobre um tema determinado, de forma argumentativa, ou seja, o escritor de uma dissertação costuma ter uma idéia, uma posição, um ponto de vista e discute o tema escolhido. Para tanto, o texto de uma dissertação costuma ser inquisidor e, às vezes, até provocativo, através da apresentação de fatos e evidências. Quanto à estrutura, as

76 dissertações, costumam ter uma introdução, um desenvolvimento e uma conclusão. Em segundo lugar, deve-se notar que uma monografia deve tratar de apenas um tema, apenas um assunto. Esse tema ou assunto foi definido e delimitado quando da elaboração do projeto de pesquisa. Alguns elementos do projeto definem o tema ou o assunto da monografia. Desses elementos, os mais importantes são o problema de pesquisa e o objetivo ou os objetivos. Estes itens do projeto mostram-se alicerces da pesquisa e, conseqüentemente, da monografia. Em terceiro lugar, uma monografia trata o tema de forma sistemática. Algo sistemático, no senso comum, pode ser considerado negativo. No dia a dia pode-se dizer que fulano é “sistemático”, como uma forma educada de dizer que esse alguém, sob determinado ponto de vista, é uma pessoa “caxias", “certinha demais”, “metódica demais”, “chata”. Mas, para que se compreenda o que significa sistemático, deve-se primeiro entender o que significa a palavra sistema, que é a origem do termo sistemático. A definição de sistema está associada à idéia de um conjunto de partes que se relacionam entre si e que, juntas, formam um todo. Ao traduzirmos essa idéia para algo mais concreto, poderíamos exemplificar dizendo que o computador no qual se produz um texto, composto de uma CPU, um monitor, um teclado e um mouse, é um sistema. Também poderíamos dizer que o UNASP, com seus três campi e dezenas de departamentos e cursos é um sistema. O corpo humano, com seus órgãos, membros, células e tecidos é um sistema. A partir daí, se compreendemos o que é um sistema, fica mais fácil entendermos o que significa ser sistemático. De acordo com o dicionário Aurélio, sistemático é aquilo que é ordenado, metódico, coerente com uma determinada linha de pensamento ou ação. Então, como podemos entender um texto, uma redação, uma monografia dentro dessa idéia de sistema e sistemático? Bem, a monografia será composta e estruturada a partir de diversas partes, cada qual com sua função. Mas, quando todas essas partes forem olhadas em conjunto, devem fazer sentido, devem compor um único trabalho. Uma monografia deve ser sistemática porque nela deve haver

inteira. conclusão ou considerações finais e . A esses trabalhos chamamos de trabalhos monográficos. 5. organização e método que lhe dêem um sentido de unidade às suas diversas partes. Durante um curso de graduação normalmente se produz diversos trabalhos monográficos. afinal. a correta definição do problema de pesquisa e dos objetivos é essencial para que isso seja possível. é preciso reconhecer que há mais de um tipo de monografia. Estes trabalhos não costumam ser muito extensos. quem é que sabe tudo sobre alguma coisa para tratá-la de maneira completa? Quem é que consegue num único trabalho escrito tratar de tudo que faz parte de um determinado assunto? Por isso é tão importante delimitar o tema da pesquisa. através de entrevistas ou análise de documentos. Mais uma vez. Em quarto lugar. fica claro o quanto se propõe a abranger dentro da monografia. folha de rosto. as partes ou capítulos de desenvolvimento. Isso quer dizer que ao escrever uma monografia deve-se atentar para a necessidade de tratar o tema escolhido em seu todo. Quando o problema de pesquisa e os objetivos estão definidos.2 Tipos de Monografia A partir do conhecimento básico do que é uma monografia. introdução. Portanto. Evidentemente mostrar domínio completo de determinado assunto. Geralmente acabam por ter entre 10 e 20 páginas e possuem uma estruturação bastante simplificada. presunçoso. sumário. seria. Essa estrutura costuma ser composta de capa. dentro do que foi estipulado como problema de pesquisa e objetivos.77 coerência. Entende-se monografia como um termo genérico que identifica trabalhos escritos com as características que acabamos de discutir. no mínimo. com a quantidade de informaçoes disponíveis atualmente. É bastante comum que o professor de uma disciplina solicite aos alunos que façam um trabalho escrito sobre um determinado tema. uma monografia deve ser completa. a partir de pesquisa bibliográfica ou até mesmo com alguma coleta de dados em campo. uma monografia deve tratar de um tema ou assunto de forma completa.

apresentar também a estrutura que será aceita. estudo independente. outros ainda apenas de trabalho escrito. os TCCs podem ter em geral 50 ou mais páginas. De acordo com a ABNT (NBR 14724). Dependendo do curso. outros de papers. outros de trabalhos acadêmicos. ao apresentar a proposta. curso. Comunicação Social. Essas questões. por suas características. ou até mesmo a proposta de um trabalho profissional. em geral. Há também cursos que abrem a possibilidade ao aluno de fazer um TCC que não seja necessariamente uma pesquisa científica. que deve ser obrigatoriamente emanado da disciplina. devendo expressar conhecimento do assunto escolhido. Deve ser feito sob a coordenação de um orientador (2000. mas que seja uma espécie de relatório de atividades profissionais desenvolvidas. em outros pode ser realizado em duplas ou trios. 2). em geral costuma ser mais extenso e assume uma estrutura mais complexa.78 referências. é possível fazer um excelente TCC de 20 páginas. costuma-se recomendar fortemente que os resultados dessas pesquisas tenham algum benefício prático ou utilidade na atividade profissional. já servem como preparo para a monografia de conclusão de curso ou TCC. Enfermagem. p. Nutrição e outros. pois dadas as particularidades de cada curso e as diferentes alternativas. Estas outras formas não serão aqui discutidas. dependem das . o curso deverá. Um TCC. com a possibilidade de vir a ser executado ou não. Os tipos. De qualquer forma. módulo. se comparado aos trabalhos monográficos feitos durante o curso de graduação. formas e extensão dos TCCs variam bastante de curso para curso. apesar da relativa simplicidade. Alguns chamam estes trabalhos de monografias. Nos cursos de ciências aplicadas como Administração. programa e outros ministrados. Em alguns cursos o TCC é desenvolvido apenas individualmente. o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é um documento que representa o resultado de estudo. Na maioria dos cursos do UNASP o tipo de TCC mais comum é aquele que apresenta os resultados de uma pesquisa científica. Em outro curso. esses trabalhos em geral podem ser classificados como monografias e. Educação Física. Há também a possibilidade de algum curso oferecer a possibilidade que um aluno entregue um artigo submetido a publicação em lugar do Trabalho de Conclusão de Curso. na medida em que são bem produzidos.

dos recursos humanos e materiais disponíveis. A Dissertação é uma espécie de TCC para quem faz um curso de mestrado e a Tese.3 Estrutura e Formatação da Monografia A norma da ABNT que estipula os padrões dos trabalhos acadêmicos. Além disso. Portanto. Ambas são obrigatoriamente resultantes de pesquisa científica e. a Tese ainda se diferencia pelo fato de o autor precisar apresentar uma “real contribuição para a área de especialidade” (NBR 14724). do tipo do curso. espera-se um maior grau de profundidade e rigor do que no TCC da graduação. 5. Os dois últimos tipos de trabalhos monográficos que apenas mencionaremos. de agosto de 2002. um TCC deve ser composto pelas seguintes partes: . é a NBR 14724. além de outros fatores que não cabe aqui detalhar. para quem faz doutorado. obviamente. são a Dissertação e a Tese. tais como os trabalhos monográficos. de acordo com esta norma. Você deve procurar se informar sobre as peculiaridades sobre TCC do seu curso antes de iniciar o processo de execução.79 políticas de ensino definidas em cada curso.

Metodologia.80 Quadro 1 – Elementos da monografia ESTRUTURA Pré-texto Texto Pós-texto *Elemento opcional ** Elemento definido como opcional ou obrigatório pela coordenação de TCC de cada curso *** Elemento condicionado à quantidade de elementos a serem listados **** O Desenvolvimento se subdivide em 5 capítulos: Objetivos. Revisão Bibliográfica e Apresentação e Análise dos Dados Fonte: ABNT. Justificativa. de acordo com a NBR 14724 (2002) o trabalho deve obedecer aos seguintes parâmetros gerais: Quadro 2 – Critérios e parâmetros de formatação da monografia Item Tamanho do papel Cor da impressão Parâmetro A4 Preta Apenas na frente da folha. 2002 Capa Folha de rosto Ficha catalográfica Errata* Folha de aprovação* Dedicatória(s)* Agradecimento(s)* Epígrafe* Resumo em português Abstract (resumo em inglês)** Lista de ilustrações*** Lista de tabelas*** Lista de abreviaturas e siglas*** Lista de símbolos*** Sumário Introdução Desenvolvimento**** Conclusão Referências Glossário Apêndice(s)* Anexo(s)* Índice(s)* ELEMENTOS Quanto à formatação. com exceção da folha de rosto que é utilizada na frente e no verso. Arial Texto: 16 Título: 16 ou 18 Texto: 12 Títulos: 14 Citações longas: 11 Notas de rodapé: 10 Superior: 3 cm Esquerda: 3 cm Inferior: 2 cm Direita: 2 cm Local de impressão Tipo de letra Tamanho da letra na capa e folha de rosto Tamanho da letra no restante do trabalho Margens . NBR 14724.

sem recuo Texto: alinhamento justificado Títulos principais ou de 1º nível: 1. Início da numeração: a partir da primeira folha da parte textual.5 cm Citações longas e texto da folha de aprovação: 4 cm Início de parágrafos: 1.2.1. epígrafes. legendas de ilustrações.25 cm ou 1 tab Texto: De acordo com a ABNT. gráficos e ficha catalográfica: Simples Subtítulos: 2 X 1. figuras.5 Citações longas. 3. figura. quadro). Recuos Espaço entre linhas Notas de rodapé Alinhamento Numeração Paginação Ilustrações. deve ser usado espaço simples. para os TCCs do UNASP.1. 2.81 Epigrafes e dedicatórias: 7. tabelas. quadros . recomendamos o uso de espaço 1.2.1.2.1) O título ou subtítulo é separado de seu respectivo número apenas por um espaço. apresentar o termo designativo (ilustração.2. notas de rodapé.1.2.1.1. referências. 1. figuras.1.5 entre o subtítulo e o texto que o precede e 1 X 1. porém. referências. apêndices. Indicação da fonte: caso o que estiver sendo apresentado não tenha sido elaborado pelo autor do trabalho. Subtítulos 2º nível: 1..5 entre o subtítulo e o texto que sucede Tamanho da letra: 10 Espaço entre linhas: Simples As notas de rodapé devem ser separadas do texto por uma linha de 3 cm de cumprimento. abaixo da ilustração. anexos e índice): centralizados Títulos numerados (parte textual): alinhados à esquerda Subtítulos (2º. sumário. hífens e quaisquer outros recursos gráficos. abstract. não devem ser usados pontos.. 3.1. resumo. 3.1. 2. 3.1. mas não será numerada. embora as folhas sejam contadas.1. Término da numeração: última folha do pós-texto Localização da numeração: canto superior direito da página Tipo de número: arábicos Tamanho do número: 10 Localização da ilustração: o mais próximo possível do texto que faz referência à ilustração. 2. portanto.2. agradecimentos. ou seja. 3º nível) numerados: alinhados à esquerda.. Subtítulos de 3º nível: 1. 1. 2.. a partir da primeira folha da introdução. Início da contagem: a folha de rosto será a primeira folha a ser contada. não há.1. 2. gráfico. numeraçao no pré-texto.. a partir da margem esquerda Títulos não numerados (errata. Evitar subtítulos de 4º nível para cima (1. seguido da numeração de ordem de ocorrência no texto e do título. espaço duplo. gráficos. 3. se a identificação ocupar mais de uma linha.1. a fonte deve ser indicada na linha subseqüente à identificação da ilustração.1. Identificação: em letra tamanho 12. listas..

deve-se acrescentar dois pontos após a última letra do título. acima da tabela. Indicação da fonte: caso a tabela não tenha sido elaborada pelo autor do trabalho.1 Capa A capa deve contar as seguintes informações. Campus Hortolândia ou Campus São Paulo. tais como dedicatória. exatamente nesta ordem: Nome da instituição: centralizado. deve ser usado espaço simples. em Arial maiúsculas. se a identificação ocupar mais de uma linha. Em geral são feitos depois que a parte textual do TCC já está pronta. Tabelas Fonte: Adaptado de ABNT. sem negrito. mesmo sendo opcionais.4 Elementos Pré-textuais O TCC.82 Localização da tabela: o mais próximo possível do texto a que se refere Identificação: em letra tamanho 12. NBR 14724. 2002 5. logo abaixo da tabela. Complementos do título: centralizados. A seguir são apresentados comentários e instruções gerais sobre cada um destes itens. a fonte deve ser indicada. após o título. Unidade da instituição: centralizado. agradecimentos e epígrafe. tamanho 16: Centro Universitário Adventista de São Paulo. em Arial maiúsculas. alinhada á esquerda da tabela. quando houver algum complemento. especialmente aqueles de caráter pessoal. Após esses comentários e antes de passarmos para a parte textual do TCC. o texto e o pós-texto. Título: centralizado. em Arial maiúsculas. há um exemplo da parte pré-textual contendo os elementos em geral incluídos em um TCC. . como toda monografia.4. tamanho 16: Campus Engenheiro Coelho. negrito. Alguns desses elementos são opcionais e. 5. são amplamente utilizados. apresentar o termo designativo (tabela) seguido da numeração de ordem de ocorrência no texto e do título. tamanho 16. tamanho 16 ou 18. em Arial maiúsculas. Os elementos pré-textuais são todas as partes que antecedem a introdução. é subdividido em três grandes partes: o pré-texto. dependendo do tamanho do título.

Projeto Experimental. negrito. Título: centralizado. . a existência desse complemento deve ser indicada acrescentando-se dois pontos após a última letra do título. licenciatura ou especialização). centralizado. sem negrito. Complementos do título: centralizados.4. Epígrafe descritiva do trabalho: localizada a 7. área de concentração (curso) e nome da instituição à qual o trabalho será submetido à avaliação (Centro Universitário Adventista de São Paulo. Na frente devem ser apresentadas as seguintes informações. ou Campus São Paulo). em Arial 12. sem negrito e espaço simples entre as linhas. tamanho 16. fazendo uso de letras maiúsculas e minúsculas. motivo pelo qual o trabalho foi realizado (para aprovação em uma disciplina. tamanho 16. tamanho 16 ou 18. Local: centralizado. em Arial maiúsculas. o texto da epígrafe deve indicar o tipo do trabalho (Projeto de Pesquisa. neste caso. sem negrito. Dissertação. em Arial maiúsculas. nesta ordem: Nome completo do(s) autor(es): centralizado(s). Ano: de entrega do trabalho. sem negrito. Tese. ou Campus Hortolândia. alinhamento justificado. sem negrito. tamanho 16.5 cm da margem. em Arial maiúsculas. em Arial maiúsculas. em Arial maiúsculas. Campus Engenheiro Coelho. em Arial maiúsculas. tamanho 16.2 Folha de Rosto A folha de rosto é a única de todo o TCC que apresenta conteúdo na frente e no verso.83 Nome completo do(s) autor(es): centralizado(s). tamanho 16: Engenheiro Coelho. se houver algum complemento. dependendo do tamanho do título. sem negrito. Monografia de Pós-Graduação). Hortolândia ou São Paulo e estado (SP). Trabalho de Conclusão de Curso. após o título. 5. para obtenção do bacharelado.

a cargo da biblioteca do campus. apesar de não numerada. indicando qual o erro. A elaboração de ficha catalográfica envolve conhecimentos técnicos de biblioteconomia. 5. Hortolândia ou São Paulo. A respectiva titulação e o nome do professor. Ano: de entrega do trabalho. Local: centralizado. procure orientação junto à coordenação de TCC do seu curso a fim de saber como proceder. o que alterará a numeração de todo o texto e que.4 Errata A errata é opcional. deve ser antecedido pela indicação “Orientador:” . Por isso. a forma correta e a localizaçao no texto. Apesar da possibilidade de utilização da errata. sem negrito. depois de impresso o trabalho. com um recuo de 7. deve-se considerar que a página da errata deverá ser contada.3 Ficha Catalográfica A ficha catalográfica deverá ser impressa no verso da folha de rosto. negrito. Ao final deste item (elementos pré-textuais) incluímos um exemplo dos elementos prétextuais. 5. sem negrito. Logo abaixo. apresente a errata da seguinte maneira: Página 43 52 Linha 12 1 Onde se lê Constituisse Finalmnte Leia-se constitui-se Finalmente. Ela serve para indicar ao leitor a presença de erros no texto. como os erros para aparecerem na errata . entretanto não colocamos a Ficha Catalográfica pois a confecção desta ficha requer conhecimentos técnicos conforme mencionamos acima e sua elaboração está. normalmente. Mas. identifica-se ainda algum erro no texto. centralizado.4. tamanho 16: Engenheiro Coelho. Arial 14. pode-se fazer uso da errata. tamanho 16.4. para elaborá-la. o que é errata e quando incluí-la? Se. centralizado.5 cm. em Arial maiúsculas. em Arial maiúsculas.84 Nome completo do orientador: deve ser apresentada. No alto da folha aparece o título “Errata”. a exemplo da epígrafe descritiva.

no . talvez seja mais simples corrigir os erros no texto.5 Folha de Aprovação A folha de aprovação não deve ser titulada.6 Dedicatória A dedicatória é opcional e. acaba por desqualificar todo o texto. ou muito extensa. O primeiro nome da lista de assinaturas deve ser do professor orientador. para obtenção do título de Bacharel em Nutrição. sem negrito.4. por banca composta pelos seguintes membros: Após este pequeno texto você deverá incluir as linhas para assinatura dos membros da banca. Assim. haverá espaço para assinaturas grandes. Vale ainda ressaltar que uma errata contendo erros mais sérios.4. precedido da respectiva titulação. em geral curto. sob o título “Culinária brasileira: um estudo sobre o uso do gengibre na culinária do sul do Brasil”. um texto semelhante ao que se segue (justificado. 5. Arial 14.85 deverão estar localizados. também não é titulada. Abaixo de cada linha. assim como a folha de aprovação. apresentado e aprovado no dia 20 novembro de 2006. distribuindo bem os nomes dos componentes da banca. Trata-se de um texto. O melhor é não terminar o trabalho às pressas a fim de que haja tempo para se fazer uma boa revisão do texto antes de entregá-lo. deve constar o nome do componente da banca. de caráter sentimental. no alto. Utilize o espaço disponível da folha completamente. seguido pelo avaliador. com um recuo de 4 cm.5)): Trabalho de Conclusão de Curso elaborado por Lucélia Priscila Rodrigues. 5. espaço 1. Deve ser colocado.

à margem direita e com alinhamento justificado. uma frase célebre. centralizado.4.4. ou àqueles que deram suporte técnico e operacional (como coordenação do curso. como uma lista. Em geral são usados para epígrafe pensamentos.86 qual o autor dedica o trabalho a alguma instituição ou a alguém. Logo após o título. Deve ser apresentada entre aspas. 5. junto à margem direita e com alinhamento justificado. professores do curso. vêm os agradecimentos. instituição de ensino superior. professor orientador). sem negrito. com um recuo de 7. de alguma maneira. se estabeleça uma relação entre a epígrafe e a idéia central do trabalho.9 Resumo No alto da página indique o título “Resumo”. Considere que deixar de agradecer a uma instituição ou empresa que abriu as portas para a realização da pesquisa. negrito. indica no mínimo falta de humildade e maturidade acadêmica e profissional. trecho de música ou de algum texto. coordenação de TCC. Arial 14.8 Epígrafe Trata-se de mais um elemento opcional e não deve ser titulado. Arial 14. Arial 14. ou em tópicos. negrito. ao final. em negrito e. A epígrafe deve aparecer na parte inferior da página. entre parênteses. Arial 14. 5. O resumo deve ser um texto composto por frases preferencialmente curtas.5 cm de recuo.7 Agradecimentos Também é opcional. Recomenda-se que a menção seja feita a pessoas ou instituições que contribuíram diretamente para a realização do trabalho e pessoas que de forma indireta foram importantes para a concretização do trabalho. negrito.5 cm. provérbios. que podem ser apresentados na forma de um texto corrido. a autoria. O texto deve aparecer na parte inferior da folha. centralizado. O restante do . 5.4. É interessante que. No alto da folha indica-se “Agradecimentos”. com 7. A primeira frase deve deixar claro o tema do trabalho.

O resumo deve ser seguido de palavras representativas do conteúdo do trabalho. Portanto. . se o resumo em língua estrangeira é elemento obrigatório. também. os direcionamentos metodológicos mais importantes e os resultados e conclusões mais relevantes. Se o seu trabalho apresenta até quatro itens que comporiam uma lista. então não será necessário apresentá-la. espaço 1. Certifique-se sobre a obrigatoriedade ou não com o coordenador de TCC de teu curso. quais os principais fundamentos teóricos.5 e deve ter no mínimo 150 e no máximo 500 palavras. ou seja.). espanhol.87 resumo deve apresentar os objetivos do trabalho. francês. sem negrito. etc.10 Resumo em Língua Estrangeira É a tradução do resumo para outro idioma (inglês. O resumo não deve conter minúcias sobre o trabalho.4. Arial 12. se for em italiano. quando há cinco ou mais elementos. a inclusão de uma lista é obrigatória.11 Listas A existência das listas está condicionada à quantidade de elementos a serem listados. A forma de apresentação e formatação é a mesma do resumo em português. para alguns cursos este resumo será obrigatório e para outros cursos será opcional. em espanhol. portanto evite cometer erros grosseiros que este tipo de tradução sempre deixa escapar. Atenção: o resumo em língua estrangeira será definido como elemento obrigatório ou não pelo coordenador de TCC de teu curso. mas deve apresentar aspectos gerais sobre a pesquisa e despertar o interesse no leitor pelo trabalho.4. 5. em francês. “Resumen”. italiano. palavras chave. certifique-se que a tradução está adequada. O texto deve ser apresentado num único parágrafo justificado. “Résumé”. “Abstract”. É importante destacar que a mera tradução por meio eletrônico não garante confiabilidade ao texto traduzido. se for em inglês. ou seja. 5. Porém. com a diferença de que o título no alto da página e centralizado será “Abstract”. não deve ocupar mais do que uma página.

exceção feita para a lista de símbolos e lista de abreviaturas e siglas. além da numeração (1 TÍTULO. Portanto. na ordem em que aparecem no texto. Nas próximas . com a respectiva indicação da página onde aparece no texto.12 Sumário De acordo com a ABNT.88 Se o trabalho requer a inclusão de listas. ou “Lista de gráficos”. 2). a abreviação ou a sigla. que já indica a subordinação dos itens e da apresentação tipográfica do texto. a subordinação dos subtítulos aos títulos deve ser evidenciada por meio de recuos. centralizado. NBR6027. seções e outras partes de uma publicação. ou “Lista de figuras”. Uma lista é como um sumário. A mesma norma (NBR 6027) define índice como “Lista de palavras ou frases. Uma das formas mais comuns para a utilização do índice é organizar as palavras ou frases em ordem alfabética. enquanto o sumário apresenta os diversos capítulo e suas subdivisões.1 Subtítulo). o índice serve apenas para localizar palavras. negrito. ou “Lista de símbolos” deve aparecer no alto da página. estas devem ser apresentadas em ordem alfabética e apresentar o símbolo. A lista deve mencionar os itens. 1. Arial 14. Portanto. p. ordenadas segundo determinado critério. então o título “Lista de ilustrações”.4. Arial 14. sumário é uma “Enumeração das divisões. No sumário devem estar listados todos os itens que o sucedem. 5. independentemente de sua ordem de apresentação. Isso deve ser feito através da numeração. ou “Lista de tabelas”. centralizado. que não requer a indicação do número da página. que localiza e remete para as informações no texto. ou seja. indicando o item e a página. A página de sumário deve iniciar com o título “Sumário” no alto da página. acompanhada de seu significado por extenso. Também deve ser indicada no sumário a subordinação existente entre os diversos títulos e subtítulos. frases ou expressões presentes no texto. todos os elementos do trabalho até aqui apresentados (pré-texto) não devem ser incluídos no sumário.” Cuidado: índice não é sinônimo de sumário.” (2003. na mesma ordem que aparecem no trabalho. negrito. na mesma ordem e grafia em que a matéria nele se sucede. ou “Lista de abreviaturas e siglas”.

89 páginas você poderá ver um exemplo contendo todos os elementos prétextuais. .

SP 2006 .90 CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO CAMPUS ENGENHEIRO COELHO CURSO DE LETRAS O USO DO SIMBOLISMO NA LITERATURA BRASILEIRA: UM ESTUDO COMPARATIVO ENTRE JOSÉ DE ALVARENGA E GRACILIANO RAMON RICARDO JEFFERSON VALÉRIO ENGENHEIRO COELHO .

pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo. Luis Inácio Cardoso ENGENHEIRO COELHO . campus Engenheiro Coelho Orientador: Ms.SP 2006 .91 RICARDO JEFFERSON VALÉRIO O USO DO SIMBOLISMO NA LITERATURA BRASILEIRA: UM ESTUDO COMPARATIVO ENTRE JOSÉ DE ALVARENGA E GRACILIANO RAMON Trabalho de conclusão de curso apresentado para obtenção do título de licenciatura em Letras.

Luzia Nogueira MOORE .92 ERRATA Página 43 52 55 57 60 Linha 12 1 21 15 6 Onde se lê constituise Finalemnte Luisia Noueira Moore Leia-se constitui-se Finalmente.

93 Trabalho de Conclusão de Curso elaborado por Ricardo Jefferson Valério. Fernando Henrique da Silva . Dr. apresentado e aprovado no dia 20 novembro de 2006. sob o título “O uso do simbolismo na literatura brasileira: um estudo comparativo entre José de Alvarenga e Graciliano Ramon”. por banca composta pelos seguintes membros: Prof. Ms. para obtenção do título de Licenciatura em Letras. Luis Inácio Cardoso Prof.

de quem aprendi que com as palavras posso expressar tudo que preciso e desejo. .94 Dedico este trabalho ao meu saudoso avô.

Luis Inácio Cardoso. essenciais para a realização deste estudo.95 AGRADECIMENTOS Este trabalho é resultado da colaboração de diversas pessoas e organizações. mas também coleguismo e amizade. campus Engenheiro Coelho. de seu acervo pessoal. Ms. que ao criticarem este trabalho demonstraram não apenas competência e profissionalismo. À profa. . bibliotecária da Biblioteca Dr. por todo conhecimento transmitido e que foi devidamente aplicado neste trabalho. • A Deus. Ao prof. por ter permitido o acesso ao acervo de obras raras e antigas. Por isso agradeço em especial: • • • Ao prof. Ms. Enoch de Oliveira. cópias das primeiras edições das obras analisadas neste estudo. • Ao UNASP. • Ao Jânio Quadrado. Geraldo Sarney que disponibilizou. • Aos professores do curso de Letras do UNASP. que permitiu a conjunção de todas as pessoas e recursos necessários para a realização deste trabalho. Campus Engenheiro Coelho. pelo incentivo e orientação precisa. Heloisa Helena Frossard. pelo ambiente aprazível ao aprendizado e pelos recursos disponibilizados para a realização deste estudo. ao José Dirceu Maluf e ao Paulo Salim Brizola.

96 “Água mole em pedra dura.” (Dito Popular) . tanto bate até que fura.

O método utilizado para tanto foi o da pesquisa bibliográfica e documental. foi possível constatar o uso de simbologia em maior número nas obras do romantismo de José de Alvarenga. com o passar do tempo o uso de símbolos na linguagem da literatura brasileira tem diminuído quantitativamente e melhorado qualitativamente. em suas edições primeiras. Literatura brasileira – Romantismo. Nas obras modernistas de Graciliano Ramon a menor número de simbologias é compensado pela maior elaboração e complexidade dos símbolos utilizados. a julgar pelas obras dos dois principais expoentes dos dois períodos analisados.97 RESUMO O simbolismo utilizado na linguagem escrita foi o foco deste trabalho. bem como através de comentários literários feitos a respeito dessas obras. Palavras-chave: Literatura brasileira – Simbolismo. Quando comparados os dois períodos. No período do romantismo foram analisadas as obras de José de Alvarenga e no período do modernismo as obras de Graciliano Ramon. mas também a qualidade desses símbolos. Diante disto é possível concluir que. Como critérios de avaliação foram utilizados não apenas a quantidade de recursos simbólicos utilizados por cada autor. O objetivo era comparar a simbologia utilizada em dois períodos distintos da literatura brasileira. através de análise das obras desses autores. .

o texto continua em inglês.98 ABSTRACT Simbolism within written language was the focus of this paper…. Deve ser uma tradução fiel do texto em português. . seguido de Key-words.

..................................................... Figura 3 – Capa da primeira edição de “A garra do leão” de José de Alvarenga.......... Figura 2 – Graciliano Ramon em 1925.......................Capa da primeira edição de “O tupy” de José de Alvarenga...........Capa da primeira edição de “Curvas retas” Graciliano Ramon........ Figura 4 ..............99 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 – José de Alvarenga em 1850......................Capa da primeira edição de “Jornada” de Graciliano Ramon....................... Figura 9 ...................................Capa da primeira edição de “Noites em claro” de Graciliano Ramon....... Figura 11 .......................................Capa da primeira edição de “Aristóteles e outros filósofos” Graciliano de Ramon................................................................................. Figura 7 .Capa da primeira edição de “Ludmilla” de José de Alvarenga. Figura 6 ....... Figura 8 ....... Figura 10 ............. Figura 12 ................Capa da primeira edição de “Iraci” de José de Alvarenga.................... Figura 5 .Capa da primeira edição de “Caetanos” de Graciliano Ramon...... 15 17 37 39 41 43 45 49 53 55 67 69 .......................................Capa da primeira edição de “Ubiratam” de José de Alvarenga..

.................................... 63 APÊNDICE A – Título do apêndice..............................................................................................................................100 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO......................................................................................... 64 APÊNDICE B – Título do apêndice.................. 14 3 JUSTIFICATIVA....... 15 4 METODOLOGIA.................. 66 ..... 12 2 OBJETIVOS..................................... 36 7 CONCLUSÃO ........................ 65 ANEXO A – Título do anexo................................................................. 60 REFERÊNCIAS............................................................................................................................................................... 17 5 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA.................................................... 20 6 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DE DADOS............................

5. antes de apresentar a pergunta do problema de pesquisa. reescrevendo o que for necessário. Verifique se o tema e o problema de pesquisa do TCC. faça os devidos ajustes e alterações necessárias. Boa parte do texto do projeto também será aproveitada aqui. entretanto o último item (Apresentação e Análise dos Dados) será uma parte nova.1 Introdução Pode ser chamada também de Apresentação. 5. . Revisão Bibliográfica e Apresentação e Análise dos Dados. nota-se que a estruturação da parte textual do TCC é muito semelhante à estruturação do projeto. é sempre aconselhável que. Justificativa. A seguir estão descritos cada um destes itens. Se houve alguma mudança entre o projeto e o TCC. esteja claro qual é a linha de pensamento teórica e/ou prática que o levou a formular a pergunta. continuam os mesmos.5 Elementos Textuais Conforme apresentado no exemplo de sumário apresentado.5. Por isso. o que mudar e o que incluir na sua introdução do projeto. A introdução do projeto pode ser adotada como um ponto de partida.2 Desenvolvimento Conforme descrito no Quadro 1 (elementos da monografia) o Desenvolvimento do TCC deverá incluir cinco itens ou capítulos: Objetivos. caso a proposta apresentada no projeto tenha sido seguida à risca. Metodologia. provavelmente a introdução do projeto possa ser utilizada como introdução do TCC. para que ela possa ser usada como introdução do TCC. mas refere-se ao mesmo conteúdo. Consulte sempre o seu orientador sobre o que manter.101 5. um bom projeto é a melhor forma de se iniciar um bom TCC. 5. se comparados aos apresentados no projeto. Independentemente das particularidades de cada curso. Mas.

.102 5.. justificando e esclarecendo sob que ponto de vista o assunto é tratado.5. o interesse do pesquisador e finalmente a sua viabilidade. retome os objetivos do projeto. 266) cita alguns exemplos: “Em minha experiência como aluno do curso de Ciências Contábeis. Quando isso ocorrer consulte sempre o seu orientador para decidir o que fazer. A justificativa é relevante porque muitas vezes contribui diretamente na aceitação da pesquisa por alguma agência financiadora como CAPES. pode-se pontuar as contribuições teóricas e práticas da pesquisa: “Este trabalho científico é relevante para a confirmação de teorias que mostram aos interessados em obesidade infantil. isso leva também a alterações nos objetivos. É possível que o autor da pesquisa exponha algum aspecto relacionado à sua experiência em relação ao tema estudado. na justificativa. Medeiros (2004.” Por fim acrescentamos que. CNPQ e FAPESP.. a relevância social. verifique se os objetivos apresentados no projeto continuam pertinentes com os rumos que a pesquisa tomou durante a execução.5.2. sempre mostrando a relevância científica do trabalho. Agora que a pesquisa está pronta volta-se a ela indicando a finalidade do trabalho..2 Justificativa No projeto de pesquisa a justificativa revelou a razão do estudo em questão. A exemplo da introdução. Em geral. Pode-se fazer referência aos tópicos principais do texto. Uma situação bastante comum é quando um ou mais dos objetivos específicos apresentados no projeto não são realizados até o final da pesquisa. 5.” .2.” “Minha experiência de redator de textos jornalísticos. se houver alguma alteração no problema de pesquisa. principalmente no objetivo geral. p. destacando sua relevância...1 Objetivos Outra vez.

2. especialmente no caso dos trabalhos que envolvem pesquisa de campo ou laboratório.4 Revisão Bibliográfica Após a revisão bibliográfica realizada para o projeto. 5. procedimentos de organização e análise dos dados). provavelmente para o TCC será necessário apenas atualizá-la com informações mais recentemente publicadas. é na metodologia que o trabalho ganha credibilidade. É importante destacar que é a revisão bibliográfica que apresenta . portanto.5.3 Metodologia Continue usando o texto do projeto como referência. procedimentos de coleta de dados. o que não exclui a possibilidade de usar citações diretas ou indiretas. utilizando recursos adequados e suficientes para que atinja este objetivo de convencer o leitor do valor de seu trabalho. os verbos foram conjugados no futuro.2.103 O texto da justificativa é sempre pessoal. Não poupe detalhes. instrumento de coleta de dados. sujeitos da pesquisa. os verbos devem ser conjugados no passado. É bastante recomendável contar como tudo de fato aconteceu. Isso inclui os problemas enfrentados na coleta de dados e como esses problemas foram solucionados. quais argumentos seriam apresentados para destacar a importância da realização deste estudo? 5. Contudo. a metodologia assume uma característica mais de relatório. Pense como responder à questão: porque este trabalho é importante? Ou ainda. em relação à metodologia o projeto servirá apenas como roteiro sobre os tópicos a serem tratados (abordagem da pesquisa. portanto. suponha que este trabalho será avaliado para concorrer a uma bolsa de estudos no exterior. Lembre-se que no projeto. Em muitos trabalhos. no TCC.5. ou descrição de como a pesquisa foi conduzida. Agora. o pesquisador tem aqui a oportunidade de testar seu conhecimento e sua habilidade em argumentar coerentemente. A idéia aqui é convencer o leitor. como era um planejamento de procedimentos futuros de pesquisa. Apresente justificativas plausíveis e metodologicamente fundamentadas para todas as decisões tomadas.

• promover consciência crítica. • assegurar a originalidade do trabalho. As principais funções da revisão bibliográfica são (ROESCH. • proporcionar precisão conceitual. fica bastante evidente o peso e relevância desta parte do trabalho. • identificar métodos e instrumentos de análise apropriados.104 os fundamentos teóricos de todo o trabalho. Para auxiliá-lo nesta tarefa. discussão e analise crítica entre diferentes autores sobre o tema do TCC? Existem dois erros mais comuns nas revisões bibliográficas: um texto extenso demais que divaga sobre diversos assuntos e não tem foco no . 2005): • apontar soluções alternativas para o problema de pesquisa. transformamos as orientações de Roesch em perguntas: • Este conteúdo ajuda a esclarecer as origens do problema de pesquisa do TCC? • Este conteúdo está em sintonia com os objetivos do TCC? • Este conteúdo ajuda a demonstrar a relevância de se pesquisar sobre o assunto escolhido para o TCC? • Este conteúdo me ajuda a perceber e entender as opções de metodologia disponíveis para tratar com o problema de pesquisa do TCC? • Este conteúdo me ajuda e identificar procedimentos de coleta e análise de dados mais usados. ou mais adequados para o problema de pesquisa do TCC? • Este conteúdo esclarece ou define os termos e conceitos básicos e essenciais para a pesquisa? • Este conteúdo descreve modelos e teorias que me ajudam a sair da superficialidade das aparências do problema de pesquisa do TCC? • Este conteúdo permite comparação. • contextualizar o problema de pesquisa dentro da discussão teórica atual. Se considerarmos que não há trabalho científico sem fundamentação teórica. De acordo com Roesch (2005) é preciso ter algum critério para definir o conteúdo a ser apresentado no texto da revisão bibliográfica.

lembre-se que não são apenas os trechos copiados que precisam ter suas fontes reconhecidas. e a nossa experiência nesses anos de orientação de TCC confirma. • o autor não faz uso de subtítulos para organizar e separar os diversos conteúdos. mesmo que escritas com as suas próprias palavras precisam de indicação das fontes.5 Apresentação e Análise de Dados Nesta etapa o pesquisador mostrará evidências concretas que possibilitaram a visualização dos resultados obtidos e de como estes foram alcançados. pobre e superficial. o que é pior. ainda há outros erros bastante comuns de serem encontrados nas revisões bibliográficas. títulos e subtítulos. • o autor apresenta páginas e páginas de conteúdo sem indicar as fontes. Ao redigir este capítulo o pesquisador deve ter em mente que .2. É importante ressaltarmos que a forma e estilo de redação fazem toda a diferença na revisão bibliográfica.5. • o autor não se preocupa em fazer frases de conexão entre os diversos conteúdos. de acordo com Roesch (2005). abrindo subtítulos para escrever duas linhas ou. • o autor usa subtítulos em excesso. sem nem copiá-los numa ordem lógica e que faça sentido. Contudo.105 problema de pesquisa e objetivos propostos. todas as idéias que não são suas. Para que você não seja uma vítima desavisada. não apresenta texto algum entre títulos e subtítulos. anote e evite cometê-los. esses erros costumam ser os seguintes: • a revisão bibliográfica se resume a cópia pura e simples de textos de outros autores. às vezes. ou o outro extremo. um texto muito sucinto. • as normas de como fazer citações são desconsideradas ou mal aplicadas. tornando difícil ao leitor entender que lógica de pensamento foi usada. 5.

Apresentar e analisar os dados coletados é um momento especial do trabalho científico porque o pesquisador se depara com o resultado de uma etapa trabalhosa. já na apresentação e discussão do TCC. Os dados devem ser apresentados em conformidade com sua análise estatística. contudo. o que for de interesse da pesquisa. Após a apresentação dos dados faz-se a análise dos dados coletados. problemas. o autor apresenta como está planejando coletar os dados para confirmação ou negação de sua hipótese. por vezes. obviamente. Roesch (2005. de posse de informações diversas o trabalho acaba por apresentar detalhes dispensáveis. Cabe ressaltar então a presença do orientador que poderá ajudar no recorte das informações pertinentes para que o texto não se torne cansativo. É sobremodo indispensável ter sempre à mão os objetivos da pesquisa no momento em que o texto da apresentação e análise dos resultados estiver sendo redigido. É uma cadeia que possui uma ordem a ser seguida. é oportuno um cuidado especial a fim de que o autor da pesquisa compreenda as análises para que possa discorrer sobre as mesmas em seu discurso oral e escrito. é o momento de relatar o que foi feito. Na apresentação e análise dos resultados o pesquisador deve relatar. No projeto. incorporando no seu texto tabelas. Em alguns casos. servindo para deixar o texto mais transparente. o planejamento já foi executado. 189) lembra que os dados poderão ser cruzados a fim de possibilitar a identificação de pontos críticos. Note que apenas os gráficos ou tabelas sem texto são absolutamente indesejáveis. e dela . Os resultados também podem ser comparados com outros projetos ou situações. quadros e outras ilustrações que facilitarão a compreensão do leitor. gráficos. assunto do capítulo anterior. p. pois estes recursos servem como um auxílio na compreensão do texto. pode-se analisar os resultados à luz de modelos teóricos sobre o tema. descobertas etc.106 deverá relatar detalhadamente o resultado de seu experimento. mesmo que algum resultado seja inconclusivo. que pode apresentar agradáveis surpresas. pois. portanto. As análises estatísticas podem ser feitas por estatísticos que não seriam necessariamente o próprio autor do trabalho. Lembrando que a função deste relato é demonstrar as evidências a que se chegou com a pesquisa e para tanto se faz necessário que todos os dados pertinentes sejam apresentados.

entretanto. A diferença entre tabela e quadro. assim o uso destas ilustrações não deve nunca excluir o texto. As tabelas devem ser numeradas (algarismos arábicos) em ordem crescente. é que este é fechado nas laterais e a tabela além de não ser fechada nas laterais.107 depende o sucesso do pesquisador ao comunicar os resultados de sua pesquisa. quer tenha a natureza quantitativa ou qualitativa e fazer a devida análise de tais dados. temporais. documental ou uma revisão de literatura. Há que se observar que diferentes formas de pesquisa evidenciarão diferentes estruturas de dados. precedido do número da tabela (exemplo: Tabela 1 Número de pacientes ambulatoriais atendidos mensalmente por gênero). mensuráveis e a criação de tabelas e gráficos parece bastante pertinente. informação sobre a forma de se avaliar. Se julgar por bem. Se os resultados apontarem para uma direção oposta em relação aos objetivos do trabalho. p. ilustrações são todos denominados como figura) tem o título . A forma de se apresentar as tabelas. não deixando a tabela solta no texto. mapas. Se a pesquisa for histórica. mas não é fechada nas laterais. 45). uma pesquisa onde se faz uma investigação quantitativa. As informações necessárias para a compreensão da tabela devem estar apresentadas de forma clara e objetiva na própria tabela. medir. ou interpretar o que está sendo apresentado. há outros tipos de pesquisa. Por exemplo. Conforme mencionamos anteriormente. A tabela deve conter um título (deve haver relação com o conteúdo). assim. tabelas. geográficos. os dados são bastante evidentes. 2006. neste capítulo o autor deverá evidenciar quais são os elementos identificados em sua investigação. há um problema sério na sistematização do TCC. desenhos. a utilização de gráficos. mista ou conjugada” (TRALDI. No texto o autor deve fazer menção sobre a tabela para dirigir o leitor até ela. “As tabelas podem ser construídas por séries de elementos cronológicos. os dados podem não se mostrar tão evidentes e quantificáveis. mas complementá-lo. Já uma figura (gráficos. de qualidade. figuras. gráficos ou outras figuras deve seguir o padrão apresentado a seguir. informação acerca do fenômeno estudado e menção da fonte de onde foi extraída (caso não tenha sido criada pelo autor da monografia). tem traço duplo em seu limite superior. esta parte do trabalho pode estar dividida em mais de um capítulo. Uma tabela tem as linhas horizontais e verticais. quadros. fotografias. mapas ou outras imagens sempre enriquecem o texto.

36%) 199 (53.43%) 373 MARÇO 167 (44.108 colocado abaixo e não tem moldura.64%) 371 Fonte: mencionar quando o autor da tabela não for o mesmo da monografia Quadro 1 Contratos de trabalho de professores Tipo de contrato Professor A1 Professor DP Professor DI Forma de pagamento Pagamento por hora aula ministrada Pagamento por dedicação parcial (20 horas aula) Pagamento por dedicação integral (40 horas aula) Fonte: mencionar quando o autor do quadro não for o mesmo da monografia quantidade de alunos 35 30 25 20 15 10 5 0 11 12 13 14 15 16 17 idade (anos) Figura 1 Quantidade de alunos com sobrepeso por idade Fonte: mencionar quando o autor do quadro não for o mesmo da monografia .99%) 182 (54.89%) 205 (55. Tabela 1 Número de pacientes ambulatoriais atendidos mensalmente por gênero GÊNERO Masculino Feminino Total MÊS JANEIRO 155 (45.11%) 372 ABRIL 172 (46.57%) 203 (54. Veja os exemplos a seguir.01%) 337 FEVEREIRO 170 (45. mantendo a mesma forma de numeração.

3 Conclusão Neste capítulo o autor deverá fazer um breve resumo do trabalho.109 5. como por exemplo. Não se trata de erros cometidos pelo pesquisador. São exemplos de limitações: tamanho da amostra. Os itens que não devem faltar na conclusão são: • Comparação entre os resultados e as hipóteses: neste momento embora já se tenha confirmado ou refutado as hipóteses é interessante comparálas com os resultados traçando um paralelo conclusivo. • Confronto entre os objetivos do trabalho e as conquistas alcançadas: agora que o autor terminou a pesquisa é possível olhar os objetivos iniciais diante das vitórias conquistadas no decorrer do mesmo. Este capítulo poderá também ser chamado de Considerações Finais. a característica no processo do instrumento de coleta de dados. ou seja. Portanto. a conclusão deve decorrer da discussão. Na prática. assim sendo. . as informações adquiridas com a aplicação da pesquisa. • Contribuição do estudo para a ciência: agora de posse dos resultados. Todos os capítulos da monografia devem ter relação com o problema de pesquisa. • Exame da ligação existente entre os fatos verificados e a revisão bibliográfica: aqui o autor pode relacionar a prática com a teoria. o que não faz alterar seu conteúdo. em que área o trabalho será melhor utilizado? • Limitações do estudo: Faz-se menção aqui às opções metodológicas para o determinado estudo. as informações adquiridas a partir do que já está publicado sobre o assunto e a sua vivência. opção de amostragem e etc. apresentando uma idéia conclusiva que fornecerá condições de se elucidar aspectos importantes que trarão condições de responder ao problema inicial de pesquisa enfocado na introdução. o autor pode constatar o valor de seu trabalho para a ciência e para a sociedade na qual ele se insere.5. pode-se começar este item (as limitações) discutindo os aspectos que limitaram as generalizações dos resultados.

notas de aulas.110 • Sugestões para outros estudos: São percursos para novas pesquisas relacionadas ao mesmo fenômeno ou que tenham ligação a ele. partituras.1 Referências Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT (NBR 6023: 2002 p. ou seja. retirados de um documento. que é obrigatória. A seguir você encontrará o que são esses elementos e como elabora-los. 5. Outra característica aos elementos pós-textuais é que você não numera mais os títulos. Afinal nenhum texto científico sai da cabeça de um autor isolado no mundo. revistas. um trabalho de conclusão de curso. 2).6 Elementos Pós-textuais Os elementos pós-textuais são todos aqueles que sucedem a conclusão do seu TCC. É imprescindível que se permita ao leitor encontrar os textos com os quais você está interagindo. CDs. apenas as páginas. São as obras que você de fato citou no texto. Quando você escreve um trabalho científico que pode ser um projeto de pesquisa. irá se referir muitas vezes a outros autores. Todas as obras citadas no texto de sua monografia devem constar na listagem de referência. Além de livros. que permite sua identificação individual”. Numa linguagem mais simples pode-se dizer que se trata de uma listagem de autores utilizados em sua pesquisa. nas referências podem constar periódicos eletrônicos. referências “é o conjunto padronizado de elementos descritivos. entre outros. 5. DVDs. sempre se atentando para os resultados anteriores. seminários.. Com exceção das referências. Estas sugestões podem ter origem em novas questões que tenham se originado durante o desenvolvimento da pesquisa. todos são opcionais.6. desde que citados. Até porque não podemos esquecer de que a ciência é fruto do aumento de uma pesquisa após outra. uma monografia etc. Para cada tipo de . worshops. material impresso.

poderá consultar os dados na íntegra. Mas. você precisa mencionar a existência dos dados existentes nessas tabelas. você percebe que seria possível atender aos objetivos da pesquisa e obter os argumentos principais sem a sua apresentação na íntegra. no seu texto da apresentação e análise de dados. deve-se colocar no alto da folha o título “Glossário”. Ao escrever a parte de apresentação e análise de dados você conclui que nem todas essas tabelas precisam ser apresentadas na parte textual do trabalho. Alguns leitores provavelmente desejarão ver essas tabelas e os dados nelas contidos. Obviamente os apêndices não servem apenas para incluir tabelas com dados estatísticos. 5.6. a falta deles no trabalho pode fazer toda a diferença para que entendam ou fiquem confusos sobre as análises e conclusões do seu TCC. cartas. para aqueles que desejarem ver esses dados.6. negrito. Abaixo do titulo. diversas tabelas com tratamento estatístico de dados. Arial 14.111 material há uma maneira peculiar de referenciá-lo. Vamos supor que tenha sido produzido pelo autor. Contudo. centralizado. Consulte o capítulo VII deste manual que trata em detalhes sobre como fazer as referências. além disso. Provavelmente a apresentação de todas as tabelas ocuparia muito espaço. Neste caso. onde o leitor que assim desejar. mas não essencial. pertinente ao trabalho. 5. figuras. Outros leitores não se interessarão. . desenhos.3 Apêndices Os apêndices são documentos produzidos pelo próprio autor do TCC.2 Glossário O glossário será recomendável se no texto do TCC forem usadas muitas palavras ou termos altamente técnicos ou de significado obscuro. tornaria a leitura muito cansativa e. Podem ser incluídos textos. Pode-se incluir um ou mais apêndices. É para essas situações que existem os apêndices: para que se inclua o material que pode ser consultado por algum leitor. deve aparecer a lista de palavras em ordem alfabética. Cada palavra deverá estar acompanhada de sua respectiva definição.

Porém. se houver mais de um. Apêndice C). que ele poderá encontrar o material nos apêndices e deverá também indicar em qual apêndice. . No sumário você deverá indicar todos os apêndices e. Os apêndices devem ser identificados sempre por letras maiúsculas consecutivas (Apêndice A.6. Logo após esta folha deve-se seguir o documento. então pode-se colocar uma folha com a identificação do apêndice em destaque bem no centro. Por exemplo: Foram realizadas 12 entrevistas semi-estruturadas. organogramas. plantas. enfim. Arial 14. se há algum documento que se deseja deixar à disposição para que o leitor possa consultar e esse documento tenha uma autoria diferente da autoria do TCC. na qual não seja possível incluir o título da maneira como foi exemplificada. então. Há apenas uma diferença entre apêndices e anexos: Os anexos são documentos elaborados ou criados por outra pessoa. fluxogramas. Para tanto foi elaborado um roteiro de entrevistas (Apêndice A). como se fosse uma capa do apêndice.112 gráficos. com título centralizado. deve-se colocá-lo como anexo. negrigo. 5. Ou seja. todos devem ser identificados no alto da folha. da seguinte forma: APÊNDICE A – Roteiro de entrevistas Se dentre os apêndices houver um que seja folha já impressa.4 Anexos As situações de uso e os procedimentos para inclusão de anexos são os mesmos dos apêndices. mapas. Ou seja. no final do trabalho. o que for necessário. tudo que estiver nos apêndices deve ser citado na parte textual do seu TCC. Apêndice B. você deve indicar ao leitor.

• se julgar conveniente. Arial 14. procure olhar para a banca examinadora. No dia da apresentação oral do trabalho considere: • apresentação pessoal – a maneira como o aluno se apresenta pode representar o valor que se dá ao trabalho. encobrindo a projeção.5 Índice O índice deve ser identificado no alto da página. inclua os autores como rodapé nos outros slides. o nome do orientador e Centro Universitário Adventista de São Paulo. não esqueça de incluir no slide de abertura o título do trabalho. exatamente da mesma maneira que os apêndices. nas apresentações de TCC. Basta apenas usar o termo Anexo ao invés de Apêndice.7 Sugestões Sobre a Apresentação Temos visto. alguns equívocos que podem ser evitados facilmente. centralizado. colocamos a seguir uma série de sugestões e advertências que servirão para melhorar a qualidade da apresentação orall e também do trabalho escrito. Assim. O que deve conter um índice já foi apresentado quando da explicação do sumário. 5. 5.113 Os anexos também devem ser identificados com letras maiúsculas consecutivas. • como apontar na tela – evite entrar na frente da projeção para mostrar algum ponto específico da projeção. desde que se observem alguns detalhes importantes. negrito. o nome dos autores.6. . • enquanto estiver falando.procure não ficar na frente da banca. • saudação – ao treinar sua apresentação. • se você estiver usando apresentação com projetor multimídia ou outra forma de apresentação visual. isto o aproxima da banca. • atenção com tua posição . não esqueça de incluir um rápido cumprimento (bom dia / boa noite) à banca examinadora. com letras maiúsculas.

. ou seja. • domínio do tema – a apresentação do TCC é o momento de demonstrar domínio do tema. mas no momento da apresentação ficam quase ilegíveis. inclusive com marcação do tempo necessário para ela. • extrapolar o tempo dado – a apresentação precisa ser treinada várias vezes. a existência ou não de imagens sob o texto. assim. A fonte de tamanho 12 serve muito bem para o texto impresso. • tópicos fora de ordem – atenção para não inverter a ordem dos itens que você estará apresentando. evite projetar textos com tamanho de letra pequeno. • palavra errada . reveja a apresentação e faça os cortes necessários. embora possa existir certa apreensão e nervosismo. Além de evitar textos longos. para evitar problemas. falta de letras e erros de acentuação na projeção. sua posição na projeção. lembre-se que o texto os avaliadores já receberam. Para evitar isto. esteja seguro sobre o que você vai apresentar e evite chegar o momento de tua apresentação sem que haja segurança e domínio do tema a ser explanado.reveja atentamente a apresentação para evitar o uso de palavras erradas. pois se não há explicação do significado o avaliador pode ficar em dúvida sobre o que você está falando.000 palavras e este seja um aspecto positivo do uso de imagens.114 • atenção com as imagens na apresentação – embora uma imagem possa equivaler a 1. • uso de siglas – cuidado com o uso de siglas na projeção. use cores de fundo e das letras que tenham contraste. • tamanho da letra – evite um texto longo na projeção. mas não serve para uma projeção. apresentar a conclusão antes do objetivo é um equívoco grave. teste antecipadamente. O tamanho ideal da letra variará de acordo com o tipo de letra escolhida. não sature a apresentação com excesso de imagens e cuidado para não haver contradição entre o que você fala e alguma imagem projetada. • cor da letra e contraste com o fundo – algumas apresentações ficam nítidas no monitor do computador. Se você estiver ultrapassando o tempo predeterminado.

evite falar na primeira pessoa do singular. • anotar / gravar o que a banca fala – as sugestões e/ou críticas feitas durante a apresentação oral do trabalho pela banca são importantes e têm por objetivo melhorar o trabalho. sugestões.115 • tempo verbal e pessoa usada – atenção para manter sempre o mesmo tempo verbal. pois isto deixa a banca examinadora em dúvida se o trabalho foi realizado por apenas uma pessoa ou por todo o grupo. então não perca este momento. projeções. As máquinas não são infalíveis. por isso não esqueça a mídia e não leve apenas uma mídia. Lembre-se que o projeto é relativo ao futuro e que o TCC é relativo ao que já foi estudado. pelo contrário. • cuidado com o que dizer – evite demonstrar insegurança com colocações tais como “que mais posso falar?” ou “acho que acabou”. • calma para responder as questões – certamente o momento que a banca faz algumas questões é um momento de apreensão. • falar de modo formal – a apresentação não deixa de ser um momento de avaliação. então mantenha a calma para que as respostas alcancem o que a banca de fato pergunta. que o objetivo da banca não é te desmoralizar. para que as devidas correções sejam feitas para a versão final do trabalho. não misture ações do passado e do futuro no presente. entretanto. portanto não corra o risco de levar apenas um disquete e ele não funcionar. drive portátil). leve mais de uma mídia e em formas diferentes (disquete. cabendo o futuro apenas para propostas. Se o trabalho foi realizado em dupla ou em trio. portanto evite construções extremamente coloquiais e desprovidas de argumentação embasada academicamente. Lembre-se. • não esqueça a mídia de apresentação – não corra o risco de chegar o momento da apresentação e não poder apresentar. é o momento de te avaliar sobre o que você já estudou por meses e de contribuir para aperfeiçoar o trabalho. cd. sugerimos que as observações feitas sejam anotadas ou até mesmo gravadas. pois isto releva certa fragilidade de conteúdo. .

O coordenador de TCC de teu curso poderá encaminhar outras dicas de apresentação e também o que é específico de cada área.116 • orientador não recebeu texto – este tipo de problema é fácil de ser resolvido: não esqueça de encaminhar ao orientador o texto para revisão antes de ser entregue para a apresentação. . • citação que não está nas Referências – cuidado para não fazer citações no texto e não referendá-los ao final.

2006).albuquerque@unasp.br No Egito. .117 CITAÇÕES E NOTAS DE RODAPÉ Eliethe Xavier de Albuquerque eliethe. a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras (BOSSUET. as bibliotecas eram chamadas ‘Tesouro dos remédios da alma’.edu. De fato é nelas que se cura a ignorância.

2003. ou quando se tratar de uma abordagem didática. Os números sobrescritos indicam a Referência do documento citado. 2002. 2 ALBUQUERQUE. da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). as citações são dispensadas. de. rotineiro. Quando um assunto é de conhecimento público. A NBR10520 prevê que as citações podem estar no sistema autor-data ou numérico. Filosofia do pensamento humano.118 6 CITAÇÕES E NOTAS DE RODAPÉ Citação é a menção de informações extraídas de fontes documentais. ed. como segue: 1 DUMAS. São Paulo : UNASP. os autores citados aparecerão na ordem em que foram citados (e não alfabeticamente). A escolha de um destes sistemas definirá também o padrão da Referência do documento citado.” 2. Construindo o perfil do pesquisador. Observa-se que neste tipo de citação não se menciona datas e paginações. professor e aluno juntos trabalhando com posturas crítico-reflexivas. A Norma Brasileira que regulamenta tecnicamente as formas de citação é a NBR10520. E. remetendo à Referência: Segundo Dumas. X. . as idéias nasceriam na terra dos sonhos e ao se concretizarem passariam a habitar o mundo real 1. na lista de referências. amplamente divulgado. D. Assim. F. com o objetivo de ratificar. a indicação numérica da referência. 45. Apenas o sobrenome do autor e ao final da citação. São Paulo : ATA. esclarecer ou ilustrar o assunto que está sendo apresentado no texto. O sistema numérico é o que utiliza um número sobrescrito logo após a citação. Albuquerque afirma que “A habilidade reflexiva vem pelo exercício.

F. 104). Construindo o perfil de pesquisador. baseada em um ou mais autores de documentos pesquisados.119 A opção Autor-Data. menciona o nome do autor. a ser adotada neste Manual. A citação indireta aparecerá na forma de paráfrase ou de condensação. 2003. A citação indireta parafraseada expressa a idéia contida em uma pequena parte do(s) documento(s) pesquisado(s). conforme demonstra o exemplo a seguir: As idéias nasceriam na terra dos sonhos e ao se concretizarem passariam a habitar o mundo real (DUMAS. Filosofia do pensamento moderno. o pesquisador terá à sua disposição a possibilidade de optar entre dois tipos básicos de citação: direta e indireta.1 Citação Indireta Citação indireta é aquela em que a menção é feita através de um texto redigido pelo autor do trabalho ou pesquisa. E. ed. ano e paginação. respeitando fielmente o sentido do texto original na(s) obra(s) citada(s). DUMAS. O sistema autor-data possibilita a imediata identificação da autoria e da atualidade da citação. 6. 2002. como exemplificado a seguir: ALBUQUERQUE. p. porém com palavras do . de. p. 98). neste sistema as referências serão mencionadas em ordem alfabética. 2003. São Paulo : ATA. 45. professor e aluno juntos trabalhando com posturas crítico-reflexivas” (ALBUQUERQUE. X. São Paulo : UNASPRESS. 2002. “A habilidade reflexiva vem pelo exercício. Utilizando-se do sistema autor-data. F.

Não utiliza aspas. na citação direta conserva-se a grafia. A menção da citação indicará o capítulo ou. os dois Pedros deixam claro que não haverá aluno pesquisador se antes não houver professor pesquisador (DEMO. seqüelados por acidentes (ALVARENGA.120 autor da pesquisa ou trabalho. As citações diretas classificam-se em dois grupos: com até três linhas e com mais de três linhas. Citação direta com até três linhas – Também chamadas de citações curtas.2 Citação Direta Citação direta é a transcrição literal de um texto ou de parte dele. 37-54). DEMO 2003. DEMO 2005). Recomenda-se o uso de citações diretas apenas quando as palavras do autor citado tiverem tal significado que uma alteração ocasionaria perda da força do texto. apenas o ano de publicação. e poderá aparecer a qualquer momento. inclusive dando continuidade a um dos parágrafos. tais como portadores e familiares de pessoas com doenças degenerativas e terminais. uso de maiúsculas. espaços ou tamanhos de letras diferentes. 2001. 2005. pontuação. GOERGEN 2004. Exemplo: O estudo sistemático deste tema pode favorecer grandemente aos interessados nos resultados das pesquisas genéticas. o idioma original do texto citado. quando se tratar de toda a obra. p. Exemplo: Nas suas publicações sobre a importância da pesquisa na formação de alunos com perfil crítico-reflexivo. 6. ou mesmo na obra completa. A citação indireta condensada expressa a idéia contida em um ou mais capítulos do(s) documento(s) pesquisado(s). as menções deste grupo poderão ser incorporadas ao texto . esta citação integrará o texto.

mesmo espaço entre as linhas. p. 26). 6. e. deverá ser destacada do texto corrido. Exemplo: O tema motivação tem sido cada vez mais recorrente nas empresas que valorizam o capital intelectual.3 Citação de Poemas e de Textos Teatrais Estas citações não têm limite de tamanho e seguem as mesmas regras para as citações com mais de três linhas. sem deslocamento de parágrafo na primeira linha. interpretam os transes. com o mesmo tipo e tamanho de fonte (ou letra). que impulsiona as equipes e os indivíduos.” (MONTEIRO. tamanho 11. “A motivação constitui o fator principal e decisivo para o êxito da ação em qualquer empreendimento coletivo. Exemplo: White (2002. Neste caso não será necessário o uso de aspas. feliz. 2000. como os demais. Neste caso. p. nos mais variados aspectos. em estrofes: Sou bem nascido. Depois veio o mau destino . é possível considerar a motivação como elemento agregador. olhando às aparências.121 corrido. Menino Fui. e não para as promessas de Deus. Assim Davi olhava para as aparências. recuada a 4cm da margem esquerda. e que apenas farão a sua ruína. 672) refere-se à provação afirmando que: Os homens não podem compreender os caminhos de Deus. provações e experiências que Deus permite que venham sobre eles. destacadas apenas por aspas. com espaço simples entre as linhas. como coisas que contra eles são. a fonte (letra) será a mesma do texto. Citação Direta Com Mais de Três Linhas – Quando a citação direta tiver mais de três linhas.

Veio o mau gênio da vida.. difícil é se alegrar com os que se alegram. Estas serão indicadas pelo uso de reticências entre colchetes no local da omissão: Omissão no início da citação: “[. 99-100).Qualquer dos membros pode pedir vistas do processo pelo prazo de uma sessão e desde que a matéria não seja urgente [... proporcionalmente. p.. Omissão no final da citação: “É muitos fácil chorar com os que choram. abastecido pela inveja e pelo ciúme e as críticas tendem a fluir [. p.] Sendo vários os pedidos. 234). Levou tudo de vencido Rugiu como um furacão. p. 2004. a Secretaria providencia a distribuição do prazo. desde que o seu sentido não seja alterado.]” (SWINDOLL. Omissão no meio da citação: “§ 2º .. entre os interessados” (OAB. 1998.. Omissão em poemas ou textos teatrais: .] e. p.4 Omissões em Citação É permitida a omissão de parte do texto citado. 421). Diante do sucesso do outro o lado escuro da natureza humana entra em cena. 1970. se depositarem confiança em sua força.122 E fez de mim o que quis. 5) 6. jamais se tornarão joguete das circunstâncias” (WHITE. (BANDEIRA. Rompeu em meu coração. 2001.

todos os fumcionários [sic] deverão participar da atividade.... Exemplo: “Os exercícios de alongamento deverão ser rpaticados [sic] a cada 50 minutos.......5 Interpolações em Citação Interpolações em citação são acréscimos... MOURA.... 6... grãos] proporciona um aumento das defesas orgânicas e potencializa a energia vital” (GARCIA. legumes.. mas apenas referidos através do termo [sic] que aparecerá imediatamente após o erro/incoerência.. para cada verso omitido: Sou bem nascido... . para indicar que não fazem parte do original da citação: “A alimentação vegetariana [frutas...... p.6 Incorreções e Incoerências Os erros de ortografia e coerência textual encontrados no texto que está sendo citado. 11). uns apoiando os outros” (FEITOSA... sic.. 1970. Depois veio o mau destino E fez de mim o que quis.. 2005. indica que está conforme o original..... verduras....123 Será indicada por uma linha pontilhada no local da omissão... 321).. (BANDEIRA.. 2003... p.. sob a orientação do coordenador da ginástica laboral... p. estas inserções são feitas entre colchetes. 5) 6... que significa Assim mesmo.. inseridos nas citações.. em conjunto. não serão corrigidos ao se fazer a citação direta. explicações ou comentários do autor do trabalho. . ..

43). grifo nosso).8 Notas de Rodapé O uso de notas de rodapé deve ser evitado. grifo do autor). passou a fazer parte da agenda de interesse de grande parte da população” (ALBERGARIA. Uma citação de citação é considerada fonte de informação menos confiável que uma citação de fonte direta. por isto mesmo o seu uso é pouco . 2002. estimulará o aluno e despertará nele o desejo de ser também um pesquisador” (ALBUQUERQUE. as notas de rodapé serão usadas. o que nos remete à questão financeira que envolve a inclusão digital hoje” (BARROSO. apenas para Citação de Citação. 6. país em desenvolvimento. Se o grifo já faz parte da citação. indica-se como segue: “A participação em iniciação científica e mesmo na pesquisa realizada pelo docente. preferencialmente. poderá negritar aquela parte e indicar com grifo nosso a distinção feita. “O interesse no estudo da genética hoje já não está confinado à paredes dos laboratórios especializados. p. p. Assim. 489.124 6. 213. 2005. 2001.7 Ênfase e Destaque em Citação Quando o autor do trabalho considerar importante e indispensável enfatizar um trecho da citação. o número de internautas se amplia exponencialmente [!] a cada dia. considera-se que este recurso favorece ao desvio da atenção do leitor para fora do texto principal. p. antes transcendendo os interesses dos pesquisadores. Exemplo: “Mesmo no Brasil. poderá fazê-lo servindo-se de uma exclamação entre colchetes [!] colocada imediatamente após a parte a ser enfatizada. se desejar dar destaque a uma parte da citação.

P. Neste caso. seguido de citado por. 349 p. indica-se no texto primeiramente o autor do documento consultado.36). Campinas : Papirus.” Desta citação. é um partilhar de experiências. e então a menção do autor cujo assunto é objeto da citação. . na lista de Referências. C. vai além. A referência do documento onde se encontra o texto do primeiro autor será feita em Nota de Rodapé e a do segundo autor aparecerá na lista de Referências (lista de todos os documentos citados) ao final do trabalho. E na Referência: REFERÊNCIAS BALZAN. 407 p.125 recomendável e só deve ser feito em casos de extrema necessidade por falta de acesso ao documento original. Assim. 2005. Exemplo: Segundo Goergen1. Professor pesquisador: um desafio para as universidade brasileiras. de vivências que favorecem a independência na aquisição de novos saberes e na geração de novas perspectivas científicas. N. é mais que uma mera transmissão de conhecimentos. 2003. a Referência do Goergen irá aparecer em nota de rodapé e a de Balzan. Campinas : Papirus. p. citado por Balzan (2004. no rodapé: _____________ 1 GOERGEN. Novos paradigmas da docência no ensino superior. o que se espera no trabalho docente transcende ao exercício do ensino.

Assim. a citação será feita e relacionada na lista de Referências. seguidas do termo no prelo ou em fase de elaboração. 2001). despir-se de certezas e paradigmas já estabelecidos e partir em busca do desconhecido. 2001. usadas conferências. Preferencialmente ser quando extremamente necessárias e somente se puderem ser comprovadas por meio de documentos que atestem sua fidedignidade (gravações. E na Referência: REFERÊNCIAS GOERGEN. etc. 6.126 6. Palestra proferida na PUCCAMP. P. Assim. como segue: Na citação: “Pesquisar é. apenas seminários. . alcança as fronteiras do educar e vai além: forma cidadãos atuantes desde a primeira infância” (ALBUQUERQUE. na citação: “Há muito a tarefa do professor escolar transcende o ensinar. Pesquisa e docência no ensino superior. no prelo). antes de tudo. registros escritos e similares). na referência serão fornecidas todas as informações já disponíveis. devem palestras.9 Citação de Informação Obtida por Canais Informais Citação de informação obtida por canais informais são aquelas originárias de entrevistas. com a autorização explícita do autor da informação. com possibilidades de aparentes fracassos” (GOERGEN.10 Citação de Trabalhos Não Publicados Preferencialmente devem ser usadas apenas quando extremamente necessárias.

indica-se entre parêntese a fonte (a obra em si). X.13 Tradução em Citação A citação de um texto em língua estrangeira pode ser traduzida para o idioma do trabalho através de citação indireta. Salmos. A forma de fazer a Referência será indicada no próximo capítulo. a Citação será feita normalmente e a Referência.11 Citação de Informações Retiradas da Internet As informações extraídas da Internet devem ser usadas com cautela. Se o autor do trabalho optar.12 Citação da Bíblia Após o texto citado. 6. A. Capinas : Papirus. Novos professores. 6. pode citar no idioma original. As suas promessas sempre se cumprem” (BÍBLIA. no item referente a referências de fontes eletrônicas. Exemplo: “O caminho de Deus é perfeito. 6. E. capítulo e versículos. T. 18:31). o livro. 2007?. Em ambos os casos. Considerados estes importantes detalhes. Novos tempos. de. segue-se a regra já estabelecida para citações diretas ou indiretas. Se . neste caso a citação será direta. no prelo. sempre depois de garantida a sua autenticidade e atualidade.127 Na Referência: REFERÊNCIAS ALBUQUERQUE. conforme indicado no próximo capítulo.

128 desejar, o pesquisador poderá apresentar a tradução do texto citado em língua estrangeira, em nota de rodapé. Se a tradução é apenas de uma expressão dentro do texto original, pode-se indicar logo após a chamada da citação que se trata de um texto traduzido. Exemplo: “Estudos matemáticos indicam que o uso das calculadoras têm favorecido cada vez mais a fuga discente às práticas de cálculo” (Zimmermann, 2001, p. 44, tradução nossa).

6.14 Algumas Orientações Sobre Fontes (Documentos) Citadas
Quando uma citação tiver mais de um autor, estes serão indicados como segue: Dois Autores: Castanho e Balzan (2004, p. 255) afirmam que ..... . “[...] cientes de sua particularidade imediata no que se refere ao paciente” (MOURA; RAVEL, 2003, p. 564) Três Autores: “A metodologia da pesquisa pode....” (ALMEIDA JÚNIOR ; FERREIRA ; ALBUQUERQUE, 2002, p. 117-119). Ferreira, Moura e Barreto (2005, p. 65) sinalizam que o estudante de física necessita de.... Quatro ou mais autores: Pasqualli et al. garantem que o sistema solar.... (2000, p. 90). Na busca pela identidade do estudante, o docente precisa... (SAVIER et al., 2001, p. 35-104).

129 Quando a responsabilidade de um texto citado estiver a cargo de uma Entidade ou Instituição: Departamento Subordinado a Instituição: “... valores atribuídos às sociedades hodiernas” (CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE ENSINO. Curso de Comunicação Social, 2004, p. 3). Instituição cujo nome é uma sigla: “[...] tratando-se de direito dos alunos, a instituição deve ser a primeira a sair em defesa destes” (UNASP, 2002, p. 2). Textos condensados de um mesmo autor: ... os nutrientes serão balanceados de acordo com as características de cada paciente (GÜNTERYT, 2002, 2003, 2005). Vários documentos de um mesmo autor, publicados num mesmo ano: Utiliza-se uma letra minúscula logo após a data, para cada publicação citada, conforme a ordem de citação. Na Referência, este recurso se repetirá, visando relacionar cada texto citado à sua correspondente publicação. Assim, na Citação: A interpretação equivocada ocasiona erros e impossibilita ao aluno a execução e solução dos problemas matemáticos propostos (CARDOSO, 2002a, p. 18; CARDOSO, 2002b, p. 87). E na Referência: REFERÊNCIA CARDOSO, S. Problemas matemáticos são um problema ! São Paulo : Saraiva, 2002a. 123 p.

130 ___________ . Problemas propostos e mal resolvidos : o que

acontece na hora da avaliação. Belo Horizonte : ALP, 2002b. 231 p.

Vários autores citados para reforçar uma mesma idéia: A isenção e a ética são características condicionais à prática jornalística. O perfil exigido ao bom profissional da imprensa já ultrapassou há muito, estas fronteiras; dele hoje se espera que vá muito além (TRANCOSO, 2001, p.12; ALBERGARIA, 2001, 78; FERREIRA MOTTA, 2004, p. 154). Documentos sem data: Citações de documentos que não apresentam data específica de publicação não são recomendadas; sugere-se evitar o uso deste tipo de documento. Todavia, quando imprescindível, seguirão o mesmo padrão para Referências, apresentado no capítulo a seguir. Citação de Eventos Científicos: Neste caso, logo após a citação, menciona-se o nome completo do Evento, todo em letra maiúscula, seguido do ano, conforme o padrão para Referências – próximo capítulo – tudo entre parêntese. Exemplo: “... especialmente as possíveis discussões do direito privado” (ENCONTRO BRASILEIRO DE JURISTAS, 2004). Documentos Anônimos: Citações de documentos cuja autoria é desconhecida, serão indicadas pelo título – que terá a primeira palavra toda em letra maiúscula, inclusive o artigo definido, seguida da data e paginação, tudo entre parêntese: “... mesmo porque, o projeto genoma não está patenteado nem por uma nem por outra.” (GENOMA. Uma ideologia ou uma saída?, 2003, p. 67). Se o título for muito longo, poderá abreviado com o uso de reticências.

131 Documentos eletrônicos: Seguirão o mesmo padrão para Referências. conforme referido no capítulo a seguir. .

2000b. Estas fontes podem ser agrupadas em documentos impressos e registrados e documentos e informações eletrônicas (ALBUQUERQUE. o compreender saberes e conhecer suas origens anda junto. quais as suas fontes de pesquisa.1-3. p.132 ELABORAÇÃO DE REFERÊNCIAS Eliethe Xavier de Albuquerque eliethe. mas de fontes. 2002a. UFPR. O pesquisador tem o dever de deixar claro aos que o acompanham.albuquerque@unasp.br O perfil do pesquisador implica compartilhamento não apenas de conhecimento.).edu. .

da principal parte do documento.1-3). etc. Referência é o conjunto padronizado de informações agrupadas em elementos descritivos. cada referência conterá um padrão de informações que permita ao interessado identificar o documento pesquisado. fitas cassetes. Quando não for encontrada a informação no próprio documento e esta for conhecida ou obtida de outra fonte (bibliografias. por meio sonoro. O conjunto de referências é uma lista ordenada – alfabeticamente ou numericamente – com os dados dos documentos citados pelo autor de uma pesquisa. devendo-se para isso colocá-la entre colchetes (UFPR. v.133 7 REFERÊNCIAS Segundo a ABNT.3). fotografias. Estes importantes detalhes também são mencionados na NBR6023. entre outros (UFPR. selos e similares. monografias. normas técnicas. 6. Documento é qualquer suporte que contenha uma informação registrada graficamente. materiais cartográficos. fitas de vídeo. periódicos e similares. transparências e similares. gravações sonoras ou de vídeo. ou seja: Da folha de rosto de documentos impressos. Por exemplo: livros. como livros. p. Do próprio documento. o que significa que não podem ser ignorados: . cartazes. Em outras palavras. é necessário conhecer alguns detalhes que auxiliarão na indicação correta dos elementos fundamentais à identificação da fonte pesquisada por outros interessados. De etiquetas e invólucros de disquetes. cartões postais. Antes de elaborar a referência de um documento. como globos. pessoas ou outra). discos e similares. De molduras e materiais explicativos de slides. NBR6023. sempre que possível. catálogos de editoras. As informações para a elaboração das referências devem ser obtidas. atualizada em 2002. periódicos. p. quando este se constitui em uma única parte. pode-se incorporá-la à referência. retirados de um documento e que permitem a sua identificação no todo ou em parte. v. visualmente. no texto. arquivos eletrônicos. 2002b. 2002a. 6. eletronicamente. selos.

1 Elementos Autoria: o nome do autor iniciará sempre pelo último sobrenome. especialmente para o pesquisador iniciante. que será indicado todo em letra maiúscula. J. editora. seguido das iniciais dos prenomes. etc. Exemplo: A referência do autor Antonio Castro de Moares Júnior ficará assim: MORAES JÚNIOR. todavia. Os elementos que comporão a referência podem variar conforme o documento. alguns padrões são válidos para qualquer tipo de fonte pesquisada. Júnior. C. Cargos. da. Elementos Complementares da Referência: São as informações que auxiliarão numa melhor identificação do documento: subtítulo. título. Se o documento não fornecer estas informações.. Formação Profissional: Não são indicados na referência. ano ou data da publicação. A. 7. a Norma definirá como proceder. número de páginas. antes dos prenomes. Exemplo: A referência do autor João Augusto da Fonseca ficará assim: FONSECA. Indicação de Parentesco: Tais como Filho. local de publicação.134 Elementos Essenciais da Referência: São as informações que obrigatoriamente devem aparecer: autor. Exemplo: A referência do autor Doutor Carlos Sampaio Filho ficará assim: SAMPAIO FILHO. Exemplo: A referência do autor Cristian Vasile Segundo ficará assim: VASILE SEGUNDO. . aparecerão imediatamente após o sobrenome. Mesmo não sendo fundamentais a sua menção é importante. Segundo. de. Neto. A. C. C.

. Exemplo: A referência dos autores Maria Eugênia Castanho. Ruth de Souza Scobbar ficará assim: CASTANHO. Exemplo: A referência do autor Papa Bento XVI ficará assim: BENTO XVI. M. E. CASTRO. Francisca Dames e Alisandra Bitencourt Castro ficará assim: MONCLARO.. M. Exemplo: A referência dos autores Enio Antunes Santos e Fernando Monteiro ficará assim: SANTOS. A. Ordens Religiosas: Serão indicadas pelo nome do autor. M. Gustavo Martins de Souza. Exemplo: A referência da autora Madre Tereza. S. et al. DAMES. MONTEIRO. D.. que deriva do latim e quer dizer e outros. ficará assim: TEREZA. Exemplo: A referência dos autores Silvio Murilo Melo de Azevedo. do prenome para o sobrenome).. Madre. na ordem direta (ou seja. Papa. F. S. Silvio Monteiro de Almeida ficará assim: ALMEIDA. E. seguido pelo título religioso. D. de. de et al. . Adalgisa Fialho. seguido da expressão et al. Petrônio Albergaria Filho e Pedro Pellegrini ficará assim: AZEVEDO. A. B. F.135 Exemplo: A referência do autor M. M. Dois ou Três Autores: Serão indicados na ordem em que aparecem no documento. Maria Dulce de Almeida Santos. Exemplo: A referência dos autores Daniel Monclaro. Mais de Três Autores: Indica-se apenas o primeiro autor mencionado no documento.

G. Entidades Coletivas 2: Se o autor do documento é uma sociedade. Exemplo: A referência do autor Ministério do Planejamento do Brasil. Ministério do Planejamento. indica-se o pseudônimo do autor. de Augusto Liberato que é o nome verdadeiro do Gugu). pode-se indicar este nome entre parêntese após o pseudônimo. instituição ou entidade de natureza científica ou cultural. começase a referência pelo nome da entidade todo em letra maiúscula. acrescenta-se o local geográfico onde fica a entidade. Secretaria. de [Alceu de Amoroso Lima]. Secretaria de Finanças começará assim: BRASIL. o estado ou o município). etc. Exemplo: A referência do autor Secretaria da Saúde de São Paulo começará assim: SÃO PAULO (Município).). Exemplo: A referência do autor Centro Universitário Adventista de São Paulo ficará assim: CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO. Se o nome verdadeiro for conhecido. apenas com as iniciais em letra maiúscula. começa-se a referência pelo nome geográfico (lugar onde fica o órgão – o país. As unidades subordinadas são mencionadas após o nome da instituição. A.136 Pseudônimos: Se o autor do documento usou um pseudônimo para se identificar. Secretaria de Finanças. Entidades Coletivas 1: Se o autor do documento é um órgão da administração governamental direta (Ministério. (e não LIBERATO. Exemplo: A referência do autor Tristão de Athayde (cujo nome verdadeiro é Alceu de Amoroso Lima) ficará assim: ATHAYDE. T. entre parêntese. Em caso de ambigüidade (duas ou mais instituições com o mesmo nome). Secretaria da Saúde. organização. . Exemplo: A referência do autor Gugu Liberato ficará assim: LIBERATO.

. – a referência dele iniciará pelo nome do evento. ficará assim: ENCONTRO BRASILEIRO DE PROFISSIONAIS DA ENFERMAGEM. Exemplo: A referência do autor Curso de Pós-graduação em Administração Hospitalar do Centro Universitário Adventista de São Paulo ficará assim: CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO. etc. esta pode ser utilizada no lugar do nome da Entidade por extenso. Exemplo: A referência do Segundo Encontro Brasileiro de Profissionais da Enfermagem.137 Exemplo: A referência do autor Biblioteca Nacional que fica em Londres. Simpósio. Gramado. do ano e do local de realização do evento. ficará assim: BIBLIOTECA NACIONAL (Londres). Reunião. Exemplo: A referência do autor Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística / IBGE poderá ficar assim: IBGE. Exemplo: EBCT. 2. Seminário. seguido do número do evento indicado em algarismo arábico. em 2004. Conferência. . ocorrido em Gramado. Eventos Científicos: Se o autor de um documento é um Evento – Congresso. Rio Grande do Sul. A referência do autor Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – EBCT poderá ficar assim: 2004. Entidades Conhecidas por Siglas: Se o autor de um documento for Entidade e no documento aparecer a SIGLA correspondente à Entidade (SOMENTE se aparecer a SIGLA). Curso de Pós-graduação em Administração Hospitalar.

ficará assim: CONGRESSO INTERNACIONAL DE TELEJORNALISTAS. cuja autoria é desconhecida – não foi citada no documento – ficará assim: HISTÓRIA das civilizações de todas as eras. a referência deste se iniciará pelo título do documento. que. Autoria Desconhecida: Se o autor de um documento é desconhecido. Ou seja. isto significa que o destaque utilizado para os títulos não poderá ser alternado. conforme o padrão da NBR6023. em junho de 2005.. num mesmo trabalho. ficará assim: ALMEIDA.138 Exemplo: A referência do XVI Congresso Internacional de telejornalistas. Exemplo: A referência do documento cujo título é GEOGRAFIA DO RECÔNCAVO BRASILEIRO. Exemplo: A referência do autor História das Civilizações de Todas as Eras. pode ser negritado ou sublinhado ou itálico. Ao definir-se uma das três opções (negritado ou sublinhado ou itálico). 16. esta será utilizada durante todo o trabalho. ocorrido em São Paulo. o título não poderá ser destacado com negrito e sublinhado ou com negrito e itálico ou ainda itálico e sublinhado. de. R. F. . 2005. cujo autor é Rafael Furtado de Almeida. Exemplo: A referência do autor Problemas e Exercícios de Matemática Financeira. cujo autor não foi mencionado no documento. Geografia do recôncavo brasileiro. ficará assim: PROBLEMAS e exercícios de matemática financeira. Título: O título de um documento será referenciado exatamente igual como aparece no documento. estarão em maiúscula. Observa-se ainda a regra de que apenas a inicial do título ou dos nomes próprios que ele contenha. O destaque utilizará apenas uma das opções indicadas. São Paulo. Aparecerá sempre em destaque. entre as opções permitidas pela NBR.

139 Observe-se que neste caso optou-se por destacar-se o título em sublinhado. Citologia de Drosophila melanogaster. P. O. Estudos e exercícios avançados para violinos: uma perspectiva didática para jovens talentos. e cujo subtítulo é UMA PERSPECTIVA DIDÁTICA PARA JOVENS TALENTOS. Exemplo: A referência de um documento de autoria de Tia Koc. de A. cujo título é ESTUDOS E EXERCÍCIOS AVANÇADOS PARA VIOLINOS. ficará assim: KOC. de autoria do professor Pedro Apolinário. logo após a indicação do título. Subtítulo: O subtítulo de um documento será referenciado sem qualquer destaque. coloca-se tudo em destaque. Exemplo: A referência de um documento de autoria de Ullianna de Albuquerque Vasile. M. cujo título é UMA FORMIGUINHA CHAMADA PIMBINHA. e cujo subtítulo é PIMBINHA VAI AO PARQUE. de. Esta será a única ocasião em que o título terá duplo destaque. Tia. ficará assim: VASILE. e antecedido de dois pontos. U. Outro exemplo: A referência do documento cujo título é CONHEÇA MELHOR A SUA LITERATURA. cujo título é CITOLOGIA DE DROSOPHILA MELANOGASTER ficará assim: PAULA. Título com Nomenclatura Científica: Um documento cujo título contenha uma nomenclatura científica será referenciado com duplo destaque para a referida nomenclatura. Uma formiguinha chamada Pimbinha: Pimbinha vai ao . Conheça melhor a sua literatura. Se houver dúvida quanto a tratar-se de título ou subtítulo. Exemplo: A referência de um documento de autoria da professora Márcia Oliveira de Paula. parque. ficará assim: APOLINÁRIO.

ficará assim: SCHMIDT. Falando francamente com o adolescente. F. O grande conflito. e que já está na Quarta Edição. M. Exemplo: A referência de um documento de autoria de Francesco Buonno.140 Observe-se que o termo científico teve duplo destaque (sublinhado e itálico. cujo título é COMPREENDENDO O PORTADOR DA HIPOCEPHALEA PATHOGEN e cujo subtítulo é CONVERSANDO COM PAIS E PROFESSORES. C. cujo título é FALANDO FRANCAMENTE COM O ADOLESCENTE. Mário Caldeira Schmidt. Um outro exemplo: A referência de um documento de autoria do Dr. Títulos em Outros Idiomas: Os documentos que estiverem escritos em mais de um idioma. Edição: Indica-se a edição de um documento somente quando esta for mencionada no documento e desde que não se trate da primeira edição. M. terão o título indicado no idioma que estiver em destaque ou que aparecer em primeiro lugar. cujo título aparece nas formas GLI AMICI ITALIANI e AMIGOS ITALIANOS. cujo título aparece nas formas O GRANDE CONFLITO e THE GREAT CONTROVERSY. Compreendendo o portador da hipocephalea pathogen: conversando com pais e professores. por ser a primeira forma mencionada. ed. A indicação deverá ser em algarismo arábico cardinal. G. Exemplo: A referência do documento de autoria de Dr. Marenos Schmidt. e da abreviatura da palavra edição. terá o título indicado em português. 4. Observe-se que o título foi indicado em italiano porque este foi o primeiro mencionado no documento. seguido de ponto e um espaço. ficará assim: SCHMIDT. Gli amici italiani. ficará assim: BUONNO. enquanto o restante do título foi apenas sublinhado). OS . Um outro exemplo: A referência de um documento de autoria de Ellen Gould White. E. ficará assim: WHITE.

. aum. ed. Revista e Atualizada. Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Mário Augusto de Alencar. Edição Ampliada – ed. rev. e atual. Se o local for desconhecido. H. de. cuja edição é a 3ª.]. Campinas Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Francisco Buarque de Holanda. etc. atual. Local de Publicação: É a indicação da cidade onde o documento foi publicado e deve ser feita após a edição (ou após o título se não houver edição a ser indicada). indica-se com [S. ficará assim: HOLANDA. de. ampl. ed. cujo título é ECONOMIA URUGUAIA VERSOS ECONOMIA BRASILEIRA. Sociologia do Brasil no século 21. que está na Quinta edição e foi publicado em São Paulo. com título PORQUE COMPOR A BANDA. conforme o padrão da ABNT: Edição Revista – ed. Edição Revista e Atualizada – ed. Atualizadas. 3. e atual.141 Edições Revistas. cuja edição é a Segunda. Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Fernando Henrique Cardoso. 2. M. São Paulo Note-se que A Banda é nome próprio e por este motivo as iniciais são maiúsculas. e que foi publicado em Campinas. ficará assim: CARDOSO. Se for uma cidade desconhecida ou que tenha uma homônima. Ampliadas. ficará assim: ALENCAR.: São indicadas na forma abreviada. Porque compor A Banda. rev. cujo título é SOCIOLOGIA DO BRASIL NO SÉCULO 21. B. ed. 5. rev. Edição Atualizada – ed. cita-se apenas a primeira indicação. l. indica-se também a sigla do estado onde se localiza a cidade que está sendo citada. Se mais de uma cidade estiver sendo indicada. F. Economia uruguaia versos economia brasileira. Edição Aumentada – ed. F. A.

Frei. com título MINHA VIDA. S. Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Frei Beto. que está na segunda edição. antecedida de dois pontos. publicado em Santo André. com título POESIAS PARA BRINCAR. Poesias para brincar. ficará assim: BRANDÃO. História do Brasil. P.]. Se a data for desconhecida.142 Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Pedro Bandeira. em 2004.]. logo após a indicação da cidade onde o mesmo foi publicado. O nome da editora pode vir abreviado quando tiver mais de uma palavra. publicado em local desconhecido. ed. l. P. pela editora Vozes. que está na 6ª. [S. L. Edição. ficará assim: BETO. n. ed. Santo André : [s. ficará assim: BANDEIRA. indica-se [s. publicada no Rio de Janeiro. Minha vida. Rio de Janeiro : Vozes. sem a indicação do nome da editora responsável. 2. Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Lucas Brandão.] Editora: Indica-se a editora responsável pela publicação do documento. Solidariedade. 6. Dispensa-se o uso da palavra ‘editora’. 2004. ficará assim: FERREIRA. logo após a editora indicada e antecedida por vírgula. publicado em Campinas. Se a editora não for indicada no documento. pela editora Papirus. com título SOLIDARIEDADE. Data da Publicação: é indicada sempre em algarismo arábicos. n. com o título HISTÓRIA DO BRASIL. a ABNT dá algumas opções para indicação do período de publicação (para o caso de livros): [2004?] para o ano provável de publicação . sem espaçamento nem pontuação. Campinas : Papirus Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Paulo Souza Ferreira.

se denomina Documentos Consultados. À lista dos conjuntos de dados para identificação (ver item 5. se denomina Referências.1) de documentos citados no texto redigido sobre a pesquisa realizada. publicado em São Paulo pela editora Melhoramentos.. Exemplo: 1999-2001. que tem 240 páginas. separadas por hífen.1) de documentos consultados. d. são variadas. em ordem alfabética. com título QUÍMICA ORGÂNICA.2 Localização das Referências As opções para indicação das Referências dos documentos utilizados em uma pesquisa. indica-se as duas datas. À lista dos conjuntos de dados para identificação (ver item 5. Ambas as listagens terão a mesma formatação e seguem a normalização já descrita até aqui. 2. ed. subtítulo ESTUDO E ENSINO. Descrição Física: É a indicação do número de páginas p. Química orgânica. L. São Paulo : Melhoramentos. no texto redigido sobre a pesquisa realizada. segunda edição. . em uma única listagem. 2005. volumes v ou folhas f de um documento. [200-] para indicar a década certa da publicação [200-?] para indicar a provável década da publicação [19--] para indicar o século certo da publicação [19--?] para indicar o provável século da publicação [s. A preferencial é a que se apresenta ao final do trabalho. ficará assim: SILVÉRIO NETO. 240 p. 7. mas NÃO citados.143 [ca 2001] para a data aproximada de publicação. Indica-se logo após a data de publicação. em 2005.1. cerca de. Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Leonardo Silvério Neto..] para indicar que não há indícios da data de publicação Se o documento estiver em vários volumes e a data de publicação do primeiro volume for diferente da do último.

uma listagem de Referências ou de Documentos Consultados terá o seguinte 78 REFERÊNCIAS ALBERGARIA. S.5 entre as linhas e duplo entre uma referência e outra. 2002. centralizado. Filosofia. M. Metodologia da pesquisa científica: temas controversos. rev. LEMOS. TURCCILLO. Limonada suíça em tempos rosas: literatura e poesia 2 cm moderna. não negritado. 3 cm GARCIA. 409 p. ed. formato: 3 cm Assim. 90 p. A. Z. São Paulo : Melhoramentos. de. Sintaxe na língua portuguesa.144 A diagramação destes conjuntos de dados para identificação dos documentos pesquisados com o objetivo de dar embasamento teórico ao trabalho – seja Documentos Consultados ou Referências – seguirá o padrão: • Título da listagem digitado em negrito. Ciência em tempo real. Rio de Janeiro : McGrowHill. 2005. São Paulo : Atlas. J. Campinas : Papirus. Belo Horizonte : MMN. 2. 111 p. BAROSA SOBRINHO. espaço 1. o A Fonte (modelo de letra) utilizada será a mesma do restante do texto da pesquisa. J. tudo em letra maiúscula. Quanto à pontuação. e ampl. Vale lembrar que as opções indicadas são Arial ou Times New Roman (TNR). atual. 780 p. é aquela já apresentada nos tópicos anteriores. • Texto das referências – Documentos Consultados ou Referências – digitado em tamanho 12. 2003. 2. 2005. H. texto justificado. 2 cm . C. tamanho 14. respeitando as margens estabelecidas para o trabalho. ed. ed. 230 p. Em nenhum momento haverá variação de Fonte (modelo de letra). 3.

conforme a sua particularidade.145 A partir destes conhecimentos básicos. todavia. volume ou fragmento) utilizada tiver um autor específico (publicações em que cada capítulo tem um autor diferente. São Paulo : Ática. seguido do título da parte (sem qualquer destaque). Os elementos a serem indicados em cada uma destas listagens irão variar de acordo com o tipo de documento: 7. elaborar as Referências ou a lista de Documentos Consultados.2. a referência iniciará pelo autor da parte. volume ou fragmento). Ano. parte. Exemplo: CERQUEIRA. 3. o pesquisador terá condições de. consultando. 7. separadas por hífen. Fronteiras do saber. Local : Editora. de todas as fontes de informação teórica utilizadas em sua pesquisa. 2005. Depois coloca-se o termo In: (que significa ‘dentro de’). por exemplo). J. o título do livro. Título. Edição. Basicamente. cada documento. K. Se o livro for usado apenas em parte (um capítulo.1 Partes de Livros (Capítulos. o autor responsável por todo o livro (se houver). conforme o modelo a seguir: A paginação será indicada com o número da página inicial e da página final da .2 Livros e Documentos Não Periódicos Os livros e documentos não periódicos são referenciados de forma bastante similar. Fragmentos. Número de Páginas. o ideal é que a referência seja apenas da parte utilizada. em destaque. 309 p. e os demais elementos previstos para referência de livros. é referenciado levando-se em conta detalhes específicos. ed. a referência de documentos na forma de livro terá os elementos: Chave: AUTORIA. Volumes) Se a parte (capítulo.

Belo Horizonte : Artes Médicas.2 Verbetes de Enciclopédias e Dicionários Quando o documento utilizado for uma Enciclopédia ou um Dicionário. 2. Página (ou páginas inicial e final. Edição. v. In: HILLTER. Verbete é o texto referente ao item (palavra ou tema) consultado. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTOR DO RELATÓRIO. p. Chave: PALAVRA OU TEMA DO VERBETE CONSULTADO. 1. In: NOME da enciclopédia ou dicionário consultado. O desenvolvimento da planta. 2. B. quando for o caso). Volume. 7. Título da parte. ed.2.146 Chave: AUTORIA DA PARTE DA OBRA. 2000. A referência de um verbete é feita citando-se os elementos indicados a seguir.2. Exemplo: MARKETING. 143-187. Ano. Indicação do tipo de documento. T. . Local : Editora. Ano.3 Relatórios Técnicos Quando o documento utilizado for um Relatório Técnico. Rio de Janeiro : Melhoramentos. Local : Editora. L. Página inicial – Página final da parte referenciada. 2002. In: MICHAELIS dicionário ilustrado.204. a referência será a do verbete consultado. . e atual. Exemplo: MORAES. In: AUTORIA DA OBRA. Título do relatório. 7. STADLER. Paginação. Ano. Falando em ecologia: conceitos e estudos de casos. rev. p. Título da obra.

Implementação do Just-in-time em uma empresa fabricante de armações de óculos. Número de folhas. Dissertações e Monografias Quando o documento utilizado for resultado de produção acadêmica ou científica (Teses.. Petrópolis : Colégio Piloto.147 Exemplo: MONTEIRO. A Filosofia vai à escola? : estudo do programa de filosofia para crianças de Matthew Lipman. Título. Relatório técnico. . 2001. G. 45 f. 1998. 139 f. 87 p. Exemplo: SILVEIRA. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) – Faculdade de Engenharia Mecânica e de Produção. Local. Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA. Ano. Dissertações e Monografias). 2000. Dissertação ou Monografia (Grau e Área) – Unidade de Ensino. R.4 Teses. 441 f. Indicação de Tese. Santa Bárbaro D’Oeste (SP). Instituição. Campinas. 7. M. PEREIRA. Análise do grau de segurança na biblioteca do Colégio Piloto. Linguagem de sinais. SANTOS. M. Engenheiro Coelho (SP).2. Monografia (Trabalho de Conclusão de Curso) – Curso de Pedagogia. Centro Universitário Adventista de São Paulo/Campus 2. Universidade Estadual de Campinas. 2002. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação.

. 2004. 2 v. 2003.2. Curitiba : PUCPR. Anais do 4º.148 7. número de páginas ou volume. . os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTOR(ES) DO TRABALHO. 2004. 322 p. 7.6 Congressos. Instituição. ano de realização. Anais do XXII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação – Superando Obstáculos em Direção à Tecnologia.. São Paulo. 4. 22. Florianópolis. ano de publicação.2. Trabalho Acadêmico (Didática II) – Curso de Matemática. Modelos matemáticos para o ensino fundamental. os elementos que comporão a referência são: Chave: NOME DO EVENTO. número do evento. local. Ano. Título. 32 f. Local. São Paulo : UNASP/Campus SP. 2005. Número de folhas. Título. Exemplo: SANTOS.5 Trabalhos Acadêmicos Quando o documento utilizado for resultado de trabalhos acadêmicos. Conferências. Indicação de Trabalho Acadêmico (Disciplina) – Curso. Centro Universitário Adventista de São Paulo/Campus SP. Local: Editora. Exemplos: ENCONTRO ANUAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA. Encontros e Outros Eventos Científicos Quando o documento utilizado for resultado de eventos científicos. Encontro anual de iniciação científica. V. CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO. São Paulo. 2002.

ano de realização. J. Divulgação seletiva da informação por meio eletrônico. 2004.. J. local. Local : Editora. mensalmente.. semanalmente. Página inicialfinal. Exemplos: jornais. Em cada caso a referência terá detalhes específicos. Título do trabalho. quinzenalmente. p. In: NOME DO EVENTO. . Os periódicos científicos são publicações positivamente significativas para o pesquisador. Simpósio sobre recursos informacionais em bibliotecas virtuais. revistas. e assim por diante. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA. 7. semestralmente. Título.149 7. diariamente. São José do Rio Preto : UNSJRP. In: SIMPÓSIO SOBRE RECURSOS INFORMACIONAIS EM BIBLIOTECAS VIRTUAIS. E.3 Publicações Periódicas Publicações periódicas são as publicadas de período em período – anualmente.2. especialmente pela possibilidade de oferecerem informações atualizadas sobre temas do momento. 2005. ano de publicação. quando o pesquisador utiliza apenas um ou outro artigo de cada periódico. 345-456. Podem ser utilizados no todo – o periódico inteiro ou sua coleção – ou em partes. Anais do 3º. São José do Rio Preto.7 Trabalhos Apresentados em Eventos Científicos Quando o documento utilizado for resultado de um trabalho apresentado em evento científico. número do evento. 3. LIMA. Exemplo: LEANDRO FILHO.

7. Quando o documento utilizado for um artigo de jornal. tem uma referenciação particular. Revista de Educação da IASD. os elementos que comporão a referência são: . os elementos que comporão a referência são: Chave: TÍTULO DO PERIÓDICO.3. devido à sua característica peculiar. Porto Alegre : PUCRS.3. X. Ano de início-término da publicação. Teoria do currículo sim. 19701999. jan.150 7.3 Artigos de Jornais Os jornais também são publicações periódicas. 3. páginas inicial-final do artigo.2 Artigos de Periódicos Quando o documento utilizado for um artigo de periódico. n.3. 7.1 Periódicos Considerados no Todo Quando o documento utilizado for um periódico e ele for integralmente utilizado (vários artigos de toda a coleção). v. E. O currículo da teoria não. 2. Exemplo: ALBUQUERQUE. 2002b. número do fascículo ou ano. número do volume. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTOR DO ARTIGO. Exemplo: REVISTA DE EDUCAÇÃO DA PUCRS. Título do artigo. todavia. de. Local de publicação : Editora. Local de publicação. data. p. Título do periódico. 23-27. Campinas.

etc. ago. mês. 233-302. 2002. 11-12. São Paulo. p. História dos povos bárbaros. 22 set 2001. Resumos. 12. Título da parte resumida. Número ou título do caderno. Exemplo: PADOVANI. 2001. As eleições e a educação. Local : Editora. p. Local de publicação. Belo Horizonte. v. Belo Horizonte : ATTB. n. Quando o documento utilizado for um resumo de livro.. 12A-13A. Folha de São Paulo.151 Chave: AUTOR DO ARTIGO. Revista de História da Universidade Federal de Minas Gerais. Cada um destes tipos terá uma referência adequada às suas características. Exemplo: GÓIS. Título do artigo. p. número de ordem da(s) coluna(s). F. . suplementos. seção. O Estado de São Paulo. data (dia. coluna 3. L. por exemplo.4 Resumos Os Resumos são textos técnicos que sintetizam livros ou artigos de periódicos e são publicados em documentos específicos (publicações que reservam espaços apenas para resumos ou só publicam resumos). Título do jornal. Nota indicativa de resumo. DONIZETTE. publicado numa seção de resumos. 2000. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA DA PARTE RESUMIDA. páginas inicial-final do artigo referenciado. Ano. Fonte onde o resumo foi publicado. 7. 13 out. H. ano). 21. A economia continua em crise. Política. Economia.

número do volume do periódico onde o resumo foi publicado. 213-219. acrescenta-se a nota indicativa Resumo de: antecedendo a fonte de onde foi retirado o resumo. publicado numa seção específica para resumos. São Paulo. 2000. Jul. Exemplo: páginas inicial-final do artigo que foi resumido. K. Resumo. H. Franco publicou um artigo em 2000 e o resumo deste artigo foi publicado em 2001. Local de publicação do periódico onde o resumo foi publicado. p. Revista de Psicologia da USP. v. número do fascículo ou ano do periódico onde o resumo foi publicado. Quando a autoria do resumo for indicada.152 • No caso do exemplo acima. volume do periódico original de onde o artigo foi publicado. monografia. n. v. Adolescentes e gravidez. Porto Alegre. 4. Local de publicação do periódico original de onde o artigo foi publicado. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTOR DO ARTIGO. data de publicação do periódico onde o resumo foi publicado. Nota indicativa de resumo. em um outro periódico.) e publicou em 2001 este resumo. 2. . número do fascículo ou ano do periódico original de artigo foi publicado. página(s inicialfinal) do resumo publicado. Título do artigo. Quando o documento utilizado for o resumo de um artigo de periódico. Título do periódico onde o resumo foi publicado. n. Góis fez o resumo de um texto (pode ser livro. Revista de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Esta é uma das possibilidades de se referenciar resumos utilizados em trabalhos científicos. p. data de publicação do periódico original de onde o artigo foi publicado. 2001. etc. Em 2002 a Revista de História da UFMG publicou este resumo na íntegra em um de seus números. Título do periódico original de onde o artigo foi publicado. Exemplo: FRANCO. 44-47. Jan. K. 1.23. No caso do exemplo acima.

O. Revista de Administração da FGV. J. Exemplo: FRAGOSO. Jul. 213-219. Resumo de: MENDES. Resenha. 2004.23. Nota indicativa de resenha. 4. 14. Revista de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. p. Rio de Janeiro. Título do periódico que publicou a resenha. Adolescentes e gravidez. Porto Alegre. n. Nomeações e vetos em tempos de CPI: uma análise comparativa. v. volume do periódico. 2. número do fascículo do periódico. Título da resenha. n. páginas inicial e final do texto da resenha. 7. volume do periódico. Jan. Cada resenha terá uma referência adequada às suas características. Local de publicação do periódico. Quando o documento utilizado for uma resenha com título próprio os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA DA RESENHA.153 Exemplo: FRANCO. data. páginas inicial e final do texto da resenha. . p. v. 2001. Revista de Psicologia da USP. 2. 2000. seguidos das demais informações sobre a fonte onde se encontra o texto resenhado. 234-236. Resumo. Título do livro ou artigo resenhado. Quando o documento utilizado for uma resenha sem título próprio os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA DA RESENHA. número do fascículo do periódico.. Local de publicação do periódico. p. São Paulo. v. K.5 Resenha Resenhas são textos técnicos que resumem e comentam livros ou artigos de periódicos e são publicadas em documentos específicos (publicações que reservam espaços para resenhas ou só publicam resenhas). 44-47. data. Nota indicativa contendo Resenha de: coloca-se o nome do autor do texto resenhado e o título do texto resenhado. n. Título do periódico que publicou a resenha. 1.

Revista da Faculdade de Letras da UFBA. Ano. 2005. Quando o documento utilizado for uma norma técnica os elementos que comporão a referência são: Chave: ORGÃO NORMALIZADOR. A análise do discurso: divagações ou ferramenta científica ?. padrões. 7. Jan. J.7. os acórdãos. Resenha de: DURAN. Local. 63-71. Campinas : PAPIRUS.1 Leis e Decretos Quando for utilizado um documento legislativo do tipo Leis e Decretos. Salvador. p. 7. resoluções e indicações. NBR6023 : norma técnica sobre referências. 2002. 7. 379 p. as decisões e sentenças judiciais. os decretos. 2. n. procedimentos. Duran.-Mar. Concepções filosóficas sobre a análise do discurso na perspectiva de J.7 Documentos Legislativos São documentos legislativos as leis. Título (que em geral é o número da norma) : subtítulo da norma. 2004. Exemplo: PEIXOTO. os elementos que comporão a referência são: .6 Normas Técnicas Normas Técnicas são parâmetros estabelecidos para definir posturas. os pareceres.1. E. R. v. Brasília. S. etc.154 Exemplo: PARANHOS. processos.

Estabelece parâmetros para a realização do referendo sobre a proibição da comercialização de armas de fogo e projéteis no Brasil. os elementos que comporão a referência são: . Exemplo: BRASIL. 111.218. 2324. Decreto n. coluna 3. n.7. decisão ou sentença. Diário Oficial da União. Ementa ou acórdão. Sentenças de Cortes ou Tribunais Quando for utilizado um documento legislativo nesta categoria.7. de 12 de setembro de 2002.3 Pareceres. Deferimento de habeas corpus. Decisões.155 Chave: NOME DO PAÍS. hábeas corpus). 45. Diário Oficial da União. Seção 1. Do Supremo Tribunal Federal. Partes litigantes (agravo. Relator: Dr. 2. Título e número da lei ou decreto. 2002. 111. 2 maio 2003. Brasília.98. Promotoria da cidade de São Paulo e Antonio Pedro de Paranhos Neto. Exemplo: apelação. Nome da corte ou tribunal. v. p. Brasília. v. 7. ESTADO OU MUNICÍPIO. Ementa. ESTADO OU MUNICÍPIO. 2002. Seção 1. os elementos que comporão a referência são: Chave: NOME DO PAÍS. Habeas corpus n. Relator: nome. Dados da publicação que divulgou o documento.98. embargo. 13 Set. Tipo e número do recurso. 13 Set. 7. 45. data. Data. Albergaria Felinto Motta. n. Resoluções e Indicações Quando for utilizado um documento legislativo nesta categoria. Exemplo: BRASIL. p. Dados da publicação que divulgou o acórdão.2 Acórdãos. coluna 3.

Local : Editora. 2003.1 Bíblias Consideradas no Todo Quando o documento utilizado for a Bíblia em sua íntegra – toda ou quase toda a bíblia – os elementos que comporão a referência são: Chave: BÍBLIA. C. Relator ou consultor: nome. 2001. Tipo (parecer. Título. v. Tradução ou versão. 7. Edição. p. Kings James Version.3. Local : Editora. Direito internacional. Ementa. Competência para extradição de estrangeiros que atuam nas instâncias do governo federal. Edição. Consultor> Alceu Amoroso Lima. Exemplo: BÍBLIA. Título. In: MONTEIRO. Inglês.8. Língua. 7.2 Partes da Bíblia Quando o documento utilizado for um dos livros da Bíblia. Nome do Livro da Bíblia. Exemplo: . Parecer n. resolução.8. Ano. Exemplo: BRASIL. de F. 2004. 265-266. indicação). São Paulo : Mc-GrawHill. Dados da publicação que Exemplo: divulgou o documento. Língua. Consultoria Geral da República. Holly Bible. 22th ed. Tradução ou versão. número e data. os elementos que comporão a referência são: Chave: BÍBLIA.8 Bíblia 7. 2324 de 31 mar. Ano. New York : LCD.156 Chave: AUTORIA (Instituição ou Pessoa).

7. Londrina. . os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA (instituição. Título do catálogo. Tanto as Em geral. 35. Quando o documento utilizado for um catálogo. Nota indicativa de catálogo quando não constar no título. Exemplo: HERCULES. realizadas na perspectiva científica. Apocalipse. Muito utilizados por pesquisadores de algumas áreas específicas. A Bíblia Viva. São Paulo. Local. Ano. Exemplo: ASSOCIAÇÃO PRÓ-ARTE DE LONDRINA.10. 2000. elaboradas pelo pesquisador. Mostra de pintura da UnisTest Mendel. etc. quando 7. Versão Antonio Pereira de Figueiredo. São Paulo : Paulinas. Data. 2001. M.10 Entrevistas As entrevistas são excelentes ferramentas de pesquisa.). 7.1 Entrevistas Não Publicadas Chave: AUTORIA (nome do entrevistado – aquele que concedeu a entrevista). etc. organização. Editores. Catálogo. Ementa da entrevista. Português. quanto as publicadas. associação.9 Catálogos de Exposições. Ingresso de carteiras de negócio internacionais em instituições financeiras brasileiras. ed.157 BÍBLIA. 2002. Local. são instrumentos de divulgação de informações atualizadas e precisas.

A. Entrevista concedida a Paulo Antunes Maia. 204-209. São Paulo. 112. a instituição e o local ao título. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (Coordenador do Projeto). Exemplo: PEREIRA. Jul-Ago. 23. Local : Unidade executora. projeto em andamento ou projeto concluído). Revista de Medicina da USP. Maio 2005. Título do Projeto. São Paulo. . Cirurgias de redução do estômago.1230-1. Nome e número do Programa – Título do programa. 7. v. Indicação de entrevista. p. A nota de entrevista ao final da referência deve ser omitida quando figurar no título. Entrevista concedida pelo Cherman do Commertz Bank no Unibanco Brasil. data de início. M. 7. São Paulo. Ingresso de carteiras de negócio internacionais em instituições financeiras brasileiras. 1.158 Quando a entrevista é concedida em função de cargo ocupado pelo entrevistado. 2001. Revista de Educação Física da UNIMAR.2 Entrevistas Publicadas Chave: AUTORIA (nome do entrevistado – aquele que concedeu a entrevista).2. Y. A era das academias. (Sigla da instituição mantenedora. Dados completos da fonte que publicou a entrevista. Nota de status (Se é anteprojeto. n. 3.254. Exemplo: HERCULES.10. paginação. Título da entrevista. Exemplo: GRACIANO. quando for de interesse do pesquisador. acrescenta-se o cargo. Marília. Título do documento que publicou a entrevista. v. É possível indicar o nome do entrevistador na nota da entrevista. Entrevista. p.11 Projetos de Pesquisa Quando o documento utilizado for um Projeto de Pesquisa. 2002. n. Código do Projeto).

Projeto concluído. 7. Título. de C. Local. páginas inicial-final. notas de aula. (ong Viva Rio. p. Hortolândia. Ata da reunião do colegiado do Curso de Educação Física realizada em 21 de março de 2002. São Paulo : ONG Viva Rio. 31 mar.12 Obras Inéditas (Documentos Não Publicados) Quando o documento utilizado não houver sido publicado. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA.13 Atas de Reuniões Quando o documento utilizado for uma Ata de Reunião.159 Exemplo: ANDRADE.). . Projeto 3635). 23-24. 2001. Título e data. São Carlos. (Coord. etc. Livro 23. Teoria quântica. Exemplo: NEVES. Livro número. U. Programa 116 – Gestões de ONGS. S. 2001. associação ou outro). Nota indicativa de origem do documento (palestra. 7. Atividades gestoras em ONGS.). 15 p. Palestra proferida na Faculdade de Física da UFSCAR. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (Instituição. Exemplo: CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO.

.. globos. Atlas geográfico dos Estados Unidos da América. 1 globo : color. 7. Exemplo: MAIA. 2004. GEOMAPAS.1 Mapas e Globos Mapas e globos são referenciados de forma muito semelhante. 115 cm. 2004. São Paulo : LTF. Escala. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA.14.14. 7. 2001. A única variação é o termo indicativo mapa ou globo e a dimensão que no globo será indicado o diâmetro em cm. Ano. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (autor e/ou editor). São Paulo : LTF. 1 mapa : color. . Exemplo: GEOMAPAS. Escala 1:500. e similares.. Local : Editora.14 Documentos Cartográficos São documentos cartográficos os mapas. STILL. Título.2 Atlas Quando o documento utilizado for um atlas. Número de unidades físicas : indicação de cor. Globo terrestre. Local : Editora. atlas. G.160 7. Washington. R.000. Título do atlas. altura X largura. Ano. 78 x 88 cm. Quando o documento utilizado for um mapa ou um globo. Relevo geográfico brasileiro.

Washington. Nossa gente nossa música: ano 2002. videodisco laser. São Paulo : UNASP. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (compositor). Exemplo: ATLAS histórico dos Estados Unidos da América. Ano. Indicações complementares de responsabilidade. vinil.16 Gravações Sonoras São documentos em gravação sonora: CDs. Exemplo: GEOGRAFIA do Brasil: relevos e fronteiras. 2001. Atlas. 2004. cassete. Se a palavra atlas não aparece no título do documento. R.15 Partituras Quando o documento utilizado for uma partitura. 2002. Número de partituras (quantidade de páginas). deve-se fazer a indicação ao final da referência. a referência será iniciada pelo título do atlas. 7. Título. Exemplo: DIAS.) 7. . São Paulo : Ática.161 Quando não há autor ou editor. 1 partitura (8 p. Local : Editora.

1 Discos Compactos Áudio – CD Áudio Quando o documento utilizado for um CD para áudio (somente aparelho de música). 7. número de canais sonoros. Em caso de coletânea. D223 S145 12/89. Rio de Janeiro : Odeon. 2001. sulco ou digital. Exemplo: MOTA. G. 9 luas. Toronto : WCA Music. Executante. HANDEL. estéreo. Número de CDs. Nova Friburgo : ADSAT. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (compositor). estéreo. Ano. Exemplo: PARALAMAS DO SUCESSO. Local : Gravadora. Número de discos (tempo de gravação em minutos) : número de rotação(ções) por minuto. Ano. 1 disco (45 min) : 331/3 rpm. Título. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (compositor). microssulco. J. Orquestra Filarmônica de Frankfurt. R. estéreo. 2320-9-80. F. se necessário. a Referência se iniciará pelo título. Executante. 2000. . Klein.2 Discos de Vinil Quando o documento utilizado for um disco de vinil. Local : Gravadora.16. será iniciada pelo(a) intérprete. 2 Cd (96 min). 1 CD (50 min) : digital.16. regente.162 7. Prá cima Brasil. Número do disco. Título. Grupo Vocal VP. número de canais sonoros. 2001. Digital. Número de CDs (tempo de gravação em minutos) : tipo de gravação. 20030-2-1020. Regina Mota. O Messias.

São Paulo : RCA. 7.3 Videodisco (Laser) Quando o documento utilizado for um videodisco laser (ou CDL). Lado B. São Paulo : RCA. Título. Ano. Ano. Número de unidades físicas (duração) : tipo de gravação. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. 2001. 7. A glória e magestade. Número de unidades físicas (duração em minutos) : laser. 2004. São Paulo : RCA. neste caso. 1 disco1 (40 min): 331/3 rpm. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (compositor). após a data. Número do disco. somente este lado deve ser referenciado e. número de canais sonoros. Chuva de bênçãos. Local : Gravadora. estéreo. Título.16. microssulco. Chuva de bênçãos. 4 discos (240 min): 331/3 rpm. estéreo. UO-34-598. estéreo. Caso o pesquisador utilize apenas um dos lados do disco. R. Exemplo: FONSECA. microssulco.4 Cassetes Quando o documento utilizado for um cassete sonoro. Local : Gravadora. 2004. 89208347.163 Exemplo: FONSECA.16. 1 videodisco (35 min) : laser. deve ser feita a designação Lado A ou B. Executante. 89208389. Exemplo: . Exemplo: CORAL CARLOS GOMES. R.

largura e milímetros. Ano. 7. conforme o caso. APL-M. • Características de som: deve-se indicar: mudo.).) ou dublado (dubl. São Paulo : INC. cassete.. Sistema de gravação. Observações: Os dados de descrição física de filmes cinematográficos e gravações em cassete devem ser registrados assim: • Número de unidades físicas: deve-se utilizar os termos (bobina. Direção de Williams Costa Júnior. . rolo). Rio de Janeiro : Está Escrito. • Sistema de Gravação para Vídeo: deve-se registrar o sistema utilizado (VHS. Zilda e Elias Azevedo e os Pequenos Cantores da Colina. 1 cassete (45 min) : son. estéreo. . Número de unidades físicas (duração em minutos) : indicação de som (legenda ou dublagem). • Tempo de projeção: deve ser indicado em minutos. Betamax). • Cor: deve-se utilizar as abreveaturas p & b para preto e branco ou color. 2002. indicação de cor. Exemplo: SEMÕES do pastor Stina. sonoro (son. NTSC. Local : Distribuidora.164 AZEVEDO. 1997. Direção de.). 12 mm. AZEVEDO. os elementos da referência são: Chave: TÍTULO. Cristo ama as criancinhas. cartucho. E. legendado (leg.1 Gravações em Cassetes Quando o documento utilizado for uma gravação em cassete. • Dimensão: deve-se registrar a bitola (largura) em milímetros (mm) ou polegadas (pol).. conforme o caso. 1 cassete (100 min) : son.17. VHS NTSC. Z.17 Filmes e Gravações em Cassetes 7. para colorido.

São Paulo : LTC. Número de slides : indicação de cor. Exemplo: MONTEIRO. Quando o documento utilizado for uma microficha. Geografia do Brasil. . de S. Número de unidades físicas. redução. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. Ano. Microfichas.165 7. Ano. São Paulo : LTC. Local : Editora.24. 2003. São Paulo: NCN: color.000. Exemplo: MOURA. 5 x 5 cm. Local : Produtor. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. Quando o documento utilizado for um slide. Trigonometria euclidiana.. Slides e Diafilmes Também chamadas de Microformas. a utilização deste material é muito comum entre pesquisadores de algumas áreas específicas do conhecimento.18 Microfilmes. 2 v. Título. 1 bobina de microfilme. Número de unidades físicas. Paleontologia. 2004. largura em milímetros. Ano. Título. Exemplo: CARVALHO. 3 v. de S. I. 35 mm. I. dimensão em centímetros. D. redução de 1. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. Título. Quando o documento utilizado for um microfilme. 2 microfichas. Local : Editora.

os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. Ano. Número de unidades físicas : indicação de cor. 7. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (fotógrafo). W. São Paulo : Melhoramentos. 35 mm. dimensões. Exemplo: VICENTE.19 Transparências Quando o documento utilizado for uma transparência. S. Local : Produtor. Número de unidades físicas : indicação de cor. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA.20 Fotografias Quando o documento utilizado for uma fotografia. Rio de Janeiro : IBGE. Ano. 7. Título. Ano. 2005. 35 transparências : p & b. Exemplo: BARBOSA. Número de unidades físicas (número de fotogramas). 2002. Título. 1 diafilme (78 fotogramas). Exemplo: . 500 anos de história da Educação. Título.166 Quando o documento utilizado for um diafilme. largura em milímetros. Local : Editora. Hidrografia da região nordeste do Brasil.

este dado antecederá o número de fotos. 7. 1 fot. 1 fot. 18 x 36 cm. Belo Horizonte : UFMG. Número de unidades físicas : indicação de cor. Moisés. Ano. 7. 1 pôster : color.21 Pôsteres Quando o documento utilizado for um pôster. Dois nobres na corte. 15 x 18 cm. : p & b. Exemplo: RAFAEL. 2001. Se o pesquisador houver utilizado uma coleção de fotografias com suporte físico próprio (álbum. . seguido do título da obra. 2004. 2001. 15 x 18 cm. 2004. Estrutura em concreto protendido.) : p & b. Fotógrafo René Monges. 1 álbum (50 fot. Fotografias de obras de arte terão a referência iniciada pelo nome do autor da obra. Exemplo: FISIOLOGIA da mão.167 ALMEIDA. V. : color. por exemplo). os elementos da referência são: Chave: TÍTULO. os elementos da referência são: .22 Cartas Quando o documento utilizado for uma carta não publicada. Local : Editora. Somente então é indicado o nome do fotógrafo e demais dados: Exemplo: MICHELANGELO. Fotógrafo René Monges.

data (dia. Local. Tatuí : CPB. Exemplo: WHITE. 2 f. 2001. 789 p. Ementa da carta. E. E. 17 out. Responsável técnico. 7. viajando na Suíça. Carta ao filho William. Local : Laboratório/Fabricante. Descrição física Exemplo: WHITE. Mensagens aos jovens. Ano. 2002. Nota indicativa de bula. Título da publicação. Exemplo: SINTROYD: tiroxina. G. Berna. Cartas de Ellen White escritas aos jovens da igreja. São José do Rio Preto : NOVACIL Farmacopédia.23 Bula de Remédio Quando o documento utilizado for uma bula de remédio. os elementos da referência são: Chave: NOME COMERCIAL DO MEDICAMENTO: nome genérico. Bula. . Marilena Almeida Gomes. Quando o documento utilizado for uma carta publicada. 1899. Local (dados complementares da publicação).168 Chave: AUTORIA DA CARTA. G. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA DA OBRA ONDE A CARTA FOI PUBLICADA (Indicação de responsabilidade do autor) Ementa da carta. mês e ano).

2004. 7.2 Arquivos Eletrônicos Quando o documento utilizado estiver registrado em um arquivo eletrônico – de dados e textos criados no computador – os elementos da referência são: Chave: AUTORIA DO ARQUIVO. 2001. D.24. 1 disquete 31/2 .). Saberes e discursos sobre educação especial: uma análise comparativa. São Paulo : EDUSP. os disquetes. de H. jan. as fitas magnéticas e os CD-Roms. periódicos. Dados complementares da fonte da informação (livro.) receberão tratamento específico no momento de sua referenciação. . 7. os Softwares. Local. T.24 Informações e Documentos Eletrônicos São considerados documentos eletrônicos os Arquivos Eletrônicos. . periódicos. Programa gerador. mês e ano). Nome do arquivo. p. As informações oriundas deste tipo de fonte (mesmo quando livros. Indicação de disquete e dimensão do mesmo. etc. SAMPAIO.34. 77-79. Jornalista de Hoje. R. Ética na propaganda. data (dia. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. relatório.1 Disquetes e Similares Quando o documento utilizado estiver registrado em um disquete.169 7. v. E. 2.24. etc. Descrição física. . Ementa. 1 disquete 31/2 . Extensão. Exemplo para Livro em Disquete: FURTADO. Fortaleza. WALMOR. Custódia (depositário). Título. n. Exemplo para Periódico em Disquete: PEREIRA.

Local : Editor/Produtor. Windows XP. Chave: AUTORIA DO PROGRAMA. Exemplo: MIROSOFT CORPORATION. Ano. tipo de suporte. 2 folhetos e 1 manual. Notas: indicação dos elementos que compõem o conjunto de softwares. Projects for Windows XP. Curso de Pedagogia. Biblioteca Universitária. 2005. . Local. Chicago. 2002. 5 fitas magnéticas DAT 2GB. Exemplo: MIROSOFT CORPORATION. Projeto pedagógico do curso. Descrição física. Título e versão. Chicago. Nota indicativa sobre aplicação do programa. 2002. Nome do programa e versão. Projeto Pedagógico.170 Exemplo: CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO/Campus HT. Hortolândia. Windows Se o documento consultado for um conjunto de softwares. contendo diferentes tipos de materiais e estejam sendo mantido juntos – por necessidade – os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. 2005. 3 disquetes 51/4pol. Ano. 4mm. Descrição física. elaborado para utilização a partir de 2003. tipo de suporte. 13 out. Conjunto de softwares: 8 disquetes 3 ½ . 5 disquetes 51/4pol.

periódicos. Chave: AUTORIA. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. completa. Rio de Janeiro. fragmento. . Ano.24. 2003. Local. Título. 7. Título. poderão estar registrados livros. Exemplo: GIROTO. Quando o documento utilizado for um CD-ROM. dimensão. Fita magnética DAT 3GB. indica-se em quantos CD-ROMS está contido o livro. os elementos da referência variarão conforme o caso: • Livros no todo: Faz-se a referência do livro. Indicação de fita magnética.3 Fitas Magnéticas e Similares Quando o documento utilizado for uma fita magnética. Base de Dados e Similares No CD-Rom. Exemplo: SOCIEDADE BRASILEIRA DE FISIOTERAPIA. Ano. etc. e ao final. que possui grande capacidade para armazenar textos e imagens. dimensão. capítulo. Local. São Paulo : UNASPRESS. ao referenciar as informações contidas em um CD-ROM. levar-se-á em conta. eventos.24. 2001.171 7. 4mm. indica-se em quantos CD-ROM está contido o livro. 24 CD-ROM • Partes de Livros: Faz-se a referência da parte do livro. a fonte original da informação e em seguida.4 CD-Rom. faz-se a indicação da mídia onde está contida a informação. E. Estudos de fisiologia do movimento dos membros inferiores em humanos na faixa etária de 0 a 10 anos. e ao final. Assim. Indicação de fita magnética. Sermões para todas as ocasiões.

K.br/~alemao/autodidata. Título.html> Acesso em: 23 set.tche. etc – faz-se a referência conforme o tipo de fonte e em seguida a indicação de CD-ROM. publicações periódicas. História da Arte no Velho Mundo. Seguindo este raciocínio. Disponível em: <endereço eletrônico> Acesso em: data (dia.172 Exemplo: FRANCCESCO.25 Fontes Eletrônicas Online São aquelas disponíveis e acessíveis via protocolos: • E-mail (comunicações pessoais) • http (usado pelo www) • ftp • Gopher • Telnet • Listas de Discussões As informações oriundas deste tipo de fonte têm como elementos da referência: Chave: AUTORIA. M. Fonte (se for documento também publicado). Rio de Janeiro : McGraw-Hill. 1 CD-ROM. In: BUCCO. 2004. L. do Sul. Exemplo de documento não publicado: XIMENES.unijui. 7. para qualquer outra situação – por exemplo: eventos. Disponível em: <http://risc. . Estudo do idioma alemão no Brasil: pesquisa da USP nos Estados 2005. ano). relatórios. mês. A história da arte contemporânea na Europa do século XIX.

2005. In: ENAIC. O relacionamento enfermeiro(a) e familiares de pacientes terminais.html> Acesso em: 21 jan. V. Exemplo para eventos científicos: KONNOR.br/enaic 7. Física para segundo grau. 2005. . 7. U..html> Acesso em: 01 out. Anais do Sétimo Encontro Anual de Iniciação Científica do UNASP Campus SP. São Paulo.edu. 234 p. observa-se o seguinte padrão: fazse a referência do documento – do autor/título até a data – e na seqüência a indicação de disponibilidade e acesso. Para publicações periódicas online.fisica/segundograu.usp.173 Exemplo de documento publicado: FARIA. Disponível em: <http://www. 2005. Disponível em: <http://unasp. 2002. Belo Horizonte : JKL.

br O Pôster científico é um veículo de divulgação apropriado em qualquer evento.174 PÔSTER PARA EVENTOS CIENTÍFICOS Eliethe Xavier de Albuquerque eliethe. Para trabalhos em fase de conclusão ou já concluídos.albuquerque@unasp. 2005). Equivoca-se aquele que não vê num Pôster científico oportunidades semelhantes às oferecidas por mídias como a TV e a Internet (ALBUQUERQUE. afins e até mesmo de fomentadores de pesquisa.edu. . Bem elaborado. desperta o interesse de pesquisadores iniciantes.

as oportunidades para divulgação determinarão de quantas destas opções o pesquisador se utilizará para comunicar e divulgar o seu trabalho. redigir. o primeiro passo nesta direção será “pensar” o pôster! A função do pôster é apresentar dados relevantes de uma pesquisa. chegando-se às considerações finais. serão apresentados a seguir alguns parâmetros a serem considerados na elaboração de um Pôster Científico. Se a opção de divulgação for o pôster. Os coordenadores responsáveis pelo evento ou central de exposições. Em geral. disponibilizam. concomitantemente. elas informam sobre: . de forma sintetizada. um resumo. e para a sociedade. Esta síntese deverá ser construída de tal forma que desperte a atenção das pessoas que poderão ser beneficiadas com o novo conhecimento em divulgação. juntamente com a oportunidade de participação. um paper.175 8 PÔSTER CIENTÍFICO Concluído o trabalho de pesquisa propriamente dito. instruções e normas que condicionam tal participação.1 Ler as Instruções Quando se elabora um pôster. objetiva-se que seja exposto em algum lugar ou em algum evento. É importante lembrar que o trabalho poderá ser divulgado em mais de uma forma. As opções para a efetivação desta divulgação podem ser as conhecidas monografias. o ato de pesquisar. 8. Isto implica qualidade. chega-se também ao momento de registrar. Em geral. o trabalho. dissertações ou teses – a depender do tipo de trabalho desenvolvido. a fim de que o mesmo seja divulgado entre as comunidades científica e acadêmica. qualidade de conteúdo e de forma! A partir desta perspectiva. um pôster – chamado por alguns de banner. se as oportunidades assim permitirem. ou ainda um artigo científico.

1.3 Local As equipes experientes informam aos interessados o local onde o pôster será exposto e quais são as condições destes locais.1. o pesquisador deverá investigar este detalhe.1. fitas adesivas. É fundamental estar atento a esta informação e respeitá-la para evitar dificuldades no momento da exposição. isto garantirá ao interessado elaborar o seu pôster em material adequado às condições locais.4 Fixação O local e as condições infra-estruturais definirão o tipo de fixação que o pôster exigirá: prego. 8. metodologia. etc.2 Tamanho As dimensões do pôster são divulgadas. objetivos. evitando assim.20m X 1. considerando-se o espaço disponível para cada participante. análise e discussão dos dados. considerações finais e referências bibliográficas.50m. geralmente variam entre 60cm X 80cm a 1. dados coletados. taxinhas. dificuldades no momento da exposição. Um pesquisador prevenido garantirá que o seu trabalho esteja afixado desde os primeiros momentos da exposição. justificativas.176 8. Caso isto não ocorra. 8. .1 Conteúdo O que se espera do pôster em termos de conteúdo é muito semelhante às expectativas para os demais meios de divulgação de pesquisas acadêmicas: Introdução. 8.1.

estatísticas. diagramas. especialmente quando houver mais de uma sessão de exposição.) e IMAGENS (desenhos.1.5 Horário É fundamental estar atento a este detalhe.. Atenção a este item evitará perdas de tempo e até mesmo o furto do pôster... os elementos extremamente relevantes.177 8. os resultados de seu trabalho.1. é fundamental que o pôster não contenha excesso de informações.). Afinal. a estrutura básica do conteúdo será a mesma – partindo da introdução e chegando às considerações finais ou conclusão. . Este cuidado é exigido tanto para a fixação quanto para a retirada.8 Utilize-se dos elementos básicos O Pôster será composto de TEXTOS. ao invés de conquistá-lo e prender a sua atenção.7 Respeite a estrutura básica dos trabalhos científicos Não importa a forma da divulgação. tabelas.1. o pesquisador poderá afastar o seu público em potencial. de modo a apresentar sob a forma de pôster. fotos. caso contrário. por parte dos “aficionados” pela temática trabalhada. DADOS (gráficos. 8. Todavia..1. 8. ilustrações. o envolvimento faz com que considere cada detalhe significativo.6 Evite os excessos de informação Mesmo o pesquisador experiente pode ter alguma dificuldade para “pinçar” do conteúdo de sua pesquisa. 8.

9 Elementos de identificação As primeiras informações expostas no Pôster serão: O TÍTULO DO TRABALHO (todo em caixa alta).com Silvio Almeida Júnior (Orientador) Docente no Centro Universitário Adventista de São Paulo – Disciplina: Informática aplicada almeidajúnior.2. Instituição de Origem.edu.1. Autor(es). Orientador. de Pedagogia Centro Universitário Adventista de São Paulo alsouza@hotmail. considera-se: 8.br 8.2 Texto Sobre o texto.178 8. endereço para cont@to.1 Quantidade de conteúdo Nem muito nem pouco.silvio@netcom. o essencial é indispensável! . Exemplo: EDUCAÇÃO DIGITAL INCLUSIVA Antonia Lima Souza Aluna do 3º sem.

Além disto.4 Referências Devem ser indicadas e com o devido destaque. Exemplo: Referências Bibliográficas: Ver alsouza@hotmail.2. o texto disposto em colunas.2. desde que se indique onde o interessado poder conferi-las.179 8. Compare os exemplos a seguir: .2. pesados. leves. “descansa a vista” do leitor. Ao invés de textos corridos. pois dificultam a leitura.3 Destaque especial Na exposição do conteúdo.5 Diagramação Este é um fator de grande importância. acadêmica e cidadã. Textos com alinhamento centralizados ou justificados devem ser evitados. mas com clareza. quando em posição vertical (após a fixação do pôster no local de exposição). 8. eles devem ser distribuídos em colunas.2. pode-se fazê-lo. pois pode afastar ou atrair os possíveis interessados na temática pesquisada. conforme a localização do texto no pôster). 8. elas são “o presente” do pesquisador para as comunidades científica.2 Presença dos elementos básicos Já referidos anteriormente..com. se na exposição for necessário optar entre estas e outros conteúdos do texto. 8. todavia. sempre com alinhamento lateral (à esquerda ou à direita.. devem estar expostos de forma sucinta. as Considerações Finais merecem destaque em relação ao restante do texto.

no mínimo. desde que não prejudiquem a leitura do texto.2. Exemplo: Mfklsdfkljsdfj askldjfklasjdfk lsdjfkljasdklfjs ldkfjlskadjflka sdjflkjasdklfjsl adkfjklsdjfklja sdklfjasldfkjas ldkfjk. 8. o texto de conteúdo deve ser redigido com fonte em tamanho 25. . o texto deve vir à margem da figura.6 Cuidado com as Fontes O texto deve ser redigido utilizando-se fontes (modelos de letras) simples. se a figura for colocada em resolução normal.2. Times New Roman (TNR). Maksdk adkçals kdlçksdl çkaksdçl kaslçdk açsdkalç sdklçask dl. Evitem-se fontes artísticas ou rebuscadas. tipo: Arial. Mofkçsld kfkslçdfk çskfpopoo pppdasid opaispdas çsdsdkak dçak. preferencialmente elas devem aparecer sob a forma de “marca d´agua”. há ainda a opção de vir acima ou abaixo. etc. Quanto ao tamanho. 8. à esquerda ou à direita. Recomenda-se usar o mesmo tipo de fonte em todo o conteúdo do pôster.mlçdka çsdkçlsdçksdlçkslçdkçs dkçlskdçksdlçksdçlkçsd kçlskdlçkasdçlksçdksç. com traços retos. Neste caso. nunca deve ser colocada sob o texto. mas é preciso respeitar alguns parâmetros: • Figuras de Fundo – Podem ser utilizadas. Nalskdlç ksdlçka ksdçAlk aslçdkaç sdkalçsd klçuonii ooiooiioi ask. O texto em CAIXA ALTA – tudo em maiúsculas – deve ser utilizado apenas para títulos. Qkdjaksj kdjaklsjdj askldjklas jdkljaskld jklasjdlaj dkljalsjlas jk.7 Uso de Ilustrações É importante e necessário. Century.180 Maksdkadkçalskd lçksdlçkaksdçlkaslçdkaç sdkalçsdklçaskdloaspdo pasodpospdoasdjksdkljl çksjdklsjdkljsdlj.

181 • Cuidados com a Resolução – É comum encontrar trabalhos com baixa qualidade na resolução de textos ou ilustrações, por variados motivos: “o cartucho acabou bem na hora...” “a impressora deu defeito...” “Tenho dificuldades para usar o computador...”. Todavia este tipo de justificativa não é aceito; apenas demonstra que o pesquisador foi relapso neste sentido. • Não usar ilustrações do CLIPARTS – As ilustrações oferecidas por estes recursos têm a finalidade de facilitar o dia a dia das empresas, e não são adequadas para ilustrar trabalhos científicos. Para estes, além das tabelas e gráficos, podem ser utilizadas fotografias ou desenhos personalizados (elaborados especialmente para ilustrar aquele trabalho).

8.3

Composição artística
A divulgação do trabalho científico objetiva, inclusive, atrair aliados à

pesquisa, e deve utilizar dos melhores recursos disponíveis para tal. Entre estes recursos, os da composição artística. Mesmo na mais livre composição artística, existe princípios que devem ser observados, a fim de que a arte também comunique. São eles:

8.3.1 Alinhamento
Sobre este item, em vários dos tópicos anteriores já existem orientações e referências indicativas de uso.

8.3.2 Simetria e Equilíbrio
Os conteúdos expostos no pôster – texto e imagens – devem obedecer aos princípios da harmonia simétrica, ou seja, um lado não deve ter mais conteúdo que o outro.

182

8.3.3 Ordem
Os conteúdos devem ser apresentados na ordem estabelecida para os elementos básicos – introdução, objetivos, justificativas, metodologia, dados coletados, análise e discussão dos dados, considerações finais, referências bibliográficas.

8.3.4 Oposição e Contraste
São princípios que auxiliam na percepção dos detalhes. branco; figuras claras sobre fundo escuro e vice versa. Tanto para

ilustrações quanto para textos. Por exemplo: Texto na cor preta, em fundo

8.3.5 Simplicidade
Os excessos de toda natureza são dispensáveis! Muita ilustração, muita informação, muito colorido, falta de colorido, pouco texto, muito texto... esses extremos provocam o desinteresse do possível interessado na temática da pesquisa apresentada sob a forma de pôster. A simplicidade é elegante, e sempre bem vinda em qualquer situação que envolva a ciência.

8.4

Dicas Tecnológicas
Para elaborar o pôster, os programas mais apropriados são:

PowerPoint, CorelDraw, PhotoShop, Ilustrator, FreeHand. Sabendo utilizálos, os resultados são sempre gratificantes! Mas, cuidado: o que se vê na tela do computador não é, necessariamente, igual ao que se verá impresso. Devese testar a impressão com antecedência. É recomendável ter sempre à mão uma cópia do pôster, para servir-se dela em caso de emergência.

8.5

Divulgação Eletrônica
Se pretender divulgar o Pôster na Rede deve-se utilizar o padrão:

183 • Formato: jpg • Largura: 600x900 pixels • Resolução: 72 dpi

8.6

Vale Lembrar
Não se deve deixar para elaborar o pôster na última hora; “deixar

descansar a massa do pão possibilita maciez e rendimento.” Recomenda-se deixar o pôster “descansar” um ou dois dias, antes de ser impresso. credibilidade. Os erros mais freqüentes em posters são: • Dificuldade de ler o pôster a uma distância de 1,20m ou mais porque a fonte ficou pequena (menor que 25); • Excesso de informações; • Objetivos e conclusões não destacadas. A recomendação da American Gastroenterological Association (AGA) é: Cabeçalho: Cabeçalho deve empregar no mínimo fonte 150 pontos (33 mm), indicando o título do trabalho, autor(es) e instituição. Texto: Letras do texto devem empregar fonte com 36 pontos (10mm). Destaque as seções: Numerar ou destacar cada seção para guiar o leitor do pôster. O uso de cores é um método efetivo de separar as seções e garantir um impacto visual. Mas, é importante verificar se a combinação de cores não prejudica a leitura. Desenvolvimento: O pôster deverá incluir 3 a 5 breves sentenças destacando as informações necessárias para compreender a pesquisa e porque foi feita. As questões da pesquisa ou as hipóteses de trabalho a serem testadas devem ser clara e sucintamente apresentadas. Isto possibilita a correção dos “erros invisíveis” garantindo a qualidade – irmã da

APOIO DO ORIENTADOR! Dedicação é a palavra de ordem.184 Metodologia: Destacar brevemente a metodologia. de uma PESQUISA BEM REALIZADA. Recomenda-se ao pesquisador. em fonte maior. Conclusões: Apresentar as conclusões sucintamente. Usar legenda para símbolos. Gráficos: Resultados apresentados sob a forma de gráficos são muito mais efetivos do que blocos de texto. especialmente o iniciante. Assim. apresentando apenas detalhes de novos métodos ou modificações de métodos já utilizados. LENDO SOBRE O TEMA escolhido. Como foi dito a princípio. gastar tempo E em todo o processo. BUSCAR O . as conclusões devem ser facilmente identificadas e compreendidas). e incluía a interpretação dos resultados abaixo de cada gráfico. o pôster é apenas uma conseqüência possível. (Muitos leitores lêem isso primeiro.

índice. papel. A primeira bibliografia publicada data de 1494 (Liber de scriptoribus ecclesiasticis). . livros. impressos ou quaisquer gravações em variados meios (madeira. inventários. e todas as formas pelas quais os eruditos têm procurado reunir.) sobre determinado assunto ou de determinado autor.185 BIBLIOGRAFIA [. que venham a servir como fonte para consulta...] bibliografia é um registro de documentos. metal. etc. Embora a palavra bibliografia só tenha surgido em 1633. repertório. argila. à informação mais completa (BIBLIOGRAFIA. papiro. inventário. sobre um assunto ou dentro de uma disciplina. a atividade que ela designa remonta à antiguidade: catálogo. escritos. 2006).

174 p. Rio de Janeiro : ABNT. Campinas. E. Informação e documentação – citações em documentos . Conteúdo de aula. X. NBR 6022. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS.186 ALBUQUERQUE. jan. 2002. Teoria do currículo sim. Dissertação (Mestrado em Educação. ed. Docência no Ensino Superior) – Departamento de Pós-graduação em Educação. . 2005. Como elaborar posters científicos. de. Informação e documentação – trabalhos acadêmicos – apresentação. n. Informação e documentação – sumário – apresentação. 5. NBR 6023. Rio de Janeiro : ABNT. de. 2. Introdução à metodologia do trabalho científico. _____________. Rio de Janeiro : ABNT. NBR 6028. 2001. A Atuação do docente de ensino superior na formação de graduandos para o pensar cientificamente. 2002. p. _____________. Revista de Educação da IASD. São Paulo : Atlas. NBR 6027. ANDRADE. NBR 14724. Rio de Janeiro : ABNT.apresentação. Informação e documentação – resumo – apresentação. 2002. 3. 2002a. 2002. São Paulo : UNASP. M. 245 f. 2002. _____________. _____________. Informação e documentação . v. 2002b. M. _____________.elaboração de referências . Rio de Janeiro : ABNT. Informação e documentação – Numeração progressiva das seções de um documento escrito – apresentação. 2002. O currículo da teoria não. PUCCAMP. 23-27. _____________. Rio de Janeiro : ABNT. _____________. NBR 10520.apresentação. Campinas.

2. Novo dicionário da língua portuguesa. FRANÇA. B.. . São Paulo : Prazer de Ler. Dicionário da língua portuguesa. Repensando a pesquisa participante.B. Disponível em: http://pt. 2. Acesso em: 24 ago 2006.187 AZEVEDO. 1999. Manual para normalização de publicações técnicocientíficas. DORLAND’S. Philadelphia : W. Conteúdo de aula.). J. O prazer da produção científica: diretrizes para a elaboração de trabalhos científicos. DUSILEK. ed. de. A arte da investigação criadora. 205 p. Rio de Janeiro : JUERP. B.wikiquote. São Paulo : Melhoramentos. Disponível em: http://pt. FERREIRA. A. a enciclopédia livre. A. CATANI. 1986.wikipedia. V. [s. 1985. São Paulo : Papirus. Darci. Airton. Porto Alegre : UFRGS. In: WIKIPÉDIA.org/wiki/Jacques_Bossuet . 1987. (Org. BUARQUE DE HOLANDA. J. BRANDÃO. Redação de textos científicos. 1995. 213 p.]. Conhecimento: citações várias. Rio de Janeiro : Nova Fronteira. ed. Saunders Co. BOSSOUET. São Paulo: Brasiliense. 1994. Belo Horizonte : Editora da UFMG. ed. BIBLIOGRAFIA. de H. ed. I. Illustrated Medical Dictionary. C. 2000. 4. ed. 28.org/wiki/Bibliografia. 1978. L. C. 8. Acesso em: 11 nov 2006. R. Como preparar um pôster para um evento científico. FEITOSA. d.

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