Miguel Carlos Madeira

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Conteúdo
CURSO DE ODONTOLOGIA

CAPITULO l - Generalidades sobre os dentes Aspectos anatómicos elementares dos dentes Direção das faces da coroa dos dentes nos sentidos vertical e horizontal Caracteres anatómicos comuns a todos os dentes Anatomia do periodonto'1' Erupção dental'2' CAPÍTULO 2 - Anatomia individual dos dentes Descrição anatómica dos dentes permanentes Pormenores que diferenciam dentes semelhantes'3' > Descrição anatómica dos dentes decíduos Respostas às perguntas sobre identificação de dentes CAPÍTULO 3 - Arcos dentais permanentes e oclusão dental Arcos dentais'4' Oclusão dental'5' CAPITULO 4 - Anatomia interior dos dentes Cavidade pulpar'6' CAPÍTULO 5 - Escultura em cera de dentes isolados'7' Escultura em cera de dentes isolados Como esculpir um modelo de dente Erros mais comuns APÊNDICE Estudo dirigido'8' Glossário'9' índice remissivo
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l 3 8 12 17 22 29 31 58 71 78 79 81 87 99 101 111 113 114 116 121 123 142 147

Miguel Carlos Madeira e Roelf J. Cruz Rizzolo Mauro Airton Rulli (3> Horácio Faig Leite e Miguel Carlos Madeira <4> Luiz Altruda Filho (5) Miguel Carlos Madeira e Roelf J. Cruz Rizzolo (6) Miguel Carlos Madeira e Roelf J. Cruz Rizzolo (7) Miguel Carlos Madeira e Roelf J. Cruz Rizzolo (8) Miguel Carlos Madeira e Roelf J. Cruz Rizzolo (9) Miguel Carlos Madeira e Roelf J. Cruz Rizzolo
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CAPÍTULO

UHiVE*»OEFEDEflALDOMl* CURSO DE ODONTOLOGIA

l

Generalidades sobre os Dentes

OBJETIVOS l Nomear e caracterizar os aspectos anatómicos gerais dos dentes, explorando também seus aspectos funcionais básicos l Definir designações genéricas básicas em Anatomia Dental, tais como: cúspide, fossa, fosseta, sulco, crista marginal, tubérculo, etc. l Conceituar dente, sem deixar de se referir às suas partes constituintes e sua terminologia l Considerando o plano geral de construção da coroa dental, detalhar as formas básicas e as direções das faces das coroas l Citar e desenvolver explicação sobre os caracteres anatómicos presentes em todos os dentes permanentes l Conceituar periodonto, sem deixar de se referir às fixações da gengiva livre e inserida e ao arranjo das fibras do ligamento periodontal l Desenvolver explicação sobre as funções do ligamento periodontal e dos vasos, nervos e células periodontais l Desenvolver explicação sobre o fenómeno da erupção dos dentes permanentes e a exfoliação dos dentes decíduos l Responder corretamente às perguntas dos Guias de estudo l e 2 l

_ 2 l 2 10 m — = — = 20 2 10 . tem 20 dentes decíduos e 32 permanentes. transformam as forças de pressão sobre o dente em tração no osso. que constituem o ligamento alvéolo-dental ou ligamento periodontal*. 3 Responda.")? Como é formada a área de contato e onde ela se localiza no dente? Quais são os espaços criados pela (em torno da) área de contato? A linha equatorial passa obrigatoriamente pela área de contato? Como pode ser resumida a diferença anatómica existente entre as faces mesial e distai em todos os dentes? O que significa bossa cervical e lobo de desenvolvimento? Por que a(s) raiz(es) do dente tende(m) a se desviar em direção distai? Conceitue variação anatómica dental. fosseta e fossa. Troque ideias ou argua seus colegas e professores para entender melhor o assunto.tubérculo e bossa. O que é cúspide e quais são as suas oartes? Para que direções convergem as faces livres e as faces de contato dos dentes nos sentidos vertical e norizontal? Por que? Estas convergências têm a ver com o tamanho maior das faces vestibular e mesial em relação. 2 Faça. logo abaixo. volte aos itens l a 4. respectivamente. como animal difiodonte*. se quiser) os detalhes que julgar mais importantes. inioando por este. É aconselhável segui-los. vá ao item 6. 4 Leia novamente e confira se o que escreveu está correto. Fixam-se nos ossos por meio de fibras colágenas. ao se estirarem. já que o dente está suspenso no alvéolo. um tipo específico de articulação fibrosa do corpo. 7 Leia novamente o bloco l. Esta união da raiz do dente ao seu alvéolo* é denominada gonfose*. sulco secundado. caninos. escrevendo. Os dentes compreendem os grupos dos incisivos.= = 32 3 16 .. Procure responder em voz alta as mesmas questões do item 3. expressos pelas seguintes fórmulas: dentição* permanente l— C — p! 2 dentição decídua ' Chamada para o Glossário. O homem. por escrito.Aspectos anatómicos elementares dos dentes G_IA DE ESTUDO l ~::os os "blocos de assuntos" deste e dos demais capítulos e subcapítulos até o final do livro são provisos de "guias de estudo". atenuando os impactos mastigatórios que sofrem os dentes ao serem introduzidos nos alvéolos. às faces lingual e distai (ver "Caracteres anatómicos comuns. Neste início do estudo é necessário consultar com frequência o Glossário. Examine dentes naturais e/ou modelos. T3 l Os dentes em conjunto desempenham as funções de mastigação. Defina as seguintes depressões da coroa dental: sulco principal. As fibras do ligamento. premolares e molares. auxiliam na articulação das palavras e são um importante fator na estética da face. face de contato ou nenhuma das duas? E a borda incisai? O que é forame apical e onde se localiza? Onde se situa o terço cervical da coroa? Defina as seguintes saliências da coroa dental: cíngulo. às seguintes perguntas: Que -elação pode ser feita entre os termos ligamento alvéolo-dental e gonfose? Qual é a diferença entre colo e linha cervical? E entre coroa anatómica e coroa clínica? A face oclusal é considerada face livre. 6 Leia de novo. agora realçando (grifando. crista marginal. Examine os seus próprios dentes na frente do espelho. agora mais atentamente. para alicerçar seu aprendizado e para -r:eber uma instrução mais personalizada. Em caso positivo. dilacerar e triturar os alimentos sólidos. direção das faces da coroa e caracteres comuns). 5 Em caso negativo. sem consultar suas respostas escritas. O ligamento alvéolo-dental resiste a forças da mastigação. proteção e sustentação de tecidos moles relacionados. cortar. ponte de esmalte. uma sinopse relativa às generalirices sobre os dentes considerados individualmente (aspectos anatómicos elementares. 1 .. 1 Leia uma vez o bloco l (BI). cada um adaptado às funções mastigatórias de apreender.

seja por ignorância. por absorção de substâncias químicas que chegam até os canalículos dentinários* ou por impregnação de substâncias estranhas. com maior índice de sais calcáreos.Coroas de dentes incisivo e molar. Ele é composto. A coroa. Nesse último caso. assim descrita. O matiz_ varia de pessoa para pessoa. na maior parte. . pelo esmalte e na raiz. são brancos como o leite. seja por irreflexão. Num mesmo arco dental o matiz varia de dente para dente (o canino é mais escuro que o incisivo) e nas porções de um mesmo dente (tonalidade mais escura no terço* cervical* do que na borda* incisai). com destaque para suas faces. que circunscreve a cavidade pulpar*. No colo. unidas numa porção intermediária estrangulada chamada colo*. por dentina. via de regra. a coroa clínica pode incluir uma parte da raiz anatómica*. e pode tornar-se mais longa se.a linha cervical*. a junção cemento-esmalte* desenha uma linha sinuosa bem nítida . é a coroa anatómica*: parte do dente revestida pelo esmalte. o esmalte* é praticamente incolor e transparente. mais escuro nos idosos. A dentina é recoberta. Distingue-se da coroa clínica*.GENERALIDADES SOBRE OS DENTES Os dentes decíduos são pouco calcificados em relação aos permanentes e. 1-1) Face oclusal Borda incisai Ângulo mésio-incisal Ângulo disto-in cisai Figura l -1 . como tais. pelo cemento*. na coroa. sendo. A cor do dente pode modificar-se por falha estrutural de seus tecidos. É a dentina* que confere cor ao dente. dentre elas a nicotina que o fumante insiste em aspirar. são brancos puxados para o amarelo. Coroa (Fig. O dente é formado por coroa e raiz(es). após erupção e desgaste*. que é a parte do dente exposta na cavidade da boca. enquanto o dente não completa a sua erupção*. Os permanentes. A coroa clínica é mais curta que a coroa anatómica. o nível da gengiva* ficar além da linha cervical.

Quanto menor a coroa. médio e lingual (dividem as faces mesial e distai). Para simplificar. Três faces da coroa se encontram em um ângulo triedro*. a mais distante do plano mediano. têm duas ou três raízes. com o periodonto*. as faces vestibular e lingual se encontram na borda incisai. menor a raiz. é a face vestibular'" (V) e a que se volta para a língua. Se as linhas forem verticais. de coroas grandes. médio e distai (dividem as faces vestibular ou lingual) ou vestibular. ou simplesmente ângulo. e a face distai* (D). Olhando o dente por uma das faces. a borda também pode levar o nome das faces que a delimitam. que nesses dentes anteriores corresponde à face oclusal. os terços da coroa serão: cervical*. 1-2) Com propósitos de descrição de uma porção específica do dente. coroas pequenas. o dente pode ser dividido em terços. Todas as raízes têm a sua extremidade livre conhecida por ápice*. identificam-se as bordas que limitam essa face. a mais próxima do plano sagital mediano no ponto em que ele corta o arco dental*. Nos dentes de raízes múltiplas. borda ocluso-lingual. Duas faces da coroa encontram-se em um ângulo diedro*. o terço cervical corresponde ao bulbo radicular.Uma coroa dental tem faces*. no qual há uma abertura denominada forame apical*.o bulbo radicular*. Pode ser único ou múltiplo e nem sempre se localiza no extremo da raiz. Raiz A raiz do dente relaciona-se em tamanho e número com o tamanho da coroa. por exemplo: ângulo mésio-ocluso-vestibular. Se as linhas forem horizontais. Tomada isoladamente. os terços da coroa serão: mesial. por exemplo. Dentes molares. Terços* (Kg. . distai. A raiz também é convencionalmente dividida em terços cervical. Sua denominação será a combinação dos nomes das três faces que o compõem. As raízes dos dentes birradiculares* ou trirradiculares* saem de uma base comum . por linhas imaginárias. conhecido como borda* (ou margem). como. contida na cavidade pulpar*. médio e apical. A face que se volta para o vestíbulo da boca. arredondado. Ambas se opõem e são conhecidas como faces livres*. O forame apical põe em comunicação a polpa*. As faces da raiz têm os mesmos nomes das faces correspondentes da coroa. também conhecidas como faces proximais. são a face mesial* (M). por exemplo: borda mésio-vestibular. As faces de contato*. raízes únicas e pequenas. oclusal e cervical da face vestibular. A face oclusal* (O) é a superfície da coroa que entra em contato com as homónimas dos dentes antagonistas durante a oclusão*. Nos incisivos e nos caninos. as bordas mesial. Nas extremidades das bordas incisais estão os ângulos mésio-incisal e disto-incisal. pode-se chamá-lo de ângulo mesial da face vestibular. ou para se localizar nela algum detalhe anatómico ou alteração patológica. Nele passam vasos e nervos. opostas entre si. médio e oclusal (incisai). bordas e ângulos. é a face lingual* (L).

São dois algarismos. dos quais o primeiro se refere ao quadrante (um dos quatro hemiarcos) e o segundo à ordem do dente no quadrante. e l (incisivo central) a 5 (segundo molar) para os decíduos. podem ser definidos da seguinte maneira: Cingulo" . Os algarismos dos dentes são de l (incisivo central) a 8 (terceiro molar) para os permanentes. Os quadrantes da dentição permanente recebem os números de l a 4 e os da dentição decídua.GENERALIDADES SOBRE OS DENTES Mesial Distai Figura 1-2 . Corresponde à porção mais saliente do lobo* lingual. Dentes permanentes: Superior direito 18 17 16 15 14 13 12 11 48 47 46 45 44 43 42 41 Inferior direito Dentes decíduos: 55 54 53 52 51 85 84 83 82 81 61 62 63 64 65 71 72 73 74 75 l Superior esquerdo 21 22 23 24 25 26 27 28 31 32 33 34 35 36 37 38 Inferior esquerdo Terminologia e definição dos detalhes anatómicos da coroa dental (Kg.saliência arredondada no terço cervical da face lingual de incisivos e caninos. de 5 a 8. U Vestibular Lingual "Método de dois dígitos" para identificar os dentes Cada dente tem um número representativo que o identifica e o localiza no arco dental*. 1-3) Os elementos arquitetônicos da coroa. que são elevações e depressões. O terço situado entre dois outros é sempre chamado de terço médio.Incisivo e molar com suas coroas e raízes divididas em terços. .

Tubérculo* .eminência linear romba situada nas bordas mesial e distai da face lingual de incisivos e caninos (vai do cíngulo aos ângulos incisais) e nas bordas mesial e distai da face oclusal de premolares e molares (estende-se das cúspides vestibulares às linguais).saliência em forma de pirâmide quadrangular. Evita que partículas de alimento que devem ser trituradas escapem da zona mastigatória e também protege a área de contato*. De suas vertentes* ou planos inclinados. 10. 3. Os melhores exemplos são aquelas do primeiro premolar inferior e do primeiro molar superior. Ponte de esmalte* . vertentes triturantes ou oclusais. típica de premolares e molares. Cíngulo Vertente lisa Vertente triturante ou oclusal Aresta longitudinal Aresta transversal Crista marginal Ponte de esmalte Tubérculo Sulco principal Sulco secundário Fosseta (fóssula) principal Fossa Linha cervical Cúspide* . duas estão nas faces livres. vertentes lisas. l l. As vertentes e as arestas encontram-se no vértice da cúspide. 1.saliência menor que a cúspide. numa vista vestibular ou lingual). 9. As vertentes lisas e triturantes mesiais são separadas das homónimas distais. As vertentes lisas estão separadas das triturantes por arestas* longitudinais (são as bordas inclinadas que formam o ângulo da cúspide. sem forma definida. e duas na face oclusal. 12. evitando impacção alimentar nela.eminência linear que une cúspides. 7. O tubérculo de Carabelli do primeiro molar superior e o tubérculo molar do primeiro molar . 5. 13. em uma mesma cúspide. por arestas transversais. 2. 6. 8. interrompendo um sulco principal.Figura 1-3 -Terminologia dos detalhes anatómicos da coroa dental. 4. Crista marginal* .

pequeno e pouco profundo. denominada forame cego*. Tubérculos arredondados pequenos ocorrem com certa frequência na face oclusal de terceiros molares e ocasionalmente em outros dentes com localizações imprecisas. traduzida por fendas também lineares denominadas fissuras*. são locais eletivos de cárie.escavação ampla e pouco profunda da face lingual de dentes anteriores.também denominada fóssula. Fossa* . A convergência é mais ou menos acentuada.depressão linear aguda. estreita. À semelhança das fissuras.GENERALIDADES SOBRE OS DENTES inferior decíduo são constantes. formam-se fossetas menores e menos profundas. aumentando a eficiência da trituração. É local de fácil desenvolvimento de cárie. que separa as cúspides umas das outras. Direcão* das faces da coroa dos dentes nos sentidos* vertical e horizontal A direção das faces opostas da coroa é a mesma em todos os dentes. Torna a superfície mastigatória menos lisa. Nos premolares e .no sentido vertical as faces vestibular e lingual convergem em direção incisai ou oclusal. Tal disposição é muito pronunciada nos incisivos e caninos em virtude do seu perfil triangular causado pelo grande diâmetro vestíbulo-lingual perto do colo. No fundo das fossetas principais podem surgir pequenas depressões irregulares ou pontos profundos no esmalte. Direcões convergentes das faces livres Sentido vertical (Fig. Fosseta* . Bossa* . principalmente sobre as cúspides e na delimitação das cristas marginais. mas convergentes em uma determinada direção. conhecidas por cicatrículas. e serve para escoamento de alimento triturado. distribui-se irregularmente e em número variável nas faces oclusais. São as fossetas principais. semelhante a uma fosseta. particularmente dos incisivos superiores. 1-4) . obedecendo assim a um plano geral de construção. No seu trajeto. pode haver defeitos de desenvolvimento (fusão incompleta dos lobos) que provocam falta de coalescência do esmalte. Entre a fossa lingual e o cíngulo pode surgir uma depressão profunda. Sulco secundário* . segundo o dente considerado. que se reduz gradualmente até chegar a um ângulo agudo ao nível da borda incisai. São as fossetas secundárias. Elas não são paralelas. É menos notável nos caninos e incisivos inferiores. entre os terços cervical e médio da face lingual de premolares e molares ou nas faces de contato de alguns dentes. No encontro de um sulco principal com um ou dois secundários.elevação arredondada situada no terço cervical da face vestibular de todos os dentes permanentes e decíduos. Depressões encontradas na terminação do sulco principal (junto à crista marginal ou na face vestibular de molares) ou no cruzamento de dois deles. Sulco* principal* .

Em decorrência dessa disposição. em razão do estrangulamento do próprio colo. Na face lingual dos dentes posteriores.no sentido horizontal. a ponto de ser difícil identificá-la com precisão. Os premolares não foram representados porque neles há pouca ou nenhuma convergência. deduz-se que a metade mesial do dente. Em uma estreita faixa ao nível do colo. molares o perfil triangular se transforma em perfil trapezoidal. é maior que a metade distai. o diâmetro vestíbulo-lingual de cada dente é sempre maior quando medido ao nível do terço cervical. No grupo dos premolares. medida no seu diâmetro vestíbulo-lingual. ambas as faces livres convergem ligeiramente na direção distai. uma bossa lingual mal definida acentua a maior proeminência do terço médio. mas ainda assim a convergência das faces livres é na mesma direção. 1-5) . pela presença de uma borda oclusal. As barras paralelas às bordas vestibular e lingual ressaltam a convergência das faces livres para a oclusal ou incisai. Sentido horizontal (Fig. cujas faces livres são de pequena amplitude. Figura 1-5 — Coroas dentais vistas por oclusal ou incisai. há pouca convergência. a convergência das faces se faz em direção contrária (para a cervical). bem como o cíngulo dos dentes anteriores.Figura 1-4 . As barras paralelas às bordas vestibular e lingual ressaltam a convergência das faces livres para a distai. É neste nível que se localiza a bossa vestibular de todos os dentes. Percebe-se isso examinando o dente por incisai ou oclusal. Realmente.Coroas dentais vistas pela face mesial. .

numa relação de contiguidade. Figura l -7 — Áreas de contato dos dentes de hemiarcos superior e inferior (distendidos) marcadas com pequeno retângulo. no terço cervical.as faces mesial e distai convergem em direção cervical. Como consequência. Figura l-6 .Coroas dentais vistas por vestibular. As barras paralelas às bordas mesial e distai ressaltam a convergência das faces de contato para a cervical. O local de toque é conhecido como área de contato* (Fig. . o maior diâmetro mésio-distal está no terço incisai ou oclusal e o menor. esse toque se dá pela maior proeminência mesial de um dente com a correspondente distai do vizinho (os incisivos centrais se tocam por suas mesiais).GENERALIDADES SOBRE OS DENTES Direções convergentes das faces de contato Sentido vertical (Fig. Como os dentes de um mesmo arco se tocam. 1-7). 1-6) .

pois. Em dentes isolados. reconhece-se um pequeno espaço no lado oclusal da área de contato. Faz exceção o primeiro molar superior e também o segundo molar superior decíduo. o sulco interdental*. Figura 1-8 . A área de contato protege a papila interdental contra agressões mecânicas (impacção alimentar) durante a mastigação. Sentido horizontal (Fig. Eventualmente. Ambos têm a face lingual maior que a vestibular. .Dentes vistos por oclusal ou incisai.11 As áreas de contato situam-se. 1-10) . No sentido horizontal (olhando por oclusal). que corresponde a uma pequena faceta de desgaste ocasionada pela semimobilidade dos dentes e o atrito entre eles nas oclusões* sucessivas durante a vida. A área de contato cria quatro espaços em torno dela. a ameia vestibular (Fig. Figura I .Sulco interdental (seta menor) e espaço interdental (seta maior) determinados pelo contato normal de dentes de um mesmo arco.no sentido horizontal. pode-se tentar visualizar a área de contato. chama a atenção um grande espaço em forma de V aberto para a lingual. o espaço interdental*. chegando mesmo a ser de tamanho maior que a face oposta. ocupado pela papila interdental* da gengiva* (Fig. muito mais deslocadas para vestibular do que para lingual. a ponto de causar lesões que se desdobram em alterações possíveis de se estenderem pelo periodonto. Figura 1-9 -Ameia vestibular (seta menor) e ameia lingual (seta maior) determinadas pelo contato normal de dentes de um mesmo arco. as faces de contato mesial e distai convergem em direção lingual. No sentido vertical (olhando-se por vestibular ou por lingual). As barras paralelas às bordas mesial e distai ressaltam a convergência das faces de contato para a lingual. e um grande espaço prismático no lado oposto. próximas à borda incisai ou à face oclusal. e um espaço bem menor do lado vestibular. o segundo premolar inferior também exibe uma face lingual alargada. 1-8). denominado ameia* lingual. 1-9).I O . o que equivale a afirmar que a ausência da área de contato deixa a papila desguarnecida.

quando encontradas. 1-11). deixam o terço cervical afilado em relação às demais porções do dente. cuja abertura será proporcional ao grau de convergência das faces. Figura 1-12 . são na realidade levemente convexas. convexas: há convexidades em todas as faces de todos os dentes.Linha equatorial da coroa de um molar inferior vista por vestibular (à esquerda). De acordo com o exposto. Decorre desse fato que. Caracteres anatómicos comuns a todos os dentes Faces curvas . Mesmo superfícies descritas como planas. Na maioria das vezes. 1-12).as faces da coroa de um dente são sempre curvas. como na lingual de dentes anteriores que tem cíngulo e fossa lingual e na oclusal de molares com fossetas e cúspides. ver-se-ão partes de suas faces mesial e distai e o contorno vestibular ao fundo (Fig. . as maiores proeminências ou áreas mais elevadas da coroa ficam próximas da oclusal nas faces de contato e próximas da cervical nas faces livres. a face vestibular tem dimensões maiores do que a face lingual. Por essa razão.em consequência da convergência das faces de contato para lingual. a qual será mais sinuosa quanto mais anterior for o dente (Fig. se o dente for examinado por lingual. são consequências de desgastes* típicos ou atípicos. com o contorno da face vestibular ao fundo. Se unirmos essas proeminências numa linha contínua que contorne toda a coroa. não há limites precisos entre uma face e outra: quando se examina uma face. Figura l-l l . Bordas ou faces planas.GENERALIDADES SOBRE OS DENTES A convergência das faces de contato para a lingual faz surgir a ameia lingual. Em algumas faces aparecem também concavidades alternando-se com as convexidades. as convergências nos sentidos vertical e horizontal combinadas. como se fossem uma convergência única na direção cérvico-lingual.Coroas dentais vistas pela face lingual. teremos a linha equatorial* da coroa. por distai (no meio) e por um aspecto mésio-lingual (à direita). vê-se alguma parte da face vizinha. As faces dos dentes unem-se por bordas arredondadas. como a face vestibular de incisivos. Nos dentes anteriores e no primeiro premolar inferior. Face vestibular maior que a lingual .

a face mesial é mais alta que a face distai. Além disso. com seus limites próximos um do outro.13 A única exceçao na dentição* permanente é o primeiro molar superior e na dentição decídua. Figura 1-15 . mas a vista distai inclui partes das faces vizinhas (Fig. O abaulamento deixa a distai mais inclinada. que tem uma coroa simétrica. 1-14 e 1-15) . Essa assertiva é comprovada quando se examina incisivos. caninos e molares por vestibular. Neste caso. a face mesial é geralmente menos alta que a distai. a face mesial possui dimensões maiores do que a face distai em um dente sem desgaste ou pouco desgastado.Coroas dentais vistas pela face vestibular para mostrar a borda distai formando ângulo com o contorno da raiz (traço espesso). Não obstante. que faz aumentar a angulação. não exibe este caráter distintivo com exuberância. a face mesial esconde o resto da coroa. Face mesial plana e reta e face distai convexa e curva (Figs.1 3 . Figura 1 . Em ambos o tamanho da face lingual predomina sobre o da vestibular.Coroas dentais vistas pela face vestibular para mostrar a borda correspondente à face mesial (traço espesso) mais alta que a distai. 1-13). a face distai apresenta-se mais convexa. é o segundo molar superior. mais abaulada. O incisivo central inferior. tanto em visão frontal quanto de perfil. . Figura 1-14 . No primeiro premolar inferior. deve-se descontar a inclinação distai da raiz. com o contorno da face mesial ao fundo. Nos premolares este detalhe é menos marcado. de tal modo a formar com a raiz uma angulação que inexiste (ou é menor) no lado mesial. Face mesial maior que a distai .por ser menor. O ângulo correspondente do lado mesial é menos pronunciado.em consequência da convergência das faces livres para a distai.Coroas dentais vistas pela face distai.

tende ao encurvamento (Fig. a curvatura da linha cervical é mais acentuada no lado mesial do que no lado distai (Fig. maior base de sustentação deve ter a coroa em nível cervical. 1-16).para mostrar a linha cervical (traço espesso) com curvatura mais acentuada nos dentes anteriores e também no lado mesial em comparação com o distai (segundo Wheeler). .- GENERALIDADES SOBRE OS DENTES Nos dentes anteriores. Conseqúentemente. Linha cervical* . em forma de V. menor. 1-5). Em todos os dentes. Numa vista oclusal nota-se a maior dimensão da borda mesial (com exceção do primeiro premolar inferior). muito mais obtuso em comparação com o mésio-incisal. a linha cervical apresenta-se mais ou menos curva. Quanto mais larga a face oclusal. Também aqui é o incisivo inferior que possui a linha cervical mais encurvada.o diâmetro mésio-distal é maior nos molares e menor nos incisivos. é notório o arredondamento do ângulo disto-incisal. de acordo com a dimensão desse diâmetro. Nos molares. Figura 1-16 -Alguns dentes superiores e inferiores. A borda distai. ela é uma linha praticamente reta.. torna-se um pouco curva (abertura voltada para a raiz) nos premolares e acentua sua curvatura nos caninos e incisivos. que a faz tender à retidão. No incisivo central inferior é uma curva bem fechada. Todos esses detalhes morfológicos concorrem para deixar a área de contato mais cervical na face distai. Nas faces livres a curva (abertura voltada para a coroa) da linha cervical é tanto mais fechada quanto menor for a dimensão mésio-distal da coroa ao nível do colo.

15 Inclinação da face vestibular na direção lingual - como as faces livres convergem para a oclusal, deduz-se que a face vestibular se inclina para o lado lingual e a lingual se inclina para o lado vestibular. Das duas, a face que se inclina mais em relação ao eixo do dente é a vestibular, muito mais nos inferiores do que nos superiores. Os premolares e os molares mostram com exuberância essa inclinação. A inclinação lingual começa na união do terço cervical com o terço médio da face vestibular, de modo que os dois terços incisais ou oclusais se inclinam e o terço cervical não. Desta maneira, a maior proeminência vestibular fica restrita ao terço cervical e é conhecida como bossa* vestibular. A maior proeminência da face lingual de incisivos e caninos situa-se também no terço cervical, em virtude da localização do cíngulo. Nos dentes posteriores, a proeminência está no nível do terço médio ou entre os terços médio e cervical.
As proeminências descritas protegem a gengiva* marginal. A borda livre da gengiva coloca-se nas imediações do colo. As bossas das faces livres nas proximidades da gengiva desviam dela os alimentos mastigados. Não há impacção; o bolo alimentar apenas tangencia a gengiva, sem ir de encontro direto a ela (Fig. 1-17). A gengiva situada entre as faces de contato de dois dentes vizinhos (papila interdental) é protegida pelas cristas marginais e áreas de contato.

Figura l -17 - Convexidade cervical das faces livres em um incisivo central superior visto por uma das faces de contato. Da esquerda para a direita: relação correta entre os contornos da coroa e da gengiva - a bossa vestibular e o cíngulo protegem a gengiva marginal e permitem que os alimentos a tangenciem (massageiem) durante a mastigação; contorno inadequado por falta de convexidades cervicais propicia a impacção alimentar; o excesso de convexidades cervicais desvia o alimento, não o deixando promover estimulação mecânica na gengiva.

Lobos* de desenvolvimento - são centros primários de formação do dente durante sua embriogênese, porções que depois se fusionam deixando sulcos como vestígios de sua independência. Os dentes têm quatro lobos, com exceção do primeiro molar inferior (e às vezes do segundo premolar inferior) que possui cinco (Fig. 1-18). Os lobos e os sulcos são evidentes nos incisivos recém-erupcionados. Sua borda incisai é trilobada, isto é, apresenta três mamelões*, que continuam na face vestibular como discretas convexidades divididas por dois sulcos rasos. Após o desgaste natural dos dentes, a borda incisai perde as saliências e torna-se reta, mas a face vestibular mantém os vestígios dos lobos de desenvolvimento.

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jENERALIDADES SOBRE OS DENTES

Figura 1-18 - Desenho esquemático representativo dos lobos de desenvolvimento.

Os caninos e os premolares superiores também exibem lobos destacados. O quarto lobo corresponde ao cíngulo dos dentes anteriores e à cúspide lingual dos premolares. Nos molares, cada cúspide representa a extremidade livre de um lobo. Desvio distai da raiz - tomando-se um dente isoladamente, nota-se que sua(s) raiz(es) em geral se desvia(m) distalmente. O terço apical é o que mais se desvia. Trata-se de um deslocamento do eixo longitudinal da raiz em relação ao eixo da coroa. Pode ocorrer em todas as direções, mas a prevalência maior é o desvio para a distai. O menor desvio observa-se na raiz do incisivo central inferior e na raiz lingual dos molares superiores. O desvio distai da raiz é explicado pela posição distalizada da artéria nutridora do dente durante a sua formação, com o crescimento da raiz em direção dessa artéria dental. Variações* anatómicas - as formas dentais obedecem a um plano de construção, com um padrão morfogenético próprio, individual. Entretanto, as variações dessas formas são frequentes. Basta olhar para as pessoas e notar dentes com aspectos diferentes, não apenas de cor e tamanho, mas também de contorno, forma e estrutura. Assim, o aparecimento de um tubérculo extra, de uma cúspide a mais ou a menos, de uma raiz supranumerária* são variações que não raro aparecem. Não se trata de anomalias* dentais, porque estas interferem com a função. As variações anatómicas não são disfuncionais; não atrapalham o funcionamento dos dentes.
Os dentes mais afetados por variações são os terceiros molares; elas acometem tanto a porção coronária quanto a radicular. O incisivo lateral superior também :.; bastante quanto à forma; pode sofrer um processo de hipodontia*, com a coroa diminuta, conóide e, consequentemente, diastemas* em ambos os lados. O 3Íar superior apresenta uma grande variedade deformas na sua coroa, 'lares, os inferiores são os mais inconstantes quanto à forma.

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Anatomia do periodonto
em parceria com Roelf J. Cruz Rizzolo
GUIA DE ESTUDO 2 1 Leia uma vez o bloco 2 (B2), a seguir. 2 Responda, escrevendo,às seguintes perguntas: Como se divide o periodonto e quais são seus componentes? Quais são as diferenças entre gengiva livre e gengiva inserida? O que é sulco gengival e inserção epitelial e para que servem? Como a gengiva inserida faz a sua fixação? Como se chamam as fibras colágenas por meio das quais ela se fixa? O que é ligamento periodontal, como é constituído e para que serve? Como se dispõem as fibras do ligamento periodontal e por que se dispõem dessa maneira? De que maneira os vasos e nervos chegam ao periodonto? Quais são as funções nervosas dentro do periodonto, com detaIhamento sobre a função proprioceptiva? Para o que mais serve o periodonto além de suas funções nutritiva, sensorial e mecânica? Como ou em que condições o cemento é depositado? Quais são as principais causas das moléstias periodontais? Defina erupção dental. Discorra sobre movimento eruptivo do dente, suas causas e suas direções. Qual é a diferença entre erupção ativa e erupção passiva? Descreva as posições dos germes dos dentes no interior da cripta óssea durante a fase pré-eruptiva. Existe rizogênese na fase pré-eruptiva? E na fase pré-funcional? Como é que a coroa dental consegue se movimentar, sair da

UNIVERSIDADE FEDEM. DO PARÁ CURSO DE ODONTOLOGIA 8IBU8TECAPROF OR FRANCISCO G. Âi-MO

cripta óssea e irromper na cavidade bucal? Ao atingir o plano oclusal, na fase pré-funcional, os movimentos eruptivos cessam? Qual é a hipótese mais aceita para explicar o mecanismo da erupção dental? O que é e como se processa a exfoliação dos dentes deciduos? Em que locais das raízes dos dentes deciduos anteriores e posteriores começa a reabsorção? Além da reabsorção radicular, que outros fatores concorrem para a queda do dente decíduo? O que é dente decíduo retido? Ele permanece em estado funcional para sempre? 3 Leia novamente e confira se as respostas estão corretas. Consulte sempre o Glossário para completar ou ampliar seu entendimento. 4 Se as respostas estiverem erradas ou incompletas, volte aos itens l a 3. Se estiverem correias, passe para o item 5. 5 Leia de novo, agora mais atentamente.Troque ideias com os colegas. Examine radiografias panorâmicas e periapicais para identificar componentes do periodonto. Examine sua própria gengiva na frente do espelho. Examine radiografias e crânios de crianças de várias idades. 6 Leia ainda uma vez mais o bloco 2 para destacar os detalhes que julgar mais importantes.

B2

Periodonto (peri, ao redor, em torno; odonto, dente) é o termo genérico referente aos tecidos de suporte do dente, que são o alvéolo* dental, o ligamento periodontal*, o cemento* e a gengiva* (Figs. 1-19 e 1-20). A gengiva é considerada o periodonto de proteção, já os demais tecidos de suporte são chamados de periodonto de inserção. O cemento, apesar de ser um tecido dental, funcionalmente participa do ligamento periodontal e, portanto, faz parte do periodonto. O periodonto de proteção divide-se em gengiva livre e gengiva inserida. Entre elas, acentuando a sua divisão, há uma linha chamada ranhura gengival; muitas vezes não é observada a olho nu, diferente da junção mucogengival, divisão entre mucosa alveolar e gengiva inserida, que é sempre bem visível (Fig. 1-21). A gengiva livre circunda os dentes em forma de colarinho. Nas faces de contato, esse colarinho forma a papila interdental*, que é mais afilada nos dentes anteriores e mais protuberante nos dentes posteriores, chamada de zona de COL; esta variação ocorre devido à diferença entre os pontos de contato. Entre o dente e a gengiva livre existe uma fenda chamada de sulco gengival*, que, no seu interior, é rico em uma substância proteica chamada fluido gengival com funções de defesa.

--. 1 Coroa 2 Raiz 3 Cavidade do dente (que aloja a polpa dental) 4 Septo interalveolar 5 Crista alveolar 6 Cortical alveolar (lâmina dura) 7 Espaço periodontal Figura 1-20 -Alvéolo dental (cortical óssea alveolar) de um terceiro molar inferior. ~ . A) Vista lateral (vestibular).: : -.Radiografia periapical da área de incisivos inferiores para mostrar raiz dental no interior de seu alvéolo e o espaço entre ambos. que é preenchido por ligamento periodontal.::. Notar a quantidade de forames. quase intacto.18 GENERALIDADES SOBRE OS DENTES Figura 1-19 .:. Figura 1-21 — Periodonto de protEção (gengiva) circundando : -: :í :. :-es e ine cobrindo parte do r. O sulco gen- . B) Vista superior (oclusal). removido de uma mandíbula seca. vasos e nervos. por onde passam vasos e nervos.

O epitélio da gengiva livre. 1-23 e 1-24). que é a gengiva inserida.Fibras gengivais circulares.Principais fibras alveolodentais e dentogengivais em uma vista mésio-distal. As fibras gengivais são uma trama de fibras que ajudam na inserção do periodonto de proteção ao colo do dente (Figs. nas proximidades da junção cemento-esmalte. É a inserção epitelial.Principais fibras alveolodentais e dentogengivais em uma vista vestíbulo-lingual.19 Limitando a gengiva livre e estendendo-se sobre o processo alveolar. que protege biológica e mecanicamente o fundo do sulco gengival. 1-22.5 a 2mm de profundidade) fixa-se a toda periferia do dente. e que deve ser preservada intacta. . 1 2 3 4 5 Fibras dentogengivais Fibras circulares Fibras crestodentais Fibras horizontais Fibras oblíquas 6 Fibras apicais Figura 1-23 . Fibras circulares Fibras transgengivais Fibras transseptais 4 Fibras horizontais 5 Fibras oblíquas 6 Fibras apicais Figura 1-24 . aderida ao dente e ao osso. Figura 1-22 . no fundo do sulco gengival (0. aparece uma espessa mucosa especializada.

Essas fibras dispõem-se diagonalmente do alvéolo para o dente. 1-22 e 1-23). 1-19). apresentando. fibras e substância fundamental amorfa. importante para manutenção. uma disposição oblíqua. não-elástico. que tensiona o ligamento e traciona as paredes do alvéolo. que é a separação do dente dos tecidos moles pela secção de fibras do ligamento periodontal. Grupos de fibras também unem um lado ao outro da papila interdental (fibras transgengivais) e um dente ao outro (transeptais ou interdentais). O ligamento periodontal. Ele é basicamente constituído por células. formado por vasos que se dispõem em rede em torno da raiz). a força da oclusão é parcialmente absorvida pelo ligamento periodontal (e por um sistema de pressão hidráulica. Assim. No fundo. fixa-se também no ponto da inserção epitelial da gengiva livre (no cemento. pois o protege após qualquer tipo de pressão indesejada. Suas duas extremidades são embutidas no osso e no cemento. de tal modo que os vasos dentais não sejam lesados ou ocluídos. consultar o subcapítulo "Biomecânica do esqueleto facial". distendem-se sob tensão. portanto. ambos editados em 2004 pela Sarvier. Os densos feixes de fibras colágenas do ligamento periodontal contidos no espaço periodontal (Fig. deixando o dente suspenso no alvéolo. Estas fibras assim aderidas. Como elas são onduladas. a gengiva será dilacerada no ato da extração. permitindo assim uma certa mobilidade do dente. Este fato pode ser comprovado nos dentes extraídos. junto ao fundo do sulco gengival). São Paulo). que formam uma espécie de ligamento entre o cemento cervical e a crista alveolar. Abaixo dessas fibras crestodentais encontram-se as fibras horizontais. 1-24). além de sua fixação óssea por meio de fibras colágenas (fibras alveologengivais). Tanto maior será a tração quanto mais vertical for a pressão sobre o dente. Cruz Rizzolo]. uma vez distendidas. Sem isso. suas fibras irradiam-se a partir do ápice radicular e na borda livre são inclinadas ao contrário (do dente para a crista alveolar). 1-22 e 1-23). O restante dessa pressão mecânica se transforma em força de tração no osso. porque são rompidas junto ao osso. ficando aderidas a eles. semelhante às sindesmoses (Figs. Nas duas extremidades do alvéolo. faz a ligação do cemento à cortical óssea alveolar. com suas fibras dentogengivais. a gonfose*. durante a oclusão. são chamadas de fibras de Sharpey e têm função importante na sustentação de todo o periodonto. Para melhor conhecer o destino dessa força mecânica. por sofrerem mineralização nas extremidades. é um tecido conjuntivo denso fibroso.GENERALIDADES SOBRE OS DENTES A gengiva inserida. nos quais as fibras podem ser vistas cobrindo a raiz. podendo muitas delas acompanhar o contorno do colo dental de maneira circular ou semicircular (Fig. As . impedem que o dente invada ou penetre no osso. Previamente às exodontias é necessário proceder à sindesmotomia. 'As fibras colágenas inclinadas. formando uma articulação fibrosa. evitam que o ápice do dente seja aprofundado no alvéolo. em um dos livros do mesmo autor: "Anatomia da face" e "Anatomia facial com fundamentos de anatomia sistémica geral" [este em colaboração com Roelf J. também conhecido como ligamento alvéolo-dental. o ligamento periodontal muda a sua direção oblíqua do alvéolo para o dente. Como o próprio nome diz. estendem-se do cemento de toda a raiz do dente à superfície interna da cortical óssea alveolar. Ambas limitam os movimentos extrusivos do dente ÍFigs. Ao atenuar os impactos mastigatórios.

que é toda perfurada por pequenos forames. Os nervos periodontais são sensitivos para a dor. Além de suas funções mecânica. engrossando o ápice e alongando a raiz. No meio dos feixes ligamentosos e em sulcos das paredes do alvéolo (para se protegerem de pressões exageradas) correm artérias. Com o passar do tempo. nem no lado da pressão nem do lado da tração. formando camada junto ao alvéolo ou junto à raiz do dente. movimentos dentais. As terminações nervosas proprioceptivas do periodonto. restaurações e fraturas. osso (osteoblastos) e cemento (cementoblastos). o cemento engrossa em razão de uma produção exagerada (hipercementose) no dente fora de função (sem estímulo mecânico). para se detectar a espessura de um fio de cabelo colocado entre os dentes. Não havendo esse reforço. por oclusões sucessivas. pode também ocorrer devido a requisitos funcionais. que conectam os colos de dentes adjacentes acima do septo interdental. ficam dispersos entre as fibras do ligamento periodontal. mas principalmente para a propriocepção e pressão. Por outro lado.21 fibras mais superficiais são as transeptais. Na movimentação ortodôntica. Mas a exatidão ou precisão de seus movimentos é prejudicada com a perda do periodonto. Osso e cemento crescem de maneira semelhante. Estes dois últimos tipos de células ficam enfileirados. Terminações táteis também são abundantes. trabalham em conjunto com receptores aferentes semelhantes dos músculos da mastigação. . para que haja a exata repetição dos movimentos realizados. a "memória periodontal" se esgota. para corrigir a posição do dente. bem como as células de defesa. o suficiente. veias. a espessura do cemento não se modifica. cáries. Os fibroblastos. Alguns nervos (vasos também) podem penetrar na polpa através de forames suplementares frequentemente existentes no terço apical da raiz. Mas o cemento não. seus tendões e da articulação temporomandibular. que dão acesso a canais secundários* ou pulpo-periodontais. em que o osso sob pressão é reabsorvido e sob tração é depositado. por exemplo. ditada pela idade. Pessoas desdentadas mastigam normalmente e têm uma boa noção da posição espacial da mandíbula durante sua movimentação. novas camadas são adicionadas às previamente existentes. As camadas de cemento acelular e celular são depositadas mais lentamente do que as de osso e predominantemente na região apical. comuns em outras articulações. Vasos periodontais e vasos gengivais comunicam-se entre si ao ultrapassarem o denso ligamento circular formado pelas fibras horizontais do ligamento periodontal. Estes últimos são intra-ósseos e alguns de seus ramos chegam ao espaço periodontal após passar pela cortical óssea alveolar. o "banco de memória proprioceptiva" que temos no cérebro é realimentado. Um fator que determina a necessidade desse reforço para restabelecer a precisão do movimento mastigatório é a alteração da oclusão devido a atritos e desgastes. porque os impulsos proprioceptivos estão presentes nos músculos e articulações. dando eficiência e precisão aos movimentos mandibulares. a largura do espaço periodontal tende a diminuir. Esta diminuição. sensorial e nutritiva. A cada oclusão*. vasos linfáticos e nervos provenientes de ramificações dos ramos dentais e peridentais. o osso pode sofrer reabsorções. por exemplo. o periodonto estimula a formação de células que irão formar fibras colágenas (fibroblastos). erupção contínua.

1-25. sendo os primeiros passos a dedicação ao conhecimento anatómico. perda do ponto de contato. causando a periodontite. A inflamação no periodonto de proteção pode evoluir para a inserção epitelial e propagar-se a outros tecidos de suporte do dente. O conhecimento atual da doença periodontal preocupa-se antes com o ser humano.Radiografia panorâmica de uma criança de 5 anos com todos os dentes decíduos em uso. Os germes dos demais dentes permanentes encontram-se em suas criptas alveolares (Gentileza do Dr. que é a irritação e a inflamação da gengiva. Célio Percinoto). Ao profissional promotor de saúde cabe compreender a sua dinâmica. pedra fundamental para a construção de um saber.GENERALIDADES SOBRE OS DENTES As fibras do ligamento periodontal também sofrem contínua reconstrução. . cáries. escavação excessiva que provoca abrasão dental e retração gengival e tudo isso deve ser prevenido. Erupção dental Mauro Airton Rulli (Figs. 1-28 e 1-29) Figura 1-25 . posição muito inclinada do dente no arco. maloclusão*. a partir da região cervical em direção apical (pode também se espalhar a partir da polpa. em um âmbito mais abrangente. 1-26. 1-27. com suas raízes em formação. Esta doença inflamatória destrói o ligamento periodontal e o osso alveolar. pelo forame apical). excessiva pressão mastigatória. O início de uma lesão periodontal pode também ocorrer ante o trauma oclusal*. Estas condições provocam a gengivite. Os primeiros molares permanentes e os incisivos centrais inferiores estão em início de erupção. contato prematuro*. O periodonto também pode ser lesado na presença de restaurações deficientes com falta ou excesso de material. Os fibroblastos são muito ativos na manutenção dessas fibras e na substituição de velhas por novas. Moléstias perlodontais têm início com a organização de um biofilme de microorganismos decorrente de má higiene.

Mandíbula de criança de aproximadamente 8 anos preparada especialmente para mostrar o estado de desenvolvimento similar ao da figura 1-27.Radiografia periapical de dentes inferiores de uma criança de 5 anos. Notar no segundo desenho a fusão do epitélio reduzido do esmalte (traço preto contornando a coroa) com o epitélio bucal e. . a emergência do dente na cavidade bucal e a formação da inserção epitelial (adaptado de Brescia). Figura l -27 . Figura 1-29 — Aspectos histológicos da erupção de um dente. na sequência.Radiografia periapical de dentes inferiores de uma criança de 9-10 anos. Horácio Faig Leite). com o primeiro molar permanente quase que totalmente formado e já alcançando o plano de oclusão. e os molares decíduos em processo de rizólise. Horácio Faig Leite). se bem que um pouco mais atrasado (Gentileza do Dr.23 Figura l -26 . com parte das raízes calcificadas. Figura 1-28 . Comparar com a mesma área da figura l -25 para observar o estado de desenvolvimento similar (Gentileza do Dr. Notar os premolares em erupção.

GENERALIDADES SOBRE OS DENTES

A erupção* é o processo migratório que conduz os dentes, tanto decíduos quanto permanentes, desde seu local de desenvolvimento intra-ósseo, penetrando pela mucosa gengival, até alcançarem e manterem sua posição funcional no arco dental. Convém esclarecer, desde logo, que a emergência ou irrompimento do dente, isto é, o aparecimento da coroa dental na cavidade bucal, é apenas um dos eventos do complexo processo da erupção. A direção do movimento do dente, durante a erupção, é resultante do crescimento dental, do crescimento do osso alveolar e do crescimento do osso de suporte, isto é, da maxila ou da mandíbula. Qualquer desequilíbrio no desenvolvimento destas estruturas pode alterar o sentido da movimentação eruptiva, inclusive ao ponto de provocar a inclusão do dente, ou seja, impedir sua erupção. Na erupção dental, o movimento prevalente é o axial* ou vertical para a oclusal, mas ocorre também movimentação do dente em todos os planos. Assim, pode haver inclinação para a mesial, distai, vestibular ou lingual, giroversão* ou deslocamento no plano horizontal, para que seja atingida a posição funcional. O movimento dos dentes em relação à mandíbula ou maxila é denominado erupção ativa, enquanto a exposição gradual da coroa dental no meio bucal, ' decorrente da retração da gengiva devida ao deslocamento da aderência epitelial em direção apical, é chamada erupção passiva. Desde que a posição funcional do dente seja passível de sofrer ajustes, embora pequenos, durante toda a sua existência, para que seja mantido constante relacionamento com seus vizinhos e antagonistas, a erupção deve ser considerada como um processo contínuo. A época do irrompimento de um dente varia amplamente, portanto, apenas aqueles casos que fogem muito da ampla faixa normal de variação podem ser considerados anormais. De modo geral, ocorre mais cedo nas meninas do que nos meninos e o atraso é mais frequente que a aceleração.
O desenvolvimento e a erupção dos dentes são facetas do crescimento somático e, em decorrência, podem ser afetados por fatores sistémicos; somente nos casos de crescimento somático deficiente, causado por distúrbio endócrino, deve-se esperar atraso generalizado do irrompimento dos dentes. Dentre as glândulas endócrinas, a hipófise e a tireóide são as que exercem maior controle sobre o desenvolvimento e irrompimento dentais. Fatores locais, como por exemplo a falta de espaço no arco dental ou a presença de cistos, podem atrasar e até mesmo impedir a erupção.

A erupção dos dentes permanentes ou decíduos pode ser dividida nas seguintes fases sucessivas: pré-eruptiva, pré-funcional e funcional. A fase pré-eruptiva compreende a movimentação^ do germe dental* nas etapas iniciais do seu desenvolvimento, nojnterÍQX_do^Qsso_em crescimento, a fim de se CQlo.car_numa_ posição adequada ao movimento para a oclusal. O término da fase pré-eruptiva ocorre quando a coronogênese termina e inicia-se a rizogênese*, estando o g£rnie_denlalxionfinado, quase inteiramente, em uma cripta* óssea. Inicialmente, os germes dos dentes decíduos e permanentes ocupam uma cripta óssea comum, mas quando a morfogênese da coroa do decíduo está quase concluída há crescimento de uma lâmina óssea interveniente que possibilita ao dente permanente ficar em sua própria cripta.

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Ao final desta fase, em raras ocasiões, ojzpittâojreduzido dp_órgão do_esmalte pode sofrer__alterações que resultam na formação de-um.cisto, denominado cisto de erupção, que se dispõe circundando a coroa dental, às vezes causando aumento volumétrico gengival perceptível e atrasando o irrompimento.

Os dentes permanentes que possuem predecessores decíduos executam movimentação complexa antes de alcançarem a posição propícia à erupção. Assim, os germes dos incisivos e caninos permanentes iniciam seu desenvolvimento em posição e ao nível da região coronária do germe do dente decíduo; entretanto, no final da fase pré-ej^tiya, tais dentes localizam-se ainda em posição lingual, mas agora ao nível da região apical de seus predecessores decíduos. <Os premolares iniciam seu desenvolvimento em posição lingual e ao nível da região da coroa dos molares decíduos; mais tarde, ficam situados entre as raízes divergentes desses molares e, no final da fase pré-eruptiva, estão localizados abaixo das raízes dos molares decíduos. Deve-se ressaltar, contudo, que tais alterações de posicionamento também são devidas, em parte, ao crescimento em altura dos ossos de suporte, que nessa fase é muito rápido. A fase pré-funcional vai desde o início da rizogênese até o posicionamento do dente no plano oclusal. Quando se inicia a formação da raiz ou raízes, a coroa dental começa a ser impulsionada em direção à mucosa gengival. O primeiro indício morfológico de que um dente vai movimentar-se para a oclusal é a inteira reabsorção* do teto de sua cripta óssea. É nesta fase que ocorre o irrompimento do dente; assim, a coroa faz seu aparecimento no meio bucal quando a raiz ainda não está completamente formada e antes que o osso alveolar tenha atingido suas dimensões funcionais. Daí a maior suscetibilidade para o mau posicionamento nesta etapa da erupção. Enquanto o dente se movimenta para a superfície, o tecido conjuntivo situado entre o epitélio reduzido do órgão do esmalte e o epitélio gengival vai desaparecendo. Quando a borda incisai ou as cúspides se aproximam da mucosa gengival, o epitélio reduzido do órgão do esmalte e o epitélio gengival fusionam-se. A continuação do movimento eruptivo determina a ruptura do epitélio fusionado sobre a borda incisai ou topo da cúspide, e o dente irrompe no meio bucal. A fase funcional compreende o período em que, após atingirem o plano oclusal, os dentes continuam tendo movimentos para se ajustarem entre si. Estes ocorrem prevalentemente na direção pclusomesial, e é graças ao deslocamento mesial que os pontos de contato entre dentes vizinhos são mantidos. O movimento oclusal, aliado a um depósito de cemento apical, compensa o desgaste oclusal funcional, com a finalidade de manter a relação adequada dos arcos dentais entre si. A velocidade da erupção é muito mais rápida antes do que após o contato oclusal, podendo, entretanto, acelerar-se novamente após a perda do antagonista*, até possibilitando pequena extrusão além do plano oclusal, isto é, uma sobreerupção.
Trauma agudo intenso pode resultar na parada da erupção ativa se, durante a fase funcional, o ligamento periodontal for seriamente lesado, com ocorrência de reabsorção radicular e aposição óssea no espaço periodontal levando à anquilose*, isto é, a fusão da raiz dental com o osso alveolar, o que impedirá a movimentação dental para a oclusal.

GENERALIDADES SOBRE OS DENTES

Muitas foram as hipóteses aventadas para explicar o mecanismo da erupção, no entanto, nenhuma delas conseguiu ainda apresentar argumentação que possa, sem restrição experimental, torná-la plenamente aceita. Todas as estruturas envolvidas na odontogênese e na constituição do complexo dento-alveolar já foram, em uma época ou outra, apontadas como o agente que gera a força capaz de impulsionar o dente em direção oclusal. Atualmente, o ligamento periodontal é tido como a estrutura capaz de gerar a força eruptiva principal, sendo que nos dentes de crescimento contínuo, como os dos roedores, os fibroblastos do ligamento periodontal são os principais responsáveis pela geração da força eruptiva principal.

Exfoliação* dos dentes decíduos
Consiste na eliminação fisiológica desses dentes, em consequência da reabsorção de suas raízes, antes de sua substituição pelos sucessores permanentes. Admite-se que as células multinucleadas de reabsorção possam diferenciar-se no tecido conjuntivo como resposta à pressão exercida pelo dente permanente em crescimento e em movimento para a oclusal. Entretanto, a reabsorção radicular pode acontecer mesmo no caso de ausência do germe do dente permanente devido a fatores supervenientes como a sobrecarga oclusal. QJaz-^e inicialmente sobre o osso que separa o alvéolo do dejite dLecí__duo e a cripta, do, dente permanente e"BepoiY^õrjre^j-ajz_dental. Devido à posição do germe do dente permanente, a reabsorção dos incisivos e dos caninos decíduos começa ao nível do terço apical da face lingual; o germe do dente permanente segue uma direção oclusal e vestibular. Quando o dente permanente está localizado perfeitamente abaixo do decíduo, a reabsorção deste se faz em planos transversais e o dente erupciona na posição ocupada pelo dente decíduo; nesses casos, o decíduo é exfoliado antes de aparecer o dente de substituição, enquanto nos outros casos, o ^nte^ennaiKj^te pode Jazer sua^emQção, embora o dente deddu©<«ntiimeTTn seu lugar. Nos molares decíduos, a reabsorção das raízes começa nas superfícies radiculares voltadas para o septo inter- radicular, pois os germes dosj>remolares, de início^encontram-se entre aín:aízes dos molares decíduos^Em condições normais, a reabsorção radicular e a lise do tecido pulpar são indolores e assintomáticas; iniciam-se pela pressão do dente permanente, mas também sofrem influência da debilitaçao dos tecidos de sustentação do dente decíduo, causada pela reabsorção radicular e pela migração da aderência epitelial do dente decíduo em direção apical, aumentando a coroa clínica. As forças mastigatórias aumentam com o crescimento dos músculos da mastigação, e os hábitos alimentares tornam-se mais vigorosos, de modo que devido à destruição do periodonto de inserção elas são transmitidas ao osso como pressão, coadjuvando a queda do dente decíduo. O processo de queda apresenta períodos de grande atividade e de repouso relativo; durante os períodos de repouso relativo, além de não haver reabsorção, pode ocorrer reparação por aposição de cemento e/ou osso.

comumente. mas. caso contrário. isto é. eles ficam durante longo tempo em bom estado funcional. as suas raízes são reabsorvidas pela sobrecarga mastigatória e eles acabam exfoliados. às vezes. sobretudo para aplicação clínica. •'£ F£0£iRAL LÕ 5v. todavia esses resíduos serão reabsorvidos progressivamente. o trauma oclusal4 pode determinar a anquilose* do dente decíduo em vez de sua queda. isso ocorre com maior frequência com os molares ãecíduos que têm um diâmetro maior que o do premolar de substituição. Át . nesses casos. poderá haver atraso ou erupção ectópica. denomina-se o dente decíduo de dente retido. fora de sua posição normal.27 Remanescentes dos dentes decíduos podem escapar à reabsorção e permanecer na boca durante certo tempo.. É importante ressaltar. nesse caso.tá CURSO DE ODONTOLOGIA NUCIEttfflQF OR. Outro fator de permanência do dente decíduo por maior tempo é a ausência ao germe ao dente permanente de substituição.FRANC!SCOaÁi.^ » CURSO DE ODONTOLOGIA 8I8UCTECA W DR FRANCISCO G. o dente pára de fazer sua erupção ativa e permanece em uma determinada altura. que a queda precoce do dente decíduo pode acelerar a erupção do sucessor permanente se o espaço for mantido. Em algumas oportunidades. ficando posteriormente abaixo dos seus vizinhos que continuaram sua erupção vertical.

extraídos. estabelecendo comparações com os dentes homónimos permanentes l Relacionar os fatores que determinam diferenças anatómicas de coroa e raiz entre dentes semelhantes ou de um mesmo grupo dental. entre caninos superior e inferior l Analisar as características diferenciais de dentes naturais. FRANCISCO 6. indicando com precisão seus detalhes anatómicos l Descrever a(s) raiz(es) de cada dente permanente l Descrever coroa e raiz(es) de cada dente decíduo. 5 e 6 l . Ál-MO 2 Anatomia Individual dos Dentes OBJETIVOS l Identificar e descrever os acidentes anatómicos de cada um dos dentes permanentes e decíduos típicos l Descrever cada uma das faces da coroa de cada dente permanente.CAPITULO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CURSO DE ODONTOLOGIA 88UOTECA PROF DR. por exemplo. entre primeiro e segundo molar superior. para identificá-los (pelo sistema de dois dígitos numéricos que os localizam no arco). 4. com um mínimo de 80% de acerto l Responder corretamente às perguntas dos Guias de estudo 3.

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Descrição anatómica dos dentes permanentes
GUIA DE ESTUDO 3 1 Leia uma vez o bloco l, examinando as figuras, e de preferência com dentes secos à mão. Leia também as páginas 58 a 63. 2 Responda, escrevendo, às seguintes perguntas: Qual é o significado da borda incisai serrilhada dos incisivos recém-erupcionados? Por que essa condição não existe no homem adulto? Que diferença existe no contorno dos ângulos mésio-incisal e disto-incisal? A área de contato fica mais próxima de qual deles? A face lingual do incisivo central superior possui sulcos e fossetas? Descreva-a e desenhe-a. Qual é a forma do contorno da face mesial do incisivo superior e em que local ela é mais larga? O desgaste da borda incisai dos incisivos superiores fica do lado lingual ou vestibular? Por que? O primeiro dente da Fig. 2-1 é direito (l I) ou esquerdo (21)? E o segundo? Explique quais são as diferenças do contorno da face vestibular do incisivo central e do lateral superior (faça desenhos). Descreva a face lingual do incisivo lateral superior. Faça uma comparação entre as raízes do incisivo central e do lateral superior e destaque as diferenças existentes. O primeiro dente da Fig. 2-4 é direito (12) ou esquerdo (22)? E o segundo? Identifique quanto ao lado também os dentes das Figs. 2-35 e 2-36. Compare as faces linguais dos incisivos superiores com as dos incisivos inferiores e explique que diferenças há. O que significa a coroa do incisivo lateral inferior estar "torcida" em relação à raiz (considere o eixo vestíbulo-lingual da coroa e explique a posição do cíngulo ou do ângulo disto-incisal)? Explique quais são as diferenças do contorno da face vestibular do incisivo central e do lateral inferior (faça desenhos). Descreva a conformação da raiz do incisivo inferior. O primeiro

UNIVERSIDADE FEDERAL 00 f»MRA CURSO DE ODONTOLOGIA

dente da Fig. 2-8 é direito (42) ou esquerdo (32)? E o segundo? Identifique quanto ao lado também os dentes das Figs. 2-38 e 2-40. Quais são os contornos da face vestibular do canino superior e do inferior? Desenhe-os. Pelo aspecto incisai percebe-se uma diferença entre as metades mesial e distai da face vestibular. Qual é ela? Esta diferença ocorre somente nos caninos superiores? Tente reproduzi-la em um desenho. Compare a raiz do canino superior com a do inferior e cite as diferenças encontradas. Descreva a face lingual do canino superior e desenhe-a. O primeiro dente da Fig. 2-9 é direito (13) ou esquerdo (23)? E o segundo? O primeiro dente da Fig. 2-1 l é direito (43) ou esquerdo (33)? E o segundo? Identifique também os dentes das Figs. 2-41 e 2-42. 3 Leia novamente e confira se suas respostas estão corretas (confira também, com os colegas ou com o professor, a identificação dos dentes das fotos). 4 Em caso negativo, volte ao item l. Em caso positivo, vá ao item 5. 5 Complemente suas respostas procurando informações em outros livros. Examine a maior quantidade possível de dentes naturais (no crânio ou isolados) e de modelos industrializados. Compare-os com as figuras do livro. Discuta as questões de estudo com seus colegas. Esculpa em cera (agora ou quando chegar ao último capítulo) dentes incisivos e caninos. 6 Leia o bloco l, agora mais atentamente. 7 Leia novamente o texto, agora grifando e destacando os detalhes que julgar mais importantes. 8 Desenvolva os estudos dirigidos sobre dentes incisivos e sobre caninos, que se iniciam à página 123, no Apêndice.

BI

A anatomia exterior dos dentes deve ser muito bem conhecida. O estudo simplesmente teórico não basta. O aluno precisa estudar a descrição detalhada do dente com exemplares deles nas mãos. Além de dentes naturais, macromodelos de gesso ou resina e modelos de arcos dentais ajudam a entender os aspectos que se quer ensinar. O desenho e a escultura em cera são também valiosos meios de aprendizagem da anatomia dental, além de desenvolverem a habilidade psicomotora. As descrições feitas a seguir são para dentes sem desgaste. O desgaste altera a forma; as cúspides, por exemplo, têm vértices agudos quando erupcionam, mas logo se arredondam com o desgaste mastigatório.

A respeito disso, o Dr. Hiromi Yonezawafaz algumas observações, que aqui são transcritas: "No dia-a-dia da prática clínica, a anatomia dental apresenta variações segundo motivos mais diversos. A descrição é clássica somente em raros adolescentes, onde não houve a triste lesão cariosa e consequentemente a intervenção profissional. Entre os motivos que modificam a anatomia do dente podemos citar: 1. A antropotipologia concorre para definir algumas variáveis. Os indivíduos longilíneos e dolicocéfalos apresentam dentes onde, na relação comprimento/largura, o comprimento predomina, com cúspides mais altas e vertentes mais íngremes. Os brevilíneos, braquicefálicos, apresentam uma relação comprimento/largura cuja diferença não se faz tão pronunciada como no biótipo anterior: cúspides baixas, vertentes menos íngremes. A miscigenação dos grupos étnicos, muito intensa no Brasil, dificulta um pouco a distinção das características próprias de cada raça ou biótipo. 2. Outra variável, também perceptível, refere-se a hábitos alimentares e mastigatórios (se bilateral, unilateral ou predominância de um dos lados). Nas famílias, onde a alimentação se baseia em massas, percebe-se pouco desgaste dos dentes no decorrer da vida. Em se tratando de Brasil, o regionalismo alimentar se faz notar. 3. Não devemos esquecer que no curso da vida uma parcela da população acaba perdendo alguns elementos dentais, fato esse transformando-se em etiologia de hábitos unilaterais, o que acarretará na alteração da anatomia pela solicitação contínua de um dos lados. A extração de um elemento causará a mudança da forma dental também pela migração ou inclinação. Na doença periodontal, perda óssea alveolar e consequente cirurgia, a topografia dente/osso alveolar'/gengiva sofre drástica alteração em relação à anatomia descrita em livros. 4. Nos indivíduos com predominância de respiração bucal, os atos mastigatório e de deglutição são perturbados pela necessidade de respiração, e a mastigação não se desenvolve, com consequente desgaste fisiológico diminuído. O número de movimentos mastigatórios por bolo alimentar é menor e afoita de fricção do alimento na gengiva enseja a doença periodontal e consequente perda óssea e mudança na relação dente/ osso alveolar/gengiva. 5. A iatrogenia* em dentística restauradora e prótese dental no decorrer da vida também pode alterar sobremaneira a anatomia dental. É importante avaliar se o desgaste dental apresentado pelo paciente no momento em que está sentado na cadeira profissional é compatível com a sua idade, se é uniforme em ambos os hemiarcos* ou se se apresenta mais pronunciado em um dos hemiarcos. Procurar possíveis causas das anormalidades presentes, e destas observações orientar para tentar corrigir certos hábitos mastigatórios e, se houver reconstrução protética, adequar o trabalho à anatomia dental. Havendo de considerar que se um paciente se apresenta no consultório com 35 anos de idade, com o passar do tempo, somará anos e não regredirá. No curso de 10 anos, por exemplo, quando o paciente estiver com 45 anos, a relação dente/osso alveolar/gengiva também estará alterada. A prótese deverá ter uma anatomia dental que procure 'acompanhar' o desgaste natural que os demais dentes naturais sofrerão no decorrer dos anos. Não poderá ter uma anatomia 'estática' de 35 anos. Os dentes naturais deverão sofrer recontorneamento anatómico para não acelerar a reabsorção óssea alveolar."

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Incisivo central superior (11 ou 21)
(Figs. 2-1, 2-2 e 2-3)

UNIVERSIDADE FEDERAL DOPARA CURSO DE ODONTOLOGIA FRANCISCO £ Ái-M)

Figura 2-1 - Incisivo central superior. Da esquerda para a direita, três exemplares vistos pelas faces vestibular, lingual e mesial, respectivamente.

Figura 2-2 - Incisivos central e lateral superiores vistos por vestibular. O terceiro desenho é a superposição do primeiro (linha cheia) ao segundo (réplica em linha interrompida), para melhor comparação.

Figura 2-3 - Canino e incisivos lateral e central superiores vistos pela borda incisai.

Dente absolutamente indispensável na estética facial e o mais importante na articulação das palavras para a emissão de sons línguo e lábio-dentais. Como todos os incisivos, tem forma de cunha ou de chave de fenda, para cortar alimentos. Sua face vestibular apresenta dois sulcos rasos de disposição cérvicoincisal, consequência da fusão dos lobos de desenvolvimento. Como nos demais incisivos recém-erupcionados, ele exibe borda incisai serrilhada, pela presença de três mamelões*, os quais são pequenas eminências que, à semelhança dos sulcos vestibulares, constituem vestígios da separação dos lobos de desenvolvimento. Depois que os incisivos completam a erupção e adquirem uma posição funcional, o uso e a atrição* provocam o gradual desaparecimento dessas saliências.

mais inclinada. Isso significa que as bordas mesial e distai convergem na direção cervical. não raro. o ângulo mésio-incisal é mais agudo do que o ângulo distoincisal. Limitando a fossa lingual. As faces vestibular e lingual convergem acentuadamente na direção incisai. sua secção transversal é triangular com ângulos arredondados. Cristas marginais elevadas dão ao incisivo central superior uma forma de pá. que se situa bem próximo ao ângulo mésio-incisal. Face lingual . Faces de contato .é mais estreita do que a precedente em virtude da convergência das faces mesial e distai para a lingual. na realidade. às vezes. por exemplo.as vistas mesial e distai deste dente ilustram o seu aspecto de cunha.vista por esta face. Na borda incisai. dependendo das elevações que a circundam. Com isso. Por causa da inclinação da face distai e do arredondamento do ângulo distoincisal. Esta forma é mais comum entre. Por este ângulo de observação pode-se ver o bisel* da borda incisai. Como em todos os incisivos. A borda distai é mais convexa.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Face vestibular .de profundidade variável. Raiz . as cristas marginais mesial e distai também variam em proeminência em diferentes dentes. fossetas ou forame cego não são comuns nesta face do dente. os terços médio e incisai são planos. porque é mais larga na vestibular do que na lingual. a área de contato distai situa-se mais cervicalmente (entre os terços médio e incisai) do que a área de contato mesial. Corresponde a uma vez e um quarto do comprimento da coroa.a fossa lingual . quando há desgaste. Sulcos. os povos amarelos. que é mais obtuso ou arredondado. O diâmetro vestíbulo-lingual é grande no terço cervical. de modo que a borda incisai e o ápice da raiz ficam centrados no eixo longitudinal do dente.tem forma grosseiramente cónica. e ao encontrar a superfície distai da raiz o faz em ângulo. a coroa é estreita no terço cervical e larga no terço incisai. a fossa lingual vai perdendo profundidade ao se aproximar da borda incisai. sua face vestibular é convexa. O cíngulo tem. Mas a borda mesial é mais retilínea e continua em linha com a superfície mesial da raiz. Se o mésio-incisal for um pouco arredondado. O desgaste excessivo faz desaparecer o arredondamento dos ângulos. Em seus terços médio e incisai observa-se uma depressão . o disto-incisal será mais ainda. que avança pela face lingual. Japoneses e seus descendentes. O ápice costuma ser rombo e não se desvia muito para a distai. exibem cristas marginais extremamente desenvolvidas na superfície lingual da coroa. mas. uma extensão que invade a fossa lingual. . Ambas as faces têm uma inclinação lingual. porém. Seu terço cervical mostra uma saliência arredondada bem desenvolvida chamada cíngulo. As cristas marginais são espessas próximo ao cíngulo e vão perdendo espessura à medida que se aproximam dos ângulos incisais. diminuindo l mm ou menos junto à linha cervical.

mais achatada no sentido mésio-distal e seu terço apical é mais desviado para a distai. Três exemplares vistos pelas faces vestibular. porém. A borda incisai coincide com o longo eixo do dente. mais do que qualquer outro dente. Entre o cíngulo e a fossa lingual surge frequentemente uma depressão em forma de fosseta. O cíngulo. é mais estreito. Ocasionalmente. As áreas de contato são mais distantes de incisai do que no incisivo central. ela é mais afilada. sulco lingual profundo abrangendo ângulo e parte da raiz. Na realidade. o comprimento da raiz se equivale em ambos os dentes. Comparando ainda com a raiz do incisivo central. principalmente este último. com cristas marginais geralmente mais salientes e fossa lingual mais profunda. Face vestibular . . lingual e mesial. com exceção do comprimento da raiz.tem os mesmos elementos arquitetônicos do incisivo central. Face lingual . mais arredondados. Ái- Figura 2-4 . Corresponde a uma vez e meia o comprimento da coroa. 2-2.2-3 e 2-4) UNIVÊWDADS f oo PARA CURSO DE ODONTOLOGIA RfeTECA °ROF OR FRANCISCO G. a coroa do incisivo lateral tem convexidade mais acentuada no sentido mésio-distal. o forame cego. No entanto. presença de tubérculos pontiagudos como parte do ângulo. As bordas mesial e distai são mais convergentes e os ângulos mésio e disto-incisal. Raiz .é proporcionalmente mais longa que a do central. lembra o incisivo central. Faces de contato . Isto torna a borda incisai bem inclinada para a distai. mas a menor dimensão vestíbulo-lingual ao nível do terço cervical faz com que a linha cervical seja de curva mais fechada. é menor em todas as dimensões. apesar de alto e bem formado. Incisivos laterais superiores variam muito quanto à forma. tais como: forma pontiaguda da coroa. Pela sua forma. as variações* são tão grandes que são consideradas anomalias* de desenvolvimento.são muito parecidas com as do incisivo central.por ser mais estreita que a do incisivo central.35 • Incisivo lateral superior (12 ou 22) (Figs.Incisivo lateral superior. coroas e raízes torcidas e outras malformações.

.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Incisivo central inferior (31 ou 41) (Figs. Face lingual . muito pouco ou nada arredondados. O terceiro desenho é a superposição do primeiro (réplica em linha interrompida) ao segundo (linha cheia). é menor que a vestibular em razão da convergência das faces de contato para a lingual e para a cervical. Face vestibular . lingual e mesial. O desgaste da borda incisai provoca a inclinação desta para a mesial. isto é. As bordas mesial e distai convergem para o colo mas não muito acentuadamente. como sulcos e cristas. Isto faz com que a fossa lingual seja apenas uma leve depressão.sua largura corresponde a dois terços da largura da mesma face do incisivo central superior. há maior desgaste próximo ao ângulo mésio-incisal. Figura 2-7 — Canino e incisivos lateral e central inferiores vistos pela borda incisai. Isto lhe dá um contorno tendendo para triangular. levemente côncava. Três exemplares vistos pelas faces vestibular. Figura 2-6 . 2-5. mas torna-se plana nos terços médio e incisai. numa oclusão normal. As áreas de contato estão no mesmo nível.a face lingual. É o menor e mais simétrico dente da dentição permanente humana. As bordas mesial e distai encontram a borda incisai em ângulos quase retos. Seus elementos anatómicos. muito próximas desses ângulos. 2-6 e 2-7) Figura 2-5 — Incisivo central inferior. para melhor comparação. O cíngulo é baixo e as cristas marginais são dificilmente perceptíveis. elas tendem ao paralelismo mais do que em qualquer outro incisivo.Incisivos central e lateral inferiores vistos por vestibular. É convexa no terço cervical. são os menos evidentes.

Esta borda está deslocada para a lingual em relação ao longo eixo do dente. sem inclinação para qualquer lado. e muito achatada mésio-distalmente. Além disso. identifica-se uma forma de bisel* (semelhante a um cinzel) na borda incisai. então. Num corte transversal. lingual e mesial. a coroa do incisivo lateral difere da do central por apresentar as bordas mesial e distai mais inclinadas (mais convergentes). Isso a torna larga no sentido vestíbulo-lingual.37 Faces de contato . a borda mesial é ligeiramente mais alta que a distai. de mesial para distai. Os dois terços incisais da coroa aparecem. Três exemplares vistos pelas faces vestibular. com sulcos longitudinais evidentes. As faces mesial e distai são planas. Após o desgaste.Incisivo lateral inferior. Incisivo lateral inferior (32 ou 42) • (Figs. com dimensão vestibular maior do que a lingual. a linha cervical descreve uma curva bem fechada. mas ligeiramente maior em todas as dimensões da coroa e da raiz. provocando grande inclinação no sentido cervical. Face vestibular .a raiz é retilínea. 2-7 e 2-8) Figura 2-8 . que se estende incisalmente até um terço do comprimento da coroa e é mais fechada ainda no lado mesial. sendo o distai o mais profundo dos dois. relativamente espessas no terço cervical com perda de espessura à medida que as faces vestibular e lingual convergem para a borda incisai.vista por vestibular. ou seja. Raiz . o desgaste acentua essa diferença. ou quase planas. Por esse ângulo de observação pode-se ver o contorno arredondado da borda incisai. Até a borda incisai é um pouco mais larga. Nelas. inclinados para o lado lingual em relação à raiz. a raiz mostra-se oval.as faces mesial e distai são triangulares. nos terços médio e cervical e convexas no terço incisai. É muito parecido com o incisivo central inferior. que se estende pela face vestibular. . 2-6. o que lhe dá um aspecto tendente a triangular.

As áreas de contato estão em níveis diferentes. Este detalhe pode ser mais bem observado pela vista incisai do dente. Face lingual . O cíngulo também acompanha essa rotação. Face vestibular . mais robusta. Faces de contato . isto é. que é mais baixa e mais arredondada. seu contorno convexo mésio-distal mostra uma particularidade própria dos caninos (superior e inferior): a metade mesial é mais convexa. A face vestibular tem no centro uma elevação longitudinal em forma de crista que termina na ponta da cúspide. e é geralmente desviada para a distai.comparando-se com a raiz do central. Toda a face vestibular é bastante convexa. 2-3. difere dos incisivos por ter uma coroa de contorno pentagonal e não quadrangular. a convergência da borda distai é mais acentuada. A forma da coroa dá ao canino um aspecto de força e robustez. mas a raiz é bem mais longa. 2-9 e 2-10) É o mais longo dos dentes. É acompanhada de cada lado por sulcos rasos. O maior e mais pronunciado segmento distai torna o ângulo disto-incisal mais arredondado e mais deslocado para a cervical do que o ângulo mésio-incisal. de tal forma que o ângulo disto-incisal fique em posição mais lingual que o ângulo mésio-incisal. O segmento mesial da aresta* longitudinal é mais curto e menos inclinado. no Apêndice deste livro. A cúspide está alinhada com o longo eixo do canino. não corta o diâmetro vestíbulo-lingual em ângulos retos. Canino superior (13 ou 23) (Figs. com sulcos mais profundos. ela é mais longa. A borda incisai não está em perfeita linha reta. . Desenvolva o "Estudo dirigido sobre incisivos superiores" e o "Estudo dirigido sobre incisivos inferiores". A coroa tem o mesmo comprimento da coroa do incisivo central superior. sendo que o lobo central é o mais proeminente. principalmente o distai. Raiz . As bordas mesial e distai convergem para o colo. o eixo passa pelo ápice da raiz.por esta vista são observados os mesmos aspectos citados na vista vestibular. Todos esses detalhes fazem com que a área de contato distai esteja um pouco mais deslocada para a cervical em relação à área de contato mesial. isto é. A borda mesial é mais alta e mais plana do que a borda distai. ela é girada disto-lingualmente. corta todo o dente e alcança o vértice da cúspide. Quando vista por incisai. que dão um aspecto trilobado à face.a diferença mais significativa entre ambos os incisivos inferiores é a projeção lingual do ângulo disto-incisal.visto por vestibular.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES O ângulo disto-incisal é mais arredondado e obtuso. A rotação da borda incisai corresponde à curvatura do arco dental. que a divide em duas inclinações. Isto se deve à presença de uma cúspide na borda incisai. a posição da área de contato distai é mais cervical (no terço médio). mais proeminente e mais projetada para a vestibular do que a metade distai. pois sua maior proeminência fica ligeiramente distai em relação ao longo eixo do dente. Ao contrário.

A face mesial é maior e mais plana. a linha cervical tem uma curva mais aberta e a borda vestibular é mais convexa. O terceiro desenho é a superposição do primeiro (linha cheia) ao segundo (em posição invertida e linha interrompida). principalmente no terço cervical. Figura 2-10. sem a presença de crista ou fossas. mais rasas ainda. em uma mesial e outra distai. Quando desgastada. para melhor comparação. mas é mais estreita.tem a mesma silhueta da face vestibular. semelhante àquela da face vestibular. Três exemplares vistos pelas faces vestibular. o canino é bem mais espesso vestíbulo-lingualmente. que já é rasa. Faces de contato .Caninos superior e inferior vistos por vestibular. O cíngulo é especialmente robusto. a borda incisai mostra um plano inclinado em direção lingual.Canino superior. Frequentemente. está unido à cúspide por uma crista cérvico-incisal.39 Figura 2-9 . a face lingual é lisa.as faces mesial e distai são triangulares. . lisas e convexas em todos os sentidos. Algumas vezes. lingual e mesial. Quando presente. lembrando uma pequena cúspide. As cristas marginais e o cíngulo são bem desenvolvidos no canino superior. devido à convergência pronunciada das faces de contato para a lingual e para a cervical. Comparando com os incisivos. esta crista lingual divide a fossa lingual. Face lingual .

A borda mesial é mais alta que a distai. o canino inferior tem a coroa mais longa e estreita. Três exemplares vistos pelas faces vestibular. a convergência dessas bordas para a cervical é menor em relação ao canino superior. lingual e mesial. mais inclinada e curva. forma um ângulo com a superfície distai da raiz. de tal modo que a linha de visão coincida com o longo eixo. Face vestibular . nota-se que a metade distai é mais larga e prolonga-se no sentido distai. e continua alinhada com a superfície mesial da raiz. mas não tem a crista cérvico-incisal tão marcada. sua face vestibular é mais convexa. porque o segmento mesial da aresta longitudinal da cúspide é menor e menos inclinado (quase horizontal) que o distai. Na realidade. Verifica-se esse detalhe posicionando corretamente o dente. 2-7. tem aspecto oval.é tónica. a metade mesial é mais robusta e se projeta vestibularmente. raramente se desvia acentuadamente para a distai. Longa (pode chegar ao dobro do comprimento da coroa) ê reta. Seccionada transversalmente. fortíssima. Tal como no homónimo superior. .por ser um dente mais estreito que o canino superior. Por outro lado. a coroa não tem simetria bilateral. com maior diâmetro vestibular. a partir do vértice da cúspide. como no canino superior. • Canino inferior (33 ou 43) ' (Figs.Canino inferior. Figura 2-1 l . mas a sua reduzida dimensão mésio-distal dá-lhe a aparência de coroa bem alta.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Raiz . É sulcada longitudinalmente nas superfícies mesial e distai. Como o dente é mais estreito. A borda distai. Dividindo-se a face vestibular ao meio. mais retilínea. Os sulcos de desenvolvimento são apenas vestigiais. 2-10 e 2-11) Em comparação com o canino superior. Os ângulos mésio-incisal e disto-incisal e as áreas de contato se dispõem como no canino superior. ela habitualmente é só um pouco mais longa.

vá ao item 5. 2 Esclareça. Desenvolva o "Estudo dirigido sobre caninos". 2-17 são direitos (44) ou esquerdos (34)? E os dois de baixo? O segundo dente da Fig. 2-12. A raiz inclina-se frequentemente para a distai. Suas superfícies mêsial e distai são sulcadas longitudinalmente. quais são as diferenças que se podem notar? O vértice da cúspide lingual dos premolares superiores está mais deslocado para mêsial ou para lingual? Em qual destes dois lados a aresta longitudinal dessa cúspide é mais alta? Comente sobre o volume e a altura das cúspides dos premolares superiores. Quando há desgaste. A prevalência de caninos inferiores birradiculares* gira em torno de 5%. 2-47 (não é nada fácil). quanto ao lado. a borda vestibular é menos convexa que a do canino superior. se for o caso. Faça uma explanação sobre a inclinação lingual da face vestibular dos premolares inferiores. Os três dentes da Fig.é l ou 2mm mais curta que a do canino superior e bastante achatada no sentido mésio-distal.em contraste com o canino superior. argua seu professor. O vértice da cúspide está centrado sobre a raiz. Faces de contato . ou pelo menos seu terço apical. O diâmetro vestíbulo-lingual também é menor. 7 Desenvolva os estudos dirigidos sobre premolares superiores e inferiores. no Apêndice. 2-48 e 2-49. Raiz . 2-13 são direito (14) ou esquerdo (24)? E os dois de baixo? O primeiro dente da Fig. assim. escrevendo. 2-44 e 2-46. CURSO DE ODONTOLOGIA TECAOROF DR FRANCISCO G. 2-15 é direito (15) ou esquerdo (25)? E o segundo? Identifique. Em caso positivo. transfira esse resultado para um desenho. com uma fossa lingual pouco escavada. 2-16 é direito (44) ou esquerdo (34)? E o segundo? Os dois dentes de cima da Fig. Discuta as questões de estudo com seus colegas e. percebese por esta vista um plano inclinado invadindo a face vestibular a partir da cúspide. nem o cíngulo nem as cristas marginais são bem marcados. os seguintes quesitos ou questões: Ao se comparar a face vestibular do canino superior com a do primeiro premolar superior. 4 Em caso negativo. Quando esta variação ocorre. Sua forma acompanha. Ât-AdO . no Apêndice deste livro. Primeiro premolar superior (14 ou 24) (Figs. a dos incisivos inferiores. os desgastes acentuados tornam a borda incisai quase reta e o dente fica parecendo um incisivo lateral superior pelo aspecto da'coroa.41 Face lingual . 2-21 é direito (45) ou esquerdo (35)? Identifique também os dentes das Figs. que se iniciam à página 131. a raiz vestibular é ligeiramente maior que a lingual e o ponto de bifurcação* está geralmente no terço médio. A propósito. O que acontece com o vértice da cúspide vestibular em consequência dessa inclinação? O mesmo ocorre com a mesma cúspide dos premolares superiores? Quais são as peculiaridades da face lingual do primeiro premolar inferior em relação ao segundo? Por que geralmente se formam duas fossetas na face oclusal do primeiro premolar inferior? De qual delas parte um sulco em direção lingual? Descreva e desenhe a face oclusal do segundo premolar inferior. o que isso tem a ver com a posição do sulco central? Compare a face oclusal do primeiro com a do segundo premolar superior e exponha o resultado dessa comparação. Compareos com figuras de livros. 3 Leia novamente e confira se o que escreveu está certo (confira com os colegas ou com o professor a identificação dos dentes). Também não há crista que una o cíngulo à cúspide. 6 Leia novamente o bloco 2. 2-13 e 2-14) GUIA DE ESTUDO 4 1 Leia uma vez o bloco 2. 5 Examine detidamente dentes e modelos. O primeiro dente da Fig. Leia também as páginas 64 a 67. se necessário. Cite sete características diferenciais entre o primeiro e o segundo premolar superior. Descreva a raiz do premolar inferior.por esta vista. também os dentes das Figs. particularmente a distai. Esculpa em cera dentes premolares. Descreva a porção radicular do primeiro premolar superior. agora realçando os detalhes que julgar mais importantes. volte ao item l. 2-12 são direito (14) ou esquerdo (24)? Os dentes de cima da Fig.

Aliás. mais longo que o segmento distai da mesma cúspide. No canino.Primeiro premolar superior. convexa e menor em todas as dimensões. em ambos os caninos e em todos os outros premolares dá-se o contrário. o contorno da face vestibular pode ser visualizado pelo aspecto lingual. g9 Face vestibular . Por ser menor. Face lingual . dáse o contrário. Figura 2-13.tem o mesmo contorno da face vestibular. Figura 2-14. O segmento distai da aresta* longitudinal da cúspide lingual é maior que o mesial. o vértice da cúspide acha-se deslocado para a mesial em relação ao ponto médio da coroa. para melhor comparação.Dois primeiros premolares superiores (acima) e dois segundos premolares superiores (abaixo). O terceiro desenho é a superposição do primeiro (réplica em linha interrompida) ao segundo (linha cheia). lingual e mesial. Três exemplares vistos pelas faces vestibular.Primeiro e segundo premolares superiores vistos por mesial.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Figura 2-12 . mas é mais lisa.esta face é semelhante à do canino superior. Esta é uma característica diferencial forte do primeiro premolar superior. A única grande diferença no formato é o segmento mesial da aresta longitudinal da cúspide. . Desse modo. apesar de ser um quarto menor e ter seus sulcos e convexidades menos desenvolvidos. vistos pela face oclusal.

Algumas vezes se apresentam fusionadas. dão às faces vestibular e lingual um aspecto ovóide e não angular. mas ainda assim convergem para a oclusal. sendo uma vestibular. tamanho e posição das cúspides. além de ter os elementos descritivos (elevações e depressões) menos marcados. Segundo premolar superior (15 ou 25) (Figs. O deslocamento mesial do vértice da cúspide lingual em relação à linha central do dente pode ser visto por oclusal. Raiz . vêem-se as cristas marginais mesial e distai. menor. ficam com seus vértices proietados dentro do contorno das raízes. a raiz vestibular é dividida em duas. autores da língua inglesa a denominam "fossa triangular". a distai é convexa. Pode apresentar-se menos angular. A cúspide vestibular. Outra diferença marcante entre as faces mesial e distai é a presença constante do prolongamento do sulco principal da face oclusal. isto é. ela ocupa o terço cervical da coroa e invade parte da raiz. mas é menor em todos os sentidos. 2-13. mais arredondados.tem forma pentagonal porque a borda vestibular é nitidamente dividida em mésio-vestibular e disto-vestibular. 2-14 e 2-15) A coroa é similar à do primeiro premolar. a maior projeção lingual situa-se no terço médio. Em 2% dos casos. vistas pelas faces de contato. Seus ângulos. de disposição vestíbulo-oclusal e línguo-oclusal. com uma linha demarcatória bem nítida entre elas. sobre as vertentes* triturantes das cúspides. maior. As cúspides. A mesial (interrompida por um sulco) é reta vestíbulo-lingualmente. nela.o primeiro premolar superior geralmente tem duas raízes cónicas de inclinação distai. no lado mesial. São cerca de 3 a 4 milímetros mais curtas que a raiz do canino superior. a distância de um vértice da cúspide ao outro é menor do que a maior distância vestíbulo-lingual da raiz. Nelas terminam também sulcos que margeiam as cristas marginais. Devido ao tamanho desproporcional das duas cúspides. A face distai é toda convexa. e outra lingual. a maior projeção fica entre os terços cervical e médio. o sulco que as separa encontra-se ligeiramente deslocado para a lingual. Ao seu nível. Por ser a fosseta formada pela reunião de três sulcos. Sulco similar no lado distai é muito raro. são escassos ou mesmo raros. Sulcos secundários*. A linha cervical. com maior largura vestibular. Percebe-se mesmo que toda a metade distai da cúspide cai mais (dobra-se) para vestibular. Face oclusal . . de forma oval. Pela vista oclusal tem-se uma melhor ideia da forma. tornando o dente trirradicular*. É retilíneo e termina no encontro da crista marginal de cada lado em fossetas principais mesial e distai. que cruza a crista marginal mesial. Ligando-as. além de ser a mais volumosa. A borda lingual é mais convexa e inclinada. As bordas mesial e distai convergem para a lingual.as bordas vestibular e lingual das faces de contato são quase paralelas. há uma depressão característica. já que a face lingual é menor que a vestibular. Na borda vestibular. podendo ou não haver bifurcação* apical. não tendo depressão no terço cervical.43 Faces de contato . é em curva bem aberta. de ambos os lados. é cerca de Imm mais alta.

a secção é oval. . É um dente mais simétrico. O diâmetro mésio-distal do lado lingual não é muito menor do que do lado vestibular (são quase iguais).Segundo premolar superior.Três exemplares vistos pelas faces vestibular. o vértice da cúspide se desvia para a mesial. o segmento mesial é um pouco menor e menos inclinado. 2-17. há assimetria e. O comprimento das raízes de ambos os premolares superiores se equivale. O terço apical desvia-se distalmente na maioria das vezes. Às vezes. conseqúentemente. O vértice da cúspide lingual encontra-se alinhado com o ponto médio da coroa. a ponto de se transformar em uma fosseta central. Outra característica é a presença de muitos sulcos secundários. no qual as cúspides são aproximadamente do mesmo tamanho (a vestibular ainda é ligeiramente maior). 2-19 e 2-20) Face vestibular-a face vestibular lembra a do canino. Face oclusal . então. Primeiro premolar inferior (34 ou 44) (Figs. 2-16. As fossetas mesial e distai estão mais próximas entre si. com profundos sulcos longitudinais que dão à sua secção transversal a forma de um haltere.o contorno da face oclusal é oval ou circular e não pentagonal. estão tão próximas que o sulco passa a ser muito curto. 2-18.a raiz única (90% dos casos) é muito achatada mésio-distalmente. o que equivale dizer que os segmentos mesial e distai da aresta longitudinal são de mesmo tamanho. É bilateralmente simétrica. que dão à face oclusal uma aparência enrugada. A diferença entre as cristas marginais é menos acentuada.-- ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Figura 2-15 . Não raro. o vértice da cúspide lingual não está tão deslocado para a mesial. com a cúspide situada sobre o longo eixo do dente. Quando não muito profundos. Raiz . Uma característica marcante do segundo premolar superior é a pequena extensão do sulco principal no centro da coroa. se bem que é menos alta. não há sulco interrompendo a crista marginal mesial e nem há depressão no terço cervical da face mesial. lingual e mesial. O sulco primário é central e não deslocado para a lingual como no primeiro premolar. os segmentos das arestas longitudinais não têm predomínio de extensão um sobre o outro.

Figura 2-19 . vistos pela face oclusal. Figura 2-20 . . O terceiro desenho é a superposição do primeiro (réplica em linha interrompida) ao segundo (linha cheia). Figura 2-17 . para melhor comparação. lingual e mesial. Figura 2-18 .Primeiro e segundo premolares inferiores vistos por oclusal. para melhor comparação.Primeiro e segundo premolares inferiores vistos por vestibular. O terceiro desenho é a superposição do primeiro (réplica em linha interrompida) ao segundo (linha cheia).45 Figura 2-16 . para melhor comparação.Dois primeiros premolares inferiores (acima) e dois segundos premolares inferiores (abaixo). Três exemplares vistos pelas faces vestibular. O terceiro desenho é a superposição do primeiro (réplica em linha interrompida) ao segundo (linha cheia).Primeiro premolar inferior.Primeiro e segundo premolares inferiores vistos por mesial.

e notabiliza-se por possuir uma cúspide lingual de proporções bem maiores. que é mais deslocada para a vestibular.o aspecto oclusal do dente é ovóide. . Algumas vezes. Face oclusal . A face vestibular é lisa. em secção transversal. As cúspides vestibular e lingual são quase sempre unidas por uma ponte de esmalte*. 2-20 e 2-21) A coroa desse dente é mais volumosa que a do primeiro premolar inferior. sua inclinação para a lingual e a saliência do terço cervical. 2-19. é oval. que limita de cada lado uma fosseta. convexa e inclinada para a lingual. 2-17. e isto é ainda facilitado pelo fato de toda a coroa ser inclinada para a lingual. Sulcos longitudinais pouco profundos e às vezes quase imperceptíveis marcam a superfície mesial da raiz. Raiz . A cúspide vestibular domina a face oclusal. o vértice da cúspide vestibular coincide com o longo eixo do dente (cai sobre o eixo vertical da raiz). Vista por vestibular.observando-se o dente por mesial ou por distai. Entretanto. entre os terços oclusal e médio. que não raro promove até bifurcação apical. Com a inclinação lingual. a raiz encurva-se um pouco para a distai. um entre quatro dentes apresenta um sulco mesial profundo. pelo aspecto lingual do dente vê-se quase toda a face oclusal. que é a bossa vestibular. 2-18. A fosseta distai é maior que a mesial e fica em uma posição mais lingual em relação à fosseta mesial.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES As áreas de contato mesial e distai estão em um mesmo nível. nota-se a forte convexidade da face vestibular. seu vértice se encontra no centro dessa face. As bordas mesial e distai convergem para a lingual. Faces de contato . Ocasionalmente. É o sulco principal. a área de contato distai está em posição um pouco mais oclusal. Desse modo. As diferenças anatómicas entre as coroas dos premolares inferiores são bem maiores do que as dos superiores.é bem menor que a vestibular devido à acentuada convergência das faces mesial e distai em direção línguo-cervical e às pequenas dimensões da cúspide lingual. A partir dessas áreas. Face lingual . em cujas extremidades se encontram as fossetas mesial e distai. A face lingual não se inclina muito. A crista marginal mesial é mais cervical em posição (mais baixa) do que a distai e também mais inclinada da vestibular para a lingual. sendo quase vertical. a ponte de esmalte é cruzada por um sulco central mésio-distal em forma de arco com concavidade vestibular. Segundo premolar inferior (35 ou 45) (Figs. em forma de fenda.é achatada mésio-distalmente e. O único acidente anatómico da face lingual é um pequeno sulco proveniente da fosseta mesial da face oclusal. com pólo maior na vestibular. Ele separa a cúspide lingual da crista marginal mesial. as faces mesial e distai convergem com acentuada obliqiiidade para o colo. poucas vezes ausente.

o sulco é interrompido por uma ponte de esmalte como aquela do primeiro premolar inferior. Há constante depressão entre a cúspide e a crista marginal distai. mais distai. Faces de contato . a mesial é mais alta e larga. Tal como no primeiro premolar. depreende-se que a face vestibular tem grande inclinação para a lingual. O vértice da cúspide lingual fica alinhado com a superfície lingual da raiz. lingual e mesial. principalmente os seus terços médio e oclusal. Da metade distai deste sulco parte uma depressão rasa em direção lingual. Em consequência. outra distai. mas no segundo premolar inferior a cúspide vestibular é menos pontiaguda. sendo então substituído por duas fossetas. as bordas mesial e distai com as respectivas cristas marginais tendem a convergir para a lingual. Ele avança sobre a face lingual em pequena extensão. . Mesmo assim. nota-se que as faces vestibulares são semelhantes. Face vestibular . Na primeira.Segundo premolar inferior. As bordas mesial e distai são menos convergentes para o colo. em forma de arco aberto para a vestibular (ocasionalmente retilíneo). dividida em duas cúspides subsidiárias: uma mesial. corre entre as duas cúspides. Face lingual . portanto. A cúspide lingual é. menor. Face oclusal .das faces de contato. um sulco divisório mésio-distal. A área de contato mesial fica em um nível ligeiramente mais alto.a face oclusal tem um contorno circular por causa das grandes dimensões da cúspide e da face lingual. Como a cúspide lingual é proporcionalmente maior neste dente.essa é mais larga no segundo premolar. muitas vezes. Às vezes. maior. As duas formas gerais mais comuns são a bicuspidada* e a tricuspidada*. podendo ser tão larga quanto a face vestibular. Três exemplares vistos pelas faces vestibular. a face vestibular inclina-se para a lingual. a convergência das bordas vestibular e lingual para a oclusal é menos aguda do que no primeiro premolar inferior.iniciando uma comparação com seu vizinho mesial. Os padrões morfológicos da face oclusal são muito variáveis e a combinação deles já permitiu catalogá-los em 242 formas diferentes.47 Figura 2-21 . O sulco que as separa é. A cúspide lingual é central ou um pouco deslocada para a mesial. O vértice da cúspide vestibular cai alinhado no centro do dente. com sua aresta longitudinal mais horizontalizada.

2-30? O primeiro dente da Fig. Desenvolva o "Estudo dirigido sobre premolares superiores" e o "Estudo dirigido sobre premolares inferiores". 2-50 a 2-52. 5 Desenvolva os estudos dirigidos sobre molares superiores e inferiores. 2-29 é direito (46) ou esquerdo (36)? E o segundo? E o terceiro? E os dois de cima da Fig.-- ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Na forma tricuspidada. no Apêndice deste livro. a vestibular ou a lingual? Descreva detalhadamente e desenhe a face oclusal do primeiro e do segundo molar inferior.é aproximadamente cónica. agora olhe pela distai e repare no fundo o contorno da mesial. 2-22 é direito (16) ou esquerdo (26)? E o segundo? E o terceiro? Os dois dentes de cima da Fig. Na união de ambos os sulcos surge uma fosseta central. Pelo aspecto oclusal. . Primeiro molar superior (16 ou 26) (Figs. 2-24 e 2-25) GUIA DE ESTUDO S 1 Leia uma vez o bloco 3. a raiz exibe um desvio distai. oval em secção transversal. Vista por vestibular. Confira também as identificações dos dentes das figuras. Quais são as características do terceiro molar inferior em relação ao primeiro e ao segundo? O primeiro dente da Fig. a vestibular ou a lingual? Por que (se não sabe. menor. Leia também as páginas 68 a 70. 2-30? O primeiro dente da Fig. com sulcos longitudinais muito pouco pronunciados. separa nitidamente a cúspide mésio-lingual. 2-27 é direito (18) ou esquerdo (28)? E o segundo? E o terceiro? E os dois de cima da Fig. Por que isso? Descreva e desenhe a face oclusal do primeiro e do segundo molar superior. Esculpa em cera dentes molares. 2-26 é direito (17) ou esquerdo (27)? E o segundo? E o terceiro? O primeiro dente da Fig. com dentes à mão para acompanhar a leitura. 2-28? Identifique também os dentes das Figs. A borda mesial da face vestibular dos molares superiores é mais alta ou mais baixa que a borda distai? É mais reta ou mais curva? E a cúspide mésio-vestibular é maior ou menor que a disto-vestibular? Qual é a menor cúspide dos molares superiores? Em quais deles essa menor cúspide pode estar ausente? Olhando para uma das faces de contato. isto pode ser confirmado em uma vista vestibular. 2-34 é direito (48) ou esquerdo (38)í E o segundo? E os dois de baixo da Fig. da cúspide disto-lingual. um sulco lingual. 2-33 é direito (47) ou esquerdo (37)? E o segundo? E o terceiro? E os dois de baixo da Fig. de preferência. no Apêndice. 2-23. maior. examinando as figuras e. Como se apresentam os sulcos mésio-vestibular e disto-vestibular da face vestibular do primeiro molar inferior e o que eles separam? Quantos sulcos tem a face vestibular do segundo molar inferior? Por que? Quando se diz que o lado mesial é maior e mais reto. qual cúspide é mais proeminente ou se projeta mais para a vestibular. 2 Responda ou esclareça os seguintes quesitos ou questões: Faça "um resumo da anatomia do primeiro molar superiqr. Se não estiverem. que se iniciam à página 136. com atenção redobrada e com dentes (naturais ou não) ao lado e distinga os detalhes mais importantes. qual borda aparece mais inclinada. 2-23 são direitos (16) ou esquerdos (26)? E os dois debaixo são direitos (17) ou esquerdos (27)? O primeiro dente da Fig. Raiz . a cúspide mésio-vestibular ou a disto-vestibular? E ainda: a borda lingual é maior ou menor que a borda vestibular no primeiro e no segundo molar (lembre-se destes aspectos quando esculpir)? Descreva a porção radicular do primeiro molar superior e desenhe-a por vestibular e por mesial. Descreva e desenhe pela vestibular e pela mesial a porção radicular do primeiro molar inferior. 2-28? Identifique também os dentes das Figs. 2-53 e 2-54. 3 Leia novamente o bloco 3 e compare suas explicações com o texto para constatar se estão corretas. 2-22. releia "Arcos dentais")? Olhe agora uma coroa de molar superior pela face mesial e perceba que o contorno da distai não pode ser visto. a vestibular ou a lingual? Por que? E qual delas tem um contorno mais encurvado (principalmente no primeiro molar). partindo do sulco mésio-distal. 4 Leia mais uma vez. corrija-as ou complemente-as. oclusal ou em ambas? Pelo aspecto oclusal. Quais são as características do terceiro molar superior em relação ao primeiro e ao segundo? O primeiro dente da Fig. qual das faces pode ser vista.

Figura 2-23 . O terceiro desenho é a superposição do primeiro (linha cheia) ao segundo (réplica em linha interrompida).Dois primeiros molares superiores (acima) e dois segundos molares superiores (abaixo). . Figura 2-25 — Primeiro e segundo molares superiores vistos por oclusal.Primeiro e segundo molares superiores vistos por vestibular. para melhor comparação. O terceiro desenho é a superposição do primeiro (linha cheia) ao segundo (réplica em linha interrompida). Figura 2-24 .Primeiro molar superior. Três exemplares vistos pelas faces vestibular.49 Figura 2-22 . vistos pela face oclusal. lingual e mesial. para melhor comparação.

sua silhueta é a mesma da vestibular. Na borda oclusal. como uma depressão rasa e larga. uma pequena elevação que quase não se nota ou até mesmo uma depressão vestigial. . ele continua reto em direção cervical. maiores. seguida em tamanho pela seguinte ordem: mésio-vestibular. que são típicas pirâmides de base quadrangular. em contraste com as demais. Face lingual . os ângulos agudos são o mésio-vestibular e o disto-lingual. local onde termina em fosseta ou de forma imperceptível. a crista marginal mesial é também mais longa e mais alta que a distai. Face vestibular . a face lingual mostra na sua metade mesial (junto à cúspide mésio-lingual) um tubérculo que foi descrito pela primeira vez pelo dentista austríaco Carabelli. com a diferença de que é maior. a cúspide mésio-vestibular é mais alta e mais larga do que a cúspide disto-vestibular. Das duas cúspides visíveis por esta face. com a forma de um arco de concavidade distai. alcança o centro da face lingual. podendo ser uma quinta cúspide bem formada. A área de contato mesial fica entre os terços médio t oclusal e a distai no terço médio. De qualquer modo. mais largas vestíbulo-lingualmente do que altas cérvico-oclusalmente. Obviamente. em todos os sentidos. Enquanto a borda lingual é uniformemente convexa do colo até a face oclusal. Desta maneira. menor. O tubérculo de Carabelli. menos convexa. Um sulco vestibular se estende entre as cúspides até o terço médio da coroa. É maior. a linha cervical é pouco arqueada e caracteriza-se por uma pequena projeção pontiaguda em direção ao espaço entre as duas raízes vestibulares. quase plana. e os ângulos obtusos são o mésio-lingual e o distovestibular.seu contorno é trapezoidal de grande base oclusal. a metade mesial do dente. assim chamado. A face distai é convexa e a mesial achatada.seu contorno é losângico. A face mesial é maior em todas as dimensões e isto permite que. até a depressão similar longitudinal da raiz lingual. Na base menor do trapézio. a mésio-lingual é maior e a distolingual. a borda mesial é mais alta. o primeiro molar superior tem a face lingual da coroa mais larga que a vestibular. em uma vista distai. Faces de contato .são retangulares. a longa diagonal estende-se de mésio-vestibular a disto-lingual e a curta. O sulco que as separa inicia-se na face oclusal e. Os lados mesial e distai do trapézio convergem a partir das áreas de contato em direção cervical. disto-vestibular e disto-lingual. varia muito em forma e tamanho. Como característica deste dente. um tubérculo de tamanho razoável. a vestibular é convexa cervicalmente e daí continua como uma linha reta até a oclusal. A partir daí. é discernível bilateralmente em 60% dos casos e adquire o tamanho de uma verdadeira cúspide em 10 a 15% das pessoas. As bordas vestibular e lingual convergem para a oclusal. A cúspide mésio-lingual é a maior de todas. além de ser mais reta. mas é duas vezes mais larga. pois. de mésio-lingual a disto-vestibular.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES g3 A coroa do primeiro molar é da mesma altura da coroa dos premolares do mesmo arco. Conseqúentemente. o contorno da face mesial seja distinguido. Face oclusal . As cúspides mesiais são. Contrariando a regra geral. A cúspide disto-lingual é arredondada.

que vai da fosseta mesial à fosseta central. Ele é assim raso porque passa transversalmente sobre uma ponte de esmalte que liga a cúspide mésio-lingual à disto-vestibular. as duas cúspides vestibulares são separadas por um sulco. Estão sempre bem separadas uma das outras. Raiz . Na realidade. Ela é sulcada longitudinalmente nos dois terços cervicais de sua superfície lingual. nas posições mésio-vestibular. ambos os sulcos se encontram na fosseta central em ângulo reto. As raízes vestibulares são achatadas mésio-distalmente e a raiz mésio-vestibular é bem mais larga do que a disto-vestibular. O sulco apenas aprofunda a parte central da ponte de esmalte. 2-25 e 2-26) Figura 2-26 . de tão raso. As duas cúspides linguais são separadas por um sulco curvo. O terço apical dessas raízes muitas vezes se curva um em direção ao outro (aspecto de chifres de touro). que vai da face vestibular à fosseta central. Essa forma pode ser assim decomposta: as duas cúspides mesiais são separadas por um sulco de direção mésio-distal.Segundo molar superior. Três exemplares vistos pelas faces vestibular. já mencionado. As três raízes não se fusionam. Elas divergem muito pouco do eixo do dente e são mais ou menos paralelas entre si. que vai da face lingual à fosseta distai ao lado da crista marginal distai ou além dela. . A raiz lingual é a maior e mais longa de todas. disto-vestibular e lingual. este último sulco é ligado à fosseta central por um sulco que acompanha a longa diagonal e que. Não se desvia para a distai. ela é que interrompe o sulco. tem forma cónica e diverge muito das outras (e do próprio eixo do dente) devido a sua inclinação lingual. sem chegar a interrompê-la. já mencionado. 2-23. Segundo molar superior (17 ou 27) (Figs.o primeiro molar superior tem um bulbo radicular* que se divide em três raízes. outras vezes ambos se desviam um pouco para a distai.51 Um arranjo irregular de sulcos principais em forma de H maiúsculo separa as quatro cúspides. em alguns dentes nem se nota. lingual e mesial. 2-24.

a convergência é muito mais acentuada e a face oclusal passa a ter um contorno triangular. muito próximas. unem-se formando uma só.as três raízes são um pouco menores. mais do que qualquer outro dente. Quando visto por vestibular. Nos dentes tricuspidados o arranjo dos sulcos deixa de ter a forma de um H e passa a ter a de um T. Terceiro molar superior (18 ou 28) (Figs.comparando-se com o primeiro molar. principalmente da mésio-vestibular com a lingual. e se inclinam para a distai (não ocorre o aspecto de "chifres de touro"). Portanto. não é tão elevada. que separa as cúspides linguais (quando a cúspide disto-lingual falta ele não existe). nota-se na face oclusal sensível modificação ditada pelo contorno: por ser a cúspide disto-lingual bem menor. por sua vez. com a diferença de que não há tubérculo de Carabelli presente. Esta redução pode ser muito grande e não raramente há completo desaparecimento dela. Neste caso. as bordas mesial e distai convergem para a lingual e não para a vestibular. Não há tubérculo de Carabelli. Os sulcos principais da face oclusal são basicamente os mesmos descritos para o primeiro molar. O sulco lingual. com a cúspide mésio-lingual deslocando-se para o centro da face lingual. No segundo molar a convergência das faces livres para a distai é também mais acentuada. é mais curto e menos profundo. pela diminuição do número de cúspides e raízes. Ele divide realmente a ponte de esmalte que. que já eram ligadas pela ponte de esmalte. Resulta daí que a face oclusal terá uma forma ovalada longa. A grande diferença de tamanho faz com que a borda oclusal se incline cervicalmente de mesial para distai. o dente será tricuspidado. é bem mais profundo. Nos casos em que falta a cúspide disto-lingual. No todo. com o maior eixo indo de mésio-vestibular para distolingual. Faces de contato . é o menor dos molares. Coalescência de duas raízes não é incomum.51 ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES É menor que o primeiro molar em todas as dimensões. 2-27 e 2-28) Este dente tem aspectos morfológicos muito variáveis. pela ausência do sulco lingual.a cúspide dísto-lingual é mais reduzida em tamanho do que aquela do primeiro molar. Face lingual . nota-se que a cúspide disto-vestibular é muito menor do que a mésiovestibular. As raízes vestibulares são paralelas. no primeiro molar ela é apenas menor. . passando transversalmente sobre a ponte de esmalte. Face oclusal . Raiz .são basicamente da mesma forma encontrada no primeiro molar. De 5 a 10% dos casos o segundo molar tem a "forma de compressão". com a diferença de que o sulco que une a fosseta central à fosseta distai. As modificações geralmente levam a uma simplificação na coroa e na raiz. mais curtas e menos divergentes do que as do primeiro molar. em que as cúspides mésio-lingual e disto-vestibular. O sulco que separa essas cúspides é menor e raramente termina em fosseta. a borda lingual desta face é menor que a borda vestibular.

Há casos de uma simplificação tão acentuada que a coroa fica reduzida a um pequeno cone. é muito pequena. lingual e mesial. A forma da coroa lembra aquela do segundo molar tricaspidado. 2-30. Ainda que possam se apresentar separadas. que deixam as faces livres e de contato menos lisas. é muito comum a coalescência de duas raízes ou mesmo das três. Evidências dessas coalescências estão presentes em forma de sulcos longitudinais. não se observa nela desgaste referente à área de contato. Sua face oclusal costuma ser caracterizada por numerosos sulcos secundários. Quando a cúspide disto-lingual está presente. Outras características da coroa do terceiro molar que a distinguem são as frequentes manchas brancas (hipocalcificação) e a aparência levemente enrugada causada pela presença de diminutas cristas verticais lado a lado. As raízes são as mesmas em número e em situação. como característica diferencial. como nos outros molares superiores. Figura 2-28 . As formas do terceiro molar superior são tão variáveis que em alguns exemplares é difícil identificar exatamente as suas cúspides. 2-31 e 2-32) É o maior dente da boca. com a face oclusal de contorno triangular. .53 Figura 2-27 -Terceiro molar superior. Primeiro molar inferior (36 ou 46) (Figs. que lhe dão uma aparência enrugada. 2-29. a complexidade da morfologia reside no aumento do número de cúspides e no confuso sistema de sulcos. formando. a face distai do terceiro molar é mais convexa do que as dos ou^ tros molares superiores e. Normalmente. em contraste com a coroa dos molares superiores. Três exemplares vistos pelas faces vestibular. Sua coroa é alongada (lembra um paralelepípedo). vistos pela face oclusal. que não tem predominância de dimensões (como no cubo). nesse caso. uma massa única que se afila em direção apical.Dois terceiros molares superiores (acima) e dois terceiros molares inferiores (abaixo). Algumas vezes.

Figura 2-32 . lingual e mesial.Primeiro e segundo molares inferiores vistos por vestibular.Primeiro molar inferior. . para melhor comparação.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Figura 2-29 . para melhor comparação. Figura 2-31 . O terceiro desenho é a superposição do primeiro (linha cheia) ao segundo (réplica em linha interrompida). Três exemplares vistos pelas faces vestibular. Figura 2-30 . O terceiro desenho é a superposição do primeiro (linha cheia) ao segundo (réplica em linha interrompida).Primeiro e segundo molares inferiores vistos por oclusal. vistos pela face oclusal.Dois primeiros molares inferiores (acima) e dois segundos molares inferiores (abaixo).

Deste fato depreende-se que. portanto. mais arredondada. da coroa. finalmente. é curvilínea. é a disposição em dois sulcos retilíneos cruzados. que no sentido horizontal as faces vestibular e lingual convergem para a distai e as faces mesial e distai. convexa. que por sinal se acentua com o desgaste fisiológico. Face oclusal . com a área de contato na junção dos terços médio e oclusal. Os dois terços restantes são mais planos e muito inclinados para a lingual. A face mesial é toda maior que a distai.tem um contorno trapezoidal de grande base oclusal. as faces livres convergem para a distai. que é praticamente reta. convexa em todas as direções. O outro é vestíbulo-lingual (formado pelos sulcos vestibular e lingual). pois. a borda mesial é mais alta do que a distai. Entende-se. separadas por sulcos verticais.55 Face vestibular . A borda vestibular. mas é menor porque as faces mesial e distai convergem para a lingual. no sentido horizontal. . ou mais da metade.tem o contorno semelhante ao da face vestibular. É. se bem que não é a mais comum. Os elementos descritivos mais importantes desta face ficam por conta das três cúspides mésio-vestibular. mas manda uma ponta de esmalte na direção da bifurcação das raízes. Faces de contato . A maneira mais simples. entrecortada pelas cúspides e sulcos que as separam. formando a fosseta central. muito mais que a borda lingual. Portanto. com início na fosseta mesial e término bifurcado. Um deles é mésio-distal. além de ser mais retilínea. Os sulcos principais da face oclusal arranjam-se de maneira variável. com acentuação dessa curva na porção distai. que é a menor das três. para a lingual. As cúspides mésiolingual e disto-lingual projetam-se na borda oclusal. A base menor coincide com a linha cervical. As cúspides mesiais são as maiores (a mésio-lingual é a maior de todas) e perfazem metade. Ambas convergem bastante para o colo. e mais larga na borda vestibular do que na lingual.é mais larga na borda mesial do que na distai. reconhece-se a inclinação lingual da face vestibular. seguida em tamanho pela vestibular mediana e. A borda distai. Face lingual . e o ramo vestibular desloca-se para a vestibular e passa entre as cúspides vestibular mediana e disto-vestibular. A face vestibular é muito convexa no terço cervical (bossa vestibular). A cúspide mésio-vestibular é a mais volumosa e mais alta. pela disto-vestibular. Isto significa que a borda oclusal é inclinada de mesial para distai. separa as cúspides mesiais das demais e cruza o primeiro sulco em ângulos retos. A face lingual. tem a área de contato no terço médio. vestibular mediana e disto-vestibular. não se inclina como a vestibular. O ramo lingual da bifurcação interrompe-se na crista marginal distai (fosseta distai). O sulco mésio-vestibular é mais profundo e mais longo do que o sulco disto-vestibular e frequentemente termina numa fosseta no centro da face vestibular.examinando o dente por uma das faces de contato. O sulco lingual que as separa não é muito destacado e não termina em fosseta.

. Neste arranjo. Nos vértices dos outros dois ângulos terminam os sulcos provenientes da face vestibular. mais complicada. Difere do primeiro molar inferior por ser um pouco menor e possuir quatro cúspides. A ausência da quinta cúspide provoca modificações na configuração da coroa. Face vestibular . Uma raiz suplementar. como são chamadas. lingual e mesial. Terminam principalmente no sulco mésio-distal. formando a fosseta central. onde se unem os ramos internos do W. com o sulco lingual pouco evidente.menor que a precedente. No ângulo do meio. tem incidência de 5.Segundo molar inferior. termina o sulco proveniente da face lingual. mas em linha quebrada. A raiz distai é menos sulcada e sua secção é oval. São comprimidas mésio-distalmente e largas vestíbulo-lingualmente. Raiz . e somente um sulco vestibular.mostra na sua borda oclusal somente duas projeções relativas às cúspides mésio-vestibular e disto-vestibular. o sulco mésio-distal não é retilíneo. mais longa e mais comprimida. 2-31. Segundo molar inferior (37 ou 47) (Figs. O sulco mésio-vestibular é ligeiramente mesial em relação à fosseta central. Três exemplares vistos pelas faces vestibular. de tal forma que em secção transversa toma a forma de um 8. como se fosse uma letra W de ramos bem abertos. deposição disto-lingual.as duas raízes deste dente estão sempre bem separadas uma da outra e se curvam levemente para a distai. Face lingual . é de maior ocorrência.56 Uma outra disposição de sulcos. e o disto-vestibular une-se com o sulco mésio-distal entre a fosseta central e a fosseta distai. com três ângulos. 2-30. Sulcos secundários são comuns nas vertentes triturantes das cúspides. A raiz mesial é a mais larga. A convergência da: bordas mesial e distai para o colo é mais discreta neste dente. é percorrida longitudinalmente por profundos sulcos mesial e distai.7%. 2-32 e 2-33) Figura 2-33 .

Na grande maioria dos casos. ela é o resultado da bifurcação da raiz mesial. Elas têm tendência a se fusionar. Mesmo assim. Raízes .Terceiro molar inferior. a quinta cúspide é francamente distai. Face oclusal . 2-28 e 2-34) Figura 2-34 . de arranjo muito irregular. . no Apêndice deste livro. Quando ocorre raiz suplementar neste dente. Um sulco vestíbulo-lingual. Ao contrário ao primeiro molar. elas não são bem definidas. maiores. menores. Este dente pode ter um padrão morfológico característico tanto do primeiro quanto do segundo molar inferior. No entanto. no sentido horizontal. Quando tem cinco cúspides.57 Faces de contato . as quais frequentemente se mostram muito complicadas. distingue-se a convergência menos acentuada das faces livres para a distai e das faces de contato para a lingual. - Terceiro molar inferior (38 ou 48) (Figs. devido à presença de cristas e sulcos secundários.são um pouco menores e menos divergentes do que no primeiro molar. das distais. eles podem se encurvar um em direção ao outro (aspectos de "chifres de touro"). duas a duas. No seu lugar aparece a concavidade da crista marginal. estão frequentemente fusionadas. Ambos os sulcos cruzam-se em ângulos retos no centro da face oclusal (fosseta central). Sua face distai é muito convexa. não há raiz disto-lingual. lingual e mesial. separa as cúspides mesiais. Nem sempre seus ápices se inclinam para a distai. bastante curvadas para a distai. retilíneo. Suas duas raízes. Três exemplares vistos pelas faces vestibular. Desenvolva o "Estudo dirigido sobre molares superiores" e o "Estudo dirigido sobre molares inferiores". tem uma larga diversidade de formas. corre outro sulco reto da fosseta mesial até a fosseta distai. Mesmo assim. As quatro cúspides estão simetricamente dispostas na face oclusal. Dividindo as cúspides vestibulares das linguais. Seu contorno retangular é mais nítido porque as bordas.é nesta face onde se encontram as maiores diferenças.a única diferença com suas homólogas do primeiro molar é uma face distai menos convexa e sem projeção correspondente à quinta cúspide. estão mais próximas do paralelismo. o terceiro molar inferior tem quatro ou cinco cúspides. Algumas dessas formas são multicuspidadas (ou multituberculadas).

2-36 e 2-37) Maior. a coroa tem maior convexidade no sentido mésio-distal Ângulo distoin cisai Apenas um pouco obtuso e arredonda. específicos de dentes que merecem uma comparação minuciosa. cristas marginais menos salientes e fossa lingual rasa. para se identificar um dente seco. por ser mais estreita. isto é.Muito obtuso e arredondado (isto faz com do (isto faz com que as faces sejam que a face mesial seja mais longa que a disquase do mesmo comprimento) tai e a borda incisai fique inclinada para a distai) Cíngulo largo. dentes vizinhos. cristas marginais mais salientes e fossa lingual mais profunda. uma forma constante. porém de arcos distintos. com exceção dos caninos. Além do mais. Deve ser utilizado somente após a leitura (estudo) de todo o texto sobre a anatomia de cada dente permanente. Daí que. forame cego frequentemente presente Menor Face lingual Dimensão vestíbulo -lingual no terço cervical Forma e direção da raiz Cónica e relativamente curta (corresponde a uma vez e um quarto o comprimento da coroa). a coroa tem menor convexidade no sentido mésio-distal Incisivo lateral superior Menor. As diferenças aqui estabelecidas referem-se somente a dentes semelhantes. varia muito de pessoa para pessoa. imutável. Serve como uma complementação da descrição anatómica feita antes ou como um meio resumido de recordação. 2-35. ainda que alguns estejam faltando. geralmente reta Achatada no sentido mésio-distal e relativamente longa (corresponde a uma vez e meia o comprimento da coroa). Os terceiros molares foram excluídos da comparação pelo fato de não possuírem um padrão morfológico. são básicas e até mesmo óbvias.58 ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Pormenores que diferenciam dentes semelhantes Em parceria com Horácio Faig Leite Este resumo sobre detalhes anatómicos. distinguem-se do primeiro e do segundo molar pelo seu aspecto de atrofiado. geralmente curva . forame cego ausente Maior Cíngulo estreito. A característica anatómica não é algo invariável. comprimentos coronário e radicular proporcionais Trapezoidal (dimensão vertical levemente maior que a horizontal). de um mesmo grupo dental e do mesmo arco. Ao contrário. Suas particularidades são muito variáveis. Acidentes anatómicos Coroa Contorno da face vestibular Incisivo central superior (Figs. não necessitando detalhada comparação. por ser mais larga. Diferenças entre dentes de um mesmo grupo. comprimentos coronário e radicular desproporcionais Trapezoidal alongado (dimensão vertical acentuadamente maior que a horizontal). foi propositalmente colocado no final do capítulo. Não é porque um primeiro molar superior não apresenta tubérculo de Carabelli que ele deixa de ser primeiro molar superior. deve-se considerar a soma de várias características próprias daquele espécime.

vista vestibular. Abaixo: incisivo lateral superior .sete exemplares típicos . Figura 2-36 -Acima: incisivo central superior .vista lingual.sete exemplares típicos . .59 Figura 2-35 -Acima: incisivo central superior . Abaixo: incisivo lateral superior .vista lingual.sete exemplares típicos .sete exemplares típicos .vista vestibular.

vista mesial. quase retangular (as bordas mesial e distai tendem ao paralelismo) Retos Borda incisai em ângulo reto com o eixo vestíbulo-lingual (os ângulos mésio e disto-incisal ficam em linha e o cíngulo. a coroa parece estar torcida em relação à raiz (o ângulo disto-incisal projeta-se lingualmente e o cíngulo fica um pouco deslocado para a distai) Borda incisai inclinada para a distai (o desgaste acentua esta inclinação) Borda incisai Raiz Menor. desviada para a distai. principalmente o distai de ambos os lados . centralizado) Borda incisai retilínea (ou inclinada para a mesial devido ao desgaste natural que o dente sofre) Incisivo lateral inferior Maior. reta. simétrico (difícil identificar os lados mesial e distai) Pouco evidentes Trapezoidal muito alongada. assimétrico Mais evidentes Trapezoidal mais alargada.60 ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Figura 2-37 -Acima: incisivo central superior . quase triangular (as bordas mesial e distai são mais convergentes para o colo) Ângulo mésio-incisal reto ou agudo e disto-incisal obtuso e arredondado Esta intersecção não é em ângulo reto. com sulcos mais profundos. Abaixo: incisivo lateral superior . 2-38. 2-39 e 2-40) Menor. Acidentes anatómicos Tamanho e simetria Sulcos de desenvolvimento e lobos Contorno da face vestibular Ângulos mésio e disto-incisal Relação borda incisal/cíngulo Incisivo central inferior _ (Figs.vista mesial. sulcada longitudinalmente Maior.

vista mesial.vista vestibular. . Abaixo: incisivo lateral inferior . Abaixo: incisivo lateral inferior . Figura 2-40 -Acima: incisivo central inferior . Abaixo: incisivo lateral inferior .61 Figura 2-38 -Acima: incisivo central inferior .vista mesial.vista incisai.vista incisai.vista vestibular. Figura 2-39 -Acima: incisivo central inferior .

e o distai é mais longo e bem inclinado Menos inclinadas. Abaixo: canino inferior . lobos e crista vestibular Convexidade da face Convexa mésio-distalmente e bastante vestibular convexa cérvico-incisalmente Segmentos mesial e distai da borda incisai Inclinação das faces de contato Inclinados de maneira semelhante ou proporcional • Grande inclinação. ou seja. frequente Proeminente (maior dimensão vestíbulo-lingual) Em bisel. pequena diferença entre altura e largura Mais marcados Canino inferior Menos larga (distância mésio-distal moderada) e mais alta (distância cérvicoincisal acentuada). reta e longa (pode chegar ao dobro do comprimento da coroa). inclina-se frequentemente para a distai sulcos longitudinais discretos Figura 2-41 -Acima: canino superior .62 ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Acidentes anatómicos Coroa Canino superior (Figs. . grande diferença entre altura e largura Menos marcados Sulcos de desenvolvimento. há maior convergência delas em direção ao colo Bastante convexa mésio-distalmente e convexa cérvico-incisalmente Segmentos diferentes ou desproporcionais. ou seja. com sulcos longitudinais evidentes. ausente Menos proeminente (menor dimensão vestíbulo-lingual) Em bisel à custa da face vestibular Cristas marginais e crista lingual Cíngulo Desgaste Raiz Bem evidentes. menor. com menor convergência para o colo (contorno coronorradicular contínuo quando visto por vestibular) Discretas.vista vestibular. 2-41.vista vestibular. 2-42 e 2-43) Mais larga (distância mésio-dístal acentuada) e menos alta (distância cérvicoincisal moderada). com comprometimento lingual Achatada mésio-distalmente. com Cónica. o mesial é muito curto e pouco inclinado.

vista lingual. Figura 2-43 -Acima: canino superior .63 Figura 2-42 -Acima: canino superior . Abaixo: canino inferior .vista mesial.vista lingual.vista mesial. Abaixo: canino inferior . .

64 Acidentes anatómicos Coroa Sulcos de desenvolvimento. cruza a crista marginal Vestibular mais volumosa e mais alta que a lingual Presente Nitidamente deslocado para a mesial Duas (geralmente) Ovóide. 2-45 e 2-46) Maior e mais angulosa (bordas mais agudas) Mais acentuados Segundo premolar superior Menor e menos angulosa (bordas mais rombas) Menos acentuados Pentagonal. portanto. Abaixo: segundo premolar superior .vista lingual.vista lingual. metade vestibular nitidamente maior que a lingual (faces de contato convergem fortemente para a lingual) Longo e bem marcado. metade vestibular ligeiramente maior e. . 2-44. não existe convergência lingual acentuada das faces de contato (são quase paralelas) Mais curto (muitas vezes se reduz a uma fosseta) e menos profundo. lobos e cristas marginais Contorno da face oclusal Primeiro premolar superior (Figs. localiza-se centralmente Vários Quase sempre ausente Vestibular e lingual quase do mesmo volume e da mesma altura Quase sempre ausente Ligeiramente deslocado para a mesial Uma (geralmente) Sulco principal Sulcos secundários Sulco ocluso-mesial Cúspides Depressão mesial ao nível do colo Posição do ápice da cúspide lingual Raiz Figura 2-44 -Acima: primeiro premolar superior . levemente deslocado para a lingual Raros Presente.

.vista oclusal. Figura 2-46 -Acima: primeiro premolar superior .65 Figura 2-45 -Acima: primeiro premolar superior .vista oclusal. Abaixo: segundo premolar superior .vista mesial. Abaixo: segundo premolar superior .vista mesial.

devido à pequena convergência das bordas vestibular e lingual para a oclusal Cúspide lingual Face lingual Crista marginal mesial Em nível mais baixo que a distai (ambas muito inclinadas) Posição do ápice da Coincide com o eixo longitudinal do cúspide vestibular dente (centrado sobre o comprimento da raiz) Dimensão vestíbulo-lingual e contorno das faces de contato Raiz Mais estreita. sendo a disto-lingual menor que a mésio-lingual Mais alta que a distai (ambas quase horizontais) Deslocado vestibularmente em relação ao longo eixo (não é tão centrado sobre o comprimento da raiz) Mais larga.66 ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Acidentes anatómicos Coroa Primeiro premolar inferior (Figs. quase sempre interrompido por ponte de esmalte que forma as fossetas mesial e distai Pequena Deixa ver quase toda a face oclusal. com uma depressão entre ele e a crista marginal distai. com fossetas mesial e distai infreqúentes Grande. devido à grande convergência das bordas vestibular e lingual para a oclusal Tendente ao feitio cónico. portanto. com os lobos de desenvolvimento mesial e distai mais altos. 2-47. com os lobos de desenvolvimento mesial e distai mais baixos. de contorno trapezoidal tendendo a triangular. invade a face lingual Quase sempre curvilíneo mais próximo do centro da face oclusal. grande ocorrência de sulco (ou fenda) de sulco mesial mesial . aprofunda mais essa depressão e divide a cúspide em duas. cúspide vestibular mais pronunciada Segundo premolar inferior Maior. quando presente. cúspide vestibular menos pronunciada Contorno e inclinação da face oclusal Forma e posição do sulco principal Ovóide (com o pólo maior na vestibu. às vezes dividida em duas (dente tricúspide) Somente parte da face oclusal pode ser vista pela face lingual. ocorrência rara Achatada mésio-distalmente. 2-48 e 2-49) Menor. a cúspide lingual é centralizada e um sulco ocluso-lingual. um sulco ocluso-lingual. raramente interrompido e. o vértice da cúspide lingual é deslocado para a mesial.Circular. de contorno quadrilátero tendendo ao trapezoidal. que parte da fosseta mesial. às vezes pentagonal e menos inclilar) ou circular e mais inclinada para a nada para a lingual lingual Curvilíneo mais próximo da face lingual.

Abaixo: segundo premolar inferior . .vista oclusal. Figura 2-48 -Acima: primeiro premolar inferior .vista vestibular.vista oclusal. Figura 2-49 -Acima: primeiro premolar inferior . Abaixo: segundo premolar inferior . Abaixo: segundo premolar inferior .vista mesial.67 Figura 2-47 -Acima: primeiro premolar inferior .vista mesial.vista vestibular.

inclina-se muito lingualmente e não se desvia para a distai Sem sulco longitudinal. contorno triangular em dentes tricuspidados Interrompida por um sulco e menos proeminente ou inexistente Losângico tendendo a quadrilátero. Presente e proeminente Ponte de esmalte entre as cúspides mésio-língual e disto-vestibular Tamanho da face lingual em relação à vestibular Tubérculo de Carabelli associado à cúspide mésiolingual Sulco ocluso-lingual Maior. assim. com as cúspides mesiais um pouco maiores (em todas as direções) que as distais. as faces de contato convergem para a lingual Ausente Longo e profundo. é mais deslocado para a distai e não antecede nenhuma depressão da coroa ou da raiz Com desenvolvimento ligeiramente menor e mais próximas entre si (coalescências da mésio-vestibular com a lingual e da mésiovestibular com a disto-vestibular não são incomuns) Raízes Raízes vestibulares Tendem a convergir apicalmente. rasa e larga que se continua pela raiz lingual Bem desenvolvidas e separadas Curto e menos profundo. tem menor inclinação lingual e desvio para a distai Raiz lingual . 2-51 e 2-52) Maior. sem São paralelas e inclinam-se para a distai. com as cúspides mesiais muito maiores que as distais. o dente fica com aspecto trícuspidado nos dois últimos casos Losângico (maior aproximação da cúspide mésio-lingual com a disto-vestibular) com ângulos arredondados. isto faz com o ápice da raiz mésio-vestibular fica em que o ápice da raiz mésio-vestibular linha reta com o centro da coroa fique em linha reta com o ápice da cúspide mésio-vestibular Apresenta um sulco longitudinal. 2-50. as faces de contato convergem para a vestibular Presente Sempre menor. alcança o centro da face lingual e transforma-se em uma depressão reta. assim. desvio distai considerável. as faces livres convergem bastante para a distai j Cúspide disto-lingual Contorno da face oclusal Menor ou muito menor e até mesmo inexistente.-Acidentes anatómicos Coroa Primeiro molar superior (Figs. com ângulos bem definidos . assim. isto se nota melhor olhando o dente por vestibular e por lingual Maior e bem definida Segundo molar superior Menor.

vista oclusal. . Figura 2-52 .vista oclusal.vista lingual.69 Figura 2-50 -Acima: primeiro molar superior . Abaixo: segundo molar superior .vista vestibular.vista lingual.Acima: primeiro molar superior .Acima: primeiro molar superior .vista vestibular. Abaixo: segundo molar superior . Abaixo: segundo molar superior . Figura 2-51 .

menos divergentes e com certa tendência à coalescência Figura 2-53 -Acima: primeiro molar inferior .vista oclusal.vista vestibular.vista vestibular.Acima: primeiro molar inferior . com disposição variável Maiores. Abaixo: segundo molar inferior . 2-53 e 2-54) Segundo molar inferior Coroa Tamanho da face vestibular em relação à lingual e convergência de suas bordas Contorno da face oclusal Sulcos principais da face oclusal Raízes Mais volumosa. Figura 2-54 . devido à presença da quinta cúspide). mais divergentes e bem separadas Retangular. com suas bordas mesial e distai bastante convergentes para o colo (maior área oclusal) Menos volumosa. Abaixo: segundo molar inferior .vista oclusal. com borda vestibular menos curva (face vestibular menos convexa) Em menor quantidade. . com disposição cruciforme Menores. com três cúspides vestibulares e duas linguais Maior.70 ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Acidentes anatómicos Primeiro molar inferior (Figs. com duas cúspides vestibulares e duas linguais Discretamente maior e também discreta convergência de suas bordas em direção ao colo Aproximadamente retangular com sua borda vestibular curva (face vestibular bem convexa) Mais numerosos (um a mais.

2 Elucide. 5. eles têm o colo com maior constrição. o colo fica muito estreitado. o esmalte é mais delgado. 83) (Figs. as coroas dos decíduos são mais baixas e largas.*•* A >Al Descrição anatómica dos dentes decíduos*e**£P0»°'« *0? GUIA DE ESTUDO 6 1 Leia uma vez. A coroa do segundo molar decíduo (superior e inferior) guarda todas as características anatómicas da coroa do primeiro molar permanente? Quais são elas? Quais são as cúspides mais desenvolvidas do primeiro molar superior decíduo? E a menos desenvolvida? As bordas mesial e distai da face vestibular do primeiro molar superior decíduo são convergentes. que diferenças podem ser notadas nas porções cervical e radicular? Nas coroas dos incisivos e caninos decíduos. 62. modelos de arcos decíduos. A raiz não se desvia para a distai. os sulcos e outras depressões são muito pouco marcados. 7. 2-55 a 2-60) As coroas são muito baixas e largas. 61. neste estudo do bloco 4. confira e corrija as respostas. as raízes dos decíduos são longas em proporção à coroa e são mais retilíneas. as seguintes questões:Todos os dentes decíduos têm forma semelhante à dos dentes permanentes? Ao se comparar as duas dentições. manuseie mais vezes dentes e modelos e faça uma leitura final para realçar os detalhes que julgar mais importantes. tal como foi proposto nos guias de estudo anteriores. Em decorrência destas características. 2. 63. Os dentes decíduos são menores que os permanentes e têm um grau de atriçao maior. isto é..•. Não obstante as semelhanças morfológicas entre os dentes das duas dentições. 71. os segundos molares se assemelham aos primeiros molares permanentes com um isomorfismo surpreendente. 4. começa a se reabsorver. Nos incisivos e caninos superiores. a proporção altura/largura é a mesma dos homónimos permanentes? E as bossas cervicais se equivalem em proeminência? Nos molares também? Dê uma razão para a excessiva abertura ou divergência das raízes do molar decíduo. 6. o bloco 4 e reforce a leitura observando bem as ilustrações. os primeiros molares decíduos têm forma própria. Sua raiz tem vida curta: após um ano ou dois de completamente formada. 53. tal como ocorre nos dentes permanentes? O que é tubérculo molar do primeiro molar superior? O primeiro molar inferior também apresenta um tubérculo molar? A coroa do primeiro molar superior é maior na dimensão mésio-distal ou na vestíbulo-lingual? E a do primeiro molar inferior? Como se denominam as cúspides do primeiro molar inferior? Como se dispõem os sulcos oclusais do primeiro molar inferior? 3 Proceda. nos molares. um crânio infantil e/ou dentes isolados. 52. estas condições são tão pronunciadas que o diâmetro mésio-distal predomina sobre o cérvico-incisal. 82.. as bossas cervicais são muito proeminentes. Incisivos e caninos (51. por escrito. As faces de contato são mais convexas. . 73. 3. 72. ou quantas vezes quiser. há uma série de diferenças que podem ser assim resumidas: 1. A forma dos incisivos t caninos decíduos copia a dos homónimos permanentes.81.n ••». e o mesmo acontece com a bossa vestibular. o bulbo radicular* é curto e as raízes são muito divergentes. leia novamente.

Incisivo central superior decíduo (acima). vistos pelas faces vestibular. lingual e mesial. vistos pelas faces vestibular. Figura 2-56 . .Aspecto vestibular de dois hemiarcos dentais decíduos (distendidos) em oclusão.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Figura 2-55 . incisivo lateral superior decíduo (no meio) e canino superior decíduo (abaixo). Figura 2-57 . incisivo lateral inferior decíduo (no meio) e canino inferior decíduo (abaixo). lingual e mesial.Incisivo central inferior decíduo (acima).

Seis espécimes típicos de incisivos superiores decíduos. Acima: canino superior. vistos por vestibular.Seis espécimes típicos de caninos decíduos. Abaixo: incisivo lateral. Abaixo: canino inferior. . Abaixo: incisivo lateral.Seis espécimes típicos de incisivos inferiores decíduos. vistos por vestibular. vistos por vestibular.73 Figura 2-58 . Figura 2-60 . Figura 2-59 . Acima: incisivo central. Acima: incisivo central.

2-66. 2-67) São maiores do que os primeiros molares (na dentição permanente é ao contrário). 75. 2-64. 2-63. 2-61. Tem quatro cúspides.Segundo molar superior decíduo (acima) e segundo molar inferior decíduo (abaixo). O dente permanente que lhe é mais próximo em concordância morfológica é o premolar superior. vistos pelas faces vestibular. 2-55. A maior diferença reside na área do colo. o qual apresenta nítida constrição devido ao grande desenvolvimento da bossa vestibular e pronunciada divergência das raízes (para alojar os germes* dos dentes permanentes). correspondem então. Suas cúspides mésio-vestibular e mésio-lingual.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Segundos molares (55. mas a disto-lingual está frequentemente ausente e a disto-vestibular é muito reduzida. tem anatomia própria. às cúspides vestibular e lingual do premolar superior. Pode ser considerado como intermediário entre premolar e molar. 64) (Figs. . 2-63 e 2-64) Como já foi mencionado. 2-55. 85) (Figs. Constituem um modelo quase exato dos primeiros molares permanentes. 65. lingual. 2-62. Primeiro molar superior (54. em semelhança. até tubérculo de Carabelli os superiores possuem. mesial e oclusal. bem desenvolvidas. Figura 2-61 .

Acima: primeiro molar.tem uma borda oclusal praticamente horizontal.Seis espécimes típicos de molares superiores decíduos.Primeiro molar superior decíduo visto pelas faces vestibular.UNIVERSIDADE FEDERAL DO NR* CURSO DE ODONTOLOGIA FRANCISCO^. mesial e oclusal. vistos por vestibular. No terço cervical há elevação bem distinta logo abaixo da raiz mésio-vestibular. Figura 2-64 .Seis espécimes típicos de molares superiores decíduos. Acima: primeiro molar. é ampla o suficiente para aumentar a altura da metade mesial da coroa. e saliente a ponto de ser chamada de tubérculo (tubérculo molar ou de Zuckerkandl). vistos por oclusal. Abaixo: segundo molar. Os dois terços oclusais da face vestibular são bastante inclinados para a lingual. As bordas mesial e distai são pouco convergentes. 75 n Figura 2-63 . lingual. na qual se destaca apenas a suave projeção da cúspide mésio-vestibular. JbM) Figura 2-62 . Abaixo: segundo molar. Face vestibular . .

se bem que a mesial é reta e mais alta e a distai é curva (convexa). .a face mesial é maior. combinada com a grande inclinação lingual da face vestibular. sendo duas vestibulares e duas linguais.as raízes mesial e distai são delgadas. dominadas pelas cúspides mésio-vestibular e mésio-lingual. vão perdendo espessura à medida que se aproximam da oclusal. Face oclusal . Raiz . respectivamente. logo que sobrevêm o desgaste. bastante convexa. divergentes e não terem a base comum de implantação.muito espessas cervicalmente. posição e forma às do segundo molar superior.retangular. O ângulo mésio-vestibular é proeminente por causa do tubérculo molar. com as cúspides linguais fazendo pouca saliência na borda oclusal. As bordas mesial e distai são paralelas. A face vestibular é inclinada para a lingual. 2-55. que é o bulbo radicular. bem separadas e a furca fica próximo à linha cervical.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Face lingual . Faces de contato . As cúspides restantes são diminutas e. acima da raiz mesial. A principal causa desta arquitetura é a presença do tubérculo molar. Um sulco mésiodistal divide a coroa em partes vestibular e lingual. a coroa é mais larga na borda vestibular do que na lingual.o tubérculo molar. O tubérculo molar mostra-se bem saliente por este ângulo de observação.vista por oclusal. Primeiro molar inferior (74. As bordas vestibular e lingual convergem fortemente para a oclusal. também tem seus dois terços oclusais inclinados (para a vestibular). Tem quatro cúspides. com a diferença de serem mais delgadas.é menor que a vestibular. 2-66 e 2-67) Difere do primeiro molar superior decíduo por ser realmente molariforme. que se cruzam nas proximidades da crista marginal distai. Faces de contato . elas saem diretamente da coroa. Frequentemente uma ponte de esmalte liga a cúspide mésio-vestibular à mésio-lingual. Raiz . interrompendo assim o sulco mésio-distal e provocando o aparecimento de duas fossetas. maior.as raízes equivalem-se em número. há saliência similar à do dente homónimo superior . elas desaparecem. Face lingual . 2-65. se bem que em menor grau. Uma das fossetas é mesial. e a outra é distai. convexa. e mais larga na borda mesial do que na distai. No terço cervical. com a borda oclusal mostrando o contorno das cúspides vestibulares em dentes sem ou com pouco desgaste.é alongada na direção mésio-distal. menor. 84) (Figs. achatadas mésio-distalmente. As quatro cúspides são separadas por sulcos irregulares mésio-distal e vestíbulo-lingual. Face oclusal . Face vestibular .é retangular.

. Figura 2-67 . Figura 2-66 .Primeiro molar inferior decíduo visto pelas faces vestibular. lingual. mesial e oclusal. vistos por vestibular.77 Figura 2-65 . Acima: primeiro molar. Abaixo: segundo molar. vistos por oclusal. Acima: primeiro molar.Seis espécimes típicos de molares inferiores decíduos.Seis espécimes típicos de molares inferiores decíduos. Abaixo: segundo molar.

2-28: 48 e 48 Fig. 47.26. 34? e 34? 45. 16 e 16 1 6. 12. 2-54: 36. 2-35: O Fig. 16. 45. I7e 17 18.45?. 44. 44. 34. 15? e 15 25 e 15 24. 46 e 46 37. 2-49: O 14. 35 e 35 44. 2-1: Fig. 22. 17. 2-21: Fig. 45. 37?. 2 1 . 45 e 45 Guia de Estudo 5 Fig. 2-53: 36. 2-9.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Respostas às perguntas sobre identificação de dentes Guia de Estudo 3 Fig.27. 43 e 43 Guia de Estudo 4 Fig. 16 e 16 27. 2-28: Fig. 14 e 14 Fig. 43. 35.24. 12 e 12 42? e 42 4 1 . 1 6. 33 e 33 23?. 17 e 17 Fig. 2-22: 26. 2-42: II e II 22 e 12 I I . 37 e 37 Fig.22. 32. I I ? . 2-16: Fig. 2-40: 'O ^* Fig. 36. 36. 34 e 34 45. 16 e 16 27. 2-52: 1 6. 1 6. 13 e 13 33. 15?. 1 5 (raiz para a mesial). 12. 15. 16.24. 35. 42. 32. 35. 35?. 45. 2-11: Fig. 2-12: 14. 26. 47 e 47 Fig. 37. 22. 2-23: Fig. 47. 16. 46 e 46 37. 13. 2-50: . 2. 32. 3 1 .23.24.27. 13. 2-13: Fig. 17. 24. 2-46: Fig. 16. 26 e 26 O 17. 17. 43. 43. 17. 15. 2-48: O Fig. 45. 2 1 . 2-17: Fig. 15. 13. 2-36: Fig. 23?. 42 e 42 I3el3 43 (raiz voltada para a mesial) e 43 13. 34? 44. 2-29: 36. 47. 44. 15. 22 e 22 2Í. 2-4: Fig. 34. 33. 4 1 ? e 4 l ? 42. 2-27: Fig. 14. 2-5 1 : 26. 2-47: Fig. 2-34: 48 e 48 Fig. I I . 36. 17. 35?. 34. 2-26: Fig. Fig. 17. 14. 47.27. 24. 2 1 . 46 e 36 Fig. 26 e 26 17. 17. 3 1 ? . 36. 27 e 27 Fig. 24 e 24 15. 43.21 e 2 l 12. 34. 43 (raiz para a mesial).22.26. 43. 45 e 45? 45 34. 2-38: Fig. 18 e 28 I8e 18 26. 45. 6 I I 22.31?.26. 45. 2-44: Fig. 11.15: Fig. 2-41: Fig. 36.42. 44. 2-30: 36 e 36 Fig.42. I I . 25. 46. 2-33: 47. 2-30: 37 e 37 Fig. 43. 1 6. 32. 34. 34. 15 e 15 14. 2-8: Fig. 37. 37. 45 e 35 34. 36. 42. 2 1 . 12. 47 e 47 Fig. 34. 13. 14. 16. 1 6. 44? e 44 35. 23 e 23 43.22. 17 e 17 Fig. 14 e 14 25. 32 e 32 1 l i ? í ?e? 32.24.27. 41. 25? e 25 34 e 34 34. 46.27. 13.-2I. 23.

demonstrando-a por meio de narrativa ou esquema l Determinar exatamente em quais fossetas e em quais cristas ocluem as cúspides vestibulares dos dentes posteriores inferiores e as cúspides linguais dos dentes superiores posteriores. 8 e 9 l . especificando sua disposição nos arcos e as suas relações mútuas l Desenvolver explicação sobre as formas. bem como a direção e o equilíbrio dos dentes que os formam l Discutir fundamentos de oclusão dental. na posição de máxima intercuspidação l Aplicar noções sobre dinâmica da articulação temporomandibular (relação das ações musculares com a movimentação mandibular) para a percepção das posições da mandíbula e de seus movimentos nos planos sagital. dimensões e curvas de oclusão dos arcos dentais.CAPITULO UNIVERSIDADE fEDEML CURSO DE ODONTOLOGIA Arcos Dentais Permanentes e Oclusão Dental OBJETIVOS l Enfocar os dentes em conjunto. frontal e horizontal l Responder corretamente às perguntas dos Guias de estudo 7.

PROF DR FRANCISCO G. Reproduza nos modelos ou no crânio as posições e movimentos mandibulares estudados. um superior e outro inferior. Examine modelos de arcos dentais feitos em gesso ou resina e coloque-os em oclusão. O diâmetro transversal é maior no arco superior do que no inferior. semicircular. Examine crânios dentados de adultos. Confronte o que falou com o texto do livro. Os autores. o que nos faz entender porque o arco superior envolve o inferior. as bordas incisais dos incisivos e caninos inferiores tocam as faces linguais dos homólogos superiores e as cúspides vestibulares dos premolares e molares inferiores ocluem com as fossetas oclusais dos superiores. parabólica. Consulte outros livros de anatomia dental e repare bem em suas ilustrações. volte aos itens l a 3.Verifique as direções dos dentes em radiografias ou em peças anatómicas preparadas para isso. 5 Procure responder em voz alta as mesmas questões do item 2. Consulte sempre o Glossário para completar ou ampliar seu entendimento. na posição de oclusão. que pode ser calculada medindo-se a distância entre duas linhas horizontais que tangenciem a borda incisai de incisivos superiores e inferiores. Admitem ainda que a distância transversal. AL--w 4 Se as respostas estiverem erradas ou incompletas. 3-2). situada entre os primeiros e os segundos molares. aceitam que a morfologia dos arcos dentais* pode apresentar-se elíptica. o eixo transversal é maior que nos indivíduos leptoprosopos que possuem faces altas e estreitas. em forma de V ou em forma de U. com inclinação aproximada de 20° nos superiores e de 12° nos inferiores.Veja seus próprios arcos dentais no espelho. é maior ou menor que a do arco inferior? Esse comprimento é imutável? Por que? O que é curva sagital de oclusão? O que é curva transversal de oclusão? Quais são as direções vestíbulo-linguais dos dentes dos arcos superior e inferior? E as direções mésio-distais? O arco formado pelos ápices das raízes dos dentes é maior no maxilar* ou na mandíbula? Por que? De que maneiras os dentes se mantêm em equilíbrio nos arcos? Em que condições pode haver desequilíbrio? 3 Leia novamente e confira se as respostas estão corretas.81 Arcos dentais Luiz Altruda Filho GUIA DE ESTUDO 7 UNIVERSIDADE FEDERAL DO fM BIBLSCTECA. A sobreposição no sentido vertical. Reproduza também em si próprio. hiperbólica. Nesse envolvimento ou sobreposição. A sobreposição é aumentada mais ainda porque os incisivos se apresentam inclinados para a vestibular. às seguintes perguntas: Os arcos dentais permanentes possuem formas variadas? Quais são elas? Qual é a maior dimensão do arco dental. agora mais atentamente. Leia de novo. em geral. Se estiverem corretas. sem consultar suas respostas escritas. Troque ideias com os colegas. a seguir. leva o nome de trespasse vertical* (conhecida na clínica como sobremordida ou overbite). Já o trespasse horizontal* (sobressaliência ou overjet) pode ser calculado medindo-se a distância entre duas linhas verticais que passem pela borda incisai de incisivos superiores e a face vestibular dos incisivos inferiores (Fig. escrevendo. 6 Leia ainda uma vez mais o bloco l para destacar os detalhes que julgar mais importantes. passe para o item 5. 2 Responda. nos euriprosopos. g J Tanto os dentes decíduos como os permanentes se relacionam através de suas faces de contato formando arcos. é sempre maior que a ântero-posterior e sempre relacionada com a largura da face. de concavidade posterior (Fig. 3-1). CURSO DE ODONTOLOGIA 1 Leia uma vez o bloco l (B2). a transversal ou a ântero-posterior? A distância transversal é maior no arco superior ou no inferior? Por que? O que significam trespasse vertical e trespasse horizontal? Quais são os tipos anormais de mordida? A medida do comprimento do arco superior. "distendido". onde a face é mais larga. . Examine radiografias e crânios de crianças de várias idades.

Ao contrário. Além de ser mais largo (55mm em média). Outras mordidas. até a distai do último molar do outro lado. são a topo-a-topo. Figura 3-2 -Trespasse vertical (sobremordida. o arco dental superior é 2mm mais longo (cerca de 128mm) quando medido da distai do último molar de um lado. overbite) e trespasse horizontal (sobressaliência. quando os incisivos superiores não se sobrepõem aos inferiores ou se distanciam deles.1 -Vista oclusal de modelos dos arcos dentais superior (acima) e inferior (abaixo). acompanhando toda a curvatura do arco. que é o trespasse horizontal e vertical com valor negativo. manifesta-se a mordida aberta* anterior. em que não há sobreposição normal durante a oclusão. que é o contato das bordas incisais dos superiores com as dos inferiores. e a mordida cruzada* anterior. overjet) delineados na relação estática entre incisivos "TC Trespasse Trespasse O trespasse vertical de mais de 3mm resulta na chamada mordida (ou sobremordida) profunda. . Em ambos falta o terceiro molar.ARCOS DENTAIS PERMANENTES E OCLUSÃO DENTAL Figura 3 .

. O arco decíduo adota uma só forma. nota-se uma curva transversal de concavidade superior.83 O atrito entre os dentes de um arco. podendo sofrer modificações com o tempo. Na região dos premolares. com alturas diferentes. o que compromete uns 3mm do comprimento do arco. quando for considerado normal. notamos que existe uma curva determinada pelas faces oclusais dos dentes.Curva sagital de oclusão. Essa curva existe em função da posição que os dentes ocupam nos alvéolos*. a inclinação dos dentes é mínima. Essa curva passa pelos planos oclusais* dos molares e existe devido à inclinação dos dentes nos alvéolos. A importância da curva de compensação é exatamente a de evitar contatos posteriores em movimentos protrusivos. como chupar dedo ou chupeta em excesso. de modo que não é formada uma curva semelhante. em função dos desgastes sofridos pela dentição. o que não acontece na dentição decídua. 3-3) Figura 3-3 . Curva transversal de oclusão (curva de Wilson) (Fig. 3-4) Quando da observação dos arcos dentais pelo plano frontal. Quando observamos os arcos dentais por um plano sagital ou ântero-posterior. provoca desgaste nas áreas de contato e ligeira perda óssea horizontal nos septos interalveolares. deixando portanto de apresentar essa curva. inicia-se com a erupção* dos caninos e premolares e termina com a erupção dos segundos molares. Curva sagital de oclusão (Balkwill-Spee) (Fig. que também pode ser chamada de curva de compensação. também não notamos a presença desta curva. onde os dentes estão implantados na mesma altura. isto. nas oclusões sucessivas. que começa nos molares e termina no canino. independente de fatores que possam modificá-lo. pois nesse caso os dentes estão implantados perpendicularmente. A curva sagital de oclusão. que é a de semicírculo. Nos arcos decíduos.

Curva transversal de oclusão. os ápices radiculares dos superiores formam um arco (intra-ósseo) mais estreito do que o arco das coroas dos mesmos dentes.-- ARCOS DENTAIS PERMANENTES E OCLUSÃO DENTAL Figura 3-4 . Nos dentes inferiores ocorre o contrário. para a realização de uma técnica perfeita.o arco superior apresenta os dentes com inclinação para a distai (raiz voltada para a distai. Em cada arco deve-se considerar a inclinação ou direção dos dentes de duas formas: vestíbulo-lingual e mésio-distal. Em endodontia também. implantodontia para a correta instalação dos cilindros. Direção mésio-distal (Fig. tanto em anestesiologia. No arco inferior. com exceção muitas vezes do terceiro molar (ver Fig. Um dos fatores importantes para evitar essas desarmonias é a manutenção do equilíbrio dos dentes. Direçao geral dos dentes O conhecimento da direção geral dos dentes é de grande importância em clínica. todos os dentes têm seu longo eixo inclinado para a lingual (raiz voltada para a lingual. quanto em especialidade como cirurgia. nas apicetomias. Devido às inclinações dos dentes na direção vestíbulo-lingual. quando se pretende uma inclinação adequada da inserção da agulha. as coroas é que constituem um arco mais estreito do que o arco formado pelas raízes. 3-5) . coroa voltada para a lingual). os demais dentes apresentam inclinação para a distai. .no arco superior. No arco inferior. A direção geral dos dentes está sujeita a sofrer alterações. os incisivos estão implantados verticalmente. Direção vestíbulo-lingual (Fig. as quais implicarão transtornos oclusais com sérias consequências para a ATM. Essa inclinação é máxima nos incisivos e mínima nos premolares. coroa voltada para a mesial). 3-6) . os incisivos e muitas vezes os caninos têm seu longo eixo com inclinação para a lingual. os demais inclinam-se para a vestibular (raiz voltada para a vestibular. nos procedimentos de abertura coronária e manipulação dos canais radiculares. coroa voltada para a vestibular). 3-11).

Direção vestíbulo-lingual dos dentes superiores e inferiores em oclusão.85 Figura 3-5 . Figura 3-6 . dentes posteriores direitos vistos por disto-lingual. dentes anteriores esquerdos vistos por um aspecto mésio-lingual. à direita.Direção mésio-distal dos dentes dos arcos superior e inferior (distendidos). . À esquerda.

que na verdade passam a ser superfícies ou áreas de contato* com o tempo e que são muito importantes para a manutenção do equilíbrio. Dentre elas destacamos as forças exercidas por músculos da mastigação (músculo masseter. conforme indicam as setas (desenho feito por Élica Patrícia Ribeiro). 3-9). Sentido vertical .o equilíbrio no sentido mésiodistal é devido aos pontos de contato. músculo pterigóideo medial).nos dentes anteriores. Figura 3-8 .Equilíbrio vestíbulo-lingual dos dentes anteriores mantidos pela ação da língua e lábios. existem forças que incidem sobre os dentes e que podem alterar esse equilíbrio. Já nos posteriores. além disso. que deve ser equilibrada pela força exercida pela língua na face lingual. a perda de um único dente ou parte dele pode alterar esse equilíbrio (Fig. a musculatura labial exerce uma força na face vestibular. mas. Sentido horizontal (direção mésio-distal) . a musculatura jugal é que age na face vestibular. O dente imediatamente distai ao espaço vago tende a se deslocar em direção a ele. Analisaremos a seguir os diversos sentidos nos quais essas forças ocorrem.-Equilíbrio . Sentido horizontal (direção vestíbulo-lingual) . as quais determinam o contato entre os dentes antagonistas*. 3-7 e 3-8). devendo ser equilibrada pelas forças exercidas pela língua na face lingual (Figs. bem como pelo próprio ligamento periodontal que impede a intrusão do dente no alvéolo.Equilíbrio vestíbulo-lingual dos dentes posteriores mantidos pela ação da língua e bochecha. . músculo temporal. conforme indicam as setas (desenho feito por Élica Patrícia Ribeiro). Figura 3-7 . 1-7).o equilíbrio nesse sentido é mantido graças aos dentes antagonistas. o aprofundamento deste no interior da substância óssea esponjosa. isto é.cjo ARCOS DENTAIS PERMANENTES E OCLUSÃO DENTAL Os dentes de cada arco apresentam os chamados "pontos de contato" (Fig. que impedem a extrusão do dente.

5 Leia de novo. Oclusão* dental Em parceria com Roelf J. . a seguir. Se estiverem correias.UNIVERSIDADE FEDERAL DO r*RA CURSO DE ODONTOLOGIA FRANCISCO a ÁL-^O 87 Figura 3-9 . 3-12 e 3-13) GUIA DE ESTUDO 8 1 Leia uma vez o bloco 2. Examine modelos de arcos dentais feitos em gesso ou resina e coloque-os em oclusão. volte aos itens l a 3.Troque ideias com os colegas. Notar exagerada inclinação dos molares inferiores e extrusão do primeiro molar superior. Consulte outros livros de anatomia dental e repare bem em suas ilustrações.A ausência do primeiro molar no arco inferior altera o equilíbrio dos dentes de ambos os arcos. às seguintes perguntas: Quais são os aspectos fundamentais do engrenamento dental em uma oclusão normal? Dê exemplos. 3-10. em quais fossetas ocluem as cúspides vestibulares dos dentes posteriores inferiores? E as cúspides linguais dos dentes superiores posteriores? Na posição de máxima intercuspidação em quais cristas ocluem as cúspides vestibulares dos dentes posteriores inferiores? E as cúspides linguais dos dentes superiores posteriores? O que significa lado de trabalho e lado de não trabalho em movimentos excêntricos da mandíbula? Faça um resumo ou um esquema ou um modelo ou o que quiser para explicar oclusão dental. 3-11. Examine crânios dentados de adultos. 4 Se as respostas estiverem erradas ou incompletas. Cruz Rizzolo (Figs. passe para o item 5. escrevendo. agora mais atentamente. 6 Leia ainda uma vez mais o bloco 2 para destacar os detalhes que julgar mais importantes. 2 Responda. Na posição de máxima intercuspidação. 3 Leia novamente e confira se as respostas estão corretas.

com os hemiarcos direitos distendidos. Os contornos normais das coroas dentais foram acrescentados ao desenho esquemático (abaixo).1 2 .-- ARCOS DENTAIS PERMANENTES E OCLUSÃO DENTAL Figura 3-10 .1 1 . ^' -^ / s.Aspecto vestibular do engrenamento dental em uma oclusão normal. para mostrar como se dá o encaixe recíproco na: oclusão (acima). com exceção do incisivo central inferior e do terceiro molar superior.Aspecto anterior de modelos de arcos dentais em oclusão central. pela face vestibular. . Figura 3 .Desenho esquemático das coroas dos dentes.Observar a oclusão de dois dentes de um hemiarco com um do outro.-' /\v \ 'N/ N -^ ^ *— _r l )C A x A !\ / \ \ \/ \ l \ \ \ Figura 3 . Os terceiros molares estão ausentes.

ocorre o contato entre os dentes antagonistas. um deles é o antagonista principal. já que oclusão perfeita ou ideal é muito difícil de ser observada: . por definição. Em Odontologia. cuja porção distai deve ocluir com a porção mesial da cúspide do canino superior. ao se fazer a elevação da mandíbula através dos músculos elevadores. o terço incisai da face vestibular dos inferiores deve ocluir com o terço incisai da face lingual dos superiores. portanto homónimos). de ser fechado. as pontas das cúspides vestibulares dos dentes inferiores devem ocluir nas fossetas* centrais dos dentes superiores. que é o dente imediatamente mesial no maxilar e o distai na mandíbula (por exemplo.nos dentes posteriores. ambos caninos. Esse contato entre os dentes em posição de máxima intercuspidação. . que ocluem unicamente com os seus homólogos antagonistas. consideramos oclusão quando. significa o ato de fechar. o outro é o antagonista acessório. As cúspides vestibulares dos dentes superiores e as linguais dos inferiores são chamadas cúspides de proteção ou de contenção. o 13 oclui com o 43. no mesmo caso da oclusão dos caninos. que é o dente homónimo (por exemplo.nos dentes anteriores. direciona as forças provenientes da mastigação ao longo eixo dos dentes. fazem exceção os incisivos centrais inferiores e os terceiros molares superiores.89 Figura 3 .todos os dentes de um arco. Os terceiros molares estão ausentes. Vamos considerar alguns aspectos fundamentais no engrenamento dental em uma oclusão dita normal (presença de todos os dentes ocluindo de modo saudável e estético). incluindo a cúspide do canino inferior. ao encaixar cúspides em fossetas de dentes antagonistas. .1 3 . sendo chamadas de cúspides de suporte ou de carga. Isto dá estabilidade aos dentes no . individualmente. devem ocluir com dois dentes do arco oposto.Aspecto lateral de modelos de arcos dentais em oclusão central. os acessórios são o 12 e o 44). 139 Oclusão. e as cúspides linguais dos dentes superiores devem ocluir nas fossetas centrais dos dentes inferiores.

As duas cúspides vestibulares do segundo molar inferior ocluem com as fossetas mesial e central do segundo molar superior. no qual as pontas das cúspides vestibulares dos premolares inferiores ocluem com as fossetas mesiais dos premolares superiores. respectivamente. 3-14. com as fossetas central e distai dos molares inferiores (o terceiro molar geralmente tem só um contato porque raramente possui mais do que uma cúspide lingual . conseqúentemente. 3-16 mostra que as cúspides vestibulares dos premolares inferiores e a cúspide mésio-vestibular dos molares inferiores entram em contato com cristas marginais que formam as ameias dos dentes superiores. os seguintes contatos (Fig. As cúspides linguais dos premolares e molares superiores ocluem nas ameias inferiores correspondentes.Relações estáticas ou contatos entre dentes superiores e inferiores. não força o alimento para a ameia* e para o espaço interdental*. com as fossetas mesial. respectivamente. As três cúspides vestibulares do primeiro molar inferior ocluem. Figura 3-14 . Neste contato tipo dente a dente ou cúspide-fosseta. O contato cúspide-fosseta pode ser percebido no desenho da Fig. As cúspides vestíbulo-mediana e disto-vestibular do primeiro molar inferior oclui com as fossetas central e distai do primeiro molar superior e a disto-vestibular do segundo molar inferior com a fosseta central do segundo molar superior. central e distai do primeiro molar superior. a ponta da cúspide não oclui com as cristas marginais e.90 ARCOS DENTAIS PERMANENTES E OCLUSÃO DENTAL arco inferior (mandibular) contra o arco dental superior (maxilar).só a mésio-lingual) Ainda na relação estática entre os dentes superiores e inferiores há o contato cúspide-crista. As cúspides linguais dos premolares superiores ocluem com as fossetas distais dos premolares inferiores e as duas cúspides linguais dos molares superiores ocluem. . protege a papila gengival*. com isso previne a impacção alimentar entre os dentes e. em que as pontas das cúspides vestibulares de dentes inferiores ocluem com fossetas de seu antagonistas. avançando além das fossetas oclusais. Os pequenos círculos representam os contatos e os segmentos de reta unem esses contatos que ocorrem durante a oclusão. portanto. em condições normais de oclusão. 3-15). Contato cúspide-fosseta. em que um dente posterior oclui com dois dentes antagonistas. as cúspides linguais dos premolares e molares superiores mostram. mas de suas arestas e vertentes triturantes que prolongam ou aumentam as superfícies de contato entre os dentes. Só não ficam nas ameias e sim nas fossas centrais dos molares inferiores as cúspides mésio-linguais dos molares superiores (Fig. 3-17). Agora não se trata da ponta da cúspide. Por sua vez. A Fig.

.Relações estáticas ou contatos entre dentes superiores e inferiores. Contato cúspide-crista. Figura 3-17 . Os pequenos círculos representam os contatos e os segmentos de reta unem esses contatos que ocorrem durante a oclusão. em que cúspides linguais de dentes superiores ocluem com dois dentes antagonistas.Contato cúspide-crista.91 Figura 3-15 .Contato cúspide-fosseta. em que cúspides vestibulares de dentes inferiores ocluem com dois dentes antagonistas. Figura 3-16 . em que as pontas das cúspides linguais de dentes superiores ocluem com fossetas de seus antagonistas.

como na posição de máxima intercuspidação. A partir da relação estática entre os maxilares. O lado esquerdo então será o lado de não-trabaIho. 4 Consolide o aprendizado com mais uma leitura bastante atenta. protrusão. com o consequente aparecimento de áreas lisas devido ao desaparecimento gradual das elevações e dos sulcos secundários. determinadas pelos movimentos mandibulares. Se a lateralidade for para a direita. quais movimentos devem ser realizados? Para alcançar a posição mais protrusiva (ou protrusão total) a partir da abertura máxima. retrusão e lateralidade da mandíbula (ver o subcapítulo "Dinâmica da ATM" em um dos livros do mesmo autor: "Anatomia da face" e "Anatomia facial com fundamentos de anatomia sistémica geral" [este em colaboração com Roelf J. principalmente nas cúspides de suporte.ARCOS DENTAIS PERMANENTES E OCLUSÃO DENTAL Quando o engrenamento dos dentes é invertido. quais músculos são acionados? Quais são os músculos que agem ao se trazer a mandíbula da posição mais protrusiva diretamente à posição de oclusão central? Como são feitos os movimentos bordejantes no plano frontal. manuseie modelos. 3 Leia novamente para as adequações às respostas. com o passar do tempo. em que os incisivos inferiores deslizam contra a face lingual dos incisivos superiores. dá-se o nome de mordida cruzada*. nos raros casos em que dentes inferiores transpassam vestibularmente todos os dentes superiores ou alguns deles. bem como os movimentos de abaixamento. B3 Este subcapítulo refere-se às relações dinâmicas entre os arcos dentais. uma boa noção dos movimentos básicos da articulação temporomandibular. isto é. É requerida. a partir da oclusão central? Que forma terá o gráfico final correspondente aos movimentos realizados? Do gráfico traçado. ao se realizar movimentos bordejantes no plano horizontal. a fim de triturar os alimentos pela ação das vertentes triturantes que entram em atrito. Isso acontece ern razão do atrito contínuo que provoca o desgaste fisiológico das cúspides. Posições e movimentos da mandíbula GUIA DE ESTUDO 9 1 Leia o bloco 3. elevação. podem se iniciar os chamados "movimentos excêntricos". São Paulo). a fim de preparar o aluno ingressante de Odontologia para a sequência de seu curso. Cruz Rizzolo]. para cortar o alimento. para a direita ou para a esquerda. de rotação e de translação. o que representa seu ângulo posterior? Defina movimento de Bennett. . É claro que os movimentos protrusivos. acabam produzindo facetas de desgaste. este lado será o lado de trabalho. Durante a função mastigatória. 2 Responda: Quais são os fatores que podem interferir na posição de repouso da mandíbula e na manutenção do espaço funcional livre? Qual é a diferença entre oclusão central e relação central (vá reproduzindo as posições que vão sendo mencionadas em si próprio)? Para se chegar à posição de abertura máxima. no qual não haverá contato entre os dentes. consulte nova bibliografia. também determinam desgastes. a mandíbula realiza pequenos movimentos laterais que. ambos editados em 2004 pela Sarvier. a partir das posições de repouso e de oclusão. reproduzindo as posições e os movimentos em si mesmo. entretanto. seja ativo no seu grupo cooperativo de estudo.

a dor. a relação maxila-mandíbula se modificará. É claro que certos fatores podem interferir com a constância desta posição. na qual os músculos mandibulares estão em contração mínima. ou seja.Posição de repouso. isto é. se a cabeça for inclinada para frente. A posição de repouso é importante para o descanso muscular e alívio das estruturas de suporte dental.para considerar a primeira posição postural neste estudo. Oclusão central ou máxima intercuspidação (Fig. Ela fica assim na chamada posição de oclusão central. Os dentes superiores e inferiores não estão em contato e o espaço entre eles é chamado espaço funcional livre ou interoclusal. dentro dos limites máximos permitidos pelos ligamentos e músculos mandibulares. que é a posição de maior número de contatos entre os dentes ou de máxima intercuspidação.Oclusão centrai. poderá mesmo eliminar completamente o espaço funcional livre. 3-18) . o estresse físico e emocional e a postura.a partir da posição de repouso. Se a cabeça for inclinada para trás. É esta a posição de repouso da mandíbula. Por outro lado. a mandíbula pode ser elevada até o contato máximo dos dentes inferiores com os superiores. 3-19) . por exemplo. A movimentação explicada a seguir deve ser reproduzida pelo próprio leitor. considerados separadamente de acordo com sua realização nos planos sagital. imagina-se uma pessoa em pé ou sentada olhando para frente e para longe.93 Para melhor entender esses movimentos eles serão isolados. com os lábios em leve contato e a musculatura mandibular relaxada. Serão movimentos que vão até a sua amplitude máxima. pois os músculos elevadores da mandíbula devem permanecer contraídos. . conhecidos como movimentos bordejantes. para melhor entendimento do que se quer ensinar. Posição de repouso (Fig. Figura 3-19. frontal e horizontal. Figura 3-18 . aumentando o espaço funcional livre. contraídos apenas o suficiente para manter a postura. A pessoa despende esforço para manter seus maxilares fechados nesta posição por algum tempo.

o que produz estímulos sensitivos gerais e proprioceptivos.Abertura em charneira. acompanhando o contorno da vertente posterior da eminência articular do temporal conhecido como "guia condilar" ou um trajeto deslizante chamado "trajetória sagital da cabeça da mandíbula". as bordas incisais dos incisivos inferiores deslizarão sobre as faces linguais dos superiores.retrusao não forçada da mandíbula. . protrusão e lateralidade. Mas há um ponto além do qual a mandíbula não pode ir. inclinada.a partir da oclusão central. mas por músculos e ligamentos. num movimento de retrusao da ordem de l a 2 milímetros (1. do incisivo superior. 3-20) .--. O mesmo acontece nas limitações dos movimentos de abertura. impedindo de maneira normal a sua compressão. Obviamente. Ao mesmo tempo. ela alcança sua posição mais retrusiva. que é a posição de relação central.Relação central. se a mandíbula for protruída até os incisivos se tocarem topo a topo. com os côndilos ou cabeças da mandíbula ocupando uma posição ântero-superior em relação ao centro da fossa mandibular.25 em média). Figura 3-20 . ela é uma posição óssea (craniomandibular ou temporomandibular) . percorrida pelo incisivo inferior é chamada de "guia incisai" ou "guia anterior". então. Deve-se lembrar que o coxim retrodiscal é ricamente inervado. Neste ponto. descrevendo a "trajetória incisiva". Apesar de a mandíbula estar na posição mais posterior ou retrusiva que ela possa adotar. Relação central (Fig. A relação central independe de dentes. Figura 3-21 . o movimento posterior não é limitado pelo contato direto de superfícies ósseas. A face lingual. as cabeças da mandíbula descreverão um trajeto. há um espaço entre o côndilo e o processo retroarticular. ARCOS DENTAIS PERMANENTES E OCLUSÃO DENTAL A partir desta posição. os dentes podem ser mantidos apenas em ligeiro contato e então a mandíbula pode ser movida para trás.

Da posição de abertura máxima.. a borda incisai do incisivo inferior fica em um nível mais alto do que a borda incisai do incisivo superior (Fig. a mandíbula deve abaixar um pouco para permitir que os dentes se cruzem. mas simplesmente roda em torno de um eixo (Fig. 3-24). Figura 3-23 . 3-25). Ela se move livre e fácil dentro do gráfico. para movimento de deslizamento anterior conhecido como translação (ainda que haja rotação associada. . em movimentos intrabordejantes ou movimentos Figura 3-22 — Abertura máxima.na abertura da boca a partir da posição de relação central e conservando-se a mandíbula na posição mais retrusiva. os movimentos bordejantes da mandíbula (Fig.Protrusão total. Nesta posição. enquanto se mantém os dentes em leve contato. 3-22). movimentos de protrusão e elevação concomitantes. Esse gráfico sagital foi descrito pela primeira vez por Posselt. ou rotação. 3-21). Daí a mandíbula se desloca até chegar à oclusão central (Fig. O gráfico traçado é um esquema dos limites extremos dos movimentos mandibulares normais. Separando-se os maxilares o máximo possível. chega-se a um ponto onde o movimento condilar muda de rotação em charneira pura. Alcança assim a mandíbula sua posição mais protrusiva. chega-se à abertura máxima. Quando os incisivos inferiores encontram os superiores. É claro que a mandíbula não se movimenta rotineiramente nas bordas extremas do gráfico. Este não se desloca para frente. posição esta que não pode ser ultrapassada (Fig. O movimento seguinte é a translação da mandíbula para trás. isto é. a mandíbula pode ser deslocada para frente e para cima.95 Movimentos no plano sagital . em torno de um eixo de charneira (transversal) no côndilo. o máximo possível. Se a boca continuar a ser aberta. 3-23). durante os primeiros 5 a 20 milímetros deste movimento a mandíbula gira em um movimento de charneira puro.

3-28). 3-29). Oclusão central Relação central Abertura em charneira (rotação) Rotação e translação Abertura máxima Protrusão total com elevação Retrusão Fechamento habitual funcionais da mandíbula no plano sagital. . O gráfico de movimento traçado pelo incisivo inferior representa as bordas dos movimentos mandibulares máximos no plano frontal. Movimentos normais dos atos de mastigar e de falar são intrabordejantes. No movimento lateral direito. correspondem aos movimentos funcionais que. isto é. nas funções de falar. O fechamento da boca iniciado na posição de abertura máxima e terminado na posição lateral esquerda é conseguido pela translação posterior do côndilo esquerdo. o movimento mais reprodutível é o que ocorre quando se abre bem a boca. enquanto o côndilo direito permanece na posição avançada. o condilo esquerdo desloca-se para baixo e para frente (e ligeiramente para medial). de maneira alguma. até que os dentes entrem em oclusão central (Fig. 3-26). 3-25). 1 2 3 4 5 6 Figura 3-24 . Movimentos no plano frontal . atingem a amplitude dos movimentos máximos nas várias direções. Alguma rotação ocorre em ambos os côndilos (Fig.os movimentos mandibulares podem ser vistos de frente. ou movimentos bordejantes. um movimento para trás até a oclusão central envolve a translação posterior do côndilo direito e rotação de ambos os côndilos. Destes. o côndilo direito desliza para frente. 3-30).Oclusão central. enquanto o direito permanece em posição na fossa mandibular (Fig. tal como no plano sagital. e a fecha diretamente em oclusão central.96 ARCOS DENTAIS PERMANENTES E OCLUSÃO DENTAL 2 1 Figura 3-25 — Gráfico do movimento plano sagital. tendo-se como referência o plano frontal. mastigar e deglutir etc. a partir da oclusão central (Fig. inconscientemente. Da posição lateral esquerda. Enquanto ele vai para frente. Este movimento é conhecido por fechamento habitual (Fig. ambos os côndilos também entram em rotação até seus limites máximos (translação e rotação condilar bilateral) (Fig. 3-27). Se desta translação unilateral direita a mandíbula for movida a uma posição de abertura máxima.

97 Figura 3-26 . Figura 3-29 . Figura 3-28 .Oclusão central. Figura 3-27 .Movimento lateral esquerdo.Gráfico do movimento no plano frontal.Movimento lateral direito. .Abertura máxima. Figura 3-30 .

É importante este ajustamento porque os caminhos através dos quais as cúspides opostas superiores e inferiores deslizam em movimentos laterais são afetados pela presença ou ausência do movimento de Bennett. ao se fazer próteses totais. a mandíbula é projetada ao máximo para frente. Até aqui tem sido descrito o movimento lateral como a simples rotação de um côndilo. O grau de movimento de Bennett que ocorre é medido no lado oposto e varia de pessoa a pessoa. o côndilo do lado do movimento (côndilo direito para o movimento lateral direito) não permanece sem deslocamento. Daí. pode ocorrer um deslocamento lateral de toda mandíbula enquanto se realiza o processo de rotação e translação. a mandíbula movimentase livremente em qualquer direção com movimentos intrabordejantes. prende-se uma ponta nos dentes inferiores que gravará traços em uma placa ligada aos dentes superiores. o côndilo direito simplesmente desliza para frente.para se examinar os movimentos mandibulares no plano horizontal. enquanto o outro desliza para frente.ARCOS DENTAIS PERMANENTES E OCLUSÃO DENTAL Movimentos no plano horizontal . As linhas representam os movimentos bordejantes e a mandíbula não pode mover-se por fora dessas bordas. Por esta razão. Portanto. O gráfico assim traçado corresponderá aos seguintes movimentos. Primeiro um movimento lateral para a direita. então não se perde tempo traçando todo o gráfico. Em vez disso. Cada ângulo do losango representa uma particular posição mandibular reprodutível.há um aspecto do movimento mandibular. Desta posição. mas desloca-se cerca de 1. . entretanto. O ângulo posterior é a relação central. e os articuladores podem ser ajustados para possibilitar isto. Dentro dessas linhas. Normalmente. A área losângica assim formada é o gráfico de movimento no plano horizontal. Mais frequentemente. o maior interesse está em se localizar o ângulo que representa a posição mais retruída. Este método de traçar os movimentos mandibulares no plano horizontal é frequentemente usado na clínica para registrar a relação central. a partir da posição de relação central. concentra-se nos movimentos mais retrusivos e. os traçados obtidos assemelham-se a uma ponta de seta ou à arquitetura de um arco gótico. Em seguida. que é o movimento de Bennett. o procedimento é chamado traçado do arco gótico. para tal. no caso). durante o movimento lateral. enquanto os dentes são mantidos em contato. de protrusão máxima e lateral direita. o côndilo esquerdo é retruído de tal modo que a mandíbula se mova para a posição lateral esquerda. Os outros ângulos são as posições lateral esquerda. Movimento de Bennett . como resultado. a mais retruída relação da mandíbula com o maxilar. de considerável importância. Esta mudança de posição da mandíbula para lateral é chamada movimento de Bennett. isto é.5 milímetro para o lado do movimento (direito. o outro côndilo é retruído para a mandíbula mover-se para trás até a posição de relação central.

premolares e molares superiores e inferiores l Seccionar dentes longitudinal e transversalmente e examinar radiografias panorâmicas e periapicais para reconhecer o contorno e demais detalhes anatómicos da cavidade pulpar l Responder corretamente às perguntas do Guia de estudo 10. comunicações e tipos de canais l Descrever formas típicas de cavidade pulpar de dentes que compõem os grupos dos incisivos.CAPITULO 4 Anatomia Interior dos Dentes OBJETIVOS l Descrever a cavidade pulpar dos dentes permanentes. limites. . tamanho. sem deixar de citar sua localização. caninos. depois de ter entendido seus aspectos funcionais e anátomo-topográficos gerais básicos l Caracterizar câmara pulpar e canais radiculares.

Se. muitas vezes com sobreposição de imagens. modificao. procurando defender o dente.que forma a dentina. Qual é a probabilidade de se encontrar dois canais no primeiro premolar inferior? Explique. no entando. bifurcações e ramificações do canal radicular. com radiografias e dentes seccionados à mão para acompanhar a leitura. BI A cavidade pulpar é o espaço situado no centro da coroa e da raiz do dente.consequentemente. calcificações. químicos e bacteriológicos.101 Cavidade pulpar Em parceria com Roelf J. Em que condições anormais a cavidade pulpar diminui seu tamanho pela deposição de dentina secundária? Essa deposição é uniforme. usando terminologia adequada. com altos e baixos? Os canais radiculares dos incisivos são mais dilatados nos superiores ou nos inferiores? Qual dos incisivos tem maior probabilidade de apresentar grande curvatura do terço apical da raiz e. Quanitos canais pode ter o primeiro molar superior? Explique. qual dos canais do molar superior é mais fácil de ser manipulado pelo operador? E do molar inferior? As curvaturas dos canais vestibulares são equivalentes no primeiro e no segundo molar? O soalho da câmara pulpar do molar inferior é côncavo ou convexo e como se dispõem nele as aberturas dos canais? Como se denominam e como se dispõem os canais da raiz mesial do molar inferior? A raiz supranumerária disto-lingual ocorre no primeiro ou no segundo molar inferior? Com que frequência? Uni ou bilateralmente na maioria das vezes? 3 Proceda tal como foi indicado no item 3 do Guia de estudo 6. Além da anatomia interior típica. como também evitar atingi-la inadvertidamente durante um preparo cavitário. es etárias. aliada a uma sensibilidade tátil desenvolvida. a polpa reage aos ataques físicos. mesmo assim o dente pode ser conservado por meio de um tratamento endodôntico. ela deve ser protegida e conservada. Esse tratamento é difícil de ser feito porque não se consegue uma visão direta da cavidade pulpar e as tomadas radiográficas convencionais oferecem visões incompletas. mas sua abertura em dois forames apicais distintos é raríssima. Além desta sua função primordial. Apalpa dental é o tecido mais importante do dente. É limitada quase que exclusivamente por dentina e contém a polpa* dental. 2 Responda às seguintes perguntas: O que é câmara pulpar. uma vez. remover a polpa e obturar o canal* radicular. Em condições normais. Devido a sua importância. que consiste em abri-lo até a cavidade pulpar. Essas dificuldades são compensadas por um conhecimento minucioso da anatomia interior do dente. de preferência. a câmara pulpar tem sempre o mesmo tamanho na vida de um indivíduo? Se não. com a mesma espessura em todas as paredes ou é irregular. curvaturas mais frequentes. examinando as figuras e. dilacerações.do canal? Sabese que a formação de dois canais no interior da raiz do incisivo inferior não é um fato raríssimo. dens in dente. para que seja formada na mente uma imagem tridimensional da cavidade pulpar. De acordo com seus conhecimentos anatómicos. constrição apical) devem ser do domínio . onde se situa e que tendência segue a sua forma? A que se denomina teto e soalho da câmara pulpar? Os dentes unirradiculares possuem soalho? Que aberturas são encontradas no soalho da câmara pulpar de dentes multirradiculares? O teto da câmara pulpar é semelhante nos incisivos e nos molares? O forame apical é sempre único e sempre se localiza exatamente no ápice da raiz do dente? É certo afirmar que o forame apical seja uma abertura no cemento e não na dentina? Uma raiz contém sempre um canal? Exponha o que entendeu sobre fusões. sofrer dano a ponto de não mais ser possível o seu reparo. Cruz Rizzolo GUIA DE ESTUDO l O 1 Leia uma vez (ou quantas mais quiser) o bloco l. explique. O conhecimento anatómico permite não apenas abordar corretamente a polpa. o mesmo ocorre com o canino inferior? Os premolares inferiores têm sempre um canal ou dois canais? Explique. as variações* mais comuns (variação numérica de raízes e canais.

lingual. Os cornos pulpares mesiais são mais longos que os distais. No teto há reentrâncias ou divertículos da câmara pulpar*. não importa que o dente seja inferior ou superior. a forma da câmara pulpar varia de acordo com a forma da coroa dental. Desta maneira. é morfologicamente similar ao próprio dente. que se prolonga até o bulbo radicular dos dentes posteriores. apesar de suas menores proporções. Câmara pulpar (Figs. Nos dentes molares ela é dilatada. em vista vestibular. A parede oclusal é denominada teto. onde se abre por um (ou mais que um) forame apical*. Os terceiros molares não estão representados. O estudantKde Anatomia recebe aqui as primeiras noções da morfologia da cavidade pulpar do dente permanente. Eles serão maiores quanto mais desenvolvidas forem as cúspides. . tal como a coroa. A câmara pulpar é um espaço no interior da coroa dental. a anatomia exterior do dente. sob cada cúspide. O canal radicular é a continuação da câmara até a região apical do dente. o que equivale dizer que a polpa dental.102 ANATOMIA INTERIOR DOS DENTES j do p^oJ^sw|iaL™Jy|as jíao é o objetivo desta obra entrar em detalhes sobre esses aspectos. que preenche toda a cavidade pulpar.4-2 e 4-3) Com propósito de descrição. espaços estes ocupados pelos cornos pulpares*. Figura 4-1 .Cavidade pulpar dos dentes. tendendo a cúbica e. 4-1. em linhas gerais. mesial e distai são as que correspondem às mesmas faces da coroa. possui seis paredes. para se aprofundar depois ao estudar Endodontia e Odontopediatria. A anatomia interior segue. a cavidade pulpar é classicamente dividida em câmara pulpar* e canal radicular*. As paredes vestibular.

Os terceiros molares não estão representados. Figura 4-3 . .Cavidade pulpar dos dentes.Cavidade pulpar dos dentes. em vista oclusal.UHWEWADE FEDERAL DO ^ARA CURSO DE ODONTOLOGIA DR FRANCISCO GA-AM 103 Figura 4-2 . Os terceiros molares não estão representados. em vista mesial. com secção ao nível do colo.

com as raízes apresentando-se fusionadas. o teto é uma ponta arredondada. porque o teto se reduz a uma aresta reentrante. penetra.ANATOMIA INTERIOR DOS DENTES A parede cervical é denominada soalho e situa-se num nível além do colo. a denominação delta apical que se dá. Há também uma disposição interessante de canais bifurcados-fusionados. em correspondência com a borda incisai da coroa. a câmara dos incisivos é bem diferente da dos molares. tem um soalho bem caracterizado. e um canal cementário o qual não deve ser preenchido e que reage diante do tratamento. um misto das duas apresentações anteriores. Por sinal. Como a fornia da câmara pulpar varia de acordo com a forma da coroa. Via de regra. Desta forma. por possuir dois canais. não somente próximo ao ápice. São pequenos canais pulpo-periodontais conhecidos como secundários* ou acessórios. O mesmo acontece com os premolares.ambos os espaços continuam-se reciprocamente. devido à ramificação do canal. sem transição. 4-4). os quais seguem os mais diversos trajetos e direções. não existe um limite entre câmara pulpar e canal radicular . canais simples podem bifurcar-se próximos ao ápice (canais bifurcados). O canal radicular é formado não apenas por dentina mas também por cemento. essa disposição ramificada lembra a desembocadura em delta de um rio e. onde se apresenta constrito. muitas vezes com a existência de intercanais (formando ou não um plexo anastomótico). a partir daí. pode-se dizer que há um canal dentinário. 4-2 e 4-3) O canal radicular acompanha a forma da raiz. assemelha-se a uma cunha. Nos caninos. atribui-se seu aparecimento ao fato de a raiz em desenvolvimento poder encontrar um vaso sanguíneo e o englobar (Fig. que faz parte da polpa. O forame apical nem sempre se situa no ápice. podendo estar deslocado para uma das faces da raiz. ou então canais duplos fusionam-se próximo ao ápice (canais fusionados). que provoca o aparecimento de uma ilhota de dentina. 4-1. Mas há casos de canais duplos em toda a extensão da raiz. mas também no terço médio e até mesmo no terço cervical da raiz. geralmente invisíveis nas radiografias. contêm tecido conjuntivo e vasos. . o qual o endodontista preenche nos tratamentos que faz. daí. uma raiz alargada (de secção achatada ou em forma de haltere) possui dois canais. vai se afilando até o seu término no forame apical. Não é incomum o surgimento de alguns forames apicais. O canal principal pode ter ramificações laterais. Em seus ângulos há depressões afuniladas que correspondem às entradas dos canais radiculares. uma raiz aproximadamente cónica (de secção transversal circular ou oval) possui um canal em seu interior. Num dente multirradicular*. Como os dentes anteriores são unirradiculares. Os canais secundários. os canais radiculares são independentes e não fusionados. já no interior do bulbo radicular. sendo sempre mais amplo no seu início no soalho da câmara e. este numa pequena porção apical. ajudando na reparação pela aposição de cemento. Por vezes. salvo o primeiro premolar superior que. Canal radicular (Figs. É pelo forame apical que o feixe vásculo-nervoso.

abrasão*. Não é apenas a idade ofator determinante desse fenómeno. a cárie faz diminuir a espessura dos tecidos duros do dente e. fratura coronária)provocam a formação de dentina secundária irregular. com o exame de dentes ou modelos devidamente preparados com antecipação. No caso da dentina exposta.preparo cavitário. As vezes. 1-28). aos três anos. portanto incompletamente desenvolvido. Há deposição acentuada no teto e no soalho. durante a rizogênese. Por exemplo. Essas deposições parciais de dentina deformam a cavidade pulpar. apalpa ameaçada produz rapidamente grande quantidade de dentina em local correspondente para compensar a perda. Outra área na qual se percebe bem a redução de tamanho da cavidade pulpar pela deposição contínua de dentina secundária é a da câmara pulpar. então. trauma odusal*. ou que venham a ser preparados pelo aluno por meio de desgastes ou secções transversais e longitudinais de alguns dentes naturais macerados ou descalcificados. a lenta deposição dentinária não se dá de modo concêntrico e uniforme. o qual se apresenta bem amplo e em forma de funil. Sugere-se que o estudo teórico da cavidade pulpar seja completado nas aulas práticas. choques térmicos. Mesmo num dente normal. Descrição da cavidade pulpar dos dentes permanentes Serão descritos aspectos principais das formas típicas da cavidade pulpar de cada grupo de dentes. Tamanho da cavidade pulpar Num dente em erupção. a critério do professor. Essa deposição gradativa pode ser bem observada ao nível do forame apical dos dentes em erupção. a deposição dentinária ocorre diretamente abaixo dos canalículos dentinários* expostos. depois vai sendo lentamente reduzida pela constante formação de dentina secundária* nos dentes com vitalidade pulpar. Alterações patológicas. deixando as paredes da cavidade pulpar também irregulares e não lisas.Teoria da formação de um canal secundário pelo englobamento de um vaso sanguíneo. . correspondendo a um terço do dente. mahclusão* e dentina exposta (por cárie. Essa diminuição gradual da cavidade pulpar pode provocar sua obliteração parcial ou mesmo total. para se tornar uma área bem constrita (Fig. É um mecanismo de defesa da polpa.105 Figura 4-4 . moléstiaperiodontal. sem essas alterações. entretanto. o forame apical vai aos poucos se estreitando. Por aposição de dentina e cemento. mas de modo irregular. ficando a câmara achatada e com os divertículos menos acentuados. grandes deposições dentinárias ocorrem próximo à entrada de um canal. a cavidade pulpar é ampla. que uma descrição pormenorizada de cada dente seria excesso de detalhes e não caberia neste livro. chega a um quarto. observando-se. o que prejudica o seu acesso durante o tratamento endodôntico.

. alargados na direção vestíbulo-lingual.ANATOMIA INTERIOR DOS DENTES No final deste capítulo serão também consideradas algumas formas atípicas de raízes e cavidade pulpar do canino inferior. O segundo premolar superior geralmente apresenta uma raiz com um canal central achatado mésio-distalmente.3%) 88. Os canais radiculares. são achatados na direção mésio-distal e. mostrando nela um divertículo côncavo. As câmaras pulpares acompanham a forma das coroas respectivas. a menos que estas sejam feitas em diferentes angulações horizontais. elas se concentram no incisivo lateral. retilíneos no incisivo central e pouco encurvados nos demais. a forma exterior do dente.8% Tipo de canal* 2 canais 1 forame 11. com ou sem ilhota de dentina. conóide e reto. tal como já foi mencionado em relação a todos os dentes. as divisões se fusionam novamente para terminar num forame apical comum (canal bifurcado-fusionado). Número de raízes* 1 canal 1 forame Incisivo central Incisivo lateral Canino 1 (100%) 1 (100%) 1 (94.7%) 2 (5. Não há limite nítido entre ela e o canal radicular. portanto. na maioria das vezes. o dentista tem um problema a resolver com o segundo canal. principalmente no terço médio.2% 91. Considerações sobre caninos com dois canais radiculares e de outros dentes com canais suplementares são feitas mais adiante. segundos premolares e terceiros molares). O primeiro premolar tem o soalho com as entradas dos canais debaixo de cada cúspide. sempre único nestes dentes. bem como das outras três a seguir. como regra.as câmaras pulpares são irregularmente cúbicas e achatadas na direção mésio-distal.de todos os dentes.5% Os dados desta tabela.7% 88. variações desse tipo são mais constantes nos dentes terminais de cada série (incisivos laterais.0% 11. O canal é volumoso. Incisivos e caninos superiores . conforme se pode ver nas tabelas abaixo. Neste ponto. do primeiro premolar superior e inferior e do primeiro molar inferior. A câmara pulpar é dilatada na área correspondente ao cíngulo.5% 5. porque ele fica oculto nas radiografias. que não raro apresenta curvaturas acentuadas do terço apical da raiz. Quando há variações anatómicas. não oferecendo dificuldades no tratamento endodôntico. são os que menos sofrem intervenções endodônticas. Aliás. foram obtidos pelo próprio autor.1% 2. Premolares superiores . em menor proporção.7% 2 canais 2 forames 0. Os canais são paralelos ou convergentes (raramente divergentes) e se encurvam para a distai. A despeito da raridade de toda variação anatómica.a câmara pulpar e o canal radicular reproduzem.3% 0. Clinicamente. estes dentes apresentam índice relativamente elevado de raízes e canais supranumerários ou suplementares. o canal algumas vezes se bifurca com uma ilhota de dentina entre as divisões vestibular e lingual. Incisivos e caninos inferiores .

Considerando a deficiência do diagnóstico radiográfico para a localização da entrada.o primeiro e o segundo molares inferiores têm suas cavidades pulpares muito parecidas. tendo nas bordas as aberturas dos canais: dois mesiais e um distai. Apesar de geralmente exibirem canal único e cónico.2%) 2 (6. A câmara segue a forma da coroa.1%) 72. tamanho.5%) 2 (1.3% 2 canais 2 forames 22.7%) 3 (0. o clínico deve estar alerta para a ocorrência dessas variações. é alargado. com o divertículo vestibular bem maior do que o lingual.6% 3. A cavidade pulpar do segundo molar superior segue o padrão morfológico do primeiro.o primeiro molar superior contém uma câmara pulpar relativamente cúbica. dois canais independentes numa única raiz são comuns no primeiro premolar. porém com muitas variações. Número de raízes 1 canal 1 forame Primeiro premolar Segundo premolar 1 (93. sendo que o soalho tem diâmetros menores que os do teto. tem canal único de secção circular. O soalho da câmara pulpar é triangular em contorno e os três canais radiculares apresentam a mesma situação e orientação que aqueles do primeiro molar. com um soalho convexo.2% 3 canais 3 forames 0. O canal mésio-vestibular.107 Número de raízes Primeiro premolar Segundo premolar 1 (35. Como a ocorrência de canais duplos é a metade (ou mais) dos casos. muito estreito.5%) 2 (30%) 1(11%) 1 (70%) 2<s:. terminando ou não num único forame apical. A raiz disto-vestibular é mais reta.c 2 (30%) Premolares inferiores . Os canais mésio-vestibular e mésio-lingual são .5% 1.as câmaras pulpares são irregularmente cúbicas. Molares inferiores . cujas entradas se dispõem segundo os ângulos de um triângulo. mas cujo acesso é mais fácil que o precedente.1% Molares superiores . A raiz mésio-vestibular é geralmente curva.4% Tipo de canal 2 canais 1 forame 4. se único. Sua entrada é ampla e infundibuliforme. formando um triângulo. em forma de fita e. para evitar frequente fonte de insucesso em Endodontia. o que dificulta a manipulação de seu(s) canal(is). com a diferença de serem mais retos e menos divergentes. o mais reto e o mais longo de todos.5%) 1 (70%) Tipo de canal 3 (2%) 2 (62. forma e número de canais. O terceiro molar superior varia muito quanto a número e disposição das raízes e canais. fato este que pode levar ao aparecimento de um único canal bem amplo. ambos são ovóides em secção. Suas raízes são frequentemente fusionadas. se duplo. Dele emergem três canais. primeiro na direção mesial e depois na direção distai. semelhantes às variações do próprio dente. O canal lingual é o maior.9% 95. Raramente há duplicidade de canais na raiz mésio-vestibular.5%) 1 (98. o melhor é procurar sempre dois canais nessa raiz.

com maior abertura coronária em direção à cúspide (para melhorar o acesso ao canal lingual) e tomadas radiográficas em angulação apropriada (raios principais em direção aos premolares). O terceiro molar inferior é muito variável na sua forma exterior. entretanto. O canal distai é o mais largo. o vestibular é ligeiramente mais longo. conforme mostram as tabelas deste capítulo. Ela nos mostra também que a bifurcação radicular geralmente ocorre no terço médio (Fig. pelas dificuldades que acarreta na localização dos orifícios dos canais radiculares tanto quanto na instrumentação.7%) Uma importante variação anatómica do primeiro molar inferior é a ocorrência de uma raiz supranumerária* em posição disto-lingual aproximada de 5. a ocorrência atinge índices de prevalência relativamente elevados.7%. Quando o dente é trirradicular existe um canal para cada raiz. essas considerações passam a servir de alerta aos futuros profissionais. Caninos inferiores birradiculares . a partir de então. Em alguns. que por certo desejarão evitar qualquer fonte de insucesso durante os procedimentos clínicos. Desde já. sendo raras as vezes em que se apresenta com um único canal. podem ser independentes ou se fusionarem no ápice. é recomendável a exploração rotineira de dois canais. 4-5). para evitar a possível superposição das imagens dos canais. 4-5). Número de raízes Primeiro premolar 2 (94. são únicos e. Em crianças de até 14 anos. quando se propõe intervenção endodôntica ou apicectomia.3%) 4 (5. Este aumento de 5% é devido à bifurcação do canal vestibular no interior da única raiz vestibular.7%) Tipo de canal 3 (94. Este tipo de variação pode resultar em complicações durante o tratamento. de ambos os primeiros premolares e do primeiro molar inferior. devido à fusão radicular. É o caso do canino inferior. Primeiros premolares superiores trirradiculares . com um canal geralmente encurvado em seu interior. o mais reto e não oferece dificuldades de penetração. . por conseguinte. bipartem-se por aposição de dentina entre eles. Decorrem daí as variações da conformação interior.não obstante possuir três raízes (duas vestibulares e uma lingual) em apenas 2% dos casos (Fig. Essas formas radiculares peculiares encerram um significado clínico importante e.quando o canino possui dois canais. merecem consideração especial durante o planejamento e o tratamento. Este fato pode ser deduzido ao se examinar sua anatomia externa. Raízes e canais supranumerários Variações anatómicas por aumento numérico de raízes e canais radiculares podem ocorrer em qualquer dente. o primeiro premolar apresenta três canais em 7%.3%) 3 (5. Devido à grande incidência de caninos birradiculares. mais amplo e mais reto do que o canal lingual.ANATOMIA INTERIOR DOS DENTES estreitos (principalmente o mésio-lingual) encurvados para a distai. Este dente pode ter dois ou três canais.

em vista mesial (no segundo dente. Nas radiografias. há evidente bifurcação radicular). 4-5 e 4-6) . no mesmo paciente. para mostrar a raiz suplementar disto-lingual. Dois caninos inferiores. Primeiros premolares inferiores birradiculares (Figs.a variação por aumento numérico de canais no segundo premolar deve ser levada em conta. Dois primeiros molares inferiores trirradiculares. Se existe.o primeiro molar inferior com raiz suplementar em posição disto-lingual sucede mais vezes bilateralmente do que unilateralmente. em relação a pessoas de outros grupos raciais. Este evento coloca em alerta os endodontistas. Modificações horizontais da posição do cone do aparelho radiográfico podem evitar a superposição de imagens.Fileira superior. vistos por distai. Mais de um quarto dos primeiros premolares inferiores tem dois canais. menor. Se algum canal supranumerário não está visível na radiografia. com bifurcação da raiz vestibular. o acesso ao canal vestibular é direto e fácil. Dois primeiros premolares inferiores com duas raízes. saindo diretamente do bulbo radicular. 4-5 e 4-7) . Primeiros molares inferiores trirradiculares (Figs. porém a incidência é baixa em relação ao primeiro premolar. mas o canal lingual costuma ramificar-se em ângulo muito fechado. Outro complicador é a inclinação lingual da coroa. O clínico deve também contar com a probabilidade de haver outros dentes com o mesmo tipo de variação. "descobrindo" a raiz oculta. que passa a ser a de um trapézio com base maior distai. que tende a dirigir o instrumento endodôntico à parede vestibular da câmara pulpar. . isto não quer dizer que ele não exista. Para contornar este problema. dificultando a abordagem do orifício lingual de um segundo canal.109 Figura 4-5 . vistos por vestibular. dificultando assim a observação do fenómeno. Este sim apresenta incidência admiravelmente alta. geralmente terminando em dois forames apicais. vistos por distai. com duas raízes (vestibular e lingual) separadas no terço médio da porção radicular. Outro dado significativo é a alta prevalência dessa variação anatómica em povos amarelos. Fileira inferior. ao lado da raiz distai. a abertura da coroa deve se estender ao máximo lingualmente para aumentar as chances de localizar o segundo canal. a raiz disto-lingual fica frequentemente encoberta pela raiz distai. Essa raiz extra determina nova forma do soalho da câmara pulpar. Dois primeiros premolares superiores. o que torna difícil seu acesso.

fato este mais comum nas radiografias de rotina clínica. para mostrar canais duplos em primeiros premolares inferiores. Figura 4-7 . respectivamente com uma e com duas raízes.Duas radiografias para mostrar primeiros molares inferiores trirradiculares com exposição da raiz suplementar disto-lingual.Duas radiografias periapicais.110 ANATOMIA INTERIOR DOS DENTES Figura 4-6 . Na radiografia da esquerda há maior superposição de imagens. .

premolares e molares. usando as habilidades cognitivas e psicomotoras adquiridas no cumprimento dos objetivos anteriores l Responder corretamente às perguntas do Guia de estudo 11.CAPÍTULO 5 Cyr<so DE ODONTOLOGIA •5iaUC^ORIF. preenchidas com cera derretida em excesso. de maneira regressiva. tanto superiores quanto inferiores. .^F^ciSCOa4^KO Escultura em Cera de Dentes Isolados OBJETIVOS l Reproduzir dentes em cera (ceroplastia). a partir de um bloco de cera. de acordo com a técnica proposta l Desenhar e esculpir de memória. um dente representativo da série de incisivos. caninos. como um meio a mais de aprendizado da anatomia dental l Descrever as etapas da escultura dental especificando os erros mais comuns. com riqueza de detalhes l Reconstruir a anatomia de coroas de dentes naturais com grandes cáries.

desenvolvida simultaneamente com aulas e estudos. algumas vezes mencionado neste texto? Como se faz o acabamento da escultura? É importante. É claro que o trabalho de laboratório para alunos iniciantes os coloca no exercício de uma prática motivante e lhes permite desenvolver habilidades. mas sim aprender detalhes da forma através de intensa observação e comparação conscientes. Em outras palavras. Cruz Rrzzolo E ODONTOLOGIA GUIA DE ESTUDO l l 1 Leia uma vez o bloco l abaixo e observe blocos de cera preparados para mostrar a sequência de esculturas dentais. uma crista fora de posição comprometeriam a função. Uma cuidadosa escultura demanda uma cuidadosa inspeção visual. O aluno precisa entender que todo aspecto morfológico estudado tem um significado funcional e deve ser reproduzido na escultura com precisão. A sua finalidade não é a de esculpir e demonstrar destreza. de preferência. agora realçando o principal. Todavia. pelo menos razoável. pelo professor. não consegue fazer uma escultura dental em cera. vem a ser um novo meio de aprendizagem da anatomia. reescreva suas explicações. Porém. Subjacente ao ato de olhar o modelo existe urn significado de contemplação.113 Escultura em cera de dentes isolados MJVÊSS/MDÊ FEDERAL DO Em parceria com RoelfJ. habilidade e belo acabamento frequentemente são falhos quanto aos detalhes anatómicos. um trabalho por elas realizado com rapidez. Pode ser um macromodelo ou um dente natural típico selecionado. onde é feito o segundo desenho? Como se faz o segundo recorte para a eliminação do excesso de cera? O que se entende por paralelelismo. respeitar a forma de um dente típico. sem que o desenho os atinja? Quais as providências que se deve tomar para se iniciar o recorte da cera a partir do primeiro desenho feito? Precisamente. Para se tirar um dente de um bloco de cera pela primeira vez é necessário ter um bom modelo e saber olhá-lo. 2 Explique as seguintes questões: Como se inicia o preparo de um bloco de cera para a escultura dental. desenvolve-se. Algumas pessoas possuem natural aptidão ou pendor para a escultura. reproduzindo na escultura as direções das faces da coroa e a linha equatorial? Você se preocupa em reproduzir bem? Reproduz também as vertentes e arestas das cúspides e as cristas marginais? Você imita a linha cervical com um risco profundo na cera ou com um suave degrau entre a coroa e a raiz? Quais são os erros mais comuns na escultura de incisivos e caninos? E na de premolares e molares? 3 Leia novamente para conferir se acertou. um contorno mal feito. esta atividade psicomotora. mesmo que não possua habilidade artística. Capriche no seu trabalho e não se esqueça da teoria. O professor que faz a inspeção não se deixa impressionar com a "arte". de visualização. mesmo os melhores escultores já jogaram fora alguns de seus trabalhos mal terminados. a falta de um sulco. J21 A escultura ou ceroplastia dental foi aqui incluída como um método de estudo a mais da anatomia do dente. 5 Leia uma vez mais. mais do que isso. Se errou. Raramente uma pessoa. Mas lembremos: habilidade ganha-se. a atividade de escultura dental é mais científica do que artística. Ele atribui às minudências precisas da forma maior importância no julgamento final. nesta fase. segundo a técnica proposta neste livro? De que modo é feito o desenho da face vestibular? Por que é aconselhável deixar cerca de 2mm a mais em uma das extremidades do bloco. aprimora-se com treinamento. 4 Faça o exercício prático laboratorial com auxílio de bons modelos naturais (ou modelos plásticos ou de gesso). Assim. .

5-1 a 5-4) Preparo do bloco de cera (Fig. 5-Ia) . com uma extremidade para cortar e outra para escavar e dar acabamento. A ordem e a higiene são imprescindíveis e fazem parte da formação do aluno. Uma maior extensão radicular pode ser esculpida. para a base. escolhe-se um lado e assinala-se V. 30% de cera de abelha e 10% de cera de carnaúba (ou 5% de carnaúba e 5% de estearina). . tornando o dente esculpido proporcionalmente menor. Nesta última. Não se recomenda o uso de lamparina e espátula para cera com o fim de adicionar cera derretida nas partes que foram recortadas ern demasia. Tendo. Etapas da escultura (Figs. Nesta etapa obtém-se a medida da altura da coroa do dente que está servindo como modelo ou a medida padrão que o professor fornecer. para vestibular. Trata-se de uma extensão extra. A distância entre esta e a primeira linha (metade do bloco) corresponderá à metade ou terço cervical da raiz. o aluno não mais precisará copiar a anatomia de um modelo. é preferível diminuir também as outras partes. As raspas de cera que caem sobre a folha são depois embrulhadas nela mesma para o devido descarte. por referência. para mesial. a segunda linha riscada. transfere-se a dimensão para o bloco e marca-se com nova linha horizontal. e em outro M. com as duas extremidades destinadas a esculpir sulcos e dar acabamento. Na metade reservada para a escultura. mas também podem ser preparados com uma mistura de 60% de parafina. de segurança. mede-se 2mm a partir da extremidade livre e risca-se na superfície do bloco marcada com V. de acordo com a orientação do professor nesse sentido.ESCULTURA EM CERA DE DENTES ISOLADOS -MO Com o mdispéftsavèf-esíyflb fias descrições dos dentes e com suficiente prática. Esculpirá de memória. Uma régua ou um paquímetro e folha de papel para cobrir a bancada completam o material. Os blocos podem ser adquiridos no mercado. As espátulas atuam em blocos de cera na forma de um paralelepípedo com cerca de 40mm de altura e 15mm de largura.uma servirá para a escultura e a outra. que poderá ou não ser usada como parte da escultura se faltar material na borda incisai ou nas cúspides.divide-se o bloco ao meio e demarca-se com linhas nos quatros lados as duas metades . ou iniciar uma nova escultura. É interessante aumentar entre 10 e 100% as dimensões do dente natural para facilitar o manuseio e melhor evidenciar os detalhes. Como esculpir um modelo de dente Material O material utilizado inclui dois instrumentos de muito uso em Odontologia a espátula Lê Cron. e a espátula ou esculpidor Hollenback. Se ocorrer o erro por excesso de corte ou desbaste.

quadricula-se de leve a área do bloco ou treina-se com lápis sobre papel. projeta-se com dois riscos paralelos a dimensão mésio-distal do desenho na área reservada para a borda incisai ou face oclusal.no quadrilátero reservado à coroa.ÁL-AW 115 Figura 5-1 . Recorta-se o excesso de cera. Se houver dificuldade na reprodução do contorno da coroa. desenha-se a face mesial bem no centro da superfície recortada. por medida de segurança.5mm a l mm envolvendo o contorno. e) recorte da cera. Desenho do contorno vestibular do dente (Fig. 5-lc. traça-se o contorno da face vestibular do dente com uma das espátulas ou com um lápis de ponta fina. por exemplo. Recorte da cera e desenho do contorno mesial (Fig. observando as mesmas dimensões. o paralelismo não pode ser observado. Polvilham-se as linhas com giz ou talco. É aconselhável demarcar a distância mésio-distal previamente medida. mantendo-se no bloco o perfil mesial da coroa e da porção radicular.\!HIVER$IOADE FEDERAL 00 r^RÃ CURSO DE ODONTOLOGIA FRANCISCOG. respeitando-se a extensão de segurança de 2mm. a ponto de aparecer no lado lingual um contorno semelhante ao do vestibular.Etapas de uma escultura dental em cera: a) preparo do bloco. Certificar-se de que as dimensões sejam bem medidas e transferidas. d) desenho do contorno mesial. Voltando-se agora para o lado marcado com M. Os dois recortes precisam ser paralelos. Um desenho correto é fundamental para se chegar a uma boa escultura. troca-se de lado se for necessário. completa-se o desenho traçando a porção radicular. f) acabamento. que possui face lingual maior que a vestibular. Depois. c) recorte da cera. 5-lb) .em seguida. Remove-se o excesso de cera dos lados mesial e distai até atingir o contorno desenhado. e) . As superfícies devem ficar bem lisas e o paralelismo deve ser conferido com um paquímetro. d. A experiência aconselha deixar sempre um excesso de 0. . para acentuá-las. No caso do primeiro molar superior. desenha-se novamente. b) desenho do contorno vestibular do dente.

sem que fosse bem imitada. faces de contato paralelas e não convergentes para a cervical (sentido vertical) e para a lingual (sentido horizontal). 5-lf) . acentuando-se assim as convexidades das várias faces. . as linhas se transformarão nos sulcos e os planos de corte. 5-2). obtém-se melhor noção da localização definitiva das cúspides e cristas marginais. 3. colocam-se ambas as peças sempre nas mesmas posições e tenta-se perceber o que a natureza fez. 5-3). Pretendem com isto ganhar tempo e suprimir as fases que consideram menos importantes. falta de bossa vestibular (excesso de cera no terço médio e escassez no terço cervical). 6. cristas. colo exageradamente constrito. falta de convexidade e de inclinação lingual da face vestibular (a borda incisai fica deslocada vestibularmente e não centrada no eixo do dente). dentro desta fase da escultura. Terminada a escultura da face oclusal. Traça-se na face oclusal linhas que corresponderão ao tamanho e a posição dos sulcos (Fig. • Erros mais comuns As primeiras esculturas de incisivos e caninos geralmente mostram uma série de falhas. Para completar o acabamento. 2. com o gume cortando a cera em direção às linhas traçadas. dimensão vestíbulo-lingual excessiva no terço cervical e delgada no terço incisai. São as áreas correspondentes à linha equatorial"" e ao maior contorno inciso (ocluso)-cervical nas quatro faces axiais*. primeiro seco e depois umedecido em sabão líquido. usando-se pano de seda ou algodão. sulcos e fossetas. Para o desbaste consciente do excesso ainda existente. excesso de arredondamento do ângulo disto-incisal. faz-se uma judiciosa análise da peça esculpida para que pequenos detalhes sejam acertados ou refeitos. Se se for comparar com um dente modelo.ESCULTURA EM CERA DE DENTES ISOLADOS Até este ponto tem-se uma forma ainda tosca. Escultura-se com a espátula Lê Cron inclinada em 45°. fossas. 7. Promove-se ou acentua-se as convergências das faces nos sentidos horizontal e vertical.nesta etapa bisela-se e depois arredonda-se gradativamente os ângulos diedros* e triedros*. Começa-se então a esculpir cíngulo. porém já próxima da definitiva. O estudante sem prática frequentemente comete os seguintes erros: 1. Desta maneira. tem-se que determinar os locais onde nenhum corte pode ser feito. nas vertentes das cúspides e nas cristas marginais (Fig. deve-se remover irregularidades e atingir o brilho final. sem isentar o aluno da essencial escultura dos detalhes finais. Ao se aprofundar o corte. Acabamento (Fig. quando se requer conhecimento anatómico. 5. 4. cíngulo diminuto e cristas marginais não evidentes. Demarca-se a linha cervical e dá-se forma ao início da raiz. A escultura da face oclusal é iniciada depois que ela já esteja com seu contorno delineado e as bordas mais ou menos arredondadas. Há professores que fornecem aos alunos os blocos já recortados. cúspides.

ponte de esmalte saliente e fora de posição no primeiro molar superior. f) escultura da crista marginal e respectiva fosseta. c.Contorno oclusal em cera de premolares (primeiro superior e segundo inferior) e molares (primeiro superior. d.Estágios da escultura da face oclusal de um primeiro premolar superior: a) contorno oclusal com linhas de orientação (corresponde ao primeiro desenho da Fig. 11. falta de bossa vestibular e colo muito constrito (para se evitar esta forte tendência. 5-2). detectam-se as seguintes mais frequentes: 8. 9. . com a demarcação de linhas para orientar o início da escultura da face oclusal. face vestibular chapada no molar superior. e) escultura das vertentes triturantes e arestas das cúspides vestibular e lingual. cristas marginais muito delgadas. a partir da ceroplastia dos premolares. cúspides dos premolares superiores muito próximas ou muito distantes entre si. 15. pode-se deixar excesso de cera ao nível do colo durante o recorte e só removê-lo no acabamento). O treinamento faz com que. as falhas sejam menos grosseiras.117 Figura 5-2 . b. "quadradão" nos molares superiores). Mesmo assim. 14. 13. contorno oclusal impróprio (ovóide quando deveria ser pentagonal no primeiro premolar superior. 10. 12. falta de inclinação lingual da face vestibular do molar inferior. primeiro inferior e segundo inferior). Figura 5-3 . cúspide muito arredondada (sem evidenciar arestas e vertentes).

Esta técnica simples de escultura dental para alunos dos primeiros anos completa seu estudo anatómico. Ela pode ser complementada pela construção de porções ausentes de dentes naturais danificados por cárie ou fratura. significa ter desenvolvido habilidade e ter aprendido a anatomia do dente. O que importa é que o aprendiz se desenvolva o suficiente para esculpir qualquer face de qualquer dente. Figura 5-4 . com boa proporção e acabamento. Professores criativos costumam adaptá-la a sua maneira de trabalhar. Outras técnicas mais refinadas poderão ser praticadas em disciplinas mais avançadas do currículo odontológico. Fazer uma escultura com todos os detalhes bem acabados. de memória. Modificações da técnica apresentada são as mais variadas. . A tarefa começa com o preenchimento da área faltante com cera derretida em excesso e continua-se com a escultura das elevações e depressões. 5-5.ESCULTURA EM CERA DE DENTES ISOLADOS Considerações finais As etapas da escultura do incisivo estão indicadas no trabalho sequencial realizado em seis blocos de cera e mostradas na figura 5-4. 5-6 e 5-7). conforme especificadas na figura 5-1.Etapas da escultura. para que seja devolvida ao dente a sua formação anatómica original (Figs.

Figura 5-7 . vistos por outros ângulos de observação. para ser esculpida.119 Figura 5-5 .Restabelecimento da forma original dos dentes da figura anterior. Figura 5-6 . .Os mesmos dentes das duas figuras anteriores. sulcos e cristas marginais que haviam sido destruídos. pela escultura de cúspides.Dentes molares inferiores com a coroa semidestruída por cárie e preenchida com cera derretida em excesso.

Apêndice l Estudo Dirigido l Glossário l índice Remissivo l .

para acompanhar e aproveitar bem este roteiro. . de incisivos centrais e laterais superiores.. com suas bordas mesial e distai convergindo para cervical. ele existe e faz com que o longo eixo da raiz não coincida com o longo eixo da coroa. Depois do estudo teórico da anatomia dos incisivos superiores. com a face vestibular de frente para você. Perceba que o lado mesial é retilíneo e o distai apresenta uma pequena angulação entre a coroa e a raiz. que introduz e contextualiza o assunto. 16. se ela estiver sempre distante. ilesos (livres de cárie ou fratura). Outro detalhe: normalmente a raiz é retilínea. R!BLiCTECA. Vamos agora aos pormenores. individual. de modo que a coroa fique para baixo. L. Segure-o pela raiz.M'u Estudo dirigido sobre incisivos superiores Estudar diariamente e não apenas sob pressão. Pronto.FRANCISCOaÂi. Repare que a coroa é bastante larga. Veja a área do colo e examine os lados mesial e distai da junção cemento-esmalte. Tenha ou não participado da prática de laboratório em sua faculdade. dentre várias outras. Cruz Rizzolo CUR. Modelos de boa qualidade também servem.PROFDR. Esteja de posse de alguns espécimes típicos. sob a denominação "Desvio distai da raiz". daí a angulação. 2. tentar transformar-se. É o procedimento próprio dás aulas práticas de graduação. Ela é pouca coisa maior que a altura da coroa. sem (ou com muito pouco) desvio distai. Comecemos pelo incisivo central superior (ICS). traçar metas de aprendizagem. nada melhor que desenvolver um estudo prático para dar realidade ao aprendizado e consolidá-lo. Em alguns dentes há pouca convergência e as bordas são quase paralelas. providenciamos para você este roteiro de estudo prático. seu estudo será mais significativo. como nas vésperas das avaliações. fazer projetos de estudo. Servirá para complementar aulas assistidas ou para substituir aulas perdidas. Este fato nos remete a uma característica comum a todos os dentes. mas é bastante robusta. Ainda que no ICS esse desvio seja mínimo.SOOEODONÍUU. Repare também que a raiz não é longa. Mas estudar com vontade (sem vontade é o mesmo que comer sem apetite) e. contando com material didático apropriado. em laboratório. Se quiser fazer um desenho desse contorno. explicada na pág.123 Estudo Dirigido Em parceria com Roelf J. você já fez o primeiro exame do dente pela face vestibular e já reteve na memória sua forma e contorno.

em comparação com a área de contato distai). . Ainda pela vista vestibular do ILS. de acordo com o método de dois dígitos (veja à pág. você entenderá melhor que a angulação distai. 10) fique mais próxima de incisai no lado mesial (porque está mais deslocada para incisai do que para cervical. cuja explicação é acompanhada de sugestivos desenhos (Figs. Enfim. 1-14 e 1-15). Imagine só. identifique cada um dos sete dentes e compare as suas respostas com as respostas dadas à pág. Abra o livro à pág. mas também porque a borda distai da coroa é mais convexa ou abaulada. da pág. com seu terço apical deslocado para a distai. não é mesmo? E se ela está localizada distalmente. selecionados e fotografados pelo Dr. 1-13. Faça o mesmo exercício com outros dentes secos. Passemos a outro detalhe: diferenças entre os lados mesial e distai da coroa. avulsos. 4. no encontro da coroa com a raiz do ICS. Visto o ICS. exuberantemente. Examinando-o pela face vestibular. Volte agora à Fig. 14. fica mais fácil estudar e entender a forma do incisivo lateral superior (ILS). conforme se pode ler no primeiro parágrafo da pág. a borda distai mais baixa e mais curva ou mais convexa que a mesial. 6). Pois é. de raízes curtas e retas. Este é menor e tem um aspecto mais esguio (afilado. Isto faz com que a área de contato (veja a Fig. da Fig. da UNESP de São José dos Campos. Um dos lados é mais reto e alto e o outro é mais curvo e baixo. está claro que o dente é direito. a diferença entre os ângulos mésio-incisal e disto-incisal. vamos para a melhor parte do estudo. 6. vêem-se repetidos os caracteres anatómicos comuns aos dentes permanentes. Finalmente note que o ângulo disto-incisal é mais rombo (arredondado) que o mesial. analise bem todo o conjunto e dê um diagnóstico. e tente identificar cada um dos sete dentes da segunda fileira. 78. 5. A angulação coronorradicular do segundo dente está bem acentuada. já descritos. 7. pág. São dentes típicos. lembra-se da teoria? Na relação dos "Caracteres anatómicos comuns a todos os dentes" há dois deles à pág. 2-35. 59 e examine os sete dentes da fileira do alto. como a angulação coronorradicular distai. longa. 2-35. Cheque com as respostas da página 78. Revendo-os. Reconhecendo esses ângulos você pode determinar com segurança se o dente analisado pertence ao lado direito ou ao lado esquerdo. 13. existe não somente porque há um pequeno desvio distai da raiz. Veja como os dentes são largos. Ou seja. que porventura você tenha ou que pertençam ao Laboratório de Anatomia ou a seus colegas. 59.APÊNDICE 3. observe os detalhes mencionados. 1-7. Os dois primeiros mostram. Um 11. mais estreito e alongado) do que o outro. Para terminar. é preciso analisá-la bem pelo lado lingual para tentar distinguir os ângulos formados com as faces de contato. duas características logo saltam à vista: o arredondamento exagerado do ângulo distoincisal e a raiz adelgaçada. Horácio Faig Leite. se um dentista inverter a forma dos ângulos mésio-incisal e distoincisal! Que maçada! O paciente ficará com o rosto transformado! Conseguiu ver todos os detalhes lembrados por nós em seus dentes de estudo? Se a borda incisai dos seus modelos está muito desgastada.

que o terço cervical da coroa é muito maior que o terço incisai. será mais. 2-36 e faça o exercício de identificação dos 14 dentes. Muitas vezes eles não se formam. as faces vestibular e lingual naturalmente convergem para a incisai. em vista da face lingual da coroa ser mais estreita. Se você ainda estiver com o livro aberto na pág. note que. Normalmente. Se você acertou 90% ou mais. Na realidade. no sentido vertical. ambas têm comprimento similar. no geral. 2-4 aparece um bem formado. O mesmo acontece com a raiz. para saber (lembrar?) porque. nenhum sulco. E proporcionalmente mais longa. . 9. Pegue agora um ILS para comparar a forma da vista lingual.. que também é mais estreita na lingual. 60. Depois. 10 e 11 e que vale a pena reler. compare os dois grupos de sete dentes enfileirados na Fig.difícil estudar os outros porque eles são mais complexos. formando uma curva suave. Leia sobre direções convergentes das faces de contato no sentido horizontal.. em você mesmo. conhecida como forame cego. dos sete dentes incisivos laterais. Além das mesmas diferenças de contorno já estudadas na vista vestibular. Para terminar o aspecto lingual. mas na Fig. No limite entre o cíngulo e a fossa lingual não há solução de continuidade. O que mais caracteriza a face lingual do ICS é a presença do cíngulo no terço cervical e da fossa lingual ladeada pelas cristas marginais. nas cristas marginais (mais salientes) e na fossa lingual (mais profunda). fossa.125 8. Confira com as respostas à pág. 11 e 12. O contorno lingual é o mesmo da face vestibular porque é o contorno vestibular que se vê ao fundo. menos volumoso. 2-36. Na Fig. No limite entre o cíngulo e a fossa. a forma da raiz do ICS é a de um cone. nos terços restantes. A do ILS é mais achatada no sentido mésio-distal. O cíngulo proeminente do quarto dente debaixo é uma exceção. conforme você já leu nas págs. Aproveite para examinar bem a Fig. Brincadeirinha! Mais ou menos brincadeirinha! 11. notam-se mudanças no cíngulo (mais estreito. 78. 12. está ficando bom nisso! Os incisivos são mais difíceis porque são os primeiros dentes a serem estudados. Esta característica é comum a todos os dentes. mas a coroa do ICS é maior que a do ILS. ele só aparece em quatro. por este aspecto mesial. Conseguiu ver tudo isso? Se os seus dentes não têm forame cego. conforme se pode ver nas fotos das págs. às págs. cristas) podem ser sentidos na ponta da língua. fosseta ou fissura se interpõe nesse limite. menos arredondado). O cíngulo continua-se insensivelmente com a fossa. Compare também o contorno da borda vestibular e note que ele é mais convexo no ICS e mais reto no ILS. 59 e 60 e na Fig. 2-1. Está na hora de virar o dente e examiná-lo pela face lingual. não fique triste. 2-37 (vista mesial) e constate a maior proeminência do cíngulo e da bossa vestibular do ICS. frequentemente aparece uma fosseta ou uma depressão em forma de ponto. Estes elementos arquitetônicos dentais (cíngulo. Vê-se claramente. 10.

Presumimos que já tenha seguido o Guia de Estudo. confira com os pormenores comparativos que aparecem no quadro da página 58. Nesta última. Nota-se ainda. é uma característica forte dos incisivos inferiores. Compare agora com a mesma borda dos incisivos inferiores (ICI e ILI). 2-39. Terminou! Dê uma repassada nos seus dentes-modelo para verificar se todos os elementos descritores foram bem aprendidos. é bem acentuada? O que acha? Se os seus dentes o deixam em dúvida se é acentuada ou não. Menos convexa ainda. no sentido vertical (característico comum a todos os dentes. comprovaremos isso. com a face vestibular de frente para você. Ao comparar os dois dentes incisivos superiores. detenha-se nos dois últimos dentes da fileira dos ICI e perceba que há uma grande tendência ao paralelismo. 2-6 e 2-38. Essa "retidão" da borda vestibular. como se fosse umapenumbra entre a noite e o dia. Terminamos o estudo anterior observando dentes pelo aspecto mesial e verificamos que a linha da borda vestibular é menos convexa no incisivo lateral do que no central superior. vistas por uma das faces de contato. Revisá-la sempre é trazê-lapara a luz. Estudo dirigido sobre incisivos inferiores Revisar constantemente os assuntos para guardá-los na memória a longo prazo. Passemos à face vestibular. Na realidade. entretanto. para fazer este estudo prático. de modo que a coroa fique para cima. não é mesmo? E o que você nota no contorno? A convergência das faces de contato para a cervical. são o cíngulo pouco elevado e a grande dimensão da raiz no sentido vestíbulo-lingual.APÊNDICE 13. 1. Pelos demais ângulos de observação. observe as Figs. Assegure que os dentes macerados ou modelos. 2-5. o maior tamanho do incisivo lateral e o maior desenvolvimento de suas partes constituintes. págs. fica em uma posição intermediária. Segure seu(s) dente(s) ICI pela raiz. sob uma orientação nova. com todo o material de estudo à mão. Voltaremos ao assunto. Aqui você vai repetir essa identificação. e que já tenha respondido perguntas sobre identificação dos dentes que aparecem nas fotos. Para iniciar este estudo dirigido é preciso estar em local adequado. 2. em posição confortável. alguns assuntos ficam vivos na memória e outros são dela excluídos. tal como aparece na Fig. né? Convexidade quase zero. silencioso. É bem mais estreito que o ICS. Bossa vestibular do terço cervical bem acanhada. Aproveite a base de conhecimento que já possui. Outras características. por este ângulo de observação. . seus ou do laboratório. vista por uma das faces de contato (mesial e distai). Bordas das faces de contato quase paralelas. não a deixando ir para a escuridão do esquecimento. 10 e 11). estejam à sua disposição. A maior parte do aue se aprende.

de modo que possa ter a visão da borda incisai por incisai. 7. A anatomia é pobre. trata-se de um dente de simetria singular. Bem na vertical. Bem. Praticamente são ângulos retos (não obtusos. analise os ângulos incisais. e 3) o ângulo disto-incisal é mais arredondado que o mésio-incisal. pág. Como não há muito a mostrar nessa face. Passe os dedos na raiz e sinta que o sulco é mais profundo no ILI e principalmente no lado distai. é mais provável que o ângulo mésio-incisal fique mais desgastado e. que já assistiu às aulas ou que já estudou a teoria. compare seu diagnóstico com aquele da pág. Realmente. mostrando extraordinária semelhança. atribuindo números aos dentes. Além disso. Ainda por vestibular. agora. o eixo do dente deve coincidir com a direção do seu olhar. isto é. 2) as faces de contato apresentam maior convergência na direção cervical. os acidentes anatómicos não são muito evidentes ou desenvolvidos. isto é. tal como aparece na Fig. que divida o dente exatamente ao meio. portanto. O cíngulo é miúdo. Pronto? Se você disse (pensou) que pela vestibular o ILI: 1) é de maiores dimensões. uma linha que corresponda ao eixo ânteroposterior da coroa. mas tem a mesma forma. Na superfície lingual não há muita novidade. 4. A raiz do ILI é só um pouco maior. A grande diferença é a tendência de se encurvar em direção distai. Depois. As cristas marginais e a fossa lingual são vestigiais. 78. a partir de agora. 8. toda a face lingual é mais estreita que a vestibular. 2-38 e identificá-la. vejamos a raiz do ICI. quando se compara suas duas metades. os dois ângulos ficam no mesmo nível. Praticamente não há diferenças entre ambos os incisivos. Assim. Segure um ICI pela raiz. Pedimos para manusear seus dentes de estudo e fixar bem a imagem de uma raiz reta e apertada. Você já pode. . Seu exercício. não pode inclinar o dente. é analisar cada foto de dente da Fig. você já havia visto que a raiz é larga na mesial ou na distai. 61. traçar mentalmente uma linha vestíbulo-lingual. esse dente tem um contorno que tende para o triangular (no central o contorno é puxado para o retangular). Tão larga e achatada que tem no meio um sulco longitudinal. numa posição (nível) mais baixa. 2-40. Ainda na visão vestibular. Tá? Vamos dar um tempinho para você pensar e organizar suas ideias e dar sua resposta. 5. Se não houver. Se houver desgaste da borda incisai. A mais estreita dos arcos dentais. nem fotografias dela exibimos no livro. vamos examinar esses dentes pelo aspecto incisai. 6. com sinais de assimetria devido a um ângulo disto-incisal obtuso e em nível mais baixo. sem arredondamento) e não há diferença entre um e outro. Neste momento cabe uma comparação com a face vestibular do ILL Você. Finalmente. a mesial e a distai. A borda incisai deve ficar paralela ao seu tórax ou ao plano anterior ou ventral de seu corpo.127 3. vai explicar direitinho o que o incisivo lateral tem de diferente do central. você acertou.

mas não é reta como no incisivo.). mas não em todos) a falta de simetria. então. 9. 60. Compare o que está vendo com o que é mostrado na fileira de cima da Fig. Estudo dirigido sobre caninos Reconstruir as aulas. 78. É o aprendizado como resultado de uma atividade formadora em que se constrói algo. L Dente canino superior (CS) na mão! Coroa para cima. Cruzamento ortogonal. mas nunca com desvio mesial. O longo eixo do dente passa por ela. cristalizar (fazer algo) com as mãos aquilo que aprendeu ou está aprendendo. recitar o que aprendeu (por exemplo.128 APÊNDICE Verá. ou se encurva pouco para a distai. que você já deve ter estudado de outra forma (assistindo a aulas expositivas com ou sem projeções de figuras. eu lembro. em dimensão. examinando macromodelos. eu esqueço. Termina-se por ele. Como foi ressaltado. Passa também pelo ápice da raiz. Aproveite para ver o quadro comparativo entre incisivos inferiores na pág. Este estudo dirigido fecha o subcapítulo sobre caninos. Essa ponta é o vértice da cúspide e fica realmente bem no meio. E este lado é o distai. O mesial é mais curto e menos inclinado. Confira com as respostas à pág. com uma ponta no meio. ou seja. A borda incisai continua tendo este nome no canino. O cíngulo fica deslocado para um dos lados. Posicione um ILI da mesma maneira. acompanhando explicações laboratoriais. Este é mais um detalhe para confirmar a simetria dos lados do ICI. comprove esse detalhe anatómico verificando os dentes de baixo da mesma figura e identifique cada um deles. o que eu vejo. fazendo desenhos e/ou esculturas dentais etc. como na escultura dental. que esse eixo é perpendicular à borda incisai. Portanto. faça seu olhar cair a prumo sobre a coroa e note (na maioria dos espécimes. Para terminar. servirá de teste de seus conhecimentos prévios. 2-40. o cíngulo do ILI pode estar centralizado. Veja que a altura e largura da coroa são mais ou menos equivalentes. por exemplo. ao mesmo tempo. raiz para baixo. Chegou a hora da comparação. cujos segmentos mesial e distai não são iguais. correspondem à aresta longitudinal. vistos por vestibular. o que eu faço. O propósito é oferecer a você um momento solitário de aprendizado final do assunto que. eu sei". Face vestibular de frente para você. sem desvio distai. desenvolvendo o Guia de estudo deste livro. corta-a em ângulos retos. o que significa dizer que o dente é bem retilíneo e que sua raiz não se encurva. preparar e dar uma pequena aula em voz alta para uma classe imaginária). . que é um resumo das diferenças anatómicas entre esses dois dentes. É angulosa. não se começa por este estudo. Os limites (bordas) da cúspide. "O que eu ouço.

como no 4a dente de cima e no 2° debaixo. No Cl também. a distai é mais "lingualizada". Quer mais? Vá à página 13 e veja a coerência: "Face mesial maior que a distai" (leia da 4a à l P linha). 1-7. isto é. mais "barriguda". Ela quase toca a linha superior dos limites da fotografia! Veja também a Fig. o 52 e o 7. Só que está adormecida na sua memória. A face vestibular é bastante convexa em todos os sentidos. Certifique-se de que o dente está em posição vertical e o seu olhar também (a prumo). Enquanto a mesial é mais "vestibularizada". Abstraia a metade mesial e a metade distai dessa face. Anatomia é fácil. apresentem uma tendência ao paralelismo. No sentido horizontal essa convexidade é maior na metade mesial do que na metade distai. Lembre-se da regra geral: face mesial mais alta. isto é fácil. que é um canino. Repare que a metade à direita de quem olha também é mais proeminente. Horácio. vá direto nos caninos e localize o nível do retângulo no lado mesial e no lado distai. A metade da face vestibular (a de cima) à direita de quem olha é mais robusta e mais proeminente.2-41 mais tempo. e você sabe. A linha de visão tem que coincidir com o longo eixo do dente. 2-41. . é que começa a ficar bom. Fica mais fácil fazer as comparações! Veja. 7. 62. Localize a face vestibular ou o que dá para ver da face vestibular. Note que a metade mesial é mais convexa e mais saliente. pág. e se detiver no segundo dente. Suas bordas mesial e distai não são quase paralelas? Fique sondando a Fig. 3. logo abaixo. a partir do vértice da cúspide. 2-3 (pág. quando a gente chega nestas páginas da frente. Entendeu legal? Vai ficar mais legal se você passar os olhos na Fig. Está com dificuldade de determinar a área de contato em cada face do dente? Ora. Vamos recapitular. Dizemos que a coroa do Cl é alta e estreita. mais projetada para a frente. quando olhou pelo aspecto incisai para procurar o desvio do cíngulo. 10 e examine a Fig. por exemplo. O contorno da face vestibular do Cl é distinto. 2-9 a 2-11 e na Fig. 33). para distinguir bem as diferenças entre o CS e o Cl e entre os lados mesial e distai de ambos. Pág. 36) que mostra um canino inferior (Cl) na mesma posição. né? Outra regrinha geral: borda mesial da face livre (vestibular ou lingual) mais reta e borda distai mais convexa. 2. tem um aspecto alongado com a altura superando a largura. Abstrair significa considerar separadamente. menos proeminente. enquanto a coroa do CS é baixa e larga. São seis linhas e meia. Pronto. 8: "direção das faces da coroa no sentido horizontal". o 3a. do que a distai. Leia. por que não! Isso tem explicação. Entendeu? Não? Então veja o CS da Fig.dente da fileira de baixo. 1-5.129 Você está por dentro desses termos? Sabe o que significam. Esta é mais recuada. Para facilitar. com os dentes do Prof. conforme se pode observar nas Figs. Duvida? Então posicione o dente tal como você fez com os incisivos inferiores. 27 (pág. distai mais baixa. Volte à pág. Esse alongamento no Cl faz com que as bordas mesial e distai convirjam menos para a cervical. com as áreas de contato marcadas com um retangulozinho. ou é melhor consultar o Glossário? Ou recordar o que é cúspide e aresta longitudinal na pág. mais arredondada. área de contato da mesial mais próxima de incisai e da distai mais próxima de cervical.

106. Cíngulo e cristas marginais acanhados e crista cérvico-incisal ausente. Aos seus lados duas pequenas depressões podem ocorrer. Nele é demonstrável que o longo eixo da coroa se continua com o longo eixo da raiz. Na última foto (Fig. Vamos lá? Para conferir.APÊNDICE 4. Em termos de largura. a raiz do Cl é mais estreita. Destaca-se bem no centro da face uma ampla. que deveriam primar pela tipicidade tanto da coroa quanto da raiz. Foi dito aqui que a raiz do CS costuma ser retilínea. as Figs. Esta é outra variação para atrapalhar os procedimentos endodônticos. 78. Tal como nos incisivos superiores e inferiores. A raiz do Cl é que se desvia mais para a distai. a partir do terço médio ou do terço apical. já que estávamos falando dela. 2-11 (pág. Continuando este estudo dirigido do canino pela face lingual. Pela face lingual. 5. para lembrar que a anatomia não é matematicamente correta e que a forma básica às vezes se distancia daquele normal estatístico onde se encaixam os típicos. O dentista deve contar com a birradicularidade de antemão. vamos à coroa. Já começa radiografando com o cone do aparelho deslocado mais para distai ou para mesial a fim de tentar "descobrir" as possíveis raízes sobrepostas. os caninos estão alinhados pela face mesial para que seja mostrado o seu perfil. vamos começar pela raiz. 8. Veja os dados na pág. 2-41 e 2-42 não mostram bem esse detalhe. fossa lingual. porém rasa. 2-43 porque a tomada fotográfica foi feita pela face mesial. se bem que mais estreito. o mesmo acontecendo com as cristas marginais. Em alguns caninos inferiores o sulco é tão profundo que chega a dividir a raiz em duas. de tal modo que não há ângulo entre coroa e raiz (como nos premolares inferiores) e os extremos da coroa e da raiz . Achamos que você já tem elementos suficientes para reconhecer o lado de cada dente da foto. foi bom encontrar essa variação anatómica. E é claro que o canino inferior birradicular irá possuir dois canais radiculares. Não aparece bem na Fig. Em parte. 6. Entretanto. 2-43). 2-42 não oferecerá dificuldades (solução na pág. O pior ainda é que na Fig. Frequentemente. 9. Como o contorno da face lingual é praticamente o mesmo da face vestibular. 78). também o CS é mais desenvolvido que o Cl. Seu cíngulo é bem mais volumoso. Tanto é que os sulcos longitudinais são mais acentuados na raiz do Cl do que na do CS. é raro. Menos larga que na face vestibular. o sulco longitudinal distai é bem mais profundo que o mesial. E é mesmo. resulta que a identificação dos dentes da Fig. os normais. uma crista de disposição cérvicoincisal é notada entre o cíngulo e o vértice da cúspide. mas acontece. Os dentes. 7.3%! Muitas vezes com disposição bilateral. E tal como nos incisivos laterais inferiores. os comuns. o canino tem o terço apical da raiz voltado para a mesial e não para a distai! Isso acontece. cirúrgicos e até periodônticos! E não pense que isto ocorre uma vez na vida e outra na morte! A prevalência é alta: 5. pág. não são bem representativos. Compare com o Cl e constate a pobreza anatómica da sua face lingual. 40).

Mais importante do que examinar as figuras indicadas é examinar os dentes secos naturais. ou se faltou à aula. de se reproduzir um colo com depressão circular exagerada. Se não estudou. Estudo dirigido sobre premolares superiores Lembrar que quanto maior for o número de sentidos estimulados. é uma tarefa árdua reconhecer os lados de contato dos premolares superiores. . construir imagens mentais. conforme pode ser visto na Fig. O segundo premolar (2PS) reproduz a forma do 1PS. partir de agora. A . melhor para você. fazer anotações. Aproveite para ver o quadro comparativo entre CS e Cl na pág. porque seus contornos são semelhantes. desenhos. Se já estudou no laboratório de sua faculdade. 2-15). que é um resumo das diferenças anatómicas entre esses dois dentes. maior é a chance de aprender. Este estudo dirigido se prestará então como um complemento. 10. Fazemos esta advertência porque há uma tendência durante a escultura dental em cera. A cúspide vestibular é mais volumosa que a lingual. deixando o dente reto. Quanto mais espécimes de premolares você puder usar. a borda incisai é substituída por face oclusal. usar esquemas. escrever. Suas duas cúspides são equivalentes em volume. A dimensão vestíbulo-lingual do terço cervical da coroa tem que ser maior no CS devido ao enorme cíngulo que ele tem. seguindo o mesmo tipo de roteiro utilizado para o estudo dos incisivos e caninos. o que facilita a tarefa de reconhecimento. Mas veja: essa dimensão do terço cervical da raiz é quase a mesma. no Cl também. Aqueles que aprendem melhor pela audição devem ficar atentos às aulas expositivas. debater com os colegas. com a diferença de ser menos anguloso nas bordas ou nas uniões das faces. peça emprestados mais alguns. Alguns espécimes exibem uma borda mesial notadamente mais reta e mais alta. 2-12. às explicações no laboratório. Isto significa que o colo não é estreito ou é muito pouco. com professor e colegas. O primeiro premolar superior (1PS) já apresenta uma larga face oclusal para triturar alimentos. ilustrações. que pode ser seguido em classe ou em casa. Se tiver poucos. se prestará como estudo prático substitutivo.131 ficam sobre esses eixos. mas aqueles que aprendem melhor pela visão devem ler. deixando-o superconstrito (coarctado). ótimo. mas outros não. Pela vista vestibular ele se parece com um pequeno canino superior. estudar lendo em voz alta. sendo que na vista lingual nenhuma porção da cúspide vestibular pode ser distinguida ao fundo (Fig. para consolidar seu aprendizado. Pelo aspecto lingual isto logicamente não ocorre. 1 Até este ponto do estudo você só viu bordas incisais para cortar alimentos. Olhando apenas por vestibular. 62. de tal modo que esta fica totalmente coberta pela primeira por esse aspecto vestibular. A nossa proposta é permanecer estudando anatomia dental na prática.

e 4a dentes da fileira superior. Como foi mencionado. É o caso. As Figs. mais para a mesial. O 6. 2-12) e que não existe no lado distai. que se volta para a mesial e não para a distai. muito frequente apenas no 1PS. Como a face mesial é ligeiramente maior que a distai. o que é melhor notado no primeiro premolar. Este livro não traz nenhuma foto deste detalhe. 2-12. os premolares também se encaixam dentro daquela condição geral das faces de contato convergirem para a lingual. que é bastante sugestiva. 78. Ao examinar o premolar por uma das faces de contato. ocorre-nos dar-lhe uma "dica". mas não muito.2-15 e 2-45 não deixam dúvida quanto a isso. 4. que cruza a crista marginal mesial (Fig. A figura revela também bordas mesial e distai facilmente reconhecíveis. mas você pode procurá-lo entre seus modelos de estudo ou os de seus colegas e professores. mas os dos alunos vêem e não enxergam! Ou enxergam e não vêem. porque nele as duas cúspides se equivalem em tamanho. é possível ver ao fundo pequena porção da crista marginal mesial. ao exame pelo aspecto distai.2-13. No 2.dente é impossível de ser reconhecido por este detalhe. 3. este sulco raso e relativamente largo termina no segmento mesial da aresta longitudinal. Em outras palavras. o segmento mesial da aresta longitudinal dessa cúspide é mais curto que o segmento distai da mesma. 3. no sentido horizontal.e 4. Ao exame pelo aspecto mesial não dá para ver nada da distai. a cúspide vestibular é tipicamente mais volumosa e mais alta no l PS. 3e e 5° dentes da fileira de cima. acomodando duas cúspides. Pelo aspecto mesial vê-se nitidamente um sulco ocluso-mesial. Veja que a fileira dos segundos premolares mostra uma face lingual proporcionalmente maior que as dos primeiros. . Você consegue enxergar isso? Diz-se que olhos treinados como o do professor vêem e enxergam. O que se vê pela face de contato é uma coroa alargada. Os 2PS acompanham essa tendência. Submeta a exame dentes secos naturais para comprovar isso e atente também para a Fig. 2-44. mas que em cinco dentes não chega a cobrir totalmente o contorno da vestibular. 5. 2-44.APÊNDICE Um detalhe interessante é a presença de um sulco de desenvolvimento entre os lobos central e mesial no primeiro premolar. Esmiuce bem a foto e perceba o desalinhamento entre os vértices das cúspides no 2°. Esta conformação é quase imperceptível no 2PS. por exemplo do 1Q.dentes da fileira inferior dá para sugerir fortemente o deslocamento mesial. promovendo aí uma pequena reentrância. sei lá. Daqui para a frente. Os vértices das cúspides linguais estão mais à direita na foto. Portanto. a face lingual tem que ser menor que a vestibular. 2. estabelecendo números a eles e confrontando depois com os números das respostas da pág. Além do maior tamanho de sua cúspide vestibular. comece a identificar dente por dente dessa Fig. Outro detalhe melhor notado no l PS é o vértice da cúspide lingual.

e mostrar em secção transversal uma forma de oito ou de haltere. O contorno da oclusal fica então puxado para o pentagonal. pela vista oclusal não é possível perceber a maior altura da crista marginal mesial. a raiz vestibular tem três canais em sete dentes entre 100. Tão maior. 78. 2-13 e 2-46. Quando há duplicidade. não é mesmo? No 2PS os ângulos são mais suaves ou nem existem.será que conseguirá acertar? Veja nas respostas da pág. Quando a raiz é única. Duplicada ou não. por certo acertará a identificação de todos os l PS das Figs. a raiz vestibular costuma ser maior que a lingual. a divisão radicular costuma ser no terço médio. vamos à porção radicular. Finalmente. que até nós. como nos incisivos laterais inferiores. que não raro ela própria também se duplica no 1PS (2% de dentes trirradiculares). Infelizmente.133 Outra característica diferencial da face mesial do l PS é uma depressão circular. às vezes o bulbo radicular é maior e a divisão ocorre no terço apical. Continuamos achando que a melhor maneira de estudar anatomia dental é fazer comparações entre dentes semelhantes ou dentes homónimos. A prevalência de premolares birradiculares é de cerca de dois terços entre os 1PS e um terço entre os 2PS. buscar suas próprias conclusões ou sua opinião própria sobre o assunto estudado. situada ao nível do colo. Fica sen- . Todos esses detalhes do 1PS confirmam que ele possui uma morfologia mais cheia de detalhes que a do 2PS. Nos dois casos.. Os ângulos formados pela borda vestibular com as bordas mesial e distai são evidentes. Estudo dirigido sobre premolares inferiores Evitar decorar simplesmente os assuntos. No 2PS é tudo ao contrário. os 2PS. o contorno fica sendo oval. Realizar esforços para entendê-los. tivemos dúvidas quanto à identificação.. Porém. Outra diferença: o sulco central do l PS é bem formado. apresentase alargada no sentido vestíbulo-lingual e achatada no sentido mésio-distal. como se pode comprovar nos dentes das mesmas figuras. após reflexão (construir o seu conhecimento). nota-se aquele aspecto anguloso do 1PS mencionado no começo. Essa fossa invade parte da coroa e parte da raiz. 2-13 e 2-46 são pródigas em evidenciar esta particularidade. autores do livro. vamos observar aspectos já conhecidos como a pequena reentrância formada pelo sulco ocluso-mesial e o pequeno deslocamento da cúspide lingual para a mesial. As Figs.. Melhor ainda. mais longo e fica um pouco deslocado para a lingual porque a cúspide vestibular é maior. 8i Para terminar. É mais fácil localizá-la nos dentes de estudo do que nas fotos do livro. Pela face oclusal. Com o que você já sabe. Tão achatada a ponto de ser profundamente sulcada. 6. 7.. A prevalência é invertida ao se considerar premolares monorradiculares. em forma de fossa rasa.

O desvio distai da raiz ajuda na identificação. no 1PI. com as arestas longitudinais menos inclinadas. que caracteriza o lado distai. por sinal. Comparando-se a face vestibular do l PI com a do 2PI. 2-47. como já foi dito. o que é melhor notado no l PI. não? Foi difícil também para os próprios autores que. 2-16 e 2-21. tendo em vista apenas a análise das fotografias. Estas são suas características principais. e no 2PI inicia-se no segmento distai do sulco central. registraram algumas dúvidas nas respostas da pág. isto é. Olhe com atenção dentes secos naturais para comprovar isso e também as Figs. A razão disso é a inclinação da face vestibular para a lingual e o tamanho diminuto da cúspide lingual. 3. os premolares também se encaixam dentro daquela condição geral das faces de contato convergirem para a lingual. 78. mas não se pode confiar nesse recurso porque. deve-se ressalvar que essas respostas foram dadas. no sentido horizontal. 2-18. de modo algum vá direto ao quadro resumido de diferenças anatómicas e nem às fotos das fileiras de sete dentes. nota-se a tendência deste último em ser mais largo e com cúspide mais baixa. sulco deslocado para a mesial e no 2PI. cúspide lingual pequena. Difícil. em seu lugar sempre aparecerá uma depressão. No l PI. sulco central curvo ou dividido por uma ponte de esmalte em duas fossetas. sulco deslocado para a distai. Nenhum dente mostra tanto de sua face oclusal pelo aspecto lingual quanto o premolar inferior. quando esta é formada. muitas vezes. Vamos detalhá-las. tente você reconhecer os 14 dentes da Fig. Tenha disciplina consciente. 44. mas é mais simétrica. 2-19 e 2-48 para ajudá-lo(a). 'L A face vestibular da coroa dos premolares inferiores é muito parecida com a dos superiores. JL Os premolares inferiores (1PI e 2PI) diferem dos superiores por apresentarem uma face vestibular bastante inclinada para a lingual. Passe a examinar agora seus modelos pelas faces de contato. depois os característicos diferenciais com as fotos e finalmente este estudo para amarrar o assunto. Mas. Principalmente o 1PI. Sulcos ocluso-linguais são frequentes nesses dentes.APÊNDICE do um estudo mais rico. distinguir a borda mesial e a distai. leia o texto explicativo inicial. Primeiro a teoria da pág. No entanto. . a face lingual tem que ser menor que a vestibular. Nós tentamos evidenciar isto no desenho da Fig. 4. O importante é que haja a depressão. o sulco iniciase na fosseta mesial. pode haver uma inversão do desvio. 5. presença de sulco ocluso-lingual e raiz menos aplanada (mais cónica). Portanto. Dentro daquele conhecido princípio da mesial mais reta e mais alta. Utilize as Figs. Mesmo que o sulco ocluso-lingual do 2PI não seja nítido. Além do maior tamanho de sua cúspide vestibular. Portanto. sem que houvesse acesso aos próprios dentes. de maiores possibilidades. Olhos treinados não conseguem. Confira. como se fosse um sulco mais largo.

não?! Só mesmo com o tempo e com a prática clínica você irá reter na memória todas essas particularidades! Mas. Que bom que você entendeu! Quem pensa que é fácil identificar a face mesial desses dentes engana-se. no l PI. 2-17 e 2-49 irão ajudá-lo(a) a reconhecer as faces oclusais mais comuns dos dois premolares inferiores. Não tem como fugir deste estudo. Quanta particularidade. na Anatomia. O sulco central é habitualmente curvo. nos 32. 6. muitas vezes transformado em fissura.000 exemplares de premolares. 52 e 72 dentes da fileira de cima.7%). Xo 2PI ainda pode-se notar uma mesial mais larga e mais alta. a ponto de provocar a bifurcação das raízes e isso não ocorre poucas vezes (6. 107 em diante. 78. sendo a mesial menor e mais deslocada para a vestibular e ligada à borda lingual por um pequeno sulco (o sulco ocluso-lingual já mencionado).5%). Imagine só. mas nem sempre é evidente. 5e. O mais espantoso é o número enorme de dois canais para esse dente (27. mas no l PI é comum a mesial ser mais baixa que a distai. Esses dados são próprios e a amostragem beirou 4. Imagine se você não colocar um sulco no lugar certo ou deixar de fazer uma bossa cervical vestibular ao esculpir uma coroa para o seu futuro paciente. A inclinação excessiva deixa a face vestibular bastante convexa.. A raiz tem sua forma básica cónica. que vêm vindo aí. Tão inclinada que atrai o ápice da cúspide vestibular para o longo eixo do 1PI. Por esta vista. O 2PI geralmente mostra um sulco central completo. 8. o início está aqui. Quando essas cúspides linguais são consideravelmente grandes. Dois canais também (4. Comprove isso na Fig. No lado mesial do l PI é frequente o aparecimento de um sulco longitudinal. o 2PI tricuspidado passa a ter o lado lingual maior que o vestibular. mas é mais estreitada pelo aspecto vestibular ou lingual e mais larga quando observada por mesial ou distai.135 Comprove que a face vestibular é realmente inclinada em direção lingual. como sempre. Identifique cada um desses 14 dentes e compare. Mais detalhes podem ser obtidos na pág. com as respostas da pág. A fissura pode se aprofundar tanto. com a bossa cervical muito proeminente. O primeiro é caniniforme e o segundo é molariforme. uma periferia circular. As Figs. Esse sulco ocluso-lingual chega a dividir a cúspide lingual ern duas.. A face oclusal do l PI tem uma periferia oval e a do 2PI. esse sulco ser interceptado por uma ponte de esmalte que o transforma em duas fossetas. com uma ramificação em direcão línguo-distal. fica evidente a desproporção entre as cúspides linguais do 1PI e do 2PI. Bifurcação radicular do 2PI é mais rara (1. 7. É muito comum. ocasionando uma exceção para a regra da direcão convergente das faces de contato para a lingual no sentido horizontal. 2-48.. se você não souber distinguir um molar superior de um molar inferior na disciplina de Dentística ou de Prótese.1%)..5%). sendo que a disto-lingual é de menor tamanho que a mésio-lingual. . que lhe dá uma forma de Y.

A raiz lingual é reta. consequentemente. 2e) a borda mesial é mais reta e mais alta e. Constate isto não apenas nos seus dentes de estudo. 78). conforme o método de dois dígitos. e apresenta uma linha cervical quase reta e não mais arqueada. A configuração do 2MS é semelhante à do IMS.. e fixe a vista na face vestibular. 2-50. Depois. mas também nas Figs. próximas uma da outra. O propósito é consolidar o assunto e testar os conhecimentos previamente alcançados. 3a) o colo é coarctado. a cúspide mésio-vestibular é a mais alta (além de ser mais volumosa). Veja como as raízes são paralelas e inclinadas. As raízes vestibulares são aproximadamente paralelas. Lembre-se da advertência do início: não se começa por este estudo. 2. 1. acompanhando assim aquela regra geral de "face mesial maior que a distai" (pág. segure um IMS pelas raízes. mas não ligadas entre si. 4. 2a) as raízes vestibulares são muito próximas. coroa para baixo. 2-24 e 2-50. Compare o seu dente com os dentes das Figs. Veja também que o espaço entre elas é pequeno e que no 3a e 6a dente quase há coalescência. 2-22 e 2-50 e note o seguinte: 1a) o contorno da coroa é trapezoidal. cónica. O primeiro molar superior (IMS) é trirradicular. é só confirmar com o professor se o resultado alcançado está carreto. termina-se por ele. mas são notórias duas grandes dessemelhanças: l-) a cúspide mésio-lingual é muito maior que a distovestibular. A cúspide mesial (mésio-lingual) obviamente é mais . mais apartada das outras duas. você logo diferenciará o lado mesial do distai. Somente o 2a e o 6a dente não apresentam muita inclinação.APÊNDICE Estudo dirigido sobre molares superiores Relacionar os conteúdos novos com os já conhecidos. de tal maneira que seus ápices se voltem um para o outro. quase unidas. Resultados na pág. paralelas e com acentuado desvio distai. 13). Frequentemente elas se mostram encurvadas. veja a desproporção de tamanho entre as cúspides em todos os sete exemplares da fileira de baixo. de acordo com as características anatómicas mencionadas e identificará dente por dente. com grande convergência das bordas mesial e distai para a cervical. Pois bem. Atribua um número para cada um desses dentes e faça a conferência (pág. O conteúdo novo tem sempre como base o antigo. formando uma ponte entre eles. Vire seu(s) dente(s) IMS para o lado lingual a fim de deparar com uma forma bem distinta. 3_. Este é o penúltimo roteiro de estudo dirigido desta seção. Nesta última foto. Estas ficam do lado vestibular. porém muito mais alargado que nos dentes estreitos que você estudou até aqui. Não perguntar ao professor "o que é isto?" sem antes ter tentado obter você mesmo a resposta. Olhando a primeira fileira de dentes da Fig. 78. bem separadas uma da outra e ligeiramente inclinadas para a distai.

nos quais falta a cúspide disto-lingual. Atente para o 2-. por esta razão. de tão larga. por exemplo. o quadro comparativo da pág. Um tubérculo (de Carabelli). 2-50. É curvilíneo porque ele começa na face vestibular em posição distalizada e avança mesialmente até alcançar o centro da face lingual. Na Fig.137 volumosa que a distai (disto-lingual). Comparando. Às vezes. Examinando a fileira debaixo da Fig. Primeira particularidade do 2MS que chama a atenção: cúspides linguais de tamanhos desproporcionais. para resumir e coroar o seu estudo. conforme menção feita à pág. Veja. 4-. Estes arranjos determinam uma face lingual menor que a vestibular e. 2-51 e aproveite para identificá-los.e 6. o 2MS não possui tubérculo de Carabelli. 2-52. Na vista mesial dos dentes das Figs.e 6. 2-51. Cúspide mésio-lingual mais desenvolvida. 2-22 e 2-26. repare que na Fig. ao fundo. 2-51 você comprovará tudo isso. comprovam-se esses detalhes todos. 6. uma pequena porção da lingual pode ser vista ao fundo. 5. . A disto-lingual é pequena e em razão disso o sulco que a separa da mésio-lingual não termina no centro da coroa como no IMS. As faces de contato são muito parecidas em ambos os molares. com um pequeno excesso ao fundo. A raiz lingual. tubérculo de Carabelli bem evidente no l-. A todo o momento fazemos comparações nas descrições do livro. raiz lingual robusta e com depressão linear em forma de sulco bem visível no l. No entanto. Chegou a hora da comparação com o 2MS. Fig. Em seguida você verá como a face oclusal fica modificada em razão da ausência da cúspide (Fig. larga e alta. 68 que você irá consultar no final. A mesial é sempre maior (as faces livres convergem para a distai no sentido horizontal. 2-51.e 2a dentes da fileira debaixo).dente da Fig. reta. uma raiz lingual menos larga e sem sulco longitudinal. mas o sulco que as separa já não é retilíneo como na face vestibular. Ao observar os dentes da fileira de cima da Fig. chama a atenção como agregado da cúspide mésio-lingual. l. 2°. Nem existe. de tamanho variado. a cúspide nem se forma. como seria de se esperar. uma exceção à regra.dentes. a lingual tapa toda a vestibular. 7. 5. aprende-se melhor.e no 2dente e face lingual maior que a vestibular. quase cobre as raízes vestibulares ao fundo. Finalmente você deve divisar o contorno da face vestibular. Ao comparar as duas faces livres (vestibular e lingual) do IMS. sulco principal curvo. 2-24. 1-5).dentes. É por isso que nós desenhamos o l. na maioria desses sete dentes da Fig. é sulcada longitudinalmente por uma depressão também larga. visto pela vestibular. a face mesial cobre toda a face distai. Outro detalhe é a maior dimensão dessa face lingual em relação à face vestibular. 9. é deslocado para a distai. 5.

Vamos completar este estudo com o exame da face oclusal. falta ver um último elemento próprio desse dente. por ser maior.APÊNDICE O interessante é que a raiz mésio-vestibular também cobre completamente a raiz disto-vestibular. a raiz mésio-vestibular do IMS abriga dois canais. A definição de ponte de esmalte está na pág. toda a porção mesial da face oclusal é mais ampla que a porção distai: as cúspides mesiais são maiores. De tão larga. 8. com a borda vestibular maior que a lingual. quando muito desenvolvido. como dissemos antes. Vistos o contorno "quadrado". O tubérculo de Carabelli. Que tal? Está checando cada figura ou página indicada por nós? Está entendendo tudo direitinho? Se tem alguma dúvida ou não compreendeu algo. Essas raízes. dividindo ao meio alguma elevação que pretendesse passar por ponte de esmalte. enquanto no 2MS o contorno é rombóide. toda a face mesial é mais larga e mais alta. Termine esta verificação dos molares superiores. Em vez disso. identificando os dentes das figuras mencionadas e checando suas respostas na página 78. a maior cúspide do molar superior é a mésio-lingual porque avança muito distalmente em vista do reduzido tamanho da cúspide distolingual. adianta-se mais vestibularmente do que a disto-vestibular. 2-23. altera o contorno acrescentando um ângulo agudo na união das bordas mesial e lingual (veja 32 e 40 dentes da Fig. com boa vontade e senso de observação você consegue ver e enxergar esse detalhe. Mas. 2-23. consulte o livro. 2-25 e 2-52? E nos seus dentes de estudo? Não são todos os exemplares que apresentam essa característica bem distinguível. Você consegue distinguir isso nas Figs. O contorno oclusal no IMS é voltado para o "quadrado". dando a falsa impressão de ponte de esmalte. 103. Leia sobre isso o texto "Molares superiores" à pág. 10. O 2MS não possui ponte de esmalte. a cúspide disto-lingual de tamanho relativamente grande e a grande dimensão da borda lingual. Naturalmente você já leu (e entendeu) o texto das págs. 50 a 52 e tem uma boa noção da disposição dos componentes anatómicos na face oclusal. No 62 dente da fileira de baixo da Fig. a crista marginal mesial também é.2-25 e 2-52 oferecem bons exemplos de ponte de esmalte. enfim. Na realidade. com a borda lingual ligeiramente maior que a vestibular. é mais proeminente. As Figs. Trata-se da ponte de esmalte disposta entre as cúspides mésiolingual e disto-vestibular. retome o texto. apresenta um sulco que vai da fosseta central à fosseta distai. o tubérculo de Carabelli. Em ambos IMS e 2MS a borda vestibular tem a mesma peculiaridade: a cúspide mésio-vestibular. se alargam no sentido vestíbulo-lingual. Com isso. Principalmente no IMS. . 2-52 houve desgaste da face oclusal. verifique os dentes e se for o caso converse com o professor. que são estreitas no sentido mésio-distal. o suficiente para apagar o sulco. 107 e veja a Fig. 2-52). 7 e também no Glossário. isto é. Talvez por ser mais larga ela seja também mais plana. que são descritores próprios do IMS. 9. 4-2 à pág.

2-29 e 2-33. Entendeu? 3^ Agora fica fácil você distinguir a face vestibular de seus dentes-modelo. à mão. Se errar um dos dois últimos 2MI ainda vá lá! Se errar mais que isso. Modelos industrializados também servem. Todos esses detalhes podem ser vistos nos dentes da Fig. 2a e 3a da fileira debaixo. 4. interesse e dedicação são mais importantes que a quantidade e a qualidade das aulas a que você assiste. L. uma porção maior da coroa dental fica aparente do lado vestibular e não do lado lingual. O sulco mésio-vestibular do 1MI é maior e mais profundo que o disto-vestibular e termina abruptamente em fosseta. 2a) maior dimensão mésio-distal. 4°) Para terminar o exame da face vestibular.139 Estudo dirigido sobre molares inferiores Preparar-se para as avaliações de modo a alcançar suficiência com competência e não apertas notas. A identificação desses 14 dentes é de acerto obrigatório. 4e) sulco vestíbulo-lingual completo. Sulcos e fossetas profundos são predispostos a cárie. Estas são suas características principais. Vamos detalhá-las. mais ou menos (menos do que mais) como nos premolares inferiores. Conseguiu ver isso? Mais vestibular e menos lingual. devido à inclinação. Na vista oclusal dos dentes da Fig. Os dois principais molares inferiores (1MI e 2MI) diferem dos superiores por apresentarem: l2) apenas duas raízes. 5a e 6° dentes da fileira de cima e nos 1a. maior ainda no 1MI porque este tem três cúspides vestibulares enfileiradas e não apenas duas como o 2MI. alguma coisa está errada com você! . 2-53. Este estudo prático só pode ser feito se você estiver com alguns molares inferiores naturais. que lhes dá um contorno oclusal e vestibular alongado (retangular). Esta disposição favorece o trespasse horizontal dos molares superiores na oclusão porque suas cúspides vestibulares ultrapassam vestibularmente as cúspides vestibulares dos molares inferiores. 2°) Repare que a convergência das faces de contato é mais acentuada no l MI em relação ao 2MI. Não há como errar. sendo que cáries são mais facilmente detectadas nos 3a. conforme você verá no Capítulo 3. 2-30 pode-se também notar que. observe a maior altura e volume da cúspide mésio-vestibular e a inclinação distai das raízes. macerados. 1°) Ao examiná-la. comprove o que já foi citado: maior dimensão mésio-distal ("comprimento") do que sua dimensão ocluso-cervical ("altura"). 2. Essa inclinação pode ser percebida na vista mesial dos dentes das Figs. devido à inclinação. Reconhecer que seu esforço. A face vestibular dos molares inferiores é inclinada para a lingual. 3Q) face vestibular inclinada para a direção lingual. 3a) O sulco vestibular do 2MI termina da mesma forma. 5°) cinco cúspides no 1MI.

duas vestibulares e duas linguais separadas por um sulco mésio-distal reto. mas podem ser quatro. que é a próxima face a ser analisada. que é a menor de todas. em tamanho e em profundidade. 6. a se fusionarem). Esta maior dimensão também pode ser percebida por oclusal. o segmento de círculo. Mas. não raro. Das cinco cúspides do 1MI.1MI da Fig. as raízes do 2MI estão muito próximas (no 3MI chegam. também. da Fig. Mas. Seu contorno é caracterizado por dois aspectos: l2) a borda mesial é maior e mais reta que a distai. Somente o 2. Os sulcos que as separam formam desenhos de aspectos variados. Outros aspectos do 2MI . 2-30. da vestibular mediana e da disto-vestibular. .O 2MI também é alongado mésio-distalmente como o l MI. A face lingual de ambos os molares em estudo é mais estreita que a vestibular e as cúspides mésio-lingual e disto-lingual são separadas por um sulco mais discreto. O 6. 2-54. de tal modo que o espaço entre elas fique ocupado pelo septo inter-radicular. parte da face mesial pode ser vista ao fundo. mas a face vestibular não é muito convexa ou encurvada c nem muito maior que a lingual. 9. 10. face vestibular bem encurvada e lingual quase reta é fato novo. não ocorre no contorno oclusal de nenhum dos demais dentes. olhando por distai. seguidas da disto-lingual. 8. As Figs. é reconhecido em todos os dentes das fotos. A face oclusal do 1MI é alongada no sentido mésio-distal. 2-32 e 2-54 mostram esses dois aspectos muito bem. acentuadamente. 2-30 não possui borda mesial bem marcada.APÊNDICE 5. Note também que todos as raízes se voltam. 2-54. de tal modo que. para a distai. o que faz variar também o número de fossetas da face oclusal. 2-53. também não. As quatro cúspides do 2MI têm um arranjo constante: duas mesiais e duas distais separadas por um sulco vestíbulo-lingual reto. 2°) a borda vestibular é maior e mais curva que a lingual. Saiba mais sobre essa raiz extra consultando o capítulo "Anatomia interior dos dentes". Esse aspecto exatamente cruciforme raramente deixa de ocorrer. Às vezes. Talvez. que cruza o primeiro formando ângulos retos. Quase não há diferenças entre as suas duas faces vestibular e lingual. que é a borda vestibular. As raízes do molar inferior se encaixam no alvéolo. as mais volumosas são as duas mesiais. Geralmente são cinco. Nas exodontias. como no caso do 52 dente da fileira inferior da Fig. um pouquinho do molar superior e é só. portanto. O fato de as faces vestibular e mesial serem maiores que suas oponentes corresponde aos "caracteres comuns a todos os dentes". A face mesial é maior que a distai. elas são repetidas vezes fraturadas e nas endodontias podem ser causa de insucesso. não sendo novidade. Face distai curva.dente. principalmente as dos IML Uma terceira raiz aparece no 1MI em mais de 5% dos casos. como nos demais dentes. 7. Note este fato no 1a e no último dente da fileira debaixo da Fig.

veja o quadro da pág. 3. 70. que resume as diferenças mais marcantes entre o 1MI e o 2MI. a tarefa de identificar um 2MI pode ser árdua. A rigor. até mesmo a diferença de volume das cúspides mesiais (maio: . Veja a dificuldade que se tem para diferenciar as bordas mesial e discai da face oclusal dos dentes da fileira debaixo das Figs. bordas mesiais retilíneas podem ser vistas nos 2-.-_= irresenta muitas exceções no 2MI.er. 2-30? Viu parte da raiz distai sobressaindo-se distalmente? JLL Acreditamos que você tenha examinado as figuras aludidas. os seus dentes de estudo. 2-30 e l-. Para terminar.te. A propósito.da Fig. mas tenha também examinado. 2-30 e 2-54. 4-. 2-54 No 2MI. você reparou bem todos os detalhes dos dois 2MI da Fig. Em vista desses fatos.dente da Fig. r.. restam os aspectos inclinação da face vestibular da coroa para a lingual e das raízes para a distai.e 4a dentes e maiores que as bordas linguais somente no l. Felizir.:. o que é mais importante. no aspecto oclusal.141 Quanto ao conhecido fato da face mesial ser mais larga e —. . 6.e 7. não é muito evidente nesses dentes das fotos. ditais (menor).

Aresta . .Espaço livre. B Bicuspidado .Ponto de contato. Ver "furca".Um forame com comprimento. mesmo durante o sono.Anormalidade. disposta vestíbulo-lingualmente. Área de contato .Divisão em dois. Área de contato de um dente com o seu vizinho no mesmo arco.Dente com duas raízes.Bicúspide. Cruz Rizzolo Abrasão . Bifurcação . Trifurcação: Divisão do bulbo radicular em três raízes. Ver "vertente". O terço (às vezes dois terços) cervical radicular dos dentes multirradiculares. Birradicular . Conduto que possui um orifício de entrada e outro de saída. implantada no maxilar ou na mandíbula. Ver "multirradicular".Borda cortada obliquamente como no cinzel ou no formão. Quando o desvio da normalidade é maior que uma variação. piramidal. O diminutivo é canalículo.Tronco radicular. Bossa . separa as vertentes mesiais das distais. Daí os termos arco dental maxilar (superior) e arco dental mandibular (inferior). A ponta da cúspide também é conhecida por ápice. Paralelo ao longo eixo de um corpo.Ponto de ângulo formado pelo encontro de três faces da coroa dental. situado entre as faces de contato de dois dentes. Apical: relativo ao ápice. É produzido pelo atrito de um dente contra o outro. Processo de desgaste normal da coroa dental pelo uso continuado dos dentes. Biselar: dar o corte de bisel ou cortado (desgastado) como bisel. Ver "espaço interdental". Bifurcação apical: divisão radicular em nível apical.É a denominação que se dá às margens que separam as vertentes de uma cúspide. Angulo diedro — Linha de ângulo formada por duas faces da coroa dental.A união direta de ossos que formam uma articulação (anquilose óssea) ou de dente com osso pela continuidade de tecido calcificado (anquilose dental). Ver "atrição". Arco dental .Desgaste.Parte da cavidade pulpar situada no interior da coroa do dente (ver "cavidade pulpar"). Ver "abrasão". duas partes. Canal . Alvéolo . Ver "trirradicular". Bulbo radicular . Borda ou margem incisai: parte cortante dos dentes anteriores. Ápice — A ponta ou extremidade da raiz de um dente. Atrição . Bruxismo ou briquismo: ato de ranger os dentes de modo recorrente. perturbando uma determinada função. Divisão do bulbo radicular em duas raízes. Anquilose .Relativo a eixo. Ver "cúspide".Margem. bordo. Dente com duas cúspides. próxima à gengiva. Ver "variação". geralmente associado a estados de neurose ou de ansiedade. Ver "sulco interdental". A face oclusal não é axial.-. A linha ao redor da qual gira um corpo. Axial . Anomalia .Desgaste do dente por açao mecânica exagerada.: APÊNDICE Glossário Em parceria com Roelf J. Ângulo triedro .Cavidade do processo alveolar que contém a(s) raiz(es) de um dente ou na qual se prende um dente Ameia . A aresta lon- gitudinal acompanha a longitude do arco dental e separa as vertentes triturantes das lisas e a aresta transversal. Antagonista — Dente que tem ação de oposição. geralmente pela face mesial com a distai. Ver "bifurcação".Arcada dental. Borda . C Câmara pulpar .Saliência larga do terço cervical da face vestibular dos dentes. Faces axiais: as faces do dente que se dispõem no sentido vertical ou paralelo ao eixo maior do dente. Bisel . Seus vértices encontram a área de contato (ver "área de contato") e suas bases voltam-se para a vestibular ou para a lingual. Fileira de dentes contíguos em forma de arco.

Ver "coroa clínica". Elaborada rápida e intensamente pela polpa em resposta a um estímulo como abrasão.Erupção ativa. que se iniciam na polpa irradiando-se para a periferia. células formadoras de dentina localizadas na periferia da polpa. Pequenos canais ou túbulos da dentina. É recoberta pelo esmalte na coroa e pelo cemento na raiz. Seu limite corresponde à junção cementoesmalte. Cemento .Região do colo. Movimento da coroa do dente de dentro do osso para fora. seguindo a curva do arco dental. D Dentição . O contrário de proximal. Coroa anatómica — A porção do dente recoberta por esmalte.Dentina elaborada pela polpa durante a fase formadora do dente.Dentina de estímulo. Direção . que se estende do forame apical à câmara pulpar. Canal secundário . a face oclusal de molares e premolares e a face lingual de incisivos e caninos.Tecido calcificado que forma a maior parte do dente e circunscreve a polpa. circundada pela dentina e preenchida pela polpa. deslocando a mandíbula ou tirando-a de sua posição de oclusão central. Os terços da coroa e da raiz que formam o colo são chamados terço cervical. por meio dos tecidos circunjacentes. Ver "linha cervical". extensões dos odontoblastos. Desgaste . nos lados mesial e distai. Cíngulo .Contato precoce de um dente ou de um grupo de dentes durante a oclusão.Espaço entre dentes vizinhos. dentro dos quais se encontram os processos odontoblásticos. Alguns animais são monofiodontes (dentição única). Face distai: face do dente mais afastada do plano mediano. Canal supranumerário: canal suplementar. Ver "coroa anatómica". Esmalte .Elevação abaulada no terço cervical da face lingual dos dentes anteriores. que corresponde à transição coroa e raiz. Falta de contato entre eles.Canal acessório. Divide-se em câmara pulpar (ver "câmara pulpar") e canal ou canais radiculares (ver "canal radicular"). aumentando assim as dimensões da coroa clínica se não houver compensação por desgaste.Aresta romba e larga que delimita. Ver "canal secundário". Colo . Dentina pós eruptiva.Tecido altamente calcificado. Canalículos dentinários . Cervical . sem discriminar o sentido. que aloja o corno pulpar. considerados como um todo. Ver "raiz anatómica".Animal que troca de dentes apenas uma vez. Dentina secundária . Contato prematuro . Difiodonte . canal extra. Corresponde ao lobo lingual.A área de constrição do dente. Ver "colo". outros polifiodontes (trocas sucessivas de dentes). Cavidade pulpar — Cavidade ou espaço no interior do dente. mas quase sempre no terço apical da raiz.Tecido duro em camada que reveste a dentina da raiz do dente. fratura. cervi- . geralmente no interior de uma raiz supranumerária (ver "raiz supranumerária"). que cobre a dentina da coroa do dente.Conjunto de vetores que indicam o trajeto. cárie.Canalículo: canal diminuto.Pequena e aguda reentrância do teto da câmara pulpar. Diastema .O espaço situado entre as faces de contato de dois dentes do mesmo arco. Erupção . Divertículo da câmara pulpar .Canal no interior da raiz do dente. Constitui uma reação de defesa para a proteção da polpa. Crista marginal . Ver "corno pulpar". Cripta .Mais afastado da raiz de um membro ou do tronco de um vaso. Erupção passiva: condição em que a gengiva retrai-se e o dente é parcialmente extruído do alvéolo devido a deposição continuada de cemento na região apical. O homem troca a dentição decídua pela permanente. Dentina primária . Corresponde ao futuro alvéolo desse dente em desenvolvimento. Cúspide — Formação piramidal com sua base quadrangular voltada para o centro do dente. que contém um germe dental. Dentição mista: estado de permanência de dentes permanentes e decíduos ao mesmo tempo. Espaço interdental . Coroa clínica . Pequeno canal pulpo-periodontal que pode abrir-se longe do ápice.143 Canal radicular . Ver "abrasão". Distai . Corno pulpar — Prolongamento ou pequena extensão da câmara pulpar que lembra a forma de um corno ou chifre. Suas faces ou planos inclinados são chamadas vertentes lisas e triturantes (ver "vertente") e suas arestas são chamadas arestas transversais e longitudinais (ver "aresta"). Provoca trauma oclusal (injúria provocada pela maloclusão). limitada pela gengiva. para irromper aos poucos na cavidade bucal. Espaço no interior do osso alveolar. formado por ameloblastos.Organização ou arranjo geral dos dentes. Ver "divertículo da câmara pulpar".Cripta óssea. Dentina . Ver "linha cervical".A porção do dente exposta (que visível na boca).Ver "atrição".

Ver "lobo". Lobo dental: porção do dente formada por um dos centros de desenvolvimento que iniciam a calcificação do dente. É preenchido pela papi-i mterdental. Ver "linha cervical". circular. Alguns autores chamam-nas de faces proximais. Corresponde à linha cervical. Hipodontia é também usada para a falta do desenvolvimento completo de um dente. Faces livres — As faces de dentes que não estão em côntato no mesmo arco. linear. Ver "proximal".Reabsorção da raiz e queda dos dentes decíduos.Uma depressão larga. Ver "ameia".Face da coroa do dente voltada para a língua.Linha de união do esmalte da coroa com o cemento da raiz. que constituem o dente em desenvolvimento. Exfoliação . Ver "lingual". Anodontia: ausência (agenesia) de dentes. Ver "bulbo radicular".Ver "distai". .Mucosa especializada da boca que circunda o dente e o processo alveolar. Fenda profunda na face vestibular ou oclusal.Condição em que o dente erupciona girado em relação ao seu longo eixo. l latrogenia.Oligodontia. Suas extensões. entre duas partes de tecido duro ou mole. formada pela junção de dois ou mais sulcos ou na terminação de um sulco vestibular do molar. fossa central dos molares. Fosseta ou pequena cavidade típica do incisivo lateral superior. Ver "sulco interdental". As faces vestibular e lingual. Relação das cúspides dos dentes inferiores com as dos dentes superiores durante qualquer relação oclusal. Ausência de dentes por distúrbio do desenvolvimento. Fosseta principal: formada pela junção de sulcos principais (ver "sulco principal").Dano não intencional causado ao paciente por imperícia. formada pela junção de sulco secundário (ver "sulco secundário") com sulco principal. Falta de fusão (normal ou anormal).Equador do dente. Ver "mamelão". Fibras colágenas inseridas na raiz do dente e na cortical óssea alveolar. APÊNDICE Giroversão .é fechado.Hemi: prefixo que significa meio. Fossa . Uma pequena fossa em forma de furo ou buraco. Furca . Forame apical — Abertura ou orifício na área do ápice da raiz do dente que permite a vascularização e inervação da polpa pela passagem de vasos e nervos. erro ou incúria do profissional. M Maloclusão .Linha do colo. Forame cego . Hipodontia . metade. fugindo assim da sua posição ideal no arco. Ver "vestibular". Desmodonto. Também por efeitos colaterais de drogas receitadas. hemiarco significa meio arco ou metade de um arco.Ligamento alvéolo-dental. Exemplos: fossa lingual dos incisivos superiores. Esta linha de maior contorno passa pelos pontos mais proeminentes das faces livres e das faces de côntato. Fosseta . G Gengiva . Por exemplo. Portanto. Face . Linha equatorial . Impropriamente chamado membrana periodontal. etc. Ver "lobo".Possuía. A maior circunferência da coroa do dente. Intercuspidação . Ver "mesial". a face vestibular pode estar voltada para a mesial do dente vizinho. Formada pela junção do esmalte com o cemento. Lingual . Pode haver um ou mais do que um forame apical em cada raiz.Porção ou extensão recurvada ou arredondada de uma formação anatómica. à raiz. Faces de côntato . Fissura — Fenda. resultado da fusão imperfeita do esmalte na junção dos lobos. Gengiva inserida: reveste o osso alveolar. Gonfose . Gengiva livre ou marginal: reveste o dente. Lobo . H Hemiarco . mas a borda que não se adere ao dente forma com ele o sulco gengival. ligando uma à outra. Alguns dão o nome de palatina a esta face dos dentes superiores e estendem a denominação palatina à cúspide. Ver "colo".Uma das três elevações arredondadas ou lóbulos da borda incisai de incisivos recérn erupcionados. Germe dental .Articulação fibrosa entre o dente e o osso. Fóvea._— calrnente à área de côntato.As faces mesial e distai da coroa do dente. J Junção cemento-esmalte .Local de união de duas ou três raízes com seu bulbo radicular ou o ponto de divisão das raízes.Engrenamento. levam o nome de mamelões ou lóbulos (pequenos lobos). Linha cervical . como aquelas da borda incisai do incisivo recém erupcionado.Oclusão anormal dos dentes.Forame cego em Anatomia é aquele que não se comunica com o outro lado . rasa em uma face do dente. Fosseta secundária: menos profunda que a principal. Ligamento periodontal . Ver "oclusal".O órgão do esmalte e a papila dental. Situa-se na face lingual entre o cíngulo e a fossa lingual. Mamelão .

Raiz suplementar. mas o termo já está consagrado pelo uso. O Oclusal — Face da coroa do dente que oclui com a do dente antagonista.Relação da mandíbula com o maxilar por meio dos arcos dentais.Depressão linear do esmalte. Ver "espaço interdental". Separa as cúspides de um dente. Inoclusão: ausência de. Sulco secundário . Quando um corpo cai sob a ação de seu próprio peso. em condições de erupção passiva (ver "erupção"). Pode ser sulco principal mésio-distal.Borda. odontoblastos. Terço distai: em oposição ao terço mesial.Divisão imaginária da coroa ou da raiz. Ver "raiz clínica". pois. Sentido .A porção da raiz que. a partir do germe dental. Raiz supranumerária — Raiz extra. Relação central .Tecidos de suporte que circundam o dente ou conjunto de estruturas que protegem e fixam o dente no alvéolo.Terço apical: região do ápice do dente. Mordida aberta . Oclusão . contato ou de oclusão. por exemplo. raiz mesial. fica exposta na boca. porque se refere às faces de contato dos dentes. Maxilar . na face oclusal dos dentes. Terço . mais estreita que o sulco primário. Raiz clínica .145 Margem .Uma depressão linear. cervicalmente à área de contato. Ver "coroa anatómica".O espaço situado entre as faces de contato de dois dentes do mesmo arco.Vista lateral das superfícies oclusais.Dentes com mais do que uma raiz. Plano oclusal . quando os côndilos mandibulares estão em sua posição mais superior com a mandíbula em sua posição mais posterior.A face do dente oposta à distai. cujo sentido é de cima para baixo. Sulco gengival .Tecido conjuntivo "gelatinoso" altamente vascularizado (sangue e linfa) e inervado. uma força de direção vertical. voltado para o plano oclusal (oclusalmente à área de contato).Em Anatomia é o contrário de distai. Ver "ameia". segue a direção vertical de cima para baixo. Multirradicular . R Raiz anatómica . Alguns autores distinguem o periodonto de proteção (gengiva) e o periodonto de inserção (cemento. Interproximal: localizado entre as faces de contato (ou proximais) de dentes vizinhos no arco. portanto contornando todo o dente. Ver "faces de contato". Reabsorção . ligamento alvéolo-dental e osso alveolar). Sulco interdental . O peso de um corpo é. Reabsorção óssea: remodelação óssea passiva. Proximal .Sulco de cerca de l mm de profundidade situado entre a gengiva livre e o dente. Sulco principal . a mesial e a distai. Pode ser anterior ou posterior. com inversão do trespasse: os dentes inferiores trespassam vestibularmente os superiores. em nível com a junção cemento-esmalte à qual se adere. uma ranhura.Génese ou formação da raiz do dente durante sua erupção. é sinónimo de distai (!). Ver "área de contato". Crista que se dispõe obliquamente na face oclusal do primeiro molar superior ou que une as cúspides do primeiro premolar inferior. O que seria face oclusal dos dentes anteriores é reduzida a uma borda cortante (borda incisai).Alteração da relação vestíbulolingual entre os arcos superior e inferior. Mesial . Periodonto . como as raízes de dentes deciduos ou de parte do processo alveolar depois da perda dos dentes permanentes. Contém. Medial seria mais correto. Ver "borda". situada sobre cúspides. da coroa). células formadoras da dentina. Sulco central: cruza a face oclusal de um dente da mesial para a distai e a divide.Orientação vetorial da direção ou do movimento produzido. Sulco . Rizogênese .Papila gengival. Em Odontologia. contido na cavidade pulpar.Ambas as maxilas. Ye: "cervical". sulco ocluso-vestibular e sulco ocluso-lingual. na periferia. . Papila interdental . Polpa .Condição em que os dentes antagonistas não se tocam durante a oclusão. Terço médio: entre dois outros terços (terço médio da raiz. Mordida cruzada .Relação estática de contato entre dentes superiores e inferiores. Seu limite corresponde à junção cemento-esmalte. Extensão da gengiva que se insinua entre os dentes.A porção da dentina recoberta por cemento. O que se encontra do lado mesial. Na mordida aberta anterior permanece um espaço entre os incisivos superiores e inferiores.Remoção fisiológica de tecidos ou produtos ósseos.Estreita depressão linear do esmalte que marca a união dos lobos (ver "lobo") da coroa. Linhas retas que unem as cúspides vestibulares às cúspides linguais dos dentes posteriores. Ponte de esmalte — Crista elevada que interrompe um sulco principal.

de um lado. que produz uma lesão ou degeneração. Trespasse vertical . porque sobre elas não há sulcos secundários que as tornem rugodes. Ver "Anomalia". se bem que menor e mais da para o vestíbulo da boca. são chamadas de oclusais ou triturantes. elas tes superiores colocam-se abaixo das bordas'inci. a oclusão central. na qual as bordas incisais dos den. tftNL . Trauma oclusal: injúria trazida pela maloclusão. Uma condição durante a oclusão central. Face da coroa do dente voltarecida com uma cúspide. na qual as bordas incisais dos dentes superiores colocam-se vestibularmente em relação às bordas incisais dos dentes inferiores. V Variação .Pequenas diferenças morfológicas (desvios do normal estatístico) que aparecem em qualquer dos sistemas.lingual e são chamadas vertentes lisas. lábios e as bochechas. Dente com três cúspi.É o lado ou plano inclinado da cúspide.T. Trespasse horizontal .Tricúspide.Overjet. Tubérculo de Carabelli: saliência de forma cuspóide (às vezes apenas vestigial) associada à cúspide mésio-lingual do primeiro molar superior.Como duas vertentes situam-se na face oclusal. As outras sais dos dentes inferiores. de outro). sas e não lisas. e os processos Tubérculo — Uma pequena elevação do esmalte paalveolares. Não perturba a função. Trirradicular . Tetracuspidado: dente com quatro cúspides.-.Overbite. Ver "cúspide". Uma condição durante Vertente .Dente com três raízes. Ver "multirradicular". ríuma oclusal .Relativo a vestíbulo (espaço entre os cular". injúria.. Ver "aresta". .Trauma: traumatismo. Ver "birradiVestibular .oque causado por agentes físicos. duas vertentes situam-se na face vestibular ou na Tricuspidado . APÊNDICE globosa.

86. 8 . descrição. 62. 38-40. 85 equilíbrio dos dentes. 7. 101-110 detalhes anatómicos. 15 Câmara pulpar. descrição. anatomia externa. 106 molares. 10-12 direção das faces livres. 16 diferenças entre as faces mesial e distai.%eSj4. 16 variações anatómicas. terminologia. 6-8 direção das faces da coroa. veja escultura de dentes em cera Cíngulo. 21-23 erupção dos. 6 . 83. 107 Ceroplastia dental. 11 Faces da coroa. sulco interdental. 84. 109-117 erros mais comuns. 114-116 material. 58-70 caracteres comuns. 15 faces curvas. 14 diferenças entre as faces vestibular e lingual. 8-12 direção geral. 83 curva transversal de oclusão (curva de Wilson). 58-70 Direção das faces da coroa. 11 Bossa. 102. 4-16. 12 linha cervical. Cruz Rizzolo Ameia. 5. 4 ângulos. 32 oclusão. 85 equilíbrio dos. 87-92 Descrição anatómica dos dentes. 7 Colo dental. 114 Espaço interdental. 12-16 desvio distai da raiz. 17-22 permanentes. 83. veja dentes específicos Diferenças entre os dentes permanentes. 24. 5. 3 Fossa. 106-100 Canino inferior permanente.5. 5 clínica. descrição. 108 premolares. fóssula. 99-110 caracteres comuns a todos os dentes. 25. 81-87 curva sagital de oclusão (curva de Spee). 83 Curva transversal de oclusão (curva de Wilson). 4 Cor dos dentes. veja também coroa. 117 etapas da escultura. 116. 62. 4. 12.. 1-16. raiz anatomia dos decíduos. 26 fase pré-eruptiva. 13. 7 Dentes. terminologia. 40. 6-8 direção das faces. 84 Cúspide. 63 Canino superior permanente. anatomia. 4. 8-12 direção das faces de contato. 4 Coroa dental anatómica. 12-15 Forame apical. 9 Direção geral dos dentes nos arcos. 6.147 índice Remissivo Em parceria com Roelf J. 14 lobos de desenvolvimento. 102-104 Canais radiculares. 8-12 generalidades. 12-16 decíduos. 8. 15. 4. 10.31-70arcos dentais. 41. 5 bordas. 25 Escultura em cera de dentes. 6 Equilíbrio dos dentes. 5. 84. 86. 81-87 caracteres diferenciais. 8-12 divisão em terços. 4 detalhes anatómicos. 106. 104-110 variações anatómicas. 63 Caninos decíduos. 11 Anatomia dos dentes anatomia interna. 22-27 exfoliação dos dentes decíduos.Í2a5 j Crista marginais 7 . 4-16. 104 Fórmula dental. 101-110 incisivos e caninos. 84 direção dos dentes. 87 Erupção dental. 22-27 exfoliação dos. anatomia externa. 31. 87 Área de contato. 1-16 periodonto. 7. 8. 26. 107. 71-77 direção das faces. 24-26 fase funcional.27 fase eruptiva. 71-73 Caracteres comuns a todos os dentes. 12-16 cavidade pulpar dos. 27 generalidades. Curva sagital de oclusão (curva de Spee). 71-77 anatomia dos permanentes. 8 Fosseta. 85 Divisão em terços da coroa e da raiz. 84. 16 Cavidade pulpar dos dentes permanentes. 31-70 Arcos dentais. 26.

7. descrição. 15. 21 Linha cervical. 7 Ponto de contato. 74 Sulco. veja dente molar específico Notação dental. 44-46. 17-22 Terceiro molar inferior. 37. 142-146 Incisivo central inferior permanente. descrição. 17 bulbo radicular. 46-48. 91 contato cúspide-fosseta. descrição. "método de dois dígitos". 17-19 inervação. descrição. 67 Segundo premolar superior. horizontal. 89-91 Periodonto. 16. 43. 6 exfoliação (reabsorção). 57. descrição.94 posição de repouso. 26. 78 Segundo molar inferior perm nente. 21 Polpa dental. 96 posição de oclusão central ou máxima intercuspidação. 60. descrição. 76. descrição. descrição. 74-76 Primeiro molar superior permanente. 70 Primeiro molar superior decíduo. 36. veja dente premolar específico Primeiro molar inferior decíduo. 8 principal. 58-60 Incisivo lateral inferior permanente. 93 Premolares. 7. 67 Primeiro premolar superior. descrição. 61 Incisivo central superior permanente. 60. 20. descrição. 93. 57 Terceiro molar superior. 53 Trespasse vertical. 58-60 Incisivos decíduos. 7. descrição. 90. 82 Tubérculo. 68. 44. 97 movimentos mandibulares no plano horizontal. 41-43. 4. 5. 33. descrição. 16 divisão em terços.-16 Molares. descrição. 51. 20. descrição. 66. 65 Raiz. 69 Primeiro premolar inferior. 6 Oclusão dental. 8 cicatrícula. 64. 17-22 cemento. 58-70 Posições e movimentos da mandíbula. 68. 5. veja área de contato Pormenores que diferenciam dentes semelhantes. 53-56. 95. 12 Lobos de desenvolvimento. 7. 52. 48-51. 17-20 Glossário. 104-110 Oc? desvio distai. 5 canais radiculares. descrição. 87-89 contato cúspide-crista. 17 gengiva. 52. 66.61 Incisivo lateral superior permanente. 8 Tecidos de suporte do dente. supranumerária. 102 Ponte de esmalte.APEN Gengiva. 98 movimentos mandibulares no plano sagital. 106-110 Respostas da identificação de dentes. 8 Variações anatómicas. 101 106-110 . 87-92 aspectos fundamentais da oclusão. 37. 38. 77 Primeiro molar inferior permanente. 64. descrição. 35. 92-98 movimentos mandibulares no plano frontal. 8 fissura. 14 Linha equatorial. 7. 71-73 Ligamento periodontal. 34. descrição. 101. 96. 69 Segundo premolar inferior. 21 ligamento periodontal. descrição. 56. 70 Segundo molar superior perma te. 8 secundário. 65 Segundos molares decíduos.