Miguel Carlos Madeira

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Conteúdo
CURSO DE ODONTOLOGIA

CAPITULO l - Generalidades sobre os dentes Aspectos anatómicos elementares dos dentes Direção das faces da coroa dos dentes nos sentidos vertical e horizontal Caracteres anatómicos comuns a todos os dentes Anatomia do periodonto'1' Erupção dental'2' CAPÍTULO 2 - Anatomia individual dos dentes Descrição anatómica dos dentes permanentes Pormenores que diferenciam dentes semelhantes'3' > Descrição anatómica dos dentes decíduos Respostas às perguntas sobre identificação de dentes CAPÍTULO 3 - Arcos dentais permanentes e oclusão dental Arcos dentais'4' Oclusão dental'5' CAPITULO 4 - Anatomia interior dos dentes Cavidade pulpar'6' CAPÍTULO 5 - Escultura em cera de dentes isolados'7' Escultura em cera de dentes isolados Como esculpir um modelo de dente Erros mais comuns APÊNDICE Estudo dirigido'8' Glossário'9' índice remissivo
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l 3 8 12 17 22 29 31 58 71 78 79 81 87 99 101 111 113 114 116 121 123 142 147

Miguel Carlos Madeira e Roelf J. Cruz Rizzolo Mauro Airton Rulli (3> Horácio Faig Leite e Miguel Carlos Madeira <4> Luiz Altruda Filho (5) Miguel Carlos Madeira e Roelf J. Cruz Rizzolo (6) Miguel Carlos Madeira e Roelf J. Cruz Rizzolo (7) Miguel Carlos Madeira e Roelf J. Cruz Rizzolo (8) Miguel Carlos Madeira e Roelf J. Cruz Rizzolo (9) Miguel Carlos Madeira e Roelf J. Cruz Rizzolo
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CAPÍTULO

UHiVE*»OEFEDEflALDOMl* CURSO DE ODONTOLOGIA

l

Generalidades sobre os Dentes

OBJETIVOS l Nomear e caracterizar os aspectos anatómicos gerais dos dentes, explorando também seus aspectos funcionais básicos l Definir designações genéricas básicas em Anatomia Dental, tais como: cúspide, fossa, fosseta, sulco, crista marginal, tubérculo, etc. l Conceituar dente, sem deixar de se referir às suas partes constituintes e sua terminologia l Considerando o plano geral de construção da coroa dental, detalhar as formas básicas e as direções das faces das coroas l Citar e desenvolver explicação sobre os caracteres anatómicos presentes em todos os dentes permanentes l Conceituar periodonto, sem deixar de se referir às fixações da gengiva livre e inserida e ao arranjo das fibras do ligamento periodontal l Desenvolver explicação sobre as funções do ligamento periodontal e dos vasos, nervos e células periodontais l Desenvolver explicação sobre o fenómeno da erupção dos dentes permanentes e a exfoliação dos dentes decíduos l Responder corretamente às perguntas dos Guias de estudo l e 2 l

dilacerar e triturar os alimentos sólidos. Fixam-se nos ossos por meio de fibras colágenas. ao se estirarem. _ 2 l 2 10 m — = — = 20 2 10 . por escrito. para alicerçar seu aprendizado e para -r:eber uma instrução mais personalizada. Esta união da raiz do dente ao seu alvéolo* é denominada gonfose*. 2 Faça. Examine os seus próprios dentes na frente do espelho. O homem. cortar. proteção e sustentação de tecidos moles relacionados. direção das faces da coroa e caracteres comuns). Em caso positivo.. caninos. logo abaixo. se quiser) os detalhes que julgar mais importantes. às seguintes perguntas: Que -elação pode ser feita entre os termos ligamento alvéolo-dental e gonfose? Qual é a diferença entre colo e linha cervical? E entre coroa anatómica e coroa clínica? A face oclusal é considerada face livre. como animal difiodonte*. 7 Leia novamente o bloco l. Examine dentes naturais e/ou modelos. Troque ideias ou argua seus colegas e professores para entender melhor o assunto. 1 . premolares e molares.= = 32 3 16 .. que constituem o ligamento alvéolo-dental ou ligamento periodontal*. expressos pelas seguintes fórmulas: dentição* permanente l— C — p! 2 dentição decídua ' Chamada para o Glossário. já que o dente está suspenso no alvéolo. face de contato ou nenhuma das duas? E a borda incisai? O que é forame apical e onde se localiza? Onde se situa o terço cervical da coroa? Defina as seguintes saliências da coroa dental: cíngulo. ponte de esmalte. 1 Leia uma vez o bloco l (BI). um tipo específico de articulação fibrosa do corpo. volte aos itens l a 4. escrevendo. agora realçando (grifando. inioando por este. tem 20 dentes decíduos e 32 permanentes. Os dentes compreendem os grupos dos incisivos. uma sinopse relativa às generalirices sobre os dentes considerados individualmente (aspectos anatómicos elementares. respectivamente. Neste início do estudo é necessário consultar com frequência o Glossário.")? Como é formada a área de contato e onde ela se localiza no dente? Quais são os espaços criados pela (em torno da) área de contato? A linha equatorial passa obrigatoriamente pela área de contato? Como pode ser resumida a diferença anatómica existente entre as faces mesial e distai em todos os dentes? O que significa bossa cervical e lobo de desenvolvimento? Por que a(s) raiz(es) do dente tende(m) a se desviar em direção distai? Conceitue variação anatómica dental. 4 Leia novamente e confira se o que escreveu está correto. 5 Em caso negativo. vá ao item 6. às faces lingual e distai (ver "Caracteres anatómicos comuns. 6 Leia de novo. sem consultar suas respostas escritas. transformam as forças de pressão sobre o dente em tração no osso. fosseta e fossa. As fibras do ligamento.tubérculo e bossa. T3 l Os dentes em conjunto desempenham as funções de mastigação. Defina as seguintes depressões da coroa dental: sulco principal. crista marginal. agora mais atentamente. auxiliam na articulação das palavras e são um importante fator na estética da face. sulco secundado. Procure responder em voz alta as mesmas questões do item 3. É aconselhável segui-los. O ligamento alvéolo-dental resiste a forças da mastigação. O que é cúspide e quais são as suas oartes? Para que direções convergem as faces livres e as faces de contato dos dentes nos sentidos vertical e norizontal? Por que? Estas convergências têm a ver com o tamanho maior das faces vestibular e mesial em relação. atenuando os impactos mastigatórios que sofrem os dentes ao serem introduzidos nos alvéolos.Aspectos anatómicos elementares dos dentes G_IA DE ESTUDO l ~::os os "blocos de assuntos" deste e dos demais capítulos e subcapítulos até o final do livro são provisos de "guias de estudo". 3 Responda. cada um adaptado às funções mastigatórias de apreender.

dentre elas a nicotina que o fumante insiste em aspirar. A coroa clínica é mais curta que a coroa anatómica. assim descrita. e pode tornar-se mais longa se. na coroa. a junção cemento-esmalte* desenha uma linha sinuosa bem nítida . o esmalte* é praticamente incolor e transparente. Os permanentes. É a dentina* que confere cor ao dente. que é a parte do dente exposta na cavidade da boca. O dente é formado por coroa e raiz(es). a coroa clínica pode incluir uma parte da raiz anatómica*. com maior índice de sais calcáreos. após erupção e desgaste*. A dentina é recoberta. Num mesmo arco dental o matiz varia de dente para dente (o canino é mais escuro que o incisivo) e nas porções de um mesmo dente (tonalidade mais escura no terço* cervical* do que na borda* incisai). Coroa (Fig. seja por irreflexão. com destaque para suas faces. na maior parte. seja por ignorância. que circunscreve a cavidade pulpar*. No colo. A coroa. pelo esmalte e na raiz. sendo.Coroas de dentes incisivo e molar. são brancos puxados para o amarelo. mais escuro nos idosos. são brancos como o leite. via de regra. O matiz_ varia de pessoa para pessoa. 1-1) Face oclusal Borda incisai Ângulo mésio-incisal Ângulo disto-in cisai Figura l -1 . o nível da gengiva* ficar além da linha cervical. . é a coroa anatómica*: parte do dente revestida pelo esmalte. por dentina. por absorção de substâncias químicas que chegam até os canalículos dentinários* ou por impregnação de substâncias estranhas. Distingue-se da coroa clínica*. enquanto o dente não completa a sua erupção*.a linha cervical*. Ele é composto. como tais.GENERALIDADES SOBRE OS DENTES Os dentes decíduos são pouco calcificados em relação aos permanentes e. unidas numa porção intermediária estrangulada chamada colo*. pelo cemento*. A cor do dente pode modificar-se por falha estrutural de seus tecidos. Nesse último caso.

Nos dentes de raízes múltiplas. . oclusal e cervical da face vestibular. raízes únicas e pequenas. médio e oclusal (incisai). Duas faces da coroa encontram-se em um ângulo diedro*. são a face mesial* (M). borda ocluso-lingual. ou simplesmente ângulo. bordas e ângulos. As faces da raiz têm os mesmos nomes das faces correspondentes da coroa. médio e lingual (dividem as faces mesial e distai). por exemplo: ângulo mésio-ocluso-vestibular. pode-se chamá-lo de ângulo mesial da face vestibular. Se as linhas forem horizontais. o dente pode ser dividido em terços. Nos incisivos e nos caninos. a mais próxima do plano sagital mediano no ponto em que ele corta o arco dental*. as bordas mesial. têm duas ou três raízes. contida na cavidade pulpar*. por exemplo: borda mésio-vestibular. de coroas grandes. Quanto menor a coroa. Terços* (Kg. Todas as raízes têm a sua extremidade livre conhecida por ápice*. Olhando o dente por uma das faces. por exemplo. O forame apical põe em comunicação a polpa*.o bulbo radicular*. Nas extremidades das bordas incisais estão os ângulos mésio-incisal e disto-incisal. no qual há uma abertura denominada forame apical*. Sua denominação será a combinação dos nomes das três faces que o compõem. ou para se localizar nela algum detalhe anatómico ou alteração patológica. Dentes molares. Raiz A raiz do dente relaciona-se em tamanho e número com o tamanho da coroa. As faces de contato*. Se as linhas forem verticais. Tomada isoladamente. por linhas imaginárias. A face que se volta para o vestíbulo da boca. conhecido como borda* (ou margem). Nele passam vasos e nervos. as faces vestibular e lingual se encontram na borda incisai. os terços da coroa serão: cervical*. 1-2) Com propósitos de descrição de uma porção específica do dente. arredondado.Uma coroa dental tem faces*. a mais distante do plano mediano. o terço cervical corresponde ao bulbo radicular. menor a raiz. com o periodonto*. é a face lingual* (L). A face oclusal* (O) é a superfície da coroa que entra em contato com as homónimas dos dentes antagonistas durante a oclusão*. Ambas se opõem e são conhecidas como faces livres*. é a face vestibular'" (V) e a que se volta para a língua. que nesses dentes anteriores corresponde à face oclusal. A raiz também é convencionalmente dividida em terços cervical. identificam-se as bordas que limitam essa face. os terços da coroa serão: mesial. Para simplificar. médio e apical. distai. Três faces da coroa se encontram em um ângulo triedro*. As raízes dos dentes birradiculares* ou trirradiculares* saem de uma base comum . a borda também pode levar o nome das faces que a delimitam. e a face distai* (D). como. também conhecidas como faces proximais. médio e distai (dividem as faces vestibular ou lingual) ou vestibular. coroas pequenas. opostas entre si. Pode ser único ou múltiplo e nem sempre se localiza no extremo da raiz.

U Vestibular Lingual "Método de dois dígitos" para identificar os dentes Cada dente tem um número representativo que o identifica e o localiza no arco dental*. de 5 a 8. O terço situado entre dois outros é sempre chamado de terço médio. podem ser definidos da seguinte maneira: Cingulo" . . Dentes permanentes: Superior direito 18 17 16 15 14 13 12 11 48 47 46 45 44 43 42 41 Inferior direito Dentes decíduos: 55 54 53 52 51 85 84 83 82 81 61 62 63 64 65 71 72 73 74 75 l Superior esquerdo 21 22 23 24 25 26 27 28 31 32 33 34 35 36 37 38 Inferior esquerdo Terminologia e definição dos detalhes anatómicos da coroa dental (Kg. Os quadrantes da dentição permanente recebem os números de l a 4 e os da dentição decídua. Corresponde à porção mais saliente do lobo* lingual.GENERALIDADES SOBRE OS DENTES Mesial Distai Figura 1-2 . e l (incisivo central) a 5 (segundo molar) para os decíduos.saliência arredondada no terço cervical da face lingual de incisivos e caninos. Os algarismos dos dentes são de l (incisivo central) a 8 (terceiro molar) para os permanentes. que são elevações e depressões. São dois algarismos. 1-3) Os elementos arquitetônicos da coroa. dos quais o primeiro se refere ao quadrante (um dos quatro hemiarcos) e o segundo à ordem do dente no quadrante.Incisivo e molar com suas coroas e raízes divididas em terços.

numa vista vestibular ou lingual). 12. 4. Crista marginal* . Ponte de esmalte* . 8. De suas vertentes* ou planos inclinados.saliência em forma de pirâmide quadrangular. Tubérculo* . vertentes lisas. 1. e duas na face oclusal. As vertentes e as arestas encontram-se no vértice da cúspide. 7. sem forma definida.Figura 1-3 -Terminologia dos detalhes anatómicos da coroa dental. Evita que partículas de alimento que devem ser trituradas escapem da zona mastigatória e também protege a área de contato*. evitando impacção alimentar nela. O tubérculo de Carabelli do primeiro molar superior e o tubérculo molar do primeiro molar .saliência menor que a cúspide.eminência linear que une cúspides. vertentes triturantes ou oclusais. típica de premolares e molares. 9. 2. em uma mesma cúspide. duas estão nas faces livres. As vertentes lisas estão separadas das triturantes por arestas* longitudinais (são as bordas inclinadas que formam o ângulo da cúspide. Os melhores exemplos são aquelas do primeiro premolar inferior e do primeiro molar superior. As vertentes lisas e triturantes mesiais são separadas das homónimas distais. 3. por arestas transversais. interrompendo um sulco principal. l l. 13. 10. 6. 5.eminência linear romba situada nas bordas mesial e distai da face lingual de incisivos e caninos (vai do cíngulo aos ângulos incisais) e nas bordas mesial e distai da face oclusal de premolares e molares (estende-se das cúspides vestibulares às linguais). Cíngulo Vertente lisa Vertente triturante ou oclusal Aresta longitudinal Aresta transversal Crista marginal Ponte de esmalte Tubérculo Sulco principal Sulco secundário Fosseta (fóssula) principal Fossa Linha cervical Cúspide* .

mas convergentes em uma determinada direção. estreita. Bossa* . Torna a superfície mastigatória menos lisa. Direcões convergentes das faces livres Sentido vertical (Fig. À semelhança das fissuras. É menos notável nos caninos e incisivos inferiores. Sulco secundário* . aumentando a eficiência da trituração. No fundo das fossetas principais podem surgir pequenas depressões irregulares ou pontos profundos no esmalte. semelhante a uma fosseta. são locais eletivos de cárie. Entre a fossa lingual e o cíngulo pode surgir uma depressão profunda. Nos premolares e . conhecidas por cicatrículas. São as fossetas principais. distribui-se irregularmente e em número variável nas faces oclusais. denominada forame cego*.elevação arredondada situada no terço cervical da face vestibular de todos os dentes permanentes e decíduos. Direcão* das faces da coroa dos dentes nos sentidos* vertical e horizontal A direção das faces opostas da coroa é a mesma em todos os dentes. segundo o dente considerado. São as fossetas secundárias. que se reduz gradualmente até chegar a um ângulo agudo ao nível da borda incisai. particularmente dos incisivos superiores. e serve para escoamento de alimento triturado.escavação ampla e pouco profunda da face lingual de dentes anteriores. Fosseta* . Sulco* principal* .depressão linear aguda.pequeno e pouco profundo. No seu trajeto. Fossa* . No encontro de um sulco principal com um ou dois secundários.no sentido vertical as faces vestibular e lingual convergem em direção incisai ou oclusal.GENERALIDADES SOBRE OS DENTES inferior decíduo são constantes. 1-4) . traduzida por fendas também lineares denominadas fissuras*. Tal disposição é muito pronunciada nos incisivos e caninos em virtude do seu perfil triangular causado pelo grande diâmetro vestíbulo-lingual perto do colo. Depressões encontradas na terminação do sulco principal (junto à crista marginal ou na face vestibular de molares) ou no cruzamento de dois deles.também denominada fóssula. A convergência é mais ou menos acentuada. formam-se fossetas menores e menos profundas. pode haver defeitos de desenvolvimento (fusão incompleta dos lobos) que provocam falta de coalescência do esmalte. que separa as cúspides umas das outras. principalmente sobre as cúspides e na delimitação das cristas marginais. É local de fácil desenvolvimento de cárie. obedecendo assim a um plano geral de construção. Elas não são paralelas. Tubérculos arredondados pequenos ocorrem com certa frequência na face oclusal de terceiros molares e ocasionalmente em outros dentes com localizações imprecisas. entre os terços cervical e médio da face lingual de premolares e molares ou nas faces de contato de alguns dentes.

Sentido horizontal (Fig. As barras paralelas às bordas vestibular e lingual ressaltam a convergência das faces livres para a oclusal ou incisai. No grupo dos premolares. em razão do estrangulamento do próprio colo. Em uma estreita faixa ao nível do colo. pela presença de uma borda oclusal. cujas faces livres são de pequena amplitude. o diâmetro vestíbulo-lingual de cada dente é sempre maior quando medido ao nível do terço cervical.no sentido horizontal. Figura 1-5 — Coroas dentais vistas por oclusal ou incisai. As barras paralelas às bordas vestibular e lingual ressaltam a convergência das faces livres para a distai. ambas as faces livres convergem ligeiramente na direção distai. mas ainda assim a convergência das faces livres é na mesma direção.Coroas dentais vistas pela face mesial. molares o perfil triangular se transforma em perfil trapezoidal. há pouca convergência. É neste nível que se localiza a bossa vestibular de todos os dentes. deduz-se que a metade mesial do dente. é maior que a metade distai. Percebe-se isso examinando o dente por incisai ou oclusal. medida no seu diâmetro vestíbulo-lingual. Realmente.Figura 1-4 . Na face lingual dos dentes posteriores. uma bossa lingual mal definida acentua a maior proeminência do terço médio. bem como o cíngulo dos dentes anteriores. Os premolares não foram representados porque neles há pouca ou nenhuma convergência. a ponto de ser difícil identificá-la com precisão. 1-5) . a convergência das faces se faz em direção contrária (para a cervical). . Em decorrência dessa disposição.

O local de toque é conhecido como área de contato* (Fig. no terço cervical. 1-7). Como consequência. .GENERALIDADES SOBRE OS DENTES Direções convergentes das faces de contato Sentido vertical (Fig. Figura l-6 . o maior diâmetro mésio-distal está no terço incisai ou oclusal e o menor. esse toque se dá pela maior proeminência mesial de um dente com a correspondente distai do vizinho (os incisivos centrais se tocam por suas mesiais).as faces mesial e distai convergem em direção cervical. numa relação de contiguidade. 1-6) . Como os dentes de um mesmo arco se tocam.Coroas dentais vistas por vestibular. Figura l -7 — Áreas de contato dos dentes de hemiarcos superior e inferior (distendidos) marcadas com pequeno retângulo. As barras paralelas às bordas mesial e distai ressaltam a convergência das faces de contato para a cervical.

o espaço interdental*. Faz exceção o primeiro molar superior e também o segundo molar superior decíduo.no sentido horizontal. denominado ameia* lingual. Em dentes isolados. 1-10) . Eventualmente. Figura 1-8 .Sulco interdental (seta menor) e espaço interdental (seta maior) determinados pelo contato normal de dentes de um mesmo arco. Ambos têm a face lingual maior que a vestibular. a ameia vestibular (Fig. e um espaço bem menor do lado vestibular. Figura I . ocupado pela papila interdental* da gengiva* (Fig. pode-se tentar visualizar a área de contato.11 As áreas de contato situam-se. a ponto de causar lesões que se desdobram em alterações possíveis de se estenderem pelo periodonto.Dentes vistos por oclusal ou incisai. A área de contato protege a papila interdental contra agressões mecânicas (impacção alimentar) durante a mastigação. e um grande espaço prismático no lado oposto. . A área de contato cria quatro espaços em torno dela. No sentido horizontal (olhando por oclusal). No sentido vertical (olhando-se por vestibular ou por lingual). o sulco interdental*. Sentido horizontal (Fig.I O . muito mais deslocadas para vestibular do que para lingual. chegando mesmo a ser de tamanho maior que a face oposta. o segundo premolar inferior também exibe uma face lingual alargada. próximas à borda incisai ou à face oclusal. reconhece-se um pequeno espaço no lado oclusal da área de contato. o que equivale a afirmar que a ausência da área de contato deixa a papila desguarnecida. Figura 1-9 -Ameia vestibular (seta menor) e ameia lingual (seta maior) determinadas pelo contato normal de dentes de um mesmo arco. as faces de contato mesial e distai convergem em direção lingual. As barras paralelas às bordas mesial e distai ressaltam a convergência das faces de contato para a lingual. 1-8). chama a atenção um grande espaço em forma de V aberto para a lingual. que corresponde a uma pequena faceta de desgaste ocasionada pela semimobilidade dos dentes e o atrito entre eles nas oclusões* sucessivas durante a vida. pois. 1-9).

Se unirmos essas proeminências numa linha contínua que contorne toda a coroa. se o dente for examinado por lingual. teremos a linha equatorial* da coroa. as convergências nos sentidos vertical e horizontal combinadas. Na maioria das vezes. a face vestibular tem dimensões maiores do que a face lingual. quando encontradas. De acordo com o exposto. como na lingual de dentes anteriores que tem cíngulo e fossa lingual e na oclusal de molares com fossetas e cúspides.em consequência da convergência das faces de contato para lingual. como a face vestibular de incisivos.Coroas dentais vistas pela face lingual. Por essa razão.GENERALIDADES SOBRE OS DENTES A convergência das faces de contato para a lingual faz surgir a ameia lingual. vê-se alguma parte da face vizinha. convexas: há convexidades em todas as faces de todos os dentes. 1-12). cuja abertura será proporcional ao grau de convergência das faces. Nos dentes anteriores e no primeiro premolar inferior. Em algumas faces aparecem também concavidades alternando-se com as convexidades. Figura 1-12 . são na realidade levemente convexas.as faces da coroa de um dente são sempre curvas. são consequências de desgastes* típicos ou atípicos. Decorre desse fato que. não há limites precisos entre uma face e outra: quando se examina uma face. . por distai (no meio) e por um aspecto mésio-lingual (à direita).Linha equatorial da coroa de um molar inferior vista por vestibular (à esquerda). As faces dos dentes unem-se por bordas arredondadas. as maiores proeminências ou áreas mais elevadas da coroa ficam próximas da oclusal nas faces de contato e próximas da cervical nas faces livres. Bordas ou faces planas. como se fossem uma convergência única na direção cérvico-lingual. deixam o terço cervical afilado em relação às demais porções do dente. 1-11). Caracteres anatómicos comuns a todos os dentes Faces curvas . Mesmo superfícies descritas como planas. Face vestibular maior que a lingual . com o contorno da face vestibular ao fundo. ver-se-ão partes de suas faces mesial e distai e o contorno vestibular ao fundo (Fig. Figura l-l l . a qual será mais sinuosa quanto mais anterior for o dente (Fig.

Nos premolares este detalhe é menos marcado. Figura 1-15 . mas a vista distai inclui partes das faces vizinhas (Fig. caninos e molares por vestibular.por ser menor. Face mesial maior que a distai . Além disso. O incisivo central inferior. que faz aumentar a angulação. 1-13). com o contorno da face mesial ao fundo. O ângulo correspondente do lado mesial é menos pronunciado. No primeiro premolar inferior. Em ambos o tamanho da face lingual predomina sobre o da vestibular. Essa assertiva é comprovada quando se examina incisivos. mais abaulada. que tem uma coroa simétrica.1 3 . a face mesial é mais alta que a face distai. a face mesial possui dimensões maiores do que a face distai em um dente sem desgaste ou pouco desgastado. .Coroas dentais vistas pela face vestibular para mostrar a borda distai formando ângulo com o contorno da raiz (traço espesso). a face mesial esconde o resto da coroa.13 A única exceçao na dentição* permanente é o primeiro molar superior e na dentição decídua.Coroas dentais vistas pela face distai. deve-se descontar a inclinação distai da raiz. a face distai apresenta-se mais convexa. Figura 1-14 . a face mesial é geralmente menos alta que a distai. 1-14 e 1-15) . Figura 1 . Face mesial plana e reta e face distai convexa e curva (Figs. é o segundo molar superior. tanto em visão frontal quanto de perfil. O abaulamento deixa a distai mais inclinada. Não obstante. com seus limites próximos um do outro. Neste caso.em consequência da convergência das faces livres para a distai.Coroas dentais vistas pela face vestibular para mostrar a borda correspondente à face mesial (traço espesso) mais alta que a distai. de tal modo a formar com a raiz uma angulação que inexiste (ou é menor) no lado mesial. não exibe este caráter distintivo com exuberância.

a linha cervical apresenta-se mais ou menos curva. Nos molares. em forma de V. Figura 1-16 -Alguns dentes superiores e inferiores. Linha cervical* . Conseqúentemente. torna-se um pouco curva (abertura voltada para a raiz) nos premolares e acentua sua curvatura nos caninos e incisivos. de acordo com a dimensão desse diâmetro. Todos esses detalhes morfológicos concorrem para deixar a área de contato mais cervical na face distai.- GENERALIDADES SOBRE OS DENTES Nos dentes anteriores. Nas faces livres a curva (abertura voltada para a coroa) da linha cervical é tanto mais fechada quanto menor for a dimensão mésio-distal da coroa ao nível do colo.. ela é uma linha praticamente reta. que a faz tender à retidão. Quanto mais larga a face oclusal. . Em todos os dentes. 1-16). Numa vista oclusal nota-se a maior dimensão da borda mesial (com exceção do primeiro premolar inferior). Também aqui é o incisivo inferior que possui a linha cervical mais encurvada. é notório o arredondamento do ângulo disto-incisal. A borda distai. tende ao encurvamento (Fig. 1-5).para mostrar a linha cervical (traço espesso) com curvatura mais acentuada nos dentes anteriores e também no lado mesial em comparação com o distai (segundo Wheeler). No incisivo central inferior é uma curva bem fechada.o diâmetro mésio-distal é maior nos molares e menor nos incisivos. maior base de sustentação deve ter a coroa em nível cervical. muito mais obtuso em comparação com o mésio-incisal. menor. a curvatura da linha cervical é mais acentuada no lado mesial do que no lado distai (Fig.

15 Inclinação da face vestibular na direção lingual - como as faces livres convergem para a oclusal, deduz-se que a face vestibular se inclina para o lado lingual e a lingual se inclina para o lado vestibular. Das duas, a face que se inclina mais em relação ao eixo do dente é a vestibular, muito mais nos inferiores do que nos superiores. Os premolares e os molares mostram com exuberância essa inclinação. A inclinação lingual começa na união do terço cervical com o terço médio da face vestibular, de modo que os dois terços incisais ou oclusais se inclinam e o terço cervical não. Desta maneira, a maior proeminência vestibular fica restrita ao terço cervical e é conhecida como bossa* vestibular. A maior proeminência da face lingual de incisivos e caninos situa-se também no terço cervical, em virtude da localização do cíngulo. Nos dentes posteriores, a proeminência está no nível do terço médio ou entre os terços médio e cervical.
As proeminências descritas protegem a gengiva* marginal. A borda livre da gengiva coloca-se nas imediações do colo. As bossas das faces livres nas proximidades da gengiva desviam dela os alimentos mastigados. Não há impacção; o bolo alimentar apenas tangencia a gengiva, sem ir de encontro direto a ela (Fig. 1-17). A gengiva situada entre as faces de contato de dois dentes vizinhos (papila interdental) é protegida pelas cristas marginais e áreas de contato.

Figura l -17 - Convexidade cervical das faces livres em um incisivo central superior visto por uma das faces de contato. Da esquerda para a direita: relação correta entre os contornos da coroa e da gengiva - a bossa vestibular e o cíngulo protegem a gengiva marginal e permitem que os alimentos a tangenciem (massageiem) durante a mastigação; contorno inadequado por falta de convexidades cervicais propicia a impacção alimentar; o excesso de convexidades cervicais desvia o alimento, não o deixando promover estimulação mecânica na gengiva.

Lobos* de desenvolvimento - são centros primários de formação do dente durante sua embriogênese, porções que depois se fusionam deixando sulcos como vestígios de sua independência. Os dentes têm quatro lobos, com exceção do primeiro molar inferior (e às vezes do segundo premolar inferior) que possui cinco (Fig. 1-18). Os lobos e os sulcos são evidentes nos incisivos recém-erupcionados. Sua borda incisai é trilobada, isto é, apresenta três mamelões*, que continuam na face vestibular como discretas convexidades divididas por dois sulcos rasos. Após o desgaste natural dos dentes, a borda incisai perde as saliências e torna-se reta, mas a face vestibular mantém os vestígios dos lobos de desenvolvimento.

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jENERALIDADES SOBRE OS DENTES

Figura 1-18 - Desenho esquemático representativo dos lobos de desenvolvimento.

Os caninos e os premolares superiores também exibem lobos destacados. O quarto lobo corresponde ao cíngulo dos dentes anteriores e à cúspide lingual dos premolares. Nos molares, cada cúspide representa a extremidade livre de um lobo. Desvio distai da raiz - tomando-se um dente isoladamente, nota-se que sua(s) raiz(es) em geral se desvia(m) distalmente. O terço apical é o que mais se desvia. Trata-se de um deslocamento do eixo longitudinal da raiz em relação ao eixo da coroa. Pode ocorrer em todas as direções, mas a prevalência maior é o desvio para a distai. O menor desvio observa-se na raiz do incisivo central inferior e na raiz lingual dos molares superiores. O desvio distai da raiz é explicado pela posição distalizada da artéria nutridora do dente durante a sua formação, com o crescimento da raiz em direção dessa artéria dental. Variações* anatómicas - as formas dentais obedecem a um plano de construção, com um padrão morfogenético próprio, individual. Entretanto, as variações dessas formas são frequentes. Basta olhar para as pessoas e notar dentes com aspectos diferentes, não apenas de cor e tamanho, mas também de contorno, forma e estrutura. Assim, o aparecimento de um tubérculo extra, de uma cúspide a mais ou a menos, de uma raiz supranumerária* são variações que não raro aparecem. Não se trata de anomalias* dentais, porque estas interferem com a função. As variações anatómicas não são disfuncionais; não atrapalham o funcionamento dos dentes.
Os dentes mais afetados por variações são os terceiros molares; elas acometem tanto a porção coronária quanto a radicular. O incisivo lateral superior também :.; bastante quanto à forma; pode sofrer um processo de hipodontia*, com a coroa diminuta, conóide e, consequentemente, diastemas* em ambos os lados. O 3Íar superior apresenta uma grande variedade deformas na sua coroa, 'lares, os inferiores são os mais inconstantes quanto à forma.

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Anatomia do periodonto
em parceria com Roelf J. Cruz Rizzolo
GUIA DE ESTUDO 2 1 Leia uma vez o bloco 2 (B2), a seguir. 2 Responda, escrevendo,às seguintes perguntas: Como se divide o periodonto e quais são seus componentes? Quais são as diferenças entre gengiva livre e gengiva inserida? O que é sulco gengival e inserção epitelial e para que servem? Como a gengiva inserida faz a sua fixação? Como se chamam as fibras colágenas por meio das quais ela se fixa? O que é ligamento periodontal, como é constituído e para que serve? Como se dispõem as fibras do ligamento periodontal e por que se dispõem dessa maneira? De que maneira os vasos e nervos chegam ao periodonto? Quais são as funções nervosas dentro do periodonto, com detaIhamento sobre a função proprioceptiva? Para o que mais serve o periodonto além de suas funções nutritiva, sensorial e mecânica? Como ou em que condições o cemento é depositado? Quais são as principais causas das moléstias periodontais? Defina erupção dental. Discorra sobre movimento eruptivo do dente, suas causas e suas direções. Qual é a diferença entre erupção ativa e erupção passiva? Descreva as posições dos germes dos dentes no interior da cripta óssea durante a fase pré-eruptiva. Existe rizogênese na fase pré-eruptiva? E na fase pré-funcional? Como é que a coroa dental consegue se movimentar, sair da

UNIVERSIDADE FEDEM. DO PARÁ CURSO DE ODONTOLOGIA 8IBU8TECAPROF OR FRANCISCO G. Âi-MO

cripta óssea e irromper na cavidade bucal? Ao atingir o plano oclusal, na fase pré-funcional, os movimentos eruptivos cessam? Qual é a hipótese mais aceita para explicar o mecanismo da erupção dental? O que é e como se processa a exfoliação dos dentes deciduos? Em que locais das raízes dos dentes deciduos anteriores e posteriores começa a reabsorção? Além da reabsorção radicular, que outros fatores concorrem para a queda do dente decíduo? O que é dente decíduo retido? Ele permanece em estado funcional para sempre? 3 Leia novamente e confira se as respostas estão corretas. Consulte sempre o Glossário para completar ou ampliar seu entendimento. 4 Se as respostas estiverem erradas ou incompletas, volte aos itens l a 3. Se estiverem correias, passe para o item 5. 5 Leia de novo, agora mais atentamente.Troque ideias com os colegas. Examine radiografias panorâmicas e periapicais para identificar componentes do periodonto. Examine sua própria gengiva na frente do espelho. Examine radiografias e crânios de crianças de várias idades. 6 Leia ainda uma vez mais o bloco 2 para destacar os detalhes que julgar mais importantes.

B2

Periodonto (peri, ao redor, em torno; odonto, dente) é o termo genérico referente aos tecidos de suporte do dente, que são o alvéolo* dental, o ligamento periodontal*, o cemento* e a gengiva* (Figs. 1-19 e 1-20). A gengiva é considerada o periodonto de proteção, já os demais tecidos de suporte são chamados de periodonto de inserção. O cemento, apesar de ser um tecido dental, funcionalmente participa do ligamento periodontal e, portanto, faz parte do periodonto. O periodonto de proteção divide-se em gengiva livre e gengiva inserida. Entre elas, acentuando a sua divisão, há uma linha chamada ranhura gengival; muitas vezes não é observada a olho nu, diferente da junção mucogengival, divisão entre mucosa alveolar e gengiva inserida, que é sempre bem visível (Fig. 1-21). A gengiva livre circunda os dentes em forma de colarinho. Nas faces de contato, esse colarinho forma a papila interdental*, que é mais afilada nos dentes anteriores e mais protuberante nos dentes posteriores, chamada de zona de COL; esta variação ocorre devido à diferença entre os pontos de contato. Entre o dente e a gengiva livre existe uma fenda chamada de sulco gengival*, que, no seu interior, é rico em uma substância proteica chamada fluido gengival com funções de defesa.

~ . O sulco gen- .18 GENERALIDADES SOBRE OS DENTES Figura 1-19 .: : -. :-es e ine cobrindo parte do r. B) Vista superior (oclusal). removido de uma mandíbula seca. que é preenchido por ligamento periodontal. 1 Coroa 2 Raiz 3 Cavidade do dente (que aloja a polpa dental) 4 Septo interalveolar 5 Crista alveolar 6 Cortical alveolar (lâmina dura) 7 Espaço periodontal Figura 1-20 -Alvéolo dental (cortical óssea alveolar) de um terceiro molar inferior. Figura 1-21 — Periodonto de protEção (gengiva) circundando : -: :í :.:. --. por onde passam vasos e nervos. Notar a quantidade de forames.Radiografia periapical da área de incisivos inferiores para mostrar raiz dental no interior de seu alvéolo e o espaço entre ambos. A) Vista lateral (vestibular). vasos e nervos. quase intacto.::.

Principais fibras alveolodentais e dentogengivais em uma vista vestíbulo-lingual. aparece uma espessa mucosa especializada. aderida ao dente e ao osso. Figura 1-22 .19 Limitando a gengiva livre e estendendo-se sobre o processo alveolar. Fibras circulares Fibras transgengivais Fibras transseptais 4 Fibras horizontais 5 Fibras oblíquas 6 Fibras apicais Figura 1-24 .Principais fibras alveolodentais e dentogengivais em uma vista mésio-distal. nas proximidades da junção cemento-esmalte.Fibras gengivais circulares. 1-23 e 1-24). no fundo do sulco gengival (0. . 1 2 3 4 5 Fibras dentogengivais Fibras circulares Fibras crestodentais Fibras horizontais Fibras oblíquas 6 Fibras apicais Figura 1-23 . O epitélio da gengiva livre. e que deve ser preservada intacta. As fibras gengivais são uma trama de fibras que ajudam na inserção do periodonto de proteção ao colo do dente (Figs. É a inserção epitelial.5 a 2mm de profundidade) fixa-se a toda periferia do dente. que protege biológica e mecanicamente o fundo do sulco gengival. 1-22. que é a gengiva inserida.

que tensiona o ligamento e traciona as paredes do alvéolo. evitam que o ápice do dente seja aprofundado no alvéolo. Ao atenuar os impactos mastigatórios. de tal modo que os vasos dentais não sejam lesados ou ocluídos. Os densos feixes de fibras colágenas do ligamento periodontal contidos no espaço periodontal (Fig. uma disposição oblíqua. formando uma articulação fibrosa. com suas fibras dentogengivais. formado por vasos que se dispõem em rede em torno da raiz). Como o próprio nome diz. também conhecido como ligamento alvéolo-dental. Essas fibras dispõem-se diagonalmente do alvéolo para o dente. a gengiva será dilacerada no ato da extração. O ligamento periodontal. fixa-se também no ponto da inserção epitelial da gengiva livre (no cemento. consultar o subcapítulo "Biomecânica do esqueleto facial". uma vez distendidas. O restante dessa pressão mecânica se transforma em força de tração no osso. são chamadas de fibras de Sharpey e têm função importante na sustentação de todo o periodonto. Ambas limitam os movimentos extrusivos do dente ÍFigs. importante para manutenção. é um tecido conjuntivo denso fibroso. 1-19). em um dos livros do mesmo autor: "Anatomia da face" e "Anatomia facial com fundamentos de anatomia sistémica geral" [este em colaboração com Roelf J. No fundo. Previamente às exodontias é necessário proceder à sindesmotomia. São Paulo). portanto. porque são rompidas junto ao osso. distendem-se sob tensão. a gonfose*. Para melhor conhecer o destino dessa força mecânica. 1-22 e 1-23). semelhante às sindesmoses (Figs. Nas duas extremidades do alvéolo. impedem que o dente invada ou penetre no osso. o ligamento periodontal muda a sua direção oblíqua do alvéolo para o dente. deixando o dente suspenso no alvéolo. apresentando.GENERALIDADES SOBRE OS DENTES A gengiva inserida. que formam uma espécie de ligamento entre o cemento cervical e a crista alveolar. As . por sofrerem mineralização nas extremidades. ficando aderidas a eles. a força da oclusão é parcialmente absorvida pelo ligamento periodontal (e por um sistema de pressão hidráulica. pois o protege após qualquer tipo de pressão indesejada. ambos editados em 2004 pela Sarvier. 1-24). Estas fibras assim aderidas. Abaixo dessas fibras crestodentais encontram-se as fibras horizontais. fibras e substância fundamental amorfa. podendo muitas delas acompanhar o contorno do colo dental de maneira circular ou semicircular (Fig. durante a oclusão. nos quais as fibras podem ser vistas cobrindo a raiz. estendem-se do cemento de toda a raiz do dente à superfície interna da cortical óssea alveolar. junto ao fundo do sulco gengival). Sem isso. 'As fibras colágenas inclinadas. não-elástico. além de sua fixação óssea por meio de fibras colágenas (fibras alveologengivais). Suas duas extremidades são embutidas no osso e no cemento. Grupos de fibras também unem um lado ao outro da papila interdental (fibras transgengivais) e um dente ao outro (transeptais ou interdentais). Este fato pode ser comprovado nos dentes extraídos. Cruz Rizzolo]. suas fibras irradiam-se a partir do ápice radicular e na borda livre são inclinadas ao contrário (do dente para a crista alveolar). que é a separação do dente dos tecidos moles pela secção de fibras do ligamento periodontal. Como elas são onduladas. Assim. Tanto maior será a tração quanto mais vertical for a pressão sobre o dente. 1-22 e 1-23). permitindo assim uma certa mobilidade do dente. faz a ligação do cemento à cortical óssea alveolar. Ele é basicamente constituído por células.

A cada oclusão*. mas principalmente para a propriocepção e pressão. Estes dois últimos tipos de células ficam enfileirados. comuns em outras articulações. engrossando o ápice e alongando a raiz. As terminações nervosas proprioceptivas do periodonto. nem no lado da pressão nem do lado da tração. por exemplo. Mas o cemento não. por exemplo. Esta diminuição. dando eficiência e precisão aos movimentos mandibulares. Com o passar do tempo. a largura do espaço periodontal tende a diminuir. Os nervos periodontais são sensitivos para a dor. bem como as células de defesa. para que haja a exata repetição dos movimentos realizados. Por outro lado. Além de suas funções mecânica. para corrigir a posição do dente. Não havendo esse reforço. vasos linfáticos e nervos provenientes de ramificações dos ramos dentais e peridentais. erupção contínua. pode também ocorrer devido a requisitos funcionais. que conectam os colos de dentes adjacentes acima do septo interdental. formando camada junto ao alvéolo ou junto à raiz do dente. Um fator que determina a necessidade desse reforço para restabelecer a precisão do movimento mastigatório é a alteração da oclusão devido a atritos e desgastes. que dão acesso a canais secundários* ou pulpo-periodontais. Alguns nervos (vasos também) podem penetrar na polpa através de forames suplementares frequentemente existentes no terço apical da raiz. movimentos dentais. a espessura do cemento não se modifica. Vasos periodontais e vasos gengivais comunicam-se entre si ao ultrapassarem o denso ligamento circular formado pelas fibras horizontais do ligamento periodontal. para se detectar a espessura de um fio de cabelo colocado entre os dentes. em que o osso sob pressão é reabsorvido e sob tração é depositado. veias. ficam dispersos entre as fibras do ligamento periodontal. osso (osteoblastos) e cemento (cementoblastos). Na movimentação ortodôntica. o suficiente. As camadas de cemento acelular e celular são depositadas mais lentamente do que as de osso e predominantemente na região apical.21 fibras mais superficiais são as transeptais. o periodonto estimula a formação de células que irão formar fibras colágenas (fibroblastos). Estes últimos são intra-ósseos e alguns de seus ramos chegam ao espaço periodontal após passar pela cortical óssea alveolar. No meio dos feixes ligamentosos e em sulcos das paredes do alvéolo (para se protegerem de pressões exageradas) correm artérias. seus tendões e da articulação temporomandibular. porque os impulsos proprioceptivos estão presentes nos músculos e articulações. que é toda perfurada por pequenos forames. ditada pela idade. por oclusões sucessivas. . restaurações e fraturas. novas camadas são adicionadas às previamente existentes. Terminações táteis também são abundantes. o "banco de memória proprioceptiva" que temos no cérebro é realimentado. cáries. Os fibroblastos. trabalham em conjunto com receptores aferentes semelhantes dos músculos da mastigação. a "memória periodontal" se esgota. Mas a exatidão ou precisão de seus movimentos é prejudicada com a perda do periodonto. Pessoas desdentadas mastigam normalmente e têm uma boa noção da posição espacial da mandíbula durante sua movimentação. Osso e cemento crescem de maneira semelhante. sensorial e nutritiva. o cemento engrossa em razão de uma produção exagerada (hipercementose) no dente fora de função (sem estímulo mecânico). o osso pode sofrer reabsorções.

Estas condições provocam a gengivite. pedra fundamental para a construção de um saber. que é a irritação e a inflamação da gengiva. perda do ponto de contato. Erupção dental Mauro Airton Rulli (Figs. .GENERALIDADES SOBRE OS DENTES As fibras do ligamento periodontal também sofrem contínua reconstrução. Ao profissional promotor de saúde cabe compreender a sua dinâmica. contato prematuro*. 1-28 e 1-29) Figura 1-25 . com suas raízes em formação. O início de uma lesão periodontal pode também ocorrer ante o trauma oclusal*. 1-25. escavação excessiva que provoca abrasão dental e retração gengival e tudo isso deve ser prevenido. 1-26. A inflamação no periodonto de proteção pode evoluir para a inserção epitelial e propagar-se a outros tecidos de suporte do dente. Esta doença inflamatória destrói o ligamento periodontal e o osso alveolar. posição muito inclinada do dente no arco. Célio Percinoto). pelo forame apical). 1-27.Radiografia panorâmica de uma criança de 5 anos com todos os dentes decíduos em uso. Os primeiros molares permanentes e os incisivos centrais inferiores estão em início de erupção. em um âmbito mais abrangente. maloclusão*. Moléstias perlodontais têm início com a organização de um biofilme de microorganismos decorrente de má higiene. Os germes dos demais dentes permanentes encontram-se em suas criptas alveolares (Gentileza do Dr. Os fibroblastos são muito ativos na manutenção dessas fibras e na substituição de velhas por novas. causando a periodontite. O conhecimento atual da doença periodontal preocupa-se antes com o ser humano. O periodonto também pode ser lesado na presença de restaurações deficientes com falta ou excesso de material. excessiva pressão mastigatória. sendo os primeiros passos a dedicação ao conhecimento anatómico. a partir da região cervical em direção apical (pode também se espalhar a partir da polpa. cáries.

Horácio Faig Leite). Figura 1-29 — Aspectos histológicos da erupção de um dente. Notar os premolares em erupção.Radiografia periapical de dentes inferiores de uma criança de 9-10 anos. Figura l -27 .23 Figura l -26 . Comparar com a mesma área da figura l -25 para observar o estado de desenvolvimento similar (Gentileza do Dr. com o primeiro molar permanente quase que totalmente formado e já alcançando o plano de oclusão.Radiografia periapical de dentes inferiores de uma criança de 5 anos. se bem que um pouco mais atrasado (Gentileza do Dr. . na sequência. e os molares decíduos em processo de rizólise. a emergência do dente na cavidade bucal e a formação da inserção epitelial (adaptado de Brescia). Horácio Faig Leite). Figura 1-28 . Notar no segundo desenho a fusão do epitélio reduzido do esmalte (traço preto contornando a coroa) com o epitélio bucal e.Mandíbula de criança de aproximadamente 8 anos preparada especialmente para mostrar o estado de desenvolvimento similar ao da figura 1-27. com parte das raízes calcificadas.

GENERALIDADES SOBRE OS DENTES

A erupção* é o processo migratório que conduz os dentes, tanto decíduos quanto permanentes, desde seu local de desenvolvimento intra-ósseo, penetrando pela mucosa gengival, até alcançarem e manterem sua posição funcional no arco dental. Convém esclarecer, desde logo, que a emergência ou irrompimento do dente, isto é, o aparecimento da coroa dental na cavidade bucal, é apenas um dos eventos do complexo processo da erupção. A direção do movimento do dente, durante a erupção, é resultante do crescimento dental, do crescimento do osso alveolar e do crescimento do osso de suporte, isto é, da maxila ou da mandíbula. Qualquer desequilíbrio no desenvolvimento destas estruturas pode alterar o sentido da movimentação eruptiva, inclusive ao ponto de provocar a inclusão do dente, ou seja, impedir sua erupção. Na erupção dental, o movimento prevalente é o axial* ou vertical para a oclusal, mas ocorre também movimentação do dente em todos os planos. Assim, pode haver inclinação para a mesial, distai, vestibular ou lingual, giroversão* ou deslocamento no plano horizontal, para que seja atingida a posição funcional. O movimento dos dentes em relação à mandíbula ou maxila é denominado erupção ativa, enquanto a exposição gradual da coroa dental no meio bucal, ' decorrente da retração da gengiva devida ao deslocamento da aderência epitelial em direção apical, é chamada erupção passiva. Desde que a posição funcional do dente seja passível de sofrer ajustes, embora pequenos, durante toda a sua existência, para que seja mantido constante relacionamento com seus vizinhos e antagonistas, a erupção deve ser considerada como um processo contínuo. A época do irrompimento de um dente varia amplamente, portanto, apenas aqueles casos que fogem muito da ampla faixa normal de variação podem ser considerados anormais. De modo geral, ocorre mais cedo nas meninas do que nos meninos e o atraso é mais frequente que a aceleração.
O desenvolvimento e a erupção dos dentes são facetas do crescimento somático e, em decorrência, podem ser afetados por fatores sistémicos; somente nos casos de crescimento somático deficiente, causado por distúrbio endócrino, deve-se esperar atraso generalizado do irrompimento dos dentes. Dentre as glândulas endócrinas, a hipófise e a tireóide são as que exercem maior controle sobre o desenvolvimento e irrompimento dentais. Fatores locais, como por exemplo a falta de espaço no arco dental ou a presença de cistos, podem atrasar e até mesmo impedir a erupção.

A erupção dos dentes permanentes ou decíduos pode ser dividida nas seguintes fases sucessivas: pré-eruptiva, pré-funcional e funcional. A fase pré-eruptiva compreende a movimentação^ do germe dental* nas etapas iniciais do seu desenvolvimento, nojnterÍQX_do^Qsso_em crescimento, a fim de se CQlo.car_numa_ posição adequada ao movimento para a oclusal. O término da fase pré-eruptiva ocorre quando a coronogênese termina e inicia-se a rizogênese*, estando o g£rnie_denlalxionfinado, quase inteiramente, em uma cripta* óssea. Inicialmente, os germes dos dentes decíduos e permanentes ocupam uma cripta óssea comum, mas quando a morfogênese da coroa do decíduo está quase concluída há crescimento de uma lâmina óssea interveniente que possibilita ao dente permanente ficar em sua própria cripta.

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Ao final desta fase, em raras ocasiões, ojzpittâojreduzido dp_órgão do_esmalte pode sofrer__alterações que resultam na formação de-um.cisto, denominado cisto de erupção, que se dispõe circundando a coroa dental, às vezes causando aumento volumétrico gengival perceptível e atrasando o irrompimento.

Os dentes permanentes que possuem predecessores decíduos executam movimentação complexa antes de alcançarem a posição propícia à erupção. Assim, os germes dos incisivos e caninos permanentes iniciam seu desenvolvimento em posição e ao nível da região coronária do germe do dente decíduo; entretanto, no final da fase pré-ej^tiya, tais dentes localizam-se ainda em posição lingual, mas agora ao nível da região apical de seus predecessores decíduos. <Os premolares iniciam seu desenvolvimento em posição lingual e ao nível da região da coroa dos molares decíduos; mais tarde, ficam situados entre as raízes divergentes desses molares e, no final da fase pré-eruptiva, estão localizados abaixo das raízes dos molares decíduos. Deve-se ressaltar, contudo, que tais alterações de posicionamento também são devidas, em parte, ao crescimento em altura dos ossos de suporte, que nessa fase é muito rápido. A fase pré-funcional vai desde o início da rizogênese até o posicionamento do dente no plano oclusal. Quando se inicia a formação da raiz ou raízes, a coroa dental começa a ser impulsionada em direção à mucosa gengival. O primeiro indício morfológico de que um dente vai movimentar-se para a oclusal é a inteira reabsorção* do teto de sua cripta óssea. É nesta fase que ocorre o irrompimento do dente; assim, a coroa faz seu aparecimento no meio bucal quando a raiz ainda não está completamente formada e antes que o osso alveolar tenha atingido suas dimensões funcionais. Daí a maior suscetibilidade para o mau posicionamento nesta etapa da erupção. Enquanto o dente se movimenta para a superfície, o tecido conjuntivo situado entre o epitélio reduzido do órgão do esmalte e o epitélio gengival vai desaparecendo. Quando a borda incisai ou as cúspides se aproximam da mucosa gengival, o epitélio reduzido do órgão do esmalte e o epitélio gengival fusionam-se. A continuação do movimento eruptivo determina a ruptura do epitélio fusionado sobre a borda incisai ou topo da cúspide, e o dente irrompe no meio bucal. A fase funcional compreende o período em que, após atingirem o plano oclusal, os dentes continuam tendo movimentos para se ajustarem entre si. Estes ocorrem prevalentemente na direção pclusomesial, e é graças ao deslocamento mesial que os pontos de contato entre dentes vizinhos são mantidos. O movimento oclusal, aliado a um depósito de cemento apical, compensa o desgaste oclusal funcional, com a finalidade de manter a relação adequada dos arcos dentais entre si. A velocidade da erupção é muito mais rápida antes do que após o contato oclusal, podendo, entretanto, acelerar-se novamente após a perda do antagonista*, até possibilitando pequena extrusão além do plano oclusal, isto é, uma sobreerupção.
Trauma agudo intenso pode resultar na parada da erupção ativa se, durante a fase funcional, o ligamento periodontal for seriamente lesado, com ocorrência de reabsorção radicular e aposição óssea no espaço periodontal levando à anquilose*, isto é, a fusão da raiz dental com o osso alveolar, o que impedirá a movimentação dental para a oclusal.

GENERALIDADES SOBRE OS DENTES

Muitas foram as hipóteses aventadas para explicar o mecanismo da erupção, no entanto, nenhuma delas conseguiu ainda apresentar argumentação que possa, sem restrição experimental, torná-la plenamente aceita. Todas as estruturas envolvidas na odontogênese e na constituição do complexo dento-alveolar já foram, em uma época ou outra, apontadas como o agente que gera a força capaz de impulsionar o dente em direção oclusal. Atualmente, o ligamento periodontal é tido como a estrutura capaz de gerar a força eruptiva principal, sendo que nos dentes de crescimento contínuo, como os dos roedores, os fibroblastos do ligamento periodontal são os principais responsáveis pela geração da força eruptiva principal.

Exfoliação* dos dentes decíduos
Consiste na eliminação fisiológica desses dentes, em consequência da reabsorção de suas raízes, antes de sua substituição pelos sucessores permanentes. Admite-se que as células multinucleadas de reabsorção possam diferenciar-se no tecido conjuntivo como resposta à pressão exercida pelo dente permanente em crescimento e em movimento para a oclusal. Entretanto, a reabsorção radicular pode acontecer mesmo no caso de ausência do germe do dente permanente devido a fatores supervenientes como a sobrecarga oclusal. QJaz-^e inicialmente sobre o osso que separa o alvéolo do dejite dLecí__duo e a cripta, do, dente permanente e"BepoiY^õrjre^j-ajz_dental. Devido à posição do germe do dente permanente, a reabsorção dos incisivos e dos caninos decíduos começa ao nível do terço apical da face lingual; o germe do dente permanente segue uma direção oclusal e vestibular. Quando o dente permanente está localizado perfeitamente abaixo do decíduo, a reabsorção deste se faz em planos transversais e o dente erupciona na posição ocupada pelo dente decíduo; nesses casos, o decíduo é exfoliado antes de aparecer o dente de substituição, enquanto nos outros casos, o ^nte^ennaiKj^te pode Jazer sua^emQção, embora o dente deddu©<«ntiimeTTn seu lugar. Nos molares decíduos, a reabsorção das raízes começa nas superfícies radiculares voltadas para o septo inter- radicular, pois os germes dosj>remolares, de início^encontram-se entre aín:aízes dos molares decíduos^Em condições normais, a reabsorção radicular e a lise do tecido pulpar são indolores e assintomáticas; iniciam-se pela pressão do dente permanente, mas também sofrem influência da debilitaçao dos tecidos de sustentação do dente decíduo, causada pela reabsorção radicular e pela migração da aderência epitelial do dente decíduo em direção apical, aumentando a coroa clínica. As forças mastigatórias aumentam com o crescimento dos músculos da mastigação, e os hábitos alimentares tornam-se mais vigorosos, de modo que devido à destruição do periodonto de inserção elas são transmitidas ao osso como pressão, coadjuvando a queda do dente decíduo. O processo de queda apresenta períodos de grande atividade e de repouso relativo; durante os períodos de repouso relativo, além de não haver reabsorção, pode ocorrer reparação por aposição de cemento e/ou osso.

sobretudo para aplicação clínica. fora de sua posição normal. Outro fator de permanência do dente decíduo por maior tempo é a ausência ao germe ao dente permanente de substituição. nesse caso. poderá haver atraso ou erupção ectópica. ficando posteriormente abaixo dos seus vizinhos que continuaram sua erupção vertical. todavia esses resíduos serão reabsorvidos progressivamente. que a queda precoce do dente decíduo pode acelerar a erupção do sucessor permanente se o espaço for mantido. Em algumas oportunidades.FRANC!SCOaÁi. caso contrário. mas.27 Remanescentes dos dentes decíduos podem escapar à reabsorção e permanecer na boca durante certo tempo. É importante ressaltar. isto é. Át . às vezes.. o trauma oclusal4 pode determinar a anquilose* do dente decíduo em vez de sua queda. as suas raízes são reabsorvidas pela sobrecarga mastigatória e eles acabam exfoliados. eles ficam durante longo tempo em bom estado funcional. nesses casos.^ » CURSO DE ODONTOLOGIA 8I8UCTECA W DR FRANCISCO G.tá CURSO DE ODONTOLOGIA NUCIEttfflQF OR. comumente. denomina-se o dente decíduo de dente retido. •'£ F£0£iRAL LÕ 5v. o dente pára de fazer sua erupção ativa e permanece em uma determinada altura. isso ocorre com maior frequência com os molares ãecíduos que têm um diâmetro maior que o do premolar de substituição.

com um mínimo de 80% de acerto l Responder corretamente às perguntas dos Guias de estudo 3.CAPITULO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CURSO DE ODONTOLOGIA 88UOTECA PROF DR. 5 e 6 l . por exemplo. para identificá-los (pelo sistema de dois dígitos numéricos que os localizam no arco). entre caninos superior e inferior l Analisar as características diferenciais de dentes naturais. 4. estabelecendo comparações com os dentes homónimos permanentes l Relacionar os fatores que determinam diferenças anatómicas de coroa e raiz entre dentes semelhantes ou de um mesmo grupo dental. Ál-MO 2 Anatomia Individual dos Dentes OBJETIVOS l Identificar e descrever os acidentes anatómicos de cada um dos dentes permanentes e decíduos típicos l Descrever cada uma das faces da coroa de cada dente permanente. FRANCISCO 6. indicando com precisão seus detalhes anatómicos l Descrever a(s) raiz(es) de cada dente permanente l Descrever coroa e raiz(es) de cada dente decíduo. extraídos. entre primeiro e segundo molar superior.

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Descrição anatómica dos dentes permanentes
GUIA DE ESTUDO 3 1 Leia uma vez o bloco l, examinando as figuras, e de preferência com dentes secos à mão. Leia também as páginas 58 a 63. 2 Responda, escrevendo, às seguintes perguntas: Qual é o significado da borda incisai serrilhada dos incisivos recém-erupcionados? Por que essa condição não existe no homem adulto? Que diferença existe no contorno dos ângulos mésio-incisal e disto-incisal? A área de contato fica mais próxima de qual deles? A face lingual do incisivo central superior possui sulcos e fossetas? Descreva-a e desenhe-a. Qual é a forma do contorno da face mesial do incisivo superior e em que local ela é mais larga? O desgaste da borda incisai dos incisivos superiores fica do lado lingual ou vestibular? Por que? O primeiro dente da Fig. 2-1 é direito (l I) ou esquerdo (21)? E o segundo? Explique quais são as diferenças do contorno da face vestibular do incisivo central e do lateral superior (faça desenhos). Descreva a face lingual do incisivo lateral superior. Faça uma comparação entre as raízes do incisivo central e do lateral superior e destaque as diferenças existentes. O primeiro dente da Fig. 2-4 é direito (12) ou esquerdo (22)? E o segundo? Identifique quanto ao lado também os dentes das Figs. 2-35 e 2-36. Compare as faces linguais dos incisivos superiores com as dos incisivos inferiores e explique que diferenças há. O que significa a coroa do incisivo lateral inferior estar "torcida" em relação à raiz (considere o eixo vestíbulo-lingual da coroa e explique a posição do cíngulo ou do ângulo disto-incisal)? Explique quais são as diferenças do contorno da face vestibular do incisivo central e do lateral inferior (faça desenhos). Descreva a conformação da raiz do incisivo inferior. O primeiro

UNIVERSIDADE FEDERAL 00 f»MRA CURSO DE ODONTOLOGIA

dente da Fig. 2-8 é direito (42) ou esquerdo (32)? E o segundo? Identifique quanto ao lado também os dentes das Figs. 2-38 e 2-40. Quais são os contornos da face vestibular do canino superior e do inferior? Desenhe-os. Pelo aspecto incisai percebe-se uma diferença entre as metades mesial e distai da face vestibular. Qual é ela? Esta diferença ocorre somente nos caninos superiores? Tente reproduzi-la em um desenho. Compare a raiz do canino superior com a do inferior e cite as diferenças encontradas. Descreva a face lingual do canino superior e desenhe-a. O primeiro dente da Fig. 2-9 é direito (13) ou esquerdo (23)? E o segundo? O primeiro dente da Fig. 2-1 l é direito (43) ou esquerdo (33)? E o segundo? Identifique também os dentes das Figs. 2-41 e 2-42. 3 Leia novamente e confira se suas respostas estão corretas (confira também, com os colegas ou com o professor, a identificação dos dentes das fotos). 4 Em caso negativo, volte ao item l. Em caso positivo, vá ao item 5. 5 Complemente suas respostas procurando informações em outros livros. Examine a maior quantidade possível de dentes naturais (no crânio ou isolados) e de modelos industrializados. Compare-os com as figuras do livro. Discuta as questões de estudo com seus colegas. Esculpa em cera (agora ou quando chegar ao último capítulo) dentes incisivos e caninos. 6 Leia o bloco l, agora mais atentamente. 7 Leia novamente o texto, agora grifando e destacando os detalhes que julgar mais importantes. 8 Desenvolva os estudos dirigidos sobre dentes incisivos e sobre caninos, que se iniciam à página 123, no Apêndice.

BI

A anatomia exterior dos dentes deve ser muito bem conhecida. O estudo simplesmente teórico não basta. O aluno precisa estudar a descrição detalhada do dente com exemplares deles nas mãos. Além de dentes naturais, macromodelos de gesso ou resina e modelos de arcos dentais ajudam a entender os aspectos que se quer ensinar. O desenho e a escultura em cera são também valiosos meios de aprendizagem da anatomia dental, além de desenvolverem a habilidade psicomotora. As descrições feitas a seguir são para dentes sem desgaste. O desgaste altera a forma; as cúspides, por exemplo, têm vértices agudos quando erupcionam, mas logo se arredondam com o desgaste mastigatório.

A respeito disso, o Dr. Hiromi Yonezawafaz algumas observações, que aqui são transcritas: "No dia-a-dia da prática clínica, a anatomia dental apresenta variações segundo motivos mais diversos. A descrição é clássica somente em raros adolescentes, onde não houve a triste lesão cariosa e consequentemente a intervenção profissional. Entre os motivos que modificam a anatomia do dente podemos citar: 1. A antropotipologia concorre para definir algumas variáveis. Os indivíduos longilíneos e dolicocéfalos apresentam dentes onde, na relação comprimento/largura, o comprimento predomina, com cúspides mais altas e vertentes mais íngremes. Os brevilíneos, braquicefálicos, apresentam uma relação comprimento/largura cuja diferença não se faz tão pronunciada como no biótipo anterior: cúspides baixas, vertentes menos íngremes. A miscigenação dos grupos étnicos, muito intensa no Brasil, dificulta um pouco a distinção das características próprias de cada raça ou biótipo. 2. Outra variável, também perceptível, refere-se a hábitos alimentares e mastigatórios (se bilateral, unilateral ou predominância de um dos lados). Nas famílias, onde a alimentação se baseia em massas, percebe-se pouco desgaste dos dentes no decorrer da vida. Em se tratando de Brasil, o regionalismo alimentar se faz notar. 3. Não devemos esquecer que no curso da vida uma parcela da população acaba perdendo alguns elementos dentais, fato esse transformando-se em etiologia de hábitos unilaterais, o que acarretará na alteração da anatomia pela solicitação contínua de um dos lados. A extração de um elemento causará a mudança da forma dental também pela migração ou inclinação. Na doença periodontal, perda óssea alveolar e consequente cirurgia, a topografia dente/osso alveolar'/gengiva sofre drástica alteração em relação à anatomia descrita em livros. 4. Nos indivíduos com predominância de respiração bucal, os atos mastigatório e de deglutição são perturbados pela necessidade de respiração, e a mastigação não se desenvolve, com consequente desgaste fisiológico diminuído. O número de movimentos mastigatórios por bolo alimentar é menor e afoita de fricção do alimento na gengiva enseja a doença periodontal e consequente perda óssea e mudança na relação dente/ osso alveolar/gengiva. 5. A iatrogenia* em dentística restauradora e prótese dental no decorrer da vida também pode alterar sobremaneira a anatomia dental. É importante avaliar se o desgaste dental apresentado pelo paciente no momento em que está sentado na cadeira profissional é compatível com a sua idade, se é uniforme em ambos os hemiarcos* ou se se apresenta mais pronunciado em um dos hemiarcos. Procurar possíveis causas das anormalidades presentes, e destas observações orientar para tentar corrigir certos hábitos mastigatórios e, se houver reconstrução protética, adequar o trabalho à anatomia dental. Havendo de considerar que se um paciente se apresenta no consultório com 35 anos de idade, com o passar do tempo, somará anos e não regredirá. No curso de 10 anos, por exemplo, quando o paciente estiver com 45 anos, a relação dente/osso alveolar/gengiva também estará alterada. A prótese deverá ter uma anatomia dental que procure 'acompanhar' o desgaste natural que os demais dentes naturais sofrerão no decorrer dos anos. Não poderá ter uma anatomia 'estática' de 35 anos. Os dentes naturais deverão sofrer recontorneamento anatómico para não acelerar a reabsorção óssea alveolar."

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Incisivo central superior (11 ou 21)
(Figs. 2-1, 2-2 e 2-3)

UNIVERSIDADE FEDERAL DOPARA CURSO DE ODONTOLOGIA FRANCISCO £ Ái-M)

Figura 2-1 - Incisivo central superior. Da esquerda para a direita, três exemplares vistos pelas faces vestibular, lingual e mesial, respectivamente.

Figura 2-2 - Incisivos central e lateral superiores vistos por vestibular. O terceiro desenho é a superposição do primeiro (linha cheia) ao segundo (réplica em linha interrompida), para melhor comparação.

Figura 2-3 - Canino e incisivos lateral e central superiores vistos pela borda incisai.

Dente absolutamente indispensável na estética facial e o mais importante na articulação das palavras para a emissão de sons línguo e lábio-dentais. Como todos os incisivos, tem forma de cunha ou de chave de fenda, para cortar alimentos. Sua face vestibular apresenta dois sulcos rasos de disposição cérvicoincisal, consequência da fusão dos lobos de desenvolvimento. Como nos demais incisivos recém-erupcionados, ele exibe borda incisai serrilhada, pela presença de três mamelões*, os quais são pequenas eminências que, à semelhança dos sulcos vestibulares, constituem vestígios da separação dos lobos de desenvolvimento. Depois que os incisivos completam a erupção e adquirem uma posição funcional, o uso e a atrição* provocam o gradual desaparecimento dessas saliências.

Em seus terços médio e incisai observa-se uma depressão . O ápice costuma ser rombo e não se desvia muito para a distai. por exemplo.é mais estreita do que a precedente em virtude da convergência das faces mesial e distai para a lingual. não raro.a fossa lingual . Como em todos os incisivos. que é mais obtuso ou arredondado. às vezes. O diâmetro vestíbulo-lingual é grande no terço cervical. porém. as cristas marginais mesial e distai também variam em proeminência em diferentes dentes. os povos amarelos. a coroa é estreita no terço cervical e larga no terço incisai. que avança pela face lingual. Faces de contato . diminuindo l mm ou menos junto à linha cervical. de modo que a borda incisai e o ápice da raiz ficam centrados no eixo longitudinal do dente. Por causa da inclinação da face distai e do arredondamento do ângulo distoincisal. que se situa bem próximo ao ângulo mésio-incisal. exibem cristas marginais extremamente desenvolvidas na superfície lingual da coroa. Raiz . Limitando a fossa lingual. Mas a borda mesial é mais retilínea e continua em linha com a superfície mesial da raiz. na realidade. e ao encontrar a superfície distai da raiz o faz em ângulo. fossetas ou forame cego não são comuns nesta face do dente. O desgaste excessivo faz desaparecer o arredondamento dos ângulos.as vistas mesial e distai deste dente ilustram o seu aspecto de cunha. porque é mais larga na vestibular do que na lingual.tem forma grosseiramente cónica. a área de contato distai situa-se mais cervicalmente (entre os terços médio e incisai) do que a área de contato mesial. mais inclinada. mas. Seu terço cervical mostra uma saliência arredondada bem desenvolvida chamada cíngulo. o ângulo mésio-incisal é mais agudo do que o ângulo distoincisal. uma extensão que invade a fossa lingual. Corresponde a uma vez e um quarto do comprimento da coroa. Japoneses e seus descendentes. Cristas marginais elevadas dão ao incisivo central superior uma forma de pá. Com isso. quando há desgaste.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Face vestibular . dependendo das elevações que a circundam. Na borda incisai. O cíngulo tem. Sulcos. os terços médio e incisai são planos. A borda distai é mais convexa. sua secção transversal é triangular com ângulos arredondados. . sua face vestibular é convexa. As cristas marginais são espessas próximo ao cíngulo e vão perdendo espessura à medida que se aproximam dos ângulos incisais. Se o mésio-incisal for um pouco arredondado.de profundidade variável. o disto-incisal será mais ainda. a fossa lingual vai perdendo profundidade ao se aproximar da borda incisai. Por este ângulo de observação pode-se ver o bisel* da borda incisai.vista por esta face. Esta forma é mais comum entre. Isso significa que as bordas mesial e distai convergem na direção cervical. As faces vestibular e lingual convergem acentuadamente na direção incisai. Ambas as faces têm uma inclinação lingual. Face lingual .

sulco lingual profundo abrangendo ângulo e parte da raiz. mais achatada no sentido mésio-distal e seu terço apical é mais desviado para a distai. mais do que qualquer outro dente. é mais estreito. . 2-2. No entanto. tais como: forma pontiaguda da coroa. com cristas marginais geralmente mais salientes e fossa lingual mais profunda. lingual e mesial. o forame cego.tem os mesmos elementos arquitetônicos do incisivo central.é proporcionalmente mais longa que a do central.por ser mais estreita que a do incisivo central. Raiz .2-3 e 2-4) UNIVÊWDADS f oo PARA CURSO DE ODONTOLOGIA RfeTECA °ROF OR FRANCISCO G. Isto torna a borda incisai bem inclinada para a distai. Comparando ainda com a raiz do incisivo central. lembra o incisivo central.são muito parecidas com as do incisivo central.35 • Incisivo lateral superior (12 ou 22) (Figs. Corresponde a uma vez e meia o comprimento da coroa. As bordas mesial e distai são mais convergentes e os ângulos mésio e disto-incisal. Incisivos laterais superiores variam muito quanto à forma. o comprimento da raiz se equivale em ambos os dentes. coroas e raízes torcidas e outras malformações. é menor em todas as dimensões. porém. O cíngulo. apesar de alto e bem formado. a coroa do incisivo lateral tem convexidade mais acentuada no sentido mésio-distal. As áreas de contato são mais distantes de incisai do que no incisivo central. principalmente este último. Ái- Figura 2-4 . A borda incisai coincide com o longo eixo do dente. Na realidade. Faces de contato .Incisivo lateral superior. Pela sua forma. Três exemplares vistos pelas faces vestibular. mais arredondados. as variações* são tão grandes que são consideradas anomalias* de desenvolvimento. mas a menor dimensão vestíbulo-lingual ao nível do terço cervical faz com que a linha cervical seja de curva mais fechada. ela é mais afilada. presença de tubérculos pontiagudos como parte do ângulo. Face lingual . com exceção do comprimento da raiz. Face vestibular . Ocasionalmente. Entre o cíngulo e a fossa lingual surge frequentemente uma depressão em forma de fosseta.

As áreas de contato estão no mesmo nível.Incisivos central e lateral inferiores vistos por vestibular. Figura 2-7 — Canino e incisivos lateral e central inferiores vistos pela borda incisai. O cíngulo é baixo e as cristas marginais são dificilmente perceptíveis. As bordas mesial e distai encontram a borda incisai em ângulos quase retos. muito próximas desses ângulos. Três exemplares vistos pelas faces vestibular. O desgaste da borda incisai provoca a inclinação desta para a mesial. lingual e mesial. Face vestibular . É o menor e mais simétrico dente da dentição permanente humana. para melhor comparação. numa oclusão normal. Seus elementos anatómicos. como sulcos e cristas. As bordas mesial e distai convergem para o colo mas não muito acentuadamente. mas torna-se plana nos terços médio e incisai. Figura 2-6 . É convexa no terço cervical. elas tendem ao paralelismo mais do que em qualquer outro incisivo. há maior desgaste próximo ao ângulo mésio-incisal. 2-5. Isto faz com que a fossa lingual seja apenas uma leve depressão. são os menos evidentes.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Incisivo central inferior (31 ou 41) (Figs. é menor que a vestibular em razão da convergência das faces de contato para a lingual e para a cervical.sua largura corresponde a dois terços da largura da mesma face do incisivo central superior. muito pouco ou nada arredondados. .a face lingual. isto é. 2-6 e 2-7) Figura 2-5 — Incisivo central inferior. levemente côncava. Face lingual . O terceiro desenho é a superposição do primeiro (réplica em linha interrompida) ao segundo (linha cheia). Isto lhe dá um contorno tendendo para triangular.

a linha cervical descreve uma curva bem fechada. a borda mesial é ligeiramente mais alta que a distai. ou quase planas. inclinados para o lado lingual em relação à raiz. sem inclinação para qualquer lado. que se estende incisalmente até um terço do comprimento da coroa e é mais fechada ainda no lado mesial. que se estende pela face vestibular. de mesial para distai. o desgaste acentua essa diferença. Após o desgaste. então. relativamente espessas no terço cervical com perda de espessura à medida que as faces vestibular e lingual convergem para a borda incisai. nos terços médio e cervical e convexas no terço incisai. Isso a torna larga no sentido vestíbulo-lingual. Os dois terços incisais da coroa aparecem. o que lhe dá um aspecto tendente a triangular. mas ligeiramente maior em todas as dimensões da coroa e da raiz. .as faces mesial e distai são triangulares. e muito achatada mésio-distalmente. 2-6. lingual e mesial. provocando grande inclinação no sentido cervical. identifica-se uma forma de bisel* (semelhante a um cinzel) na borda incisai.a raiz é retilínea. Face vestibular . sendo o distai o mais profundo dos dois. ou seja. Num corte transversal. Além disso.37 Faces de contato . Incisivo lateral inferior (32 ou 42) • (Figs. É muito parecido com o incisivo central inferior. com sulcos longitudinais evidentes. Três exemplares vistos pelas faces vestibular. Até a borda incisai é um pouco mais larga. com dimensão vestibular maior do que a lingual. Esta borda está deslocada para a lingual em relação ao longo eixo do dente. As faces mesial e distai são planas. 2-7 e 2-8) Figura 2-8 .vista por vestibular. a raiz mostra-se oval. a coroa do incisivo lateral difere da do central por apresentar as bordas mesial e distai mais inclinadas (mais convergentes).Incisivo lateral inferior. Raiz . Nelas. Por esse ângulo de observação pode-se ver o contorno arredondado da borda incisai.

Toda a face vestibular é bastante convexa. As áreas de contato estão em níveis diferentes. mas a raiz é bem mais longa. Desenvolva o "Estudo dirigido sobre incisivos superiores" e o "Estudo dirigido sobre incisivos inferiores". A borda incisai não está em perfeita linha reta. que é mais baixa e mais arredondada. a posição da área de contato distai é mais cervical (no terço médio). que a divide em duas inclinações. ela é girada disto-lingualmente. Canino superior (13 ou 23) (Figs. Quando vista por incisai. isto é. Ao contrário. o eixo passa pelo ápice da raiz. É acompanhada de cada lado por sulcos rasos.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES O ângulo disto-incisal é mais arredondado e obtuso. corta todo o dente e alcança o vértice da cúspide. a convergência da borda distai é mais acentuada. de tal forma que o ângulo disto-incisal fique em posição mais lingual que o ângulo mésio-incisal. A cúspide está alinhada com o longo eixo do canino. pois sua maior proeminência fica ligeiramente distai em relação ao longo eixo do dente. Face vestibular . e é geralmente desviada para a distai. O cíngulo também acompanha essa rotação. Raiz . A borda mesial é mais alta e mais plana do que a borda distai. no Apêndice deste livro. Faces de contato . mais proeminente e mais projetada para a vestibular do que a metade distai. principalmente o distai. Todos esses detalhes fazem com que a área de contato distai esteja um pouco mais deslocada para a cervical em relação à área de contato mesial. A face vestibular tem no centro uma elevação longitudinal em forma de crista que termina na ponta da cúspide.a diferença mais significativa entre ambos os incisivos inferiores é a projeção lingual do ângulo disto-incisal. Isto se deve à presença de uma cúspide na borda incisai. isto é. O segmento mesial da aresta* longitudinal é mais curto e menos inclinado. A rotação da borda incisai corresponde à curvatura do arco dental. 2-9 e 2-10) É o mais longo dos dentes. O maior e mais pronunciado segmento distai torna o ângulo disto-incisal mais arredondado e mais deslocado para a cervical do que o ângulo mésio-incisal. não corta o diâmetro vestíbulo-lingual em ângulos retos. mais robusta.comparando-se com a raiz do central. seu contorno convexo mésio-distal mostra uma particularidade própria dos caninos (superior e inferior): a metade mesial é mais convexa. que dão um aspecto trilobado à face. 2-3.visto por vestibular. sendo que o lobo central é o mais proeminente. difere dos incisivos por ter uma coroa de contorno pentagonal e não quadrangular. Face lingual . A coroa tem o mesmo comprimento da coroa do incisivo central superior. A forma da coroa dá ao canino um aspecto de força e robustez. com sulcos mais profundos. ela é mais longa. Este detalhe pode ser mais bem observado pela vista incisai do dente. As bordas mesial e distai convergem para o colo. .por esta vista são observados os mesmos aspectos citados na vista vestibular.

está unido à cúspide por uma crista cérvico-incisal. sem a presença de crista ou fossas. devido à convergência pronunciada das faces de contato para a lingual e para a cervical. Três exemplares vistos pelas faces vestibular. Face lingual . lembrando uma pequena cúspide. a face lingual é lisa.Caninos superior e inferior vistos por vestibular. . Algumas vezes. a linha cervical tem uma curva mais aberta e a borda vestibular é mais convexa. Quando desgastada. o canino é bem mais espesso vestíbulo-lingualmente. Comparando com os incisivos. Figura 2-10. Quando presente. para melhor comparação.Canino superior. Frequentemente. O terceiro desenho é a superposição do primeiro (linha cheia) ao segundo (em posição invertida e linha interrompida). O cíngulo é especialmente robusto. mas é mais estreita. em uma mesial e outra distai.as faces mesial e distai são triangulares. a borda incisai mostra um plano inclinado em direção lingual. principalmente no terço cervical. esta crista lingual divide a fossa lingual. que já é rasa.39 Figura 2-9 .tem a mesma silhueta da face vestibular. As cristas marginais e o cíngulo são bem desenvolvidos no canino superior. Faces de contato . A face mesial é maior e mais plana. lisas e convexas em todos os sentidos. mais rasas ainda. lingual e mesial. semelhante àquela da face vestibular.

porque o segmento mesial da aresta longitudinal da cúspide é menor e menos inclinado (quase horizontal) que o distai. sua face vestibular é mais convexa. a convergência dessas bordas para a cervical é menor em relação ao canino superior. Por outro lado. Seccionada transversalmente. de tal modo que a linha de visão coincida com o longo eixo. lingual e mesial. como no canino superior. A borda distai. raramente se desvia acentuadamente para a distai. mas não tem a crista cérvico-incisal tão marcada.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Raiz . fortíssima. Longa (pode chegar ao dobro do comprimento da coroa) ê reta. a metade mesial é mais robusta e se projeta vestibularmente. Os ângulos mésio-incisal e disto-incisal e as áreas de contato se dispõem como no canino superior. ela habitualmente é só um pouco mais longa. e continua alinhada com a superfície mesial da raiz.por ser um dente mais estreito que o canino superior. . mas a sua reduzida dimensão mésio-distal dá-lhe a aparência de coroa bem alta. nota-se que a metade distai é mais larga e prolonga-se no sentido distai. com maior diâmetro vestibular. Figura 2-1 l . mais retilínea. Verifica-se esse detalhe posicionando corretamente o dente. tem aspecto oval. 2-10 e 2-11) Em comparação com o canino superior. Três exemplares vistos pelas faces vestibular. Na realidade. É sulcada longitudinalmente nas superfícies mesial e distai. Tal como no homónimo superior. Dividindo-se a face vestibular ao meio. a partir do vértice da cúspide. Como o dente é mais estreito. mais inclinada e curva. A borda mesial é mais alta que a distai.Canino inferior. o canino inferior tem a coroa mais longa e estreita. Face vestibular . Os sulcos de desenvolvimento são apenas vestigiais. forma um ângulo com a superfície distai da raiz. a coroa não tem simetria bilateral.é tónica. 2-7. • Canino inferior (33 ou 43) ' (Figs.

Compareos com figuras de livros. Faces de contato . Esculpa em cera dentes premolares. Quando há desgaste. O que acontece com o vértice da cúspide vestibular em consequência dessa inclinação? O mesmo ocorre com a mesma cúspide dos premolares superiores? Quais são as peculiaridades da face lingual do primeiro premolar inferior em relação ao segundo? Por que geralmente se formam duas fossetas na face oclusal do primeiro premolar inferior? De qual delas parte um sulco em direção lingual? Descreva e desenhe a face oclusal do segundo premolar inferior. 2-12. 2-48 e 2-49. Em caso positivo. 2-44 e 2-46.é l ou 2mm mais curta que a do canino superior e bastante achatada no sentido mésio-distal. 6 Leia novamente o bloco 2. também os dentes das Figs. que se iniciam à página 131. Suas superfícies mêsial e distai são sulcadas longitudinalmente. Descreva a raiz do premolar inferior. A raiz inclina-se frequentemente para a distai.por esta vista. com uma fossa lingual pouco escavada. Quando esta variação ocorre. 3 Leia novamente e confira se o que escreveu está certo (confira com os colegas ou com o professor a identificação dos dentes). Os três dentes da Fig. 2-13 são direito (14) ou esquerdo (24)? E os dois de baixo? O primeiro dente da Fig. 5 Examine detidamente dentes e modelos. os desgastes acentuados tornam a borda incisai quase reta e o dente fica parecendo um incisivo lateral superior pelo aspecto da'coroa. quanto ao lado. quais são as diferenças que se podem notar? O vértice da cúspide lingual dos premolares superiores está mais deslocado para mêsial ou para lingual? Em qual destes dois lados a aresta longitudinal dessa cúspide é mais alta? Comente sobre o volume e a altura das cúspides dos premolares superiores. A prevalência de caninos inferiores birradiculares* gira em torno de 5%. Leia também as páginas 64 a 67. 2-15 é direito (15) ou esquerdo (25)? E o segundo? Identifique. a raiz vestibular é ligeiramente maior que a lingual e o ponto de bifurcação* está geralmente no terço médio. o que isso tem a ver com a posição do sulco central? Compare a face oclusal do primeiro com a do segundo premolar superior e exponha o resultado dessa comparação. CURSO DE ODONTOLOGIA TECAOROF DR FRANCISCO G. 2-47 (não é nada fácil). a borda vestibular é menos convexa que a do canino superior. 2-13 e 2-14) GUIA DE ESTUDO 4 1 Leia uma vez o bloco 2. O primeiro dente da Fig. no Apêndice deste livro. 2 Esclareça. O diâmetro vestíbulo-lingual também é menor. 4 Em caso negativo.em contraste com o canino superior. ou pelo menos seu terço apical. 7 Desenvolva os estudos dirigidos sobre premolares superiores e inferiores. Desenvolva o "Estudo dirigido sobre caninos". os seguintes quesitos ou questões: Ao se comparar a face vestibular do canino superior com a do primeiro premolar superior. vá ao item 5. nem o cíngulo nem as cristas marginais são bem marcados. assim. Discuta as questões de estudo com seus colegas e. agora realçando os detalhes que julgar mais importantes. volte ao item l. A propósito. Descreva a porção radicular do primeiro premolar superior. Cite sete características diferenciais entre o primeiro e o segundo premolar superior. Faça uma explanação sobre a inclinação lingual da face vestibular dos premolares inferiores. 2-21 é direito (45) ou esquerdo (35)? Identifique também os dentes das Figs. argua seu professor. no Apêndice. Ât-AdO . transfira esse resultado para um desenho. particularmente a distai.41 Face lingual . a dos incisivos inferiores. O vértice da cúspide está centrado sobre a raiz. escrevendo. Raiz . se necessário. percebese por esta vista um plano inclinado invadindo a face vestibular a partir da cúspide. 2-16 é direito (44) ou esquerdo (34)? E o segundo? Os dois dentes de cima da Fig. Sua forma acompanha. se for o caso. 2-17 são direitos (44) ou esquerdos (34)? E os dois de baixo? O segundo dente da Fig. Também não há crista que una o cíngulo à cúspide. 2-12 são direito (14) ou esquerdo (24)? Os dentes de cima da Fig. Primeiro premolar superior (14 ou 24) (Figs.

mas é mais lisa. Aliás.Primeiro premolar superior. O segmento distai da aresta* longitudinal da cúspide lingual é maior que o mesial. apesar de ser um quarto menor e ter seus sulcos e convexidades menos desenvolvidos. Três exemplares vistos pelas faces vestibular. o contorno da face vestibular pode ser visualizado pelo aspecto lingual. dáse o contrário. Esta é uma característica diferencial forte do primeiro premolar superior. Figura 2-13. lingual e mesial. convexa e menor em todas as dimensões.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Figura 2-12 . Figura 2-14.Primeiro e segundo premolares superiores vistos por mesial. O terceiro desenho é a superposição do primeiro (réplica em linha interrompida) ao segundo (linha cheia). o vértice da cúspide acha-se deslocado para a mesial em relação ao ponto médio da coroa. vistos pela face oclusal. para melhor comparação. Por ser menor. Face lingual . mais longo que o segmento distai da mesma cúspide. No canino. g9 Face vestibular . .Dois primeiros premolares superiores (acima) e dois segundos premolares superiores (abaixo).tem o mesmo contorno da face vestibular. Desse modo. A única grande diferença no formato é o segmento mesial da aresta longitudinal da cúspide.esta face é semelhante à do canino superior. em ambos os caninos e em todos os outros premolares dá-se o contrário.

O deslocamento mesial do vértice da cúspide lingual em relação à linha central do dente pode ser visto por oclusal. 2-13. . nela. sobre as vertentes* triturantes das cúspides. são escassos ou mesmo raros. menor. de forma oval. não tendo depressão no terço cervical. É retilíneo e termina no encontro da crista marginal de cada lado em fossetas principais mesial e distai.tem forma pentagonal porque a borda vestibular é nitidamente dividida em mésio-vestibular e disto-vestibular. Sulco similar no lado distai é muito raro. há uma depressão característica. maior. mas ainda assim convergem para a oclusal. Pode apresentar-se menos angular. a distai é convexa. que cruza a crista marginal mesial. isto é. tamanho e posição das cúspides. sendo uma vestibular. Ao seu nível. A cúspide vestibular. dão às faces vestibular e lingual um aspecto ovóide e não angular. autores da língua inglesa a denominam "fossa triangular". com maior largura vestibular. Devido ao tamanho desproporcional das duas cúspides. Sulcos secundários*. ela ocupa o terço cervical da coroa e invade parte da raiz. é em curva bem aberta. A borda lingual é mais convexa e inclinada.43 Faces de contato . ficam com seus vértices proietados dentro do contorno das raízes. vistas pelas faces de contato. As cúspides. já que a face lingual é menor que a vestibular. o sulco que as separa encontra-se ligeiramente deslocado para a lingual. 2-14 e 2-15) A coroa é similar à do primeiro premolar. Percebe-se mesmo que toda a metade distai da cúspide cai mais (dobra-se) para vestibular. vêem-se as cristas marginais mesial e distai. tornando o dente trirradicular*. A linha cervical. no lado mesial. São cerca de 3 a 4 milímetros mais curtas que a raiz do canino superior. Algumas vezes se apresentam fusionadas. além de ter os elementos descritivos (elevações e depressões) menos marcados. e outra lingual. além de ser a mais volumosa. Seus ângulos.as bordas vestibular e lingual das faces de contato são quase paralelas. Em 2% dos casos. a maior projeção fica entre os terços cervical e médio. a maior projeção lingual situa-se no terço médio. Face oclusal . A mesial (interrompida por um sulco) é reta vestíbulo-lingualmente. Raiz . é cerca de Imm mais alta. Segundo premolar superior (15 ou 25) (Figs. mais arredondados. mas é menor em todos os sentidos. Na borda vestibular. Nelas terminam também sulcos que margeiam as cristas marginais. podendo ou não haver bifurcação* apical. de disposição vestíbulo-oclusal e línguo-oclusal. com uma linha demarcatória bem nítida entre elas. Por ser a fosseta formada pela reunião de três sulcos. A face distai é toda convexa. de ambos os lados. Ligando-as. a raiz vestibular é dividida em duas. As bordas mesial e distai convergem para a lingual. a distância de um vértice da cúspide ao outro é menor do que a maior distância vestíbulo-lingual da raiz.o primeiro premolar superior geralmente tem duas raízes cónicas de inclinação distai. Pela vista oclusal tem-se uma melhor ideia da forma. Outra diferença marcante entre as faces mesial e distai é a presença constante do prolongamento do sulco principal da face oclusal.

se bem que é menos alta. Não raro. Primeiro premolar inferior (34 ou 44) (Figs. o que equivale dizer que os segmentos mesial e distai da aresta longitudinal são de mesmo tamanho. 2-16. Às vezes. no qual as cúspides são aproximadamente do mesmo tamanho (a vestibular ainda é ligeiramente maior). que dão à face oclusal uma aparência enrugada. conseqúentemente. com a cúspide situada sobre o longo eixo do dente. . 2-17. os segmentos das arestas longitudinais não têm predomínio de extensão um sobre o outro. Face oclusal .Três exemplares vistos pelas faces vestibular. estão tão próximas que o sulco passa a ser muito curto. então. As fossetas mesial e distai estão mais próximas entre si. 2-18. a secção é oval.-- ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Figura 2-15 . com profundos sulcos longitudinais que dão à sua secção transversal a forma de um haltere. o vértice da cúspide lingual não está tão deslocado para a mesial. o vértice da cúspide se desvia para a mesial. O terço apical desvia-se distalmente na maioria das vezes.o contorno da face oclusal é oval ou circular e não pentagonal. O diâmetro mésio-distal do lado lingual não é muito menor do que do lado vestibular (são quase iguais).Segundo premolar superior. 2-19 e 2-20) Face vestibular-a face vestibular lembra a do canino. há assimetria e. Quando não muito profundos. Uma característica marcante do segundo premolar superior é a pequena extensão do sulco principal no centro da coroa. Outra característica é a presença de muitos sulcos secundários. O sulco primário é central e não deslocado para a lingual como no primeiro premolar. não há sulco interrompendo a crista marginal mesial e nem há depressão no terço cervical da face mesial. O vértice da cúspide lingual encontra-se alinhado com o ponto médio da coroa. Raiz .a raiz única (90% dos casos) é muito achatada mésio-distalmente. É um dente mais simétrico. A diferença entre as cristas marginais é menos acentuada. É bilateralmente simétrica. o segmento mesial é um pouco menor e menos inclinado. lingual e mesial. a ponto de se transformar em uma fosseta central. O comprimento das raízes de ambos os premolares superiores se equivale.

Primeiro e segundo premolares inferiores vistos por mesial.Primeiro e segundo premolares inferiores vistos por vestibular. para melhor comparação.Primeiro e segundo premolares inferiores vistos por oclusal. lingual e mesial. para melhor comparação. Figura 2-18 . . O terceiro desenho é a superposição do primeiro (réplica em linha interrompida) ao segundo (linha cheia).Primeiro premolar inferior. para melhor comparação. vistos pela face oclusal.Dois primeiros premolares inferiores (acima) e dois segundos premolares inferiores (abaixo). O terceiro desenho é a superposição do primeiro (réplica em linha interrompida) ao segundo (linha cheia).45 Figura 2-16 . Três exemplares vistos pelas faces vestibular. Figura 2-20 . O terceiro desenho é a superposição do primeiro (réplica em linha interrompida) ao segundo (linha cheia). Figura 2-19 . Figura 2-17 .

que não raro promove até bifurcação apical. As diferenças anatómicas entre as coroas dos premolares inferiores são bem maiores do que as dos superiores. Desse modo. poucas vezes ausente. Face lingual . que é mais deslocada para a vestibular. sua inclinação para a lingual e a saliência do terço cervical. A crista marginal mesial é mais cervical em posição (mais baixa) do que a distai e também mais inclinada da vestibular para a lingual. um entre quatro dentes apresenta um sulco mesial profundo. 2-17.é bem menor que a vestibular devido à acentuada convergência das faces mesial e distai em direção línguo-cervical e às pequenas dimensões da cúspide lingual. e isto é ainda facilitado pelo fato de toda a coroa ser inclinada para a lingual. Algumas vezes.é achatada mésio-distalmente e.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES As áreas de contato mesial e distai estão em um mesmo nível. é oval. Com a inclinação lingual. em cujas extremidades se encontram as fossetas mesial e distai. entre os terços oclusal e médio. É o sulco principal. a raiz encurva-se um pouco para a distai. A cúspide vestibular domina a face oclusal. a área de contato distai está em posição um pouco mais oclusal. Sulcos longitudinais pouco profundos e às vezes quase imperceptíveis marcam a superfície mesial da raiz. o vértice da cúspide vestibular coincide com o longo eixo do dente (cai sobre o eixo vertical da raiz). O único acidente anatómico da face lingual é um pequeno sulco proveniente da fosseta mesial da face oclusal.o aspecto oclusal do dente é ovóide. nota-se a forte convexidade da face vestibular. seu vértice se encontra no centro dessa face. Vista por vestibular. sendo quase vertical. Raiz . que é a bossa vestibular. em secção transversal. As bordas mesial e distai convergem para a lingual. em forma de fenda. a ponte de esmalte é cruzada por um sulco central mésio-distal em forma de arco com concavidade vestibular. com pólo maior na vestibular. as faces mesial e distai convergem com acentuada obliqiiidade para o colo. Faces de contato . que limita de cada lado uma fosseta. . Face oclusal . convexa e inclinada para a lingual. pelo aspecto lingual do dente vê-se quase toda a face oclusal. A face vestibular é lisa. 2-19. Ele separa a cúspide lingual da crista marginal mesial. Entretanto. Ocasionalmente. 2-18.observando-se o dente por mesial ou por distai. A fosseta distai é maior que a mesial e fica em uma posição mais lingual em relação à fosseta mesial. As cúspides vestibular e lingual são quase sempre unidas por uma ponte de esmalte*. Segundo premolar inferior (35 ou 45) (Figs. e notabiliza-se por possuir uma cúspide lingual de proporções bem maiores. A face lingual não se inclina muito. A partir dessas áreas. 2-20 e 2-21) A coroa desse dente é mais volumosa que a do primeiro premolar inferior.

. Os padrões morfológicos da face oclusal são muito variáveis e a combinação deles já permitiu catalogá-los em 242 formas diferentes. A área de contato mesial fica em um nível ligeiramente mais alto. Face oclusal . a face vestibular inclina-se para a lingual. Às vezes. muitas vezes. As duas formas gerais mais comuns são a bicuspidada* e a tricuspidada*. as bordas mesial e distai com as respectivas cristas marginais tendem a convergir para a lingual. Mesmo assim. a mesial é mais alta e larga. maior. A cúspide lingual é central ou um pouco deslocada para a mesial. lingual e mesial.a face oclusal tem um contorno circular por causa das grandes dimensões da cúspide e da face lingual. A cúspide lingual é. Ele avança sobre a face lingual em pequena extensão. depreende-se que a face vestibular tem grande inclinação para a lingual. Face lingual . As bordas mesial e distai são menos convergentes para o colo. corre entre as duas cúspides. Em consequência. outra distai. um sulco divisório mésio-distal. Faces de contato .das faces de contato. Na primeira. mais distai. principalmente os seus terços médio e oclusal. Como a cúspide lingual é proporcionalmente maior neste dente. menor.iniciando uma comparação com seu vizinho mesial. O vértice da cúspide lingual fica alinhado com a superfície lingual da raiz. com sua aresta longitudinal mais horizontalizada. Há constante depressão entre a cúspide e a crista marginal distai.Segundo premolar inferior. portanto.essa é mais larga no segundo premolar. nota-se que as faces vestibulares são semelhantes.47 Figura 2-21 . em forma de arco aberto para a vestibular (ocasionalmente retilíneo). sendo então substituído por duas fossetas. Tal como no primeiro premolar. mas no segundo premolar inferior a cúspide vestibular é menos pontiaguda. Face vestibular . O vértice da cúspide vestibular cai alinhado no centro do dente. o sulco é interrompido por uma ponte de esmalte como aquela do primeiro premolar inferior. O sulco que as separa é. Três exemplares vistos pelas faces vestibular. Da metade distai deste sulco parte uma depressão rasa em direção lingual. podendo ser tão larga quanto a face vestibular. a convergência das bordas vestibular e lingual para a oclusal é menos aguda do que no primeiro premolar inferior. dividida em duas cúspides subsidiárias: uma mesial.

no Apêndice. Na união de ambos os sulcos surge uma fosseta central. Vista por vestibular. 2-28? Identifique também os dentes das Figs. menor. releia "Arcos dentais")? Olhe agora uma coroa de molar superior pela face mesial e perceba que o contorno da distai não pode ser visto. Desenvolva o "Estudo dirigido sobre premolares superiores" e o "Estudo dirigido sobre premolares inferiores". examinando as figuras e. 4 Leia mais uma vez. com dentes à mão para acompanhar a leitura. 2-53 e 2-54. A borda mesial da face vestibular dos molares superiores é mais alta ou mais baixa que a borda distai? É mais reta ou mais curva? E a cúspide mésio-vestibular é maior ou menor que a disto-vestibular? Qual é a menor cúspide dos molares superiores? Em quais deles essa menor cúspide pode estar ausente? Olhando para uma das faces de contato. 2-22 é direito (16) ou esquerdo (26)? E o segundo? E o terceiro? Os dois dentes de cima da Fig. de preferência.é aproximadamente cónica. 2-28? Identifique também os dentes das Figs. oclusal ou em ambas? Pelo aspecto oclusal. Quais são as características do terceiro molar superior em relação ao primeiro e ao segundo? O primeiro dente da Fig. a raiz exibe um desvio distai. Descreva e desenhe pela vestibular e pela mesial a porção radicular do primeiro molar inferior. 2-26 é direito (17) ou esquerdo (27)? E o segundo? E o terceiro? O primeiro dente da Fig. corrija-as ou complemente-as. 2-30? O primeiro dente da Fig. 2-50 a 2-52. Leia também as páginas 68 a 70. Por que isso? Descreva e desenhe a face oclusal do primeiro e do segundo molar superior. com atenção redobrada e com dentes (naturais ou não) ao lado e distinga os detalhes mais importantes. 2-33 é direito (47) ou esquerdo (37)? E o segundo? E o terceiro? E os dois de baixo da Fig. qual das faces pode ser vista. Primeiro molar superior (16 ou 26) (Figs. 2-29 é direito (46) ou esquerdo (36)? E o segundo? E o terceiro? E os dois de cima da Fig. Esculpa em cera dentes molares. Raiz . que se iniciam à página 136. 2 Responda ou esclareça os seguintes quesitos ou questões: Faça "um resumo da anatomia do primeiro molar superiqr. da cúspide disto-lingual. 2-23. separa nitidamente a cúspide mésio-lingual. qual borda aparece mais inclinada. qual cúspide é mais proeminente ou se projeta mais para a vestibular. 2-24 e 2-25) GUIA DE ESTUDO S 1 Leia uma vez o bloco 3. 2-30? O primeiro dente da Fig. 2-27 é direito (18) ou esquerdo (28)? E o segundo? E o terceiro? E os dois de cima da Fig. maior. 2-34 é direito (48) ou esquerdo (38)í E o segundo? E os dois de baixo da Fig.-- ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Na forma tricuspidada. agora olhe pela distai e repare no fundo o contorno da mesial. um sulco lingual. a vestibular ou a lingual? Descreva detalhadamente e desenhe a face oclusal do primeiro e do segundo molar inferior. . Confira também as identificações dos dentes das figuras. a vestibular ou a lingual? Por que? E qual delas tem um contorno mais encurvado (principalmente no primeiro molar). 3 Leia novamente o bloco 3 e compare suas explicações com o texto para constatar se estão corretas. 5 Desenvolva os estudos dirigidos sobre molares superiores e inferiores. com sulcos longitudinais muito pouco pronunciados. 2-23 são direitos (16) ou esquerdos (26)? E os dois debaixo são direitos (17) ou esquerdos (27)? O primeiro dente da Fig. a cúspide mésio-vestibular ou a disto-vestibular? E ainda: a borda lingual é maior ou menor que a borda vestibular no primeiro e no segundo molar (lembre-se destes aspectos quando esculpir)? Descreva a porção radicular do primeiro molar superior e desenhe-a por vestibular e por mesial. Quais são as características do terceiro molar inferior em relação ao primeiro e ao segundo? O primeiro dente da Fig. Se não estiverem. Como se apresentam os sulcos mésio-vestibular e disto-vestibular da face vestibular do primeiro molar inferior e o que eles separam? Quantos sulcos tem a face vestibular do segundo molar inferior? Por que? Quando se diz que o lado mesial é maior e mais reto. partindo do sulco mésio-distal. Pelo aspecto oclusal. no Apêndice deste livro. 2-22. oval em secção transversal. isto pode ser confirmado em uma vista vestibular. a vestibular ou a lingual? Por que (se não sabe.

para melhor comparação.Dois primeiros molares superiores (acima) e dois segundos molares superiores (abaixo). Três exemplares vistos pelas faces vestibular. Figura 2-25 — Primeiro e segundo molares superiores vistos por oclusal.49 Figura 2-22 . Figura 2-23 . lingual e mesial. .Primeiro molar superior. Figura 2-24 . para melhor comparação.Primeiro e segundo molares superiores vistos por vestibular. vistos pela face oclusal. O terceiro desenho é a superposição do primeiro (linha cheia) ao segundo (réplica em linha interrompida). O terceiro desenho é a superposição do primeiro (linha cheia) ao segundo (réplica em linha interrompida).

a metade mesial do dente. É maior. Face lingual . Enquanto a borda lingual é uniformemente convexa do colo até a face oclusal. até a depressão similar longitudinal da raiz lingual. com a forma de um arco de concavidade distai. Na base menor do trapézio. Obviamente. De qualquer modo. assim chamado. Contrariando a regra geral. um tubérculo de tamanho razoável. Face oclusal . Das duas cúspides visíveis por esta face. Um sulco vestibular se estende entre as cúspides até o terço médio da coroa. A face distai é convexa e a mesial achatada. além de ser mais reta. em todos os sentidos. quase plana. disto-vestibular e disto-lingual. . Faces de contato . a crista marginal mesial é também mais longa e mais alta que a distai. As cúspides mesiais são. pois. os ângulos agudos são o mésio-vestibular e o disto-lingual. a vestibular é convexa cervicalmente e daí continua como uma linha reta até a oclusal. menos convexa. é discernível bilateralmente em 60% dos casos e adquire o tamanho de uma verdadeira cúspide em 10 a 15% das pessoas. A face mesial é maior em todas as dimensões e isto permite que. a linha cervical é pouco arqueada e caracteriza-se por uma pequena projeção pontiaguda em direção ao espaço entre as duas raízes vestibulares. em uma vista distai. uma pequena elevação que quase não se nota ou até mesmo uma depressão vestigial. Como característica deste dente.são retangulares. a face lingual mostra na sua metade mesial (junto à cúspide mésio-lingual) um tubérculo que foi descrito pela primeira vez pelo dentista austríaco Carabelli. Conseqúentemente. como uma depressão rasa e larga. Os lados mesial e distai do trapézio convergem a partir das áreas de contato em direção cervical. A cúspide mésio-lingual é a maior de todas. mais largas vestíbulo-lingualmente do que altas cérvico-oclusalmente.sua silhueta é a mesma da vestibular. ele continua reto em direção cervical. de mésio-lingual a disto-vestibular. a longa diagonal estende-se de mésio-vestibular a disto-lingual e a curta. A cúspide disto-lingual é arredondada. a mésio-lingual é maior e a distolingual. seguida em tamanho pela seguinte ordem: mésio-vestibular. com a diferença de que é maior. maiores. menor. A área de contato mesial fica entre os terços médio t oclusal e a distai no terço médio. As bordas vestibular e lingual convergem para a oclusal. mas é duas vezes mais larga.seu contorno é losângico. podendo ser uma quinta cúspide bem formada. Na borda oclusal. alcança o centro da face lingual. varia muito em forma e tamanho.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES g3 A coroa do primeiro molar é da mesma altura da coroa dos premolares do mesmo arco.seu contorno é trapezoidal de grande base oclusal. o primeiro molar superior tem a face lingual da coroa mais larga que a vestibular. O sulco que as separa inicia-se na face oclusal e. Desta maneira. a cúspide mésio-vestibular é mais alta e mais larga do que a cúspide disto-vestibular. a borda mesial é mais alta. A partir daí. e os ângulos obtusos são o mésio-lingual e o distovestibular. que são típicas pirâmides de base quadrangular. local onde termina em fosseta ou de forma imperceptível. em contraste com as demais. o contorno da face mesial seja distinguido. O tubérculo de Carabelli. Face vestibular .

já mencionado. que vai da face vestibular à fosseta central. Ele é assim raso porque passa transversalmente sobre uma ponte de esmalte que liga a cúspide mésio-lingual à disto-vestibular. lingual e mesial. tem forma cónica e diverge muito das outras (e do próprio eixo do dente) devido a sua inclinação lingual. Não se desvia para a distai. 2-24. nas posições mésio-vestibular. Ela é sulcada longitudinalmente nos dois terços cervicais de sua superfície lingual. 2-23. disto-vestibular e lingual.o primeiro molar superior tem um bulbo radicular* que se divide em três raízes. em alguns dentes nem se nota.51 Um arranjo irregular de sulcos principais em forma de H maiúsculo separa as quatro cúspides. ambos os sulcos se encontram na fosseta central em ângulo reto. que vai da face lingual à fosseta distai ao lado da crista marginal distai ou além dela. Elas divergem muito pouco do eixo do dente e são mais ou menos paralelas entre si. Raiz . as duas cúspides vestibulares são separadas por um sulco. sem chegar a interrompê-la. O terço apical dessas raízes muitas vezes se curva um em direção ao outro (aspecto de chifres de touro). outras vezes ambos se desviam um pouco para a distai. Na realidade. As duas cúspides linguais são separadas por um sulco curvo. Essa forma pode ser assim decomposta: as duas cúspides mesiais são separadas por um sulco de direção mésio-distal. O sulco apenas aprofunda a parte central da ponte de esmalte. . ela é que interrompe o sulco.Segundo molar superior. As raízes vestibulares são achatadas mésio-distalmente e a raiz mésio-vestibular é bem mais larga do que a disto-vestibular. de tão raso. este último sulco é ligado à fosseta central por um sulco que acompanha a longa diagonal e que. já mencionado. A raiz lingual é a maior e mais longa de todas. Segundo molar superior (17 ou 27) (Figs. 2-25 e 2-26) Figura 2-26 . Três exemplares vistos pelas faces vestibular. Estão sempre bem separadas uma das outras. As três raízes não se fusionam. que vai da fosseta mesial à fosseta central.

Faces de contato . nota-se que a cúspide disto-vestibular é muito menor do que a mésiovestibular. Raiz . Os sulcos principais da face oclusal são basicamente os mesmos descritos para o primeiro molar. é mais curto e menos profundo. por sua vez. No todo. Coalescência de duas raízes não é incomum. muito próximas. Esta redução pode ser muito grande e não raramente há completo desaparecimento dela. é o menor dos molares. Nos dentes tricuspidados o arranjo dos sulcos deixa de ter a forma de um H e passa a ter a de um T. Nos casos em que falta a cúspide disto-lingual. . As raízes vestibulares são paralelas. com a cúspide mésio-lingual deslocando-se para o centro da face lingual. em que as cúspides mésio-lingual e disto-vestibular. Face oclusal . pela diminuição do número de cúspides e raízes. com a diferença de que não há tubérculo de Carabelli presente.51 ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES É menor que o primeiro molar em todas as dimensões. A grande diferença de tamanho faz com que a borda oclusal se incline cervicalmente de mesial para distai. a borda lingual desta face é menor que a borda vestibular. Neste caso. Não há tubérculo de Carabelli. e se inclinam para a distai (não ocorre o aspecto de "chifres de touro"). Resulta daí que a face oclusal terá uma forma ovalada longa. nota-se na face oclusal sensível modificação ditada pelo contorno: por ser a cúspide disto-lingual bem menor. unem-se formando uma só. é bem mais profundo. As modificações geralmente levam a uma simplificação na coroa e na raiz. Terceiro molar superior (18 ou 28) (Figs. que separa as cúspides linguais (quando a cúspide disto-lingual falta ele não existe). Face lingual . Ele divide realmente a ponte de esmalte que.comparando-se com o primeiro molar. não é tão elevada. O sulco lingual. com a diferença de que o sulco que une a fosseta central à fosseta distai. a convergência é muito mais acentuada e a face oclusal passa a ter um contorno triangular. 2-27 e 2-28) Este dente tem aspectos morfológicos muito variáveis.as três raízes são um pouco menores.a cúspide dísto-lingual é mais reduzida em tamanho do que aquela do primeiro molar. O sulco que separa essas cúspides é menor e raramente termina em fosseta. no primeiro molar ela é apenas menor. principalmente da mésio-vestibular com a lingual. mais do que qualquer outro dente. De 5 a 10% dos casos o segundo molar tem a "forma de compressão". mais curtas e menos divergentes do que as do primeiro molar. Quando visto por vestibular. com o maior eixo indo de mésio-vestibular para distolingual. passando transversalmente sobre a ponte de esmalte. pela ausência do sulco lingual. as bordas mesial e distai convergem para a lingual e não para a vestibular. Portanto. que já eram ligadas pela ponte de esmalte.são basicamente da mesma forma encontrada no primeiro molar. No segundo molar a convergência das faces livres para a distai é também mais acentuada. o dente será tricuspidado.

a complexidade da morfologia reside no aumento do número de cúspides e no confuso sistema de sulcos. vistos pela face oclusal. 2-30. A forma da coroa lembra aquela do segundo molar tricaspidado. Sua face oclusal costuma ser caracterizada por numerosos sulcos secundários. Evidências dessas coalescências estão presentes em forma de sulcos longitudinais. As formas do terceiro molar superior são tão variáveis que em alguns exemplares é difícil identificar exatamente as suas cúspides. lingual e mesial. é muito pequena. Primeiro molar inferior (36 ou 46) (Figs. 2-29. As raízes são as mesmas em número e em situação. que deixam as faces livres e de contato menos lisas. que lhe dão uma aparência enrugada. nesse caso. como nos outros molares superiores. a face distai do terceiro molar é mais convexa do que as dos ou^ tros molares superiores e. que não tem predominância de dimensões (como no cubo). Outras características da coroa do terceiro molar que a distinguem são as frequentes manchas brancas (hipocalcificação) e a aparência levemente enrugada causada pela presença de diminutas cristas verticais lado a lado. Normalmente. com a face oclusal de contorno triangular. uma massa única que se afila em direção apical.53 Figura 2-27 -Terceiro molar superior. Quando a cúspide disto-lingual está presente. como característica diferencial. formando.Dois terceiros molares superiores (acima) e dois terceiros molares inferiores (abaixo). Três exemplares vistos pelas faces vestibular. é muito comum a coalescência de duas raízes ou mesmo das três. 2-31 e 2-32) É o maior dente da boca. Há casos de uma simplificação tão acentuada que a coroa fica reduzida a um pequeno cone. Algumas vezes. . Sua coroa é alongada (lembra um paralelepípedo). não se observa nela desgaste referente à área de contato. em contraste com a coroa dos molares superiores. Figura 2-28 . Ainda que possam se apresentar separadas.

O terceiro desenho é a superposição do primeiro (linha cheia) ao segundo (réplica em linha interrompida). Três exemplares vistos pelas faces vestibular.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Figura 2-29 . O terceiro desenho é a superposição do primeiro (linha cheia) ao segundo (réplica em linha interrompida). Figura 2-31 .Dois primeiros molares inferiores (acima) e dois segundos molares inferiores (abaixo).Primeiro e segundo molares inferiores vistos por oclusal. vistos pela face oclusal. Figura 2-30 .Primeiro molar inferior. . para melhor comparação. Figura 2-32 .Primeiro e segundo molares inferiores vistos por vestibular. para melhor comparação. lingual e mesial.

portanto. Face lingual . se bem que não é a mais comum. O ramo lingual da bifurcação interrompe-se na crista marginal distai (fosseta distai). mas manda uma ponta de esmalte na direção da bifurcação das raízes.55 Face vestibular . é a disposição em dois sulcos retilíneos cruzados. Face oclusal . formando a fosseta central. O sulco lingual que as separa não é muito destacado e não termina em fosseta. muito mais que a borda lingual. Portanto. Um deles é mésio-distal.é mais larga na borda mesial do que na distai. tem a área de contato no terço médio. As cúspides mesiais são as maiores (a mésio-lingual é a maior de todas) e perfazem metade.examinando o dente por uma das faces de contato. Os dois terços restantes são mais planos e muito inclinados para a lingual. mais arredondada. com início na fosseta mesial e término bifurcado. . Faces de contato . A borda distai. que no sentido horizontal as faces vestibular e lingual convergem para a distai e as faces mesial e distai. separa as cúspides mesiais das demais e cruza o primeiro sulco em ângulos retos. vestibular mediana e disto-vestibular. A borda vestibular. que é a menor das três. pela disto-vestibular. Os elementos descritivos mais importantes desta face ficam por conta das três cúspides mésio-vestibular. reconhece-se a inclinação lingual da face vestibular. Ambas convergem bastante para o colo. A cúspide mésio-vestibular é a mais volumosa e mais alta. seguida em tamanho pela vestibular mediana e. que por sinal se acentua com o desgaste fisiológico. da coroa. para a lingual. no sentido horizontal. finalmente.tem um contorno trapezoidal de grande base oclusal. pois. Os sulcos principais da face oclusal arranjam-se de maneira variável. Entende-se. não se inclina como a vestibular. convexa. separadas por sulcos verticais. além de ser mais retilínea. entrecortada pelas cúspides e sulcos que as separam. ou mais da metade. é curvilínea. com acentuação dessa curva na porção distai.tem o contorno semelhante ao da face vestibular. A face mesial é toda maior que a distai. A maneira mais simples. e o ramo vestibular desloca-se para a vestibular e passa entre as cúspides vestibular mediana e disto-vestibular. a borda mesial é mais alta do que a distai. convexa em todas as direções. com a área de contato na junção dos terços médio e oclusal. mas é menor porque as faces mesial e distai convergem para a lingual. as faces livres convergem para a distai. A base menor coincide com a linha cervical. É. O outro é vestíbulo-lingual (formado pelos sulcos vestibular e lingual). Isto significa que a borda oclusal é inclinada de mesial para distai. As cúspides mésiolingual e disto-lingual projetam-se na borda oclusal. O sulco mésio-vestibular é mais profundo e mais longo do que o sulco disto-vestibular e frequentemente termina numa fosseta no centro da face vestibular. A face lingual. que é praticamente reta. Deste fato depreende-se que. e mais larga na borda vestibular do que na lingual. A face vestibular é muito convexa no terço cervical (bossa vestibular).

Uma raiz suplementar. Três exemplares vistos pelas faces vestibular.as duas raízes deste dente estão sempre bem separadas uma da outra e se curvam levemente para a distai. No ângulo do meio. com três ângulos. Face lingual . e somente um sulco vestibular. Nos vértices dos outros dois ângulos terminam os sulcos provenientes da face vestibular. Neste arranjo. mais longa e mais comprimida. A raiz distai é menos sulcada e sua secção é oval. A raiz mesial é a mais larga. e o disto-vestibular une-se com o sulco mésio-distal entre a fosseta central e a fosseta distai. 2-32 e 2-33) Figura 2-33 . Terminam principalmente no sulco mésio-distal.Segundo molar inferior. Sulcos secundários são comuns nas vertentes triturantes das cúspides.mostra na sua borda oclusal somente duas projeções relativas às cúspides mésio-vestibular e disto-vestibular. . tem incidência de 5. formando a fosseta central. mas em linha quebrada. Difere do primeiro molar inferior por ser um pouco menor e possuir quatro cúspides. é percorrida longitudinalmente por profundos sulcos mesial e distai. com o sulco lingual pouco evidente. Face vestibular . 2-30. é de maior ocorrência.7%. como são chamadas. Segundo molar inferior (37 ou 47) (Figs. termina o sulco proveniente da face lingual. deposição disto-lingual. A convergência da: bordas mesial e distai para o colo é mais discreta neste dente.56 Uma outra disposição de sulcos.menor que a precedente. São comprimidas mésio-distalmente e largas vestíbulo-lingualmente. 2-31. como se fosse uma letra W de ramos bem abertos. o sulco mésio-distal não é retilíneo. A ausência da quinta cúspide provoca modificações na configuração da coroa. de tal forma que em secção transversa toma a forma de um 8. Raiz . onde se unem os ramos internos do W. O sulco mésio-vestibular é ligeiramente mesial em relação à fosseta central. mais complicada. lingual e mesial.

Desenvolva o "Estudo dirigido sobre molares superiores" e o "Estudo dirigido sobre molares inferiores". duas a duas. ela é o resultado da bifurcação da raiz mesial. Nem sempre seus ápices se inclinam para a distai. No entanto. Ambos os sulcos cruzam-se em ângulos retos no centro da face oclusal (fosseta central). As quatro cúspides estão simetricamente dispostas na face oclusal. elas não são bem definidas. - Terceiro molar inferior (38 ou 48) (Figs. Ao contrário ao primeiro molar.57 Faces de contato . retilíneo. Este dente pode ter um padrão morfológico característico tanto do primeiro quanto do segundo molar inferior. Algumas dessas formas são multicuspidadas (ou multituberculadas). Quando tem cinco cúspides. o terceiro molar inferior tem quatro ou cinco cúspides. não há raiz disto-lingual. Seu contorno retangular é mais nítido porque as bordas. Face oclusal . lingual e mesial. Mesmo assim. Quando ocorre raiz suplementar neste dente. separa as cúspides mesiais. menores. . bastante curvadas para a distai. Dividindo as cúspides vestibulares das linguais. tem uma larga diversidade de formas. corre outro sulco reto da fosseta mesial até a fosseta distai.a única diferença com suas homólogas do primeiro molar é uma face distai menos convexa e sem projeção correspondente à quinta cúspide. Sua face distai é muito convexa. Na grande maioria dos casos. 2-28 e 2-34) Figura 2-34 .é nesta face onde se encontram as maiores diferenças. Três exemplares vistos pelas faces vestibular. Um sulco vestíbulo-lingual. Elas têm tendência a se fusionar. No seu lugar aparece a concavidade da crista marginal. no Apêndice deste livro. Raízes .Terceiro molar inferior. maiores. estão frequentemente fusionadas. a quinta cúspide é francamente distai. devido à presença de cristas e sulcos secundários. de arranjo muito irregular. eles podem se encurvar um em direção ao outro (aspectos de "chifres de touro"). distingue-se a convergência menos acentuada das faces livres para a distai e das faces de contato para a lingual. as quais frequentemente se mostram muito complicadas.são um pouco menores e menos divergentes do que no primeiro molar. Suas duas raízes. estão mais próximas do paralelismo. das distais. Mesmo assim. no sentido horizontal.

2-35. Acidentes anatómicos Coroa Contorno da face vestibular Incisivo central superior (Figs. Ao contrário. Além do mais. são básicas e até mesmo óbvias. para se identificar um dente seco. isto é. varia muito de pessoa para pessoa. distinguem-se do primeiro e do segundo molar pelo seu aspecto de atrofiado. Diferenças entre dentes de um mesmo grupo. forame cego ausente Maior Cíngulo estreito. não necessitando detalhada comparação. As diferenças aqui estabelecidas referem-se somente a dentes semelhantes. cristas marginais menos salientes e fossa lingual rasa. Suas particularidades são muito variáveis. cristas marginais mais salientes e fossa lingual mais profunda. com exceção dos caninos. Serve como uma complementação da descrição anatómica feita antes ou como um meio resumido de recordação. dentes vizinhos. comprimentos coronário e radicular proporcionais Trapezoidal (dimensão vertical levemente maior que a horizontal).Muito obtuso e arredondado (isto faz com do (isto faz com que as faces sejam que a face mesial seja mais longa que a disquase do mesmo comprimento) tai e a borda incisai fique inclinada para a distai) Cíngulo largo. deve-se considerar a soma de várias características próprias daquele espécime. geralmente reta Achatada no sentido mésio-distal e relativamente longa (corresponde a uma vez e meia o comprimento da coroa). por ser mais estreita.58 ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Pormenores que diferenciam dentes semelhantes Em parceria com Horácio Faig Leite Este resumo sobre detalhes anatómicos. Não é porque um primeiro molar superior não apresenta tubérculo de Carabelli que ele deixa de ser primeiro molar superior. forame cego frequentemente presente Menor Face lingual Dimensão vestíbulo -lingual no terço cervical Forma e direção da raiz Cónica e relativamente curta (corresponde a uma vez e um quarto o comprimento da coroa). imutável. Daí que. Os terceiros molares foram excluídos da comparação pelo fato de não possuírem um padrão morfológico. foi propositalmente colocado no final do capítulo. específicos de dentes que merecem uma comparação minuciosa. uma forma constante. a coroa tem maior convexidade no sentido mésio-distal Ângulo distoin cisai Apenas um pouco obtuso e arredonda. comprimentos coronário e radicular desproporcionais Trapezoidal alongado (dimensão vertical acentuadamente maior que a horizontal). a coroa tem menor convexidade no sentido mésio-distal Incisivo lateral superior Menor. de um mesmo grupo dental e do mesmo arco. geralmente curva . porém de arcos distintos. A característica anatómica não é algo invariável. por ser mais larga. Deve ser utilizado somente após a leitura (estudo) de todo o texto sobre a anatomia de cada dente permanente. 2-36 e 2-37) Maior. ainda que alguns estejam faltando.

59 Figura 2-35 -Acima: incisivo central superior . Figura 2-36 -Acima: incisivo central superior .vista vestibular. Abaixo: incisivo lateral superior .vista lingual.sete exemplares típicos . .vista lingual.sete exemplares típicos . Abaixo: incisivo lateral superior .sete exemplares típicos .vista vestibular.sete exemplares típicos .

Acidentes anatómicos Tamanho e simetria Sulcos de desenvolvimento e lobos Contorno da face vestibular Ângulos mésio e disto-incisal Relação borda incisal/cíngulo Incisivo central inferior _ (Figs. a coroa parece estar torcida em relação à raiz (o ângulo disto-incisal projeta-se lingualmente e o cíngulo fica um pouco deslocado para a distai) Borda incisai inclinada para a distai (o desgaste acentua esta inclinação) Borda incisai Raiz Menor. desviada para a distai. simétrico (difícil identificar os lados mesial e distai) Pouco evidentes Trapezoidal muito alongada.vista mesial. centralizado) Borda incisai retilínea (ou inclinada para a mesial devido ao desgaste natural que o dente sofre) Incisivo lateral inferior Maior. principalmente o distai de ambos os lados . 2-38. quase triangular (as bordas mesial e distai são mais convergentes para o colo) Ângulo mésio-incisal reto ou agudo e disto-incisal obtuso e arredondado Esta intersecção não é em ângulo reto. 2-39 e 2-40) Menor. com sulcos mais profundos. sulcada longitudinalmente Maior. assimétrico Mais evidentes Trapezoidal mais alargada.60 ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Figura 2-37 -Acima: incisivo central superior .vista mesial. Abaixo: incisivo lateral superior . reta. quase retangular (as bordas mesial e distai tendem ao paralelismo) Retos Borda incisai em ângulo reto com o eixo vestíbulo-lingual (os ângulos mésio e disto-incisal ficam em linha e o cíngulo.

61 Figura 2-38 -Acima: incisivo central inferior . Figura 2-40 -Acima: incisivo central inferior . Abaixo: incisivo lateral inferior . Abaixo: incisivo lateral inferior .vista vestibular.vista incisai.vista incisai. .vista mesial. Abaixo: incisivo lateral inferior .vista vestibular. Figura 2-39 -Acima: incisivo central inferior .vista mesial.

ausente Menos proeminente (menor dimensão vestíbulo-lingual) Em bisel à custa da face vestibular Cristas marginais e crista lingual Cíngulo Desgaste Raiz Bem evidentes. ou seja. pequena diferença entre altura e largura Mais marcados Canino inferior Menos larga (distância mésio-distal moderada) e mais alta (distância cérvicoincisal acentuada). frequente Proeminente (maior dimensão vestíbulo-lingual) Em bisel. 2-41. menor. grande diferença entre altura e largura Menos marcados Sulcos de desenvolvimento. inclina-se frequentemente para a distai sulcos longitudinais discretos Figura 2-41 -Acima: canino superior . com sulcos longitudinais evidentes. o mesial é muito curto e pouco inclinado. reta e longa (pode chegar ao dobro do comprimento da coroa).62 ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Acidentes anatómicos Coroa Canino superior (Figs. com Cónica. com comprometimento lingual Achatada mésio-distalmente. ou seja. e o distai é mais longo e bem inclinado Menos inclinadas. há maior convergência delas em direção ao colo Bastante convexa mésio-distalmente e convexa cérvico-incisalmente Segmentos diferentes ou desproporcionais. . com menor convergência para o colo (contorno coronorradicular contínuo quando visto por vestibular) Discretas.vista vestibular. Abaixo: canino inferior . 2-42 e 2-43) Mais larga (distância mésio-dístal acentuada) e menos alta (distância cérvicoincisal moderada).vista vestibular. lobos e crista vestibular Convexidade da face Convexa mésio-distalmente e bastante vestibular convexa cérvico-incisalmente Segmentos mesial e distai da borda incisai Inclinação das faces de contato Inclinados de maneira semelhante ou proporcional • Grande inclinação.

63 Figura 2-42 -Acima: canino superior . .vista mesial.vista lingual. Abaixo: canino inferior .vista lingual. Abaixo: canino inferior .vista mesial. Figura 2-43 -Acima: canino superior .

Abaixo: segundo premolar superior . lobos e cristas marginais Contorno da face oclusal Primeiro premolar superior (Figs.vista lingual. 2-44. . metade vestibular ligeiramente maior e. metade vestibular nitidamente maior que a lingual (faces de contato convergem fortemente para a lingual) Longo e bem marcado.vista lingual. localiza-se centralmente Vários Quase sempre ausente Vestibular e lingual quase do mesmo volume e da mesma altura Quase sempre ausente Ligeiramente deslocado para a mesial Uma (geralmente) Sulco principal Sulcos secundários Sulco ocluso-mesial Cúspides Depressão mesial ao nível do colo Posição do ápice da cúspide lingual Raiz Figura 2-44 -Acima: primeiro premolar superior . levemente deslocado para a lingual Raros Presente. cruza a crista marginal Vestibular mais volumosa e mais alta que a lingual Presente Nitidamente deslocado para a mesial Duas (geralmente) Ovóide.64 Acidentes anatómicos Coroa Sulcos de desenvolvimento. 2-45 e 2-46) Maior e mais angulosa (bordas mais agudas) Mais acentuados Segundo premolar superior Menor e menos angulosa (bordas mais rombas) Menos acentuados Pentagonal. portanto. não existe convergência lingual acentuada das faces de contato (são quase paralelas) Mais curto (muitas vezes se reduz a uma fosseta) e menos profundo.

Figura 2-46 -Acima: primeiro premolar superior .vista oclusal.vista mesial. Abaixo: segundo premolar superior .vista mesial. .65 Figura 2-45 -Acima: primeiro premolar superior .vista oclusal. Abaixo: segundo premolar superior .

um sulco ocluso-lingual. o vértice da cúspide lingual é deslocado para a mesial. cúspide vestibular mais pronunciada Segundo premolar inferior Maior. com os lobos de desenvolvimento mesial e distai mais baixos. de contorno quadrilátero tendendo ao trapezoidal. devido à pequena convergência das bordas vestibular e lingual para a oclusal Cúspide lingual Face lingual Crista marginal mesial Em nível mais baixo que a distai (ambas muito inclinadas) Posição do ápice da Coincide com o eixo longitudinal do cúspide vestibular dente (centrado sobre o comprimento da raiz) Dimensão vestíbulo-lingual e contorno das faces de contato Raiz Mais estreita. quase sempre interrompido por ponte de esmalte que forma as fossetas mesial e distai Pequena Deixa ver quase toda a face oclusal. grande ocorrência de sulco (ou fenda) de sulco mesial mesial . com uma depressão entre ele e a crista marginal distai. a cúspide lingual é centralizada e um sulco ocluso-lingual. 2-48 e 2-49) Menor.66 ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Acidentes anatómicos Coroa Primeiro premolar inferior (Figs. aprofunda mais essa depressão e divide a cúspide em duas. sendo a disto-lingual menor que a mésio-lingual Mais alta que a distai (ambas quase horizontais) Deslocado vestibularmente em relação ao longo eixo (não é tão centrado sobre o comprimento da raiz) Mais larga. cúspide vestibular menos pronunciada Contorno e inclinação da face oclusal Forma e posição do sulco principal Ovóide (com o pólo maior na vestibu. ocorrência rara Achatada mésio-distalmente. que parte da fosseta mesial. invade a face lingual Quase sempre curvilíneo mais próximo do centro da face oclusal. de contorno trapezoidal tendendo a triangular. com os lobos de desenvolvimento mesial e distai mais altos. às vezes dividida em duas (dente tricúspide) Somente parte da face oclusal pode ser vista pela face lingual. 2-47. às vezes pentagonal e menos inclilar) ou circular e mais inclinada para a nada para a lingual lingual Curvilíneo mais próximo da face lingual.Circular. raramente interrompido e. devido à grande convergência das bordas vestibular e lingual para a oclusal Tendente ao feitio cónico. com fossetas mesial e distai infreqúentes Grande. portanto. quando presente.

67 Figura 2-47 -Acima: primeiro premolar inferior . Abaixo: segundo premolar inferior . Figura 2-49 -Acima: primeiro premolar inferior .vista oclusal.vista vestibular. Abaixo: segundo premolar inferior .vista oclusal.vista vestibular. Abaixo: segundo premolar inferior .vista mesial.vista mesial. . Figura 2-48 -Acima: primeiro premolar inferior .

assim. é mais deslocado para a distai e não antecede nenhuma depressão da coroa ou da raiz Com desenvolvimento ligeiramente menor e mais próximas entre si (coalescências da mésio-vestibular com a lingual e da mésiovestibular com a disto-vestibular não são incomuns) Raízes Raízes vestibulares Tendem a convergir apicalmente. as faces de contato convergem para a lingual Ausente Longo e profundo. 2-51 e 2-52) Maior. com as cúspides mesiais um pouco maiores (em todas as direções) que as distais. desvio distai considerável. rasa e larga que se continua pela raiz lingual Bem desenvolvidas e separadas Curto e menos profundo. alcança o centro da face lingual e transforma-se em uma depressão reta. as faces de contato convergem para a vestibular Presente Sempre menor. 2-50. Presente e proeminente Ponte de esmalte entre as cúspides mésio-língual e disto-vestibular Tamanho da face lingual em relação à vestibular Tubérculo de Carabelli associado à cúspide mésiolingual Sulco ocluso-lingual Maior. com ângulos bem definidos . isto se nota melhor olhando o dente por vestibular e por lingual Maior e bem definida Segundo molar superior Menor. sem São paralelas e inclinam-se para a distai. o dente fica com aspecto trícuspidado nos dois últimos casos Losângico (maior aproximação da cúspide mésio-lingual com a disto-vestibular) com ângulos arredondados. tem menor inclinação lingual e desvio para a distai Raiz lingual . inclina-se muito lingualmente e não se desvia para a distai Sem sulco longitudinal. isto faz com o ápice da raiz mésio-vestibular fica em que o ápice da raiz mésio-vestibular linha reta com o centro da coroa fique em linha reta com o ápice da cúspide mésio-vestibular Apresenta um sulco longitudinal. as faces livres convergem bastante para a distai j Cúspide disto-lingual Contorno da face oclusal Menor ou muito menor e até mesmo inexistente. com as cúspides mesiais muito maiores que as distais.-Acidentes anatómicos Coroa Primeiro molar superior (Figs. assim. assim. contorno triangular em dentes tricuspidados Interrompida por um sulco e menos proeminente ou inexistente Losângico tendendo a quadrilátero.

Abaixo: segundo molar superior .Acima: primeiro molar superior . Abaixo: segundo molar superior .vista vestibular. .vista lingual.vista oclusal.69 Figura 2-50 -Acima: primeiro molar superior .Acima: primeiro molar superior .vista vestibular.vista lingual. Figura 2-51 . Figura 2-52 .vista oclusal. Abaixo: segundo molar superior .

vista oclusal. devido à presença da quinta cúspide). com borda vestibular menos curva (face vestibular menos convexa) Em menor quantidade.Acima: primeiro molar inferior .70 ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Acidentes anatómicos Primeiro molar inferior (Figs. com três cúspides vestibulares e duas linguais Maior. com disposição variável Maiores. 2-53 e 2-54) Segundo molar inferior Coroa Tamanho da face vestibular em relação à lingual e convergência de suas bordas Contorno da face oclusal Sulcos principais da face oclusal Raízes Mais volumosa. . com duas cúspides vestibulares e duas linguais Discretamente maior e também discreta convergência de suas bordas em direção ao colo Aproximadamente retangular com sua borda vestibular curva (face vestibular bem convexa) Mais numerosos (um a mais. menos divergentes e com certa tendência à coalescência Figura 2-53 -Acima: primeiro molar inferior . Figura 2-54 . com disposição cruciforme Menores. com suas bordas mesial e distai bastante convergentes para o colo (maior área oclusal) Menos volumosa.vista oclusal. Abaixo: segundo molar inferior . Abaixo: segundo molar inferior . mais divergentes e bem separadas Retangular.vista vestibular.vista vestibular.

7. Sua raiz tem vida curta: após um ano ou dois de completamente formada. começa a se reabsorver. o bulbo radicular* é curto e as raízes são muito divergentes. a proporção altura/largura é a mesma dos homónimos permanentes? E as bossas cervicais se equivalem em proeminência? Nos molares também? Dê uma razão para a excessiva abertura ou divergência das raízes do molar decíduo. os primeiros molares decíduos têm forma própria. 62. 3. isto é. manuseie mais vezes dentes e modelos e faça uma leitura final para realçar os detalhes que julgar mais importantes.. A raiz não se desvia para a distai. as coroas dos decíduos são mais baixas e largas. as seguintes questões:Todos os dentes decíduos têm forma semelhante à dos dentes permanentes? Ao se comparar as duas dentições. ou quantas vezes quiser. as raízes dos decíduos são longas em proporção à coroa e são mais retilíneas. leia novamente. um crânio infantil e/ou dentes isolados. Não obstante as semelhanças morfológicas entre os dentes das duas dentições. que diferenças podem ser notadas nas porções cervical e radicular? Nas coroas dos incisivos e caninos decíduos. Incisivos e caninos (51. 4. 6. 5. 73. as bossas cervicais são muito proeminentes. tal como ocorre nos dentes permanentes? O que é tubérculo molar do primeiro molar superior? O primeiro molar inferior também apresenta um tubérculo molar? A coroa do primeiro molar superior é maior na dimensão mésio-distal ou na vestíbulo-lingual? E a do primeiro molar inferior? Como se denominam as cúspides do primeiro molar inferior? Como se dispõem os sulcos oclusais do primeiro molar inferior? 3 Proceda. 52. A forma dos incisivos t caninos decíduos copia a dos homónimos permanentes. 2. modelos de arcos decíduos.*•* A >Al Descrição anatómica dos dentes decíduos*e**£P0»°'« *0? GUIA DE ESTUDO 6 1 Leia uma vez. e o mesmo acontece com a bossa vestibular. 72.81. 82. Os dentes decíduos são menores que os permanentes e têm um grau de atriçao maior. por escrito.. A coroa do segundo molar decíduo (superior e inferior) guarda todas as características anatómicas da coroa do primeiro molar permanente? Quais são elas? Quais são as cúspides mais desenvolvidas do primeiro molar superior decíduo? E a menos desenvolvida? As bordas mesial e distai da face vestibular do primeiro molar superior decíduo são convergentes. Nos incisivos e caninos superiores. tal como foi proposto nos guias de estudo anteriores. Em decorrência destas características. os segundos molares se assemelham aos primeiros molares permanentes com um isomorfismo surpreendente. estas condições são tão pronunciadas que o diâmetro mésio-distal predomina sobre o cérvico-incisal. há uma série de diferenças que podem ser assim resumidas: 1. As faces de contato são mais convexas. 2 Elucide. 71. neste estudo do bloco 4. .n ••». o bloco 4 e reforce a leitura observando bem as ilustrações. 83) (Figs. nos molares. os sulcos e outras depressões são muito pouco marcados. eles têm o colo com maior constrição. 53. 61. 63. 2-55 a 2-60) As coroas são muito baixas e largas.•. confira e corrija as respostas. o esmalte é mais delgado. o colo fica muito estreitado.

lingual e mesial. vistos pelas faces vestibular. incisivo lateral inferior decíduo (no meio) e canino inferior decíduo (abaixo).Incisivo central inferior decíduo (acima). vistos pelas faces vestibular. Figura 2-56 . lingual e mesial.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Figura 2-55 .Aspecto vestibular de dois hemiarcos dentais decíduos (distendidos) em oclusão. Figura 2-57 .Incisivo central superior decíduo (acima). . incisivo lateral superior decíduo (no meio) e canino superior decíduo (abaixo).

Abaixo: incisivo lateral.Seis espécimes típicos de incisivos inferiores decíduos. Acima: canino superior.Seis espécimes típicos de incisivos superiores decíduos.73 Figura 2-58 . vistos por vestibular. Acima: incisivo central. Abaixo: canino inferior. Abaixo: incisivo lateral.Seis espécimes típicos de caninos decíduos. Acima: incisivo central. . vistos por vestibular. Figura 2-59 . Figura 2-60 . vistos por vestibular.

64) (Figs. 2-62. em semelhança. A maior diferença reside na área do colo.Segundo molar superior decíduo (acima) e segundo molar inferior decíduo (abaixo). tem anatomia própria. 2-61. Constituem um modelo quase exato dos primeiros molares permanentes.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Segundos molares (55. Tem quatro cúspides. mas a disto-lingual está frequentemente ausente e a disto-vestibular é muito reduzida. bem desenvolvidas. correspondem então. . mesial e oclusal. Primeiro molar superior (54. 2-64. 85) (Figs. 65. 2-63 e 2-64) Como já foi mencionado. vistos pelas faces vestibular. 2-67) São maiores do que os primeiros molares (na dentição permanente é ao contrário). 2-55. O dente permanente que lhe é mais próximo em concordância morfológica é o premolar superior. 2-63. o qual apresenta nítida constrição devido ao grande desenvolvimento da bossa vestibular e pronunciada divergência das raízes (para alojar os germes* dos dentes permanentes). lingual. às cúspides vestibular e lingual do premolar superior. até tubérculo de Carabelli os superiores possuem. Suas cúspides mésio-vestibular e mésio-lingual. 2-66. Pode ser considerado como intermediário entre premolar e molar. 2-55. Figura 2-61 . 75.

Os dois terços oclusais da face vestibular são bastante inclinados para a lingual. 75 n Figura 2-63 . . vistos por oclusal. lingual. Abaixo: segundo molar.UNIVERSIDADE FEDERAL DO NR* CURSO DE ODONTOLOGIA FRANCISCO^. Abaixo: segundo molar. e saliente a ponto de ser chamada de tubérculo (tubérculo molar ou de Zuckerkandl). Figura 2-64 . No terço cervical há elevação bem distinta logo abaixo da raiz mésio-vestibular. vistos por vestibular.Seis espécimes típicos de molares superiores decíduos. Acima: primeiro molar. Face vestibular .Primeiro molar superior decíduo visto pelas faces vestibular. na qual se destaca apenas a suave projeção da cúspide mésio-vestibular. Acima: primeiro molar.Seis espécimes típicos de molares superiores decíduos. As bordas mesial e distai são pouco convergentes. é ampla o suficiente para aumentar a altura da metade mesial da coroa. JbM) Figura 2-62 .tem uma borda oclusal praticamente horizontal. mesial e oclusal.

Faces de contato . bastante convexa. Raiz . Raiz . bem separadas e a furca fica próximo à linha cervical. logo que sobrevêm o desgaste. convexa. a coroa é mais larga na borda vestibular do que na lingual. respectivamente. acima da raiz mesial. posição e forma às do segundo molar superior. se bem que em menor grau. há saliência similar à do dente homónimo superior . Um sulco mésiodistal divide a coroa em partes vestibular e lingual. . Uma das fossetas é mesial. com as cúspides linguais fazendo pouca saliência na borda oclusal.retangular. O tubérculo molar mostra-se bem saliente por este ângulo de observação. As quatro cúspides são separadas por sulcos irregulares mésio-distal e vestíbulo-lingual. divergentes e não terem a base comum de implantação. achatadas mésio-distalmente.vista por oclusal. elas desaparecem. Tem quatro cúspides. também tem seus dois terços oclusais inclinados (para a vestibular). Faces de contato . Primeiro molar inferior (74. As bordas mesial e distai são paralelas. com a diferença de serem mais delgadas. que é o bulbo radicular. No terço cervical. Face oclusal .as raízes mesial e distai são delgadas. vão perdendo espessura à medida que se aproximam da oclusal.é menor que a vestibular. O ângulo mésio-vestibular é proeminente por causa do tubérculo molar. As cúspides restantes são diminutas e. sendo duas vestibulares e duas linguais. maior. combinada com a grande inclinação lingual da face vestibular. e mais larga na borda mesial do que na distai. interrompendo assim o sulco mésio-distal e provocando o aparecimento de duas fossetas. e a outra é distai. menor. com a borda oclusal mostrando o contorno das cúspides vestibulares em dentes sem ou com pouco desgaste. Frequentemente uma ponte de esmalte liga a cúspide mésio-vestibular à mésio-lingual. 2-65. que se cruzam nas proximidades da crista marginal distai.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Face lingual . elas saem diretamente da coroa. A face vestibular é inclinada para a lingual.o tubérculo molar.é alongada na direção mésio-distal.é retangular. Face vestibular .muito espessas cervicalmente. dominadas pelas cúspides mésio-vestibular e mésio-lingual. 2-55. Face oclusal .as raízes equivalem-se em número. 2-66 e 2-67) Difere do primeiro molar superior decíduo por ser realmente molariforme. 84) (Figs. se bem que a mesial é reta e mais alta e a distai é curva (convexa). A principal causa desta arquitetura é a presença do tubérculo molar.a face mesial é maior. Face lingual . As bordas vestibular e lingual convergem fortemente para a oclusal.

Abaixo: segundo molar. vistos por vestibular. . lingual. Acima: primeiro molar.Seis espécimes típicos de molares inferiores decíduos. vistos por oclusal. Figura 2-67 . Abaixo: segundo molar.Seis espécimes típicos de molares inferiores decíduos. Figura 2-66 .Primeiro molar inferior decíduo visto pelas faces vestibular. mesial e oclusal. Acima: primeiro molar.77 Figura 2-65 .

35. Fig. 2-4: Fig. 25.27. 24 e 24 15. 36. 14. 15? e 15 25 e 15 24. 37. 36. 12. I I . 32. 14 e 14 25. 46 e 46 37. 34 e 34 45. 2-11: Fig. 14 e 14 Fig. 45. 16. 44. 36.42. 17. 2-5 1 : 26. 2-28: Fig. 2-23: Fig.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Respostas às perguntas sobre identificação de dentes Guia de Estudo 3 Fig. 2-8: Fig. 47. 22.22. 2-30: 37 e 37 Fig. 47. 2-35: O Fig.26.27. 3 1 . 17.27. 26 e 26 O 17. 2-41: Fig. 2-13: Fig. 2-38: Fig. 1 5 (raiz para a mesial). 2-50: . 45 e 35 34. 2-29: 36. 35 e 35 44. 2 1 .24. 1 6. 36. 34. 12. 46. 3 1 ? . I I ? . 2-21: Fig. 44. 45. 35?. 14.42. 35?. 32. 34. 24. 43.26. 2-42: II e II 22 e 12 I I . 2-49: O 14. 13. 41. 34? 44. 2-47: Fig. 32. 2. 15. 2-53: 36. 15. 4 1 ? e 4 l ? 42. 2-54: 36. 42 e 42 I3el3 43 (raiz voltada para a mesial) e 43 13. 45.22. 2-28: 48 e 48 Fig. 2-34: 48 e 48 Fig. 2-40: 'O ^* Fig. 16. 47. 2-27: Fig.15: Fig. 17. 43. 6 I I 22. 45 e 45 Guia de Estudo 5 Fig. 2-17: Fig.24. 47 e 47 Fig.22. 35. 13. 2-48: O Fig. 15. 33 e 33 23?. 47 e 47 Fig. 15?. 43.27. 42. 45. 44? e 44 35. 36. 2-16: Fig. 37. 16 e 16 1 6. 15. 2-26: Fig. 44. 32. 2-12: 14. 34. 2-52: 1 6. 43 (raiz para a mesial).21 e 2 l 12. 1 6. 2 1 . I I .-2I. 36. 2-1: Fig. 46. 11. 22. 16. 45. 43. 35. 13. 23?. 16 e 16 27. 37?. 26 e 26 17. 34. 24. 43. 46 e 46 37. 1 6. 27 e 27 Fig. 15 e 15 14. I7e 17 18.24. 23 e 23 43. 2 1 . 17 e 17 Fig. 13. 2-30: 36 e 36 Fig. 34. 37 e 37 Fig. 34. 17. 47. 12. 2-9.24.23. 46 e 36 Fig. 22 e 22 2Í. 14.27.31?. 43. 18 e 28 I8e 18 26. 34? e 34? 45. 43 e 43 Guia de Estudo 4 Fig. 32 e 32 1 l i ? í ?e? 32. 26. 1 6. 2 1 . 23. 13. 12 e 12 42? e 42 4 1 . 16 e 16 27. 2-33: 47. 45. 25? e 25 34 e 34 34. 42. 33. 16. 34. 16. 45 e 45? 45 34.45?. 17. 17 e 17 Fig. 2-44: Fig.26. 2-22: 26. 17. 37. 44. 2-36: Fig. 2-46: Fig. 13 e 13 33. 17.

8 e 9 l . frontal e horizontal l Responder corretamente às perguntas dos Guias de estudo 7. especificando sua disposição nos arcos e as suas relações mútuas l Desenvolver explicação sobre as formas. dimensões e curvas de oclusão dos arcos dentais. na posição de máxima intercuspidação l Aplicar noções sobre dinâmica da articulação temporomandibular (relação das ações musculares com a movimentação mandibular) para a percepção das posições da mandíbula e de seus movimentos nos planos sagital. bem como a direção e o equilíbrio dos dentes que os formam l Discutir fundamentos de oclusão dental.CAPITULO UNIVERSIDADE fEDEML CURSO DE ODONTOLOGIA Arcos Dentais Permanentes e Oclusão Dental OBJETIVOS l Enfocar os dentes em conjunto. demonstrando-a por meio de narrativa ou esquema l Determinar exatamente em quais fossetas e em quais cristas ocluem as cúspides vestibulares dos dentes posteriores inferiores e as cúspides linguais dos dentes superiores posteriores.

às seguintes perguntas: Os arcos dentais permanentes possuem formas variadas? Quais são elas? Qual é a maior dimensão do arco dental.Veja seus próprios arcos dentais no espelho. semicircular.PROF DR FRANCISCO G. é maior ou menor que a do arco inferior? Esse comprimento é imutável? Por que? O que é curva sagital de oclusão? O que é curva transversal de oclusão? Quais são as direções vestíbulo-linguais dos dentes dos arcos superior e inferior? E as direções mésio-distais? O arco formado pelos ápices das raízes dos dentes é maior no maxilar* ou na mandíbula? Por que? De que maneiras os dentes se mantêm em equilíbrio nos arcos? Em que condições pode haver desequilíbrio? 3 Leia novamente e confira se as respostas estão corretas. Consulte outros livros de anatomia dental e repare bem em suas ilustrações. na posição de oclusão.81 Arcos dentais Luiz Altruda Filho GUIA DE ESTUDO 7 UNIVERSIDADE FEDERAL DO fM BIBLSCTECA. 3-1). um superior e outro inferior. Já o trespasse horizontal* (sobressaliência ou overjet) pode ser calculado medindo-se a distância entre duas linhas verticais que passem pela borda incisai de incisivos superiores e a face vestibular dos incisivos inferiores (Fig. leva o nome de trespasse vertical* (conhecida na clínica como sobremordida ou overbite). Os autores. Leia de novo. g J Tanto os dentes decíduos como os permanentes se relacionam através de suas faces de contato formando arcos. Examine modelos de arcos dentais feitos em gesso ou resina e coloque-os em oclusão. onde a face é mais larga. sem consultar suas respostas escritas. com inclinação aproximada de 20° nos superiores e de 12° nos inferiores. Admitem ainda que a distância transversal. Examine radiografias e crânios de crianças de várias idades. Confronte o que falou com o texto do livro. Se estiverem corretas. nos euriprosopos. volte aos itens l a 3. aceitam que a morfologia dos arcos dentais* pode apresentar-se elíptica. 3-2).Verifique as direções dos dentes em radiografias ou em peças anatómicas preparadas para isso. Consulte sempre o Glossário para completar ou ampliar seu entendimento. de concavidade posterior (Fig. 5 Procure responder em voz alta as mesmas questões do item 2. escrevendo. o que nos faz entender porque o arco superior envolve o inferior. as bordas incisais dos incisivos e caninos inferiores tocam as faces linguais dos homólogos superiores e as cúspides vestibulares dos premolares e molares inferiores ocluem com as fossetas oclusais dos superiores. Nesse envolvimento ou sobreposição. . A sobreposição é aumentada mais ainda porque os incisivos se apresentam inclinados para a vestibular. situada entre os primeiros e os segundos molares. 2 Responda. Troque ideias com os colegas. a transversal ou a ântero-posterior? A distância transversal é maior no arco superior ou no inferior? Por que? O que significam trespasse vertical e trespasse horizontal? Quais são os tipos anormais de mordida? A medida do comprimento do arco superior. o eixo transversal é maior que nos indivíduos leptoprosopos que possuem faces altas e estreitas. hiperbólica. 6 Leia ainda uma vez mais o bloco l para destacar os detalhes que julgar mais importantes. agora mais atentamente. "distendido". parabólica. que pode ser calculada medindo-se a distância entre duas linhas horizontais que tangenciem a borda incisai de incisivos superiores e inferiores. A sobreposição no sentido vertical. CURSO DE ODONTOLOGIA 1 Leia uma vez o bloco l (B2). em forma de V ou em forma de U. em geral. O diâmetro transversal é maior no arco superior do que no inferior. AL--w 4 Se as respostas estiverem erradas ou incompletas. Reproduza nos modelos ou no crânio as posições e movimentos mandibulares estudados. Examine crânios dentados de adultos. passe para o item 5. Reproduza também em si próprio. a seguir. é sempre maior que a ântero-posterior e sempre relacionada com a largura da face.

são a topo-a-topo. manifesta-se a mordida aberta* anterior. . overbite) e trespasse horizontal (sobressaliência. quando os incisivos superiores não se sobrepõem aos inferiores ou se distanciam deles. Figura 3-2 -Trespasse vertical (sobremordida. o arco dental superior é 2mm mais longo (cerca de 128mm) quando medido da distai do último molar de um lado.1 -Vista oclusal de modelos dos arcos dentais superior (acima) e inferior (abaixo). Ao contrário. Outras mordidas. Além de ser mais largo (55mm em média).ARCOS DENTAIS PERMANENTES E OCLUSÃO DENTAL Figura 3 . Em ambos falta o terceiro molar. acompanhando toda a curvatura do arco. overjet) delineados na relação estática entre incisivos "TC Trespasse Trespasse O trespasse vertical de mais de 3mm resulta na chamada mordida (ou sobremordida) profunda. que é o contato das bordas incisais dos superiores com as dos inferiores. até a distai do último molar do outro lado. em que não há sobreposição normal durante a oclusão. que é o trespasse horizontal e vertical com valor negativo. e a mordida cruzada* anterior.

que é a de semicírculo. pois nesse caso os dentes estão implantados perpendicularmente. que também pode ser chamada de curva de compensação. nota-se uma curva transversal de concavidade superior.Curva sagital de oclusão. que começa nos molares e termina no canino. notamos que existe uma curva determinada pelas faces oclusais dos dentes. Curva sagital de oclusão (Balkwill-Spee) (Fig. de modo que não é formada uma curva semelhante. também não notamos a presença desta curva. O arco decíduo adota uma só forma. deixando portanto de apresentar essa curva. como chupar dedo ou chupeta em excesso. Na região dos premolares. independente de fatores que possam modificá-lo. A curva sagital de oclusão. 3-3) Figura 3-3 .83 O atrito entre os dentes de um arco. inicia-se com a erupção* dos caninos e premolares e termina com a erupção dos segundos molares. podendo sofrer modificações com o tempo. com alturas diferentes. o que compromete uns 3mm do comprimento do arco. Essa curva existe em função da posição que os dentes ocupam nos alvéolos*. A importância da curva de compensação é exatamente a de evitar contatos posteriores em movimentos protrusivos. 3-4) Quando da observação dos arcos dentais pelo plano frontal. em função dos desgastes sofridos pela dentição. Curva transversal de oclusão (curva de Wilson) (Fig. Quando observamos os arcos dentais por um plano sagital ou ântero-posterior. Nos arcos decíduos. nas oclusões sucessivas. . quando for considerado normal. Essa curva passa pelos planos oclusais* dos molares e existe devido à inclinação dos dentes nos alvéolos. isto. a inclinação dos dentes é mínima. provoca desgaste nas áreas de contato e ligeira perda óssea horizontal nos septos interalveolares. onde os dentes estão implantados na mesma altura. o que não acontece na dentição decídua.

Essa inclinação é máxima nos incisivos e mínima nos premolares. coroa voltada para a mesial). tanto em anestesiologia. coroa voltada para a vestibular). os demais dentes apresentam inclinação para a distai. os incisivos estão implantados verticalmente. implantodontia para a correta instalação dos cilindros. com exceção muitas vezes do terceiro molar (ver Fig. nas apicetomias.no arco superior. No arco inferior. Direçao geral dos dentes O conhecimento da direção geral dos dentes é de grande importância em clínica. nos procedimentos de abertura coronária e manipulação dos canais radiculares. Em endodontia também. todos os dentes têm seu longo eixo inclinado para a lingual (raiz voltada para a lingual.Curva transversal de oclusão. . 3-11). 3-5) . Devido às inclinações dos dentes na direção vestíbulo-lingual. Um dos fatores importantes para evitar essas desarmonias é a manutenção do equilíbrio dos dentes. Direção mésio-distal (Fig. 3-6) . as coroas é que constituem um arco mais estreito do que o arco formado pelas raízes. coroa voltada para a lingual). as quais implicarão transtornos oclusais com sérias consequências para a ATM. os demais inclinam-se para a vestibular (raiz voltada para a vestibular. Direção vestíbulo-lingual (Fig. quanto em especialidade como cirurgia. os ápices radiculares dos superiores formam um arco (intra-ósseo) mais estreito do que o arco das coroas dos mesmos dentes. Nos dentes inferiores ocorre o contrário. os incisivos e muitas vezes os caninos têm seu longo eixo com inclinação para a lingual. quando se pretende uma inclinação adequada da inserção da agulha. para a realização de uma técnica perfeita.o arco superior apresenta os dentes com inclinação para a distai (raiz voltada para a distai. No arco inferior. A direção geral dos dentes está sujeita a sofrer alterações. Em cada arco deve-se considerar a inclinação ou direção dos dentes de duas formas: vestíbulo-lingual e mésio-distal.-- ARCOS DENTAIS PERMANENTES E OCLUSÃO DENTAL Figura 3-4 .

Direção vestíbulo-lingual dos dentes superiores e inferiores em oclusão. . dentes posteriores direitos vistos por disto-lingual. À esquerda.Direção mésio-distal dos dentes dos arcos superior e inferior (distendidos). dentes anteriores esquerdos vistos por um aspecto mésio-lingual. Figura 3-6 .85 Figura 3-5 . à direita.

Figura 3-7 . além disso. que na verdade passam a ser superfícies ou áreas de contato* com o tempo e que são muito importantes para a manutenção do equilíbrio. mas. 3-7 e 3-8).Equilíbrio vestíbulo-lingual dos dentes posteriores mantidos pela ação da língua e bochecha. conforme indicam as setas (desenho feito por Élica Patrícia Ribeiro).nos dentes anteriores. músculo temporal. o aprofundamento deste no interior da substância óssea esponjosa.cjo ARCOS DENTAIS PERMANENTES E OCLUSÃO DENTAL Os dentes de cada arco apresentam os chamados "pontos de contato" (Fig. a perda de um único dente ou parte dele pode alterar esse equilíbrio (Fig. Analisaremos a seguir os diversos sentidos nos quais essas forças ocorrem. Figura 3-8 .o equilíbrio nesse sentido é mantido graças aos dentes antagonistas. 1-7). 3-9). músculo pterigóideo medial). .o equilíbrio no sentido mésiodistal é devido aos pontos de contato. Já nos posteriores. que impedem a extrusão do dente.Equilíbrio vestíbulo-lingual dos dentes anteriores mantidos pela ação da língua e lábios. Sentido horizontal (direção vestíbulo-lingual) . que deve ser equilibrada pela força exercida pela língua na face lingual. devendo ser equilibrada pelas forças exercidas pela língua na face lingual (Figs. a musculatura jugal é que age na face vestibular. conforme indicam as setas (desenho feito por Élica Patrícia Ribeiro). isto é. Dentre elas destacamos as forças exercidas por músculos da mastigação (músculo masseter. existem forças que incidem sobre os dentes e que podem alterar esse equilíbrio. a musculatura labial exerce uma força na face vestibular.-Equilíbrio . O dente imediatamente distai ao espaço vago tende a se deslocar em direção a ele. Sentido vertical . Sentido horizontal (direção mésio-distal) . bem como pelo próprio ligamento periodontal que impede a intrusão do dente no alvéolo. as quais determinam o contato entre os dentes antagonistas*.

passe para o item 5. Consulte outros livros de anatomia dental e repare bem em suas ilustrações. 3-11. volte aos itens l a 3.Troque ideias com os colegas. às seguintes perguntas: Quais são os aspectos fundamentais do engrenamento dental em uma oclusão normal? Dê exemplos. Notar exagerada inclinação dos molares inferiores e extrusão do primeiro molar superior. Examine modelos de arcos dentais feitos em gesso ou resina e coloque-os em oclusão.UNIVERSIDADE FEDERAL DO r*RA CURSO DE ODONTOLOGIA FRANCISCO a ÁL-^O 87 Figura 3-9 . Oclusão* dental Em parceria com Roelf J. agora mais atentamente. 3-10. Se estiverem correias. Na posição de máxima intercuspidação. a seguir. em quais fossetas ocluem as cúspides vestibulares dos dentes posteriores inferiores? E as cúspides linguais dos dentes superiores posteriores? Na posição de máxima intercuspidação em quais cristas ocluem as cúspides vestibulares dos dentes posteriores inferiores? E as cúspides linguais dos dentes superiores posteriores? O que significa lado de trabalho e lado de não trabalho em movimentos excêntricos da mandíbula? Faça um resumo ou um esquema ou um modelo ou o que quiser para explicar oclusão dental. 3 Leia novamente e confira se as respostas estão corretas. Cruz Rizzolo (Figs. 3-12 e 3-13) GUIA DE ESTUDO 8 1 Leia uma vez o bloco 2. 4 Se as respostas estiverem erradas ou incompletas.A ausência do primeiro molar no arco inferior altera o equilíbrio dos dentes de ambos os arcos. 5 Leia de novo. 2 Responda. escrevendo. Examine crânios dentados de adultos. 6 Leia ainda uma vez mais o bloco 2 para destacar os detalhes que julgar mais importantes. .

-- ARCOS DENTAIS PERMANENTES E OCLUSÃO DENTAL Figura 3-10 . . ^' -^ / s.Desenho esquemático das coroas dos dentes. com os hemiarcos direitos distendidos.Observar a oclusão de dois dentes de um hemiarco com um do outro. com exceção do incisivo central inferior e do terceiro molar superior. pela face vestibular.Aspecto anterior de modelos de arcos dentais em oclusão central.1 2 . Figura 3 .-' /\v \ 'N/ N -^ ^ *— _r l )C A x A !\ / \ \ \/ \ l \ \ \ Figura 3 .1 1 . para mostrar como se dá o encaixe recíproco na: oclusão (acima). Os terceiros molares estão ausentes.Aspecto vestibular do engrenamento dental em uma oclusão normal. Os contornos normais das coroas dentais foram acrescentados ao desenho esquemático (abaixo).

o outro é o antagonista acessório. um deles é o antagonista principal. fazem exceção os incisivos centrais inferiores e os terceiros molares superiores. que é o dente homónimo (por exemplo. Os terceiros molares estão ausentes.nos dentes anteriores. ao encaixar cúspides em fossetas de dentes antagonistas. Em Odontologia. sendo chamadas de cúspides de suporte ou de carga. devem ocluir com dois dentes do arco oposto. ambos caninos. as pontas das cúspides vestibulares dos dentes inferiores devem ocluir nas fossetas* centrais dos dentes superiores. ocorre o contato entre os dentes antagonistas. que ocluem unicamente com os seus homólogos antagonistas. e as cúspides linguais dos dentes superiores devem ocluir nas fossetas centrais dos dentes inferiores.nos dentes posteriores. Esse contato entre os dentes em posição de máxima intercuspidação. o terço incisai da face vestibular dos inferiores deve ocluir com o terço incisai da face lingual dos superiores.todos os dentes de um arco.1 3 . As cúspides vestibulares dos dentes superiores e as linguais dos inferiores são chamadas cúspides de proteção ou de contenção. Isto dá estabilidade aos dentes no . Vamos considerar alguns aspectos fundamentais no engrenamento dental em uma oclusão dita normal (presença de todos os dentes ocluindo de modo saudável e estético). direciona as forças provenientes da mastigação ao longo eixo dos dentes. já que oclusão perfeita ou ideal é muito difícil de ser observada: . por definição. ao se fazer a elevação da mandíbula através dos músculos elevadores. cuja porção distai deve ocluir com a porção mesial da cúspide do canino superior. portanto homónimos). que é o dente imediatamente mesial no maxilar e o distai na mandíbula (por exemplo. individualmente. significa o ato de fechar. .89 Figura 3 . consideramos oclusão quando. os acessórios são o 12 e o 44). 139 Oclusão.Aspecto lateral de modelos de arcos dentais em oclusão central. o 13 oclui com o 43. incluindo a cúspide do canino inferior. no mesmo caso da oclusão dos caninos. . de ser fechado.

em que um dente posterior oclui com dois dentes antagonistas.90 ARCOS DENTAIS PERMANENTES E OCLUSÃO DENTAL arco inferior (mandibular) contra o arco dental superior (maxilar). Por sua vez. Neste contato tipo dente a dente ou cúspide-fosseta. As três cúspides vestibulares do primeiro molar inferior ocluem. As duas cúspides vestibulares do segundo molar inferior ocluem com as fossetas mesial e central do segundo molar superior. Os pequenos círculos representam os contatos e os segmentos de reta unem esses contatos que ocorrem durante a oclusão. com as fossetas central e distai dos molares inferiores (o terceiro molar geralmente tem só um contato porque raramente possui mais do que uma cúspide lingual . mas de suas arestas e vertentes triturantes que prolongam ou aumentam as superfícies de contato entre os dentes. As cúspides linguais dos premolares superiores ocluem com as fossetas distais dos premolares inferiores e as duas cúspides linguais dos molares superiores ocluem. A Fig. em que as pontas das cúspides vestibulares de dentes inferiores ocluem com fossetas de seu antagonistas. conseqúentemente. com isso previne a impacção alimentar entre os dentes e. 3-15). as cúspides linguais dos premolares e molares superiores mostram.Relações estáticas ou contatos entre dentes superiores e inferiores. avançando além das fossetas oclusais.só a mésio-lingual) Ainda na relação estática entre os dentes superiores e inferiores há o contato cúspide-crista. . os seguintes contatos (Fig. Agora não se trata da ponta da cúspide. As cúspides vestíbulo-mediana e disto-vestibular do primeiro molar inferior oclui com as fossetas central e distai do primeiro molar superior e a disto-vestibular do segundo molar inferior com a fosseta central do segundo molar superior. em condições normais de oclusão. 3-17). no qual as pontas das cúspides vestibulares dos premolares inferiores ocluem com as fossetas mesiais dos premolares superiores. Figura 3-14 . 3-16 mostra que as cúspides vestibulares dos premolares inferiores e a cúspide mésio-vestibular dos molares inferiores entram em contato com cristas marginais que formam as ameias dos dentes superiores. a ponta da cúspide não oclui com as cristas marginais e. central e distai do primeiro molar superior. Contato cúspide-fosseta. não força o alimento para a ameia* e para o espaço interdental*. 3-14. portanto. Só não ficam nas ameias e sim nas fossas centrais dos molares inferiores as cúspides mésio-linguais dos molares superiores (Fig. respectivamente. O contato cúspide-fosseta pode ser percebido no desenho da Fig. com as fossetas mesial. respectivamente. As cúspides linguais dos premolares e molares superiores ocluem nas ameias inferiores correspondentes. protege a papila gengival*.

em que cúspides linguais de dentes superiores ocluem com dois dentes antagonistas. em que as pontas das cúspides linguais de dentes superiores ocluem com fossetas de seus antagonistas. Contato cúspide-crista. Figura 3-17 .Contato cúspide-fosseta. . Os pequenos círculos representam os contatos e os segmentos de reta unem esses contatos que ocorrem durante a oclusão.Relações estáticas ou contatos entre dentes superiores e inferiores. em que cúspides vestibulares de dentes inferiores ocluem com dois dentes antagonistas.Contato cúspide-crista. Figura 3-16 .91 Figura 3-15 .

podem se iniciar os chamados "movimentos excêntricos". 4 Consolide o aprendizado com mais uma leitura bastante atenta. isto é. . elevação. quais músculos são acionados? Quais são os músculos que agem ao se trazer a mandíbula da posição mais protrusiva diretamente à posição de oclusão central? Como são feitos os movimentos bordejantes no plano frontal. A partir da relação estática entre os maxilares. Durante a função mastigatória. quais movimentos devem ser realizados? Para alcançar a posição mais protrusiva (ou protrusão total) a partir da abertura máxima. Posições e movimentos da mandíbula GUIA DE ESTUDO 9 1 Leia o bloco 3.ARCOS DENTAIS PERMANENTES E OCLUSÃO DENTAL Quando o engrenamento dos dentes é invertido. São Paulo). com o consequente aparecimento de áreas lisas devido ao desaparecimento gradual das elevações e dos sulcos secundários. B3 Este subcapítulo refere-se às relações dinâmicas entre os arcos dentais. com o passar do tempo. manuseie modelos. bem como os movimentos de abaixamento. acabam produzindo facetas de desgaste. determinadas pelos movimentos mandibulares. no qual não haverá contato entre os dentes. Isso acontece ern razão do atrito contínuo que provoca o desgaste fisiológico das cúspides. uma boa noção dos movimentos básicos da articulação temporomandibular. entretanto. O lado esquerdo então será o lado de não-trabaIho. Se a lateralidade for para a direita. reproduzindo as posições e os movimentos em si mesmo. para cortar o alimento. a mandíbula realiza pequenos movimentos laterais que. ambos editados em 2004 pela Sarvier. a partir da oclusão central? Que forma terá o gráfico final correspondente aos movimentos realizados? Do gráfico traçado. também determinam desgastes. retrusão e lateralidade da mandíbula (ver o subcapítulo "Dinâmica da ATM" em um dos livros do mesmo autor: "Anatomia da face" e "Anatomia facial com fundamentos de anatomia sistémica geral" [este em colaboração com Roelf J. seja ativo no seu grupo cooperativo de estudo. de rotação e de translação. É requerida. 2 Responda: Quais são os fatores que podem interferir na posição de repouso da mandíbula e na manutenção do espaço funcional livre? Qual é a diferença entre oclusão central e relação central (vá reproduzindo as posições que vão sendo mencionadas em si próprio)? Para se chegar à posição de abertura máxima. a fim de triturar os alimentos pela ação das vertentes triturantes que entram em atrito. a partir das posições de repouso e de oclusão. consulte nova bibliografia. ao se realizar movimentos bordejantes no plano horizontal. a fim de preparar o aluno ingressante de Odontologia para a sequência de seu curso. protrusão. este lado será o lado de trabalho. nos raros casos em que dentes inferiores transpassam vestibularmente todos os dentes superiores ou alguns deles. em que os incisivos inferiores deslizam contra a face lingual dos incisivos superiores. principalmente nas cúspides de suporte. 3 Leia novamente para as adequações às respostas. para a direita ou para a esquerda. É claro que os movimentos protrusivos. o que representa seu ângulo posterior? Defina movimento de Bennett. como na posição de máxima intercuspidação. dá-se o nome de mordida cruzada*. Cruz Rizzolo].

pois os músculos elevadores da mandíbula devem permanecer contraídos. Oclusão central ou máxima intercuspidação (Fig. A posição de repouso é importante para o descanso muscular e alívio das estruturas de suporte dental. considerados separadamente de acordo com sua realização nos planos sagital.a partir da posição de repouso. Posição de repouso (Fig. conhecidos como movimentos bordejantes. a mandíbula pode ser elevada até o contato máximo dos dentes inferiores com os superiores. .93 Para melhor entender esses movimentos eles serão isolados. Por outro lado. com os lábios em leve contato e a musculatura mandibular relaxada. na qual os músculos mandibulares estão em contração mínima. Se a cabeça for inclinada para trás. imagina-se uma pessoa em pé ou sentada olhando para frente e para longe. a dor. aumentando o espaço funcional livre. É esta a posição de repouso da mandíbula. frontal e horizontal. Serão movimentos que vão até a sua amplitude máxima.Oclusão centrai. contraídos apenas o suficiente para manter a postura. Os dentes superiores e inferiores não estão em contato e o espaço entre eles é chamado espaço funcional livre ou interoclusal. A pessoa despende esforço para manter seus maxilares fechados nesta posição por algum tempo. a relação maxila-mandíbula se modificará. dentro dos limites máximos permitidos pelos ligamentos e músculos mandibulares. poderá mesmo eliminar completamente o espaço funcional livre. que é a posição de maior número de contatos entre os dentes ou de máxima intercuspidação. Figura 3-18 . A movimentação explicada a seguir deve ser reproduzida pelo próprio leitor. para melhor entendimento do que se quer ensinar. 3-19) . É claro que certos fatores podem interferir com a constância desta posição. Ela fica assim na chamada posição de oclusão central. ou seja. 3-18) . por exemplo. Figura 3-19. se a cabeça for inclinada para frente. isto é.Posição de repouso. o estresse físico e emocional e a postura.para considerar a primeira posição postural neste estudo.

impedindo de maneira normal a sua compressão.--. o movimento posterior não é limitado pelo contato direto de superfícies ósseas. Mas há um ponto além do qual a mandíbula não pode ir. Apesar de a mandíbula estar na posição mais posterior ou retrusiva que ela possa adotar. Figura 3-21 . as bordas incisais dos incisivos inferiores deslizarão sobre as faces linguais dos superiores. O mesmo acontece nas limitações dos movimentos de abertura. o que produz estímulos sensitivos gerais e proprioceptivos.a partir da oclusão central. A relação central independe de dentes.25 em média). percorrida pelo incisivo inferior é chamada de "guia incisai" ou "guia anterior". Obviamente. acompanhando o contorno da vertente posterior da eminência articular do temporal conhecido como "guia condilar" ou um trajeto deslizante chamado "trajetória sagital da cabeça da mandíbula". ARCOS DENTAIS PERMANENTES E OCLUSÃO DENTAL A partir desta posição. Figura 3-20 . Neste ponto. . ela alcança sua posição mais retrusiva. mas por músculos e ligamentos. então. descrevendo a "trajetória incisiva". Deve-se lembrar que o coxim retrodiscal é ricamente inervado. num movimento de retrusao da ordem de l a 2 milímetros (1.Abertura em charneira. que é a posição de relação central. A face lingual. os dentes podem ser mantidos apenas em ligeiro contato e então a mandíbula pode ser movida para trás. com os côndilos ou cabeças da mandíbula ocupando uma posição ântero-superior em relação ao centro da fossa mandibular. protrusão e lateralidade. Relação central (Fig. ela é uma posição óssea (craniomandibular ou temporomandibular) .retrusao não forçada da mandíbula. inclinada. se a mandíbula for protruída até os incisivos se tocarem topo a topo. há um espaço entre o côndilo e o processo retroarticular. as cabeças da mandíbula descreverão um trajeto. do incisivo superior.Relação central. 3-20) . Ao mesmo tempo.

3-23). isto é. 3-21). Separando-se os maxilares o máximo possível. O gráfico traçado é um esquema dos limites extremos dos movimentos mandibulares normais. chega-se à abertura máxima. enquanto se mantém os dentes em leve contato. para movimento de deslizamento anterior conhecido como translação (ainda que haja rotação associada. Daí a mandíbula se desloca até chegar à oclusão central (Fig.95 Movimentos no plano sagital . 3-24). ou rotação. 3-22). a mandíbula pode ser deslocada para frente e para cima. mas simplesmente roda em torno de um eixo (Fig. . a borda incisai do incisivo inferior fica em um nível mais alto do que a borda incisai do incisivo superior (Fig. Se a boca continuar a ser aberta. chega-se a um ponto onde o movimento condilar muda de rotação em charneira pura. 3-25). Nesta posição. Esse gráfico sagital foi descrito pela primeira vez por Posselt. Da posição de abertura máxima. durante os primeiros 5 a 20 milímetros deste movimento a mandíbula gira em um movimento de charneira puro.. em torno de um eixo de charneira (transversal) no côndilo. a mandíbula deve abaixar um pouco para permitir que os dentes se cruzem. posição esta que não pode ser ultrapassada (Fig. Este não se desloca para frente. Figura 3-23 . É claro que a mandíbula não se movimenta rotineiramente nas bordas extremas do gráfico. O movimento seguinte é a translação da mandíbula para trás. em movimentos intrabordejantes ou movimentos Figura 3-22 — Abertura máxima. os movimentos bordejantes da mandíbula (Fig. Alcança assim a mandíbula sua posição mais protrusiva. o máximo possível. movimentos de protrusão e elevação concomitantes. Quando os incisivos inferiores encontram os superiores. Ela se move livre e fácil dentro do gráfico.Protrusão total.na abertura da boca a partir da posição de relação central e conservando-se a mandíbula na posição mais retrusiva.

3-27). inconscientemente. ou movimentos bordejantes. No movimento lateral direito. Movimentos normais dos atos de mastigar e de falar são intrabordejantes. mastigar e deglutir etc. ambos os côndilos também entram em rotação até seus limites máximos (translação e rotação condilar bilateral) (Fig. tal como no plano sagital. Este movimento é conhecido por fechamento habitual (Fig. 1 2 3 4 5 6 Figura 3-24 . o condilo esquerdo desloca-se para baixo e para frente (e ligeiramente para medial). Da posição lateral esquerda. Oclusão central Relação central Abertura em charneira (rotação) Rotação e translação Abertura máxima Protrusão total com elevação Retrusão Fechamento habitual funcionais da mandíbula no plano sagital. . 3-29). 3-26). atingem a amplitude dos movimentos máximos nas várias direções. de maneira alguma. tendo-se como referência o plano frontal. o côndilo direito desliza para frente. enquanto o côndilo direito permanece na posição avançada.Oclusão central. Se desta translação unilateral direita a mandíbula for movida a uma posição de abertura máxima. O fechamento da boca iniciado na posição de abertura máxima e terminado na posição lateral esquerda é conseguido pela translação posterior do côndilo esquerdo. Enquanto ele vai para frente. nas funções de falar. até que os dentes entrem em oclusão central (Fig. Destes. a partir da oclusão central (Fig. O gráfico de movimento traçado pelo incisivo inferior representa as bordas dos movimentos mandibulares máximos no plano frontal. Movimentos no plano frontal . isto é. e a fecha diretamente em oclusão central. 3-30).96 ARCOS DENTAIS PERMANENTES E OCLUSÃO DENTAL 2 1 Figura 3-25 — Gráfico do movimento plano sagital. correspondem aos movimentos funcionais que. enquanto o direito permanece em posição na fossa mandibular (Fig.os movimentos mandibulares podem ser vistos de frente. um movimento para trás até a oclusão central envolve a translação posterior do côndilo direito e rotação de ambos os côndilos. 3-25). o movimento mais reprodutível é o que ocorre quando se abre bem a boca. Alguma rotação ocorre em ambos os côndilos (Fig. 3-28).

Gráfico do movimento no plano frontal. Figura 3-27 . Figura 3-28 . . Figura 3-29 .Abertura máxima.97 Figura 3-26 .Movimento lateral direito.Oclusão central. Figura 3-30 .Movimento lateral esquerdo.

É importante este ajustamento porque os caminhos através dos quais as cúspides opostas superiores e inferiores deslizam em movimentos laterais são afetados pela presença ou ausência do movimento de Bennett. Em vez disso. a partir da posição de relação central. Por esta razão. Mais frequentemente. isto é. A área losângica assim formada é o gráfico de movimento no plano horizontal. durante o movimento lateral. Primeiro um movimento lateral para a direita. O grau de movimento de Bennett que ocorre é medido no lado oposto e varia de pessoa a pessoa. Em seguida. Esta mudança de posição da mandíbula para lateral é chamada movimento de Bennett. de considerável importância. Os outros ângulos são as posições lateral esquerda. O ângulo posterior é a relação central. Até aqui tem sido descrito o movimento lateral como a simples rotação de um côndilo. Este método de traçar os movimentos mandibulares no plano horizontal é frequentemente usado na clínica para registrar a relação central. como resultado. o procedimento é chamado traçado do arco gótico. As linhas representam os movimentos bordejantes e a mandíbula não pode mover-se por fora dessas bordas. Daí. pode ocorrer um deslocamento lateral de toda mandíbula enquanto se realiza o processo de rotação e translação.5 milímetro para o lado do movimento (direito. a mais retruída relação da mandíbula com o maxilar. de protrusão máxima e lateral direita. Portanto.para se examinar os movimentos mandibulares no plano horizontal. Dentro dessas linhas.há um aspecto do movimento mandibular. o côndilo direito simplesmente desliza para frente. no caso). o maior interesse está em se localizar o ângulo que representa a posição mais retruída. que é o movimento de Bennett. os traçados obtidos assemelham-se a uma ponta de seta ou à arquitetura de um arco gótico. então não se perde tempo traçando todo o gráfico. . o outro côndilo é retruído para a mandíbula mover-se para trás até a posição de relação central. Cada ângulo do losango representa uma particular posição mandibular reprodutível. prende-se uma ponta nos dentes inferiores que gravará traços em uma placa ligada aos dentes superiores. enquanto os dentes são mantidos em contato.ARCOS DENTAIS PERMANENTES E OCLUSÃO DENTAL Movimentos no plano horizontal . entretanto. O gráfico assim traçado corresponderá aos seguintes movimentos. Movimento de Bennett . mas desloca-se cerca de 1. o côndilo do lado do movimento (côndilo direito para o movimento lateral direito) não permanece sem deslocamento. ao se fazer próteses totais. a mandíbula movimentase livremente em qualquer direção com movimentos intrabordejantes. a mandíbula é projetada ao máximo para frente. Normalmente. para tal. e os articuladores podem ser ajustados para possibilitar isto. concentra-se nos movimentos mais retrusivos e. Desta posição. enquanto o outro desliza para frente. o côndilo esquerdo é retruído de tal modo que a mandíbula se mova para a posição lateral esquerda.

limites. tamanho. .CAPITULO 4 Anatomia Interior dos Dentes OBJETIVOS l Descrever a cavidade pulpar dos dentes permanentes. comunicações e tipos de canais l Descrever formas típicas de cavidade pulpar de dentes que compõem os grupos dos incisivos. sem deixar de citar sua localização. caninos. depois de ter entendido seus aspectos funcionais e anátomo-topográficos gerais básicos l Caracterizar câmara pulpar e canais radiculares. premolares e molares superiores e inferiores l Seccionar dentes longitudinal e transversalmente e examinar radiografias panorâmicas e periapicais para reconhecer o contorno e demais detalhes anatómicos da cavidade pulpar l Responder corretamente às perguntas do Guia de estudo 10.

curvaturas mais frequentes. examinando as figuras e. para que seja formada na mente uma imagem tridimensional da cavidade pulpar. Essas dificuldades são compensadas por um conhecimento minucioso da anatomia interior do dente. Em condições normais. aliada a uma sensibilidade tátil desenvolvida. sofrer dano a ponto de não mais ser possível o seu reparo.do canal? Sabese que a formação de dois canais no interior da raiz do incisivo inferior não é um fato raríssimo. químicos e bacteriológicos. 2 Responda às seguintes perguntas: O que é câmara pulpar. constrição apical) devem ser do domínio . procurando defender o dente. dens in dente. Em que condições anormais a cavidade pulpar diminui seu tamanho pela deposição de dentina secundária? Essa deposição é uniforme.consequentemente. O conhecimento anatómico permite não apenas abordar corretamente a polpa. bifurcações e ramificações do canal radicular. ela deve ser protegida e conservada. as variações* mais comuns (variação numérica de raízes e canais. Esse tratamento é difícil de ser feito porque não se consegue uma visão direta da cavidade pulpar e as tomadas radiográficas convencionais oferecem visões incompletas. de preferência. Além desta sua função primordial. es etárias. com radiografias e dentes seccionados à mão para acompanhar a leitura. usando terminologia adequada. muitas vezes com sobreposição de imagens. no entando.que forma a dentina. qual dos canais do molar superior é mais fácil de ser manipulado pelo operador? E do molar inferior? As curvaturas dos canais vestibulares são equivalentes no primeiro e no segundo molar? O soalho da câmara pulpar do molar inferior é côncavo ou convexo e como se dispõem nele as aberturas dos canais? Como se denominam e como se dispõem os canais da raiz mesial do molar inferior? A raiz supranumerária disto-lingual ocorre no primeiro ou no segundo molar inferior? Com que frequência? Uni ou bilateralmente na maioria das vezes? 3 Proceda tal como foi indicado no item 3 do Guia de estudo 6. Cruz Rizzolo GUIA DE ESTUDO l O 1 Leia uma vez (ou quantas mais quiser) o bloco l. onde se situa e que tendência segue a sua forma? A que se denomina teto e soalho da câmara pulpar? Os dentes unirradiculares possuem soalho? Que aberturas são encontradas no soalho da câmara pulpar de dentes multirradiculares? O teto da câmara pulpar é semelhante nos incisivos e nos molares? O forame apical é sempre único e sempre se localiza exatamente no ápice da raiz do dente? É certo afirmar que o forame apical seja uma abertura no cemento e não na dentina? Uma raiz contém sempre um canal? Exponha o que entendeu sobre fusões. De acordo com seus conhecimentos anatómicos. Qual é a probabilidade de se encontrar dois canais no primeiro premolar inferior? Explique.101 Cavidade pulpar Em parceria com Roelf J. Se. com altos e baixos? Os canais radiculares dos incisivos são mais dilatados nos superiores ou nos inferiores? Qual dos incisivos tem maior probabilidade de apresentar grande curvatura do terço apical da raiz e. o mesmo ocorre com o canino inferior? Os premolares inferiores têm sempre um canal ou dois canais? Explique. com a mesma espessura em todas as paredes ou é irregular. mesmo assim o dente pode ser conservado por meio de um tratamento endodôntico. a câmara pulpar tem sempre o mesmo tamanho na vida de um indivíduo? Se não. É limitada quase que exclusivamente por dentina e contém a polpa* dental. que consiste em abri-lo até a cavidade pulpar. Além da anatomia interior típica. BI A cavidade pulpar é o espaço situado no centro da coroa e da raiz do dente. remover a polpa e obturar o canal* radicular. uma vez. explique. como também evitar atingi-la inadvertidamente durante um preparo cavitário. Apalpa dental é o tecido mais importante do dente. Quanitos canais pode ter o primeiro molar superior? Explique. modificao. a polpa reage aos ataques físicos. mas sua abertura em dois forames apicais distintos é raríssima. Devido a sua importância. dilacerações. calcificações.

que preenche toda a cavidade pulpar. que se prolonga até o bulbo radicular dos dentes posteriores.4-2 e 4-3) Com propósito de descrição. Câmara pulpar (Figs.102 ANATOMIA INTERIOR DOS DENTES j do p^oJ^sw|iaL™Jy|as jíao é o objetivo desta obra entrar em detalhes sobre esses aspectos. No teto há reentrâncias ou divertículos da câmara pulpar*. Os cornos pulpares mesiais são mais longos que os distais. O canal radicular é a continuação da câmara até a região apical do dente. A parede oclusal é denominada teto. para se aprofundar depois ao estudar Endodontia e Odontopediatria. Figura 4-1 . a anatomia exterior do dente. onde se abre por um (ou mais que um) forame apical*. a cavidade pulpar é classicamente dividida em câmara pulpar* e canal radicular*. sob cada cúspide. tal como a coroa. não importa que o dente seja inferior ou superior. Os terceiros molares não estão representados.Cavidade pulpar dos dentes. tendendo a cúbica e. possui seis paredes. em vista vestibular. 4-1. lingual. . em linhas gerais. A câmara pulpar é um espaço no interior da coroa dental. espaços estes ocupados pelos cornos pulpares*. Eles serão maiores quanto mais desenvolvidas forem as cúspides. o que equivale dizer que a polpa dental. é morfologicamente similar ao próprio dente. Nos dentes molares ela é dilatada. A anatomia interior segue. mesial e distai são as que correspondem às mesmas faces da coroa. apesar de suas menores proporções. Desta maneira. a forma da câmara pulpar varia de acordo com a forma da coroa dental. O estudantKde Anatomia recebe aqui as primeiras noções da morfologia da cavidade pulpar do dente permanente. As paredes vestibular.

Os terceiros molares não estão representados.Cavidade pulpar dos dentes. em vista oclusal.Cavidade pulpar dos dentes. . com secção ao nível do colo.UHWEWADE FEDERAL DO ^ARA CURSO DE ODONTOLOGIA DR FRANCISCO GA-AM 103 Figura 4-2 . Os terceiros molares não estão representados. Figura 4-3 . em vista mesial.

com as raízes apresentando-se fusionadas. não somente próximo ao ápice. podendo estar deslocado para uma das faces da raiz. e um canal cementário o qual não deve ser preenchido e que reage diante do tratamento. 4-1. Por sinal. porque o teto se reduz a uma aresta reentrante. Não é incomum o surgimento de alguns forames apicais. tem um soalho bem caracterizado. Desta forma. ou então canais duplos fusionam-se próximo ao ápice (canais fusionados). canais simples podem bifurcar-se próximos ao ápice (canais bifurcados). São pequenos canais pulpo-periodontais conhecidos como secundários* ou acessórios. que faz parte da polpa. O forame apical nem sempre se situa no ápice. geralmente invisíveis nas radiografias. uma raiz alargada (de secção achatada ou em forma de haltere) possui dois canais. sendo sempre mais amplo no seu início no soalho da câmara e. Em seus ângulos há depressões afuniladas que correspondem às entradas dos canais radiculares. a denominação delta apical que se dá. O canal radicular é formado não apenas por dentina mas também por cemento. Nos caninos. onde se apresenta constrito. daí. Por vezes. por possuir dois canais. 4-2 e 4-3) O canal radicular acompanha a forma da raiz. sem transição. penetra. o qual o endodontista preenche nos tratamentos que faz. contêm tecido conjuntivo e vasos. Os canais secundários. salvo o primeiro premolar superior que. muitas vezes com a existência de intercanais (formando ou não um plexo anastomótico). ajudando na reparação pela aposição de cemento. Canal radicular (Figs. a partir daí. atribui-se seu aparecimento ao fato de a raiz em desenvolvimento poder encontrar um vaso sanguíneo e o englobar (Fig. que provoca o aparecimento de uma ilhota de dentina. pode-se dizer que há um canal dentinário. já no interior do bulbo radicular. em correspondência com a borda incisai da coroa.ambos os espaços continuam-se reciprocamente. 4-4). devido à ramificação do canal. essa disposição ramificada lembra a desembocadura em delta de um rio e. O canal principal pode ter ramificações laterais. o teto é uma ponta arredondada. os quais seguem os mais diversos trajetos e direções. os canais radiculares são independentes e não fusionados. Há também uma disposição interessante de canais bifurcados-fusionados. O mesmo acontece com os premolares. um misto das duas apresentações anteriores. não existe um limite entre câmara pulpar e canal radicular . mas também no terço médio e até mesmo no terço cervical da raiz. este numa pequena porção apical. Via de regra. Num dente multirradicular*. Mas há casos de canais duplos em toda a extensão da raiz.ANATOMIA INTERIOR DOS DENTES A parede cervical é denominada soalho e situa-se num nível além do colo. a câmara dos incisivos é bem diferente da dos molares. vai se afilando até o seu término no forame apical. assemelha-se a uma cunha. É pelo forame apical que o feixe vásculo-nervoso. . Como a fornia da câmara pulpar varia de acordo com a forma da coroa. Como os dentes anteriores são unirradiculares. uma raiz aproximadamente cónica (de secção transversal circular ou oval) possui um canal em seu interior.

1-28). Essa deposição gradativa pode ser bem observada ao nível do forame apical dos dentes em erupção. a cavidade pulpar é ampla. As vezes. fratura coronária)provocam a formação de dentina secundária irregular. a critério do professor. Essas deposições parciais de dentina deformam a cavidade pulpar.preparo cavitário. a lenta deposição dentinária não se dá de modo concêntrico e uniforme. a deposição dentinária ocorre diretamente abaixo dos canalículos dentinários* expostos. Essa diminuição gradual da cavidade pulpar pode provocar sua obliteração parcial ou mesmo total. depois vai sendo lentamente reduzida pela constante formação de dentina secundária* nos dentes com vitalidade pulpar. Descrição da cavidade pulpar dos dentes permanentes Serão descritos aspectos principais das formas típicas da cavidade pulpar de cada grupo de dentes. . moléstiaperiodontal. ou que venham a ser preparados pelo aluno por meio de desgastes ou secções transversais e longitudinais de alguns dentes naturais macerados ou descalcificados. entretanto. Outra área na qual se percebe bem a redução de tamanho da cavidade pulpar pela deposição contínua de dentina secundária é a da câmara pulpar. observando-se. No caso da dentina exposta. mahclusão* e dentina exposta (por cárie. choques térmicos. deixando as paredes da cavidade pulpar também irregulares e não lisas. Sugere-se que o estudo teórico da cavidade pulpar seja completado nas aulas práticas. grandes deposições dentinárias ocorrem próximo à entrada de um canal. Tamanho da cavidade pulpar Num dente em erupção. o qual se apresenta bem amplo e em forma de funil. Por exemplo. para se tornar uma área bem constrita (Fig. Mesmo num dente normal.Teoria da formação de um canal secundário pelo englobamento de um vaso sanguíneo. abrasão*. Não é apenas a idade ofator determinante desse fenómeno. Por aposição de dentina e cemento. durante a rizogênese. portanto incompletamente desenvolvido. aos três anos. ficando a câmara achatada e com os divertículos menos acentuados. apalpa ameaçada produz rapidamente grande quantidade de dentina em local correspondente para compensar a perda. Há deposição acentuada no teto e no soalho. com o exame de dentes ou modelos devidamente preparados com antecipação.105 Figura 4-4 . o forame apical vai aos poucos se estreitando. trauma odusal*. Alterações patológicas. sem essas alterações. mas de modo irregular. o que prejudica o seu acesso durante o tratamento endodôntico. que uma descrição pormenorizada de cada dente seria excesso de detalhes e não caberia neste livro. É um mecanismo de defesa da polpa. correspondendo a um terço do dente. então. chega a um quarto. a cárie faz diminuir a espessura dos tecidos duros do dente e.

3%) 88. Não há limite nítido entre ela e o canal radicular. A despeito da raridade de toda variação anatómica. O canal é volumoso. . estes dentes apresentam índice relativamente elevado de raízes e canais supranumerários ou suplementares. Considerações sobre caninos com dois canais radiculares e de outros dentes com canais suplementares são feitas mais adiante. porque ele fica oculto nas radiografias. com ou sem ilhota de dentina. do primeiro premolar superior e inferior e do primeiro molar inferior.8% Tipo de canal* 2 canais 1 forame 11. O segundo premolar superior geralmente apresenta uma raiz com um canal central achatado mésio-distalmente. a menos que estas sejam feitas em diferentes angulações horizontais.7% 88. a forma exterior do dente. portanto. como regra. Aliás. conforme se pode ver nas tabelas abaixo. A câmara pulpar é dilatada na área correspondente ao cíngulo. tal como já foi mencionado em relação a todos os dentes. que não raro apresenta curvaturas acentuadas do terço apical da raiz. Os canais radiculares. são achatados na direção mésio-distal e.as câmaras pulpares são irregularmente cúbicas e achatadas na direção mésio-distal. na maioria das vezes. o dentista tem um problema a resolver com o segundo canal. mostrando nela um divertículo côncavo. conóide e reto.0% 11. Número de raízes* 1 canal 1 forame Incisivo central Incisivo lateral Canino 1 (100%) 1 (100%) 1 (94.3% 0.7%) 2 (5. foram obtidos pelo próprio autor.de todos os dentes. não oferecendo dificuldades no tratamento endodôntico. são os que menos sofrem intervenções endodônticas. o canal algumas vezes se bifurca com uma ilhota de dentina entre as divisões vestibular e lingual. principalmente no terço médio.7% 2 canais 2 forames 0. em menor proporção.2% 91. retilíneos no incisivo central e pouco encurvados nos demais.a câmara pulpar e o canal radicular reproduzem. segundos premolares e terceiros molares). O primeiro premolar tem o soalho com as entradas dos canais debaixo de cada cúspide.ANATOMIA INTERIOR DOS DENTES No final deste capítulo serão também consideradas algumas formas atípicas de raízes e cavidade pulpar do canino inferior. Os canais são paralelos ou convergentes (raramente divergentes) e se encurvam para a distai. bem como das outras três a seguir.5% Os dados desta tabela. sempre único nestes dentes. As câmaras pulpares acompanham a forma das coroas respectivas. Quando há variações anatómicas. alargados na direção vestíbulo-lingual. elas se concentram no incisivo lateral.5% 5.1% 2. Clinicamente. Premolares superiores . Incisivos e caninos inferiores . variações desse tipo são mais constantes nos dentes terminais de cada série (incisivos laterais. as divisões se fusionam novamente para terminar num forame apical comum (canal bifurcado-fusionado). Neste ponto. Incisivos e caninos superiores .

ambos são ovóides em secção. mas cujo acesso é mais fácil que o precedente. dois canais independentes numa única raiz são comuns no primeiro premolar. fato este que pode levar ao aparecimento de um único canal bem amplo.5%) 1 (98. forma e número de canais. em forma de fita e.1% Molares superiores . o melhor é procurar sempre dois canais nessa raiz. cujas entradas se dispõem segundo os ângulos de um triângulo.6% 3.4% Tipo de canal 2 canais 1 forame 4. Número de raízes 1 canal 1 forame Primeiro premolar Segundo premolar 1 (93.9% 95. A câmara segue a forma da coroa. primeiro na direção mesial e depois na direção distai. terminando ou não num único forame apical. se duplo.2% 3 canais 3 forames 0. se único. semelhantes às variações do próprio dente. Suas raízes são frequentemente fusionadas. tem canal único de secção circular. Dele emergem três canais. com um soalho convexo. com a diferença de serem mais retos e menos divergentes. Sua entrada é ampla e infundibuliforme. O soalho da câmara pulpar é triangular em contorno e os três canais radiculares apresentam a mesma situação e orientação que aqueles do primeiro molar.c 2 (30%) Premolares inferiores .as câmaras pulpares são irregularmente cúbicas. para evitar frequente fonte de insucesso em Endodontia. porém com muitas variações.o primeiro e o segundo molares inferiores têm suas cavidades pulpares muito parecidas. o mais reto e o mais longo de todos. Os canais mésio-vestibular e mésio-lingual são . Considerando a deficiência do diagnóstico radiográfico para a localização da entrada. o clínico deve estar alerta para a ocorrência dessas variações. Apesar de geralmente exibirem canal único e cónico. formando um triângulo. O canal mésio-vestibular.5%) 2 (1.o primeiro molar superior contém uma câmara pulpar relativamente cúbica.2%) 2 (6. A raiz mésio-vestibular é geralmente curva. A raiz disto-vestibular é mais reta.107 Número de raízes Primeiro premolar Segundo premolar 1 (35. O canal lingual é o maior.5% 1. Como a ocorrência de canais duplos é a metade (ou mais) dos casos. Raramente há duplicidade de canais na raiz mésio-vestibular. Molares inferiores . A cavidade pulpar do segundo molar superior segue o padrão morfológico do primeiro. é alargado. sendo que o soalho tem diâmetros menores que os do teto. tendo nas bordas as aberturas dos canais: dois mesiais e um distai. com o divertículo vestibular bem maior do que o lingual.7%) 3 (0. O terceiro molar superior varia muito quanto a número e disposição das raízes e canais. tamanho.3% 2 canais 2 forames 22. muito estreito.5%) 2 (30%) 1(11%) 1 (70%) 2<s:.5%) 1 (70%) Tipo de canal 3 (2%) 2 (62.1%) 72. o que dificulta a manipulação de seu(s) canal(is).

devido à fusão radicular. Caninos inferiores birradiculares . Quando o dente é trirradicular existe um canal para cada raiz. Devido à grande incidência de caninos birradiculares. mais amplo e mais reto do que o canal lingual. 4-5). com maior abertura coronária em direção à cúspide (para melhorar o acesso ao canal lingual) e tomadas radiográficas em angulação apropriada (raios principais em direção aos premolares). Este aumento de 5% é devido à bifurcação do canal vestibular no interior da única raiz vestibular. a partir de então. 4-5).7%) Uma importante variação anatómica do primeiro molar inferior é a ocorrência de uma raiz supranumerária* em posição disto-lingual aproximada de 5. entretanto. que por certo desejarão evitar qualquer fonte de insucesso durante os procedimentos clínicos.não obstante possuir três raízes (duas vestibulares e uma lingual) em apenas 2% dos casos (Fig. O canal distai é o mais largo.7%) Tipo de canal 3 (94. Primeiros premolares superiores trirradiculares . Essas formas radiculares peculiares encerram um significado clínico importante e. Decorrem daí as variações da conformação interior. sendo raras as vezes em que se apresenta com um único canal.3%) 3 (5. o vestibular é ligeiramente mais longo. pelas dificuldades que acarreta na localização dos orifícios dos canais radiculares tanto quanto na instrumentação. merecem consideração especial durante o planejamento e o tratamento. . é recomendável a exploração rotineira de dois canais. Este dente pode ter dois ou três canais. essas considerações passam a servir de alerta aos futuros profissionais. de ambos os primeiros premolares e do primeiro molar inferior.3%) 4 (5. o primeiro premolar apresenta três canais em 7%. com um canal geralmente encurvado em seu interior. quando se propõe intervenção endodôntica ou apicectomia. O terceiro molar inferior é muito variável na sua forma exterior. Número de raízes Primeiro premolar 2 (94.7%. Desde já. Ela nos mostra também que a bifurcação radicular geralmente ocorre no terço médio (Fig. Este tipo de variação pode resultar em complicações durante o tratamento. são únicos e.ANATOMIA INTERIOR DOS DENTES estreitos (principalmente o mésio-lingual) encurvados para a distai. por conseguinte. o mais reto e não oferece dificuldades de penetração. bipartem-se por aposição de dentina entre eles. É o caso do canino inferior. Em alguns. Raízes e canais supranumerários Variações anatómicas por aumento numérico de raízes e canais radiculares podem ocorrer em qualquer dente. Em crianças de até 14 anos. podem ser independentes ou se fusionarem no ápice. a ocorrência atinge índices de prevalência relativamente elevados.quando o canino possui dois canais. Este fato pode ser deduzido ao se examinar sua anatomia externa. para evitar a possível superposição das imagens dos canais. conforme mostram as tabelas deste capítulo.

"descobrindo" a raiz oculta. Mais de um quarto dos primeiros premolares inferiores tem dois canais. Dois primeiros premolares inferiores com duas raízes. há evidente bifurcação radicular).109 Figura 4-5 . Para contornar este problema. Primeiros molares inferiores trirradiculares (Figs. vistos por distai. porém a incidência é baixa em relação ao primeiro premolar. O clínico deve também contar com a probabilidade de haver outros dentes com o mesmo tipo de variação. . ao lado da raiz distai. no mesmo paciente. que tende a dirigir o instrumento endodôntico à parede vestibular da câmara pulpar. 4-5 e 4-7) . Este sim apresenta incidência admiravelmente alta. Se existe. o acesso ao canal vestibular é direto e fácil. Modificações horizontais da posição do cone do aparelho radiográfico podem evitar a superposição de imagens. o que torna difícil seu acesso. vistos por distai. Dois primeiros molares inferiores trirradiculares. para mostrar a raiz suplementar disto-lingual. menor. Fileira inferior. geralmente terminando em dois forames apicais. dificultando assim a observação do fenómeno. Essa raiz extra determina nova forma do soalho da câmara pulpar. a abertura da coroa deve se estender ao máximo lingualmente para aumentar as chances de localizar o segundo canal. Dois caninos inferiores. em vista mesial (no segundo dente. com bifurcação da raiz vestibular. Este evento coloca em alerta os endodontistas. Outro dado significativo é a alta prevalência dessa variação anatómica em povos amarelos. dificultando a abordagem do orifício lingual de um segundo canal.a variação por aumento numérico de canais no segundo premolar deve ser levada em conta. isto não quer dizer que ele não exista. em relação a pessoas de outros grupos raciais. Outro complicador é a inclinação lingual da coroa.Fileira superior. Dois primeiros premolares superiores. vistos por vestibular. Nas radiografias. com duas raízes (vestibular e lingual) separadas no terço médio da porção radicular. Se algum canal supranumerário não está visível na radiografia. Primeiros premolares inferiores birradiculares (Figs. a raiz disto-lingual fica frequentemente encoberta pela raiz distai. saindo diretamente do bulbo radicular.o primeiro molar inferior com raiz suplementar em posição disto-lingual sucede mais vezes bilateralmente do que unilateralmente. 4-5 e 4-6) . que passa a ser a de um trapézio com base maior distai. mas o canal lingual costuma ramificar-se em ângulo muito fechado.

Figura 4-7 . fato este mais comum nas radiografias de rotina clínica. Na radiografia da esquerda há maior superposição de imagens.110 ANATOMIA INTERIOR DOS DENTES Figura 4-6 . respectivamente com uma e com duas raízes. .Duas radiografias para mostrar primeiros molares inferiores trirradiculares com exposição da raiz suplementar disto-lingual.Duas radiografias periapicais. para mostrar canais duplos em primeiros premolares inferiores.

com riqueza de detalhes l Reconstruir a anatomia de coroas de dentes naturais com grandes cáries. premolares e molares. usando as habilidades cognitivas e psicomotoras adquiridas no cumprimento dos objetivos anteriores l Responder corretamente às perguntas do Guia de estudo 11.CAPÍTULO 5 Cyr<so DE ODONTOLOGIA •5iaUC^ORIF. tanto superiores quanto inferiores. caninos. . a partir de um bloco de cera. de acordo com a técnica proposta l Desenhar e esculpir de memória. preenchidas com cera derretida em excesso. um dente representativo da série de incisivos.^F^ciSCOa4^KO Escultura em Cera de Dentes Isolados OBJETIVOS l Reproduzir dentes em cera (ceroplastia). como um meio a mais de aprendizado da anatomia dental l Descrever as etapas da escultura dental especificando os erros mais comuns. de maneira regressiva.

Mas lembremos: habilidade ganha-se. pelo menos razoável. mas sim aprender detalhes da forma através de intensa observação e comparação conscientes. sem que o desenho os atinja? Quais as providências que se deve tomar para se iniciar o recorte da cera a partir do primeiro desenho feito? Precisamente. a atividade de escultura dental é mais científica do que artística. não consegue fazer uma escultura dental em cera. Assim. de preferência. reproduzindo na escultura as direções das faces da coroa e a linha equatorial? Você se preocupa em reproduzir bem? Reproduz também as vertentes e arestas das cúspides e as cristas marginais? Você imita a linha cervical com um risco profundo na cera ou com um suave degrau entre a coroa e a raiz? Quais são os erros mais comuns na escultura de incisivos e caninos? E na de premolares e molares? 3 Leia novamente para conferir se acertou. Capriche no seu trabalho e não se esqueça da teoria. J21 A escultura ou ceroplastia dental foi aqui incluída como um método de estudo a mais da anatomia do dente. segundo a técnica proposta neste livro? De que modo é feito o desenho da face vestibular? Por que é aconselhável deixar cerca de 2mm a mais em uma das extremidades do bloco. mais do que isso. a falta de um sulco. Para se tirar um dente de um bloco de cera pela primeira vez é necessário ter um bom modelo e saber olhá-lo. respeitar a forma de um dente típico. reescreva suas explicações. É claro que o trabalho de laboratório para alunos iniciantes os coloca no exercício de uma prática motivante e lhes permite desenvolver habilidades. Em outras palavras. Porém. um contorno mal feito. Se errou.113 Escultura em cera de dentes isolados MJVÊSS/MDÊ FEDERAL DO Em parceria com RoelfJ. algumas vezes mencionado neste texto? Como se faz o acabamento da escultura? É importante. de visualização. nesta fase. habilidade e belo acabamento frequentemente são falhos quanto aos detalhes anatómicos. uma crista fora de posição comprometeriam a função. pelo professor. Subjacente ao ato de olhar o modelo existe urn significado de contemplação. Ele atribui às minudências precisas da forma maior importância no julgamento final. 2 Explique as seguintes questões: Como se inicia o preparo de um bloco de cera para a escultura dental. desenvolvida simultaneamente com aulas e estudos. O aluno precisa entender que todo aspecto morfológico estudado tem um significado funcional e deve ser reproduzido na escultura com precisão. O professor que faz a inspeção não se deixa impressionar com a "arte". 4 Faça o exercício prático laboratorial com auxílio de bons modelos naturais (ou modelos plásticos ou de gesso). Cruz Rrzzolo E ODONTOLOGIA GUIA DE ESTUDO l l 1 Leia uma vez o bloco l abaixo e observe blocos de cera preparados para mostrar a sequência de esculturas dentais. onde é feito o segundo desenho? Como se faz o segundo recorte para a eliminação do excesso de cera? O que se entende por paralelelismo. agora realçando o principal. A sua finalidade não é a de esculpir e demonstrar destreza. mesmo que não possua habilidade artística. desenvolve-se. Todavia. mesmo os melhores escultores já jogaram fora alguns de seus trabalhos mal terminados. Pode ser um macromodelo ou um dente natural típico selecionado. aprimora-se com treinamento. um trabalho por elas realizado com rapidez. esta atividade psicomotora. 5 Leia uma vez mais. . Raramente uma pessoa. Algumas pessoas possuem natural aptidão ou pendor para a escultura. Uma cuidadosa escultura demanda uma cuidadosa inspeção visual. vem a ser um novo meio de aprendizagem da anatomia.

o aluno não mais precisará copiar a anatomia de um modelo. Etapas da escultura (Figs. Trata-se de uma extensão extra. Tendo. e em outro M. mede-se 2mm a partir da extremidade livre e risca-se na superfície do bloco marcada com V. A ordem e a higiene são imprescindíveis e fazem parte da formação do aluno. transfere-se a dimensão para o bloco e marca-se com nova linha horizontal. . Como esculpir um modelo de dente Material O material utilizado inclui dois instrumentos de muito uso em Odontologia a espátula Lê Cron. Nesta última. ou iniciar uma nova escultura. para vestibular. Se ocorrer o erro por excesso de corte ou desbaste. Esculpirá de memória. Não se recomenda o uso de lamparina e espátula para cera com o fim de adicionar cera derretida nas partes que foram recortadas ern demasia. com uma extremidade para cortar e outra para escavar e dar acabamento. e a espátula ou esculpidor Hollenback. 30% de cera de abelha e 10% de cera de carnaúba (ou 5% de carnaúba e 5% de estearina). por referência. a segunda linha riscada. escolhe-se um lado e assinala-se V.ESCULTURA EM CERA DE DENTES ISOLADOS -MO Com o mdispéftsavèf-esíyflb fias descrições dos dentes e com suficiente prática.uma servirá para a escultura e a outra. É interessante aumentar entre 10 e 100% as dimensões do dente natural para facilitar o manuseio e melhor evidenciar os detalhes. com as duas extremidades destinadas a esculpir sulcos e dar acabamento. de segurança. tornando o dente esculpido proporcionalmente menor. que poderá ou não ser usada como parte da escultura se faltar material na borda incisai ou nas cúspides. para mesial. 5-1 a 5-4) Preparo do bloco de cera (Fig. As espátulas atuam em blocos de cera na forma de um paralelepípedo com cerca de 40mm de altura e 15mm de largura. para a base. 5-Ia) . Na metade reservada para a escultura. As raspas de cera que caem sobre a folha são depois embrulhadas nela mesma para o devido descarte. mas também podem ser preparados com uma mistura de 60% de parafina. Uma régua ou um paquímetro e folha de papel para cobrir a bancada completam o material. Os blocos podem ser adquiridos no mercado. de acordo com a orientação do professor nesse sentido. Nesta etapa obtém-se a medida da altura da coroa do dente que está servindo como modelo ou a medida padrão que o professor fornecer. A distância entre esta e a primeira linha (metade do bloco) corresponderá à metade ou terço cervical da raiz. é preferível diminuir também as outras partes.divide-se o bloco ao meio e demarca-se com linhas nos quatros lados as duas metades . Uma maior extensão radicular pode ser esculpida.

d) desenho do contorno mesial. para acentuá-las. . 5-lc. por exemplo.\!HIVER$IOADE FEDERAL 00 r^RÃ CURSO DE ODONTOLOGIA FRANCISCOG. Se houver dificuldade na reprodução do contorno da coroa. e) recorte da cera. Remove-se o excesso de cera dos lados mesial e distai até atingir o contorno desenhado. respeitando-se a extensão de segurança de 2mm. o paralelismo não pode ser observado. d. f) acabamento. que possui face lingual maior que a vestibular. Voltando-se agora para o lado marcado com M. Polvilham-se as linhas com giz ou talco. A experiência aconselha deixar sempre um excesso de 0.ÁL-AW 115 Figura 5-1 . Um desenho correto é fundamental para se chegar a uma boa escultura.no quadrilátero reservado à coroa. troca-se de lado se for necessário. Certificar-se de que as dimensões sejam bem medidas e transferidas. completa-se o desenho traçando a porção radicular. traça-se o contorno da face vestibular do dente com uma das espátulas ou com um lápis de ponta fina. Desenho do contorno vestibular do dente (Fig. As superfícies devem ficar bem lisas e o paralelismo deve ser conferido com um paquímetro. desenha-se novamente. por medida de segurança.Etapas de uma escultura dental em cera: a) preparo do bloco. quadricula-se de leve a área do bloco ou treina-se com lápis sobre papel. Recorta-se o excesso de cera. É aconselhável demarcar a distância mésio-distal previamente medida. e) . mantendo-se no bloco o perfil mesial da coroa e da porção radicular.5mm a l mm envolvendo o contorno. Recorte da cera e desenho do contorno mesial (Fig.em seguida. Os dois recortes precisam ser paralelos. No caso do primeiro molar superior. c) recorte da cera. a ponto de aparecer no lado lingual um contorno semelhante ao do vestibular. observando as mesmas dimensões. Depois. b) desenho do contorno vestibular do dente. projeta-se com dois riscos paralelos a dimensão mésio-distal do desenho na área reservada para a borda incisai ou face oclusal. 5-lb) . desenha-se a face mesial bem no centro da superfície recortada.

Escultura-se com a espátula Lê Cron inclinada em 45°. 4. Começa-se então a esculpir cíngulo. cristas. porém já próxima da definitiva. excesso de arredondamento do ângulo disto-incisal. 5-2). acentuando-se assim as convexidades das várias faces. colocam-se ambas as peças sempre nas mesmas posições e tenta-se perceber o que a natureza fez. Traça-se na face oclusal linhas que corresponderão ao tamanho e a posição dos sulcos (Fig. falta de convexidade e de inclinação lingual da face vestibular (a borda incisai fica deslocada vestibularmente e não centrada no eixo do dente). sulcos e fossetas. cíngulo diminuto e cristas marginais não evidentes. Para completar o acabamento. Demarca-se a linha cervical e dá-se forma ao início da raiz. cúspides. • Erros mais comuns As primeiras esculturas de incisivos e caninos geralmente mostram uma série de falhas. Terminada a escultura da face oclusal. Promove-se ou acentua-se as convergências das faces nos sentidos horizontal e vertical. Desta maneira. faz-se uma judiciosa análise da peça esculpida para que pequenos detalhes sejam acertados ou refeitos. Acabamento (Fig. as linhas se transformarão nos sulcos e os planos de corte. dentro desta fase da escultura. Se se for comparar com um dente modelo. fossas. A escultura da face oclusal é iniciada depois que ela já esteja com seu contorno delineado e as bordas mais ou menos arredondadas. 5-3). São as áreas correspondentes à linha equatorial"" e ao maior contorno inciso (ocluso)-cervical nas quatro faces axiais*. nas vertentes das cúspides e nas cristas marginais (Fig. sem isentar o aluno da essencial escultura dos detalhes finais. 5. 2. falta de bossa vestibular (excesso de cera no terço médio e escassez no terço cervical). obtém-se melhor noção da localização definitiva das cúspides e cristas marginais. Pretendem com isto ganhar tempo e suprimir as fases que consideram menos importantes. colo exageradamente constrito. . 7. dimensão vestíbulo-lingual excessiva no terço cervical e delgada no terço incisai. tem-se que determinar os locais onde nenhum corte pode ser feito. com o gume cortando a cera em direção às linhas traçadas. Há professores que fornecem aos alunos os blocos já recortados. primeiro seco e depois umedecido em sabão líquido. Ao se aprofundar o corte. sem que fosse bem imitada.ESCULTURA EM CERA DE DENTES ISOLADOS Até este ponto tem-se uma forma ainda tosca. usando-se pano de seda ou algodão.nesta etapa bisela-se e depois arredonda-se gradativamente os ângulos diedros* e triedros*. deve-se remover irregularidades e atingir o brilho final. O estudante sem prática frequentemente comete os seguintes erros: 1. 3. 5-lf) . 6. quando se requer conhecimento anatómico. Para o desbaste consciente do excesso ainda existente. faces de contato paralelas e não convergentes para a cervical (sentido vertical) e para a lingual (sentido horizontal).

detectam-se as seguintes mais frequentes: 8. cúspide muito arredondada (sem evidenciar arestas e vertentes). cúspides dos premolares superiores muito próximas ou muito distantes entre si. ponte de esmalte saliente e fora de posição no primeiro molar superior. as falhas sejam menos grosseiras. 14. 12. falta de inclinação lingual da face vestibular do molar inferior.Estágios da escultura da face oclusal de um primeiro premolar superior: a) contorno oclusal com linhas de orientação (corresponde ao primeiro desenho da Fig. 10.117 Figura 5-2 . Mesmo assim. b. f) escultura da crista marginal e respectiva fosseta. O treinamento faz com que. contorno oclusal impróprio (ovóide quando deveria ser pentagonal no primeiro premolar superior. 9. falta de bossa vestibular e colo muito constrito (para se evitar esta forte tendência. 13. Figura 5-3 . 15. e) escultura das vertentes triturantes e arestas das cúspides vestibular e lingual. d. . "quadradão" nos molares superiores). face vestibular chapada no molar superior. a partir da ceroplastia dos premolares. 11. c.Contorno oclusal em cera de premolares (primeiro superior e segundo inferior) e molares (primeiro superior. com a demarcação de linhas para orientar o início da escultura da face oclusal. cristas marginais muito delgadas. pode-se deixar excesso de cera ao nível do colo durante o recorte e só removê-lo no acabamento). primeiro inferior e segundo inferior). 5-2).

conforme especificadas na figura 5-1. . significa ter desenvolvido habilidade e ter aprendido a anatomia do dente.ESCULTURA EM CERA DE DENTES ISOLADOS Considerações finais As etapas da escultura do incisivo estão indicadas no trabalho sequencial realizado em seis blocos de cera e mostradas na figura 5-4.Etapas da escultura. 5-6 e 5-7). 5-5. de memória. Fazer uma escultura com todos os detalhes bem acabados. para que seja devolvida ao dente a sua formação anatómica original (Figs. Esta técnica simples de escultura dental para alunos dos primeiros anos completa seu estudo anatómico. A tarefa começa com o preenchimento da área faltante com cera derretida em excesso e continua-se com a escultura das elevações e depressões. Professores criativos costumam adaptá-la a sua maneira de trabalhar. Figura 5-4 . O que importa é que o aprendiz se desenvolva o suficiente para esculpir qualquer face de qualquer dente. com boa proporção e acabamento. Modificações da técnica apresentada são as mais variadas. Ela pode ser complementada pela construção de porções ausentes de dentes naturais danificados por cárie ou fratura. Outras técnicas mais refinadas poderão ser praticadas em disciplinas mais avançadas do currículo odontológico.

Dentes molares inferiores com a coroa semidestruída por cárie e preenchida com cera derretida em excesso.119 Figura 5-5 . sulcos e cristas marginais que haviam sido destruídos.Os mesmos dentes das duas figuras anteriores. . para ser esculpida. Figura 5-7 . Figura 5-6 . vistos por outros ângulos de observação. pela escultura de cúspides.Restabelecimento da forma original dos dentes da figura anterior.

Apêndice l Estudo Dirigido l Glossário l índice Remissivo l .

Outro detalhe: normalmente a raiz é retilínea. que introduz e contextualiza o assunto. Servirá para complementar aulas assistidas ou para substituir aulas perdidas. ilesos (livres de cárie ou fratura). em laboratório. Cruz Rizzolo CUR. mas é bastante robusta. se ela estiver sempre distante. Tenha ou não participado da prática de laboratório em sua faculdade. . Depois do estudo teórico da anatomia dos incisivos superiores. Pronto. de modo que a coroa fique para baixo. com suas bordas mesial e distai convergindo para cervical. fazer projetos de estudo. É o procedimento próprio dás aulas práticas de graduação.M'u Estudo dirigido sobre incisivos superiores Estudar diariamente e não apenas sob pressão. Ela é pouca coisa maior que a altura da coroa. Esteja de posse de alguns espécimes típicos. tentar transformar-se. ele existe e faz com que o longo eixo da raiz não coincida com o longo eixo da coroa. Repare que a coroa é bastante larga. explicada na pág. Este fato nos remete a uma característica comum a todos os dentes. providenciamos para você este roteiro de estudo prático. sob a denominação "Desvio distai da raiz". individual. traçar metas de aprendizagem. dentre várias outras. de incisivos centrais e laterais superiores. Repare também que a raiz não é longa. com a face vestibular de frente para você. Modelos de boa qualidade também servem.PROFDR.SOOEODONÍUU. daí a angulação..123 Estudo Dirigido Em parceria com Roelf J. Vamos agora aos pormenores. contando com material didático apropriado. L. você já fez o primeiro exame do dente pela face vestibular e já reteve na memória sua forma e contorno. Veja a área do colo e examine os lados mesial e distai da junção cemento-esmalte. R!BLiCTECA. sem (ou com muito pouco) desvio distai. 16. como nas vésperas das avaliações. Segure-o pela raiz. Em alguns dentes há pouca convergência e as bordas são quase paralelas. para acompanhar e aproveitar bem este roteiro. nada melhor que desenvolver um estudo prático para dar realidade ao aprendizado e consolidá-lo. seu estudo será mais significativo. 2. Comecemos pelo incisivo central superior (ICS). Ainda que no ICS esse desvio seja mínimo. Perceba que o lado mesial é retilíneo e o distai apresenta uma pequena angulação entre a coroa e a raiz.FRANCISCOaÂi. Mas estudar com vontade (sem vontade é o mesmo que comer sem apetite) e. Se quiser fazer um desenho desse contorno.

13. cuja explicação é acompanhada de sugestivos desenhos (Figs. com seu terço apical deslocado para a distai. selecionados e fotografados pelo Dr. identifique cada um dos sete dentes e compare as suas respostas com as respostas dadas à pág. conforme se pode ler no primeiro parágrafo da pág. 10) fique mais próxima de incisai no lado mesial (porque está mais deslocada para incisai do que para cervical. Pois é. Passemos a outro detalhe: diferenças entre os lados mesial e distai da coroa. Ou seja. Revendo-os. longa. 2-35. A angulação coronorradicular do segundo dente está bem acentuada. da Fig. 59 e examine os sete dentes da fileira do alto.APÊNDICE 3. como a angulação coronorradicular distai. Isto faz com que a área de contato (veja a Fig. 59. Os dois primeiros mostram. 1-7. 5. da UNESP de São José dos Campos. . pág. em comparação com a área de contato distai). Um dos lados é mais reto e alto e o outro é mais curvo e baixo. e tente identificar cada um dos sete dentes da segunda fileira. não é mesmo? E se ela está localizada distalmente. observe os detalhes mencionados. no encontro da coroa com a raiz do ICS. 6. você entenderá melhor que a angulação distai. exuberantemente. Reconhecendo esses ângulos você pode determinar com segurança se o dente analisado pertence ao lado direito ou ao lado esquerdo. analise bem todo o conjunto e dê um diagnóstico. 2-35. Ainda pela vista vestibular do ILS. Horácio Faig Leite. duas características logo saltam à vista: o arredondamento exagerado do ângulo distoincisal e a raiz adelgaçada. de acordo com o método de dois dígitos (veja à pág. 14. São dentes típicos. Veja como os dentes são largos. Abra o livro à pág. Enfim. de raízes curtas e retas. Imagine só. se um dentista inverter a forma dos ângulos mésio-incisal e distoincisal! Que maçada! O paciente ficará com o rosto transformado! Conseguiu ver todos os detalhes lembrados por nós em seus dentes de estudo? Se a borda incisai dos seus modelos está muito desgastada. 7. Visto o ICS. que porventura você tenha ou que pertençam ao Laboratório de Anatomia ou a seus colegas. existe não somente porque há um pequeno desvio distai da raiz. 1-13. é preciso analisá-la bem pelo lado lingual para tentar distinguir os ângulos formados com as faces de contato. 6). 4. Finalmente note que o ângulo disto-incisal é mais rombo (arredondado) que o mesial. Volte agora à Fig. vamos para a melhor parte do estudo. Para terminar. já descritos. Examinando-o pela face vestibular. Cheque com as respostas da página 78. Este é menor e tem um aspecto mais esguio (afilado. vêem-se repetidos os caracteres anatómicos comuns aos dentes permanentes. a diferença entre os ângulos mésio-incisal e disto-incisal. Faça o mesmo exercício com outros dentes secos. fica mais fácil estudar e entender a forma do incisivo lateral superior (ILS). lembra-se da teoria? Na relação dos "Caracteres anatómicos comuns a todos os dentes" há dois deles à pág. 1-14 e 1-15). da pág. avulsos. Um 11. 78. mais estreito e alongado) do que o outro. está claro que o dente é direito. a borda distai mais baixa e mais curva ou mais convexa que a mesial. mas também porque a borda distai da coroa é mais convexa ou abaulada.

Confira com as respostas à pág. nas cristas marginais (mais salientes) e na fossa lingual (mais profunda). Se você ainda estiver com o livro aberto na pág. em você mesmo. mas na Fig. 10. conforme você já leu nas págs. ele só aparece em quatro. Compare também o contorno da borda vestibular e note que ele é mais convexo no ICS e mais reto no ILS. 11 e 12. para saber (lembrar?) porque. não fique triste. conhecida como forame cego. as faces vestibular e lingual naturalmente convergem para a incisai. no sentido vertical. está ficando bom nisso! Os incisivos são mais difíceis porque são os primeiros dentes a serem estudados. Estes elementos arquitetônicos dentais (cíngulo. nenhum sulco. E proporcionalmente mais longa.125 8. Vê-se claramente. que o terço cervical da coroa é muito maior que o terço incisai. No limite entre o cíngulo e a fossa. Depois. 10 e 11 e que vale a pena reler.difícil estudar os outros porque eles são mais complexos. frequentemente aparece uma fosseta ou uma depressão em forma de ponto. No limite entre o cíngulo e a fossa lingual não há solução de continuidade. mas a coroa do ICS é maior que a do ILS. 2-36 e faça o exercício de identificação dos 14 dentes.. menos volumoso. no geral. 78. Leia sobre direções convergentes das faces de contato no sentido horizontal. em vista da face lingual da coroa ser mais estreita. notam-se mudanças no cíngulo (mais estreito. 2-36. Pegue agora um ILS para comparar a forma da vista lingual. O cíngulo continua-se insensivelmente com a fossa. Está na hora de virar o dente e examiná-lo pela face lingual. dos sete dentes incisivos laterais. Brincadeirinha! Mais ou menos brincadeirinha! 11. Além das mesmas diferenças de contorno já estudadas na vista vestibular. ambas têm comprimento similar. menos arredondado). a forma da raiz do ICS é a de um cone. às págs. 60. A do ILS é mais achatada no sentido mésio-distal. O mesmo acontece com a raiz. Conseguiu ver tudo isso? Se os seus dentes não têm forame cego. Na Fig. será mais. compare os dois grupos de sete dentes enfileirados na Fig. nos terços restantes. O que mais caracteriza a face lingual do ICS é a presença do cíngulo no terço cervical e da fossa lingual ladeada pelas cristas marginais. note que. fosseta ou fissura se interpõe nesse limite. 2-4 aparece um bem formado.. formando uma curva suave. cristas) podem ser sentidos na ponta da língua. . por este aspecto mesial. Na realidade. Normalmente. Para terminar o aspecto lingual. Esta característica é comum a todos os dentes. O contorno lingual é o mesmo da face vestibular porque é o contorno vestibular que se vê ao fundo. conforme se pode ver nas fotos das págs. que também é mais estreita na lingual. O cíngulo proeminente do quarto dente debaixo é uma exceção. fossa. 2-1. 9. 12. Muitas vezes eles não se formam. 59 e 60 e na Fig. Aproveite para examinar bem a Fig. Se você acertou 90% ou mais. 2-37 (vista mesial) e constate a maior proeminência do cíngulo e da bossa vestibular do ICS.

2-5. Terminamos o estudo anterior observando dentes pelo aspecto mesial e verificamos que a linha da borda vestibular é menos convexa no incisivo lateral do que no central superior. Assegure que os dentes macerados ou modelos. Menos convexa ainda. confira com os pormenores comparativos que aparecem no quadro da página 58. seus ou do laboratório. vista por uma das faces de contato (mesial e distai). 10 e 11). sob uma orientação nova. é uma característica forte dos incisivos inferiores. Nota-se ainda. Segure seu(s) dente(s) ICI pela raiz. comprovaremos isso. . 2-6 e 2-38. Voltaremos ao assunto. e que já tenha respondido perguntas sobre identificação dos dentes que aparecem nas fotos. 1. né? Convexidade quase zero. Passemos à face vestibular. silencioso. como se fosse umapenumbra entre a noite e o dia. em posição confortável. o maior tamanho do incisivo lateral e o maior desenvolvimento de suas partes constituintes. não a deixando ir para a escuridão do esquecimento. por este ângulo de observação. Outras características. para fazer este estudo prático. vistas por uma das faces de contato. não é mesmo? E o que você nota no contorno? A convergência das faces de contato para a cervical. Aproveite a base de conhecimento que já possui. Terminou! Dê uma repassada nos seus dentes-modelo para verificar se todos os elementos descritores foram bem aprendidos. fica em uma posição intermediária. A maior parte do aue se aprende. Bordas das faces de contato quase paralelas. 2. Estudo dirigido sobre incisivos inferiores Revisar constantemente os assuntos para guardá-los na memória a longo prazo. tal como aparece na Fig. págs. é bem acentuada? O que acha? Se os seus dentes o deixam em dúvida se é acentuada ou não. Ao comparar os dois dentes incisivos superiores. com a face vestibular de frente para você. entretanto. Bossa vestibular do terço cervical bem acanhada. com todo o material de estudo à mão. observe as Figs. Presumimos que já tenha seguido o Guia de Estudo. estejam à sua disposição. Na realidade. alguns assuntos ficam vivos na memória e outros são dela excluídos. Para iniciar este estudo dirigido é preciso estar em local adequado.APÊNDICE 13. Compare agora com a mesma borda dos incisivos inferiores (ICI e ILI). 2-39. Pelos demais ângulos de observação. Essa "retidão" da borda vestibular. no sentido vertical (característico comum a todos os dentes. Revisá-la sempre é trazê-lapara a luz. Nesta última. de modo que a coroa fique para cima. Aqui você vai repetir essa identificação. detenha-se nos dois últimos dentes da fileira dos ICI e perceba que há uma grande tendência ao paralelismo. É bem mais estreito que o ICS. são o cíngulo pouco elevado e a grande dimensão da raiz no sentido vestíbulo-lingual.

é analisar cada foto de dente da Fig. Seu exercício. portanto. vai explicar direitinho o que o incisivo lateral tem de diferente do central. Ainda por vestibular. Bem na vertical. A mais estreita dos arcos dentais. esse dente tem um contorno que tende para o triangular (no central o contorno é puxado para o retangular). numa posição (nível) mais baixa. toda a face lingual é mais estreita que a vestibular. 2-40. Pedimos para manusear seus dentes de estudo e fixar bem a imagem de uma raiz reta e apertada. Segure um ICI pela raiz. a partir de agora. Depois. nem fotografias dela exibimos no livro. não pode inclinar o dente. Praticamente não há diferenças entre ambos os incisivos. O cíngulo é miúdo. mostrando extraordinária semelhança. pág. Neste momento cabe uma comparação com a face vestibular do ILL Você. 6. Ainda na visão vestibular. e 3) o ângulo disto-incisal é mais arredondado que o mésio-incisal. Se não houver. Finalmente. 4. vamos examinar esses dentes pelo aspecto incisai. compare seu diagnóstico com aquele da pág. Você já pode. atribuindo números aos dentes.127 3. 8. Se houver desgaste da borda incisai. a mesial e a distai. A borda incisai deve ficar paralela ao seu tórax ou ao plano anterior ou ventral de seu corpo. o eixo do dente deve coincidir com a direção do seu olhar. uma linha que corresponda ao eixo ânteroposterior da coroa. que já assistiu às aulas ou que já estudou a teoria. Assim. As cristas marginais e a fossa lingual são vestigiais. Na superfície lingual não há muita novidade. com sinais de assimetria devido a um ângulo disto-incisal obtuso e em nível mais baixo. Tá? Vamos dar um tempinho para você pensar e organizar suas ideias e dar sua resposta. é mais provável que o ângulo mésio-incisal fique mais desgastado e. Como não há muito a mostrar nessa face. analise os ângulos incisais. você acertou. quando se compara suas duas metades. Praticamente são ângulos retos (não obtusos. A anatomia é pobre. Bem. vejamos a raiz do ICI. 2) as faces de contato apresentam maior convergência na direção cervical. Pronto? Se você disse (pensou) que pela vestibular o ILI: 1) é de maiores dimensões. os acidentes anatómicos não são muito evidentes ou desenvolvidos. 61. mas tem a mesma forma. tal como aparece na Fig. trata-se de um dente de simetria singular. que divida o dente exatamente ao meio. Passe os dedos na raiz e sinta que o sulco é mais profundo no ILI e principalmente no lado distai. A grande diferença é a tendência de se encurvar em direção distai. Tão larga e achatada que tem no meio um sulco longitudinal. Realmente. 2-38 e identificá-la. 5. Além disso. você já havia visto que a raiz é larga na mesial ou na distai. 7. os dois ângulos ficam no mesmo nível. isto é. agora. . 78. traçar mentalmente uma linha vestíbulo-lingual. isto é. de modo que possa ter a visão da borda incisai por incisai. A raiz do ILI é só um pouco maior. sem arredondamento) e não há diferença entre um e outro.

. fazendo desenhos e/ou esculturas dentais etc. 78. não se começa por este estudo. acompanhando explicações laboratoriais. Os limites (bordas) da cúspide. ou se encurva pouco para a distai. O cíngulo fica deslocado para um dos lados. eu sei". correspondem à aresta longitudinal. ao mesmo tempo. raiz para baixo. preparar e dar uma pequena aula em voz alta para uma classe imaginária). o que eu vejo. Compare o que está vendo com o que é mostrado na fileira de cima da Fig. em dimensão. Este estudo dirigido fecha o subcapítulo sobre caninos. que esse eixo é perpendicular à borda incisai. o cíngulo do ILI pode estar centralizado. 2-40. ou seja. Passa também pelo ápice da raiz. O mesial é mais curto e menos inclinado. que você já deve ter estudado de outra forma (assistindo a aulas expositivas com ou sem projeções de figuras. que é um resumo das diferenças anatómicas entre esses dois dentes. "O que eu ouço. Face vestibular de frente para você. servirá de teste de seus conhecimentos prévios. vistos por vestibular. Estudo dirigido sobre caninos Reconstruir as aulas. O propósito é oferecer a você um momento solitário de aprendizado final do assunto que. Veja que a altura e largura da coroa são mais ou menos equivalentes. Cruzamento ortogonal. Este é mais um detalhe para confirmar a simetria dos lados do ICI. com uma ponta no meio. cujos segmentos mesial e distai não são iguais. eu lembro. Para terminar. O longo eixo do dente passa por ela.). Posicione um ILI da mesma maneira. o que significa dizer que o dente é bem retilíneo e que sua raiz não se encurva. 60. Aproveite para ver o quadro comparativo entre incisivos inferiores na pág. E este lado é o distai. faça seu olhar cair a prumo sobre a coroa e note (na maioria dos espécimes. eu esqueço. sem desvio distai. comprove esse detalhe anatómico verificando os dentes de baixo da mesma figura e identifique cada um deles. Chegou a hora da comparação. L Dente canino superior (CS) na mão! Coroa para cima. Como foi ressaltado. Termina-se por ele. A borda incisai continua tendo este nome no canino. 9. então. Portanto. corta-a em ângulos retos. mas não em todos) a falta de simetria. Confira com as respostas à pág.128 APÊNDICE Verá. recitar o que aprendeu (por exemplo. mas nunca com desvio mesial. como na escultura dental. o que eu faço. por exemplo. É o aprendizado como resultado de uma atividade formadora em que se constrói algo. desenvolvendo o Guia de estudo deste livro. examinando macromodelos. cristalizar (fazer algo) com as mãos aquilo que aprendeu ou está aprendendo. mas não é reta como no incisivo. É angulosa. Essa ponta é o vértice da cúspide e fica realmente bem no meio.

logo abaixo. Está com dificuldade de determinar a área de contato em cada face do dente? Ora. menos proeminente. mais arredondada. pág. isto é fácil. quando a gente chega nestas páginas da frente. do que a distai. tem um aspecto alongado com a altura superando a largura. apresentem uma tendência ao paralelismo. quando olhou pelo aspecto incisai para procurar o desvio do cíngulo. isto é. No sentido horizontal essa convexidade é maior na metade mesial do que na metade distai. Entendeu legal? Vai ficar mais legal se você passar os olhos na Fig. Note que a metade mesial é mais convexa e mais saliente. Pág. Lembre-se da regra geral: face mesial mais alta. 2-41. por que não! Isso tem explicação. Esta é mais recuada. Abstraia a metade mesial e a metade distai dessa face. o 3a. mais projetada para a frente. que é um canino. como no 4a dente de cima e no 2° debaixo. 2. Ela quase toca a linha superior dos limites da fotografia! Veja também a Fig. por exemplo. 10 e examine a Fig. 36) que mostra um canino inferior (Cl) na mesma posição. Certifique-se de que o dente está em posição vertical e o seu olhar também (a prumo). Repare que a metade à direita de quem olha também é mais proeminente. Volte à pág. enquanto a coroa do CS é baixa e larga. distai mais baixa. 1-7. Esse alongamento no Cl faz com que as bordas mesial e distai convirjam menos para a cervical. São seis linhas e meia.129 Você está por dentro desses termos? Sabe o que significam. com os dentes do Prof. é que começa a ficar bom. Anatomia é fácil. . mais "barriguda". O contorno da face vestibular do Cl é distinto. conforme se pode observar nas Figs. e se detiver no segundo dente. A metade da face vestibular (a de cima) à direita de quem olha é mais robusta e mais proeminente. Dizemos que a coroa do Cl é alta e estreita. Pronto. Só que está adormecida na sua memória. Vamos recapitular. 3. Para facilitar. né? Outra regrinha geral: borda mesial da face livre (vestibular ou lingual) mais reta e borda distai mais convexa. Horácio. 2-9 a 2-11 e na Fig. com as áreas de contato marcadas com um retangulozinho. 1-5. 7. A face vestibular é bastante convexa em todos os sentidos. Quer mais? Vá à página 13 e veja a coerência: "Face mesial maior que a distai" (leia da 4a à l P linha). o 52 e o 7. ou é melhor consultar o Glossário? Ou recordar o que é cúspide e aresta longitudinal na pág. para distinguir bem as diferenças entre o CS e o Cl e entre os lados mesial e distai de ambos. a distai é mais "lingualizada". área de contato da mesial mais próxima de incisai e da distai mais próxima de cervical. a partir do vértice da cúspide. 2-3 (pág. e você sabe. 27 (pág. Entendeu? Não? Então veja o CS da Fig. Duvida? Então posicione o dente tal como você fez com os incisivos inferiores. 62. Leia.dente da fileira de baixo. Fica mais fácil fazer as comparações! Veja. vá direto nos caninos e localize o nível do retângulo no lado mesial e no lado distai.2-41 mais tempo. Enquanto a mesial é mais "vestibularizada". Abstrair significa considerar separadamente. 33). Suas bordas mesial e distai não são quase paralelas? Fique sondando a Fig. No Cl também. 8: "direção das faces da coroa no sentido horizontal". Localize a face vestibular ou o que dá para ver da face vestibular. A linha de visão tem que coincidir com o longo eixo do dente.

Tal como nos incisivos superiores e inferiores. Achamos que você já tem elementos suficientes para reconhecer o lado de cada dente da foto. 5. Continuando este estudo dirigido do canino pela face lingual. O dentista deve contar com a birradicularidade de antemão. os normais. 2-42 não oferecerá dificuldades (solução na pág. Frequentemente. 6.3%! Muitas vezes com disposição bilateral. Entretanto.APÊNDICE 4. resulta que a identificação dos dentes da Fig. vamos começar pela raiz. as Figs. o canino tem o terço apical da raiz voltado para a mesial e não para a distai! Isso acontece. 78. Em termos de largura. o sulco longitudinal distai é bem mais profundo que o mesial. 8. Em parte. Veja os dados na pág. Os dentes. uma crista de disposição cérvicoincisal é notada entre o cíngulo e o vértice da cúspide. Tanto é que os sulcos longitudinais são mais acentuados na raiz do Cl do que na do CS. Já começa radiografando com o cone do aparelho deslocado mais para distai ou para mesial a fim de tentar "descobrir" as possíveis raízes sobrepostas. Destaca-se bem no centro da face uma ampla. Em alguns caninos inferiores o sulco é tão profundo que chega a dividir a raiz em duas. pág. para lembrar que a anatomia não é matematicamente correta e que a forma básica às vezes se distancia daquele normal estatístico onde se encaixam os típicos. Foi dito aqui que a raiz do CS costuma ser retilínea. vamos à coroa. também o CS é mais desenvolvido que o Cl. foi bom encontrar essa variação anatómica. 2-41 e 2-42 não mostram bem esse detalhe. Compare com o Cl e constate a pobreza anatómica da sua face lingual. Cíngulo e cristas marginais acanhados e crista cérvico-incisal ausente. Seu cíngulo é bem mais volumoso. O pior ainda é que na Fig. Aos seus lados duas pequenas depressões podem ocorrer. 106. 2-43 porque a tomada fotográfica foi feita pela face mesial. 2-43). E é claro que o canino inferior birradicular irá possuir dois canais radiculares. Esta é outra variação para atrapalhar os procedimentos endodônticos. Pela face lingual. os comuns. 2-11 (pág. 40). A raiz do Cl é que se desvia mais para a distai. 7. porém rasa. é raro. Não aparece bem na Fig. Como o contorno da face lingual é praticamente o mesmo da face vestibular. E tal como nos incisivos laterais inferiores. a raiz do Cl é mais estreita. não são bem representativos. 78). Na última foto (Fig. cirúrgicos e até periodônticos! E não pense que isto ocorre uma vez na vida e outra na morte! A prevalência é alta: 5. mas acontece. Menos larga que na face vestibular. a partir do terço médio ou do terço apical. 9. de tal modo que não há ângulo entre coroa e raiz (como nos premolares inferiores) e os extremos da coroa e da raiz . já que estávamos falando dela. Vamos lá? Para conferir. se bem que mais estreito. os caninos estão alinhados pela face mesial para que seja mostrado o seu perfil. E é mesmo. o mesmo acontecendo com as cristas marginais. Nele é demonstrável que o longo eixo da coroa se continua com o longo eixo da raiz. que deveriam primar pela tipicidade tanto da coroa quanto da raiz. fossa lingual.

sendo que na vista lingual nenhuma porção da cúspide vestibular pode ser distinguida ao fundo (Fig. com professor e colegas. construir imagens mentais. de tal modo que esta fica totalmente coberta pela primeira por esse aspecto vestibular. partir de agora. com a diferença de ser menos anguloso nas bordas ou nas uniões das faces. que pode ser seguido em classe ou em casa. escrever. mas outros não. 2-12. Fazemos esta advertência porque há uma tendência durante a escultura dental em cera. que é um resumo das diferenças anatómicas entre esses dois dentes. desenhos. Se já estudou no laboratório de sua faculdade. Mais importante do que examinar as figuras indicadas é examinar os dentes secos naturais. A . Quanto mais espécimes de premolares você puder usar. A dimensão vestíbulo-lingual do terço cervical da coroa tem que ser maior no CS devido ao enorme cíngulo que ele tem. debater com os colegas. mas aqueles que aprendem melhor pela visão devem ler. no Cl também. se prestará como estudo prático substitutivo. Isto significa que o colo não é estreito ou é muito pouco. fazer anotações. 10. Se não estudou. é uma tarefa árdua reconhecer os lados de contato dos premolares superiores. Alguns espécimes exibem uma borda mesial notadamente mais reta e mais alta. ótimo. deixando o dente reto. peça emprestados mais alguns. 62. Estudo dirigido sobre premolares superiores Lembrar que quanto maior for o número de sentidos estimulados. de se reproduzir um colo com depressão circular exagerada. 2-15). 1 Até este ponto do estudo você só viu bordas incisais para cortar alimentos. porque seus contornos são semelhantes. Este estudo dirigido se prestará então como um complemento. O primeiro premolar superior (1PS) já apresenta uma larga face oclusal para triturar alimentos. A nossa proposta é permanecer estudando anatomia dental na prática. A cúspide vestibular é mais volumosa que a lingual. Mas veja: essa dimensão do terço cervical da raiz é quase a mesma. ilustrações. deixando-o superconstrito (coarctado). melhor para você. conforme pode ser visto na Fig. Aqueles que aprendem melhor pela audição devem ficar atentos às aulas expositivas. a borda incisai é substituída por face oclusal.131 ficam sobre esses eixos. O segundo premolar (2PS) reproduz a forma do 1PS. usar esquemas. o que facilita a tarefa de reconhecimento. Se tiver poucos. Pelo aspecto lingual isto logicamente não ocorre. Aproveite para ver o quadro comparativo entre CS e Cl na pág. Olhando apenas por vestibular. Pela vista vestibular ele se parece com um pequeno canino superior. . para consolidar seu aprendizado. ou se faltou à aula. seguindo o mesmo tipo de roteiro utilizado para o estudo dos incisivos e caninos. Suas duas cúspides são equivalentes em volume. estudar lendo em voz alta. às explicações no laboratório. maior é a chance de aprender.

que se volta para a mesial e não para a distai. Este livro não traz nenhuma foto deste detalhe.2-15 e 2-45 não deixam dúvida quanto a isso. Daqui para a frente.dente é impossível de ser reconhecido por este detalhe. Outro detalhe melhor notado no l PS é o vértice da cúspide lingual. mas os dos alunos vêem e não enxergam! Ou enxergam e não vêem. A figura revela também bordas mesial e distai facilmente reconhecíveis. os premolares também se encaixam dentro daquela condição geral das faces de contato convergirem para a lingual. Como a face mesial é ligeiramente maior que a distai. mas você pode procurá-lo entre seus modelos de estudo ou os de seus colegas e professores. Os 2PS acompanham essa tendência. a face lingual tem que ser menor que a vestibular. Ao examinar o premolar por uma das faces de contato. Pelo aspecto mesial vê-se nitidamente um sulco ocluso-mesial. 2. 78. 2-44. ao exame pelo aspecto distai. 2-12) e que não existe no lado distai. mas não muito. que é bastante sugestiva. Os vértices das cúspides linguais estão mais à direita na foto.e 4. Esta conformação é quase imperceptível no 2PS. Ao exame pelo aspecto mesial não dá para ver nada da distai. 3. Veja que a fileira dos segundos premolares mostra uma face lingual proporcionalmente maior que as dos primeiros. mais para a mesial. acomodando duas cúspides. comece a identificar dente por dente dessa Fig. Esmiuce bem a foto e perceba o desalinhamento entre os vértices das cúspides no 2°. estabelecendo números a eles e confrontando depois com os números das respostas da pág. mas que em cinco dentes não chega a cobrir totalmente o contorno da vestibular. 3.APÊNDICE Um detalhe interessante é a presença de um sulco de desenvolvimento entre os lobos central e mesial no primeiro premolar. no sentido horizontal. que cruza a crista marginal mesial (Fig. Submeta a exame dentes secos naturais para comprovar isso e atente também para a Fig. 3e e 5° dentes da fileira de cima. Portanto. sei lá. este sulco raso e relativamente largo termina no segmento mesial da aresta longitudinal. a cúspide vestibular é tipicamente mais volumosa e mais alta no l PS. . No 2. é possível ver ao fundo pequena porção da crista marginal mesial. As Figs. O 6.2-13. porque nele as duas cúspides se equivalem em tamanho. 5. Em outras palavras. por exemplo do 1Q. É o caso. 4.e 4a dentes da fileira superior. o que é melhor notado no primeiro premolar. Além do maior tamanho de sua cúspide vestibular. O que se vê pela face de contato é uma coroa alargada. 2-12. o segmento mesial da aresta longitudinal dessa cúspide é mais curto que o segmento distai da mesma.dentes da fileira inferior dá para sugerir fortemente o deslocamento mesial. muito frequente apenas no 1PS. 2-44. promovendo aí uma pequena reentrância. Como foi mencionado. Você consegue enxergar isso? Diz-se que olhos treinados como o do professor vêem e enxergam. ocorre-nos dar-lhe uma "dica".

Continuamos achando que a melhor maneira de estudar anatomia dental é fazer comparações entre dentes semelhantes ou dentes homónimos. os 2PS. situada ao nível do colo. Infelizmente. O contorno da oclusal fica então puxado para o pentagonal. Os ângulos formados pela borda vestibular com as bordas mesial e distai são evidentes. autores do livro. o contorno fica sendo oval. 7. Porém. nota-se aquele aspecto anguloso do 1PS mencionado no começo. a raiz vestibular tem três canais em sete dentes entre 100. 78.. Pela face oclusal. Tão achatada a ponto de ser profundamente sulcada. Com o que você já sabe.. por certo acertará a identificação de todos os l PS das Figs.. 2-13 e 2-46. apresentase alargada no sentido vestíbulo-lingual e achatada no sentido mésio-distal. como se pode comprovar nos dentes das mesmas figuras. e mostrar em secção transversal uma forma de oito ou de haltere. a raiz vestibular costuma ser maior que a lingual. 2-13 e 2-46 são pródigas em evidenciar esta particularidade. Tão maior. tivemos dúvidas quanto à identificação. Finalmente.será que conseguirá acertar? Veja nas respostas da pág. No 2PS é tudo ao contrário. Todos esses detalhes do 1PS confirmam que ele possui uma morfologia mais cheia de detalhes que a do 2PS. Quando a raiz é única. Melhor ainda. As Figs. que até nós. Quando há duplicidade. Estudo dirigido sobre premolares inferiores Evitar decorar simplesmente os assuntos. vamos à porção radicular. Fica sen- . Essa fossa invade parte da coroa e parte da raiz. a divisão radicular costuma ser no terço médio. Realizar esforços para entendê-los. não é mesmo? No 2PS os ângulos são mais suaves ou nem existem. em forma de fossa rasa. 8i Para terminar. pela vista oclusal não é possível perceber a maior altura da crista marginal mesial. mais longo e fica um pouco deslocado para a lingual porque a cúspide vestibular é maior.133 Outra característica diferencial da face mesial do l PS é uma depressão circular. A prevalência é invertida ao se considerar premolares monorradiculares. Outra diferença: o sulco central do l PS é bem formado. Duplicada ou não. Nos dois casos. às vezes o bulbo radicular é maior e a divisão ocorre no terço apical. após reflexão (construir o seu conhecimento).. A prevalência de premolares birradiculares é de cerca de dois terços entre os 1PS e um terço entre os 2PS. vamos observar aspectos já conhecidos como a pequena reentrância formada pelo sulco ocluso-mesial e o pequeno deslocamento da cúspide lingual para a mesial. que não raro ela própria também se duplica no 1PS (2% de dentes trirradiculares). buscar suas próprias conclusões ou sua opinião própria sobre o assunto estudado. É mais fácil localizá-la nos dentes de estudo do que nas fotos do livro. como nos incisivos laterais inferiores. 6.

sulco deslocado para a distai. cúspide lingual pequena. . tente você reconhecer os 14 dentes da Fig. Mas. Difícil. 5. 4. Sulcos ocluso-linguais são frequentes nesses dentes. Estas são suas características principais. Olhos treinados não conseguem. Vamos detalhá-las. mas é mais simétrica. não? Foi difícil também para os próprios autores que. no sentido horizontal. Portanto. Nós tentamos evidenciar isto no desenho da Fig. mas não se pode confiar nesse recurso porque. em seu lugar sempre aparecerá uma depressão. Utilize as Figs. com as arestas longitudinais menos inclinadas. Passe a examinar agora seus modelos pelas faces de contato. sulco deslocado para a mesial e no 2PI. isto é. sulco central curvo ou dividido por uma ponte de esmalte em duas fossetas. por sinal. O importante é que haja a depressão. Principalmente o 1PI. quando esta é formada. O desvio distai da raiz ajuda na identificação. distinguir a borda mesial e a distai. que caracteriza o lado distai. Tenha disciplina consciente. de maiores possibilidades. Olhe com atenção dentes secos naturais para comprovar isso e também as Figs. JL Os premolares inferiores (1PI e 2PI) diferem dos superiores por apresentarem uma face vestibular bastante inclinada para a lingual. Além do maior tamanho de sua cúspide vestibular. 'L A face vestibular da coroa dos premolares inferiores é muito parecida com a dos superiores. No entanto. de modo algum vá direto ao quadro resumido de diferenças anatómicas e nem às fotos das fileiras de sete dentes. Confira. Mesmo que o sulco ocluso-lingual do 2PI não seja nítido. 3. 2-18. leia o texto explicativo inicial. presença de sulco ocluso-lingual e raiz menos aplanada (mais cónica). No l PI. Dentro daquele conhecido princípio da mesial mais reta e mais alta. tendo em vista apenas a análise das fotografias. registraram algumas dúvidas nas respostas da pág. Portanto. a face lingual tem que ser menor que a vestibular. 2-47. muitas vezes. no 1PI. deve-se ressalvar que essas respostas foram dadas. nota-se a tendência deste último em ser mais largo e com cúspide mais baixa. pode haver uma inversão do desvio. sem que houvesse acesso aos próprios dentes. Nenhum dente mostra tanto de sua face oclusal pelo aspecto lingual quanto o premolar inferior. depois os característicos diferenciais com as fotos e finalmente este estudo para amarrar o assunto. o sulco iniciase na fosseta mesial. como se fosse um sulco mais largo. os premolares também se encaixam dentro daquela condição geral das faces de contato convergirem para a lingual. 78. como já foi dito. 2-19 e 2-48 para ajudá-lo(a). 2-16 e 2-21.APÊNDICE do um estudo mais rico. A razão disso é a inclinação da face vestibular para a lingual e o tamanho diminuto da cúspide lingual. e no 2PI inicia-se no segmento distai do sulco central. o que é melhor notado no l PI. 44. Primeiro a teoria da pág. Comparando-se a face vestibular do l PI com a do 2PI.

A inclinação excessiva deixa a face vestibular bastante convexa. O mais espantoso é o número enorme de dois canais para esse dente (27. sendo a mesial menor e mais deslocada para a vestibular e ligada à borda lingual por um pequeno sulco (o sulco ocluso-lingual já mencionado). que vêm vindo aí. A raiz tem sua forma básica cónica. O 2PI geralmente mostra um sulco central completo. Identifique cada um desses 14 dentes e compare. o início está aqui. com a bossa cervical muito proeminente. 78.7%). Imagine só. muitas vezes transformado em fissura. 5e. sendo que a disto-lingual é de menor tamanho que a mésio-lingual. que lhe dá uma forma de Y. Esses dados são próprios e a amostragem beirou 4. Que bom que você entendeu! Quem pensa que é fácil identificar a face mesial desses dentes engana-se. não?! Só mesmo com o tempo e com a prática clínica você irá reter na memória todas essas particularidades! Mas. Por esta vista. fica evidente a desproporção entre as cúspides linguais do 1PI e do 2PI. ocasionando uma exceção para a regra da direcão convergente das faces de contato para a lingual no sentido horizontal. mas no l PI é comum a mesial ser mais baixa que a distai. Xo 2PI ainda pode-se notar uma mesial mais larga e mais alta. Quanta particularidade.5%). se você não souber distinguir um molar superior de um molar inferior na disciplina de Dentística ou de Prótese.000 exemplares de premolares. Tão inclinada que atrai o ápice da cúspide vestibular para o longo eixo do 1PI. A fissura pode se aprofundar tanto. nos 32. Dois canais também (4. Mais detalhes podem ser obtidos na pág. no l PI. com as respostas da pág. Bifurcação radicular do 2PI é mais rara (1. na Anatomia.5%). Comprove isso na Fig. esse sulco ser interceptado por uma ponte de esmalte que o transforma em duas fossetas.. 7. Não tem como fugir deste estudo. Esse sulco ocluso-lingual chega a dividir a cúspide lingual ern duas. 2-17 e 2-49 irão ajudá-lo(a) a reconhecer as faces oclusais mais comuns dos dois premolares inferiores. 107 em diante. . mas nem sempre é evidente. As Figs. Quando essas cúspides linguais são consideravelmente grandes. o 2PI tricuspidado passa a ter o lado lingual maior que o vestibular. 52 e 72 dentes da fileira de cima. O sulco central é habitualmente curvo. uma periferia circular.1%). 6. com uma ramificação em direcão línguo-distal. Imagine se você não colocar um sulco no lugar certo ou deixar de fazer uma bossa cervical vestibular ao esculpir uma coroa para o seu futuro paciente. A face oclusal do l PI tem uma periferia oval e a do 2PI. a ponto de provocar a bifurcação das raízes e isso não ocorre poucas vezes (6. 2-48.. 8.. como sempre. No lado mesial do l PI é frequente o aparecimento de um sulco longitudinal. mas é mais estreitada pelo aspecto vestibular ou lingual e mais larga quando observada por mesial ou distai. É muito comum.135 Comprove que a face vestibular é realmente inclinada em direção lingual. O primeiro é caniniforme e o segundo é molariforme..

e apresenta uma linha cervical quase reta e não mais arqueada. termina-se por ele. 2-24 e 2-50. Estas ficam do lado vestibular. você logo diferenciará o lado mesial do distai. As raízes vestibulares são aproximadamente paralelas. Olhando a primeira fileira de dentes da Fig. Depois. Veja também que o espaço entre elas é pequeno e que no 3a e 6a dente quase há coalescência. de tal maneira que seus ápices se voltem um para o outro. 78). Lembre-se da advertência do início: não se começa por este estudo. mas também nas Figs. A cúspide mesial (mésio-lingual) obviamente é mais . Veja como as raízes são paralelas e inclinadas. O conteúdo novo tem sempre como base o antigo. cónica. quase unidas. segure um IMS pelas raízes. 2-50. O propósito é consolidar o assunto e testar os conhecimentos previamente alcançados. Vire seu(s) dente(s) IMS para o lado lingual a fim de deparar com uma forma bem distinta. Este é o penúltimo roteiro de estudo dirigido desta seção. A configuração do 2MS é semelhante à do IMS. Resultados na pág. mas não ligadas entre si. mais apartada das outras duas. Compare o seu dente com os dentes das Figs. 4. coroa para baixo. A raiz lingual é reta. Nesta última foto. paralelas e com acentuado desvio distai. Constate isto não apenas nos seus dentes de estudo. próximas uma da outra. 2-22 e 2-50 e note o seguinte: 1a) o contorno da coroa é trapezoidal. porém muito mais alargado que nos dentes estreitos que você estudou até aqui.. bem separadas uma da outra e ligeiramente inclinadas para a distai. 2e) a borda mesial é mais reta e mais alta e. 2. com grande convergência das bordas mesial e distai para a cervical. e fixe a vista na face vestibular. 3_. Frequentemente elas se mostram encurvadas. 3a) o colo é coarctado. 2a) as raízes vestibulares são muito próximas.APÊNDICE Estudo dirigido sobre molares superiores Relacionar os conteúdos novos com os já conhecidos. consequentemente. Não perguntar ao professor "o que é isto?" sem antes ter tentado obter você mesmo a resposta. formando uma ponte entre eles. conforme o método de dois dígitos. Pois bem. veja a desproporção de tamanho entre as cúspides em todos os sete exemplares da fileira de baixo. é só confirmar com o professor se o resultado alcançado está carreto. Atribua um número para cada um desses dentes e faça a conferência (pág. O primeiro molar superior (IMS) é trirradicular. 1. de acordo com as características anatómicas mencionadas e identificará dente por dente. 78. mas são notórias duas grandes dessemelhanças: l-) a cúspide mésio-lingual é muito maior que a distovestibular. acompanhando assim aquela regra geral de "face mesial maior que a distai" (pág. a cúspide mésio-vestibular é a mais alta (além de ser mais volumosa). 13). Somente o 2a e o 6a dente não apresentam muita inclinação.

68 que você irá consultar no final. ao fundo. conforme menção feita à pág. sulco principal curvo. 2-52. 5. uma raiz lingual menos larga e sem sulco longitudinal. repare que na Fig. As faces de contato são muito parecidas em ambos os molares. 5.e 2a dentes da fileira debaixo). 6. É por isso que nós desenhamos o l. . 2-50. o quadro comparativo da pág. l. o 2MS não possui tubérculo de Carabelli. visto pela vestibular. raiz lingual robusta e com depressão linear em forma de sulco bem visível no l. uma exceção à regra. chama a atenção como agregado da cúspide mésio-lingual. 2-51 você comprovará tudo isso. Um tubérculo (de Carabelli). 2-51 e aproveite para identificá-los. Na vista mesial dos dentes das Figs. reta. Cúspide mésio-lingual mais desenvolvida. Chegou a hora da comparação com o 2MS. Ao observar os dentes da fileira de cima da Fig. É curvilíneo porque ele começa na face vestibular em posição distalizada e avança mesialmente até alcançar o centro da face lingual. é deslocado para a distai. Examinando a fileira debaixo da Fig. 4-. Outro detalhe é a maior dimensão dessa face lingual em relação à face vestibular. 7. Nem existe. A todo o momento fazemos comparações nas descrições do livro. com um pequeno excesso ao fundo. por exemplo. a face mesial cobre toda a face distai. Comparando. 2°.e 6.dentes. A raiz lingual. como seria de se esperar. A disto-lingual é pequena e em razão disso o sulco que a separa da mésio-lingual não termina no centro da coroa como no IMS. comprovam-se esses detalhes todos. a cúspide nem se forma. Na Fig. Atente para o 2-. 5. A mesial é sempre maior (as faces livres convergem para a distai no sentido horizontal.dente da Fig. 9. tubérculo de Carabelli bem evidente no l-. de tão larga.e 6. aprende-se melhor. é sulcada longitudinalmente por uma depressão também larga. Veja. Ao comparar as duas faces livres (vestibular e lingual) do IMS. 2-24. Estes arranjos determinam uma face lingual menor que a vestibular e. 2-51. mas o sulco que as separa já não é retilíneo como na face vestibular.137 volumosa que a distai (disto-lingual). Fig. a lingual tapa toda a vestibular. nos quais falta a cúspide disto-lingual. para resumir e coroar o seu estudo. Em seguida você verá como a face oclusal fica modificada em razão da ausência da cúspide (Fig. uma pequena porção da lingual pode ser vista ao fundo. de tamanho variado. 1-5). quase cobre as raízes vestibulares ao fundo. 2-22 e 2-26. 2-51.e no 2dente e face lingual maior que a vestibular. Primeira particularidade do 2MS que chama a atenção: cúspides linguais de tamanhos desproporcionais. na maioria desses sete dentes da Fig.dentes. No entanto. Às vezes. por esta razão. larga e alta. Finalmente você deve divisar o contorno da face vestibular.

O contorno oclusal no IMS é voltado para o "quadrado".APÊNDICE O interessante é que a raiz mésio-vestibular também cobre completamente a raiz disto-vestibular. A definição de ponte de esmalte está na pág. a maior cúspide do molar superior é a mésio-lingual porque avança muito distalmente em vista do reduzido tamanho da cúspide distolingual. 8. 2-52 houve desgaste da face oclusal. dando a falsa impressão de ponte de esmalte. enquanto no 2MS o contorno é rombóide. por ser maior. isto é.2-25 e 2-52 oferecem bons exemplos de ponte de esmalte. Principalmente no IMS. que são descritores próprios do IMS. Em ambos IMS e 2MS a borda vestibular tem a mesma peculiaridade: a cúspide mésio-vestibular. toda a porção mesial da face oclusal é mais ampla que a porção distai: as cúspides mesiais são maiores. Vistos o contorno "quadrado". como dissemos antes. com boa vontade e senso de observação você consegue ver e enxergar esse detalhe. Na realidade. quando muito desenvolvido. 2-23. enfim. O 2MS não possui ponte de esmalte. De tão larga. Com isso. se alargam no sentido vestíbulo-lingual. Em vez disso. Termine esta verificação dos molares superiores. com a borda vestibular maior que a lingual. 2-23. No 62 dente da fileira de baixo da Fig. . retome o texto. Trata-se da ponte de esmalte disposta entre as cúspides mésiolingual e disto-vestibular. Mas. falta ver um último elemento próprio desse dente. é mais proeminente. adianta-se mais vestibularmente do que a disto-vestibular. que são estreitas no sentido mésio-distal. a cúspide disto-lingual de tamanho relativamente grande e a grande dimensão da borda lingual. Naturalmente você já leu (e entendeu) o texto das págs. 7 e também no Glossário. verifique os dentes e se for o caso converse com o professor. dividindo ao meio alguma elevação que pretendesse passar por ponte de esmalte. 4-2 à pág. 107 e veja a Fig. 10. toda a face mesial é mais larga e mais alta. o tubérculo de Carabelli. altera o contorno acrescentando um ângulo agudo na união das bordas mesial e lingual (veja 32 e 40 dentes da Fig. 50 a 52 e tem uma boa noção da disposição dos componentes anatómicos na face oclusal. com a borda lingual ligeiramente maior que a vestibular. As Figs. Leia sobre isso o texto "Molares superiores" à pág. Vamos completar este estudo com o exame da face oclusal. 103. 2-52). O tubérculo de Carabelli. 2-25 e 2-52? E nos seus dentes de estudo? Não são todos os exemplares que apresentam essa característica bem distinguível. identificando os dentes das figuras mencionadas e checando suas respostas na página 78. Essas raízes. a raiz mésio-vestibular do IMS abriga dois canais. apresenta um sulco que vai da fosseta central à fosseta distai. 9. Você consegue distinguir isso nas Figs. consulte o livro. Talvez por ser mais larga ela seja também mais plana. a crista marginal mesial também é. o suficiente para apagar o sulco. Que tal? Está checando cada figura ou página indicada por nós? Está entendendo tudo direitinho? Se tem alguma dúvida ou não compreendeu algo.

Os dois principais molares inferiores (1MI e 2MI) diferem dos superiores por apresentarem: l2) apenas duas raízes. 1°) Ao examiná-la. Esta disposição favorece o trespasse horizontal dos molares superiores na oclusão porque suas cúspides vestibulares ultrapassam vestibularmente as cúspides vestibulares dos molares inferiores. Na vista oclusal dos dentes da Fig. alguma coisa está errada com você! . Estas são suas características principais. mais ou menos (menos do que mais) como nos premolares inferiores. 2. uma porção maior da coroa dental fica aparente do lado vestibular e não do lado lingual. macerados. 2°) Repare que a convergência das faces de contato é mais acentuada no l MI em relação ao 2MI. 2a) maior dimensão mésio-distal. sendo que cáries são mais facilmente detectadas nos 3a. 3a) O sulco vestibular do 2MI termina da mesma forma. Entendeu? 3^ Agora fica fácil você distinguir a face vestibular de seus dentes-modelo. Sulcos e fossetas profundos são predispostos a cárie. 4e) sulco vestíbulo-lingual completo. conforme você verá no Capítulo 3. Não há como errar. 2a e 3a da fileira debaixo. Essa inclinação pode ser percebida na vista mesial dos dentes das Figs. Este estudo prático só pode ser feito se você estiver com alguns molares inferiores naturais. observe a maior altura e volume da cúspide mésio-vestibular e a inclinação distai das raízes. O sulco mésio-vestibular do 1MI é maior e mais profundo que o disto-vestibular e termina abruptamente em fosseta. Reconhecer que seu esforço. 3Q) face vestibular inclinada para a direção lingual. 2-29 e 2-33. A face vestibular dos molares inferiores é inclinada para a lingual. 4. Modelos industrializados também servem. comprove o que já foi citado: maior dimensão mésio-distal ("comprimento") do que sua dimensão ocluso-cervical ("altura"). maior ainda no 1MI porque este tem três cúspides vestibulares enfileiradas e não apenas duas como o 2MI. Vamos detalhá-las. 5°) cinco cúspides no 1MI. Conseguiu ver isso? Mais vestibular e menos lingual. devido à inclinação. 4°) Para terminar o exame da face vestibular. interesse e dedicação são mais importantes que a quantidade e a qualidade das aulas a que você assiste. 5a e 6° dentes da fileira de cima e nos 1a. que lhes dá um contorno oclusal e vestibular alongado (retangular). à mão. Todos esses detalhes podem ser vistos nos dentes da Fig. 2-53. devido à inclinação. 2-30 pode-se também notar que.139 Estudo dirigido sobre molares inferiores Preparar-se para as avaliações de modo a alcançar suficiência com competência e não apertas notas. Se errar um dos dois últimos 2MI ainda vá lá! Se errar mais que isso. L. A identificação desses 14 dentes é de acerto obrigatório.

que é a borda vestibular. 2-54. um pouquinho do molar superior e é só. 6.APÊNDICE 5. Note este fato no 1a e no último dente da fileira debaixo da Fig. O fato de as faces vestibular e mesial serem maiores que suas oponentes corresponde aos "caracteres comuns a todos os dentes". duas vestibulares e duas linguais separadas por um sulco mésio-distal reto. Os sulcos que as separam formam desenhos de aspectos variados. 2-32 e 2-54 mostram esses dois aspectos muito bem. parte da face mesial pode ser vista ao fundo. o que faz variar também o número de fossetas da face oclusal. Nas exodontias. da Fig. as raízes do 2MI estão muito próximas (no 3MI chegam. mas podem ser quatro. As quatro cúspides do 2MI têm um arranjo constante: duas mesiais e duas distais separadas por um sulco vestíbulo-lingual reto. portanto. também. Esta maior dimensão também pode ser percebida por oclusal.1MI da Fig. como nos demais dentes. Note também que todos as raízes se voltam. de tal modo que o espaço entre elas fique ocupado pelo septo inter-radicular. Talvez. Das cinco cúspides do 1MI. Face distai curva. A face mesial é maior que a distai. seguidas da disto-lingual.dente. não sendo novidade. Outros aspectos do 2MI . principalmente as dos IML Uma terceira raiz aparece no 1MI em mais de 5% dos casos. mas a face vestibular não é muito convexa ou encurvada c nem muito maior que a lingual. em tamanho e em profundidade. o segmento de círculo. da vestibular mediana e da disto-vestibular. Quase não há diferenças entre as suas duas faces vestibular e lingual. 2-30. 10.O 2MI também é alongado mésio-distalmente como o l MI. é reconhecido em todos os dentes das fotos. 7. face vestibular bem encurvada e lingual quase reta é fato novo. Seu contorno é caracterizado por dois aspectos: l2) a borda mesial é maior e mais reta que a distai. como no caso do 52 dente da fileira inferior da Fig. que cruza o primeiro formando ângulos retos. Saiba mais sobre essa raiz extra consultando o capítulo "Anatomia interior dos dentes". Mas. As raízes do molar inferior se encaixam no alvéolo. acentuadamente. 9. também não. Mas. elas são repetidas vezes fraturadas e nas endodontias podem ser causa de insucesso. não raro. 8. Às vezes. 2-54. Esse aspecto exatamente cruciforme raramente deixa de ocorrer. para a distai. a se fusionarem). 2°) a borda vestibular é maior e mais curva que a lingual. olhando por distai. As Figs. A face lingual de ambos os molares em estudo é mais estreita que a vestibular e as cúspides mésio-lingual e disto-lingual são separadas por um sulco mais discreto. as mais volumosas são as duas mesiais. Geralmente são cinco. O 6. 2-30 não possui borda mesial bem marcada. não ocorre no contorno oclusal de nenhum dos demais dentes. Somente o 2. que é a menor de todas. A face oclusal do 1MI é alongada no sentido mésio-distal. que é a próxima face a ser analisada. . de tal modo que. 2-53.

restam os aspectos inclinação da face vestibular da coroa para a lingual e das raízes para a distai. A rigor. o que é mais importante. você reparou bem todos os detalhes dos dois 2MI da Fig. os seus dentes de estudo. r.e 7.er. 2-54 No 2MI. .-_= irresenta muitas exceções no 2MI. 2-30 e l-. veja o quadro da pág. 2-30? Viu parte da raiz distai sobressaindo-se distalmente? JLL Acreditamos que você tenha examinado as figuras aludidas. bordas mesiais retilíneas podem ser vistas nos 2-. 3.. até mesmo a diferença de volume das cúspides mesiais (maio: .e 4a dentes e maiores que as bordas linguais somente no l. no aspecto oclusal. não é muito evidente nesses dentes das fotos.te. 6.:. Veja a dificuldade que se tem para diferenciar as bordas mesial e discai da face oclusal dos dentes da fileira debaixo das Figs. Em vista desses fatos. Felizir. ditais (menor).dente da Fig. a tarefa de identificar um 2MI pode ser árdua. A propósito. 4-.da Fig. Para terminar.141 Quanto ao conhecido fato da face mesial ser mais larga e —. que resume as diferenças mais marcantes entre o 1MI e o 2MI. 2-30 e 2-54. mas tenha também examinado. 70.

Área de contato . A face oclusal não é axial.Dente com duas raízes.: APÊNDICE Glossário Em parceria com Roelf J. Ver "trirradicular". Ver "espaço interdental".É a denominação que se dá às margens que separam as vertentes de uma cúspide. O diminutivo é canalículo. Borda ou margem incisai: parte cortante dos dentes anteriores.Saliência larga do terço cervical da face vestibular dos dentes. geralmente pela face mesial com a distai. B Bicuspidado .Espaço livre. Daí os termos arco dental maxilar (superior) e arco dental mandibular (inferior).Divisão em dois. É produzido pelo atrito de um dente contra o outro. Ver "variação". Ver "sulco interdental". Ângulo triedro . Ver "atrição".Bicúspide. Conduto que possui um orifício de entrada e outro de saída. Área de contato de um dente com o seu vizinho no mesmo arco.Anormalidade. situado entre as faces de contato de dois dentes. disposta vestíbulo-lingualmente.Margem. Bulbo radicular . Borda .Parte da cavidade pulpar situada no interior da coroa do dente (ver "cavidade pulpar"). Ver "abrasão". Ver "vertente". Paralelo ao longo eixo de um corpo. Bisel . implantada no maxilar ou na mandíbula. bordo. Anquilose .Desgaste. Dente com duas cúspides. Ver "bifurcação".Desgaste do dente por açao mecânica exagerada. A aresta lon- gitudinal acompanha a longitude do arco dental e separa as vertentes triturantes das lisas e a aresta transversal.Relativo a eixo. Divisão do bulbo radicular em duas raízes. Ver "cúspide". . A ponta da cúspide também é conhecida por ápice. A linha ao redor da qual gira um corpo. Anomalia . Seus vértices encontram a área de contato (ver "área de contato") e suas bases voltam-se para a vestibular ou para a lingual. Fileira de dentes contíguos em forma de arco. mesmo durante o sono. perturbando uma determinada função. Apical: relativo ao ápice. piramidal. Atrição .Borda cortada obliquamente como no cinzel ou no formão.Um forame com comprimento. Alvéolo . Ver "furca". O terço (às vezes dois terços) cervical radicular dos dentes multirradiculares.-.Cavidade do processo alveolar que contém a(s) raiz(es) de um dente ou na qual se prende um dente Ameia . Bifurcação apical: divisão radicular em nível apical. Biselar: dar o corte de bisel ou cortado (desgastado) como bisel. próxima à gengiva. Trifurcação: Divisão do bulbo radicular em três raízes. Arco dental . duas partes. Bruxismo ou briquismo: ato de ranger os dentes de modo recorrente. C Câmara pulpar . Angulo diedro — Linha de ângulo formada por duas faces da coroa dental.Ponto de contato.Ponto de ângulo formado pelo encontro de três faces da coroa dental. Ápice — A ponta ou extremidade da raiz de um dente.A união direta de ossos que formam uma articulação (anquilose óssea) ou de dente com osso pela continuidade de tecido calcificado (anquilose dental).Tronco radicular.Arcada dental. Ver "multirradicular". Cruz Rizzolo Abrasão . Birradicular . Canal . Aresta . separa as vertentes mesiais das distais. Antagonista — Dente que tem ação de oposição. geralmente associado a estados de neurose ou de ansiedade. Bossa . Axial . Faces axiais: as faces do dente que se dispõem no sentido vertical ou paralelo ao eixo maior do dente. Quando o desvio da normalidade é maior que uma variação. Processo de desgaste normal da coroa dental pelo uso continuado dos dentes. Bifurcação .

Ver "corno pulpar". Esmalte .Tecido calcificado que forma a maior parte do dente e circunscreve a polpa. Erupção .Cripta óssea. Colo . Contato prematuro .Aresta romba e larga que delimita.A porção do dente exposta (que visível na boca). que se estende do forame apical à câmara pulpar.Dentina de estímulo. canal extra. dentro dos quais se encontram os processos odontoblásticos. a face oclusal de molares e premolares e a face lingual de incisivos e caninos.A área de constrição do dente. Coroa anatómica — A porção do dente recoberta por esmalte. que se iniciam na polpa irradiando-se para a periferia. Difiodonte . cárie. nos lados mesial e distai.Conjunto de vetores que indicam o trajeto. formado por ameloblastos.Erupção ativa.Tecido altamente calcificado. Ver "divertículo da câmara pulpar". que cobre a dentina da coroa do dente.Tecido duro em camada que reveste a dentina da raiz do dente. Ver "linha cervical". Corresponde ao lobo lingual. outros polifiodontes (trocas sucessivas de dentes). Suas faces ou planos inclinados são chamadas vertentes lisas e triturantes (ver "vertente") e suas arestas são chamadas arestas transversais e longitudinais (ver "aresta"). Corno pulpar — Prolongamento ou pequena extensão da câmara pulpar que lembra a forma de um corno ou chifre. que aloja o corno pulpar. Espaço no interior do osso alveolar. Diastema . aumentando assim as dimensões da coroa clínica se não houver compensação por desgaste. O homem troca a dentição decídua pela permanente.Organização ou arranjo geral dos dentes. por meio dos tecidos circunjacentes. Direção .Contato precoce de um dente ou de um grupo de dentes durante a oclusão.Animal que troca de dentes apenas uma vez. Face distai: face do dente mais afastada do plano mediano. Cavidade pulpar — Cavidade ou espaço no interior do dente. Espaço interdental . Coroa clínica .Dentina elaborada pela polpa durante a fase formadora do dente. para irromper aos poucos na cavidade bucal. Dentina pós eruptiva. Elaborada rápida e intensamente pela polpa em resposta a um estímulo como abrasão. Ver "canal secundário". Ver "linha cervical". Pequeno canal pulpo-periodontal que pode abrir-se longe do ápice. Dentição mista: estado de permanência de dentes permanentes e decíduos ao mesmo tempo. geralmente no interior de uma raiz supranumerária (ver "raiz supranumerária"). seguindo a curva do arco dental. células formadoras de dentina localizadas na periferia da polpa. Erupção passiva: condição em que a gengiva retrai-se e o dente é parcialmente extruído do alvéolo devido a deposição continuada de cemento na região apical. Provoca trauma oclusal (injúria provocada pela maloclusão). Cripta . Falta de contato entre eles. Crista marginal . Movimento da coroa do dente de dentro do osso para fora. extensões dos odontoblastos. Dentina secundária .143 Canal radicular .Ver "atrição".Elevação abaulada no terço cervical da face lingual dos dentes anteriores. Cemento . mas quase sempre no terço apical da raiz. fratura.Mais afastado da raiz de um membro ou do tronco de um vaso. Cíngulo . circundada pela dentina e preenchida pela polpa. Cervical . que contém um germe dental. Dentina primária . Divertículo da câmara pulpar .Pequena e aguda reentrância do teto da câmara pulpar. cervi- . O contrário de proximal.Canal acessório. D Dentição . Ver "coroa clínica". Ver "coroa anatómica".Canal no interior da raiz do dente. que corresponde à transição coroa e raiz. Canal supranumerário: canal suplementar. Constitui uma reação de defesa para a proteção da polpa. limitada pela gengiva. Ver "abrasão".Canalículo: canal diminuto. Divide-se em câmara pulpar (ver "câmara pulpar") e canal ou canais radiculares (ver "canal radicular"). Desgaste . Canal secundário . Pequenos canais ou túbulos da dentina. Os terços da coroa e da raiz que formam o colo são chamados terço cervical. Cúspide — Formação piramidal com sua base quadrangular voltada para o centro do dente. deslocando a mandíbula ou tirando-a de sua posição de oclusão central. Dentina . É recoberta pelo esmalte na coroa e pelo cemento na raiz. Alguns animais são monofiodontes (dentição única). Seu limite corresponde à junção cementoesmalte. considerados como um todo.Região do colo. Ver "colo".O espaço situado entre as faces de contato de dois dentes do mesmo arco. Ver "raiz anatómica". Canalículos dentinários . sem discriminar o sentido.Espaço entre dentes vizinhos. Corresponde ao futuro alvéolo desse dente em desenvolvimento. Distai .

Local de união de duas ou três raízes com seu bulbo radicular ou o ponto de divisão das raízes. como aquelas da borda incisai do incisivo recém erupcionado. que constituem o dente em desenvolvimento. G Gengiva . fugindo assim da sua posição ideal no arco. Exfoliação . Faces de côntato . Situa-se na face lingual entre o cíngulo e a fossa lingual. Alguns dão o nome de palatina a esta face dos dentes superiores e estendem a denominação palatina à cúspide.Reabsorção da raiz e queda dos dentes decíduos. linear. Mamelão . . erro ou incúria do profissional. Fissura — Fenda. H Hemiarco . Hipodontia é também usada para a falta do desenvolvimento completo de um dente. Fosseta secundária: menos profunda que a principal. Exemplos: fossa lingual dos incisivos superiores. hemiarco significa meio arco ou metade de um arco. levam o nome de mamelões ou lóbulos (pequenos lobos).Dano não intencional causado ao paciente por imperícia. É preenchido pela papi-i mterdental. Ver "ameia". fossa central dos molares. circular. Fóvea. Fosseta . rasa em uma face do dente.Uma depressão larga. Ausência de dentes por distúrbio do desenvolvimento. ligando uma à outra. Ver "lingual". Forame apical — Abertura ou orifício na área do ápice da raiz do dente que permite a vascularização e inervação da polpa pela passagem de vasos e nervos.Linha de união do esmalte da coroa com o cemento da raiz. Ver "mamelão".Condição em que o dente erupciona girado em relação ao seu longo eixo. Fossa . l latrogenia.Hemi: prefixo que significa meio. Ver "lobo". Furca . Ver "bulbo radicular". Portanto. formada pela junção de sulco secundário (ver "sulco secundário") com sulco principal. etc. Ver "colo". resultado da fusão imperfeita do esmalte na junção dos lobos. Ver "vestibular". Face . Ver "linha cervical".é fechado. metade. Gengiva livre ou marginal: reveste o dente.Equador do dente. Ver "proximal". Forame cego . à raiz. Ver "oclusal". As faces vestibular e lingual. Suas extensões. Linha equatorial . Fosseta principal: formada pela junção de sulcos principais (ver "sulco principal"). M Maloclusão . Linha cervical . Ver "sulco interdental".Uma das três elevações arredondadas ou lóbulos da borda incisai de incisivos recérn erupcionados. Ligamento periodontal . a face vestibular pode estar voltada para a mesial do dente vizinho. Também por efeitos colaterais de drogas receitadas. Lobo dental: porção do dente formada por um dos centros de desenvolvimento que iniciam a calcificação do dente. Formada pela junção do esmalte com o cemento. Por exemplo. Fenda profunda na face vestibular ou oclusal. Germe dental ._— calrnente à área de côntato. Pode haver um ou mais do que um forame apical em cada raiz.Face da coroa do dente voltada para a língua.Oclusão anormal dos dentes.Ligamento alvéolo-dental. Esta linha de maior contorno passa pelos pontos mais proeminentes das faces livres e das faces de côntato. Lingual . A maior circunferência da coroa do dente. Lobo . Hipodontia . Desmodonto. formada pela junção de dois ou mais sulcos ou na terminação de um sulco vestibular do molar. Falta de fusão (normal ou anormal). Impropriamente chamado membrana periodontal. Anodontia: ausência (agenesia) de dentes.Possuía. entre duas partes de tecido duro ou mole. Uma pequena fossa em forma de furo ou buraco. Relação das cúspides dos dentes inferiores com as dos dentes superiores durante qualquer relação oclusal. Gengiva inserida: reveste o osso alveolar. Corresponde à linha cervical. Fosseta ou pequena cavidade típica do incisivo lateral superior. APÊNDICE Giroversão .As faces mesial e distai da coroa do dente. Intercuspidação .Oligodontia.Linha do colo. Gonfose . Faces livres — As faces de dentes que não estão em côntato no mesmo arco.Articulação fibrosa entre o dente e o osso.Mucosa especializada da boca que circunda o dente e o processo alveolar. mas a borda que não se adere ao dente forma com ele o sulco gengival. Fibras colágenas inseridas na raiz do dente e na cortical óssea alveolar.Ver "distai". J Junção cemento-esmalte .Engrenamento. Ver "mesial".Porção ou extensão recurvada ou arredondada de uma formação anatómica. Ver "lobo".O órgão do esmalte e a papila dental. Alguns autores chamam-nas de faces proximais.Forame cego em Anatomia é aquele que não se comunica com o outro lado .

mais estreita que o sulco primário. Sulco gengival . Ver "ameia".145 Margem . Raiz clínica .A porção da dentina recoberta por cemento. uma ranhura. contido na cavidade pulpar.Remoção fisiológica de tecidos ou produtos ósseos. Ver "coroa anatómica".Sulco de cerca de l mm de profundidade situado entre a gengiva livre e o dente. O Oclusal — Face da coroa do dente que oclui com a do dente antagonista. Extensão da gengiva que se insinua entre os dentes. contato ou de oclusão.Ambas as maxilas.Relação da mandíbula com o maxilar por meio dos arcos dentais. Medial seria mais correto. da coroa). Crista que se dispõe obliquamente na face oclusal do primeiro molar superior ou que une as cúspides do primeiro premolar inferior. Interproximal: localizado entre as faces de contato (ou proximais) de dentes vizinhos no arco. na periferia. por exemplo.O espaço situado entre as faces de contato de dois dentes do mesmo arco. Terço distai: em oposição ao terço mesial. Ver "faces de contato".Terço apical: região do ápice do dente.Papila gengival. fica exposta na boca.Dentes com mais do que uma raiz. Multirradicular . Periodonto .Estreita depressão linear do esmalte que marca a união dos lobos (ver "lobo") da coroa. Pode ser sulco principal mésio-distal. situada sobre cúspides. a mesial e a distai. Terço .Alteração da relação vestíbulolingual entre os arcos superior e inferior.Orientação vetorial da direção ou do movimento produzido. Reabsorção . Ver "raiz clínica". O que seria face oclusal dos dentes anteriores é reduzida a uma borda cortante (borda incisai). sulco ocluso-vestibular e sulco ocluso-lingual. Oclusão . Rizogênese . Plano oclusal . em condições de erupção passiva (ver "erupção"). Alguns autores distinguem o periodonto de proteção (gengiva) e o periodonto de inserção (cemento. Ver "área de contato". Sulco central: cruza a face oclusal de um dente da mesial para a distai e a divide. Sulco principal . Contém. Papila interdental . Maxilar . Sulco . Raiz supranumerária — Raiz extra. Ver "borda". . Mesial . Linhas retas que unem as cúspides vestibulares às cúspides linguais dos dentes posteriores. R Raiz anatómica . Separa as cúspides de um dente. Pode ser anterior ou posterior. Sulco secundário . Seu limite corresponde à junção cemento-esmalte. cujo sentido é de cima para baixo.Tecido conjuntivo "gelatinoso" altamente vascularizado (sangue e linfa) e inervado. Ponte de esmalte — Crista elevada que interrompe um sulco principal. O peso de um corpo é. Raiz suplementar. odontoblastos. Relação central . Reabsorção óssea: remodelação óssea passiva. é sinónimo de distai (!). Ye: "cervical".Tecidos de suporte que circundam o dente ou conjunto de estruturas que protegem e fixam o dente no alvéolo. a partir do germe dental. porque se refere às faces de contato dos dentes. Mordida cruzada .Divisão imaginária da coroa ou da raiz.Uma depressão linear. pois. Inoclusão: ausência de. como as raízes de dentes deciduos ou de parte do processo alveolar depois da perda dos dentes permanentes. Terço médio: entre dois outros terços (terço médio da raiz. Quando um corpo cai sob a ação de seu próprio peso. Sentido . cervicalmente à área de contato. células formadoras da dentina. em nível com a junção cemento-esmalte à qual se adere. Proximal . Polpa . quando os côndilos mandibulares estão em sua posição mais superior com a mandíbula em sua posição mais posterior.A porção da raiz que.Borda. na face oclusal dos dentes.Condição em que os dentes antagonistas não se tocam durante a oclusão. Ver "espaço interdental". O que se encontra do lado mesial.Depressão linear do esmalte. com inversão do trespasse: os dentes inferiores trespassam vestibularmente os superiores.Génese ou formação da raiz do dente durante sua erupção. portanto contornando todo o dente.A face do dente oposta à distai.Relação estática de contato entre dentes superiores e inferiores.Vista lateral das superfícies oclusais. raiz mesial. segue a direção vertical de cima para baixo. mas o termo já está consagrado pelo uso. ligamento alvéolo-dental e osso alveolar). Sulco interdental .Em Anatomia é o contrário de distai. voltado para o plano oclusal (oclusalmente à área de contato). uma força de direção vertical. Na mordida aberta anterior permanece um espaço entre os incisivos superiores e inferiores. Em Odontologia. Mordida aberta .

-. elas tes superiores colocam-se abaixo das bordas'inci. APÊNDICE globosa. duas vertentes situam-se na face vestibular ou na Tricuspidado . ríuma oclusal . Tubérculo de Carabelli: saliência de forma cuspóide (às vezes apenas vestigial) associada à cúspide mésio-lingual do primeiro molar superior. Uma condição durante a oclusão central. Trespasse horizontal . Uma condição durante Vertente . Dente com três cúspi.Trauma: traumatismo. Não perturba a função. Ver "birradiVestibular .oque causado por agentes físicos.Relativo a vestíbulo (espaço entre os cular". Trauma oclusal: injúria trazida pela maloclusão. As outras sais dos dentes inferiores..lingual e são chamadas vertentes lisas. a oclusão central.Overbite.Tricúspide. porque sobre elas não há sulcos secundários que as tornem rugodes.Como duas vertentes situam-se na face oclusal. . lábios e as bochechas. tftNL . Ver "multirradicular". Ver "cúspide". são chamadas de oclusais ou triturantes. na qual as bordas incisais dos dentes superiores colocam-se vestibularmente em relação às bordas incisais dos dentes inferiores. Trespasse vertical . Ver "aresta". Tetracuspidado: dente com quatro cúspides. V Variação . injúria. de outro). Face da coroa do dente voltarecida com uma cúspide.Pequenas diferenças morfológicas (desvios do normal estatístico) que aparecem em qualquer dos sistemas. de um lado. Trirradicular . sas e não lisas.T. se bem que menor e mais da para o vestíbulo da boca. que produz uma lesão ou degeneração.Overjet. e os processos Tubérculo — Uma pequena elevação do esmalte paalveolares.É o lado ou plano inclinado da cúspide. Ver "Anomalia". na qual as bordas incisais dos den.Dente com três raízes.

veja também coroa. terminologia. 83. 84. 16 Cavidade pulpar dos dentes permanentes. 17-22 permanentes. 85 equilíbrio dos. 5. 6-8 direção das faces da coroa. 62. 114-116 material. 22-27 exfoliação dos. 63 Caninos decíduos. 7. sulco interdental. 117 etapas da escultura.%eSj4. 101-110 detalhes anatómicos.27 fase eruptiva. 87 Área de contato. Curva sagital de oclusão (curva de Spee). 102. 40. descrição. 4. 4 ângulos. anatomia externa. 25. 1-16 periodonto. 58-70 caracteres comuns. 13. 6 . 7 Dentes. 11 Anatomia dos dentes anatomia interna. 63 Canino superior permanente. 24-26 fase funcional. 12-15 Forame apical. descrição. 31-70 Arcos dentais. 16 variações anatómicas. 5 bordas. 81-87 curva sagital de oclusão (curva de Spee). 14 lobos de desenvolvimento. 4-16. 24. 12-16 cavidade pulpar dos. fóssula. 106. 10. 21-23 erupção dos. 12. 4. 10-12 direção das faces livres. veja escultura de dentes em cera Cíngulo. 106 molares. 71-77 anatomia dos permanentes. 83. 31. 114 Espaço interdental.5. 1-16. 86. 84. 26 fase pré-eruptiva. 7. 3 Fossa.147 índice Remissivo Em parceria com Roelf J. 104-110 variações anatómicas. 71-73 Caracteres comuns a todos os dentes.Í2a5 j Crista marginais 7 . 41. terminologia. 26. 4 Cor dos dentes. 84 direção dos dentes. 11 Bossa. 5 clínica. Cruz Rizzolo Ameia. 8. 4-16.. 4 Coroa dental anatómica. raiz anatomia dos decíduos. 12 linha cervical. 14 diferenças entre as faces vestibular e lingual. 107 Ceroplastia dental. 6 Equilíbrio dos dentes. 25 Escultura em cera de dentes. 8-12 direção geral. 38-40. 85 Divisão em terços da coroa e da raiz. 84. 58-70 Direção das faces da coroa. 8-12 divisão em terços.31-70arcos dentais. 8 Fosseta. 8. 12-16 decíduos. 4 detalhes anatómicos. 84 Cúspide. 109-117 erros mais comuns. 102-104 Canais radiculares. 71-77 direção das faces. anatomia externa. 4. 62. 116. 6-8 direção das faces. 107. 15 Câmara pulpar. 86. 9 Direção geral dos dentes nos arcos. 83 curva transversal de oclusão (curva de Wilson). 101-110 incisivos e caninos. 32 oclusão. 26. 106-100 Canino inferior permanente. 87-92 Descrição anatómica dos dentes. 8-12 direção das faces de contato. 12-16 desvio distai da raiz. 8-12 generalidades. 8 . 16 diferenças entre as faces mesial e distai. 85 equilíbrio dos dentes. 87 Erupção dental. veja dentes específicos Diferenças entre os dentes permanentes. 22-27 exfoliação dos dentes decíduos. 11 Faces da coroa. descrição. 15 faces curvas. 5. 27 generalidades. 104 Fórmula dental. 83 Curva transversal de oclusão (curva de Wilson). 5. anatomia. 81-87 caracteres diferenciais. 7 Colo dental. 6. 99-110 caracteres comuns a todos os dentes. 15. 108 premolares.

descrição. "método de dois dígitos". 101. 60. 46-48. 87-92 aspectos fundamentais da oclusão. 38. 69 Segundo premolar inferior. 104-110 Oc? desvio distai. 58-60 Incisivos decíduos. 71-73 Ligamento periodontal. 21 ligamento periodontal. 7. 58-60 Incisivo lateral inferior permanente. 7. 74-76 Primeiro molar superior permanente. 15. 36. descrição. 16 divisão em terços. descrição. descrição. descrição. 56. 8 Variações anatómicas. descrição. 37. 6 exfoliação (reabsorção).-16 Molares. veja dente molar específico Notação dental. 8 fissura. veja dente premolar específico Primeiro molar inferior decíduo.94 posição de repouso. descrição. horizontal. 7. 76. 48-51. 17 bulbo radicular. 58-70 Posições e movimentos da mandíbula. 53-56. descrição. 64. 37. 101 106-110 . 20. 52. 17 gengiva. descrição. 57. 34. 97 movimentos mandibulares no plano horizontal. veja área de contato Pormenores que diferenciam dentes semelhantes. 142-146 Incisivo central inferior permanente. 41-43. 12 Lobos de desenvolvimento. 53 Trespasse vertical. 68. descrição. 4. 102 Ponte de esmalte. 78 Segundo molar inferior perm nente. 92-98 movimentos mandibulares no plano frontal. 7. 67 Primeiro premolar superior. 82 Tubérculo. 5. descrição. 17-19 inervação. 60. 44. 66. 61 Incisivo central superior permanente. descrição. descrição. 95. 89-91 Periodonto. 65 Raiz. 90. 57 Terceiro molar superior. descrição. 5 canais radiculares. 68. 21 Linha cervical. 96 posição de oclusão central ou máxima intercuspidação. 17-20 Glossário. 26. 17-22 cemento. descrição. 74 Sulco. 8 Tecidos de suporte do dente. 6 Oclusão dental. 5. 33. 65 Segundos molares decíduos. 69 Primeiro premolar inferior. descrição. 96. 70 Primeiro molar superior decíduo. 51. 66. 77 Primeiro molar inferior permanente. 17-22 Terceiro molar inferior. 93 Premolares. descrição. 16. 7. 14 Linha equatorial. 21 Polpa dental. 91 contato cúspide-fosseta. 20. 43. 106-110 Respostas da identificação de dentes. 8 secundário. 44-46. 70 Segundo molar superior perma te.61 Incisivo lateral superior permanente. 67 Segundo premolar superior. 8 cicatrícula. descrição. 98 movimentos mandibulares no plano sagital.APEN Gengiva. supranumerária. 8 principal. 87-89 contato cúspide-crista. 35. 93. 64. 7 Ponto de contato. 52.

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