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Anatomia Do Dente - Carlos Madeira - 5ED

Anatomia Do Dente - Carlos Madeira - 5ED

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Miguel Carlos Madeira

do Dente
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Conteúdo
CURSO DE ODONTOLOGIA

CAPITULO l - Generalidades sobre os dentes Aspectos anatómicos elementares dos dentes Direção das faces da coroa dos dentes nos sentidos vertical e horizontal Caracteres anatómicos comuns a todos os dentes Anatomia do periodonto'1' Erupção dental'2' CAPÍTULO 2 - Anatomia individual dos dentes Descrição anatómica dos dentes permanentes Pormenores que diferenciam dentes semelhantes'3' > Descrição anatómica dos dentes decíduos Respostas às perguntas sobre identificação de dentes CAPÍTULO 3 - Arcos dentais permanentes e oclusão dental Arcos dentais'4' Oclusão dental'5' CAPITULO 4 - Anatomia interior dos dentes Cavidade pulpar'6' CAPÍTULO 5 - Escultura em cera de dentes isolados'7' Escultura em cera de dentes isolados Como esculpir um modelo de dente Erros mais comuns APÊNDICE Estudo dirigido'8' Glossário'9' índice remissivo
(1>

l 3 8 12 17 22 29 31 58 71 78 79 81 87 99 101 111 113 114 116 121 123 142 147

Miguel Carlos Madeira e Roelf J. Cruz Rizzolo Mauro Airton Rulli (3> Horácio Faig Leite e Miguel Carlos Madeira <4> Luiz Altruda Filho (5) Miguel Carlos Madeira e Roelf J. Cruz Rizzolo (6) Miguel Carlos Madeira e Roelf J. Cruz Rizzolo (7) Miguel Carlos Madeira e Roelf J. Cruz Rizzolo (8) Miguel Carlos Madeira e Roelf J. Cruz Rizzolo (9) Miguel Carlos Madeira e Roelf J. Cruz Rizzolo
(2)

CAPÍTULO

UHiVE*»OEFEDEflALDOMl* CURSO DE ODONTOLOGIA

l

Generalidades sobre os Dentes

OBJETIVOS l Nomear e caracterizar os aspectos anatómicos gerais dos dentes, explorando também seus aspectos funcionais básicos l Definir designações genéricas básicas em Anatomia Dental, tais como: cúspide, fossa, fosseta, sulco, crista marginal, tubérculo, etc. l Conceituar dente, sem deixar de se referir às suas partes constituintes e sua terminologia l Considerando o plano geral de construção da coroa dental, detalhar as formas básicas e as direções das faces das coroas l Citar e desenvolver explicação sobre os caracteres anatómicos presentes em todos os dentes permanentes l Conceituar periodonto, sem deixar de se referir às fixações da gengiva livre e inserida e ao arranjo das fibras do ligamento periodontal l Desenvolver explicação sobre as funções do ligamento periodontal e dos vasos, nervos e células periodontais l Desenvolver explicação sobre o fenómeno da erupção dos dentes permanentes e a exfoliação dos dentes decíduos l Responder corretamente às perguntas dos Guias de estudo l e 2 l

dilacerar e triturar os alimentos sólidos.Aspectos anatómicos elementares dos dentes G_IA DE ESTUDO l ~::os os "blocos de assuntos" deste e dos demais capítulos e subcapítulos até o final do livro são provisos de "guias de estudo".. tem 20 dentes decíduos e 32 permanentes. direção das faces da coroa e caracteres comuns). fosseta e fossa. 4 Leia novamente e confira se o que escreveu está correto. ao se estirarem. agora realçando (grifando. _ 2 l 2 10 m — = — = 20 2 10 . respectivamente. proteção e sustentação de tecidos moles relacionados. já que o dente está suspenso no alvéolo. 1 Leia uma vez o bloco l (BI). se quiser) os detalhes que julgar mais importantes. sem consultar suas respostas escritas. 7 Leia novamente o bloco l. logo abaixo. Os dentes compreendem os grupos dos incisivos. O que é cúspide e quais são as suas oartes? Para que direções convergem as faces livres e as faces de contato dos dentes nos sentidos vertical e norizontal? Por que? Estas convergências têm a ver com o tamanho maior das faces vestibular e mesial em relação.")? Como é formada a área de contato e onde ela se localiza no dente? Quais são os espaços criados pela (em torno da) área de contato? A linha equatorial passa obrigatoriamente pela área de contato? Como pode ser resumida a diferença anatómica existente entre as faces mesial e distai em todos os dentes? O que significa bossa cervical e lobo de desenvolvimento? Por que a(s) raiz(es) do dente tende(m) a se desviar em direção distai? Conceitue variação anatómica dental. Neste início do estudo é necessário consultar com frequência o Glossário. para alicerçar seu aprendizado e para -r:eber uma instrução mais personalizada. Em caso positivo. 1 . Defina as seguintes depressões da coroa dental: sulco principal. premolares e molares. O ligamento alvéolo-dental resiste a forças da mastigação. ponte de esmalte. Esta união da raiz do dente ao seu alvéolo* é denominada gonfose*. Troque ideias ou argua seus colegas e professores para entender melhor o assunto. como animal difiodonte*. As fibras do ligamento. às faces lingual e distai (ver "Caracteres anatómicos comuns. 6 Leia de novo. cortar. agora mais atentamente. que constituem o ligamento alvéolo-dental ou ligamento periodontal*. às seguintes perguntas: Que -elação pode ser feita entre os termos ligamento alvéolo-dental e gonfose? Qual é a diferença entre colo e linha cervical? E entre coroa anatómica e coroa clínica? A face oclusal é considerada face livre. auxiliam na articulação das palavras e são um importante fator na estética da face. caninos. Procure responder em voz alta as mesmas questões do item 3. Fixam-se nos ossos por meio de fibras colágenas. inioando por este. um tipo específico de articulação fibrosa do corpo. uma sinopse relativa às generalirices sobre os dentes considerados individualmente (aspectos anatómicos elementares. 3 Responda. por escrito.. crista marginal. 5 Em caso negativo. vá ao item 6. Examine dentes naturais e/ou modelos.= = 32 3 16 . sulco secundado. transformam as forças de pressão sobre o dente em tração no osso. atenuando os impactos mastigatórios que sofrem os dentes ao serem introduzidos nos alvéolos. escrevendo. Examine os seus próprios dentes na frente do espelho. É aconselhável segui-los. T3 l Os dentes em conjunto desempenham as funções de mastigação. O homem. volte aos itens l a 4. cada um adaptado às funções mastigatórias de apreender. expressos pelas seguintes fórmulas: dentição* permanente l— C — p! 2 dentição decídua ' Chamada para o Glossário. face de contato ou nenhuma das duas? E a borda incisai? O que é forame apical e onde se localiza? Onde se situa o terço cervical da coroa? Defina as seguintes saliências da coroa dental: cíngulo.tubérculo e bossa. 2 Faça.

É a dentina* que confere cor ao dente. seja por irreflexão. pelo cemento*. A cor do dente pode modificar-se por falha estrutural de seus tecidos. dentre elas a nicotina que o fumante insiste em aspirar. Os permanentes.GENERALIDADES SOBRE OS DENTES Os dentes decíduos são pouco calcificados em relação aos permanentes e. . por dentina. A coroa. que circunscreve a cavidade pulpar*. são brancos como o leite. com destaque para suas faces. é a coroa anatómica*: parte do dente revestida pelo esmalte. assim descrita. mais escuro nos idosos. sendo. O dente é formado por coroa e raiz(es). Ele é composto. A dentina é recoberta. a coroa clínica pode incluir uma parte da raiz anatómica*. na maior parte. O matiz_ varia de pessoa para pessoa.a linha cervical*. Coroa (Fig. Distingue-se da coroa clínica*. e pode tornar-se mais longa se. unidas numa porção intermediária estrangulada chamada colo*. Num mesmo arco dental o matiz varia de dente para dente (o canino é mais escuro que o incisivo) e nas porções de um mesmo dente (tonalidade mais escura no terço* cervical* do que na borda* incisai). 1-1) Face oclusal Borda incisai Ângulo mésio-incisal Ângulo disto-in cisai Figura l -1 . enquanto o dente não completa a sua erupção*. seja por ignorância. como tais. Nesse último caso. A coroa clínica é mais curta que a coroa anatómica. com maior índice de sais calcáreos. No colo. na coroa. pelo esmalte e na raiz. o nível da gengiva* ficar além da linha cervical.Coroas de dentes incisivo e molar. via de regra. são brancos puxados para o amarelo. a junção cemento-esmalte* desenha uma linha sinuosa bem nítida . o esmalte* é praticamente incolor e transparente. por absorção de substâncias químicas que chegam até os canalículos dentinários* ou por impregnação de substâncias estranhas. após erupção e desgaste*. que é a parte do dente exposta na cavidade da boca.

médio e oclusal (incisai). as bordas mesial. por exemplo: borda mésio-vestibular. Dentes molares. o terço cervical corresponde ao bulbo radicular. borda ocluso-lingual.o bulbo radicular*. é a face lingual* (L). As raízes dos dentes birradiculares* ou trirradiculares* saem de uma base comum . Ambas se opõem e são conhecidas como faces livres*.Uma coroa dental tem faces*. opostas entre si. O forame apical põe em comunicação a polpa*. oclusal e cervical da face vestibular. Se as linhas forem verticais. Nos dentes de raízes múltiplas. também conhecidas como faces proximais. identificam-se as bordas que limitam essa face. que nesses dentes anteriores corresponde à face oclusal. os terços da coroa serão: mesial. As faces da raiz têm os mesmos nomes das faces correspondentes da coroa. a borda também pode levar o nome das faces que a delimitam. raízes únicas e pequenas. bordas e ângulos. as faces vestibular e lingual se encontram na borda incisai. . Nas extremidades das bordas incisais estão os ângulos mésio-incisal e disto-incisal. são a face mesial* (M). conhecido como borda* (ou margem). Duas faces da coroa encontram-se em um ângulo diedro*. Nele passam vasos e nervos. médio e apical. Sua denominação será a combinação dos nomes das três faces que o compõem. a mais distante do plano mediano. Quanto menor a coroa. A raiz também é convencionalmente dividida em terços cervical. Pode ser único ou múltiplo e nem sempre se localiza no extremo da raiz. contida na cavidade pulpar*. 1-2) Com propósitos de descrição de uma porção específica do dente. médio e distai (dividem as faces vestibular ou lingual) ou vestibular. por exemplo. a mais próxima do plano sagital mediano no ponto em que ele corta o arco dental*. os terços da coroa serão: cervical*. Terços* (Kg. Se as linhas forem horizontais. ou simplesmente ângulo. Três faces da coroa se encontram em um ângulo triedro*. A face oclusal* (O) é a superfície da coroa que entra em contato com as homónimas dos dentes antagonistas durante a oclusão*. arredondado. Para simplificar. de coroas grandes. por exemplo: ângulo mésio-ocluso-vestibular. e a face distai* (D). por linhas imaginárias. distai. Raiz A raiz do dente relaciona-se em tamanho e número com o tamanho da coroa. Todas as raízes têm a sua extremidade livre conhecida por ápice*. com o periodonto*. pode-se chamá-lo de ângulo mesial da face vestibular. médio e lingual (dividem as faces mesial e distai). o dente pode ser dividido em terços. é a face vestibular'" (V) e a que se volta para a língua. ou para se localizar nela algum detalhe anatómico ou alteração patológica. têm duas ou três raízes. Nos incisivos e nos caninos. Olhando o dente por uma das faces. como. Tomada isoladamente. no qual há uma abertura denominada forame apical*. A face que se volta para o vestíbulo da boca. menor a raiz. As faces de contato*. coroas pequenas.

podem ser definidos da seguinte maneira: Cingulo" .Incisivo e molar com suas coroas e raízes divididas em terços. O terço situado entre dois outros é sempre chamado de terço médio. Dentes permanentes: Superior direito 18 17 16 15 14 13 12 11 48 47 46 45 44 43 42 41 Inferior direito Dentes decíduos: 55 54 53 52 51 85 84 83 82 81 61 62 63 64 65 71 72 73 74 75 l Superior esquerdo 21 22 23 24 25 26 27 28 31 32 33 34 35 36 37 38 Inferior esquerdo Terminologia e definição dos detalhes anatómicos da coroa dental (Kg.GENERALIDADES SOBRE OS DENTES Mesial Distai Figura 1-2 . e l (incisivo central) a 5 (segundo molar) para os decíduos. de 5 a 8.saliência arredondada no terço cervical da face lingual de incisivos e caninos. 1-3) Os elementos arquitetônicos da coroa. Os algarismos dos dentes são de l (incisivo central) a 8 (terceiro molar) para os permanentes. que são elevações e depressões. Os quadrantes da dentição permanente recebem os números de l a 4 e os da dentição decídua. São dois algarismos. Corresponde à porção mais saliente do lobo* lingual. . dos quais o primeiro se refere ao quadrante (um dos quatro hemiarcos) e o segundo à ordem do dente no quadrante. U Vestibular Lingual "Método de dois dígitos" para identificar os dentes Cada dente tem um número representativo que o identifica e o localiza no arco dental*.

em uma mesma cúspide.eminência linear romba situada nas bordas mesial e distai da face lingual de incisivos e caninos (vai do cíngulo aos ângulos incisais) e nas bordas mesial e distai da face oclusal de premolares e molares (estende-se das cúspides vestibulares às linguais). duas estão nas faces livres. Tubérculo* .eminência linear que une cúspides. interrompendo um sulco principal. l l. 13. O tubérculo de Carabelli do primeiro molar superior e o tubérculo molar do primeiro molar . 2. 9.saliência menor que a cúspide. vertentes lisas. 7. Evita que partículas de alimento que devem ser trituradas escapem da zona mastigatória e também protege a área de contato*. Cíngulo Vertente lisa Vertente triturante ou oclusal Aresta longitudinal Aresta transversal Crista marginal Ponte de esmalte Tubérculo Sulco principal Sulco secundário Fosseta (fóssula) principal Fossa Linha cervical Cúspide* . evitando impacção alimentar nela. numa vista vestibular ou lingual). 6. típica de premolares e molares. Crista marginal* . vertentes triturantes ou oclusais. por arestas transversais. Os melhores exemplos são aquelas do primeiro premolar inferior e do primeiro molar superior. 3. sem forma definida. As vertentes e as arestas encontram-se no vértice da cúspide. 1. As vertentes lisas e triturantes mesiais são separadas das homónimas distais. De suas vertentes* ou planos inclinados. 8. 12. 4. e duas na face oclusal.Figura 1-3 -Terminologia dos detalhes anatómicos da coroa dental.saliência em forma de pirâmide quadrangular. As vertentes lisas estão separadas das triturantes por arestas* longitudinais (são as bordas inclinadas que formam o ângulo da cúspide. 10. 5. Ponte de esmalte* .

Fosseta* . são locais eletivos de cárie.pequeno e pouco profundo. São as fossetas principais. traduzida por fendas também lineares denominadas fissuras*. É menos notável nos caninos e incisivos inferiores. que separa as cúspides umas das outras. Direcão* das faces da coroa dos dentes nos sentidos* vertical e horizontal A direção das faces opostas da coroa é a mesma em todos os dentes. Direcões convergentes das faces livres Sentido vertical (Fig. pode haver defeitos de desenvolvimento (fusão incompleta dos lobos) que provocam falta de coalescência do esmalte. semelhante a uma fosseta. 1-4) . No seu trajeto. Nos premolares e . É local de fácil desenvolvimento de cárie. No encontro de um sulco principal com um ou dois secundários. Fossa* . Torna a superfície mastigatória menos lisa. entre os terços cervical e médio da face lingual de premolares e molares ou nas faces de contato de alguns dentes. Sulco* principal* . conhecidas por cicatrículas. denominada forame cego*.elevação arredondada situada no terço cervical da face vestibular de todos os dentes permanentes e decíduos. aumentando a eficiência da trituração. Sulco secundário* . mas convergentes em uma determinada direção.no sentido vertical as faces vestibular e lingual convergem em direção incisai ou oclusal. estreita.escavação ampla e pouco profunda da face lingual de dentes anteriores. Bossa* . que se reduz gradualmente até chegar a um ângulo agudo ao nível da borda incisai. particularmente dos incisivos superiores.depressão linear aguda. São as fossetas secundárias. A convergência é mais ou menos acentuada. À semelhança das fissuras. Tubérculos arredondados pequenos ocorrem com certa frequência na face oclusal de terceiros molares e ocasionalmente em outros dentes com localizações imprecisas. Tal disposição é muito pronunciada nos incisivos e caninos em virtude do seu perfil triangular causado pelo grande diâmetro vestíbulo-lingual perto do colo. distribui-se irregularmente e em número variável nas faces oclusais. e serve para escoamento de alimento triturado. Entre a fossa lingual e o cíngulo pode surgir uma depressão profunda. principalmente sobre as cúspides e na delimitação das cristas marginais. formam-se fossetas menores e menos profundas.também denominada fóssula. segundo o dente considerado. obedecendo assim a um plano geral de construção. Depressões encontradas na terminação do sulco principal (junto à crista marginal ou na face vestibular de molares) ou no cruzamento de dois deles.GENERALIDADES SOBRE OS DENTES inferior decíduo são constantes. Elas não são paralelas. No fundo das fossetas principais podem surgir pequenas depressões irregulares ou pontos profundos no esmalte.

medida no seu diâmetro vestíbulo-lingual.Figura 1-4 . No grupo dos premolares. . o diâmetro vestíbulo-lingual de cada dente é sempre maior quando medido ao nível do terço cervical. Os premolares não foram representados porque neles há pouca ou nenhuma convergência. Na face lingual dos dentes posteriores. a ponto de ser difícil identificá-la com precisão. As barras paralelas às bordas vestibular e lingual ressaltam a convergência das faces livres para a distai. pela presença de uma borda oclusal. mas ainda assim a convergência das faces livres é na mesma direção. bem como o cíngulo dos dentes anteriores. Percebe-se isso examinando o dente por incisai ou oclusal. Em uma estreita faixa ao nível do colo.Coroas dentais vistas pela face mesial. Figura 1-5 — Coroas dentais vistas por oclusal ou incisai. molares o perfil triangular se transforma em perfil trapezoidal. a convergência das faces se faz em direção contrária (para a cervical). uma bossa lingual mal definida acentua a maior proeminência do terço médio. é maior que a metade distai. Em decorrência dessa disposição. As barras paralelas às bordas vestibular e lingual ressaltam a convergência das faces livres para a oclusal ou incisai. há pouca convergência. Realmente. ambas as faces livres convergem ligeiramente na direção distai. cujas faces livres são de pequena amplitude.no sentido horizontal. 1-5) . em razão do estrangulamento do próprio colo. Sentido horizontal (Fig. deduz-se que a metade mesial do dente. É neste nível que se localiza a bossa vestibular de todos os dentes.

Figura l-6 . 1-7). . o maior diâmetro mésio-distal está no terço incisai ou oclusal e o menor. Como os dentes de um mesmo arco se tocam.GENERALIDADES SOBRE OS DENTES Direções convergentes das faces de contato Sentido vertical (Fig. Como consequência. no terço cervical.Coroas dentais vistas por vestibular.as faces mesial e distai convergem em direção cervical. As barras paralelas às bordas mesial e distai ressaltam a convergência das faces de contato para a cervical. O local de toque é conhecido como área de contato* (Fig. Figura l -7 — Áreas de contato dos dentes de hemiarcos superior e inferior (distendidos) marcadas com pequeno retângulo. 1-6) . esse toque se dá pela maior proeminência mesial de um dente com a correspondente distai do vizinho (os incisivos centrais se tocam por suas mesiais). numa relação de contiguidade.

ocupado pela papila interdental* da gengiva* (Fig. o espaço interdental*. 1-8). e um espaço bem menor do lado vestibular. as faces de contato mesial e distai convergem em direção lingual. As barras paralelas às bordas mesial e distai ressaltam a convergência das faces de contato para a lingual.Dentes vistos por oclusal ou incisai. A área de contato protege a papila interdental contra agressões mecânicas (impacção alimentar) durante a mastigação. chama a atenção um grande espaço em forma de V aberto para a lingual. muito mais deslocadas para vestibular do que para lingual. No sentido horizontal (olhando por oclusal). 1-10) . reconhece-se um pequeno espaço no lado oclusal da área de contato. o segundo premolar inferior também exibe uma face lingual alargada. Sentido horizontal (Fig. Faz exceção o primeiro molar superior e também o segundo molar superior decíduo. próximas à borda incisai ou à face oclusal. Eventualmente. . Figura I .I O . pois.11 As áreas de contato situam-se. Figura 1-9 -Ameia vestibular (seta menor) e ameia lingual (seta maior) determinadas pelo contato normal de dentes de um mesmo arco. denominado ameia* lingual. No sentido vertical (olhando-se por vestibular ou por lingual). Figura 1-8 . A área de contato cria quatro espaços em torno dela. 1-9). chegando mesmo a ser de tamanho maior que a face oposta. o que equivale a afirmar que a ausência da área de contato deixa a papila desguarnecida. e um grande espaço prismático no lado oposto.Sulco interdental (seta menor) e espaço interdental (seta maior) determinados pelo contato normal de dentes de um mesmo arco. Ambos têm a face lingual maior que a vestibular. a ponto de causar lesões que se desdobram em alterações possíveis de se estenderem pelo periodonto. pode-se tentar visualizar a área de contato.no sentido horizontal. a ameia vestibular (Fig. o sulco interdental*. Em dentes isolados. que corresponde a uma pequena faceta de desgaste ocasionada pela semimobilidade dos dentes e o atrito entre eles nas oclusões* sucessivas durante a vida.

Bordas ou faces planas. com o contorno da face vestibular ao fundo. se o dente for examinado por lingual. as convergências nos sentidos vertical e horizontal combinadas. Nos dentes anteriores e no primeiro premolar inferior. por distai (no meio) e por um aspecto mésio-lingual (à direita). não há limites precisos entre uma face e outra: quando se examina uma face.GENERALIDADES SOBRE OS DENTES A convergência das faces de contato para a lingual faz surgir a ameia lingual. Face vestibular maior que a lingual .em consequência da convergência das faces de contato para lingual. convexas: há convexidades em todas as faces de todos os dentes. cuja abertura será proporcional ao grau de convergência das faces. como se fossem uma convergência única na direção cérvico-lingual. . As faces dos dentes unem-se por bordas arredondadas. Mesmo superfícies descritas como planas. Decorre desse fato que. como a face vestibular de incisivos. Caracteres anatómicos comuns a todos os dentes Faces curvas . a qual será mais sinuosa quanto mais anterior for o dente (Fig. ver-se-ão partes de suas faces mesial e distai e o contorno vestibular ao fundo (Fig. Em algumas faces aparecem também concavidades alternando-se com as convexidades. a face vestibular tem dimensões maiores do que a face lingual. teremos a linha equatorial* da coroa. como na lingual de dentes anteriores que tem cíngulo e fossa lingual e na oclusal de molares com fossetas e cúspides. são na realidade levemente convexas. as maiores proeminências ou áreas mais elevadas da coroa ficam próximas da oclusal nas faces de contato e próximas da cervical nas faces livres.Coroas dentais vistas pela face lingual. deixam o terço cervical afilado em relação às demais porções do dente. 1-11). vê-se alguma parte da face vizinha. quando encontradas. De acordo com o exposto. 1-12).as faces da coroa de um dente são sempre curvas. Figura 1-12 . Por essa razão. Na maioria das vezes. Figura l-l l . Se unirmos essas proeminências numa linha contínua que contorne toda a coroa. são consequências de desgastes* típicos ou atípicos.Linha equatorial da coroa de um molar inferior vista por vestibular (à esquerda).

a face mesial é geralmente menos alta que a distai. O incisivo central inferior.por ser menor.Coroas dentais vistas pela face vestibular para mostrar a borda correspondente à face mesial (traço espesso) mais alta que a distai. 1-13). que faz aumentar a angulação. Figura 1-15 . Não obstante. mas a vista distai inclui partes das faces vizinhas (Fig. de tal modo a formar com a raiz uma angulação que inexiste (ou é menor) no lado mesial. 1-14 e 1-15) . mais abaulada. O abaulamento deixa a distai mais inclinada. No primeiro premolar inferior. a face mesial possui dimensões maiores do que a face distai em um dente sem desgaste ou pouco desgastado. com o contorno da face mesial ao fundo. não exibe este caráter distintivo com exuberância. Neste caso.1 3 . é o segundo molar superior. deve-se descontar a inclinação distai da raiz. a face mesial esconde o resto da coroa. Além disso.em consequência da convergência das faces livres para a distai.13 A única exceçao na dentição* permanente é o primeiro molar superior e na dentição decídua. Face mesial plana e reta e face distai convexa e curva (Figs. a face distai apresenta-se mais convexa. caninos e molares por vestibular. tanto em visão frontal quanto de perfil.Coroas dentais vistas pela face distai. que tem uma coroa simétrica. Em ambos o tamanho da face lingual predomina sobre o da vestibular. Essa assertiva é comprovada quando se examina incisivos.Coroas dentais vistas pela face vestibular para mostrar a borda distai formando ângulo com o contorno da raiz (traço espesso). com seus limites próximos um do outro. Face mesial maior que a distai . O ângulo correspondente do lado mesial é menos pronunciado. . Figura 1 . a face mesial é mais alta que a face distai. Nos premolares este detalhe é menos marcado. Figura 1-14 .

1-16). . Também aqui é o incisivo inferior que possui a linha cervical mais encurvada.o diâmetro mésio-distal é maior nos molares e menor nos incisivos. Quanto mais larga a face oclusal. Em todos os dentes. tende ao encurvamento (Fig. a linha cervical apresenta-se mais ou menos curva. menor. Nos molares.para mostrar a linha cervical (traço espesso) com curvatura mais acentuada nos dentes anteriores e também no lado mesial em comparação com o distai (segundo Wheeler). muito mais obtuso em comparação com o mésio-incisal.- GENERALIDADES SOBRE OS DENTES Nos dentes anteriores. ela é uma linha praticamente reta. 1-5). maior base de sustentação deve ter a coroa em nível cervical. de acordo com a dimensão desse diâmetro. que a faz tender à retidão. Numa vista oclusal nota-se a maior dimensão da borda mesial (com exceção do primeiro premolar inferior).. é notório o arredondamento do ângulo disto-incisal. A borda distai. No incisivo central inferior é uma curva bem fechada. em forma de V. Linha cervical* . Figura 1-16 -Alguns dentes superiores e inferiores. a curvatura da linha cervical é mais acentuada no lado mesial do que no lado distai (Fig. torna-se um pouco curva (abertura voltada para a raiz) nos premolares e acentua sua curvatura nos caninos e incisivos. Nas faces livres a curva (abertura voltada para a coroa) da linha cervical é tanto mais fechada quanto menor for a dimensão mésio-distal da coroa ao nível do colo. Todos esses detalhes morfológicos concorrem para deixar a área de contato mais cervical na face distai. Conseqúentemente.

15 Inclinação da face vestibular na direção lingual - como as faces livres convergem para a oclusal, deduz-se que a face vestibular se inclina para o lado lingual e a lingual se inclina para o lado vestibular. Das duas, a face que se inclina mais em relação ao eixo do dente é a vestibular, muito mais nos inferiores do que nos superiores. Os premolares e os molares mostram com exuberância essa inclinação. A inclinação lingual começa na união do terço cervical com o terço médio da face vestibular, de modo que os dois terços incisais ou oclusais se inclinam e o terço cervical não. Desta maneira, a maior proeminência vestibular fica restrita ao terço cervical e é conhecida como bossa* vestibular. A maior proeminência da face lingual de incisivos e caninos situa-se também no terço cervical, em virtude da localização do cíngulo. Nos dentes posteriores, a proeminência está no nível do terço médio ou entre os terços médio e cervical.
As proeminências descritas protegem a gengiva* marginal. A borda livre da gengiva coloca-se nas imediações do colo. As bossas das faces livres nas proximidades da gengiva desviam dela os alimentos mastigados. Não há impacção; o bolo alimentar apenas tangencia a gengiva, sem ir de encontro direto a ela (Fig. 1-17). A gengiva situada entre as faces de contato de dois dentes vizinhos (papila interdental) é protegida pelas cristas marginais e áreas de contato.

Figura l -17 - Convexidade cervical das faces livres em um incisivo central superior visto por uma das faces de contato. Da esquerda para a direita: relação correta entre os contornos da coroa e da gengiva - a bossa vestibular e o cíngulo protegem a gengiva marginal e permitem que os alimentos a tangenciem (massageiem) durante a mastigação; contorno inadequado por falta de convexidades cervicais propicia a impacção alimentar; o excesso de convexidades cervicais desvia o alimento, não o deixando promover estimulação mecânica na gengiva.

Lobos* de desenvolvimento - são centros primários de formação do dente durante sua embriogênese, porções que depois se fusionam deixando sulcos como vestígios de sua independência. Os dentes têm quatro lobos, com exceção do primeiro molar inferior (e às vezes do segundo premolar inferior) que possui cinco (Fig. 1-18). Os lobos e os sulcos são evidentes nos incisivos recém-erupcionados. Sua borda incisai é trilobada, isto é, apresenta três mamelões*, que continuam na face vestibular como discretas convexidades divididas por dois sulcos rasos. Após o desgaste natural dos dentes, a borda incisai perde as saliências e torna-se reta, mas a face vestibular mantém os vestígios dos lobos de desenvolvimento.

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jENERALIDADES SOBRE OS DENTES

Figura 1-18 - Desenho esquemático representativo dos lobos de desenvolvimento.

Os caninos e os premolares superiores também exibem lobos destacados. O quarto lobo corresponde ao cíngulo dos dentes anteriores e à cúspide lingual dos premolares. Nos molares, cada cúspide representa a extremidade livre de um lobo. Desvio distai da raiz - tomando-se um dente isoladamente, nota-se que sua(s) raiz(es) em geral se desvia(m) distalmente. O terço apical é o que mais se desvia. Trata-se de um deslocamento do eixo longitudinal da raiz em relação ao eixo da coroa. Pode ocorrer em todas as direções, mas a prevalência maior é o desvio para a distai. O menor desvio observa-se na raiz do incisivo central inferior e na raiz lingual dos molares superiores. O desvio distai da raiz é explicado pela posição distalizada da artéria nutridora do dente durante a sua formação, com o crescimento da raiz em direção dessa artéria dental. Variações* anatómicas - as formas dentais obedecem a um plano de construção, com um padrão morfogenético próprio, individual. Entretanto, as variações dessas formas são frequentes. Basta olhar para as pessoas e notar dentes com aspectos diferentes, não apenas de cor e tamanho, mas também de contorno, forma e estrutura. Assim, o aparecimento de um tubérculo extra, de uma cúspide a mais ou a menos, de uma raiz supranumerária* são variações que não raro aparecem. Não se trata de anomalias* dentais, porque estas interferem com a função. As variações anatómicas não são disfuncionais; não atrapalham o funcionamento dos dentes.
Os dentes mais afetados por variações são os terceiros molares; elas acometem tanto a porção coronária quanto a radicular. O incisivo lateral superior também :.; bastante quanto à forma; pode sofrer um processo de hipodontia*, com a coroa diminuta, conóide e, consequentemente, diastemas* em ambos os lados. O 3Íar superior apresenta uma grande variedade deformas na sua coroa, 'lares, os inferiores são os mais inconstantes quanto à forma.

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Anatomia do periodonto
em parceria com Roelf J. Cruz Rizzolo
GUIA DE ESTUDO 2 1 Leia uma vez o bloco 2 (B2), a seguir. 2 Responda, escrevendo,às seguintes perguntas: Como se divide o periodonto e quais são seus componentes? Quais são as diferenças entre gengiva livre e gengiva inserida? O que é sulco gengival e inserção epitelial e para que servem? Como a gengiva inserida faz a sua fixação? Como se chamam as fibras colágenas por meio das quais ela se fixa? O que é ligamento periodontal, como é constituído e para que serve? Como se dispõem as fibras do ligamento periodontal e por que se dispõem dessa maneira? De que maneira os vasos e nervos chegam ao periodonto? Quais são as funções nervosas dentro do periodonto, com detaIhamento sobre a função proprioceptiva? Para o que mais serve o periodonto além de suas funções nutritiva, sensorial e mecânica? Como ou em que condições o cemento é depositado? Quais são as principais causas das moléstias periodontais? Defina erupção dental. Discorra sobre movimento eruptivo do dente, suas causas e suas direções. Qual é a diferença entre erupção ativa e erupção passiva? Descreva as posições dos germes dos dentes no interior da cripta óssea durante a fase pré-eruptiva. Existe rizogênese na fase pré-eruptiva? E na fase pré-funcional? Como é que a coroa dental consegue se movimentar, sair da

UNIVERSIDADE FEDEM. DO PARÁ CURSO DE ODONTOLOGIA 8IBU8TECAPROF OR FRANCISCO G. Âi-MO

cripta óssea e irromper na cavidade bucal? Ao atingir o plano oclusal, na fase pré-funcional, os movimentos eruptivos cessam? Qual é a hipótese mais aceita para explicar o mecanismo da erupção dental? O que é e como se processa a exfoliação dos dentes deciduos? Em que locais das raízes dos dentes deciduos anteriores e posteriores começa a reabsorção? Além da reabsorção radicular, que outros fatores concorrem para a queda do dente decíduo? O que é dente decíduo retido? Ele permanece em estado funcional para sempre? 3 Leia novamente e confira se as respostas estão corretas. Consulte sempre o Glossário para completar ou ampliar seu entendimento. 4 Se as respostas estiverem erradas ou incompletas, volte aos itens l a 3. Se estiverem correias, passe para o item 5. 5 Leia de novo, agora mais atentamente.Troque ideias com os colegas. Examine radiografias panorâmicas e periapicais para identificar componentes do periodonto. Examine sua própria gengiva na frente do espelho. Examine radiografias e crânios de crianças de várias idades. 6 Leia ainda uma vez mais o bloco 2 para destacar os detalhes que julgar mais importantes.

B2

Periodonto (peri, ao redor, em torno; odonto, dente) é o termo genérico referente aos tecidos de suporte do dente, que são o alvéolo* dental, o ligamento periodontal*, o cemento* e a gengiva* (Figs. 1-19 e 1-20). A gengiva é considerada o periodonto de proteção, já os demais tecidos de suporte são chamados de periodonto de inserção. O cemento, apesar de ser um tecido dental, funcionalmente participa do ligamento periodontal e, portanto, faz parte do periodonto. O periodonto de proteção divide-se em gengiva livre e gengiva inserida. Entre elas, acentuando a sua divisão, há uma linha chamada ranhura gengival; muitas vezes não é observada a olho nu, diferente da junção mucogengival, divisão entre mucosa alveolar e gengiva inserida, que é sempre bem visível (Fig. 1-21). A gengiva livre circunda os dentes em forma de colarinho. Nas faces de contato, esse colarinho forma a papila interdental*, que é mais afilada nos dentes anteriores e mais protuberante nos dentes posteriores, chamada de zona de COL; esta variação ocorre devido à diferença entre os pontos de contato. Entre o dente e a gengiva livre existe uma fenda chamada de sulco gengival*, que, no seu interior, é rico em uma substância proteica chamada fluido gengival com funções de defesa.

que é preenchido por ligamento periodontal.:. quase intacto. O sulco gen- . vasos e nervos. A) Vista lateral (vestibular). 1 Coroa 2 Raiz 3 Cavidade do dente (que aloja a polpa dental) 4 Septo interalveolar 5 Crista alveolar 6 Cortical alveolar (lâmina dura) 7 Espaço periodontal Figura 1-20 -Alvéolo dental (cortical óssea alveolar) de um terceiro molar inferior.Radiografia periapical da área de incisivos inferiores para mostrar raiz dental no interior de seu alvéolo e o espaço entre ambos. por onde passam vasos e nervos. Figura 1-21 — Periodonto de protEção (gengiva) circundando : -: :í :.::. removido de uma mandíbula seca. ~ . Notar a quantidade de forames.18 GENERALIDADES SOBRE OS DENTES Figura 1-19 . B) Vista superior (oclusal). --. :-es e ine cobrindo parte do r.: : -.

5 a 2mm de profundidade) fixa-se a toda periferia do dente. Fibras circulares Fibras transgengivais Fibras transseptais 4 Fibras horizontais 5 Fibras oblíquas 6 Fibras apicais Figura 1-24 . e que deve ser preservada intacta. .Principais fibras alveolodentais e dentogengivais em uma vista vestíbulo-lingual. O epitélio da gengiva livre.Fibras gengivais circulares. Figura 1-22 . 1 2 3 4 5 Fibras dentogengivais Fibras circulares Fibras crestodentais Fibras horizontais Fibras oblíquas 6 Fibras apicais Figura 1-23 . que protege biológica e mecanicamente o fundo do sulco gengival. 1-22. aparece uma espessa mucosa especializada. 1-23 e 1-24).Principais fibras alveolodentais e dentogengivais em uma vista mésio-distal. aderida ao dente e ao osso. nas proximidades da junção cemento-esmalte. no fundo do sulco gengival (0. É a inserção epitelial. que é a gengiva inserida. As fibras gengivais são uma trama de fibras que ajudam na inserção do periodonto de proteção ao colo do dente (Figs.19 Limitando a gengiva livre e estendendo-se sobre o processo alveolar.

com suas fibras dentogengivais. a gengiva será dilacerada no ato da extração. Tanto maior será a tração quanto mais vertical for a pressão sobre o dente. O ligamento periodontal. Cruz Rizzolo]. Estas fibras assim aderidas. estendem-se do cemento de toda a raiz do dente à superfície interna da cortical óssea alveolar. evitam que o ápice do dente seja aprofundado no alvéolo. Ambas limitam os movimentos extrusivos do dente ÍFigs. nos quais as fibras podem ser vistas cobrindo a raiz. 'As fibras colágenas inclinadas. o ligamento periodontal muda a sua direção oblíqua do alvéolo para o dente. fibras e substância fundamental amorfa. suas fibras irradiam-se a partir do ápice radicular e na borda livre são inclinadas ao contrário (do dente para a crista alveolar). Ele é basicamente constituído por células. além de sua fixação óssea por meio de fibras colágenas (fibras alveologengivais). Previamente às exodontias é necessário proceder à sindesmotomia. Assim. formando uma articulação fibrosa. uma disposição oblíqua. 1-19). não-elástico. também conhecido como ligamento alvéolo-dental. por sofrerem mineralização nas extremidades. Como elas são onduladas. em um dos livros do mesmo autor: "Anatomia da face" e "Anatomia facial com fundamentos de anatomia sistémica geral" [este em colaboração com Roelf J. Este fato pode ser comprovado nos dentes extraídos. que tensiona o ligamento e traciona as paredes do alvéolo. 1-22 e 1-23). Abaixo dessas fibras crestodentais encontram-se as fibras horizontais. Essas fibras dispõem-se diagonalmente do alvéolo para o dente. de tal modo que os vasos dentais não sejam lesados ou ocluídos. deixando o dente suspenso no alvéolo. As . Grupos de fibras também unem um lado ao outro da papila interdental (fibras transgengivais) e um dente ao outro (transeptais ou interdentais). O restante dessa pressão mecânica se transforma em força de tração no osso. Como o próprio nome diz. impedem que o dente invada ou penetre no osso. ficando aderidas a eles. 1-22 e 1-23). pois o protege após qualquer tipo de pressão indesejada. Ao atenuar os impactos mastigatórios.GENERALIDADES SOBRE OS DENTES A gengiva inserida. consultar o subcapítulo "Biomecânica do esqueleto facial". são chamadas de fibras de Sharpey e têm função importante na sustentação de todo o periodonto. portanto. distendem-se sob tensão. Sem isso. podendo muitas delas acompanhar o contorno do colo dental de maneira circular ou semicircular (Fig. faz a ligação do cemento à cortical óssea alveolar. a gonfose*. porque são rompidas junto ao osso. a força da oclusão é parcialmente absorvida pelo ligamento periodontal (e por um sistema de pressão hidráulica. que é a separação do dente dos tecidos moles pela secção de fibras do ligamento periodontal. Suas duas extremidades são embutidas no osso e no cemento. durante a oclusão. 1-24). Os densos feixes de fibras colágenas do ligamento periodontal contidos no espaço periodontal (Fig. No fundo. São Paulo). fixa-se também no ponto da inserção epitelial da gengiva livre (no cemento. que formam uma espécie de ligamento entre o cemento cervical e a crista alveolar. é um tecido conjuntivo denso fibroso. importante para manutenção. permitindo assim uma certa mobilidade do dente. semelhante às sindesmoses (Figs. apresentando. junto ao fundo do sulco gengival). Nas duas extremidades do alvéolo. uma vez distendidas. Para melhor conhecer o destino dessa força mecânica. formado por vasos que se dispõem em rede em torno da raiz). ambos editados em 2004 pela Sarvier.

Mas o cemento não. veias. Alguns nervos (vasos também) podem penetrar na polpa através de forames suplementares frequentemente existentes no terço apical da raiz. comuns em outras articulações. osso (osteoblastos) e cemento (cementoblastos). As camadas de cemento acelular e celular são depositadas mais lentamente do que as de osso e predominantemente na região apical. Um fator que determina a necessidade desse reforço para restabelecer a precisão do movimento mastigatório é a alteração da oclusão devido a atritos e desgastes. trabalham em conjunto com receptores aferentes semelhantes dos músculos da mastigação. por oclusões sucessivas. para corrigir a posição do dente. mas principalmente para a propriocepção e pressão. em que o osso sob pressão é reabsorvido e sob tração é depositado. ditada pela idade. dando eficiência e precisão aos movimentos mandibulares. vasos linfáticos e nervos provenientes de ramificações dos ramos dentais e peridentais. cáries. Estes dois últimos tipos de células ficam enfileirados. Terminações táteis também são abundantes. a "memória periodontal" se esgota. o "banco de memória proprioceptiva" que temos no cérebro é realimentado. por exemplo. Estes últimos são intra-ósseos e alguns de seus ramos chegam ao espaço periodontal após passar pela cortical óssea alveolar. que dão acesso a canais secundários* ou pulpo-periodontais. por exemplo. a largura do espaço periodontal tende a diminuir. o cemento engrossa em razão de uma produção exagerada (hipercementose) no dente fora de função (sem estímulo mecânico). nem no lado da pressão nem do lado da tração. Na movimentação ortodôntica. o osso pode sofrer reabsorções. Mas a exatidão ou precisão de seus movimentos é prejudicada com a perda do periodonto. A cada oclusão*. movimentos dentais. porque os impulsos proprioceptivos estão presentes nos músculos e articulações. No meio dos feixes ligamentosos e em sulcos das paredes do alvéolo (para se protegerem de pressões exageradas) correm artérias. para se detectar a espessura de um fio de cabelo colocado entre os dentes. o periodonto estimula a formação de células que irão formar fibras colágenas (fibroblastos). Esta diminuição. para que haja a exata repetição dos movimentos realizados. restaurações e fraturas. . seus tendões e da articulação temporomandibular. Os fibroblastos. sensorial e nutritiva. Não havendo esse reforço. ficam dispersos entre as fibras do ligamento periodontal. novas camadas são adicionadas às previamente existentes. que é toda perfurada por pequenos forames. Além de suas funções mecânica. Com o passar do tempo. Pessoas desdentadas mastigam normalmente e têm uma boa noção da posição espacial da mandíbula durante sua movimentação. Por outro lado. Osso e cemento crescem de maneira semelhante. que conectam os colos de dentes adjacentes acima do septo interdental. As terminações nervosas proprioceptivas do periodonto.21 fibras mais superficiais são as transeptais. Os nervos periodontais são sensitivos para a dor. engrossando o ápice e alongando a raiz. o suficiente. Vasos periodontais e vasos gengivais comunicam-se entre si ao ultrapassarem o denso ligamento circular formado pelas fibras horizontais do ligamento periodontal. pode também ocorrer devido a requisitos funcionais. erupção contínua. a espessura do cemento não se modifica. formando camada junto ao alvéolo ou junto à raiz do dente. bem como as células de defesa.

com suas raízes em formação. Estas condições provocam a gengivite. a partir da região cervical em direção apical (pode também se espalhar a partir da polpa. perda do ponto de contato. 1-27. Os germes dos demais dentes permanentes encontram-se em suas criptas alveolares (Gentileza do Dr. O conhecimento atual da doença periodontal preocupa-se antes com o ser humano. em um âmbito mais abrangente. Moléstias perlodontais têm início com a organização de um biofilme de microorganismos decorrente de má higiene. 1-25. O periodonto também pode ser lesado na presença de restaurações deficientes com falta ou excesso de material. excessiva pressão mastigatória. contato prematuro*. Ao profissional promotor de saúde cabe compreender a sua dinâmica. Erupção dental Mauro Airton Rulli (Figs. causando a periodontite. pedra fundamental para a construção de um saber. sendo os primeiros passos a dedicação ao conhecimento anatómico. Célio Percinoto). pelo forame apical). escavação excessiva que provoca abrasão dental e retração gengival e tudo isso deve ser prevenido. A inflamação no periodonto de proteção pode evoluir para a inserção epitelial e propagar-se a outros tecidos de suporte do dente. 1-28 e 1-29) Figura 1-25 . O início de uma lesão periodontal pode também ocorrer ante o trauma oclusal*. Esta doença inflamatória destrói o ligamento periodontal e o osso alveolar.Radiografia panorâmica de uma criança de 5 anos com todos os dentes decíduos em uso. maloclusão*. Os primeiros molares permanentes e os incisivos centrais inferiores estão em início de erupção. posição muito inclinada do dente no arco. Os fibroblastos são muito ativos na manutenção dessas fibras e na substituição de velhas por novas. 1-26. . que é a irritação e a inflamação da gengiva.GENERALIDADES SOBRE OS DENTES As fibras do ligamento periodontal também sofrem contínua reconstrução. cáries.

Notar no segundo desenho a fusão do epitélio reduzido do esmalte (traço preto contornando a coroa) com o epitélio bucal e. a emergência do dente na cavidade bucal e a formação da inserção epitelial (adaptado de Brescia). Figura 1-29 — Aspectos histológicos da erupção de um dente. Comparar com a mesma área da figura l -25 para observar o estado de desenvolvimento similar (Gentileza do Dr. Horácio Faig Leite).Mandíbula de criança de aproximadamente 8 anos preparada especialmente para mostrar o estado de desenvolvimento similar ao da figura 1-27. . Figura 1-28 .Radiografia periapical de dentes inferiores de uma criança de 9-10 anos. Horácio Faig Leite). e os molares decíduos em processo de rizólise.23 Figura l -26 . com parte das raízes calcificadas. Notar os premolares em erupção. Figura l -27 . na sequência. se bem que um pouco mais atrasado (Gentileza do Dr.Radiografia periapical de dentes inferiores de uma criança de 5 anos. com o primeiro molar permanente quase que totalmente formado e já alcançando o plano de oclusão.

GENERALIDADES SOBRE OS DENTES

A erupção* é o processo migratório que conduz os dentes, tanto decíduos quanto permanentes, desde seu local de desenvolvimento intra-ósseo, penetrando pela mucosa gengival, até alcançarem e manterem sua posição funcional no arco dental. Convém esclarecer, desde logo, que a emergência ou irrompimento do dente, isto é, o aparecimento da coroa dental na cavidade bucal, é apenas um dos eventos do complexo processo da erupção. A direção do movimento do dente, durante a erupção, é resultante do crescimento dental, do crescimento do osso alveolar e do crescimento do osso de suporte, isto é, da maxila ou da mandíbula. Qualquer desequilíbrio no desenvolvimento destas estruturas pode alterar o sentido da movimentação eruptiva, inclusive ao ponto de provocar a inclusão do dente, ou seja, impedir sua erupção. Na erupção dental, o movimento prevalente é o axial* ou vertical para a oclusal, mas ocorre também movimentação do dente em todos os planos. Assim, pode haver inclinação para a mesial, distai, vestibular ou lingual, giroversão* ou deslocamento no plano horizontal, para que seja atingida a posição funcional. O movimento dos dentes em relação à mandíbula ou maxila é denominado erupção ativa, enquanto a exposição gradual da coroa dental no meio bucal, ' decorrente da retração da gengiva devida ao deslocamento da aderência epitelial em direção apical, é chamada erupção passiva. Desde que a posição funcional do dente seja passível de sofrer ajustes, embora pequenos, durante toda a sua existência, para que seja mantido constante relacionamento com seus vizinhos e antagonistas, a erupção deve ser considerada como um processo contínuo. A época do irrompimento de um dente varia amplamente, portanto, apenas aqueles casos que fogem muito da ampla faixa normal de variação podem ser considerados anormais. De modo geral, ocorre mais cedo nas meninas do que nos meninos e o atraso é mais frequente que a aceleração.
O desenvolvimento e a erupção dos dentes são facetas do crescimento somático e, em decorrência, podem ser afetados por fatores sistémicos; somente nos casos de crescimento somático deficiente, causado por distúrbio endócrino, deve-se esperar atraso generalizado do irrompimento dos dentes. Dentre as glândulas endócrinas, a hipófise e a tireóide são as que exercem maior controle sobre o desenvolvimento e irrompimento dentais. Fatores locais, como por exemplo a falta de espaço no arco dental ou a presença de cistos, podem atrasar e até mesmo impedir a erupção.

A erupção dos dentes permanentes ou decíduos pode ser dividida nas seguintes fases sucessivas: pré-eruptiva, pré-funcional e funcional. A fase pré-eruptiva compreende a movimentação^ do germe dental* nas etapas iniciais do seu desenvolvimento, nojnterÍQX_do^Qsso_em crescimento, a fim de se CQlo.car_numa_ posição adequada ao movimento para a oclusal. O término da fase pré-eruptiva ocorre quando a coronogênese termina e inicia-se a rizogênese*, estando o g£rnie_denlalxionfinado, quase inteiramente, em uma cripta* óssea. Inicialmente, os germes dos dentes decíduos e permanentes ocupam uma cripta óssea comum, mas quando a morfogênese da coroa do decíduo está quase concluída há crescimento de uma lâmina óssea interveniente que possibilita ao dente permanente ficar em sua própria cripta.

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Ao final desta fase, em raras ocasiões, ojzpittâojreduzido dp_órgão do_esmalte pode sofrer__alterações que resultam na formação de-um.cisto, denominado cisto de erupção, que se dispõe circundando a coroa dental, às vezes causando aumento volumétrico gengival perceptível e atrasando o irrompimento.

Os dentes permanentes que possuem predecessores decíduos executam movimentação complexa antes de alcançarem a posição propícia à erupção. Assim, os germes dos incisivos e caninos permanentes iniciam seu desenvolvimento em posição e ao nível da região coronária do germe do dente decíduo; entretanto, no final da fase pré-ej^tiya, tais dentes localizam-se ainda em posição lingual, mas agora ao nível da região apical de seus predecessores decíduos. <Os premolares iniciam seu desenvolvimento em posição lingual e ao nível da região da coroa dos molares decíduos; mais tarde, ficam situados entre as raízes divergentes desses molares e, no final da fase pré-eruptiva, estão localizados abaixo das raízes dos molares decíduos. Deve-se ressaltar, contudo, que tais alterações de posicionamento também são devidas, em parte, ao crescimento em altura dos ossos de suporte, que nessa fase é muito rápido. A fase pré-funcional vai desde o início da rizogênese até o posicionamento do dente no plano oclusal. Quando se inicia a formação da raiz ou raízes, a coroa dental começa a ser impulsionada em direção à mucosa gengival. O primeiro indício morfológico de que um dente vai movimentar-se para a oclusal é a inteira reabsorção* do teto de sua cripta óssea. É nesta fase que ocorre o irrompimento do dente; assim, a coroa faz seu aparecimento no meio bucal quando a raiz ainda não está completamente formada e antes que o osso alveolar tenha atingido suas dimensões funcionais. Daí a maior suscetibilidade para o mau posicionamento nesta etapa da erupção. Enquanto o dente se movimenta para a superfície, o tecido conjuntivo situado entre o epitélio reduzido do órgão do esmalte e o epitélio gengival vai desaparecendo. Quando a borda incisai ou as cúspides se aproximam da mucosa gengival, o epitélio reduzido do órgão do esmalte e o epitélio gengival fusionam-se. A continuação do movimento eruptivo determina a ruptura do epitélio fusionado sobre a borda incisai ou topo da cúspide, e o dente irrompe no meio bucal. A fase funcional compreende o período em que, após atingirem o plano oclusal, os dentes continuam tendo movimentos para se ajustarem entre si. Estes ocorrem prevalentemente na direção pclusomesial, e é graças ao deslocamento mesial que os pontos de contato entre dentes vizinhos são mantidos. O movimento oclusal, aliado a um depósito de cemento apical, compensa o desgaste oclusal funcional, com a finalidade de manter a relação adequada dos arcos dentais entre si. A velocidade da erupção é muito mais rápida antes do que após o contato oclusal, podendo, entretanto, acelerar-se novamente após a perda do antagonista*, até possibilitando pequena extrusão além do plano oclusal, isto é, uma sobreerupção.
Trauma agudo intenso pode resultar na parada da erupção ativa se, durante a fase funcional, o ligamento periodontal for seriamente lesado, com ocorrência de reabsorção radicular e aposição óssea no espaço periodontal levando à anquilose*, isto é, a fusão da raiz dental com o osso alveolar, o que impedirá a movimentação dental para a oclusal.

GENERALIDADES SOBRE OS DENTES

Muitas foram as hipóteses aventadas para explicar o mecanismo da erupção, no entanto, nenhuma delas conseguiu ainda apresentar argumentação que possa, sem restrição experimental, torná-la plenamente aceita. Todas as estruturas envolvidas na odontogênese e na constituição do complexo dento-alveolar já foram, em uma época ou outra, apontadas como o agente que gera a força capaz de impulsionar o dente em direção oclusal. Atualmente, o ligamento periodontal é tido como a estrutura capaz de gerar a força eruptiva principal, sendo que nos dentes de crescimento contínuo, como os dos roedores, os fibroblastos do ligamento periodontal são os principais responsáveis pela geração da força eruptiva principal.

Exfoliação* dos dentes decíduos
Consiste na eliminação fisiológica desses dentes, em consequência da reabsorção de suas raízes, antes de sua substituição pelos sucessores permanentes. Admite-se que as células multinucleadas de reabsorção possam diferenciar-se no tecido conjuntivo como resposta à pressão exercida pelo dente permanente em crescimento e em movimento para a oclusal. Entretanto, a reabsorção radicular pode acontecer mesmo no caso de ausência do germe do dente permanente devido a fatores supervenientes como a sobrecarga oclusal. QJaz-^e inicialmente sobre o osso que separa o alvéolo do dejite dLecí__duo e a cripta, do, dente permanente e"BepoiY^õrjre^j-ajz_dental. Devido à posição do germe do dente permanente, a reabsorção dos incisivos e dos caninos decíduos começa ao nível do terço apical da face lingual; o germe do dente permanente segue uma direção oclusal e vestibular. Quando o dente permanente está localizado perfeitamente abaixo do decíduo, a reabsorção deste se faz em planos transversais e o dente erupciona na posição ocupada pelo dente decíduo; nesses casos, o decíduo é exfoliado antes de aparecer o dente de substituição, enquanto nos outros casos, o ^nte^ennaiKj^te pode Jazer sua^emQção, embora o dente deddu©<«ntiimeTTn seu lugar. Nos molares decíduos, a reabsorção das raízes começa nas superfícies radiculares voltadas para o septo inter- radicular, pois os germes dosj>remolares, de início^encontram-se entre aín:aízes dos molares decíduos^Em condições normais, a reabsorção radicular e a lise do tecido pulpar são indolores e assintomáticas; iniciam-se pela pressão do dente permanente, mas também sofrem influência da debilitaçao dos tecidos de sustentação do dente decíduo, causada pela reabsorção radicular e pela migração da aderência epitelial do dente decíduo em direção apical, aumentando a coroa clínica. As forças mastigatórias aumentam com o crescimento dos músculos da mastigação, e os hábitos alimentares tornam-se mais vigorosos, de modo que devido à destruição do periodonto de inserção elas são transmitidas ao osso como pressão, coadjuvando a queda do dente decíduo. O processo de queda apresenta períodos de grande atividade e de repouso relativo; durante os períodos de repouso relativo, além de não haver reabsorção, pode ocorrer reparação por aposição de cemento e/ou osso.

poderá haver atraso ou erupção ectópica.tá CURSO DE ODONTOLOGIA NUCIEttfflQF OR. denomina-se o dente decíduo de dente retido.FRANC!SCOaÁi. Em algumas oportunidades. às vezes.^ » CURSO DE ODONTOLOGIA 8I8UCTECA W DR FRANCISCO G. É importante ressaltar. isto é. Át . as suas raízes são reabsorvidas pela sobrecarga mastigatória e eles acabam exfoliados. eles ficam durante longo tempo em bom estado funcional. Outro fator de permanência do dente decíduo por maior tempo é a ausência ao germe ao dente permanente de substituição. fora de sua posição normal. comumente. sobretudo para aplicação clínica. ficando posteriormente abaixo dos seus vizinhos que continuaram sua erupção vertical. o trauma oclusal4 pode determinar a anquilose* do dente decíduo em vez de sua queda. caso contrário. o dente pára de fazer sua erupção ativa e permanece em uma determinada altura.27 Remanescentes dos dentes decíduos podem escapar à reabsorção e permanecer na boca durante certo tempo. nesse caso. mas. isso ocorre com maior frequência com os molares ãecíduos que têm um diâmetro maior que o do premolar de substituição.. que a queda precoce do dente decíduo pode acelerar a erupção do sucessor permanente se o espaço for mantido. •'£ F£0£iRAL LÕ 5v. todavia esses resíduos serão reabsorvidos progressivamente. nesses casos.

estabelecendo comparações com os dentes homónimos permanentes l Relacionar os fatores que determinam diferenças anatómicas de coroa e raiz entre dentes semelhantes ou de um mesmo grupo dental. FRANCISCO 6. 5 e 6 l . extraídos. 4. para identificá-los (pelo sistema de dois dígitos numéricos que os localizam no arco). Ál-MO 2 Anatomia Individual dos Dentes OBJETIVOS l Identificar e descrever os acidentes anatómicos de cada um dos dentes permanentes e decíduos típicos l Descrever cada uma das faces da coroa de cada dente permanente. entre primeiro e segundo molar superior. com um mínimo de 80% de acerto l Responder corretamente às perguntas dos Guias de estudo 3. indicando com precisão seus detalhes anatómicos l Descrever a(s) raiz(es) de cada dente permanente l Descrever coroa e raiz(es) de cada dente decíduo. por exemplo. entre caninos superior e inferior l Analisar as características diferenciais de dentes naturais.CAPITULO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CURSO DE ODONTOLOGIA 88UOTECA PROF DR.

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Descrição anatómica dos dentes permanentes
GUIA DE ESTUDO 3 1 Leia uma vez o bloco l, examinando as figuras, e de preferência com dentes secos à mão. Leia também as páginas 58 a 63. 2 Responda, escrevendo, às seguintes perguntas: Qual é o significado da borda incisai serrilhada dos incisivos recém-erupcionados? Por que essa condição não existe no homem adulto? Que diferença existe no contorno dos ângulos mésio-incisal e disto-incisal? A área de contato fica mais próxima de qual deles? A face lingual do incisivo central superior possui sulcos e fossetas? Descreva-a e desenhe-a. Qual é a forma do contorno da face mesial do incisivo superior e em que local ela é mais larga? O desgaste da borda incisai dos incisivos superiores fica do lado lingual ou vestibular? Por que? O primeiro dente da Fig. 2-1 é direito (l I) ou esquerdo (21)? E o segundo? Explique quais são as diferenças do contorno da face vestibular do incisivo central e do lateral superior (faça desenhos). Descreva a face lingual do incisivo lateral superior. Faça uma comparação entre as raízes do incisivo central e do lateral superior e destaque as diferenças existentes. O primeiro dente da Fig. 2-4 é direito (12) ou esquerdo (22)? E o segundo? Identifique quanto ao lado também os dentes das Figs. 2-35 e 2-36. Compare as faces linguais dos incisivos superiores com as dos incisivos inferiores e explique que diferenças há. O que significa a coroa do incisivo lateral inferior estar "torcida" em relação à raiz (considere o eixo vestíbulo-lingual da coroa e explique a posição do cíngulo ou do ângulo disto-incisal)? Explique quais são as diferenças do contorno da face vestibular do incisivo central e do lateral inferior (faça desenhos). Descreva a conformação da raiz do incisivo inferior. O primeiro

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dente da Fig. 2-8 é direito (42) ou esquerdo (32)? E o segundo? Identifique quanto ao lado também os dentes das Figs. 2-38 e 2-40. Quais são os contornos da face vestibular do canino superior e do inferior? Desenhe-os. Pelo aspecto incisai percebe-se uma diferença entre as metades mesial e distai da face vestibular. Qual é ela? Esta diferença ocorre somente nos caninos superiores? Tente reproduzi-la em um desenho. Compare a raiz do canino superior com a do inferior e cite as diferenças encontradas. Descreva a face lingual do canino superior e desenhe-a. O primeiro dente da Fig. 2-9 é direito (13) ou esquerdo (23)? E o segundo? O primeiro dente da Fig. 2-1 l é direito (43) ou esquerdo (33)? E o segundo? Identifique também os dentes das Figs. 2-41 e 2-42. 3 Leia novamente e confira se suas respostas estão corretas (confira também, com os colegas ou com o professor, a identificação dos dentes das fotos). 4 Em caso negativo, volte ao item l. Em caso positivo, vá ao item 5. 5 Complemente suas respostas procurando informações em outros livros. Examine a maior quantidade possível de dentes naturais (no crânio ou isolados) e de modelos industrializados. Compare-os com as figuras do livro. Discuta as questões de estudo com seus colegas. Esculpa em cera (agora ou quando chegar ao último capítulo) dentes incisivos e caninos. 6 Leia o bloco l, agora mais atentamente. 7 Leia novamente o texto, agora grifando e destacando os detalhes que julgar mais importantes. 8 Desenvolva os estudos dirigidos sobre dentes incisivos e sobre caninos, que se iniciam à página 123, no Apêndice.

BI

A anatomia exterior dos dentes deve ser muito bem conhecida. O estudo simplesmente teórico não basta. O aluno precisa estudar a descrição detalhada do dente com exemplares deles nas mãos. Além de dentes naturais, macromodelos de gesso ou resina e modelos de arcos dentais ajudam a entender os aspectos que se quer ensinar. O desenho e a escultura em cera são também valiosos meios de aprendizagem da anatomia dental, além de desenvolverem a habilidade psicomotora. As descrições feitas a seguir são para dentes sem desgaste. O desgaste altera a forma; as cúspides, por exemplo, têm vértices agudos quando erupcionam, mas logo se arredondam com o desgaste mastigatório.

A respeito disso, o Dr. Hiromi Yonezawafaz algumas observações, que aqui são transcritas: "No dia-a-dia da prática clínica, a anatomia dental apresenta variações segundo motivos mais diversos. A descrição é clássica somente em raros adolescentes, onde não houve a triste lesão cariosa e consequentemente a intervenção profissional. Entre os motivos que modificam a anatomia do dente podemos citar: 1. A antropotipologia concorre para definir algumas variáveis. Os indivíduos longilíneos e dolicocéfalos apresentam dentes onde, na relação comprimento/largura, o comprimento predomina, com cúspides mais altas e vertentes mais íngremes. Os brevilíneos, braquicefálicos, apresentam uma relação comprimento/largura cuja diferença não se faz tão pronunciada como no biótipo anterior: cúspides baixas, vertentes menos íngremes. A miscigenação dos grupos étnicos, muito intensa no Brasil, dificulta um pouco a distinção das características próprias de cada raça ou biótipo. 2. Outra variável, também perceptível, refere-se a hábitos alimentares e mastigatórios (se bilateral, unilateral ou predominância de um dos lados). Nas famílias, onde a alimentação se baseia em massas, percebe-se pouco desgaste dos dentes no decorrer da vida. Em se tratando de Brasil, o regionalismo alimentar se faz notar. 3. Não devemos esquecer que no curso da vida uma parcela da população acaba perdendo alguns elementos dentais, fato esse transformando-se em etiologia de hábitos unilaterais, o que acarretará na alteração da anatomia pela solicitação contínua de um dos lados. A extração de um elemento causará a mudança da forma dental também pela migração ou inclinação. Na doença periodontal, perda óssea alveolar e consequente cirurgia, a topografia dente/osso alveolar'/gengiva sofre drástica alteração em relação à anatomia descrita em livros. 4. Nos indivíduos com predominância de respiração bucal, os atos mastigatório e de deglutição são perturbados pela necessidade de respiração, e a mastigação não se desenvolve, com consequente desgaste fisiológico diminuído. O número de movimentos mastigatórios por bolo alimentar é menor e afoita de fricção do alimento na gengiva enseja a doença periodontal e consequente perda óssea e mudança na relação dente/ osso alveolar/gengiva. 5. A iatrogenia* em dentística restauradora e prótese dental no decorrer da vida também pode alterar sobremaneira a anatomia dental. É importante avaliar se o desgaste dental apresentado pelo paciente no momento em que está sentado na cadeira profissional é compatível com a sua idade, se é uniforme em ambos os hemiarcos* ou se se apresenta mais pronunciado em um dos hemiarcos. Procurar possíveis causas das anormalidades presentes, e destas observações orientar para tentar corrigir certos hábitos mastigatórios e, se houver reconstrução protética, adequar o trabalho à anatomia dental. Havendo de considerar que se um paciente se apresenta no consultório com 35 anos de idade, com o passar do tempo, somará anos e não regredirá. No curso de 10 anos, por exemplo, quando o paciente estiver com 45 anos, a relação dente/osso alveolar/gengiva também estará alterada. A prótese deverá ter uma anatomia dental que procure 'acompanhar' o desgaste natural que os demais dentes naturais sofrerão no decorrer dos anos. Não poderá ter uma anatomia 'estática' de 35 anos. Os dentes naturais deverão sofrer recontorneamento anatómico para não acelerar a reabsorção óssea alveolar."

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Incisivo central superior (11 ou 21)
(Figs. 2-1, 2-2 e 2-3)

UNIVERSIDADE FEDERAL DOPARA CURSO DE ODONTOLOGIA FRANCISCO £ Ái-M)

Figura 2-1 - Incisivo central superior. Da esquerda para a direita, três exemplares vistos pelas faces vestibular, lingual e mesial, respectivamente.

Figura 2-2 - Incisivos central e lateral superiores vistos por vestibular. O terceiro desenho é a superposição do primeiro (linha cheia) ao segundo (réplica em linha interrompida), para melhor comparação.

Figura 2-3 - Canino e incisivos lateral e central superiores vistos pela borda incisai.

Dente absolutamente indispensável na estética facial e o mais importante na articulação das palavras para a emissão de sons línguo e lábio-dentais. Como todos os incisivos, tem forma de cunha ou de chave de fenda, para cortar alimentos. Sua face vestibular apresenta dois sulcos rasos de disposição cérvicoincisal, consequência da fusão dos lobos de desenvolvimento. Como nos demais incisivos recém-erupcionados, ele exibe borda incisai serrilhada, pela presença de três mamelões*, os quais são pequenas eminências que, à semelhança dos sulcos vestibulares, constituem vestígios da separação dos lobos de desenvolvimento. Depois que os incisivos completam a erupção e adquirem uma posição funcional, o uso e a atrição* provocam o gradual desaparecimento dessas saliências.

as vistas mesial e distai deste dente ilustram o seu aspecto de cunha. fossetas ou forame cego não são comuns nesta face do dente. a área de contato distai situa-se mais cervicalmente (entre os terços médio e incisai) do que a área de contato mesial. Em seus terços médio e incisai observa-se uma depressão . Na borda incisai. O cíngulo tem. Corresponde a uma vez e um quarto do comprimento da coroa. Isso significa que as bordas mesial e distai convergem na direção cervical. a fossa lingual vai perdendo profundidade ao se aproximar da borda incisai. O desgaste excessivo faz desaparecer o arredondamento dos ângulos. As faces vestibular e lingual convergem acentuadamente na direção incisai. o disto-incisal será mais ainda. e ao encontrar a superfície distai da raiz o faz em ângulo. Raiz . As cristas marginais são espessas próximo ao cíngulo e vão perdendo espessura à medida que se aproximam dos ângulos incisais. o ângulo mésio-incisal é mais agudo do que o ângulo distoincisal. A borda distai é mais convexa. Face lingual . Como em todos os incisivos. os terços médio e incisai são planos. sua face vestibular é convexa. que avança pela face lingual. Se o mésio-incisal for um pouco arredondado.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Face vestibular . porém. Sulcos. Por este ângulo de observação pode-se ver o bisel* da borda incisai. . dependendo das elevações que a circundam. Mas a borda mesial é mais retilínea e continua em linha com a superfície mesial da raiz. porque é mais larga na vestibular do que na lingual. sua secção transversal é triangular com ângulos arredondados. que é mais obtuso ou arredondado. diminuindo l mm ou menos junto à linha cervical. mas.de profundidade variável. Faces de contato . na realidade. O ápice costuma ser rombo e não se desvia muito para a distai. de modo que a borda incisai e o ápice da raiz ficam centrados no eixo longitudinal do dente. Seu terço cervical mostra uma saliência arredondada bem desenvolvida chamada cíngulo. que se situa bem próximo ao ângulo mésio-incisal. Limitando a fossa lingual. às vezes.a fossa lingual . Com isso. uma extensão que invade a fossa lingual. quando há desgaste. O diâmetro vestíbulo-lingual é grande no terço cervical. por exemplo. não raro. os povos amarelos. Ambas as faces têm uma inclinação lingual.vista por esta face. a coroa é estreita no terço cervical e larga no terço incisai.é mais estreita do que a precedente em virtude da convergência das faces mesial e distai para a lingual. Cristas marginais elevadas dão ao incisivo central superior uma forma de pá. Por causa da inclinação da face distai e do arredondamento do ângulo distoincisal. Japoneses e seus descendentes. Esta forma é mais comum entre. mais inclinada.tem forma grosseiramente cónica. exibem cristas marginais extremamente desenvolvidas na superfície lingual da coroa. as cristas marginais mesial e distai também variam em proeminência em diferentes dentes.

com cristas marginais geralmente mais salientes e fossa lingual mais profunda. Ái- Figura 2-4 .é proporcionalmente mais longa que a do central. é mais estreito. o forame cego.tem os mesmos elementos arquitetônicos do incisivo central. coroas e raízes torcidas e outras malformações. tais como: forma pontiaguda da coroa. Face vestibular . Entre o cíngulo e a fossa lingual surge frequentemente uma depressão em forma de fosseta. ela é mais afilada. com exceção do comprimento da raiz. mais achatada no sentido mésio-distal e seu terço apical é mais desviado para a distai. Incisivos laterais superiores variam muito quanto à forma. .Incisivo lateral superior. As áreas de contato são mais distantes de incisai do que no incisivo central. mas a menor dimensão vestíbulo-lingual ao nível do terço cervical faz com que a linha cervical seja de curva mais fechada. o comprimento da raiz se equivale em ambos os dentes. As bordas mesial e distai são mais convergentes e os ângulos mésio e disto-incisal. presença de tubérculos pontiagudos como parte do ângulo. lingual e mesial. Três exemplares vistos pelas faces vestibular. a coroa do incisivo lateral tem convexidade mais acentuada no sentido mésio-distal. A borda incisai coincide com o longo eixo do dente. Ocasionalmente.2-3 e 2-4) UNIVÊWDADS f oo PARA CURSO DE ODONTOLOGIA RfeTECA °ROF OR FRANCISCO G. lembra o incisivo central. O cíngulo. sulco lingual profundo abrangendo ângulo e parte da raiz. é menor em todas as dimensões. Face lingual . apesar de alto e bem formado. Raiz .por ser mais estreita que a do incisivo central. as variações* são tão grandes que são consideradas anomalias* de desenvolvimento. Corresponde a uma vez e meia o comprimento da coroa.35 • Incisivo lateral superior (12 ou 22) (Figs. No entanto. principalmente este último. Faces de contato . 2-2. mais do que qualquer outro dente. Pela sua forma. Na realidade. porém. Comparando ainda com a raiz do incisivo central. mais arredondados.são muito parecidas com as do incisivo central. Isto torna a borda incisai bem inclinada para a distai.

As bordas mesial e distai encontram a borda incisai em ângulos quase retos.sua largura corresponde a dois terços da largura da mesma face do incisivo central superior. como sulcos e cristas. Isto faz com que a fossa lingual seja apenas uma leve depressão. . Figura 2-7 — Canino e incisivos lateral e central inferiores vistos pela borda incisai. levemente côncava. Seus elementos anatómicos. muito pouco ou nada arredondados. há maior desgaste próximo ao ângulo mésio-incisal. é menor que a vestibular em razão da convergência das faces de contato para a lingual e para a cervical. para melhor comparação. O cíngulo é baixo e as cristas marginais são dificilmente perceptíveis. Três exemplares vistos pelas faces vestibular. As áreas de contato estão no mesmo nível. É o menor e mais simétrico dente da dentição permanente humana. Figura 2-6 . são os menos evidentes. Face vestibular .Incisivos central e lateral inferiores vistos por vestibular. mas torna-se plana nos terços médio e incisai. Face lingual . muito próximas desses ângulos. O desgaste da borda incisai provoca a inclinação desta para a mesial. 2-6 e 2-7) Figura 2-5 — Incisivo central inferior. É convexa no terço cervical. numa oclusão normal.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Incisivo central inferior (31 ou 41) (Figs. elas tendem ao paralelismo mais do que em qualquer outro incisivo. lingual e mesial. As bordas mesial e distai convergem para o colo mas não muito acentuadamente. O terceiro desenho é a superposição do primeiro (réplica em linha interrompida) ao segundo (linha cheia).a face lingual. 2-5. isto é. Isto lhe dá um contorno tendendo para triangular.

provocando grande inclinação no sentido cervical.a raiz é retilínea. Além disso. É muito parecido com o incisivo central inferior. As faces mesial e distai são planas. 2-7 e 2-8) Figura 2-8 . Os dois terços incisais da coroa aparecem. identifica-se uma forma de bisel* (semelhante a um cinzel) na borda incisai.37 Faces de contato .as faces mesial e distai são triangulares. Incisivo lateral inferior (32 ou 42) • (Figs. Três exemplares vistos pelas faces vestibular. de mesial para distai. Após o desgaste. sendo o distai o mais profundo dos dois. Nelas.vista por vestibular. lingual e mesial. então. a linha cervical descreve uma curva bem fechada. mas ligeiramente maior em todas as dimensões da coroa e da raiz. 2-6. e muito achatada mésio-distalmente. Até a borda incisai é um pouco mais larga. a borda mesial é ligeiramente mais alta que a distai. o que lhe dá um aspecto tendente a triangular. nos terços médio e cervical e convexas no terço incisai. sem inclinação para qualquer lado. Isso a torna larga no sentido vestíbulo-lingual. relativamente espessas no terço cervical com perda de espessura à medida que as faces vestibular e lingual convergem para a borda incisai. com sulcos longitudinais evidentes. Raiz . com dimensão vestibular maior do que a lingual.Incisivo lateral inferior. o desgaste acentua essa diferença. Num corte transversal. a raiz mostra-se oval. Por esse ângulo de observação pode-se ver o contorno arredondado da borda incisai. a coroa do incisivo lateral difere da do central por apresentar as bordas mesial e distai mais inclinadas (mais convergentes). Face vestibular . que se estende incisalmente até um terço do comprimento da coroa e é mais fechada ainda no lado mesial. ou seja. ou quase planas. que se estende pela face vestibular. Esta borda está deslocada para a lingual em relação ao longo eixo do dente. . inclinados para o lado lingual em relação à raiz.

A face vestibular tem no centro uma elevação longitudinal em forma de crista que termina na ponta da cúspide. Face vestibular . que é mais baixa e mais arredondada. no Apêndice deste livro. Quando vista por incisai. pois sua maior proeminência fica ligeiramente distai em relação ao longo eixo do dente. mais proeminente e mais projetada para a vestibular do que a metade distai. Toda a face vestibular é bastante convexa. mais robusta. Este detalhe pode ser mais bem observado pela vista incisai do dente. que a divide em duas inclinações. É acompanhada de cada lado por sulcos rasos.por esta vista são observados os mesmos aspectos citados na vista vestibular. a posição da área de contato distai é mais cervical (no terço médio). não corta o diâmetro vestíbulo-lingual em ângulos retos. As áreas de contato estão em níveis diferentes. Faces de contato .visto por vestibular. As bordas mesial e distai convergem para o colo. seu contorno convexo mésio-distal mostra uma particularidade própria dos caninos (superior e inferior): a metade mesial é mais convexa. O maior e mais pronunciado segmento distai torna o ângulo disto-incisal mais arredondado e mais deslocado para a cervical do que o ângulo mésio-incisal. e é geralmente desviada para a distai. que dão um aspecto trilobado à face. Canino superior (13 ou 23) (Figs. A coroa tem o mesmo comprimento da coroa do incisivo central superior. O segmento mesial da aresta* longitudinal é mais curto e menos inclinado. corta todo o dente e alcança o vértice da cúspide. A forma da coroa dá ao canino um aspecto de força e robustez. principalmente o distai. Face lingual . A rotação da borda incisai corresponde à curvatura do arco dental. A borda incisai não está em perfeita linha reta. O cíngulo também acompanha essa rotação.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES O ângulo disto-incisal é mais arredondado e obtuso. difere dos incisivos por ter uma coroa de contorno pentagonal e não quadrangular. de tal forma que o ângulo disto-incisal fique em posição mais lingual que o ângulo mésio-incisal. Ao contrário. com sulcos mais profundos. . isto é. a convergência da borda distai é mais acentuada. 2-9 e 2-10) É o mais longo dos dentes. Todos esses detalhes fazem com que a área de contato distai esteja um pouco mais deslocada para a cervical em relação à área de contato mesial.a diferença mais significativa entre ambos os incisivos inferiores é a projeção lingual do ângulo disto-incisal. Raiz . ela é girada disto-lingualmente. mas a raiz é bem mais longa. A borda mesial é mais alta e mais plana do que a borda distai. o eixo passa pelo ápice da raiz. Isto se deve à presença de uma cúspide na borda incisai. Desenvolva o "Estudo dirigido sobre incisivos superiores" e o "Estudo dirigido sobre incisivos inferiores".comparando-se com a raiz do central. isto é. sendo que o lobo central é o mais proeminente. 2-3. ela é mais longa. A cúspide está alinhada com o longo eixo do canino.

está unido à cúspide por uma crista cérvico-incisal.Caninos superior e inferior vistos por vestibular. mas é mais estreita. lisas e convexas em todos os sentidos. Algumas vezes. O terceiro desenho é a superposição do primeiro (linha cheia) ao segundo (em posição invertida e linha interrompida). para melhor comparação. em uma mesial e outra distai. Quando desgastada. . As cristas marginais e o cíngulo são bem desenvolvidos no canino superior. Comparando com os incisivos. lingual e mesial.as faces mesial e distai são triangulares. Faces de contato . a face lingual é lisa. Quando presente. semelhante àquela da face vestibular. A face mesial é maior e mais plana. a borda incisai mostra um plano inclinado em direção lingual. Frequentemente. Três exemplares vistos pelas faces vestibular. sem a presença de crista ou fossas. o canino é bem mais espesso vestíbulo-lingualmente.Canino superior. lembrando uma pequena cúspide. que já é rasa. O cíngulo é especialmente robusto. mais rasas ainda. Face lingual . a linha cervical tem uma curva mais aberta e a borda vestibular é mais convexa.tem a mesma silhueta da face vestibular. devido à convergência pronunciada das faces de contato para a lingual e para a cervical. esta crista lingual divide a fossa lingual. Figura 2-10.39 Figura 2-9 . principalmente no terço cervical.

ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Raiz . porque o segmento mesial da aresta longitudinal da cúspide é menor e menos inclinado (quase horizontal) que o distai. Tal como no homónimo superior. como no canino superior. Os sulcos de desenvolvimento são apenas vestigiais. Longa (pode chegar ao dobro do comprimento da coroa) ê reta. A borda distai. Como o dente é mais estreito. Na realidade. mais inclinada e curva. a partir do vértice da cúspide. o canino inferior tem a coroa mais longa e estreita. Verifica-se esse detalhe posicionando corretamente o dente. sua face vestibular é mais convexa. Três exemplares vistos pelas faces vestibular. forma um ângulo com a superfície distai da raiz. mais retilínea. Os ângulos mésio-incisal e disto-incisal e as áreas de contato se dispõem como no canino superior. É sulcada longitudinalmente nas superfícies mesial e distai. Seccionada transversalmente. lingual e mesial. A borda mesial é mais alta que a distai. Figura 2-1 l . 2-10 e 2-11) Em comparação com o canino superior. a convergência dessas bordas para a cervical é menor em relação ao canino superior. a coroa não tem simetria bilateral. . fortíssima. tem aspecto oval. Face vestibular . com maior diâmetro vestibular. Por outro lado. ela habitualmente é só um pouco mais longa. raramente se desvia acentuadamente para a distai. mas não tem a crista cérvico-incisal tão marcada. Dividindo-se a face vestibular ao meio.por ser um dente mais estreito que o canino superior. e continua alinhada com a superfície mesial da raiz.Canino inferior. • Canino inferior (33 ou 43) ' (Figs. mas a sua reduzida dimensão mésio-distal dá-lhe a aparência de coroa bem alta. a metade mesial é mais robusta e se projeta vestibularmente.é tónica. 2-7. de tal modo que a linha de visão coincida com o longo eixo. nota-se que a metade distai é mais larga e prolonga-se no sentido distai.

se for o caso. O diâmetro vestíbulo-lingual também é menor. Compareos com figuras de livros. 2-21 é direito (45) ou esquerdo (35)? Identifique também os dentes das Figs. Faça uma explanação sobre a inclinação lingual da face vestibular dos premolares inferiores.é l ou 2mm mais curta que a do canino superior e bastante achatada no sentido mésio-distal. CURSO DE ODONTOLOGIA TECAOROF DR FRANCISCO G. agora realçando os detalhes que julgar mais importantes. também os dentes das Figs. 5 Examine detidamente dentes e modelos. percebese por esta vista um plano inclinado invadindo a face vestibular a partir da cúspide. 2-47 (não é nada fácil). os seguintes quesitos ou questões: Ao se comparar a face vestibular do canino superior com a do primeiro premolar superior. 2-12 são direito (14) ou esquerdo (24)? Os dentes de cima da Fig. Em caso positivo. Suas superfícies mêsial e distai são sulcadas longitudinalmente. quanto ao lado. argua seu professor. Descreva a raiz do premolar inferior. Ât-AdO . 4 Em caso negativo. Faces de contato . transfira esse resultado para um desenho. O primeiro dente da Fig. 2-17 são direitos (44) ou esquerdos (34)? E os dois de baixo? O segundo dente da Fig. Quando há desgaste. volte ao item l. vá ao item 5. 3 Leia novamente e confira se o que escreveu está certo (confira com os colegas ou com o professor a identificação dos dentes). 2-48 e 2-49.em contraste com o canino superior. nem o cíngulo nem as cristas marginais são bem marcados. 7 Desenvolva os estudos dirigidos sobre premolares superiores e inferiores. Também não há crista que una o cíngulo à cúspide. 2-44 e 2-46. A prevalência de caninos inferiores birradiculares* gira em torno de 5%. se necessário. O vértice da cúspide está centrado sobre a raiz. os desgastes acentuados tornam a borda incisai quase reta e o dente fica parecendo um incisivo lateral superior pelo aspecto da'coroa. A propósito. 2-13 são direito (14) ou esquerdo (24)? E os dois de baixo? O primeiro dente da Fig. Os três dentes da Fig. 6 Leia novamente o bloco 2. Primeiro premolar superior (14 ou 24) (Figs.por esta vista. quais são as diferenças que se podem notar? O vértice da cúspide lingual dos premolares superiores está mais deslocado para mêsial ou para lingual? Em qual destes dois lados a aresta longitudinal dessa cúspide é mais alta? Comente sobre o volume e a altura das cúspides dos premolares superiores. 2-15 é direito (15) ou esquerdo (25)? E o segundo? Identifique. assim. O que acontece com o vértice da cúspide vestibular em consequência dessa inclinação? O mesmo ocorre com a mesma cúspide dos premolares superiores? Quais são as peculiaridades da face lingual do primeiro premolar inferior em relação ao segundo? Por que geralmente se formam duas fossetas na face oclusal do primeiro premolar inferior? De qual delas parte um sulco em direção lingual? Descreva e desenhe a face oclusal do segundo premolar inferior. escrevendo. 2-13 e 2-14) GUIA DE ESTUDO 4 1 Leia uma vez o bloco 2. no Apêndice deste livro. Raiz . o que isso tem a ver com a posição do sulco central? Compare a face oclusal do primeiro com a do segundo premolar superior e exponha o resultado dessa comparação. Esculpa em cera dentes premolares. Desenvolva o "Estudo dirigido sobre caninos". 2-12. Sua forma acompanha. Descreva a porção radicular do primeiro premolar superior. particularmente a distai. a dos incisivos inferiores. A raiz inclina-se frequentemente para a distai. com uma fossa lingual pouco escavada. 2 Esclareça. a raiz vestibular é ligeiramente maior que a lingual e o ponto de bifurcação* está geralmente no terço médio. Cite sete características diferenciais entre o primeiro e o segundo premolar superior. Leia também as páginas 64 a 67. no Apêndice. ou pelo menos seu terço apical. a borda vestibular é menos convexa que a do canino superior.41 Face lingual . Quando esta variação ocorre. Discuta as questões de estudo com seus colegas e. que se iniciam à página 131. 2-16 é direito (44) ou esquerdo (34)? E o segundo? Os dois dentes de cima da Fig.

tem o mesmo contorno da face vestibular. para melhor comparação. Figura 2-13. Esta é uma característica diferencial forte do primeiro premolar superior. Face lingual . Aliás.Primeiro e segundo premolares superiores vistos por mesial. convexa e menor em todas as dimensões. Por ser menor.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Figura 2-12 .esta face é semelhante à do canino superior. A única grande diferença no formato é o segmento mesial da aresta longitudinal da cúspide. em ambos os caninos e em todos os outros premolares dá-se o contrário.Primeiro premolar superior. O segmento distai da aresta* longitudinal da cúspide lingual é maior que o mesial. vistos pela face oclusal. apesar de ser um quarto menor e ter seus sulcos e convexidades menos desenvolvidos.Dois primeiros premolares superiores (acima) e dois segundos premolares superiores (abaixo). . o contorno da face vestibular pode ser visualizado pelo aspecto lingual. Três exemplares vistos pelas faces vestibular. O terceiro desenho é a superposição do primeiro (réplica em linha interrompida) ao segundo (linha cheia). Figura 2-14. mais longo que o segmento distai da mesma cúspide. No canino. Desse modo. mas é mais lisa. o vértice da cúspide acha-se deslocado para a mesial em relação ao ponto médio da coroa. g9 Face vestibular . dáse o contrário. lingual e mesial.

de forma oval. é cerca de Imm mais alta. com uma linha demarcatória bem nítida entre elas. ela ocupa o terço cervical da coroa e invade parte da raiz. Devido ao tamanho desproporcional das duas cúspides. 2-14 e 2-15) A coroa é similar à do primeiro premolar. Seus ângulos. não tendo depressão no terço cervical. Raiz . tornando o dente trirradicular*. são escassos ou mesmo raros. além de ser a mais volumosa. o sulco que as separa encontra-se ligeiramente deslocado para a lingual. vêem-se as cristas marginais mesial e distai. vistas pelas faces de contato. O deslocamento mesial do vértice da cúspide lingual em relação à linha central do dente pode ser visto por oclusal. Pela vista oclusal tem-se uma melhor ideia da forma. que cruza a crista marginal mesial. dão às faces vestibular e lingual um aspecto ovóide e não angular. isto é. As bordas mesial e distai convergem para a lingual. A borda lingual é mais convexa e inclinada. nela.43 Faces de contato . autores da língua inglesa a denominam "fossa triangular". a raiz vestibular é dividida em duas. tamanho e posição das cúspides. Nelas terminam também sulcos que margeiam as cristas marginais. São cerca de 3 a 4 milímetros mais curtas que a raiz do canino superior. Sulco similar no lado distai é muito raro. Algumas vezes se apresentam fusionadas. 2-13. já que a face lingual é menor que a vestibular. Sulcos secundários*.tem forma pentagonal porque a borda vestibular é nitidamente dividida em mésio-vestibular e disto-vestibular. Outra diferença marcante entre as faces mesial e distai é a presença constante do prolongamento do sulco principal da face oclusal.o primeiro premolar superior geralmente tem duas raízes cónicas de inclinação distai. maior. É retilíneo e termina no encontro da crista marginal de cada lado em fossetas principais mesial e distai. . Pode apresentar-se menos angular. mas ainda assim convergem para a oclusal. a distai é convexa. além de ter os elementos descritivos (elevações e depressões) menos marcados. mas é menor em todos os sentidos. menor. ficam com seus vértices proietados dentro do contorno das raízes. A linha cervical. há uma depressão característica. As cúspides. Por ser a fosseta formada pela reunião de três sulcos. de ambos os lados. Na borda vestibular. A mesial (interrompida por um sulco) é reta vestíbulo-lingualmente. Em 2% dos casos.as bordas vestibular e lingual das faces de contato são quase paralelas. Percebe-se mesmo que toda a metade distai da cúspide cai mais (dobra-se) para vestibular. mais arredondados. a distância de um vértice da cúspide ao outro é menor do que a maior distância vestíbulo-lingual da raiz. sendo uma vestibular. a maior projeção fica entre os terços cervical e médio. Ao seu nível. e outra lingual. A cúspide vestibular. no lado mesial. podendo ou não haver bifurcação* apical. Segundo premolar superior (15 ou 25) (Figs. Ligando-as. sobre as vertentes* triturantes das cúspides. com maior largura vestibular. é em curva bem aberta. A face distai é toda convexa. Face oclusal . de disposição vestíbulo-oclusal e línguo-oclusal. a maior projeção lingual situa-se no terço médio.

2-19 e 2-20) Face vestibular-a face vestibular lembra a do canino. o segmento mesial é um pouco menor e menos inclinado. É um dente mais simétrico. a secção é oval. O diâmetro mésio-distal do lado lingual não é muito menor do que do lado vestibular (são quase iguais). há assimetria e. se bem que é menos alta. Face oclusal . 2-16. lingual e mesial. com a cúspide situada sobre o longo eixo do dente. o que equivale dizer que os segmentos mesial e distai da aresta longitudinal são de mesmo tamanho.-- ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Figura 2-15 . É bilateralmente simétrica. os segmentos das arestas longitudinais não têm predomínio de extensão um sobre o outro. O sulco primário é central e não deslocado para a lingual como no primeiro premolar. O comprimento das raízes de ambos os premolares superiores se equivale. Raiz . O terço apical desvia-se distalmente na maioria das vezes. As fossetas mesial e distai estão mais próximas entre si. com profundos sulcos longitudinais que dão à sua secção transversal a forma de um haltere. A diferença entre as cristas marginais é menos acentuada.o contorno da face oclusal é oval ou circular e não pentagonal. O vértice da cúspide lingual encontra-se alinhado com o ponto médio da coroa. Uma característica marcante do segundo premolar superior é a pequena extensão do sulco principal no centro da coroa. no qual as cúspides são aproximadamente do mesmo tamanho (a vestibular ainda é ligeiramente maior). . não há sulco interrompendo a crista marginal mesial e nem há depressão no terço cervical da face mesial. que dão à face oclusal uma aparência enrugada.a raiz única (90% dos casos) é muito achatada mésio-distalmente. o vértice da cúspide lingual não está tão deslocado para a mesial. 2-17. o vértice da cúspide se desvia para a mesial.Segundo premolar superior. Primeiro premolar inferior (34 ou 44) (Figs. Às vezes. então. Outra característica é a presença de muitos sulcos secundários. estão tão próximas que o sulco passa a ser muito curto. Não raro.Três exemplares vistos pelas faces vestibular. conseqúentemente. 2-18. a ponto de se transformar em uma fosseta central. Quando não muito profundos.

Figura 2-19 . O terceiro desenho é a superposição do primeiro (réplica em linha interrompida) ao segundo (linha cheia).Primeiro e segundo premolares inferiores vistos por mesial.Dois primeiros premolares inferiores (acima) e dois segundos premolares inferiores (abaixo). Três exemplares vistos pelas faces vestibular. Figura 2-17 . . para melhor comparação.Primeiro e segundo premolares inferiores vistos por vestibular. Figura 2-18 .45 Figura 2-16 . para melhor comparação.Primeiro premolar inferior. O terceiro desenho é a superposição do primeiro (réplica em linha interrompida) ao segundo (linha cheia). lingual e mesial. Figura 2-20 . O terceiro desenho é a superposição do primeiro (réplica em linha interrompida) ao segundo (linha cheia). para melhor comparação. vistos pela face oclusal.Primeiro e segundo premolares inferiores vistos por oclusal.

e isto é ainda facilitado pelo fato de toda a coroa ser inclinada para a lingual. A cúspide vestibular domina a face oclusal. Vista por vestibular. seu vértice se encontra no centro dessa face. Segundo premolar inferior (35 ou 45) (Figs. poucas vezes ausente. É o sulco principal. Faces de contato . que limita de cada lado uma fosseta. As diferenças anatómicas entre as coroas dos premolares inferiores são bem maiores do que as dos superiores. Raiz .o aspecto oclusal do dente é ovóide.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES As áreas de contato mesial e distai estão em um mesmo nível. Face lingual . As cúspides vestibular e lingual são quase sempre unidas por uma ponte de esmalte*. Face oclusal . Sulcos longitudinais pouco profundos e às vezes quase imperceptíveis marcam a superfície mesial da raiz.é bem menor que a vestibular devido à acentuada convergência das faces mesial e distai em direção línguo-cervical e às pequenas dimensões da cúspide lingual. que é mais deslocada para a vestibular. nota-se a forte convexidade da face vestibular. o vértice da cúspide vestibular coincide com o longo eixo do dente (cai sobre o eixo vertical da raiz). e notabiliza-se por possuir uma cúspide lingual de proporções bem maiores. Ocasionalmente. As bordas mesial e distai convergem para a lingual. 2-17. um entre quatro dentes apresenta um sulco mesial profundo. A crista marginal mesial é mais cervical em posição (mais baixa) do que a distai e também mais inclinada da vestibular para a lingual. O único acidente anatómico da face lingual é um pequeno sulco proveniente da fosseta mesial da face oclusal. Com a inclinação lingual. que não raro promove até bifurcação apical. A partir dessas áreas. a ponte de esmalte é cruzada por um sulco central mésio-distal em forma de arco com concavidade vestibular. com pólo maior na vestibular. sendo quase vertical.observando-se o dente por mesial ou por distai. 2-20 e 2-21) A coroa desse dente é mais volumosa que a do primeiro premolar inferior. as faces mesial e distai convergem com acentuada obliqiiidade para o colo. entre os terços oclusal e médio. A face vestibular é lisa. em secção transversal. é oval. que é a bossa vestibular. em forma de fenda. 2-19. sua inclinação para a lingual e a saliência do terço cervical. 2-18. pelo aspecto lingual do dente vê-se quase toda a face oclusal. Desse modo. A fosseta distai é maior que a mesial e fica em uma posição mais lingual em relação à fosseta mesial. . Algumas vezes. Ele separa a cúspide lingual da crista marginal mesial. em cujas extremidades se encontram as fossetas mesial e distai. convexa e inclinada para a lingual.é achatada mésio-distalmente e. a raiz encurva-se um pouco para a distai. Entretanto. A face lingual não se inclina muito. a área de contato distai está em posição um pouco mais oclusal.

Faces de contato . lingual e mesial. Há constante depressão entre a cúspide e a crista marginal distai. maior. Face vestibular . a face vestibular inclina-se para a lingual. Às vezes. Face lingual . com sua aresta longitudinal mais horizontalizada. sendo então substituído por duas fossetas. depreende-se que a face vestibular tem grande inclinação para a lingual. as bordas mesial e distai com as respectivas cristas marginais tendem a convergir para a lingual. portanto. nota-se que as faces vestibulares são semelhantes. muitas vezes.Segundo premolar inferior. principalmente os seus terços médio e oclusal. Tal como no primeiro premolar. Ele avança sobre a face lingual em pequena extensão. Face oclusal . Três exemplares vistos pelas faces vestibular. Na primeira. Os padrões morfológicos da face oclusal são muito variáveis e a combinação deles já permitiu catalogá-los em 242 formas diferentes. Da metade distai deste sulco parte uma depressão rasa em direção lingual. a convergência das bordas vestibular e lingual para a oclusal é menos aguda do que no primeiro premolar inferior. A cúspide lingual é central ou um pouco deslocada para a mesial. Mesmo assim. mais distai. Em consequência. mas no segundo premolar inferior a cúspide vestibular é menos pontiaguda. um sulco divisório mésio-distal. As duas formas gerais mais comuns são a bicuspidada* e a tricuspidada*. A área de contato mesial fica em um nível ligeiramente mais alto. outra distai. As bordas mesial e distai são menos convergentes para o colo. o sulco é interrompido por uma ponte de esmalte como aquela do primeiro premolar inferior. A cúspide lingual é.47 Figura 2-21 .essa é mais larga no segundo premolar. Como a cúspide lingual é proporcionalmente maior neste dente.das faces de contato. O sulco que as separa é. menor.a face oclusal tem um contorno circular por causa das grandes dimensões da cúspide e da face lingual. corre entre as duas cúspides. . O vértice da cúspide lingual fica alinhado com a superfície lingual da raiz. podendo ser tão larga quanto a face vestibular. dividida em duas cúspides subsidiárias: uma mesial. O vértice da cúspide vestibular cai alinhado no centro do dente.iniciando uma comparação com seu vizinho mesial. a mesial é mais alta e larga. em forma de arco aberto para a vestibular (ocasionalmente retilíneo).

a raiz exibe um desvio distai. a vestibular ou a lingual? Por que (se não sabe. 2-28? Identifique também os dentes das Figs. a vestibular ou a lingual? Descreva detalhadamente e desenhe a face oclusal do primeiro e do segundo molar inferior. 2-23 são direitos (16) ou esquerdos (26)? E os dois debaixo são direitos (17) ou esquerdos (27)? O primeiro dente da Fig. qual das faces pode ser vista. com atenção redobrada e com dentes (naturais ou não) ao lado e distinga os detalhes mais importantes. no Apêndice. qual borda aparece mais inclinada. Descreva e desenhe pela vestibular e pela mesial a porção radicular do primeiro molar inferior. . a cúspide mésio-vestibular ou a disto-vestibular? E ainda: a borda lingual é maior ou menor que a borda vestibular no primeiro e no segundo molar (lembre-se destes aspectos quando esculpir)? Descreva a porção radicular do primeiro molar superior e desenhe-a por vestibular e por mesial. oclusal ou em ambas? Pelo aspecto oclusal. separa nitidamente a cúspide mésio-lingual. Desenvolva o "Estudo dirigido sobre premolares superiores" e o "Estudo dirigido sobre premolares inferiores". qual cúspide é mais proeminente ou se projeta mais para a vestibular. Quais são as características do terceiro molar inferior em relação ao primeiro e ao segundo? O primeiro dente da Fig. A borda mesial da face vestibular dos molares superiores é mais alta ou mais baixa que a borda distai? É mais reta ou mais curva? E a cúspide mésio-vestibular é maior ou menor que a disto-vestibular? Qual é a menor cúspide dos molares superiores? Em quais deles essa menor cúspide pode estar ausente? Olhando para uma das faces de contato. com dentes à mão para acompanhar a leitura. agora olhe pela distai e repare no fundo o contorno da mesial. Na união de ambos os sulcos surge uma fosseta central. oval em secção transversal. 2-27 é direito (18) ou esquerdo (28)? E o segundo? E o terceiro? E os dois de cima da Fig. a vestibular ou a lingual? Por que? E qual delas tem um contorno mais encurvado (principalmente no primeiro molar). Leia também as páginas 68 a 70. Quais são as características do terceiro molar superior em relação ao primeiro e ao segundo? O primeiro dente da Fig. 2-26 é direito (17) ou esquerdo (27)? E o segundo? E o terceiro? O primeiro dente da Fig. que se iniciam à página 136. 5 Desenvolva os estudos dirigidos sobre molares superiores e inferiores. 2-33 é direito (47) ou esquerdo (37)? E o segundo? E o terceiro? E os dois de baixo da Fig.-- ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Na forma tricuspidada. 2-24 e 2-25) GUIA DE ESTUDO S 1 Leia uma vez o bloco 3. Primeiro molar superior (16 ou 26) (Figs. 2-23. Confira também as identificações dos dentes das figuras. Por que isso? Descreva e desenhe a face oclusal do primeiro e do segundo molar superior.é aproximadamente cónica. Vista por vestibular. 2-22 é direito (16) ou esquerdo (26)? E o segundo? E o terceiro? Os dois dentes de cima da Fig. Como se apresentam os sulcos mésio-vestibular e disto-vestibular da face vestibular do primeiro molar inferior e o que eles separam? Quantos sulcos tem a face vestibular do segundo molar inferior? Por que? Quando se diz que o lado mesial é maior e mais reto. 3 Leia novamente o bloco 3 e compare suas explicações com o texto para constatar se estão corretas. 2-30? O primeiro dente da Fig. Raiz . 2 Responda ou esclareça os seguintes quesitos ou questões: Faça "um resumo da anatomia do primeiro molar superiqr. 2-30? O primeiro dente da Fig. 2-28? Identifique também os dentes das Figs. Pelo aspecto oclusal. partindo do sulco mésio-distal. releia "Arcos dentais")? Olhe agora uma coroa de molar superior pela face mesial e perceba que o contorno da distai não pode ser visto. corrija-as ou complemente-as. de preferência. isto pode ser confirmado em uma vista vestibular. menor. 4 Leia mais uma vez. 2-34 é direito (48) ou esquerdo (38)í E o segundo? E os dois de baixo da Fig. 2-50 a 2-52. no Apêndice deste livro. Esculpa em cera dentes molares. da cúspide disto-lingual. com sulcos longitudinais muito pouco pronunciados. 2-29 é direito (46) ou esquerdo (36)? E o segundo? E o terceiro? E os dois de cima da Fig. maior. um sulco lingual. Se não estiverem. examinando as figuras e. 2-53 e 2-54. 2-22.

Dois primeiros molares superiores (acima) e dois segundos molares superiores (abaixo). para melhor comparação. lingual e mesial. O terceiro desenho é a superposição do primeiro (linha cheia) ao segundo (réplica em linha interrompida). Figura 2-25 — Primeiro e segundo molares superiores vistos por oclusal. . Figura 2-23 . O terceiro desenho é a superposição do primeiro (linha cheia) ao segundo (réplica em linha interrompida).Primeiro molar superior. vistos pela face oclusal.49 Figura 2-22 .Primeiro e segundo molares superiores vistos por vestibular. Figura 2-24 . Três exemplares vistos pelas faces vestibular. para melhor comparação.

menor. o contorno da face mesial seja distinguido. A face distai é convexa e a mesial achatada. Os lados mesial e distai do trapézio convergem a partir das áreas de contato em direção cervical. O tubérculo de Carabelli. Das duas cúspides visíveis por esta face. a metade mesial do dente.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES g3 A coroa do primeiro molar é da mesma altura da coroa dos premolares do mesmo arco. a mésio-lingual é maior e a distolingual. quase plana. Faces de contato . a vestibular é convexa cervicalmente e daí continua como uma linha reta até a oclusal. além de ser mais reta. uma pequena elevação que quase não se nota ou até mesmo uma depressão vestigial. com a diferença de que é maior. a borda mesial é mais alta. em uma vista distai. com a forma de um arco de concavidade distai. Contrariando a regra geral. assim chamado. Conseqúentemente. a crista marginal mesial é também mais longa e mais alta que a distai. podendo ser uma quinta cúspide bem formada. Na borda oclusal. varia muito em forma e tamanho. mas é duas vezes mais larga. Obviamente. Enquanto a borda lingual é uniformemente convexa do colo até a face oclusal. a cúspide mésio-vestibular é mais alta e mais larga do que a cúspide disto-vestibular. seguida em tamanho pela seguinte ordem: mésio-vestibular. e os ângulos obtusos são o mésio-lingual e o distovestibular.seu contorno é trapezoidal de grande base oclusal.são retangulares. Face vestibular . a linha cervical é pouco arqueada e caracteriza-se por uma pequena projeção pontiaguda em direção ao espaço entre as duas raízes vestibulares. a longa diagonal estende-se de mésio-vestibular a disto-lingual e a curta. maiores. local onde termina em fosseta ou de forma imperceptível. a face lingual mostra na sua metade mesial (junto à cúspide mésio-lingual) um tubérculo que foi descrito pela primeira vez pelo dentista austríaco Carabelli. . menos convexa. Desta maneira. mais largas vestíbulo-lingualmente do que altas cérvico-oclusalmente. os ângulos agudos são o mésio-vestibular e o disto-lingual. Face lingual . O sulco que as separa inicia-se na face oclusal e. que são típicas pirâmides de base quadrangular. A cúspide disto-lingual é arredondada. como uma depressão rasa e larga. o primeiro molar superior tem a face lingual da coroa mais larga que a vestibular. pois. em todos os sentidos. A área de contato mesial fica entre os terços médio t oclusal e a distai no terço médio.sua silhueta é a mesma da vestibular. Na base menor do trapézio. de mésio-lingual a disto-vestibular. De qualquer modo. é discernível bilateralmente em 60% dos casos e adquire o tamanho de uma verdadeira cúspide em 10 a 15% das pessoas.seu contorno é losângico. A face mesial é maior em todas as dimensões e isto permite que. Como característica deste dente. até a depressão similar longitudinal da raiz lingual. A cúspide mésio-lingual é a maior de todas. Face oclusal . As cúspides mesiais são. ele continua reto em direção cervical. É maior. As bordas vestibular e lingual convergem para a oclusal. um tubérculo de tamanho razoável. em contraste com as demais. disto-vestibular e disto-lingual. Um sulco vestibular se estende entre as cúspides até o terço médio da coroa. A partir daí. alcança o centro da face lingual.

sem chegar a interrompê-la. As raízes vestibulares são achatadas mésio-distalmente e a raiz mésio-vestibular é bem mais larga do que a disto-vestibular. As duas cúspides linguais são separadas por um sulco curvo. Não se desvia para a distai. as duas cúspides vestibulares são separadas por um sulco. ela é que interrompe o sulco. 2-25 e 2-26) Figura 2-26 . 2-24. Raiz . A raiz lingual é a maior e mais longa de todas. já mencionado. Ele é assim raso porque passa transversalmente sobre uma ponte de esmalte que liga a cúspide mésio-lingual à disto-vestibular.Segundo molar superior. nas posições mésio-vestibular. Essa forma pode ser assim decomposta: as duas cúspides mesiais são separadas por um sulco de direção mésio-distal. Elas divergem muito pouco do eixo do dente e são mais ou menos paralelas entre si. Três exemplares vistos pelas faces vestibular. outras vezes ambos se desviam um pouco para a distai. que vai da face lingual à fosseta distai ao lado da crista marginal distai ou além dela. tem forma cónica e diverge muito das outras (e do próprio eixo do dente) devido a sua inclinação lingual. Ela é sulcada longitudinalmente nos dois terços cervicais de sua superfície lingual. de tão raso. Segundo molar superior (17 ou 27) (Figs. . em alguns dentes nem se nota. 2-23. Estão sempre bem separadas uma das outras. As três raízes não se fusionam.51 Um arranjo irregular de sulcos principais em forma de H maiúsculo separa as quatro cúspides. que vai da face vestibular à fosseta central. O terço apical dessas raízes muitas vezes se curva um em direção ao outro (aspecto de chifres de touro).o primeiro molar superior tem um bulbo radicular* que se divide em três raízes. este último sulco é ligado à fosseta central por um sulco que acompanha a longa diagonal e que. lingual e mesial. disto-vestibular e lingual. Na realidade. ambos os sulcos se encontram na fosseta central em ângulo reto. já mencionado. que vai da fosseta mesial à fosseta central. O sulco apenas aprofunda a parte central da ponte de esmalte.

O sulco lingual. Esta redução pode ser muito grande e não raramente há completo desaparecimento dela. Terceiro molar superior (18 ou 28) (Figs. Ele divide realmente a ponte de esmalte que. mais curtas e menos divergentes do que as do primeiro molar. nota-se na face oclusal sensível modificação ditada pelo contorno: por ser a cúspide disto-lingual bem menor. com a diferença de que o sulco que une a fosseta central à fosseta distai. com a cúspide mésio-lingual deslocando-se para o centro da face lingual. Quando visto por vestibular. é bem mais profundo. as bordas mesial e distai convergem para a lingual e não para a vestibular. Neste caso. Raiz . com a diferença de que não há tubérculo de Carabelli presente.a cúspide dísto-lingual é mais reduzida em tamanho do que aquela do primeiro molar. em que as cúspides mésio-lingual e disto-vestibular. A grande diferença de tamanho faz com que a borda oclusal se incline cervicalmente de mesial para distai. a borda lingual desta face é menor que a borda vestibular. Nos dentes tricuspidados o arranjo dos sulcos deixa de ter a forma de um H e passa a ter a de um T. Nos casos em que falta a cúspide disto-lingual. unem-se formando uma só. Face oclusal . pela diminuição do número de cúspides e raízes. e se inclinam para a distai (não ocorre o aspecto de "chifres de touro"). Resulta daí que a face oclusal terá uma forma ovalada longa. Portanto. a convergência é muito mais acentuada e a face oclusal passa a ter um contorno triangular. As modificações geralmente levam a uma simplificação na coroa e na raiz.as três raízes são um pouco menores. com o maior eixo indo de mésio-vestibular para distolingual. no primeiro molar ela é apenas menor. Os sulcos principais da face oclusal são basicamente os mesmos descritos para o primeiro molar. . Coalescência de duas raízes não é incomum. As raízes vestibulares são paralelas. Não há tubérculo de Carabelli.comparando-se com o primeiro molar.são basicamente da mesma forma encontrada no primeiro molar. nota-se que a cúspide disto-vestibular é muito menor do que a mésiovestibular. pela ausência do sulco lingual. o dente será tricuspidado. não é tão elevada. Face lingual . é o menor dos molares. mais do que qualquer outro dente. que separa as cúspides linguais (quando a cúspide disto-lingual falta ele não existe). muito próximas. é mais curto e menos profundo. por sua vez. No segundo molar a convergência das faces livres para a distai é também mais acentuada. No todo. O sulco que separa essas cúspides é menor e raramente termina em fosseta.51 ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES É menor que o primeiro molar em todas as dimensões. que já eram ligadas pela ponte de esmalte. 2-27 e 2-28) Este dente tem aspectos morfológicos muito variáveis. passando transversalmente sobre a ponte de esmalte. Faces de contato . principalmente da mésio-vestibular com a lingual. De 5 a 10% dos casos o segundo molar tem a "forma de compressão".

como característica diferencial. em contraste com a coroa dos molares superiores. a face distai do terceiro molar é mais convexa do que as dos ou^ tros molares superiores e. Há casos de uma simplificação tão acentuada que a coroa fica reduzida a um pequeno cone. com a face oclusal de contorno triangular. uma massa única que se afila em direção apical. Sua coroa é alongada (lembra um paralelepípedo).Dois terceiros molares superiores (acima) e dois terceiros molares inferiores (abaixo). formando. Primeiro molar inferior (36 ou 46) (Figs. A forma da coroa lembra aquela do segundo molar tricaspidado.53 Figura 2-27 -Terceiro molar superior. Algumas vezes. é muito pequena. Quando a cúspide disto-lingual está presente. . lingual e mesial. As raízes são as mesmas em número e em situação. Outras características da coroa do terceiro molar que a distinguem são as frequentes manchas brancas (hipocalcificação) e a aparência levemente enrugada causada pela presença de diminutas cristas verticais lado a lado. que lhe dão uma aparência enrugada. 2-30. 2-31 e 2-32) É o maior dente da boca. 2-29. Normalmente. As formas do terceiro molar superior são tão variáveis que em alguns exemplares é difícil identificar exatamente as suas cúspides. Figura 2-28 . Ainda que possam se apresentar separadas. Sua face oclusal costuma ser caracterizada por numerosos sulcos secundários. como nos outros molares superiores. vistos pela face oclusal. nesse caso. é muito comum a coalescência de duas raízes ou mesmo das três. que deixam as faces livres e de contato menos lisas. a complexidade da morfologia reside no aumento do número de cúspides e no confuso sistema de sulcos. Evidências dessas coalescências estão presentes em forma de sulcos longitudinais. Três exemplares vistos pelas faces vestibular. que não tem predominância de dimensões (como no cubo). não se observa nela desgaste referente à área de contato.

Primeiro molar inferior. O terceiro desenho é a superposição do primeiro (linha cheia) ao segundo (réplica em linha interrompida). Figura 2-30 . Figura 2-32 . lingual e mesial. Figura 2-31 . para melhor comparação.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Figura 2-29 .Dois primeiros molares inferiores (acima) e dois segundos molares inferiores (abaixo). . O terceiro desenho é a superposição do primeiro (linha cheia) ao segundo (réplica em linha interrompida).Primeiro e segundo molares inferiores vistos por oclusal. vistos pela face oclusal. Três exemplares vistos pelas faces vestibular.Primeiro e segundo molares inferiores vistos por vestibular. para melhor comparação.

para a lingual. A maneira mais simples. que é praticamente reta. A face vestibular é muito convexa no terço cervical (bossa vestibular).tem o contorno semelhante ao da face vestibular. e mais larga na borda vestibular do que na lingual. ou mais da metade. . É. no sentido horizontal. e o ramo vestibular desloca-se para a vestibular e passa entre as cúspides vestibular mediana e disto-vestibular.examinando o dente por uma das faces de contato. A face mesial é toda maior que a distai.55 Face vestibular . as faces livres convergem para a distai. com acentuação dessa curva na porção distai. tem a área de contato no terço médio. com início na fosseta mesial e término bifurcado. pela disto-vestibular. Entende-se. O sulco mésio-vestibular é mais profundo e mais longo do que o sulco disto-vestibular e frequentemente termina numa fosseta no centro da face vestibular. finalmente. Os elementos descritivos mais importantes desta face ficam por conta das três cúspides mésio-vestibular. seguida em tamanho pela vestibular mediana e. que é a menor das três. Deste fato depreende-se que. que no sentido horizontal as faces vestibular e lingual convergem para a distai e as faces mesial e distai. Os sulcos principais da face oclusal arranjam-se de maneira variável. mais arredondada. formando a fosseta central. Ambas convergem bastante para o colo. O sulco lingual que as separa não é muito destacado e não termina em fosseta. Isto significa que a borda oclusal é inclinada de mesial para distai. O ramo lingual da bifurcação interrompe-se na crista marginal distai (fosseta distai). A face lingual. Faces de contato . A borda vestibular. se bem que não é a mais comum. convexa. pois. Face lingual . Um deles é mésio-distal. mas é menor porque as faces mesial e distai convergem para a lingual.é mais larga na borda mesial do que na distai.tem um contorno trapezoidal de grande base oclusal. separa as cúspides mesiais das demais e cruza o primeiro sulco em ângulos retos. mas manda uma ponta de esmalte na direção da bifurcação das raízes. entrecortada pelas cúspides e sulcos que as separam. é curvilínea. além de ser mais retilínea. Os dois terços restantes são mais planos e muito inclinados para a lingual. As cúspides mésiolingual e disto-lingual projetam-se na borda oclusal. portanto. que por sinal se acentua com o desgaste fisiológico. com a área de contato na junção dos terços médio e oclusal. não se inclina como a vestibular. é a disposição em dois sulcos retilíneos cruzados. A borda distai. A cúspide mésio-vestibular é a mais volumosa e mais alta. O outro é vestíbulo-lingual (formado pelos sulcos vestibular e lingual). As cúspides mesiais são as maiores (a mésio-lingual é a maior de todas) e perfazem metade. vestibular mediana e disto-vestibular. Face oclusal . da coroa. Portanto. a borda mesial é mais alta do que a distai. A base menor coincide com a linha cervical. convexa em todas as direções. muito mais que a borda lingual. separadas por sulcos verticais. reconhece-se a inclinação lingual da face vestibular.

7%. tem incidência de 5. com o sulco lingual pouco evidente. de tal forma que em secção transversa toma a forma de um 8. Difere do primeiro molar inferior por ser um pouco menor e possuir quatro cúspides. Raiz .mostra na sua borda oclusal somente duas projeções relativas às cúspides mésio-vestibular e disto-vestibular. Sulcos secundários são comuns nas vertentes triturantes das cúspides. Terminam principalmente no sulco mésio-distal. deposição disto-lingual.56 Uma outra disposição de sulcos. é percorrida longitudinalmente por profundos sulcos mesial e distai. 2-32 e 2-33) Figura 2-33 . São comprimidas mésio-distalmente e largas vestíbulo-lingualmente. No ângulo do meio. lingual e mesial. . Neste arranjo. como são chamadas. o sulco mésio-distal não é retilíneo. Uma raiz suplementar. Três exemplares vistos pelas faces vestibular. A raiz distai é menos sulcada e sua secção é oval. mas em linha quebrada. termina o sulco proveniente da face lingual. Segundo molar inferior (37 ou 47) (Figs. como se fosse uma letra W de ramos bem abertos. A ausência da quinta cúspide provoca modificações na configuração da coroa. e somente um sulco vestibular. Face lingual .as duas raízes deste dente estão sempre bem separadas uma da outra e se curvam levemente para a distai. A convergência da: bordas mesial e distai para o colo é mais discreta neste dente. é de maior ocorrência. com três ângulos. e o disto-vestibular une-se com o sulco mésio-distal entre a fosseta central e a fosseta distai. Nos vértices dos outros dois ângulos terminam os sulcos provenientes da face vestibular. onde se unem os ramos internos do W. A raiz mesial é a mais larga. 2-30. 2-31. Face vestibular . mais longa e mais comprimida. O sulco mésio-vestibular é ligeiramente mesial em relação à fosseta central. formando a fosseta central.menor que a precedente.Segundo molar inferior. mais complicada.

Elas têm tendência a se fusionar. Raízes .é nesta face onde se encontram as maiores diferenças. Face oclusal . não há raiz disto-lingual. eles podem se encurvar um em direção ao outro (aspectos de "chifres de touro"). Sua face distai é muito convexa.são um pouco menores e menos divergentes do que no primeiro molar. Dividindo as cúspides vestibulares das linguais. as quais frequentemente se mostram muito complicadas. Ambos os sulcos cruzam-se em ângulos retos no centro da face oclusal (fosseta central). Suas duas raízes. distingue-se a convergência menos acentuada das faces livres para a distai e das faces de contato para a lingual.57 Faces de contato . retilíneo. lingual e mesial.a única diferença com suas homólogas do primeiro molar é uma face distai menos convexa e sem projeção correspondente à quinta cúspide. Quando tem cinco cúspides.Terceiro molar inferior. separa as cúspides mesiais. Na grande maioria dos casos. Três exemplares vistos pelas faces vestibular. Um sulco vestíbulo-lingual. Desenvolva o "Estudo dirigido sobre molares superiores" e o "Estudo dirigido sobre molares inferiores". no sentido horizontal. o terceiro molar inferior tem quatro ou cinco cúspides. ela é o resultado da bifurcação da raiz mesial. corre outro sulco reto da fosseta mesial até a fosseta distai. - Terceiro molar inferior (38 ou 48) (Figs. estão mais próximas do paralelismo. a quinta cúspide é francamente distai. tem uma larga diversidade de formas. No entanto. menores. Mesmo assim. maiores. de arranjo muito irregular. Seu contorno retangular é mais nítido porque as bordas. Algumas dessas formas são multicuspidadas (ou multituberculadas). Nem sempre seus ápices se inclinam para a distai. . Quando ocorre raiz suplementar neste dente. bastante curvadas para a distai. no Apêndice deste livro. das distais. estão frequentemente fusionadas. devido à presença de cristas e sulcos secundários. As quatro cúspides estão simetricamente dispostas na face oclusal. Este dente pode ter um padrão morfológico característico tanto do primeiro quanto do segundo molar inferior. duas a duas. Ao contrário ao primeiro molar. elas não são bem definidas. Mesmo assim. No seu lugar aparece a concavidade da crista marginal. 2-28 e 2-34) Figura 2-34 .

dentes vizinhos. ainda que alguns estejam faltando. para se identificar um dente seco. cristas marginais mais salientes e fossa lingual mais profunda. Daí que. Além do mais. Suas particularidades são muito variáveis. não necessitando detalhada comparação. Os terceiros molares foram excluídos da comparação pelo fato de não possuírem um padrão morfológico. isto é. As diferenças aqui estabelecidas referem-se somente a dentes semelhantes. por ser mais larga. cristas marginais menos salientes e fossa lingual rasa.58 ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Pormenores que diferenciam dentes semelhantes Em parceria com Horácio Faig Leite Este resumo sobre detalhes anatómicos. uma forma constante. geralmente curva . específicos de dentes que merecem uma comparação minuciosa. Deve ser utilizado somente após a leitura (estudo) de todo o texto sobre a anatomia de cada dente permanente. porém de arcos distintos. comprimentos coronário e radicular proporcionais Trapezoidal (dimensão vertical levemente maior que a horizontal). varia muito de pessoa para pessoa. a coroa tem menor convexidade no sentido mésio-distal Incisivo lateral superior Menor. a coroa tem maior convexidade no sentido mésio-distal Ângulo distoin cisai Apenas um pouco obtuso e arredonda. 2-35. imutável. Serve como uma complementação da descrição anatómica feita antes ou como um meio resumido de recordação. forame cego frequentemente presente Menor Face lingual Dimensão vestíbulo -lingual no terço cervical Forma e direção da raiz Cónica e relativamente curta (corresponde a uma vez e um quarto o comprimento da coroa). geralmente reta Achatada no sentido mésio-distal e relativamente longa (corresponde a uma vez e meia o comprimento da coroa). Não é porque um primeiro molar superior não apresenta tubérculo de Carabelli que ele deixa de ser primeiro molar superior. por ser mais estreita. forame cego ausente Maior Cíngulo estreito. Ao contrário. comprimentos coronário e radicular desproporcionais Trapezoidal alongado (dimensão vertical acentuadamente maior que a horizontal). Diferenças entre dentes de um mesmo grupo. com exceção dos caninos. deve-se considerar a soma de várias características próprias daquele espécime. distinguem-se do primeiro e do segundo molar pelo seu aspecto de atrofiado. são básicas e até mesmo óbvias. A característica anatómica não é algo invariável. 2-36 e 2-37) Maior.Muito obtuso e arredondado (isto faz com do (isto faz com que as faces sejam que a face mesial seja mais longa que a disquase do mesmo comprimento) tai e a borda incisai fique inclinada para a distai) Cíngulo largo. de um mesmo grupo dental e do mesmo arco. foi propositalmente colocado no final do capítulo. Acidentes anatómicos Coroa Contorno da face vestibular Incisivo central superior (Figs.

sete exemplares típicos . Figura 2-36 -Acima: incisivo central superior .vista vestibular. Abaixo: incisivo lateral superior .sete exemplares típicos .59 Figura 2-35 -Acima: incisivo central superior .sete exemplares típicos . Abaixo: incisivo lateral superior .sete exemplares típicos .vista lingual. .vista lingual.vista vestibular.

a coroa parece estar torcida em relação à raiz (o ângulo disto-incisal projeta-se lingualmente e o cíngulo fica um pouco deslocado para a distai) Borda incisai inclinada para a distai (o desgaste acentua esta inclinação) Borda incisai Raiz Menor. centralizado) Borda incisai retilínea (ou inclinada para a mesial devido ao desgaste natural que o dente sofre) Incisivo lateral inferior Maior. simétrico (difícil identificar os lados mesial e distai) Pouco evidentes Trapezoidal muito alongada. reta. assimétrico Mais evidentes Trapezoidal mais alargada. principalmente o distai de ambos os lados . sulcada longitudinalmente Maior. Abaixo: incisivo lateral superior . quase retangular (as bordas mesial e distai tendem ao paralelismo) Retos Borda incisai em ângulo reto com o eixo vestíbulo-lingual (os ângulos mésio e disto-incisal ficam em linha e o cíngulo.vista mesial. Acidentes anatómicos Tamanho e simetria Sulcos de desenvolvimento e lobos Contorno da face vestibular Ângulos mésio e disto-incisal Relação borda incisal/cíngulo Incisivo central inferior _ (Figs.60 ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Figura 2-37 -Acima: incisivo central superior . desviada para a distai. com sulcos mais profundos. 2-38. 2-39 e 2-40) Menor.vista mesial. quase triangular (as bordas mesial e distai são mais convergentes para o colo) Ângulo mésio-incisal reto ou agudo e disto-incisal obtuso e arredondado Esta intersecção não é em ângulo reto.

. Figura 2-39 -Acima: incisivo central inferior .vista mesial.vista incisai. Figura 2-40 -Acima: incisivo central inferior . Abaixo: incisivo lateral inferior .61 Figura 2-38 -Acima: incisivo central inferior .vista vestibular. Abaixo: incisivo lateral inferior .vista vestibular.vista incisai. Abaixo: incisivo lateral inferior .vista mesial.

reta e longa (pode chegar ao dobro do comprimento da coroa).62 ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Acidentes anatómicos Coroa Canino superior (Figs. com menor convergência para o colo (contorno coronorradicular contínuo quando visto por vestibular) Discretas. frequente Proeminente (maior dimensão vestíbulo-lingual) Em bisel. ou seja. o mesial é muito curto e pouco inclinado. 2-42 e 2-43) Mais larga (distância mésio-dístal acentuada) e menos alta (distância cérvicoincisal moderada). com sulcos longitudinais evidentes. inclina-se frequentemente para a distai sulcos longitudinais discretos Figura 2-41 -Acima: canino superior .vista vestibular. Abaixo: canino inferior . e o distai é mais longo e bem inclinado Menos inclinadas. 2-41. lobos e crista vestibular Convexidade da face Convexa mésio-distalmente e bastante vestibular convexa cérvico-incisalmente Segmentos mesial e distai da borda incisai Inclinação das faces de contato Inclinados de maneira semelhante ou proporcional • Grande inclinação. com Cónica. grande diferença entre altura e largura Menos marcados Sulcos de desenvolvimento. menor. com comprometimento lingual Achatada mésio-distalmente. ausente Menos proeminente (menor dimensão vestíbulo-lingual) Em bisel à custa da face vestibular Cristas marginais e crista lingual Cíngulo Desgaste Raiz Bem evidentes. ou seja. há maior convergência delas em direção ao colo Bastante convexa mésio-distalmente e convexa cérvico-incisalmente Segmentos diferentes ou desproporcionais. pequena diferença entre altura e largura Mais marcados Canino inferior Menos larga (distância mésio-distal moderada) e mais alta (distância cérvicoincisal acentuada).vista vestibular. .

Abaixo: canino inferior .vista mesial. Figura 2-43 -Acima: canino superior .vista mesial.63 Figura 2-42 -Acima: canino superior . Abaixo: canino inferior .vista lingual.vista lingual. .

levemente deslocado para a lingual Raros Presente. metade vestibular ligeiramente maior e. Abaixo: segundo premolar superior .vista lingual.64 Acidentes anatómicos Coroa Sulcos de desenvolvimento. lobos e cristas marginais Contorno da face oclusal Primeiro premolar superior (Figs. 2-45 e 2-46) Maior e mais angulosa (bordas mais agudas) Mais acentuados Segundo premolar superior Menor e menos angulosa (bordas mais rombas) Menos acentuados Pentagonal.vista lingual. cruza a crista marginal Vestibular mais volumosa e mais alta que a lingual Presente Nitidamente deslocado para a mesial Duas (geralmente) Ovóide. portanto. localiza-se centralmente Vários Quase sempre ausente Vestibular e lingual quase do mesmo volume e da mesma altura Quase sempre ausente Ligeiramente deslocado para a mesial Uma (geralmente) Sulco principal Sulcos secundários Sulco ocluso-mesial Cúspides Depressão mesial ao nível do colo Posição do ápice da cúspide lingual Raiz Figura 2-44 -Acima: primeiro premolar superior . 2-44. metade vestibular nitidamente maior que a lingual (faces de contato convergem fortemente para a lingual) Longo e bem marcado. . não existe convergência lingual acentuada das faces de contato (são quase paralelas) Mais curto (muitas vezes se reduz a uma fosseta) e menos profundo.

vista mesial. Abaixo: segundo premolar superior .vista oclusal. Figura 2-46 -Acima: primeiro premolar superior . . Abaixo: segundo premolar superior .65 Figura 2-45 -Acima: primeiro premolar superior .vista oclusal.vista mesial.

quando presente.66 ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Acidentes anatómicos Coroa Primeiro premolar inferior (Figs. devido à grande convergência das bordas vestibular e lingual para a oclusal Tendente ao feitio cónico. invade a face lingual Quase sempre curvilíneo mais próximo do centro da face oclusal. às vezes pentagonal e menos inclilar) ou circular e mais inclinada para a nada para a lingual lingual Curvilíneo mais próximo da face lingual. com os lobos de desenvolvimento mesial e distai mais baixos. às vezes dividida em duas (dente tricúspide) Somente parte da face oclusal pode ser vista pela face lingual. com uma depressão entre ele e a crista marginal distai. ocorrência rara Achatada mésio-distalmente. cúspide vestibular menos pronunciada Contorno e inclinação da face oclusal Forma e posição do sulco principal Ovóide (com o pólo maior na vestibu. portanto. de contorno trapezoidal tendendo a triangular. devido à pequena convergência das bordas vestibular e lingual para a oclusal Cúspide lingual Face lingual Crista marginal mesial Em nível mais baixo que a distai (ambas muito inclinadas) Posição do ápice da Coincide com o eixo longitudinal do cúspide vestibular dente (centrado sobre o comprimento da raiz) Dimensão vestíbulo-lingual e contorno das faces de contato Raiz Mais estreita.Circular. sendo a disto-lingual menor que a mésio-lingual Mais alta que a distai (ambas quase horizontais) Deslocado vestibularmente em relação ao longo eixo (não é tão centrado sobre o comprimento da raiz) Mais larga. grande ocorrência de sulco (ou fenda) de sulco mesial mesial . que parte da fosseta mesial. quase sempre interrompido por ponte de esmalte que forma as fossetas mesial e distai Pequena Deixa ver quase toda a face oclusal. com os lobos de desenvolvimento mesial e distai mais altos. 2-47. cúspide vestibular mais pronunciada Segundo premolar inferior Maior. aprofunda mais essa depressão e divide a cúspide em duas. de contorno quadrilátero tendendo ao trapezoidal. o vértice da cúspide lingual é deslocado para a mesial. um sulco ocluso-lingual. raramente interrompido e. 2-48 e 2-49) Menor. a cúspide lingual é centralizada e um sulco ocluso-lingual. com fossetas mesial e distai infreqúentes Grande.

Figura 2-48 -Acima: primeiro premolar inferior . Figura 2-49 -Acima: primeiro premolar inferior . Abaixo: segundo premolar inferior . .vista vestibular. Abaixo: segundo premolar inferior .67 Figura 2-47 -Acima: primeiro premolar inferior .vista mesial.vista oclusal.vista vestibular.vista oclusal.vista mesial. Abaixo: segundo premolar inferior .

as faces livres convergem bastante para a distai j Cúspide disto-lingual Contorno da face oclusal Menor ou muito menor e até mesmo inexistente. com ângulos bem definidos . contorno triangular em dentes tricuspidados Interrompida por um sulco e menos proeminente ou inexistente Losângico tendendo a quadrilátero.-Acidentes anatómicos Coroa Primeiro molar superior (Figs. tem menor inclinação lingual e desvio para a distai Raiz lingual . sem São paralelas e inclinam-se para a distai. as faces de contato convergem para a lingual Ausente Longo e profundo. assim. rasa e larga que se continua pela raiz lingual Bem desenvolvidas e separadas Curto e menos profundo. com as cúspides mesiais muito maiores que as distais. é mais deslocado para a distai e não antecede nenhuma depressão da coroa ou da raiz Com desenvolvimento ligeiramente menor e mais próximas entre si (coalescências da mésio-vestibular com a lingual e da mésiovestibular com a disto-vestibular não são incomuns) Raízes Raízes vestibulares Tendem a convergir apicalmente. isto faz com o ápice da raiz mésio-vestibular fica em que o ápice da raiz mésio-vestibular linha reta com o centro da coroa fique em linha reta com o ápice da cúspide mésio-vestibular Apresenta um sulco longitudinal. isto se nota melhor olhando o dente por vestibular e por lingual Maior e bem definida Segundo molar superior Menor. assim. as faces de contato convergem para a vestibular Presente Sempre menor. 2-50. com as cúspides mesiais um pouco maiores (em todas as direções) que as distais. inclina-se muito lingualmente e não se desvia para a distai Sem sulco longitudinal. Presente e proeminente Ponte de esmalte entre as cúspides mésio-língual e disto-vestibular Tamanho da face lingual em relação à vestibular Tubérculo de Carabelli associado à cúspide mésiolingual Sulco ocluso-lingual Maior. desvio distai considerável. alcança o centro da face lingual e transforma-se em uma depressão reta. 2-51 e 2-52) Maior. o dente fica com aspecto trícuspidado nos dois últimos casos Losângico (maior aproximação da cúspide mésio-lingual com a disto-vestibular) com ângulos arredondados. assim.

vista oclusal.Acima: primeiro molar superior .vista oclusal.69 Figura 2-50 -Acima: primeiro molar superior .vista vestibular.vista vestibular. Abaixo: segundo molar superior .Acima: primeiro molar superior . . Abaixo: segundo molar superior .vista lingual.vista lingual. Abaixo: segundo molar superior . Figura 2-51 . Figura 2-52 .

70 ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Acidentes anatómicos Primeiro molar inferior (Figs. com disposição variável Maiores.vista vestibular.vista vestibular. Abaixo: segundo molar inferior . com três cúspides vestibulares e duas linguais Maior. com disposição cruciforme Menores. com duas cúspides vestibulares e duas linguais Discretamente maior e também discreta convergência de suas bordas em direção ao colo Aproximadamente retangular com sua borda vestibular curva (face vestibular bem convexa) Mais numerosos (um a mais. com borda vestibular menos curva (face vestibular menos convexa) Em menor quantidade. mais divergentes e bem separadas Retangular.vista oclusal. . devido à presença da quinta cúspide).Acima: primeiro molar inferior . menos divergentes e com certa tendência à coalescência Figura 2-53 -Acima: primeiro molar inferior . 2-53 e 2-54) Segundo molar inferior Coroa Tamanho da face vestibular em relação à lingual e convergência de suas bordas Contorno da face oclusal Sulcos principais da face oclusal Raízes Mais volumosa.vista oclusal. com suas bordas mesial e distai bastante convergentes para o colo (maior área oclusal) Menos volumosa. Figura 2-54 . Abaixo: segundo molar inferior .

n ••». 62. o bloco 4 e reforce a leitura observando bem as ilustrações. os segundos molares se assemelham aos primeiros molares permanentes com um isomorfismo surpreendente. 52. um crânio infantil e/ou dentes isolados. 7. 2 Elucide. as bossas cervicais são muito proeminentes. A forma dos incisivos t caninos decíduos copia a dos homónimos permanentes. há uma série de diferenças que podem ser assim resumidas: 1. 6. e o mesmo acontece com a bossa vestibular. as seguintes questões:Todos os dentes decíduos têm forma semelhante à dos dentes permanentes? Ao se comparar as duas dentições. 72. começa a se reabsorver. o esmalte é mais delgado.*•* A >Al Descrição anatómica dos dentes decíduos*e**£P0»°'« *0? GUIA DE ESTUDO 6 1 Leia uma vez.. eles têm o colo com maior constrição. modelos de arcos decíduos. Em decorrência destas características. A coroa do segundo molar decíduo (superior e inferior) guarda todas as características anatómicas da coroa do primeiro molar permanente? Quais são elas? Quais são as cúspides mais desenvolvidas do primeiro molar superior decíduo? E a menos desenvolvida? As bordas mesial e distai da face vestibular do primeiro molar superior decíduo são convergentes. 2-55 a 2-60) As coroas são muito baixas e largas. tal como foi proposto nos guias de estudo anteriores. 73. estas condições são tão pronunciadas que o diâmetro mésio-distal predomina sobre o cérvico-incisal.•. as coroas dos decíduos são mais baixas e largas. 5. o colo fica muito estreitado. os sulcos e outras depressões são muito pouco marcados. . neste estudo do bloco 4. 3. por escrito. Sua raiz tem vida curta: após um ano ou dois de completamente formada. Não obstante as semelhanças morfológicas entre os dentes das duas dentições. confira e corrija as respostas. a proporção altura/largura é a mesma dos homónimos permanentes? E as bossas cervicais se equivalem em proeminência? Nos molares também? Dê uma razão para a excessiva abertura ou divergência das raízes do molar decíduo. Incisivos e caninos (51. Os dentes decíduos são menores que os permanentes e têm um grau de atriçao maior. as raízes dos decíduos são longas em proporção à coroa e são mais retilíneas. nos molares. Nos incisivos e caninos superiores. que diferenças podem ser notadas nas porções cervical e radicular? Nas coroas dos incisivos e caninos decíduos. os primeiros molares decíduos têm forma própria. 63. A raiz não se desvia para a distai. 71. isto é. 82. tal como ocorre nos dentes permanentes? O que é tubérculo molar do primeiro molar superior? O primeiro molar inferior também apresenta um tubérculo molar? A coroa do primeiro molar superior é maior na dimensão mésio-distal ou na vestíbulo-lingual? E a do primeiro molar inferior? Como se denominam as cúspides do primeiro molar inferior? Como se dispõem os sulcos oclusais do primeiro molar inferior? 3 Proceda. As faces de contato são mais convexas. 53.81. 83) (Figs. 61. manuseie mais vezes dentes e modelos e faça uma leitura final para realçar os detalhes que julgar mais importantes. leia novamente. o bulbo radicular* é curto e as raízes são muito divergentes.. ou quantas vezes quiser. 4. 2.

ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Figura 2-55 . . Figura 2-57 . lingual e mesial. vistos pelas faces vestibular.Aspecto vestibular de dois hemiarcos dentais decíduos (distendidos) em oclusão. vistos pelas faces vestibular. Figura 2-56 .Incisivo central inferior decíduo (acima). incisivo lateral superior decíduo (no meio) e canino superior decíduo (abaixo). lingual e mesial. incisivo lateral inferior decíduo (no meio) e canino inferior decíduo (abaixo).Incisivo central superior decíduo (acima).

vistos por vestibular. Abaixo: incisivo lateral. vistos por vestibular.Seis espécimes típicos de incisivos superiores decíduos. Abaixo: incisivo lateral.Seis espécimes típicos de caninos decíduos. vistos por vestibular. Figura 2-60 .73 Figura 2-58 .Seis espécimes típicos de incisivos inferiores decíduos. Acima: incisivo central. Acima: incisivo central. Figura 2-59 . . Abaixo: canino inferior. Acima: canino superior.

2-64. 2-63 e 2-64) Como já foi mencionado. O dente permanente que lhe é mais próximo em concordância morfológica é o premolar superior. 2-61. tem anatomia própria. mas a disto-lingual está frequentemente ausente e a disto-vestibular é muito reduzida. mesial e oclusal. 85) (Figs. . até tubérculo de Carabelli os superiores possuem. Constituem um modelo quase exato dos primeiros molares permanentes. 2-63. 75. bem desenvolvidas. 2-55. Primeiro molar superior (54. Pode ser considerado como intermediário entre premolar e molar. 2-66.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Segundos molares (55. 64) (Figs. Tem quatro cúspides. vistos pelas faces vestibular. A maior diferença reside na área do colo. às cúspides vestibular e lingual do premolar superior. 2-55. Figura 2-61 . correspondem então. 2-62. o qual apresenta nítida constrição devido ao grande desenvolvimento da bossa vestibular e pronunciada divergência das raízes (para alojar os germes* dos dentes permanentes). 2-67) São maiores do que os primeiros molares (na dentição permanente é ao contrário). em semelhança. lingual. Suas cúspides mésio-vestibular e mésio-lingual. 65.Segundo molar superior decíduo (acima) e segundo molar inferior decíduo (abaixo).

Face vestibular . na qual se destaca apenas a suave projeção da cúspide mésio-vestibular. lingual. . Abaixo: segundo molar. No terço cervical há elevação bem distinta logo abaixo da raiz mésio-vestibular. JbM) Figura 2-62 . Acima: primeiro molar. 75 n Figura 2-63 . vistos por vestibular. vistos por oclusal.tem uma borda oclusal praticamente horizontal. é ampla o suficiente para aumentar a altura da metade mesial da coroa. Figura 2-64 . Os dois terços oclusais da face vestibular são bastante inclinados para a lingual. Acima: primeiro molar.Seis espécimes típicos de molares superiores decíduos. Abaixo: segundo molar. mesial e oclusal. As bordas mesial e distai são pouco convergentes. e saliente a ponto de ser chamada de tubérculo (tubérculo molar ou de Zuckerkandl).Primeiro molar superior decíduo visto pelas faces vestibular.UNIVERSIDADE FEDERAL DO NR* CURSO DE ODONTOLOGIA FRANCISCO^.Seis espécimes típicos de molares superiores decíduos.

menor.é alongada na direção mésio-distal. com a diferença de serem mais delgadas. vão perdendo espessura à medida que se aproximam da oclusal. As cúspides restantes são diminutas e. Face oclusal . e mais larga na borda mesial do que na distai. com a borda oclusal mostrando o contorno das cúspides vestibulares em dentes sem ou com pouco desgaste. Primeiro molar inferior (74. bem separadas e a furca fica próximo à linha cervical.o tubérculo molar. também tem seus dois terços oclusais inclinados (para a vestibular). acima da raiz mesial. Faces de contato . O tubérculo molar mostra-se bem saliente por este ângulo de observação. e a outra é distai. As bordas vestibular e lingual convergem fortemente para a oclusal. achatadas mésio-distalmente. dominadas pelas cúspides mésio-vestibular e mésio-lingual. Uma das fossetas é mesial. No terço cervical. . 2-55.a face mesial é maior. elas desaparecem.retangular. que se cruzam nas proximidades da crista marginal distai. divergentes e não terem a base comum de implantação. A face vestibular é inclinada para a lingual. Faces de contato .vista por oclusal. 2-65. logo que sobrevêm o desgaste. há saliência similar à do dente homónimo superior . Frequentemente uma ponte de esmalte liga a cúspide mésio-vestibular à mésio-lingual. convexa. Face oclusal .é retangular. Face lingual . sendo duas vestibulares e duas linguais. As bordas mesial e distai são paralelas. O ângulo mésio-vestibular é proeminente por causa do tubérculo molar. posição e forma às do segundo molar superior.as raízes equivalem-se em número. Face vestibular . interrompendo assim o sulco mésio-distal e provocando o aparecimento de duas fossetas.as raízes mesial e distai são delgadas. Tem quatro cúspides. Raiz . respectivamente. com as cúspides linguais fazendo pouca saliência na borda oclusal. A principal causa desta arquitetura é a presença do tubérculo molar. 84) (Figs.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Face lingual . que é o bulbo radicular. se bem que a mesial é reta e mais alta e a distai é curva (convexa). As quatro cúspides são separadas por sulcos irregulares mésio-distal e vestíbulo-lingual. se bem que em menor grau. bastante convexa. a coroa é mais larga na borda vestibular do que na lingual. elas saem diretamente da coroa. maior. Um sulco mésiodistal divide a coroa em partes vestibular e lingual.muito espessas cervicalmente. combinada com a grande inclinação lingual da face vestibular.é menor que a vestibular. Raiz . 2-66 e 2-67) Difere do primeiro molar superior decíduo por ser realmente molariforme.

lingual. vistos por oclusal. Acima: primeiro molar. . vistos por vestibular. Abaixo: segundo molar. mesial e oclusal.Seis espécimes típicos de molares inferiores decíduos.Seis espécimes típicos de molares inferiores decíduos. Abaixo: segundo molar. Acima: primeiro molar. Figura 2-66 .77 Figura 2-65 . Figura 2-67 .Primeiro molar inferior decíduo visto pelas faces vestibular.

2-38: Fig. 27 e 27 Fig. 36. 33 e 33 23?. 11. 33. 1 6. 14 e 14 Fig. 46. 35?. 2. 2-9. 1 6. 15?. 45.22.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Respostas às perguntas sobre identificação de dentes Guia de Estudo 3 Fig. 1 6. 2-48: O Fig. 44. 17. 2-13: Fig. 14 e 14 25. 2-35: O Fig. 45 e 45 Guia de Estudo 5 Fig. 46. 42 e 42 I3el3 43 (raiz voltada para a mesial) e 43 13. 6 I I 22. 23 e 23 43.26. 2-30: 37 e 37 Fig. 47. 2-29: 36. 2-26: Fig.23. 2-21: Fig. Fig. 17. 47 e 47 Fig. I I . 14. 34. 34. 32.31?. 32. 24.24. 17. 37. 23. 43. 2-42: II e II 22 e 12 I I . 17. 12. 45.26. 17. 2 1 . 16 e 16 27. 36. 16 e 16 27. 13. 45. 43 (raiz para a mesial). 2 1 . 25. I I ? . 42. 37. 45. 15. I7e 17 18. 37. 26 e 26 O 17. 45 e 45? 45 34. 36. 3 1 .27. 2-11: Fig.45?. 44. 47.27. 25? e 25 34 e 34 34. 2-12: 14. 12. 13 e 13 33. 2 1 . 35. 1 6. 14. 2-54: 36. 36. 43. 37 e 37 Fig. 4 1 ? e 4 l ? 42. 23?. 2-1: Fig. 2-8: Fig. 43 e 43 Guia de Estudo 4 Fig. 15. 3 1 ? . 44. 2-53: 36. 15. 17 e 17 Fig. 2-52: 1 6. 2-46: Fig. 32 e 32 1 l i ? í ?e? 32. 2-17: Fig.27. 41. 16 e 16 1 6.21 e 2 l 12.26. 2-33: 47.15: Fig. 43. 15 e 15 14. 45 e 35 34. 44? e 44 35. 2-5 1 : 26. 12 e 12 42? e 42 4 1 . 18 e 28 I8e 18 26. 13. 24 e 24 15. 34. 43.42. 2-30: 36 e 36 Fig.27. 34.22. 35. 34. 16. 16. 26. 2-44: Fig. 17. I I . 15? e 15 25 e 15 24. 47.24. 2-28: 48 e 48 Fig. 46 e 36 Fig. 34? 44. 2-27: Fig. 35. 32. 1 5 (raiz para a mesial). 46 e 46 37. 14. 45. 24. 2-28: Fig. 34? e 34? 45. 2-41: Fig. 34 e 34 45. 43. 22 e 22 2Í.24. 45.42. 37?. 13. 35 e 35 44. 47. 15. 17. 16. 46 e 46 37. 44. 2-22: 26. 2-4: Fig.24. 47 e 47 Fig. 32. 2-40: 'O ^* Fig. 2-36: Fig. 16. 34. 2-49: O 14. 2-50: .27.22. 2-47: Fig. 42. 12. 17 e 17 Fig. 36. 43. 35?. 22. 2 1 . 13. 2-23: Fig. 36. 2-34: 48 e 48 Fig. 2-16: Fig. 16. 34. 13. 22.-2I. 26 e 26 17.

dimensões e curvas de oclusão dos arcos dentais. especificando sua disposição nos arcos e as suas relações mútuas l Desenvolver explicação sobre as formas. 8 e 9 l . na posição de máxima intercuspidação l Aplicar noções sobre dinâmica da articulação temporomandibular (relação das ações musculares com a movimentação mandibular) para a percepção das posições da mandíbula e de seus movimentos nos planos sagital.CAPITULO UNIVERSIDADE fEDEML CURSO DE ODONTOLOGIA Arcos Dentais Permanentes e Oclusão Dental OBJETIVOS l Enfocar os dentes em conjunto. demonstrando-a por meio de narrativa ou esquema l Determinar exatamente em quais fossetas e em quais cristas ocluem as cúspides vestibulares dos dentes posteriores inferiores e as cúspides linguais dos dentes superiores posteriores. bem como a direção e o equilíbrio dos dentes que os formam l Discutir fundamentos de oclusão dental. frontal e horizontal l Responder corretamente às perguntas dos Guias de estudo 7.

6 Leia ainda uma vez mais o bloco l para destacar os detalhes que julgar mais importantes. Consulte sempre o Glossário para completar ou ampliar seu entendimento. a transversal ou a ântero-posterior? A distância transversal é maior no arco superior ou no inferior? Por que? O que significam trespasse vertical e trespasse horizontal? Quais são os tipos anormais de mordida? A medida do comprimento do arco superior. leva o nome de trespasse vertical* (conhecida na clínica como sobremordida ou overbite). o eixo transversal é maior que nos indivíduos leptoprosopos que possuem faces altas e estreitas. de concavidade posterior (Fig. 2 Responda.Verifique as direções dos dentes em radiografias ou em peças anatómicas preparadas para isso. onde a face é mais larga. Examine radiografias e crânios de crianças de várias idades. um superior e outro inferior. passe para o item 5.Veja seus próprios arcos dentais no espelho. Já o trespasse horizontal* (sobressaliência ou overjet) pode ser calculado medindo-se a distância entre duas linhas verticais que passem pela borda incisai de incisivos superiores e a face vestibular dos incisivos inferiores (Fig. Se estiverem corretas. sem consultar suas respostas escritas. é sempre maior que a ântero-posterior e sempre relacionada com a largura da face. semicircular. agora mais atentamente. . em geral. escrevendo. as bordas incisais dos incisivos e caninos inferiores tocam as faces linguais dos homólogos superiores e as cúspides vestibulares dos premolares e molares inferiores ocluem com as fossetas oclusais dos superiores. é maior ou menor que a do arco inferior? Esse comprimento é imutável? Por que? O que é curva sagital de oclusão? O que é curva transversal de oclusão? Quais são as direções vestíbulo-linguais dos dentes dos arcos superior e inferior? E as direções mésio-distais? O arco formado pelos ápices das raízes dos dentes é maior no maxilar* ou na mandíbula? Por que? De que maneiras os dentes se mantêm em equilíbrio nos arcos? Em que condições pode haver desequilíbrio? 3 Leia novamente e confira se as respostas estão corretas. em forma de V ou em forma de U. A sobreposição no sentido vertical. A sobreposição é aumentada mais ainda porque os incisivos se apresentam inclinados para a vestibular. na posição de oclusão. hiperbólica. situada entre os primeiros e os segundos molares. "distendido". parabólica. o que nos faz entender porque o arco superior envolve o inferior. Examine crânios dentados de adultos. volte aos itens l a 3.81 Arcos dentais Luiz Altruda Filho GUIA DE ESTUDO 7 UNIVERSIDADE FEDERAL DO fM BIBLSCTECA. Confronte o que falou com o texto do livro. Consulte outros livros de anatomia dental e repare bem em suas ilustrações. 3-2). Examine modelos de arcos dentais feitos em gesso ou resina e coloque-os em oclusão. g J Tanto os dentes decíduos como os permanentes se relacionam através de suas faces de contato formando arcos. Nesse envolvimento ou sobreposição. 5 Procure responder em voz alta as mesmas questões do item 2. Reproduza também em si próprio. Os autores. Leia de novo. CURSO DE ODONTOLOGIA 1 Leia uma vez o bloco l (B2). 3-1). que pode ser calculada medindo-se a distância entre duas linhas horizontais que tangenciem a borda incisai de incisivos superiores e inferiores. O diâmetro transversal é maior no arco superior do que no inferior.PROF DR FRANCISCO G. Reproduza nos modelos ou no crânio as posições e movimentos mandibulares estudados. Admitem ainda que a distância transversal. nos euriprosopos. AL--w 4 Se as respostas estiverem erradas ou incompletas. Troque ideias com os colegas. com inclinação aproximada de 20° nos superiores e de 12° nos inferiores. a seguir. aceitam que a morfologia dos arcos dentais* pode apresentar-se elíptica. às seguintes perguntas: Os arcos dentais permanentes possuem formas variadas? Quais são elas? Qual é a maior dimensão do arco dental.

Outras mordidas. que é o contato das bordas incisais dos superiores com as dos inferiores. até a distai do último molar do outro lado. quando os incisivos superiores não se sobrepõem aos inferiores ou se distanciam deles. Além de ser mais largo (55mm em média). Ao contrário.ARCOS DENTAIS PERMANENTES E OCLUSÃO DENTAL Figura 3 .1 -Vista oclusal de modelos dos arcos dentais superior (acima) e inferior (abaixo). overjet) delineados na relação estática entre incisivos "TC Trespasse Trespasse O trespasse vertical de mais de 3mm resulta na chamada mordida (ou sobremordida) profunda. que é o trespasse horizontal e vertical com valor negativo. o arco dental superior é 2mm mais longo (cerca de 128mm) quando medido da distai do último molar de um lado. acompanhando toda a curvatura do arco. . em que não há sobreposição normal durante a oclusão. overbite) e trespasse horizontal (sobressaliência. são a topo-a-topo. Em ambos falta o terceiro molar. Figura 3-2 -Trespasse vertical (sobremordida. e a mordida cruzada* anterior. manifesta-se a mordida aberta* anterior.

provoca desgaste nas áreas de contato e ligeira perda óssea horizontal nos septos interalveolares. Curva transversal de oclusão (curva de Wilson) (Fig. isto. Curva sagital de oclusão (Balkwill-Spee) (Fig. quando for considerado normal. também não notamos a presença desta curva. nota-se uma curva transversal de concavidade superior. a inclinação dos dentes é mínima. deixando portanto de apresentar essa curva. de modo que não é formada uma curva semelhante. como chupar dedo ou chupeta em excesso. . Na região dos premolares. 3-4) Quando da observação dos arcos dentais pelo plano frontal. com alturas diferentes. A curva sagital de oclusão. inicia-se com a erupção* dos caninos e premolares e termina com a erupção dos segundos molares. notamos que existe uma curva determinada pelas faces oclusais dos dentes. podendo sofrer modificações com o tempo. Quando observamos os arcos dentais por um plano sagital ou ântero-posterior. 3-3) Figura 3-3 . que começa nos molares e termina no canino. nas oclusões sucessivas. o que não acontece na dentição decídua.83 O atrito entre os dentes de um arco. que é a de semicírculo. onde os dentes estão implantados na mesma altura. o que compromete uns 3mm do comprimento do arco. que também pode ser chamada de curva de compensação. pois nesse caso os dentes estão implantados perpendicularmente. Essa curva passa pelos planos oclusais* dos molares e existe devido à inclinação dos dentes nos alvéolos. O arco decíduo adota uma só forma. A importância da curva de compensação é exatamente a de evitar contatos posteriores em movimentos protrusivos. em função dos desgastes sofridos pela dentição. independente de fatores que possam modificá-lo. Essa curva existe em função da posição que os dentes ocupam nos alvéolos*. Nos arcos decíduos.Curva sagital de oclusão.

Curva transversal de oclusão.no arco superior. nos procedimentos de abertura coronária e manipulação dos canais radiculares. A direção geral dos dentes está sujeita a sofrer alterações. quando se pretende uma inclinação adequada da inserção da agulha. coroa voltada para a lingual). todos os dentes têm seu longo eixo inclinado para a lingual (raiz voltada para a lingual. com exceção muitas vezes do terceiro molar (ver Fig. Em cada arco deve-se considerar a inclinação ou direção dos dentes de duas formas: vestíbulo-lingual e mésio-distal. nas apicetomias. os incisivos estão implantados verticalmente. . Devido às inclinações dos dentes na direção vestíbulo-lingual. Direção mésio-distal (Fig. os incisivos e muitas vezes os caninos têm seu longo eixo com inclinação para a lingual. No arco inferior. coroa voltada para a vestibular). os demais inclinam-se para a vestibular (raiz voltada para a vestibular. Um dos fatores importantes para evitar essas desarmonias é a manutenção do equilíbrio dos dentes. para a realização de uma técnica perfeita. quanto em especialidade como cirurgia. Direçao geral dos dentes O conhecimento da direção geral dos dentes é de grande importância em clínica.o arco superior apresenta os dentes com inclinação para a distai (raiz voltada para a distai. No arco inferior. implantodontia para a correta instalação dos cilindros. Em endodontia também. tanto em anestesiologia. 3-5) . as quais implicarão transtornos oclusais com sérias consequências para a ATM.-- ARCOS DENTAIS PERMANENTES E OCLUSÃO DENTAL Figura 3-4 . as coroas é que constituem um arco mais estreito do que o arco formado pelas raízes. 3-11). Nos dentes inferiores ocorre o contrário. Direção vestíbulo-lingual (Fig. 3-6) . coroa voltada para a mesial). Essa inclinação é máxima nos incisivos e mínima nos premolares. os ápices radiculares dos superiores formam um arco (intra-ósseo) mais estreito do que o arco das coroas dos mesmos dentes. os demais dentes apresentam inclinação para a distai.

Figura 3-6 .Direção vestíbulo-lingual dos dentes superiores e inferiores em oclusão. . dentes anteriores esquerdos vistos por um aspecto mésio-lingual. dentes posteriores direitos vistos por disto-lingual.85 Figura 3-5 . À esquerda. à direita.Direção mésio-distal dos dentes dos arcos superior e inferior (distendidos).

Sentido vertical . a musculatura jugal é que age na face vestibular. Sentido horizontal (direção mésio-distal) . bem como pelo próprio ligamento periodontal que impede a intrusão do dente no alvéolo. Sentido horizontal (direção vestíbulo-lingual) . além disso. o aprofundamento deste no interior da substância óssea esponjosa. 1-7). O dente imediatamente distai ao espaço vago tende a se deslocar em direção a ele. 3-7 e 3-8). conforme indicam as setas (desenho feito por Élica Patrícia Ribeiro).Equilíbrio vestíbulo-lingual dos dentes anteriores mantidos pela ação da língua e lábios. a perda de um único dente ou parte dele pode alterar esse equilíbrio (Fig. Dentre elas destacamos as forças exercidas por músculos da mastigação (músculo masseter. Figura 3-8 .-Equilíbrio . a musculatura labial exerce uma força na face vestibular.o equilíbrio no sentido mésiodistal é devido aos pontos de contato. as quais determinam o contato entre os dentes antagonistas*. conforme indicam as setas (desenho feito por Élica Patrícia Ribeiro).o equilíbrio nesse sentido é mantido graças aos dentes antagonistas.nos dentes anteriores. Analisaremos a seguir os diversos sentidos nos quais essas forças ocorrem. Figura 3-7 . isto é. que deve ser equilibrada pela força exercida pela língua na face lingual. 3-9). que na verdade passam a ser superfícies ou áreas de contato* com o tempo e que são muito importantes para a manutenção do equilíbrio. músculo pterigóideo medial). . mas.Equilíbrio vestíbulo-lingual dos dentes posteriores mantidos pela ação da língua e bochecha. que impedem a extrusão do dente. existem forças que incidem sobre os dentes e que podem alterar esse equilíbrio. músculo temporal. Já nos posteriores.cjo ARCOS DENTAIS PERMANENTES E OCLUSÃO DENTAL Os dentes de cada arco apresentam os chamados "pontos de contato" (Fig. devendo ser equilibrada pelas forças exercidas pela língua na face lingual (Figs.

3-11. volte aos itens l a 3. Se estiverem correias. 4 Se as respostas estiverem erradas ou incompletas. 3 Leia novamente e confira se as respostas estão corretas. às seguintes perguntas: Quais são os aspectos fundamentais do engrenamento dental em uma oclusão normal? Dê exemplos. passe para o item 5.Troque ideias com os colegas. 3-10. 2 Responda. 5 Leia de novo. Na posição de máxima intercuspidação. Oclusão* dental Em parceria com Roelf J. escrevendo.UNIVERSIDADE FEDERAL DO r*RA CURSO DE ODONTOLOGIA FRANCISCO a ÁL-^O 87 Figura 3-9 .A ausência do primeiro molar no arco inferior altera o equilíbrio dos dentes de ambos os arcos. . em quais fossetas ocluem as cúspides vestibulares dos dentes posteriores inferiores? E as cúspides linguais dos dentes superiores posteriores? Na posição de máxima intercuspidação em quais cristas ocluem as cúspides vestibulares dos dentes posteriores inferiores? E as cúspides linguais dos dentes superiores posteriores? O que significa lado de trabalho e lado de não trabalho em movimentos excêntricos da mandíbula? Faça um resumo ou um esquema ou um modelo ou o que quiser para explicar oclusão dental. Consulte outros livros de anatomia dental e repare bem em suas ilustrações. Notar exagerada inclinação dos molares inferiores e extrusão do primeiro molar superior. Examine crânios dentados de adultos. 3-12 e 3-13) GUIA DE ESTUDO 8 1 Leia uma vez o bloco 2. 6 Leia ainda uma vez mais o bloco 2 para destacar os detalhes que julgar mais importantes. Cruz Rizzolo (Figs. a seguir. Examine modelos de arcos dentais feitos em gesso ou resina e coloque-os em oclusão. agora mais atentamente.

1 2 . Figura 3 .1 1 .Aspecto anterior de modelos de arcos dentais em oclusão central. pela face vestibular.Desenho esquemático das coroas dos dentes. com exceção do incisivo central inferior e do terceiro molar superior. com os hemiarcos direitos distendidos.-' /\v \ 'N/ N -^ ^ *— _r l )C A x A !\ / \ \ \/ \ l \ \ \ Figura 3 .Observar a oclusão de dois dentes de um hemiarco com um do outro. Os contornos normais das coroas dentais foram acrescentados ao desenho esquemático (abaixo). ^' -^ / s. Os terceiros molares estão ausentes. .Aspecto vestibular do engrenamento dental em uma oclusão normal. para mostrar como se dá o encaixe recíproco na: oclusão (acima).-- ARCOS DENTAIS PERMANENTES E OCLUSÃO DENTAL Figura 3-10 .

sendo chamadas de cúspides de suporte ou de carga. no mesmo caso da oclusão dos caninos. fazem exceção os incisivos centrais inferiores e os terceiros molares superiores. os acessórios são o 12 e o 44). que ocluem unicamente com os seus homólogos antagonistas. e as cúspides linguais dos dentes superiores devem ocluir nas fossetas centrais dos dentes inferiores. as pontas das cúspides vestibulares dos dentes inferiores devem ocluir nas fossetas* centrais dos dentes superiores. o outro é o antagonista acessório. de ser fechado. por definição. devem ocluir com dois dentes do arco oposto.1 3 .todos os dentes de um arco. 139 Oclusão. Vamos considerar alguns aspectos fundamentais no engrenamento dental em uma oclusão dita normal (presença de todos os dentes ocluindo de modo saudável e estético). o 13 oclui com o 43. ao se fazer a elevação da mandíbula através dos músculos elevadores. Isto dá estabilidade aos dentes no .nos dentes anteriores.Aspecto lateral de modelos de arcos dentais em oclusão central. portanto homónimos). ambos caninos. que é o dente homónimo (por exemplo. um deles é o antagonista principal. Esse contato entre os dentes em posição de máxima intercuspidação. As cúspides vestibulares dos dentes superiores e as linguais dos inferiores são chamadas cúspides de proteção ou de contenção. Em Odontologia. ocorre o contato entre os dentes antagonistas. cuja porção distai deve ocluir com a porção mesial da cúspide do canino superior. . Os terceiros molares estão ausentes. incluindo a cúspide do canino inferior. .nos dentes posteriores. que é o dente imediatamente mesial no maxilar e o distai na mandíbula (por exemplo.89 Figura 3 . já que oclusão perfeita ou ideal é muito difícil de ser observada: . direciona as forças provenientes da mastigação ao longo eixo dos dentes. ao encaixar cúspides em fossetas de dentes antagonistas. o terço incisai da face vestibular dos inferiores deve ocluir com o terço incisai da face lingual dos superiores. significa o ato de fechar. individualmente. consideramos oclusão quando.

respectivamente. Agora não se trata da ponta da cúspide. . as cúspides linguais dos premolares e molares superiores mostram. os seguintes contatos (Fig. 3-14. em condições normais de oclusão. As cúspides linguais dos premolares e molares superiores ocluem nas ameias inferiores correspondentes. 3-15). a ponta da cúspide não oclui com as cristas marginais e. com isso previne a impacção alimentar entre os dentes e. As três cúspides vestibulares do primeiro molar inferior ocluem. em que as pontas das cúspides vestibulares de dentes inferiores ocluem com fossetas de seu antagonistas. mas de suas arestas e vertentes triturantes que prolongam ou aumentam as superfícies de contato entre os dentes. central e distai do primeiro molar superior. Por sua vez. Os pequenos círculos representam os contatos e os segmentos de reta unem esses contatos que ocorrem durante a oclusão. As cúspides linguais dos premolares superiores ocluem com as fossetas distais dos premolares inferiores e as duas cúspides linguais dos molares superiores ocluem. Neste contato tipo dente a dente ou cúspide-fosseta. respectivamente. 3-17). Contato cúspide-fosseta. não força o alimento para a ameia* e para o espaço interdental*. As cúspides vestíbulo-mediana e disto-vestibular do primeiro molar inferior oclui com as fossetas central e distai do primeiro molar superior e a disto-vestibular do segundo molar inferior com a fosseta central do segundo molar superior. 3-16 mostra que as cúspides vestibulares dos premolares inferiores e a cúspide mésio-vestibular dos molares inferiores entram em contato com cristas marginais que formam as ameias dos dentes superiores. em que um dente posterior oclui com dois dentes antagonistas. portanto. Figura 3-14 .Relações estáticas ou contatos entre dentes superiores e inferiores. com as fossetas central e distai dos molares inferiores (o terceiro molar geralmente tem só um contato porque raramente possui mais do que uma cúspide lingual . com as fossetas mesial. O contato cúspide-fosseta pode ser percebido no desenho da Fig. As duas cúspides vestibulares do segundo molar inferior ocluem com as fossetas mesial e central do segundo molar superior. avançando além das fossetas oclusais. conseqúentemente. A Fig. Só não ficam nas ameias e sim nas fossas centrais dos molares inferiores as cúspides mésio-linguais dos molares superiores (Fig.só a mésio-lingual) Ainda na relação estática entre os dentes superiores e inferiores há o contato cúspide-crista. no qual as pontas das cúspides vestibulares dos premolares inferiores ocluem com as fossetas mesiais dos premolares superiores. protege a papila gengival*.90 ARCOS DENTAIS PERMANENTES E OCLUSÃO DENTAL arco inferior (mandibular) contra o arco dental superior (maxilar).

Figura 3-16 . Os pequenos círculos representam os contatos e os segmentos de reta unem esses contatos que ocorrem durante a oclusão. Contato cúspide-crista. . em que as pontas das cúspides linguais de dentes superiores ocluem com fossetas de seus antagonistas. em que cúspides linguais de dentes superiores ocluem com dois dentes antagonistas.Relações estáticas ou contatos entre dentes superiores e inferiores.91 Figura 3-15 . Figura 3-17 .Contato cúspide-fosseta.Contato cúspide-crista. em que cúspides vestibulares de dentes inferiores ocluem com dois dentes antagonistas.

a fim de triturar os alimentos pela ação das vertentes triturantes que entram em atrito. a fim de preparar o aluno ingressante de Odontologia para a sequência de seu curso. retrusão e lateralidade da mandíbula (ver o subcapítulo "Dinâmica da ATM" em um dos livros do mesmo autor: "Anatomia da face" e "Anatomia facial com fundamentos de anatomia sistémica geral" [este em colaboração com Roelf J. elevação. Durante a função mastigatória. ambos editados em 2004 pela Sarvier. de rotação e de translação. podem se iniciar os chamados "movimentos excêntricos". acabam produzindo facetas de desgaste. nos raros casos em que dentes inferiores transpassam vestibularmente todos os dentes superiores ou alguns deles. isto é. para cortar o alimento. 4 Consolide o aprendizado com mais uma leitura bastante atenta. a partir da oclusão central? Que forma terá o gráfico final correspondente aos movimentos realizados? Do gráfico traçado. ao se realizar movimentos bordejantes no plano horizontal. com o passar do tempo. O lado esquerdo então será o lado de não-trabaIho. bem como os movimentos de abaixamento. dá-se o nome de mordida cruzada*. principalmente nas cúspides de suporte. reproduzindo as posições e os movimentos em si mesmo. . B3 Este subcapítulo refere-se às relações dinâmicas entre os arcos dentais. seja ativo no seu grupo cooperativo de estudo. a partir das posições de repouso e de oclusão.ARCOS DENTAIS PERMANENTES E OCLUSÃO DENTAL Quando o engrenamento dos dentes é invertido. com o consequente aparecimento de áreas lisas devido ao desaparecimento gradual das elevações e dos sulcos secundários. no qual não haverá contato entre os dentes. A partir da relação estática entre os maxilares. entretanto. este lado será o lado de trabalho. consulte nova bibliografia. Se a lateralidade for para a direita. São Paulo). determinadas pelos movimentos mandibulares. quais movimentos devem ser realizados? Para alcançar a posição mais protrusiva (ou protrusão total) a partir da abertura máxima. uma boa noção dos movimentos básicos da articulação temporomandibular. como na posição de máxima intercuspidação. Posições e movimentos da mandíbula GUIA DE ESTUDO 9 1 Leia o bloco 3. É claro que os movimentos protrusivos. para a direita ou para a esquerda. quais músculos são acionados? Quais são os músculos que agem ao se trazer a mandíbula da posição mais protrusiva diretamente à posição de oclusão central? Como são feitos os movimentos bordejantes no plano frontal. também determinam desgastes. protrusão. Cruz Rizzolo]. 3 Leia novamente para as adequações às respostas. É requerida. Isso acontece ern razão do atrito contínuo que provoca o desgaste fisiológico das cúspides. a mandíbula realiza pequenos movimentos laterais que. 2 Responda: Quais são os fatores que podem interferir na posição de repouso da mandíbula e na manutenção do espaço funcional livre? Qual é a diferença entre oclusão central e relação central (vá reproduzindo as posições que vão sendo mencionadas em si próprio)? Para se chegar à posição de abertura máxima. manuseie modelos. em que os incisivos inferiores deslizam contra a face lingual dos incisivos superiores. o que representa seu ângulo posterior? Defina movimento de Bennett.

É esta a posição de repouso da mandíbula. . Oclusão central ou máxima intercuspidação (Fig. Se a cabeça for inclinada para trás. considerados separadamente de acordo com sua realização nos planos sagital. imagina-se uma pessoa em pé ou sentada olhando para frente e para longe. Figura 3-18 . A posição de repouso é importante para o descanso muscular e alívio das estruturas de suporte dental. com os lábios em leve contato e a musculatura mandibular relaxada. para melhor entendimento do que se quer ensinar. Posição de repouso (Fig. frontal e horizontal.93 Para melhor entender esses movimentos eles serão isolados. É claro que certos fatores podem interferir com a constância desta posição. A movimentação explicada a seguir deve ser reproduzida pelo próprio leitor. Serão movimentos que vão até a sua amplitude máxima. a relação maxila-mandíbula se modificará. conhecidos como movimentos bordejantes. Ela fica assim na chamada posição de oclusão central. Figura 3-19. pois os músculos elevadores da mandíbula devem permanecer contraídos. ou seja. que é a posição de maior número de contatos entre os dentes ou de máxima intercuspidação. poderá mesmo eliminar completamente o espaço funcional livre. a dor.Oclusão centrai. 3-18) . Por outro lado. por exemplo. se a cabeça for inclinada para frente. Os dentes superiores e inferiores não estão em contato e o espaço entre eles é chamado espaço funcional livre ou interoclusal. aumentando o espaço funcional livre.a partir da posição de repouso. isto é. na qual os músculos mandibulares estão em contração mínima.para considerar a primeira posição postural neste estudo. dentro dos limites máximos permitidos pelos ligamentos e músculos mandibulares. contraídos apenas o suficiente para manter a postura. o estresse físico e emocional e a postura. A pessoa despende esforço para manter seus maxilares fechados nesta posição por algum tempo.Posição de repouso. 3-19) . a mandíbula pode ser elevada até o contato máximo dos dentes inferiores com os superiores.

Obviamente. ela alcança sua posição mais retrusiva. então. ela é uma posição óssea (craniomandibular ou temporomandibular) . Ao mesmo tempo. as bordas incisais dos incisivos inferiores deslizarão sobre as faces linguais dos superiores. se a mandíbula for protruída até os incisivos se tocarem topo a topo.Abertura em charneira.retrusao não forçada da mandíbula. num movimento de retrusao da ordem de l a 2 milímetros (1. Neste ponto. mas por músculos e ligamentos. Deve-se lembrar que o coxim retrodiscal é ricamente inervado. o que produz estímulos sensitivos gerais e proprioceptivos. . O mesmo acontece nas limitações dos movimentos de abertura.Relação central. o movimento posterior não é limitado pelo contato direto de superfícies ósseas. com os côndilos ou cabeças da mandíbula ocupando uma posição ântero-superior em relação ao centro da fossa mandibular. descrevendo a "trajetória incisiva". Figura 3-20 . que é a posição de relação central.--. A relação central independe de dentes. percorrida pelo incisivo inferior é chamada de "guia incisai" ou "guia anterior". Apesar de a mandíbula estar na posição mais posterior ou retrusiva que ela possa adotar. impedindo de maneira normal a sua compressão. Relação central (Fig. os dentes podem ser mantidos apenas em ligeiro contato e então a mandíbula pode ser movida para trás. Figura 3-21 . há um espaço entre o côndilo e o processo retroarticular. as cabeças da mandíbula descreverão um trajeto.a partir da oclusão central.25 em média). acompanhando o contorno da vertente posterior da eminência articular do temporal conhecido como "guia condilar" ou um trajeto deslizante chamado "trajetória sagital da cabeça da mandíbula". inclinada. A face lingual. do incisivo superior. Mas há um ponto além do qual a mandíbula não pode ir. ARCOS DENTAIS PERMANENTES E OCLUSÃO DENTAL A partir desta posição. 3-20) . protrusão e lateralidade.

movimentos de protrusão e elevação concomitantes. Esse gráfico sagital foi descrito pela primeira vez por Posselt. É claro que a mandíbula não se movimenta rotineiramente nas bordas extremas do gráfico. Nesta posição. o máximo possível.95 Movimentos no plano sagital . mas simplesmente roda em torno de um eixo (Fig. em torno de um eixo de charneira (transversal) no côndilo. a borda incisai do incisivo inferior fica em um nível mais alto do que a borda incisai do incisivo superior (Fig. a mandíbula deve abaixar um pouco para permitir que os dentes se cruzem. Se a boca continuar a ser aberta. Este não se desloca para frente. para movimento de deslizamento anterior conhecido como translação (ainda que haja rotação associada. os movimentos bordejantes da mandíbula (Fig. Separando-se os maxilares o máximo possível. 3-23).. posição esta que não pode ser ultrapassada (Fig. Figura 3-23 .Protrusão total. 3-21). . Daí a mandíbula se desloca até chegar à oclusão central (Fig. chega-se a um ponto onde o movimento condilar muda de rotação em charneira pura. O movimento seguinte é a translação da mandíbula para trás. durante os primeiros 5 a 20 milímetros deste movimento a mandíbula gira em um movimento de charneira puro. ou rotação. 3-25). chega-se à abertura máxima. a mandíbula pode ser deslocada para frente e para cima. Da posição de abertura máxima. Alcança assim a mandíbula sua posição mais protrusiva. enquanto se mantém os dentes em leve contato. Ela se move livre e fácil dentro do gráfico. Quando os incisivos inferiores encontram os superiores. isto é. em movimentos intrabordejantes ou movimentos Figura 3-22 — Abertura máxima. O gráfico traçado é um esquema dos limites extremos dos movimentos mandibulares normais. 3-24).na abertura da boca a partir da posição de relação central e conservando-se a mandíbula na posição mais retrusiva. 3-22).

3-26). O gráfico de movimento traçado pelo incisivo inferior representa as bordas dos movimentos mandibulares máximos no plano frontal. 3-25). Enquanto ele vai para frente. tal como no plano sagital. 3-30). correspondem aos movimentos funcionais que. Destes. . a partir da oclusão central (Fig. O fechamento da boca iniciado na posição de abertura máxima e terminado na posição lateral esquerda é conseguido pela translação posterior do côndilo esquerdo. atingem a amplitude dos movimentos máximos nas várias direções. Da posição lateral esquerda. 3-27).os movimentos mandibulares podem ser vistos de frente. enquanto o direito permanece em posição na fossa mandibular (Fig. inconscientemente. 1 2 3 4 5 6 Figura 3-24 . tendo-se como referência o plano frontal. enquanto o côndilo direito permanece na posição avançada. Este movimento é conhecido por fechamento habitual (Fig. Alguma rotação ocorre em ambos os côndilos (Fig. e a fecha diretamente em oclusão central. de maneira alguma.Oclusão central. um movimento para trás até a oclusão central envolve a translação posterior do côndilo direito e rotação de ambos os côndilos. Movimentos no plano frontal . 3-29). o movimento mais reprodutível é o que ocorre quando se abre bem a boca. o condilo esquerdo desloca-se para baixo e para frente (e ligeiramente para medial). No movimento lateral direito. até que os dentes entrem em oclusão central (Fig. isto é. ou movimentos bordejantes. nas funções de falar. mastigar e deglutir etc. Oclusão central Relação central Abertura em charneira (rotação) Rotação e translação Abertura máxima Protrusão total com elevação Retrusão Fechamento habitual funcionais da mandíbula no plano sagital. Movimentos normais dos atos de mastigar e de falar são intrabordejantes. ambos os côndilos também entram em rotação até seus limites máximos (translação e rotação condilar bilateral) (Fig. o côndilo direito desliza para frente. 3-28).96 ARCOS DENTAIS PERMANENTES E OCLUSÃO DENTAL 2 1 Figura 3-25 — Gráfico do movimento plano sagital. Se desta translação unilateral direita a mandíbula for movida a uma posição de abertura máxima.

Gráfico do movimento no plano frontal. Figura 3-28 .Movimento lateral esquerdo. .Movimento lateral direito. Figura 3-29 .Abertura máxima. Figura 3-27 . Figura 3-30 .97 Figura 3-26 .Oclusão central.

A área losângica assim formada é o gráfico de movimento no plano horizontal. o côndilo do lado do movimento (côndilo direito para o movimento lateral direito) não permanece sem deslocamento. Primeiro um movimento lateral para a direita. Até aqui tem sido descrito o movimento lateral como a simples rotação de um côndilo. a mandíbula é projetada ao máximo para frente. prende-se uma ponta nos dentes inferiores que gravará traços em uma placa ligada aos dentes superiores. Dentro dessas linhas. o côndilo direito simplesmente desliza para frente. os traçados obtidos assemelham-se a uma ponta de seta ou à arquitetura de um arco gótico. durante o movimento lateral. de protrusão máxima e lateral direita.há um aspecto do movimento mandibular. Movimento de Bennett . então não se perde tempo traçando todo o gráfico. mas desloca-se cerca de 1. As linhas representam os movimentos bordejantes e a mandíbula não pode mover-se por fora dessas bordas. Portanto.ARCOS DENTAIS PERMANENTES E OCLUSÃO DENTAL Movimentos no plano horizontal . o procedimento é chamado traçado do arco gótico. Em vez disso. a mais retruída relação da mandíbula com o maxilar. enquanto os dentes são mantidos em contato. de considerável importância. o outro côndilo é retruído para a mandíbula mover-se para trás até a posição de relação central. Cada ângulo do losango representa uma particular posição mandibular reprodutível. a partir da posição de relação central. Por esta razão. . o maior interesse está em se localizar o ângulo que representa a posição mais retruída. Normalmente. a mandíbula movimentase livremente em qualquer direção com movimentos intrabordejantes. O grau de movimento de Bennett que ocorre é medido no lado oposto e varia de pessoa a pessoa. Em seguida. Daí. Desta posição. ao se fazer próteses totais. Os outros ângulos são as posições lateral esquerda. que é o movimento de Bennett. para tal. e os articuladores podem ser ajustados para possibilitar isto. enquanto o outro desliza para frente. O ângulo posterior é a relação central. como resultado.5 milímetro para o lado do movimento (direito.para se examinar os movimentos mandibulares no plano horizontal. Este método de traçar os movimentos mandibulares no plano horizontal é frequentemente usado na clínica para registrar a relação central. Mais frequentemente. É importante este ajustamento porque os caminhos através dos quais as cúspides opostas superiores e inferiores deslizam em movimentos laterais são afetados pela presença ou ausência do movimento de Bennett. O gráfico assim traçado corresponderá aos seguintes movimentos. concentra-se nos movimentos mais retrusivos e. no caso). o côndilo esquerdo é retruído de tal modo que a mandíbula se mova para a posição lateral esquerda. isto é. Esta mudança de posição da mandíbula para lateral é chamada movimento de Bennett. pode ocorrer um deslocamento lateral de toda mandíbula enquanto se realiza o processo de rotação e translação. entretanto.

sem deixar de citar sua localização. depois de ter entendido seus aspectos funcionais e anátomo-topográficos gerais básicos l Caracterizar câmara pulpar e canais radiculares. tamanho. .CAPITULO 4 Anatomia Interior dos Dentes OBJETIVOS l Descrever a cavidade pulpar dos dentes permanentes. limites. caninos. premolares e molares superiores e inferiores l Seccionar dentes longitudinal e transversalmente e examinar radiografias panorâmicas e periapicais para reconhecer o contorno e demais detalhes anatómicos da cavidade pulpar l Responder corretamente às perguntas do Guia de estudo 10. comunicações e tipos de canais l Descrever formas típicas de cavidade pulpar de dentes que compõem os grupos dos incisivos.

ela deve ser protegida e conservada. curvaturas mais frequentes. Cruz Rizzolo GUIA DE ESTUDO l O 1 Leia uma vez (ou quantas mais quiser) o bloco l. Além desta sua função primordial. as variações* mais comuns (variação numérica de raízes e canais.consequentemente.do canal? Sabese que a formação de dois canais no interior da raiz do incisivo inferior não é um fato raríssimo. dens in dente. químicos e bacteriológicos. Apalpa dental é o tecido mais importante do dente. remover a polpa e obturar o canal* radicular. calcificações. de preferência. para que seja formada na mente uma imagem tridimensional da cavidade pulpar. com a mesma espessura em todas as paredes ou é irregular. com radiografias e dentes seccionados à mão para acompanhar a leitura. mesmo assim o dente pode ser conservado por meio de um tratamento endodôntico. Qual é a probabilidade de se encontrar dois canais no primeiro premolar inferior? Explique. uma vez.101 Cavidade pulpar Em parceria com Roelf J. De acordo com seus conhecimentos anatómicos. Devido a sua importância. examinando as figuras e. muitas vezes com sobreposição de imagens. bifurcações e ramificações do canal radicular. Quanitos canais pode ter o primeiro molar superior? Explique. procurando defender o dente. a câmara pulpar tem sempre o mesmo tamanho na vida de um indivíduo? Se não. Esse tratamento é difícil de ser feito porque não se consegue uma visão direta da cavidade pulpar e as tomadas radiográficas convencionais oferecem visões incompletas. explique. que consiste em abri-lo até a cavidade pulpar. es etárias. Em que condições anormais a cavidade pulpar diminui seu tamanho pela deposição de dentina secundária? Essa deposição é uniforme. onde se situa e que tendência segue a sua forma? A que se denomina teto e soalho da câmara pulpar? Os dentes unirradiculares possuem soalho? Que aberturas são encontradas no soalho da câmara pulpar de dentes multirradiculares? O teto da câmara pulpar é semelhante nos incisivos e nos molares? O forame apical é sempre único e sempre se localiza exatamente no ápice da raiz do dente? É certo afirmar que o forame apical seja uma abertura no cemento e não na dentina? Uma raiz contém sempre um canal? Exponha o que entendeu sobre fusões. O conhecimento anatómico permite não apenas abordar corretamente a polpa. Essas dificuldades são compensadas por um conhecimento minucioso da anatomia interior do dente. como também evitar atingi-la inadvertidamente durante um preparo cavitário. mas sua abertura em dois forames apicais distintos é raríssima. no entando.que forma a dentina. com altos e baixos? Os canais radiculares dos incisivos são mais dilatados nos superiores ou nos inferiores? Qual dos incisivos tem maior probabilidade de apresentar grande curvatura do terço apical da raiz e. aliada a uma sensibilidade tátil desenvolvida. constrição apical) devem ser do domínio . 2 Responda às seguintes perguntas: O que é câmara pulpar. Em condições normais. dilacerações. Se. qual dos canais do molar superior é mais fácil de ser manipulado pelo operador? E do molar inferior? As curvaturas dos canais vestibulares são equivalentes no primeiro e no segundo molar? O soalho da câmara pulpar do molar inferior é côncavo ou convexo e como se dispõem nele as aberturas dos canais? Como se denominam e como se dispõem os canais da raiz mesial do molar inferior? A raiz supranumerária disto-lingual ocorre no primeiro ou no segundo molar inferior? Com que frequência? Uni ou bilateralmente na maioria das vezes? 3 Proceda tal como foi indicado no item 3 do Guia de estudo 6. sofrer dano a ponto de não mais ser possível o seu reparo. modificao. a polpa reage aos ataques físicos. usando terminologia adequada. o mesmo ocorre com o canino inferior? Os premolares inferiores têm sempre um canal ou dois canais? Explique. BI A cavidade pulpar é o espaço situado no centro da coroa e da raiz do dente. É limitada quase que exclusivamente por dentina e contém a polpa* dental. Além da anatomia interior típica.

A anatomia interior segue. A câmara pulpar é um espaço no interior da coroa dental. onde se abre por um (ou mais que um) forame apical*.4-2 e 4-3) Com propósito de descrição. possui seis paredes. O estudantKde Anatomia recebe aqui as primeiras noções da morfologia da cavidade pulpar do dente permanente. que se prolonga até o bulbo radicular dos dentes posteriores. Os cornos pulpares mesiais são mais longos que os distais. tal como a coroa. espaços estes ocupados pelos cornos pulpares*. O canal radicular é a continuação da câmara até a região apical do dente. As paredes vestibular.Cavidade pulpar dos dentes. a forma da câmara pulpar varia de acordo com a forma da coroa dental. Figura 4-1 . o que equivale dizer que a polpa dental. 4-1. apesar de suas menores proporções. mesial e distai são as que correspondem às mesmas faces da coroa. No teto há reentrâncias ou divertículos da câmara pulpar*. sob cada cúspide. em vista vestibular. que preenche toda a cavidade pulpar. Desta maneira. A parede oclusal é denominada teto. é morfologicamente similar ao próprio dente. lingual. para se aprofundar depois ao estudar Endodontia e Odontopediatria. Câmara pulpar (Figs. não importa que o dente seja inferior ou superior. a cavidade pulpar é classicamente dividida em câmara pulpar* e canal radicular*. em linhas gerais. Eles serão maiores quanto mais desenvolvidas forem as cúspides. Os terceiros molares não estão representados. . tendendo a cúbica e. Nos dentes molares ela é dilatada. a anatomia exterior do dente.102 ANATOMIA INTERIOR DOS DENTES j do p^oJ^sw|iaL™Jy|as jíao é o objetivo desta obra entrar em detalhes sobre esses aspectos.

em vista mesial.Cavidade pulpar dos dentes. Os terceiros molares não estão representados. . Os terceiros molares não estão representados.Cavidade pulpar dos dentes. em vista oclusal. Figura 4-3 . com secção ao nível do colo.UHWEWADE FEDERAL DO ^ARA CURSO DE ODONTOLOGIA DR FRANCISCO GA-AM 103 Figura 4-2 .

O mesmo acontece com os premolares. Canal radicular (Figs. Mas há casos de canais duplos em toda a extensão da raiz. onde se apresenta constrito. este numa pequena porção apical. Nos caninos. O canal radicular é formado não apenas por dentina mas também por cemento. o qual o endodontista preenche nos tratamentos que faz. porque o teto se reduz a uma aresta reentrante. pode-se dizer que há um canal dentinário. tem um soalho bem caracterizado. que faz parte da polpa. a partir daí. vai se afilando até o seu término no forame apical. geralmente invisíveis nas radiografias. os canais radiculares são independentes e não fusionados. São pequenos canais pulpo-periodontais conhecidos como secundários* ou acessórios. a câmara dos incisivos é bem diferente da dos molares. salvo o primeiro premolar superior que. 4-1. um misto das duas apresentações anteriores. Em seus ângulos há depressões afuniladas que correspondem às entradas dos canais radiculares. . Por sinal.ANATOMIA INTERIOR DOS DENTES A parede cervical é denominada soalho e situa-se num nível além do colo. os quais seguem os mais diversos trajetos e direções. sem transição. Num dente multirradicular*. com as raízes apresentando-se fusionadas. por possuir dois canais. Por vezes. não existe um limite entre câmara pulpar e canal radicular . muitas vezes com a existência de intercanais (formando ou não um plexo anastomótico). Via de regra. essa disposição ramificada lembra a desembocadura em delta de um rio e. Há também uma disposição interessante de canais bifurcados-fusionados. daí. Os canais secundários. Como os dentes anteriores são unirradiculares. podendo estar deslocado para uma das faces da raiz. sendo sempre mais amplo no seu início no soalho da câmara e. uma raiz aproximadamente cónica (de secção transversal circular ou oval) possui um canal em seu interior. uma raiz alargada (de secção achatada ou em forma de haltere) possui dois canais. a denominação delta apical que se dá. O canal principal pode ter ramificações laterais. 4-4). o teto é uma ponta arredondada. 4-2 e 4-3) O canal radicular acompanha a forma da raiz. e um canal cementário o qual não deve ser preenchido e que reage diante do tratamento. ou então canais duplos fusionam-se próximo ao ápice (canais fusionados). não somente próximo ao ápice. em correspondência com a borda incisai da coroa. ajudando na reparação pela aposição de cemento. já no interior do bulbo radicular.ambos os espaços continuam-se reciprocamente. Como a fornia da câmara pulpar varia de acordo com a forma da coroa. mas também no terço médio e até mesmo no terço cervical da raiz. atribui-se seu aparecimento ao fato de a raiz em desenvolvimento poder encontrar um vaso sanguíneo e o englobar (Fig. Desta forma. devido à ramificação do canal. assemelha-se a uma cunha. contêm tecido conjuntivo e vasos. penetra. O forame apical nem sempre se situa no ápice. que provoca o aparecimento de uma ilhota de dentina. Não é incomum o surgimento de alguns forames apicais. É pelo forame apical que o feixe vásculo-nervoso. canais simples podem bifurcar-se próximos ao ápice (canais bifurcados).

durante a rizogênese. portanto incompletamente desenvolvido. choques térmicos. ficando a câmara achatada e com os divertículos menos acentuados.Teoria da formação de um canal secundário pelo englobamento de um vaso sanguíneo. a cárie faz diminuir a espessura dos tecidos duros do dente e. Essa diminuição gradual da cavidade pulpar pode provocar sua obliteração parcial ou mesmo total. depois vai sendo lentamente reduzida pela constante formação de dentina secundária* nos dentes com vitalidade pulpar. Não é apenas a idade ofator determinante desse fenómeno. . Por aposição de dentina e cemento. com o exame de dentes ou modelos devidamente preparados com antecipação. moléstiaperiodontal. mahclusão* e dentina exposta (por cárie. Por exemplo. É um mecanismo de defesa da polpa. sem essas alterações. aos três anos.105 Figura 4-4 . Mesmo num dente normal. a cavidade pulpar é ampla. fratura coronária)provocam a formação de dentina secundária irregular. apalpa ameaçada produz rapidamente grande quantidade de dentina em local correspondente para compensar a perda. chega a um quarto. Sugere-se que o estudo teórico da cavidade pulpar seja completado nas aulas práticas. a deposição dentinária ocorre diretamente abaixo dos canalículos dentinários* expostos. entretanto. correspondendo a um terço do dente. Alterações patológicas. o forame apical vai aos poucos se estreitando. No caso da dentina exposta. Essas deposições parciais de dentina deformam a cavidade pulpar. o qual se apresenta bem amplo e em forma de funil. ou que venham a ser preparados pelo aluno por meio de desgastes ou secções transversais e longitudinais de alguns dentes naturais macerados ou descalcificados. abrasão*. para se tornar uma área bem constrita (Fig. que uma descrição pormenorizada de cada dente seria excesso de detalhes e não caberia neste livro. o que prejudica o seu acesso durante o tratamento endodôntico. As vezes. grandes deposições dentinárias ocorrem próximo à entrada de um canal. trauma odusal*. 1-28). Há deposição acentuada no teto e no soalho. mas de modo irregular. observando-se. então. Tamanho da cavidade pulpar Num dente em erupção.preparo cavitário. Essa deposição gradativa pode ser bem observada ao nível do forame apical dos dentes em erupção. Outra área na qual se percebe bem a redução de tamanho da cavidade pulpar pela deposição contínua de dentina secundária é a da câmara pulpar. deixando as paredes da cavidade pulpar também irregulares e não lisas. a critério do professor. a lenta deposição dentinária não se dá de modo concêntrico e uniforme. Descrição da cavidade pulpar dos dentes permanentes Serão descritos aspectos principais das formas típicas da cavidade pulpar de cada grupo de dentes.

as câmaras pulpares são irregularmente cúbicas e achatadas na direção mésio-distal.de todos os dentes. não oferecendo dificuldades no tratamento endodôntico. conforme se pode ver nas tabelas abaixo.5% Os dados desta tabela. Os canais são paralelos ou convergentes (raramente divergentes) e se encurvam para a distai. sempre único nestes dentes. o dentista tem um problema a resolver com o segundo canal. O canal é volumoso. A despeito da raridade de toda variação anatómica. que não raro apresenta curvaturas acentuadas do terço apical da raiz. como regra. Clinicamente. Quando há variações anatómicas. elas se concentram no incisivo lateral. Número de raízes* 1 canal 1 forame Incisivo central Incisivo lateral Canino 1 (100%) 1 (100%) 1 (94. a forma exterior do dente. retilíneos no incisivo central e pouco encurvados nos demais. A câmara pulpar é dilatada na área correspondente ao cíngulo. são os que menos sofrem intervenções endodônticas. Neste ponto. O segundo premolar superior geralmente apresenta uma raiz com um canal central achatado mésio-distalmente.2% 91. Os canais radiculares. com ou sem ilhota de dentina. principalmente no terço médio. segundos premolares e terceiros molares).5% 5. do primeiro premolar superior e inferior e do primeiro molar inferior. as divisões se fusionam novamente para terminar num forame apical comum (canal bifurcado-fusionado). Aliás.7% 2 canais 2 forames 0. Não há limite nítido entre ela e o canal radicular.3%) 88. portanto. Incisivos e caninos inferiores . na maioria das vezes. o canal algumas vezes se bifurca com uma ilhota de dentina entre as divisões vestibular e lingual.a câmara pulpar e o canal radicular reproduzem. alargados na direção vestíbulo-lingual. a menos que estas sejam feitas em diferentes angulações horizontais. O primeiro premolar tem o soalho com as entradas dos canais debaixo de cada cúspide. . foram obtidos pelo próprio autor. estes dentes apresentam índice relativamente elevado de raízes e canais supranumerários ou suplementares. porque ele fica oculto nas radiografias. variações desse tipo são mais constantes nos dentes terminais de cada série (incisivos laterais.7% 88.3% 0. Considerações sobre caninos com dois canais radiculares e de outros dentes com canais suplementares são feitas mais adiante. conóide e reto. tal como já foi mencionado em relação a todos os dentes.ANATOMIA INTERIOR DOS DENTES No final deste capítulo serão também consideradas algumas formas atípicas de raízes e cavidade pulpar do canino inferior.1% 2. bem como das outras três a seguir. mostrando nela um divertículo côncavo. em menor proporção.8% Tipo de canal* 2 canais 1 forame 11. são achatados na direção mésio-distal e.0% 11.7%) 2 (5. As câmaras pulpares acompanham a forma das coroas respectivas. Premolares superiores . Incisivos e caninos superiores .

Sua entrada é ampla e infundibuliforme. O terceiro molar superior varia muito quanto a número e disposição das raízes e canais. Suas raízes são frequentemente fusionadas. A raiz mésio-vestibular é geralmente curva. com o divertículo vestibular bem maior do que o lingual.as câmaras pulpares são irregularmente cúbicas. em forma de fita e. fato este que pode levar ao aparecimento de um único canal bem amplo.2% 3 canais 3 forames 0. A raiz disto-vestibular é mais reta.2%) 2 (6. para evitar frequente fonte de insucesso em Endodontia. Molares inferiores . ambos são ovóides em secção.o primeiro molar superior contém uma câmara pulpar relativamente cúbica. o melhor é procurar sempre dois canais nessa raiz. o clínico deve estar alerta para a ocorrência dessas variações. terminando ou não num único forame apical. tendo nas bordas as aberturas dos canais: dois mesiais e um distai. é alargado. o mais reto e o mais longo de todos. cujas entradas se dispõem segundo os ângulos de um triângulo. O soalho da câmara pulpar é triangular em contorno e os três canais radiculares apresentam a mesma situação e orientação que aqueles do primeiro molar. muito estreito. O canal mésio-vestibular. Considerando a deficiência do diagnóstico radiográfico para a localização da entrada.4% Tipo de canal 2 canais 1 forame 4. A cavidade pulpar do segundo molar superior segue o padrão morfológico do primeiro. semelhantes às variações do próprio dente. Dele emergem três canais. Os canais mésio-vestibular e mésio-lingual são . dois canais independentes numa única raiz são comuns no primeiro premolar. porém com muitas variações.5% 1.1%) 72. Número de raízes 1 canal 1 forame Primeiro premolar Segundo premolar 1 (93. mas cujo acesso é mais fácil que o precedente. com a diferença de serem mais retos e menos divergentes. A câmara segue a forma da coroa.5%) 1 (98. se duplo.o primeiro e o segundo molares inferiores têm suas cavidades pulpares muito parecidas. O canal lingual é o maior. se único.1% Molares superiores . o que dificulta a manipulação de seu(s) canal(is).6% 3. formando um triângulo.107 Número de raízes Primeiro premolar Segundo premolar 1 (35. forma e número de canais. Como a ocorrência de canais duplos é a metade (ou mais) dos casos. primeiro na direção mesial e depois na direção distai. Raramente há duplicidade de canais na raiz mésio-vestibular. tem canal único de secção circular.7%) 3 (0. Apesar de geralmente exibirem canal único e cónico.5%) 1 (70%) Tipo de canal 3 (2%) 2 (62. sendo que o soalho tem diâmetros menores que os do teto.c 2 (30%) Premolares inferiores .3% 2 canais 2 forames 22.5%) 2 (1.5%) 2 (30%) 1(11%) 1 (70%) 2<s:. com um soalho convexo. tamanho.9% 95.

quando se propõe intervenção endodôntica ou apicectomia. Primeiros premolares superiores trirradiculares . Desde já.7%. o primeiro premolar apresenta três canais em 7%. Este fato pode ser deduzido ao se examinar sua anatomia externa. a ocorrência atinge índices de prevalência relativamente elevados. pelas dificuldades que acarreta na localização dos orifícios dos canais radiculares tanto quanto na instrumentação. Decorrem daí as variações da conformação interior.7%) Uma importante variação anatómica do primeiro molar inferior é a ocorrência de uma raiz supranumerária* em posição disto-lingual aproximada de 5. Essas formas radiculares peculiares encerram um significado clínico importante e. bipartem-se por aposição de dentina entre eles. essas considerações passam a servir de alerta aos futuros profissionais. merecem consideração especial durante o planejamento e o tratamento. podem ser independentes ou se fusionarem no ápice. mais amplo e mais reto do que o canal lingual. Caninos inferiores birradiculares .3%) 3 (5.3%) 4 (5. conforme mostram as tabelas deste capítulo. a partir de então. O terceiro molar inferior é muito variável na sua forma exterior. que por certo desejarão evitar qualquer fonte de insucesso durante os procedimentos clínicos. é recomendável a exploração rotineira de dois canais. É o caso do canino inferior.ANATOMIA INTERIOR DOS DENTES estreitos (principalmente o mésio-lingual) encurvados para a distai.7%) Tipo de canal 3 (94. o vestibular é ligeiramente mais longo. com um canal geralmente encurvado em seu interior. . entretanto. para evitar a possível superposição das imagens dos canais. Este tipo de variação pode resultar em complicações durante o tratamento. 4-5). Número de raízes Primeiro premolar 2 (94. o mais reto e não oferece dificuldades de penetração. Ela nos mostra também que a bifurcação radicular geralmente ocorre no terço médio (Fig. Raízes e canais supranumerários Variações anatómicas por aumento numérico de raízes e canais radiculares podem ocorrer em qualquer dente. Em alguns. Este aumento de 5% é devido à bifurcação do canal vestibular no interior da única raiz vestibular. são únicos e. sendo raras as vezes em que se apresenta com um único canal. devido à fusão radicular. O canal distai é o mais largo.não obstante possuir três raízes (duas vestibulares e uma lingual) em apenas 2% dos casos (Fig.quando o canino possui dois canais. Em crianças de até 14 anos. de ambos os primeiros premolares e do primeiro molar inferior. por conseguinte. Quando o dente é trirradicular existe um canal para cada raiz. 4-5). com maior abertura coronária em direção à cúspide (para melhorar o acesso ao canal lingual) e tomadas radiográficas em angulação apropriada (raios principais em direção aos premolares). Devido à grande incidência de caninos birradiculares. Este dente pode ter dois ou três canais.

Outro dado significativo é a alta prevalência dessa variação anatómica em povos amarelos. para mostrar a raiz suplementar disto-lingual. com duas raízes (vestibular e lingual) separadas no terço médio da porção radicular.Fileira superior. em relação a pessoas de outros grupos raciais. Este sim apresenta incidência admiravelmente alta. dificultando a abordagem do orifício lingual de um segundo canal. Nas radiografias. que passa a ser a de um trapézio com base maior distai. "descobrindo" a raiz oculta.o primeiro molar inferior com raiz suplementar em posição disto-lingual sucede mais vezes bilateralmente do que unilateralmente. Se algum canal supranumerário não está visível na radiografia. vistos por distai. Dois primeiros premolares superiores. dificultando assim a observação do fenómeno. 4-5 e 4-7) . Este evento coloca em alerta os endodontistas. o acesso ao canal vestibular é direto e fácil. Fileira inferior. saindo diretamente do bulbo radicular. a raiz disto-lingual fica frequentemente encoberta pela raiz distai. a abertura da coroa deve se estender ao máximo lingualmente para aumentar as chances de localizar o segundo canal. O clínico deve também contar com a probabilidade de haver outros dentes com o mesmo tipo de variação. no mesmo paciente. o que torna difícil seu acesso. Mais de um quarto dos primeiros premolares inferiores tem dois canais.a variação por aumento numérico de canais no segundo premolar deve ser levada em conta. Dois primeiros premolares inferiores com duas raízes. em vista mesial (no segundo dente. há evidente bifurcação radicular). Primeiros premolares inferiores birradiculares (Figs. que tende a dirigir o instrumento endodôntico à parede vestibular da câmara pulpar.109 Figura 4-5 . 4-5 e 4-6) . ao lado da raiz distai. Modificações horizontais da posição do cone do aparelho radiográfico podem evitar a superposição de imagens. porém a incidência é baixa em relação ao primeiro premolar. geralmente terminando em dois forames apicais. Primeiros molares inferiores trirradiculares (Figs. vistos por vestibular. menor. vistos por distai. mas o canal lingual costuma ramificar-se em ângulo muito fechado. Essa raiz extra determina nova forma do soalho da câmara pulpar. Se existe. Outro complicador é a inclinação lingual da coroa. Dois caninos inferiores. Para contornar este problema. isto não quer dizer que ele não exista. . Dois primeiros molares inferiores trirradiculares. com bifurcação da raiz vestibular.

110 ANATOMIA INTERIOR DOS DENTES Figura 4-6 . fato este mais comum nas radiografias de rotina clínica. . Na radiografia da esquerda há maior superposição de imagens.Duas radiografias para mostrar primeiros molares inferiores trirradiculares com exposição da raiz suplementar disto-lingual.Duas radiografias periapicais. para mostrar canais duplos em primeiros premolares inferiores. respectivamente com uma e com duas raízes. Figura 4-7 .

de maneira regressiva. de acordo com a técnica proposta l Desenhar e esculpir de memória. um dente representativo da série de incisivos. usando as habilidades cognitivas e psicomotoras adquiridas no cumprimento dos objetivos anteriores l Responder corretamente às perguntas do Guia de estudo 11. a partir de um bloco de cera. com riqueza de detalhes l Reconstruir a anatomia de coroas de dentes naturais com grandes cáries. . caninos. tanto superiores quanto inferiores. preenchidas com cera derretida em excesso. premolares e molares. como um meio a mais de aprendizado da anatomia dental l Descrever as etapas da escultura dental especificando os erros mais comuns.^F^ciSCOa4^KO Escultura em Cera de Dentes Isolados OBJETIVOS l Reproduzir dentes em cera (ceroplastia).CAPÍTULO 5 Cyr<so DE ODONTOLOGIA •5iaUC^ORIF.

mas sim aprender detalhes da forma através de intensa observação e comparação conscientes. mais do que isso. Todavia. Subjacente ao ato de olhar o modelo existe urn significado de contemplação. vem a ser um novo meio de aprendizagem da anatomia. a atividade de escultura dental é mais científica do que artística. 2 Explique as seguintes questões: Como se inicia o preparo de um bloco de cera para a escultura dental. nesta fase. Porém. aprimora-se com treinamento. desenvolve-se. reescreva suas explicações. 4 Faça o exercício prático laboratorial com auxílio de bons modelos naturais (ou modelos plásticos ou de gesso). agora realçando o principal. Raramente uma pessoa. A sua finalidade não é a de esculpir e demonstrar destreza. É claro que o trabalho de laboratório para alunos iniciantes os coloca no exercício de uma prática motivante e lhes permite desenvolver habilidades. O professor que faz a inspeção não se deixa impressionar com a "arte". Capriche no seu trabalho e não se esqueça da teoria. Se errou. reproduzindo na escultura as direções das faces da coroa e a linha equatorial? Você se preocupa em reproduzir bem? Reproduz também as vertentes e arestas das cúspides e as cristas marginais? Você imita a linha cervical com um risco profundo na cera ou com um suave degrau entre a coroa e a raiz? Quais são os erros mais comuns na escultura de incisivos e caninos? E na de premolares e molares? 3 Leia novamente para conferir se acertou. de visualização. não consegue fazer uma escultura dental em cera. segundo a técnica proposta neste livro? De que modo é feito o desenho da face vestibular? Por que é aconselhável deixar cerca de 2mm a mais em uma das extremidades do bloco. desenvolvida simultaneamente com aulas e estudos. Algumas pessoas possuem natural aptidão ou pendor para a escultura. pelo menos razoável. Em outras palavras. Ele atribui às minudências precisas da forma maior importância no julgamento final. Pode ser um macromodelo ou um dente natural típico selecionado. Uma cuidadosa escultura demanda uma cuidadosa inspeção visual. respeitar a forma de um dente típico.113 Escultura em cera de dentes isolados MJVÊSS/MDÊ FEDERAL DO Em parceria com RoelfJ. mesmo os melhores escultores já jogaram fora alguns de seus trabalhos mal terminados. Para se tirar um dente de um bloco de cera pela primeira vez é necessário ter um bom modelo e saber olhá-lo. a falta de um sulco. de preferência. esta atividade psicomotora. onde é feito o segundo desenho? Como se faz o segundo recorte para a eliminação do excesso de cera? O que se entende por paralelelismo. algumas vezes mencionado neste texto? Como se faz o acabamento da escultura? É importante. Cruz Rrzzolo E ODONTOLOGIA GUIA DE ESTUDO l l 1 Leia uma vez o bloco l abaixo e observe blocos de cera preparados para mostrar a sequência de esculturas dentais. 5 Leia uma vez mais. habilidade e belo acabamento frequentemente são falhos quanto aos detalhes anatómicos. Mas lembremos: habilidade ganha-se. um contorno mal feito. J21 A escultura ou ceroplastia dental foi aqui incluída como um método de estudo a mais da anatomia do dente. O aluno precisa entender que todo aspecto morfológico estudado tem um significado funcional e deve ser reproduzido na escultura com precisão. Assim. . mesmo que não possua habilidade artística. sem que o desenho os atinja? Quais as providências que se deve tomar para se iniciar o recorte da cera a partir do primeiro desenho feito? Precisamente. um trabalho por elas realizado com rapidez. uma crista fora de posição comprometeriam a função. pelo professor.

. para mesial. tornando o dente esculpido proporcionalmente menor. a segunda linha riscada. Não se recomenda o uso de lamparina e espátula para cera com o fim de adicionar cera derretida nas partes que foram recortadas ern demasia.uma servirá para a escultura e a outra. Se ocorrer o erro por excesso de corte ou desbaste. Uma maior extensão radicular pode ser esculpida. 5-1 a 5-4) Preparo do bloco de cera (Fig. Uma régua ou um paquímetro e folha de papel para cobrir a bancada completam o material. e a espátula ou esculpidor Hollenback. de segurança. Como esculpir um modelo de dente Material O material utilizado inclui dois instrumentos de muito uso em Odontologia a espátula Lê Cron. Tendo. que poderá ou não ser usada como parte da escultura se faltar material na borda incisai ou nas cúspides. é preferível diminuir também as outras partes. Os blocos podem ser adquiridos no mercado. As espátulas atuam em blocos de cera na forma de um paralelepípedo com cerca de 40mm de altura e 15mm de largura. É interessante aumentar entre 10 e 100% as dimensões do dente natural para facilitar o manuseio e melhor evidenciar os detalhes. o aluno não mais precisará copiar a anatomia de um modelo. com uma extremidade para cortar e outra para escavar e dar acabamento. Etapas da escultura (Figs. mas também podem ser preparados com uma mistura de 60% de parafina. e em outro M.divide-se o bloco ao meio e demarca-se com linhas nos quatros lados as duas metades . mede-se 2mm a partir da extremidade livre e risca-se na superfície do bloco marcada com V. A ordem e a higiene são imprescindíveis e fazem parte da formação do aluno. Nesta última. para a base. A distância entre esta e a primeira linha (metade do bloco) corresponderá à metade ou terço cervical da raiz. Na metade reservada para a escultura. transfere-se a dimensão para o bloco e marca-se com nova linha horizontal. por referência. escolhe-se um lado e assinala-se V. para vestibular. com as duas extremidades destinadas a esculpir sulcos e dar acabamento. Esculpirá de memória. 5-Ia) .ESCULTURA EM CERA DE DENTES ISOLADOS -MO Com o mdispéftsavèf-esíyflb fias descrições dos dentes e com suficiente prática. As raspas de cera que caem sobre a folha são depois embrulhadas nela mesma para o devido descarte. ou iniciar uma nova escultura. Trata-se de uma extensão extra. de acordo com a orientação do professor nesse sentido. 30% de cera de abelha e 10% de cera de carnaúba (ou 5% de carnaúba e 5% de estearina). Nesta etapa obtém-se a medida da altura da coroa do dente que está servindo como modelo ou a medida padrão que o professor fornecer.

Um desenho correto é fundamental para se chegar a uma boa escultura. Depois.\!HIVER$IOADE FEDERAL 00 r^RÃ CURSO DE ODONTOLOGIA FRANCISCOG.em seguida. Desenho do contorno vestibular do dente (Fig. Se houver dificuldade na reprodução do contorno da coroa.5mm a l mm envolvendo o contorno. por medida de segurança. respeitando-se a extensão de segurança de 2mm. mantendo-se no bloco o perfil mesial da coroa e da porção radicular. Recorta-se o excesso de cera. . É aconselhável demarcar a distância mésio-distal previamente medida. troca-se de lado se for necessário. o paralelismo não pode ser observado.no quadrilátero reservado à coroa. Polvilham-se as linhas com giz ou talco. desenha-se novamente. para acentuá-las. Remove-se o excesso de cera dos lados mesial e distai até atingir o contorno desenhado. Os dois recortes precisam ser paralelos. quadricula-se de leve a área do bloco ou treina-se com lápis sobre papel. traça-se o contorno da face vestibular do dente com uma das espátulas ou com um lápis de ponta fina.Etapas de uma escultura dental em cera: a) preparo do bloco. e) recorte da cera. b) desenho do contorno vestibular do dente. A experiência aconselha deixar sempre um excesso de 0. por exemplo. e) .ÁL-AW 115 Figura 5-1 . desenha-se a face mesial bem no centro da superfície recortada. a ponto de aparecer no lado lingual um contorno semelhante ao do vestibular. As superfícies devem ficar bem lisas e o paralelismo deve ser conferido com um paquímetro. 5-lc. projeta-se com dois riscos paralelos a dimensão mésio-distal do desenho na área reservada para a borda incisai ou face oclusal. Recorte da cera e desenho do contorno mesial (Fig. 5-lb) . observando as mesmas dimensões. d. c) recorte da cera. Voltando-se agora para o lado marcado com M. No caso do primeiro molar superior. Certificar-se de que as dimensões sejam bem medidas e transferidas. que possui face lingual maior que a vestibular. d) desenho do contorno mesial. completa-se o desenho traçando a porção radicular. f) acabamento.

sulcos e fossetas. deve-se remover irregularidades e atingir o brilho final. obtém-se melhor noção da localização definitiva das cúspides e cristas marginais. Para completar o acabamento. faz-se uma judiciosa análise da peça esculpida para que pequenos detalhes sejam acertados ou refeitos. Ao se aprofundar o corte. . Demarca-se a linha cervical e dá-se forma ao início da raiz. Terminada a escultura da face oclusal. excesso de arredondamento do ângulo disto-incisal. sem que fosse bem imitada. Se se for comparar com um dente modelo. Promove-se ou acentua-se as convergências das faces nos sentidos horizontal e vertical. porém já próxima da definitiva. colocam-se ambas as peças sempre nas mesmas posições e tenta-se perceber o que a natureza fez. quando se requer conhecimento anatómico. dentro desta fase da escultura. fossas. falta de convexidade e de inclinação lingual da face vestibular (a borda incisai fica deslocada vestibularmente e não centrada no eixo do dente). Pretendem com isto ganhar tempo e suprimir as fases que consideram menos importantes. cúspides. usando-se pano de seda ou algodão. O estudante sem prática frequentemente comete os seguintes erros: 1. tem-se que determinar os locais onde nenhum corte pode ser feito. cíngulo diminuto e cristas marginais não evidentes. • Erros mais comuns As primeiras esculturas de incisivos e caninos geralmente mostram uma série de falhas. 2.nesta etapa bisela-se e depois arredonda-se gradativamente os ângulos diedros* e triedros*. A escultura da face oclusal é iniciada depois que ela já esteja com seu contorno delineado e as bordas mais ou menos arredondadas. 5-2). acentuando-se assim as convexidades das várias faces. as linhas se transformarão nos sulcos e os planos de corte. primeiro seco e depois umedecido em sabão líquido. 5-3). 5-lf) . 7. Acabamento (Fig. falta de bossa vestibular (excesso de cera no terço médio e escassez no terço cervical). Desta maneira. nas vertentes das cúspides e nas cristas marginais (Fig. Para o desbaste consciente do excesso ainda existente. sem isentar o aluno da essencial escultura dos detalhes finais. São as áreas correspondentes à linha equatorial"" e ao maior contorno inciso (ocluso)-cervical nas quatro faces axiais*. Escultura-se com a espátula Lê Cron inclinada em 45°. 5. 6. Traça-se na face oclusal linhas que corresponderão ao tamanho e a posição dos sulcos (Fig. Há professores que fornecem aos alunos os blocos já recortados. colo exageradamente constrito.ESCULTURA EM CERA DE DENTES ISOLADOS Até este ponto tem-se uma forma ainda tosca. dimensão vestíbulo-lingual excessiva no terço cervical e delgada no terço incisai. com o gume cortando a cera em direção às linhas traçadas. 4. cristas. 3. faces de contato paralelas e não convergentes para a cervical (sentido vertical) e para a lingual (sentido horizontal). Começa-se então a esculpir cíngulo.

pode-se deixar excesso de cera ao nível do colo durante o recorte e só removê-lo no acabamento). 13. primeiro inferior e segundo inferior). com a demarcação de linhas para orientar o início da escultura da face oclusal.Estágios da escultura da face oclusal de um primeiro premolar superior: a) contorno oclusal com linhas de orientação (corresponde ao primeiro desenho da Fig. cúspides dos premolares superiores muito próximas ou muito distantes entre si. Figura 5-3 . a partir da ceroplastia dos premolares. 10. face vestibular chapada no molar superior. Mesmo assim. 11. cúspide muito arredondada (sem evidenciar arestas e vertentes). ponte de esmalte saliente e fora de posição no primeiro molar superior.117 Figura 5-2 . 14. contorno oclusal impróprio (ovóide quando deveria ser pentagonal no primeiro premolar superior. f) escultura da crista marginal e respectiva fosseta. detectam-se as seguintes mais frequentes: 8. 9. 15. d. . O treinamento faz com que. c. 5-2). cristas marginais muito delgadas.Contorno oclusal em cera de premolares (primeiro superior e segundo inferior) e molares (primeiro superior. b. falta de inclinação lingual da face vestibular do molar inferior. falta de bossa vestibular e colo muito constrito (para se evitar esta forte tendência. e) escultura das vertentes triturantes e arestas das cúspides vestibular e lingual. 12. as falhas sejam menos grosseiras. "quadradão" nos molares superiores).

significa ter desenvolvido habilidade e ter aprendido a anatomia do dente. com boa proporção e acabamento. de memória. O que importa é que o aprendiz se desenvolva o suficiente para esculpir qualquer face de qualquer dente. para que seja devolvida ao dente a sua formação anatómica original (Figs. conforme especificadas na figura 5-1. Ela pode ser complementada pela construção de porções ausentes de dentes naturais danificados por cárie ou fratura. Modificações da técnica apresentada são as mais variadas. Outras técnicas mais refinadas poderão ser praticadas em disciplinas mais avançadas do currículo odontológico. Figura 5-4 .Etapas da escultura. Professores criativos costumam adaptá-la a sua maneira de trabalhar. . 5-5. A tarefa começa com o preenchimento da área faltante com cera derretida em excesso e continua-se com a escultura das elevações e depressões. Esta técnica simples de escultura dental para alunos dos primeiros anos completa seu estudo anatómico. 5-6 e 5-7). Fazer uma escultura com todos os detalhes bem acabados.ESCULTURA EM CERA DE DENTES ISOLADOS Considerações finais As etapas da escultura do incisivo estão indicadas no trabalho sequencial realizado em seis blocos de cera e mostradas na figura 5-4.

Dentes molares inferiores com a coroa semidestruída por cárie e preenchida com cera derretida em excesso. vistos por outros ângulos de observação. sulcos e cristas marginais que haviam sido destruídos. pela escultura de cúspides. para ser esculpida.Restabelecimento da forma original dos dentes da figura anterior. Figura 5-6 . Figura 5-7 . .Os mesmos dentes das duas figuras anteriores.119 Figura 5-5 .

Apêndice l Estudo Dirigido l Glossário l índice Remissivo l .

sob a denominação "Desvio distai da raiz". traçar metas de aprendizagem. Se quiser fazer um desenho desse contorno. Segure-o pela raiz. você já fez o primeiro exame do dente pela face vestibular e já reteve na memória sua forma e contorno. Servirá para complementar aulas assistidas ou para substituir aulas perdidas. L. 2. dentre várias outras. mas é bastante robusta. para acompanhar e aproveitar bem este roteiro. Pronto. Repare que a coroa é bastante larga. de modo que a coroa fique para baixo. se ela estiver sempre distante. como nas vésperas das avaliações.123 Estudo Dirigido Em parceria com Roelf J. Veja a área do colo e examine os lados mesial e distai da junção cemento-esmalte. Ela é pouca coisa maior que a altura da coroa.M'u Estudo dirigido sobre incisivos superiores Estudar diariamente e não apenas sob pressão. É o procedimento próprio dás aulas práticas de graduação. providenciamos para você este roteiro de estudo prático. de incisivos centrais e laterais superiores. Repare também que a raiz não é longa. ele existe e faz com que o longo eixo da raiz não coincida com o longo eixo da coroa. seu estudo será mais significativo. Esteja de posse de alguns espécimes típicos. Vamos agora aos pormenores.. Perceba que o lado mesial é retilíneo e o distai apresenta uma pequena angulação entre a coroa e a raiz. Modelos de boa qualidade também servem. Tenha ou não participado da prática de laboratório em sua faculdade. Outro detalhe: normalmente a raiz é retilínea. contando com material didático apropriado. .FRANCISCOaÂi. Este fato nos remete a uma característica comum a todos os dentes. R!BLiCTECA. Ainda que no ICS esse desvio seja mínimo.SOOEODONÍUU. nada melhor que desenvolver um estudo prático para dar realidade ao aprendizado e consolidá-lo. sem (ou com muito pouco) desvio distai. Mas estudar com vontade (sem vontade é o mesmo que comer sem apetite) e. que introduz e contextualiza o assunto. daí a angulação. tentar transformar-se. Cruz Rizzolo CUR. com suas bordas mesial e distai convergindo para cervical. explicada na pág. Depois do estudo teórico da anatomia dos incisivos superiores. Em alguns dentes há pouca convergência e as bordas são quase paralelas. com a face vestibular de frente para você.PROFDR. Comecemos pelo incisivo central superior (ICS). 16. em laboratório. ilesos (livres de cárie ou fratura). individual. fazer projetos de estudo.

conforme se pode ler no primeiro parágrafo da pág. Este é menor e tem um aspecto mais esguio (afilado. Examinando-o pela face vestibular. 13. existe não somente porque há um pequeno desvio distai da raiz. 6. 2-35. fica mais fácil estudar e entender a forma do incisivo lateral superior (ILS). 59. no encontro da coroa com a raiz do ICS. 1-13. duas características logo saltam à vista: o arredondamento exagerado do ângulo distoincisal e a raiz adelgaçada. 78. 5. da pág. Revendo-os. 1-14 e 1-15). Os dois primeiros mostram. Abra o livro à pág. com seu terço apical deslocado para a distai. Veja como os dentes são largos. Um 11. não é mesmo? E se ela está localizada distalmente. e tente identificar cada um dos sete dentes da segunda fileira. Finalmente note que o ângulo disto-incisal é mais rombo (arredondado) que o mesial. Faça o mesmo exercício com outros dentes secos. avulsos. cuja explicação é acompanhada de sugestivos desenhos (Figs. se um dentista inverter a forma dos ângulos mésio-incisal e distoincisal! Que maçada! O paciente ficará com o rosto transformado! Conseguiu ver todos os detalhes lembrados por nós em seus dentes de estudo? Se a borda incisai dos seus modelos está muito desgastada. a diferença entre os ângulos mésio-incisal e disto-incisal. já descritos. 7. 59 e examine os sete dentes da fileira do alto. mas também porque a borda distai da coroa é mais convexa ou abaulada. 1-7. 6). lembra-se da teoria? Na relação dos "Caracteres anatómicos comuns a todos os dentes" há dois deles à pág. Ou seja. exuberantemente. . Ainda pela vista vestibular do ILS. Pois é. 14. você entenderá melhor que a angulação distai. A angulação coronorradicular do segundo dente está bem acentuada. Enfim. pág. selecionados e fotografados pelo Dr. identifique cada um dos sete dentes e compare as suas respostas com as respostas dadas à pág. está claro que o dente é direito. vêem-se repetidos os caracteres anatómicos comuns aos dentes permanentes. Imagine só. 10) fique mais próxima de incisai no lado mesial (porque está mais deslocada para incisai do que para cervical. Passemos a outro detalhe: diferenças entre os lados mesial e distai da coroa. observe os detalhes mencionados. vamos para a melhor parte do estudo. da Fig. Volte agora à Fig. que porventura você tenha ou que pertençam ao Laboratório de Anatomia ou a seus colegas. longa. da UNESP de São José dos Campos. a borda distai mais baixa e mais curva ou mais convexa que a mesial. Isto faz com que a área de contato (veja a Fig. Horácio Faig Leite. Para terminar. Cheque com as respostas da página 78. 2-35. 4. Visto o ICS. mais estreito e alongado) do que o outro. como a angulação coronorradicular distai. analise bem todo o conjunto e dê um diagnóstico. São dentes típicos. de acordo com o método de dois dígitos (veja à pág. é preciso analisá-la bem pelo lado lingual para tentar distinguir os ângulos formados com as faces de contato. de raízes curtas e retas. Reconhecendo esses ângulos você pode determinar com segurança se o dente analisado pertence ao lado direito ou ao lado esquerdo.APÊNDICE 3. Um dos lados é mais reto e alto e o outro é mais curvo e baixo. em comparação com a área de contato distai).

2-36 e faça o exercício de identificação dos 14 dentes. formando uma curva suave. 9. por este aspecto mesial. mas a coroa do ICS é maior que a do ILS. no sentido vertical. Estes elementos arquitetônicos dentais (cíngulo.125 8. 2-37 (vista mesial) e constate a maior proeminência do cíngulo e da bossa vestibular do ICS. em vista da face lingual da coroa ser mais estreita. Conseguiu ver tudo isso? Se os seus dentes não têm forame cego. Na realidade. 78. às págs. Para terminar o aspecto lingual. No limite entre o cíngulo e a fossa. O que mais caracteriza a face lingual do ICS é a presença do cíngulo no terço cervical e da fossa lingual ladeada pelas cristas marginais. ambas têm comprimento similar. Se você acertou 90% ou mais. cristas) podem ser sentidos na ponta da língua. 10. 59 e 60 e na Fig. fossa. A do ILS é mais achatada no sentido mésio-distal. notam-se mudanças no cíngulo (mais estreito. O cíngulo proeminente do quarto dente debaixo é uma exceção. que também é mais estreita na lingual. no geral. Aproveite para examinar bem a Fig. Pegue agora um ILS para comparar a forma da vista lingual. 2-1. No limite entre o cíngulo e a fossa lingual não há solução de continuidade. ele só aparece em quatro. para saber (lembrar?) porque. nas cristas marginais (mais salientes) e na fossa lingual (mais profunda). O contorno lingual é o mesmo da face vestibular porque é o contorno vestibular que se vê ao fundo. Brincadeirinha! Mais ou menos brincadeirinha! 11. Além das mesmas diferenças de contorno já estudadas na vista vestibular.. frequentemente aparece uma fosseta ou uma depressão em forma de ponto. 10 e 11 e que vale a pena reler. 11 e 12.difícil estudar os outros porque eles são mais complexos. 60. menos arredondado). nenhum sulco. E proporcionalmente mais longa. compare os dois grupos de sete dentes enfileirados na Fig.. . Esta característica é comum a todos os dentes. conforme se pode ver nas fotos das págs. nos terços restantes. mas na Fig. fosseta ou fissura se interpõe nesse limite. Vê-se claramente. 2-36. Muitas vezes eles não se formam. em você mesmo. O mesmo acontece com a raiz. a forma da raiz do ICS é a de um cone. Depois. Normalmente. está ficando bom nisso! Os incisivos são mais difíceis porque são os primeiros dentes a serem estudados. será mais. conhecida como forame cego. 12. note que. Leia sobre direções convergentes das faces de contato no sentido horizontal. Confira com as respostas à pág. Na Fig. O cíngulo continua-se insensivelmente com a fossa. não fique triste. menos volumoso. conforme você já leu nas págs. Se você ainda estiver com o livro aberto na pág. Está na hora de virar o dente e examiná-lo pela face lingual. que o terço cervical da coroa é muito maior que o terço incisai. dos sete dentes incisivos laterais. as faces vestibular e lingual naturalmente convergem para a incisai. 2-4 aparece um bem formado. Compare também o contorno da borda vestibular e note que ele é mais convexo no ICS e mais reto no ILS.

e que já tenha respondido perguntas sobre identificação dos dentes que aparecem nas fotos. observe as Figs. Voltaremos ao assunto. Terminou! Dê uma repassada nos seus dentes-modelo para verificar se todos os elementos descritores foram bem aprendidos. Estudo dirigido sobre incisivos inferiores Revisar constantemente os assuntos para guardá-los na memória a longo prazo. comprovaremos isso. não a deixando ir para a escuridão do esquecimento. de modo que a coroa fique para cima. entretanto. tal como aparece na Fig. Aproveite a base de conhecimento que já possui. no sentido vertical (característico comum a todos os dentes. estejam à sua disposição. em posição confortável. Outras características. Segure seu(s) dente(s) ICI pela raiz. 1. vista por uma das faces de contato (mesial e distai). Nota-se ainda. Menos convexa ainda. É bem mais estreito que o ICS. detenha-se nos dois últimos dentes da fileira dos ICI e perceba que há uma grande tendência ao paralelismo. Nesta última. 2-6 e 2-38. como se fosse umapenumbra entre a noite e o dia. alguns assuntos ficam vivos na memória e outros são dela excluídos. sob uma orientação nova. Presumimos que já tenha seguido o Guia de Estudo. . vistas por uma das faces de contato. né? Convexidade quase zero. Na realidade. o maior tamanho do incisivo lateral e o maior desenvolvimento de suas partes constituintes. Assegure que os dentes macerados ou modelos. Essa "retidão" da borda vestibular. págs. silencioso. seus ou do laboratório. Terminamos o estudo anterior observando dentes pelo aspecto mesial e verificamos que a linha da borda vestibular é menos convexa no incisivo lateral do que no central superior. para fazer este estudo prático. são o cíngulo pouco elevado e a grande dimensão da raiz no sentido vestíbulo-lingual. 10 e 11). Revisá-la sempre é trazê-lapara a luz. Pelos demais ângulos de observação. 2-5. Compare agora com a mesma borda dos incisivos inferiores (ICI e ILI). Ao comparar os dois dentes incisivos superiores.APÊNDICE 13. com todo o material de estudo à mão. Bordas das faces de contato quase paralelas. fica em uma posição intermediária. Bossa vestibular do terço cervical bem acanhada. é bem acentuada? O que acha? Se os seus dentes o deixam em dúvida se é acentuada ou não. 2. confira com os pormenores comparativos que aparecem no quadro da página 58. não é mesmo? E o que você nota no contorno? A convergência das faces de contato para a cervical. com a face vestibular de frente para você. Para iniciar este estudo dirigido é preciso estar em local adequado. é uma característica forte dos incisivos inferiores. A maior parte do aue se aprende. Aqui você vai repetir essa identificação. por este ângulo de observação. Passemos à face vestibular. 2-39.

6. analise os ângulos incisais. Bem. Tá? Vamos dar um tempinho para você pensar e organizar suas ideias e dar sua resposta. A borda incisai deve ficar paralela ao seu tórax ou ao plano anterior ou ventral de seu corpo. e 3) o ângulo disto-incisal é mais arredondado que o mésio-incisal. 2-38 e identificá-la. mas tem a mesma forma. agora. O cíngulo é miúdo. Assim. 5. o eixo do dente deve coincidir com a direção do seu olhar. A raiz do ILI é só um pouco maior. vejamos a raiz do ICI. 78. os dois ângulos ficam no mesmo nível. Você já pode. A anatomia é pobre. Pronto? Se você disse (pensou) que pela vestibular o ILI: 1) é de maiores dimensões. quando se compara suas duas metades. Segure um ICI pela raiz. traçar mentalmente uma linha vestíbulo-lingual. nem fotografias dela exibimos no livro. Bem na vertical. você já havia visto que a raiz é larga na mesial ou na distai. uma linha que corresponda ao eixo ânteroposterior da coroa. vai explicar direitinho o que o incisivo lateral tem de diferente do central. 7. 2-40. de modo que possa ter a visão da borda incisai por incisai. é analisar cada foto de dente da Fig. 2) as faces de contato apresentam maior convergência na direção cervical. A grande diferença é a tendência de se encurvar em direção distai. com sinais de assimetria devido a um ângulo disto-incisal obtuso e em nível mais baixo. você acertou. Ainda por vestibular. a mesial e a distai. Na superfície lingual não há muita novidade. Depois. numa posição (nível) mais baixa. Pedimos para manusear seus dentes de estudo e fixar bem a imagem de uma raiz reta e apertada. mostrando extraordinária semelhança. é mais provável que o ângulo mésio-incisal fique mais desgastado e. que divida o dente exatamente ao meio. As cristas marginais e a fossa lingual são vestigiais. 8. isto é. Ainda na visão vestibular. vamos examinar esses dentes pelo aspecto incisai. tal como aparece na Fig. isto é. Como não há muito a mostrar nessa face. Se houver desgaste da borda incisai. compare seu diagnóstico com aquele da pág. a partir de agora. 61. Praticamente não há diferenças entre ambos os incisivos. os acidentes anatómicos não são muito evidentes ou desenvolvidos. Neste momento cabe uma comparação com a face vestibular do ILL Você. Tão larga e achatada que tem no meio um sulco longitudinal. não pode inclinar o dente. Realmente.127 3. 4. A mais estreita dos arcos dentais. pág. Se não houver. Além disso. Praticamente são ângulos retos (não obtusos. atribuindo números aos dentes. toda a face lingual é mais estreita que a vestibular. Passe os dedos na raiz e sinta que o sulco é mais profundo no ILI e principalmente no lado distai. esse dente tem um contorno que tende para o triangular (no central o contorno é puxado para o retangular). Finalmente. sem arredondamento) e não há diferença entre um e outro. portanto. que já assistiu às aulas ou que já estudou a teoria. Seu exercício. trata-se de um dente de simetria singular. .

60. o que eu faço. faça seu olhar cair a prumo sobre a coroa e note (na maioria dos espécimes. mas não é reta como no incisivo. Termina-se por ele. A borda incisai continua tendo este nome no canino. o que eu vejo. preparar e dar uma pequena aula em voz alta para uma classe imaginária). Confira com as respostas à pág. o cíngulo do ILI pode estar centralizado. fazendo desenhos e/ou esculturas dentais etc. O propósito é oferecer a você um momento solitário de aprendizado final do assunto que. não se começa por este estudo.128 APÊNDICE Verá. comprove esse detalhe anatómico verificando os dentes de baixo da mesma figura e identifique cada um deles. Compare o que está vendo com o que é mostrado na fileira de cima da Fig. Aproveite para ver o quadro comparativo entre incisivos inferiores na pág. 9. corta-a em ângulos retos. servirá de teste de seus conhecimentos prévios. O mesial é mais curto e menos inclinado. Face vestibular de frente para você. O cíngulo fica deslocado para um dos lados. que é um resumo das diferenças anatómicas entre esses dois dentes. em dimensão. Este estudo dirigido fecha o subcapítulo sobre caninos. examinando macromodelos. eu sei". Estudo dirigido sobre caninos Reconstruir as aulas. como na escultura dental. Portanto. raiz para baixo. L Dente canino superior (CS) na mão! Coroa para cima.). ou se encurva pouco para a distai. sem desvio distai. eu esqueço. E este lado é o distai. Os limites (bordas) da cúspide. mas não em todos) a falta de simetria. correspondem à aresta longitudinal. Essa ponta é o vértice da cúspide e fica realmente bem no meio. Como foi ressaltado. "O que eu ouço. mas nunca com desvio mesial. É angulosa. . que você já deve ter estudado de outra forma (assistindo a aulas expositivas com ou sem projeções de figuras. ao mesmo tempo. então. que esse eixo é perpendicular à borda incisai. Posicione um ILI da mesma maneira. Cruzamento ortogonal. Para terminar. Este é mais um detalhe para confirmar a simetria dos lados do ICI. 78. recitar o que aprendeu (por exemplo. desenvolvendo o Guia de estudo deste livro. Passa também pelo ápice da raiz. É o aprendizado como resultado de uma atividade formadora em que se constrói algo. ou seja. por exemplo. O longo eixo do dente passa por ela. o que significa dizer que o dente é bem retilíneo e que sua raiz não se encurva. com uma ponta no meio. cristalizar (fazer algo) com as mãos aquilo que aprendeu ou está aprendendo. cujos segmentos mesial e distai não são iguais. vistos por vestibular. 2-40. Chegou a hora da comparação. acompanhando explicações laboratoriais. eu lembro. Veja que a altura e largura da coroa são mais ou menos equivalentes.

área de contato da mesial mais próxima de incisai e da distai mais próxima de cervical. apresentem uma tendência ao paralelismo. 1-5. distai mais baixa. é que começa a ficar bom. Localize a face vestibular ou o que dá para ver da face vestibular. Quer mais? Vá à página 13 e veja a coerência: "Face mesial maior que a distai" (leia da 4a à l P linha).2-41 mais tempo. Anatomia é fácil. enquanto a coroa do CS é baixa e larga. 27 (pág. Leia. 2-9 a 2-11 e na Fig. a distai é mais "lingualizada". Vamos recapitular. Lembre-se da regra geral: face mesial mais alta. 2-3 (pág. Certifique-se de que o dente está em posição vertical e o seu olhar também (a prumo). menos proeminente. Para facilitar. 8: "direção das faces da coroa no sentido horizontal". Volte à pág. No Cl também. com as áreas de contato marcadas com um retangulozinho. Suas bordas mesial e distai não são quase paralelas? Fique sondando a Fig. isto é fácil. né? Outra regrinha geral: borda mesial da face livre (vestibular ou lingual) mais reta e borda distai mais convexa. Horácio. mais arredondada. 33). Ela quase toca a linha superior dos limites da fotografia! Veja também a Fig. São seis linhas e meia. Só que está adormecida na sua memória. Esta é mais recuada. Note que a metade mesial é mais convexa e mais saliente.dente da fileira de baixo. conforme se pode observar nas Figs. Esse alongamento no Cl faz com que as bordas mesial e distai convirjam menos para a cervical. A face vestibular é bastante convexa em todos os sentidos. com os dentes do Prof. No sentido horizontal essa convexidade é maior na metade mesial do que na metade distai. Entendeu? Não? Então veja o CS da Fig. O contorno da face vestibular do Cl é distinto. a partir do vértice da cúspide.129 Você está por dentro desses termos? Sabe o que significam. 36) que mostra um canino inferior (Cl) na mesma posição. do que a distai. o 3a. pág. o 52 e o 7. e você sabe. Entendeu legal? Vai ficar mais legal se você passar os olhos na Fig. tem um aspecto alongado com a altura superando a largura. 3. Abstraia a metade mesial e a metade distai dessa face. vá direto nos caninos e localize o nível do retângulo no lado mesial e no lado distai. Está com dificuldade de determinar a área de contato em cada face do dente? Ora. 2. por exemplo. Dizemos que a coroa do Cl é alta e estreita. 62. Abstrair significa considerar separadamente. mais "barriguda". como no 4a dente de cima e no 2° debaixo. A linha de visão tem que coincidir com o longo eixo do dente. . Enquanto a mesial é mais "vestibularizada". logo abaixo. quando a gente chega nestas páginas da frente. para distinguir bem as diferenças entre o CS e o Cl e entre os lados mesial e distai de ambos. quando olhou pelo aspecto incisai para procurar o desvio do cíngulo. ou é melhor consultar o Glossário? Ou recordar o que é cúspide e aresta longitudinal na pág. mais projetada para a frente. 10 e examine a Fig. e se detiver no segundo dente. Fica mais fácil fazer as comparações! Veja. que é um canino. Pág. isto é. 1-7. 2-41. A metade da face vestibular (a de cima) à direita de quem olha é mais robusta e mais proeminente. Pronto. Duvida? Então posicione o dente tal como você fez com os incisivos inferiores. por que não! Isso tem explicação. Repare que a metade à direita de quem olha também é mais proeminente. 7.

Na última foto (Fig. 40). E tal como nos incisivos laterais inferiores. E é mesmo. 2-42 não oferecerá dificuldades (solução na pág. E é claro que o canino inferior birradicular irá possuir dois canais radiculares. 9. o sulco longitudinal distai é bem mais profundo que o mesial. Entretanto. Já começa radiografando com o cone do aparelho deslocado mais para distai ou para mesial a fim de tentar "descobrir" as possíveis raízes sobrepostas. é raro. uma crista de disposição cérvicoincisal é notada entre o cíngulo e o vértice da cúspide. Frequentemente. 6. 2-41 e 2-42 não mostram bem esse detalhe. Compare com o Cl e constate a pobreza anatómica da sua face lingual. Continuando este estudo dirigido do canino pela face lingual. Veja os dados na pág. a raiz do Cl é mais estreita. resulta que a identificação dos dentes da Fig. as Figs. 7. Como o contorno da face lingual é praticamente o mesmo da face vestibular. 2-11 (pág. A raiz do Cl é que se desvia mais para a distai. Tal como nos incisivos superiores e inferiores. que deveriam primar pela tipicidade tanto da coroa quanto da raiz. Pela face lingual. Destaca-se bem no centro da face uma ampla. Foi dito aqui que a raiz do CS costuma ser retilínea. Em parte. pág. vamos à coroa. 106. Não aparece bem na Fig. O dentista deve contar com a birradicularidade de antemão. foi bom encontrar essa variação anatómica. cirúrgicos e até periodônticos! E não pense que isto ocorre uma vez na vida e outra na morte! A prevalência é alta: 5. 2-43 porque a tomada fotográfica foi feita pela face mesial. Cíngulo e cristas marginais acanhados e crista cérvico-incisal ausente. 8. para lembrar que a anatomia não é matematicamente correta e que a forma básica às vezes se distancia daquele normal estatístico onde se encaixam os típicos.3%! Muitas vezes com disposição bilateral. Seu cíngulo é bem mais volumoso. fossa lingual. Tanto é que os sulcos longitudinais são mais acentuados na raiz do Cl do que na do CS. Aos seus lados duas pequenas depressões podem ocorrer. Nele é demonstrável que o longo eixo da coroa se continua com o longo eixo da raiz. de tal modo que não há ângulo entre coroa e raiz (como nos premolares inferiores) e os extremos da coroa e da raiz . Em alguns caninos inferiores o sulco é tão profundo que chega a dividir a raiz em duas. a partir do terço médio ou do terço apical. 5. mas acontece. Os dentes. já que estávamos falando dela. o canino tem o terço apical da raiz voltado para a mesial e não para a distai! Isso acontece. Esta é outra variação para atrapalhar os procedimentos endodônticos. O pior ainda é que na Fig.APÊNDICE 4. Menos larga que na face vestibular. os comuns. também o CS é mais desenvolvido que o Cl. se bem que mais estreito. porém rasa. 2-43). os normais. vamos começar pela raiz. os caninos estão alinhados pela face mesial para que seja mostrado o seu perfil. não são bem representativos. 78. Vamos lá? Para conferir. Achamos que você já tem elementos suficientes para reconhecer o lado de cada dente da foto. o mesmo acontecendo com as cristas marginais. 78). Em termos de largura.

se prestará como estudo prático substitutivo. às explicações no laboratório. ilustrações. o que facilita a tarefa de reconhecimento.131 ficam sobre esses eixos. A cúspide vestibular é mais volumosa que a lingual. maior é a chance de aprender. que pode ser seguido em classe ou em casa. Aproveite para ver o quadro comparativo entre CS e Cl na pág. para consolidar seu aprendizado. Se já estudou no laboratório de sua faculdade. Se não estudou. seguindo o mesmo tipo de roteiro utilizado para o estudo dos incisivos e caninos. fazer anotações. mas aqueles que aprendem melhor pela visão devem ler. escrever. de tal modo que esta fica totalmente coberta pela primeira por esse aspecto vestibular. de se reproduzir um colo com depressão circular exagerada. Olhando apenas por vestibular. a borda incisai é substituída por face oclusal. ou se faltou à aula. construir imagens mentais. Suas duas cúspides são equivalentes em volume. no Cl também. Fazemos esta advertência porque há uma tendência durante a escultura dental em cera. debater com os colegas. desenhos. com a diferença de ser menos anguloso nas bordas ou nas uniões das faces. Aqueles que aprendem melhor pela audição devem ficar atentos às aulas expositivas. A nossa proposta é permanecer estudando anatomia dental na prática. Se tiver poucos. 62. Isto significa que o colo não é estreito ou é muito pouco. deixando-o superconstrito (coarctado). peça emprestados mais alguns. A . é uma tarefa árdua reconhecer os lados de contato dos premolares superiores. Este estudo dirigido se prestará então como um complemento. Alguns espécimes exibem uma borda mesial notadamente mais reta e mais alta. sendo que na vista lingual nenhuma porção da cúspide vestibular pode ser distinguida ao fundo (Fig. Quanto mais espécimes de premolares você puder usar. Estudo dirigido sobre premolares superiores Lembrar que quanto maior for o número de sentidos estimulados. melhor para você. A dimensão vestíbulo-lingual do terço cervical da coroa tem que ser maior no CS devido ao enorme cíngulo que ele tem. Mas veja: essa dimensão do terço cervical da raiz é quase a mesma. 2-12. . que é um resumo das diferenças anatómicas entre esses dois dentes. 10. O primeiro premolar superior (1PS) já apresenta uma larga face oclusal para triturar alimentos. estudar lendo em voz alta. Mais importante do que examinar as figuras indicadas é examinar os dentes secos naturais. deixando o dente reto. conforme pode ser visto na Fig. usar esquemas. O segundo premolar (2PS) reproduz a forma do 1PS. mas outros não. partir de agora. porque seus contornos são semelhantes. Pelo aspecto lingual isto logicamente não ocorre. 1 Até este ponto do estudo você só viu bordas incisais para cortar alimentos. Pela vista vestibular ele se parece com um pequeno canino superior. com professor e colegas. ótimo. 2-15).

2-44. O 6. 5. A figura revela também bordas mesial e distai facilmente reconhecíveis. Esta conformação é quase imperceptível no 2PS. Pelo aspecto mesial vê-se nitidamente um sulco ocluso-mesial.APÊNDICE Um detalhe interessante é a presença de um sulco de desenvolvimento entre os lobos central e mesial no primeiro premolar. porque nele as duas cúspides se equivalem em tamanho.2-15 e 2-45 não deixam dúvida quanto a isso. Esmiuce bem a foto e perceba o desalinhamento entre os vértices das cúspides no 2°. muito frequente apenas no 1PS. Submeta a exame dentes secos naturais para comprovar isso e atente também para a Fig. o que é melhor notado no primeiro premolar. 4. Ao examinar o premolar por uma das faces de contato. 2-12) e que não existe no lado distai.2-13. estabelecendo números a eles e confrontando depois com os números das respostas da pág. Além do maior tamanho de sua cúspide vestibular. 3e e 5° dentes da fileira de cima. As Figs. ocorre-nos dar-lhe uma "dica".e 4a dentes da fileira superior. a face lingual tem que ser menor que a vestibular. Em outras palavras. mais para a mesial. por exemplo do 1Q. Os 2PS acompanham essa tendência. Outro detalhe melhor notado no l PS é o vértice da cúspide lingual. a cúspide vestibular é tipicamente mais volumosa e mais alta no l PS. Daqui para a frente.dente é impossível de ser reconhecido por este detalhe. Ao exame pelo aspecto mesial não dá para ver nada da distai. que se volta para a mesial e não para a distai. 2. comece a identificar dente por dente dessa Fig. Como foi mencionado. É o caso. acomodando duas cúspides. Portanto. O que se vê pela face de contato é uma coroa alargada. Como a face mesial é ligeiramente maior que a distai. . mas os dos alunos vêem e não enxergam! Ou enxergam e não vêem. o segmento mesial da aresta longitudinal dessa cúspide é mais curto que o segmento distai da mesma. que é bastante sugestiva. 2-12. No 2. mas que em cinco dentes não chega a cobrir totalmente o contorno da vestibular.dentes da fileira inferior dá para sugerir fortemente o deslocamento mesial. é possível ver ao fundo pequena porção da crista marginal mesial. 2-44. 3. 78. promovendo aí uma pequena reentrância. ao exame pelo aspecto distai. 3.e 4. Veja que a fileira dos segundos premolares mostra uma face lingual proporcionalmente maior que as dos primeiros. os premolares também se encaixam dentro daquela condição geral das faces de contato convergirem para a lingual. Você consegue enxergar isso? Diz-se que olhos treinados como o do professor vêem e enxergam. mas não muito. Este livro não traz nenhuma foto deste detalhe. mas você pode procurá-lo entre seus modelos de estudo ou os de seus colegas e professores. este sulco raso e relativamente largo termina no segmento mesial da aresta longitudinal. no sentido horizontal. Os vértices das cúspides linguais estão mais à direita na foto. sei lá. que cruza a crista marginal mesial (Fig.

No 2PS é tudo ao contrário.. que até nós. Com o que você já sabe. como se pode comprovar nos dentes das mesmas figuras. Os ângulos formados pela borda vestibular com as bordas mesial e distai são evidentes. vamos observar aspectos já conhecidos como a pequena reentrância formada pelo sulco ocluso-mesial e o pequeno deslocamento da cúspide lingual para a mesial. O contorno da oclusal fica então puxado para o pentagonal. A prevalência de premolares birradiculares é de cerca de dois terços entre os 1PS e um terço entre os 2PS.133 Outra característica diferencial da face mesial do l PS é uma depressão circular. 6. situada ao nível do colo. 7. autores do livro. a divisão radicular costuma ser no terço médio. o contorno fica sendo oval. Tão maior. os 2PS. Nos dois casos. É mais fácil localizá-la nos dentes de estudo do que nas fotos do livro. a raiz vestibular costuma ser maior que a lingual. por certo acertará a identificação de todos os l PS das Figs. após reflexão (construir o seu conhecimento). Porém. Finalmente. Continuamos achando que a melhor maneira de estudar anatomia dental é fazer comparações entre dentes semelhantes ou dentes homónimos. não é mesmo? No 2PS os ângulos são mais suaves ou nem existem. As Figs. Todos esses detalhes do 1PS confirmam que ele possui uma morfologia mais cheia de detalhes que a do 2PS. Pela face oclusal. Essa fossa invade parte da coroa e parte da raiz. 2-13 e 2-46 são pródigas em evidenciar esta particularidade. Quando a raiz é única. apresentase alargada no sentido vestíbulo-lingual e achatada no sentido mésio-distal. Fica sen- . tivemos dúvidas quanto à identificação. 8i Para terminar. vamos à porção radicular.será que conseguirá acertar? Veja nas respostas da pág. nota-se aquele aspecto anguloso do 1PS mencionado no começo. 78.. como nos incisivos laterais inferiores. às vezes o bulbo radicular é maior e a divisão ocorre no terço apical. Realizar esforços para entendê-los. A prevalência é invertida ao se considerar premolares monorradiculares. 2-13 e 2-46. Tão achatada a ponto de ser profundamente sulcada. Duplicada ou não. Infelizmente. que não raro ela própria também se duplica no 1PS (2% de dentes trirradiculares). pela vista oclusal não é possível perceber a maior altura da crista marginal mesial.. Estudo dirigido sobre premolares inferiores Evitar decorar simplesmente os assuntos. Outra diferença: o sulco central do l PS é bem formado.. Quando há duplicidade. e mostrar em secção transversal uma forma de oito ou de haltere. a raiz vestibular tem três canais em sete dentes entre 100. mais longo e fica um pouco deslocado para a lingual porque a cúspide vestibular é maior. buscar suas próprias conclusões ou sua opinião própria sobre o assunto estudado. em forma de fossa rasa. Melhor ainda.

APÊNDICE do um estudo mais rico. Nenhum dente mostra tanto de sua face oclusal pelo aspecto lingual quanto o premolar inferior. depois os característicos diferenciais com as fotos e finalmente este estudo para amarrar o assunto. Além do maior tamanho de sua cúspide vestibular. Passe a examinar agora seus modelos pelas faces de contato. O desvio distai da raiz ajuda na identificação. 2-19 e 2-48 para ajudá-lo(a). leia o texto explicativo inicial. O importante é que haja a depressão. o que é melhor notado no l PI. sulco central curvo ou dividido por uma ponte de esmalte em duas fossetas. Mesmo que o sulco ocluso-lingual do 2PI não seja nítido. sem que houvesse acesso aos próprios dentes. como se fosse um sulco mais largo. como já foi dito. isto é. 2-47. que caracteriza o lado distai. Dentro daquele conhecido princípio da mesial mais reta e mais alta. por sinal. Confira. Comparando-se a face vestibular do l PI com a do 2PI. de maiores possibilidades. No entanto. Olhe com atenção dentes secos naturais para comprovar isso e também as Figs. no 1PI. presença de sulco ocluso-lingual e raiz menos aplanada (mais cónica). com as arestas longitudinais menos inclinadas. nota-se a tendência deste último em ser mais largo e com cúspide mais baixa. deve-se ressalvar que essas respostas foram dadas. 4. Mas. Tenha disciplina consciente. Utilize as Figs. o sulco iniciase na fosseta mesial. Estas são suas características principais. 2-18. pode haver uma inversão do desvio. mas é mais simétrica. Difícil. registraram algumas dúvidas nas respostas da pág. muitas vezes. quando esta é formada. mas não se pode confiar nesse recurso porque. Principalmente o 1PI. 44. Portanto. No l PI. A razão disso é a inclinação da face vestibular para a lingual e o tamanho diminuto da cúspide lingual. 78. Vamos detalhá-las. 3. 'L A face vestibular da coroa dos premolares inferiores é muito parecida com a dos superiores. 5. Portanto. cúspide lingual pequena. e no 2PI inicia-se no segmento distai do sulco central. Nós tentamos evidenciar isto no desenho da Fig. JL Os premolares inferiores (1PI e 2PI) diferem dos superiores por apresentarem uma face vestibular bastante inclinada para a lingual. em seu lugar sempre aparecerá uma depressão. não? Foi difícil também para os próprios autores que. Primeiro a teoria da pág. sulco deslocado para a distai. . os premolares também se encaixam dentro daquela condição geral das faces de contato convergirem para a lingual. de modo algum vá direto ao quadro resumido de diferenças anatómicas e nem às fotos das fileiras de sete dentes. tente você reconhecer os 14 dentes da Fig. sulco deslocado para a mesial e no 2PI. 2-16 e 2-21. distinguir a borda mesial e a distai. no sentido horizontal. Olhos treinados não conseguem. Sulcos ocluso-linguais são frequentes nesses dentes. tendo em vista apenas a análise das fotografias. a face lingual tem que ser menor que a vestibular.

000 exemplares de premolares. muitas vezes transformado em fissura. O primeiro é caniniforme e o segundo é molariforme.. As Figs. ocasionando uma exceção para a regra da direcão convergente das faces de contato para a lingual no sentido horizontal. esse sulco ser interceptado por uma ponte de esmalte que o transforma em duas fossetas. A fissura pode se aprofundar tanto. Tão inclinada que atrai o ápice da cúspide vestibular para o longo eixo do 1PI.1%). a ponto de provocar a bifurcação das raízes e isso não ocorre poucas vezes (6. O sulco central é habitualmente curvo. 52 e 72 dentes da fileira de cima.135 Comprove que a face vestibular é realmente inclinada em direção lingual. Esse sulco ocluso-lingual chega a dividir a cúspide lingual ern duas. com as respostas da pág. Mais detalhes podem ser obtidos na pág.. nos 32. A raiz tem sua forma básica cónica. mas nem sempre é evidente. 2-48. o início está aqui. o 2PI tricuspidado passa a ter o lado lingual maior que o vestibular. 78. Quanta particularidade.7%). sendo que a disto-lingual é de menor tamanho que a mésio-lingual. 6.5%). Quando essas cúspides linguais são consideravelmente grandes. não?! Só mesmo com o tempo e com a prática clínica você irá reter na memória todas essas particularidades! Mas. 5e. fica evidente a desproporção entre as cúspides linguais do 1PI e do 2PI. na Anatomia. sendo a mesial menor e mais deslocada para a vestibular e ligada à borda lingual por um pequeno sulco (o sulco ocluso-lingual já mencionado). uma periferia circular. no l PI. mas é mais estreitada pelo aspecto vestibular ou lingual e mais larga quando observada por mesial ou distai. Bifurcação radicular do 2PI é mais rara (1. . se você não souber distinguir um molar superior de um molar inferior na disciplina de Dentística ou de Prótese. que vêm vindo aí. 7. mas no l PI é comum a mesial ser mais baixa que a distai. Por esta vista. Imagine só. O mais espantoso é o número enorme de dois canais para esse dente (27. Imagine se você não colocar um sulco no lugar certo ou deixar de fazer uma bossa cervical vestibular ao esculpir uma coroa para o seu futuro paciente. Comprove isso na Fig.. A inclinação excessiva deixa a face vestibular bastante convexa. Identifique cada um desses 14 dentes e compare.5%). 2-17 e 2-49 irão ajudá-lo(a) a reconhecer as faces oclusais mais comuns dos dois premolares inferiores. que lhe dá uma forma de Y. Esses dados são próprios e a amostragem beirou 4. 8. Dois canais também (4. A face oclusal do l PI tem uma periferia oval e a do 2PI. Que bom que você entendeu! Quem pensa que é fácil identificar a face mesial desses dentes engana-se. com uma ramificação em direcão línguo-distal. como sempre. 107 em diante. O 2PI geralmente mostra um sulco central completo. É muito comum. com a bossa cervical muito proeminente. No lado mesial do l PI é frequente o aparecimento de um sulco longitudinal. Não tem como fugir deste estudo. Xo 2PI ainda pode-se notar uma mesial mais larga e mais alta..

Estas ficam do lado vestibular. Resultados na pág. Frequentemente elas se mostram encurvadas. de acordo com as características anatómicas mencionadas e identificará dente por dente. termina-se por ele. e apresenta uma linha cervical quase reta e não mais arqueada. mas são notórias duas grandes dessemelhanças: l-) a cúspide mésio-lingual é muito maior que a distovestibular. 2. paralelas e com acentuado desvio distai. conforme o método de dois dígitos. veja a desproporção de tamanho entre as cúspides em todos os sete exemplares da fileira de baixo. A raiz lingual é reta. O primeiro molar superior (IMS) é trirradicular. Lembre-se da advertência do início: não se começa por este estudo. 2-50. Compare o seu dente com os dentes das Figs. As raízes vestibulares são aproximadamente paralelas. Veja como as raízes são paralelas e inclinadas. Olhando a primeira fileira de dentes da Fig. Nesta última foto. Atribua um número para cada um desses dentes e faça a conferência (pág. 2e) a borda mesial é mais reta e mais alta e. A configuração do 2MS é semelhante à do IMS. bem separadas uma da outra e ligeiramente inclinadas para a distai. e fixe a vista na face vestibular. acompanhando assim aquela regra geral de "face mesial maior que a distai" (pág. você logo diferenciará o lado mesial do distai.APÊNDICE Estudo dirigido sobre molares superiores Relacionar os conteúdos novos com os já conhecidos.. Vire seu(s) dente(s) IMS para o lado lingual a fim de deparar com uma forma bem distinta. segure um IMS pelas raízes. Pois bem. Este é o penúltimo roteiro de estudo dirigido desta seção. coroa para baixo. 3_. cónica. é só confirmar com o professor se o resultado alcançado está carreto. 3a) o colo é coarctado. formando uma ponte entre eles. A cúspide mesial (mésio-lingual) obviamente é mais . a cúspide mésio-vestibular é a mais alta (além de ser mais volumosa). O propósito é consolidar o assunto e testar os conhecimentos previamente alcançados. 2-22 e 2-50 e note o seguinte: 1a) o contorno da coroa é trapezoidal. 1. Somente o 2a e o 6a dente não apresentam muita inclinação. consequentemente. 2a) as raízes vestibulares são muito próximas. porém muito mais alargado que nos dentes estreitos que você estudou até aqui. Não perguntar ao professor "o que é isto?" sem antes ter tentado obter você mesmo a resposta. Veja também que o espaço entre elas é pequeno e que no 3a e 6a dente quase há coalescência. Constate isto não apenas nos seus dentes de estudo. com grande convergência das bordas mesial e distai para a cervical. 4. 78. quase unidas. mais apartada das outras duas. O conteúdo novo tem sempre como base o antigo. 78). 2-24 e 2-50. mas não ligadas entre si. 13). próximas uma da outra. de tal maneira que seus ápices se voltem um para o outro. Depois. mas também nas Figs.

2-51 você comprovará tudo isso. uma exceção à regra. Na vista mesial dos dentes das Figs. o 2MS não possui tubérculo de Carabelli. Cúspide mésio-lingual mais desenvolvida.dentes. A raiz lingual. na maioria desses sete dentes da Fig. Chegou a hora da comparação com o 2MS. como seria de se esperar. para resumir e coroar o seu estudo. Outro detalhe é a maior dimensão dessa face lingual em relação à face vestibular. com um pequeno excesso ao fundo.e 2a dentes da fileira debaixo). chama a atenção como agregado da cúspide mésio-lingual. . sulco principal curvo. Veja.137 volumosa que a distai (disto-lingual). a cúspide nem se forma. l. 2°. Nem existe.e 6. 6. tubérculo de Carabelli bem evidente no l-. Atente para o 2-. A mesial é sempre maior (as faces livres convergem para a distai no sentido horizontal. comprovam-se esses detalhes todos. 9. Ao comparar as duas faces livres (vestibular e lingual) do IMS. de tamanho variado. Primeira particularidade do 2MS que chama a atenção: cúspides linguais de tamanhos desproporcionais. Ao observar os dentes da fileira de cima da Fig. o quadro comparativo da pág. por exemplo. 2-51 e aproveite para identificá-los. conforme menção feita à pág. 2-51. 5. uma pequena porção da lingual pode ser vista ao fundo.dente da Fig. larga e alta. 7. 2-52. uma raiz lingual menos larga e sem sulco longitudinal. 1-5). a face mesial cobre toda a face distai. visto pela vestibular. Finalmente você deve divisar o contorno da face vestibular. Em seguida você verá como a face oclusal fica modificada em razão da ausência da cúspide (Fig. quase cobre as raízes vestibulares ao fundo. A disto-lingual é pequena e em razão disso o sulco que a separa da mésio-lingual não termina no centro da coroa como no IMS. É por isso que nós desenhamos o l. de tão larga. Fig.e 6. A todo o momento fazemos comparações nas descrições do livro. Na Fig. 5. 2-51. Às vezes. repare que na Fig. é sulcada longitudinalmente por uma depressão também larga. As faces de contato são muito parecidas em ambos os molares. por esta razão. 2-22 e 2-26. Um tubérculo (de Carabelli). raiz lingual robusta e com depressão linear em forma de sulco bem visível no l. 4-.e no 2dente e face lingual maior que a vestibular. aprende-se melhor. No entanto. 2-50. 2-24. 68 que você irá consultar no final. 5. ao fundo. é deslocado para a distai. mas o sulco que as separa já não é retilíneo como na face vestibular. Comparando. nos quais falta a cúspide disto-lingual. É curvilíneo porque ele começa na face vestibular em posição distalizada e avança mesialmente até alcançar o centro da face lingual. reta. Estes arranjos determinam uma face lingual menor que a vestibular e. Examinando a fileira debaixo da Fig.dentes. a lingual tapa toda a vestibular.

9. com boa vontade e senso de observação você consegue ver e enxergar esse detalhe. 10. . a cúspide disto-lingual de tamanho relativamente grande e a grande dimensão da borda lingual. que são estreitas no sentido mésio-distal. adianta-se mais vestibularmente do que a disto-vestibular. toda a face mesial é mais larga e mais alta. De tão larga.2-25 e 2-52 oferecem bons exemplos de ponte de esmalte. Que tal? Está checando cada figura ou página indicada por nós? Está entendendo tudo direitinho? Se tem alguma dúvida ou não compreendeu algo. apresenta um sulco que vai da fosseta central à fosseta distai. Na realidade. Vistos o contorno "quadrado". No 62 dente da fileira de baixo da Fig. isto é. 50 a 52 e tem uma boa noção da disposição dos componentes anatómicos na face oclusal. dando a falsa impressão de ponte de esmalte. 2-52 houve desgaste da face oclusal. toda a porção mesial da face oclusal é mais ampla que a porção distai: as cúspides mesiais são maiores. As Figs. Mas. verifique os dentes e se for o caso converse com o professor. Vamos completar este estudo com o exame da face oclusal. falta ver um último elemento próprio desse dente. o suficiente para apagar o sulco. com a borda vestibular maior que a lingual. altera o contorno acrescentando um ângulo agudo na união das bordas mesial e lingual (veja 32 e 40 dentes da Fig. é mais proeminente. Termine esta verificação dos molares superiores. 2-52). que são descritores próprios do IMS. Em ambos IMS e 2MS a borda vestibular tem a mesma peculiaridade: a cúspide mésio-vestibular. enfim. retome o texto. Naturalmente você já leu (e entendeu) o texto das págs. 7 e também no Glossário.APÊNDICE O interessante é que a raiz mésio-vestibular também cobre completamente a raiz disto-vestibular. dividindo ao meio alguma elevação que pretendesse passar por ponte de esmalte. O 2MS não possui ponte de esmalte. O contorno oclusal no IMS é voltado para o "quadrado". a maior cúspide do molar superior é a mésio-lingual porque avança muito distalmente em vista do reduzido tamanho da cúspide distolingual. com a borda lingual ligeiramente maior que a vestibular. como dissemos antes. 103. O tubérculo de Carabelli. Principalmente no IMS. Você consegue distinguir isso nas Figs. 2-23. a raiz mésio-vestibular do IMS abriga dois canais. por ser maior. consulte o livro. quando muito desenvolvido. Leia sobre isso o texto "Molares superiores" à pág. Talvez por ser mais larga ela seja também mais plana. 2-23. 8. a crista marginal mesial também é. A definição de ponte de esmalte está na pág. 4-2 à pág. 107 e veja a Fig. enquanto no 2MS o contorno é rombóide. se alargam no sentido vestíbulo-lingual. identificando os dentes das figuras mencionadas e checando suas respostas na página 78. Trata-se da ponte de esmalte disposta entre as cúspides mésiolingual e disto-vestibular. Com isso. o tubérculo de Carabelli. Em vez disso. Essas raízes. 2-25 e 2-52? E nos seus dentes de estudo? Não são todos os exemplares que apresentam essa característica bem distinguível.

conforme você verá no Capítulo 3. Conseguiu ver isso? Mais vestibular e menos lingual. 2a e 3a da fileira debaixo. Essa inclinação pode ser percebida na vista mesial dos dentes das Figs. 3Q) face vestibular inclinada para a direção lingual. 2-29 e 2-33. macerados. devido à inclinação. Todos esses detalhes podem ser vistos nos dentes da Fig. 4°) Para terminar o exame da face vestibular. Na vista oclusal dos dentes da Fig. devido à inclinação. Não há como errar. Entendeu? 3^ Agora fica fácil você distinguir a face vestibular de seus dentes-modelo. comprove o que já foi citado: maior dimensão mésio-distal ("comprimento") do que sua dimensão ocluso-cervical ("altura"). que lhes dá um contorno oclusal e vestibular alongado (retangular). 2a) maior dimensão mésio-distal. O sulco mésio-vestibular do 1MI é maior e mais profundo que o disto-vestibular e termina abruptamente em fosseta. L. Esta disposição favorece o trespasse horizontal dos molares superiores na oclusão porque suas cúspides vestibulares ultrapassam vestibularmente as cúspides vestibulares dos molares inferiores. 2-53. Os dois principais molares inferiores (1MI e 2MI) diferem dos superiores por apresentarem: l2) apenas duas raízes. interesse e dedicação são mais importantes que a quantidade e a qualidade das aulas a que você assiste. uma porção maior da coroa dental fica aparente do lado vestibular e não do lado lingual. 2-30 pode-se também notar que. Sulcos e fossetas profundos são predispostos a cárie. 4. Modelos industrializados também servem. 5°) cinco cúspides no 1MI. observe a maior altura e volume da cúspide mésio-vestibular e a inclinação distai das raízes. 3a) O sulco vestibular do 2MI termina da mesma forma. à mão. sendo que cáries são mais facilmente detectadas nos 3a. 2.139 Estudo dirigido sobre molares inferiores Preparar-se para as avaliações de modo a alcançar suficiência com competência e não apertas notas. alguma coisa está errada com você! . mais ou menos (menos do que mais) como nos premolares inferiores. Este estudo prático só pode ser feito se você estiver com alguns molares inferiores naturais. Estas são suas características principais. 1°) Ao examiná-la. 2°) Repare que a convergência das faces de contato é mais acentuada no l MI em relação ao 2MI. A face vestibular dos molares inferiores é inclinada para a lingual. Se errar um dos dois últimos 2MI ainda vá lá! Se errar mais que isso. Reconhecer que seu esforço. A identificação desses 14 dentes é de acerto obrigatório. Vamos detalhá-las. 4e) sulco vestíbulo-lingual completo. maior ainda no 1MI porque este tem três cúspides vestibulares enfileiradas e não apenas duas como o 2MI. 5a e 6° dentes da fileira de cima e nos 1a.

6. um pouquinho do molar superior e é só. A face lingual de ambos os molares em estudo é mais estreita que a vestibular e as cúspides mésio-lingual e disto-lingual são separadas por um sulco mais discreto. 7. a se fusionarem).dente. Face distai curva. mas a face vestibular não é muito convexa ou encurvada c nem muito maior que a lingual. principalmente as dos IML Uma terceira raiz aparece no 1MI em mais de 5% dos casos. Esse aspecto exatamente cruciforme raramente deixa de ocorrer. também não. que é a próxima face a ser analisada. elas são repetidas vezes fraturadas e nas endodontias podem ser causa de insucesso. não raro. 2-32 e 2-54 mostram esses dois aspectos muito bem. 2°) a borda vestibular é maior e mais curva que a lingual. que é a borda vestibular. que cruza o primeiro formando ângulos retos. face vestibular bem encurvada e lingual quase reta é fato novo. olhando por distai. como no caso do 52 dente da fileira inferior da Fig. Somente o 2. de tal modo que o espaço entre elas fique ocupado pelo septo inter-radicular. 2-53.APÊNDICE 5. 9. Note também que todos as raízes se voltam. A face oclusal do 1MI é alongada no sentido mésio-distal. As Figs. As raízes do molar inferior se encaixam no alvéolo. . o que faz variar também o número de fossetas da face oclusal. as raízes do 2MI estão muito próximas (no 3MI chegam. portanto. 10. 2-54. As quatro cúspides do 2MI têm um arranjo constante: duas mesiais e duas distais separadas por um sulco vestíbulo-lingual reto. Note este fato no 1a e no último dente da fileira debaixo da Fig. Os sulcos que as separam formam desenhos de aspectos variados. 2-30. Saiba mais sobre essa raiz extra consultando o capítulo "Anatomia interior dos dentes". também. de tal modo que. Nas exodontias. é reconhecido em todos os dentes das fotos. da Fig. que é a menor de todas. Esta maior dimensão também pode ser percebida por oclusal. seguidas da disto-lingual. como nos demais dentes. não ocorre no contorno oclusal de nenhum dos demais dentes. Geralmente são cinco. o segmento de círculo. mas podem ser quatro. O 6. as mais volumosas são as duas mesiais. em tamanho e em profundidade. Talvez.O 2MI também é alongado mésio-distalmente como o l MI. da vestibular mediana e da disto-vestibular. parte da face mesial pode ser vista ao fundo. 2-54. Seu contorno é caracterizado por dois aspectos: l2) a borda mesial é maior e mais reta que a distai. não sendo novidade. Às vezes. duas vestibulares e duas linguais separadas por um sulco mésio-distal reto. Mas. 8. Outros aspectos do 2MI . A face mesial é maior que a distai. 2-30 não possui borda mesial bem marcada. para a distai. Mas.1MI da Fig. O fato de as faces vestibular e mesial serem maiores que suas oponentes corresponde aos "caracteres comuns a todos os dentes". acentuadamente. Quase não há diferenças entre as suas duas faces vestibular e lingual. Das cinco cúspides do 1MI.

da Fig. mas tenha também examinado. você reparou bem todos os detalhes dos dois 2MI da Fig.e 4a dentes e maiores que as bordas linguais somente no l.er. bordas mesiais retilíneas podem ser vistas nos 2-.e 7. 2-30? Viu parte da raiz distai sobressaindo-se distalmente? JLL Acreditamos que você tenha examinado as figuras aludidas. Veja a dificuldade que se tem para diferenciar as bordas mesial e discai da face oclusal dos dentes da fileira debaixo das Figs. os seus dentes de estudo. restam os aspectos inclinação da face vestibular da coroa para a lingual e das raízes para a distai. a tarefa de identificar um 2MI pode ser árdua.dente da Fig. 70. 2-54 No 2MI. até mesmo a diferença de volume das cúspides mesiais (maio: . 3. 6. o que é mais importante. não é muito evidente nesses dentes das fotos. r. 4-. que resume as diferenças mais marcantes entre o 1MI e o 2MI. veja o quadro da pág. 2-30 e l-.:. 2-30 e 2-54. ditais (menor). no aspecto oclusal. Para terminar. Felizir.. A propósito.141 Quanto ao conhecido fato da face mesial ser mais larga e —.te. Em vista desses fatos. . A rigor.-_= irresenta muitas exceções no 2MI.

O terço (às vezes dois terços) cervical radicular dos dentes multirradiculares.Tronco radicular.Arcada dental. Arco dental .Espaço livre. É produzido pelo atrito de um dente contra o outro.-. Quando o desvio da normalidade é maior que uma variação. Biselar: dar o corte de bisel ou cortado (desgastado) como bisel. Bisel . Aresta . Bossa . C Câmara pulpar . Bruxismo ou briquismo: ato de ranger os dentes de modo recorrente. Ápice — A ponta ou extremidade da raiz de um dente. Borda . Anquilose . Axial . separa as vertentes mesiais das distais.Borda cortada obliquamente como no cinzel ou no formão.A união direta de ossos que formam uma articulação (anquilose óssea) ou de dente com osso pela continuidade de tecido calcificado (anquilose dental). Trifurcação: Divisão do bulbo radicular em três raízes. mesmo durante o sono. O diminutivo é canalículo.Bicúspide.Desgaste.Margem. Apical: relativo ao ápice. Divisão do bulbo radicular em duas raízes.Relativo a eixo.Um forame com comprimento. próxima à gengiva. disposta vestíbulo-lingualmente. Dente com duas cúspides. Ver "sulco interdental". B Bicuspidado . Antagonista — Dente que tem ação de oposição. A ponta da cúspide também é conhecida por ápice. Ver "bifurcação". Ver "vertente". Bifurcação . Ver "abrasão".Parte da cavidade pulpar situada no interior da coroa do dente (ver "cavidade pulpar").Cavidade do processo alveolar que contém a(s) raiz(es) de um dente ou na qual se prende um dente Ameia . Alvéolo . Ver "trirradicular". duas partes. Área de contato de um dente com o seu vizinho no mesmo arco.Anormalidade. situado entre as faces de contato de dois dentes. Ver "furca". Seus vértices encontram a área de contato (ver "área de contato") e suas bases voltam-se para a vestibular ou para a lingual. A linha ao redor da qual gira um corpo. Paralelo ao longo eixo de um corpo.É a denominação que se dá às margens que separam as vertentes de uma cúspide. Fileira de dentes contíguos em forma de arco.: APÊNDICE Glossário Em parceria com Roelf J.Saliência larga do terço cervical da face vestibular dos dentes. Angulo diedro — Linha de ângulo formada por duas faces da coroa dental.Desgaste do dente por açao mecânica exagerada. Ver "multirradicular". Processo de desgaste normal da coroa dental pelo uso continuado dos dentes. implantada no maxilar ou na mandíbula. perturbando uma determinada função. Ver "variação". Área de contato . A aresta lon- gitudinal acompanha a longitude do arco dental e separa as vertentes triturantes das lisas e a aresta transversal.Ponto de ângulo formado pelo encontro de três faces da coroa dental. Atrição . Faces axiais: as faces do dente que se dispõem no sentido vertical ou paralelo ao eixo maior do dente. geralmente pela face mesial com a distai. Conduto que possui um orifício de entrada e outro de saída.Dente com duas raízes. Birradicular . Ver "atrição". Ver "cúspide". bordo. A face oclusal não é axial. Ver "espaço interdental". piramidal. . Canal .Divisão em dois. Bulbo radicular . Anomalia .Ponto de contato. Borda ou margem incisai: parte cortante dos dentes anteriores. Cruz Rizzolo Abrasão . Daí os termos arco dental maxilar (superior) e arco dental mandibular (inferior). geralmente associado a estados de neurose ou de ansiedade. Bifurcação apical: divisão radicular em nível apical. Ângulo triedro .

D Dentição . que cobre a dentina da coroa do dente. É recoberta pelo esmalte na coroa e pelo cemento na raiz.A porção do dente exposta (que visível na boca). Contato prematuro . Dentina pós eruptiva. cervi- . Cripta . por meio dos tecidos circunjacentes.Animal que troca de dentes apenas uma vez. Colo . que corresponde à transição coroa e raiz. limitada pela gengiva. nos lados mesial e distai. Dentina secundária . Cemento . O homem troca a dentição decídua pela permanente. aumentando assim as dimensões da coroa clínica se não houver compensação por desgaste.Contato precoce de um dente ou de um grupo de dentes durante a oclusão. Difiodonte . Diastema . Ver "linha cervical". Ver "coroa anatómica".Aresta romba e larga que delimita. a face oclusal de molares e premolares e a face lingual de incisivos e caninos. para irromper aos poucos na cavidade bucal.Dentina de estímulo. Cíngulo . Provoca trauma oclusal (injúria provocada pela maloclusão). Ver "divertículo da câmara pulpar". Elaborada rápida e intensamente pela polpa em resposta a um estímulo como abrasão. que se estende do forame apical à câmara pulpar. Seu limite corresponde à junção cementoesmalte.Tecido duro em camada que reveste a dentina da raiz do dente. Pequenos canais ou túbulos da dentina. Espaço interdental .Mais afastado da raiz de um membro ou do tronco de um vaso.Elevação abaulada no terço cervical da face lingual dos dentes anteriores. Ver "corno pulpar". que aloja o corno pulpar.Organização ou arranjo geral dos dentes. Desgaste . Ver "canal secundário". cárie. Cúspide — Formação piramidal com sua base quadrangular voltada para o centro do dente.O espaço situado entre as faces de contato de dois dentes do mesmo arco. Pequeno canal pulpo-periodontal que pode abrir-se longe do ápice. considerados como um todo. Corresponde ao futuro alvéolo desse dente em desenvolvimento. Canal secundário . extensões dos odontoblastos.Erupção ativa.Tecido altamente calcificado.Região do colo. Cervical . geralmente no interior de uma raiz supranumerária (ver "raiz supranumerária"). Corresponde ao lobo lingual.A área de constrição do dente. Dentina . que se iniciam na polpa irradiando-se para a periferia.Cripta óssea.Canalículo: canal diminuto.Ver "atrição". Cavidade pulpar — Cavidade ou espaço no interior do dente. canal extra. Falta de contato entre eles.Dentina elaborada pela polpa durante a fase formadora do dente. Face distai: face do dente mais afastada do plano mediano. Ver "coroa clínica". células formadoras de dentina localizadas na periferia da polpa. Ver "abrasão". Canalículos dentinários . Crista marginal . seguindo a curva do arco dental. Canal supranumerário: canal suplementar. O contrário de proximal. Constitui uma reação de defesa para a proteção da polpa. Divide-se em câmara pulpar (ver "câmara pulpar") e canal ou canais radiculares (ver "canal radicular").Espaço entre dentes vizinhos. Coroa clínica . Divertículo da câmara pulpar .143 Canal radicular . Espaço no interior do osso alveolar. Os terços da coroa e da raiz que formam o colo são chamados terço cervical. Dentina primária .Pequena e aguda reentrância do teto da câmara pulpar. que contém um germe dental. outros polifiodontes (trocas sucessivas de dentes). Esmalte .Canal acessório. formado por ameloblastos. Direção . Suas faces ou planos inclinados são chamadas vertentes lisas e triturantes (ver "vertente") e suas arestas são chamadas arestas transversais e longitudinais (ver "aresta"). deslocando a mandíbula ou tirando-a de sua posição de oclusão central.Conjunto de vetores que indicam o trajeto. Erupção . Dentição mista: estado de permanência de dentes permanentes e decíduos ao mesmo tempo. Alguns animais são monofiodontes (dentição única). sem discriminar o sentido. Movimento da coroa do dente de dentro do osso para fora. Ver "colo". Coroa anatómica — A porção do dente recoberta por esmalte.Tecido calcificado que forma a maior parte do dente e circunscreve a polpa.Canal no interior da raiz do dente. circundada pela dentina e preenchida pela polpa. dentro dos quais se encontram os processos odontoblásticos. mas quase sempre no terço apical da raiz. Corno pulpar — Prolongamento ou pequena extensão da câmara pulpar que lembra a forma de um corno ou chifre. Distai . Ver "linha cervical". fratura. Ver "raiz anatómica". Erupção passiva: condição em que a gengiva retrai-se e o dente é parcialmente extruído do alvéolo devido a deposição continuada de cemento na região apical.

Reabsorção da raiz e queda dos dentes decíduos.Articulação fibrosa entre o dente e o osso. formada pela junção de dois ou mais sulcos ou na terminação de um sulco vestibular do molar. Ver "ameia".Uma depressão larga. Linha cervical .Local de união de duas ou três raízes com seu bulbo radicular ou o ponto de divisão das raízes. Lobo dental: porção do dente formada por um dos centros de desenvolvimento que iniciam a calcificação do dente. l latrogenia. M Maloclusão . Gengiva livre ou marginal: reveste o dente. Fibras colágenas inseridas na raiz do dente e na cortical óssea alveolar. Ver "mesial". Fenda profunda na face vestibular ou oclusal.Ligamento alvéolo-dental. .Ver "distai".Oligodontia. Desmodonto. Ver "linha cervical". Mamelão . que constituem o dente em desenvolvimento. É preenchido pela papi-i mterdental. Ver "lobo". como aquelas da borda incisai do incisivo recém erupcionado. Exfoliação . Hipodontia é também usada para a falta do desenvolvimento completo de um dente. Fóvea. Ver "lingual". Fissura — Fenda. etc. As faces vestibular e lingual. Fosseta principal: formada pela junção de sulcos principais (ver "sulco principal"). Gengiva inserida: reveste o osso alveolar. rasa em uma face do dente. Formada pela junção do esmalte com o cemento. formada pela junção de sulco secundário (ver "sulco secundário") com sulco principal. Forame cego .Equador do dente. Fossa . Impropriamente chamado membrana periodontal.Mucosa especializada da boca que circunda o dente e o processo alveolar. Alguns autores chamam-nas de faces proximais. linear. Também por efeitos colaterais de drogas receitadas. G Gengiva .Uma das três elevações arredondadas ou lóbulos da borda incisai de incisivos recérn erupcionados. mas a borda que não se adere ao dente forma com ele o sulco gengival. Exemplos: fossa lingual dos incisivos superiores. Germe dental . J Junção cemento-esmalte . Intercuspidação . A maior circunferência da coroa do dente. APÊNDICE Giroversão . Uma pequena fossa em forma de furo ou buraco. metade. Forame apical — Abertura ou orifício na área do ápice da raiz do dente que permite a vascularização e inervação da polpa pela passagem de vasos e nervos. H Hemiarco .O órgão do esmalte e a papila dental.Possuía.Face da coroa do dente voltada para a língua. fossa central dos molares.Linha de união do esmalte da coroa com o cemento da raiz. erro ou incúria do profissional.Oclusão anormal dos dentes._— calrnente à área de côntato. Hipodontia . Ver "vestibular". levam o nome de mamelões ou lóbulos (pequenos lobos).Forame cego em Anatomia é aquele que não se comunica com o outro lado . à raiz. Furca . Ausência de dentes por distúrbio do desenvolvimento. Ver "oclusal". Relação das cúspides dos dentes inferiores com as dos dentes superiores durante qualquer relação oclusal. Alguns dão o nome de palatina a esta face dos dentes superiores e estendem a denominação palatina à cúspide. Ligamento periodontal . Lingual .Dano não intencional causado ao paciente por imperícia. Faces de côntato . Faces livres — As faces de dentes que não estão em côntato no mesmo arco. Corresponde à linha cervical.As faces mesial e distai da coroa do dente. Fosseta secundária: menos profunda que a principal.Porção ou extensão recurvada ou arredondada de uma formação anatómica. Falta de fusão (normal ou anormal). Ver "proximal". a face vestibular pode estar voltada para a mesial do dente vizinho. Anodontia: ausência (agenesia) de dentes. Ver "lobo". Gonfose . Face . Suas extensões.Condição em que o dente erupciona girado em relação ao seu longo eixo. Pode haver um ou mais do que um forame apical em cada raiz.Linha do colo. entre duas partes de tecido duro ou mole. Fosseta ou pequena cavidade típica do incisivo lateral superior. Linha equatorial . resultado da fusão imperfeita do esmalte na junção dos lobos. Ver "colo". ligando uma à outra. Portanto.Hemi: prefixo que significa meio. Ver "sulco interdental". Situa-se na face lingual entre o cíngulo e a fossa lingual. Lobo .Engrenamento. circular. Ver "bulbo radicular". hemiarco significa meio arco ou metade de um arco. Fosseta .é fechado. Ver "mamelão". fugindo assim da sua posição ideal no arco. Esta linha de maior contorno passa pelos pontos mais proeminentes das faces livres e das faces de côntato. Por exemplo.

A face do dente oposta à distai. Polpa .Relação da mandíbula com o maxilar por meio dos arcos dentais. Inoclusão: ausência de.145 Margem .A porção da raiz que. portanto contornando todo o dente. Ver "área de contato".Vista lateral das superfícies oclusais.Terço apical: região do ápice do dente. Terço distai: em oposição ao terço mesial. Separa as cúspides de um dente. Ver "raiz clínica". da coroa).Remoção fisiológica de tecidos ou produtos ósseos. Raiz clínica . Maxilar .Divisão imaginária da coroa ou da raiz. em condições de erupção passiva (ver "erupção").Tecido conjuntivo "gelatinoso" altamente vascularizado (sangue e linfa) e inervado. como as raízes de dentes deciduos ou de parte do processo alveolar depois da perda dos dentes permanentes. com inversão do trespasse: os dentes inferiores trespassam vestibularmente os superiores. Multirradicular . fica exposta na boca. Mesial . contido na cavidade pulpar. Ver "ameia".Papila gengival. odontoblastos. cujo sentido é de cima para baixo. uma força de direção vertical. Interproximal: localizado entre as faces de contato (ou proximais) de dentes vizinhos no arco. quando os côndilos mandibulares estão em sua posição mais superior com a mandíbula em sua posição mais posterior. raiz mesial. Rizogênese . Na mordida aberta anterior permanece um espaço entre os incisivos superiores e inferiores. cervicalmente à área de contato. Crista que se dispõe obliquamente na face oclusal do primeiro molar superior ou que une as cúspides do primeiro premolar inferior. segue a direção vertical de cima para baixo. Sulco . Ver "borda". Mordida aberta . Papila interdental . O Oclusal — Face da coroa do dente que oclui com a do dente antagonista. contato ou de oclusão. Sulco secundário . porque se refere às faces de contato dos dentes.Ambas as maxilas. a partir do germe dental.Orientação vetorial da direção ou do movimento produzido. Raiz suplementar.Alteração da relação vestíbulolingual entre os arcos superior e inferior. Ver "coroa anatómica". ligamento alvéolo-dental e osso alveolar). na face oclusal dos dentes. mas o termo já está consagrado pelo uso. Ye: "cervical". O que seria face oclusal dos dentes anteriores é reduzida a uma borda cortante (borda incisai). . Sulco principal . sulco ocluso-vestibular e sulco ocluso-lingual. Quando um corpo cai sob a ação de seu próprio peso. voltado para o plano oclusal (oclusalmente à área de contato). Periodonto .Génese ou formação da raiz do dente durante sua erupção. Relação central .O espaço situado entre as faces de contato de dois dentes do mesmo arco. Ver "faces de contato". Raiz supranumerária — Raiz extra. Pode ser sulco principal mésio-distal. Seu limite corresponde à junção cemento-esmalte.Em Anatomia é o contrário de distai. Contém. Oclusão . Reabsorção óssea: remodelação óssea passiva. Linhas retas que unem as cúspides vestibulares às cúspides linguais dos dentes posteriores. em nível com a junção cemento-esmalte à qual se adere. Sentido . Pode ser anterior ou posterior. O que se encontra do lado mesial. Terço .Dentes com mais do que uma raiz. uma ranhura. O peso de um corpo é. Alguns autores distinguem o periodonto de proteção (gengiva) e o periodonto de inserção (cemento. Proximal . Reabsorção . pois. Medial seria mais correto. a mesial e a distai. situada sobre cúspides. por exemplo.Depressão linear do esmalte. R Raiz anatómica .Sulco de cerca de l mm de profundidade situado entre a gengiva livre e o dente. Ver "espaço interdental". Plano oclusal . é sinónimo de distai (!). na periferia.Uma depressão linear.Relação estática de contato entre dentes superiores e inferiores.Borda. Terço médio: entre dois outros terços (terço médio da raiz. células formadoras da dentina.A porção da dentina recoberta por cemento.Estreita depressão linear do esmalte que marca a união dos lobos (ver "lobo") da coroa. Sulco central: cruza a face oclusal de um dente da mesial para a distai e a divide. Mordida cruzada .Condição em que os dentes antagonistas não se tocam durante a oclusão. Sulco gengival . Em Odontologia. Extensão da gengiva que se insinua entre os dentes.Tecidos de suporte que circundam o dente ou conjunto de estruturas que protegem e fixam o dente no alvéolo. Sulco interdental . Ponte de esmalte — Crista elevada que interrompe um sulco principal. mais estreita que o sulco primário.

de outro). duas vertentes situam-se na face vestibular ou na Tricuspidado . Ver "multirradicular". Tubérculo de Carabelli: saliência de forma cuspóide (às vezes apenas vestigial) associada à cúspide mésio-lingual do primeiro molar superior. Ver "Anomalia". Uma condição durante a oclusão central. na qual as bordas incisais dos dentes superiores colocam-se vestibularmente em relação às bordas incisais dos dentes inferiores. elas tes superiores colocam-se abaixo das bordas'inci. .oque causado por agentes físicos. ríuma oclusal . Uma condição durante Vertente . Trespasse horizontal . a oclusão central. As outras sais dos dentes inferiores. Trespasse vertical .T. Tetracuspidado: dente com quatro cúspides.Como duas vertentes situam-se na face oclusal.Relativo a vestíbulo (espaço entre os cular". tftNL .lingual e são chamadas vertentes lisas.Pequenas diferenças morfológicas (desvios do normal estatístico) que aparecem em qualquer dos sistemas. V Variação . porque sobre elas não há sulcos secundários que as tornem rugodes. injúria. que produz uma lesão ou degeneração. de um lado. Face da coroa do dente voltarecida com uma cúspide.Dente com três raízes.Overjet. Trauma oclusal: injúria trazida pela maloclusão. na qual as bordas incisais dos den.Tricúspide.. Dente com três cúspi.Trauma: traumatismo. são chamadas de oclusais ou triturantes. e os processos Tubérculo — Uma pequena elevação do esmalte paalveolares. Ver "cúspide". se bem que menor e mais da para o vestíbulo da boca. Não perturba a função.-.É o lado ou plano inclinado da cúspide. APÊNDICE globosa. lábios e as bochechas.Overbite. Ver "birradiVestibular . sas e não lisas. Trirradicular . Ver "aresta".

7. 84. 114 Espaço interdental. 12 linha cervical. 4. 58-70 caracteres comuns. 26 fase pré-eruptiva. 81-87 caracteres diferenciais. 8. 24. 5. 8 Fosseta. 62. 12.147 índice Remissivo Em parceria com Roelf J. raiz anatomia dos decíduos. terminologia. 6 Equilíbrio dos dentes. 25 Escultura em cera de dentes. 58-70 Direção das faces da coroa. 83. 10. 5. 85 Divisão em terços da coroa e da raiz. 86. 31. 109-117 erros mais comuns. 87 Área de contato. 4. 31-70 Arcos dentais. 99-110 caracteres comuns a todos os dentes. 12-15 Forame apical. 87-92 Descrição anatómica dos dentes. anatomia externa. 38-40. 12-16 decíduos. 8-12 generalidades. 4. veja dentes específicos Diferenças entre os dentes permanentes. 25. Curva sagital de oclusão (curva de Spee). 16 Cavidade pulpar dos dentes permanentes. veja também coroa. 12-16 desvio distai da raiz. terminologia. 85 equilíbrio dos dentes. 107. 85 equilíbrio dos. descrição. 84 direção dos dentes. 4-16.27 fase eruptiva. sulco interdental. 5 bordas. 102. 11 Bossa. 101-110 detalhes anatómicos. 71-73 Caracteres comuns a todos os dentes. 86. 5. 27 generalidades. descrição. 62. 8-12 direção geral. 6 . 71-77 anatomia dos permanentes. 4 ângulos.31-70arcos dentais. 22-27 exfoliação dos dentes decíduos. 32 oclusão. 84.%eSj4. anatomia. 5 clínica. 116. 83. 7 Dentes. 8-12 divisão em terços. 3 Fossa. 1-16 periodonto. 108 premolares.5. 6-8 direção das faces. 84 Cúspide. fóssula. 4-16. 17-22 permanentes. 41. 12-16 cavidade pulpar dos. 7. 104 Fórmula dental. 15. 9 Direção geral dos dentes nos arcos. 7 Colo dental. 8. descrição. 24-26 fase funcional. 21-23 erupção dos. 114-116 material. 13. 4 Coroa dental anatómica. 6. anatomia externa. 63 Caninos decíduos. 106 molares. 1-16. 84.Í2a5 j Crista marginais 7 . 4 Cor dos dentes. 10-12 direção das faces livres. 117 etapas da escultura. 16 diferenças entre as faces mesial e distai. 26.. 104-110 variações anatómicas. 8 . 87 Erupção dental. 15 Câmara pulpar. 107 Ceroplastia dental. 11 Anatomia dos dentes anatomia interna. 22-27 exfoliação dos. Cruz Rizzolo Ameia. veja escultura de dentes em cera Cíngulo. 6-8 direção das faces da coroa. 83 Curva transversal de oclusão (curva de Wilson). 14 diferenças entre as faces vestibular e lingual. 8-12 direção das faces de contato. 40. 106-100 Canino inferior permanente. 102-104 Canais radiculares. 15 faces curvas. 11 Faces da coroa. 106. 71-77 direção das faces. 81-87 curva sagital de oclusão (curva de Spee). 101-110 incisivos e caninos. 83 curva transversal de oclusão (curva de Wilson). 63 Canino superior permanente. 16 variações anatómicas. 4 detalhes anatómicos. 26. 14 lobos de desenvolvimento.

7. 66. 78 Segundo molar inferior perm nente. 64. veja área de contato Pormenores que diferenciam dentes semelhantes. veja dente molar específico Notação dental. 64. 96. 142-146 Incisivo central inferior permanente. 12 Lobos de desenvolvimento. 8 Tecidos de suporte do dente. horizontal. 69 Primeiro premolar inferior. 34. 76.-16 Molares. 52. 106-110 Respostas da identificação de dentes. 26. 68. 8 fissura. 77 Primeiro molar inferior permanente. 4. 102 Ponte de esmalte. 37. 89-91 Periodonto. 5. 90. 21 Polpa dental. 53-56. veja dente premolar específico Primeiro molar inferior decíduo. 65 Raiz. 7. 82 Tubérculo. 48-51. "método de dois dígitos". descrição. 67 Primeiro premolar superior. 57 Terceiro molar superior. 5 canais radiculares. descrição. 46-48. descrição. descrição. 57. 87-92 aspectos fundamentais da oclusão. descrição.61 Incisivo lateral superior permanente. 93. 6 exfoliação (reabsorção). 17-22 Terceiro molar inferior. 14 Linha equatorial. 8 secundário. 68. 37. 101 106-110 . 74-76 Primeiro molar superior permanente. descrição. 8 Variações anatómicas. 38. 20. 71-73 Ligamento periodontal. descrição. 36. 8 principal. 58-60 Incisivos decíduos. 69 Segundo premolar inferior. 60. 52. 33. 53 Trespasse vertical. 70 Segundo molar superior perma te. descrição. 43. 44-46. descrição. 17-19 inervação. descrição. 74 Sulco. 5. 6 Oclusão dental. 56.94 posição de repouso. 41-43. 92-98 movimentos mandibulares no plano frontal. descrição. descrição. 58-60 Incisivo lateral inferior permanente. 87-89 contato cúspide-crista. 61 Incisivo central superior permanente. 7. 65 Segundos molares decíduos. 17-22 cemento. 16 divisão em terços. 91 contato cúspide-fosseta. descrição. descrição. 96 posição de oclusão central ou máxima intercuspidação.APEN Gengiva. 93 Premolares. 17 bulbo radicular. 97 movimentos mandibulares no plano horizontal. 17-20 Glossário. 95. 70 Primeiro molar superior decíduo. 58-70 Posições e movimentos da mandíbula. 17 gengiva. supranumerária. 51. 7 Ponto de contato. 66. descrição. 60. 98 movimentos mandibulares no plano sagital. 7. 44. 7. 8 cicatrícula. descrição. 101. 21 Linha cervical. 35. 16. 104-110 Oc? desvio distai. 20. 15. 67 Segundo premolar superior. 21 ligamento periodontal. descrição. descrição.

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