Miguel Carlos Madeira

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Conteúdo
CURSO DE ODONTOLOGIA

CAPITULO l - Generalidades sobre os dentes Aspectos anatómicos elementares dos dentes Direção das faces da coroa dos dentes nos sentidos vertical e horizontal Caracteres anatómicos comuns a todos os dentes Anatomia do periodonto'1' Erupção dental'2' CAPÍTULO 2 - Anatomia individual dos dentes Descrição anatómica dos dentes permanentes Pormenores que diferenciam dentes semelhantes'3' > Descrição anatómica dos dentes decíduos Respostas às perguntas sobre identificação de dentes CAPÍTULO 3 - Arcos dentais permanentes e oclusão dental Arcos dentais'4' Oclusão dental'5' CAPITULO 4 - Anatomia interior dos dentes Cavidade pulpar'6' CAPÍTULO 5 - Escultura em cera de dentes isolados'7' Escultura em cera de dentes isolados Como esculpir um modelo de dente Erros mais comuns APÊNDICE Estudo dirigido'8' Glossário'9' índice remissivo
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l 3 8 12 17 22 29 31 58 71 78 79 81 87 99 101 111 113 114 116 121 123 142 147

Miguel Carlos Madeira e Roelf J. Cruz Rizzolo Mauro Airton Rulli (3> Horácio Faig Leite e Miguel Carlos Madeira <4> Luiz Altruda Filho (5) Miguel Carlos Madeira e Roelf J. Cruz Rizzolo (6) Miguel Carlos Madeira e Roelf J. Cruz Rizzolo (7) Miguel Carlos Madeira e Roelf J. Cruz Rizzolo (8) Miguel Carlos Madeira e Roelf J. Cruz Rizzolo (9) Miguel Carlos Madeira e Roelf J. Cruz Rizzolo
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CAPÍTULO

UHiVE*»OEFEDEflALDOMl* CURSO DE ODONTOLOGIA

l

Generalidades sobre os Dentes

OBJETIVOS l Nomear e caracterizar os aspectos anatómicos gerais dos dentes, explorando também seus aspectos funcionais básicos l Definir designações genéricas básicas em Anatomia Dental, tais como: cúspide, fossa, fosseta, sulco, crista marginal, tubérculo, etc. l Conceituar dente, sem deixar de se referir às suas partes constituintes e sua terminologia l Considerando o plano geral de construção da coroa dental, detalhar as formas básicas e as direções das faces das coroas l Citar e desenvolver explicação sobre os caracteres anatómicos presentes em todos os dentes permanentes l Conceituar periodonto, sem deixar de se referir às fixações da gengiva livre e inserida e ao arranjo das fibras do ligamento periodontal l Desenvolver explicação sobre as funções do ligamento periodontal e dos vasos, nervos e células periodontais l Desenvolver explicação sobre o fenómeno da erupção dos dentes permanentes e a exfoliação dos dentes decíduos l Responder corretamente às perguntas dos Guias de estudo l e 2 l

1 .")? Como é formada a área de contato e onde ela se localiza no dente? Quais são os espaços criados pela (em torno da) área de contato? A linha equatorial passa obrigatoriamente pela área de contato? Como pode ser resumida a diferença anatómica existente entre as faces mesial e distai em todos os dentes? O que significa bossa cervical e lobo de desenvolvimento? Por que a(s) raiz(es) do dente tende(m) a se desviar em direção distai? Conceitue variação anatómica dental. fosseta e fossa. 4 Leia novamente e confira se o que escreveu está correto. crista marginal. ponte de esmalte. Fixam-se nos ossos por meio de fibras colágenas.. como animal difiodonte*. Neste início do estudo é necessário consultar com frequência o Glossário. transformam as forças de pressão sobre o dente em tração no osso. cortar.Aspectos anatómicos elementares dos dentes G_IA DE ESTUDO l ~::os os "blocos de assuntos" deste e dos demais capítulos e subcapítulos até o final do livro são provisos de "guias de estudo". por escrito. Em caso positivo. logo abaixo. escrevendo. Os dentes compreendem os grupos dos incisivos. 6 Leia de novo. vá ao item 6. 5 Em caso negativo. já que o dente está suspenso no alvéolo. caninos. O ligamento alvéolo-dental resiste a forças da mastigação. expressos pelas seguintes fórmulas: dentição* permanente l— C — p! 2 dentição decídua ' Chamada para o Glossário. 2 Faça. proteção e sustentação de tecidos moles relacionados. As fibras do ligamento. agora mais atentamente. um tipo específico de articulação fibrosa do corpo.= = 32 3 16 . ao se estirarem. que constituem o ligamento alvéolo-dental ou ligamento periodontal*. Troque ideias ou argua seus colegas e professores para entender melhor o assunto. para alicerçar seu aprendizado e para -r:eber uma instrução mais personalizada. dilacerar e triturar os alimentos sólidos. às seguintes perguntas: Que -elação pode ser feita entre os termos ligamento alvéolo-dental e gonfose? Qual é a diferença entre colo e linha cervical? E entre coroa anatómica e coroa clínica? A face oclusal é considerada face livre. atenuando os impactos mastigatórios que sofrem os dentes ao serem introduzidos nos alvéolos. Procure responder em voz alta as mesmas questões do item 3. premolares e molares. agora realçando (grifando. uma sinopse relativa às generalirices sobre os dentes considerados individualmente (aspectos anatómicos elementares. volte aos itens l a 4. direção das faces da coroa e caracteres comuns). Esta união da raiz do dente ao seu alvéolo* é denominada gonfose*. respectivamente. 3 Responda. O homem.tubérculo e bossa. face de contato ou nenhuma das duas? E a borda incisai? O que é forame apical e onde se localiza? Onde se situa o terço cervical da coroa? Defina as seguintes saliências da coroa dental: cíngulo. se quiser) os detalhes que julgar mais importantes. Defina as seguintes depressões da coroa dental: sulco principal. tem 20 dentes decíduos e 32 permanentes. Examine os seus próprios dentes na frente do espelho. 1 Leia uma vez o bloco l (BI). T3 l Os dentes em conjunto desempenham as funções de mastigação. É aconselhável segui-los. _ 2 l 2 10 m — = — = 20 2 10 . auxiliam na articulação das palavras e são um importante fator na estética da face. inioando por este. cada um adaptado às funções mastigatórias de apreender. Examine dentes naturais e/ou modelos. O que é cúspide e quais são as suas oartes? Para que direções convergem as faces livres e as faces de contato dos dentes nos sentidos vertical e norizontal? Por que? Estas convergências têm a ver com o tamanho maior das faces vestibular e mesial em relação.. sulco secundado. 7 Leia novamente o bloco l. às faces lingual e distai (ver "Caracteres anatómicos comuns. sem consultar suas respostas escritas.

a junção cemento-esmalte* desenha uma linha sinuosa bem nítida . assim descrita. na maior parte. o nível da gengiva* ficar além da linha cervical. Ele é composto. por dentina. A dentina é recoberta. 1-1) Face oclusal Borda incisai Ângulo mésio-incisal Ângulo disto-in cisai Figura l -1 . que circunscreve a cavidade pulpar*. com destaque para suas faces. pelo esmalte e na raiz. com maior índice de sais calcáreos. A coroa clínica é mais curta que a coroa anatómica. Nesse último caso. Coroa (Fig. mais escuro nos idosos. dentre elas a nicotina que o fumante insiste em aspirar. enquanto o dente não completa a sua erupção*. unidas numa porção intermediária estrangulada chamada colo*. seja por irreflexão. pelo cemento*. É a dentina* que confere cor ao dente. Os permanentes. A cor do dente pode modificar-se por falha estrutural de seus tecidos. seja por ignorância. que é a parte do dente exposta na cavidade da boca. são brancos como o leite. na coroa. o esmalte* é praticamente incolor e transparente. A coroa. sendo. No colo.GENERALIDADES SOBRE OS DENTES Os dentes decíduos são pouco calcificados em relação aos permanentes e. são brancos puxados para o amarelo. por absorção de substâncias químicas que chegam até os canalículos dentinários* ou por impregnação de substâncias estranhas. .a linha cervical*. via de regra. é a coroa anatómica*: parte do dente revestida pelo esmalte. após erupção e desgaste*. Num mesmo arco dental o matiz varia de dente para dente (o canino é mais escuro que o incisivo) e nas porções de um mesmo dente (tonalidade mais escura no terço* cervical* do que na borda* incisai). a coroa clínica pode incluir uma parte da raiz anatómica*. Distingue-se da coroa clínica*. O matiz_ varia de pessoa para pessoa. O dente é formado por coroa e raiz(es). e pode tornar-se mais longa se.Coroas de dentes incisivo e molar. como tais.

é a face vestibular'" (V) e a que se volta para a língua. Todas as raízes têm a sua extremidade livre conhecida por ápice*. Ambas se opõem e são conhecidas como faces livres*. contida na cavidade pulpar*. ou simplesmente ângulo. a borda também pode levar o nome das faces que a delimitam. têm duas ou três raízes. opostas entre si. Para simplificar. . Olhando o dente por uma das faces. Pode ser único ou múltiplo e nem sempre se localiza no extremo da raiz. a mais próxima do plano sagital mediano no ponto em que ele corta o arco dental*. bordas e ângulos. que nesses dentes anteriores corresponde à face oclusal. Se as linhas forem horizontais. a mais distante do plano mediano. raízes únicas e pequenas. borda ocluso-lingual. é a face lingual* (L). por exemplo. são a face mesial* (M). As faces da raiz têm os mesmos nomes das faces correspondentes da coroa. 1-2) Com propósitos de descrição de uma porção específica do dente. com o periodonto*. o terço cervical corresponde ao bulbo radicular. Nos incisivos e nos caninos. As raízes dos dentes birradiculares* ou trirradiculares* saem de uma base comum . identificam-se as bordas que limitam essa face. Quanto menor a coroa. no qual há uma abertura denominada forame apical*. arredondado. os terços da coroa serão: cervical*. também conhecidas como faces proximais. Nele passam vasos e nervos. O forame apical põe em comunicação a polpa*. Raiz A raiz do dente relaciona-se em tamanho e número com o tamanho da coroa. Três faces da coroa se encontram em um ângulo triedro*. e a face distai* (D). A raiz também é convencionalmente dividida em terços cervical. Terços* (Kg. Nas extremidades das bordas incisais estão os ângulos mésio-incisal e disto-incisal. as faces vestibular e lingual se encontram na borda incisai. por exemplo: borda mésio-vestibular. conhecido como borda* (ou margem). distai. Tomada isoladamente. Se as linhas forem verticais. os terços da coroa serão: mesial. Duas faces da coroa encontram-se em um ângulo diedro*. menor a raiz. A face oclusal* (O) é a superfície da coroa que entra em contato com as homónimas dos dentes antagonistas durante a oclusão*. por exemplo: ângulo mésio-ocluso-vestibular. o dente pode ser dividido em terços.o bulbo radicular*. de coroas grandes. ou para se localizar nela algum detalhe anatómico ou alteração patológica. A face que se volta para o vestíbulo da boca. Sua denominação será a combinação dos nomes das três faces que o compõem. médio e distai (dividem as faces vestibular ou lingual) ou vestibular. por linhas imaginárias. As faces de contato*. médio e lingual (dividem as faces mesial e distai). Nos dentes de raízes múltiplas. as bordas mesial. como.Uma coroa dental tem faces*. médio e oclusal (incisai). coroas pequenas. médio e apical. oclusal e cervical da face vestibular. Dentes molares. pode-se chamá-lo de ângulo mesial da face vestibular.

Incisivo e molar com suas coroas e raízes divididas em terços. Os quadrantes da dentição permanente recebem os números de l a 4 e os da dentição decídua. São dois algarismos. Dentes permanentes: Superior direito 18 17 16 15 14 13 12 11 48 47 46 45 44 43 42 41 Inferior direito Dentes decíduos: 55 54 53 52 51 85 84 83 82 81 61 62 63 64 65 71 72 73 74 75 l Superior esquerdo 21 22 23 24 25 26 27 28 31 32 33 34 35 36 37 38 Inferior esquerdo Terminologia e definição dos detalhes anatómicos da coroa dental (Kg. Os algarismos dos dentes são de l (incisivo central) a 8 (terceiro molar) para os permanentes. de 5 a 8. podem ser definidos da seguinte maneira: Cingulo" . 1-3) Os elementos arquitetônicos da coroa. que são elevações e depressões. O terço situado entre dois outros é sempre chamado de terço médio. e l (incisivo central) a 5 (segundo molar) para os decíduos.saliência arredondada no terço cervical da face lingual de incisivos e caninos. . dos quais o primeiro se refere ao quadrante (um dos quatro hemiarcos) e o segundo à ordem do dente no quadrante. Corresponde à porção mais saliente do lobo* lingual.GENERALIDADES SOBRE OS DENTES Mesial Distai Figura 1-2 . U Vestibular Lingual "Método de dois dígitos" para identificar os dentes Cada dente tem um número representativo que o identifica e o localiza no arco dental*.

típica de premolares e molares. evitando impacção alimentar nela. 10.saliência menor que a cúspide. Cíngulo Vertente lisa Vertente triturante ou oclusal Aresta longitudinal Aresta transversal Crista marginal Ponte de esmalte Tubérculo Sulco principal Sulco secundário Fosseta (fóssula) principal Fossa Linha cervical Cúspide* . 4.Figura 1-3 -Terminologia dos detalhes anatómicos da coroa dental. 6. 13. 2. Evita que partículas de alimento que devem ser trituradas escapem da zona mastigatória e também protege a área de contato*. vertentes lisas.eminência linear que une cúspides. As vertentes lisas e triturantes mesiais são separadas das homónimas distais. e duas na face oclusal. 5.eminência linear romba situada nas bordas mesial e distai da face lingual de incisivos e caninos (vai do cíngulo aos ângulos incisais) e nas bordas mesial e distai da face oclusal de premolares e molares (estende-se das cúspides vestibulares às linguais). duas estão nas faces livres. 8. em uma mesma cúspide. por arestas transversais. Crista marginal* . 1. As vertentes lisas estão separadas das triturantes por arestas* longitudinais (são as bordas inclinadas que formam o ângulo da cúspide. numa vista vestibular ou lingual). Ponte de esmalte* .saliência em forma de pirâmide quadrangular. sem forma definida. O tubérculo de Carabelli do primeiro molar superior e o tubérculo molar do primeiro molar . Os melhores exemplos são aquelas do primeiro premolar inferior e do primeiro molar superior. Tubérculo* . 7. 12. l l. interrompendo um sulco principal. vertentes triturantes ou oclusais. 3. As vertentes e as arestas encontram-se no vértice da cúspide. De suas vertentes* ou planos inclinados. 9.

Sulco secundário* . Tal disposição é muito pronunciada nos incisivos e caninos em virtude do seu perfil triangular causado pelo grande diâmetro vestíbulo-lingual perto do colo. Nos premolares e . É menos notável nos caninos e incisivos inferiores. mas convergentes em uma determinada direção. São as fossetas principais.depressão linear aguda.GENERALIDADES SOBRE OS DENTES inferior decíduo são constantes. Depressões encontradas na terminação do sulco principal (junto à crista marginal ou na face vestibular de molares) ou no cruzamento de dois deles. entre os terços cervical e médio da face lingual de premolares e molares ou nas faces de contato de alguns dentes.pequeno e pouco profundo. formam-se fossetas menores e menos profundas. No encontro de um sulco principal com um ou dois secundários. A convergência é mais ou menos acentuada.também denominada fóssula. que se reduz gradualmente até chegar a um ângulo agudo ao nível da borda incisai. No seu trajeto. Tubérculos arredondados pequenos ocorrem com certa frequência na face oclusal de terceiros molares e ocasionalmente em outros dentes com localizações imprecisas. aumentando a eficiência da trituração. traduzida por fendas também lineares denominadas fissuras*. e serve para escoamento de alimento triturado. São as fossetas secundárias. Direcão* das faces da coroa dos dentes nos sentidos* vertical e horizontal A direção das faces opostas da coroa é a mesma em todos os dentes. Sulco* principal* . Torna a superfície mastigatória menos lisa. Elas não são paralelas. À semelhança das fissuras. que separa as cúspides umas das outras. Bossa* . É local de fácil desenvolvimento de cárie. obedecendo assim a um plano geral de construção. denominada forame cego*. Fosseta* . Fossa* . conhecidas por cicatrículas.no sentido vertical as faces vestibular e lingual convergem em direção incisai ou oclusal. Entre a fossa lingual e o cíngulo pode surgir uma depressão profunda. semelhante a uma fosseta. No fundo das fossetas principais podem surgir pequenas depressões irregulares ou pontos profundos no esmalte. são locais eletivos de cárie. 1-4) . pode haver defeitos de desenvolvimento (fusão incompleta dos lobos) que provocam falta de coalescência do esmalte.elevação arredondada situada no terço cervical da face vestibular de todos os dentes permanentes e decíduos. Direcões convergentes das faces livres Sentido vertical (Fig.escavação ampla e pouco profunda da face lingual de dentes anteriores. segundo o dente considerado. distribui-se irregularmente e em número variável nas faces oclusais. estreita. principalmente sobre as cúspides e na delimitação das cristas marginais. particularmente dos incisivos superiores.

Os premolares não foram representados porque neles há pouca ou nenhuma convergência. uma bossa lingual mal definida acentua a maior proeminência do terço médio. No grupo dos premolares. Sentido horizontal (Fig. há pouca convergência. .Coroas dentais vistas pela face mesial. cujas faces livres são de pequena amplitude. As barras paralelas às bordas vestibular e lingual ressaltam a convergência das faces livres para a oclusal ou incisai. deduz-se que a metade mesial do dente. Realmente. É neste nível que se localiza a bossa vestibular de todos os dentes. a convergência das faces se faz em direção contrária (para a cervical). As barras paralelas às bordas vestibular e lingual ressaltam a convergência das faces livres para a distai. pela presença de uma borda oclusal. ambas as faces livres convergem ligeiramente na direção distai. em razão do estrangulamento do próprio colo. mas ainda assim a convergência das faces livres é na mesma direção.no sentido horizontal. Na face lingual dos dentes posteriores. o diâmetro vestíbulo-lingual de cada dente é sempre maior quando medido ao nível do terço cervical. Figura 1-5 — Coroas dentais vistas por oclusal ou incisai. Em uma estreita faixa ao nível do colo. Em decorrência dessa disposição. a ponto de ser difícil identificá-la com precisão. 1-5) . bem como o cíngulo dos dentes anteriores.Figura 1-4 . Percebe-se isso examinando o dente por incisai ou oclusal. é maior que a metade distai. medida no seu diâmetro vestíbulo-lingual. molares o perfil triangular se transforma em perfil trapezoidal.

Como os dentes de um mesmo arco se tocam.as faces mesial e distai convergem em direção cervical. As barras paralelas às bordas mesial e distai ressaltam a convergência das faces de contato para a cervical.Coroas dentais vistas por vestibular. esse toque se dá pela maior proeminência mesial de um dente com a correspondente distai do vizinho (os incisivos centrais se tocam por suas mesiais). 1-6) . Figura l -7 — Áreas de contato dos dentes de hemiarcos superior e inferior (distendidos) marcadas com pequeno retângulo. Como consequência.GENERALIDADES SOBRE OS DENTES Direções convergentes das faces de contato Sentido vertical (Fig. numa relação de contiguidade. Figura l-6 . o maior diâmetro mésio-distal está no terço incisai ou oclusal e o menor. no terço cervical. 1-7). . O local de toque é conhecido como área de contato* (Fig.

No sentido vertical (olhando-se por vestibular ou por lingual). o sulco interdental*. que corresponde a uma pequena faceta de desgaste ocasionada pela semimobilidade dos dentes e o atrito entre eles nas oclusões* sucessivas durante a vida. Figura 1-9 -Ameia vestibular (seta menor) e ameia lingual (seta maior) determinadas pelo contato normal de dentes de um mesmo arco. e um espaço bem menor do lado vestibular.Dentes vistos por oclusal ou incisai. Figura 1-8 .11 As áreas de contato situam-se. próximas à borda incisai ou à face oclusal. Faz exceção o primeiro molar superior e também o segundo molar superior decíduo. chama a atenção um grande espaço em forma de V aberto para a lingual. reconhece-se um pequeno espaço no lado oclusal da área de contato. Em dentes isolados. denominado ameia* lingual. No sentido horizontal (olhando por oclusal). chegando mesmo a ser de tamanho maior que a face oposta. ocupado pela papila interdental* da gengiva* (Fig. pode-se tentar visualizar a área de contato.I O . as faces de contato mesial e distai convergem em direção lingual. a ameia vestibular (Fig.no sentido horizontal. 1-10) . o segundo premolar inferior também exibe uma face lingual alargada. Ambos têm a face lingual maior que a vestibular. o que equivale a afirmar que a ausência da área de contato deixa a papila desguarnecida. Sentido horizontal (Fig. . pois. 1-9). 1-8). A área de contato cria quatro espaços em torno dela.Sulco interdental (seta menor) e espaço interdental (seta maior) determinados pelo contato normal de dentes de um mesmo arco. muito mais deslocadas para vestibular do que para lingual. As barras paralelas às bordas mesial e distai ressaltam a convergência das faces de contato para a lingual. Eventualmente. Figura I . A área de contato protege a papila interdental contra agressões mecânicas (impacção alimentar) durante a mastigação. a ponto de causar lesões que se desdobram em alterações possíveis de se estenderem pelo periodonto. o espaço interdental*. e um grande espaço prismático no lado oposto.

Decorre desse fato que. teremos a linha equatorial* da coroa. cuja abertura será proporcional ao grau de convergência das faces. não há limites precisos entre uma face e outra: quando se examina uma face. Nos dentes anteriores e no primeiro premolar inferior. como se fossem uma convergência única na direção cérvico-lingual. Face vestibular maior que a lingual . quando encontradas. 1-11). se o dente for examinado por lingual. com o contorno da face vestibular ao fundo. Caracteres anatómicos comuns a todos os dentes Faces curvas . Em algumas faces aparecem também concavidades alternando-se com as convexidades. As faces dos dentes unem-se por bordas arredondadas. as convergências nos sentidos vertical e horizontal combinadas. 1-12). Bordas ou faces planas. Se unirmos essas proeminências numa linha contínua que contorne toda a coroa. são na realidade levemente convexas. Na maioria das vezes. vê-se alguma parte da face vizinha.Coroas dentais vistas pela face lingual. Mesmo superfícies descritas como planas. por distai (no meio) e por um aspecto mésio-lingual (à direita). Figura 1-12 . Por essa razão. De acordo com o exposto. a qual será mais sinuosa quanto mais anterior for o dente (Fig. são consequências de desgastes* típicos ou atípicos. como na lingual de dentes anteriores que tem cíngulo e fossa lingual e na oclusal de molares com fossetas e cúspides.GENERALIDADES SOBRE OS DENTES A convergência das faces de contato para a lingual faz surgir a ameia lingual.em consequência da convergência das faces de contato para lingual. como a face vestibular de incisivos. a face vestibular tem dimensões maiores do que a face lingual. .Linha equatorial da coroa de um molar inferior vista por vestibular (à esquerda).as faces da coroa de um dente são sempre curvas. as maiores proeminências ou áreas mais elevadas da coroa ficam próximas da oclusal nas faces de contato e próximas da cervical nas faces livres. Figura l-l l . deixam o terço cervical afilado em relação às demais porções do dente. convexas: há convexidades em todas as faces de todos os dentes. ver-se-ão partes de suas faces mesial e distai e o contorno vestibular ao fundo (Fig.

Coroas dentais vistas pela face distai. Não obstante. a face mesial esconde o resto da coroa. com seus limites próximos um do outro. O ângulo correspondente do lado mesial é menos pronunciado. Face mesial plana e reta e face distai convexa e curva (Figs. Essa assertiva é comprovada quando se examina incisivos. a face distai apresenta-se mais convexa. a face mesial é mais alta que a face distai. que tem uma coroa simétrica.13 A única exceçao na dentição* permanente é o primeiro molar superior e na dentição decídua.Coroas dentais vistas pela face vestibular para mostrar a borda distai formando ângulo com o contorno da raiz (traço espesso).por ser menor. . Face mesial maior que a distai . Figura 1-15 . é o segundo molar superior. Além disso. O incisivo central inferior. tanto em visão frontal quanto de perfil. Figura 1 . a face mesial possui dimensões maiores do que a face distai em um dente sem desgaste ou pouco desgastado. que faz aumentar a angulação. O abaulamento deixa a distai mais inclinada. Neste caso. 1-13). de tal modo a formar com a raiz uma angulação que inexiste (ou é menor) no lado mesial. Nos premolares este detalhe é menos marcado. não exibe este caráter distintivo com exuberância.1 3 . 1-14 e 1-15) . mais abaulada. caninos e molares por vestibular. No primeiro premolar inferior. com o contorno da face mesial ao fundo. mas a vista distai inclui partes das faces vizinhas (Fig. a face mesial é geralmente menos alta que a distai. Figura 1-14 . Em ambos o tamanho da face lingual predomina sobre o da vestibular. deve-se descontar a inclinação distai da raiz.em consequência da convergência das faces livres para a distai.Coroas dentais vistas pela face vestibular para mostrar a borda correspondente à face mesial (traço espesso) mais alta que a distai.

ela é uma linha praticamente reta. torna-se um pouco curva (abertura voltada para a raiz) nos premolares e acentua sua curvatura nos caninos e incisivos. a curvatura da linha cervical é mais acentuada no lado mesial do que no lado distai (Fig. . Quanto mais larga a face oclusal. Em todos os dentes. Nos molares.o diâmetro mésio-distal é maior nos molares e menor nos incisivos. tende ao encurvamento (Fig. que a faz tender à retidão. muito mais obtuso em comparação com o mésio-incisal.. A borda distai. 1-5). de acordo com a dimensão desse diâmetro. No incisivo central inferior é uma curva bem fechada. a linha cervical apresenta-se mais ou menos curva. Todos esses detalhes morfológicos concorrem para deixar a área de contato mais cervical na face distai. Também aqui é o incisivo inferior que possui a linha cervical mais encurvada. menor.para mostrar a linha cervical (traço espesso) com curvatura mais acentuada nos dentes anteriores e também no lado mesial em comparação com o distai (segundo Wheeler). Linha cervical* . Numa vista oclusal nota-se a maior dimensão da borda mesial (com exceção do primeiro premolar inferior). Nas faces livres a curva (abertura voltada para a coroa) da linha cervical é tanto mais fechada quanto menor for a dimensão mésio-distal da coroa ao nível do colo. 1-16).- GENERALIDADES SOBRE OS DENTES Nos dentes anteriores. Figura 1-16 -Alguns dentes superiores e inferiores. maior base de sustentação deve ter a coroa em nível cervical. Conseqúentemente. em forma de V. é notório o arredondamento do ângulo disto-incisal.

15 Inclinação da face vestibular na direção lingual - como as faces livres convergem para a oclusal, deduz-se que a face vestibular se inclina para o lado lingual e a lingual se inclina para o lado vestibular. Das duas, a face que se inclina mais em relação ao eixo do dente é a vestibular, muito mais nos inferiores do que nos superiores. Os premolares e os molares mostram com exuberância essa inclinação. A inclinação lingual começa na união do terço cervical com o terço médio da face vestibular, de modo que os dois terços incisais ou oclusais se inclinam e o terço cervical não. Desta maneira, a maior proeminência vestibular fica restrita ao terço cervical e é conhecida como bossa* vestibular. A maior proeminência da face lingual de incisivos e caninos situa-se também no terço cervical, em virtude da localização do cíngulo. Nos dentes posteriores, a proeminência está no nível do terço médio ou entre os terços médio e cervical.
As proeminências descritas protegem a gengiva* marginal. A borda livre da gengiva coloca-se nas imediações do colo. As bossas das faces livres nas proximidades da gengiva desviam dela os alimentos mastigados. Não há impacção; o bolo alimentar apenas tangencia a gengiva, sem ir de encontro direto a ela (Fig. 1-17). A gengiva situada entre as faces de contato de dois dentes vizinhos (papila interdental) é protegida pelas cristas marginais e áreas de contato.

Figura l -17 - Convexidade cervical das faces livres em um incisivo central superior visto por uma das faces de contato. Da esquerda para a direita: relação correta entre os contornos da coroa e da gengiva - a bossa vestibular e o cíngulo protegem a gengiva marginal e permitem que os alimentos a tangenciem (massageiem) durante a mastigação; contorno inadequado por falta de convexidades cervicais propicia a impacção alimentar; o excesso de convexidades cervicais desvia o alimento, não o deixando promover estimulação mecânica na gengiva.

Lobos* de desenvolvimento - são centros primários de formação do dente durante sua embriogênese, porções que depois se fusionam deixando sulcos como vestígios de sua independência. Os dentes têm quatro lobos, com exceção do primeiro molar inferior (e às vezes do segundo premolar inferior) que possui cinco (Fig. 1-18). Os lobos e os sulcos são evidentes nos incisivos recém-erupcionados. Sua borda incisai é trilobada, isto é, apresenta três mamelões*, que continuam na face vestibular como discretas convexidades divididas por dois sulcos rasos. Após o desgaste natural dos dentes, a borda incisai perde as saliências e torna-se reta, mas a face vestibular mantém os vestígios dos lobos de desenvolvimento.

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jENERALIDADES SOBRE OS DENTES

Figura 1-18 - Desenho esquemático representativo dos lobos de desenvolvimento.

Os caninos e os premolares superiores também exibem lobos destacados. O quarto lobo corresponde ao cíngulo dos dentes anteriores e à cúspide lingual dos premolares. Nos molares, cada cúspide representa a extremidade livre de um lobo. Desvio distai da raiz - tomando-se um dente isoladamente, nota-se que sua(s) raiz(es) em geral se desvia(m) distalmente. O terço apical é o que mais se desvia. Trata-se de um deslocamento do eixo longitudinal da raiz em relação ao eixo da coroa. Pode ocorrer em todas as direções, mas a prevalência maior é o desvio para a distai. O menor desvio observa-se na raiz do incisivo central inferior e na raiz lingual dos molares superiores. O desvio distai da raiz é explicado pela posição distalizada da artéria nutridora do dente durante a sua formação, com o crescimento da raiz em direção dessa artéria dental. Variações* anatómicas - as formas dentais obedecem a um plano de construção, com um padrão morfogenético próprio, individual. Entretanto, as variações dessas formas são frequentes. Basta olhar para as pessoas e notar dentes com aspectos diferentes, não apenas de cor e tamanho, mas também de contorno, forma e estrutura. Assim, o aparecimento de um tubérculo extra, de uma cúspide a mais ou a menos, de uma raiz supranumerária* são variações que não raro aparecem. Não se trata de anomalias* dentais, porque estas interferem com a função. As variações anatómicas não são disfuncionais; não atrapalham o funcionamento dos dentes.
Os dentes mais afetados por variações são os terceiros molares; elas acometem tanto a porção coronária quanto a radicular. O incisivo lateral superior também :.; bastante quanto à forma; pode sofrer um processo de hipodontia*, com a coroa diminuta, conóide e, consequentemente, diastemas* em ambos os lados. O 3Íar superior apresenta uma grande variedade deformas na sua coroa, 'lares, os inferiores são os mais inconstantes quanto à forma.

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Anatomia do periodonto
em parceria com Roelf J. Cruz Rizzolo
GUIA DE ESTUDO 2 1 Leia uma vez o bloco 2 (B2), a seguir. 2 Responda, escrevendo,às seguintes perguntas: Como se divide o periodonto e quais são seus componentes? Quais são as diferenças entre gengiva livre e gengiva inserida? O que é sulco gengival e inserção epitelial e para que servem? Como a gengiva inserida faz a sua fixação? Como se chamam as fibras colágenas por meio das quais ela se fixa? O que é ligamento periodontal, como é constituído e para que serve? Como se dispõem as fibras do ligamento periodontal e por que se dispõem dessa maneira? De que maneira os vasos e nervos chegam ao periodonto? Quais são as funções nervosas dentro do periodonto, com detaIhamento sobre a função proprioceptiva? Para o que mais serve o periodonto além de suas funções nutritiva, sensorial e mecânica? Como ou em que condições o cemento é depositado? Quais são as principais causas das moléstias periodontais? Defina erupção dental. Discorra sobre movimento eruptivo do dente, suas causas e suas direções. Qual é a diferença entre erupção ativa e erupção passiva? Descreva as posições dos germes dos dentes no interior da cripta óssea durante a fase pré-eruptiva. Existe rizogênese na fase pré-eruptiva? E na fase pré-funcional? Como é que a coroa dental consegue se movimentar, sair da

UNIVERSIDADE FEDEM. DO PARÁ CURSO DE ODONTOLOGIA 8IBU8TECAPROF OR FRANCISCO G. Âi-MO

cripta óssea e irromper na cavidade bucal? Ao atingir o plano oclusal, na fase pré-funcional, os movimentos eruptivos cessam? Qual é a hipótese mais aceita para explicar o mecanismo da erupção dental? O que é e como se processa a exfoliação dos dentes deciduos? Em que locais das raízes dos dentes deciduos anteriores e posteriores começa a reabsorção? Além da reabsorção radicular, que outros fatores concorrem para a queda do dente decíduo? O que é dente decíduo retido? Ele permanece em estado funcional para sempre? 3 Leia novamente e confira se as respostas estão corretas. Consulte sempre o Glossário para completar ou ampliar seu entendimento. 4 Se as respostas estiverem erradas ou incompletas, volte aos itens l a 3. Se estiverem correias, passe para o item 5. 5 Leia de novo, agora mais atentamente.Troque ideias com os colegas. Examine radiografias panorâmicas e periapicais para identificar componentes do periodonto. Examine sua própria gengiva na frente do espelho. Examine radiografias e crânios de crianças de várias idades. 6 Leia ainda uma vez mais o bloco 2 para destacar os detalhes que julgar mais importantes.

B2

Periodonto (peri, ao redor, em torno; odonto, dente) é o termo genérico referente aos tecidos de suporte do dente, que são o alvéolo* dental, o ligamento periodontal*, o cemento* e a gengiva* (Figs. 1-19 e 1-20). A gengiva é considerada o periodonto de proteção, já os demais tecidos de suporte são chamados de periodonto de inserção. O cemento, apesar de ser um tecido dental, funcionalmente participa do ligamento periodontal e, portanto, faz parte do periodonto. O periodonto de proteção divide-se em gengiva livre e gengiva inserida. Entre elas, acentuando a sua divisão, há uma linha chamada ranhura gengival; muitas vezes não é observada a olho nu, diferente da junção mucogengival, divisão entre mucosa alveolar e gengiva inserida, que é sempre bem visível (Fig. 1-21). A gengiva livre circunda os dentes em forma de colarinho. Nas faces de contato, esse colarinho forma a papila interdental*, que é mais afilada nos dentes anteriores e mais protuberante nos dentes posteriores, chamada de zona de COL; esta variação ocorre devido à diferença entre os pontos de contato. Entre o dente e a gengiva livre existe uma fenda chamada de sulco gengival*, que, no seu interior, é rico em uma substância proteica chamada fluido gengival com funções de defesa.

que é preenchido por ligamento periodontal. por onde passam vasos e nervos. Figura 1-21 — Periodonto de protEção (gengiva) circundando : -: :í :. A) Vista lateral (vestibular).: : -. Notar a quantidade de forames. --. ~ . :-es e ine cobrindo parte do r.::.:. B) Vista superior (oclusal).18 GENERALIDADES SOBRE OS DENTES Figura 1-19 . O sulco gen- . 1 Coroa 2 Raiz 3 Cavidade do dente (que aloja a polpa dental) 4 Septo interalveolar 5 Crista alveolar 6 Cortical alveolar (lâmina dura) 7 Espaço periodontal Figura 1-20 -Alvéolo dental (cortical óssea alveolar) de um terceiro molar inferior.Radiografia periapical da área de incisivos inferiores para mostrar raiz dental no interior de seu alvéolo e o espaço entre ambos. quase intacto. vasos e nervos. removido de uma mandíbula seca.

Fibras circulares Fibras transgengivais Fibras transseptais 4 Fibras horizontais 5 Fibras oblíquas 6 Fibras apicais Figura 1-24 . .19 Limitando a gengiva livre e estendendo-se sobre o processo alveolar. O epitélio da gengiva livre.Fibras gengivais circulares. aderida ao dente e ao osso.Principais fibras alveolodentais e dentogengivais em uma vista vestíbulo-lingual. 1-23 e 1-24). nas proximidades da junção cemento-esmalte. que protege biológica e mecanicamente o fundo do sulco gengival.5 a 2mm de profundidade) fixa-se a toda periferia do dente. As fibras gengivais são uma trama de fibras que ajudam na inserção do periodonto de proteção ao colo do dente (Figs. É a inserção epitelial. aparece uma espessa mucosa especializada. Figura 1-22 . 1-22. no fundo do sulco gengival (0. que é a gengiva inserida. e que deve ser preservada intacta. 1 2 3 4 5 Fibras dentogengivais Fibras circulares Fibras crestodentais Fibras horizontais Fibras oblíquas 6 Fibras apicais Figura 1-23 .Principais fibras alveolodentais e dentogengivais em uma vista mésio-distal.

em um dos livros do mesmo autor: "Anatomia da face" e "Anatomia facial com fundamentos de anatomia sistémica geral" [este em colaboração com Roelf J. o ligamento periodontal muda a sua direção oblíqua do alvéolo para o dente. 1-24). Ao atenuar os impactos mastigatórios. ambos editados em 2004 pela Sarvier. podendo muitas delas acompanhar o contorno do colo dental de maneira circular ou semicircular (Fig. a força da oclusão é parcialmente absorvida pelo ligamento periodontal (e por um sistema de pressão hidráulica. Estas fibras assim aderidas. O ligamento periodontal. Os densos feixes de fibras colágenas do ligamento periodontal contidos no espaço periodontal (Fig. consultar o subcapítulo "Biomecânica do esqueleto facial". ficando aderidas a eles. Previamente às exodontias é necessário proceder à sindesmotomia. fibras e substância fundamental amorfa. suas fibras irradiam-se a partir do ápice radicular e na borda livre são inclinadas ao contrário (do dente para a crista alveolar).GENERALIDADES SOBRE OS DENTES A gengiva inserida. também conhecido como ligamento alvéolo-dental. Suas duas extremidades são embutidas no osso e no cemento. 1-19). pois o protege após qualquer tipo de pressão indesejada. portanto. Sem isso. 1-22 e 1-23). São Paulo). são chamadas de fibras de Sharpey e têm função importante na sustentação de todo o periodonto. que é a separação do dente dos tecidos moles pela secção de fibras do ligamento periodontal. Grupos de fibras também unem um lado ao outro da papila interdental (fibras transgengivais) e um dente ao outro (transeptais ou interdentais). a gonfose*. durante a oclusão. estendem-se do cemento de toda a raiz do dente à superfície interna da cortical óssea alveolar. Este fato pode ser comprovado nos dentes extraídos. importante para manutenção. faz a ligação do cemento à cortical óssea alveolar. Cruz Rizzolo]. com suas fibras dentogengivais. de tal modo que os vasos dentais não sejam lesados ou ocluídos. No fundo. Tanto maior será a tração quanto mais vertical for a pressão sobre o dente. é um tecido conjuntivo denso fibroso. Nas duas extremidades do alvéolo. além de sua fixação óssea por meio de fibras colágenas (fibras alveologengivais). Abaixo dessas fibras crestodentais encontram-se as fibras horizontais. distendem-se sob tensão. evitam que o ápice do dente seja aprofundado no alvéolo. Para melhor conhecer o destino dessa força mecânica. formando uma articulação fibrosa. Assim. 1-22 e 1-23). Como elas são onduladas. 'As fibras colágenas inclinadas. uma vez distendidas. semelhante às sindesmoses (Figs. nos quais as fibras podem ser vistas cobrindo a raiz. Como o próprio nome diz. uma disposição oblíqua. O restante dessa pressão mecânica se transforma em força de tração no osso. apresentando. que tensiona o ligamento e traciona as paredes do alvéolo. não-elástico. Ambas limitam os movimentos extrusivos do dente ÍFigs. Ele é basicamente constituído por células. que formam uma espécie de ligamento entre o cemento cervical e a crista alveolar. por sofrerem mineralização nas extremidades. Essas fibras dispõem-se diagonalmente do alvéolo para o dente. fixa-se também no ponto da inserção epitelial da gengiva livre (no cemento. deixando o dente suspenso no alvéolo. junto ao fundo do sulco gengival). formado por vasos que se dispõem em rede em torno da raiz). porque são rompidas junto ao osso. As . impedem que o dente invada ou penetre no osso. permitindo assim uma certa mobilidade do dente. a gengiva será dilacerada no ato da extração.

seus tendões e da articulação temporomandibular. para se detectar a espessura de um fio de cabelo colocado entre os dentes. em que o osso sob pressão é reabsorvido e sob tração é depositado. vasos linfáticos e nervos provenientes de ramificações dos ramos dentais e peridentais. As terminações nervosas proprioceptivas do periodonto. para que haja a exata repetição dos movimentos realizados. o suficiente. Estes últimos são intra-ósseos e alguns de seus ramos chegam ao espaço periodontal após passar pela cortical óssea alveolar. a espessura do cemento não se modifica. que é toda perfurada por pequenos forames. sensorial e nutritiva. veias. No meio dos feixes ligamentosos e em sulcos das paredes do alvéolo (para se protegerem de pressões exageradas) correm artérias. que conectam os colos de dentes adjacentes acima do septo interdental. Alguns nervos (vasos também) podem penetrar na polpa através de forames suplementares frequentemente existentes no terço apical da raiz. comuns em outras articulações. . bem como as células de defesa.21 fibras mais superficiais são as transeptais. Vasos periodontais e vasos gengivais comunicam-se entre si ao ultrapassarem o denso ligamento circular formado pelas fibras horizontais do ligamento periodontal. Com o passar do tempo. A cada oclusão*. novas camadas são adicionadas às previamente existentes. Na movimentação ortodôntica. trabalham em conjunto com receptores aferentes semelhantes dos músculos da mastigação. erupção contínua. formando camada junto ao alvéolo ou junto à raiz do dente. o "banco de memória proprioceptiva" que temos no cérebro é realimentado. Os nervos periodontais são sensitivos para a dor. Além de suas funções mecânica. porque os impulsos proprioceptivos estão presentes nos músculos e articulações. Esta diminuição. o periodonto estimula a formação de células que irão formar fibras colágenas (fibroblastos). por exemplo. dando eficiência e precisão aos movimentos mandibulares. Osso e cemento crescem de maneira semelhante. ficam dispersos entre as fibras do ligamento periodontal. engrossando o ápice e alongando a raiz. mas principalmente para a propriocepção e pressão. o cemento engrossa em razão de uma produção exagerada (hipercementose) no dente fora de função (sem estímulo mecânico). o osso pode sofrer reabsorções. Mas o cemento não. Um fator que determina a necessidade desse reforço para restabelecer a precisão do movimento mastigatório é a alteração da oclusão devido a atritos e desgastes. a largura do espaço periodontal tende a diminuir. ditada pela idade. Os fibroblastos. para corrigir a posição do dente. a "memória periodontal" se esgota. As camadas de cemento acelular e celular são depositadas mais lentamente do que as de osso e predominantemente na região apical. osso (osteoblastos) e cemento (cementoblastos). por oclusões sucessivas. que dão acesso a canais secundários* ou pulpo-periodontais. Mas a exatidão ou precisão de seus movimentos é prejudicada com a perda do periodonto. nem no lado da pressão nem do lado da tração. Por outro lado. restaurações e fraturas. por exemplo. Não havendo esse reforço. Terminações táteis também são abundantes. Estes dois últimos tipos de células ficam enfileirados. cáries. movimentos dentais. pode também ocorrer devido a requisitos funcionais. Pessoas desdentadas mastigam normalmente e têm uma boa noção da posição espacial da mandíbula durante sua movimentação.

causando a periodontite. . 1-28 e 1-29) Figura 1-25 . A inflamação no periodonto de proteção pode evoluir para a inserção epitelial e propagar-se a outros tecidos de suporte do dente. maloclusão*. com suas raízes em formação. Estas condições provocam a gengivite. Célio Percinoto). excessiva pressão mastigatória. 1-27. contato prematuro*. Erupção dental Mauro Airton Rulli (Figs.Radiografia panorâmica de uma criança de 5 anos com todos os dentes decíduos em uso. Moléstias perlodontais têm início com a organização de um biofilme de microorganismos decorrente de má higiene. O periodonto também pode ser lesado na presença de restaurações deficientes com falta ou excesso de material. cáries. perda do ponto de contato. sendo os primeiros passos a dedicação ao conhecimento anatómico. Os germes dos demais dentes permanentes encontram-se em suas criptas alveolares (Gentileza do Dr. Os primeiros molares permanentes e os incisivos centrais inferiores estão em início de erupção. 1-25. que é a irritação e a inflamação da gengiva. 1-26.GENERALIDADES SOBRE OS DENTES As fibras do ligamento periodontal também sofrem contínua reconstrução. pedra fundamental para a construção de um saber. Esta doença inflamatória destrói o ligamento periodontal e o osso alveolar. a partir da região cervical em direção apical (pode também se espalhar a partir da polpa. O início de uma lesão periodontal pode também ocorrer ante o trauma oclusal*. Ao profissional promotor de saúde cabe compreender a sua dinâmica. Os fibroblastos são muito ativos na manutenção dessas fibras e na substituição de velhas por novas. O conhecimento atual da doença periodontal preocupa-se antes com o ser humano. em um âmbito mais abrangente. posição muito inclinada do dente no arco. escavação excessiva que provoca abrasão dental e retração gengival e tudo isso deve ser prevenido. pelo forame apical).

Horácio Faig Leite).Radiografia periapical de dentes inferiores de uma criança de 9-10 anos. a emergência do dente na cavidade bucal e a formação da inserção epitelial (adaptado de Brescia).23 Figura l -26 . Comparar com a mesma área da figura l -25 para observar o estado de desenvolvimento similar (Gentileza do Dr. com parte das raízes calcificadas.Radiografia periapical de dentes inferiores de uma criança de 5 anos. Figura 1-28 . Figura 1-29 — Aspectos histológicos da erupção de um dente. se bem que um pouco mais atrasado (Gentileza do Dr. e os molares decíduos em processo de rizólise. Notar no segundo desenho a fusão do epitélio reduzido do esmalte (traço preto contornando a coroa) com o epitélio bucal e. Figura l -27 . na sequência.Mandíbula de criança de aproximadamente 8 anos preparada especialmente para mostrar o estado de desenvolvimento similar ao da figura 1-27. . com o primeiro molar permanente quase que totalmente formado e já alcançando o plano de oclusão. Notar os premolares em erupção. Horácio Faig Leite).

GENERALIDADES SOBRE OS DENTES

A erupção* é o processo migratório que conduz os dentes, tanto decíduos quanto permanentes, desde seu local de desenvolvimento intra-ósseo, penetrando pela mucosa gengival, até alcançarem e manterem sua posição funcional no arco dental. Convém esclarecer, desde logo, que a emergência ou irrompimento do dente, isto é, o aparecimento da coroa dental na cavidade bucal, é apenas um dos eventos do complexo processo da erupção. A direção do movimento do dente, durante a erupção, é resultante do crescimento dental, do crescimento do osso alveolar e do crescimento do osso de suporte, isto é, da maxila ou da mandíbula. Qualquer desequilíbrio no desenvolvimento destas estruturas pode alterar o sentido da movimentação eruptiva, inclusive ao ponto de provocar a inclusão do dente, ou seja, impedir sua erupção. Na erupção dental, o movimento prevalente é o axial* ou vertical para a oclusal, mas ocorre também movimentação do dente em todos os planos. Assim, pode haver inclinação para a mesial, distai, vestibular ou lingual, giroversão* ou deslocamento no plano horizontal, para que seja atingida a posição funcional. O movimento dos dentes em relação à mandíbula ou maxila é denominado erupção ativa, enquanto a exposição gradual da coroa dental no meio bucal, ' decorrente da retração da gengiva devida ao deslocamento da aderência epitelial em direção apical, é chamada erupção passiva. Desde que a posição funcional do dente seja passível de sofrer ajustes, embora pequenos, durante toda a sua existência, para que seja mantido constante relacionamento com seus vizinhos e antagonistas, a erupção deve ser considerada como um processo contínuo. A época do irrompimento de um dente varia amplamente, portanto, apenas aqueles casos que fogem muito da ampla faixa normal de variação podem ser considerados anormais. De modo geral, ocorre mais cedo nas meninas do que nos meninos e o atraso é mais frequente que a aceleração.
O desenvolvimento e a erupção dos dentes são facetas do crescimento somático e, em decorrência, podem ser afetados por fatores sistémicos; somente nos casos de crescimento somático deficiente, causado por distúrbio endócrino, deve-se esperar atraso generalizado do irrompimento dos dentes. Dentre as glândulas endócrinas, a hipófise e a tireóide são as que exercem maior controle sobre o desenvolvimento e irrompimento dentais. Fatores locais, como por exemplo a falta de espaço no arco dental ou a presença de cistos, podem atrasar e até mesmo impedir a erupção.

A erupção dos dentes permanentes ou decíduos pode ser dividida nas seguintes fases sucessivas: pré-eruptiva, pré-funcional e funcional. A fase pré-eruptiva compreende a movimentação^ do germe dental* nas etapas iniciais do seu desenvolvimento, nojnterÍQX_do^Qsso_em crescimento, a fim de se CQlo.car_numa_ posição adequada ao movimento para a oclusal. O término da fase pré-eruptiva ocorre quando a coronogênese termina e inicia-se a rizogênese*, estando o g£rnie_denlalxionfinado, quase inteiramente, em uma cripta* óssea. Inicialmente, os germes dos dentes decíduos e permanentes ocupam uma cripta óssea comum, mas quando a morfogênese da coroa do decíduo está quase concluída há crescimento de uma lâmina óssea interveniente que possibilita ao dente permanente ficar em sua própria cripta.

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Ao final desta fase, em raras ocasiões, ojzpittâojreduzido dp_órgão do_esmalte pode sofrer__alterações que resultam na formação de-um.cisto, denominado cisto de erupção, que se dispõe circundando a coroa dental, às vezes causando aumento volumétrico gengival perceptível e atrasando o irrompimento.

Os dentes permanentes que possuem predecessores decíduos executam movimentação complexa antes de alcançarem a posição propícia à erupção. Assim, os germes dos incisivos e caninos permanentes iniciam seu desenvolvimento em posição e ao nível da região coronária do germe do dente decíduo; entretanto, no final da fase pré-ej^tiya, tais dentes localizam-se ainda em posição lingual, mas agora ao nível da região apical de seus predecessores decíduos. <Os premolares iniciam seu desenvolvimento em posição lingual e ao nível da região da coroa dos molares decíduos; mais tarde, ficam situados entre as raízes divergentes desses molares e, no final da fase pré-eruptiva, estão localizados abaixo das raízes dos molares decíduos. Deve-se ressaltar, contudo, que tais alterações de posicionamento também são devidas, em parte, ao crescimento em altura dos ossos de suporte, que nessa fase é muito rápido. A fase pré-funcional vai desde o início da rizogênese até o posicionamento do dente no plano oclusal. Quando se inicia a formação da raiz ou raízes, a coroa dental começa a ser impulsionada em direção à mucosa gengival. O primeiro indício morfológico de que um dente vai movimentar-se para a oclusal é a inteira reabsorção* do teto de sua cripta óssea. É nesta fase que ocorre o irrompimento do dente; assim, a coroa faz seu aparecimento no meio bucal quando a raiz ainda não está completamente formada e antes que o osso alveolar tenha atingido suas dimensões funcionais. Daí a maior suscetibilidade para o mau posicionamento nesta etapa da erupção. Enquanto o dente se movimenta para a superfície, o tecido conjuntivo situado entre o epitélio reduzido do órgão do esmalte e o epitélio gengival vai desaparecendo. Quando a borda incisai ou as cúspides se aproximam da mucosa gengival, o epitélio reduzido do órgão do esmalte e o epitélio gengival fusionam-se. A continuação do movimento eruptivo determina a ruptura do epitélio fusionado sobre a borda incisai ou topo da cúspide, e o dente irrompe no meio bucal. A fase funcional compreende o período em que, após atingirem o plano oclusal, os dentes continuam tendo movimentos para se ajustarem entre si. Estes ocorrem prevalentemente na direção pclusomesial, e é graças ao deslocamento mesial que os pontos de contato entre dentes vizinhos são mantidos. O movimento oclusal, aliado a um depósito de cemento apical, compensa o desgaste oclusal funcional, com a finalidade de manter a relação adequada dos arcos dentais entre si. A velocidade da erupção é muito mais rápida antes do que após o contato oclusal, podendo, entretanto, acelerar-se novamente após a perda do antagonista*, até possibilitando pequena extrusão além do plano oclusal, isto é, uma sobreerupção.
Trauma agudo intenso pode resultar na parada da erupção ativa se, durante a fase funcional, o ligamento periodontal for seriamente lesado, com ocorrência de reabsorção radicular e aposição óssea no espaço periodontal levando à anquilose*, isto é, a fusão da raiz dental com o osso alveolar, o que impedirá a movimentação dental para a oclusal.

GENERALIDADES SOBRE OS DENTES

Muitas foram as hipóteses aventadas para explicar o mecanismo da erupção, no entanto, nenhuma delas conseguiu ainda apresentar argumentação que possa, sem restrição experimental, torná-la plenamente aceita. Todas as estruturas envolvidas na odontogênese e na constituição do complexo dento-alveolar já foram, em uma época ou outra, apontadas como o agente que gera a força capaz de impulsionar o dente em direção oclusal. Atualmente, o ligamento periodontal é tido como a estrutura capaz de gerar a força eruptiva principal, sendo que nos dentes de crescimento contínuo, como os dos roedores, os fibroblastos do ligamento periodontal são os principais responsáveis pela geração da força eruptiva principal.

Exfoliação* dos dentes decíduos
Consiste na eliminação fisiológica desses dentes, em consequência da reabsorção de suas raízes, antes de sua substituição pelos sucessores permanentes. Admite-se que as células multinucleadas de reabsorção possam diferenciar-se no tecido conjuntivo como resposta à pressão exercida pelo dente permanente em crescimento e em movimento para a oclusal. Entretanto, a reabsorção radicular pode acontecer mesmo no caso de ausência do germe do dente permanente devido a fatores supervenientes como a sobrecarga oclusal. QJaz-^e inicialmente sobre o osso que separa o alvéolo do dejite dLecí__duo e a cripta, do, dente permanente e"BepoiY^õrjre^j-ajz_dental. Devido à posição do germe do dente permanente, a reabsorção dos incisivos e dos caninos decíduos começa ao nível do terço apical da face lingual; o germe do dente permanente segue uma direção oclusal e vestibular. Quando o dente permanente está localizado perfeitamente abaixo do decíduo, a reabsorção deste se faz em planos transversais e o dente erupciona na posição ocupada pelo dente decíduo; nesses casos, o decíduo é exfoliado antes de aparecer o dente de substituição, enquanto nos outros casos, o ^nte^ennaiKj^te pode Jazer sua^emQção, embora o dente deddu©<«ntiimeTTn seu lugar. Nos molares decíduos, a reabsorção das raízes começa nas superfícies radiculares voltadas para o septo inter- radicular, pois os germes dosj>remolares, de início^encontram-se entre aín:aízes dos molares decíduos^Em condições normais, a reabsorção radicular e a lise do tecido pulpar são indolores e assintomáticas; iniciam-se pela pressão do dente permanente, mas também sofrem influência da debilitaçao dos tecidos de sustentação do dente decíduo, causada pela reabsorção radicular e pela migração da aderência epitelial do dente decíduo em direção apical, aumentando a coroa clínica. As forças mastigatórias aumentam com o crescimento dos músculos da mastigação, e os hábitos alimentares tornam-se mais vigorosos, de modo que devido à destruição do periodonto de inserção elas são transmitidas ao osso como pressão, coadjuvando a queda do dente decíduo. O processo de queda apresenta períodos de grande atividade e de repouso relativo; durante os períodos de repouso relativo, além de não haver reabsorção, pode ocorrer reparação por aposição de cemento e/ou osso.

caso contrário. Em algumas oportunidades. Át . •'£ F£0£iRAL LÕ 5v. comumente.. ficando posteriormente abaixo dos seus vizinhos que continuaram sua erupção vertical. isto é.tá CURSO DE ODONTOLOGIA NUCIEttfflQF OR. o trauma oclusal4 pode determinar a anquilose* do dente decíduo em vez de sua queda. denomina-se o dente decíduo de dente retido. Outro fator de permanência do dente decíduo por maior tempo é a ausência ao germe ao dente permanente de substituição. nesses casos. isso ocorre com maior frequência com os molares ãecíduos que têm um diâmetro maior que o do premolar de substituição. poderá haver atraso ou erupção ectópica.27 Remanescentes dos dentes decíduos podem escapar à reabsorção e permanecer na boca durante certo tempo. o dente pára de fazer sua erupção ativa e permanece em uma determinada altura. mas. É importante ressaltar. sobretudo para aplicação clínica. que a queda precoce do dente decíduo pode acelerar a erupção do sucessor permanente se o espaço for mantido. nesse caso. as suas raízes são reabsorvidas pela sobrecarga mastigatória e eles acabam exfoliados. todavia esses resíduos serão reabsorvidos progressivamente. fora de sua posição normal. eles ficam durante longo tempo em bom estado funcional.FRANC!SCOaÁi.^ » CURSO DE ODONTOLOGIA 8I8UCTECA W DR FRANCISCO G. às vezes.

4. extraídos. com um mínimo de 80% de acerto l Responder corretamente às perguntas dos Guias de estudo 3. Ál-MO 2 Anatomia Individual dos Dentes OBJETIVOS l Identificar e descrever os acidentes anatómicos de cada um dos dentes permanentes e decíduos típicos l Descrever cada uma das faces da coroa de cada dente permanente. por exemplo. 5 e 6 l . indicando com precisão seus detalhes anatómicos l Descrever a(s) raiz(es) de cada dente permanente l Descrever coroa e raiz(es) de cada dente decíduo.CAPITULO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CURSO DE ODONTOLOGIA 88UOTECA PROF DR. estabelecendo comparações com os dentes homónimos permanentes l Relacionar os fatores que determinam diferenças anatómicas de coroa e raiz entre dentes semelhantes ou de um mesmo grupo dental. FRANCISCO 6. para identificá-los (pelo sistema de dois dígitos numéricos que os localizam no arco). entre caninos superior e inferior l Analisar as características diferenciais de dentes naturais. entre primeiro e segundo molar superior.

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Descrição anatómica dos dentes permanentes
GUIA DE ESTUDO 3 1 Leia uma vez o bloco l, examinando as figuras, e de preferência com dentes secos à mão. Leia também as páginas 58 a 63. 2 Responda, escrevendo, às seguintes perguntas: Qual é o significado da borda incisai serrilhada dos incisivos recém-erupcionados? Por que essa condição não existe no homem adulto? Que diferença existe no contorno dos ângulos mésio-incisal e disto-incisal? A área de contato fica mais próxima de qual deles? A face lingual do incisivo central superior possui sulcos e fossetas? Descreva-a e desenhe-a. Qual é a forma do contorno da face mesial do incisivo superior e em que local ela é mais larga? O desgaste da borda incisai dos incisivos superiores fica do lado lingual ou vestibular? Por que? O primeiro dente da Fig. 2-1 é direito (l I) ou esquerdo (21)? E o segundo? Explique quais são as diferenças do contorno da face vestibular do incisivo central e do lateral superior (faça desenhos). Descreva a face lingual do incisivo lateral superior. Faça uma comparação entre as raízes do incisivo central e do lateral superior e destaque as diferenças existentes. O primeiro dente da Fig. 2-4 é direito (12) ou esquerdo (22)? E o segundo? Identifique quanto ao lado também os dentes das Figs. 2-35 e 2-36. Compare as faces linguais dos incisivos superiores com as dos incisivos inferiores e explique que diferenças há. O que significa a coroa do incisivo lateral inferior estar "torcida" em relação à raiz (considere o eixo vestíbulo-lingual da coroa e explique a posição do cíngulo ou do ângulo disto-incisal)? Explique quais são as diferenças do contorno da face vestibular do incisivo central e do lateral inferior (faça desenhos). Descreva a conformação da raiz do incisivo inferior. O primeiro

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dente da Fig. 2-8 é direito (42) ou esquerdo (32)? E o segundo? Identifique quanto ao lado também os dentes das Figs. 2-38 e 2-40. Quais são os contornos da face vestibular do canino superior e do inferior? Desenhe-os. Pelo aspecto incisai percebe-se uma diferença entre as metades mesial e distai da face vestibular. Qual é ela? Esta diferença ocorre somente nos caninos superiores? Tente reproduzi-la em um desenho. Compare a raiz do canino superior com a do inferior e cite as diferenças encontradas. Descreva a face lingual do canino superior e desenhe-a. O primeiro dente da Fig. 2-9 é direito (13) ou esquerdo (23)? E o segundo? O primeiro dente da Fig. 2-1 l é direito (43) ou esquerdo (33)? E o segundo? Identifique também os dentes das Figs. 2-41 e 2-42. 3 Leia novamente e confira se suas respostas estão corretas (confira também, com os colegas ou com o professor, a identificação dos dentes das fotos). 4 Em caso negativo, volte ao item l. Em caso positivo, vá ao item 5. 5 Complemente suas respostas procurando informações em outros livros. Examine a maior quantidade possível de dentes naturais (no crânio ou isolados) e de modelos industrializados. Compare-os com as figuras do livro. Discuta as questões de estudo com seus colegas. Esculpa em cera (agora ou quando chegar ao último capítulo) dentes incisivos e caninos. 6 Leia o bloco l, agora mais atentamente. 7 Leia novamente o texto, agora grifando e destacando os detalhes que julgar mais importantes. 8 Desenvolva os estudos dirigidos sobre dentes incisivos e sobre caninos, que se iniciam à página 123, no Apêndice.

BI

A anatomia exterior dos dentes deve ser muito bem conhecida. O estudo simplesmente teórico não basta. O aluno precisa estudar a descrição detalhada do dente com exemplares deles nas mãos. Além de dentes naturais, macromodelos de gesso ou resina e modelos de arcos dentais ajudam a entender os aspectos que se quer ensinar. O desenho e a escultura em cera são também valiosos meios de aprendizagem da anatomia dental, além de desenvolverem a habilidade psicomotora. As descrições feitas a seguir são para dentes sem desgaste. O desgaste altera a forma; as cúspides, por exemplo, têm vértices agudos quando erupcionam, mas logo se arredondam com o desgaste mastigatório.

A respeito disso, o Dr. Hiromi Yonezawafaz algumas observações, que aqui são transcritas: "No dia-a-dia da prática clínica, a anatomia dental apresenta variações segundo motivos mais diversos. A descrição é clássica somente em raros adolescentes, onde não houve a triste lesão cariosa e consequentemente a intervenção profissional. Entre os motivos que modificam a anatomia do dente podemos citar: 1. A antropotipologia concorre para definir algumas variáveis. Os indivíduos longilíneos e dolicocéfalos apresentam dentes onde, na relação comprimento/largura, o comprimento predomina, com cúspides mais altas e vertentes mais íngremes. Os brevilíneos, braquicefálicos, apresentam uma relação comprimento/largura cuja diferença não se faz tão pronunciada como no biótipo anterior: cúspides baixas, vertentes menos íngremes. A miscigenação dos grupos étnicos, muito intensa no Brasil, dificulta um pouco a distinção das características próprias de cada raça ou biótipo. 2. Outra variável, também perceptível, refere-se a hábitos alimentares e mastigatórios (se bilateral, unilateral ou predominância de um dos lados). Nas famílias, onde a alimentação se baseia em massas, percebe-se pouco desgaste dos dentes no decorrer da vida. Em se tratando de Brasil, o regionalismo alimentar se faz notar. 3. Não devemos esquecer que no curso da vida uma parcela da população acaba perdendo alguns elementos dentais, fato esse transformando-se em etiologia de hábitos unilaterais, o que acarretará na alteração da anatomia pela solicitação contínua de um dos lados. A extração de um elemento causará a mudança da forma dental também pela migração ou inclinação. Na doença periodontal, perda óssea alveolar e consequente cirurgia, a topografia dente/osso alveolar'/gengiva sofre drástica alteração em relação à anatomia descrita em livros. 4. Nos indivíduos com predominância de respiração bucal, os atos mastigatório e de deglutição são perturbados pela necessidade de respiração, e a mastigação não se desenvolve, com consequente desgaste fisiológico diminuído. O número de movimentos mastigatórios por bolo alimentar é menor e afoita de fricção do alimento na gengiva enseja a doença periodontal e consequente perda óssea e mudança na relação dente/ osso alveolar/gengiva. 5. A iatrogenia* em dentística restauradora e prótese dental no decorrer da vida também pode alterar sobremaneira a anatomia dental. É importante avaliar se o desgaste dental apresentado pelo paciente no momento em que está sentado na cadeira profissional é compatível com a sua idade, se é uniforme em ambos os hemiarcos* ou se se apresenta mais pronunciado em um dos hemiarcos. Procurar possíveis causas das anormalidades presentes, e destas observações orientar para tentar corrigir certos hábitos mastigatórios e, se houver reconstrução protética, adequar o trabalho à anatomia dental. Havendo de considerar que se um paciente se apresenta no consultório com 35 anos de idade, com o passar do tempo, somará anos e não regredirá. No curso de 10 anos, por exemplo, quando o paciente estiver com 45 anos, a relação dente/osso alveolar/gengiva também estará alterada. A prótese deverá ter uma anatomia dental que procure 'acompanhar' o desgaste natural que os demais dentes naturais sofrerão no decorrer dos anos. Não poderá ter uma anatomia 'estática' de 35 anos. Os dentes naturais deverão sofrer recontorneamento anatómico para não acelerar a reabsorção óssea alveolar."

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Incisivo central superior (11 ou 21)
(Figs. 2-1, 2-2 e 2-3)

UNIVERSIDADE FEDERAL DOPARA CURSO DE ODONTOLOGIA FRANCISCO £ Ái-M)

Figura 2-1 - Incisivo central superior. Da esquerda para a direita, três exemplares vistos pelas faces vestibular, lingual e mesial, respectivamente.

Figura 2-2 - Incisivos central e lateral superiores vistos por vestibular. O terceiro desenho é a superposição do primeiro (linha cheia) ao segundo (réplica em linha interrompida), para melhor comparação.

Figura 2-3 - Canino e incisivos lateral e central superiores vistos pela borda incisai.

Dente absolutamente indispensável na estética facial e o mais importante na articulação das palavras para a emissão de sons línguo e lábio-dentais. Como todos os incisivos, tem forma de cunha ou de chave de fenda, para cortar alimentos. Sua face vestibular apresenta dois sulcos rasos de disposição cérvicoincisal, consequência da fusão dos lobos de desenvolvimento. Como nos demais incisivos recém-erupcionados, ele exibe borda incisai serrilhada, pela presença de três mamelões*, os quais são pequenas eminências que, à semelhança dos sulcos vestibulares, constituem vestígios da separação dos lobos de desenvolvimento. Depois que os incisivos completam a erupção e adquirem uma posição funcional, o uso e a atrição* provocam o gradual desaparecimento dessas saliências.

Em seus terços médio e incisai observa-se uma depressão .de profundidade variável. uma extensão que invade a fossa lingual. fossetas ou forame cego não são comuns nesta face do dente. a fossa lingual vai perdendo profundidade ao se aproximar da borda incisai. quando há desgaste. que avança pela face lingual. As cristas marginais são espessas próximo ao cíngulo e vão perdendo espessura à medida que se aproximam dos ângulos incisais. dependendo das elevações que a circundam. Faces de contato . sua secção transversal é triangular com ângulos arredondados. Esta forma é mais comum entre. as cristas marginais mesial e distai também variam em proeminência em diferentes dentes. não raro. Japoneses e seus descendentes. os povos amarelos. Ambas as faces têm uma inclinação lingual. Limitando a fossa lingual. diminuindo l mm ou menos junto à linha cervical. Corresponde a uma vez e um quarto do comprimento da coroa. porém. os terços médio e incisai são planos. Cristas marginais elevadas dão ao incisivo central superior uma forma de pá. As faces vestibular e lingual convergem acentuadamente na direção incisai. a coroa é estreita no terço cervical e larga no terço incisai. que se situa bem próximo ao ângulo mésio-incisal. Se o mésio-incisal for um pouco arredondado. Mas a borda mesial é mais retilínea e continua em linha com a superfície mesial da raiz. Sulcos. . Isso significa que as bordas mesial e distai convergem na direção cervical.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Face vestibular .a fossa lingual . porque é mais larga na vestibular do que na lingual.vista por esta face. A borda distai é mais convexa. sua face vestibular é convexa. por exemplo. Por causa da inclinação da face distai e do arredondamento do ângulo distoincisal. o ângulo mésio-incisal é mais agudo do que o ângulo distoincisal.tem forma grosseiramente cónica. às vezes. O ápice costuma ser rombo e não se desvia muito para a distai. mas. Na borda incisai. e ao encontrar a superfície distai da raiz o faz em ângulo. exibem cristas marginais extremamente desenvolvidas na superfície lingual da coroa. na realidade. Por este ângulo de observação pode-se ver o bisel* da borda incisai.as vistas mesial e distai deste dente ilustram o seu aspecto de cunha. O desgaste excessivo faz desaparecer o arredondamento dos ângulos. de modo que a borda incisai e o ápice da raiz ficam centrados no eixo longitudinal do dente. O diâmetro vestíbulo-lingual é grande no terço cervical. Seu terço cervical mostra uma saliência arredondada bem desenvolvida chamada cíngulo. Como em todos os incisivos. O cíngulo tem. Face lingual . o disto-incisal será mais ainda. que é mais obtuso ou arredondado. a área de contato distai situa-se mais cervicalmente (entre os terços médio e incisai) do que a área de contato mesial. Com isso. mais inclinada. Raiz .é mais estreita do que a precedente em virtude da convergência das faces mesial e distai para a lingual.

Face lingual . mais do que qualquer outro dente. Ocasionalmente. . sulco lingual profundo abrangendo ângulo e parte da raiz. a coroa do incisivo lateral tem convexidade mais acentuada no sentido mésio-distal.é proporcionalmente mais longa que a do central. presença de tubérculos pontiagudos como parte do ângulo. No entanto. Incisivos laterais superiores variam muito quanto à forma. A borda incisai coincide com o longo eixo do dente. lembra o incisivo central. ela é mais afilada. As áreas de contato são mais distantes de incisai do que no incisivo central. mais arredondados. Face vestibular . com cristas marginais geralmente mais salientes e fossa lingual mais profunda. Corresponde a uma vez e meia o comprimento da coroa. lingual e mesial. Raiz . Três exemplares vistos pelas faces vestibular. Faces de contato . O cíngulo. Isto torna a borda incisai bem inclinada para a distai. apesar de alto e bem formado. 2-2.são muito parecidas com as do incisivo central. tais como: forma pontiaguda da coroa. Na realidade. Comparando ainda com a raiz do incisivo central. Ái- Figura 2-4 . as variações* são tão grandes que são consideradas anomalias* de desenvolvimento. mas a menor dimensão vestíbulo-lingual ao nível do terço cervical faz com que a linha cervical seja de curva mais fechada.por ser mais estreita que a do incisivo central. coroas e raízes torcidas e outras malformações. é menor em todas as dimensões.35 • Incisivo lateral superior (12 ou 22) (Figs. é mais estreito. mais achatada no sentido mésio-distal e seu terço apical é mais desviado para a distai.tem os mesmos elementos arquitetônicos do incisivo central. principalmente este último. com exceção do comprimento da raiz. Pela sua forma. Entre o cíngulo e a fossa lingual surge frequentemente uma depressão em forma de fosseta.2-3 e 2-4) UNIVÊWDADS f oo PARA CURSO DE ODONTOLOGIA RfeTECA °ROF OR FRANCISCO G. porém. o forame cego.Incisivo lateral superior. As bordas mesial e distai são mais convergentes e os ângulos mésio e disto-incisal. o comprimento da raiz se equivale em ambos os dentes.

a face lingual. É convexa no terço cervical. O desgaste da borda incisai provoca a inclinação desta para a mesial. são os menos evidentes. isto é. 2-6 e 2-7) Figura 2-5 — Incisivo central inferior. Figura 2-7 — Canino e incisivos lateral e central inferiores vistos pela borda incisai. Face vestibular . há maior desgaste próximo ao ângulo mésio-incisal. As bordas mesial e distai convergem para o colo mas não muito acentuadamente. elas tendem ao paralelismo mais do que em qualquer outro incisivo. como sulcos e cristas. levemente côncava. mas torna-se plana nos terços médio e incisai. As áreas de contato estão no mesmo nível. Seus elementos anatómicos. . é menor que a vestibular em razão da convergência das faces de contato para a lingual e para a cervical.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Incisivo central inferior (31 ou 41) (Figs. Face lingual . muito próximas desses ângulos. lingual e mesial. É o menor e mais simétrico dente da dentição permanente humana. O cíngulo é baixo e as cristas marginais são dificilmente perceptíveis. muito pouco ou nada arredondados. As bordas mesial e distai encontram a borda incisai em ângulos quase retos. 2-5. Três exemplares vistos pelas faces vestibular. O terceiro desenho é a superposição do primeiro (réplica em linha interrompida) ao segundo (linha cheia). para melhor comparação.sua largura corresponde a dois terços da largura da mesma face do incisivo central superior. Figura 2-6 . Isto lhe dá um contorno tendendo para triangular. Isto faz com que a fossa lingual seja apenas uma leve depressão.Incisivos central e lateral inferiores vistos por vestibular. numa oclusão normal.

2-6. relativamente espessas no terço cervical com perda de espessura à medida que as faces vestibular e lingual convergem para a borda incisai. de mesial para distai. Três exemplares vistos pelas faces vestibular. As faces mesial e distai são planas. Nelas. nos terços médio e cervical e convexas no terço incisai. lingual e mesial. sem inclinação para qualquer lado. ou seja. Num corte transversal. Isso a torna larga no sentido vestíbulo-lingual. Após o desgaste. identifica-se uma forma de bisel* (semelhante a um cinzel) na borda incisai. que se estende pela face vestibular.a raiz é retilínea. o desgaste acentua essa diferença. a linha cervical descreve uma curva bem fechada. então. provocando grande inclinação no sentido cervical. É muito parecido com o incisivo central inferior. mas ligeiramente maior em todas as dimensões da coroa e da raiz. Por esse ângulo de observação pode-se ver o contorno arredondado da borda incisai. Além disso.vista por vestibular. com dimensão vestibular maior do que a lingual. 2-7 e 2-8) Figura 2-8 . com sulcos longitudinais evidentes. ou quase planas. a coroa do incisivo lateral difere da do central por apresentar as bordas mesial e distai mais inclinadas (mais convergentes). Incisivo lateral inferior (32 ou 42) • (Figs.as faces mesial e distai são triangulares. Face vestibular . Os dois terços incisais da coroa aparecem. . a borda mesial é ligeiramente mais alta que a distai. inclinados para o lado lingual em relação à raiz. que se estende incisalmente até um terço do comprimento da coroa e é mais fechada ainda no lado mesial.Incisivo lateral inferior. Raiz . sendo o distai o mais profundo dos dois. Até a borda incisai é um pouco mais larga. Esta borda está deslocada para a lingual em relação ao longo eixo do dente.37 Faces de contato . a raiz mostra-se oval. o que lhe dá um aspecto tendente a triangular. e muito achatada mésio-distalmente.

sendo que o lobo central é o mais proeminente. mais robusta. e é geralmente desviada para a distai.a diferença mais significativa entre ambos os incisivos inferiores é a projeção lingual do ângulo disto-incisal.por esta vista são observados os mesmos aspectos citados na vista vestibular. que é mais baixa e mais arredondada. ela é girada disto-lingualmente. principalmente o distai. A cúspide está alinhada com o longo eixo do canino. Toda a face vestibular é bastante convexa. Faces de contato . seu contorno convexo mésio-distal mostra uma particularidade própria dos caninos (superior e inferior): a metade mesial é mais convexa. no Apêndice deste livro. 2-3. que a divide em duas inclinações. não corta o diâmetro vestíbulo-lingual em ângulos retos. É acompanhada de cada lado por sulcos rasos. pois sua maior proeminência fica ligeiramente distai em relação ao longo eixo do dente. ela é mais longa. isto é. o eixo passa pelo ápice da raiz. . com sulcos mais profundos.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES O ângulo disto-incisal é mais arredondado e obtuso. A forma da coroa dá ao canino um aspecto de força e robustez.visto por vestibular.comparando-se com a raiz do central. As bordas mesial e distai convergem para o colo. O maior e mais pronunciado segmento distai torna o ângulo disto-incisal mais arredondado e mais deslocado para a cervical do que o ângulo mésio-incisal. O segmento mesial da aresta* longitudinal é mais curto e menos inclinado. corta todo o dente e alcança o vértice da cúspide. A rotação da borda incisai corresponde à curvatura do arco dental. Este detalhe pode ser mais bem observado pela vista incisai do dente. difere dos incisivos por ter uma coroa de contorno pentagonal e não quadrangular. isto é. de tal forma que o ângulo disto-incisal fique em posição mais lingual que o ângulo mésio-incisal. Quando vista por incisai. A borda incisai não está em perfeita linha reta. Face lingual . A coroa tem o mesmo comprimento da coroa do incisivo central superior. 2-9 e 2-10) É o mais longo dos dentes. Canino superior (13 ou 23) (Figs. Ao contrário. Todos esses detalhes fazem com que a área de contato distai esteja um pouco mais deslocada para a cervical em relação à área de contato mesial. A face vestibular tem no centro uma elevação longitudinal em forma de crista que termina na ponta da cúspide. A borda mesial é mais alta e mais plana do que a borda distai. a convergência da borda distai é mais acentuada. O cíngulo também acompanha essa rotação. Raiz . que dão um aspecto trilobado à face. mais proeminente e mais projetada para a vestibular do que a metade distai. Face vestibular . Desenvolva o "Estudo dirigido sobre incisivos superiores" e o "Estudo dirigido sobre incisivos inferiores". Isto se deve à presença de uma cúspide na borda incisai. As áreas de contato estão em níveis diferentes. a posição da área de contato distai é mais cervical (no terço médio). mas a raiz é bem mais longa.

a linha cervical tem uma curva mais aberta e a borda vestibular é mais convexa. semelhante àquela da face vestibular. sem a presença de crista ou fossas. O cíngulo é especialmente robusto. Algumas vezes. O terceiro desenho é a superposição do primeiro (linha cheia) ao segundo (em posição invertida e linha interrompida). As cristas marginais e o cíngulo são bem desenvolvidos no canino superior.Canino superior. que já é rasa. lisas e convexas em todos os sentidos. Figura 2-10. Quando presente. está unido à cúspide por uma crista cérvico-incisal.39 Figura 2-9 . Três exemplares vistos pelas faces vestibular. a borda incisai mostra um plano inclinado em direção lingual. . devido à convergência pronunciada das faces de contato para a lingual e para a cervical. Comparando com os incisivos. mais rasas ainda. esta crista lingual divide a fossa lingual.as faces mesial e distai são triangulares. Faces de contato . Quando desgastada. A face mesial é maior e mais plana. a face lingual é lisa. mas é mais estreita. para melhor comparação.Caninos superior e inferior vistos por vestibular.tem a mesma silhueta da face vestibular. lingual e mesial. em uma mesial e outra distai. principalmente no terço cervical. Face lingual . Frequentemente. o canino é bem mais espesso vestíbulo-lingualmente. lembrando uma pequena cúspide.

forma um ângulo com a superfície distai da raiz. porque o segmento mesial da aresta longitudinal da cúspide é menor e menos inclinado (quase horizontal) que o distai. Verifica-se esse detalhe posicionando corretamente o dente. Por outro lado. lingual e mesial. Os sulcos de desenvolvimento são apenas vestigiais.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Raiz . tem aspecto oval. Figura 2-1 l . mas não tem a crista cérvico-incisal tão marcada. 2-10 e 2-11) Em comparação com o canino superior. como no canino superior. com maior diâmetro vestibular. A borda distai. Os ângulos mésio-incisal e disto-incisal e as áreas de contato se dispõem como no canino superior. Tal como no homónimo superior. mas a sua reduzida dimensão mésio-distal dá-lhe a aparência de coroa bem alta. .Canino inferior. É sulcada longitudinalmente nas superfícies mesial e distai. raramente se desvia acentuadamente para a distai. ela habitualmente é só um pouco mais longa.por ser um dente mais estreito que o canino superior. Três exemplares vistos pelas faces vestibular. 2-7. Como o dente é mais estreito. Face vestibular . e continua alinhada com a superfície mesial da raiz. mais inclinada e curva. o canino inferior tem a coroa mais longa e estreita. a partir do vértice da cúspide. • Canino inferior (33 ou 43) ' (Figs. mais retilínea. de tal modo que a linha de visão coincida com o longo eixo. a convergência dessas bordas para a cervical é menor em relação ao canino superior. fortíssima. Longa (pode chegar ao dobro do comprimento da coroa) ê reta.é tónica. sua face vestibular é mais convexa. a metade mesial é mais robusta e se projeta vestibularmente. A borda mesial é mais alta que a distai. Dividindo-se a face vestibular ao meio. Seccionada transversalmente. Na realidade. nota-se que a metade distai é mais larga e prolonga-se no sentido distai. a coroa não tem simetria bilateral.

os seguintes quesitos ou questões: Ao se comparar a face vestibular do canino superior com a do primeiro premolar superior. 2-13 são direito (14) ou esquerdo (24)? E os dois de baixo? O primeiro dente da Fig. A prevalência de caninos inferiores birradiculares* gira em torno de 5%. escrevendo. Ât-AdO . Esculpa em cera dentes premolares. 2-16 é direito (44) ou esquerdo (34)? E o segundo? Os dois dentes de cima da Fig. transfira esse resultado para um desenho. O vértice da cúspide está centrado sobre a raiz. particularmente a distai. que se iniciam à página 131. A raiz inclina-se frequentemente para a distai. 2-47 (não é nada fácil). a dos incisivos inferiores. no Apêndice deste livro. 3 Leia novamente e confira se o que escreveu está certo (confira com os colegas ou com o professor a identificação dos dentes). no Apêndice. Discuta as questões de estudo com seus colegas e. quanto ao lado. volte ao item l. O primeiro dente da Fig. A propósito. 2-13 e 2-14) GUIA DE ESTUDO 4 1 Leia uma vez o bloco 2. com uma fossa lingual pouco escavada. assim. Suas superfícies mêsial e distai são sulcadas longitudinalmente. a borda vestibular é menos convexa que a do canino superior. Primeiro premolar superior (14 ou 24) (Figs. quais são as diferenças que se podem notar? O vértice da cúspide lingual dos premolares superiores está mais deslocado para mêsial ou para lingual? Em qual destes dois lados a aresta longitudinal dessa cúspide é mais alta? Comente sobre o volume e a altura das cúspides dos premolares superiores. se necessário. 6 Leia novamente o bloco 2. agora realçando os detalhes que julgar mais importantes.em contraste com o canino superior. Desenvolva o "Estudo dirigido sobre caninos". ou pelo menos seu terço apical. Quando há desgaste. a raiz vestibular é ligeiramente maior que a lingual e o ponto de bifurcação* está geralmente no terço médio. nem o cíngulo nem as cristas marginais são bem marcados. Faces de contato . argua seu professor. 2 Esclareça. o que isso tem a ver com a posição do sulco central? Compare a face oclusal do primeiro com a do segundo premolar superior e exponha o resultado dessa comparação. os desgastes acentuados tornam a borda incisai quase reta e o dente fica parecendo um incisivo lateral superior pelo aspecto da'coroa. 2-17 são direitos (44) ou esquerdos (34)? E os dois de baixo? O segundo dente da Fig. CURSO DE ODONTOLOGIA TECAOROF DR FRANCISCO G. Quando esta variação ocorre.é l ou 2mm mais curta que a do canino superior e bastante achatada no sentido mésio-distal. Também não há crista que una o cíngulo à cúspide. se for o caso. 2-12 são direito (14) ou esquerdo (24)? Os dentes de cima da Fig. Cite sete características diferenciais entre o primeiro e o segundo premolar superior. percebese por esta vista um plano inclinado invadindo a face vestibular a partir da cúspide. 7 Desenvolva os estudos dirigidos sobre premolares superiores e inferiores. 2-12. vá ao item 5. Descreva a raiz do premolar inferior. 2-15 é direito (15) ou esquerdo (25)? E o segundo? Identifique. 5 Examine detidamente dentes e modelos. Raiz . 4 Em caso negativo. também os dentes das Figs.41 Face lingual .por esta vista. 2-48 e 2-49. O que acontece com o vértice da cúspide vestibular em consequência dessa inclinação? O mesmo ocorre com a mesma cúspide dos premolares superiores? Quais são as peculiaridades da face lingual do primeiro premolar inferior em relação ao segundo? Por que geralmente se formam duas fossetas na face oclusal do primeiro premolar inferior? De qual delas parte um sulco em direção lingual? Descreva e desenhe a face oclusal do segundo premolar inferior. O diâmetro vestíbulo-lingual também é menor. 2-21 é direito (45) ou esquerdo (35)? Identifique também os dentes das Figs. 2-44 e 2-46. Em caso positivo. Compareos com figuras de livros. Faça uma explanação sobre a inclinação lingual da face vestibular dos premolares inferiores. Os três dentes da Fig. Sua forma acompanha. Leia também as páginas 64 a 67. Descreva a porção radicular do primeiro premolar superior.

o contorno da face vestibular pode ser visualizado pelo aspecto lingual. Figura 2-13. A única grande diferença no formato é o segmento mesial da aresta longitudinal da cúspide.tem o mesmo contorno da face vestibular. g9 Face vestibular .Dois primeiros premolares superiores (acima) e dois segundos premolares superiores (abaixo). para melhor comparação. Desse modo. vistos pela face oclusal.Primeiro premolar superior.Primeiro e segundo premolares superiores vistos por mesial.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Figura 2-12 . Face lingual . . mas é mais lisa. No canino. apesar de ser um quarto menor e ter seus sulcos e convexidades menos desenvolvidos. lingual e mesial. em ambos os caninos e em todos os outros premolares dá-se o contrário. o vértice da cúspide acha-se deslocado para a mesial em relação ao ponto médio da coroa. Aliás. O terceiro desenho é a superposição do primeiro (réplica em linha interrompida) ao segundo (linha cheia). Esta é uma característica diferencial forte do primeiro premolar superior. Três exemplares vistos pelas faces vestibular. Por ser menor. Figura 2-14. O segmento distai da aresta* longitudinal da cúspide lingual é maior que o mesial.esta face é semelhante à do canino superior. dáse o contrário. mais longo que o segmento distai da mesma cúspide. convexa e menor em todas as dimensões.

Ao seu nível. de ambos os lados. O deslocamento mesial do vértice da cúspide lingual em relação à linha central do dente pode ser visto por oclusal. além de ser a mais volumosa. Sulcos secundários*. Outra diferença marcante entre as faces mesial e distai é a presença constante do prolongamento do sulco principal da face oclusal. Segundo premolar superior (15 ou 25) (Figs. A borda lingual é mais convexa e inclinada. além de ter os elementos descritivos (elevações e depressões) menos marcados. com maior largura vestibular. 2-14 e 2-15) A coroa é similar à do primeiro premolar. a raiz vestibular é dividida em duas. Raiz . mais arredondados. Ligando-as. Face oclusal . dão às faces vestibular e lingual um aspecto ovóide e não angular. mas ainda assim convergem para a oclusal. a distância de um vértice da cúspide ao outro é menor do que a maior distância vestíbulo-lingual da raiz. Seus ângulos. vêem-se as cristas marginais mesial e distai. Na borda vestibular. Percebe-se mesmo que toda a metade distai da cúspide cai mais (dobra-se) para vestibular. a maior projeção lingual situa-se no terço médio. Algumas vezes se apresentam fusionadas. vistas pelas faces de contato. é cerca de Imm mais alta. A mesial (interrompida por um sulco) é reta vestíbulo-lingualmente. mas é menor em todos os sentidos.o primeiro premolar superior geralmente tem duas raízes cónicas de inclinação distai. Devido ao tamanho desproporcional das duas cúspides. não tendo depressão no terço cervical. no lado mesial. há uma depressão característica. 2-13. de forma oval. que cruza a crista marginal mesial. As bordas mesial e distai convergem para a lingual. Pela vista oclusal tem-se uma melhor ideia da forma. de disposição vestíbulo-oclusal e línguo-oclusal. menor. ficam com seus vértices proietados dentro do contorno das raízes. sobre as vertentes* triturantes das cúspides.as bordas vestibular e lingual das faces de contato são quase paralelas. são escassos ou mesmo raros. isto é. o sulco que as separa encontra-se ligeiramente deslocado para a lingual. a maior projeção fica entre os terços cervical e médio. autores da língua inglesa a denominam "fossa triangular". Sulco similar no lado distai é muito raro. tornando o dente trirradicular*. maior. nela. Nelas terminam também sulcos que margeiam as cristas marginais. é em curva bem aberta. com uma linha demarcatória bem nítida entre elas. ela ocupa o terço cervical da coroa e invade parte da raiz. tamanho e posição das cúspides. sendo uma vestibular. podendo ou não haver bifurcação* apical. A linha cervical. São cerca de 3 a 4 milímetros mais curtas que a raiz do canino superior. Em 2% dos casos. As cúspides.tem forma pentagonal porque a borda vestibular é nitidamente dividida em mésio-vestibular e disto-vestibular. Por ser a fosseta formada pela reunião de três sulcos. É retilíneo e termina no encontro da crista marginal de cada lado em fossetas principais mesial e distai. a distai é convexa. já que a face lingual é menor que a vestibular. e outra lingual.43 Faces de contato . . A face distai é toda convexa. Pode apresentar-se menos angular. A cúspide vestibular.

2-18. o que equivale dizer que os segmentos mesial e distai da aresta longitudinal são de mesmo tamanho. não há sulco interrompendo a crista marginal mesial e nem há depressão no terço cervical da face mesial. O sulco primário é central e não deslocado para a lingual como no primeiro premolar.Segundo premolar superior. O diâmetro mésio-distal do lado lingual não é muito menor do que do lado vestibular (são quase iguais). lingual e mesial. O comprimento das raízes de ambos os premolares superiores se equivale. As fossetas mesial e distai estão mais próximas entre si. o vértice da cúspide se desvia para a mesial. Uma característica marcante do segundo premolar superior é a pequena extensão do sulco principal no centro da coroa. Não raro.o contorno da face oclusal é oval ou circular e não pentagonal. A diferença entre as cristas marginais é menos acentuada. se bem que é menos alta. estão tão próximas que o sulco passa a ser muito curto. com profundos sulcos longitudinais que dão à sua secção transversal a forma de um haltere. então. O vértice da cúspide lingual encontra-se alinhado com o ponto médio da coroa. O terço apical desvia-se distalmente na maioria das vezes. . há assimetria e. a ponto de se transformar em uma fosseta central. Quando não muito profundos. Outra característica é a presença de muitos sulcos secundários. É um dente mais simétrico. que dão à face oclusal uma aparência enrugada. 2-16. Raiz . conseqúentemente. o segmento mesial é um pouco menor e menos inclinado.Três exemplares vistos pelas faces vestibular.-- ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Figura 2-15 . no qual as cúspides são aproximadamente do mesmo tamanho (a vestibular ainda é ligeiramente maior). a secção é oval. 2-19 e 2-20) Face vestibular-a face vestibular lembra a do canino. Face oclusal . 2-17. os segmentos das arestas longitudinais não têm predomínio de extensão um sobre o outro. Primeiro premolar inferior (34 ou 44) (Figs. com a cúspide situada sobre o longo eixo do dente.a raiz única (90% dos casos) é muito achatada mésio-distalmente. o vértice da cúspide lingual não está tão deslocado para a mesial. É bilateralmente simétrica. Às vezes.

Figura 2-20 .Primeiro e segundo premolares inferiores vistos por vestibular. Figura 2-19 .45 Figura 2-16 . Figura 2-18 .Dois primeiros premolares inferiores (acima) e dois segundos premolares inferiores (abaixo).Primeiro e segundo premolares inferiores vistos por mesial. para melhor comparação. Figura 2-17 . . vistos pela face oclusal. para melhor comparação.Primeiro e segundo premolares inferiores vistos por oclusal. O terceiro desenho é a superposição do primeiro (réplica em linha interrompida) ao segundo (linha cheia). lingual e mesial. O terceiro desenho é a superposição do primeiro (réplica em linha interrompida) ao segundo (linha cheia). para melhor comparação. O terceiro desenho é a superposição do primeiro (réplica em linha interrompida) ao segundo (linha cheia).Primeiro premolar inferior. Três exemplares vistos pelas faces vestibular.

as faces mesial e distai convergem com acentuada obliqiiidade para o colo.é bem menor que a vestibular devido à acentuada convergência das faces mesial e distai em direção línguo-cervical e às pequenas dimensões da cúspide lingual. a área de contato distai está em posição um pouco mais oclusal. O único acidente anatómico da face lingual é um pequeno sulco proveniente da fosseta mesial da face oclusal. Vista por vestibular. Algumas vezes. Faces de contato . nota-se a forte convexidade da face vestibular. em forma de fenda. sendo quase vertical. convexa e inclinada para a lingual. A partir dessas áreas.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES As áreas de contato mesial e distai estão em um mesmo nível. que é mais deslocada para a vestibular. seu vértice se encontra no centro dessa face. o vértice da cúspide vestibular coincide com o longo eixo do dente (cai sobre o eixo vertical da raiz). Raiz . 2-19. Com a inclinação lingual. Face lingual . pelo aspecto lingual do dente vê-se quase toda a face oclusal. e notabiliza-se por possuir uma cúspide lingual de proporções bem maiores. É o sulco principal.observando-se o dente por mesial ou por distai. a ponte de esmalte é cruzada por um sulco central mésio-distal em forma de arco com concavidade vestibular. em secção transversal. 2-17. que não raro promove até bifurcação apical. As diferenças anatómicas entre as coroas dos premolares inferiores são bem maiores do que as dos superiores. um entre quatro dentes apresenta um sulco mesial profundo. sua inclinação para a lingual e a saliência do terço cervical. Ele separa a cúspide lingual da crista marginal mesial. A cúspide vestibular domina a face oclusal. entre os terços oclusal e médio. As bordas mesial e distai convergem para a lingual. Desse modo. em cujas extremidades se encontram as fossetas mesial e distai. . As cúspides vestibular e lingual são quase sempre unidas por uma ponte de esmalte*. é oval. 2-18. poucas vezes ausente. e isto é ainda facilitado pelo fato de toda a coroa ser inclinada para a lingual. Sulcos longitudinais pouco profundos e às vezes quase imperceptíveis marcam a superfície mesial da raiz. A crista marginal mesial é mais cervical em posição (mais baixa) do que a distai e também mais inclinada da vestibular para a lingual. com pólo maior na vestibular. que é a bossa vestibular. A face vestibular é lisa.é achatada mésio-distalmente e. A fosseta distai é maior que a mesial e fica em uma posição mais lingual em relação à fosseta mesial. Face oclusal . que limita de cada lado uma fosseta. 2-20 e 2-21) A coroa desse dente é mais volumosa que a do primeiro premolar inferior. a raiz encurva-se um pouco para a distai. Ocasionalmente.o aspecto oclusal do dente é ovóide. Entretanto. A face lingual não se inclina muito. Segundo premolar inferior (35 ou 45) (Figs.

As duas formas gerais mais comuns são a bicuspidada* e a tricuspidada*. nota-se que as faces vestibulares são semelhantes. dividida em duas cúspides subsidiárias: uma mesial. A cúspide lingual é. mas no segundo premolar inferior a cúspide vestibular é menos pontiaguda. O vértice da cúspide lingual fica alinhado com a superfície lingual da raiz.Segundo premolar inferior.iniciando uma comparação com seu vizinho mesial. com sua aresta longitudinal mais horizontalizada. portanto. corre entre as duas cúspides. mais distai. Na primeira. em forma de arco aberto para a vestibular (ocasionalmente retilíneo). Como a cúspide lingual é proporcionalmente maior neste dente. Face oclusal . a convergência das bordas vestibular e lingual para a oclusal é menos aguda do que no primeiro premolar inferior. Em consequência. um sulco divisório mésio-distal. menor.a face oclusal tem um contorno circular por causa das grandes dimensões da cúspide e da face lingual. sendo então substituído por duas fossetas. Face lingual . o sulco é interrompido por uma ponte de esmalte como aquela do primeiro premolar inferior. outra distai. A cúspide lingual é central ou um pouco deslocada para a mesial.essa é mais larga no segundo premolar. Às vezes.47 Figura 2-21 . a face vestibular inclina-se para a lingual. Tal como no primeiro premolar. Da metade distai deste sulco parte uma depressão rasa em direção lingual. podendo ser tão larga quanto a face vestibular. a mesial é mais alta e larga. O vértice da cúspide vestibular cai alinhado no centro do dente. maior. As bordas mesial e distai são menos convergentes para o colo. . Os padrões morfológicos da face oclusal são muito variáveis e a combinação deles já permitiu catalogá-los em 242 formas diferentes. Faces de contato . O sulco que as separa é. principalmente os seus terços médio e oclusal.das faces de contato. as bordas mesial e distai com as respectivas cristas marginais tendem a convergir para a lingual. Ele avança sobre a face lingual em pequena extensão. Face vestibular . Há constante depressão entre a cúspide e a crista marginal distai. Mesmo assim. lingual e mesial. A área de contato mesial fica em um nível ligeiramente mais alto. muitas vezes. Três exemplares vistos pelas faces vestibular. depreende-se que a face vestibular tem grande inclinação para a lingual.

com atenção redobrada e com dentes (naturais ou não) ao lado e distinga os detalhes mais importantes. 2-30? O primeiro dente da Fig. a raiz exibe um desvio distai. Leia também as páginas 68 a 70. 2-22. 2-28? Identifique também os dentes das Figs. Por que isso? Descreva e desenhe a face oclusal do primeiro e do segundo molar superior. Desenvolva o "Estudo dirigido sobre premolares superiores" e o "Estudo dirigido sobre premolares inferiores". qual das faces pode ser vista. Quais são as características do terceiro molar superior em relação ao primeiro e ao segundo? O primeiro dente da Fig. examinando as figuras e. A borda mesial da face vestibular dos molares superiores é mais alta ou mais baixa que a borda distai? É mais reta ou mais curva? E a cúspide mésio-vestibular é maior ou menor que a disto-vestibular? Qual é a menor cúspide dos molares superiores? Em quais deles essa menor cúspide pode estar ausente? Olhando para uma das faces de contato. 2-29 é direito (46) ou esquerdo (36)? E o segundo? E o terceiro? E os dois de cima da Fig. oval em secção transversal. 5 Desenvolva os estudos dirigidos sobre molares superiores e inferiores. Quais são as características do terceiro molar inferior em relação ao primeiro e ao segundo? O primeiro dente da Fig. 2-23 são direitos (16) ou esquerdos (26)? E os dois debaixo são direitos (17) ou esquerdos (27)? O primeiro dente da Fig. a vestibular ou a lingual? Descreva detalhadamente e desenhe a face oclusal do primeiro e do segundo molar inferior. Raiz . maior. . que se iniciam à página 136. 2-23. 2 Responda ou esclareça os seguintes quesitos ou questões: Faça "um resumo da anatomia do primeiro molar superiqr. no Apêndice. 2-27 é direito (18) ou esquerdo (28)? E o segundo? E o terceiro? E os dois de cima da Fig. 2-24 e 2-25) GUIA DE ESTUDO S 1 Leia uma vez o bloco 3. 2-50 a 2-52. Na união de ambos os sulcos surge uma fosseta central. Primeiro molar superior (16 ou 26) (Figs. 2-33 é direito (47) ou esquerdo (37)? E o segundo? E o terceiro? E os dois de baixo da Fig. Descreva e desenhe pela vestibular e pela mesial a porção radicular do primeiro molar inferior.é aproximadamente cónica. a cúspide mésio-vestibular ou a disto-vestibular? E ainda: a borda lingual é maior ou menor que a borda vestibular no primeiro e no segundo molar (lembre-se destes aspectos quando esculpir)? Descreva a porção radicular do primeiro molar superior e desenhe-a por vestibular e por mesial. Se não estiverem. releia "Arcos dentais")? Olhe agora uma coroa de molar superior pela face mesial e perceba que o contorno da distai não pode ser visto. com dentes à mão para acompanhar a leitura. separa nitidamente a cúspide mésio-lingual. a vestibular ou a lingual? Por que? E qual delas tem um contorno mais encurvado (principalmente no primeiro molar). isto pode ser confirmado em uma vista vestibular. oclusal ou em ambas? Pelo aspecto oclusal. menor. qual borda aparece mais inclinada. Vista por vestibular. 2-34 é direito (48) ou esquerdo (38)í E o segundo? E os dois de baixo da Fig. Como se apresentam os sulcos mésio-vestibular e disto-vestibular da face vestibular do primeiro molar inferior e o que eles separam? Quantos sulcos tem a face vestibular do segundo molar inferior? Por que? Quando se diz que o lado mesial é maior e mais reto. Confira também as identificações dos dentes das figuras. de preferência. 2-26 é direito (17) ou esquerdo (27)? E o segundo? E o terceiro? O primeiro dente da Fig. 4 Leia mais uma vez. 3 Leia novamente o bloco 3 e compare suas explicações com o texto para constatar se estão corretas. com sulcos longitudinais muito pouco pronunciados. a vestibular ou a lingual? Por que (se não sabe.-- ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Na forma tricuspidada. 2-53 e 2-54. Pelo aspecto oclusal. um sulco lingual. agora olhe pela distai e repare no fundo o contorno da mesial. no Apêndice deste livro. 2-30? O primeiro dente da Fig. da cúspide disto-lingual. 2-22 é direito (16) ou esquerdo (26)? E o segundo? E o terceiro? Os dois dentes de cima da Fig. Esculpa em cera dentes molares. qual cúspide é mais proeminente ou se projeta mais para a vestibular. partindo do sulco mésio-distal. corrija-as ou complemente-as. 2-28? Identifique também os dentes das Figs.

Primeiro e segundo molares superiores vistos por vestibular. para melhor comparação. Figura 2-23 .49 Figura 2-22 . O terceiro desenho é a superposição do primeiro (linha cheia) ao segundo (réplica em linha interrompida). para melhor comparação.Dois primeiros molares superiores (acima) e dois segundos molares superiores (abaixo). lingual e mesial. O terceiro desenho é a superposição do primeiro (linha cheia) ao segundo (réplica em linha interrompida).Primeiro molar superior. Figura 2-25 — Primeiro e segundo molares superiores vistos por oclusal. . Três exemplares vistos pelas faces vestibular. vistos pela face oclusal. Figura 2-24 .

seu contorno é losângico. a face lingual mostra na sua metade mesial (junto à cúspide mésio-lingual) um tubérculo que foi descrito pela primeira vez pelo dentista austríaco Carabelli. O tubérculo de Carabelli. é discernível bilateralmente em 60% dos casos e adquire o tamanho de uma verdadeira cúspide em 10 a 15% das pessoas. As cúspides mesiais são. Contrariando a regra geral. Obviamente. a linha cervical é pouco arqueada e caracteriza-se por uma pequena projeção pontiaguda em direção ao espaço entre as duas raízes vestibulares. Um sulco vestibular se estende entre as cúspides até o terço médio da coroa. mais largas vestíbulo-lingualmente do que altas cérvico-oclusalmente. em uma vista distai. A partir daí. As bordas vestibular e lingual convergem para a oclusal. . quase plana. A face mesial é maior em todas as dimensões e isto permite que. É maior. menor. Das duas cúspides visíveis por esta face. Face vestibular . Face lingual . com a diferença de que é maior. A face distai é convexa e a mesial achatada. Faces de contato . alcança o centro da face lingual. De qualquer modo. como uma depressão rasa e larga. que são típicas pirâmides de base quadrangular. maiores.sua silhueta é a mesma da vestibular. Como característica deste dente. A cúspide disto-lingual é arredondada. assim chamado. varia muito em forma e tamanho. menos convexa. um tubérculo de tamanho razoável. O sulco que as separa inicia-se na face oclusal e. o primeiro molar superior tem a face lingual da coroa mais larga que a vestibular. o contorno da face mesial seja distinguido. a metade mesial do dente.são retangulares. e os ângulos obtusos são o mésio-lingual e o distovestibular. a vestibular é convexa cervicalmente e daí continua como uma linha reta até a oclusal. ele continua reto em direção cervical. local onde termina em fosseta ou de forma imperceptível. disto-vestibular e disto-lingual. Os lados mesial e distai do trapézio convergem a partir das áreas de contato em direção cervical. em todos os sentidos. Face oclusal . em contraste com as demais. até a depressão similar longitudinal da raiz lingual. a longa diagonal estende-se de mésio-vestibular a disto-lingual e a curta. de mésio-lingual a disto-vestibular. uma pequena elevação que quase não se nota ou até mesmo uma depressão vestigial. pois. Na base menor do trapézio.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES g3 A coroa do primeiro molar é da mesma altura da coroa dos premolares do mesmo arco. a borda mesial é mais alta. os ângulos agudos são o mésio-vestibular e o disto-lingual. Enquanto a borda lingual é uniformemente convexa do colo até a face oclusal. a mésio-lingual é maior e a distolingual. A cúspide mésio-lingual é a maior de todas. podendo ser uma quinta cúspide bem formada.seu contorno é trapezoidal de grande base oclusal. a cúspide mésio-vestibular é mais alta e mais larga do que a cúspide disto-vestibular. mas é duas vezes mais larga. seguida em tamanho pela seguinte ordem: mésio-vestibular. A área de contato mesial fica entre os terços médio t oclusal e a distai no terço médio. Na borda oclusal. além de ser mais reta. com a forma de um arco de concavidade distai. a crista marginal mesial é também mais longa e mais alta que a distai. Conseqúentemente. Desta maneira.

As duas cúspides linguais são separadas por um sulco curvo.51 Um arranjo irregular de sulcos principais em forma de H maiúsculo separa as quatro cúspides. tem forma cónica e diverge muito das outras (e do próprio eixo do dente) devido a sua inclinação lingual. 2-25 e 2-26) Figura 2-26 . Estão sempre bem separadas uma das outras. ambos os sulcos se encontram na fosseta central em ângulo reto. que vai da face vestibular à fosseta central. Essa forma pode ser assim decomposta: as duas cúspides mesiais são separadas por um sulco de direção mésio-distal. este último sulco é ligado à fosseta central por um sulco que acompanha a longa diagonal e que. de tão raso. Não se desvia para a distai.Segundo molar superior. que vai da fosseta mesial à fosseta central. Na realidade. nas posições mésio-vestibular.o primeiro molar superior tem um bulbo radicular* que se divide em três raízes. Ela é sulcada longitudinalmente nos dois terços cervicais de sua superfície lingual. disto-vestibular e lingual. sem chegar a interrompê-la. Segundo molar superior (17 ou 27) (Figs. O sulco apenas aprofunda a parte central da ponte de esmalte. Três exemplares vistos pelas faces vestibular. As três raízes não se fusionam. que vai da face lingual à fosseta distai ao lado da crista marginal distai ou além dela. A raiz lingual é a maior e mais longa de todas. já mencionado. em alguns dentes nem se nota. ela é que interrompe o sulco. as duas cúspides vestibulares são separadas por um sulco. As raízes vestibulares são achatadas mésio-distalmente e a raiz mésio-vestibular é bem mais larga do que a disto-vestibular. 2-24. já mencionado. Elas divergem muito pouco do eixo do dente e são mais ou menos paralelas entre si. Ele é assim raso porque passa transversalmente sobre uma ponte de esmalte que liga a cúspide mésio-lingual à disto-vestibular. O terço apical dessas raízes muitas vezes se curva um em direção ao outro (aspecto de chifres de touro). 2-23. . Raiz . outras vezes ambos se desviam um pouco para a distai. lingual e mesial.

Face oclusal .são basicamente da mesma forma encontrada no primeiro molar. mais do que qualquer outro dente. é bem mais profundo. com a diferença de que não há tubérculo de Carabelli presente. não é tão elevada. A grande diferença de tamanho faz com que a borda oclusal se incline cervicalmente de mesial para distai. Nos casos em que falta a cúspide disto-lingual. que separa as cúspides linguais (quando a cúspide disto-lingual falta ele não existe). mais curtas e menos divergentes do que as do primeiro molar. pela diminuição do número de cúspides e raízes.comparando-se com o primeiro molar. As modificações geralmente levam a uma simplificação na coroa e na raiz. em que as cúspides mésio-lingual e disto-vestibular. com a cúspide mésio-lingual deslocando-se para o centro da face lingual. 2-27 e 2-28) Este dente tem aspectos morfológicos muito variáveis. principalmente da mésio-vestibular com a lingual. De 5 a 10% dos casos o segundo molar tem a "forma de compressão". Os sulcos principais da face oclusal são basicamente os mesmos descritos para o primeiro molar. No todo. Coalescência de duas raízes não é incomum. Ele divide realmente a ponte de esmalte que. que já eram ligadas pela ponte de esmalte. e se inclinam para a distai (não ocorre o aspecto de "chifres de touro"). o dente será tricuspidado. Esta redução pode ser muito grande e não raramente há completo desaparecimento dela. pela ausência do sulco lingual. Portanto. Terceiro molar superior (18 ou 28) (Figs. passando transversalmente sobre a ponte de esmalte. muito próximas.a cúspide dísto-lingual é mais reduzida em tamanho do que aquela do primeiro molar. Nos dentes tricuspidados o arranjo dos sulcos deixa de ter a forma de um H e passa a ter a de um T. Faces de contato .as três raízes são um pouco menores. a borda lingual desta face é menor que a borda vestibular. é o menor dos molares. por sua vez. Face lingual . . As raízes vestibulares são paralelas. Não há tubérculo de Carabelli. é mais curto e menos profundo. Resulta daí que a face oclusal terá uma forma ovalada longa. nota-se que a cúspide disto-vestibular é muito menor do que a mésiovestibular. a convergência é muito mais acentuada e a face oclusal passa a ter um contorno triangular. O sulco que separa essas cúspides é menor e raramente termina em fosseta. Neste caso. as bordas mesial e distai convergem para a lingual e não para a vestibular. unem-se formando uma só. Quando visto por vestibular. O sulco lingual. com o maior eixo indo de mésio-vestibular para distolingual. Raiz .51 ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES É menor que o primeiro molar em todas as dimensões. nota-se na face oclusal sensível modificação ditada pelo contorno: por ser a cúspide disto-lingual bem menor. No segundo molar a convergência das faces livres para a distai é também mais acentuada. no primeiro molar ela é apenas menor. com a diferença de que o sulco que une a fosseta central à fosseta distai.

vistos pela face oclusal. uma massa única que se afila em direção apical. é muito pequena. Há casos de uma simplificação tão acentuada que a coroa fica reduzida a um pequeno cone. que deixam as faces livres e de contato menos lisas. Primeiro molar inferior (36 ou 46) (Figs. Sua face oclusal costuma ser caracterizada por numerosos sulcos secundários. . A forma da coroa lembra aquela do segundo molar tricaspidado. Ainda que possam se apresentar separadas. que não tem predominância de dimensões (como no cubo). Normalmente. nesse caso. a face distai do terceiro molar é mais convexa do que as dos ou^ tros molares superiores e. Figura 2-28 .Dois terceiros molares superiores (acima) e dois terceiros molares inferiores (abaixo). como nos outros molares superiores. não se observa nela desgaste referente à área de contato. Evidências dessas coalescências estão presentes em forma de sulcos longitudinais. 2-29. 2-31 e 2-32) É o maior dente da boca. Algumas vezes.53 Figura 2-27 -Terceiro molar superior. Outras características da coroa do terceiro molar que a distinguem são as frequentes manchas brancas (hipocalcificação) e a aparência levemente enrugada causada pela presença de diminutas cristas verticais lado a lado. Três exemplares vistos pelas faces vestibular. Sua coroa é alongada (lembra um paralelepípedo). como característica diferencial. As raízes são as mesmas em número e em situação. As formas do terceiro molar superior são tão variáveis que em alguns exemplares é difícil identificar exatamente as suas cúspides. com a face oclusal de contorno triangular. a complexidade da morfologia reside no aumento do número de cúspides e no confuso sistema de sulcos. em contraste com a coroa dos molares superiores. que lhe dão uma aparência enrugada. é muito comum a coalescência de duas raízes ou mesmo das três. lingual e mesial. formando. 2-30. Quando a cúspide disto-lingual está presente.

O terceiro desenho é a superposição do primeiro (linha cheia) ao segundo (réplica em linha interrompida). Três exemplares vistos pelas faces vestibular. vistos pela face oclusal. Figura 2-31 . Figura 2-30 .Primeiro e segundo molares inferiores vistos por oclusal.Dois primeiros molares inferiores (acima) e dois segundos molares inferiores (abaixo). lingual e mesial.Primeiro e segundo molares inferiores vistos por vestibular. para melhor comparação.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Figura 2-29 . Figura 2-32 . .Primeiro molar inferior. para melhor comparação. O terceiro desenho é a superposição do primeiro (linha cheia) ao segundo (réplica em linha interrompida).

examinando o dente por uma das faces de contato. com a área de contato na junção dos terços médio e oclusal. O outro é vestíbulo-lingual (formado pelos sulcos vestibular e lingual). Faces de contato . seguida em tamanho pela vestibular mediana e. que por sinal se acentua com o desgaste fisiológico. separa as cúspides mesiais das demais e cruza o primeiro sulco em ângulos retos. O ramo lingual da bifurcação interrompe-se na crista marginal distai (fosseta distai). Os sulcos principais da face oclusal arranjam-se de maneira variável. se bem que não é a mais comum. vestibular mediana e disto-vestibular. As cúspides mésiolingual e disto-lingual projetam-se na borda oclusal. Os dois terços restantes são mais planos e muito inclinados para a lingual. que é praticamente reta. pela disto-vestibular. A face lingual. é curvilínea. A base menor coincide com a linha cervical. mas manda uma ponta de esmalte na direção da bifurcação das raízes. Entende-se. e mais larga na borda vestibular do que na lingual. Face lingual . a borda mesial é mais alta do que a distai.é mais larga na borda mesial do que na distai. A face vestibular é muito convexa no terço cervical (bossa vestibular). com início na fosseta mesial e término bifurcado. com acentuação dessa curva na porção distai. É. portanto. Um deles é mésio-distal. mais arredondada. formando a fosseta central. tem a área de contato no terço médio. A borda vestibular. As cúspides mesiais são as maiores (a mésio-lingual é a maior de todas) e perfazem metade. . A face mesial é toda maior que a distai. que no sentido horizontal as faces vestibular e lingual convergem para a distai e as faces mesial e distai. Ambas convergem bastante para o colo. convexa em todas as direções.tem um contorno trapezoidal de grande base oclusal. separadas por sulcos verticais. Portanto. Isto significa que a borda oclusal é inclinada de mesial para distai. que é a menor das três. Deste fato depreende-se que. ou mais da metade. finalmente. é a disposição em dois sulcos retilíneos cruzados. A borda distai. reconhece-se a inclinação lingual da face vestibular. e o ramo vestibular desloca-se para a vestibular e passa entre as cúspides vestibular mediana e disto-vestibular.tem o contorno semelhante ao da face vestibular.55 Face vestibular . O sulco lingual que as separa não é muito destacado e não termina em fosseta. mas é menor porque as faces mesial e distai convergem para a lingual. Os elementos descritivos mais importantes desta face ficam por conta das três cúspides mésio-vestibular. muito mais que a borda lingual. O sulco mésio-vestibular é mais profundo e mais longo do que o sulco disto-vestibular e frequentemente termina numa fosseta no centro da face vestibular. não se inclina como a vestibular. entrecortada pelas cúspides e sulcos que as separam. A cúspide mésio-vestibular é a mais volumosa e mais alta. A maneira mais simples. no sentido horizontal. pois. da coroa. Face oclusal . as faces livres convergem para a distai. além de ser mais retilínea. convexa. para a lingual.

mas em linha quebrada. Sulcos secundários são comuns nas vertentes triturantes das cúspides. Raiz . Nos vértices dos outros dois ângulos terminam os sulcos provenientes da face vestibular. como se fosse uma letra W de ramos bem abertos. é percorrida longitudinalmente por profundos sulcos mesial e distai. com o sulco lingual pouco evidente.mostra na sua borda oclusal somente duas projeções relativas às cúspides mésio-vestibular e disto-vestibular. 2-31. Neste arranjo. deposição disto-lingual. tem incidência de 5. Segundo molar inferior (37 ou 47) (Figs.56 Uma outra disposição de sulcos.menor que a precedente. e somente um sulco vestibular. O sulco mésio-vestibular é ligeiramente mesial em relação à fosseta central. o sulco mésio-distal não é retilíneo. de tal forma que em secção transversa toma a forma de um 8.7%.as duas raízes deste dente estão sempre bem separadas uma da outra e se curvam levemente para a distai. . Uma raiz suplementar. A ausência da quinta cúspide provoca modificações na configuração da coroa. Terminam principalmente no sulco mésio-distal. termina o sulco proveniente da face lingual. mais longa e mais comprimida. A convergência da: bordas mesial e distai para o colo é mais discreta neste dente. com três ângulos. mais complicada. No ângulo do meio.Segundo molar inferior. A raiz mesial é a mais larga. e o disto-vestibular une-se com o sulco mésio-distal entre a fosseta central e a fosseta distai. Face lingual . onde se unem os ramos internos do W. formando a fosseta central. como são chamadas. Difere do primeiro molar inferior por ser um pouco menor e possuir quatro cúspides. 2-30. A raiz distai é menos sulcada e sua secção é oval. Face vestibular . 2-32 e 2-33) Figura 2-33 . São comprimidas mésio-distalmente e largas vestíbulo-lingualmente. é de maior ocorrência. lingual e mesial. Três exemplares vistos pelas faces vestibular.

é nesta face onde se encontram as maiores diferenças. Quando tem cinco cúspides. maiores. ela é o resultado da bifurcação da raiz mesial. Raízes . eles podem se encurvar um em direção ao outro (aspectos de "chifres de touro"). Este dente pode ter um padrão morfológico característico tanto do primeiro quanto do segundo molar inferior. Ao contrário ao primeiro molar. Algumas dessas formas são multicuspidadas (ou multituberculadas). Suas duas raízes.a única diferença com suas homólogas do primeiro molar é uma face distai menos convexa e sem projeção correspondente à quinta cúspide. Desenvolva o "Estudo dirigido sobre molares superiores" e o "Estudo dirigido sobre molares inferiores". no Apêndice deste livro. separa as cúspides mesiais. . Um sulco vestíbulo-lingual. elas não são bem definidas. estão mais próximas do paralelismo. das distais. distingue-se a convergência menos acentuada das faces livres para a distai e das faces de contato para a lingual. menores. Sua face distai é muito convexa. o terceiro molar inferior tem quatro ou cinco cúspides. corre outro sulco reto da fosseta mesial até a fosseta distai. Na grande maioria dos casos.57 Faces de contato . não há raiz disto-lingual. Face oclusal . lingual e mesial. 2-28 e 2-34) Figura 2-34 . devido à presença de cristas e sulcos secundários. Quando ocorre raiz suplementar neste dente. Dividindo as cúspides vestibulares das linguais. Seu contorno retangular é mais nítido porque as bordas. No entanto. retilíneo. Elas têm tendência a se fusionar. no sentido horizontal. a quinta cúspide é francamente distai. estão frequentemente fusionadas. de arranjo muito irregular. Mesmo assim. Mesmo assim. No seu lugar aparece a concavidade da crista marginal. Três exemplares vistos pelas faces vestibular.são um pouco menores e menos divergentes do que no primeiro molar. Ambos os sulcos cruzam-se em ângulos retos no centro da face oclusal (fosseta central). duas a duas. As quatro cúspides estão simetricamente dispostas na face oclusal. tem uma larga diversidade de formas. bastante curvadas para a distai.Terceiro molar inferior. - Terceiro molar inferior (38 ou 48) (Figs. as quais frequentemente se mostram muito complicadas. Nem sempre seus ápices se inclinam para a distai.

Além do mais. varia muito de pessoa para pessoa. cristas marginais mais salientes e fossa lingual mais profunda. a coroa tem maior convexidade no sentido mésio-distal Ângulo distoin cisai Apenas um pouco obtuso e arredonda. geralmente reta Achatada no sentido mésio-distal e relativamente longa (corresponde a uma vez e meia o comprimento da coroa). a coroa tem menor convexidade no sentido mésio-distal Incisivo lateral superior Menor. de um mesmo grupo dental e do mesmo arco. para se identificar um dente seco. ainda que alguns estejam faltando. deve-se considerar a soma de várias características próprias daquele espécime.58 ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Pormenores que diferenciam dentes semelhantes Em parceria com Horácio Faig Leite Este resumo sobre detalhes anatómicos. Deve ser utilizado somente após a leitura (estudo) de todo o texto sobre a anatomia de cada dente permanente. são básicas e até mesmo óbvias. forame cego frequentemente presente Menor Face lingual Dimensão vestíbulo -lingual no terço cervical Forma e direção da raiz Cónica e relativamente curta (corresponde a uma vez e um quarto o comprimento da coroa). com exceção dos caninos. Não é porque um primeiro molar superior não apresenta tubérculo de Carabelli que ele deixa de ser primeiro molar superior. As diferenças aqui estabelecidas referem-se somente a dentes semelhantes. dentes vizinhos. Acidentes anatómicos Coroa Contorno da face vestibular Incisivo central superior (Figs. por ser mais larga. comprimentos coronário e radicular proporcionais Trapezoidal (dimensão vertical levemente maior que a horizontal). não necessitando detalhada comparação. cristas marginais menos salientes e fossa lingual rasa. 2-36 e 2-37) Maior.Muito obtuso e arredondado (isto faz com do (isto faz com que as faces sejam que a face mesial seja mais longa que a disquase do mesmo comprimento) tai e a borda incisai fique inclinada para a distai) Cíngulo largo. por ser mais estreita. específicos de dentes que merecem uma comparação minuciosa. 2-35. foi propositalmente colocado no final do capítulo. Diferenças entre dentes de um mesmo grupo. distinguem-se do primeiro e do segundo molar pelo seu aspecto de atrofiado. imutável. Suas particularidades são muito variáveis. geralmente curva . forame cego ausente Maior Cíngulo estreito. Serve como uma complementação da descrição anatómica feita antes ou como um meio resumido de recordação. porém de arcos distintos. Ao contrário. uma forma constante. A característica anatómica não é algo invariável. comprimentos coronário e radicular desproporcionais Trapezoidal alongado (dimensão vertical acentuadamente maior que a horizontal). Daí que. isto é. Os terceiros molares foram excluídos da comparação pelo fato de não possuírem um padrão morfológico.

sete exemplares típicos .vista vestibular.59 Figura 2-35 -Acima: incisivo central superior .vista lingual. .sete exemplares típicos .vista lingual. Abaixo: incisivo lateral superior .vista vestibular. Abaixo: incisivo lateral superior .sete exemplares típicos .sete exemplares típicos . Figura 2-36 -Acima: incisivo central superior .

vista mesial. sulcada longitudinalmente Maior. principalmente o distai de ambos os lados . assimétrico Mais evidentes Trapezoidal mais alargada. centralizado) Borda incisai retilínea (ou inclinada para a mesial devido ao desgaste natural que o dente sofre) Incisivo lateral inferior Maior. simétrico (difícil identificar os lados mesial e distai) Pouco evidentes Trapezoidal muito alongada. com sulcos mais profundos.vista mesial. Acidentes anatómicos Tamanho e simetria Sulcos de desenvolvimento e lobos Contorno da face vestibular Ângulos mésio e disto-incisal Relação borda incisal/cíngulo Incisivo central inferior _ (Figs. quase triangular (as bordas mesial e distai são mais convergentes para o colo) Ângulo mésio-incisal reto ou agudo e disto-incisal obtuso e arredondado Esta intersecção não é em ângulo reto. Abaixo: incisivo lateral superior . quase retangular (as bordas mesial e distai tendem ao paralelismo) Retos Borda incisai em ângulo reto com o eixo vestíbulo-lingual (os ângulos mésio e disto-incisal ficam em linha e o cíngulo.60 ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Figura 2-37 -Acima: incisivo central superior . 2-39 e 2-40) Menor. a coroa parece estar torcida em relação à raiz (o ângulo disto-incisal projeta-se lingualmente e o cíngulo fica um pouco deslocado para a distai) Borda incisai inclinada para a distai (o desgaste acentua esta inclinação) Borda incisai Raiz Menor. desviada para a distai. reta. 2-38.

Figura 2-40 -Acima: incisivo central inferior .vista incisai.vista mesial. Abaixo: incisivo lateral inferior . Abaixo: incisivo lateral inferior .61 Figura 2-38 -Acima: incisivo central inferior .vista incisai.vista mesial. Abaixo: incisivo lateral inferior .vista vestibular. Figura 2-39 -Acima: incisivo central inferior . .vista vestibular.

há maior convergência delas em direção ao colo Bastante convexa mésio-distalmente e convexa cérvico-incisalmente Segmentos diferentes ou desproporcionais.vista vestibular. e o distai é mais longo e bem inclinado Menos inclinadas. com comprometimento lingual Achatada mésio-distalmente. inclina-se frequentemente para a distai sulcos longitudinais discretos Figura 2-41 -Acima: canino superior . reta e longa (pode chegar ao dobro do comprimento da coroa). grande diferença entre altura e largura Menos marcados Sulcos de desenvolvimento. pequena diferença entre altura e largura Mais marcados Canino inferior Menos larga (distância mésio-distal moderada) e mais alta (distância cérvicoincisal acentuada). o mesial é muito curto e pouco inclinado. com Cónica.vista vestibular. ou seja. ou seja. lobos e crista vestibular Convexidade da face Convexa mésio-distalmente e bastante vestibular convexa cérvico-incisalmente Segmentos mesial e distai da borda incisai Inclinação das faces de contato Inclinados de maneira semelhante ou proporcional • Grande inclinação. Abaixo: canino inferior . 2-41. . 2-42 e 2-43) Mais larga (distância mésio-dístal acentuada) e menos alta (distância cérvicoincisal moderada). com menor convergência para o colo (contorno coronorradicular contínuo quando visto por vestibular) Discretas. ausente Menos proeminente (menor dimensão vestíbulo-lingual) Em bisel à custa da face vestibular Cristas marginais e crista lingual Cíngulo Desgaste Raiz Bem evidentes. com sulcos longitudinais evidentes. frequente Proeminente (maior dimensão vestíbulo-lingual) Em bisel.62 ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Acidentes anatómicos Coroa Canino superior (Figs. menor.

Figura 2-43 -Acima: canino superior .vista mesial.vista mesial.vista lingual.vista lingual. . Abaixo: canino inferior . Abaixo: canino inferior .63 Figura 2-42 -Acima: canino superior .

não existe convergência lingual acentuada das faces de contato (são quase paralelas) Mais curto (muitas vezes se reduz a uma fosseta) e menos profundo. localiza-se centralmente Vários Quase sempre ausente Vestibular e lingual quase do mesmo volume e da mesma altura Quase sempre ausente Ligeiramente deslocado para a mesial Uma (geralmente) Sulco principal Sulcos secundários Sulco ocluso-mesial Cúspides Depressão mesial ao nível do colo Posição do ápice da cúspide lingual Raiz Figura 2-44 -Acima: primeiro premolar superior . 2-44. Abaixo: segundo premolar superior .64 Acidentes anatómicos Coroa Sulcos de desenvolvimento. 2-45 e 2-46) Maior e mais angulosa (bordas mais agudas) Mais acentuados Segundo premolar superior Menor e menos angulosa (bordas mais rombas) Menos acentuados Pentagonal. metade vestibular nitidamente maior que a lingual (faces de contato convergem fortemente para a lingual) Longo e bem marcado. lobos e cristas marginais Contorno da face oclusal Primeiro premolar superior (Figs.vista lingual. . levemente deslocado para a lingual Raros Presente.vista lingual. cruza a crista marginal Vestibular mais volumosa e mais alta que a lingual Presente Nitidamente deslocado para a mesial Duas (geralmente) Ovóide. metade vestibular ligeiramente maior e. portanto.

vista oclusal.vista oclusal. Abaixo: segundo premolar superior . Figura 2-46 -Acima: primeiro premolar superior . Abaixo: segundo premolar superior .vista mesial.65 Figura 2-45 -Acima: primeiro premolar superior .vista mesial. .

sendo a disto-lingual menor que a mésio-lingual Mais alta que a distai (ambas quase horizontais) Deslocado vestibularmente em relação ao longo eixo (não é tão centrado sobre o comprimento da raiz) Mais larga. cúspide vestibular mais pronunciada Segundo premolar inferior Maior. 2-47. um sulco ocluso-lingual. grande ocorrência de sulco (ou fenda) de sulco mesial mesial . de contorno quadrilátero tendendo ao trapezoidal. quando presente. o vértice da cúspide lingual é deslocado para a mesial. invade a face lingual Quase sempre curvilíneo mais próximo do centro da face oclusal.66 ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Acidentes anatómicos Coroa Primeiro premolar inferior (Figs. a cúspide lingual é centralizada e um sulco ocluso-lingual. às vezes dividida em duas (dente tricúspide) Somente parte da face oclusal pode ser vista pela face lingual. às vezes pentagonal e menos inclilar) ou circular e mais inclinada para a nada para a lingual lingual Curvilíneo mais próximo da face lingual. aprofunda mais essa depressão e divide a cúspide em duas. quase sempre interrompido por ponte de esmalte que forma as fossetas mesial e distai Pequena Deixa ver quase toda a face oclusal. ocorrência rara Achatada mésio-distalmente. 2-48 e 2-49) Menor. com uma depressão entre ele e a crista marginal distai. com os lobos de desenvolvimento mesial e distai mais altos. com os lobos de desenvolvimento mesial e distai mais baixos. cúspide vestibular menos pronunciada Contorno e inclinação da face oclusal Forma e posição do sulco principal Ovóide (com o pólo maior na vestibu. devido à pequena convergência das bordas vestibular e lingual para a oclusal Cúspide lingual Face lingual Crista marginal mesial Em nível mais baixo que a distai (ambas muito inclinadas) Posição do ápice da Coincide com o eixo longitudinal do cúspide vestibular dente (centrado sobre o comprimento da raiz) Dimensão vestíbulo-lingual e contorno das faces de contato Raiz Mais estreita. de contorno trapezoidal tendendo a triangular. devido à grande convergência das bordas vestibular e lingual para a oclusal Tendente ao feitio cónico. raramente interrompido e.Circular. com fossetas mesial e distai infreqúentes Grande. portanto. que parte da fosseta mesial.

Abaixo: segundo premolar inferior .67 Figura 2-47 -Acima: primeiro premolar inferior . Abaixo: segundo premolar inferior .vista vestibular.vista mesial.vista mesial. Figura 2-48 -Acima: primeiro premolar inferior .vista oclusal. Abaixo: segundo premolar inferior . Figura 2-49 -Acima: primeiro premolar inferior .vista vestibular. .vista oclusal.

Presente e proeminente Ponte de esmalte entre as cúspides mésio-língual e disto-vestibular Tamanho da face lingual em relação à vestibular Tubérculo de Carabelli associado à cúspide mésiolingual Sulco ocluso-lingual Maior. com as cúspides mesiais muito maiores que as distais. isto faz com o ápice da raiz mésio-vestibular fica em que o ápice da raiz mésio-vestibular linha reta com o centro da coroa fique em linha reta com o ápice da cúspide mésio-vestibular Apresenta um sulco longitudinal. 2-51 e 2-52) Maior. inclina-se muito lingualmente e não se desvia para a distai Sem sulco longitudinal. rasa e larga que se continua pela raiz lingual Bem desenvolvidas e separadas Curto e menos profundo. contorno triangular em dentes tricuspidados Interrompida por um sulco e menos proeminente ou inexistente Losângico tendendo a quadrilátero. isto se nota melhor olhando o dente por vestibular e por lingual Maior e bem definida Segundo molar superior Menor. assim. desvio distai considerável.-Acidentes anatómicos Coroa Primeiro molar superior (Figs. alcança o centro da face lingual e transforma-se em uma depressão reta. as faces de contato convergem para a lingual Ausente Longo e profundo. é mais deslocado para a distai e não antecede nenhuma depressão da coroa ou da raiz Com desenvolvimento ligeiramente menor e mais próximas entre si (coalescências da mésio-vestibular com a lingual e da mésiovestibular com a disto-vestibular não são incomuns) Raízes Raízes vestibulares Tendem a convergir apicalmente. o dente fica com aspecto trícuspidado nos dois últimos casos Losângico (maior aproximação da cúspide mésio-lingual com a disto-vestibular) com ângulos arredondados. com as cúspides mesiais um pouco maiores (em todas as direções) que as distais. sem São paralelas e inclinam-se para a distai. assim. com ângulos bem definidos . tem menor inclinação lingual e desvio para a distai Raiz lingual . as faces de contato convergem para a vestibular Presente Sempre menor. 2-50. assim. as faces livres convergem bastante para a distai j Cúspide disto-lingual Contorno da face oclusal Menor ou muito menor e até mesmo inexistente.

Figura 2-52 .vista vestibular. Abaixo: segundo molar superior . Figura 2-51 .vista oclusal.vista lingual. Abaixo: segundo molar superior .Acima: primeiro molar superior .69 Figura 2-50 -Acima: primeiro molar superior .vista lingual.vista vestibular. Abaixo: segundo molar superior . .Acima: primeiro molar superior .vista oclusal.

vista vestibular. com suas bordas mesial e distai bastante convergentes para o colo (maior área oclusal) Menos volumosa.Acima: primeiro molar inferior . com borda vestibular menos curva (face vestibular menos convexa) Em menor quantidade. 2-53 e 2-54) Segundo molar inferior Coroa Tamanho da face vestibular em relação à lingual e convergência de suas bordas Contorno da face oclusal Sulcos principais da face oclusal Raízes Mais volumosa. .vista vestibular. com três cúspides vestibulares e duas linguais Maior.vista oclusal. com disposição cruciforme Menores. Abaixo: segundo molar inferior . mais divergentes e bem separadas Retangular. Figura 2-54 . menos divergentes e com certa tendência à coalescência Figura 2-53 -Acima: primeiro molar inferior .70 ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Acidentes anatómicos Primeiro molar inferior (Figs. com disposição variável Maiores. Abaixo: segundo molar inferior . com duas cúspides vestibulares e duas linguais Discretamente maior e também discreta convergência de suas bordas em direção ao colo Aproximadamente retangular com sua borda vestibular curva (face vestibular bem convexa) Mais numerosos (um a mais.vista oclusal. devido à presença da quinta cúspide).

6. 73. Incisivos e caninos (51. Nos incisivos e caninos superiores. as bossas cervicais são muito proeminentes. estas condições são tão pronunciadas que o diâmetro mésio-distal predomina sobre o cérvico-incisal. manuseie mais vezes dentes e modelos e faça uma leitura final para realçar os detalhes que julgar mais importantes. A coroa do segundo molar decíduo (superior e inferior) guarda todas as características anatómicas da coroa do primeiro molar permanente? Quais são elas? Quais são as cúspides mais desenvolvidas do primeiro molar superior decíduo? E a menos desenvolvida? As bordas mesial e distai da face vestibular do primeiro molar superior decíduo são convergentes. 53. confira e corrija as respostas. e o mesmo acontece com a bossa vestibular.. 2. 2 Elucide. As faces de contato são mais convexas. as coroas dos decíduos são mais baixas e largas. 72. começa a se reabsorver.•. os sulcos e outras depressões são muito pouco marcados. Em decorrência destas características.n ••». 4. os segundos molares se assemelham aos primeiros molares permanentes com um isomorfismo surpreendente. os primeiros molares decíduos têm forma própria. as raízes dos decíduos são longas em proporção à coroa e são mais retilíneas. 61. Os dentes decíduos são menores que os permanentes e têm um grau de atriçao maior. leia novamente. 2-55 a 2-60) As coroas são muito baixas e largas. um crânio infantil e/ou dentes isolados. o colo fica muito estreitado. modelos de arcos decíduos. 5. 71. o esmalte é mais delgado. 7. 52. tal como foi proposto nos guias de estudo anteriores. isto é.*•* A >Al Descrição anatómica dos dentes decíduos*e**£P0»°'« *0? GUIA DE ESTUDO 6 1 Leia uma vez. 83) (Figs. Sua raiz tem vida curta: após um ano ou dois de completamente formada. as seguintes questões:Todos os dentes decíduos têm forma semelhante à dos dentes permanentes? Ao se comparar as duas dentições. Não obstante as semelhanças morfológicas entre os dentes das duas dentições. nos molares. o bloco 4 e reforce a leitura observando bem as ilustrações. a proporção altura/largura é a mesma dos homónimos permanentes? E as bossas cervicais se equivalem em proeminência? Nos molares também? Dê uma razão para a excessiva abertura ou divergência das raízes do molar decíduo. A raiz não se desvia para a distai. eles têm o colo com maior constrição. o bulbo radicular* é curto e as raízes são muito divergentes. ou quantas vezes quiser. que diferenças podem ser notadas nas porções cervical e radicular? Nas coroas dos incisivos e caninos decíduos. . por escrito. 3.81. 63. neste estudo do bloco 4. tal como ocorre nos dentes permanentes? O que é tubérculo molar do primeiro molar superior? O primeiro molar inferior também apresenta um tubérculo molar? A coroa do primeiro molar superior é maior na dimensão mésio-distal ou na vestíbulo-lingual? E a do primeiro molar inferior? Como se denominam as cúspides do primeiro molar inferior? Como se dispõem os sulcos oclusais do primeiro molar inferior? 3 Proceda. A forma dos incisivos t caninos decíduos copia a dos homónimos permanentes. há uma série de diferenças que podem ser assim resumidas: 1. 62.. 82.

vistos pelas faces vestibular.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Figura 2-55 . . incisivo lateral superior decíduo (no meio) e canino superior decíduo (abaixo). incisivo lateral inferior decíduo (no meio) e canino inferior decíduo (abaixo). lingual e mesial.Incisivo central inferior decíduo (acima). lingual e mesial. vistos pelas faces vestibular.Aspecto vestibular de dois hemiarcos dentais decíduos (distendidos) em oclusão. Figura 2-57 .Incisivo central superior decíduo (acima). Figura 2-56 .

vistos por vestibular. Acima: canino superior. Figura 2-60 . Abaixo: canino inferior.73 Figura 2-58 . Acima: incisivo central. Figura 2-59 .Seis espécimes típicos de incisivos inferiores decíduos.Seis espécimes típicos de caninos decíduos. vistos por vestibular. vistos por vestibular. . Abaixo: incisivo lateral. Acima: incisivo central.Seis espécimes típicos de incisivos superiores decíduos. Abaixo: incisivo lateral.

. Tem quatro cúspides. o qual apresenta nítida constrição devido ao grande desenvolvimento da bossa vestibular e pronunciada divergência das raízes (para alojar os germes* dos dentes permanentes). 2-62. mesial e oclusal. em semelhança. Pode ser considerado como intermediário entre premolar e molar. A maior diferença reside na área do colo. 2-61. correspondem então.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Segundos molares (55. 64) (Figs. O dente permanente que lhe é mais próximo em concordância morfológica é o premolar superior. bem desenvolvidas.Segundo molar superior decíduo (acima) e segundo molar inferior decíduo (abaixo). 75. lingual. Primeiro molar superior (54. tem anatomia própria. mas a disto-lingual está frequentemente ausente e a disto-vestibular é muito reduzida. 85) (Figs. Suas cúspides mésio-vestibular e mésio-lingual. às cúspides vestibular e lingual do premolar superior. 2-55. vistos pelas faces vestibular. 2-55. 2-64. 65. 2-66. 2-67) São maiores do que os primeiros molares (na dentição permanente é ao contrário). Constituem um modelo quase exato dos primeiros molares permanentes. 2-63 e 2-64) Como já foi mencionado. 2-63. Figura 2-61 . até tubérculo de Carabelli os superiores possuem.

vistos por vestibular.Seis espécimes típicos de molares superiores decíduos.UNIVERSIDADE FEDERAL DO NR* CURSO DE ODONTOLOGIA FRANCISCO^. lingual. Acima: primeiro molar. mesial e oclusal. Os dois terços oclusais da face vestibular são bastante inclinados para a lingual.Seis espécimes típicos de molares superiores decíduos.tem uma borda oclusal praticamente horizontal. e saliente a ponto de ser chamada de tubérculo (tubérculo molar ou de Zuckerkandl). Face vestibular . Abaixo: segundo molar. vistos por oclusal. Acima: primeiro molar. é ampla o suficiente para aumentar a altura da metade mesial da coroa. Abaixo: segundo molar. na qual se destaca apenas a suave projeção da cúspide mésio-vestibular. . JbM) Figura 2-62 . Figura 2-64 . As bordas mesial e distai são pouco convergentes.Primeiro molar superior decíduo visto pelas faces vestibular. No terço cervical há elevação bem distinta logo abaixo da raiz mésio-vestibular. 75 n Figura 2-63 .

O tubérculo molar mostra-se bem saliente por este ângulo de observação.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Face lingual . vão perdendo espessura à medida que se aproximam da oclusal. Face lingual . com as cúspides linguais fazendo pouca saliência na borda oclusal. e a outra é distai. Primeiro molar inferior (74. 2-65.a face mesial é maior. respectivamente. se bem que a mesial é reta e mais alta e a distai é curva (convexa). a coroa é mais larga na borda vestibular do que na lingual. Faces de contato .retangular.o tubérculo molar. e mais larga na borda mesial do que na distai. sendo duas vestibulares e duas linguais. posição e forma às do segundo molar superior. 2-55. acima da raiz mesial. com a diferença de serem mais delgadas.é menor que a vestibular. As bordas vestibular e lingual convergem fortemente para a oclusal. há saliência similar à do dente homónimo superior .as raízes equivalem-se em número. que é o bulbo radicular. Uma das fossetas é mesial. também tem seus dois terços oclusais inclinados (para a vestibular). As cúspides restantes são diminutas e. Frequentemente uma ponte de esmalte liga a cúspide mésio-vestibular à mésio-lingual. No terço cervical. divergentes e não terem a base comum de implantação. que se cruzam nas proximidades da crista marginal distai. bastante convexa. Tem quatro cúspides.vista por oclusal. maior. As bordas mesial e distai são paralelas. combinada com a grande inclinação lingual da face vestibular. Raiz . Faces de contato . O ângulo mésio-vestibular é proeminente por causa do tubérculo molar.é retangular. . Um sulco mésiodistal divide a coroa em partes vestibular e lingual. Face oclusal . A face vestibular é inclinada para a lingual. menor. com a borda oclusal mostrando o contorno das cúspides vestibulares em dentes sem ou com pouco desgaste. interrompendo assim o sulco mésio-distal e provocando o aparecimento de duas fossetas. logo que sobrevêm o desgaste. Raiz . bem separadas e a furca fica próximo à linha cervical. A principal causa desta arquitetura é a presença do tubérculo molar. 2-66 e 2-67) Difere do primeiro molar superior decíduo por ser realmente molariforme.as raízes mesial e distai são delgadas.muito espessas cervicalmente. achatadas mésio-distalmente. As quatro cúspides são separadas por sulcos irregulares mésio-distal e vestíbulo-lingual. elas desaparecem. 84) (Figs. Face vestibular . se bem que em menor grau.é alongada na direção mésio-distal. elas saem diretamente da coroa. Face oclusal . dominadas pelas cúspides mésio-vestibular e mésio-lingual. convexa.

Primeiro molar inferior decíduo visto pelas faces vestibular. mesial e oclusal. lingual. .77 Figura 2-65 . Figura 2-66 . vistos por oclusal. Figura 2-67 .Seis espécimes típicos de molares inferiores decíduos.Seis espécimes típicos de molares inferiores decíduos. Abaixo: segundo molar. Acima: primeiro molar. Abaixo: segundo molar. Acima: primeiro molar. vistos por vestibular.

12 e 12 42? e 42 4 1 . 32. 2-21: Fig. 37. 37 e 37 Fig. 2-12: 14. 16 e 16 27. 44. 46 e 46 37. 16. 18 e 28 I8e 18 26.24. 15. 45. 45. 1 6. 16 e 16 27. 2-41: Fig. I I ? . 15? e 15 25 e 15 24. 14. 32 e 32 1 l i ? í ?e? 32. 35 e 35 44. 2-26: Fig. 12. 2-16: Fig. 2-42: II e II 22 e 12 I I . 24. 2-30: 37 e 37 Fig. 34? 44.22. 43. 17 e 17 Fig. 2-44: Fig. 44.21 e 2 l 12. 2-13: Fig. 42 e 42 I3el3 43 (raiz voltada para a mesial) e 43 13. 17. 4 1 ? e 4 l ? 42. 33 e 33 23?. 37. 14 e 14 25. 45 e 45? 45 34. 2-53: 36. 45. 37?. 46. 13. 26. 1 6. 44. 35?. 43. 14. 2-23: Fig. 12. 17. I I . 17. 15. 34. 33. 34. 34. 26 e 26 O 17. 17. I I . 2-35: O Fig. 27 e 27 Fig. 23?. 36. 45.27. 43. 23 e 23 43.ANATOMIA INDIVIDUAL DOS DENTES Respostas às perguntas sobre identificação de dentes Guia de Estudo 3 Fig. 15. 2-33: 47.23. 42. 46 e 36 Fig. 14. 16. 2 1 . 43. 2-34: 48 e 48 Fig. 36. 13. 47. 36. 1 5 (raiz para a mesial). 2-30: 36 e 36 Fig. 37. 36. 6 I I 22. 17 e 17 Fig. 45 e 35 34. 43. 2-1: Fig. 24 e 24 15. 2-50: . 15 e 15 14.42. 35. 2. 2-46: Fig. 34. 2-40: 'O ^* Fig. 17.26. 23.31?. 17. 46. 35?.45?. 32. 34 e 34 45. 22. 2-52: 1 6. 47. 2-28: 48 e 48 Fig. 11.27. 45. 47. 24. 2-11: Fig. 22 e 22 2Í.27. 22.-2I.15: Fig. 34. 26 e 26 17. 15?. 47. 34? e 34? 45. 13. 2-8: Fig. 25? e 25 34 e 34 34. 2-49: O 14. 2-5 1 : 26. 2-17: Fig. 35. 1 6. 2-47: Fig.26. 47 e 47 Fig. 34. 2 1 . I7e 17 18. 2-54: 36. 2 1 . 13. 2-38: Fig. 2-48: O Fig. 43 e 43 Guia de Estudo 4 Fig. 2-28: Fig. 43. 1 6. 36. 45 e 45 Guia de Estudo 5 Fig. 3 1 ? . 2 1 . 43 (raiz para a mesial). 13. 2-22: 26. 45.22.24. 42. 3 1 . 41. 2-36: Fig. 36.22. 32. 2-29: 36. 15. 2-4: Fig. 32. 12.27. Fig.24. 13 e 13 33.27. 16. 47 e 47 Fig. 25. 44? e 44 35. 44. 14 e 14 Fig. 34. 16 e 16 1 6.26. 16. 46 e 46 37.42.24. 17. 16. 2-27: Fig. 35. 2-9.

CAPITULO UNIVERSIDADE fEDEML CURSO DE ODONTOLOGIA Arcos Dentais Permanentes e Oclusão Dental OBJETIVOS l Enfocar os dentes em conjunto. dimensões e curvas de oclusão dos arcos dentais. demonstrando-a por meio de narrativa ou esquema l Determinar exatamente em quais fossetas e em quais cristas ocluem as cúspides vestibulares dos dentes posteriores inferiores e as cúspides linguais dos dentes superiores posteriores. bem como a direção e o equilíbrio dos dentes que os formam l Discutir fundamentos de oclusão dental. 8 e 9 l . na posição de máxima intercuspidação l Aplicar noções sobre dinâmica da articulação temporomandibular (relação das ações musculares com a movimentação mandibular) para a percepção das posições da mandíbula e de seus movimentos nos planos sagital. especificando sua disposição nos arcos e as suas relações mútuas l Desenvolver explicação sobre as formas. frontal e horizontal l Responder corretamente às perguntas dos Guias de estudo 7.

agora mais atentamente. A sobreposição é aumentada mais ainda porque os incisivos se apresentam inclinados para a vestibular.PROF DR FRANCISCO G. Reproduza também em si próprio. Os autores. o que nos faz entender porque o arco superior envolve o inferior. A sobreposição no sentido vertical. CURSO DE ODONTOLOGIA 1 Leia uma vez o bloco l (B2). que pode ser calculada medindo-se a distância entre duas linhas horizontais que tangenciem a borda incisai de incisivos superiores e inferiores. nos euriprosopos. Examine crânios dentados de adultos. a transversal ou a ântero-posterior? A distância transversal é maior no arco superior ou no inferior? Por que? O que significam trespasse vertical e trespasse horizontal? Quais são os tipos anormais de mordida? A medida do comprimento do arco superior. Nesse envolvimento ou sobreposição. com inclinação aproximada de 20° nos superiores e de 12° nos inferiores. Examine modelos de arcos dentais feitos em gesso ou resina e coloque-os em oclusão. a seguir. passe para o item 5. é sempre maior que a ântero-posterior e sempre relacionada com a largura da face. Reproduza nos modelos ou no crânio as posições e movimentos mandibulares estudados.Veja seus próprios arcos dentais no espelho. escrevendo. g J Tanto os dentes decíduos como os permanentes se relacionam através de suas faces de contato formando arcos. às seguintes perguntas: Os arcos dentais permanentes possuem formas variadas? Quais são elas? Qual é a maior dimensão do arco dental. é maior ou menor que a do arco inferior? Esse comprimento é imutável? Por que? O que é curva sagital de oclusão? O que é curva transversal de oclusão? Quais são as direções vestíbulo-linguais dos dentes dos arcos superior e inferior? E as direções mésio-distais? O arco formado pelos ápices das raízes dos dentes é maior no maxilar* ou na mandíbula? Por que? De que maneiras os dentes se mantêm em equilíbrio nos arcos? Em que condições pode haver desequilíbrio? 3 Leia novamente e confira se as respostas estão corretas. 3-1). . 3-2). volte aos itens l a 3. 5 Procure responder em voz alta as mesmas questões do item 2. Admitem ainda que a distância transversal. AL--w 4 Se as respostas estiverem erradas ou incompletas. situada entre os primeiros e os segundos molares.81 Arcos dentais Luiz Altruda Filho GUIA DE ESTUDO 7 UNIVERSIDADE FEDERAL DO fM BIBLSCTECA. de concavidade posterior (Fig. O diâmetro transversal é maior no arco superior do que no inferior. "distendido". semicircular. em geral. 2 Responda. aceitam que a morfologia dos arcos dentais* pode apresentar-se elíptica. Consulte outros livros de anatomia dental e repare bem em suas ilustrações. sem consultar suas respostas escritas. hiperbólica. na posição de oclusão. 6 Leia ainda uma vez mais o bloco l para destacar os detalhes que julgar mais importantes. Leia de novo. Confronte o que falou com o texto do livro.Verifique as direções dos dentes em radiografias ou em peças anatómicas preparadas para isso. o eixo transversal é maior que nos indivíduos leptoprosopos que possuem faces altas e estreitas. um superior e outro inferior. as bordas incisais dos incisivos e caninos inferiores tocam as faces linguais dos homólogos superiores e as cúspides vestibulares dos premolares e molares inferiores ocluem com as fossetas oclusais dos superiores. onde a face é mais larga. Examine radiografias e crânios de crianças de várias idades. em forma de V ou em forma de U. Consulte sempre o Glossário para completar ou ampliar seu entendimento. leva o nome de trespasse vertical* (conhecida na clínica como sobremordida ou overbite). parabólica. Se estiverem corretas. Troque ideias com os colegas. Já o trespasse horizontal* (sobressaliência ou overjet) pode ser calculado medindo-se a distância entre duas linhas verticais que passem pela borda incisai de incisivos superiores e a face vestibular dos incisivos inferiores (Fig.

o arco dental superior é 2mm mais longo (cerca de 128mm) quando medido da distai do último molar de um lado.1 -Vista oclusal de modelos dos arcos dentais superior (acima) e inferior (abaixo). Em ambos falta o terceiro molar. Além de ser mais largo (55mm em média). acompanhando toda a curvatura do arco. até a distai do último molar do outro lado. que é o contato das bordas incisais dos superiores com as dos inferiores. e a mordida cruzada* anterior. em que não há sobreposição normal durante a oclusão. que é o trespasse horizontal e vertical com valor negativo. overjet) delineados na relação estática entre incisivos "TC Trespasse Trespasse O trespasse vertical de mais de 3mm resulta na chamada mordida (ou sobremordida) profunda.ARCOS DENTAIS PERMANENTES E OCLUSÃO DENTAL Figura 3 . Figura 3-2 -Trespasse vertical (sobremordida. manifesta-se a mordida aberta* anterior. . Ao contrário. quando os incisivos superiores não se sobrepõem aos inferiores ou se distanciam deles. são a topo-a-topo. Outras mordidas. overbite) e trespasse horizontal (sobressaliência.

deixando portanto de apresentar essa curva. com alturas diferentes. Essa curva existe em função da posição que os dentes ocupam nos alvéolos*. quando for considerado normal. Quando observamos os arcos dentais por um plano sagital ou ântero-posterior. 3-4) Quando da observação dos arcos dentais pelo plano frontal. notamos que existe uma curva determinada pelas faces oclusais dos dentes. Curva transversal de oclusão (curva de Wilson) (Fig. Curva sagital de oclusão (Balkwill-Spee) (Fig. que é a de semicírculo. em função dos desgastes sofridos pela dentição. inicia-se com a erupção* dos caninos e premolares e termina com a erupção dos segundos molares. como chupar dedo ou chupeta em excesso. podendo sofrer modificações com o tempo. a inclinação dos dentes é mínima. 3-3) Figura 3-3 . A curva sagital de oclusão. independente de fatores que possam modificá-lo.Curva sagital de oclusão. O arco decíduo adota uma só forma. nas oclusões sucessivas. o que compromete uns 3mm do comprimento do arco. A importância da curva de compensação é exatamente a de evitar contatos posteriores em movimentos protrusivos. pois nesse caso os dentes estão implantados perpendicularmente. de modo que não é formada uma curva semelhante. Essa curva passa pelos planos oclusais* dos molares e existe devido à inclinação dos dentes nos alvéolos. Nos arcos decíduos. que começa nos molares e termina no canino. o que não acontece na dentição decídua. nota-se uma curva transversal de concavidade superior. que também pode ser chamada de curva de compensação. onde os dentes estão implantados na mesma altura. isto.83 O atrito entre os dentes de um arco. Na região dos premolares. também não notamos a presença desta curva. . provoca desgaste nas áreas de contato e ligeira perda óssea horizontal nos septos interalveolares.

as coroas é que constituem um arco mais estreito do que o arco formado pelas raízes.Curva transversal de oclusão. No arco inferior. Devido às inclinações dos dentes na direção vestíbulo-lingual. os ápices radiculares dos superiores formam um arco (intra-ósseo) mais estreito do que o arco das coroas dos mesmos dentes. os incisivos e muitas vezes os caninos têm seu longo eixo com inclinação para a lingual. A direção geral dos dentes está sujeita a sofrer alterações. para a realização de uma técnica perfeita. Direçao geral dos dentes O conhecimento da direção geral dos dentes é de grande importância em clínica. implantodontia para a correta instalação dos cilindros. No arco inferior. Direção vestíbulo-lingual (Fig. as quais implicarão transtornos oclusais com sérias consequências para a ATM. Em cada arco deve-se considerar a inclinação ou direção dos dentes de duas formas: vestíbulo-lingual e mésio-distal. coroa voltada para a mesial). . tanto em anestesiologia. coroa voltada para a lingual). todos os dentes têm seu longo eixo inclinado para a lingual (raiz voltada para a lingual. os demais inclinam-se para a vestibular (raiz voltada para a vestibular. Direção mésio-distal (Fig. 3-11). Essa inclinação é máxima nos incisivos e mínima nos premolares. 3-5) . os demais dentes apresentam inclinação para a distai. com exceção muitas vezes do terceiro molar (ver Fig. Em endodontia também. quando se pretende uma inclinação adequada da inserção da agulha. quanto em especialidade como cirurgia. 3-6) .o arco superior apresenta os dentes com inclinação para a distai (raiz voltada para a distai. Um dos fatores importantes para evitar essas desarmonias é a manutenção do equilíbrio dos dentes.no arco superior.-- ARCOS DENTAIS PERMANENTES E OCLUSÃO DENTAL Figura 3-4 . nos procedimentos de abertura coronária e manipulação dos canais radiculares. nas apicetomias. Nos dentes inferiores ocorre o contrário. coroa voltada para a vestibular). os incisivos estão implantados verticalmente.

Direção vestíbulo-lingual dos dentes superiores e inferiores em oclusão.Direção mésio-distal dos dentes dos arcos superior e inferior (distendidos). dentes anteriores esquerdos vistos por um aspecto mésio-lingual. .85 Figura 3-5 . À esquerda. dentes posteriores direitos vistos por disto-lingual. Figura 3-6 . à direita.

O dente imediatamente distai ao espaço vago tende a se deslocar em direção a ele. Sentido vertical . Figura 3-7 . mas. a perda de um único dente ou parte dele pode alterar esse equilíbrio (Fig. Analisaremos a seguir os diversos sentidos nos quais essas forças ocorrem. . músculo pterigóideo medial). músculo temporal. Figura 3-8 .-Equilíbrio .nos dentes anteriores. que deve ser equilibrada pela força exercida pela língua na face lingual.o equilíbrio nesse sentido é mantido graças aos dentes antagonistas.Equilíbrio vestíbulo-lingual dos dentes posteriores mantidos pela ação da língua e bochecha. o aprofundamento deste no interior da substância óssea esponjosa. 3-9). devendo ser equilibrada pelas forças exercidas pela língua na face lingual (Figs.o equilíbrio no sentido mésiodistal é devido aos pontos de contato. isto é. que na verdade passam a ser superfícies ou áreas de contato* com o tempo e que são muito importantes para a manutenção do equilíbrio. as quais determinam o contato entre os dentes antagonistas*. 3-7 e 3-8). Já nos posteriores. conforme indicam as setas (desenho feito por Élica Patrícia Ribeiro). existem forças que incidem sobre os dentes e que podem alterar esse equilíbrio.cjo ARCOS DENTAIS PERMANENTES E OCLUSÃO DENTAL Os dentes de cada arco apresentam os chamados "pontos de contato" (Fig.Equilíbrio vestíbulo-lingual dos dentes anteriores mantidos pela ação da língua e lábios. conforme indicam as setas (desenho feito por Élica Patrícia Ribeiro). a musculatura labial exerce uma força na face vestibular. Dentre elas destacamos as forças exercidas por músculos da mastigação (músculo masseter. além disso. bem como pelo próprio ligamento periodontal que impede a intrusão do dente no alvéolo. Sentido horizontal (direção mésio-distal) . Sentido horizontal (direção vestíbulo-lingual) . 1-7). a musculatura jugal é que age na face vestibular. que impedem a extrusão do dente.

3-10. Examine modelos de arcos dentais feitos em gesso ou resina e coloque-os em oclusão. 3-11. Se estiverem correias. 3 Leia novamente e confira se as respostas estão corretas. Consulte outros livros de anatomia dental e repare bem em suas ilustrações. Na posição de máxima intercuspidação. escrevendo. 2 Responda. 5 Leia de novo. passe para o item 5.UNIVERSIDADE FEDERAL DO r*RA CURSO DE ODONTOLOGIA FRANCISCO a ÁL-^O 87 Figura 3-9 . 4 Se as respostas estiverem erradas ou incompletas. 6 Leia ainda uma vez mais o bloco 2 para destacar os detalhes que julgar mais importantes. às seguintes perguntas: Quais são os aspectos fundamentais do engrenamento dental em uma oclusão normal? Dê exemplos.Troque ideias com os colegas. volte aos itens l a 3. Oclusão* dental Em parceria com Roelf J. em quais fossetas ocluem as cúspides vestibulares dos dentes posteriores inferiores? E as cúspides linguais dos dentes superiores posteriores? Na posição de máxima intercuspidação em quais cristas ocluem as cúspides vestibulares dos dentes posteriores inferiores? E as cúspides linguais dos dentes superiores posteriores? O que significa lado de trabalho e lado de não trabalho em movimentos excêntricos da mandíbula? Faça um resumo ou um esquema ou um modelo ou o que quiser para explicar oclusão dental. . 3-12 e 3-13) GUIA DE ESTUDO 8 1 Leia uma vez o bloco 2.A ausência do primeiro molar no arco inferior altera o equilíbrio dos dentes de ambos os arcos. Cruz Rizzolo (Figs. Notar exagerada inclinação dos molares inferiores e extrusão do primeiro molar superior. a seguir. agora mais atentamente. Examine crânios dentados de adultos.

1 2 . para mostrar como se dá o encaixe recíproco na: oclusão (acima).-' /\v \ 'N/ N -^ ^ *— _r l )C A x A !\ / \ \ \/ \ l \ \ \ Figura 3 .Observar a oclusão de dois dentes de um hemiarco com um do outro. . Os terceiros molares estão ausentes. com os hemiarcos direitos distendidos.1 1 .Aspecto anterior de modelos de arcos dentais em oclusão central.-- ARCOS DENTAIS PERMANENTES E OCLUSÃO DENTAL Figura 3-10 . pela face vestibular.Desenho esquemático das coroas dos dentes. ^' -^ / s. Figura 3 .Aspecto vestibular do engrenamento dental em uma oclusão normal. com exceção do incisivo central inferior e do terceiro molar superior. Os contornos normais das coroas dentais foram acrescentados ao desenho esquemático (abaixo).

individualmente. o 13 oclui com o 43.nos dentes posteriores. consideramos oclusão quando. 139 Oclusão. Isto dá estabilidade aos dentes no . portanto homónimos). um deles é o antagonista principal. devem ocluir com dois dentes do arco oposto. já que oclusão perfeita ou ideal é muito difícil de ser observada: .1 3 . o terço incisai da face vestibular dos inferiores deve ocluir com o terço incisai da face lingual dos superiores. o outro é o antagonista acessório.89 Figura 3 .nos dentes anteriores. os acessórios são o 12 e o 44). que é o dente homónimo (por exemplo. por definição.todos os dentes de um arco. ocorre o contato entre os dentes antagonistas. ao encaixar cúspides em fossetas de dentes antagonistas. as pontas das cúspides vestibulares dos dentes inferiores devem ocluir nas fossetas* centrais dos dentes superiores. cuja porção distai deve ocluir com a porção mesial da cúspide do canino superior. . no mesmo caso da oclusão dos caninos. fazem exceção os incisivos centrais inferiores e os terceiros molares superiores. e as cúspides linguais dos dentes superiores devem ocluir nas fossetas centrais dos dentes inferiores. Os terceiros molares estão ausentes. incluindo a cúspide do canino inferior. que ocluem unicamente com os seus homólogos antagonistas. Esse contato entre os dentes em posição de máxima intercuspidação. que é o dente imediatamente mesial no maxilar e o distai na mandíbula (por exemplo. ao se fazer a elevação da mandíbula através dos músculos elevadores. direciona as forças provenientes da mastigação ao longo eixo dos dentes. sendo chamadas de cúspides de suporte ou de carga. de ser fechado. significa o ato de fechar. ambos caninos. As cúspides vestibulares dos dentes superiores e as linguais dos inferiores são chamadas cúspides de proteção ou de contenção. Vamos considerar alguns aspectos fundamentais no engrenamento dental em uma oclusão dita normal (presença de todos os dentes ocluindo de modo saudável e estético). Em Odontologia.Aspecto lateral de modelos de arcos dentais em oclusão central. .

mas de suas arestas e vertentes triturantes que prolongam ou aumentam as superfícies de contato entre os dentes. com isso previne a impacção alimentar entre os dentes e. Agora não se trata da ponta da cúspide. O contato cúspide-fosseta pode ser percebido no desenho da Fig. As cúspides vestíbulo-mediana e disto-vestibular do primeiro molar inferior oclui com as fossetas central e distai do primeiro molar superior e a disto-vestibular do segundo molar inferior com a fosseta central do segundo molar superior. portanto. 3-14. A Fig. central e distai do primeiro molar superior. avançando além das fossetas oclusais. Só não ficam nas ameias e sim nas fossas centrais dos molares inferiores as cúspides mésio-linguais dos molares superiores (Fig. As três cúspides vestibulares do primeiro molar inferior ocluem. . os seguintes contatos (Fig. respectivamente. As duas cúspides vestibulares do segundo molar inferior ocluem com as fossetas mesial e central do segundo molar superior. em que um dente posterior oclui com dois dentes antagonistas. em condições normais de oclusão. 3-15). protege a papila gengival*. no qual as pontas das cúspides vestibulares dos premolares inferiores ocluem com as fossetas mesiais dos premolares superiores. as cúspides linguais dos premolares e molares superiores mostram. com as fossetas central e distai dos molares inferiores (o terceiro molar geralmente tem só um contato porque raramente possui mais do que uma cúspide lingual . Neste contato tipo dente a dente ou cúspide-fosseta. conseqúentemente. Figura 3-14 . com as fossetas mesial.90 ARCOS DENTAIS PERMANENTES E OCLUSÃO DENTAL arco inferior (mandibular) contra o arco dental superior (maxilar). não força o alimento para a ameia* e para o espaço interdental*. 3-16 mostra que as cúspides vestibulares dos premolares inferiores e a cúspide mésio-vestibular dos molares inferiores entram em contato com cristas marginais que formam as ameias dos dentes superiores. em que as pontas das cúspides vestibulares de dentes inferiores ocluem com fossetas de seu antagonistas. a ponta da cúspide não oclui com as cristas marginais e. respectivamente. Por sua vez.Relações estáticas ou contatos entre dentes superiores e inferiores. As cúspides linguais dos premolares superiores ocluem com as fossetas distais dos premolares inferiores e as duas cúspides linguais dos molares superiores ocluem. As cúspides linguais dos premolares e molares superiores ocluem nas ameias inferiores correspondentes. Os pequenos círculos representam os contatos e os segmentos de reta unem esses contatos que ocorrem durante a oclusão. Contato cúspide-fosseta.só a mésio-lingual) Ainda na relação estática entre os dentes superiores e inferiores há o contato cúspide-crista. 3-17).

Contato cúspide-crista. .91 Figura 3-15 .Contato cúspide-crista. em que cúspides vestibulares de dentes inferiores ocluem com dois dentes antagonistas. Figura 3-17 .Contato cúspide-fosseta. em que as pontas das cúspides linguais de dentes superiores ocluem com fossetas de seus antagonistas. Figura 3-16 . Os pequenos círculos representam os contatos e os segmentos de reta unem esses contatos que ocorrem durante a oclusão.Relações estáticas ou contatos entre dentes superiores e inferiores. em que cúspides linguais de dentes superiores ocluem com dois dentes antagonistas.

Durante a função mastigatória. entretanto. Se a lateralidade for para a direita. com o consequente aparecimento de áreas lisas devido ao desaparecimento gradual das elevações e dos sulcos secundários. de rotação e de translação. isto é. O lado esquerdo então será o lado de não-trabaIho. quais movimentos devem ser realizados? Para alcançar a posição mais protrusiva (ou protrusão total) a partir da abertura máxima. Cruz Rizzolo]. B3 Este subcapítulo refere-se às relações dinâmicas entre os arcos dentais. acabam produzindo facetas de desgaste. para a direita ou para a esquerda. no qual não haverá contato entre os dentes. consulte nova bibliografia. 4 Consolide o aprendizado com mais uma leitura bastante atenta. quais músculos são acionados? Quais são os músculos que agem ao se trazer a mandíbula da posição mais protrusiva diretamente à posição de oclusão central? Como são feitos os movimentos bordejantes no plano frontal. retrusão e lateralidade da mandíbula (ver o subcapítulo "Dinâmica da ATM" em um dos livros do mesmo autor: "Anatomia da face" e "Anatomia facial com fundamentos de anatomia sistémica geral" [este em colaboração com Roelf J. nos raros casos em que dentes inferiores transpassam vestibularmente todos os dentes superiores ou alguns deles. . uma boa noção dos movimentos básicos da articulação temporomandibular. É claro que os movimentos protrusivos. para cortar o alimento. a partir da oclusão central? Que forma terá o gráfico final correspondente aos movimentos realizados? Do gráfico traçado. bem como os movimentos de abaixamento. Isso acontece ern razão do atrito contínuo que provoca o desgaste fisiológico das cúspides. podem se iniciar os chamados "movimentos excêntricos". a fim de preparar o aluno ingressante de Odontologia para a sequência de seu curso. ambos editados em 2004 pela Sarvier. em que os incisivos inferiores deslizam contra a face lingual dos incisivos superiores. a mandíbula realiza pequenos movimentos laterais que. 2 Responda: Quais são os fatores que podem interferir na posição de repouso da mandíbula e na manutenção do espaço funcional livre? Qual é a diferença entre oclusão central e relação central (vá reproduzindo as posições que vão sendo mencionadas em si próprio)? Para se chegar à posição de abertura máxima. É requerida. protrusão. principalmente nas cúspides de suporte. São Paulo). a fim de triturar os alimentos pela ação das vertentes triturantes que entram em atrito. o que representa seu ângulo posterior? Defina movimento de Bennett. manuseie modelos. como na posição de máxima intercuspidação. A partir da relação estática entre os maxilares.ARCOS DENTAIS PERMANENTES E OCLUSÃO DENTAL Quando o engrenamento dos dentes é invertido. este lado será o lado de trabalho. ao se realizar movimentos bordejantes no plano horizontal. a partir das posições de repouso e de oclusão. dá-se o nome de mordida cruzada*. com o passar do tempo. seja ativo no seu grupo cooperativo de estudo. 3 Leia novamente para as adequações às respostas. também determinam desgastes. reproduzindo as posições e os movimentos em si mesmo. determinadas pelos movimentos mandibulares. Posições e movimentos da mandíbula GUIA DE ESTUDO 9 1 Leia o bloco 3. elevação.

por exemplo. contraídos apenas o suficiente para manter a postura. Se a cabeça for inclinada para trás. dentro dos limites máximos permitidos pelos ligamentos e músculos mandibulares.Posição de repouso.para considerar a primeira posição postural neste estudo. pois os músculos elevadores da mandíbula devem permanecer contraídos. Figura 3-19. o estresse físico e emocional e a postura. Por outro lado. a dor. Ela fica assim na chamada posição de oclusão central. A posição de repouso é importante para o descanso muscular e alívio das estruturas de suporte dental. considerados separadamente de acordo com sua realização nos planos sagital. É claro que certos fatores podem interferir com a constância desta posição.a partir da posição de repouso. Serão movimentos que vão até a sua amplitude máxima. . Os dentes superiores e inferiores não estão em contato e o espaço entre eles é chamado espaço funcional livre ou interoclusal. conhecidos como movimentos bordejantes. Figura 3-18 . 3-18) . se a cabeça for inclinada para frente. A movimentação explicada a seguir deve ser reproduzida pelo próprio leitor. a mandíbula pode ser elevada até o contato máximo dos dentes inferiores com os superiores. com os lábios em leve contato e a musculatura mandibular relaxada. 3-19) . poderá mesmo eliminar completamente o espaço funcional livre. a relação maxila-mandíbula se modificará. isto é. que é a posição de maior número de contatos entre os dentes ou de máxima intercuspidação.Oclusão centrai.93 Para melhor entender esses movimentos eles serão isolados. A pessoa despende esforço para manter seus maxilares fechados nesta posição por algum tempo. ou seja. frontal e horizontal. Posição de repouso (Fig. Oclusão central ou máxima intercuspidação (Fig. aumentando o espaço funcional livre. É esta a posição de repouso da mandíbula. imagina-se uma pessoa em pé ou sentada olhando para frente e para longe. na qual os músculos mandibulares estão em contração mínima. para melhor entendimento do que se quer ensinar.

Deve-se lembrar que o coxim retrodiscal é ricamente inervado. O mesmo acontece nas limitações dos movimentos de abertura. ela alcança sua posição mais retrusiva. descrevendo a "trajetória incisiva". o movimento posterior não é limitado pelo contato direto de superfícies ósseas. mas por músculos e ligamentos. há um espaço entre o côndilo e o processo retroarticular. Figura 3-20 . ARCOS DENTAIS PERMANENTES E OCLUSÃO DENTAL A partir desta posição. do incisivo superior.25 em média). ela é uma posição óssea (craniomandibular ou temporomandibular) . acompanhando o contorno da vertente posterior da eminência articular do temporal conhecido como "guia condilar" ou um trajeto deslizante chamado "trajetória sagital da cabeça da mandíbula". num movimento de retrusao da ordem de l a 2 milímetros (1. Obviamente. Ao mesmo tempo. Relação central (Fig. A face lingual. 3-20) . o que produz estímulos sensitivos gerais e proprioceptivos. Neste ponto. se a mandíbula for protruída até os incisivos se tocarem topo a topo. protrusão e lateralidade. A relação central independe de dentes.Relação central.retrusao não forçada da mandíbula. percorrida pelo incisivo inferior é chamada de "guia incisai" ou "guia anterior". então. os dentes podem ser mantidos apenas em ligeiro contato e então a mandíbula pode ser movida para trás. Mas há um ponto além do qual a mandíbula não pode ir. que é a posição de relação central.a partir da oclusão central. Figura 3-21 . impedindo de maneira normal a sua compressão. as bordas incisais dos incisivos inferiores deslizarão sobre as faces linguais dos superiores.Abertura em charneira. as cabeças da mandíbula descreverão um trajeto. inclinada.--. com os côndilos ou cabeças da mandíbula ocupando uma posição ântero-superior em relação ao centro da fossa mandibular. . Apesar de a mandíbula estar na posição mais posterior ou retrusiva que ela possa adotar.

a mandíbula deve abaixar um pouco para permitir que os dentes se cruzem. posição esta que não pode ser ultrapassada (Fig. chega-se à abertura máxima. ou rotação. 3-23). a mandíbula pode ser deslocada para frente e para cima. Nesta posição. Este não se desloca para frente. isto é. mas simplesmente roda em torno de um eixo (Fig. para movimento de deslizamento anterior conhecido como translação (ainda que haja rotação associada. 3-24). Quando os incisivos inferiores encontram os superiores. os movimentos bordejantes da mandíbula (Fig. em torno de um eixo de charneira (transversal) no côndilo. O gráfico traçado é um esquema dos limites extremos dos movimentos mandibulares normais. Se a boca continuar a ser aberta. durante os primeiros 5 a 20 milímetros deste movimento a mandíbula gira em um movimento de charneira puro.Protrusão total. Separando-se os maxilares o máximo possível. movimentos de protrusão e elevação concomitantes.. em movimentos intrabordejantes ou movimentos Figura 3-22 — Abertura máxima. Figura 3-23 . O movimento seguinte é a translação da mandíbula para trás. Ela se move livre e fácil dentro do gráfico. chega-se a um ponto onde o movimento condilar muda de rotação em charneira pura. 3-25). o máximo possível.95 Movimentos no plano sagital . Daí a mandíbula se desloca até chegar à oclusão central (Fig. enquanto se mantém os dentes em leve contato. . Da posição de abertura máxima. Alcança assim a mandíbula sua posição mais protrusiva. a borda incisai do incisivo inferior fica em um nível mais alto do que a borda incisai do incisivo superior (Fig. 3-21). É claro que a mandíbula não se movimenta rotineiramente nas bordas extremas do gráfico. 3-22).na abertura da boca a partir da posição de relação central e conservando-se a mandíbula na posição mais retrusiva. Esse gráfico sagital foi descrito pela primeira vez por Posselt.

o condilo esquerdo desloca-se para baixo e para frente (e ligeiramente para medial). até que os dentes entrem em oclusão central (Fig. 3-29).Oclusão central. isto é. tal como no plano sagital. de maneira alguma. 3-27). 1 2 3 4 5 6 Figura 3-24 . enquanto o direito permanece em posição na fossa mandibular (Fig. inconscientemente. nas funções de falar. No movimento lateral direito. Movimentos no plano frontal . um movimento para trás até a oclusão central envolve a translação posterior do côndilo direito e rotação de ambos os côndilos.os movimentos mandibulares podem ser vistos de frente. Alguma rotação ocorre em ambos os côndilos (Fig. O gráfico de movimento traçado pelo incisivo inferior representa as bordas dos movimentos mandibulares máximos no plano frontal. 3-28). atingem a amplitude dos movimentos máximos nas várias direções. Destes. Se desta translação unilateral direita a mandíbula for movida a uma posição de abertura máxima. ambos os côndilos também entram em rotação até seus limites máximos (translação e rotação condilar bilateral) (Fig. mastigar e deglutir etc. e a fecha diretamente em oclusão central. a partir da oclusão central (Fig. Da posição lateral esquerda. tendo-se como referência o plano frontal. enquanto o côndilo direito permanece na posição avançada. Oclusão central Relação central Abertura em charneira (rotação) Rotação e translação Abertura máxima Protrusão total com elevação Retrusão Fechamento habitual funcionais da mandíbula no plano sagital. ou movimentos bordejantes. 3-26). Este movimento é conhecido por fechamento habitual (Fig. 3-25). 3-30). Movimentos normais dos atos de mastigar e de falar são intrabordejantes. o côndilo direito desliza para frente. o movimento mais reprodutível é o que ocorre quando se abre bem a boca.96 ARCOS DENTAIS PERMANENTES E OCLUSÃO DENTAL 2 1 Figura 3-25 — Gráfico do movimento plano sagital. . O fechamento da boca iniciado na posição de abertura máxima e terminado na posição lateral esquerda é conseguido pela translação posterior do côndilo esquerdo. Enquanto ele vai para frente. correspondem aos movimentos funcionais que.

Figura 3-29 .Oclusão central. . Figura 3-28 .Gráfico do movimento no plano frontal.Abertura máxima.Movimento lateral direito.97 Figura 3-26 . Figura 3-27 . Figura 3-30 .Movimento lateral esquerdo.

enquanto os dentes são mantidos em contato. de protrusão máxima e lateral direita. o maior interesse está em se localizar o ângulo que representa a posição mais retruída. As linhas representam os movimentos bordejantes e a mandíbula não pode mover-se por fora dessas bordas. Os outros ângulos são as posições lateral esquerda. os traçados obtidos assemelham-se a uma ponta de seta ou à arquitetura de um arco gótico. e os articuladores podem ser ajustados para possibilitar isto. a partir da posição de relação central. isto é. Cada ângulo do losango representa uma particular posição mandibular reprodutível. Dentro dessas linhas.5 milímetro para o lado do movimento (direito. durante o movimento lateral. então não se perde tempo traçando todo o gráfico. Desta posição. prende-se uma ponta nos dentes inferiores que gravará traços em uma placa ligada aos dentes superiores. Portanto. o outro côndilo é retruído para a mandíbula mover-se para trás até a posição de relação central. a mandíbula é projetada ao máximo para frente. Primeiro um movimento lateral para a direita. Daí. O gráfico assim traçado corresponderá aos seguintes movimentos. Mais frequentemente. para tal. a mais retruída relação da mandíbula com o maxilar. Normalmente. o côndilo direito simplesmente desliza para frente. A área losângica assim formada é o gráfico de movimento no plano horizontal. o côndilo do lado do movimento (côndilo direito para o movimento lateral direito) não permanece sem deslocamento. Esta mudança de posição da mandíbula para lateral é chamada movimento de Bennett. Até aqui tem sido descrito o movimento lateral como a simples rotação de um côndilo. Em vez disso. como resultado. entretanto. no caso). pode ocorrer um deslocamento lateral de toda mandíbula enquanto se realiza o processo de rotação e translação. mas desloca-se cerca de 1.há um aspecto do movimento mandibular. ao se fazer próteses totais. enquanto o outro desliza para frente. O grau de movimento de Bennett que ocorre é medido no lado oposto e varia de pessoa a pessoa. Este método de traçar os movimentos mandibulares no plano horizontal é frequentemente usado na clínica para registrar a relação central. O ângulo posterior é a relação central. o côndilo esquerdo é retruído de tal modo que a mandíbula se mova para a posição lateral esquerda.para se examinar os movimentos mandibulares no plano horizontal. Por esta razão. Em seguida. Movimento de Bennett . de considerável importância. que é o movimento de Bennett. o procedimento é chamado traçado do arco gótico.ARCOS DENTAIS PERMANENTES E OCLUSÃO DENTAL Movimentos no plano horizontal . É importante este ajustamento porque os caminhos através dos quais as cúspides opostas superiores e inferiores deslizam em movimentos laterais são afetados pela presença ou ausência do movimento de Bennett. a mandíbula movimentase livremente em qualquer direção com movimentos intrabordejantes. . concentra-se nos movimentos mais retrusivos e.

caninos. premolares e molares superiores e inferiores l Seccionar dentes longitudinal e transversalmente e examinar radiografias panorâmicas e periapicais para reconhecer o contorno e demais detalhes anatómicos da cavidade pulpar l Responder corretamente às perguntas do Guia de estudo 10.CAPITULO 4 Anatomia Interior dos Dentes OBJETIVOS l Descrever a cavidade pulpar dos dentes permanentes. limites. depois de ter entendido seus aspectos funcionais e anátomo-topográficos gerais básicos l Caracterizar câmara pulpar e canais radiculares. tamanho. sem deixar de citar sua localização. . comunicações e tipos de canais l Descrever formas típicas de cavidade pulpar de dentes que compõem os grupos dos incisivos.

muitas vezes com sobreposição de imagens. Além da anatomia interior típica. Devido a sua importância. bifurcações e ramificações do canal radicular. no entando. Cruz Rizzolo GUIA DE ESTUDO l O 1 Leia uma vez (ou quantas mais quiser) o bloco l. curvaturas mais frequentes. O conhecimento anatómico permite não apenas abordar corretamente a polpa. ela deve ser protegida e conservada. Apalpa dental é o tecido mais importante do dente. a câmara pulpar tem sempre o mesmo tamanho na vida de um indivíduo? Se não. aliada a uma sensibilidade tátil desenvolvida. qual dos canais do molar superior é mais fácil de ser manipulado pelo operador? E do molar inferior? As curvaturas dos canais vestibulares são equivalentes no primeiro e no segundo molar? O soalho da câmara pulpar do molar inferior é côncavo ou convexo e como se dispõem nele as aberturas dos canais? Como se denominam e como se dispõem os canais da raiz mesial do molar inferior? A raiz supranumerária disto-lingual ocorre no primeiro ou no segundo molar inferior? Com que frequência? Uni ou bilateralmente na maioria das vezes? 3 Proceda tal como foi indicado no item 3 do Guia de estudo 6. Esse tratamento é difícil de ser feito porque não se consegue uma visão direta da cavidade pulpar e as tomadas radiográficas convencionais oferecem visões incompletas. sofrer dano a ponto de não mais ser possível o seu reparo. usando terminologia adequada. com a mesma espessura em todas as paredes ou é irregular. Além desta sua função primordial. de preferência. Em que condições anormais a cavidade pulpar diminui seu tamanho pela deposição de dentina secundária? Essa deposição é uniforme.do canal? Sabese que a formação de dois canais no interior da raiz do incisivo inferior não é um fato raríssimo. explique. para que seja formada na mente uma imagem tridimensional da cavidade pulpar. modificao. es etárias. dens in dente. com altos e baixos? Os canais radiculares dos incisivos são mais dilatados nos superiores ou nos inferiores? Qual dos incisivos tem maior probabilidade de apresentar grande curvatura do terço apical da raiz e. BI A cavidade pulpar é o espaço situado no centro da coroa e da raiz do dente. calcificações. onde se situa e que tendência segue a sua forma? A que se denomina teto e soalho da câmara pulpar? Os dentes unirradiculares possuem soalho? Que aberturas são encontradas no soalho da câmara pulpar de dentes multirradiculares? O teto da câmara pulpar é semelhante nos incisivos e nos molares? O forame apical é sempre único e sempre se localiza exatamente no ápice da raiz do dente? É certo afirmar que o forame apical seja uma abertura no cemento e não na dentina? Uma raiz contém sempre um canal? Exponha o que entendeu sobre fusões. De acordo com seus conhecimentos anatómicos. químicos e bacteriológicos. Em condições normais. dilacerações. Qual é a probabilidade de se encontrar dois canais no primeiro premolar inferior? Explique.que forma a dentina. as variações* mais comuns (variação numérica de raízes e canais. uma vez. Quanitos canais pode ter o primeiro molar superior? Explique. procurando defender o dente. É limitada quase que exclusivamente por dentina e contém a polpa* dental. 2 Responda às seguintes perguntas: O que é câmara pulpar. com radiografias e dentes seccionados à mão para acompanhar a leitura. Se.101 Cavidade pulpar Em parceria com Roelf J. constrição apical) devem ser do domínio . o mesmo ocorre com o canino inferior? Os premolares inferiores têm sempre um canal ou dois canais? Explique. mas sua abertura em dois forames apicais distintos é raríssima. remover a polpa e obturar o canal* radicular. a polpa reage aos ataques físicos. como também evitar atingi-la inadvertidamente durante um preparo cavitário. mesmo assim o dente pode ser conservado por meio de um tratamento endodôntico. Essas dificuldades são compensadas por um conhecimento minucioso da anatomia interior do dente. que consiste em abri-lo até a cavidade pulpar.consequentemente. examinando as figuras e.

para se aprofundar depois ao estudar Endodontia e Odontopediatria. O canal radicular é a continuação da câmara até a região apical do dente.4-2 e 4-3) Com propósito de descrição. tendendo a cúbica e. No teto há reentrâncias ou divertículos da câmara pulpar*. o que equivale dizer que a polpa dental. Desta maneira. O estudantKde Anatomia recebe aqui as primeiras noções da morfologia da cavidade pulpar do dente permanente. Os cornos pulpares mesiais são mais longos que os distais. é morfologicamente similar ao próprio dente. A câmara pulpar é um espaço no interior da coroa dental. não importa que o dente seja inferior ou superior. onde se abre por um (ou mais que um) forame apical*.102 ANATOMIA INTERIOR DOS DENTES j do p^oJ^sw|iaL™Jy|as jíao é o objetivo desta obra entrar em detalhes sobre esses aspectos. sob cada cúspide. mesial e distai são as que correspondem às mesmas faces da coroa. que se prolonga até o bulbo radicular dos dentes posteriores. que preenche toda a cavidade pulpar. A parede oclusal é denominada teto. a forma da câmara pulpar varia de acordo com a forma da coroa dental. . Câmara pulpar (Figs. possui seis paredes. lingual. Figura 4-1 . Nos dentes molares ela é dilatada. As paredes vestibular.Cavidade pulpar dos dentes. tal como a coroa. 4-1. em vista vestibular. Os terceiros molares não estão representados. a cavidade pulpar é classicamente dividida em câmara pulpar* e canal radicular*. A anatomia interior segue. espaços estes ocupados pelos cornos pulpares*. em linhas gerais. a anatomia exterior do dente. Eles serão maiores quanto mais desenvolvidas forem as cúspides. apesar de suas menores proporções.

Figura 4-3 . com secção ao nível do colo.Cavidade pulpar dos dentes. em vista oclusal. .Cavidade pulpar dos dentes. em vista mesial.UHWEWADE FEDERAL DO ^ARA CURSO DE ODONTOLOGIA DR FRANCISCO GA-AM 103 Figura 4-2 . Os terceiros molares não estão representados. Os terceiros molares não estão representados.

assemelha-se a uma cunha. que provoca o aparecimento de uma ilhota de dentina. este numa pequena porção apical. uma raiz aproximadamente cónica (de secção transversal circular ou oval) possui um canal em seu interior. que faz parte da polpa. podendo estar deslocado para uma das faces da raiz.ANATOMIA INTERIOR DOS DENTES A parede cervical é denominada soalho e situa-se num nível além do colo. a denominação delta apical que se dá. e um canal cementário o qual não deve ser preenchido e que reage diante do tratamento. Não é incomum o surgimento de alguns forames apicais. 4-4). Num dente multirradicular*. canais simples podem bifurcar-se próximos ao ápice (canais bifurcados). onde se apresenta constrito. por possuir dois canais. muitas vezes com a existência de intercanais (formando ou não um plexo anastomótico). Por vezes. . Via de regra. sem transição. penetra. Canal radicular (Figs. mas também no terço médio e até mesmo no terço cervical da raiz. não somente próximo ao ápice. Os canais secundários. O forame apical nem sempre se situa no ápice. contêm tecido conjuntivo e vasos. os canais radiculares são independentes e não fusionados. sendo sempre mais amplo no seu início no soalho da câmara e. porque o teto se reduz a uma aresta reentrante. Em seus ângulos há depressões afuniladas que correspondem às entradas dos canais radiculares. o qual o endodontista preenche nos tratamentos que faz. em correspondência com a borda incisai da coroa. pode-se dizer que há um canal dentinário. essa disposição ramificada lembra a desembocadura em delta de um rio e. Como os dentes anteriores são unirradiculares. daí. vai se afilando até o seu término no forame apical. a partir daí. ajudando na reparação pela aposição de cemento. já no interior do bulbo radicular. ou então canais duplos fusionam-se próximo ao ápice (canais fusionados). O mesmo acontece com os premolares. O canal principal pode ter ramificações laterais. Por sinal.ambos os espaços continuam-se reciprocamente. Há também uma disposição interessante de canais bifurcados-fusionados. a câmara dos incisivos é bem diferente da dos molares. o teto é uma ponta arredondada. O canal radicular é formado não apenas por dentina mas também por cemento. geralmente invisíveis nas radiografias. os quais seguem os mais diversos trajetos e direções. não existe um limite entre câmara pulpar e canal radicular . Nos caninos. Desta forma. São pequenos canais pulpo-periodontais conhecidos como secundários* ou acessórios. salvo o primeiro premolar superior que. atribui-se seu aparecimento ao fato de a raiz em desenvolvimento poder encontrar um vaso sanguíneo e o englobar (Fig. uma raiz alargada (de secção achatada ou em forma de haltere) possui dois canais. com as raízes apresentando-se fusionadas. 4-1. tem um soalho bem caracterizado. 4-2 e 4-3) O canal radicular acompanha a forma da raiz. Mas há casos de canais duplos em toda a extensão da raiz. devido à ramificação do canal. Como a fornia da câmara pulpar varia de acordo com a forma da coroa. É pelo forame apical que o feixe vásculo-nervoso. um misto das duas apresentações anteriores.

que uma descrição pormenorizada de cada dente seria excesso de detalhes e não caberia neste livro. choques térmicos. deixando as paredes da cavidade pulpar também irregulares e não lisas. No caso da dentina exposta. Essas deposições parciais de dentina deformam a cavidade pulpar. Essa diminuição gradual da cavidade pulpar pode provocar sua obliteração parcial ou mesmo total. Mesmo num dente normal. ficando a câmara achatada e com os divertículos menos acentuados. grandes deposições dentinárias ocorrem próximo à entrada de um canal. Há deposição acentuada no teto e no soalho.Teoria da formação de um canal secundário pelo englobamento de um vaso sanguíneo. trauma odusal*. durante a rizogênese. a deposição dentinária ocorre diretamente abaixo dos canalículos dentinários* expostos. com o exame de dentes ou modelos devidamente preparados com antecipação. Por aposição de dentina e cemento. a cárie faz diminuir a espessura dos tecidos duros do dente e. É um mecanismo de defesa da polpa. observando-se. Outra área na qual se percebe bem a redução de tamanho da cavidade pulpar pela deposição contínua de dentina secundária é a da câmara pulpar. correspondendo a um terço do dente. abrasão*. o qual se apresenta bem amplo e em forma de funil. a critério do professor. As vezes. ou que venham a ser preparados pelo aluno por meio de desgastes ou secções transversais e longitudinais de alguns dentes naturais macerados ou descalcificados. mahclusão* e dentina exposta (por cárie. o forame apical vai aos poucos se estreitando. depois vai sendo lentamente reduzida pela constante formação de dentina secundária* nos dentes com vitalidade pulpar.preparo cavitário. para se tornar uma área bem constrita (Fig. portanto incompletamente desenvolvido.105 Figura 4-4 . Não é apenas a idade ofator determinante desse fenómeno. Essa deposição gradativa pode ser bem observada ao nível do forame apical dos dentes em erupção. Sugere-se que o estudo teórico da cavidade pulpar seja completado nas aulas práticas. Tamanho da cavidade pulpar Num dente em erupção. a lenta deposição dentinária não se dá de modo concêntrico e uniforme. Por exemplo. 1-28). . moléstiaperiodontal. a cavidade pulpar é ampla. entretanto. então. aos três anos. mas de modo irregular. Descrição da cavidade pulpar dos dentes permanentes Serão descritos aspectos principais das formas típicas da cavidade pulpar de cada grupo de dentes. Alterações patológicas. o que prejudica o seu acesso durante o tratamento endodôntico. chega a um quarto. sem essas alterações. fratura coronária)provocam a formação de dentina secundária irregular. apalpa ameaçada produz rapidamente grande quantidade de dentina em local correspondente para compensar a perda.

Não há limite nítido entre ela e o canal radicular.7%) 2 (5. do primeiro premolar superior e inferior e do primeiro molar inferior. o dentista tem um problema a resolver com o segundo canal. foram obtidos pelo próprio autor. Premolares superiores . Considerações sobre caninos com dois canais radiculares e de outros dentes com canais suplementares são feitas mais adiante. as divisões se fusionam novamente para terminar num forame apical comum (canal bifurcado-fusionado). Incisivos e caninos superiores . na maioria das vezes. estes dentes apresentam índice relativamente elevado de raízes e canais supranumerários ou suplementares. O primeiro premolar tem o soalho com as entradas dos canais debaixo de cada cúspide. tal como já foi mencionado em relação a todos os dentes. em menor proporção.8% Tipo de canal* 2 canais 1 forame 11. porque ele fica oculto nas radiografias.1% 2. .0% 11.as câmaras pulpares são irregularmente cúbicas e achatadas na direção mésio-distal. A câmara pulpar é dilatada na área correspondente ao cíngulo.2% 91. que não raro apresenta curvaturas acentuadas do terço apical da raiz. Os canais são paralelos ou convergentes (raramente divergentes) e se encurvam para a distai. como regra. conóide e reto. Neste ponto. segundos premolares e terceiros molares).3%) 88.ANATOMIA INTERIOR DOS DENTES No final deste capítulo serão também consideradas algumas formas atípicas de raízes e cavidade pulpar do canino inferior.a câmara pulpar e o canal radicular reproduzem. são os que menos sofrem intervenções endodônticas. O segundo premolar superior geralmente apresenta uma raiz com um canal central achatado mésio-distalmente. Aliás. O canal é volumoso. o canal algumas vezes se bifurca com uma ilhota de dentina entre as divisões vestibular e lingual. bem como das outras três a seguir.5% Os dados desta tabela. principalmente no terço médio. elas se concentram no incisivo lateral. alargados na direção vestíbulo-lingual.7% 88. a menos que estas sejam feitas em diferentes angulações horizontais. Incisivos e caninos inferiores . conforme se pode ver nas tabelas abaixo. não oferecendo dificuldades no tratamento endodôntico. A despeito da raridade de toda variação anatómica. a forma exterior do dente. Quando há variações anatómicas. com ou sem ilhota de dentina. sempre único nestes dentes.de todos os dentes. mostrando nela um divertículo côncavo.7% 2 canais 2 forames 0.3% 0. As câmaras pulpares acompanham a forma das coroas respectivas. Os canais radiculares. portanto. Clinicamente.5% 5. variações desse tipo são mais constantes nos dentes terminais de cada série (incisivos laterais. retilíneos no incisivo central e pouco encurvados nos demais. são achatados na direção mésio-distal e. Número de raízes* 1 canal 1 forame Incisivo central Incisivo lateral Canino 1 (100%) 1 (100%) 1 (94.

2% 3 canais 3 forames 0.9% 95. o que dificulta a manipulação de seu(s) canal(is).107 Número de raízes Primeiro premolar Segundo premolar 1 (35. para evitar frequente fonte de insucesso em Endodontia. Considerando a deficiência do diagnóstico radiográfico para a localização da entrada.5%) 1 (70%) Tipo de canal 3 (2%) 2 (62.3% 2 canais 2 forames 22. muito estreito. se duplo. primeiro na direção mesial e depois na direção distai. porém com muitas variações.o primeiro e o segundo molares inferiores têm suas cavidades pulpares muito parecidas.5%) 1 (98. dois canais independentes numa única raiz são comuns no primeiro premolar.7%) 3 (0. A cavidade pulpar do segundo molar superior segue o padrão morfológico do primeiro. Suas raízes são frequentemente fusionadas.4% Tipo de canal 2 canais 1 forame 4.2%) 2 (6. A câmara segue a forma da coroa.c 2 (30%) Premolares inferiores . com um soalho convexo. se único.1%) 72.o primeiro molar superior contém uma câmara pulpar relativamente cúbica. O canal lingual é o maior. com o divertículo vestibular bem maior do que o lingual. tem canal único de secção circular. é alargado. ambos são ovóides em secção. forma e número de canais. A raiz mésio-vestibular é geralmente curva. tamanho. em forma de fita e.5%) 2 (30%) 1(11%) 1 (70%) 2<s:. semelhantes às variações do próprio dente. Número de raízes 1 canal 1 forame Primeiro premolar Segundo premolar 1 (93. Os canais mésio-vestibular e mésio-lingual são . o melhor é procurar sempre dois canais nessa raiz. Sua entrada é ampla e infundibuliforme. cujas entradas se dispõem segundo os ângulos de um triângulo. Molares inferiores . Como a ocorrência de canais duplos é a metade (ou mais) dos casos. O terceiro molar superior varia muito quanto a número e disposição das raízes e canais.5% 1.6% 3. o clínico deve estar alerta para a ocorrência dessas variações. tendo nas bordas as aberturas dos canais: dois mesiais e um distai.5%) 2 (1. com a diferença de serem mais retos e menos divergentes. fato este que pode levar ao aparecimento de um único canal bem amplo. o mais reto e o mais longo de todos. O soalho da câmara pulpar é triangular em contorno e os três canais radiculares apresentam a mesma situação e orientação que aqueles do primeiro molar.1% Molares superiores . mas cujo acesso é mais fácil que o precedente.as câmaras pulpares são irregularmente cúbicas. sendo que o soalho tem diâmetros menores que os do teto. formando um triângulo. O canal mésio-vestibular. Dele emergem três canais. Raramente há duplicidade de canais na raiz mésio-vestibular. A raiz disto-vestibular é mais reta. terminando ou não num único forame apical. Apesar de geralmente exibirem canal único e cónico.

mais amplo e mais reto do que o canal lingual. . Decorrem daí as variações da conformação interior. essas considerações passam a servir de alerta aos futuros profissionais. por conseguinte. o vestibular é ligeiramente mais longo. Em crianças de até 14 anos.não obstante possuir três raízes (duas vestibulares e uma lingual) em apenas 2% dos casos (Fig. Número de raízes Primeiro premolar 2 (94. Este fato pode ser deduzido ao se examinar sua anatomia externa. que por certo desejarão evitar qualquer fonte de insucesso durante os procedimentos clínicos. de ambos os primeiros premolares e do primeiro molar inferior. O canal distai é o mais largo.quando o canino possui dois canais. o mais reto e não oferece dificuldades de penetração. Em alguns. com um canal geralmente encurvado em seu interior.7%) Tipo de canal 3 (94.7%) Uma importante variação anatómica do primeiro molar inferior é a ocorrência de uma raiz supranumerária* em posição disto-lingual aproximada de 5. com maior abertura coronária em direção à cúspide (para melhorar o acesso ao canal lingual) e tomadas radiográficas em angulação apropriada (raios principais em direção aos premolares).3%) 4 (5. a partir de então. quando se propõe intervenção endodôntica ou apicectomia. Desde já. merecem consideração especial durante o planejamento e o tratamento. é recomendável a exploração rotineira de dois canais.ANATOMIA INTERIOR DOS DENTES estreitos (principalmente o mésio-lingual) encurvados para a distai. 4-5). 4-5). pelas dificuldades que acarreta na localização dos orifícios dos canais radiculares tanto quanto na instrumentação. sendo raras as vezes em que se apresenta com um único canal. bipartem-se por aposição de dentina entre eles. Este dente pode ter dois ou três canais. podem ser independentes ou se fusionarem no ápice. Primeiros premolares superiores trirradiculares . Devido à grande incidência de caninos birradiculares.3%) 3 (5. a ocorrência atinge índices de prevalência relativamente elevados. devido à fusão radicular. É o caso do canino inferior. para evitar a possível superposição das imagens dos canais. Este aumento de 5% é devido à bifurcação do canal vestibular no interior da única raiz vestibular. o primeiro premolar apresenta três canais em 7%. conforme mostram as tabelas deste capítulo. Este tipo de variação pode resultar em complicações durante o tratamento.7%. Raízes e canais supranumerários Variações anatómicas por aumento numérico de raízes e canais radiculares podem ocorrer em qualquer dente. Quando o dente é trirradicular existe um canal para cada raiz. Ela nos mostra também que a bifurcação radicular geralmente ocorre no terço médio (Fig. Essas formas radiculares peculiares encerram um significado clínico importante e. Caninos inferiores birradiculares . O terceiro molar inferior é muito variável na sua forma exterior. entretanto. são únicos e.

mas o canal lingual costuma ramificar-se em ângulo muito fechado. Este sim apresenta incidência admiravelmente alta.109 Figura 4-5 . 4-5 e 4-7) . isto não quer dizer que ele não exista. "descobrindo" a raiz oculta. Este evento coloca em alerta os endodontistas. que tende a dirigir o instrumento endodôntico à parede vestibular da câmara pulpar. vistos por distai. Dois primeiros premolares inferiores com duas raízes. para mostrar a raiz suplementar disto-lingual. Fileira inferior.o primeiro molar inferior com raiz suplementar em posição disto-lingual sucede mais vezes bilateralmente do que unilateralmente. Primeiros premolares inferiores birradiculares (Figs. vistos por vestibular. a raiz disto-lingual fica frequentemente encoberta pela raiz distai. Essa raiz extra determina nova forma do soalho da câmara pulpar. Dois caninos inferiores. Dois primeiros premolares superiores. o acesso ao canal vestibular é direto e fácil. o que torna difícil seu acesso. dificultando assim a observação do fenómeno. vistos por distai. Outro dado significativo é a alta prevalência dessa variação anatómica em povos amarelos. há evidente bifurcação radicular). em relação a pessoas de outros grupos raciais. Modificações horizontais da posição do cone do aparelho radiográfico podem evitar a superposição de imagens. dificultando a abordagem do orifício lingual de um segundo canal. Se algum canal supranumerário não está visível na radiografia. Para contornar este problema. O clínico deve também contar com a probabilidade de haver outros dentes com o mesmo tipo de variação. com duas raízes (vestibular e lingual) separadas no terço médio da porção radicular. ao lado da raiz distai. saindo diretamente do bulbo radicular. que passa a ser a de um trapézio com base maior distai. 4-5 e 4-6) .a variação por aumento numérico de canais no segundo premolar deve ser levada em conta. Outro complicador é a inclinação lingual da coroa. Nas radiografias. porém a incidência é baixa em relação ao primeiro premolar. Se existe. a abertura da coroa deve se estender ao máximo lingualmente para aumentar as chances de localizar o segundo canal. Primeiros molares inferiores trirradiculares (Figs.Fileira superior. Dois primeiros molares inferiores trirradiculares. geralmente terminando em dois forames apicais. em vista mesial (no segundo dente. com bifurcação da raiz vestibular. no mesmo paciente. . Mais de um quarto dos primeiros premolares inferiores tem dois canais. menor.

para mostrar canais duplos em primeiros premolares inferiores. respectivamente com uma e com duas raízes. fato este mais comum nas radiografias de rotina clínica.Duas radiografias para mostrar primeiros molares inferiores trirradiculares com exposição da raiz suplementar disto-lingual. Figura 4-7 . .Duas radiografias periapicais.110 ANATOMIA INTERIOR DOS DENTES Figura 4-6 . Na radiografia da esquerda há maior superposição de imagens.

a partir de um bloco de cera. de maneira regressiva. com riqueza de detalhes l Reconstruir a anatomia de coroas de dentes naturais com grandes cáries. um dente representativo da série de incisivos. usando as habilidades cognitivas e psicomotoras adquiridas no cumprimento dos objetivos anteriores l Responder corretamente às perguntas do Guia de estudo 11. tanto superiores quanto inferiores. de acordo com a técnica proposta l Desenhar e esculpir de memória.^F^ciSCOa4^KO Escultura em Cera de Dentes Isolados OBJETIVOS l Reproduzir dentes em cera (ceroplastia). preenchidas com cera derretida em excesso. . como um meio a mais de aprendizado da anatomia dental l Descrever as etapas da escultura dental especificando os erros mais comuns. premolares e molares. caninos.CAPÍTULO 5 Cyr<so DE ODONTOLOGIA •5iaUC^ORIF.

não consegue fazer uma escultura dental em cera. Uma cuidadosa escultura demanda uma cuidadosa inspeção visual. Assim. sem que o desenho os atinja? Quais as providências que se deve tomar para se iniciar o recorte da cera a partir do primeiro desenho feito? Precisamente. reescreva suas explicações. pelo professor. respeitar a forma de um dente típico. uma crista fora de posição comprometeriam a função. O professor que faz a inspeção não se deixa impressionar com a "arte". Se errou. Em outras palavras. É claro que o trabalho de laboratório para alunos iniciantes os coloca no exercício de uma prática motivante e lhes permite desenvolver habilidades. de visualização. esta atividade psicomotora. algumas vezes mencionado neste texto? Como se faz o acabamento da escultura? É importante. nesta fase. reproduzindo na escultura as direções das faces da coroa e a linha equatorial? Você se preocupa em reproduzir bem? Reproduz também as vertentes e arestas das cúspides e as cristas marginais? Você imita a linha cervical com um risco profundo na cera ou com um suave degrau entre a coroa e a raiz? Quais são os erros mais comuns na escultura de incisivos e caninos? E na de premolares e molares? 3 Leia novamente para conferir se acertou. Subjacente ao ato de olhar o modelo existe urn significado de contemplação. vem a ser um novo meio de aprendizagem da anatomia. Mas lembremos: habilidade ganha-se. a falta de um sulco. Cruz Rrzzolo E ODONTOLOGIA GUIA DE ESTUDO l l 1 Leia uma vez o bloco l abaixo e observe blocos de cera preparados para mostrar a sequência de esculturas dentais. 4 Faça o exercício prático laboratorial com auxílio de bons modelos naturais (ou modelos plásticos ou de gesso). A sua finalidade não é a de esculpir e demonstrar destreza. desenvolve-se. Pode ser um macromodelo ou um dente natural típico selecionado.113 Escultura em cera de dentes isolados MJVÊSS/MDÊ FEDERAL DO Em parceria com RoelfJ. Todavia. Porém. mais do que isso. Ele atribui às minudências precisas da forma maior importância no julgamento final. . O aluno precisa entender que todo aspecto morfológico estudado tem um significado funcional e deve ser reproduzido na escultura com precisão. pelo menos razoável. mesmo que não possua habilidade artística. um trabalho por elas realizado com rapidez. aprimora-se com treinamento. onde é feito o segundo desenho? Como se faz o segundo recorte para a eliminação do excesso de cera? O que se entende por paralelelismo. Para se tirar um dente de um bloco de cera pela primeira vez é necessário ter um bom modelo e saber olhá-lo. 5 Leia uma vez mais. J21 A escultura ou ceroplastia dental foi aqui incluída como um método de estudo a mais da anatomia do dente. habilidade e belo acabamento frequentemente são falhos quanto aos detalhes anatómicos. Capriche no seu trabalho e não se esqueça da teoria. Raramente uma pessoa. de preferência. Algumas pessoas possuem natural aptidão ou pendor para a escultura. 2 Explique as seguintes questões: Como se inicia o preparo de um bloco de cera para a escultura dental. agora realçando o principal. desenvolvida simultaneamente com aulas e estudos. um contorno mal feito. mesmo os melhores escultores já jogaram fora alguns de seus trabalhos mal terminados. a atividade de escultura dental é mais científica do que artística. segundo a técnica proposta neste livro? De que modo é feito o desenho da face vestibular? Por que é aconselhável deixar cerca de 2mm a mais em uma das extremidades do bloco. mas sim aprender detalhes da forma através de intensa observação e comparação conscientes.

30% de cera de abelha e 10% de cera de carnaúba (ou 5% de carnaúba e 5% de estearina). 5-Ia) . Esculpirá de memória.uma servirá para a escultura e a outra. Nesta última. e a espátula ou esculpidor Hollenback. Não se recomenda o uso de lamparina e espátula para cera com o fim de adicionar cera derretida nas partes que foram recortadas ern demasia. A distância entre esta e a primeira linha (metade do bloco) corresponderá à metade ou terço cervical da raiz. e em outro M. tornando o dente esculpido proporcionalmente menor. Os blocos podem ser adquiridos no mercado. . o aluno não mais precisará copiar a anatomia de um modelo. a segunda linha riscada. por referência. ou iniciar uma nova escultura. 5-1 a 5-4) Preparo do bloco de cera (Fig. mede-se 2mm a partir da extremidade livre e risca-se na superfície do bloco marcada com V.divide-se o bloco ao meio e demarca-se com linhas nos quatros lados as duas metades . As raspas de cera que caem sobre a folha são depois embrulhadas nela mesma para o devido descarte. É interessante aumentar entre 10 e 100% as dimensões do dente natural para facilitar o manuseio e melhor evidenciar os detalhes. Trata-se de uma extensão extra. Uma régua ou um paquímetro e folha de papel para cobrir a bancada completam o material. Como esculpir um modelo de dente Material O material utilizado inclui dois instrumentos de muito uso em Odontologia a espátula Lê Cron. Etapas da escultura (Figs. que poderá ou não ser usada como parte da escultura se faltar material na borda incisai ou nas cúspides. A ordem e a higiene são imprescindíveis e fazem parte da formação do aluno.ESCULTURA EM CERA DE DENTES ISOLADOS -MO Com o mdispéftsavèf-esíyflb fias descrições dos dentes e com suficiente prática. de segurança. para a base. transfere-se a dimensão para o bloco e marca-se com nova linha horizontal. Nesta etapa obtém-se a medida da altura da coroa do dente que está servindo como modelo ou a medida padrão que o professor fornecer. é preferível diminuir também as outras partes. com uma extremidade para cortar e outra para escavar e dar acabamento. Se ocorrer o erro por excesso de corte ou desbaste. Tendo. Na metade reservada para a escultura. de acordo com a orientação do professor nesse sentido. com as duas extremidades destinadas a esculpir sulcos e dar acabamento. mas também podem ser preparados com uma mistura de 60% de parafina. As espátulas atuam em blocos de cera na forma de um paralelepípedo com cerca de 40mm de altura e 15mm de largura. para vestibular. para mesial. Uma maior extensão radicular pode ser esculpida. escolhe-se um lado e assinala-se V.

para acentuá-las. por exemplo. traça-se o contorno da face vestibular do dente com uma das espátulas ou com um lápis de ponta fina. As superfícies devem ficar bem lisas e o paralelismo deve ser conferido com um paquímetro. desenha-se novamente. desenha-se a face mesial bem no centro da superfície recortada. 5-lc. projeta-se com dois riscos paralelos a dimensão mésio-distal do desenho na área reservada para a borda incisai ou face oclusal.no quadrilátero reservado à coroa.em seguida. mantendo-se no bloco o perfil mesial da coroa e da porção radicular. que possui face lingual maior que a vestibular. quadricula-se de leve a área do bloco ou treina-se com lápis sobre papel. a ponto de aparecer no lado lingual um contorno semelhante ao do vestibular.ÁL-AW 115 Figura 5-1 . d) desenho do contorno mesial. A experiência aconselha deixar sempre um excesso de 0.Etapas de uma escultura dental em cera: a) preparo do bloco. f) acabamento. Remove-se o excesso de cera dos lados mesial e distai até atingir o contorno desenhado. e) recorte da cera. Um desenho correto é fundamental para se chegar a uma boa escultura. Polvilham-se as linhas com giz ou talco. Certificar-se de que as dimensões sejam bem medidas e transferidas. Os dois recortes precisam ser paralelos. e) .\!HIVER$IOADE FEDERAL 00 r^RÃ CURSO DE ODONTOLOGIA FRANCISCOG. o paralelismo não pode ser observado. por medida de segurança. observando as mesmas dimensões. Depois. . 5-lb) . b) desenho do contorno vestibular do dente. Desenho do contorno vestibular do dente (Fig. troca-se de lado se for necessário. Recorte da cera e desenho do contorno mesial (Fig.5mm a l mm envolvendo o contorno. Se houver dificuldade na reprodução do contorno da coroa. Voltando-se agora para o lado marcado com M. c) recorte da cera. d. No caso do primeiro molar superior. completa-se o desenho traçando a porção radicular. É aconselhável demarcar a distância mésio-distal previamente medida. Recorta-se o excesso de cera. respeitando-se a extensão de segurança de 2mm.

fossas. Se se for comparar com um dente modelo. sulcos e fossetas. Pretendem com isto ganhar tempo e suprimir as fases que consideram menos importantes. sem isentar o aluno da essencial escultura dos detalhes finais. Demarca-se a linha cervical e dá-se forma ao início da raiz. . tem-se que determinar os locais onde nenhum corte pode ser feito. cúspides. obtém-se melhor noção da localização definitiva das cúspides e cristas marginais. as linhas se transformarão nos sulcos e os planos de corte.nesta etapa bisela-se e depois arredonda-se gradativamente os ângulos diedros* e triedros*. Começa-se então a esculpir cíngulo.ESCULTURA EM CERA DE DENTES ISOLADOS Até este ponto tem-se uma forma ainda tosca. falta de convexidade e de inclinação lingual da face vestibular (a borda incisai fica deslocada vestibularmente e não centrada no eixo do dente). colocam-se ambas as peças sempre nas mesmas posições e tenta-se perceber o que a natureza fez. nas vertentes das cúspides e nas cristas marginais (Fig. Ao se aprofundar o corte. Promove-se ou acentua-se as convergências das faces nos sentidos horizontal e vertical. dimensão vestíbulo-lingual excessiva no terço cervical e delgada no terço incisai. cíngulo diminuto e cristas marginais não evidentes. primeiro seco e depois umedecido em sabão líquido. 5-2). 7. Terminada a escultura da face oclusal. falta de bossa vestibular (excesso de cera no terço médio e escassez no terço cervical). acentuando-se assim as convexidades das várias faces. faces de contato paralelas e não convergentes para a cervical (sentido vertical) e para a lingual (sentido horizontal). 2. Desta maneira. porém já próxima da definitiva. Escultura-se com a espátula Lê Cron inclinada em 45°. com o gume cortando a cera em direção às linhas traçadas. 5-lf) . usando-se pano de seda ou algodão. São as áreas correspondentes à linha equatorial"" e ao maior contorno inciso (ocluso)-cervical nas quatro faces axiais*. sem que fosse bem imitada. Para completar o acabamento. Para o desbaste consciente do excesso ainda existente. 5. colo exageradamente constrito. 3. excesso de arredondamento do ângulo disto-incisal. 5-3). 4. faz-se uma judiciosa análise da peça esculpida para que pequenos detalhes sejam acertados ou refeitos. O estudante sem prática frequentemente comete os seguintes erros: 1. 6. deve-se remover irregularidades e atingir o brilho final. dentro desta fase da escultura. Traça-se na face oclusal linhas que corresponderão ao tamanho e a posição dos sulcos (Fig. Acabamento (Fig. A escultura da face oclusal é iniciada depois que ela já esteja com seu contorno delineado e as bordas mais ou menos arredondadas. • Erros mais comuns As primeiras esculturas de incisivos e caninos geralmente mostram uma série de falhas. quando se requer conhecimento anatómico. cristas. Há professores que fornecem aos alunos os blocos já recortados.

as falhas sejam menos grosseiras. f) escultura da crista marginal e respectiva fosseta. 10. detectam-se as seguintes mais frequentes: 8. 14. 15. cúspides dos premolares superiores muito próximas ou muito distantes entre si.Contorno oclusal em cera de premolares (primeiro superior e segundo inferior) e molares (primeiro superior. "quadradão" nos molares superiores). . contorno oclusal impróprio (ovóide quando deveria ser pentagonal no primeiro premolar superior. falta de bossa vestibular e colo muito constrito (para se evitar esta forte tendência. 5-2). 9. b. e) escultura das vertentes triturantes e arestas das cúspides vestibular e lingual. ponte de esmalte saliente e fora de posição no primeiro molar superior. face vestibular chapada no molar superior. cristas marginais muito delgadas. 13. pode-se deixar excesso de cera ao nível do colo durante o recorte e só removê-lo no acabamento). Figura 5-3 . a partir da ceroplastia dos premolares. 11. 12. d. Mesmo assim. O treinamento faz com que.117 Figura 5-2 .Estágios da escultura da face oclusal de um primeiro premolar superior: a) contorno oclusal com linhas de orientação (corresponde ao primeiro desenho da Fig. c. com a demarcação de linhas para orientar o início da escultura da face oclusal. cúspide muito arredondada (sem evidenciar arestas e vertentes). primeiro inferior e segundo inferior). falta de inclinação lingual da face vestibular do molar inferior.

ESCULTURA EM CERA DE DENTES ISOLADOS Considerações finais As etapas da escultura do incisivo estão indicadas no trabalho sequencial realizado em seis blocos de cera e mostradas na figura 5-4. 5-5. para que seja devolvida ao dente a sua formação anatómica original (Figs. conforme especificadas na figura 5-1. Modificações da técnica apresentada são as mais variadas. A tarefa começa com o preenchimento da área faltante com cera derretida em excesso e continua-se com a escultura das elevações e depressões. Figura 5-4 . 5-6 e 5-7). . de memória. Fazer uma escultura com todos os detalhes bem acabados. Professores criativos costumam adaptá-la a sua maneira de trabalhar. O que importa é que o aprendiz se desenvolva o suficiente para esculpir qualquer face de qualquer dente. Ela pode ser complementada pela construção de porções ausentes de dentes naturais danificados por cárie ou fratura.Etapas da escultura. Esta técnica simples de escultura dental para alunos dos primeiros anos completa seu estudo anatómico. significa ter desenvolvido habilidade e ter aprendido a anatomia do dente. Outras técnicas mais refinadas poderão ser praticadas em disciplinas mais avançadas do currículo odontológico. com boa proporção e acabamento.

para ser esculpida.Dentes molares inferiores com a coroa semidestruída por cárie e preenchida com cera derretida em excesso. .Restabelecimento da forma original dos dentes da figura anterior.119 Figura 5-5 . Figura 5-6 . Figura 5-7 . vistos por outros ângulos de observação. pela escultura de cúspides. sulcos e cristas marginais que haviam sido destruídos.Os mesmos dentes das duas figuras anteriores.

Apêndice l Estudo Dirigido l Glossário l índice Remissivo l .

Repare que a coroa é bastante larga. sob a denominação "Desvio distai da raiz". com a face vestibular de frente para você. Cruz Rizzolo CUR. explicada na pág. Comecemos pelo incisivo central superior (ICS). Outro detalhe: normalmente a raiz é retilínea. de incisivos centrais e laterais superiores. individual. Servirá para complementar aulas assistidas ou para substituir aulas perdidas. Em alguns dentes há pouca convergência e as bordas são quase paralelas. sem (ou com muito pouco) desvio distai. contando com material didático apropriado.123 Estudo Dirigido Em parceria com Roelf J. Tenha ou não participado da prática de laboratório em sua faculdade. R!BLiCTECA. com suas bordas mesial e distai convergindo para cervical. Ela é pouca coisa maior que a altura da coroa. . tentar transformar-se. Repare também que a raiz não é longa. em laboratório. dentre várias outras. providenciamos para você este roteiro de estudo prático. você já fez o primeiro exame do dente pela face vestibular e já reteve na memória sua forma e contorno. como nas vésperas das avaliações. de modo que a coroa fique para baixo. fazer projetos de estudo. Veja a área do colo e examine os lados mesial e distai da junção cemento-esmalte.FRANCISCOaÂi. traçar metas de aprendizagem. Ainda que no ICS esse desvio seja mínimo. Mas estudar com vontade (sem vontade é o mesmo que comer sem apetite) e. 16. Este fato nos remete a uma característica comum a todos os dentes. daí a angulação. Depois do estudo teórico da anatomia dos incisivos superiores. Vamos agora aos pormenores. L. Segure-o pela raiz. Pronto. ele existe e faz com que o longo eixo da raiz não coincida com o longo eixo da coroa. Se quiser fazer um desenho desse contorno.SOOEODONÍUU. 2. para acompanhar e aproveitar bem este roteiro. se ela estiver sempre distante. seu estudo será mais significativo.. Perceba que o lado mesial é retilíneo e o distai apresenta uma pequena angulação entre a coroa e a raiz. nada melhor que desenvolver um estudo prático para dar realidade ao aprendizado e consolidá-lo. que introduz e contextualiza o assunto. É o procedimento próprio dás aulas práticas de graduação. Esteja de posse de alguns espécimes típicos.M'u Estudo dirigido sobre incisivos superiores Estudar diariamente e não apenas sob pressão.PROFDR. Modelos de boa qualidade também servem. ilesos (livres de cárie ou fratura). mas é bastante robusta.

da UNESP de São José dos Campos. Passemos a outro detalhe: diferenças entre os lados mesial e distai da coroa. e tente identificar cada um dos sete dentes da segunda fileira. Horácio Faig Leite. Volte agora à Fig. conforme se pode ler no primeiro parágrafo da pág. que porventura você tenha ou que pertençam ao Laboratório de Anatomia ou a seus colegas. já descritos. da pág. Visto o ICS. exuberantemente. 7. Abra o livro à pág. Examinando-o pela face vestibular. vamos para a melhor parte do estudo. 78. 1-14 e 1-15). de raízes curtas e retas. 1-7. a diferença entre os ângulos mésio-incisal e disto-incisal. Faça o mesmo exercício com outros dentes secos. com seu terço apical deslocado para a distai. é preciso analisá-la bem pelo lado lingual para tentar distinguir os ângulos formados com as faces de contato. 59. se um dentista inverter a forma dos ângulos mésio-incisal e distoincisal! Que maçada! O paciente ficará com o rosto transformado! Conseguiu ver todos os detalhes lembrados por nós em seus dentes de estudo? Se a borda incisai dos seus modelos está muito desgastada. 2-35. no encontro da coroa com a raiz do ICS. fica mais fácil estudar e entender a forma do incisivo lateral superior (ILS). 5. 10) fique mais próxima de incisai no lado mesial (porque está mais deslocada para incisai do que para cervical. Ou seja. Veja como os dentes são largos. pág. 6). Ainda pela vista vestibular do ILS. existe não somente porque há um pequeno desvio distai da raiz. mais estreito e alongado) do que o outro. selecionados e fotografados pelo Dr. cuja explicação é acompanhada de sugestivos desenhos (Figs. lembra-se da teoria? Na relação dos "Caracteres anatómicos comuns a todos os dentes" há dois deles à pág. analise bem todo o conjunto e dê um diagnóstico. a borda distai mais baixa e mais curva ou mais convexa que a mesial. 2-35.APÊNDICE 3. avulsos. da Fig. identifique cada um dos sete dentes e compare as suas respostas com as respostas dadas à pág. Para terminar. 14. 4. Cheque com as respostas da página 78. não é mesmo? E se ela está localizada distalmente. Finalmente note que o ângulo disto-incisal é mais rombo (arredondado) que o mesial. você entenderá melhor que a angulação distai. 59 e examine os sete dentes da fileira do alto. . Este é menor e tem um aspecto mais esguio (afilado. Um dos lados é mais reto e alto e o outro é mais curvo e baixo. duas características logo saltam à vista: o arredondamento exagerado do ângulo distoincisal e a raiz adelgaçada. 6. vêem-se repetidos os caracteres anatómicos comuns aos dentes permanentes. Isto faz com que a área de contato (veja a Fig. São dentes típicos. Reconhecendo esses ângulos você pode determinar com segurança se o dente analisado pertence ao lado direito ou ao lado esquerdo. A angulação coronorradicular do segundo dente está bem acentuada. longa. está claro que o dente é direito. Os dois primeiros mostram. Um 11. 13. Enfim. Revendo-os. em comparação com a área de contato distai). mas também porque a borda distai da coroa é mais convexa ou abaulada. observe os detalhes mencionados. Imagine só. Pois é. 1-13. como a angulação coronorradicular distai. de acordo com o método de dois dígitos (veja à pág.

Para terminar o aspecto lingual. No limite entre o cíngulo e a fossa. cristas) podem ser sentidos na ponta da língua. ambas têm comprimento similar. notam-se mudanças no cíngulo (mais estreito.125 8. mas a coroa do ICS é maior que a do ILS. conforme se pode ver nas fotos das págs. conhecida como forame cego. Depois. 59 e 60 e na Fig. No limite entre o cíngulo e a fossa lingual não há solução de continuidade. 2-36. Estes elementos arquitetônicos dentais (cíngulo. 2-1. Leia sobre direções convergentes das faces de contato no sentido horizontal. por este aspecto mesial. O que mais caracteriza a face lingual do ICS é a presença do cíngulo no terço cervical e da fossa lingual ladeada pelas cristas marginais. em você mesmo. Normalmente. Esta característica é comum a todos os dentes. Muitas vezes eles não se formam. que o terço cervical da coroa é muito maior que o terço incisai. fossa. O cíngulo proeminente do quarto dente debaixo é uma exceção. menos arredondado). para saber (lembrar?) porque. Se você acertou 90% ou mais. no sentido vertical. Compare também o contorno da borda vestibular e note que ele é mais convexo no ICS e mais reto no ILS. menos volumoso. note que. será mais. no geral. dos sete dentes incisivos laterais. que também é mais estreita na lingual. A do ILS é mais achatada no sentido mésio-distal. nenhum sulco. Está na hora de virar o dente e examiná-lo pela face lingual. 78. Brincadeirinha! Mais ou menos brincadeirinha! 11. Além das mesmas diferenças de contorno já estudadas na vista vestibular. Conseguiu ver tudo isso? Se os seus dentes não têm forame cego.. 60. Na realidade. 11 e 12. fosseta ou fissura se interpõe nesse limite. a forma da raiz do ICS é a de um cone. O cíngulo continua-se insensivelmente com a fossa. . 2-36 e faça o exercício de identificação dos 14 dentes. nos terços restantes. Aproveite para examinar bem a Fig. 10. O mesmo acontece com a raiz.difícil estudar os outros porque eles são mais complexos. conforme você já leu nas págs. às págs. as faces vestibular e lingual naturalmente convergem para a incisai. O contorno lingual é o mesmo da face vestibular porque é o contorno vestibular que se vê ao fundo. Se você ainda estiver com o livro aberto na pág. mas na Fig. nas cristas marginais (mais salientes) e na fossa lingual (mais profunda). ele só aparece em quatro. está ficando bom nisso! Os incisivos são mais difíceis porque são os primeiros dentes a serem estudados. Vê-se claramente. Confira com as respostas à pág. 10 e 11 e que vale a pena reler. em vista da face lingual da coroa ser mais estreita. Na Fig.. compare os dois grupos de sete dentes enfileirados na Fig. E proporcionalmente mais longa. 2-4 aparece um bem formado. 2-37 (vista mesial) e constate a maior proeminência do cíngulo e da bossa vestibular do ICS. 12. não fique triste. 9. Pegue agora um ILS para comparar a forma da vista lingual. frequentemente aparece uma fosseta ou uma depressão em forma de ponto. formando uma curva suave.

Para iniciar este estudo dirigido é preciso estar em local adequado. Bordas das faces de contato quase paralelas. É bem mais estreito que o ICS. Na realidade. 10 e 11). Revisá-la sempre é trazê-lapara a luz. Passemos à face vestibular. 1. Voltaremos ao assunto. 2-39. Nota-se ainda. como se fosse umapenumbra entre a noite e o dia. não é mesmo? E o que você nota no contorno? A convergência das faces de contato para a cervical. Aqui você vai repetir essa identificação. tal como aparece na Fig. para fazer este estudo prático. com todo o material de estudo à mão. sob uma orientação nova. .APÊNDICE 13. comprovaremos isso. confira com os pormenores comparativos que aparecem no quadro da página 58. págs. Menos convexa ainda. estejam à sua disposição. observe as Figs. são o cíngulo pouco elevado e a grande dimensão da raiz no sentido vestíbulo-lingual. 2-5. em posição confortável. silencioso. Bossa vestibular do terço cervical bem acanhada. Pelos demais ângulos de observação. detenha-se nos dois últimos dentes da fileira dos ICI e perceba que há uma grande tendência ao paralelismo. né? Convexidade quase zero. Nesta última. o maior tamanho do incisivo lateral e o maior desenvolvimento de suas partes constituintes. alguns assuntos ficam vivos na memória e outros são dela excluídos. Estudo dirigido sobre incisivos inferiores Revisar constantemente os assuntos para guardá-los na memória a longo prazo. vista por uma das faces de contato (mesial e distai). Terminamos o estudo anterior observando dentes pelo aspecto mesial e verificamos que a linha da borda vestibular é menos convexa no incisivo lateral do que no central superior. Compare agora com a mesma borda dos incisivos inferiores (ICI e ILI). Ao comparar os dois dentes incisivos superiores. fica em uma posição intermediária. Aproveite a base de conhecimento que já possui. Terminou! Dê uma repassada nos seus dentes-modelo para verificar se todos os elementos descritores foram bem aprendidos. não a deixando ir para a escuridão do esquecimento. 2. é uma característica forte dos incisivos inferiores. entretanto. de modo que a coroa fique para cima. com a face vestibular de frente para você. A maior parte do aue se aprende. por este ângulo de observação. vistas por uma das faces de contato. Essa "retidão" da borda vestibular. Segure seu(s) dente(s) ICI pela raiz. Assegure que os dentes macerados ou modelos. e que já tenha respondido perguntas sobre identificação dos dentes que aparecem nas fotos. no sentido vertical (característico comum a todos os dentes. Outras características. 2-6 e 2-38. seus ou do laboratório. é bem acentuada? O que acha? Se os seus dentes o deixam em dúvida se é acentuada ou não. Presumimos que já tenha seguido o Guia de Estudo.

A anatomia é pobre. e 3) o ângulo disto-incisal é mais arredondado que o mésio-incisal. A mais estreita dos arcos dentais. Além disso. nem fotografias dela exibimos no livro. isto é. Praticamente são ângulos retos (não obtusos. de modo que possa ter a visão da borda incisai por incisai. com sinais de assimetria devido a um ângulo disto-incisal obtuso e em nível mais baixo. isto é. agora. 2) as faces de contato apresentam maior convergência na direção cervical. 78. Praticamente não há diferenças entre ambos os incisivos. vamos examinar esses dentes pelo aspecto incisai. vejamos a raiz do ICI. Assim. é analisar cada foto de dente da Fig. você acertou. 8. sem arredondamento) e não há diferença entre um e outro. Tão larga e achatada que tem no meio um sulco longitudinal. A raiz do ILI é só um pouco maior. 61. Ainda por vestibular. O cíngulo é miúdo. compare seu diagnóstico com aquele da pág. Depois. é mais provável que o ângulo mésio-incisal fique mais desgastado e. Tá? Vamos dar um tempinho para você pensar e organizar suas ideias e dar sua resposta. Na superfície lingual não há muita novidade. A grande diferença é a tendência de se encurvar em direção distai. a mesial e a distai. Ainda na visão vestibular. uma linha que corresponda ao eixo ânteroposterior da coroa. Pronto? Se você disse (pensou) que pela vestibular o ILI: 1) é de maiores dimensões. traçar mentalmente uma linha vestíbulo-lingual. portanto. a partir de agora. não pode inclinar o dente. 6. analise os ângulos incisais. mostrando extraordinária semelhança. Bem na vertical. quando se compara suas duas metades. os dois ângulos ficam no mesmo nível. trata-se de um dente de simetria singular. 4. atribuindo números aos dentes. 2-40. As cristas marginais e a fossa lingual são vestigiais. os acidentes anatómicos não são muito evidentes ou desenvolvidos. Pedimos para manusear seus dentes de estudo e fixar bem a imagem de uma raiz reta e apertada. 7. mas tem a mesma forma. o eixo do dente deve coincidir com a direção do seu olhar. vai explicar direitinho o que o incisivo lateral tem de diferente do central. tal como aparece na Fig. 2-38 e identificá-la. Se houver desgaste da borda incisai. esse dente tem um contorno que tende para o triangular (no central o contorno é puxado para o retangular). Se não houver. toda a face lingual é mais estreita que a vestibular. Como não há muito a mostrar nessa face. Neste momento cabe uma comparação com a face vestibular do ILL Você. Finalmente. Passe os dedos na raiz e sinta que o sulco é mais profundo no ILI e principalmente no lado distai. numa posição (nível) mais baixa. . Realmente. Seu exercício. você já havia visto que a raiz é larga na mesial ou na distai. que divida o dente exatamente ao meio. que já assistiu às aulas ou que já estudou a teoria. Você já pode. pág. A borda incisai deve ficar paralela ao seu tórax ou ao plano anterior ou ventral de seu corpo. Bem.127 3. 5. Segure um ICI pela raiz.

Aproveite para ver o quadro comparativo entre incisivos inferiores na pág. correspondem à aresta longitudinal. Como foi ressaltado. Passa também pelo ápice da raiz. mas não em todos) a falta de simetria. Posicione um ILI da mesma maneira. recitar o que aprendeu (por exemplo.128 APÊNDICE Verá. 78. eu lembro. O propósito é oferecer a você um momento solitário de aprendizado final do assunto que. desenvolvendo o Guia de estudo deste livro. E este lado é o distai. . A borda incisai continua tendo este nome no canino. O mesial é mais curto e menos inclinado. Estudo dirigido sobre caninos Reconstruir as aulas. Portanto. Para terminar. o que eu vejo. servirá de teste de seus conhecimentos prévios. que é um resumo das diferenças anatómicas entre esses dois dentes. Confira com as respostas à pág. eu esqueço. acompanhando explicações laboratoriais. "O que eu ouço. o que eu faço. fazendo desenhos e/ou esculturas dentais etc. cristalizar (fazer algo) com as mãos aquilo que aprendeu ou está aprendendo. L Dente canino superior (CS) na mão! Coroa para cima. Os limites (bordas) da cúspide. Face vestibular de frente para você. Chegou a hora da comparação. 60. Este é mais um detalhe para confirmar a simetria dos lados do ICI. o que significa dizer que o dente é bem retilíneo e que sua raiz não se encurva. o cíngulo do ILI pode estar centralizado. ou seja. examinando macromodelos. vistos por vestibular. que esse eixo é perpendicular à borda incisai. com uma ponta no meio. O cíngulo fica deslocado para um dos lados. Este estudo dirigido fecha o subcapítulo sobre caninos. 2-40. É angulosa. que você já deve ter estudado de outra forma (assistindo a aulas expositivas com ou sem projeções de figuras. não se começa por este estudo. Cruzamento ortogonal. comprove esse detalhe anatómico verificando os dentes de baixo da mesma figura e identifique cada um deles. sem desvio distai. Veja que a altura e largura da coroa são mais ou menos equivalentes. então. preparar e dar uma pequena aula em voz alta para uma classe imaginária). Essa ponta é o vértice da cúspide e fica realmente bem no meio. Termina-se por ele. mas não é reta como no incisivo. O longo eixo do dente passa por ela. É o aprendizado como resultado de uma atividade formadora em que se constrói algo. Compare o que está vendo com o que é mostrado na fileira de cima da Fig. por exemplo. ao mesmo tempo. corta-a em ângulos retos. faça seu olhar cair a prumo sobre a coroa e note (na maioria dos espécimes. 9. em dimensão. cujos segmentos mesial e distai não são iguais. mas nunca com desvio mesial. eu sei". como na escultura dental. raiz para baixo.). ou se encurva pouco para a distai.

36) que mostra um canino inferior (Cl) na mesma posição. 2. Lembre-se da regra geral: face mesial mais alta. Esse alongamento no Cl faz com que as bordas mesial e distai convirjam menos para a cervical. Enquanto a mesial é mais "vestibularizada". Abstrair significa considerar separadamente. Pronto. No sentido horizontal essa convexidade é maior na metade mesial do que na metade distai. 27 (pág.dente da fileira de baixo. 33). quando olhou pelo aspecto incisai para procurar o desvio do cíngulo. 7. 10 e examine a Fig. Dizemos que a coroa do Cl é alta e estreita. o 3a. Leia. Suas bordas mesial e distai não são quase paralelas? Fique sondando a Fig. Anatomia é fácil. Certifique-se de que o dente está em posição vertical e o seu olhar também (a prumo). A metade da face vestibular (a de cima) à direita de quem olha é mais robusta e mais proeminente. Esta é mais recuada. por que não! Isso tem explicação. tem um aspecto alongado com a altura superando a largura. né? Outra regrinha geral: borda mesial da face livre (vestibular ou lingual) mais reta e borda distai mais convexa. 2-9 a 2-11 e na Fig. e você sabe. Fica mais fácil fazer as comparações! Veja. logo abaixo. Ela quase toca a linha superior dos limites da fotografia! Veja também a Fig. a distai é mais "lingualizada". Pág. Duvida? Então posicione o dente tal como você fez com os incisivos inferiores. Está com dificuldade de determinar a área de contato em cada face do dente? Ora. e se detiver no segundo dente. apresentem uma tendência ao paralelismo. Vamos recapitular. 1-5. distai mais baixa. por exemplo. Abstraia a metade mesial e a metade distai dessa face. Entendeu? Não? Então veja o CS da Fig. é que começa a ficar bom. com os dentes do Prof. São seis linhas e meia. mais "barriguda". para distinguir bem as diferenças entre o CS e o Cl e entre os lados mesial e distai de ambos. 8: "direção das faces da coroa no sentido horizontal". como no 4a dente de cima e no 2° debaixo. isto é fácil. pág. isto é.129 Você está por dentro desses termos? Sabe o que significam. 2-3 (pág. A linha de visão tem que coincidir com o longo eixo do dente. a partir do vértice da cúspide. Para facilitar. Repare que a metade à direita de quem olha também é mais proeminente. conforme se pode observar nas Figs. No Cl também. 3. Volte à pág. mais projetada para a frente. 2-41. Só que está adormecida na sua memória. que é um canino. menos proeminente. com as áreas de contato marcadas com um retangulozinho. Quer mais? Vá à página 13 e veja a coerência: "Face mesial maior que a distai" (leia da 4a à l P linha). Entendeu legal? Vai ficar mais legal se você passar os olhos na Fig. ou é melhor consultar o Glossário? Ou recordar o que é cúspide e aresta longitudinal na pág.2-41 mais tempo. do que a distai. o 52 e o 7. Localize a face vestibular ou o que dá para ver da face vestibular. área de contato da mesial mais próxima de incisai e da distai mais próxima de cervical. mais arredondada. Horácio. O contorno da face vestibular do Cl é distinto. A face vestibular é bastante convexa em todos os sentidos. . enquanto a coroa do CS é baixa e larga. 62. vá direto nos caninos e localize o nível do retângulo no lado mesial e no lado distai. quando a gente chega nestas páginas da frente. Note que a metade mesial é mais convexa e mais saliente. 1-7.

para lembrar que a anatomia não é matematicamente correta e que a forma básica às vezes se distancia daquele normal estatístico onde se encaixam os típicos. Foi dito aqui que a raiz do CS costuma ser retilínea. 78. não são bem representativos. a raiz do Cl é mais estreita. as Figs. vamos à coroa. Seu cíngulo é bem mais volumoso. Tal como nos incisivos superiores e inferiores. Entretanto. A raiz do Cl é que se desvia mais para a distai. 40).APÊNDICE 4. 2-41 e 2-42 não mostram bem esse detalhe. o sulco longitudinal distai é bem mais profundo que o mesial. porém rasa. Cíngulo e cristas marginais acanhados e crista cérvico-incisal ausente. que deveriam primar pela tipicidade tanto da coroa quanto da raiz. Como o contorno da face lingual é praticamente o mesmo da face vestibular. 9. Veja os dados na pág. Os dentes. fossa lingual. Frequentemente. 2-11 (pág. Na última foto (Fig. Aos seus lados duas pequenas depressões podem ocorrer. Pela face lingual. 5. 2-43 porque a tomada fotográfica foi feita pela face mesial. o canino tem o terço apical da raiz voltado para a mesial e não para a distai! Isso acontece. resulta que a identificação dos dentes da Fig. Achamos que você já tem elementos suficientes para reconhecer o lado de cada dente da foto. E tal como nos incisivos laterais inferiores. 106. O dentista deve contar com a birradicularidade de antemão. 2-43). vamos começar pela raiz. os normais. 8. já que estávamos falando dela. os caninos estão alinhados pela face mesial para que seja mostrado o seu perfil. 6. Vamos lá? Para conferir. Esta é outra variação para atrapalhar os procedimentos endodônticos. O pior ainda é que na Fig.3%! Muitas vezes com disposição bilateral. a partir do terço médio ou do terço apical. Menos larga que na face vestibular. foi bom encontrar essa variação anatómica. E é claro que o canino inferior birradicular irá possuir dois canais radiculares. Em parte. Em termos de largura. Não aparece bem na Fig. Já começa radiografando com o cone do aparelho deslocado mais para distai ou para mesial a fim de tentar "descobrir" as possíveis raízes sobrepostas. 78). uma crista de disposição cérvicoincisal é notada entre o cíngulo e o vértice da cúspide. E é mesmo. Tanto é que os sulcos longitudinais são mais acentuados na raiz do Cl do que na do CS. Em alguns caninos inferiores o sulco é tão profundo que chega a dividir a raiz em duas. é raro. Continuando este estudo dirigido do canino pela face lingual. cirúrgicos e até periodônticos! E não pense que isto ocorre uma vez na vida e outra na morte! A prevalência é alta: 5. pág. Destaca-se bem no centro da face uma ampla. também o CS é mais desenvolvido que o Cl. 7. se bem que mais estreito. 2-42 não oferecerá dificuldades (solução na pág. Compare com o Cl e constate a pobreza anatómica da sua face lingual. os comuns. o mesmo acontecendo com as cristas marginais. mas acontece. de tal modo que não há ângulo entre coroa e raiz (como nos premolares inferiores) e os extremos da coroa e da raiz . Nele é demonstrável que o longo eixo da coroa se continua com o longo eixo da raiz.

Aproveite para ver o quadro comparativo entre CS e Cl na pág. Estudo dirigido sobre premolares superiores Lembrar que quanto maior for o número de sentidos estimulados. 10.131 ficam sobre esses eixos. 1 Até este ponto do estudo você só viu bordas incisais para cortar alimentos. . Se já estudou no laboratório de sua faculdade. Pela vista vestibular ele se parece com um pequeno canino superior. é uma tarefa árdua reconhecer os lados de contato dos premolares superiores. o que facilita a tarefa de reconhecimento. 62. seguindo o mesmo tipo de roteiro utilizado para o estudo dos incisivos e caninos. deixando o dente reto. 2-15). que é um resumo das diferenças anatómicas entre esses dois dentes. a borda incisai é substituída por face oclusal. para consolidar seu aprendizado. sendo que na vista lingual nenhuma porção da cúspide vestibular pode ser distinguida ao fundo (Fig. construir imagens mentais. Aqueles que aprendem melhor pela audição devem ficar atentos às aulas expositivas. deixando-o superconstrito (coarctado). desenhos. ótimo. Isto significa que o colo não é estreito ou é muito pouco. A dimensão vestíbulo-lingual do terço cervical da coroa tem que ser maior no CS devido ao enorme cíngulo que ele tem. Alguns espécimes exibem uma borda mesial notadamente mais reta e mais alta. porque seus contornos são semelhantes. com a diferença de ser menos anguloso nas bordas ou nas uniões das faces. partir de agora. O primeiro premolar superior (1PS) já apresenta uma larga face oclusal para triturar alimentos. de tal modo que esta fica totalmente coberta pela primeira por esse aspecto vestibular. 2-12. Mas veja: essa dimensão do terço cervical da raiz é quase a mesma. se prestará como estudo prático substitutivo. ilustrações. estudar lendo em voz alta. às explicações no laboratório. Se tiver poucos. Suas duas cúspides são equivalentes em volume. usar esquemas. peça emprestados mais alguns. Este estudo dirigido se prestará então como um complemento. mas outros não. conforme pode ser visto na Fig. Mais importante do que examinar as figuras indicadas é examinar os dentes secos naturais. mas aqueles que aprendem melhor pela visão devem ler. melhor para você. Se não estudou. que pode ser seguido em classe ou em casa. Quanto mais espécimes de premolares você puder usar. ou se faltou à aula. A cúspide vestibular é mais volumosa que a lingual. de se reproduzir um colo com depressão circular exagerada. escrever. A nossa proposta é permanecer estudando anatomia dental na prática. debater com os colegas. maior é a chance de aprender. Olhando apenas por vestibular. Pelo aspecto lingual isto logicamente não ocorre. no Cl também. A . fazer anotações. O segundo premolar (2PS) reproduz a forma do 1PS. Fazemos esta advertência porque há uma tendência durante a escultura dental em cera. com professor e colegas.

. Os vértices das cúspides linguais estão mais à direita na foto. Ao exame pelo aspecto mesial não dá para ver nada da distai. 4. 2. acomodando duas cúspides.dentes da fileira inferior dá para sugerir fortemente o deslocamento mesial. 3e e 5° dentes da fileira de cima. o que é melhor notado no primeiro premolar. estabelecendo números a eles e confrontando depois com os números das respostas da pág. 3. Você consegue enxergar isso? Diz-se que olhos treinados como o do professor vêem e enxergam. Ao examinar o premolar por uma das faces de contato. Este livro não traz nenhuma foto deste detalhe. que cruza a crista marginal mesial (Fig. porque nele as duas cúspides se equivalem em tamanho. 2-44. mas não muito. no sentido horizontal. A figura revela também bordas mesial e distai facilmente reconhecíveis.e 4. 2-12. é possível ver ao fundo pequena porção da crista marginal mesial. o segmento mesial da aresta longitudinal dessa cúspide é mais curto que o segmento distai da mesma. os premolares também se encaixam dentro daquela condição geral das faces de contato convergirem para a lingual. Daqui para a frente.APÊNDICE Um detalhe interessante é a presença de um sulco de desenvolvimento entre os lobos central e mesial no primeiro premolar. 2-44. É o caso. 5. 3. este sulco raso e relativamente largo termina no segmento mesial da aresta longitudinal. mas que em cinco dentes não chega a cobrir totalmente o contorno da vestibular. Esta conformação é quase imperceptível no 2PS. mais para a mesial. O 6. Em outras palavras. Além do maior tamanho de sua cúspide vestibular. que é bastante sugestiva.2-15 e 2-45 não deixam dúvida quanto a isso. ocorre-nos dar-lhe uma "dica". que se volta para a mesial e não para a distai. Esmiuce bem a foto e perceba o desalinhamento entre os vértices das cúspides no 2°. comece a identificar dente por dente dessa Fig. Portanto. por exemplo do 1Q. promovendo aí uma pequena reentrância. O que se vê pela face de contato é uma coroa alargada. ao exame pelo aspecto distai. a face lingual tem que ser menor que a vestibular.dente é impossível de ser reconhecido por este detalhe. mas você pode procurá-lo entre seus modelos de estudo ou os de seus colegas e professores.2-13. Outro detalhe melhor notado no l PS é o vértice da cúspide lingual. No 2. Veja que a fileira dos segundos premolares mostra uma face lingual proporcionalmente maior que as dos primeiros. a cúspide vestibular é tipicamente mais volumosa e mais alta no l PS. mas os dos alunos vêem e não enxergam! Ou enxergam e não vêem. Como foi mencionado. Pelo aspecto mesial vê-se nitidamente um sulco ocluso-mesial. As Figs. Submeta a exame dentes secos naturais para comprovar isso e atente também para a Fig. Como a face mesial é ligeiramente maior que a distai. muito frequente apenas no 1PS. sei lá.e 4a dentes da fileira superior. 78. Os 2PS acompanham essa tendência. 2-12) e que não existe no lado distai.

buscar suas próprias conclusões ou sua opinião própria sobre o assunto estudado. nota-se aquele aspecto anguloso do 1PS mencionado no começo. mais longo e fica um pouco deslocado para a lingual porque a cúspide vestibular é maior. Os ângulos formados pela borda vestibular com as bordas mesial e distai são evidentes. como se pode comprovar nos dentes das mesmas figuras. Finalmente.. tivemos dúvidas quanto à identificação. Porém. Infelizmente. Quando há duplicidade. Realizar esforços para entendê-los. a raiz vestibular costuma ser maior que a lingual. Continuamos achando que a melhor maneira de estudar anatomia dental é fazer comparações entre dentes semelhantes ou dentes homónimos. e mostrar em secção transversal uma forma de oito ou de haltere. 2-13 e 2-46 são pródigas em evidenciar esta particularidade. a divisão radicular costuma ser no terço médio. não é mesmo? No 2PS os ângulos são mais suaves ou nem existem. por certo acertará a identificação de todos os l PS das Figs. Com o que você já sabe. É mais fácil localizá-la nos dentes de estudo do que nas fotos do livro. Duplicada ou não. As Figs. A prevalência é invertida ao se considerar premolares monorradiculares. 2-13 e 2-46. Melhor ainda. A prevalência de premolares birradiculares é de cerca de dois terços entre os 1PS e um terço entre os 2PS.será que conseguirá acertar? Veja nas respostas da pág. Essa fossa invade parte da coroa e parte da raiz. em forma de fossa rasa. que até nós. Tão achatada a ponto de ser profundamente sulcada. autores do livro. Fica sen- . situada ao nível do colo. Outra diferença: o sulco central do l PS é bem formado. às vezes o bulbo radicular é maior e a divisão ocorre no terço apical. 78. que não raro ela própria também se duplica no 1PS (2% de dentes trirradiculares). Pela face oclusal. a raiz vestibular tem três canais em sete dentes entre 100. vamos à porção radicular.. No 2PS é tudo ao contrário. pela vista oclusal não é possível perceber a maior altura da crista marginal mesial. apresentase alargada no sentido vestíbulo-lingual e achatada no sentido mésio-distal.. os 2PS. Todos esses detalhes do 1PS confirmam que ele possui uma morfologia mais cheia de detalhes que a do 2PS. 7.133 Outra característica diferencial da face mesial do l PS é uma depressão circular. como nos incisivos laterais inferiores.. 8i Para terminar. Nos dois casos. Quando a raiz é única. vamos observar aspectos já conhecidos como a pequena reentrância formada pelo sulco ocluso-mesial e o pequeno deslocamento da cúspide lingual para a mesial. Tão maior. Estudo dirigido sobre premolares inferiores Evitar decorar simplesmente os assuntos. o contorno fica sendo oval. O contorno da oclusal fica então puxado para o pentagonal. 6. após reflexão (construir o seu conhecimento).

tente você reconhecer os 14 dentes da Fig. Olhe com atenção dentes secos naturais para comprovar isso e também as Figs. No l PI. Primeiro a teoria da pág. Confira. quando esta é formada. 2-18. Portanto. registraram algumas dúvidas nas respostas da pág. Olhos treinados não conseguem. Principalmente o 1PI. de maiores possibilidades. mas é mais simétrica. 2-16 e 2-21. mas não se pode confiar nesse recurso porque. cúspide lingual pequena. sulco central curvo ou dividido por uma ponte de esmalte em duas fossetas. 2-47. em seu lugar sempre aparecerá uma depressão. A razão disso é a inclinação da face vestibular para a lingual e o tamanho diminuto da cúspide lingual. o sulco iniciase na fosseta mesial. 'L A face vestibular da coroa dos premolares inferiores é muito parecida com a dos superiores. a face lingual tem que ser menor que a vestibular. por sinal. sem que houvesse acesso aos próprios dentes. isto é. distinguir a borda mesial e a distai. muitas vezes. 78. JL Os premolares inferiores (1PI e 2PI) diferem dos superiores por apresentarem uma face vestibular bastante inclinada para a lingual. pode haver uma inversão do desvio. . Passe a examinar agora seus modelos pelas faces de contato. 2-19 e 2-48 para ajudá-lo(a). Portanto. o que é melhor notado no l PI. que caracteriza o lado distai.APÊNDICE do um estudo mais rico. Nenhum dente mostra tanto de sua face oclusal pelo aspecto lingual quanto o premolar inferior. nota-se a tendência deste último em ser mais largo e com cúspide mais baixa. Além do maior tamanho de sua cúspide vestibular. Sulcos ocluso-linguais são frequentes nesses dentes. 4. Mesmo que o sulco ocluso-lingual do 2PI não seja nítido. com as arestas longitudinais menos inclinadas. não? Foi difícil também para os próprios autores que. Difícil. como já foi dito. leia o texto explicativo inicial. presença de sulco ocluso-lingual e raiz menos aplanada (mais cónica). O importante é que haja a depressão. 3. no sentido horizontal. Comparando-se a face vestibular do l PI com a do 2PI. sulco deslocado para a distai. depois os característicos diferenciais com as fotos e finalmente este estudo para amarrar o assunto. Tenha disciplina consciente. 44. Nós tentamos evidenciar isto no desenho da Fig. no 1PI. deve-se ressalvar que essas respostas foram dadas. Mas. e no 2PI inicia-se no segmento distai do sulco central. Vamos detalhá-las. tendo em vista apenas a análise das fotografias. os premolares também se encaixam dentro daquela condição geral das faces de contato convergirem para a lingual. Utilize as Figs. como se fosse um sulco mais largo. No entanto. Estas são suas características principais. sulco deslocado para a mesial e no 2PI. de modo algum vá direto ao quadro resumido de diferenças anatómicas e nem às fotos das fileiras de sete dentes. O desvio distai da raiz ajuda na identificação. 5. Dentro daquele conhecido princípio da mesial mais reta e mais alta.

Imagine só. uma periferia circular. Quando essas cúspides linguais são consideravelmente grandes. muitas vezes transformado em fissura. na Anatomia. sendo a mesial menor e mais deslocada para a vestibular e ligada à borda lingual por um pequeno sulco (o sulco ocluso-lingual já mencionado). fica evidente a desproporção entre as cúspides linguais do 1PI e do 2PI. 7. Tão inclinada que atrai o ápice da cúspide vestibular para o longo eixo do 1PI. 52 e 72 dentes da fileira de cima. não?! Só mesmo com o tempo e com a prática clínica você irá reter na memória todas essas particularidades! Mas. A face oclusal do l PI tem uma periferia oval e a do 2PI. Dois canais também (4. que lhe dá uma forma de Y. Imagine se você não colocar um sulco no lugar certo ou deixar de fazer uma bossa cervical vestibular ao esculpir uma coroa para o seu futuro paciente. o 2PI tricuspidado passa a ter o lado lingual maior que o vestibular. As Figs. Bifurcação radicular do 2PI é mais rara (1. 2-17 e 2-49 irão ajudá-lo(a) a reconhecer as faces oclusais mais comuns dos dois premolares inferiores. mas é mais estreitada pelo aspecto vestibular ou lingual e mais larga quando observada por mesial ou distai. a ponto de provocar a bifurcação das raízes e isso não ocorre poucas vezes (6. ocasionando uma exceção para a regra da direcão convergente das faces de contato para a lingual no sentido horizontal. Identifique cada um desses 14 dentes e compare.5%). com a bossa cervical muito proeminente.1%).. mas no l PI é comum a mesial ser mais baixa que a distai. Mais detalhes podem ser obtidos na pág. Esses dados são próprios e a amostragem beirou 4. 6. 8. A fissura pode se aprofundar tanto. com as respostas da pág. o início está aqui. O primeiro é caniniforme e o segundo é molariforme.. Esse sulco ocluso-lingual chega a dividir a cúspide lingual ern duas. Não tem como fugir deste estudo. Xo 2PI ainda pode-se notar uma mesial mais larga e mais alta. que vêm vindo aí. 107 em diante.. se você não souber distinguir um molar superior de um molar inferior na disciplina de Dentística ou de Prótese. 78. sendo que a disto-lingual é de menor tamanho que a mésio-lingual. O 2PI geralmente mostra um sulco central completo. No lado mesial do l PI é frequente o aparecimento de um sulco longitudinal. nos 32.135 Comprove que a face vestibular é realmente inclinada em direção lingual. com uma ramificação em direcão línguo-distal.5%).000 exemplares de premolares.7%).. 5e. Por esta vista. como sempre. 2-48. Que bom que você entendeu! Quem pensa que é fácil identificar a face mesial desses dentes engana-se. Quanta particularidade. mas nem sempre é evidente. Comprove isso na Fig. esse sulco ser interceptado por uma ponte de esmalte que o transforma em duas fossetas. A inclinação excessiva deixa a face vestibular bastante convexa. no l PI. A raiz tem sua forma básica cónica. O sulco central é habitualmente curvo. O mais espantoso é o número enorme de dois canais para esse dente (27. É muito comum. .

2-22 e 2-50 e note o seguinte: 1a) o contorno da coroa é trapezoidal. As raízes vestibulares são aproximadamente paralelas. com grande convergência das bordas mesial e distai para a cervical. 78. a cúspide mésio-vestibular é a mais alta (além de ser mais volumosa). conforme o método de dois dígitos. mais apartada das outras duas. 2-50. Veja também que o espaço entre elas é pequeno e que no 3a e 6a dente quase há coalescência. Este é o penúltimo roteiro de estudo dirigido desta seção. de tal maneira que seus ápices se voltem um para o outro. Não perguntar ao professor "o que é isto?" sem antes ter tentado obter você mesmo a resposta. Estas ficam do lado vestibular. 1. Olhando a primeira fileira de dentes da Fig. consequentemente. O conteúdo novo tem sempre como base o antigo. Vire seu(s) dente(s) IMS para o lado lingual a fim de deparar com uma forma bem distinta. O primeiro molar superior (IMS) é trirradicular. cónica. porém muito mais alargado que nos dentes estreitos que você estudou até aqui. você logo diferenciará o lado mesial do distai. 3a) o colo é coarctado. Atribua um número para cada um desses dentes e faça a conferência (pág. bem separadas uma da outra e ligeiramente inclinadas para a distai. Compare o seu dente com os dentes das Figs. 3_.. 2e) a borda mesial é mais reta e mais alta e. Somente o 2a e o 6a dente não apresentam muita inclinação. veja a desproporção de tamanho entre as cúspides em todos os sete exemplares da fileira de baixo. 4. A cúspide mesial (mésio-lingual) obviamente é mais . Constate isto não apenas nos seus dentes de estudo. segure um IMS pelas raízes. e fixe a vista na face vestibular.APÊNDICE Estudo dirigido sobre molares superiores Relacionar os conteúdos novos com os já conhecidos. quase unidas. acompanhando assim aquela regra geral de "face mesial maior que a distai" (pág. Depois. 2. é só confirmar com o professor se o resultado alcançado está carreto. paralelas e com acentuado desvio distai. A configuração do 2MS é semelhante à do IMS. mas são notórias duas grandes dessemelhanças: l-) a cúspide mésio-lingual é muito maior que a distovestibular. coroa para baixo. Lembre-se da advertência do início: não se começa por este estudo. próximas uma da outra. Veja como as raízes são paralelas e inclinadas. formando uma ponte entre eles. A raiz lingual é reta. 2a) as raízes vestibulares são muito próximas. 13). mas também nas Figs. mas não ligadas entre si. de acordo com as características anatómicas mencionadas e identificará dente por dente. Nesta última foto. e apresenta uma linha cervical quase reta e não mais arqueada. Resultados na pág. 78). O propósito é consolidar o assunto e testar os conhecimentos previamente alcançados. Frequentemente elas se mostram encurvadas. Pois bem. termina-se por ele. 2-24 e 2-50.

mas o sulco que as separa já não é retilíneo como na face vestibular. Primeira particularidade do 2MS que chama a atenção: cúspides linguais de tamanhos desproporcionais. Cúspide mésio-lingual mais desenvolvida. 2-51. 2-51 você comprovará tudo isso. quase cobre as raízes vestibulares ao fundo. reta. 2-52. 5. Ao observar os dentes da fileira de cima da Fig. de tão larga.e 6. a lingual tapa toda a vestibular. Estes arranjos determinam uma face lingual menor que a vestibular e. visto pela vestibular. Um tubérculo (de Carabelli). 9. Veja. Na Fig. Na vista mesial dos dentes das Figs. na maioria desses sete dentes da Fig. de tamanho variado. Nem existe. 7. . o 2MS não possui tubérculo de Carabelli.dentes. conforme menção feita à pág. chama a atenção como agregado da cúspide mésio-lingual.dentes. Em seguida você verá como a face oclusal fica modificada em razão da ausência da cúspide (Fig. As faces de contato são muito parecidas em ambos os molares. larga e alta. 4-.e 2a dentes da fileira debaixo).dente da Fig. por esta razão. 2-24. 2-51. repare que na Fig. Comparando. por exemplo. No entanto. com um pequeno excesso ao fundo. 2-51 e aproveite para identificá-los. 5. é sulcada longitudinalmente por uma depressão também larga. uma pequena porção da lingual pode ser vista ao fundo. para resumir e coroar o seu estudo. comprovam-se esses detalhes todos. raiz lingual robusta e com depressão linear em forma de sulco bem visível no l. 1-5).e no 2dente e face lingual maior que a vestibular. Às vezes. 2-50. A raiz lingual. 2°. a face mesial cobre toda a face distai. uma exceção à regra. l. É curvilíneo porque ele começa na face vestibular em posição distalizada e avança mesialmente até alcançar o centro da face lingual. ao fundo. nos quais falta a cúspide disto-lingual. Chegou a hora da comparação com o 2MS. A disto-lingual é pequena e em razão disso o sulco que a separa da mésio-lingual não termina no centro da coroa como no IMS. sulco principal curvo. como seria de se esperar.e 6. 68 que você irá consultar no final. Fig. 5. a cúspide nem se forma. Outro detalhe é a maior dimensão dessa face lingual em relação à face vestibular. A todo o momento fazemos comparações nas descrições do livro. uma raiz lingual menos larga e sem sulco longitudinal. Examinando a fileira debaixo da Fig. Finalmente você deve divisar o contorno da face vestibular. A mesial é sempre maior (as faces livres convergem para a distai no sentido horizontal.137 volumosa que a distai (disto-lingual). Ao comparar as duas faces livres (vestibular e lingual) do IMS. 6. é deslocado para a distai. aprende-se melhor. 2-22 e 2-26. o quadro comparativo da pág. É por isso que nós desenhamos o l. Atente para o 2-. tubérculo de Carabelli bem evidente no l-.

No 62 dente da fileira de baixo da Fig. As Figs. a cúspide disto-lingual de tamanho relativamente grande e a grande dimensão da borda lingual. 8. o suficiente para apagar o sulco. quando muito desenvolvido. 4-2 à pág. 9. com a borda vestibular maior que a lingual. Essas raízes.2-25 e 2-52 oferecem bons exemplos de ponte de esmalte. retome o texto. por ser maior. isto é. Termine esta verificação dos molares superiores. apresenta um sulco que vai da fosseta central à fosseta distai. Naturalmente você já leu (e entendeu) o texto das págs. toda a face mesial é mais larga e mais alta. Mas. a maior cúspide do molar superior é a mésio-lingual porque avança muito distalmente em vista do reduzido tamanho da cúspide distolingual. com a borda lingual ligeiramente maior que a vestibular. enfim. Que tal? Está checando cada figura ou página indicada por nós? Está entendendo tudo direitinho? Se tem alguma dúvida ou não compreendeu algo. Vistos o contorno "quadrado". 2-52). o tubérculo de Carabelli. consulte o livro. que são descritores próprios do IMS. a crista marginal mesial também é. falta ver um último elemento próprio desse dente. 50 a 52 e tem uma boa noção da disposição dos componentes anatómicos na face oclusal. com boa vontade e senso de observação você consegue ver e enxergar esse detalhe. A definição de ponte de esmalte está na pág. 2-23. Vamos completar este estudo com o exame da face oclusal. De tão larga. Com isso. 107 e veja a Fig. a raiz mésio-vestibular do IMS abriga dois canais. adianta-se mais vestibularmente do que a disto-vestibular. como dissemos antes. é mais proeminente. dividindo ao meio alguma elevação que pretendesse passar por ponte de esmalte. Você consegue distinguir isso nas Figs. se alargam no sentido vestíbulo-lingual. que são estreitas no sentido mésio-distal. Em ambos IMS e 2MS a borda vestibular tem a mesma peculiaridade: a cúspide mésio-vestibular. Trata-se da ponte de esmalte disposta entre as cúspides mésiolingual e disto-vestibular. . dando a falsa impressão de ponte de esmalte. O contorno oclusal no IMS é voltado para o "quadrado". 7 e também no Glossário. 2-52 houve desgaste da face oclusal.APÊNDICE O interessante é que a raiz mésio-vestibular também cobre completamente a raiz disto-vestibular. 103. Leia sobre isso o texto "Molares superiores" à pág. identificando os dentes das figuras mencionadas e checando suas respostas na página 78. Na realidade. 10. Talvez por ser mais larga ela seja também mais plana. Em vez disso. 2-23. 2-25 e 2-52? E nos seus dentes de estudo? Não são todos os exemplares que apresentam essa característica bem distinguível. O tubérculo de Carabelli. verifique os dentes e se for o caso converse com o professor. enquanto no 2MS o contorno é rombóide. O 2MS não possui ponte de esmalte. Principalmente no IMS. altera o contorno acrescentando um ângulo agudo na união das bordas mesial e lingual (veja 32 e 40 dentes da Fig. toda a porção mesial da face oclusal é mais ampla que a porção distai: as cúspides mesiais são maiores.

5a e 6° dentes da fileira de cima e nos 1a.139 Estudo dirigido sobre molares inferiores Preparar-se para as avaliações de modo a alcançar suficiência com competência e não apertas notas. Se errar um dos dois últimos 2MI ainda vá lá! Se errar mais que isso. devido à inclinação. 2. 2°) Repare que a convergência das faces de contato é mais acentuada no l MI em relação ao 2MI. 2-53. 4e) sulco vestíbulo-lingual completo. Na vista oclusal dos dentes da Fig. comprove o que já foi citado: maior dimensão mésio-distal ("comprimento") do que sua dimensão ocluso-cervical ("altura"). Não há como errar. 3a) O sulco vestibular do 2MI termina da mesma forma. L. Todos esses detalhes podem ser vistos nos dentes da Fig. devido à inclinação. 5°) cinco cúspides no 1MI. A identificação desses 14 dentes é de acerto obrigatório. Conseguiu ver isso? Mais vestibular e menos lingual. que lhes dá um contorno oclusal e vestibular alongado (retangular). observe a maior altura e volume da cúspide mésio-vestibular e a inclinação distai das raízes. mais ou menos (menos do que mais) como nos premolares inferiores. Este estudo prático só pode ser feito se você estiver com alguns molares inferiores naturais. Vamos detalhá-las. Entendeu? 3^ Agora fica fácil você distinguir a face vestibular de seus dentes-modelo. 2a e 3a da fileira debaixo. macerados. 2-30 pode-se também notar que. maior ainda no 1MI porque este tem três cúspides vestibulares enfileiradas e não apenas duas como o 2MI. Esta disposição favorece o trespasse horizontal dos molares superiores na oclusão porque suas cúspides vestibulares ultrapassam vestibularmente as cúspides vestibulares dos molares inferiores. 4. 2a) maior dimensão mésio-distal. uma porção maior da coroa dental fica aparente do lado vestibular e não do lado lingual. conforme você verá no Capítulo 3. alguma coisa está errada com você! . Essa inclinação pode ser percebida na vista mesial dos dentes das Figs. A face vestibular dos molares inferiores é inclinada para a lingual. O sulco mésio-vestibular do 1MI é maior e mais profundo que o disto-vestibular e termina abruptamente em fosseta. Estas são suas características principais. Modelos industrializados também servem. sendo que cáries são mais facilmente detectadas nos 3a. Os dois principais molares inferiores (1MI e 2MI) diferem dos superiores por apresentarem: l2) apenas duas raízes. 2-29 e 2-33. 3Q) face vestibular inclinada para a direção lingual. interesse e dedicação são mais importantes que a quantidade e a qualidade das aulas a que você assiste. à mão. Sulcos e fossetas profundos são predispostos a cárie. 1°) Ao examiná-la. 4°) Para terminar o exame da face vestibular. Reconhecer que seu esforço.

Nas exodontias. é reconhecido em todos os dentes das fotos. que é a borda vestibular. em tamanho e em profundidade. Note também que todos as raízes se voltam.APÊNDICE 5. 2-54. Às vezes. Esta maior dimensão também pode ser percebida por oclusal. Quase não há diferenças entre as suas duas faces vestibular e lingual. Mas. A face oclusal do 1MI é alongada no sentido mésio-distal. também não. 10. da Fig.O 2MI também é alongado mésio-distalmente como o l MI. o segmento de círculo. Mas. Das cinco cúspides do 1MI. principalmente as dos IML Uma terceira raiz aparece no 1MI em mais de 5% dos casos. não ocorre no contorno oclusal de nenhum dos demais dentes. mas podem ser quatro. duas vestibulares e duas linguais separadas por um sulco mésio-distal reto. de tal modo que o espaço entre elas fique ocupado pelo septo inter-radicular. como no caso do 52 dente da fileira inferior da Fig. as raízes do 2MI estão muito próximas (no 3MI chegam. . 8. portanto. face vestibular bem encurvada e lingual quase reta é fato novo. como nos demais dentes.1MI da Fig. 2-30. as mais volumosas são as duas mesiais. Seu contorno é caracterizado por dois aspectos: l2) a borda mesial é maior e mais reta que a distai. 2-32 e 2-54 mostram esses dois aspectos muito bem. 6. não sendo novidade. mas a face vestibular não é muito convexa ou encurvada c nem muito maior que a lingual. Os sulcos que as separam formam desenhos de aspectos variados. olhando por distai. O fato de as faces vestibular e mesial serem maiores que suas oponentes corresponde aos "caracteres comuns a todos os dentes". que cruza o primeiro formando ângulos retos. seguidas da disto-lingual. um pouquinho do molar superior e é só. elas são repetidas vezes fraturadas e nas endodontias podem ser causa de insucesso. 7. Face distai curva. Talvez. Geralmente são cinco. 2-53. que é a próxima face a ser analisada. também. 2-54. 2-30 não possui borda mesial bem marcada. Somente o 2. As quatro cúspides do 2MI têm um arranjo constante: duas mesiais e duas distais separadas por um sulco vestíbulo-lingual reto. A face mesial é maior que a distai. Outros aspectos do 2MI . não raro. parte da face mesial pode ser vista ao fundo. para a distai. que é a menor de todas. de tal modo que. Note este fato no 1a e no último dente da fileira debaixo da Fig. da vestibular mediana e da disto-vestibular. o que faz variar também o número de fossetas da face oclusal. 2°) a borda vestibular é maior e mais curva que a lingual. Saiba mais sobre essa raiz extra consultando o capítulo "Anatomia interior dos dentes". 9. O 6.dente. Esse aspecto exatamente cruciforme raramente deixa de ocorrer. As raízes do molar inferior se encaixam no alvéolo. acentuadamente. A face lingual de ambos os molares em estudo é mais estreita que a vestibular e as cúspides mésio-lingual e disto-lingual são separadas por um sulco mais discreto. As Figs. a se fusionarem).

6. não é muito evidente nesses dentes das fotos. bordas mesiais retilíneas podem ser vistas nos 2-. a tarefa de identificar um 2MI pode ser árdua. os seus dentes de estudo. 3. no aspecto oclusal. 2-30 e 2-54.:.141 Quanto ao conhecido fato da face mesial ser mais larga e —.da Fig. você reparou bem todos os detalhes dos dois 2MI da Fig. que resume as diferenças mais marcantes entre o 1MI e o 2MI. ditais (menor). A propósito. r. 2-54 No 2MI. Veja a dificuldade que se tem para diferenciar as bordas mesial e discai da face oclusal dos dentes da fileira debaixo das Figs. .te. 2-30 e l-. 4-. veja o quadro da pág.er.-_= irresenta muitas exceções no 2MI. 2-30? Viu parte da raiz distai sobressaindo-se distalmente? JLL Acreditamos que você tenha examinado as figuras aludidas. 70. até mesmo a diferença de volume das cúspides mesiais (maio: . mas tenha também examinado.dente da Fig. Para terminar. Em vista desses fatos.e 4a dentes e maiores que as bordas linguais somente no l.. restam os aspectos inclinação da face vestibular da coroa para a lingual e das raízes para a distai. o que é mais importante.e 7. A rigor. Felizir.

Seus vértices encontram a área de contato (ver "área de contato") e suas bases voltam-se para a vestibular ou para a lingual. Área de contato . situado entre as faces de contato de dois dentes. Birradicular . Ver "espaço interdental".A união direta de ossos que formam uma articulação (anquilose óssea) ou de dente com osso pela continuidade de tecido calcificado (anquilose dental). Cruz Rizzolo Abrasão .Anormalidade.Relativo a eixo. piramidal. Axial .Borda cortada obliquamente como no cinzel ou no formão.É a denominação que se dá às margens que separam as vertentes de uma cúspide.-. C Câmara pulpar . Aresta . Bruxismo ou briquismo: ato de ranger os dentes de modo recorrente. Daí os termos arco dental maxilar (superior) e arco dental mandibular (inferior). Alvéolo .Arcada dental. Canal . Faces axiais: as faces do dente que se dispõem no sentido vertical ou paralelo ao eixo maior do dente. Bossa . Divisão do bulbo radicular em duas raízes.: APÊNDICE Glossário Em parceria com Roelf J. B Bicuspidado . Ápice — A ponta ou extremidade da raiz de um dente. Borda . duas partes.Desgaste do dente por açao mecânica exagerada. Apical: relativo ao ápice. Borda ou margem incisai: parte cortante dos dentes anteriores. Anquilose . Ver "sulco interdental". A face oclusal não é axial. separa as vertentes mesiais das distais.Cavidade do processo alveolar que contém a(s) raiz(es) de um dente ou na qual se prende um dente Ameia . A aresta lon- gitudinal acompanha a longitude do arco dental e separa as vertentes triturantes das lisas e a aresta transversal. Paralelo ao longo eixo de um corpo. Ângulo triedro .Espaço livre.Dente com duas raízes. Processo de desgaste normal da coroa dental pelo uso continuado dos dentes. Trifurcação: Divisão do bulbo radicular em três raízes. implantada no maxilar ou na mandíbula. Ver "trirradicular". mesmo durante o sono.Saliência larga do terço cervical da face vestibular dos dentes. Atrição . geralmente associado a estados de neurose ou de ansiedade. Ver "bifurcação". Arco dental . disposta vestíbulo-lingualmente. próxima à gengiva. Bulbo radicular . É produzido pelo atrito de um dente contra o outro.Margem.Ponto de contato. Angulo diedro — Linha de ângulo formada por duas faces da coroa dental. Biselar: dar o corte de bisel ou cortado (desgastado) como bisel. Bisel .Um forame com comprimento. Quando o desvio da normalidade é maior que uma variação. O terço (às vezes dois terços) cervical radicular dos dentes multirradiculares. Bifurcação . perturbando uma determinada função. A linha ao redor da qual gira um corpo. O diminutivo é canalículo.Ponto de ângulo formado pelo encontro de três faces da coroa dental.Desgaste. bordo. Antagonista — Dente que tem ação de oposição. . Dente com duas cúspides. Anomalia . Bifurcação apical: divisão radicular em nível apical. Conduto que possui um orifício de entrada e outro de saída. Fileira de dentes contíguos em forma de arco. geralmente pela face mesial com a distai.Divisão em dois.Parte da cavidade pulpar situada no interior da coroa do dente (ver "cavidade pulpar"). Ver "furca". Ver "multirradicular". A ponta da cúspide também é conhecida por ápice. Ver "atrição". Ver "abrasão". Ver "cúspide".Tronco radicular. Ver "variação".Bicúspide. Área de contato de um dente com o seu vizinho no mesmo arco. Ver "vertente".

Face distai: face do dente mais afastada do plano mediano. outros polifiodontes (trocas sucessivas de dentes). Dentina pós eruptiva. Ver "raiz anatómica". Canal supranumerário: canal suplementar. limitada pela gengiva. canal extra. Erupção . dentro dos quais se encontram os processos odontoblásticos. Corresponde ao lobo lingual. Ver "coroa anatómica". Coroa anatómica — A porção do dente recoberta por esmalte. Canalículos dentinários . Desgaste . Esmalte . considerados como um todo. Corresponde ao futuro alvéolo desse dente em desenvolvimento.Tecido duro em camada que reveste a dentina da raiz do dente. que corresponde à transição coroa e raiz.Canal no interior da raiz do dente. Cripta . por meio dos tecidos circunjacentes. Ver "canal secundário". Divertículo da câmara pulpar . Cíngulo . para irromper aos poucos na cavidade bucal.Cripta óssea. Colo . Canal secundário .Elevação abaulada no terço cervical da face lingual dos dentes anteriores.143 Canal radicular .Tecido calcificado que forma a maior parte do dente e circunscreve a polpa. É recoberta pelo esmalte na coroa e pelo cemento na raiz. Espaço no interior do osso alveolar. Pequenos canais ou túbulos da dentina. Dentina secundária . sem discriminar o sentido. Seu limite corresponde à junção cementoesmalte. O contrário de proximal. que cobre a dentina da coroa do dente.Tecido altamente calcificado.Conjunto de vetores que indicam o trajeto. Corno pulpar — Prolongamento ou pequena extensão da câmara pulpar que lembra a forma de um corno ou chifre.Região do colo. a face oclusal de molares e premolares e a face lingual de incisivos e caninos. Falta de contato entre eles. Dentição mista: estado de permanência de dentes permanentes e decíduos ao mesmo tempo. Espaço interdental .Pequena e aguda reentrância do teto da câmara pulpar. Ver "abrasão". células formadoras de dentina localizadas na periferia da polpa. Divide-se em câmara pulpar (ver "câmara pulpar") e canal ou canais radiculares (ver "canal radicular").Canalículo: canal diminuto.Mais afastado da raiz de um membro ou do tronco de um vaso. Pequeno canal pulpo-periodontal que pode abrir-se longe do ápice. Constitui uma reação de defesa para a proteção da polpa. Crista marginal .A porção do dente exposta (que visível na boca).Dentina de estímulo. Provoca trauma oclusal (injúria provocada pela maloclusão). Movimento da coroa do dente de dentro do osso para fora. Ver "linha cervical". que contém um germe dental.Organização ou arranjo geral dos dentes. que se iniciam na polpa irradiando-se para a periferia. Ver "colo".Erupção ativa.O espaço situado entre as faces de contato de dois dentes do mesmo arco. Cemento . formado por ameloblastos.Aresta romba e larga que delimita. cervi- . extensões dos odontoblastos. Suas faces ou planos inclinados são chamadas vertentes lisas e triturantes (ver "vertente") e suas arestas são chamadas arestas transversais e longitudinais (ver "aresta"). fratura. deslocando a mandíbula ou tirando-a de sua posição de oclusão central. Ver "corno pulpar". Difiodonte .Contato precoce de um dente ou de um grupo de dentes durante a oclusão. Cervical . seguindo a curva do arco dental. Erupção passiva: condição em que a gengiva retrai-se e o dente é parcialmente extruído do alvéolo devido a deposição continuada de cemento na região apical. Elaborada rápida e intensamente pela polpa em resposta a um estímulo como abrasão. Distai . cárie. geralmente no interior de uma raiz supranumerária (ver "raiz supranumerária"). Os terços da coroa e da raiz que formam o colo são chamados terço cervical. Ver "linha cervical". aumentando assim as dimensões da coroa clínica se não houver compensação por desgaste. Direção .A área de constrição do dente. Dentina . que aloja o corno pulpar. circundada pela dentina e preenchida pela polpa. Ver "divertículo da câmara pulpar". nos lados mesial e distai. O homem troca a dentição decídua pela permanente. Alguns animais são monofiodontes (dentição única). D Dentição . Ver "coroa clínica". Coroa clínica .Animal que troca de dentes apenas uma vez. Dentina primária . Diastema .Ver "atrição".Canal acessório. Contato prematuro .Espaço entre dentes vizinhos. Cúspide — Formação piramidal com sua base quadrangular voltada para o centro do dente. que se estende do forame apical à câmara pulpar.Dentina elaborada pela polpa durante a fase formadora do dente. Cavidade pulpar — Cavidade ou espaço no interior do dente. mas quase sempre no terço apical da raiz.

fossa central dos molares. Mamelão . Forame apical — Abertura ou orifício na área do ápice da raiz do dente que permite a vascularização e inervação da polpa pela passagem de vasos e nervos. fugindo assim da sua posição ideal no arco. resultado da fusão imperfeita do esmalte na junção dos lobos. Fosseta secundária: menos profunda que a principal. Alguns autores chamam-nas de faces proximais. Forame cego .Possuía. Lobo . Anodontia: ausência (agenesia) de dentes. Faces livres — As faces de dentes que não estão em côntato no mesmo arco. como aquelas da borda incisai do incisivo recém erupcionado.é fechado. entre duas partes de tecido duro ou mole. Ver "lobo". Pode haver um ou mais do que um forame apical em cada raiz. Germe dental . Impropriamente chamado membrana periodontal. . levam o nome de mamelões ou lóbulos (pequenos lobos).Porção ou extensão recurvada ou arredondada de uma formação anatómica. Linha cervical . Ligamento periodontal . Gonfose . Face . Alguns dão o nome de palatina a esta face dos dentes superiores e estendem a denominação palatina à cúspide.Articulação fibrosa entre o dente e o osso. G Gengiva . Ausência de dentes por distúrbio do desenvolvimento. Fibras colágenas inseridas na raiz do dente e na cortical óssea alveolar.Reabsorção da raiz e queda dos dentes decíduos. Situa-se na face lingual entre o cíngulo e a fossa lingual. Ver "ameia". mas a borda que não se adere ao dente forma com ele o sulco gengival. Falta de fusão (normal ou anormal). A maior circunferência da coroa do dente. Fosseta ou pequena cavidade típica do incisivo lateral superior. M Maloclusão .Dano não intencional causado ao paciente por imperícia.Hemi: prefixo que significa meio. Exemplos: fossa lingual dos incisivos superiores. Intercuspidação .Engrenamento. Hipodontia .Condição em que o dente erupciona girado em relação ao seu longo eixo. Exfoliação . à raiz. l latrogenia. formada pela junção de sulco secundário (ver "sulco secundário") com sulco principal. Corresponde à linha cervical. Ver "vestibular". Ver "sulco interdental". Uma pequena fossa em forma de furo ou buraco. Também por efeitos colaterais de drogas receitadas. Fosseta . Ver "mamelão". Ver "proximal"._— calrnente à área de côntato.Oclusão anormal dos dentes. Fosseta principal: formada pela junção de sulcos principais (ver "sulco principal").Ligamento alvéolo-dental. Ver "lobo". Furca . APÊNDICE Giroversão .Uma das três elevações arredondadas ou lóbulos da borda incisai de incisivos recérn erupcionados. a face vestibular pode estar voltada para a mesial do dente vizinho. ligando uma à outra. etc. É preenchido pela papi-i mterdental. Desmodonto.Ver "distai". Linha equatorial .Linha do colo. Faces de côntato .Oligodontia. Fissura — Fenda. Por exemplo. Ver "colo".O órgão do esmalte e a papila dental.Forame cego em Anatomia é aquele que não se comunica com o outro lado .Equador do dente. Ver "linha cervical". Relação das cúspides dos dentes inferiores com as dos dentes superiores durante qualquer relação oclusal. Hipodontia é também usada para a falta do desenvolvimento completo de um dente. As faces vestibular e lingual.Linha de união do esmalte da coroa com o cemento da raiz. Ver "mesial". Lobo dental: porção do dente formada por um dos centros de desenvolvimento que iniciam a calcificação do dente. linear. Esta linha de maior contorno passa pelos pontos mais proeminentes das faces livres e das faces de côntato. Ver "bulbo radicular". hemiarco significa meio arco ou metade de um arco.As faces mesial e distai da coroa do dente. formada pela junção de dois ou mais sulcos ou na terminação de um sulco vestibular do molar. Fossa . Fóvea. Suas extensões. Formada pela junção do esmalte com o cemento.Local de união de duas ou três raízes com seu bulbo radicular ou o ponto de divisão das raízes. erro ou incúria do profissional. metade. Lingual . Ver "lingual". Gengiva livre ou marginal: reveste o dente. J Junção cemento-esmalte . circular. Fenda profunda na face vestibular ou oclusal.Mucosa especializada da boca que circunda o dente e o processo alveolar. que constituem o dente em desenvolvimento. Portanto.Uma depressão larga. Ver "oclusal". H Hemiarco . rasa em uma face do dente. Gengiva inserida: reveste o osso alveolar.Face da coroa do dente voltada para a língua.

Ver "coroa anatómica". Alguns autores distinguem o periodonto de proteção (gengiva) e o periodonto de inserção (cemento. segue a direção vertical de cima para baixo. como as raízes de dentes deciduos ou de parte do processo alveolar depois da perda dos dentes permanentes. . Quando um corpo cai sob a ação de seu próprio peso. Reabsorção . cervicalmente à área de contato.Uma depressão linear.Sulco de cerca de l mm de profundidade situado entre a gengiva livre e o dente. odontoblastos. Extensão da gengiva que se insinua entre os dentes.A porção da raiz que.Condição em que os dentes antagonistas não se tocam durante a oclusão. ligamento alvéolo-dental e osso alveolar). voltado para o plano oclusal (oclusalmente à área de contato). Ver "borda". Terço . células formadoras da dentina.Orientação vetorial da direção ou do movimento produzido. Inoclusão: ausência de. uma força de direção vertical. Raiz clínica . por exemplo. O peso de um corpo é. Mordida cruzada .O espaço situado entre as faces de contato de dois dentes do mesmo arco. Reabsorção óssea: remodelação óssea passiva. Interproximal: localizado entre as faces de contato (ou proximais) de dentes vizinhos no arco. Papila interdental .Dentes com mais do que uma raiz. fica exposta na boca.Tecido conjuntivo "gelatinoso" altamente vascularizado (sangue e linfa) e inervado.Génese ou formação da raiz do dente durante sua erupção. uma ranhura. Polpa . Seu limite corresponde à junção cemento-esmalte.Terço apical: região do ápice do dente. Sulco secundário . situada sobre cúspides. porque se refere às faces de contato dos dentes. Mordida aberta . na face oclusal dos dentes. contato ou de oclusão. sulco ocluso-vestibular e sulco ocluso-lingual.Tecidos de suporte que circundam o dente ou conjunto de estruturas que protegem e fixam o dente no alvéolo. Pode ser sulco principal mésio-distal. Linhas retas que unem as cúspides vestibulares às cúspides linguais dos dentes posteriores. Terço distai: em oposição ao terço mesial. Maxilar .Remoção fisiológica de tecidos ou produtos ósseos. Ponte de esmalte — Crista elevada que interrompe um sulco principal. na periferia. Ye: "cervical". Periodonto . quando os côndilos mandibulares estão em sua posição mais superior com a mandíbula em sua posição mais posterior. Proximal .Depressão linear do esmalte.Alteração da relação vestíbulolingual entre os arcos superior e inferior. Na mordida aberta anterior permanece um espaço entre os incisivos superiores e inferiores. Ver "área de contato". mas o termo já está consagrado pelo uso. O que seria face oclusal dos dentes anteriores é reduzida a uma borda cortante (borda incisai). Ver "raiz clínica".Relação da mandíbula com o maxilar por meio dos arcos dentais. Relação central . Raiz suplementar. pois. é sinónimo de distai (!).A face do dente oposta à distai.Em Anatomia é o contrário de distai. portanto contornando todo o dente. Sulco . Em Odontologia. cujo sentido é de cima para baixo.A porção da dentina recoberta por cemento. Mesial .Papila gengival. Sulco interdental . Separa as cúspides de um dente.Relação estática de contato entre dentes superiores e inferiores.145 Margem . Contém. O que se encontra do lado mesial. a partir do germe dental.Ambas as maxilas. Ver "espaço interdental". raiz mesial. Rizogênese . Pode ser anterior ou posterior. Oclusão . Ver "faces de contato". Sulco central: cruza a face oclusal de um dente da mesial para a distai e a divide. O Oclusal — Face da coroa do dente que oclui com a do dente antagonista. Sentido . Multirradicular . a mesial e a distai. R Raiz anatómica . Plano oclusal .Vista lateral das superfícies oclusais. com inversão do trespasse: os dentes inferiores trespassam vestibularmente os superiores. em condições de erupção passiva (ver "erupção"). mais estreita que o sulco primário. Raiz supranumerária — Raiz extra.Divisão imaginária da coroa ou da raiz. Medial seria mais correto. Sulco gengival . em nível com a junção cemento-esmalte à qual se adere. da coroa). contido na cavidade pulpar. Crista que se dispõe obliquamente na face oclusal do primeiro molar superior ou que une as cúspides do primeiro premolar inferior. Terço médio: entre dois outros terços (terço médio da raiz.Estreita depressão linear do esmalte que marca a união dos lobos (ver "lobo") da coroa.Borda. Ver "ameia". Sulco principal .

APÊNDICE globosa. são chamadas de oclusais ou triturantes. Tubérculo de Carabelli: saliência de forma cuspóide (às vezes apenas vestigial) associada à cúspide mésio-lingual do primeiro molar superior. . Face da coroa do dente voltarecida com uma cúspide. Não perturba a função. tftNL .Trauma: traumatismo.Pequenas diferenças morfológicas (desvios do normal estatístico) que aparecem em qualquer dos sistemas. As outras sais dos dentes inferiores. elas tes superiores colocam-se abaixo das bordas'inci.É o lado ou plano inclinado da cúspide. Ver "Anomalia". Trirradicular . Ver "multirradicular".Tricúspide. duas vertentes situam-se na face vestibular ou na Tricuspidado .Overbite. se bem que menor e mais da para o vestíbulo da boca.Dente com três raízes. na qual as bordas incisais dos dentes superiores colocam-se vestibularmente em relação às bordas incisais dos dentes inferiores.. na qual as bordas incisais dos den. lábios e as bochechas. Trespasse vertical .oque causado por agentes físicos. de outro).-. Dente com três cúspi. Ver "cúspide".Relativo a vestíbulo (espaço entre os cular". porque sobre elas não há sulcos secundários que as tornem rugodes. e os processos Tubérculo — Uma pequena elevação do esmalte paalveolares. Tetracuspidado: dente com quatro cúspides.Overjet. ríuma oclusal . que produz uma lesão ou degeneração. de um lado. injúria.T.lingual e são chamadas vertentes lisas. V Variação .Como duas vertentes situam-se na face oclusal. Uma condição durante Vertente . a oclusão central. Trauma oclusal: injúria trazida pela maloclusão. Uma condição durante a oclusão central. Ver "aresta". Trespasse horizontal . sas e não lisas. Ver "birradiVestibular .

16 variações anatómicas. anatomia. 62. 85 Divisão em terços da coroa e da raiz. 102-104 Canais radiculares. 86. 17-22 permanentes. 117 etapas da escultura. 4. 7 Colo dental.%eSj4. 4 ângulos. fóssula. 63 Caninos decíduos. 101-110 detalhes anatómicos. 15 Câmara pulpar. 10. 84. 84 Cúspide. 16 Cavidade pulpar dos dentes permanentes. descrição. 12-16 cavidade pulpar dos.147 índice Remissivo Em parceria com Roelf J. 8-12 generalidades. 116. 8-12 direção geral. 8 Fosseta. 6 . 11 Bossa. Curva sagital de oclusão (curva de Spee). 3 Fossa. 31-70 Arcos dentais. veja dentes específicos Diferenças entre os dentes permanentes. 31. 1-16 periodonto. 71-73 Caracteres comuns a todos os dentes. 5 clínica.31-70arcos dentais. 7 Dentes. 84. 4 detalhes anatómicos. 38-40. 4 Coroa dental anatómica. 108 premolares. 24-26 fase funcional. 83 Curva transversal de oclusão (curva de Wilson). 83. 107. 71-77 direção das faces.27 fase eruptiva. 21-23 erupção dos. 102. 6-8 direção das faces da coroa. 86. 12. 4. 7. 85 equilíbrio dos dentes. 81-87 curva sagital de oclusão (curva de Spee). 13. 12-16 desvio distai da raiz. 106-100 Canino inferior permanente. descrição. 8. 26. 71-77 anatomia dos permanentes. 5. terminologia. 83. 87 Área de contato.Í2a5 j Crista marginais 7 . veja escultura de dentes em cera Cíngulo. 114 Espaço interdental. 106 molares. 107 Ceroplastia dental. 27 generalidades. 63 Canino superior permanente. 40. 12-16 decíduos. 26. 8-12 direção das faces de contato. 58-70 caracteres comuns. 6. 26 fase pré-eruptiva. 22-27 exfoliação dos dentes decíduos. 8 . descrição. 10-12 direção das faces livres. 109-117 erros mais comuns. 4. anatomia externa. 104-110 variações anatómicas.5. 83 curva transversal de oclusão (curva de Wilson). 4-16. 6 Equilíbrio dos dentes. 11 Faces da coroa. 15. 6-8 direção das faces. 104 Fórmula dental. 101-110 incisivos e caninos. 4-16. 5. 25 Escultura em cera de dentes. 14 diferenças entre as faces vestibular e lingual. 4 Cor dos dentes. 24. terminologia. 25. 12 linha cervical.. 7. 1-16. 99-110 caracteres comuns a todos os dentes. 15 faces curvas. sulco interdental. 14 lobos de desenvolvimento. 41. 81-87 caracteres diferenciais. 84 direção dos dentes. 16 diferenças entre as faces mesial e distai. 5. 11 Anatomia dos dentes anatomia interna. anatomia externa. Cruz Rizzolo Ameia. raiz anatomia dos decíduos. 84. veja também coroa. 32 oclusão. 8. 87-92 Descrição anatómica dos dentes. 87 Erupção dental. 9 Direção geral dos dentes nos arcos. 106. 62. 85 equilíbrio dos. 5 bordas. 114-116 material. 12-15 Forame apical. 8-12 divisão em terços. 58-70 Direção das faces da coroa. 22-27 exfoliação dos.

98 movimentos mandibulares no plano sagital. 12 Lobos de desenvolvimento. 101 106-110 . 44-46. veja dente molar específico Notação dental. 52. 69 Segundo premolar inferior. 56. 58-60 Incisivos decíduos. 6 exfoliação (reabsorção). 142-146 Incisivo central inferior permanente. 67 Segundo premolar superior. 51. 77 Primeiro molar inferior permanente. 37. 106-110 Respostas da identificação de dentes. 7. 43. 48-51. 70 Primeiro molar superior decíduo. 36.61 Incisivo lateral superior permanente. 87-89 contato cúspide-crista. descrição. 33. descrição. 66.94 posição de repouso. 64. 7. 87-92 aspectos fundamentais da oclusão. 67 Primeiro premolar superior. 65 Segundos molares decíduos. 53 Trespasse vertical. 53-56. 57 Terceiro molar superior. 52. veja dente premolar específico Primeiro molar inferior decíduo. 8 secundário. 8 principal. 7. 58-70 Posições e movimentos da mandíbula. 5. 7 Ponto de contato. 74-76 Primeiro molar superior permanente. descrição. 76. 93. supranumerária. 17 bulbo radicular. 90. 101. descrição. 46-48. 97 movimentos mandibulares no plano horizontal. descrição. descrição. 26. 8 fissura. 58-60 Incisivo lateral inferior permanente. descrição. descrição. 17 gengiva. descrição. veja área de contato Pormenores que diferenciam dentes semelhantes. 8 Variações anatómicas. 104-110 Oc? desvio distai. descrição. horizontal. 35. 74 Sulco. 7. 95. 20. 93 Premolares. 21 ligamento periodontal. descrição. 37. 68. 60. 8 cicatrícula. 16. descrição. 96 posição de oclusão central ou máxima intercuspidação. 21 Polpa dental. 7. 17-20 Glossário. 89-91 Periodonto. descrição. 5 canais radiculares. 34. 69 Primeiro premolar inferior. 17-22 Terceiro molar inferior. descrição.APEN Gengiva. 41-43. 61 Incisivo central superior permanente. 66. descrição. 44. 15. 8 Tecidos de suporte do dente. 57. 14 Linha equatorial. 20. 82 Tubérculo. 38. 5. descrição. 6 Oclusão dental. 65 Raiz. 17-22 cemento. "método de dois dígitos". 21 Linha cervical.-16 Molares. 78 Segundo molar inferior perm nente. descrição. 70 Segundo molar superior perma te. 96. 102 Ponte de esmalte. 4. 17-19 inervação. 92-98 movimentos mandibulares no plano frontal. 91 contato cúspide-fosseta. 68. 60. 64. 71-73 Ligamento periodontal. 16 divisão em terços. descrição.

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