P. 1
SÉRIE CONTOS ERÓTICOS DO BRASIL - O DOCINHO SENSUAL DA BAHIA

SÉRIE CONTOS ERÓTICOS DO BRASIL - O DOCINHO SENSUAL DA BAHIA

|Views: 1.210|Likes:
Mais um romance da Série Contos Eróticos do Brasil - O docinho sensual da Bahia
Mais um romance da Série Contos Eróticos do Brasil - O docinho sensual da Bahia

More info:

Published by: Carlos Henrique Mascarenhas Pires on Sep 07, 2012
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

08/09/2013

pdf

text

original

SÉRIE CONTOS ERÓTICOS DO BRASIL “O DOCINHO SENSUAL DA BAHIA” *Por Carlos Henrique Mascarenhas Pires

A Série Contos Eróticos do Brasil é uma iniciativa pessoal para valorizar as histórias regionais que povoam as cabeças de todos os brasileiros; uma homenagem a todos os Estados e o Distrito Federal; um tributo às beldades sensuais de cada canto brasileiro e suas lendas urbanas. As publicações estão em ordem alfabética por nome de Estado: “A baronesa do Acre”; “Existe sereia nas Alagoas?” e “A justiceira sensual do Amapá”, “A pastora do Amazonas” e esta, “O docinho sensual da Bahia”. No próximo texto pousaremos no Ceará. Espero que curtam e que

pelo menos uma destas ficções romântico-eróticas os façam lembrar-se de algo, ou alguém ou de algum lugar...

Dizem que na Bahia as pessoas não nascem; elas estreiam! A fama da lassidão que todo baiano tem, na verdade é eliminada por outros predicados naturais que as pessoas de lá possuem. Falo isso por mim, que nasci na terra querida de Jorge Amado e de tantos outros amados e amadas... O mapa da Bahia é muito parecido com o do Brasil, que ressalvando a forma abstrata sem a devida exatidão de simetria, em muito lembra uma vulva; então o baiano já estreia na vida imaginando sensualidades a partir de seu próprio mapa estadual.

Na parte alta do mapa baiano tem uma região pobre de gente de muito valor; é uma região encantadora que compreende o sertão nordestino e a famosa Chapada Diamantina. Terra de muitas lendas e muitas histórias de heroísmo e bravura de seu povo. Se por um lado este lugar está distante do mar, ninguém sente muita falta, porque estão próximos de uma natureza invejável, com muitas cachoeiras, chapadões, lagoas sensacionais e matas quase virgens; e é nesta região que começa a nossa sensualíssima história; na cidade de SEABRA, portal da Chapada Diamantina!

Seabra é uma cidade com menos de 50 mil habitantes; dista quase 500 km da capital Salvador. O povo é simples e possui cultura ímpar, da mesma forma que todos os outros nordestinos sofredores que estão acostumados a lidar com as questões da seca brutal que ocorre todos os anos. As mulheres da cidade não possuem uma característica pessoal que as diferencie de outras mulheres nordestinas; em geral são charmosas e o jeito brejeiro as faz ficar ainda mais sensuais. Nossa história começa com Rita de Cássia, uma moça simples que faz serviços domésticos para um comerciante importante de Seabra, um tal de Donato Cabral que possui alguns supermercados na região. Homem cinquentão que nasceu, viveu e fez fortuna na cidade com atividades mercantis. Donato é casado com Maria Antonia e ambos têm 3 filhos; dois garotos adolescentes e Lucia, de 21 anos; esta é a família Cabral! Rita mora na casa dos Cabral desde seus 12 anos; foi morar com eles junto com a mãe, uma retirante da seca que morava na vizinhança da fazenda de Donato. A mãe de Rita foi emprega doméstica na casa do comerciante, mas morreu há dois anos e Rita, agora com 19 anos, preferiu ficar sob os cuidados do casal e assumiu as funções da mãe. Ela não é tratada como filha do casal, mas possui muitas regalias, inclusive pode frequentar a piscina e sair a noite, podendo voltar a qualquer hora.

A empregada e os Cabral vivem em perfeita harmonia; ela sempre foi educada e sabe respeitar os limites que a dista naturalmente da família. Rita de Cássia é uma garota meiga e perfeitamente bela; uma morena com tudo no lugar. O ponto alto da sensualidade da moça está nos lábios grossos e o busto. No tronco da amável Rita há um par de seios tão perfeitos que alguns colegas da escola lhe deram o nome de “Docinho”, mas a maioria das pessoas pensa, ainda, que seu apelido ocorreu por causa de seu jeitinho meigo... Certa vez o Donato viajou com a família e Rita ficou sozinha em casa; sabendo que não seria importunada, banhou-se na piscina e tirou a peça que cobre os seios para revelar dois montinhos perfeitos, de pele morena e auréola rosada; ambos apontando para lados opostos e tão firmes que dariam para suportar dois cabides com roupas... Um vizinho que também estuda na mesma escola que Rita, a viu seminua e quase enlouqueceu; na escola este vizinho tratou de espalhar que ela era uma deusa. Ele tentou tirar fotos, mas seu celular não captou as imagens nítidas; e Rita sequer se importou com os comentários jocosos a seu respeito; ao invés disso ela tratou de ficar ainda mais bela. Começou a frequentar seções de estética, recortar os pelos pubianos e sempre que podia, lá estava Rita deitada na piscina dando um trato com bronze máximo em seu corpinho delgado. Certa vez ela apareceu com os pelos dourados e vestindo roupas que realçavam suas belas formas, como blusinhas sem sutiã e shortinhos apertados. Pelo visto Rita resolveu mudar completamente e ao que parece, ela está namorando. Moça simples e recatada quando começa a mostrar as asas da sensualidade, com certeza é o amor! Ninguém nunca falou ou a viu namorando alguém. Muito nova ela perdeu a mãe e depois disso Rita ficou ainda mais reclusa, mas agora tudo mudou. Era visível que ela estava passando por um processo inovador; e isso estava chamando a atenção de muita gente, inclusive da família Cabral. Os filhos homens do casal que são mais novos que Rita, passaram a vê-la com os olhos da lascívia; e passou a ser comum que eles passassem a encostar sem querer, ou querendo muito, não se sabe; na moça. Um deles, de 18 anos, estava sempre em visível ereção, sobretudo quando encontrava sua empregada doméstica. Até o Donato, homem de poucas palavras, passou a falar mais com e sobre Rita. Nos encontros com amigos eles sempre davam um jeitinho que colocar o “Docinho” na roda de conversa. Houve até uma aposta para saber se Rita ainda era virgem! Certa semana Rita pediu ao casal para não trabalhar no final de semana; ela se justificou informando que precisava viajar para encontrar alguns amigos. Rita jamais havia pedido para se ausentar da casa; e foi óbvio que Donato e Antonia não só permitiram como também ofereceram dinheiro extra para que ela não passasse qualquer privação. A moça colocou poucas roupas numa mochila e saiu de casa na sexta, regressando apenas na segunda pela manhã. Ela disse ao casal que alguns amigos a chamaram para curtirem nas cachoeiras da Chapada Diamantina. Ela retornou ainda mais alegre e sorridente; muito mais charmosa; e a esposa do Donato a chamou para uma conversa. A patroa falou com Rita que se

importava com ela, e queria que ela fosse feliz, mas a advertiu sobre os homens maldosos que poderia usá-la como a um objeto descartável. Ela também falou um pouco sobre sexo; e ouviu de Rita que não era nada disso, mas também ouviu que a sua empregada estava amando alguém e que não podia dizer quem era; pelo menos naquela ocasião. O Docinho havia mudado da água para o vinho; ela era uma mulher e tinha razões para sê-la a mais felina de todas; havia encontrado o amor; eles só não sabiam quem era o felizardo que conquistara o coração da moça mais formosa da Chapada. Donato e Antonia começaram a perceber outras coisas, como roupas íntimas mais provocantes e os constantes rubores de face de Rita em várias horas do dia. À noite, sussurros vinham de seu quarto; e nas madrugadas, a antes moçinha pacata, agora ronronava como gata no cio. Certa ocasião Donato passou a vigiar a moça sem que ela sequer sonhasse; ele queria saber quem era o amor da Docinho; quem era o homem que havia feito daquela menina uma mulher fatal, cheia de libido e desejada por 100% dos homens da cidade. Atarefa não foi nada fácil, porque a Docinho não era flagrada com este novo amor, mas numa certa noite, quando ele havia dito que iria viajar, eis que flagram o inusitado. Docinho estava na cama somente de calcinha, mas não era uma calcinha qualquer; era uma peça de renda que deixava seu púbis tão visível que podia matar um idoso de ataque cardíaco. Seus seios deliravam de tão intumescidos. Uma mão estava bolinando o seu amoré a outra estava explorando seu próprio sexo. Docinho estava toda embelecida e seu corpo untado com leite condensado. Ora ela era penetrada, ora era devorada! Seus gritinhos ecoavam como uma ode ao sexo; e seu amor a lambia tão intensamente que a cena dava o melhor dos filmes eróticos. As duas beldades sabiam se amar e não era algo simplório, como nas relações tradicionais. Elas usavam bocas, caras, mãos, pés, dedos, línguas e para não se portarem como homossexuais apenas, tinham brinquedinhos de silicone que eram ensartados uma na outra. O fim da curiosidade de Donato ocorreu quando Docinho fingiu ser uma cadelinha, prostrando-se de quatro e sua filha Lúcia lambuzou o sexo da amante com leite condensado, para depois sorvêlo por inteiro, enquanto a Docinho delirava por sentir o doce sendo devorado e seu tesão aflorado na intensidade máxima. Donato estava sozinho no flagrante da cena; e quase morreu de parada do coração. O grande amor da Docinho era alguém muito conhecida dele; era sua filha Lúcia quem estava no maior amor com sua amiga. Ambas estavam lindas e expostas, pois acreditavam que Donato, Antonia e os garotos de fato foram viajar. O homem que viu tudo; vendo sua filha naquele envolvimento com aquela deusa, não sabia o que fazer. Se as interrompesse, poderia causar o maior escândalo da cidade; então ele deu às costas e foi embora; triste e decepcionado. Maria Antonia quis saber quem era o amante de Rita, pois Donato voltou pasmo; mas ele jurou que não a encontrou com ninguém. Disse à esposa que Rita estava na casa sozinha e que Lúcia

havia saído com os amigos. Ele não podia dizer a sua esposa que a sua filha era lésbica; e que Docinho era sua amante. Seriam duas notícias bombásticas de uma só vez... Dias mais tarde ele sugeriu que Lúcia fosse estudar em Salvador; também sugeriu que Rita a acompanhasse para ajudá-la e também estudar. A família ficou surpresa, mas aceitou; as duas amantes sem nada entender, apenas riram de felicidade e concordaram. Até hoje elas moram juntas num apartamento em Salvador e se amam escandalosamente todos os dias, mas em Seabra, somente Donato sabe de tudo...! Maria Antonia que não sabe de nada até hoje, pensa que Donato tinha intenções carnais com Rita; e agora é ele quem é vigiado...

No próximo conto erótico, o Ceará e seus encantos marítimos, darão lugar a mais um relato do gênero; espero tê-los mais uma vez como leitores...

*Carlos Henrique Mascarenhas Pires é escritor romancista, jurista e autor do Blog Crônicas do Imperador- www.irregular.com.br

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->