P. 1
Www.trf4.Jus.br Trf4 Processos Visualizar Documento Gedpro.php Local1

Www.trf4.Jus.br Trf4 Processos Visualizar Documento Gedpro.php Local1

|Views: 655|Likes:

More info:

Published by: Angela Alves de Ramos on Sep 08, 2012
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

11/06/2013

pdf

text

original

:: Portal da Justiça Federal da 4ª Região

::

Página 1 de 16

AÇÃO POPULAR Nº 2007.70.00.000947-4/PR
AUTOR ADVOGADO RÉU ADVOGADO : : : : : : : : : : : : : : : : : : : :

D.E.

RÉU ADVOGADO RÉU ADVOGADO

RÉU RÉU ADVOGADO

ANDERSON MARCOS DOS SANTOS Public em 05/08/2009 ado EDUARDO HARDER ANDERSON MARCOS DOS SANTOS ENERGÉTICA RIO PEDRINHO S/A FLAVIO RIBEIRO BETTEGA GUILHERME MOREIRA RODRIGUES EDUARDO ALBERTO MARQUES VIRMOND HELIO EDUARDO RICHTER CONSÓRCIO SALTO NATAL ENERGÉTICA FLAVIO RIBEIRO BETTEGA EDUARDO ALBERTO MARQUES VIRMOND PEDRO AUGUSTO DO NASCIMENTO NETO FRANCISCO ANTONIO MACIEL MEYER RODRIGO SANCHEZ RIOS DANIEL LAUFER ANTONIO DOS SANTOS JUNIOR AGENCIA NACIONAL DE ENERGIA ELETRICA ANEEL COPEL DISTRIBUICAO S/A HELIO EDUARDO RICHTER DAMASCENO MAURICIO DA ROCHA JUNIOR

SENTENÇA
1. Relatório Anderson Marcos dos Santos e Eduardo Harder propõem a presente ação popular c ontra a Energétic Rio Pedrinho S/A, o Consórc Salto Natal Energétic Pedro a io a, Augusto do Nasc imento Neto, Franc o Antônio Mac Meyer e Copel Distribuição S/A. isc iel Pretendem os autores a dec laração de nulidade dos Contratos de Venda e Compra de Energia Elétric c a, elebrados em 12 de dezembro de 2002, sob as rubric a) CVCEE/COPELas: DIS/DCOD/CPR nº 016/2002 - Energétic Rio Pedrinho S/A; e b) CVCEE/COPELa DIS/DCOD/CPR nº 017/2002 - Consórc Salto Natal Energétic bem c io a; omo a nulidade e c onseqüente inexigibilidade das faturas de c ompra e venda de energia dec orrentes desses c ontratos, porque derivam de atos nulos da Administração. Inic ialmente, a ANEEL não figurava no pólo passivo da demanda, de modo que a propositura da ação oc orreu na Justiça Estadual. Narram que o Governo do Estado do Paraná instituiu o Programa de Geração de Energia Elétric Distribuída - PROGEDIS, para inc a entivar o desenvolvimento de pequenas c entrais elétric dentro do Estado do Paraná, c as abendo à Companhia Paranaense de Energia Copel - a c onsec ução do programa. As linhas gerais do programa são: partic ipação de pequena c entral hidroelétric (PCH) e pequena c a entral termoelétric (PCT), c potênc a om ia total instalada até MW, definição antec ipada do montante de energia a ser adquirida e do preço a ser pago, montante total de energia as ser adquirida de todos os partic ipantes de 200MW médio. Em dec orrênc desse programa, a Copel firmou c ia ontratos c as empresas om

http://www.trf4.jus.br/trf4/proc essos/visualizar_doc umento_gedpro.php?loc al=jfpr&d... 15/08/2012

da Lei 8. guardando intimidade com o direito público. XXII.. da Lei nº 8.848.:: Portal da Justiça Federal da 4ª Região :: Página 2 de 16 Energética Rio Pedrinho S/A e com o Consórcio Salto Natal Energética. da citada lei. embora regidas pelo direito privado. conforme preceitua a Lei nº 4. em resumo: os contratos prevêem vigência por 12 (doze) anos. para adquirir energia elétrica gerada pelas empresas Energética Rio Pedrinho S/A e pelo Consórcio Salto Natal Energética. sistemática que viola o princípio da razoabilidade... nessa condição. Sustentam que a ação popular é instrumento cabível para pleitear a anulação de atos lesivos ao patrimônio público. caput. 37 da Constituição Federal.710. moralidade.40.00 e R$ 63. não houve a observância no caso do art. com vigência de 12 (doze) anos. Alegam que os contratos firmados pela Copel Distribuição com a Energética Rio Pedrinho S/A e com o Consórcio Salto Natal Energética são nulos porque. Informam que as sociedades de economia mista nascem da vontade do Estado. pagará à Copel uma multa ínfima. Aduzem que. Textualmente. e ficam livre para comercializar a energia com outros compradores. mantém a condição de sociedade de economia mista. devendo obedecer aos princípios da legalidade. produtoras independentes de energia elétrica autorizadas pela ANEEL. o agente público tem o dever de motivar o ato administrativo. 37. possibilitar a dispensa de licitação para a contratação de fornecimento de energia elétrica. o que contraria o determinado no art. e. Como o contrato prevê o pagamento pela energia elétrica em valor menor nos últimos quatro anos da contratação. http://www.php?local=jfpr&d.168. A ausência dos predicados exigidos para a dispensa de licitação e a desvinculação dos contratos com as regras do PROGEDIS importam em ilegalidade do ato administrativo realizado. impessoalidade. publicidade e da eficiência. com valor estimado em R$ 64. . Tais contratos de venda e compra de energia elétrica foram firmados sob as rubricas CVCEE/COPEL-DIS/DCOD/CPR nº 16 e 17 de 2002.690. as cláusulas contratuais não guardam qualquer vinculação com o programa. foi criada por autorização legislativa e constituída para seguir os fins da sua controladora. enquanto as vendedoras recebem o valor referente à penalidade. transcendendo os seus interesses aos meramente privados. pagará multa contratual astronômica. tendo como meta o atendimento ao interesse público que motivou sua criação. do Código Civil. 15/08/2012 .. a compradora terá que pagar a totalidade da energia objeto do contrato a título de multa.trf4. datados de 12/12/2002. representado pela empresa líder Brascan Energética S/A. a maior parte do contrato terá sido cumprida.. porque proporcional à parcela do contrato já cumprida. 24. momento em que estará amortizado financiamento contraído junto ao BNDES. se a Copel pretender rescindir o contrato nos primeiros nove anos. da Constituição Federal e o art. apesar das negociações se embasarem no PROGEDIS. São prestadoras de serviço público. inclusive do patrimônio de sociedade de economia mista.666/93. porque. então. o prazo de vigência do ajuste foi elastecido e firmada cláusula penal onerosa em desfavor somente da Copel. e do primeiro ao oitavo ano o preço neles fixado superou o preço previsto no PROGEDIS para o MWh. uma vez que.jus. nos termos do artigo 413. explicitando a necessidade da contratatação. par.666/93.717/65.. que determina a contratação mediante prévia justificativa. 26. conforme art. Dizem que a cláusula penal contida no contrato não observou a paridade contratual. caput. A Copel Distribuição S/A é subsidiária da Companhia Paranaense de Energia (Copel). a multa nesse momento será ínfima." Ainda. fala que ". se as vendedoras rescindirem o contrato após o nono ano. Não houve a publicação resumida dos instrumentos de contrato no Diário Oficial. quando o investimento já estiver amortizado. segundo a cláusula penal.br/trf4/processos/visualizar_documento_gedpro.. único. respectivamente. Na hipótese de dispensa da licitação. em que pese o art. 26.

inclusive faturas de compra e venda de energia. alegando como preliminares: a impossibilidade da Copel assumir o pólo ativo da ação. A Energética Rio Pedrinho S/A e Brascan Energética S/A. assim como todas as obrigações presentes e futuras que dele se originaram. sendo necessária a extinção do feito sem mérito por falta de interesse processual. e enquadram-se na hipótese legal de dispensa de licitação. Não pode prosseguir a pretensão das empresas rés de cobrar da Copel Distribuição S/A montantes referentes à multa contratual rescisória. porquanto não demonstrada a ilegalidade dos atos ou a lesividade ao Erário. voltada à nulidade dos contratos em referência. Os contratos firmados são perfeitamente válidos e foram adequadamente motivados. como o PROGEDIS. 231. aduzem que são empregados com contrato de trabalho firmado com a Copel Distribuição S/A de longa data. a ação é inócua em relação aos réus. apresentaram contestação às fls. importando em isso em carência de ação. Não há nulidade na cláusula penal constante nos contratos.. Pedro Augusto do Nascimento Neto e Francisco Antonio Maciel Meyer apresentaram contestação às fls. bem ainda valores faturados pela compra de energia elétrica. No mérito. alegando preliminarmente: a ilegitimidade passiva para a causa. informa que possui interesse no feito. plenamente oponível e vinculante. e enquadram-se na hipótese legal de dispensa de licitação. por não possuir caráter cogente. A existência de um programa de incentivo. conexão desta ação com o Mandado de Segurança nº 2004.00. como diretor superintendente e diretor adjunto. tendo em vista que o que se pretende na ação é a declaração de nulidade dos contratos e faturas emitidas com base neles. empresa líder do Consórcio Salto Natal Energética.. Nesse período. sendo regra de proteção ampla. que tramita na 2ª Vara Federal do Distrito Federal. porque não são partes nos contratos objetos da ação. na fl. As obrigações firmadas com terceiros são naturalmente regidas pelo regime jurídico de direito privado. A Copel Distribuição S/A. porque o gasto origina-se em ato ilegal praticado pela Administração e porque a energia elétrica adquirida superou o preço previsto no PROGEDIS. No mérito. 15/08/2012 . Os contratos firmados são perfeitamente válidos e foram adequadamente motivados. sustentam que. ente da Administração Pública Indireta. 268-315. criando condições para a aquisição de energia elétrica. por consequência. A Copel está obrigada a indenizar por força da sua responsabilidade extracontratual.php?local=jfpr&d. Os contratos firmados não deveriam ser precedidos de licitação.br/trf4/processos/visualizar_documento_gedpro. e exerceram cargos de direção entre junho de 2001 e dezembro de 2002. Aduzem que estão ausentes os requisitos da ação popular. as contratações se deram dentro da sua conveniência comercial. a qual deveria ser aplicada na hipótese de inadimplemento de quaisquer das partes. como realizadas. na ordem de 30% do valor do pacto. não procede a pretensão de decretação de nulidade das faturas representativas de crédito. e requer a sua integração à lide como assistente litisconsorcial ativo. impetrado pela Copel. ao Erário.jus.40 o MWh.trf4. cabendo ao árbitro a competência de decidir sobre qualquer questionamento em torno da validade do contrato ou da cláusula arbitral nele inserta. por envolver causa de pedir em parte idêntica a desta ação.043755-6.:: Portal da Justiça Federal da 4ª Região :: Página 3 de 16 Argúem que os contratos são nulos. em razão da sua negligência e conduta ofensiva à confiança da contratada.34. evitando a anunciada falta do produto no Estado do http://www. Mesmo em face da nulidade dos contratos. Os contratos não produziram lesão ao patrimônio da Copel Distribuidora. O pagamento das quantias representa lesão ao patrimônio da Copel Distribuição S/A e. embora a Copel seja uma sociedade de economia mista. o Brasil promoveu uma reestruturação do seu setor elétrico. porque os contratos firmados por ela e pelas empresas rés contemplam cláusula compromissória. nem credores ou devedores das faturas que se quer anular. fixado em R$ 72. 748-779. não obstava contratações fora do programa.

conforme determinação legal.PCH". todavia. No mérito. Foram opostos embargos de declaração pela Copel (fls. e preços reduzidos nos últimos quatro anos de contrato. Foi acolhida a aludida impugnação. fls. Requer a suspensão do processo de arbitragem em trâmite na Câmara FGV de Conciliação e Arbitragem. Houve a negociação durante algum tempo visando ao PROGEDIS. Os interesses da Copel foram resguardados porque foi estabelecida cláusula específica prevendo multa para o caso de o vendedor cessar o suprimento de energia após o decurso dos oito primeiros anos de contratação. em grau de recurso. tendo sido indeferido o efeito suspensivo requerido (fls. na qualidade de integrante da administração pública indireta.jus.. 1094).trf4. foi instaurado o incidente processual para análise da impugnação ao pedido de assistência litisconsorcial apresentado pela ANEEL (fl. A Copel fez prova de interposição de agravo de instrumento em relação à referida decisão (fls. 1503). recebido com o efeito suspensivo (fl.php?local=jfpr&d. porque os contratos de compra e venda de energia elétrica de que trata a ação foram rescindidos. Remetidos os autos à Justiça Federal. tendo as empresas posteriormente optado pela contratação via contrato bilateral. 1454-1458). Foi imposta na negociação o recebimento pelo preço máximo nos oito primeiros anos. Foi proferida decisão determinando a suspensão do processo arbitral iniciado junto ao Tribunal Arbitral da Câmara FGV de Conciliação e Arbitragem (fl. 1274-1277. 1095-1102). era absorvido pela Copel através de dispositivos de compensação existentes no contrato.70. 1449-1451 e fls. autuado sob nº 2007. 1563). Houve declinação da competência para a Justiça Federal.. O risco assumido pela Copel promovia a redução do valor pago pela energia elétrica que seria adquirida. para proteção do patrimônio público. http://www. O Tribunal de Justiça do Estado do Paraná deu o provimento ao agravo (fl. pedem a improcedência da ação. para tentar obter financiamento junto ao BNDES. na média. A Copel manifestou-se sobre as contestações apresentadas (fls. o Tribunal Regional Federal da 4ª Região deu provimento aos agravos de instrumento manejados pelas empresas rés Rio Pedrinho e Consórcio Salto Natal. a Energética Rio Pedrinho S/A e o Consórcio Salto Natal Energética requereram a extinção do feito em razão do desaparecimento do seu objeto. O PROGEDIS foi criado para incentivar os empreendedores paranaenses a investir na construção das chamadas "pequenas centrais hidrelétricas . 1506-1529). 1571-1574. porque os contratos foram apresentados à ANEEL. 1475-1485). sistema no qual parte do risco do negócio. 1554-1555). resultando. tanto que a ANEEL os homologou. 1110-1146).5% inferior ao valor máximo determinado pela ANEEL. O preço médio contratado pelas empresas rés foi 20. Às fls.br/trf4/processos/visualizar_documento_gedpro.002528-5. A Energética Rio Pedrinho S/A e outro juntaram cópia de petição de agravo de instrumento interposto contra decisão que determinou a suspensão das arbitragens em curso (fls.:: Portal da Justiça Federal da 4ª Região :: Página 4 de 16 Paraná. retomandose o curso da ação na Justiça Federal. O princípio da publicidade no caso em tela foi plenamente atendido. considerando o pedido da ANEEL de integração à lide como assistente (fl. ou valor normativo. 1164). valores aproximados ao preço PROGEDIS.00. Anulatória nº 950/2005 e Cautelar Incidental nº 1392/2004 para a Justiça Federa (decisão da fl. o qual exigia que o contrato a ser firmado em garantia do financiamento tivesse como preço da energia valor próximo ao máximo estabelecido pela ANEEL. Reafirma a necessidade de integrar o pólo ativo da ação. 1273). indicando que os contratos firmados foram vantajosos para a Copel e para os consumidores. denominado "risco hidrológico". 15/08/2012 . Foi determinada a remessa dos presentes autos e das ações Declaratória de Nulidade nº 380/2005.

embora não firmada pelos autores da ação popular. a questão é remetida ao órgão do Poder Judiciário competente para julgar a causa (§ 1º). plenamente oponível e vinculante à Copel.. a Lei de Arbitragem (Lei 9. ou por provocação das partes. 1582. alegam que não deve ser deferido o pedido da Copel Distribuição S/A. porque os contratos firmados por ela e pelas empresas rés contemplam cláusula compromissória.php?local=jfpr&d.:: Portal da Justiça Federal da 4ª Região :: Página 5 de 16 O Ministério Público Federal se manifestou na fl. Preliminares 2. Informa que exsurge das aludidas disposições legais o efeito negativo da convenção de arbitragem. bem ainda a apreciação de toda a matéria voltada à validade e eficácia da convenção de arbitragem instituída pelas partes. consistente na interdição do Poder Judiciário em apreciar as questões relativas à validade e eficácia da convenção arbitral. autorizando que avaliem a capacidade dos que assinaram o contrato e a convenção arbitral. deverá fazê-lo na primeira oportunidade que tiver de se manifestar. para o seu ingresso como litisconsorte ativo. Como leciona Eleonora C. É o relatório. 20 da lei ainda estabelece que a parte que pretender argüir questões relativas à competência. pp.Adoção do Princípio Kompetenz-Kompetenz no Brasil" (Arbitragem. 8º A cláusula compromissória é autônoma em relação ao contrato em que estiver inserta. Fundamentação 2. recomendando a intimação das partes para informarem se têm provas a produzir.307/96) preceitua o seguinte: Art. Portanto..1. http://www. O art. considerada aquela pela qual se atribui aos árbitros a apreciação de sua própria competência. Parágrafo único.trf4. 8º e o art. 20 da Lei nº 9.1.jus. 326-337). a nulidade da cláusula compromissória. Impossibilidade da Copel assumir o pólo ativo da ação As rés Energética Rio Pedrinho S/A e Brascan Energética S/A. suspeição ou impedimento do árbitro ou dos árbitros. necessariamente.br/trf4/processos/visualizar_documento_gedpro. Pitombo no artigo intitulado "Os Efeitos da Convenção de Arbitragem . Concluem dizendo que cabe ao árbitro a competência de decidir sobre qualquer questionamento em torno da validade do contrato ou da cláusula arbitral nele inserta. São Paulo : Atlas. Guido Fernando da Silva Soares. Caberá ao árbitro decidir de ofício. invalidade ou inefic ia da c ác onvenção de arbitragem. bem c omo nulidade. o parágrafo único do art. Estudos em Homenagem ao Prof. a validade da manifestação de vontade e sua forma e a arbitrabilidade objetiva do litígio. No caso de acolhimento da arguição de nulidade. 2007. as questões acerca da existência.1. a lei não nega a regra ou o princípio de "competência-competência". 15/08/2012 . validade e eficácia da convenção de arbitragem e do contrato que contenha a cláusula compromissória. invalidade ou ineficácia da convenção de arbitragem. Passo a decidir. empresa lider do Consórcio Salto Natal Energética.307/96 corroboram o princípio em referência. No que diz respeito à atuação do juízo arbitral na solução de questões envolvendo a validade da cláusula arbitral inserida nos contratos. de tal sorte que a nulidade deste não implica. 2. após a instituição da arbitragem. colocando os árbitros em condições de apreciar os requisitos ensejadores de sua competência.

e de quaisquer pessoas jurídicas ou entidades subvencionadas pelos cofres públicos. cujo ato seja objeto de impugnação. entretanto. 231 o seu ingresso no feito na qualidade de assistente litisconsorcial ativo. do Distrito Federal.trf4. Pretendem ver declarada a nulidade dos contratos de venda e compra de energia elétrica a teor do disposto nos artigos 1º. ao lado da jurisdição estatal. legitima qualquer cidadão a questioná-la mediante a propositura da ação popular. A suposta vantagem do particular em questão. poderá abster-se de contestar o pedido. tanto quanto o são os direitos disponíveis. não causa espécie que. de entidades autárquicas. só que uma delas exercida diretamente pelo Estado. § 38). privado. porquanto. cit. Neste aspecto. de sociedades de economia mista (Constituição. explica a impossibilidade de as partes se socorrerem desta.:: Portal da Justiça Federal da 4ª Região :: Página 6 de 16 Citando o i. desde que isso se afigure útil ao interesse público. não querem os autores populares questionar a validade da cláusula arbitral existente nos contratos CVCEE/COPEL-DIS/DCOD/CPR nº 16 e 17 de 2002. de sociedades mútuas de seguro nas quais a União represente os segurados ausentes. a juízo do respectivo representante legal ou dirigente (art.. § 3º). pois supostamente violadora do princípio constitucional da ampla defesa. e a outra. elegendo uma. no caso em análise. 6º. no caso dos autos.) aduz que "A doutrina majoritária. assevera que " O caráter jurisdicional da arbitragem. Com o propósito de impedir esse bis in idem. 1º Qualquer cidadão será parte legítima para pleitear a anulação ou a declaração de nulidade de atos lesivos ao patrimônio da União. de empresas públicas.jus. doutrinador Carreira Alvim. Eleonora Pitombo (op. Nesse ponto. por particulares. mas com o seu consentimento. 141. já que o direito de ação perante o juízo judicial é renunciável. Esta ação popular conta com índole corretiva e preventiva." Todavia. ou anular as sentenças arbitrais proferidas nos procedimentos nº 001/2004 e 002/2004 da Câmara de Conciliação de Arbitragem da Fundação Getúlio Vargas. por supostamente se tratarem de atos administrativos lesivos ao patrimônio público. ou poderá atuar ao lado do autor. de empresas incorporadas ao patrimônio da União. cabe salientar que a Lei da Ação Popular prevê que a pessoa jurídica de direito público ou de direito privado.php?local=jfpr&d. 2º e 4º da Lei nº 4.br/trf4/processos/visualizar_documento_gedpro. http://www. e requer na fl. dos Estados. A regra é constitucional porque se insere na faculdade das partes de elegerem o juízo arbitral. de instituições ou fundações para cuja criação ou custeio o tesouro público haja concorrido ou concorra com mais de cinqüenta por cento do patrimônio ou da receita ânua. Por força desse dispositivo. apoiado expressamente na lei em referência. em detrimento do patrimônio da sociedade de economia mista. de serviços sociais autônomos. dos Estados e dos Municípios. mesmo quando já tenham optado por aquela. defende que referida regra é constitucional pelos mesmos motivos que o são os demais dispositivos da Lei de Arbitragem (especialmente aqueles que conferiram força vinculante à cláusula compromissória). 15/08/2012 .717/65. Se ambas as atividades têm a mesma natureza jurisdicional. os autores pediram a citação da Copel Distribuição S/A para responder aos termos da ação. do Distrito Federal. Copel Distribuição S/A informa que tem interesse na lide. motivos esses acolhidos pelo Supremo Tribunal Federal quais sejam: as partes podem livremente renunciar à jurisdição estatal. não possam se valer da outra. porquanto calcada na possibilidade de encaminhamento de recursos públicos para a iniciativa privada sem a devida contratação." E. para a solução de suas controvérsias." Não há porque se sustentar que a regra competência-competência seja inconstitucional. dos Municípios.. em qualquer hipótese trata-se de jurisdição. art. verbis: "Art. atua o efeito negativo da arbitragem.

Ministro Herman Benjamin. 6º. nos termos e para os fins do art.717/65. Hipótese em que o Tribunal a quo concluiu que o ente público somente pode migrar para o pólo ativo da demanda logo após a citação. A pessoa jurídica de direito público ou de direito privado. proceder à execução da sentença na parte que lhe caiba. § 3º. ou c assumir a posição de assiste ao lado do autor da ação popular. cujo ato seja objeto de impugnação. 17 preceitua que a entidade pode. sse ntido (se de m staque no original): s PROCESSUAL CIVIL. desde que útil ao interesse público. 2.. nos termos do art.. sob pena de preclusão. que o ente pode promover a execução da sentença condenatória (art. ve re e ia queisso oc orra ao lado da parteautora.POSSIBILIDADE . 17). 4.php?loc al=jfpr&d. 5. inclusive. ea le lhefac sta i ulta assumir.LEGITIMIDADE . 2. 3.717/65. da Lei 4. extraordinariamente. 1º da Lei 4. ainda que tenha contestado a ação. . dade ativa ou Obse -se que se rve passiva pode se alte rá r rada no c urso da ação popular. pe onte rmane e c ndo ine . 194) Assim. passar a inte grar o outro pólo da lide Ne se . lo ve ne c sse aso. s s sta i http://www. 1.717/65. Não há falar em preclusão do direito. Tendo sido homologado (indevidamente) o pedido de desistência da ação pelo autor popular. além de a mencionada lei não trazer limitação quanto ao momento em que deve ser realizada a migração. ntão. Filio-me à corrente que defende a tese da retratabilidade da posição da pessoa jurídica na ação popular. b) de ixar dec stá-lo. a juízo do respectivo representante legal ou dirigente (art. 4. 9º da Lei 4. pois. Segunda Turma. tendo atuado no feito no pólo passivo. que a Cope Distribuição S/A te atos de sua ge l m stão administrativa impugnados ne ação. de quesec sde onve a pe nça ssoa jurídic a públic ou privada da oc a orrênc ou não dos e ia rros apontados pe autor popular.717/1965. 6. (REsp 945238/SP. lutando para . julgado em 08/04/2003. 6º. pode nte ndo: a) c star o pe onte dido. Segunda Turma. cumpridas os preceitos do art. § 3º da Lei 4.SÚMULA 7/STJ. se a ito o autoridade administrativa c ompe nte da Cope após análise os argume te l. tais posiçõe advêm do livre c s onve ime do nc nto re se pre ntante le ou dirige da pe gal nte ssoa jurídic de dire públic ou privado. onvic dequeos fatos narrados pe autore ção los s da ação popular c sponde à ve orre m rdade de rá que r a proc dênc da ação. Rel. Rel. inexiste óbice em que o ente público assuma o pólo passivo da demanda. de ndo. AÇÃO POPULAR. em nome do interesse público. 3.DESISTÊNCIA DA AÇÃO PÓLO ATIVO ASSUMIDO POR ENTE PÚBLICO . diante da necessidade de reavaliação do contexto fático-probatório. poderá atuar ao lado do autor.jus. Recurso Especial provido. 183 do Código de Processo Civil. ntos de duzidos na inic edoc ntos quea instrue firmou c ial ume m. § 3º. lembrando. o seu art.717/65). DJ 18/08/2003 p. Qualquer cidadão está legitimado para propor ação popular. não tendo assumido a demanda o Ministério Público ou outro popular. MIGRAÇÃO DE ENTE PÚBLICO PARA O PÓLO ATIVO APÓS A CONTESTAÇÃO. PRECLUSÃO. 15/08/2012 . quando esta. gundo informa a jurisprudênc a solidarie ia. O deslocamento de pessoa jurídica de Direito Público do pólo passivo para o ativo na Ação Popular é possível.717/65). NÃO-OCORRÊNCIA.:: Portal da Justiça Fe ral da 4ª Re de gião :: Página 7 de16 Vê-se e . a juízo do representante legal ou do dirigente. porquea Cope e autorizada por le a fic ao l stá i ar lado dos autore populare ne ação (art. 1. nos moldes do art. Ministra Eliana Calmon. Interpretação sistemática da Lei 4. Assim. uma posição fre a isso. (AgRg no REsp 439854/MS. Agravo regimental improvido. ante c c s itado. 6º. Manutenção do decisum que aplicou a Súmula 7/STJ. DJe 20/04/2009) PROCESSO CIVIL . julgado em 09/12/2008. se gundo fac uldadequelhec rea le onfe i.br/trf4/proc ssos/visualizar_doc nto_ge e ume dpro. Precedentes do STJ.AÇÃO POPULAR . da Le nº 4. não ac olho a pre liminar.trf4. ficando evidente a viabilidade de composição do pólo ativo a qualquer tempo. Como rte ) nte pre oniza o art. § 3º. 6º. desde que isso se afigure útil ao interesse público. se convence da ilegalidade e lesividade do ato de seu preposto.

de algum modo. Portanto. sendo certo que a condenação dos responsáveis por tais atos deve ser entendida dentro dessa equação. aduzem que há conexão desta ação com o Mandado de Segurança nº 2004.trf4. a citação das autoridades e funcionários. o sentido querido e pretendido pelo legislador ao tornar isso previsto em lei foi o de ". objeto último da ação popular. e que não são credores ou devedores das faturas de compra e venda de energia decorrentes desses contratos. Porém. sustentam que a ação é inócua em relação a eles. verifico que o feito foi extinto sem resolução de mérito.php?local=jfpr&d. de modo a empolgar no pólo passivo não só o causador ou produtor direto do ato sindicado.3. da lei que regula a ação popular. p-172). impondo-se a extinção da ação sem resolução de mérito.:: Portal da Justiça Federal da 4ª Região :: Página 8 de 16 2. pelos menos em seu capítulo desconstitutivo. firmados que foram por Copel Distribuição S/A e Energética Rio Pedrinho S/A e Consórcio Salto Natal Energética. por carência de ação.. Compreende-se intenção do legislador.1. para integração à lide como litisconsortes passivos necessários. sendo necessária a extinção do feito sem mérito por falta de interesse processual. responsáveis pela prática do ato impugnado. caput. se faz necessária.. 2003. Ainda. na esteira do mesmo entendimento.34.2. "A ação popular reclama cúmulo subjetivo no pólo passivo. que tramita na 2ª Vara Federal do Distrito Federal. porque.043755-6. nesse sentido de ser qualitativamente homogênea para todos. No entender da doutrina e da jurisprudência. os autores da ação popular não formulam pedido específico em relação aos réus Pedro Augusto do Nascimento Neto e Francisco Antonio Maciel Meyer. e bem assim os que dele se tenham beneficiado diretamente. consultando via internet o andamento processual da ação mandamental. estabelecer um espectro o mais abrangente possível.00... se atentarmos para o fato de que. impetrado pela Copel. cujo escopo é o de alcançar e convocar http://www. pretendem a desconstituição de atos que entendem ilegais e lesivos ao patrimônio público. Ilegitimidade passiva e falta de interesse proc essual quanto aos réus Pedro Augusto do Nasc imento Neto e Franc o Antonio Mac Meyer isc iel Pedro Augusto do Nascimento Neto e Francisco Antonio Maciel Meyer afirmam que não são partes nos contratos de venda e compra de energia elétrica celebrados em 12 de dezembro de 2002. Para o Superior Tribunal de Justiça. não conheço do pedido de conexão entre as ações. a decisão que acolha a ação terá um caráter unitário. 6º. rev. ampl. em razão da desistência manifestada pela impetrante. para ele contribuíram por ação ou omissão. Prevenção da 2ª Vara Federal da Seção Judic iária do Distrito Federal (c onexão) Energética Rio Pedrinho S/A e Brascan Energética S/A. in Ação Popular. mas também todos aqueles que. 2. revela que. tendo em vista que o que nela se pretende é a declaração de nulidade dos contratos e faturas emitidas. não merece acolhida tal pedido. 5ª ed. por envolver causa de pedir em parte idêntica à causa de pedir desta ação. ou administradores. RT." (Rodolfo de Camargo Mancuso. empresa lider do Consórcio Salto Natal Energética.1. tendo o Juízo da 2ª Vara Federal do Distrito Federal homologado a desistência em abril de 2005.. além das pessoas públicas e privadas.jus. O art. Contudo. 15/08/2012 . No caso em análise. pela impossibilidade da ocorrência de julgamentos conflitantes.br/trf4/processos/visualizar_documento_gedpro. tendo com ela clara relação de congruência.

relevante http://www. Agregam a isso a dispensa de licitação de forma ilegal e a não publicação dos contratos no Diário Oficial. de forma direta ou indireta. objetivando fomentar no estado a implantação de usinas hidrelétricas de pequeno porte e de pequenas termelétricas que utilizam biomassa como combustível. verbis: "Art. Programa de Geração Distribuída no Estado do Paraná. de todos os participantes.:: Portal da Justiça Federal da 4ª Região :: Página 9 de 16 para o âmbito da ação. 11. preço da energia predefinido em função de condições do Programa. julgado em 02/09/2008.php?local=jfpr&d. porque derivam de atos nulos da administração e não geram efeitos no mundo jurídico. a ser adquirida. tendo o interesse particular sobrelevado-se ao interesse público. de 200 MW médio. pelo alegado dano perpetrado contra o Erário. montante total de energia a ser adquirida. ou PROGEDIS. com potência instalada total até 30 MW. Mérito Trata-se de ação popular em que os autores pedem a nulidade dos contratos de Venda e Compra de Energia Elétrica CVCEE/COPEL-DIS/DCOD/CPR nº 016/2002 e CVCEE/COPEL-DIS/DCOD/CPR nº 017/2002. da doutrina e da jurisprudência.. o programa foi concebido com as seguintes características: participação de PCH (pequena central hidroelétrica) e PCT (pequena central termoelétrica) a biomassa. rejeito as preliminares. Primeira Turma. DJe 22/09/2008).2. criou o Programa de Geração de Energia Elétrica Distribuída. respectivamente. dec retar a invalidade do ato impugnado. Rel. assim os que dela se benefic iaram." Desse modo. mas todos aqueles que.jus. ressalvada a ação regressiva c ontra os func ionários c ausadores de dano. 15/08/2012 . Dentre as condições necessárias para participação no PROGEDIS." (REsp 879999/MA. a teor do preceito legal antes referido. montante de energia da usina.2. 34-35 e 100). 37-66. 2. 2. Dessa forma. não apenas os responsáveis diretos pela lesão. predefinido em função de condições do Programa.1. Some-se a isso a possibilidade conferida pela lei da ação popular de responsabilização regressiva dessas pessoas. no âmbito do programa "Paraná mais Empregos". os réus Pedro Augusto do Nascimento Neto e Francisco Antonio Maciel Meyer foram os representantes da Copel Distribuidora S/A na contratação levada a efeito com as empresas Energética Rio Pedrinho S/A e Consórcio Salto Natal Energética. Em linhas gerais. Ministro Luiz Fux. c ondenará ao pagamento de perdas e danos os responsáveis pela sua prátic e os benefic a iários dele. o Governo do Estado do Paraná. por terem supostamente se distanciado do que estabelece o PROGEDIS. Pedem que se declare a nulidade dos contratos e a inexigibilidade das faturas de venda e compra de energia que deles são conseqüentes.. PROGEDIS Como se extrai dos documentos juntados nas fls. vendedoras da energia elétrica. A sentença que. na hipótese de procedência da ação.br/trf4/processos/visualizar_documento_gedpro. quando inc orrerem em c ulpa.trf4. fixado em um valor constante. julgando proc edente a ação popular. como co-réus das empresas contratadas pela Copel. Como pode ser notado nos contratos CVCEE/COPEL-DIS/DCOD/CPR nº 016/2002 e 017/2002. o primeiro como diretor superintendente e o segundo como diretor adjunto (fls. tenham c orrido para sua oc onc orrênc bem ia. devem permanecer compondo o pólo passivo da lide. celebrados entre Copel Distribuição S/A e Energética Rio Pedrinho S/A e Consórcio Salto Natal Energética.

do ravante deno minadoCONTRATO...) CLÁUSULA 01 .br/trf4/processos/visualizar_documento_gedpro. sendo independente do presente instrumento não existindo po .jus.... o co s nceito e definições a seguir relacio s nado s: (.. nos contratos efetivamente firmados pelas partes em 12 de dezembro de 2002.PROGEDIS..) Parágrafo segundo O preço da ENERGIA ELÉTRICA CONTRATADA po : derá ser revisto mediante fo rmal celebraçãode TermoAditivo sempre que o parâmetro técnico info . segundo modelos predeterminados. ambos calcados nos termos do referido programa. 15/08/2012 .:: Portal da Justiça Federal da 4ª Região :: Página 10 de 16 destacar que as partes contratantes assinariam "carta de intenções".PROGEDIS fo ram mo dificado s.) CLÁUSULA 15 .. r fo rça deste qualquer intenção de se asso ciarem fo rmal o info u rmalmente.) b) satisfazer to s o critério determinado e estabelecido no Pro do s s s s grama de Geração Distribuída noEstadodoParaná . além daquelas co nstantes nas demais CLÁUSULAS deste instrumento : (.. s s s rmado s no pro s cedimento do Pro s grama de Geração Distribuída no Estado do Paraná . 74. nenhuma dessas referências feitas ao PROGEDIS encontra-se presente http://www.) CLÁUSULA 04 .. duto u s (. 38-66).DEFINIÇÕES Aplicam-se aopresente CONTRATO. s.. bem co mo co ntratarem negócio adquirirem pro s o serviço entre si.PROGEDIS. Os documentos das fls. 75 e 76) : carta de intenções Co nsiderando que as PARTES co rdam que.. nos quais eram feitas referências à contratação segundo prévia habilitação às normas do PROGEDIS (fls.) Parágragoúnico. (. co termo e co m s ndições a serem avençado na o rtunidade. bem ainda o respectivo "contrato de compra e venda de energia elétrica".php?local=jfpr&d. eis que firmou carta de intenções com a Copel Distribuição e consentiu com a lavratura de minuta de contrato. po derá ser elabo rado um instrumento fo rmal de co mpra de energia elétrica.OBRIGAÇÕES DA VENDEDORA Co nstituem o brigações da VENDEDORA.) s) PROGRAMA DE GERAÇÃO DISTRIBUÍDA NO ESTADO DO PARANÁ. Porém...... uma vez demo nco nstrada a atratividade da co mercialização da energia da Pequena Central Hidrelétrica PEDRINHO 1 no PROGRAMA DE GERAÇÃO DISTRIBUÍDA NO ESTADO DO PARANÁ . (...trf4.. 73.... Todavia.) minuta de co ntratode co mpra de energia CONSIDERANDO: a) a instituição do Pro grama de Geração de Energia Elétrica Distribuída no Estado do Paraná . 69... e a RIO PEDRINHO fo co r nsiderada habilitada pela COPEL... como se infere das referências textuais adiante apontadas (fls.REAJUSTE PADRÃO (.A eventual futura fo rmalizaçãodoco ntratode co mpra de energia sujeitarse-á a: I . (. (. (. 68-85 mostram que a empresa Energética Rio Pedrino S/A submeteu-se inicialmente ao regime de contratação disciplinado pelas normas do PROGEDIS.. não foi esse o regramento que prevaleceu no caso concreto.) celebram o presente CONTRATO DE COMPRA E VENDA DE ENERGIA...PROGEDIS..atendimentode to as co das ndições estabelecidas noPROGEDIS. como se detalhará adiante. e s po aceitáveis para as PARTES..

Somente a lei complementar poderia autorizar os Estados a legislarem sobre o setor energético.. assim. Aduzem que a Lei nº 10. moralidade e publicidade. dispondo que. 24 da Lei nº 8. construindo uma relação bilateral.604/2002 tornou obrigatória a adoção de leilão público como forma de licitação para aquisição de energia elétrica pelas concessionárias de serviço público de distribuição. conforme estabelece o art. Concluem que foram malferidos os princípios da legalidade. Portanto. verbis: O Progedis é assim um projeto de incentivo à instalação de novas usinas. da referida lei. 15/08/2012 . Do caráter não cogente do Progedis resulta que as partes não estavam sujeitas aos preços nele referidos. nulidade a se declarar em relação ao alegado não atendimento das regras do Progedis..666/93 torna dispensável a licitação na contratação de fornecimento ou suprimento de energia elétrica e gás natural com concessionário. em desacordo com o contido no art.jus. Nulidade contratual por falta de justificativa prévia e modicidade tarifária Os autores aduzem que o art.2.70. A Lei 9. Assim é porque o art. O Progedis é ato de conteúdo administrativo e porque não é materialmente legislativo não é nem podia ser cogente se não para a administração estadual. nessa circunstância. e art. não decorrendo disso que os contratos são ilegais ou contrários ao interesse público. como pode ser aferido às fls. (fls. o que não ocorreu. Alegam ainda que os contratos não foram publicados no Diário Oficial.666/93.666/93 prevê a dispensa de licitação na contratação do fornecimento ou suprimento de energia elétrica com concessionário. Cabe ressaltar o pronunciamento do juízo arbitral sobre o assunto. da Constituição Federal. portanto. com vistas ao incremento da produção de energia elétrica no Estado do Paraná. permissionário ou autorizado. caput. IV da Constituição Federal dá à União competência exclusiva para legislar sobre energia. 26. e. 1331-1332 da Ação Ordinária nº 2007. 20-35 e 86-100. as razões da dispensa serão conhecidas e tornadas públicas via imprensa oficial.00. tenho que as partes contrataram sem vinculação direta aos ditames do PROGEDIS.648/98 institui o regime da livre negociação para a compra e venda de energia elétrica entre produtores e distribuidores ou usuários. Não há.trf4. os contratos não podem produzir os efeitos deles decorrentes. caput.000949-8) Os contratos ora em análise. 22. n. permissionário ou autorizado. 37. da Lei nº 8. fora daquelas proposições.php?local=jfpr&d.br/trf4/processos/visualizar_documento_gedpro.2. porque isso representava mera opção contratual das partes. Esse decreto estadual deixa em branco vários pontos a serem regulados pela própria Requerida. proferido nos procedimentos arbitrais de nº 001 e 002/04. mas a contratação com dispensa de licitação deveria ter sido feita mediante prévia justificativa. como condição para eficácia dos atos http://www. as quais seguiram caminho diverso. nos termos em que efetivamente foram firmados pelas partes em 12/12/2002. Com efeito. não contam com sua validade condicionada às regras do PROGEDIS. a Lei nº 8.:: Portal da Justiça Federal da 4ª Região :: Página 11 de 16 nos contratos objeto desta ação (contratos de Venda e Compra de Energia Elétrica CVCEE/COPEL-DIS/DCOD/CPR nº 016/2002 e CVCEE/COPEL-DIS/DCOD/CPR nº 017/2002). par. 2. único. 26.

homologar as receitas dos agentes de geração na contratação regulada e as tarifas a serem pagas pelas concessionárias. Mas esse tipo de negócio ficou condicionado à homologação pela ANEEL dos montantes de energia e demanda de potência. promover processos licitatórios para atendimento às necessidades do mercado (art. XVI). caput). de inexigibilidade ou de retardamento. estabelecer tarifas para o suprimento de energia elétrica realizado às concessionárias e permissionárias de distribuição (art. estabelecer mecanismos de regulação e fiscalização para http://www. 3º. assim resumidas: regular e fiscalizar a produção. 3º. 10 do Decreto 2.427/96. aprovar as regras e os procedimentos de comercialização de energia elétrica. portanto. Para certeza do que se diz.documento de aprovação dos projetos de pesquisa aos quais os bens serão alocados. IV . todos aqueles que atuam no mercado de energia se submetem ao poder regulador/fiscalizador da ANEEL. XIV). que promoveu a reforma do setor energético nacional. É o que se infere do art. será instruído. transmissão e distribuição de energia elétrica (art. quando for o caso. sujeita contratos dessa natureza à livre negociação. e a legislação específica. sem condicioná-los aos trâmites regulamentares antes elencados. mediante tarifas homologadas pela ANEEL. XV). II .. e definiu as regras de organização do Operador Nacional do Sistema Elétrico. 24 da citada lei remete a dispensa de licitação nos contratos envolvendo energia elétrica às normas da legislação específica. no que couber. Parágrafo único. permissionários e autorizados".655/1998. 3º. transmissão. e disciplina o regime das concessões de serviços públicos de energia elétrica. mediante delegação. Como se sabe. ou. a Lei nº 9. promover. os procedimentos licitatórios para a contratação de concessionárias e permissionárias de serviço público para produção.648/98.. 3º. elenca um rol de atribuições institucionais da agência. 3º. tome-se o teor da Lei 9. gerir os contratos de concessão ou de permissão de serviços públicos de energia elétrica (art. distribuição e comercialização de energia elétrica (art. o seguinte: "Passa a ser de livre negociação a compra e venda de energia elétrica entre concessionários. caput).ANEEL.caracterização da situação emergencial ou calamitosa que justifique a dispensa. o inciso XXII do art.:: Portal da Justiça Federal da 4ª Região :: Página 12 de 16 (art. e das tarifas praticadas. As concessões. caput. quando for o caso. permissões ou autorizações para geração. que criou a Agência Nacional de Energia Elétrica . bem como entre esses agentes e seus consumidores (art. 3º. 26. que regulamentou o Mercado Atacadista de Energia Elétrica. Com efeito. permissionárias. as divergências entre concessionárias. previsto neste artigo. contratada de formas regulada e livre (art. no caso. IV). efetuar o controle prévio e a posteriori de atos e negócios jurídicos a serem celebrados entre concessionárias. produtores independentes e autoprodutores. permissionárias ou autorizadas de distribuição de energia elétrica (art. autorizadas. in verbis: Art 10. 3º. 26 ainda determina que "O processo de dispensa. com base no plano de outorgas e diretrizes aprovadas pelo Poder Concedente." Entretanto. implementar as políticas e diretrizes do governo federal para a exploração da energia elétrica (art. A comercialização de energia elétrica será feita em bases livremente ajustadas entre as partes. dirimir. autorizadas e seus controladores (art. conferido pela lei.jus. no âmbito administrativo.php?local=jfpr&d. 3º. que dispôs no seu artigo 10. 2º.br/trf4/processos/visualizar_documento_gedpro.justificativa do preço. com os seguintes elementos: I . distribuição. II).trf4. Não se condicionou a prévio processo licitatório. permissionárias. importação e exportação de energia elétrica compreendem a comercialização correspondente. 3º. O parágrafo único do art. a contratação para aquisição de energia elétrica. III . V). 15/08/2012 . I). XIII).razão da escolha do fornecedor ou executante. XI).

(Revogação. veja-se o disposto no art. sobre o assunto. foram garantidos os interesses do consumidor de energia elétrica.A. as concessionárias de serviço público de distribuição somente poderão estabelecer contratos de compra de energia elétrica por meio de licitação. 12. por consequência. À luz dos dispositivos legais citados. da ANEEL. celebrar os contratos de concessão ou de permissão de serviços públicos de energia elétrica. conforme contrato firmado com a União por intermédio da ANEEL. § 2º. regular o serviço concedido. XIX). impossibilitando o aumento indevido do preço da energia elétrica. 10. controladas e controladoras ou vinculadas à controladora comum.848. ou por meio dos leilões públicos previstos no art. de 2004) II .os contratos firmados por concessionárias e permissionárias de serviço público de energia elétrica que atuem nos sistemas isolados e os contratos bilaterais cujo objeto seja a compra e venda de energia produzida por fontes eólica. é concessionária de serviço público. 3º.438. elaborar o plano de outorgas. entre as sociedades coligadas. 27 da Lei no 10.A. I). e. ou concessão. sem mencionar qualquer necessidade de adequação dos contratos pela existência de vícios ou ilegalidades de outra ordem (fls. pois garantido na presente situação o princípio da modicidade tarifária. Isso porque a ANEEL. transmissão e distribuição de energia elétrica e para a outorga de concessão para aproveitamento de potenciais hidráulicos (art. A Copel Distribuição S.648/98: "§ 2º Sem prejuízo do disposto no caput. da Lei nº 9. e Consórcio Salto Natal exercitam suas atividades por força de autorização.os direitos à contratação. 3º-A. Os contratos firmados. Copel Distribuição S. bem ainda do notório poder regulamentar e http://www. foram necessariamente registrados junto à ANEEL. por sua vez. XVII). definir as diretrizes para os procedimentos licitatórios e promover as licitações destinadas à contratação de concessionários de serviço público para produção.074. entendo que não se aplica ao caso dos autos. e no que concerne ao preço máximo de contratação. permitido e autorizado e fiscalizar permanentemente sua prestação (art. solar. de concessão de uso de bem público e expedir atos autorizativos (art. porque passou a vigorar após as contratações firmadas pelas partes. vide lei 10. verbis: Art. também possui instrumentos para implementar ações regulatórias quanto às tarifas praticadas pelos entes contratantes. investida na função de assegurar a livre concorrência e competição no setor elétrico brasileiro. inciso III. e porque comporta regra de exceção. Sobre o assunto.A. vantagens econômicas às custas dos consumidores. a ANEEL deverá estabelecer critérios que limitem eventuais repasses do custo da compra de energia elétrica entre concessionários e autorizados para as tarifas de fornecimento aplicáveis aos consumidores finais não abrangidos pelo disposto nos arts. 15/08/2012 . que exclui expressamente do procedimento as empresas qualificadas como pequenas centrais hidrelétricas. 15 e 16 da Lei no 9. a qual.604/2002.br/trf4/processos/visualizar_documento_gedpro.. objetos de discussão na ação popular. com vistas a garantir sua modicidade..trf4. Com essas condições. (Revogado pela Lei nº 10. fez simples observações no que toca à análise do cálculo da energia comprada no Reajuste Tarifário Contratual Anual. de 2004) § 1º Excluem-se do disposto no caput: I . na modalidade de leilão.php?local=jfpr&d.:: Portal da Justiça Federal da 4ª Região :: Página 13 de 16 garantir o atendimento à totalidade do mercado de cada agente de distribuição e de comercialização de energia elétrica (art. de 2002. nos limites estabelecidos em regulamentação." Quanto à Lei nº 10. de acordo com a Resolução nº 394/98 da ANEEL. pequenas centrais hidrelétricas e bio-massa. 479-480 e 511-512). 3º-A. 3º. As contratadas. 2º A partir de 1º de janeiro de 2003. sem outras ressalvas.848. de 1995. se submeteram aos critérios para enquadramento nos empreendimentos hidrelétricos na condição de pequenas centrais elétricas. como a Rio Pedrinho Energética S.jus. II).

porque submetidos às formalidades especialmente reservadas para a espécie. segundo a cláusula penal. dizendo-se que não observou a paridade contratual. a compradora terá que pagar a totalidade da energia objeto do contrato a título de multa. relativamente aos oito primeiros anos. como vem explicitado pelas rés Energética Rio Pedrinho S/A e Brascan Energética S/A em sua contestação.. do primeiro ao oitavo ano da contratação. e do nono ao décimo segundo ano. enquanto as vendedoras recebem o valor referente à penalidade. em texto da lavra do professor Carlos Ari Sundfeld. para admitir como plenamente válidos os contratos firmados. afigurando-se. sob os seguintes argumentos: como o contrato prevê o pagamento pela energia elétrica em valor menor nos últimos quatro anos da contratação. Ainda. se as vendedoras rescindirem o contrato após o nono ano. nos últimos quatro anos de vigência do contrato. e ficam livres para comercializar a energia com outros compradores. pois. Contudo. Em caso de rescisão deste CONTRATO por EVENTO DE INADIMPLEMENTO DA VENDEDORA ou por EVENTO DE INADIMPLEMENTO DA COMPRADORA. justamente. pagará multa contratual muito elevada. repita-se.br/trf4/processos/visualizar_documento_gedpro. (fls. Entretanto. a multa nesse momento será ínfima. restam afastadas as prescrições contidas na lei geral das licitações (Lei nº 8. surgiria para as empresas fornecedoras de energia elétrica eventual interesse no inadimplemento contratual. cujas razões adoto como fundamento para esta http://www. a PARTE que tiver cometido a infração contratual deverá pagar à PARTE prejudicada multa rescisória. e em percentual incidente sobre o valor total contratado.73/MWh. Por essa razão. a coibir o enriquecimento ilícito das empresas rés pelo pagamento à Copel da multa em questão. a hipotética insegurança contratual não encontra motivação. momento em que estará amortizado financiamento contraído junto ao BNDES. independente do momento em que se dê a inadimplência (no início ou ao final do prazo contratual). pagarão à Copel uma multa ínfima.php?local=jfpr&d. que. In verbis: Cláusula 26. 15/08/2012 .:: Portal da Justiça Federal da 4ª Região :: Página 14 de 16 fiscalizador da ANEEL conferido por lei. Multa Rescisória Há referência na inicial à clausula penal contida no contrato. como norma contratual protetiva dos interesses tanto do contratante como da contratada. na ordem de R$ 41. quando o investimento já estiver amortizado. observando o contido na cláusula 26 dos contratos CVCEE/COPELDIS/DCOD/CPR nº 016/2002 (Energética Rio Pedrinho S/A) e CVCEE/COPELDIS/DCOD/CPR nº 017/2002 (Consórcio Salto Natal).3.jus. em razão da existência da cláusula rescisória. porque proporcional à parcela do contrato já cumprida. foi fixada no valor de 30% do montante total contratado. 32 e 97) O contrato previu valores diferenciados a serem pagos pelo MWh. porquanto passariam a embolsar menos da metade dos recursos financeiros advindos do negócio. verifico que a sua aplicação ocorrerá em caso de inadimplemento por qualquer das partes. se a Copel pretender rescindir o contrato nos primeiros nove anos. 2.2. no prazo de até 15 (quinze) dias após o recebimento da notificação de que trata a Cláusula 25.. O ajuste feito dessa forma atende aos interesses da Copel. o valor a ser desembolsado pela Copel seria na ordem de R$ 87. então. segundo a tese sustentada pelos autores. sendo que. sistemática que viola o princípio da razoabilidade. uma vez que. a maior parte do contrato terá sido cumprida.74/MWh.666/1993). não havendo que se falar em falta de transparência e má gestão administrativa dos interesses públicos.trf4. multa por rescisão equivalente a 30% (trinta por cento) do valor total do CONTRATO contido na Cláusula 44.

por inadimplemento. que a estipulação de uma multa rescisória alta atende especialmente à situação contratualmente assumida pela COPEL. Numa situação como essa. Não é isso. era uma regra de proteção tanto das vendedoras de energia. que se constata do exame da cláusula em apreço. se houvesse quebra de contrato pelas vendedoras no período final de sua execução. por força do art. uma vez que só beneficiaria as empresas fornecedoras de energia. De acordo com o alegado na "Análise" encaminhada ao Ministério Público. a partir do momento em que o contrato passasse a executar um valor menor de energia. 15/08/2012 . correspondeu ao nível de comprometimento que se buscava assumir com o compromisso contratual. todavia. aplicando uma sanção para a hipótese de inadimplemento. ao contrário do que foi alegado. Não houve qualquer violação.jus. estaria numa posição de maior fragilidade perante uma rescisão. 3. da simples leitura da cláusula (que tem o mesmo teor em ambos os contratos). que a previsão da referida multa atendeu de maneira mais especial à situação assumida pela COPEL nos contratos. uma vez que não restou verific a má-fé na propositura da ação. Ou seja. A multa prevista corresponde a um percentual expressivo do valor do contrato (trinta por cento). com a estipulação da referida multa. a cláusula proporcionaria lesão à COPEL. 19 da Lei nº 4. não há porque se falar em abusividade. Percebe-se claramente.717/65. no caso específico. acima dos padrões normais. pois. uma vez que teria assumido o custo da energia mais cara e. o risco de rescisão. Registre-se. A previsão de multa foi resultado da livre negociação entre as partes.trf4. I. de quaisquer das regras de livre negociação aplicáveis ao caso. No período inicial (oito anos)..br/trf4/proc essos/visualizar_doc umento_gedpro. 5º. a multa resc isória não prejudic a paridade c a ontratual. que corresponde a 30% do valor do contrato. Deveras. Tendo em vista as particularidades do caso concreto. Analisando-se abstratamente a situação existente no momento da assinatura dos contratos é possível afirmar. CPC. não teria acesso à parcela de energia pactuada com preço mais baixo. mas justifica-se plenamente como meio de se minorar o prejuízo que as partes assumiriam caso houvesse inadimplemento do outro contratante. Consequentemente. no período final (de quatro anos) haveria uma substancial redução de seu valor. Dispositivo Diante do exposto. Trata-se de cláusula livremente pactuada entre as partes e. e não benefic os interesses das empresas rés em detrimento do patrimônio públic ia o. c fulc no art. da Constituição Federal. no período final do contrato. Sentença sujeita ao reexame nec essário. Publique-se. c ada onforme determina o art. pelas peculiaridades de financiamento existentes. a COPEL sairia especialmente prejudicada. afetaria de maneira mais grave a COPEL. como compradora. a COPEL. Ou seja.. LXXIII. julgo improcedentes os om ro pedidos. Em primeiro lugar. Deixo de c ondenar os autores ao pagamento das c ustas proc essuais e honorários. pactuou-se solução aplicável de maneira equânime às partes envolvidas.. quanto da COPEL (compradora) . o http://www. Intimem-se. Como se viu.:: Portal da Justiça Federal da 4ª Região :: Página 15 de 16 sentença (fl.php?loc al=jfpr&d. inc lusive o Ministério Públic Federal. percebe-se que sua aplicação incidiria para a hipótese de inadimplemento de quaisquer das partes. tais contratos contaram com uma variação no preço da energia a ser fornecida. 269.. Quanto ao valor da multa. com a rescisão. E não há nada de ilícito nisto. o preço contratado era mais alto e. 354-357): Um último tema que mereceu impugnação por parte da COPEL diz respeito à fixação de uma cláusula penal correspondente a 30% do valor do contrato. Explicamos.

a(o) (__)AGU (__)FN (__)PGF (_________) (__)CEF (__)MPF (__)DPU (__)BACEN. acerca do supra/retro: (__)Despacho _________ (__)Sentença (__)Ato. _________________ Secretaria da 8ª Vara CERTIDÃO Certifico que: (__) incluí no DEJF (boletim nº _____/09). ou (__) intimei por carga. da Lei nº 4. 15 de julho de 2009. ___/___/2009.Gestão Eletrônica de Documentos Processuais do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.br/trf4/processos/visualizar_documento_gedpro.jus.PR. 6º. nos termos do art.:: Portal da Justiça Federal da 4ª Região :: Página 16 de 16 Tendo em vista que a COPEL Distribuição S. ao ser citada.php?local=jfpr&d. Danielle Perini Artifon Juíza Federal Substituta RECEBIMENTO e REGISTRO DE SENTENÇA Nesta data. integrando-a ao pólo ativo da ação. __________________ Secretaria da 8ª Vara http://www. Curitiba. _____/_____/________.. sentença retro. recebi os autos do MM. Curitiba . § 3º.. tornando-a pública em Secretaria. 15/08/2012 .trf4. Curitiba. para os fins do artigo 463 do Código de Processo Civil. A. remetam-se os autos ao Setor de Distribuição para alterar a situação da referida parte. assumiu o pólo ativo da ação (fl.. sob nº 3690231. e certifico que a sentença se encontra registrada eletronicamente pelo sistema GEDPRO .717/65. Juiz com a r. 231).

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->