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Relatório de Estágio Segurança do Trabalho

Relatório de Estágio Segurança do Trabalho

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  • 2.2 - Objetivos Específicos
  • 3. IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA
  • 4.1 - Conceitos de Agente e Risco
  • 4.2 - Exemplos de Riscos Ambientais e suas conseqüências
  • 5. ERGONOMIA NO TRABALHO
  • 5.1 - Ergonomia no Brasil
  • 5.2 - Levantamento, Transporte e Descarga Individual
  • 5.4 - Condições Ambientais dos Postos de Trabalho
  • 5.5 - Organização do Trabalho
  • 5.6 - Prioridades no Controle dos Riscos
  • 5. 7 - Prevenção e Combate ao Fogo
  • 6.1 - Legislação Trabalhista – Ministério do Trabalho
  • 6.2 - Acidente do Trabalho
  • 6.3 - Acidente de Trabalho com Vítima
  • 6.4 - Acidente de Trabalho sem Vitima
  • 6.5 - CAT - Comunicação de Acidente de Trabalho
  • 6.6 - Perfil Profissiográfico Previdenciário
  • 7. CAUSAS DOS ACIDENTES DE TRABALHO
  • 7.1 - Ato ou Condição Insegura
  • 7.2 - Método de Espinha de Peixe
  • 8. PROCEDIMENTOS LEGAIS NOS ACIDENTES DE TRABALHO
  • 8.1 - Fluxo do Registro
  • 9. INSPEÇÃO DE SEGURANÇA
  • 9.1 - Etapas da Inspeção de Segurança
  • EPI x EPC
  • 12.1 - A CIPA terá por atribuição:

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MINAS GERAIS - UEMG FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE DIVINÓPOLIS – FUNEDI

INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR E PESQUISA – INESP

RELATÓRIO DE ESTÁGIO Cristal Beneficiamento Têxtil

FERNANDA COSTA MELO

Divinópolis, MG. Dezembro de 2009

FERNANDA COSTA MELO

ESTÁGIO SUPERVISIONADO SEGURANÇA DO TRABALHO

Atividade acadêmica apresentada a Professor Helton Gomes, responsável pela orientação de estágio realizado na área de Segurança do Trabalho da empresa Cristal Beneficiamento Têxtil, corrente no 8º período de Engenharia de Produção, como requisito para obtenção de crédito.

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Divinópolis, MG. Dezembro de 2009.

RELATÓRIO DE ESTÁGIO NA EMPRESA CRISTAL BENEFICIAMENTO TÊXTIL SITUADA À CIDADE DE DIVINÓPOLIS NO ESTADO DE MINAS GERAIS

À UNIVESIDADE ESTADUAL DE MINAS GERAIS

DE FERNANDA COSTA MELO - 8º Período - Engenharia de Produção - Matutino

Professor Helton Gomes Orientador Responsável à Disciplina de Estágio Supervisionado

Professor Douglas Rodrigues Cabral Coordenador Responsável à Disciplina de Estágio Supervisionado

Professor Luiz Elpídio Melo Machado Coordenador Responsável ao Curso de Engenharia de Produção da Universidade Estadual de Minas Gerais – Fundação Educacional de Divinópolis

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Divinópolis, MG. Dezembro de 2009.

Agradecimentos: A todos da Cristal Beneficiamento Têxtil, em especial ao Leonardo que contribuiu para que esse trabalho fosse concluído, que me permitiu tomar contato com o tema Segurança do Trabalho em sua realidade, o que despertou em mim além do interesse, o compromisso social. Em especial ao meu orientador Helton Gomes que se dispôs com muito carinho a me ajudar e

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me acolheu nesta jornada. Ao coordenador de estágio Douglas Rodrigues Cabral pelo apoio, compreensão e confiança.

“Você é aquilo que você faz continuamente, excelência não é uma eventualidade é um hábito.”

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1 – Ergonomia no Brasil 5.1 – Objetivo Geral 2.1 – Descrição da Empresa 8 11 11 11 12 9 4 – FATORES DE RISCO AO AMBIENTE DE TRABALHO 13 4.3 – Mobiliários e Equipamentos 5.1 – Legislação Trabalhista – Ministério do Trabalho 6.1 – Conceitos de Agente e Risco 4.2 – Objetivos Específicos 3 – IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA 3.2 – Acidente do Trabalho 6.6 – Prioridades no Controle dos Riscos 5.7 – Prevenção e Combate ao Fogo 6 – LEGISLAÇÃO TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA 6.4 – Condições Ambientais dos Postos de Trabalho 5.2 – Levantamento. Transporte e Descarga Individual 5.2 – Exemplos de Riscos Ambientais e suas Conseqüências 5 – ERGONOMIA NO TRABALHO 5.3 – Acidente de Trabalho com Vítima 13 14 16 16 17 18 18 19 20 20 32 32 37 38 6 .5 – Organização do Trabalho 5.Aristóteles SUMÁRIO 1 – INTRODUÇÃO 2 – OBJETIVOS 2.

1 – A CIPA terá por atribuição 12.1 – Ato ou Condição Insegura 7.1 – Etapas da Inspeção de Segurança 10 – MANUTENÇÃO PREVENTIVA 11 – EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA E INDIVIDUAL EPI x EPC 12 – COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES (CIPA) 12.Comunicação de Acidente de Trabalho 6.6.4 – Acidente de Trabalho sem Vitima 6.5 – CAT .2 – Mapa de Riscos 13 – CÓDIGOS E SÍMBOLOS ESPECÍFICOS DE SST 14 – Considerações Finais 15 – Referências Bibliográficas 38 39 39 40 40 41 43 44 45 45 46 46 46 50 52 54 56 57 7 .2 – Método de Espinha de Peixe 8 – PROCEDIMENTOS LEGAIS NOS ACIDENTES DE TRABALHO 8.1 – Fluxo do Registro 9 – INSPEÇÃO DE SEGURANÇA 9. 6 – Perfil Profissiográfico Previdenciário 7 – CAUSAS DOS ACIDENTES DE TRABALHO 7.

Em 1700. Por sua capacidade de raciocínio e pelo seu instinto gregário. Até o advento da máquina a vapor poucas notícias têm-se sobre saúde ocupacional. Podemos partir da atividade predatória. alcançando a fase do artesanato e mais tarde a era industrial. evoluir para a agricultura e pastoreio. onde eram estudados os diversos problemas relacionados com a extração mineral. através da história. ouro e sua fundição. que era chamada de asma dos mineiros. criar a tecnologia que possibilitasse sua existência no planeta. O último capítulo deste livro destaca os acidentes de trabalho e as doenças mais comuns entre os trabalhadores. A relação entre as doenças e as atividades de trabalho ficou ignorada até 250 anos atrás. mas seu trabalho só foi reconhecido um século mais tarde. por este motivo é com justiça chamado de pai da Medicina do Trabalho. como prata. provocada pela poeira. 8 . na Itália. Ramazzini publicou um livro descrevendo uma série de doenças relacionadas com cerca de 50 profissões. INTRODUÇÃO As atividades laborais surgiram juntamente com o homem. publicava seu livro “De ré metálica“. No século 16. que Georgius denominava corrosivas e que. o homem conseguiu. mais ou menos. hoje é conhecida como silicose. Em 1556 Georgius Agrícola. algumas esparsas observações surgiram relatando a possibilidade de o trabalho ser gerador de doenças.1.

por Watt. Devido estas condições. onde surgiu a primeira máquina de fiar e fez com que as pessoas fossem trabalhar para os capitalistas. o que contribui de maneira decisiva para que houvesse muitos acidentes e muitas mortes. pouca iluminação. ruído intenso. Neste momento surgiram problemas relacionados com a segurança dos trabalhadores. verificavam-se as doenças infecto-contagiosas.Entre 1760 e 1830. Sir Robert Peel. as primeiras fábricas foram instaladas em velhos moinhos. Além dos problemas relacionados com o trabalho. por estas fábricas se instalarem em galpões. ventilação deficiente. não havia proteção nas correias das máquinas. possibilitou que as fábricas fossem instaladas em qualquer local. Em 1781. A mão de obra era constituída principalmente por mulheres e crianças. a descoberta da máquina a vapor. ocorreu na Inglaterra um movimento destinado a mudar profundamente toda a história da humanidade: foi à revolução industrial. principalmente entre crianças. onde era grande a ocorrência do Tifo Europeu. cuja disseminação era facilitada pelas más condições dos ambientes de trabalho e pela grande promiscuidade dos trabalhadores. portanto em condições desfavoráveis para os trabalhadores. representou uma comissão junto ao Parlamento Britânico. solicitando que fosse criada a primeira Lei de Saúde e Moral 9 . que era conhecido como febre das fábricas. assim. essas máquinas precisavam de força motriz. Para o funcionamento. resultando em números elevados de acidentes de trabalho. As condições ambientais das fábricas eram muito precárias. principalmente de crianças. estábulos e armazéns que rapidamente eram transformados em novas indústrias. que foi encontrada na energia hidráulica. Estas fábricas não tinham limitação de horário de trabalho.

Em 1919 foi criada a (OIT) Organização Internacional do Trabalho. mostrouse à necessidade urgente de medidas de proteção aos trabalhadores. verifica-se a partir de então. sendo atingidas todas as indústrias têxteis. a idade mínima para trabalhar seria de nove anos e um Médico deveria atestar que o desenvolvimento físico da criança correspondia a sua idade cronológica. 10 . é criada a primeira Lei de segurança do trabalho. Na França em 1862. Com essa iniciativa do empregador. reduzindo a carga horária de trabalho dos menores para 12 horas por dia e obrigando as fábricas a ter escolas freqüentadas por menores de 13 anos. Sendo ainda proibindo o trabalho noturno de menores de 18 anos.dos Aprendizes. Médico conhecedor da obra de Ramazzini e determinou que ele contratasse um Médico para visitar sua fábrica. Em 1830 o proprietário de uma fábrica procurou Robert Baker. que estabelecia regras em nível internacional para proteger os trabalhadores e uniformizar as questões trabalhistas. foi criada em 1834. proibia o trabalho à noite e obrigava os empregadores a lavar as paredes das fábricas duas vezes por ano e a ventilar suas fábricas. Este Médico fez uma análise crítica da empresa e afastou vários funcionários com problemas de saúde. Essa Lei estabelecia o limite de 12 horas de trabalho por dia. Para tanto. Em decorrência desses dispositivos legais Britânicos. hidráulicas ou a vapor. a Lei das fábricas. o surgimento de ações semelhantes em outros países.

e diminui ações na justiça do Trabalho. 11 . OBJETIVO 2.2. bem como a fiscalização do funcionamento e validade dos mesmos. orientar sobre uso e manejo de extintores.2 . fazer a análise dos riscos químicos. 2. pois onde funciona bem a produtividade é maior. Observar as condições do ambiente de trabalho dentro da empresa.Objetivo Geral Orientar a empresa Cristal Beneficiamento Têxtil através de revisão bibliográfica a prevenir doenças e acidentes de trabalho.Objetivos Específicos Analisar todas as dependências da empresa a fim de levantar o melhor conteúdo bibliográfico adequado à realidade da organização para garantir a eficiência e eficácia da informação para os funcionários. hidrantes. bem como orientar na prevenção a incêndio. ou até ações indenizatórias na justiça comum. O presente trabalho será proposto como um pequeno manual se segurança do trabalho para orientar a empresa Cristal Beneficiamento Têxtil. A importância Saúde e Segurança do Trabalho para as empresas é grande. pois não ter que pagar um funcionário acidentado e afastado já é lucro. ergonômicos e ocupacionais.1 .

Tem como principal cliente artefatos jeans wear para beneficiamento.037/0001-8 Inscrição Estadual: 223. MG. Bairro: Bom Pastor. Opera com 59 funcionários revezados em 2 turnos. Sua capacidade nominal é de 1000 peças/dia. 300. ocupa uma área total de 1200 m².902. Empreendimento: Unidade Industrial. Telefone: (37) 3213 05 58. CNPJ: 86. Atividade: Lavanderia Industrial.3. CEP: 35 502-070. amaciamento e outros acabamentos em roupas. IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA Empreendedor: Cristal Beneficiamento Têxtil Ltda.1 – Descrição da Empresa A empresa Cristal Beneficiamento Têxtil atua como lavanderia industrial e comercial com lavagem. tingimento. 12 .611-0040 Endereço: Rua Pitangui. Número de Funcionários: 59 empregados.554.000 peças beneficiadas. Localizada em área urbana pertencente ao município de Divinópolis. Produção Mensal: 26. MG. Cidade: Divinópolis. peças do vestuário e artefatos diversos de tecidos. 3.

porém devido à sua natureza. ergonômicos e de acidentes presentes nos ambientes de trabalho. metabissulfito. hipoclorito. não apresentam perigo à saúde ou integridade física dos trabalhadores. químicos. barrilha (Na2CO3) e sal. Agente ambiental: Cloro Risco ambiental: Cloro (0. corantes sulfurosos e reativos. sabão neutro. são capazes de causar danos à saúde do trabalhador. máquinas de lavar horizontais. suscetibilidade e tempo de exposição. FATORES DE RISCO AO AMBIENTE DE TRABALHO 4. 4.Conceitos de Agente e Risco Agentes Ambientais: Estão presentes nos ambientes de trabalho. concentração ou intensidade.9 ppm limite de tolerância 0.8 ppm) (risco químico) Agente ambiental: Ferramenta manual Risco ambiental: Ferramenta manual com defeito (risco de acidentes) 13 . concentração ou intensidade. centrífuga. enzimas neutras. alvejantes. biológicos. suscetibilidade e tempo de exposição. com exposição de 9 horas diárias (risco físico). lixadeiras e caldeira e tem como principais insumos utilizados nos processos são desengomantes.1 . que em função de sua natureza. secadoras.Os equipamentos utilizados no processo são máquinas de lavar frontais. amaciante. Riscos ambientais: São os agentes físicos. Exemplos: Agente ambiental: Ruído Risco ambiental: Ruído de 85dB.

4. ar comprimido etc. doenças de pele etc. hemodinâmica. Cansaço. choque térmico. fadiga etc.Exemplos de Riscos Ambientais e suas conseqüências 1. pressões anormais. gases ou vapores. radiações não ionizantes. câncer. Umidade Higienização. caldeira etc. na pele. hipertensão etc. irritação. lesões nos olhos. fumos. quedas. 14 . Alteração celular. Radiação Ionizante Raios-X. fogão. Queimaduras. nas formas de poeiras. irritação. Doenças do Aparelho respiratório. Taquicardia. Frio Câmara frigorífica. Agentes Físicos São diversas formas de energia a que possam estar expostos os trabalhadores. temperaturas extremas. impotência sexual etc. britadeira ou martelete etc. Agentes Químicos Substâncias. doenças respiratórias etc. vibrações. secadora etc. radiações ionizantes. Ou ainda que pela natureza da atividade de exposição. Maquinas. Calor Fornos. tais como: ruído. problemas pulmonares etc. artrites etc. neblinas. lavagens em geral Radiação não Ionizante Soldas. Fenômenos vasculares periféricos. Vibrações Obras.2 . autoclave. tomografia etc. bem como o infra-som e ultra-som. compostos ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória. dores nos membros superiores e inferiores. possam ter contato ou ser absorvidos pelo organismo através da pele ou por ingestão. calandra. Agente Ruído Fonte Geradora Possíveis Conseqüências Cansaço. perda auditiva. caldeira. veículos refrigerados etc. névoas.

lixo etc. presentes com freqüência em áreas hospitalares. bacilos. vírus. protozoários..Formas de Penetração Fonte Geradora Possíveis Conseqüências Ação sobre o sistema nervoso etc. Possíveis Conseqüências Laboratórios de Experimento Animal ou Doenças infecto-contagiosas Abatedouros/Cobaias Laboratório de Análises e de Patologia/ Material de Coleta Rede de Esgotos. Agente (Transmissão Por Contato) Fluídos Corpóreos de pacientes portadores de doenças infectocontagiosas (Probabilidade) Fezes. entre outros. sangue. tais como: bactérias. Via Cutânea – Absorção pela Produtos químicos gerais Pele Via Digestiva – Ingestão Produtos químicos gerais acidental Comida x Cigarro Agentes Biológicos São microorganismos presentes no ambiente de trabalho. Agente (Transmissão Por Via Aérea) Tuberculose Varicela Sarampo Depende Possíveis Conseqüências Contato/proximidade Virulência do germe Imunidade do hospedeiro Área de dispersão Doenças infecto-contagiosas Número de pessoas no local Demais fatores associados ao ambiente Riscos de Acidentes 15 . parasitas.. pelas Vias Aéreas principalmente aromáticos. Escamação da pele. intoxicação. fungos. Problemas digestivos. dermatite etc. vísceras de animais destinados ao preparo de vacinas/estudos Materiais destinados a análises clínicas e Histopatologia Trabalhos com esgotos e coleta de lixo urbano Fonte Geradora US. glândulas. envenenamento. contato com paciente contaminado. Via Respiratória – Inalação Produtos químicos.

segurança e desempenho eficientes. Layout e ferramentas. São capazes de causar incidentes e acidentes. podendo causar lesões ou perdas associadas à integridade física dos trabalhadores. devendo a mesma abordar. Consideram-se. as condições de trabalho conforme estabelecido na NR 17 da Portaria 3214 / 78.Estão associados ao ambiente de trabalho. os seguintes aspectos: • Levantamento.Ergonomia no Brasil Cabe ao empregador realizar a Análise Ergonômica do Trabalho. no mínimo. ERGONOMIA NO TRABALHO ERGONOMIA = ERGON NOMOS ERGON = FORÇA / TRABALHO  NOMOS = REGRAS / LEIS UMA DEFINIÇÃO: Estudo entre o homem e o seu trabalho.1 . 5. bem como causar danos materiais às máquinas e instalações da instituição. entre outros. de modo a proporcionar o máximo em conforto. 5. 16 . A Análise Ergonômica do Trabalho estabelece os Parâmetros Ergonômicos ou Agentes Ergonômicos e visam à adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores. transporte e descarga. equipamentos e meio ambiente.

Organização do trabalho. A ausência de parâmetros ergonômicos pode ter como conseqüências: • • • • • Cansaço. Condições ambientais dos postos de trabalho. deve receber treinamento ou instruções de trabalho satisfatórias quanto aos métodos de trabalho que deverá utilizar com vistas a salvaguardar sua saúde e prevenir acidentes. por um trabalhador cujo peso seja suscetível de comprometer sua saúde ou sua segurança. Dores musculares. nem admitido o transporte manual de cargas. que não as leves.Mobiliários e Equipamentos 17 . 5. 5.• • • Mobiliários e equipamentos. Transporte e Descarga Individual Não deverá ser exigido. Úlceras etc. para não comprometer a sua saúde ou sua segurança. Problemas na coluna. o peso máximo destas cargas deverá ser nitidamente inferior aquele admitido para os homens. Quando mulheres e trabalhadores jovens designados para o transporte manual de cargas.3 .2 . Todo trabalhador designado para o transporte manual regular de cargas. Baixo desempenho.Levantamento.

Sempre que o trabalho puder ser executado na posição sentada.4 . Os assentos utilizados nos postos de trabalho devem atender aos seguintes requisitos mínimos de conforto. as bancadas. como por exemplo: • • Altura ajustável à estatura do trabalhador e à natureza da função exercida. o posto de trabalho deve ser planejado ou adaptado para esta posição. Para trabalho manual sentado ou que tenha de ser feito em pé. Em todos os locais de trabalho deve haver iluminação adequada. visualização e operação. devem ser colocados assentos para descanso em locais em que possam ser utilizados por todos os trabalhadores durante as pausas. Para as atividades em que os trabalhos devam ser realizados de pé. escrivaninhas e os painéis devem proporcionar ao trabalhador condições de boa postura.Condições Ambientais dos Postos de Trabalho As condições ambientais de trabalho devem estar adequadas às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser executado. 18 . geral ou suplementar. natural ou artificial. Todos os equipamentos que compõem um posto de trabalho devem estar adequados às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser executado. 5. Encosto com forma levemente adaptada ao corpo para proteção da região lombar. mesas. apropriada à natureza da atividade.

e a partir da análise ergonômica do trabalho. temperaturas confortáveis. dorso e membros superiores e inferiores. são entre 20oC e 22oC. no mínimo: • • • • • • As normas de produção.Como regra geral. para ambientes informatizados. A organização do trabalho.quando possível. som ambiente). O ritmo de trabalho. Nas atividades que exijam sobrecarga muscular estática ou dinâmica do pescoço. para efeito desta NR. A determinação do conteúdo de tempo. deve levar em consideração. Muitas empresas que estão adotando políticas neste sentido vêm obtendo um aumento significativo de produtividade. quadros e . A exigência de tempo. O modo operatório. 5. ombros. Sempre que possível humanize o ambiente (plantas. no inverno e entre 25oC e 26oC no verão (com níveis de umidade entre 40 a 60%). O conteúdo das tarefas. Lembre-se que o processo de socialização é muito importante para a saúde psíquica de quem irá trabalhar nele. deve ser observado o seguinte: 19 . Estimule a convivência social entre os funcionários.Organização do Trabalho A organização do trabalho deve ser adequada às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser executado.5 .

5. seguida de um incêndio em seu posto de trabalho que fica no 14º andar. Uma das melhores maneiras de se ter um bom desempenho em situações como acima descrita é estar preparado. 7 . março/2004. Agrava esta situação a falta de 20 .Prevenção e Combate ao Fogo Você já pensou o que faria se durante o trabalho ocorresse uma explosão.Prioridades no Controle dos Riscos • • • Eliminar o risco / Mudança de Processo. após qualquer tipo de afastamento igual ou superior a 15 (quinze) dias. Neutralizar / isolar o risco. Quando do retorno do trabalho. E o que é estar preparado? É difícil prever qual será a nossa reação diante de um evento onde podem estar em jogo. ou no hospital onde os locais de saída estão distantes de onde você se encontra? Ou se algum dia acordasse de madrugada e sua casa ou seu prédio estivesse pegando fogo enquanto toda a sua família dorme? Extraído e adaptado da revista Proteção Incêndio. a exigência de produção deverá permitir um retorno gradativo aos níveis de produção vigentes na época anterior ao afastamento.6 . Devem ser incluídas pausas para descanso. Tecnologia / Matéria-Prima. 5.Para efeito de remuneração e vantagens de qualquer espécie deve levar em consideração as repercussões sobre • • • Saúde dos trabalhadores. vidas e patrimônio. Proteger o trabalhador através do uso de Equipamentos de Proteção Individua. através do uso de Equipamento de Proteção Coletiva.

as classes de fogo. gasolina. etc. a melhor definição de “estar preparado” é conhecer os equipamentos. madeira.conhecimentos básicos sobre as características de um incêndio. gases. apresentando diversas características. proteção individual e fuga. metais. Aumento de Temperatura: normalmente responsável pelo início do fogo. 21 . Fontes Causadoras de Incêndio Eletricidade: 23%. um aparelho elétrico em curto. pode ser uma faísca gerada por uma ferramenta. técnicas de combate ou contenção. Neste polígrafo estaremos retratando questões básicas sobre o fogo e sua propagação. evacuação etc. características do fogo e da fumaça. óleo. técnicas de evacuação e dicas para prevenção de sinistros no local de trabalho ou na residência. bem como a ação correta de combate a incêndio. o oxigênio e o aumento de temperatura. etc. Triângulo do Fogo AUMENTO DE TEMPERATURA OXIGÊNIO O Triângulo do Fogo representa a união de 03 (três) elementos básicos para que ocorra o fogo: o combustível. um “toco” de cigarro aceso. Portanto. A maioria inicia-se nas instalações elétricas e motores. COMBUSTÍVEL Combustível: todo e qualquer material que possa ser consumido pelo fogo. Esta é a causa principal de incêndios industriais. Ex: papel. considerando-se que em geral as pessoas não estão prontas emocionalmente para enfrentar sinistros. Combutente: O oxigênio presente no ar que respiramos ou pode ser proveniente de outra fonte. um palito de fósforo. combate a incêndio.

secadores. “rabos quente”. como também metais de processos aquecidos que incendeiam. lâmpadas elétricas. defeito nos queimadores de caldeiras. Proveniente de defeitos e mau funcionamento de máquinas. Uma causa potencial de incêndios que ocorrem em todos os lugares.Fumo (cigarro): 18%. Proveniente de caldeiras. como são os locais onde existem líquidos ou gases inflamáveis. É uma questão de educação e controle. Fonte: NFPA – Referente a incêndios industriais. etc. fornos. Ignição Espontânea: 4%. Exposição: 3%. 22 . tubulações de vapor aquecido. Faíscas de Queimadores: 5%. poeiras e fibras combustíveis. procuramos agir de forma preventiva. ou seja. estufas elétricas. de solda. Atrito Superfícies Aquecidas: 7%. ferros de passar roupas. O uso indevido de lâmpadas portáteis (lampiões). analisar as chances do fato ocorrer procurando de todas as maneiras evitá-lo. Prevenção de Incêndios Quando não queremos que ocorra alguma situação ruim conosco ou com terceiros. A isto podemos dar o nome de POSTURA PREVENTIVA. fornos e aquecedores portáteis a gás (estufas). armazenamento de materiais combustíveis. Proibido Fumar Atrito: 10%. Chamas de Queimadores: 7%. bem como de lubrificação. Os riscos de princípio de incêndio podem ser evitados mediante um programa de inspeções regulares e um bom plano de manutenção corretiva e preventiva. Devemos proibir terminantemente o cigarro em zonas perigosas. Cortes e Soldas: 4%. líquidos inflamáveis e materiais combustíveis. Etc.

Analisar os Riscos (saber as possibilidades de incêndio nas áreas da Instituição) + Conhecer os Equipamentos (saber onde estão e como utilizar) + Programas de Prevenção Atualmente as empresas estão se adequando a um programa chamado PPCI (Plano de Proteção e Combate a Incêndio). atenção à nossa volta. 23 Alarme de Incêndio Rotas de Fuga Treinamento Constante . chuveiros sprinklers etc. formação de uma Brigada de Incêndio. devemos nos valer dos seguintes recursos: treinamentos. hidrantes. O programa deverá ser executado por um profissional habilitado e submetido à aprovação dos Bombeiros. Dentro deste plano constarão os equipamentos que a empresa deverá possuir (ex: extintores.Com relação ao combate a incêndios a postura preventiva será aquela em que possamos: Para que possamos atingir este conceito. e os procedimentos (evacuação. Dentro deste programa estarão desenvolvidos todos os esforços que a empresa deverá manter para prevenir. equipamentos adequados e planejamento nas atividades.). rotas de fuga. saídas de emergência. detectores de fumaça ou de alta temperatura. combater e controlar incêndios. etc.). alarmes de incêndio. treinamentos.

A classificação dos combustíveis visa agrupar aqueles que apresentam comportamento similar durante a combustão. de forma a disciplinar a aplicação de técnicas e agentes extintores para obter uma extinção eficiente e rápida do fogo. Combater o fogo no seu início. retirando com segurança as pessoas que se encontrarem próximas aos locais afetados e prestando primeiros socorros às vítimas. Ter conhecimento das probabilidades de incêndio nas diversas áreas É importante que numa Brigada de Incêndio tenha a participação de funcionários dos setores de Manutenção e Segurança Interna. 3Conhecer as condições de risco de fogo.Brigada de Incêndio Grupo de funcionários da empresa que receberão treinamento constante para estarem sempre aptos a atuarem nos casos de sinistros. de teor combustível (poder calorífico) e de liberação de produtos ao queimar (fumaça e gases). Classes de Fogo Cada material tem características próprias de inflamabilidade. devido à peculiaridade da atividade e tempo de permanência na empresa. orientando em combate de incêndios. As atribuições básicas da Brigada de incêndio são: 12da empresa. 24 .

sódio. gasolina. tais como: redes. máquinas de calcular. quadros de comando e controle. Exemplos: Óleos. graxas. tecidos. que queimam em superfície e em profundidade. fibras. Combate Principal: CO2. Outros: água (somente em forma de neblina) Classe C – Fogo originado em equipamentos ou sistemas elétricos energizados. pós especiais. papel. pó de alumínio. magnésio. tais como. borracha.De acordo com a Norma NR 23 do Ministério do Trabalho e Emprego – (MTE) há no Brasil as seguintes classes de fogo: Classe A – Materiais sólidos de fácil combustão. Combate Principal: pó químico BC. espuma ou pós especiais. CO2. também denominados de metais pirofóricos. devido à alta temperatura mantida no interior do material) e o CO2 somente para pequenos focos na fase inicial. 25 . zircônio. potássio. zinco. titânio. Classe D – Fogo em metais. pó químico BC. deixando resíduos e armazenando alta temperatura. motores. etc. plásticos. Outros: pó químico BC (extingue somente a chama podendo haver uma volta do fogo. espuma. Classe B – Materiais denominados de líquidos “inflamáveis” e “combustíveis” queimam somente na superfície. Exemplos: madeira. pós especiais. Combate Principal: água. tintas. querosene. sem deixar resíduos. equipamentos eletrônicos (equipamentos hospitalares). etc. vernizes. computadores. etc.

A massa de espuma também provoca resfriamento e sela (isola) à emissão de vapores inflamáveis a partir da superfície do combustível. Neblina: Alcance limitado. Deixa exposta uma superfície maior da água para absorver a temperatura elevada do incêndio e vaporizar. atua por resfriamento. 26 . ou seja. Jato Sólido: Produz um maior alcance (maior distância).Combate Principal: pó químico D Agentes Extintores ÁGUA A ação da água para extinguir o fogo é de natureza física e se deve a sua grande capacidade de absorver temperaturas elevadas. atua por abafamento. Menor exigência de volume de água. A água pode ser aplicada em jato sólido ou neblina. e se dá pelo isolamento entre a superfície do combustível em chamas e o ar ambiente. A aplicação de água em um incêndio deve ser feita em volume suficiente para absorver a temperatura elevada com maior rapidez do que esta é liberada pela combustão. ou seja. Superfície de ação limitada. ESPUMA MECÂNICA A ação extintora é física. Exige-se maior volume de água. provocando uma ação mais rápida de resfriamento.

O CO2 é um agente extintor específico para equipamentos eletrônicos. mas é asfixiante. Utilização dos Extintores 27 . GÁS CARBÔNICO A ação extintora do CO2 (Gás Carbônico) é física. pois atua por abafamento. devido a sua possibilidade de danificar as peças internas do equipamento. porém um combate a incêndio é mais eficiente quando o fogo é controlado e as perdas forem mínimas. devido a sua propriedade de não danificá-los.A espuma mecânica contém componentes que formam uma massa volumosa de baixa densidade que aumenta de 7 a 10 vezes sua carga. Também elimina o oxigênio da combustão. O CO2 não é tóxico. formando uma atmosfera inerte sobre a superfície em chamas. PÓ QUÍMICO Agente extintor que atua eliminando a reação química do fogo. Todos os pós são misturas de sais que recebem tratamento especial. É lógico que o controle do incêndio vem em primeiro lugar. pois sua densidade é mais pesada que o ar e ao ser liberado irá deslocá-lo deixando o ambiente sem ar respirável. Nenhum pó químico pode conter produtos tóxicos ao usuário. devido a sua expansão. Portanto devemos ter cuidado no emprego deste agente extintor em locais fechados. Não é recomendado o uso do pó químico em aparelhos eletrônicos.

Procedimentos Básicos • Escolher corretamente o extintor a partir da classe de incêndio detectada. Para os incêndios de classe “B” (líquidos inflamáveis). cria-se uma camada de gelo seco no difusor que pode machucar a mão do operador. com movimentação rápida da mão. Procedimentos Básicos em Caso de Incêndios 28 . Acionar o gatilho. • • • • • • Romper o lacre girando a trava de segurança. Empunhar a mangueira e dirigi-la para o fogo. Retirar a trava. Para extintores de espuma o jato deverá ser dirigido para a base do fogo. Para extintores de água o jato deverá ser dirigido para a base do fogo. conforme especificação no cilindro do aparelho. Quando se aproximar do fogo o operador deverá fazer movimentos em leque sobre as chamas. é importante utilizar um anteparo para que tenhamos um maior aproveitamento da propriedade de expansão da espuma. • Para extintores de CO2 é importante que o operador empunhe a mangueira somente pela manopla . quando estiver sendo combatido incêndio de classe “A” (materiais sólidos).peça de plástico que fica entre a mangueira e o bocal de saída (difusor) – pois quando o extintor é acionado. • Para extintores de pó químico procurar direcionar a mangueira para toda a área atingida.

Tipos de extintores mais comuns e aplicações indicadas Classes de Incêndio Classe A (Madeiras. • • • • Após avaliação e constatada a necessidade. graxas. sempre que possível. tecidos e papéis). chamar os bombeiros. óleos. Evacuar a área. devemos utilizar outros meios para avisar o início do incêndio). Classe D NÃO SIM NÃO NÃO 29 . Classe B (Líquidos inflamáveis. máquinas e equipamentos elétricos. álcool) Gás Carbônico SIM Pó Químico Seco SIM Espuma Mecânica SIM Água SIM SEM GRANDE EFICIÊNCIA SIM SIM QUALQUER EXTINTOR DE ÁGUA É EFICIENTE SIM NÃO NÃO UTILIZAR. POIS AUMENTARÁ O VOLUME DE COMBUSTÍVEL NÃO COM GRANDE EFICIÊNCIA SIM SIM NÃO Classe C COM GRANDE EFICIÊNCIA.• Acionar o alarme (caso o local não seja dotado deste sistema. Desligar rede. (Aparelhos elétricos O CO2 É IDEAL PARA NUNCA UTILIZAR EM EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS ENERGIZADOS (a água é condutora) energizados) EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS. Atacar o fogo com os meios adequados.

com calma. com o intuito de aumentar suas chances de abandonar os locais com o mínimo de danos para sua saúde e integridade. Nunca use o elevador para sair de um prédio onde há um incêndio. Estas ações formam o Plano de Abandono devendo as pessoas assumi-las. exceto se houver autorização dos bombeiros ou da Brigada de incêndio de sua empresa. O abandono de um edifício em chamas deve ser feito pelas escadas.(Metais combustíveis) SOMENTE A CLASSE D PODEM OCORRER EXPLOSÕES OU AUMENTO DO FOGO Plano de Abandono A seguir estaremos demonstrando exemplos de ações e atitudes que deverão ser observadas durante um incêndio. sem afobamentos. 30 .

Calor e fumaça devem sair por cima. Conheça-as previamente. assim retardará a propagação do fogo Se você ficar preso em uma sala cheia de fumaça. Chame o Corpo de Bombeiros imediatamente. Toque a porta com sua mão. Um prédio pode lhe dar várias opções de salvamento. Um incêndio razoável pode determinar o corte de energia para os elevadores. saia imediatamente. de onde poderá chamar por socorro. Se possível. respire pelo nariz. Se estiver fria. Se você ficar preso em meio à fumaça. Qualquer porta serve como couraça. ] 6. NÃO RETORNE. Procure outra saída. Muitas pessoas morrem sem imaginar que o socorro pode chegar em poucos minutos. LEGISLAÇÃO TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA 31 . pois o ar é sempre melhor junto ao chão. fique junto ao piso. Procure rastejar para a saída. Se possível. mantenha-se atrás de uma porta fechada. mantenha-se afastado da multidão. Se estiver quente. Feche todas as portas que ficarem atrás de você. Se houver pânico na saída principal. molhe um lenço e utilize-o como máscara improvisada. fique perto de uma janela. Procure um lugar perto de janelas. Você poderá respirar pela abertura inferior. Muitas pessoas morrem por não acreditarem que um incêndio pode se alastrar com rapidez. faça este teste: abra vagarosamente e fique atrás da porta. NÂO salte do prédio. não abra.nunca o elevador. Procure conhecer o equipamento de combate a incêndio para utilizá-lo com eficiência em caso de emergência. mantenha-a fechada. Uma vez que você tenha conseguido escapar. Use as escadas . onde o ar é sempre melhor. em rápidas inalações. Se sentir calor ou pressão vindo através da abertura. Se você não puder sair. e abra-as em cima e embaixo.Após tomar conhecimento do alarme de incêndio.

os órgãos públicos da administração direta e indireta e dos poderes Legislativo e Judiciário.CLT. Devem ser cumpridas sob pena de o estabelecimento ser autuado pelo MTE regional. de 08 de Junho de 1978 que aprova as Normas Regulamentadoras (NRs) . Atualmente são 30NRs. existindo mais duas em fase de aprovação.extraído da Consolidação das Leis do Trabalho . QUAL FINALIDADE? Promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho.Legislação Trabalhista – Ministério do Trabalho Estabelecida pela Portaria N.6.º3.1 . que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. As NRs são Normas que estabelecem critérios para SST – Saúde e Segurança do Trabalhador. SESMT de acordo com a característica da empresa contará com os seguintes profissionais: Técnicos de Segurança do Trabalho Engenheiro de Segurança do Trabalho Auxiliar de Enfermagem do Trabalho Enfermeiro do Trabalho Médico do Trabalho Algumas atribuições do SESMT são: 32 . relativas à Segurança e Medicina do Trabalho. Abaixo citamos algumas NRs e alguns de seus tópicos: NR 4 – SESMT (SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO) QUEM DEVE TER? As empresas privadas e públicas.214 .

• O SESMT deverá manter entrosamento permanente com a CIPA. associações recreativas. devendo a empresa encaminhar um mapa contendo avaliação anual dos mesmos dados à Secretaria de Segurança e Medicina do Trabalho até o dia 31 de janeiro. V e VI. 33 .• Promover a realização de atividades de conscientização. órgãos da administração direta e indireta. instituições beneficentes. bem como outras instituições que admitam trabalhadores como empregados. doenças ocupacionais e agentes de insalubridade. no mínimo.1. conforme o disposto no subitem 5. e deverão estudar suas observações e solicitações. os quesitos descritos nos modelos de mapas constantes nos Quadros III. tanto através de campanhas quanto de programas de duração permanente. NR 5 – CIPA – COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES DE TRABALHO QUEM DEVE TER? Devem constituir CIPA. • Registrar mensalmente os dados atualizados de acidentes do trabalho. públicas. propondo soluções corretivas e preventivas. IV. dela valendo-se como agente multiplicador.14. sociedades de economia mista. e mantê-la em regular funcionamento as empresas privadas. cooperativas. através do órgão regional do MTE. da NR 5. por estabelecimento. preenchendo. educação e orientação dos trabalhadores para a prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais.

ASO.QUAL FINALIDADE? A prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho.EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL Para os fins de aplicação desta Norma Regulamentadora – NR. demissão. b) custear. periódicos. Compete ao Médico responsável: Para cada exame. um coordenador responsável. de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. emitir o Atestado de Saúde Ocupacional . de uso individual utilizado pelo trabalhador. todo dispositivo ou produto. dentre os médicos do SESMT. troca de função. O que consta: Exames admissionais. implementar. É o histórico da saúde laboral do funcionário com revisão periódica. c) indicar. considera-se Equipamento de Proteção Individual – EPI. 34 . retorno. NR 7 – PCMSO . em 2 (duas) vias. NR 6 – EPI . destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. Compete ao empregador: a) elaborar.PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO E SAÚDE OCUPACIONAL Objetivo: Promoção e preservação da saúde do conjunto dos seus trabalhadores.

máximo). Acima dos LT (Limites de Tolerância) previstos nos anexos desta NR – comprovadas por laudo de inspeção (concentração.NR 9 – PPRA . 35 . 20% -médio. 40% .PROGRAMA DE PREVENÇÃ0 DE RISCOS AMBIENTAIS Visa preservar a Saúde e Segurança do Trabalhador. Baseado neste laudo é assegurado adicional sobre o salário mínimo (10%mínimo. através da: • • • • Antecipação Reconhecimento Avaliação Controle de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho Métodos: • • • • Planejamento com metodologia de ação e periódica avaliação Registrar as ações Considerar PCMSO Divulgar Quem desenvolve: − − SESMT Com revisão anual NR 15 – INSALUBRIDADE Classifica as Atividade e Operações Insalubres. intensidade e tempo de exposição). Quais são elas? Aquelas prejudiciais à saúde.

ou seja. com o objetivo de caracterizar e classificar ou determinar a atividade de insalubre. Item importante: a eliminação/neutralização cessa o pagamento do adicional. É assegurado adicional sobre o salário base do funcionário (30%). Procedimentos Internos São padronizações das atividades rotineiras. alta tensão e radiação ionizante. padronizando o resultado final da atividade. com o objetivo de caracterizar e classificar ou determinar a atividade de perigosa. as normas de segurança. definir a maneira de realizar as tarefas iguais a todos. Basicamente: trabalho com explosivos. Os procedimentos levam em conta a eficiência produtiva. descrevendo etapas de sua realização. NR 16 – PERICULOSIDADE Classifica as Atividades e Operações Perigosas Quais são elas? Aquelas que são PERIGOSAS (apresenta risco a vida dos trabalhadores). visto que são estes que indicam a melhor maneira de desenvolver o trabalho. entre outros aspectos.É direito à empresa ou sindicato requererem as DRT’s – Delegacias Regionais do Trabalho – a realização de perícia. 36 . o consumo de materiais. É muito importante que a empresa estabeleça estes procedimentos e que os trabalhadores os cumpram. Item importante: Eliminação/Neutralização cessa o pagamento do adicional. É direito à empresa ou sindicato requererem as DRT’s – Delegacias Regionais do Trabalho – a realização de perícia.

.213/91. Além do descumprimento de procedimentos.). Exemplo de procedimento que contempla Segurança no Trabalho: aqueles que prevêem a utilização de EPI dentro das atividades. outros fatores também podem causar acidentes como: condições brincalhão. O procedimento deve estar descrito de forma clara e completa de modo que não dê margem para duplo entendimento. entender. rendimento e prevenção de acidentes e/ou doenças tornando mais fácil a detecção de problemas.. cumprir e sugerir melhorias nos procedimentos das atividades do dia-a-dia. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução. para que se obtenha o resultado esperado de maneira segura. Importante conhecer. 6. A falta do cumprimento dos procedimentos pode gerar muitos transtornos ao funcionário e inclusive acidentes de trabalho. inadequadas. 11 desta lei. 37 .Se ganha em qualidade.. 19 diz: “Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no Inciso VII do Art. personalidade fadiga ou do stress trabalhador (parâmetros (desligado/desatento. permanente ou temporária. É IDEAL QUE OS PROCEDIMENTOS COMPLETEM OS ASPECTOS DE SEGURANÇA NO TRABALHO.. nervoso.. Art.2 .).Acidente do Trabalho Conceito Legal: A lei 8. da capacidade para o trabalho”.. ergonômicos.

sangue. Doença Ocupacional: São doenças que comprovadamente são geradas pelo exercício da atividade no ambiente de trabalho. 6. ou tem potencial para causar ferimentos em alguém ou algum tipo de perda à empresa ou ambos ao mesmo tempo. OBS. desde que no horário e trajeto habitual.4 .Conceito Prevencionista: São ocorrências indesejáveis.: Outros exemplos poderão ser caracterizados como acidente do trabalho de acordo com as definições da Lei 8.3 .213/91. ou do serviço para casa. 38 . secreções etc. Acidente do Trabalho – Caracterização: 6. que interrompem o trabalho e causam. Típico Biológico: Aquele que ocorre no local e no horário normal de trabalho com o envolvimento de material biológico (fluídos corpóreos. mas que devem devem devem devem ser registrados e analisados para evitar outros acidentes (PREVENÇÃO).Acidente de Trabalho com Vítima Típico: Aquele que ocorre no local e no horário normal de trabalho.Acidente de Trabalho sem Vitima Conforme o conceito prevencionista são aqueles acidentes sem lesão. É necessário estabelecer a perfeita relação entre a doença e a atividade laboral (nexo causal). Trajeto: Aquele que ocorre durante o trajeto da casa para o serviço.).

5 .PPP.CAT .Comunicação de Acidente de Trabalho Documento que a empresa deve enviar à Previdência Social para registrar o acidente do trabalho.T. • Reabilitação funcional. Em caso de morte. que consiste em diversas informações da vida profissional do trabalhador. 6. • BENEFÍCIOS São seguradas obrigatórias da Previdência Social as pessoas físicas que possuem vínculo empregatício. se afastarem mais de 15dias. Alguns dos benefícios são: • Primeiros quinze dias de salário são pagos pela empresa. é obrigatória a comunicação à autoridade policial. todo acidente de trabalho deve ser imediatamente comunicado à empresa pelo acidentado ou por qualquer pessoa que dele tiver conhecimento. 100 (IN 100) de autoria da Previdência Social. principalmente o contato com agentes 39 .6 .6. • Estabilidade de 1 ano após o retorno ao trabalho para os funcionários que devido A. O registro deve ser realizado IMEDIATAMENTE. De acordo com a legislação. os demais são pela Previdência Social. criou o chamado Perfil Profissiográfico Previdenciário .Perfil Profissiográfico Previdenciário A Instrução Normativa nº.

um Ato Inseguro ou uma Condição Insegura. A Condição Insegura está relacionada com o ambiente de trabalho. não se preocupando em analisar mais profundamente as causas de tais atitudes e. CAUSAS DOS ACIDENTES DE TRABALHO 7. visando classificar com maior facilidade os segurados que possuem direito a Aposentadoria Especial. máquinas etc. ou seja. Por que se usa até hoje? Desatualização dos profissionais. 40 .agressivos à sua saúde (riscos ambientais). O referido método acabou por se tornar uma barreira nas investigações de acidentes de trabalho. simplesmente apontavam como causa de acidente uma atitude incorreta do trabalhador. na sua grande maioria. A lei assegura um menor tempo de trabalho aos trabalhadores que desenvolvem suas atividades com exposição a riscos ambientais.1 . 7. Dificuldade em mudanças de cultura.Ato ou Condição Insegura Esta metodologia leva a concluir que os acidentes possuem uma única causa. visto que as empresas. portanto não atuando com eficiência nos problemas. O Ato Inseguro está relacionado diretamente ao trabalhador. A Aposentadoria Especial é a redução do tempo obrigatório de trabalho em função das atividades insalubres realizadas durante a vida profissional de um trabalhador. Onde surgiu? A legislação (Portaria 3214/78 – NR 5) trazia o modelo de investigação de Acidente de Trabalho contendo os campos “Ato Inseguro” e “Condições Inseguras”.

identificou-se a necessidade de aprofundar as investigações dos Acidentes de Trabalho. inclusive considerando-se que as ações de prevenção e a redução destes acidentes estão diretamente ligadas à produção. (Informação não oficial.Método de Espinha de Peixe Surgiu na década de 60 no Japão No Brasil década de 70 Como funciona? • • Deve-se reunir um grupo de pessoas envolvidas na situação a ser analisada. Teoria da culpabilidade (“houve acidente. 41 . tornando as ações de SST mais eficientes. A partir da evolução nas ações dos profissionais de Saúde e Segurança do Trabalho. A partir deste avanço as Investigações de Acidentes passam a considerar uma Abordagem Sistêmica e Multicausal dos Acidentes de Trabalho. A seguir comentaremos duas metodologias de Análise de Acidentes que abordam os acidentes de maneira Sistêmica e Multicausal. OBS.: Nesta metodologia 90% das causas de acidentes de trabalho são atribuídas aos trabalhadores – Ato Inseguro. alguém é culpado”). Todos se manifestam opinando com relação à causa do problema a ser analisado. 5% são Atos e Condições Inseguras e 5% são somente Condições Inseguras.2 . Aprofundar uma Investigação de Acidentes analisando todo o seu comportamento representa uma possibilidade maior de identificar as causas reais atacando-as em sua origem.Interesse das empresas. aliando-se aos processos de qualidade das empresas. 7. dados meramente empíricos).

Analisar as causas levantadas desconsiderando aqueles que não auxiliam no objetivo principal.• Estas opiniões serão direcionadas conforme os “grupos de causas” pré-definidas. Material. Meio Ambiente.3 . • Após definir as causas realmente relevantes. Mão-de-Obra. os 6 M’s (Métodos.Método de Árvore de Causas Indivíduos Ambiente de Trabalho Tarefas Materiais Surgiu na década de 70 na França No Brasil lentamente as empresas começam a praticá-lo 42 . Medida. • • Procura-se analisar as causas utilizando-se o método dos “Por Quês”. o grupo passará a discutir como atuará no combate aos problemas. Métodos Mão -deObra Meio Ambiente Problema Material Medida Máquina 7. Máquina).

Como funciona? Muito semelhante ao método de Espinha de Peixe. Ambiente de Trabalho e Materiais). 8. é necessário que sejam tomadas as seguintes medidas: • A empresa deverá preencher a Comunicação do Acidente de Trabalho – CAT e encaminhar ao posto do Instituto Nacional de Seguridade Social – INSS em no máximo 24 horas após o Acidente para protocolar. ainda assim a empresa fica na responsabilidade de emissão desta. a empresa deverá fazê-lo utilizando os dados da CAT inicial. bem como o próprio. porém utilizam-se apenas 4 grupos de causas pré-definidas (Indivíduos. Caso o sindicato ou outra pessoa emita a CAT e protocole no INSS. não devendo ser feito “juízo de valor” (julgar) e sim registrar os fatos para atingir suas reais causas. PROCEDIMENTOS LEGAIS NOS ACIDENTES DE TRABALHO Sempre que ocorrer um Acidente de Trabalho. É fundamental entender que estes métodos visam o estudo das causas dos acidentes. 43 . • • É permitida a emissão da CAT via Internet. • Existe a possibilidade de Emissão da CAT por parte dos sindicatos ou qualquer outra pessoa da parte do acidentado. Em todos os casos a empresa deverá entregar cópias ao trabalhador e sindicato da categoria. Tarefas. • Quando da necessidade de reencaminhamento do acidentado. • Registro policial em caso de morte (neste caso comunicar imediatamente à Previdência Social).

Fluxo do Registro As empresas devem ter definida a maneira de registrar e acompanhar os Acidentes de Trabalho e um formulário de registro dos mesmos. 8. Obs.: Em Acidente com material biológico (fluidos corpóreos) o mesmo deve ser comunicado em no máximo 1 hora. caso a empresa não disponha de Ambulatório próprio o acidentado deverá ser encaminhado ao serviço de emergência mais próximo da empresa. • Após receber atendimento do Médico do Trabalho o acidentado é encaminhado ao setor de Segurança do Trabalho da empresa para iniciar a análise do acidente • O registro deve ser de acordo com as orientações que serão descritas no verso da FIA. 44 .1 . • • O acidentado comunica à chefia que preenche a FIA Em casos de acidentes de maior porte o acidentado deve receber atendimento médico imediato • A chefia encaminha o acidentado ao Ambulatório de Medicina do Trabalho para atendimento e confecção da CAT. o INSS irá arcar com o salário do mesmo a partir do 16º até o último dia do afastamento (O cálculo do salário consiste na média das últimas 60 contribuições pagas ao INSS).• Caso o trabalhador necessite permanecer afastado por mais de 15 dias. como por exemplo: FIA – Ficha de Investigação de Acidente do Trabalho Documento interno para registrar e analisar o acidente de trabalho.

Etapas da Inspeção de Segurança Observação: A visualização crítica dos riscos existentes. Acompanhamento: As propostas para a solução dos problemas devem ser acompanhadas até sua execução e acompanhamento da sua eficácia. buscando detalhes e informações de todo o processo de trabalho. a determinação de medidas preventivas. 9. possibilitando assim. no ato da detecção. INSPEÇÃO DE SEGURANÇA Conceito: Define-se Inspeção de Segurança como o conjunto de ações que objetivam a detecção de riscos que possam causar acidentes do trabalho e doenças profissionais. isto é. MANUTENÇÃO PREVENTIVA 45 . buscando solução antes da ocorrência. líderes e representantes da CIPA. se possível deve ser discutida na hora.1 . além da investigação visual. relatando os problemas. junto com a Gerência. É importante que sejam concedidos prazos para execução das propostas 10. principalmente quando o problema é grave.9. Registro: Os itens levantados devem ser anotados com clareza. antecipação aqui é a palavra chave. descrevendo os perigos e sugerindo medidas preventivo-corretivas. Informação: Toda a situação de risco. Encaminhamento: As recomendações devem ser enviadas aos setores competentes para as medidas cabíveis.

uma vez que esta medida protege o conjunto (o coletivo) de trabalhadores de um determinado setor. Inclui avaliações visando detectar indícios da necessidade de manutenção preventiva. troca de componentes. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA E INDIVIDUAL EPI x EPC Uma outra medida de controle de riscos é a adoção de proteção. etc. número de utilizações. com máxima eficiência. 46 . 11. individual ou coletiva. realizada de modo programado com base em estimativa de vida útil (tempo. reparos etc.Entende-se por manutenção todas as ações e medidas necessárias para restaurar. Inclui atividades de limpeza. revisão. instalações.) de componentes do sistema. para os trabalhadores. Quando se toma uma medida visando modificar as condições de trabalho em um determinado ambiente.) em condições de uso durante o maior tempo possível. Inclui lubrificações. lubrificação. inspeção. temos uma proteção coletiva. A manutenção preventiva eficiente e sistemática é a solução para eliminar a maioria dos riscos de acidentes. ajustes. máquinas etc. A manutenção preventiva é aquela realizada de modo programado/rotineiro buscando garantir a conservação e o perfeito funcionamento dos componentes do sistema. etc. limpeza. Portanto os equipamentos utilizados para que estas medidas sejam empregadas são conhecidos pela sigla EPC (Equipamentos de Proteção Coletiva). manter ou conservar itens (edificações. independentemente da existência de sinais de desgaste ou falhas. ajustes. avaliação de estado ou condição. Usualmente descrita como a manutenção preventiva.

nas seguintes circunstâncias”: • Sempre que as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis ou não. oferecerem completa proteção contra riscos de acidentes do trabalho e/ou de doenças profissionais e do trabalho. os EPIs têm custos mais baixos que as mudanças nos ambientes de trabalho. “Estas duas alternativas. temos uma proteção individual. 47 . às medidas de proteção coletiva são sempre mais eficientes que os equipamentos de proteção individual”. pois apenas os empregados que os estiverem utilizando estarão sendo protegidos. adota-se mais a segunda. os custos com a manutenção de EPIs podem se tornar mais elevados que as medidas de ordem ambiental e coletiva. Apesar de a medida preventiva coletiva ser recomendada em relação à individual. gratuitamente. proteção individual ou coletiva. “Do ponto de vista de proteção aos trabalhadores.Quando. em longo prazo. entretanto. em curto prazo. surgem com freqüência no momento de se tomar medidas preventivas. A NR-6 reforça a adoção de medidas preventivas coletivas quando diz que “a empresa é obrigada a fornecer aos empregados. . ao invés de modificar as condições de trabalho de um ambiente. • Enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas. se fornece um equipamento de proteção individual ao trabalhador.Para atender a situações de emergência. Porém. nas quais é necessário que tanto a proteção individual. EPI adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento. quanto à coletiva sejam adotadas ao mesmo tempo”. Existem situações. pois normalmente.

Além do fator custo. Óculos de segurança. Máscara para soldadores. • Proteção para os membros superiores Luvas e/ou mangas de proteção. Capacetes de segurança. • Proteção para membros inferiores Calcados de proteção. o empregador deve fornecer os seguintes EPIs aos trabalhadores: • Proteção para a cabeça Protetores faciais destinados à proteção dos olhos e da face. • Inadaptação. como alergias. mesmo quando de boa qualidade.. Atendidas as peculiaridades de cada atividade profissional e esgotadas as medidas de prevenção coletiva. Dificuldades que acarretam para a realização das tarefas. • Proteção contra quedas com diferença de nível 48 . lesões de pele. Apesar das limitações dos EPIs. A NR-6 considera equipamento de proteção individual (EPI) “todo dispositivo de uso individual destinado a proteger a integridade física do trabalhador". etc. inflamações. Problemas médicos acarretados pelo uso de EPIs. ao uso de EPI. Entre outras coisas. outro ponto que deve ser levado em consideração são as limitações dos equipamentos de proteção individual (EPI). pelo menos de parte dos trabalhadores. existem situações nas quais se justifica plenamente a adoção dos mesmos. Calçados impermeáveis. eles podem provocar: • • • Desconforto aos trabalhadores.

Atenção: Além de fornecer gratuitamente o EPI. Treinar o trabalhador para o seu uso adequado. capas e outras vestimentas especiais de proteção. • Proteção de corpo inteiro Aparelhos de isolamento (autônomos ou de indução de ar). • Proteção respiratória Respiradores. Além do empregador. o empregador tem outras obrigações: Adquirir o tipo adequado à atividade do empregado. 49 . Comunicar ao Ministério do Trabalho qualquer irregularidade observada no EPI adquiri-lo. Tornar obrigatório seu uso. Responsabilizar-se pela sua higienização e manutenção periódica. Responsabilizar-se por sua guarda e conservação.CA). • Proteção auditiva Protetores auriculares. • Proteção do tronco Aventais. os empregados também têm obrigações quanto ao EPI: Usá-los apenas para a finalidade a que se destina. Substituí-lo imediatamente quando danificado ou extraviado.Cinto de segurança. Fornecer ao empregado somente EPI aprovado pelo Ministério do Trabalho (com o devido Certificado de Aprovação . jaquetas.

c) Participar da implementação e do controle da qualidade das medidas de prevenção necessárias. verificações nos ambientes e condições de trabalho visando à identificação de situações que venham a trazer riscos para a segurança e saúde dos trabalhadores. a cada reunião. avaliação do cumprimento das metas fixadas em seu plano de trabalho e discutir as situações de risco que foram identificadas. periodicamente. 50 . bem como da avaliação das prioridades de ação nos locais de trabalho.1 . e elaborar o mapa de riscos.para uso. COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES (CIPA) Das Atribuições 12. com a participação do maior número de trabalhadores.A CIPA terá por atribuição: a) Identificar os riscos do processo de trabalho. Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio 12. onde houver. b) Elaborar plano de trabalho que possibilite a ação preventiva na solução de problemas de segurança e saúde no trabalho. com assessoria do SESMT. d) Realizar. e) Realizar.

quando houver. ou ao empregador. h) Requerer ao SESMT. k) Participar. a paralisação de máquina ou setor onde considere haver risco grave e iminente à segurança e saúde dos trabalhadores. das discussões promovidas pelo empregador.f) Divulgar aos trabalhadores informações relativas à segurança e saúde no trabalho. 51 . onde houver. onde houver. para avaliar os impactos de alterações no ambiente e processo de trabalho relacionado à segurança e saúde dos trabalhadores. i) Colaborar no desenvolvimento e implementação do PCMSO e PPRA e de outros programas relacionados à segurança e saúde no trabalho. bem como cláusulas de acordos e convenções coletivas de trabalho. em conjunto com o SESMT. ou com o empregador. j) Divulgar e promover o cumprimento das Normas Regulamentadoras. g) Participar. relativas à segurança e saúde no trabalho. l) Requisitar ao empregador e analisar as informações sobre questões que tenham interferido na segurança e saúde dos trabalhadores. com o SESMT. da análise das causas das doenças e acidentes de trabalho e propor medidas de solução dos problemas identificados.

durante a sua elaboração.2 . anualmente. quando houver. visando o controle da eliminação dos riscos apontados. apenas com uma olhada. através de seus membros.Mapa de Riscos Definição O mapa de riscos consiste na “representação gráfica do reconhecimento dos riscos existentes nos diversos locais de trabalho e visa à conscientização e informação dos trabalhadores através da fácil visualização dos riscos existentes na empresa”. depois de ouvidos os trabalhadores de todos os setores produtivos da empresa. A cada nova gestão da CIPA. o) Participar. bem como estimular sua participação nas atividades de prevenção. os representantes do SESMT e a administração da empresa saibam. o mapa de riscos tem como principais objetivos: • Reunir as informações necessárias para estabelecer o diagnóstico da situação de segurança e saúde no trabalho na empresa. a troca e a divulgação de informações entre os empregados. onde houver a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho – SIPAT. 12. • Possibilitar. o mapa de riscos será refeito. e com a colaboração do SESMT da empresa. O mapa de riscos será executado pela CIPA.m) Requisitar à empresa as cópias das CAT emitidas. em conjunto com a empresa. anualmente. n) Promover. 52 . Assim. em conjunto com o SESMT. de Campanhas de Prevenção da AIDS. os principais riscos de cada setor. conforme cronograma elaborado na gestão anterior. Ele deve ser afixado em local visível. permitindo que os trabalhadores do local.

Quadro de Riscos GRUPO 1 FÍSICOS Ruído Calor Frio Umidade Radiações Ionizantes Pressões Anormais Radiações não Ionizantes VERDE GRUPO 2 QUÍMICOS Poeiras Fumos Gases Vapores Névoas Produtos Químicos em Geral GRUPO 3 GRUPO 4 GRUPO 5 ACIDENTES Máquina e Equipamentos sem Proteção Ferramentas Inadequadas Eletricidade Armazenamento Inadequado Arranjo Físico Inadequado BIOLÓGICOS ERGONÔMICOS Vírus Bactérias Fungos Parasitas Monotonia Bacilos Repetitividade Trabalho em Turno/Noturno Levantamento e Transporte Manual de Peso Esforço Físico Intenso VERMELHO MARROM AMARELO AZUL 13. CÓDIGOS E SÍMBOLOS ESPECÍFICOS DE SST 53 .

instruções e procedimentos etc. fundo azul e pictograma a branco. fundo verde e pictograma a branco. 2 Proteção obrigatória do corpo. 4 Proteção obrigatória dos olhos. precaução ou verificação. pictograma a preto e o fundo branco. aparelhos. 3 Obrigatório lavar as mãos. o contorno e pictograma a preto e o fundo amarelo. São utilizados em instalações. o contorno vermelho. 54 . normalmente tem os seguintes significados: SINAIS DE OBRIGAÇÃO SINAIS DE PERIGO SINAIS DE AVISO SINAIS DE EMERGÊNCIA Forma circular. as cores na Segurança do Trabalho e a Rotulagem Preventiva. Forma retangular. acessos. instruções e procedimentos etc. Forma circular. acessos. aparelhos. A sinalização de segurança está definida na NR 26 da Portaria 3214/78 estipulando entre outras coisas. SINAIS DE OBRIGAÇÃO indicam comportamentos ou ações específicas e a obrigação de utilizar equipamento de proteção individual. Os SINAIS DE AVISO indicam situações de atenção. São utilizados em instalações. Forma triangular.Para dar uma informação de segurança rápida utiliza-se SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA. A sinalização através de pictogramas (figuras com mensagens) também é muito utilizada nos ambientes de trabalhos. 1 Proteção obrigatória: olhos/vias respiratórias.

acessos e junto de equipamento de segurança.altas temperaturas. procedimentos etc. acessos.1 Perigo de eletrocussão. 2 Proibido beber água. 4 Direção de evacuação. 2 Saída de Emergência à esquerda 3 Posto de Primeiros Socorros. São utilizados em instalações. saídas de emergência ou localização de equipamento de segurança. 3 Proibido fazer fogo.raios Laser. CONSIDERAÇÕES FINAIS 55 . 4 Proibido apagar com água. instruções. aparelhos. 14. 3 Perigo . 4 Perigo . 1 Proibido comer ou beber. São utilizados em instalações. 2 Perigo de incêndio. Os SINAIS DE PROIBIÇÃO indicam atitudes perigosas. 1 Lava-Olhos de Emergência. 5 Risco biológico. Os SINAIS DE EMERGÊNCIA indicam direções de fuga.

15. mas também por um conjunto de fatores ligados à organização do trabalho. porém não existe um plano de segurança efetivo que visa garantir a completa segurança e saúde dos colaboradores. suas dificuldades e riscos são valorizados. sendo treinados para exercerem suas funções. considerando vida e trabalho como uma unidade inseparável e conjugando a visão dos trabalhadores. Esse estudo mostra o que ocorre com um pequeno universo de trabalhadores. as características ambientais. precária. com menos controle sobre sua saúde e proteção. reunindo dados clínicos ocupacionais. analisando a atividade que é desenvolvida. em que condições são admitidos e em que condições são demitidos. podemos afirmar o que se segue. é atingida.1993. N. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS MATTOS. sob o ponto de vista coletivo. São admitidos como trabalhadores desqualificados. que os colocam numa posição desfavorecida. no que se refere à saúde e segurança. FREITAS.. Seus problemas específicos. U. que os expõem a riscos particulares. & GONÇALVES. não só pelas condições materiais inadequadas.Com essa revisão bibliográfica procuramos evidenciar os problemas específicos que afetam os trabalhadores de uma lavanderia de beneficiamento têxtil. Indústria de Cloro-Soda do Rio de Janeiro: Levantamento e Diagnóstico das Condições de 56 . C. A saúde e a segurança dos trabalhadores.. sendo que convivem a todo o momento com diversos tipos de produtos químicos. Investigando o processo de trabalho. Configuramse como inexperientes no início do exercício de suas funções e não entendem a gravidade do setor em que trabalham.

Resolução SS-307 de 14. Manual de insalubridade: causas. avaliação. 1981. SUDS (Serviço Unificado e Descentralizado de Saúde)/ INAMPS-SP (Instituto Nacional de Assistência e Previdência Social) 1991. 1982. FISCHER. BERNE e LEVY. (Mimeo. Controle de movimento e postura.M e PARAGUAY. 1993. 08. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional. FUNDACENTRO. & SIMONI. 1977. 195. F. CARDOSO. Revista Proteção. v.).156. U. 1990. Introdução à engenharia de segurança do trabalho. Rio de Janeiro: CNI/DAMPI. São Paulo: Atlas.08.. Normas Regulamentadoras em Segurança e Medicina do Trabalho – Portaria 3214 de 08/06/78 MTb. São Paulo. 1989. São Paulo: Atlas. São Paulo.B. Relatório de Pesquisa. SAAD. MANUAIS DE LEGISLAÇÃO ATLAS. conseqüências e DAVIES.104105. São Paulo: Blücher. I. Apostila de aula do curso de Engenharia de Segurança do Trabalho.67. 1989. Roteiro de Projeto em Higiene e Segurança do Trabalho.17. Novo Hamburgo. Critérios para caracterização do Nexo Ocupacional e do Diagnóstico de Intoxicação pelo Mercúrio Metálico.91. São Paulo: INAMPS/SP. p. In: TÓPICOS de saúde do trabalhador.16. Olga R. 1992. n. (Mimeo.R.Trabalho. p. A. v.02. 1989. p. Um Enfoque ergonômico para as posturas de trabalho. T. Segurança e Medicina do Trabalho. BARREIRA C.B. Florianópolis: FEESC. Psicologia e trabalho. Ergonomia: projeto e produção.) MATTOS. São Carlos: DEP/Universidade Federal de São Carlos. 1990.J. Rio de Janeiro: Cesteh/Fiocruz. n. p.V. SHACKLETON. 1990. São Paulo: Hucitec. MTb (Ministério do Trabalho). A MÃO na consciência.D.H.61-71. In: Fisiologia. M. A Ergonomia como instrumento de pesquisa e melhoria das condições de vida e trabalho.18. 1994.G. Introdução à Engenharia de Segurança do Trabalho. CAMARDELLA. IIDA. cap. A. Guanabara: Koogan. v. 57 . Rio de Janeiro: Zahar. E.

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