INSTITUTO FEDERAL GOIANO CAMPUS - MORRINHOS CURSO DE BACHARELADO EM AGRONOMIA DISCIPLINA: ANATOMIA E FISIOLOGIA ANIMAL

BRUNA EMANUELE ALVES MILAGRE KAROLINY DE ALMEIDA SOUZA

MORRINHOS – GOIÁS JUNHO/2012

BRUNA EMANUELE ALVES MILAGRE

KAROLINY DE ALMEIDA SOUZA

ANATOMIA E FISIOLOGIA DO TRATO REPRODUTIVO DA FÊMEA

Trabalho

como

requisito

para

obtenção da nota do bimestre na disciplina de Anatomia e Fisiologia Animal. Docente: Kátia Roberta Fernandes

MORRINHOS – GOIÁS JUNHO/2012.

Sumário
1. INTRODUÇÃO ............................................................................................. 4 2. PUBERDADE ................................................................................................. 4 3.OVÁRIOS ........................................................................................................ 4 4. TUBAS UTERINAS ........................................................................................ 8 5. ÚTERO ......................................................................................................... 10 5.1 CÉRVIX .................................................................................................. 11 6. VAGINA ........................................................................................................ 11 7. VESTÍBULO E VULVA ................................................................................. 12 8. SUPRIMENTO SANGUÍNEO E NERVOSO DO TRATADO REPRODUTIVO DA FÊMEA ....................................................................................................... 12 9. OVÁRIO E OS CICLOS ESTRAIS ............................................................... 13 10. OOGÊNESE ............................................................................................... 13 11. OVULAÇÃO ............................................................................................... 14 12. CORPO LÚTEO ......................................................................................... 18 12.1. ONDA DE HORMÔNIO LUTEINIZANTE ............................................. 18 12.2. OVULADORES ESPONTÂNEOS E REFLEXOS ................................ 19 13. FASES DO CICLO ESTRAL ...................................................................... 19 13.1 TAIS FATORES EXTERNOS SÃO: ...................................................... 22 13.2 DURAÇÃO DAS FASES ....................................................................... 24 13.3 ESTUDO DAS FASES .......................................................................... 24 14.1CARACTERÍSTICAS DE CICLOS ESTRAIS SELECIONADOS ............... 25 14.1.1 BOVINOS .......................................................................................... 25 14.1.2 OVELHAS E CABRAS ....................................................................... 31 14.1.2 PORCAS............................................................................................ 38 14.1.3 GALINHAS......................................................................................... 42 14.4 CADELAS ............................................................................................. 43 14.1.5 ÉGUA................................................................................................. 45 REFERENCIAS ................................................................................................ 46

1. INTRODUÇÃO

Tem como função produzir e conduzir o gameta feminino, secreção dos hormônios femininos, estrógenos e progestógenos e condução do espermatozoide para fecundação e, posteriormente, do embrião para o útero, sendo assim o responsável pela manutenção da gestação.

2. PUBERDADE
De um ponto de vista prático, um animal macho ou fêmea atinge a puberdade quando estiver capaz de liberar gametas e de manifestar umas seqüência completa de comportamento sexual. A puberdade é basicamente o resultado de um ajuste gradual entre atividade crescente gonadotrófica e a habilidade das gônadas em assumir simultaneamente a esteroidogênese e a gametogênese.

Em condições de criações normais a puberdade ocorre com cerca de 3 a 4 meses de idade em coelhas; 6 a 7 meses em ovinos, caprino e suínos; 12 meses em bovinos e 15 a 18 meses em eqüinos. Porém o início da puberdade está mais intimamente relacionado ao peso do corpo do que à idade. Os níveis nutricionais controlam a idade na puberdade. Se o crescimento for acelerado pela superalimentação, o animal atinge a puberdade numa idade mais jovem. Por outro lado, se o crescimento for mais vagaroso devido à subalimentação a puberdade será retardada.

A eficiência reprodutiva plena não é atingida em qualquer espécie durante o primeiro cio ou ejaculação. Há um período de "esterilidade adolescente". Este período é relativamente curto ( algumas semanas) nos animais domésticos.

3.OVÁRIOS
É um órgão duplo de forma variável encontrado dorsalmente na cavidade abdominal próximo ao bordo pélvico apresentando função celular e endócrina. FORMA Multíparas - cacho de uva - porca, cadela, gata.

Estroma: Tecido conjuntivo . égua.Ovário da Porca) • Revestido pelo epitélio germinativo • Logo abaixo encontramos uma túnica albugínea • É subdividido em: CÓRTEX Ocupa a periferia Constituído por tecido conjuntivo denso Composição: .vaca. A égua apresenta ovários riniformes com presença de uma fossa de Ovulação Nas aves apenas o ovário esquerdo é funcional. Início da secreção do líquido folicular: Formação de cavidades cheias de líquido .Uníparas .000 folículos primordiais. ovelha. A vaca apresenta ao nascimento cerca de 150.Folículos ovarianos em vários estágios de desenvolvimento: PRIMÁRIOS Após a migração das células germinativas primordiais para a crista gonadal ocorre o envolvimento destas pelas células foliculares que se originam e passa a ser chamado de folículo primordial. O direito muitas vezes é um ovostestis. Assim o folículo primordial consta de um ovócito envolvido por uma camada única de células epiteliais achatadas. (Imagem 01.ovóide .

Circunda imediatamente o ovócito . A camada da Teca pode ainda ser dividida em duas camadas: a teca externa de estrutura fibrosa e a teca interna celular e produtora de hormônios esteroides. Observa-se no final desse estágio uma grande lacuna (ou antro) repleta de líquido e com manutenção do oócito envolvido por células da granulosa que forma o cummulus oophorus (montículo ovárico ou eminência germinal).Células assumem um formato cúbico a prismático Formação da zona pelúcida: Separa o ovócito das células foliculares Teca interna: Camada celular interna vascularizada Teca externa: Tecido conjuntivo fibroso SECUNDÁRIOS São folículos com 2 ou 3 camadas de células epiteliais cuboidais.Camada de células foliculares .Ovócito preso a um aglomerado de células • Formação da Corona Radiata . Também ocorre a diferenciação da parede do folículo que passa a ter 2 camadas chamadas de Teca e Granulosa. MADUROS (DE GRAAF) • Dimensões bem maiores • Pronto para ovulação . Nestes folículos já ocorre a formação da membrana pelúcida. • Formação do antro (cavidade única) • Formação do cumulus oophorus .Ovócito preso em uma extremidade do antro .Permanece ligada após a ovulação TERCIÁRIOS (Produzem Estrogênio) A medida que ocorre processo de multiplicação das células foliculares ocorre aumento no número de camadas e formação de lacunas repletas por líquido rico em estrogênio devido a coalescência dessas células.

Na cadela o corpo lúteo dura em média 30 a 60 dias. mas nesta espécie a produção de Progesterona é substituída pela Placenta. seguindo-se a acumulação de grânulos de luteina que confere o aspecto já mencionado. após a ovulação (expulsão do ovócito II) • Possuem as células Granuloso-luteínicas (Produzem progesterona e estrógenos) • Teco-luteínicas (Produzem Progesterona) CORPUS ALBICANS Corresponde ao corpo lúteo sem função ou mesmo a cicatriz deixada pelo corpo lúteo na superfície do ovário. Na égua mesmo quando prenhe ocorre formação de corpos lúteos acessórios até mais ou menos até 150 dias da gestação pois estes são sempre de curta duração. Caso ocorra a gestação o corpo lúteo é chamado de Gestacional e se mantém até o final da gestação. • Encontra-se em atividade • Células da parede do folículo maduro. Corresponde a uma estrutura de cor amarelada (por isso também chamado de corpo amarelo) que substitui o corpo hemorrágico. Corpo lúteo ou amarelo Produzem progesterona Também inexistente nas aves. Ocorre proliferação das células da teca e granulosa que invade o corpo hemorrágico alterando-o completamente. Após a luteinização a estrutura é chama de corpo lúteo. Quando este é formado em ciclo estral sem ocorrência de gestação é chamado de Corpo Lúteo Cíclico e tem vida curta ( mais ou menos 12-14 dias). • Involução do corpo amarelo gravídico • Cicatriz de tecido conjuntivo denso . O corpo lúteo pode ter duração variável. Não existe nos ovinos e nas aves. Quando ultrapassa este período e ainda ocorre aumento de Prolactina a cadela normalmente apresenta a Pseudociese.Corpo Hemorrágico É a estrutura de consistência friável semelhante a um coágulo que surge no local do folículo rompido.

responsável pela manutenção da gestação. já foram evidenciadas cerca de 25 substâncias diferentes no líquido folicular com funções ainda pouco esclarecidas. lactação e ainda pelo comportamento materno. TUBAS UTERINAS As tubas uterinas são estruturas tortuosas bilaterais que se estendem da região do ovário para os cornos uterinos e transportam ovos e espermatozoides. ( 2 ) ampola. Três segmentos da tuba uterina podem ser distinguidas: ( 1 ) o infundíbulo. um grande orifício no formato de um funil. Produção de Inibina (importante para a regulação endócrina por feed back negativo) Produção de Ocitocina ovariana que parece influir no processo de involução do corpo lúteo. 4. Produção de Relaxina que facilita a passagem do feto no canal do parto Além disso. sinais de cio e desenvolvimento da glândula mamária) Produção de Progesterona . Função endócrina Produção de Estrogênio (responsável principalmente pelas características sexuais secundárias. um segmento de parede .• Células do estroma MEDULA • Região central • Dotada de uma grande vascularização FORMAÇÃO DO OVÁRIO • Células germinativas primordiais (ovogônias) • Entram em mitose > ovócitos primários • Na ovulação completam a mitose FUNÇÕES DO OVÁRIO Função celular: Corresponde tão somente a produção de gametas femininos .oócito.

Ambos os tipos de células possuem microvilos. ou pseudoestratificado cilíndrico.delgada que se estende caudalmente do infundíbulo. um segmento muscular unido ao útero. Estrutura histológica: O epitélio é simples cilíndrico. Este período independe do comprimento do istmo e da duração da gravidez entre as espécies. A ampola é o local da fertilização. A passagem dos espermatozoides para a ampola é explicada pelas contrações musculares das paredes uterinas e tubárias. Pela motilidade própria dos espermatozoides. Os óvulos fertilizados são transportados da ampola para o útero por leves contrações musculares peristálticas e pelos cílios da tuba uterina. O infundíbulo possui projeções digitiformes denominados fímbrias. com cílios móveis na maioria das células. Histofifiologia: O infundíbulo capta os ovócitos liberados do ovário. ( 3 ) o istmo. Os ovos necessitam de aproximadamente quatro ou cindo dias para atravessar o istmo. que batem no sentido do útero. Atividades secretoras estão evidentes apenas nas células não –ciliadas. • Estruturas tubulares pares • Possuem quatro regiões anatômicas: Infundíbulo • Possui as fímbrias: Auxiliam na captura do ovócito Ampola • Onde ocorre a fecundação Istmo Região intramural • Abre na luz do útero Possuem três camadas: Mucosa .

Miométrio O miométrio consiste numa espessa camada circular interna e uma camada longitudinal externa de células musculares lisas que aumentam de número e tamanho durante a gravidez. ÚTERO De estrutura músculo . Apresenta três regiões: Corpo e fundo • Apresentam três camadas: Endométrio O epitélio superficial é simples cilíndrico na égua e na cadela. Glândulas simples. estão presentes em todo endométrio exceto nas áreas das carúnculas dos ruminantes ( onde as membranas embrionárias se fixam durante a prenhez ). As células de revestimento são contínuas com o epitélio das glândulas uterinas. revestidas de epitélio simples cilíndrico ciliado e não-ciliado . Ele é pseudoestratificado cilíndrico e ou simples cilíndrico na porca e nos ruminantes. em sua parte distal. • Apresenta três estratos: Submucoso • Mais interno • Fibras musculares longitudinais . é onde se dá a nidação (fixação) do óvulo fecundado e o desenvolvimento da gestação.• Epitélio cilíndrico simples ciliado com células secretoras não ciliadas • Lâmina própria de tecido conjuntivo frouxo Muscular • Camada de músculo liso Serosa • Conjuntivo frouxo • Mesotélio (pavimentoso simples). tubulares ramificadas espiraladas . 5.membranosa que.

1 CÉRVIX • Abre-se dentro da vagina • Possui glândulas cervicais na mucosa 6. VAGINA Está localizada entre o colo do útero e os lábios vulvares. apresenta um comprimento aproximado de 30 cm. • Revestida por epitélio estratificado pavimentoso não queratinizado • A mucosa vaginal geralmente é aglandular. na qual se encontra a porção vaginal da cérvix (entrada do colo) é denominada de fórnice vaginal (fundo de saco vaginal). Perimétrio: O perimétrio consiste em tecido conjuntivo frouxo coberto pelo mesotélio peritoneal. Numerosos vasos sanguíneos e fibras nervosas estão presentes nesta camada. . Células musculares lisas ocorrem no perimétrio.Vascular • Fibras musculares perpendiculares entre si • Grande número de vasos sanguíneos Subseroso • Fibras musculares longitudinais Adventícia ou Serosa • Grande parte coberto por adventícia • O fundo e a parte posterior do corpo são cobertos por serosa Glândulas uterinas dispersas na lâmina própria da mucosa uterina. com forma tubular e diferentes diâmetros internos em consequência do grande número de pregas. 5. Sua porção cranial em formato de fundo de saco.

. a artéria ovárica e a veia uterina cursam juntas. O suprimento sanguíneo principal do corpo dos cornos do útero. O clitóris está localizado na região caudal extrema do vestíbulo. a artéria ovárica proveniente da aorta supre e emite um ramo uterino que supre a tuba uterina ipsolateral e a parte cranial do corno uterino. é fornecido pela artéria uterina. A parte caudal do útero. sua cérvice e partes adjacentes da vagina recebem sangue de ramos da artéria vaginal. as glandulas vestibulares maiores e menores. A drenagem venosa do trato reprodutivo feminino e realizada por veias que são satélites das artérias e que no fim drenam na veia cava caudal.7. Todos estes vasos são bilaterais. o hímen . Os ramos mais distais da artéria pudenda interna também suprem a parte caudal da vagina. Em ruminantes. Normalmente a vulva tem uma situação vertical em relação ao corpo do animal. Um dos sinais da gravidez no gado e a vibração palpável desta artéria (chamada frêmito). 8. SUPRIMENTO SANGUÍNEO E NERVOSO DO TRATADO REPRODUTIVO DA FÊMEA O Suprimento de sangue para o trato reprodutivo feminino é altamente anastomótico. A parede do vestíbulo contém os orifícios da uretra. Externamente acha-se recoberta por pêlos com mucosa e pele de pigmentação própria da raça. Responde pelo fechamento externo do trato genital feminino através dos lábios vulvares. que pode ser detectada por exemplo retal. a vulva e o ânus. A artéria uterina e o principal suprimento de sangue do útero na região do feto em desenvolvimento. ela aumenta muita a medida que a prenhez progride. VESTÍBULO E VULVA O vestíbulo é demarcado da parte caudal da vagina por uma prega rudimentar . por conseguinte. tendo na sua parte inferior o clitóris (órgão de excitação feminino). Cranialmente. um ramo da artéria pudenda interna. fornecendo uma via venoarterial para que mensageiros químicos do útero alcancem o ovário no mesmo lado.

hipófise é o regulador específico da atividade ovariana.fator liberador do hormônio luteinizante ( LRF ) e o fator de liberação hormônio folículo estimulante ( FRF). O crescimento e o desenvolvimento dos folículos é acompanhado por alterações nos gametas associados. Ciclo Ovariano: O ovário sofre alterações cíclicas influenciadas pelos efeitos dos hormônios tróficos secretados pela adeno . O FSH estimula o crescimento e a maturação dos folículos ovarianos. 10. Os ovários na maioria dos animais . A primeira função envolve a produção de estrógenos e progesterona e a outra está relacionado com os gametas femininos ou ovários . são formados por duas zonas diferentes : o córtex ou zona parenquimatosa e a medula ou zona vascular . é regulada pelos fatores liberadores hipotalâmicos . formação do corpo lúteo . corpos lúteos e elementos do estroma. como no macho. degeneração dos folículos e degeneração do corpo lúteo. A ruptura do folículo ovariano a ovulação e o desenvolvimento do corpo lúteo ocorrem sob a influência do LH.É um tecido conjuntivo frouxo rico em fibras elásticas e fibras reticulares. OVÁRIO E OS CICLOS ESTRAIS Os ovários são estruturas pares. O córtex contém numerosos folículos em vários estágios de desenvolvimento.Na égua o córtex e a medula estão invertidos . As influências combinadas do FSH e do LH regulam a atividade cíclica do ovário. Da mesma forma que é responsável pela secreção de estrógeno por estas estruturas. As atividades cíclicas são: Desenvolvimento dos folículos. ovulação . A continuidade cíclica do desenvolvimento folicular se caracteriza através da identificação dos folículos específicos – folículo primordial.hipófise. linfáticos e nervos . folículo . A atividade da adeno –hipófise.9. OOGÊNESE Desenvolvimento Folicular: Um folículo ovariano é uma agregação esférica de células que contém o gameta em desenvolvimento. A liberação do FSH e do LH pela adeno . A medula se caracteriza pela presença dos grandes vasos sangüíneos . com exceção da égua . O ovário tem funções endócrinas e exócrinas .

A ativação do folículo primordial resulta num folículo primário. OVULAÇÃO A ovulação é a ruptura do folículo e a liberação do ovócito. folículo secundário. O crescimento folicular e a maturação ocorrem sob a influência das gonadotrofinas da adeno . As células do estroma se diferenciam em duas camadas a teca folicular interna e a teca folicular externa. O folículo secundário é identificado pelo aumento da população das células foliculares associados ao ovócito primário e pelo desenvolvimento de uma zona pelúcida entre o ovócito primário e as células foliculares. Depois da ovulação. Essas pequenas lacunas ou fendas intercelulares. um material amorfo. As células tecais são separadas das células da granulosa por uma membrana basal . O líquido folicular liberado na ovulação provavelmente auxilia o transporte do ovócito da superfície do ovário para o infundíbulo.O ovócito e suas células associadas podem Ter . folículo maduro. o ovócito permanece envolvido pela zona pelúcida e pela corona radiata. A acumulação de grãos de vitelo é observada no ovócito primário. As células foliculares se tornam cúbicas. preenchida por líquido folicular. Apesar das alterações associadas às células tecais e granulosas durante o desenvolvimento. O folículo primário ainda contém o ovócito primário. as quais compreendem as zonas mais internas do cumulus oophurus . Eles são estruturas muito grande. Estes eventos são acompanhados pelo crescimento contínuo do folículo. se tornam aparentes durante o desenvolvimento antral. Esta ativação envolve alterações no ovócito primário. Elas são separadas do ovócito primário pela zona pelúcia. A corona radiata é formada por várias camadas celulares intimamente associadas ao ovócito. O desenvolvimento de um folículo terciário ou vesicular resulta da atividade secretora das células granulosas. As células foliculares são mitoticamente ativas constituindo agora a corona radiata. Ligando as células da granulosa as células da corona radiata encontra-se um amontoado celular o cumulus oophorus.hipófise. As células da corona radiata possuem prolongamentos citoplasmáticos que penetram na zona pelúcida e que entram em contato com os microvilos do ovócito .ovulatórios também são chamados folículos folículos de Graaf. nas células foliculares e de outros elementos do estroma. maduros ou 11. Os folículos pré. A teca externa é uma camada de células fibroblásticas.A teca interna é formada por células epiteliais grandes e por uma intensa rede vascular. O Folículo primordial caracteriza-se por apresentar uma camada simples de células pavimentosas que circundam o ovócito primário. Pequenos espaços entre as células granulosas.primário. confluem e formam o antro folicular. repletos de fluído. um folículo vesicular ainda contém um ovócito primário.

massa suficiente para sua captura pela fimbria. a corona radiata permanece intacta até que os espermatozoides estejam presentes. Muitos folículos sofrem atresia folicular (degeneração ) . a zona pelúcida se espessa e pregueia . camundongos e hamster quando ocorre o coito a prolactina é liberada e o corpo lúteo se mantém. A degeneração dos folículos pode ocorrer a qualquer momento de sua sequência de desenvolvimento . na ausência do coito o corpo lúteo dura apenas 3 dias. camelos. mink (visão. furão. Os folículos com ovócitos múltiplos são comuns e estão destinados a se tornar atrésicos . O processo degenerativo inclui o ovócito e as células associadas. Os ratos de laboratório. field vole (tipo de rato). cangurus e wallabis (pequeno canguru) o tempo de vida do CL cíclico e gestacional não difere. Na vaca contudo. A maioria dos animais apresenta cios naturais com ovulações espontâneas. zorrilho). As paredes do folículo entram em colapso. o corpo atrésico . furões. . a corona radiata é perdida no momento da ovulação. durante os estágios avançados do desenvolvimento folicular resulta na degeneração que é seguida pela formação de uma cicatriz . gatos. ATRESIA FOLICULAR Nem todos os folículos em desenvolvimento chegam à ovulação. Nos cães. mas alguns apresentam ovulações induzidas como as fêmeas de coelhos. As células associadas degenera . Corresponde a ação do LH sobre o folículo que passa a sintetizar enzimas hidrolíticas capazes de desintegrar a matriz de tecido conjuntivo fragilizando a parede do folículo e permitindo o seu rompimento. A atresia folicular. Em outras espécies. O ovócito se liquefaz .

INTERAÇÃO SOCIAL Associações de fêmeas púberes com outras e com os machos antecipam a puberdade. porém o hipotálamo é hipersensitivo a estes esteróides e mantém-se hipo-ativo por feed-back negativo. entretanto. NO CICLO ESTRAL Existe um momento no final do ciclo que o Corpo lúteo está perdendo a sua função secretora de Progesterona e ocorre o crescimento folicular com secreção de Estrogênio que por feed back positivo determina a ovulação . TEMPERATURA A temperatura baixa atrasa a puberdade. refletindo a habilidade da fêmea em apresentar manifestações estrais cíclicas com ovulação seguida de fase lútea normal. PUBERDADE CONSIDERAÇÕES SOBRE AS FÊMEAS DEFINIÇÃO É a idade em que a função reprodutiva é iniciada. . FATORES AMBIENTAIS NÍVEL NUTRICIONAL A idade púbere está diretamente relacionada com o nível alimentar. Na puberdade o hipotálamo perde a hipersensitividade aos esteróides e passa a secretar o GnRH que atua na hipófise e leva a liberação de FSH e LH e ocorre a primeira ovulação normal. FATORES QUE INTERFEREM GENÉTICOS RAÇA Raças de aptidão leiteira são mais precoces que de corte Raças menores são mais precoces em todas as espécies Raças taurinas são mais precoces que as zebuínas SEXO As fêmeas são usualmente mais precoces que os machos. sem sinais externos de cio.NA PUBERDADE A fêmea recém-nascida e até mais ou menos 3 meses de idade já apresenta folículos em crescimento com pouca concentração de esteróides.

. Na segunda fase de aumento de LH observou-se que os pulsos do hormônio são maiores em amplitude e frequência (1 pulso por hora) Acredita-se que os aumentos dos pulsos sejam cruciais para desencadeara 1a.FOTOPERÍODO O fotoperíodo curto atrasa a puberdade. O primeiro ciclo normalmente é mais curto que os subsequentes pois o CL é mal formado e tem vida curta.6 a 12 meses SUINOS . CARACTERÍSTICAS DOS PRIMEIROS CIOS O primeiro cio normalmente é silencioso (P4-priming é importante). A partir do 3° mês observa-se diminuição desses níveis que voltam a elevar-se após o 5° ou 6° mês até que atingem a ovulação.6 meses GATOS .18 meses CÃES . podendo variar de 4 a 12 meses ( PERSAS = até 18 meses) ENDOCRINOLOGIA DA PUBERDADE EM BOVINOS FASE PRÉ-PUBERE LH Estudos demonstram que após o nascimento e até o 3° mês de idade da fêmea bovina ocorre aumento progressivo do LH.6 a 7 meses OVINOS E CAPRINOS . FSH .16 a 20 meses EQUINOS . IDADE PÚBERE NAS DIFERENTES ESPÉCIES BOVINOS TAURINOS . ovulação.9 a 11 meses ZEBUINOS .10 meses.permanece em níveis constantes e baixos até que a ovulação seja iminente.acompanha as altas e baixas do LH com paralelismo E2 e P4 .

ONDA DE HORMÔNIO LUTEINIZANTE . as células teca-luteínicas . As células da granulosa proliferam. esteja a luteína presente ou ausente .Nos primeiros 7 ciclos os folículos ovarianos são menores e os CL são maiores e a medida que atingem a maturidade inverte tal situação. permanecendo ativo por um período de tempo variável durante a prenhez. CORPO LÚTEO Depois da ruptura da parede ovariana e dos elementos associados ao folículo . 12. A hipófise torna-se pouco sensível ao GnRH pois o período de alta sensibilidade prolonga-se. ovócito é ejetado para o interior do oviduto. Se a fertilização ocorrer o corpo lúteo gravídico perdura. vaca. mas sofrem alterações pronunciadas que conduzem a formação do corpo lúteo.Essas células são menores que as células granulosas – luteínicas . a acumulação de um pigmento lipídico amarelado ( luteína ) e de outros lipídios marca a transição para as células granulosas luteínicas. Portanto o corpo lúteo é convertido em corpo albicans. A estrutura resultante é denominada corpo lúteo ( corpo amarelo ) . As regiões remanescentes do folículo não degeneram . Em algumas espécies o corpo lúteo gravídico é necessário durante toda a prenhe.1. ele pode ser removido em épocas variáveis. O processo pelo qual as células granulosas e tecais são convertidas em células luteínicas é chamado luteinização. RELAÇÃO ENTRE A ALIMENTAÇÃO E PUBERDADE “Fêmeas corretamente alimentadas ciclam mais cedo” Day e cols. se hipertrofiam e são transformadas em células granulosas luteínicas. (1986) verificaram que a dieta com baixo nível de energia em novilhas: Aumenta a síntese de LH sem aumentar a frequência de pulsos. As células da teca folicular interna também são convertidas em células produtoras de lipídios. o corpo lúteo cíclico lentamente degenera ( corpo lúteo regressivo ) e á substituído pelo tecido conjuntivo . Na égua. Se a fertilização não ocorre . 12. cadela e na mulher. Em outras.

Sob influência da onda de LH. Nessas espécies. de duração variável. aparentemente depende do reflexo neurológico eliciado por estimulo vaginal.ovulatoria final do GnRH.hipófise e de aumento no conteúdo adeno. lhama e alpaca) geralmente necessitam de cópula para ovulação.Na maioria das espécies. marta. Esta alteração de curto prazo na liberação de LH é a onda do LH. OVULADORES ESPONTÂNEOS E REFLEXOS A onda de Lh e a ovulação ocorrem na maioria das espécies domesticas independente de cópula. a transformação de célula da granulosa em células luteais (células de um corpo lúteo). Após atingir seu máximo. 13. que se caracteriza por modificações periódicas envolvendo diversos órgãos da fêmea. 12. porem em torno de 20 dias. Nessas espécies. FASES DO CICLO ESTRAL Passada a puberdade. a onda pré. mas os folículos maduros regridem se a cópula não ocorrem. a liberação de LH rapidamente diminui de forma que os níveis plasmáticos retornam a níveis pré ovulatórios. Isto prepara o oócito para ovulação. e a subsequente onda do LH. está dado o impulso à vida sexual.2. camelo. Os animais quanto ao desenvolvimento do ciclo estral são classificados em: Poliéstricos estacionais => éguas Poliéstricos não estacionais => vacas . A onda do LH depende de alterações no eixo hipófise.hipofisário de LH induzido pelo rápido aumento na produção de estrogênios por folículos grandes maduros. Tais agentes induzem uma resposta local semelhante a inflamação que enfraquecerá a parede do folículo e promoverá seu rompimento.ovulatório nos estrogênios provenientes dos folículos em desenvolvimento é o evento primário que resulta em ovulação. apresentando fases bastante evidentes e caracterizado por modificações da genitália tanto interna quanto externa assim como no comportamento da fêmea. A Luteinização. as células da granulosa também adquirem a capacidade de sintetizar prostaglandinas. a liberação de LH pela adenohipófise aumenta de 7 a 10 vezes durante as 24 horas antes da ovulação. o aumento pré. estas espécies são ovuladoras espontâneos. É o período compreendido entre dois estros. furão. Esses são ovuladores induzidos.adeno. Os níveis extremamente altos de LH promovem o desenvolvimento final do oócito primário e seu progresso para a primeira divisão meiótica. tromboxamos e leucotrienos. Os ovuladores induzidos possuem ciclos estrais e desenvolvimento folicular característicos. As fêmeas de algumas espécies (coelho.

freqüentemente. que finalmente desencadeiam o estro.Estro . quantidades crescentes de hormônios foliculares ( estrógenos). o período de estro é caracterizado por elevada secreção de estrógenos dos folículos pré-ovulatórios. principalmente. passam despercebidos ( cio silencioso ) Nestes casos. Com o aumento da influência do ICSH formamse no epitélio folicular. a única indicação de um cio ocorrido. e duram por um período de tempo mais prolongado. principalmente quando não ocorre a ovulação e maiores quantidades de estrógenos nos folículos são absorvidas. ocorre a ovulação seguida pela formação do corpo lúteo e secreção de progesterona. METAESTRO ( FASE DO CORPO LÚTEO) . sob a influência do FSH e do ICSH. ESTRO ( CIO ) A duração do cio e a época de ovulação diferem nas diferentes espécies de animais domésticos. Os estrógenos também estimulam a produção de prostaglandinas pelo útero. os sintomas do cio são muito acentuados. que é devida. a um maior acúmulo de líquidos ( edematização ) na mucosa. Os estrógenos estimulam o crescimento uterino por um mecanismo que envolve a interação do hormônio com receptores e o aumento de processos sintéticos dentro das células.Diestro) O Proestro e o Estro são também chamadas de fases estrogênicas ou Proliferativas.Meta-estro . os sintomas do cio às vezes são pouco desenvolvidos e. a secreção vaginal mucosa é. não raramente.Monoéstricos => cadelas FASES DO CICLO (Proestro . O nível ovariano. Sob a influência dos estrógenos formados em maiores quantidade pelo epitélio folicular no final do proestro. PROESTRO (FASE DE MATURAÇÃO FOLICULAR) Nesta fase ocorre no ovário a maturação de um ou mais folículos. Em outros casos. No fim do cio. As fases de Meta-estro e Diestro são chamadas de fases progesterônicas ou Secretoras. ocorre um crescimento das glândulas uterinas e um aumento do diâmetro do útero ( fase proliferativa ). Apesar da maturação folicular normal. Geralmente ela é provocada por folículos persistentes ou por cistos foliculares.

sendo importante para o impedimento de outras maturações ovulares. a estimulação da secreção nas glândulas uterinas e a preparação do endométrio para a nutrição e implantação do embrião. A duração do diestro varia nas diferentes espécies animais. respectivamente. b. DIESTRO Quando não ocorre a fecundação. FATORES QUE INFLUENCIAM OS CICLOS REPRODUTIVOS O sistema básico do controle da atividade ovariana inclui a liberação pulsátil de GnRH e gonadotropinas pelo hipotálamo e hipófise anterior. aproximadamente a após a ovulação.. a prostaglandina F 2a desempenha papel importante.Após a ovulação ocorre na fossa de ovulação. estrogênio e testosterona. Fatores externos sobrepõem-se a esse sistema de . no que resulta uma nova maturação folicular. diminui a ação bloqueadora sobre o hipotálamo. são produzidas e liberadas em maior quantidade no lobo anterior da hipófise as gonadotrofinas que estimulam a maturação ovular. a formação do corpo lúteo. assim como na redução da síntese de progesterona. o bloqueio de outra maturação ovular no ovário por meio de retro-ação sobre o hipotálamo e lobo anterior da hipófise. O sistema é mantido sob controle pelos esteróides gonadais. c. Este hormônio participa consideravelmente na redução do suprimento sanguíneo para o ovário que contém o corpo lúteo. O destino do corpo lúteo é determinado pela célula ovular. o corpo lúteo dos animais domésticos se atrofia a partir do 100 dia. o corpo lúteo é mantido por um período de tempo mais longo. Consequentemente à redução da síntese de progesterona. o estímulo do desenvolvimento e a total maturação da glândula mamariam. que em 3. Quando não ocorre maturação. (fase secretória). No caso de uma fecundação e do desenvolvimento do embrião. o estímulo da nutrição do embrião e e. Um importante regulador da evolução do ciclo genital é o corpo lúteo: assim que o teor de progesterona no sangue cai. A progesterona formada pelo corpo lúteo tem as seguintes ações principais: a. Ocorre um aumento da formação de luliberina e da síntese de FSH. Na atrofia do corpo lúteo. a redução do tônus da musculatura uterina e a redução de sua resposta à ocitocina. ele se atrofia. d.4 dias desenvolve-se formando uma glândula hormonal funcionalmente capaz.

subsequentemente a atividade hipotalâmica – hipofisário .controle. Altas temperaturas afetam de maneira desfavorável os ciclos reprodutivos apenas sob condições extremas. ao gânglio cervical superior. que varia de acordo com as espécies e a natureza particular de suas estratégias na estação de monta. finalmente à glândula pineal ( epífise). a mortalidade embrionária. A resposta desse núcleo é transmitida. O sinal emitido pela glândula pineal é o hormônio melatonina. As informações relativas a esses vários fatores são transmitidas através do SNC e modificadas no hipotálamo para eventualmente afetar a secreção de gonadotropinas pela hipófise anterior. com os ciclos reprodutivos permanecendo normais. via núcleo para ventricular. Para animais que iniciam a atividade ovariana cíclica em resposta ao decréscimo da luz. podendo modificar a atividade reprodutiva normal. é o principal efeito observado. um regime de maior luminosidade cerca de 1 mês antes do início previsto do anestro deve resultar em atividade ovariana contínua. o problema da manipulação do fotoperíodo é difícil na ausência de alojamentos com luz controlada. resultando em resposta do sistema reprodutivo.1 TAIS FATORES EXTERNOS SÃO: FOTOPERÍODO A luz é o mais potente fator ambiental que afeta os ciclos reprodutivos em reprodutores estacionais. para os animais que respondem ao aumento da luz com o restabelecimento da atividade ovariana. são a maneira mais eficaz de manipular aqueles animais que são influenciados pelo fotoperíodo. podendo apresentar uma resposta positiva ( estimulação da atividade ovariana) ou uma resposta negativa ( supressão da resposta ovariana). A melatonina indica a duração do fotoperíodo. que está localizado no hipotálamo anterior.gonadal. especialmente sobre um animal individualmente. via nervo óptico. A glândula pineal está envolvida na mediação das modificações que ocorrem no fotoperíodo. e então. principalmente antes da implantação. Nessa situação. Alterações no fotoperíodo por meios artificiais. 13. Nesse caso. TEMPERATURA Desempenha um papel de muita pouca importância sobre os ciclos reprodutivos dos animais domésticos. A informação luminosa é transmitida a partir das células da retina no olho. através de fibras do sistema nervoso autônomo. ao núcleo supraquiasmático. NUTRIÇÃO . incluindo exposição prolongada ao calor (24 horas diárias). que desempenha um papel crítico em modificar.

será retardado. Uma prática de manejo que é muitas vezes usada para aumentar a eficiência produtiva é manter vacas de raça de corte num plano de regime nutricional limitado durante o inverno. Esses animais frequentemente necessitam de nutrientes extras no período pós-parto para que se restabeleça a atividade ovariana. com a diminuição da secreção de prolactina. deve-se fornecer nutrição adequada à produção leiteira. Isso ocorre por causa do bloqueio da secreção de prolactina e.A nutrição inadequada resulta em inatividade ovariana. Nas vacas leiteiras geneticamente selecionadas para alta produtividade. A introdução de um macho provoca nas fêmeas o recomeço da ciclicidade ovariana de forma altamente sincronizada ( grande parte das fêmeas apresenta cio no terceiro dia após introdução do macho). "Efeito Whitten": envolve a sincronização dos ciclos estrais pela introdução de um macho em um grupo de fêmeas. Caso se deseje que uma vaca leiteira produza grandes quantidades de leite. a gestação falha. o CL regride e a gestação falha. FEROMÔNIOS As fêmeas são influenciadas pelos odores do macho. o restabelecimento da ciclicidade ovariana. a capacidade de produzir até cerca de 45 litros de leite por dia é uma marca bastante significativa. Como os animais devem ter um nível adequado de nutrição para iniciar a atividade ovariana. e elas estão frequentemente em balanço nutricional negativo até os 100 dias após o parto. esta é suprimida até que um balanço energético positivo seja alcançado. SOM . a porca em estro assume postura de monta se exposta à urina de um varrão. Se uma fêmea de camundongo recém-acasalada é colocada em uma gaiola com um macho estranho. "Efeito Bruce": envolve a manipulação da gestação por feromônios. O efeito do macho é desencadear a síntese e liberação de gonadotropina. Se as vacas de corte gestantes não retornarem a um balanço nutricional positivo por volta do último mês de gestação. porque têm necessidades alimentares para o crescimento bem como para a lactação. é quase impossível para estas vacas consumir alimento suficiente durante a primeira parte do ciclo de lactação para manter seu peso corporal. Uma outra situação que pode afetar a atividade ovariana envolve as novilhas de corte gestantes. Esta diretriz tem o propósito de forçar os animais ao uso da gordura que tenha sido produzida e armazenada durante a estação de pastoreio. sobretudo na vaca. A nutrição inadequada pode afetar a atividade ovariana no período pósparto. Por exemplo. que normalmente ocorre entre os 45 e 60 dias após o parto.

5 dias 15 a 16 dias Cerca de 18 dias 30 a 100 dias DIESTRO 10-12 dias Vaca Égua Porca Cadela O estro da égua pode variar de 2 a 11 dias. as fêmeas que estão sexualmente receptivas alertam o macho através de movimentos corporais específicos.2 DURAÇÃO DAS FASES PROESTRO 3 a 4 dias 6 a 7 dias +/. o chamado reflexo de rigidez. assim como através de modificações na cor da pele associada à região perineal. quando o macho se aproxima. A ausência de movimentos pela fêmea ( bovinos ou ovinos). que inclui a apresentação de plumagem colorida e movimentos característicos. sendo normalmente mais longos na primavera e mais curtos no verão.Tem-se demonstrado que os sons comportamentais ( sexuais) na fêmea.0cm.3 horas 5 a 9 dias ESTRO 12-18 horas +/. parede fina e fácil ruptura Estrogênio META-ESTRO Corpo hemorrágico DIESTRO Corpo Lúteo Ovário Principal hormônio Estrogênio Útero Túrgido e Maior. pode ser considerada como um indício de que a fêmea está receptiva. VISÃO do macho eliciam respostas Existem algumas espécies de aves em que a exibição feita pelo macho. CONTATO FÍSICO O contato físico de uma fêmea com um macho faz com que a fêmea fique imóvel . Estrogênio em queda e Progesterona subindo Inicia a flacidez Progesterona Flácido . tenso. influencia o comportamento reprodutivo na fêmea. A cadela após uma fase progesterônica chamada de metaestro ou diestro entra na fase de ANESTRO. 13. 13. + túrgido.3 ESTUDO DAS FASES PROESTRO Folículo com com cerca de 1.5cm ESTRO Folículo com cerca de 2.56 horas 6 a 12 dias META-ESTRO 3. Em primatas não-humanos.

muco intenso Edematosa. urina com frequência. erétil Vagina e Vulva Comportamento Inicia hiperemia e edema Inquietação. aparece o muco.1CARACTERÍSTICAS DE CICLOS ESTRAIS SELECIONADOS 14.aumentado de volume Cervix Começa relaxar. Muco copioso Todos os sinais do proestro ainda mais evidentes e o animal aceita a monta com complacência. > volume. anorexia.1.1 BOVINOS (Imagem 02 – Aparelho Reprodutor da Vaca) . olhar vivo. Relaxamento completo. maior vocalização. montam sobre outros animais e não aceita ser montada. congesta. e pode alternar contração e flacidez Inicia o fechamento Fechada Pálidas e secas ou com pouco muco Tranquilidade Pálida e seca Tranquilidade 14.

O período de estro corresponde a modificações comportamentais e os demais correspondem a modificações ovarianas.(Imagem 03. ou seja. A importância de incremento luminoso para a reprodução do gado é considerável. a duração do ciclo é mais constante entre cada indivíduo do que entre animais. Os períodos dos ciclos se dividem em: ESTRO: Período de receptividade sexual. TEMPERATURA Influência muito pequena.Ciclo Estral da Vaca) O CICLO ESTRAL NA VACA A duração do ciclo é de 21 dias podendo variar de 18 a 24 dias normalmente. que leva à ovulação e receptividade sexual. a ovulação ocorre no final do estro. METAESTRO: desenvolvimento inicial do corpo lúteo. Como regra geral. inicia 4 dias após a ovulação e termina com a regressão do corpo lúteo. FATORES QUE INFLUENCIAM OS CICLOS REPRODUTIVOS FOTOPERÍODO Afeta ciclos reprodutivos estacionais. PROESTRO: regressão do corpo lúteo até o estro seguinte. DIESTRO: atividade do corpo lúteo maduro. duração de poucos dias. Desenvolvimento rápido do folículo. . na presença da luz a concepção é melhor.

É uma regra geral . CICLO ESTRAL A duração do ciclo estral na vaca é de 21 dias. com uma faixa notificada de 2 a 14 horas. CONTATO FÍSICO O contato do macho com a fêmea pode fazer com que ela fique subitamente imóvel. sendo de 18 horas nas vacas da espécie Bos taurus.NUTRIÇÃO Grande influência sobre vacas de corte e vacas leiteiras. sendo que ciclos de 18 a 24 dias são considerados normais. Estes animais têm períodos de estro mais curtos. O androgênio derivado da androstenona contribui para o odor do macho e é conhecido como a "marca do varrão". SOM Emitido pelo macho para atrair a fêmea. FEROMÔNIOS Substâncias químicas que permitem a comunicação entre animais de mesma espécie. O período de estro é menor que nos demais animais. Odores que emanam da secreção vaginal = metil -pbenzoato. VISÃO Em bovinos a ausência de movimento da fêmea quando o macho está se aproximando pode ser um indicativo de que a fêmea está receptiva. Uma das importantes raças tropicais de bovino de corte é a Brahman (Bos indicus). Como regra geral a duração do ciclo é mais constante entre cada indivíduo do que entre animais.

Em 2 ou 3 dias o estrógeno determina um novo estro que se repete de 21 em 21 dias até que se efetue a concepção. Na ausência do touro. Sintomas secundários que podem ser úteis na identificação do estro são: entumescimento da vulva. as vacas podem ter o estro detectado pela sua atividade homossexual. Com isso os ovários produzem estrógenos. O cio de período relativamente curto do gado bovino é vantajoso. sendo que um ou dois podem se tornar folículos maduros e permanecer sobre a superfície dos ovários. Se a concepção não ocorrer o corpo lúteo regride passados 17 a 19 dias e o FSH estimula o crescimento de novos folículos. O ponto principal do ciclo estral é o estro. Se houver concepção esse tempão permanece por toda a gestação. O corpo lúteo produz progesterona. . Aproximadamente 25 a 35 horas do começo do cio se rompe o folículo e se libera o óvulo. durante alguma anormalidade e continua acontecendo em vacas de idade avançada. Consequentemente. uma explosão no crescimento folicular durante e depois do estro e a ruptura dos folículos depois do estro. que se encontra com o espermatozóide no oviduto e é fecundado. O FSH estimula o crescimento dos folículos ovarianos. O ciclo estral não se interrompe durante a gestação. o sucesso da fecundação nos bovinos de 70 a 80%. já que a probabilidade da fecundação através de inseminação artificial aumenta com a redução da duração do cio. Próximo e durante o estro todo o trato reprodutor e suas secreções contém maior quantidade de água. No período entre estros o muco presente na cérvix e na vagina é denso e pegajoso e em vez de sair pela vulva este forma um tampão cervical que impede a penetração de bactérias e outros agentes nocivos. inchaço e umedecimento. que fazem com que a vaca apresente sintomas de estro. As variações cíclicas no ovário. Esses filamentos podem conter sangue 50 a 60 horas antes ou 35 a 45 horas depois do estro.que ter mais animais em estro ao mesmo tempo tende a aumentar a duração do estro de cada animal. útero e vagina estão sincronizadas com as secreções cíclicas de gonadotrofinas e hormônios ovarianos. O inicio do cio se caracteriza por inquietação e mugido. O crescimento lento dos folículos se dá um dia antes do estro. raça e outros fatores. Vacas que ficam em posição para serem montadas por outras vacas estão em estro ("cio de posicionamento"). quando a fêmea aceita o macho. ou seja. contrastando com seu aspecto seco e rugoso de outros momentos e presencia-se um corrimento de muco claro e aquoso antes e durante o estro. O LH contribui para o desprendimento do óvulo e começo do crescimento do tecido luteínico para a formação do corpo lúteo. que inibe a maturação de novos folículos e prepara o útero para receber e nutrir o óvulo fertilizado. Estes vão sofrendo sua maturação pela ação dos hormônios hipofisários e ao redor dos 9 meses se inicia a atividade sexual. A terneira nasce com seus órgãos reprodutores formados mas não totalmente funcionais. A precocidade ou não da puberdade depende a alimentação.

No gado bovino durante o estro. maturação do útero. A vulva e o vestíbulo ficam congestos e há um aumento evidente na vascularização da mucosa uterina. um ciclo estral termina num período de diestro que emerge como o proestro no ciclo estral seguinte. pois o corpo lúteo deve se manter até o final da gestação. O primeiro estro corresponde à puberdade e é dividido em 3 fases: a. O proestro dura de 2 a 3 dias. b. que se completa até os 3 anos. estro. A hipófise também mantém o desenvolvimento do ciclo estral. esse animal é POLIÉSTRICO ESTACIONAL. O ciclo estral da vaca é regularmente periódico ao longo de sua vida reprodutiva. ou seja. De acordo com as citações acima descritas o ciclo estral se divide em proestro. Em menos de 1 dia o sistema nervoso da vaca começa a rejeitar o nível . maturação dos ovários entre 6 e 12 meses de idade. O proestro caracteriza-se pela estimulação do crescimento folicular pelo FSH. Diferentemente dos outros animais a vaca não ovula antes que o estro cesse. foi determinada a maior secreção de tiroxina comparativamente com as outras fases do ciclo. porém a monta ocorre do final da primavera até o inicio do verão. Em condições semi. maturação da glândula hipófise entre 3 e 6 meses de idade. O começo da atividade reprodutora se dá por ação dos hormônios hipofisários. As modificações na secreção hormonal na puberdade se devem à maturação do hipotálamo. O desenvolvimento da hipófise e de seus hormônios influencia o crescimento do organismo e o desenvolvimento do útero e de outras partes do trato reprodutor. O folículo em crescimento produz mais líquido folicular e estradiol. O estradiol determina um maior aporte sangüíneo e crescimento dos túbulos genitais. Esses hormônios gonadotróficos atuam impulsionando o funcionamento das gônadas. Dados indicam que o útero pode apresentar um papel vital na regulação do ciclo estral. O hormônio ovárico estrogênico mais comum na vaca é o estradiol. que têm sua liberação governada pelo hipotálamo. O aumento do peso do ovário a partir do sexto mês coincide com o crescimento folicular. ou seja. A placenta da vaca produz grandes quantidades de estrógenos ainda que o nível de progesterona produzida na placenta seja baixo. metaestro e diestro. c. A hipófise dos animais jovens responde satisfatoriamente aos estímulos hipotalâmicos que nela atuam. Até o primeiro ano de idade a glândula hipófise cresce rápido e regularmente.selvagens os touros se encontram na manada o ano todo. Porém a ovulação e a formação do corpo lúteo só se evidenciam quando aparecem os primeiros sinais externos de iniciação sexual.

Sendo assim. diminuindo rapidamente e alcançando níveis mínimos no dia do estro. A ovulação pode atrasar mediante a administração da atropina. Se houver concepção o corpo lúteo persiste até o fim da gestação. Os níveis de FSH na hipófise são maiores 3 dias antes do estro. No diestro . Essa onda de LH é um estímulo para a ovulação. .período final . durante o metaestro o epitélio vaginal tem seu crescimento diminuído. alcançando um máximo no dia do estro. MODIFICAÇÕES HORMONAIS O conhecimento dos níveis dos hormônios gonadotróficos e esteróides nos líquidos orgânicos da vaca. O tempo de ovulação é determinado no momento da ovulação por métodos como o sacrifício das vacas durante ou depois do estro examinando os ovários ou localizando o óvulo no trato reprodutor. A vulva começa a se enrugar. Ao mesmo tempo que se dá a liberação de FSH no sangue aumentam marcadamente os níveis de estrógenos no sangue e urina. depois declinam rapidamente o peso do corpo lúteo e os níveis de progesterona das vacas gestantes. determinando a fertilidade de uma monta antes. que bloqueia os impulsos nervosos parassimpáticos no começo do estro. a média do tempo de ovulação é de 25 a 30 horas após o começo do estro. As determinações quantitativas são altamente variáveis no sangue circulante da vaca. a dilatação da cérvix desaparece gradativamente e diminui a quantidade de muco. O metaestro se caracteriza pelo súbito desaparecimento dos sinais do cio. Se o óvulo não for fecundado o corpo lúteo permanece por aproximadamente 19 dias e depois regride.elevado de estradiol e esta não aceita mais o macho e observa-se um aumento na concentração de LH. Conforme o corpo lúteo aumenta após a ovulação o conteúdo de progesterona sofre um incremento. Tem início o ovulação com o desprendimento do ovócito e a cavidade se reorganiza formando o corpo lúteo.o corpo lúteo se desenvolve totalmente e a progesterona age acentuadamente sobre a parede uterina. O nível de LH no sangue se eleva rapidamente e alcança seu máximo imediatamente antes da ovulação. durante e depois do estro e palpando os ovários periodicamente durante e depois do estro. O proestro e o declínio do corpo lúteo são concomitantes e após isso inicia-se outro ciclo estral. especialmente no sangue circulante. alcançando um máximo 10 dias após o estro e permanece alto por aproximadamente 5 dias. O endométrio fica enrugado e as glândulas e fibras musculares de útero se desenvolvem preparando-se para nutrir o embrião e formar a placenta. é importante para compreender o controle endócrino do ciclo.

O ovário é uma estrutura firme e irregular. A parte subsequente e mais estreita da tuba . O infundíbulo possui paredes delgadas e localiza-se lateralmente ao ovário. Não há demarcação entre a tuba uterina e o corno uterino. Esse intervalo é diretamente afetado pelas estações do ano. A tuba uterina é longa. com isso os cornos uterinos são tracionados para trás. em gado bovino. às condições de manejo. não ocorrendo o cio.1. nutrição e lactação. por isso seu início e fim estão situados muito próximos um do outro. segue um trajeto muito tortuoso. considerando que pode se projetar mais de um devido ao fato de existirem gestações gemelares e múltiplas. por isso. Desta maneira pode-se proceder a sincronização do cio. 14. mas sim.5cm. essa diferença não se deve apenas às particularidades do gado de leite e corte. Por meio da utilização de progesterona ou dos getágenos sintéticos pode-se proceder. Os folículos e o corpo lúteo se projetam de qualquer parte da superfície. será considerado um animal adulto não gestante. O ovário se relaciona com a parte ventral do ílio. mais longo no inverno e mais curto no verão. As vacas leiteiras de alta produção têm o intervalo pospartum prolongado. no nível da bifurcação do útero. de formato ovóide e possui aproximadamente 1. na descrição desses órgãos. Une-se à parede do abdome antes da entrada pélvica e une-se ao trato reprodutor por inclusão ao ligamento largo. Porém. o cio se instala em poucos dias devido ao rápido aumento da secreção de FSH e ICSH.2 OVELHAS E CABRAS ANATOMIA A forma dos órgãos genitais varia consideravelmente com a idade e atividade fisiológica. OVÁRIO E TUBA UTERINA Os ovários se localizam na parte mais caudal do abdome. Após cessar o uso de gestágeno. a um bloqueio do ciclo genital.O tempo que transcorre do parto até o seguinte cio (intervalo pospartum) varia de 30 a 72 dias em vacas leiteiras e de 46 a 204 dias em vacas para corte. ou seja. em direção aos ovários. meio ambiente.

mede aproximadamente 2 cm de comprimento. As informações relativas a esses fatores são transmitidas através do SNC e modificadas pelo hipotálamo. há fatores externos que se sobrepõem a este sistema modificando a atividade reprodutiva normal. FATORES QUE INFLUENCIAM O CICLO Existe o controle do eixo hipotálamo-hipófise com liberação das gonadotrofinas (GnRH) que regulam a atividade ovariana. A principal característica do endométrio de ruminantes é a presença de carúnculas que são os locais de sustentação das membranas fetais durante a gestação. que mede aproximadamente 4 cm de comprimento e se projeta caudalmente para o interior da vagina. como o ferormônio. Na ovelha e na cabra as superfícies livres das carúnculas são côncavas. Podemos citar como exemplo o fotoperíodo. sendo transferido para a hipófise e influenciando a secreção de gonadotropinas. que então é envolvida por fórnix. seu limite caudal é com a cérvix. a temperatura. O lúmem da cérvix é fechado pela superposição de projeções irregulares da superfície. remanescentes de três anéis circulares que obstruem a passagem em animais jovens. A mucosa do corpo uterino é lisa e caminha para a cérvix através da constrição do orifício uterino interno. A mucosa da cérvix produz uma secreção mucosa no estro. A espessura e a cor do endométrio variam com a fase do ciclo. O corpo verdadeiro é bastante curto.uterina serpenteia no interior da parede lateral do ovário até atingir a extremidade do corno uterino e divide-se em ampola e istmo. . a nutrição. o som e os fatores sociais. É um órgão que possui grande capacidade de expansão. VAGINA A vagina apresenta o lúmem normalmente fechado. A superfície possui pregas. ÚTERO O corpo uterino é formado pela fusão incompleta das partes caudais dos cornos. Mede aproximadamente 8 cm e sua porção ventral contém numerosos folículos linfáticos. estes possuem uma trajetória tortuosa e medem aproximadamente 10 a 12 cm. No entanto.

A melatonina indica a duração do fotoperíodo. Também é possível manipular o fotoperíodo desses animais de modo artificial. como cabras e ovelhas. . FEROMÔNIOS São substâncias químicas que permitem a comunicação entre os animais da mesma espécie. enquanto que a Finnish Landrace começa apenas em setembro. Por exemplo. Os machos são atraídos pelas fêmeas por causa dos odores que elas emanam das secreções vaginais. Além da diferença existente entre as espécies em relação ao fotoperíodo. como. A glândula pineal está envolvida na mediação das modificações que ocorrem no fotoperíodo. Nas ovelhas e cabras a atividade ovariana cessa com o aumento de luz. Em ovelhas tem-se usado implante de melatonina para antecipar a estação de monta. Há raças mais resistentes. Quando é introduzido um carneiro reprodutor em um lote de fêmeas entre o anestro e o estro é possível se adiantar o início da estação de monta ou se sincronizar o estro quando as fêmeas estiverem ciclando. por exemplo.FOTOPERÍODO É o fator ambiental que mais afeta os animais que possuem ciclo estacional. a raça Rambouillet começa o ciclo em julho. Esta glândula emite um sinal que é o hormônio melatonina que modifica a atividade hipotálamo-hipófise-gônadas. mais do que as habituais no verão adiantam a estação de monta dos ovinos. realizar uma exposição à luz que aumente sua intensidade subitamente e após um certo período de tempo diminui repentinamente. TEMPERATURA Temperaturas elevadas. assim como para aumentar a taxa ovulatória. existem também diferenças entre as raças. que demoram mais tempo para apresentarem o estro do que outras.

Progesterona são bem baixos. Fase lútea. DIESTRO METAESTRO Fase lútea. Começa síntese de FSH. formação do estrogênio. quantidade corpo lúteo.O CICLO ESTRAL PROESTRO ESTRO Fase folicular. desenvolvimento folicular receptividade sexual. enquanto que o LH é importante para o processo ovulatório e a luteinização da granulosa que resulta na formação do corpo lúteo. mínima de hormônios. são produzidos pela hipófise anterior e são importantes para os processos reprodutivos da fêmea. que tem um pico é o FSH. PRENHEZ PROESTRO Os hormônios FSH e LH. maturação do corpo lúteo desenvolvimento inicial do não receptivo. O estrogênio tem como função promover o crescimento das glândulas uterinas. Os níveis de corpo lúteo e ovulação. Fase folicular. liberação de progesterona. . O FSH promove o crescimento dos folículos. levando a um aumento do diâmetro do útero e a edemaciação de mucosa. A liberação pulsátil do GnRH é essencial para a manutenção e secreção de LH e FSH pela hipófise anterior. O hormônio liberado é o LH. Durante o estro tem-se a secreção máxima de estrogênio pelo folículo e durante o metaestro tem a secreção de progesterona pelo corpo lúteo. A liberação destes hormônios é controlada pelo hormônio liberador de gonadotrofinas GnRH. tendo produção de repentino. folículo estimulante e luteinizante.subsequente à regressão o hormônio liberado é lútea. respectivamente. ANESTRO Não ocorre ciclo.

sendo que este precisa ter sido exposto ao estrogênio e à progesterona. reduz o tônus da musculatura uterina. quando então o animal irá ovular normalmente e aceitar o macho. porém nem sempre esse ciclo vem acompanhado de ovulação. A fase folicular que corresponde ao proestro e estro está relacionada ao amadurecimento do folículo influenciado pelo FSH. isso quer dizer. enquanto que apresentam anestro estacional na primavera e verão.A progesterona tem como função preparar o útero para nidação e nutrição. A fase lútea que ocorre no metaestro tem como função a formação do corpo lúteo. quando os dias são longos. e no caso de prenhez. Além da influência pela luz. Em regiões temperadas ou polares. bloqueia outra maturação ovular. CICLO As cabras e ovelhas são poliestrais estacionais. Estes fatores podem adiantar ou atrasar o início ou fim da estação reprodutiva. isso porque o primeiro corpo lúteo prepara o animal para um estro perfeito e funcional no segundo ciclo estral. . que possuem ritmo de luz definido. impedindo a resposta à ocitocina. a cada 6 meses a estação reprodutiva coincide com os dias curtos do ano. então elas se reproduzem ao longo do outono e inverno. também interfere no ciclo reprodutivo destes animais a temperatura e a introdução de machos no início da estação reprodutiva. A PGF2a tem como função fazer regredir o corpo lúteo. A prostaglandina PGF2a é sintetizada e liberada de forma pulsátil aproximadamente 14 dias após a ovulação pelo útero. apresentam sucessivos ciclos ao longo de um período de tempo denominado estação reprodutiva que dura cerca de 6 a 7 meses. este é mantido com o objetivo de produzir e secretar a progesterona. CICLO ESTRAL DA OVELHA E CABRA PUBERDADE O primeiro ciclo estral ocorre entre os 5 e 7 meses nas cabras e entre os 6 e 9 meses nas ovelhas. estimula o desenvolvimento da glândula mamaria.

sob a influência de FSH. No final do proestro ocorre o crescimento das glândulas uterinas e um aumento do diâmetro do útero. aparece um ou dois dias após o primeiro. se bem que algumas raças possuem uma época de anestro que se estende pela primavera e verão. No epitélio folicular aparecem quantidades crescentes de hormônios foliculares . FASES Proestro – fase de maturação folicular No ovário ocorre a maturação de um ou mais folículos. Esses pulsos ocorrem a cada hora até produzir um pico pré-ovulatório em conjunto com o FSH. O FSH apresenta um pico pré-ovulatório de aproximadamente 7 horas. são capazes de parir ao longo de todo ano. Esta fase dura de 2 a 3 dias. isso porque o folículo atinge a maturação e atinge o pico de secreção de estrógeno. As cabras apresentam uma estação reprodutiva mais extensa que as ovelhas. e dependendo das condições de manejo. O hormônio que mais está presente é o LH. devido a um maior acúmulo de líquidos na mucosa. o segundo pico. aumentando a frequência na fase folicular. os níveis de estrógenos crescentes suprem os níveis de progesterona em declínio. Estro – cio Este é o momento que a fêmea está receptiva ao macho. .estrógenos que então desencadeiam o estro. Na ovelha o cio aparece em intervalos de 17 dias (varia de 14 a 19 dias) e os sintomas do cio são pouco acentuados e por esse motivo muitos passam desapercebidos. ocorre em pulsos episódicos recorrentes a cada 2 horas e meia durante a fase luteínica. O estrógeno tem total influência sobre os órgãos genitais.A reprodução do tipo estacional em fêmeas anestrais de dias longos se associa à influência do eixo hipotálamo-hipófise-pineal e à freqüência e amplitude das secreções episódicas de LH. que dura 26 horas. Os picos de FSH se sucedem cada duas horas durante as fases folicular e luteínica.

Diestro – fase de produção máxima do corpo lúteo É nessa fase que é decidido o futuro do corpo lúteo. o que resultará consequentemente numa nova maturação folicular. sendo que este dura de 24 a 36 horas. a duração do corpo lúteo é de aproximadamente 6 dias. mas se não houver fecundação. enquanto isso ele mantém sua secreção máxima de progesterona. Na cabra o cio aparece em intervalos de 21 dias (varia de 18 a 22 dias) e os sintomas são bem acentuados. Quando ocorre a atrofia do corpo lúteo. e este dura 26 a 42 horas. Os níveis de estrógeno estão baixos. pois sua função será a de impedir a maturação de outros folículos. as cabras têm o reflexo de permissão do bode. desempenha um papel muito importante no ciclo. Amadurecem de 1 a 7 folículos. Nas ovelhas e cabras. Com esse suprimento. porém a progesterona começa a ser sintetizada pelo corpo lúteo uns 3 ou 4 dias após a ovulação. ocorre na fossa de ovulação a formação do corpo lúteo.A ovulação é consequência da secreção de LH e ocorre no final do estro. Os animais ficam impacientes. o corpo lúteo irá atrofiar e haverá uma redução da síntese de progesterona. A partir desse momento o corpo lúteo pode seguir dois caminhos: se o folículo foi fecundado. apresentam um balido que chama a atenção. A ovulação ocorre imediatamente no final do estro. após 14 ou 15 dias ele irá se atrofiar. que é formada a partir do 13o dia do ciclo . pois ela participa da redução do suprimento sangüíneo para o ovário que contém o corpo lúteo. não há mais circulação de progesterona e há a possibilidade de haver maturação de um novo folículo. Amadurecem de 1 a 7 folículos. Considerando que não houve fecundação. Metaestro – fase de corpo lúteo Após a ovulação. com isso diminui a ação de feedback negativo no hipotálamo com um aumento da síntese de FSH. a prostaglandina PGF2a . . viverá um pouco mais que 15 dias.

. os ovários descem com os cornos até se tornarem inacessíveis à palpação retal. haverá um sincronismo nos ciclos em ocorrência. São suspensos entre os intestinos pelos mesovários. têm cerca de 5 cm de comprimento e são irregulares. O corpo lúteo termina sua involução e o desenvolvimento folicular interrompe. ele irá causar um sincronismo na indução do estro na maioria das fêmeas presentes.1. Quando o macho é introduzido na fase de anestro. Ao se introduzir o macho num plantel enquanto as fêmeas estiverem ciclando. com muitos folículos e corpos lúteos projetando-se para fora. Eventos que levam à primeira ovulação de cordeiras na puberdade ou em ovelhas adultas na estação sexual: 14. Com o avanço da prenhez.Anestro – quiescência O ovário se mantém quiescente.2 PORCAS ANATOMIA (Imagem 04 – Aparelho Reprodutor da Porca) OVÁRIO E TUBA UTERINA Os ovários são bastante móveis.

se exposta à urina do macho. membros posteriores esticados ou reflexo de rigidez. Em um estudo realizado na Noruega. em um grande orifício voltado para o ovário. quando a entrada de um dos cornos se fecha. a outra se abre. Segue sobre o mesosalpinge e une-se ao corno uterino.A tuba uterina tem aproximadamente 20 cm de comprimento e começa na bolsa ovárica. Os cornos prolongam-se anteriormente por alguns centímetros. Os cornos uterinos são realmente grandes. na fêmea não grávida eles atingem até 1 m. pois em cada corno podem ser acomodados até 11 fetos. Este mecanismo é muito eficiente no momento da parição. dando a impressão de que o corpo uterino é mais longo do que realmente é. FERORMONIO A porca em estro assume postura de monta. ÚTERO O corpo uterino é curto. . no auge da prenhez pode atingir até o dobro. FATORES QUE INFLUENCIAM O CICLO FOTOPERÍODO Existem evidências que sugerem que a facilidade do reestabelecimento da ciclicidade ovariana em porcas após a lactação depende da iluminação. Os cornos não grávidos e os ovários são tão móveis que é impossível determinar a sua localização exata na cavidade abdominal. pois impede que ambos os cornos se contraiam ao mesmo tempo e evita conseqüentemente a colisão dos fetos. A cérvix é distinta das demais espécies por seu comprimento (pode atingir até 25 cm) e pela presença de fileiras de saliências de mucosas que se projetam na luz que ocluem o canal. O músculo circular mais profundo na junção do corpo com os cornos forma um esfíncter complexo que funciona de tal modo que. 95% das porcas recomeçaram o ciclo 10 dias após o desmame.

NUTRIÇÃO Manejo intensivo atrasa a puberdade. isso também demonstra que ele está no cio. Quando se faz uma pressão sobre o lombo e o animal permanece parado. CICLO ESTRAL DA PORCA PUBERDADE A porca atinge a puberdade com aproximadamente 6 a 7 meses de vida.SOM Se as porcas em estro forem expostas ao som dos machos. com intervalos de aproximadamente 21 dias (entre 18 e 23 dias) . As fêmeas no estro apresentam o reflexo de rigidez na presença do macho. A primeira ovulação é acompanhada por receptividade sexual. elas ficam paradas esperando ser montadas. redução do apetite e tom de grunhido mais baixo que o normal. A alteração física mais evidente nesses animais no estro é o enrigecimento da vulva que adquire uma aparência edemaciada até o ponto que a fenda vulvar tende a ficar aberta. as fêmeas apresentam também alterações comportamentais como inquietação. FASES: Proestro . a maioria delas responde a esse estímulo com o reflexo de rigidez. CICLO As porcas são poliestrais.fase de maturação folicular . isso quer dizer que seus ciclos se sucedem regularmente ao longo de todo o ano.

inquietação. ou prostaglandinas é realizado para prevenir qualquer ação do corpo lúteo. Amadurecem em média de 8 a 30 folículos. A porca apresenta o primeiro cio após o parto entre 6 a 8 dias após o desmame. O objetivo é tratar um grupo de animais e causar um bloqueio do ciclo genital para que não ocorra cio e depois suspender o tratamento simultaneamente. redução de apetite e grunhido mais baixo. a prostaglandina PGF2a tem um incremento de sua concentração. Metaestro – fase do corpo lúteo O corpo hemorrágico. Esta fase dura de 2 a 3 dias. o que acarreta a luteólise. Esta fase dura em média 5 a 6 dias. principalmente em vacas.Os níveis de FSH são elevados e o primeiro pico coincide com o de LH. A ovulação ocorre aproximadamente de 24 a 35 horas após o início dos sintomas externos do cio e continua até que os sinais cessem. O estro aparece em intervalos de 21 dias e os sinais são reflexo de rigidez. em animais mais jovens amadurecem menos folículos do que em animais adultos. Diestro – fase de produção máxima de corpo lúteo Entre os dias 12 a 16 do ciclo. após 6 a 8 dias se torna uma massa compacta: o corpo lúteo. provocando uma ovulaçao sincronizada em todos os animais do grupo devido ao rápido aumento de secreção de LH e FSH. SINCRONIZAÇÃO DO CIO O uso concomitante de progesterona semi-sintética com um agente luteolítico. considerando que não houve fecundação. Estro – cio Ainda percebe-se a presença de FSH e seu segundo pico é percebido 2 ou 3 dias após o início do estro e seu pico é maior que o primeiro. porcas e ovelhas. . este mantém a integridade celular além de sua função secretora. O cio dura geralmente 2 a 3 dias.

que têm uma época . As galinhas não sofrem alterações comportamentais nem têm manifestações externas de seu aparelho reprodutor. Nem mesmo as galinhas encontradas na natureza. de uma maneira pulsátil PGF2a entre os dias 14 e 17 do ciclo. que induzem a luteólises. logo. de ocitocina que. desde os dias 13 e 14 do ciclo das ovelhas. e assim se iniciará. produzem proteínas esteróides e prostaglandinas. atua através do receptor endometrial. O endométrio das ovelhas cíclicas libera.A sincronização do cio possibilita a uniformização de idade do recémnascido e uma programação de manejo e uso das instalações.3 GALINHAS (Imagem 05 – Aparelho Reprodutor da Galinha) Não. capazes de inibir a produção de PGF2a no útero. Mecanismos de luteólise ocorrem da seguinte maneira: os estrógenos foliculares estimulam a produção endometrial de fosfolipase A. LUTEÓLISE Tanto o embrião como o feto. de modo que libera alguns pulsos de PGF2a . aumentando a liberação de pulsos de PGF2a no útero. de ovelhas e porcas. características próprias do cio. no corpo lúteo. um novo estro nos dias 16 ou 17. 14. estes pulsos estimulam a liberação.1. nos dias 14 e 16.

conhecido popularmente como o período em que as fêmeas estão prontas para se reproduzir. Já as galinhas de granja contam com um ciclo reprodutivo bem diferente. a vida útil de uma ave industrial é de 64 a 80 semanas e durante todo esse período as fêmeas aceitam a corte dos machos". (retirada da revista online Mundo Estranho Abril). as galinhas colocam um ovo a cada 24 horas aproximadamente.certa para acasalar. FUNÇÃO E TEMPO DE FORMAÇÃO DO OVO NOME NFUNDÍBULO MAGNO ÍSTIMO ÚTERO VAGINA E CLOACA FUNÇÃO Recepção do óvulo e Fertilização Secreção de Albumina Secreção de Membrana interna e Externa da Casaca Produção de Casca Transporte do OVO TEMPO 15 minutos 3 Horas 1 Hora 30 Minutos 20 horas 1 minuto 14.ou seja. diretor da Associação Paulista de Avicultura (APA). a galinha não teve contato com o galo antes da postura e os ovos são inférteis. "Geralmente. Na época reprodutiva. diz o veterinário José Roberto Bottura. estes não são galados . da Unesp de Botucatu (SP). apresentam essas alterações típicas.4 CADELAS . afirma o zootecnista Edvaldo Garcia. Já nas granjas de reprodução. não é usado pelos cientistas para aves". as fêmeas são colocadas junto com os machos para que ocorra o cruzamento e os ovos sejam fertilizados. "O termo cio. Nas granjas destinadas à produção de ovos comerciais.

Intervalo entre ciclos ovarianos: 5 a 11 meses (3. 18 a 24 meses .Cadela são monoéstricas.5 a 13 meses) Raças grandes – 12 e 24 meses Raças pequenas – 6 e 10 meses Raças médias – 7 e 13 meses CONSIDERAÇÕES ANATÔMICAS Palpação abdominal: ovário → abdômen dorsal.Período de maior fertilidade: 2 a 6 anos de idade . caudal ao rim →Útero → dorsal. predominantemente não estacionais . .(Imagem 06 – Aparelho Reprodutor da Cadela) CONTROLE HORMONAL Hipotálamo → GNRH → Hipófise → FSH e LH → Ovários → Estrógeno e Progesterona → Hipotálamo FISIOLOGIA DO CICLO ESTRAL DE CADELAS .Puberdade: 6 a 10 meses.

este ovócito está pronto para ser fertilizado. O ciclo da cadela é dividido em Anestro. na tuba uterina ele vai passar por um procedimento de maturação e isso tem um período de 24 a 36 horas. Na cadela não. Estro e Diestro. Proestro. Após o período de ovulação ela precisa de um período de maturação. tem oócito pronto para ser fertilizado? Não. 14.5 ÉGUA .1. após a ovulação desse oócito. Então a cadela ovulou. Ocorre a ovulação de um oócito imaturo. ele precisa desse tempo para que ele possa estar pronto para ser fertilizado.ASPECTOS ÚNICOS DA REPRODUÇÃO DAS CADELAS Ciclo ovariano envolve atraso na maturação dos ovócitos Maioria dos mamíferos → Maturação ovocitária nos folículos pré-ovulatórios Ovulação → Ovócito Maturo Cadela → Ovulação → Ovócito Imaturo → Maturação ovocitária na tuba uterina → Ovócito maturo Liberação pré-ovulatória de progesterona sérica Elevação da progesterona sérica por > 2 meses (gestantes = não gestante) Anestro obrigatório de aparente inatividade ovariana Ovulou.

uff. Fisiologia Veterinária. Instituição: UFPR.abril. Amigo Nerd.cnpgc.uff.htm http://www. B.inseminacaoartificial. acesso <http://www.com.html http://www.ruralpecuaria. Acesso <http://mundoestranho. acesso em<http://pt. Data de inclusão: 22/04/2003 acesso < http://amigonerd. Fisiologia Do Ciclo Estrtal De Cadelas E Gatas.com/doc/61652943/Fisiologia-Do-Ciclo-Estrtal-de-Cadelase-Gatas> em 06 de jun de 2012.br/atlashistovet/Sistreprodutorfeminino.com. Sistema Reprodutor Feminino. Ciclo Estral dos Animais Domésticos.REFERENCIAS Site Atlas de Histologia Veterinária.. Net. Mundo Animal.br/publicacoes/doc/doc48/03cicloestral. acesso <http://www.com. Mundo Estranho.br/fisiologia.br/2010/12/ciclo-estral_22.net/trabalho/3580-ciclo-estral-dosanimais-domesticos> em 06 de jun de 2012. A. Tema: Veterinária.htm> em 06 de jun de 2012. OSTROWSK M. Reprodução Geral Nos Mamíferos Domésticos.vet.embrapa.html http://www. MORAES I. As Galinhas Tem Cio?.br/fisiovet1/Introducao-site..br/anatomia.mcguido.htm . A. http://www.pdf> em 06 de jun de 2012.scribd.br/materia/as-galinhas-tem-cio> em 06 de jun de 2012.

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