INSTITUTO FEDERAL GOIANO CAMPUS - MORRINHOS CURSO DE BACHARELADO EM AGRONOMIA DISCIPLINA: ANATOMIA E FISIOLOGIA ANIMAL

BRUNA EMANUELE ALVES MILAGRE KAROLINY DE ALMEIDA SOUZA

MORRINHOS – GOIÁS JUNHO/2012

BRUNA EMANUELE ALVES MILAGRE

KAROLINY DE ALMEIDA SOUZA

ANATOMIA E FISIOLOGIA DO TRATO REPRODUTIVO DA FÊMEA

Trabalho

como

requisito

para

obtenção da nota do bimestre na disciplina de Anatomia e Fisiologia Animal. Docente: Kátia Roberta Fernandes

MORRINHOS – GOIÁS JUNHO/2012.

Sumário
1. INTRODUÇÃO ............................................................................................. 4 2. PUBERDADE ................................................................................................. 4 3.OVÁRIOS ........................................................................................................ 4 4. TUBAS UTERINAS ........................................................................................ 8 5. ÚTERO ......................................................................................................... 10 5.1 CÉRVIX .................................................................................................. 11 6. VAGINA ........................................................................................................ 11 7. VESTÍBULO E VULVA ................................................................................. 12 8. SUPRIMENTO SANGUÍNEO E NERVOSO DO TRATADO REPRODUTIVO DA FÊMEA ....................................................................................................... 12 9. OVÁRIO E OS CICLOS ESTRAIS ............................................................... 13 10. OOGÊNESE ............................................................................................... 13 11. OVULAÇÃO ............................................................................................... 14 12. CORPO LÚTEO ......................................................................................... 18 12.1. ONDA DE HORMÔNIO LUTEINIZANTE ............................................. 18 12.2. OVULADORES ESPONTÂNEOS E REFLEXOS ................................ 19 13. FASES DO CICLO ESTRAL ...................................................................... 19 13.1 TAIS FATORES EXTERNOS SÃO: ...................................................... 22 13.2 DURAÇÃO DAS FASES ....................................................................... 24 13.3 ESTUDO DAS FASES .......................................................................... 24 14.1CARACTERÍSTICAS DE CICLOS ESTRAIS SELECIONADOS ............... 25 14.1.1 BOVINOS .......................................................................................... 25 14.1.2 OVELHAS E CABRAS ....................................................................... 31 14.1.2 PORCAS............................................................................................ 38 14.1.3 GALINHAS......................................................................................... 42 14.4 CADELAS ............................................................................................. 43 14.1.5 ÉGUA................................................................................................. 45 REFERENCIAS ................................................................................................ 46

1. INTRODUÇÃO

Tem como função produzir e conduzir o gameta feminino, secreção dos hormônios femininos, estrógenos e progestógenos e condução do espermatozoide para fecundação e, posteriormente, do embrião para o útero, sendo assim o responsável pela manutenção da gestação.

2. PUBERDADE
De um ponto de vista prático, um animal macho ou fêmea atinge a puberdade quando estiver capaz de liberar gametas e de manifestar umas seqüência completa de comportamento sexual. A puberdade é basicamente o resultado de um ajuste gradual entre atividade crescente gonadotrófica e a habilidade das gônadas em assumir simultaneamente a esteroidogênese e a gametogênese.

Em condições de criações normais a puberdade ocorre com cerca de 3 a 4 meses de idade em coelhas; 6 a 7 meses em ovinos, caprino e suínos; 12 meses em bovinos e 15 a 18 meses em eqüinos. Porém o início da puberdade está mais intimamente relacionado ao peso do corpo do que à idade. Os níveis nutricionais controlam a idade na puberdade. Se o crescimento for acelerado pela superalimentação, o animal atinge a puberdade numa idade mais jovem. Por outro lado, se o crescimento for mais vagaroso devido à subalimentação a puberdade será retardada.

A eficiência reprodutiva plena não é atingida em qualquer espécie durante o primeiro cio ou ejaculação. Há um período de "esterilidade adolescente". Este período é relativamente curto ( algumas semanas) nos animais domésticos.

3.OVÁRIOS
É um órgão duplo de forma variável encontrado dorsalmente na cavidade abdominal próximo ao bordo pélvico apresentando função celular e endócrina. FORMA Multíparas - cacho de uva - porca, cadela, gata.

Assim o folículo primordial consta de um ovócito envolvido por uma camada única de células epiteliais achatadas. ovelha. égua.Estroma: Tecido conjuntivo .Ovário da Porca) • Revestido pelo epitélio germinativo • Logo abaixo encontramos uma túnica albugínea • É subdividido em: CÓRTEX Ocupa a periferia Constituído por tecido conjuntivo denso Composição: .000 folículos primordiais. Início da secreção do líquido folicular: Formação de cavidades cheias de líquido .vaca. O direito muitas vezes é um ovostestis.Uníparas . A vaca apresenta ao nascimento cerca de 150.Folículos ovarianos em vários estágios de desenvolvimento: PRIMÁRIOS Após a migração das células germinativas primordiais para a crista gonadal ocorre o envolvimento destas pelas células foliculares que se originam e passa a ser chamado de folículo primordial. A égua apresenta ovários riniformes com presença de uma fossa de Ovulação Nas aves apenas o ovário esquerdo é funcional.ovóide . (Imagem 01.

Nestes folículos já ocorre a formação da membrana pelúcida.Células assumem um formato cúbico a prismático Formação da zona pelúcida: Separa o ovócito das células foliculares Teca interna: Camada celular interna vascularizada Teca externa: Tecido conjuntivo fibroso SECUNDÁRIOS São folículos com 2 ou 3 camadas de células epiteliais cuboidais.Ovócito preso a um aglomerado de células • Formação da Corona Radiata .Ovócito preso em uma extremidade do antro .Circunda imediatamente o ovócito . • Formação do antro (cavidade única) • Formação do cumulus oophorus .Camada de células foliculares . A camada da Teca pode ainda ser dividida em duas camadas: a teca externa de estrutura fibrosa e a teca interna celular e produtora de hormônios esteroides. MADUROS (DE GRAAF) • Dimensões bem maiores • Pronto para ovulação .Permanece ligada após a ovulação TERCIÁRIOS (Produzem Estrogênio) A medida que ocorre processo de multiplicação das células foliculares ocorre aumento no número de camadas e formação de lacunas repletas por líquido rico em estrogênio devido a coalescência dessas células. Também ocorre a diferenciação da parede do folículo que passa a ter 2 camadas chamadas de Teca e Granulosa. Observa-se no final desse estágio uma grande lacuna (ou antro) repleta de líquido e com manutenção do oócito envolvido por células da granulosa que forma o cummulus oophorus (montículo ovárico ou eminência germinal).

seguindo-se a acumulação de grânulos de luteina que confere o aspecto já mencionado. Quando este é formado em ciclo estral sem ocorrência de gestação é chamado de Corpo Lúteo Cíclico e tem vida curta ( mais ou menos 12-14 dias). Corpo lúteo ou amarelo Produzem progesterona Também inexistente nas aves. Quando ultrapassa este período e ainda ocorre aumento de Prolactina a cadela normalmente apresenta a Pseudociese. Na égua mesmo quando prenhe ocorre formação de corpos lúteos acessórios até mais ou menos até 150 dias da gestação pois estes são sempre de curta duração. Corresponde a uma estrutura de cor amarelada (por isso também chamado de corpo amarelo) que substitui o corpo hemorrágico. Após a luteinização a estrutura é chama de corpo lúteo. • Involução do corpo amarelo gravídico • Cicatriz de tecido conjuntivo denso .Corpo Hemorrágico É a estrutura de consistência friável semelhante a um coágulo que surge no local do folículo rompido. após a ovulação (expulsão do ovócito II) • Possuem as células Granuloso-luteínicas (Produzem progesterona e estrógenos) • Teco-luteínicas (Produzem Progesterona) CORPUS ALBICANS Corresponde ao corpo lúteo sem função ou mesmo a cicatriz deixada pelo corpo lúteo na superfície do ovário. • Encontra-se em atividade • Células da parede do folículo maduro. mas nesta espécie a produção de Progesterona é substituída pela Placenta. O corpo lúteo pode ter duração variável. Ocorre proliferação das células da teca e granulosa que invade o corpo hemorrágico alterando-o completamente. Na cadela o corpo lúteo dura em média 30 a 60 dias. Não existe nos ovinos e nas aves. Caso ocorra a gestação o corpo lúteo é chamado de Gestacional e se mantém até o final da gestação.

lactação e ainda pelo comportamento materno. um grande orifício no formato de um funil. Função endócrina Produção de Estrogênio (responsável principalmente pelas características sexuais secundárias. já foram evidenciadas cerca de 25 substâncias diferentes no líquido folicular com funções ainda pouco esclarecidas. sinais de cio e desenvolvimento da glândula mamária) Produção de Progesterona .• Células do estroma MEDULA • Região central • Dotada de uma grande vascularização FORMAÇÃO DO OVÁRIO • Células germinativas primordiais (ovogônias) • Entram em mitose > ovócitos primários • Na ovulação completam a mitose FUNÇÕES DO OVÁRIO Função celular: Corresponde tão somente a produção de gametas femininos . um segmento de parede .oócito. 4. Produção de Relaxina que facilita a passagem do feto no canal do parto Além disso. Três segmentos da tuba uterina podem ser distinguidas: ( 1 ) o infundíbulo.responsável pela manutenção da gestação. Produção de Inibina (importante para a regulação endócrina por feed back negativo) Produção de Ocitocina ovariana que parece influir no processo de involução do corpo lúteo. ( 2 ) ampola. TUBAS UTERINAS As tubas uterinas são estruturas tortuosas bilaterais que se estendem da região do ovário para os cornos uterinos e transportam ovos e espermatozoides.

Este período independe do comprimento do istmo e da duração da gravidez entre as espécies. Os óvulos fertilizados são transportados da ampola para o útero por leves contrações musculares peristálticas e pelos cílios da tuba uterina. O infundíbulo possui projeções digitiformes denominados fímbrias. Estrutura histológica: O epitélio é simples cilíndrico. um segmento muscular unido ao útero. Histofifiologia: O infundíbulo capta os ovócitos liberados do ovário.delgada que se estende caudalmente do infundíbulo. A ampola é o local da fertilização. Pela motilidade própria dos espermatozoides. Ambos os tipos de células possuem microvilos. A passagem dos espermatozoides para a ampola é explicada pelas contrações musculares das paredes uterinas e tubárias. ou pseudoestratificado cilíndrico. • Estruturas tubulares pares • Possuem quatro regiões anatômicas: Infundíbulo • Possui as fímbrias: Auxiliam na captura do ovócito Ampola • Onde ocorre a fecundação Istmo Região intramural • Abre na luz do útero Possuem três camadas: Mucosa . Os ovos necessitam de aproximadamente quatro ou cindo dias para atravessar o istmo. ( 3 ) o istmo. com cílios móveis na maioria das células. que batem no sentido do útero. Atividades secretoras estão evidentes apenas nas células não –ciliadas.

tubulares ramificadas espiraladas . estão presentes em todo endométrio exceto nas áreas das carúnculas dos ruminantes ( onde as membranas embrionárias se fixam durante a prenhez ). Miométrio O miométrio consiste numa espessa camada circular interna e uma camada longitudinal externa de células musculares lisas que aumentam de número e tamanho durante a gravidez. • Apresenta três estratos: Submucoso • Mais interno • Fibras musculares longitudinais .• Epitélio cilíndrico simples ciliado com células secretoras não ciliadas • Lâmina própria de tecido conjuntivo frouxo Muscular • Camada de músculo liso Serosa • Conjuntivo frouxo • Mesotélio (pavimentoso simples). 5. As células de revestimento são contínuas com o epitélio das glândulas uterinas. Glândulas simples.membranosa que. revestidas de epitélio simples cilíndrico ciliado e não-ciliado . é onde se dá a nidação (fixação) do óvulo fecundado e o desenvolvimento da gestação. Ele é pseudoestratificado cilíndrico e ou simples cilíndrico na porca e nos ruminantes. Apresenta três regiões: Corpo e fundo • Apresentam três camadas: Endométrio O epitélio superficial é simples cilíndrico na égua e na cadela. em sua parte distal. ÚTERO De estrutura músculo .

. • Revestida por epitélio estratificado pavimentoso não queratinizado • A mucosa vaginal geralmente é aglandular. Perimétrio: O perimétrio consiste em tecido conjuntivo frouxo coberto pelo mesotélio peritoneal. Sua porção cranial em formato de fundo de saco. Células musculares lisas ocorrem no perimétrio. 5. Numerosos vasos sanguíneos e fibras nervosas estão presentes nesta camada.1 CÉRVIX • Abre-se dentro da vagina • Possui glândulas cervicais na mucosa 6. com forma tubular e diferentes diâmetros internos em consequência do grande número de pregas. na qual se encontra a porção vaginal da cérvix (entrada do colo) é denominada de fórnice vaginal (fundo de saco vaginal).Vascular • Fibras musculares perpendiculares entre si • Grande número de vasos sanguíneos Subseroso • Fibras musculares longitudinais Adventícia ou Serosa • Grande parte coberto por adventícia • O fundo e a parte posterior do corpo são cobertos por serosa Glândulas uterinas dispersas na lâmina própria da mucosa uterina. apresenta um comprimento aproximado de 30 cm. VAGINA Está localizada entre o colo do útero e os lábios vulvares.

é fornecido pela artéria uterina. um ramo da artéria pudenda interna. VESTÍBULO E VULVA O vestíbulo é demarcado da parte caudal da vagina por uma prega rudimentar . a vulva e o ânus. Responde pelo fechamento externo do trato genital feminino através dos lábios vulvares. A parede do vestíbulo contém os orifícios da uretra. tendo na sua parte inferior o clitóris (órgão de excitação feminino). sua cérvice e partes adjacentes da vagina recebem sangue de ramos da artéria vaginal.7. O suprimento sanguíneo principal do corpo dos cornos do útero. Em ruminantes. Cranialmente. fornecendo uma via venoarterial para que mensageiros químicos do útero alcancem o ovário no mesmo lado. A parte caudal do útero. por conseguinte. A drenagem venosa do trato reprodutivo feminino e realizada por veias que são satélites das artérias e que no fim drenam na veia cava caudal. 8. . Normalmente a vulva tem uma situação vertical em relação ao corpo do animal. as glandulas vestibulares maiores e menores. que pode ser detectada por exemplo retal. SUPRIMENTO SANGUÍNEO E NERVOSO DO TRATADO REPRODUTIVO DA FÊMEA O Suprimento de sangue para o trato reprodutivo feminino é altamente anastomótico. Os ramos mais distais da artéria pudenda interna também suprem a parte caudal da vagina. O clitóris está localizado na região caudal extrema do vestíbulo. a artéria ovárica proveniente da aorta supre e emite um ramo uterino que supre a tuba uterina ipsolateral e a parte cranial do corno uterino. o hímen . Um dos sinais da gravidez no gado e a vibração palpável desta artéria (chamada frêmito). Externamente acha-se recoberta por pêlos com mucosa e pele de pigmentação própria da raça. a artéria ovárica e a veia uterina cursam juntas. Todos estes vasos são bilaterais. A artéria uterina e o principal suprimento de sangue do útero na região do feto em desenvolvimento. ela aumenta muita a medida que a prenhez progride.

como no macho. A atividade da adeno –hipófise. são formados por duas zonas diferentes : o córtex ou zona parenquimatosa e a medula ou zona vascular . A liberação do FSH e do LH pela adeno .Na égua o córtex e a medula estão invertidos . Da mesma forma que é responsável pela secreção de estrógeno por estas estruturas. O crescimento e o desenvolvimento dos folículos é acompanhado por alterações nos gametas associados. A ruptura do folículo ovariano a ovulação e o desenvolvimento do corpo lúteo ocorrem sob a influência do LH. corpos lúteos e elementos do estroma. OOGÊNESE Desenvolvimento Folicular: Um folículo ovariano é uma agregação esférica de células que contém o gameta em desenvolvimento. formação do corpo lúteo .hipófise é o regulador específico da atividade ovariana. Ciclo Ovariano: O ovário sofre alterações cíclicas influenciadas pelos efeitos dos hormônios tróficos secretados pela adeno .hipófise. OVÁRIO E OS CICLOS ESTRAIS Os ovários são estruturas pares.9. 10. O córtex contém numerosos folículos em vários estágios de desenvolvimento. Os ovários na maioria dos animais . O ovário tem funções endócrinas e exócrinas . ovulação . é regulada pelos fatores liberadores hipotalâmicos .fator liberador do hormônio luteinizante ( LRF ) e o fator de liberação hormônio folículo estimulante ( FRF). O FSH estimula o crescimento e a maturação dos folículos ovarianos. A primeira função envolve a produção de estrógenos e progesterona e a outra está relacionado com os gametas femininos ou ovários . A continuidade cíclica do desenvolvimento folicular se caracteriza através da identificação dos folículos específicos – folículo primordial.É um tecido conjuntivo frouxo rico em fibras elásticas e fibras reticulares. A medula se caracteriza pela presença dos grandes vasos sangüíneos . As influências combinadas do FSH e do LH regulam a atividade cíclica do ovário. folículo . com exceção da égua . degeneração dos folículos e degeneração do corpo lúteo. linfáticos e nervos . As atividades cíclicas são: Desenvolvimento dos folículos.

Estes eventos são acompanhados pelo crescimento contínuo do folículo. O líquido folicular liberado na ovulação provavelmente auxilia o transporte do ovócito da superfície do ovário para o infundíbulo. A ativação do folículo primordial resulta num folículo primário. As células foliculares são mitoticamente ativas constituindo agora a corona radiata. um material amorfo. um folículo vesicular ainda contém um ovócito primário. folículo secundário. OVULAÇÃO A ovulação é a ruptura do folículo e a liberação do ovócito. Pequenos espaços entre as células granulosas.ovulatórios também são chamados folículos folículos de Graaf. O crescimento folicular e a maturação ocorrem sob a influência das gonadotrofinas da adeno .hipófise. preenchida por líquido folicular. Esta ativação envolve alterações no ovócito primário. se tornam aparentes durante o desenvolvimento antral. As células foliculares se tornam cúbicas. o ovócito permanece envolvido pela zona pelúcida e pela corona radiata. Os folículos pré. as quais compreendem as zonas mais internas do cumulus oophurus . A teca externa é uma camada de células fibroblásticas. Essas pequenas lacunas ou fendas intercelulares. As células tecais são separadas das células da granulosa por uma membrana basal . Ligando as células da granulosa as células da corona radiata encontra-se um amontoado celular o cumulus oophorus. confluem e formam o antro folicular. folículo maduro. Apesar das alterações associadas às células tecais e granulosas durante o desenvolvimento. O desenvolvimento de um folículo terciário ou vesicular resulta da atividade secretora das células granulosas. Elas são separadas do ovócito primário pela zona pelúcia.O ovócito e suas células associadas podem Ter . O folículo secundário é identificado pelo aumento da população das células foliculares associados ao ovócito primário e pelo desenvolvimento de uma zona pelúcida entre o ovócito primário e as células foliculares. nas células foliculares e de outros elementos do estroma. maduros ou 11. repletos de fluído.primário. Depois da ovulação. O folículo primário ainda contém o ovócito primário. A corona radiata é formada por várias camadas celulares intimamente associadas ao ovócito. Eles são estruturas muito grande. A acumulação de grãos de vitelo é observada no ovócito primário. O Folículo primordial caracteriza-se por apresentar uma camada simples de células pavimentosas que circundam o ovócito primário.A teca interna é formada por células epiteliais grandes e por uma intensa rede vascular. As células da corona radiata possuem prolongamentos citoplasmáticos que penetram na zona pelúcida e que entram em contato com os microvilos do ovócito . As células do estroma se diferenciam em duas camadas a teca folicular interna e a teca folicular externa.

A maioria dos animais apresenta cios naturais com ovulações espontâneas. cangurus e wallabis (pequeno canguru) o tempo de vida do CL cíclico e gestacional não difere. field vole (tipo de rato). . Nos cães.massa suficiente para sua captura pela fimbria. Em outras espécies. gatos. camelos. Na vaca contudo. Os folículos com ovócitos múltiplos são comuns e estão destinados a se tornar atrésicos . A atresia folicular. Corresponde a ação do LH sobre o folículo que passa a sintetizar enzimas hidrolíticas capazes de desintegrar a matriz de tecido conjuntivo fragilizando a parede do folículo e permitindo o seu rompimento. Os ratos de laboratório. a zona pelúcida se espessa e pregueia . mink (visão. durante os estágios avançados do desenvolvimento folicular resulta na degeneração que é seguida pela formação de uma cicatriz . mas alguns apresentam ovulações induzidas como as fêmeas de coelhos. O processo degenerativo inclui o ovócito e as células associadas. furões. a corona radiata é perdida no momento da ovulação. o corpo atrésico . ATRESIA FOLICULAR Nem todos os folículos em desenvolvimento chegam à ovulação. camundongos e hamster quando ocorre o coito a prolactina é liberada e o corpo lúteo se mantém. A degeneração dos folículos pode ocorrer a qualquer momento de sua sequência de desenvolvimento . As células associadas degenera . na ausência do coito o corpo lúteo dura apenas 3 dias. a corona radiata permanece intacta até que os espermatozoides estejam presentes. O ovócito se liquefaz . furão. zorrilho). As paredes do folículo entram em colapso. Muitos folículos sofrem atresia folicular (degeneração ) .

FATORES AMBIENTAIS NÍVEL NUTRICIONAL A idade púbere está diretamente relacionada com o nível alimentar. Na puberdade o hipotálamo perde a hipersensitividade aos esteróides e passa a secretar o GnRH que atua na hipófise e leva a liberação de FSH e LH e ocorre a primeira ovulação normal. refletindo a habilidade da fêmea em apresentar manifestações estrais cíclicas com ovulação seguida de fase lútea normal. entretanto. PUBERDADE CONSIDERAÇÕES SOBRE AS FÊMEAS DEFINIÇÃO É a idade em que a função reprodutiva é iniciada. . INTERAÇÃO SOCIAL Associações de fêmeas púberes com outras e com os machos antecipam a puberdade. porém o hipotálamo é hipersensitivo a estes esteróides e mantém-se hipo-ativo por feed-back negativo. NO CICLO ESTRAL Existe um momento no final do ciclo que o Corpo lúteo está perdendo a sua função secretora de Progesterona e ocorre o crescimento folicular com secreção de Estrogênio que por feed back positivo determina a ovulação . TEMPERATURA A temperatura baixa atrasa a puberdade.NA PUBERDADE A fêmea recém-nascida e até mais ou menos 3 meses de idade já apresenta folículos em crescimento com pouca concentração de esteróides. FATORES QUE INTERFEREM GENÉTICOS RAÇA Raças de aptidão leiteira são mais precoces que de corte Raças menores são mais precoces em todas as espécies Raças taurinas são mais precoces que as zebuínas SEXO As fêmeas são usualmente mais precoces que os machos. sem sinais externos de cio.

.permanece em níveis constantes e baixos até que a ovulação seja iminente.6 a 12 meses SUINOS .16 a 20 meses EQUINOS . IDADE PÚBERE NAS DIFERENTES ESPÉCIES BOVINOS TAURINOS . ovulação.10 meses. O primeiro ciclo normalmente é mais curto que os subsequentes pois o CL é mal formado e tem vida curta.6 a 7 meses OVINOS E CAPRINOS . Na segunda fase de aumento de LH observou-se que os pulsos do hormônio são maiores em amplitude e frequência (1 pulso por hora) Acredita-se que os aumentos dos pulsos sejam cruciais para desencadeara 1a. FSH .6 meses GATOS . A partir do 3° mês observa-se diminuição desses níveis que voltam a elevar-se após o 5° ou 6° mês até que atingem a ovulação.FOTOPERÍODO O fotoperíodo curto atrasa a puberdade.acompanha as altas e baixas do LH com paralelismo E2 e P4 . podendo variar de 4 a 12 meses ( PERSAS = até 18 meses) ENDOCRINOLOGIA DA PUBERDADE EM BOVINOS FASE PRÉ-PUBERE LH Estudos demonstram que após o nascimento e até o 3° mês de idade da fêmea bovina ocorre aumento progressivo do LH.18 meses CÃES . CARACTERÍSTICAS DOS PRIMEIROS CIOS O primeiro cio normalmente é silencioso (P4-priming é importante).9 a 11 meses ZEBUINOS .

As regiões remanescentes do folículo não degeneram . 12. a acumulação de um pigmento lipídico amarelado ( luteína ) e de outros lipídios marca a transição para as células granulosas luteínicas. RELAÇÃO ENTRE A ALIMENTAÇÃO E PUBERDADE “Fêmeas corretamente alimentadas ciclam mais cedo” Day e cols.Essas células são menores que as células granulosas – luteínicas . Portanto o corpo lúteo é convertido em corpo albicans. esteja a luteína presente ou ausente . as células teca-luteínicas . (1986) verificaram que a dieta com baixo nível de energia em novilhas: Aumenta a síntese de LH sem aumentar a frequência de pulsos. A estrutura resultante é denominada corpo lúteo ( corpo amarelo ) . se hipertrofiam e são transformadas em células granulosas luteínicas. As células da teca folicular interna também são convertidas em células produtoras de lipídios. vaca. Na égua. permanecendo ativo por um período de tempo variável durante a prenhez. As células da granulosa proliferam.1. ovócito é ejetado para o interior do oviduto. cadela e na mulher. o corpo lúteo cíclico lentamente degenera ( corpo lúteo regressivo ) e á substituído pelo tecido conjuntivo . Em algumas espécies o corpo lúteo gravídico é necessário durante toda a prenhe. 12. CORPO LÚTEO Depois da ruptura da parede ovariana e dos elementos associados ao folículo . ele pode ser removido em épocas variáveis. Se a fertilização ocorrer o corpo lúteo gravídico perdura. mas sofrem alterações pronunciadas que conduzem a formação do corpo lúteo. A hipófise torna-se pouco sensível ao GnRH pois o período de alta sensibilidade prolonga-se. Em outras. O processo pelo qual as células granulosas e tecais são convertidas em células luteínicas é chamado luteinização.Nos primeiros 7 ciclos os folículos ovarianos são menores e os CL são maiores e a medida que atingem a maturidade inverte tal situação. ONDA DE HORMÔNIO LUTEINIZANTE . Se a fertilização não ocorre .

tromboxamos e leucotrienos.ovulatoria final do GnRH. lhama e alpaca) geralmente necessitam de cópula para ovulação. Esses são ovuladores induzidos. Tais agentes induzem uma resposta local semelhante a inflamação que enfraquecerá a parede do folículo e promoverá seu rompimento. mas os folículos maduros regridem se a cópula não ocorrem. Nessas espécies. que se caracteriza por modificações periódicas envolvendo diversos órgãos da fêmea.hipofisário de LH induzido pelo rápido aumento na produção de estrogênios por folículos grandes maduros. e a subsequente onda do LH. Nessas espécies. Isto prepara o oócito para ovulação. estas espécies são ovuladoras espontâneos. A onda do LH depende de alterações no eixo hipófise. a transformação de célula da granulosa em células luteais (células de um corpo lúteo).adeno. Os ovuladores induzidos possuem ciclos estrais e desenvolvimento folicular característicos. Os animais quanto ao desenvolvimento do ciclo estral são classificados em: Poliéstricos estacionais => éguas Poliéstricos não estacionais => vacas . apresentando fases bastante evidentes e caracterizado por modificações da genitália tanto interna quanto externa assim como no comportamento da fêmea. o aumento pré. É o período compreendido entre dois estros.ovulatório nos estrogênios provenientes dos folículos em desenvolvimento é o evento primário que resulta em ovulação. A Luteinização. a liberação de LH pela adenohipófise aumenta de 7 a 10 vezes durante as 24 horas antes da ovulação. de duração variável.2. As fêmeas de algumas espécies (coelho.Na maioria das espécies. aparentemente depende do reflexo neurológico eliciado por estimulo vaginal. OVULADORES ESPONTÂNEOS E REFLEXOS A onda de Lh e a ovulação ocorrem na maioria das espécies domesticas independente de cópula. está dado o impulso à vida sexual. Esta alteração de curto prazo na liberação de LH é a onda do LH. a onda pré. Sob influência da onda de LH. a liberação de LH rapidamente diminui de forma que os níveis plasmáticos retornam a níveis pré ovulatórios. marta. Os níveis extremamente altos de LH promovem o desenvolvimento final do oócito primário e seu progresso para a primeira divisão meiótica.hipófise e de aumento no conteúdo adeno. as células da granulosa também adquirem a capacidade de sintetizar prostaglandinas. Após atingir seu máximo. furão. 13. camelo. 12. FASES DO CICLO ESTRAL Passada a puberdade. porem em torno de 20 dias.

As fases de Meta-estro e Diestro são chamadas de fases progesterônicas ou Secretoras. ESTRO ( CIO ) A duração do cio e a época de ovulação diferem nas diferentes espécies de animais domésticos. Geralmente ela é provocada por folículos persistentes ou por cistos foliculares. Sob a influência dos estrógenos formados em maiores quantidade pelo epitélio folicular no final do proestro. Em outros casos.Monoéstricos => cadelas FASES DO CICLO (Proestro . os sintomas do cio são muito acentuados. que é devida. ocorre um crescimento das glândulas uterinas e um aumento do diâmetro do útero ( fase proliferativa ).Meta-estro . O nível ovariano. Os estrógenos estimulam o crescimento uterino por um mecanismo que envolve a interação do hormônio com receptores e o aumento de processos sintéticos dentro das células. passam despercebidos ( cio silencioso ) Nestes casos.Estro . e duram por um período de tempo mais prolongado. METAESTRO ( FASE DO CORPO LÚTEO) . No fim do cio. sob a influência do FSH e do ICSH. freqüentemente. a única indicação de um cio ocorrido. os sintomas do cio às vezes são pouco desenvolvidos e. principalmente.Diestro) O Proestro e o Estro são também chamadas de fases estrogênicas ou Proliferativas. Apesar da maturação folicular normal. não raramente. a secreção vaginal mucosa é. quantidades crescentes de hormônios foliculares ( estrógenos). a um maior acúmulo de líquidos ( edematização ) na mucosa. principalmente quando não ocorre a ovulação e maiores quantidades de estrógenos nos folículos são absorvidas. o período de estro é caracterizado por elevada secreção de estrógenos dos folículos pré-ovulatórios. ocorre a ovulação seguida pela formação do corpo lúteo e secreção de progesterona. Com o aumento da influência do ICSH formamse no epitélio folicular. PROESTRO (FASE DE MATURAÇÃO FOLICULAR) Nesta fase ocorre no ovário a maturação de um ou mais folículos. que finalmente desencadeiam o estro. Os estrógenos também estimulam a produção de prostaglandinas pelo útero.

b. a redução do tônus da musculatura uterina e a redução de sua resposta à ocitocina. No caso de uma fecundação e do desenvolvimento do embrião.Após a ovulação ocorre na fossa de ovulação. d. Este hormônio participa consideravelmente na redução do suprimento sanguíneo para o ovário que contém o corpo lúteo. a prostaglandina F 2a desempenha papel importante. que em 3. a estimulação da secreção nas glândulas uterinas e a preparação do endométrio para a nutrição e implantação do embrião. A duração do diestro varia nas diferentes espécies animais. sendo importante para o impedimento de outras maturações ovulares. DIESTRO Quando não ocorre a fecundação. o estímulo do desenvolvimento e a total maturação da glândula mamariam. estrogênio e testosterona. ele se atrofia. Na atrofia do corpo lúteo. FATORES QUE INFLUENCIAM OS CICLOS REPRODUTIVOS O sistema básico do controle da atividade ovariana inclui a liberação pulsátil de GnRH e gonadotropinas pelo hipotálamo e hipófise anterior.4 dias desenvolve-se formando uma glândula hormonal funcionalmente capaz. assim como na redução da síntese de progesterona. c. o bloqueio de outra maturação ovular no ovário por meio de retro-ação sobre o hipotálamo e lobo anterior da hipófise. diminui a ação bloqueadora sobre o hipotálamo. são produzidas e liberadas em maior quantidade no lobo anterior da hipófise as gonadotrofinas que estimulam a maturação ovular. (fase secretória). Ocorre um aumento da formação de luliberina e da síntese de FSH. o corpo lúteo é mantido por um período de tempo mais longo. respectivamente. no que resulta uma nova maturação folicular.. O sistema é mantido sob controle pelos esteróides gonadais. o estímulo da nutrição do embrião e e. o corpo lúteo dos animais domésticos se atrofia a partir do 100 dia. Um importante regulador da evolução do ciclo genital é o corpo lúteo: assim que o teor de progesterona no sangue cai. Consequentemente à redução da síntese de progesterona. Quando não ocorre maturação. a formação do corpo lúteo. Fatores externos sobrepõem-se a esse sistema de . O destino do corpo lúteo é determinado pela célula ovular. aproximadamente a após a ovulação. A progesterona formada pelo corpo lúteo tem as seguintes ações principais: a.

através de fibras do sistema nervoso autônomo. via núcleo para ventricular. que varia de acordo com as espécies e a natureza particular de suas estratégias na estação de monta. 13. são a maneira mais eficaz de manipular aqueles animais que são influenciados pelo fotoperíodo. é o principal efeito observado.controle.1 TAIS FATORES EXTERNOS SÃO: FOTOPERÍODO A luz é o mais potente fator ambiental que afeta os ciclos reprodutivos em reprodutores estacionais. Para animais que iniciam a atividade ovariana cíclica em resposta ao decréscimo da luz. que está localizado no hipotálamo anterior. A informação luminosa é transmitida a partir das células da retina no olho. A glândula pineal está envolvida na mediação das modificações que ocorrem no fotoperíodo. O sinal emitido pela glândula pineal é o hormônio melatonina. Nessa situação. As informações relativas a esses vários fatores são transmitidas através do SNC e modificadas no hipotálamo para eventualmente afetar a secreção de gonadotropinas pela hipófise anterior. um regime de maior luminosidade cerca de 1 mês antes do início previsto do anestro deve resultar em atividade ovariana contínua. podendo modificar a atividade reprodutiva normal.gonadal. Altas temperaturas afetam de maneira desfavorável os ciclos reprodutivos apenas sob condições extremas. A resposta desse núcleo é transmitida. o problema da manipulação do fotoperíodo é difícil na ausência de alojamentos com luz controlada. resultando em resposta do sistema reprodutivo. podendo apresentar uma resposta positiva ( estimulação da atividade ovariana) ou uma resposta negativa ( supressão da resposta ovariana). especialmente sobre um animal individualmente. ao gânglio cervical superior. incluindo exposição prolongada ao calor (24 horas diárias). NUTRIÇÃO . TEMPERATURA Desempenha um papel de muita pouca importância sobre os ciclos reprodutivos dos animais domésticos. que desempenha um papel crítico em modificar. A melatonina indica a duração do fotoperíodo. Nesse caso. ao núcleo supraquiasmático. finalmente à glândula pineal ( epífise). via nervo óptico. para os animais que respondem ao aumento da luz com o restabelecimento da atividade ovariana. a mortalidade embrionária. Alterações no fotoperíodo por meios artificiais. subsequentemente a atividade hipotalâmica – hipofisário . principalmente antes da implantação. com os ciclos reprodutivos permanecendo normais. e então.

A introdução de um macho provoca nas fêmeas o recomeço da ciclicidade ovariana de forma altamente sincronizada ( grande parte das fêmeas apresenta cio no terceiro dia após introdução do macho). Se as vacas de corte gestantes não retornarem a um balanço nutricional positivo por volta do último mês de gestação. SOM . esta é suprimida até que um balanço energético positivo seja alcançado. a capacidade de produzir até cerca de 45 litros de leite por dia é uma marca bastante significativa. porque têm necessidades alimentares para o crescimento bem como para a lactação. a porca em estro assume postura de monta se exposta à urina de um varrão. "Efeito Whitten": envolve a sincronização dos ciclos estrais pela introdução de um macho em um grupo de fêmeas. Como os animais devem ter um nível adequado de nutrição para iniciar a atividade ovariana. Isso ocorre por causa do bloqueio da secreção de prolactina e. "Efeito Bruce": envolve a manipulação da gestação por feromônios. Esta diretriz tem o propósito de forçar os animais ao uso da gordura que tenha sido produzida e armazenada durante a estação de pastoreio. a gestação falha. é quase impossível para estas vacas consumir alimento suficiente durante a primeira parte do ciclo de lactação para manter seu peso corporal.A nutrição inadequada resulta em inatividade ovariana. Se uma fêmea de camundongo recém-acasalada é colocada em uma gaiola com um macho estranho. que normalmente ocorre entre os 45 e 60 dias após o parto. Uma outra situação que pode afetar a atividade ovariana envolve as novilhas de corte gestantes. com a diminuição da secreção de prolactina. A nutrição inadequada pode afetar a atividade ovariana no período pósparto. e elas estão frequentemente em balanço nutricional negativo até os 100 dias após o parto. Uma prática de manejo que é muitas vezes usada para aumentar a eficiência produtiva é manter vacas de raça de corte num plano de regime nutricional limitado durante o inverno. deve-se fornecer nutrição adequada à produção leiteira. Nas vacas leiteiras geneticamente selecionadas para alta produtividade. sobretudo na vaca. O efeito do macho é desencadear a síntese e liberação de gonadotropina. Esses animais frequentemente necessitam de nutrientes extras no período pós-parto para que se restabeleça a atividade ovariana. será retardado. o restabelecimento da ciclicidade ovariana. o CL regride e a gestação falha. Caso se deseje que uma vaca leiteira produza grandes quantidades de leite. Por exemplo. FEROMÔNIOS As fêmeas são influenciadas pelos odores do macho.

sendo normalmente mais longos na primavera e mais curtos no verão. tenso.3 ESTUDO DAS FASES PROESTRO Folículo com com cerca de 1.5 dias 15 a 16 dias Cerca de 18 dias 30 a 100 dias DIESTRO 10-12 dias Vaca Égua Porca Cadela O estro da égua pode variar de 2 a 11 dias. Estrogênio em queda e Progesterona subindo Inicia a flacidez Progesterona Flácido . quando o macho se aproxima.Tem-se demonstrado que os sons comportamentais ( sexuais) na fêmea. CONTATO FÍSICO O contato físico de uma fêmea com um macho faz com que a fêmea fique imóvel .56 horas 6 a 12 dias META-ESTRO 3. A cadela após uma fase progesterônica chamada de metaestro ou diestro entra na fase de ANESTRO. + túrgido. pode ser considerada como um indício de que a fêmea está receptiva. VISÃO do macho eliciam respostas Existem algumas espécies de aves em que a exibição feita pelo macho. as fêmeas que estão sexualmente receptivas alertam o macho através de movimentos corporais específicos.0cm. influencia o comportamento reprodutivo na fêmea. que inclui a apresentação de plumagem colorida e movimentos característicos. Em primatas não-humanos.2 DURAÇÃO DAS FASES PROESTRO 3 a 4 dias 6 a 7 dias +/.3 horas 5 a 9 dias ESTRO 12-18 horas +/. assim como através de modificações na cor da pele associada à região perineal. 13.5cm ESTRO Folículo com cerca de 2. A ausência de movimentos pela fêmea ( bovinos ou ovinos). o chamado reflexo de rigidez. parede fina e fácil ruptura Estrogênio META-ESTRO Corpo hemorrágico DIESTRO Corpo Lúteo Ovário Principal hormônio Estrogênio Útero Túrgido e Maior. 13.

muco intenso Edematosa. maior vocalização. e pode alternar contração e flacidez Inicia o fechamento Fechada Pálidas e secas ou com pouco muco Tranquilidade Pálida e seca Tranquilidade 14. anorexia. Relaxamento completo.aumentado de volume Cervix Começa relaxar. erétil Vagina e Vulva Comportamento Inicia hiperemia e edema Inquietação. congesta. olhar vivo.1 BOVINOS (Imagem 02 – Aparelho Reprodutor da Vaca) .1.1CARACTERÍSTICAS DE CICLOS ESTRAIS SELECIONADOS 14. urina com frequência. aparece o muco. Muco copioso Todos os sinais do proestro ainda mais evidentes e o animal aceita a monta com complacência. > volume. montam sobre outros animais e não aceita ser montada.

Como regra geral. Desenvolvimento rápido do folículo. a duração do ciclo é mais constante entre cada indivíduo do que entre animais.Ciclo Estral da Vaca) O CICLO ESTRAL NA VACA A duração do ciclo é de 21 dias podendo variar de 18 a 24 dias normalmente. . duração de poucos dias.(Imagem 03. PROESTRO: regressão do corpo lúteo até o estro seguinte. inicia 4 dias após a ovulação e termina com a regressão do corpo lúteo. FATORES QUE INFLUENCIAM OS CICLOS REPRODUTIVOS FOTOPERÍODO Afeta ciclos reprodutivos estacionais. O período de estro corresponde a modificações comportamentais e os demais correspondem a modificações ovarianas. ou seja. na presença da luz a concepção é melhor. DIESTRO: atividade do corpo lúteo maduro. a ovulação ocorre no final do estro. METAESTRO: desenvolvimento inicial do corpo lúteo. que leva à ovulação e receptividade sexual. A importância de incremento luminoso para a reprodução do gado é considerável. Os períodos dos ciclos se dividem em: ESTRO: Período de receptividade sexual. TEMPERATURA Influência muito pequena.

NUTRIÇÃO Grande influência sobre vacas de corte e vacas leiteiras. Uma das importantes raças tropicais de bovino de corte é a Brahman (Bos indicus). É uma regra geral . com uma faixa notificada de 2 a 14 horas. CONTATO FÍSICO O contato do macho com a fêmea pode fazer com que ela fique subitamente imóvel. FEROMÔNIOS Substâncias químicas que permitem a comunicação entre animais de mesma espécie. O período de estro é menor que nos demais animais. Como regra geral a duração do ciclo é mais constante entre cada indivíduo do que entre animais. Estes animais têm períodos de estro mais curtos. O androgênio derivado da androstenona contribui para o odor do macho e é conhecido como a "marca do varrão". sendo que ciclos de 18 a 24 dias são considerados normais. CICLO ESTRAL A duração do ciclo estral na vaca é de 21 dias. Odores que emanam da secreção vaginal = metil -pbenzoato. VISÃO Em bovinos a ausência de movimento da fêmea quando o macho está se aproximando pode ser um indicativo de que a fêmea está receptiva. sendo de 18 horas nas vacas da espécie Bos taurus. SOM Emitido pelo macho para atrair a fêmea.

A precocidade ou não da puberdade depende a alimentação. as vacas podem ter o estro detectado pela sua atividade homossexual. ou seja.que ter mais animais em estro ao mesmo tempo tende a aumentar a duração do estro de cada animal. Com isso os ovários produzem estrógenos. inchaço e umedecimento. O cio de período relativamente curto do gado bovino é vantajoso. que inibe a maturação de novos folículos e prepara o útero para receber e nutrir o óvulo fertilizado. útero e vagina estão sincronizadas com as secreções cíclicas de gonadotrofinas e hormônios ovarianos. Em 2 ou 3 dias o estrógeno determina um novo estro que se repete de 21 em 21 dias até que se efetue a concepção. Na ausência do touro. A terneira nasce com seus órgãos reprodutores formados mas não totalmente funcionais. raça e outros fatores. O FSH estimula o crescimento dos folículos ovarianos. O LH contribui para o desprendimento do óvulo e começo do crescimento do tecido luteínico para a formação do corpo lúteo. contrastando com seu aspecto seco e rugoso de outros momentos e presencia-se um corrimento de muco claro e aquoso antes e durante o estro. Se houver concepção esse tempão permanece por toda a gestação. uma explosão no crescimento folicular durante e depois do estro e a ruptura dos folículos depois do estro. o sucesso da fecundação nos bovinos de 70 a 80%. Esses filamentos podem conter sangue 50 a 60 horas antes ou 35 a 45 horas depois do estro. Consequentemente. que se encontra com o espermatozóide no oviduto e é fecundado. . sendo que um ou dois podem se tornar folículos maduros e permanecer sobre a superfície dos ovários. Estes vão sofrendo sua maturação pela ação dos hormônios hipofisários e ao redor dos 9 meses se inicia a atividade sexual. Sintomas secundários que podem ser úteis na identificação do estro são: entumescimento da vulva. As variações cíclicas no ovário. No período entre estros o muco presente na cérvix e na vagina é denso e pegajoso e em vez de sair pela vulva este forma um tampão cervical que impede a penetração de bactérias e outros agentes nocivos. que fazem com que a vaca apresente sintomas de estro. O ciclo estral não se interrompe durante a gestação. quando a fêmea aceita o macho. Próximo e durante o estro todo o trato reprodutor e suas secreções contém maior quantidade de água. Se a concepção não ocorrer o corpo lúteo regride passados 17 a 19 dias e o FSH estimula o crescimento de novos folículos. Vacas que ficam em posição para serem montadas por outras vacas estão em estro ("cio de posicionamento"). O inicio do cio se caracteriza por inquietação e mugido. O corpo lúteo produz progesterona. durante alguma anormalidade e continua acontecendo em vacas de idade avançada. já que a probabilidade da fecundação através de inseminação artificial aumenta com a redução da duração do cio. Aproximadamente 25 a 35 horas do começo do cio se rompe o folículo e se libera o óvulo. O crescimento lento dos folículos se dá um dia antes do estro. O ponto principal do ciclo estral é o estro.

O estradiol determina um maior aporte sangüíneo e crescimento dos túbulos genitais. O desenvolvimento da hipófise e de seus hormônios influencia o crescimento do organismo e o desenvolvimento do útero e de outras partes do trato reprodutor. O proestro dura de 2 a 3 dias. ou seja. que se completa até os 3 anos. que têm sua liberação governada pelo hipotálamo. c. O primeiro estro corresponde à puberdade e é dividido em 3 fases: a. O começo da atividade reprodutora se dá por ação dos hormônios hipofisários. b. Em menos de 1 dia o sistema nervoso da vaca começa a rejeitar o nível . ou seja. A hipófise também mantém o desenvolvimento do ciclo estral. porém a monta ocorre do final da primavera até o inicio do verão. De acordo com as citações acima descritas o ciclo estral se divide em proestro. Em condições semi. um ciclo estral termina num período de diestro que emerge como o proestro no ciclo estral seguinte. O ciclo estral da vaca é regularmente periódico ao longo de sua vida reprodutiva. pois o corpo lúteo deve se manter até o final da gestação. O folículo em crescimento produz mais líquido folicular e estradiol. A placenta da vaca produz grandes quantidades de estrógenos ainda que o nível de progesterona produzida na placenta seja baixo. Diferentemente dos outros animais a vaca não ovula antes que o estro cesse. O proestro caracteriza-se pela estimulação do crescimento folicular pelo FSH. esse animal é POLIÉSTRICO ESTACIONAL. O hormônio ovárico estrogênico mais comum na vaca é o estradiol. Dados indicam que o útero pode apresentar um papel vital na regulação do ciclo estral. As modificações na secreção hormonal na puberdade se devem à maturação do hipotálamo. maturação do útero. Esses hormônios gonadotróficos atuam impulsionando o funcionamento das gônadas. maturação dos ovários entre 6 e 12 meses de idade. Até o primeiro ano de idade a glândula hipófise cresce rápido e regularmente. A hipófise dos animais jovens responde satisfatoriamente aos estímulos hipotalâmicos que nela atuam. maturação da glândula hipófise entre 3 e 6 meses de idade. metaestro e diestro.selvagens os touros se encontram na manada o ano todo. A vulva e o vestíbulo ficam congestos e há um aumento evidente na vascularização da mucosa uterina. estro. Porém a ovulação e a formação do corpo lúteo só se evidenciam quando aparecem os primeiros sinais externos de iniciação sexual. O aumento do peso do ovário a partir do sexto mês coincide com o crescimento folicular.No gado bovino durante o estro. foi determinada a maior secreção de tiroxina comparativamente com as outras fases do ciclo.

diminuindo rapidamente e alcançando níveis mínimos no dia do estro. Ao mesmo tempo que se dá a liberação de FSH no sangue aumentam marcadamente os níveis de estrógenos no sangue e urina. alcançando um máximo no dia do estro. depois declinam rapidamente o peso do corpo lúteo e os níveis de progesterona das vacas gestantes. No diestro . alcançando um máximo 10 dias após o estro e permanece alto por aproximadamente 5 dias. O tempo de ovulação é determinado no momento da ovulação por métodos como o sacrifício das vacas durante ou depois do estro examinando os ovários ou localizando o óvulo no trato reprodutor. é importante para compreender o controle endócrino do ciclo. que bloqueia os impulsos nervosos parassimpáticos no começo do estro. a dilatação da cérvix desaparece gradativamente e diminui a quantidade de muco. durante o metaestro o epitélio vaginal tem seu crescimento diminuído.elevado de estradiol e esta não aceita mais o macho e observa-se um aumento na concentração de LH. Sendo assim.período final . Os níveis de FSH na hipófise são maiores 3 dias antes do estro. Se o óvulo não for fecundado o corpo lúteo permanece por aproximadamente 19 dias e depois regride. As determinações quantitativas são altamente variáveis no sangue circulante da vaca. O metaestro se caracteriza pelo súbito desaparecimento dos sinais do cio. A ovulação pode atrasar mediante a administração da atropina. determinando a fertilidade de uma monta antes. especialmente no sangue circulante. durante e depois do estro e palpando os ovários periodicamente durante e depois do estro. Se houver concepção o corpo lúteo persiste até o fim da gestação. a média do tempo de ovulação é de 25 a 30 horas após o começo do estro. Tem início o ovulação com o desprendimento do ovócito e a cavidade se reorganiza formando o corpo lúteo. . MODIFICAÇÕES HORMONAIS O conhecimento dos níveis dos hormônios gonadotróficos e esteróides nos líquidos orgânicos da vaca. Conforme o corpo lúteo aumenta após a ovulação o conteúdo de progesterona sofre um incremento. O nível de LH no sangue se eleva rapidamente e alcança seu máximo imediatamente antes da ovulação.o corpo lúteo se desenvolve totalmente e a progesterona age acentuadamente sobre a parede uterina. Essa onda de LH é um estímulo para a ovulação. O proestro e o declínio do corpo lúteo são concomitantes e após isso inicia-se outro ciclo estral. O endométrio fica enrugado e as glândulas e fibras musculares de útero se desenvolvem preparando-se para nutrir o embrião e formar a placenta. A vulva começa a se enrugar.

o cio se instala em poucos dias devido ao rápido aumento da secreção de FSH e ICSH. Por meio da utilização de progesterona ou dos getágenos sintéticos pode-se proceder. O ovário é uma estrutura firme e irregular. O infundíbulo possui paredes delgadas e localiza-se lateralmente ao ovário. 14. O ovário se relaciona com a parte ventral do ílio. A tuba uterina é longa. de formato ovóide e possui aproximadamente 1. A parte subsequente e mais estreita da tuba . no nível da bifurcação do útero. Após cessar o uso de gestágeno. Desta maneira pode-se proceder a sincronização do cio. por isso. Os folículos e o corpo lúteo se projetam de qualquer parte da superfície. na descrição desses órgãos.O tempo que transcorre do parto até o seguinte cio (intervalo pospartum) varia de 30 a 72 dias em vacas leiteiras e de 46 a 204 dias em vacas para corte. considerando que pode se projetar mais de um devido ao fato de existirem gestações gemelares e múltiplas. Porém. a um bloqueio do ciclo genital. mas sim.1. ou seja. meio ambiente. por isso seu início e fim estão situados muito próximos um do outro.5cm. nutrição e lactação. Não há demarcação entre a tuba uterina e o corno uterino. não ocorrendo o cio.2 OVELHAS E CABRAS ANATOMIA A forma dos órgãos genitais varia consideravelmente com a idade e atividade fisiológica. com isso os cornos uterinos são tracionados para trás. em gado bovino. Esse intervalo é diretamente afetado pelas estações do ano. segue um trajeto muito tortuoso. às condições de manejo. será considerado um animal adulto não gestante. Une-se à parede do abdome antes da entrada pélvica e une-se ao trato reprodutor por inclusão ao ligamento largo. mais longo no inverno e mais curto no verão. OVÁRIO E TUBA UTERINA Os ovários se localizam na parte mais caudal do abdome. em direção aos ovários. As vacas leiteiras de alta produção têm o intervalo pospartum prolongado. essa diferença não se deve apenas às particularidades do gado de leite e corte.

No entanto. É um órgão que possui grande capacidade de expansão. . O corpo verdadeiro é bastante curto. há fatores externos que se sobrepõem a este sistema modificando a atividade reprodutiva normal. como o ferormônio. que mede aproximadamente 4 cm de comprimento e se projeta caudalmente para o interior da vagina. A superfície possui pregas. remanescentes de três anéis circulares que obstruem a passagem em animais jovens. VAGINA A vagina apresenta o lúmem normalmente fechado. FATORES QUE INFLUENCIAM O CICLO Existe o controle do eixo hipotálamo-hipófise com liberação das gonadotrofinas (GnRH) que regulam a atividade ovariana.uterina serpenteia no interior da parede lateral do ovário até atingir a extremidade do corno uterino e divide-se em ampola e istmo. mede aproximadamente 2 cm de comprimento. A mucosa da cérvix produz uma secreção mucosa no estro. A espessura e a cor do endométrio variam com a fase do ciclo. Na ovelha e na cabra as superfícies livres das carúnculas são côncavas. seu limite caudal é com a cérvix. a nutrição. A principal característica do endométrio de ruminantes é a presença de carúnculas que são os locais de sustentação das membranas fetais durante a gestação. que então é envolvida por fórnix. ÚTERO O corpo uterino é formado pela fusão incompleta das partes caudais dos cornos. sendo transferido para a hipófise e influenciando a secreção de gonadotropinas. a temperatura. o som e os fatores sociais. A mucosa do corpo uterino é lisa e caminha para a cérvix através da constrição do orifício uterino interno. Mede aproximadamente 8 cm e sua porção ventral contém numerosos folículos linfáticos. O lúmem da cérvix é fechado pela superposição de projeções irregulares da superfície. As informações relativas a esses fatores são transmitidas através do SNC e modificadas pelo hipotálamo. Podemos citar como exemplo o fotoperíodo. estes possuem uma trajetória tortuosa e medem aproximadamente 10 a 12 cm.

Também é possível manipular o fotoperíodo desses animais de modo artificial. Quando é introduzido um carneiro reprodutor em um lote de fêmeas entre o anestro e o estro é possível se adiantar o início da estação de monta ou se sincronizar o estro quando as fêmeas estiverem ciclando. por exemplo. TEMPERATURA Temperaturas elevadas. a raça Rambouillet começa o ciclo em julho. Os machos são atraídos pelas fêmeas por causa dos odores que elas emanam das secreções vaginais. enquanto que a Finnish Landrace começa apenas em setembro. Por exemplo. . FEROMÔNIOS São substâncias químicas que permitem a comunicação entre os animais da mesma espécie. existem também diferenças entre as raças. Há raças mais resistentes. Nas ovelhas e cabras a atividade ovariana cessa com o aumento de luz. A glândula pineal está envolvida na mediação das modificações que ocorrem no fotoperíodo. realizar uma exposição à luz que aumente sua intensidade subitamente e após um certo período de tempo diminui repentinamente. assim como para aumentar a taxa ovulatória. que demoram mais tempo para apresentarem o estro do que outras. Além da diferença existente entre as espécies em relação ao fotoperíodo. A melatonina indica a duração do fotoperíodo. como.FOTOPERÍODO É o fator ambiental que mais afeta os animais que possuem ciclo estacional. Em ovelhas tem-se usado implante de melatonina para antecipar a estação de monta. como cabras e ovelhas. mais do que as habituais no verão adiantam a estação de monta dos ovinos. Esta glândula emite um sinal que é o hormônio melatonina que modifica a atividade hipotálamo-hipófise-gônadas.

Durante o estro tem-se a secreção máxima de estrogênio pelo folículo e durante o metaestro tem a secreção de progesterona pelo corpo lúteo. Os níveis de corpo lúteo e ovulação. formação do estrogênio. respectivamente. ANESTRO Não ocorre ciclo. liberação de progesterona.O CICLO ESTRAL PROESTRO ESTRO Fase folicular. que tem um pico é o FSH. Fase folicular. levando a um aumento do diâmetro do útero e a edemaciação de mucosa. Começa síntese de FSH. DIESTRO METAESTRO Fase lútea. tendo produção de repentino. mínima de hormônios. são produzidos pela hipófise anterior e são importantes para os processos reprodutivos da fêmea. Progesterona são bem baixos. . PRENHEZ PROESTRO Os hormônios FSH e LH.subsequente à regressão o hormônio liberado é lútea. quantidade corpo lúteo. A liberação pulsátil do GnRH é essencial para a manutenção e secreção de LH e FSH pela hipófise anterior. A liberação destes hormônios é controlada pelo hormônio liberador de gonadotrofinas GnRH. O FSH promove o crescimento dos folículos. Fase lútea. enquanto que o LH é importante para o processo ovulatório e a luteinização da granulosa que resulta na formação do corpo lúteo. O estrogênio tem como função promover o crescimento das glândulas uterinas. O hormônio liberado é o LH. folículo estimulante e luteinizante. maturação do corpo lúteo desenvolvimento inicial do não receptivo. desenvolvimento folicular receptividade sexual.

a cada 6 meses a estação reprodutiva coincide com os dias curtos do ano. sendo que este precisa ter sido exposto ao estrogênio e à progesterona. A PGF2a tem como função fazer regredir o corpo lúteo. isso porque o primeiro corpo lúteo prepara o animal para um estro perfeito e funcional no segundo ciclo estral. quando os dias são longos. bloqueia outra maturação ovular. A fase lútea que ocorre no metaestro tem como função a formação do corpo lúteo. estimula o desenvolvimento da glândula mamaria. Em regiões temperadas ou polares. que possuem ritmo de luz definido. A prostaglandina PGF2a é sintetizada e liberada de forma pulsátil aproximadamente 14 dias após a ovulação pelo útero.A progesterona tem como função preparar o útero para nidação e nutrição. . apresentam sucessivos ciclos ao longo de um período de tempo denominado estação reprodutiva que dura cerca de 6 a 7 meses. CICLO As cabras e ovelhas são poliestrais estacionais. A fase folicular que corresponde ao proestro e estro está relacionada ao amadurecimento do folículo influenciado pelo FSH. Além da influência pela luz. este é mantido com o objetivo de produzir e secretar a progesterona. quando então o animal irá ovular normalmente e aceitar o macho. isso quer dizer. enquanto que apresentam anestro estacional na primavera e verão. então elas se reproduzem ao longo do outono e inverno. também interfere no ciclo reprodutivo destes animais a temperatura e a introdução de machos no início da estação reprodutiva. impedindo a resposta à ocitocina. CICLO ESTRAL DA OVELHA E CABRA PUBERDADE O primeiro ciclo estral ocorre entre os 5 e 7 meses nas cabras e entre os 6 e 9 meses nas ovelhas. reduz o tônus da musculatura uterina. porém nem sempre esse ciclo vem acompanhado de ovulação. Estes fatores podem adiantar ou atrasar o início ou fim da estação reprodutiva. e no caso de prenhez.

No epitélio folicular aparecem quantidades crescentes de hormônios foliculares . os níveis de estrógenos crescentes suprem os níveis de progesterona em declínio. o segundo pico. Estro – cio Este é o momento que a fêmea está receptiva ao macho. O hormônio que mais está presente é o LH. FASES Proestro – fase de maturação folicular No ovário ocorre a maturação de um ou mais folículos. O FSH apresenta um pico pré-ovulatório de aproximadamente 7 horas. No final do proestro ocorre o crescimento das glândulas uterinas e um aumento do diâmetro do útero. e dependendo das condições de manejo. devido a um maior acúmulo de líquidos na mucosa. Esses pulsos ocorrem a cada hora até produzir um pico pré-ovulatório em conjunto com o FSH. Na ovelha o cio aparece em intervalos de 17 dias (varia de 14 a 19 dias) e os sintomas do cio são pouco acentuados e por esse motivo muitos passam desapercebidos. aumentando a frequência na fase folicular.A reprodução do tipo estacional em fêmeas anestrais de dias longos se associa à influência do eixo hipotálamo-hipófise-pineal e à freqüência e amplitude das secreções episódicas de LH. Os picos de FSH se sucedem cada duas horas durante as fases folicular e luteínica. se bem que algumas raças possuem uma época de anestro que se estende pela primavera e verão. ocorre em pulsos episódicos recorrentes a cada 2 horas e meia durante a fase luteínica. isso porque o folículo atinge a maturação e atinge o pico de secreção de estrógeno. . sob a influência de FSH. As cabras apresentam uma estação reprodutiva mais extensa que as ovelhas. aparece um ou dois dias após o primeiro. que dura 26 horas. O estrógeno tem total influência sobre os órgãos genitais. são capazes de parir ao longo de todo ano. Esta fase dura de 2 a 3 dias.estrógenos que então desencadeiam o estro.

com isso diminui a ação de feedback negativo no hipotálamo com um aumento da síntese de FSH. A ovulação ocorre imediatamente no final do estro. mas se não houver fecundação. e este dura 26 a 42 horas. não há mais circulação de progesterona e há a possibilidade de haver maturação de um novo folículo. desempenha um papel muito importante no ciclo. pois ela participa da redução do suprimento sangüíneo para o ovário que contém o corpo lúteo. Os níveis de estrógeno estão baixos. Diestro – fase de produção máxima do corpo lúteo É nessa fase que é decidido o futuro do corpo lúteo. Quando ocorre a atrofia do corpo lúteo. a duração do corpo lúteo é de aproximadamente 6 dias. ocorre na fossa de ovulação a formação do corpo lúteo. Amadurecem de 1 a 7 folículos. a prostaglandina PGF2a . as cabras têm o reflexo de permissão do bode. Com esse suprimento.A ovulação é consequência da secreção de LH e ocorre no final do estro. A partir desse momento o corpo lúteo pode seguir dois caminhos: se o folículo foi fecundado. o corpo lúteo irá atrofiar e haverá uma redução da síntese de progesterona. após 14 ou 15 dias ele irá se atrofiar. apresentam um balido que chama a atenção. . Considerando que não houve fecundação. Nas ovelhas e cabras. Metaestro – fase de corpo lúteo Após a ovulação. porém a progesterona começa a ser sintetizada pelo corpo lúteo uns 3 ou 4 dias após a ovulação. enquanto isso ele mantém sua secreção máxima de progesterona. sendo que este dura de 24 a 36 horas. pois sua função será a de impedir a maturação de outros folículos. viverá um pouco mais que 15 dias. Na cabra o cio aparece em intervalos de 21 dias (varia de 18 a 22 dias) e os sintomas são bem acentuados. Amadurecem de 1 a 7 folículos. Os animais ficam impacientes. que é formada a partir do 13o dia do ciclo . o que resultará consequentemente numa nova maturação folicular.

com muitos folículos e corpos lúteos projetando-se para fora. Com o avanço da prenhez. . Ao se introduzir o macho num plantel enquanto as fêmeas estiverem ciclando. os ovários descem com os cornos até se tornarem inacessíveis à palpação retal. Eventos que levam à primeira ovulação de cordeiras na puberdade ou em ovelhas adultas na estação sexual: 14. O corpo lúteo termina sua involução e o desenvolvimento folicular interrompe.Anestro – quiescência O ovário se mantém quiescente.1.2 PORCAS ANATOMIA (Imagem 04 – Aparelho Reprodutor da Porca) OVÁRIO E TUBA UTERINA Os ovários são bastante móveis. têm cerca de 5 cm de comprimento e são irregulares. haverá um sincronismo nos ciclos em ocorrência. São suspensos entre os intestinos pelos mesovários. ele irá causar um sincronismo na indução do estro na maioria das fêmeas presentes. Quando o macho é introduzido na fase de anestro.

no auge da prenhez pode atingir até o dobro. membros posteriores esticados ou reflexo de rigidez. pois impede que ambos os cornos se contraiam ao mesmo tempo e evita conseqüentemente a colisão dos fetos. Em um estudo realizado na Noruega. pois em cada corno podem ser acomodados até 11 fetos. FATORES QUE INFLUENCIAM O CICLO FOTOPERÍODO Existem evidências que sugerem que a facilidade do reestabelecimento da ciclicidade ovariana em porcas após a lactação depende da iluminação. quando a entrada de um dos cornos se fecha. em um grande orifício voltado para o ovário. Os cornos prolongam-se anteriormente por alguns centímetros. Segue sobre o mesosalpinge e une-se ao corno uterino. Os cornos uterinos são realmente grandes.A tuba uterina tem aproximadamente 20 cm de comprimento e começa na bolsa ovárica. A cérvix é distinta das demais espécies por seu comprimento (pode atingir até 25 cm) e pela presença de fileiras de saliências de mucosas que se projetam na luz que ocluem o canal. se exposta à urina do macho. O músculo circular mais profundo na junção do corpo com os cornos forma um esfíncter complexo que funciona de tal modo que. Este mecanismo é muito eficiente no momento da parição. 95% das porcas recomeçaram o ciclo 10 dias após o desmame. a outra se abre. Os cornos não grávidos e os ovários são tão móveis que é impossível determinar a sua localização exata na cavidade abdominal. . FERORMONIO A porca em estro assume postura de monta. dando a impressão de que o corpo uterino é mais longo do que realmente é. ÚTERO O corpo uterino é curto. na fêmea não grávida eles atingem até 1 m.

fase de maturação folicular .SOM Se as porcas em estro forem expostas ao som dos machos. CICLO As porcas são poliestrais. A alteração física mais evidente nesses animais no estro é o enrigecimento da vulva que adquire uma aparência edemaciada até o ponto que a fenda vulvar tende a ficar aberta. A primeira ovulação é acompanhada por receptividade sexual. FASES: Proestro . isso quer dizer que seus ciclos se sucedem regularmente ao longo de todo o ano. a maioria delas responde a esse estímulo com o reflexo de rigidez. redução do apetite e tom de grunhido mais baixo que o normal. as fêmeas apresentam também alterações comportamentais como inquietação. NUTRIÇÃO Manejo intensivo atrasa a puberdade. Quando se faz uma pressão sobre o lombo e o animal permanece parado. isso também demonstra que ele está no cio. CICLO ESTRAL DA PORCA PUBERDADE A porca atinge a puberdade com aproximadamente 6 a 7 meses de vida. com intervalos de aproximadamente 21 dias (entre 18 e 23 dias) . As fêmeas no estro apresentam o reflexo de rigidez na presença do macho. elas ficam paradas esperando ser montadas.

provocando uma ovulaçao sincronizada em todos os animais do grupo devido ao rápido aumento de secreção de LH e FSH. principalmente em vacas. SINCRONIZAÇÃO DO CIO O uso concomitante de progesterona semi-sintética com um agente luteolítico. redução de apetite e grunhido mais baixo.Os níveis de FSH são elevados e o primeiro pico coincide com o de LH. Esta fase dura em média 5 a 6 dias. este mantém a integridade celular além de sua função secretora. A porca apresenta o primeiro cio após o parto entre 6 a 8 dias após o desmame. A ovulação ocorre aproximadamente de 24 a 35 horas após o início dos sintomas externos do cio e continua até que os sinais cessem. O estro aparece em intervalos de 21 dias e os sinais são reflexo de rigidez. porcas e ovelhas. o que acarreta a luteólise. ou prostaglandinas é realizado para prevenir qualquer ação do corpo lúteo. considerando que não houve fecundação. O cio dura geralmente 2 a 3 dias. Esta fase dura de 2 a 3 dias. em animais mais jovens amadurecem menos folículos do que em animais adultos. a prostaglandina PGF2a tem um incremento de sua concentração. O objetivo é tratar um grupo de animais e causar um bloqueio do ciclo genital para que não ocorra cio e depois suspender o tratamento simultaneamente. Metaestro – fase do corpo lúteo O corpo hemorrágico. após 6 a 8 dias se torna uma massa compacta: o corpo lúteo. Diestro – fase de produção máxima de corpo lúteo Entre os dias 12 a 16 do ciclo. Amadurecem em média de 8 a 30 folículos. Estro – cio Ainda percebe-se a presença de FSH e seu segundo pico é percebido 2 ou 3 dias após o início do estro e seu pico é maior que o primeiro. . inquietação.

Mecanismos de luteólise ocorrem da seguinte maneira: os estrógenos foliculares estimulam a produção endometrial de fosfolipase A. de modo que libera alguns pulsos de PGF2a . de ocitocina que. 14. capazes de inibir a produção de PGF2a no útero. O endométrio das ovelhas cíclicas libera. estes pulsos estimulam a liberação. logo. e assim se iniciará. de ovelhas e porcas. um novo estro nos dias 16 ou 17. que induzem a luteólises. características próprias do cio. nos dias 14 e 16. de uma maneira pulsátil PGF2a entre os dias 14 e 17 do ciclo.A sincronização do cio possibilita a uniformização de idade do recémnascido e uma programação de manejo e uso das instalações. aumentando a liberação de pulsos de PGF2a no útero. Nem mesmo as galinhas encontradas na natureza. As galinhas não sofrem alterações comportamentais nem têm manifestações externas de seu aparelho reprodutor. desde os dias 13 e 14 do ciclo das ovelhas. no corpo lúteo.3 GALINHAS (Imagem 05 – Aparelho Reprodutor da Galinha) Não. atua através do receptor endometrial. produzem proteínas esteróides e prostaglandinas.1. que têm uma época . LUTEÓLISE Tanto o embrião como o feto.

diz o veterinário José Roberto Bottura. "Geralmente. "O termo cio.certa para acasalar. a galinha não teve contato com o galo antes da postura e os ovos são inférteis. Na época reprodutiva. (retirada da revista online Mundo Estranho Abril). conhecido popularmente como o período em que as fêmeas estão prontas para se reproduzir. não é usado pelos cientistas para aves". a vida útil de uma ave industrial é de 64 a 80 semanas e durante todo esse período as fêmeas aceitam a corte dos machos". apresentam essas alterações típicas. as fêmeas são colocadas junto com os machos para que ocorra o cruzamento e os ovos sejam fertilizados. estes não são galados . diretor da Associação Paulista de Avicultura (APA). Já nas granjas de reprodução.ou seja. Já as galinhas de granja contam com um ciclo reprodutivo bem diferente. FUNÇÃO E TEMPO DE FORMAÇÃO DO OVO NOME NFUNDÍBULO MAGNO ÍSTIMO ÚTERO VAGINA E CLOACA FUNÇÃO Recepção do óvulo e Fertilização Secreção de Albumina Secreção de Membrana interna e Externa da Casaca Produção de Casca Transporte do OVO TEMPO 15 minutos 3 Horas 1 Hora 30 Minutos 20 horas 1 minuto 14. afirma o zootecnista Edvaldo Garcia.4 CADELAS . Nas granjas destinadas à produção de ovos comerciais. as galinhas colocam um ovo a cada 24 horas aproximadamente. da Unesp de Botucatu (SP).

18 a 24 meses .Cadela são monoéstricas.Período de maior fertilidade: 2 a 6 anos de idade . predominantemente não estacionais . caudal ao rim →Útero → dorsal.(Imagem 06 – Aparelho Reprodutor da Cadela) CONTROLE HORMONAL Hipotálamo → GNRH → Hipófise → FSH e LH → Ovários → Estrógeno e Progesterona → Hipotálamo FISIOLOGIA DO CICLO ESTRAL DE CADELAS .Intervalo entre ciclos ovarianos: 5 a 11 meses (3. .Puberdade: 6 a 10 meses.5 a 13 meses) Raças grandes – 12 e 24 meses Raças pequenas – 6 e 10 meses Raças médias – 7 e 13 meses CONSIDERAÇÕES ANATÔMICAS Palpação abdominal: ovário → abdômen dorsal.

ele precisa desse tempo para que ele possa estar pronto para ser fertilizado. 14. Após o período de ovulação ela precisa de um período de maturação. este ovócito está pronto para ser fertilizado. O ciclo da cadela é dividido em Anestro. Na cadela não.ASPECTOS ÚNICOS DA REPRODUÇÃO DAS CADELAS Ciclo ovariano envolve atraso na maturação dos ovócitos Maioria dos mamíferos → Maturação ovocitária nos folículos pré-ovulatórios Ovulação → Ovócito Maturo Cadela → Ovulação → Ovócito Imaturo → Maturação ovocitária na tuba uterina → Ovócito maturo Liberação pré-ovulatória de progesterona sérica Elevação da progesterona sérica por > 2 meses (gestantes = não gestante) Anestro obrigatório de aparente inatividade ovariana Ovulou. Proestro. Então a cadela ovulou.5 ÉGUA . tem oócito pronto para ser fertilizado? Não. na tuba uterina ele vai passar por um procedimento de maturação e isso tem um período de 24 a 36 horas.1. após a ovulação desse oócito. Estro e Diestro. Ocorre a ovulação de um oócito imaturo.

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