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Um breve depoimento sobre a vida de Policarpo

Policarpo (69 d.C. 159d.C.), aluno e discpulo de Joo, era o anjo da igreja de Esmirna a quem o Senhor Jesus Cristo destinou a segunda carta do Apocalipse. Quando seus perseguidores foram noite prend-lo, ele estava deitado num cmodo do piso superior. Policarpo desceu com o rosto radiante e cheio de suavidade, de forma que aqueles que antes no o conheciam acreditavam estar vendo um prodgio. Policarpo os convidou para jantar e pediu-lhes apenas uma hora para orar tranquilo. Como eles o permitiram, levantou-se e ps-se a orar. Os presentes estavam assombrados ouvindo-o orar, e muitos deles arrependeram-se j de que tivesse que ser executado um ancio to venervel e digno de Deus. Depois de orar, Policarpo foi levado arena, onde uma multido o esperava para ver sua morte. Quando ele esteve diante do procnsul, este lhe disse: Jura e te soltaremos; maldiz a Cristo. Mas Policarpo respondeu: Durante oitenta e seis anos tenho servido a Cristo e ele nunca me fez mal algum, como iria eu agora blasfemar contra o meu Rei e meu Salvador?. Ento o governador gritou: Sers destrudo pelo fogo, a menos que mude de idia. Policarpo respondeu: Tu me intimidas com fogo, que queima por uma hora e pouco depois se extingue. Mas desconheces as chamas do julgamento final e da punio eterna reservada aos incrdulos. Por que te demoras? Realiza a tua vontade. Atado j em meio fogueira e quando estavam a ponto de acenderem o fogo, policarpo elevou os olhos ao cu e orou em voz alta: Senhor Deus sobreano, te dou graas por que me consideras-te digno deste momento para que junto a teus mrtires eu possa ser parte no clice de Cristo, por isso te bendigo e te glorifico. Amm.. A fogueira foi ento acesa, mas as chamas formaram um arco a seu redor, sem toc-lo. E ele estava como ouro e prata candentes no forno. Todos sentiram uma fragrncia tal, como exalada pelo incenso. Ao fim, vendo aqueles mpios que o corpo no podia ser consumido pelo fogo, o mataram com uma adaga.