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As tecnologias de informação e comunicação na EAD

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Published by: criszaragoza on Jan 17, 2009
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As tecnologias de informação e comunicação – ferramentas aplicadas à educação a distância: breve reflexão

Maria das Dores Sampaio

Tendo em vista o impacto das novas tecnologias de comunicação e informação em todas as esferas da atuação humana, mediante os avanços da globalização tecnológica, pode-se pensar em uma série de funções dessas ferramentas no que diz respeito à estratégia da educação a distância, especialmente na forma de ensinar. Por outro lado, o uso adequado desses instrumentos/mecanismos de aprendizagem não é preocupação apenas de instituições educativas, mas também se expressa por parte de companhias privadas, por parte de organizações envolvidas com a capacitação e aperfeiçoamento dos seus funcionários, com objetivos de facilitar a inserção desses sujeitos no mundo virtual. No contexto da educação a distância, especialmente quando se trata de situações de formação continuada, no nosso caso em particular a formação do tutor, é importante que essas tecnologias sejam instrumentos de reflexão sobre a prática, para que os conhecimentos construídos nesse espaço sejam recontextualizados e aplicados na melhoria, na dinamização, na conscientização ou na transformação dessa prática. Nessa perspectiva, destaca-se então, ainda que de maneira bastante tímida, algumas definições e/ou conceitos das TICs apontadas por determinados estudiosos, a utilização de algumas ferramentas e metodologias de interação no ambiente virtual de aprendizagem, suas implicações, bem como suas vantagens e desvantagens no cenário da educação a distância, no sentido de contribuir com a discussão ora proposta. Dentre as tecnologias desenvolvidas e postas ao nosso alcance, aponta-se inicialmente as ferramentas da Web 2.0. Um dos aspectos defendidos se refere à facilidade de acesso ao material e/ou conteúdo sempre disponível (on-line); não existem limites e o usuário pode se apropriar desse conteúdo a partir de qualquer lugar do planeta com acesso à Internet.

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Bittencourt (1999 apud Brito 2002, p. 4) também enfatiza as vantagens da Internet como forma de aquisição de informação simultânea e vai mais além quando diz que
[...} a possibilidade do rompimento de barreiras geográficas de espaço e tempo, permitindo ainda o compartilhamento de informações em tempo real, o que apóia o estabelecimento de cooperação e comunicação entre grupos de indivíduos. Outro ponto positivo da Internet é a disponibilidade de mecanismos de mediação síncronos ou assíncronos, que podem ser utilizados ao mesmo tempo, ou não. A combinação destes mecanismos torna a Internet um meio flexível e dinâmico para o estabelecimento da EAD.

Nesse sentido, os pensadores destacam a importância do uso da Web, no contexto educacional e nesse rumo apontam que esse recurso tecnológico tem-se tornado fonte inesgotável de conteúdo para ensinar e para aprender. Tendo em vista a infinidade de conceitos e/ou definições desenvolvidos pelos teóricos em relação às tecnologias que podem ser utilizadas na Ead, faz-se um recorte dado o espaço e tempo aqui definidos. Para tanto, elegemos alguns desses recursos tecnológicos e faremos uma abordagem de forma simplificada sobre o uso de Blogs, Webquest e Videoconferência. Segundo Ganhão (2004, apud Bitencourt, 2006.), o Blog é uma abreviatura simpática que os internautas criaram para o termo inglês "weblog". Trata-se de uma página web atualizada freqüentemente, composta por pequenos parágrafos apresentados de forma cronológica. É como uma página de notícias ou um jornal que segue uma linha de tempo com um fato após o outro. O conteúdo e tema dos blogs abrangem uma infinidade de assuntos que vão desde diários, notícias até assuntos relacionadas a Educação. É um laboratório de escrita criativa e colaborativa on-line, cujo objetivo principal é oferecer a comunidade de leitores e escritores trocar experiências e saberes através da interação dos diversos participantes. Entre outras vantagens, tem a possibilidade de publicar gratuitamente a informação. Em conformidade com o pensamento de Orihuela & Santos (2004

apud.Cruz, 2008.), três vantagens merecem destaques a essa ferramenta:
Uma prende-se com a facilidade da criação e o manuseamento das ferramentas de publicação, outra relaciona-se com o fato da ferramenta disponibilizar interfaces que permitem ao utilizador centrar-se no conteúdo e, por fim, a existência de funcionalidades como comentários, arquivo, entre outros. (p. 18).

Ainda em referência às tecnologias utilizadas na EaD, como possibilidades facilitadoras de apreensão do conhecimento, destaca-se a Webquest.

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De acordo com o pensamento de Barros (2005, p. 4), em sua definição mais geral, a Webquest “ é uma metodologia que direciona o trabalho de pesquisa Dentre outras possibilidades, oportunizam a

utilizando os recursos da Internet.”

interação e pesquisa, a produção de materiais de apoio ao ensino de todas as disciplinas e ao aluno perceber-se como participante da pesquisa. Nas palavras de Barros (op. cit., p.4) - No site do Projeto WebQuest – Escola do Futuro - USP, ela é definida como:
[...] modelo extremamente simples e rico para dimensionar usos educacionais da Web, com fundamento em aprendizagem cooperativa e processos investigativos na construção do saber. Foi proposto por Bernie Dodge em 1995 e hoje já conta com mais de dez mil páginas na Web, com propostas de educadores de diversas partes do mundo (EUA, Canadá, Islândia, Austrália, Portugal, Brasil, Holanda, entre outros).

A autora ainda destaca que as webquests “podem e devem tratar de conteúdos trabalhados em sala de aula, servindo como atividades incentivadoras de aprendizagem ou de conclusão de um determinado conteúdo”. Na proposta em questão, os elementos estruturantes de uma webquest são: introdução, tarefa, processo, recursos e avaliação. No que se refere ao conceito de videoconferência, é definida por Oliveira (1996, apud Brito 2002) como um conjunto de facilidades de telecomunicações que permite aos participantes, em duas ou mais localidades distintas, estabelecer uma comunicação bidirecional mediante dispositivos eletrônicos de comunicação, enquanto compartilham, simultaneamente, seus espaços acústicos e visuais, tendo a impressão de estarem todos em um único ambiente. Na opinião dos autores que defendem essa TIC, afirmam que “os sistemas de videoconferência dispõem de outras ferramentas que facilitam a interação entre os participantes, fazendo com que se tornem ambientes mais completos e interativos.” (op. cit.p. 73) Com este intuito, as salas de videoconferência também dispõem de computadores, além de outros equipamentos como as câmeras digitalizadoras de documentos, onde um documento colocado sobre ela pode ser visualizado por todos os participantes da conferência. Em se tratando de significativos avanços na modalidade Ead frente ao uso das novas tecnologias, alguns estudiosos desconfiam e questionam se realmente houve grandes mudanças.

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Nessa interpretação, Mattar & Maia (2007) induzem a uma reflexão e questionamento sobre a que tipo de mudança à educação a distância sofreu com o uso das novas tecnologias, o que estas proporcionaram de “novidade” ao ensino especialmente o contexto educacional brasileiro. Nesse sentido, os referidos autores apresentam um posicionamento contrário no que diz respeito a significativas e crescentes mudanças nesse cenário, embora não neguem as tentativas e esforços. Ressaltam que as tecnologias foram apenas substituídas, quando afirmam:
“[...] do ponto de vista da educação, e mesmo da EAD, pouco mudaram o formato e o modelo de oferta dos cursos. O que antes era oferecido como livro ou apostila em formato impresso e entregue pelo correio passou a ser disponibilizado na Web em formato ‘pdf’.” (p. 69)

Todavia, Tusset (2006) enfatiza a importância do uso das novas tecnologias na EAD e a sua repercussão como aspecto positivo quando destaca:
“Na educação a distância, a Internet tem colaborado significativamente para um crescimento considerável neste início de século. Isto fez com que coordenadores e administradores de programas e Instituições, apostassem alto no desenvolvimento ou aquisição de “ambientes virtuais”, para a criação ou implantação de seus Centros ou Núcleos de EAD e Universidades Virtuais, acreditando num futuro promissor e irreversível.” (p. 6)

Assim, ao analisar as idéias apontadas pelos teóricos, no que diz respeito à utilização dessas ferramentas, percebe-se que é inegável as inúmeras vantagens que esses recursos tecnológicas vêm proporcionando aos seus usuários, como diferentes estratégias de aprendizagem e capacitação. É importante ressaltar que as tecnologias de comunicação e informação quando empregadas pelo profissional da Ead veiculam seu modo “privado” de pensar determinado conhecimento e materializa suas intervenções pedagógicas, que dão forma a um projeto comunicacional necessariamente distinto daquele eventualmente elaborado por outro formador. Não obstante, as TICs servem de instrumentos para organizar suas intervenções, sempre repletas de intencionalidades pedagógicas que caracterizam seu próprio relacionamento com o conteúdo. Considerações Parciais

Face ao exposto, observa-se que o impacto que as tecnologias de informação e comunicação (TICs) têm exercido sobre nossas vidas, nos contextos em que se

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inserem, evidenciam desafios e apontam propostas de mudanças no cotidiano daqueles que não estão preparados para lidar com tais mecanismos de aprendizagem. Para entendê-las e superá-las é fundamental reconhecer as potencialidades das tecnologias disponíveis e a realidade em que se insere, identificando as características do trabalho a que se pretende implementar com o uso das TICs, que tipo de profissional se quer formar para atuar em tal meio. De acordo com os teóricos citados, esse processo de incorporação das tecnologias seja no meio educacional ou em outro contexto que requer o uso das TICs, aprende-se a lidar com a diversidade, bem como a abrangência e a rapidez de acesso às informações. Outrossim, não se pode perder de vista que atualmente essas ferramentas tecnológicas são poderosas estratégias quando bem utilizadas como recursos pedagógicos nos espaços de salas de aula, nos planejamentos educacionais para a construção de ambientes colaborativos de aprendizagem que podem e devem servir o processo de ensino e de ensino e aprendizagem.

Referências BARROS, G. C.Webquest: Metodologia que ultrapassa os limites do ciberespaço. Disponível <http://www.educacaoadistancia.blog.br/arquivos/webquest.pdf>. BITENCOUT, Jossiane. B. Oficina Pedagógica.Artigo em pdf. Disponível em <http://homer.nuted.edu.ufrgs.br/ObjetosPEAD2006/obj_blog/blogs_conceitos.pdf> Acesso em 2 de janeiro de 2009. BRITO, Mário S. da S. Tecnologias para EAD – Via Internet Salvador, 2002. Disponível em < http://pos.eadvirtual.com.br/file.php/82/Biblioteca> Acesso em 3 de janeiro de 2009. CRUZ, Sónia. Blogue, YouTube, Flickr e Delicious. In: CARVALHO, Ana Amélia A. (org.).Manual de Ferramentas Web 2.0 para Professores. Disponível em< http://pos.eadvirtual.com.br/file.php/82/Biblioteca>. Acesso em 3 de janeiro de 2009. MATTAR, João. & MAIA, Carmem. ABC da EaD – A educação a distância hoje. SP: Pearson Prentice Hall, 2007. TUSSET, Ângelo M. As Tecnologias e sua Influência na Educação a Distância. Revista Linh@ Virtu@l(Concórdia, Santa Catarina, Universidade do Contestado, número 7 – II Semestre de 2006) Disponível em <http://pos.eadvirtual.com.br/file.php/82/Biblioteca.> Acesso em 3/jan/2009. Nota Final: Endereço do Link de Apresentação:. http://docs.google.com/Presentation?id=dhfcd5tv_31qqfpvxcz

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