Você está na página 1de 187

Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais -FIEMG

Comandos elétricos

Belo Horizonte 2010

1

Presidente da FIEMG
Olavo Machado Júnior

Diretor Regional do SENAI
Lúcio José de Figueiredo Sampaio

Gerente de Educação Profissional
Edmar Fernando de Alcântara

Elaboração
Eustáquio Damasceno Pereira Ronaldo José de Oliveira Unidades Operacionais   CETEL – Centro Tecnológico de Eletrônica “César Rodrigues” CETEM – Centro de Excelência em Tecnologia e Manufatura “Maria Madalena”

2

Sumário

Apresentação 1. Dispositivos de proteção e controle ............................................................... 6 1.1 Introdução aos dispositivos ................................................................... 6 1.2 Fusíveis ................................................................................................. 6 1.3 Disjuntor............................................................................................... 21 1.4 Disjuntor motor .................................................................................... 28 1.5 Dispositivos diferenciais residuais ....................................................... 30 1.6 Relé Térmico de Sobrecarga ............................................................... 34 1.7 Contatores ........................................................................................... 42 1.8 Botões de comando ............................................................................. 53 1.9 Relé de Tempo .................................................................................... 61 1.10 Chave Auxiliar Tipo Fim de Curso ..................................................... 66 1.11 Sensores............................................................................................ 72 1.12 Motor de Indução Trifásico ................................................................ 81 1.13 Transformadores Para Comandos Elétricos ...................................... 89 1.14 Chaves Seccionadoras ...................................................................... 97 1.15 Sinalização ...................................................................................... 105 1.16 Terminais ......................................................................................... 109 1.17 Bornes de conexão .......................................................................... 113 1.18 Soft-Starter ...................................................................................... 120 1.19 Inversores de Freqüência ................................................................ 133 2. Noções de segurança em eletricidade ....................................................... 148 2.1 Introdução .......................................................................................... 148 2.2 Choque elétrico .................................................................................. 148 2.3 Medidas de Segurança Contra o Risco Elétrico ................................ 152 3. Esquemas elétricos ...................................................................................... 157 3.1 Redes de alimentação ....................................................................... 157 3.2 Tipos de esquemas elétricos ............................................................. 159 3.3 Interligação das bobinas do motor trifásico de indução ..................... 161 3.4 Sistemas de partidas para motores de indução trifásicos .................. 165 Referências bibliográficas...........................................................................................186

3

” Vivemos numa sociedade da informação. com conhecimentos técnicos aprofundados. fazem com que as informações. coleta. cuidar do seu acervo bibliográfico. pensar na chamada sociedade do conhecimento”. aguçar a sua curiosidade.é tão importante quanto zelar pela produção de material didático. Peter Drucker O ingresso na sociedade da informação exige mudanças profundas em todos os perfis profissionais. sentir. O SENAI. e consciente do seu papel formativo. Para o SENAI. contidas nos materiais didáticos. O SENAI deseja. maior rede privada de educação profissional do país. responder às suas demandas de informações e construir links entre os diversos conhecimentos. educa o trabalhador sob a égide do conceito da competência: “formar o profissional com responsabilidade no processo produtivo. com iniciativa na resolução de problemas. empreendedorismo e consciência da necessidade de educação continuada. nos embates diários. instrutores e alunos. flexibilidade e criatividade. O conhecimento. nas diversas oficinas e laboratórios do SENAI. tomem sentido e se concretizem em múltiplos conhecimentos. agir. tão importantes para sua formação continuada ! Gerência de Educação Profissional 4 . amplia-se e se multiplica a cada dia. sabe disso. da sua Infovia.Prefácio “Muda a forma de trabalhar. especialmente naqueles diretamente envolvidos na produção. disseminação e uso da informação. Uma constante atualização se faz necessária. Isto porque. da conexão de suas escolas à rede mundial de informações – internet . por meio dos diversos materiais didáticos. na sua área tecnológica.

principalmente quando se trata da substituição de dispositivos que compõe os circuitos. montar e dar manutenção nos circuitos elétricos. tais dispositivos tem funções definidas para proteção. controle. Para que a montagem e manutenção dos sistemas elétricos sejam eficazes. é necessário que o técnico conheça as principais características dos componentes dos circuitos. O bom desempenho destes dispositivos depende de uma série de fatores. onde. tempo de uso e principalmente de sua correta instalação e manutenção.Apresentação Comandos elétricos são circuitos que utilizam dispositivos elétricos destinados a comandar e controlar o funcionamento de sistemas elétricos. para garantir a eficácia no funcionamento desses sistemas. comutação. procedência de fabricação. Os dispositivos usados em acionamentos elétricos industriais são dimensionados de acordo com as características elétricas das cargas que irão acionar. conexão. O técnico deve estar seguro. especificar dispositivos. 5 . eletricistas e técnicos possam interpretar diagramas.etc. temporização. e ser eficaz ao fazer montagens e manutenções nos sistemas elétricos. como: condições ambientais. onde se torna necessário estar atento quanto às características dos componentes. sinalização. Este recurso didático tem como objetivo fornecer informações tecnológicas sobre os principais dispositivos usados nos sistemas elétricos industriais.

cuja função é Interromper o fluxo de corrente elétrica toda vez que esta corrente for excessiva e puder causar danos ao sistema. impressoras. dependem fundamentalmente da eletricidade para seu funcionamento. A maior parte desses equipamentos e máquinas é controlada por dispositivos de comando para sua correta partida. aos equipamentos e riscos de acidentes pessoais. prensas. etc. é possível coordenar as proteções entre si. proteção. Através da análise de curvas de atuações desses dispositivos.1.2 Fusíveis São dispositivos usados nas instalações elétricas. como por exemplo: tornos.1 apresenta alguns tipos de fusíveis. A Figura 1. garantindo o máximo de segurança às instalações e usuários. dependendo das funções especificas que cada dispositivo efetua no circuito. 1. 6 . os dispositivos de comando empregados em circuitos de baixa tensão. são dos tipos mais variados e com características de funcionamento bem distintas.1 Introdução Os equipamentos e máquinas industriais. controle. Dispositivos de Proteção e Controle 1. guilhotinas entre outros. Os dispositivos de comando elétrico são desenvolvidos para proporcionar novas tecnologias aos equipamentos com foco principalmente em automatizar os processos de produção. por isso. Neste capítulo serão analisados os dispositivos utilizados para cada necessidade e o método mais adequado para escolha certa em cada situação. parada. da potência instalada e da ação seletiva entre eles. Todo circuito elétrico deve possuir proteções a fim de se evitar danos às instalações.

em algumas situações. automóveis e indústrias etc. 7 . NBR 5444/1989.2 Aplicação Os fusíveis são aplicados em toda e qualquer instalação elétrica e no Brasil.2. provocar incêndios e explosões. Em geral os fusíveis são utilizados em aparelhos eletrônicos.2.Figura 1.1 Simbologia Figura 1. 1. 1.2: Simbologia do fusível. residências. corpo isolante.1: Tipos de fusíveis. 1. a ABNT normatiza sua utilização. Eles protegem os circuitos contra os efeitos de curto-circuito ou sobrecargas que podem. elo de fusão e indicador de queima.3 Constituição O fusível é constituído basicamente por: contatos. Fonte: ABNT.2.

8 .4: A fusão pode ocorrer em qualquer ponto do elo (fio). imerso em material granulado extintor . porcelana ou esteatita. Elo de Fusão Material condutor de corrente elétrica com baixo ponto de fusão.13/122. em alguns casos. São feitos de latão ou cobre prateado. Tipos de Elos de Fusão: 1. 1999. que não absorve umidade. geralmente de cerâmica. Dentro do corpo isolante se aloja o elo fusível e. Em forma de fio Figura 1. Fonte: SENAI.3: Partes componentes do fusível. Contatos Servem para fazer a conexão dos fusíveis com os componentes das instalações elétricas. MG.de granulometria adequada. É feito em forma de fios ou lâminas. para evitar oxidação e mau contato. um elo indicador de queima. Corpo Isolante É feito de material isolante de boa resistência mecânica.Figura 1. p.areia de quartzo .

Figura 1.7: Elo fusível com seção reduzida por janelas .8: Elo fusível com seção reduzida por janelas e um acréscimo de massa no centro .2.a fusão sempre ocorre na parte onde a seção é reduzida. 9 . Figura 1.a fusão ocorre sempre entre as janelas.6: Elo fusível com seção reduzida normal .a fusão sempre ocorre na parte entre as janelas de maior seção.a fusão pode ocorrer em qualquer ponto do elo. Em forma de lâmina Figura 1.5: Elo fusível com seção constante . Figura 1.

pois os semicondutores são muito sensíveis e precisam ser protegidos contra sobrecargas. a fusão do elo é imediata.9: Elo indicador de queima do fusível.Elo indicador de queima (espoleta) Facilita a identificação da queima de um fusível. (Figura 1. 1. que está ligado em paralelo com o elo fusível. 1999. São próprios para proteger circuitos com cargas resistivas.13.2. 1. 10 . p. MG.4 Características dos fusíveis quanto ao tipo de ação Fusíveis de ação rápida ou normal Neste caso a fusão do elo ocorre logo após receber uma sobrecarga ou curto circuito. Fonte: SENAI. quando recebe uma sobrecarga ou curtocircuito mesmo sendo de curta duração. Fusíveis de ação ultra-rápida Neste caso.9) Fig. como lâmpadas incandescentes e resistores em geral. provocando o desprendimento da espoleta. pois. se desprende em caso de queima. No caso de fusão do elo fusível. É constituído de um fio muito fino. São próprios para proteger circuitos eletrônicos. o fio do indicador de queima não suportará a corrente e também se fundirá. mesmo de curta duração.

11 . como motores. Ver Figura 1.10. podendo até causar a queima do fusível. 1. O valor de corrente vem impresso no corpo do componente. sem se queimar. porém. É o valor da máxima corrente que o fusível suporta em regime contínuo. fusíveis nos quais a corrente nominal vem identificada por código de cores. não permitindo que a corrente elétrica continue a circular. São próprios para proteger circuitos com cargas indutivas e/ou capacitivas. ver Tabela 1 no final deste capítulo.Fusíveis de ação retardada A fusão do elo só acontece quando houver sobrecargas de longa duração ou curto-circuito.2. Correntes maiores que a nominal irão provocar a ruptura do elo fusível após algum tempo e esta relação.5 Características elétricas dos fusíveis Corrente nominal (In) A principal característica de um fusível é a sua corrente nominal. tempo x corrente de ruptura é a curva característica do fusível. Capacidade de Ruptura É a capacidade que um fusível possui de proteger com segurança um circuito. Resistência de Contato A resistência de contato entre a base e o fusível pode causar aquecimento. A curva característica tempo de fusão x corrente desenvolve-se a partir da corrente mínima de fusão que seria capaz de fundir o elemento. Seu valor é dado em kA (quilo Ampere). Característica Tempo x Corrente Esta característica é representada em diagrama tempo x corrente em escala logarítmica. fundindo apenas seu elo de fusão. Existem. Tensão Nominal (Un) É o valor da máxima tensão de isolamento do corpo isolante do fusível. capacitores e indutores em geral. transformadores.

11: um fusível de 10A não se funde com a corrente de 16A. Influência da temperatura ambiente Nos catálogos estão representadas as características tempos de fusão x corrente médias levantadas à temperatura ambiente de 20º (mais ou menos 5º). p. Fonte: SENAI. num diagrama de característica tempo de Fusão x Corrente. Na norma VDE 0636 estão definidas faixas de tempo e de corrente dentro das quais essas curvas devem se situar. pois. 20. a reta vertical que correspondente a 10A não cruza a curva correspondente do fusível.10 apresenta um exemplo de leitura para fusível rápido. Alguns tipos de fusíveis sofrem uma influência desprezível com a temperatura.A Figura 1. MG. em uma margem bem grande de variação desta. Figura 1. Analisando a Figura 1. 12 . O perfil da curva característica depende principalmente da dissipação de calor no elemento fusível.10: Curvas características Tempo x Corrente de fusíveis rápidos. 1999. Com uma corrente de 30A o fusível se fundirá em aproximadamente 18 segundos.

Acesso em: 25 maio 2007. Fonte: <http://www.br/4-38-weg>. 13 . devendo ser substituído por outro de mesma capacidade de corrente e características.11: Curvas características Tempo x Corrente de fusíveis retardados.fusivel. em nenhuma hipótese deverá haver o recondicionamento do mesmo.com.Figura 1. sem atingir as demais partes do mesmo. A escolha do fusível deve ser feita de tal modo que uma anormalidade elétrica fique restrita a um setor. Dimensionamento É a escolha de um fusível adequado para fazer proteção de um determinado circuito. Substituição Quando houver a queima de um fusível.

12: Segurança Diazed Base Elemento de porcelana que reúne e sustenta as demais partes da segurança Diazed.12. Comporta um corpo metálico roscado interna e externamente. 14 . e é ligado ao parafuso de ajuste. Figura 1. Este conjunto é composto de base. Dar-se-á ênfase ao estudo dos fusíveis Diazed e NH. anel de proteção e cobertura da base.13. Segurança Diazed A segurança Diazed é composta de um conjunto de componentes. para montagem sobre trilho.2. NH e outros).6 Sistemas de segurança Diazed e NH Existem diversos tipos de fusíveis usados para proteção dos circuitos elétricos (cartucho. O outro borne está isolado do primeiro. parafuso de ajuste. Diazed. onde se encontra alojado o fusível. Corrente de curto-circuito. Estas bases podem ser fornecidas com dispositivo de fixação rápida. por serem os sistemas de proteções mais utilizados nas áreas industriais. ligado a um dos bornes.fusível. de vidro. Tensão nominal. tampa. conforme apresentado na Figura 1. 1. Observe a Figura 1.Para dimensionar um fusível é necessário levar em consideração as seguintes grandezas elétricas:    Corrente nominal do circuito.

São fornecidas para bases de até 63ª. Parafuso de Ajuste É um elemento feito de porcelana. Figura 1.14: Cobertura da base. Na parte anterior. Cobertura da Base É um elemento de baquelite ou porcelana. não permitindo que nenhuma parte sob tensão fique exposta. possui um rebaixo.14. cuja função é alojar a base aberta. Existe 15 . conforme Figura 1. cujo diâmetro não permite a colocação de fusível de maior capacidade de corrente.Figura 1. com um parafuso metálico na parte posterior.13: Base do sistema de Segurança Diazed. para ser introduzido na base.

rosca E27 e D III .16: a) Chave para parafuso de ajuste – b) Forma de encaixe da chave ao parafuso. 16 .rosca E33. ver Tabela 1 no final deste capítulo. com a instalação sob tensão Possui tamanhos D II . Chave para parafuso de ajuste Serve para fixar os parafusos de ajuste à base das seguranças Diazed. Tampa Peça constituída em porcelana com casquilho metálico que tem a função de alojar o fusível permitindo a troca do mesmo. em caso de queima. Figura 1. O tamanho D II é para fusíveis até 25A e tamanho D III para fusíveis até 63A. Figura 1.um código de cores padronizado para identificar a corrente nominal do parafuso de ajuste.15: Parafuso de ajuste.

Possui tamanho e rosca igual à tampa. Possui um corpo de porcelana ou esteatite.18). que tem ótima resistência mecânica e uma excelente rigidez dielétrica. Figura 1. onde estão impressas suas características elétricas. (Figura 1. Anel de Proteção É um elemento fabricado em porcelana ou plástico roscado internamente. mostra o código de cores padronizado para cada valor de corrente nominal.18: Anel de proteção.Figura 1. Fusível É a peça de maior importância no sistema. Sua função é isolar a rosca metálica da base com relação ao painel e evitar possíveis choques acidentais. A Tabela 1.17: Tampa. (Figura 1. As cores estão numa espoleta indicadora de queima que se encontra presa pelo elo indicador de queima. no final deste capítulo.19) 17 .

isolados para tensões até 500Vca ou 600Vca.19: Fusível diazed. Dispositivo de segurança NH A segurança NH é composta de fusível. Figura 1.Figura 1. base e punho.21. onde estão impressas suas características elétricas. conforme apresentado na Figura 1.20: Segurança NH. 18 . Possui corpo de porcelana. Fusível A segurança NH reúne as características de fusível retardado para correntes de sobrecarga e fusível rápido para correntes de curto circuito.

(Figura 1. em muitos casos. plástico ou termofixo. Veja na Figura 1.23). possuindo meios de fixação a quadros ou placas. Base Possui contatos especiais prateados que garantem contato perfeito e alta durabilidade. destina-se à montagem ou substituição de fusíveis NH de suas respectivas bases. tornando dispensáveis.22: Base de segurança NH.21: Fusível NH.22.Figura 1. mesmo estando a instalação sob tensão. Uma vez retirado o fusível. a base constitui uma separação visível das fases. A base é construída de esteatite. Punho Também denominado Saca Fusível. a utilização de um seccionador adicional. Figura 1. 19 . A pressão das garras é garantida por molas de aço.

siemens. Acesso em: 25 maio 2007.Figura 1.br/fusiveis>.com. Tabelas de correntes: Tabela 1 Capacidade de corrente e código de cores para fusível Diazed.23: Utilização do punho em montagem ou substituição de fusíveis NH. 20 . Corrente nominal (A) 2 4 6 10 16 20 25 35 50 63 Código de Cor Rosa Marrom Verde Vermelho Cinza Azul Amarelo Preto Branco Cobre Para bases Rosca E27 Rosca E33 Fonte: <http:www.

cuja finalidade é conduzir continuamente a corrente de carga sob condições nominais e interromper correntes anormais de sobrecarga e de curto circuito. Fonte: <http://www.ge. (Figura 1. Acesso em: 25 maio 2007.siemens.3. Tamanho Corrente Nominal (A) 6 10 16 20 25 000 32 40 50 63 80 100 00 125 160 Tamanho Corrente Nominal (A) 40 50 63 80 100 125 1 160 200 224 250 Fonte: <http:www.24) Figura 1.24: Mini disjuntores.br/mini_dr>.br/fusiveis>.com.1 Definição É um equipamento de comando e proteção de circuitos elétricos.com. Acesso em: 01 jun. 21 .3 Disjuntor 1. 1.Tabela 2 Capacidade de corrente para fusível NH. 2007.

Por definição do Dicionário brasileiro de eletricidade. Esses valores são obtidos segundo as normas de ensaio que se aplicam ao dispositivo. perante condições de temperatura e altitude estabelecidas em norma. Os valores nominais de corrente do disjuntor são impressos externamente em sua carcaça. O o disjuntor multipolar (bipolar ou tripolar) é constituído por dois ou mais pólos ligados mecanicamente entre si de modo a atuarem em conjunto. na forma individual. ou seja. O Disjuntor unipolar (monopolar) é constituído por um único pólo. seja em alto-relevo.25 pode-se observar a constituição interna de um disjuntor monopolar.3.2 Constituição Na Figura 1. é ensaiado uma unidade de disjuntor. cada um tendo a sua curva característica. Os disjuntores são normalmente dotados de relés de sobrecarga e de curtocircuito. seja na forma de uma placa. da ABNT tem-se: Dispositivo de manobra: dispositivo elétrico destinado a estabelecer ou interromper corrente. que devem ser adequadamente coordenadas entre si. 22 . 1. seja unipolar ou multipolar. em um ou mais circuitos elétricos.

Bimetal: é responsável pelo disparo do dispositivo por sobrecarga térmica.Figura 1.Bobina: responsável pelo disparo instantâneo (magnético) 5 . Acesso em: 01 jun.Terminal inferior: terminal de conexão ao circuito externo. 2007. 2 . 3 .respectivamente: quando apoiados um ao outro permite circular corrente no circuito.Clip: dispositivo para fixação em trilho DIN.com.Terminal superior: terminal de conexão ao circuito externo. 6 e 7 . 9 .25: Constituição interna disjuntor monopolar. 10 .ge.Contato fixo e Contato móvel. 8 .Alavanca: (0 – desligado –verde visível e 1 ligado – vermelho visível).br/mini_dr>. 23 .Guia para o arco: sob condições de falha o contato móvel se afasta do contato fixo e o arco resultante é guiado para a câmara de extinção evitando danos ao bimetal em casos de altas correntes (curto-circuito). Descrição das partes internas 1 . 4 . Fonte: <http://www.Proteção externa termoplástic: protege os elementos internos do disjuntor. 11 .Câmara de extinção de arco: extinguir e dissipar o calor gerado durante a comutação do disjuntor.

o aquecimento do bimetal o levará a tocar o atuador A.3 Princípio de funcionamento Analise a Figura 1. a corrente passa pela resistência de baixo valor R (que está próxima da lâmina bimetálica B). De forma similar. pela bobina do eletroímã E e pelo par de contatos C. 2007. A corrente nominal que produz ação térmica sobre o bimetal varia aproximadamente na mesma proporção em que varia a corrente nominal do condutor com a temperatura. somente em caso de corrente muito alta (curto circuito) e. R e o bimetal B são dimensionados para que este último não toque a extremidade de A dentro da corrente nominal do disjuntor. Fonte: <www. Este tende a abrir pela ação da mola M2. A intensidade magnética capaz de acionar o atuador é proporcional ao número de espiras da bobina e da intensidade da corrente elétrica. nesta situação. o braço atuador A impede com ajuda da mola M1.br/elemag>. liberando a abertura do par de contatos C pela ação de M2.1.26: Figura 1. A irá girar no sentido indicado.mspc. mas. Acima desta. interrompendo o circuito de forma idêntica à do eletroímã. 24 .eng.3.26: Princípio de funcionamento do disjuntor. Entre os bornes 1 e 2. O eletroímã E é dimensionado para atrair a extremidade do atuador A. Acesso em: 18 jun.

25 . os relés de sobre-correntes são constituídos por transformadores de corrente e módulo eletrônico que irá realizar a atuação do disjuntor por correntes de sobrecargas. Observa-se nesse ponto. Os três símbolos da Figura 1. que os relés não desligam o circuito: eles apenas induzem ao desligamento.c). (Figura 1. atuando sobre o mecanismo de molas. o disjuntor térmico protege os condutores contra as sobrecargas.27 .27 .27: Simbologia – disjuntor monopolar. correntes de curto-circuito com disparo temporizado e instantâneo e até disparo por corrente de falha à terra.Disjuntor magnético A ação magnética funciona conforme descrito acima e na ocorrência de curtoscircuitos. b e c) referem-se a disjuntores monofásicos.27 . (Figura 1. (Figura 1. Figura 1. É válido mencionar que para disjuntor de elevadas correntes nominais.b) Disjuntor termo magnético Denominação dada aos disjuntores que combinam ambas as formas de proteção. A manobra através de um disjuntor é feita manualmente – geralmente por meio da alavanca – ou pela ação de seus relés de sobrecarga (bimetálico) e de curto-cicuito (eletromagnético).a) Disjuntor térmico Conforme analisado anteriormente.27(a. que aciona os contatos principais.

Os disjuntores possuem curvas características classificadas. Figura 1. Fonte: <http://www.br/conceito_teoria>.28.4 Aplicação Cada aplicação requer um tipo específico de disjuntor para manobra e proteção.5 Características comparativas de fusível x disjuntor Disjuntor e fusível exercem basicamente a mesma função: ambos têm como maior e mais difícil tarefa.28: Curvas características de disjuntores. Em ambos os casos.siemens. Observe a Figura 1. por exemplo em curva B e C.3. interromper a circulação da corrente de curto-circuito.3. A curva B refere-se a disjuntores destinados à proteção de condutores e a curva C destina-se à proteção de cargas em geral. 2007. Acesso em: 11 abr. Esse arco se estabelece entre as peças de contato do disjuntor ou entre as extremidades internas do elemento fusível. 1.1. a elevada temperatura que se faz presente leva a uma situação de risco que pode assim caracterizar-se: 26 .com. mediante a extinção do arco que se forma.

e é por isso variável nos diversos pontos de um circuito. 27 . Entretanto. Veja no quadro 1 a comparação entre as características do fusível e disjuntor. sendo por isso mesmo. Alta capacidade de interrupção. Portanto. Tempo de interrupção variado. A confiabilidade de operação do fusível ou disjuntor é assegurada pela conformidade das normas vigentes e referências do fabricante.       Disjuntor Necessita cálculo fino da corrente de curto-circuito. Essa corrente tem influência tanto térmica (perda joule) quanto eletrodinâmica. existem algumas vantagens no uso do fusível. representa em diversos casos até algumas dezenas de quilo-ampéres que precisam ser manobrados. O seu valor é calculado em função das condições de impedância do sistema.A corrente de curto-circuito (Ik) É a mais elevada das correntes que pode vir a circular no circuito. Custo variado. Disponibilidade com restrições. Fusível       Dispensa cálculo fino da corrente de curto-circuito. fator de dimensionamento da seção condutora de cabos. só pode ser mantido por um tempo muito curto. seja pela atuação de um fusível. seja pelo disparo por um relé de curtocircuito que ativa o mecanismo de abertura dos contatos do disjuntor. o seu tempo de desligamento deve ser extremamente curto. e como é em superior à corrente nominal. e outras usando disjuntor. Elevada limitação. Limitação em alta capacidade de interrupção. De qualquer modo. sob pena de danificar ou mesmo destruir componentes de um circuito. pelas forças de repulsão que se originam quando essa corrente circula entre condutores dispostos em paralelo. Disponibilidade fácil. Quadro 1 Características para desempenho no curto-circuito. Baixo custo. Otimização do tempo de Interrupção. Capacidade de interrupção variada.

30: Disjuntor motor magnético (a) e termomagnético (b) 28 .1 Definição O disjuntor motor ou também guarda motor.4 Disjuntor motor 1. é um dispositivo de manobra mecânico utilizado para estabelecer. como: curto-circuito.4. conduzir e interromper correntes sob condições normais do circuito.4.29). Fonte:GE. Figura 1. e interromper correntes sob condições anormais do circuito. sobrecarga ou subtensão. Disjuntor_Motor_SFK.00 1.29: Disjuntor motor. (Figura 1.1.2 Simbologia Figura 1.

Disparador térmico ajustável para proteção contra sobrecargas e dotado de mecanismo diferencial com sensibilidade a faltas de fase. 1. 29 .1. Disparador térmico ajustável para proteção contra sobrecargas e dotado de mecanismo diferencial com sensibilidade a faltas de fase.4. os tempos de atuação dos relés de sobrecarga ficam reduzidos em 4 vezes. Ambos apresentam outras características aqui não relacionadas e que poderão ser obtidas consultando o Catálogo do Fabricante.3 Tipo de disjuntor motor Disjuntor-motor magnético Segundo informações do fabricante este disjuntor possui as seguintes características:   Proteção contra curto-circuito e seccionamento com possibilidades de bloqueio mecânico por circuito individual de motores. incorporado no disjuntor-motor. funcionamento com 3 pólos.31 apresenta a curva de disparo do disjuntor-motor marca GE. incorporado no relé de sobrecarga. O tempo de disparo está em função da corrente ajustada a frio. Temos. devido à passagem da corrente nominal de serviço. funcionamento com 2 pólos e na Curva 2: disparo térmico.  Disparador magnético fixo e calibrado em 12 vezes a corrente nominal do disjuntor. Em estado aquecido. modelo SFKOJ.4.  Disparador magnético fixo e calibrado em 12 vezes a corrente nominal do disjuntor. na Curva 1: disparo térmico. portanto.4 Curva de disparo do disjuntor-motor Exemplificando: a Figura 1. Disjuntor-motor termomagnético Este disjuntor tem as seguintes características:   Proteção contra curto-circuito e seccionamento com possibilidades de bloqueio mecânico por circuito individual de motores.

1. que define seu uso nas áreas frias ou sujeitas a umidade. áreas de serviço e áreas externas. A utilização deste tipo de dispositivo é obrigatória nas edificações segundo a norma NBR 5410/97.31: Curva de disparo.com.5 Dispositivos diferenciais residuais 1.br/disjuntor_motor>.1 Definição São dispositivos contra fuga de corrente elétrica. como banheiros. 30 .5. permitem otimização de energia e evitam choques elétricos. Eles asseguram o comando e seccionamento dos circuitos elétricos. Fonte: <http://www.ge. Acesso em: 01 jun. 2007.Figura 1.

1. Acesso 20 jun.com.br/dispositivos>.2 Simbologia Figura 1. 31 .34 ilustra uma vista em corte e a constituição interna de um dispositivo diferencial capaz de detectar correntes de falta CA. Fonte: <http://www. 2007.5.33: Dispositivo diferencial residual.siemens.5. 1.3 Constituição A Figura 1.32: Dispositivo diferencial residual.Figura 1. CC pulsante e CC lisas.

A – unidade de medição e comparação para correntes residuais contínuas lisas. a soma vetorial das correntes nos condutores monitorados pelo DR não será mais nula. Isso ocorrendo.4 Funcionamento Referindo-se ainda sobre a Figura 1. surgirá uma corrente de fuga à terra. W2 – sensor de correntes contínuas puras. T – botão de teste.Figura: 1. Enquanto o circuito mantiver eletricamente equilibrado. o dispositivo mede permanentemente a soma vetorial das correntes que percorrem os condutores de um circuito. Legenda R – relé de disparo. NBR 5410.34. 1.. O dispositivo detecta exatamente essa diferença de corrente. Quando a intensidade de corrente de fuga atinge um determinado valor. W1 – sensor de correntes senoidais e correntes contínuas pulsantes. a soma das correntes em seus condutores é praticamente nula. Fonte: ABNT. 32 . o relé R é ativado e por sua vez desativa os contatos principais do próprio dispositivo ou outro dispositivo – contator ou disjuntor – a ele associado.5. Se houver falha de isolação no equipamento ou alguma pessoa tocar na parte viva do circuito protegido pelo DR.34: Constituição interna de um dispositivo diferencial residual.

onde já estão incorporados em um único produto as funções do DR (Diferencial Residual) e do Mini-Disjuntor. Figura 1. 1. O DDR possui proteção diferencial contra contatos diretos e indiretos e proteção contra sobrecarga e curto-circuito.ge. mais conhecida como choque.5.br/produtos/protecao>. Sendo assim o DDR protege as pessoas dos efeitos maléficos de um choque elétrico (corrente até 30mA) e os equipamentos patrimoniais (correntes entre 100 e 500mA). 33 . Portanto. 2007.Segurança Uma pequena falha em um eletrodoméstico. uma tomada ou um interruptor com defeito pode colocar em sérios riscos a saúde da sua família e até a sua residência. Acesso em: 20 jun.industrial. Apresenta um custo maior em relação ao IDR. Normalmente são disponíveis nas curvas B e C e sensibilidade de 30 e 300 mA.35: Dispositivo diferencial residual.com. Fonte: <http://www. É sempre bom lembrar que todas as funções biológicas do organismo humano são feitas por meio de pequenos impulsos elétricos. um fio decapado. não é difícil imaginar o que poderá causar de dano à saúde uma descarga elétrica. 5 Tipos Disjuntor com proteção diferencial-DDR Os DDR's são disjuntores com proteção diferencial.

Interruptor diferencial residual – IDR É um importante dispositivo de proteção e detecção de fuga de corrente. Além de proteger pessoas contra os efeitos do choque elétrico por contato direto ou indireto causado por fuga de corrente, protege contra perda de energia elétrica. Um dos principais pontos de sua segurança é que ele é capaz de detectar uma pequena diferença entre a corrente que entra e sai do circuito. Ao detectar essa fuga de corrente, o IDR desliga automaticamente os circuitos elétricos, garantindo a segurança de pessoas e patrimônios.

1.6 Relé Térmico de Sobrecarga
1.6.1 Definição São dispositivos que atuam pelo efeito térmico provocado pelas sobrecorrentes de longa duração, ou quando ocorre sobrecarga que superaquecem o circuito ou partes do circuito a níveis inadmissíveis. Este superaquecimento pode ocorrer, por exemplo, em função de:    Sobrecarga mecânica na ponta do eixo do motor; Falta de uma fase; Tempo de partida prolongado de um motor.

Figura 1.36: Relé térmico de sobrecarga. Fonte: WEG. p. 278-279.

34

1.6.2 Simbologia

Figura 1.37: Simbologia do relé de sobrecarga.

1.6.3 Principio Construtivo de um Relé de Sobrecarga Um relé de sobrecarga é composto dos seguintes componentes:

Figura 1.38: Composição do relé de sobrecarga. Fonte: SENAI. MG. 1999. p. 67.

35

Contatos Auxiliares Geralmente o relé térmico de sobrecarga possui dois contatos, um normalmente fechado NF (abridor) e outro normalmente aberto NA (fechador). O contato NF é responsável pela interrupção de funcionamento do circuito elétrico em caso de sobrecarga, podendo retornar a posição inicial de forma automática ou manual. Já o contato NA normalmente é utilizado na sinalização de relé atuado. Botão de Rearme Têm a função de rearmar os contatos auxiliares do relé de sobrecarga. Lâmina Bimetálica Auxiliar Tem a função de fazer a compensação do ajuste, de acordo com a variação da temperatura ambiente. Lâminas Bimetálicas Principais Tem a função de acionar o dispositivo mecânico quando sofrem uma dilatação e conseqüente deflexão devido a elevação da corrente elétrica, comutando os contatos móveis do relé. Mecanismo de Regulagem (Ajuste de Corrente) Permite efetuar a regulagem da corrente solicitada pela carga, que poderá circular no circuito.

1.6.4 Funcionamento Os relés de sobrecarga foram desenvolvidos para operar baseados no princípio de pares termoelétricos. O princípio de operação do relé é baseado nas diferentes dilatações que os metais apresentam, quando submetidos a uma variação de temperatura. Duas ou mais lâminas de metais diferentes (normalmente ferro e níquel) são unidas através de soldas, sob pressão ou eletroliticamente. Quando aquecidas elas se dilatam diferentemente e se curvam. Esta mudança de posição é usada para comutação de um contato. Durante o esfriamento, as lâminas voltam à posição inicial. O relé está, então, novamente pronto para operar, desde que não exista no conjunto um dispositivo mecânico de bloqueio. O relé térmico permite que o seu ponto de atuação seja ajustado com o auxílio de um dial. Isto possibilita ajustar o valor de corrente que para a atuação do relé.

36

68. Figura 1. 37 . é função da intensidade de corrente e da resistência das lâminas. 68.40: Aquecimento direto. Aquecimento Direto As Lâminas estão no circuito principal e são percorridas pela corrente total ou parte dela. Fonte: SENAI. MG. por exemplo.39: Dilatação do bimetal. O aquecimento.Deve-se calibrar a corrente de ajuste do relé em função da corrente nominal do componente a ser protegido. 1999. Fonte: SENAI. Ação da corrente nas lâminas As lâminas do relé de sobrecarga bimetálico podem ser aquecidas de diversas formas pela corrente: 1. p. p. Figura 1. 1999. MG. neste caso. um motor. Dispositivos de proteção e controle.

41. 1999.6. Aquecimento Semi-Direto As Lâminas são aquecidas pela passagem de corrente e. Figura 1. Veja a Figura 1.42: Aquecimento indireto em série e em paralelo. Este tipo de relé é usado para pequenas correntes de atuação para se conseguir a dilatação necessária. 38 . Fonte: SENAI-MG. Dispositivos de proteção e controle.5 Relés de Sobrecarga com Operação através de Transformadores de Corrente Utilizam-se dois tipos de transformadores de correntes:   Os que operam linearmente até aproximadamente 10 vezes a corrente nominal primária. 1. por um elemento resistivo. Figura 1. O elemento resistivo pode ser ligado em série ou paralelo com as lâminas. MG. as lâminas ou são envolvidas ou recebem calor de um elemento resistivo. Aquecimento Indireto Neste caso. p. 68. adicionalmente. p. Os que operam em sobrecorrente de sobrecarga a partir da corrente nominal. Fonte: SENAI.41: Aquecimento indireto. 1999. 3. 68.2.

Figura 1. 1999. Fonte: SENAI. p.43: Aquecimento através de transformador de corrente (TC).6 Características de disparo do relé de sobrecarga A característica de disparo do relé de sobrecarga indica os vários tempos de atuação em função de múltiplos ajustes e devem ser definidas sob a forma de curvas fornecidas pelo fabricante. 1.6. MG. 39 . 69.44. conforme mostra a Figura 1.

7 Condições de serviço Influência da Temperatura Ambiente As características de disparo correspondem a um valor determinado da temperatura ambiente.44: Curvas de disparos de cargas. estado frio). Este valor de temperatura ambiente deve ser claramente indicado nas curvas de disparo. Fonte: SENAI. e são baseadas na ausência de carga prévia do relé de sobrecarga (ou seja. 1. 69. os valores preferenciais são de + 20 0 C ou + 400 C. MG.Figura 1. p.6. 40 . 1999.

Relés de sobrecarga em rearme manual são utilizados em contatores comandados por chave de posição fixa. Proteção contra Falta de Fase A curva característica de disparo de um relé de sobrecarga trifásico é dada na condição de que todas as três lâminas são percorridas por correntes equilibradas. Esta lâmina não é. o cursor atua sobre a lâmina bimetálica auxiliar. impedindo ativar-se o circuito de comando. No caso de falta de fase. Assim. Os Relés de sobrecarga trifásicos. percorrida pela corrente. Relés de sobrecarga em rearme automático são utilizados com contatores comandados por botão de impulso. Após o tempo de resfriamento. curvarão e terão deslocado através do cursor. oferecem a vantagem de atuação mais rápida quando sob carga bifásica. Desta forma as lâminas aquecidas pela corrente determinarão um mesmo tempo de disparo para qualquer temperatura ambiente . Para que isto seja evitado. O contato auxiliar do relé permanece aberto após o tempo de resfriamento. ou seja. contudo. 41 . Proteção contra Religamento Involuntário Após um disparo por sobrecarga. para um determinado valor de corrente. Ela é aquecida somente pela temperatura ambiente e se curvará na proporção das lâminas principais. exemplificando: Com uma temperatura ambiente de + 300 C. uma parte do percurso e. falta de uma fase. o intervalo de repouso necessário ao motor fica obrigatoriamente assegurado. as lâminas bimetálicas necessitam resfriarem e retornarem à sua posição inicial até que o relé esteja novamente em condições de serviço. sozinhas.Compensação de Temperatura Os relés de sobrecarga térmicos possuem compensação de temperatura ambiente. as lâminas bimetálicas principais se dilatarão. resultaria um tempo de disparo menor. o contato auxiliar do relé retorna à sua posição inicial não ativando o circuito de comando.Este tipo de compensação de temperatura satisfaz na faixa de 200 a + 500 C. com proteção contra falta de fase. apenas duas lâminas são aquecidas e devem produzir. o deslocamento/força necessários para atuação do mecanismo de disparo.

São construídos para uma elevada freqüência de operações e capazes de estabelecer. ligação de motores e outras cargas. d.1 Definição São dispositivos de manobra mecânicos. São usados para manobra de circuitos auxiliares de vários tipos. inclusive sobrecargas no funcionamento. p. 42 . WEG.7 Contatores 1.45: Contator. 49. acionados eletromagneticamente e operados à distância. MG. conduzir e interromper correntes em condições normais do circuito. p. 1998. 251.1. s. Figura 1.. Fonte: SENAI.7.

46 representa a simbologia de um contator com seus contatos principais.7. A seguir será apresentada a identificação dos diversos terminais de um contator.1. Figura 1.2 Simbologia A Figura 1. 02 contatos auxiliares NA e 01 contato auxiliar NF. Identificação dos terminais de contatores A identificação dos terminais de um contator é utilizada para facilitar a execução de projetos de comandos e a localização e função desses elementos na instalação. 43 .47: Símbolo da bobina de um contator. Bobinas São identificadas de forma alfanumérica com A1 e A2. Figura 1.46: Símbolo de contator.

d.48: Identificação de contatos principais.49 mostra um sistema de identificação de contatos auxiliares: Figura 1.  A dezena representa a seqüência de numeração.49: Identificação de contatos auxiliares. 3L2 e 5L3 são ligados na rede (fonte) e os terminais 2T1. s. Fonte: WEG. Os terminais 1L1.Terminais dos Contatos Principais Devem ser identificados por números unitários e por um sistema alfanumérico. A Figura 1. Figura 1. Terminais dos Contatos Auxiliares Os terminais dos circuitos auxiliares são identificados com dois números. onde:  A unidade representa a função do contato. 44 . 4T2 e 6T3 devem ser conectados na carga. p. 247.

45 . Contatos Podem ser fixos ou móveis.3 Constituição O contator é constituído de sistema de acionamento (núcleo móvel.1. através do campo magnético formado por ele. Núcleo Móvel Elemento feito de lâminas de ferro sobrepostas. Também podem ser principais (usados para conduzir a corrente de carga) e auxiliares (usados para a comutação de circuitos auxiliares. estabelecendo o circuito. acoplado mecanicamente ao suporte dos contatos móveis. É feita de material isolante e que ofereça boa resistência elétrica e mecânica. É feito de material isolante de alta resistência mecânica. que surge quando se interrompe um circuito elétrico que está energizado. ou arco voltáico. núcleo fixo e bobina) e sistema de manobra de carga (contatos móveis e fixos e câmara de extinção de arco). Suporte dos Contatos Móveis Sustenta mecanicamente os contatos móveis e se encontra preso ao núcleo móvel. sinalização e intertravamento elétrico. Carcaça É a parte que aloja e sustenta todos os componentes do contator. Esses contatos farão contato físico com os contatos fixos. Terminais de Conexão Destinam-se à interligação do contator com outros dispositivos do circuito. entre outras aplicações). Câmara de extinção É um compartimento que envolve os contatos principais. Seu principal objetivo é a extinção da faísca.7. isoladas entre si. Contatos Móveis: peças movidas quando se energiza a bobina do contator.   Contatos Fixos: partes dos contatos que são fixadas à carcaça do contator. O arco é extinto pelo processo denominado “sopro dinâmico”.

A Figura 1.50. isoladas entre si. Fonte: SENAI. denominado de anel de defasagem (anel de curto . p. Sua função é a de evitar ruídos e trepidações do contator quando a corrente alternada passar pelo zero. 51. É feito de lâminas de ferro sobrepostas. 46 . Bobina Elemento responsável pela criação do campo eletromagnético que faz movimentar o sistema móvel do contator. momento em que não haveria campo magnético. Figura 1.circuito).Anel de defasagem. enrolado em forma de espiras num carretel isolante. um anel metálico.50 . A bobina é constituída por um condutor de cobre esmaltado. 1998. Nos contatores com acionamento em corrente alternada é inserido. nos pólos magnéticos do núcleo fixo.51apresenta o desenho em corte de um contator.Núcleo Fixo Elemento responsável pela concentração das linhas de força do campo magnético criado pela bobina. conforme Figura 1. onde poderão ser observados seus componentes. evitando que elas se dispersem. MG.

52: Supressor de surto.51). 245. MG.s. p. p. Figura 1.7.Figura 1. 51 47 . d. São compostos de circuitos RC ou Varistores (Figura 1. Fonte: WEG. 1998. que podem danificar componentes sensíveis. . Fonte: SENAI.51: Constituição de um contator.4 Acessórios Supressor de Surto São dispositivos conectados em paralelo com a bobina do contator e utilizados no amortecimento das sobretensões provocadas durante as operações de abertura. 1.

52 pode-se observar os detalhes de um bloco de contatos auxiliares com fixação no topo e fixação lateral.53: Bloco de contatos auxiliares. s. Fonte: WEG.Bloco de Contatos auxiliares Alguns contatores possuem contatos auxiliares diretamente na sua carcaça. 48 . Na Figura 1. Atualmente. Figura 1. p. d. os blocos de contatos são acessórios que poderão ser acoplados aos contatores. Os contatos auxiliares podem ser abertos (NA) ou fechados (NF). Temporizador Pneumático Elemento de temporização fixado na parte frontal dos contatores é fabricado para retardo na energização ou retardo na desenergização. 246.

deslocando os contatos móveis que estão 49 .55: Intertravamento mecânico. Fonte: WEG. etc. d.5 Funcionamento a) Acionamento Quando a bobina do contator é energizada a partir de um dispositivo de comando (botoeiras. Figura 1. d.54: Bloco de contato auxiliar temporizado. s. cria-se um campo magnético. relés. A sua montagem normalmente é feita lateralmente.7. Fonte: WEG. p. Intertravamento Mecânico É a combinação que garante mecanicamente a impossibilidade de fechamento simultâneo entre dois contatores. 1. s. chaves fim de curso. entre os dois contatores. e o núcleo fixo atrai o núcleo móvel..Figura 1.). 264. 263. p.

como motores elétricos. conseqüentemente.  Geralmente tem câmara de extinção de arco. fazendo com que desapareça o campo magnético provocado por molas. Suas principais características são:  Podem possuir contatos principais e auxiliares. capacitores.6 Tipos de Contatores De acordo com as características elétricas e as condições de serviço. eletroválvulas. 50 . etc.  A potência da bobina do eletroímã varia de acordo com o tipo de contator. bobinas de contatores tripolares. É utilizado no comando de sinalizações. os contatores podem ser classificados em: Contatores Tripolares de Potência e Contatores Auxiliares.  Tamanho físico de acordo com a potência da carga.  Facilidade de associação a relés. 1. sistemas de aquecimento.  Pode-se inserir blocos de contatos auxiliares e outros acessórios fornecidos pelo fabricante. etc.  Maior robustez de construção. o retorno do núcleo móvel e. Também são utilizados para aumentar o número de contatos auxiliares dos contatores tripolares. b) Desligamento Para desligamento do contator. Contator Tripolar É destinado a efetuar o acionamento de diversos tipos de cargas das instalações industriais. é necessário interromper a alimentação da bobina.acoplados mecanicamente a este. o retorno dos contatos ao estado de repouso. desta forma haverá a comutação dos contatos principais e auxiliares.7. Contator Auxiliar É destinado a efetuar o comando de pequenas cargas.

Quanto maior for o número de manobras especificado pelo fabricante. As principais características elétricas de um contator são:    Tensão Nominal de Isolação: valor da tensão que caracteriza a resistência de isolamento entre as partes isolantes e condutoras do contator. maior será a vida útil dos contatos. que deve operar perfeitamente com até 85% dessa tensão. É indicada pelo fabricante e depende da tensão nominal de serviço. conforme o número de contatos. 51 .380V). sem danificar as partes isolantes.7.  Freqüência de Manobras: número de manobras (abertura ou fechamento dos contatos) por hora que o contator deve realizar.  Corrente nominal de carga máxima igual a 10 A para todos os contatos. da freqüência e da categoria de emprego. Número de Contatos Auxiliares: definidos de acordo com a necessidade do circuito. 1. Para fazermos a escolha de um contator.  Corrente Nominal de Serviço: corrente máxima que os contatos de um dispositivo suportam. devemos conhecer suas características elétricas.Suas principais características são:  Tamanho físico variável. Potência Nominal Elétrica e Mecânica: potência real consumida por um equipamento elétrico e que deverá ser transferida através dos contatos principais do contator.  Câmara de extinção inexistente. que são informações padronizadas por normas e estão contidas nos selos de identificação e nos catálogos de fabricantes.7 Características Elétricas e Dimensionamento O contator é um dos dispositivos mais usados para seccionamento nas instalações elétricas industriais. Tensão Nominal de Serviço: valor eficaz da tensão em que o contator deverá operar ( 220V .   Tensão de Comando: tensão de alimentação da bobina do contator.

etc. Manobras leves. Serviço normal de manobras de motores com rotor gaiola (bombas.bombas. compressores). Controle de cargas de estado sólido com transformadores de isolação. conforme IEC 947 Tipo de Corrente AC Categoria AC – 1 AC – 2 AC – 3 AC – 4 Aplicação Manobras leves. operação contínua ou em DC – 5 chaveamento intermitente. ventiladores. reversão a plena marcha e paradas por contracorrente (pontes rolantes. Controle de pequenas cargas eletromagnéti Controle de cargas eletromagnéticas (> 72VA) Cargas não indutivas ou pouco indutivas. lâmpadas incandescentes e fluorescentes compensadas). Categorias de Emprego: determina as condições para a ligação e interrupção da corrente e da tensão nominal de serviço correspondentemente. comando de motores com anéis coletores (guinchos. Desligamento em regime. em operação contínua ou em chaveamento intermitente. Desligamento em regime.* Manobras pesadas. carga ôhmica ou pouco indutiva (aquecedores. nos mais diversos tipos de aplicação para CA e CC. Chaveamento de lâmpadas incandescentes 52 . Frenagem dinâmica de motores CC. Frenagem dinâmica de motores CC. compressores). para a utilização normal do contator. Acionar motores com carga plena. Observe o Quadro 02: Quadro 2 Categorias de Emprego de Contatores. tornos. (fornos de resistência) Motores CC com excitação independente: partindo. comando intermitente (pulsatório). Motores CC com excitação série: partindo. AC – 5a AC – 5b AC – 6a AC – 6b AC – 7a AC – 7b AC – 8a AC – 8b AC – 12 AC – 13 AC – 14 AC – 15 DC DC – 1 DC – 3 Chaveamento de controle de lâmpadas de descargas elétricas Chaveamento de lâmpadas incandescentes Chaveamento de transformadores Chaveamento de bancos de capacitores Aplicações domésticas com cargas pouco indutivas Cargas motoras para aplicações domésticas Controle de compressor-motor hermeticamente refrigerado com reset manual para liberação de sobrecarga** Controle de compressor-motor hermeticamente refrigerado com reset automático para liberação de sobrecarga** Controle de cargas resistivas e cargas de estado sólido com isolamento através de acopladores ópticos.).

DC – 6 DC – 12 DC – 13 DC – 14 Controle de cargas de cargas resistivas e cargas de estado sólido através de acopladores ópticos.br/catalogos/> Acesso em: 18 jun. p.8 Botões de comando 1. 2007. Figura 1. o comando de equipamentos de manobra e/ou de operação. Controle de eletroímãs Controle de cargas eletromagnéticas que têm resistores de economia no circuito. s. Fonte: <http://www. 53 . durante tal período de tempo limitado o número de operações não pode exceder 5 por minuto ou mais que 10 em um período de 10 minutos. 2007.8. Fonte: <http://www.schmersal.catalogo.br/files> Acesso em: 18 jun. Fonte: WEG.com. com eixo não externo. 1. ** Motor-compressor hermeticamente refrigerado é uma combinação que consiste em um compressor e um motor. d.weg.com. ambos enclausurados em um invólucro.1 Definição São dispositivos destinados a estabelecer ou interromper momentaneamente. 258. onde o motor opera neste meio refrigerante.56: Diversos modelos de botões. * A categoria AC – 3 pode ser usada para regimes intermitentes ocasionais por um período de tempo limitado como em set-up de máquinas. no local ou à distância e de forma indireta.

com. 15. 54 . os cabeçotes podem apresentar diâmetros de 10.58: (a) Bloco de contatos simples. Fonte: <http://www. 22 e 30 mm. 1. a aplicação deste dispositivo de comando.57: Simbologia para botões. contatos móveis. Geralmente. 2007. Figura 1.8. fixos e bornes para conexões. NF ou ambos.weg. 16.br/FILES/Artigos/4-515>. há possibilidade de adaptar vários blocos de contato por botão de comando elétrico e cada bloco possuindo contatos NA. (b) Bloco de contatos duplo. ampliando assim. Bloco de Contato Elemento constituído de um corpo isolante. são compostos por um elemento frontal de comando (cabeçote) e um bloco de contatos. Pelo princípio de montagem modular.3 Constituição Existem vários tipos de botões de comando. Este princípio é denominado de blocos de contatos intercambiáveis e conforme aplicação.8.2 Simbologia Figura 1.1. Acesso em: 18 jun.

59: Botão de acionamento normal e faceado. É feito de material termoplástico (isolante) de boa resistência mecânica. Bornes para Conexões São elementos que estabelecem a ligação dos condutores aos contatos fixos. Os contatos são. Faceado Simples Possui somente um dispositivo para acionamento. sob encomenda. normalmente. Contatos São elementos responsáveis pela continuidade da corrente elétrica do circuito. tanto nas partes fixas como nas móveis.Corpo isolante Serve para envolver os contatos e sustentar os bornes para conexões. Alguns fabricantes fornecem. Elemento Frontal de Comando O elemento de acionamento do botão de comando pode ser de vários tipos: Normal Utilizados nos comandos elétricos em geral. em forma de pastilha de liga de prata superdimensionada. (Figura 1.br/botões 3sb3[1]>. garantindo assim uma alta capacidade de ruptura. É um botão de longo curso e praticamente inexiste a possibilidade de manobra acidental.siemens.com. que acarreta uma vida mais longa para os contatos. 55 . Acesso em: 24 maio 2007. Fonte: <http://www. contatos com banho de ouro.59) Figura 1.

60: Botão de acionamento faceado duplo iluminado. Fonte: <http://. Acesso em: 24 maio 2007. porém oferece a possibilidade de manobra acidental.Faceado duplo Possui dois dispositivos para acionamento: um botão verde (liga) e um botão vermelho (desliga) e.61). 56 .61: Elemento saliente iluminado.60). que facilita a sua conexão aos circuitos de comando. um dispositivo de sinalização luminoso. (Figura 1. (Ver Figura 1.siemens. em alguns casos. sinalizando a operação. Alguns tipos de botões de comando possuem cabeçotes dotados de uma lâmpada interna.br/Botoesduplos>. Fonte: <http://www. Saliente Sua construção torna o acionamento mais rápido. que acenderá quando acionarmos o dispositivo. se não houver guarnição.com. Figura 1. Este tipo de elemento pode ser encontrado com ligações internas.com. Figura 1. Acesso em: 23 maio 2007.weg.www.br/files>. Os fabricantes fornecem no corpo do componente o diagrama de ligação. que acenderá ao ser acionado o botão verde.

schmersal.siemens. São aqueles nos quais o acionamento é obtido através do giro de alavancas. knobs.com.Saliente com guarnição Possuem uma guarnição (guarda total) que impede o acionamento acidental do botão promovendo maior segurança.62). chaves tipo yale e pode acionar uma ou mais seções de contatos NA ou NF. (Ver Figura 1. Fonte: <http://www. Seletor de Posição O seletor é essencialmente um comutador para aplicações industriais.62). O comutador com Chave Yale é Indicado para comando de circuitos onde somente o operador responsável executa a manobra. Tipo de cogumelo Normalmente são destinados a interromper circuitos em caso de emergência.br/catalogos> Acesso em: 23 maio 2007. 57 . Acesso em: 24 maio 2007.63: Botão de comando tipo cogumelo.br/botõessignum>.com.62: Botão de comando saliente com guarda total. Figura 1. que permite resolver certos problemas de esquemas elétricos. Os tipos de cabeçote de comando mais comuns para botões de comutação estão demonstrados na Figura 1. Figura 1.63. (Ver Figura 1. Fonte: <http://www.

64). Acesso em: 23 maio 2007. abre-se o NF e logo após fecha-se o NA.com. Acesso em: 23 maio 2007. Fonte: < http://www. Acesso em: 23 maio 2007.schmersal.br/catalogos>. (c) Knob.weg.com. 1. voltando à posição de repouso por meio de molas. 58 .weg.65: Impulsão livre (sem retenção). Acesso em: 23 maio 2007.br/catalogos>.schmersal. Figura 1.8. tirando-se o dedo do botão. no cabeçote de comando dos botões.64: (a) Seletor de posição tipo Alavanca. (b) Yale. quando cessa a pressão sobre ele exercida. <http://www.com. ele retorna automaticamente à posição de repouso.br >. <http://www.4 Classificação dos botões conforme sistema de travamento elétrico Acionamento por impulsão livre (sem retenção) São aqueles nos quais o acionamento é obtido através de pressão do dedo do operador. Fontes: <http://www.com. Os contatos são montados de tal forma que ao ser acionado. (Ver Figura 1.Figura 1.br/files>.

localizados em um mesmo invólucro. Normalmente botões de emergência do tipo cogumelo com trava ou chave Yale são vermelhos.66: Figura 1. através de botões distintos.67 apresenta o modelo com alimentação direta. em máquinas que possuem dois ou mis motores elétricos. Fonte: <http://www.66: (a)Impulsão com retenção/girar para soltar (b)Retenção com chave Yale.schmersal.br/XB4_XB5>. Figura 1. por dois ou mais botões de comando elétrico. 1.5 Botões luminosos Existem dois tipos: com alimentação direta e com alimentação através de transformador.com. até novo acionamento. O comando destes motores é feito separadamente.8.67: Faceado com guarnição e alimentação direta.com. 59 .Acionamento por impulsão com retenção Quando pressionado. Observe a Figura 1. A Figura 1. Acesso em: 11 set. (Ver Figura 1.schneider. Fonte: <http://www. 2007. como por exemplo. geralmente.6 Botoeiras É a denominação que se dá a um conjunto formado.br/catalogos/fnewfix> Acesso em: 23 maio 2007 1.68). São empregados nos circuitos industriais típicos de serviços pesados.8. se mantém na posição a que foi acionado.

8. Figura 1.com. Fonte: <http://www. Qualquer função para a qual as cores mencionadas não têm validade. talhas. o que facilita a identificação do regime de funcionamento das máquinas comandadas por esses botões.Aplicação: comando de pontes rolantes. 1.7 Código de Cores Os botões de comando são fabricados segundo um código internacional de cores. Partida de retrocesso fora das condições normais de operação. Partida de um movimento para evitar condições de perigo.68: Caixas e botoeiras. O Quadro 3 mostra as cores e a indicação de suas funções. Informações especiais.schmersal. etc. alarme contra incêndio. Parada de emergência. Início do ciclo de operação de máquina. Amarelo 60 . cuidado.br/catalogos> Acesso: 24 maio 2007. Atenção. Acionamento. Quadro 3 Código de cores e funções de botões Cor padronizada Vermelho Verde ou Preto         Branco ou Azul Claro  Regime de Funcionamento Parar/desligar.

1.9.69: Simbologia de temporizadores. o mesmo é anulado e os contatos serão desativados. 1.9. com o objetivo de fazer a temporização de manobras. Interrompendo-se a alimentação durante o processo de contagem do tempo.9.9 Relé de Tempo 1. 1.Temporização instantânea. 61 . Figura 1. inicia-se a contagem do tempo e simultaneamente os contatos serão ativados. Após o tempo programado.3 Tipos de relés de tempo quanto à ação dos contatos Instantâneo a Energização Alimentando-se o dispositivo.2 Simbologia Figura 1.70 .1 Definição Os relés de tempo são dispositivos empregados nos circuitos de comandos elétricos. os contatos serão desativados. circuitos de proteção. etc. em circuitos auxiliares de comando.

os contatos serão desativados Figura 1. Após o tempo programado. inicia-se a contagem do tempo. em: 62 .Com Retardo a Energização Alimentando-se o dispositivo. Com Retardo a Desenergização Alimentando-se o dispositivo. Figura 1.9. os contatos serão ativados e só serão desativados quando a alimentação for desligada. os contatos serão ativados instantaneamente (haverá a comutação dos contatos).4 Tipos de relés de tempo quanto ao princípio de funcionamento e às características físicas e construtivas Os temporizadores podem ser classificados quanto ao princípio de funcionamento e características construtivas. Interrompendo-se a alimentação durante a contagem do tempo. inicia-se a contagem do tempo. o mesmo será anulado.72: Temporização com retardo a desenergização. Ao desenergizarmos o dispositivo. Transcorrido o tempo programado. 1.71: Temporização com retardo a energização.

Constituição É constituído de um circuito eletrônico de temporização. Figura 1.com.jaguareletrica. <http://www. 63 . é feito o acionamento do relé magnético. etc.    Eletrônico (Analógico e Digital). ocupam menor espaço físico. que comutará os seus contatos (abrirá 15 . por serem dispositivos que apresentam uma série de vantagens sobre os demais. Pneumático. Funcionamento Quando os bornes A1 e A2 (a e b) forem energizados.br/produtos> Acesso em: 23 maio 2007.73: Temporizador.tron-ce. como: maior precisão. que atua sobre um relé magnético. Térmico. Daremos ênfase ao estudo dos temporizadores eletrônicos e pneumáticos.16 e fechará 15 . Eletromecânico. menor desgaste. representando o tempo em segundos) e os bornes para ligação dos condutores. Temporizadores eletrônicos São dispositivos usados nos circuitos elétricos com o objetivo de processar a temporização de manobras. o circuito está alojado em uma caixa de material isolante. o circuito eletrônico entrará em operação. Uma vez vencido este tempo. Fontes: <http://www.com. Na parte frontal dessa caixa são colocados um seletor de tempo (que gira sobre uma escala numerada. realizando a temporização pré-selecionada através do botão seletor.18).br/produtos/produtos_tempo> Acesso em: 23 maio 2007.

Temporizadores pneumáticos É um dispositivo de temporização com características eletropneumáticas. em vista explodida. Fonte: SENAI.Os contatos do relé magnético voltarão à posição de repouso quando os bornes A1 e A2 (a e b) forem desenergizados. dando temporização definida e regulável. Figura 1.  Tensão Máxima de Serviço: normalmente de 250V. MG. 1999.  Corrente Nominal: corrente dos contatos do relé (normalmente 10A). cujo funcionamento está baseado na ação de um eletroímã que aciona uma válvula pneumática. p. 99.74: Temporizador pneumático.75 apresenta os componentes do relé pneumático.  Faixa de Ajuste: é a faixa de tempo a ser ajustada no seletor externo. Características elétricas Suas principais características elétricas são:  Tensão de Acionamento: normalmente 24V. 127V ou 220V. Obs: Retardo na energização. Constituição A Figura 1. 64 .

a sanfona estará cheia de ar e pressionará uma pequena alavanca. Alavanca de armamento do temporizador. que libera a sanfona. regulado previamente. deslocando-se em direção ao balancim. Dispositivo de acionamento da regulagem do temporizador. Terminado o tempo. p. Balancim. 5. Sanfona (resistente aos óleos e envelhecimento). 100. que permanecerão assim enquanto o contator estiver alimentado. 6. que liga a sanfona ao bloco de contatos elétricos. Contatos abridores e fechadores. 7. que liberará o balancim. O seu deslocamento provocará a abertura do contato NF e o fechamento do contato NA. 65 . Legenda 1. 4. que irá encher-se de ar. Fonte: SENAI. MG. Funcionamento Temporizador Pneumático ao Trabalho: estando o temporizador pneumático acoplado ao contator e sendo este alimentado. Válvula. 3. 1999. 2.Figura 1.75: Vista explodida de relé pneumático. Mola Superior. o núcleo atrairá o balancim.

a sanfona estará cheia de ar e pressionará uma pequena alavanca (disparador).1 Definição Fim de Curso é uma chave que opera em função de posições prédeterminadas.Quando seccionarmos a alimentação do contator. Para iniciar um novo ciclo de operação. fazendo com que estes voltem à posição de repouso. o balancim voltará à posição original. 1. os contatos voltarão à posição original de repouso.10 Chave Auxiliar Tipo Fim de Curso 1. pressionando-a para que expulse o ar nela contido. deixando o temporizador pneumático apto para um novo ciclo de operação. Temporizador Pneumático ao Repouso: estando o temporizador pneumático acoplado ao contator. Quando seccionarmos a alimentação do contator. o núcleo forçará o deslocamento do balancim em direção à sanfona. 66 . os contatos NA e NF do temporizador estão em repouso. isto é. Com isto. devemos acionar novamente o temporizador pneumático. atingidas por uma ou mais partes móveis do equipamento controlado. Quando terminar o tempo programado. o contato NF fechará e o contato NA abrirá. o seu núcleo deslocará o balancim em direção à sanfona. que acionará o sistema de sustentação dos contatos. liberando a sanfona para que se encha de ar novamente. Quando o contator for alimentado.10. expulsando o ar nela contido. Também ocorrerá a abertura do contato NF e o fechamento do contato NA.

Acesso em: 17 maio 2007.br>. 67 . bloco de contatos e um elemento de acionamento (cabeçote).Simbologia de chave fim-de-curso.com.Figura 1.kap.10.3 Constituição É basicamente composta por um corpo (carcaça).77. Figura 1. 1.77.76: Chave fim de curso. 1.10. Fonte: <http://www.2 Simbologia O símbolo usado na representação das chaves fim de curso está representado na Figura 1.

Ex: Quando acionado. OBS: os bornes dos contatos são identificados por código numérico. o contato NA fechará antes que o contato prolongado NF abra. quando acionado mecanicamente pelo cabeçote. Figura 1. p. dependente da velocidade de atuação. 68 . A abertura e fechamento dos contatos não dependem da velocidade de atuação. 1999. que ficará fechado até quase o final do curso da ação. 40. MG. quando então se abrirá. Fonte: SENAI. Sistemas de Contatos a) Contatos Simples ou por Impulso Possuem um estágio intermediário entre a operação dos contatos NF e NA. b) Contatos Instantâneos Não possuem estágio intermediário entre a operação dos contatos NF e NA.78: Corpo de chave fim – de – curso.78). Bloco de Contatos É o elemento responsável pelo acionamento elétrico do circuito de comando. Serve como suporte de fixação do elemento de acionamento.E. idêntico aos contatos auxiliares dos outros dispositivos já estudados.C. Feito de materiais de elevada resistência mecânica e trabalham em temperaturas variadas (Ver Figura 1.Corpo É o elemento responsável pela proteção mecânica dos contatos e bornes. Contatos Prolongados São usados para situações específicas. padronizados pela I.

Figura 1.br. Fonte: http://www. o mecanismo operador externo (Batente) deverá acionar perpendicularmente ao eixo de rotação da alavanca (Haste). Existem vários tipos de cabeçote. É escolhido de acordo com o comando a ser executado. e seu retorno pode ser automático ou por acionamento.com. Fonte: http://www. b) Percurso de Ação Angular Para cabeçotes de alavanca e cabeçotes de hastes.br. a) Percurso de Ação Retilínea Os cabeçotes podem ser acionados na posição vertical ou horizontal. conforme apresentado na Figura 1.com./chavefimdecurso > Acesso em: 17maio 2007. que trabalham em dois movimentos básicos: percurso de ação retilínea e percurso de ação angular.79: Cabeçote de percurso retilíneo.kap.kap. 69 ./chavefimdecurso > Acesso em: 17 maio 2007.79.Elemento de acionamento (cabeçote) Elemento que abriga os mecanismos de acionamento da chave fim .80: Cabeçote de percurso angular.de – curso. Figura 1.

70 . excêntricos. através de partes móveis de máquinas como hastes.82 mostra alguns tipos de acionamentos (cabeçotes) das chaves fim – de – curso disponíveis no mercado. A Figura 1.com. Acesso em: 17 maio 2007. etc.com.4 Funcionamento Acionando-se o cabeçote de comando.kap.10.A Figura 1.81: Percurso de Acionamento. as setas indicam o sentido do acionamento do cabeçote.br/chavefimdecurso>. ressaltos. Fonte: http://www. Figura 1. Será executada a comutação dos contatos. 1.kap.82: Tipos de acionamentos de chaves fim – de – curso.br/chavefimdecurso >Acesso em: 17 maio 2007.81 ilustra algumas recomendações de acionamento. Fonte: <http://www. que irão operar diretamente em circuitos auxiliares e de comando. Figura 1.

71 .10. Proteção total contra penetração de pó. Normalmente é de 10A. sua proteção contra choques. Grau de Proteção O grau de proteção é expresso em código devidamente normalizado. Normalmente é de 500VCA ou 600 VCC. provenientes de qualquer direção.1.5 Características As principais características das chaves fim – de – curso são: Tensão Nominal de Isolamento Varia de acordo com o material usado na fabricação do dispositivo. penetração de corpos estranhos sólidos e líquidos.  Primeiro algarismo (6): proteção total contra contato com partes sob tensão ou em movimento. estão relacionadas as diversas classificações a que estão sujeitos os invólucros dos aparelhos elétricos. 50 milhões de manobras. Número de manobras Define a vida útil do dispositivo. Corrente Nominal É baseada na estrutura de seus contatos e bornes. etc.  Segundo algarismo (5): proteção contra jatos de água. no que diz respeito ao grau de proteção. Ex: 10 milhões de manobras. Ex: IP 65  IP: Significa Grau de Proteção. No Quadro 4. que classifica para determinado equipamento.

4 Proteção contra respingos de água de todas as direções. 6 Todas as peças energizadas completamente protegidas. Nas indústrias com processos automatizados os sensores são elementos muito importantes. Proteção contra corpos sólidos acima de 1 mm. Blindagem à prova de pó.11. 1. Proteção contra acúmulo de poeiras nocivas. 4 Proteção contra ferramentas. Podemos afirmar que todos os processos que necessitam de algum tipo de controle ou supervisão requerem sensores para fornecer informações. 3 2 Proteção contra gotas de água até uma inclinação de 15 graus com a vertical. Proteção contra corpos estranhos sólidos.Quadro 4 Índices de Proteção 1º Algarismo Proteção do acesso às partes energizadas 0 1 Sem proteção Proteção contra toque acidental com a mão. 5 Proteção completa contra toque. Proteção contra respingos de 2º Algarismo 0 1 Proteção contra líquidos Sem proteção Proteção contra gotas de água na vertical.11 Sensores 1.1 Definição O sensor é um dispositivo capaz de monitorar a variação de uma grandeza física e transmitir esta informação a um sistema de controle. água até uma inclinação de 60 graus com a vertical. de dimensões acima de 12 mm. Proteção contra corpos estranhos sólidos. 6 Proteção contra submersão. 72 . Há vários tipos de sensores em um processo automatizado que pode ser colocado em diferentes pontos. 2 Proteção contra toque dos dedos. 5 Proteção contra jatos de água de todas as direções. 3 Proteção contra acessos acidentais de ferramentas. de dimensões acima de 50 mm.

Acesso em: 24 maio 2007. possuem apenas dois estados (ligado ou desligado.83: Microchave. Este sinal pode servir de entrada. Este sensor pode ter os contatos abertos ou fechados na posição de repouso (sem ação de campo magnético).11. as lâminas se unem fechando o contato elétrico. ou seja. 73 . provoca desgaste nos contatos elétricos do sensor. para o controlador do avanço e recuo de um cilindro pneumático.com. Não é aconselhável usar sensor do tipo detector por contato em aplicações que exijam grande número de comutações do sensor porque abrir e fechar a chave um grande número de vezes. Figura 1. O contato irá abrir quando o campo magnético deixar de existir.br>. por exemplo. por exemplo.metaltex.1. O sinal de saída da microchave é elétrico e indica se ela foi ou não acionada.2 Tipos de sensores Microchave ou sensor de fim de curso As microchaves transmitem apenas sinais digitais. aberto ou fechado).83 ilustra uma microchave industrial. Quando o conjunto estiver sob a ação de um campo magnético. sendo que os abertos são chamados de contatos NA (normal aberto) e os fechados de contatos NF (normal fechado). como o de um imã. Sensor de contato (reed-switch) O sensor de contato reed switch funciona de maneira semelhante a microchave. Fonte: <http://www. mas pela ação de um campo magnético. A Figura 1. A diferença é que seu acionamento não é pela ação de um contato físico. O sensor é composto de uma ampola de vidro que contém duas lâminas e um gás inerte.

com a vantagem de não possuir nem contatos.86 apresenta alguns tipos de sensores de proximidade. nem atuadores mecânicos. dispositivo ou equipamento.84: Composição do sensor de contato (reed-switch). Figura 1.85: Símbolo do sensor de contato (reed-switch). 74 . A Figura 1. O sinal de um sensor pode ser usado para habilitar. desabilitar ou controlar o funcionamento de um circuito.Figura 1. Sensores de proximidade O sensor de proximidade é uma chave eletrônica semelhante a um fim de curso mecânico.

br >. não depende de contato físico com as partes móveis dos equipamentos. Fonte: <http://www. alta velocidade e grande confiabilidade nos acionamentos.86: Sensores de proximidade. O acionamento dos sensores. basta apenas que estas partes se aproximem. Os sensores de aproximação foram desenvolvidos para atender às especificações de sistemas mais modernos.Figura 1. no princípio da variação da indutância eletromagnética. 75 . onde é necessário conciliar.com. a uma distância que varia de acordo com o tipo de sensor utilizado. entretanto. 2009.b2babimaq. Sensores Indutivos O sensor indutivo é utilizado para detectar a presença ou o deslocamento de objetos metálicos. O seu funcionamento é baseado. Acesso em: 18 fev.

87. Quando se aproxima um objeto metálico da região ativa do sensor há mudanças na amplitude do sinal do circuito oscilador que são percebidas pelo demodulador. o sinal que foi enviado é amplificado e compatibilizado com os níveis de tensão especificados pelo fabricante. Na saída.88: Figura 1.com.Figura 1. Fonte: <http://www. Há diversos modelos de sensores indutivos que variam. A superfície externa frontal do sensor forma uma região chamada "região ativa" onde o sensor detecta a presença ou deslocamento de objetos. como mostra a Figura 1. 2009. principalmente em relação à distância de acionamento. Principio de funcionamento do sensor indutivo.br>. Acesso em: 18 fev.88: Sensor indutivo.metaltex. Os tipos mais comuns são de construção com corpo plástico ou metálico. 76 . As variações percebidas pelo demodulador são transformadas em nível de tensão e aplicadas no detector de nível da tensão.

os sensores capacitivos são construídos com um de corpo plástico ou metálico.A utilização dos sensores indutivos possui vantagens como:  Alta durabilidade. 77 . Da mesma forma que o sensor indutivo. dependendo da massa do material a ser detectado e das características determinadas pelo fabricante.  Alta sensibilidade. Quando um objeto é colocado na região ativa do sensor. O símbolo de um sensor indutivo é apresentado na Figura 1. O princípio de funcionamento deste tipo de sensor está baseado na variação da capacitância de um capacitor. Figura 1.89: Símbolo de um sensor indutivo. ocorre uma mudança da freqüência de oscilação devido à alteração do valor da capacitância formada pela placa sensível e a região ativa. Sensores Capacitivos O sensor capacitivo é utilizado para detectar materiais metálicos e não metálicos como plásticos vidros líquidos e etc. O diagrama de blocos do sensor capacitivo apresenta um funcionamento semelhante ao do diagrama do sensor indutivo.89.  Boa imunidade às influências do ambiente em que ele está instalado.  Baixa manutenção. A distância de detecção normalmente varia de 0 a 20 mm. A diferença encontra-se no estágio oscilador.

O símbolo de um sensor capacitivo está apresentado na Figura 1. 2009. Fonte: <http://www. 78 . Os sensores capacitivos são menos utilizados que os indutivos.92: Figura 1.metaltex.90: Princípio de funcionamento de um sensor capacitivo. Figura 1.com.br>.91: Sensor capacitivo. Acesso em: 18 fev. Eles são utilizados na medição de pequenas pressões diferenciais ou na medição do nível de um líquido em um tanque.92: Símbolo do sensor capacitivo.Figura 1.

Acesso em: 18 fev. sendo um emissor de luz e outro receptor.br>. é o do tipo reflexivo no qual emissor e receptor de luz são montados num único corpo. o qual emitirá o sinal elétrico de saída. um sinal de saída é então enviado ao circuito elétrico de comando. À distância de detecção normalmente varia de 0 a 100 mm. o que reduz espaço e facilita sua montagem entre as partes móveis dos equipamentos industriais. 2009. interrompendo a propagação da luz entre eles. Figura 1. 79 . Normalmente.metaltex. entretanto menor. os sensores ópticos são construídos em dois corpos distintos. dependendo da luminosidade do ambiente. Quando um objeto se coloca entre os dois. A distância de detecção é. desde que este não seja transparente. considerando-se que a luz transmitida pelo emissor deve refletir no material a ser detectado e penetrar no receptor.Sensores Ópticos (Fotoelétricos) Os sensores ópticos detectam a aproximação de qualquer tipo de objeto. Outro tipo de sensor de proximidade óptico.93: Aparência típica de sensores fotoelétricos. Fonte: <http://www. muito usado na automação industrial.com.

O símbolo de um sensor óptico está representado na Figura 1.94: Figura 1.94: Símbolo do sensor óptico. Encoder Um gerador de Pulsos (encoder) é um sensor/transdutor que converte movimento ou posição mecânica através de um eixo em uma série de pulsos eletrônicos. Um exemplo é o encoder incremental que é chamado assim porque o sinal de saída é produzido sucessivamente e a Informação dada é o quanto foi incrementado à posição atual em relação à posição de referência. Este tipo de encoder não informa a posição angular. por exemplo. Existem vários modelos com especificações mecânicas e eletrônicas diferentes. 80 . A posição de referência (o "zero" do encoder) é dada ao se acionar. mas sim o deslocamento em relação a uma posição de referência. uma microchave.

Acesso em: 24 maio 2007.96: Encoder incremental. como ventiladores.1 Introdução Os motores elétricos de indução podem ser monofásicos ou trifásicos. 81 .metaltex.Figura 1. Fonte: <http://www.12.95: Dispositivo chamado de encoder. pequenas bombas e aparelhos de uso doméstico.com.br>. Figura 1.12 Motor de Indução Trifásico 1. Os motores de indução monofásicos são mais utilizados para o acionamento de pequenas cargas. 1.

1. é o motor mais utilizado na indústria em virtude de sua robustez. Figura 1. 1. p.2 Definição Motor elétrico é uma máquina que tem como função converter energia elétrica em mecânica através do movimento rotativo de um eixo. 2. que requerem velocidades invariáveis em função da carga. 2004. vida útil e facilidade na manutenção. quando é aplicada em seus enrolamentos uma tensão elétrica alternada. por isso será o tema estudado neste capítulo.O motor de indução trifásico. Seu uso é limitado a grandes potências e acionamentos especiais. Fonte: WEG.12.97: Motor de indução trifásico. ou simplesmente MIT.12. Sua velocidade sofre ligeiras variações em função da variação da carga mecânica que é inserida ao seu eixo. baixo custo. 82 .3 Tipos de Motores Elétricos de Indução Trifásico Motor Síncrono Os motores síncronos são motores de velocidade constante e proporcional com a frequência da rede. Motor Assíncrono É utilizado na grande maioria das máquinas e equipamentos industriais por serem robustos e mais baratos.

Classificação dos motores Assíncronos Os motores assíncronos podem ser do tipo rotor gaiola de esquilo, são assim chamados porque seu enrolamento rotórico tem a característica de ser curtocircuitado, assemelhando-se a uma gaiola de esquilo. Outro tipo de motor assíncrono é o motor de anéis ou motor de rotor bobinado, que possui a mesma característica construtiva do motor de indução com relação ao estator, mas o seu rotor é bobinado com um enrolamento trifásico, cujo acesso é feito através de três anéis com escovas coletoras no eixo.

1.12.4 Construção O MIT é composto, basicamente por duas partes:
 Estator

e rotor, conforme mostra a Figura 1.97.

:
Figura 1.98: Motor de indução trifásico em corte. Fonte: WEG. 2004. p.11.

83

Rotor O rotor é constituído de um eixo onde é acoplada uma carga mecânica, o mesmo possui um “pacote” de chapas magnéticas denominado núcleo, que tem como objetivo melhorar a permeabilidade magnética do meio. O enrolamento do rotor pode ser bobinado ou do tipo Gaiola de Esquilo. No rotor Gaiola de Esquilo, os condutores são normalmente de alumínio em forma de barras e estão curto circuitados em cada terminal por anéis contínuos, como mostra a figura acima. Já o rotor Bobinado é constituído de um enrolamento trifásico, fechado internamente em estrela, acessível através de três anéis com escovas coletoras no eixo, conforme mostra a Figura 1.98.

Figura 1.99: Motor assíncrono de rotor de anéis. Fonte: WEG. 2004. p.19

L0-0=0 É formado por uma carcaça normalmente construída de ferro fundido, que é a estrutura de todo o conjunto. Internamente a ela existe o núcleo que é um “pacote” de chapas magnéticas com a função de concentrar as linhas de indução criadas pelos enrolamentos quando são conectados à corrente alternada. Nas ranhuras do núcleo do estator, existe o enrolamento trifásico que é constituído de três conjuntos de bobinas de cobre defasadas de 120º geométricos. Estas bobinas interagem-se, produzindo um campo magnético girante, que só é possível graças à construção do estator (as bobinas estão defasadas de 120º geométricos), e por serem alimentados por correntes alternadas trifásicas, cujas fases estão defasadas entre si de 120º elétricos.

84

1.12.5 Princípios de Funcionamento Quando é aplicada uma tensão alternada nos enrolamentos do estator, surge um campo magnético girante, devido à circulação de corrente. As linhas de indução deste campo magnético “cortam” os condutores do rotor, induzindo neles uma diferença de potencial (DDP), como o circuito está fechado, surge uma corrente induzida que gera um campo magnético em volta dos condutores do rotor, que tende a acompanhar, ou alinhar-se, com o campo girante produzido pelo estator, criando assim o movimento do eixo do motor.

1.12.6 Características gerais dos motores Os motores elétricos possuem uma placa de identificação, colocada pelo fabricante para identificar o motor e mostrar suas principais características, na qual pelas normas, deve ser fixada na carcaça do motor em local visível.

Figura 1.100: Dados de placa de um motor.

85

i) Classe de Isolamento: a classe de isolamento identifica o tipo de materiais isolantes empregados no isolamento do motor. classe H. De acordo com a ABNT as classes de isolamento são: Classe A = 105°C Classe E =120°C Classe B = 130°C Classe F = 155°C Classe H = 180°C j) Ip/In: é a relação entre a corrente de partida e a corrente nominal. classe NY. A maioria dos motores é categoria N. CV ou HP). e) Categoria do Motor: as normas estabelecem 5 categorias básicas de motores: classe N. 86 . significa que é admissível uma sobrecarga de 15% acima da potência nominal. O fator de serviço FS = 1. h) Fator de Serviço: é o fator aplicado à potência nominal que indica a máxima sobrecarga permissível continuamente. g) Velocidade Nominal: indica a velocidade em rotações por minuto (RPM) em condições nominais.15. TRIFÁSICO ou 3FAS). é necessário saber interpretar os dados da placa. f) Potência Nominal: é a potência que o motor pode fornecer dentro de suas características nominais. Geralmente encontramos os seguintes dados nesta placa. a) Identificação do Fabricante: nome. b) Número de Fases: (por exemplo. d) Freqüência Nominal: é a freqüência do sistema elétrico para o qual o motor foi projetado. marca e endereço do fabricante. c) Modelo: modelo do motor.Para instalar adequadamente um motor elétrico. classe D. Se o fator de serviço for de 1. em regime continuo (Watts. classe HY (a antiga norma NBR 7094 estabelecia apenas 3 categorias de motores: N . H e D).0 significa que o motor não foi projetado para funcionar continuamente acima de sua potência nominal.

seguidas por dois algarismos. o 1º Algarismo indica o grau de proteção contra penetração de corpos sólidos estranhos e contato acidental e o 2º Algarismo indica o grau de proteção contra penetração de água no interior do motor.103. p. 87 . 2004.k) Grau de Proteção: a norma NBR 6146 define os graus de proteção dos equipamentos elétricos por meio das letras características IP. Quadro 5 Graus de proteção Fonte: WEG.

m) Corrente Nominal: é corrente absorvida quando o motor funciona em potência nominal (em A). Os motores normais são projetados para regime contínuo. As Figuras a seguir apresentam as ligações de motores trifásicos que atualmente são as mais usadas em baixa tensão. vários tipos de regimes de funcionamento. através da combinação desejada. p) Regime: o regime é o grau de regularidade da carga a que o motor é submetido. isto é. padronizadas por norma. o) Rendimento Nominal: o rendimento representa a relação em percentual entre a potência elétrica fornecida pela rede e a potência mecânica fornecida no eixo. O motor de indução pode ser ligado a uma. São previstos. a bobina só trabalha com uma tensão. o motor de 3 terminais só poderá ser ligado em uma tensão. n) Letra-Código: muitos fabricantes fornecem uma letra-código indicando a relação entre corrente nominal com rotor bloqueado sob tensão nominal. ou quatro tensões diferentes. duas. por tempo indefinido. por norma. As tensões que poderão ser aplicadas ao estator serão determinadas pelo tipo de ligação e dependerão do número de terminais (pontas) do estator. o motor de 6 e 9 terminais poderá ser ligado em 2 tensões e o motor de 12 terminais poderá ser ligado em 4 tensões. Com isso fornece uma relação aproximada entre os KVA consumidos por CV de potência com o rotor bloqueado. suportando uma variação de aproximadamente 10% (em Volts). No entanto. m) Fator de potência: Indica a relação entre a potência aparente e a potência ativa. q) Formas de ligação: indica por meio de esquemas e números a forma de se ligar o motor. um funcionamento com carga constante. independente do número de terminais e da tensão aplicada aos terminais do motor. como por exemplo. 88 . desenvolvendo potência nominal. a tensão de triângulo.l) Tensão Nominal: é a tensão da rede para o qual o motor foi projetado.

1 Definição São dispositivos empregados em comandos elétricos para modificar os valores de tensão e/ou corrente. numa determinada relação de transformação. estrela-estrela(380V) e triângulo(440V).13 Transformadores para Comandos Elétricos 1.  Ligação de motores de 12 (doze) terminais: Figura 1. O transformador de comando tem como objetivo compatibilizar a tensão/corrente da rede elétrica com a tensão/corrente necessária no comando.101: Ligação de motores de seis terminais em triângulo e estrela.13. Ligação de motores de 06 (seis) terminais: Figura 1.102: Ligação de motores de 12 terminais em triângulo-triângulo(220V). 1. 89 . que varia de acordo com a aplicação.

com>. Figura 1.com.fateback.1.104. montadas sobre um núcleo de ferro – silício laminado.    Núcleo de Ferro: responsável pela concentração do campo magnético criado a partir da alimentação do enrolamento primário. sinalização e comandos (Figura 1. Figura 1.103: Transformador de tensão (aspecto físico). Fontes: <http://www.valvestate. 90 . <http://www.13.br/acessorios> Acesso em: 24 maio 2007.inventec.2 Tipos de transformadores Transformadores de tensão São transformadores redutores de tensão cuja função é alimentar circuitos de controle.102). sendo uma bobina primária e uma secundária.  Enrolamento Primário: bobina onde aplicamos a tensão que será modificada. Acesso em: 24 maio 2007. Simbologia Os símbolos do transformador de tensão são mostrados na Figura 1.104: Símbolos do transformador de tensão. Constituição São compostos por duas bobinas.

cria-se um campo magnético variável.geocities. ao ser cortado pelo fluxo variável. que é o valor de tensão desejada de saída.  Enrolamento Secundário: bobina onde será obtida a tensão desejada. Acesso em: 24 maio 2007. Funcionamento Quando uma tensão alternada é aplicada ao enrolamento primário. O enrolamento secundário.com/saladefisica/funciona/transformador>. 91 . Figura 1. Fonte: <http://www. produzirá uma Força Eletromotriz Induzida no enrolamento secundário.105: Construção do transformador.

 Corrente Nominal do Secundário: corrente máxima que pode percorrer o enrolamento secundário. Características Para especificar corretamente um transformador de tensão. 92 . Será obtida de acordo com a relação de transformação.  Tensão Nominal do Secundário: tensão de saída do transformador.Figura 1.com/saladefisica7/funciona/transformador> Acesso em: 24 maio 2007.  Tensão Nominal do Primário: máxima tensão que deve ser aplicada ao enrolamento primário do transformador. Fonte: <http://br. é necessário conhecer as principais características do dispositivo:  Relação de Transformação: é a relação entre a tensão aplicada ao enrolamento primário e a tensão induzida no enrolamento secundário. se aplicarmos 220V no enrolamento primário. Ex: Relação de transformação 2:1 – significa que. teremos no secundário 110V.106: Funcionamento do transformador.geocities.

Auto-transformador Dispositivo usado para reduzir a tensão de partida dos motores de rotor em curto . Simbologia O símbolo do autotransformador trifásico é mostrado na Figura 1.circuito. mantendo um conjugado para a partida e aceleração do motor. etc.  Separar o circuito principal do circuito auxiliar.Aplicações  Reduzir a tensão da rede a nível compatível com o valor da tensão de alimentação dos componentes de comando (bobinas. restringindo e limitando possíveis curtoscircuitos a valores que não afetem os condutores do circuito a que estão ligados. Figura 1. nas intervenções de manobras e correções de defeitos do equipamento. 93 .). relés.107: Autotransformador trifásico.107.  Segurança das pessoas. sinaleiros luminosos.

As bobinas possuem derivações. Figura 1. conforme mostra a Figura 1. Importante: a capacidade do autotransformador deve ser compatível com a potência do motor. 94 . Os três bornes superiores das bobinas são ligados à rede elétrica e nos outros três inferiores se faz um fechamento em estrela (Y). com percentual definido (65% ou 80%). reduzindo a corrente na partida do motor. normalmente 65% e 80%. formando um conjunto trifásico.108: Conexões e taps do autotransformador. Ligando-se a alimentação da rede aos terminais de entrada do autotransformador e a carga em uma de suas derivações. Funcionamento Os motores trifásicos de rotor em curto-circuito absorvem na partida valores de corrente que podem atingir até 07 vezes o seu valor nominal.108. reduziremos ao percentual do valor da derivação a tensão na carga.Constituição É constituído por três bobinas enroladas sobre um núcleo de ferro laminado. que são ligadas à carga.

110.110: Símbolos do transformador de corrente.109 Transformador de corrente. 95 .109). Figura 1. de acordo com sua relação de transformação (Figura 1.Transformador de corrente – TC O transformador de corrente é um dispositivo que reduz os valores de correntes a outros de menor intensidade. Simbologia Os símbolos do transformador de corrente estão mostrados na Figura 1. Figura 1.

Quando circular uma corrente de 1000 A pelo circuito. o secundário e a terra. tão menor quanto maior a relação de transformação do TC. O secundário alimenta os instrumentos ou dispositivos que irão funcionar com corrente reduzida. faz-se a medição. Se for necessário realizar qualquer operação neste circuito. Devido às características construtivas do TC. caso seja aberto em funcionamento. Aplicações São normalmente usados em circuitos onde se deseja fazer medições ou proteção. possibilidade de alteração nas características de funcionamento e de precisão. será de 50A a corrente no secundário do TC e no amperímetro. surgem tensões de vários kilovolts nos terminais do secundário. nunca deixe o TC com o secundário aberto. que indicará a medida real. Os inconvenientes destes fatos são:  Risco de vida para operadores. Por medida de segurança pessoal e do próprio aparelho.  Se não houver danos.  Medição: imagine uma situação em que se necessite medir uma corrente de 1000A. 1000A . 96 .  Aquecimento excessivo: causa a destruição do isolamento e pode provocar contato entre o circuito primário. e deverá ser reduzida. Usando-se um TC com relação de 1000/50 e um amperímetro adequado para esta situação (com escala graduada de 0 – 1000A).Funcionamento O enrolamento primário é o próprio barramento ou cabo que conduz a corrente da carga. que tem um valor elevado. deve-se curto – circuitá-lo antes com um condutor de baixa impedância. ou seja. Essa corrente induz uma corrente na bobina do secundário.

Dessa forma.  Proteção: neste caso.Figura 1. p. 1.1 .111: TC com relação de transformação de 1000/50A. ou quando não se verifica uma variação significativa na tensão entre terminais de cada um dos seus pólos.Definição Segundo a norma IEC-60947-3. Se usarmos um TC com relação 200 / 5. 97 . MG. Um seccionador deve ser capaz também de conduzir correntes em condições normais de circuito. tais como as de curto-circuito. 110. cuja corrente nominal é inferior à da rede. e também de conduzir por tempo especificado.14 Chaves Seccionadoras 1. as correntes em condições anormais do circuito. seccionador é um dispositivo de manobra (mecânico) que assegura. na posição aberta. a corrente no relé será de 5 A. O seccionador deve ser capaz de fechar ou abrir um circuito.14. significa que quando houver uma corrente de 200 A na rede. uma distância de isolamento que satisfaz requisitos de segurança especificados. o TC é associado a um relé térmico. o relé térmico terá seu tamanho reduzido e poderá ser um relé normalizado (da linha de produção). ou quando a corrente estabelecida ou interrompida é desprezível. Fonte: SENAI.

do tipo manual ou automática.As chaves seccionadoras têm as seguintes funções:    Isolar equipamentos ou linhas para a execução de manutenção. 1. por exemplo: disjuntores ou capacitores série para execução de manutenção ou por necessidade operativa. No contexto apresentado. Manobrar circuitos (transferência de circuitos entre os barramentos de uma subestação). é utilizado em subestações de instalação abrigada. As seccionadoras somente podem operar quando houver uma variação de tensão insignificante entre os seus terminais ou nos casos de interrupção ou restabelecimento de correntes insignificantes. As primeiras são próprias para utilização em redes aéreas de distribuição.14. em cubículo de alvenaria ou metálico. a continuidade metálica de um determinado circuito. 98 . “Bypassar” equipamentos. o segundo tipo.Devido a seu poder de interrupção ser praticamente nulo. as chaves seccionadoras devem ser operadas com o circuito a vazio (somente tensão). de modo visível.Também são fabricadas chaves seccionadoras interruptoras.2 Tipos de Chaves Chave Seccionadora Primária É um equipamento destinado a interromper. As chaves seccionadoras podem ser construídas com um só pólo (unipolares) ou com três pólos (tripolares). que são capazes de desconectar um circuito operando a plena carga. normalmente. Bypassar significa criar um caminho alternativo para a corrente elétrica.

Acesso em 05 jul.113 Figuras 1. comanda a operação conjunta dos três pólos ou por mecanismos independentes para cada pólo do seccionador (pantográficos e semi-pantográficos). Mecanismo de operação O mecanismo de operação da seccionadora pode ser manual ou motorizado. 99 .aberto). A operação motorizada pode ser feita por um único mecanismo que. tem mecanismos de operação manual.co/protecciones/espanol/seccionador>. geralmente. A operação manual pode ser feita por uma simples vara isolante (por exemplo: chavefusível em redes de distribuição) ou por uma manivela (ou volante) localizada na base do seccionador.celsa.com. usados em caso de defeito do mecanismo motorizado ou no caso de ajuste das lâminas durante os serviços de manutenção.112: Secionador monopolar de alta tensão a vazio (fechado .112 e 1.Observe as Figuras 1. através de hastes. Fonte: <http://www. 2007. A seccionadora motorizada.

efacec. Fonte: <http://www. 2007.amt. 2007. Figura 1.efacec.pt/images>. Fonte: <http://www.amt. Acesso em: 05 jul.Figura: 1.pt/images>.114: Interruptor-Seccionador fusível – alta tensão. Acesso em: 05 jul.113: Seccionador tripolar a vazio – alta tensão. 100 .

em KV. corrente corrente tipo de acionamento (manual: através de alavanca de manobra. Não contém câmara para extinção de arco voltaico. Chave seccionadora tripolar de baixa tensão É um equipamento capaz de permitir a abertura de todos os condutores não aterrados de um circuito. Chave seccionadora com abertura sem carga (a vazio) O Seccionador a vazio é um equipamento de manobra que deve operar sempre a vazio. ou motorizada). de tal modo que nenhum pólo possa ser operado independentemente. em A. em kV. em kV. nominal. suportável a seco. de curta duração para efeito dinâmico.Especificação Sumária Para especificar uma chave seccionadora tripolar primária é necessário que sejam definidos os seguintes elementos: corrente tensão tensão tensão tensão uso nominal. permitindo o intertravamento com disjuntores ou outros equipamentos de manobra. valor de pico. em kV. ou seja. (interno ou externo). Destina-se especificamente para fins de manutenção. suportável sob chuva. sem corrente. As chaves seccionadoras podem ser classificadas em dois tipos: seccionadora com abertura sem carga e seccionadora sob carga ou interruptor. 101 . em kA. Pode ser construída para instalações abrigadas ou no tempo.      É uma chave de comando manual (local ou à distância quando motorizada). de curta duração para efeito térmico. Geralmente é equipada com contatos auxiliares. o que a torna inadequada para operação sob carga. em kA. valor eficaz. suportável de impulso (TSI).

115: Simbologia de seccionador acionado sem carga. Chave seccionadora sob carga ou interruptor Tem a capacidade de operar com o circuito desde a condição de carga nula até a de carga plena. 102 .116: Simbologia de seccionador-fusível acionado sem carga.117). (Figura 1. As seccionadoras de atuação em carga são providos de câmaras de extinção de arco e de um conjunto de molas capaz de imprimir uma velocidade de operação elevada.116 Figura 1. Figura 1.Simbologia Observe as Figuras 1.115 e 1.

Esse restabelecimento poderia ser causado. por exemplo. Recomenda-se que as seccionadoras utilizadas em circuitos de motores de até 600 V devem ser dimensionadas pelo menos para 115% da corrente nominal. Acesso em: 05 jul.  Devem ser tomadas medidas para impedir a abertura inadvertida ou desautorizada dos dispositivos de seccionamento. A principal função das chaves seccionadoras é permitir que seja feita manutenção segura numa determinada parte do sistema. Quando as seccionadoras são instaladas em circuitos de motores. isto é: I = 1.15 x Inm Quando são instalados em circuitos de capacitor. apropriados à abertura sem carga.br/imagens/seccionadora>. Sobre os dispositivos de seccionamento pode-se estabelecer:   A posição dos contatos ou dos outros meios de seccionamento deve ser visível do exterior ou indicada de forma clara e segura. por choque ou vibrações. devem ser dimensionados pelo menos para 135% da corrente nominal do banco. Fonte: <http://www. ou seja: Isec = 1.117: Seccionador para manobra sob carga. 2007. Os dispositivos de seccionamento devem ser projetados e/ou instalados de forma a impedir qualquer restabelecimento involuntário.jaguareletrica. deve-se desligar tanto os motores como o dispositivo de controle.Figura 1.35 x Icap 103 .com.

As chaves seccionadoras devem ser dimensionadas para suportar. a corrente de curto-circuito.118: Simbologia de seccionador sob carga.119 : Seccionadoras sob carga. 104 .mediaibox. Acesso em: 05 jul. quando previstos. 2007. durante o tempo de 1s.br/templates/produto. porém. Os fusíveis.  Seccionadoras sem porta fusíveis   Apresentam as mesmas características das seccionadoras sob carga. Fonte:http://www. não permitem a incorporação de fusíveis. devem ser montados separadamente Figura 1. o valor eficaz (corrente térmica) e o valor de crista da mesma corrente (corrente dinâmica).  Seccionadoras com porta fusíveis Figura 1.com.siemens.

15. 1. 1. de indicar uma determinada operação em um circuito.15. os fusíveis ficam sem tensão. Também são utilizadas como chave geral de distribuição de circuitos. sinaleiros luminosos ou sinalizadores audiovisuais. ou sonora.1 Introdução A sinalização é uma forma visual. Simbologia Figura 1.     São chaves tripolares normalmente utilizadas em instalações industriais no ramo de alimentação de motores. sobrepostos na sua parte frontal. em uma máquina ou num conjunto de máquinas.120: Simbologia de seccionador-fusível sob carga. Neste estudo serão abordados apenas os sinaleiros luminosos. campainhas. Permitem um seccionamento seguro mesmo quando a carga estiver conectada. Pode ser feita por buzinas. Oferecem segurança na troca de fusíveis. 105 .15 Sinalização 1. São usadas com fusíveis incorporados.2 Simbologia Os símbolos dos sinalizadores mais usados estão no Quadro 6. uma vez que quando desligadas.

Fonte:<http://www. através de um visor com cores padronizadas.Acesso em: 28 maio 2007.Quadro 6 Sinalização audiovisual.15.br/catalogos>. (Figura 1. 1.com. conforme descrito a seguir: 106 .schmersal.121).3 Sinaleiros luminosos São sinaleiros usados para indicar as condições de operação de um circuito.121: Alguns modelos de sinaleiros luminosos. Figura 1. Constituição O sinaleiro luminoso é constituído de um elemento frontal de sinalização e um elemento soquete que podem estar agrupados em uma peça e em alguns casos são modulares.

com. por exemplo. Cor Condições de operação  Vermelho Condições Anormais  Verde Equipamento pronto para operar Exemplos de aplicação Indicação de que a máquina está paralisada devido à atuação de um dispositivo de proteção. A pressão hidráulica ou a tensão estão nos valores especificados.122: Visor frontal de sinaleiro. O ciclo de operação está concluído e a máquina está pronta para operar novamente. todos os dispositivos auxiliares funcionam e estão prontos para operar.-Escolha da velocidade ou do sentido de rotação. temperatura).br/catalogos. perante.  Amarelo Atenção ou cuidado  Branco Circuitos sob tensão em operação (funcionalmente) normal   Azul Informação Todas as funções para as quais não se aplicam as cores acima 107 .a) Elemento frontal de Sinalização Possui um visor colorido à frente de uma lâmpada conforme mostra figura 1. Quadro 7 Cores padronizadas de sinalizadores.-Acionamentos individuais e dispositivos auxiliares estão operando. Fonte: http://www. Acesso em: 28 maio 2007. Partida normal. Chave principal na posição LIGA. Máquina em movimento.121.-Sinal para ciclo de operação automático. Figura 1. As cores dos visores são padronizadas para as principais aplicações e estão relacionadas no Quadro 7. O valor de uma grandeza aproxima-se do seu valor limite (corrente.schmersal. uma sobrecarga ou a qualquer falha.

O elemento soquete pode ser acoplado a um transformador. Visor: Termoplástico.soquetes E-14 e BA9S.Em alguns casos. pode-se usar sinaleiro com visor translúcido. resistor. 93. internamente estriado ou serrilhado. cores. potência e temperatura nos quais o componente será submetido. Fonte: SENAI. tensão. A especificação é feita de acordo com o modelo (que determina suas dimensões.pisca. 1998. conversor ou um pisca . p. 108 .123: Elemento soquete. números ou símbolos em suas lentes. diâmetro da furação e forma de fixação ao painel.123. Exemplo: 220V/2W (T= 85º C) Abaixo estão apresentados alguns dados técnicos de sinaleiros da Linha Sinofix.    “Corpo: Termoplástico”. retirados de catálogo eletrônico da Ace Schmersal. Figura 1. conforme Figura 1. de acordo com as características elétricas da lâmpada usada e do tipo de sinalização. que é por meio de rosca no corpo do sinalizador. A especificação do sinaleiro é feita de acordo com o tipo de lâmpada a ser usada. Aro frontal: Termoplástico. que possibilita a inserção de dizeres. b) Elemento Soquete É um dispositivo acoplável aos elementos frontais de comando. MG. São projetados para uso de lâmpadas incandescentes .). etc.

Acesso em: 29 maio 2007. 48 e 110V.crimper. Lâmpadas: a) Incandescente de 6. 1. luvas de emenda. 24 e 48 ~ / b) Neon de 110 e 220V~ (com resistor)/c) Diodos luminosos de 6.2 Tipos de terminais Terminal e luva pré isolados São terminais fabricados em cobre eletrolítico com acabamento estanhado e a isolação em PVC. 24. eliminando assim. etc.16. 109 . pré-isolados e pré-isolados reforçados. soldáveis ou "plug-in".16 Terminais 1.    Ligação: Terminais chatos de latão estanhado 2. linguetas planas. 12. as perdas devido ao mal contato.124: Terminais. forquilhas tipo anel. Proteção: IP40 no frontal do painel. 12.1 Introdução Os terminais são componentes que são conectados aos condutores dos circuitos e tem como função aumentar o contato elétrico entre o condutor e o borne ou outro local a ser conectado o condutor. Fonte: < http://www. pinos retos. forquilhas. anzóis. forquilhas pontas dobradas.8 e 2. Figura 1.8 x 0.br>.16. normalmente tem ranhuras no interior para melhorar o contato elétrico e aumentar a resistência ao deslizamento do condutor.25 a 6mm².0 mm. pinos. 24 e 48V~ (com resistor e diodo de proteção) d) LED de 6. paralelos de derivação. Constituem-se em: anéis. Temperatura admissível: 70º C. 1.8 mm. podendo ser sem isolação. Espessura da chapa do painel: Entre 0.com.   Fixação ao painel: Por pressão/encaixe no furo. Normalmente abrange as bitolas de 0. 12.

pré-isolados reforçados. etc.5 a 2.5 mm².5 a 1. possui tratamento superficial de estanho. Figura 1. Fonte: < http://www. engates tipo fêmea totalmente isolados. Acesso em: 29 maio 2007. Fonte: <http://www.com.intelli. engates tipo macho.br/produtos. totalmente isolados e isolados em acopladores de nylon. Abrange as bitolas de 0. sendo: Exemplo:    Os terminais de cor vermelha – Cabos de 0. 110 .126: Terminais de encaixe.25 a 6mm².br/produtos>. Acesso em: 29 maio 2007. Os terminais de cor azul – Cabos de 1.0 mm². Terminais de encaixe São terminais fabricados a partir de fitas de latão ou cobre.5 mm².intelli. com isolação e com garra.É possível identificar a seção transversal do cabo que poderá ser conectado aos terminais através de um código de cores. Os terminais de cor amarela – Cabos de 4. Figura 1. podendo ser sem isolação.com.phpis>.0 a 6.125: Identificação dos terminais pela cor. engates tipo macho-fêmea. pré-isolados. Constituem-se normalmente em engates tipo fêmea.

Terminais e luvas tubulares

Normalmente são fabricados a partir de tubos de cobre de alta condutibilidade e possui tratamento superficial de estanho, resistente aos efeitos da corrosão. Abrange a bitolas de 0,50 a 630,00mm², podendo ser nos seguintes modelos: terminais tubulares: 1 furo e 1 compressão ou 1 furo e 2 compressões, 2 furos e 1 compressão ou 2 furos e 2 compressões. Luvas tubulares: 1 compressão ou 2 compressões, ambas com limitador central para posicionar corretamente os condutores.

Figura 1.127: Terminais e luvas tubulares. Fonte: < http://www.crimper.com.br>. Acesso em: 29maio 2007.

Terminal Pré-isolado tipo ilhós (Pino Tubular) “São terminais fabricados em cobre com camada de estanho. Apropriado para uso em componentes eletro-eletrônicos que exigem reduzidas dimensões para contato e excelente resistência às vibrações. Disponíveis para cabos de bitola 0,75 a 25 mm².”

Figura 1.128: Terminais tipo ilhós. Fonte: < http://www.intelli.com.br>. Acesso em: 29 maio 2007.

111

Ferramentas As ferramentas para aplicação deverão ser escolhidas de acordo com o tipo de terminal que está sendo utilizado. Na Figura 1.129 estão representados alguns tipos de alicates usados para aplicação de terminais, disponíveis no mercado.

Figura 1.129: Alicates prensa-terminais. Fonte: <http://www.hellermann.com.br>. Acesso em: 29 maio 2007.

112

1.17 Bornes de conexão
1.17.1 Introdução São dispositivos usados nas instalações elétricas para facilitar o processo de interligação entre circuitos, como alimentação, carga, teste, e medição,

proporcionando para tais circuitos, a possibilidade de derivações, emendas, continuidade, ligações, saídas, etc. (Figura 1.130).

Figura 1.130 Bornes de conexões. Fonte: <http://www.siemens.com.br/upfiles>. Acesso em: 30 maio 2007.

1.17.2 Simbologia O símbolo de borne de conexão é mostrado na Figura 1.131.

Figura 1.131 Símbolo de borne de conexão.

113

mediante um mínimo de peças necessárias. resolvendo inúmeros problemas de ligações elétricas. trilho. que serve para encaixe do conector ao trilho (Figura 1.com. identificadores e tampa de proteção.br>. para entrada dos condutores e em sua parte inferior uma saliência. Acesso em: 16 maio 2007. Os componentes deste sistema são: + Figura 1. Figura 1.br>. com seus respectivos acessórios representam um sistema fácil e flexível de conexões. 114 . placa separadora. garra final.com. Acesso 30 maio 2007.3 Constituição de um sistema de conexão Os conectores.133). ponte de interligação. Apresenta bornes em seus extremos. a) Componente principal: conector unipolar b) Acessórios: placa final.133: Conector unipolar.132: Componentes de um sistema de conexão.1. Fonte: <http://www. Conector Unipolar Possui corpo isolante que permite a montagem e isolamento das peças condutoras (contatos).siemens. Fonte: <http://www.17.conexel.

Para cada conjunto de conectores são utilizadas duas garras de fixação.135: Garra final ou poste.com.135.conexel.conexel. para evitar o desprendimento dos conectores. Observe a Figura 1. Acesso em: 16 maio 2007. Garra Final Elementos que são fixados nas extremidades do trilho.Placa Final É uma placa isolante que serve para fechar o último conector montado no trilho. 115 . Figura 1.134 Placa final. conforme mostra a Figura 1. Acesso em: 16 maio 2007.com. também chamadas de postes.br>.br>.134. Figura 1. Fonte: <http://www. Fonte: <http://www.

com.com. Placa Separadora É uma placa que serve para separar e isolar os bornes.136. Acesso em: 16 maio 2007. Na Figura 1.conexel.137. Fonte: <http://www. Acesso em: 30 maio 2007. Figura 1.siemens.Trilho É o elemento suporte.br> . onde serão fixados os conectores unipolares e outros elementos acessórios.136. Fonte: <http://www. Trilho. onde temos 03 placas separadoras na cor amarela.br>. apresentado na Figura 1. Figura 1. 116 .137: Placa separadora. podemos observar um conjunto de conectores unipolares.

Acesso em: 16 maio 2007. São encaixados no conector manualmente. Observe a Figura 1. (Figura 1.com.4 Características elétricas As principais características deste dispositivo são:  Tensão de Isolação: deve superar o valor da tensão da rede onde serão instaladas. Fonte: <http://www.Ponte de Interligação Serve para interligar dois ou mais conectores. 1.conexel. Figura 1.br>. Fonte: <http://www.139: Identificador de bornes. de acordo com a necessidade do circuito. Figura 1. 117 . Identificadores São de diversos modelos e utilizados para identificar os bornes dos conectores.17.138).138: Ponte de interligação.139.conexel. Acesso em: 16 maio 2007.com.br> .

emenda nos condutores.5 .5 mm2 e 35 mm2 (Figura 1.4.5 .  Tensão Nominal: deve ser compatível com a tensão onde o borne será instalado.br/upfiles>.17. Fonte: http://www.140).0 1.0 34. que estabelece os limites máximo e mínimo das bitolas dos condutores adequados a cada tipo de borne.5 Tipos de conectores unipolares 2. A Tabela 3 apresenta os dados técnicos de um conector da linha 8WAI da Siemens.0 0.0 0.4.5 . Tabela 3 Conector 8WAI Siemens Seção (mm2) Corrente Permanente (A) Tipo de condutor Fio (mm2) Cabo Flexível (mm2) Temperatura Ambiente Temperatura Máxima Tensão de Isolação 1.6. Seção dos Condutores: possuem uma faixa para os valores de seção.com.5 26. Acesso em: 30 maio 2007. Figura 1.siemens. 118 . etc.  Corrente Nominal: varia de acordo com a capacidade de corrente dos condutores instalados.5 até 55º 100º 800 V 4.140: Conectores de passagem.0 0. São fabricados para cabos entre 2. saídas.2.0 até 55º 100º 800 V Conectores de Passagem São usados para permitir a continuidade do circuito.25 .

siemens.142: Conector seccionador fusível. sem interrupção do serviço (Figura 1. Conector Seccionador Fusível Além de fazer a conexão entre as partes do circuito.141: Conectores seccionadores. destina-se à proteção de curto-circuito (Figura 1.141).siemens.com. Figura 1.142). Acesso em: 30 maio 2007. Conectores Terra É um tipo de conector de passagem que efetua a continuidade elétrica dos circuitos e o aterramento dos mesmos. Figura 1.com. Fonte: <http://www.br/upfiles>.Conectores Seccionadores de Medição São utilizados para testar e seccionar circuitos com transformadores de corrente. Acesso em: 30 maio 2007. Fonte: <http://www.br/upfiles>. 119 .

OBS: além dos conectores unipolares.Figura 1. 120 . um claro exemplo é o sistema que utiliza as chaves de partida tipo soft-starter.18 SOFT-STARTER 1. Fonte: <http://www.18. existem outros tipos. principalmente porque faz com que a partida do motor seja realizada de forma suave. conectores para motores.br> Acesso em: 30 maio 2007.143: Conector Terra. 1.com..1 Introdução Algumas técnicas foram desenvolvidas com o objetivo de controlar a corrente de partida de motores elétricos. tais como: conectores em barra (Sindal).siemens. etc.. Estes equipamentos eletrônicos vêm assumindo significativamente o lugar de outros sistemas anteriormente desenvolvidos. aumentando desta forma a qualidade da partida.

wegelectricalmotors.18.2 Princípios de funcionamento/estrutura básica Segundo o Guia de aplicação de Soft-starter: “O funcionamento das soft-starters está baseado na utilização de um circuito eletrônico de potência. conforme uma programação feita previamente. A função de otimização de energia reduz a tensão aplicada aos terminais do motor de modo que a energia necessária para suprir o campo seja proporcional à demanda da carga. 1.com>.65). Isso nos trás benefícios na prática. pois é comum selecionar um motor com potência superior ao máximo que 121 . Fonte: <http://www. “Um Soft-Starter que inclua características de otimização de energia altera a operação do motor.Figura 1.. que é comandado através de uma pa eletrônica de controle. a fim de ajustar a tensão de saída. Acesso em: 31 maio 2007. p.144: Aspecto físico de uma soft-starter.” (WEG..

p. existe. 74). já que notamos nitidamente que podemos dividir a estrutura acima em duas partes: o circuito de potência e o circuito de controle. quando alimentado à tensão nominal.a carga exige. 65 122 . p. Figura 1. como no caso de compressores. onde variamos o valor eficaz de tensão aplicada ao motor.145: Diagrama em blocos simplificado. Fonte: WEG.” (WEG. algumas aplicações onde a potência do motor deve ser definida em função de um pico de carga. a soft-starter controla a tensão da rede através do circuito de potência. esta energia poderá ser economizada. Guia de aplicação de soft-starter. O motor selecionado para qualquer aplicação estará quase certamente sobredimensionado e por esta razão.145. apesar de a carga nominal muitas vezes ser muito menor. mesmo à plena carga. faremos uma análise mais detalhada de cada uma das partes individuais desta estrutura. que ocorre intermitentemente. ainda. Além disso. Como podemos ver na Figura 1. A seguir.

sendo assim. p. É constituído basicamente pelos SCRs e suas proteções. na saída da mesma. uma tensão eficaz gradual e continuamente crescente até que seja atingida a tensão nominal da rede. 123 . 399: “Onde estão os circuitos responsáveis pelo comando. p. módulo 1 – comando e proteção. mais no sentido de oferecer uma opção mais barata para aplicações onde não sejam necessárias funções mais sofisticadas.18. Graficamente podemos observar isto através da Figura 1.3 Principais características/ funções Além das características mostradas anteriormente as soft-starters também apresentam funções programáveis que permitirão configurar o sistema de acionamento de acordo com as necessidades do usuário. Os transformadores de corrente fazem a monitoração da corrente de saída permitindo que o controle eletrônico efetue a proteção e manutenção do valor de corrente em níveis pré-definidos (função limitação de corrente ativada). Rampa de tensão na aceleração As chaves soft-starters têm uma função que gera. monitoração e proteção dos componentes do circuito de potência.” Circuito de controle De acordo com o Manual de treinamento WEG.” 1. módulo Comando e proteção. bem como os circuitos utilizados para comando. “Este circuito é por onde circula a corrente que é fornecida para o motor.399. totalmente digitais.Circuito de potência Segundo o Manual de treinamento WEG.146. Alguns fabricantes ainda produzem alguns modelos com controle analógico. e os TCs (transformadores de corrente). Atualmente a maioria das chaves soft-starters disponíveis no mercado são microprocessadas. sinalização e interface homemmáquina que serão configurados pelo usuário em função da aplicação.

124 . 69). etc . A melhor aproximação poderá ser alcançada através do cálculo do tempo de aceleração do motor. e qual o melhor valor de tensão de pedestal para que o motor possa garantir a aceleração da carga. Guia de aplicação de soft-starter. atuação da função de limitação de corrente. p. Não existe uma regra prática que possa ser aplicada para definir qual deve ser o valor de tempo a ser ajustado. quanto o de tempo de rampa são valores ajustáveis dentro de uma faixa que pode variar de fabricante para fabricante. “Atentem ao fato de que quando ajustamos um valor de tempo de rampa. Isto na realidade dependerá das características dinâmicas do sistema motor/carga.146: Rampa de tensão aplicada ao motor na aceleração. e de tensão de partida (pedestal).Figura 1. Tanto o valor do pedestal de tensão.” (WEG. isto não significa que o motor irá acelerar de zero até a sua rotação nominal no tempo definido por ta. como por exemplo: sistema de acoplamento. momento de inércia da carga refletida ao eixo do motor.

por inércia ou controlada. Figura 1. Na parada controlada. que por sua vez. a soft-starter leva a tensão de saída instantaneamente a zero. respectivamente. irá perdendo velocidade. Nestes casos.” 125 . até que toda energia cinética seja dissipada.147: Perfil de tensão na desaceleração. 70) Graficamente podemos observar a Figura 1. Kick Start “Existem cargas que no momento da partida exigem um esforço extra do acionamento em função do alto conjugado resistente. implicando que o motor não produza nenhum conjugado na carga.Rampa de tensão na desaceleração “Existem duas possibilidades para que seja executada a parada do motor. a soft-starter vai gradualmente reduzindo a tensão de saída até um valor mínimo em um tempo pré-definido.147. isto é possível utilizando uma função chamada ”Kick Start. normalmente a soft-starter precisa aplicar no motor uma tensão maior que aquela ajustada na rampa de tensão na aceleração. 70.” (WEG. p. Fonte: WEG. Na parada por inércia. p.

p.Como podemos ver na Figura 1. 72). suficiente para vencer o atrito. Guia de aplicação de soft-starter.148: Representação gráfica da função “Kick Start”. 126 . é utilizada uma função denominada de limitação de corrente. Figura 1. Esta função faz com que o sistema rede/soft-starter forneça ao motor somente a corrente necessária para que seja executada a aceleração da carga. e assim acelerar a carga.esta função faz com que seja aplicado no motor um pulso de tensão com amplitude e duração programáveis para que o motor possa desenvolver um conjugado de partida. 72. pois ela somente deverá ser usada nos casos onde ela seja estritamente necessária.147: “.. Deve-se ter muito cuidado com esta função.” (WEG. Guia de aplicação de softstarter. Fonte: WEG. p.” (WEG. p. Limitação de corrente “Na maioria dos casos onde a carga apresenta uma inércia elevada.. 71-72).

Ocorre então a necessidade de se impor um valor limite de corrente de partida de forma a permitir o acionamento do equipamento bem como de toda a indústria. p. garante um acionamento realmente suave e. onde normalmente é necessário estabelecer uma rampa de tensão na aceleração. São habilitadas também as proteções de seqüência de fase e subcorrente imediata.No Gráfico abaixo podemos observar como esta função é executada. melhor ainda. 73. p. Guia de aplicação de soft-starter.” (WEG. pois. Pump control “Esta função é utilizada especialmente para a aplicação de partida softstarter em sistemas de bombeamento. viabiliza a partida de motores em locais onde a rede se encontra no limite de sua capacidade. A limitação de corrente também é muito utilizada na partida de motores cuja carga apresenta um valor mais elevado de momento de inércia. Guia de aplicação de soft-starter. Trata-se na realidade de uma configuração específica (pré-definida) para atender este tipo de aplicação. Fonte: WEG. 402. uma rampa de tensão na desaceleração e a habilitação de proteções. “Este recurso é sempre muito útil. 127 .” (WEG.). Normalmente nestes casos a condição de corrente na partida faz com o sistema de proteção da instalação atue. Gráfico 1: Limitação de corrente. 74). A rampa de tensão na desaceleração é ativada para minimizar o golpe de aríete. impedindo assim o funcionamento normal de toda a instalação. prejudicial ao sistema como um todo. p.

Em termos práticos pode-se observar uma otimização com resultados significativos somente quando o motor está operando com cargas inferiores a 50% da carga nominal. 403. reduz a tensão aplicada aos terminais do motor de modo que a energia necessária para suprir o campo seja proporcional à demanda da carga.” (WEG. é muito difícil de encontrar. o que atualmente em virtude da crescente preocupação com o desperdício de energia e fator de potência. 128 . Guia de aplicação de soft-starter. 74-75).Economia de energia “Uma soft-starter que inclua características de otimização de energia simplesmente altera o ponto de operação do motor.18. Isto. Esta função.4 Proteções Sobrecorrente imediata na saída Ajusta o máximo valor de corrente que a soft-starter permite fluir para o motor por período de tempo pré-ajustado. Gráfico 2: Proteção de sobrecorrente imediata. Fonte: WEG. 1. p. quando ativada. pois estaríamos falando de motores muito sobredimensionados. p. (via parametrização). vem sendo evitado a todo custo. diga-se de passagem.

Subcorrente imediata “Ajusta o mínimo valor de corrente que a soft-starter permite fluir para o motor por período de tempo pré-ajustado (via parametrização). 404). Sobrecarga na saída (Ixt) “Supervisiona as condições de sobrecarga conforme a classe térmica selecionada. p. p. Sobretemperatura no circuito interno de potência “Monitora a temperatura no circuito de potência através de um termostato montado sobre o dissipador de alumínio. sistemas de bombeamento. p. enviando uma mensagem de erro que será mostrada no display”. Caso a temperatura do dissipador superar 90 °C. o termostato irá comutar fazendo com que a CPU bloqueie imediatamente os pulsos de disparo dos tiristores. 129 . Manual de treinamento. Manual de treinamento. protegendo o motor termicamente contra sobrecargas aplicadas ao seu eixo. por exemplo. Fonte: WEG.” Gráfico 3: Proteção de subcorrente imediata. . onde também estão montados os tiristores. 405).” (WEG. esta função é muito utilizada para proteção de cargas que não possam operar em vazio como. (WEG.404.

Caso haja alguma irregularidade. é que qualquer operação de reversão deverá ser feita na saída da chave. Falta de fase na rede Detecta a falta de uma fase na alimentação da softstarter e bloqueia os pulsos de disparo dos tiristores. módulo 1 – comando e proteção. 405). Falha no circuito interno Detecta se o circuito interno está danificado. p. também. podemos citar o acionamento para bombas.” (Manual de treinamento WEG. Interferência eletromagnética. p. serão bloqueados os pulsos de disparo dos tiristores e será enviada uma mensagem de erro através do display. Esta proteção pode ser habilitada para assegurar que cargas sensíveis a inversão do sentido de giro não sejam danificadas. pode causar a atuação desta proteção. Erro na CPU (watchdog) Ao energizar-se. Normalmente ocorre quando se altera algum parâmetro com o motor desligado e nas condições de incompatibilidade. como exemplo. a CPU executa uma rotina de autodiagnose e verifica os circuitos essenciais. Manual de treinamento. Uma desvantagem dos modelos que são sensíveis a mudança da seqüência de fase. 130 . Caso exista defeito.Seqüência de fase invertida “Alguns modelos de soft-starters irão operar somente se a seqüência de fase estiver correta. Falta de fase no motor Detecta a falta de uma fase na saída da soft-starter e bloqueia os pulsos de disparo dos tiristores.” (WEG. 405). Erro de programação “Não permite que um valor que tenha sido alterado incorretamente seja aceito. bloqueia o disparo e envia uma mensagem de erro através do display.

” (WEG. São associados dispositivos de proteção externos para atuarem sobre esta entrada. Torque de partida próximo do torque nominal. Desvantagens Redução do torque de partida a aproximadamente 1/3 do nominal. Caso o motor não atingir pelo menos 90% da Velocidade nominal.5 Comparação entre sistemas de partida de motores Comparativo soft-starters x partida estrela-triângulo ESTRELA-TRIÂNGULO Vantagens       Custo reduzido.Erro de comunicação serial Impede que um valor alterado ou transmitido incorretamente através da porta de comunicação serial. pois. como. relés auxiliares. seja aceito.18. o pico de corrente na comutação de estrela para triângulo é equivalente ao da partida direta. por exemplo. Não existe limitação do número de manobras/hora. Não existe limitação do número de manobras/hora. 406. Longa vida útil. Módulo 1: comando e proteção. pressostatos. etc. o custo é elevado devido a necessidade de seis cabos. não possui partes eletromecânicas móveis. 131 . Manual de treinamento.  Em casos de grande distância entre motor e chave de partida. Defeito externo “Atua através de uma entrada digital programada. SOFT-STARTER Vantagens     Corrente de partida próxima à corrente nominal. A corrente de partida é reduzida a 1/3 quando comparada com a partida direta. São necessários motores com seis bornes.) 1. sondas térmicas. p.

relé de sobrecarga. 132 . também. Peso e volume elevados. sobrecorrente. 40.2.  Existe uma série de proteções. subcorrente.3.0 x In Possui diversos tap’s (25.  Gera um pico de corrente instantâneo na transição para a tensão nominal (motor em regime)    Autotransformador possui condição térmica limitante. Corrente de partida Ip = +/. para desacelerar o motor. como: limitação de corrente. Desgaste das partes móveis de contatores e outros componentes elétricos. Desvantagem  Maior custo na medida em que a potência do motor é reduzida.0 x In Possui normalmente 2 tap’s (65 e 85% da Vn do motor) para ajuste da tensão de partida.   Permite aceleração suave pelo acréscimo linear da tensão ao motor não gerando picos de corrente. Pode ser empregada. falta de fase incorporados à SoftStarter. Comparativo partida compensada X soft-starters PARTIDA COMPENSADA    Utilização somente em motores de indução standard. não suporta um número alto de partidas por hora. SOFT-STARTERS (PARTIDA ESTÁTICA)    Utilização em motores de indução standard e motores de anéis. Função Kick-Start (pulso de tensão na partida) para partidas com inércia elevada. 55 ou 75% da Vn do motor) para ajuste da tensão de partida (ajuste simples através de dip-switches). Corrente de partida = +/.

Dispositivo eletrônico: comanda e/ou controla a potência elétrica entregue ao motor. Estes motores. sendo assim o acionamento elétrico de máquinas é um assunto de extrema importância no que se refere a economia de energia. também. como. quando alimentados com tensão e freqüência constantes. a velocidade de rotação de uma bomba.19 Inversores de Frequência 1. Transmissão mecânica: adapta a velocidade e inércia entre motor e máquina (carga). sempre que não estejam operando a plena carga (potência da carga igual a potência nominal do motor) estarão desperdiçando energia. É importante ressaltar.   Ausência de contatos móveis prolongando a vida elétrica do equipamento. Utilização em ciclos com economia de energia com redução automática das perdas magnéticas do motor. Um acionamento elétrico moderno é formado normalmente pela combinação dos seguintes elementos:    Motor: converte energia elétrica em energia mecânica. mantendo sob controle tal processo de conversão. Estes são normalmente utilizados para acionar máquinas ou equipamentos que requerem algum tipo de movimento controlado. o fato de que um motor de indução transforma em energia mecânica aproximadamente 85% de toda a energia elétrica que recebe e que os 15% restantes são desperdiçados. por exemplo. 1. 133 . Peso e tamanho reduzido.19. Os motores mais utilizados nos acionamentos elétricos são os motores de indução.1 Introdução Um acionamento elétrico é um sistema capaz de converter energia elétrica em energia mecânica (movimento).

Elimina o pico de corrente na partida do motor. com o desenvolvimento de semicondutores de potência com excelentes características de desempenho e confiabilidade. implementados como motores de indução de velocidade fixa como primeiro dispositivo de conversão de energia elétrica para energia mecânica.2 Sistemas de velocidade variável Durante muitos anos. O dispositivo de conversão de energia elétrica para mecânica continuou sendo o motor de indução. a partir dos anos 60 este quadro mudou completamente. Para a obtenção de velocidade variável o sistema necessitava de um segundo dispositivo de conversão de energia que utilizava componentes mecânicos. Com a disponibilidade no mercado dos semicondutores. mas agora sem a utilização de dispositivos secundários mecânicos.1. Estes novos dispositivos eletrônicos para variação de velocidade de motores de indução são conhecidos como Inversores de Freqüência. as seguintes vantagens:     Economia de energia. muito tempo. Melhoramento do desempenho de máquinas e equipamentos. Reduz a freqüência de manutenção dos equipamentos. hidráulicos ou elétricos. pela eficiência e pelos requisitos de manutenção dos componentes empregados. entre outras. as aplicações industriais de velocidade variável foram ditadas pelos requisitos dos processos e limitadas pela tecnologia. A aplicação de motores de indução tem se regido historicamente pelas características descritas na placa de identificação do motor. Em muitos casos a eficiência das instalações equipadas com estes novos dispositivos chegou a ser duplicada quando comparada com os sistemas antigos. entre outras. Estes sistemas eletrônicos de variação contínua de velocidade proporcionam. hidráulicos ou elétricos. pelo custo.19. foi possível a implementação de sistemas de variação de velocidade eletrônicos. Mas foi mesmo na década de 80 que. 134 . Os sistemas mais utilizados para variação de velocidade foram por. devido a adaptação da velocidade aos requisitos do processo.

assim. informações sobre o funcionamento dos modernos sistemas de velocidade.19. mas sim sobre o funcionamento e utilização dos mesmos.Na aplicação dos inversores de freqüência o motor de indução.3 Aplicações Muitos processos industriais requerem dispositivos de acionamento de cargas com velocidade variável. É muito importante. Exemplos:       Bombas: variação de vazão de líquidos Ventiladores: variação de vazão de ar Sistemas de transporte: variação da velocidade de transporte Sistemas de dosagem: variação da velocidade de alimentação Tornos: variação da velocidade de corte Bobinadeiras: compensação da variação de diâmetro da bobina. 135 . é alimentado com freqüência e tensão variável. Isto possibilita obter velocidade variável no eixo do próprio motor. mesmo para pessoas sem experiência no assunto. fornecer. conhecer e entender o funcionamento destes sistemas (motor+inversor) para prevenir erros de aplicação que poderiam acabar com os benefícios que estes dispositivos proporcionam. variáveis disponíveis e como eles se comportam em diferentes cargas. 1. Os técnicos ou engenheiros envolvidos com aplicações de velocidade variável não precisam de conhecimentos sobre o projeto de motores e projeto de sistemas eletrônicos de comando/controle. As dúvidas mais freqüentes podem resumir-se nas seguintes perguntas:     Como funciona meu motor? Como o motor se comporta ante uma determinada carga? Como eu posso melhorar/otimizar o funcionamento do meu motor e carga? Como eu posso identificar problemas no meu sistema? Esta apostila tem por intenção. tentando assim responder as perguntas formuladas anteriormente. ao contrário do que acontece quando ligado diretamente à rede de distribuição de energia elétrica.

19. Aterramento.149):         Rede de Alimentação. Reatância. Manobra e proteção: Chave Seccionadora. Interferência Eletromagnética: EMI Interferência Eletromagnética.1. 136 . A utilização de cada componente dependerá de cada caso particular. Reatância de Rede. Serão abordados os seguintes tópicos (ver Figura 1. Fusíveis de Alimentação. Contatores. Dispositivos de Saída: Relés Térmicos. Cabos. Instalação em painéis. Condicionamento da Alimentação: Transformador Isolador.4 Instalação de inversores de frequência Este capítulo tem como objetivo apresentar os componentes e informações gerais necessárias para a instalação de um inversor de freqüência. RFI Interferência de RF. Filtro de Rádio Freqüência.

137 . p. Fonte: WEG.149: Instalação de um inversor.111.Figura 1.

é responsabilidade do usuário colocar fusíveis para proteção. Isto significa que o banco de capacitores estará sendo conectado e desconectado da rede permanentemente (reatância de rede). Condicionamento da rede de alimentação Geralmente os inversores podem ser ligados diretamente a rede de alimentação. Exemplos:    A rede elétrica experimenta freqüentes flutuações de tensão ou cortes de energia elétrica (transformador isolador/reatância). certas condições que devem ser levadas em conta na instalação de um inversor. pela influência de algum outro equipamento ligado a rede. A tensão entre fase e terra deve ser constante. Existem. no entanto. será necessário colocar um transformador de isolação. Estes são normalmente especificados na documentação técnica. Deve se levar em conta que a colocação de uma reatância de rede reduz a tensão de alimentação em aproximadamente 2 a 3%. As reatâncias de rede são utilizadas. para:     Minimizar falhas no inversor provocadas por sobretensões transitórias na rede de alimentação Reduzir harmônicas Melhorar o fator de potência Aumentar a impedância da rede vista pelo inversor. A rede tem capacitores para correção de fator de potência não conectados permanentemente. 138 . também.Rede de alimentação elétrica Os inversores são projetados para operar em redes de alimentação simétricas. sendo assim. Fusíveis Os inversores geralmente não possuem proteção contra curto-circuito na entrada. A rede elétrica não tem neutro referenciado ao terra (transformador isolador). por exemplo. sendo necessária a utilização de transformadores isoladores e/ou reatâncias de rede. se por algum motivo esta tensão varia.

emissões irradiadas desde dentro dos equipamentos eletrônicos podem prejudicar o funcionamento dos mesmos ou de outros equipamentos que se encontrem perto destes. Interferência eletromagnética (EMI)  Conceitos básicos A radiação eletromagnética que afeta adversamente o desempenho de equipamentos eletro-eletrônicos é conhecida geralmente por EMI. devem ser montados próximos a alimentação do inversor. havendo bom contato elétrico entre a chapa e os gabinetes do filtro e inversor. Filtro de radiofrequência: Os filtros de rádio freqüência são utilizados na entrada dos inversores para filtrar sinais de interferência (ruído elétrico) gerados pelo próprio inversor. é necessário colocar um contator na alimentação do inversor ou realizar algum intertravamento no comando do mesmo. O contador também permite um seccionamento remoto da rede elétrica que alimenta o inversor. que serão transmitidas pela rede e poderiam causar problemas em outros equipamentos eletrônicos. 139 .  Contatores Com a finalidade de prevenir a partida automática do motor depois de uma interrupção de energia. Da mesma forma. Caso seja necessário. as emissões eletromagnéticas produzidas por equipamentos comerciais não devem exceder níveis fixados por organizações que regulamentam este tipo de produtos. Na grande maioria dos casos não são necessários. ou Interferência eletromagnética. Muitos tipos de circuitos eletrônicos são suscetíveis a EMI e devem ser protegidos para assegurar seu correto funcionamento. os inversores já possuem internamente um filtro na entrada que evita problemas causados por Interferência Eletromagnética (EMI). pois. Para assegurar o correto funcionamento de equipamentos eletrônicos. estando tanto o inversor como o filtro mecanicamente sobre uma placa de montagem metálica aterrada.

A maior parte do campo emitido é do tipo “E”. A importância da impedância de onda é posta em evidência quando uma onda de EMI encontra um obstáculo tal como uma proteção de metal. gera campos de baixa impedância (campo “H”). Os metais possuem baixa impedância por causa de sua alta condutividade. Se a impedância da onda é muito diferente da impedância natural da proteção. Reciprocamente. As emissões eletromagnéticas (EMI) da maioria dos equipamentos comerciais são tipicamente de alta freqüência e alta impedância. É assim que as ondas eletromagnéticas produzidas por campos “E” são refletidas por proteções de metal. a maior parte da energia é refletida e a energia restante é transmitida e absorvida através da superfície. causando uma abrupta descontinuidade no caminho das ondas. Para ondas de alta freqüência geralmente predomina a absorção. se um dispositivo opera com correntes elevadas comparadas a sua voltagem. ondas de baixa impedância (campo H dominante) são absorvidas por uma proteção de metal. enquanto que a menor parte é absorvida. 140 . da freqüência. para ondas de baixa freqüência a maior parte da energia é refletida pela superfície da blindagem. Um dispositivo que opera com alta tensão e baixa corrente geram ondas de alta impedância (campos “E”). Entende-se por blindagem a utilização de materiais condutivos para absorver e/ou refletir a radiação eletromagnética. Como já foi comentado. O desempenho da blindagem é uma função das propriedades e configuração do material empregado (condutividade. e da distância da fonte de radiação à proteção (blindagem). Em que consistem as EMIs A radiação eletromagnética são ondas eletromagnéticas formadas por dois campos: um campo elétrico (“E”) e um campo magnético (“H”) que oscilam um a 90 graus do outro.  Como proteger os equipamentos da EMI Para proteger os equipamentos é necessário fazer uma blindagem. permeabilidade e espessura). A relação de “E” para “H” é chamada a impedância de onda. Contrariamente.

devido a segurança e a blindagem eletromagnética. e outras aberturas em gabinetes são um caminho de entrada e saída das EMIs. Portas.  Blindagens eletromagnéticas típicas Gabinetes metálicos utilizados em equipamentos eletrônicos provêem bons níveis de blindagem eletromagnética. painéis de acesso. Plástico e outros materiais não condutores. Estas devem estar ligadas umas as outras através de materiais condutores e todas corretamente aterradas. quando utilizados como gabinetes. janelas. podem ser metalizados com pinturas condutivas. Principalmente quando são utilizados em conjunto com outros equipamentos eletrônicos. a qualidade desta blindagem depende do tipo de metal e espessura utilizada na fabricação dos gabinetes. aberturas. Aterramento e Blindagem O aterramento de um equipamento é de extrema importância para o seu correto funcionamento. Cabos Os sinais elétricos transmitidos pelos cabos podem emitir radiação eletromagnética e também podem absorver radiação (se comportam como antenas) provocando falsos sinais que prejudicarão o funcionamento do equipamento. A blindagem dos equipamentos é realizada normalmente com placas metálicas formando um gabinete ou caixa. camadas de filme metálico. Todas as partes condutoras de um equipamento elétrico que podem entrar em contato com o usuário devem ser aterradas para proteger os mesmos de possíveis descargas elétricas.  Quando é necessária a blindagem eletromagnética Todo equipamento que gera ondas EMI (exemplo: transistores chaveando cargas a alta freqüência e com altas correntes – inversores) devem possuir blindagem eletromagnética e esta deve estar corretamente aterrada. É assim 141 . Sendo assim é necessário projetar adequadamente este tipo de aberturas para minimizar a radiação emitida e absorvida. etc.

que existem cabos especiais com blindagem para minimizar este tipo de interferências.

Alguns inversores possuem boa imunidade a interferência eletromagnética externa. É necessário, porém, seguir estritamente as instruções de instalação (ex.: o gabinete precisa ser aterrado). Se perto do equipamento houver contatores, será necessário instalar supressores de transientes nas bobinas dos contadores.  Cabos O cabo de conexão do inversor com o motor é uma das fontes mais importantes de emissão de radiação eletromagnética. Sendo assim é necessário seguir os seguintes procedimentos de instalação:    

Cabo com blindagem e fio-terra, como alternativa pode ser usado eletroduto metálico com fiação comum interna; Blindagem ou eletroduto metálico deve ser aterrado; Separar dos cabos de sinal, controle e cabos de alimentação de equipamentos sensíveis; Manter sempre continuidade elétrica de blindagem, mesmo que contatores ou relés térmicos sejam instalados entre conversor e o motor.  Cabos de Sinal e Controle

    

Cabo blindado aterrado ou eletroduto metálico aterrado; Separação da fiação de potência; Caso necessário o cruzamento de cabos, fazê-lo a 90º; Caso necessário seguirem na mesma canaleta, usar separador metálico aterrado; Cabos paralelos (potência e sinais de controle) separados, conforme Tabela 4.

142

Tabela 4 Cabos paralelos (potência e sinais de controle) separados

Figura 1. 150: Instalação de equipamentos. Fonte: WEG. p. 117.

143

Afastar os equipamentos sensíveis a interferência eletromagnética (CLP, controladores de temperatura, etc) dos conversores, reatâncias, filtros e cabos do motor (mínimo em 250 mm).

Aterramento Aterramento em um Único Ponto:       Filtro+conversor+motor; O motor pode também ser aterrado na estrutura da máquina (segurança); Nunca utilizar neutro como aterramento; Não compartilhe a fiação de aterramento com outros equipamentos que operem altas correntes (motores de alta potência, máquina de solda, etc); A malha de aterramento deve ter uma resistência L < 10 Ohms; Recomenda-se usar filtros RC em bobinas de contatores, solenóides ou outros dispositivos similares em alimentação CA. Em alimentação CC usar diodo de roda livre.

Conexão de Resistores de Frenagem Reostática
  Cabo com blindagem aterrada ou eletroduto metálico aterrado; Separado dos demais.

A rede elétrica deve estar referenciada ao terra (neutro aterrado na subestação).

144

151: Montagem típica “CE” em placa metálica. Para isto não acontecer é necessário aumentar a corrente de disparo do relé em aproximadamente 10% da corrente nominal do motor. podem acontecer disparos nos relés.  Reatância de saída Quando a distância entre motor e inversor é grande (valor dependente do tipo de motor utilizado) podem ocorrer: 145 .Figura 1. 119. mesmo sem estes terem atingido a corrente nominal de disparo. Fonte: WEG. Dispositivos de saída  Relés térmicos Os inversores possuem normalmente proteção contra sobrecorrentes que tem como finalidade proteger o motor. Quando mais de um motor é acionado pelo mesmo inversor será necessário colocar um relé térmico de proteção em cada motor. Como o sinal de saída do inversor é chaveado a altas freqüências. p.

bloqueando o inversor. Esta reatância deve ser projetada especialmente para altas freqüências. Instalação em painéis – princípios básicos As fiações blindadas nos painéis devem ser separadas das fiações de potência e comando. p. 2. Os sinais de encoder e comunicação serial devem ser aterrados conforme orientação específica no manual do equipamento.’ Figura 1. Os sinais analógicos de controle devem estar em cabos blindados com blindagem aterrada em apenas um lado.152: Instalação em painéis.1.120.152. 146 . o qual estará representado no projeto. Este tipo de problemas pode ser solucionado utilizando uma reatância entre o motor e o inversor. Os cabos de aterramento de barras de (“0V” e malhas) devem ser maior ou igual a 4 mm 2. Sobretensões no motor produzidas por um fenômeno chamado de onda refletida. Fonte: WEG. Geração de capacitâncias entre os cabos de potência que retornam para o inversor produzindo o efeito de “fuga a terra”. pois os sinais de saída do inversor possuem freqüências de até 20 kHz. sendo efetuado sempre do lado que o sinal é gerado conforme Figura 1.

Uma cordoalha é uma conexão de baixa impedância para altas freqüências. Os cabos de entrada de sinais de transdutores tipo isoladores galvânicos devem ser separados dos cabos de saída de sinal dos mesmos. suporte e portas do painel. Mantenha as conexões de aterramento as mais curtas possíveis. deve cruzar-se a noventa graus. Os aterramentos dos equipamentos devem ser efetuados rigorosamente conforme tabela de fiação que. placas. por sua vez. usando conexões de baixa impedância. Quando não é possível. somente devem ser efetuados os aterramentos indicados no projeto. deve estar rigorosamente conforme projeto. Conecte diferentes partes do sistema de aterramento. 147 .Os cabos de saída de potência dos conversores devem ser separados das demais fiações dentro do painel. ou seja. exceto os aterramentos de estrutura.

a segurança de usuários e terceiros. execução. minimizando os riscos elétricos.1 Definição É uma perturbação e efeitos diversos que se manifesta quando circula uma corrente elétrica pelo corpo humano. A Norma Regulamentadora NR10 fixa as condições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalações elétricas.1 Introdução A eletricidade é um agente de risco causador de muitos acidentes. operação.2 Choque elétrico 2.2 Noções de Segurança em Eletricidade 2.2. ainda. Vamos utilizar a NR10 como referência para abordarmos alguns assuntos que irão nos ajudar a desenvolver trabalhos com eletricidade de forma segura. reforma. em suas diversas etapas. Figura 2. principalmente na área industrial tem provocado muitos danos pessoais a trabalhadores. manutenção. Fonte: CPNSP. incluindo: projeto. ampliação e. 148 . 2.1: Choque elétrico. a eletricidade quando usada de forma inadequada gera danos materiais e grandes prejuízos para as empresas. Além de danos pessoais. Somos pura energia – slide 2. usuários e outras pessoas.

visto que nos sistemas elétricos. geralmente tem efeitos imediatos e destrutíveis. 2. quando tem uma ligação permanente com uma fonte de energia elétrica em funcionamento (bateria.  O choque que ocorre pelo contato com o corpo eletrizado.2 Causas e efeitos O corpo humano se comporta como um condutor elétrico. gerador elétrico etc). paradas cardiorespiratória.2. podendo provocar a morte. por exemplo. O choque elétrico pode ocasionar contrações dos músculos. trabalhamos quase que exclusivamente com a eletricidade dinâmica. somente o necessário para descarregá-lo. O choque produzido pelo raio ou choque atmosférico. Podemos chamá-lo de choque estático. O choque elétrico pode ocasionar também efeito indireto como. Diz-se então que o choque é dinâmico. normalmente. permanece por um intervalo de tempo muito pequeno.  O tipo de choque que mais nos interessa é o dinâmico.2.2. possuindo uma resistência elétrica. lesões térmicas e não térmicas. 149 . Um circuito se diz energizado. Estabelecido um contato com o circuito energizado. O choque produzido pelo contato com o corpo eletrizado.3 Tipos de choque O choque elétrico pode ser distinguido em três categorias:  Choque produzido pelo contato com o circuito energizado. quedas de poste ou escada.  O choque devido à ação direta ou indireta das descargas atmosféricas. o choque dura enquanto perdurar este contato.

Slide 6. Fonte: CPNSP.4 Tipos de tensão que podem favorecer a ocorrência do choque elétrico Tensão de toque Tensão de toque é a tensão elétrica existente entre os membros superiores e inferiores do indivíduo. Tensão de passo 150 . Tensão de toque Figura 2. Slide 5.2.2: Choque dinâmico Fonte: CPNSP.Contato Unipolar Contato Bipolar Contato pelo Dielétrico Figura 2.3: Tensão de toque e Tensão de passo. Somos pura energia. 2. devido a um choque dinâmico. Tensão de passo A tensão de passo é a tensão elétrica entre os dois pés no instante da operação ou defeito do tipo curto-circuito monofásico à terra no equipamento. Somos pura energia.

1 1.2. pois estão próximas à freqüência que leva a ocorrência de uma possível parada cardiorespiratória. Tabela 5 Correntes elétricas X efeitos caudados Efeitos Corrente elétrica (mA) – 60Hz Homens Mulheres 1. Parada cardiorespiratória. 16.6 Efeitos do choque elétrico no corpo humano     Queima de terminações nervosas e sensoriais. Especificamente as de 60 Hertz. 2. as intensidades deverão ser mais elevadas para ocasionar as sensações do choque elétrico com risco de lesões graves e até a morte.5 15. Aquecimento e dilatação dos vasos sangüíneos. As correntes alternadas de freqüência entre 20 e 100 Hertz são as que oferecem maior risco.7 1. Choque doloroso. Para a Corrente Contínua (CC). usadas nos sistemas de fornecimento de energia elétrica. Contração descoordenada do coração (fibrilação). limiar de largar. Aquecimento/carbonização de ossos e cartilagens. Choque não doloroso.5 Características da corrente elétrica A intensidade da corrente é um fator predominante na gravidade de acidentes com choque elétrico. Queimadura de 1º.7 Lesões não térmicas    Espasmos musculares. dificuldade de respiração.2. A Tabela 2.0 10. 151 .2.2.1.0 23.0 2. mostra valores de corrente elétrica X efeitos causados.2 Limiar de percepção. são especialmente perigosas.8 0. Choque doloroso e grave contrações musculares. 2º e 3° graus nos músculos e pele. sem perda do controle muscular.

operadas.1 Desenergização Desenergização são ações coordenadas.3. ampliadas.3 Medidas de Segurança Contra o Risco Elétrico De acordo com o item 10. reparadas e inspecionadas de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores e dos usuários e serem supervisionadas por profissional autorizado. todo choque elétrico é perigoso. reformadas. Somente serão considerados desenergizadas as instalações elétricas liberadas para trabalho.4. Atenção Deve-se ter toda a segurança ao trabalhar com eletricidade.1 da NR 10. as instalações elétricas devem ser construídas. pois. Figura 2. 152 . 2. montadas. esta interrupção é obtida através do acionamento de dispositivos apropriados. seqüenciadas e controladas. Ferimentos resultantes de quedas e perda do equilíbrio. Uma importante medida de controle do risco elétrico é a desenergização. mediante os procedimentos descritos a seguir: Seccionamento É quando se provoca a interrupção total da corrente elétrica. 2.4: Lesões não térmicas.

Somos pura energia.6: Impedimento de reenergização. Slide 15. Slide 1. Figura 2.5: Seccionamento. Verificação da ausência de tensão Após o seccionamento o trabalhador deve verificar a efetiva ausência de tensão nos condutores do circuito. Somos pura energia.Figura 2. garantido total segurança e controle ao trabalhador. Impedimento de reenergização São condições que impedem a reenergização do circuito ou equipamento desenergizado. 153 . Fonte: CPNSP. utilizando instrumentos adequados de acordo com os tipos e níveis de tensão. Fonte: CPNSP.

8: Instalação de aterramento temporário dos condutores fases do circuito. 154 .7: Constatação da ausência de tensão. Somos pura energia. Instalação de aterramento temporário dos condutores dos circuitos Após a certificação efetiva da inexistência de tensão no circuito.Figura 2. Sinalização impedindo o religamento sem autorização Todo o circuito elétrico quando em manutenção deverá possuir uma identificação da razão do desligamento e informações do responsável com o objetivo de impedir o religamento sem autorização. Slide 2. todos os condutores fases deverão ser ligados à haste terra do conjunto de aterramento temporário. Somos Pura Energia. Fonte: CPNSP. Slide 2. Figura 2. Fonte: CPNSP.

Figura 2.3.3. Fonte: CPNSP.9: Sinalização impedindo o religamento sem autorização. 2. Proteção: ligação à terra das massas e dos elementos condutores estranhos à instalação. Somos pura energia. Temporário: ligação elétrica efetiva com baixa impedância intencional a terra.2 Aterramento Ligação intencional a terra através da quais correntes elétricas podem fluir. Slide 3.3 Seccionamento automático da alimentação Os circuitos elétricos devem possuir dispositivos de proteção que interrompam automaticamente a circulação de corrente elétrica sempre ocorrer uma falha originando a uma corrente superior ao valor determinado e ajustado. O aterramento pode ser:    Funcional: ligação através de um dos condutores do sistema neutro. 155 . destinada a garantir a equipotencialidade e mantida continuamente durante a intervenção na instalação elétrica. 2.

10: Seccionamento automático da alimentação. Fonte: CPNSP. 156 . Somos pura energia. Slide 11.Figura 2.

1 Redes de alimentação As redes de alimentação são classificadas de acordo com o número de fases: rede com apenas uma fase é denominada monofásica. Exemplo: na representação – 3N~60Hz-220V temos as indicações de três condutores fases(3). se existe condutor neutro. e tensão. tensão (220V). onda senoidal (~). O esquema é representado por símbolos gráficos definidos por normas nacionais (ABNT.3 Esquemas Elétricos Esquema elétrico – e não um diagrama – é a representação parcial ou total de uma instalação elétrica. neutro(N). é necessário indicar a quantidade de fases. 157 . Na representação da rede. dentre elas a NBR-5444) e normas internacionais. frequência (60 Hz). forma de onda.1: Redes de alimentação. Figura 3. com duas fases é bifásica e com três é trifásica. frequência. 3.

conforme demonstrado nas Figuras 3. E numa rede trifásica de 220V obtêm-se entre fase e neutro uma tensão de 127V.1d). T. O neutro é representado por N e o condutor de proteção por PE.1. A tensão indicada no diagrama corresponde à tensão presente entre as duas fases. L2 e L3 ou então. A utilização do neutro apresenta a mesma vantagem descrita para a rede bifásica.1a). A rede trifásica pode ser a três ou quatro condutores ou seja. S.3 Rede trifásica Numa rede de alimentação trifásica.1 pode-se ainda acrescentar o condutor de proteção (condutor terra). dois condutores fases e um neutro. utilizando apenas três fases (Figura 3.1.1b).3. estes condutores são denominados de fase e neutro.1 Rede monofásica É composta por dois condutores (fios ou cabos). 3.2 Rede bifásica É composta por dois ou três condutores.1e. as fases são denominadas de L1. (Figura 3. Uma rede trifásica de 380V entre fases permite obter uma tensão entre fase-neutro de 220V.1a e 3. Veja cálculo a seguir.1. R.1c) ou três fases e neutro (figura 3. (Figura 3. A vantagem de se usar o neutro está na possibilidade de se obter uma tensão entre fase-neutro 3 menor que a tensão fase-fase. Nas redes descritas na figura 3. 3. UFN = 380 3  220V UFN = 220 3  127V 158 .

seja residencial.3. Figura 3. 159 . Alguns símbolos são utilizados para representar a multiplicidade de componentes existentes no circuito. (Figura 3.2: Esquema elétrico unifilar. porém. A Figura 3.2. este diagrama pode ser representado na forma simplificada (unifilar) ou detalhada (multifilar). ou (funcional). Esquema multifilar É a forma de representação na qual todos os condutores e sistema elétrico são representados com detalhes.3). Estes esquemas utilizam simbologias específicas que representam a instalação elétrica. é utilizado para diagramas mais simples.1 Definição Dependendo da complexidade de ligações em um diagrama elétrico.2 apresenta o diagrama Unifilar representando um circuito monofásico. comercial ou industrial.2 Tipos de esquemas elétricos 3. Esquema Unifilar No diagrama Unifilar. um conjunto de condutores é representado por apenas uma linha.

(Figura 3. Circuito Principal ou de Força Circuito onde estão localizados todos os elementos que tem interferência direta na alimentação da máquina.Figura 3. Este tipo de esquema representa com clareza o processo e o modo de atuação dos contatos. A Figura 3.3: Esquema elétrico unifilar. Basicamente o esquema funcional é composto por 2 circuitos: o circuito principal ou de força e o circuito de comando. aqueles elementos por onde circula a corrente que alimenta a respectiva máquina. facilitando a compreensão da instalação e o acompanhamento dos diversos circuitos na localização de eventuais defeitos. 160 .4a). Esquema funcional Em esquemas mais complexos passou-se a utilizar esquemas funcionais. ou seja. as conexões entre os componentes ligados a uma rede trifásica.4 mostra um esquema contendo os dois tipos de circuitos. e com detalhes.

(Figura 3.5 apresenta a representação do agrupamento de bobinas de um motor de 06 e 12 terminais.3.Figura 3.1 Introdução Para entender como interligar as bobinas do motor e ligá-lo corretamente na rede de energia elétrica de forma a atender às necessidade da instalação. Circuito Auxiliar ou de Comando Circuito onde estão todos os elementos que atuam indiretamente na abertura. fechamento e sinalização dos dispositivos utilizados no acionamento da máquina. é necessário conhecer as entradas e saídas das bobinas.3 Interligação das bobinas do motor trifásico de indução 3. 3.4: Esquema funcional. em condições normais e anormais de funcionamento. A Figura 3.4b). 161 .

6 que o fechamento em triângulo () é utilizado quando se deseja ligar o motor na menor tensão. o fechamento em estrela (Y) destina-se à ligação para maior tensão. 3.6: Interligação em  e Y para motor de 06 terminais.3. indicada na placa de dados do motor.Figura 3. Figura 3.5: Terminais de bobinas do motor de indução trifásico.2 Fechamento em triângulo e fechamento em estrela Pode-se observar pela Figura 3. Logicamente. 162 .

Este conhecimento será importantíssimo na análise de sistemas de partida de motores trifásicos de indução.7. No fechamento em estrela a tensão em cada bobina será 3 menor que a tensão da rede (tensão de linha).7: Interligação  em paralelo para 220V. Explicando melhor: se o motor é fechado em estrela significa que será ligado. Os motores trifásicos de 12 terminais apresentam a possibilidade de serem ligados em quatro diferentes níveis de tensão: 220/380/440/760V. A forma de realizar a interligação das bobinas em 220V será demonstrada na Figura 3. conforme o exemplo. Figura 3. nesse caso exemplificado 220V. As demais ligações serão demonstradas nas Figuras a seguir. a tensão em cada bobina (tensão de fase) será 220V. Fechamento em triângulo paralelo ( ) – para 220V. cada bobina do motor fica submetida ao valor da tensão total da rede elétrica.Na ligação em triângulo. portanto. 163 . em 380V.

Figura 3. Fechamento em triângulo e estrela série A Figura 3.8: Interligação YY em paralelo para 380V.9 apresenta o sistema de fechamento para motor trifásico de indução para as tensões de 440V e 760V.9: Interligação  em série e Y em série para motor de doze terminais. 164 .Fechamento em estrela paralela (YY) – para 380V. Figura 3.

Neste tipo de partida. O sistema de partida indica a forma como o motor deve iniciar sua marcha (partida) e em alguns casos o sentido de rotação. Ou seja. de maneira direta. ela se dá quando aplicamos a tensão nominal sobre os enrolamentos do estator do motor. Autotransformadores ou sistemas eletrônicos como os Soft Starters. Há inúmeras desvantagens com relação a outros métodos de partida. um transiente de corrente e torque durante a partida. fusíveis.4. Neste estudo será abordado o sistema automático. O Transiente de torque faz com que os componentes mecânicos associados ao eixo do motor. Os sistemas de partidas podem ser manuais ou automáticos. a tensão do sistema pode sofrer quedas.4 Sistemas de partidas para motores de indução trifásicos Existem vários sistemas de partidas de motores. 165 . na qual o motor é conectado diretamente à rede elétrica. A situação piora à medida que a potência elétrica do motor aumenta.3. como por exemplo. a corrente de pico (Ip) pode variar de 4 a 12 vezes a corrente nominal do motor. Dependendo dos valores de pico de corrente. 3. A corrente variando entre 4 e 12 vezes a nominal. que fazem parte do circuito elétrico que alimenta o motor. Métodos alternativos que suavizam a partida direta podem ser obtidos com contatores e temporizadores (partida EstrelaTriângulo). obriga o projetista do sistema elétrico a superdimensionar o sistema de alimentação. sofram desgaste prematuro. pois não é necessário nenhum outro dispositivo de suporte que auxilie a suavizar as amplitudes de corrente durante a partida.1 Partida direta É o método de acionamento de motores de corrente alternada. disjuntores. a vantagem principal é o custo. sendo a forma mais simples de partir um motor. cada qual com sua peculiaridade. Comumente.

o circuito funciona assim: Acionando o botão pulsante S1. Então. Funcionamento Na Figura 3.10: Partida direta. utiliza fusíveis para proteção contra curto-circuito e sobre carga de longa duração e relé térmico para proteção contra falta de fase no motor.Circuito de carga e comando Figura 3. encontram-se os dois tipos de circuitos. circuito de comando. 166 . Para analisar o funcionamento do circuito deve-se considerar a linha de alimentação energizada (ligada). O circuito de partida apresentado é o convencional. No mesmo instante o contato auxiliar NA (13 e 14). O circuito da esquerda é denominado circuito de carga e o da direita. a bobina do contator K1 energiza e aciona (fecha) os contatos principais que estão em série com o motor M fazendo-o girar para a direita o para a esquerda. ou seja.10.

3. Caso o relé de sobrecarga F3 atuar. 167 . por falta de fase.4. Ao pressionar o botão pulsante S0.denominado contato de “selo”. também se fecha permitindo que se tire o dedo de S 1 e o contator se mantenha energizado. Nesta condição o motor será desligado. desligando o motor e o comando simultaneamente. o motor será desligado. interrompe-se a alimentação da bobina de K1 que desliga e conseqüentemente abre os contatos principais e auxiliar.11: Partida direta com reversão. seus contatos principais e auxiliar se abrirão. por exemplo.2 Partida direta com reversão Circuito de carga e comando Figura 3. Qualquer problema que houver no circuito de carga ou de comando.

168 . Neste sistema de partida não há inversão instantânea de rotação. Ao energizar k1. Observar e analisar as ligações dos contatos principais de k1 e k2 na figura anterior O funcionamento deste circuito é semelhante ao circuito anterior. à direta e k2 faz o motor girar em sentido contrário. Neste caso. Análise semelhante se dá ao pressionar S2. O botão S1 quando acionado liga o contator k1 que se mantém energizado através de seu contato auxiliar NA (13 e 14). basta inverter as ligações de duas fases que se ligam ao motor. Quando for necessário fazer inversão instantânea de rotação. k1 é impedido de ligar. o motor girará em sentido contrário ao anterior. Porém. por S0. K 1 faz o motor girar por exemplo. neste tipo de acionamento é possível direcionar o sentido de giro do motor. o contato auxiliar NF(21 e 22) se abre impedindo que k2 energize caso S2 seja pressionado acidentalmente ou de propósito. Quando k2 estiver energizado. Esta técnica na qual um contator energizado impede a ligação de outro contator é denominada de intertravamento por contato de contatores. coloca-se em série com as bobinas de k1 e k2 contatos fechados dos botões S1 e S2 em substituição aos contatos NF dos mesmos contatores. Para inverter o sentido de giro. no caso em análise. Nesta técnica de comando a inversão de rotação só é possível quando o motor for desligado. Funcionamento A partida direta com reversão é utilizada em aplicações nas quais se deseja inverter o sentido de giro do motor. Os contatos principais de K1 que estão em série com o motor se fecham e o motor gira. A inversão de fases é feita automaticamente pelos contatores.

Quando a corrente de partida de um motor é muito elevada poderá sobrecarregar os condutores da rede de alimentação.Partida Estrela/Triângulo.4. pois a tensão nas bobinas ( tensão de fase) do motor será 3 menor que a tensão de 169 .3.3 Partida em estrela-triângulo Circuito de carga Figura 3. causando queda de tensão superior ao limite estabelecido pela concessionária de energia. A partida em estrelatriângulo tem como objetivo permitir que o motor dê partida com corrente reduzida.12: Circuito de carga .

Quando a bobina de K3 energiza seus contatos principais fecham as bobinas do motor em estrela e ao mesmo tempo liga o contator principal k 1. O botão de comando S1 através de seu contato NA (13 e 14) aciona o contator k 3 e ao mesmo tempo impede.12. responsável por aplicar as fases na bobina do motor.Partida Estrela/Triângulo.  Funcionamento A Figura 3. através de seu contato NF (21 e 22). Para este tipo de partida é necessário que o motor tenha possibilidade de trabalhar com dois níveis de tensão. o ligamento de k 2. Analisar o esquema de ligações do circuito de carga representado na Figura 3.13: Circuito de comando . Circuito de comando Figura 3. 170 . por exemplo: 220/380V.13 mostra o esquema de comando para o circuito da Figura 3.linha (tensão da rede elétrica).12.

volta a fechar. O desligamento geral do circuito é possível através de S 0. Ao energizar a bobina de k2 seu contato auxiliar (21 e 22) que está em série com a bobina de k 3 se abre impedindo que k3 volte a energizar se o botão S1 for acionado acidentalmente ou de propósito. Como o contator principal encontra-se energizado. Transcorrido certo tempo. seu contato auxiliar NF (11 e 12) que se encontrava aberto. seu contato auxiliar NA (23 e 24) também está fechado. Se houver qualquer falha no circuito de carga ou comando.O motor inicia sua partida (marcha). Quando k3 desliga. o contato temporizado de k3 (55 e 56) se abre desligando sua bobina . 171 . Nesta situação k2 energiza e fecha em triângulo as bobinas do motor e se mantém energizado através de seu contato auxiliar (13 e 14). Este sistema de proteção é denominado “intertravamento” por contato de contator e por botão. os fusíveis e o relé térmico F 3 atuam desligando todo circuito.

14: Circuito de carga . 172 .4.4 Partida em estrela-triângulo com reversão Circuito de carga Figura 3.3.Partida Estrela/Triângulo com reversão.

Ao ligar K4. acionando S1 ligam-se os contatores K1 e K4 e o motor gira. 5 e 6 do motor serão fechados em estrela. o contator principal K1 ou K2 também será ligado e o motor parte em estrela. à direita. acionando S 2 ligam-se os contatores K2 e K4 e o motor gira em sentido contrário ao anterior. foi acionado. liga e se mantém ligado através de seu contato de selo NA (13-14) e os terminais 4.14.  Funcionamento Pressionado o botão S1 (13 e 14) ou S2 (13 e 14) o contator K4. Portanto.Partida Estrela/Triângulo com reversão.Diagrama de comando Figura 3. 173 . por exemplo. O sentido de giro dependerá de qual contator. veja Figura 3.15: Circuito de comando . K1 ou K2.

conseqüentemente K3 é ligado e os terminais 4. (Figura 3. Com o fechamento em estrela as bobinas do motor ficam submetidas a uma tensão 3 menor que a tensão da rede elétrica. Após um tempo pré-determinado pelo relé de tempo de K4 o contato NF (55 e 56) se abre e K4 é desligado. 2 e 3. Esta técnica de intertravamento é denominada de intertravamento por contato de contator e botão. 174 .14). nesse caso a corrente de partida também será menor não sobrecarregando os condutores de alimentação. 5 e 6 do motor serão fechados em triângulo com os terminais 1. Quando o contator K3 muda o fechamento do motor para triângulo as bobinas do motor ficam submetidas a 100% da tensão da rede e o motor gira a plena carga.É importante notar que em série com a bobina de K 2 existem os contatos fechados (21 e 22) de S1 e K1 que impedem o ligamento de K2 e em série com K1 existem os contatos fechados (21 e 22) de S 2 e K2 que impedem o ligamento de K1.

5 Partida compensada com autotransformador Diagrama de carga O sistema de partida compensada também tem como função permitir que o motor dê partida com tensão. Se. O autotransformador geralmente possui derivações (TAP’s) de 50%. por exemplo.16 a seguir. Figura 3. for utilizado os tap’s de 65%. 175 .16: Partida compensada com autotransformador. durante a partida o motor partirá com uma tensão correspondente a 65% da tensão da rede de alimentação. Analisar a Figura 3.4.3. 65% e 80%.

Ao ligar K2.  Funcionamento Para que o motor possa dar partida é necessário que os contatores K2 e K3 sejam energizados (ligados). Após o tempo pré-determinado por KT.17: Comando para partida compensada com autotransformador. K2 ficará bloqueado. o contator K3 também será ligado e nesse momento o motor dará partida com tensão reduzida em suas bobinas. e simultaneamente K2 energiza e mantém-se energizado pelo contato de selo (13 e 14) e assim. e com o motor girando em plena carga. seu contato (11 e 12) que está em série com a bobina de K1 reforça o bloqueio de K1.Diagrama de comando Figura 3. quando o botão S 1 for acionado o contator K1 será bloqueado. mesmo se S1 for acionado acidentalmente ou de 176 . o contato temporizado (55 e 56) se abre e desliga o contator K 2 e K3. Simultaneamente o contato temporizado (67 e 68) se fecha e o contator K 1 liga e se mantém ligado pelo seu contato de selo (13 e 14). Inicialmente. Observa-se pelo diagrama que enquanto K1 estiver energizado.

M3. O botão S0 desliga todo o circuito a qualquer momento.propósito. Os fusíveis e relé térmico protegem a carga e o comando contra sobre carga e curto-circuito. 177 .18: Circuito de partida consecutiva de motores. Os contatores K1. A seguir. 3. apresenta-se o circuito de comando e a descrição de funcionamento do diagrama de comando e carga. M2. Temporizadores pneumáticos estão acoplados mecanicamente aos contatores k 1 e k2. Figura 3.6 Partida consecutiva de motores Circuito de carga Para este circuito foram utilizados disjuntores motores ao invés de fusíveis e relés térmicos e no circuito de comando foram utilizados os contatos auxiliares NA dos disjuntores.4. k2 e k3 ligam respectivamente os motores M1.

A qualquer momento. 178 . Após um tempo pré-determinado o contator K2 será energizado pelo contato temporizado de K 1 que se encontra em série com sua bobina e também se manterá energizado pelo contato auxiliar NA (13 e 14).  Funcionamento Acionando o botão S1.19: Circuito de comando para partida consecutiva de motores. Com o ligamento de K3 o motor M3 será ligado. o contator K1 será energizado e manterá energizado através do seu contato auxiliar NA (13 e 14). Agora quem será ligado é o motor M2 através dos contatos principais de k2. após certo tempo. Se houver falhas por curto-circuito ou sobrecargas. caso se o botão S0 seja pressionado. K3 manterá ligado através de seu contato de selo (13 e 14) que nesse momento estará fechado. os motores serão desligados. os disjuntores atuarão desligando o circuito de carga e simultaneamente o comando. Neste momento o motor M1 será ligado através dos contatos principais de k1.Circuito de comando Figura 3. o contato temporizado de K 2 se fecha ligando o contator K3. Em seguida.

A Figura 3.20: Sistema de frenagem por corrente CC.20. Figura 3. apresenta um circuito de carga e comando com frenagem por corrente contínua. 179 .4.7 Sistema de frenagem Diagrama de frenagem por corrente contínua Um sistema de frenagem de motor trifásico de indução é possível aplicando ao motor uma corrente contínua.3.

180 . o contato NF (21 e 22) de k1 retornou à condição de repouso (fechado). O motor girará em qualquer sentido. também. Estando a rede de alimentação energizada e o disjuntor Q1 ligado. Pode-se observar que o contato NF(21 e 22) de k1 está em série com a bobina de k2 então. Apresentou-se nesse tópico apenas um exemplo de sistema de frenagem. Como funciona o sistema de frenagem? Para desligar o motor. O disjuntor Q1 e contator K1 são responsáveis pela alimentação trifásica do motor mantendo seu funcionamento normal. basta acionar o botão S 0. que está em série com a bobina de k1 será aberto e k1 desligará. No mesmo instante de tempo se fecham também os contatos principais que estão em série com o motor. Ao liberar S 0 todo sistema ficará desligado. basta inverter duas das fases que alimentam o motor. Porém. A ponte V1 e k2 são responsáveis por aplicar tensão continua ao motor. Funcionamento V1 é uma ponte retificadora cuja função é converter a tensão alternada da rede elétrica em tensão contínua pulsante. porém. dependerá do fechamento realizado entre as fases e as bobinas. o contato NF (21 e 22) de S0. existem outros sistemas inclusive utilizando inversores de frequência. o circuito de carga e comando estará em condições de funcionamento. provocando o travamento magnético do rotor. pois. com k1 ligado. Ao ligar k2 seus contatos principais também serão ligados e uma tensão contínua será aplicada às bobinas do motor provocando a parada instantânea do motor. Acionando o botão S 1 a bobina de k1 será energizada e simultaneamente o contato de selo (13 e 14) se fecha mantendo a bobina nesta condição. o contato NA (13 e14) de S0 será fechado e ligará a bobina de k2. Se o motor girar em sentido contrário ao desejado. Neste instante. k2 não ligará.

Figura 3.21: Sistema de partida e parada simplificado. Ao desligar o botão S1. Quando o botão S1 estiver acionado a entrada digital (DI-1) será energizada e a soft starter ligará o motor. Q1 é uma chave seccionadora de abertura sob carga.3. utilizando soft starter. a soft starter e motor serão desligados automaticamente.21 demonstra um sistema de partida simplificado.8 Sistema de partida com soft starter Sistema de partida e parada simplificado A Figura 3.4. 181 . obedecendo aos parâmetros que forem ajustados nos trimpots.

22: Sistema de partida e parada utilizando contator. Quando os contatos principais de k 1 (em série com as bobinas do motor) estiverem fechados. consequentemente. 182 .23 demonstra outra possibilidade de comando para partida de motor com soft starter. a soft starter e motor desligarão automaticamente.Diagrama de partida e parada utilizando contator A Figura 3. o contato interno (13 e 14) da soft starter se fechará e energizará a bobina de k1 que por sua vez causará o fechamento de seus contatos principais. o motor girará obedecendo aos parâmetros que forem ajustados nos trimpots. Figura 3. a entrada digital (DI-1) será desligada. Ao acionar o botão S0. Quando o botão S1 for acionado. esta condição é necessária para manter o soft starter e motor ligados. A entrada digital1 (DI-1) permanecerá ligada através do contato de selo (13 e 14) de k1.

Porém.4.Há outras possibilidades de comando. é possível. Para informações mais detalhadas consultar o manual do equipamento utilizado. esses parâmetros podem ser alterados pelo BOP. e valores de referência e atuais. que são:     Ajuste de tensão inicial. Ajuste de tempo da rampa de desaceleração. Jogos de parâmetros não podem ser salvos no BOP. comandar a partida de dois motores utilizando um único soft starter. O manual do equipamento fornece outras informações que poderão enriquecer o aprendizado.9 Sistema de partida com Inversor de freqüência Parametrização Os inversores já vem de fábrica com alguns parâmetros previamente fixados. Para se ter uma idéia. 183 . por exemplo. O BOP possui um display de cinco dígitos com sete segmentos cada. porém. Ajuste da corrente do motor. Os parâmetros de partida. aceleração e desaceleração da soft starter são ajustados através de trimpots. alarmes e falhas. Ajuste de tempo da rampa de aceleração. para mostrar os números e valores dos parâmetros. 3. inclusive utilizando a entrada digital (DI2) e o contato fechado (23 e 24) da soft starter. não é intenção deste trabalho esgotar o assunto.

184 . dependendo do ajuste de P0100.23: Controle de velocidade motor trifásico de indução com inversor de frequência. Quadro 3 Parâmetros básicos Parâmetro P0100 P0307 P0310 P0311 P1082 Significado Modo de operação Potência nominal do motor Frequência nominal do motor Velocidade nominal do Motor Máxima frequência do motor 50 Hz.) Padrão Unidade (kW (Hp)). (60Hz. [Valor depende do aparelho.O Quadro 1 mostra os ajustes básicos necessários para operação com o display frontal do inversor.] 50/60 Hz 1395 (1680) rpm [depende do aparelho] 50 Hz (60 Hz) Diagrama de carga e comando Figura 3.

Sua partida será instantânea ou lentamente acelerada até atingir a velocidade nominal conforme parâmetros programados. Com S3 desligado o motor gira para a direita. A Figura 3. 185 . inclusive controlar a velocidade do motor através de sinal analógico proviniente do processo no qual o inversor está inserido. o contator K1 será energizado e mantên-se energizado através do contato interno do inversor (RA – RC) que estára fechado ao ligar o inversor. Acionando S0 o motor desliga. Há outras formas de acionamento utilizando inversor de frequência. O motor somente começa a girar quando o botão S2 for acionado. se fecham e energizam as entradas de alimentação (L1. Funcionamento Considerando a rede de energia energizada e acionando o botão S1. Acionando o botão S3. O potenciômetro permite a variação da velocidade. Da mesma forma a velocidade será instantânea ou lentamente acelerada até atingir o valor nominal em rpm. Neste momento os contatos principais de K1 que estão em série com o motor. L2 e L3) do inversor. em seguida inverterá a rotação. conforme parâmetro utilizado. o motor irá parar lentamente.23 sugere apenas uma das possibilidades de comando.

19. Acesso em: 24 maio 2007. 9.pt/images. http://www. Fernando Luiz Rosa. Acesso em: 18 fev. São Paulo: Érica. 186 .siemens. p.com. http://www. 17. 21. Acesso em: 12 jul. 2007.br/protecciones.siemens.com. 3. http://www. Acesso em: 05 jul.br/catálogoeletrônico/catálogo micromaster.br.amt. Wilson Antunes.com.b2babimaq. http://www.com.weg.com. 18. Fundamentos de Eletromagnetismo. 1989.siemens.crimper. Acesso em: 16 maio 2007. Acesso em: 16 maio 2007. Acesso 05 jul.br. http://www. Acesso em: 30 maio 2007. 2007. Acesso em: 24 maio 2007. 15.celsa.com. http://www.br/upfiles. 5.br.weg. http://www. Eletricidade e Eletromagnetismo. 2. 2005.br/seccionadora. http://www. 21-23.efacec. http://www. 4. 2007. 16.br.br. 2007. http://www. 7. http://www. http://www.metaltex.br/Seccionadoras. http://www.com. 8. Acesso em: 16 maio 2007. http://www.fateback. MOREIRA. http://www. 2007.com.com.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1.br.com. Acesso em: 12 jul.P. MOREIRA. V. Sandra Valéria. 2007. 10. Acesso em: 12 jul. Acesso em: 24 maio 2007. 23.com.br/acessorios .jaguareletrica. Contagem: SENAI/MG.mediaibox.com. 11. http://www. MORETTO. 6. http://www. 14. Acesso em: 12 jul.br .com.siemens.conexel. 20.br/templates/produto. http://www. Acesso em: 05 jul. Acesso em: 05 jul.intelli.metaltex. Acesso em: 16 maio 2007. 2007. http://www.schmersal.br/catálogoeletrônico/portugues.com. Eletricidade básica. 13. Acesso em: 30 maio 2007. MUSSOI.hellermann. http://www. 22.br/catálogoeletrônico/automaçãodeprocessosindustriais .com.com.valvestate. 2009.usp. 2009.pea. p. Acesso em: 05 jul.br/catalogos/fsinointerfix.inventec. 12. Florianópolis: CEFTE/SC.br/catálogoeletrônico/chavesdepartidasoftstart. 2007.com. 2004. 2007. 22 e 23. Acesso em: 18 fev.com.

d. 65. 54 p. 1999. s. Manual de motores elétricos.24. WEG. s. 10 p. São Paulo: 2002. 15-25. 28. São Paulo: 2004. São Paulo. s. d. Comando e proteção: módulo 1. Catálogo de motores elétricos. ______. p. OLIVEIRA. s.15. 2005. Belo Horizonte: SENAI/MG. p. 30.11-12. 25.17.12. Catálogo de motores trifásicos de alto rendimento. 2005. 08 p. Michel Lucas de. _______. 278/279. SENAI/SP/EAD. Comandos Elétricos: Dispositivos de proteção e controle.74. ______. São Paulo. d. São Paulo. Somos Pura Energia: slides 2. 32. Curso de Automação Industrial: o olhar da planta industrial. OLIVEIRA. 486 p. 29. 31. Manual de treinamento: módulo 1 – comando e proteção. Ronaldo José. 26. São Paulo. 187 . p.4-6. Medidas de Controle do Risco Elétrico: slides 1-3. d. ______. 27. ______.