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Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais -FIEMG

Comandos elétricos

Belo Horizonte 2010

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Presidente da FIEMG
Olavo Machado Júnior

Diretor Regional do SENAI
Lúcio José de Figueiredo Sampaio

Gerente de Educação Profissional
Edmar Fernando de Alcântara

Elaboração
Eustáquio Damasceno Pereira Ronaldo José de Oliveira Unidades Operacionais   CETEL – Centro Tecnológico de Eletrônica “César Rodrigues” CETEM – Centro de Excelência em Tecnologia e Manufatura “Maria Madalena”

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Sumário

Apresentação 1. Dispositivos de proteção e controle ............................................................... 6 1.1 Introdução aos dispositivos ................................................................... 6 1.2 Fusíveis ................................................................................................. 6 1.3 Disjuntor............................................................................................... 21 1.4 Disjuntor motor .................................................................................... 28 1.5 Dispositivos diferenciais residuais ....................................................... 30 1.6 Relé Térmico de Sobrecarga ............................................................... 34 1.7 Contatores ........................................................................................... 42 1.8 Botões de comando ............................................................................. 53 1.9 Relé de Tempo .................................................................................... 61 1.10 Chave Auxiliar Tipo Fim de Curso ..................................................... 66 1.11 Sensores............................................................................................ 72 1.12 Motor de Indução Trifásico ................................................................ 81 1.13 Transformadores Para Comandos Elétricos ...................................... 89 1.14 Chaves Seccionadoras ...................................................................... 97 1.15 Sinalização ...................................................................................... 105 1.16 Terminais ......................................................................................... 109 1.17 Bornes de conexão .......................................................................... 113 1.18 Soft-Starter ...................................................................................... 120 1.19 Inversores de Freqüência ................................................................ 133 2. Noções de segurança em eletricidade ....................................................... 148 2.1 Introdução .......................................................................................... 148 2.2 Choque elétrico .................................................................................. 148 2.3 Medidas de Segurança Contra o Risco Elétrico ................................ 152 3. Esquemas elétricos ...................................................................................... 157 3.1 Redes de alimentação ....................................................................... 157 3.2 Tipos de esquemas elétricos ............................................................. 159 3.3 Interligação das bobinas do motor trifásico de indução ..................... 161 3.4 Sistemas de partidas para motores de indução trifásicos .................. 165 Referências bibliográficas...........................................................................................186

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Prefácio “Muda a forma de trabalhar. especialmente naqueles diretamente envolvidos na produção. cuidar do seu acervo bibliográfico. fazem com que as informações. sentir. responder às suas demandas de informações e construir links entre os diversos conhecimentos. O conhecimento. aguçar a sua curiosidade. Peter Drucker O ingresso na sociedade da informação exige mudanças profundas em todos os perfis profissionais. agir. sabe disso. tão importantes para sua formação continuada ! Gerência de Educação Profissional 4 . nos embates diários. O SENAI. por meio dos diversos materiais didáticos. disseminação e uso da informação.” Vivemos numa sociedade da informação. educa o trabalhador sob a égide do conceito da competência: “formar o profissional com responsabilidade no processo produtivo. pensar na chamada sociedade do conhecimento”. instrutores e alunos. e consciente do seu papel formativo. com conhecimentos técnicos aprofundados. da conexão de suas escolas à rede mundial de informações – internet .é tão importante quanto zelar pela produção de material didático. Para o SENAI. O SENAI deseja. maior rede privada de educação profissional do país. da sua Infovia. nas diversas oficinas e laboratórios do SENAI. flexibilidade e criatividade. contidas nos materiais didáticos. Uma constante atualização se faz necessária. amplia-se e se multiplica a cada dia. tomem sentido e se concretizem em múltiplos conhecimentos. coleta. na sua área tecnológica. com iniciativa na resolução de problemas. Isto porque. empreendedorismo e consciência da necessidade de educação continuada.

temporização. montar e dar manutenção nos circuitos elétricos. tempo de uso e principalmente de sua correta instalação e manutenção. Os dispositivos usados em acionamentos elétricos industriais são dimensionados de acordo com as características elétricas das cargas que irão acionar. eletricistas e técnicos possam interpretar diagramas. procedência de fabricação. tais dispositivos tem funções definidas para proteção.Apresentação Comandos elétricos são circuitos que utilizam dispositivos elétricos destinados a comandar e controlar o funcionamento de sistemas elétricos. principalmente quando se trata da substituição de dispositivos que compõe os circuitos. é necessário que o técnico conheça as principais características dos componentes dos circuitos. onde se torna necessário estar atento quanto às características dos componentes. e ser eficaz ao fazer montagens e manutenções nos sistemas elétricos.etc. O técnico deve estar seguro. 5 . Este recurso didático tem como objetivo fornecer informações tecnológicas sobre os principais dispositivos usados nos sistemas elétricos industriais. especificar dispositivos. controle. sinalização. comutação. conexão. como: condições ambientais. O bom desempenho destes dispositivos depende de uma série de fatores. para garantir a eficácia no funcionamento desses sistemas. onde. Para que a montagem e manutenção dos sistemas elétricos sejam eficazes.

dependendo das funções especificas que cada dispositivo efetua no circuito. proteção.1 apresenta alguns tipos de fusíveis. cuja função é Interromper o fluxo de corrente elétrica toda vez que esta corrente for excessiva e puder causar danos ao sistema. etc. 6 .2 Fusíveis São dispositivos usados nas instalações elétricas. Neste capítulo serão analisados os dispositivos utilizados para cada necessidade e o método mais adequado para escolha certa em cada situação. garantindo o máximo de segurança às instalações e usuários. Através da análise de curvas de atuações desses dispositivos. A maior parte desses equipamentos e máquinas é controlada por dispositivos de comando para sua correta partida. é possível coordenar as proteções entre si. Dispositivos de Proteção e Controle 1. como por exemplo: tornos. guilhotinas entre outros. 1.1. controle. Todo circuito elétrico deve possuir proteções a fim de se evitar danos às instalações. impressoras. Os dispositivos de comando elétrico são desenvolvidos para proporcionar novas tecnologias aos equipamentos com foco principalmente em automatizar os processos de produção.1 Introdução Os equipamentos e máquinas industriais. por isso. prensas. A Figura 1. aos equipamentos e riscos de acidentes pessoais. os dispositivos de comando empregados em circuitos de baixa tensão. parada. são dos tipos mais variados e com características de funcionamento bem distintas. dependem fundamentalmente da eletricidade para seu funcionamento. da potência instalada e da ação seletiva entre eles.

provocar incêndios e explosões. em algumas situações.2. Fonte: ABNT. Em geral os fusíveis são utilizados em aparelhos eletrônicos.2. 7 . Eles protegem os circuitos contra os efeitos de curto-circuito ou sobrecargas que podem. corpo isolante. automóveis e indústrias etc. 1. NBR 5444/1989.3 Constituição O fusível é constituído basicamente por: contatos. 1.2. elo de fusão e indicador de queima.2: Simbologia do fusível. residências. 1.1: Tipos de fusíveis.2 Aplicação Os fusíveis são aplicados em toda e qualquer instalação elétrica e no Brasil.1 Simbologia Figura 1.Figura 1. a ABNT normatiza sua utilização.

Fonte: SENAI. Dentro do corpo isolante se aloja o elo fusível e. MG. Elo de Fusão Material condutor de corrente elétrica com baixo ponto de fusão. em alguns casos. 8 .3: Partes componentes do fusível. porcelana ou esteatita. É feito em forma de fios ou lâminas.de granulometria adequada.13/122. Tipos de Elos de Fusão: 1. São feitos de latão ou cobre prateado. Corpo Isolante É feito de material isolante de boa resistência mecânica. Em forma de fio Figura 1.areia de quartzo . geralmente de cerâmica.Figura 1. 1999.4: A fusão pode ocorrer em qualquer ponto do elo (fio). um elo indicador de queima. imerso em material granulado extintor . p. para evitar oxidação e mau contato. Contatos Servem para fazer a conexão dos fusíveis com os componentes das instalações elétricas. que não absorve umidade.

Figura 1.a fusão pode ocorrer em qualquer ponto do elo.2. Em forma de lâmina Figura 1. Figura 1. 9 .7: Elo fusível com seção reduzida por janelas .5: Elo fusível com seção constante .a fusão sempre ocorre na parte entre as janelas de maior seção.a fusão ocorre sempre entre as janelas.8: Elo fusível com seção reduzida por janelas e um acréscimo de massa no centro .a fusão sempre ocorre na parte onde a seção é reduzida.6: Elo fusível com seção reduzida normal . Figura 1.

No caso de fusão do elo fusível. 1. se desprende em caso de queima. 1999.2. MG. (Figura 1. p.13. pois. Fusíveis de ação ultra-rápida Neste caso. 10 . Fonte: SENAI. São próprios para proteger circuitos com cargas resistivas.4 Características dos fusíveis quanto ao tipo de ação Fusíveis de ação rápida ou normal Neste caso a fusão do elo ocorre logo após receber uma sobrecarga ou curto circuito.Elo indicador de queima (espoleta) Facilita a identificação da queima de um fusível. que está ligado em paralelo com o elo fusível. a fusão do elo é imediata.9) Fig. São próprios para proteger circuitos eletrônicos. 1. provocando o desprendimento da espoleta.9: Elo indicador de queima do fusível. o fio do indicador de queima não suportará a corrente e também se fundirá. mesmo de curta duração. pois os semicondutores são muito sensíveis e precisam ser protegidos contra sobrecargas. como lâmpadas incandescentes e resistores em geral. É constituído de um fio muito fino. quando recebe uma sobrecarga ou curtocircuito mesmo sendo de curta duração.

A curva característica tempo de fusão x corrente desenvolve-se a partir da corrente mínima de fusão que seria capaz de fundir o elemento. Característica Tempo x Corrente Esta característica é representada em diagrama tempo x corrente em escala logarítmica. transformadores. 11 . 1.Fusíveis de ação retardada A fusão do elo só acontece quando houver sobrecargas de longa duração ou curto-circuito. ver Tabela 1 no final deste capítulo. fundindo apenas seu elo de fusão. não permitindo que a corrente elétrica continue a circular. Ver Figura 1.2.10. Resistência de Contato A resistência de contato entre a base e o fusível pode causar aquecimento. podendo até causar a queima do fusível. Existem. tempo x corrente de ruptura é a curva característica do fusível. sem se queimar. O valor de corrente vem impresso no corpo do componente. como motores. fusíveis nos quais a corrente nominal vem identificada por código de cores.5 Características elétricas dos fusíveis Corrente nominal (In) A principal característica de um fusível é a sua corrente nominal. Seu valor é dado em kA (quilo Ampere). porém. capacitores e indutores em geral. Correntes maiores que a nominal irão provocar a ruptura do elo fusível após algum tempo e esta relação. Capacidade de Ruptura É a capacidade que um fusível possui de proteger com segurança um circuito. São próprios para proteger circuitos com cargas indutivas e/ou capacitivas. É o valor da máxima corrente que o fusível suporta em regime contínuo. Tensão Nominal (Un) É o valor da máxima tensão de isolamento do corpo isolante do fusível.

O perfil da curva característica depende principalmente da dissipação de calor no elemento fusível. MG. pois. Figura 1. Influência da temperatura ambiente Nos catálogos estão representadas as características tempos de fusão x corrente médias levantadas à temperatura ambiente de 20º (mais ou menos 5º). Analisando a Figura 1. Fonte: SENAI. 12 . p. a reta vertical que correspondente a 10A não cruza a curva correspondente do fusível. 1999.A Figura 1. Na norma VDE 0636 estão definidas faixas de tempo e de corrente dentro das quais essas curvas devem se situar.11: um fusível de 10A não se funde com a corrente de 16A. em uma margem bem grande de variação desta.10: Curvas características Tempo x Corrente de fusíveis rápidos. Com uma corrente de 30A o fusível se fundirá em aproximadamente 18 segundos.10 apresenta um exemplo de leitura para fusível rápido. num diagrama de característica tempo de Fusão x Corrente. Alguns tipos de fusíveis sofrem uma influência desprezível com a temperatura. 20.

A escolha do fusível deve ser feita de tal modo que uma anormalidade elétrica fique restrita a um setor.fusivel.Figura 1. Fonte: <http://www. sem atingir as demais partes do mesmo.br/4-38-weg>. em nenhuma hipótese deverá haver o recondicionamento do mesmo.11: Curvas características Tempo x Corrente de fusíveis retardados. Acesso em: 25 maio 2007. Dimensionamento É a escolha de um fusível adequado para fazer proteção de um determinado circuito. Substituição Quando houver a queima de um fusível.com. devendo ser substituído por outro de mesma capacidade de corrente e características. 13 .

ligado a um dos bornes.2.fusível. para montagem sobre trilho.Para dimensionar um fusível é necessário levar em consideração as seguintes grandezas elétricas:    Corrente nominal do circuito. NH e outros).6 Sistemas de segurança Diazed e NH Existem diversos tipos de fusíveis usados para proteção dos circuitos elétricos (cartucho.13. de vidro. Corrente de curto-circuito. por serem os sistemas de proteções mais utilizados nas áreas industriais. e é ligado ao parafuso de ajuste. 14 . Figura 1. O outro borne está isolado do primeiro. Comporta um corpo metálico roscado interna e externamente. anel de proteção e cobertura da base.12: Segurança Diazed Base Elemento de porcelana que reúne e sustenta as demais partes da segurança Diazed. Este conjunto é composto de base. Tensão nominal. onde se encontra alojado o fusível.12. parafuso de ajuste. Estas bases podem ser fornecidas com dispositivo de fixação rápida. tampa. Segurança Diazed A segurança Diazed é composta de um conjunto de componentes. 1. Diazed. conforme apresentado na Figura 1. Observe a Figura 1. Dar-se-á ênfase ao estudo dos fusíveis Diazed e NH.

14: Cobertura da base. possui um rebaixo. conforme Figura 1. para ser introduzido na base. Figura 1. cujo diâmetro não permite a colocação de fusível de maior capacidade de corrente. Na parte anterior. Existe 15 . São fornecidas para bases de até 63ª. com um parafuso metálico na parte posterior.Figura 1. cuja função é alojar a base aberta.14.13: Base do sistema de Segurança Diazed. Parafuso de Ajuste É um elemento feito de porcelana. Cobertura da Base É um elemento de baquelite ou porcelana. não permitindo que nenhuma parte sob tensão fique exposta.

rosca E27 e D III . 16 .um código de cores padronizado para identificar a corrente nominal do parafuso de ajuste. Tampa Peça constituída em porcelana com casquilho metálico que tem a função de alojar o fusível permitindo a troca do mesmo.16: a) Chave para parafuso de ajuste – b) Forma de encaixe da chave ao parafuso. com a instalação sob tensão Possui tamanhos D II . Figura 1. ver Tabela 1 no final deste capítulo. Chave para parafuso de ajuste Serve para fixar os parafusos de ajuste à base das seguranças Diazed.rosca E33.15: Parafuso de ajuste. em caso de queima. O tamanho D II é para fusíveis até 25A e tamanho D III para fusíveis até 63A. Figura 1.

As cores estão numa espoleta indicadora de queima que se encontra presa pelo elo indicador de queima. Possui tamanho e rosca igual à tampa.18). Sua função é isolar a rosca metálica da base com relação ao painel e evitar possíveis choques acidentais.17: Tampa. (Figura 1. mostra o código de cores padronizado para cada valor de corrente nominal. Anel de Proteção É um elemento fabricado em porcelana ou plástico roscado internamente.Figura 1.19) 17 . (Figura 1. que tem ótima resistência mecânica e uma excelente rigidez dielétrica. Possui um corpo de porcelana ou esteatite. Fusível É a peça de maior importância no sistema. onde estão impressas suas características elétricas. Figura 1.18: Anel de proteção. A Tabela 1. no final deste capítulo.

20: Segurança NH. base e punho. conforme apresentado na Figura 1. Possui corpo de porcelana. 18 . Fusível A segurança NH reúne as características de fusível retardado para correntes de sobrecarga e fusível rápido para correntes de curto circuito. isolados para tensões até 500Vca ou 600Vca. onde estão impressas suas características elétricas.21. Dispositivo de segurança NH A segurança NH é composta de fusível. Figura 1.19: Fusível diazed.Figura 1.

mesmo estando a instalação sob tensão. destina-se à montagem ou substituição de fusíveis NH de suas respectivas bases. Punho Também denominado Saca Fusível.22. possuindo meios de fixação a quadros ou placas. a base constitui uma separação visível das fases. a utilização de um seccionador adicional. tornando dispensáveis. Base Possui contatos especiais prateados que garantem contato perfeito e alta durabilidade. (Figura 1.22: Base de segurança NH.21: Fusível NH. Veja na Figura 1.23). 19 . A pressão das garras é garantida por molas de aço. em muitos casos. A base é construída de esteatite. plástico ou termofixo. Uma vez retirado o fusível.Figura 1. Figura 1.

Figura 1.br/fusiveis>.com. 20 . Tabelas de correntes: Tabela 1 Capacidade de corrente e código de cores para fusível Diazed.siemens. Acesso em: 25 maio 2007.23: Utilização do punho em montagem ou substituição de fusíveis NH. Corrente nominal (A) 2 4 6 10 16 20 25 35 50 63 Código de Cor Rosa Marrom Verde Vermelho Cinza Azul Amarelo Preto Branco Cobre Para bases Rosca E27 Rosca E33 Fonte: <http:www.

Fonte: <http://www.3.com.24) Figura 1.Tabela 2 Capacidade de corrente para fusível NH. 1.3 Disjuntor 1. 2007. Acesso em: 25 maio 2007.24: Mini disjuntores.com.ge.siemens.br/fusiveis>. Tamanho Corrente Nominal (A) 6 10 16 20 25 000 32 40 50 63 80 100 00 125 160 Tamanho Corrente Nominal (A) 40 50 63 80 100 125 1 160 200 224 250 Fonte: <http:www.1 Definição É um equipamento de comando e proteção de circuitos elétricos. Acesso em: 01 jun. 21 . cuja finalidade é conduzir continuamente a corrente de carga sob condições nominais e interromper correntes anormais de sobrecarga e de curto circuito.br/mini_dr>. (Figura 1.

2 Constituição Na Figura 1. 22 . ou seja. seja em alto-relevo. 1.3. é ensaiado uma unidade de disjuntor. seja na forma de uma placa. Os disjuntores são normalmente dotados de relés de sobrecarga e de curtocircuito. na forma individual. seja unipolar ou multipolar. cada um tendo a sua curva característica. Esses valores são obtidos segundo as normas de ensaio que se aplicam ao dispositivo.25 pode-se observar a constituição interna de um disjuntor monopolar. da ABNT tem-se: Dispositivo de manobra: dispositivo elétrico destinado a estabelecer ou interromper corrente. perante condições de temperatura e altitude estabelecidas em norma. Os valores nominais de corrente do disjuntor são impressos externamente em sua carcaça. em um ou mais circuitos elétricos.Por definição do Dicionário brasileiro de eletricidade. O Disjuntor unipolar (monopolar) é constituído por um único pólo. que devem ser adequadamente coordenadas entre si. O o disjuntor multipolar (bipolar ou tripolar) é constituído por dois ou mais pólos ligados mecanicamente entre si de modo a atuarem em conjunto.

9 .Câmara de extinção de arco: extinguir e dissipar o calor gerado durante a comutação do disjuntor.Figura 1.Terminal superior: terminal de conexão ao circuito externo. 2007.Guia para o arco: sob condições de falha o contato móvel se afasta do contato fixo e o arco resultante é guiado para a câmara de extinção evitando danos ao bimetal em casos de altas correntes (curto-circuito). 6 e 7 .Contato fixo e Contato móvel.Alavanca: (0 – desligado –verde visível e 1 ligado – vermelho visível).com.Terminal inferior: terminal de conexão ao circuito externo. 11 .ge.Clip: dispositivo para fixação em trilho DIN.25: Constituição interna disjuntor monopolar. 2 . 8 . 4 .Proteção externa termoplástic: protege os elementos internos do disjuntor.respectivamente: quando apoiados um ao outro permite circular corrente no circuito. Acesso em: 01 jun.Bimetal: é responsável pelo disparo do dispositivo por sobrecarga térmica. 10 . 23 . Descrição das partes internas 1 . 3 .br/mini_dr>.Bobina: responsável pelo disparo instantâneo (magnético) 5 . Fonte: <http://www.

Este tende a abrir pela ação da mola M2. 2007. a corrente passa pela resistência de baixo valor R (que está próxima da lâmina bimetálica B). Acesso em: 18 jun. nesta situação. A intensidade magnética capaz de acionar o atuador é proporcional ao número de espiras da bobina e da intensidade da corrente elétrica. o braço atuador A impede com ajuda da mola M1.mspc. De forma similar. somente em caso de corrente muito alta (curto circuito) e.br/elemag>. liberando a abertura do par de contatos C pela ação de M2.1.eng. pela bobina do eletroímã E e pelo par de contatos C. Acima desta.26: Figura 1. interrompendo o circuito de forma idêntica à do eletroímã. mas.26: Princípio de funcionamento do disjuntor. o aquecimento do bimetal o levará a tocar o atuador A. O eletroímã E é dimensionado para atrair a extremidade do atuador A. Fonte: <www. Entre os bornes 1 e 2. R e o bimetal B são dimensionados para que este último não toque a extremidade de A dentro da corrente nominal do disjuntor.3 Princípio de funcionamento Analise a Figura 1. A corrente nominal que produz ação térmica sobre o bimetal varia aproximadamente na mesma proporção em que varia a corrente nominal do condutor com a temperatura.3. 24 . A irá girar no sentido indicado.

b e c) referem-se a disjuntores monofásicos. (Figura 1.27 .27 . 25 . É válido mencionar que para disjuntor de elevadas correntes nominais. Figura 1. correntes de curto-circuito com disparo temporizado e instantâneo e até disparo por corrente de falha à terra. Observa-se nesse ponto.b) Disjuntor termo magnético Denominação dada aos disjuntores que combinam ambas as formas de proteção.c). (Figura 1. Os três símbolos da Figura 1. que os relés não desligam o circuito: eles apenas induzem ao desligamento.27(a. o disjuntor térmico protege os condutores contra as sobrecargas.27 .Disjuntor magnético A ação magnética funciona conforme descrito acima e na ocorrência de curtoscircuitos.27: Simbologia – disjuntor monopolar. (Figura 1. A manobra através de um disjuntor é feita manualmente – geralmente por meio da alavanca – ou pela ação de seus relés de sobrecarga (bimetálico) e de curto-cicuito (eletromagnético). atuando sobre o mecanismo de molas. que aciona os contatos principais. os relés de sobre-correntes são constituídos por transformadores de corrente e módulo eletrônico que irá realizar a atuação do disjuntor por correntes de sobrecargas.a) Disjuntor térmico Conforme analisado anteriormente.

1. 1.3.com.3. por exemplo em curva B e C.4 Aplicação Cada aplicação requer um tipo específico de disjuntor para manobra e proteção.28: Curvas características de disjuntores.br/conceito_teoria>. Esse arco se estabelece entre as peças de contato do disjuntor ou entre as extremidades internas do elemento fusível.siemens. Os disjuntores possuem curvas características classificadas. Acesso em: 11 abr. Fonte: <http://www. interromper a circulação da corrente de curto-circuito. Figura 1. a elevada temperatura que se faz presente leva a uma situação de risco que pode assim caracterizar-se: 26 . 2007. A curva B refere-se a disjuntores destinados à proteção de condutores e a curva C destina-se à proteção de cargas em geral. Observe a Figura 1. Em ambos os casos. mediante a extinção do arco que se forma.5 Características comparativas de fusível x disjuntor Disjuntor e fusível exercem basicamente a mesma função: ambos têm como maior e mais difícil tarefa.28.

      Disjuntor Necessita cálculo fino da corrente de curto-circuito. Tempo de interrupção variado. fator de dimensionamento da seção condutora de cabos. sob pena de danificar ou mesmo destruir componentes de um circuito. o seu tempo de desligamento deve ser extremamente curto. representa em diversos casos até algumas dezenas de quilo-ampéres que precisam ser manobrados. Custo variado. Disponibilidade com restrições. Disponibilidade fácil. sendo por isso mesmo. existem algumas vantagens no uso do fusível. Alta capacidade de interrupção. Otimização do tempo de Interrupção. Veja no quadro 1 a comparação entre as características do fusível e disjuntor. e como é em superior à corrente nominal. Elevada limitação. O seu valor é calculado em função das condições de impedância do sistema. De qualquer modo. seja pela atuação de um fusível. 27 . Limitação em alta capacidade de interrupção. seja pelo disparo por um relé de curtocircuito que ativa o mecanismo de abertura dos contatos do disjuntor. e é por isso variável nos diversos pontos de um circuito. Baixo custo. Entretanto. Essa corrente tem influência tanto térmica (perda joule) quanto eletrodinâmica. Capacidade de interrupção variada. pelas forças de repulsão que se originam quando essa corrente circula entre condutores dispostos em paralelo. só pode ser mantido por um tempo muito curto. e outras usando disjuntor. Quadro 1 Características para desempenho no curto-circuito.A corrente de curto-circuito (Ik) É a mais elevada das correntes que pode vir a circular no circuito. A confiabilidade de operação do fusível ou disjuntor é assegurada pela conformidade das normas vigentes e referências do fabricante. Portanto. Fusível       Dispensa cálculo fino da corrente de curto-circuito.

é um dispositivo de manobra mecânico utilizado para estabelecer.4. Fonte:GE.29: Disjuntor motor. Disjuntor_Motor_SFK. (Figura 1. sobrecarga ou subtensão.4 Disjuntor motor 1.4.1 Definição O disjuntor motor ou também guarda motor. Figura 1.29).2 Simbologia Figura 1.30: Disjuntor motor magnético (a) e termomagnético (b) 28 .1. como: curto-circuito.00 1. e interromper correntes sob condições anormais do circuito. conduzir e interromper correntes sob condições normais do circuito.

Em estado aquecido. funcionamento com 3 pólos. 1. modelo SFKOJ. funcionamento com 2 pólos e na Curva 2: disparo térmico. incorporado no disjuntor-motor. na Curva 1: disparo térmico. portanto.4.  Disparador magnético fixo e calibrado em 12 vezes a corrente nominal do disjuntor.31 apresenta a curva de disparo do disjuntor-motor marca GE.4. O tempo de disparo está em função da corrente ajustada a frio.  Disparador magnético fixo e calibrado em 12 vezes a corrente nominal do disjuntor. Disjuntor-motor termomagnético Este disjuntor tem as seguintes características:   Proteção contra curto-circuito e seccionamento com possibilidades de bloqueio mecânico por circuito individual de motores.4 Curva de disparo do disjuntor-motor Exemplificando: a Figura 1.1. Temos. Disparador térmico ajustável para proteção contra sobrecargas e dotado de mecanismo diferencial com sensibilidade a faltas de fase. 29 . incorporado no relé de sobrecarga.3 Tipo de disjuntor motor Disjuntor-motor magnético Segundo informações do fabricante este disjuntor possui as seguintes características:   Proteção contra curto-circuito e seccionamento com possibilidades de bloqueio mecânico por circuito individual de motores. Ambos apresentam outras características aqui não relacionadas e que poderão ser obtidas consultando o Catálogo do Fabricante. devido à passagem da corrente nominal de serviço. Disparador térmico ajustável para proteção contra sobrecargas e dotado de mecanismo diferencial com sensibilidade a faltas de fase. os tempos de atuação dos relés de sobrecarga ficam reduzidos em 4 vezes.

permitem otimização de energia e evitam choques elétricos.Figura 1.br/disjuntor_motor>. A utilização deste tipo de dispositivo é obrigatória nas edificações segundo a norma NBR 5410/97. áreas de serviço e áreas externas.31: Curva de disparo. 30 .1 Definição São dispositivos contra fuga de corrente elétrica.5 Dispositivos diferenciais residuais 1.ge. como banheiros.5. 1. Eles asseguram o comando e seccionamento dos circuitos elétricos. 2007. Acesso em: 01 jun.com. que define seu uso nas áreas frias ou sujeitas a umidade. Fonte: <http://www.

3 Constituição A Figura 1.com.5.5. 1.33: Dispositivo diferencial residual. 1. CC pulsante e CC lisas. 2007.2 Simbologia Figura 1.32: Dispositivo diferencial residual.br/dispositivos>.Figura 1. Acesso 20 jun.siemens.34 ilustra uma vista em corte e a constituição interna de um dispositivo diferencial capaz de detectar correntes de falta CA. 31 . Fonte: <http://www.

32 .5. T – botão de teste.4 Funcionamento Referindo-se ainda sobre a Figura 1. A – unidade de medição e comparação para correntes residuais contínuas lisas. o relé R é ativado e por sua vez desativa os contatos principais do próprio dispositivo ou outro dispositivo – contator ou disjuntor – a ele associado. NBR 5410.34: Constituição interna de um dispositivo diferencial residual. W1 – sensor de correntes senoidais e correntes contínuas pulsantes.34. a soma das correntes em seus condutores é praticamente nula. O dispositivo detecta exatamente essa diferença de corrente. Se houver falha de isolação no equipamento ou alguma pessoa tocar na parte viva do circuito protegido pelo DR. Isso ocorrendo. a soma vetorial das correntes nos condutores monitorados pelo DR não será mais nula. surgirá uma corrente de fuga à terra. Legenda R – relé de disparo. 1. Quando a intensidade de corrente de fuga atinge um determinado valor.Figura: 1. Fonte: ABNT. Enquanto o circuito mantiver eletricamente equilibrado.. o dispositivo mede permanentemente a soma vetorial das correntes que percorrem os condutores de um circuito. W2 – sensor de correntes contínuas puras.

Segurança Uma pequena falha em um eletrodoméstico. 1. Normalmente são disponíveis nas curvas B e C e sensibilidade de 30 e 300 mA.br/produtos/protecao>. um fio decapado. 33 . onde já estão incorporados em um único produto as funções do DR (Diferencial Residual) e do Mini-Disjuntor. não é difícil imaginar o que poderá causar de dano à saúde uma descarga elétrica. 2007.com. Acesso em: 20 jun. Sendo assim o DDR protege as pessoas dos efeitos maléficos de um choque elétrico (corrente até 30mA) e os equipamentos patrimoniais (correntes entre 100 e 500mA). 5 Tipos Disjuntor com proteção diferencial-DDR Os DDR's são disjuntores com proteção diferencial. O DDR possui proteção diferencial contra contatos diretos e indiretos e proteção contra sobrecarga e curto-circuito. uma tomada ou um interruptor com defeito pode colocar em sérios riscos a saúde da sua família e até a sua residência.ge. Portanto. Apresenta um custo maior em relação ao IDR. Fonte: <http://www.35: Dispositivo diferencial residual. É sempre bom lembrar que todas as funções biológicas do organismo humano são feitas por meio de pequenos impulsos elétricos.industrial. mais conhecida como choque.5. Figura 1.

Interruptor diferencial residual – IDR É um importante dispositivo de proteção e detecção de fuga de corrente. Além de proteger pessoas contra os efeitos do choque elétrico por contato direto ou indireto causado por fuga de corrente, protege contra perda de energia elétrica. Um dos principais pontos de sua segurança é que ele é capaz de detectar uma pequena diferença entre a corrente que entra e sai do circuito. Ao detectar essa fuga de corrente, o IDR desliga automaticamente os circuitos elétricos, garantindo a segurança de pessoas e patrimônios.

1.6 Relé Térmico de Sobrecarga
1.6.1 Definição São dispositivos que atuam pelo efeito térmico provocado pelas sobrecorrentes de longa duração, ou quando ocorre sobrecarga que superaquecem o circuito ou partes do circuito a níveis inadmissíveis. Este superaquecimento pode ocorrer, por exemplo, em função de:    Sobrecarga mecânica na ponta do eixo do motor; Falta de uma fase; Tempo de partida prolongado de um motor.

Figura 1.36: Relé térmico de sobrecarga. Fonte: WEG. p. 278-279.

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1.6.2 Simbologia

Figura 1.37: Simbologia do relé de sobrecarga.

1.6.3 Principio Construtivo de um Relé de Sobrecarga Um relé de sobrecarga é composto dos seguintes componentes:

Figura 1.38: Composição do relé de sobrecarga. Fonte: SENAI. MG. 1999. p. 67.

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Contatos Auxiliares Geralmente o relé térmico de sobrecarga possui dois contatos, um normalmente fechado NF (abridor) e outro normalmente aberto NA (fechador). O contato NF é responsável pela interrupção de funcionamento do circuito elétrico em caso de sobrecarga, podendo retornar a posição inicial de forma automática ou manual. Já o contato NA normalmente é utilizado na sinalização de relé atuado. Botão de Rearme Têm a função de rearmar os contatos auxiliares do relé de sobrecarga. Lâmina Bimetálica Auxiliar Tem a função de fazer a compensação do ajuste, de acordo com a variação da temperatura ambiente. Lâminas Bimetálicas Principais Tem a função de acionar o dispositivo mecânico quando sofrem uma dilatação e conseqüente deflexão devido a elevação da corrente elétrica, comutando os contatos móveis do relé. Mecanismo de Regulagem (Ajuste de Corrente) Permite efetuar a regulagem da corrente solicitada pela carga, que poderá circular no circuito.

1.6.4 Funcionamento Os relés de sobrecarga foram desenvolvidos para operar baseados no princípio de pares termoelétricos. O princípio de operação do relé é baseado nas diferentes dilatações que os metais apresentam, quando submetidos a uma variação de temperatura. Duas ou mais lâminas de metais diferentes (normalmente ferro e níquel) são unidas através de soldas, sob pressão ou eletroliticamente. Quando aquecidas elas se dilatam diferentemente e se curvam. Esta mudança de posição é usada para comutação de um contato. Durante o esfriamento, as lâminas voltam à posição inicial. O relé está, então, novamente pronto para operar, desde que não exista no conjunto um dispositivo mecânico de bloqueio. O relé térmico permite que o seu ponto de atuação seja ajustado com o auxílio de um dial. Isto possibilita ajustar o valor de corrente que para a atuação do relé.

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40: Aquecimento direto. MG. Aquecimento Direto As Lâminas estão no circuito principal e são percorridas pela corrente total ou parte dela. neste caso. 1999. Fonte: SENAI. 68. Figura 1. O aquecimento. 37 . por exemplo. Ação da corrente nas lâminas As lâminas do relé de sobrecarga bimetálico podem ser aquecidas de diversas formas pela corrente: 1.Deve-se calibrar a corrente de ajuste do relé em função da corrente nominal do componente a ser protegido.39: Dilatação do bimetal. um motor. p. 1999. é função da intensidade de corrente e da resistência das lâminas. 68. Fonte: SENAI. p. MG. Dispositivos de proteção e controle. Figura 1.

42: Aquecimento indireto em série e em paralelo. p. Aquecimento Semi-Direto As Lâminas são aquecidas pela passagem de corrente e.41: Aquecimento indireto. 68. Figura 1. Aquecimento Indireto Neste caso.5 Relés de Sobrecarga com Operação através de Transformadores de Corrente Utilizam-se dois tipos de transformadores de correntes:   Os que operam linearmente até aproximadamente 10 vezes a corrente nominal primária. adicionalmente. 38 . p.2. 1999. 68. as lâminas ou são envolvidas ou recebem calor de um elemento resistivo. por um elemento resistivo.41. MG. Veja a Figura 1. Fonte: SENAI-MG.6. 1999. O elemento resistivo pode ser ligado em série ou paralelo com as lâminas. 3. Este tipo de relé é usado para pequenas correntes de atuação para se conseguir a dilatação necessária. 1. Os que operam em sobrecorrente de sobrecarga a partir da corrente nominal. Fonte: SENAI. Figura 1. Dispositivos de proteção e controle.

43: Aquecimento através de transformador de corrente (TC).44. conforme mostra a Figura 1. 1.6.Figura 1. 69. MG. 1999. p. 39 .6 Características de disparo do relé de sobrecarga A característica de disparo do relé de sobrecarga indica os vários tempos de atuação em função de múltiplos ajustes e devem ser definidas sob a forma de curvas fornecidas pelo fabricante. Fonte: SENAI.

44: Curvas de disparos de cargas. 69. e são baseadas na ausência de carga prévia do relé de sobrecarga (ou seja. MG.7 Condições de serviço Influência da Temperatura Ambiente As características de disparo correspondem a um valor determinado da temperatura ambiente.Figura 1. 1. Este valor de temperatura ambiente deve ser claramente indicado nas curvas de disparo. p.6. estado frio). 40 . Fonte: SENAI. 1999. os valores preferenciais são de + 20 0 C ou + 400 C.

o contato auxiliar do relé retorna à sua posição inicial não ativando o circuito de comando. resultaria um tempo de disparo menor. percorrida pela corrente. O contato auxiliar do relé permanece aberto após o tempo de resfriamento. Desta forma as lâminas aquecidas pela corrente determinarão um mesmo tempo de disparo para qualquer temperatura ambiente . o intervalo de repouso necessário ao motor fica obrigatoriamente assegurado. Relés de sobrecarga em rearme automático são utilizados com contatores comandados por botão de impulso. impedindo ativar-se o circuito de comando. contudo. ou seja. 41 . o deslocamento/força necessários para atuação do mecanismo de disparo. Proteção contra Falta de Fase A curva característica de disparo de um relé de sobrecarga trifásico é dada na condição de que todas as três lâminas são percorridas por correntes equilibradas. No caso de falta de fase. apenas duas lâminas são aquecidas e devem produzir. para um determinado valor de corrente. as lâminas bimetálicas necessitam resfriarem e retornarem à sua posição inicial até que o relé esteja novamente em condições de serviço. Esta lâmina não é. com proteção contra falta de fase. Relés de sobrecarga em rearme manual são utilizados em contatores comandados por chave de posição fixa.Este tipo de compensação de temperatura satisfaz na faixa de 200 a + 500 C. Os Relés de sobrecarga trifásicos. Para que isto seja evitado. Após o tempo de resfriamento. o cursor atua sobre a lâmina bimetálica auxiliar. falta de uma fase.Compensação de Temperatura Os relés de sobrecarga térmicos possuem compensação de temperatura ambiente. exemplificando: Com uma temperatura ambiente de + 300 C. Proteção contra Religamento Involuntário Após um disparo por sobrecarga. Ela é aquecida somente pela temperatura ambiente e se curvará na proporção das lâminas principais. as lâminas bimetálicas principais se dilatarão. Assim. curvarão e terão deslocado através do cursor. oferecem a vantagem de atuação mais rápida quando sob carga bifásica. sozinhas. uma parte do percurso e.

1998. conduzir e interromper correntes em condições normais do circuito. Figura 1. 42 . São construídos para uma elevada freqüência de operações e capazes de estabelecer. 49.45: Contator. São usados para manobra de circuitos auxiliares de vários tipos.1 Definição São dispositivos de manobra mecânicos. s. 251.1. inclusive sobrecargas no funcionamento. Fonte: SENAI.7. d. p. WEG..7 Contatores 1. p. acionados eletromagneticamente e operados à distância. MG. ligação de motores e outras cargas.

A seguir será apresentada a identificação dos diversos terminais de um contator. Identificação dos terminais de contatores A identificação dos terminais de um contator é utilizada para facilitar a execução de projetos de comandos e a localização e função desses elementos na instalação.46: Símbolo de contator.47: Símbolo da bobina de um contator.1.46 representa a simbologia de um contator com seus contatos principais.7. Figura 1.2 Simbologia A Figura 1. Bobinas São identificadas de forma alfanumérica com A1 e A2. Figura 1. 43 . 02 contatos auxiliares NA e 01 contato auxiliar NF.

p. A Figura 1. Figura 1.  A dezena representa a seqüência de numeração.48: Identificação de contatos principais. d. Fonte: WEG. Os terminais 1L1.49: Identificação de contatos auxiliares.49 mostra um sistema de identificação de contatos auxiliares: Figura 1.Terminais dos Contatos Principais Devem ser identificados por números unitários e por um sistema alfanumérico. 44 . Terminais dos Contatos Auxiliares Os terminais dos circuitos auxiliares são identificados com dois números. 247. onde:  A unidade representa a função do contato. 4T2 e 6T3 devem ser conectados na carga. 3L2 e 5L3 são ligados na rede (fonte) e os terminais 2T1. s.

estabelecendo o circuito. Terminais de Conexão Destinam-se à interligação do contator com outros dispositivos do circuito. Também podem ser principais (usados para conduzir a corrente de carga) e auxiliares (usados para a comutação de circuitos auxiliares. É feito de material isolante de alta resistência mecânica. 45 . Contatos Podem ser fixos ou móveis.3 Constituição O contator é constituído de sistema de acionamento (núcleo móvel. Câmara de extinção É um compartimento que envolve os contatos principais.1.7. núcleo fixo e bobina) e sistema de manobra de carga (contatos móveis e fixos e câmara de extinção de arco). Contatos Móveis: peças movidas quando se energiza a bobina do contator. Carcaça É a parte que aloja e sustenta todos os componentes do contator.   Contatos Fixos: partes dos contatos que são fixadas à carcaça do contator. acoplado mecanicamente ao suporte dos contatos móveis. através do campo magnético formado por ele. entre outras aplicações). ou arco voltáico. Suporte dos Contatos Móveis Sustenta mecanicamente os contatos móveis e se encontra preso ao núcleo móvel. O arco é extinto pelo processo denominado “sopro dinâmico”. Núcleo Móvel Elemento feito de lâminas de ferro sobrepostas. É feita de material isolante e que ofereça boa resistência elétrica e mecânica. Esses contatos farão contato físico com os contatos fixos. sinalização e intertravamento elétrico. Seu principal objetivo é a extinção da faísca. isoladas entre si. que surge quando se interrompe um circuito elétrico que está energizado.

1998. um anel metálico. evitando que elas se dispersem. MG. isoladas entre si.Anel de defasagem. É feito de lâminas de ferro sobrepostas.50. conforme Figura 1. 46 . Bobina Elemento responsável pela criação do campo eletromagnético que faz movimentar o sistema móvel do contator. Figura 1. nos pólos magnéticos do núcleo fixo.circuito). A Figura 1.Núcleo Fixo Elemento responsável pela concentração das linhas de força do campo magnético criado pela bobina.50 . denominado de anel de defasagem (anel de curto . onde poderão ser observados seus componentes. Fonte: SENAI. p. A bobina é constituída por um condutor de cobre esmaltado. 51. momento em que não haveria campo magnético.51apresenta o desenho em corte de um contator. enrolado em forma de espiras num carretel isolante. Nos contatores com acionamento em corrente alternada é inserido. Sua função é a de evitar ruídos e trepidações do contator quando a corrente alternada passar pelo zero.

que podem danificar componentes sensíveis.7.s. p.Figura 1. 1998.51). d. MG.4 Acessórios Supressor de Surto São dispositivos conectados em paralelo com a bobina do contator e utilizados no amortecimento das sobretensões provocadas durante as operações de abertura. p. Fonte: SENAI. . Figura 1.52: Supressor de surto. 51 47 . 245. São compostos de circuitos RC ou Varistores (Figura 1. 1. Fonte: WEG.51: Constituição de um contator.

Figura 1. Os contatos auxiliares podem ser abertos (NA) ou fechados (NF). Temporizador Pneumático Elemento de temporização fixado na parte frontal dos contatores é fabricado para retardo na energização ou retardo na desenergização. Fonte: WEG. Atualmente. 48 . p.52 pode-se observar os detalhes de um bloco de contatos auxiliares com fixação no topo e fixação lateral. d. os blocos de contatos são acessórios que poderão ser acoplados aos contatores.Bloco de Contatos auxiliares Alguns contatores possuem contatos auxiliares diretamente na sua carcaça.53: Bloco de contatos auxiliares. s. 246. Na Figura 1.

Figura 1.Figura 1. 264. cria-se um campo magnético. p. d. chaves fim de curso. 1. p. entre os dois contatores. d.). e o núcleo fixo atrai o núcleo móvel.54: Bloco de contato auxiliar temporizado. relés. s. deslocando os contatos móveis que estão 49 .. Fonte: WEG.55: Intertravamento mecânico. A sua montagem normalmente é feita lateralmente.5 Funcionamento a) Acionamento Quando a bobina do contator é energizada a partir de um dispositivo de comando (botoeiras. 263. etc. Fonte: WEG. Intertravamento Mecânico É a combinação que garante mecanicamente a impossibilidade de fechamento simultâneo entre dois contatores.7. s.

o retorno do núcleo móvel e.  Maior robustez de construção. conseqüentemente. etc. etc. desta forma haverá a comutação dos contatos principais e auxiliares.  Pode-se inserir blocos de contatos auxiliares e outros acessórios fornecidos pelo fabricante. Contator Tripolar É destinado a efetuar o acionamento de diversos tipos de cargas das instalações industriais. 1. é necessário interromper a alimentação da bobina. Contator Auxiliar É destinado a efetuar o comando de pequenas cargas.  Tamanho físico de acordo com a potência da carga. capacitores.6 Tipos de Contatores De acordo com as características elétricas e as condições de serviço. eletroválvulas. b) Desligamento Para desligamento do contator. como motores elétricos.  Geralmente tem câmara de extinção de arco. fazendo com que desapareça o campo magnético provocado por molas.  A potência da bobina do eletroímã varia de acordo com o tipo de contator.  Facilidade de associação a relés. bobinas de contatores tripolares.acoplados mecanicamente a este. Também são utilizados para aumentar o número de contatos auxiliares dos contatores tripolares. 50 . sistemas de aquecimento. os contatores podem ser classificados em: Contatores Tripolares de Potência e Contatores Auxiliares.7. É utilizado no comando de sinalizações. Suas principais características são:  Podem possuir contatos principais e auxiliares. o retorno dos contatos ao estado de repouso.

conforme o número de contatos.  Corrente nominal de carga máxima igual a 10 A para todos os contatos.  Corrente Nominal de Serviço: corrente máxima que os contatos de um dispositivo suportam.   Tensão de Comando: tensão de alimentação da bobina do contator. 1. que deve operar perfeitamente com até 85% dessa tensão. Tensão Nominal de Serviço: valor eficaz da tensão em que o contator deverá operar ( 220V . maior será a vida útil dos contatos.7.380V). da freqüência e da categoria de emprego. que são informações padronizadas por normas e estão contidas nos selos de identificação e nos catálogos de fabricantes. As principais características elétricas de um contator são:    Tensão Nominal de Isolação: valor da tensão que caracteriza a resistência de isolamento entre as partes isolantes e condutoras do contator.Suas principais características são:  Tamanho físico variável. É indicada pelo fabricante e depende da tensão nominal de serviço.  Freqüência de Manobras: número de manobras (abertura ou fechamento dos contatos) por hora que o contator deve realizar. devemos conhecer suas características elétricas.  Câmara de extinção inexistente. Para fazermos a escolha de um contator. Quanto maior for o número de manobras especificado pelo fabricante. sem danificar as partes isolantes. Número de Contatos Auxiliares: definidos de acordo com a necessidade do circuito.7 Características Elétricas e Dimensionamento O contator é um dos dispositivos mais usados para seccionamento nas instalações elétricas industriais. Potência Nominal Elétrica e Mecânica: potência real consumida por um equipamento elétrico e que deverá ser transferida através dos contatos principais do contator. 51 .

Desligamento em regime.bombas. nos mais diversos tipos de aplicação para CA e CC. tornos. carga ôhmica ou pouco indutiva (aquecedores. Frenagem dinâmica de motores CC. Frenagem dinâmica de motores CC. lâmpadas incandescentes e fluorescentes compensadas). Categorias de Emprego: determina as condições para a ligação e interrupção da corrente e da tensão nominal de serviço correspondentemente. comando intermitente (pulsatório). comando de motores com anéis coletores (guinchos. etc. compressores). AC – 5a AC – 5b AC – 6a AC – 6b AC – 7a AC – 7b AC – 8a AC – 8b AC – 12 AC – 13 AC – 14 AC – 15 DC DC – 1 DC – 3 Chaveamento de controle de lâmpadas de descargas elétricas Chaveamento de lâmpadas incandescentes Chaveamento de transformadores Chaveamento de bancos de capacitores Aplicações domésticas com cargas pouco indutivas Cargas motoras para aplicações domésticas Controle de compressor-motor hermeticamente refrigerado com reset manual para liberação de sobrecarga** Controle de compressor-motor hermeticamente refrigerado com reset automático para liberação de sobrecarga** Controle de cargas resistivas e cargas de estado sólido com isolamento através de acopladores ópticos. Controle de pequenas cargas eletromagnéti Controle de cargas eletromagnéticas (> 72VA) Cargas não indutivas ou pouco indutivas. Acionar motores com carga plena. ventiladores. conforme IEC 947 Tipo de Corrente AC Categoria AC – 1 AC – 2 AC – 3 AC – 4 Aplicação Manobras leves. operação contínua ou em DC – 5 chaveamento intermitente. Desligamento em regime.* Manobras pesadas. Motores CC com excitação série: partindo. Controle de cargas de estado sólido com transformadores de isolação. (fornos de resistência) Motores CC com excitação independente: partindo. para a utilização normal do contator.). compressores). reversão a plena marcha e paradas por contracorrente (pontes rolantes. Observe o Quadro 02: Quadro 2 Categorias de Emprego de Contatores. Manobras leves. em operação contínua ou em chaveamento intermitente. Chaveamento de lâmpadas incandescentes 52 . Serviço normal de manobras de motores com rotor gaiola (bombas.

br/files> Acesso em: 18 jun. durante tal período de tempo limitado o número de operações não pode exceder 5 por minuto ou mais que 10 em um período de 10 minutos. 2007.8.com. 258. Figura 1. ** Motor-compressor hermeticamente refrigerado é uma combinação que consiste em um compressor e um motor. Controle de eletroímãs Controle de cargas eletromagnéticas que têm resistores de economia no circuito. ambos enclausurados em um invólucro. 53 . Fonte: <http://www.8 Botões de comando 1.com.weg. onde o motor opera neste meio refrigerante. Fonte: WEG. o comando de equipamentos de manobra e/ou de operação.56: Diversos modelos de botões.1 Definição São dispositivos destinados a estabelecer ou interromper momentaneamente. com eixo não externo.catalogo.br/catalogos/> Acesso em: 18 jun. 1.DC – 6 DC – 12 DC – 13 DC – 14 Controle de cargas de cargas resistivas e cargas de estado sólido através de acopladores ópticos. 2007. p. no local ou à distância e de forma indireta. Fonte: <http://www.schmersal. * A categoria AC – 3 pode ser usada para regimes intermitentes ocasionais por um período de tempo limitado como em set-up de máquinas. d. s.

Pelo princípio de montagem modular. fixos e bornes para conexões.3 Constituição Existem vários tipos de botões de comando. 54 . 2007. contatos móveis. NF ou ambos. Geralmente.58: (a) Bloco de contatos simples. 15. a aplicação deste dispositivo de comando. Este princípio é denominado de blocos de contatos intercambiáveis e conforme aplicação.br/FILES/Artigos/4-515>.com. Bloco de Contato Elemento constituído de um corpo isolante. 16.2 Simbologia Figura 1.8. Figura 1. Acesso em: 18 jun.8. Fonte: <http://www. ampliando assim. há possibilidade de adaptar vários blocos de contato por botão de comando elétrico e cada bloco possuindo contatos NA. 22 e 30 mm.57: Simbologia para botões.1. são compostos por um elemento frontal de comando (cabeçote) e um bloco de contatos. os cabeçotes podem apresentar diâmetros de 10. 1. (b) Bloco de contatos duplo.weg.

Contatos São elementos responsáveis pela continuidade da corrente elétrica do circuito. Faceado Simples Possui somente um dispositivo para acionamento. em forma de pastilha de liga de prata superdimensionada. Fonte: <http://www. Bornes para Conexões São elementos que estabelecem a ligação dos condutores aos contatos fixos. Os contatos são. É um botão de longo curso e praticamente inexiste a possibilidade de manobra acidental.59) Figura 1. contatos com banho de ouro.br/botões 3sb3[1]>. Alguns fabricantes fornecem.siemens. tanto nas partes fixas como nas móveis. normalmente. (Figura 1.com. que acarreta uma vida mais longa para os contatos. Elemento Frontal de Comando O elemento de acionamento do botão de comando pode ser de vários tipos: Normal Utilizados nos comandos elétricos em geral. É feito de material termoplástico (isolante) de boa resistência mecânica.Corpo isolante Serve para envolver os contatos e sustentar os bornes para conexões. sob encomenda. garantindo assim uma alta capacidade de ruptura. Acesso em: 24 maio 2007.59: Botão de acionamento normal e faceado. 55 .

Fonte: <http://.siemens. (Figura 1. que facilita a sua conexão aos circuitos de comando.weg.br/files>.br/Botoesduplos>.www. em alguns casos. se não houver guarnição. sinalizando a operação. Acesso em: 23 maio 2007. 56 . Figura 1. que acenderá ao ser acionado o botão verde. (Ver Figura 1. Acesso em: 24 maio 2007. um dispositivo de sinalização luminoso. Os fabricantes fornecem no corpo do componente o diagrama de ligação.com. Figura 1.61: Elemento saliente iluminado. Fonte: <http://www.61). que acenderá quando acionarmos o dispositivo. Este tipo de elemento pode ser encontrado com ligações internas. Saliente Sua construção torna o acionamento mais rápido. Alguns tipos de botões de comando possuem cabeçotes dotados de uma lâmpada interna.com. porém oferece a possibilidade de manobra acidental.60: Botão de acionamento faceado duplo iluminado.60).Faceado duplo Possui dois dispositivos para acionamento: um botão verde (liga) e um botão vermelho (desliga) e.

57 . que permite resolver certos problemas de esquemas elétricos.62). Seletor de Posição O seletor é essencialmente um comutador para aplicações industriais. São aqueles nos quais o acionamento é obtido através do giro de alavancas. Figura 1.Saliente com guarnição Possuem uma guarnição (guarda total) que impede o acionamento acidental do botão promovendo maior segurança.63. (Ver Figura 1.com. O comutador com Chave Yale é Indicado para comando de circuitos onde somente o operador responsável executa a manobra.siemens. chaves tipo yale e pode acionar uma ou mais seções de contatos NA ou NF.62: Botão de comando saliente com guarda total.62). Tipo de cogumelo Normalmente são destinados a interromper circuitos em caso de emergência.com.br/catalogos> Acesso em: 23 maio 2007. knobs.63: Botão de comando tipo cogumelo. (Ver Figura 1.br/botõessignum>. Fonte: <http://www. Fonte: <http://www. Acesso em: 24 maio 2007. Figura 1. Os tipos de cabeçote de comando mais comuns para botões de comutação estão demonstrados na Figura 1.schmersal.

65: Impulsão livre (sem retenção). Acesso em: 23 maio 2007.Figura 1.br/catalogos>. (b) Yale. Figura 1. <http://www. (Ver Figura 1.schmersal. Os contatos são montados de tal forma que ao ser acionado.schmersal.64: (a) Seletor de posição tipo Alavanca. 1. 58 . abre-se o NF e logo após fecha-se o NA.com. (c) Knob.br/files>. no cabeçote de comando dos botões.weg. Acesso em: 23 maio 2007.weg. <http://www.com. quando cessa a pressão sobre ele exercida.com.br/catalogos>. voltando à posição de repouso por meio de molas.4 Classificação dos botões conforme sistema de travamento elétrico Acionamento por impulsão livre (sem retenção) São aqueles nos quais o acionamento é obtido através de pressão do dedo do operador. Fonte: < http://www. Acesso em: 23 maio 2007.com. ele retorna automaticamente à posição de repouso. Fontes: <http://www.br >. tirando-se o dedo do botão. Acesso em: 23 maio 2007.8.64).

A Figura 1. 59 . Fonte: <http://www.com.schneider.67 apresenta o modelo com alimentação direta. como por exemplo. através de botões distintos. Figura 1.8. localizados em um mesmo invólucro.schmersal. (Ver Figura 1.6 Botoeiras É a denominação que se dá a um conjunto formado. geralmente. 2007. 1.br/catalogos/fnewfix> Acesso em: 23 maio 2007 1. até novo acionamento.68).8. Observe a Figura 1.66: Figura 1. Fonte: <http://www. em máquinas que possuem dois ou mis motores elétricos. Acesso em: 11 set.Acionamento por impulsão com retenção Quando pressionado.com. se mantém na posição a que foi acionado.66: (a)Impulsão com retenção/girar para soltar (b)Retenção com chave Yale.67: Faceado com guarnição e alimentação direta. O comando destes motores é feito separadamente. São empregados nos circuitos industriais típicos de serviços pesados.br/XB4_XB5>.5 Botões luminosos Existem dois tipos: com alimentação direta e com alimentação através de transformador. Normalmente botões de emergência do tipo cogumelo com trava ou chave Yale são vermelhos. por dois ou mais botões de comando elétrico.

schmersal. Informações especiais. Partida de retrocesso fora das condições normais de operação. O Quadro 3 mostra as cores e a indicação de suas funções.br/catalogos> Acesso: 24 maio 2007. Parada de emergência. Qualquer função para a qual as cores mencionadas não têm validade.7 Código de Cores Os botões de comando são fabricados segundo um código internacional de cores. Atenção. Amarelo 60 .8. 1. Partida de um movimento para evitar condições de perigo. Início do ciclo de operação de máquina. Figura 1.com.68: Caixas e botoeiras. cuidado. o que facilita a identificação do regime de funcionamento das máquinas comandadas por esses botões. Quadro 3 Código de cores e funções de botões Cor padronizada Vermelho Verde ou Preto         Branco ou Azul Claro  Regime de Funcionamento Parar/desligar. talhas. Fonte: <http://www. Acionamento.Aplicação: comando de pontes rolantes. etc. alarme contra incêndio.

inicia-se a contagem do tempo e simultaneamente os contatos serão ativados.9. em circuitos auxiliares de comando. 61 .2 Simbologia Figura 1. 1.9 Relé de Tempo 1. etc. o mesmo é anulado e os contatos serão desativados. circuitos de proteção.3 Tipos de relés de tempo quanto à ação dos contatos Instantâneo a Energização Alimentando-se o dispositivo. com o objetivo de fazer a temporização de manobras. 1. os contatos serão desativados.Temporização instantânea.1 Definição Os relés de tempo são dispositivos empregados nos circuitos de comandos elétricos.9.69: Simbologia de temporizadores. Após o tempo programado. Interrompendo-se a alimentação durante o processo de contagem do tempo.9. Figura 1.70 .1.

Transcorrido o tempo programado. Figura 1. os contatos serão ativados instantaneamente (haverá a comutação dos contatos). em: 62 .4 Tipos de relés de tempo quanto ao princípio de funcionamento e às características físicas e construtivas Os temporizadores podem ser classificados quanto ao princípio de funcionamento e características construtivas. Ao desenergizarmos o dispositivo. Com Retardo a Desenergização Alimentando-se o dispositivo. os contatos serão ativados e só serão desativados quando a alimentação for desligada.72: Temporização com retardo a desenergização.Com Retardo a Energização Alimentando-se o dispositivo. inicia-se a contagem do tempo. 1.9. inicia-se a contagem do tempo. Interrompendo-se a alimentação durante a contagem do tempo. o mesmo será anulado. os contatos serão desativados Figura 1.71: Temporização com retardo a energização. Após o tempo programado.

etc. representando o tempo em segundos) e os bornes para ligação dos condutores. Térmico. o circuito está alojado em uma caixa de material isolante.18). Pneumático. ocupam menor espaço físico. Daremos ênfase ao estudo dos temporizadores eletrônicos e pneumáticos.br/produtos> Acesso em: 23 maio 2007.jaguareletrica. Uma vez vencido este tempo. 63 .com. como: maior precisão.    Eletrônico (Analógico e Digital). que comutará os seus contatos (abrirá 15 . Fontes: <http://www. Constituição É constituído de um circuito eletrônico de temporização.73: Temporizador. Temporizadores eletrônicos São dispositivos usados nos circuitos elétricos com o objetivo de processar a temporização de manobras. que atua sobre um relé magnético.br/produtos/produtos_tempo> Acesso em: 23 maio 2007. por serem dispositivos que apresentam uma série de vantagens sobre os demais. menor desgaste. realizando a temporização pré-selecionada através do botão seletor.tron-ce.16 e fechará 15 . Funcionamento Quando os bornes A1 e A2 (a e b) forem energizados. <http://www.com. Eletromecânico. o circuito eletrônico entrará em operação. é feito o acionamento do relé magnético. Figura 1. Na parte frontal dessa caixa são colocados um seletor de tempo (que gira sobre uma escala numerada.

74: Temporizador pneumático.  Corrente Nominal: corrente dos contatos do relé (normalmente 10A). cujo funcionamento está baseado na ação de um eletroímã que aciona uma válvula pneumática. MG. 64 . Temporizadores pneumáticos É um dispositivo de temporização com características eletropneumáticas. Características elétricas Suas principais características elétricas são:  Tensão de Acionamento: normalmente 24V.  Faixa de Ajuste: é a faixa de tempo a ser ajustada no seletor externo. dando temporização definida e regulável. 99. Constituição A Figura 1. em vista explodida. Figura 1. 1999. 127V ou 220V.Os contatos do relé magnético voltarão à posição de repouso quando os bornes A1 e A2 (a e b) forem desenergizados. Fonte: SENAI.  Tensão Máxima de Serviço: normalmente de 250V.75 apresenta os componentes do relé pneumático. p. Obs: Retardo na energização.

5. 3.75: Vista explodida de relé pneumático. Dispositivo de acionamento da regulagem do temporizador. que permanecerão assim enquanto o contator estiver alimentado. Balancim. Alavanca de armamento do temporizador. Sanfona (resistente aos óleos e envelhecimento). 2. que liberará o balancim. a sanfona estará cheia de ar e pressionará uma pequena alavanca. que irá encher-se de ar. que liga a sanfona ao bloco de contatos elétricos.Figura 1. O seu deslocamento provocará a abertura do contato NF e o fechamento do contato NA. 7. Válvula. MG. 65 . Contatos abridores e fechadores. 1999. Mola Superior. 100. deslocando-se em direção ao balancim. que libera a sanfona. Legenda 1. 6. p. Funcionamento Temporizador Pneumático ao Trabalho: estando o temporizador pneumático acoplado ao contator e sendo este alimentado. o núcleo atrairá o balancim. Fonte: SENAI. 4. Terminado o tempo. regulado previamente.

a sanfona estará cheia de ar e pressionará uma pequena alavanca (disparador). Quando terminar o tempo programado.1 Definição Fim de Curso é uma chave que opera em função de posições prédeterminadas. Quando seccionarmos a alimentação do contator. fazendo com que estes voltem à posição de repouso. devemos acionar novamente o temporizador pneumático. isto é. deixando o temporizador pneumático apto para um novo ciclo de operação. Também ocorrerá a abertura do contato NF e o fechamento do contato NA. o seu núcleo deslocará o balancim em direção à sanfona. 1.10. os contatos NA e NF do temporizador estão em repouso. Para iniciar um novo ciclo de operação. o balancim voltará à posição original. Quando o contator for alimentado. liberando a sanfona para que se encha de ar novamente. atingidas por uma ou mais partes móveis do equipamento controlado. o núcleo forçará o deslocamento do balancim em direção à sanfona. pressionando-a para que expulse o ar nela contido.10 Chave Auxiliar Tipo Fim de Curso 1. os contatos voltarão à posição original de repouso. Com isto.Quando seccionarmos a alimentação do contator. Temporizador Pneumático ao Repouso: estando o temporizador pneumático acoplado ao contator. que acionará o sistema de sustentação dos contatos. o contato NF fechará e o contato NA abrirá. expulsando o ar nela contido. 66 .

67 . Acesso em: 17 maio 2007.3 Constituição É basicamente composta por um corpo (carcaça). 1.77.10.76: Chave fim de curso. Figura 1.Figura 1.kap.com. bloco de contatos e um elemento de acionamento (cabeçote). 1.Simbologia de chave fim-de-curso.br>. Fonte: <http://www.77.2 Simbologia O símbolo usado na representação das chaves fim de curso está representado na Figura 1.10.

que ficará fechado até quase o final do curso da ação. p. 40. Contatos Prolongados São usados para situações específicas. Feito de materiais de elevada resistência mecânica e trabalham em temperaturas variadas (Ver Figura 1. quando acionado mecanicamente pelo cabeçote. idêntico aos contatos auxiliares dos outros dispositivos já estudados.Corpo É o elemento responsável pela proteção mecânica dos contatos e bornes. Ex: Quando acionado. Sistemas de Contatos a) Contatos Simples ou por Impulso Possuem um estágio intermediário entre a operação dos contatos NF e NA. A abertura e fechamento dos contatos não dependem da velocidade de atuação. dependente da velocidade de atuação. 68 . OBS: os bornes dos contatos são identificados por código numérico. 1999. Bloco de Contatos É o elemento responsável pelo acionamento elétrico do circuito de comando.78).E. Fonte: SENAI.78: Corpo de chave fim – de – curso. MG. o contato NA fechará antes que o contato prolongado NF abra.C. b) Contatos Instantâneos Não possuem estágio intermediário entre a operação dos contatos NF e NA. Serve como suporte de fixação do elemento de acionamento. Figura 1. padronizados pela I. quando então se abrirá.

br./chavefimdecurso > Acesso em: 17maio 2007. Fonte: http://www. e seu retorno pode ser automático ou por acionamento.kap.com.kap.79: Cabeçote de percurso retilíneo. que trabalham em dois movimentos básicos: percurso de ação retilínea e percurso de ação angular.br. o mecanismo operador externo (Batente) deverá acionar perpendicularmente ao eixo de rotação da alavanca (Haste). Existem vários tipos de cabeçote. Figura 1.com. Figura 1./chavefimdecurso > Acesso em: 17 maio 2007.de – curso.79. b) Percurso de Ação Angular Para cabeçotes de alavanca e cabeçotes de hastes.Elemento de acionamento (cabeçote) Elemento que abriga os mecanismos de acionamento da chave fim . conforme apresentado na Figura 1. 69 .80: Cabeçote de percurso angular. É escolhido de acordo com o comando a ser executado. Fonte: http://www. a) Percurso de Ação Retilínea Os cabeçotes podem ser acionados na posição vertical ou horizontal.

excêntricos. etc. Será executada a comutação dos contatos.81 ilustra algumas recomendações de acionamento. as setas indicam o sentido do acionamento do cabeçote. Figura 1.kap.10.kap.com.4 Funcionamento Acionando-se o cabeçote de comando. que irão operar diretamente em circuitos auxiliares e de comando. Fonte: http://www. ressaltos.81: Percurso de Acionamento.82: Tipos de acionamentos de chaves fim – de – curso. Fonte: <http://www. Acesso em: 17 maio 2007.82 mostra alguns tipos de acionamentos (cabeçotes) das chaves fim – de – curso disponíveis no mercado. Figura 1. 1. A Figura 1.br/chavefimdecurso>. através de partes móveis de máquinas como hastes. 70 .br/chavefimdecurso >Acesso em: 17 maio 2007.A Figura 1.com.

 Primeiro algarismo (6): proteção total contra contato com partes sob tensão ou em movimento. Ex: IP 65  IP: Significa Grau de Proteção. Corrente Nominal É baseada na estrutura de seus contatos e bornes.5 Características As principais características das chaves fim – de – curso são: Tensão Nominal de Isolamento Varia de acordo com o material usado na fabricação do dispositivo. etc. que classifica para determinado equipamento. estão relacionadas as diversas classificações a que estão sujeitos os invólucros dos aparelhos elétricos. 50 milhões de manobras.10. Ex: 10 milhões de manobras. Proteção total contra penetração de pó. Grau de Proteção O grau de proteção é expresso em código devidamente normalizado. Normalmente é de 500VCA ou 600 VCC. sua proteção contra choques.  Segundo algarismo (5): proteção contra jatos de água. Número de manobras Define a vida útil do dispositivo. penetração de corpos estranhos sólidos e líquidos. no que diz respeito ao grau de proteção. Normalmente é de 10A.1. No Quadro 4. provenientes de qualquer direção. 71 .

5 Proteção contra jatos de água de todas as direções. água até uma inclinação de 60 graus com a vertical. 1. 6 Todas as peças energizadas completamente protegidas. 72 .11 Sensores 1. 4 Proteção contra ferramentas. de dimensões acima de 12 mm.Quadro 4 Índices de Proteção 1º Algarismo Proteção do acesso às partes energizadas 0 1 Sem proteção Proteção contra toque acidental com a mão. Proteção contra corpos sólidos acima de 1 mm. Blindagem à prova de pó. 4 Proteção contra respingos de água de todas as direções. 3 2 Proteção contra gotas de água até uma inclinação de 15 graus com a vertical. Proteção contra acúmulo de poeiras nocivas. Proteção contra corpos estranhos sólidos. Nas indústrias com processos automatizados os sensores são elementos muito importantes. Proteção contra corpos estranhos sólidos. 5 Proteção completa contra toque. Podemos afirmar que todos os processos que necessitam de algum tipo de controle ou supervisão requerem sensores para fornecer informações.1 Definição O sensor é um dispositivo capaz de monitorar a variação de uma grandeza física e transmitir esta informação a um sistema de controle. 3 Proteção contra acessos acidentais de ferramentas. 2 Proteção contra toque dos dedos. Proteção contra respingos de 2º Algarismo 0 1 Proteção contra líquidos Sem proteção Proteção contra gotas de água na vertical. Há vários tipos de sensores em um processo automatizado que pode ser colocado em diferentes pontos. 6 Proteção contra submersão. de dimensões acima de 50 mm.11.

mas pela ação de um campo magnético. Figura 1. Sensor de contato (reed-switch) O sensor de contato reed switch funciona de maneira semelhante a microchave.br>.11. A Figura 1. Fonte: <http://www. O sinal de saída da microchave é elétrico e indica se ela foi ou não acionada. O contato irá abrir quando o campo magnético deixar de existir.metaltex. Quando o conjunto estiver sob a ação de um campo magnético.83 ilustra uma microchave industrial.com. Não é aconselhável usar sensor do tipo detector por contato em aplicações que exijam grande número de comutações do sensor porque abrir e fechar a chave um grande número de vezes. para o controlador do avanço e recuo de um cilindro pneumático. como o de um imã. possuem apenas dois estados (ligado ou desligado. ou seja. A diferença é que seu acionamento não é pela ação de um contato físico. 73 . Este sensor pode ter os contatos abertos ou fechados na posição de repouso (sem ação de campo magnético). aberto ou fechado). Este sinal pode servir de entrada. por exemplo.83: Microchave. por exemplo.1.2 Tipos de sensores Microchave ou sensor de fim de curso As microchaves transmitem apenas sinais digitais. O sensor é composto de uma ampola de vidro que contém duas lâminas e um gás inerte. as lâminas se unem fechando o contato elétrico. sendo que os abertos são chamados de contatos NA (normal aberto) e os fechados de contatos NF (normal fechado). provoca desgaste nos contatos elétricos do sensor. Acesso em: 24 maio 2007.

com a vantagem de não possuir nem contatos. Figura 1. A Figura 1. nem atuadores mecânicos.85: Símbolo do sensor de contato (reed-switch). dispositivo ou equipamento.86 apresenta alguns tipos de sensores de proximidade. 74 .84: Composição do sensor de contato (reed-switch). desabilitar ou controlar o funcionamento de um circuito.Figura 1. Sensores de proximidade O sensor de proximidade é uma chave eletrônica semelhante a um fim de curso mecânico. O sinal de um sensor pode ser usado para habilitar.

onde é necessário conciliar. alta velocidade e grande confiabilidade nos acionamentos. Acesso em: 18 fev.com. 2009. O seu funcionamento é baseado. 75 . basta apenas que estas partes se aproximem. no princípio da variação da indutância eletromagnética. Sensores Indutivos O sensor indutivo é utilizado para detectar a presença ou o deslocamento de objetos metálicos. Os sensores de aproximação foram desenvolvidos para atender às especificações de sistemas mais modernos. O acionamento dos sensores. entretanto. Fonte: <http://www.br >. a uma distância que varia de acordo com o tipo de sensor utilizado. não depende de contato físico com as partes móveis dos equipamentos.86: Sensores de proximidade.b2babimaq.Figura 1.

como mostra a Figura 1. Os tipos mais comuns são de construção com corpo plástico ou metálico. principalmente em relação à distância de acionamento. 2009.88: Figura 1. Acesso em: 18 fev. 76 . Principio de funcionamento do sensor indutivo.br>. o sinal que foi enviado é amplificado e compatibilizado com os níveis de tensão especificados pelo fabricante. Quando se aproxima um objeto metálico da região ativa do sensor há mudanças na amplitude do sinal do circuito oscilador que são percebidas pelo demodulador. Fonte: <http://www. Na saída.Figura 1.metaltex.com. As variações percebidas pelo demodulador são transformadas em nível de tensão e aplicadas no detector de nível da tensão.88: Sensor indutivo.87. Há diversos modelos de sensores indutivos que variam. A superfície externa frontal do sensor forma uma região chamada "região ativa" onde o sensor detecta a presença ou deslocamento de objetos.

O símbolo de um sensor indutivo é apresentado na Figura 1. 77 . Quando um objeto é colocado na região ativa do sensor. dependendo da massa do material a ser detectado e das características determinadas pelo fabricante.  Baixa manutenção. O diagrama de blocos do sensor capacitivo apresenta um funcionamento semelhante ao do diagrama do sensor indutivo.  Alta sensibilidade.  Boa imunidade às influências do ambiente em que ele está instalado. Figura 1.A utilização dos sensores indutivos possui vantagens como:  Alta durabilidade. ocorre uma mudança da freqüência de oscilação devido à alteração do valor da capacitância formada pela placa sensível e a região ativa. A distância de detecção normalmente varia de 0 a 20 mm. A diferença encontra-se no estágio oscilador.89. os sensores capacitivos são construídos com um de corpo plástico ou metálico. Da mesma forma que o sensor indutivo. O princípio de funcionamento deste tipo de sensor está baseado na variação da capacitância de um capacitor.89: Símbolo de um sensor indutivo. Sensores Capacitivos O sensor capacitivo é utilizado para detectar materiais metálicos e não metálicos como plásticos vidros líquidos e etc.

92: Símbolo do sensor capacitivo.com. Acesso em: 18 fev.91: Sensor capacitivo.metaltex.Figura 1.br>.90: Princípio de funcionamento de um sensor capacitivo. 2009. O símbolo de um sensor capacitivo está apresentado na Figura 1.92: Figura 1. Figura 1. Eles são utilizados na medição de pequenas pressões diferenciais ou na medição do nível de um líquido em um tanque. Os sensores capacitivos são menos utilizados que os indutivos. 78 . Fonte: <http://www.

entretanto menor. Acesso em: 18 fev. A distância de detecção é.Sensores Ópticos (Fotoelétricos) Os sensores ópticos detectam a aproximação de qualquer tipo de objeto. sendo um emissor de luz e outro receptor. Fonte: <http://www. Quando um objeto se coloca entre os dois.br>. o que reduz espaço e facilita sua montagem entre as partes móveis dos equipamentos industriais. os sensores ópticos são construídos em dois corpos distintos.metaltex. interrompendo a propagação da luz entre eles. Outro tipo de sensor de proximidade óptico. um sinal de saída é então enviado ao circuito elétrico de comando.com. À distância de detecção normalmente varia de 0 a 100 mm. é o do tipo reflexivo no qual emissor e receptor de luz são montados num único corpo. Normalmente. considerando-se que a luz transmitida pelo emissor deve refletir no material a ser detectado e penetrar no receptor. 79 . desde que este não seja transparente.93: Aparência típica de sensores fotoelétricos. 2009. dependendo da luminosidade do ambiente. muito usado na automação industrial. Figura 1. o qual emitirá o sinal elétrico de saída.

por exemplo. mas sim o deslocamento em relação a uma posição de referência.O símbolo de um sensor óptico está representado na Figura 1. Existem vários modelos com especificações mecânicas e eletrônicas diferentes. 80 . Este tipo de encoder não informa a posição angular.94: Símbolo do sensor óptico. A posição de referência (o "zero" do encoder) é dada ao se acionar. Encoder Um gerador de Pulsos (encoder) é um sensor/transdutor que converte movimento ou posição mecânica através de um eixo em uma série de pulsos eletrônicos.94: Figura 1. uma microchave. Um exemplo é o encoder incremental que é chamado assim porque o sinal de saída é produzido sucessivamente e a Informação dada é o quanto foi incrementado à posição atual em relação à posição de referência.

12.Figura 1.96: Encoder incremental.metaltex.95: Dispositivo chamado de encoder.com.12 Motor de Indução Trifásico 1. 1. como ventiladores.1 Introdução Os motores elétricos de indução podem ser monofásicos ou trifásicos. pequenas bombas e aparelhos de uso doméstico. Figura 1. Os motores de indução monofásicos são mais utilizados para o acionamento de pequenas cargas. Acesso em: 24 maio 2007.br>. Fonte: <http://www. 81 .

Seu uso é limitado a grandes potências e acionamentos especiais. 1. que requerem velocidades invariáveis em função da carga. Sua velocidade sofre ligeiras variações em função da variação da carga mecânica que é inserida ao seu eixo.2 Definição Motor elétrico é uma máquina que tem como função converter energia elétrica em mecânica através do movimento rotativo de um eixo. vida útil e facilidade na manutenção. por isso será o tema estudado neste capítulo.12. baixo custo.97: Motor de indução trifásico. ou simplesmente MIT. Fonte: WEG. 82 .12.O motor de indução trifásico. é o motor mais utilizado na indústria em virtude de sua robustez. quando é aplicada em seus enrolamentos uma tensão elétrica alternada. Figura 1. 1. Motor Assíncrono É utilizado na grande maioria das máquinas e equipamentos industriais por serem robustos e mais baratos.3 Tipos de Motores Elétricos de Indução Trifásico Motor Síncrono Os motores síncronos são motores de velocidade constante e proporcional com a frequência da rede. 2004. p. 2.

Classificação dos motores Assíncronos Os motores assíncronos podem ser do tipo rotor gaiola de esquilo, são assim chamados porque seu enrolamento rotórico tem a característica de ser curtocircuitado, assemelhando-se a uma gaiola de esquilo. Outro tipo de motor assíncrono é o motor de anéis ou motor de rotor bobinado, que possui a mesma característica construtiva do motor de indução com relação ao estator, mas o seu rotor é bobinado com um enrolamento trifásico, cujo acesso é feito através de três anéis com escovas coletoras no eixo.

1.12.4 Construção O MIT é composto, basicamente por duas partes:
 Estator

e rotor, conforme mostra a Figura 1.97.

:
Figura 1.98: Motor de indução trifásico em corte. Fonte: WEG. 2004. p.11.

83

Rotor O rotor é constituído de um eixo onde é acoplada uma carga mecânica, o mesmo possui um “pacote” de chapas magnéticas denominado núcleo, que tem como objetivo melhorar a permeabilidade magnética do meio. O enrolamento do rotor pode ser bobinado ou do tipo Gaiola de Esquilo. No rotor Gaiola de Esquilo, os condutores são normalmente de alumínio em forma de barras e estão curto circuitados em cada terminal por anéis contínuos, como mostra a figura acima. Já o rotor Bobinado é constituído de um enrolamento trifásico, fechado internamente em estrela, acessível através de três anéis com escovas coletoras no eixo, conforme mostra a Figura 1.98.

Figura 1.99: Motor assíncrono de rotor de anéis. Fonte: WEG. 2004. p.19

L0-0=0 É formado por uma carcaça normalmente construída de ferro fundido, que é a estrutura de todo o conjunto. Internamente a ela existe o núcleo que é um “pacote” de chapas magnéticas com a função de concentrar as linhas de indução criadas pelos enrolamentos quando são conectados à corrente alternada. Nas ranhuras do núcleo do estator, existe o enrolamento trifásico que é constituído de três conjuntos de bobinas de cobre defasadas de 120º geométricos. Estas bobinas interagem-se, produzindo um campo magnético girante, que só é possível graças à construção do estator (as bobinas estão defasadas de 120º geométricos), e por serem alimentados por correntes alternadas trifásicas, cujas fases estão defasadas entre si de 120º elétricos.

84

1.12.5 Princípios de Funcionamento Quando é aplicada uma tensão alternada nos enrolamentos do estator, surge um campo magnético girante, devido à circulação de corrente. As linhas de indução deste campo magnético “cortam” os condutores do rotor, induzindo neles uma diferença de potencial (DDP), como o circuito está fechado, surge uma corrente induzida que gera um campo magnético em volta dos condutores do rotor, que tende a acompanhar, ou alinhar-se, com o campo girante produzido pelo estator, criando assim o movimento do eixo do motor.

1.12.6 Características gerais dos motores Os motores elétricos possuem uma placa de identificação, colocada pelo fabricante para identificar o motor e mostrar suas principais características, na qual pelas normas, deve ser fixada na carcaça do motor em local visível.

Figura 1.100: Dados de placa de um motor.

85

O fator de serviço FS = 1. 86 . classe HY (a antiga norma NBR 7094 estabelecia apenas 3 categorias de motores: N . A maioria dos motores é categoria N. Geralmente encontramos os seguintes dados nesta placa.0 significa que o motor não foi projetado para funcionar continuamente acima de sua potência nominal. CV ou HP). e) Categoria do Motor: as normas estabelecem 5 categorias básicas de motores: classe N. d) Freqüência Nominal: é a freqüência do sistema elétrico para o qual o motor foi projetado. a) Identificação do Fabricante: nome. H e D).Para instalar adequadamente um motor elétrico. b) Número de Fases: (por exemplo. h) Fator de Serviço: é o fator aplicado à potência nominal que indica a máxima sobrecarga permissível continuamente. classe H.15. TRIFÁSICO ou 3FAS). Se o fator de serviço for de 1. classe NY. g) Velocidade Nominal: indica a velocidade em rotações por minuto (RPM) em condições nominais. De acordo com a ABNT as classes de isolamento são: Classe A = 105°C Classe E =120°C Classe B = 130°C Classe F = 155°C Classe H = 180°C j) Ip/In: é a relação entre a corrente de partida e a corrente nominal. é necessário saber interpretar os dados da placa. significa que é admissível uma sobrecarga de 15% acima da potência nominal. marca e endereço do fabricante. i) Classe de Isolamento: a classe de isolamento identifica o tipo de materiais isolantes empregados no isolamento do motor. em regime continuo (Watts. classe D. c) Modelo: modelo do motor. f) Potência Nominal: é a potência que o motor pode fornecer dentro de suas características nominais.

o 1º Algarismo indica o grau de proteção contra penetração de corpos sólidos estranhos e contato acidental e o 2º Algarismo indica o grau de proteção contra penetração de água no interior do motor. p. Quadro 5 Graus de proteção Fonte: WEG.k) Grau de Proteção: a norma NBR 6146 define os graus de proteção dos equipamentos elétricos por meio das letras características IP. seguidas por dois algarismos.103. 87 . 2004.

como por exemplo. No entanto. desenvolvendo potência nominal. n) Letra-Código: muitos fabricantes fornecem uma letra-código indicando a relação entre corrente nominal com rotor bloqueado sob tensão nominal. independente do número de terminais e da tensão aplicada aos terminais do motor. São previstos. a bobina só trabalha com uma tensão. através da combinação desejada. o motor de 3 terminais só poderá ser ligado em uma tensão. vários tipos de regimes de funcionamento. 88 . o motor de 6 e 9 terminais poderá ser ligado em 2 tensões e o motor de 12 terminais poderá ser ligado em 4 tensões. duas.l) Tensão Nominal: é a tensão da rede para o qual o motor foi projetado. O motor de indução pode ser ligado a uma. Com isso fornece uma relação aproximada entre os KVA consumidos por CV de potência com o rotor bloqueado. um funcionamento com carga constante. Os motores normais são projetados para regime contínuo. padronizadas por norma. por norma. suportando uma variação de aproximadamente 10% (em Volts). As Figuras a seguir apresentam as ligações de motores trifásicos que atualmente são as mais usadas em baixa tensão. o) Rendimento Nominal: o rendimento representa a relação em percentual entre a potência elétrica fornecida pela rede e a potência mecânica fornecida no eixo. p) Regime: o regime é o grau de regularidade da carga a que o motor é submetido. q) Formas de ligação: indica por meio de esquemas e números a forma de se ligar o motor. a tensão de triângulo. por tempo indefinido. m) Corrente Nominal: é corrente absorvida quando o motor funciona em potência nominal (em A). isto é. ou quatro tensões diferentes. m) Fator de potência: Indica a relação entre a potência aparente e a potência ativa. As tensões que poderão ser aplicadas ao estator serão determinadas pelo tipo de ligação e dependerão do número de terminais (pontas) do estator.

13. Ligação de motores de 06 (seis) terminais: Figura 1. 1. 89 .102: Ligação de motores de 12 terminais em triângulo-triângulo(220V).1 Definição São dispositivos empregados em comandos elétricos para modificar os valores de tensão e/ou corrente. estrela-estrela(380V) e triângulo(440V).  Ligação de motores de 12 (doze) terminais: Figura 1.13 Transformadores para Comandos Elétricos 1. O transformador de comando tem como objetivo compatibilizar a tensão/corrente da rede elétrica com a tensão/corrente necessária no comando.101: Ligação de motores de seis terminais em triângulo e estrela. que varia de acordo com a aplicação. numa determinada relação de transformação.

montadas sobre um núcleo de ferro – silício laminado. Fontes: <http://www.103: Transformador de tensão (aspecto físico). Constituição São compostos por duas bobinas.br/acessorios> Acesso em: 24 maio 2007.1. Figura 1.inventec. <http://www.fateback.com>.com. Simbologia Os símbolos do transformador de tensão são mostrados na Figura 1. Acesso em: 24 maio 2007.104.2 Tipos de transformadores Transformadores de tensão São transformadores redutores de tensão cuja função é alimentar circuitos de controle. sendo uma bobina primária e uma secundária.valvestate.13.102). Figura 1.  Enrolamento Primário: bobina onde aplicamos a tensão que será modificada. sinalização e comandos (Figura 1. 90 .104: Símbolos do transformador de tensão.    Núcleo de Ferro: responsável pela concentração do campo magnético criado a partir da alimentação do enrolamento primário.

  Enrolamento Secundário: bobina onde será obtida a tensão desejada. que é o valor de tensão desejada de saída. O enrolamento secundário. Acesso em: 24 maio 2007. Funcionamento Quando uma tensão alternada é aplicada ao enrolamento primário. produzirá uma Força Eletromotriz Induzida no enrolamento secundário. Figura 1. Fonte: <http://www. ao ser cortado pelo fluxo variável. 91 .geocities. cria-se um campo magnético variável.105: Construção do transformador.com/saladefisica/funciona/transformador>.

Características Para especificar corretamente um transformador de tensão.geocities. Fonte: <http://br. é necessário conhecer as principais características do dispositivo:  Relação de Transformação: é a relação entre a tensão aplicada ao enrolamento primário e a tensão induzida no enrolamento secundário.Figura 1. 92 . Será obtida de acordo com a relação de transformação. teremos no secundário 110V.com/saladefisica7/funciona/transformador> Acesso em: 24 maio 2007. se aplicarmos 220V no enrolamento primário.  Corrente Nominal do Secundário: corrente máxima que pode percorrer o enrolamento secundário.106: Funcionamento do transformador. Ex: Relação de transformação 2:1 – significa que.  Tensão Nominal do Secundário: tensão de saída do transformador.  Tensão Nominal do Primário: máxima tensão que deve ser aplicada ao enrolamento primário do transformador.

Aplicações  Reduzir a tensão da rede a nível compatível com o valor da tensão de alimentação dos componentes de comando (bobinas.  Segurança das pessoas. relés. mantendo um conjugado para a partida e aceleração do motor.107: Autotransformador trifásico. 93 .  Separar o circuito principal do circuito auxiliar.circuito. Auto-transformador Dispositivo usado para reduzir a tensão de partida dos motores de rotor em curto . restringindo e limitando possíveis curtoscircuitos a valores que não afetem os condutores do circuito a que estão ligados. Simbologia O símbolo do autotransformador trifásico é mostrado na Figura 1. Figura 1. nas intervenções de manobras e correções de defeitos do equipamento.107.). etc. sinaleiros luminosos.

Funcionamento Os motores trifásicos de rotor em curto-circuito absorvem na partida valores de corrente que podem atingir até 07 vezes o seu valor nominal.Constituição É constituído por três bobinas enroladas sobre um núcleo de ferro laminado. Ligando-se a alimentação da rede aos terminais de entrada do autotransformador e a carga em uma de suas derivações.108: Conexões e taps do autotransformador. que são ligadas à carga. 94 . com percentual definido (65% ou 80%). reduzindo a corrente na partida do motor.108. Importante: a capacidade do autotransformador deve ser compatível com a potência do motor. Figura 1. normalmente 65% e 80%. conforme mostra a Figura 1. reduziremos ao percentual do valor da derivação a tensão na carga. As bobinas possuem derivações. formando um conjunto trifásico. Os três bornes superiores das bobinas são ligados à rede elétrica e nos outros três inferiores se faz um fechamento em estrela (Y).

Transformador de corrente – TC O transformador de corrente é um dispositivo que reduz os valores de correntes a outros de menor intensidade. Simbologia Os símbolos do transformador de corrente estão mostrados na Figura 1.110: Símbolos do transformador de corrente.109).109 Transformador de corrente. Figura 1.110. Figura 1. 95 . de acordo com sua relação de transformação (Figura 1.

Essa corrente induz uma corrente na bobina do secundário. 1000A . e deverá ser reduzida. faz-se a medição.  Medição: imagine uma situação em que se necessite medir uma corrente de 1000A. 96 . Devido às características construtivas do TC. que tem um valor elevado. Aplicações São normalmente usados em circuitos onde se deseja fazer medições ou proteção. Os inconvenientes destes fatos são:  Risco de vida para operadores.  Aquecimento excessivo: causa a destruição do isolamento e pode provocar contato entre o circuito primário. Usando-se um TC com relação de 1000/50 e um amperímetro adequado para esta situação (com escala graduada de 0 – 1000A). surgem tensões de vários kilovolts nos terminais do secundário. será de 50A a corrente no secundário do TC e no amperímetro. ou seja. tão menor quanto maior a relação de transformação do TC.Funcionamento O enrolamento primário é o próprio barramento ou cabo que conduz a corrente da carga. possibilidade de alteração nas características de funcionamento e de precisão. Por medida de segurança pessoal e do próprio aparelho. que indicará a medida real. o secundário e a terra. deve-se curto – circuitá-lo antes com um condutor de baixa impedância. caso seja aberto em funcionamento. Quando circular uma corrente de 1000 A pelo circuito. O secundário alimenta os instrumentos ou dispositivos que irão funcionar com corrente reduzida. Se for necessário realizar qualquer operação neste circuito. nunca deixe o TC com o secundário aberto.  Se não houver danos.

uma distância de isolamento que satisfaz requisitos de segurança especificados. Um seccionador deve ser capaz também de conduzir correntes em condições normais de circuito. ou quando a corrente estabelecida ou interrompida é desprezível. e também de conduzir por tempo especificado. as correntes em condições anormais do circuito. a corrente no relé será de 5 A.  Proteção: neste caso.14. ou quando não se verifica uma variação significativa na tensão entre terminais de cada um dos seus pólos.Definição Segundo a norma IEC-60947-3. seccionador é um dispositivo de manobra (mecânico) que assegura. 97 . 1. MG. na posição aberta.Figura 1. o relé térmico terá seu tamanho reduzido e poderá ser um relé normalizado (da linha de produção). significa que quando houver uma corrente de 200 A na rede. p. Fonte: SENAI.111: TC com relação de transformação de 1000/50A. O seccionador deve ser capaz de fechar ou abrir um circuito. Dessa forma. tais como as de curto-circuito. cuja corrente nominal é inferior à da rede.14 Chaves Seccionadoras 1. Se usarmos um TC com relação 200 / 5.1 . 110. o TC é associado a um relé térmico.

as chaves seccionadoras devem ser operadas com o circuito a vazio (somente tensão).Devido a seu poder de interrupção ser praticamente nulo. o segundo tipo.2 Tipos de Chaves Chave Seccionadora Primária É um equipamento destinado a interromper.14. normalmente. “Bypassar” equipamentos. é utilizado em subestações de instalação abrigada. As chaves seccionadoras podem ser construídas com um só pólo (unipolares) ou com três pólos (tripolares). por exemplo: disjuntores ou capacitores série para execução de manutenção ou por necessidade operativa.As chaves seccionadoras têm as seguintes funções:    Isolar equipamentos ou linhas para a execução de manutenção.Também são fabricadas chaves seccionadoras interruptoras. em cubículo de alvenaria ou metálico. Bypassar significa criar um caminho alternativo para a corrente elétrica. 1. que são capazes de desconectar um circuito operando a plena carga. No contexto apresentado. do tipo manual ou automática. Manobrar circuitos (transferência de circuitos entre os barramentos de uma subestação). As primeiras são próprias para utilização em redes aéreas de distribuição. 98 . de modo visível. a continuidade metálica de um determinado circuito. As seccionadoras somente podem operar quando houver uma variação de tensão insignificante entre os seus terminais ou nos casos de interrupção ou restabelecimento de correntes insignificantes.

A operação manual pode ser feita por uma simples vara isolante (por exemplo: chavefusível em redes de distribuição) ou por uma manivela (ou volante) localizada na base do seccionador. usados em caso de defeito do mecanismo motorizado ou no caso de ajuste das lâminas durante os serviços de manutenção. tem mecanismos de operação manual.112 e 1. Acesso em 05 jul.aberto).112: Secionador monopolar de alta tensão a vazio (fechado . Mecanismo de operação O mecanismo de operação da seccionadora pode ser manual ou motorizado.Observe as Figuras 1. A operação motorizada pode ser feita por um único mecanismo que. A seccionadora motorizada.com. geralmente. 2007. através de hastes.co/protecciones/espanol/seccionador>. Fonte: <http://www. 99 .celsa.113 Figuras 1. comanda a operação conjunta dos três pólos ou por mecanismos independentes para cada pólo do seccionador (pantográficos e semi-pantográficos).

efacec. Fonte: <http://www. 100 . Fonte: <http://www. Figura 1.113: Seccionador tripolar a vazio – alta tensão.Figura: 1. 2007.amt.pt/images>. Acesso em: 05 jul. 2007.efacec.pt/images>.114: Interruptor-Seccionador fusível – alta tensão.amt. Acesso em: 05 jul.

suportável de impulso (TSI). em A. Chave seccionadora com abertura sem carga (a vazio) O Seccionador a vazio é um equipamento de manobra que deve operar sempre a vazio.Especificação Sumária Para especificar uma chave seccionadora tripolar primária é necessário que sejam definidos os seguintes elementos: corrente tensão tensão tensão tensão uso nominal. (interno ou externo). em kV. em kV. de tal modo que nenhum pólo possa ser operado independentemente. As chaves seccionadoras podem ser classificadas em dois tipos: seccionadora com abertura sem carga e seccionadora sob carga ou interruptor. Não contém câmara para extinção de arco voltaico. Chave seccionadora tripolar de baixa tensão É um equipamento capaz de permitir a abertura de todos os condutores não aterrados de um circuito. o que a torna inadequada para operação sob carga. suportável a seco. em kA. corrente corrente tipo de acionamento (manual: através de alavanca de manobra. Pode ser construída para instalações abrigadas ou no tempo. de curta duração para efeito dinâmico. nominal. em kV.      É uma chave de comando manual (local ou à distância quando motorizada). Geralmente é equipada com contatos auxiliares. valor de pico. valor eficaz. permitindo o intertravamento com disjuntores ou outros equipamentos de manobra. suportável sob chuva. em kA. Destina-se especificamente para fins de manutenção. ou seja. 101 . de curta duração para efeito térmico. sem corrente. em KV. ou motorizada).

(Figura 1.115: Simbologia de seccionador acionado sem carga.Simbologia Observe as Figuras 1. As seccionadoras de atuação em carga são providos de câmaras de extinção de arco e de um conjunto de molas capaz de imprimir uma velocidade de operação elevada.115 e 1.116 Figura 1.117).116: Simbologia de seccionador-fusível acionado sem carga. Figura 1. Chave seccionadora sob carga ou interruptor Tem a capacidade de operar com o circuito desde a condição de carga nula até a de carga plena. 102 .

apropriados à abertura sem carga. devem ser dimensionados pelo menos para 135% da corrente nominal do banco. ou seja: Isec = 1. A principal função das chaves seccionadoras é permitir que seja feita manutenção segura numa determinada parte do sistema.br/imagens/seccionadora>. Acesso em: 05 jul.Figura 1.jaguareletrica.35 x Icap 103 . por choque ou vibrações. deve-se desligar tanto os motores como o dispositivo de controle.117: Seccionador para manobra sob carga.  Devem ser tomadas medidas para impedir a abertura inadvertida ou desautorizada dos dispositivos de seccionamento. Esse restabelecimento poderia ser causado. Quando as seccionadoras são instaladas em circuitos de motores. Fonte: <http://www. Sobre os dispositivos de seccionamento pode-se estabelecer:   A posição dos contatos ou dos outros meios de seccionamento deve ser visível do exterior ou indicada de forma clara e segura. 2007.com. isto é: I = 1. por exemplo. Recomenda-se que as seccionadoras utilizadas em circuitos de motores de até 600 V devem ser dimensionadas pelo menos para 115% da corrente nominal.15 x Inm Quando são instalados em circuitos de capacitor. Os dispositivos de seccionamento devem ser projetados e/ou instalados de forma a impedir qualquer restabelecimento involuntário.

 Seccionadoras com porta fusíveis Figura 1. durante o tempo de 1s.com. Os fusíveis.  Seccionadoras sem porta fusíveis   Apresentam as mesmas características das seccionadoras sob carga. Acesso em: 05 jul. não permitem a incorporação de fusíveis. porém. a corrente de curto-circuito. quando previstos.mediaibox.119 : Seccionadoras sob carga.siemens. 104 . 2007.br/templates/produto.As chaves seccionadoras devem ser dimensionadas para suportar. Fonte:http://www. devem ser montados separadamente Figura 1.118: Simbologia de seccionador sob carga. o valor eficaz (corrente térmica) e o valor de crista da mesma corrente (corrente dinâmica).

os fusíveis ficam sem tensão. ou sonora. Também são utilizadas como chave geral de distribuição de circuitos. de indicar uma determinada operação em um circuito.15 Sinalização 1.15.1 Introdução A sinalização é uma forma visual. Oferecem segurança na troca de fusíveis. São usadas com fusíveis incorporados. Permitem um seccionamento seguro mesmo quando a carga estiver conectada. uma vez que quando desligadas. Pode ser feita por buzinas. Simbologia Figura 1. Neste estudo serão abordados apenas os sinaleiros luminosos.120: Simbologia de seccionador-fusível sob carga. campainhas.     São chaves tripolares normalmente utilizadas em instalações industriais no ramo de alimentação de motores. 1. 105 . sobrepostos na sua parte frontal.2 Simbologia Os símbolos dos sinalizadores mais usados estão no Quadro 6. em uma máquina ou num conjunto de máquinas. 1.15. sinaleiros luminosos ou sinalizadores audiovisuais.

121: Alguns modelos de sinaleiros luminosos. Fonte:<http://www.3 Sinaleiros luminosos São sinaleiros usados para indicar as condições de operação de um circuito.br/catalogos>. através de um visor com cores padronizadas.com.Acesso em: 28 maio 2007. Figura 1.121).schmersal. 1. conforme descrito a seguir: 106 . Constituição O sinaleiro luminoso é constituído de um elemento frontal de sinalização e um elemento soquete que podem estar agrupados em uma peça e em alguns casos são modulares.15.Quadro 6 Sinalização audiovisual. (Figura 1.

schmersal. Máquina em movimento. O valor de uma grandeza aproxima-se do seu valor limite (corrente. As cores dos visores são padronizadas para as principais aplicações e estão relacionadas no Quadro 7.  Amarelo Atenção ou cuidado  Branco Circuitos sob tensão em operação (funcionalmente) normal   Azul Informação Todas as funções para as quais não se aplicam as cores acima 107 . por exemplo. Fonte: http://www.-Escolha da velocidade ou do sentido de rotação. todos os dispositivos auxiliares funcionam e estão prontos para operar.121. uma sobrecarga ou a qualquer falha. temperatura). A pressão hidráulica ou a tensão estão nos valores especificados. Partida normal.br/catalogos. Quadro 7 Cores padronizadas de sinalizadores.-Acionamentos individuais e dispositivos auxiliares estão operando. Acesso em: 28 maio 2007. perante.-Sinal para ciclo de operação automático. Cor Condições de operação  Vermelho Condições Anormais  Verde Equipamento pronto para operar Exemplos de aplicação Indicação de que a máquina está paralisada devido à atuação de um dispositivo de proteção. O ciclo de operação está concluído e a máquina está pronta para operar novamente.com. Figura 1.a) Elemento frontal de Sinalização Possui um visor colorido à frente de uma lâmpada conforme mostra figura 1.122: Visor frontal de sinaleiro. Chave principal na posição LIGA.

p. Exemplo: 220V/2W (T= 85º C) Abaixo estão apresentados alguns dados técnicos de sinaleiros da Linha Sinofix.    “Corpo: Termoplástico”. números ou símbolos em suas lentes. cores. resistor.123. A especificação é feita de acordo com o modelo (que determina suas dimensões. tensão.pisca. potência e temperatura nos quais o componente será submetido. 1998. etc. São projetados para uso de lâmpadas incandescentes .123: Elemento soquete. de acordo com as características elétricas da lâmpada usada e do tipo de sinalização. MG. 108 .soquetes E-14 e BA9S. conforme Figura 1. 93. que possibilita a inserção de dizeres. A especificação do sinaleiro é feita de acordo com o tipo de lâmpada a ser usada. Aro frontal: Termoplástico. internamente estriado ou serrilhado. retirados de catálogo eletrônico da Ace Schmersal. que é por meio de rosca no corpo do sinalizador. O elemento soquete pode ser acoplado a um transformador. Figura 1. diâmetro da furação e forma de fixação ao painel. pode-se usar sinaleiro com visor translúcido. Visor: Termoplástico. Fonte: SENAI.Em alguns casos. conversor ou um pisca . b) Elemento Soquete É um dispositivo acoplável aos elementos frontais de comando.).

Fonte: < http://www.0 mm. soldáveis ou "plug-in". 48 e 110V. pré-isolados e pré-isolados reforçados. 1. Lâmpadas: a) Incandescente de 6. Constituem-se em: anéis. forquilhas. pinos retos.16. Temperatura admissível: 70º C. 109 .16. podendo ser sem isolação. 24 e 48 ~ / b) Neon de 110 e 220V~ (com resistor)/c) Diodos luminosos de 6.    Ligação: Terminais chatos de latão estanhado 2. 12. Figura 1.8 mm.crimper.com. Proteção: IP40 no frontal do painel.8 x 0.25 a 6mm². Acesso em: 29 maio 2007. forquilhas tipo anel.1 Introdução Os terminais são componentes que são conectados aos condutores dos circuitos e tem como função aumentar o contato elétrico entre o condutor e o borne ou outro local a ser conectado o condutor. linguetas planas. eliminando assim. as perdas devido ao mal contato.2 Tipos de terminais Terminal e luva pré isolados São terminais fabricados em cobre eletrolítico com acabamento estanhado e a isolação em PVC. 1.   Fixação ao painel: Por pressão/encaixe no furo. paralelos de derivação. 24. normalmente tem ranhuras no interior para melhorar o contato elétrico e aumentar a resistência ao deslizamento do condutor.8 e 2. Espessura da chapa do painel: Entre 0. 12. Normalmente abrange as bitolas de 0. pinos.br>. anzóis.16 Terminais 1. etc. 24 e 48V~ (com resistor e diodo de proteção) d) LED de 6. 12. luvas de emenda.124: Terminais. forquilhas pontas dobradas.

25 a 6mm².É possível identificar a seção transversal do cabo que poderá ser conectado aos terminais através de um código de cores.intelli.5 a 1. Fonte: < http://www. 110 . possui tratamento superficial de estanho.125: Identificação dos terminais pela cor. Acesso em: 29 maio 2007. Figura 1. sendo: Exemplo:    Os terminais de cor vermelha – Cabos de 0. Fonte: <http://www. totalmente isolados e isolados em acopladores de nylon. Acesso em: 29 maio 2007. pré-isolados. engates tipo fêmea totalmente isolados.0 mm².intelli. etc.com.5 mm².com.0 a 6. engates tipo macho-fêmea. Figura 1. Constituem-se normalmente em engates tipo fêmea.br/produtos. Os terminais de cor amarela – Cabos de 4. Terminais de encaixe São terminais fabricados a partir de fitas de latão ou cobre.phpis>.br/produtos>. pré-isolados reforçados. engates tipo macho. com isolação e com garra. Os terminais de cor azul – Cabos de 1.5 mm². podendo ser sem isolação.126: Terminais de encaixe.5 a 2. Abrange as bitolas de 0.

Terminais e luvas tubulares

Normalmente são fabricados a partir de tubos de cobre de alta condutibilidade e possui tratamento superficial de estanho, resistente aos efeitos da corrosão. Abrange a bitolas de 0,50 a 630,00mm², podendo ser nos seguintes modelos: terminais tubulares: 1 furo e 1 compressão ou 1 furo e 2 compressões, 2 furos e 1 compressão ou 2 furos e 2 compressões. Luvas tubulares: 1 compressão ou 2 compressões, ambas com limitador central para posicionar corretamente os condutores.

Figura 1.127: Terminais e luvas tubulares. Fonte: < http://www.crimper.com.br>. Acesso em: 29maio 2007.

Terminal Pré-isolado tipo ilhós (Pino Tubular) “São terminais fabricados em cobre com camada de estanho. Apropriado para uso em componentes eletro-eletrônicos que exigem reduzidas dimensões para contato e excelente resistência às vibrações. Disponíveis para cabos de bitola 0,75 a 25 mm².”

Figura 1.128: Terminais tipo ilhós. Fonte: < http://www.intelli.com.br>. Acesso em: 29 maio 2007.

111

Ferramentas As ferramentas para aplicação deverão ser escolhidas de acordo com o tipo de terminal que está sendo utilizado. Na Figura 1.129 estão representados alguns tipos de alicates usados para aplicação de terminais, disponíveis no mercado.

Figura 1.129: Alicates prensa-terminais. Fonte: <http://www.hellermann.com.br>. Acesso em: 29 maio 2007.

112

1.17 Bornes de conexão
1.17.1 Introdução São dispositivos usados nas instalações elétricas para facilitar o processo de interligação entre circuitos, como alimentação, carga, teste, e medição,

proporcionando para tais circuitos, a possibilidade de derivações, emendas, continuidade, ligações, saídas, etc. (Figura 1.130).

Figura 1.130 Bornes de conexões. Fonte: <http://www.siemens.com.br/upfiles>. Acesso em: 30 maio 2007.

1.17.2 Simbologia O símbolo de borne de conexão é mostrado na Figura 1.131.

Figura 1.131 Símbolo de borne de conexão.

113

resolvendo inúmeros problemas de ligações elétricas. para entrada dos condutores e em sua parte inferior uma saliência. Apresenta bornes em seus extremos. placa separadora. a) Componente principal: conector unipolar b) Acessórios: placa final.conexel.com. Acesso em: 16 maio 2007.133: Conector unipolar.com. Fonte: <http://www. mediante um mínimo de peças necessárias.siemens.1. identificadores e tampa de proteção. Fonte: <http://www.br>.133). Acesso 30 maio 2007.132: Componentes de um sistema de conexão. Figura 1. com seus respectivos acessórios representam um sistema fácil e flexível de conexões.17. Conector Unipolar Possui corpo isolante que permite a montagem e isolamento das peças condutoras (contatos). Os componentes deste sistema são: + Figura 1. ponte de interligação. 114 .3 Constituição de um sistema de conexão Os conectores. garra final.br>. trilho. que serve para encaixe do conector ao trilho (Figura 1.

Para cada conjunto de conectores são utilizadas duas garras de fixação. Acesso em: 16 maio 2007.conexel. conforme mostra a Figura 1.com.134. também chamadas de postes.135. Observe a Figura 1.com. Acesso em: 16 maio 2007. Figura 1. 115 .br>. Fonte: <http://www. Figura 1. Fonte: <http://www.br>. para evitar o desprendimento dos conectores. Garra Final Elementos que são fixados nas extremidades do trilho.135: Garra final ou poste.conexel.134 Placa final.Placa Final É uma placa isolante que serve para fechar o último conector montado no trilho.

Trilho É o elemento suporte.conexel.br> .siemens.136. 116 .com. Na Figura 1.br>.137: Placa separadora. onde temos 03 placas separadoras na cor amarela. Acesso em: 30 maio 2007.com. podemos observar um conjunto de conectores unipolares. apresentado na Figura 1. Figura 1. Placa Separadora É uma placa que serve para separar e isolar os bornes. Acesso em: 16 maio 2007. Fonte: <http://www. onde serão fixados os conectores unipolares e outros elementos acessórios.137.136. Figura 1. Fonte: <http://www. Trilho.

Identificadores São de diversos modelos e utilizados para identificar os bornes dos conectores. São encaixados no conector manualmente. de acordo com a necessidade do circuito. Fonte: <http://www.com.4 Características elétricas As principais características deste dispositivo são:  Tensão de Isolação: deve superar o valor da tensão da rede onde serão instaladas. Figura 1.br> .138: Ponte de interligação. Acesso em: 16 maio 2007.17.Ponte de Interligação Serve para interligar dois ou mais conectores. Fonte: <http://www.com.br>.139: Identificador de bornes.conexel. Observe a Figura 1. 1. Figura 1.139. (Figura 1. Acesso em: 16 maio 2007.conexel. 117 .138).

0 34. etc.  Corrente Nominal: varia de acordo com a capacidade de corrente dos condutores instalados.br/upfiles>.com.4.5 .  Tensão Nominal: deve ser compatível com a tensão onde o borne será instalado. Figura 1.5 . saídas.6.5 Tipos de conectores unipolares 2. que estabelece os limites máximo e mínimo das bitolas dos condutores adequados a cada tipo de borne.0 0. 118 .5 mm2 e 35 mm2 (Figura 1. Acesso em: 30 maio 2007.4.0 1.140: Conectores de passagem.17.0 até 55º 100º 800 V Conectores de Passagem São usados para permitir a continuidade do circuito.2.5 26.5 até 55º 100º 800 V 4. emenda nos condutores. Fonte: http://www. Seção dos Condutores: possuem uma faixa para os valores de seção.siemens. Tabela 3 Conector 8WAI Siemens Seção (mm2) Corrente Permanente (A) Tipo de condutor Fio (mm2) Cabo Flexível (mm2) Temperatura Ambiente Temperatura Máxima Tensão de Isolação 1. A Tabela 3 apresenta os dados técnicos de um conector da linha 8WAI da Siemens.0 0. São fabricados para cabos entre 2.140).5 .25 .0 0.

Conectores Seccionadores de Medição São utilizados para testar e seccionar circuitos com transformadores de corrente. Fonte: <http://www. Conectores Terra É um tipo de conector de passagem que efetua a continuidade elétrica dos circuitos e o aterramento dos mesmos.br/upfiles>.142).br/upfiles>.141). sem interrupção do serviço (Figura 1. Acesso em: 30 maio 2007. Conector Seccionador Fusível Além de fazer a conexão entre as partes do circuito. Fonte: <http://www. Figura 1.com.com.142: Conector seccionador fusível.siemens. destina-se à proteção de curto-circuito (Figura 1.141: Conectores seccionadores. 119 .siemens. Acesso em: 30 maio 2007. Figura 1.

siemens. Estes equipamentos eletrônicos vêm assumindo significativamente o lugar de outros sistemas anteriormente desenvolvidos. 120 .br> Acesso em: 30 maio 2007.143: Conector Terra..18. aumentando desta forma a qualidade da partida.Figura 1.com.. OBS: além dos conectores unipolares.1 Introdução Algumas técnicas foram desenvolvidas com o objetivo de controlar a corrente de partida de motores elétricos. 1. um claro exemplo é o sistema que utiliza as chaves de partida tipo soft-starter.18 SOFT-STARTER 1. tais como: conectores em barra (Sindal). conectores para motores. etc. Fonte: <http://www. principalmente porque faz com que a partida do motor seja realizada de forma suave. existem outros tipos.

65). 1. que é comandado através de uma pa eletrônica de controle. conforme uma programação feita previamente..Figura 1.2 Princípios de funcionamento/estrutura básica Segundo o Guia de aplicação de Soft-starter: “O funcionamento das soft-starters está baseado na utilização de um circuito eletrônico de potência. a fim de ajustar a tensão de saída. Fonte: <http://www.144: Aspecto físico de uma soft-starter.18.” (WEG.. Isso nos trás benefícios na prática. A função de otimização de energia reduz a tensão aplicada aos terminais do motor de modo que a energia necessária para suprir o campo seja proporcional à demanda da carga. “Um Soft-Starter que inclua características de otimização de energia altera a operação do motor.wegelectricalmotors. p.com>. Acesso em: 31 maio 2007. pois é comum selecionar um motor com potência superior ao máximo que 121 .

já que notamos nitidamente que podemos dividir a estrutura acima em duas partes: o circuito de potência e o circuito de controle. p. quando alimentado à tensão nominal.a carga exige. que ocorre intermitentemente. O motor selecionado para qualquer aplicação estará quase certamente sobredimensionado e por esta razão. Além disso. existe. mesmo à plena carga. Como podemos ver na Figura 1.145.145: Diagrama em blocos simplificado. ainda. onde variamos o valor eficaz de tensão aplicada ao motor. 65 122 . Guia de aplicação de soft-starter. Fonte: WEG. apesar de a carga nominal muitas vezes ser muito menor. faremos uma análise mais detalhada de cada uma das partes individuais desta estrutura. Figura 1. como no caso de compressores. 74). A seguir. esta energia poderá ser economizada. algumas aplicações onde a potência do motor deve ser definida em função de um pico de carga. a soft-starter controla a tensão da rede através do circuito de potência. p.” (WEG.

146. É constituído basicamente pelos SCRs e suas proteções. Alguns fabricantes ainda produzem alguns modelos com controle analógico. uma tensão eficaz gradual e continuamente crescente até que seja atingida a tensão nominal da rede. “Este circuito é por onde circula a corrente que é fornecida para o motor. 399: “Onde estão os circuitos responsáveis pelo comando.399. sendo assim. Graficamente podemos observar isto através da Figura 1.Circuito de potência Segundo o Manual de treinamento WEG. p. módulo 1 – comando e proteção.18.” 1. mais no sentido de oferecer uma opção mais barata para aplicações onde não sejam necessárias funções mais sofisticadas. módulo Comando e proteção.” Circuito de controle De acordo com o Manual de treinamento WEG. 123 . totalmente digitais.3 Principais características/ funções Além das características mostradas anteriormente as soft-starters também apresentam funções programáveis que permitirão configurar o sistema de acionamento de acordo com as necessidades do usuário. bem como os circuitos utilizados para comando. sinalização e interface homemmáquina que serão configurados pelo usuário em função da aplicação. na saída da mesma. Atualmente a maioria das chaves soft-starters disponíveis no mercado são microprocessadas. e os TCs (transformadores de corrente). Rampa de tensão na aceleração As chaves soft-starters têm uma função que gera. p. Os transformadores de corrente fazem a monitoração da corrente de saída permitindo que o controle eletrônico efetue a proteção e manutenção do valor de corrente em níveis pré-definidos (função limitação de corrente ativada). monitoração e proteção dos componentes do circuito de potência.

isto não significa que o motor irá acelerar de zero até a sua rotação nominal no tempo definido por ta.Figura 1.146: Rampa de tensão aplicada ao motor na aceleração. “Atentem ao fato de que quando ajustamos um valor de tempo de rampa.” (WEG. Tanto o valor do pedestal de tensão. etc . 69). momento de inércia da carga refletida ao eixo do motor. como por exemplo: sistema de acoplamento. Guia de aplicação de soft-starter. Não existe uma regra prática que possa ser aplicada para definir qual deve ser o valor de tempo a ser ajustado. p. Isto na realidade dependerá das características dinâmicas do sistema motor/carga. e de tensão de partida (pedestal). quanto o de tempo de rampa são valores ajustáveis dentro de uma faixa que pode variar de fabricante para fabricante. 124 . A melhor aproximação poderá ser alcançada através do cálculo do tempo de aceleração do motor. atuação da função de limitação de corrente. e qual o melhor valor de tensão de pedestal para que o motor possa garantir a aceleração da carga.

Na parada controlada. a soft-starter vai gradualmente reduzindo a tensão de saída até um valor mínimo em um tempo pré-definido. 70. normalmente a soft-starter precisa aplicar no motor uma tensão maior que aquela ajustada na rampa de tensão na aceleração. Fonte: WEG. irá perdendo velocidade. p. p. isto é possível utilizando uma função chamada ”Kick Start.147. até que toda energia cinética seja dissipada. implicando que o motor não produza nenhum conjugado na carga. Figura 1. Nestes casos. 70) Graficamente podemos observar a Figura 1. por inércia ou controlada. a soft-starter leva a tensão de saída instantaneamente a zero.147: Perfil de tensão na desaceleração.” (WEG. respectivamente. Na parada por inércia. que por sua vez.” 125 . Kick Start “Existem cargas que no momento da partida exigem um esforço extra do acionamento em função do alto conjugado resistente.Rampa de tensão na desaceleração “Existem duas possibilidades para que seja executada a parada do motor.

Como podemos ver na Figura 1. Fonte: WEG.” (WEG.” (WEG. Deve-se ter muito cuidado com esta função. pois ela somente deverá ser usada nos casos onde ela seja estritamente necessária.esta função faz com que seja aplicado no motor um pulso de tensão com amplitude e duração programáveis para que o motor possa desenvolver um conjugado de partida.. e assim acelerar a carga. Esta função faz com que o sistema rede/soft-starter forneça ao motor somente a corrente necessária para que seja executada a aceleração da carga. p. Figura 1.148: Representação gráfica da função “Kick Start”.147: “. Guia de aplicação de softstarter. Guia de aplicação de soft-starter. é utilizada uma função denominada de limitação de corrente. 72. p. 126 . suficiente para vencer o atrito. 72). Limitação de corrente “Na maioria dos casos onde a carga apresenta uma inércia elevada. p.. 71-72).

” (WEG. uma rampa de tensão na desaceleração e a habilitação de proteções. melhor ainda. p. Guia de aplicação de soft-starter. viabiliza a partida de motores em locais onde a rede se encontra no limite de sua capacidade. 74). 402. 127 . p. pois. A rampa de tensão na desaceleração é ativada para minimizar o golpe de aríete. onde normalmente é necessário estabelecer uma rampa de tensão na aceleração. Pump control “Esta função é utilizada especialmente para a aplicação de partida softstarter em sistemas de bombeamento.). Gráfico 1: Limitação de corrente. garante um acionamento realmente suave e. p. Ocorre então a necessidade de se impor um valor limite de corrente de partida de forma a permitir o acionamento do equipamento bem como de toda a indústria. “Este recurso é sempre muito útil. 73.No Gráfico abaixo podemos observar como esta função é executada. Fonte: WEG. Trata-se na realidade de uma configuração específica (pré-definida) para atender este tipo de aplicação. prejudicial ao sistema como um todo. A limitação de corrente também é muito utilizada na partida de motores cuja carga apresenta um valor mais elevado de momento de inércia. São habilitadas também as proteções de seqüência de fase e subcorrente imediata. Guia de aplicação de soft-starter. Normalmente nestes casos a condição de corrente na partida faz com o sistema de proteção da instalação atue.” (WEG. impedindo assim o funcionamento normal de toda a instalação.

quando ativada.” (WEG. Em termos práticos pode-se observar uma otimização com resultados significativos somente quando o motor está operando com cargas inferiores a 50% da carga nominal. Esta função. diga-se de passagem. reduz a tensão aplicada aos terminais do motor de modo que a energia necessária para suprir o campo seja proporcional à demanda da carga. o que atualmente em virtude da crescente preocupação com o desperdício de energia e fator de potência. (via parametrização). Gráfico 2: Proteção de sobrecorrente imediata. 403. vem sendo evitado a todo custo. é muito difícil de encontrar. pois estaríamos falando de motores muito sobredimensionados. 74-75). Isto. 128 .4 Proteções Sobrecorrente imediata na saída Ajusta o máximo valor de corrente que a soft-starter permite fluir para o motor por período de tempo pré-ajustado. Guia de aplicação de soft-starter. p.Economia de energia “Uma soft-starter que inclua características de otimização de energia simplesmente altera o ponto de operação do motor. Fonte: WEG.18. p. 1.

404. p.” (WEG. Sobretemperatura no circuito interno de potência “Monitora a temperatura no circuito de potência através de um termostato montado sobre o dissipador de alumínio. sistemas de bombeamento. onde também estão montados os tiristores. protegendo o motor termicamente contra sobrecargas aplicadas ao seu eixo. Fonte: WEG.Subcorrente imediata “Ajusta o mínimo valor de corrente que a soft-starter permite fluir para o motor por período de tempo pré-ajustado (via parametrização). p. Manual de treinamento. Sobrecarga na saída (Ixt) “Supervisiona as condições de sobrecarga conforme a classe térmica selecionada. 404). p. 405). Caso a temperatura do dissipador superar 90 °C. Manual de treinamento. esta função é muito utilizada para proteção de cargas que não possam operar em vazio como.” Gráfico 3: Proteção de subcorrente imediata. o termostato irá comutar fazendo com que a CPU bloqueie imediatamente os pulsos de disparo dos tiristores. enviando uma mensagem de erro que será mostrada no display”. por exemplo. 129 . (WEG. .

serão bloqueados os pulsos de disparo dos tiristores e será enviada uma mensagem de erro através do display. Falta de fase no motor Detecta a falta de uma fase na saída da soft-starter e bloqueia os pulsos de disparo dos tiristores. Falta de fase na rede Detecta a falta de uma fase na alimentação da softstarter e bloqueia os pulsos de disparo dos tiristores. é que qualquer operação de reversão deverá ser feita na saída da chave. Interferência eletromagnética. Erro de programação “Não permite que um valor que tenha sido alterado incorretamente seja aceito. Caso haja alguma irregularidade. 405). Manual de treinamento. Uma desvantagem dos modelos que são sensíveis a mudança da seqüência de fase.” (WEG. como exemplo. p. módulo 1 – comando e proteção. Normalmente ocorre quando se altera algum parâmetro com o motor desligado e nas condições de incompatibilidade.” (Manual de treinamento WEG. Falha no circuito interno Detecta se o circuito interno está danificado.Seqüência de fase invertida “Alguns modelos de soft-starters irão operar somente se a seqüência de fase estiver correta. bloqueia o disparo e envia uma mensagem de erro através do display. 130 . Esta proteção pode ser habilitada para assegurar que cargas sensíveis a inversão do sentido de giro não sejam danificadas. p. também. Erro na CPU (watchdog) Ao energizar-se. 405). Caso exista defeito. a CPU executa uma rotina de autodiagnose e verifica os circuitos essenciais. podemos citar o acionamento para bombas. pode causar a atuação desta proteção.

Longa vida útil. Módulo 1: comando e proteção.” (WEG.5 Comparação entre sistemas de partida de motores Comparativo soft-starters x partida estrela-triângulo ESTRELA-TRIÂNGULO Vantagens       Custo reduzido. Manual de treinamento. SOFT-STARTER Vantagens     Corrente de partida próxima à corrente nominal. A corrente de partida é reduzida a 1/3 quando comparada com a partida direta.18. p. São associados dispositivos de proteção externos para atuarem sobre esta entrada. São necessários motores com seis bornes. pressostatos.Erro de comunicação serial Impede que um valor alterado ou transmitido incorretamente através da porta de comunicação serial. Desvantagens Redução do torque de partida a aproximadamente 1/3 do nominal.  Em casos de grande distância entre motor e chave de partida. pois. não possui partes eletromecânicas móveis. Não existe limitação do número de manobras/hora.) 1. seja aceito. Defeito externo “Atua através de uma entrada digital programada. Torque de partida próximo do torque nominal. o custo é elevado devido a necessidade de seis cabos. Caso o motor não atingir pelo menos 90% da Velocidade nominal. por exemplo. Não existe limitação do número de manobras/hora. sondas térmicas. etc. 406. relés auxiliares. o pico de corrente na comutação de estrela para triângulo é equivalente ao da partida direta. 131 . como.

sobrecorrente. Comparativo partida compensada X soft-starters PARTIDA COMPENSADA    Utilização somente em motores de indução standard.2. Peso e volume elevados. não suporta um número alto de partidas por hora. subcorrente. Desgaste das partes móveis de contatores e outros componentes elétricos. Corrente de partida = +/. SOFT-STARTERS (PARTIDA ESTÁTICA)    Utilização em motores de indução standard e motores de anéis. relé de sobrecarga.   Permite aceleração suave pelo acréscimo linear da tensão ao motor não gerando picos de corrente. 40. como: limitação de corrente.  Gera um pico de corrente instantâneo na transição para a tensão nominal (motor em regime)    Autotransformador possui condição térmica limitante.3.0 x In Possui normalmente 2 tap’s (65 e 85% da Vn do motor) para ajuste da tensão de partida.0 x In Possui diversos tap’s (25.  Existe uma série de proteções. para desacelerar o motor. Pode ser empregada. Função Kick-Start (pulso de tensão na partida) para partidas com inércia elevada. 132 . Desvantagem  Maior custo na medida em que a potência do motor é reduzida. falta de fase incorporados à SoftStarter. 55 ou 75% da Vn do motor) para ajuste da tensão de partida (ajuste simples através de dip-switches). também. Corrente de partida Ip = +/.

a velocidade de rotação de uma bomba. 1. como. sempre que não estejam operando a plena carga (potência da carga igual a potência nominal do motor) estarão desperdiçando energia. Peso e tamanho reduzido. mantendo sob controle tal processo de conversão. Os motores mais utilizados nos acionamentos elétricos são os motores de indução. Utilização em ciclos com economia de energia com redução automática das perdas magnéticas do motor. quando alimentados com tensão e freqüência constantes. Transmissão mecânica: adapta a velocidade e inércia entre motor e máquina (carga).1 Introdução Um acionamento elétrico é um sistema capaz de converter energia elétrica em energia mecânica (movimento). Um acionamento elétrico moderno é formado normalmente pela combinação dos seguintes elementos:    Motor: converte energia elétrica em energia mecânica. É importante ressaltar. sendo assim o acionamento elétrico de máquinas é um assunto de extrema importância no que se refere a economia de energia. Estes são normalmente utilizados para acionar máquinas ou equipamentos que requerem algum tipo de movimento controlado. o fato de que um motor de indução transforma em energia mecânica aproximadamente 85% de toda a energia elétrica que recebe e que os 15% restantes são desperdiçados.   Ausência de contatos móveis prolongando a vida elétrica do equipamento. Estes motores. Dispositivo eletrônico: comanda e/ou controla a potência elétrica entregue ao motor. 133 .19 Inversores de Frequência 1. por exemplo.19. também.

hidráulicos ou elétricos. Melhoramento do desempenho de máquinas e equipamentos. Elimina o pico de corrente na partida do motor. entre outras. com o desenvolvimento de semicondutores de potência com excelentes características de desempenho e confiabilidade. Mas foi mesmo na década de 80 que. hidráulicos ou elétricos. as seguintes vantagens:     Economia de energia. pela eficiência e pelos requisitos de manutenção dos componentes empregados. Para a obtenção de velocidade variável o sistema necessitava de um segundo dispositivo de conversão de energia que utilizava componentes mecânicos. Reduz a freqüência de manutenção dos equipamentos. Os sistemas mais utilizados para variação de velocidade foram por. Com a disponibilidade no mercado dos semicondutores.1. O dispositivo de conversão de energia elétrica para mecânica continuou sendo o motor de indução. entre outras.2 Sistemas de velocidade variável Durante muitos anos. muito tempo. Estes novos dispositivos eletrônicos para variação de velocidade de motores de indução são conhecidos como Inversores de Freqüência. devido a adaptação da velocidade aos requisitos do processo. a partir dos anos 60 este quadro mudou completamente. foi possível a implementação de sistemas de variação de velocidade eletrônicos. mas agora sem a utilização de dispositivos secundários mecânicos. Estes sistemas eletrônicos de variação contínua de velocidade proporcionam. pelo custo. 134 . implementados como motores de indução de velocidade fixa como primeiro dispositivo de conversão de energia elétrica para energia mecânica.19. Em muitos casos a eficiência das instalações equipadas com estes novos dispositivos chegou a ser duplicada quando comparada com os sistemas antigos. A aplicação de motores de indução tem se regido historicamente pelas características descritas na placa de identificação do motor. as aplicações industriais de velocidade variável foram ditadas pelos requisitos dos processos e limitadas pela tecnologia.

3 Aplicações Muitos processos industriais requerem dispositivos de acionamento de cargas com velocidade variável. 1. conhecer e entender o funcionamento destes sistemas (motor+inversor) para prevenir erros de aplicação que poderiam acabar com os benefícios que estes dispositivos proporcionam.Na aplicação dos inversores de freqüência o motor de indução. Exemplos:       Bombas: variação de vazão de líquidos Ventiladores: variação de vazão de ar Sistemas de transporte: variação da velocidade de transporte Sistemas de dosagem: variação da velocidade de alimentação Tornos: variação da velocidade de corte Bobinadeiras: compensação da variação de diâmetro da bobina. mas sim sobre o funcionamento e utilização dos mesmos. variáveis disponíveis e como eles se comportam em diferentes cargas. tentando assim responder as perguntas formuladas anteriormente. Isto possibilita obter velocidade variável no eixo do próprio motor. é alimentado com freqüência e tensão variável. mesmo para pessoas sem experiência no assunto.19. assim. É muito importante. Os técnicos ou engenheiros envolvidos com aplicações de velocidade variável não precisam de conhecimentos sobre o projeto de motores e projeto de sistemas eletrônicos de comando/controle. 135 . fornecer. ao contrário do que acontece quando ligado diretamente à rede de distribuição de energia elétrica. informações sobre o funcionamento dos modernos sistemas de velocidade. As dúvidas mais freqüentes podem resumir-se nas seguintes perguntas:     Como funciona meu motor? Como o motor se comporta ante uma determinada carga? Como eu posso melhorar/otimizar o funcionamento do meu motor e carga? Como eu posso identificar problemas no meu sistema? Esta apostila tem por intenção.

Cabos.149):         Rede de Alimentação. Dispositivos de Saída: Relés Térmicos.19. Filtro de Rádio Freqüência. Interferência Eletromagnética: EMI Interferência Eletromagnética. Instalação em painéis. Contatores. 136 .1. Reatância.4 Instalação de inversores de frequência Este capítulo tem como objetivo apresentar os componentes e informações gerais necessárias para a instalação de um inversor de freqüência. Manobra e proteção: Chave Seccionadora. Condicionamento da Alimentação: Transformador Isolador. Reatância de Rede. Aterramento. Serão abordados os seguintes tópicos (ver Figura 1. RFI Interferência de RF. A utilização de cada componente dependerá de cada caso particular. Fusíveis de Alimentação.

149: Instalação de um inversor.111. p.Figura 1. Fonte: WEG. 137 .

é responsabilidade do usuário colocar fusíveis para proteção. 138 .Rede de alimentação elétrica Os inversores são projetados para operar em redes de alimentação simétricas. Estes são normalmente especificados na documentação técnica. Existem. será necessário colocar um transformador de isolação. A rede tem capacitores para correção de fator de potência não conectados permanentemente. Exemplos:    A rede elétrica experimenta freqüentes flutuações de tensão ou cortes de energia elétrica (transformador isolador/reatância). sendo assim. se por algum motivo esta tensão varia. As reatâncias de rede são utilizadas. A tensão entre fase e terra deve ser constante. Deve se levar em conta que a colocação de uma reatância de rede reduz a tensão de alimentação em aproximadamente 2 a 3%. A rede elétrica não tem neutro referenciado ao terra (transformador isolador). por exemplo. Condicionamento da rede de alimentação Geralmente os inversores podem ser ligados diretamente a rede de alimentação. sendo necessária a utilização de transformadores isoladores e/ou reatâncias de rede. para:     Minimizar falhas no inversor provocadas por sobretensões transitórias na rede de alimentação Reduzir harmônicas Melhorar o fator de potência Aumentar a impedância da rede vista pelo inversor. pela influência de algum outro equipamento ligado a rede. também. certas condições que devem ser levadas em conta na instalação de um inversor. no entanto. Fusíveis Os inversores geralmente não possuem proteção contra curto-circuito na entrada. Isto significa que o banco de capacitores estará sendo conectado e desconectado da rede permanentemente (reatância de rede).

 Contatores Com a finalidade de prevenir a partida automática do motor depois de uma interrupção de energia. Filtro de radiofrequência: Os filtros de rádio freqüência são utilizados na entrada dos inversores para filtrar sinais de interferência (ruído elétrico) gerados pelo próprio inversor. ou Interferência eletromagnética. estando tanto o inversor como o filtro mecanicamente sobre uma placa de montagem metálica aterrada. emissões irradiadas desde dentro dos equipamentos eletrônicos podem prejudicar o funcionamento dos mesmos ou de outros equipamentos que se encontrem perto destes. os inversores já possuem internamente um filtro na entrada que evita problemas causados por Interferência Eletromagnética (EMI). que serão transmitidas pela rede e poderiam causar problemas em outros equipamentos eletrônicos. as emissões eletromagnéticas produzidas por equipamentos comerciais não devem exceder níveis fixados por organizações que regulamentam este tipo de produtos. havendo bom contato elétrico entre a chapa e os gabinetes do filtro e inversor. Caso seja necessário. O contador também permite um seccionamento remoto da rede elétrica que alimenta o inversor. pois. Muitos tipos de circuitos eletrônicos são suscetíveis a EMI e devem ser protegidos para assegurar seu correto funcionamento. devem ser montados próximos a alimentação do inversor. Da mesma forma. Na grande maioria dos casos não são necessários. Para assegurar o correto funcionamento de equipamentos eletrônicos. Interferência eletromagnética (EMI)  Conceitos básicos A radiação eletromagnética que afeta adversamente o desempenho de equipamentos eletro-eletrônicos é conhecida geralmente por EMI. é necessário colocar um contator na alimentação do inversor ou realizar algum intertravamento no comando do mesmo. 139 .

A importância da impedância de onda é posta em evidência quando uma onda de EMI encontra um obstáculo tal como uma proteção de metal. 140 . Se a impedância da onda é muito diferente da impedância natural da proteção. Contrariamente. Para ondas de alta freqüência geralmente predomina a absorção. gera campos de baixa impedância (campo “H”). O desempenho da blindagem é uma função das propriedades e configuração do material empregado (condutividade. da freqüência. enquanto que a menor parte é absorvida. para ondas de baixa freqüência a maior parte da energia é refletida pela superfície da blindagem. Reciprocamente. permeabilidade e espessura). A maior parte do campo emitido é do tipo “E”. Como já foi comentado.  Como proteger os equipamentos da EMI Para proteger os equipamentos é necessário fazer uma blindagem. Os metais possuem baixa impedância por causa de sua alta condutividade. É assim que as ondas eletromagnéticas produzidas por campos “E” são refletidas por proteções de metal. causando uma abrupta descontinuidade no caminho das ondas. A relação de “E” para “H” é chamada a impedância de onda. Em que consistem as EMIs A radiação eletromagnética são ondas eletromagnéticas formadas por dois campos: um campo elétrico (“E”) e um campo magnético (“H”) que oscilam um a 90 graus do outro. ondas de baixa impedância (campo H dominante) são absorvidas por uma proteção de metal. As emissões eletromagnéticas (EMI) da maioria dos equipamentos comerciais são tipicamente de alta freqüência e alta impedância. e da distância da fonte de radiação à proteção (blindagem). a maior parte da energia é refletida e a energia restante é transmitida e absorvida através da superfície. Entende-se por blindagem a utilização de materiais condutivos para absorver e/ou refletir a radiação eletromagnética. se um dispositivo opera com correntes elevadas comparadas a sua voltagem. Um dispositivo que opera com alta tensão e baixa corrente geram ondas de alta impedância (campos “E”).

 Quando é necessária a blindagem eletromagnética Todo equipamento que gera ondas EMI (exemplo: transistores chaveando cargas a alta freqüência e com altas correntes – inversores) devem possuir blindagem eletromagnética e esta deve estar corretamente aterrada. painéis de acesso. janelas. Aterramento e Blindagem O aterramento de um equipamento é de extrema importância para o seu correto funcionamento. Cabos Os sinais elétricos transmitidos pelos cabos podem emitir radiação eletromagnética e também podem absorver radiação (se comportam como antenas) provocando falsos sinais que prejudicarão o funcionamento do equipamento. Principalmente quando são utilizados em conjunto com outros equipamentos eletrônicos. a qualidade desta blindagem depende do tipo de metal e espessura utilizada na fabricação dos gabinetes. Todas as partes condutoras de um equipamento elétrico que podem entrar em contato com o usuário devem ser aterradas para proteger os mesmos de possíveis descargas elétricas. Sendo assim é necessário projetar adequadamente este tipo de aberturas para minimizar a radiação emitida e absorvida. quando utilizados como gabinetes. etc. aberturas. podem ser metalizados com pinturas condutivas. Estas devem estar ligadas umas as outras através de materiais condutores e todas corretamente aterradas. A blindagem dos equipamentos é realizada normalmente com placas metálicas formando um gabinete ou caixa. devido a segurança e a blindagem eletromagnética. É assim 141 .  Blindagens eletromagnéticas típicas Gabinetes metálicos utilizados em equipamentos eletrônicos provêem bons níveis de blindagem eletromagnética. camadas de filme metálico. Portas. Plástico e outros materiais não condutores. e outras aberturas em gabinetes são um caminho de entrada e saída das EMIs.

que existem cabos especiais com blindagem para minimizar este tipo de interferências.

Alguns inversores possuem boa imunidade a interferência eletromagnética externa. É necessário, porém, seguir estritamente as instruções de instalação (ex.: o gabinete precisa ser aterrado). Se perto do equipamento houver contatores, será necessário instalar supressores de transientes nas bobinas dos contadores.  Cabos O cabo de conexão do inversor com o motor é uma das fontes mais importantes de emissão de radiação eletromagnética. Sendo assim é necessário seguir os seguintes procedimentos de instalação:    

Cabo com blindagem e fio-terra, como alternativa pode ser usado eletroduto metálico com fiação comum interna; Blindagem ou eletroduto metálico deve ser aterrado; Separar dos cabos de sinal, controle e cabos de alimentação de equipamentos sensíveis; Manter sempre continuidade elétrica de blindagem, mesmo que contatores ou relés térmicos sejam instalados entre conversor e o motor.  Cabos de Sinal e Controle

    

Cabo blindado aterrado ou eletroduto metálico aterrado; Separação da fiação de potência; Caso necessário o cruzamento de cabos, fazê-lo a 90º; Caso necessário seguirem na mesma canaleta, usar separador metálico aterrado; Cabos paralelos (potência e sinais de controle) separados, conforme Tabela 4.

142

Tabela 4 Cabos paralelos (potência e sinais de controle) separados

Figura 1. 150: Instalação de equipamentos. Fonte: WEG. p. 117.

143

Afastar os equipamentos sensíveis a interferência eletromagnética (CLP, controladores de temperatura, etc) dos conversores, reatâncias, filtros e cabos do motor (mínimo em 250 mm).

Aterramento Aterramento em um Único Ponto:       Filtro+conversor+motor; O motor pode também ser aterrado na estrutura da máquina (segurança); Nunca utilizar neutro como aterramento; Não compartilhe a fiação de aterramento com outros equipamentos que operem altas correntes (motores de alta potência, máquina de solda, etc); A malha de aterramento deve ter uma resistência L < 10 Ohms; Recomenda-se usar filtros RC em bobinas de contatores, solenóides ou outros dispositivos similares em alimentação CA. Em alimentação CC usar diodo de roda livre.

Conexão de Resistores de Frenagem Reostática
  Cabo com blindagem aterrada ou eletroduto metálico aterrado; Separado dos demais.

A rede elétrica deve estar referenciada ao terra (neutro aterrado na subestação).

144

podem acontecer disparos nos relés. Como o sinal de saída do inversor é chaveado a altas freqüências.151: Montagem típica “CE” em placa metálica. Dispositivos de saída  Relés térmicos Os inversores possuem normalmente proteção contra sobrecorrentes que tem como finalidade proteger o motor. Para isto não acontecer é necessário aumentar a corrente de disparo do relé em aproximadamente 10% da corrente nominal do motor. p. mesmo sem estes terem atingido a corrente nominal de disparo.Figura 1. 119.  Reatância de saída Quando a distância entre motor e inversor é grande (valor dependente do tipo de motor utilizado) podem ocorrer: 145 . Fonte: WEG. Quando mais de um motor é acionado pelo mesmo inversor será necessário colocar um relé térmico de proteção em cada motor.

Sobretensões no motor produzidas por um fenômeno chamado de onda refletida.120. Fonte: WEG. 146 . Este tipo de problemas pode ser solucionado utilizando uma reatância entre o motor e o inversor. Os sinais analógicos de controle devem estar em cabos blindados com blindagem aterrada em apenas um lado. o qual estará representado no projeto. Esta reatância deve ser projetada especialmente para altas freqüências. Os sinais de encoder e comunicação serial devem ser aterrados conforme orientação específica no manual do equipamento. bloqueando o inversor.1. pois os sinais de saída do inversor possuem freqüências de até 20 kHz. p. Geração de capacitâncias entre os cabos de potência que retornam para o inversor produzindo o efeito de “fuga a terra”.’ Figura 1.152. sendo efetuado sempre do lado que o sinal é gerado conforme Figura 1. Instalação em painéis – princípios básicos As fiações blindadas nos painéis devem ser separadas das fiações de potência e comando. Os cabos de aterramento de barras de (“0V” e malhas) devem ser maior ou igual a 4 mm 2. 2.152: Instalação em painéis.

Conecte diferentes partes do sistema de aterramento. exceto os aterramentos de estrutura. placas. ou seja. Mantenha as conexões de aterramento as mais curtas possíveis. deve estar rigorosamente conforme projeto. usando conexões de baixa impedância. Os cabos de entrada de sinais de transdutores tipo isoladores galvânicos devem ser separados dos cabos de saída de sinal dos mesmos.Os cabos de saída de potência dos conversores devem ser separados das demais fiações dentro do painel. Os aterramentos dos equipamentos devem ser efetuados rigorosamente conforme tabela de fiação que. deve cruzar-se a noventa graus. suporte e portas do painel. Quando não é possível. Uma cordoalha é uma conexão de baixa impedância para altas freqüências. somente devem ser efetuados os aterramentos indicados no projeto. 147 . por sua vez.

a segurança de usuários e terceiros. operação. A Norma Regulamentadora NR10 fixa as condições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalações elétricas. Vamos utilizar a NR10 como referência para abordarmos alguns assuntos que irão nos ajudar a desenvolver trabalhos com eletricidade de forma segura.2 Choque elétrico 2. execução.1 Definição É uma perturbação e efeitos diversos que se manifesta quando circula uma corrente elétrica pelo corpo humano. Figura 2. 148 . a eletricidade quando usada de forma inadequada gera danos materiais e grandes prejuízos para as empresas.1: Choque elétrico. Além de danos pessoais. principalmente na área industrial tem provocado muitos danos pessoais a trabalhadores.1 Introdução A eletricidade é um agente de risco causador de muitos acidentes. em suas diversas etapas. Somos pura energia – slide 2. reforma. Fonte: CPNSP. manutenção. 2. incluindo: projeto. ainda. usuários e outras pessoas. minimizando os riscos elétricos.2 Noções de Segurança em Eletricidade 2. ampliação e.2.

 O choque devido à ação direta ou indireta das descargas atmosféricas. geralmente tem efeitos imediatos e destrutíveis. O choque produzido pelo raio ou choque atmosférico. normalmente. 149 . lesões térmicas e não térmicas. quando tem uma ligação permanente com uma fonte de energia elétrica em funcionamento (bateria.2 Causas e efeitos O corpo humano se comporta como um condutor elétrico. o choque dura enquanto perdurar este contato. possuindo uma resistência elétrica. Um circuito se diz energizado. quedas de poste ou escada. O choque elétrico pode ocasionar também efeito indireto como. somente o necessário para descarregá-lo.2.  O choque que ocorre pelo contato com o corpo eletrizado.3 Tipos de choque O choque elétrico pode ser distinguido em três categorias:  Choque produzido pelo contato com o circuito energizado. Diz-se então que o choque é dinâmico. 2.2. por exemplo. O choque elétrico pode ocasionar contrações dos músculos. podendo provocar a morte. trabalhamos quase que exclusivamente com a eletricidade dinâmica. Estabelecido um contato com o circuito energizado. O choque produzido pelo contato com o corpo eletrizado.  O tipo de choque que mais nos interessa é o dinâmico. gerador elétrico etc). permanece por um intervalo de tempo muito pequeno. paradas cardiorespiratória. Podemos chamá-lo de choque estático.2. visto que nos sistemas elétricos.

3: Tensão de toque e Tensão de passo. Tensão de passo 150 . Fonte: CPNSP. Tensão de toque Figura 2.2. Slide 6.2: Choque dinâmico Fonte: CPNSP. Tensão de passo A tensão de passo é a tensão elétrica entre os dois pés no instante da operação ou defeito do tipo curto-circuito monofásico à terra no equipamento. 2. Somos pura energia. Somos pura energia.4 Tipos de tensão que podem favorecer a ocorrência do choque elétrico Tensão de toque Tensão de toque é a tensão elétrica existente entre os membros superiores e inferiores do indivíduo.Contato Unipolar Contato Bipolar Contato pelo Dielétrico Figura 2. Slide 5. devido a um choque dinâmico.

as intensidades deverão ser mais elevadas para ocasionar as sensações do choque elétrico com risco de lesões graves e até a morte.1.2. Contração descoordenada do coração (fibrilação). Para a Corrente Contínua (CC).0 10. Tabela 5 Correntes elétricas X efeitos caudados Efeitos Corrente elétrica (mA) – 60Hz Homens Mulheres 1. Queimadura de 1º.7 1. A Tabela 2. pois estão próximas à freqüência que leva a ocorrência de uma possível parada cardiorespiratória. 16. Parada cardiorespiratória.2.0 2. são especialmente perigosas.2.7 Lesões não térmicas    Espasmos musculares.8 0.6 Efeitos do choque elétrico no corpo humano     Queima de terminações nervosas e sensoriais. Especificamente as de 60 Hertz. mostra valores de corrente elétrica X efeitos causados. Choque doloroso.1 1.2 Limiar de percepção. Choque não doloroso. As correntes alternadas de freqüência entre 20 e 100 Hertz são as que oferecem maior risco. Aquecimento e dilatação dos vasos sangüíneos. usadas nos sistemas de fornecimento de energia elétrica.0 23.5 Características da corrente elétrica A intensidade da corrente é um fator predominante na gravidade de acidentes com choque elétrico. sem perda do controle muscular.5 15. 2. 151 .2. 2º e 3° graus nos músculos e pele. limiar de largar. Aquecimento/carbonização de ossos e cartilagens. Choque doloroso e grave contrações musculares. dificuldade de respiração.

mediante os procedimentos descritos a seguir: Seccionamento É quando se provoca a interrupção total da corrente elétrica. ampliadas. Somente serão considerados desenergizadas as instalações elétricas liberadas para trabalho. reparadas e inspecionadas de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores e dos usuários e serem supervisionadas por profissional autorizado.3 Medidas de Segurança Contra o Risco Elétrico De acordo com o item 10. as instalações elétricas devem ser construídas. seqüenciadas e controladas. Uma importante medida de controle do risco elétrico é a desenergização.4. operadas.4: Lesões não térmicas. 152 . reformadas. pois. esta interrupção é obtida através do acionamento de dispositivos apropriados.1 da NR 10. montadas. Figura 2. todo choque elétrico é perigoso. 2. 2. Atenção Deve-se ter toda a segurança ao trabalhar com eletricidade. Ferimentos resultantes de quedas e perda do equilíbrio.3.1 Desenergização Desenergização são ações coordenadas.

Impedimento de reenergização São condições que impedem a reenergização do circuito ou equipamento desenergizado. Somos pura energia. Slide 1.6: Impedimento de reenergização. utilizando instrumentos adequados de acordo com os tipos e níveis de tensão. Slide 15. Figura 2. Somos pura energia.Figura 2.5: Seccionamento. Verificação da ausência de tensão Após o seccionamento o trabalhador deve verificar a efetiva ausência de tensão nos condutores do circuito. 153 . Fonte: CPNSP. Fonte: CPNSP. garantido total segurança e controle ao trabalhador.

Sinalização impedindo o religamento sem autorização Todo o circuito elétrico quando em manutenção deverá possuir uma identificação da razão do desligamento e informações do responsável com o objetivo de impedir o religamento sem autorização. Somos Pura Energia. todos os condutores fases deverão ser ligados à haste terra do conjunto de aterramento temporário. Fonte: CPNSP.Figura 2. Instalação de aterramento temporário dos condutores dos circuitos Após a certificação efetiva da inexistência de tensão no circuito. Figura 2. Fonte: CPNSP. Slide 2. Slide 2.8: Instalação de aterramento temporário dos condutores fases do circuito. 154 .7: Constatação da ausência de tensão. Somos pura energia.

3 Seccionamento automático da alimentação Os circuitos elétricos devem possuir dispositivos de proteção que interrompam automaticamente a circulação de corrente elétrica sempre ocorrer uma falha originando a uma corrente superior ao valor determinado e ajustado.9: Sinalização impedindo o religamento sem autorização. 2. Fonte: CPNSP.3. Slide 3.3. Temporário: ligação elétrica efetiva com baixa impedância intencional a terra.2 Aterramento Ligação intencional a terra através da quais correntes elétricas podem fluir.Figura 2. 155 . 2. O aterramento pode ser:    Funcional: ligação através de um dos condutores do sistema neutro. Proteção: ligação à terra das massas e dos elementos condutores estranhos à instalação. destinada a garantir a equipotencialidade e mantida continuamente durante a intervenção na instalação elétrica. Somos pura energia.

156 .Figura 2. Fonte: CPNSP. Slide 11. Somos pura energia.10: Seccionamento automático da alimentação.

Figura 3. neutro(N).1 Redes de alimentação As redes de alimentação são classificadas de acordo com o número de fases: rede com apenas uma fase é denominada monofásica. 157 . frequência.3 Esquemas Elétricos Esquema elétrico – e não um diagrama – é a representação parcial ou total de uma instalação elétrica. O esquema é representado por símbolos gráficos definidos por normas nacionais (ABNT. forma de onda. tensão (220V). com duas fases é bifásica e com três é trifásica. dentre elas a NBR-5444) e normas internacionais. e tensão. Exemplo: na representação – 3N~60Hz-220V temos as indicações de três condutores fases(3). Na representação da rede. é necessário indicar a quantidade de fases. se existe condutor neutro.1: Redes de alimentação. frequência (60 Hz). onda senoidal (~). 3.

1e.1. O neutro é representado por N e o condutor de proteção por PE.1 Rede monofásica É composta por dois condutores (fios ou cabos). utilizando apenas três fases (Figura 3. S. Veja cálculo a seguir.1a). estes condutores são denominados de fase e neutro. A rede trifásica pode ser a três ou quatro condutores ou seja. T. A vantagem de se usar o neutro está na possibilidade de se obter uma tensão entre fase-neutro 3 menor que a tensão fase-fase. conforme demonstrado nas Figuras 3. as fases são denominadas de L1.1a e 3. dois condutores fases e um neutro. E numa rede trifásica de 220V obtêm-se entre fase e neutro uma tensão de 127V. UFN = 380 3  220V UFN = 220 3  127V 158 . 3. L2 e L3 ou então.1.3 Rede trifásica Numa rede de alimentação trifásica. Uma rede trifásica de 380V entre fases permite obter uma tensão entre fase-neutro de 220V.1c) ou três fases e neutro (figura 3. R. 3.3.1b).1 pode-se ainda acrescentar o condutor de proteção (condutor terra). Nas redes descritas na figura 3.1d). (Figura 3. A tensão indicada no diagrama corresponde à tensão presente entre as duas fases. A utilização do neutro apresenta a mesma vantagem descrita para a rede bifásica.2 Rede bifásica É composta por dois ou três condutores.1. (Figura 3.

um conjunto de condutores é representado por apenas uma linha. porém.2 apresenta o diagrama Unifilar representando um circuito monofásico. A Figura 3. Esquema multifilar É a forma de representação na qual todos os condutores e sistema elétrico são representados com detalhes.3. Esquema Unifilar No diagrama Unifilar. 159 . comercial ou industrial.3). Figura 3. Estes esquemas utilizam simbologias específicas que representam a instalação elétrica.2: Esquema elétrico unifilar. ou (funcional).2. seja residencial. este diagrama pode ser representado na forma simplificada (unifilar) ou detalhada (multifilar).1 Definição Dependendo da complexidade de ligações em um diagrama elétrico.2 Tipos de esquemas elétricos 3. é utilizado para diagramas mais simples. Alguns símbolos são utilizados para representar a multiplicidade de componentes existentes no circuito. (Figura 3.

4a). e com detalhes. Circuito Principal ou de Força Circuito onde estão localizados todos os elementos que tem interferência direta na alimentação da máquina.Figura 3. Este tipo de esquema representa com clareza o processo e o modo de atuação dos contatos. aqueles elementos por onde circula a corrente que alimenta a respectiva máquina.4 mostra um esquema contendo os dois tipos de circuitos. as conexões entre os componentes ligados a uma rede trifásica. facilitando a compreensão da instalação e o acompanhamento dos diversos circuitos na localização de eventuais defeitos. (Figura 3. Basicamente o esquema funcional é composto por 2 circuitos: o circuito principal ou de força e o circuito de comando. 160 .3: Esquema elétrico unifilar. A Figura 3. ou seja. Esquema funcional Em esquemas mais complexos passou-se a utilizar esquemas funcionais.

em condições normais e anormais de funcionamento.5 apresenta a representação do agrupamento de bobinas de um motor de 06 e 12 terminais.3 Interligação das bobinas do motor trifásico de indução 3.4b). A Figura 3. (Figura 3.3. 3.1 Introdução Para entender como interligar as bobinas do motor e ligá-lo corretamente na rede de energia elétrica de forma a atender às necessidade da instalação.4: Esquema funcional. Circuito Auxiliar ou de Comando Circuito onde estão todos os elementos que atuam indiretamente na abertura. fechamento e sinalização dos dispositivos utilizados no acionamento da máquina. 161 .Figura 3. é necessário conhecer as entradas e saídas das bobinas.

5: Terminais de bobinas do motor de indução trifásico. Logicamente. indicada na placa de dados do motor.6: Interligação em  e Y para motor de 06 terminais. Figura 3. 3. o fechamento em estrela (Y) destina-se à ligação para maior tensão.3. 162 .2 Fechamento em triângulo e fechamento em estrela Pode-se observar pela Figura 3.6 que o fechamento em triângulo () é utilizado quando se deseja ligar o motor na menor tensão.Figura 3.

Figura 3. Fechamento em triângulo paralelo ( ) – para 220V. cada bobina do motor fica submetida ao valor da tensão total da rede elétrica. Explicando melhor: se o motor é fechado em estrela significa que será ligado.7. 163 . portanto. nesse caso exemplificado 220V. conforme o exemplo.Na ligação em triângulo. A forma de realizar a interligação das bobinas em 220V será demonstrada na Figura 3. No fechamento em estrela a tensão em cada bobina será 3 menor que a tensão da rede (tensão de linha). As demais ligações serão demonstradas nas Figuras a seguir. em 380V. a tensão em cada bobina (tensão de fase) será 220V. Este conhecimento será importantíssimo na análise de sistemas de partida de motores trifásicos de indução.7: Interligação  em paralelo para 220V. Os motores trifásicos de 12 terminais apresentam a possibilidade de serem ligados em quatro diferentes níveis de tensão: 220/380/440/760V.

9: Interligação  em série e Y em série para motor de doze terminais. Figura 3.8: Interligação YY em paralelo para 380V.Fechamento em estrela paralela (YY) – para 380V. Fechamento em triângulo e estrela série A Figura 3. 164 . Figura 3.9 apresenta o sistema de fechamento para motor trifásico de indução para as tensões de 440V e 760V.

3. disjuntores. um transiente de corrente e torque durante a partida. a corrente de pico (Ip) pode variar de 4 a 12 vezes a corrente nominal do motor. como por exemplo. sofram desgaste prematuro. O Transiente de torque faz com que os componentes mecânicos associados ao eixo do motor.1 Partida direta É o método de acionamento de motores de corrente alternada. na qual o motor é conectado diretamente à rede elétrica. A situação piora à medida que a potência elétrica do motor aumenta. a tensão do sistema pode sofrer quedas. A corrente variando entre 4 e 12 vezes a nominal. cada qual com sua peculiaridade. sendo a forma mais simples de partir um motor.3. Os sistemas de partidas podem ser manuais ou automáticos. de maneira direta. Ou seja. a vantagem principal é o custo. ela se dá quando aplicamos a tensão nominal sobre os enrolamentos do estator do motor. Dependendo dos valores de pico de corrente. fusíveis.4. Métodos alternativos que suavizam a partida direta podem ser obtidos com contatores e temporizadores (partida EstrelaTriângulo). O sistema de partida indica a forma como o motor deve iniciar sua marcha (partida) e em alguns casos o sentido de rotação. Autotransformadores ou sistemas eletrônicos como os Soft Starters. Há inúmeras desvantagens com relação a outros métodos de partida. que fazem parte do circuito elétrico que alimenta o motor. 165 . Neste estudo será abordado o sistema automático. Comumente. obriga o projetista do sistema elétrico a superdimensionar o sistema de alimentação. Neste tipo de partida. pois não é necessário nenhum outro dispositivo de suporte que auxilie a suavizar as amplitudes de corrente durante a partida.4 Sistemas de partidas para motores de indução trifásicos Existem vários sistemas de partidas de motores.

o circuito funciona assim: Acionando o botão pulsante S1. Para analisar o funcionamento do circuito deve-se considerar a linha de alimentação energizada (ligada). No mesmo instante o contato auxiliar NA (13 e 14). utiliza fusíveis para proteção contra curto-circuito e sobre carga de longa duração e relé térmico para proteção contra falta de fase no motor.10: Partida direta. O circuito de partida apresentado é o convencional. Funcionamento Na Figura 3.Circuito de carga e comando Figura 3. 166 .10. ou seja. O circuito da esquerda é denominado circuito de carga e o da direita. circuito de comando. a bobina do contator K1 energiza e aciona (fecha) os contatos principais que estão em série com o motor M fazendo-o girar para a direita o para a esquerda. encontram-se os dois tipos de circuitos. Então.

3.4.denominado contato de “selo”. interrompe-se a alimentação da bobina de K1 que desliga e conseqüentemente abre os contatos principais e auxiliar. Qualquer problema que houver no circuito de carga ou de comando. seus contatos principais e auxiliar se abrirão. Caso o relé de sobrecarga F3 atuar. 167 . por falta de fase. Ao pressionar o botão pulsante S0. também se fecha permitindo que se tire o dedo de S 1 e o contator se mantenha energizado. Nesta condição o motor será desligado. o motor será desligado. por exemplo. desligando o motor e o comando simultaneamente.11: Partida direta com reversão.2 Partida direta com reversão Circuito de carga e comando Figura 3.

basta inverter as ligações de duas fases que se ligam ao motor. O botão S1 quando acionado liga o contator k1 que se mantém energizado através de seu contato auxiliar NA (13 e 14). Observar e analisar as ligações dos contatos principais de k1 e k2 na figura anterior O funcionamento deste circuito é semelhante ao circuito anterior. Os contatos principais de K1 que estão em série com o motor se fecham e o motor gira. 168 . Esta técnica na qual um contator energizado impede a ligação de outro contator é denominada de intertravamento por contato de contatores. o motor girará em sentido contrário ao anterior. Análise semelhante se dá ao pressionar S2. Quando for necessário fazer inversão instantânea de rotação. à direta e k2 faz o motor girar em sentido contrário. coloca-se em série com as bobinas de k1 e k2 contatos fechados dos botões S1 e S2 em substituição aos contatos NF dos mesmos contatores. Ao energizar k1. no caso em análise. Porém. neste tipo de acionamento é possível direcionar o sentido de giro do motor. A inversão de fases é feita automaticamente pelos contatores. Para inverter o sentido de giro. Nesta técnica de comando a inversão de rotação só é possível quando o motor for desligado. por S0. Quando k2 estiver energizado. o contato auxiliar NF(21 e 22) se abre impedindo que k2 energize caso S2 seja pressionado acidentalmente ou de propósito. k1 é impedido de ligar. Funcionamento A partida direta com reversão é utilizada em aplicações nas quais se deseja inverter o sentido de giro do motor. Neste caso. Neste sistema de partida não há inversão instantânea de rotação. K 1 faz o motor girar por exemplo.

3 Partida em estrela-triângulo Circuito de carga Figura 3.12: Circuito de carga . causando queda de tensão superior ao limite estabelecido pela concessionária de energia.4. pois a tensão nas bobinas ( tensão de fase) do motor será 3 menor que a tensão de 169 . Quando a corrente de partida de um motor é muito elevada poderá sobrecarregar os condutores da rede de alimentação. A partida em estrelatriângulo tem como objetivo permitir que o motor dê partida com corrente reduzida.3.Partida Estrela/Triângulo.

O botão de comando S1 através de seu contato NA (13 e 14) aciona o contator k 3 e ao mesmo tempo impede. através de seu contato NF (21 e 22). Quando a bobina de K3 energiza seus contatos principais fecham as bobinas do motor em estrela e ao mesmo tempo liga o contator principal k 1. por exemplo: 220/380V.  Funcionamento A Figura 3. Analisar o esquema de ligações do circuito de carga representado na Figura 3. Circuito de comando Figura 3. Para este tipo de partida é necessário que o motor tenha possibilidade de trabalhar com dois níveis de tensão.linha (tensão da rede elétrica).Partida Estrela/Triângulo.12. responsável por aplicar as fases na bobina do motor. o ligamento de k 2. 170 .13: Circuito de comando .12.13 mostra o esquema de comando para o circuito da Figura 3.

Como o contator principal encontra-se energizado. seu contato auxiliar NA (23 e 24) também está fechado. seu contato auxiliar NF (11 e 12) que se encontrava aberto. Ao energizar a bobina de k2 seu contato auxiliar (21 e 22) que está em série com a bobina de k 3 se abre impedindo que k3 volte a energizar se o botão S1 for acionado acidentalmente ou de propósito. Quando k3 desliga. 171 . Nesta situação k2 energiza e fecha em triângulo as bobinas do motor e se mantém energizado através de seu contato auxiliar (13 e 14). Se houver qualquer falha no circuito de carga ou comando. o contato temporizado de k3 (55 e 56) se abre desligando sua bobina . Este sistema de proteção é denominado “intertravamento” por contato de contator e por botão. volta a fechar.O motor inicia sua partida (marcha). Transcorrido certo tempo. O desligamento geral do circuito é possível através de S 0. os fusíveis e o relé térmico F 3 atuam desligando todo circuito.

14: Circuito de carga .3.Partida Estrela/Triângulo com reversão.4. 172 .4 Partida em estrela-triângulo com reversão Circuito de carga Figura 3.

 Funcionamento Pressionado o botão S1 (13 e 14) ou S2 (13 e 14) o contator K4. O sentido de giro dependerá de qual contator. veja Figura 3. K1 ou K2. Portanto. acionando S1 ligam-se os contatores K1 e K4 e o motor gira. foi acionado. Ao ligar K4. o contator principal K1 ou K2 também será ligado e o motor parte em estrela. acionando S 2 ligam-se os contatores K2 e K4 e o motor gira em sentido contrário ao anterior.Diagrama de comando Figura 3. por exemplo. 173 . à direita. liga e se mantém ligado através de seu contato de selo NA (13-14) e os terminais 4.Partida Estrela/Triângulo com reversão.14. 5 e 6 do motor serão fechados em estrela.15: Circuito de comando .

(Figura 3. Quando o contator K3 muda o fechamento do motor para triângulo as bobinas do motor ficam submetidas a 100% da tensão da rede e o motor gira a plena carga. Esta técnica de intertravamento é denominada de intertravamento por contato de contator e botão. nesse caso a corrente de partida também será menor não sobrecarregando os condutores de alimentação. Após um tempo pré-determinado pelo relé de tempo de K4 o contato NF (55 e 56) se abre e K4 é desligado.É importante notar que em série com a bobina de K 2 existem os contatos fechados (21 e 22) de S1 e K1 que impedem o ligamento de K2 e em série com K1 existem os contatos fechados (21 e 22) de S 2 e K2 que impedem o ligamento de K1. 174 . conseqüentemente K3 é ligado e os terminais 4. 2 e 3. 5 e 6 do motor serão fechados em triângulo com os terminais 1.14). Com o fechamento em estrela as bobinas do motor ficam submetidas a uma tensão 3 menor que a tensão da rede elétrica.

durante a partida o motor partirá com uma tensão correspondente a 65% da tensão da rede de alimentação. 175 .16 a seguir. por exemplo.16: Partida compensada com autotransformador.4.5 Partida compensada com autotransformador Diagrama de carga O sistema de partida compensada também tem como função permitir que o motor dê partida com tensão.3. 65% e 80%. O autotransformador geralmente possui derivações (TAP’s) de 50%. for utilizado os tap’s de 65%. Figura 3. Se. Analisar a Figura 3.

Simultaneamente o contato temporizado (67 e 68) se fecha e o contator K 1 liga e se mantém ligado pelo seu contato de selo (13 e 14). Após o tempo pré-determinado por KT. Ao ligar K2. e simultaneamente K2 energiza e mantém-se energizado pelo contato de selo (13 e 14) e assim. o contato temporizado (55 e 56) se abre e desliga o contator K 2 e K3. o contator K3 também será ligado e nesse momento o motor dará partida com tensão reduzida em suas bobinas. Observa-se pelo diagrama que enquanto K1 estiver energizado.17: Comando para partida compensada com autotransformador. seu contato (11 e 12) que está em série com a bobina de K1 reforça o bloqueio de K1.Diagrama de comando Figura 3. Inicialmente.  Funcionamento Para que o motor possa dar partida é necessário que os contatores K2 e K3 sejam energizados (ligados). mesmo se S1 for acionado acidentalmente ou de 176 . e com o motor girando em plena carga. quando o botão S 1 for acionado o contator K1 será bloqueado. K2 ficará bloqueado.

Os contatores K1. apresenta-se o circuito de comando e a descrição de funcionamento do diagrama de comando e carga. M3. O botão S0 desliga todo o circuito a qualquer momento. 3.18: Circuito de partida consecutiva de motores. A seguir. k2 e k3 ligam respectivamente os motores M1.6 Partida consecutiva de motores Circuito de carga Para este circuito foram utilizados disjuntores motores ao invés de fusíveis e relés térmicos e no circuito de comando foram utilizados os contatos auxiliares NA dos disjuntores. 177 . M2.4. Figura 3. Os fusíveis e relé térmico protegem a carga e o comando contra sobre carga e curto-circuito.propósito. Temporizadores pneumáticos estão acoplados mecanicamente aos contatores k 1 e k2.

Circuito de comando Figura 3. Com o ligamento de K3 o motor M3 será ligado. caso se o botão S0 seja pressionado. os disjuntores atuarão desligando o circuito de carga e simultaneamente o comando. Se houver falhas por curto-circuito ou sobrecargas. o contator K1 será energizado e manterá energizado através do seu contato auxiliar NA (13 e 14). Neste momento o motor M1 será ligado através dos contatos principais de k1.  Funcionamento Acionando o botão S1. o contato temporizado de K 2 se fecha ligando o contator K3. após certo tempo. A qualquer momento.19: Circuito de comando para partida consecutiva de motores. Em seguida. K3 manterá ligado através de seu contato de selo (13 e 14) que nesse momento estará fechado. Após um tempo pré-determinado o contator K2 será energizado pelo contato temporizado de K 1 que se encontra em série com sua bobina e também se manterá energizado pelo contato auxiliar NA (13 e 14). Agora quem será ligado é o motor M2 através dos contatos principais de k2. os motores serão desligados. 178 .

3. Figura 3.20: Sistema de frenagem por corrente CC.20. 179 .4.7 Sistema de frenagem Diagrama de frenagem por corrente contínua Um sistema de frenagem de motor trifásico de indução é possível aplicando ao motor uma corrente contínua. apresenta um circuito de carga e comando com frenagem por corrente contínua. A Figura 3.

Acionando o botão S 1 a bobina de k1 será energizada e simultaneamente o contato de selo (13 e 14) se fecha mantendo a bobina nesta condição. basta inverter duas das fases que alimentam o motor. k2 não ligará. O motor girará em qualquer sentido. 180 . o contato NA (13 e14) de S0 será fechado e ligará a bobina de k2. o contato NF (21 e 22) de S0. Estando a rede de alimentação energizada e o disjuntor Q1 ligado. Como funciona o sistema de frenagem? Para desligar o motor. existem outros sistemas inclusive utilizando inversores de frequência. o contato NF (21 e 22) de k1 retornou à condição de repouso (fechado). Porém. que está em série com a bobina de k1 será aberto e k1 desligará. Neste instante. No mesmo instante de tempo se fecham também os contatos principais que estão em série com o motor. Ao ligar k2 seus contatos principais também serão ligados e uma tensão contínua será aplicada às bobinas do motor provocando a parada instantânea do motor. O disjuntor Q1 e contator K1 são responsáveis pela alimentação trifásica do motor mantendo seu funcionamento normal. Ao liberar S 0 todo sistema ficará desligado. pois. provocando o travamento magnético do rotor. com k1 ligado. Apresentou-se nesse tópico apenas um exemplo de sistema de frenagem. o circuito de carga e comando estará em condições de funcionamento. Pode-se observar que o contato NF(21 e 22) de k1 está em série com a bobina de k2 então. Funcionamento V1 é uma ponte retificadora cuja função é converter a tensão alternada da rede elétrica em tensão contínua pulsante. porém. também. dependerá do fechamento realizado entre as fases e as bobinas. basta acionar o botão S 0. Se o motor girar em sentido contrário ao desejado. A ponte V1 e k2 são responsáveis por aplicar tensão continua ao motor.

21: Sistema de partida e parada simplificado. Figura 3. 181 . a soft starter e motor serão desligados automaticamente. utilizando soft starter.21 demonstra um sistema de partida simplificado.3. Quando o botão S1 estiver acionado a entrada digital (DI-1) será energizada e a soft starter ligará o motor.8 Sistema de partida com soft starter Sistema de partida e parada simplificado A Figura 3. obedecendo aos parâmetros que forem ajustados nos trimpots. Ao desligar o botão S1. Q1 é uma chave seccionadora de abertura sob carga.4.

o contato interno (13 e 14) da soft starter se fechará e energizará a bobina de k1 que por sua vez causará o fechamento de seus contatos principais. Quando os contatos principais de k 1 (em série com as bobinas do motor) estiverem fechados. Quando o botão S1 for acionado. Ao acionar o botão S0. esta condição é necessária para manter o soft starter e motor ligados. 182 .23 demonstra outra possibilidade de comando para partida de motor com soft starter. Figura 3. a soft starter e motor desligarão automaticamente. consequentemente. o motor girará obedecendo aos parâmetros que forem ajustados nos trimpots.Diagrama de partida e parada utilizando contator A Figura 3.22: Sistema de partida e parada utilizando contator. a entrada digital (DI-1) será desligada. A entrada digital1 (DI-1) permanecerá ligada através do contato de selo (13 e 14) de k1.

4. 183 . por exemplo. Porém. não é intenção deste trabalho esgotar o assunto. inclusive utilizando a entrada digital (DI2) e o contato fechado (23 e 24) da soft starter.Há outras possibilidades de comando. aceleração e desaceleração da soft starter são ajustados através de trimpots. Ajuste da corrente do motor. para mostrar os números e valores dos parâmetros. 3. porém. Jogos de parâmetros não podem ser salvos no BOP. é possível.9 Sistema de partida com Inversor de freqüência Parametrização Os inversores já vem de fábrica com alguns parâmetros previamente fixados. O BOP possui um display de cinco dígitos com sete segmentos cada. esses parâmetros podem ser alterados pelo BOP. que são:     Ajuste de tensão inicial. comandar a partida de dois motores utilizando um único soft starter. Para se ter uma idéia. e valores de referência e atuais. Ajuste de tempo da rampa de desaceleração. O manual do equipamento fornece outras informações que poderão enriquecer o aprendizado. Para informações mais detalhadas consultar o manual do equipamento utilizado. Os parâmetros de partida. alarmes e falhas. Ajuste de tempo da rampa de aceleração.

] 50/60 Hz 1395 (1680) rpm [depende do aparelho] 50 Hz (60 Hz) Diagrama de carga e comando Figura 3. [Valor depende do aparelho. 184 .) Padrão Unidade (kW (Hp)). (60Hz. dependendo do ajuste de P0100.23: Controle de velocidade motor trifásico de indução com inversor de frequência.O Quadro 1 mostra os ajustes básicos necessários para operação com o display frontal do inversor. Quadro 3 Parâmetros básicos Parâmetro P0100 P0307 P0310 P0311 P1082 Significado Modo de operação Potência nominal do motor Frequência nominal do motor Velocidade nominal do Motor Máxima frequência do motor 50 Hz.

se fecham e energizam as entradas de alimentação (L1. o motor irá parar lentamente. O motor somente começa a girar quando o botão S2 for acionado. 185 . O potenciômetro permite a variação da velocidade. o contator K1 será energizado e mantên-se energizado através do contato interno do inversor (RA – RC) que estára fechado ao ligar o inversor. Acionando o botão S3. conforme parâmetro utilizado. A Figura 3. Acionando S0 o motor desliga. Com S3 desligado o motor gira para a direita. Sua partida será instantânea ou lentamente acelerada até atingir a velocidade nominal conforme parâmetros programados. inclusive controlar a velocidade do motor através de sinal analógico proviniente do processo no qual o inversor está inserido. Há outras formas de acionamento utilizando inversor de frequência. em seguida inverterá a rotação.23 sugere apenas uma das possibilidades de comando. Funcionamento Considerando a rede de energia energizada e acionando o botão S1. Da mesma forma a velocidade será instantânea ou lentamente acelerada até atingir o valor nominal em rpm. L2 e L3) do inversor. Neste momento os contatos principais de K1 que estão em série com o motor.

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