Universidade Anhanguera Uniderp Centro de Educação a Distância CURSO: ADMINISTRAÇÃO – 3º SEMESTRE MATEMÁTICA APLICADA À ADMINISTRAÇÃO, ECONOMIA E CONTABILIDADE

Alexandre Bastos dos Santos – RA 285817 – ADM Joedson Cabrini Alvarenga – RA – 300988 – ADM Leda Maria dos Santos Pereira Boone – RA – 290282 - ADM Luiz Cesar Xavier – RA 294020 – ADM Sandryelle Christina da Silva Corrêa – RA 336128 – ADM Silvana das Neves Rosa Reis - RA 290281- ADM ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS - MATEMÁTICA APLICADA PROFESSOR TUTOR: ENIR LUIZ DE BARROS PROFESSORA EAD: IVONETE MELO DE CARVALHO VITÓRIA/ES, 15 DE ABRIL DE 2.012.

Neste desafio abordaremos os principais conteúdos e conceitos relacionados à matemática aplicada a administração, e alguns exemplos práticos que envolvem as funções estudadas em sala de aula, desenvolver raciocínio lógico, crítico e analítico, reconhecer e definir problemas, equacionar soluções, pensar estrategicamente. Palavras-chave: profissões, função, exemplos, conceitos
1

Sumário Introdução.............................................................................................................................3 Etapa 1...................................................................................................................................4 1.1 Profissões........................................................................................................................4 2.1 Médico Infectologista......................................................................................................4 3.1 Entrevista com médica especialista em Infectologia........................................................6 Etapa 2.....................................................................................................................................7 História das descobertas dos conceitos básicos da matemática ..............................................7 2. Passo 2 – Exercícios............................................................................................................22 Etapa 3....................................................................................................................................25 1. Passo 1 – equações polinomiais...........................................................................................25 Algumas aplicações.................................................................................................................26 Fractais.....................................................................................................................................26 Geometria.................................................................................................................................26 2. Passo 2..................................................................................................................................28 Resolver as seguintes situações-problemas...............................................................................28 Etapa 4 – 1.Passo 1...................................................................................................................29 Geometria Analítica..................................................................................................................29 2.Passo 2....................................................................................................................................38 Resolver as seguintes situações-problemas...............................................................................38 3. Passo 3 – Diferenciação Implícita.........................................................................................40 Referências Bibliográficas........................................................................................................42
2

INTRODUÇÃO Se perguntarmos por que esta disciplina; a matemática está incluída na administração? É muito interessante fazermos uma análise deste fato, pois através de matérias e artigos sobre a matemática aplicada na administração, concluímos que a mesma está profundamente inserida na administração, assim como faz parte de nosso cotidiano. Fica claramente definido que a matemática contribui bastante para o administrador proporcionando a ele novas técnicas de planejamento, sejam no controle de finanças, na produção, na comercialização, negociações, ate mesmo na área de recursos humanos e em processo que envolve a administração em geral, bem como no desenvolvimento de seu raciocínio lógico. É formidável o apoio e as atividades exercidas que estimulam o raciocínio lógico e critico, dentro de variados problemas. Tem como base a idéia de selecionar à melhor tomada de decisão para diminuir riscos que podem afetar o futuro, a curto ou longo prazo. Problemas existem e sempre vão existir, e em dos objetivos da matemática é tornar o método de tomada decisões mais racional possível, para a resolução de problemas. No entendimento dos fatos, concluímos que a matemática tem como objetivo capacitar o administrador a formular o problema, estabelecer as regras a serem aplicadas para conduzir ao melhor resultado. O administrador pode contar com a ajuda significante da tecnologia de informação para o processamento de dados, produzindo informação, que ajudará a visualizar e analisar gráficos, projetos, relatórios, simulação de vendas, planejamentos das despesas, análise de receita, demanda, oferta custos, margens de lucro, etc. O fato de você ter se formado levando a sério o seu Curso de Administração que é o segundo melhor curso valorizado do mundo, em um ambiente de pesquisa, de ter sido habituado a questionar, buscar novas soluções, verificar suas idéias e compará-las com as de outros será uma vantagem no mercado de trabalho (empresas de consultoria, por exemplo). Você estará mais bem preparado para enfrentar os desafios de seu futuro profissional do que alguém que recebeu apenas treinamento técnico. As técnicas estão mudando a cada instante; o que é hoje a última palavra estará, em poucos anos, completamente superado. Para ser bem sucedido no mercado de trabalho é preciso estar preparado para sempre aprender mais durante toda a vida (FORMAÇÃO CONTINUADA).

3

ETAPA 1 Pesquisa realizada nos jornais A Gazeta e A Tribuna (01/03 a 24/03/2012) 1. Passo 1 1.1 Profissões 1 - Cirurgiões-dentistas: 26% 2 – Médicos: 24% (Pediatra, cardiologista, clinica geral, endocrinologista e infectologista). 3 – Engenheiros: 07% (engenheiro do trabalho, civil e agrônomo). 4 – Administrador: 6% 5 – Advogados: 4% 6 - Profissionais em RH: 7% (analistas e gerentes) 7 – Gerentes: 4% ( nas áreas de venda e segurança) 8 – Contador: 4% 9 – Professor: 6% 10 – Nutricionista: 6% 2. Passo 2 2.1 Médico Infectologista Infectologia é a área do conhecimento médico que se ocupa do estudo das doenças causada por microrganismos, sejam eles bactérias, vírus, protozoários, helmintos entre outros. A infectologia é uma especialidade médica, reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina, tendo três áreas de atuação: Infectologia hospitalar, infectologia pediátrica e medicina de viagem. O infectologista atua na prevenção primária (educação em saúde, vacinação etc.), e na prevenção secundária (tratamento de doenças infecciosas e prevenção de incapacidade causada por estas doenças). O foco do infectologista é na prevenção de doenças ou agravos ocasionados por agentes infecciosos e animais peçonhentos.
4

a grande maioria desses pacientes é atendida por médicos de outras especialidades.Imunização (vacinação) . se forem o caso. como reumatológicas ou neoplásicas (câncer). No entanto. 5 . atuando na redução dos riscos. há um ou mais médicos infectologistas no corpo clínico. o infectologista concentra os esforços para a prevenção destes agravos e a interrupção precoce de surtos dentro de ambientes hospitalares. também freqüentemente exercendo a prática de clínica geral.Um médico geral pode ter especialização em Infectologia. CCIH A atuação na prevenção de doenças transmissíveis é uma das atividades mais nobres do médico infectologista. o especialista apresenta elevado conhecimento na prevenção e tratamento a agentes biológicos no ambiente de trabalho. Por meio da avaliação clínica pormenorizada. Porém a febre também pode ocorrer devido a outras doenças. Atualmente as doenças infecciosas são responsáveis por grande parte das consultas médicas ambulatoriais e em pronto-socorro. devido à carência de infectologistas em algumas regiões e à falta de informação da população sobre o papel do infectologista. . em geral o infectologista também tem uma visão global do paciente. podendo analisar o paciente em vários aspectos. considerando as particularidades do cliente. o médico indica medidas de prevenção como cuidados básicos. os riscos e os mecanismos de transmissão das doenças. No campo da biossegurança. Profissional atuante nas comissões de controle de infecções hospitalares. Nos melhores hospitais e estabelecimentos de saúde. . A grande parte dos pacientes que estão febris tem uma doença infecciosa subjacente.Controlar e assistir a infecções hospitalares. O papel do infectologista está dividido em quatro grandes áreas: . vacinas e medicamentos. Por ser um especialista acostumado a lidar com doenças localizadas nos mais variados órgãos do corpo. como um Infectologista pode estar especializado em Medicina Geral.Tratamento e análise de doenças infecciosas.Aconselhamento no uso de antibióticos. E nesses poucos casos o infectologista encaminha o paciente para o especialista na área.

.) e atendimento em consultório. com 10 anos de profissão. 3. Atividades básicas da profissão: Controle de infecções hospitalares. sem dúvida. sobretudo quando o destino por locais mais distantes ou exóticos. celulite. tuberculose.. Passo 3 3. Estudos apontam que a grande maioria dos pacientes que apresenta febre como principal sintoma tem uma doença infecciosa subjacente. notadamente as reumatológicas e neoplásicas (câncer). na maioria das vezes. Média salarial do profissional na área: 4 a 5 mil mensais com carga horária de 40 horas semanais. o especialista tem sido cada vez mais requisitado para dar orientações à viajante com o objetivo de prevenir doenças relacionadas às viagens.1 Entrevista com Médica especialista em Infectologia Nome: Glaucia Glene Ferraz Empresa onde trabalha e tempo de atuação na profissão: Hospital Evangélico de Vila Velha e Hospital da Unimed. hepatites virais. tuberculose. avaliando o cliente antes do embarque. Febre também pode ocorrer no curso de outras doenças. Este novo campo de atuação é conhecido como medicina de viagem. ETAPA 2 6 . hanseníase.. Cursos de formação e aperfeiçoamento: Programa de DST/AIDS. herpes zoster. O infectologista é o melhor profissional para proporcionar uma viagem segura.: dengue. a população procure outras especialidades médicas quando acometida por doenças infecciosas. O infectologista é. O desconhecimento sobre o campo de atuação do médico infectologista faz com que. o especialista com maior familiaridade na investigação e diagnóstico das doenças febris. mas também assistindo a pacientes internados com patologias infecciosas ( ex.Recentemente. atuando como médico de referência bilíngüe para discussão com outros colegas estrangeiros e avaliando a integridade da saúde do cliente na ocasião do retorno.

1. Este método. É impressionante perceber que o valor babilônico para a raiz quadrada de dois é aproximadamente 1. Existe uma tableta de argila babilônica em Yale contendo o cálculo de com três casas sexagesimais. a >0)?” Existiam grandes lacunas entre valores nas tabelas exponenciais dos babilônios. Um dos problemas descritos nestas tabletas pergunta a que potência se deve elevar certo número dado para que se obtenha um determinado número como base. seriam muito semelhantes às nossas tabelas de logaritmos. contudo.1.51. poderia ser escrita como 1. Passo 1 1. eles habilmente interpolavam partes proporcionais para conseguir obter valores intermediários aproximados. e cuja origem é incerta. O que se sabe é que as influências desta notação podem ser sentidas ainda hoje nas unidades de tempo e medida de ângulo. de base 60. foi encontrado tabletas de argila com tabelas exponenciais em que se podem observar as dez primeiras potências para diferentes bases. conhecido como interpolação linear. O ponto-e-vírgula separa a parte inteira da parte fracionária e a vírgula separa as ordens (posições) sexagesimais. segundo Boyer (2003).10. Os babilônios utilizavam um sistema sexagesimal. ou seja. visto que eles já dominavam certos métodos e técnicas de cálculo que influenciaram a criação dos logaritmos. demonstrava domínio computacional equivalente ao que ocorre nos dias de hoje com a moderna notação decimal para frações. a vinte por cento ao ano. A idéia antes da invenção dos logaritmos de Napier: 1. utilizando uma simbologia mais familiar. Consta que os babilônios estenderam o princípio posicional numérico também às frações e desta forma. pode ser percebido num problema prático encontrado em uma tableta e que pergunta quanto tempo levaria certa quantia em dinheiro para dobrar. A resposta. Babilônios: Algumas considerações a respeito da matemática babilônica tornam-se relevantes neste momento. A questão é similar a: “qual o logaritmo do número b (b > 0) tendo como base o número a (a≠1.414222 (na base decimal). segundo Boyer (2003).1.24. Segundo este autor. 7 .1. Em outras tabletas de argila aparecem potências sucessivas de um dado número e que.

apesar de não terem inventado oficialmente os logaritmos e as equações exponenciais. por exemplo. o princípio que mais tarde levou à invenção dos logaritmos – a adição das “ordens” dos números ( o equivalente de seus expoentes quando a base é 100. Sua contribuição para os logaritmos e os exponenciais foi dada em uma de suas obras conhecida como Psammites (contador de areia). os babilônios as utilizavam com perícia em sua base sexagesimal e posicional. como podemos perceber. O que nos interessa nesta obra é exatamente algo que ele mencionou.1. como. A denominação dada a estes cálculos ocorreu séculos depois.2. mostrando para isso que era capaz de enumerar os grãos de areia necessários para preencher o universo. Algumas histórias curiosas chegaram até os dias de hoje. segundo Boyer.1.000) corresponde a achar o produto dos números.000. Arquimedes trabalhava com números grandes e afirmava poder escrever um número que fosse maior do que o número de grãos de areia necessários para encher o universo. 1. citou o princípio que séculos depois influenciaria Napier em sua invenção.Assim. Em Bagdá. a do califa al-Mamum (809-833) que diz ter sonhado com Aristóteles e que devido a isso ordenou que se fizessem cópias em árabe de todas as obras gregas. Matemática árabe: A matemática árabe desempenhou papel fundamental no desenvolvimento da matemática da Europa ocidental. mas isto não muda em nada o fato de que tais métodos de cálculo já eram conhecidos e familiares aos babilônios quatro mil anos antes da era cristã. Nesta empreitada foi traduzido para o árabe o Almajesto de Ptolomeu e a versão completa dos Elementos de Euclides. Arquimedes: A participação de Arquimedes na história da matemática é inquestionável.3. Foi em conexão com esse trabalho sobre números imensos que Arquimedes mencionou. foi criada a Bait al-hikma (Casa da Sabedoria) que era o 8 . Arquimedes. por exemplo. Nesta obra. muito incidentalmente. 1. Ele tentou prever todas as possíveis dimensões do universo.

Do título do segundo livro nasceu o termo álgebra.cosx. Além disso. com possíveis influências da China o costume de trabalhar com frações decimais que. A potência das quantidades desconhecidas era representada por um expoente associado aos coeficientes dos termos. Essa é uma das quatro fórmulas de ‘produto para soma’ que na Europa do século XVI serviram. Com relação à trigonometria que herdaram das obras gregas os árabes souberam utilizar o pensamento hindu que os influenciava para acrescentar novas fórmulas. Ele escreveu dois livros que exerceram um papel central na história da matemática. De numero hindorum (Sobre a arte hindu de calcular) e Al-jabr Wa’l muquabalah. ele trabalhava com expoentes iguais a zero e também negativos de forma que. um número da forma era representado como Esta notação revelou-se útil na medida em que desvelava as regras entre coeficientes e expoentes. Pouco se sabe a respeito dele.equivalente árabe ao antigo museu de Alexandria. Nicolas Chuquet: Da França. a trigonometria árabe foi quase que totalmente baseada no sistema hindu. nesta obra ele utilizou uma notação exponencial que seria de grande importância. Atribui-se ao matemático al-Khashi (morreu em 1436) a invenção das frações decimais e sua utilização em detrimento das frações sexagesimais. surge uma obra intitulada Triparty em la science des nombres. por exemplo. neste sentido. tomariam um papel central com os logaritmos. era representado por Além disso. 1.4. Assim. Um dos grandes matemáticos deste período foi Mohammed ibu Musa al-Khowarizmi. Deve-se a dois árabes. contudo.cosy = cos(x + y) + cos(x .y). para converter produtos em somas pelo método dito de prosthaphaeresis (adição e subtração em grego). ibn-Yunus (morreu em 1008) e ibn-al-Haitham “Alhazen” (956-1039) a introdução da fórmula: 2. no período da renascença. Os árabes sofreram grande influência da matemática dos hindus e. escrita por Nicolas Chuquet (morreu por volta de 1500). um sobre aritmética e outro sobre álgebra. antes da invenção dos logaritmos. Ele foi capaz de efetuar a divisão de 72x por 9 . vem dos árabes. posteriormente.1.

todo o mundo. fornecendo como resultado . astronomia. O que se pode afirmar é que foi a partir da publicação de Mirifici logarithmorum canonis descripti (Descrição do maravilhoso cânone dos logaritmos) em 1614. Antes de nos determos mais especificamente em John Napier e em seus logaritmos. Geografia. como podemos perceber. física e matemática são alguns dos exemplos mais citados. que o nome “logaritmo” passou a fazer parte do universo dos estudiosos e cientistas da Europa. conseqüentemente. posteriormente. mesmo antes da invenção dos logaritmos de Napier. por John Napier (1550-1617). É fato conhecido que houve grande expansão do conhecimento científico e técnico em diversas áreas entre os séculos XVI e XVII. destacando que de 1614 até 1945 (data em que o primeiro computador eletrônico passou a funcionar) os logaritmos. ao próprio Napier. A respeito disso Boyer comenta: Desta forma. 1. às seqüências geométricas. consideramos relevante tomar “invenção” dos logaritmos como um marco na história da matemática. suas tabelas e as réguas de cálculo eram praticamente o único meio de se realizar cálculos difíceis. 10 . Ele elaborou uma tabela de valores com as potências de 2 e que em muito se assemelhava as tabelas de logaritmos. em seu livro “ e: A história de um número” a relevância da invenção dos logaritmos. Desde a Babilônia até o período da Renascença muitas foram as contribuições que serviram às mentes criativas do século XVI e. cartografia. Maor (2003) cita. ou seja. alguns conceitos de relevância para a invenção dos logaritmos foram se firmando de forma gradativa na mente dos homens. é adequado pintar um quadro geral do período em que este homem viveu.8x³.2. em particular. Transição do Renascimento para a modernidade: Inicialmente é importante destacar que o conceito que está associado aos logaritmos está intimamente ligado ás potências e. alcançando também a China e. Assim.

O homem. Consta que um dos primeiros matemáticos a utilizar a “invenção” de Napier foi Johannes Kepler (1571-1630) no cálculo das órbitas planetárias. principalmente. Não é de se espantar que isto tenha ocorrido. em particular. A capacidade de atingir grande quantidade de pessoas com suas idéias e se fazer ouvir pode ser considerado um dos fatores primordiais da grande explosão de conhecimento deste período. Galileu Galilei (1564-1642). O intervalo de tempo. que vai aproximadamente de 1540 até 1690 pode ser considerado como o período de transição da renascença para a modernidade. John Napier (1550-1617). Reproduzimos alguns nomes de destaque deste período: Fançois Viète (1540-1603). Bonaventura Cavalieri (1598-1647). Albert Girard (1590-1633). A trigonometria. Johann Kepler (1571-1630). Henry Briggs (1561-1639). 2003. e pelo fim do século mais de 30000 edições de várias obras estavam circulando. “O primeiro livro impresso na Europa Ocidental data de 1447. É importante citar ainda que neste período muitas das obras matemáticas da Antigüidade já haviam sido recuperadas influenciando alguns trabalhos da época. basta citar o caso da impressão com tipos móveis. o mundo europeu presenciou um grande avanço técnico que possibilitou a expansão marítima: a circunavegação do globo feito em 1521 por Magalhães. pp. a matemática árabe já havia “conquistada o mundo” e influenciado a Europa ocidental. culminou com a vitória do heliocentrismo em detrimento do geocentrismo (Copérnico).184). visto que Kepler e Napier foram contemporâneos numa época de efervescência 11 . com a queda de Constantinopla passou a perceber o universo a sua volta sob novos prismas o que. desde o renascimento . por sua vez. Além disso.” (BOYER. que por muito tempo representou uma eficiente ferramenta para os astrônomos havia atingido o status de disciplina independente.por volta de 1453.Apenas para se perceber as quanto certas invenções impulsionaram outras tantas. É neste período que algumas figuras importantes despontam na história da ciência e. Simon Stevin (1548-1620). da internet. Algo semelhante só se verificaria muito tempo depois com a invenção da televisão e posteriormente dos computadores e. segundo Boyer (2003). na história matemática. Além disso. certamente.

A motivação dele pode ser mais bem compreendida a partir do trecho a seguir: 12 . era dono de terras e se preocupava também com a melhoria das colheitas e do gado. segundo consta. Em um de seus livros de cunho religioso chegou a afirmar que o papa era o anticristo. Após esta visão geral podemos tratar mais detalhadamente da gênese da “invenção” e a vida do “inventor” dos logaritmos. Napier.3. O fato é que não se sabe se isto realmente aconteceu ou se ele chegou a construir realmente algum tipo de armamento. John Napier e suas motivações e inspirações: John Napier nasceu em 1550. astronomia. Com relação à matemática ele tinha interesse especial na computação numérica e trigonometria. Boaventura Cavalieri (1598-1647). próximo a Edimburgo na Escócia. no castelo Merchiston.cultural e científica. 2003. portanto. planejou construir espelhos de grandes proporções para incendiar navios inimigos. Em 1632 ele publicou um trabalho (Directum Universale Uranometricum) com tabelas de logaritmos com até oito casas decimais. por exemplo. Napier e a contribuição de Briggs: 1. Com relação a preocupações militares ele demonstrou conhecer as histórias relacionadas a Arquimedes e. Seu interesse diversificado. não era matemático profissional. trigonometria. Ele possuía título de nobreza (barão de Merchiston) e. voltado para preocupações práticas. ótica) e é considerado o primeiro autor italiano a utilizar os logaritmos. pp. John Napier. escreveu textos relacionados à matemática e à física (geometria.16).1. Uma característica geral dos matemáticos desta época era a preocupação com diferentes áreas de pesquisa. mas sim por uma idéia que lhe consumiu anos de trabalhos e esforços: os logaritmos. mas é lembrado nos dias de hoje não pelo seu ativismo religioso ou preocupações com a terra.3. 1. Um período em que a divulgação de estudos e pesquisas foi facilitada pela impressão. Era protestante e mantinha posição radicalmente oposta ao papado. Estudou religião na infância e na fase adulta demonstrou muito interesse no ativismo religioso. o levou a inventar “um parafuso hidráulico para controlar o nível da água nas minas de carvão”(MAOR.

Assim.sen(x). Em 1590 James VI da Escócia e uma comitiva viajaram para a Dinamarca para encontrar Anne da Dinamarca.) e Stifel (1487-1567) que trabalhavam com potências sucessivas de um dado número.2. Basicamente era transformar uma operação mais complicada em uma mais simples e. segundo consta. pois se difundiu a informação de que foram utilizadas por Werner para simplificar cálculos astronômicos. A base “( 1 – 1/107)” de Napier: Com base no que foi relatado na seção anterior podemos ter uma noção exata do que Napier desejava fazer. para tanto. Duas das fontes de inspiração de Napier eram os trabalhos de Arquimedes (por volta de 287–212 a.c. que presumivelmente fazia parte desta comitiva quem informou Napier da utilização das regras de prosthaphaeresis na Dinamarca. Cabe destacar que as fórmulas 2. Tais observatórios utilizavam as chamadas regras de prosthaphaeresis da trigonometria. que eram regras que transformavam um produto de funções numa soma (ou diferença). foi o Dr.cos(x+ y) eram chamadas neste período por “fórmulas de Werner” (Johannes Werner 1468-1528). os cálculos que eram efetuados nos observatórios astronômicos da Dinamarca também serviram de matéria prima para a sua criação. as seguintes relações saltam aos olhos: Além dessas inspirações. Nestes casos.y) = f(x) + f(y) e f(x/y) = f(x) – f(y). Ao que parece os logaritmos não “surgiram do nada”.cos(x). Isto exigia “algo” que facilitasse tal atividade e foi pensando nisso que Napier começou a desenvolver os logaritmos.y) . Isto simplificaria muito o trabalho de cientistas envolvidos com grandes e enfadonhos cálculos. bastava ter algumas tabelas com valores já calculados.O desenvolvimento científico e tecnológico do período em que Napier se encontrava impôs uma problemática específica de cunho prático relacionado às grandes quantidades de dados numéricos e os cálculos envolvendo números grandes.3. E. John Craig.sen(y)= cos(x . médico de James VI. e que contribuíram para “criar” seus logaritmos. 13 . 1.y) e 2. Percebam que é relativamente mais simples somar e subtrair que multiplicar e dividir. Assim podemos considerar que Napier estava rodeado de boas idéias que já eram conhecidas e utilizadas.cos(y)= cos(x+ y)+cos(x . o objetivo de Napier era o de obter uma relação tal que: f(x. sua futura esposa.

haviam sido recentemente introduzidas na Europa por Simon Stevin. Para montar suas tabelas ele pensou nos logaritmos como valores de uma seqüência geométrica. anos antes. ou seja. uma relação entre os termos de uma progressão geométrica e os expoentes dos respectivos termos. Napier sabia que em tais seqüências. escolheu o número Com isto ele era capaz de conservar próximos os termos de sua progressão geométrica de potências inteiras. deveria tomar um valor “pequeno” para base.Napier provavelmente percebeu que seus problemas diminuiriam substancialmente se fosse capaz de converter produto em soma e divisão em subtração seguindo os exemplos já conhecidos para a trigonometria e para as seqüências de potências de mesma base. no trabalho com a trigonometria. As frações já eram bem conhecidas na época de Napier. Napier criou o termo logaritmo a partir da junção de “logos” e “arithmos”. como base. para conservar os termos “próximos”. Isto implicava num certo desconforto ao se lidar com este tipo de frações. pois era prática comum em sua época. Esta escolha que nos parece estranha hoje tem um motivo. Napier. contudo. Ele pensava nos logaritmos como razões entre segmentos. apesar de converter sua idéia em forma numérica por meio de tabelas. As frações decimais. Ele escolheu como unidade . ele havia percebido que os expoentes formavam uma progressão aritmética. Um valor que fosse uma fração da unidade. não utilizava base decimal. de forma dinâmica. elas eram entendidas como proporções entre números inteiros. 14 . Napier apenas seguiu o que se fazia em sua Stifel percebeu Além disso. na verdade. Considere a seqüência geométrica que resultados obtidos por Stifel. que significam respectivamente. Michael Stifel (1487-1567) havia estabelecido. nem mesmo pensava no conceito de base. “razão” e “número”. ao que parece. Ele desejava escrever os expoentes de maneira a formar uma faixa contínua (ou quase) de valores. Logaritmo é uma palavra que significa número proporcional. inspirou-se nestes dividir o raio do círculo unitário em época e. porém. partes. Chamamos a atenção para o fato de que Napier não utilizava potências de dez.

Todo este serviço. A seguir tentaremos explicitar a forma como ele a concebeu: (i) Suponha. 15 parte. 1. todos os princípios eram explicados em termos geométricos. semiretas e em velocidades. diminui a relevância de sua empreitada e esforço em busca de um método que fosse capaz de simplificar cálculos grandes e cansativos. que para ele era igual Ele iniciou sua tabela Os termos desta seqüência eram obtidos subtraindo-se do termo anterior sua original. ele usou como um tipo de “proporção” para construir uma tabela subunidades. em hipótese alguma.3. (ii) Tome AB como unidade. ampliando a tabela pouco . Ele. (iv) Suponha ainda que C e F possuam a mesma velocidade inicial. com . Uma das diferenças básicas entre o que se estuda nos dias de hoje e o que foi criado por ele diz respeito à forma como ele concebeu sua invenção. o que. (vi) Nessas condições Napier pensou no logaritmo do número x = CB como sendo o número y = DF (o conceito de base não interfere neste tipo de definição). seguida de de valores a partir da unidade. além disso.Assim. Ele não possuía computador.3. Posteriormente ele continuou este trabalho. Napier não tinha em mente o conceito de base de logaritmos e. pensando em segmentos. foi realizado com papel e pena. no caso de Napier iii) Suponha um ponto C percorrendo o segmento AB e um ponto F percorrendo a semi-reta DX de forma que ambas iniciam o movimento simultaneamente a partir dos extremos A e D respectivamente. Os logaritmos de Napier e os nossos logaritmos. Napier imaginou os seus logaritmos de forma dinâmica. (v) Admitamos que a velocidade de C seja dada pela medida CB e que a velocidade F seja constante (igual à velocidade inicial de C). por exemplo. com isso. que durou cerca de 20 anos. montou uma primeira tabela com 101 elementos. algumas diferenças: Os logaritmos de Napier eram substancialmente diferentes dos logaritmos com os quais estamos habituados e estudamos nos dias de hoje. calculadora ou outro recurso que agilizasse o serviço e por isso mesmo preferiu evitar as frações decimais com as quais não estava acostumado e ainda era familiar a grande maioria dos europeus. o segmento de reta AB e a semi-reta DX.

Para ele. utilizando outros pontos (P em lugar de C. de fato. etc. Apenas em 1614 ele publicou a “invenção” dos logaritmos num trabalho intitulado Mirifici logarithmorum canonis descriptio. dando notoriedade ao seu inventor. A respeito desta concepção. foi à Escócia para visitar pessoalmente John Napier.Note que neste contexto o ponto C parte de A e se move ao longo de AB com velocidade variável. A soma e a subtração dos logaritmos de Napier diferem do que fazemos hoje. Ainda segundo o referido autor.3. similar ao que foi exposto.4. isto ocorre 16 . apesar de constante. decrescendo em proporções com sua distância a B e que a velocidade de F. C em lugar de D. está relacionada à velocidade inicial de C. admitindo a operação por termos Segundo Boyer (2003) o conceito de função logarítmica estava implícito na definição de Napier assim como em todo o seu trabalho a respeito dos logaritmos. especialmente dos produtos e quocientes. empolgado com a nova invenção.) e comenta que Napier presumivelmente poderia ter utilizado um sistema de logaritmos na base 1/e. Q em lugar de F. por exemplo. Sua invenção foi rapidamente aceita e utilizada em toda a Europa. Briggs e sua contribuição ao trabalho de Napier: Henry Brigs (1561-1631) era professor de geometria e trabalhava em Londres. este conceito não aflorou na mente de Napier visto que ele estava fundamentalmente preocupado com a simplificação das computações numéricas. Boyer (2003) ilustra um exemplo. 1. Veja o trecho a seguir: Outra diferença diz respeito às operações com logaritmos. Consta que ele.

log1 = 0. apenas dois após este encontro. ou ainda o logaritmo de N na base 10. sobretudo. neste encontro. Uma última informação a respeito de Henry Briggs é que foi a partir de seu trabalho em 1624 que as palavras “mantissa” e “característica” passaram a ser utilizadas nas operações com logaritmos a partir das tabelas de valores.4. nada diferiam do que se conhece atualmente a menos da notação. ou. A palavra em si tem sua origem associada à palavra latina “calculus” e que nos remete ao uso de pedras na atividade de contagem. isto é. ou seja. Esta denominação é devida. coube a Briggs construir a primeira tabela de logaritmos “briggsianos”. eles discutiram modificações nos métodos de cálculo dos logaritmos e em sua estrutura. Fermat. No caso dos polígonos na geometria Euclidiana sempre é possível dissecar os polígonos em 17 . neste encontro. como Boyer e Maor citam logaritmo comum de N. A questão do infinito. a questão da quadratura e o Cálculo: Uma das questões que inquietou muitos matemáticos no decorrer dos séculos foi à questão da quadratura de curvas. introduziu o conceito de base na invenção de Napier.Isto ocorreu em 1615 e. a invenção do Cálculo e as funções exponenciais e logarítmicas: A palavra Cálculo é utilizada indistintamente como sinônimo da subárea da matemática conhecida como Cálculo Diferencial e Integral. assim sendo. propôs fazer o logaritmo de 1 igual a zero. além disso. a Leibniz. O problema se resume basicamente à procura de uma figura geométrica plana fechada que tenha mesma área de outra figura geométrica considerada. A forma como Briggs fez isto é descrito por Boyer: Cabe ressaltar que nas tabelas elaboradas por Briggs todas as relações hoje conhecidas e demonstradas se aplicavam e. algo como o ábaco. Seu trabalho foi publicado em 1624 e suas tabelas davam os logaritmos de base 10 para todos os inteiros de 1 a 20000 e de 90000 a 100000 com precisão de quatorze casas decimais.4.1. 1. Briggs propôs a adoção de potências de dez e. um dos inventores desta nova área da matemática. Pode-se dizer que Briggs. Com a morte do inventor dos logaritmos em 1617. 1.

A hipérbole foi uma das curvas que mais resistiu ao problema da quadratura. Fermat foi um dos matemáticos da época que se debruçou sobre este problema e que posteriormente inspirou Newton na invenção do seu Cálculo. também serviram de fonte inspiradora para o Cálculo de Newton e Leibniz. 18 . vencendo até mesmo Arquimedes e o seu método da exaustão.triângulos. que as tentativas de quadratura da hipérbole ficaram mais próximas de uma solução. Considerando a hipérbole e tomando para análise a parte do gráfico que está no primeiro quadrante. com n >1. muito próximos da curva considerada. x ¹ 0. Além dele. mas também de diferentes curvas que podiam ser obtidas a partir de A questão da quadratura. a questão da quadratura da hipérbole se resume a encontrar tal função. que utilizava métodos algébricos para solucionar problemas geométricos. com Cavalieri. Modernamente encontramos nos livros de cálculo a expressão para representar esta área sob o gráfico da hipérbole. consideramos a área sob a hipérbole como sendo a área entre o gráfico. Foi dividindo um intervalo do domínio da função y = 1/x. que Fermat obteve a quadratura da hipérbole. se considerarmos figuras curvas como o círculo. A área será então uma função da forma A(n) e. a hipérbole ou a parábola. Fermat conseguiu a quadratura não apenas de uma hipérbole. por exemplo. Foi a partir do método dos indivisíveis. como foi exposta. em um número infinito de pequenos retângulos. de maneira que suas áreas formassem uma seqüência geométrica. o que torna a questão da quadratura bem mais simples do que. levou Fermat naturalmente ao caminho que posteriormente Newton viria retomar para a invenção do Cálculo. Descartes e a sua geometria. o eixo X e as linhas verticais x = 1 e x = n.

Definições formais das funções exponenciais e logarítmicas no Cálculo: Com o desenvolvimento do Cálculo.2. 1. contudo.Newton. passou-se. mas que sua convergência lenta tornaria tal tarefa impraticável. a se preferir definir inicialmente os logaritmos utilizando o conceito de integral e em seguida trabalhar a função exponencial. . Esta abordagem é uma inversão do avanço histórico do conceito de logaritmo. o eixo X. ou ainda. em geral. fornecia como resultado log (t+1). a partir das séries binomiais. utilizando os resultados de Fermat e abordando problemas relativos à área da hipérbole chegou a conclusão que a área delimitada pela curva para Além disso. o número y = f(x) e denotaremos por log (x) este número. parece trazer algumas facilidades no tratamento das propriedades relativas a logaritmos e exponenciais. Consideremos o conjunto dos números reais positivos e a função definida como Cálculo chamaremos de logaritmo de x. concluiu que para todos os valores de t em (-1. Ele conjeturou que esta série poderia ser utilizada para calcular os logaritmos de vários números. Sabemos do 19 . levado a pesquisar sobre este resultado. que: logaritmo natural de x. x=0 e x= t.4.1].

como f (x) = log(x) é uma bijeção de garantir que existe um elemento tal que podemos do domínio cuja imagem seja igual a 1.b) = log(a) + log(b). b > 0) De fato: De (i) e (ii). ela é infinitamente derivável. demonstram-se os demais resultados conhecidos dos logaritmos. Demonstremos agora a propriedade fundamental dos logaritmos: log (a.Do teorema fundamental do Cálculo obtém-se que para todo x maior que zero. ou seja. de forma análoga. 20 . Logo f (x) = log(x) é monótona crescente e. Observe ainda que. ou seja. É comum encontrarmos a notação ln(x) em lugar de para os logaritmos naturais. podemos concluir que log(a. em particular.b) = log(a) + log(b) (a. Assim. existe Este elemento será o número e (número de Euler) e é denominado base do logaritmo natural.

a saber. se escrevermos exp(x) = y. contudo. esta questão não é tão simples como parece e só foi totalmente respondida com o desenvolvimento do Cálculo. Tal fórmula pode variar de acordo com as condições do problema considerado. chegamos à expressão fica de um valor. mais próximo a expressão Intuitivamente pode-se crer que a expressão vai se estabilizar próximo de 2.. Sabemos hoje que: A função exponencial é definida nesta abordagem como sendo a função inversa da função log (x). do estudo da convergência de séries e o desenvolvimento da Análise. o número e. Assim. 21 .. para valores arbitrariamente grandes de x. contudo.71828. então teremos exp(x) = y Ûln( y) = x. no caso em que . e montando uma tabela de valores podemos perceber que quanto maior o valor de x.É no mínimo curioso perceber que uma expressão relacionada às questões financeiras (juros compostos) está associada aos exponenciais e aos logaritmos por meio do Cálculo. Tais questões deram origem ao número e (número de Euler) e a função Consideremos a expressão que calcula o montante da aplicação de um capital C a juros compostos durante um tempo de aplicação t e com uma taxa i.

podemos deduzir várias de suas propriedades com base nas propriedades da função logarítmica como. do seguinte modo: Nas t primeiras horas diminuem sempre 20% em relação ao número de frutas da hora anterior. neste caso. [exp(x)]’= exp(x). donde Isto posto. diferenciando ambos os lados da igualdade encontramos Desta operação resulta que 1 = [Dx(y)]/y. Passo 2 1. pois da definição temos que x = ln(y) e.y). logo exp(a+b) = exp(ln(xy)) = x.y Note que. por exemplo. Calcular: . como ln (e) = 1. Além disso.Como a função exponencial. a saber. exp (a + b) = exp(a). então temos que ln(x) = a e ln(y) = b. donde a + b = ln(xy). (UERJ) Durante um período de oito horas. daí. então. Segue deste fato também 22 .exp(b). como as funções são inversas. a função exponencial tem uma importante característica a ser destacada. temos que exp (1) = e. é definida a partir da função logarítmica usando a relação inversa. Nas 8 – t horas restantes diminuem 10% em relação ao número de frutas da hora anterior. De fato. pode-se concluir que que 2. É comum denotarmos isto como Isto parece claro. considerando x = exp(a) e y = exp(b). ln(x) + ln(y) = ln(x. Além disso. a quantidade de frutas na barraca de um feirante se reduz a cada hora.

30 e log3 – 0.80^k Porém. Considere log2 – 0. admitindo que.80^k * 0.20Q = Q(1-020) Depois de 2 horas a quantidade será: Q(1-020) – 0.64 de Q ou 64% da quantidade inicial.90^(t-k) Para t=8.80^k] * (1 .9^(8 .20)² Assim. o valor de F(t) = 0.k) = Q0. logo depois de 2 horas resta 0. na barraca. ou seja: Q0.64Q Como a quantidade inicial era Q. supondo t=2.9^(8 .32Q 0. Resposta: Seja um determinado valor de t que vamos chamar de k. Assim.80^k0.20Q(1-020) = Q(1-0.k) = 0. ou seja: F(t) = [Q * 0.80^t Assim.0.32 Tomando logaritmos de ambos os membros: 23 .k) = 0. ao final do período de oito horas.a) O percentual do número de frutas que resta ao final das duas primeiras horas de venda. há. depois de k horas a quantidade de frutas será: F(k) = Q0. depois de k horas a quantidade diminui num ritmo de 10% .10)^(t .20)^t = Q * 0.48.80² = 0. depois de 2 horas a quantidade de frutas fica: F(t) = Q * 0. b) O valor de t. 32% das frutas que havia.80^k0.32Q. inicialmente. depois de t horas a quantidade será: F(t) = Q(1-0. Resposta: Vamos chamar de Q a quantidade inicial de frutas Depois de 1 hora a quantidade fica: Q – 0.

Se.0.(8 .85 ^ t 1.32) 0.50 . a partir daí.85 ^ t log(1.8 + (8 .8 = 3log2 .18 k = -0.9=9/10=3^2/10 0. respectivamente.klog0.18 / -0.85 t * (log1.301).000 exemplares diários.088 / 0.log10 = 3 * 0.088 ^ t = 4 * 0.088 ^ t) = log(2 ² * 0.04 log0.1 = -0.log10 = 2 * 048 – 1 = -0.10k .30 . Resposta: Usando as taxas mensais: 100000 * (1. qual o número mínimo de meses necessários para que a circulação do primeiro jornal supere a do segundo? (use log2=0.10k .9 = 2log3 .04k = -0. a circulação do primeiro jornal cresce 8.50 -0.04 = -0.32 + 0.8 = 8/10=2^3/10 0.85) ^ t / 100000 1.000 e 400.088 = 2 * log2 + t * log0.85) ^ t 1.32 = 5log2 .85 ^ t) t * log1. (ANGLO) Num certo mês dois jornais circulam com 100.088 – log0.088) ^ t = 400000 * (0.k)* 0.2 = 1.2 = 0.85) = 2 * 0.32 = 32/100=2^5/100 log0.50 -0.10 log0.85) = 2 * log2 t * log (1.9) = log(0.06k = -0.50 -0.088 ^ t = 2 ² * 0.k) log(0.06 = 3 ---t = 3 2.088 ^ t = 400000 * (0.301 24 .80 % cada mês e a do segundo decresce 15% cada mês.

t * log1. Entretanto. reconheceu a existência dos números complexos e demonstrou a insuficiência dos números reais: 25 . É de se acrescentar que os matemáticos da época procuravam maneiras de se evitar o uso dos números complexos. pois um número negativo não é quadrado de nenhum número. As primeiras tentativas bem sucedidas de caracterização destes novos números foram do engenheiro italiano Rafael Bombelli. desde o século XII.602 t * 0.28 = 0.107 t = 5. que revelou regras para se operar com a unidade imaginária.602 t = 0.107 = 0. Em 1545. apesar de Cardano ter acrescentado que estas expressões eram sofísticas e sua manipulação era tão sutil quanto inútil. Ele mostrou que e eram as soluções do problema. PASSO 1 Por volta do século XVI.626 t~= 6 meses ETAPA 3 1. os matemáticos afirmavam não existir raiz quadrada de um número negativo. o matemático italiano Girolamo Cardano propôs no capítulo 37 de Ars Magna o seguinte problema: “Dividia 10 em duas partes de modo que o seu produto seja 40”.602 / 0. pensamento que foi pregado por Bhaskara. creditamos a ele a honra de ter sido o primeiro matemático fazer operações com os números complexos.

Ainda antes de Mandelbrot. impossíveis. imaginários foram atribuídos aos números complexos. Em algum momento da vida. Há de se falar de Leonhard Euler. por exemplo. ALGUMAS APLICAÇÕES 1 ) Fractais Nas últimas décadas Benoit Mandelbrot investigou entidades geométricas com propriedades especiais e características. já havia questionamentos sobre esta deficiência na matemática. parecem muito irregulares. provavelmente as observamos e vimos como suas formas diversificadas são capazes de 26 . Albert Girard introduziu a notação e Gauss. os números reais podem ser colocados na forma . em linguagem atual. investigando o fechamento do conjunto sob operações algébricas e transcendentes. o uso da expressão “números complexos”. Todos estes estudos contribuíram para o entendimento que temos hoje de números complexos. que os números reais estão contidos no conjunto dos números complexos. No início do século XIX. Wessel e Argand. Os termos reais e imaginários foram empregados por Descartes em 1637. Sabemos. onde a e b são números reais . onde não podem ser utilizadas as geometrias tradicionais. foram os primeiros a compreender que os complexos não têm nada de “irreal”. e que se multiplicam através da composição de rotações e dilatações. que dominou com excelência o campo complexo. questionada por estudiosos como Galileu e Descartes. denominadas fractais. são apenas os pontos (ou vetores) do plano.Até o século XVIII muitos matemáticos trabalharam com os números complexos. Um fractal é uma forma cujas partes se assemelham ao seu todo sob alguns aspectos. Nomes como números sofísticos. sendo este escrito na forma e . que se somam através da composição de translações. Nesta geometria são encontradas formas de descrever os vários fenômenos na natureza. que não aceitavam as pouquíssimas e pobres formalizações dos fenômenos naturais que não podiam ser descritos por Euclides em seus Elementos. As nuvens.

podendo ser visualizada como rotações no plano.assemelharem-se com muitos objetos comuns. como mostra o paralelogramo a seguir: 27 . em que um objeto tem partes que apresentam as mesmas propriedades em várias escalas. e este por sua vez. Esta propriedade é a auto-similaridades. enquanto que o conjugado de a+bi é o simétrico de P em relação ao eixo das abscissas. Um número complexo como um par ordenado de números reais (a. o que não leva o aprendiz a interpretar as operações como transformações geométricas.b) + (c. As nuvens são fractais como muitos outros objetos na natureza. Tratar do significado geométrico dos números complexos beneficia a riqueza da visualização e elimina do aluno a visão demasiado formal e algebrizante do conjunto complexo. ou como um vetor determinado pelo segmento orientado figura. b+d). animais e pessoas.b). isto é P(a. pode ser visto como um ponto P no plano cartesiano.b). . como mostra a Outro exemplo é a representação geométrica da soma dos complexos (a+bi) + (c+di) = (a+c) + (b+d) * i traduzida na soma vetorial (a. onde o seu módulo é a distância de P até a origem.d) = (a+c. como melhor observamos no caso do triângulo Siepinski: 2 ) Geometria As aplicações geométricas das operações entre os números complexos não são exploradas.

00 * 30 = 60. 60. 40 <= y <= 60 f(n) = 2. onde é um número complexo. 20 <= n <= 30 Imagem: y natural.00 ] 28 . 30 ] e Imagem = [ 40. as raízes de representam no plano complexo um triângulo eqüilátero inscrito.00 * 20 = 40.00 Assim. Ela consegue costurar um mínimo de 20 e um máximo de 30 blusas por mês.00 * n f(n) = 2. Dê o domínio e a imagem e uma fórmula. como mostra a figura. Passo 2 Resolver as seguintes situações-problema: 1. Por exemplo.As raízes de uma equação binomial.00 por blusa que costura. Expresse o texto por meio de uma relação. Resposta: Domínio: n natural.00 e f(n) = 2. Domínio = [ 20 .00 . quando possível: Uma costureira recebe R$ 2. 2. é os vértices um polígono regular de lados. O seu salário mensal s está determinado pelo número de blusas n que costura.

que permitiram a representação numérica de 29 . uma reta. estabelece as relações existentes entre a Álgebra e a Geometria.x² + 2000x --- L(x) = 8000x – 2x² Lucro. inventor das coordenadas cartesianas (assim chamadas em sua homenagem). Desse modo. C(x) = x² . e devem-se ao filósofo e matemático francês René Descartes (1596 – 1650).2000x Coeficiente de x² > 0 possui ponto mínimo. em que L é o lucro total. Numa empresa que produziu x unidades. L(x) = 8000x – 2x² --- x = -b / 2 * a = -8000 / 2 * -2 = -8000 / -4 = 2000 O lucro será máximo para uma produção de 2000 unidades. R é a receita total e C é o custo total da produção. Nessas condições.000. coeficiente de x² < 0. PASSO 1 GEOMETRIA ANALITICA 1 – Introdução A Geometria Analítica é uma parte da Matemática. possui ponto máximo.00 ETAPA 4 1. Os estudos iniciais da Geometria Analítica se deram no século XVII.2000x. C(x) = -b / 2 * a = 2000 / 2 * (1) = 2000 / 2 = 1000 O valor mínimo do custo é de R$ 1. Sabe-se que o lucro total de uma empresa de cosméticos é dado pela fórmula L = R – C. uma circunferência ou uma figura podem ter suas propriedades estudadas através de métodos algébricos. qual deve ser a produção x para que o lucro da empresa seja máximo? Qual o valor mínimo do custo? Resposta: L(x) = R(x) – C(x) L(x) = 6000x – x² . verificou-se que R(x) = 6000x – x² e C(x) = x² . que através de processos particulares.2.

logo existo”. Veja a Fig. a abscissa do ponto A é 1. basta que para isto consideremos duas retas perpendiculares que se interceptem num ponto O. etc. 1.2 – Coordenadas cartesianas no plano Com o modo simples de se representar números numa reta. ou seja: “Penso. 30 . Os sinais algébricos de a e b definem regiões do plano denominadas QUADRANTES.propriedades geométricas. A reta r é chamada eixo das abscissas.c (u. aparece à célebre frase em latim “Cogito ergo sum” . a seguir: Dizemos que a é a abscissa do ponto P e b é a ordenada do ponto P. podemos estender a idéia para o plano. É fácil concluir que existe uma correspondência um a um (correspondência biunívoca) entre o conjunto dos pontos da reta e o conjunto R dos números reais. a abscissa do ponto A’ é -1. sejam positivos à direita e negativos à esquerda. Adotemos uma unidade de medida e suponhamos que os comprimentos medidos a partir de O.0) é a origem do sistema de coordenadas cartesianas. O ponto O(0. abaixo e sobre ela tomemos um ponto O chamado origem. O comprimento do segmento OU é igual a 1 u. Assim. que será a origem do sistema. a abscissa da origem O é 0 (zero). escrito em 1637.1 – Coordenadas cartesianas na reta Seja a reta r na Fig. visto acima. 1. O eixo OX é denominado eixo das abscissas e o eixo OU é denominado eixo das ordenadas. No seu livro Discurso sobre o Método.c = unidade de comprimento). Os números são chamados abscissas dos pontos.

Logo. Assim. y2) as coordenadas do ponto médio M(xm . no 3º quadrante. cuja equação evidentemente é y = x. Os pontos do plano onde a = b. no 2º quadrante. Os eixos OX e OU são denominados eixos coordenados. obtida da anterior. y1) e B(x2 . 3 – Ponto médio de um segmento Dado o segmento de reta AB. definem uma reta denominada bissetriz do 2º quadrante.No 1º quadrante. elevando-se ao quadrado (quadrando-se) ambos os membros. de coordenadas simétricas. dados os pontos A(x1 . Nestas condições. a alternativa correta é a letra B.a).x. cuja equação evidentemente é y = . definem uma reta denominada bissetriz do 1º quadrante.Ya) e B(Xb. a e b são positivos.Yb) . Já os pontos do plano onde a = -b (ou b = . a é negativo e b positivo. ou seja. ambos são negativos e finalmente no 4º quadrante a é positivo e b negativo. 2 – Fórmulas da distância entre dois pontos do plano cartesiano Dados dois pontos do plano A(Xa. dizemos que a equação do eixo OX é y = 0 e a equação do eixo OU é x = 0. o ponto médio de AB é o ponto M ∈ AB tal que AM = BM. ym) serão dadas por: 4 – Baricentro de um triângulo 31 . deduz-se facilmente usando o teorema de Pitágoras a seguinte fórmula da distancia entre os pontos A e B: Esta fórmula também pode ser escrita como: d2AB = (Xb – Xa)2 + (Yb – Ya)2. Observe que todos os pontos do eixo OX têm ordenadas nula e todos os pontos do eixo OU tem abscissa nula.

as coordenadas do baricentro G(xg . ya) .5). 5 – O uso do Determinante de terceira ordem na Geometria Analítica 5. B(xb .a. o baricentro (também conhecido como centro de gravidade) do triângulo ABC onde A(3. yg) do triângulo ABC onde A(xa . que o baricentro de um triângulo ABC é o ponto de encontro das 3 medianas. (unidades de área) Para o cálculo do determinante de terceira ordem. Verifique com o uso direto das fórmulas.4).2 – Condição de alinhamento de três pontos 32 . Assim. portanto: A área S é normalmente expressa em u. Temos.Sabemos da Geometria plana. | D | onde  D é o módulo do determinante formado pelas coordenadas dos vértices A. utilizamos à conhecida e prática regra de Sarrus. Sendo G o baricentro. B e C. A área S desse triângulo é dada por S = ½ . xc) e C(xc . B(4. yc) é dado por : Conclui-se. temos que AG = 2. yc). Nestas condições. são iguais às médias aritméticas das coordenadas dos pontos A.GM onde M é o ponto médio do lado oposto ao vértice A (AM é uma das 3 medianas do triângulo). por exemplo. -1) e C(11.1 – Área de um triângulo Seja o triângulo ABC de vértices A(xa . yb) e C(xc . B(xb . ya) . B e C. pois que as coordenadas do baricentro do triângulo ABC. 5. 8) será o ponto G(6.

x + (Xa – Xb) . se pertencem a uma mesma reta. Seja P(x . Coincidentes: r = s. pois considerar que sua área é nula ( S = 0 ). Dadas as retas r: ax + by + c = 0 e s: a’x + b’y + c’ = 0. temos os seguintes casos: → as retas são coincidentes. → as retas são paralelas. que é chamada equação geral da reta r .y) pertencente à reta . Fazendo S = 0 na fórmula de área do item 1. B e C estão alinhados. onde P é o ponto de interseção. 33 . Fazendo Ya – Yb = a. É óbvio que se os pontos A. decorre que todo ponto P(x. yb).Três pontos estão alinhados se são colineares. Seja r a reta que passa pelos pontos A(xa . isto é. podemos escrever: Desenvolvendo o determinante acima obtemos: (Ya – Yb) . y) um ponto qualquer desta reta . e podemos. Xa – Xb = b e XaYb – XbYa = c . y + (XaYb – XbYa) = 0 . ou seja: D = 0. ya) e B(xb . 6 – Equação geral da reta. 7 – Posição relativa de duas retas Sabemos da Geometria que duas retas r e s no plano podem ser: Paralelas: r ∩ s = ∅ Concorrentes: r ∩ s = { P }. Pela condição de alinhamento de 3 pontos. então o triângulo ABC não existe.1. concluímos que a condição de alinhamento dos 3 pontos é que o determinante D seja nulo. deve verificar a equação : ax + by + c = 0.

outras formas de expressar equações de retas no plano cartesiano: 8. Fica. Observe que se duas retas são paralelas. fazendo x = 0. y2). a reta r intercepta o eixo dos y no ponto (0. então elas possuem a mesma inclinação. logo. Podemos então escrever m = tg α. A tgα. y2) é : Se considerarmos que as medidas Y2 – Y1 e X2 – X1 são os catetos de um triângulo retângulo. y1) e (x2 . Para achar a equação reduzida da reta. concluímos que os seus coeficientes angulares são iguais. ax + by + c = 0.a/b = m e . considere a reta r passando nos pontos A(x1. portanto bastante justificada a terminologia coeficiente angular para o coeficiente m. ou seja: y = (. basta tirar o valor de y. Logo. y1) e B(x2.c/b = n obtemos y = mx + n que é a equação reduzida da reta de equação geral ax + by + c = 0.a/b)x – c/b. podemos escrever: y1 = mx1 + n e y2 = mx2 + n . É o ângulo que a reta faz com o eixo dos x. conforme figura abaixo pode concluir que o valor de m é numericamente igual à tangente trigonométrica do ângulo α. a fórmula para o cálculo do coeficiente angular da reta que passa pelos dois pontos (x1 . e é chamada coeficiente angular da reta.as retas são concorrentes . obtemos y = n.1 – Equação reduzida da reta Seja a reta r de equação geral ax + by + c = 0. obtemos y1 – y2 = m (x1 – x2) . ou seja. Observe que na equação reduzida da reta. n) de ordenada n. onde o ângulo α é denominado inclinação da reta. O valor de m é o coeficiente angular e o valor de n é o coeficiente linear da reta. ou seja. Quanto ao coeficiente angular m. Sendo y = mx + n a sua equação reduzida. Subtraindo estas equações membro a membro . 8 – Outras formas de equação da reta Vimos na seção anterior a equação geral da reta. Vamos apresentar em seqüência. 34 . como vimos é igual a m . Chamando .

chegamos facilmente à equação segmentária da reta: Nota: se p ou q for igual a zero. y) de uma reta vem com suas coordenadas x e y expressas em função de uma terceira variável t (denominada parâmetro). retas que passam na origem não possuem equação segmentária.y) um ponto genérico ou seja um ponto qualquer da reta. Nestas 35 .Equações paramétricas da reta Quando um ponto qualquer P(x. não existe a equação segmentária (Lembre-se: não existe divisão por zero). nós temos nesse caso as equações paramétricas da reta. a seguir: Verificamos que a reta corta os eixos coordenados nos pontos (p. Sendo G(x.Equação segmentária da reta Considere a reta representada na fig.0) e (0. para se encontrar a equação geral da reta.q).9 . portanto. basta se tirar o valor de t em uma das equações e substituir na outra. x = f(t) onde f é uma função do 1º grau y = g(t) onde g é uma função do 1º grau Nestas condições. 10 . 11 . Sejam as retas r: y = mr x + nr e s: y = ms x + ns.Retas perpendiculares Sabemos da Geometria Plana que duas retas são perpendiculares quando são concorrentes e formam entre si um ângulo reto (90º). através da condição de alinhamento de 3 pontos.

Ângulo formado por duas retas Sendo mr e ms os coeficientes angulares das retas r e s respectivamente. 36 . os coeficientes angulares teriam que ser iguais. 12 . o denominador da fórmula teria que ser nulo. a tangente do ângulo agudo θ formado pelas retas é dado por : ou mr . b) se as retas r e s fossem além de concorrentes. ms = -1 Dizemos então que se duas retas são perpendiculares. para que o valor de uma fração seja um número cada vez maior. tendendo ao infinito. que merecem ser mencionados: a) se as retas r e s. o seu denominador deve ser um número infinitamente pequeno. ou seja. Ora. Nestas condições. Neste caso a tangente não existe ( não existe tg 90º. o que resultaria em mr = ms. 2 . PERPENDICULARES. ms = 0. mas é bom repetir: RETAS PARALELAS POSSUEM COEFICIENTES ANGULARES IGUAIS. tendendo ao infinito. tendendo a zero. portanto tg  = 0 (pois tg 0 = 0).Observe dois casos particulares da fórmula anterior. Já vimos isto num texto anterior. fossem paralelas.1 / mr é igual a -1. entretanto nunca se igualar a 90º. o produto dos seus coeficientes angulares Notas: 1 . a tangente do ângulo será um número cada vez maior. Nestas condições. o denominador da fórmula anterior 1+mr . sem. sabemos da Trigonometria). ms seria um número tão próximo de zero quanto quiséssemos e no limite teríamos 1 + mr .Ângulo agudo: ângulo cuja medida está entre 0 e 90º.condições podemos escrever a seguinte relação entre os seus coeficientes angulares: ms = . o ângulo  seria nulo e. ao invés de serem concorrentes. teríamos  = 90º. mas se considerarmos uma situação limite de um ângulo tão próximo de 90º quanto se queira.

R2 = 0. ms = 0. o ponto O(0.Estudo simplificado da circunferência Considere a circunferência representada no plano cartesiano. Então. para determinar as coordenadas do centro da circunferência. teremos: (x . já vista em outro texto publicado nesta página. yo). Temos: x2 . xo + xo2 + y2 . que é conhecida como equação reduzida da circunferência de centro C(x0. conforme abaixo.y0)2 = R2.D / 2 e y0 = . cujo raio é igual a R. yo + yo2 .2x . Para obter a Equação Geral da circunferência. 37 . -2yo = E e xo2 + yo2 .2)2 + (y . Se os coeficientes de x² e y² não forem unitários. se 1 + mr . Fazendo -2xo = D. Podemos escrever: PC = R e pela fórmula de distancia entre dois pontos. por exemplo. concluímos que quando os coeficientes de x² e y² forem unitários. conforme já vimos num texto anterior publicado nesta página. ms = -1. a equação reduzida da circunferência fica: x2 + y2 = R2.R2 = F. com os sinais trocados. cujo centro é o ponto C(xo .y0) raio R. x0 = .4)2 = 25.0). sendo P(x. y) um ponto qualquer pertencente à circunferência. 13 . basta desenvolver a equação reduzida.2y . basta achar a metade dos coeficientes de x e de y.E / 2. temos que dividir a equação pelo coeficiente de x² que é sempre igual ao coeficiente de y². Assim. Caso particular: Se o centro da circunferência coincidir com a origem do sistema de coordenadas cartesianas.x0)2 + (y . é sempre bom lembrar: RETAS PERPENDICULARES POSSUEM COEFICIENTES ANGULARES QUE MULTIPLICADOS É IGUAL A MENOS UM. no caso da circunferência.Ora.4) é dada por: (x . Assim. a equação reduzida da circunferência de raio 5 e centro no ponto C(2. podemos escrever a equação x2 + y2 + D x + E y + F = 0 Equação geral da circunferência). ou seja. ou seja. que é a condição necessária e suficiente para que as retas sejam perpendiculares. podemos escrever que mr .

Sendo R(q) = q² . 2.4.4. observemos que F = xo2 + yo2 - R2.Para o cálculo do raio R. tem de ser atendida a condição D2 + E2 .8 A função derivada de R : 38 .F = 0 a equação x2 + y2 + D x + E y + F = 0 representa apenas um ponto do plano cartesiano! Por exemplo: x2 + y2 + 6x . podemos escrever a seguinte equação para o cálculo do raio R a partir da equação geral da circunferência: Cuidado! Para que a equação x2 + y2 + D x + E y + F = 0.7q = 8 R(q) = q² -7q . yo = . Qual será a receita se a quantidade de brinquedos vendidos ultrapassarem 1. possa representar uma circunferência.000 unidades? Resposta: R(q) = q² . pelas igualdades anteriores. encontre algebricamente a função derivada de R em relação à quantidade de brinquedos vendidos. Logo. E = 8 e F = 0. Portanto. pois não existe raiz quadrada real de número negativo .7q = 8 a função da receita de uma empresa de brinquedos. Mas.c (u.4F ser negativo? Ora. podemos determinar as coordenadas do centro e o raio como segue: xo = . o centro é o ponto C(3. xo = .c = unidade de comprimento). Observe que se D2 + E2 . como não existe raiz quadrada real de número negativo. Logo. conclui-se facilmente que a circunferência não existe neste caso! Exemplo: Dada a equação x2 + y2 .E /2.8y + 25 = 0 a equação de um ponto! Verifique.6x + 8y = 0.8 / 2 = -4 e R = 5 (faça as contas). PASSO 2 Resolver as seguintes situações problemas: 1. temos: D = .6 . Qual a sua interpretação para o caso D2 + E2 .F > 0.D / 2 e yo = .(-6) / 2 = 3. -4) e o raio é igual a 5 u.

Dessa forma: a) Encontrar algebricamente.8 R(1000) = 1000² . devemos obter a derivada dessa função. Resposta: C(q) = q² . Resposta: C’(q) = 2q – 6 C’(1) = 2 * 1 – 6 C’(1) = 2 – 6 = -4.00 2. portanto o ponto (1.6q + 8.7 * (1000) . construindo seu gráfico. temos: C(1) = (1)² .R’(q) = 2q – 7 A receita para a quantidade de 1.8 R(1000) = 1000000 – 7000 . logo C’(1) = -4 Para q = 1. a função derivada do custo marginal.8 R(1000) = R$ 992.6q + 8 C’(q) = 2q – 6 b) Determinar a equação da reta tangente à curva de C(q) = q² .3) Para calcular a equação da reta tangente à curva: y – yo = f’(xo) * (x – xo) Para : yo = 3 . xo =1 e f’(xo) = -4 39 .000 unidades de brinquedos vendidos: R(q) = q² . onde q representa a quantidade de tijolos produzidos e C(q) o custo total em reais.6 * (1) + 8 = 1 – 6 + 8 = 3. Uma indústria tem seu custo total representado pela função C(q) = q² .6q + 8 no ponto q = 1.992. Para obtermos a equação do custo marginal.7q .

é perpendicular à reta que passa por este ponto e a origem (reta que contém o raio este ponto). Porém nem sempre isso é possível ou conveniente e. a equação 4x² . Quando escrita na forma 4x² . Observação: É necessário tomar cuidado.2y = 6.3. dizemos que y é uma função implícita de x. Como o coeficiente angular da reta tangente é dado pela derivada da função no ponto.y – 3 = -4 * (x – 1) y – 3 = -4x + 4 y = -4x + 4 + 3 y = -4x + 7 A equação da reta tangente à curva C(q) = q² . então. por exemplo. Entretanto. onde f (x) = 2x² . Solução: Seja um ponto qualquer sobre a circunferência. pois muitas vezes uma equação em x e y pode definir mais de uma função implícita. PASSO 3 DIFERENCIAÇÃO IMPLÍCITA Sempre que temos uma função escrita na forma y = f(x). pois isolando y obtemos y = 2x² .2y = 6 define a mesma função. Vejamos. é y = -4x + 7 3. Observamos que y é uma função explícita de x. em um ponto qualquer sobre ela.3. EXEMPLOS: 1) Mostre que a reta tangente à circunferência dada por x² + y² = r². temos: 40 . no ponto P(1. dizemos que y é uma função explícita de x. derivando a equação da circunferência em relação à x.6q + 8. pois podemos isolar a variável dependente de um lado e a expressão da função do outro. caso isso ocorra. dizemos que y é uma função implícita de x. pois podemos escrever y = f (x). a equação y = 2x² .3).3.

é Por outro lado. o resultado vale para todos os pontos sobre ela. é dado por Assim.00 e está aumentando à taxa de 20 centavos por semana? 41 . fazendo o produto. Vejamos o gráfico: 2) Quando o preço unitário de um certo produto é p reais. o fabricante tem interesse em produzir x mil unidades.Assim. o coeficiente angular da reta tangente à circunferência x² + y² = r² no ponto dado por . Como tomamos um ponto qualquer sobre a circunferência. temos: o que implica que a reta que contém o raio passando por é perpendicular à reta tangente à curva neste ponto. geometricamente é fácil ver que o coeficiente angular da reta que contém o raio passando por . onde a oferta e o preço estão relacionados pela equação: Qual é a taxa de variação da oferta quando o preço unitário é R$ 9.

temos: já que x = – 8 não tem significado físico para o problema. São Paulo: Pontifícia Universidade Católica.R.br/files/viii/pdf/15/PA07. Agora. 1998. Matemática (Ensino Médio).2.(1996) História da Matemática: 2º edição. dp/dt = 0. 42 . ROSA.Solução: Sabemos que para p = 9.org. Matemática. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS < http://www. Mário Servelli.20 nesta equação. Luiz Roberto. Dissertação (Mestrado em Ensino de Matemática).20. Carl B.pdf>. 2005. L. DANTE. obtemos: Isolando dx/dt e fazendo os cálculos necessários. 1° Ed. 2010. encontramos Como a oferta é dada em milhares de unidades. obtemos: Fazendo x = 14. Acesso em 15 nov. concluímos que a oferta está aumentando à taxa de 206 unidades por semana.br/opencms/revista_eureka/>. Volume único. < http://www. Números Complexos: Uma abordagem histórica para aquisição do conceito. Vol. DANTE. São Paulo: Ática. São Paulo: Ática. Inicialmente observamos que para p = 9.com.sbem. p = 9 e dp/dt = 0. derivando implicitamente os dois membros da equação de oferta em relação ao tempo. São Paulo: Edgard Blucher. 2010. Acesso em 15 nov. Queremos saber qual o valor de dx/dt. BOYER.obm.(2004).

Rio de Janeiro:Record. http://www.br/arq6.MAOR.paulomarques.htm Jornal A tribuna – Vitória/ ES Jornal A Gazeta – Vitória – ES 43 . Eli.(2003).com. e:A história de um número.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful