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NBR 12102 MB 3443 - Solo - Controle de Compactacao Pelo Metodo de Hilf (1)

NBR 12102 MB 3443 - Solo - Controle de Compactacao Pelo Metodo de Hilf (1)

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NOV./1991

MB-3443

Solo - Controle de compactação pelo método de Hilf
ABNT-Associação Brasileira de Normas Técnicas
Sede: Rio de Janeiro Av. Treze de Maio, 13 - 28º andar CEP 20003 - Caixa Postal 1680 Rio de Janeiro - RJ Tel.: PABX (021) 210 -3122 Telex: (021) 34333 ABNT - BR EndereçoTelegráfico: NORMATÉCNICA

Método de ensaio

Copyright © 1990, ABNT–Associação Brasileira de Normas Técnicas Printed in Brazil/ Impresso no Brasil Todos os direitos reservados

Origem: Projeto 02:004.02-013/91 CB-02 - Comitê Brasileiro de Construção Civil CE-02:004.02 - Comissão de Estudo de Identificação e Compactação de Solos M B -3 4 4 3 - S o il - C o m p a ctio n co n tro l b y H ilf m e th o d - M e th o d o f te st Palavra-chave: Solo 13 páginas

SUMÁRIO
1 Objetivo 2 Documentos complementares 3 Aparelhagem 4 Execução do ensaio 5 Cálculos 6 Resultados ANEXO A - Fundamentos teóricos do método de Hilf ANEXO B - Construção do ábaco com as curvas de correção Ð ANEXO C - Construção do ábaco com as curvas estimadas de umidade ótima ANEXO D - Exemplos de aplicação

intervalo de tempo inferior a 1 h, a tomada de decisão quanto à liberação de uma determinada camada compactada na praça de trabalho. 1.4 Definem-se o grau de compactação e o desvio de umidade, respectivamente, como: GC = γsa ,e γmáx. s

∆h = ha - hot , Onde: GC = grau de compactação no ponto ou local de controle γsa = massa específica aparente seca do solo compactado, nesse ponto γmáx. = massa específica aparente seca máxima, obtis da no ensaio de compactação, de acordo com a MB-33 Ðh = desvio de umidade

1 Objetivo
1.1 Esta Norma prescreve o método para controle de compactação de solos pelo método de Hilf(1). 1.2 O método permite determinar o grau de compactação, no ponto de controle, e o valor do desvio de umidade, sem necessidade do conhecimento prévio do teor de umidade do solo compactado naquele ponto. 1.3 Assim, é possível, com reduzida margem de erro e em

(1)

Processo desenvolvido por: Hilf, J. W. (1956). “An Investigation of Pore-Water Pressure In Compacted Cohesive Soils”, Technical Memorandum 654, U.S. Bureau of Reclamation; e introduzido no País por Oliveira, H. G. (1959). “O Controle de Compactação de Obras de Terra pelo Método de Hilf”. Boletim da Associação Brasileira de Mecânicas dos Solos (ABMS), São Paulo.

2 São necessários ainda: a) recipientes adequados para transporte e armazenagem temporária das amostras. que deve ser da ordem de 50 g. 4. É preferivel o uso de lata de alumínio dotada de tampa que a feche hermeticamente.1. e revolvendo-a continuamente.7 Se γuc relativo à segunda amostra for maior que o cor- 3 Aparelhagem 3. 1.6.2. promover à tação. desprezando o material retido.2. escavar até cerca de 5 cm abaixo do solo solto e determinar a massa específica aparente úmida “in situ”.1.4 Em seguida.2. Proceder como descrito em 4.3. fogareiro com anteparo ou colchão de areia e outros. b) dispositivo que provoque a evaporação gradual e controlada da água presente no solo. massa esta determinada e registrada como Mu. que deve ser fechado com arame ou cordão.2. apresentam-se os fundamentos teóricos do método.8 Com auxílio de dispositivo adequado. com o material espalhado em uma bandeja. Resfriar o material (se for o caso) e determinar a massa do conjunto bandeja e amostra. com resolução de 1 g.Método de ensaio quarteamento. 1. como indicado em 5. valendo-se do cilindro e soquete pequenos. Proceder como descrito em 4.5. observando a precaução anteriormente mencionada e evitando amostrar material superficial ou que tenha sido exposto às intempéries.2.2 Em seguida ou concomitantemente. Ma.2 e 5.Solo .Determinação da massa específica aparente “in situ”.2.4 As operações no campo não devem ser realizadas sob chuva. 4. proceder como descrito em 4.2. coletar 10 kg a 12 kg (em massa seca) de amostra.1 No local onde vai ser efetuado o controle de compac- respondente à primeira. como latas de alumínio dotadas de tampas herméticas e sacos plásticos. três determinações são suficientes e.1 A aparelhagem básica necessária para a execução do ensaio é aquela relacionada nas MB-33. 4.9. Ma.2. deve ser de 100 g (ou 100 mL). a amostra deve estar bem homogeneizada.3 Com o auxílio do repartidor de amostras. cipiente que evite perda de umidade. jato de ar quente.Solo . exceto onde houver indicação em contrário. amostra. de acordo com a MB-1059 ou MB-238.Método de ensaio MB-238 .2. a primeira porção (ou amostra) deve ser compactada com o teor de umidade natural da forma descrita na MB-33.5 Determinar a massa específica aparente úmida.Determinação da massa específica aparente.8 mm.5. Preferencialmente. e homogeneizá-la. Por diferença entre a massa do conjunto determinada antes e depois da redução de umidade. MB-238 e MB-1059.2. 4 Execução do ensaio 4.Cópia não autorizada 2 MB-3443/1991 ha = teor de umidade do solo compactado no ponto de controle hot = umidade ótima. procedendo-se como descrito na MB-33. ressalvando-se que a quantidade de água a ser adicionada. γuc (que é igual a γu no caso da primeira amostra). respectivamente. logo após a colocação da . 4.2.2. 4.1. a quarta amostra deve ser reservada para dissipar eventuais dúvidas.3 A amostra deve ser imediatamente colocada em re- evaporação da água presente na terceira amostra. 4. com emprego do frasco de areia Método de ensaio MB-1059 . Ma. sem perda de umidade. proceder como descrito em 4. com emprego de cilindro de cravação . portanto.1. passá-la na peneira de 4. “in situ”.5 Esta Norma é aplicada quando o controle de compactação é referido à energia normal de compactação.2. os quais devem igualmente ser usados na compactação das demais amostras. com uso de pá e picareta. ressalvando-se que a quantidade de água adicionada. 4. 4. com resolução de 1 g. Em todo caso. Após a determinação da massa de cada porção. γua. 5.10 Normalmente. cuidando que a amostragem se restrinja à camada de interesse. obtida no ensaio de compactação. γu. deve ser de 50 g (ou 50 mL). 3. 4. sem rasgos ou furos. admite-se o emprego de saco plástico resistente. ou pelo 2 Documentos complementares Na aplicação desta Norma é necessário consultar: MB-33 . obter quatro porções. sendo que três delas devem ser imediatamente acondicionadas em sacos plásticos vedados. 4. o parâmetro z (que é nulo no caso da primeira amostra) e a massa específica aparente úmida convertida. Ademais. a massa de água retirada ou evaporada.1. como indicado na MB-33. cada uma delas com 2500 g. ao se proceder à compactação do material.1 No campo 4.2 Destorroar a amostra. Caso seja menor. Caso o transporte até o laboratório possa ser efetuado em poucos minutos. 4.2 Em laboratório 4. é importante evitar a perda de material.2.6 A segunda amostra deve ser compactada.8 e 4. o ambiente deve ser climatizado.2. no interior do recipiente não deve ocorrer a formação de espaços vazios.Ensaio de compactação .6 No Anexo A. 4.Solo . determinar. com a terceira amostra.1 É fundamental que todas as operações envolvidas sejam realizadas rapidamente e de forma a evitar ao máximo a variação de umidade do material.9 Homogeneizar e efetuar a compactação do material. sendo dispensável a estufa. 4. tais como ventilador.

γm = γuc (1 + zm) u 5 Cálculos 5. de acordo com a u expressão: máx. Neste caso. e determinar γm. em % γua = massa específica aparente úmida “in situ”. visto que esses fatores. Ðh (em %).1. no dia seguinte. traçar a correspondente curva de Proctor (γs em função de h) e assim efetuar uma verificação dos resultados obtidos pelo método de Hilf. determinada conforme 4.3).4.4. co- letando-se material adicional no ponto de controle.2. porém. 5.1 Proceder como indicado em 5.600 γm .3. um ábaco do tipo exemplificado na Figura 1. e zm.3. em estufa a 105°C a 110°C.1.3.1 Determinação da massa específica aparente úmida Para determinar a massa específica aparente úmida da amostra compactada no cilindro de Proctor. em g v = volume útil do molde cilíndrico.4.1. correspondentes máx. deve-se utilizar a seguinte expressão: z = M a / Mu Onde: z = parâmetro positivo ou negativo. GC.1. cada uma com pelo menos cinco pontos.1.4. efetuar o traçado correspondente. em g/cm3 5. con- forme a expressão: ∆h = zm 1 + zm [ 1. ao máximo da curva.4. 5. em g/cm3 γmáx. em determinados solos.600 γm u 2. respectivamente.2.1. uma família (abrangendo os solos de uma mesma jazida que apresentem pequenas variações de características) de curvas de compactação de Hilf. x 100 GC = grau de compactação. se multiplicado por 100 Ma = massa de água acrescentada ou retirada da amostra. ao máximo da curva.2.4. de acordo com a expressão: GC = Onde: γua γuc máx.2 Uma verificação semelhante pode ser realizada. utilizando-se coor- denadas cartesianas normais.2.3 Determinar o grau de compactação. γuc. como indicado em 5.4.4. determinando-se o seu teor de umidade e ensaiando-o de acordo com a MB-33. É tambem expressável em %. 4. cuja construção está detalhada no Anexo B. 5. empregando- se.4.Cópia não autorizada MB-3443/1991 3 4.1 a 5. contendo as curvas de correção Ð.4. Anotar também o valor da correção. a sistemática mais recomendável consiste em obter previamente. caso não se tenha acrescentado ou retirado água. = massa específica aparente úmida convertida uc máxima. 5. três métodos podem ser utilizados (ver 5. em g Mu = massa da amostra úmida. ou nulo. correspondentes uc 5. interpolado entre as curvas tracejadas mais próximas do ponto correspondente ao máximo da curva.1 Método A compactadas em laboratório.2 Registrar os valores de γuc e zm.3 Determinar o grau de compactação. marcando-se em abcissas os valores de z e em ordenadas os valores de γuc. 5.2. Ðh (em %). deve-se utilizar a seguinte expressão: γu = Mh/ V Onde: γu = massa específica aparente úmida.537 u ] x 100 5. exercem influência significativa na curva de compactação resultante.1.2 Registrar os valores de γmáx.4.1. de a- cordo com a expressão: Ðh = .3 Determinação da massa específica aparente úmida convertida Para determinar a massa específica aparente úmida convertida (para a umidade do aterro).4 Determinar o desvio de umidade. é possível. Ð. a preparação da amostra e o procedimento de ensaio devem ser selecionados de forma que haja consistência entre seus resultados e aqueles obtidos através do procedimento utilizado no método de Hilf.4.4 Determinar o desvio de umidade. deve-se utilizar a seguinte expressão: γuc = γu 1+z 5.2 Método B 5.1.4 Determinação dos parâmetros do controle de compactação Para a determinação dos parâmetros do controle de compactação.3 Verificação dos resultados 4.4. em cm3 5.2 Determinação do parâmetro z Para determinar o parâmetro z. em g 5. traçar a curva de compactação de Hilf. que é realizado sem secagem prévia até a umidade higroscópica e sem reutilização do material.4.(zm + Ð) .1 Determinando-se o teor de umidade das amostras 5. Para tanto. ou com as primeiras determinações. em g/cm3 Mh = massa do solo úmido compactado. Por semelhança.1 Com os pares de valores γuc e z. conforme se tenha acrescentado ou retirado água da amostra.

5 Exemplos de aplicação dos métodos A.3. no tocante aos parâmetros de compactação.Ábaco com as curvas de correção Ð (Método B) 5.. cuja construção está detalhada no Anexo C.3.3. apresentam-se dois exemplos de aplicação. GC. onde as investiga- dicado em 5. e também o valor de hot. como in- e hot 5.4.4.1. 5. ções laboratoriais sejam mais intensas.4.1.4.M. pode-se valer de uma corre- (2) Esta sistemática foi proposta por Franco Filho. empregando5.3.6 Utilização de outras correlações entre γs máx. J. I. contendo as curvas estimadas de hot. Ðh (em %). 5.1. de acordo com a expressão: se. B e C No Anexo D. .4 Determinar o desvio de umidade.3 Método C 5.4.1 Em obras de terra de certo porte.Estudo de Aplicabilidade”. ∆h = - zm ao máximo da curva.6. (1 + hot) x 100 1 + zm 5. 1971.2 Registrar os valores de γuc e zm. um ábaco do tipo exemplificado na Figura 2.3 Determinar o grau de compactação.1 Proceder como indicado em 5.M. e Komesu.3. interpolado entre as curvas tracejadas mais próximas do ponto correspondente a este máximo.4.(2) 5. correspondentes máx. “Método de Hilf .Cópia não autorizada 4 MB-3443/1991 Figura 1 . publicação ELETROSUL-COPEL. porém.4.

1950. ao se utilizar uma correlação distinta da- quela obtida por Kuczinski.(3) 5. para a obtenção da aludida correlação. eventualmente diferente daquela ob-tida por Kuczinski. 5.6.3 Neste caso.3.2 Tal procedimento é particularmente recomendável para solos em que a massa específica dos grãos se afasta dos valores usuais.. devem sofrer as modificações pertinentes. “Estudo Estatístico da Correlação entre as Características de Compactação de Solos Brasileiros”. .4 Ademais. Relatório Final de Bolsa de Estudo na Seção de Solos do IPT.2. L. todas as relações decorrentes. apresentadas nesta Norma.6.6. 5.MB-3443/1991 Cópia não autorizada 5 lação local entre γsmáx. no tocante à seleção do processo de preparação e procedimento de ensaio. Figura 2 . e hot.Ábaco com as curvas estimadas da umidade ótima (Método C) (3) Kuczinski. deve-se levar em consideração o assinalado em 4.

2 Registrar a data e a identificação do local de amostragem (obras. afastamento. etc. camada. assim obtidos. 6. 6.1 O grau de compactação e o desvio da umidade devem ser expressos com aproximação de 0. B ou C) utilizado para sua determinação.).3 Caso tenham sido efetuadas verificações a posteriori. Assinalar também os valores dos parâmetros utilizados nesses cálculos: teor de umidade e massa específica aparente seca do aterro. Deve ser assinalado também o método (A. indicar ainda os valores desses mesmos parâmetros.4 Indicar a correlação empregada.1%. 6. /ANEXOS . se for distinta da correlação devida a Kuczinski. estaca.Cópia não autorizada 6 MB-3443/1991 6 Resultados 6. bem como o procedimento adotado. além da umidade ótima e massa específica aparente seca máxima obtidas da curva de Proctor. cota.

ou.3) = γs (1 + ha) máx.11) na anterior.12) De fato. Mu. é diretamente proporcional a γs. A-4 Considere-se ainda. com as expressões (A.8) A-3 Considere-se que. cada quarto é compactado no cilindro de Proctor. ha. a expressão (A. Onde: z = parâmetro positivo ou negativo.9) (A. A-5 Para um quarto qualquer. Caso não se tenha acrescentado ou retirado água do material. são adicionadas ou retiradas quantidades distintas de água. tem-se h = hot.1) γu = γs (1 + h) Ou: γu = γs (1 + z) (1 + ha) (A. respectivamente. como mostrado na Figura 3. para a qual foi adotado o teor de umidade do aterro como a origem dos teores de umidade. o que permite reescrever (A. Ma. Onde: γsa = massa específica aparente seca (A.4) = = γsa γmáx. que. e zm os parâmetros que definem o ponto uc máximo da curva de Hilf. γu. a massa específica aparente úmida do solo pode ser expressa por: (4) Baseado na Apostila (EPUSP-Pós-graduação).4) mostra que a relação entre h e z é também linear. resulta que: γua γmáx. e a curva de Hilf.Fundamentos teóricos do método de Hilf(4) A-1 Para simplificação. a massa total de água passa a ser: (Ms ha + z Mu) = [Ms ha + z Ms (1 + ha)] (A. GC. Após a adição ou retirada da fração z de água.1) e (A. Faiçal Massad. conforme se tenha acrescentado ou retirado água do solo. γs em função de h. a massa de água é (Ms ha) e a massa úmida do solo é [Ms (1 + ha)]. A-2 Admite-se conhecida.MB-3443/1991 Cópia não autorizada 7 ANEXO A . Por analogia com a expressão (A. é igual a um termo invariante (1 + ha) multiplicado pela massa específica aparente seca. γua. “Propriedades dos Solos 1”.6) (A.2) O parâmetro γuc. os teores de umidade que comparecem nas demonstrações a seguir indicam relações de massa. s = GC (A.15) (A.13) + ha) Somando-se um a ambos os membros desta expressão. resulta que o teor de umidade nessas condições. de (A. não estando expressos em %.8): γs = γu / (1 + ha) (1 + z) γuc = γu / (1 + z) (A. de modo que a relação entre a massa de água adicionada ou retirada.11) A-6 Sejam γmáx. ainda. O grau de compactação. ou seu teor de umidade. de modo a obter as correspondentes massas específicas aparentes úmidas do solo compactado. como definido.14) Por outro lado. γs (1 Dividindo-se ambos os membros da expressão anterior por Ms.5) A-7 Face à afinidade existente entre as curvas de compactação e a de Hilf. pode ser calculado por: GC = γua / γuc máx. . seja expressa por: z = M a / Mu . a massa específica aparente úmida ou natural. na energia normal. de autoria do Prof. ha”. após a homogeneização. h. após a compactação no cilindro de Proctor.5) da seguinte forma: (1 + hot) = (1 + ha) (1 + zm) Ou: 1 + ha = (1 + hot) / (1 + zm) (A.7) Dividindo-se ambos os membros da expressão anterior por (1 + z). é quarteada. além de γuc ser diretamente proporcional a γs. uc γsa (1 + ha) máx. Em particular. sendo que cada quarto está no mesmo teor de umidade. (A.6). ficando assim estabelecida uma afinidade geométrica entre a curva de compactação. (A. para cada quarto. para z = zm. denomina-se γuc como sendo a “massa específica aparente úmida convertida para a umidade do aterro. tem-se: (1 + h) = (1 + ha) + z (1 + ha) = (1 + z) (1 + ha) (A. Em outras palavras. correspondente a uma camada de solo compactado no aterro. que é a definição de z. Por outro lado. desde que ha fosse nulo. ha. A partir do segundo quarto. desconhecido no momento da liberação da camada. e a massa úmida com teor de umidade ha.tudo se passa como se γuc fosse uma pseudomassa específica aparente “seca”. nas condições originais (sem acréscimo ou retirada de água) e sendo Ms a massa do solo seco. é dado por: h = ha + z (1 + ha) (A. tem-se: γuc máx. γuc em função de z (ver Figura 3). z é nulo. tem-se: γua = γsa (1 + ha). resulta: γu/(1 + z) = γs (1 + ha) = γuc (A. após homogeneizada. do mesmo local onde se determinou γua. ou seja. foi coletada uma porção de solo que. (A. e sendo.10) A observação destas duas expressões leva a concluir que γuc seria igual a γs.

combinada com a expressão (A. o termo (1 + hot) influi pouco para hot. definido pela expressão abaixo e tendo em vista a expressão (A. que gera um erro Ð (Ðh).16) 1 + hot 1 + zm .(1 + hot) A-8 Como se mostra a seguir. . resulta: Ðh = ha .(1 + hot) = Ou: Ðh = zm 1 + zm (1 + hot) (A. seja Ðhot um erro no valor de hot. no desvio de umidade.15). variando numa faixa de 10% a 40%. no momento da liberação da camada.8 Cópia não autorizada MB-3443/1991 Figura 3 . Tem-se que: Ðh + Ð (Ðh) = zm 1 + zm (1 + hot + Ðhot) que. Ðh. fornece o erro relativo no desvio de umidade: Ð (Ðh) Ðh = Ðhot 1 + hot (A. pois não se dispõe de hot.16).Afinidade entre a curva de Proctor e a curva de Hilf Sendo o desvio de umidade.hot = (1 + ha) .17) E aqui surge uma dificuldade adicional. De fato.

Cópia não autorizada MB-3443/1991 9 Ou: Ð (Ðh) Ðh = hot 1 + hot Ðhot hot (A. isolando-se hot da expressão (A. por exemplo. a precisão da sua medida é ± 0.4 7.1)%.600 γu . op.20) = 2.. com base apenas na experência pessoal.21) que permite estimar o desvio de umidade. resulta: Multiplicando-se ambos os membros desta expressão pela constante (1 + ha) e com as expressões (A. Por outro lado. recorre-se à correlação estatística entre a massa específica aparente seca máxima e o teor de umidade ótimo. ou seja. quando se estima hot com tolerância de ± 5% e ± 10% hot hot (%) 10 20 30 40 (A) Ð (Ðh) Ðh (%) (A) (%) (B) 9.9 3. .12%. foi preparada a Tabela 1.15).537 1 + 2. em g/cm3.091 0.600 hot (1 + hot) (A. como se conhece γu . /ANEXO B (5) Kuczinski. cit. (1 + zm) = γu = m 2. L.600 γu m m 2. Tabela 1 .11) e (A.20) e substituindo em (A.04 x 3 = ± 0.18) Com base nesta expressão.2 1 + hot 0.8).16).1 8. conhecida como hipérbole de Kuczisnki. que mostra um erro relativo da ordem de ± 4%. Note-se m γu é a massa específica aparente úmida corresponque dente ao máximo da curva de Proctor (ou Hilf). quando se estima hot com uma tolerância de ± 5%.19) m Logo. pode-se estimar hot. para um desvio de umidade Ðh = 3%. A precisão é bastante satisfatória. resulta: Ðh = - zm 1 + zm [ 1.537 ] (A.6 4. Ðh = (3 ± 0.537 1 + 2. Em decorrência.286 4.600 hot (A. γuc máx.2.2 3.(5) expressa.167 0.6 | Ðhot | = 5% | Ðhot | = 10% (B) A-9 Para evitar a necessidade de se estimar hot. (A.231 0.Estimativa do erro relativo do desvio de umidade.7 7. por: γs máx.

015 0.5). na Tabela 2.045 0.4070 0.6) Substituindo-se Ðh pela expressão (A. (1 + ha).005 0.734 1.116 2.600 hot (B. do Anexo A.141 2. fornecem γm (coluna 5).537 (1 + hot) 1 + 2.161 2.16).0384 0. coluna 6.020 1. B-5 Variando-se Ð e procedendo-se analogamente.035 1. resulta: + ha) = máx γs (1 + hot) (1 + zm) Tabela 2 . fornece o oposto do desvio de umidade. através da expressão (B.2120 0. possibilitam traçar a curva de correção Ð = + 0.218 2.Ðh = hot .153 2.4) B-2 Por outro lado.119 2. Os pares de valores γs (1 + ha).143 2.20).060 1 + zm (2) 1.0953 γm u (5) 1.6) possibilitam traçar as curvas de correção Ð.055 0.1020 0. Para tanto.236 2. (B. do Anexo A. obtém-se máx.(Ðh + zm) (B. (B. por sua vez.2) Ou: γs máx (1 + ha) = m γu (1 + zm) (B.232 2. (6) 1.002 ou 0.230 2.4020 0. obtêm-se os valores de hot (coluna 4).1503 0.0914 0.2020 0.002 ou 0.005 1.227 γuc = (5) / (2) máx.237 2.129 2.101 /ANEXO C .0920 0. na expressão (B.2%.0934 0. que.5) B-3 Da expressão (A. Atribuindo-se valores para zm.0591 0.040 1.002 ou 0.197 2.035 0.060 Ð (1 + zm) / zm (3) 0. isto é: Ð + zm = .Ðh.236 2.050 0.15).0820 0.6).025 1. somado ao valor zm.3) Ð= 1 + zm Ou: hot = zm + Ð (1 + zm) zm máx . por γs máx γs (1 B-4 As expressões (B.020 0.2% zm (1) 0.962 2.0520 0.Construção do ábaco com as curvas de correção Ð B-1 Seja Ð o valor da correção que.155 2.040 0.055 1.0687 0.Cópia não autorizada 10 MB-3443/1991 ANEXO B . que são iguais a γuc e zm.982 2. γmáx.0353 hot = (1) + (3) (4) 0. obtém-se a família de curvas tracejadas. . Com os u m valores de γu e (1 + zm). .050 1.2%. resulta: zm (1 + hot) .Cálculos para o traçado da curva correspondente a Ð = 0. apresentadas na Figura 1. do Anexo A.0420 0.725 1.045 1.5) e (B. s máx.1) (B.1353 0.010 0.098 2.150 2.1220 0.030 1.010 1.4).0464 0.030 0.ha Ou: Ð = . exemplificam-se os cálculos necessários para o traçado da curva Ð = + 0. tem-se ainda que: γm = u 2.1070 0.0920 0.015 1.067 2.0987 0.zm (B.025 0.0941 0. multiplicando-se ambos os membros da expressão (A.

96 0. obtém-se γuc .99 1.926 máx. na expressão (C.01 1.131 2.983 1.065 2. apresentadas na Figura 2.94 0.945 1. Para tanto. na Ta- C-3 Variando-se hot.02 0.537 1 + 2.02 1.003 “ “ “ “ “ “ “ “ “ “ “ /ANEXO D . e procedendose analogamente. e (C.2) bela 3. exemplificam-se os cálculos necessários para o traçado da curva hot = 20%.MB-3443/1991 Cópia não autorizada 11 ANEXO C . tem-se que: γu = γuc = máx. C-2 As expressões (C.01 0.Cálculos para o traçado da curva correspondente a hot = 20% zm (1) -0.98 0.1).04 γu m γuc = (3) / (2) (4) 2. na exm m pressão (C.600 hot m γu (1 + hot).05 -0. valores atribuídos a zm. Os pares de valores γuc e zm possibilitam traçar a curva correspondente a hot = 20%. m 2.93 0.03 1.00 1.20).1) (1 + zm) (C.97 0.1) e (C.2) possibilitam traçar as curvas correspondentes à estimativa de hot.Construção do ábaco com as curvas estimadas de umidade ótima C-1 De (A.03 0. A seguir. máx.108 2. obtém-se a família de curvas tracejadas.154 2.964 1. Tabela 3 .044 2.07 -0.95 0.03 -0.2).01 0 0.04 1 + zm (2) 0.02 -0. com este γu e os máx. do Anexo A.04 -0.086 2.003 1. na faixa de interesse. (3) 2.023 2. obtém-se γu . Com o valor de hot.06 -0.

1.7 Nota-se que.015 1 + 0.1.835 g/cm3 b) em laboratório. foram obtidos os valores correspondentes ao máximo da curva: zm = +1.881 .0% (Figura 2) D-1.537 ] = .015 1 + 0.8 Massa específica aparente úmida convertida.820 Tabela 5 .0186 Ðh = . D-2 O segundo exemplo refere-se a um aterro compactado com teor de umidade acima da umidade ótima.4.815 1.950 g/cm3 b) em laboratório.876 1.2 Do traçado da curva γuc em função de z (Figuras 1 e 2). GC: GC = ou: 1.Exemplos de aplicação D-1 O primeiro exemplo refere-se a um aterro compactado com teor de umidade abaixo da umidade ótima.976 1.12 Cópia não autorizada MB-3443/1991 ANEXO D .Ensaios realizados em laboratório Massa específica Parâmetro z (%) 0 +2 +4 Massa específica aparente úmida convertida.9% D-1. os três métodos utilizados conduzem ao mesmo valor do desvio de umidade.880 g/cm3 ou: 0. em termos práticos.750 GC = 97.1 Os ensaios realizados forneceram: a) no campo.914 1.1 Os ensaios realizados forneceram: a) no campo. γuc (g/cm3) 1. γua: γua = 1.5% γuc máx.880 D-1.815 1.015) = 1. γuc (g/cm3) 1. γua: γua = 1.5 Pelo método B.015 m [ 1.5 + 0.908 .4% (Figura 1) hot = 26. D-1. D-1.015 (1 + 0.908 2. conforme Tabela 5: Tabela 4 . D-2.1. a massa específica aparente úmida do aterro. conforme Tabela 4: D-1. a massa específica aparente úmida do aterro.908 e: Ðh = ou: 0.865 1.885 1. γu (g/cm3) 1 2 3 1.902 1.0.828 Parâmetro z (%) 0 -2 -2.0.835 = 0. resulta: Ðh = = 1.9% além de: Ð = +0. obtém-se: γu = 1.6 Pelo método C.880 (1 + 0.1.4 Pelo método A.26) = .(1.885 1.600 x 1.3.Ensaios realizados em laboratório Massa específica Ponto aparente úmida.4) = . γu (g/cm3) 1 2 3 1.0186 h = .6% Ponto aparente úmida.9% D-1. obtém-se: Ðh = . resulta o grau de compactação.2.1.9 logo: Ðh = .3 Da expressão apresentada em 5.600 x 1.

600 x 1.905 u e: 1.1% (Figura 2) D-2.1.013) 1 . obtém-se: γm = 1.013) = 1.7% D-2. resulta o grau de compactação. (-0. em termos práticos.6 Pelo método C.4 Pelo método A.0.3% γuc Além de: Ð = -0.930 = 1.3 Da expressão apresentada em 5.905 .930 g/cm3 .537 ] = 0.0166 = 1. foram obtidos os valores correspondentes ao máximo da curva: zm = .4) = +1.01 máx.0166 Ðh = + 1.2 Do traçado da curva γuc em função de z (Figura 1 e 2).7% D-2.(-1.905 2.1.013 [ 1.MB-3443/1991 Cópia não autorizada 13 D-2.0.600 x 1.0.013 (1 + 0.2.7% D-2.013) 1 .4% (Figura 1) hot = 26.261) = 0.5 Pelo método B.3 .0% D-2.3. os três métodos utilizados conduzem ao mesmo valor do desvio de umidade.0.7 Novamente se comprova que.930 (1 . obtém-se: Ðh = .7 logo: Ðh = +1. GC: GC = ou: GC = 101.4. resulta: Ðh = ou: Ðh = + 1. Ðh = ou: (-0.950 1.

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