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COMPONENTES DA CÉLULA A célula apresenta uma constituição complexa e diversificada. De forma geral, é constituída por componentes inorgânicos: água e sais minerais; e compostos orgânicos, tais como: carboidratos, lipídios, aminoácidos, proteínas, enzimas, ácidos nucléicos e vitaminas. Vamos começar nosso estudo pela substância mais abundante, a água. I. ÁGUA E SAIS MINERAIS É o componente químico mais abundante da matéria viva. Como substância, a água pura é incolor, insípida e inodora. Na natureza não existe água pura, devido à sua capacidade de dissolver quase todos os elementos e compostos químicos. A água que encontramos nos rios ou em poços profundos contém várias substâncias dissolvidas, como o zinco, o magnésio, o cálcio e elementos radioativos. Apesar de ser um composto bastante simples, formado de dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio (H2O), a água é um nutriente essencial para a manutenção da vida, estima-se que ela perfaça cerca de 70% da composição química dos seres vivos. II. COMPOSIÇÃO QUÍMICA ESTRUTURA MOLECULAR E

III. PROPRIEDADES DA ÁGUA 1. Coesão; Propriedade na qual, a água mantém suas moléculas fortemente unidas devido às pontes (ligações) de hidrogênio. 2. Adesão; É a capacidade que a água tem de se unir a outras substâncias polares. 3. Tensão Superficial; Ocorre quando a água se comporta como uma película elástica.

Insetos sobre a película de água.

4. Capilaridade; propriedade da água, em que ela percorre por tubos relativamente finos denominados capilares.

Á água é uma substância polar.

PONTES DE HIDROGÊNIO Tipo de interação molecular que ocorre quando o elemento químico hidrogênio encontra-se ligado a um dos três elementos químicos mais eletronegativos (F, O, N) e o tal elemento está ligado também, a outro átomo de elemento pouco eletronegativo. A água é uma substância polar de geometria angular. Na água líquida as moléculas de água fazem e desfazem pontes de hidrogênio a todo momento, nesse estado elas são capazes de realizar três pontes de hidrogênio, já no estado sólido as pontes de hidrogênio são em número de quatro, o que confere a sua estrutura cristalina.
A capilaridade decorre do fato das moléculas de água realizarem pontes de hidrogênio e se aderirem a determinadas superfícies.

5. Meio de Transporte de Moléculas; várias substâncias que são necessárias ao metabolismo celular são transportadas, no interior das células pela água. 6. Regulação Térmica; a água líquida, devido a sua grande capacidade calorífica (1 cal/g ºC), pode armazenar grande quantidade de energia calorífica sem modificar muito sua temperatura. Esta propriedade da água permite que grandes quantidades de água não

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aqueçam nem resfriem com muita rapidez, e, em conseqüência, protege aos seres vivos das mudanças bruscas de temperatura. A água apresenta um alto calor específico, uma vez que necessita de muita energia para ter a sua temperatura elevada. 7. Poder de Dissolução; a água é capaz de dissolver a maioria das substâncias (polares), devido a isso, ela é considerada um solvente universal.

Cristalina ou molecular: o cálcio e o fósforo são encontrados sob este tipo de forma nos ossos. Iônica: podem formar soluções verdadeiras, encontrando-se sob a forma de iontes nos líquidos. Os mais comuns são Cl-, HCO3-, CO3-e fosfatos, entre os ânions, e Na+, K+, Ca++ e Mg++, entre os cátions. Orgânica: Fe na hemoglobina e nos citocromos, P no DNA, ATP, fosfolipídeos, etc.

Todos os sais minerais das células e tecidos provém da ingestão de alimentos ou da absorção do solo ou das águas salgadas e doces. Os sais minerais podem atuar em funções diversas e importantes nos seres vivos. Vejamos alguns exemplos: Cálcio (Ca); constitui um dos principais componentes de ossos e dentes, atua nos mecanismos de coagulação sanguínea e é necessário à contração muscular. Ferro (Fe); é necessário à síntese da hemoglobina, proteína presente nas hemácias que possui a função de transporte do oxigênio às células. Fósforo (P); Entra na composição química dos ossos e dentes e é útil a síntese do ATP e dos ácidos nucléicos (DNA e RNA). Iodo (I); essencial para a formação dos hormônios da glândula tireóide. Esses hormônios aceleram o metabolismo celular e tem papel importante no crescimento e desenvolvimento normal do organismo. Sódio e Potássio (Na e K); atuam na manutenção do equilíbrio osmótico e também nos mecanismos de transmissão dos impulsos nervosos. Flúor (F); entra na composição química dos dentes, participando do processo de mineralização do esmalte do dente. Magnésio (Mg); nos vegetais é essencial para a produção das moléculas de clorofila. Serve como ativador de diversas enzimas, também atua no bom funcionamento do sistema nervoso e muscular. Cloro (Cl); forma o ácido clorídrico no estômago, onde ocorre a primeira etapa da digestão de proteínas.

A água dissolve facilmente a estrutura cristalina do NaCl, o sal de cozinha.

IV. VARIAÇÃO DA TAXA DE ÁGUA NOS ORGANISMOS A água varia nos seres vivos de acordo com alguns critérios. 1. Idade; a água varia com a idade numa proporção inversa, exceto nas plantas. 2. Espécie; no homem adulto a água representa 60% do peso do corpo, em alguns fungos, 83% do peso é água, já em cnidários como as águas-vivas, encontramos 96% dessa substância. 3. Atividade metabólica de tecido; a água varia de acordo com a atividade metabólica numa proporção direta. V. SAIS MINERAIS Alguns minerais como sódio, potássio, cálcio, fósforo, cloro e magnésio são considerados macronutrientes por serem necessários em grande quantidade ao organismo (100 mg/dia ou mais) e são chamados de macrominerais. Outros, micronutrientes, como ferro, zinco, cobre, manganês, molibdênio, selênio, iodo e flúor, necessários ao organismo em pequenas quantidades, são chamados microminerais. Os sais minerais, na matéria viva, são encontrados sob três formas principais, geralmente reversíveis:

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EXERCÍCIOS PROPOSTOS 01. (UFPE 2007) A água é a substância mais abundante da célula viva. Sua importância está ligada desde a própria origem dos seres vivos, como sua autoconservação, auto-regulação e reprodução. A água é tão importante que os gregos antigos consideravamna como um dos elementos fundamentais da matéria. Analise e conclua, dentre as propriedades abaixo apresentadas, as que lhe conferem essa versatilidade. A) Calor específico: por apresentar baixo calor específico, evita a elevação da temperatura dos organismos. B) Solvente universal: os reagentes químicos contidos nas células estão dissolvidos em água, e as reações químicas celulares ocorrem em meio aquoso. C) Transporte: as plantas conseguem transportar a água, que retiram do solo, até as suas folhas mais altas, graças à capilaridade dos vasos do floema. D) Tensão superficial: devido às altas forças de coesão (atração entre moléculas de água e outras substâncias polares hidrofóbicas) e adesão (atração das moléculas de água entre si). E) Estrutura molecular: a disposição dos átomos da água é linear, sendo considerados moléculas apolares com zonas positivas e negativas. 02. (FUVEST) A água, que constitui 70% do peso corporal, é o solvente da célula por excelência. Qual das seguintes propriedades da água contribui para sua capacidade de dissolver compostos? A) Pontes de hidrogênio entre a água e outras moléculas. B) Ligação covalente entre a água e os sais. C) Ligações hidrofóbicas entre a água e os ácidos graxos de cadeia longa. D) Ausência completa de forças de interação. E) Forças de van der Waals entre a água e outras moléculas. 03. (UEPA 2009) O açaí é um fruto típico da região norte do Brasil, cuja polpa é consumida pura ou com outros ingredientes. Este produto da cultura amazônica é conhecido mundialmente. O incremento da comercialização e consumo do açaí, no mercado brasileiro e mundial, estimulou o estudo da composição química do produto. Foram analisados os nutrientes inorgânicos e orgânicos desse alimento, demonstrando assim a importância nutricional do seu consumo. O açaí apresenta em sua composição elementos como: Potássio, Cálcio, Magnésio, Ferro, Zinco, Fósforo e outros. A partir das informações do Texto, é correto afirmar que:

I.O açaí fornece mineral que entra na composição dos hormônios tireoidianos. II. Um dos elementos inorgânicos participa na estrutura dos ácidos nucléicos e moléculas de ATP. III. A formação da hemoglobina pode ser beneficiada diretamente pela ingestão do açaí. IV. O consumo beneficia ossos e dentes, aumentando a rigidez. De acordo com as afirmativas acima, a alternativa correta é: A) I, II, III e IV D) I, II e III B) I, II e IV E) II e III C) II, III e IV

04. (PUCPR 2009) Os sais minerais, encontrados nos mais variados alimentos, desempenham função importante na saúde do homem, podendo estar dissolvidos na forma de íons nos líquidos corporais, formando cristais encontrados no esqueleto, ou ainda combinados com moléculas orgânicas. A alternativa que relaciona CORRETAMENTE o sal mineral com sua função no organismo é: A) K – participa dos hormônios da tireóide. B) Fe – constitui, juntamente com o Ca, o tecido ósseo e os dentes. C) P – participa da constituição da hemoglobina, proteína encontrada nas hemácias. D) Cl – fortalece os ossos e os dentes e previne as cáries. E) Ca – auxilia na coagulação sangüínea. CARBOIDRATOS Os carboidratos são substâncias orgânicas também chamadas de hidratos de carbono ou ainda sacarídeos. Eles possuem dois papéis bioquímicos principais: 1. São fontes de energia que podem ser utilizada pelas células 2. Podem atuar fornecendo suporte estrutural às células. Como veremos a seguir existem quatro categorias importantes de carboidratos. I. CLASSIFICAÇÃO DOS CARBOIDRATOS MONOSSACARÍDEOS Carboidratos que não podem ser hidrolisados. São exemplos a glicose, frutose e galactose, com 6 carbonos e a ribose e desoxirribose, com 5 carbonos. A glicose é o produto final da digestão dos açúcares no organismo; resultado da "quebra" de carboidratos mais complexos

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(polissacarídeos) encontrados nos cereais, frutas e hortaliças. É rapidamente absorvida, sendo utilizada como fonte de energia imediata ou armazenada no fígado e no músculo na forma de glicogênio muscular. PRINCIPAIS MONOSSACARÍDEOS Pentoses: Apresentam formula (C5H10O5) e compreendem a ribose e a desoxirribose, encontradas nos ácidos nucléicos, moléculas fundamentais da genética molecular. 1. Desoxirribose: É a pentose que entra na constituição do ácido desoxirribonucléico (DNA) que apresenta os genes, elementos responsáveis pelas características genéticas dos organismos. 2. Ribose: É a molécula integrante dos ácidos ribonucléicos, que atuam no processo de síntese proteínas. 3. Hexoses: Com seis átomos de carbono, possuem a fórmula geral (C6H12O6) desempenhado funções fisiológicas de importância fundamental. Citamos: a glicose, frutose e galactose.  Glicose: é usada na alimentação (na fabricação de doces, balas, etc.). É também chamada de "açúcar do sangue", pois é o açúcar mais simples que circula em nossas veias. No sangue humano, a sua concentração é mantida entre 80 e 120 mg por 100 ml, pela ação de hormônios secretados pelo pâncreas.  Frutose: é encontrada principalmente nas frutas e no mel. É o mais doce dos açúcares simples. Fornece energia de forma gradativa por ser absorvida lentamente, o que evita que a concentração de açúcar no sangue (glicemia) aumente muito depressa.  Galactose: é oriunda da lactose (um dissacarídeo) quando combinada com a glicose. No fígado, é transformada em glicose para fornecer energia.

formados por duas unidades de monossacarídeos, também chamados dissacarídeos. Dissacarídeos: Ao serem hidrolisados produzem dois monossacarídeos (iguais ou diferentes).  Sacarose: é o açúcar mais comum, o açúcar de mesa, formado por glicose e frutose. Por ser de rápida absorção e metabolização, provoca o aumento da glicemia e fornece energia imediata para a atividade física. Na digestão resulta em uma molécula de glicose e outra de frutose.  Maltose: A maltose é formada por duas moléculas de glicose, e é o resultado da quebra do amido presente nos cereais em fase de germinação e nos derivados do malte.  Lactose: é composta por glicose e galactose, e é encontrada no leite. É considerado o açúcar menos doce.

Os dissacarídeos são os mais importantes oligossacarídeos.

POLISSACARÍDEOS Apresentam fórmula geral igual a (C6H10O5)n sendo macromoléculas formadas pela junção de muitos monossacarídeos, alguns podendo apresentar átomos de Nitrogênio, Fósforo e Enxofre.  Amido: É a substância de reserva das plantas, sendo encontrado em grandes proporções em certos caules, como o da batata, em certas raízes como a da mandioca e em sementes como o milho. É destituído de sabor, tendo papel energético  Celulose: É o mais abundante polissacarídeo da natureza, suas moléculas filamentosas e altamente resistentes é o principal componente estrutural das paredes celulares das células vegetais. As folhas do papel que você lê esse

OLIGOSSACARÍDEOS Os oligossacarídeos ou açúcares pequenos são carboidratos constituídos de duas a dez moléculas de monossacarídeos. Interessa-nos, aqui, apenas aqueles

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texto são constituídas por moléculas de celulose.  Glicogênio: É o polissacarídeo de reserva energética dos animais, e também dos fungos, sendo formada por pelo menos 30.000 moléculas de glicose. Nos animais esse polissacarídeo é armazenado principalmente no fígado, mas também é encontrado nos músculos. A função do glicogênio nos animais é análoga à função do amido nas plantas. Quando a taxa de glicose diminui no sangue, as células do fígado hidrolisam o glicogênio, liberando no sangue moléculas de glicose que podem ser transportadas para todas as células do corpo.

A quitina é um polissacarídeo que fornece suporte estrutural aos exoesqueletos dos artrópodes.

Os dissacarídeos, oligossacarídeos e polissacarídeos constroem-se a partir de monossacarídeos covalentemente ligados por reações de condensação denominadas de ligações glicosídicas. Reações de condensação são aquelas em que a união de duas moléculas resultam na liberação de uma molécula de água

EXERCÍCIOS PROPOSTOS 05. (ENEM 2007) Ao beber uma solução de glicose (C6H12O6), um corta- cana ingere uma substância A) que, ao ser degradada pelo organismo, produz energia que pode ser usada para movimentar o corpo. B) inflamável que, queimada pelo organismo, produz água para manter a hidratação das células. C) insolúvel em água, o que aumenta a retenção de líquidos pelo organismo. D) que eleva a taxa de açúcar no sangue e é armazenada na célula, o que restabelece o teor de oxigênio no organismo. E) de sabor adocicado que, utilizada na respiração celular, fornece CO2 para manter estável a taxa de carbono na atmosfera. 06. (FUVEST 2008) A quitina e a celulose têm estruturas químicas semelhantes. Que funções essas substâncias têm em comum nos organismos em que estão presentes? 07. (ENEM) O metabolismo dos carboidratos é fundamental para o ser humano, pois a partir desses compostos orgânicos obtém-se grande parte da energia para as funções vitais. Por outro lado, desequilíbrios nesse processo podem provocar hiperglicemia ou diabetes. O caminho do açúcar no organismo inicia-se com a ingestão de carboidratos que, chegando ao

Dois hormônios regulam a concentração de açúcar no sangue: a insulina responsável por estimular a absorção de glicose pelas células e o glucagon que estimula as células hepáticas a degraderam o glicogênio a ser liberado na corrente sanguínea

 Quitina: É um polissacarídeo muito semelhante à celulose, diferindo desta por apresentar em sua composição química átomos de Nitrogênio. A quitina faz parte da constituição do exoesqueleto dos artrópodes e também das paredes celulares dos fungos.

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intestino, sofrem a ação de enzimas, “quebrando-se” em moléculas menores (glicose, por exemplo) que serão absorvidas. A insulina, hormônio produzido no pâncreas, é responsável por facilitar a entrada da glicose nas células. Se uma pessoa produz pouca insulina, ou se sua ação está diminuída, dificilmente a glicose pode entrar na célula e ser consumida. Com base nessas informações, pode-se concluir que: A) o papel realizado pelas enzimas pode ser diretamente substituído pelo hormônio insulina. B) a insulina produzida pelo pâncreas tem um papel enzimático sobre as moléculas de açúcar. C) o acúmulo de glicose no sangue é provocado pelo aumento da ação da insulina, levando o indivíduo a um quadro clínico de hiperglicemia. D) a diminuição da insulina circulante provoca um acúmulo de glicose no sangue. E) O principal papel da insulina é manter o nível de glicose suficientemente alto, evitando, assim um quadro clínico de diabetes. 08. (UFL) Em laboratório, foram purificadas quatro substâncias diferentes, cujas características são dadas a seguir: A. Polissacarídeo de reserva encontrado em grande quantidade no fígado de vaca. B. Polissacarídeo estrutural encontrado em grande quantidade na parede celular de células vegetais. C. Polímero de nucleotídeos compostos por ribose e encontrado no citoplasma. D. Polímero de aminoácidos com alto poder catalítico. As substâncias A, B, C e D são, respectivamente: A) glicogênio, celulose, RNA, proteína. B) amido, celulose, RNA, quitina. C) amido, pectina, RNA, proteína. D) glicogênio, hemicelulose, DNA, vitamina. E) glicogênio, celulose, DNA, vitamina. 09. (UNIFESP) Uma dieta com consumo adequado de carboidratos, além de prover energia para o corpo, ainda proporciona um efeito de "preservação das proteínas". A afirmação está correta porque: A) os carboidratos, armazenados sob a forma de gordura corpórea, constituem uma barreira protetora das proteínas armazenadas nos músculos. B) se as reservas de carboidratos estiverem reduzidas, vias metabólicas sintetizarão glicose a partir de proteínas.

C) as enzimas que quebram os carboidratos interrompem a ação de outras enzimas que desnaturam proteínas. D) o nitrogênio presente nos aminoácidos das proteínas não pode ser inativado em presença de carboidratos. E) a energia liberada pela quebra de carboidratos desnatura enzimas que degradam proteínas. 10. (UFRN) A glicose é muito importante para o processo de produção de energia na célula. Entretanto, o organismo armazena energia, principalmente sob a forma de gordura. Uma das vantagens de a célula acumular gordura em vez de açúcar é o fato de os lipídeos A) apresentarem mais átomos de carbono. B) serem moléculas mais energéticas. C) produzirem mais colesterol. D) serem mais difíceis de digerir. 11. (UFPEL) Durante muito tempo acreditou-se que os carboidratos tinham funções apenas energéticas para os organismos. O avanço do estudo desses compostos, porém, permitiu descobrir outros eventos biológicos relacionados aos carboidratos. Baseado no texto e em seus conhecimentos é INCORRETO afirmar que: A) os carboidratos são fundamentais no processo de transcrição e replicação, pois participam da estrutura dos ácidos nucléicos. B) os carboidratos são importantes no reconhecimento celular, pois estão presentes externamente na membrana plasmática, onde eles formam o glicocálix. C) os triglicérides ou triacilglicerídeos, carboidratos importantes como reserva energética, são formados por carbono, hidrogênio e oxigênio. D) tanto quitina, que forma a carapaça dos artrópodes, quanto a celulose, que participa da formação da parede celular, são tipos de carboidratos. E) o amido, encontrado nas plantas, e o glicogênio, encontrado nos fungos e animais, são exemplos de carboidratos e têm como função a reserva de energia. 12. (UNESP) Os açúcares complexos, resultantes da união de muitos monossacarídeos, são denominados polissacarídeos. A) Cite dois polissacarídeos de reserva energética, sendo um de origem animal e outro de origem vegetal. B) Indique um órgão animal e um órgão vegetal, onde cada um destes açúcares pode ser encontrado.

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LIPÍDIOS Os lipídios são substâncias orgânicas encontradas em grandes quantidades nas células animais e vegetais. Também conhecidos como gorduras os lipídios geralmente são insolúveis em água, mais solúveis em solventes orgânicos como o álcool, éter, benzeno e clorofórmio. Possuem alto valor energético e constituem uma importante reserva celular. Apresentam em sua constituição átomos de Carbono (C), Hidrogênio (H) e Oxigênio (O), e diferem dos carboidratos por apresentarem menos átomos de oxigênio, podendo ter na sua estrutura, além do ácido graxo e glicerol, átomos de fósforo, colesterol, etc. Os lipídios aparecem com muita freqüência na composição química dos seres vivos em diferentes partes do corpo, como no tecido adiposo, nas membranas celulares, na bainha de mielina dos neurônios, como precursores de vitaminas e hormônios, ceras impermeabilizantes nas superfícies de folhas e frutos, etc. I. PAPEL BIOLÓGICO DOS LIPÍDIOS Os lipídios desempenham várias funções importantes para os seres vivos, entre elas, a função de reserva energética, realizada pelas gorduras nos animais e pelos óleos nos vegetais. A função estrutural é realizada pela cera nas folhas e nos frutos dos vegetais, assim como os fosfolipídios nas membranas celulares. As abelhas produzem cera utilizada na impermeabilização das células da colméia, para proteger o mel, o pólen e as larvas. Os animais homeotérmicos (aves e mamíferos) dependem das reservas de gordura para a manutenção da temperatura corporal. O depósito de gordura nos animais ocorre no tecido adiposo, localizado abaixo da pele. O depósito de gordura no corpo humano sofre influência hormonal no período da puberdade, diferenciando o sexo masculino, com maior depósito de gordura na região abdominal, do sexo feminino, que apresenta maior depósito de gordura nas mamas e nas nádegas.

sementes óleo cuja função é alimentar o embrião durante o seu desenvolvimento.

A semente do girassol é rica em óleos, que enzimaticamente podem ser quebrados para liberar energia que é útil para o desenvolvimento do embrião.

As aves e os mamíferos armazenam gordura em uma camada abaixo da pele, essa gordura tanto pode servir como reserva energética, como isolante térmico.

Os animais podem utilizar os lipídios como um isolante térmico contra o frio.

II. CLASSIFICAÇÃO DOS LIPÍDIOS Glicerídeos: São ésteres formados pela junção de ácidos graxos e um tipo de álcool, o glicerol. Em temperatura ambiente, os glicerídeos podem ser encontrados no estado sólido ou líquido, sendo denominados respectivamente como gorduras e óleos. Os glicerídeos podem ser utilizados pelos seres vivos como reserva de energia para momentos de necessidade, as plantas oleaginosas, por exemplo, milho, soja, girassol entre outras podem armazenar nas

Cerídeos: As ceras são substâncias formadas por uma molécula de álcool diferente do glicerol unida a um ou mais moléculas de ácidos graxos. As ceras são altamente insolúveis em água, sendo utilizada por plantas e animais. As folhas de muitas plantas empregam a cera como um meio para reduzir a perda de água por transpiração, já as abelhas utilizam a cera para a construção de colméias.

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A carnaúba, palmeira típica da Região Nordeste do Brasil, apresenta muitas utilidades. A cera extraída da folha é que apresenta maior diversidade de uso. Enquanto o tronco é utilizado na Construção Civil e a polpa da fruta, para fazer farinha, a cera é utilizada na indústria alimentícia, na fabricação de produtos farmacêuticos e de cosméticos, na confecção de chips e códigos de barras, participando ainda da composição de lubrificantes e vernizes.

Esteróides: Constitui uma categoria especial de lipídios, suas moléculas são compostas por átomos de carbono interligados, formando quatro anéis carbônicos  Colesterol; É um dos esteróides mais conhecidos, estando associado a doenças do sistema cardiovascular, entretanto o colesterol é um importante componente das membranas celulares animais, sendo também um importante precursor de hormônios esteróides, como por exemplo, a progesterona e a testosterona. Uma parte do colesterol é produzida no fígado, outra vem da alimentação, principalmente de carnes gordas, ovos, leite e seus derivados. Há dois tipos de colesterol: a fração LDL – sigla em inglês para lipoproteínas de baixa densidade – e a fração HDL – sigla em inglês para lipoproteínas de alta densidade. O HDL é o chamado bom colesterol, uma vez que protege as artérias. Já o LDL é considerado o grande vilão, pois pode causar problemas ao organismo quando suas taxas na corrente sangüínea são elevadas. Em níveis altos, o LDL tende a se acumular nas paredes das artérias, favorecendo sua obstrução. Passa, então, a ser fator de risco de doenças cardíacas.

Os hormônios esteróides são responsáveis por conferir as características sexuais femininas e masculinas, eles possuem composição química lipídica.

Fosfolipídios; Além dos átomos de Carbono, Hidrogênio e Oxigênio, apresentam átomos de Fósforo, sendo um dos principais constituintes das membranas celulares. A molécula dos fosfolipídios lembra um palito de fósforo, com uma “cabeça” eletricamente carregada e uma haste sem carga elétrica, constituída por duas “caudas” de ácido graxo.

Os fosfolípideos entram na composição química das membranas celulares.

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EXERCÍCIOS PROPOSTOS 13. (UCPEL) Os lipídeos são moléculas apolares que não se dissolvem em solventes polares como a água. Com relação aos lipídeos, podemos afirmar que: I. São moléculas ideais para o armazenamento de energia por longos períodos. II. Importantes componentes de todas as membranas celulares. III. Estão diretamente ligados à síntese de proteínas IV. Servem como fonte primária de energia. V. A cutina, a suberina e a celulose são exemplos de lipídeos. A(s) alternativa(s) correta(s) é(são): A) I, IV e V B) I e III C) II e IV D) I e II 14. (UFRN 2005) Embora seja visto como um vilão, o colesterol é muito importante para o organismo humano porque ele é A) precursor da síntese de testosterona e progesterona. B) agente oxidante dos carboidratos. C) responsável pela resistência de cartilagens e tendões. D) co-fator das reações biológicas. 15. (UFRN 2004) A obesidade pode levar ao acúmulo de lipídeos no interior dos vasos, prejudicando a circulação do sangue. No entanto, a presença de gordura é fundamental na dieta, porque, entre outras funções, os lipídeos contribuem diretamente para A) o aumento da fermentação. B) o início da síntese protéica. C) a duplicação das cadeias de DNA. D) a composição da membrana celular. 16. (UFRN 2005) O uso de óleos vegetais na preparação de alimentos é recomendado para ajudar a manter baixo o nível de colesterol no sangue. Isso ocorre porque esses óleos A) têm pouca quantidade de glicerol. B) são pouco absorvidos no intestino. C) são pobres em ácidos graxos saturados. D) têm baixa solubilidade no líquido extracelular 17. (UNICAMP) Os lipídios têm papel importante na estocagem de energia, estrutura de membranas celulares, visão, controle hormonal, entre outros. São exemplos de lipídios: fosfolipídios, esteróides e carotenóides. A) Como o organismo humano obtém os carotenóides? Que relação têm com a visão?

B) A quais das funções citadas no texto acima os esteróides estão relacionados? Cite um esteróide importante para uma dessas funções. C) Cite um local de estocagem de lipídios em animais e um em vegetais. 18. (UFPA) Nos últimos anos, o açaí vem se destacando no cenário nacional como uma bebida energética, muito consumida por esportistas, principalmente halterofilistas, que consomem grandes quantidades de calorias durante os treinamentos. Seu alto valor calórico é devido a elevado teores de lipídios. Além da função energética, os lipídios são importantes por serem: A) Substâncias inorgânicas que participam de reações químicas mediadas por enzimas. B) Moléculas orgânicas constituintes das membranas celulares e que atuam como hormônios. C) Peptídeos constituintes dos ácidos nucléicos. D) Oligossacarídeos indispensáveis à formação da membrana plasmática. E) Compostos estruturais da parede celular vegetal. 19. (UFABC) Maravilha da Amazônia! Alimento básico do nortista. Os índios comem com farinha há milênios. Nos anos 1980, surfistas do sul descobriram seu valor energético e nutritivo. Fala-se do açaí, fruto do açaizeiro, uma palmeira que se espalha pela Amazônia, mais nas margens dos rios. Sua fruta, dizem os estudiosos, parece que foi criada em laboratório sob encomenda da “geração saúde”. Analise as Informações sobre a composição química e o valor nutricional do açaí na tabela abaixo:

O açaí é um alimento de alto valor calórico. Os dados da tabela permitem afirmar que essa propriedade deve-se à presença de A) proteínas, que são convertidas em energia. B) açúcares, que favorecem a absorção de calor. C) vitaminas, que aceleram a degradação das fibras brutas. D) minerais, que deixam resíduos quando submetidos à combustão. E) lipídeos, que geram energia por oxidação dos ácidos graxos.

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AMINOÁCIDOS Aminoácidos são moléculas orgânicas formadas por átomos de Carbono, Hidrogênio, Oxigênio e nitrogênio unidos entre si de maneira característica. Alguns tipos de aminoácidos contêm também átomos de Enxofre e Fósforo que aparecem, portanto na composição das proteínas. Os aminoácidos são as unidades básicas de formação das proteínas

organismos, uma vez que o controle das reações químicas depende das enzimas, que são moléculas de proteína. Alguns hormônios também podem possuir constituição protéica, como é o caso da insulina, que atua na regulação dos níveis de açúcar no sangue

Os aminoácidos são as unidades monoméricas que formam as proteínas. Todos eles possuem este arranjo característico de seus átomos, diferindo apenas em seu radical.

As ligações peptídicas unem os aminoácidos para formarem as proteínas.

Já se conhece, na natureza, centenas de aminoácidos diferentes, encontrados, principalmente, nos vegetais superiores que representam uma grande fonte dessas moléculas; porém apenas 20 tipos de aminoácidos, normalmente, são obtidos nas hidrólises protéicas. Alguns aminoácidos (não protéicos) dificilmente são encontrados como constituintes das proteínas, mas exercem funções importantes no metabolismo, Entre eles estão a ornitina e a citrulina, intermediários metabólicos no ciclo da uréia. I. COMO SÃO FORMADAS AS PROTEÍNAS? As proteínas são formadas por várias unidades de aminoácidos, que se ligam entre si por meio de um tipo de ligação covalente específica, denominada ligação peptídica. Ela se estabelece entre o grupo carboxila de um aminoácido e o grupo amina do outros, é uma reação de condensação uma vez que ocorre a liberação de uma molécula de água. II. PROTEÍNAS São compostos orgânicos de alto peso molecular, sendo formadas pelo encadeamento de aminoácidos. Representam cerca de 50 a 80% do peso seco da célula sendo, portanto, o composto orgânico mais abundante de matéria viva. As proteínas são os componentes químicos mais importantes do ponto de vista estrutural, pois estão presentes em todas as partes da célula. São também fundamentais no funcionamento dos

III. FUNÇÕES As proteínas podem ser agrupadas em várias categorias de acordo com a sua função. De uma maneira geral, as proteínas desempenham nos seres vivos as seguintes funções: estrutural, enzimática, hormonal, de defesa, nutritiva, coagulação sangüínea e transporte. 1. Função estrutural - participam da estrutura dos tecidos.  Colágeno; proteína de alta resistência, encontrada na pele, nas cartilagens, nos ossos e tendões. Actina e Miosina; proteínas contráteis, abundantes nos músculos, onde participam do mecanismo da contração muscular, Queratina: proteína impermeabilizante encontrada na pele, no cabelo e nas unhas, Evita a dessecação, a que contribui para a adaptação do animal à vida terrestre. Albumina; proteína mais abundante do sangue, relacionada com a regulação osmótica e com a viscosidade do plasma (porção líquida do sangue),

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2. Função enzimática; as enzimas são fundamentais como moléculas reguladoras das reações biológicas. Dentre as proteínas com função enzimática podemos citar como exemplo, as lipases - enzimas que transformam os lipídios em suas unidades constituintes, como os ácidos graxos e glicerol. 3. Função hormonal; muitos hormônios de nosso organismo são de natureza protéica. Resumidamente, podemos caracterizar os hormônios como substâncias elaboradas pelas glândulas endócrinas e que, uma vez lançadas no sangue, vão estimular ou inibir a atividade de certos órgãos. É o caso do insulina, hormônio produzido no pâncreas e que se relaciona com e manutenção da glicemia (taxa de glicose no sangue). 4. Função de defesa; existem células no organismo capazes de "reconhecer" proteínas "estranhas" que são chamadas de antígenos. Na presença dos antígenos o organismo produz proteínas de defesa, denominados anticorpos. O anticorpo combina-se, quimicamente, com o antígeno, de maneira a neutralizar seu efeito. A reação antígeno-anticorpo é altamente específica, o que significa que um determinado anticorpo neutraliza apenas o antígeno responsável pela sua formação. Os anticorpos são produzidos por certas células de corpo (como os linfócitos, um dos tipos de glóbulo branco do sangue). 5. Coagulação sangüínea; vários são os fatores da coagulação que possuem natureza protéica, como por exemplo: fibrinogênio, globulina anti-hemofílica, etc. 6. Transporte; pode-se citar como exemplo a hemoglobina, proteína responsável pelo transporte de oxigênio no sangue.

A desnaturação resulta na perda da estrutura e conseqüentemente da função da proteína.

V. ENZIMAS As enzimas são proteínas especializadas na catálise de reações biológicas. Elas estão entre as biomoléculas mais notáveis devido a sua extraordinária especificidade e poder catalítico, que são muito superiores aos dos catalisadores produzidos pelo homem. Praticamente todas as reações que caracterizam o metabolismo celular são catalisadas por enzimas. As enzimas aceleram a velocidade das reações, mas não sofrem alterações na sua estrutura molecular. Elas atuam diminuindo a energia de ativação para que a reação aconteça.

IV. DESNATURAÇÃO PROTÉICA Diversos fatores, como calor, variação de pH, radiação e algumas substâncias químicas (cátions de metais pesados, álcool a 70 °GL), podem desestabilizar as pontes de hidrogênio e outras ligações que mantêm a forma das proteínas. Altera-se a estrutura terciária e, eventualmente, a secundária. Desfazendo-se sua estrutura espacial, a proteína perde suas propriedades características e dizemos que ocorreu uma desnaturação.
Reações não catalisadas por enzimas requerem muito mais energiam para serem processadas.

Com exceção de alguns RNAs (ribozimas) que são catalisadores durante o seu próprio processamento, todas as enzimas são proteínas. As enzimas possuem atuação específica, atuando em uma ou em poucas reações bioquímicas. A especificidade das enzimas é explicada pelo fato de seus sítios ativos, que são os locais da enzima em que se encaixam os seus substratos serem altamente específicos para um determinado substrato, assim como uma chave é para uma fechadura.

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VI. MECANISMO DA REAÇÃO ENZIMÁTICA As enzimas são extremamente específicas e atuam sempre no mesmo tipo de reação. Os compostos sobre os quais as enzimas agem são chamados de substratos. A grande especificidade enzima-substrato está relacionada à estrutura tridimensional de ambos. O substrato liga-se a um sítio na enzima cuja forma complementa sua própria forma, assim como um cadeado e uma fechadura, assim, dessa forma essa teoria da atividade enzimática ficou conhecida como modelo chave-fechadura.

VII. FATORES QUE AFETAM A ATIVIDADE ENZIMÁTICA 1. Temperatura; dentro de certos limites, a velocidade de uma reação enzimática aumenta proporcionalmente com a elevação da temperatura, entretanto se for ultrapassada certa temperatura limite, pode ocorrer a redução da atividade enzimática ou até mesmo a desnaturação da enzima.

Modelo chave-fechadura: as enzimas possuem sítios ativos que possibilitam o encaixe perfeito das moléculas substratos.

Altas temperaturas podem ocasionar a desnaturação das enzimas.

Esse modelo é nos dias de hoje, de interesse principalmente histórico, uma vez que não leva em conta uma propriedade importante das proteínas, ou seja, sua flexibilidade conformacional. O segundo, modelo de ajuste induzido leva em conta o fato de as proteínas terem alguma flexibilidade tridimensional. De acordo com o modelo, a ligação do substrato induz uma mudança conformacional na enzima, o que resulta em um encaixe complementar ao substrato, a que ela está ligada.

2.. pH; as enzimas possuem uma faixa ótima de pH, onde sua atividade catalítica é máxima, fora dessa faixa a atividade catalítica da enzima é perturbada.

O ph influencia na atividade catalítica das enzimas

Modelo de ajuste induzido: leva em consideração o fato das enzimas moldarem a sua conformação à do substrato, assim as enzimas não são estáticas e conseguem alterar a sua forma tridimensional.

3. Concentração de substrato; o aumento na concentração de substrato tende a aumentar a velocidade da reação, entretanto a velocidade é estabilizada quando todas as enzimas estão ocupadas na catálise de um substrato

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3. Inibição Alostérica; A mudança na forma da enzima devido à ligação ao inibidor não-competitivo é um exemplo de alosteria. O inibidor induz a proteína a mudar a sua configuração tornando a enzima inativa. Esses competidores podem ser moléculas produtos das reações enzimática, assim esse mecanismos onde os produtos da reação inibem a atividade das enzimas é conhecido como inibição por feedback ou ainda retroalimentação negativa. Um exemplo é o aminoácido isoleucina, produzido na célula a partir de outro aminoácido, a treonina.
A velocidade da reação tende a se estabilizar com o aumento na concentração de enzimas

VIII. MECANISMOS ENZIMÁTICA

DE

INIBIÇÃO

Diversos inibidores podem se ligar às enzimas, diminuindo a velocidade das taxas de reação catalisadas por elas. Alguns inibidores ocorrem naturalmente nas células outros são artificiais. Alguns se ligam de maneira irreversível às enzimas enquanto outros podem inibir reversivelmente as enzimas. 1. Inibição Irreversível; os inibidores se ligam covalentemente ao sítio ativo das enzimas inativando-as permanentemente, ao destruir sua capacidade de interagir com o substrato. 2. Inibição reversível; os inibidores se ligam de maneira não covalente ao sítio ativo da enzima, impedindo a atividade catalítica e aumentando o tempo para que uma reação aconteça. Os inibidores podem ser competitivos, quando competem pelo sítio ativo com o substrato natural. Os inibidores também podem ser nãocompetitivos, quando se ligam em um local diferente do sítio ativo, mas, atrapalhando a atividade enzimática.

A isoleucina controla a sua própria produção através da retroalimentação negativa.

Controles deste tipo ajudam o organismo a manter sua composição química constante, isto é, contribuem para a homeostase. EXERCÍCIOS PROPOSTOS 20. (UERJ) Um estudante recebeu um quebra-cabeça que contém peças numeradas de 1 a 6, representando partes de moléculas.

Tipos de inibição enzimática.

Para montar a estrutura de uma unidade fundamental de uma proteína, ele deverá juntar três peças do jogo na seguinte seqüência: A) 1, 5 e 3 B) 1, 5 e 6 C) 4, 2 e 3 D) 4, 2 e 6

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21. (UCSRS) Aminoácidos são considerados os blocos de construção de proteínas. Distinguem-se aminoácidos naturais, que são produzidos pelo organismo, e aminoácidos essenciais, que têm de ser obtidos por meio da alimentação. Se na dieta de um ser humano faltar um aminoácido essencial, esse indivíduo passará a A) transformar glicose em aminoácidos. B) transformar ácidos graxos em aminoácidos. C) apresentar sintomas de deficiência alimentar. D) sintetizar esse aminoácido a partir de outros aminoácidos 22. (UFRJ) A fenilcetonúria é uma doença que resulta de um defeito na enzima fenilalanina hidroxilase, que participa do catabolismo do aminoácido fenilalanina. A falta de hidroxilase produz o acúmulo de fenilalanina que, por transaminação, forma ácido fenilpirúvico. Quando em excesso, o ácido fenilpirúvico provoca retardamento mental severo. Por outro lado, o portador desse defeito enzimático pode ter uma vida normal desde que o defeito seja diagnosticado imediatamente após o nascimento e que sua dieta seja controlada. A fenilcetonúria é tão comum que mesmo nas latas de refrigerantes dietéticos existe o aviso: "Este produto contém fenilcetonúricos!". Qual o principal cuidado a tomar com a dieta alimentar de um portador desse defeito enzimático? Por quê? 23. (UFRN) Embora os seres vivos sejam diferentes entre si, todos apresentam as quatro principais macromoléculas biológicas. Em relação a cada uma delas, é correto afirmar: A) Lipídeos armazenam energia e participam do processo de codificação gênica. B) Proteínas aceleram a velocidade das reações e possuem função estrutural. C) Ácidos nucléicos participam nos processos de expressão gênica e de defesa. D) Vitaminas que possuem função energética. 24. (UFRN) Observe a charge que segue:

solar, diminuindo também o risco do desenvolvimento de câncer de pele. Mesmo que tais materiais não estejam disponíveis, o nosso organismo ainda dispõe de um mecanismo inato que protege a pele, produzindo A) mielina. B) serotonina. C) melanina. D) adrenalina. 25. (UFRN) Uma prática corriqueira na preparação de comida é colocar um pouco de "leite" de mamão ou suco de abacaxi para amaciar a carne. Hoje em dia, os supermercados já vendem um amaciante de carne industrializado. A) Explique o amaciamento da carne promovido pelo componente presente no mamão, no abacaxi ou no amaciante industrializado e compare esse processo com a digestão. B) Se o amaciante, natural ou industrializado, for adicionado durante o cozimento, qual será o efeito sobre a carne? Por quê? 26. (UFRN 2003) A composição do leite de cada espécie de mamífero é adequada às necessidades do respectivo filhote. O gráfico a seguir apresenta a composição do leite humano e do leite de uma espécie de macaco.

Considere dois filhotes de macaco: um alimentado com leite de macaco e o outro com o mesmo volume de leite humano. A partir da análise do gráfico, pode-se dizer que o filhote de macaco que for alimentado com o mesmo volume de leite humano provavelmente apresentará A) deformidades ósseas. C) menor crescimento. B) carência energética. D) diarréias freqüentes.

27. (ENEM) O milho verde recém-colhido tem um sabor adocicado. Já o milho verde comprado na feira, um ou dois dias depois de colhido, não é mais tão doce, pois cerca de 50% dos carboidratos responsáveis pelo sabor adocicado são convertidos em amida nas primeiras 24 horas. Para preservar o sabor do milho verde pode-se usar o seguinte procedimento em três etapas: 1º descascar e mergulhar as espigas em água fervente por alguns minutos; 2º resfriá-las em água corrente; 3º conservá-las na geladeira.

Os materiais citados nesta charge aumentam a proteção da pele contra os problemas provocados pela radiação

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A preservação do sabor original do milho verde pelo procedimento descrito pode ser explicada pelo seguinte argumento: A) O choque térmico converte as proteínas do milho em amido até a saturação; este ocupa o lugar do amido que seria formado posteriormente. B) A água fervente e o resfriamento impermeabilizam a casca dos grãos de milho, impedindo a difusão do oxigênio e a oxidação da glicose. C) As enzimas responsáveis pela conversão desses carboidratos em amido são desnaturadas pelo tratamento com água quente. D) Microrganismos que, ao retirarem nutrientes dos grãos, convertem esses carboidratos em amido, são destruídos pelo aquecimento. E) O aquecimento desidrata os grãos de milho, alterando o meio de dissolução onde ocorreria espontaneamente a transformação desses carboidratos em amido. 28. (PUCRJ 2010) Atletas devem ter uma alimentação rica em proteínas e carboidratos. Assim devem consumir preferencialmente os seguintes tipos de alimentos, respectivamente: A) verduras e legumes pobres em amido B) óleos vegetais e verduras C) massas e derivados de leite D) farináceos e carnes magras E) carnes magras e massas 29. (UFMS 2010) As proteínas, formadas pela união de aminoácidos, são componentes químicos fundamentais na fisiologia e na estrutura celular dos organismos. Em relação às proteínas, assinale a(s) proposição(ões) correta(s). 1) O colágeno é a proteína menos abundante no corpo humano apresentando forma globular como a maioria das proteínas. 2) A ligação peptídica entre dois aminoácidos acontece pela reação do grupo carboxila de um aminoácido com o grupo amino de outro aminoácido. 4) A ptialina, enzima produzida pelas glândulas salivares, atua na digestão de proteínas. 8) A anemia falciforme, causada por fatores nutricionais, é atribuída ao rompimento das hemácias em função da desnaturação da molécula protéica de hemoglobina em decorrência do aumento da temperatura corporal. 16) A insulina, envolvida no metabolismo da glicose, é um exemplo de hormônio protéico. 32) As proteínas caseína e albumina são encontradas no leite e na clara do ovo, respectivamente.

30. (ESTÁCIO DE SÁ 2006) A febre é sinal de que o organismo de uma pessoa está reagindo à infecção provocada por algum microorganismo. No entanto, devese evitar que a temperatura corporal atinja valores exagerados, superiores a 40°C, porque A) há risco de ocorrer desnaturação das moléculas de proteínas componentes das membranas plasmáticas, o que compromete toda a atividade seletiva dessas estruturas. B) há comprometimento da atividade enzimática, extremamente vulnerável a temperaturas elevadas, provocadoras de desnaturações que alteram as estruturas terciárias das enzimas e anulam a sua função. C) há risco de liquefazer as gorduras componentes das membranas, o que pode provocar a sua liberação para a corrente sangüínea e obstrução de vasos capilares cerebrais. D) em altas temperaturas os microorganismos se tornam mais agressivos, anulando o papel de defesa executado pelas enzimas componentes dos leucócitos do sangue.

VITAMINAS As vitaminas são substâncias orgânicas de natureza química heterogênea, ou seja, elas não pertencem a uma classe particular de substâncias. Compostos requeridos em pequenas quantidades e que o organismo não consegue produzir para o seu bom funcionamento é denominado de vitamina. Distinguem-se carboidratos, lipídios e proteínas porque não representam fonte de energia e nem desempenham funções estruturais. Em condições normais de alimentação, uma dieta bem balanceada fornece as vitaminas necessárias à conservação da saúde. As deficiências podem, contudo levar à carência de vitaminas. Estudar essas carências e seus efeitos é o nosso objetivo. As vitaminas são nutrientes reguladores, juntamente com as enzimas, controlam importantes atividades metabólicas, por isso, são indispensáveis para o bom desempenho das funções orgânicas. Normalmente, não há necessidade de tomar remédios à base de vitaminas, pois nosso corpo é automaticamente suprido delas caso receba uma dieta balanceada I. CLASSIFICAÇÃO As vitaminas podem ser classificadas de acordo com sua solubilidade em lipídios ou em água, assim temos:  Vitaminas lipossolúveis; As vitaminas lipossolúveis se dissolvem bem em gorduras,

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predominam nos alimentos lipídicos, como leite, ovos e queijo. São bem absorvidas no intestino humano com a ajuda de sais biliares liberado pelo fígado. É o caso das vitaminas A, D, E e K. Vitamina A (Retinol); Está relacionada com o crescimento normal do indivíduo, prevenindo contra várias infecções e evitando a cegueira noturna (xeroftalmia). Atua também na regeneração dos epitélios e na formação da rodopsina, uma proteína encontrada no epitélio pigmentar da retina. A vitamina A é encontrada em vegetais amarelos (cenoura, milho e abóbora), pêssego, gema do ovo de galinha, manteiga, leite e fígado. Vitamina D (Calciferol); A vitamina D não é encontrada pronta na maioria dos alimentos. Vegetais verdes, tomate e castanhas possuem uma substância precursora de vitamina D que, quando entra em contato com a radiação solar, é convertida em calciferol. Atua no metabolismo do cálcio e fósforo, mantendo a estrutura de ossos e dentes saudável. A deficiência de vitamina D promove o estabelecimento do raquitismo, enfraquecimento dos ossos e dentes. Pode ser encontrada em fígado, olho de fígado de bacalhau e gema de ovo. Vitamina E (Tocoferol); A vitamina E promove a fertilidade, atuando no sistema nervoso involuntário, no sistema muscular e nos músculos que realizam contrações involuntárias. A falta dessa vitamina provoca a esterilidade e o aborto. O óleo de germe de trigo, as carnes magras, a alface e o óleo de amendoim são fontes ricas em vitamina E. Vitamina K (Filoquinona); A vitamina K é necessária à coagulação normal do sangue, atua prevenindo hemorragias. Ela pode ser produzida por microorganismos que compõe a flora intestinal. Sua carência não é muito comum, estando associada ao uso contínuo de antibióticos e a má absorção de lipídios no intestino.  Vitaminas hidrossolúveis; As vitaminas hidrossolúveis são assim chamadas porque se dissolvem bem em água e sua absorção e feita na presença de água. As vitaminas do complexo B e a vitamina C são exemplos de vitaminas hidrossolúveis Vitamina B1 (Tiamina); Auxilia na oxidação dos carboidratos, estimula o apetite, mantém o tônus

muscular e o bom funcionamento do sistema nervoso. A deficiência resulta na perda de apetite, fadiga muscular, nervosismo e beribéri. É encontrada em cereais na forma integral, pães, feijão, fígado, carne de porco, ovos. Vitamina B2 (Riboflavina); Auxilia na oxidação dos alimentos, é essencial na respiração celular, mantém a tonalidade saudável da pele e atua na coordenação motora. Pode ser encontrada na couve, repolho, espinafre, etc. Além de carnes magras, ovos, fígado e fermento de padaria. Vitamina B3 (Niacina); Mantêm o tônus nervoso e muscular e o bom funcionamento do sistema digestório, previne a pelagra. A deficiência pode causa nervosismo extremo, distúrbios digestivos e pelagra. Pode ser obtida ingerindo, levedo de cerveja, carnes magras, ovos, fígado, leite. Vitamina B5 (Ácido pantotênico); É componente da coenzima A, participa dos processos energéticos celulares. A carência resulta em anemia, fadiga e dormência dos membros. As principais fontes dessa vitamina são carnes, leite e seus derivados, verduras e cereais integrais Vitamina B6 (Piridoxina); Auxilia na oxidação dos alimentos e mantêm a pele saudável. A deficiência dessa vitamina pode causar doenças na pele e distúrbios nervosos. Pode ser obtida ingerindo levedo de cerveja, carnes magras, ovos, fígado. Vitamina B8 (Biotina); Atua como coenzima em processos energéticos celulares, atua ainda na síntese de ácidos graxos e das bases nitrogenadas púricas também está relacionada à manutenção da pele e ao bom funcionamento neuromuscular. Esta vitamina pode ser encontrada em alimentos - como carnes, legumes, verduras - e nas bactérias da flora intestinal. Vitamina B9 (Ácido fólico); O ácido fólico é importante na síntese das bases nitrogenadas e, portanto, na síntese de DNA e na multiplicação celular para o reparo do ferimento. A carência resulta em anemia, esterelidade masculina, em mulheres grávidas predispõe o feto a mal formação. As principais fontes vitamínicas do ácido fólico são os vegetais verdes, frutas e bactérias da flora intestinal. Alguns casos de anemia e esterilidade masculina ocorrem pela falta dessa vitamina. Vitamina B12 (Cianocobalamina); É essencial para a maturação das hemácias e para a síntese de nucleotídios. A deficiência dessa vitamina causa a

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anemia perniciosa e distúrbios nervosos. Carne, ovos, leite e seus derivados são as principais fontes alimentares dessa vitamina. Vitamina C (Ácido ascórbico); É a mais popular das vitaminas. Previne infecções de forma geral e o escorbuto, além de manter a integridade dos vasos sanguíneos . Pode ser encontrada em frutas cítricas (como limão, laranja e acerola) e também no tomate, na couve, no repolho e no pimentão. Quando o indivíduo não a ingere em quantidade suficiente pode desenvolver insônia, inércia e fadiga (falta de energia), dores nas articulações e sangramento das gengivas.

E) A dieta pobre em fibras, cereais e açúcares apresenta sempre substâncias energéticas essenciais aos seres vivos. 33. (VUNESP) Um determinado medicamento, recentemente lançado no mercado, passou a ser a nova esperança de pessoas obesas, uma vez que impede a absorção de lipídios, facilitando sua eliminação pelo organismo. Como efeito colateral, os usuários deste medicamento poderão apresentar deficiência em vitaminas lipossolúveis, tais como A, D, E e K. a) Qual é e onde é produzida a substância que realiza a emulsificação dos lipídios? b) Quais são os efeitos que a falta das vitaminas A e K pode causar ao homem? 34. (FGV-SP) Um grupo de pesquisadores constatou os seguintes sintomas de avitaminose em diferentes populações da América do Sul: escorbuto, raquitismo e cegueira noturna. Para solucionar essa situação propuseram fornecer as seguintes vitaminas, respectivamente: A) C, D, E B) C, D, A C) E, B, A D) A, B, E E) C, B, A 35. (UNICAMP)

EXERCÍCIOS PROPOSTOS 31. (ETEC 2010) Não contribuem para o nosso bemestar: pular refeições, comer alimentos ricos em gorduras e consumir alimentos industrializados em excesso. Esses hábitos diminuem o consumo de nutrientes necessários ao bom funcionamento do organismo resultando, assim, no aparecimento de vários tipos de doenças. Sobre alguns dos nutrientes essenciais ao nosso organismo, é válido afirmar que A) a vitamina E é importante na proteção dos vasos sanguíneos contra as hemorragias. B) a vitamina C atua na coagulação do sangue e na formação dos glóbulos vermelhos. C) o zinco previne a ocorrência do bócio ou papo devido ao mau funcionamento da glândula tireóide. D) a vitamina A desempenha importante papel na manutenção de uma boa visão e participa da proteção da pele e das mucosas. E) as gorduras do tipo Ômega 3 e Ômega 6 reduzem o colesterol ruim, responsável pela formação de cálculos renais. 32. (PUCPR 2007) Para se ter uma saúde perfeita e equilibrada é importante, além de atividades físicas regulares, uma alimentação variada e balanceada. Dentre as alternativas abaixo, procure assinalar aquela que reúne os argumentos a serem adotados para alcançar os objetivos propostos: A) Os alimentos só são formados por elementos químicos inorgânicos que seguem destinos diferenciados no metabolismo celular que caracteriza nosso corpo. B) Os alimentos só suprem as necessidades do metabolismo celular de construção de nosso organismo. C) É através dos alimentos que chegam importantes substâncias para o funcionamento adequado do nosso organismo, mantendo-o sadio e livre de doenças. D) Os alimentos sempre são ricos em glicídios, lipídios, proteínas, vitaminas e sais minerais.

A) Que nutriente é esse? B) Que doença é causada pela falta desse nutriente? C) Cite duas manifestações aparentes ou sintomas dessa doença. 36. (UFRN) A hemorragia decorrente da ingestão de trevo doce por bovinos e ovinos se deve ao dicumarol, substância presente nesse vegetal e que exerce ação antagonista à vitamina A) E C) B1 B) B12 D) K

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37. (FATEC) Entre as pessoas muito pobres, a deficiência calórica e protéica está comumente associada à deficiência de vitaminas e sais minerais. Assinale a alternativa que indica os efeitos causados pela deficiência ou ausência das vitaminas A, D e de FERRO. A) raquitismo, cegueira noturna, distrofia muscular. B) raquitismo, escorbuto, hemorragia. C) anemia, esterilidade, raquitismo. D) cegueira noturna, hemorragia, escorbuto. E) cegueira noturna, raquitismo, anemia. 38. (UFF) A vitamina K - vitamina lipossolúvel descoberta em 1939 - é uma vitamina: A) que, como todas as vitaminas lipossolúveis, deve ser ingerida em grandes quantidades, por ser considerada substrato energético importante para as nossas células; B) importante para a síntese de rodopsina e sua carência resulta em maior dificuldade de adaptação a ambientes mal iluminados; C) que participa ativamente da absorção intestinal do cálcio e da sua fixação nos ossos e dentes; D) que participa ativamente da síntese do colágeno e sua carência provoca escorbuto; E) essencial para a formação da protrombina e de alguns outros fatores envolvidos na coagulação sangüínea. 39. (UFRN) Ribossomildo salienta que vegetais existentes na mata atlântica são importantes fontes naturais de vitaminas. Informa que as vitaminas são A) componentes do grupo das aminas e necessárias à manutenção da saúde. B) requeridas em pequenas doses diárias e não podem ser sintetizadas pelos animais. C) necessárias aos organismos e podem funcionar como co-fatores de reações enzimáticas. D) encontradas naturalmente nos alimentos e constituem fontes de energia. 40. (FATEC) Os sintomas a seguir numerados se referem aos efeitos mais marcantes da carência de algumas vitaminas no organismo humano. I. Deformação no esqueleto e anomalias da dentição. II. Secura da camada córnea do globo ocular e deficiência visual em ambiente de luz fraca. III. Dificuldade de coagulação do sangue. IV. Inflamação da pele e das mucosas, com sangramento. Esses sintomas estão associados, respectivamente, à carência das vitaminas A) D, E, C e A B) K, A, B e D

C) B, K, A e C D) B, D, K e A E) D, A, K e C ÁCIDOS NUCLÉICOS Os ácidos nucléicos são polímeros especializados no armazenamento, na transmissão e no uso da informação genética. Existem dois tipos de ácidos nucléicos: O DNA (Ácido Desoxirribonucléico) e o RNA (Ácido Ribonucléico). I. COMPONENTES NUCLÉICOS DOS ÁCIDOS

Os ácidos nucléicos são as maiores macromoléculas presentes nas células, sendo constituído de monômeros chamados de nucleotídeos. Cada nucleotídeo é formado por um açúcar pentose, um grupo fosfato e uma base nitrogenada. As bases nitrogenadas podem ser classificadas em: Pirimidinas, quando apresentam uma estrutura em anel único. São bases pirimídicas: citosina (C), timina (T) e uracila (U). Elas ainda podem ser classificadas em Purinas quando apresentam uma estrutura em dois anéis fundidos. São bases púricas: adenina (A) e guanina (G).

A estrutura de um nucleotídeo: eles são as unidades monoméricas dos ácidos nucléicos.

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RNA mensageiro, transportador e ribossômico como veremos adiante.

As bases pirimídicas podem ser de três tipos: citosina, uracila ou timina.

As bases púricas podem ser de dois tipos: adenina e guanina

II. ESTRUTURA NUCLÉICOS

DOS

ÁCIDOS

Dúpla hélice do DNA. O modelo para explicar a estrutura da molécula foi proposto pelo biólogo James Watson e pelo físico Francis Crick em 1953, o que lhes rendeu o prêmio nobel de fisiologia e medicina no ano de 1962

O DNA é constituído por duas cadeias polinucleotídicas enroladas uma sobre a outra, lembrando uma comprida escada helicoidal. Os seus nucleotídeos apresentam um açúcar pentose que sempre é a desoxirribose (C5H10O4), que se unem entre si por meio de ligação denominadas fosfodiéster. As duas cadeais mantêm-se unidas por meio de pontes de hidrogênio que se estabelecem entre as bases nitrogenadas dos nucleotídeos, esse emparelhamento é específico ocorrendo sempre entre a adenina e timina, e, entre citosina e guanina, as bases nitrogenadas do DNA. As moléculas de RNA são formadas por uma única cadeia polinucleotídica na qual os nucleotídeos se unem por ligação fosfodiéster. A molécula pode enrolar-se sobre si. A pentose encontrada no RNA é sempre a ribose (C5H10O5) São bases nitrogenadas características do RNA a adenina que se emparelha com a uracila, e a guanina que se emparelha com a citosina. Todas as formas de vida, com exceção de alguns vírus possuem suas informações genéticas codificadas nas sequências de bases nitrogenadas do DNA. O RNA pode atuar em diversas funções ligadas ao fluxo da informação genética. Podem servir por exemplo como

III. DIFERENÇAS ENTRE DNA E RNA
DNA PENTOSE Desoxirribose BASES PÚRICAS Adenina e Guanina BASES PIRIMÍDICAS ESTRUTURA Duas cadeias helicoidais ENZIMAS HIDROLÍTICAS ORIGEM Replicação ENZIMA SINTÉTICA DNA polimerase FUNÇÃO Armazena a informação genética LOCALIZAÇÃO Predomina no núcleo Predomina no citoplasma Permite o fluxo de informação RNA polimerase Transcrição Desoxirribonucleases, DNAase Uma cadeia Citosina e Timina Adenina e Guanina Citosina e Uracila Ribose RNA

Ribonucleases, RNAase

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IV. REPLICAÇÃO DO DNA O processo de reprodução do DNA é conhecido como duplicação ou replicação semiconservativa, pois cada uma das duas moléculas recém formadas conserva uma das cadeias da molécula original e forma uma cadeia nova, complementar à que lhe serviu de molde.

Nenhum DNA é formado sem um oligonucleotídeo iniciador, uma vez que as DNA polimerases podem alongar uma cadei de nucleotídeos, mas não conseguem iniciar uma fita do zero. As fitas de DNA são antiparales e a replicação deve ocorrer no sentido 5’ para o 3’.

Dessa maneira a DNA polimerase consegue alongar a nova fita de DNA a partir desse oligonucleotídeo iniciador, assim a nova fita sintetizada tem o sentido 5” para o 3‟. Depois que a síntese da nova fita está completa, o oligonucleotídeo iniciador é degradado e substituído por nucleotídeos de DNA. Como as fitas de DNA são antiparalelas as duas fitas de DNA crescem de maneira diferente, já que os nucleotídeos só podem ser adicionados pela DNA polimerase no sentido 5‟ para o 3„.

A replicação do DNA é semiconservativa, uma vez que as novas moléculas apresentam uma fita recém sintetizada e uma fita da molécula original.

No início do processo as duas fitas que compõe o DNA estão unidas por meio de pontes de hidrogênio. A quebra dessas pontes de hidrogênio é catalisada por enzimas denominada de helicases, que funcionam como uma espécie de tesoura. Em seguida proteínas de ligação de fita simples se prendem ao DNA e impedem que as bases das duas cadeias voltem a formar pontes de hidrogênio, mantendo assim as fitas separadas para que as enzimas de replicação possam agir. As DNA polimerases são as enzimas que sintetizam a nova cadeia de DNA, complementar a fita que lhe servirá de molde, entretanto elas não podem iniciar a síntese de uma nova fita do zero. Portanto uma fita iniciadora chamada de oligonucleotídeo iniciador ou primer se faz necessário. O primer é sintetizado pro uma enzima chamada de RNA primase que adiciona um pequeno fragmento de RNA à extremidade 3‟ da fita molde.

Uma das fitas molde permite que os nucleotídeos sejam adicionados de forma contínua apontando para o sentido em que se abre a forquilha de replicação, assim, essa fita recém sintetizada é chamada de fita líder ou contínua. A outra fita (fita atrasada ou descontínua) aponta em direção contrária ao da forquilha de replicação, assim, precisa ser sintetizadas a partir de pequenos fragmentos de DNA, chamados de fragmentos de Okazaki.

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V. TRANSCRIÇÃO GÊNICA O RNA é produzido a partir de um molde de uma das fitas do DNA, esse processo de produção de RNA é denominado de transcrição gênica. Nesse processo as duas fitas de DNA se separam, uma delas servindo como molde para a produção do RNA e a outra permanecendo inativa. Ao final do processo, as duas cadeias de DNA voltam a se emparelhar, reconstituindo a dupla hélice e um novo RNA é formado, tendo sua cadeia complementar a da fita de DNA que lhe serviu de molde, a diferença é que a timina é substituída pela uracila no RNA. Os genes são segmentos encontrados nas moléculas de DNA que codificam a produção de produtos gênicos, que podem ser RNAs do tipo transpotador, ribossômico ou mensageiro. A síntese de uma molécula de RNA requer uma enzima denominada de RNA polimerase, e a transcrição pode ser dividida em três processos distintos: iniciação, alongamento e termínio. 1. Iniciação; a RNA polimerase deve reconhecer uma região promotora no DNA, onde se liga fortemente se posicionando para o início da transcrição 2. Alongamento; uma vez ligada a região promotora a RNA polimerase começa o alongamento da molécula de RNA. A RNA polimerase desenrola o DNA lendo a fita no sentido 3‟ para o o 5‟. 3. Terminação; a transcrição termina quando a RNA polimerase reconhece uma sequência no DNA que sinaliza o fim da transcrição. Nem todas as regiões do DNA eucarioto podem ser geneticamente expressas, assim o DNA eucarioto é formado por regiões denominadas de éxons (essas regiões codificam produtos gênicos) e íntrons (são as regiões que não codificam produtos gênicos). Assim quando o DNA é transcrito em RNA, a molécula de RNA também irá apresentar éxons e íntrons.

O DNA eucarioto é formado por regiões denominadas de íntrons que não codificam produtos gênicos e os éxons, que são as regiões geneticamente funcionais.

Esse RNA que apresenta éxons e íntrons é denominado de pré-RNA e antes que fique maduro é necessário sofrer alguns processamentos, genericamente denominados de splicing que incluem a remoção dos íntrons e a ligação entre os éxons. Obs. Em eucariotos tanto o processo de transcrição quanto o de replicação ocorrem no núcleo celular.

VI. OS TIPOS DE RNA 1. RNA Ribossômico (RNAr); participa da estrutura dos ribossomos, responsáveis pela síntese de proteínas. 2. RNA mensageiro (RNAm); carrega a informação que específica a sequência de aminoácidos de uma proteína, essa informação é codifica numa trinca de bases nitrogenadas, cada trinca é chamada de códon e define cada aminoácido constituinte da proteína. 3. RNA transportador (RNAt); transporta aminoácidos específicos para síntese de proteínas. Ele possui uma região denominada de anticódon que interage com um códon especifico do RNAm e uma região de ligação ao aminoácido a ser transportado.

O RNAt funciona como um adaptador, interagindo com o RNAm e os ribossomos para a síntese de uma proteína.

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VII. O CÓDIGO GENÉTICO A correspondência existente entre os códons do RNAm e os aminoácidos por eles determinados constituem o código genético. As quatro bases nitrogenadas presentes no RNAm (A, U, C, G) reunidas três a três formam 64 códons distintos. Desses, 61 codificam algum aminoácido, enquanto os outros três funcionam como pontuação indicando o fim da informação genética. Dizse que o código genético é degenerado, porque a maioria dos aminoácidos é codificada por mais de uma trinca, entretanto não é ambíguo, uma vez que uma única trinca codifica um único aminoácido. O código genético é praticamente o mesmo em todas as formas de vida, por isso ele é considerado universal.

aminoácido metionina, a partir do seu anticódon reconhece o códon de iniciação no RNAm que sempre é AUG, dessa forma esse RNAt é adicionado ao sítio P do ribossomo, essa é a etapa de iniciação. Tem início agora a etapa de alongamento, onde um RNAt do aminoácido que corresponde ao códon seguinte do RNAm encaixa-se no sítio A. Em seguida uma ligação peptídica é estabelecida entre os dois aminoácidos, e o RNAt da metionina é liberado. O ribossomo desloca-se sobre o RNAm e os dois aminoácidos unidos passam a ocupar o sítio P, deixando o sítio A vazio. Depois, outro RNAt que seja reconhecido pelo terceiro códon do RNAm entra no sítio A, ocorrendo assim outra ligação peptídica entre o segundo e o terceiro aminoácido. O RNAt do segundo aminoácido é liberado e o ribossomo desloca-se ao próximo códon, repetido o processo. Essa etapa é chamada de alongamento. Na última etapa, chamada de terminação, o sítio A é ocupado por proteínas citoplasmáticas que se ligam diretamente ao códon de terminação do RNAm e a cadeia polipeptídica é liberado do ribossomo.

EXERCÍCIO PROPOSTOS 41. (PUCRIO 2010) O material genético deve suas propriedades a seus constituintes, os nucleotídeos, e à forma como são organizados na molécula de ácido nucléico. No caso específico do DNA, é característica da estrutura molecular: A) a ligação entre as bases nitrogenadas se dar por pontes de enxofre. B) a pentose típica do DNA ser uma desoxirribose. C) ter como bases nitrogenadas a adenina, citosina, guanina, timina e uracila. D) não existir uma orientação de polimerização dos nucleotídeos em cada cadeia. E) formar cadeias somente de fitas simples. 42. (UFRN 2010) Um dos grandes marcos da biologia, no século XX, foi a proposição de um modelo para a forma da molécula de DNA apresentada pelos pesquisadores James Watson e Francis Crick em um artigo histórico, publicado na revista científica Nature, em 1953. Esse modelo é reproduzido a seguir.

O código genético não é ambíguo: um dado aminoácido pode ser codificado por mais de um códon, mas um códon codifica somente um aminoácido.

VIII. A SÍNTESE TRADUÇÃO

DE

PROTEÍNAS:

O ribossomo é o palco molecular onde a tradução executa-se. Sua estrutura permite-lhe segurar o RNAm e o RNAt que carrega um aminoácido posicionando-os corretamente para que a proteína seja formada eficientemente. Um determinado ribossomo é capaz de interagir com quaisquer tipos de RNAm e RNAt. Assim podem ser utilizados para a síntese de muitas proteínas. Os ribossomos são moléculas que apresentam duas subunidades: a maior e a menor sendo formados por dois sítios: o sítio A, onde ocorre a entrada do aminoácido e o sítio P, onde fica a cadeia polipeptídica (proteína) em formação. O RNAt que carrega o

É o DNA que garante certa estabilidade à grande maioria das características das espécies, devido à transmissão

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do mesmo tipo de informação genética, ao longo das gerações, através dos genes. Sabendo-se que o DNA é considerado a “molécula da vida”, é correto afirmar que ele precisa A) ser replicado para que as características dos seres vivos sejam geneticamente transmitidas. B) migrar do citoplasma para o núcleo a fim de garantir a transmissão das características hereditárias. C) ser autoduplicado com o auxílio do RNAr, permitindo a formação de todas as proteínas. D) ser transcrito a partir do RNAm, estabelecendo-se uma seqüência no sentido da síntese de proteína para o gene. 43. (UFRN) Aproveitando a pergunta de Zeca, o professor esquematizou o processo de síntese protéica, em que os números I, II, III e IV representam moléculas de ácidos nucléicos.

45. (FUVEST) No DNA de um organismo, 18% das bases nitrogenadas são constituídas por citosina. Quais as porcentagens das outras bases desse DNA? Justifique sua resposta. 46. (ENEM) Um fabricante afirma que um produto disponível comercialmente possui DNA vegetal, elemento que proporcionaria melhor hidratação dos cabelos. Sobre as características químicas dessa molécula essencial à vida, é correto afirmar que o DNA A) de qualquer espécie serviria, já que têm a mesma composição. B) de origem vegetal é diferente quimicamente dos demais pois possui clorofila. C) das bactérias poderia causar mutações no couro cabeludo. D) dos animais encontra-se sempre enovelado e é de difícil absorção. E) de características básicas, assegura sua eficiência hidratante. 47. (UEPB) O DNA (ácido desoxirribonucléico), participa da formação dos genes e dos cromossomos dos seres vivos. A complexidade genética do organismo humano é tamanha que, seu estudo originou o Projeto Genoma Humano, o qual tem por objetivo identificar os genes existentes nos cromossomos humanos. Pode esclarecer e talvez curar doenças hereditárias, fazer testes de identificação de paternidade, clonar seres vivos,... etc. Os ácidos nucléicos, de estrutura bastante complexa, constituem o DNA, moléculas que encerram toda a informação genética dos seres vivos. O DNA de uma pessoa é como uma impressão digital, que serve para identificá-la. Entram na formação dos ácidos nucléicos: A) Polímeros C) Glicídeos E) Compostos sulfurados B) Lipídeos D) Ácidos graxos

A partir do esquema, é correto afirmar que A) I corresponde ao RNA que contém o código genético determinando a seqüência de aminoácidos da proteína. B) II corresponde ao RNA que catalisa a união do I com o III, durante o processo de transcrição. C) III corresponde ao RNA que contém o anticódon complementar ao códon existente em I. D) IV corresponde ao RNA que catalisa a ligação dos nucleotídeos com a desoxirribose. 44. (UFRN) Devido à maior proximidade da linha do Equador, o Nordeste do Brasil recebe uma elevada incidência de radiação ultravioleta (UV), o que torna a população dessa região mais propensa ao câncer de pele. Essa doença ocorre porque as células do tecido epitelial multiplicam-se com muita freqüência, ficando mais vulneráveis à ação dos raios UV existentes na luz solar. Essa maior vulnerabilidade decorre da A) replicação acentuada do DNA, tornando-o mais susceptível às mutações. B) inserção de nucleotídeos no genoma, retardando a duplicação do DNA. C) inversão de bases no DNA, prejudicando a transcrição para RNA. D) substituição de nucleotídeos no RNA, impedindo a formação de radicais livres.

48. (FUVEST) A hipótese de que os cloroplastos e as mitocôndrias tenham surgido através de uma associação simbiótica de um eucarioto primitivo com, respectivamente, bactérias fotossintetizantes e bactérias aeróbicas é reforçada pelo fato de aquelas organelas celulares: A) serem estruturas equivalentes, com grande superfície interna. B) apresentarem DNA próprio. C) estarem envolvidas, respectivamente, na produção e consumo de oxigênio. D) apresentarem tilacóides e cristas como as bactérias. E) serem encontradas tanto em organismos superiores como inferiores. 49. (UNESP) Considere o diagrama, que resume as principais etapas da síntese protéica que ocorre numa célula eucarionte.

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timinas e 10 guaninas. Levando-se em consideração essas informações, responda: A) Quantas uracilas e quantas guaninas comporão a fita do RNA mensageiro transcrito do DNA ativado? B) quantos aminoácidos deverão compor a cadeia de polipeptídeos que será formada? Justifique sua resposta. GABARITO Os processos assinalados como 1 e 2 e a organela, representados no diagrama, referem-se, respectivamente, a A) transcrição, tradução e ribossomo. B) tradução, transcrição e lisossomo. C) duplicação, transcrição e ribossomo. D) transcrição, duplicação e lisossomo. E) tradução, duplicação e retículo endoplasmático. 50. (VUNESP) Erros podem ocorrer, embora em baixa freqüência, durante os processos de replicação, transcrição e tradução do DNA. Entretanto, as conseqüências desses erros podem ser mais graves, por serem herdáveis, quando ocorrem: A) na transcrição, apenas. B) na replicação, apenas. C) na replicação e na transcrição, apenas. D) na transcrição e na tradução, apenas. E) em qualquer um dos três processos. 51. (UFRJ) Com o auxílio da tabela do código genético representada a seguir, é sempre possível deduzir-se a seqüência de aminoácidos de uma proteína a partir da seqüência de nucleotídeos do seu gene, ou do RNA-m correspondente. 01. B 02. A 03. C 08. A 04. E 09. B 14. A 19. E 24. C 29. 50 05. A 10. B 15. D 20. D 25. DIS 30. B 35. DIS 40. E 45. DIS 50. B

06. DIS 07. D 11. A 16. C 21. C 26. C 31. D 36. D 41. B 46. A

12. DIS 13. D 17. DIS 18. B 22. DIS 23. B 27. C 32. C 37. E 42. A 47. C 28. E

33. DIS 34. B 38. E 43. A 48. B 39. C 44. A 49. A

51. DIS 52. DIS

Entretanto, o oposto não é verdadeiro, isto é, a partir da seqüência de aminoácidos de uma proteína, não se pode deduzir a seqüência de nucleotídeos do gene. Explique por quê. 52. (VUNESP) Em um segmento de cadeia ativa de DNA, que servirá de molde para a fita de RNA mensageiro, há 30 timinas e 20 guaninas. No segmento correspondente da fita complementar do DNA há 12

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A DESCOBERTA DA CÉLULA A citologia é o ramo da biologia que estuda a célula, tendo início a partir da invenção dos primeiros microscópios que foram construídos no século XVI. Dentre os cientistas que se destacaram nos estudos da célula foi o holandês Anton van Leeuwenhoek e o inglês Robert Hooke.

Schwann, que afirma: “Todos os seres vivos são formados por células”. II. ORGANIZAÇÃO ESTRUTURAL DAS CÉLULAS As primeiras análises das células permitiram constatar que elas apresentam em seu interior um material gelatinoso que recebeu o nome de citoplasma. O citoplasma da célula não entra em contato com o meio externo, uma vez que é delimitado por uma estrutura chamada de membrana plasmática. Algumas células ainda apresentam uma estrutura que armazena a informação genética, o núcleo. As células podem ser classificadas em procariontes e eucariontes. As células procariontes são estruturalmente muito simples, não apresentando núcleo, e a única organela que possuem são os ribossomos, que são envolvidos na síntese protéica. A ausência do núcleo faz com que o material genético fique disperso no citoplasma, todas as bactérias apresentam células do tipo procarionte. As células eucariontes são bastante complexas apresentando uma série de compartimentos denominados de organelas celulares, onde ocorrem tarefas específicas. O material genético é delimitado pelo envelope nuclear, uma membrana que reveste o núcleo celular. As células eucariontes estão presentes nos protistas, fungos, plantas e animais.

Esquema do microscópio simples, com uma só lente de aumento, usado por Leeuwenhoek.

Em 1665, o inglês Robert Hooke, utilizando um microscópio de luz composto, formado por duas lentes de aumento: a ocular (voltada para o olho humano) e a objetiva (voltada para o objeto a ser analisada), pode observar delgadas fatias de cortiça, constatando que eram formadas por pequenas aos quais denominou de células, mas que na realidade eram as paredes celulares que delimitavam as células da cortiça, assim o termo célula ficou consagrado na biologia.

O microscópio em que Hooke observou a cortiça e notou pequenas cavidades denominadas de células

Em I, célula eucarionte; é estruturalmente complexo, o material genético é armazenado no núcleo e apresenta uma série de organelas celulares. Em II, célula procarionte; é estruturalmente simples, não apresenta organelas e o material genético é disperso no citoplasma.

I. A TEORIA CELULAR Em 1838, o botânico alemão Mathias Schleiden concluiu que a célula era a unidade básica de todas as plantas. Um ano mais tarde, o zoólogo Theodor Schwann, também alemão, generalizou o conceito para os animais. Surgia assim a teoria celular de Schleiden e

III. DIFERENÇAS ESTRUTURAIS ENTRE AS CÉLULAS ANIMAIS E VEGETAIS
Ambas as células, vegetais e animais, possuem organização eucarionte, entretanto podem diferir em alguns aspectos:

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1. Parede celular; é uma característica das células vegetais, sendo formada por um polissacarídeo chamado de celulose. As células animais não possuem parede celular. 2. Cloroplastos; é o local onde ocorre a fotossíntese, estando presente nas células vegetais, mas ausentes nas células animais. EXERCÍCIOS PROPOSTOS 01. (UFAL) Uma célula é classificada como eucariótica se contiver A) compartimentos membranosos internos. B) parede celular rígida. C) membrana plasmática. D) ácidos nucléicos. E) ribossomos. 02. (UFPE) Associe os seres vivos relacionados na coluna 1 com suas respectivas características na coluna 2: COLUNA I 1) Vegetal 4) Fungo 2) Animal 5) Bactéria 3) Protista

04. (UFRN) Analise a ilustração que segue. Com base na ilustração,

A) indique o tipo de célula representado, respectivamente, por I, II e III; B) justifique a declaração que I faz para II; C) apresente, sob o ponto de vista estrutural e funcional, as razões que levam III a supor que possui algum grau de parentesco com II; D) explique a dependência de IV em relação a I, a II ou a III. ENVOLTÓRIOS CELULARES A presença dos envoltórios celulares garante às células a manutenção de sua composição química ao longo de sua vida, os envoltórios podem exercer funções como o isolamento da célula ao meio em que ela vive, proteção e seleção de substância que deverão sair ou entrar da célula. I. MEMBRANA PLASMÁTICA A membrana plasmática é extremamente complexa e versátil, desempenhando importantes funções. Ela separa o meio extracelular do intracelular, permitindo, contudo, o intercâmbio de materiais entre ambos os meios e também participa dos processos de reconhecimento e comunicação entre as células permitindo a captação de sinais do chamado meio extracelular. A sua constituição lipoprotéica, e os seus componentes mais abundantes são os fosfolipídios e proteínas. As membranas celulares animais possuem também o colesterol em sua composição. O modelo do mosaico fluido proposto por Singer e Nicholson em 1972 é o mais aceito atualmente para explicar a estrutura da membrana plasmática, segundo o modelo a estrutura molecular das membranas biológicas consiste em uma bicamada lipídica na qual estão inseridas as proteínas. Os lipídios e proteínas que formam a membrana plasmática possuem caráter

COLUNA II  pluricelular eucarionte e heterótrofo  unicelular, procarionte, autótrofo por quimiossíntese e/ou fotossíntese  pluricelular, eucarionte e autótrofo por fotossíntese  unicelular ou pluricelular, eucarionte, heterótrofo, com nutrição por absorção  unicelular, eucarionte, heterótrofo, com nutrição por digestão A seqüência correta é. A) 2, 5, 1, 4 e 3 C) 4, 3, 2, 1 e 5 E) 2, 3, 1, 4 e 5 B) 2, 3, 1, 5 e 4 D) 4, 5, 1, 2 e 3

03. (UNIFESP) Considerando a célula do intestino de uma vaca, a célula do parênquima foliar de uma árvore e uma bactéria, podemos afirmar que todas possuem A) DNA e membrana plasmática, porém só as células do intestino e do parênquima foliar possuem ribossomos. B) DNA, ribossomos e mitocôndrias, porém só a célula do parênquima foliar possui parede celular. C) DNA, membrana plasmática e ribossomos, porém só a bactéria e a célula do parênquima foliar possuem parede celular. D) membrana plasmática e ribossomos, porém só a bactéria possui parede celular. E) membrana plasmática e ribossomos, porém só a célula do intestino possui mitocôndrias.

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anfipático, ou seja, apresentam regiões polares (hidrofílicas) e apolares (hidrofóbicas). Os lipídios formam uma bicamada, onde suas cabeças hidrofílicas se voltam para os meios extra e intracelular, enquanto suas caudas hidrofóbicas estão voltadas para a região central da membrana, esse arranjo faz com que a membrana seja permeável a algumas substâncias e restrinja a passagem de outras.

O gás oxigênio, por exemplo, penetra nas células facilmente, uma vez que sua concentração é maior fora das células

1. 2. Difusão facilitada; nesse processo as partículas passam pela membrana com a ajuda de proteínas canais ou permeases. Estas moléculas tornam a célula “mais permeável” a substância que normalmente não atravessariam facilmente a membrana.

A bicamada lipídica da membrana plasmática separa o meio extra do intracelular, além de controlar o fluxo de substâncias para dentro e para fora da célula.

A maior parte das células animais, por exemplo, capta aminoácidos e a glicose do líquido extracelular, onde a sua concentração é alta em relação àquela do citoplasma, por transporte facilitado através de permeases.

As membranas biológicas permitem a passagem de algumas substâncias, mas impedem o trânsito de outras. Essa característica é referida como permeabilidade seletiva. Há basicamente dois tipos de transporte através das membranas celulares: o transporte passivo, que não necessita de energia para ocorrer e o transporte ativo, que só ocorre se tiver um aporte de energia. II. TRANSPORTE ATRAVÉS MEMBRANA PLASMÁTICA DA

1. 3. Osmose; é um processo de difusão especial onde somente moléculas de água são transportadas através da membrana plasmática. O fluxo de água ocorre por meio de proteínas transportadoras especiais chamadas de aquaporinas. A água sempre é transportada de uma solução hipotônica para uma solução hipertônica. Obs. Quando comparadas quanto a concentração de soluto, as soluções podem ser classificadas em três tipos: 1) Hipertônica; quando a solução é muito concentrada em solutos em relação a outra. 2) Hipotônica; quando uma solução é menos concentrada em relação a outra. 3) Isotônica; quando duas soluções apresentam a mesma concentração em solutos. A salga de alimentos para aumentar o tempo de conservação consiste em um mecanismo osmótico. A osmose também é responsável por fazer com que uma folha de alface, por exemplo, se torne murcha quando lhe é adicionado sal, azeite, vinagre, etc. A adição do sal faz com que a concentração fora das células aumentem, consequentemente, por osmose, água se direciona da região de menor concentração em solutos, ou seja, de dentro da célula, para a região de maior concentração em solutos, fora da célula, tornando-se murcha.

1. Transporte passivo; incluem dois tipos de difusão, a difusão simples e a facilitada, e também um tipo especial de difusão denominada de osmose. 1.1. Difusão simples; a difusão simples corresponde ao movimento de solutos de uma região onde eles estão mais concentrados para uma região onde eles estão em menor concentração.

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Bomba de Sódio e Potássio: O sódio e o potássio são movidos contra seus gradientes de concentração. O sódio é mais concentrado fora da célula, mesmo assim tende a ser direcionado de dentro para fora da célula. Já o potássio é mais concentrado no interior da célula, mesmo assim, continua a ser direcionado de fora para dentro da célula, onde a concentração já é alta.

Células animais quando colocadas em meio hipotônico absorvem água até estourarem, já nas células vegetais o rompimento das células é evitado pela parede celular. E m meio isotônico, ambos os tipos celulares não mudam de comportamento. Já em meio hipertônico perdem água até ficarem murchas.

3. Transporte em massa; partículas maiores não conseguem atravessar a membrana, mas podem ser incorporadas à célula por endocitose, ou ser eliminadas da célula por exocitose. Ambos os processos consomem energia. A endocitose pode ocorrer por dois processos: 3.1. Fagocitose; ocorre quando as células englobam partículas grandes, como microorganismos e restos de outras células. 3. 2. Pinocitose; Ocorre quando as células englobam partículas dissolvidas em água, como polissacarídeos e proteínas. III. PAREDE CELULAR A parede celular é uma estrutura de revestimento externo a membrana plasmática, atuando na proteção e na sustentação das células em que ocorre, além da manutenção da forma da célula. Esse envoltório está presente em bactérias, algas, fungos e plantas. Em plantas e em algumas algas a parede celular é constituída pela celulose, em bactérias ela apresenta outra composição, sendo constituída por peptídioglicanos, nos fungos a parede celular é constituída por quitina. Nas células animais não existe parede celular. Vejamos algumas funções da parede celular: 1. Resistência a tensão 2. Resistência à decomposição por microorganismos 3. Elasticidade 4. Permeabilidade IV. GLICOCÁLIX É um revestimento externo associado à membrana plasmática estando presente nas células animais. É constituído por açúcares ligados a lipídios (glicolipídios) e açúcares ligados a proteínas (glicoproteínas e proteoglicanos). Esses açúcares formam uma espécie de malha protetora externa a membrana plasmática. Diversas funções têm sido sugeridas para o glicocálix. Acredita-se que, além de ser uma proteção contra

2. Transporte Ativo; nesse processo os solutos se movem contra um gradiente de concentração, ou seja, eles saem de uma região de menor concentração para uma região onde eles já estão mais concentrados, dessa maneira a célula precisa gastar energia para promover esse processo. Um exemplo bem típico de transporte ativo, mas não o único, é a bomba de sódio e potássio. A concentração de Na+, por exemplo, é aproximadamente dez vezes mais alta do lado de fora da célula, quando comparada ao lado de dentro, ao passo que a concentração de K+ é maior no meio intracelular. Esses gradientes iônicos são mantidos pela bomba de sódiopotássio, que utiliza energia da hidrólise do ATP para transportar esses íons, no sentido inverso aos de seus gradientes eletroquímicos.

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agressões físicas e químicas do ambiente externo, ele funcione como uma malha de retenção de nutrientes e enzimas, mantendo um microambiente adequado ao redor de cada célula. Confere às células a capacidade de se reconhecerem, uma vez que células diferentes têm glicocálix formado por glicídios diferentes e células iguais têm glicocálix formado por glicídios iguais.

07. (PUCRJ) Hemácias foram colocadas em uma solução de concentração desconhecida, tendo, após certo tempo, sofrido hemólise. Em função desse resultado, foi possível dizer que a solução em questão apresenta-se: A) Hipertônica em relação às hemácias. B) Com alta concentração de sais. C) Hipotônica em relação às hemácias. D) Isotônica em relação às hemácias. 08. (UFLA) Um experiente produtor de mudas de alface verificou que as plantas produzidas em hidroponia estavam com sintomas de plasmólise. Diante do exposto, assinale a alternativa que explica a situação acima. A) Como as plantas eram cultivadas em estufa, ocorreu aquecimento, o que gerou uma turgescência nas células das folhas. B) As plantas foram colocadas em uma solução hipotônica, ocasionando a osmose nas células. C) Houve um aumento do vacúolo devido à permanência das plantas em uma solução hipotônica. D) A solução ficou hipertônica, fazendo com que as plantas perdessem água para a solução. 09. (UFPEL) Atenção na cozinha: não é aconselhável temperar, com sal e vinagre, uma salada de verduras, ou um pedaço de carne, muito tempo antes de consumir. Provavelmente as folhas da verdura ficarão murchas, e a carne vai começar a liberar muito líquido. Baseado no texto e em seus conhecimentos é correto afirmar que em ambos os casos ocorrerá: A) A difusão do solvente do meio hipertônico para o hipotônico, por isso a carne e as verduras perderão água. B) A lise celular e por isso as células liberarão água, pois foram submetidas a um meio hipotônico. C) A deplasmólise, processo em que há perda de água para o ambiente e consequentemente a diminuição do volume celular. D) Um processo de osmose, em que as células perderão água por serem submetidas a um meio hipertônico. E) Um processo de transporte ativo, em que as células secretarão água para ocorrer a entrada de sal nas próprias células. 10. (UFMG) A desidratação é caracterizada pela perda de grandes quantidades de líquidos corporais. Se considerarmos, hipoteticamente, que nesses líquidos corporais há perda de água, o liquido extracelular se caracterizará como hipertônico em relação ao liquido intracelular. Um indivíduo adulto foi recebido em um hospital, apresentando um grave quadro de desidratação. O médico que o atendeu pediu-lhe um exame de sangue (hemograma), no qual a forma das hemácias pôde ser avaliada. Assinale a alternativa que melhor explica o resultado desta análise de sangue.

O glicocálix é uma malha protetora formado por moléculas de açúcares associadas a lipídios ou proteínas, estando presente nas células animais.

EXERCÍCIOS PROPOSTOS 05. (PUCPR) No início da década de 70, dois cientistas (Singer e Nicholson) esclareceram definitivamente como é a estrutura das membranas celulares, propondo o modelo denominado mosaico-fluído. Neste conceito, todas as membranas presentes nas células animais e vegetais são constituídas basicamente pelos seguintes componentes: A) ácidos nucléicos e proteínas; B) ácidos nucléicos e enzimas; C) lipídios e enzimas; D) enzimas e glicídios; E) lipídios e proteínas. 06. (UPE) Uma das propriedades de membrana plasmática é o controle de entrada e saída de substâncias na célula. Sobre os mecanismos desse transporte, é correto afirmar que: A) Na osmose, o solvente se difunde em direção à região de maior concentração de suas moléculas. B) No transporte passivo, certas substâncias migram a favor de gradiente de concentração, com alto gasto de energia. C) No transporte ativo, as substâncias atravessam a membrana contra um gradiente de concentração, com o auxílio de proteínas transportadoras e com gasto de ATP. D) Na pinocitose, a liberação de macropartículas no interior da célula requer a formação de grandes vesículas. E) Na clasmocitose, só as substâncias solúveis em lipídios atravessam a membrana celular

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A) Hemácias aumentadas pela entrada de água através de osmose. B) Hemácias diminuídas e murchas pela entrada de água através da difusão facilitada. C) Hemácias diminuídas e murchas pela perda de água através de osmose. D) Hemácias aumentadas pela perda de água através de osmose. 11. (COVEST) Nicholson e Singer foram dois cientistas que estudaram em detalhe a estrutura celular e propuseram um modelo de membrana plasmática, constituído por: A) Um folheto triplo, em que uma camada bimolecular de lipídeos se localiza entre duas camadas de proteínas. B) Dois folhetos ligados por pontes de hidrogênio, um de polissacarídeos e outro de ácidos graxos de peso molecular elevado. C) Três folhetos lipídicos, sendo dois de triglicerídeos e um de fosfatídeos. D) Uma camada bimolecular de lipídios, com proteínas variando de posição, de acordo com o estado funcional da membrana. E) Duas camadas bimoleculares de lipídeos e duas de proteínas. 12. (UNIRIO) Dois surfistas após uma hora dentro d’água, perceberam a pele enrugada nas pontas dos dedos e na sola dos pés. Cada um deu uma explicação para o fato: Explicação do surfista 1: Nosso corpo, com menor concentração de soluto do que a água do mar, sofre desidratação por osmose, enrugando a pele. Explicação do surfista 2: Lentamente ocorre a hidratação da queratina depositada sobre a epiderme, aumentando o volume desta proteína fibrosa, causando dobras nas partes mais espessas. Qual dos surfistas forneceu a explicação correta do fato? Justifique sua resposta, apontando o erro cometido pelo outro surfista. 13. (UFSCAR) A figura mostra três tubos de ensaio (1, 2 e 3) contendo soluções de diferentes concentrações de NaCl e as modificações sofridas, após algum tempo, por células animais presentes em seu interior. O gráfico, abaixo dos tubos de ensaio, corresponde a duas alterações ocorridas nas células de um dos três tubos de ensaio. Analisando a figura e o gráfico, responda: A) a que tubo de ensaio correspondem os resultados apresentados no gráfico e qual a tonicidade relativa da solução em que as células estão mergulhadas? B) em qual tubo de ensaio a tonicidade relativa da solução é isotônica? Justifique. 14. (UNICAMP) Foi feito um experimento utilizando a epiderme de folha de uma planta e uma suspensão de hemácias. Esses dois tipos celulares foram colocados em água destilada e em solução salina concentrada. Observou-se ao microscópio que as hemácias, em presença de água destilada, estouravam e, em presença de solução concentrada, murchavam. As células vegetais não se rompiam em água destilada, mas em solução salina concentrada notou-se que o conteúdo citoplasmático encolhia. A) A que tipo de transporte celular o experimento está relacionado? B) Em que situação ocorre esse tipo de transporte? C) A que se deve a diferença de comportamento da célula vegetal em relação à célula animal? Explique a diferença de comportamento, considerando as células em água destilada e em solução concentrada. O CITOPLASMA CELULAR O citoplasma consiste em um compartimento onde ocorrem todas as reações bioquímicas na vida de uma célula. Nele encontramos um líquido chamado de citosol, que representa cerca de 55% do volume celular total sendo formado basicamente por água, sais, carboidratos e outras substância dissolvidas. Esse compartimento está presente em todos os tipos celulares. Nas células procariontes encontramos no citoplasma o material genético e organelas denominadas ribossomos. Já nas células eucariontes, o material genético é armazenado no núcleo, ocorrendo também uma série de compartimentos denominados de organelas membranosas.

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I. ORGANELAS CITOPLASMÁTICAS A célula eucariótica apresenta uma série de compartimentos que exercem funções específicas para o funcionamento da célula, esses compartimentos são chamados de organelas citoplasmáticas, vejamos a seguir: 1. Ribossomos; são organelas não membranosas que estão presentes tanto em células procariontes como em células eucariontes. Os ribossomos nas células eucariontes são formados no interior do núcleo a partir da transcrição de genes específicos do DNA que codificam a produção de RNAr. No núcleo os RNAr associam-se a determinados tipos de proteínas para formar os ribossomos, que então são exportados para o citoplasma onde exercem a função de síntese protéica. 2. Retículo endoplasmático; consiste numa série de canais delimitados por membranas podendo ter a forma tubular ou de pilhas achatadas. Está relacionado ao processo de transporte na célula e pode se apresentar de duas formas: liso ou rugoso: 2.1. Retículo endoplasmático liso; não possuem ribossomos aderidos a sua membrana. Tem função de produzir lipídeos como colesterol, testosterona e estrógeno. Esses lipídeos farão parte da membrana celular ou serão secretados da célula. São importantes para a desintoxicação. 2. 2. Retículo endoplasmático rugoso; apresenta inúmeros ribossomos aderidos a sua membrana responsáveis pela produção de proteínas que serão secretadas das células ou farão parte da membrana plasmática. Tais proteínas são transportadas até o complexo de golgi dentro de vesículas, além disso, inúmeras proteínas podem ser modificadas dentro do retículo.

3. Complexo de golgi; São conjuntos de cisternas achatadas e aparentemente empilhadas que funcionam como uma central de armazenamento, modificação e exportação de substâncias provenientes do retículo endoplasmático. No complexo de golgi ocorre a modificação de lipídios e proteínas e também a síntese da celulose, que compõe a parede celular dos vegetais. As substâncias que foram modificadas ou sintetizadas no golgi devem ser excretadas para os limites externos das células, para isso, devem ser empacotadas em vesículas que se desprendem do complexo e se fusionam a membrana plasmática. É a partir de vesículas provenientes do complexo de golgi que se formam os lisossomos.

O complexo de golgi apresenta duas faces: a cis, que recebe os produtos do complexo de golgi, e a face trans, que destina as vesículas para membrana plasmática ou para a formação dos lisossomos

O complexo de golgi também forma o acrossomo dos espermatozóides, que contém enzimas digestivas importantes para a penetração do espermatozóide no óvulo.

O espermatozóide humano O retículo endoplasmático é localizado próximo ao núcleo das células, nele ocorre várias atividades, como, síntese, armazenamento, desintoxicação de substâncias

3. Lisossomos; são organelas arredondadas que contém em seu interior enzimas hidrolíticas, participando assim dos processos de digestão intracelular: a digestão

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realizada pelos lisossomos pode ser: autofágica, quando eles degradam componentes da própria célula, ou heterofágica quando degradam partículas que não pertencem às células.

são verdadeiras “usinas” das células, atuando na produção de moléculas de ATP a partir de moléculas combustíveis.

A degradação da cauda do girino durante a metamorfose é um exemplo de digestão autofágica

4. Peroxissomos; são organelas que recolhem os peróxidos tóxicos, que são produtos que se formam durante as reações químicas celulares. No interior do peroxissomo existem enzimas chamadas de oxidases que degradam produtos nocivos a célula a produtos menos tóxicos com segurança. Esses peróxidos tóxicos como H2O2 (Peróxido de Hidrogênio ou Água Oxigenada) podem ser danosos as células por serem extremamente reativos, no interior dos peroxissomos uma enzima chamada de catalase consegue degradar o H2O2 a H2O e O2. Outra função dos peroxissomos é a oxidação de ácidos graxos que serão utilizados na síntese do colesterol ou serem utilizados na respiração celular para obtenção de energia. 5. Vacúolos; Os vacúolos são estruturas presentes em células vegetais, sendo delimitados por uma membrana lipoprotéica chamada de tonoplasto. Os vacúolos podem atuar em diversas funções: Estrutural; atua preenchendo os espaços e fornecendo sustentação às células. Defesa; armazenamento de substâncias tóxicas que podem ser usadas contra os herbívoros Reprodução; armazena pigmentos responsáveis pelas cores de flores e frutos, que atuam na atração de polinizadores e dispersores 6. Mitocôndrias; são pequenas organelas celulares de tamanho aproximado ao de muitas bactérias. As mitocôndrias são formadas por um sistema duplo de membranas: uma membrana externa e outra membrana interna. Enquanto a membrana externa é lisa, a membrana interna possui inúmeras pregas chamadas cristas mitocondriais, nas quais se fixam enzimas oxidativas. A cavidade interna das mitocôndrias é preenchida por um fluido denominado matriz mitocondrial contendo grande quantidade de enzimas dissolvidas, necessárias para a extração de energia dos nutrientes. Nela também podemos encontrar o DNA mitocondrial e inúmeros ribossomos. As mitocôndrias

As mitocôndrias são as usinas de energia das células, elas convertem moléculas combustíveis em ATP

7. Plastos; são organelas citoplasmáticos encontrados nas células de plantas e algas. São classificados em: Cromoplastos; São plastos coloridos que armazenam pigmentos. Os mais importantes são os cloroplastos. Os cloroplastos também são formados por um sistema duplo de membranas e possui DNA próprio. A sua membrana interna forma pequenas pilhas denominadas grana. Esse conjunto de pilhas sobrepostos formam os tilacóides, onde moléculas de clorofila se dispõe para a captação de luz e promoção do processo fotossintético. É nos cloroplastos que ocorre a produção de carboidratos por vegetais e algas. Leucoplastos; São plastos incolores que armazenam substâncias nutritivas como os Amiloplastos (amido), os Oleoplastos (óleos) e os Proteoplastos (proteínas).

Nas células de algas e plantas os cloroplastos promovem a fotossíntese, processo que sustenta as cadeias alimentares de todos os ecossistemas.

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8. Centríolos; os centríolos são estruturas citoplasmáticas que estão presentes na maioria dos organismos eucariontes. O centríolo é um cilindro cuja parede é constituída por nove conjuntos de três microtúbulos e geralmente ocorrem aos pares, Os centríolos são desprovidos de membrana, são constituídos por túbulos de natureza protéica (tubulina). 9. Cílios e Flagelos; os centríolos originam estruturas locomotoras denominadas cílios e flagelos, que diferem entre si quanto ao comprimento e número por célula. Os flagelos são longos e pouco numerosos e executam ondulações que se propagam da base em direção a extremidade livre. Os cílios são curtos e muito numerosos e executam um movimento semelhante ao de um chicote, com a incrível freqüência de 10 a 40 batimentos por segundo. Funções de Cílios e Flagelos: Locomoção da célula; movimentação do líquido extracelular; limpeza das vias respiratórias. 10. Citoesqueleto; além de suas diversas organelas, o citoplasma eucariótico possui um conjunto de longas fibras finas denominado citoesqueleto, que desempenha papéis importantes Sustenta a célula e mantém sua forma Fornece movimentos a diversos tipos celulares Posiciona as organelas dentro da célula Auxilia a ancoragem das células em um local adequado

D) elimina os vírus causadores da doença, pois não conseguem obter as proteínas que seriam produzidas no retículo endoplasmático pelas bactérias parasitas. E) dissolve as membranas das bactérias responsáveis pela doença, o que dificulta o transporte de nutrientes e provoca a morte delas. 16. (UFRGS) Em um experimento em que foram injetados aminoácidos radioativos em um animal, a observação de uma de suas células mostrou os seguintes resultados: após 3 minutos, a radioatividade estava localizada na organela X (demonstrando que a síntese de proteínas ocorria naquele local); após 20 minutos, a radioatividade passou a ser observada na organela Y; 90 minutos depois, verificou-se a presença de grânulos de secreção radioativos, uma evidência de que as proteínas estavam próximas de serem exportadas. As organelas X e Y referidas no texto são, respectivamente, A) o complexo golgiense e o lisossomo. B) o retículo endoplasmático liso e o retículo endoplasmático rugoso. C) a mitocôndria e o ribossomo. D) o retículo endoplasmático rugoso e o complexo golgiense. E) o centríolo e o retículo endoplasmático liso 17. (PUCPR 2007) Mergulhadas no citoplasma celular encontram-se estruturas com formas e funções definidas, denominadas ORGANELAS CITOPLASMÁTICAS, indispensáveis ao funcionamento do organismo vivo. Associe as organelas com suas respectivas funções: 1) Complexo de Golgi 2) Lisossoma 3) Peroxissoma 4) Ribossoma 5) Centríolo  responsável pela desintoxicação de álcool e decomposição de peróxido de hidrogênio. local de síntese protéica. modifica, concentra, empacota e elimina os produtos sintetizados no Retículo Endoplasmático Rugoso. vesícula que contem enzima fortemente hidrolíticas formadas pelo Complexo de Golgi. responsável pela formação de cílios e flagelos.

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

   

15. (ENEM) Na embalagem de um antibiótico, encontrase uma bula que, entre outras informações, explica a ação do remédio do seguinte modo: O medicamento atua por inibição da síntese protéica bacteriana. Essa afirmação permite concluir que o antibiótico A) impede a fotossíntese realizada pelas bactérias no interior do cloroplasto e, assim, elas não se alimentam e morrem. B) interrompe a produção de proteína das bactérias desativando os ribossomos, o que impede sua multiplicação pelo bloqueio de funções vitais. C) altera as informações genéticas das bactérias que se encontra no núcleo, o que impede manutenção e reprodução desses organismos.

Assinale a seqüência correta: A) 3 – 4 – 1 – 2 – 5 B) 2 – 3 – 1 – 5 – 4 C) 2 – 1 – 3 – 4 – 5 D) 1 – 3 – 2 – 4 – 5 E) 3 – 4 – 2 – 5 – 1

18. (UFSCAR 2008) Em uma célula vegetal o material genético concentra-se no interior do núcleo, o qual é delimitado por uma membrana. Além dessa região, material genético também é encontrado no interior do

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A) retículo endoplasmático e complexo Golgiense. B) complexo Golgiense e cloroplasto. C) lisossomo e retículo endoplasmático. D) lisossomo e mitocôndria. E) cloroplasto e mitocôndria. 19. (UFPA 2008) Os organismos multicelulares exibem uma variedade de especializações celulares com funções e morfologia distintas. O citoplasma dessas células apresenta várias organelas ou estruturas, e, dependendo da especialização celular, irá predominar uma organela sobre as demais. A respeito das características típicas das organelas, é correto afirmar: A) Ribossomos são grânulos constituídos por uma fita de DNA e proteínas; participam na síntese de proteínas. B) O complexo de Golgi é composto por cisternas e vesículas; participa no processamento das proteínas e secreção celular. C) Mitocôndrias são formadas por lamelas e preenchidas pelo estroma; participam no processo da fotossíntese. D) Peroxissomos são lisossomos; participam no armazenamento de substâncias como proteínas e lipídios. E) Retículo endoplasmático liso é formado por cristas e preenchido por uma matriz; participa na produção e liberação de energia. 20. (UFRN) A extremidade do axônio da célula nervosa apresenta grande atividade metabólica durante a passagem do impulso nervoso para os dendritos da célula seguinte. Essa atividade metabólica elevada é possível devido à presença de um grande número de A) mitocôndrias. C) vacúolos. B) ribossomos. D) lisossomos.

22. (UFRN 2011) Quando uma amostra de carne é colocada dentro de um recipiente esterilizado, mesmo que não seja possível a existência de microrganismos decompositores, ainda assim a amostra sofre decomposição. Tal processo é decorrente da atuação de substâncias que, normalmente encontradas na célula, estão armazenadas no interior do A) lisossomo. B) ribossomo. C) retículo endoplasmático. D) complexo golgiense.

23. (UFRN) As células animais apresentam muita semelhança com as células vegetais − e mesmo com as bactérias −, embora nem todas as características sejam comuns entre elas. Uma estrutura comum às células de organismos dos três reinos citados e uma que é exclusiva de vegetais e bactérias são, respectivamente, A) ribossomos e parede celular. B) membrana plasmática e centríolos. C) citoesqueleto e retículo endoplasmático. D) cílios e membranas fotossintetizantes. 24. (UERJ 2008) Algumas células são capazes de enviar para o meio externo quantidades apreciáveis de produtos de secreção. O esquema abaixo representa a célula epitelial de uma glândula que secreta um hormônio de natureza protéica.

21. (UFRN 2007) Na figura abaixo, a organela citoplasmática em destaque é uma vesícula cheia de enzimas que desempenha funções importantes na célula eucariótica. O nome dessa organela e duas ações resultantes do seu funcionamento estão relacionados na seguinte opção:

Nomeie as organelas que participam diretamente do transporte do hormônio a ser secretado e descreva a atuação delas. 25. (UFC) As organelas citoplasmáticas variam em número e atividade de acordo com o tipo de tecido onde são encontradas. Assim, nos tecidos que formam os músculos e o intestino encontramos, respectivamente, em maior quantidade: A) Complexo golgiense e retículo endoplasmático não granuloso. B) Retículo endoplasmático granuloso e mitocôndrias. C) Lisossomos e retículo endoplasmático granuloso. D) Mitocôndrias e complexo golgiense. E) Mitocôndrias e vacúolos.

A) Lisossomo → digestão de microrganismos e autodissolução celular. B) Glioxissomo → renovação celular e apoptose. C) Peroxissomo → conversão do H2O2 e autólise. D) Golgiossomo → armazenamento de proteínas e movimentação ciliar.

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NÚCLEO CELULAR Os organismos vivos dependem de informações apropriadas e exatas para responderem adequadamente a alterações nas condições e manter um ambiente interno constante Essa informação é armazenada nas sequências de nucleotídios do DNA, que nas células eucarióticas localiza-se no núcleo. O núcleo atua como o centro de controle das atividades celulares, podendo ser considerado um “arquivo” das informações hereditárias, que as células transmitem às suas filhas, por ocasião da reprodução. Ele é, em última análise, o centro de controle metabólico da célula. I. QUANTOS NÚCLEOS PODE TER UMA CÉLULA? Embora a maioria das células apresente apenas um núcleo (células mononucleadas), há algumas que possuem dois (células binucleadas) ou mais núcleos (células polinucleadas). Como exemplo de células binucleadas, citamos o paramécio, protozoário ciliado que apresenta um núcleo pequeno (micronúcleo) e outro de maior tamanho (macronúcleo) e algumas células hepáticas e cartilaginosas. No que diz respeito às células polinucleadas, citamos as fibras musculares estriadas, presentes nos nossos músculos esqueléticos. Há ainda células que não apresentam núcleo na fase adulta (anucleadas) é o caso dos glóbulos vermelhos dos mamíferos, que perdem o núcleo durante o processo de amadurecimento.

nuclear, 2) cromatina, 3) nucléolo, 4) nucleoplasma ou cariolinfa. 1. Carioteca; o núcleo é delimitado pela carioteca ou envelope nuclear. A carioteca só é visível ao microscópio eletrônico e é delimitada por uma membrana lipoprotéica dupla que são fusionadas uma na outra. Essas duas membranas são perfuradas inúmeros poros microscópicos que conectam o interior do núcleo ao citoplasma. Em cada poro há um complexo de proteínas que regula a entrada e a saída de substâncias, de modo que há controle sobre o que entra e sai do núcleo, desse modo a carioteca permite que o conteúdo do núcleo seja quimicamente diferente do conteúdo citoplasmático. Além de controlar a entrada e saída de substâncias no núcleo, a carioteca também tem a função de proteger o material genético.

A carioteca é a membrana que delimita o núcleo, ela apresenta uma série de poros que permite o fluxo de substâncias.

As hemácias são células especializadas no transporte de gás oxigênio que perderam o núcleo como uma especialização para realização de suas funções.

2. Cromatina; o DNA é uma longa molécula que armazena a informação genética e precisa ser acomodada em um pequeno espaço, o núcleo. Assim o DNA deve ser compactado a partir de proteínas que ele se associam, sofrendo uma série de dobramentos, com a formação de alças e espirais que originam uma estrutura compacta, o cromossomo. Dessa maneira, a cromatina é o material do qual os cromossomos são feitos. O uso de corantes nucleares ajudou os citologistas a identificar duas regiões da cromatina, que se corava mais intensamente que outras. Essas regiões foram denominadas de eucromatina e heterocromatina. A maior parte do DNA compactado em heterocromatina não contém genes, e, na parte que contém os genes estão inativos e não se expressam. Entretanto a heterocromatina é dinâmica, dessa forma, regiões que contém genes podem se desenrolar e ter seus genes

II. COMPONENTES CELULAR

DO

NÚCLEO

O núcleo é facilmente observado durante a interfase, período em que as células não estão se dividindo. Neste período, no caso das células eucarióticas, podemos destacar quatro componentes, 1) carioteca ou envelope

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ativos. A eucromatina constitui a cromatina, onde os filamentos cromatínicos estão “esticados”, aparecendo na forma menos condensada e sendo coradas mais fracamente, que a heterocromatina. Ela corresponde a regiões do DNA em que os genes estão eventualmente ativos, orientando a síntese de RNA (processo de transcrição). 3. Nucléolo; é uma região dentro do núcleo formada por um denso aglomerado de moléculas de RNAr, material do quais os ribossomos são formados. Genes específicos contém a informação para a produção de RNAr. Esses RNAr podem se associar a proteínas nucleares para constituírem os ribossomos, que quando formados devem ser exportados ao citoplasma, onde exercem a função de síntese protéica.

O número de cromossomos no núcleo varia de espécie para espécie, nos humanos, com exceção dos gametas os núcleos apresentam 46 cromossomos, enquanto o núcleo das células da mosca Drosophila melanogaster apresenta apenas 8 cromossomos.

Todo cromossomo apresenta uma região central denominada de centrômero. A posição do centrômero nos faz classificar os cromossomos em: 1. Metacêntrico; possui o centrômero na região mediana, formando, como conseqüência, dois braços cromossômicos de mesmo tamanho ou de tamanho bastante semelhante. 2. Submetacêntrico; apresenta centrômero pouco afastado do meio, dividindo o cromossomo em dois braços de tamanhos diferentes. 3. Acrocêntrico; é aquele que possui centrômero bem próximo a uma das extremidades (região subterminal), o que leva a formação de um braço cromossômico grande e outro muito pequeno. 4. Telocêntrico; cromossomo que apresenta o centrômero na região terminal, fazendo com que ele possua apenas um braço cromossômico, ao contrário dos três outros que apresentam dois braços. Na espécie humana não existe cromossomo telocêntrico. Observado em alguns peixes.

O nucléolo consiste num aglomerado denso de moléculas de RNAr, compreendendo a região mais escura quase que no centro da imagem.

4. Nucleoplasma ou cariolinfa; é a solução aquosa que envolve a cormatina e os nucléolos. Nela estão presentes diversos tipos de íons, moléculas de ATP, nucleotídios e diversos tipos de enzimas. III. CROMOSSOMOS Os cromossomos são formados por uma longa molécula de DNA e contém os genes que controlam a síntese de proteínas, e em última análise, todo o funcionamento da célula. Em procariontes os genes estão contidos em uma única molécula circular de DNA, que constitui o cromossomo bacteriano, já nas células eucarióticas há geralmente vários cromossomos por núcleo, cada um deles é um filamento longo constituído por uma única molécula de DNA e proteínas associadas em um complexo altamente organizado.

A posição do centrômero determina o tipo de cromossomo.

As extremidades do cromossomo possuem uma região especial chamada de telômero. A medida em que a célula se divide e duplica seus cromossomos, os cromossomos filhos apresentam-se menores que os cromossomos dos quais forma originados, isso porque a cada ciclo de divisão um pedaço da região telomérica é

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perdido, assim, em células que estão constantemente em divisão é essencial a presença de uma enzima chamada de telomerase, que sintetiza o trecho das informações contidas nos cromossomos que foram perdidas. Por fim, os braços dos cromossomos são as cromátides. É importante salientar que é nos cromossomos em que as moléculas de DNA vão apresentar o seu grau máximo de compactação. Os cromossomos não são observados no período de interfase do ciclo celular, só podendo ser visualizados na etapa de divisão.
1 - Constricção primária (Centômero); 2 - Braço ou alça; 3 Constricção secundária; 4 - Zona SAT ( Telômero); a e b = cromátides irmãs.

1. Síndrome de Down; Também conhecida por trissomia do cromossomo 21, é um tipo de alteração numérica ao qual a pessoa afetada possui três cópias do cromossomo 21. As pessoas que nascem com essa anomalia cromossômica geralmente sobrevivem, mas apresentam retardo mental acentuado e um conjunto de características que compõe Síndrome de Down.

2. Síndrome de Tunner; Constitui num tipo de alteração cromossômica numérica onde a pessoa afetada apresenta apenas um cromossomo sexual (X), essa pessoa é do sexo feminino e as principais características da síndrome são a baixa estatura, problemas no desenvolvimento dos órgãos genitais, infertilidade, e em alguns casos retardo mental leve.

IV. CARIÓTIPO É conjunto diplóide dos cromossomos de um organismo, ordenados de acordo com o tamanho e a posição do centrômero. Este conjunto forma um padrão que se repete em todas as células de um indivíduo. No cariótipo, os cromossomos estão arrumados aos pares homólogos e cada um deles se apresenta duplicado, formado por duas cromátides unidas pelo centrômero. Estas duas cromátides, que se originam por duplicação, são denominadas cromátides-irmãs e são cópias idênticas. Cromossomos homólogos são aqueles cromossomos que apresentam a mesma forma e tamanho.

3. Síndrome de Klinefelter; A pessoa afetada tem três cromossomos sexuais, sendo dois X e um Y e é do sexo masculino, e apresentam problemas no desenvolvimento dos órgãos genitais, geralmente acompanhado de infertilidade e retardo mental leve.

V. ALTERAÇÕES CROMOSSÔMICAS NA ESPÉCIE HUMANA O tamanho e forma dos cromossomos são constantes entre indivíduos da mesma espécie, e os desvios em relação ao cariótipo normal, conhecidos aberrações cromossômicas, geralmente causam grandes transtornos ao funcionamento celular, provocando doenças graves ou mesmo a morte das pessoas portadoras, as alterações podem ser numéricas, quando afetam o numero de cromossomos das células ou estruturais, quando afetam a forma do cromossomo do cariótipo.

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EXERCÍCIOS PROPOSTOS 26. (UESC) A ilustração abaixo representa tipos de cromossomos indicados por A, B e C, denominados respectivamente:

A) acrocêntrico, submetacêntrico, metacêntrico. B) metacêntrico, submetacêntrico, acrocêntrico. C) acrocêntrico, metacêntrico, submetacêntrico. D) metacêntrico, acrocêntrico, submetacêntrico. E) submetacêntrico, acrocêntrico, metacêntrico. 27. (DCE 2012) A síndrome de Down, causada pela trissomia do cromossomo 21, tem uma incidência de cerca de 1 em 600 na população jovem mas o risco aumenta com a idade materna, podendo ser de 1 a 4% em mulheres de mais de 40 anos. Por isso mulheres que engravidam nessa faixa etária recorrem frequentemente ao diagnóstico pré-natal para saber se seu feto tem uma alteração cromossômica, não só do cromossomo 21, mas de outros também. Uma pessoa que possui a síndrome de Down A) apresenta 21 cromossomos em sua constituição genética B) se desenvolve normalmente C) o núcleo de suas células possui 1 cromossomo a mais D) nasce quando a mãe completa 40 anos E) tem alta expectativa de vida 28. (DCE 2012). Durante o processo evolutivo, os mamíferos elevaram sua temperatura corporal e desenvolveram a capacidade de mantê-la relativamente constante (homeotermia). Esse aumento da temperatura corporal foi acompanhado de um incremento da taxa metabólica e de uma exigência maior no transporte de oxigênio (O2). Assim as células responsáveis pelo transporte de O2 A) não são importantes, uma vez que as plaquetas podem substituir sua função B) possuem núcleo, onde uma proteína denominada de hemoglobina se liga ao O2 transportando o gás a todas as células do corpo dos mamíferos C) são células procariontes já que não apresentam núcleo, sendo altamente eficientes no transporte de O2 D) perderam o núcleo deixando de utilizar O2 tornandose mais eficientes no transporte desse gás E) só desempenham a sua função se apresentarem um núcleo

29. (FUVEST) Sabemos que as regiões cromossômicas organizadoras dos nucléolos são as responsáveis pela produção de RNA ribossômico. Por outro lado, sabemos que os nucléolos são ricos em RNA ribossômico e que eles gradualmente desaparecem durante os processos de divisão celular. A explicação para esse fato poderia ser: A) Durante a divisão, a célula gasta RNAr. B) Como novas células serão originadas, é preciso mais RNAr, que o nucléolo, armazenador, distribuirá ao desaparecer. C) O RNAr iria para as mitocôndrias e, juntamente com os cloroplastos, refaria novos nucléolos. D) Os nucléolos são orgânulos indispensáveis para a condensação cromossômica e, por isso, devem desaparecer na divisão. E) O nucléolo só desaparece na mitose, permanecendo como estrutura bem diferenciada durante a meiose. 30. (UFF) Ao pesquisar a função dos nucléolos, realizaram-se experiências com uma linhagem mutante do anfíbio Xenopus. Verificou-se que cruzamentos de indivíduos dessa linhagem produziam prole com alta frequência de morte – os embriões se desenvolviam normalmente e, pouco depois da eclosão, os girinos morriam. Estudos citológicos mostraram que os núcleos dos embriões ou não apresentavam nucléolos, ou apresentavam nucléolos anormais. Conclui-se que a primeira atividade celular afetada nesses embriões foi: A) O processamento do RNA mensageiro. B) A produção de RNA mensageiro. C) A produção de histona. D) A produção de ribossomos. E) A produção de RNA polimerase. 31. (FUVEST) Em determinada espécie animal, o número diploide de cromossomos é 22. Nos espermatozoides, nos óvulos e nas células epidérmicas dessa espécie serão encontrados, respectivamente: A) 22, 22 e 44 cromossomos. B) 11, 11 e 22 cromossomos. C) 11, 22 e 22 cromossomos. D) 22, 22 e 22 cromossomos. E) 44, 44 e 22 cromossomos. 32. (FUVEST) Os cromossomos humanos podem ser estudados em células extraídas do sangue. Esse estudo pode ser feito tanto num leucócito quanto numa hemácia? Justifique sua resposta. 33. (UNICAMP) Uma célula que apresenta grande quantidade de síntese protéica tende a apresentar, em geral, um grande nucléolo. Explique esta relação. 34. (UFG) Sobre o núcleo de uma célula eucariota cite: A) os componentes B) a composição química dos componentes C) as funções dos componentes

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DIVISÃO CELULAR A célula se reproduz pela duplicação de seu conteúdo genético e pela divisão em duas. Nos organismos unicelulares, como bactérias e alguns fungos, cada divisão celular produz um novo organismo, ao passo que muitas divisões são necessárias para produzir um novo organismo multicelular a partir do ovo fertilizado. Esse ciclo de duplicação e divisão vital para a reprodução dos seres vivos é conhecido como ciclo celular. Há, nas células eucarióticas, dois tipos de divisão celular: mitose e meiose. I. CICLO CELULAR O ciclo celular é o período que se inicia com o surgimento de uma célula, a partir de uma célula préexistente, e termina quando ela se divide. Os citologistas dividem o ciclo celular em interfase, mitose e citocinese. 1. Intérfase; Consiste em um período entre as divisões celulares. Embora seja um momento em que a célula não está em divisão, muitos eventos importantes estão acontecendo em seu interior. A interfase apresenta subetapas, conhecidas pelos seguintes nomes: fase G1, fase S e fase G2. Neste período, a célula se encontra em grande atividade metabólica, realizando, praticamente, todos os processos de síntese necessários ao seu desenvolvimento. Nela, ocorre a duplicação do material genético e o crescimento celular. 1.1. Fase G1; Antecede à duplicação do DNA. Caracteriza- se por uma intensa síntese de RNA e de proteínas, levando a um considerável crescimento celular. 1. 2. Fase S; Nessa etapa ocorre a replicação do DNA, com a conseqüente duplicação dos cromossomos. 1. 3. Fase G2; No G2, a célula sintetiza moléculas, inclusive RNAs e proteínas, relacionadas, principalmente, com a divisão celular. O crescimento neste período é menos intenso que no G1. 1. 4. Fase M; A mitose inclui, essencialmente, dois processos: adivisão do núcleo e a divisão do citoplasma ou citocinese (kitos, célula). Na mitose, há apenas uma duplicação cromossômica para cada divisão nuclear. Dessa forma, uma célula-mãe transfere para as duas células-filhas, todo seu patrimônio genético, contido nos cromossomos.

No processo mitótico, como mostra a figura ao lado, as células-filhas apresentam o mesmo número de cromossomos da célula-mãe, razão pela qual a mitose é considerada uma divisão equacional.

O ciclo celular é dividido em subfase: G 1, S e G2 compreendem o período de interfase. M é o período de divisão do núcleo. O processo termina com a citocinese que compreende a divisão do citoplasma. Células que nunca se dividem estão num estágio de repouso denominado de G0.

II. FASES DA MITOSE Embora a mitose seja um processo contínuo, é costume ser dividida, para efeito didático, em cinco fases ou etapas no qual é originalmente definida como o período no qual os cromossomos estão visivelmente condensados. 1. Prófase; é a primeira etapa da mitose. A cromatina se condensa para formar os cromossomos tornando-se visíveis; a carioteca e os nucléolos desintegram-se; os centríolos dividem-se e dirigem-se para os pólos da célula; é formado o fuso de divisão. o fuso mitótico se forma entre os dois centrossomos, os quais iniciam a sua separação. Este fuso começa a se formar na prófase e se completa na metáfase. A desintegração da carioteca marca o fim da prófase e o início da prometáfase.

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4. Telófase; em linhas gerais, a telófase pode ser considerada como o inverso da prófase. Nela, ocorre uma série de eventos opostos aos que se verificam no inicio da divisão celular. Na telófase, os dois conjuntos de cromossomos-filho chegam aos pólos do fuso. Um novo envelope nuclear é remontado em torno de cada conjunto de cromossomos completando a formação dos dois núcleos e marcando o fim da mitose. Dessa forma, os dois núcleos filhos formados, adquirem o aspecto típico de núcleos interfásicos.
Alguns eventos que ocorrem na Prófase.

2. Metáfase; nesta fase, os cromossomos atingem o estado de máxima condensação estando alinhados em um plano entre os dois pólos do fuso, no meio da célula.

Um dos eventos mais importantes da telófase é a reintegração da carioteca

Após a divisão nuclear (cariocinese), tem inicio a citocinese ou divisão citoplasmática, levando à formação de duas células-filhas, com distribuição mais ou menos eqüitativa dos orgânulos citoplasmáticos. III. MEIOSE
Os centrômeros se alinham em um plano equador da célula.

3. Anáfase; Após a separação das cromátides-irmãs, decorrente da duplicação dos centrômeros, que teve início no final da metáfase, cada cromossomo-filho migra para um dos pólos da célula. A anáfase termina quando os cromossomos filhos chegam aos pólos da célula.

A meiose consiste em duas divisões nucleares que reduzem o número de cromossomos para o número haplóide em preparo para a reprodução sexuada. Embora o núcleo se divida duas vezes durante a meiose, o material genético é replicado apenas uma vez. As células originadas pelo processo de meiose diferem tanto entre elas quanto entre a célula que as originou. IV. FINALIDADES DA MEIOSE 1. Reduzir o número de cromossomos de diplóides para haplóides 2. Garantir que cada um dos produtos haplóides possua um conjunto completo de cromossomos 3. Promover a diversidade genética V. CARACTERÍSTICAS MEIOSE GERAIS DA

Na anáfase as cromátides movem-se para pólos opostos da célula.

Muitos dos fenômenos que ocorrem na mitose (formação do fuso acromático, desaparecimento dos nucléolos,

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desintegração da carioteca, movimento dos cromossomos para o meio da célula e em seguida para os pólos), também se repetem na meiose. Em função disto, ela pode ser estudada através das mesmas fases (prófase, metáfase, anáfase e telófase), adotadas na mitose. Uma diferença entre os dois processos é que, na meiose, como mencionamos anteriormente, há uma duplicação de DNA para duas divisões celulares, levando à formação de quatro células-filhas, para cada uma que inicia o processo. Isto explica a redução do padrão cromossomial de 2n para n. VI. PRIMEIRA DIVISÃO DA MEIOSE (DIVISÃO I) Compreende a prófase I, metáfase I, anáfase I e telófase I. 1. PRÓFASE I; É a mais longa e mais complexa de todas as fases da meiose. Nela, ocorrem eventos que não são observados na mitose, tais como o emparelhamento dos cromossomos homólogos e a troca de pedaços entre cromátides. Devido a sua importância e complexidade, esta fase é dividida em 5 subfases: leptóteno (do grego, leptos, fino, comprido; tainia, fita, filamento), zigóteno (do grego, zygos, par, juntos), paquíteno (do grego, pachys, grosso, espesso), diplóteno (do grego, diploos, duplo) e diacinese (do grego, dia, através de; kinesis, movimento). 1. 1. Leptóteno; inicia-se a individualização dos cromossomos estabelecendo a condensação (espiralização 1. 2. Zigóteno; aproximação dos cromossomos homólogos, sendo esse denominado de sinapse; 1. 3. Paquíteno; máximo grau de condensação dos cromossomos, os braços curtos e longos ficam mais evidentes e definidos, dois desses braços, em respectivos homólogos, ligam-se formando estruturas denominadas bivalentes ou tétrades. Momento em que ocorre o crosing-over, isto é, troca de segmentos (permutação de genes) entre cromossomos homólogos; 1. 4. Diplóteno; começo da separação dos homólogos, configurado de regiões quiasmas (ponto de intercessão existente entre os braços entrecruzados, portadores de características similares); 1. 5. Diacinese; finalização da prófase I, com separação definitiva dos homólogos, já com segmentos trocados. A carioteca (envoltório membranoso nuclear) desaparece temporariamente.

2. METÁFASE I; Nesta fase, os cromossomos homólogos pareados (tétrades), dispõem-se na zona equatorial da célula, formando a placa equatorial ou placa metafásica. Os cromossomos atingem sua máxima condensação e cada componente do par de homólogos se encontra ligado, pelo seu centrômero, às fibras do fuso que “emergem” de centríolos opostos.

Metáfase I da meiose.

3. ANÁFASE I; Esta fase se caracteriza pela separação dos homólogos duplicados (constituídos por duas cromátides), para os pólos da célula, fenômeno que se deve à contração das fibras do fuso. Observe que não ocorre divisão dos centrômeros. Na anáfase mitótica e na anáfase II, como veremos adiante, verifica-se, ao contrário, a divisão dos centrômeros. Nestes casos, os cromossomos que migram para os pólos opostos são irmãos e constituídos de uma única cromátide. O esquema a seguir mostra a diferença entre a anáfase da mitose e a anáfase I.

Anáfase I da meiose.

4. TELÓFASE I; Caracteriza-se pela chegada dos homólogos aos pólos da célula, graças ao encurtamento das fibras do fuso; pela desespiralização (descondensação) dos cromossomos e pela reorganização dos nucléolos e da carioteca. Após a reorganização nuclear, ocorre a primeira citocinese, fazendo surgir duas células haplóides, sendo por esta razão que a meiose I é considerada uma divisão reducional. Não devemos esquecer que embora o número de cromossomos tenha sido reduzido à metade, cada um deles está duplicado. Assim sendo, as célulasfilhas haplóides, ao final da meiose I, possuem duas

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cópias de cada molécula de DNA. Com a segunda divisão da meiose, esta situação irá se modificar.

Prófase II.

METÁFASE II; Nesta fase, verifica-se a disposição dos cromossomos duplicados (díades) na região equatorial da célula, estando cada díade ligada às fibras do fuso, pelo centrômero. A metáfase II termina quando os centrômeros começam a se duplicar e as cromátidesirmãs, que irão constituir os cromossomos-irmãos, iniciam sua separação e migração para os pólos da célula.
Diferenças entre as fases da mitose e meiose.

SEGUNDA DIVISÃO (DIVISÃO II)

DA

MEIOSE

É muito semelhante à mitose, sendo, a exemplo do processo mitótico, uma divisão equacional. Durante a meiose II, ocorre a separação das cromátides que constituem as díades. Por esta razão, é que se torna possível formar células haplóides (dotadas de n cromossomos simples), a partir de outras células haplóides, estas dotadas de n cromossomos, porém duplicados. Como não existem, nesta fase, cromossomos homólogos nas mesmas células, não há sinapse cromossomial. A divisão II compreende prófase II, metáfase II, anáfase II e telófase II. PRÓFASE II; As duas células resultantes da divisão I entram em prófase II. Nesta fase, verifica-se a condensação dos cromossomos duplicados; a migração dos centríolos, duplicados, para os pólos da célula; o desaparecimento gradativo dos nucléolos e a desintegração da carioteca, que marca o fim da prófase II. Vale lembrar, que a exemplo do que já foi descrito na mitose e na meiose I, alguns biólogos consideram o fim da prófase II como sendo uma fase denominada prometáfase II. Nela, os cromossomos duplicados se ligam às fibras do fuso e migram para o “equador” da célula, fenômenos que costumam ser englobados na metáfase II.

Metáfase II.

ANÁFASE II: Esta fase se caracteriza, fundamentalmente, pela migração dos cromossomosfilhos (ex-cromátides irmãs) para os pólos da célula.

Anáfase II.

TELÓFASE II: Nesta fase, ocorrem desespiralização dos cromossomos, bem como reorganização dos nucléolos e da carioteca, formando dois núcleos filhos, em cada célula. A telófase II termina com a segunda citocinese, levando à formação de duas células-filhas, para cada célula que iniciou a divisão II.

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se associem para formar microtúbulos. Quando células em divisão são tratadas com essas substâncias, a mitose é interrompida na metáfase. Células contendo dois pares de cromossomos homólogos foram tratadas com colchicina, durante um ciclo celular. Após o tratamento, essas células ficaram com: A) Quatro cromossomos. C) Seis cromossomos. E) Oito cromossomos. B) Dois cromossomos. D) Dez cromossomos.

Telófase II.

Como se pode constatar, a partir de cada célula diplóide que inicia a meiose, formam-se duas células haplóides após a divisão I e quatro células haplóides após a segunda citocinese. Em face das recombinações gênicas, que se ocorrem na prófase I, as quatro células resultantes da meiose são geneticamente diferentes.

39. (CEFET-PE) A figura abaixo e uma fotomicrografia de uma célula em divisão mitótica. De acordo com a disposição dos cromossomos nela indicados, e correto afirmar que a fase imediatamente a seguir é:

EXERCÍCIOS PROPOSTOS: 35. (UERJ) A partir de um ovo fertilizado de sapo, até a formação do girino, ocorre uma série de divisões celulares. A distribuição percentual dos tipos de divisão celular, nesta situação, é a seguinte: A) 100% mitose. B) 100% meiose. C) 50% meiose – 50% mitose. D) 75% mitose – 25% meiose. 36. (FUVEST) Os dois processos que ocorrem na meiose, responsáveis pela variabilidade genética dos organismos que se reproduzem sexuadamente, são: A) Duplicação dos cromossomos e pareamento dos cromossomos homólogos. B) Segregação independente dos pares de cromossomos homólogos e permutação entre os cromossomos homólogos. C) Separação da dupla-hélice da molécula de DNA e replicação de cada uma das fitas. D) Duplicação dos cromossomos e segregação independente dos pares de cromossomos homólogos. E) Replicação da dupla-hélice da molécula de DNA e permutação entre os cromossomos homólogos. 37. (UCPEL) Para estudo de cariótipo, a fase da mitose mais adequada à visualização dos cromossomos, tendo em vista a necessidade de obtenção de maior nitidez quanto ao seu grau de espiralização é: A) Interfase. B) Prófase. C) Anáfase. D) Telófase. E) Metáfase. 38. (UNIFESP) Certos fármacos, como a colchicina, ligam-se às moléculas de tubulina e impedem que elas

A) Prófase. D) Telófase.

B) Metáfase. E) Intercinese.

C) Anáfase.

40. (UEPA) Uma pessoa sofreu acidente de carro e fraturou o osso de uma das pernas, em várias partes. Após alguns meses de tratamento clínico, cirurgias, internações hospitalares, etc., o osso recuperou a sua forma normal, ou seja, as partes fraturadas foram soldadas, ficando apenas uma espécie de cicatriz que é denominada de calo ósseo. Considerando o processo de divisão celular podemos afirmar que essa recuperação óssea foi possível porque as células: A) Multiplicaram-se por meiose, originando novas células, num processo chamado de renovação celular. B) Renovaram-se e substituíram as células mortas por meio do crescimento do volume celular. C) Reproduziram-se continuamente, por reprodução sexuada, originando novas células, que substituíram as que morreram. D) Dividiram-se continuamente por meiose, originando novas células, num processo denominado desenvolvimento celular. E) Por mitose, reproduziram-se repondo aquelas que foram mortas, num processo chamado de regeneração celular. 41. (VUNESP) O ciclo celular corresponde à alternância de mitoses e interfases. Antigamente, a intérfase era chamada “repouso celular”. Esta designação é errônea porque é na intérfase que: A) Ocorre o desaparecimento do nucléolo e da membrana nuclear. B) Ocorre a condensação dos cromossomos.

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C) Ocorrem as maiores mudanças metabólicas na célula, envolvendo síntese de DNA, RNA e proteínas. D) Ocorrem muitos movimentos celulares, especialmente dos centríolos e cromossomos. E) Ocorrem mudanças na forma das células. 42. (CENTEC-BA) Durante a prófase, a cromatina, originariamente uma estrutura filamentosa extremamente longa e delgada, passa por um processo de compactação que culmina, na metáfase, com a formação de corpúsculos bem definidos em número e forma – os cromossomos. O significado biológico dessa compactação é: A) Garantir a integridade e a mobilização do material genético, condicionando a sua distribuição equitativa entre as células-filhas. B) Determinar as características citológicas de cada espécie. C) Promover a duplicação da molécula de DNA, possibilitando a transmissão dos caracteres herdados. D) Facilitar a transcrição das informações contidas na molécula de DNA. E) Favorecer a ocorrência de variações no material genético. 43. (UFRN 2005) Os gráficos abaixo foram obtidos a partir das variações do volume celular e do número de células, observados durante um intervalo de 20 horas em uma cultura de células.

45. (UFRJ) A tabela abaixo apresenta o conteúdo total médio de DNA, em pg (10-12g), encontrado no núcleo de vários tipos de células de diversos animais.

Explique por que existe mais DNA por núcleo nas células a, b e c do que nos espermatozóides. METABOLISMO ENERGÉTICO Para se manterem vivos, crescerem e se reproduzirem, os organismos necessitam de um aporte constante de energia, cuja ausência leva, inevitavelmente, a sua desorganização. A capacidade de aproveitar a energia de fontes diversas e canalizá-la, visando a realização de trabalhos biológicos, é, portanto, uma propriedade fundamental de todos os seres vivos. Utilizando a energia química, contida nos “combustíveis” biológicos, eles promovem, a partir de precursores simples, a síntese de uma série de macromoléculas dotadas de estruturas altamente organizadas. Os seres vivos são também capazes de transformar a citada energia em gradientes elétricos, em movimento, em calor e em alguns organismos, como no caso do vaga-lume, em luz, dentre outras atividades biológicas. Os sistemas biológicos, assim como tudo que existe no universo, obedecem duas leis básicas da termodinâmica. A primeira é que nos processos físicos e químicos, a energia pode ser ganha ou perdida, transferindo-se de um sistema para outro, mas não pode ser criada nem destruída. A segunda lei da termodinâmica diz que a energia inevitavelmente se dissipa, passando de uma forma utilizável como, por exemplo, a dos fótons de luz para uma forma menos utilizável, como por exemplo, o calor. Assim para sobreviver os seres vivos precisam continuamente de energia. I. ANABOLISMO E CATABOLISMO As células vivas são como verdadeiras fábricas biológicas, onde a todo instante moléculas orgânicas são degradadas para geração de energia, enquanto outras são montadas e passam a constituir novas moléculas. Toda essa atividade de transformações químicas que acontece dentro das células é chamada de metabolismo.

A partir da análise dos gráficos, atenda às solicitações abaixo. A) Explique por que o volume médio das células varia dessa forma ao longo do tempo de observação. B) Estabeleça uma relação entre os dois gráficos. 44. (IFSP 2009) Reconhecendo o processo de divisão celular que garante a biodiversidade, pode- se apontar a meiose como processo que permite A) alterar o número de cromossomos da espécie. B) modificar a seqüência genética entre as gerações. C) manter o número diplóide nos gametas. D) replicar a seqüência genética entre as gerações. E) transformar cromossomos simples em bivalentes.

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O metabolismo pode ser divido em catabolismo e em anabolismo. Os processos anabólicos são reações de síntese, onde moléculas mais simples são reunidas para formar moléculas mais complexas. É a partir do anabolismo que os seres vivos constroem moléculas orgânicas que forma seu corpo. Já os processos catabólicos, são reações de degradação, onde moléculas mais complexas são quebradas, transformando-se em outras mais simples. É por meio das reações catabólicas que os seres vivos obtêm energia para se manterem vivos.

Obs. Reações endergônicas e reações exergônicas Reações endergônicas são reações que absorvem energia do ambiente, a reação da síntese de glicose a partir de CO 2 e H2O é uma reação endergônica, pois absorve energia do ambiente. As reações exergônicas, pelo contrário, são aquelas que liberam energia para o ambiente, um exemplo de reação exergônica é a combustão da glicose C6H12O6.

são reações exergônicas, ou seja, que liberam energia que é aproveitada a para realização das diversas funções biológicas. Para que isso ocorra, as células possuem determinadas substâncias dotadas da capacidade de captar e armazenar essa energia, para uso posterior, nos diversos processos biológicos. Entre essas substâncias, a mais utilizada pelas células é a adenosina trifosfato, denominado, abreviadamente, ATP. Ele funciona como uma “moeda energética” que as células utilizam para o “pagamento das despesas” energéticas que ocorrem nos diversos processos metabólicos. Nos seres vivos, o ATP é utilizado em várias funções, tais como: transporte de substâncias através das membranas, transmissão de impulsos nervosos, produção de macromoléculas e realização de movimentos.

II. CLASSIFICAÇÃO DOS VIVOS QUANTO A NUTRIÇÃO

SERES

A obtenção de energia pelos seres vivos é um dos requisitos mínimos para a manutenção de suas atividades metabólicas, os seres vivos podem ser agrupados em duas categorias de acordo com o modo de obtenção de energia.  Heterotróficos; São aqueles que não conseguem sintetizar substâncias orgânicas complexas que lhes sirvam como fonte de energia metabólica, a partir de substâncias inorgânicas simples. Por exemplo, os animais não conseguem sintetizar moléculas de glicose (uma substância orgânica complexa), a partir de H2O e CO2 (substâncias inorgânicas simples).  Autotróficos; São aqueles capazes de sintetizar substâncias orgânicas complexas que lhes servem de fonte de energia metabólica, a partir de substâncias inorgânicas simples. As plantas, por exemplo, conseguem produzir glicose (uma substância orgânica complexa), a partir de H2O e CO2 (substâncias inorgânicas simples).

O ATP funciona como uma bateria carregada, que ao liberar energia para as diversas atividades celulares, descarrega-se e se converte em ADP.

III. RESPIRAÇÃO CELULAR
Quando ouvimos a palavra respiração, imediatamente a associamos com a troca de gases que ocorre no interior dos alvéolos pulmonares, em muitos animais terrestres, ou nas brânquias, em animais aquáticos. Essa troca de gases, que não ocorre apenas nos animais, mas também em vegetais e em muitos microrganismos, é, no entanto, apenas o início (e também o fim) de um processo por meio do qual se obtém energia e que ocorre no interior das células da maioria dos seres vivos: A respiração celular A maioria dos seres vivos produz ATP por meio da respiração celular, um processo de oxidação em que o gás oxigênio atua como agente oxidante de moléculas orgânicas, nesse processo moléculas de carboidratos ou de ácidos graxos são degradadas, formando CO2 e H2O e liberando energia que é utilizada para formar as

O metabolismo energético das células consiste, em última análise, na degradação de moléculas como carboidratos e lipídios. A degradação dessas moléculas

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moléculas de ATP, a partir de ADP e Pi (fosfato inorgânico). Etapas da respiração celular; Esse conjunto de processos denominado respiração celular é divido em 3 etapas principais: 1. Glicólise 2. Ciclo de Krebs ou Ciclo do ácido cítrico 3. Fosforilação oxidativa Antes de analisarmos a glicólise veremos os dois tipos básicos de respiração celular: IV. RESPIRAÇÃO ANAERÓBICA AERÓBICA E

V. GLICÓLISE A glicólise (“quebra do açúcar”) é uma reação que envolve 10 etapas químicas que são catalisadas por enzimas no citoplasma da célula Para que ela ocorra há um gasto inicial de energia (duas moléculas de ATP são consumidas), mas que será reposto, já que, ao final dessa primeira etapa, o resultado é a formação de duas moléculas de ácido pirúvico e 4 moléculas de ATP, havendo, portanto, um saldo energético de 2 ATP. Além disso, também ocorre a liberação de elétrons energizados e íons H+, que são capturados por moléculas de uma substância aceptora de elétrons chamada NAD+ (Nicotinamide Adenine Dinucleotide), que ao capturar os elétrons passam para sua forma reduzida NADH. O ácido pirúvico passa, então, ao interior das mitocôndrias, organelas celulares onde ocorrem as etapas seguintes.

A respiração anaeróbia ocorre na ausência de oxigênio livre, é relativamente simples, não requerendo um compartimento especial da célula para sua ocorrência e apresenta um baixo rendimento energético. A respiração aeróbia, ao contrário, ocorre na presença de oxigênio livre, requer, nos eucariontes, uma organela para a sua ocorrência (mitocôndria) e, é bem mais complexa e eficiente, do ponto de vista energético do que o processo anaeróbio. A respiração aeróbia aproveita mais de quinze vezes a energia liberada na oxidação da glicose, do que a anaeróbia. Desta forma, os seres que “sabem” utilizar o oxigênio livre, só recorrem aos processos anaeróbicos, quando são realmente “obrigados”. Por exemplo, Algumas células dos seres aeróbios podem usar processos anaeróbios (fermentação) como uma via acessória de produção de ATP. Isso ocorre nas nossas células musculares, durante uma atividade física intensa.

O NAD+ desempenha um papel central no metabolismo energético das células; ele captura elétrons de alta energia provenientes da degradação de moléculas orgânicas e fornece-os aos sistemas de síntese de ATP. Essa capacidade de “aceitar” elétrons energizados e íons H+, o NAD+ é denominado aceptor de elétrons, ou aceptor de hidrogênio

VI. CICLO DE KREBS Ó ácido pirúvico produzido na glicólise, na matriz mitocondrial reage com uma substância denominada de coenzima A, nessa reação é formada uma molécula de Acetilcoenzima A (Acetil-CoA) e uma molécula de CO2. Dela também participa uma molécula de NAD+ que se transforma em NADH ao capturar 2 elétrons de alta energia liberados na reação. Ao longo das reações subseqüentes do ciclo de Krebs duas moléculas de CO2

As mitocôndrias funcionam como usinas de energia, uma vez que é nela que ocorre a produção de moléculas de ATP

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são liberadas, além de elétrons de alta energia e íons H+. Os elétrons são capturados por moléculas de NAD+ que se transformam em NADH e também por um outro aceptor de elétrons chamado de Flavina Adenina dinocleotídeo ou FAD, que ao receber os elétrons transforma-se em FADH2. Ao longo de cada volta do ciclo de Krebs são formados 3NADH e 1FADH2. Em uma das etapas do ciclo de Krebs ainda ocorre a formação de uma molécula de GTP (Trifosfato de Guanosina), um nucleotídeo muito semelhante ao ATP, diferindo deste por apresentar a base nitrogenada guanina, ao invés de adenosina

citocromos, a energia liberada nas suas passagens, de um sistema para outro, é usada para bombear prótons (H+) da matriz mitocondrial para o espaço intermembranas. Isto gera um gradiente eletroquímico de prótons nesta região, e o refluxo de H+ a favor deste gradiente é, por sua vez, utilizado para “ativar” a enzima ATP sintetase ou sintetase do ATP, ligada à membrana interna, que catalisa a conversão do ADP + Pi em ATP.

A cadeia transportadora transporta elétrons e libera energia.

O ciclo do ácido cítrico completa a oxidação da glicose.

VII. FOSFORILAÇÃO OXIDATIVA A síntese de maior parte do ATP gerado na respiração celular é resultante da reoxidação das moléculas de NADH e FADH2, que se transformam respectivamente em NAD+ e FAD+. Nesse processo, são liberados elétrons com alto nível de energia que reduzem o oxigênio a moléculas de água. A energia liberada pelos elétrons é transferida ao oxigênio O2 e usada na produção de ATP. A adição de fosfato (P) ao ADP para produzir ATP na presença de gás oxigênio é o que chamamos de fosforilação oxidativa. Na membrana interna da mitocôndria, um conjunto de proteínas se dispõe em sequência, e são responsáveis pela condução dos elétrons provenientes do NADH e FADH2 até o gás oxigênio, esse conjunto de proteínas é chamado de cadeia transportadora de elétrons. À medida que os elétrons de alta energia são conduzidos pelos quatro complexos respiratórios (sistemas multienzimáticos) da cadeia transportadora, genéricamente denominados de

A energia liberada pelos elétrons com alta energia, a partir de uma molécula de glicose em sua passagem pela cadeia respiratória pode formar até no máximo 26 moléculas de ATP, somando-se aos dois ATP formados na glicólise e a dois ATP ou GTP durante o ciclo de Krebs, obtém-se um rendimento de 30 moléculas de ATP por cada moléculas de glicose, segundo as pesquisas mais recentes. Embora, alguns livros possam trazer a informação de que são produzidas 36 ou 38 moléculas de ATP. VIII. SUBSTÂNCIAS QUE AFETAM A RESPIRAÇÃO AERÓBIA Dentre as substâncias que comprometem a respiração aeróbia, citamos o monóxido de carbono e o ácido cianídrico 1. Monóxido de carbono (CO): ele é produzido sempre que ocorre a combustão de substâncias portadoras de carbono e é um dos principais poluentes ambiental das zonas urbanas. Uma vez inspirado, o monóxido de carbono passa dos alvéolos pulmonares para o sangue, penetra nas hemácias e estabelece uma ligação estável com a hemoglobina, comprometendo o transporte e a distribuição do oxigênio. Dessa forma, as células deixam de receber um suprimento adequado de O2, o que

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compromete a cadeia respiratória e pode acarretar a morte do organismo por asfixia. 2. Ácido cianídrico: é, sem dúvida, uma das mais poderosas substâncias inibidoras da respiração. Sais derivados desse ácido, como o cianeto de potássio, combinam se com o citocromo A3, inutilizando-o para o transporte de elétrons na cadeia respiratória. Sendo significativa a contaminação pelo cianeto, a cadeia respiratória é bloqueada, o que provoca a parada na produção de ATP e a morte do indivíduo. EXERCÍCIOS PROPOSTOS 46. (UNICAMP) Nas células, a glicose é quebrada e a maior parte da energia obtida é armazenada principalmente no ATP (adenosina trifosfato) por curto tempo. A) Qual é a organela envolvida na síntese de ATP nas células animais? B) Quando a célula gasta energia, a molécula de ATP é quebrada. Que parte da molécula é quebrada? C) Mencione dois processos bioquímicos celulares que produzem energia na forma de ATP. 47. (UEL 2010) Analise o esquema da respiração celular em eucariotos, a seguir:

E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 48. (Cefet-PR) A fermentação e a respiração são processos celulares nos quais há liberação de energia. Assinale a alternativa que contém etapa(s) comum(ns) à fermentação e à respiração. A) Glicólise, ciclo de Krebs e cadeia respiratória. B) Ciclo de Krebs e cadeia respiratória. C) Glicólise e ciclo de Krebs. D) Apenas glicólise. E) Apenas cadeia respiratória. 49. (UFCE) Se a fotossíntese gera ATP, por que as plantas necessitam respirar? Mencione duas razões. 50. (UFRN) Sobre a respiração celular, é correta a afirmação: A) No processo de respiração aeróbia, a degradação total de moléculas de glicose resulta na formação de ácido pirúvico, e, na respiração anaeróbia, é formado o álcool etílico. B) Na respiração aeróbia, os hidrogênios são combinados com o O2, formando moléculas de água, enquanto, na respiração anaeróbia, os hidrogênios se combinam com o N2. C) A fosforilação oxidativa é um processo comum às respirações aeróbia e anaeróbia, das quais resultam, respectivamente, 38 ATP e 2 ATP para cada molécula de glicose. D) A glicólise ocorre no citoplasma das células, durante a respiração aeróbia dos seres eucariontes, e, nos mesossomos, durante a respiração anaeróbia dos seres procariontes. 51. (UFRN) Após algum tempo, professor Astrogildo chamou a turma de volta ao ônibus, pois ainda iriam visitar uma fábrica de cerveja que ficava no caminho. Na fábrica, um funcionário explicou todo o processo de produção da cerveja, ressaltando que, para isso, se utilizava o fungo Saccharomyces cerevisiae, um anaeróbio facultativo. Professor Astrogildo apontou dois barris que estavam no galpão da fábrica, reproduzidos no esquema abaixo.

Com base nas informações contidas no esquema e nos conhecimentos sobre respiração celular, considere as afirmativas a seguir: I. A glicose é totalmente degradada durante a etapa A que ocorre na matriz mitocondrial. II. A etapa B ocorre no hialoplasma da célula e produz menor quantidade de ATP que a etapa A. III. A etapa C ocorre nas cristas mitocondriais e produz maior quantidade de ATP que a etapa B. IV. O processo anaeróbico que ocorre no hialoplasma corresponde à etapa A. Assinale a alternativa correta. A) Somente as afirmativas I e II são corretas. B) Somente as afirmativas I e III são corretas. C) Somente as afirmativas III e IV são corretas. D) Somente as afirmativas I, II e IV são corretas.

Considerando que ambos contêm todos os ingredientes para a produção de cerveja, a formação de álcool ocorre no barril A) II, onde a glicose não é totalmente oxidada. B) I, onde há um maior consumo de oxigênio. C) II, onde a pressão do oxigênio é maior. D) I, onde a glicose será degradada a ácido pirúvico.

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52. (CESGRANRIO) Assinale a afirmativa correta sobre a maneira como os seres vivos retiram a energia da glicose. A) O organismo, como precisa de energia rapidamente e a todo tempo, faz a combustão da glicose em contato direto com o oxigênio. B) Como a obtenção de energia não é sempre imediata, ela só é obtida quando a glicose reage com o oxigênio nas mitocôndrias. C) A energia, por ser vital para a célula, é obtida antes mesmo de a glicose entrar nas mitocôndrias usando o oxigênio no citoplasma, com liberação de duas (02) moléculas de ATP (glicólise). D) A energia da molécula de glicose é obtida através da oxidação dessa substância pela retirada de hidrogênios presos ao carbono (desidrogenações), que ocorre a nível de citoplasma e mitocôndrias. E) A obtenção de moléculas de ATP é feita por enzimas chamadas desidrogenases (NAD) depois que a molécula de oxigênio quebra a glicose parcialmente no hialoplasma (glicólise).

que é capaz de captar a energia luminosa e transformála em energia potencial química, armazenada nas moléculas orgânicas produzidas. O cloroplasto é formado por duas membranas lipoprotéicas, assim como nas mitocôndrias. A membrana interna é conhecida como membrana tilacóide, onde se organizam inúmeras bolsas em pilha, denominadas de grana. Externamente a membrana tilacóide o cloroplasto é preenchido por um fluido conhecido como estroma.

FOTOSSÍNTESE Ao nos alimentarmos de uma fruta, ou de outra parte qualquer de um vegetal, estamos ingerindo moléculas orgânicas produzidas pela fotossíntese. O mesmo ocorre quando se alimentamos de carne, pois os animais se alimentam primariamente de vegetais. Desse modo, a energia que move o mundo vivo depende diretamente da luz do sol. A maioria das formas de vida que habitam a terra nutrem-se, direta ou indiretamente, de substâncias orgânicas produzidas pela fotossíntese. Nesse grupo estão incluídos não apenas os heterótrofos, mas também os próprios autótrofos. Além das substâncias orgânicas, o processo fotossintético, com algumas exceções, libera O2 que é utilizado na respiração celular. A fotossíntese é um processo celular em que a maioria dos seres autotróficos produz substâncias orgânicas, geralmente carboidratos, utilizando a energia da luz solar, que é transformada em energia potencial química armazenada nas ligações químicas das moléculas de carboidratos produzidas no processo . A fotossíntese ocorre em plantas, algas, e em algumas bactérias, e utiliza substâncias simples, como água e gás carbônico.

A fotossíntese ocorre nos cloroplastos das células eucariontes

II. ETAPAS DA FOTOSSÍNTESE A fotossíntese é dividida em duas etapas: 1. Fotoquímica ou luz 2. Química ou escuro 1. Etapa fotoquímica; A absorção de energia luminosa pelas moléculas de clorofila presentes na membrana tilacóide, transfere energia para alguns elétrons da clorofila que ficam mais energizados que terminam por sair da clorofila e sendo capturados por uma substância aceptora de elétrons, o aceptor Q. A perda dos elétrons pelas moléculas de clorofila causa instabilidade em sua estrutura química. A clorofila recupera os elétrons perdidos a partir da decomposição de moléculas de água, uma reação que chamamos de fotólise da água, e sua estabilidade química é recuperada. Nesse processo moléculas de água são decompostas em prótons (H+), elétrons (e-) e átomos livres de oxigênio. Os elétrons liberados são capturados pela clorofila para repor os que foram perdidos, os átomos de oxigênio se reúnem dois a dois formando O2, os prótons terão diversos destinos como veremos adiante. REAÇÃO DE FOTÓLISE DA ÁGUA

6CO2 + 6H2O + LUZ

C6H12O6

+

6O2

I. ONDE OCORRE A FOTOSSÍNTESE? Os cloroplastos são as organelas citoplasmáticas que são os sítios da fotossíntese. Nessa organela encontrase um pigmento fotossintético conhecido como clorofila

2H2O + LUZ → O2 + 4H+ 4e-

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Os elétrons que foram capturados pelo aceptor Q, são transferidos para um segundo aceptor, que transfere para um terceiro e assim por diante, no que se chama de cadeia transportadora de elétrons, semelhante ao que ocorre nas mitocôndrias. A transferência seqüencial dos elétrons ao longo da cadeia transportadora libera a cada passo a energia que havia sido inicialmente captada da luz. O último aceptor de elétrons é uma substância denominada de fosfato de dinucleotídio nicotinamidaadenina ou NADPH. Ao passarem pela cadeia transportadora de elétrons, os elétrons liberam energia, que é utilizada para forçar os prótons H+ do estroma do cloroplasto para dentro do lúmen do tilacóide. Assim ocorre um aumento da concentração dos prótons H+ no lúmen do tilacóide, entretanto, quando a concentração dos prótons aumenta muito eles tendem a se difundir de volta ao estroma, mas para retornarem só existe um único caminho, e eles devem obrigatoriamente passar pela ATP sintase presente na membrana tilacóide. Ela funciona como um motor molecular rotatório no processo de quimiosmose, a medida que gira pela passagens dos prótons H+ a sintetase do ATP utiliza a energia liberada nesse processo para a produção de ATP a partir de ADP e Pi. Como a energia utilizada no bombeamento de prótons H+ para o lúmen do tilacóide vem da luz, esse processo de formação de ATP no cloroplasto é denominado de fotofosforilação. 2. Etapa química; A fixação do carbono que ocorre no Ciclo de Calvin. É o processo no qual a molécula de carbono presente no gás carbônico passa a constituir moléculas orgânicas. O NADPH e o ATP, produzidos na etapa inicial da fotossíntese são utilizados para fornecer hidrogênios e energia, respectivamente, para a produção de moléculas orgânicas a partir do CO2.

Obs. Quando falamos que a fixação de carbono compreende a fase escura da fotossíntese devemos ter cuidado, uma vez que o termo pode nos passar uma idéia errada do processo, temos a impressão que a produção de carboidratos só ocorre na ausência de luz, o que não é verdade. A fixação de carbono pode acontecer independentemente de haver ou não luz!

III. FATORES QUE LIMITAM VELOCIDADE DA FOTOSSÍNTESE

A

A velocidade com que a fotossíntese se processa é influenciada por uma série de fatores ambientais, tais como a intensidade luminosa, a concentração de CO2 disponível no meio e a temperatura. Se pelo menos um desses fatores apresentarem valores insatisfatórios, o processo pode ser bloqueado ou ocorrer em taxas inferiores ao que ocorre normalmente 1. Influência da intensidade luminosa; Em completa escuridão, a planta não realiza fotossíntese. Com o aumento da intensidade luminosa, a taxa de fotossíntese eleva-se até que um valor máximo seja alcançado (ponto de saturação luminosa). Sob intensidades luminosas superiores ao ponto de saturação luminosa (PSL), aumentos na intensidade da luz não são acompanhados por elevação na taxa da fotossíntese.

2. Influência da concentração de gás carbônico; A concentração de CO2, disponível no meio, também influi na velocidade da fotossíntese. Na sua ausência a fotossíntese não ocorre. Em condições ideais de intensidade luminosa e temperatura, um aumento na concentração de CO2 é acompanhado, até determinado ponto, por um aumento na velocidade da fotossíntese. Ultrapassados determinados valores, novos aumentos na concentração de gás carbônico, não mais influi na velocidade do processo fotossintético, que então se estabiliza. Nesse ponto, ocorre a saturação do sistema enzimático, o que impede a incorporação de quantidades adicionais de carbono.

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3. Influência da temperatura; Quando em condições ideais de luminosidade e concentração de gás carbônico o aumento da temperatura até cerca de 45°C nas plantas favorece a um aumento nas taxas fotossintéticas. Temperaturas superiores a 45°C causam redução não apenas das taxas de fotossíntese, mas também da maioria das reações vitais nas plantas, isso ocorre porque temperaturas elevadas favorecem a desnaturação das enzimas envolvidas no processo fotossintética e em outras reações bioquímicas.

Durante o dia a planta realiza fotossíntese, consumindo CO2 e produzindo O2 que é lançado na atmosfera. Ao mesmo tempo em que realiza fotossíntese a planta também respira, utilizando parte do gás oxigênio que foi produzido durante a fotossíntese. Ao respirar a planta libera CO2 que é imediatamente canalizado para a realização da fotossíntese. Durante a noite a planta não realiza fotossíntese, mas continua respirando. Para isso ela utiliza o gás oxigênio acumulado nos tecidos da folha. O gás carbônico produzido na respiração celular fica acumulado nos tecidos da folha, e ao amanhecer a planta utiliza esse mesmo CO2 para realizar a fotossíntese. Sob determinada intensidade luminosa as taxas de fotossíntese e respiração celular se equivalem, isso ocorre pelo fato de todo o gás oxigênio produzido na fotossíntese ser utilizado na respiração celular, e todo o gás carbônico produzido na respiração celular ser utilizado na fotossíntese. A intensidade luminosa em que isso ocorre é chamado de ponto de compensação fótico ou ponto de compensação luminoso. Para que a planta possa crescer ela deve ser submetida a intensidades luminosa a cima do seu ponto de compensação fótico.

IV. RELAÇÃO ENTRE FOTOSSÍNTESE E RESPIRAÇÃO Por meio da respiração celular os seres fotossintéticos utilizam os carboidratos produzidos pela fotossíntese como fonte de energia, um processo que denominamos de respiração celular, onde na presença de gás oxigênio os carboidratos são degradados em água e gás carbônico, os mesmos reagentes do processo fotossintético. FOTOSSÍNTESE: V. A NATUREZA DA LUZ A luz visível é apenas uma pequena parte ou faixa de um amplo espectro de radiações, chamado espectro eletromagnético, do qual fazem parte, ainda, os raios X, a radiação ultravioleta, a luz infravermelha e as ondas de rádio, dentre outras. A luz, como principal fonte energética para os seres vivos, tem, pelo menos, três vantagens: 1. Pode excitar elétrons, removendo-os, sem quebrar as moléculas; 2. Não causa danos maiores às estruturas biológicas; 3. É abundante, constituindo-se na radiação que alcança a terra em maior quantidade.

6CO2 + 6H2O → C6H12O6 + 6O2
RESPIRAÇÃO CELULAR

C6H12O6 + 6O2 → 6CO2 + 6H2O

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de reação e aceptores de elétrons, constituem um fotossistema.

VI. PIGMENTOS FOTOSSINTETIZANTES A clorofila é um composto orgânico complexo e lipossolúvel, que ocorre em quase todos os organismos fotossintetizantes. Os dois tipos mais importantes de clorofila são a (α) e b (β), sendo a quantidade da primeira sempre maior que a da segunda. Além das clorofilas, as membranas dos tilacóides são dotadas de alguns outros pigmentos, como os carotenóides, representados pelos carotenos e pelas xantofilas e as ficobilinas, representadas pela ficoeritrina e ficocianina, que também absorvem energia luminosa. Muitos desses pigmentos parecem cumprir o papel de preencher a faixa de absorção não coberta pela clorofila. Todos eles, depois de captarem a energia luminosa, transferem-na para a clorofila α. Tudo indica que alguns desempenham também o papel de fotoproteção, dissipando o excesso de energia luminosa que poderia danificar as moléculas de clorofila.

Os fotossistemas PSI e PSII diferem em alguns aspectos. Ambos possuem em seus centros de reação duas moléculas de clorofila α, mas diferem quanto a constituição das proteínas aos quais estão associadas as clorofilas. As moléculas de clorofila do PSI absorvem luz num comprimento de onda igual o menor que 700nm, sendo chamado de P700, enquanto as moléculas de clorofila do PSII absorvem luz num comprimento de onda até no máximo 680nm, sendo também chamado de P680. Eles também diferem quanto a sua localização nos cloroplastos, o PSI localiza-se preferencialmente nas membranas entre os grana e o PSII na membrana dos grana. A diferença mais importante é a função que cada fotossistema realiza, apenas o PSII consegue realizar a fotólise da água, e apenas o PSI consegue transferir os elétrons para o aceptor final, o NADP+, que é reduzido a NADPH.

VII. OS FOTOSSISTEMAS As moléculas dos pigmentos fotossintéticos formam próximo a proteínas da membrana tilacóide o que chamamos de complexos de antena, que funcionam como verdadeiras antenas captadoras de luz. A energia absorvida dos fótons pelos pigmentos devem ser transferidas para duas moléculas centrais de clorofila α localizadas na área central do fotossistema, o centro de reação. Os elétrons excitados captados pelas moléculas de clorofila são transferidos a substância aceptoras do centro de reação para darem início ao processo fotossintético. O conjunto: complexo de antena, centro

Fotofosforilação acíclica; Esse processo envolve a participação dos dois fotossistemas, onde a energia luminosa que é captada pelo PSII é utilizada para a síntese de ATP, e a luz captada pelo PSI utilizada para reduzir o NAD+ e produzir NADH.

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Fotofosforilação cíclica; Nesse caso a energia captada pelo fotossistema (PSI) é utilizada na síntese de ATP e não na produção de NADPH, além disso também fornece ATP adicional para outras atividades celulares que demandam energia, além da produção de carboidratos. Na fotofosforilação cíclica, os elétrons ao passarem pela cadeia transportadora de elétrons e chegarem ao último aceptor final, retornam diretamente à molécula de clorofila do complexo P700 com um menor nível de energia.

fotossíntese, que fazem parte da fase escura (lembrar das considerações que fizemos anteriomente sobre a “fase escura” da fotossíntese). O ciclo das pentoses ocorre no estroma do cloroplasto e nessa etapa, o carbono entra na forma de CO2, em uma seqüência cíclica de reações. O NADPH participa da etapa química, fornecendo elétrons ricos em energia para a redução do CO2. O ATP, por sua vez, é um fornecedor suplementar de energia, que foi captada na etapa fotoquímica. O ciclo de Calvin não produz glicose, diretamente, mas um composto com três átomos de carbono, denominado gliceraldeido-3-fosfato (PGAL), precursor utilizado pela célula na produção de glicídios e de outras moléculas orgânicas. Parte dos glicídios produzidos na fotossíntese são utilizados nas mitocôndrias no processo de respiração celular que fornece energia aos processos vitais nos fotossintetizantes eucariotos. Outra parte é transformada nas diversas substâncias orgânicas de que a planta necessita, como aminoácidos, outros tipos de açúcares, celulose, etc. Outra parte ainda pode ser armazenada, as plantas por exemplo armazenam o amido em células do caule e da raiz, o amido pode servir como uma reserva para momentos de necessidade.

EXERCÍCIOS PROPOSTOS 53. (FUVEST) Em vegetais, as taxas de fotossíntese e de respiração podem ser calculadas a partir da quantidade de gás oxigênio produzido ou consumido num determinado intervalo de tempo. O gráfico a seguir mostra as taxas de respiração e de fotossíntese de uma planta aquática, quando se varia a intensidade luminosa. A) Em que intensidade luminosa, o volume de gás oxigênio produzido na fotossíntese é igual ao volume desse gás consumido na respiração? B) Em que intervalo de intensidade luminosa, a planta está gastando suas reservas? C) Se a planta for mantida em intensidade luminosa “r”, ela pode crescer? Justifique. 54. Se uma planta é regada com água marcada com o isótopo radioativo do oxigênio O18, verifica-se que: A) o oxigênio liberado na fotossíntese é O18, comprovando que esse gás é proveniente da água. B) o oxigênio liberado na fotossíntese é O18, logo, esse gás é proveniente do CO2. C) o oxigênio liberado na fotossíntese é O16, esse gás é proveniente do CO2. D) o oxigênio liberado na fotossíntese é O16, comprovando que esse gás é proveniente da água.

VIII. CICLO DAS PENTOSES - CICLO DE CALVIN É nos cloroplastos que ocorrem importantes atividades metabólicas, como por exemplo, a síntese de aminoácido para compor as proteínas da planta ou alga, produção de ácidos graxos e carotenos, produção de bases nitrogenadas que farão parte do DNA do cloroplasto e das moléculas do ATP. Entretanto a atividade principal e mais importante que ocorre nos cloroplastos é a produção de glicídios a partir do CO2, por uma série de reações químicas que fazem parte do ciclo das pentoses ou ciclo de Calvin-Benson. Essas reações compreendem a etapa puramente química da

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55. (UMC-SP) O gráfico abaixo mostra a variação da taxa de fotossíntese e de respiração em duas espécies de vegetais em função da intensidade luminosa

Ao se considerar a transferência desses vegetais para um lugar sombrio, pode-se afirmar que A) a espécie A se adaptará melhor que a espécie B. B) a espécie B se adaptará melhor que a espécie A. C) A e B se adaptarão igualmente. D) a adaptação das duas espécies dependerá do teor de oxigênio do novo ambiente. 56. (FUVEST-SP) Em uma situação experimental, camundongos respiraram ar contendo gás oxigênio constituído pelo isótopo 18O. A análise de células desses animais deverá detectar a presença de istótopo 18O, primeiramente, A) no ATP. B) na glicose. C) no NADH. D) no gás carbônico. E) na água. 57. (MACKENZIE) O processo de fotossíntese é considerado em duas etapas: a fotoquímica ou fase de claro e a química ou fase de escuro. Na primeira fase NÃO ocorre: A) produção de ATP B) produção de NADPH2 C) produção de O2 D) fotólise da água E) redução do CO2 58. (PUCRS 2008) Em 1804, cientistas perceberam que a fotossíntese representava o inverso da respiração celular, mas a correta compreensão de sua equação química ocorreu apenas 150 anos depois, ao se demonstrar que todo oxigênio produzido durante a fotossíntese provém das moléculas de água. Esta descoberta permitiu a expressão da reação geral 6CO2 + 12H2O C6H12O6+ 6O2 + 6H2O Sobre a fotossíntese afirma-se: I. A luz (energia luminosa) é dispensável na produção de oxigênio, carboidrato e água. II. Em plantas terrestres, a água provém primariamente do solo. III. Através dos estômatos, o oxigênio é absorvido e o dióxido de carbono é liberado na atmosfera. IV. O carbono do açúcar é captado do dióxido de carbono. Estão corretas apenas as afirmativas A) I e II. B) I e III. C) II e III. D) II e IV. E) III e IV.

59. (F.M. Itajubá-MG) Em relação à fotossíntese é incorreto afirmar que: A) É afetada por vários fatores tais como a intensidade luminosa, a temperatura e a concentração de CO2 no ar. B) As plantas conseguem utilizar com a mesma eficiência todas as cores da radiação visível, que formam a luz branca. C) A eficiência com que a fotossíntese ocorre depende do quanto a luz é absorvida pela clorofila. D) A intensidade de luz que determina que a quantidade de O2 consumida na respiração equivalha à quantidade deste gás produzida na fotossíntese é denomina de ponto de compensação fotótico. E) A integridade dos cloroplastos é fundamental para a fotossíntese. 60. (UFPE) Assinale a alternativa que indica três fatores que influenciam a velocidade com que a fotossíntese se processa. A) Concentração de glicose, pressão atmosférica e umidade do ar. B) Intensidade luminosa, concentração de CO2 e temperatura. C) Idade do vegetal, teor de O2 no ar e pressão atmosférica. D) Teor de glicose nas células fotossintetizantes, umidade do ar e intensidade luminosa. E) Pressão atmosférica, temperatura e umidade do ar.

GABARITO
01. A 06. C 11. D 16. D 21. A 26. B 31. B 36. B 41. C 02. A 07. C 03. C 08. D 04. DIS 05. E 09. D 10. C

12. DIS 13. DIS 14. DIS 15. B 17. A 22. A 27. C 18. E 23. A 28. D 19. B 20. A

24. DIS 25. D 29. B 30. D

32. DIS 33. DIS 34. DIS 35. A 37. E 42. A 38. E 39. D 40. E 45. DIS

43. DIS 44. B 48. D

46. DIS 47. C 51. A 56. E 52. D 57. E

49. DIS 50. D 55. A 60. B

53. DIS 54. A 58. D 59. B

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EVOLUÇÃO: Por muito tempo acreditou-se que os seres vivos foram criados por uma divindade, teoria esta que ficou conhecida como Criacionismo. Acreditava-se também que os seres vivos não se modificavam ao longo do tempo, uma espécie não poderia mudar, não podendo dá origem a outra espécie, essa teoria foi defendida por vários cientistas e se chamava de fixismo. Hoje se sabe que essas teorias não são validas e que várias evidências derrubam essas teorias. Há cerca de duzentos anos atrás surgiam as primeiras tentativas de explicar biologicamente a origem e diversificação dos seres vivos, de acordo com elas, a enorme variedade de espécies existentes na terra é resultado de um processo de transformação e adaptação inerentes à própria vida, que constituem a evolução biológica. I. A TEORIA DE LAMARCK Uma das primeiras tentativas de tentar explicar biologicamente a origem e diversificação dos seres vivos foi feita pelo biólogo francês Jean Baptiste de Monet, conhecido em sua época como cavalheiro de Lamarck. Para Lamarck as alterações ambientais desencadeariam nas espécies uma necessidade de modificação, que lhes proporcionariam sua adaptação às novas condições vigentes. Assim as espécies passavam a adquirir novos hábitos, o que induziria a utilização mais frequente de certas partes do organismo, causando-lhe uma hipertrofia, ou o desuso de outras partes ocasionando-lhes uma atrofia. Por exemplo, o grande comprimento dos pescoços das girafas atuais observado atualmente resultou do desenvolvimento dessa estrutura pelo uso frequente em seus ancestrais, características essas que forma sendo transmitidas aos descendentes.

Na visão de Lamarck as girafas ancestrais apresentavam o pescoço curto, entretanto como precisavam se alimentar de folhas em árvores altas, o pescoço se desenvolveu e essa característica era transmitida a descendência.

II. AS LEIS BÁSICAS DE LAMARCK:  Lei do Uso e do Desuso; O uso frequente de partes do organismo conduz essas pares à hipertrofia, enquanto o desuso prolongado ocasiona-lhes atrofia.

Lei da Transmissão das Características Adquiridas; As características adquiridas pelo uso ou perdidas pelo desuso são transmitidas de geração a geração. Hoje se sabe que alterações causadas nos organismos pelo uso ou desuso de alguma estrutura não são transmitidas a descendência. No entanto Lamarck teve o grande mérito de ter chamado atenção para o fenômeno

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da adaptação dos seres vivos ao ambiente, que seria resultado de modificações lentas e graduais ao longo de inúmeras gerações. Assim, por não apresentar mecanismos convincentes para explicar a evolução biológica a teoria de Lamarck não chegou a abalar o criacionismo. sucessivas a permanência e o aprimoramento de III. DARWIN E O MECANISMO características relacionadas a adaptação. EVOLUTIVO Charles Darwin publicou suas idéias no livro Darwin foi capaz de realizar uma grande revolução intitulado de: A origem das espécies por meio da intelectual simplesmente porque o mecanismo que seleção natural, um dos mais importantes na ele apresentou para a evolução foi tão convincente história da biologia. Simultaneamente e de forma que não havia mais motivo para qualquer dúvida independente, outro naturalista inglês assim como científica lógica. Darwin explicou a evolução Darwin chamado de Alfred Russel Wallace propôs naturalmente, a partir de observações simples que idéias semelhantes às de Darwin, entretanto a qualquer um pode observar cotidianamente na publicação do livro a Origem das espécies natureza. A suas teoria ficou conhecida como proporcionou um crédito maior a Charles Darwin, darwinismo e pode ser resumida em algumas apesar de ambos terem mérito com suas conclusões baseadas em observações: descobertas. Observação 1: As populações têm potencial para crescer em progressão geométrica aumentando exponencialmente o número de indivíduos, entretanto isso não acontece, o número de indivíduos de uma mesma espécie, em cada geração, mantém-se aproximadamente constante. Conclusão 1: A cada geração morre um grande número de indivíduos, muitos deles sem deixar descendentes. Observação 2: Os indivíduos de uma população diferem quanto a diversas características, inclusive aquelas que influem na capacidade de explorar com sucesso os recursos naturais e de deixar descendentes. Conclusão 2: Indivíduos que sobrevivem e se reproduzem a cada geração são aqueles que apresentam determinadas características relacionadas com a adaptação às condições ambientais, ou seja, os mais aptos são aqueles que sobrevivem. Observação 3: Grande parte das características apresentadas por uma geração é herdada dos pais Conclusão 3: Uma vez que a cada geração sobrevivem apenas os mais aptos, eles tendem a transmitir aos descendentes as características relacionadas a essa maior aptidão para sobreviver. A seleção natural favorece ao longo das gerações

“A origem das Espécies por Meio da Seleção Natutal”, Livro publicado em 1859 e que revolucionou as bases das Ciências Biológicas.

Na época da publicação dos trabalhos, Darwin e Wallace foram bastante criticados pela comunidade científica, as idéias propostas pelos dois cientistas iriam mudar, revolucionar a história da biologia. Apesar de as idéias serem bastante consistentes ambos não conseguiram explicar corretamente como surgiu a variação e como os seres vivos poderiam herdar características dos organismos parentais. Entretanto muitos argumentos fortaleciam a teoria, como veremos a seguir.

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IV. EVIDÊNCIAS DA EVOLUÇÃO: Fósseis; são considerados fósseis qualquer indício da presença de organismo que viveram em épocas passadas na terra. Os fósseis são preservados em rochas, sedimentos, gelo ou âmbar. Preservam-se como moldes do corpo ou de partes dele, além de rastros e pegadas. Isso nos mostra que em épocas passadas a terra era habitada por seres vivos semelhantes aos que encontramos nos dias atuais, o que nos fornece indícios do parentesco evolutivo existente entre as espécies.

Camuflar-se no ambiente é extremamente vantajoso para uma espécie, uma vez que dificulta a sua localização no ambiente por espécies com as quais interagem, sejam elas predadoras ou presas

Analogias e homologias; também podem ser consideradas como provas da evolução baseadas em aspectos morfológicos e funcionais, uma vez que o estudo comparativo da anatomia dos organismos mostra a existência de um padrão fundamental similar na estrutura dos sistemas de órgãos. Estruturas análogas; desempenham a mesma função, mas possuem origens diferenciadas, como as asas de insetos e asas de aves. Estas, apesar de exercerem papéis semelhantes, não são derivadas das mesmas estruturas presentes em um ancestral comum exclusivo entre essas duas espécies. Assim, a adaptação evolutiva a modos de vida semelhantes leva organismos pouco aparentados a desenvolverem formas semelhantes, fenômeno este chamado de evolução convergente.

Archaeopteryx, o fóssil mais antigo dentre as aves modernas, estima-se que tenha vivido na terra a cerca de 147 milhões de anos.

Adaptação; é capacidade do ser vivo em se ajustar ao ambiente, pode ser outra evidência, uma vez que, por seleção natural, indivíduos portadores de determinadas características vantajosas - como a coloração parecida com a de seu substrato possuem mais chances de sobreviver e transmitir a seus descendentes tais características. Assim, ao longo das gerações, determinadas características vão se modificando, tornando cada vez mais eficientes. Como exemplos de adaptação por seleção natural temos a camuflagem e o mimetismo.

Embora possuam a mesma função, as asas das aves e dos insetos não surgiram a partir de um mesmo ancestral comum, assim consistem em estruturas análogas.

Homologia; se refere a estruturas corporais ou órgãos que possuem origem embrionária semelhante, podendo desempenhar mesma função (nadadeira de uma baleia e nadadeira de um golfinho) ou funções diferentes, como as asas de um morcego e os braços de um humano, e nadadeiras peitorais de um golfinho e as asas de uma ave. Essa adaptação a modos de vida distintos é denominada evolução divergente.

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diversos organismos sendo que, quanto maior as semelhanças entre as sequências das bases nitrogenadas dos ácidos nucléicos ou quanto maior a semelhança entre as proteínas destas espécies, maior o parentesco e, portanto, a proximidade evolutiva entre as espécies. Na época a genética era uma ciência rudimentar e pouco se sabia sobre os mecanismos de variação e hereditariedade. O desenvolvimento da genética no século XX possibilitou uma reinterpretação das teorias propostas pelos cientistas ingleses. Os conhecimentos da genética então foram incorporados a teoria proposta por Darwin e Wallace em uma síntese evolucionaria de onde resultou uma teoria mais abrangente e consistente que ficou conhecida como teoria moderna da evolução ou teoria sintética. A teoria moderna da evolução leva em consideração três fatores evolutivos principais: mutação gênica, recombinação gênica e seleção natural. As mutações gênicas são alterações do código de bases nitrogenadas do DNA, que podem originar novas versões dos genes, resultando em novas características nos portadores das mutações. Essas mutações podem conferir vantagens ao seu portador e nesse caso o novo alelo tendo a ser preservado na população por meio da seleção natural. Recombinação gênica refere-se à mistura de genes provenientes de indivíduos diferentes que ocorre na reprodução sexuada. Nos organismos eucarióticos, a recombinação gênica ocorre por meio de dois processos que acontecem durante a meiose: a segregação independente dos cromossomos e a permutação ou crossing-over. A seleção natural é o principal fator evolutivo que atua sobre a variabilidade genética da população. Pode-se dizer, simplificadamente, que a evolução é o resultado da atuação da seleção natural sobre a variabilidade genética de uma população. A ação da seleção natural consiste em selecionar genótipos mais bem adaptados a uma determinada condição ecológica, eliminando aqueles desvantajosos para essa mesma condição.

Os membros superiores dos humanos, as patas de um gato, as nadadeiras de um golfinho e as asas de um morcegos, são estruturas homólogas, surgiram a partir de um mesmo ancestral, embora, sejam adaptadas a exercerem funções diferentes.

Órgãos vestigiais; estruturas pouco desenvolvidas e sem função expressiva no organismo, como o apêndice vermiforme e o cóccis - podem indicar que estes órgãos foram importantes em nossos ancestrais remotos e, por deixarem de ser vantajosos ao longo da evolução, regrediram durante tal processo. Estes órgãos podem, também, estar presentes em determinadas espécies e ausentes em outras, mesmo ambas existindo em um mesmo período.

O apêndice vermiforme é mais desenvolvido em animais herbívoros , neles microorganismo podem atuar na digestão da celulose

Uma última evidência, a evidência molecular, nos mostra a semelhança na estrutura molecular de

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PARA SABER MAIS! Evolução em tempo real

maneira, para doentes com Aids, a evolução por seleção natural é uma inimiga! Entretanto, recentemente foi descoberto que ela pode ser manipulada a favor do paciente. Isso, como sói acontecer, foi descoberto acidentalmente. Em 1997 a médica alemã Veronica Miller, da Universidade Goethe, em Frankfurt, estava tratando um paciente simultaneamente com vários medicamentos anti-HIV quando observou que não só havia resistência do vírus a todos eles, como também o paciente já estava apresentando sinais de toxicidade medicamentosa. Na falta de alternativas, ela decidiu suspender todos os medicamentos até que os sintomas tóxicos desaparecessem. Após três meses sem tratamento o paciente foi reexaminado e, para surpresa de todos, a resistência viral havia desaparecido! Em outras palavras, em 90 dias a população do HIV havia evoluído de um estado de resistência a todos os fármacos a um estado de suscetibilidade a todos eles. O que havia ocorrido? Logo se constatou a razão. Na presença dos medicamentos, as cepas resistentes predominavam, mas algumas cópias do vírus infectante original não resistente (o chamado tipo selvagem) sobreviviam nos linfócitos. Quando os medicamentos foram suspensos, a vantagem seletiva das cepas resistentes desapareceu e o tipo selvagem, melhor adaptado a esse ambiente sem fármacos, começou a se replicar com enorme velocidade e logo substituiu as mutantes resistentes. A partir dessa constatação, nasceu o chamado “tratamento de interrupções estruturadas” da Aids, uma nova arma na guerra contra a doença, alicerçado ortodoxamente em princípios darwinianos! EXERCÍCIOS PROPOSTOS 01. (UFRN 2010) Há 150 anos, Darwin publicou o livro A Origem das Espécies, no qual apresentou sua concepção sobre a evolução dos seres vivos.

Representação estilizada do HIV (vírus da imunodeficiência humana), responsável pela Aids (síndrome da imunodeficiência adquirida). O vírus sofre rápida evolução darwiniana no paciente com Aids.

Um dos maiores flagelos atuais da humanidade, a pandemia de Aids, paradoxalmente nos dá uma oportunidade única: ver a evolução por seleção natural ocorrendo em tempo real. Isso acontece porque o vírus HIV replica-se com enorme rapidez e também porque a enzima responsável, a transcriptase reversa, é predisposta a erros. Em conseqüência, o HIV está constantemente sofrendo mutações, gerando no paciente um enxame de variantes virais sujeitas às forças da seleção natural. Quando um medicamento anti-HIV entra na corrente sangüínea, a seleção natural favorece as variantes resistentes do vírus, que então sobrevivem, se multiplicam e passam a predominar em pouco tempo. Este processo darwiniano é basicamente o mesmo que ocorreu nas centenas de milhões de anos da evolução da vida na Terra, só que agora é medido em dias e horas. Não há desenho nem direcionalidade, apenas as forças combinadas do acaso e da necessidade gerando cepas cada vez mais resistentes. Uma estratégia para tentar driblar esse processo de seleção é o uso concomitante de vários fármacos anti-retrovirais com alvos diferentes, a chamada terapia tríplice. Assim, para sobreviver, o vírus precisaria ter múltiplas resistências simultaneamente, o que é muito improvável. Infelizmente a variabilidade genética é tamanha que tal multirresistência ocorre em alguns casos. Dessa

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De acordo com a teoria proposta por Darwin, é correto afirmar: A) As alterações sofridas no organismo, ao longo da vida, são transmitidas aos descendentes. B) A recombinação gênica é o mecanismo que garante a variedade entre os indivíduos, a cada geração. C) Os indivíduos melhor adaptados a novas condições têm maiores chances de sobrevivência. D) O fenômeno das mutações garante variações vantajosas de estrutura, de hábito e de instinto. 02. (PUCRJ 2010) Foram introduzidas em dois frascos, que continham um mesmo meio de cultura, quantidades idênticas de um tipo de bactéria. Após algum tempo de incubação, adicionou-se a apenas um dos frascos um antibiótico estável, de uso freqüente na clínica e cuja concentração não se modificou durante todo o experimento. O gráfico abaixo representa a variação do número de bactérias vivas no meio de cultura, em função do tempo de crescimento bacteriano em cada frasco.

degradação, essas bactérias começaram a crescer novamente. E) a dose usada de antibiótico estimulou a adaptação de bactérias, que demoraram mais a crescer. 03. (MACKENZIE 2009) Em abril, o Mackenzie homenageou o grande pesquisador Charles Darwin, promovendo ciclo de debates e de reflexões a respeito das teorias da evolução. Segundo a teoria de Darwin, considere as afirmações abaixo. I. A espécie humana leva vantagem sobre as outras espécies, pois a medicina garante a sobrevivência de indivíduos com características desvantajosas. II. O homem descende diretamente do macaco, ou seja, um ancestral deu origem ao macaco e este deu origem ao homem. III. Darwin, na sua teoria original, não soube explicar que as diferenças entre os indivíduos ocorrem, principalmente, por mutações genéticas. IV. Todos os seres vivos, incluindo o homem, tiveram um ancestral comum. Estão corretas, apenas, A) I e II. B) II e III. C) III e IV. D) I e IV. E) II e IV. 04. (PUCMG 2010) A análise morfofuncional das semelhanças e diferenças nas estruturas corporais de diferentes animais fornece subsídios para a classificação filogenética sendo evidências da evolução biológica. A figura abaixo representa a estrutura interna e externa dos membros anteriores de três animais.

A observação do gráfico permite concluir que, no frasco em que se adicionou o antibiótico, ocorreu uma grande diminuição no número de bactérias e em seguida um aumento do seu crescimento. Segundo a teoria de evolução neodarwiniana, o fato observado nos frascos com antibiótico tem a seguinte explicação: A) a dose usada de antibiótico eliminou a maioria da população selecionando uma minoria resistente que voltou a crescer. B) a dose usada de antibiótico eliminou a grande maioria das bactérias e a minoria sobrevivente se adaptou às condições, voltando a crescer. C) a dose usada de antibiótico provocou uma lentidão no crescimento das bactérias que, após algum tempo, adaptaram-se e voltaram a crescer. D) a dose usada de antibiótico inibiu o crescimento da maioria das bactérias, mas, após a sua Analisando-se esses apêndices articulados, é CORRETO afirmar: A) I, II e III surgiram em um processo de divergência adaptativa. B) I, II e III são órgãos homólogos originados por irradiação adaptativa. C) II e III são órgãos análogos que indicam ancestralidade comum e função homóloga. D) I e II são órgãos análogos que foram selecionados por convergência adaptativa.

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05. (ENEM 2005) As cobras estão entre os animais peçonhentos que mais causam acidentes no Brasil, principalmente na área rural. As cascavéis (Crotalus), apesar de extremamente venenosas, são cobras que, em relação a outras espécies, causam poucos acidentes a humanos. Isso se deve ao ruído de seu “chocalho”, que faz com que suas vítimas percebam sua presença e as evitem. Esses animais só atacam os seres humanos para sua defesa e se alimentam de pequenos roedores e aves. Apesar disso, elas têm sido caçadas continuamente, por serem facilmente detectadas. Ultimamente os cientistas observaram que essas cobras têm ficado mais silenciosas, o que passa a ser um problema, pois, se as pessoas não as percebem, aumentam os riscos de acidentes. A explicação darwinista para o fato de a cascavel estar ficando mais silenciosa é que A) a necessidade de não ser descoberta e morta mudou seu comportamento. B) as alterações no seu código genético surgiram para aperfeiçoá-la. C) as mutações sucessivas foram acontecendo para que ela pudesse adaptar-se. D) as variedades mais silenciosas foram selecionadas positivamente. E) as variedades sofreram mutações para se adaptarem à presença de seres humanos. 06. (UFJF 2008) Um pesquisador, interessado em estudar mecanismos da evolução animal, fez o seguinte experimento: “cortou pela metade as orelhas de 10 coelhos (5 machos e 5 fêmeas) e cruzou-os entre si. Quando nasceram os filhotes, cortou-lhes também as orelhas pela metade e cruzou-os entre si. O pesquisador repetiu esse procedimento (corte das orelhas pela metade e cruzamento dos coelhos) por 15 gerações, nas mesmas condições experimentais”. Na 16ª geração, constatou que os coelhos apresentavam orelhas tão longas quanto as da primeira geração. A partir dos resultados desse experimento, é CORRETO afirmar que: A) a hipótese de Malthus sobre a modificação de uma população, após várias gerações, foi comprovada. B) a teoria mendeliana sobre a segregação independente dos alelos está correta. C) a hipótese de Lamarck sobre a herança de caracteres foi comprovada. D) os seres vivos somente se modificam quando há mudanças nas condições ambientais. E) os caracteres adquiridos não são transmitidos à descendência.

07. (UNESP 2012)

Se me mostrarem um único ser vivo que não tenha ancestral, minha teoria poderá ser enterrada. (Charles Darwin) Sobre essa frase, afirmou-se que: I. Contrapõe-se ao criacionismo religioso. II. Contrapõe-se ao essencialismo de Platão, segundo o qual todas as espécies têm uma essência fixa e eterna. III. Sugere uma possibilidade que, se comprovada, poderia refutar a hipótese evolutiva darwiniana. IV. Propõe que as espécies atuais evoluíram a partir da modificação de espécies ancestrais, não aparentadas entre si. V. Nega a existência de espécies extintas, que não deixaram descendentes. É correto o que se afirma em A) IV, apenas. B) II e III, apenas. C) III e IV, apenas. D) I, II e III, apenas. E) I, II, III, IV e V. 08. (UDESC 2010) Assinale a alternativa correta quanto à evolução das espécies. A) Wallace, em seus estudos, chegou às mesmas conclusões que Lamarck quanto à evolução e à seleção natural das espécies. B) Segundo a teoria de Lamarck, a característica do pescoço longo das girafas era resultante da seleção natural. C) Na teoria de Darwin as características resultantes de condições ambientais, como a atrofia muscular ou hipertrofia, podem ser transmitidas para os descendentes.

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D) O neodarwinismo, ou teoria sintética da evolução, reinterpretou a teoria da evolução de Darwin que, além da genética e dos conhecimentos em hereditariedade, incluiu fatores fundamentais da evolução, da mutação gênica e da recombinação gênica. E) A lei do uso e desuso e a lei da transmissão dos caracteres adquiridos foram estabelecidas por Darwin. 09. (UFRN 2012) Atualmente, a História da Ciência procura entender como o conhecimento foi construído em determinada época, de modo contextualizado, e considera que cada cultura e tempo têm questões peculiares a serem solucionadas. Nesse contexto, em relação às teorias evolutivas, Jean Baptiste de Lamarck A) era defensor de que as espécies não evoluíam de outras espécies. B) acreditava que os seres vivos não se modificavam ao longo do tempo. C) propôs o princípio da seleção natural antes mesmo de Darwin. D) foi um dos primeiros pesquisadores a propor que os seres vivos evoluíam. 10. (UFSE) O livro A origem das espécies, em que Darwin publicou o trabalho completo sobre sua teoria para explicar o mecanismo de evolução, foi publicado em 1859. Atualmente, essa teoria foi: A) abandonada, por estar ultrapassada. B) modificada, para incluir as leis de Mendel. C) substituída pela teoria de Watson e Crick. D) mantida apenas para os procariontes. E) incorporada à teoria sintética da evolução. 11. (UFRN 2012) A comparação do padrão morfológico dos organismos possibilita a determinação do perfil evolutivo dos grupos.

Nesse contexto, considere a imagem e responda as questões: A) Como é chamado esse tipo de padrão morfológico? B) O que esse padrão indica em termos evolutivos? C) A asa de um morcego e a asa de um inseto apresentam esse mesmo padrão morfológico? Por quê? 12. (UFRN) Um pesquisador realizou o seguinte experimento: tomou duas variedades de mariposas, uma de asas claras e outra de asas escuras. Introduziu essas mariposas num ambiente em que havia pássaros predadores. Modificou o ambiente, tornando-o gradativamente escuro. Depois de um certo tempo, observou aumento no número de indivíduos da variedade escura. Como Lamarck e Darwin respectivamente, esse resultado? GABARITO 01. C 06. E 02. A 07. D 03. C 08. D 04. B 09. D 05. D 10. E explicariam,

11. DIS 12. DIS

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ECOLOGIA: CONCEITOS BÁSICOS A palavra ecologia vem do grego oikos, significando “casa” e assim refere-se à nossa circunvizinhança imediata, ou ambiente. Assim a ecologia é a ciência que se preocupa com as relações que os seres vivos estabelecem entre si (fatores bióticos) e com o mundo natural (fatores abióticos). I. A HIERARQUIA DOS SISTEMAS ECOLÓGICOS Um sistema ecológico pode ser um organismo, uma população, um conjunto de populações vivendo juntas (chamado de comunidade), um ecossistema ou toda a biosfera. O organismo é a unidade mais fundamental em ecologia, o sistema ecológico elementar, uma ave voando nos céus, uma planta no solo de uma floresta ou uma bactéria em cultura são exemplos de organismos. Os organismos podem se distribuir em grupos de indivíduos, chamados de populações biológicas, uma população consiste num grupo de seres vivos de mesma espécie que vive em determinada área geográfica. Muitas populações de diferentes tipos que vivem no mesmo lugar formam uma comunidade ecológica.

As populações de uma comunidade interagem de várias formas, por exemplo, muitas espécies são predadoras, que comem outras espécies de organismos, quase todas, elas próprias são presas também. Algumas como as abelhas e as plantas cujas flores elas polinizam estabelecem associações em que ambas são beneficiadas. Também podemos nos referir à comunidade utilizando o termo biota ou biocenose. Os conjuntos de populações juntamente com seus ambientes químicos e físicos consiste num ecossistema, que são sistemas ecológicos complexos e grandes. Em última instância, todos os ecossistemas estão interligados, juntos, num grande sistema ecológico, a biosfera que inclui todos os ambientes e ecossistemas da terra.

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II. HABITÁT E NICHO ECOLÓGICO Os ecólogos acham útil distinguir entre o lugar que um organismo vive e o que ele faz. O ambiente em que vive determinada espécie ou comunidade, caracterizado pelas suas propriedades físicas e bióticas, é seu hábitat, quando dizemos que uma espécie vive numa floresta e que outra vive no mar, estamos nos referindo ao hábitat dessas espécies. Já o modo de vida de uma espécie ou o seu papel desempenhado na natureza refere-se ao nicho. Cada espécie apresenta um nicho ecológico diferente, isso por que não há duas espécies exatamente iguais. Quando duas espécies estabelecem nichos ecológicos semelhantes, pode ocorrer entre elas uma competição caso os recursos estejam limitados no ambiente. Assim, com base nessas observações o cientista russo Georgyi Frantsevich Gause concluiu que se, duas ou mais espécies ocuparem exatamente o mesmo nicho, a competição entre elas será muito forte e elas não poderão conviver juntas. Assim os nichos ecológicos são mutuamente exclusivos e a coexistência de duas ou mais espécies em um mesmo hábitat requer que seu nichos sejam suficientemente diferentes. Essa premissa ficou conhecida como princípio da exclusão competitiva. III. CADEIAS E TEIAS ALIMENTARES Cadeia alimentar é definida como a série linear de organismos pela qual flui a energia originalmente captada pelos seres vivos autotróficos. Geralmente ela apresenta três ou quatro elos, sendo o primeiro sempre um ser vivo autotrófico, em geral uma alga ou uma planta que podem ser denominados de produtores. Os demais componentes da cadeia alimentar são denominados de consumidores, e utilizam a energia captada pelos produtores que vai fluindo ao longo da cadeia. Os organismos autótrofos ou produtores de um ecossistema representam o primeiro nível trófico de

uma cadeia alimentar, eles adquirem a energia diretamente da luz solar, que é necessária a síntese de moléculas orgânicas ricas em energia, o segundo nível é representado pelos consumidores primários (herbívoros) que consomem diretamente as plantas ou algas. O terceiro nível é representado pelos consumidores secundários (carnívoros) e assim por diante. Os decompositores (fungos e bactérias) representam um nível trófico especial utilizando a energia proveniente de diferentes níveis tróficos. Os organismos que obtêm seu alimento de mais de um nível trófico são chamados de onívoros. Nos ecossistemas podem existir várias cadeias alimentares que se relacionam, formando uma complexa rede de transferência de matéria e energia, chamada de teia alimentar.

Representação das cadeias alimentares em ecossistemas terrestres e aquáticos

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I. FLUXO DE MATÉRIA E ENERGIA NOS ECOSSISTEMAS Indiscutivelmente, a luz solar é a fonte de energia para todos os seres vivos que habitam a terra. Os seres vivos podem depender direta ou indiretamente dessa energia. Ela é utilizada por plantas, algas e bactérias fotossintetizantes na produção de substâncias orgânicas, que ficam armazenadas como energia potencial química. Os consumidores primários podem aproveitar parte dessa energia quando se alimentam dos produtores, enquanto que os consumidores secundários ao se alimentarem dos consumidores primários aproveitam parte dessa energia e assim por diante. Assim a energia flui de forma unidirecional nos ecossistemas. Os seres vivos podem utilizar a energia química contida nas moléculas orgânicas para a realização de trabalho, parte desta energia pode ser também perdida como calor. A energia captada pelos seres vivos ao longo dos níveis tróficos não é transferida com 100% de eficiência. Aves e mamíferos, por exemplo, têm eficiências de produção muito baixas, isso porque gastam bastante energia para manterem elevadas as suas temperaturas corporais. Os herbívoros são menos eficientes que os carnívoros porque os tecidos vegetais requerem bastante energia para serem digeridos em relação aos tecidos animais, entretanto, por causa da baixa eficiência da transferência de energia entre os níveis tróficos, uma dada quantidade da produção primária pode sustentar uma quantidade muito maior de herbívoros do que carnívoros. A produtividade primária designa a quantidade de energia solar que é convertida pelos seres autótrofos em energia química disponível nas moléculas orgânicas.

A luz solar é captada pelos produtores e convertida em energia química, parte desta fica disponível para os consumidores primários, que servem de alimento para os consumidores secundários e assim subseqüentemente. Assim os produtores são responsáveis pela sustentação das cadeias alimentares em quaisquer que sejam os ecossistemas

II. PIRÂMIDES DE ENERGIA Podemos representar as transferências de matéria e energia nos ecossistemas graficamente por meio das pirâmides ecológicas ou de energia. As pirâmides podem ser de número, de biomassa ou de energia. As pirâmides de número representam a quantidade de indivíduos em cada nível trófico da cadeia alimentar proporcionalmente à quantidade necessária para a dieta de cada um desses. Em alguns casos, quando o produtor é uma planta de grande porte, o gráfico de números passa a ter uma conformação diferente da usual, sendo denominado “pirâmide invertida”.
Na representação uma pirâmide de números, onde três arvores sustentam um grande número de consumidores

As pirâmides de biomassa relacionam a quantidade de matéria orgânica disponível em cada nível trófico por unidade de área, em um determinado momento. Tal como no exemplo anterior, em alguns casos

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pode ser caracterizada como uma pirâmide invertida, já que há a possibilidade de haver, por exemplo, a redução da biomassa de algum nível trófico, alterando tais proporções. A forma da pirâmide de biomassa também pode variar de acordo com o ecossistema, em ecossistemas aquáticos, por exemplo, a pirâmide de biomassa pode se apresentar de maneira invertida entre os níveis dos produtores e dos consumidores primários. Na maioria das comunidades aquáticas, os produtores dominantes são bactérias e algas, que possuem altas taxas de divisão celular, de maneira que uma pequena biomassa de produtores consegue sustentar uma biomassa muito maior de herbívoros que crescem e se reproduzem muito lentamente.

que sobra fica disponível para o próximo nível trófico, que é chamado de produção secundária. III. CICLOS BIOGEOQUÍMICOS Os seres vivos são formados, em última análise, por elementos químicos que se agrupam e interagem, constituindo a matéria viva. Antes da existência de qualquer ser vivo, esses elementos químicos já existiam na natureza, sob alguma forma e em algum lugar, da mesma maneira que continuarão a existir após a nossa morte. Os elementos químicos são substâncias diversas e tendem a circular na biosfera por vias que abrangem o meio abiótico e os seres vivos, definindo os chamados ciclos biogeoquímicos.

As pirâmides de energia retratam, para cada nível trófico, a quantidade de energia acumulada, em uma determinada área ou volume, em um intervalo de tempo. Dessa forma, representa a produtividade do ambiente em questão.

IV. CICLO DA ÁGUA: Embora não seja um elemento químico, a água é de extrema importância para os seres vivos, isso porque ela está associada às várias reações metabólicas que mantém a vida dos seres vivos. Podemos considerar o ciclo da água sob dois aspectos: O ciclo pequeno, onde não ocorre a participação dos seres vivos. A água dos oceanos, lagos, rios, geleiras, entre outros passam ao seu estado gasoso e nas camadas mais altas da atmosfera, o vapor d’água condensa-se e origina nuvens, a água então retorna a crosta terrestre sob a forma de chuva. O ciclo grande é aquele em que ocorre a participação dos seres vivos. As plantas no solo podem captar água infiltrada por meio de suas raízes, essa água pode ser perdida por transpiração ou reagir com CO2 onde passará a constituir moléculas de carboidratos, a própria planta ou outros seres vivos podem então utilizá-los na respiração celular liberando H2O e CO2. A água também participa de inúmeras reações no metabolismo dos animais, eles podem obter tal composto bebendo água ou ingerindo-a em alimentos, por outro lado estão continuamente perdendo água por transpiração, nas fezes e urina. Os decompositores também participam do ciclo da água.

Representação de uma pirâmide de energia. Na base o nível dos produtores, responsáveis pela sustentação dos seres vivos no ecossistema.

O primeiro nível da pirâmide representa a quantidade total de energia no nível dos produtores em determinada área em determinado intervalo de tempo, que é a biomassa, Isso se chama de produção primária bruta (PPB). Parte da PPB é utilizada na respiração celular, sendo, portanto, consumida pelo próprio produtor, outra parte é liberada sob a forma de calor. O restante da energia que fica incorporada nos tecidos dos produtores é a produção primária líquida (PPL), esta é a energia que fica disponível para o próximo nível trófico. Do alimento que os herbívoros ingerem parte é eliminada por meio das fezes, outra parte utilizada na respiração celular e também perdida como calor, o

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VI. CICLO DO NITROGÊNIO É um elemento de extrema importância para os seres vivos, uma vez que faz parte da composição dos aminoácidos e dos nucleotídeos. Embora seja abundante na atmosfera, cerca de 79% da composição química dela, ele não pode ser utilizado diretamente pelos seres vivos, com exceção de bactérias do gênero Rhizobium que realizam um processo chamado de fixação do Nitrogênio. Nesse processo essas bactérias que vivem associadas a raízes de plantas leguminosas, como por exemplo, o feijão, captam N2 convertendo-o em amônia (NH3). O NH3 pode ser convertido pelas leguminosas em NH4+ (amônio) e empregado na síntese de biomoléculas. A amônia pode ser liberada no solo com a morte das plantas, onde é rapidamente convertida a nitrito (NO2-) por meio de reações de oxidação realizada por bactérias nitrificantes (Nitrosomonas), o nitrito não se acumula por muito tempo no solo sendo convertido pelo mesmo tipo de reação a nitrato (NO3) por bactérias Nitrificantes (Nitrobacter), o nitrato é solúvel em água e pode ser captado pelas raízes das plantas e empregados na síntese de aminoácidos e de compostos que formam os ácidos nucléicos. Os animais obtêm o nitrogênio necessário à construção de suas biomoléculas quando ingerem plantas, no caso dos herbívoros, ou quando se alimentam de outros animais, no caso dos carnívoros. Ao realizarem o processo de digestão os animais eliminam resíduos que contém compostos nitrogenados, tais como amônia, ácido úrico ou uréia. A partis desses resíduos bactérias nitrificantes obtém a energia necessárias a manutenção de seu metabolismo e liberam N2 que retorna a atmosfera.

O ciclo da água pode ser dividido em: ciclo pequeno onde não ocorre a participação de seres vivos e ciclo pequeno, onde ocorre a participação dos seres vivos.

V. CICLO DO CARBONO Consiste na passagem cíclica de átomos de (C) presentes nas moléculas de gás carbônico (CO2) disponíveis nos ecossistemas para as moléculas que constituem as substâncias orgânicas dos seres vivos (proteínas, carboidratos, lipídeos, etc) e vice-versa. A fixação do CO2 é feita pelos seres autotróficos por meio da fotossíntese, que incorporam carbono das moléculas de CO2 em suas moléculas orgânicas, essas moléculas ficam disponíveis para os consumidores e decompositores, que por meio da respiração ou da fermentação percorrem o caminho de volta para a atmosfera.

O ciclo do carbono pode ser alterado pelas altas taxas de queima de combustíveis fósseis decorrentes de atividades humanas.

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INTERAÇÕES ECOLÓGICAS ENTRE OS SERES VIVOS Os seres vivos de uma comunidade biológica mantêm interações tanto com indivíduos de mesma espécie e também com indivíduos de espécies diferentes, assim as interações podem ser classificadas em intraespecífica e interespecífica. As relações ecológicas ainda podem ser desarmônicas, quando pelo menos um indivíduo sai prejudicado ou harmônicas quando não há prejuízos para nenhum dos envolvidos. I. RELAÇÕES INTRAESPECÍFICAS Ocorre entre indivíduos de mesma espécie, e podem ser harmônicas ou desarmônicas: RELAÇÕES HARMÔNICAS INTRAESPECÍFICAS

RELAÇÕES DESARMÔNICAS

INTRAESPECÍFICAS

Competição; Indivíduos de uma mesma população disputam os mesmos recursos do meio. Ex. disputa de fêmeas, território, alimentos. II. RELAÇÕES INTERESPECÍFICAS Ocorre entre indivíduos de diferentes espécies, e podem ser harmônicas ou desarmônicas RELAÇÕES HARMONICAS INTERESPECÍFICAS

As relações interespecíficas harmônicas são diversificadas na natureza, nelas os indivíduos associados beneficiam-se e não há prejuízo para nenhuma das partes envolvidas. Mutualismo; É uma interação entre duas espécies com benefícios para ambas. Essa relação assume diversas formas, mas os parceiros no mutualismo geralmente suprem recursos complementares ou serviços. Por exemplo, muitos insetos polinizam as plantas em troca de néctar ou de recompensas de pólen; as bactérias nas raízes das plantas proporcionam-lhe nitrogênio em troca de carboidratos; os mamíferos ruminantes como os carneiros e o gado, mantém bactérias em seus estômagos que ganham abrigo e auxiliam na digestão de material vegetal que os ruminantes não podem diferir.

Sociedade; se estabelece entre indivíduos de mesma espécie, onde observa-se a divisão do trabalho entre os indivíduos envolvidos. Ex. sociedade dos cupins, abelhas e formigas.

Colônia; os indivíduos envolvidos nessa associação são fisicamente unidos, e formam uma unidade estrutural e funcional. Ex. coral, caravela.

Embora possa parecer um único individua a caravela é na verdade uma colônia formada por vários indivíduos que trabalham cooperativamente para o bom funcionamento da colônia

Bactérias Rhizobium formam nódulos estabelecendo associações mutualísticas com plantas leguminosas, as chamadas bacteriorrizas.

Protocooperação; Ambos os envolvidos nessa associação são beneficiados, mas podem ter uma

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vida independente um do outro. Um exemplo disso é o que ocorre pássaro-palito e o jacaré. Trata-se de um tipo de pássaro que retira os resíduos de carne existentes entre os dentes do jacaré. Com isso, o jacaré ganha uma limpeza bucal e o pássaro recebe seu pagamento forma de comida. Nessa situação, os dois se ajudam, mas não dependem disto para garantirem sua sobrevivência, como é o caso do mutualismo.

RELAÇÕES INTERESPECÍFICAS DESARMONICAS Assim como as relações interespecíficas harmônicas, as interespecíficas desarmônicas são diversificadas na natureza, nelas apenas um dos indivíduos que estabelece associação é beneficiado havendo prejuízo para a outra. Amensalismo; Também conhecido como antibiose, é um tipo de interação desarmônica na qual indivíduos de uma população liberam substâncias tóxicas que inibem o crescimento e desenvolvimento de outras espécies. A maré vermelha, na qual há uma grande proliferação de algas que produzem toxinas capazes de prejudicar a vida dos seres aquáticos é um exemplo de amensalismo. Predatismo; Nessa relação uma indivíduo mata e se alimenta de outro indivíduo de uma outra espécie. Quando um animal utiliza plantas como alimento, fala-se em herbivoria. A predação é um mecanismo importante no controle das densidades das populações naturais além de ser fundamental nos processos evolutivos por seleção natural.

Pássaro palito estabelecendo uma protocooperação com um crocodilo.

relação

de

Inquilinismo; Nesta associação apenas uma das espécies é beneficiada, no entanto sem causar prejuízos a outra. Neste tipo de associação uma espécie utiliza a outra como abrigo. Um exemplo de inquilinismo se estabelece entre orquídeas e bromélias que se instalam em troncos de outras árvores onde buscam condições ideais de luminosidade para o seu desenvolvimento, nesse caso o inquilinismo pode ser chamado de epifitismo. Comensalismo; Assim como ocorre no inquilinismo, apenas uma das espécies envolvida na associação é beneficiada, sem causar prejuízos para a outra. Trata-se de uma associação onde uma espécie se aproveita dos restos alimentares deixados por outra espécie. Ocorre, por exemplo, entre as hienas e os leões. Estes caçam sua presa e devoram parte dela até sentirem saciados. As hienas ficam a espreita da saciedade dos leões e então se alimentam do que sobrou. Nessa relação, as hienas se aproveitam do "trabalho" (a caça) dos leões, mas não os prejudicam.

A predação é uma relação ecológica que permite controlar a densidade populacional tanto de presas quanto de predadores.

Parasitismo; É uma relação onde um indivíduo tira proveito do outro, prejudicando-o. Um exemplo, são os piolhos e carrapatos. São chamados de ectoparasitas, pois se instalam do lado de fora do corpo. Mas há também os endoparasitas, que se instalam dentro do corpo, como os vermes que ficam em nosso intestino.

Competição; Ocorre quando duas populações apresentam nichos ecológicos bastante parecidos.

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Isso pode gerar uma disputa por recursos quando estes estão em baixa disponibilidade no meio. É um mecanismo importante no controle das densidades das populações naturais além de ser fundamental nos processos evolutivos por seleção natural. EXERCÍCIOS PROPOSTOS 01. (UFRN 2012) “A Caatinga cobre aproximadamente 825.143km2 do Nordeste e parte do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, apresentando planícies e chapadas baixas. A vegetação é composta de vegetais lenhosos, misturados com grande número de cactos e bromélias. A secura ambiental, pelo clima semi-árido, e sol inclemente impõem hábitos noturnos ou subterrâneos. Répteis e roedores predominam na região. Entre as mais belas aves estão a arara-azul e o acauã, um gavião predador de serpentes.” Sobre os aspectos ecológicos dos organismos citados no texto, pode-se afirmar que A) o nicho ecológico do gavião está definido pelo seu papel de predador. B) os vegetais lenhosos, cactos e as bromélias formam uma população. C) os répteis e os roedores se alimentam de cactos e bromélias. D) o nicho ecológico da arara-azul e do acauã é o mesmo nesse hábitat. 02. (UFRN 2012) Nas comunidades, os indivíduos interagem entre si, exercendo influências nas populações envolvidas, de maneira positiva ou negativa.

B) a especificidade presa-predador é determinante, pois os predadores se alimentam de um único tipo de presa. C) há uma íntima associação entre duas espécies, manifestada por um comportamento canibalístico. D) a população de predadores poderá determinar a população de presas e vice-versa. 03. (UFRN 2012) A ONU declarou 2011 o ANO INTERNACIONAL DAS FLORESTAS, com a finalidade de chamar a atenção para o manejo, a conservação e o desenvolvimento sustentável de todos os tipos de florestas existentes. Entre tantos papéis fundamentais das florestas do mundo inteiro, e de todos os elementos econômicos e culturais que as envolvem, um aspecto biológico relevante para a escolha desse tema consiste no fato de A) processos quimiorganotróficos realizados pelas florestas contribuírem para o equilíbrio ambiental. B) as florestas serem particularmente importantes na incorporação de carbono, por meio da produção primária. C) processos relacionados à fixação do nitrogênio dependerem da alta biodiversidade encontrada nas florestas. D) as florestas realizarem quimiossíntese, processo fundamental para a recomposição do oxigênio ambiental. 04. (UFRN 2010) Em um ecossistema, as populações se organizam de modo a estabelecerem entre si relações alimentares ou tróficas. O desenho a seguir trata, com humor, desse tema.

Nesse contexto, a predação é uma interação ecológica em que A) há perda para ambas as espécies, por se tratar de uma associação interespecífica.

Com base no desenho acima, o qual representa um ecossistema marinho, é correto afirmar:

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A) Os tubarões são consumidores primários, uma vez que se alimentam de peixes pequenos. B) Os principais produtores desse ambiente são algas microscópicas. C) Os tubarões são consumidores terciários, pois se alimentam de algas, plâncton e peixes menores. D) Os principais decompositores desse ambiente são as cianobactérias e o zooplâncton. 05. (UFRN 2010) Em um trecho de seu livro Viagem do Beagle, Charles Darwin relata: “Dormimos no vilarejo de Luján... da província de Mendoza... [Argentina]. À noite, sofri um verdadeiro ataque... de benchucas, uma espécie de Reduviídeo, o grande percevejo preto dos Pampas”. O inseto referido por Darwin corresponde ao que se chama, no Brasil, de barbeiro. O barbeiro se alimenta de sangue de vertebrados e pode ser encontrado em frestas de paredes de casas de taipa. Nesse caso, essas frestas constituem A) sua biosfera. C) seu nicho ecológico B) sua biocenose. D) seu habitat.

conjunto de formigueiros naquela área, referem-se, respectivamente, a: A) ecossistema e população. B) comunidade e ecossistema. C) população e ecossistema. D) comunidade e população. E) população e comunidade. 08. (VUNESP) Considere a afirmação: "As populações daquele ambiente pertencem a diferentes espécies de animais e vegetais". Que conceitos estão implícitos nessa frase se levarmos em consideração: A) somente o conjunto de populações? B) o conjunto de populações mais o ambiente abiótico? 09. (ENEM 2011) Os personagens da figura estão representando uma situação hipotética de cadeia alimentar.

06. (UFCG 2007) Um professor de biologia conduziu seus alunos para um trabalho de campo numa área de vegetação da Caatinga para uma aula prática sobre ecologia de insetos. Observaram que sobre as folhas de certa planta havia um tipo de gafanhoto verde, conhecido de todos por “esperança” e um determinado tipo de “louva-a-deus”, também da cor verde. O primeiro desses insetos alimenta-se de folhas da planta e enterra seus ovos no solo, enquanto o segundo é predador alimenta-se de insetos e usa o caule da mesma planta para fixar seus ovos. Esses insetos apresentam: A) Mesmo habitat e mesmo nicho ecológico. B) Mesmo habitat e diferentes nichos ecológicos. C) Mesmo habitat e função de decompositores. D) Diferentes habitats e biocenoses iguais. E) Diferentes habitats e mesmo nicho ecológico. 07. (FGV 2006) Durante a aula de campo, a professora chamou a atenção para o fato de que, naquela área, havia inúmeros formigueiros, cada um deles de uma diferente espécie de formiga e todos eles interagindo pelos recursos daquela área. Em ecologia, cada formigueiro em particular, e o

Suponha que, em cena anterior à representada, o homem tenha se alimentado de frutas e grãos que conseguiu coletar. Na hipótese de, nas próximas cenas, o tigre ser bem-sucedido e, posteriormente, servir de alimento aos abutres, tigre e abutres ocuparão, respectivamente, os níveis tróficos de A) produtor e consumidor primário B) consumidor primário e consumidor secundário C) consumidor secundário e consumidor terciário D) consumidor terciário e produtor E) consumidor secundário e consumidor primário. 10. (UFSCAR) No exemplo de cadeia alimentar da ilustração, supondo que o peixe abocanhado pelo

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jaburu se alimente de plantas aquáticas, podemos concluir que,

A) a maior quantidade de energia disponível está no nível trófico do peixe. B) o nível trófico do jaburu apresenta menor quantidade de energia disponível que o do jacaré. C) a menor quantidade de energia disponível está no nível trófico do jaburu. D) a quantidade de energia disponível nos níveis tróficos do peixe e do jacaré são equivalentes. E) a quantidade de energia disponível no nível trófico do peixe é maior que no nível trófico do jaburu. 11. (FUVEST 2004) O esquema representa o fluxo de energia entre os níveis tróficos (pirâmide de energia) de um ecossistema.

A) a armazenagem de energia utiliza trifosfato de adenosina apenas nos consumidores e nos decompositores. B) na armazenagem de energia, é utilizado o trifosfato de adenosina, tanto nos produtores quanto nos consumidores. C) as organelas celulares responsáveis pela quebra da energia acumulada são diferentes entre produtores e consumidores. D) no nível celular, um consumidor primário utiliza energia de forma diferente de um consumidor secundário. E) no interior da célula, a fonte de energia para decompositores de plantas é diferente da fonte de energia para decompositores de animais.

13. (UFPE 2009) A energia luminosa captada pelos autótrofos flui como energia química pelos demais seres em uma cadeia alimentar. Com relação ao fluxo de energia nos ecossistemas, analise as proposições abaixo. 1) A quantidade de energia disponível para um animal que devora um coelho é menor do que aquela que o coelho obteve comendo capim. 2) Nos ecossistemas, a energia tem fluxo unidirecional enquanto a matéria tem fluxo cíclico. 3) A quantidade de energia disponível no nível de produtores é maior do que no nível de consumidores. 4) Cerca de 90% da matéria produzida pelos autótrofos é armazenada e pode ser aproveitada por herbívoros. Está(ão) correta(s): A) 1, 2, 3 e 4 B) 1, 2 e 3 apenas C) 2 e 4 apenas D) 1 e 2 apenas E) 3 e 4 apenas

Essa representação indica, necessariamente, que A) o número de indivíduos produtores é maior do que o de indivíduos herbívoros. B) o número de indivíduos carnívoros é maior do que o de indivíduos produtores. C) a energia armazenada no total das moléculas orgânicas é maior no nível dos produtores e menor no nível dos carnívoros. D) cada indivíduo carnívoro concentra mais energia do que cada herbívoro ou cada produtor. E) o conjunto dos carnívoros consome mais energia do que o conjunto de herbívoros e produtores. 12. (UNIFESP 2010) Quando nos referimos a uma cadeia alimentar, é correto afirmar que:

14. (UFSM 2007) Em relação ao denominado “fluxo de energia” em ecossistemas, assinale a(s) proposição(ões) correta(s): 01) O processo de decomposição ocorre quando os produtores se alimentam dos consumidores. 02) A primeira fase da transferência de energia ocorre por meio da herbivoria 04) Uma pequena parte da energia adquirida pelos consumidores é transferida aos decompositores

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08) Os consumidores não são capazes de capturar energia 16) O fluxo de energia é o caminho percorrido pela energia no ecossistema 32) O fluxo de energia não é um fenômeno reconhecido no ecossistema, é apenas um processo inttracelular. 15. (CEFET SP 2009) Os animais não conseguem fixar nitrogênio. Assim, buscam nas plantas os compostos nitrogenados que precisam para construir suas estruturas. As plantas, por sua vez, dependem de microrganismos fixadores. Estes microrganismos podem ser A) protozoários que habitam as folhas das plantas. B) fungos encontrados nos caules. C) algas que se instalam nas flores. D) vírus que produzem nódulos nas folhas. E) bactérias que vivem nas raízes. 16. (FUVEST 2008) A energia luminosa fornecida pelo Sol A) é fundamental para a manutenção das cadeias alimentares, mas não é responsável pela manutenção da pirâmide de massa. B) é captada pelos seres vivos no processo da fotossíntese e transferida ao longo das cadeias alimentares. C) tem transferência bidirecional nas cadeias alimentares por causa da ação dos decompositores. D) transfere-se ao longo dos níveis tróficos das cadeias alimentares, mantendo-se invariável. E) aumenta à medida que é transferida de um nível trófico para outro nas cadeias alimentares. 17. (UFRN 2006) Os cupins termitídeos apresentam a capacidade de digerir celulose, enquanto os de outras famílias dependem da presença de protozoários no interior do intestino para quebrar a celulose. Essa relação entre o cupim e o protozoário é denominada A) inquilinismo. B) amensalismo. C) parasitismo. D) mutualismo. 18. (UFRN 2006) Os tipos de sociedade encontrados em cupins, abelhas e formigas incluem grande número de indivíduos não reprodutores com funções especializadas. Uma característica comum a essas sociedades é a

A) migração de operários para as novas colônias, que facilmente se estabelecem. B) semelhança genética, com alto grau de parentesco entre os membros da colônia. C) ocorrência de endogamia, o que contribui para a formação de novas colônias. D) alternância entre ciclos de reprodução sexuada e partenogênese na colônia. 19. (UFAL 2010) Na figura abaixo, a linha contínua representa o crescimento real de uma população de veados Odocoileus, numa certa região geográfica, após uma campanha de combate a seus predadores naturais, a saber, lobo, puma e coiote. A linha pontilhada representa a expectativa de crescimento dessa população, caso os seus predadores não tivessem sido eliminados. Considerando esses resultados e correlacionando-os com o conhecimento sobre relações ecológicas na natureza, analise as proposições que se seguem.

1) Tanto as relações ecológicas positivas quanto as negativas são importantes para a manutenção do equilíbrio nas comunidades naturais. 2) A estreita correlação entre as flutuações no tamanho das populações de predadores e de presas é da maior importância para a sobrevivência de ambas. 3) O combate aos predadores se constitui em eficiente meio para aumentar o crescimento populacional, a julgar pela espécie de veado. Está(ão) correta(s): A) 1, 2 e 3 B) 1 apenas C) 1 e 2 apenas D) 3 apenas E) 1 e 3 apenas 20. (UFAL 2009) Recife é conhecida internacionalmente pelo grande número de incidentes envolvendo tubarões e banhistas,

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especialmente nas praias de Boa Viagem e Piedade. Sobre este assunto, é correto afirmar que: A) o homem faz parte da cadeia alimentar do tubarão; então, o que ocorre é um fenômeno natural de predação. B) o tubarão é consumidor primário; por isso, é natural que se alimente de presas maiores como o homem. C) a relação ecológica entre o homem e os tubarões é de competição, uma vez que os mesmos ocupam o mesmo nicho ecológico. D) o homem é predador natural do tubarão, uma vez que a indústria de pesca o comercializa como alimento. E) o tubarão, por ser um grande predador, pode, eventualmente, atacar qualquer presa que esteja disponível em seu habitat natural. 21. (UPE 2007) O almoço está na mesa! É assim o dia-a-dia nas nossas florestas. Uma anta, à margem do rio, alimenta-se de grama, enquanto, no seu pêlo, carrapatos infestantes a deixam de mau humor. Um barulho chama sua atenção. É uma onça que a espreita, preparando-se para o bote certeiro. As relações ecológicas citadas no texto da anta com o vegetal, com o carrapato e com a onça podem ser caracterizadas como A) herbivorismo, parasitismo e canibalismo. B) parasitismo vegetal, parasitismo animal e predatismo. C) herbivorismo, parasitismo e predatismo. D) uma relação harmônica e duas desarmônicas. E) comensalismo, pois tratam de relações para obtenção de alimentos. 22. (ENEM 2009) Uma colônia de formigas inicia-se com uma rainha jovem que, após ser fecundada pelo macho, voa e escolhe um lugar para cavar um buraco no chão. Ali dará origem a milhares de formigas, constituindo uma nova colônia. As fêmeas geradas poderão ser operárias, vivendo cerca de um ano, ou novas rainhas. Os machos provem de óvulos não fertilizados e vivem aproximadamente uma semana. As operárias se dividem nos trabalhos do formigueiro. Há formigas forrageadoras que se encarregam da busca por alimento, formigas operárias que retiram dejetos da colônia e são responsáveis pela manutenção ou que lidam com o alimento e alimentam as larvas, e as formigas patrulheiras. Uma colônia de formigas pode durar anos e dificilmente uma formiga social consegue sobreviver sozinha. Uma característica que contribui diretamente para o sucesso da organização social dos formigueiros é

A) a divisão de trabalho entre as formigas e a organização funcional da colônia. B) o fato de as formigas machos serem provenientes de óvulos não fertilizados. C) a alta taxa de mortalidade das formigas solitárias ou das que se afastam da colônia. D) a existência de patrulheiras, que protegem a formigueiro do ataque de herbívoros. E) o fato de as rainhas serem fecundadas antes do estabelecimento de um novo formigueiro. 23. (PUCSP) Em uma cadeia alimentar, o homem se comportará como consumidor primário e secundário se sua dieta contiver A) leite de cabra e frango grelhado. B) salada de verduras e suco de laranja. C) carne de soja e arroz integral. D) sopa de legumes e salada de frutas. E) batata frita e bife de alcatra. 24. (UERJ) A vida leva e traz, A vida faz e refaz, Será que quer achar Sua expressão mais simples? Os versos de autoria de José Miguel Wisnik podem ser traduzidos, no âmbito da Biologia, para os diversos ecossistemas existentes. Neles, os seres vivos ocupam diferentes nichos, participando do ciclo da matéria. Dentre os seres abaixo relacionados, aqueles que devolvem a matéria à sua expressão mais simples, para reiniciar o ciclo, são os: A) produtores B) herbívoros C) decompositores D) consumidores de 3ª ordem GABARITO 01. A 06. B 11. C 16. B 21. C 02. D 07. E 12. B 17. D 22. A 03. B 04. B 05. E 10. E 15. E 20. E

08. DIS 09. C 13. B 18. B 23. E 14. 18 19. C 24. C

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CLASSIFICAÇÃO VIVOS

DOS

SERES

A diversidade de seres vivos variou ao longo do tempo geológico em nosso planeta. Entender essa variação e conhecer a biodiversidade atual sempre foi um desafio para os cientistas. Diversas propostas já surgiram procurando estabelecer uma ordem na enorme diversidade de organismos. Apesar de algumas pessoas não acharem tão empolgante viver em campo coletando seres vivos, analisando-os posteriormente em laboratório, descrevendo seu comportamento e catalogando-os, é de suma importância que tais processos ocorram, pois a partir de trabalhos assim, podemos descobrir seres que poderão ter importância médica (como as sanguessugas, por exemplo), farmacológica, como alguns fungos produtores de antibióticos, ou até mesmo seres nocivos ao homem. Nosso planeta tem uma grande diversidade de seres vivos, e muitos ainda são desconhecidos por habitarem lugares inacessíveis. Conhecer boa parte dessa diversidade nos leva a refletir o quão é importante preservá-la, pois é justamente ela que mantém o equilíbrio dos ecossistemas. I. NOMENCLATURA BIOLÓGICA CLASSIFICANDO OS SERES VIVOS As primeiras classificações do universo biológico eram artificiais, pois utilizavam critérios arbitrários que não refletiam possíveis relações de parentesco entre os seres vivos. As classificações atuais procuram analisar um grande conjunto de caracteres, tentando estabelecer relações de parentesco evolutivo entre os seres vivos.  Aristóteles (384 – 322 a.C.) = ―1ª tentativa‖ – animais: com sangue sem sangue/úteis – nocivos.  Teofrasto – Vegetais: úteis – nocivos/tamanho: árvores – arbustos – subarbustos – ervas. O grande marco na classificação dos seres vivos deveu-se a Lineu, em 1758 (século XVIII). Esse naturalista sueco, apesar de acreditar no princípio da imutabilidade das espécies (fixismo) e de não ter dado ênfase às relações de parentesco evolutivo

entre os seres vivos, desenvolveu um sistema de classificação utilizando categorias hierárquicas, que é adotado até hoje, embora com algumas modificações. Lineu propôs também o uso de palavras latinas para denominar os organismos, unificando mundialmente a linguagem cientifica e evitando confusões geradas pela existência de nomes populares diferentes para a mesma espécie. Estabeleceu ainda a nomenclatura binominal (binomial) para a espécie, ou seja, o nome de uma espécie é formado sempre por duas palavras; a primeira indica o gênero e a segunda, o termo ou epíteto específico (o epíteto, palavra que qualifica algo, costuma ser um adjetivo, como sapiens, que quer dizer sábio, ou um nome de pessoa latinizado). Por exemplo, o leão e a onça pintada são classificados no gênero Panthera, mas o leão pertence à espécie Panthera leo e a onça, à espécie Panthera onca.

A classificação do gato doméstico

Uma espécie pode dar origem a outras e esse conjunto de espécies é agrupado em um mesmo gênero. Gêneros semelhantes são agrupados em uma mesma família; famílias semelhantes são agrupadas em uma mesma ordem; ordens semelhantes são agrupadas em uma mesma classe; classes semelhantes são agrupadas em um mesmo filo ou divisão; filos ou divisões semelhantes são agrupados em um mesmo reino.

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CONCEITO BIOLÓGICO DE ESPÉCIE

sustentação) embrionário.

durante

o

desenvolvimento

Agrupamento de populações naturais, real ou potencialmente intercruzantes, produzindo descendentes férteis reprodutivamente isolados de outros grupos de organismos. A espécie é a unidade fundamental de classificação. Desse modo, o sistema de classificação de Lineu, utilizando categorias hierárquicas, é a base do atual sistema de classificação. Com a mudança de interpretação do significado das categorias taxonômicas, esse sistema passou a ser chamado sistema natural de classificação. II. REGRAS DE NOMENCLATURA 1. Todos os nomes científicos devem ser escritos em latim ou serem latinizados e devem ser destacados no texto (itálico ou sublinhado, por exemplo); 2. O nome da espécie deve seguir o sistema binomial, o primeiro nome indica o gênero e o segundo o epíteto específico, o gênero deve ser escrito com inicial maiúscula e o epíteto especifico com inicial minúscula;

B) no subfilo dos vertebrados foram excluídos o anfioxo e a ascídia, por serem os únicos que não substituiram a notocorda por uma coluna vertebral, durante o desenvolvimento embrionário. Essa ―incapacidade‖ de ―produção anatômica‖ reflete o menor grau evolutivo, devido à inexistência de genes para a sua diferenciação C) na passagem seguinte estão excluídos o peixe (classe dos peixes) e a cobra (classe dos répteis), por não apresentarem as características de semelhanças encontradas na classe dos mamíferos: desenvolvimento embrionário no útero da mãe, que dará a luz (vivípara) ao filhote; placenta no útero materno para alimentar e garantir as trocas gasosas do embrião com a mãe; glândulas mamárias (mãe); pêlos no corpo; músculo diafragma (respiração); hemácias anucleadas; etc. D) considerando, assim, as características semelhantes e comparadas em morfologia, anatomia, fisiologia, embriologia, etc, chegaremos à unidade de classificação biológica que é a espécie Canis familiaris, identificando o cão doméstico entre todos os outros do reino animal.

Homo sapiens (Ser humano)
3. Em caso de homenagem o uso de inicial maiúscula para o epíteto específico é facultativo (Protozoário causador da doença de chagas, o ―Cruzi‖ é uma homenagem a Oswaldo Cruz) 4. Em caso de subespécie o sistema é trinomial; (Uma das subespécies da cobra cascavel) CLASSIFICANDO O CÃO DOMÉSTICO Como exercício dos critérios usados no atual sistema de classificação, vamos analisar a classificação do cão doméstico desde a categoria taxonômica mais ampla que é o reino até a mais específica, que é a espécie: A) na passagem do nível taxonômico reino para o filo dos Cordados foram excluídas a minhoca e a estrela-do-mar, pois estes dois animais são os únicos que não apresentam notocorda (―bastão‖ de

Trypanosoma Cruzi

Crotalus terrificus terrificus

A classificação do cão doméstico: Canis familiares

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III. OS CINCO REINOS SERES REINOS VIVOS DIVIDIDOS EM

Reino Animalia; seres multicelulares eucariontes, de nutrição heterotrófica, é o reino que estão inclusos os animais. EXERCÍCIOS PROPOSTOS 01. (UFPB 2009 MODIFICADA) Em uma aula de Sistemática, a professora falou acerca das principais categorias taxonômicas (reino, filo, classe, ordem, família, gênero e espécie) e, para ilustrar sua aula, apresentou a seguinte relação de organismos representantes da rica biodiversidade da caatinga. Com relação aos organismos citados, identifique a alternativa correta: A) Amazonetta brasiliensis e Schinopsis brasiliensis pertencem a mesma espécie. B) Opuntia inamoena e Opuntia palmadora pertencem reinos distintos. C) Euphractus sexcinctus e Dasypus novemcinctus pertencem ao mesmo reino. D) Callonychium brasiliense e Amazonetta brasiliensis pertencem ao mesmo gênero. 02. (ENEM 2011) Os Bichinhos e o Homem

 Critérios para a classificação dos seres vivos em Reinos:  Número de células;  Tipo de célula;  Forma de nutrição (metabolismo) 1. Unicelular ou Pluricelular. Quando pluricelular: sem tecidos ou com tecidos.(Tecido: conjunto de células de mesma origem, que formam um grupo de trabalho.) 2. Procarionte ou Eucarionte. Procarionte: indivíduo cuja célula não tem carioteca e o único tipo de organela é o ribossomo. Eucarionte: indivíduo cuja célula tem carioteca e vários tipos de organelas: mitocôndrias, retículo endoplasmático, complexo de Golgi, etc. 3. Autótrofo ou Heterótrofo. Autótrofo: indivíduo que produz seu alimento ("alimento" são as substâncias orgânicas que o ser vivo necessita, como proteínas, carboidratos etc.). O heterótrofo deve obter o alimento produzido por autótrofos (direta ou indiretamente). OS CINCO REINOS DE WITTAKER Reino Monera; é o reino onde estão inclusas as bactérias, seres unicelulares e que possuem células do tipo procarionte. Podem nutrir-se autotroficamente ou de maneira heterotrófica Reino Protista; é o reino onde estão inclusos algas e protozoários. Podem ser uni ou pluricelulares, autotróficos ou heterotróficos, mas todos possuem células eucarionte. Reino Fungi; representado pelos cogumelos, leveduras e bolores, podem ser uni ou pluricelulares, são heterotróficos e apresentam células do tipo eucarionte. Reino Plantae; representado pelos vegetais, todos apresentam células eucariontes, são multicelulares e autotróficos.

Arca de Noé
(Toquinho & Vinícius de Moraes)

Nossa irmã, a mosca É feia e tosca Enquanto que o mosquito
É mais bonito Nosso irmão besouro Que é feito de couro Mal sabe voar Nossa irmã, a barata Bichinha mais chata É prima da borboleta Que é uma careta Nosso irmão, o grilo Que vive dando estrilo Só para chatear

O poema acima sugere a existência de relações de afinidade entre os animais citados e nós, seres humanos. Respeitando a liberdade poética dos autores, a unidade taxonômica que expressa a afinidade existente entre nós e estes animais é A) o filo B) o reino C) a classe D) a família E) a espécie 03. (PUCPR 2007) O palmito-juçara e o açaí têm como nomes científicos Euterpe edulis e Euterpe oleracea, respectivamente. Pode-se dizer que ambos apresentam os mesmos níveis taxonômicos, EXCETO: A) Gênero. B) Família. C) Ordem. D) Divisão. E) Espécie.

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04. (UNICAMP) Leptodactylus labyrinthicus é um nome aparentemente complicado para um anfíbio que ocorre em brejos do Estado de São Paulo. Justifique o uso do nome científico em vez de, simplesmente, "rã-pimenta", como dizem os pescadores.

05. (FATEC) O esquema representa quatro categorias de classificação inclusivas. Se os triângulos representam uma determinada espécie, o círculo será VÍRUS I. CARACTERÍSTICAS GERAIS

A) um filo. B) um reino.

C) uma ordem. D) uma família.

E) um gênero.

Ao contrário dos seres vivos que fazem parte dos cinco reinos biológicos, os vírus não são encaixados em nenhum deles devido as suas características peculiares. Seu nome significa ―veneno‖ e eles são os seres mais simples que existem no mundo vivo. Os vírus são acelulares, ou seja, não são células e não são feitos de células. São considerados parasitas intracelulares obrigatórios, não possuem a capacidade de manifestar atividade metabólica fora de uma célula viva, quando o fazem utilizam-se dos componentes celulares e controlam o seu metabolismo. Portanto devem obrigatoriamente parasitar o meio interno de uma célula para fins reprodutivos. A maioria deles é muito menor que as mais diminutas bactérias, por isso são considerados seres ultramicroscópicos, só podendo ser visualizados com a utilização de microscópios eletrônicos.

II. ESTRUTURA Estruturalmente são muitos simples, sendo formados basicamente por dois tipos de moléculas, ácidos nucléicos que podem constituir o seu material genético e proteínas, as proteínas virais forma uma estrutura chamada de capsídeo, que possui a função de proteger o material genético. Alguns podem apresentar uma estrutura lipídica chamada de envelope lipoproteico que adquirem de suas células hospedeiras. Podem apresentar a forma de bastão, esfera, de cápsulas, etc. Os vírus são classificados de acordo com diversas características:    Se o material genético é o DNA ou o RNA Se o ácido nucléico é fita simples ou dupla Se o vírus é envelopado ou não

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III. REPRODUÇÃO Para a formação de novos vírus, deve ocorrer a duplicação do ácido nucléico viral e a síntese das proteínas que formam o capsídeo. Os vírus dispõem de diferentes mecanismos para utilizarem as células hospedeiras, e desviarem o metabolismo celular para o seu benefício. Vírus que infectam bactérias, chamados de bacteriófagos podem, por exemplo, se reproduzir por meio de dois ciclos:  Ciclo lítico: o vírus se apropria da maquinaria da célula hospedeira, produzindo novos vírus que provocam um lise celular e consequentemente a morte da célula. Ciclo lisogênico: nesse ciclo não ocorre a lise celular, e a medida em que a célula vai se dividindo, o material genético viral vai passando de geração em geração de células, entretanto a qualquer momento o ciclo lisogênico pode passar a se tornar lítico.

estar, delírios, convulsões, paralisia dos músculos respiratórios (é doença mortal). Hepatite; A hepatite A e E são caracterizadas pela inflamação do fígado, os sintomas em geral passam despercebidos, mas em casos graves pode causar febre, dor de cabeça, indisposição e icterícia devido à ruptura de células hepáticas. A contaminação se dá por meio da ingestão de água e alimentos contaminados com fezes de portadores do vírus, não há tratamento e uma vacina logo deve entrar em comercialização. As únicas medidas de combate ao vírus é o tratamento da água e medidas de saneamento básico. As hepatites B e C podem ser transmitidas por meio de relações sexuais, transfusões sanguíneas e seringas contaminadas. As medidas profiláticas consistem no uso de preservativos antes de relações sexuais, atentar para a qualidade do sangue empregado em transfusões e o uso de seringas descartáveis. Dengue; A doença é caracterizada por febre alta, dor de cabeça, dores nas juntas, fraqueza, falta de apetite, manchas vermelhas na pele e pequenos sangramentos. No tipo hemorrágica pode ser grave e causar queda na pressão arterial devido as hemorragias, podendo levar à morte. A transmissão ocorre pela picada do mosquito fêmea Aedes aegypti, mas ocasionalmente também por Aedes albopictus, esses mosquitos são os vetores da doença. Não há tratamento nem imunização e as medidas profiláticas consistem no combate aos mosquitos transmissores da doença. Febre amarela; A doença em alguns casos pode ser inaparente, em outros pode até levar à morte. O vírus ataca as células do fígado, o que dá o aspecto amarelado à pele do doente, afeta também o baço, rins e linfonodos. Em áreas urbanas a doença pode ser transmitida pela picada das fêmeas de Aedes aegypti, já em áreas não urbanas os vetores da doença são as fêmeas do mosquito do gênero Haemagogus. Gripe; A doença é caracterizada por calafrios, dores de cabeça e dores musculares. A transmissão ocorre por meio de gotículas de saliva contaminadas que penetram pelas vias respiratórias. Deve-se evitar o contato direto com os doentes. A imunização pode ser feita através da vacinação.

Vírus bacteriófago, um vírus que ataca células bacterianas

IV. VÍRUS E DOENÇAS HUMANAS Os vírus podem causar doenças em plantas e animais. As principais doenças causadas por vírus que atingem o homem são: Hidrofobia (Raiva): saliva introduzida pela mordida de animais infectados (o cão, por exemplo). Infecção: o vírus penetra pelo ferimento e instala-se no sistema nervoso. Controle: vacinação de animais domésticos e aplicação de soro e vacina em pessoas mordidas. Sintomas e características: febre, mal-

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(zidovudina) e outras drogas (na forma de "coquetéis") podem reduzir os sintomas por vários mecanismos de ação - por exemplo, inibindo a enzima transcriptase reversa - dificultando a replicação do vírus. VI. PRÍONS As proteínas são os componentes fundamentais dos seres vivos e são responsáveis pela maioria de suas funções vitais. Elas são codificadas pelos genes presentes no DNA e são compostas por uma série de aminoácidos. Os aminoácidos se unem através de ligações chamadas de ligações peptídicas e formam uma longa cadeia denominada polipeptídio. Uma das proteínas produzidas normalmente pelos genes de todos os animais é a proteína príon celular (ou PrPc). Esta proteína atua nas células nervosas e, em condições normais, não provoca nenhum dano ao organismo. Porém, devido a algumas doenças, chamadas de doenças priônicas, a PrPc pode ter sua estrutura alterada, formando uma proteína modificada, chamada príon. Os príons são capazes de provocar a alteração da conformação de PrPcs normais, transformando-as em outros príons. Este processo gera uma reação em cadeia que produz mais e mais príons. A forma como isso ocorre ainda não está clara para os cientistas. Acredita-se que um mal que acomete bovinos, a doença da vaca louca, seja uma doença provocada por príons. A doença da vaca louca é também conhecida como encefalopatia espongiforme bovina (ou EEB). A EEB ataca o gado provocando a morte de células de seu sistema nervoso central. Devido à degeneração celular, formam-se buracos no tecido nervoso e este fica com um aspecto esponjoso, vindo daí o nome encefalopatia espongiforme. O gado passa a apresentar comportamentos estranhos e acaba morrendo. EXERCÍCIOS PROPOSTOS 06. (FUVEST 2008) Um argumento correto que pode ser usado para apoiar a idéia de que os vírus são seres vivos é o de que eles A) não dependem do hospedeiro para a reprodução. B) possuem número de genes semelhante ao dos organismos multicelulares. C) utilizam o mesmo código genético das outras formas de vida.

Os vírus são responsáveis por várias doenças graves em humanos, dentre elas a AIDS.

V. O VÍRUS HIV É o agente causador da AIDS (da sigla inglesa; Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). O vírus HIV é um retrovírus, possuindo como material genético o RNA, realiza um processo denominado de retrotranscrição utilizando a enzima transcriptase reversa. Essa enzima é capaz de transcrever uma nova molécula de DNA utilizando o RNA viral como modelo. O DNA produzido comandará a síntese de novas moléculas de RNA, que poderão se prestar à síntese de proteínas ou servirem como moléculas de material genético para novos vírus. O vírus HIV ataca células do sistema imunitário denominadas de linfócito T ou células CD4 que comandam a atividade dos linfócitos B e de outros glóbulos branco. Assim a destruição dos linfócitos T debilita o sistema de defesa humano, e o organismo pode ficar sujeito a inúmeras doenças oportunistas. O principal modo de transmissão se dá pelo ato sexual. Pode também ocorrer pela transfusão de sangue, seringas ou materiais cirúrgicos contaminados, placenta de mães infectadas pelo HIV, leite materno de mães contaminadas pelo HIV, etc. A facilidade com que o vírus possui de sofrer mutações impede que uma vacina para o combate seja fabricada e o tratamento ainda não existe de forma definitiva. AZT

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D) sintetizam carboidratos e lipídios, independentemente do hospedeiro. E) sintetizam suas proteínas independentemente do hospedeiro. 07. (UFRN 2009) Apesar de não saber que a raiva era causada por um vírus, Pasteur realizou vários experimentos para desenvolver uma vacina contra essa doença. No experimento inicial, que não deu certo, ele recolheu saliva de cães infectados e a inoculou em um recipiente de vidro (balão) contendo meio de cultura (água e nutrientes). Esse experimento não deu certo porque o vírus A) é um microrganismo envelopado. B) intensificou sua virulência. C) atenuou sua patogenicidade. D) é metabolicamente dependente.

A) induzir a imunidade, para proteger o organismo da contaminação viral. B) ser capaz de alterar o genoma do organismo portador, induzindo a síntese de enzimas protetoras. C) produzir antígenos capazes de se ligarem ao vírus, impedindo que este entre nas células do organismo humano. D) ser amplamente aplicada em animais, visto que esses são os principais transmissores do vírus para os seres humanos. E) estimular a imunidade, minimizando a transmissão do vírus por gotículas de saliva. 10. (UFCE MODIFICADA) A AIDS tende a se tornar uma doença crônica (e não fatal) graças ao maior conhecimento científico e à precocidade no tratamento. Recentemente, um passo importante foi dado nesse sentido com a utilização de um ―coquetel antiaids‖, desenvolvido pela equipe do doutor David Ho, que dirige o centro Aaron Diamond de Nova York, onde se pesquisa a doença. O coquetel é uma combinação de drogas que inibem a ação da transcriptase reversa e de proteases. A) Que tipo de moléculas são essas, inibidas pelas drogas que compõe o coquetel? B) Qual a função desempenhada por cada uma dessas moléculas (que são inibidas) utilizadas pelo vírus para se multiplicar C) O vírus causador da AIDS é um retrovírus. Qual tipo de ácido nucléico constitui o material genético dos retrovírus? A denominação retrovírus refere-se a que características desses vírus? 11. (UFABC 2009) Os desenhos representam microrganismos que apresentam características específicas e conseguem se reproduzir de modo peculiar.

08. (UNIMEP-SP) Alguns vírus atacam e destroem bactérias e por isso receberam o nome de bacteriófagos ou simplesmente fagos. Com relação a esses vírus, afirma-se que: A) são constituídos quimicamente de moléculas de hidrocarbonetos. B) possuem grandes quantidades de mitocôndrias e ergastoplasma, essenciais para que se possam reproduzir. C) são constituídos de uma cápsula protéica e um miolo de DNA, sendo apenas o DNA injetado na bactéria. D) são constituídos de nucleoproteína, e penetram inteiros dentro da bactéria, multiplicando-se, então, por cissiparidade. E) são moléculas procarióticas que parasitam bactérias, terminando por destruí-las. 09. (ENEM 2009) Estima-se que haja atualmente no mundo 40 milhões de pessoas infectadas pelo HIV (o vírus que causa a AIDS), sendo que as taxas de novas infecções continuam crescendo, principalmente na África, Ásia e Rússia. Nesse cenário de pandemia, uma vacina contra o HIV teria imenso impacto, pois salvaria milhões de vidas. Certamente seria um marco na história planetária e também uma esperança para as populações carentes de tratamento antiviral e de acompanhamento médico. Uma vacina eficiente contra o HIV deveria:

A) Identifique X e Z.

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B) Como o microrganismo X pode parasitar e destruir o microrganismo Z? 12. (UFRN 2007) A gripe e a dengue são doenças provocadas por vírus. A vacina para a gripe deve ser tomada anualmente para que se adquira proteção. No caso da dengue, ainda não existe vacina disponível, mas os indivíduos que já contraíram a doença ficam imunizados. A) Se a gripe é sempre provocada pelo vírus influenza, explique por que é necessário tomar a vacina anualmente. B) Explique por que um indivíduo que teve dengue uma vez ainda pode contraí-la outras três vezes. 13. (DCE 2011) Nos últimos 25 anos, nenhum vírus foi tão investigado quanto o HIV. Apesar de todo o conhecimento gerado pela comunidade científica e dos investimentos generosos em pesquisa, a produção de uma vacina contra o causador da AIDS ainda está distante Uma peculiaridade do HIV que o torna tão ameaçador A) é q o HIV ataca a célula mais importante do sistema imunológico humano, as plaquetas, e assim não conseguimos produzir anticorpos para combater a infecção B) são as freqüentes mutações em seu material genético, que resulta em proteínas virais que não podem ser reconhecidas pelos anticorpos C) é a constituição de sua parede celular, impedindo que os antibióticos neutralize a infecção viral no sistema imunológico humano D) é o fato de o vírus se replicar utilizando a enzima transcriptase reversa, que transcreve o DNA viral em RNA E) é possuir uma cápsula lipídica que impede a ação da vacina

conhecidamente, transmissores de uma doença virótica e fatal, se não tratada a tempo. A doença à qual o texto se refere é: A) Caxumba. B) Hepatite. C) Rubéola. D) Raiva. E) Sarampo. 15. (UNESP 2011) Uma novidade dos cientistas: Combate à dengue com a ajuda do próprio mosquito transmissor Para os animais, o ato sexual é o caminho para a perpetuação da espécie. Um objetivo primordial que está se invertendo – pelo menos para o Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue. Por meio de manipulação genética, uma população de machos criada em laboratório recebeu um gene modificado que codifica uma proteína letal à prole. Quando esses machos cruzam com fêmeas normais existentes em qualquer ambiente, transmitem o gene à prole, que morre ainda no estágio larval. A primeira liberação na natureza desses animais geneticamente modificados no Brasil foi aprovada em dezembro de 2010 pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). A linhagem deverá ser liberada no município de Juazeiro, no estado da Bahia. Sobre a notícia, pode-se afirmar corretamente que os mosquitos A) transgênicos liberados no ambiente irão se reproduzir e aumentar em número, substituindo a população original. B) criados em laboratório, quando liberados no ambiente, irão contribuir com a redução do tamanho populacional das gerações seguintes. C) geneticamente modificados são resistentes à infecção pelo vírus causador da dengue, o que reduz a probabilidade de transmissão da doença. D) são portadores de uma mutação em um gene relacionado à reprodução, tornando-os estéreis e incapazes de se reproduzirem e transmitirem a dengue. E) modificados produzem prole viável somente se cruzarem com fêmeas, também modificadas, portadoras do mesmo gene.

14. (PUCMG) A maioria dos morcegos que vemos voando durante a noite, na cidade, são completamente inofensivos ao homem. São morcegos frugívoros, ou seja, que se alimentam de frutos. Existem também aqueles que são nectívoros, ou seja, se alimentam do néctar das flores. No entanto, no meio rural, ocorrem morcegos vampiros, atraídos pela existência de bois, vacas e cavalos, dos quais sugam o sangue; eventualmente, esses morcegos podem sugar sangue do homem. Tal fato é preocupante, pois os morcegos hematófagos são,

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BACTÉRIAS E PROCARIÓTICOS

OS

SERES

Existem muitos procariotos a nossa volta, em todos os lugares. Eles são tão pequenos que não podemos visualizá-los a olho nu, mas são as criaturas de maior sucesso evolutivo na terra. Eles são encontrados em todos os lugares, desde fontes termais de água quente, no intestino dos seres humanos e também nos solos das florestas onde podem desempenhar papéis ecologicamente importantes. I. BACTÉRIAS E ARQUEAS Bactérias e arqueas são seres vivos unicelulares que são caracterizados por possuírem células procarióticas, o que os distinguem de todos os outros seres vivos. As arqueas são muitos semelhantes às bactérias e diferem em alguns aspectos bioquímicos e genéticos. As bactérias, por exemplo, apresentam a parede celular constituída por um amino-açúcar denominado de peptidioglicano, enquanto arqueas não apresentam essa estrutura. A regulação e funcionamento dos genes nas arqueas é muito semelhante àquela observada nos seres eucariontes, diferentemente do que ocorre com as bactérias. II. ORGANIZAÇÃO BACTERIANA DA CÉLULA

algumas bactérias podem possuir um envoltório que não é essencial à sua vida, mas que confere vantagem, a cápsula. Muitas bactérias apresentam ligada as suas paredes celulares estruturas móveis chamadas de flagelos. As fímbrias são estruturas que podem atuar nos processos de recombinação genética e ajudam a bactéria a se aderir em determinadas superfícies.

Estrutura de uma célula bacteriana.

As bactérias são seres diminutos e muito simples, apresentam organização celular do tipo procarionte, assim não possuem núcleo e nem organelas membranosas, a única organela que as bactérias possuem são os ribossomos, que estão associados a síntese de proteínas. O material genético consiste em uma única molécula de DNA circular, por vezes denominado nucleóide, que é encontrada dispersa no citoplasma. Ainda no citoplasma algumas bactérias podem apresentar moléculas adicionais de DNA denominadas de plasmídios, que podem conter genes de resistência a antibióticos. Na membrana plasmática da célula bacteriana observase uma dobra na região mediana, que forma uma estrutura relacionada com a respiração celular (possui enzimas respiratórias), o mesossomo que também sustenta o cromossomo bacteriano. Na parte mais externa da célula encontra-se um envoltório de proteção, a parede celular, que nas bactérias é formado pelo amino-açúcar peptídioglicano. Revestindo a parede celular,

As bactérias podem diferir umas das outras em vários aspectos, como o metabolismo, hábitat e a forma das células. Muitas espécies formam colônias, associações onde os participantes mantêm a sua individualidade e conseguem viver de forma isolada quando são separados. Observe a figura abaixo:

As bactérias são seres unicelulares, mas podem se agrupar de modo a formarem colônias.

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III. CARACTERÍSTICAS NUTRICIONAIS Elas podem apresentar os dois tipos de nutrição: a autotrófica, que pode ocorrer por meio da fotossíntese, onde as bactérias utilizam a luz como fonte de energia para a síntese de compostos orgânicos. Algumas dessas bactérias, como as proclorófitas e as cianobactérias, realizam fotossíntese semelhante à das plantas e algas. Elas também podem realizar a quimiossíntese, que utiliza a energia resultante de oxidações de compostos inorgânicos para a síntese de substâncias orgânicas, é o caso das bactérias verdes e das bactérias púrpuras, cuja fotossíntese não libera oxigênio, já que em vez de água elas usam gás sulfídrico (H2S). A maioria das bactérias é heterotrófica por absorção, retirando moléculas orgânicas já digeridas do ambiente ou de seres vivos que parasitam. O oxigênio pode ser indispensável, letal ou inócuo para as bactérias, o que permite classificá-las em: Aeróbias estritas: exigem a presença de oxigênio, como as do gênero Acinetobacter. Facultativas: apresentam mecanismos que as capacitam a utilizar o oxigênio quando disponível, mas desenvolver-se também em sua ausência. Escherichia coli e várias bactérias entéricas tem esta característica. Anaeróbias estritas: não toleram o oxigênio. Ex.: Clostridium tetani, bactéria produtora de potente toxina que só se desenvolve em tecidos necrosados carentes de oxigênio. IV. REPRODUÇÃO Reproduzem-se exclusivamente de maneira assexuada, onde não ocorre variabilidade genética. Esse processo denominado divisão binária ou cissiparidade. Tem início com a duplicação do material genético da bactéria, Logo após, a célula se divide, dando origem a duas células-filhas com a mesma bagagem hereditária da célula-mãe.
A conjugação é uma das maneiras que as bactérias dispõem para recombinar seus genes.

As bactérias se reproduzem de maneira assexuada, assim, nesse tipo de reprodução não ocorre variabilidade genética, entretanto elas dispõem de mecanismos para recombinar seus genes.

V. MECANISMOS DE RECOMBINAÇÃO GENÉTICA As bactérias apresentam reprodução assexuada por bipartição. No entanto, é possível encontrarmos formas de recombinação genética entre as bactérias. Uma dessas formas é a conjugação, em que uma bactéria doadora de DNA transfere, através de uma estrutura chamada pili, um plasmídio para a bactéria receptora, que pode incorporá-lo ao seu cromossomo, o que produz uma mistura genética.

Num outro processo, chamado transformação, as bactérias absorvem diretamente do meio em que se encontram, fragmentos de DNA provenientes, por exemplo, de bactérias mortas e decompostas.

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Hanseníase (lepra): transmitida pelo bacilo de Hansen (Mycobacterium leprae), causa lesões na pele, nas mucosas e nos nervos. O doente fica com falta de sensibilidade na pele. Quando o tratamento é feito a tempo, a recuperação é total. Tétano: produzido pelo bacilo do tétano (Clostridium tetani), pode penetrar no organismo por ferimentos na pele ou pelo cordão umbilical do recém nascido quando este é cortado por instrumentos não esterilizados. Há dor de cabeça, febre e contrações musculares, provocando rigidez na nuca e mandíbula. A vacinação e os cuidados médicos (é aplicado o soro antitetânico em caso de ferimento suspeito) são essenciais. Leptospirose: causada pela Leptospira interrogans, é transmitida pela água, alimentos e objetos contaminados por urina de ratos, cães e outros animais portadores da bactéria. Há febre alta, calafrios, dores de cabeça e dores musculares e articulares. É necessário atendimento médico para evitar complicações renais e hepáticas. Gonorréia ou blenorragia: causada por uma bactéria, o gonococo Neisseria gonorrhoeae, transmite-se por contato sexual. Provoca dor, ardência e pus urinar. O tratamento deve ser feito sob orientação médica, pois exige o emprego de antibióticos. Sífilis: provocada pela bactéria Treponema pallidum, é transmitida, geralmente, por contato sexual (pode passar também da mãe para o feto pela placenta). Um sinal característico da doença é o aparecimento, próximo aos órgãos sexuais, de uma ferida de bordas endurecidas, indolor (o "cancro duro"), que regride mesmo sem tratamento. Entretanto, essa regressão não significa que o indivíduo esteja curado, sendo absolutamente necessários diagnóstico e tratamento médicos. Sem tratamento, a doença tem sérias conseqüências, atacando diversos órgãos do corpo, inclusive o sistema nervoso, e provocando paralisia progressiva e morte.

Na transformação ocorre o englobamento de fragmentos de material genético pelas bactérias, que passam a apresentar novas características.

Por fim, os vírus bacteriófagos, ao se formarem no interior de bactérias infectadas, podem incorporar DNA bacteriano, transferindo-o ao infectar outra bactéria, num processo chamado de transdução.

Na transdução a recombinação ocorre por meio de um vírus bacteriófago, que transfere genes de uma bactéria a outra.

VI. A IMPORTÂNCIA DAS BACTÉRIAS Algumas bactérias podem ser úteis ao homem e são utilizadas na agricultura e na indústria (produção de iogurte, queijos, vinhos).

VII. ALGUMAS DOENÇAS CAUSADAS POR BACTÉRIAS Tuberculose: é causada pelo bacilo Mycobacterium tuberculosis, ataca geralmente os pulmões. Há tosse persistente, emagrecimento, febre, fadiga e, nos casos mais avançados, hemoptise (Tossir sangue). O tratamento é feito com antibióticos e as medidas preventivas incluem vacinação das crianças – a vacina é a BCG.

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EXERCÍCIOS PROPOSTOS 16. (FUVEST) Um estudante escreveu o seguinte em uma prova: ―As bactérias não têm núcleo nem DNA‖. Você concorda com o estudante? Justifique.

A) Explique como a concentração elevada de sal permite a conservação de carnes. B) Explique como o congelamento atua na conservação dos alimentos. 21. (ENEM 2007)

17. (Unesp) Os antibióticos fazem parte do arsenal da medicina, auxiliando-nos no combate às doenças provocadas por agentes infecciosos. Por que os antibióticos são indicados para os casos de infecção cujos agentes são bactérias, enquanto as vacinas são indicadas para a prevenção de infecções virais? 18. (UFC 2009) Para a produção de iogurte caseiro, uma cozinheira esquentava o leite a aproximadamente 40 °C e adicionava meio copo de iogurte. Depois disso, mantinha essa mistura nessa temperatura por proximadamente quatro horas. Com base nessas informações, responda o que se pede a seguir. A) Quais microrganismos são responsáveis pela produção do iogurte? B) Que tipo de processo é realizado pelos microrganismos para que o leite se torne iogurte? C) Por que não haveria a formação de iogurte se a mistura fosse mantida a 80 °C? D) Por que não haveria a formação de iogurte se, ao invés de adicionar iogurte, a cozinheira tivesse adicionado fermento biológico? 19. (PUCPR 2007) Em algumas bactérias, ocorre transferência de material genético através de estruturas de pontes citoplasmáticas. Esse tipo de reprodução é denominado: A) Conjugação. B) Brotamento. C) Transformação. D) Transdução. E) Esporulação. 20. (UFRN 2004) Desde muito tempo, a humanidade vem utilizando o sal para conservar a carne. Com a invenção dos refrigeradores, a conservação passou a ser feita utilizando-se o congelamento. Hoje em dia, apesar do grande número de alimentos comercializados como congelados, o processo de salga ainda é muito utilizado, como, por exemplo, na preparação da carne de charque.

São características do tipo de reprodução representado na tirinha: A) simplicidade, permuta de material gênico e variabilidade genética. B) rapidez, simplicidade e semelhança genética. C) variabilidade genética, mutação e evolução lenta. D) gametogênese, troca de material gênico e complexidade. E) clonagem, gemulação e partenogênese. 22. (UFRN 2003) É muito conhecido o uso de lactobacilos vivos para o bom funcionamento do intestino, havendo vários produtos disponíveis no mercado contendo esses organismos. Uma das principais vantagens desses produtos é auxiliar no combate a infecções intestinais. Os produtos são preparados à base de leite fermentado, contendo alto teor do microrganismo Lactobacillus acidophilus, uma das espécies mais utilizadas industrialmente e benéficas à saúde do homem. A partir das informações do texto, responda às solicitações a seguir. A) Como os lactobacilos podem ajudar na prevenção de infecções intestinais e diarréias? B) O que aconteceria se o intestino ficasse completamente livre de microrganismos?

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23. (PUCSP) Na década de 1920, o bacteriologista Alexander Fleming, cultivando linhagens de estafilococos, notou que uma das placas de cultura, contendo colônias de bactérias, apareceu contaminada por um tipo de fungo. Ao transferir o fungo para um caldo nutritivo, Fleming verificou que nesse meio não se desenvolviam vários tipos de bactérias, devido à ação de substâncias produzidas pelo fungo. Esse trabalho foi um dos mais significativos deste século, pois permitiu aos cientistas, posteriormente, a produção de A) hormônios, utilizados no tratamento de doenças hereditárias. B) corticóides, utilizados no tratamento de doenças alérgicas. C) antibióticos, utilizados no tratamento de doenças infecciosas. D) vacinas, utilizadas na imunização de doenças causadas por fungos e bactérias. E) soros, utilizados na imunização de doenças causadas por fungos e bactérias. 24. (UNESP 2011) No filme Eu sou a lenda, um vírus criado pelo homem espalhou- se por toda a população de Nova Iorque. As vítimas do vírus, verdadeiros zumbis, vagam à noite pela cidade, à procura de novas vítimas. No filme, Robert Neville (Will Smith) é um cientista que, sem saber como, tornou-se imune ao vírus. A obsessão de Neville é encontrar outros que, como ele, não estão infectados, e possibilitar um mecanismo para a cura. A cura vem através do sangue: amostras de sangue de pessoas doentes que melhoraram depois de infectadas pelo vírus, quando administradas a outros doentes, podem promover a melhora.

Considerando-se o contido na sinopse do filme, pode-se inferir que, mais provavelmente, o princípio biológico utilizado por Neville para debelar a doença é a administração de A) soro, composto de anticorpos presentes no sangue de pacientes contaminados. B) soro, composto de antígenos presentes no sangue de pacientes contaminados. C) vacina, composta de anticorpos presentes no sangue de pacientes contaminados. D) vacina, composta de antígenos presentes no sangue de pacientes contaminados. E) vírus atenuados, presentes no sangue de pacientes que melhoraram ou no sangue de pessoas imunes. 25. (PUCMG) A água oxigenada é comumente aplicada em ferimentos para combater microorganismos, como, por exemplo, no caso das bactérias causadoras do tétano. É CORRETO afirmar que: A) as bactérias patogênicas no caso são aeróbias. B) a água oxigenada é decomposta pelas partículas encontradas na sujeira. C) a água oxigenada é decomposta por substâncias liberadas pelas bactérias, D) a decomposição da água oxigenada ocorre pela ação da catalase encontrada nos tecidos lesados.

O REINO PROTOCTISTA: Todos aqueles seres que não apresentam células do tipo eucarionte e que não são plantas, fungos ou animais são chamados de protistas. É um grupo diversificado, alguns são móveis enquanto outros são sésseis. Outros são fotossintetizantes enquanto outros são heterotróficos, há também aqueles que são unicelulares e outros que podem ser multicelulares tão grandes quanto um campo de futebol.

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I. ALGAS: CARACTERÍSTICAS GERAIS Esses seres vivos podem viver na água doce, no mar, ou em ambientes úmidos de terra firme. Podem ser uni ou pluricelulares possuindo estruturas semelhantes a folhas e caules das plantas. A nutrição é do tipo autotrófica, sendo realizada por meio da fotossíntese que ocorre no interior de seus cloroplastos. A maioria possui a parede celular formada pelo polissacarídeo celulose, entretanto outros materiais como o dióxido de silício possam ser empregados em sua constituição. São abundantes nos mares e em grande lagos, onde constituem o fitoplâncton. O mecanismo básico de reprodução é a divisão binária. Em muitas pode ocorrer a reprodução por meio da fragmentação. Algumas espécies multicelulares reproduzem-se por meio da zoosporia, que consiste na formação de células flageladas, os zoósporos, que são liberados da alga que o produziu nadam até um local onde se fixam e originam novas algas. II. IMPORTÂNCA DAS ALGAS 1. Consistem na base das cadeias alimentares nos ecossistemas aquáticos, uma vez que por meio da fotossíntese produzem compostos orgânicos dos quais outros seres vivos podem utilizar de forma direta ou indireta como fonte de energia metabólica. 2. Por meio do processo fotossintético, seres como as algas mantém os níveis de oxigênio no planeta em níveis compatíveis com a vida. 3. Diversas espécies de algas podem ser utilizadas na alimentação humana. Recentemente o seu potencia para a fabricação de biocombustíveis vêm sendo investigado. 4. Algas unicelulares podem estabelecer associações mutualísticas com fungos para formarem os líquens. Eles conseguem colonizar ambientes inóspitos onde outros seres vivos não conseguiriam. 5. Um grupo de algas denominado de Dinoflagelados pode causar um fenômeno conhecido como maré - vermelha quando se proliferam em excesso em determinadas regiões do mar. Essas algas liberam pigmentos avermelhados e substâncias tóxicas na água do mar, o que pode provocar a morte de peixes, moluscos e outros animais. EXERCÍCIOS PROPOSTOS 26. (UFRN 2010) Em um ecossistema, as populações se organizam de modo a estabelecerem entre si relações alimentares ou tróficas. O desenho a seguir trata, com humor, desse tema. Com base no desenho acima, o qual representa um ecossistema marinho, é correto afirmar: A) Os tubarões são consumidores primários, uma vez que se alimentam de peixes pequenos. B) Os principais produtores desse ambiente são algas microscópicas. C) Os tubarões são consumidores terciários, pois se alimentam de algas, plâncton e peixes menores. D) Os principais decompositores desse ambiente são as cianobactérias e o zooplâncton. 27. (FUVEST) A eutrofização por nitratos e fosfatos tem provocado proliferação excessiva das populações de algas, fenômeno conhecido como

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"floração das águas". A alta mortalidade de peixes que acompanha esse fenômeno deve-se à (ao): A) acúmulo de nitratos e fosfatos ao longo da cadeia alimentar. B) competição entre algas e peixes por espaço físico. C) competição entre algas e peixes por alimentos. D) liberação excessiva de uréia pelas algas. E) diminuição de oxigênio na água, causada pela decomposição das algas. 28. (FGV) Em meados da década de 70, peixes, focas, e até animais domésticos, apareceram mortos, numa grande extensão do litoral sul brasileiro. Alguns moradores também foram afetados, sentindo tonturas e graves problemas respiratórios. Indicar a provável causa do fenômeno natural, conhecido como Maré Vermelha, que poderia ter causado tal tragédia ecológica. A) Maré Vermelha: crescimento exagerado de bactérias coliformes. B) Maré Vermelha: contaminação do mar por pesticidas tóxicos, letais para peixes. C) Maré Vermelha: floração de algas marinhas que liberam toxinas letais. D) Maré Vermelha: contaminação da água do mar causada por produtos químicos tóxicos que conferem ao mar coloração avermelhada. E) Maré Vermelha: multiplicação exagerada de peixes que liberam toxinas letais, mas apenas para animais domésticos. III. PROTOZOÁRIOS Os protozoários são organismos que estão inseridos dentro do Reino Protista, e engloba seres unicelulares, eucariontes e nutrição heterotrófica por ingestão ou absorção. Podem viver em diversos ambientes com água doce, no mar, e terra firme de ambientes úmidos. Eles são classificados em quatro grupos de acordo com as estruturas que utilizam para se locomoverem: Flagelados; se locomovem e capturam alimentos por meio de flagelos. Ex. Trypanosoma cruzi. Ciliados; se locomovem por meio de cílios, que também se prestam à captura de alimentos. Ex. Paramecium sp.

Rizópodes ou Sarcódina; se locomovem e se alimentam por meio de projeções citoplasmáticas chamadas de pseudópodes. Ex. Amebas. Apicomplexa ou esporozoário; não possuem estruturas locomotivas e todos são parasitas. Ex. Plasmodium sp.

Os protozoários são classificados a partir do tipo de estruturas que utilizam para a locomoção.

IV. PROTOZOÁRIOS E DOENÇAS HUMANAS Várias doenças são causadas por protozoários, vamos comentar sobre algumas delas. 1. Amebíase; Possui como agente causador uma espécie de ameba chamada de Entamoeba histolytica. A infecção ocorre quando uma pessoa come alimentos ou bebe água contaminada com cistos das amebas, que são eliminadas nas fezes de pessoas doentes. Ao serem ingeridos os cistos chegam ao intestino, onde se rompem e liberam milhares de amebas, que se alimentam dos restos alimentares e podem causar infecções nas paredes do intestino, eventualmente pode ocorrer a liberação de sangue nas fezes. A pessoa infectada apresenta fraqueza muscular, desidratação, dores abdominais, entre outros sintomas. As medidas profiláticas consistem em boas condições sanitárias e de higiene. 2. Doença do sono; É provocada por uma espécie de protozoário flagelado, o Trypanosoma brucei. Ambos são transmitidos pela picada de uma mosca, a Glossina palpalis ou tsé-tsé. O protozoário invade o sistema nervoso, provocando uma sonolência contígua e um enfraquecimento do corpo que acaba levando à morte. A doença ocorre na África e não existe no Brasil.

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3. TricomonÍase; é causada pelo protozoário flagelado Trichomonas vaginalis provoca, na mulher, inflamação na uretra e na vagina, que elimina um líquido branco ou amarelado (leucorréia ou corrimento), podendo causar infecção também no homem. Como a transmissão é feita por contato sexual, ambos os parceiros devem tomar o medicamento indicado pelo médico. 4. Leishmaniose tegumentar; Também conhecida como úlcera de Bauru; é causada pelo protozoário flagelado Leishmania braziliensis. A doença transmite-se pela picada de mosquitos fêmeas do gênero Lutzomyia e conhecidos como mosquitos palha, corcundinhas ou biriguis. O protozoário penetra no indivíduo pela saliva do mosquito (antes de sugar o sangue, o mosquito injeta saliva para evitar a coagulação do sangue em seu aparelho bucal) e se reproduz intensamente na pele, por divisão binária. No fim de alguns dias, aparece uma lesão na pele; mais tarde, o parasita se espalha, causando lesões na mucosa da boca, no nariz e na faringe. O inseto contrai o protozoário quando suga pessoas infectadas. Um meio de defesa contra seu ataque é o uso de telas ou cortinados; outro seria a construção de casas a mais de cem metros das matas, pois o mosquito tem vôo curto. O tratamento, se feito a tempo, permite a regressão das lesões. 5. Doença de Chagas; Assim chamada em homenagem ao cientista brasileiro Carlos Chagas (1879-1934), o descobridor do ciclo da doença. Provocada pelo Trypanosoma cruzi ("cruzi" referese ao cientista Oswaldo Cruz), é transmitida por percevejos triatomíneos (Triatoma infestans, Panstrongylus megistus e outras espécies), conhecidos usualmente como barbeiro, chupança, procotó ou bicho-de-parede. O barbeiro contrai o protozoário de animais silvestres (chamados reservatórios naturais), como o tatu, o gambá e o macaco, ou de um homem portador da doença. O protozoário sai pelas fezes do barbeiro (o inseto defeca ao sugar o sangue do indivíduo), penetrando no orifício deixado pela picada, ou na ferida feita quando o indivíduo se coça. Primeiramente, aloja-se na pele, onde perde o flagelo e se reproduz por divisão binária. Os indivíduos resultantes dessas divisões dirigem-se, através do sangue, a outros órgãos (coração, fígado, etc.), provocando lesões. O doente pode morrer por insuficiência cardíaca.

O barbeiro encontra seu ambiente ideal para reprodução e abrigo nas frestas das paredes de casas de pau-a-pique (casas construídas com barro socado sobre uma armação de varas e troncos), de onde sai à noite para se alimentar de sangue. Portanto, para erradicar a doença é necessário combater o barbeiro com inseticidas e substituir essas moradias por casas de alvenaria. Isto significa que somente criando condições de habitação decente é que se pode eliminar uma doença que atinge cerca de 12 milhões de brasileiros, principalmente a classe mais pobre. É necessário também fiscalizar bancos de sangue, já que o tripanossomo pode ser transmitido por transfusões de sangue. Outra forma de transmissão ocorre quando mães contaminadas passam o parasita para o filho através da placenta. 6. Toxoplasmose; É causada pelo apicomplexa Toxoplasma gondii e transmitida por contato com animais domésticos, como o gato ou o cachorro. A doença é assintomática na maioria das pessoas, mas em mulheres grávidas, causa freqüentemente problemas ao feto, como retardamento mental e até morte. A doença pode ser adquirida pela ingestão de água ou carne contaminada com os cistos do toxoplasma. 7. Malária; É uma doença muito disseminada em países tropicais, no Brasil a maior incidência de casos da doença é na região amazônica. Possui como agente causador o protozoário apicomplexa Plasmodium. O plasmódio, causador dessa doença, é transmitido pela picada da fêmea do mosquito do gênero Anopheles. Com a saliva do mosquito penetram também formas de plasmódio chamadas esporozoítos, que, pelo sangue, chegam ao fígado e baço, onde se reproduzem por divisão múltipla. Lá, produzem formas que se denominam merozoítas. Os merozoítas invadem então as hemácias, onde crescem e sofrem novas divisões múltiplas, arrebentando-as. A ruptura das hemácias provoca no doente febre alta, com tremores, calafrios e grande sudorese (produção de suor). Liberados no sangue, os merozoítas vão invadir outras hemácias, que serão também destruídas. Depois de algum tempo, aparecem na hemácia formas que não se dividem: são os gametócitos, que, ingeridos pelo mosquito, originam gametas em seu tubo digestivo. No mosquito a fecundação dos gametas produz um ovo. Ele se fixa na parede do tubo digestivo e dá origem a

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um oocisto, que sofre então uma divisão múltipla (chamada esporogonia) e produz esporozoítos. Estes se dirigem até as glândulas salivares do mosquito, de onde poderão ser inoculados no homem. O combate à malária é feito com medicamentos que matam as formas do parasita no fígado e no sangue. É importante também combater os insetos adultos com inseticidas. As formas larvais podem ser evitadas através da drenagem de regiões alagadas, do uso de larvicidas ou pela criação de peixes que se alimentam de larvas. O uso de cortinados na cama e de telas nas janelas e portas diminui o ataque dos mosquitos.

30. (UFRN 2010) Uma das formas de controle da doença de Chagas é a fiscalização nos bancos de sangue. Isso é importante porque o parasito Trypanosoma cruzi, causador da doença, apresenta A) desenvolvimento, como procarionte, no plasma. B) reprodução assexuada no interior das hemácias. C) uma certa seletividade para os glóbulos brancos. D) uma fase sangüínea, como protozoário flagelado. 31. (UFRN 2007) Bactérias, hidras e paramécios são organismos que apresentam reprodução assexuada.

Na figura acima, o tipo de reprodução de cada um desses organismos é, respectivamente, A) conjugação, esporulação e conjugação. B) conjugação, brotamento e conjugação. C) divisão simples, brotamento e divisão simples. D) divisão simples, esporulação e divisão simples. 32. (PUCPR 2010) Quando entendemos que devemos redobrar os cuidados nos casos de transfusões sanguíneas envolvendo protozooses que possam afetar a homem, estamos procurando evitar? A) Leishmaniose e filariose. B) Amebíase e Dracunculose. C) Malária e doença de chagas. D) Giardiase e Ascaridíase. E) Toxoplasmose e hepatite. 33. (UFRN 2011) Foi relatado, no primeiro semestre de 2010, um surto de toxoplasmose em Natal-RN. Esta zoonose, que, por acometer animais de ―sangue quente‖, também pode atingir os seres humanos, tem como agente etiológico o parasito Toxoplasma gondii. De uma maneira geral, a infecção é assintomática; mas seus sintomas, quando estão presentes, geralmente são transitórios e inespecíficos.

O plasmódio possui uma fase sanguínea onde ataca o fígado e as hemácias e uma fase no hospedeiro intermediário, o mosquito do gênero Anopheles.

EXERCÍCIOS PROPOSTOS
29. (UNESP 2008) Observe a figura.

Trata-se do ciclo de transmissão da A) dengue. B) febre amarela. C) raiva. D) leishmaniose. E) leptospirose.

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A ocorrência da toxoplasmose sob a forma de surto é rara. Nessa condição, a transmissão do toxoplasma geralmente ocorre A) pelas fezes do inseto transmissor contaminadas com ovos do protozoário. B) pelo consumo de água contaminada com proglotes do protozoário. C) pelo manuseio de fezes de gatos contaminadas com larvas do parasito. D) pela ingestão de carne suína ou ovina mal cozida com cistos do parasito. 34. (UNESP) Determinado candidato a prefeito prometeu que, se fosse eleito, faria uma grande ampliação da rede de esgotos e do tratamento de água de sua cidade para erradicar ou diminuir a incidência de doença de Chagas e de malária. Ele realizou a sua promessa, mas falhou parcialmente em seu intento; entretanto conseguiu erradicar a amebíase. Qual a explicação biológica para: A) A falha apontada? B) O sucesso conseguido? 35. (FUVEST 2008) Os protozoários de água doce, em geral, possuem vacúolos pulsáteis, que constantemente se enchem de água e se esvaziam, eliminando água para o meio externo. Já os protozoários de água salgada raramente apresentam essas estruturas. Explique: A) a razão da diferença entre protozoários de água doce e de água salgada, quanto à ocorrência dos vacúolos pulsáteis. B) o que deve ocorrer com um protozoário de água salgada, desprovido de vacúolo pulsátil, ao ser transferido para água destilada. 36. (MACKENZIE 2009)

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas I, II, III e IV da tabela acima. A) protozoário; vírus; anopheles; sim B) vírus; bactérias; aedes; não C) protozoário; vírus; anopheles; não D) protozoário; vírus; aedes; sim E) vírus; vírus; Aedes; sim 37. (PUCRS 2007) A malária é uma antiga inimiga da espécie humana que ainda hoje leva ao óbito mais de um milhão de pessoas ao redor do mundo. Os seres vivos apresentados na figura abaixo (em diferentes escalas) fazem parte do ciclo da malária.

As expressões que correspondem, respectivamente, aos números I, II e III estão reunidas em: A) I – Aedes sp. II – reservatório III – Plasmodium falciparum B) I – Aedes sp. II – vetor III – Plasmodium falciparum C) I – Anopheles sp. II – vetor III – Trypanossoma cruzi D) I – Anopheles sp. II – vetor III – Plasmodium falciparum E) I – Anopheles sp. II – reservatório III – Trypanossoma cruzi 38. (UFMG 2009) Se ingerirem alimentos contaminados por fezes de gatos portadores do Toxoplasma gondii, as mulheres grávidas podem transmitir esse agente ao filho. Considerando-se essas informações e outros conhecimentos sobre o assunto, é INCORRETO afirmar que a toxoplasmose assim transmitida se inclui no grupo das doenças A) congênitas. B) genéticas. C) infecciosas. D) parasitárias. 39. (PUCSP) O vírus HIV e o protozoário Plasmodium utilizam elementos do sangue para realizar seus ciclos de vida.

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A) Em que elementos ou componentes do sangue se reproduzem, respectivamente, o HIV e o Plasmodium? B) De que forma o homem adquire as formas infestantes desses dois agentes etiológicos? 40. (PUCSP) O gráfico abaixo tem relação com o ciclo de um protozoário parasita pertencente ao gênero Plasmodium. Nele, são mostradas as variações de temperatura corpórea em função do tempo de pessoas infectadas pelo parasita:

E) procede, pois a doença de Chagas é causada por um vírus transmitido por contato sexual ou por transfusão sangüínea. REINO FUNGI Os fungos são organismos heterotróficos que, tempos atrás, foram considerados plantas primitivas ou degeneradas, sem clorofila. Hoje sabe-se que os fungos são mais relacionados com os animais do que com as plantas. I. CARACTERÍSTICAS GERAIS Eles são organismos eucarióticos que podem ser unicelulares ou pluricelulares e são popularmente conhecidos como mofos, bolores e cogumelos. Suas células apresentam um polissacarídeo estrutural chamado de quitina que entra na composição da parede célula. Nesse aspecto se assemelham com os animais, uma vez que os artrópodes (ex. barata, escorpião, gafanhoto, etc) também empregam esse mesmo material na composição de seus exoesqueletos. Uma outra característica que os faz se aproximarem dos animais é a substância empregada como reserva energética: o glicogênio, a mesma que é empregada pelos animais. II. ESTRUTURA DOS FUNGOS A maioria é formada por um emaranhado de filamentos, as hifas, cujo conjunto chama-se micélio. Nos grupos mais simples, a hifa é formada por uma massa de citoplasma plurinucleada, denominada hifa cenocítica (ceno = comum; cito = célula). Os fungos mais complexos apresentam septos entre as células. Esses septos, no entanto, são perfurados, de modo que haja um constante fluxo de citoplasma na hifa. Isto facilita a distribuição de substâncias pelo fungo. Alguns fungos possuem estruturas reprodutoras, os corpos frutíferos ou de frutificação, que é parte dos fungos visível acima do solo, chamada cogumelo.

As setas no gráfico indicam o momento em que uma das formas de vida desse parasita A) entrou na circulação por meio da picada de um inseto infectado. B) apresentou alta taxa de reprodução no fígado. C) apresentou alta taxa de reprodução nas fibras cardíacas. D) foi liberada no sangue, após o rompimento de hemácias. E) causou sérias lesões no intestino. 41. (FUVEST) Uma pessoa pretende processar um hospital com o argumento de que a doença de Chagas, da qual é portadora, foi ali adquirida em uma transfusão de sangue. A acusação: A) não procede, pois a doença de Chagas é causada por um verme platelminto que se adquire em lagoas. B) não procede, pois a doença de Chagas é causada por um protozoário transmitido pela picada de mosquitos. C) não procede, pois a doença de Chagas resulta de uma malformação cardíaca congênita. D) procede, pois a doença de Chagas é causada por um protozoário que vive no sangue.

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Um fungo pode apresentar hifas do tipo cenocítica ou septada, os dois tipos não podem ser encontrados em um único fungo.

degradam moléculas orgânicas complexas (macromoléculas) em moléculas menores e que são, então, absorvidas. O fungo é formado por um conjunto de hifas (micélio), capazes de absorver substâncias orgânicas simples do solo ou de outros seres vivos. Quanto às substâncias que o fungo utiliza como alimento, eles podem ser classificados em saprofágicos, quando se alimentam de matéria orgânica em decomposição, ou em parasitas, quando a fonte de alimento é a matéria orgânica viva. Eles podem utilizar duas estratégia de obtenção de energia: a respiração celular, onde moléculas de glicose são degradadas total a gás carbônico e água ou a fermentação, onde moléculas de glicose são degradadas incompletamente e resultam na liberação de gás carbônico e dependendo do tipo de fermentação, álcool etílico, ácido láctico ou ácido acético. IV. IMPORTÂNCIA ECOLÓGICA LÍQUENS E MICORRIZAS Os fungos podem estabelecer associações íntimas e permanentes com outros organismos, chamadas liquens e micorrizas. Em ambos os tipos, os dois organismos são beneficiados. A troca de benefícios é tão profunda que a sobrevivência isolada dos associados fica comprometida. Quando isso acontece, a associação é classificada como mutualismo ou simbiose mutualística. LÍQUENS São associações entre um fungo e uma alga ou uma cianobactéria. O fungo produz um ácido que desagrega as rochas e, através de suas hifas, absorve água e sais minerais do solo, fornecendo – os à alga. A alga produz matéria orgânica por fotossíntese, fornecendo-a ao fungo. Os liquens associados a cianobactérias podem até aproveitar o nitrogênio do ar como nutriente. A reprodução dos liquens é assexuada, realizada por meio de pequenos fragmentos — os sorédios — que podem ser levados a lugares distantes pelo vento. Os liquens resistem a temperaturas extremas e à falta de água. Por isso, são comumente encontrados em rochas expostas ao sol, no gelo, em desertos e em solos nus — onde freqüentemente são os primeiros seres vivos a se instalarem, sendo, por isso, chamados de seres pioneiros. Com isso, eles criam condições para que outros seres vivos instalem-se

III. CLASSIFICAÇÃO DOS FUNGOS

III. NUTRIÇÃO A nutrição é heterotrófica por absorção de moléculas orgânicas simples, que podem ser originadas de uma digestão extracorpórea realizada pelo próprio fungo: o fungo lança no ambiente enzimas digestivas, que

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no local, permitindo o desenvolvimento de uma comunidade. MICORRIZAS As micorrizas (mico= fungo; rizo= raiz) são associações mutualísticas entre fungos e raízes de plantas. As hifas do fungo envolvem as raízes das plantas ou então chegam a penetrar em suas células. O fungo aumenta a superfície de absorção de água e sais minerais das raízes, além de converter certos sais minerais em formas que são mais facilmente absorvidas pelas plantas. Em troca, a planta fornece substâncias orgânicas ao fungo. Em geral, as plantas não crescem tão bem e, às vezes, até morrem se forem privadas da associação com o fungo, principalmente em solos pobres em sais minerais.

VI. IMPORTÂNCIA DOS FUNGOS

ECONÔMICA

Indivíduos do gênero Penicillium, por exemplo, são capazes de produzir substâncias que agem no sentido de combater determinadas bactérias, como as causadoras da tuberculose, sífilis, meningite e gonorreia. Esta descoberta em 1928 por Alexandre Fleming é considerada pelos médicos mais antigos como o maior milagre da medicina, já que foi capaz de tratar diversas doenças que, até então, eram consideradas incuráveis. Já espécies pertencentes ao gênero Aspergillius podem auxiliar na fabricação de progesterona e de ácido cítrico; e na confecção de determinados tipos de queijo, como os Roquefort e Camembert. Graças a este grupo, o saquê, missô e tofu puderam fazer parte do cardápio de diversas pessoas no mundo. Champignons, bastante apreciados na culinária, inclusive na cozinha vegetariana, pertencem ao gênero Agaricus e são bastante ricos em proteínas. Leveduras, fungos unicelulares, podem ser úteis na fabricação de bebidas alcoólicas, como cervejas e vinhos (gênero Saccharomyces), e também nos processos de panificação, provocando o aumento da massa de pães. EXERCÍCIOS PROPOSTOS 42. (UNESP 2008) No sistema de classificação de Lineu, os fungos eram considerados vegetais inferiores e compunham o mesmo grupo do qual faziam parte os musgos e as samambaias. Contudo, sistemas de classificação modernos colocam os fungos em um reino à parte, reino Fungi, que difere dos vegetais não apenas por não realizarem fotossíntese, mas também porque os fungos A) são procariontes, uni ou pluricelulares, enquanto os vegetais são eucariontes pluricelulares. B) são exclusivamente heterótrofos, enquanto os vegetais são autótrofos ou heterótrofos. C) não apresentam parede celular, enquanto todos os vegetais apresentam parede celular formada por celulose. D) têm o glicogênio como substância de reserva energética, enquanto nos vegetais a reserva energética é o amido. E) reproduzem-se apenas assexuadamente, enquanto nos vegetais ocorre reprodução sexuada ou assexuada.

As micorrizas consistem em associações estabelecidas entre raízes de plantas e fungos. É uma relação importante na agricultura porque aumenta a produtividade das plantas.

V. DECOMPOSIÇÃO DA MATÉRIA ORGÂNICA Juntamente com as bactérias heterotróficas, os fungos são os principais decompositores da biosfera. A decomposição da matéria orgânica incorporada nos organismo libera dióxido de carbono na biosfera e ao solo retornam compostos nitrogenados e outras substâncias que podem ser reutilizadas pelas e plantas e depois pelos animais. Assim os decompositores são tão necessários a continuidade da vida quanto os produtores.

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43. (UFC 2010) Em um pequeno experimento, um estudante montou algumas hortas contendo terra, folhas secas e madeira morta. Nestes locais ele plantou várias hortaliças. Com o passar do tempo, o estudante percebeu que pequenos cogumelos apareciam na madeira morta e nas folhas secas que estavam depositadas no chão. Temendo que isso pudesse matar as plantas, ele adicionou fungicida na horta matando apenas os fungos. Ao fazer isso, que consequência ocorrerá para as hortaliças? A) A quantidade de herbívoros que se alimentam das hortaliças aumentará. B) A disponibilidade de nutrientes para as hortaliças será menor. C) A umidade do solo onde as hortaliças ocorrem reduzirá. D) As folhas das hortaliças crescerão mais rapidamente. E) As hortaliças adquirirão resistência a fungos. 44. (UFRN 2005) - Uma das doenças do algodoeiro é provocada pelo acúmulo de micélios e esporos de um fungo do gênero Fusarium no interior dos vasos da planta, prejudicando o fluxo de seiva. Para o fungo, essas estruturas são importantes, pois estão relacionadas, respectivamente, com A) fixação e digestão. B) crescimento e reprodução. C) dispersão e toxicidade. D) armazenamento e respiração. 45. (UFRJ 2009) Os liquens são uma associação cooperativa entre fungos e algas. Tal associação permite que esses organismos habitem ambientes inóspitos tais como rochas nuas, onde não sobreviveriam independentemente. Os benefícios proporcionados pelo fungo para a alga podem incluir: proteção contra a dessecação e radiação excessiva, fixação e provisão de nutrientes minerais retirados do substrato. Explique por que a alga é fundamental para a sobrevivência do fungo nesse exemplo de associação cooperativa. 46. (UFRN) Um dos ingredientes utilizados para se fabricar pão é o fermento biológico, constituído de leveduras. No entanto, após ficar pronto, o pão pode vir a ser contaminado por organismos denominados Penicillium, que o deixam com manchas esverdeadas, denominadas bolor. As figuras abaixo representam esses dois organismos.

A) Com base nas figuras, a que reino pertencem os organismos nelas representados? Cite três características fundamentais para a inclusão desses organismos em tal reino. B) As leveduras são utilizadas na fabricação do pão, para fazê-lo crescer. Explique por que isso acontece. 47. (PUCRIO 2009) Quanto a indivíduos do Reino Fungi podemos afirmar que: A) podem produzir antibióticos e fazer fotossíntese. B) podem formar micorrizas e fazer fermentação C) são exclusivamente unicelulares e procariotos D) são autotróficos e pluricelulares E) são eucariotos e quimiossintéticos 48. (FUVEST) A membrana celular é impermeável à sacarose. No entanto, culturas de lêvedos conseguem crescer em meio com água e sacarose. Isso é possível porque: A) a célula de lêvedo fagocita as moléculas de sacarose e as digere graças às enzimas dos lisossomos. B) a célula de lêvedo elimina enzimas digestivas para o meio e absorve o produto da digestão. C) as células de lêvedo cresceriam mesmo sem a presença desse carboidrato ou de seus derivados. D) as células de lêvedo têm enzimas que carregam a sacarose para dentro da célula, onde ocorre a digestão. E) a sacarose se transforma em amido, por ação de enzimas do lêvedos, e entre as célula, onde é utilizada. 49. (FUVEST) As bananas mantidas à temperatura ambiente deterioram-se em conseqüência da proliferação de microorganismos. O mesmo não acontece com a bananada, conserva altamente açucarada, produzida com essas frutas. A) Explique, com base no transporte de substâncias através da membrana plasmática, por que bactérias

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e fungos não conseguem proliferar em conservas com alto teor de açúcar. B) Dê exemplo de outro método de conservação de alimentos que tenha por base o mesmo princípio fisiológico. 50. (UNICAMP 2004) O impressionante exército de argila de Xian, na China, enfrenta finalmente um inimigo. O oponente é um batalhão composto por mais de quarenta tipos de fungos, que ameaça a integridade dos 6000 guerreiros e cavalos moldados em tamanho natural. Os fungos que agora os atacam se alimentam da umidade provocada pela respiração das milhares de pessoas que visitam a atração a cada ano. A) Ao contrário do que está escrito no texto, a umidade não é suficiente para alimentar os fungos. Explique como os indivíduos do Reino Fungi se alimentam. B) Os fungos são encontrados em qualquer ambiente. Como se explica essa grande capacidade de disseminação? 51. (PUCRJ 2006) Líquens são considerados colonizadores de superfícies inóspitas porque são basicamente auto-suficientes em termos nutricionais. Isso se deve, entre outros, ao fato de os líquens serem compostos por uma associação entre: A) cianobactérias fotossintetizantes e fungos com grande capacidade de absorção de água e sais minerais. B) bactérias anaeróbias e fungos filamentosos com grande atividade fotossintetizante. C) vegetais fotossintetizantes e fungos com grande capacidade de absorção de água e sais minerais. D) bactérias anaeróbias heterotróficas cianobactérias que fazem fotossíntese. e

se utilizava o fungo 'Saccharomyces cerevisiae', um anaeróbio facultativo. Professor Astrogildo apontou dois barris que estavam no galpão da fábrica, reproduzidos no esquema a seguir.

Considerando que ambos contêm todos os ingredientes para a produção de cerveja, a formação de álcool ocorre no barril A) II, onde a glicose não é totalmente oxidada. B) I, onde há um maior consumo de oxigênio. C) II, onde a pressão do oxigênio é maior. D) I, onde a glicose será degradada a ácido pirúvico.

GABARITO 01. C 06. C 02. B 07. D 03. E 08. C 04. DIS 05. D 09. A 14. D 10. DIS 15. B 20. DIS 25. D 30. D

11. DIS 12. DIS 13. B

16. DIS 17. DIS 18. DIS 19. A 21. B 26. B 31. C 36. D 41. D 22. DIS 23. C 27. E 32. C 37. D 42. D 28. C 33. C 38. B 43. B 48. B 24. A 29. D

34. DIS 35. DIS 39. DIS 40. D 44. B 45. DIS

46. DIS 47. B 51. A 52. A

49. DIS 50. DIS

E) protistas heterotróficos por absorção e protistas autotróficos por fotossíntese. 52. (UFRN) Após algum tempo, professor Astrogildo chamou a turma de volta ao ônibus, pois ainda iriam visitar uma fábrica de cerveja que ficava no caminho. Na fábrica, um funcionário explicou todo o processo de produção da cerveja, ressaltando que, para isso,

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