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BIOLOGIA

CURSINHO DO DCE UFRN 2012|BIOQUÍMICA CELULAR 1

COMPONENTES DA CÉLULA

A célula apresenta uma constituição complexa e
diversificada. De forma geral, é constituída por
componentes inorgânicos: água e sais minerais; e
compostos orgânicos, tais como: carboidratos, lipídios,
aminoácidos, proteínas, enzimas, ácidos nucléicos e
vitaminas.
Vamos começar nosso estudo pela
substância mais abundante, a água.

I. ÁGUA E SAIS MINERAIS

É o componente químico mais abundante da matéria
viva. Como substância, a água pura é incolor, insípida e
inodora. Na natureza não existe água pura, devido à sua
capacidade de dissolver quase todos os elementos e
compostos químicos. A água que encontramos nos rios
ou em poços profundos contém várias substâncias
dissolvidas, como o zinco, o magnésio, o cálcio e
elementos radioativos. Apesar de ser um composto
bastante simples, formado de dois átomos de hidrogênio
e um de oxigênio (H2O), a água é um nutriente essencial
para a manutenção da vida, estima-se que ela perfaça
cerca de 70% da composição química dos seres vivos.

II.

COMPOSIÇÃO

QUÍMICA

E

ESTRUTURA MOLECULAR

PONTES DE HIDROGÊNIO

Tipo de interação molecular que ocorre quando o
elemento químico hidrogênio encontra-se ligado a um
dos três elementos químicos mais eletronegativos (F, O,
N) e o tal elemento está ligado também, a outro átomo
de elemento pouco eletronegativo. A água é uma
substância polar de geometria angular. Na água líquida
as moléculas de água fazem e desfazem pontes de
hidrogênio a todo momento, nesse estado elas são
capazes de realizar três pontes de hidrogênio, já no
estado sólido as pontes de hidrogênio são em número de
quatro, o que confere a sua estrutura cristalina.

III. PROPRIEDADES DA ÁGUA

1. Coesão; Propriedade na qual, a água mantém suas
moléculas fortemente unidas devido às pontes (ligações)
de hidrogênio.

2. Adesão; É a capacidade que a água tem de se unir a
outras substâncias polares.

3. Tensão Superficial; Ocorre quando a água se
comporta como uma película elástica.

4. Capilaridade; propriedade da água, em que ela
percorre por tubos relativamente finos denominados
capilares.

5. Meio de Transporte de Moléculas; várias
substâncias que são necessárias ao metabolismo celular
são transportadas, no interior das células pela água.

6. Regulação Térmica; a água líquida, devido a sua
grande capacidade calorífica (1 cal/g ºC), pode
armazenar grande quantidade de energia calorífica sem
modificar muito sua temperatura. Esta propriedade da
água permite que grandes quantidades de água não

Á água é uma substância polar.

A capilaridade decorre do fato das moléculas de água
realizarem pontes de hidrogênio e se aderirem a determinadas
superfícies.

Insetos sobre a película de água.

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aqueçam nem resfriem com muita rapidez, e, em
conseqüência, protege aos seres vivos das mudanças
bruscas de temperatura. A água apresenta um alto calor
específico
, uma vez que necessita de muita energia
para ter a sua temperatura elevada.

7. Poder de Dissolução; a água é capaz de dissolver a
maioria das substâncias (polares), devido a isso, ela é
considerada um solvente universal.

IV. VARIAÇÃO DA TAXA DE ÁGUA
NOS ORGANISMOS

A água varia nos seres vivos de acordo com alguns
critérios.

1. Idade; a água varia com a idade numa proporção
inversa, exceto nas plantas.

2. Espécie; no homem adulto a água representa 60% do
peso do corpo, em alguns fungos, 83% do peso é água,
já em cnidários como as águas-vivas, encontramos 96%
dessa substância.

3. Atividade metabólica de tecido; a água varia de
acordo com a atividade metabólica numa proporção
direta.

V. SAIS MINERAIS

Alguns minerais como sódio, potássio, cálcio, fósforo,
cloro e magnésio são considerados macronutrientes por
serem necessários em grande quantidade ao organismo
(100 mg/dia ou mais) e são chamados de
macrominerais. Outros, micronutrientes, como ferro,
zinco, cobre, manganês, molibdênio, selênio, iodo e
flúor, necessários ao organismo em pequenas
quantidades, são chamados microminerais. Os sais
minerais, na matéria viva, são encontrados sob três
formas principais, geralmente reversíveis:

Cristalina ou molecular: o cálcio e o fósforo
são encontrados sob este tipo de forma nos
ossos.

Iônica: podem formar soluções verdadeiras,
encontrando-se sob a forma de iontes nos
líquidos. Os mais comuns são Cl-, HCO3-, CO3--
e fosfatos, entre os ânions, e Na+, K+, Ca++ e
Mg++, entre os cátions.

Orgânica: Fe na hemoglobina e nos
citocromos, P no DNA, ATP, fosfolipídeos, etc.

Todos os sais minerais das células e tecidos provém da
ingestão de alimentos ou da absorção do solo ou das
águas salgadas e doces. Os sais minerais podem atuar
em funções diversas e importantes nos seres vivos.
Vejamos alguns exemplos:

Cálcio (Ca); constitui um dos principais componentes de
ossos e dentes, atua nos mecanismos de coagulação
sanguínea e é necessário à contração muscular.

Ferro (Fe); é necessário à síntese da hemoglobina,
proteína presente nas hemácias que possui a função de
transporte do oxigênio às células.

Fósforo (P); Entra na composição química dos ossos e
dentes e é útil a síntese do ATP e dos ácidos nucléicos
(DNA e RNA).

Iodo (I); essencial para a formação dos hormônios da
glândula tireóide. Esses hormônios aceleram o
metabolismo celular e tem papel importante no
crescimento e desenvolvimento normal do organismo.

Sódio e Potássio (Na e K); atuam na manutenção do
equilíbrio osmótico e também nos mecanismos de
transmissão dos impulsos nervosos.

Flúor (F); entra na composição química dos dentes,
participando do processo de mineralização do esmalte
do dente.

Magnésio (Mg); nos vegetais é essencial para a
produção das moléculas de clorofila. Serve como
ativador de diversas enzimas, também atua no bom
funcionamento do sistema nervoso e muscular.

Cloro (Cl); forma o ácido clorídrico no estômago, onde
ocorre a primeira etapa da digestão de proteínas.

A água dissolve facilmente a estrutura cristalina do NaCl, o sal
de cozinha.

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EXERCÍCIOS PROPOSTOS

01. (UFPE 2007) A água é a substância mais
abundante da célula viva. Sua importância está ligada
desde a própria origem dos seres vivos, como sua
autoconservação, auto-regulação e reprodução. A água
é tão importante que os gregos antigos consideravam-
na como um dos elementos fundamentais da matéria.
Analise e conclua, dentre as propriedades abaixo
apresentadas, as que lhe conferem essa versatilidade.

A) Calor específico: por apresentar baixo calor
específico, evita a elevação da temperatura dos
organismos.
B) Solvente universal: os reagentes químicos contidos
nas células estão dissolvidos em água, e as reações
químicas celulares ocorrem em meio aquoso.
C) Transporte: as plantas conseguem transportar a
água, que retiram do solo, até as suas folhas mais
altas, graças à capilaridade dos vasos do floema.
D) Tensão superficial: devido às altas forças de coesão
(atração entre moléculas de água e outras substâncias
polares hidrofóbicas) e adesão (atração das moléculas
de água entre si).
E) Estrutura molecular: a disposição dos átomos da
água é linear, sendo considerados moléculas apolares
com zonas positivas e negativas.

02. (FUVEST) A água, que constitui 70% do peso
corporal, é o solvente da célula por excelência. Qual
das seguintes propriedades da água contribui para sua
capacidade de dissolver compostos?

A) Pontes de hidrogênio entre a água e outras
moléculas.
B) Ligação covalente entre a água e os sais.
C) Ligações hidrofóbicas entre a água e os ácidos
graxos de cadeia longa.
D) Ausência completa de forças de interação.
E) Forças de van der Waals entre a água e outras
moléculas.

03. (UEPA 2009) O açaí é um fruto típico da região norte
do Brasil, cuja polpa é consumida pura ou com outros
ingredientes. Este produto da cultura amazônica é
conhecido mundialmente. O incremento da
comercialização e consumo do açaí, no mercado
brasileiro e mundial, estimulou o estudo da composição
química do produto. Foram analisados os nutrientes
inorgânicos e orgânicos desse alimento, demonstrando
assim a importância nutricional do seu consumo. O açaí
apresenta em sua composição elementos como:
Potássio, Cálcio, Magnésio, Ferro, Zinco, Fósforo e
outros.

A partir das informações do Texto, é correto afirmar que:

I.O açaí fornece mineral que entra na composição dos
hormônios tireoidianos.
II. Um dos elementos inorgânicos participa na estrutura
dos ácidos nucléicos e moléculas de ATP.
III. A formação da hemoglobina pode ser beneficiada
diretamente pela ingestão do açaí.
IV. O consumo beneficia ossos e dentes, aumentando a
rigidez.
De acordo com as afirmativas acima, a alternativa
correta é:

A) I, II, III e IV

B) I, II e IV

C) II, III e IV

D) I, II e III

E) II e III

04. (PUCPR 2009) Os sais minerais, encontrados nos
mais variados alimentos, desempenham função
importante na saúde do homem, podendo estar
dissolvidos na forma de íons nos líquidos corporais,
formando cristais encontrados no esqueleto, ou ainda
combinados com moléculas orgânicas.

A alternativa que relaciona CORRETAMENTE o sal
mineral com sua função no organismo é:
A) K – participa dos hormônios da tireóide.
B) Fe – constitui, juntamente com o Ca, o tecido ósseo e
os dentes.
C) P – participa da constituição da hemoglobina, proteína
encontrada nas hemácias.
D) Cl – fortalece os ossos e os dentes e previne as
cáries.
E) Ca – auxilia na coagulação sangüínea.

CARBOIDRATOS

Os carboidratos são substâncias orgânicas também
chamadas de hidratos de carbono ou ainda
sacarídeos. Eles possuem dois papéis bioquímicos
principais:

1. São fontes de energia que podem ser utilizada pelas
células
2. Podem atuar fornecendo suporte estrutural às células.

Como veremos a seguir existem quatro categorias
importantes de carboidratos.

I. CLASSIFICAÇÃO DOS CARBOIDRATOS

MONOSSACARÍDEOS

Carboidratos que não podem ser hidrolisados. São
exemplos a glicose, frutose e galactose, com 6 carbonos
e a ribose e desoxirribose, com 5 carbonos. A glicose é o
produto final da digestão dos açúcares no organismo;
resultado da "quebra" de carboidratos mais complexos

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(polissacarídeos) encontrados nos cereais, frutas e
hortaliças. É rapidamente absorvida, sendo utilizada
como fonte de energia imediata ou armazenada no
fígado e no músculo na forma de glicogênio muscular.

PRINCIPAIS MONOSSACARÍDEOS

Pentoses: Apresentam formula (C5H10O5) e
compreendem a ribose e a desoxirribose,
encontradas nos ácidos nucléicos, moléculas
fundamentais da genética molecular.

1. Desoxirribose: É a pentose que entra na
constituição do ácido desoxirribonucléico (DNA) que
apresenta os genes, elementos responsáveis pelas
características genéticas dos organismos.

2. Ribose: É a molécula integrante dos ácidos
ribonucléicos, que atuam no processo de síntese
proteínas.

3. Hexoses: Com seis átomos de carbono,
possuem a fórmula geral (C6H12O6) desempenhado
funções fisiológicas de importância fundamental.
Citamos: a glicose, frutose e galactose.

Glicose: é usada na alimentação (na
fabricação de doces, balas, etc.). É também
chamada de "açúcar do sangue", pois é o
açúcar mais simples que circula em nossas
veias. No sangue humano, a sua concentração
é mantida entre 80 e 120 mg por 100 ml, pela
ação de hormônios secretados pelo pâncreas.

Frutose: é encontrada principalmente nas
frutas e no mel. É o mais doce dos açúcares
simples. Fornece energia de forma gradativa
por ser absorvida lentamente, o que evita que
a concentração de açúcar no sangue (glicemia)
aumente muito depressa.

Galactose: é oriunda da lactose (um
dissacarídeo) quando combinada com a
glicose. No fígado, é transformada em glicose
para fornecer energia.

OLIGOSSACARÍDEOS

Os oligossacarídeos ou açúcares pequenos são
carboidratos constituídos de duas a dez moléculas de
monossacarídeos. Interessa-nos, aqui, apenas aqueles

formados por duas unidades de monossacarídeos,
também chamados dissacarídeos.

Dissacarídeos: Ao serem hidrolisados produzem dois
monossacarídeos (iguais ou diferentes).

Sacarose: é o açúcar mais comum, o açúcar
de mesa, formado por glicose e frutose. Por
ser de rápida absorção e metabolização,
provoca o aumento da glicemia e fornece
energia imediata para a atividade física. Na
digestão resulta em uma molécula de glicose e
outra de frutose.

Maltose: A maltose é formada por duas
moléculas de glicose, e é o resultado da
quebra do amido presente nos cereais em fase
de germinação e nos derivados do malte.

Lactose: é composta por glicose e galactose,
e é encontrada no leite. É considerado o
açúcar menos doce.

POLISSACARÍDEOS

Apresentam fórmula geral igual a (C6H10O5)n sendo
macromoléculas formadas pela junção de muitos
monossacarídeos, alguns podendo apresentar átomos
de Nitrogênio, Fósforo e Enxofre.

Amido: É a substância de reserva das plantas,
sendo encontrado em grandes proporções em
certos caules, como o da batata, em certas
raízes como a da mandioca e em sementes
como o milho. É destituído de sabor, tendo
papel energético

Celulose: É o mais abundante polissacarídeo
da natureza, suas moléculas filamentosas e
altamente resistentes é o principal componente
estrutural das paredes celulares das células
vegetais. As folhas do papel que você lê esse

Os dissacarídeos são os mais importantes oligossacarídeos.

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Dois hormônios regulam a concentração de açúcar
no sangue: a insulina responsável por estimular a
absorção de glicose pelas células e o glucagon que
estimula as células hepáticas a degraderam o
glicogênio a ser liberado na corrente sanguínea

texto são constituídas por moléculas de
celulose.

Glicogênio: É o polissacarídeo de reserva
energética dos animais, e também dos fungos,
sendo formada por pelo menos 30.000
moléculas de glicose. Nos animais esse
polissacarídeo é armazenado principalmente
no fígado, mas também é encontrado nos
músculos. A função do glicogênio nos animais
é análoga à função do amido nas plantas.
Quando a taxa de glicose diminui no sangue,
as células do fígado hidrolisam o glicogênio,
liberando no sangue moléculas de glicose que
podem ser transportadas para todas as células
do corpo.

Quitina: É um polissacarídeo muito
semelhante à celulose, diferindo desta por
apresentar em sua composição química
átomos de Nitrogênio. A quitina faz parte da
constituição do exoesqueleto dos artrópodes e
também das paredes celulares dos fungos.

Os dissacarídeos, oligossacarídeos e
polissacarídeos constroem-se a partir de
monossacarídeos covalentemente ligados por
reações de condensação denominadas de
ligações glicosídicas. Reações de
condensação são aquelas em que a união de
duas moléculas resultam na liberação de uma
molécula de água

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

05. (ENEM 2007) Ao beber uma solução de glicose
(C6H12O6), um corta- cana ingere uma substância
A) que, ao ser degradada pelo organismo, produz
energia que pode ser usada para movimentar o corpo.
B) inflamável que, queimada pelo organismo, produz
água para manter a hidratação das células.
C) insolúvel em água, o que aumenta a retenção de
líquidos pelo organismo.
D) que eleva a taxa de açúcar no sangue e é
armazenada na célula, o que restabelece o teor de
oxigênio no organismo.
E) de sabor adocicado que, utilizada na respiração
celular, fornece CO2 para manter estável a taxa de
carbono na atmosfera.

06. (FUVEST 2008) A quitina e a celulose têm estruturas
químicas semelhantes. Que funções essas substâncias
têm em comum nos organismos em que estão
presentes?

07. (ENEM) O metabolismo dos carboidratos é
fundamental para o ser humano, pois a partir desses
compostos orgânicos obtém-se grande parte da energia
para as funções vitais. Por outro lado, desequilíbrios
nesse processo podem provocar hiperglicemia ou
diabetes. O caminho do açúcar no organismo inicia-se
com a ingestão de carboidratos que, chegando ao

A quitina é um polissacarídeo que fornece suporte
estrutural aos exoesqueletos dos artrópodes.

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intestino, sofrem a ação de enzimas, “quebrando-se” em
moléculas menores (glicose, por exemplo) que serão
absorvidas. A insulina, hormônio produzido no pâncreas,
é responsável por facilitar a entrada da glicose nas
células. Se uma pessoa produz pouca insulina, ou se
sua ação está diminuída, dificilmente a glicose pode
entrar na célula e ser consumida. Com base nessas
informações, pode-se concluir que:

A) o papel realizado pelas enzimas pode ser diretamente
substituído pelo hormônio insulina.
B) a insulina produzida pelo pâncreas tem um papel
enzimático sobre as moléculas de açúcar.
C) o acúmulo de glicose no sangue é provocado pelo
aumento da ação da insulina, levando o indivíduo a um
quadro clínico de hiperglicemia.
D) a diminuição da insulina circulante provoca um
acúmulo de glicose no sangue.
E) O principal papel da insulina é manter o nível de
glicose suficientemente alto, evitando, assim um quadro
clínico de diabetes.

08. (UFL) Em laboratório, foram purificadas quatro
substâncias diferentes, cujas características são dadas a
seguir:

A. Polissacarídeo de reserva encontrado em grande
quantidade no fígado de vaca.
B. Polissacarídeo estrutural encontrado em grande
quantidade na parede celular de células vegetais.
C. Polímero de nucleotídeos compostos por ribose e
encontrado no citoplasma.
D. Polímero de aminoácidos com alto poder catalítico.

As substâncias A, B, C e D são, respectivamente:
A) glicogênio, celulose, RNA, proteína.
B) amido, celulose, RNA, quitina.
C) amido, pectina, RNA, proteína.
D) glicogênio, hemicelulose, DNA, vitamina.
E) glicogênio, celulose, DNA, vitamina.

09. (UNIFESP) Uma dieta com consumo adequado de
carboidratos, além de prover energia para o corpo, ainda
proporciona um efeito de "preservação das proteínas". A
afirmação está correta porque:

A) os carboidratos, armazenados sob a forma de gordura
corpórea, constituem uma barreira protetora das
proteínas armazenadas nos músculos.
B) se as reservas de carboidratos estiverem reduzidas,
vias metabólicas sintetizarão glicose a partir de
proteínas.

C) as enzimas que quebram os carboidratos
interrompem a ação de outras enzimas que desnaturam
proteínas.
D) o nitrogênio presente nos aminoácidos das proteínas
não pode ser inativado em presença de carboidratos.
E) a energia liberada pela quebra de carboidratos
desnatura enzimas que degradam proteínas.

10. (UFRN) A glicose é muito importante para o
processo de produção de energia na célula. Entretanto, o
organismo armazena energia, principalmente sob a
forma de gordura. Uma das vantagens de a célula
acumular gordura em vez de açúcar é o fato de os
lipídeos

A) apresentarem mais átomos de carbono.
B) serem moléculas mais energéticas.
C) produzirem mais colesterol.
D) serem mais difíceis de digerir.

11. (UFPEL) Durante muito tempo acreditou-se que os
carboidratos tinham funções apenas energéticas para
os organismos. O avanço do estudo desses compostos,
porém, permitiu descobrir outros eventos biológicos
relacionados aos carboidratos. Baseado no texto e em
seus conhecimentos é INCORRETO afirmar que:

A) os carboidratos são fundamentais no processo de
transcrição e replicação, pois participam da estrutura
dos ácidos nucléicos.
B) os carboidratos são importantes no reconhecimento
celular, pois estão presentes externamente na
membrana plasmática, onde eles formam o glicocálix.
C) os triglicérides ou triacilglicerídeos, carboidratos
importantes como reserva energética, são formados
por carbono, hidrogênio e oxigênio.
D) tanto quitina, que forma a carapaça dos artrópodes,
quanto a celulose, que participa da formação da parede
celular, são tipos de carboidratos.
E) o amido, encontrado nas plantas, e o glicogênio,
encontrado nos fungos e animais, são exemplos de
carboidratos e têm como função a reserva de energia.

12. (UNESP) Os açúcares complexos, resultantes da
união de muitos monossacarídeos, são denominados
polissacarídeos.

A) Cite dois polissacarídeos de reserva energética,
sendo um de origem animal e outro de origem vegetal.

B) Indique um órgão animal e um órgão vegetal, onde
cada um destes açúcares pode ser encontrado.

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LIPÍDIOS

Os lipídios são substâncias orgânicas encontradas em
grandes quantidades nas células animais e vegetais.
Também conhecidos como gorduras os lipídios
geralmente são insolúveis em água, mais solúveis em
solventes orgânicos como o álcool, éter, benzeno e
clorofórmio. Possuem alto valor energético e constituem
uma importante reserva celular. Apresentam em sua
constituição átomos de Carbono (C), Hidrogênio (H) e
Oxigênio (O), e diferem dos carboidratos por
apresentarem menos átomos de oxigênio, podendo ter
na sua estrutura, além do ácido graxo e glicerol, átomos
de fósforo, colesterol, etc. Os lipídios aparecem com
muita freqüência na composição química dos seres vivos
em diferentes partes do corpo, como no tecido adiposo,
nas membranas celulares, na bainha de mielina dos
neurônios, como precursores de vitaminas e hormônios,
ceras impermeabilizantes nas superfícies de folhas e
frutos, etc.

I. PAPEL BIOLÓGICO DOS LIPÍDIOS

Os lipídios desempenham várias funções importantes
para os seres vivos, entre elas, a função de reserva
energética, realizada pelas gorduras nos animais e
pelos óleos nos vegetais. A função estrutural é
realizada pela cera nas folhas e nos frutos dos vegetais,
assim como os fosfolipídios nas membranas celulares.
As abelhas produzem cera utilizada na
impermeabilização das células da colméia, para
proteger o mel, o pólen e as larvas. Os animais
homeotérmicos (aves e mamíferos) dependem das
reservas de gordura para a manutenção da temperatura
corporal. O depósito de gordura nos animais ocorre no
tecido adiposo, localizado abaixo da pele. O depósito de
gordura no corpo humano sofre influência hormonal no
período da puberdade, diferenciando o sexo masculino,
com maior depósito de gordura na região abdominal, do
sexo feminino, que apresenta maior depósito de
gordura nas mamas e nas nádegas.

II. CLASSIFICAÇÃO DOS LIPÍDIOS

Glicerídeos: São ésteres formados pela junção de
ácidos graxos e um tipo de álcool, o glicerol. Em
temperatura ambiente, os glicerídeos podem ser
encontrados no estado sólido ou líquido, sendo
denominados respectivamente como gorduras e óleos.
Os glicerídeos podem ser utilizados pelos seres vivos
como reserva de energia para momentos de
necessidade, as plantas oleaginosas, por exemplo,
milho, soja, girassol entre outras podem armazenar nas

sementes óleo cuja função é alimentar o embrião
durante o seu desenvolvimento.

As aves e os mamíferos armazenam gordura em uma
camada abaixo da pele, essa gordura tanto pode servir
como reserva energética, como isolante térmico.

Cerídeos: As ceras
são

substâncias
formadas por uma
molécula de álcool
diferente do glicerol
unida a um ou mais
moléculas de ácidos
graxos. As ceras são
altamente insolúveis
em água, sendo
utilizada por plantas e
animais. As folhas de
muitas plantas empregam a cera como um meio para
reduzir a perda de água por transpiração, já as abelhas
utilizam a cera para a construção de colméias.

Os animais podem utilizar os lipídios como um isolante
térmico contra o frio.

A semente do girassol é rica em óleos, que enzimaticamente
podem ser quebrados para liberar energia que é útil para o
desenvolvimento do embrião.

BIOLOGIA

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Os hormônios esteróides são responsáveis por conferir as
características sexuais femininas e masculinas, eles possuem
composição química lipídica.

Os fosfolípideos entram na composição química das
membranas celulares.

Esteróides: Constitui uma categoria especial de lipídios,
suas moléculas são compostas por átomos de carbono
interligados, formando quatro anéis carbônicos

Colesterol; É um dos esteróides mais
conhecidos, estando associado a doenças do
sistema cardiovascular, entretanto o colesterol
é um importante componente das membranas
celulares animais, sendo também um
importante precursor de hormônios esteróides,
como por exemplo, a progesterona e a
testosterona. Uma parte do colesterol é
produzida no fígado, outra vem da
alimentação, principalmente de carnes gordas,
ovos, leite e seus derivados. Há dois tipos de
colesterol: a fração LDL – sigla em inglês para
lipoproteínas de baixa densidade – e a fração
HDL – sigla em inglês para lipoproteínas de
alta densidade. O HDL é o chamado bom
colesterol, uma vez que protege as artérias. Já
o LDL é considerado o grande vilão, pois pode
causar problemas ao organismo quando suas
taxas na corrente sangüínea são elevadas. Em
níveis altos, o LDL tende a se acumular nas
paredes das artérias, favorecendo sua
obstrução. Passa, então, a ser fator de risco de
doenças cardíacas.

Fosfolipídios; Além dos átomos de Carbono,
Hidrogênio e Oxigênio, apresentam átomos de
Fósforo, sendo um dos principais constituintes das
membranas celulares. A molécula dos fosfolipídios

lembra um palito de fósforo, com uma “cabeça”

eletricamente carregada e uma haste sem carga

elétrica, constituída por duas “caudas” de ácido

graxo.

A carnaúba, palmeira típica da Região Nordeste do Brasil,
apresenta muitas utilidades. A cera extraída da folha é que
apresenta maior diversidade de uso. Enquanto o tronco é
utilizado na Construção Civil e a polpa da fruta, para fazer
farinha, a cera é utilizada na indústria alimentícia, na
fabricação de produtos farmacêuticos e de cosméticos, na
confecção de chips e códigos de barras, participando ainda
da composição de lubrificantes e vernizes.

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EXERCÍCIOS PROPOSTOS

13. (UCPEL) Os lipídeos são moléculas apolares que
não se dissolvem em solventes polares como a água.
Com relação aos lipídeos, podemos afirmar que:

I. São moléculas ideais para o armazenamento de
energia por longos períodos.
II. Importantes componentes de todas as membranas
celulares.
III. Estão diretamente ligados à síntese de proteínas
IV. Servem como fonte primária de energia.
V. A cutina, a suberina e a celulose são exemplos de
lipídeos.

A(s) alternativa(s) correta(s) é(são):
A) I, IV e V

B) I e III

C) II e IV

D) I e II

14. (UFRN 2005) Embora seja visto como um vilão, o
colesterol é muito importante para o organismo humano
porque ele é
A) precursor da síntese de testosterona e progesterona.
B) agente oxidante dos carboidratos.
C) responsável pela resistência de cartilagens e tendões.
D) co-fator das reações biológicas.

15. (UFRN 2004) A obesidade pode levar ao acúmulo de
lipídeos no interior dos vasos, prejudicando a circulação
do sangue. No entanto, a presença de gordura é
fundamental na dieta, porque, entre outras funções, os
lipídeos contribuem diretamente para
A) o aumento da fermentação.
B) o início da síntese protéica.
C) a duplicação das cadeias de DNA.
D) a composição da membrana celular.

16. (UFRN 2005) O uso de óleos vegetais na preparação
de alimentos é recomendado para ajudar a manter baixo
o nível de colesterol no sangue. Isso ocorre porque
esses óleos
A) têm pouca quantidade de glicerol.
B) são pouco absorvidos no intestino.
C) são pobres em ácidos graxos saturados.
D) têm baixa solubilidade no líquido extracelular

17. (UNICAMP) Os lipídios têm papel importante na
estocagem de energia, estrutura de membranas
celulares, visão, controle hormonal, entre outros. São
exemplos de lipídios: fosfolipídios, esteróides e
carotenóides.

A) Como o organismo humano obtém os carotenóides?
Que relação têm com a visão?

B) A quais das funções citadas no texto acima os
esteróides estão relacionados? Cite um esteróide
importante para uma dessas funções.

C) Cite um local de estocagem de lipídios em animais e
um em vegetais.

18. (UFPA) Nos últimos anos, o açaí vem se destacando
no cenário nacional como uma bebida energética, muito
consumida por esportistas, principalmente halterofilistas,
que consomem grandes quantidades de calorias durante
os treinamentos. Seu alto valor calórico é devido a
elevado teores de lipídios. Além da função energética, os
lipídios são importantes por serem:

A) Substâncias inorgânicas que participam de reações
químicas mediadas por enzimas.
B) Moléculas orgânicas constituintes das membranas
celulares e que atuam como hormônios.
C) Peptídeos constituintes dos ácidos nucléicos.
D) Oligossacarídeos indispensáveis à formação da
membrana plasmática.
E) Compostos estruturais da parede celular vegetal.

19. (UFABC) Maravilha da Amazônia!
Alimento básico do nortista. Os índios comem com
farinha há milênios. Nos anos 1980, surfistas do sul
descobriram seu valor energético e nutritivo. Fala-se do
açaí, fruto do açaizeiro, uma palmeira que se espalha
pela Amazônia, mais nas margens dos rios. Sua fruta,
dizem os estudiosos, parece que foi criada em

laboratório sob encomenda da “geração saúde”.

Analise as Informações sobre a composição química e o
valor nutricional do açaí na tabela abaixo:

O açaí é um alimento de alto valor calórico. Os dados da
tabela permitem afirmar que essa propriedade deve-se à
presença de

A) proteínas, que são convertidas em energia.
B) açúcares, que favorecem a absorção de calor.
C) vitaminas, que aceleram a degradação das fibras
brutas.
D) minerais, que deixam resíduos quando submetidos à
combustão.
E) lipídeos, que geram energia por oxidação dos ácidos
graxos.

BIOLOGIA

CURSINHO DO DCE UFRN 2012|BIOQUÍMICA CELULAR 10

Os aminoácidos são as unidades monoméricas que formam
as proteínas. Todos eles possuem este arranjo
característico de seus átomos, diferindo apenas em seu
radical.

As ligações peptídicas unem os aminoácidos para formarem
as proteínas.

AMINOÁCIDOS

Aminoácidos são moléculas orgânicas formadas por
átomos de Carbono, Hidrogênio, Oxigênio e nitrogênio
unidos entre si de maneira característica. Alguns tipos de
aminoácidos contêm também átomos de Enxofre e
Fósforo que aparecem, portanto na composição das
proteínas. Os aminoácidos são as unidades básicas de
formação das proteínas

Já se conhece, na natureza, centenas de aminoácidos
diferentes, encontrados, principalmente, nos vegetais
superiores que representam uma grande fonte dessas
moléculas; porém apenas 20 tipos de aminoácidos,
normalmente, são obtidos nas hidrólises protéicas.
Alguns aminoácidos (não protéicos) dificilmente são
encontrados como constituintes das proteínas, mas
exercem funções importantes no metabolismo, Entre
eles estão a ornitina e a citrulina, intermediários
metabólicos no ciclo da uréia.

I. COMO SÃO FORMADAS AS PROTEÍNAS?

As proteínas são formadas por várias unidades de
aminoácidos, que se ligam entre si por meio de um tipo
de ligação covalente específica, denominada ligação
peptídica
. Ela se estabelece entre o grupo carboxila de
um aminoácido e o grupo amina do outros, é uma reação
de condensação uma vez que ocorre a liberação de uma
molécula de água.

II. PROTEÍNAS

São compostos orgânicos de alto peso molecular, sendo
formadas pelo encadeamento de aminoácidos.
Representam cerca de 50 a 80% do peso seco da célula
sendo, portanto, o composto orgânico mais abundante
de matéria viva. As proteínas são os componentes
químicos mais importantes do ponto de vista estrutural,
pois estão presentes em todas as partes da célula. São
também fundamentais no funcionamento dos

organismos, uma vez que o controle das reações
químicas depende das enzimas, que são moléculas de
proteína. Alguns hormônios também podem possuir
constituição protéica, como é o caso da insulina, que
atua na regulação dos níveis de açúcar no sangue

III. FUNÇÕES

As proteínas podem ser agrupadas em várias categorias
de acordo com a sua função. De uma maneira geral, as
proteínas desempenham nos seres vivos as seguintes
funções: estrutural, enzimática, hormonal, de defesa,
nutritiva, coagulação sangüínea e transporte.

1. Função estrutural - participam da estrutura dos
tecidos.

Colágeno; proteína de alta resistência,
encontrada na pele, nas cartilagens, nos ossos
e tendões.

Actina e Miosina; proteínas contráteis,
abundantes nos músculos, onde participam do
mecanismo da contração muscular,

Queratina: proteína impermeabilizante
encontrada na pele, no cabelo e nas unhas,
Evita a dessecação, a que contribui para a
adaptação do animal à vida terrestre.

Albumina; proteína mais abundante do
sangue, relacionada com a regulação osmótica
e com a viscosidade do plasma (porção líquida
do sangue),

BIOLOGIA

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A desnaturação resulta na perda da estrutura e
conseqüentemente da função da proteína.

Reações não catalisadas por enzimas requerem muito mais
energiam para serem processadas.

2. Função enzimática; as enzimas são fundamentais
como moléculas reguladoras das reações biológicas.
Dentre as proteínas com função enzimática podemos
citar como exemplo, as lipases - enzimas que
transformam os lipídios em suas unidades constituintes,
como os ácidos graxos e glicerol.

3. Função hormonal; muitos hormônios de nosso
organismo são de natureza protéica. Resumidamente,
podemos caracterizar os hormônios como substâncias
elaboradas pelas glândulas endócrinas e que, uma vez
lançadas no sangue, vão estimular ou inibir a atividade
de certos órgãos. É o caso do insulina, hormônio
produzido no pâncreas e que se relaciona com e
manutenção da glicemia (taxa de glicose no sangue).

4. Função de defesa; existem células no organismo
capazes de "reconhecer" proteínas "estranhas" que são
chamadas de antígenos. Na presença dos antígenos o
organismo produz proteínas de defesa, denominados
anticorpos. O anticorpo combina-se, quimicamente, com
o antígeno, de maneira a neutralizar seu efeito. A reação
antígeno-anticorpo é altamente específica, o que
significa que um determinado anticorpo neutraliza
apenas o antígeno responsável pela sua formação. Os
anticorpos são produzidos por certas células de corpo
(como os linfócitos, um dos tipos de glóbulo branco do
sangue).

5. Coagulação sangüínea; vários são os fatores da
coagulação que possuem natureza protéica, como por
exemplo: fibrinogênio, globulina anti-hemofílica, etc.

6. Transporte; pode-se citar como exemplo a
hemoglobina, proteína responsável pelo transporte de
oxigênio no sangue.

IV. DESNATURAÇÃO PROTÉICA

Diversos fatores, como calor, variação de pH, radiação e
algumas substâncias químicas (cátions de metais
pesados, álcool a 70 °GL), podem desestabilizar as
pontes de hidrogênio e outras ligações que mantêm a
forma das proteínas. Altera-se a estrutura terciária e,
eventualmente, a secundária. Desfazendo-se sua
estrutura espacial, a proteína perde suas propriedades
características e dizemos que ocorreu uma
desnaturação.

V. ENZIMAS

As enzimas são proteínas especializadas na catálise de
reações biológicas. Elas estão entre as biomoléculas
mais notáveis devido a sua extraordinária especificidade
e poder catalítico, que são muito superiores aos dos
catalisadores produzidos pelo homem. Praticamente
todas as reações que caracterizam o metabolismo
celular são catalisadas por enzimas. As enzimas
aceleram a velocidade das reações, mas não sofrem
alterações na sua estrutura molecular. Elas atuam
diminuindo a energia de ativação para que a reação
aconteça.

Com exceção de alguns RNAs (ribozimas) que são
catalisadores durante o seu próprio processamento,
todas as enzimas são proteínas. As enzimas possuem
atuação específica, atuando em uma ou em poucas
reações bioquímicas. A especificidade das enzimas é
explicada pelo fato de seus sítios ativos, que são os
locais da enzima em que se encaixam os seus
substratos serem altamente específicos para um
determinado substrato, assim como uma chave é para
uma fechadura.

BIOLOGIA

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Modelo chave-fechadura: as enzimas possuem sítios ativos
que possibilitam o encaixe perfeito das moléculas
substratos.

Modelo de ajuste induzido: leva em consideração o fato das
enzimas moldarem a sua conformação à do substrato,
assim as enzimas não são estáticas e conseguem alterar a
sua forma tridimensional.

Altas temperaturas podem ocasionar a desnaturação das
enzimas.

O ph influencia na atividade catalítica das enzimas

VI. MECANISMO DA REAÇÃO ENZIMÁTICA

As enzimas são extremamente específicas e atuam
sempre no mesmo tipo de reação. Os compostos sobre
os quais as enzimas agem são chamados de
substratos. A grande especificidade enzima-substrato
está relacionada à estrutura tridimensional de ambos. O
substrato liga-se a um sítio na enzima cuja forma
complementa sua própria forma, assim como um
cadeado e uma fechadura, assim, dessa forma essa
teoria da atividade enzimática ficou conhecida como

modelo chave-fechadura.

Esse modelo é nos dias de hoje, de interesse
principalmente histórico, uma vez que não leva em conta
uma propriedade importante das proteínas, ou seja, sua
flexibilidade conformacional.

O segundo, modelo de ajuste induzido leva em conta o
fato de as proteínas terem alguma flexibilidade
tridimensional. De acordo com o modelo, a ligação do
substrato induz uma mudança conformacional na
enzima, o que resulta em um encaixe complementar ao
substrato, a que ela está ligada.

VII. FATORES QUE AFETAM A ATIVIDADE
ENZIMÁTICA

1. Temperatura; dentro de certos limites, a velocidade
de uma reação enzimática aumenta proporcionalmente
com a elevação da temperatura, entretanto se for
ultrapassada certa temperatura limite, pode ocorrer a
redução da atividade enzimática ou até mesmo a
desnaturação da enzima.

2.. pH; as enzimas possuem uma faixa ótima de pH, onde
sua atividade catalítica é máxima, fora dessa faixa a
atividade catalítica da enzima é perturbada.

3. Concentração de substrato; o aumento na
concentração de substrato tende a aumentar a
velocidade da reação, entretanto a velocidade é
estabilizada quando todas as enzimas estão ocupadas
na catálise de um substrato

BIOLOGIA

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A velocidade da reação tende a se estabilizar com o
aumento na concentração de enzimas

Tipos de inibição enzimática.

A isoleucina controla a sua própria produção através da
retroalimentação negativa.

VIII. MECANISMOS DE INIBIÇÃO
ENZIMÁTICA

Diversos inibidores podem se ligar às enzimas,
diminuindo a velocidade das taxas de reação catalisadas
por elas. Alguns inibidores ocorrem naturalmente nas
células outros são artificiais. Alguns se ligam de maneira
irreversível às enzimas enquanto outros podem inibir
reversivelmente as enzimas.

1. Inibição Irreversível; os inibidores se ligam
covalentemente ao sítio ativo das enzimas inativando-as
permanentemente, ao destruir sua capacidade de
interagir com o substrato.

2. Inibição reversível; os inibidores se ligam de maneira
não covalente ao sítio ativo da enzima, impedindo a
atividade catalítica e aumentando o tempo para que uma
reação aconteça. Os inibidores podem ser competitivos,
quando competem pelo sítio ativo com o substrato
natural. Os inibidores também podem ser não-
competitivos, quando se ligam em um local diferente do
sítio ativo, mas, atrapalhando a atividade enzimática.

3. Inibição Alostérica; A mudança na forma da enzima
devido à ligação ao inibidor não-competitivo é um
exemplo de alosteria. O inibidor induz a proteína a mudar
a sua configuração tornando a enzima inativa. Esses
competidores podem ser moléculas produtos das
reações enzimática, assim esse mecanismos onde os
produtos da reação inibem a atividade das enzimas é
conhecido como inibição por feedback ou ainda
retroalimentação negativa. Um exemplo é o aminoácido
isoleucina, produzido na célula a partir de outro
aminoácido, a treonina.

Controles deste tipo ajudam o organismo a manter sua
composição química constante, isto é, contribuem para a
homeostase.

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

20. (UERJ) Um estudante recebeu um quebra-cabeça
que contém peças numeradas de 1 a 6, representando
partes de moléculas.

Para montar a estrutura de uma unidade fundamental de
uma proteína, ele deverá juntar três peças do jogo na
seguinte seqüência:
A) 1, 5 e 3

B) 1, 5 e 6

C) 4, 2 e 3

D) 4, 2 e 6

BIOLOGIA

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21. (UCSRS) Aminoácidos são considerados os blocos
de construção de proteínas. Distinguem-se aminoácidos
naturais, que são produzidos pelo organismo, e
aminoácidos essenciais, que têm de ser obtidos por meio
da alimentação. Se na dieta de um ser humano faltar um
aminoácido essencial, esse indivíduo passará a

A) transformar glicose em aminoácidos.
B) transformar ácidos graxos em aminoácidos.
C) apresentar sintomas de deficiência alimentar.
D) sintetizar esse aminoácido a partir de outros
aminoácidos

22. (UFRJ) A fenilcetonúria é uma doença que resulta de
um defeito na enzima fenilalanina hidroxilase, que
participa do catabolismo do aminoácido fenilalanina. A
falta de hidroxilase produz o acúmulo de fenilalanina
que, por transaminação, forma ácido fenilpirúvico.
Quando em excesso, o ácido fenilpirúvico provoca
retardamento mental severo. Por outro lado, o portador
desse defeito enzimático pode ter uma vida normal
desde que o defeito seja diagnosticado imediatamente
após o nascimento e que sua dieta seja controlada. A
fenilcetonúria é tão comum que mesmo nas latas de
refrigerantes dietéticos existe o aviso: "Este produto
contém fenilcetonúricos!".

Qual o principal cuidado a tomar com a dieta alimentar
de um portador desse defeito enzimático? Por quê?

23. (UFRN) Embora os seres vivos sejam diferentes
entre si, todos apresentam as quatro principais
macromoléculas biológicas. Em relação a cada uma
delas, é correto afirmar:

A) Lipídeos armazenam energia e participam do
processo de codificação gênica.
B) Proteínas aceleram a velocidade das reações e
possuem função estrutural.
C) Ácidos nucléicos participam nos processos de
expressão gênica e de defesa.
D) Vitaminas que possuem função energética.

24. (UFRN) Observe a charge que segue:

Os materiais citados nesta charge aumentam a proteção
da pele contra os problemas provocados pela radiação

solar, diminuindo também o risco do desenvolvimento de
câncer de pele. Mesmo que tais materiais não estejam
disponíveis, o nosso organismo ainda dispõe de um
mecanismo inato que protege a pele, produzindo
A) mielina.

B) serotonina.

C) melanina.

D) adrenalina.

25. (UFRN) Uma prática corriqueira na preparação de
comida é colocar um pouco de "leite" de mamão ou suco
de abacaxi para amaciar a carne. Hoje em dia, os
supermercados já vendem um amaciante de carne
industrializado.

A) Explique o amaciamento da carne promovido pelo
componente presente no mamão, no abacaxi ou no
amaciante industrializado e compare esse processo com
a digestão.

B) Se o amaciante, natural ou industrializado, for
adicionado durante o cozimento, qual será o efeito sobre
a carne? Por quê?

26. (UFRN 2003) A composição do leite de cada espécie
de mamífero é adequada às necessidades do respectivo
filhote. O gráfico a seguir apresenta a composição do
leite humano e do leite de uma espécie de macaco.

Considere dois filhotes de macaco: um alimentado com
leite de macaco e o outro com o mesmo volume de leite
humano. A partir da análise do gráfico, pode-se dizer que
o filhote de macaco que for alimentado com o mesmo
volume de leite humano provavelmente apresentará

A) deformidades ósseas. B) carência energética.
C) menor crescimento.

D) diarréias freqüentes.

27. (ENEM) O milho verde recém-colhido tem um sabor
adocicado. Já o milho verde comprado na feira, um ou
dois dias depois de colhido, não é mais tão doce, pois
cerca de 50% dos carboidratos responsáveis pelo sabor
adocicado são convertidos em amida nas primeiras 24
horas. Para preservar o sabor do milho verde pode-se
usar o seguinte procedimento em três etapas:

1º descascar e mergulhar as espigas em água fervente
por alguns minutos;
2º resfriá-las em água corrente;
3º conservá-las na geladeira.

BIOLOGIA

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A preservação do sabor original do milho verde pelo
procedimento descrito pode ser explicada pelo seguinte
argumento:

A) O choque térmico converte as proteínas do milho em
amido até a saturação; este ocupa o lugar do amido que
seria formado posteriormente.
B) A água fervente e o resfriamento impermeabilizam a
casca dos grãos de milho, impedindo a difusão do
oxigênio e a oxidação da glicose.
C) As enzimas responsáveis pela conversão desses
carboidratos em amido são desnaturadas pelo
tratamento com água quente.
D) Microrganismos que, ao retirarem nutrientes dos
grãos, convertem esses carboidratos em amido, são
destruídos pelo aquecimento.
E) O aquecimento desidrata os grãos de milho, alterando
o meio de dissolução onde ocorreria espontaneamente a
transformação desses carboidratos em amido.

28. (PUCRJ 2010) Atletas devem ter uma alimentação
rica em proteínas e carboidratos. Assim devem consumir
preferencialmente os seguintes tipos de alimentos,
respectivamente:

A) verduras e legumes pobres em amido
B) óleos vegetais e verduras
C) massas e derivados de leite
D) farináceos e carnes magras
E) carnes magras e massas

29. (UFMS 2010) As proteínas, formadas pela união de
aminoácidos, são componentes químicos fundamentais
na fisiologia e na estrutura celular dos organismos. Em
relação às proteínas, assinale a(s) proposição(ões)
correta(s).

1) O colágeno é a proteína menos abundante no corpo
humano apresentando forma globular como a maioria
das proteínas.

2) A ligação peptídica entre dois aminoácidos acontece
pela reação do grupo carboxila de um aminoácido com o
grupo amino de outro aminoácido.

4) A ptialina, enzima produzida pelas glândulas salivares,
atua na digestão de proteínas.

8) A anemia falciforme, causada por fatores nutricionais,
é atribuída ao rompimento das hemácias em função da
desnaturação da molécula protéica de hemoglobina em
decorrência do aumento da temperatura corporal.

16) A insulina, envolvida no metabolismo da glicose, é
um exemplo de hormônio protéico.

32) As proteínas caseína e albumina são encontradas no
leite e na clara do ovo, respectivamente.

30. (ESTÁCIO DE SÁ 2006) A febre é sinal de que o
organismo de uma pessoa está reagindo à infecção
provocada por algum microorganismo. No entanto, deve-
se evitar que a temperatura corporal atinja valores
exagerados, superiores a 40°C, porque

A) há risco de ocorrer desnaturação das moléculas de
proteínas componentes das membranas plasmáticas, o
que compromete toda a atividade seletiva dessas
estruturas.
B) há comprometimento da atividade enzimática,
extremamente vulnerável a temperaturas elevadas,
provocadoras de desnaturações que alteram as
estruturas terciárias das enzimas e anulam a sua função.
C) há risco de liquefazer as gorduras componentes das
membranas, o que pode provocar a sua liberação para a
corrente sangüínea e obstrução de vasos capilares
cerebrais.
D) em altas temperaturas os microorganismos se tornam
mais agressivos, anulando o papel de defesa executado
pelas enzimas componentes dos leucócitos do sangue.

VITAMINAS

As vitaminas são substâncias orgânicas de natureza
química heterogênea, ou seja, elas não pertencem a
uma classe particular de substâncias. Compostos
requeridos em pequenas quantidades e que o organismo
não consegue produzir para o seu bom funcionamento é
denominado de vitamina. Distinguem-se carboidratos,
lipídios e proteínas porque não representam fonte de
energia e nem desempenham funções estruturais.

Em condições normais de alimentação, uma dieta bem
balanceada fornece as vitaminas necessárias à
conservação da saúde. As deficiências podem, contudo
levar à carência de vitaminas. Estudar essas carências e
seus efeitos é o nosso objetivo. As vitaminas são
nutrientes reguladores, juntamente com as enzimas,
controlam importantes atividades metabólicas, por isso,
são indispensáveis para o bom desempenho das
funções orgânicas. Normalmente, não há necessidade
de tomar remédios à base de vitaminas, pois nosso
corpo é automaticamente suprido delas caso receba uma
dieta balanceada

I. CLASSIFICAÇÃO

As vitaminas podem ser classificadas de acordo com sua
solubilidade em lipídios ou em água, assim temos:

Vitaminas lipossolúveis; As vitaminas
lipossolúveis se dissolvem bem em gorduras,

BIOLOGIA

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predominam nos alimentos lipídicos, como
leite, ovos e queijo. São bem absorvidas no
intestino humano com a ajuda de sais biliares
liberado pelo fígado. É o caso das vitaminas A,
D, E e K.

Vitamina A (Retinol); Está relacionada com o
crescimento normal do indivíduo, prevenindo contra
várias infecções e evitando a cegueira noturna
(xeroftalmia). Atua também na regeneração dos epitélios
e na formação da rodopsina, uma proteína encontrada
no epitélio pigmentar da retina. A vitamina A é
encontrada em vegetais amarelos (cenoura, milho e
abóbora), pêssego, gema do ovo de galinha, manteiga,
leite e fígado.

Vitamina D (Calciferol); A vitamina D não é encontrada
pronta na maioria dos alimentos. Vegetais verdes,
tomate e castanhas possuem uma substância precursora
de vitamina D que, quando entra em contato com a
radiação solar, é convertida em calciferol. Atua no
metabolismo do cálcio e fósforo, mantendo a estrutura
de ossos e dentes saudável. A deficiência de vitamina D
promove o estabelecimento do raquitismo,
enfraquecimento dos ossos e dentes. Pode ser
encontrada em fígado, olho de fígado de bacalhau e
gema de ovo.

Vitamina E (Tocoferol); A vitamina E promove a
fertilidade, atuando no sistema nervoso involuntário, no
sistema muscular e nos músculos que realizam
contrações involuntárias. A falta dessa vitamina provoca
a esterilidade e o aborto. O óleo de germe de trigo, as
carnes magras, a alface e o óleo de amendoim são
fontes ricas em vitamina E.

Vitamina K (Filoquinona); A vitamina K é necessária à
coagulação normal do sangue, atua prevenindo
hemorragias. Ela pode ser produzida por
microorganismos que compõe a flora intestinal. Sua
carência não é muito comum, estando associada ao uso
contínuo de antibióticos e a má absorção de lipídios no
intestino.

Vitaminas hidrossolúveis; As vitaminas
hidrossolúveis são assim chamadas porque se
dissolvem bem em água e sua absorção e feita
na presença de água. As vitaminas do
complexo B e a vitamina C são exemplos de
vitaminas hidrossolúveis

Vitamina B1 (Tiamina); Auxilia na oxidação dos
carboidratos, estimula o apetite, mantém o tônus

muscular e o bom funcionamento do sistema nervoso. A
deficiência resulta na perda de apetite, fadiga muscular,
nervosismo e beribéri. É encontrada em cereais na forma
integral, pães, feijão, fígado, carne de porco, ovos.

Vitamina B2 (Riboflavina); Auxilia na oxidação dos
alimentos, é essencial na respiração celular, mantém a
tonalidade saudável da pele e atua na coordenação
motora. Pode ser encontrada na couve, repolho,
espinafre, etc. Além de carnes magras, ovos, fígado e
fermento de padaria.

Vitamina B3 (Niacina); Mantêm o tônus nervoso e
muscular e o bom funcionamento do sistema digestório,
previne a pelagra. A deficiência pode causa nervosismo
extremo, distúrbios digestivos e pelagra. Pode ser obtida
ingerindo, levedo de cerveja, carnes magras, ovos,
fígado, leite.

Vitamina B5 (Ácido pantotênico); É componente da
coenzima A, participa dos processos energéticos
celulares. A carência resulta em anemia, fadiga e
dormência dos membros. As principais fontes dessa
vitamina são carnes, leite e seus derivados, verduras e
cereais integrais

Vitamina B6 (Piridoxina); Auxilia na oxidação dos
alimentos e mantêm a pele saudável. A deficiência dessa
vitamina pode causar doenças na pele e distúrbios
nervosos. Pode ser obtida ingerindo levedo de cerveja,
carnes magras, ovos, fígado.

Vitamina B8 (Biotina); Atua como coenzima em
processos energéticos celulares, atua ainda na síntese
de ácidos graxos e das bases nitrogenadas púricas
também está relacionada à manutenção da pele e ao
bom funcionamento neuromuscular. Esta vitamina pode
ser encontrada em alimentos - como carnes, legumes,
verduras - e nas bactérias da flora intestinal.

Vitamina B9 (Ácido fólico); O ácido fólico é importante
na síntese das bases nitrogenadas e, portanto, na
síntese de DNA e na multiplicação celular para o reparo
do ferimento. A carência resulta em anemia, esterelidade
masculina, em mulheres grávidas predispõe o feto a mal
formação. As principais fontes vitamínicas do ácido fólico
são os vegetais verdes, frutas e bactérias da flora
intestinal. Alguns casos de anemia e esterilidade
masculina ocorrem pela falta dessa vitamina.

Vitamina B12 (Cianocobalamina); É essencial para a
maturação das hemácias e para a síntese de
nucleotídios. A deficiência dessa vitamina causa a

BIOLOGIA

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anemia perniciosa e distúrbios nervosos. Carne, ovos,
leite e seus derivados são as principais fontes
alimentares dessa vitamina.

Vitamina C (Ácido ascórbico); É a mais popular das
vitaminas. Previne infecções de forma geral e o
escorbuto, além de manter a integridade dos vasos
sanguíneos . Pode ser encontrada em frutas cítricas
(como limão, laranja e acerola) e também no tomate, na
couve, no repolho e no pimentão. Quando o indivíduo
não a ingere em quantidade suficiente pode desenvolver
insônia, inércia e fadiga (falta de energia), dores nas
articulações e sangramento das gengivas.

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

31. (ETEC 2010) Não contribuem para o nosso bem-
estar: pular refeições, comer alimentos ricos em
gorduras e consumir alimentos industrializados em
excesso. Esses hábitos diminuem o consumo de
nutrientes necessários ao bom funcionamento do
organismo resultando, assim, no aparecimento de vários
tipos de doenças. Sobre alguns dos nutrientes
essenciais ao nosso organismo, é válido afirmar que

A) a vitamina E é importante na proteção dos vasos
sanguíneos contra as hemorragias.
B) a vitamina C atua na coagulação do sangue e na
formação dos glóbulos vermelhos.
C) o zinco previne a ocorrência do bócio ou papo devido
ao mau funcionamento da glândula tireóide.
D) a vitamina A desempenha importante papel na
manutenção de uma boa visão e participa da proteção
da pele e das mucosas.
E) as gorduras do tipo Ômega 3 e Ômega 6 reduzem o
colesterol ruim, responsável pela formação de cálculos
renais.

32. (PUCPR 2007) Para se ter uma saúde perfeita e
equilibrada é importante, além de atividades físicas
regulares, uma alimentação variada e balanceada.
Dentre as alternativas abaixo, procure assinalar aquela
que reúne os argumentos a serem adotados para
alcançar os objetivos propostos:

A) Os alimentos só são formados por elementos
químicos inorgânicos que seguem destinos diferenciados
no metabolismo celular que caracteriza nosso corpo.
B) Os alimentos só suprem as necessidades do
metabolismo celular de construção de nosso organismo.
C) É através dos alimentos que chegam importantes
substâncias para o funcionamento adequado do nosso
organismo, mantendo-o sadio e livre de doenças.
D) Os alimentos sempre são ricos em glicídios, lipídios,
proteínas, vitaminas e sais minerais.

E) A dieta pobre em fibras, cereais e açúcares apresenta
sempre substâncias energéticas essenciais aos seres
vivos.

33. (VUNESP) Um determinado medicamento,
recentemente lançado no mercado, passou a ser a nova
esperança de pessoas obesas, uma vez que impede a
absorção de lipídios, facilitando sua eliminação pelo
organismo. Como efeito colateral, os usuários deste
medicamento poderão apresentar deficiência em
vitaminas lipossolúveis, tais como A, D, E e K.

a) Qual é e onde é produzida a substância que realiza a
emulsificação dos lipídios?

b) Quais são os efeitos que a falta das vitaminas A e K
pode causar ao homem?

34. (FGV-SP) Um grupo de pesquisadores constatou os
seguintes sintomas de avitaminose em diferentes
populações da América do Sul: escorbuto, raquitismo e
cegueira noturna.
Para solucionar essa situação propuseram fornecer as
seguintes vitaminas, respectivamente:
A) C, D, E

B) C, D, A

C) E, B, A

D) A, B, E

E) C, B, A

35. (UNICAMP)

A) Que nutriente é esse?

B) Que doença é causada pela falta desse nutriente?

C) Cite duas manifestações aparentes ou sintomas
dessa doença.

36. (UFRN) A hemorragia decorrente da ingestão de
trevo doce por bovinos e ovinos se deve ao dicumarol,
substância presente nesse vegetal e que exerce ação
antagonista à vitamina

A) E

B) B12

C) B1

D) K

BIOLOGIA

CURSINHO DO DCE UFRN 2012|BIOQUÍMICA CELULAR 18

A estrutura de um nucleotídeo: eles são as unidades
monoméricas dos ácidos nucléicos.

37. (FATEC) Entre as pessoas muito pobres, a
deficiência calórica e protéica está comumente
associada à deficiência de vitaminas e sais minerais.
Assinale a alternativa que indica os efeitos causados
pela deficiência ou ausência das vitaminas A, D e de
FERRO.
A) raquitismo, cegueira noturna, distrofia muscular.
B) raquitismo, escorbuto, hemorragia.
C) anemia, esterilidade, raquitismo.
D) cegueira noturna, hemorragia, escorbuto.
E) cegueira noturna, raquitismo, anemia.

38. (UFF) A vitamina K - vitamina lipossolúvel descoberta
em 1939 - é uma vitamina:

A) que, como todas as vitaminas lipossolúveis, deve ser
ingerida em grandes quantidades, por ser considerada
substrato energético importante para as nossas células;

B) importante para a síntese de rodopsina e sua
carência resulta em maior dificuldade de adaptação a
ambientes mal iluminados;

C) que participa ativamente da absorção intestinal do
cálcio e da sua fixação nos ossos e dentes;

D) que participa ativamente da síntese do colágeno e
sua carência provoca escorbuto;

E) essencial para a formação da protrombina e de alguns
outros fatores envolvidos na coagulação sangüínea.

39. (UFRN) Ribossomildo salienta que vegetais
existentes na mata atlântica são importantes fontes
naturais de vitaminas. Informa que as vitaminas são

A) componentes do grupo das aminas e necessárias à
manutenção da saúde.
B) requeridas em pequenas doses diárias e não podem
ser sintetizadas pelos animais.
C) necessárias aos organismos e podem funcionar como
co-fatores de reações enzimáticas.
D) encontradas naturalmente nos alimentos e constituem
fontes de energia.

40. (FATEC) Os sintomas a seguir numerados se
referem aos efeitos mais marcantes da carência de
algumas vitaminas no organismo humano.

I. Deformação no esqueleto e anomalias da dentição.
II. Secura da camada córnea do globo ocular e
deficiência visual em ambiente de luz fraca.
III. Dificuldade de coagulação do sangue.
IV. Inflamação da pele e das mucosas, com
sangramento.

Esses sintomas estão associados, respectivamente, à
carência das vitaminas
A) D, E, C e A
B) K, A, B e D

C) B, K, A e C
D) B, D, K e A
E) D, A, K e C

ÁCIDOS NUCLÉICOS

Os ácidos nucléicos são polímeros especializados no
armazenamento, na transmissão e no uso da informação
genética. Existem dois tipos de ácidos nucléicos: O DNA
(Ácido Desoxirribonucléico) e o RNA (Ácido
Ribonucléico).

I. COMPONENTES DOS ÁCIDOS
NUCLÉICOS

Os ácidos nucléicos são as maiores macromoléculas
presentes nas células, sendo constituído de monômeros
chamados de nucleotídeos. Cada nucleotídeo é
formado por um açúcar pentose, um grupo fosfato e
uma base nitrogenada. As bases nitrogenadas podem
ser classificadas em: Pirimidinas, quando apresentam
uma estrutura em anel único. São bases pirimídicas:
citosina (C), timina (T) e uracila (U). Elas ainda podem
ser classificadas em Purinas quando apresentam uma
estrutura em dois anéis fundidos. São bases púricas:
adenina (A) e guanina (G).

BIOLOGIA

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II.

ESTRUTURA

DOS

ÁCIDOS

NUCLÉICOS

O DNA é constituído por duas cadeias polinucleotídicas
enroladas uma sobre a outra, lembrando uma comprida
escada helicoidal. Os seus nucleotídeos apresentam um
açúcar pentose que sempre é a desoxirribose
(C5H10O4), que se unem entre si por meio de ligação
denominadas fosfodiéster. As duas cadeais mantêm-se
unidas por meio de pontes de hidrogênio que se
estabelecem entre as bases nitrogenadas dos
nucleotídeos, esse emparelhamento é específico
ocorrendo sempre entre a adenina e timina, e, entre
citosina e guanina, as bases nitrogenadas do DNA.

As moléculas de RNA são formadas por uma única
cadeia polinucleotídica na qual os nucleotídeos se unem
por ligação fosfodiéster. A molécula pode enrolar-se
sobre si. A pentose encontrada no RNA é sempre a
ribose (C5H10O5) São bases nitrogenadas características
do RNA a adenina que se emparelha com a uracila, e a
guanina que se emparelha com a citosina.

Todas as formas de vida, com exceção de alguns vírus
possuem suas informações genéticas codificadas nas
sequências de bases nitrogenadas do DNA.

O RNA pode atuar em diversas funções ligadas ao fluxo
da informação genética. Podem servir por exemplo como

RNA mensageiro, transportador e ribossômico como
veremos adiante.

III. DIFERENÇAS ENTRE DNA E RNA

DNA

RNA

PENTOSE

Desoxirribose

Ribose

BASES PÚRICAS

Adenina e Guanina

Adenina e Guanina

BASES
PIRIMÍDICAS

Citosina e Timina

Citosina e Uracila

ESTRUTURA

Duas cadeias
helicoidais

Uma cadeia

ENZIMAS
HIDROLÍTICAS

Desoxirribonucleases,
DNAase

Ribonucleases,
RNAase

ORIGEM

Replicação

Transcrição

ENZIMA SINTÉTICA

DNA polimerase

RNA polimerase

FUNÇÃO

Armazena a
informação genética

Permite o fluxo de
informação

LOCALIZAÇÃO

Predomina no núcleo

Predomina no
citoplasma

Dúpla hélice do DNA. O modelo para explicar a estrutura da
molécula foi proposto pelo biólogo James Watson e pelo
físico Francis Crick em 1953, o que lhes rendeu o prêmio
nobel de fisiologia e medicina no ano de 1962

As bases púricas podem ser de dois tipos: adenina e
guanina

As bases pirimídicas podem ser de três tipos: citosina,
uracila ou timina.

BIOLOGIA

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IV. REPLICAÇÃO DO DNA

O processo de reprodução do DNA é conhecido como
duplicação ou replicação semiconservativa, pois cada
uma das duas moléculas recém formadas conserva uma
das cadeias da molécula original e forma uma cadeia
nova, complementar à que lhe serviu de molde.

No início do processo as duas fitas que compõe o DNA
estão unidas por meio de pontes de hidrogênio. A quebra
dessas pontes de hidrogênio é catalisada por enzimas
denominada de helicases, que funcionam como uma
espécie de tesoura. Em seguida proteínas de ligação
de fita simples
se prendem ao DNA e impedem que as
bases das duas cadeias voltem a formar pontes de
hidrogênio, mantendo assim as fitas separadas para que
as enzimas de replicação possam agir. As DNA
polimerases são as enzimas que sintetizam a nova
cadeia de DNA, complementar a fita que lhe servirá de
molde, entretanto elas não podem iniciar a síntese de
uma nova fita do zero. Portanto uma fita iniciadora
chamada de oligonucleotídeo iniciador ou primer se
faz necessário. O primer é sintetizado pro uma enzima
chamada de RNA primase que adiciona um pequeno

fragmento de RNA à extremidade 3‟ da fita molde.

Dessa maneira a DNA polimerase consegue alongar a
nova fita de DNA a partir desse oligonucleotídeo

iniciador, assim a nova fita sintetizada tem o sentido 5”
para o 3‟. Depois que a síntese da nova fita está

completa, o oligonucleotídeo iniciador é degradado e
substituído por nucleotídeos de DNA.

Como as fitas de DNA são antiparalelas as duas fitas de
DNA crescem de maneira diferente, já que os
nucleotídeos só podem ser adicionados pela DNA

polimerase no sentido 5‟ para o 3„.

Uma das fitas molde permite que os nucleotídeos sejam
adicionados de forma contínua apontando para o sentido
em que se abre a forquilha de replicação, assim, essa
fita recém sintetizada é chamada de fita líder ou
contínua. A outra fita (fita atrasada ou descontínua)
aponta em direção contrária ao da forquilha de
replicação, assim, precisa ser sintetizadas a partir de
pequenos fragmentos de DNA, chamados de
fragmentos de Okazaki.

A replicação do DNA é semiconservativa, uma vez que as
novas moléculas apresentam uma fita recém sintetizada e
uma fita da molécula original.

Nenhum DNA é formado sem um oligonucleotídeo iniciador,
uma vez que as DNA polimerases podem alongar uma cadei
de nucleotídeos, mas não conseguem iniciar uma fita do
zero. As fitas de DNA são antiparales e a replicação deve
ocorrer no sentido 5’ para o 3’.

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V. TRANSCRIÇÃO GÊNICA

O RNA é produzido a partir de um molde de uma das
fitas do DNA, esse processo de produção de RNA é
denominado de transcrição gênica. Nesse processo as
duas fitas de DNA se separam, uma delas servindo
como molde para a produção do RNA e a outra
permanecendo inativa. Ao final do processo, as duas
cadeias de DNA voltam a se emparelhar, reconstituindo
a dupla hélice e um novo RNA é formado, tendo sua
cadeia complementar a da fita de DNA que lhe serviu de
molde, a diferença é que a timina é substituída pela
uracila no RNA.

Os genes são segmentos encontrados nas moléculas de
DNA que codificam a produção de produtos gênicos, que
podem ser RNAs do tipo transpotador, ribossômico ou
mensageiro.

A síntese de uma molécula de RNA requer uma enzima
denominada de RNA polimerase, e a transcrição pode
ser dividida em três processos distintos: iniciação,
alongamento e termínio.

1. Iniciação; a RNA polimerase deve reconhecer uma
região promotora no DNA, onde se liga fortemente se
posicionando para o início da transcrição

2. Alongamento; uma vez ligada a região promotora a
RNA polimerase começa o alongamento da molécula de
RNA. A RNA polimerase desenrola o DNA lendo a fita no

sentido 3‟ para o o 5‟.

3. Terminação; a transcrição termina quando a RNA
polimerase reconhece uma sequência no DNA que
sinaliza o fim da transcrição.

Nem todas as regiões do DNA eucarioto podem ser
geneticamente expressas, assim o DNA eucarioto é
formado por regiões denominadas de éxons (essas
regiões codificam produtos gênicos) e íntrons (são as
regiões que não codificam produtos gênicos). Assim
quando o DNA é transcrito em RNA, a molécula de RNA
também irá apresentar éxons e íntrons.

Esse RNA que apresenta éxons e íntrons é denominado
de pré-RNA e antes que fique maduro é necessário
sofrer alguns processamentos, genericamente
denominados de splicing que incluem a remoção dos
íntrons e a ligação entre os éxons.

Obs. Em eucariotos tanto o processo de transcrição
quanto o de replicação ocorrem no núcleo celular.

VI. OS TIPOS DE RNA

1. RNA Ribossômico (RNAr); participa da estrutura dos
ribossomos, responsáveis pela síntese de proteínas.

2. RNA mensageiro (RNAm); carrega a informação que
específica a sequência de aminoácidos de uma proteína,
essa informação é codifica numa trinca de bases
nitrogenadas, cada trinca é chamada de códon e define
cada aminoácido constituinte da proteína.

3. RNA transportador (RNAt); transporta aminoácidos
específicos para síntese de proteínas. Ele possui uma
região denominada de anticódon que interage com um
códon especifico do RNAm e uma região de ligação ao
aminoácido a ser transportado.

O RNAt funciona como um adaptador, interagindo com o
RNAm e os ribossomos para a síntese de uma proteína.

O DNA eucarioto é formado por regiões denominadas de
íntrons que não codificam produtos gênicos e os éxons, que
são as regiões geneticamente funcionais.

BIOLOGIA

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VII. O CÓDIGO GENÉTICO

A correspondência existente entre os códons do RNAm e
os aminoácidos por eles determinados constituem o
código genético. As quatro bases nitrogenadas
presentes no RNAm (A, U, C, G) reunidas três a três
formam 64 códons distintos. Desses, 61 codificam algum
aminoácido, enquanto os outros três funcionam como
pontuação indicando o fim da informação genética. Diz-
se que o código genético é degenerado, porque a
maioria dos aminoácidos é codificada por mais de uma
trinca, entretanto não é ambíguo, uma vez que uma
única trinca codifica um único aminoácido. O código
genético é praticamente o mesmo em todas as formas
de vida, por isso ele é considerado universal.

VIII. A SÍNTESE DE PROTEÍNAS:
TRADUÇÃO

O ribossomo é o palco molecular onde a tradução
executa-se. Sua estrutura permite-lhe segurar o RNAm e
o RNAt que carrega um aminoácido posicionando-os
corretamente para que a proteína seja formada
eficientemente. Um determinado ribossomo é capaz de
interagir com quaisquer tipos de RNAm e RNAt. Assim
podem ser utilizados para a síntese de muitas proteínas.

Os ribossomos são moléculas que apresentam duas
subunidades: a maior e a menor sendo formados por
dois sítios: o sítio A, onde ocorre a entrada do
aminoácido e o sítio P, onde fica a cadeia polipeptídica
(proteína) em formação. O RNAt que carrega o

aminoácido metionina, a partir do seu anticódon
reconhece o códon de iniciação no RNAm que sempre é
AUG, dessa forma esse RNAt é adicionado ao sítio P do
ribossomo, essa é a etapa de iniciação. Tem início
agora a etapa de alongamento, onde um RNAt do
aminoácido que corresponde ao códon seguinte do
RNAm encaixa-se no sítio A. Em seguida uma ligação
peptídica é estabelecida entre os dois aminoácidos, e o
RNAt da metionina é liberado. O ribossomo desloca-se
sobre o RNAm e os dois aminoácidos unidos passam a
ocupar o sítio P, deixando o sítio A vazio. Depois, outro
RNAt que seja reconhecido pelo terceiro códon do
RNAm entra no sítio A, ocorrendo assim outra ligação
peptídica entre o segundo e o terceiro aminoácido. O
RNAt do segundo aminoácido é liberado e o ribossomo
desloca-se ao próximo códon, repetido o processo. Essa
etapa é chamada de alongamento. Na última etapa,
chamada de terminação, o sítio A é ocupado por
proteínas citoplasmáticas que se ligam diretamente ao
códon de terminação do RNAm e a cadeia polipeptídica
é liberado do ribossomo.

EXERCÍCIO PROPOSTOS

41. (PUCRIO 2010) O material genético deve suas
propriedades a seus constituintes, os nucleotídeos, e à
forma como são organizados na molécula de ácido
nucléico. No caso específico do DNA, é característica da
estrutura molecular:
A) a ligação entre as bases nitrogenadas se dar por
pontes de enxofre.
B) a pentose típica do DNA ser uma desoxirribose.
C) ter como bases nitrogenadas a adenina, citosina,
guanina, timina e uracila.
D) não existir uma orientação de polimerização dos
nucleotídeos em cada cadeia.
E) formar cadeias somente de fitas simples.

42. (UFRN 2010) Um dos grandes marcos da biologia,
no século XX, foi a proposição de um modelo para a
forma da molécula de DNA apresentada pelos
pesquisadores James Watson e Francis Crick em um
artigo histórico, publicado na revista científica Nature, em
1953. Esse modelo é reproduzido a seguir.

É o DNA que garante certa estabilidade à grande maioria
das características das espécies, devido à transmissão

O código genético não é ambíguo: um dado aminoácido
pode ser codificado por mais de um códon, mas um códon
codifica somente um aminoácido.

BIOLOGIA

CURSINHO DO DCE UFRN 2012|BIOQUÍMICA CELULAR 23

do mesmo tipo de informação genética, ao longo das
gerações, através dos genes. Sabendo-se que o DNA é

considerado a “molécula da vida”, é correto afirmar que

ele precisa
A) ser replicado para que as características dos seres
vivos sejam geneticamente transmitidas.
B) migrar do citoplasma para o núcleo a fim de garantir a
transmissão das características hereditárias.
C) ser autoduplicado com o auxílio do RNAr, permitindo
a formação de todas as proteínas.
D) ser transcrito a partir do RNAm, estabelecendo-se
uma seqüência no sentido da síntese de proteína para o
gene.

43. (UFRN) Aproveitando a pergunta de Zeca, o
professor esquematizou o processo de síntese protéica,
em que os números I, II, III e IV representam moléculas
de ácidos nucléicos.

A partir do esquema, é correto afirmar que
A) I corresponde ao RNA que contém o código genético
determinando a seqüência de aminoácidos da proteína.
B) II corresponde ao RNA que catalisa a união do I com
o III, durante o processo de transcrição.
C) III corresponde ao RNA que contém o anticódon
complementar ao códon existente em I.
D) IV corresponde ao RNA que catalisa a ligação dos
nucleotídeos com a desoxirribose.

44. (UFRN) Devido à maior proximidade da linha do
Equador, o Nordeste do Brasil recebe uma elevada
incidência de radiação ultravioleta (UV), o que torna a
população dessa região mais propensa ao câncer de
pele. Essa doença ocorre porque as células do tecido
epitelial multiplicam-se com muita freqüência, ficando
mais vulneráveis à ação dos raios UV existentes na luz
solar. Essa maior vulnerabilidade decorre da
A) replicação acentuada do DNA, tornando-o mais
susceptível às mutações.
B) inserção de nucleotídeos no genoma, retardando a
duplicação do DNA.
C) inversão de bases no DNA, prejudicando a
transcrição para RNA.
D) substituição de nucleotídeos no RNA, impedindo a
formação de radicais livres.

45. (FUVEST) No DNA de um organismo, 18% das
bases nitrogenadas são constituídas por citosina. Quais
as porcentagens das outras bases desse DNA?
Justifique sua resposta.

46. (ENEM) Um fabricante afirma que um produto
disponível comercialmente possui DNA vegetal,
elemento que proporcionaria melhor hidratação dos
cabelos. Sobre as características químicas dessa
molécula essencial à vida, é correto afirmar que o DNA
A) de qualquer espécie serviria, já que têm a mesma
composição.
B) de origem vegetal é diferente quimicamente dos
demais pois possui clorofila.
C) das bactérias poderia causar mutações no couro
cabeludo.
D) dos animais encontra-se sempre enovelado e é de
difícil absorção.
E) de características básicas, assegura sua eficiência
hidratante.

47. (UEPB) O DNA (ácido desoxirribonucléico), participa
da formação dos genes e dos cromossomos dos seres
vivos. A complexidade genética do organismo humano é
tamanha que, seu estudo originou o Projeto Genoma
Humano, o qual tem por objetivo identificar os genes
existentes nos cromossomos humanos. Pode esclarecer
e talvez curar doenças hereditárias, fazer testes de
identificação de paternidade, clonar seres vivos,... etc.
Os ácidos nucléicos, de estrutura bastante complexa,
constituem o DNA, moléculas que encerram toda a
informação genética dos seres vivos. O DNA de uma
pessoa é como uma impressão digital, que serve para
identificá-la. Entram na formação dos ácidos nucléicos:

A) Polímeros

B) Lipídeos

C) Glicídeos

D) Ácidos graxos

E) Compostos sulfurados

48. (FUVEST) A hipótese de que os cloroplastos e as
mitocôndrias tenham surgido através de uma associação
simbiótica de um eucarioto primitivo com,
respectivamente, bactérias fotossintetizantes e bactérias
aeróbicas é reforçada pelo fato de aquelas organelas
celulares:
A) serem estruturas equivalentes, com grande superfície
interna.
B) apresentarem DNA próprio.
C) estarem envolvidas, respectivamente, na produção e
consumo de oxigênio.
D) apresentarem tilacóides e cristas como as bactérias.
E) serem encontradas tanto em organismos superiores
como inferiores.

49. (UNESP) Considere o diagrama, que resume as
principais etapas da síntese protéica que ocorre numa
célula eucarionte.

BIOLOGIA

CURSINHO DO DCE UFRN 2012|BIOQUÍMICA CELULAR 24

Os processos assinalados como 1 e 2 e a organela,
representados

no

diagrama,

referem-se,

respectivamente, a

A) transcrição, tradução e ribossomo.
B) tradução, transcrição e lisossomo.
C) duplicação, transcrição e ribossomo.
D) transcrição, duplicação e lisossomo.
E) tradução, duplicação e retículo endoplasmático.

50. (VUNESP) Erros podem ocorrer, embora em baixa
freqüência, durante os processos de replicação,
transcrição e tradução do DNA. Entretanto, as
conseqüências desses erros podem ser mais graves, por
serem herdáveis, quando ocorrem:
A) na transcrição, apenas.
B) na replicação, apenas.
C) na replicação e na transcrição, apenas.
D) na transcrição e na tradução, apenas.
E) em qualquer um dos três processos.

51. (UFRJ) Com o auxílio da tabela do código genético
representada a seguir, é sempre possível deduzir-se a
seqüência de aminoácidos de uma proteína a partir da
seqüência de nucleotídeos do seu gene, ou do RNA-m
correspondente.

Entretanto, o oposto não é verdadeiro, isto é, a partir da
seqüência de aminoácidos de uma proteína, não se pode
deduzir a seqüência de nucleotídeos do gene. Explique
por quê.

52. (VUNESP) Em um segmento de cadeia ativa de
DNA, que servirá de molde para a fita de RNA
mensageiro, há 30 timinas e 20 guaninas. No segmento
correspondente da fita complementar do DNA há 12

timinas e 10 guaninas. Levando-se em consideração
essas informações, responda:

A) Quantas uracilas e quantas guaninas comporão a fita
do RNA mensageiro transcrito do DNA ativado?

B) quantos aminoácidos deverão compor a cadeia de
polipeptídeos que será formada? Justifique sua resposta.

GABARITO

01. B 02. A 03. C 04. E 05. A

06. DIS 07. D 08. A 09. B 10. B

11. A 12. DIS 13. D 14. A 15. D

16. C 17. DIS 18. B 19. E 20. D

21. C 22. DIS 23. B 24. C 25. DIS

26. C 27. C 28. E 29. 50 30. B

31. D 32. C 33. DIS 34. B 35. DIS

36. D 37. E 38. E 39. C 40. E

41. B 42. A 43. A 44. A 45. DIS

46. A 47. C 48. B 49. A 50. B

51. DIS 52. DIS

BIOLOGIA

CURSINHO DO DCE UFRN 2012|O ESTUDO DA CÉLULA - CITOLOGIA 25

A DESCOBERTA DA CÉLULA

A citologia é o ramo da biologia que estuda a célula,
tendo início a partir da invenção dos primeiros
microscópios que foram construídos no século XVI.
Dentre os cientistas que se destacaram nos estudos da
célula foi o holandês Anton van Leeuwenhoek e o
inglês Robert Hooke.

Em 1665, o inglês Robert Hooke, utilizando um
microscópio de luz composto, formado por duas lentes
de aumento: a ocular (voltada para o olho humano) e a
objetiva (voltada para o objeto a ser analisada), pode
observar delgadas fatias de cortiça, constatando que
eram formadas por pequenas aos quais denominou de
células, mas que na realidade eram as paredes celulares
que delimitavam as células da cortiça, assim o termo
célula ficou consagrado na biologia.

I. A TEORIA CELULAR

Em 1838, o botânico alemão Mathias Schleiden
concluiu que a célula era a unidade básica de todas as
plantas. Um ano mais tarde, o zoólogo Theodor
Schwann
, também alemão, generalizou o conceito para
os animais. Surgia assim a teoria celular de Schleiden e

Schwann, que afirma: “Todos os seres vivos são
formados por células”
.

II. ORGANIZAÇÃO ESTRUTURAL DAS
CÉLULAS

As primeiras análises das células permitiram constatar
que elas apresentam em seu interior um material
gelatinoso que recebeu o nome de citoplasma. O
citoplasma da célula não entra em contato com o meio
externo, uma vez que é delimitado por uma estrutura
chamada de membrana plasmática. Algumas células
ainda apresentam uma estrutura que armazena a
informação genética, o núcleo.

As células podem ser classificadas em procariontes e
eucariontes. As células procariontes são
estruturalmente muito simples, não apresentando núcleo,
e a única organela que possuem são os ribossomos, que
são envolvidos na síntese protéica. A ausência do núcleo
faz com que o material genético fique disperso no
citoplasma, todas as bactérias apresentam células do
tipo procarionte. As células eucariontes são bastante
complexas apresentando uma série de compartimentos
denominados de organelas celulares, onde ocorrem
tarefas específicas. O material genético é delimitado pelo
envelope nuclear, uma membrana que reveste o núcleo
celular. As células eucariontes estão presentes nos
protistas, fungos, plantas e animais.

III. DIFERENÇAS ESTRUTURAIS
ENTRE AS CÉLULAS ANIMAIS E
VEGETAIS

Ambas as células, vegetais e animais, possuem
organização eucarionte, entretanto podem diferir em
alguns aspectos:

Em I, célula eucarionte; é estruturalmente complexo, o material
genético é armazenado no núcleo e apresenta uma série de
organelas celulares. Em II, célula procarionte; é
estruturalmente simples, não apresenta organelas e o material
genético é disperso no citoplasma.

O microscópio em que Hooke observou a cortiça e notou
pequenas cavidades denominadas de células

Esquema do microscópio simples, com uma só lente de
aumento, usado por Leeuwenhoek.

BIOLOGIA

CURSINHO DO DCE UFRN 2012|O ESTUDO DA CÉLULA - CITOLOGIA 26

1. Parede celular; é uma característica das células
vegetais, sendo formada por um polissacarídeo chamado
de celulose. As células animais não possuem parede
celular.

2. Cloroplastos; é o local onde ocorre a fotossíntese,
estando presente nas células vegetais, mas ausentes
nas células animais.

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

01. (UFAL) Uma célula é classificada como eucariótica
se contiver
A) compartimentos membranosos internos.
B) parede celular rígida.
C) membrana plasmática.
D) ácidos nucléicos.
E) ribossomos.

02. (UFPE) Associe os seres vivos relacionados na
coluna 1 com suas respectivas características na coluna
2:

COLUNA I
1) Vegetal

2) Animal

3) Protista

4) Fungo

5) Bactéria

COLUNA II

pluricelular eucarionte e heterótrofo
unicelular, procarionte, autótrofo por
quimiossíntese e/ou fotossíntese
pluricelular, eucarionte e autótrofo por
fotossíntese
unicelular ou pluricelular, eucarionte,
heterótrofo, com nutrição por absorção
unicelular, eucarionte, heterótrofo, com
nutrição por digestão

A seqüência correta é.
A) 2, 5, 1, 4 e 3

B) 2, 3, 1, 5 e 4

C) 4, 3, 2, 1 e 5

D) 4, 5, 1, 2 e 3

E) 2, 3, 1, 4 e 5

03. (UNIFESP) Considerando a célula do intestino de
uma vaca, a célula do parênquima foliar de uma árvore e
uma bactéria, podemos afirmar que todas possuem
A) DNA e membrana plasmática, porém só as células do
intestino e do parênquima foliar possuem ribossomos.
B) DNA, ribossomos e mitocôndrias, porém só a célula
do parênquima foliar possui parede celular.
C) DNA, membrana plasmática e ribossomos, porém só
a bactéria e a célula do parênquima foliar possuem
parede celular.
D) membrana plasmática e ribossomos, porém só a
bactéria possui parede celular.
E) membrana plasmática e ribossomos, porém só a
célula do intestino possui mitocôndrias.

04. (UFRN) Analise a ilustração que segue. Com base
na ilustração,

A) indique o tipo de célula representado,
respectivamente, por I, II e III;
B) justifique a declaração que I faz para II;
C) apresente, sob o ponto de vista estrutural e funcional,
as razões que levam III a supor que possui algum grau
de parentesco com II;
D) explique a dependência de IV em relação a I, a II ou a
III.

ENVOLTÓRIOS CELULARES

A presença dos envoltórios celulares garante às células
a manutenção de sua composição química ao longo de
sua vida, os envoltórios podem exercer funções como o
isolamento da célula ao meio em que ela vive, proteção
e seleção de substância que deverão sair ou entrar da
célula.

I. MEMBRANA PLASMÁTICA

A membrana plasmática é extremamente complexa e
versátil, desempenhando importantes funções. Ela
separa o meio extracelular do intracelular, permitindo,
contudo, o intercâmbio de materiais entre ambos os
meios e também participa dos processos de
reconhecimento e comunicação entre as células
permitindo a captação de sinais do chamado meio
extracelular. A sua constituição lipoprotéica, e os seus
componentes mais abundantes são os fosfolipídios e
proteínas. As membranas celulares animais possuem
também o colesterol em sua composição.

O modelo do mosaico fluido proposto por Singer e
Nicholson em 1972 é o mais aceito atualmente para
explicar a estrutura da membrana plasmática, segundo o
modelo a estrutura molecular das membranas biológicas
consiste em uma bicamada lipídica na qual estão
inseridas as proteínas. Os lipídios e proteínas que
formam a membrana plasmática possuem caráter

BIOLOGIA

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anfipático, ou seja, apresentam regiões polares
(hidrofílicas) e apolares (hidrofóbicas). Os lipídios
formam uma bicamada, onde suas cabeças hidrofílicas
se voltam para os meios extra e intracelular, enquanto
suas caudas hidrofóbicas estão voltadas para a região
central da membrana, esse arranjo faz com que a
membrana seja permeável a algumas substâncias e
restrinja a passagem de outras.

As membranas biológicas permitem a passagem de
algumas substâncias, mas impedem o trânsito de outras.
Essa característica é referida como permeabilidade
seletiva
. Há basicamente dois tipos de transporte
através das membranas celulares: o transporte
passivo
, que não necessita de energia para ocorrer e o
transporte ativo, que só ocorre se tiver um aporte de
energia.

II. TRANSPORTE ATRAVÉS DA
MEMBRANA PLASMÁTICA

1. Transporte passivo; incluem dois tipos de difusão, a
difusão simples e a facilitada, e também um tipo
especial de difusão denominada de osmose.

1.1. Difusão simples; a difusão simples corresponde ao
movimento de solutos de uma região onde eles estão
mais concentrados para uma região onde eles estão em
menor concentração.

1. 2. Difusão facilitada; nesse processo as partículas
passam pela membrana com a ajuda de proteínas
canais ou permeases. Estas moléculas tornam a célula

“mais permeável” a substância que normalmente não

atravessariam facilmente a membrana.

1. 3. Osmose; é um processo de difusão especial onde
somente moléculas de água são transportadas através
da membrana plasmática. O fluxo de água ocorre por
meio de proteínas transportadoras especiais chamadas
de aquaporinas. A água sempre é transportada de uma
solução hipotônica para uma solução hipertônica.

Obs. Quando comparadas quanto a concentração de
soluto, as soluções podem ser classificadas em três
tipos: 1) Hipertônica; quando a solução é muito
concentrada em solutos em relação a outra. 2)
Hipotônica;
quando uma solução é menos concentrada
em relação a outra. 3) Isotônica; quando duas soluções
apresentam a mesma concentração em solutos.

A salga de alimentos para aumentar o tempo de
conservação consiste em um mecanismo osmótico. A
osmose também é responsável por fazer com que uma
folha de alface, por exemplo, se torne murcha quando
lhe é adicionado sal, azeite, vinagre, etc. A adição do sal
faz com que a concentração fora das células aumentem,
consequentemente, por osmose, água se direciona da
região de menor concentração em solutos, ou seja, de
dentro da célula, para a região de maior concentração
em solutos, fora da célula, tornando-se murcha.

A maior parte das células animais, por exemplo, capta
aminoácidos e a glicose do líquido extracelular, onde a sua
concentração é alta em relação àquela do citoplasma, por
transporte facilitado através de permeases.

O gás oxigênio, por exemplo, penetra nas células facilmente,
uma vez que sua concentração é maior fora das células

A bicamada lipídica da membrana plasmática separa o meio
extra do intracelular, além de controlar o fluxo de substâncias
para dentro e para fora da célula.

BIOLOGIA

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2. Transporte Ativo; nesse processo os solutos se
movem contra um gradiente de concentração, ou seja,
eles saem de uma região de menor concentração para
uma região onde eles já estão mais concentrados, dessa
maneira a célula precisa gastar energia para promover
esse processo. Um exemplo bem típico de transporte
ativo, mas não o único, é a bomba de sódio e potássio. A
concentração de Na+, por exemplo, é aproximadamente
dez vezes mais alta do lado de fora da célula, quando
comparada ao lado de dentro, ao passo que a
concentração de K+ é maior no meio intracelular. Esses
gradientes iônicos são mantidos pela bomba de sódio-
potássio, que utiliza energia da hidrólise do ATP para
transportar esses íons, no sentido inverso aos de seus
gradientes eletroquímicos.

3. Transporte em massa; partículas maiores não
conseguem atravessar a membrana, mas podem ser
incorporadas à célula por endocitose, ou ser eliminadas
da célula por exocitose. Ambos os processos
consomem energia. A endocitose pode ocorrer por dois
processos:

3.1. Fagocitose; ocorre quando as células englobam
partículas grandes, como microorganismos e restos de
outras células.

3. 2. Pinocitose; Ocorre quando as células englobam
partículas dissolvidas em água, como polissacarídeos e
proteínas.

III. PAREDE CELULAR

A parede celular é uma estrutura de revestimento
externo a membrana plasmática, atuando na proteção e
na sustentação das células em que ocorre, além da
manutenção da forma da célula. Esse envoltório está
presente em bactérias, algas, fungos e plantas. Em
plantas e em algumas algas a parede celular é
constituída pela celulose, em bactérias ela apresenta
outra composição, sendo constituída por
peptídioglicanos, nos fungos a parede celular é
constituída por quitina. Nas células animais não existe
parede celular. Vejamos algumas funções da parede
celular:

1. Resistência a tensão
2. Resistência à decomposição por microorganismos
3. Elasticidade
4. Permeabilidade

IV. GLICOCÁLIX

É um revestimento externo associado à membrana
plasmática estando presente nas células animais. É
constituído por açúcares ligados a lipídios (glicolipídios)
e açúcares ligados a proteínas (glicoproteínas e
proteoglicanos). Esses açúcares formam uma espécie de
malha protetora externa a membrana plasmática.
Diversas funções têm sido sugeridas para o glicocálix.
Acredita-se que, além de ser uma proteção contra

Bomba de Sódio e Potássio: O sódio e o potássio são
movidos contra seus gradientes de concentração. O sódio é
mais concentrado fora da célula, mesmo assim tende a ser
direcionado de dentro para fora da célula. Já o potássio é
mais concentrado no interior da célula, mesmo assim,
continua a ser direcionado de fora para dentro da célula,
onde a concentração já é alta.

Células animais quando colocadas em meio hipotônico
absorvem água até estourarem, já nas células vegetais o
rompimento das células é evitado pela parede celular. E m
meio isotônico, ambos os tipos celulares não mudam de
comportamento. Já em meio hipertônico perdem água até
ficarem murchas.

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agressões físicas e químicas do ambiente externo, ele
funcione como uma malha de retenção de nutrientes e
enzimas, mantendo um microambiente adequado ao
redor de cada célula. Confere às células a capacidade
de se reconhecerem, uma vez que células diferentes têm
glicocálix formado por glicídios diferentes e células iguais
têm glicocálix formado por glicídios iguais.

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

05. (PUCPR) No início da década de 70, dois cientistas
(Singer e Nicholson) esclareceram definitivamente como
é a estrutura das membranas celulares, propondo o
modelo denominado mosaico-fluído. Neste conceito,
todas as membranas presentes nas células animais e
vegetais são constituídas basicamente pelos seguintes
componentes:
A) ácidos nucléicos e proteínas;
B) ácidos nucléicos e enzimas;
C) lipídios e enzimas;
D) enzimas e glicídios;
E) lipídios e proteínas.

06. (UPE) Uma das propriedades de membrana
plasmática é o controle de entrada e saída de
substâncias na célula. Sobre os mecanismos desse
transporte, é correto afirmar que:
A) Na osmose, o solvente se difunde em direção à
região de maior concentração de suas moléculas.
B) No transporte passivo, certas substâncias migram a
favor de gradiente de concentração, com alto gasto de
energia.
C) No transporte ativo, as substâncias atravessam a
membrana contra um gradiente de concentração, com o
auxílio de proteínas transportadoras e com gasto de
ATP.
D) Na pinocitose, a liberação de macropartículas no
interior da célula requer a formação de grandes
vesículas.
E) Na clasmocitose, só as substâncias solúveis em
lipídios atravessam a membrana celular

07. (PUCRJ) Hemácias foram colocadas em uma
solução de concentração desconhecida, tendo, após
certo tempo, sofrido hemólise. Em função desse
resultado, foi possível dizer que a solução em questão
apresenta-se:
A) Hipertônica em relação às hemácias.
B) Com alta concentração de sais.
C) Hipotônica em relação às hemácias.
D) Isotônica em relação às hemácias.

08. (UFLA) Um experiente produtor de mudas de alface
verificou que as plantas produzidas em hidroponia
estavam com sintomas de plasmólise. Diante do
exposto, assinale a alternativa que explica a situação
acima.
A) Como as plantas eram cultivadas em estufa, ocorreu
aquecimento, o que gerou uma turgescência nas células
das folhas.
B) As plantas foram colocadas em uma solução
hipotônica, ocasionando a osmose nas células.
C) Houve um aumento do vacúolo devido à permanência
das plantas em uma solução hipotônica.
D) A solução ficou hipertônica, fazendo com que as
plantas perdessem água para a solução.

09. (UFPEL) Atenção na cozinha: não é aconselhável
temperar, com sal e vinagre, uma salada de verduras, ou
um pedaço de carne, muito tempo antes de consumir.
Provavelmente as folhas da verdura ficarão murchas, e a
carne vai começar a liberar muito líquido. Baseado no
texto e em seus conhecimentos é correto afirmar que em
ambos os casos ocorrerá:

A) A difusão do solvente do meio hipertônico para o
hipotônico, por isso a carne e as verduras perderão
água.
B) A lise celular e por isso as células liberarão água, pois
foram submetidas a um meio hipotônico.
C) A deplasmólise, processo em que há perda de água
para o ambiente e consequentemente a diminuição do
volume celular.
D) Um processo de osmose, em que as células perderão
água por serem submetidas a um meio hipertônico.
E) Um processo de transporte ativo, em que as células
secretarão água para ocorrer a entrada de sal nas
próprias células.

10. (UFMG) A desidratação é caracterizada pela perda
de grandes quantidades de líquidos corporais. Se
considerarmos, hipoteticamente, que nesses líquidos
corporais há perda de água, o liquido extracelular se
caracterizará como hipertônico em relação ao liquido
intracelular. Um indivíduo adulto foi recebido em um
hospital, apresentando um grave quadro de
desidratação. O médico que o atendeu pediu-lhe um
exame de sangue (hemograma), no qual a forma das
hemácias pôde ser avaliada. Assinale a alternativa que
melhor explica o resultado desta análise de sangue.

O glicocálix é uma malha protetora formado por moléculas
de açúcares associadas a lipídios ou proteínas, estando
presente nas células animais.

BIOLOGIA

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A) Hemácias aumentadas pela entrada de água através
de osmose.
B) Hemácias diminuídas e murchas pela entrada de
água através da difusão facilitada.
C) Hemácias diminuídas e murchas pela perda de água
através de osmose.
D) Hemácias aumentadas pela perda de água através de
osmose.

11. (COVEST) Nicholson e Singer foram dois cientistas
que estudaram em detalhe a estrutura celular e
propuseram um modelo de membrana plasmática,
constituído por:

A) Um folheto triplo, em que uma camada bimolecular de
lipídeos se localiza entre duas camadas de proteínas.
B) Dois folhetos ligados por pontes de hidrogênio, um de
polissacarídeos e outro de ácidos graxos de peso
molecular elevado.
C) Três folhetos lipídicos, sendo dois de triglicerídeos e
um de fosfatídeos.
D) Uma camada bimolecular de lipídios, com proteínas
variando de posição, de acordo com o estado funcional
da membrana.
E) Duas camadas bimoleculares de lipídeos e duas de
proteínas.

12. (UNIRIO) Dois surfistas após uma hora dentro

d’água, perceberam a pele enrugada nas pontas dos

dedos e na sola dos pés. Cada um deu uma explicação
para o fato:

Explicação do surfista 1: Nosso corpo, com menor
concentração de soluto do que a água do mar, sofre
desidratação por osmose, enrugando a pele.

Explicação do surfista 2: Lentamente ocorre a hidratação
da queratina depositada sobre a epiderme, aumentando
o volume desta proteína fibrosa, causando dobras nas
partes mais espessas.

Qual dos surfistas forneceu a explicação correta do fato?
Justifique sua resposta, apontando o erro cometido pelo
outro surfista.

13. (UFSCAR) A figura mostra três tubos de ensaio (1, 2
e 3) contendo soluções de diferentes concentrações de
NaCl e as modificações sofridas, após algum tempo, por
células animais presentes em seu interior. O gráfico,
abaixo dos tubos de ensaio, corresponde a duas
alterações ocorridas nas células de um dos três tubos de
ensaio.
Analisando a figura e o gráfico, responda:

A) a que tubo de ensaio correspondem os resultados
apresentados no gráfico e qual a tonicidade relativa da
solução em que as células estão mergulhadas?

B) em qual tubo de ensaio a tonicidade relativa da
solução é isotônica? Justifique.

14. (UNICAMP) Foi feito um experimento utilizando a
epiderme de folha de uma planta e uma suspensão de
hemácias. Esses dois tipos celulares foram colocados
em água destilada e em solução salina concentrada.
Observou-se ao microscópio que as hemácias, em
presença de água destilada, estouravam e, em presença
de solução concentrada, murchavam.
As células vegetais não se rompiam em água destilada,
mas em solução salina concentrada notou-se que o
conteúdo citoplasmático encolhia.

A) A que tipo de transporte celular o experimento está
relacionado?

B) Em que situação ocorre esse tipo de transporte?

C) A que se deve a diferença de comportamento da
célula vegetal em relação à célula animal? Explique a
diferença de comportamento, considerando as células
em água destilada e em solução concentrada.

O CITOPLASMA CELULAR

O citoplasma consiste em um compartimento onde
ocorrem todas as reações bioquímicas na vida de uma
célula. Nele encontramos um líquido chamado de
citosol, que representa cerca de 55% do volume celular
total sendo formado basicamente por água, sais,
carboidratos e outras substância dissolvidas. Esse
compartimento está presente em todos os tipos
celulares. Nas células procariontes encontramos no
citoplasma o material genético e organelas denominadas
ribossomos. Já nas células eucariontes, o material
genético é armazenado no núcleo, ocorrendo também
uma série de compartimentos denominados de
organelas membranosas.

BIOLOGIA

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I. ORGANELAS CITOPLASMÁTICAS

A célula eucariótica apresenta uma série de
compartimentos que exercem funções específicas para o
funcionamento da célula, esses compartimentos são
chamados de organelas citoplasmáticas, vejamos a
seguir:

1. Ribossomos; são organelas não membranosas que
estão presentes tanto em células procariontes como em
células eucariontes. Os ribossomos nas células
eucariontes são formados no interior do núcleo a partir
da transcrição de genes específicos do DNA que
codificam a produção de RNAr. No núcleo os RNAr
associam-se a determinados tipos de proteínas para
formar os ribossomos, que então são exportados para o
citoplasma onde exercem a função de síntese protéica.

2. Retículo endoplasmático; consiste numa série de
canais delimitados por membranas podendo ter a forma
tubular ou de pilhas achatadas. Está relacionado ao
processo de transporte na célula e pode se apresentar
de duas formas: liso ou rugoso:

2.1. Retículo endoplasmático liso; não possuem
ribossomos aderidos a sua membrana. Tem função de
produzir lipídeos como colesterol, testosterona e
estrógeno. Esses lipídeos farão parte da membrana
celular ou serão secretados da célula. São importantes
para a desintoxicação.

2. 2. Retículo endoplasmático rugoso; apresenta
inúmeros ribossomos aderidos a sua membrana
responsáveis pela produção de proteínas que serão
secretadas das células ou farão parte da membrana
plasmática. Tais proteínas são transportadas até o
complexo de golgi dentro de vesículas, além disso,
inúmeras proteínas podem ser modificadas dentro do
retículo.

3. Complexo de golgi; São conjuntos de cisternas
achatadas e aparentemente empilhadas que funcionam
como uma central de armazenamento, modificação e
exportação de substâncias provenientes do retículo
endoplasmático. No complexo de golgi ocorre a
modificação de lipídios e proteínas e também a síntese
da celulose, que compõe a parede celular dos vegetais.
As substâncias que foram modificadas ou sintetizadas no
golgi devem ser excretadas para os limites externos das
células, para isso, devem ser empacotadas em vesículas
que se desprendem do complexo e se fusionam a
membrana plasmática. É a partir de vesículas
provenientes do complexo de golgi que se formam os
lisossomos.

O complexo de golgi também forma o acrossomo dos
espermatozóides, que contém enzimas digestivas
importantes para a penetração do espermatozóide no
óvulo.

3. Lisossomos; são organelas arredondadas que
contém em seu interior enzimas hidrolíticas, participando
assim dos processos de digestão intracelular: a digestão

O espermatozóide humano

O complexo de golgi apresenta duas faces: a cis, que recebe
os produtos do complexo de golgi, e a face trans, que
destina as vesículas para membrana plasmática ou para a
formação dos lisossomos

O retículo endoplasmático é localizado próximo ao núcleo
das células, nele ocorre várias atividades, como, síntese,
armazenamento, desintoxicação de substâncias

BIOLOGIA

CURSINHO DO DCE UFRN 2012|O ESTUDO DA CÉLULA - CITOLOGIA 32

realizada pelos lisossomos pode ser: autofágica,
quando eles degradam componentes da própria célula,
ou heterofágica quando degradam partículas que não
pertencem às células.

4. Peroxissomos; são organelas que recolhem os
peróxidos tóxicos, que são produtos que se formam
durante as reações químicas celulares. No interior do
peroxissomo existem enzimas chamadas de oxidases
que degradam produtos nocivos a célula a produtos
menos tóxicos com segurança. Esses peróxidos tóxicos
como H2O2 (Peróxido de Hidrogênio ou Água Oxigenada)
podem ser danosos as células por serem extremamente
reativos, no interior dos peroxissomos uma enzima
chamada de catalase consegue degradar o H2O2 a H2O
e O2. Outra função dos peroxissomos é a oxidação de
ácidos graxos que serão utilizados na síntese do
colesterol ou serem utilizados na respiração celular para
obtenção de energia.

5. Vacúolos; Os vacúolos são estruturas presentes em
células vegetais, sendo delimitados por uma membrana
lipoprotéica chamada de tonoplasto. Os vacúolos
podem atuar em diversas funções:

Estrutural; atua preenchendo os espaços e fornecendo
sustentação às células.
Defesa; armazenamento de substâncias tóxicas que
podem ser usadas contra os herbívoros
Reprodução; armazena pigmentos responsáveis pelas
cores de flores e frutos, que atuam na atração de
polinizadores e dispersores

6. Mitocôndrias; são pequenas organelas celulares de
tamanho aproximado ao de muitas bactérias. As
mitocôndrias são formadas por um sistema duplo de
membranas
: uma membrana externa e outra membrana
interna. Enquanto a membrana externa é lisa, a
membrana interna possui inúmeras pregas chamadas
cristas mitocondriais, nas quais se fixam enzimas
oxidativas. A cavidade interna das mitocôndrias é
preenchida por um fluido denominado matriz
mitocondrial
contendo grande quantidade de enzimas
dissolvidas, necessárias para a extração de energia dos
nutrientes. Nela também podemos encontrar o DNA
mitocondrial e inúmeros ribossomos. As mitocôndrias

são verdadeiras “usinas” das células, atuando na

produção de moléculas de ATP a partir de moléculas
combustíveis.

7. Plastos; são organelas citoplasmáticos encontrados
nas células de plantas e algas. São classificados em:

Cromoplastos; São plastos coloridos que armazenam
pigmentos. Os mais importantes são os cloroplastos. Os
cloroplastos também são formados por um sistema duplo
de membranas e possui DNA próprio. A sua membrana
interna forma pequenas pilhas denominadas grana. Esse
conjunto de pilhas sobrepostos formam os tilacóides,
onde moléculas de clorofila se dispõe para a captação
de luz e promoção do processo fotossintético. É nos
cloroplastos que ocorre a produção de carboidratos por
vegetais e algas.

Leucoplastos; São plastos incolores que armazenam
substâncias nutritivas como os Amiloplastos (amido), os
Oleoplastos (óleos) e os Proteoplastos (proteínas).

Nas células de algas e plantas os cloroplastos promovem a
fotossíntese, processo que sustenta as cadeias alimentares
de todos os ecossistemas.

As mitocôndrias são as usinas de energia das células, elas
convertem moléculas combustíveis em ATP

A degradação da cauda do girino durante a metamorfose é
um exemplo de digestão autofágica

BIOLOGIA

CURSINHO DO DCE UFRN 2012|O ESTUDO DA CÉLULA - CITOLOGIA 33

8. Centríolos; os
centríolos são estruturas
citoplasmáticas

que
estão presentes na
maioria dos organismos
eucariontes. O centríolo é
um cilindro cuja parede é
constituída por nove
conjuntos de três
microtúbulos e geralmente ocorrem aos pares, Os
centríolos são desprovidos de membrana, são
constituídos por túbulos de natureza protéica (tubulina).

9. Cílios e Flagelos; os centríolos originam estruturas
locomotoras denominadas cílios e flagelos, que diferem
entre si quanto ao comprimento e número por célula. Os
flagelos são longos e pouco numerosos e executam
ondulações que se propagam da base em direção a
extremidade livre. Os cílios são curtos e muito
numerosos e executam um movimento semelhante ao de
um chicote, com a incrível freqüência de 10 a 40
batimentos por segundo. Funções de Cílios e Flagelos: -
Locomoção da célula; movimentação do líquido
extracelular; limpeza das vias respiratórias.

10. Citoesqueleto; além de suas diversas organelas, o
citoplasma eucariótico possui um conjunto de longas
fibras finas denominado citoesqueleto, que desempenha
papéis importantes

Sustenta a célula e mantém sua forma
Fornece movimentos a diversos tipos celulares
Posiciona as organelas dentro da célula
Auxilia a ancoragem das células em um local adequado

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

15. (ENEM) Na embalagem de um antibiótico, encontra-
se uma bula que, entre outras informações, explica a
ação do remédio do seguinte modo:

O medicamento atua por inibição da síntese protéica
bacteriana.

Essa afirmação permite concluir que o antibiótico
A) impede a fotossíntese realizada pelas bactérias no
interior do cloroplasto e, assim, elas não se alimentam e
morrem.
B) interrompe a produção de proteína das bactérias
desativando os ribossomos, o que impede sua
multiplicação pelo bloqueio de funções vitais.
C) altera as informações genéticas das bactérias que se
encontra no núcleo, o que impede manutenção e
reprodução desses organismos.

D) elimina os vírus causadores da doença, pois não
conseguem obter as proteínas que seriam produzidas no
retículo endoplasmático pelas bactérias parasitas.
E) dissolve as membranas das bactérias responsáveis
pela doença, o que dificulta o transporte de nutrientes e
provoca a morte delas.

16. (UFRGS) Em um experimento em que foram
injetados aminoácidos radioativos em um animal, a
observação de uma de suas células mostrou os
seguintes resultados: após 3 minutos, a radioatividade
estava localizada na organela X (demonstrando que a
síntese de proteínas ocorria naquele local); após 20
minutos, a radioatividade passou a ser observada na
organela Y; 90 minutos depois, verificou-se a presença
de grânulos de secreção radioativos, uma evidência de
que as proteínas estavam próximas de serem
exportadas. As organelas X e Y referidas no texto são,
respectivamente,
A) o complexo golgiense e o lisossomo.
B) o retículo endoplasmático liso e o retículo
endoplasmático rugoso.
C) a mitocôndria e o ribossomo.
D) o retículo endoplasmático rugoso e o complexo
golgiense.
E) o centríolo e o retículo endoplasmático liso

17. (PUCPR 2007) Mergulhadas no citoplasma celular
encontram-se estruturas com formas e funções
definidas,

denominadas

ORGANELAS
CITOPLASMÁTICAS, indispensáveis ao funcionamento
do organismo vivo. Associe as organelas com suas
respectivas funções:

1) Complexo de Golgi

2) Lisossoma

3) Peroxissoma 4) Ribossoma
5) Centríolo

responsável pela desintoxicação de álcool e
decomposição de peróxido de hidrogênio.
local de síntese protéica.
modifica, concentra, empacota e elimina os
produtos

sintetizados

no

Retículo

Endoplasmático Rugoso.
vesícula que contem enzima fortemente
hidrolíticas formadas pelo Complexo de Golgi.
responsável pela formação de cílios e flagelos.

Assinale a seqüência correta:
A) 3 – 4 – 1 – 2 – 5

B) 2 – 3 – 1 – 5 – 4

C) 2 – 1 – 3 – 4 – 5

D) 1 – 3 – 2 – 4 – 5

E) 3 – 4 – 2 – 5 – 1

18. (UFSCAR 2008) Em uma célula vegetal o material
genético concentra-se no interior do núcleo, o qual é
delimitado por uma membrana. Além dessa região,
material genético também é encontrado no interior do

BIOLOGIA

CURSINHO DO DCE UFRN 2012|O ESTUDO DA CÉLULA - CITOLOGIA 34

A) retículo endoplasmático e complexo Golgiense.
B) complexo Golgiense e cloroplasto.
C) lisossomo e retículo endoplasmático.
D) lisossomo e mitocôndria.
E) cloroplasto e mitocôndria.

19. (UFPA 2008) Os organismos multicelulares exibem
uma variedade de especializações celulares com
funções e morfologia distintas. O citoplasma dessas
células apresenta várias organelas ou estruturas, e,
dependendo da especialização celular, irá predominar
uma organela
sobre as demais. A respeito das características típicas
das organelas, é correto afirmar:

A) Ribossomos são grânulos constituídos por uma fita de
DNA e proteínas; participam na síntese de proteínas.
B) O complexo de Golgi é composto por cisternas e
vesículas; participa no processamento das proteínas e
secreção celular.
C) Mitocôndrias são formadas por lamelas e preenchidas
pelo estroma; participam no processo da fotossíntese.
D) Peroxissomos são lisossomos; participam no
armazenamento de substâncias como proteínas e
lipídios.
E) Retículo endoplasmático liso é formado por cristas e
preenchido por uma matriz; participa na produção e
liberação de energia.

20. (UFRN) A extremidade do axônio da célula nervosa
apresenta grande atividade metabólica durante a
passagem do impulso nervoso para os dendritos da
célula seguinte. Essa atividade metabólica elevada é
possível devido à presença de um grande número de

A) mitocôndrias.

B) ribossomos.

C) vacúolos.

D) lisossomos.

21. (UFRN 2007) Na figura abaixo, a organela
citoplasmática em destaque é uma vesícula cheia de
enzimas que desempenha funções importantes na célula
eucariótica. O nome dessa organela e duas ações
resultantes do seu funcionamento estão relacionados na
seguinte opção:

A) Lisossomo → digestão de microrganismos e

autodissolução celular.

B) Glioxissomo → renovação celular e apoptose.
C) Peroxissomo → conversão do H2O2 e autólise.
D) Golgiossomo → armazenamento de proteínas e

movimentação ciliar.

22. (UFRN 2011) Quando uma amostra de carne é
colocada dentro de um recipiente esterilizado, mesmo
que não seja possível a existência de microrganismos
decompositores, ainda assim a amostra sofre
decomposição. Tal processo é decorrente da atuação de
substâncias que, normalmente encontradas na célula,
estão armazenadas no interior do

A) lisossomo.

C) retículo endoplasmático.

B) ribossomo.

D) complexo golgiense.

23. (UFRN) As células animais apresentam muita

semelhança com as células vegetais − e mesmo com as
bactérias −, embora nem todas as características sejam

comuns entre elas. Uma estrutura comum às células de
organismos dos três reinos citados e uma que é
exclusiva de vegetais e bactérias são, respectivamente,
A) ribossomos e parede celular.
B) membrana plasmática e centríolos.
C) citoesqueleto e retículo endoplasmático.
D) cílios e membranas fotossintetizantes.

24. (UERJ 2008) Algumas células são capazes de enviar
para o meio externo quantidades apreciáveis de
produtos de secreção. O esquema abaixo representa a
célula epitelial de uma glândula que secreta um
hormônio de natureza protéica.

Nomeie as organelas que participam diretamente do
transporte do hormônio a ser secretado e descreva a
atuação delas.

25. (UFC) As organelas citoplasmáticas variam em
número e atividade de acordo com o tipo de tecido onde
são encontradas. Assim, nos tecidos que formam os
músculos e o intestino encontramos, respectivamente,
em maior quantidade:

A) Complexo golgiense e retículo endoplasmático não
granuloso.
B) Retículo endoplasmático granuloso e mitocôndrias.
C) Lisossomos e retículo endoplasmático granuloso.
D) Mitocôndrias e complexo golgiense.
E) Mitocôndrias e vacúolos.

BIOLOGIA

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NÚCLEO CELULAR

Os organismos vivos dependem de informações
apropriadas e exatas para responderem adequadamente
a alterações nas condições e manter um ambiente
interno constante Essa informação é armazenada nas
sequências de nucleotídios do DNA, que nas células
eucarióticas localiza-se no núcleo. O núcleo atua como o
centro de controle das atividades celulares, podendo ser

considerado um “arquivo” das informações hereditárias,

que as células transmitem às suas filhas, por ocasião da
reprodução. Ele é, em última análise, o centro de
controle metabólico da célula.

I. QUANTOS NÚCLEOS PODE TER
UMA CÉLULA?

Embora a maioria das células apresente apenas um
núcleo (células mononucleadas), há algumas que
possuem dois (células binucleadas) ou mais núcleos
(células polinucleadas). Como exemplo de células
binucleadas, citamos o paramécio, protozoário ciliado
que apresenta um núcleo pequeno (micronúcleo) e outro
de maior tamanho (macronúcleo) e algumas células
hepáticas e cartilaginosas. No que diz respeito às células
polinucleadas, citamos as fibras musculares estriadas,
presentes nos nossos músculos esqueléticos. Há ainda
células que não apresentam núcleo na fase adulta
(anucleadas) é o caso dos glóbulos vermelhos dos
mamíferos, que perdem o núcleo durante o processo de
amadurecimento.

II. COMPONENTES DO NÚCLEO
CELULAR

O núcleo é facilmente observado durante a interfase,
período em que as células não estão se dividindo. Neste
período, no caso das células eucarióticas, podemos
destacar quatro componentes, 1) carioteca ou envelope

nuclear, 2) cromatina, 3) nucléolo, 4) nucleoplasma ou
cariolinfa.

1. Carioteca; o núcleo é delimitado pela carioteca ou
envelope nuclear. A carioteca só é visível ao microscópio
eletrônico e é delimitada por uma membrana lipoprotéica
dupla que são fusionadas uma na outra. Essas duas
membranas são perfuradas inúmeros poros
microscópicos que conectam o interior do núcleo ao
citoplasma. Em cada poro há um complexo de proteínas
que regula a entrada e a saída de substâncias, de modo
que há controle sobre o que entra e sai do núcleo, desse
modo a carioteca permite que o conteúdo do núcleo seja
quimicamente diferente do conteúdo citoplasmático.
Além de controlar a entrada e saída de substâncias no
núcleo, a carioteca também tem a função de proteger o
material genético.

2. Cromatina; o DNA é uma longa molécula que
armazena a informação genética e precisa ser
acomodada em um pequeno espaço, o núcleo. Assim o
DNA deve ser compactado a partir de proteínas que ele
se associam, sofrendo uma série de dobramentos, com a
formação de alças e espirais que originam uma estrutura
compacta, o cromossomo. Dessa maneira, a cromatina
é o material do qual os cromossomos são feitos.

O uso de corantes nucleares ajudou os citologistas a
identificar duas regiões da cromatina, que se corava
mais intensamente que outras. Essas regiões foram
denominadas de eucromatina e heterocromatina. A
maior parte do DNA compactado em heterocromatina
não contém genes, e, na parte que contém os genes
estão inativos e não se expressam. Entretanto a
heterocromatina é dinâmica, dessa forma, regiões que
contém genes podem se desenrolar e ter seus genes

A carioteca é a membrana que delimita o núcleo, ela
apresenta uma série de poros que permite o fluxo de
substâncias.

As hemácias são células especializadas no transporte de
gás oxigênio que perderam o núcleo como uma
especialização para realização de suas funções.

BIOLOGIA

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ativos. A eucromatina constitui a cromatina, onde os
filamentos cromatínicos estão “esticados”, aparecendo
na forma menos condensada e sendo coradas mais
fracamente, que a heterocromatina. Ela corresponde a
regiões do DNA em que os genes estão eventualmente
ativos, orientando a síntese de RNA (processo de
transcrição).

3. Nucléolo; é uma região dentro do núcleo formada por
um denso aglomerado de moléculas de RNAr, material
do quais os ribossomos são formados. Genes
específicos contém a informação para a produção de
RNAr. Esses RNAr podem se associar a proteínas
nucleares para constituírem os ribossomos, que quando
formados devem ser exportados ao citoplasma, onde
exercem a função de síntese protéica.

4. Nucleoplasma ou cariolinfa; é a solução aquosa que
envolve a cormatina e os nucléolos. Nela estão
presentes diversos tipos de íons, moléculas de ATP,
nucleotídios e diversos tipos de enzimas.

III. CROMOSSOMOS

Os cromossomos são formados por uma longa molécula
de DNA e contém os genes que controlam a síntese de
proteínas, e em última análise, todo o funcionamento da
célula. Em procariontes os genes estão contidos em uma
única molécula circular de DNA, que constitui o
cromossomo bacteriano, já nas células eucarióticas há
geralmente vários cromossomos por núcleo, cada um
deles é um filamento longo constituído por uma única
molécula de DNA e proteínas associadas em um
complexo altamente organizado.

Todo cromossomo apresenta uma região central
denominada de centrômero. A posição do centrômero
nos faz classificar os cromossomos em:

1. Metacêntrico; possui o centrômero na região
mediana, formando, como conseqüência, dois braços
cromossômicos de mesmo tamanho ou de tamanho
bastante semelhante.

2. Submetacêntrico; apresenta centrômero pouco
afastado do meio, dividindo o cromossomo em dois
braços de tamanhos diferentes.

3. Acrocêntrico; é aquele que possui centrômero bem
próximo a uma das extremidades (região subterminal), o
que leva a formação de um braço cromossômico grande
e outro muito pequeno.

4. Telocêntrico; cromossomo que apresenta o
centrômero na região terminal, fazendo com que ele
possua apenas um braço cromossômico, ao contrário
dos três outros que apresentam dois braços. Na espécie
humana não existe cromossomo telocêntrico. Observado
em alguns peixes.

As extremidades do cromossomo possuem uma região
especial chamada de telômero. A medida em que a
célula se divide e duplica seus cromossomos, os
cromossomos filhos apresentam-se menores que os
cromossomos dos quais forma originados, isso porque a
cada ciclo de divisão um pedaço da região telomérica é

A posição do centrômero determina o tipo de cromossomo.

O número de cromossomos no núcleo varia de espécie
para espécie, nos humanos, com exceção dos gametas os
núcleos apresentam 46 cromossomos, enquanto o núcleo
das células da mosca Drosophila melanogaster apresenta
apenas 8 cromossomos.

O nucléolo consiste num aglomerado denso de moléculas de
RNAr, compreendendo a região mais escura quase que no
centro da imagem.

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perdido, assim, em células que estão constantemente
em divisão é essencial a presença de uma enzima
chamada de telomerase, que sintetiza o trecho das
informações contidas nos cromossomos que foram
perdidas.

Por fim, os braços dos cromossomos são as cromátides.
É importante salientar que
é nos cromossomos em
que as moléculas de DNA
vão apresentar o seu grau
máximo de compactação.
Os cromossomos não são
observados no período de
interfase do ciclo celular,

podendo

ser
visualizados na etapa de
divisão.

IV. CARIÓTIPO

É conjunto diplóide dos cromossomos de um organismo,
ordenados de acordo com o tamanho e a posição do
centrômero. Este conjunto forma um padrão que se
repete em todas as células de um indivíduo. No cariótipo,
os cromossomos estão arrumados aos pares homólogos
e cada um deles se apresenta duplicado, formado por
duas cromátides unidas pelo centrômero. Estas duas
cromátides, que se originam por duplicação, são
denominadas cromátides-irmãs e são cópias idênticas.
Cromossomos homólogos são aqueles cromossomos
que apresentam a mesma forma e tamanho.

V. ALTERAÇÕES CROMOSSÔMICAS
NA ESPÉCIE HUMANA

O tamanho e forma dos cromossomos são constantes
entre indivíduos da mesma espécie, e os desvios em
relação ao cariótipo normal, conhecidos aberrações
cromossômicas, geralmente causam grandes transtornos
ao funcionamento celular, provocando doenças graves
ou mesmo a morte das pessoas portadoras, as
alterações podem ser numéricas, quando afetam o
numero de cromossomos das células ou estruturais,
quando afetam a forma do cromossomo do cariótipo.

1. Síndrome de Down; Também conhecida por
trissomia do cromossomo 21, é um tipo de alteração
numérica ao qual a pessoa afetada possui três cópias do
cromossomo 21. As pessoas que nascem com essa
anomalia cromossômica geralmente sobrevivem, mas
apresentam retardo mental acentuado e um conjunto de
características que compõe Síndrome de Down.

2. Síndrome de Tunner; Constitui num tipo de alteração
cromossômica numérica onde a pessoa afetada
apresenta apenas um cromossomo sexual (X), essa
pessoa é do sexo feminino e as principais características
da síndrome são a baixa estatura, problemas no
desenvolvimento dos órgãos genitais, infertilidade, e em
alguns casos retardo mental leve.

3. Síndrome de Klinefelter; A pessoa afetada tem três
cromossomos sexuais, sendo dois X e um Y e é do sexo
masculino, e apresentam problemas no desenvolvimento
dos órgãos genitais, geralmente acompanhado de
infertilidade e retardo mental leve.

1 - Constricção primária (Centômero); 2 - Braço ou alça; 3 -
Constricção secundária; 4 - Zona SAT ( Telômero); a
e b =
cromátides irmãs.

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EXERCÍCIOS PROPOSTOS

26. (UESC) A ilustração abaixo representa tipos de
cromossomos indicados por A, B e C, denominados
respectivamente:

A) acrocêntrico, submetacêntrico, metacêntrico.
B) metacêntrico, submetacêntrico, acrocêntrico.
C) acrocêntrico, metacêntrico, submetacêntrico.
D) metacêntrico, acrocêntrico, submetacêntrico.
E) submetacêntrico, acrocêntrico, metacêntrico.

27. (DCE 2012) A síndrome de Down, causada pela
trissomia do cromossomo 21, tem uma incidência de
cerca de 1 em 600 na população jovem mas o risco
aumenta com a idade materna, podendo ser de 1 a 4%
em mulheres de mais de 40 anos. Por isso mulheres que
engravidam nessa faixa etária recorrem frequentemente
ao diagnóstico pré-natal para saber se seu feto tem uma
alteração cromossômica, não só do cromossomo 21,
mas de outros também. Uma pessoa que possui a
síndrome de Down

A) apresenta 21 cromossomos em sua constituição
genética
B) se desenvolve normalmente
C) o núcleo de suas células possui 1 cromossomo a
mais
D) nasce quando a mãe completa 40 anos
E) tem alta expectativa de vida

28. (DCE 2012). Durante o processo evolutivo, os
mamíferos elevaram sua temperatura corporal e
desenvolveram a capacidade de mantê-la relativamente
constante (homeotermia). Esse aumento da temperatura
corporal foi acompanhado de um incremento da taxa
metabólica e de uma exigência maior no transporte de
oxigênio (O2). Assim as células responsáveis pelo
transporte de O2

A) não são importantes, uma vez que as plaquetas
podem substituir sua função
B) possuem núcleo, onde uma proteína denominada de
hemoglobina se liga ao O2 transportando o gás a todas
as células do corpo dos mamíferos
C) são células procariontes já que não apresentam
núcleo, sendo altamente eficientes no transporte de O2
D) perderam o núcleo deixando de utilizar O2 tornando-
se mais eficientes no transporte desse gás
E) só desempenham a sua função se apresentarem um
núcleo

29. (FUVEST) Sabemos que as regiões cromossômicas
organizadoras dos nucléolos são as responsáveis pela
produção de RNA ribossômico. Por outro lado, sabemos
que os nucléolos são ricos em RNA ribossômico e que
eles gradualmente desaparecem durante os processos
de divisão celular. A explicação para esse fato poderia
ser:
A) Durante a divisão, a célula gasta RNAr.
B) Como novas células serão originadas, é preciso mais
RNAr, que o nucléolo, armazenador, distribuirá ao
desaparecer.
C) O RNAr iria para as mitocôndrias e, juntamente com
os cloroplastos, refaria novos nucléolos.
D) Os nucléolos são orgânulos indispensáveis para a
condensação cromossômica e, por isso, devem
desaparecer na divisão.
E) O nucléolo só desaparece na mitose, permanecendo
como estrutura bem diferenciada durante a meiose.

30. (UFF) Ao pesquisar a função dos nucléolos,
realizaram-se experiências com uma linhagem mutante
do anfíbio Xenopus. Verificou-se que cruzamentos de
indivíduos dessa linhagem produziam prole com alta
frequência de morte – os embriões se desenvolviam
normalmente e, pouco depois da eclosão, os girinos
morriam. Estudos citológicos mostraram que os núcleos
dos embriões ou não apresentavam nucléolos, ou
apresentavam nucléolos anormais. Conclui-se que a
primeira atividade celular afetada nesses embriões foi:

A) O processamento do RNA mensageiro.
B) A produção de RNA mensageiro.
C) A produção de histona.
D) A produção de ribossomos.
E) A produção de RNA polimerase.

31. (FUVEST) Em determinada espécie animal, o
número diploide de cromossomos é 22. Nos
espermatozoides, nos óvulos e nas células epidérmicas
dessa espécie serão encontrados, respectivamente:

A) 22, 22 e 44 cromossomos.
B) 11, 11 e 22 cromossomos.
C) 11, 22 e 22 cromossomos.
D) 22, 22 e 22 cromossomos.
E) 44, 44 e 22 cromossomos.

32. (FUVEST) Os cromossomos humanos podem ser
estudados em células extraídas do sangue. Esse estudo
pode ser feito tanto num leucócito quanto numa
hemácia? Justifique sua resposta.

33. (UNICAMP) Uma célula que apresenta grande
quantidade de síntese protéica tende a apresentar, em
geral, um grande nucléolo. Explique esta relação.

34. (UFG) Sobre o núcleo de uma célula eucariota cite:
A) os componentes
B) a composição química dos componentes
C) as funções dos componentes

BIOLOGIA

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DIVISÃO CELULAR

A célula se reproduz pela duplicação de seu conteúdo
genético e pela divisão em duas. Nos organismos
unicelulares, como bactérias e alguns fungos, cada
divisão celular produz um novo organismo, ao passo que
muitas divisões são necessárias para produzir um novo
organismo multicelular a partir do ovo fertilizado. Esse
ciclo de duplicação e divisão vital para a reprodução dos
seres vivos é conhecido como ciclo celular. Há, nas
células eucarióticas, dois tipos de divisão celular: mitose
e meiose.

I. CICLO CELULAR

O ciclo celular é o período que se inicia com o
surgimento de uma célula, a partir de uma célula pré-
existente, e termina quando ela se divide. Os citologistas
dividem o ciclo celular em interfase, mitose e citocinese.

1. Intérfase; Consiste em um período entre as divisões
celulares. Embora seja um momento em que a célula
não está em divisão, muitos eventos importantes estão
acontecendo em seu interior. A interfase apresenta sub-
etapas, conhecidas pelos seguintes nomes: fase G1, fase
S e fase G2. Neste período, a célula se encontra em
grande atividade metabólica, realizando, praticamente,
todos os processos de síntese necessários ao seu
desenvolvimento. Nela, ocorre a duplicação do material
genético e o crescimento celular.

1.1. Fase G1; Antecede à duplicação do DNA.
Caracteriza- se por uma intensa síntese de RNA e de
proteínas, levando a um considerável crescimento
celular.

1. 2. Fase S; Nessa etapa ocorre a replicação do DNA,
com a conseqüente duplicação dos cromossomos.

1. 3. Fase G2; No G2, a célula sintetiza moléculas,
inclusive RNAs e proteínas, relacionadas,
principalmente, com a divisão celular. O crescimento
neste período é menos intenso que no G1.

1. 4. Fase M; A mitose inclui, essencialmente, dois
processos: adivisão do núcleo e a divisão do citoplasma
ou citocinese (kitos, célula). Na mitose, há apenas uma
duplicação cromossômica para cada divisão nuclear.
Dessa forma, uma célula-mãe transfere para as duas
células-filhas, todo seu patrimônio genético, contido nos
cromossomos.

II. FASES DA MITOSE

Embora a mitose seja um processo contínuo, é costume
ser dividida, para efeito didático, em cinco fases ou
etapas no qual é originalmente definida como o período
no qual os cromossomos estão visivelmente
condensados.

1. Prófase; é a primeira etapa da mitose. A cromatina se
condensa para formar os cromossomos tornando-se
visíveis; a carioteca e os nucléolos desintegram-se; os
centríolos dividem-se e dirigem-se para os pólos da
célula; é formado o fuso de divisão. o fuso mitótico se
forma entre os dois centrossomos, os quais iniciam a sua
separação. Este fuso começa a se formar na prófase e
se completa na metáfase. A desintegração da carioteca
marca o fim da prófase e o início da prometáfase.

O ciclo celular é dividido em subfase: G1, S e G2
compreendem o período de interfase. M é o período de
divisão do núcleo. O processo termina com a citocinese que
compreende a divisão do citoplasma. Células que nunca se
dividem estão num estágio de repouso denominado de G0.

No processo mitótico, como mostra a figura ao lado, as
células-filhas apresentam o mesmo número de
cromossomos da célula-mãe, razão pela qual a mitose é
considerada uma divisão equacional.

BIOLOGIA

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2. Metáfase; nesta fase, os cromossomos atingem o
estado de máxima condensação estando alinhados em
um plano entre os dois pólos do fuso, no meio da célula.

3. Anáfase; Após a separação das cromátides-irmãs,
decorrente da duplicação dos centrômeros, que teve
início no final da metáfase, cada cromossomo-filho migra
para um dos pólos da célula. A anáfase termina quando
os cromossomos filhos chegam aos pólos da célula.

4. Telófase; em linhas gerais, a telófase pode ser
considerada como o inverso da prófase. Nela, ocorre
uma série de eventos opostos aos que se verificam no
inicio da divisão celular. Na telófase, os dois conjuntos
de cromossomos-filho chegam aos pólos do fuso. Um
novo envelope nuclear é remontado em torno de cada
conjunto de cromossomos completando a formação dos
dois núcleos e marcando o fim da mitose. Dessa forma,
os dois núcleos filhos formados, adquirem o aspecto
típico de núcleos interfásicos.

Após a divisão nuclear (cariocinese), tem inicio a
citocinese ou divisão citoplasmática, levando à
formação de duas células-filhas, com distribuição mais
ou menos eqüitativa dos orgânulos citoplasmáticos.

III. MEIOSE

A meiose consiste em duas divisões nucleares que
reduzem o número de cromossomos para o número
haplóide em preparo para a reprodução sexuada.
Embora o núcleo se divida duas vezes durante a meiose,
o material genético é replicado apenas uma vez. As
células originadas pelo processo de meiose diferem
tanto entre elas quanto entre a célula que as originou.

IV. FINALIDADES DA MEIOSE

1. Reduzir o número de cromossomos de diplóides para
haplóides
2. Garantir que cada um dos produtos haplóides possua
um conjunto completo de cromossomos
3. Promover a diversidade genética

V. CARACTERÍSTICAS GERAIS DA
MEIOSE

Muitos dos fenômenos que ocorrem na mitose (formação
do fuso acromático, desaparecimento dos nucléolos,

Um dos eventos mais importantes da telófase é a
reintegração da carioteca

Na anáfase as cromátides movem-se para pólos opostos da
célula.

Os centrômeros se alinham em um plano equador da célula.

Alguns eventos que ocorrem na Prófase.

BIOLOGIA

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desintegração da carioteca, movimento dos
cromossomos para o meio da célula e em seguida para
os pólos), também se repetem na meiose. Em função
disto, ela pode ser estudada através das mesmas fases
(prófase, metáfase, anáfase e telófase), adotadas na
mitose. Uma diferença entre os dois processos é que, na
meiose, como mencionamos anteriormente, há uma
duplicação de DNA para duas divisões celulares,
levando à formação de quatro células-filhas, para cada
uma que inicia o processo. Isto explica a redução do
padrão cromossomial de 2n para n.

VI. PRIMEIRA DIVISÃO DA MEIOSE
(DIVISÃO I)

Compreende a prófase I, metáfase I, anáfase I e telófase
I.
1. PRÓFASE I; É a mais longa e mais complexa de
todas as fases da meiose. Nela, ocorrem eventos que
não são observados na mitose, tais como o
emparelhamento dos cromossomos homólogos e a
troca de pedaços entre cromátides. Devido a sua
importância e complexidade, esta fase é dividida em 5
subfases: leptóteno (do grego, leptos, fino, comprido;
tainia, fita, filamento), zigóteno (do grego, zygos, par,
juntos), paquíteno (do grego, pachys, grosso, espesso),
diplóteno (do grego, diploos, duplo) e diacinese (do
grego, dia, através de; kinesis, movimento).

1. 1. Leptóteno; inicia-se a individualização dos
cromossomos estabelecendo a condensação
(espiralização

1. 2. Zigóteno; aproximação dos cromossomos
homólogos, sendo esse denominado de sinapse;

1. 3. Paquíteno; máximo grau de condensação dos
cromossomos, os braços curtos e longos ficam mais
evidentes e definidos, dois desses braços, em
respectivos homólogos, ligam-se formando estruturas
denominadas bivalentes ou tétrades. Momento em que
ocorre o crosing-over, isto é, troca de segmentos
(permutação de genes) entre cromossomos homólogos;

1. 4. Diplóteno; começo da separação dos homólogos,
configurado de regiões quiasmas (ponto de intercessão
existente entre os braços entrecruzados, portadores de
características similares);

1. 5. Diacinese; finalização da prófase I, com separação
definitiva dos homólogos, já com segmentos trocados. A
carioteca (envoltório membranoso nuclear) desaparece
temporariamente.

2. METÁFASE I; Nesta fase, os cromossomos
homólogos pareados (tétrades), dispõem-se na zona
equatorial da célula, formando a placa equatorial ou
placa metafásica. Os cromossomos atingem sua máxima
condensação e cada componente do par de homólogos
se encontra ligado, pelo seu centrômero, às fibras do

fuso que “emergem” de centríolos opostos.

3. ANÁFASE I; Esta fase se caracteriza pela separação
dos homólogos
duplicados (constituídos por duas
cromátides), para os pólos da célula, fenômeno que se
deve à contração das fibras do fuso. Observe que não
ocorre divisão dos centrômeros. Na anáfase mitótica e
na anáfase II, como veremos adiante, verifica-se, ao
contrário, a divisão dos centrômeros. Nestes casos, os
cromossomos que migram para os pólos opostos são
irmãos e constituídos de uma única cromátide. O
esquema a seguir mostra a diferença entre a anáfase da
mitose e a anáfase I.

4. TELÓFASE I; Caracteriza-se pela chegada dos
homólogos aos pólos da célula, graças ao encurtamento
das fibras do fuso; pela desespiralização
(descondensação) dos cromossomos e pela
reorganização dos nucléolos e da carioteca. Após a
reorganização nuclear, ocorre a primeira citocinese,
fazendo surgir duas células haplóides, sendo por esta
razão que a meiose I é considerada uma divisão
reducional. Não devemos esquecer que embora o
número de cromossomos tenha sido reduzido à metade,
cada um deles está duplicado. Assim sendo, as células-
filhas haplóides, ao final da meiose I, possuem duas

Anáfase I da meiose.

Metáfase I da meiose.

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cópias de cada molécula de DNA. Com a segunda
divisão da meiose, esta situação irá se modificar.

SEGUNDA DIVISÃO DA MEIOSE
(DIVISÃO II)

É muito semelhante à mitose, sendo, a exemplo do
processo mitótico, uma divisão equacional. Durante a
meiose II, ocorre a separação das cromátides que
constituem as díades. Por esta razão, é que se torna
possível formar células haplóides (dotadas de n
cromossomos simples), a partir de outras células
haplóides, estas dotadas de n cromossomos, porém
duplicados. Como não existem, nesta fase,
cromossomos homólogos nas mesmas células, não há
sinapse cromossomial. A divisão II compreende prófase
II, metáfase II, anáfase II e telófase II.

PRÓFASE II; As duas células resultantes da divisão I
entram em prófase II. Nesta fase, verifica-se a
condensação dos cromossomos duplicados; a migração
dos centríolos, duplicados, para os pólos da célula; o
desaparecimento gradativo dos nucléolos e a
desintegração da carioteca, que marca o fim da prófase
II. Vale lembrar, que a exemplo do que já foi descrito na
mitose e na meiose I, alguns biólogos consideram o fim
da prófase II como sendo uma fase denominada
prometáfase II. Nela, os cromossomos duplicados se

ligam às fibras do fuso e migram para o “equador” da

célula, fenômenos que costumam ser englobados na
metáfase II.

METÁFASE II; Nesta fase, verifica-se a disposição dos
cromossomos duplicados (díades) na região equatorial
da célula, estando cada díade ligada às fibras do fuso,
pelo centrômero. A metáfase II termina quando os
centrômeros começam a se duplicar e as cromátides-
irmãs, que irão constituir os cromossomos-irmãos,
iniciam sua separação e migração para os pólos da
célula.

ANÁFASE II: Esta fase se caracteriza,
fundamentalmente, pela migração dos cromossomos-
filhos (ex-cromátides irmãs) para os pólos da célula.

TELÓFASE II: Nesta fase, ocorrem desespiralização dos
cromossomos, bem como reorganização dos nucléolos e
da carioteca, formando dois núcleos filhos, em cada
célula. A telófase II termina com a segunda citocinese,
levando à formação de duas células-filhas, para cada
célula que iniciou a divisão II.

Prófase II.

Anáfase II.

Metáfase II.

Diferenças entre as fases da mitose e meiose.

BIOLOGIA

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Como se pode constatar, a partir de cada célula diplóide
que inicia a meiose, formam-se duas células haplóides
após a divisão I e quatro células haplóides após a
segunda citocinese. Em face das recombinações
gênicas, que se ocorrem na prófase I, as quatro células
resultantes da meiose são geneticamente diferentes.

EXERCÍCIOS PROPOSTOS:

35. (UERJ) A partir de um ovo fertilizado de sapo, até a
formação do girino, ocorre uma série de divisões
celulares. A distribuição percentual dos tipos de divisão
celular, nesta situação, é a seguinte:
A) 100% mitose.
B) 100% meiose.
C) 50% meiose – 50% mitose.
D) 75% mitose – 25% meiose.

36. (FUVEST) Os dois processos que ocorrem na
meiose, responsáveis pela variabilidade genética dos
organismos que se reproduzem sexuadamente, são:
A) Duplicação dos cromossomos e pareamento dos
cromossomos homólogos.
B) Segregação independente dos pares de
cromossomos homólogos e permutação entre os
cromossomos homólogos.
C) Separação da dupla-hélice da molécula de DNA e
replicação de cada uma das fitas.
D) Duplicação dos cromossomos e segregação
independente dos pares de cromossomos homólogos.
E) Replicação da dupla-hélice da molécula de DNA e
permutação entre os cromossomos homólogos.

37. (UCPEL) Para estudo de cariótipo, a fase da mitose
mais adequada à visualização dos cromossomos, tendo
em vista a necessidade de obtenção de maior nitidez
quanto ao seu grau de espiralização é:
A) Interfase.

B) Prófase.

C) Anáfase.

D) Telófase.

E) Metáfase.

38. (UNIFESP) Certos fármacos, como a colchicina,
ligam-se às moléculas de tubulina e impedem que elas

se associem para formar microtúbulos. Quando células
em divisão são tratadas com essas substâncias, a
mitose é interrompida na metáfase. Células contendo
dois pares de cromossomos homólogos foram tratadas
com colchicina, durante um ciclo celular. Após o
tratamento, essas células ficaram com:

A) Quatro cromossomos. B) Dois cromossomos.
C) Seis cromossomos.

D) Dez cromossomos.

E) Oito cromossomos.

39. (CEFET-PE) A figura abaixo e uma fotomicrografia
de uma célula em divisão mitótica. De acordo com a
disposição dos cromossomos nela indicados, e correto
afirmar que a fase imediatamente a seguir é:

A) Prófase.

B) Metáfase.

C) Anáfase.

D) Telófase.

E) Intercinese.

40. (UEPA) Uma pessoa sofreu acidente de carro e
fraturou o osso de uma das pernas, em várias partes.
Após alguns meses de tratamento clínico, cirurgias,
internações hospitalares, etc., o osso recuperou a sua
forma normal, ou seja, as partes fraturadas foram
soldadas, ficando apenas uma espécie de cicatriz que é
denominada de calo ósseo. Considerando o processo de
divisão celular podemos afirmar que essa recuperação
óssea foi possível porque as células:

A) Multiplicaram-se por meiose, originando novas
células, num processo chamado de renovação celular.
B) Renovaram-se e substituíram as células mortas por
meio do crescimento do volume celular.
C) Reproduziram-se continuamente, por reprodução
sexuada, originando novas células, que substituíram as
que morreram.
D) Dividiram-se continuamente por meiose, originando
novas células, num processo denominado
desenvolvimento celular.
E) Por mitose, reproduziram-se repondo aquelas que
foram mortas, num processo chamado de regeneração
celular.

41. (VUNESP) O ciclo celular corresponde à alternância
de mitoses e interfases. Antigamente, a intérfase era

chamada “repouso celular”. Esta designação é errônea

porque é na intérfase que:
A) Ocorre o desaparecimento do nucléolo e da
membrana nuclear.
B) Ocorre a condensação dos cromossomos.

Telófase II.

BIOLOGIA

CURSINHO DO DCE UFRN 2012|O ESTUDO DA CÉLULA - CITOLOGIA 44

C) Ocorrem as maiores mudanças metabólicas na célula,
envolvendo síntese de DNA, RNA e proteínas.
D) Ocorrem muitos movimentos celulares, especialmente
dos centríolos e cromossomos.
E) Ocorrem mudanças na forma das células.

42. (CENTEC-BA) Durante a prófase, a cromatina,
originariamente uma estrutura filamentosa extremamente
longa e delgada, passa por um processo de
compactação que culmina, na metáfase, com a formação
de corpúsculos bem definidos em número e forma – os
cromossomos. O significado biológico dessa
compactação é:

A) Garantir a integridade e a mobilização do material
genético, condicionando a sua distribuição equitativa
entre as células-filhas.
B) Determinar as características citológicas de cada
espécie.
C) Promover a duplicação da molécula de DNA,
possibilitando a transmissão dos caracteres herdados.
D) Facilitar a transcrição das informações contidas na
molécula de DNA.
E) Favorecer a ocorrência de variações no material
genético.

43. (UFRN 2005) Os gráficos abaixo foram obtidos a
partir das variações do volume celular e do número de
células, observados durante um intervalo de 20 horas em
uma cultura de células.

A partir da análise dos gráficos, atenda às solicitações
abaixo.

A) Explique por que o volume médio das células varia
dessa forma ao longo do tempo de observação.

B) Estabeleça uma relação entre os dois gráficos.

44. (IFSP 2009) Reconhecendo o processo de divisão
celular que garante a biodiversidade, pode- se apontar a
meiose como processo que permite
A) alterar o número de cromossomos da espécie.
B) modificar a seqüência genética entre as gerações.
C) manter o número diplóide nos gametas.
D) replicar a seqüência genética entre as gerações.
E) transformar cromossomos simples em bivalentes.

45. (UFRJ) A tabela abaixo apresenta o conteúdo total
médio de DNA, em pg (10-12g), encontrado no núcleo de
vários tipos de células de diversos animais.

Explique por que existe mais DNA por núcleo nas células
a, b e c do que nos espermatozóides.

METABOLISMO ENERGÉTICO

Para se manterem vivos, crescerem e se reproduzirem,
os organismos necessitam de um aporte constante de
energia, cuja ausência leva, inevitavelmente, a sua
desorganização. A capacidade de aproveitar a energia
de fontes diversas e canalizá-la, visando a realização de
trabalhos biológicos, é, portanto, uma propriedade
fundamental de todos os seres vivos. Utilizando a
energia química, contida nos “combustíveis” biológicos,
eles promovem, a partir de precursores simples, a
síntese de uma série de macromoléculas dotadas de
estruturas altamente organizadas. Os seres vivos são
também capazes de transformar a citada energia em
gradientes elétricos, em movimento, em calor e em
alguns organismos, como no caso do vaga-lume, em luz,
dentre outras atividades biológicas.

Os sistemas biológicos, assim como tudo que existe no
universo, obedecem duas leis básicas da termodinâmica.
A primeira é que nos processos físicos e químicos, a
energia pode ser ganha ou perdida, transferindo-se de
um sistema para outro, mas não pode ser criada nem
destruída. A segunda lei da termodinâmica diz que a
energia inevitavelmente se dissipa, passando de uma
forma utilizável como, por exemplo, a dos fótons de luz
para uma forma menos utilizável, como por exemplo, o
calor. Assim para sobreviver os seres vivos precisam
continuamente de energia.

I. ANABOLISMO E CATABOLISMO

As células vivas são como verdadeiras fábricas
biológicas, onde a todo instante moléculas orgânicas são
degradadas para geração de energia, enquanto outras
são montadas e passam a constituir novas moléculas.
Toda essa atividade de transformações químicas que
acontece dentro das células é chamada de metabolismo.

BIOLOGIA

CURSINHO DO DCE UFRN 2012|O ESTUDO DA CÉLULA - CITOLOGIA 45

O metabolismo pode ser divido em catabolismo e em
anabolismo. Os processos anabólicos são reações de
síntese, onde moléculas mais simples são reunidas para
formar moléculas mais complexas. É a partir do
anabolismo que os seres vivos constroem moléculas
orgânicas que forma seu corpo. Já os processos
catabólicos, são reações de degradação, onde
moléculas mais complexas são quebradas,
transformando-se em outras mais simples. É por meio
das reações catabólicas que os seres vivos obtêm
energia para se manterem vivos.

II. CLASSIFICAÇÃO DOS SERES
VIVOS QUANTO A NUTRIÇÃO

A obtenção de energia pelos seres vivos é um dos
requisitos mínimos para a manutenção de suas
atividades metabólicas, os seres vivos podem ser
agrupados em duas categorias de acordo com o modo
de obtenção de energia.

Heterotróficos; São aqueles que não
conseguem sintetizar substâncias orgânicas
complexas que lhes sirvam como fonte de
energia metabólica, a partir de substâncias
inorgânicas simples. Por exemplo, os animais
não conseguem sintetizar moléculas de glicose
(uma substância orgânica complexa), a partir
de H2O e CO2 (substâncias inorgânicas
simples).

Autotróficos; São aqueles capazes de
sintetizar substâncias orgânicas complexas
que lhes servem de fonte de energia
metabólica, a partir de substâncias inorgânicas
simples. As plantas, por exemplo, conseguem
produzir glicose (uma substância orgânica
complexa), a partir de H2O e CO2 (substâncias
inorgânicas simples).

O metabolismo energético das células consiste, em
última análise, na degradação de moléculas como
carboidratos e lipídios. A degradação dessas moléculas

são reações exergônicas, ou seja, que liberam energia
que é aproveitada a para realização das diversas
funções biológicas. Para que isso ocorra, as células
possuem determinadas substâncias dotadas da
capacidade de captar e armazenar essa energia, para
uso posterior, nos diversos processos biológicos. Entre
essas substâncias, a mais utilizada pelas células é a
adenosina trifosfato, denominado, abreviadamente, ATP.

Ele funciona como uma “moeda energética” que as
células utilizam para o “pagamento das despesas”

energéticas que ocorrem nos diversos processos
metabólicos. Nos seres vivos, o ATP é utilizado em
várias funções, tais como: transporte de substâncias
através das membranas, transmissão de impulsos
nervosos, produção de macromoléculas e realização de
movimentos.

III. RESPIRAÇÃO CELULAR

Quando ouvimos a palavra respiração, imediatamente a
associamos com a troca de gases que ocorre no interior
dos alvéolos pulmonares, em muitos animais terrestres,
ou nas brânquias, em animais aquáticos. Essa troca de
gases, que não ocorre apenas nos animais, mas também
em vegetais e em muitos microrganismos, é, no entanto,
apenas o início (e também o fim) de um processo por
meio do qual se obtém energia e que ocorre no interior
das células da maioria dos seres vivos: A respiração
celular

A maioria dos seres vivos produz ATP por meio da
respiração celular, um processo de oxidação em que o
gás oxigênio atua como agente oxidante de moléculas
orgânicas, nesse processo moléculas de carboidratos ou
de ácidos graxos são degradadas, formando CO2 e H2O
e liberando energia que é utilizada para formar as

Obs. Reações endergônicas e reações exergônicas Reações
endergônicas são reações que absorvem energia do
ambiente, a reação da síntese de glicose a partir de CO2 e
H2O é uma reação endergônica, pois absorve energia do
ambiente. As reações exergônicas, pelo contrário, são
aquelas que liberam energia para o ambiente, um exemplo
de reação exergônica é a combustão da glicose C6H12O6.

O ATP funciona como uma bateria carregada, que ao liberar
energia para as diversas atividades celulares, descarrega-se e
se converte em ADP.

BIOLOGIA

CURSINHO DO DCE UFRN 2012|O ESTUDO DA CÉLULA - CITOLOGIA 46

moléculas de ATP, a partir de ADP e Pi (fosfato
inorgânico).

Etapas da respiração celular; Esse conjunto de
processos denominado respiração celular é divido em 3
etapas principais:
1. Glicólise
2. Ciclo de Krebs ou Ciclo do ácido cítrico
3. Fosforilação oxidativa

Antes de analisarmos a glicólise veremos os dois tipos
básicos de respiração celular:

IV. RESPIRAÇÃO AERÓBICA E
ANAERÓBICA

A respiração anaeróbia ocorre na ausência de oxigênio
livre, é relativamente simples, não requerendo um
compartimento especial da célula para sua ocorrência e
apresenta um baixo rendimento energético. A
respiração aeróbia, ao contrário, ocorre na presença de
oxigênio livre, requer, nos eucariontes, uma organela
para a sua ocorrência (mitocôndria) e, é bem mais
complexa e eficiente, do ponto de vista energético do
que o processo anaeróbio. A respiração aeróbia
aproveita mais de quinze vezes a energia liberada na
oxidação da glicose, do que a anaeróbia. Desta forma,
os seres que “sabem” utilizar o oxigênio livre, só
recorrem aos processos anaeróbicos, quando são
realmente “obrigados”. Por exemplo, Algumas células
dos seres aeróbios podem usar processos anaeróbios
(fermentação) como uma via acessória de produção de
ATP. Isso ocorre nas nossas células musculares,
durante uma atividade física intensa.

V. GLICÓLISE

A glicólise (“quebra do açúcar”) é uma reação que

envolve 10 etapas químicas que são catalisadas por
enzimas no citoplasma da célula Para que ela ocorra há
um gasto inicial de energia (duas moléculas de ATP são
consumidas), mas que será reposto, já que, ao final
dessa primeira etapa, o resultado é a formação de duas
moléculas de ácido pirúvico e 4 moléculas de ATP,
havendo, portanto, um saldo energético de 2 ATP. Além
disso, também ocorre a liberação de elétrons
energizados e íons H+, que são capturados por
moléculas de uma substância aceptora de elétrons
chamada NAD+ (Nicotinamide Adenine Dinucleotide),
que ao capturar os elétrons passam para sua forma
reduzida NADH. O ácido pirúvico passa, então, ao
interior das mitocôndrias, organelas celulares onde
ocorrem as etapas seguintes.

VI. CICLO DE KREBS

Ó ácido pirúvico produzido na glicólise, na matriz
mitocondrial reage com uma substância denominada de
coenzima A, nessa reação é formada uma molécula de
Acetilcoenzima A (Acetil-CoA) e uma molécula de CO2.
Dela também participa uma molécula de NAD+ que se
transforma em NADH ao capturar 2 elétrons de alta
energia liberados na reação. Ao longo das reações
subseqüentes do ciclo de Krebs duas moléculas de CO2

O NAD+ desempenha um papel central no metabolismo
energético das células; ele captura elétrons de alta energia
provenientes da degradação de moléculas orgânicas e
fornece-os aos sistemas de síntese de ATP. Essa capacidade
de “aceitar” elétrons energizados e íons H+, o NAD+ é
denominado aceptor de elétrons, ou aceptor de hidrogênio

As mitocôndrias funcionam como usinas de energia, uma
vez que é nela que ocorre a produção de moléculas de ATP

BIOLOGIA

CURSINHO DO DCE UFRN 2012|O ESTUDO DA CÉLULA - CITOLOGIA 47

são liberadas, além de elétrons de alta energia e íons H+.
Os elétrons são capturados por moléculas de NAD+ que
se transformam em NADH e também por um outro
aceptor de elétrons chamado de Flavina Adenina
dinocleotídeo ou FAD, que ao receber os elétrons
transforma-se em FADH2. Ao longo de cada volta do
ciclo de Krebs são formados 3NADH e 1FADH2. Em uma
das etapas do ciclo de Krebs ainda ocorre a formação de
uma molécula de GTP (Trifosfato de Guanosina), um
nucleotídeo muito semelhante ao ATP, diferindo deste
por apresentar a base nitrogenada guanina, ao invés de
adenosina

VII. FOSFORILAÇÃO OXIDATIVA

A síntese de maior parte do ATP gerado na respiração
celular é resultante da reoxidação das moléculas de
NADH e FADH2, que se transformam respectivamente
em NAD+ e FAD+. Nesse processo, são liberados
elétrons com alto nível de energia que reduzem o
oxigênio a moléculas de água. A energia liberada pelos
elétrons é transferida ao oxigênio O2 e usada na
produção de ATP. A adição de fosfato (P) ao ADP para
produzir ATP na presença de gás oxigênio é o que
chamamos de fosforilação oxidativa. Na membrana
interna da mitocôndria, um conjunto de proteínas se
dispõe em sequência, e são responsáveis pela condução
dos elétrons provenientes do NADH e FADH2 até o gás
oxigênio, esse conjunto de proteínas é chamado de
cadeia transportadora de elétrons. À medida que os
elétrons de alta energia são conduzidos pelos quatro
complexos respiratórios (sistemas multienzimáticos) da
cadeia transportadora, genéricamente denominados de

citocromos, a energia liberada nas suas passagens, de
um sistema para outro, é usada para bombear prótons
(H+) da matriz mitocondrial para o espaço
intermembranas. Isto gera um gradiente eletroquímico de
prótons nesta região, e o refluxo de H+ a favor deste

gradiente é, por sua vez, utilizado para “ativar” a enzima

ATP sintetase ou sintetase do ATP, ligada à membrana
interna, que catalisa a conversão do ADP + Pi em ATP.

A energia liberada pelos elétrons com alta energia, a
partir de uma molécula de glicose em sua passagem
pela cadeia respiratória pode formar até no máximo 26
moléculas de ATP, somando-se aos dois ATP formados
na glicólise e a dois ATP ou GTP durante o ciclo de
Krebs, obtém-se um rendimento de 30 moléculas de ATP
por cada moléculas de glicose, segundo as pesquisas
mais recentes. Embora, alguns livros possam trazer a
informação de que são produzidas 36 ou 38 moléculas
de ATP.

VIII. SUBSTÂNCIAS QUE AFETAM A
RESPIRAÇÃO AERÓBIA

Dentre as substâncias que comprometem a respiração
aeróbia, citamos o monóxido de carbono e o ácido
cianídrico

1. Monóxido de carbono (CO): ele é produzido sempre
que ocorre a combustão de substâncias portadoras de
carbono e é um dos principais poluentes ambiental das
zonas urbanas. Uma vez inspirado, o monóxido de
carbono passa dos alvéolos pulmonares para o sangue,
penetra nas hemácias e estabelece uma ligação estável
com a hemoglobina, comprometendo o transporte e a
distribuição do oxigênio. Dessa forma, as células deixam
de receber um suprimento adequado de O2, o que

O ciclo do ácido cítrico completa a oxidação da glicose.

A cadeia transportadora transporta elétrons e libera energia.

BIOLOGIA

CURSINHO DO DCE UFRN 2012|O ESTUDO DA CÉLULA - CITOLOGIA 48

compromete a cadeia respiratória e pode acarretar a
morte do organismo por asfixia.

2. Ácido cianídrico: é, sem dúvida, uma das mais
poderosas substâncias inibidoras da respiração. Sais
derivados desse ácido, como o cianeto de potássio,
combinam se com o citocromo A3, inutilizando-o para o
transporte de elétrons na cadeia respiratória. Sendo
significativa a contaminação pelo cianeto, a cadeia
respiratória é bloqueada, o que provoca a parada na
produção de ATP e a morte do indivíduo.

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

46. (UNICAMP) Nas células, a glicose é quebrada e a
maior parte da energia obtida é armazenada
principalmente no ATP (adenosina trifosfato) por curto
tempo.
A) Qual é a organela envolvida na síntese de ATP nas
células animais?
B) Quando a célula gasta energia, a molécula de ATP é
quebrada. Que parte da molécula é quebrada?
C) Mencione dois processos bioquímicos celulares que
produzem energia na forma de ATP.

47. (UEL 2010) Analise o esquema da respiração celular
em eucariotos, a seguir:

Com base nas informações contidas no esquema e nos
conhecimentos sobre respiração celular, considere as
afirmativas a seguir:

I. A glicose é totalmente degradada durante a etapa A
que ocorre na matriz mitocondrial.
II. A etapa B ocorre no hialoplasma da célula e produz
menor quantidade de ATP que a etapa A.
III. A etapa C ocorre nas cristas mitocondriais e produz
maior quantidade de ATP que a etapa B.
IV. O processo anaeróbico que ocorre no hialoplasma
corresponde à etapa A.

Assinale a alternativa correta.
A) Somente as afirmativas I e II são corretas.
B) Somente as afirmativas I e III são corretas.
C) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
D) Somente as afirmativas I, II e IV são corretas.

E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

48. (Cefet-PR) A fermentação e a respiração são
processos celulares nos quais há liberação de energia.
Assinale a alternativa que contém etapa(s) comum(ns) à
fermentação e à respiração.

A) Glicólise, ciclo de Krebs e cadeia respiratória.
B) Ciclo de Krebs e cadeia respiratória.
C) Glicólise e ciclo de Krebs.
D) Apenas glicólise.
E) Apenas cadeia respiratória.

49. (UFCE) Se a fotossíntese gera ATP, por que as
plantas necessitam respirar? Mencione duas razões.

50. (UFRN) Sobre a respiração celular, é correta a
afirmação:

A) No processo de respiração aeróbia, a degradação
total de moléculas de glicose resulta na formação de
ácido pirúvico, e, na respiração anaeróbia, é formado o
álcool etílico.
B) Na respiração aeróbia, os hidrogênios são
combinados com o O2, formando moléculas de água,
enquanto, na respiração anaeróbia, os hidrogênios se
combinam com o N2.
C) A fosforilação oxidativa é um processo comum às
respirações aeróbia e anaeróbia, das quais resultam,
respectivamente, 38 ATP e 2 ATP para cada molécula
de glicose.
D) A glicólise ocorre no citoplasma das células, durante a
respiração aeróbia dos seres eucariontes, e, nos
mesossomos, durante a respiração anaeróbia dos seres
procariontes.

51. (UFRN) Após algum tempo, professor Astrogildo
chamou a turma de volta ao ônibus, pois ainda iriam
visitar uma fábrica de cerveja que ficava no caminho.
Na fábrica, um funcionário explicou todo o processo de
produção da cerveja, ressaltando que, para isso, se
utilizava o fungo Saccharomyces cerevisiae, um
anaeróbio facultativo. Professor Astrogildo apontou dois
barris que estavam no galpão da fábrica, reproduzidos
no esquema abaixo.

Considerando que ambos contêm todos os ingredientes
para a produção de cerveja, a formação de álcool ocorre
no barril

A) II, onde a glicose não é totalmente oxidada.
B) I, onde há um maior consumo de oxigênio.
C) II, onde a pressão do oxigênio é maior.
D) I, onde a glicose será degradada a ácido pirúvico.

BIOLOGIA

CURSINHO DO DCE UFRN 2012|O ESTUDO DA CÉLULA - CITOLOGIA 49

52. (CESGRANRIO) Assinale a afirmativa correta sobre
a maneira como os seres vivos retiram a energia da
glicose.

A) O organismo, como precisa de energia rapidamente e
a todo tempo, faz a combustão da glicose em contato
direto com o oxigênio.
B) Como a obtenção de energia não é sempre imediata,
ela só é obtida quando a glicose reage com o oxigênio
nas mitocôndrias.
C) A energia, por ser vital para a célula, é obtida antes
mesmo de a glicose entrar nas mitocôndrias usando o
oxigênio no citoplasma, com liberação de duas (02)
moléculas de ATP (glicólise).
D) A energia da molécula de glicose é obtida através da
oxidação dessa substância pela retirada de hidrogênios
presos ao carbono (desidrogenações), que ocorre a nível
de citoplasma e mitocôndrias.
E) A obtenção de moléculas de ATP é feita por enzimas
chamadas desidrogenases (NAD) depois que a molécula
de oxigênio quebra a glicose parcialmente no
hialoplasma (glicólise).

FOTOSSÍNTESE

Ao nos alimentarmos de uma fruta, ou de outra parte
qualquer de um vegetal, estamos ingerindo moléculas
orgânicas produzidas pela fotossíntese. O mesmo ocorre
quando se alimentamos de carne, pois os animais se
alimentam primariamente de vegetais. Desse modo, a
energia que move o mundo vivo depende diretamente da
luz do sol. A maioria das formas de vida que habitam a
terra nutrem-se, direta ou indiretamente, de substâncias
orgânicas produzidas pela fotossíntese. Nesse grupo
estão incluídos não apenas os heterótrofos, mas também
os próprios autótrofos. Além das substâncias orgânicas,
o processo fotossintético, com algumas exceções, libera
O2 que é utilizado na respiração celular. A fotossíntese é
um processo celular em que a maioria dos seres
autotróficos produz substâncias orgânicas, geralmente
carboidratos, utilizando a energia da luz solar, que é
transformada em energia potencial química armazenada
nas ligações químicas das moléculas de carboidratos
produzidas no processo . A fotossíntese ocorre em
plantas, algas, e em algumas bactérias, e utiliza
substâncias simples, como água e gás carbônico.

6CO2 + 6H2O + LUZ C6H12O6 + 6O2

I. ONDE OCORRE A FOTOSSÍNTESE?

Os cloroplastos são as organelas citoplasmáticas que
são os sítios da fotossíntese. Nessa organela encontra-
se um pigmento fotossintético conhecido como clorofila

que é capaz de captar a energia luminosa e transformá-
la em energia potencial química, armazenada nas
moléculas orgânicas produzidas. O cloroplasto é
formado por duas membranas lipoprotéicas, assim como
nas mitocôndrias. A membrana interna é conhecida
como membrana tilacóide, onde se organizam
inúmeras bolsas em pilha, denominadas de grana.
Externamente a membrana tilacóide o cloroplasto é
preenchido por um fluido conhecido como estroma.

II. ETAPAS DA FOTOSSÍNTESE

A fotossíntese é dividida em duas etapas:
1. Fotoquímica ou luz
2. Química ou escuro

1. Etapa fotoquímica; A absorção de energia luminosa
pelas moléculas de clorofila presentes na membrana
tilacóide, transfere energia para alguns elétrons da
clorofila que ficam mais energizados que terminam por
sair da clorofila e sendo capturados por uma substância
aceptora de elétrons, o aceptor Q. A perda dos elétrons
pelas moléculas de clorofila causa instabilidade em sua
estrutura química. A clorofila recupera os elétrons
perdidos a partir da decomposição de moléculas de
água, uma reação que chamamos de fotólise da água,
e sua estabilidade química é recuperada. Nesse
processo moléculas de água são decompostas em
prótons (H+), elétrons (e-) e átomos livres de oxigênio. Os
elétrons liberados são capturados pela clorofila para
repor os que foram perdidos, os átomos de oxigênio se
reúnem dois a dois formando O2, os prótons terão
diversos destinos como veremos adiante.

REAÇÃO DE FOTÓLISE DA ÁGUA

2H2O + LUZ → O2 + 4H+ 4e-

A fotossíntese ocorre nos cloroplastos das células eucariontes

BIOLOGIA

CURSINHO DO DCE UFRN 2012|O ESTUDO DA CÉLULA - CITOLOGIA 50

Os elétrons que foram capturados pelo aceptor Q, são
transferidos para um segundo aceptor, que transfere
para um terceiro e assim por diante, no que se chama de
cadeia transportadora de elétrons, semelhante ao que
ocorre nas mitocôndrias. A transferência seqüencial dos
elétrons ao longo da cadeia transportadora libera a cada
passo a energia que havia sido inicialmente captada da
luz. O último aceptor de elétrons é uma substância
denominada de fosfato de dinucleotídio nicotinamida-
adenina
ou NADPH.

Ao passarem pela cadeia transportadora de elétrons, os
elétrons liberam energia, que é utilizada para forçar os
prótons H+ do estroma do cloroplasto para dentro do
lúmen do tilacóide. Assim ocorre um aumento da
concentração dos prótons H+ no lúmen do tilacóide,
entretanto, quando a concentração dos prótons aumenta
muito eles tendem a se difundir de volta ao estroma, mas
para retornarem só existe um único caminho, e eles
devem obrigatoriamente passar pela ATP sintase
presente na membrana tilacóide. Ela funciona como um
motor molecular rotatório no processo de quimiosmose,
a medida que gira pela passagens dos prótons H+ a
sintetase do ATP utiliza a energia liberada nesse
processo para a produção de ATP a partir de ADP e Pi.
Como a energia utilizada no bombeamento de prótons
H+ para o lúmen do tilacóide vem da luz, esse processo
de formação de ATP no cloroplasto é denominado de
fotofosforilação.

2. Etapa química; A fixação do carbono que ocorre no
Ciclo de Calvin. É o processo no qual a molécula de
carbono presente no gás carbônico passa a constituir
moléculas orgânicas. O NADPH e o ATP, produzidos na
etapa inicial da fotossíntese são utilizados para fornecer
hidrogênios e energia, respectivamente, para a produção
de moléculas orgânicas a partir do CO2.

III. FATORES QUE LIMITAM A
VELOCIDADE DA FOTOSSÍNTESE

A velocidade com que a fotossíntese se processa é
influenciada por uma série de fatores ambientais, tais
como a intensidade luminosa, a concentração de CO2
disponível no meio e a temperatura. Se pelo menos um
desses fatores apresentarem valores insatisfatórios, o
processo pode ser bloqueado ou ocorrer em taxas
inferiores ao que ocorre normalmente

1. Influência da intensidade luminosa; Em completa
escuridão, a planta não realiza fotossíntese. Com o
aumento da intensidade luminosa, a taxa de fotossíntese
eleva-se até que um valor máximo seja alcançado (ponto
de saturação luminosa). Sob intensidades luminosas
superiores ao ponto de saturação luminosa (PSL),
aumentos na intensidade da luz não são acompanhados
por elevação na taxa da fotossíntese.

2. Influência da concentração de gás carbônico; A
concentração de CO2, disponível no meio, também influi
na velocidade da fotossíntese. Na sua ausência a
fotossíntese não ocorre. Em condições ideais de
intensidade luminosa e temperatura, um aumento na
concentração de CO2 é acompanhado, até determinado
ponto, por um aumento na velocidade da fotossíntese.
Ultrapassados determinados valores, novos aumentos
na concentração de gás carbônico, não mais influi na
velocidade do processo fotossintético, que então se
estabiliza. Nesse ponto, ocorre a saturação do sistema
enzimático, o que impede a incorporação de quantidades
adicionais de carbono.

Obs. Quando falamos que a fixação de carbono compreende
a fase escura da fotossíntese devemos ter cuidado, uma vez
que o termo pode nos passar uma idéia errada do processo,
temos a impressão que a produção de carboidratos só ocorre
na ausência de luz, o que não é verdade. A fixação de
carbono pode acontecer independentemente de haver ou não
luz!

BIOLOGIA

CURSINHO DO DCE UFRN 2012|O ESTUDO DA CÉLULA - CITOLOGIA 51

3. Influência da temperatura; Quando em condições
ideais de luminosidade e concentração de gás carbônico
o aumento da temperatura até cerca de 45°C nas
plantas favorece a um aumento nas taxas fotossintéticas.
Temperaturas superiores a 45°C causam redução não
apenas das taxas de fotossíntese, mas também da
maioria das reações vitais nas plantas, isso ocorre
porque temperaturas elevadas favorecem a
desnaturação das enzimas envolvidas no processo
fotossintética e em outras reações bioquímicas.

IV. RELAÇÃO ENTRE FOTOSSÍNTESE
E RESPIRAÇÃO

Por meio da respiração celular os seres fotossintéticos
utilizam os carboidratos produzidos pela fotossíntese
como fonte de energia, um processo que denominamos
de respiração celular, onde na presença de gás
oxigênio os carboidratos são degradados em água e gás
carbônico, os mesmos reagentes do processo
fotossintético.

FOTOSSÍNTESE:

6CO2 + 6H2O → C6H12O6 + 6O2

RESPIRAÇÃO CELULAR

C6H12O6 + 6O2 → 6CO2 + 6H2O

Durante o dia a planta realiza fotossíntese, consumindo
CO2 e produzindo O2 que é lançado na atmosfera. Ao
mesmo tempo em que realiza fotossíntese a planta
também respira, utilizando parte do gás oxigênio que foi
produzido durante a fotossíntese. Ao respirar a planta
libera CO2 que é imediatamente canalizado para a
realização da fotossíntese. Durante a noite a planta não
realiza fotossíntese, mas continua respirando. Para isso
ela utiliza o gás oxigênio acumulado nos tecidos da
folha. O gás carbônico produzido na respiração celular
fica acumulado nos tecidos da folha, e ao amanhecer a
planta utiliza esse mesmo CO2 para realizar a
fotossíntese. Sob determinada intensidade luminosa as
taxas de fotossíntese e respiração celular se equivalem,
isso ocorre pelo fato de todo o gás oxigênio produzido na
fotossíntese ser utilizado na respiração celular, e todo o
gás carbônico produzido na respiração celular ser
utilizado na fotossíntese. A intensidade luminosa em que
isso ocorre é chamado de ponto de compensação
fótico
ou ponto de compensação luminoso. Para que
a planta possa crescer ela deve ser submetida a
intensidades luminosa a cima do seu ponto de
compensação fótico.

V. A NATUREZA DA LUZ

A luz visível é apenas uma pequena parte ou faixa de um
amplo espectro de radiações, chamado espectro
eletromagnético, do qual fazem parte, ainda, os raios X,
a radiação ultravioleta, a luz infravermelha e as ondas de
rádio, dentre outras. A luz, como principal fonte
energética para os seres vivos, tem, pelo menos, três
vantagens:

1. Pode excitar elétrons, removendo-os, sem quebrar as
moléculas;
2. Não causa danos maiores às estruturas biológicas;
3. É abundante, constituindo-se na radiação que alcança
a terra em maior quantidade.

BIOLOGIA

CURSINHO DO DCE UFRN 2012|O ESTUDO DA CÉLULA - CITOLOGIA 52

VI. PIGMENTOS FOTOSSINTETIZANTES

A clorofila é um composto orgânico complexo e
lipossolúvel, que ocorre em quase todos os organismos
fotossintetizantes. Os dois tipos mais importantes de
clorofila são a (α) e b (β), sendo a quantidade da
primeira sempre maior que a da segunda. Além das
clorofilas, as membranas dos tilacóides são dotadas de
alguns outros pigmentos, como os carotenóides,
representados pelos carotenos e pelas xantofilas e as
ficobilinas, representadas pela ficoeritrina e ficocianina,
que também absorvem energia luminosa. Muitos desses
pigmentos parecem cumprir o papel de preencher a faixa
de absorção não coberta pela clorofila. Todos eles,
depois de captarem a energia luminosa, transferem-na
para a clorofila α. Tudo indica que alguns desempenham
também o papel de fotoproteção, dissipando o excesso
de energia luminosa que poderia danificar as moléculas
de clorofila.

VII. OS FOTOSSISTEMAS

As moléculas dos pigmentos fotossintéticos formam
próximo a proteínas da membrana tilacóide o que
chamamos de complexos de antena, que funcionam
como verdadeiras antenas captadoras de luz. A energia
absorvida dos fótons pelos pigmentos devem ser

transferidas para duas moléculas centrais de clorofila α

localizadas na área central do fotossistema, o centro de
reação.
Os elétrons excitados captados pelas moléculas
de clorofila são transferidos a substância aceptoras do
centro de reação para darem início ao processo
fotossintético. O conjunto: complexo de antena, centro

de reação e aceptores de elétrons, constituem um
fotossistema.

Os fotossistemas PSI e PSII diferem em alguns
aspectos. Ambos possuem em seus centros de reação

duas moléculas de clorofila α, mas diferem quanto a

constituição das proteínas aos quais estão associadas
as clorofilas. As moléculas de clorofila do PSI absorvem
luz num comprimento de onda igual o menor que 700nm,
sendo chamado de P700, enquanto as moléculas de
clorofila do PSII absorvem luz num comprimento de onda
até no máximo 680nm, sendo também chamado de P680.
Eles também diferem quanto a sua localização nos
cloroplastos, o PSI localiza-se preferencialmente nas
membranas entre os grana e o PSII na membrana dos
grana. A diferença mais importante é a função que cada
fotossistema realiza, apenas o PSII consegue realizar a
fotólise da água, e apenas o PSI consegue transferir os
elétrons para o aceptor final, o NADP+, que é reduzido a
NADPH.

Fotofosforilação acíclica; Esse processo envolve a
participação dos dois fotossistemas, onde a energia
luminosa que é captada pelo PSII é utilizada para a
síntese de ATP, e a luz captada pelo PSI utilizada para
reduzir o NAD+ e produzir NADH.

BIOLOGIA

CURSINHO DO DCE UFRN 2012|O ESTUDO DA CÉLULA - CITOLOGIA 53

Fotofosforilação cíclica; Nesse caso a energia captada
pelo fotossistema (PSI) é utilizada na síntese de ATP e
não na produção de NADPH, além disso também
fornece ATP adicional para outras atividades celulares
que demandam energia, além da produção de
carboidratos. Na fotofosforilação cíclica, os elétrons ao
passarem pela cadeia transportadora de elétrons e
chegarem ao último aceptor final, retornam diretamente à
molécula de clorofila do complexo P700 com um menor
nível de energia.

VIII. CICLO DAS PENTOSES - CICLO
DE CALVIN

É nos cloroplastos que ocorrem importantes atividades
metabólicas, como por exemplo, a síntese de
aminoácido para compor as proteínas da planta ou alga,
produção de ácidos graxos e carotenos, produção de
bases nitrogenadas que farão parte do DNA do
cloroplasto e das moléculas do ATP. Entretanto a
atividade principal e mais importante que ocorre nos
cloroplastos é a produção de glicídios a partir do CO2,
por uma série de reações químicas que fazem parte do
ciclo das pentoses ou ciclo de Calvin-Benson. Essas
reações compreendem a etapa puramente química da

fotossíntese, que fazem parte da fase escura (lembrar
das considerações que fizemos anteriomente sobre a

“fase escura” da fotossíntese). O ciclo das pentoses

ocorre no estroma do cloroplasto e nessa etapa, o
carbono entra na forma de CO2, em uma seqüência
cíclica de reações. O NADPH participa da etapa química,
fornecendo elétrons ricos em energia para a redução do
CO2. O ATP, por sua vez, é um fornecedor suplementar
de energia, que foi captada na etapa fotoquímica. O ciclo
de Calvin não produz glicose, diretamente, mas um
composto com três átomos de carbono, denominado
gliceraldeido-3-fosfato (PGAL), precursor utilizado pela
célula na produção de glicídios e de outras moléculas
orgânicas.
Parte dos glicídios produzidos na fotossíntese são
utilizados nas mitocôndrias no processo de respiração
celular que fornece energia aos processos vitais nos
fotossintetizantes eucariotos. Outra parte é transformada
nas diversas substâncias orgânicas de que a planta
necessita, como aminoácidos, outros tipos de açúcares,
celulose, etc. Outra parte ainda pode ser armazenada,
as plantas por exemplo armazenam o amido em células
do caule e da raiz, o amido pode servir como uma
reserva para momentos de necessidade.

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

53. (FUVEST) Em vegetais, as taxas de fotossíntese e
de respiração podem ser calculadas a partir da
quantidade de gás oxigênio produzido ou consumido
num determinado intervalo de tempo.
O gráfico a seguir mostra as taxas de respiração e de
fotossíntese de uma planta aquática, quando se varia a
intensidade luminosa.
A) Em que intensidade luminosa, o volume de gás
oxigênio produzido na fotossíntese é igual ao volume
desse gás consumido na respiração?

B) Em que intervalo de intensidade luminosa, a planta
está gastando suas reservas?

C) Se a planta for mantida em intensidade luminosa “r”,
ela pode crescer? Justifique.

54. Se uma planta é regada com água marcada com o
isótopo radioativo do oxigênio O18, verifica-se que:
A) o oxigênio liberado na fotossíntese é O18,
comprovando que esse gás é proveniente da água.
B) o oxigênio liberado na fotossíntese é O18, logo, esse
gás é proveniente do CO2.
C) o oxigênio liberado na fotossíntese é O16, esse gás é
proveniente do CO2.
D) o oxigênio liberado na fotossíntese é O16,
comprovando que esse gás é proveniente da água.

BIOLOGIA

CURSINHO DO DCE UFRN 2012|O ESTUDO DA CÉLULA - CITOLOGIA 54

55. (UMC-SP) O gráfico abaixo mostra a variação da
taxa de fotossíntese e de respiração em duas espécies
de vegetais em função da intensidade luminosa

Ao se considerar a transferência desses vegetais para
um lugar sombrio, pode-se afirmar que
A) a espécie A se adaptará melhor que a espécie B.
B) a espécie B se adaptará melhor que a espécie A.
C) A e B se adaptarão igualmente.
D) a adaptação das duas espécies dependerá do teor de
oxigênio do novo ambiente.

56. (FUVEST-SP) Em uma situação experimental,
camundongos respiraram ar contendo gás oxigênio
constituído pelo isótopo 18O. A análise de células desses
animais deverá detectar a presença de istótopo 18O,
primeiramente,
A) no ATP.

B) na glicose.

C) no NADH.

D) no gás carbônico.

E) na água.

57. (MACKENZIE) O processo de fotossíntese é
considerado em duas etapas: a fotoquímica ou fase de
claro e a química ou fase de escuro. Na primeira fase
NÃO ocorre:
A) produção de ATP

B) produção de NADPH2

C) produção de O2

D) fotólise da água

E) redução do CO2

58. (PUCRS 2008) Em 1804, cientistas perceberam que
a fotossíntese representava o inverso da respiração
celular, mas a correta compreensão de sua equação
química ocorreu apenas 150 anos depois, ao se
demonstrar que todo oxigênio produzido durante a
fotossíntese provém das moléculas de água. Esta
descoberta permitiu a expressão da reação geral
6CO2 + 12H2O C6H12O6+ 6O2 + 6H2O
Sobre a fotossíntese afirma-se:

I. A luz (energia luminosa) é dispensável na produção de
oxigênio, carboidrato e água.
II. Em plantas terrestres, a água provém primariamente
do solo.
III. Através dos estômatos, o oxigênio é absorvido e o
dióxido de carbono é liberado na atmosfera.
IV. O carbono do açúcar é captado do dióxido de
carbono.
Estão corretas apenas as afirmativas
A) I e II.

B) I e III.

C) II e III.

D) II e IV.

E) III e IV.

59. (F.M. Itajubá-MG) Em relação à fotossíntese é
incorreto afirmar que:
A) É afetada por vários fatores tais como a intensidade
luminosa, a temperatura e a concentração de CO2 no ar.
B) As plantas conseguem utilizar com a mesma
eficiência todas as cores da radiação visível, que formam
a luz branca.
C) A eficiência com que a fotossíntese ocorre depende
do quanto a luz é absorvida pela clorofila.
D) A intensidade de luz que determina que a quantidade
de O2 consumida na respiração equivalha à quantidade
deste gás produzida na fotossíntese é denomina de
ponto de compensação fotótico.
E) A integridade dos cloroplastos é fundamental para a
fotossíntese.

60. (UFPE) Assinale a alternativa que indica três fatores
que influenciam a velocidade com que a fotossíntese se
processa.
A) Concentração de glicose, pressão atmosférica e
umidade do ar.
B) Intensidade luminosa, concentração de CO2 e
temperatura.
C) Idade do vegetal, teor de O2 no ar e pressão
atmosférica.
D) Teor de glicose nas células fotossintetizantes,
umidade do ar e intensidade luminosa.
E) Pressão atmosférica, temperatura e umidade do ar.

GABARITO

01. A 02. A 03. C 04. DIS 05. E

06. C 07. C 08. D 09. D 10. C

11. D 12. DIS 13. DIS 14. DIS 15. B

16. D 17. A 18. E 19. B 20. A

21. A 22. A 23. A 24. DIS 25. D

26. B 27. C 28. D 29. B 30. D

31. B 32. DIS 33. DIS 34. DIS 35. A

36. B 37. E 38. E 39. D 40. E

41. C 42. A 43. DIS 44. B 45. DIS

46. DIS 47. C 48. D 49. DIS 50. D

51. A 52. D 53. DIS 54. A 55. A

56. E 57. E 58. D 59. B 60. B

BIOLOGIA

CURSINHO DO DCE UFRN 2012| EVOLUÇÃO 55

EVOLUÇÃO:

Por muito tempo acreditou-se que os seres vivos foram criados por uma divindade, teoria esta que ficou conhecida
como Criacionismo. Acreditava-se também que os seres vivos não se modificavam ao longo do tempo, uma
espécie não poderia mudar, não podendo dá origem a outra espécie, essa teoria foi defendida por vários cientistas e
se chamava de fixismo. Hoje se sabe que essas teorias não são validas e que várias evidências derrubam essas
teorias. Há cerca de duzentos anos atrás surgiam as primeiras tentativas de explicar biologicamente a origem e
diversificação dos seres vivos, de acordo com elas, a enorme variedade de espécies existentes na terra é resultado
de um processo de transformação e adaptação inerentes à própria vida, que constituem a evolução biológica.

I. A TEORIA DE LAMARCK

Uma das primeiras tentativas de tentar explicar biologicamente a origem e diversificação dos seres vivos foi feita
pelo biólogo francês Jean Baptiste de Monet, conhecido em sua época como cavalheiro de Lamarck. Para Lamarck
as alterações ambientais desencadeariam nas espécies uma necessidade de modificação, que lhes proporcionariam
sua adaptação às novas condições vigentes. Assim as espécies passavam a adquirir novos hábitos, o que induziria
a utilização mais frequente de certas partes do organismo, causando-lhe uma hipertrofia, ou o desuso de outras
partes ocasionando-lhes uma atrofia. Por exemplo, o grande comprimento dos pescoços das girafas atuais
observado atualmente resultou do desenvolvimento dessa estrutura pelo uso frequente em seus ancestrais,
características essas que forma sendo transmitidas aos descendentes.

II. AS LEIS BÁSICAS DE LAMARCK:

Lei do Uso e do Desuso; O uso frequente de partes do organismo conduz essas pares à hipertrofia,
enquanto o desuso prolongado ocasiona-lhes atrofia.

Lei da Transmissão das Características Adquiridas; As características adquiridas pelo uso ou perdidas
pelo desuso são transmitidas de geração a geração.
Hoje se sabe que alterações causadas nos organismos pelo uso ou desuso de alguma estrutura não são
transmitidas a descendência. No entanto Lamarck teve o grande mérito de ter chamado atenção para o fenômeno

Na visão de Lamarck as girafas ancestrais apresentavam o pescoço curto, entretanto como
precisavam se alimentar de folhas em árvores altas, o pescoço se desenvolveu e essa
característica era transmitida a descendência.

BIOLOGIA

CURSINHO DO DCE UFRN 2012| EVOLUÇÃO 56

da adaptação dos seres vivos ao ambiente, que seria resultado de modificações lentas e graduais ao longo de
inúmeras gerações. Assim, por não apresentar mecanismos convincentes para explicar a evolução biológica a teoria
de Lamarck não chegou a abalar o criacionismo.

III. DARWIN E O MECANISMO
EVOLUTIVO

Darwin foi capaz de realizar uma grande revolução
intelectual simplesmente porque o mecanismo que
ele apresentou para a evolução foi tão convincente
que não havia mais motivo para qualquer dúvida
científica lógica. Darwin explicou a evolução
naturalmente, a partir de observações simples que
qualquer um pode observar cotidianamente na
natureza. A suas teoria ficou conhecida como
darwinismo e pode ser resumida em algumas
conclusões baseadas em observações:

Observação 1: As populações têm potencial para
crescer em progressão geométrica aumentando
exponencialmente o número de indivíduos,
entretanto isso não acontece, o número de
indivíduos de uma mesma espécie, em cada
geração, mantém-se aproximadamente constante.

Conclusão 1: A cada geração morre um grande
número de indivíduos, muitos deles sem deixar
descendentes.

Observação 2: Os indivíduos de uma população
diferem quanto a diversas características, inclusive
aquelas que influem na capacidade de explorar com
sucesso os recursos naturais e de deixar
descendentes.

Conclusão 2: Indivíduos que sobrevivem e se
reproduzem a cada geração são aqueles que
apresentam

determinadas

características
relacionadas com a adaptação às condições
ambientais, ou seja, os mais aptos são aqueles que
sobrevivem.

Observação 3: Grande parte das características
apresentadas por uma geração é herdada dos pais

Conclusão 3: Uma vez que a cada geração
sobrevivem apenas os mais aptos, eles tendem a
transmitir aos descendentes as características
relacionadas a essa maior aptidão para sobreviver. A
seleção natural favorece ao longo das gerações

sucessivas a permanência e o aprimoramento de
características relacionadas a adaptação.

Charles Darwin publicou suas idéias no livro
intitulado de: A origem das espécies por meio da
seleção natural,
um dos mais importantes na
história da biologia. Simultaneamente e de forma
independente, outro naturalista inglês assim como
Darwin chamado de Alfred Russel Wallace propôs
idéias semelhantes às de Darwin, entretanto a
publicação do livro a Origem das espécies
proporcionou um crédito maior a Charles Darwin,
apesar de ambos terem mérito com suas
descobertas.

Na época da publicação dos trabalhos, Darwin e
Wallace foram bastante criticados pela comunidade
científica, as idéias propostas pelos dois cientistas
iriam mudar, revolucionar a história da biologia.
Apesar de as idéias serem bastante consistentes
ambos não conseguiram explicar corretamente como
surgiu a variação e como os seres vivos poderiam
herdar características dos organismos parentais.
Entretanto muitos argumentos fortaleciam a teoria,
como veremos a seguir.

“A origem das Espécies por Meio da Seleção Natutal”,
Livro publicado em 1859 e que revolucionou as bases
das Ciências Biológicas.

BIOLOGIA

CURSINHO DO DCE UFRN 2012| EVOLUÇÃO 57

IV. EVIDÊNCIAS DA EVOLUÇÃO:

Fósseis; são considerados fósseis qualquer indício
da presença de organismo que viveram em épocas
passadas na terra. Os fósseis são preservados em
rochas, sedimentos, gelo ou âmbar. Preservam-se
como moldes do corpo ou de partes dele, além de
rastros e pegadas. Isso nos mostra que em épocas
passadas a terra era habitada por seres vivos
semelhantes aos que encontramos nos dias atuais, o
que nos fornece indícios do parentesco evolutivo
existente entre as espécies.

Adaptação; é capacidade do ser vivo em se ajustar
ao ambiente, pode ser outra evidência, uma vez que,
por seleção natural, indivíduos portadores de
determinadas características vantajosas - como a
coloração parecida com a de seu substrato -
possuem mais chances de sobreviver e transmitir a
seus descendentes tais características. Assim, ao
longo das gerações, determinadas características
vão se modificando, tornando cada vez mais
eficientes. Como exemplos de adaptação por
seleção natural temos a camuflagem e o mimetismo.

Analogias e homologias; também podem ser
consideradas como provas da evolução baseadas
em aspectos morfológicos e funcionais, uma vez que
o estudo comparativo da anatomia dos organismos
mostra a existência de um padrão fundamental
similar na estrutura dos sistemas de órgãos.

Estruturas análogas; desempenham a mesma
função, mas possuem origens diferenciadas, como
as asas de insetos e asas de aves. Estas, apesar de
exercerem papéis semelhantes, não são derivadas
das mesmas estruturas presentes em um ancestral
comum exclusivo entre essas duas espécies. Assim,
a adaptação evolutiva a modos de vida semelhantes
leva organismos pouco aparentados a
desenvolverem formas semelhantes, fenômeno este
chamado de evolução convergente.

Homologia; se refere a estruturas corporais ou
órgãos que possuem origem embrionária
semelhante, podendo desempenhar mesma função
(nadadeira de uma baleia e nadadeira de um
golfinho) ou funções diferentes, como as asas de um
morcego e os braços de um humano, e nadadeiras
peitorais de um golfinho e as asas de uma ave. Essa
adaptação a modos de vida distintos é denominada

evolução divergente.

Archaeopteryx, o fóssil mais antigo dentre as aves
modernas, estima-se que tenha vivido na terra a cerca de
147 milhões de anos.

Camuflar-se no ambiente é extremamente vantajoso para
uma espécie, uma vez que dificulta a sua localização no
ambiente por espécies com as quais interagem, sejam
elas predadoras ou presas

Embora possuam a mesma função, as asas das aves e
dos insetos não surgiram a partir de um mesmo
ancestral comum, assim consistem em estruturas
análogas.

BIOLOGIA

CURSINHO DO DCE UFRN 2012| EVOLUÇÃO 58

Órgãos vestigiais; estruturas pouco desenvolvidas
e sem função expressiva no organismo, como o
apêndice vermiforme e o cóccis - podem indicar que
estes órgãos foram importantes em nossos
ancestrais remotos e, por deixarem de ser
vantajosos ao longo da evolução, regrediram durante
tal processo. Estes órgãos podem, também, estar
presentes em determinadas espécies e ausentes em
outras, mesmo ambas existindo em um mesmo
período.

Uma última evidência, a evidência molecular, nos
mostra a semelhança na estrutura molecular de

diversos organismos sendo que, quanto maior as
semelhanças entre as sequências das bases
nitrogenadas dos ácidos nucléicos ou quanto maior a
semelhança entre as proteínas destas espécies,
maior o parentesco e, portanto, a proximidade
evolutiva entre as espécies.

Na época a genética era uma ciência rudimentar e
pouco se sabia sobre os mecanismos de variação e
hereditariedade. O desenvolvimento da genética no
século XX possibilitou uma reinterpretação das
teorias propostas pelos cientistas ingleses. Os
conhecimentos da genética então foram
incorporados a teoria proposta por Darwin e Wallace
em uma síntese evolucionaria de onde resultou uma
teoria mais abrangente e consistente que ficou
conhecida como teoria moderna da evolução ou
teoria sintética. A teoria moderna da evolução leva
em consideração três fatores evolutivos principais:
mutação gênica, recombinação gênica e seleção
natural
.

As mutações gênicas são alterações do código de
bases nitrogenadas do DNA, que podem originar
novas versões dos genes, resultando em novas
características nos portadores das mutações. Essas
mutações podem conferir vantagens ao seu portador
e nesse caso o novo alelo tendo a ser preservado na
população por meio da seleção natural.

Recombinação gênica refere-se à mistura de genes
provenientes de indivíduos diferentes que ocorre na
reprodução sexuada. Nos organismos eucarióticos, a
recombinação gênica ocorre por meio de dois
processos que acontecem durante a meiose: a
segregação independente dos cromossomos e a
permutação ou crossing-over.

A seleção natural é o principal fator evolutivo que
atua sobre a variabilidade genética da população.
Pode-se dizer, simplificadamente, que a evolução é o
resultado da atuação da seleção natural sobre a
variabilidade genética de uma população. A ação da
seleção natural consiste em selecionar genótipos
mais bem adaptados a uma determinada condição
ecológica, eliminando aqueles desvantajosos para
essa mesma condição.

Os membros superiores dos humanos, as patas de um
gato, as nadadeiras de um golfinho e as asas de um
morcegos, são estruturas homólogas, surgiram a partir
de um mesmo ancestral, embora, sejam adaptadas a
exercerem funções diferentes.

O apêndice vermiforme é mais desenvolvido em animais
herbívoros , neles microorganismo podem atuar na
digestão da celulose

BIOLOGIA

CURSINHO DO DCE UFRN 2012| EVOLUÇÃO 59

PARA SABER MAIS!

Evolução em tempo real

Um dos maiores flagelos atuais da humanidade, a
pandemia de Aids, paradoxalmente nos dá uma
oportunidade única: ver a evolução por seleção
natural ocorrendo em tempo real. Isso acontece
porque o vírus HIV replica-se com enorme rapidez e
também porque a enzima responsável, a
transcriptase reversa, é predisposta a erros. Em
conseqüência, o HIV está constantemente sofrendo
mutações, gerando no paciente um enxame de
variantes virais sujeitas às forças da seleção natural.

Quando um medicamento anti-HIV entra na corrente
sangüínea, a seleção natural favorece as variantes
resistentes do vírus, que então sobrevivem, se
multiplicam e passam a predominar em pouco
tempo. Este processo darwiniano é basicamente o
mesmo que ocorreu nas centenas de milhões de
anos da evolução da vida na Terra, só que agora é
medido em dias e horas. Não há desenho nem
direcionalidade, apenas as forças combinadas do
acaso e da necessidade gerando cepas cada vez
mais resistentes.

Uma estratégia para tentar driblar esse processo de
seleção é o uso concomitante de vários fármacos
anti-retrovirais com alvos diferentes, a chamada
terapia tríplice. Assim, para sobreviver, o vírus
precisaria ter múltiplas resistências simultaneamente,
o que é muito improvável. Infelizmente a
variabilidade genética é tamanha que tal
multirresistência ocorre em alguns casos. Dessa

maneira, para doentes com Aids, a evolução por
seleção natural é uma inimiga! Entretanto,
recentemente foi descoberto que ela pode ser
manipulada a favor do paciente. Isso, como sói
acontecer, foi descoberto acidentalmente.

Em 1997 a médica alemã Veronica Miller, da
Universidade Goethe, em Frankfurt, estava tratando
um paciente simultaneamente com vários
medicamentos anti-HIV quando observou que não só
havia resistência do vírus a todos eles, como
também o paciente já estava apresentando sinais de
toxicidade medicamentosa. Na falta de alternativas,
ela decidiu suspender todos os medicamentos até
que os sintomas tóxicos desaparecessem. Após três
meses sem tratamento o paciente foi reexaminado e,
para surpresa de todos, a resistência viral havia
desaparecido! Em outras palavras, em 90 dias a
população do HIV havia evoluído de um estado de
resistência a todos os fármacos a um estado de
suscetibilidade a todos eles. O que havia ocorrido?

Logo se constatou a razão. Na presença dos
medicamentos, as cepas resistentes predominavam,
mas algumas cópias do vírus infectante original não
resistente (o chamado tipo selvagem) sobreviviam
nos linfócitos. Quando os medicamentos foram
suspensos, a vantagem seletiva das cepas
resistentes desapareceu e o tipo selvagem, melhor
adaptado a esse ambiente sem fármacos, começou
a se replicar com enorme velocidade e logo
substituiu as mutantes resistentes. A partir dessa

constatação, nasceu o chamado “tratamento de
interrupções estruturadas” da Aids, uma nova arma

na guerra contra a doença, alicerçado
ortodoxamente em princípios darwinianos!

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

01. (UFRN 2010) Há 150 anos, Darwin publicou o
livro A Origem das Espécies, no qual apresentou sua
concepção sobre a evolução dos seres vivos.

Representação estilizada do HIV (vírus da
imunodeficiência humana), responsável pela Aids
(síndrome da imunodeficiência adquirida). O vírus sofre
rápida evolução darwiniana no paciente com Aids.

BIOLOGIA

CURSINHO DO DCE UFRN 2012| EVOLUÇÃO 60

De acordo com a teoria proposta por Darwin, é
correto afirmar:

A) As alterações sofridas no organismo, ao longo da
vida, são transmitidas aos descendentes.
B) A recombinação gênica é o mecanismo que
garante a variedade entre os indivíduos, a cada
geração.
C) Os indivíduos melhor adaptados a novas
condições têm maiores chances de sobrevivência.
D) O fenômeno das mutações garante variações
vantajosas de estrutura, de hábito e de instinto.

02. (PUCRJ 2010) Foram introduzidas em dois
frascos, que continham um mesmo meio de cultura,
quantidades idênticas de um tipo de bactéria. Após
algum tempo de incubação, adicionou-se a apenas
um dos frascos um antibiótico estável, de uso
freqüente na clínica e cuja concentração não se
modificou durante todo o experimento. O gráfico
abaixo representa a variação do número de bactérias
vivas no meio de cultura, em função do tempo de
crescimento bacteriano em cada frasco.

A observação do gráfico permite concluir que, no
frasco em que se adicionou o antibiótico, ocorreu
uma grande diminuição no número de bactérias e em
seguida um aumento do seu crescimento. Segundo a
teoria de evolução neodarwiniana, o fato observado
nos frascos com antibiótico tem a seguinte
explicação:

A) a dose usada de antibiótico eliminou a maioria da
população selecionando uma minoria resistente que
voltou a crescer.
B) a dose usada de antibiótico eliminou a grande
maioria das bactérias e a minoria sobrevivente se
adaptou às condições, voltando a crescer.
C) a dose usada de antibiótico provocou uma
lentidão no crescimento das bactérias que, após
algum tempo, adaptaram-se e voltaram a crescer.
D) a dose usada de antibiótico inibiu o crescimento
da maioria das bactérias, mas, após a sua

degradação, essas bactérias começaram a crescer
novamente.
E) a dose usada de antibiótico estimulou a
adaptação de bactérias, que demoraram mais a
crescer.

03. (MACKENZIE 2009) Em abril, o Mackenzie
homenageou o grande pesquisador Charles Darwin,
promovendo ciclo de debates e de reflexões a
respeito das teorias da evolução. Segundo a teoria
de Darwin, considere as afirmações abaixo.

I. A espécie humana leva vantagem sobre as outras
espécies, pois a medicina garante a sobrevivência de
indivíduos com características desvantajosas.

II. O homem descende diretamente do macaco, ou
seja, um ancestral deu origem ao macaco e este deu
origem ao homem.

III. Darwin, na sua teoria original, não soube explicar
que as diferenças entre os indivíduos ocorrem,
principalmente, por mutações genéticas.

IV. Todos os seres vivos, incluindo o homem, tiveram
um ancestral comum.
Estão corretas, apenas,
A) I e II.

B) II e III.

C) III e IV.

D) I e IV.

E) II e IV.

04. (PUCMG 2010) A análise morfofuncional das
semelhanças e diferenças nas estruturas corporais
de diferentes animais fornece subsídios para a
classificação filogenética sendo evidências da
evolução biológica. A figura abaixo representa a
estrutura interna e externa dos membros anteriores
de três animais.

Analisando-se esses apêndices articulados, é
CORRETO afirmar:
A) I, II e III surgiram em um processo de divergência
adaptativa.
B) I, II e III são órgãos homólogos originados por
irradiação adaptativa.
C) II e III são órgãos análogos que indicam
ancestralidade comum e função homóloga.
D) I e II são órgãos análogos que foram selecionados
por convergência adaptativa.

BIOLOGIA

CURSINHO DO DCE UFRN 2012| EVOLUÇÃO 61

05. (ENEM 2005) As cobras estão entre os animais
peçonhentos que mais causam acidentes no Brasil,
principalmente na área rural. As cascavéis
(Crotalus), apesar de extremamente venenosas, são
cobras que, em relação a outras espécies, causam
poucos acidentes a humanos. Isso se deve ao ruído

de seu “chocalho”, que faz com que suas vítimas

percebam sua presença e as evitem. Esses animais
só atacam os seres humanos para sua defesa e se
alimentam de pequenos roedores e aves. Apesar
disso, elas têm sido caçadas continuamente, por
serem facilmente detectadas. Ultimamente os
cientistas observaram que essas cobras têm ficado
mais silenciosas, o que passa a ser um problema,
pois, se as pessoas não as percebem, aumentam os
riscos de acidentes. A explicação darwinista para o
fato de a cascavel estar ficando mais silenciosa é
que

A) a necessidade de não ser descoberta e morta
mudou seu comportamento.
B) as alterações no seu código genético surgiram
para aperfeiçoá-la.
C) as mutações sucessivas foram acontecendo para
que ela pudesse adaptar-se.
D) as variedades mais silenciosas foram
selecionadas positivamente.
E) as variedades sofreram mutações para se
adaptarem à presença de seres humanos.

06. (UFJF 2008) Um pesquisador, interessado em
estudar mecanismos da evolução animal, fez o

seguinte experimento: “cortou pela metade as

orelhas de 10 coelhos (5 machos e 5 fêmeas) e
cruzou-os entre si. Quando nasceram os filhotes,
cortou-lhes também as orelhas pela metade e
cruzou-os entre si. O pesquisador repetiu esse
procedimento (corte das orelhas pela metade e
cruzamento dos coelhos) por 15 gerações, nas

mesmas condições experimentais”. Na 16ª geração,

constatou que os coelhos apresentavam orelhas tão
longas quanto as da primeira geração. A partir dos
resultados desse experimento, é CORRETO afirmar
que:

A) a hipótese de Malthus sobre a modificação de
uma população, após várias gerações, foi
comprovada.
B) a teoria mendeliana sobre a segregação
independente dos alelos está correta.
C) a hipótese de Lamarck sobre a herança de
caracteres foi comprovada.
D) os seres vivos somente se modificam quando há
mudanças nas condições ambientais.
E) os caracteres adquiridos não são transmitidos à
descendência.

07. (UNESP 2012)

Se me mostrarem um único ser vivo que não tenha
ancestral, minha teoria poderá ser enterrada.

(Charles Darwin)

Sobre essa frase, afirmou-se que:
I. Contrapõe-se ao criacionismo religioso.

II. Contrapõe-se ao essencialismo de Platão,
segundo o qual todas as espécies têm uma essência
fixa e eterna.
III. Sugere uma possibilidade que, se comprovada,
poderia refutar a hipótese evolutiva darwiniana.
IV. Propõe que as espécies atuais evoluíram a partir
da modificação de espécies ancestrais, não
aparentadas entre si.

V. Nega a existência de espécies extintas, que não
deixaram descendentes.

É correto o que se afirma em
A) IV, apenas.
B) II e III, apenas.
C) III e IV, apenas.
D) I, II e III, apenas.
E) I, II, III, IV e V.

08. (UDESC 2010) Assinale a alternativa correta
quanto à evolução das espécies.

A) Wallace, em seus estudos, chegou às mesmas
conclusões que Lamarck quanto à evolução e à
seleção natural das espécies.

B) Segundo a teoria de Lamarck, a característica do
pescoço longo das girafas era resultante da seleção
natural.

C) Na teoria de Darwin as características resultantes
de condições ambientais, como a atrofia muscular ou
hipertrofia, podem ser transmitidas para os
descendentes.

BIOLOGIA

CURSINHO DO DCE UFRN 2012| EVOLUÇÃO 62

D) O neodarwinismo, ou teoria sintética da evolução,
reinterpretou a teoria da evolução de Darwin que,
além da genética e dos conhecimentos em
hereditariedade, incluiu fatores fundamentais da
evolução, da mutação gênica e da recombinação
gênica.

E) A lei do uso e desuso e a lei da transmissão dos
caracteres adquiridos foram estabelecidas por
Darwin.

09. (UFRN 2012) Atualmente, a História da Ciência
procura entender como o conhecimento foi
construído em determinada época, de modo
contextualizado, e considera que cada cultura e
tempo têm questões peculiares a serem
solucionadas. Nesse contexto, em relação às teorias
evolutivas, Jean Baptiste de Lamarck

A) era defensor de que as espécies não evoluíam de
outras espécies.
B) acreditava que os seres vivos não se modificavam
ao longo do tempo.
C) propôs o princípio da seleção natural antes
mesmo de Darwin.
D) foi um dos primeiros pesquisadores a propor que
os seres vivos evoluíam.

10. (UFSE) O livro A origem das espécies, em que
Darwin publicou o trabalho completo sobre sua teoria
para explicar o mecanismo de evolução, foi
publicado em 1859. Atualmente, essa teoria foi:

A) abandonada, por estar ultrapassada.
B) modificada, para incluir as leis de Mendel.
C) substituída pela teoria de Watson e Crick.
D) mantida apenas para os procariontes.
E) incorporada à teoria sintética da evolução.

11. (UFRN 2012) A comparação do padrão
morfológico dos organismos possibilita a
determinação do perfil evolutivo dos grupos.

Nesse contexto, considere a imagem e responda as
questões:

A) Como é chamado esse tipo de padrão
morfológico?

B) O que esse padrão indica em termos evolutivos?

C) A asa de um morcego e a asa de um inseto
apresentam esse mesmo padrão morfológico? Por
quê?

12. (UFRN) Um pesquisador realizou o seguinte
experimento: tomou duas variedades de mariposas,
uma de asas claras e outra de asas escuras.
Introduziu essas mariposas num ambiente em que
havia pássaros predadores. Modificou o ambiente,
tornando-o gradativamente escuro. Depois de um
certo tempo, observou aumento no número de
indivíduos da variedade escura.

Como Lamarck e Darwin explicariam,
respectivamente, esse resultado?

GABARITO

01. C 02. A 03. C 04. B 05. D

06. E 07. D 08. D 09. D 10. E

11. DIS 12. DIS

BIOLOGIA

CURSINHO DO DCE UFRN 2012| ECOLOGIA 63

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