Disciplina: Radiologia Odontológica

Aula 4

(20/08/12)

Aspectos Radiográficos das Lesões e/ou Alterações do Órgão Dentário
Lesões e/ou alterações do órgão dentário
 Coroa;  Raiz.

Lesões e/ou alterações do órgão dentário
 Podem apresentar imagens radiográficas radiolúcidas ou radiopacas;  Um único dente pode apresentar mais de uma lesão ou alteração na sua porção coronária e/ou radicular.

Porção Coronária
Lesões e/ou alterações do órgão dentário (coroa)  Cárie;  Materiais forradores;  Materiais restauradores (resina, metálica, RMF);  Próteses (metálica, cerâmica, acrílica);  Mineralização da polpa;  Desgaste oclusal;  Fraturas. Cárie  Doença infecciosa que causa desmineralização dos tecidos duros do dente pela ação dos ácidos produzidos pela placa bacteriana;  Solução de continuidade da estrutura do esmalte e/ou dentina;  Primária ou recorrente;  Tipos: oclusal, proximal, vestibular, palatina ou lingual e cementária;

1

 Materiais forradores com diferentes radiopacidades. A interpretação radiográfica da cárie pode apresentar dificuldades em função da sobreposição da câmara pulpar. Resina composta .imagem RO. pode ser indicativo da presença de material restaurador estético.  Ausência de radiopacidade (verniz).  Irregular (sugestiva de cárie).  Acrílica. Materiais restauradores  Restauração estética – imagem RO ou RL.  Estudos mostram a superioridade da técnica interproximal em relação à técnica periapical na observação da cárie. Restauração estética  Verificar como se apresenta o contorno da área radiolúcida:  Regular (sugestiva de material restaurador).  Cáries iniciais nas proximais são melhor identificadas na técnica interproximal. métalo-cerâmica métalo-plástica  Cerâmica (porcelana).RL (+ antigas) Resina composta .  Quando houver a presença de forramento pulpar.RO (+ recentes)  Restauração metálica . Materiais forradores  Localizados abaixo das restaurações. principalmente das cáries proximais (73% : 48%).  Essa técnica também permite melhor observação da relação cárie/câmara pulpar. 2 . Próteses  Metálica.

 Histologicamente são classificadas como verdadeiras (composta por dentina) e falsas (composta à partir de massas e células necróticas ou trombóticas). Essas modificações gerontológicas são acentuadas quando ocorrem estímulos externos sobre os dentes (atrição.  A polpa jovem.  Imagem radiográfica RO. Desgastes oclusais ou incisais  Abrasão. podem ser livres ou aderidas às paredes da câmara pulpar ou do conduto radicular. Degeneração cálcica  Ocorre necrose e mumificação pulpar. com posterior calcificação.  Leve alteração da cor da coroa. restauração. é pobre em fibras e rica em células.  Imagem radiográfica RO. 3 .  Erosão.  Abfração. Nódulo pulpar  Pequenas massas cálcicas localizadas no tecido pulpar. trauma.Alterações distróficas da polpa e dentina Mineralização da polpa  Dentina esclerosada e reacional. etc). Calcificação difusa  Causa obliteração parcial ou total da câmara pulpar e condutos radiculares.  Ausência de vitalidade pulpar. transforma-se em um tecido conjuntivo denso e com predominância de fibras.  Imagem radiográfica radiopaca.  Calcificações distróficas ou nódulos pulpares. tornando-se radiopacos e com redução do seu tamanho (atresia). cárie. com a idade.  Geralmente decorrente de traumas (+ em dentes anteriores). Dentina reacional  Dentina reacional: a câmara pulpar ou o conduto radicular perdem seus aspectos radiolúcidos.  Atrição.  Pode ser observada precocemente na dentinogênese imperfeita.

Abrasão  Perda da estrutura dentária relacionada à hábitos mastigatórios.  Radicular (RL). Atrição  Perda da estrutura dentária relacionada ao bruxismo ou briquismo (ranger os dentes). rasa. bebidas e medicamentos. profissionais.  Clinicamente apresenta aspecto arredondado.  Esmalte e dentina sem exposição do tecido pulpar.  Interferências oclusais: as superfícies oclusais ou incisais apresentam facetas desgastadas. são encontrados em alimentos. próteses removíveis.  Desgaste fisiológico ou geriátrico: com o decorrer da idade.  Esmalte e dentina com exposição de tecido pulpar.  É resultante de micro fraturas do esmalte provocadas pela flexão do dente em função de forças oclusais mal direcionadas. altamente polida.  Os de origem endógena. ampla e sem bordas definidas. contorno regular. Fraturas  Coronária (RL). escovação. geralmente localizada por vestibular.  Caracteriza-se por uma superfície dura. Abfração  Lesão localizada na região cervical.  Os ácidos de origem exógena. * pode apresentar imagem RO devido à sobreposição das partes fraturadas.  Não é visível radiograficamente. Fraturas coronárias  De esmalte: perda de pequenas porções do esmalte e sem atingir a dentina. são trazidos dos estômago (ácido clorídrico) por regurgitação. 4 .  Clinicamente apresentam forma de cunha. geralmente profundas e com margens bem definidas. Erosão  Perda de substância dentária por dissolução em ácidos de origem não bacteriana. rasa.

 Trepanação ou perfuração radicular (lateral / apical).  Abfração (RL).  Reabsorção radicular patológica.  Obturação endodôntica (completa / parcial).  Raiz residual ou resto radicular.  Raiz.Porção radicular Lesões e/ou alterações do órgão dentário (raiz)  Cáries. para dar lugar à erupção do dente permanente correspondente. Reabsorção radicular patológica Pode ser:  Interna. Desgastes radiculares  Abrasão (RL). Reabsorção radicular interna  Pode ser: .  Hipercementose.  Reabsorção radicular (interna / externa).substitutiva 5 .  Externa.  Erosão (RL).inflamatória . Reabsorção radicular fisiológica  É a reabsorção das raízes dos dentes decíduos que precede a sua exfoliação. Reabsorção radicular  Reabsorção radicular fisiológica (rizólise fisiológica).  Fraturas (parcial / completa).

a medida que as células gigantes vão reabsorvendo a parede dentinária. aumentando parte do canal radicular. desaparecendo o espaço pericementário. aparecem células com características de células ósseas. Inflamatória Caracteriza-se pelo aparecimento de áreas de reabsorções radiculares.  Pode ser: . Reabsorção radicular interna substitutiva  Caracteriza-se por um alargamento irregular da cavidade pulpar. pode acometer uma única raiz ou todas de um mesmo dente. vários dentes. cementoclastos e células gigantes reabsorvem a superfície externa da raiz. 6 . que reabsorvem a parede do canal.inflamatória Substitutiva (anquilose) À medida que osteoclastos. ou ainda. gigantismo. Hipercementose  Deposição excessiva (hiperplasia) do cemento nas superfícies radiculares.  Assintomática.Reabsorção radicular interna inflamatória  Caracteriza-se por um alargamento oval.  Histologicamente o tecido pulpar se transforma em tecido de granulação.substitutiva . mortificações pulpares com lesões periapicais. acromegalia.  O processo de reabsorção pode cessar com o tratamento endodôntico. Reabsorção radicular externa (patológica)  Estão normalmente associadas à traumas (intrusão e avulsão).  Apresenta aspecto radiográfico de aumento do volume radicular e mais RO que a dentina. dando a impressão de que há uma união do osso com o dente.  O exame histológico mostra que o tecido pulpar sofre uma metaplasia (transformação) e. com presença de células gigantes. movimentos ortodônticos e lesões maxilo-mandibulares. doença de Paget.  Pode estar associada à infecções periapicais. osteoblastos vão formando osso com trabeculado irregular. osteíte deformante e trauma oclusal.

 Fratura coronária-radicular: envolve esmalte. Raiz  Raiz: está envolvida totalmente por osso e apresenta condições de ser utilizada proteticamente. Geralmente o espaço periodontal ou pericementário. ou durante o preparo cavitário. Fraturas radiculares  Causadas por traumas ou fatores patológicos. a câmara pulpar com finalidade endodôntica.  Com obturação de guta-percha.  Aspecto radiográfico radiolúcido.  Fratura coronária-radicular: envolve esmalte. Trepanação ou perfuração endodôntica  Comunicação artificial causada por instrumentos manuais ou rotatórios. Trepanação  É o ato de acessar com instrumentos rotatórios ou manuais.  Pode ser lateral ou apical. Canais ou condutos radiculares  Espaço interno do dente preenchido pelo feixe vásculo-nervoso.  Utilizar pressão digital ou rolete de algodão para facilitar a observação de fraturas radiculares. com exposição pulpar.  Fratura radicular: envolve dentina. de origem patológica. 7 . a lâmina dura e a vitalidade pulpar se apresentam normais. ou ainda.  Pode sofrer inflamações (pulpite) e infecções (necrose pulpar). quando necessário. dentina e cemento.  Em alguns casos a imagem pode ser RO devido à sobreposição das partes fraturadas.  Em alguns casos pode ser difícil de ser observada radiograficamente. sem exposição pulpar. necessitando diferentes incidências radiográficas e ângulos diferentes. cemento e polpa. dentina e cemento. apresentando solução de continuidade da porção radicular. Raiz residual ou resto radicular  Raiz residual: pode ou não estar totalmente envolvida por osso e não apresenta condições de ser utilizada proteticamente.  Maior incidência em PM (6:1).

 Completamente obturados. Obturados com cones de prata.  Parcialmente obturados. 8 .

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful