Ministério da Educação

Ministério do Meio Ambiente

AGMA
AGÊNCIA GOIANA DO MEIO AMBIENTE

SEMARH
SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS HÍDRICOS

SEMMA Secretaria Municipal do Meio Ambiente

RESUMOS DOS TRABALHOS APRESENTADOS DURANTE O

V FÓRUM BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Goiânia, 3 a 6 de novembro de 2004

ACRE
AUTOR@S TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER

PESQUISA E EDUCAÇÃO AGROFLORESTAL NA AMAZÔNIA Resumo: O Arboreto, setor do Parque Zoobotânico da Universidade desenvolve ADRIANO ALEX SANTOS E atividades de Educação Amabiental e Agroflorestal, junto a comunidade indígena ROSÁRIO, MARINELSON Apurinã de Boca do Acre/AM e agricultores familiares do Grupo de Agricultores DE OLIVEIRA BRILHANTE, Ecológicos do Humaitá, localizado município de Porto Acre/AC, onde são NILSON ALVES BRILHANTE, desenvolvidas pesquisas sobre recuperação de áreas degradadas através da FLAVIO QUENTAL implantação de Sistemas Agroflorestais Sucessionais e a utilização e aplicação da RODRIGUES e WALLY Mochila do Educador Agroflorestal que é composta de ferramentas didáticas que STANLEY DE OLIVEIRA auxiliam as comunidades a refletirem melhor sobre suas ações sobre o meio ambiente. CONTATO: adrianoalex@yahoo.com.br ASSOCIAÇÃO ECOLÓGICA DE CATADORES DE MATERIAL RECICLÁVEL TERRA LIMPA: UMA PROPOSTA DE ORGANIZAÇÃO SOCIAL PARA ENFRENTAR OS PROBLEMAS AMBIENTAIS. Resumo: A proposta deste trabalho é refletir e demonstrar a complexidade da crise ambiental e social, da relação ser humano/natureza, bem como encaminhar soluções coletivas para os problemas ambientais. O primeiro passo para a organização da associação dos catadores de materiais recicláveis surgiu no ano de 2002, tendo como impulsores as Secretarias do Meio Ambiente e da Educação do município de Balneário Camboriú. A parceria entre comunidade e a associação é fundamental para o sucesso do projeto. Atividades de sensibilização da necessidade de engajamento na triagem do material reciclável nos estabelecimentos comerciais, condomínios, escolas, casas, igrejas se faz por meio de visitas, oficinas. O grupo de catadores de materiais recicláveis, que anteriormente trabalhavam nas ruas, agora se reúne em uma CARLA CRAVO, CLÁUDIA estrutura onde executam a seleção, enfardamento, venda e partilha da receita gerada ROBERTA COELHO DAGNONI e MARA ZULEICA do material previamente separado pela comunidade. Os encontros iniciais de catadores do Município foram caracterizados pela timidez e muitas desistências. BECKER LINS Porém, no decorrer do tempo, um novo processo de organização foi instituído. A participação na abertura do Fórum Social Mundial, com a Marcha do Movimento Nacional dos Catadores; A presença na Implantação do Fórum Estadual Lixo & Cidadania; A parceria no Programa Criança no Lixo Nunca Mais; As visitas às cooperativas e associações de catadores de materiais recicláveis proporcionaram a fusão entre o conhecimento formal e as experiências cotidianas dos envolvidos. O diálogo; A compreensão; A solidariedade; As experiências; As diversidades; Os acordos; As vivências e até as desavenças são fatores que contribuem para a compreensão dos interesses e necessidades dos participantes com o objetivo de dar continuidade ao processo de implementação e desenvolvimento da Associação Ecológica de Catadores de Material Reciclável Terra Limpa - ACATELI. CONTATO: ccravo@terra.com.br

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EDUCAÇÃO AMBIENTAL: UMA EXPERIÊNCIA NO IBAMA – AC Resumo: O IBAMA-AC, através do Núcleo de Educação Ambiental-NEA, busca fortalecer a EA em vários níveis, inclusive considerando a “educação no processo de gestão ambiental” e demais atividades relacionadas com a dimensão sociedadenatureza. O Núcleo conta com dois servidores que deveriam atuar em todo o Estado, apoiando as Unidades Descentralizadas (Unidades de Conservação e Escritórios Regionais) em seus projetos de Educação Ambiental. Para potencializar as ações de EA, optou-se por envolver os outros setores do Ibama, fazendo com que em suas atividades estivessem inseridos os fundamentos da EA. Mas como fazer isso sem estar impondo uma segunda atividade diária e sem provocar rejeição que ocasionasse impedimento ao projeto? Um dos caminhos possíveis consiste em incorporar atividades de EA e discussões sobre o “fazer institucional” na rotina da Instituição, com o objetivo de que isso passe a fazer parte dos princípios do servidor, refletindo em sua vida, no trabalho ou em casa, a partir de sua vivência nas atividades realizadas, e conferindo afetividade à EA. Desenvolveu-se uma série de atividades CLÁUDIA CONCEIÇÃO voltadas à melhoria do ambiente de trabalho, focando a valorização do servidor e a CUNHA, MARIA DAS DORES relação do ser humano com o meio ambiente. Realizaram, como comemoração ao RIBEIRO, GENÉZIA “mês do meio ambiente” uma série de atividades que envolviam relação interpessoal, VASCONCELOS e apresentações culturais e um ciclo de seminários que teve como objetivo discutir a ROSÂNGELA SANTOS prática do servidor dentro de um contexto local e global, dando sentido mais amplo às ações rotineiras no órgão, e demonstrando o caráter plural da EA. Buscou-se ainda discutir a melhoria da gestão dos recursos naturais no próprio Ibama, gerando mudança de atitudes que viriam a refletir no público externo e nas ações dos servidores. Confeccionou-se um informativo, resultado da parceria entre o NEA, a Assessoria de Comunicação e o Gabinete da Gerência Executiva, que visa melhorar a comunicação dentro do Órgão e deste com a comunidade, e ao mesmo tempo propiciar a valorização do servidor a partir do reconhecimento e divulgação do seu trabalho. Como resultado dessas atividades notou-se o aumento da percepção de que o meio ambiente também envolve a relação com as pessoas e o contexto sóciocultural em que se está inserido. A participação na programação ainda é aquém do esperado, conseguindo-se um sucesso maior quando os diversos setores são envolvidos na discussão da programação, mostrando que a EA não é uma responsabilidade só do Núcleo de Educação Ambiental, mas de toda a Instituição. CONTATO: cccunha@hotmail.com

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CONSTRUINDO CIDADANIA - CRIAÇÃO DO CONSELHO CONSULTIVO DO PARQUE NACIONAL DA SERRA DO DIVISOR Resumo: O Parque Nacional da Serra do Divisor - PNSD, é uma Unidade de Conservação-UC federal de proteção integral, situado no extremo oeste do Brasil, no Estado do Acre, criado em 16/06/89, com área de 843.012 hectare. A partir da lei 9.985/00, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC, que estabeleceu a gestão participativa e compartilhada das uc, através dos conselhos consultivos e/ou deliberativos, o Núcleo de Educação Ambiental –NEA do IBAMA/AC, em parceria com a ONG ambientalista SOS Amazônia, com base nos conceitos e princípios da EA, elaborou um projeto para criação do Conselho Consultivo do PNSD, desenvolvido em três etapas: (01) identificação dos atores sociais relevantes; (02) realização de seminários e (03) oficinas de capacitação. 01- A primeira etapa deu-se através da realização de visitas e reuniões às instituições, entidades sociais e às comunidades residentes no PNSD. Para escolha das instituições e entidades a serem visitadas, estabeleceu-se um critério, onde o principio básico foi à interface que elas tinham com a UC e com a micro-região de influencia direta da mesma. Para as comunidades, o critério foi a partir do comportamento em relação à unidade, o número FRANCISCO MISSIAS DA de famílias residentes na comunidade e o acesso, considerando-se a dimensão CONCEIÇÃO LOPES e territorial da UC e a sua topografia. Nesta etapa foram escolhidos os representantes MARIA DAS DORES DE LIMA para participarem dos seminários. 02 - Os Seminários foram realizados nos municípios RIBEIRO abrangidos pelo PNSD, com a participação de representantes das comunidades, das instituições, entidades sociais e o público em geral, tendo como objetivo o nivelamento de informações sobre o Projeto para criação do Conselho, SNUC, conselhos consultivo e deliberativo, PNSD e, gestão-participativa. Durante os seminários foram eleitos os representantes das comunidades para participarem das oficinas de capacitação e foram apresentados os representantes, indicados, pelas instituições e entidades sociais. 03 - A capacitação deu-se por três oficinas, onde foram discutidos temas fundamentais para a gestão participativa da UC, como perfil e papel do conselheiro, problemas, participação, potencialidades, dentre outros, tendo como objetivo possibilitar a participação de forma eqüitativa dos conselheiros e contribuir para que o conselho seja propositivo. A conclusão do projeto deu-se em agosto de 2002, com a realização de um grande evento, dividido em oficina de capacitação, cerimônia de posse dos conselheiros e primeira reunião ordinária do conselho, com a discussão do seu regimento interno. Assim, foi criado o primeiro Conselho Consultivo de UC de proteção integral com base no SNUC. Palavras-chave Capacitação, Unidade de Conservação e Gestão-participativa CONTATO: francsico-missias.lopes@ibama.gov.br

ROSÂNGELA DE ARAÚJO PEREIRA HOLANDA E SOUZA

DIFUSÃO DE CONHECIMENTOS - CAPACITAÇÃO DE PROFESSORES Resumo: Curso de educação ambiental e Arborização com exercícios práticos sobre a escola atual e a escola ideal, levando os professores a perceber como podem construir a escola com atitudes simples no cotidiano escolar. Objetiva integrar conhecimentos, aptidões, valores, atitudes e ações, em busca da cidadania e da melhoria da qualidade de vida global. CONTATO: rosaholanda@yahoo.com.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER CRIAÇÃO E ESTRUTURAÇÃO DA REDE ACREANA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL Resumo: A atual situação da educação ambiental no estado do Acre caracteriza-se principalmente pela atuação de várias instituições governamentais e não governamentais, que vêm desenvolvendo atividades em nível formal e não formal a partir de diferentes referenciais metodológicos. Estas instituições geralmente desconhecem as experiências umas das outras, gerando a sobreposição deatividades e a concentração das ações em determinadas regiões do Estado. Portanto torna-se fundamental a articulação entre educadores ambientais, visando fortalecer as experiências existentes e potencializar os esforços para a estruturação, valorização da educação ambiental no Estado. A partir de uma estrutura horizontal, democrática e informal. CONTATO: rosaholanda@yahoo.com.br VISITAS ORIENTADAS EM TRILHAS INTERPRETATIVAS Resumo: Parque Zoobotânico da Universidade Federal do Acre- UFAC, criado em 1980, possuí uma área de 100 há e oferece um espaço único em Rio Branco para realização de atividades em educação ambiental. Possui a maior área verde da cidade com florestas secundárias e primárias. O PZ pauta-se em três grandes pilares: Biodiversidade, Ecológia e manejo de sistemas e educação. O setor de educação ambiental propicia atividades que revelam os significados e as características do ambiente natural despertando para a dimensão de uma cidadania ativa através da compreençao da biodiversidade, fomentando novos valores e uma postura ética e solidária CONTATO: rosaholanda@yahoo.com.br

ROSÂNGELA DE ARAÚJO PEREIRA HOLANDA E SOUZA

ROSÂNGELA DE ARAÚJO PEREIRA HOLANDA E SOUZA

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ALAGOAS
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PROJETO CALYPSO - EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO COMPLEXO ESTUARINO LAGUNAR MUNDAU-MANGUABA. Resumo: O Complexo Estuarino-Lagunar Mundaú-Manguaba (CELMM) é uma das mais belas e importantes regiões de Alagoas. Formada pelas duas maiores lagoas do Estado, esta região se destaca em diversos aspectos: extensão de suas lagoas, proximidade com a capital, número de pessoas envolvidas e problemas ambientais e sociais. Além de reunir em sua área uma diversidade de ecossistemas costeiros, o CELMM possui também sua riqueza nos aspectos históricos, culturais e sócioeconômicos da região. Entretanto, nas últimas décadas vêm sofrendo um processo de deterioração que, segundo os técnicos e estudiosos da área ambiental, pode levá-lo ao caos, pois o aumento das atividades antrópicas e a conseqüente degradação deste ecossistema têm colocado em risco a biodiversidade do CELMM, assim como também vêm prejudicando cerca de 200.000 pessoas, que dependem direta e indiretamente CHRISTIANNE SÂMYA LINS desta região. Desta forma, a Educação Ambiental torna-se um importante instrumento na busca de soluções que modificam a realidade, propondo novos modelos de RODRIGUES, ROGÉRIO relacionamentos mais harmônicos com a natureza, novos paradigmas e novos valores RODRIGUES LINS DE éticos, adotando posturas de integração e participação, onde cada indivíduo é ARAÚJO e ANDRÉ GIL estimulado a exercitar plenamente sua cidadania. Partindo deste princípio o Projeto SALES DA SILVA Calypso há seis anos desenvolve práticas inter e multidisciplinares com o objetivo de fomentar a conscientização ecológica dos alunos de todos os níveis de Ensino utilizando o CELMM como modelo, e com isso resgatando a importância desta região para o Estado de Alagoas e sensibilizando estes alunos em defesa do meio ambiente. O desenvolvimento do Projeto cujo objetivo principal é estudar a importância do Complexo Estuarino-Lagunar Mundaú-Manguaba (CELMM) para o Estado de Alagoas ocorre nas seguintes etapas: aula teórica; aula prática (navegando pelos canais do CELMM); pesquisa sobre temas diversos; socialização na escola e socialização na comunidade. Desta forma, através o conhecimento desta região pode-se buscar soluções que podem modificar a realidade, com a comunidade adotando posturas de integração e participação, onde cada indivíduo é estimulado a exercitar plenamente sua cidadania. CONTATO: chris_samya@bol.com.br

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PERCEPCAO AMBIENTAL SOBRE O MANGUEZAL POR ALUNOS E PROFESSORES DE UMA UNIDADE ESCOLAR PUBLICA DE MACEIO-ALAGOAS Resumo: Os manguezais são um dos ecossistemas mais produtivos das regiões costeiras tropicais fornecendo bens e serviços para as comunidades, porem isso não e geralmente conhecido. A falta de conhecimento sobre a importância desse ecossistema e um dos maiores entraves para sua preservação e conservação por isso e fundamental implantar e consolidar programas de educação ambiental que desenvolva um saber não puramente cientifico mas, também um saber crítico e contextualizado. O objetivo principal dessa pesquisa foi caracterizar a percepção ambiental sobre manguezal, sua fauna e flora de alunos e professores do ensino fundamental e médio da Escola Estadual Dr. Miguel Guedes Nogueira. A metodologia teve por objetivo básico explorar por meio do desenho (mapa mental ou cognitivo) o nível de cognição em que ocorre a formação, estruturação e organização da imagem ou representação mental associada ao manguezal que ficava nas proximidades da escola. Para tal foram aplicados 409 questionários aos alunos do ensino fundamental e médio e 32 aos professores. Os resultados das analises dos mapas cognitivos dos alunos revelaram tanto elementos naturais (arvores típicas do manguezal) quanto artificiais (árvores frutíferas). Para analisar os mapas cognitivos e a organização real JOSE ALBERTO OLIVEIRA e do manguezal foi adotado o uso de tabelas de cognição comparada para comparar o modelo percebido (alunos) e o modelo operacional (descrito pela ciência). A técnica da SINEIDE CORREIA SILVA turnê guiada foi usada como atividade participativa uma vez que na escola tem filhos MONTENEGRO de pescadores. Utilizou-se de oficinas de trabalho para as apresentações dos resultados para os alunos e professores bem como para as palestras para os professores sobre fauna e flora. Os resultados com relação a fauna do manguezal, mostraram que os animais percebidos pertenciam a diversos grupos taxonômicos cujos percentuais registrados foram: crustáceos, 31%, peixes,22%, aves 21%, répteis 9%, moluscos 8%, insetos e cnidários 3%, mamíferos 2% e anfíbios 1%. Entre as plantas, o coqueiro foi o mais citado com um percentual de 25,12%, a categoria " arvore" com 20,66%, grama ou capim com 15,45%, o " mangue" com 11,90%, bananeira com 7,60%, taioba com 2,89%, samambaia com 2,56%, mangueira e baronesa com 2,31%, cipó com 1,90%, trepadeira com 1,65%, cajueiro com 1,32%, imbaúba com 1,24%, cogumelo com 0,58%. Das atividades humanas percebidas, o pescador foi a que teve maior representação mental seguida das marisqueiras, catador de caranguejo e explorador de madeira. Quanto aos professores, 75% não conheciam o manguezal e 72% destes nunca abordaram esse tema em sala de aula. A escola deveria conhecer melhor as percepções dos alunos sobre os ambientes naturais sobretudo os locais para a produção de novos conhecimentos e estabelecer uma visão de realidade com a participação de todos os sujeitos da escola CONTATO: saburica2001@yahoo.com.br

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AMAZONAS
AUTOR@S TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA INDUSTRIA Resumo: As atividades relacionadas às práticas ou vivências em educação ambiental podem adotar formatos diversos. O que e quem vai determinar essas variedades são as diversas situações onde serão desenvolvidas essas práticas, por exemplo: faixa etária, nível de escolaridade, situação econômica, condições ambientais, cultura, mercado de trabalho, circunstâncias, etc., incluindo também a disposição emocional das pessoas que irão participar do evento (cursos, palestras, oficinas, vivências, etc.). Considerando tudo isto, o Curso Técnico em Meio Ambiente do CEFET-AM, desde a sua primeira versão em 1997 (sistema integrado) têm procurado trabalhar a educação ambiental de forma interdisciplinar e disciplinar, e na última versão (modular) possui duas habilitações, que são: Gestão Ambiental Urbana e Gestão Ambiental Industrial. No sistema modular, através das suas diversas Componentes Curriculares (dentre estas estão contemplados os Fundamentos Históricos da Educação Ambiental e a Educação Ambiental na Indústria), têm procurado proporcionar aos seus alunos vivências em atividades lúdicas nas empresas públicas e privadas locais. Em parceria com alunos e professores são construídas atividades alternativas de sensibilização para a questão ambiental. Os alunos apreendem os conceitos teóricos trabalhados pelos professores em todas as componentes curriculares e transpõem para as atividades lúdicas.Dentre elas se destacam: peça de teatro, desfile de moda com material descartado para o lixo (plásticos diversos, papel, papelão, isopor, pinchas e estopas), oficina de reciclagem de papel, dinâmicas de apresentação em palestras, diagnóstico do nível de percepção ambiental dos participantes, jogos recreativos para coleta seletiva, entre outras atividades lúdicas de descontração e sensibilização. A peça teatral “Humanidades do princípio ao fim...” e o desfile de moda foram criadas exclusivamente por alunos do referido curso, na habilitação de Gestão Ambiental Industrial. Todas essas atividades foram apresentadas no ano de 2004 durante as comemorações da Semana do Meio Ambiente, tanto no CEFET-AM, como nas empresas privadas de nosso Distrito Industrial. O convite foi feito à Gerência Educacional da Área de Química e Meio Ambiente – GEAQMA, que administra o referido curso. Essas atividades contam como avaliação do desempenho escolar do aluno na componente curricular específica ou correlata. As atividades realizadas tiveram um bom nível de aceitação e participação dos funcionários e dirigentes das empresas anfitriãs (THOMSON, ITAUTINGA, JAYORO), tendo sido uma realizada na própria linha de produção da fábrica. Para cada uma das atividades realizadas foi observado o objetivo do evento, o público alvo e o seu entorno. CONTATO: geaqma@cefetam.edu.br / elaine@cefetam.edu.br

LAINE MARIA BESSA REBELLO GUERREIRO

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER UMA HISTÓRIA DE ENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO NA CONSTRUÇÃO DE UM INSTRUMENTO DE EA NO PARQUE ESTADUAL SUMAÚMA, MANAUS-AM. Resumo: O Parque Estadual Sumaúma é uma das poucas áreas verdes remanescentes de Manaus que vem sofrendo muito com o processo de urbanização nos últimos anos. Possui uma área de 51 ha e está localizado na região norte da cidade. Apesar de possuir uma área pequena é uma das poucas opções de lazer além de ser uma ilha para espécies ameaçadas como o primata sauim-de-coleira. A iniciativa de criar o Parque partiu de lideranças comunitárias, representantes de escolas, igrejas, comerciantes e outros moradores do bairro Cidade Nova onde ele se localiza. A discussão sobre sua criação iniciou-se em 2000, mas foi só em 2003 que o Parque foi criado oficialmente. Um Parque Estadual é uma Unidade de ConservaçãoUC para a preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico. (SNUC 2000). A idéia de uma trilha interpretativa no interior do Parque está de acordo com os objetivos desse tipo de UC e surgiu da própria comunidade. O projeto foi abraçado pela Fundação Vitória Amazônica que estipulou como produto dessa parceria a criação de uma cartilha de Educação Ambiental-EA e pela Sec. de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Pesquisas para a implementação da trilha foram realizadas entre agosto e outubro/2003. A pesquisa de campo e a definição do percurso da trilha contaram com a participação essencial de alguns moradores que conhecem a região. Além de estabelecer o trajeto da trilha, também foi feito levantamento preliminar de espécies do Parque através das informações dos moradores. Participantes da associação comunitária também contribuíram para traçar a historia de criação do Parque. Ainda foi feito levantamento preliminar do interesse das escolas em utilizar a Trilha nas suas atividades. Oito escolas foram visitadas e todas demonstraram interesse em usufruir o Parque através de atividades de EA. A cartilha de interpretação ambiental busca apresentar para professores uma visita à Trilha interpretativa do Parque Estadual como atividade de EA. Ela está em processo de adequação de conteúdo e linguagem através de oficinas com os professores das escolas do entorno. Estas oficinas estão ocorrendo no próprio Parque e objetivam envolver os professores com o projeto e torná-los seus atores principais. A cartilha apresenta a definição de trilha interpretativa e mostra aos professores como eles podem utiliza-la no dia-a-dia escolar. A cartilha contém informações importantes sobre a visita, sugestões de atividades que podem ser realizadas antes, durante e depois da visita, um mapa da área e pontos interpretativos para a discussão com alunos. Atualmente, o Governo Estadual está implementando uma pequena infra-estrutura para tornar a trilha viável para a visitação. CONTATO: belfigueiredo@hotmail.com.br

ISABEL CAMPOS SALLES FIGUEIREDO e MARCOS ROBERTO

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER PROGRAMA SOCIAL E AMBIENTAL DOS IGARAPÉS DE MANAUS: PERSPECTIVAS E MUDANÇAS DE ATITUDES DA POPULAÇÃO ATRAVÉS DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL E SANITÁRIA. Resumo: O Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus – PROSAMIM é um Programa do Governo do Estado do Amazonas que tem como objetivo a recuperação das condições sócio-ambientais e sanitárias da população ribeirinha e dos seus entornos, bem como a melhoria do aspecto urbanístico das áreas afetadas pelos igarapés de Manaus. A população beneficiada diretamente é cerca de 21.000 Famílias ribeirinhas, em torno de 105.000 habitantes. A área piloto é a Bacia Hidrográfica dos Igarapés dos Educandos e Quarenta, com 3.833,80 hectares de área, situada na área urbana da cidade, que foi selecionada em função de ser a mais densamente habitada por população de baixa renda e com maior carga de problemas ambientais e sociais, além atravessar o Distrito Industrial da Zona Franca de Manaus. Acrescenta-se ainda, uma maior ocorrência de doenças de veiculação hídrica, causadas pelo lançamento dos esgotos e resíduos sólidos domésticos e industriais “in natura”. Nesse contexto, a educação ambiental e sanitária exerce papel primordial como instrumento de sensibilização e formação de agentes multiplicadores, uma vez que a população dessa área, que tem baixa renda e nível escolar, está envolvida no processo de gestão participativa e ao mesmo tempo sendo sensibilizada e orientada para a mudança radical que irá sofrer com a melhoria de sua qualidade de vida, uma vez que irá habitar residências mais dignas e com infra-estrutura urbana. CONTATO: genicauper@yahoo.com.br

GENÍ CONCEIÇÃO DE BARROS CÁUPER

MARIA AGRIPINA PEREIRA REBOUÇAS

PRESSÕES ANTROPICAS EM FLORESTAS URBANAS: UM ESTUDO ÓCIOAMBIENTAL DA POPULAÇÃO CIRCUNVIZINHA À FLORESTA DO CAMPUS DA UNIVERSIDADE DO AMAZONAS Resumo: A floresta do Campus da Universidade Federal do Amazonas sofre constante e forte pressão antrópica, uma vez que está inserida numa área de Manaus, com grande concentração populacional de vários bairros fronteiriços. Um estudo das relações sócio-ambientais, que caracteriza a população circunvizinha à floresta, aborda questões relacionadas à conservação e à importância atribuída àfloresta pelos moradores. O estudo trata ainda, da política da Universidade do Amazonas para conservação e/ou preservação do local. A importância atribuída à floresta pelos moradores ocorre de forma diferenciada de acordo com a escolaridade e a renda dos mesmos. A maioria desses moradores é de baixa renda e com nível de escolaridade restrito ao ensino fundamental. Assim, a floresta representa um complemento às suas necessidades básicas, haja vista que, utilizam-se de alguns de seus recursos tais como: plantas medicinais, alimentos e a madeira para a construção de suas casas. Para eles, a floresta apresenta aspectos positivos e negativos. O microclima é considerado um aspecto positivo pela sensação de temperatura amena, além da beleza da mata e dos animais ali presentes; como aspectos negativos, enumeram alguns pontos: depósito de lixo e esconderijo de “marginais”, atribuído também pelo fato de ser uma área desprovida de muro, além de grande extensão territorial da mata. Quanto ao gerenciamento dessa floresta, a Universidade reconhece a importância da conservação, e age repreensivamente. Essas ações, contudo, não têm surtido efeito já que convém investir em mudanças culturais que afetam a mentalidade daquela população, que promova novo modo de agir e pensar, uma nova visão de mundo em que a cultura política, as representações sociais, a solidariedade e a participação estejam integradas, o que certamente viabilizaria o processo de conservação da floresta num espaço urbano. PALAVRAS-CHAVE: floresta urbana, população circunvizinha, conservação. CONTATO: map_bio@hotmail.com

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER SABERES DA FLORESTA RE-SIGNIFICADOS NA CIDADE Resumo: Saberes naturais: fragmentos da cultura cabocla A dissertação de mestrado: EDUCAÇÃO, TRABALHO E MIGRAÇÃO INTERIORCAPITAL: ressignificação do pensar, sentir e fazer caboclo, apresenta fatos ocorridos nas últimas décadas, marcados pelas grandes invasões na cidade de Manaus. Nesse sentido, buscou-se no saber e no fazer caboclo, fragmentos da cultura que contribuísse com a ressignificação de espécies da floresta amazônica, quanto ao cultivo, manipulação e uso das ervas medicinais, em meio a essas populações. Nessa experiência, compreendeu-se o espaço social como espaço simbólico, espaço de estilos de vida. Simbolizar significou descobrir sentidos e atitudes constitutivas dessa ‘cultura natural’ de seres. A dependência com o mundo natural de comunidades que fazem do seu ambiente um campo fértil nas relações homem/ natureza/ homem, recheadas de afetividade, sentimento e herança. É esta cultura que fixa a identidades no interior do ser, da recordação, percepção, até o fazer como elemento estrutural e constitutivo da consciência.Os fios desse olhar se cruzam com os fios da medicina convencional que formula representações entre saúde e doença, tendo em torno de si concepções que não se opõem às práticas ‘populares’ que se entrecruzam nas teias da vida urbana. A saúde é vista a partir da perspectiva das pessoas que, deveriam na privacidade de suas casas, fazer uso da medicina cabocla (chás, ungüentos, xaropes, banhos) cultivada em hortas caseiras, resultado daquele saber ancestral, herdado de suas etnias, confirmando símbolos e signos, estabelecidos em sociedades enquanto pedagogia natural. Por fim, retomamos o fio gerador, apontando a cultura da Educação Ambiental, na revisão e ressignificação dos Projetos Educativos nas Instituições Escolares, a partir da primeira educação. CONTATO: socc1@hotmail.com

MARIA DO P. SOCORRO NÓBREGA RIBEIRO

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AMAPÁ
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COMPLEXO TURÍSTICO DA ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DO CURIAÚ UMA ABORDAGEM SÓCIO-AMBIENTAL Resumo: A área de proteção ambiental do Curiaú ou APA do Rio Curiaú foi criada pelo decreto estadual nº 1417, de 28 de setembro de 1992, com o objetivo de proteger os recursos ambientais e os sistemas naturais ali presentes, sobretudo os tradicionais aspectos sócio-culturais, preservando sua identidade e compete ainda conter o avanço do crescimento urbano desordenado. Esta região tem sido bastante afetada pela degradação antrópica, principalmente a especulação turística da APA do Curiaú, concretizada com a construção do complexo turístico. Dessa forma verificouse a necessidade de conhecer os impactos sócio-ambientais, tais como o acúmulo de lixo nesta área de proteção e despejo de esgoto no rio Curiaú, problemas estes que resultam na poluição da água do rio Curiaú. Buscou-se averiguar para que fins a população utiliza a água do rio, se para beber ou apenas para banho, visto que a água potável não é para todos. No período de dezembro de 2003 à março de 2004, foram realizadas 10 visitas na comunidade do Curiaú, com entrevistas diretas relacionadas ao meio ambiente, utilização da água e a saúde dos moradores da comunidade Vila do Curiaú,; durante as visitas foram distribuídos 40 recipientes com HILTRUDES DE PAULA MIF(Merthiolate,Iodo e Formol) para conservar o material fecal a ser utilizado na SILVA, DAYSE MARIA SÁ pesquisa de parasitismo incidente na comunidade.O material foi analisado no CUNHA, DIEGO ROSÁRIO SOUSA, GLEIDSONPENHA laboratório de análises clínicas da Universidade Federal do Amapá pelos acadêmicos. Foram realizadas duas palestras uma sobre educação ambiental e parasitologia no BEZERRA, LEILIANE dia 17 de março, na Escola José Bonifácio da vila do Curiaú. O objetivo da palestra foi NUNES SANTOS, ISAÍ conscientizar a comunidade estudantil da região a respeito da pesca predatória, do JORGE CASTRO, LÉIA MARTINS FURTADO, IRANI destino final do lixo e os efeitos negativos que este pode causar se não for descartado corretamente. Foi ainda enfatizada a importância da água, para a região, e os GEMAQUE, JEOVÁ métodos de manutenção desta, assim como os benefícios que pode oferecer a toda MARQUES e JOCELITO comunidade. As informações fornecidas sobre parasitologia restringiram-se a MARQUES promover um esclarecimento sobre a prevenção, sintomas e tratamento de algumas doenças mais comuns tais como malária, ascaridíase e amebíase. Das amostras examinadas não houve presença de helmintos, e uma incidência muito alta de protozoários, entre estes se destacou E.nana e E.histolytica. A maior incidência de protozoários por sexo foi no sexo feminino e a faixa etária que apresentou um maior número de casos foi de 0 a 15 anos. Esta alta incidência de protozoários (amebas) na comunidade do Curiaú, pode ser explicada pela coexistência de três fatores: a qualidade da água consumida, o uso de instalações inadequadas e a falta de tratamento dos casos de parasitoses detectados, o que contribui significativamente para a propagação da doença. observou-se uma comunidade carente, com pouca infra-estrutura, sem funcionamento de posto médico e apenas uma escola a qual funciona o ensino fundamental. Uma área de preservação ambiental habitada deve não só preservar os recursos naturais ali existentes como também conscientizar a comunidade da importância dos mesmos para a sua melhoria na qualidade de vida. Palavras-chave: Complexo Turístico, Parasitoses, Comunidade, MIF, Curiaú, Saúde. CONTATO: paula_ap79@yahoo.com.br

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COLETORES DE INFORMAÇÕES SÓCIO-AMBIENTAIS - UMA EXPERIÊNCIA NO ARQUIPÉLAGO DO BAILIQUE, AMAPÁ. Resumo: O Arquipélago do Bailique localiza-se na porção ocidental extrema do Estado do Amapá, foz do Rio Amazonas, maior rio do planeta. Com localização geográfica influenciada por processos dinâmicos determinados pelo Sistema de Dispersão Amazônico, a região configura-se como um grande laboratório à céu aberto, onde as rápidas modificações do meio físico interferem diretamente nas principais atividades produtivas. Porém, não se conhece precisamente como esses processos interagem com o meio biótico. Ali, o costume secular de o ribeirinho sair e estender sua malhadeira de um lado ao outro do rio ou igarapé não o deixa perceber que essa atitude pode comprometer o recurso pesqueiro, embora já perceba que a produção é cada vez menor. De maneira mais cruel, o extrativismo vegetal dizima acaizais para a retirada do palmito, desconsiderando que o vinho do açaí, além de ser mais nutritivo, é muito mais rentável economicamente. A escassez de dados ambientais é um dos entraves para o estabelecimento de redes de monitoramento de regiões costeiras no norte do país. Dada a inospitalidade do litoral, a distância entre as áreas de estudo, a carência de pesquisadores e a infra-estrutura deficitária, tornase um esforço quase hercúleo o desenvolvimento de pesquisas nessas áreas. Nesse ODETE FÁTIMA MACHADO contexto o projeto Rede de Coletores de Informações Sócio-Ambientais: Jovens Pesquisadores do Arquipélago do Bailique tem como meta o treinamento de DA SILVEIRA, MARIA APARECIDA CORRÊA DOS estudantes da rede pública em procedimentos técnico-científicos básicos. Além da SANTOS, LUIS ROBERTO geração de informações, uma de suas principais finalidades é o desenvolvimento de potencialidades individuais e coletivas, que poderão ser aplicadas na melhoria das TAKIYAMA, MARCOS HENRIQUE DE ABREU condições de vida em cada comunidade e no arquipélago como um todo. Para isso, MARTINS, SALUSTIANO foram selecionados 76 estudantes de nove escolas/comunidades, que foram treinados de acordo com as características dos ecossistemas locais, considerando VILAR DA COSTA NETO e EDSON R. S. PEREIRA DA diversas áreas do conhecimento relativas ao meio físico (medidas de sedimento em CUNHA suspensão, de erosão e de deposição, qualidade da água, hidrodinâmica e marés) e biótico (botânica, etnobotânica, peixes e insetos), assim como aspectos de arqueologia e da cultura local. Como resultado, os Jovens Pesquisadores estarão aptos ao monitoramento das mudanças de seu ambiente e terão desenvolvido uma maior compreensão dos eventos naturais que ocorrem na sua comunidade (causas e possíveis conseqüências), despertando o interesse pelas ciências e para o potencial sócio-ambiental de suas comunidades, com o incentivo à socialização de informações. Isso possibilitará, através da troca de experiências, o aperfeiçoamento da consciência cidadã, além do reconhecimento de que mesmo em uma localidade teoricamente homogênea, existem diferenças importantes que marcam a individualidade de cada grupo. Finalmente, para garantir a continuidade deste projeto de educação ambiental, contatos estão sendo feitos para que a Petrobras apóie esta importante ação social no Amapá, que está perfeitamente inserida na estratégia de responsabilidade social e ambiental da empresa para a região costeira da da Amazônia. Além disto, está sendo realizado dentro da área geográfica de abrangência do projeto PIATAM MAR I (Potenciais Impactos Ambientais de Transporte de Petróleo e Derivados na Zona Costeira Amazônica), já financiado pela Petrobras, com a parceria de diversas instituições de pesquisa da região norte, inclusive o IEPA CONTATO: odete.silveira@iepa.ap.gov.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER RESERVA BIOLÓGICA DA FAZENDINHA: RETRATANDO OS MODOS DE VIDA DE UMA COMUNIDADE Resumo: A Reserva Biológica (REBIO) da Fazendinha, esta situada no Distrito da Fazendinha localizada ao sul do Município de Macapá no Estado do Amapá, numa região composta de ecossistemas típicos de mata de várzea, rica em espécies faunísticas e florísticas. A REBIO foi criada em 1984, com o intuito de preservar as espécies que se encontravam em processo de extinção, porém já existiam algumas famílias habitando na área, que hoje compõem um quadro de 293 famílias provindas dos interiores do estado do Pará e Amapá, descaracterizando assim o que se pode chamar de Reserva Biológica. Atualmente a REBIO esta em processo de transformação para Área de Proteção Ambiental (APA); graças às reivindicações da comunidade local que necessitavam da REBIO, alternativas que garantissem o sustento da família. O presente trabalho teve como objetivo verificar de que maneira as atividades de sustento desenvolvidas pelos ribeirinhos interferiam na conservação do meio ambiente, e assim proporcionar o uso dos recursos naturais de modo sustentável. No período de fevereiro a abril foram observadas as principais atividades econômicas exercidas pela comunidade, tais como: artesanato, extração de açaí, pesca artesanal e construção naval. O artesanato realizado pelos moradores da REBIO é feito de materiais encontrados na natureza (folhas de palmeiras nativas, troncos de árvores, sementes e fibras de Aruanã), para fazer paneiros e belíssimas miniaturas de árvores, que são comercializados pelos moradores para turistas. O açaí extraído é comercializado na Reserva e para consumo próprio dos ribeirinhos; a construção naval é uma fonte lucrativa, que após construídos são destinados a associação dos moradores,um dos grandes problemas da construção naval é a falta de um local para o armazenamento de material não utilizado. A pesca é voltada para o comércio e sustento familiar e são realizados sem nenhuma orientação para conservação e preservação dos recursos naturais. Uma das grandes preocupações da comunidade da REBIO é a falta de saneamento básico e uma rede de água tratada que possam atender toda a comunidade.Nos limites da REBIO, as margens do Igarapé da Fortaleza, na Rodovia Salvador Diniz existem duas escolas de ensino fundamental e médio na qual pode-se trabalhar juntamente com a comunidade escolar a educação ambiental. Palavras chaves: Unidade de Conservação, Igarapé da Fortaleza, população tradicional. CONTATO: sheila_ap2002@yahoo.com.br

SHEILA DA C. DOS SANTOS, SIMONE DOS S.MAFRA, ANNE CHRISTYANE DA S.MARQUES, ODESSA S. BARBOSA, ANDRÉA R.DE MELO, KELREN F. ABDÓN, ILKA VANESSA U. BRITO, ELTON M. PINHEIRO, ORLANDO S. SOUSA, ROMILDE M. MARQUES e IRANI EMAQUE

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER IDENTIFICAÇÃO PARCIAL DOS ORGANISMOS PATOGÊNICOS DE VEICULÇÃO HÍDRICA E DOENÇAS ASSOCIADAS NA COMUNIDADE DO RAMAL DO GOIABAL, LOCALIZADA NA LAGOA DOS ÍNDIOS NO ESTADO DO AMAPÁ Resumo: O conceito de Educação Ambiental, com o passar dos anos, sofreu alterações. Inicialmente, estava relacionado à idéia de natureza e o modo de percebêla, e, atualmente, parte do enfoque ecológico, tecnológico e científico, abrangendo as dimensões socioeconômicas, política, cultural e histórica de uma certa população. Neste sentido, foi elaborado um projeto de Educação Ambiental, dentro da Comunidade do Ramal do Goiabal, localizada na porção sudoeste da área de ressaca Lagoa dos Índios, no município de Macapá – AP, situada a 8 Km do Km3 da Rodovia Duque de Caxias, na qual residem 126 famílias (aproximadamente 600 indivíduos). A elaboração deste projeto de Educação Ambiental deve-se a grande importância da área para a cidade, pois sendo uma área de ressaca a mesma influi no micro-clima, serve de bacia natural para acumulação de água advindas de marés, rios e drenagens pluviais com significativa composição de fauna e flora e reprodutor biológico. Porém, devido ao processo ocupacional, teve início a destruição das matas ciliares e acúmulo de lixo, impedindo o fluxo de águas nos canais, favorecendo a formação de águas estagnadas, tornando o ambiente propício à reprodução e proliferação de organismos patogênicos, comprometendo a funcionalidade do ecossistema e a própria qualidade de vida dos moradores. O objetivo principal deste trabalho foi a identificação parcial dos organismos patogênicos de veiculação hídrica e doenças associadas, realizando-se uma pesquisa ambiental de forma participativa entre acadêmicos/comunidade voltada para a conservação dos recursos hídricos. Para tanto, realizou-se exame parasitológico a 32 indivíduos (cerca de 5,3%) da Comunidade, aplicação de questionários a 33 famílias (26% do total de famílias) e palestras educativas sobre “A Importância Ambiental da Lagoa dos Índios e Educação Ambiental” e “Noções de Higiene Básica”. O projeto foi realizado durante o período de 27 de fevereiro a 28 de abril do corrente ano, que se resume: no dia 27/02/2004, primeira visita à Comunidade para conhecimento da área; no dia 03/03/2004, aplicação de 19% dos questionários; 08/03/2004, aplicação de 7% dos questionários; 15/03/2004, coleta de 08 materiais para exames parasitológicos; 22/03/2004, coleta de 13 materiais para exames; 27/03/2004, realização de duas palestras educativas, com entrega dos resultados dos exames; 29/03/2004, coleta de 11 materiais fecais para exames; e, 28/04/2004, entrega dos resultados dos 11 exames. De acordo com respostas dadas aos questionários: não há coleta do lixo (sendo este queimado ou enterrado); crianças e adultos apresentam, constantemente, sintomas de vômito, diarréia, gripe e malária; muitos dos habitantes da Comunidade demonstraram saber que àquela área é protegida ambientalmente, sendo utilizada, principalmente, para pesca, banho, contemplação da beleza, bem como para extrair frutos (como por exemplo, tucumã, maracujá, ingá, açaí e bacaba) da mata que circunda o local. Quanto aos exames parasitológicos, observou-se que dos 5,3%, 4,4% tinham algum tipo de parasita, que na sua maioria estava associado ao mau uso e conservação da água. Assim, observa-se a necessidade de execução de demais projetos de Educação Ambiental, de forma a trabalhar a sensibilização e conscientização da população para a importância da área e do uso e conservação dos recursos hídricos. CONTATO: tiagabio@ibest.com.br

TIAGA DE JESUS DIAS CHAGAS, EDLEUMA FERREIRA SILVA GONÇALVES, ELLEN KARINA CASTRO DA COSTA e NAIRA TIANE NASCIMENTO DA SILVA

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BAHIA
AUTOR@S TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER DIAGNÓSTICO PRELIMINAR DOS PROBLEMAS SÓCIO-AMBIENTAIS DO DISTRITO DE MARIA QUITÉRIA, FEIRA DE SANTANA - BA. Resumo: No distrito de Maria Quitéria que está situado a noroeste do Centro Urbano de Feira de Santana – Ba, existe uma pedreira mecanizada denominada Itapororoca que está em operação há mais de trinta anos. No entorno desta pedreira vive uma população de baixa renda, distribuída em pequenos lotes de terra, sob precárias condições de higiene e saneamento básico, que convive com os efeitos dos explosivos, tais como: barulho, poeira, tremores e rachaduras nas construções. Essa população optou pelo local devido aos baixos custos dos terrenos e à possibilidade de aquisição da casa própria. (Valente 2001, 2002 e 2003, Valente et al. 2002, Valente & Barbosa 2003). A finalidade deste trabalho é efetuar uma intervenção com a comunidade localizada neste distrito a fim de possibilitar um melhor relacionamento entre a utilização do espaço natural e social. O estudo consiste em: (a) levantamento bibliográfico, (b) entrevista com a comunidade. (c) trabalhar com os alunos de 8a série do Colégio Estadual Maria José Lima Silveira localizado na sede do distrito, (d) buscar soluções participativas produzidas pela classe aos problemas por ela identificados, (e) criar subsídios que visem à conscientização sobre a necessidade de se preservar a natureza para as gerações futuras e para o bem estar coletivo. Dessas etapas, algumas já foram realizadas e outras se encontram em andamento. Os resultados alcançados até agora evidenciaram o perfil sócio-econômico dessa comunidade e indicaram que a população utiliza seus pequenos lotes de terra para a agricultura de subsistência. As reflexões com os alunos da 8a série identificaram que os principais problemas da região não estão relacionados aos danos provocados pela pedreira, mas sim, pelas lagoas poluídas e pelo manejo inadequado do lixo. Esse último resultado é justificado quando se leva em conta que o Colégio agrega a população de todo o distrito e que apenas 1 dos alunos questionados, de uma amostragem de 40, mora no raio de interferência da pedreira. Desse modo pretende-se coletar todo o lixo da escola de um dia com o apoio da 8a série para análise posterior. A partir de então será feita uma reflexão coletiva e divulgação dos resultados com o restante da escola, com o intuito de identificar quais os danos que o manejo inadequado do lixo provoca na comunidade local. Desta forma a própria comunidade estará mais suscetível à mudança de hábitos referente ao lixo tendo em vista o bem estar coletivo. CONTATO: adricageo@bol.com.br

ADRIANA MASCARENHAS VALENTE e CARLOS CÉSAR UCHÔA DE LIMA

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CONTABILIDADE E GESTÃO AMBIENTAL: CUSTOS AMBIENTAIS E ATUAÇÃO DE EMPRESAS NA ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DO LAGO DE PEDRA DO CAVALO Resumo: A contabilidade visa, predominantemente, estudar as transformações da riqueza patrimonial, observando como essa se comporta, mas também, deve observar como ocorrem os demais fenômenos que favorecem as aludidas transformações. Assim será capaz de apresentar resultados da sua ação, mediante múltiplas possibilidades de intervenção, principalmente no campo da decisão gerencial, propiciando às organizações alavancarem seus projetos institucionais pelo bom conhecimento de sua estrutura patrimonial. Considerando a contabilidade como um importante instrumento de gestão na tomada de decisões, seus relatórios podem evidenciar os eventos relacionados às questões ambientais, que afetam materialmente ANDRÉ LUIZ BASTOS DE a situação econômica da empresa. O objetivo deste trabalho é desenvolver e FREITAS e EUGÊNIO LIMA incorporar em seus conceitos e métodos formas de mensurar as transações MENDES econômicas relativas à proteção do manancial e assegurar a qualidade da água. O interesse neste estudo decorre da preocupação de apresentar à sociedade propostas no sentido de que as companhias, que se fazem presentes em área circunscrita da APA - Lago de Pedra do Cavalo, tornem públicos os efeitos de sua interação econômica com o meio ambiente a partir da avaliação contábil. Sob a forma metodológica de pesquisa, haveremos de realizar entrevistas com aplicação de questionários, consultar a literatura pertinente e descrições empíricas sobre o assunto. Espera-se que o resultado se apresente como instrumento de apoio às companhias, para condução de uma gestão ambiental eficiente trazendo, conseqüentemente, uma melhoria da qualidade da vida buscando assessorar, também, o Conselho Gestor dessa unidade de conservação, tornando-se uma partilha do saber oriundo do levantamento dos custos da mensuração contábil. CONTATO: afreitas@uefs.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO CEFET-BA/UNED-EUNÁPOLIS Resumo: EUNÁPOLIS O NUCAPP (Núcleo de Ciências Ambientais Projetos e Pesquisas) é um núcleo que implementa projetos e atividades dentro do CEFETBA/UNED-EUNÀPOLIS, desde o ano de 2000, tendo como preocupação a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento de uma consciência ecológica que contribuam para melhorar as condições de vida dos seres vivos, tendo como estratégia de ação a Educação Ambiental. O núcleo é aberto a participação de professores, técnicos administrativos e alunos. O núcleo tem com objetivo contribuir no desenvolvimento da política ambiental da instituição, desenvolvendo estudos em Educação Ambiental, elaborando e executando projetos que melhorem a qualidade de vida da comunidade ao mesmo tempo em que são sensibilizados para a questão ambiental, tornand0-os multiplicadores e promovendo eventos na área ambiental que busquem uma integração da comunidade. Criar e manter uma infra-estrutura voltada para o desenvolvimento de programas e projetos na área ambiental, bem como prestação de serviços, visando oferecer condições adequadas e pessoal qualificado a curto, médio e longo prazo, que sirva de apoio às atividades na instituição. Formar e manter um corpo técnico científico habilitado a atender às solicitações de consultoria e serviços especializados a outras instituições públicas, privadas e comunitárias, conforme as normas do CEFET-BA. Até agora o núcleo já realizou o projeto CEFET com cinema wm que se exibia filmes que proporcionasse debates em torna da causa ecológica; atividades diversas no dia do Meio Ambiente, a cada ano, representações dos membros em atividades fora da instituição, como: ONGs, discussões de Agenda 21, Conselho Municipal de Meio Ambiente e outros; atualmente estamos iniciando o projeto SELETAR, que propõe fazer a coleta seletiva do lixo da instituição, reutilizando, reciclando e fazendo compostagem para uso na horta. Com estas e outras ações, esperamos desenvolver a conscientização da comunidade escolar e por extensão, às suas famílias e comunidade em geral. O retorno mais significativo, certamente, será a mudança de atitude de todas as pessoas envolvidas. CONTATO: alaidealves@terra.com.br

ALAIDE ALVES DA SILVA OLIVEIRA, CLAÚDIA CONCEIÇÃO CUNHA e ELIANA ALCÂNTARA LISBOA

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AGENDA 21 DOS EDUCADORES DE VILA BRASIL:UM INSTRUMENTO PARA A SENSIBILIZAÇÃO AMBIENTAL Resumo: Vila Brasil é uma região localizada na zona de entorno da Reserva Biológica de Una, situada no município de Una, sul da Bahia, inserida no bioma Mata Atlântica. Por estar no entorno imediato da Reserva a preservação dos remanescentes de mata desta região é considerada prioritária para a manutenção e viabilidade da unidade de conservação. Neste sentido a participação da comunidade é fundamental para contribuir com a preservação da Reserva e a Educação Ambiental um instrumento eficiente para envolver a comunidade. Este projeto, desenvolvido durante dois anos pelo Núcleo de Educação Ambiental do Instituto de EstudosSocioambientais do Sul da Bahia, priorizou trabalhar com os educadores desta localidade e fomentar seu caráter multiplicador e formador de opinião, visando a construção de uma nova leitura da realidade sócio-ambiental da região. Como instrumento, para embasar e estimular estas discussões, foi elaborada a Agenda 21 dos educadores de Vila Brasil contendo ações que visam a melhoria da qualidade de vida da escola/comunidade. Definiu-se como estratégia a elaboração da Agenda por esta metodologia de trabalho permitir a ANA CLÁUDIA FANDI, ANA participação do público envolvido em todas as etapas de sua construção, e desta ROBERTA GOMES e forma, estimular o envolvimento na resolução de problemas de seu cotidiano. As GABRIEL RODRIGUES DOS estratégias metodológicas utilizadas foram a formação de um grupo de pesquisa-açãoSANTOS participante (grupo PAP) e a elaboração de um diagnóstico sociocultural da região. Para a formação do grupo foram realizadas quinze oficinas que tiveram atividades desenvolvidas com base na antroposofia, pedagogia social, arte-educação e ludicidade. O diagnóstico sociocultural foi inserido no planejamento escolar sendo realizado pelos educadores e alunos com a participação da comunidade durante um ano letivo. Como resultados deste trabalho pode-se destacar a formação do grupo de educadores, que atende pelo nome de Educadores em Ação para o Meio Ambiente Regional – EAMAR, a elaboração da Agenda 21 dos Educadores de Vila Brasil e o diagnóstico sociocultural da região. O diagnóstico foi estruturado no formato de Cartilha e está sendo utilizado como material de apoio na preparação das aulas, que tornaramse mais condizentes com a realidade local. Os educadores estão mais críticos e atuantes na comunidade, incentivando a participação comunitária nas questões locais, visando a implementação da Agenda 21 e outras ações que objetivam a melhoria da qualidade de vida da região. Financiadores do Projeto que são WWF Brasil e Durrell Wildlife Conservation Trust. CONTATO: anafandi@iesb.org.br

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UMA CAMPANHA EM APOIO À CONSERVAÇÃO DA MATA ATLÂNTICA DO SUL DA BAHIA Resumo: A sensibilização é o primeiro passo na busca incessante de atitudes e posturas conscientes que contribuem efetivamente para a conservação ambiental. Pode ser alcançada de diferentes maneiras, dentre elas por meio de campanhas educativas. Sendo assim, a Mata Atlântica, um dos Biomas mais ricos em diversidade biológica e também um dos mais ameaçados por ações antrópicas em diferentes graus, é palco de uma campanha conservacionista realizada pelo Núcleo de Educação Ambiental do IESB. Esta campanha tem como principal objetivo divulgar o conceito de Corredores Ecológicos como instrumento de gestão para a conservação e o manejo dos recursos naturais, para as comunidades de dois municípios do sul da Bahia, inseridos dentro do Corredor Central da Mata Atlântica. A metodologia utilizada é a proposta pela Rare Center for Tropical Conservation, uma organização não governamental americana que há mais de vinte anos desenvolve projetos de conservação em países da América Latina, baseados em campanhas que fomentam o orgulho das comunidades por meio do uso espécies bandeiras. Tal metodologia dividida em cinco fases envolveu inicialmente uma fase preparatória de três meses (julho-setembro de 2003), visando a elaboração de um plano de ação. A segunda fase (outubro de 2003 a abril de 2004) envolveu desde consultas às comunidades por meio de oficinas participativas para levantamento de problemas ambientais com atores representativos locais, a aplicação de questionários com finalidade avaliativa e de ANA ROBERTA GOMES, escolha da espécie bandeira, até o estabelecimento de comitê de apoio, formado por pesquisadores e técnicos do IESB, da Universidade Estadual de Santa Cruz e ANA CLÁUDIA FANDI e GABRIEL RODRIGUES DOS representantes das comunidades. Todas estas ações tiveram a finalidade de SANTOS estabelecer o plano de ação da campanha. Como espécie escolhida pela população para representar a região, está Bradypus torquatus, a preguiça-de-coleira, espécie endêmica da região e ameaçada de extinção. A terceira fase encontra-se em andamento (maio de 2004 a janeiro de 2005) e prevê a implementação das atividades destacadas no plano, dentre as quais a confecção de produtos como posters, folders explicativos, camisetas, como também a apresentação de um teatro de fantoches que trata dos problemas ambientais da região, destacando a figura da preguiça-de-coleira e outros cinco personagens, representantes da fauna local. A apresentação do teatro é feitos em escolas, associações de pequenos agricultores e eventos comunitários, seguidos da distribuição de material informativo/educativo. Outras atividades da campanha em andamento são as visitas a proprietários rurais com o intuito de informálos e incentivá-los a conservar a Mata Atlântica, usando instrumentos de gestão que podem consolidar o Corredor Central da Mata Atlântica, além de oficinas com agentes comunitários de saúde que apoiarão na divulgação da campanha. Nas fases seguintes estão previstas as apresentações dos resultados (março de 2005) e a elaboração de uma proposta de monitoramento dos resultados obtidos. Como resultado esperado, esta campanha pretende sensibilizar as comunidades às causas ambientais e assim, contribuir para a implementação efetiva do Corredor Central da Mata Atlântica. FINANCIADOR: Conservation International (CI/CEPF), RARE Center CONTATO: Ana Roberta Gomes (anaroberta@iesb.org.br) Educadora Ambiental do IESB (Instituto de Estudos Socioambientais do Sul da Bahia) Ana Cláudia Fandi (anafandi@iesb.org.br) Educadora Ambiental do IESB Gabriel Rodrigues dos Santos (gabriel@iesb.org.br) Coordenador do Núcleo de Educação Ambiental do IESB

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AUREA CHATEAUBRIAND ANDRADE CAMPOS, ANTONIO CARLOS MARTINS ARGOLO, SANDRA MARIA FURIAM DIAS e LUCIANO MENDES VAZ.

PROCESSO PARTICIPATIVO NA INSERÇAO SOCIAL DOS BADAMEIROS DE FEIRA DE SANTANA Resumo: Entre os problemas relacionados ao “fenômeno resíduos sólidos”, é possível afirmar que dos graves e degradantes é a situação de pessoas que convivem diariamente nos lixões, com o objetivo de “catar comida” e materiais recicláveis para sua sobrevivência. Em Feira de Santana, -Ba, aproximadamente 180 pessoas sobrevivem dessa atividade. A cidade possui em torno de 480 mil habitantes e gera diariamente 343 toneladas de resíduos sólidos domésticos, sendo que 15,90% são de resíduos potencialmente recicláveis (Campos, 2001). Esses resíduos são destinados ao Aterro Municipal onde, atualmente, os catadores desempenham a rotina da catação no lixo em natura em uma área ao lado do aterro municipal, expostos a intempéries, dia e noite, sem instalações sanitárias, sem local para desenvolver atividades de organização em busca de renda capaz de suprir suas necessidades emergenciais (Juncá et al, 2000). Cabe destacar que 24 % dos catadores estão no aterro há mais de 10 anos. A Universidade Estadual de Feira de Santana, por meio da Equipe de Estudo e Educação Ambiental desenvolve um trabalho de reintegração desses catadores, promovendo reuniões, palestras e cursos. Esse processo teve como um dos resultados, a formalização da COOBAFS (Cooperativa dos Badameiros de Feira de Santana), que permitirá que os catadores se integrem à Cooperativa, e desenvolvam sistematicamente as atividades relacionadas à triagem e comercialização dos resíduos. Foi realizado um planejamento estratégico participativo com a presença de 118 catadores, sendo definido o diagnóstico da situação e as ações a serem desenvolvidas. Para identificar a situação sócio-econômica e de condições de vida dos catadores, foram realizadas observações diretas e entrevistas com os mesmos durante o ano de 2003. As características deste grupo retratam uma situação de descaso e de marginalidade. Trabalham sem qualquer equipamento de proteção individual. Todos os catadores entrevistados já sofreram acidentes no serviço de catação, sendo que 50% foram cortados, por vidros e metais; 14% foram atropelados; 8% foram perfurados por agulhas e seringas. No que se refere a escolaridade, 33% são analfabetos. Do grupo a representação feminina é de 43%. Quanto à faixa etária, 10 % afirmam ter menos de 18 anos, tratando-se principalmente de adolescentes, e, 7% têm mais de 55 anos. No que se refere à renda, 41% recebe uma quantia menor que R$ 150,00 por mês. Ainda são escassos os estudos e pesquisas sistematizadas sobre a inserção dos catadores nos programas de gerenciamento integrado de resíduos sólidos. A causa desse fenômeno pode estar na visão de que tanto as pessoas que trabalham com lixo, como os locais em que o mesmo é disposto, recebem o tratamento negativo e de repulsa sendo esses cidadãos discriminados, e em muitos casos considerados de terceira categoria (Engenheer, 2003). O trabalho possui relevância social, cultural e ambiental. A retirada dos catadores dos aterros, no sentido de fornecer condições dignas para a realização da triagem dos resíduos sólidos, é um dever que a sociedade tem para com esse grupo de pessoas socialmente excluídas. PALAVRAS CHAVE - resíduos sólidos, catadores CONTATO: a_chateaubriand@uol.com.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER PATRULHA ECOLÓGICA: UMA EXPERIÊNCIA DE CIDADANIA E EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM CARAVELAS, EXTREMO SUL DA BAHIA. Resumo: Caravelas, município do extremo sul baiano, está localizado no Corredor Central da Mata Atlântica, região de grande relevância ecológica, devido à presença de ecossistemas como: manguezal, remanescentes de mata atlântica, restingas, sendo o principal porto de partida para o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos. O Patrulha Ecológica - Escola da Vida é um grupo voluntário, criado em 1993 em Caravelas. Respeitando o Estatuto da Criança e do Adolescente, o Patrulha Ecológica exerce o trabalho de cidadania com crianças e adolescentes a partir das séries de ensino em que as mesmas estão cursando até o ensino superior. Atualmente, participam 30 crianças e adolescentes que atuam no desenvolvimento e planejamento de ações para a resolução de conflitos sócio-ambientais. São oferecidas aos patrulheiros oficinas profissionalizantes e educativas, tais como: papel reciclado; danças circulares; oficina de arte reciclagem; cerâmica; oficina da terra; oficina de teatro; de desenho e oficina de música. No início das atividades foram ministrados os seguintes cursos de capacitação e orientação aos patrulheiros: saúde e ambiente; procedimentos de trabalho; psicologia infantil; direitos/deveres do cidadão e importância dos ecossistemas costeiros. Os patrulheiros formados foram crianças e adolescentes da comunidade, que vem desde então, realizando ações de monitoramento nas praias do município, concentradas no verão, onde o fluxo de usuários na praia é mais freqüente, e desde 1997 organizam o Dia Mundial de Limpeza de Praias em conjunto com instituições parceiras locais. Essas atividades visam promover a orientação e a sensibilização dos usuários das praias da Barra de Caravelas, Grauçá e Iemanjá, para questões relacionadas à segurança e manutenção da qualidade ou equilíbrio ambiental das mesmas. Ao longo dos anos em que o monitoramento vem sendo executado, observou-se a necessidade de promover um zoneamento que conciliasse os diversos usos desse ambiente, já que muitas atividades comprometiam a segurança e higiene dos usuários. Desta forma, solicitouse o apoio da Polícia Militar e da Promotoria Pública, encaminhando uma proposta de zoneamento para a praia do Grauçá que contempla: áreas para desembarque, banho e esportes. Desde sua criação, mais de 250 crianças e adolescentes da comunidade local participaram do grupo. Além do trabalho voltado à conservação, o trabalho com os patrulheiros contribuiu no retorno à escola e incentivo de desenvolvimento ou realização de atividades complementares como: escola de música, grupos de capoeira e grupo de jovens acompanhados pela Pastoral da Juventude, tendo dessa forma sido de grande importância na reabilitação de crianças e adolescentes. Dentro da proposta do grupo considera-se que cada criança e adolescente tenha sua individualidade e necessidades respeitadas, entendendo que: · O método de ensino só torna-se eficaz a partir do momento em que se percebe e reconhece o real interesse da criança em aprender; · O relacionamento das crianças e adolescentes entre si faz do grupo uma escola de oportunidades e ensinamentos únicos; · As experiências que cada criança e adolescente traz consigo de suas vivências contribuem na valorização individual e coletiva; · As diferenças etárias são respeitadas e fomentadas de acordo com seus níveis de amadurecimento, capacidades e aptidões CONTATO: kid_k@bol.com.br

CARLOS AGUIAR e ERIKA DE ALMEIDA.

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER A DIALÉTICA DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA COOPERATIVA EDUCACIONAL DE SÃO GABRIEL-BA (COOPESG) Resumo: São Gabriel, localiza-se na Chapada Diamantina Setentrional, a Noroeste da Bahia. O território do Município teve sua exploração inicial em dois sentidos, a sul, onde se localiza a Sede, fundada em 1860; e ao norte por quilombolas, que possivelmente chegaram à Gruta dos Brejões por volta de 1850. A sede deste município localiza-se às margens do riacho Baixão de São Gabriel, a qual se expandiuse ao longo do mesmo, modificando o ambiente. Este riacho, que outrora era a providência daqueles que ali se fixaram, hoje constitui-se num riacho assoreado, com margens desmatadas em quase toda sua extensão e apresentando diversos barramentos, motivo que amplifica os efeitos das enchentes nos períodos das cheias. Pensando na sensibilização da comunidade para o desenvolvimento de uma ética ecológica e iniciativas conservacionistas da Caatinga, vem se promovendo na COOPESG o projeto “Pelos Caminhos dos Fundadores”. Fundamentado no ideal de Paulo Freire, o qual afirmava que “quando o homem compreende sua realidade, pode levantar hipóteses sobre os desafios dessa realidade e procura soluções para transformá-la”, tal projeto consiste no desenvolvimento de atividades educacionais baseadas em trilhas ecológicas, as quais são fotografadas pelos alunos da COOPESG, sobre o leito do riacho Baixão de São Gabriel e pelas Áreas de Proteção Ambiental Gruta dos Brejões e Vereda de Romão Gramacho, que representam as duas áreas de onde irradiaram as várias populações que habitam o território do município. Outra atividade desenvolvida no projeto é a “memória dos velhos”, uma alternativa metodológica que vem se destacando no resgate da história ambiental do Município, bem como na valorização de seus diferentes ambientes. Ao término das atividades de trilha, os estudantes ouvem as histórias de antigos moradores sobre o passado daqueles ambientes, informações estas que são transformadas em retratos falados, que são comparados com as fotografias atuais dos ambientes. A partir das atividades acima descritas, foi possível, juntos com os alunos, (re)construir parte da história ambiental do município; fazer com que os alunos se percebessem agentes construtores de sua própria história; (re)constituir suas árvores genealógicas; estreitar os laços familiares entre os educandos e a população local; e contribuir para que estes se percebessem como protagonistas e responsáveis por uma Educação Ambiental que busca solucionar os problemas locais. Os problemas ambientais percebidos pelos alunos durante as atividades foram, principalmente, a destruição das matas ciliares do Baixão, seu assoreamento e barramento. Os estudantes perceberam, ainda, em conversa com o gestor da APA da Gruta dos Brejões, outros problemas, tais como a poluição das águas por agrotóxico e o uso de velas dentro da gruta. As soluções propostas pelos alunos aos problemas por eles diagnosticados foram: produção de mudas de plantas medicinais nativas da caatinga, reflorestamento e o cultivo de árvores frutíferas nas margens do riacho e a canalização, a fim de corrigir o assoreamento deste. Na Gruta dos Brejões, a solução apontada seria o ecoturismo e o financiamento dos moradores que vivem na extrema pobreza, reflorestamento das áreas desmatadas para agricultura em locais de “vocação” para proteção permanente, onde apresentam endemismo de cactáceas principalmente. CONTATO: ceciliafb@holistica.com.br

CECÍLIA MACHADO DE OLIVEIRA e ALESSANDRA ALEXANDRE FREIXO

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RESGATE HISTÓRICO-CULTURAL DA COMUNIDADE DE PRAIA DO FORTE, MUNICÍPIO DE MATA DE SÃO JOÃO – BA Resumo: O rápido crescimento do turismo cultural e ecológico, em suas várias formas, prima pela necessidade de uma interpretação e apresentação do patrimônio natural e cultural como pontos cruciais para o despertar de atitudes de conservação e preservação. Essa necessidade se faz presente, tanto para as comunidades receptoras como para os visitantes e os empreendimentos turísticos. Consolidado como um forte destino turístico, a Praia do Forte, situada no município de Mata de São João (litoral norte da Bahia) é, atualmente, uma realidade que nasceu dentro de uma proposta sustentável cujo lema é "usufruir sem destruir". Infelizmente, o turismo traz consigo os impactos negativos, destacando-se entre eles, a imposição de culturas e estilos de vida diferentes da comunidade local, inibindo assim, a manutenção de manifestações artísticas e histórico-culturais de Praia do Forte. Além disso, outros fatores, tais como, desestruturação familiar, falta de opções de lazer e cultura, descontextualização dos conteúdos abordados no ensino formal, contribuem para a perda do ethos dessa comunidade. Este trabalho busca, de forma participativa, junto aos professores e alunos entre 07 e 13 anos, matriculados nas séries iniciais do ensino fundamental na Escola Municipal São Francisco, alternativas para solucionar a falta de interesse dos CLÁUDIA REGINA ZANETTE alunos pelos estudos, a agressividade, a baixa auto-estima, a perda de uma identidade e CARLOS CÉSAR UCHÔA cultural e o sentimento de não pertencimento com o ambiente onde vivem. Para atingir DE LIMA tais metas, várias atividades foram desenvolvidas com o intuito de criar condições para que os jovens da escola local possam reconstruir a história de Praia do Forte, nos aspectos ambientais, sociais e culturais, contribuindo para a promoção do sentimento de inclusão destes em sua terra e para a formação de uma visão crítica da realidade local. A primeira atividade desenvolvida está sendo realizada junto à Fundação Garcia D´Ávila com o Projeto Semente, onde as crianças têm trabalhado com artes plásticas. Atualmente está sendo confeccionada uma maquete que resgata a memória física da Vila antes da proliferação turística. A disposição das antigas ruas e edificações tem feito as crianças participantes questionar sobre as modificações observadas e incentivado a busca de informações com os moradores mais antigos, constituindo um registro de memórias. Para os professores foi entregue um questionário que os levou a refletir sobre o sistema de ensino hoje existente na escola e qual a ligação desse ensino com o contexto ambiental e cultural da região. As repostas demonstraram insatisfação com a metodologia e infra-estrutura, mas também, perspectivas de mudança destacando a necessidade de subsídios da Educação Ambiental para a realização de atividades mais contextualizadas com as questões ecológicas e culturais locais. CONTATO: claudiazanette@zipmail.com.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO ALTERNATIVA PARA UMA MELHOR QUALIDADE DE VIDA Resumo: Pequenos municípios rurais baianos estão passando por um processo de estagnação econômica. A falta de emprego e de perspectivas de sobrevivência nessas pequenas cidades e em seus arredores, está provocando a emigração das novas gerações, para os grandes centros urbanos. O Município do Bravo, está inserido neste contexto, localiza-se a 60 km da cidade de Feira de Santana e a 170 km da capital do estado, Salvador. Segundo dados da prefeitura Municipal, as oportunidades de emprego vêm diminuindo e o município está sendo “despovoado” a cada ano. O estudo foi realizado a 04 km do Município, na área da Fazenda Santana, na qual existe uma comunidade rural, formada por 5 famílias, que vivem, basicamente, da prestação de serviços à fazenda, criação de pequenos animais e cultivos temporários como o de milho, feijão e mandioca. A fuga dos pequenos produtores rurais, para os centros urbanos, é um problema da realidade local. Baseando-se nisto, formulou-se, no contexto da pesquisa – ação, um projeto que através da Educação Ambiental, promova a elevação da qualidade de vida da comunidade, visando o desenvolvimento e a criação de meios alternativos que contribuam para superação do processo de estagnação sócio – econômica, evitando assim o abandono da população do seu meio. A Educação Ambiental, é uma das ferramentas mais importantes para o processo de mudança de comportamento humano, pois, tem o compromisso de conquistar a elevação e a manutenção da qualidade de vida, centrando suas atividades nos problemas concretos da comunidade. Um processo participativo, que possibilita ao indivíduo a coletividade, a consciência de valores sociais e éticos, com atitudes voltadas para a busca de novos processos de desenvolvimento, que permitam maior equilíbrio entre o desenvolvimento e a preservação do meio ambiente. O resultado desta intervenção, refere-se à execução integrada de ações educativas, sociais, institucionais e práticas, com a participação dos integrantes da comunidade. Desenvolveram-se atividades como: o manejo adequado da água, a criação da Associação Comunitária, horta comunitária, o reconhecimento da importância dos recursos naturais, entre outros. CONTATO: daniffalcao@zipmail.com.br

DANIELA FERREIRA FALCAO e ZANNA MATOS

DIONE RIBEIRO SILVA MENDES DE ARAÚJO e SANDRA MARIA FURIAM DIAS

EDUCAÇÃO AMBIENTAL: REFLETINDO E PROMOVENDO A MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA DA POPULAÇÃO DO LOTEAMENTO TANQUE DO MOURA Resumo: Foi realizada uma pesquisa-ação participativa em uma comunidade suburbana da periferia da cidade de Feira de Santana BA. Utilizou-se a educação ambiental como instrumento principal, com o objetivo de contribuir para que a comunidade pesquisada desenvolvesse através da intervenção educacional um senso crítico individual e coletivo, induzindo reflexões sobre sua problemática ambiental e promovendo através de ações comunitárias a melhoria da qualidade de vida da sua população. Os resultados dessa intervenção referem-se à realização de um diagnóstico sanitário realizado no local, como também à execução integrada de ações comunitárias com o objetivo de resolver problemas ambientais locais, ao lado de ações educativas e sociais dentro de uma perspectiva global e regional com orientação à sustentabilidade. Apesar das dificuldades enfrentadas, conclui-se que a execução simultânea de ações comunitárias e educação ambiental constitui-se numa estratégia efetiva para projetos educacionais que tenham como finalidade a resolução de problemas sócioeducacionais CONTATO: dione@uefs.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER O QUINTAL COMO PONTO DE PARTIDA PARA A SUSTENTABILIDADE DA MELHORIA DO AMBIENTE E DA QUALIDADE DE VIDA: O CASO DA COMUNIDADE DE TANQUE DE DENTRO Resumo: Os sistemas de produção tradicionais vêem sofrendo ao longo do tempo um processo contínuo de degradação em função do processo de modernização que altera tecnologias e aspirações sociais, e que tem sido responsável, em grande parte, pela desagregação no sistema de valores e no modo de vida das comunidades tradicionais de países tropicais, como o Brasil. Os Quitais são um dos exemplos mais significativos de como sistemas de produção altamente apropriados (cultural, tecnológica, social e ambientalmente) vêm sendo abandonados. O presente trabalho desenvolve-se na comunidade de Tanque de Dentro localizada no município de Várzea da Roça – semiárido baiano. O principal objetivo desta proposta é realizar um resgate cultural da realidade histórica da agricultura familiar, analisando a relação entre a degradação sócio-ambiental e a conseqüente perda em qualidade de vida, tendo como eixo articulador os Quintais. Utilizando-se de metodologias participativas como as oficinas coletivas, realizou-se um diagnóstico e análise da realidade da agricultura familiar local. Na continuidade do trabalho, realizar-se-á o planejamento e execução participativos de ações que visem minimizar os problemas apontados pelo diagnóstico. Deste diagnóstico é possível apontar os seguintes resultados parciais: 1) ocorreu uma perda significativa na diversidade de plantas e cobertura do solo com o tempo, o que desencadeou uma diminuição na percepção do ambiente e na utilização deste conhecimento na elaboração de estratégias de manejo que garantam a diversificação e a manutenção da capacidade produtiva do agroecossistema, resultando em mais degradação e na crença generalizada na vocação local para a pecuária; 2) no âmbito sócio-cultural destaca-se o fato de como a ausência de espaço e momentos de troca entre os membros da comunidade gera a descontinuidade de conhecimento e a erosão cultural individual e coletiva, porém enquanto do grupo, emerge uma riqueza imensa em conhecimentos sobre as formas de manejo mais apropriadas; 3) a inversão na produção para autoconsumo foi um terceiro aspecto muito evidenciado durante o diagnóstico, o grupo se deu conta de como no passado a grande maioria dos produtos consumidos eram produzidos pela comunidade e como hoje esta situação inverteu-se. Todos estes aspectos serviram para o grupo rediscutir a própria realidade e perceber o quanto “sabiam, mas não sabiam que sabiam”. Os encontros foram essenciais para iniciar o restabelecimento dos fios desta teia comunitária tão frágil e essencial para a reconstrução dos valores culturais tradicionais da agricultura familiar no caminho da superação dos problemas na busca da melhoria sustentável da qualidade de vida e da qualidade ambiental. CONTATO: dirce_almeida@yahoo.com.br

DIRCE GOMES DE ALMEIDA e LUIZ ANTONIO FERRARO JÚNIOR

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DESENVOLVIMENTO LOCAL: UM DESAFIO PARA OS JOVENS EGRESSOS DE EFAS NO SEMI-ÁRIDO BAIANO. Resumo: Através de uma proposta de intervenção educacional, desenvolvida junto ao Curso de Educação Ambiental para Sustentabilidade (UEFS- Ba), estamos trabalhando com um grupo de 30 ex-alunos das Escolas Famílias Agrícolas – EFAs no semi-árido baiano. O trabalho busca proporcionar a consolidação de um fórum de discussão, reflexão e ação, através de encontros regulares do grupo para discussão da realidade local e seu potencial de sustentabilidade. A proposta preocupa-se com a promoção de sustentação sócio-econômica e ambiental dos egressos, de suas famílias e comunidades, baseada no princípio da autonomia e auto-gestão dos jovens rurais. A realidade educacional do semi-árido baiano, caracteriza-se predominantemente por um modelo excludente, à medida que tem historicamente oferecido um ensino desvinculado das práticas e da realidade do meio e por não absorver a demanda dos jovens em idade escolar nas suas próprias comunidades. A EFA nasce da prática e nela se baseia, buscando formar jovens ativos no meio comunitário, imbuídos na construção e desenvolvimento pessoal, familiar e de suas comunidades. Acreditamos que a Escola Família Agrícola surge como uma alternativa educacional com forte potencial emancipatório, por se tratar de um modelo de escola rural que visa a formação de jovens lideranças voltadas para o desenvolvimento comunitário sustentável. As EFAs têm como princípios fundamentais: a) uma associação mantenedora administrada pelos pais e comunidade; b) uma pedagogia própria que ERISMAR NOVAES ROCHA visa fazer do educando sujeito de sua aprendizagem (Pedagogia da Alternância); c) a e LUDMILA OLIVEIRA formação integral do ser humano, preocupando-se em especial com ética social e HOLANDA CAVALCANTE ambiental; d) e o apoio ao desenvolvimento do meio através de ações concretas do educando e de sua família no meio sócio-profissional. (UNEFAB, 1999). .A proposta das EFAS é trabalhar esta demanda, que discute a formação de jovens rurais a partir da sua inserção na realidade local. O desenvolvimento deste trabalho neste contexto, insere-se na lógica dos movimentos populares, que podem estar contribuindo para a realização de experiências educacionais no campo formal e não-formal (Gohn,2001), visando a melhoria da qualidade de vida no semi-árido, ajudando os sujeitos sociais do campo a desenvolver uma visão de respeito por seu espaço, para que sejam protagonistas de seu próprio crescimento e da sustentabilidade local. Optamos pela pesquisa-ação, para realizar este trabalho, por entender que esta metodologia de pesquisa é uma forma de estímulo à criação e desencadeamento de processos sócioeducacionais que possam potencializar a participação autônoma e responsável das pessoas envolvidas no processo. Acreditamos que a participação ativa do sujeito neste processo de reflexão da construção de caminhos que o conduza a sustentabilidade, é que provocará o comprometimento consciente do seu papel de protagonista no seu próprio desenvolvimento e no desenvolvimento do seu meio. Trazemos os princípios da educação ambiental para a sustentabilidade, nesta proposta de intervenção educacional, ao desencadearmos um processo de reflexão pautado na análise das relações sócio culturais historicamente construído, e, no respeito e compromisso com a natureza e a vida, em todas as suas formas . CONTATO: eris.mar@gd.com.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA PARA O ESTUDO DO MEIO AMBIENTE EM UMA UNIDADE ESCOLAR DE ARGOIM. Resumo: O município de Rafael Jambeiro/BA, apresenta uma população de 22.575 habitantes, segundo a sinopse preliminar do censo demográfico 2000 da Bahia; compõe-se de três distritos, dentre eles Argoim com 4.274 habitantes. Neste funciona a Escola Municipal Santo Antonio de Argoim, sendo o nosso local de trabalho investigativo. O presente trabalho se refere à exposição de uma intervenção educacional visando a elaboração de uma prática pedagógica na escola citada, de modo a contribuir na formação continuada dos professores que propicie diversos saberes em torno das discussões da Educação Ambiental, levando em consideração a relação homem x natureza. Diante da dificuldade de elaboração, por parte dos professores, de um planejamento pedagógico e instrucional de ensino que relacionem os conteúdos de caráter ambiental com os principais problemas do local, propomos evidenciar as reflexões dos professores e funcionários sobre a Educação Ambiental, enfocando aspectos como planejamento, metodologia, procedimentos e conteúdos, para deliberação de uma proposta pedagógica. A metodologia utilizada foi a pesquisaação, tendo como estratégicas metodológicas desenvolvidas compreenderam as seguintes etapas: oficina (pré-teste e leituras respectivas); árvore dos sonhos e muro das lamentações (possibilidades de conteúdos); estudo dirigido de práticas pedagógicas e estudo do meio ( observação direta e investigação; o olhar do registro fotográfico). Os resultados apontaram para uma prática progressista, crítico-social dos conteúdos, e as ações desenvolvidas podem contribuir positivamente aos professores, na execução de procedimentos dos conteúdos possibilitando aos alunos uma educação participativa e crítica. A importância do desenvolvimento da intervenção engloba uma série de resultados que é causa de uma construção coletiva baseada na participação, interação, receptividade, diálogo, motivação, estes fundamentais à continuidade do trabalho com outros projetos, além da Educação Ambiental; como por exemplo, o incremento da capacitação de professores; elaboração do projeto políticopedagógico da escola que ao pensar na função social da mesma estará contemplando a Educação Ambiental; como também a implantação da oficina de reciclagem artesanal de papel, que já é uma realidade prática. Conclui-se então, que o produto do trabalho poderá refletir nos envolvidos para a construção de uma prática permanente, pois se a “pedagogia é um fazer” a construção nunca se acaba, ela harmoniza-se nas dificuldades, nos obstáculos, no querer, nas diferenças, nas incertezas, na redescoberta, na vontade de criar e inovar, no envolvimento, na participação, na prática cotidiana, no diálogo, nos sentimentos e na valorização de ideais que fazem do educador um ser com “tanto querer”. CONTATO: farsetuval@zipmail.com.br

FRANCISCO ANTONIO RODRIGUES SETÚVAL e MARCO ANTONIO LEANDRO BARZANO

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER CONCEITUAÇÕES, METODOLOGIAS E INTERVENÇÕES EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL Resumo: NÃO ESTAMOS DE ACORDO! É o grito de quem está aqui buscando uma alternativa para este modelo excludente e destruidor. (Luiz Ferraro-1) Este desabafo há muito tempo pauta a postura de muita gente boa da Academia, que invariavelmente, salvo poucas exceções, reproduz ideologicamente o “modelo excludente e destruidor” da sociedade globalizada em que vivemos. Até mesmo a utilização de novas técnicas e métodos de pesquisa, como a Pesquisa Qualitativa, a Pesquisa Ação Participativa e o Discurso do Sujeito Coletivo, às vezes fica parecendo “apropriação indébita”. Algumas pesquisas e trabalhos de extensão desvirtuam o conceito basilar destas metodologias e as utilizam com a mesma soberbia acadêmica de sempre. Este pensar traz diversas inquietações e alguns problemas metodológicos e conceituais. Conceitualmente os trabalho de intervenção em Educação Ambiental deveriam basear-se na busca de: · Valorização do Ser – a proposta de educação ambiental deve estar ancorada no conceito etimológico da palavra educar: EDUZIR, ou seja, trazer para fora o que está dentro de cada um, partindo do princípio de que cada ser (e cada comunidade) carrega em si saberes e potencialidades que merecem fazer parte do arcabouço intelectual das Universidades. · Atualização das Potencialidades – avaliação a partir do diagnóstico dos ativos, dos pontos positivos das comunidades que podem ser aproveitados, pois que, o diagnóstico apenas dos pontos negativos, do passivo, vitimiza as comunidades, negando-lhes a sua riqueza. · Troca de Experiências - A postura arrogante da Academia de sempre levar, levar, levar, é incômoda e ineficaz. Deve-se estar disponível para receber, aprender com aquele outro que tem tanto para nos oferecer. Deve-se buscar a troca, esta sim, enriquecedora. · Novas Vias – A valorização do significado que cada comunidade dá a suas vidas e de dados que vêm através de palavras, gestos ou imagens, e não apenas em números, o interesse no processo, na construção do objeto e não no produto final, no objetivo por si só, e a procura de criar outras formas de devolver a comunidade o que foi feito. Essa mudança conceitual nas metodologias reflete a insatisfação diante da “Questão Acadêmica”, baseada na impessoalidade, no pensamento fragmentário e na super valorização da racionalidade e da escrita, que acabam por fazer com que seus discípulos esqueçam a vida e a simplicidade. E nós, que não estamos de acordo, não podemos nos esquecer que construir ciência é “afinar o instrumento”: melhorar a percepção, aguçando a sensibilidade, ampliando a capacidade de compreensão; sempre nos comover, diante das coisas e práticas mais pequeninas, desde que plenas de calor e vida; e, sempre também, diante da menor injustiça que seja, não perder nunca a capacidade de nos indignar. 1-Luiz Ferraro Junior, professor mestre do curso de Especialização em Educação Ambiental para a Sustentabilidade, ministrado na UEFS. Nota de sala de aula, agosto de 2004. Referência bibliográfica do texto "Fazendo uma educação..." (Mauro Guimarães. EA: No consenso um embate? CONTATO: girlenebulhoes@ig.com.br

GIRLENE CHAGAS BULHÕES

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER CONSTRUINDO UMA EDUCAÇÃO AMBIENTAL TRANSFORMADORA Resumo: Concretizar em nossas práticas cotidianas o paradigma holístico contemplado na máxima: “Tudo está interligado, o que fere a Terra fere os filhos da Terra” e uni-lo à necessidade de se ampliar esta consciência a nível coletivo para que busquemos “romper com as relações de desigualdades (dominação) presentes nas sociedades.” (Guimarães: 2000, p. 71) deve ser uma das bases da Educação Ambiental crítica, nestes tempos em que o etnocentrismo, a opressão e exclusão neoliberais atingem o auge do autofagismo e o ser humano alcança o nível de intolerância ideal para as mudanças que necessitamos para a construção de uma “democracia ecológico-social” (Guimarães: 2000, p.83). A argumentação ecológica, num processo educacional com função social deve gerar idéias que realimentem os participantes e propostas que os leve às reflexões necessárias para o incremento de ações de conscientização sobre a realidade e à busca de transformação desta. Essa Educação Ambiental crítica deve buscar a construção reflexiva de uma nova práxis sócio-política que contemple as “quatro pernas da mesa” propostas por Betinho e citadas por Guimarães (2000): 1. PARTICIPAÇÃO 2. IGUALDADE 3. DIFERENÇA 4. COMUNHÃO. Diante desta concepção deveríamos conceituar nossas incursões pela Educação Ambiental acreditando que a prática educativa deve ser um espaço para elaborar e reelaborar as “certezas”, onde se possa vivenciar nossa multi-sensorialidade e atemporalidade. Esta prática deve antenar-nos com o passado e com o futuro e afinar-nos com as outras espécies. Criar desejos e paixões, sugerir possibilidades, propor situações dinamizando a relação do ser humano consigo mesmo, com o meio e com outras espécies, com o seu corpo e com outros corpos. A abordagem da educação ambiental transformadora deve ser eficiente e eficaz, sutil e poderosa. Viva. Não deve definir pois que definir é matar. Deve ser aberta para que o leitor faça sua própria leitura, para que o espectador enxergue através dos seus próprios óculos. Deve ser passível de ser transformadora de opiniões cristalizadas, comportamentos arraigados, transformadora do ser humano e da sociedade (na medida do possível). Trans-cultural. Transsocial.Transcender o ser velho de tudo que existe a fim de colaborar na luta pela garantia da sobrevivência do planeta. CONTATO: girlenebulhoes@yahoo.com.br

GIRLENE CHAGAS BULHÕES

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER DA UTOPIA À REALIDADE: UMA PROPOSTA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM UMA ESCOLA DE FEIRA DE SANTANA – BA Resumo: O presente trabalho se constitui numa atividade do nosso projeto monográfico, inserido na proposta pedagógica do Colégio Estadual Yêda Barradas Carneiro, em Feira de Santana – BA, tendo como objetivo: remeter os alunos à reflexão sobre problemas que afetam sua vida e de sua comunidade, contribuindo para incorporar mudanças significativas em seus comportamentos. Este projeto, com a participação de grande parcela docente, possibilitou uma re-significação do trabalho educativo, na medida em que viabilizou o diálogo entre professores e sua atuação conjunta com os alunos, sendo possível a construção de atitudes e valores. O trabalho teve início em uma primeira etapa com uma reflexão conjunta sobre valores, tendo sido elencados pelos estudantes os seguintes: solidariedade, paz, amor, amizade, cuidado responsabilidade, respeito. Em seguida, os alunos realizaram uma pesquisa sobre o tema e a socialização desta aconteceu numa mesa redonda. Este trabalho, apesar de ter sido realizado no último trimestre letivo, constituiu um avanço no que tange ao resgate de valores pelos estudantes, primordial para a discussão ambiental na escola. Percebendo a dificuldade de trabalhar em conjunto com toda a comunidade escolar, ao iniciar o ano letivo de 2004, enfocamos o trabalho com os professores da área de Ciências da Natureza, Matemática e Suas Tecnologias, no horário de reunião pedagógica, para que pudéssemos elaborar ações de Educação Ambiental a serem aplicadas a partir do ano seguinte. Foi feito um primeiro diagnóstico, através de questionário, com os alunos desta escola, para percebermos as suas representações sociais em relação ao meio ambiente e à Educação Ambiental. Em paralelo, os professores se reuniam para discutir este primeiro diagnóstico, elaborar um segundo diagnóstico (que problemas ambientais os alunos percebem na escola) e fazer leitura de textos relacionados ao tema, seguido de discussões. A partir do diagnóstico das representações sociais de meio ambiente dos alunos, percebemos que estes, em sua maioria (72%), apresentaram uma concepção naturalista. Outras percepções observadas foram: uma concepção preservacionista (5%), outra generalizante (4%), na qual o meio ambiente “é tudo”, outra antropocêntrica (3%). No que diz respeito a importância da educação ambiental para os estudantes, podemos perceber percepções atreladas, principalmente, a uma visão preservacionista de meio ambiente. Quanto à formação de um grupo de Educação Ambiental na escola, a maioria dos alunos (75%) tem interesse na proposta e a considera muito relevante. Estes dados iniciais vêm fortalecer a proposta que vem sendo construída pelos professores para a implantação futura de um núcleo de EA na escola. Consideramos assim, importante e viável a participação de todos na elaboração de ações coletivas de Educação Ambiental na escola, que partam dos desejos de cada sujeito envolvido neste projeto. Esta é a nossa utopia – e nosso próximo passo na caminhada: o planejamento participativo do projeto político-pedagógico do colégio, visando a ambientalização do currículo escolar. CONTATO: naocorra@ig.com.br

ISABELA DE OLIVEIRA FREITAS e ALESSANDRA ALEXANDRE FREIXO

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER AGROECOLOGIA COMO BASE DA AÇÃO-REFLEXÃO COLETIVA PARA A SUSTENTABILIDADE: UM PROJETO DE EA NO PIAU, VALENÇA - BA Resumo: Após um processo de diagnóstico participativo, entrevistas e troca de experiências na Comunidade do Piau, zona rural do Município de Valença - Bahia, propôs-se a formação de um grupo de estudos em Agroecologia, o apoio a este processo coletivo faz parte da Intervenção Educacional do Curso de Especialização em Educação Ambiental para a Sustentabilidade da UEFS. O grupo, que emergiu da associação de agricultores locais, é composto por aproximadamente 08 pessoas, de ambos os sexos e que livremente decidiram participar desta construção. O local está inserido em remanescentes consideráveis de Mata Atlântica ameaçados pelas práticas agrícolas convencionais (monocultura, cultivo intensivo do solo, controle químico de pragas e ervas adventícias, aplicação de fertilizantes sintéticos), práticas estas que além de degradação ambiental significam dependência de insumos exógenos, baixa biodiversidade genética, perda do controle local sobre a produção agrícola, baixa renda, insegurança alimentar e insustentabilidade local. A Agroecologia surgiu como estratégia de transformação da realidade e o grupo de estudos, em reuniões quinzenais, debateu e aderiu às seguintes estratégias e princípios agroecológicos: promoção de uma cobertura vegetal permanente para a proteção do solo; - garantia constante de produção de alimentos, variedade na dieta alimentar e produção de alimentos e outros produtos para o mercado; - maximização da ciclagem de nutrientes e uso eficaz dos recursos locais; - contribuição para a conservação do solo e dos recursos hídricos; - intensificação do controle biológico fornecendo habitat para inimigos naturais dos insetos causadores de danos às culturas; - aumento da capacidade de múltiplo uso do território; - garantia de uma produção sustentável das culturas sem o uso de insumos químicos que possam degradar o ambiente. As práticas (mutirões e experimentos), reflexões e planejamentos decorrentes destas idéias estão em construção com o grupo e deverá implicar num processo permanente de gestão tanto da transformação das práticas quanto do próprio processo de aprendizagem e formação do grupo, numa busca permanente da sustentabilidade da melhoria da qualidade ambiental e de vida para toda a comunidade CONTATO: let.a@ig.com.br

LETÍCIA ALBUQUERQUE e LUÍS ANTONIO FERRARO JUNIOR

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EDUCAÇÃO AMBIENTAL NAS ESCOLAS DE CARAVELAS – BAHIA Resumo: INSTITUTO BALEIA JUBARTE EDUCAÇÃO AMBIENTAL NAS ESCOLAS DE CARAVELAS – BAHIA. O Instituto Baleia Jubarte é uma organização não governamental sem fins lucrativos, sediado em Caravelas e Praia do Forte, litoral sul e norte da Bahia. Foi criado em 1996 com o objetivo de conservar as Baleias Jubarte e aprimorar a qualidade de vida das comunidades locais com ética e respeito ao meio ambiente. A educação ambiental é uma das atividades principais do IBJ, juntamente com as atividades de pesquisa para conservação. O fazer educação ambiental parte do desejo de melhorar a maneira como temos vivido, sensibilizando as pessoas, resgatando valores, incentivando atitudes de mudanças, buscando novas leituras de mundo, novos rumos para a educação e novas formas de relacionamento com o outro e a natureza. Caravelas situa-se em área prioritária para a conservação marinha SILVIO DE SOUZA JR, costeira (MMA, 2002), devido ao manguezal, restingas, recifes de corais e sítio de DANIELLA GONÇALVES reprodução das baleias jubarte e boto cinza. Devido a isto, foram criadas UC’s na RODRIGUES, LÍGIA EMILIA região, em especial o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, fomentando também um PENALVA DE OLIVEIRA, turismo crescente. O trabalho de E.A. vem sendo realizado desde 1996, tendo sido FERNANDA ABREU formalizado um convênio de cooperação técnica com a Secretaria de Educação, em MARCACCI, LUCIAN JOSÉ 2001. A parceria com a Secretaria é fundamental para a realização das atividades. O DE LACERDA planejamento é realizado pela equipe do IBJ com a coordenação pedagógica das INTERAMINENSE, RENATO escolas e professores. As atividades são diversificadas, de acordo com o planejamento SENA PAIXÃO, ATAÍDE prévio, servindo de suporte pedagógico ao trabalho desenvolvido pelos 22 professores FERREIRA BARBOSA e envolvidos no projeto, levando educação ambiental para 743 alunos do ensino FÁBIO CONCEIÇÃO fundamental de oito escolas de Caravelas. As aulas são realizadas seguindo uma linha FONTES de evolução e construção de conceitos e paradigmas em educação ambiental, levando à orientação de qualificação na solidariedade humana e experiências comunitárias com ênfase na equidade entre pessoas, de forma lúdica, onde a criança aprende por meio de brincadeiras, sensibilizações, saídas de campo, redações, entre outros; temas que abordam a importância da postura individual, do coletivo, da auto-estima, a conservação de baleias e golfinhos, manguezais, recifes de coral, unidades de conservação, pesca, entre outros. Os professores participam da atividade e contextualizam nos conteúdos do ensino formal. A capacitação dos professores é realizada durante realização das atividades e durante reuniões e cursos específicos. Técnicas de avaliação vêm sendo desenvolvidas, priorizando o qualitativo, de forma a perceber o envolvimento do público e as mudanças de comportamento e atitudes no dia a dia. CONTATO: ibj@maximidianet.com.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER CONTRIBUINDO PARA O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DE UM MOVIMENTO SOCIETAL ATRAVÉS DO PLANEJAMENTO EDUCACIONAL Resumo: A intervenção educacional que a Equipe de Estudos e Educação Ambiental da Universidade Estadual de Feira de Santana, articulada a Comissão Pastoral da Terra, desenvolveu junto ao Movimento Estadual dos Trabalhadores Assentados e Acampados (CETA), resultou na construção participativa, do Projeto Político Pedagógico do Movimento. O processo, que deveria pensar Educação contribuiu para pensar o próprio Movimento e sua relação com a vida no campo. A discussão da finalidade da Educação revelou seu potencial desvelador de processos emancipatórios, que trouxe, para o contexto de um movimento de luta pela terra, a fecundidade da temática educacional diante da necessidade do movimento transcender esta luta. Resistir a efetivamente questionar/transcender o paradigma produtivo vigente pode fundamentar-se na antinomia imposta pela (difícil?) opção de ou aderir à idéia de “modernidade” ou resistir e seguir “excluído”. Iniciativas que busquem caminhos diferentes são olhadas com desconfiança, como ingênua mitificação do agricultor enquanto “bom selvagem” que o condenaria a viver no passado, fora do futuro. Mas como nos coloca Santos (2000), estaremos condenados tão somente ao futuro vazio da modernidade?... o vazio do futuro não pode ser preenchido nem pelo passado nem pelo presente...(p.322). Ao vislumbrar, para qualidade da vida no campo, estratégias que estão para além da questão da produção e comercialização dos seus produtos, trouxemos, via processo de construção do PPP, o debate da educação ambiental do campo.Nele, provocamos a reflexão da relação ambiente e sociedade, intencionando o fortalecimento de espaços resistentes, dialógicos para a emancipação individual e coletiva. Este trabalho, colocou-nos diante de cenários regionalmente diversificados, o CETA, ao discutir suas propostas educacionais locais as pensava no universo do movimento como um todo. A lógica identitária de movimento, buscava a unidade dentro da diversidade (a problemática da água na regional de Bonfim, na caatinga, foi vista com o mesmo empenho de luta pela regional Sul, na Mata Atlântica, com toda a sua abundância de recursos hídricos). Este processo de discussão educacional que tinha a luta pela terra como cenário preponderante, e o cuidado com o ambiente como cenário implícito, foi se transformando em uma proposta intencional e politicamente definida de ambientalização pedagógica de movimento. Acreditamos que tal proposta passou por estratégias diferenciadas de entendimento do que é educação ambiental pelo CETA. Em alguns casos ela aparece como uma plasticidade discursiva do movimento em relação à problemática ambiental e à agroecologia, não chegando a refletir uma percepção ambiental totalizante ou complexa, levando muitas vezes apenas à proposição de cursos pontuais de EA para o universo escolar (como a discussão da chuva ácida nas escolas rurais da caatinga). Em outros casos, a “reivindicação por EA” origina-se da percepção cotidiana da relação entre a problemática ambiental e a conquista/manutenção das condições de qualidade de vida nos contextos dos assentamentos (como as implicações dos casos de degradação ambiental pelos grupos de agricultores/assentamentos para o movimento e seus contextos). Esta percepção possui um grande potencial transformador das práticas/reflexões e proposições dentro do CETA. Trazer tais questões para o âmbito da discussão educacional, tornou-se um processo de construções autônomas de projeto de futuro do CETA. Ao atrelar a “Educação”, à cultura, à tecnologia e ao ambiente, o PPP mostrouse um instrumento para tal. Através dele, tivemos a possibilidade de explorar de forma emancipatória, os desafios da vida no campo, do movimento e seus múltiplos contextos sócio ambientais. CONTATO: ludmila@uefs.br

LUDMILA OLIVEIRA HOLANDA CAVALCANTE e LUIZ ANTÔNIO FERRARO JÚNIOR

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A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO CONTEXTO DA BACIA HIDROGRÁFICA: O PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL E COMUNICAÇÃO SOCIAL DAS REGIÕES ALTA E MÉDIA DA BACIA DO RIO ITAPICRURU - BA. Resumo: O Governo da Bahia, frente à necessidade de garantir o uso consciente e responsável dos recursos hídricos, através da Superintendência de Recursos Hídricos – SRH, autarquia vinculada à Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos – SEMARH, vem implementando desde 1998 o Projeto de Gerenciamento de Recursos Hídricos – PGRH, com o objetivo de garantir a disponibilidade de água em quantidade e qualidade à sua população. Dentre as ações institucionais, destaca-se o Programa de Educação Ambiental e Comunicação Social – PEACS, implementado nas bacias hidrográficas dos rios Itapicuru e Paraguaçu. O PEACS do Rio Itapicuru tem como objetivo contribuir para a sustentabilidade das ações da SRH, através da organização da população em torno das ações relacionadas ao manejo racional dos recursos hídricos, nos municípios de Senhor do Bonfim, Campo Formoso, Mirangaba, Antônio Gonçalves, Filadélfia, Saúde, Pindobaçu, Ponto Novo, Caém, Caldeirão Grande, Queimadas e Itiúba. Esta região caracteriza-se por municípios de pequeno e médio porte, numa área de 16.769km2, com população de 304.494 habitantes, e indicadores do perfil sócio-econômico (Índice de Desenvolvimento Humano - IDH e os Indicadores de Desenvolvimento Econômico e Social - IDE/IDS) considerados abaixo da média nacional. O PEACS foi implementado no ano de 2002. Considerou-se como públicoalvo, os multiplicadores capacitados, de acordo com três linhas de ação: Gestor Público (Prefeitos, Secretários, Vereadores, Técnicos do Município, Estado e União); LUZINALDO ARAÚJO Educação Formal (professores, coordenadores e diretores), Educação Não Formal PASSOS JÚNIOR, MARIA (associações, cooperativas, agentes comunitários de saúde, produtores rurais, THAÍS MENEZES FREIRE e usuários da água etc.). O PEACS foi divido em três fases: 1)MOBILIZAÇÃO E MARIA DO CARMO NUNES SENSIBILIZAÇÃO da comunidade de cada município. 2)CAPACITAÇÃO de PEREIRA representantes dos segmentos das três linhas de ação. 3)ACOMPANHAMENTO dos agentes multiplicadores garantindo a sustentabilidade das ações de educação ambiental na região. A capacitação dos multiplicadores durou quatro meses, com a realização de 36 cursos, e participação de 1.208 multiplicadores, sendo: 97 gestores públicos, 609 da Educação Formal e 502 da Educação Não-Formal. Para potencializar a divulgação dos eventos e das informações ambientais, foram utilizados recursos da comunicação social: entrevistas em rádios locais, confecção de cartazes e informativos, peças teatrais etc. O acompanhamento resultou em diversas atividades realizadas, como: *realização de sessões públicas nas Câmaras de Vereadores para divulgação do PEACS; *realização de 12 Feiras do Meio Ambiente; *realização do workshop: “A IMPRENSA E O FUTURO DA ÁGUA - CONSCIÊNCIA E TRANSFORMAÇÃO”; *realização de palestras sobre questões ambientais; *apresentação do PEACS para diversas comunidades rurais e nos fóruns de desenvolvimento; *mutirões de limpeza em rios da bacia; *incentivo à inserção da educação ambiental nos projetos pedagógicos das escolas; *visitas técnicas às barragens da região e Projeto de Reassentamento Rural. O PEACS propiciou a criação de um espaço próprio para discussão das questões ambientais. Participaram dessas discussões forças dos diferentes segmentos da sociedade, com interesses comuns quanto à efetivação das mudanças necessárias para a conformação de uma nova ordem espacial, destacando a preservação da paisagem natural e conservação de aspectos da Natureza, da Economia e da Dinâmica Social CONTATO: tmfreire@srh.ba.gov.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER AÇÃO EDUCATIVA E CULTURAL DE CONSERVAÇÃO DA ESCOLA - BEM ME QUER DO PROGRAMA PRONTO ATENDIMENTO ESCOLAR_ PAE. Resumo: Desde março de 1998, a Secretaria Municipal da Educação e Cultura (SMEC) de Salvador - Bahia, desenvolve em parceria com a Organização de Auxílio Fraterno (OAF) o programa Pronto Atendimento Escolar (PAE), voltado à manutenção predial dos prédios escolares da Rede Municipal de Ensino, através de um atendimento sistemático corretivo e preventivo. Mas esta parceria foi além: do PAE, nasceu o Bem Me Quer, uma Ação Educativa e Cultural de Conservação da Escola que visa a conservação do patrimônio público escolar numa perspectiva de rede de trabalho, na rede municipal de ensino, tendo a arte-educação, através das linguagens de teatro e artes plásticas como possibilidade de intervenção, provocação, transformação social, discussão e participação política voltada para a qualidade da educação pública. Atualmente, 78 escolas participam da Ação Educativa, através da execução dos seus “Projetos Criativos de Conservação da Escola”. Cada unidade escolar elabora, coletivamente, o seu projeto com base na sua proposta pedagógica. Nesta formação são elaborados conteúdos relacionados a princípios, valores e metodologia BMQ: direitos humanos, ética, cultura de paz, meio-ambiente, saúde, Estatuto da Criança e do Adolescente-ECA, cidadania, arte-educação, patrimônio público, pedagogia de projetos e pedagogia do desejo. Estas escolas compartilham ações coletivas de mobilização e articulação voltadas para a cidadania, através das dimensões do Universo Operacional Bem Me Quer: Projetos Criativos, Formação, Ações Norteadoras, Comunicação e Produção Artístico-Pedagógica, que buscam proporcionar na comunidade escolar uma nova consciência e postura diante de patrimônio público escolar. Essas ações despertam o querer bem, o amor e, principalmente, o sentimento de que a escola é nossa. O sistema de monitoramento e avaliação se dá durante o processo pedagógico de cada projeto criativo de conservação, e este culmina numa grande ação coletiva “Escola Avalia Escola” que define e redireciona o Plano de Atuação anual do Bem Me Quer. Atualmente, cada escola Bem Me Quer participante está sendo fortalecida especialmente, através da formação coma a equipe pedagógica, alunos mobilizadores e jovens alunos atores e multiplicadores para atuar na sua localidade como escola agregadora responsável pela sensibilização de outras unidades de ensino, na perspectiva de consolidação e disseminação da metodologia de Bem Me Quer em toda rede escolar. Os recursos didáticos (ivro ‘‘Descobrindo o Bem Me Quer na Escola”, Banner, Folder, Vídeo Bem Me Quer e o Guia “Orientações para o Uso adequado do Equipamento Escolar”), foram produzidos a partir da experiência sistematizada de 05 anos de parceria do setor público com uma organização não governamental que tem como missão: “trabalhar continuamente na perspectiva da humanização da sociedade, criando e produzindo conhecimentos sistematizados, bens e serviços, educando e transformando indivíduos - crianças, adolescentes, jovens e adultos -e grupos, especialmente em situação de risco e exclusão social, em cidadãos atuantes, resgatando sua identidade e dignidade”. CONTATO: bmq@oaf.org.br

MARIA ELIZABETH NASCIMENTO VIEIRA

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER QUANDO A COMUNIDADE FAZ Resumo: Este trabalho foi concebido a partir do Projeto Comunidade Que Faz (CQF), idealizado pelo governo federal através de parcerias com a Comunidade Ativa, Agência de Educação para o Desenvolvimento, SEBRAE, Coordenação Executiva Estadual da Comunidade Ativa, Fórum de Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável (DLIS) e Prefeituras Municipais. O objetivo geral do CQF é capacitar o Fórum de DLIS para a gestão empreendedora das ações que já foram levantadas e registradas na Agenda Local do Local. Num período de trinta e cinco dias é encaminhado para um município que faz parte do Projeto CQF, um agente de desenvolvimento que através de reuniões com o Fórum DLIS escolherá a partir da Agenda as ações que serão implementadas neste curto período. Só participam do Projeto os municípios que tem o IDH abaixo da média. O município em questão é Caturama que está situado no Sudoeste da Bahia, distante 815 km da capital. Caturama, de acordo com as informações estatísticas disponíveis, figura dentre os mais pobres do Estado da Bahia, pois apresenta os piores índices de desempenho econômico e condições sociais quando comparado aos demais. O Projeto Comunidade Que Faz foi implantado no município no período de 17/11 a 22/12 de 2002. O procedimento inicial foi reunir com o Fórum de DLIS para apresentar o Projeto CQF e discutir as ações a serem realizadas no prazo de permanência do Agente de Desenvolvimento no município. Após várias reuniões o Fórum chegou ao consenso que a ação principal escolhida, que era a limpeza da cidade, envolveria direta e indiretamente várias ações.A partir daí, elaboramos um Projeto que recebeu o nome de Reviver: Povo em Ação – Limpeza é Vida. O Projeto teve como objetivo geral recuperar a Lagoa da comunidade rural de Feira Nova e Praça pública do município de Caturama – Ba, onde a base foi o Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável. A estratégia metodológica trabalhada consistiu em três etapas distintas e complementares, a saber: Sub-campanha de sensibilização, SubCampanha de Captação de Recursos e Campanha “Reviver: Povo em Ação” finalizando com um Mega-evento em praça pública com a finalidade de apresentar a toda comunidade os resultados do trabalhado comunitário. Hoje Caturama esta com a Praça pública recuperada, Lagoa da Malhada em fase de recuperação e a população consciente do seu papel de agente de transformação. Além disso, neste curto espaço de tempo os membros do Fórum DLIS formaram uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) e continuam trabalhando.A realização do projeto teve um custo total de R$510,00 (Quinhentos e Dez Reais), que foram angariados através das campanhas e sub-campanhas realizadas pelo Fórum com a ajuda de toda a comunidade. Isto representou um custo zero para a prefeitura e para o Fórum DLIS, já que a comunidade caturamense mesmo sendo carente, não mediu esforços para atingir as metas das ações implementadas, mostrando que quando unida a “Comunidade Faz”. CONTATO: pequenaflor8@hotmail.com

MARIA INÊS MEIRA SANTOS BRITO, NORTON RODRIGO e EDUARDO LIMA VASCONCELOS

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER CONQUISTA: ONTEM E HOJE Resumo: Este trabalho foi concebido a partir da dissertação de mestrado Das Lendas a História: A Busca da Identidade de um Povo que teve como objetivo resgatar a história dos povos formadores do Sertão da Ressaca, visando a prática de uma educação ambiental no caminho do desenvolvimento sustentável.O Projeto Conquista Ontem e Hoje surgiu da necessidade de aplicar na escola o trabalho desenvolvido durante o mestrado.A escola escolhida foi a Agrotécnica Sérgio de Carvalho. O projeto partiu de uma indagação: como trabalhar com os alunos a valorização da sua identidade, da sua cultura? Daí buscou-se através de um trabalho interdisciplinar resgatar a história de Vitória da Conquista onde os alunos realizaram pesquisas, apresentaram seminários onde foram discutidos os diversos aspectos da formação do Arraial da Vila da Conquista até chegar aos dias atuais. Após as discussões foram dividas as equipes de trabalho para apresentação ao público das pesquisas desenvolvidas. O trabalho foi apresentado através de stands montados na escola. O procedimento foi dividir as equipes por série onde o 1˚ ano A apresentou sobre os: Aspectos econômicos e sociais de Conquista ontem e hoje; o 1˚ ano B: Aspectos físicos de Conquista ontem e hoje; o 1˚ ano C: Agricultura e pecuária contando a história da Escola Agrotécnica Sérgio de Carvalho; o 2˚ ano A e B as diversas formas de expressão cultural da nossa cidade e por último o 3˚ ano A e B apresentaram os impactos ambientais sofridos pelo ecossistema de Vitória da Conquista apresentado possíveis soluções. Cada sala contou com o auxílio de dois professores que colaboraram com as pesquisas e montagem dos stands. Paralelo aos stands ocorreu na área da cantina do colégio apresentações culturais de todas as séries com convidados ilustres da cidade e participação dos alunos. Portanto, este Projeto de Educação Ambiental constituiu um instrumento gestor e multiplicador, à medida que contribuiu para a preservação da história da cidade de Vitória da Conquista e conseqüentemente de um resgate cultural da mesma e, por sua vez, a criação de uma consciência ambiental crítica, onde os alunos se tornem responsável pelo uso dos recursos naturais, no sentido de preservar e conservar os mesmos, para um possível desenvolvimento sustentável. O resultado final encontra-se expresso em um vídeo educativo CONTATO: pequenaflor8@hotmail.com

MARIA INÊS MEIRA SANTOS BRITO e OTHON HENRY LEONARDOS

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER DAS LENDAS A HISTÓRIA: A BUSCA DA IDENTIDADE DE UM POVO Resumo: Este estudo foi concebido a partir das experiências vivenciadas no ensino de 1º e 2º graus, no qual foi possível observar a necessidade de repensar o processo ensino-aprendizagem, desvinculado, até então, da realidade vivida pelos alunos no seu contexto histórico-cultural. O procedimento inicial foi de delimitar a área em estudo e escolher o que iria ser abordado da cultura regional; já que esta é muita rica em todos os aspectos. A partir daí, optou-se pelo resgate da cultura dos índios Kamakãs, Mongoiós e Pataxós, no Planalto de Conquista; brancos descendentes de portugueses formadores do município de Brumado; e negros das comunidades de Barra e Bananal, remanescentes de povos dos quilombos, em Rio de Contas. A pesquisa teve como objetivo resgatar a história dos povos formadores do Sertão da Ressaca, visando a prática de uma educação ambiental no caminho do desenvolvimento sustentável. O problema partiu de uma indagação sobre como o resgate da identidade cultural pode contribuir para a educação ambiental na perspectiva do desenvolvimento sustentável. Partindo da hipótese de que o conhecimento das práticas social que norteiam a formação da sociedade serve como balizadores na reconstrução da identidade dos indivíduos, portanto o conhecimento de sua própria história é fundamental para a construção das identidades. Assim sendo, o resgate da identidade cultural é um elemento que deve ser trabalhado em educação ambiental, para a construção de uma sociedade consciente da necessidade de se ter um planeta sustentável. Nesse contexto buscou-se unir a história da formação da população brasileira à história local e sua analogia com as formas artísticas, entendidas nas diversas manifestações de comunicação (músicas, pinturas, objetos manufaturados, contos, lendas, artesanato, arquitetura etc.), com sustentação teórico-metodológica embasada nos pressuposto cultural-antropológico e procedimentos com base na pesquisa participante. O resultado encontra-se expresso em literatura, cuja personagem central é uma avó que procura resgatar a história dos três povos, através dos símbolos caracterizado nas manifestações culturais. CONTATO: pequenaflor8@hotmail.com EDUCAÇÃO AMBIENTAL: UMA QUESTÃO DE COMPROMISSO Resumo: As modificações que a sociedade humana vem produzindo em seu espaço são hoje mais intensas que no passado. Tudo que nos rodeia se transforma rapidamente. Essa aceleração nos faz pensar que vivemos pela primeira vez na história da humanidade num século que terminou antes mesmo de sua finalização cronológica. Políticas ambientais sociais voltadas à qualidade de vida estão totalmente desvinculadas das estratégias governamentais para o desenvolvimento. Em contrapartida, no espaço de construção da cidadania inúmero atores (ecologistas, feministas, pacifistas, intelectuais, entre outros), buscam um modelo de desenvolvimento que seja sustentável. A amplitude da problemática ambiental e a necessidade de uma reflexão crítica sobre as relações homem/meio, nos leva a criar este Projeto Ambiental a fim de que funcionários, professores, alunos e comunidade em geral, através de um trabalho de conscientização possam perceber que para preservar o meio ambiente não é necessário apenas conservar florestas, rios e outros, mas sim Ter consciência de nossos atos frente ao meio ambiente que nos cerca, buscando alternativas para construir uma sociedade ecologicamente sustentável, onde o homem se sinta parte integrante da natureza, e por isso passe a preserva-la. A comunidade neste caso, deixa de ser mera expectadora para se transformar em agente multiplicadora dentro do processo. Nesse sentido, justifica-se este Projeto de Educação Ambiental por ser um instrumento gestor e multiplicador, à medida que deverá contribuir para a preservação da história da cidade de Brumado e conseqüentemente de um resgate cultural da mesma e, por sua vez, a criação de uma consciência ambiental crítica, onde os participantes se tornem responsáveis pelo uso dos recursos naturais, no sentido de preservar e conservar os mesmos CONTATO: pequenaflor8@hotmail.com

MARIA INÊS MEIRA SANTOS BRITO e OTHON HENRY LEONARDOS

MARIA INÊS MEIRA SANTOS BRITO, NORTON RODRIGO e EDUARDOVASCONCELOS

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER DIAGNÓSTICO SOBRE MEIO AMBIENTE E COLETA SELETIVA NA VISÃO DO CORPO DISCENTE, DOCENTE E DOS TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS NO CAMPUS DA UESB DE VITÓRIA DA CONQUISTA. Resumo: A implantação da coleta seletiva na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia -UESB, Campus de Vitória da Conquista, se baseia na busca da preservação dos recursos naturais. O lixo do Campus de Vitória da Conquista tem sido um problema a ser equacionado pela comunidade universitária como modelo de Desenvolvimento Sustentável. Para isso foram aplicados 364 questionários do quantitativo geral da comunidade universitária, deste Campus, num total de 3.974 pessoas, sendo: 3.236 discentes, 326 docentes e 412 servidores administrativos, distribuídos por fração amostral entre os três estratos, visando a obtenção de informações quanto à discussão sobre o meio ambiente nesta Instituição, conforme as questões que se seguem e as respectivas respostas, obtidas entre as três categorias acadêmicas. - O que você acha das discussões a respeito do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável? Docentes: 100% consideram importante. Discentes: 99,3% consideram importante, 0,7% não se interessam. Servidores Administrativos: 94,8% consideram importante e 5,2% não se interessam. – Você já ouviu falar de campanhas em prol da preservação do Meio Ambiente? Docentes: 100% sim. Discentes: 99,7% sim, 0,3% não. Servidores: 92,3% sim, 5,2% não e 2,5% não responderam. – Como você olha para o lixo? Docentes: 100% consideram reaproveitável. Discentes: 87,0% consideram reaproveitável, 5,0% olham de forma indiferente, 8,0% olham como poluente. Servidores: 87,0% acham que é reaproveitável, 2,5% olham de forma indiferente, 8,0% acreditam que é um elemento poluidor, 2,5% não responderam. – Você conhece a importância do reaproveitamento do lixo? Docentes: 100% sim. Discentes: 98,3% sim, 1,7% não. Servidores: 97,5% sim, 2,5 % não. – Você já ouviu falar de coleta seletiva? Docentes: 100% sim. Discentes: 96,0% sim, 4,0% não. Servidores: 94,8% sim, 5,2% não. – O que você acha da implantação de um programa de gerenciamento de resíduos sólidos na UESB? Docentes: 96,6% ótimo, 3,4% bom. Discentes: 96,6% ótimo, 2,8% bom, 0,3% ruim, 0,3% péssimo. Servidores: 82,1% ótimo, 15,3% bom, 2,6% não opinaram. – Esse projeto trará benefícios ambientais e econômicos à Universidade? Docentes: 100% sim. Discentes: 99,3% sim, 0,7% não. Servidores: 97,4% sim, 2,6% não. – Quais materiais você descarta em maior quantidade? Docentes: 1º papel, 2º plástico, 3º metal. Discentes: 1º papel, 2º material orgânico, 3º metal. Servidores: 1º papel, 2º plástico, 3º metal. Tais resultados serão utilizados na elaboração de cursos e palestras voltados para sensibilização da comunidade universitária nos aspectos da coleta seletiva e a sua importância ambiental, social e econômica, com o propósito de agregar valores como ser humano, político e social, consciente de suas obrigações e deveres para com a sociedade, estimulando a adoção de uma nova visão e atitudes em relação ao lixo, com ações educativas que possam ser realizadas na comunidade, no trato com o meio social e ambiental, de forma a mantê-los saudáveis. Apoio: UESB

MARY ANNE OLIVEIRA

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER PROJETO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL BUSCANDO PROMOVER A COLETA SELETIVA NOS CAMPI DA UESB. Resumo: A defesa do meio ambiente tem significativa importância, pois paralelamente a isso estará se repassando conhecimentos, informações e orientações que busquem formas de capacitação e discernimento para obtenção de resultados positivos que adequados à produção e extração dos recursos naturais existentes não venham a degrada-lo.Por meio do processo educativo, importante instrumento de transformação de uma sociedade, se pode buscar a articulação entre o ensino, a pesquisa e a extensão viabilizando diversas atividades, teóricas e práticas. Um projeto de Educação Ambiental permitirá a obtenção de maiores informações sobre a importância da preservação do meio ambiente, quando se tem conhecimento, dentre outros, do significado da Coleta Seletiva. A primeira parte do trabalho foi desenvolvida por meio de uma pesquisa de campo com a aplicação de 364 questionários do quantitativo geral da Comunidade Universitária do Campus de Vitória da Conquista, no total de 3.974 pessoas, sendo 3.236 discentes, 326 docentes e 412 servidores administrativos, distribuídos por fração amostral entre os três estratos visando a obtenção de informações quanto à visão dos seus usuários quanto ao significado de meio ambiente, desenvolvimento sustentável, lixo e campanhas de preservação ambiental. A segunda fase, contará com a distribuição de cartilhas no início do 2º semestre de 2004 contendo informações sobre o Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (lixo) na UESB,e a cartilha “ Colocando Ordem no Lixo,”contendo informações e orientações de como os resíduos descartados devem ser separados. Os indicadores de políticas públicas voltadas para a Educação Ambiental exigem do poder público programas sociais e educativos que devam ser amplamente divulgados em parceria com outras formas de organizações, objetivando a proteção ao meio ambiente e a um desenvolvimento sustentável. Uma correta separação dos resíduos, mediante um destino certo, a exemplo o recolhimento de materiais orgânicos para compostagem, dejetos de animais ovinos e caprinos, restos de palhada e borra de café (orgânico), utilizados no Campo Agropecuário de Vitória da Conquista para produção de hortaliças, além de outras alternativas concernentes a reeducação, redução, reutilização e reciclagem dos materiais descartados nos Campi da UESB de Vitória da Conquista, Jequié e Itapetinga na Bahia, permitirão a manutenção de um mundo sustentável e ambientalmente mais saudável. Para tanto há necessidade da atuação de todos, seja como servidor público ou mesmo no papel de cidadão, com a adoção de ações educativas no trato para com o meio social e ambiental. CONTATO:Mary AnneServidora Técnico-Administrativa da UESB/ Mestre em Desenvolvimento Sustentável. Email: mary@uesb.br) CONTATO: mary@uesb.br

MARY ANNE OLIVEIRA

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER EDUCAÇÃO AMBIENTAL: UM NOVO OLHAR PARA AS QUESTÕES DO LIXO NO DISTRITO DO BRAVO-BAHIA. Resumo: O município de Serra Preta/BA, localiza-se na micro região de Feira de Santana, estando totalmente incluído no “Polígono das Secas” e apresenta dois distritos: Ponto de Serra Preta e Bravo. A população é de 21.000 habitantes aproximadamente, sendo que desta 2800 habitantes pertencem ao Bravo. Considerando que esse é o distrito de maior população, optou-se pela escolha do mesmo para a intervenção, como também em visita realizada previamente percebeu-se uma produção maior de lixo, sem possuir um manejo e destino adequado. O objetivo central do estudo consiste em promover para comunidade conhecimentos sobre a Educação Ambiental, utilizando o lixo como tema gerador de reflexões sobre a realidade local, buscando alternativas e hábitos que propiciem a diminuição do consumo e da produção do mesmo. A metodologia utilizada foi a pesquisa-ação que segundo Thiollent, (2000) é “uma pesquisa concebida e realizada com estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo e no qual os pesquisadores e participantes representativos do problema estão envolvidos de modo cooperativo e participativo”. Foram utilizadas no estudo as seguintes estratégias: 1) levantamento bibliográfico; 2) Observação direta do “locus”; 3) reunião com representantes do poder público e da sociedade civil; 4) Visitação aos locais de disposição do lixo; 5) Oficinas temáticas com professores, diretores de escola, membros da vigilância sanitária, agentes comunitários de saúde e associações; 6) Oficinas temáticas com alunos de escolas municipal; 7) Sistematização e análises do diagnóstico; 8) elaboração de monografia. Os resultados apontaram para uma série de problemas, como: disposição de lixo a céu aberto; manejo inadequado do lixo hospitalar; acúmulo de lixo nas vias públicas, terrenos baldios, estradas e margens de rios; poluição das fontes de água, lençol freático e rios. Ainda mais, as atividades desenvolvidas propiciaram evidenciar de forma mais direta a participação de todos os envolvidos no processo, dessa forma, atingindo dentre os propósitos da Educação Ambiental a interdisciplinaridade e pluralidade, como também o desenvolvimento de um trabalho teórico e prático. Houve a necessidade de extrapolar o campo de problemas que envolvem a questão do lixo e partir para uma análise das práticas educacionais, e de algumas teorias do desenvolvimento da aprendizagem. Sendo assim, conclui-se que esse trabalho reiterou a relevância da Educação Ambiental como meio de instrumentalizar o indivíduo para a compreensão de que ele não vive isoladamente, mas faz parte de um todo social que se encontra interligado, de tal maneira que se busque uma convivência saudável e não praticar ações que possam causar reações adversas e impactos intransponíveis para esse todo social no qual ele se encontra, necessariamente, incorporando a necessidade de buscar um desenvolvimento pautado no ser humano, na ética e na qualidade de vida. CONTATO: reciclamille@ig.com.br

MILLENA CAMPOS CARVALHO e SANDRA MARIA FURIAM DIAS

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EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO PROCESSO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS GERADOS NO AMBIENTEDE UMA FEIRA LIVRE. Resumo: A presente pesquisa realizada na cidade de Feira de Santana - Bahia pela Universidade Estadual de Feira de Santana, tem como proposta analisar a prática de alternativas metodológicas voltadas a elaboração e implementação de planos de gerenciamentos de resíduos sólidos, produzidos nas feiras livres e articulados à programas de ações em Educação Ambiental com bases nos princípios do Desenvolvimento Sustentável e adequados a comunidades dos comerciantes das feiras livres. Mediante contato direto com os representantes do governo municipal local, como colegiado de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Feira de Santana e com a comunidade dos comerciantes da Feira Livre do Tomba, elaborou e aplicou-se o programa de Educação Ambiental como o objetivo de revitalização desta feira livre, na via da Sustentabilidade sócio-ambiental local, estando este inserido dentro de um projeto maior de Reordenação das feiras livres da cidade de Feira de OZINEIDE SILVA GUSMÃO, Santana. A execução deste trabalho monográfico respaldou-se em métodos como: LUCIANO MENDES SOUZA observação direta, questionário, revisão bibliográfica, diagnóstico participativo e VAZ, LEONARDO SIMÕES registro fotográfico do meio e de algumas práticas, como meio de documentar e traçar AZEVEDO e BERGSON um perfil sócio-ambiental da feira livre no que diz respeito ao conhecimento e/ou NEIVA COSTA comportamento dos comerciantes em relação aos resíduos sólidos gerados na feira livre, além das suas implicações para o meio ambiente. Como resultados principais temos a participação de 50% dos comerciantes cadastrados no processo de intervenção educacional, a percepção do processo de sensibilização dos mesmos com novas atitudes em relação ao descarte e acondicionamento dos resíduos sólidos, como também, a necessidade de desenvolver um programa de Educação Ambiental com a família dos comerciantes da feira livre. Por fim, constatou-se que este programa de Educação Ambiental voltado para a participação popular no processo de gerenciamento de resíduos sólidos gerados na feira livre, torna-se realmente um instrumento eficaz no processo de transformação da realidade sócio-ambiental, quando a este se articula a competência municipal de executar e manter planos de gerenciamento que abdiquem as ações normativas, financeiras e operacionais, sobretudo no que diz respeito à infra-estrutura para o acondicionamento e coleta dos resíduos à real necessidade local CONTATO: ozineide@yahoo.com.br - Fone/fax: (75) 224 – 8105

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EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA ZONA RURAL DOS MUNICÍPIOS DE MAIS BAIXO IDH DO ESTADO - PROJETO VIVER MELHOR RURAL Resumo: O Projeto Melhor Rural é um projeto integrado entre cinco Secretarias do Governo do Estado da Bahia, coordenado pela Secretaria do Planejamento, através da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional – que visa atender os municípios do Estado com menores Índices de Desenvolvimento Humano, dotando as comunidades rurais mais carentes de infraestrutura básica, através de projetos de abastecimento de água; melhorias sanitárias e habitacionais; urbanização de comunidades; ações de melhoria do ensino do primeiro grau; alfabetização de adultos; ações de educação sanitária e ambiental; e ações visando a melhoria das condições de vida e da renda familiar. As Secretarias integrantes deste Programa são: Secretaria de Educação, Secretaria de Saúde, Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos e a Secretaria de Combate a Pobreza e Desigualdades Sociais, cada uma atuando dentro das suas atividades fins. Este programa, concebido, coordenado e organizado pela Superintendência de Políticas Ambientais da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, tem como objetivo a inclusão social e melhoria da qualidade de vida das RICARDO AZEVEDO populações rurais mais carentes do Estado englobando as seguintes atividades: · DUARTE, IVONE MARIA DE Seminários · Palestras educativas em escolas da rede municipal e estadual; · CARVALHO e ELIZETE Formação de agentes multiplicadores em educação sanitária e ambiental O objetivo é ABREU MELO promover mudanças comportamentais com base na aquisição do conhecimento, que refletirão na nova realidade local, em conseqüência das intervenções físicas; intervindo diretamente no modo como as pessoas reagem frente à prevenção e controle dos impactos ambientais gerados, levando-se em conta as peculiaridades sócioeconômicas e culturais inerentes a cada comunidade. As etapas acima citadas têm por finalidade: · Difundir a ação de educação sanitária e ambiental. · Compatibilizar as experiências existentes para concepção de uma metodologia integrada de trabalho, como parte de um processo educativo voltado para um desenvolvimento sustentável das comunidades envolvidas; · Instrumentalizar esses agentes multiplicadores para aplicar os conhecimentos. Resultados Esperados: · Criação de Núcleos de Educação Ambiental articulados com os conselhos do Fundo Municipal de Ação Comunitária; · Capacitação de 1.600 agentes multiplicadores municipais; · Mobilização e sensibilização em relação à conscientização da preservação dos recursos naturais; · Ações educativas de saúde, higiene pessoal e qualidade das águas. Desejamos que o trabalho seja discutido no GT 2. CONTATO: rduarte@semarh.ba.gov.br

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EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA O DESENVOLVIMENTO LOCAL NO ASSENTAMENTO RURAL DE NOVA PALMARES – BAHIA Resumo: O estudo consiste em uma das etapas do processo de construção participativa da “Agenda 21” do assentamento rural de Nova Palmares, situado no município de Conceição do Coité, região Nordeste do Estado da Bahia. A tentativa de elaboração desse plano de desenvolvimento local, com inserção da vertente ambiental, tem como suporte uma pesquisa, com intervenção participativa, vinculada ao Curso de Especialização em Educação Ambiental para a Sustentabilidade da Universidade Estadual de Feira de Santana. Durante os primeiros contatos com a comunidade local, constatou-se que, embora a qualidade de vida no assentamento fosse considerada, pelos moradores, como superior à anterior, faltam-lhes ainda as mínimas condições para uma vida digna. Faltam postos de saúde, escolas, abastecimento de água, saneamento, transporte, coleta de lixo, posto telefônico e lazer. Tendo-se em vista RITA DE CASSIA FERREIRA tantos problemas, optou-se por começar as reflexões, acerca do significado de HAGGE e EDÍZIO BAHIA DE qualidade de vida e de desenvolvimento local, a partir do problema da disposição do SOUZA lixo, sobretudo por ser este um meio gerador de outros problemas, como a proliferação de doenças. Acredita-se que as orientações e discussões focadas na importância do manejo dos resíduos sólidos, desde o domicílio até a disposição final, levará à abertura de um leque de reflexões sobre questões como higiene pessoal, necessidade de água tratada e de um ambiente limpo para o convívio social, qualidade de alimentação, aproveitamento do lixo, e outras, que, certamente, desencadearão, um processo de busca do crescimento individual e comunitário, que, conseqüentemente, podem interferir na articulação interna de idéias, poder e ação, no assentamento. Levando-se em consideração que ter o direito de ocupar a terra, tendo-a apenas como moradia e condição de subsistência, não é suficiente para uma vida satisfatória do ponto de vista social, psíquico e cultural, e que as políticas de assentamentos não têm levado os assentados ao alcance dessa condição, torna-se urgente a realização de pesquisas que diagnostiquem a situação dos assentamentos e busquem criara, conjuntamente, estratégias para que se alcance o tão almejado desenvolvimento. CONTATO: ediziobs@banconordeste.gov.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER MATERIAIS INFORMATIVOS UTILIZADOS NO GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS Resumo: A Educação Ambiental visa promover a interdisciplinaridade, a visão crítica e global/holística, a participação e a interação, o auto conhecimento, o resgate de saberes e a resolução de problemas, tendo como conteúdos os problemas ambientais e de qualidade de vida considerados relevantes para os grupos envolvidos” Sorrentino (1995). Se o conteúdo do problema considerado relevante é a questão do lixo, as atitudes ambientais dos seres humanos em relação a esta, devem refletir sobre assuntos que vão além do ato de separar resíduos. É um profundo exercício crítico a cerca dos valores que intervêm como suporte em sua ação. Para isso, a comunicação ambiental exerce um papel importante nas atividades de EA. Seu papel é o de levar às pessoas informações que estimulem a tomada de consciência, e ao desenvolvimento de atitudes e comportamentos para que possam participar, ativa e positivamente, no seu entorno e promover a compreensão das causas dos hábitos consumistas, e a ação para a transformação, não só dos sistemas que os sustentam, como também de nossas próprias práticas. Em avaliação de três programas de Educação Ambiental voltados para o Gerenciamento de Resíduos Sólidos Urbanos (Dias, 2003), observouse que a maioria dos materiais de informação sobre o Gerenciamento de Resíduos Sólidos Urbanos (folder, cartilhas, cartazes, etc) tem caráter normativos com informações sobre a coleta seletiva, a forma de segregação dos resíduos e o destino destes. Nos conteúdos “não normativos” não é explorada a problemática dos resíduos sólidos, tais como: as conseqüências, para a saúde e para o ambiente, do lixo jogado em terrenos baldios, rios e na rua, e a importância da minimização dos resíduos para o ambiente. Um exemplo é o texto de uma música utilizado por um carro de som em um dos locais avaliado: “Só bote o lixo na porta, pertinho da hora do caminhão passar. Sua rua mais cheirosa e mais bonita, fica mais fácil da prefeitura trabalhar. Pare para pensar: a prefeitura acaba com o lixo se você colaborar”. No texto, observa-se um incentivo para a colocação do lixo na porta, respeitando os horários de coleta. Isto é importante para manter a limpeza da cidade ao se evitar que os sacos acondicionadores de lixo sejam depredados por animais. Contudo, a parte final do texto sugere que o problema do lixo termina com a sua coleta, eximindo a população de sua responsabilidade em relação ao destino que é dado após a essa etapa Em geral, observou-se que os textos utilizados nos projetos avaliados não apresentaram uma organização textual “ideal”: contextualização histórica e social do discurso; abordagem dos efeitos provocados por decisões e atitudes; reflexão que leve a uma consciência do problema; e apresentação de propostas e soluções” (Trajber e Manzochi, 1996). Palavras-chave: Lixo; Resíduos Sólidos; Material Informativo. Bibliografia Dias S M F Avaliação de Programas de Educação Ambiental voltados para o Gerenciamento de Resíduos Sólidos Urbanos. São Paulo;2003. [Tese de Doutorado-Faculdade de Saúde Pública da USP]. Sorrentino M. Educação Ambiental e Universidade: Um estudo de caso. São Paulo;1995. [Tese de Doutorado-Faculdade de Educação da USP]. Trajber R, Manzochi R. Avaliando Materiais impressos de Educação Ambiental: O Projeto. In: Avaliando a Educação ambiental no Brasil: materiais impressos. Coordenação Rachel Trajber e Lucia Helena Manzochi. São Paulo: Gais:1996.p 138-152 CONTATO: smfuriam@uefs.br

SANDRA MARIA FURIAM DIAS e WANDA RISSO GÜNTHER

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AMBIENTE E CIDADANIA Resumo: O presente trabalho baseou-se na sensibilização dos discentes do Colégio Estadual Professor Plínio Carneiro – Barrocas – Ba., ressaltando as questões sócioambientais tanto do ambiente escolar quanto do municipal dando ênfase à cidadania. Em primeira instância, o mediador introduziu alguns conceitos em educação ambiental como elementos norteadores para dar início ao processo de diagnóstico da percepção ambiental. A atividade proposta foi o palanque da boca maldita, onde os alunos fizeram à exposição dos principais problemas que eles conseguiam perceber ao seu redor. Para reforçar a identificação do diagnóstico, propôs-se que os alunos do 3º ano do ensino médio, elaborassem um painel fotográfico, proporcionando assim um resgate para a comunidade escolar demonstrando às principias transformações que ocorreram na escola e no município ao longo de duas décadas através de uma exposição publica. SÉRGIO PEIXOTO CAMPOS A atividade citada acima foi ampliada e desenvolveu-se com o engajamento do corpo e CARLOS CÉSAR UCHÔA discente e docente da escola numa perspectiva de se trabalhar outras temáticas DE LIMA ambientais que valorizassem o local em detrimento do global e culminasse com a integração e o envolvimento de outros discentes ao projeto. A ampliação desta atividade se deu no dia 09 de junho e, no turno matutino, foi desenvolvida através de uma gincana. Já no vespertino e noturno funcionou na forma de apresentação de estandes construídos pelos próprios alunos onde os mesmos ficavam responsáveis pela recepção e explanação dos temas. Diante das atividades desenvolvidas, houve uma maior adesão, integração e valorização dos discentes e docentes com relação às questões ambientais, compreendendo a importância dum trabalho interdisciplinar fechando questão num objetivo comum, que , nesse caso, foi o de historiar, refletir, mostrar, discutir, sensibilizar e, por fim, intervir para uma mudança de postura frente às questões ambientais resultando assim no bem da coletividade. CONTATO: buckspc@uol.com.br

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EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA ESCOLA ESTADUAL DE ENSINO MÉDIO: ESTUDO DE CASO DO COLÉGIO ESTADUAL DUQUE DE CAXIAS Resumo: O presente estudo focaliza a necessidade de incluir Educação Ambiental, como disciplina independente e específica, no currículo do ensino médio ministrado na rede pública da Bahia. Baseia-se em pesquisa empírica realizada, entre novembro de 2002 e junho de 2003, no Colégio Estadual Duque de Caxias, localizado em Salvador (BA). Professores e alunos do turno noturno são os sujeitos investigados. Trata-se de uma proposta pedagógica fundamentada em evidências do estado crítico do planeta SILVINA MARIA quanto aos sistemas de vida que o suportam diante do que se torna crucial o papel da FERNANDES DE PAIVA, escola na formação de cidadãos capazes de pensar globalmente e interagir em âmbito JOSÉ ÂNGELO SEBASTIÃO local na defesa do meio ambiente. Refere os antecedentes históricos da Educação ARAÚJO DOS ANJOS e Ambiental e seus desafios, o que a justifica, discute a visão oficial no país a respeito da ROSANA DE QUEIRÓZ abordagem dessa disciplina, além de considerar aspectos conceituais e éticos DIAS pertinentes ao assunto. Os dados da pesquisa corroboram a hipótese de inclusão curricular de Educação Ambiental, como disciplina independente e específica, no âmbito do ensino médio do colégio investigado, o que faz da proposta objeto de apreciação e reflexão. Este trabalho resultou da pesquisa do curso de mestrado de SILVINA M. FERNANDES DE PAIVA e que foi realizada sob orientação dos professores JOSÉ ÂNGELO SEBASTIÃO ARAÚJO e ROSANA DE QUEIROZ DIAS CONTATO: smfpaiva@uol.com.br

NOÇÕES DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL x NOÇÕES DE ECOTURISMO PERCEPÇÕES DAS IDÉIAS E DOS CONCEITOS - -OS CASOS DO POLO ECOTURÍSTICO DO LAGAMAR E DA RESERVA BIOLÓGICA DE UNA-BA Resumo: Os autores apresentaram um painel – que também é uma instalação interativa - que é fruto de pesquisa recente e ainda em consolidação onde se visualizam – por meio das falas literais e da tabulação de códigos e de categorias - as percepções, as razões e os motivos além de alguns hábitos e atitudes dos moradores e de freqüentadores do entorno de duas Unidades de Conservação, no Brasil, sobre as idéias de Educação Ambiental e Ecoturismo.O estudo foi realizado concomitantemente nos dois biomas. A primeira dessas regiões pesquisadas é o Lagamar (Cananéia, Pariquera-Açu, Ilha Comprida e Iguape) no litoral sul paulista, região do Parque Estadual da Ilha do Cardoso.A outra região compreende o entorno da Rebio, Reserva Biológica de Una, no trecho do Corredor Ecológico da Mata Atlântica, eixo Ilhéus/Canavieiras, na Bahia.Os resultados foram organizados a partir das respostas ALYSSON ANDREA COSTA para algumas questões, entre outras: e JOSÉ CARLOS TEODORO Você sabe o que é Educação Ambiental...? DOS SANTOS Para você, o que é Educação Ambiental...? Você sabe o que é Ecoturismo...? Para você, o que é Ecoturismo...? As questões foram construídas para questionário estruturado, com perguntas abertas e fechadas, autopreenchível e que permitiu obter respostas espontâneas e diversas de cada indivíduo entrevistado. Outros dados também foram coletados com perguntas aplicadas a turistas, moradores e pesquisadores por meio de questionários estruturados (parte quantitativa) e roteiros para condução de entrevistas em profundidade (parte qualitativa). Os autores conduzem diversos projetos ambientalistas, de Educação e de Gestão Ambiental nas regiões pesquisadas e exercem as funções de Consultores e Coordenadores Técnicos do AMBIENTAR, Núcleo de Estudos em Gestão Ambiental, para o IBRAD, Instituto Brasileiro de Administração para o Desenvolvimento em Brasília-DF e para o ILUNA, Instituto Universidade Livre Ambiental de Una-BA. CONTATO: alycosta@econautas.com.br, zecapesquisa@uol.com.br

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USO E REUSO DOS ESPAÇOS URBANOS Resumo: Muitas são as provocações que marcam a vida dos seres humanos nesse novo milênio. São provocações de ordem social, econômica, política, ambiental, dentre outras. Nesse sentido a educação ambiental se insere como instrumento essencial na transmissão de conhecimentos que se fazem necessários frente às exigências do novo século. Diante da problemática existente e do impacto direto causado pelo uso e abuso VALDEMIRO MARINHO, do solo urbano, surge o Núcleo de Estudos do Meio Ambiente – NEMA, com o objetivo ALESSIANE SILVA, DERLAN de analisar causas, conseqüências e reações humanas sobre a exploração do espaço DA SILVA, HAMURABI urbano para a realização do micareta (carnaval fora de época) de Feira de Santana – FRANÇA, HELBERT BA. Para tanto apoiou-se na metodologia participativa detalhada em cinco (5) etapas e SANCHES, JAMILE DE contempladas pelas atividades realizadas: antes, durante e pós festa, o procedimento OLIVEIRA, JOABE metodológico permitiu ainda a aplicação de um questionário com todos os envolvidos RODRIGUES, MARCUS V. no processo, instrumento esse que deu maior veracidade ao trabalho. O núcleo CAMPOS, MICHELLE juntamente com outros parceiros vislumbram com a possibilidade de concretizar ALVES e VÂNIA M. PINTO espaços sociais mais harmonioso e de maior integração, sem tanta degradação ambiental e humana. E nesse contexto percebe-se a falta do enfoque de políticas públicas que coloque a educação como centro das preocupações, reconhecendo a importância do conhecimento no desafio da revolução tecnológica que vêm ocorrendo no processo produtivo e nos seus desdobramentos políticos, ambientais, sociais e éticos. CONTATO: marinho@usal.es

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EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO MUNICÍPIO DE SANTALUZ / BA: UM -OLHAR- SOBRE A EXTRAÇÃO DE PEDRAS Resumo: A implementação de um processo de Educação Ambiental, nas diferenciadas organizações sociais, tem sido um instrumento importantíssimo para sensibilização da população sobre os benefícios advindos da utilização racional dos recursos naturais. Além disso, uma forma de orientar as variadas camadas sociais em direção a uma cobrança dos órgãos competentes de uma ação mais eficaz e rígida perante a exploração desenfreada da natureza, e ao mesmo tempo propiciar um repensar sobre os próprios problemas enfrentados por estas comunidades. A extração artesanal de pedra no município de Santaluz, Bahia, carrega em si duas grandes situações: uma que é o papel social de gerar ocupação e renda para as pessoas e para o próprio município e o Estado da Bahia e uma outra que é o da degradação ambiental. Se por um lado os cortadores de pedra (canteiros) são desprovidos de qualquer orientação sobre o manejo com a natureza no ato de explorar a pedra, por outro não dispõe de qualquer recurso financeiro que possa utilizar na prática da recomposição do meio ambiente e ainda mais grave é que as instituições competentes não têm dado nenhum aceno no sentido de viabilizar uma prática sustentável para aquela atividade. Como se não bastasse, o atravessador, e os empresários aproveitam da situação e exploram o VALMIR DA SILVA SANTOS meio ambiente e o trabalhador. A presente pesquisa tem como fator principal e JERÔNIMO RODRIGUEZ demonstrar o desenvolvimento de um processo de Educação Ambiental no município SOUZA de Santaluz que conta com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores da Pedra (STP), Cooperativa dos trabalhadores da Pedra (COOTEPEDRA) e o Movimento de Organização Comunitária (MOC), para efetivar um conjunto de ações com os trabalhadores da extração artesanal de pedras. Esta atividade tem sido feita de forma predatória e sem a menor preocupação com o meio ambiente ao longo de mais de noventa anos de exploração, para uso na construção civil. Para a mudança dessa realidade se buscou realizar um processo de educação ambiental que empreendesse uma transformação nas atitudes e visões dos canteiros com relação à natureza, sempre direcionando as ações rumo a um processo participativo e cooperativo de construção de uma sustentabilidade na exploração dos recursos naturais. Com este intuito foram desenvolvidas variadas atividades como: a) diagnóstico da situação da extração de pedras no município; b) seminário de apresentação aos canteiros dos dados do diagnóstico; c) primeiro seminário sobre meio ambiente nas áreas de pedreiras e d) definição coletiva sobre um plano de educação ambiental para os canteiros e de como recuperar e manter a natureza preservada. Este projeto teve diversos resultados ligados à renovação da participação dos canteiros na discussão dos seus problemas sócio-econômicos, culturais e políticos, bem como uma mudança em relação ao seu “olhar” sobre a exploração de pedras no município. CONTATO: valssantos@zipmail.com.br

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CEARÁ
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FORMAS DE AVALIAÇÃO EM UM PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA COMUNIDADES DOS MUNICÍPIOS DE PACOTI E GUARAMIRANGA DO MACIÇO DE BATURITÉ, ESTADO DO CEARÁ. Resumo: Um projeto de Educação Ambiental está sendo realizado no Maciço de Baturité, Estado do Ceará, área que vem passando por momentos críticos em suas condições ambientais e sociais. Estudos envolvendo os recursos naturais são desenvolvidos, mas faltam projetos que divulguem os conhecimentos científicos adquiridos e estimulem a participação da população no processo de conservação ambiental, objetivos deste projeto. O programa visa ainda promover a integração das instituições que atuam na microrregião. Duas comunidades foram escolhidas nos municípios de Guaramiranga (Linha da Serra e Sítio Arábia) e Pacoti (Santana e Granja), para atender simultaneamente entre 320-640 adultos e 160-240 crianças diretamente. O programa foi didaticamente dividido em quatro etapas: 1. escolha das comunidades, realizada através de visita e aplicação de questionário com os líderes comunitários; 2. escolha e aplicação do conteúdo (solo, água, fauna, flora, agricultura, lixo, doenças tropicais, turismo e conservação) através de visitas mensais, priorizando os assuntos disponibilizados em trabalhos científicos e as problemáticas de cada comunidade; 3. avaliação interna contínua do projeto; e 4. planejamento do processo de GEÓRGIA DE S. TAVARES, continuidade do programa. Na primeira visita, com intuito de conhecer o grau de informação sobre meio-ambiente e a realidade deles, foi aplicado questionário com DIVA MARIA BORGESNOJOSA, LOUIZE V. DA alguns membros dos grupos adultos, e aplicação de desenhos livres com crianças das FONSECA, JAVAN P. DOS comunidades. Os resultados obtidos com os desenhos mostram que, no processo de SANTOS, FABIANO C. T. E interpretação, a maioria das crianças (entre 6-10 anos) conseguiu expressar idéias sobre P. JÚNIOR, FLÁVIA M. V. meio-ambiente, representados por elementos como árvores (71%) e flores (57%), sol DO PRADO, MARCIONÍLIA (60%), nuvens (47%) e animais (52%). Embora tenham sido incluídos elementos como F. PIMENTEL, AMANDA S., lixo, avião e construções, percebe-se que o conceito de meio-ambiente ainda está muito SILVINO e JÚLIO CÉSAR próximo ao que eles interpretam como elementos naturais, e o ser humano foi lembrado por poucos (19%). Houve variações e especificidade nos resultados entre as LIMA MELO comunidades. Nos resultados referentes ao questionário dos adultos, observa-se que os grupos são compostos principalmente por mulheres (78%), com idades variando entre 14-58 anos. Os homens participantes possuem idades entre 13-77 anos. A maioria (79%) mora na região rural, em sítios ou casas afastadas do povoado, fazem parte de famílias que estão ali desde a geração dos avós (56,2%) ou dos pais (20,5%) e desenvolvem principalmente atividades agrícolas (50,7%), domésticas (20,8%) e no setor público (19,2%). Relacionam o meio-ambiente essencialmente com animais (78%), vegetação (76,7%), solo, vento e água (67% cada). Entendem que os problemas ambientais devem ser resolvidos principalmente pelas comunidades (84,9%) e as escolas (57,5%), e demonstram esclarecimento respondendo que casos graves como os deslizamentos de terra devem ser resolvidos plantando árvores (60,3%). Esta população conta com a mata para tirar frutas (60,3%), plantas medicinais (56%) e lenha (53,4%), e percebem que as populações dos animais estão diminuindo (72,6%). A aplicação do questionário e dos desenhos viabilizou o conhecimento do perfil de cada comunidade, sendo possível perceber que já existe uma conscientização das pessoas. No final do primeiro ano do projeto, após a apresentação dos temas, ambos serão novamente aplicados, para avaliação qualitativa do aproveitamento do programa CONTATO: dmborges@ufc.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER EDUCAÇÃO AMBIENTAL DIALÓGICA E PERSPECTIVA ECO-RELACIONAL Resumo: A pretensão desse trabalho é divulgar nossas reflexões acerca da pesquisaintervenção fundamentada na Educação Ambiental “Dialógica“, nos moldes da pedagogia de Paulo Freire, sob uma Perspectiva Eco-Relacional, resultantes de nosso trabalho de doutoramento. A investigação tratou de um problema local-global: a água como lugar privilegiado no qual travamos uma discussão sobre a crise ambiental que possui singularidades nas culturas, mas que ocorrem em escala mundial. Parece-nos urgente, no contexto crítico em que nos encontramos, refletir quanto ao potencial, enquanto tema-gerador, das representações sociais, informações originárias do senso comum que se manifestam na linguagem, nos valores e nas atitudes como espaçochave para uma Educação Ambiental que se propõe, política e socialmente, crítica. A pesquisa objetivou o levantamento das Representações Sociais da água dos marcadores sociais do discurso do lugar, sujeitos–chaves, do movimento popular da cidade de Irauçuba, no sertão do Ceará, no nordeste brasileiro. Povo que convive com a seca e a desertificação em processo, caracterizado como portador de uma cultura residualmente oral. Utilizamos, na pesquisa, entrevistas, observações etnográficas e história oral. Trabalhamos os dados como um procedimento que concebe os valores, o agir e a linguagem como agentes mobilizadores, permitindo contribuir para a compreensão, do ‘ponto de vista’ popular, dos percursos desejantes dos grupos populares ante os embates sociais pela água. Como resultados tivemos: os nós críticos presentes na trajetória de significação desses grupos-sujeitos associados aos bairros da cidade. Evidenciam-se marcos da luta pela água: o chafariz no bairro da Barragem; a caixa d’água e distribuição deficitária no bairro do Cruzeiro; o cata-vento defeituoso no Gil Bastos; o poço sem água no bairro da Rodoviária; O sistema de encanamento e a água que chega a cada três dias no bairro do Centro; os dejetos líquidos e esgotos no bairro da Esperança; a Estação de Tratamento de Água no bairro do Açude. Uma teia de representações sociais da água com as seguintes categorias: a invisibilidade da problemática da água, na cultura do silêncio e na resistência popular; a fissura entre o vivido e o pensado e a práxis na relação com a água; a naturalização, o utilitarismo e a monetarização da água; a divinização e a (in)finitude da água; a percepção de usufruto individual e bem social da água implicando na situação-limite e no inédito viável. Tivemos a intervenção por meio da constituição do fórum, do curso e dos movimentos populares instituídos ao longo do trabalho. Como uma das (in ) conclusões, confirmamos que uma educação ambiental para ser efetiva, no tocante a reflexões-ações sócioambientais, precisa, necessariamente, ser construída em parceria com o saber popular local de modo dialógico e eco-relacionado, potencializando transformações reais. A intervenção alcançou vincular a percepção coletiva das construções sociais locais sobre a problemática da água ao contexto politizador e criticizador mais geral do Fórum Cearense de Convivência com o Semi-Árido CONTATO: joaofigueiredo@hotmail.com haydee@power.ufscar.br

JOÃO BATISTA DE ALBUQUERQUE FIGUEIREDO e HAYDEE TORRES DE OLIVEIRA

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER UMA ANÁLISE CRÍTICA SOBRE O ENSINO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NAS ESCOLAS - SEDE EM ACARAÚ-CE Resumo: A inserção da Educação Ambiental nos Planos Pedagógicos encontra resistência, embora a questão ambiental atualmente seja amplamente discutida. A Escola recebe os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), recheados de orientações com temáticas vivas e pertinentes ao bom funcionamento interno e extra-classe. Assim como as Leis Brasileiras, tudo bem redigido e articulado na mais perfeita pedagogia dos saberes. As disciplinas são ministradas em nossas escolas de forma individualizada, descontextualizadas da realidade de quem as estuda, fugindo do propósito da interdisciplinaridade - daí a necessidade de se propor trabalhos articulados entre as variadas disciplinas, orientados pelos planos de aula que se pretende ensinar; onde "no currículo do Ensino Médio, o estudo das ciências e das humanidades devem ser complementares e não excludentes" ( Parâmetros Curriculares - Ciências Humanas e Suas Tecnologias: Brasília,1999 - Ensino Médio). A inexistência de um plano que compreenda Educação Ambiental no contexto favorece a desarticulação entre conteúdos, disciplinas e cursos; estes com pontos convergentes, norteadores da interdisciplinaridade - fato observado no início desta pesquisa na Escola de Ensino Fundamental Fernando Falcão em Acaraú - Ce. Por isso faz-se necessário um trabalho articulador de conteúdos, envolvendo elementos naturais em volta da Escola como instrumentos importantes para os planejamentos, redescobrindo o papel da Educação capaz de observar problemas e tentar resolvê-los. É importante a apresentação da Lei 9795 de Educação Ambiental, estudo do Código de Posturas, dos Planos Diretores Municipais ou a indagação da ausência desses documentos. As atividades desse projeto devem permitir que seus moradores se importem com os recursos naturais ali existentes e proteja-os. A condição de pobreza deve ser encarada também como um problema ambiental, pois falta entendimento na relação riquezas naturais e pobreza dos indivíduos; as instalações de viveiros de camarões, pesca predatória, degradação dos mangues e ocupações irregulares, constituem elementos para esta pesquisa, ao mesmo tempo em que enriquece alguns. No contato com Docentes das Escolas visitadas percebeu-se a importância da realização de trabalhos "vivos", com resultados bons, que se refletem no envolvimento distante dos foros acadêmicos, que toma forma em ângulos acima do entendimento simplista que busca medidas simples de equilíbrio entre homem e natureza. Trabalho de relatório da pesquisa em fase de elaboração do Mestrado à distância em Gestão e Auditoria Ambiental - FUNIBER – Brasil CONTATO: elopin@terra.com.br

MARIA AUXILIADORA FERREIRA DOS SANTOS

A EDUCAÇÃO AMBIENTAL E OS RESÍDUOS SÓLIDOS NA ESCOLA Resumo: O trabalho destaca aspéctos sobre a implantação da Educação Ambiental em uma escola de Ensino Fundamental na cidade de Fortaleza-CE. Propõe gerar bases específicas ao gerenciamento dos resíduos sólidos na comunidade interna e externa. Surgiu da preocupação com a necessidade de tornar viável um meio de controle do superconsumo, que tanto tem elevado os fatores de degradação ambiental, visto que o MARIA IVONICE DE SOUSA imenso volume de lixo gerado pelo crescente índice populacional vem poluindo a cada VIEIRA dia , e com maior intensidade, as cidades e países. Apresenta como multiplicadores os próprios alunos, os quais mostram-se aptos a mudanças de conceitos e atitudes comportamentais, vislumbrando uma melhor qualidade de vida ambiental. Um dos seus objetivos principais visa sensibilizar a comunidade escolar e suas famílias a realização de práticas e ações destinadas à um desenvolvimento social saudável, equilibrado e sustentável. CONTATO: m.ivonice@ig.com.br

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PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO CEARÁ/PEACE Resumo: A Educação Ambiental,na perspectiva do PEACE, está concebida como um processo contínuo de Educação,visando a construção de uma consciência critica sobre o processo das relações históricas entre a Sociedade e Natureza, capaz de promover a 61. MARIA JOSE DE SOUSA construção de conhecimentos,valores,hábitos e atitudes concernentes a preservação e conservação do meio ambiente.Possui seis linhas de Ações:Capacitação,Ed.Amb.e HOLANDA Mecanismos de Articulação e Mobilização Social,Educação Ambiental e Mecanismos Locais de Gestão dos Recursos Hídricos,Ed.Amb. Comunicação e Arte.Educação Amb.no ensino Formal. CONTATO: maseholanda@hotmail.com

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DISTRITO FEDERAL
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VIVENCIANDO A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA ESCOLA CLASSE GRANJA DO TORTO DE BRASÍLIA / DF Resumo: O Projeto na Escola Classe Granja do Torto surgiu como desdobramento do Projeto Água Como Matriz Eco-Pedagógica, coordenado pela professora Dr.a Vera Lessa Catalão, a partir da necessidade da escola em se estudar a área ambiental. Necessidade esta observada pelo grupo organizador no curso de formação em Educação Ambiental em que estavam presentes professores da mesma. A escola está situada numa área de preservação ambiental próxima ao córrego do Torto. A comunidade escolar é carente de recursos materiais e de pessoal, mas possui uma admirável vontade de aprender. Possui também uma grande área verde onde acontece a parte prática do projeto, na qual nos empenhamos, juntamente com estudantes, professores e funcionários, em revitalizar. Nosso objetivo está centrado na conscientização da comunidade escolar no que tange às questões ambientais. Conscientização necessária para a manutenção da horta e herbário locais, espaço físico da escola, bem como para vivenciar o respeito ao meio ambiente nas práticas sociais das crianças na comunidade. Trabalhamos com todas as turmas da escola do período vespertino (uma turma de pré - escola, uma de segunda série, duas de terceira série e uma de quarta série) totalizando cinco turmas. Comparecemos à ANA CAROLINE FREITAS DE escola uma vez por semana no horário das aulas. As atividades se dão, normalmente, com nosso grupo unido e por turma. Eventualmente, para um melhor andamento das ALMEIDA, BÁRBARA CRISTINA SANTOS DO mesmas, nos dividimos ou juntamos algumas turmas. Discutimos um tema por dia NASCIMENTO, LUANA com atividades teóricas e práticas. Freqüentemente retornamos à temas anteriores CRISTINA ALVES SANTOS e dada a própria comunicação inerente às questões ambientais. Trabalhamos WELLINGTON LEAL DE interdisciplinarmente a partir de conversas com as professoras a respeito do tema que OLIVEIRA estão trabalhando, utilizando-nos destes e elas utilizando-se dos nossos. No segundo semestre de implantação do projeto (primeiro semestre de 2004), observamos, nas avaliações que fizeram acerca das atividades realizadas (horta, herbário, reciclagem com garrafas pet, papel...), o interesse das crianças na continuidade do projeto. Este interesse se manifestou também no pedido de repetição de algumas atividades e na sugestão de outras. Cremos que conscientização para as questões ambientais é um objetivo à ser conquistado a longo prazo e de difícil avaliação. Porém, pequenas mudanças nas atitudes das crianças e dos outros integrantes da escola sobre questões ambientais nos possibilitaram observar a importância de trabalhos de Educação Ambiental com crianças. Essas questões necessitam tanto de atitudes emergenciais práticas como também de conscientização para que não se agravem. Ações que entendemos como interligadas pois, em programas de EA, a medida que há práticas para remediar problemas ambientais, há conscientização para a prevenção desses problemas. Palavras-chave: Prevenção, unidade, interdisciplinaridade. Referências bibliográficas: CAPRA, Fritjof. A Teia da Vida: Uma nova compreensão científica dos seres vivos. São Paulo: Cultrix, 1996. Vera Lessa Catalão. (2002) L’eau comme métaphore éco-pédagogique: Une recherche-action aupré d’une école rurale au Brésil. Tese de Doutorado. Paris, Universitaire Paris 8. 487p. CONTATO: carolfreitas-fe@yahoo.com.br baba_nascimento@yahoo.com.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER AVALIAÇÃO DA PERCEPÇÃO AMBIENTAL: ESTUDO DE CASO DA COMUNIDADE RIBEIRINHA DE UMA MICROBACIA Resumo: Rios são valiosos temas de educação ambiental, pois seu manejo é considerado mais eficaz quando participativo. A cultura de desperdício de água reduz oportunidades de desenvolvimento e amplia problemas sanitários do País. Neste contexto, a EA deve ajudar a descobrir sintomas e causas dos problemas ambientais e desenvolver habilidades necessárias para resolvê-los. Os primeiros passos são investigar as realidades das comunidades, sua percepção ambiental e dos impactos das atividades locais. Resgatar o conhecimento tradicional torna-se importante para esclarecer os processos ambientais. Com objetivo de conhecer a comunidade e sua relação com o Rio Magu (MA), foi realizada investigação da percepção sobre o impacto de atividades na conservação da bacia, para apoiar programas de desenvolvimento sustentado. A microbacia situa-se no nordeste do Maranhão: nasce em Santana do Maranhão, forma a divisa de Água Doce e Araioses, onde tem sua foz, desaguando no Rio Parnaíba. O rio possui águas transparentes, grandes bancos de macrófitas, extensas faixas de palmáceas e pequenas chácaras nas margens. O solo arenoso condiciona uma agricultura itinerante de subsistência (mandioca), complementada pela pecuária extensiva. O assoreamento do leito ameaça a navegabilidade. O estudo de percepção consistiu da aplicação de questionários, por entrevistadores treinados, diretamente aos usuários, mobilizados para atividades de educação ambiental (Araioses, n=93, Água Doce, n=41 e Santana, n=39). Em Água Doce, as entrevistas aconteceram nas residências. Para apoiar o diagnóstico e sensibilização comunitária, foram adotadas atividades educativo-interativas, relacionadas à gestão da bacia: diagnóstico participativo, proteção das margens, e mobilização popular. A escolaridade é diferenciada nos municípios, tendendo ao nível fundamental incompleto, e Araioses ao nível médio. Rotineiramente o consumo, banho e lavagem de roupa ocorrem no leito do rio. Não há tratamento de efluentes ou fossas. Os resíduos sólidos são comumente queimados, porém as formas de descarte sem tratamento somam número maior. Ninguém declarou depositar rejeitos no rio, entretanto estes são observados em todo curso d’água. Lixo destinado a céu aberto, banho de animais no rio e desmatamento das margens foi considerado de alto grau impactante sobre o ecossistema fluvial pela maioria dos entrevistados. Outras atividades foram consideradas impactantes, porém em menor consenso. Água Doce foi menos exigente quanto à gravidade dos impactos. A construção de fossas sanitárias foi considerada prioritária, mas coleta de lixo e recuperação da mata ciliar foram ressaltadas para preservação ou recuperação do Magu. As atividades autodeclaradas mais lesivas à natureza foram sobretudo a atividade na roça, seguida da poluição direta da água e ausência de higiene (destino de lixo e fezes). Alguns afirmaram não prejudicar a natureza. Quanto ao futuro do Rio, o caráter pessimista (“o rio vai fechar”) prevaleceu sobre o otimista. Os resultados evidenciaram baixo desenvolvimento local e bom entendimento do impacto das atividades locais, entretanto, esta percepção não tem sido suficiente para levar ao desenvolvimento sustentado. Esta realidade, para ser alterada, necessita do apoio das instituições locais baseando-se na discussão do quadro de percepção diagnosticado. Palavraschave: Educação ambiental; desenvolvimento sustentado; bacia do rio Magu – MA CONTATO: analoo@ig.com.br; analoo@unb.br

ANA LUIZA RIOS CALDAS e MARIA DO SOCORRO RODRIGUES

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EDUCAÇÃO AMBIENTAL E INICIAÇÃO CIENTÍFICA NO ENSINO MÉDIO ATRAVÉS DO DESENVOLVIMENTO DE PROJETOS Resumo: Em conformidade com a Lei 9.795 de 27/04/1999 que institui a Política nacional de Educação Ambiental foram desenvolvidos no Colégio Galois em BrasíliaDF, nos anos letivos de 2002 e 2003, cursos com duração média de 60 horas para alunos do ensino médio na área de Comportamento Animal e Ecologia de Campo que objetivavam: criar oportunidades para o desenvolvimento de atividades de Iniciação Científica; proporcionar ao aluno a experiência real de atividades realizadas por profissionais da área ambiental, oferecendo assim orientação vocacional; proporcionar a percepção da necessária transversalidade do tema ambiental nas diferentes áreas de conhecimento e produção; favorecer o desenvolvimento de uma compreensão integrada do meio ambiente em suas múltiplas relações; viabilizar o fortalecimento da cidadania através de valores como a diversidade e o desenvolvimento sustentável. As turmas eram formadas conforme a procura e o interesse tendo um mínimo de 5 e máximo de 16 alunos com idade média de 16 anos. Cada atividade era acompanhada por professores relacionados às áreas de Biologia, Psicologia e Geologia. No decorrer BRUNO ALTOÉ DUAR, dos cursos, foram ministradas aulas teóricas e práticas no próprio colégio e em CAROLINA CONCEIÇÃO campo, onde os alunos desenvolveram pesquisas de iniciação científica abordando PRADO e HÉLDER BATISTA como tema aspectos ecológicos ou comportamentais dos seres vivos, bem como temas socioambientais. Para isto, os alunos delimitaram seus objetos de pesquisa, formularam hipóteses sobre estes, construíram uma metodologia nos padrões e rigor científicos supervisionados pelos professores responsáveis e foram a campo para corroborar ou refutar suas hipóteses. Para a finalização destes projetos, os trabalhos dos alunos foram apresentados na forma de painéis em simpósios, onde cada aluno expôs sua pesquisa para a comunidade e participou de exposições e debates com pesquisadores convidados. O desenvolvimento de projetos de iniciação à pesquisa mostra-se de fundamental importância para a consolidação de modelos pedagógicos de democratização da ciência realmente comprometidos com a formação de futuros profissionais com uma sólida formação geral e visão crítica para que possam apropriar-se dos conhecimentos e interferir em seus processos de educação e trabalho. O contato do grupo de alunos com o ambiente externo aos muros das escolas permite um confronto crítico e criador dos conteúdos com a realidade, gerando movimentos de libertação e atividades em prol de transformações. CONTATO: bruno.duar@mma.gov.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER GÊNERO E MEIO AMBIENTE Resumo: A educação ambiental, vista como a busca de compreensão das complexas relações sociais, políticas, econômicas e históricas, evidencia na comunidade de São João d’Aliança que as relações entre homens e mulheres sugerem que o conceito de gênero associado ao de meio ambiente podem permitir um importante avanço na compreensão de características culturais e de vida no cerrado. A discussão de gênero na comunidade não reconhece o trabalho da mulher na roça, e ainda que os espaços de trabalho masculino e feminino mostrem certa mobilidade, em muito se distinguem, evidenciando que apenas a associação com a geração de renda é considerada trabalho. A Organização Mulheres das Águas e a Universidade de Brasília – UnB, com o apoio da CAMARA – Centro de Apoio para Sociedades Sustentáveis encontram espaço metodológico para promover a discussão do gênero e o levantamento de aspectos culturais por meio da música e do teatro, em oficinas mensais, em que o exercício da cidadania parte de uma roteirização e de uma representação em um espaço seguro para a realidade social dos sujeitos envolvidos. O inicial apelo pela igualdade de gênero cede lugar à eqüidade do respeito à diferença, e os direitos individuais exigidos por membros da comunidade encontram espaço para confronto e defronto com os difusos e coletivos. É nessa perspectiva de educação ambiental para uma sustentabilidade que reflita, questione e promova mudanças na realidade social que a comunidade, sobretudo os jovens, é levada a dar valor à diversidade das formas de conhecer, a uma identificação com a própria herança cultural e à sua valorização com um diálogo que é promovido pela cultura local e a global. E no encontro dialógico da expressão do corpo com a da ficção que a musicalidade se faz presente para o estado de alcance de uma unidade mais profunda com a natureza, ou seja, uma integração entre a realidade vivenciada e a constituição do real como totalidade. São as partes e o todo em um processo sinfônico em que o respeito à outridade faz o sentido das ações individuais e grupais. É cada um fazendo a sua parte para um todo harmônico. E os gêneros distintos, em uma expressão que foi histórica, social e culturalmente construída, habitam o mesmo espaço, com distinções e disputas, mas sobretudo com negociação e compreensão do que representa o seu papel e o papel do outro no produto coletivo, na sociedade. CONTATO: carmyra.batista@conte.pro.br

CARMYRA OLIVEIRA BATISTA

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER EDUCAÇÃO PARA A CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE: REFLEXÕES SOBRE O PAPEL DOS CIENTISTAS Resumo: A falta de conhecimento dos aspectos científicos e culturais associados ao patrimônio natural e cultural constitui uma das sérias ameaças à biodiversidade. Percebe-se, por outro lado, que o avanço do conhecimento científico nem sempre vem acompanhado de ações efetivas que contribuam para a conservação e uso sustentável da diversidade biológica. Uma das razões para esse descompasso pode estar associada à falta de instrumentos que incentivem a participação dos que produzem conhecimento no subsídio à conservação, especialmente no que se refere ao processo de tornar disponível informação ambiental de qualidade, dessa forma contribuindo para assegurar os direitos da sociedade à informação e à participação em matéria de meio ambiente. Denota-se, contudo, que a participação dos cientistas em atividades de educação para a conservação ambiental já encontra respaldo na Política Nacional de Educação Ambiental (Lei no. 9.795/1999), que, entre outros objetivos, almeja favorecer uma compreensão integrada do meio ambiente, incluindo aspectos ecológicos e científicos, bem como busca a garantia de democratização das informações ambientais e o fortalecimento da integração da educação ambiental com a ciência e a tecnologia. Também na referida lei consta, entre as linhas de atuação previstas, a produção e divulgação de material educativo, bem como a capacitação de recursos humanos incorporando a dimensão ambiental, para educadores de todos os níveis e modalidades de ensino, bem como ações de estudos, pesquisas e experimentações voltadas para subsidiar tais linhas de ação. A Política Nacional de Diversidade Biológica (Decreto no. 4.339/2002), por sua vez, entre seus componentes, incentiva a educação, sensibilização pública, informação e divulgação sobre biodiversidade, com diretrizes que podem ter a contribuição dos cientistas para o alcance de seus objetivos, como a diretriz que incentiva a incorporação de temas relativos à conservação, à utilização sustentável e à gestão da biodiversidade na educação. Sendo assim, acredita-se que existam subsídios consistentes que destacam a responsabilidade ambiental dos cientistas, abrem possibilidades de acréscimo de dimensões humanas na formação do pesquisador e conduzem a considerar, com grande relevância, o aprimoramento de instrumentos que incentivem a participação dos cientistas no processo de divulgação científica, troca de informações e conscientização pública. Entre esses instrumentos, propõe-se a discussão de ações de fomento à pesquisa em educação para a conservação da diversidade biológica, por exemplo, por meio de indução de linhas de pesquisa integradas, bem como o acréscimo de pontuação nos critérios de julgamento de projetos de pesquisas cientificas, tecnológicas e de inovação, em meio ambiente, que promovam atividades de educação e divulgação do conhecimento para a conservação da biodiversidade. As palavras-chave, que são: divulgação científica, informação ambiental,conservação CONTATO: oliveira@cnpq.br

DENISE DE OLIVEIRA

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PROGRAMA DE FORMAÇÃO DE EDUCADORAS E EDUCADORES AMBIENTAIS Resumo: O desafio de construir uma sociedade brasileira educando para a sustentabilidade envolve a promoção de mudanças que percolem o cotidiano de todos os indivíduos. Nesse sentido, a concepção pedagógica da educação ambiental assumida pela DEA/MMA objetiva a articulação sinérgica das ações educativas voltadas à qualidade de vida e do ambiente, potencializando o papel da educação para as mudanças culturais e sociais de transição societária rumo à sustentabilidade. Os objetivos do Programa de Formação de Educadores(as) Ambientais são: i)apoiar e estimular processos que contribuam na formação de educadores(as) ambientais; ii)fortalecer as instituições e seus sujeitos sociais para atuarem de forma autônoma e crítica em processos formativos; iii)incentivar processos educativos que possibilitem uma transformação ética e política por intermédio da ação individual e coletiva; iv)estimular e fortalecer a potência de ação nos diversos atores e grupos sociais; v)contribuir na estruturação de uma rede de parceiros para formação de educadores(as) ambientais. Este programa consiste na potencialização de processos de formação, por intermédio do estabelecimento de articulações entre instituições que atuam com atividades de caráter pedagógico, fomentando uma dinâmica nacional contínua de Formação de Educadores(as) Ambientais, a partir de diferentes contextos. Entendemos estes contextos como sendo as diversas segmentações possíveis da sociedade brasileira (biomas, bacias, estados, regiões, municípios, segmentos sociais) de tal modo que possamos alcançar toda população brasileira. O desenvolvimento e a sustentabilidade do processo, em cada contexto, dá-se em 4 grandes movimentos: 1)estabelecimento das parcerias; 2)socialização, apropriação e detalhamento DIRETORIA DE EDUCAÇÃO contextualizado da proposta; 3)formação dos Formadores de Educadores(as) AMBIENTAL DO MINISTÉRIO Ambientais; 4)constituição de um Observatório dos Processos Formadores capaz de DO MEIO AMBIENTE avaliar e alimentar continuamente estes processos. Para que o Programa de Formação seja amplo, democrático e efetivo desenvolvemos uma Arquitetura de Capilaridade para garantir que os processos e articulações percolem todo o tecido social. Esta arquitetura é planejada em cada contexto para propiciar o trabalho com Pesquisa Ação Participativa (PAP), onde grupos articulados seguem a mesma proposta metodológica. O primeiro grupo é a própria equipe da DEA (PAP1), o segundo é composto pelos profissionais das instituições parceiras (PAP2), o terceiro pelos Formadores de Educadores(as) Ambientais (PAP3) e o quarto pelos Educadores(as) Ambientais (PAP4). Para fortalecer e contemplar inúmeras possibilidades educacionais desenvolvemos uma estratégia pedagógica e metodológica composta por quatro processos educacionais (educação em larga escala; em Foros e Coletivos; através de espaços ou estruturas educadoras; Educação de Formadores de Educadores(as) Ambientais). Estes processos são transversalizados por três eixos formadores: acesso a conteúdos e processos formadores através de Cardápios; constituição e participação em Comunidades Interpretativas de Aprendizagem; e a elaboração, implementação e avaliação de Intervenções Educacionais como Práxis Pedagógica. Para potencializar o acesso ao processo e proporcionar uma diversidade de linguagens de diálogo, são integradas três modalidades de ensino/aprendizagem: educação presencial, à distância e difusa. O papel assumido pela DEA (PAP1) é apoiar e subsidiar de modo efetivo a formação e as atividades das instituições de cada contexto (PAP2), sistematizar e disponibilizar informações sobre processos formadores. CONTATO: bruno.duar@mma.gov.br

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MUNICÍPIOS EDUCADORES SUSTENTÁVEIS Resumo: O Programa Municípios Educadores Sustentáveis, promovido pela Diretoria de Educação Ambiental (DEA) do Ministério do Meio Ambiente, visa trabalhar com conjuntos de municípios que queiram implantar um projeto municipal, com orientação regional, que acrescente e fortaleça o componente educacional na promoção de ações voltadas à sustentabilidade e à gestão ambiental participativa. A perspectiva é que os espaços (já existentes ou a serem criados) para coordenação ou execução de ações para sustentabilidade e de gestão municipal tenham um caráter fortemente educacional. Nesses espaços os participantes (poder público e sociedade) discutem princípios e valores, e trabalham de forma conjunta. Subsidiando e articulando todo o DIRETORIA DE EDUCAÇÃO processo é oferecido um Programa de Formação de Educadores Ambientais, AMBIENTAL DO MINISTÉRIO executado em parceria com instituições regionais. O processo de formação visa DO MEIO AMBIENTE formar formadores que criarão comunidades de aprendizagem, a fim de formar outros educadores e promover a capilarização do processo. Cada município se compromete com o Programa por meio de um Termo de Adesão e realiza um diagnóstico participativo que será um dos parâmetros para o estabelecimento de indicadores de avaliação. O próximo passo é trabalhar na construção do Projeto Local, de acordo com as recomendações e deliberações do Foro Regional Deliberativo. Este é também o responsável pelo monitoramento do Programa, para cada conjunto de municípios e é composto por representantes dos municípios envolvidos e dos principais parceiros. Compete ao Foro estabelecer os indicadores que levarão cada município a receber o título de Município Educador Sustentável. CONTATO: nina.laranjeira@mma.gov.br

DIRETORIA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE

VAMOS CUIDAR DO BIOMA Resumo: O desafio de construir uma sociedade brasileira educadora para a sustentabilidade envolve a promoção de mudanças que percolem o cotidiano de todos os brasileiros. O Projeto “Vamos Cuidar doBrasil: Bioma Cerrado” é um dos desdobramentos da Conferência Nacional do Meio Ambiente, cujo lema foi “Vamos Cuidar do Brasil”, que se inicia pioneiramente no Bioma Cerrado. Seu objetivo é imprimir na agenda brasileira um modo de “Cuidar do Brasil” que, por meio de processos educacionais articulados estimulem, potencializem e integrem pessoas e instituições, segundo uma perspectiva de protagonismo socioambiental sustentável. Esta iniciativa é executada por meio de aproximações entre instituições e entre ações já em curso e outras a serem incentivadas, no sentido de articular, aprimorar, formular, implementar e avaliar processos educacionais que trabalhem o trinômio cultura, ambiente e tecnologia, e o poder material e simbólico dos elementos dos Biomas na manutenção da vida em todo o seu ciclo, tendo dentre suas ações pedagógicas a conservação, a reabilitação e o cultivo da flora nativa dos Biomas. Na perspectiva de abranger o conjunto das populações por Bioma, e seus contextos sociais, culturais, políticos, espaciais, ambientais e econômicos, e em sinergia com o projeto de Formação de Educadores Ambientais do Ministério do Meio Ambiente, compartilha-se de uma cuidadosa arquitetura de capilaridade e um conjunto de 4 processos educacionais, 3 eixos formadores e 3 modalidades de ensino, que chamamos metaforicamente de estratégia 4-3-3 (em alusão às conhecidas táticas de futebol). Os 4 processos educacionais são: i) educação em larga escala; ii) educação por meio de espaços ou estruturas educadoras; iii) educação em foros e coletivos; e iv) educação de quadros formadores. Os 3 eixos formadores são: i) o acesso a conteúdos e processos formadores através de Cardápios; ii) a constituição e participação em comunidades interpretativas de aprendizagem; e iii) a elaboração, implementação e avaliação de intervenções educacionais de melhoria socioambiental como práxis pedagógica. E as 3 modalidades de ensino/aprendizagem são: i) educação presencial; ii) educação à distância; e iii) educação difusa. CONTATO: nina.laranjeira@mma.gov.br

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O COMPONENTE DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO PROGRAMA DE REVITALIZAÇÃO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO SÃO FRANCISCO. Resumo: Entende-se por revitalização a recuperação, conservação e preservação ambiental por meio da implementação de ações que promovam o uso sustentável dos recursos naturais, a melhoria das condições sócio-ambientais da bacia e o aumento da quantidade e a melhoria da qualidade da água para usos múltiplos. Até 2002 as ações na Bacia Hidrográfica do Rio S.Francisco eram feitas através do Projeto de Conservação e Revitalização, instituído por Decreto Presidencial de 05/06/2001. Em 2003, uma das primeiras ações listadas na agenda estratégica do Ministério do Meio Ambiente foi inseri-lo como Programa, incluindo-o no Plano Plurianual do Governo Federal para 2004-2007, com recursos financeiros destinados para a Bacia do S.Francisco e outras bacias com vulnerabilidade ambiental. A agenda do Programa iniciou-se com a formação de um Grupo de Trabalho, incluindo representantes do MI, MMA, ANA e IBAMA com o objetivo de ampliar o espaço de articulação interna e promover o diálogo com o Comitê de Bacia do Rio São Francisco e outros Ministérios, a fim de delinear as bases do Programa. Esse grupo iniciou a elaboração das diretrizes, sendo que a versão preliminar foi levada para discussão através de oficinas temáticas. A nível federal essas aconteceram com a participação de representantes do MMA e vinculadas e outros órgãos governamentais nas cidades de Brasília-DF, Maceió/AL, Belo Horizonte/MG, Pirapora/MG, Juazeiro/BA e Ibotirama/BA com a participação de outros atores estaduais e municipais, governamentais e ONG´s. O Programa é estruturado em cinco linhas de ação: I. Gestão e Monitoramento; II. Agenda Sócio-ambiental; III. Proteção e Uso Sustentável dos Recursos Naturais; IV. Qualidade e Saneamento ambiental; V.Economia Sustentável. Na linha de ação DIRETORIA DE EDUCAÇÃO Agenda Sócio-ambiental foram propostos quatro componentes: Educação Ambiental, AMBIENTAL DO MINISTÉRIO Cultura, Agenda 21 e Fortalecimento Institucional. Apesar de apresentar um DO MEIO AMBIENTE componente específico para a Educação Ambiental o Programa assume em conformidade com a Lei 9.795 de 1999 a transversalidade do tema nas outras linhas e componentes. No componente específico de EA, após agenda de apresentação e oficinas ao longo da bacia e convergências com o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, foram delimitados três objetivos gerais: implementar e desenvolver processos educativos integrados voltados à conscientização ecológica e política das populações da bacia; implementar a disseminação do Programa Nacional de EA na bacia; e estimular ações de educação ambiental na Bacia que priorizem a cultura local como ferramenta pedagógica. No campo de atividades foram delimitados dois pontos: desenvolvimento e implementação de programas e ações de EA que contribuam para a participação social coletiva na melhoria das condições sócio-ambientais da bacia; e articulação e integração das ações de EA, com a construção e formação das Agendas 21 Locais, com a estruturação de campanhas de comunicação, com o fortalecimento interinstitucional, com os aspectos sócio-culturais da Bacia e com a capacitação dos atores sociais. Entre as ações propostas para implementação do componente de educação ambiental destacam-se as seguintes: apoio à implementação de barcos escolas e comissões locais de meio ambiente; apoio à formação de agentes multiplicadores de sustentabilidade ambiental; implementação de mecanismos itinerantes de ações integradas educacionais e culturais na bacia; apoio e estímulo de ações de EA nos Pólos de Ecoturismo do SF, implantação de centros de referência em EA. O componente de EA relacionado ao programa está sendo implementado em consonância com o Programa de Formação de Formadores, com o Conceito de Município Educador Sustentável e a implantação de Salas Verdes da Diretoria de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente. CONTATO: educambiental@mma.gov.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER PROJETO SALA VERDE Resumo: O projeto Sala Verde emergiu no Ministério do Meio Ambiente no ano 2000, impulsionado pela demanda por materiais, publicações e informações ambientais, vinda de diversas organizações públicas (prefeituras sobretudo) e privadas (associação, ONGs, dentre outras). Incentiva-se que estas organizações transformassem espaços já existentes (ociosos, com outra utilização, ampliação) em “Salas Verdes”, que seriam como “Bibliotecas ambientais locais”, as quais receberiam com certa freqüência publicações e informações do MMA, as quais estariam acessíveis à comunidade local. Recentemente o projeto foi reformulado, e passou a contemplar, além da dimensão do acesso a informação, a questão educacional presente, explícita ou implicitamente, em cada um destes espaços, por meio da solicitação de um Projeto Político Pedagógico para as novas “Salas Verdes” a serem implantadas. Ou seja, assumiu-se com maior ênfase que estes espaços são potenciais Centros de Educação Ambiental, e que, portanto, devem apresentar como foco de sua atuação ações de Educação Ambiental, cabendo a cada iniciativa, definir, delimitar e detalhar estas ações. Qualquer organização pode participar do projeto, para tanto, devendo encaminhar proposta seguindo o escopo exposto em Manual Orientador. Este é o mecanismo principal para participar do projeto. Há também outra maneira, que é viabilizada através de parcerias, através das quais implementa-se diversas Salas Verdes. O Brasil dispõe atualmente de uma Rede de pouco mais de 100 Salas Verdes, espalhadas pelo país, e pretende-se ampliá-la gradativamente. Entende-se que esta Rede deve estar articulada no âmbito da Rede Brasileira de Centros de Educação Ambiental – Rede CEAs, por se tratarem de iniciativas análogas. CONTATO: fabio.deboni@mma.gov.br

FÁBIO DEBONI DA SILVA

FRANCISCO DE ASSIS PÓVOAS PEREIRA, LUCIMAR CONCEIÇÃO DO NASCIMENTO, e LEILA APARECIDA DO NASCIMENTO VALADÃO

LIXO E CIDADANIA: A CONSTRUÇÃO A PARTIR DA ORGANIZAÇÃO Resumo: O trabalho tem como objetivo apresentar uma alternativa aos catadores de lixo de Valparaíso de Goiás. Nesta perspectiva, conceitua lixo (ou resíduos sólidos), sua destinação final e o aumento da sua produção na sociedade contemporânea. Considera a problemática do lixo enfocando a situação vivida pelos catadores nos lixões, especificamente os do município de Valparaíso de Goiás, a partir do entendimento da realidade histórica e sócio-econômica do Município, com ênfase para a questão do lixo. Apresenta uma alternativa que está diretamente ligada a organização deles, tomando como exemplo a Cooperativa de Catadores “100 Dimensão”, localizada no Riacho Fundo II, cidade satélite do Distrito Federal. O trabalho propõe uma organização similar aos catadores do município goiano, cuja base é o Cooperativismo e a Educação Ambiental. A “100 Dimensão” visa propiciar melhores condições de trabalho e de vida aos seus cooperados, buscando aumentar sua renda a partir do trabalho que realizam, pautado, fundamentalmente, nos princípios cooperativistas e no Desenvolvimento Sustentável. 1-Francisco (UFT-NGPI);2- Lucimar (SEDUC/GDF) e 3-Leila (TJ/DF) CONTATO: povoas@uft.edu.br

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REVITALIZAÇÃO DO RIBEIRÃO SANTA MARIA Resumo: O Ribeirão Santa Maria, localizado no trecho que compreende as cidades de Santa Maria no DF, Valparaíso e Novo Gama em GO, apresenta diversas alterações decorrentes da ação humana , como desmatamento, uso e ocupação indevida do solo, urbanização e poluição dos recursos hídricos. Isso tem gerado sérios prejuízos ambientais, sociais e econômicos à comunidade local. Nesse sentido, a UnB em acordo com o Ministério Público, está desenvolvendo o projeto Revitalização do Ribeirão Santa Maria, que visa promover a recomposição da mata ciliar e de galeria ao longo do ribeirão e a sensibilização da população local quanto ao problema existente. Para o melhor alcance dos objetivos do projeto, está sendo promovido o Curso de Capacitação de professores em Educação Ambiental, que visa estabelecer o GRUPOS PET/UNB compromisso e a ação junto à comunidade na construção da cidadania. O curso será (PEDAGOGIA, SOCIOLOGIA, desenvolvido por meio de oficinas pedagógicas, nas quais os participantes terão a SERVIÇO SOCIAL, QUÍMICA oportunidade de construir seus conhecimentos, analisar a realidade local, trocar e BIOLOGIA) experiências e exercitar princípios pedagógicos. O projeto, que conta com o apoio da Prefeitura do Novo Gama e organizações como a SERPAJUS, FAMOG, GTRA e grupos PET-UnB (Pedagogia, Serviço Social, Biologia, Sociologia, Química), com o intuito de alcançar os objetivos propostos, busca implantar viveiros comunitários; revitalizar a mata ciliar do Ribeirão e desenvolver outras ações de caráter comunitário e escolar que resultem em melhores condições de vida para a população local e maior consciência no uso e conservação dos recursos naturais. Todo o processo será iniciado por um diagnóstico rápido comunitário e este é o fio condutor de ações coletivas cujo registro será feito por meio de ecomapeamento. Professora coordenadora do projeto: Profª Leila Chalub Martins - Faculdade de Educação/UnB CONTATO: silvinhadf@yahoo.com.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER EDUCAÇÃO AMBIENTAL: UMA EXPERIENCIA NUMA ESCOLA RIBEIRINHA Resumo: Nossa ação foi na Escola JK, localizada no condomínio Mestre D’armas que fica em Planaltina.Essa comunidade faz fronteira com a Estação Ecológica de Águas Emendadas e nela passa o córrego Mestre D’armas, que nasce na Estação. Dentro da escola se desenvolveu um trabalho de educação ambiental a partir de uma parceria com professores que fizeram o curso de formação pelo projeto Água como Matriz Ecopedagógica e estudantes da Universidade de Brasília. O trabalho é baseado nos temas transversais e tem a intenção de atingir a escola em sua totalidade, com desdobramentos na comunidade do seu entorno. A partir da avaliação de trabalhos já realizados dentro da escola JK, em anos anteriores , percebemos a necessidade de dar continuidade ao processo de envolvimento de estudantes e professores com as questões ambientais. Neste ano de 2004 , foi possível estruturar uma equipe composta por professores da escola e alunos de graduação da UnB.Essa equipe resolveu em comum acordo trabalhar a partir de três vertentes e atendendo a grupos de estudantes das três séries iniciais do ensino fundamental.A proposta foi realizar encontros quinzenais entre essa equipe e os estudantes, em horário contrario as aulas, onde serão trabalhados os temas que foram escolhidos previamente pela equipe.A divisão de temas pelas séries ficou assim: 1ª série – Minhocário, 2ª série – Compostagem e 3ª série – Monitoramento do replantio da mata ciliar do córrego.Além dos encontros quinzenais, houve a continuidade do processo no dia a dia da escola, sempre orientado por algum integrante da equipe. Como objetivo geral temos a intenção de despertar a consciência ambiental planetária; sabemos que para alcançarmos isso precisamos agir nas bases, portanto é partindo do despertar da realidade local que nascerá em cada uma dos participantes do trabalho o sentimento de pertencimento e cuidado com o que está ao redor e assim poder melhorar a qualidade de vida de toda comunidade. A dinâmica de trabalho dos grupos foi independente, ou seja cada um desenvolveu as atividades de acordo com os objetivos específicos que cada grupo desejava alcançar, porém isso não impediu que os grupos se relacionassem e trocassem experiências entre si.O que o trabalho dos grupos teve em comum a produção de um produto final.A culminância foi com exposição e apresentação dos produtos finais de cada um dos grupos, onde toda comunidade escolar foi convidada a assistir. * Professora orientadora. CONTATO: ciganda@terra.com.br

JANAINA MOURÃO DE CIGANDA, RENATA DAYANA DE OLIVEIRA, RADSON LIMA VILA VERDE, IGOR ALISSON DE OLIVEIRA e VERA LESSA CATALAO

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER ORQUÍDEAS NO CERRADO Resumo: Das inúmeras maneiras de a educação ambiental abordar a ética com as comunidades que se situam nos arredores das cidades grandes, a pesquisa-ação Orquídeas no Cerrado objetiva por meio da compreensão dos processos de cultivo e reprodução de diversas espécies de orquídeas por sementeiras e “in vitro” a mudança da relação do meio humano com o meio natural. O processo gera o confronto entre o cultivo lícito por meio da reprodução simbiótica e assimbiótica e o extrativismo ilícito, ou seja, entre o trabalho produtivo com a multiplicação de espécies e a extração de plantas nativas que, na maior parte das vezes, padecem por não conseguirem se adaptar ao novo espaço de cativeiro, mas que faz parte do paradigma que aprendeu a hiper explorar os recursos do meio natural para conseguir sobreviver no dia-a-dia, ou para satisfazer seus desejos. As comunidades de São João d’Aliança - GO e dos arredores rurais habitam local privilegiado em termos de recursos naturais, pois se situam na entrada da Chapada dos Veadeiros, distantes 170 km de Brasília, em contato direto com uma diversidade de espécies de orquídeas, e a conscientização da preservação do ambiente natural vem por meio do contato entre a lógica da morte provocada pelo extrativismo e a lógica da vida da reprodução promovida pelas mãos do homem a espécies que, inclusive, já se encontram extintas no ambiente natural, oportunizando reflexões sobre a própria vida dos membros da comunidade, adotando a autonomia como o exercício responsável da liberdade que é inerente ao ser humano. A duração de um ano de trabalho, distribuídos em encontros mensais, de quatro horas cada, tem o objetivo de consolidação de novas posturas comportamentais ao mesmo tempo em que permite o acompanhamento de todo o ciclo de dormência, desenvolvimento, florescência e reprodução de diversas espécies em um ciclo ininterrupto. Adota-se um processo dialógico entre o conhecimento comum e o científico, em que o respeito aos termos técnicos possibilita pesquisa de habitat e a distinção entre o natural da região e o exótico. A observação das espécies para reconhecimento e classificação também se faz presente e indispensável ao processo. O registro de dados é feito por filmagem para contraste das expressões de concepções e representações sociais. A avaliação do grupo de encontros 2003/2004 já evidencia a mudança da relação dos membros do grupo com o meio natural e iniciativas de cultivo e de produção de mudas, coletivamente, com rígido controle de procedência de espécies, gerando a possibilidade de renda com a produção de plantas exóticas e a restituição de plantas da mesma espécie que as nativas no reflorestamento das margens do Rio das Brancas. Orquídeas no Cerrado é uma realização do Projeto Mulheres das Águas: O Cerrado de Pé e uma parceria da Organização Mulheres das Águas e a Universidade de Brasília – UnB, com o apoio da CAMARÁ – Centro de Apoio para Sociedades Sustentáveis. CONTATO: lucio.batista@conte.pro.br

LUCIO JOSE CARLOS BATISTA

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO CONTEXTO DA REFORMA AGRÁRIA: EXPERIÊNCIAS DO MST Resumo: O trabalho enfoca o processo dialógico na construção de propostas políticopedagógicas referentes à prática da educação ambiental(EA) em assentamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra(MST), processo que inspira-se em matizes culturais conferindo especificidades a esses assentamentos. A construção social aborda contradições contemporâneas do contexto da reforma agrária(RA) brasileira, cujas práticas coletivas e cotidianas, símbolos, ritos, resistências e valores historicamente fundantes desse movimento social, desafiam homogeneizações econômico-políticas da globalização. A Educação ambiental, potencializada pela educação popular é um ato político cuja vocação é a formação de sujeitos políticos, agindo e intervindo criticamente na sociedade. Nos assentamentos objetos dessa pesquisa, a prática de educação ambiental materializa-se à partir dos processos organizativos/educativos, seja na escola, na organização da produção, no embelezamento dos assentamentos, na formação política e de opinião, assim como na participação sócio-cultural de desenhos de vida. O estudo desses processos e a experiência acumulada na vivência desses desenhos dialógicos relevam, também, da Etnoecologia ao considerar-se o processo dialógico como construção de propostas político-pedagógicas. Resultados preliminares indicam a incorporação de princípios filosóficos, pedagógicos da educação popular na formulação da metodologia e das práticas de “fazer e pensar” a educação ambiental em assentamentos do MST. Contudo, a experiência em construção revela-se contraditória e envolvida em um processo permanente de rupturas. Há, portanto, um escopo variado e diverso de entendimentos de educação ambiental no MST. CONTATO: marcileiv@uol.com.br

MARCILEI ANDREA PEZENATTO VIGNATT e PAULO RICARDO DA ROCHA ARAUJO

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER SISTEMA BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO SOBRE EDUCAÇÃO AMBIENTAL – SIBEA Resumo: Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental educambiental@mma.gov.br , o SIBEA (Sistema Brasileiro de Informações sobre Educação Ambiental) é um sistema público de informações que se constitui num importante instrumento de interação entre educadores e educadoras ambientais e destes com o Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental. Sua missão é gerir informações sobre educação ambiental permitindo, de acordo com a Política Nacional de Educação Ambiental o planejamento, a promoção, a coordenação e a difusão de ações educacionais em benefício da sociedade. Enquanto integrantes do Órgão Gestor a Diretoria de Educação Ambiental/MMA e a Coordenação Geral de Educação Ambiental/MEC estão voltadas ao fortalecimento do SIBEA, tendo no apoio e estabelecimento de parcerias uma de suas principais estratégias. Neste âmbito, a participação de coletivos representantes da sociedade, tais como as Redes de Educação ambiental é um ponto chave, sendo que já são parceiras do sistema a REBEA (Rede Brasileira de Educação Ambiental), REPEA (Rede Paulista de educação Ambiental), ReaSUL (Rede Sul Brasileira de Educação Ambiental), Rede Aguapé, RAEA (Rede Acreana de Educação Ambiental), FURG (Fundação Universidade de Rio Grande), RUPEA (Rede Universitária de Programas de Educação Ambiental), Centro de Informação e Documentação - CID/MMA e Fundo Nacional do Meio Ambiente – FNMA/MMA Como sistema público e instrumento do Órgão Gestor, o SIBEA possui no Grupo de Trabalho SIBEA dentro do Comitê Assessor deste órgão um espaço próprio para as reflexões e apontamentos sobre sua gestão. Além da estrutura de banco de dados, que permite o cadastro e pesquisa de informações ligadas a educação ambiental, atualmente o sistema disponibiliza espaços par consulta e transferências de arquivos, salas virtuais para interação e trabalhos a distância. O sistema de suporte ao processo de Consulta Pública do ProNEA e o Sistema de Cadastro e Gerenciamento de Atividades para o V Fórum Brasileiro de Educação Ambiental são também integrantes do SIBEA. A integração e expansão das parcerias e das funcionalidades que o SIBEA oferece a educadores a educadoras ambientais de todo país, é uma constante busca da coordenação executiva deste sistema. CONTATO: sibea@mma.gov.br

ÓRGÃO GESTOR DA POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL/ SISTEMA BRASILEIRO DE INFORMAÇÂO AMBIENTALSIBEA

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER PROGRAMA DE ENRAIZAMENTO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO BRASIL Resumo: PROGRAMA DE ENRAIZAMENTO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO BRASIL Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental (educambiental@mma.gov.br) Em decorrência do 1o Encontro Governamental Nacional sobre Políticas Públicas de Educação Ambiental, realizado em Goiânia-GO, em abril de 2004, e que gerou o documento denominado “Compromisso de Goiânia”, o Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental está realizando uma nova etapa do processo de fomento da educação ambiental nas unidades federativas. A iniciativa “Articular, fortalecer e enraizar a Educação Ambiental para um Brasil de todos” consiste no estabelecimento, entre outros pontos, de encontros em todos os Estados brasileiros, com técnicos do Ministério da Educação e do Ministério do Meio Ambiente, visando estabelecer diálogos com os educadores e educadoras ambientais locais, na perspectiva da promoção de novos encontros que permitam a aglutinação de esforços para fortalecer a educação ambiental por todo o país. A proposta consiste na instauração ou potencialização de articulações entre todos os segmentos que trabalham com a educação ambiental, tendo como horizonte o fomento e a organicidade das atividades, por intermédio de várias perspectivas integradas: intercâmbio de informações, experiências e iniciativas; estabelecimento de parcerias e articulações institucionais; planejamento participativo do Programa Nacional de Educação ambiental; fortalecimento ou criação das Comissões Interinstitucionais Estaduais de Educação Ambiental; criação ou consolidação das Redes de Educação Ambiental; fomento à Política e Programa Estadual de Educação Ambiental; divulgação do Compromisso de Goiânia; e disponibilização das Salas Virtuais no SIBEA para cada unidade federativa. Os primeiros encontros estão sendo marcados pela oportunidade de diálogo com esferas governamentais federais, estaduais e municipais e a sociedade civil. Como uma das primeiras metas do processo destacase a proposta de construção ou reconstrução de uma Comissão Estadual Interinstitucional de Educação Ambiental com paridade representativa entre governo e sociedade civil, caráter democrático, consultivo e deliberativo na sua área de competência. Vale lembrar que compete a essa comissão propor políticas públicas para educação ambiental no estado e manter diálogo constante com o Conselho Estadual de Meio Ambiente, entre outros pontos. Não seria exagero afirmar que a educação ambiental brasileira vive atualmente um grande momento em sua história. A promoção da articulação institucional entre todos os segmentos e setores que trabalham com a educação ambiental, e a consolidação da esfera pública para o planejamento e a gestão da política de educação ambiental, em sintonia com os anseios de redemocratização da sociedade brasileira, são movimentos que dependem da participação de cada um dos educadores ambientais para enraizar definitivamente a educação ambiental no país. CONTATO: educambiental@mma.gov.br

ÓRGÃO GESTOR DA POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

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PERCEPÇÃO DOS ALUNOS DE ENSINO MÉDIO SOBRE EDUCAÇÃO AMBIENTAL. Resumo: A preocupação com o meio ambiente é um tema que vem sendo debatido com ênfase nos últimos anos. O debate sobre o que podemos fazer para ajudar na recuperação de áreas degradadas, como reciclar o lixo, evitar queimadas, desflorestamentos e outros problemas que envolvem a degradação ambiental está em alta na sociedade. A mídia impressa e em geral tenta informar a comunidade dos problemas relacionados com o desenvolvimento desordenado de uma população. Recentemente nos cinemas tivemos um filme de grande impacto, “O dia depois de amanhã”, que mostrou as conseqüências do efeito estufa e o aquecimento global. Com tudo isso, os estudantes vêm levantando em sala de aula estes assuntos para debate com seus professores e vice-versa. Realizou-se uma pesquisa nas escolas de ensino médio particular e do governo na cidade do Gama/DF a fim de verificar qual seria, de fato, a percepção dos alunos sobre Educação Ambiental. Foram entrevistados 60 alunos através de questionário escrito. Em primeiro ponto observouse que nas escolas do governo tem em sua grade curricular uma disciplina chamada Meio Ambiente. As escolas particulares não possuem esta disciplina específica, mas trabalham leitura relacionada ao tema. Os alunos das escolas públicas, 80%, entendem que a Educação Ambiental está relacionada à preservação da natureza, PATRÍCIA DE FÁTIMA PIRES como evitar desperdício de água e luz, tipos de lixo (vidro, papel, orgânico) que podem DE ALCÂNTARA, ser reciclados e função social de repassar esses conhecimentos. Os 20% restantes JAQUELINE TITO e RAQUEL não souberam opinar. Nas escolas particulares encontrou-se uma percepção ALVES semelhante, mas também há um trabalho de conscientização ética sobre a degradação do meio ambiente. Ambas as escolas visitadas tentam valorizar o exercício pleno da cidadania em relação ao meio ambiente, de tal forma que os alunos propiciem uma melhoria na qualidade de vida enquanto cidadãos. Todavia este trabalho mostrou que a percepção dos alunos de ensino médio, particular e governamental, ainda vêem a Educação Ambiental em um contexto restrito, relacionado mais às questões mostradas pela mídia. Os problemas de enfoque político, econômico, histórico-cultural, moral e estético não são devidamente colocados aos alunos e estes percebem o meio ambiente apenas nos aspectos sociais e científicos. Os temas mais trabalhados pelos alunos são o efeito-estufa, a reciclagem do lixo, controle da água e luz e poluição (água, ar e solo). Com isso falta a real percepção de Educação Ambiental, que seria uma abordagem integral de todos os aspectos da vida. Os alunos necessitam de um ensino que ultrapasse a escola, que esteja presente no seu dia-a-dia para que se integrem ao real contexto da Educação Ambiental. Para isso é necessário mostrar aos alunos a interdisciplinaridade que o tema exige e ajudá-los na construção de conceitos sólidos para que, de fato, propiciem a qualidade de vida como cidadãos. CONTATO: patbiologa@pop.com.br

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PROFESSORES DE BIOLOGIA E EDUCAÇÃO AMBIENTAL: UM ESTUDO DE CASO Resumo: A Educação Ambiental constituiu-se, nestes últimos anos, em um tema que tomou a atenção de vários setores da sociedade. Ajudada pela mídia, a Educação Ambiental passou a ser discutida em salas de aula e também a ser integrada à prática dos alunos. Buscando saber como os professores de biologia ensinam aos seus alunos a Educação Ambiental tomou-se como estudo de caso as escolas particulares de ensino médio do Plano Piloto na cidade de Brasília. Foram entrevistados 30 professores de biologia em 8 escolas. Cem por cento dos professores disseram que não haviam tido contato com Educação Ambiental em seus cursos de graduação, estudaram as questões ambientais em aulas de Ecologia. No entanto, 60% buscaram especialização através de cursos na área para poderem ensinar aos alunos os conceitos corretos, enquanto que os 40% restantes tentam acompanhar através de livros e buscam ajuda com os próprios colegas de profissão. Com isso, todos tentam passar aos alunos conceitos atuais e corretos de Educação Ambiental. Além disso, PATRÍCIA DE FÁTIMA PIRES conseguiu-se verificar que em todas as escolas entrevistadas os alunos desenvolvem DE ALCÂNTARA e TATYANE campanhas de reciclagem de lixo, trabalham em aulas de artes com sucata e em 60% LEANDRO DE SOUSA trabalham com coleta seletiva do lixo. Outro fator observado foi que apenas 30% dos professores discutem a questão ética da Educação Ambiental. Isso se constituiu em um ponto negativo para os professores, pois a ética agrega ao ser humano valores importantes como a responsabilidade e a prudência. A Educação Ambiental não é devidamente tratada como um tema transversal por 50% dos professores, pois não a integram com as demais disciplinas. Metade dos professores, portanto, tratam do tema somente em suas aulas. Isso merece atenção das escolas, pois não é somente a biologia ou as aulas de artes como verificado que podem trabalhar com Educação Ambiental, mas todas as disciplinas devem mostrar seu contexto. Desta forma concluiu-se que se faz necessário desenvolver um trabalho de integração dos professores de biologia com os demais docentes para melhor trabalhar a transversalidade e, além disso, despertar nos professores a importância do despertar ético na Educação Ambiental CONTATO: patbiologa@pop.com.br AGENDA 21 Resumo: Programa Agenda 21 visa construir um planejamento para o desenvolvimento sustentável que fortaleça a participação da sociedade civil por meio da cidadania ativa, buscando a construção da democracia participativa em nosso país, onde toda a sociedade através do diálogo franco, da resolução dos conflitos sócioambientais existentes e da vontade política de transformar a realidade, possa ser artífice do tão sonhado Brasil sustentável. Seu objetivo é promover a internalização dos princípios e estratégias da Agenda 21 Brasileira na formulação e implementação de políticas públicas nacionais e locais, por meio do planejamento estratégico, descentralizado e participativo, para estabelecer as prioridades a serem definidas e executadas em parceria governo-sociedade, na perspectiva do desenvolvimento sustentável. O Programa Agenda 21 tem três ações: 1. Implementação da Agenda 21 Brasileira: Visa incorporar na formulação das políticas públicas nacionais as propostas pactuadas com os diferentes segmentos sociais, durante o processo de elaboração da Agenda; 2. Elaboração e implementação das Agenda 21 Locais: Ação baseada nos princípios e estratégias da Agenda 21 Brasileira, que em consonância com a Agenda 21 Global, reconhece a importância do nível local na concretização de políticas públicas para o desenvolvimento local sustentável 3. Formação Continuada em Agenda 21 Local: Articular estratégia nacional para a formação continuada de agentes regionais que promovam o desenvolvimento local sustentável por meio da disseminação dos princípios e estratégias da Agenda 21 Brasileira e indução dos processos de elaboração e implementação de Agendas 21 Locais. CONTATO: agenda21@mma.gov.br

PEDRO IVO DE SOUZA BATISTA

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER HÁBITOS ALIMENTARES, NUTRIÇÃO E SUSTENTABILIDADE Resumo: Nas últimas décadas, ocorreram mudanças no quadro epidemiológico nutricional brasileiro, a população sofre por falta de acesso (desnutrição) ou por alimentação de qualidade inadequada (obesidade e doenças crônicas). Ações predominantemente assistenciais do governo e da sociedade civil vêm resultando em positivo impacto para a segurança alimentar do país, contudo, nota-se a crucial necessidade de abordagens interdisciplinares para que políticas públicas em alimentação e nutrição sejam realizadas de maneira sustentável. O objetivo deste estudo é de focalizar questões interdisciplinares necessárias para que seja incorporada a concepção de sustentabilidade em educação nutricional já que o enfoque ambiental é fator determinante na superação duradoura de precárias condições alimentares. Assim, busca-se através de um estudo etnográfico, em uma comunidade rural de Goiás, base estratégica para a implementação de projetos de educação nutricional que considerem as especificidades de um ecossistema em que os alimentos são cultivados, as práticas alimentares nativas, as influências culturais do processo de colonização, a condição social, o modo de vida da comunidade e a contínua formação de novos hábitos pela introdução de alimentos industrializados ou de alimentos não tradicionalmente utilizados. A alimentação sustentável para todos, tanto para os que não têm opções de compra, quanto para aqueles que têm todas as opções, deve ser considerada um axioma em políticas públicas de alimentação e nutrição. Desta forma, uma maior atenção às diretrizes que promovem o delineamento de ações com consistência intersetorial é oportuna neste momento em que o governo federal prioriza em seu discurso a questão da fome. Esta premissa implica em articulações que exigem interdisciplinaridade e medidas focais, entre elas, a educação nutricional com enfoque ambiental em comunidades de pequenos agricultores guiados por modelos ecológicos e ênfase na valorização cultural de alimentos nacionais, regionais e saudáveis. CONTATO: rapoubel@terra.com.br PROJETO "ENTRELINHAS" Resumo: O projeto "Entrelinhas" visa estimular e apoiar a consolidação de parcerias entre comunidade, estado e empresas florestais na viabilização de iniciativas de produção e comercialização agroecológica para o uso social de espaços e recursos ociosos de empresas florestais. A idéia é de contribuir com a produção de alimentos para e com o segmento de trabalhadores rurais, com a possibilidade de agregar produção de alimentos associado às florestas plantadas por meio de processos de aprendizagem. CONTATO: renata.maranhao@mma.gov.br

RAFAEL DE OLIVEIRA POUBEL e LEILA CHALUB

RENATA ROZENDO MARANHÃO e LUIZ FERRARO JÚNIOR

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA Resumo: A educação ambiental envolve a sustentabilidade do meio natural associada à da espécie humana reconhecendo a complexidade das relações sociais, políticas, econômicas e históricas. O compromisso da Organização Mulheres das Águas com o desencadeamento de processos educativos que tenham por propósito a construção coletiva de novos conhecimentos que associem a relação entre sustentabilidade dos recursos naturais e geração de renda, com a valorização da cultura existente no cerrado, promoveu a parceria com a Universidade de Brasília, e o apoio da CAMARA – Centro de Apoio para Sociedades Sustentáveis, para realizar oficinas de produção de geléias e doces de frutos de cerrado; produção de sabonetes, velas e cestas; reutilização de garrafas PET; pintura, bordado em tecido e produção de tear; aproveitamento alimentar com recursos do cerrado e dobradura de papel. Nessa perspectiva de compreender a sustentabilidade dentro da complexidade na qual a espécie humana está envolvida, as oficinas desenvolvidas objetivam também perceber o aspecto estético das atividades como forma de despertar a sensibilidade na busca de sentidos e significados para esta dimensão da vida na qual o homem experiência a beleza e que incide diretamente no valor agregado ao produto. Paralelamente a esse despertar da necessidade estética e ao conhecimento de como produzir acrescenta-se às oficinas um trabalho de empreendedorismo, em que são considerados os seguintes aspectos: necessidade do mercado consumidor, estudo do cliente, elaboração de projeto, estudo de viabilidade, e organização administrativa e financeira, pois além do incentivo à produção necessário se faz o cuidado com a sustentabilidade do empreendimento, buscando-se um misto entre o empreendedorismo e a responsabilidade social corporativa. Neste sentido, o empreendedorismo e a estética se associam para oferecer possibilidades de sustentabilidade com crescimento pessoal na medida em que o trabalho produzido para um cliente que consome, em uma produção socializada por um trabalho coletivo e em sua experiência subjetiva com a beleza, pois a subjetividade do consumidor permeia, além da funcionalidade e da necessidade, a beleza e a sensibilidade do produto, ou seja, o seu valor agregado. É uma pesquisa que busca por meio do trabalho a transformação das condições sociais da vida humana, concebendo meios alternativos de desenvolvimento e de vida, em que se aprende a negociar, a escolher, a justificar as escolhas, a planejar o alcance de visões e a participar de ações e iniciativas comunitárias que ponham em prática essas visões. CONTATO: sandra.tine@conte.pro.br

SANDRA ZITA SILVA TINÉ

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ALFABETIZAÇÃO COM ÊNFASE EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL Resumo: Em abril de 2001, iniciou-se, em São João D`Aliança-GO, amplo projeto de Educação Ambiental intitulado “Mulheres das Águas: Despoluindo e Recuperando as Matas Ciliares do Rio das Brancas”. Para atender às demandas dos moradores da região relativas ao desmatamento das margens do Rio, à sensível redução do volume das águas, à poluição e aos problemas sociais, principalmente no que se refere às questões de gênero, o projeto pautou-se em cinco frentes: reflorestamento das matas ciliares do Rio das Brancas; educação ambiental nas escolas da região; resgate das tradições culturais; organização do grupo de mulheres e formação de alunos da UnB. O Projeto Mulheres das Águas, que contou com o apoio financeiro do Programa de Pequenos Projetos do GEF, PNUD, iniciou, em 2003, sua segunda fase, com a incorporação de novas ações voltadas para a erradicação da pobreza local, além do permanente compromisso com a conservação e valorização do cerrado. Nesse sentido, o projeto baseou-se em novos eixos: implementação e manejo de sistemas agroflorestais; beneficiamento e comercialização da produção local, envolvendo principalmente frutos do cerrado; produção de orquidáceas do cerrado para sua SÔNIA HAMID, ARLETE devolução ao ambiente das matas ciliares locais e comercialização. Na primeira fase PINHEIRO, CLÁUDIA VIANA, do projeto, a frente de organização do grupo de mulheres consolidou-se na formação HELDHER PEREIRA, da ONG Mulheres das Águas que, já em sua segunda fase, conseguiu implementar JAQUELINE AIRES, JEMIMA alguns de seus objetivos: preservação do bioma e tradições do cerrado; melhoria das FERREIRA, LUANA BRITTO, condições sociais dos idosos e das mulheres e tentativa de erradicação do MARIA SANTOS, MAÍSA analfabetismo na região. Sendo assim, em parceria com o Programa Brasil CORREA, RAQUEL Alfabetizado do Ministério da Educação, foram instaladas 18 turmas de alfabetização WANDERLEY, SÍLVIA de adultos, na região, gerando a oportunidade de primeiro emprego como ARAUJO, TANIA LIMA e alfabetizadores para pelo menos onze concluintes do ensino médio. Este trabalho foi LEILA CHALUB organizado com o intuito de responder a uma demanda direta dos envolvidos no Projeto Mulheres das Águas. Sua expectativa era a de permitir aos habitantes das comunidades e assentamentos da região de São João D`Aliança uma condição maior de agir em defesa do Rio das Brancas e do cerrado. O exercício consciente da cidadania, para ser pleno, requer uma condição básica: é preciso saber ler. O processo de capacitação do grupo realizado em encontros semanais de trabalho e estudo independente teve o objetivo de refletir sobre a aplicação do “método” de alfabetização Paulo Freire e, ao mesmo tempo, preparar monitores locais para a condução do processo. Para a construção de símbolos de alfabetização, trabalhou-se coletivamente o conhecimento da realidade local. O interesse foi de levantar e descobrir o universo vocabular da cultura da região com a finalidade de captar o vivido e o pensado existentes na fala de todos: frases, ditos, provérbios, cantos e maneiras de traduzir a vida e o mundo. Pensar na questão ambiental é também reconhecer sua dimensão social, cultural e política. Desse modo, o projeto foi pensado no sentido de fomentar uma reflexão coletiva a respeito da problemática local, possibilitando, ainda, a formação de sujeitos mais autônomos e críticos. CONTATO: soniacrismid@ig.com.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER ÁGUA COMO MATRIZ ECOPEDAGÓGIA Resumo: Água como matriz ecopedagógia é um projeto interdisciplinar de extensão e pesquisa sustentado por uma metodologia transversal e participativa. A pesquisa-ação orienta as atividades de diagnóstico e gestão ambiental dos problemas vivenciados nas escolas e comunidades participantes. A materialidade simbólica do elemento água articula percepções, sentimentos, valores, práticas sociais e conhecimentos na área de educação ambiental e ecologia humana. O projeto vem sendo desenvolvido desde o inicio de 2003 junto a 03 escolas públicas ribeirinhas do Distrito Federal. Oferece semestralmente cursos de formação para os professores e lideranças comunitárias das escolas envolvidas e articula pedagógicamente a formação dos alunos universitários com as atividades curriculares dasdas escolas participantes. Com apoio dos alunos da UnB foram diagnosticados os principais problemas ambientais das comunidades e planejadas atividades de recuperação de matas ciliares inciadas no verão de 2003. Atualmente estão sendo instalados 01 viveiro e 03 hortas escolares e o replantio das matas ciliares terá continuidades na proxima estação de chuva. A metodologia utilizada na formação dos professores articula três grandes eixos que apresentam-se integrados por um abordagem transdisciplinar e transversal: corporeidade, conhecimentos ambientais e prática reflexiva. CONTATO: vera.catalao@terra.com.br

VERA MARGARIDA LESSA CATALÃO e MARIA DO SOCORRO RODRIGUES

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ESPÍRITO SANTO
AUTOR@S TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER PROJETO ECOCIDADANIA Resumo: PROJETO ECOCIDADANIA O EcoCidadania é um Projeto de Educação Ambiental da PETROBRAS-UN-ES, elaborado e implantado em parceria com a Fundação Pró-TAMAR, em atendimento a uma condicionante do IBAMA no processo de licenciamento dos Campos de gás Cangoá e Peroá, situados no litoral do município de Linhares, ES. O Projeto, voltado para a Gestão Ambiental que proporcione a organização, desenvolvimento e sustentabilidade comunitária, foi inserido na política de responsabilidade social da empresa. Serão desenvolvidas durante 20 anos, nas comunidades costeiras de Regência, Povoação, Degredo e Pontal do Ipiranga, localidades sob influência direta do empreendimento. A fase de implantação, com duração prevista de 2 anos, está acontecendo através de uma gestão participativa, com diversos atores envolvidos: PETROBRAS e empresas, Fundação Pró-TAMAR, Escolas, Associações de Moradores e Pescadores, IBAMA/Unidades de Conservação, Órgãos Municipais de Educação e Meio Ambiente, Órgão Estadual de Educação, ONGs e Universidades, sujeitos das ações educativas. O EcoCidadania objetiva ampliar a percepção das comunidades locais quanto à natureza das atividades econômicas e aos recursos ambientais potencialmente sob sua influência, estimulando a participação efetiva das mesmas na gestão sustentável e preservação destes recursos. Estão entre os objetivos específicos do Projeto: estimular a percepção do público para as diversas interfaces da questão ambiental (social, econômica, cultural) para que os sujeitos da ação educativa possam elevar a auto-estima e o pleno exercício da cidadania; transformar as comunidades em centros de educação ambiental; promover a conscientização dos participantes para a importância da preservação do meio ambiente, com ênfase nos oceanos e ecossistemas costeiros, abordando o processo de formação e exploração de petróleo e a gestão destes recursos numa abordagem local; estimular a valorização das manifestações artísticas e culturais desenvolvidas pelas comunidades tradicionais; criar Centros de Integração Comunitária, destinando-os à manutenção dos Programas Permanentes de EA e ao apoio à organização social destas comunidades. Para o alcance destes objetivos, as ações executadas na fase de implantação do Projeto foram encadeadas na seguinte forma: 1 - Mobilização dos atores interessados na gestão ambiental da região; 2 Identificação dos projetos e programas ambientais existentes; 3 - Criação de um Conselho Gestor Intercomunitário Consultivo e Deliberativo; 4. Estruturação dos Centros de Integração Comunitária; 5. Implantação de ações-piloto dentro dos módulos: EA com as escolas; EA com as comunidades; geração de trabalho e renda. As seguintes ações-piloto vêm sendo executadas na fase de implantação: Implantação do Conselho Gestor. Programa Transdisciplinar de Educação Ambiental com professores e alunos. Laboratórios de Ciências Naturais nas Escolas. Hortas Comunitárias. Reestruturação da Biblioteca Comunitária de Regência e implantação nas demais comunidades. Viveiros de Mudas Nativas. Laboratório de Pesca. Comunicação Áudio-visual (Rádio Escola e TV Comunitária). Produtos Ecoturísticos. Reestruturação do Museu Histórico de Regência e criação de outros nas demais comunidades. Centros de Visitantes do TAMAR. Programa Jogue Limpo (campanha de informação e limpeza de praia). Oficinas. Semana do Meio Ambiente. Semana do Petróleo. Coleta Seletiva. O conhecimento, a participação e a ação dos atores envolvidos construirão o cenário para a continuidade do projeto. CONTATO: ecocidregencia@terra.com.br

CARLOS ALBERTO SANGALIA, JOÃO CARLOS A. THOMÉ, ROGÉRIO PENHA, VICTOR CORONA BONINSENHA, VICTOR ROQUE PANCIERI e ANTÔNIO DE PÁDUA ALMEIDA

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER A EMERGÊNCIA DA EA NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO Resumo: A Lei 9795, de27/04/99, estabelece como obrigatória a Educação Ambiental em todos os níveis de ensino. Segundo LOUREIRO: “... a educação ambiental é definida como uma práxis educativa e social que tem por finalidade a construção de valores, conceitos, habilidades e atitudes que possibilitem o entendimento da realidade da vida e a atuação lúcida e responsável de atores sociais individuais e coletivos no ambiente. Dessa forma, podemos afirmar que, para a real transformação do quadro de crise em que vivemos, a educação ambiental, por definição, é elemento estratégico na formação de ampla consciência critica das relações sociais e de produção que situam a inserção humana na natureza”. (LOUREIRO apud LOUREIRO, AZAZIEL e FRANCA, 2003). A Lei 10681, que regulamenta o SINAES (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior) estabelece que o exercício da responsabilidade social é missão da universidade. MAXIMIANO (1997a) considera que a sociedade moderna é uma sociedade organizacional, em contraste com as sociedades comunitárias do passado. Ressalta ainda que: “Na sociedade organizacional, muitos produtos e serviços essenciais para a simples sobrevivência somente se tornam disponíveis quando há organizações empenhadas em realizá-los. A qualidade de vida depende delas, em grande parte: serviços de saúde, fornecimento de energia, segurança pública, controle de poluição – tudo depende de alguma empresa ou organização pública”. (MAXIMIANO, 1997b). Pode-se afirmar, então, que a função de Administrador está originalmente comprometida com a idéia de responsabilidade social, assegurando a eficiência e eficácia de empreendimentos públicos e privados, garantindo efetivamente, através de uma atuação consciente, a satisfação das necessidades dessa sociedade. Às portas do século XXI tornou-se claro que novas e mais complexas demandas surgiram, ensejando uma discussão mais aprofundada do que representa a condição do Administrador: cabe a ele considerar um sistema em que as condições já estão dadas, promovendo a sua adaptação e a adaptação coletiva, ou deverá ele próprio questionar a sua inserção e atuação nesse sistema, e o próprio sistema vigente? De acordo com SEVCENKO: “... as grandes corporações ganharam um poder de ação que tende a prevalecer sobre os sistemas políticos, os parlamentos, os tribunais e a opinião publica. (...) As grandes empresas adquiriram um tal poder de mobilidade, redução de mão-de-obra e capacidade de negociação – podendo deslocar suas plantas para qualquer lugar onde paguem os menores salários, os menores impostos e recebam os maiores incentivos – que tanto a sociedade como o Estado se tornaram seus reféns”. (2001, p. 30-31) A formação de gestores, se desprovida da crítica, pode ser facilmente reduzida a uma educação tecnicista. LOUREIRO (2004, p. 74), citando SAVIANI, demonstra em que base se processa essa educação: “... o processo educativo deve ser tornado objetivo, racional, operacional e produtivo, em que o educando é educado para se adequar ao processo de trabalho e ao jogo mercadológico. O sucesso da educação está, portanto, na organização institucional e na neutralidade do conhecimento científico, sendo o aluno competente, socialmente realizado e eficiente à medida que aprenda a agir de modo instrumental, atendendo às demandas da sociedade contemporânea. ” REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS LOUREIRO, C. F. B. Trajetória e fundamentos da Educação Ambiental. São Paulo: Cortez, 2004. LOUREIRO, C. F. B., AZAZIEL, M. e FRANCA, N. Educação ambiental e gestão participativa em unidades de conservação. Rio de Janeiro: Ibama/Ibase, 2003. MAXIMIANO, Antonio César Amaru. Teoria Geral da Administração: da escola cientifica à competitividade em economia globalizada. São Paulo: Atlas, 1997. SEVCENKO, Nicolau. A corrida para o século XXI: no loop da montanha-russa. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. CONTATO: rabelodenise@uol.com.br

DENISE LIMA RABELO PORTO

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER A PERCEPÇÃO DOS DOCENTES E DIRIGENTES DO CEFETES SOBRE AS ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL Resumo: Esta pesquisa foi realizada no Ensino Médio e na área Técnica do CEFETES, para identificar os pontos a serem melhorados e propor um sistema de ações que proporcione uma consciência ambiental nos docentes, dirigentes e discentes. A pesquisa foi baseada em observações de aulas, questionários e entrevistas. Os dados foram analisados por meio da estatística descritiva e por validação de especialistas. Os professores e os dirigentes desconhecem métodos para utilizar a interdisciplinaridade e os temas transversais, bem como há falta de percepção ambiental em sua prática profissional. Esses profissionais necessitam de orientação e treinamento para desenvolver atividades que promovam uma melhor formação ambiental nos discentes. Especialistas validaram os resultados e aprovaram o sistema de ações proposto. A contextualização de conteúdos e a compreensão do meio ambiente por parte dos professores e dirigentes são insuficientes para que os discentes estejam aptos a participar mais ativamente da sociedade moderna, que anseia por profissionais críticos, criativos, inovadores, que se reconheçam atores de seu processo educativo, que contribuam para os processos sociais e políticos da sociedade CONTATO: desiree@cefetes.br UMA EXPERIÊNCIA PEDAGÓGICA PARA ANALISAR A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO ENSINO MÉDIO DO CEFETES Resumo: Um dos princípios que rege a Educação Ambiental (EA) preconiza que esta deve ser desenvolvida de forma interdisciplinar e transdisciplinar. Segundo Paulo Freire e Vygostsky, os trabalhos com temas geradores (eixos transversais) que fazem parte do contexto histórico-cultural possibilitarão que aluno se insira na comunidade e participe ativamente na solução de problemas reais. Logo, o planejamento curricular do ensino médio e o desenvolvimento de um projeto pedagógico que contemple tais temas, poderão conferir mais significado e eficácia à aprendizagem. O objeto deste estudo foi uma experiência pedagógica desenvolvida com duas turmas do ensino médio do CEFETES para avaliar se o projeto de educação ambiental (PEA), baseado em tais princípios melhoraria os hábitos e atitudes de cuidado com o meio ambiente dos alunos. A metodologia utilizada desenvolveu-se em três etapas: diagnóstico; desenvolvimento do PEA; e, avaliação dos resultados. Os dados foram obtidos por questionários aplicados aos discentes tanto na fase de diagnóstico, quanto na fase final e analisados por meio da estatística descritiva. Avaliou-se durante sete meses o comportamento de uma turma na qual se aplicou o PEA em relação a uma turma controle. Os resultados permitiram constatar que existe grande dificuldade em desenvolver a interdisciplinaridade no ensino médio, principalmente, por parte dos docentes, apesar destas limitações, os alunos que participaram do PEA desenvolveram atitudes de cuidado com o meio ambiente. Para que estas atitudes sejam permanentes é necessário que os projetos e ações de EA sejam contínuos e que permeiem todo o processo pedagógico. CONTATO: desiree@cefetes.br

DÉSIRÉE GONÇALVES RAGGI e REYNALDO CAMPOS SANTANA

DÉSIRÉE GONÇALVES RAGGI e REYNALDO CAMPOS SANTANA

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER CORREDORES ECOLOGICOS: CONECTANDO PESSOAS E FLORESTAS Resumo: No Espírito Santo, na época do descobrimento, 90% do território era coberto por Mata Atlântica, hoje só resta aproximadamente 8% do total. O Ministério do Meio Ambiente, buscando reduzir a fragmentação da Mata Atlântica e contribuir para a conservação da biodiversidade, vem implementando o Projeto Corredores Ecológicos, que no Espírito Santo é coordenado pelo IEMA, em parceria com o IDAF, Polícia Ambiental, IBAMA, INCAPER e Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, e juntamente com o Estado da Bahia está inserido no Corredor Central da Mata Atlântica. A formação de corredores é uma proposta para promover a recuperação das florestas, interligando fragmentos isolados, aumentando a conexão entre eles, garantindo a manutenção dos recursos hídricos, da biodiversidade, etc., além de estimular o desenvolvimento de atividades sustentáveis como a agro-ecologia e o ecoturismo, a averbação de reservas legais e a recuperação de áreas degradadas. Reconhecendo a importância da educação ambiental e da participação de todos os setores da sociedade civil neste processo, a equipe do Projeto Corredores Ecológicos do Espírito Santo, com o apoio da Gerência de Educação Ambiental do IEMA e da Agência de Cooperação Alemã-GTZ, iniciou em agosto de 2003, um trabalho de discussão e difusão dos conceitos de corredores ecológicos, através de uma metodologia com enfoque participativo, visando a formação de corredores ecológicos. Foram realizados 10 encontros regionais, denominados "Encontros Corredores Ecológicos e Municípios", envolvendo ao todo 825 representantes da sociedade civil organizada, cujos objetivos foram: conhecer a realidade local; identificar interfaces e atores locais com potencial para apoiar a formação dos corredores ecológicos; estimular e fortalecer uma consciência crítica acerca do bioma Mata Atlântica e dos corredores ecológicos, e promover a integração e trocas de experiências entre os envolvidos. Os encontros foram realizados nos municípios de Alegre, Linhares, Colatina, Santa Teresa, Marechal Floriano, Vitória, Anchieta, Cachoeiro, Pinheiros e Nova Venécia, com a participação conjunta dos municípios do entorno de cada um deles. Nos encontros, após a apresentação do Projeto Corredores Ecológicos, foram realizados grupos de trabalho, utilizando-se uma metodologia participativa com técnicas de visualização, baseada em instrumentos de planejamento de projetos orientados por objetivos – ZOPP. Os temas dos grupos de trabalho foram: educação ambiental, áreas protegidas, uso e ocupação do solo, recursos hídricos e desenvolvimento sustentável, onde, em cada um foram discutidas e apontadas as seguintes questões: 1. problemas regionais, 2. potencialidades regionais, 3. ações prioritárias para formação de corredores ecológicos, 4. parceiros locais e 5. projetos/atividades/experiências de desenvolvimento sustentável. Os resultados dos encontros propiciaram um conhecimento mais aproximado da realidade local, fundamental para o planejamento de um trabalho processual de educação ambiental nas próximas etapas. Além disso, apontamos como resultados as possibilidades de desdobramentos a partir do estabelecimento de parcerias, como a formação de mini-corredores envolvendo Unidades de Conservação, RPPN’S e comunidade quilombola, já em andamento; o interesse de proprietários rurais pela formação de RPPN'S e técnicos de órgãos governamentais locais buscando parcerias para desenvolver trabalhos em suas regiões. Os resultados obtidos até o momento confirmam a idéia de que é fundamental conectar pessoas para conseguirmos conectar as florestas. CONTATO: gerusa.bueno@terra.com.br

GERUSA BUENO ROCHA, JAYME HENRIQUE PACHECO HENRIQUES e MARCELO MORES

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER

JOÃO PARÍSIO ALVES , JOÃO PARÍSIO ALVES e MARCOS BARRETO RAMOS

BIOLOGIA MARINHA COM ÊNFASE NA QUALIDADE DA ÁGUA ATRAVÉS DA PERCEPÇÃO DAS RELAÇÕES Resumo: O litoral do Espírito Santo é tido como um dos mais ricos em biodiversidade do país, tanto em fauna quanto em flora devido a sua localização geográfica, por compreender uma região de transição, apresentando táxons característicos tanto da costa do nordeste como da costa sul do país. Como forma de atrair, tanto as crianças quanto os adultos, a Fundação Ecossistemas vem desenvolvendo na sua Base de Biologia, cursos de biologia marinha voltados para a educação ambiental, onde o tema principal abordado é a preservação e a qualidade da água, das nascentes até o mar, diante dos problemas que a costa brasileira vem sofrendo com os constantes impactos. Participam alunos de escolas de ensino fundamental, médio, graduação e professores. Os participantes ao chegarem na base de biologia vivenciam diversas situações, através das práticas realizadas, que os colocam no centro dos problemas que atingem a sociedade atual no dia a dia. Os alunos têm contato direto com os organismos do próprio ambiente em que vivem, estudando a natureza em contato com a natureza, conhecendo a fauna e a flora de uma região quase sempre não comum a eles. Realizam várias atividades práticas e lúdicas voltadas para as relações ser humano - fauna e flora marinha - qualidade da água. Anualmente a base de biologia recebe cerca de 1200 participantes. Após as atividades realizadas são desenvolvidos trabalhos que são apresentados em feiras de ciências, semanas de biologia, jornal da instituição, elaboração de livros, peças teatrais e outros projetos. CONTATO: ecossistemas@ecossistemas.org.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER CAMINHADA GUIADA NO PARQUE DA FAZENDINHA RESERVA BIOLOGICA DA FAZENDINHA: RETRATANDO OS MODOS DE VIDA DE UMA COMUNIDADE Resumo: Entende-se que a Educação Ambiental é um processo que proporciona condições para a produção e aquisição de conhecimentos e habilidades, bem como o desenvolvimento e assimilação de atitudes, hábitos e valores,viabilizandoa participação da comunidade na gestão do uso dos recursos naturais. O Parque da Fazendinha é uma pequena área de 23.000 m2, antiga propriedade rural, inaugurado em 05 de junho de 2004, sendo o 12o Parque Municipal do Município de Vitória aberto ao público. O Centro de Educação Ambiental (CEA) do parque desenvolve projetos junto à comunidade do entorno, escolas e visitantes, no sentido de atender as demandas dos diferentes públicos, estimulando-os a uma compreensão integrada do meio ambiente em suas múltiplas relações, envolvendo aspectos ecológicos, sociais, políticos, econômicos, científicos, de saúde, culturais e éticos, essenciais ao exercício da cidadania. O Projeto “Crianças Visitantes” é direcionado ao público com faixa etária até 10 anos. Crianças até tal faixa etária têm muita curiosidade, sentem-se atraídos pela natureza, em aprender algo novo e se entusiasmam facilmente. As etapas são basicamente a recepção, a caminhada monitorada com informações sobre as características do parque e a realização de atividades educativas. Durante a caminhada monitorada alguns tópicos são abordados como: importância das áreas rurais, relação entre meio rural e meio urbano, criação de animais, cultivo de hortaliças, árvores frutíferas e outras culturas e alimentação natural e saudável. De acordo com os objetivos da visita, o roteiro é adaptado e programado para um melhor aproveitamento da mesma e as atividades são planejadas de acordo com os dados obtidos no ato do agendamento, podendo ser palestras, oficinas, jogos e brincadeiras, dentre outros. Nos dois primeiros meses de funcionamento o CEA atendeu cerca de 2.500 crianças. Pretende-se que as atividades de Educação Ambiental conduzam a uma visão mais complexa do ambiente baseada na experiência e integração constante entre razão e emoção, buscando uma compreensão da realidade sem reduzi-la a partes menores, admitindo as inter-relações que existem entre todos os seus componentes. PALAVRAS-CHAVE: caminhada monitorada; áreas rural; crianças. CONTATO: Maria Carolina Colnago Delboni (mcdelboni@bol.com.br) - Bióloga, Educadora Ambiental do DEA/SEMMAM/PMV; Andressa Lemos Fernandes (andressalf@yahoo.com.br) Bióloga, coordenadora dos CEAs do DEA/SEMMAM/PMV

MARIA CAROLINA COLNAGO DELBONI e ANDRESSA LEMOS FERNANDES

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER SABERES E FAZERES DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO COTIDIANO ESCOLAR Resumo: Como a Educação Ambiental tem uma abordagem interdisciplinar, transdisciplinar, sua inserção nas escolas vem ocorrendo por meio de projetos e/ou atividades extracurriculares. Este estudo sustenta-se nos princípios da pesquisa participante e visa analisar o cotidiano escolar e compreender como a Educação Ambiental vem se introduzindo nas práticas educativas e como outros contextos interferem e atuam sobre sua produção de sentidos. A educação e a cultura são compreendidas para além do sistema tradicional formal de educação, a invasão de outras experiências e práticas, vividas em outros contextos são trazidas por professores/as e alunos/as. Esse grupo tem uma linguagem própria, uma emoção ou sensibilidade vivida em comum. Quais os sentidos produzidos sobre a Educação Ambiental no cotidiano das escolas?. Pretendemos, compreender a mediação feita pelos/as professores/as e alunos/as sobre sentidos e representações geradas para além do conhecimento escolar. Entre as várias idas e vindas às escolas, foram feitas análise de projetos, observações de feiras de meio ambiente e realização de entrevistas. As entrevistas denominadas de associativas giram em torno dos sentidos atribuídos pelos/as professores/as aos termos: Educação Ambiental, Interdisciplinaridade e Desenvolvimento Sustentável. Para interpretação dessas entrevistas, usamos um recurso denominado mapas de associação de idéias, estabelecendo relações, articulações entre concepções, sentidos e representações sobre esses temas. Outros materiais educativos como cartazes e textos foram analisados para compreender essas relações. Os sentidos atribuídos pelos alunos/as, por exemplo, ao conceito de meio ambiente, dissociam ambiente natural e antrópico, à relação ser humano/natureza, percebem "o homem" deslocado das relações sociais mais amplas. Concepções simplistas impregnam as redes de significados pois, conceitos e sentidos são reproduzidos dos livros didáticos e da televisão. Estabelecemos, também, um paralelo entre as práticas pedagógicas em Educação Ambiental desenvolvidas pelos/as professores/as e os sentidos atribuídos a conceitos como natureza e meio ambiente difundidos pelos meios de comunicação. Fizemos uma relação de equivalência semântica entre as palavras freqüentemente utilizadas nos discursos dos/as professores/as e a dualidade das mensagens sobre natureza e meio ambiente divulgadas. Situamos parte das representações prevalecentes e dos sentidos produzidos no paralelo entre meios de comunicação e meio ambiente em concepções dualistas entre o sagrado e o profano, o bem e o mal, o conhecimento científico e o senso comum. Essa lógica binária da separação, da disjunção, aflora no discurso das mídias sobre meio ambiente fazendo eco nesse grupo de professores/as e alunos/as CONTATO: martha@npd.ufes.br

MARTHA TRISTÃO

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DA CST Resumo: O Programa Educação Ambiental Interno busca despertar e promover a mudança de comportamento ambiental das partes interessadas, visando antever e minimizar os impactos gerados no processo produtivo e na sociedade. Este programa possibilita aos empregados conhecer, compreender e participar de todas as ações ambientais desenvolvidas, com toda personalidade e cultura da Empresa, assumindo compromisso com a Qualidade Ambiental. A partir de maio de 2000 passaram a fazer parte do Programa os empregados das contratadas através da implantação do módulo Interagindo com Parceiros. Desde a implantação do programa em junho de 1996, já foram capacitados em todos os módulos 14.000 empregados e parceiros (neste número constam empregados que já participaram de mais de um módulo), alcançando mais de 68.000 horas de capacitação em Educação Ambiental. Os empregados e contratados passam a refletir sobre suas atividades que possam provocar impactos ao meio ambiente e adotam em sua rotina, análises dos riscos ambientais antes de executar qualquer atividade que possa causar impactos ambientais. Os trabalhos de melhorias ambientais desenvolvidos nos postos de trabalho, proporcionam aos empregados e contratados; transferência de conhecimento adquirido no programa para seus familiares e sociedade. CONTATO: pbicudo@cst.com.br

PEDRO SERGIO BICUDO FILHO

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER

PROJETO ABRAÇO VERDE Resumo: A proposta surgiu como uma iniciativa de grupos organizados, lideranças comunitárias, moradores, profissionais de órgãos públicos e Organizações Não Governamentais (ONG´s), a fim de buscar soluções para as situações apontadas e vivenciadas pelos visitantes e moradores do entorno do Parque Municipal Gruta da Onça, área natural que abriga remanescentes de Mata Atlântica de Encosta. Com trilhas que facilitam o acesso e a observação do fragmento florestal, a Unidade de Conservação está situada entre os bairros do Forte São João, Romão e Centro, na Cidade de Vitória – ES e serve ainda como via de acesso a esses bairros. O objetivo do projeto é buscar através da interação entre o Parque, comunidades do entorno e prestadores de serviços, o conhecimento da problemática comum, visando aquisição de consciência crítica e ação conjunta na busca de soluções para a preservação do meio ambiente e melhoria da qualidade de vida. Demonstrada em dinâmicas de grupo e diagnósticos participativos, a capacidade de sonhar de cada um dos atores envolvidos, resultou na construção de uma rede que facilita para as comunidades a RENATA LYRIO, EDUARDO divulgação dos benefícios oferecidos pela preservação e conservação do Parque Municipal Gruta da Onça, a humanização dos espaços ociosos dos bairros do Forte BATISTA PEDROSA, CARMEM M. PEREIRA São João, Romão e Cruzamento, a otimização dos bens e serviços oferecidos por VALDETARO, MARLY DE cada instituição presente , o resgate da cidadania, a valorização e a organização das OLIVEIRA BONELLI, BAGNO comunidades envolvidas. Fazem-se presentes na discussão dessa realidade: • FERREIRA DA ROCHA, Companhia Espírito Santense de Saneamento – Cesan; • Centro de Educação PRESIOLINO RAMOS e Ambiental do Parque Municipal Gruta da Onça; • Projeto Terra – PMV (Prefeitura Municipal de Vitória); • Agentes Comunitários de Saúde da Unidade de Saúde do Forte ROSANA DE PAULA MARTINS São João (PMV); • Secretaria de Desenvolvimento da Cidade – fiscalização – PMV; • Projeto Caminhando Juntos – CAJUN do Centro - PMV; • Lideranças comunitárias e moradores dos bairros: Forte São João, Romão e Cruzamento; • Instituto Criação e a ACES - ONG´s capixabas. A metodologia utilizada é pautada numa intervenção participativa, mediante a composição de uma rede, que permite a interação interdisciplinar entre os autores e realização de diagnósticos que proporcionam a visualização da problemática e a elaboração de planos de ação a serem implementados pela rede na comunidade, criando assim, uma agenda comum entre as entidades envolvidas. Entre os planos de ação realizados, em execução ou a serem executados no ano de 2004, podemos citar: evento de lançamento do projeto na comunidade, com atividades lúdicas, educativas e culturais, campanhas e abordagens domiciliares sobre destinação dos resíduos sólidos e uso correto da água, hortas comunitárias, paisagismo e reflorestamento participativo, palestras, caminhadas ecológicas, oficinas de “Chá e Xarope” e reaproveitamento de materiais, entre outros serviços oferecidos pelas instituições participantes. CONTATO: cvaldetaro@cesan.com.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER PROGRAMA DE COMUNICAÇÃO AMBIENTAL DA CST Resumo: A CST acredita que através da educação pode contribuir com a formação de uma consciência ambiental mais crítica. E, nesse sentido, deseja a mobilização consciente de professores e alunos, face ao papel fundamental, que desempenham nas comunidades escolares; e é parte da Política Ambiental da CST que estabelece “Contribuir com iniciativas educacionais, que valorizem a conscientização ambiental da comunidade”.O Programa de Comunicação Ambienta , criado em Junho 1997, teve início a partir do Programa de Educação Ambiental Interno – ITERAGIR, criado em 1996 direcionado a empregados e parceiros da empresa. Público Alvo: professores e alunos de escolas de educação infantil, ensino fundamental , ensino médio e superior. Objetivos do Programa: Estimular o desenvolvimento de ações de Educação Ambiental no Contexto escolar, visando ampliação da consciência sobre a importância da preservação e conservação dos recursos naturais e sua relação com a qualidade de vida da população.Estabelecer intercâmbio técnico-científico, fortalecendo o canal de comunicação entre a empresa e sociedade. Diagnóstico de Percepção Ambiental: Inicialmente as escolas participaram de um diagnóstico da percepção ambiental, composto de um questionário com enfoque na escola, comunidade e indústria para traçar a percepção e compreensão da temática ambiental no contexto escolar.. A partir dos resultados obtidos neste diagnóstico foram desenvolvidas as atividades do programa. Comunicação: Um importante instrumento de comunicação do programa é a publicação do jornal “Teia Ambiental e Teia Universitária” , com objetivo de divulgar e promover o intercâmbio entre as diversas escolas. O Programa conta ainda com uma Biblioteca Itinerante denominada Banca de Meio Ambiente, com um grande acervo de Educação Ambiental. Estas Bancas circulam entre as escolas conveniadas permanecendo cerca de 30 dias, proporcionado a realização de inúmeros trabalhos que inseridos na banca favorecem um intercâmbio técnico-científico entre as escolas. Para as Instituições de Ensino Superior e doado um grande acervo com a temática ambiental que subsidia o concurso de monografias com o tema “O meio Ambiente e as profissões”.São oferecidos cursos, oficinas, visitas monitoras e ciclo de palestras para professores e alunos , que recebem informações e práticas que sensibilizam e incentivam para a realização de um trabalho de educação ambiental nas escolas de forma transversal e transdisciplinar. CONTATO: Companhia Siderúrgica de Tubarão - Av. Brig. Eduardo Gomes, 930, Serra-ES - 29163-970 Tel 3348-1394 Fax 3348-1581 fatimag@cst.com.br vbernabe@cst.com.br

VERA LÚCIA BERNABE

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EDUCAÇÃO E CIDADANIA Resumo: O atual modelo econômico tem explorado os recursos naturais de forma a ultrapassar a capacidade de regeneração da natureza. Relações de dominação são exercidas não apenas do ser humano sobre a natureza, mas também entre o ser humano e seu semelhante. No sentido de compreender essas interações, a Educação Ambiental – EA surge nas últimas décadas visando o desenvolvimento de uma nova consciência. Ela propõe uma profunda e gradativa mudança de valores e comportamentos em prol da sustentabilidade da vida, garantindo a preservação do meio ambiente e a conquista de condições de vida dignas para as presentes e futuras gerações. O foco desse estudo é a questão essencial desta educação que é a cidadania responsável e participativa. Segundo a Constituição Federal e a Estadual (1992), todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de preservá-lo. Para efetivação desse direito, o Poder Público é incumbido de promover a EA em todos os níveis de ensino e a conscientização pública. No entanto, o que se observa na prática é a desigualdade quanto ao acesso a um meio ambiente saudável, assim como o precário desenvolvimento da EA. Acselrad, Herculano e Pádua (2004) alertam para o quadro de injustiça ambiental vivido no Brasil, no qual a maior carga dos danos ambientais produzidos pelo desenvolvimento é destinado às populações de baixa renda, VIVIANE MACIEL DA SILVA e marginalizadas e vulneráveis. Essa lógica perversa mantém parcelas da população às RENATA DE SÁ OSBORNE margens da cidadania. A escola pública tem sido vista como uma importante DA COSTA instituição para o povo, pois a sua missão é prover a todos o acesso à instrução. Para o seu ensino fundamental, os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs (2000) indicam seus objetivos centrados na formação do cidadão e caracterizam o tema meio ambiente como transversal. Seus objetivos incluem que os alunos sejam capazes de: se posicionar criticamente perante as diversas situações sócio-ambientais; utilizar a criatividade e o diálogo; compreender seus direitos e deveres; adotar atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças; exigir respeito e respeitar o outro; perceber-se como dependente e ao mesmo tempo agente transformador do ambiente e contribuir ativamente para sua melhoria. O desenvolvimento dessas atitudes e valores democráticos pode significar um grande impacto para a transformação da sociedade e das relações desta com a natureza. O exercício da cidadania é a permanente evolução de consciências e construção de novas relações em um ambiente democrático, onde busca-se liberdade com responsabilidade. É tarefa que não termina; por isso é preciso pensar na educação como um processo permanente, para toda a vida. É também um desafio reverter o quadro de exclusão para que se possam ouvir as vozes das maiores vítimas dos erros coletivos. Criando oportunidades de participação para crianças, jovens, adultos e idosos nas diversas organizações da comunidade, é possível alcançar cada vez mais o bem comum e a desejada sustentabilidade. CONTATO: vivimaciel@terra.com.br

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EFEITOS DA ANTROPIZAÇÃO EM NASCENTE FLUVIAL NO MUNICÍPIO DE JATAÍGO Resumo: Dentre as nascentes fluviais existentes no município de Jataí-Go, destaca-se a do “Olho Dágua”, situar-se em área urbana, foi (e continua sendo) muito utilizada pela população carente para suprir suas necessidades.A praça do Olho D'água, adjacente a referida nascente é muito freqüentada por pessoas vindas de outras regiões, as quais utilizam a área como local de higienização. A mesma se tornou ainda um deposito de entulhos e lixos domésticos, transparecendo o descaso e/ou desconhecimento da população circunvizinha quanto à importância daquele local. Muito próximo a nascente funcionou durante vinte e três anos (1978/2002) um hospital público municipal, o qual após ser desativado deu lugar ao Centro Municipal Cultural Basileu Toledo França. A referida área requer um estudo minucioso referente aos possíveis danos sofridos ao longo do tempo. Objetivando verificar as condições ambientais da nascente e o efeito da antropização, foram realizadas observações visuais, mapeamento fotográfico, levantamento florístico, listagem parcial das espécies nativas e exógenas e medições da área de vegetação remanescente.As ANGELA MARIA SOUSA medidas aproximadas de vegetação ao redor da nascente variam entre três e FERNANDES, KENY dezenove metros, sendo que alguns locais são desprovidos de vegetação. Das ALESSANA SOUSA ROCHA, quarenta e seis espécies encontradas na área, trinta e três são introduzidas, sendo ISMAEL MARTINS PEREIRA, seis dessas de utilização alimentícia. Dentre as dez espécies mais freqüentes, seis LORENA FERREIRA PRADO são nativas, destacando a Tabebuia sp. Como sendo a de maior ocorrência na área e SAMUEL MARIANO DA de estudo. Tanto os registros fotográficos como as medições realizadas demonstram SILVA que as atividades antrópicas ao longo do tempo provocaram degradação ambiental local significativa. A deposição de entulhos e lixo doméstico contribuem para assoreamento do leito abaixo da nascente e poluição da água, agravando o desequilíbrio ambiental. Existe um projeto municipal de integração da área à praça adjacente, porem o mesmo não possui data prevista para realização. O fato de uma área não ser primaria ou apresentar diferentes tipos de perturbações não significa que sua conservação na tenha valor. O objetivo da conservação não é preservar algum ideal de floresta ou vegetação primaria e intocada, e sim proteger a diversidade (Morellato e Leitão Filho, 1995). Ainda segundo os mesmos, a conservação de áreas de vegetação nativa depende, em grande parte, da sensibilidade e apoio da população, que deve sentir-se como responsável por aquele bem publico e entender o significado da sua manutenção. Pensando em tudo isso, sugere-se que essa área seja recuperada retirando as construções ali existentes, como muros, cisternas, banheiros públicos, bem como a recuperação nativa, baseando-se nas espécies ali existentes. O bom êxito será alcançado com a conscientização da população circunvizinha sobre a importância de se recuperar e conservar aquela área. CONTATO: ulybio@yahoo.com.br ou biokeny@hotmail.com

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER A IMPORTÂNCIA DAS OFICINAS DE REAPROVEITAMENTO NA FORMAÇÃO DE EDUCADORES AMBIENTAIS Resumo:As oficinas de reaproveitamento são momentos inseridos no contexto da educação ambiental em que há a transformação de conhecimentos teóricos em materiais de arte, consolidando um processo participativo na formação do indivíduo. Elas possuem caráter lúdico, com o intuito de sensibilizar os participantes a prolongar a destinação dos resíduos sólidos, já que estes serão transformados em obras de arte impregnadas de características individuais do artista. Por possuir um caráter dinâmico para a formação de professores e comunidade o estudo justifica-se por apresentar uma articulação teórica e prática que explica por meio da construção de materiais, a necessidade de poupar o meio ambiente, não só no sentido de reutilizar os resíduos sólidos mas também de se criar um hábito a reduzir o consumo e utilizar a sobra desses na fabricação de material artístico e decorativo, levando o indivíduo sensibilizado com a fala, se conscientizar durante a atividade lúdica. O educador ambiental nesse sentido deve ter uma formação holística e continuada, desta forma as oficinas fazem parte deste processo como eixo de integração contextualizando a educação para o desenvolvimento sustentável nas práticas cotidianas. CONTATO: aureliagc@hotmail.com

AURÉLIA GARCIA CAVALCANTE, MAYRA VIEIRA TEIXEIRA, JOSANA DE CASTRO PEIXOTO e ESTELA MARES STIVAL

BRUNO COSTA e LUZIA FRANCISCA DE SOUZA

A EXTENSÃO COMO ATIVIDADE INTEGRADORA DO CURSO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS À COMUNIDADE DO SUDOESTE GOIANO Resumo: A universidade representa uma instituição responsável pela elaboração, discussão, transformação e disseminação das formas de pensamento e essa atividade passa pelo ensino, pesquisa e extensão. Das pesquisas bibliográfica e prática, surgem idéias inovadoras cujos conceitos são discutidos e aprofundados durante o ensino e disseminados através da extensão. O Curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Goiás em Jataí, através do projeto de extensão INTEGRABIO, tem buscado a disseminação dos conceitos biológicos e ecológicos intra e extra muro do Campus, no sentido de auxiliar no entendimento e resolução dos problemas regionais e locais. Durante o ano de 2003, o projeto organizou dois eventos que versavam sobre o ensino dos conceitos biológicos e ecológicos e as questões ambientais. Procurou sistematizar os problemas regionais e locais, convidando profissionais regionais de várias do conhecimento, para listar as questões a serem debatidas por ocasião da Semana do Meio Ambiente, se estendendo por todo o mês de junho e também por ocasião da Semana da Biologia que ocorreu na 1ª. Semana de Setembro. Como resultados foram apresentadas diversas palestras, mini-cursos, excursão cultural, corrida ecológica para mais de 500 inscritos entre acadêmicos e pessoas da comunidade regional. Ao final foram realizados um abaixo assinado e uma carta aberta à comunidade, listando os principais problemas ambientais regionais e suas possíveis soluções. CONTATO: bruno.ufg@bol.com.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO ENSINO BÁSICO E O PAPEL DO PROFESSOR. Resumo: O presente trabalho expõe o resultado de uma pesquisa parcial realizada com alunos da segunda fase do ensino fundamental e médio da educação básica no município Jataí-GO, no mês de junho de 2004. Um grupo de alunos da Universidade Federal de Goiás, trabalhou conforme os procedimentos que o professor deve ter para com os alunos ao ministrar uma aula de educação ambiental segundo os temas transversais presentes nos parâmetros curriculares nacionais (PCNs). As aulas foram ministradas em um Colégio Estadual, para os alunos que estavam cursando do primeiro ao terceiro ano do ensino médio, totalizando doze salas de aula. Em primeira instância foram passados aos alunos panfletos educativos sobre a coleta diferencial do lixo residencial e os materiais que no momento já estão sendo reciclados na cidade em que eles residem. Logo após iniciou-se uma palestra ressaltando os deveres dos alunos como cidadãos para manter sua cidade mais limpa, não jogando lixo na rua ou em lotes abandonados, e também a forma que eles devem proceder com lixos especiais como baterias de celulares e lixos de hospitais. Foi ressaltado o caso que ocorreu em Goiânia-GO, do lixo radioativo (césio 137) onde muitas pessoas foram expostas a esse material, algumas morreram e outras ficaram com seqüelas pelo resto da vida. Logo após foi iniciada outra palestra com o tema água, foram mostradas algumas formas de economiza-la e mostrado que ela não é um recurso inesgotável. Depois foi trabalhado o tema cerrado, pois a cidade de Jataí situa-se em uma região de grande produção de monoculturas, e esse tipo de exploração está degradando cada vez mais o bioma cerrado. Foi demonstrado, principalmente, a importância de sua preservação e suas belezas naturais. Após as palestras foi tocada uma música de Luiz Gonzaga: o xote ecológico. Baseando em sua letra, dividiu-se a turma e formouse grupos para a realização de oficinas, cada grupo trabalhou o tema ambiental de uma forma diferente, música, teatro, mímica, paródia e pintura. Após o trabalho os resultados foram apresentados para a turma e os professores, mostrando o interesse de cada aluno pelo ambiente em que eles vivem. CONTATO: bruno.ufg@ibest.com.br

BRUNO COSTA, RENATA SILVA DO PRADO e ELCI FERREIRA MENDES PIOCHON

UMA EXPERIÊNCIA EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO RIO ARAGUAIA Resumo: O Rio Araguaia é um dos rios mais conhecidos e visitados em Goiás, principalmente no mês de julho quando o fluxo de turistas é intenso. O ciclo biológico de várias espécies como as tartarugas-da-amazônia que utilizam as praias como sítios de desova, dentre outros animais, é bastante afetado pelo turismo. Com o intuito de minimizar os efeitos da atividade turística, o Núcleo de Educação Ambiental do ANTONIO ALENCAR RAN/IBAMA, com apoio dos órgãos municipais e estaduais, iniciou em 1993 um trabalho de educação ambiental que, através de diversas técnicas de sensibilização, SAMPAIO, GLAURA CARDOSO SOARES, MARIA despertou na comunidade em geral a verdadeira compreensão daquele ecossistema. DE LOURDES C. S. Foram criadas algumas regras denominadas de “Normas de convivência com o Rio Araguaia” as quais são elaboradas com a participação ativa da população ribeirinha, CANTARELL, MARIA REGINA B. ABLA, NILZA moradores e os turistas que acampam no trecho que compreende o distrito de São SILVA BARBOSA e CÍNTIA José dos Bandeirantes (município de Nova Crixás) até a Ponta Sul da Ilha do Bananal. MARIA SILVA COIMBRA Os resultados obtidos, por meio desta metodologia participativa, têm feito com que as comunidades assumam o papel de gestores do meio ambiente, dando continuidade aos trabalhos iniciado pelo RAN. Neste intuito, em 2003, foi criado o GIBA- Grupo Intermunicipal para a Conservação da Bacia do rio Araguaia, com o objetivo de fortalecer a gestão comunitária. É importante ressaltar ainda que este trabalho impulsionou a criação da Área de Proteção Ambiental Meandros do rio Araguaia. CONTATO: Antonio.sampaio@ibama.gov.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER PROJETO CLUBINHO DA TARTARUGA Resumo: O Projeto Clubinho da Tartaruga tem o objetivo de envolver crianças e jovens na questão ambiental, utilizando-se a conservação dos répteis e anfíbios como facilitadores através da arte- educação e instrumentos ludopedagógicos, fortalecendo a implantação da educação ambiental em instituições de ensino. Propõe-se ainda, a estimular a organização de clubinhos infantis no desenvolvimento de ações concretas de educação ambiental e estabelecer parcerias com ONGs, associações, empresas e instituições de ensino em todo o Brasil. O Clubinho da Tartaruga teve seu início e lançamento em Goiânia, em 1998 e conta com mais de 1500 filiados em todo o Brasil. A partir da parceria com a ONG-Organização para Proteção Ambiental, tem sido implementada a Agenda 21 Infantil Brasileira. Crianças entre 6 e 13 anos reúnem-se em um Fórum especial, chamado Conferência Criança Brasil no Milênio-CCBM e apresentam propostas para a Agenda 21 Infantil. Foram produzidos 18 tratados sobre os diferentes assuntos e problemas registrados pelas crianças. CONTATO: maria.cantarelli@ibama.gov.br

MARIA DE LOURDES C. S. CANTARELLI, CÁSSIA DE ARAÚJO BOAVENTURA CUNHA, ANNA CHRISTINA GUIMARÃES NALINI e CÍNTIA MARIA SILVA COIMBRA

O DESAFIO EM CONSTRUIR, AFIRMAR E CONSOLIDAR DIREITOS SOCIAIS VIA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO MUNICIPIO DE GOIÂNIA-UMA REFLEXÃO INTERDISCIPLINAR NO PROCESSO DE PRESERVAÇÃO DO PLANETA TERRA Resumo: Este trabalho se apresenta como exemplo de reflexão, aqueles que se interessam pela preservação do planeta terra. Oportuno seu registro, como forma de propagá-lo, visando que, a partir da experiência de um grupo de profissionais na implementação de projetos físicos/sociais na Prefeitura de Goiânia, pudessem socializar seus suplementos técnicos metodológicos adquiridos na sua práxis. Tendo em vista sua auto-sustentabilidade no desenvolvimento das pessoas/instituições parceiras, tais como Secretarias Municipais, e os envolvidos no processo do referido trabalho. Especificamente, vem o mesmo sendo acompanhado pela Coordenação do Núcleo de Pesquisas de Projetos Sociais, do Departamento de Estradas de Rodagens do Município de Goiânia – DERMU, numa construção interdisciplinar. Em se tratando de projetos físicos/sociais no DERMU, foco de nossa experiência. A Educação Ambiental, vem sendo encaminhada via os trabalhos dos referidos projetos. São acompanhados por uma Assistente Social, que, nas trocas de ações interdisciplinares ELIANA DE ANDRADE no DERMU, perpassam as discussões e reflexões por Engenheiros, Advogados, SARMENTO TAVARES, EVA Agrimensores, Geógrafo, historiador, visando atingir metas e objetivos para um CANDIDA DA COSTA, desenvolvimento sustentável. Nesta relação de saberes buscam alcançarem o mesmo EDUARDO GUIMARÃES objetivo, o de levar qualidade de vida aos moradores na cidade de Goiânia DUTRA, JONICIO ALVES DE contemplados nos Programas de Infra Estrutura Urbana do município. De acordo com ALMEIDA, ROSENY Vasconcellos (1997, p.268-269), a Educação Ambiental é necessária na preservação FERREIRA BASTOS e sócio-ambiental, como [...] um processo individual e coletivo [...] baseia-se em uma WILLIANE SOLIDONIO DE nova visão de mundo, em que cada parte tem valor em si própria e como parte do ABREU MORAES conjunto. Não há EA se a reflexão sobre as relações dos seres entre si, do ser humano com ele mesmo e do ser humano com seus semelhantes não estiver presente em todas as práticas educativas. Ressaltamos que na implementação dos trabalhos realizados interdisciplinares no DERMU, buscam o diálogo, que, conforme Sato e Santos (2002, p.14), exemplificam na lembrança da famosa canção latinoamericana, onde acreditam que não existem caminhos a ser ‘copiados’. Que em seus entendimentos o nosso caminho é construído no nosso caminhar. Em outras palavras acreditamos que “é caminhando que se faz o caminho” Titãs. Acreditamos que ao caminhar em caminhos trilhados e construir novos caminhos através do diálogo, é uma proposta, se não, a própria ação interdisciplinar, no processo via EA na preservação do planeta. Em síntese visamos mobilizar o maior número possível de pessoas a aderirem a Educação Ambiental dentro e fora do órgão público. Visando também a apropriação de direitos e deveres constitucionais, em atuar nas instancias do poder público municipal, palco de poucos, mas representativo da população goianiense. Assim, contribuir com o pilar de edificação e real necessidade, do sistema sócio-ambiental sustentável no planeta terra. CONTATO: eliana_sarmento@hotmail.com

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EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO ENSINO MÉDIO – REALIDADES E PERSPECTIVAS DOS PROFESSORES DAS ESCOLAS PARTICULARES DO MUNICÍPIO DE GOIÂNIA Resumo: Vivemos num momento histórico em que a problemática ambiental permeia praticamente todas as áreas das atividades humanas. Partindo dessa realidade e considerando que as atitudes dos sujeitos nas suas relações com o meio ambiente estão em grande parte determinadas pelas suas concepções e princípios e, considerando também que a instituição escolar desempenha um papel importante na formação de um cidadão comprometido com a problemática ambiental, o presente estudo se propôs verificar na rede particular de ensino médio do Município de Goiânia as atividades relativas à Educação Ambiental que estão sendo desenvolvidas. Os dados dessa investigação foram construídos a partir da análise de questionários aplicados a vinte e oito professores do ensino médio (representando 34 % das escolas particulares de ensino médio e 41% dos alunos matriculados nestas instituições) e de entrevistas realizadas com nove dos vinte e oito professores pesquisados que desenvolviam atividades de educação ambiental. A análise dos dados mostrou que FABIANA MELO RODRIGUES 78% (22 professores) dos professores realizam atividades de educação ambiental e AGUSTINA ROSA extraclasse como: visitas a parques ecológicos e rios, o que nos leva a inferir que ECHEVERRÍA reconhecem que recursos didáticos mais criativos são mais adequados a uma perspectiva inovadora da educação ambiental. Atividades desenvolvidas em sala de aula como discussões, vídeos, leituras são realizadas por 42% (12 professores) dos professores. No que se refere à formação inicial dos professores, a análise dos dados mostrou que, a maioria dos professores são biólogos (46%) e geógrafos (35%). Quando indagados sobre onde tinham recebido informações sobre a problemática ambiental, 75 % (21 professores) dos professores disseram que na graduação tiveram disciplinas relacionadas à questão ambiental. Entretanto, as disciplinas citadas (ecologia, biogeografia, zoologia...) mostram que, na formação inicial desses professores foram abordados principalmente aspectos físicos/naturais da questão ambiental, discutindo-se muito pouco as implicações sociais, econômicas, políticas e culturais do problema. Desse modo, atividades de educação ambiental estão sendo realizadas nas escolas particulares de Goiânia. Pelas atividades que os professores declararam realizar parece existir um grande interesse pelo tema que terá de ser aproveitado para implementar cursos de formação continuada de professores. CONTATO: fmelo_rodrigues@hotmail.com

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER HORTA ESCOLAR: ESPAÇO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL Resumo: HORTA ESCOLAR: ESPAÇO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL Gislene M. Avelar Guimarães (gma@cultura.com.br) Professora de Ciências Naturais / Ensino Fundamental (SME) Marise Pereira Alves Professora de Geografia e História / Ensino Fundamental (SME) O Projeto Horta Educativa é desenvolvido por alunos do Ciclo II (5ªsérie) na Escola Municipal Maria Thomé Neto da rede pública de Goiânia/GO. A vida urbana atual limita o contato das crianças com plantas e animais em seu habitat natural e provoca uma certa naturalização daquilo que é produzido com auxílio de artefatos tecnológicos e o distanciamento de uma visão sistêmica dos processos e dos fenômenos, sejam naturais (no sentido restrito do termo) ou sociais. Uma dos objetivos da Educação Ambiental é a construção de uma visão sistêmica, pela qual o mundo é visto em termos de relações e de integração (CAPRA, 2001). O trabalho pedagógico na Horta Escolar favorece às crianças o desenvolvimento dessa percepção sistêmica, contribuindo para o desenvolvimento de uma forma de pensamento capaz de perceber o todo, de análise e de síntese. A vivência de experiências formadoras é imprescindível, pois, não basta “falarmos” das relações existentes entre fatos, fenômenos, acontecimentos, das relações entre causa e efeito, é preciso que as crianças possam observar, perceber em suas experiências diárias tais relações. O manejo da horta possibilita às crianças a compreensão dessas relações e a consciência da profunda interdependência entre os seres vivos e destes com o meio ambiente, consciência essa que poderá extrapolar para uma percepção ecológica da vida urbana. De acordo com Weissmann (1998), as relações que se estabelecem entre os elementos de uma horta, como as diversas plantas, os diversos animais, o solo, a água, não são aleatórias e determinam a estrutura do sistema, definida pela disposição espacial desses elementos num determinado momento, considerando ainda os sistemas biológicos como sistemas abertos, uma vez que caracterizam-se pelo intercâmbio permanente com o seu meio ambiente, estabelecendo-se um fluxo de matéria e energia. O projeto Horta Educativa constituise em uma atividade interdisciplinar que tem como objetivos, além de possibilitar aos alunos o conhecimento e a percepção de um sistema ecológico, proporcionar a discussão de questões relativas à produção de alimentos, aos problemas sociais envolvendo a fome, a distribuição de renda e de terras, bem como, a devastação ambiental provocada pelo manejo inadequado do solos em grandes áreas do país e do planeta, configurando um espaço educativo que gera aprendizagens significativas, o desenvolvimento do espírito investigador, protetor da natureza e do meio ambiente, de solidariedade no trabalho coletivo, além de proporcionar o enriquecimento da das crianças que freqüentam a escola pública, aumentando o valor nutritivo da merenda e incentivando a produção doméstica de hortaliças na comunidade. O trabalho é desenvolvido, duas vezes por semana, sob a orientação de duas professoras (Geografia e Ciências). Os alunos utilizaram um espaço ocioso da escola e formaram os canteiros sem ajuda de horticultor. Questionamentos e discussões conceituais acontecem durante o trabalho, sendo desenvolvidas conforme a seqüência de desenvolvimento da horta: estudo e preparo do solo; formação dos canteiros/ plantio; desenvolvimento e tratos culturais, observando-se as inter-relações entre os vários elementos do sistema. A colheita e utilização da produção no preparo da merenda são os próximos passos do projeto. CONTATO: gma@cultura.com.br

GISLENE M. AVELAR GUIMARÃES e MARISE ALVES PEREIRA

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A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO PROJETO SOCIAL DA ETE GOIÂNIA Resumo: A temática deste trabalho trata das ações de Educação Ambiental – EA que vem sendo desenvolvida junto à população do Município de Goiânia, fazendo parte de um Projeto Técnico Social - PTS, agregado ao Programa de Desenvolvimento Urbano – PDU, denominado Morar Melhor ação de Saneamento Básico, com recursos do Governo Federal (Orçamento Geral da União), do Estado e da empresa Saneamento de Goiás S/A – Saneago, executora da obra. Goiânia, capital do Estado de Goiás, com população urbana de aproximadamente 1.200.00 habitantes, possui 98% de sua população abastecida com água tratada e 84% com coleta de esgotos. Somente 7% do esgoto coletado é tratado, portanto cerca de 2 m³/s são lançados diretamente em cursos d’água sem tratamento. Encontra-se em execução as obras, e já operando parcialmente nesta capital a Estação de Tratamento de Esgotos – ETE, que contribuirá para a recuperação ambiental do Rio Meia Ponte e seus afluentes, tratando 70% dos esgotos coletados. A obra constitui-se, ainda, da construção de interceptores às margens direita e esquerda do Ribeirão Anicuns, afluente do Rio Meia Ponte e Estação Elevatória de Esgotos. O repasse dos recursos da União é realizado pela JANE EYRE G. VIEIRA, Caixa Econômica Federal – CAIXA, que tem a responsabilidade de operacionalizar os APARECIDA MARIA PDUs, sendo responsável também pela orientação e acompanhamento técnico das DOMINGUES DA CUNHA, intervenções. O PTS orientado pelo Programa, por meio das ações de EA, objetiva a LEILA M. B. BARBOSA, ANA formação da consciência ambiental, trabalhando a comunidade escolar como o M.C. VASCONCELOS, principal canal de comunicação junto a todos os beneficiários do Programa – a ANTÔNIO R. PARRODE sociedade Goianiense. Ainda desenvolve ações de inclusão social junto à população FILHO, OMAR B. DO PRADO ribeirinha, com cursos de capacitação profissional e projetos de geração de renda. As FILHO e GERALDO F. FÉLIX ações de EA estão voltadas para toda a população e tem como metodologia a utilização de um centro de EA na própria ETE- abc-S Escolinha do Saneamento Jornalista Washington Novaes, voltada para a comunidade escolar. Ali são agendadas visitas das escolas interessadas, totalizando em menos de 3 anos de funcionamento 72.000 visitantes. Em dois períodos diários, acontecem as seguintes atividades: transporte dos alunos e professores da escola agendada, em ônibus da escolinha; apresentação de vídeos educativos; palestras; distribuição de livrinhos, carteirinhas de fiscal ambiental, lanches e questionário de avaliação para concurso de prêmios; passeio à obra e piscicultura para repovoamento do Rio Meia Ponte, com os alunos e professores; e finalização da programação com participação no plantio, já contando 90.000 mudas de árvores de 80 espécies. A demanda das escolas do Município e entorno para a participação de seus alunos nas atividades educativas na ETE é grande, estando agendadas visitas para mais de um ano à frente. Como resultados espera-se uma maior conscientização da população e a sua co-responsabilidade na recuperação ambiental da bacia do Rio Meia Ponte, buscando garantir a sustentabilidade socioambiental do Programa. CONTATO: jane.vieira@caixa.gov.br

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A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO PRO-INFRA: A CONSTRUÇÃO DA VIA LESTE OESTE EM GOIÂNIA/ GO Resumo: A inclusão da Educação Ambiental - EA, dentre as ações inerentes ao trabalho de participação comunitária junto ao público alvo dos Programas de Desenvolvimento Urbano-PDU tem promovido práticas exitosas. Destacamos uma prática no Programa de Infra Estrutura Urbana, com repasse de recursos do OGU, em Goiânia/GO na construção da Via Leste Oeste, onde foram parceiros: -o agente executor, o Departamento de Estradas de Rodagem do Município de Goiânia DERMU; -a Gerência de Apoio ao Desenvolvimento Urbano da Caixa Econômica Federal, responsável pelo acompanhamento e avaliação dos projetos, nos aspectos de engenharia e trabalho social, este com ênfase na participação comunitária nos Programas; -a empresa Negretto&Negretto, licitada para desenvolver os projetos de EA no Programa. A metodologia utilizada no planejamento teve como premissa a integração das Políticas Públicas de DU com as de Meio Ambiente e Educação. Foi envolvida a escola considerada enquanto espaço plural, educativo, propenso para se realizar um trabalho que vise a cooperação junto ao professor na sua formação enquanto multiplicador/reeditor de conteúdos vinculados à temática ambiental e na formação do aluno que, por sua vez, também desempenha um papel de multiplicador junto à família e comunidade em geral. Este Projeto de EA, em andamento, compreende diversas ações estruturais, já com resultados concretos como:Realização de um Curso "Educar para a Sustentabilidade", com 80 horas teóricas e práticas, formando 90 profissionais, professores de 30 escolas da rede de ensino pública e particular situadas no entorno da área de intervenção e outras 07 entidades públicas e JANE EYRE G. VIEIRA, comunitárias;realização de 32 Oficinas de EA junto a 900 professores da rede e 60 OMAR BORGES DO PRADO profissionais - lideranças comunitárias nas 37 instituições envolvidas; assessoria à FILHO, ELIANA SARMENTO implantação de "Agenda 21 da Escola", as quais se alinham às ações de elaboração e LEANDRA NEGRETTO da Agenda 21 no município; Ciclo de Palestras/debates junto aos alunos, pais e comunidade em geral; seminário de encerramento do curso, na Universidade Católica de Goiás, aberto à população, por meio de palestras proferidas por professores da Universidade Federal, analista social da CAIXA, Secretário de Planejamento Municipal (Ag. 21) e Presidente do DERMU; eventos culturais/educativos em cada etapa da obra; Articulação junto à Secretaria Municipal de Obras, garantindo o direito à moradia digna, já tendo sido destinadas até o momento 215 famílias da área e entorno às novas moradias, dentre as famílias que necessitam serem removidas. Tanto as obras como as atividades sócio educativas junto à população continuam, sendo que haverá a segunda edição do curso "Educar para a Sustentabilidade", junto aos os educadores das escolas da área onde estão sendo assentadas as família, local que possui uma boa infra-estrutura, objeto do Programa Habitar BID, gerido pela Secretaria Municipal de Obras, área co-localizada com a Leste-Oeste, atendendo aos critérios de habitabilidade, conforme preconizado em Estambul, 1996. Dados dos autores : Jane Eyre G. Vieira (Assist.Social, especialista em Planejamento Urbano e Ambiental, doutoranda em Ciências Ambientais na UFG, Analista Social da Gerência de Desenvolvimento Urbano da CAIXA/GO); Omar Borges do Prado Filho (Engenheiro Civil, Especialista em Engenharia Sanitária e em Políticas Públicas, Gerente de Filial Apoio ao Desenvolvimento Urbano da CAIXA/GO); Eliana Sarmento (Assist.Social, especialista em Educação Ambiental, coordenadora do Núcleo de Projetos Sociais DERMU); Leandra V. Negretto (Assist. Social, especialista em Direitos Humanos, Educação Ambiental, mestre em Geografia, sócio-diretora da Negretto&Negretto) CONTATO: jane.vieira@caixa.gov.br

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DAS LAMENTAÇÕES À REALIZAÇÃO DOS SONHOS? EDUCAÇÃO AMBIENTAL E MUNDANÇAS SOCIAIS Resumo: Consideramos que a avaliação é um instrumento fundamental no exercício do controle social e no acompanhamento das políticas, programas e projetos socioambientais, realimentando decisões políticas programáticas e permitindo aprimorar as ações. Neste sentido, o presente trabalho é fruto da nossa dissertação de mestrado, que consistiu na avaliação dos resultados do Projeto de Educação Ambiental (EA), intitulado Convivência e Parceria. Trata-se de um projeto implementado pelo Instituto Ecoar e pelo Instituto Crescer, ambos organizações nãogovernamentais, com financiamento da Petrobrás. As ações foram desenvolvidas em bairros por onde passa um poliduto (canal de transporte de petróleo, gás e outros combustíveis) da referida empresa. Escolhemos um projeto de EA não-formal por acreditar que este constitui um espaço essencial e uma oportunidade concreta de inserção dos conceitos ambientais no cotidiano da população, abrangendo não só crianças e jovens estudantes, mas pessoas de todas as faixas etárias. Nosso objetivo KÁRITA RACHEL PEDROSO foi verificar as possíveis mudanças/alterações de conhecimento, de atitudes e de BASTOS hábitos dos moradores de Vila Clara, um dos bairros-alvo do projeto, localizado no distrito de Cidade Ademar, São Paulo. Nossa metodologia baseou-se na realização de pesquisa bibliográfica e documental, entrevistas semi-estruturadas com técnicos implementadores do projeto e grupos de discussão temática com os moradores do bairro selecionado. Constatamos que as principais mudanças ocorridas na vida da população voltaram-se especialmente para a ampliação do conhecimento sobre o poliduto e suas normas de segurança. Quanto à incorporação de novas práticas e mudanças de hábitos, observamos que estas se restringiram ao cuidado com o poliduto, sem articulação dos problemas ambientais locais com os mais globais. Verificamos ainda que a concepção de EA adotada no projeto contribuiu para a superação dos objetivos delimitados pela empresa financiadora. Por outro lado, consideramos que ainda não existe uma prática de EA enquanto Política Pública. Essas ações são isoladas e compensatórias que não trazem as mudanças necessárias para diminuir ou eliminar a degradação ambiental. CONTATO: karitarachel@hotmail.com AUDITORIA AMBIENTAL NAS ESCOLAS - INSTRUMENTO DE PESQUISA - AÇÃO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES EM GOIÁS Resumo: O tema apresenta o resultado metodológico de um processo de formação de professores no ensino superior , na disciplina de ciências ambientais do curso de pedagogia , realizado em forma de pesquisa- ação pelos professores em formação, na investigação das ações de EA nas escolas, delineando um processo de auditoria ambiental com a participação da comunidade escolar . CONTATO: kelleymarques@hotmail.com

KELLEY MARQUES

KELLEY MARQUES

PERFIL DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL FORMAL EM GOIÁS - DADOS DE 2004 Resumo: O tema apresenta as características básicas da EA Formal em Goiás, delineando o perfil das ações de EA, implementadas pelas escolas estaduais , numa avaliação dos projetos desenvolvidos numa análise dos indicadores de eficácia , eficiência , efetividade e impacto, inserindo como complementação dessa investigação o perfil dos professores em suas competências e a descrição das ações nas escolas em forma de auditoria ambiental, na descrição formatada pela triangulação da análise das subsecretarias , das escolas e dos professores na avaliação da EA no contexto formal em Goiás. CONTATO: kelleymarques@hotmail.com

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Goiânia, 3 a 6 de novembro de 2004

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER AVALIAÇÃO DE PROGRAMAS EM EA - ANÁLISE COMPARATIVA BRASIL E ESPANHA Resumo: O projeto define como linha de pesquisa o paradigma formativo na definição de investigação teoria e prática, Caracterizando uma espiral de conhecimento acadêmico focalizado nos instrumentos formativos implementados específicamente pela Educação Ambiental num contexto formal . Avaliando programas( PCN e ProNEA) implementados em ambito nacional e estadual - Goiás, posteriormente desenvolvendo uma análise comparativa dos dados coletados em documentos nacionais do Brasil em Educação Ambiental e dos documentos internacionais de EA da Espanha CONTATO: kelleymarques@hotmail.com

KELLEY MARQUES

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PESQUISA EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL FORMAL - CONSTRUÇÃO DE INDICADORES DE AVALIAÇÃO Resumo: O tema estudado descreve um caminho de investigação em educação ambiental formal numa aproximação metodológica dos paradigmas Interpretativo e Sócio- Crítico, na organização de critérios de avaliação e operacionalização de dados, numa construção qualitativa de indicadores em Educação Ambiental . CONTATO: kelleymarques@hotmail.com

KELLEY MARQUES

PROPOSTA DE MELHORIA QUALITATIVA EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL FORMAL TRANSFERÊNCIA EDUCACIONAL DO CONTEXTO ESPANHOL Resumo: O tema é o resultado final de uma tese de doutoramento pela UEX – Espanha , que desenvolve a análise das semelhanças educacionais entre o contexto do Brasil e da Espanha , a partir da investigação documental e estudo de casos ,numa análise comparativa das transferências educacionais , delineando as influências Espanholas das ações de EA numa proposta de melhoria qualitativa. CONTATO: kelleymarques@hotmail.com

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER COLETA SELETIVA DE LIXO EM ÁREA DE POSSE URBANA - AVANÇOS E LIMITES DE UMA EXPERIÊNCIA DE GERAÇÃO DE RENDA Resumo: O presente trabalho refere-se ao relato e avaliação do trabalho de educação ambiental e geração de renda que o Instituto Dom Fernando (IDF) desenvolve com uma parcela da população residente nas margens do Rio Meia Ponte em Goiânia. Goiânia foi construída em 1933, e projetada para abrigar 50 mil habitantes, conta atualmente, com cerca de 1,1milhões . O processo de ocupação do solo urbano caracteriza-se pela ocupação desordenada, que se agrava nas áreas próximas aos córregos e fundos de vales, Goiânia é cortada por 55 cursos d’água, cujo maior expoente é o Rio Meia Ponte. As margens deste rio, como de diversos outros rios da cidade, são ocupadas pela população em situação de pobreza, que não consegue acessar as áreas regulares para moradia. As ocupações de áreas de preservação ambiental para fins de moradia, ocasionam graves transtornos ambientais para a cidade, e riscos para a população que em sua totalidade é marcada pela vulnerabilidade econômica e social. O trabalho realizado pelo IDF tem como objetivos: a) promover atividades de educação ambiental na comunidade; b) fomentar renda a partir da reciclagem do lixo; c) fomentar a separação do lixo, coletar o lixo separado e o reciclar; d) desenvolver oficinas pedagógicas com o tema da educação ambiental para crianças. O desenvolvimento das atividades resultou na Cooperativa de Reciclagem de Lixo, fundada em 1998, seu trabalho fundamenta-se na coleta de lixo na comunidade e sua transformação, o processamento do papel em telha; do plástico em grânulo e do lixo orgânico em húmus. Instituto Dom Fernando e Cooprec realizam o trabalho de educação ambiental que no ano de 2003, atingiu 1.029 residências visitadas, 1.507 atendimentos em oficinas, e a visita de 2.729 pessoas à cooperativa. A necessidade de reciclar o lixo e a geração de renda, atingem dois aspectos de estrangulamento social, quais sejam, a questão do lixo urbano e do desemprego. No que diz respeito à coleta do lixo, atualmente chega à 14 toneladas dia, com uma produção mês de 13 toneladas de grânulos (processamento do plástico), 27 mil telhas e 10 toneladas de húmus. A observação sistematizada do trabalho ao longo dos anos indica a viabilidade da articulação entre geração de renda, reciclagem e educação ambiental, sendo esta última critério fundamental para a articulação das anteriores. A totalidade das atividades, realizadas na Região, busca atingir todos os segmentos da comunidade na qual o projeto se insere, priorizando a educação ambiental com crianças, por estas ainda estarem com seus hábitos e atitudes em relação à vida em formação. A separação e coleta de lixo, no entanto, encontra várias dificuldades, uma vez que os moradores não percebem que o lixo é responsabilidade de quem o produz. A organização política em torno da consciência da necessidade de preservação ambiental, recuperação dos rios e tratamento do lixo ainda é um caminho longo a percorrer, mas sem dúvida o primeiro passo foi dado. CONTATO: leilesilvia@yahoo.com.br

LEILE SÍLVIA CÂNDIDO TEIXEIRA

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PEZINHO DE JATOBÁ - UMA BEM SUCEDIDA PARCERIA ENTRE EA E COMUNICAÇÃO Resumo: O projeto Pezinho de Jatobá é um projeto de Extensão da Faculdade de Comunicação da UFG, coordenado pela Profa. Lisbeth Oliveira, que desenvolve atividades quinzenais aos domingos (oficinas, palestras, workshops, etc) na área de Educação Ambiental e Comunicação. Tais atividades vêm sendo registradas através de imagens fotográficas e videográficas, compondo a memória do projeto, divulgandoo e ao mesmo tempo servindo como porta-voz dessa comunidade em suas reivindicações e necessidades. O projeto envolve cerca de 30 crianças do Setor Shangri-lá (região do entorno do Campus II em Goiânia), com participação de LISBETH OLIVEIRA ,THALITA estudantes das diversas áreas do conhecimento, adultos da comunidade e alguns SASSE FROES, professores universitários. A iniciativa é fruto da necessidade de trabalhar a educação ANA RITA VIDICA, ANA ambiental de forma interdisciplinar, envolvendo a Comunicação, Biologia, Artes e CAROLINA FELIPE outras áreas em um bairro da periferia norte da cidade, onde em meio à imensa GUIMARAES, CRISTIANE carência de infraestrutura básica, destaca-se a reserva municipal de mais de 80 mil SILVA, CINTIA SILVA, JULIA km2, abrigando ainda espécimes vegetais e animais típicos do cerrado. Apesar de se MARIANO tratar de uma reserva municipal, a Prefeitura de Goiânia nunca dedicou o menor E THAIS JULIANE, TIAGO cuidado para com a mesma e frente à inexistência de nem mesmo sinalização no PINHEIRO, local, são comuns as incidências de queimadas intencionais, principalmente na época DAMYLER FERREIRA E das secas, destruindo áreas cada vez maiores. O corte ilegal de madeira como UIARA MACHADO, jatobás, pau d´óleo e outras ameaçam constantemente a biodiversidade e a própria JORDANA ARAUJO, DANIEL existência desta reserva. O objetivo deste projeto é a conscientização de crianças e PAIVA E MARIANA adultos sobre a realidade em que vivem e a importância de zelarem pela área ARAGUAIA, THIAGO ambiental tão próxima às suas moradias, condição fundamental para um presente e RITCHER DA CUNHA e futuro com melhor qualidade de vida e exercício de cidadania. O projeto figura LARA F. ROCHA também como rico espaço de prática laboratorial, necessária e coerente ao ensino proposto pela Universidade Pública, propiciando a alunos, das mais diversas áreas do conhecimento, a possibilidade de um exercício profissional responsável. A eficácia e continuidade do Projeto Pezinho de Jatobá, criado em 2001, se deve principalmente ao fato de contar com a aquiescência da comunidade do Setor Shangri-lá, numa rica parceria entre participantes da comunidade universitária e da comunidade envolvida, razão pela qual acreditamos que todas as ações devem ser discutidas e decididas em conjunto, o que nos faz abertos à intervenção da comunidade-alvo, que vem se pronunciando em todos os momentos decisivos do projeto. CONTATO: lisbeth@facomb.ufg.br

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A VISÃO DO CONSUMIDOR SOBRE AS EMBALAGENS DESCARTÁVEIS OFERECIDAS NAS REDES DE SUPERMERCADOS DE GOIÂNIA Resumo: Atualmente uma infinidade de embalagens é produzida com características específicas para cada tipo de produto. Nas redes de supermercados podemos observar que novas práticas vêm sendo incorporadas principalmente no que se refere ao aumento da utilização de embalagem descartável. A presente pesquisa, de abordagem fenomenológica, buscou conhecer a visão do consumidor sobre as embalagens descartáveis oferecidas nas redes de supermercados da cidade de Goiânia. A coleta de dados foi feita utilizando um formulário de 19 questões respondido por 292 consumidores em 97 supermercados de 34 bairros do município de Goiânia. É importante destacar que 62% dos consumidores dizem não ser possível reduzir o uso das embalagens nos supermercados, pois é a atual maneira de embalar, que a tendência é aumentar, é o que a maioria das pessoas prefere, sua utilização permite maior proteção ao produto uma vez que não ficaria exposto e que são práticas. Com isso podemos constatar que a utilização das embalagens é uma realidade que não se pode negar e que para muitos produtos não seria possível evitar LUCIANE GONÇALVES sua utilização. Constatou-se que 48% dos consumidores dizem não terem observado PONTES e AGUSTINA ROSA nenhuma mudança quanto aos tipos de embalagens oferecidas nos supermercados e apenas 17% observaram que o plástico está substituindo antigas embalagens (vidro, papel e latas). Esses dados nos levam a concluir que existe mínima percepção por parte dos consumidores quanto às mudanças que vêm ocorrendo em seu dia-a-dia, o que é preocupante, pois isso os afasta de uma possível reflexão sobre o que o sistema capitalista lhe tem impregnado. Dos consumidores abordados 31% não sabem dizer qual o aspecto negativo na utilização das embalagens e apenas 20% acham que provocam algum tipo de degradação ao meio ambiente. Esses dados nos indicam a falta de informação, conhecimento e compreensão sobre as embalagens descartáveis e seus efeitos frente à degradação do meio ambiente. Os dados são preocupantes no que diz respeito à sensibilização dos consumidores sobre os problemas ambientais. Acreditamos que a Educação Ambiental é o instrumento fundamental para a percepção e conscientização dos problemas sócio-ambientais decorrentes da utilização das embalagens descartáveis sendo necessárias ações de educação ambiental formais e não formais aos diferentes segmentos da população. CONTATO: lucianegk@bol.com.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER IRRIGAÇÃO: UM FENÔMENO MATEMÁTICO. Resumo: IRRIGAÇÃO: Um fenômeno matemático. Trata de um exame de cada parte de um todo, tendo em vista conhecer sua natureza, suas proporções, suas funções, suas relações no estudo bibliográfico sobre a irrigação e a correlação com a matemática e sua contribuição no processo da educação ambiental. Descreve o processo histórico desde o interesse de irrigar pelos povos do Egito até as características da irrigação pela América Latina, Ásia, Oriente Médio e Europa, com uma passagem pelo Brasil. Apresenta o aspecto quantitativo na questão relacionada com solo em uma abordagem de relações químicas, físicas e matemáticas, transpondo o conhecimento de umidade, uma visão de armazenamento de água como fonte de extrema necessidade no solo e suas variações tal como os tipos do mesmo considerando suas qualidades geográficas e produtivas e processos técnicos de engenharia hidráulica. Mostra a importância da evaporação para com a irrigação a partir de culturas variadas mesclando, a física, com as características do solo e sal. Apresenta alguns métodos de irrigação mais utilizados atualmente como: superficial, aspersão, localizada e subterrânea, descrevendo seus componentes e a representação de procedimentos para com os modelos de irrigar, contando também com a relação irrigação-matemática. Traz a contribuição da parte filosófica da natureza e razão para com a matemática. Descreve brevemente a irrigação em hortaliças, o processo de aplicação de jacto de água em gramado de um campo de futebol e algumas observações sobre a educação ambiental. Conclui que a matemática como ciência, pode se relacionar com o processo de irrigação, contribuindo de forma a melhorar a construção qualitativa das culturas, onde os maiores desafios estão entre os meios climáticos, técnicos e produtivos, independentemente das condições de nascimento e desenvolvimento por parte da planta, de modo a contribuir para a educação ambiental para enfim melhorar as condições de vida e inclusive o dos recursos hídricos, com novas perspectivas para as futuras gerações de seres vivos. CONTATO: marcelomfs-mat@ig.com.br

MARCELO FERNANDES SANTOS

MARIA ELISABETH ALVES MESQUITA

O HOMEM É A PRÓPRIA NATUREZA! Resumo: O presente vem tratar da necessidade de uma discussão una entre homem e natureza, pois dentro da ótica capitalista de globalização torna-se sem sentido a separação do homem com a natureza como vem ocorrendo em todos os níveis de educação ambiental. Este seria o erro maior da educação ambiental existente, o discurso voltado na separação do homem em relação a natureza, tornando-a cada vez mais a intocada e preservada por nós. O painel vem então demonstrar exemplos de como este trabalho pode ser feito, juntamente com citações bibliográficas que embasam nosso objetivo. CONTATO: geo.elisabeth@pur.com.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER O QUE É A REDE DE JUVENTUDE PELO MEIO AMBIENTE? Resumo: Trata-se de uma rede, estimulada pelos Ministérios do Meio Ambiente e da Educação para a Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente, em 2003, que tem como objetivo reunir jovens brasileiros e promover a troca de idéias, realidades e experiências acerca das questões ambientais e da sustentabilidade, dependendo unicamente dos membros o crescimento da rede. Um outro objetivo da rede, além de promover a discussão entre os jovens do país, é possibilitar uma maior participação nacional, advindas da juventude dos estados, no que diz respeito às decisões relativas a política nacional do meio ambiente. O principal ponto de partida dessa ação é garantir a democratização dos direitos à formulação de políticas executivas nacionais, tendo como ponto de partida a igualdade de participação nas contribuições relativas ao funcionamento dos órgãos. É um espaço de discussão e articulação da juventude a nível local, regional, nacional e internacional, no que diz respeito às decisões relativas a política nacional do meio ambiente." CONTATO: mariathereza@cultura.com.br

MARIA THEREZA TEIXEIRA

MARILDA SHUVARTZ PASQUALI

PERCEPÇÃO DE MEIO AMBIENTE POR ALUNOS DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM EA /UFG/GO Resumo: O presente painel apresenta a percepção dos alunos do curso de especialização em EA da UFG/Go, durante atividade educativas realizada em trilhas junto ao Bosque Auguste Saint-Hilaire. A importância da percepção que estes alunos possuem da natureza durante as atividades realizadas reflete claramente algumas categorias apresentadas por Sauvé . CONTATO: marildapasquali@uol.com.br

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MARILDA SHUVARTZ PASQUALI e MARIANA BUGANO DE ALCANTARA

EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO PROMOTORA DA QUALIDADE DE VIDA NA REGIÃO LESTE DE GOIÂNIA/GO Resumo: Tendo como referência a proposta de Município saudável, que se fundamenta na integração de diversos setores como saúde, educação, ações sociais, transporte, segurança, economia e meio ambiente, desenvolvemos na região leste de Goiânia, no ano de 1999, atividades que tinham como proposta a promoção do desenvolvimento humano sustentável, da democratização, da redução das desigualdades, da eqüidade e da mobilização social. Um dos principais focos de atenção do trabalho foi a situação do lixo nos bairros da região. Cerca de 90% das ruas deste bairro é atendida por um sistema de coleta seletiva, que destina o lixo para uma usina de reciclagem comunitária, fonte de emprego de parte da população local. Apesar disso, a participação da comunidade no processo de separação deste lixo é um problema constante, dificultando o trabalho de coleta e reciclagem. Diante da situação, atuamos junto a seis escolas municipais na divulgação da idéia e promoção de entornos saudáveis: ambiente escolar limpo e arborizado, com estrutura psicossocial harmônica, sem agressão ou violência física, verbal ou psicológica, onde conhecimentos, habilidades e atitudes contribuam na adoção de hábitos de vida saudáveis. Foi realizado um conjunto de atividades orientadas por acadêmicos do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da UFG com professores e alunos das escolas para formar uma rede de ação na criação de escolas promotoras da saúde e do meio ambiente, tendo como propulsora a Educação Ambiental. A partir do programa pedagógico da escola, do atendimento às necessidades apontadas pelos professores das escolas, da participação de docentes e da difusão dos resultados obtidos foram pensadas estratégias de ação e intervenção no ambiente escolar e no seu entorno, como a elaboração de materiais didáticos, a realização de eventos, oficinas e programas de formação continuada dos docentes. Estas ações de EA foram desenvolvidas durante dois anos e permitiram à comunidade escolar desenvolver relações pessoais e comportamentos saudáveis entre si e com o meio ambiente, além de promover a reflexão de professores e alunos quanto à sua própria prática, tornando-os mediadores desta reflexão com a comunidade em que convivem. Há ainda o benefício na formação inicial de professores de Ciências e Biologia, no que diz respeito a experiências de Prática de Ensino em ambientes escolares e não-formais, com ênfase na Educação Ambiental, ampliando assim o seu campo de ação e as possibilidades de intervenção na comunidade escolar e entorno. PALAVRAS CHAVES: escola promotora; educação ambiental; lixo CONTATO: marildapasquali@uol.com.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER DIAGÓSTICO E SUGESTÃO DE MANEJO AMBIENTAL PARA O CÓRREGO DOS BURITIS Resumo: Esta pesquisa visa trabalhar a conscientização da sociedade de Itumbiara, quanto à importância da preservação da mata ciliar, fauna e flora, do córrego dos Buritis localizado em área urbana. Em campo constataram-se algumas ações antrópicas que vem sofrendo o ambiente sobretudo as conseqüências danosas para a população. O estudo foi desenvolvido no córrego dos Buritis, afluente do córrego das Pombas, localizado na área urbana de Itumbiara-GO, onde se levantou as condições da mata ciliar, o grau de poluição da água, nas fases do córrego e a caracterização dos aspectos físicos e biológicos da bacia no alto, médio e baixo curso. Os desmatamentos observados, não controlados pela legislação e o crescimento de áreas urbanas, sem as necessárias condições de manutenção de áreas verdes, possuem vários impactos sobre o meio físico e biológico, desencadeando desequilíbrio nos mecanismos de funcionamento do meio natural. Na nascente foram identificadas pastagens com ausência de práticas conservacionistas e diversos impactos como a curva de nível, compactação do solo provocado pelo pisoteio do gado, conseqüentemente assoreamento do córrego, acesso do gado em toda a área da nascente descaracterizando-a, destruição de espécies vegetais locais, existência de pocilga e deposição de lixos em diferentes pontos. Os impactos ambientais observados no Médio e Baixo curso pelo avanço dos loteamentos nos Bairros próximos ao córrego são bem visíveis; segundo os dados apresentados das análises pela técnica de Repicagem, a água do córrego é imprópria para o consumo humano por apresentar coliformes fecais (7,0 por 100ml), que pode ser por esgotos jogados próximos à nascente. A destruição da Mata Ciliar, vai se acentuando à medida que avança para o perímetro urbano.O entalhamento do córrego para a canalização forma diques nas margens acelerando a drenagem do solo o que descaracteriza o ambiente de veredas com seus buritizais. Esta prática, provoca o desequilíbrio do meio físico e, conseqüentemente, do meio biológico. Conclui-se que o Meio Natural (físico e biológico) não é objeto de reflexão para ocupação urbana planejada visando a manutenção do funcionamento do meio natural proporcionando má qualidade de vida à população de Itumbiara-GO. A conseqüência que visam coordenar os interesses sociais e ambientais, reais impactos a médio e longo prazo, comprometem o bem viver e a administração dos recursos naturais, visando um papel importante nas questões de meio ambiente nas escolas. CONTATO: enemou@bol.com.br

MARILENE ESPÍNDOLA DUARTE MOURA e KÁTIA GISELE O. PEREIRA

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DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA AVENIDA BEIRA RIO E SEU ENTORNO, ITUMBIARA-GOIÁS Resumo: As cidades vêm crescendo de forma desordenada, causando uma série de impactos e proporcionando prejuízos ao ambiente urbano e aos próprios habitantes da cidade, que com o crescimento possuem seus problemas ambientais particulares. A Avenida Beira Rio e seu entorno, está localizada às margens do Rio Paranaíba em área urbana no município de Itumbiara Goiás; de grande valor turístico para a cidade. Visando planejamento urbano, é importante conhecer a estrutura das cidades e suas funções com vistas a melhorá-las. O presente trabalho, aborda a importância da arborização no meio urbano, destacando benefícios ecológicos que visam melhorar as condições ambientais e benefícios que trazem à comunidade. O objetivo foi diagnosticar impacto ambiental, catalogar as árvores, medir altura e conferir o CAP (circunferência aproximada), foi considerado os indivíduos arbóreos de 10 cm de MARILENE ESPÍNDOLA diâmetro e com mais de 1,5 m de altura. Como instrumento de pesquisa foram DUARTE MOURA e RAQUEL utilizadas "placas" de alumínio, para identificação das árvores, trena para medição do MARIA BARBOSA CAP e da altura. Delimitadas três parcelas no sentido ULBRA-FURNAS: parcela 01lado direito com 83 indivíduos, parcela 02-lado esquerdo (264), parcela 03- canteiro Central (181). Observados impactos ambientais ocorridos após 2002, como o corte de árvores e erosões. Os resultados do estudo apontam.que no período de dois anos foram desmatados 17% de árvores, resultando em erosões e transtorno para a população Itumbiarense. Na avenida deslizamentos estão ocorrendo, sendo impactos agressivos, acontecendo pelas obras da construção do calçadão, e desmatamento indiscriminado. Produzem também, prejuízos ao ambiente urbano: calçadas mal conservadas, esgoto clandestino, quadras e parque infantil abandonados, poluição sonora, lixo no Rio Paranaíba (Mata Ciliar). Conclui-se que são necessárias mudanças, aumentando o plantio de árvores e corrigir os impactos ambientais mobilizando estudantes, professores,as autoridades e toda população. A valorização das árvores será maior quanto mais reconhecida for sua importância. CONTATO: enemou@bol.com.br

PAULO MAURICIO SERRANO NEVES

EDUCAÇAO SÓCIO-AMBIENTAL Resumo: O modelo corrente de educação não atinge o objetivo de preparar os educandos para a vida em comunidade e para a conservação dos bens comuns. O estímulo à competição produziu a cultura do esgotamento egoísta, e os benefícios alocados na plataforma social tendem a desaparecer na medida em que diminuem ou cessam os fluxos adutores externos. As pessoas se acomodaram diante da cornucópia do assistencialismo governamental e as coisas se complicaram com a perda do senso comum de prover o sustento com as próprias mãos. Ao mesmo tempo, as mídias alcançaram as populações interioranas com força transformadora dos costumes e as sociedades se esculpem em bronze sobre pedestal de barro. A produção de resíduos tornou possível deles sobreviver em escala: desde a catação de comida e sucata nos lixões até a indústria da reciclagem, e isto se tornou um facilitador da migração para a periferia dos aglomerados urbanos geradores de resíduos. A relocação das populações nas suas origens ou seu deslocamento para o interior parece ser um problema insolúvel por conta da baixa oferta de alternativas, não porque as pessoas tenham acesso a elas, mas porque se satisfazem em estar próximo do que acreditam ser crescimento e progresso. Restaurar o senso da vida em comunidade e da conservação dos bens comuns significa construir a cidadania e o bem estar para todos, e a Educação Sócio-ambiental ambiciona atuar como fixadora dos benefícios, permitindo um desenvolvimento sustentável local integrado ao desenvolvimento do entorno. CONTATO: serrano@serrano.neves.nom.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER AMAI - AMIGOS DO MEIO AMBIENTE DE ITUMBIARA Resumo: O Projeto AMAI vem com o intuito de trabalhar a conscientização da população com relação à preservação do meio ambiente, por meio da educação ambiental. A realização das ações se dá através de programas de educação e conscientização ambiental nas escolas e comunidade de Itumbiara-GO, onde o objetivo é mostrar a importância de se realizar a coleta seletiva do lixo; redução e reutilização dos resíduos de origem humana no município; os impactos que a destinação incorreta dos mesmos causa ao meio ambiente e à saúde humana; bem como indicar a forma correta para a destinação dos diversos tipos de resíduos gerados pela população. O Projeto atende toda a comunidade de Itumbiara, com ações diretas ou indiretas, através de atividades desenvolvidas dentro das escolas e outras de caráter interativo, buscando levar informação e consciência ambiental a toda população. A proposta é desenvolver o projeto em etapas e por região, concentrando as ações de acordo com a realidade de cada região e com os impactos ambientais ali diagnosticados, buscando assim obter um resultado melhor. O programa implantado será realizado através das seguintes etapas: 1- Educação Ambiental, Participação Comunitária e Centro de Voluntariado; 2- Separação do Lixo e Cooperativa de Catadores de Lixo; 3- Coleta do Lixo; 4- Triagem dos Materiais; 5- Beneficiamento dos Materiais; 6- Compostagem. Algumas ações realizadas pelo projeto: Treinamento aos professores das escolas; Palestras informativas aos alunos, usando cartilhas informativas e interativas; Doação e pintura de latões, transformando-os em lixeiras para a coleta seletiva dentro das escolas; Teatro de Fantoches; Tenda na Comunidade com Paradas Educativas e Informativas em pontos estratégicos da cidade; Concurso Reciclarte, onde alunos da rede estadual, municipal e particular, desenvolveram projetos usando materiais recicláveis; Oficinas de Reciclagem realizadas nas escolas; Mutirão e Pesquisa de Opinião na comunidade; Gincana e Coleta Seletiva. Dentre as várias ações realizadas pelo projeto, alcançamos resultados muito positivos, tais como: treinamento realizado com aproximadamente 115 professores; palestras informativas realizadas para aproximadamente 2.262 alunos, contando os mesmo com cartilhas informativas e interativas doadas pelo projeto; aproximadamente 495 crianças de Centros Municipais de Educação Infantil de Itumbiara e cidades vizinhas receberam a visita do Teatro de Fantoches; Pesquisa de opinião realizada em uma região constituída por três bairros (Piloto) em aproximadamente 200 residências (média 3,82 indivíduos por residência) , juntamente com a entrega de material informativo; 585 trabalhos inscritos no I Concurso Reciclarte (cerca de 920 alunos realizaram trabalhos com material reciclável); aproximadamente 7.000 unidades de materiais recicláveis recolhidos nas escolas através de gincanas feitas com o auxílio do projeto; Parada Ecológica na Semana do Meio Ambiente com a distribuição de mais de 1.000 sacolas para o lixo dos carros aos motoristas, juntamente com folhetos informativos. O desenvolvimento de projetos dessa ordem se torna cada vez mais urgentes, em todo o mundo. O Projeto AMAI vem com o intuito de lutar (através de ações concretas e da conscientização ambiental), envolvendo escolas, comunidade, empresas privadas e órgãos públicos em busca de um ideal comum: conservação do meio ambiente, e conseqüentemente, melhorias na qualidade de vida da população. Projeto Financiado por: Pioneer Sementes Ltda - Itumbiara-GO CONTATO: consultoriaeprojetosambientais@yahoo.com.br

RENATA BORTOLETTO

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER SABERES AMBIENTAIS Resumo: As pesquisas sobre o cerrado revelam bom conhecimento biológico e físico do bioma, porém, “poucos estudos demonstram preocupação em relacionar o modo de vida do homem rural e os recursos naturais disponíveis ao segmento populacional” Para compreender essas alterações nos padrões de relacionamento com a natureza, bem como dos respectivos discursos sociais que as fundamentam, propusemos o estudo da história desta comunidade tradicional com o objetivo de perceber como ao longo do tempo esta comunidade reelaborou, diante do processo de transformação, suas práticas de relacionamento com o mundo natural. Foi possível perceber nos discursos femininos uma centralidade em relação ao nosso objeto de estudo. A ‘lida’ com o preparo dos alimentos, a luta criativa contra a escassez na organização da economia doméstica da unidade familiar, os cuidados com a saúde no interior desse grupo e com os diversos ‘males’ das pessoas da comunidade, revelaram um saber apurado das coisas da terra, de potencialidades nutritivas e curativas, ou seja, ‘das utilidades’ diversas da biodiversidade do cerrado. Estes aspectos, no entanto, estiveram praticamente ausentes dos discursos masculinos, predominando uma visão negativa do cerrado. Os homens, não vêem o cerrado em suas potencialidades e usos, mas como suporte material para a agricultura e garimpo CONTATO: ricardobl@uol.com.br

RICARDO BARBOSA DE LIMA e VILMA DE F. MACHADO

SANDRO RAPHAEL BORGES, MARICÉLIO DE MEDEIROS GUIMARÃES, RONES DE DEUS PARANHOS e ROSEMEIRE ALVES DA SILVA

ARTICULAÇÃO DOS CONTEÚDOS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA EDUCAÇÃO DE ADULTOS. Resumo: O potencial interdisciplinar dos conteúdos de Educação Ambiental (EA) são ferramentas utilizadas nos PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais), como tema transversal do sistema educacional nacional. Considerando este potencial integramos o tripé: ensino, pesquisa e extensão na realização do projeto de extensão do Programa Alfabetização Solidária, na Universidade Federal de Goiás em Jataí no ano de 2002, durante o curso de capacitação dos alfabetizadores dos Estados do Ceará, Amazonas e Goiás. O curso de Ciências Biológicas utilizou conteúdos de Educação Ambiental (ar, água, vegetação e lixo) para inserir propostas de alfabetizar jovens e adultos a partir destes conteúdos através de atividades praticas (jogos, artes, passeios, oficinas) com enfoque para a temática ambiental e alfabetização de adultos. Obtivemos como resultados as seguintes propostas: 05 jogos (dominó de letras, pescaria, quebra-cabeças, bolixo, história em quadrinhos); 03 passeios ( Mata do Açude e Estação de Tratamento de Esgoto e Água). O desenvolvimento das atividades surgiu após os acadêmicos do 2º ano do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas ministrarem aulas teóricas sobre conteúdos da Educação Ambiental. Os alfabetizadores após as exposições teóricas buscaram desenvolver atividades com enfoque para desenvolver a leitura e escrita a partir da relação entre: ensino de biologia, educação ambiental e alfabetização de adultos, quebrando paradigmas e proporcionando aos acadêmicos de Licenciatura em Ciências Biológicas e grupo de alfabetizadores mudança de valores e concepções. CONTATO: paranhosbio2000@yahoo.com.br

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LEVANTAMENTO SOCIAL DE UMA COMUNIDADE RIBEIRINHA NO RIO APORÉ. Resumo: Chegamos a um ponto da trajetória de ocupação e exploração da terra, onde a interferência no meio ambiente é hoje praticamente irreversível demonstrando gradativamente que a capacidade de suporte do planeta encontra-se próxima do esgotamento, sendo urgente à necessidade de revermos os nossos conceitos e as premissas do crescimento econômico, tendo em vista que a humanidade precisa atingir índices satisfatórios de desenvolvimento humano e de conservação ambiental, a educação voltada para as questões ambientais é de fundamental importância para alcançar os objetivos requeridos. Com a proposta de estar colaborando com o desenvolvimento equilibrado e visando em prover o conhecimento a respeito das pessoas que residem nas margens do rio Aporé no município de Lagoa – Santa, situada na região sul de Goiás, alunos de Ciências biológicas da Universidade Federal de Goiás (UFG), elaboraram um questionário sócio-ambiental que fora composto por RONES DE DEUS questões que abordassem a forma de vida dos habitantes daquela comunidade para PARANHOS, JOBER que posteriormente fosse possível delinear o perfil destes habitantes e suas FERNANDO SOBCZAK, respectivas ações no meio ambiente ou diretamente no rio Aporé. Assim cada casa ISMAEL PEREIRA DA SILVA, que se encontrava situada próxima às margens do rio Aporé, foi objeto de estudo e MARICÉLIO MEDEIROS visitada por dois alunos da universidade, que tinham por objetivo explicar o motivo GUIMARÃES, MARICÉLIO pelo qual o estudo estava sendo realizado, como sendo o modo de propagar o MEDEIROS GUIMARÃES e conhecimento e a proteção do meio ambiente através da educação ambiental bem SILVIO LACERDA DE como a possível participação dos moradores nesta pesquisa . Indiretamente cada OLIVEIRA aluno observava as condições das instalações sanitárias das moradias, e o modo de vida desta população ribeirinha em estudo, porém esta parte da pesquisa era desenvolvida de forma que nenhuns dos moradores percebessem as anotações que estavam sendo realizadas. Desta forma foi possível desenvolver todas as etapas do trabalho e traçar o perfil sócio econômico e sócio ambiental da população ribeirinha em estudo, que se apresenta formada ocasionalmente por 27 pessoas de meia idade a idosos, que se alojam em 12 casas a maioria do tipo palafita (casas sobre o rio), arremessam seus dejetos no rio diretamente e possuem como principal atividade econômica a exploração do turismo. Concluímos que é necessário estar acompanhando está população ribeirinha e desenvolver a educação ambiental num todo, pois desta maneira estamos contribuindo para que ocorra um desenvolvimento ecologicamente equilibrado bem como socialmente correto. CONTATO: jspider@ibest.com.br

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AVALIAÇÕES DAS CONDIÇÕES AMBIENTAIS DAS MARGENS DO RIO APORÉ NO PERÍMETRO URBANO DA CIDADE DE LAGOA SANTA – GO Resumo: A atividade humana modifica a paisagem e geralmente ocasiona danos irreversíveis à fauna e a flora existente num determinado local. A expansão acelerada da atividade antrópica no cerrado brasileiro tem alterado a estrutura e evolução dos sistemas naturais modificando-o, por isso, a sua fisionomia e a constituição da paisagem que caracteriza o domínio morfoclimático do cerrado. A cidade da Lagoa Santa que encontra-se situada, no extremo sul goiano 19°11’2’’S, 51°24’09,6’’W a uma altitude de 380 metros e temperatura média anual de 23º C, com clima tropical, possui muitos problemas relacionados com o rio Aporé, como a ocupação habitacional RONES DE DEUS desordenada nas margens, lançamento de esgotos e lixo nas suas águas, além da PARANHOS, JOBER destruição da vegetação nativa. O estudo ambiental das margens de rios é de grande FERNANDO SOBCZAK, importância, por possibilitar analisar as diversas problemáticas relativas ao uso do ISMAEL PEREIRA DA SILVA, solo em áreas vizinhas ao curso dágua, como por exemplo, a destruição das matas MARICÉLIO MEDEIROS ciliares, agricultura em solos impróprios e também verificar o mau uso dos recursos GUIMARÃES, MARICÉLIO hídricos, bem como lançamento de dejetos poluidores nas águas, que podem MEDEIROS GUIMARÃES e ocasionar um desequilíbrio, afetando as populações ribeirinhas que deste recurso SILVIO LACERDA DE dependem. A supressão de vegetação em área de preservação permanente situada OLIVEIRA em área urbana dependerá de autorização do órgão ambiental competente, desde que o município possua conselho de meio ambiente com caráter deliberativo e plano diretor, mediante anuência prévia do órgão ambiental estadual competente fundamentada em parecer técnico. com este trabalho foi possível apontar o uso inadequado dos recursos naturais, como a água, flora e a fauna local, que são bens comuns da população, bem como direcionar medidas ambientais, aos problemas existentes, apontando soluções reparadoras que poderão ser implantadas pela prefeitura da cidade, como a realização cursos de educação ambiental para a população que reside próximo ao rio. CONTATO: ufglacerda@bol.com.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER CERRADO E EDUCAÇÃO AMBIENTAL: UMA EMERGENTE RELAÇÃO Resumo: O bioma cerrado ocupa cerca de 23% do território nacional e destaca-se por apresentar uma alta biodiversidade. A partir da década de 80 a ocupação do cerrado se intensificou acarretando graves conseqüências. Este bioma vem sendo alvo de degradação ambiental, fruto da expansão indiscriminada da agropecuária, gerando assim à fragmentação de habitats. O presente trabalho tem por objetivo relatar um estudo realizado pelos alunos do quarto ano de Ciências Biológicas, do Campus Avançado de Jataí (CAJ), da Universidade Federal de Goiás, na Pousada das Araras, uma Reserva Particular de Preservação Ambiental (RPPN), localizada no município de Serranópolis- GO. Os dados para realização do referido trabalho foram coletados a partir de observações feitas durante o percurso da viagem da cidade de Jataí até Pousada das Araras, aproximadamente 90 Km. As observações e anotações foram realizadas com objetivo de realizar a caracterização do ambiente, adjacente ao percurso. Ao analisarmos os dados constatamos a existência de uma vasta área utilizada para o cultivo de diversas monoculturas ao longo desse trajeto, ressaltando a existência de fragmentos de cerrado de várias dimensões, como por exemplo nas proximidades do Clube Ponte de Pedra, onde há um grande fragmento de cerrado, circundado por áreas de agricultura e nas proximidades da cidade de Serranópolis. Já no local da Reserva, ao longo da trilha percorrida da sede até ao Sitio Arqueológico, foram identificadas 12 famílias de vegetais, como por exemplo: Leguminosae, Malpighiaceae, Anonaceae, Anacardiaceae e sete espécies de animais, como, por exemplo, tamanaduá – bandeira (Myrmecophaga tridactyla), tucano (Ramphastos Vitellinus), sariema (Cariama cristata), arara (Ara ararauna) entre outros. A partir desses dados coletados, quatro roteiros de aulas de campo foram elaborados, com objetivo de serem desenvolvidos juntos às escolas das cidades da região do sudoeste do Estado de Goiás. Através desta atividade, os acadêmicos puderam vivenciar a prática da educação ambiental, de uma forma contextualizada, o que veio contribuir substancialmente para a formação dos mesmos, tendo em vista sua habilitação em licenciatura, o que proporcionaria a introdução da educação ambiental em sua prática pedagógica cotidiana. CONTATO: paranhosbio2000@yahoo.com.br

RONES DE DEUS PARANHOS e ELCI FERREIRA MENDES PIOCHON

A EDUCAÇÃO DO EDUCADOR AMBIENTAL: BASE PARA A CIDADANIA PLANETÁRIA ROSA MARIA VIANA, Resumo: O trabalho aborda os pressupostos para uma formação do educador LEONARDO RODRIGUES DE ambiental nos níveis de graduação, de pós- graduação a partir de uma visão sistêmica MORAES, SOLANGE e transdisciplinar que possibilita a todos os profissionais na docência a estabelecer MAGALHAES, MARCIA uma base para a cidadania planetária, abordando a unicidade na multiplicidade da teia VIANA e JOÃO LUIZ da vida. Desde de Marx ate os pensadores atuais na linha de educação espiritualista HOEFFEL são resgatados nesta abordagem. CONTATO: rosamviana@yahoo.com.br

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PERCEPÇÃO AMBIENTAL NOS HISTÓRICOS DE MUDANÇA DE PAISAGEM NO ENTORNO DO PARQUE ESTADUAL DE CALDAS NOVAS-GO Resumo: O planejamento de ações em educação ambiental tem encontrado uma importante ferramenta nos estudos de percepção ambiental. As informações obtidas neste tipo de estudo, além de fornecer um conhecimento sobre as formas de interação da comunidade estudada com o lugar habitado, também conduzem a geração de novos saberes e indicativos de anseios com relação ao seu desenvolvimento. O SANDRO ALVES CORRÊA, presente trabalho propõe o estudo da percepção ambiental dos moradores do entorno SANDRA DE FÁTIMA do Parque Estadual da Serra de Caldas Novas, localizado nos territórios dos OLIVEIRA (ORIENTADORA) e municípios de Calda Novas e Rio Quente, estado de Goiás, a partir do resgate da ANDRÉIA APARECIDA história de desenvolvimento do lugar e das leituras da população local sobre as MARIN (CO-ORIENTADORA) mudanças de paisagem dele advindo. A área em estudo compreende locais em pleno desenvolvimento de suas potencialidades turísticas, o que destaca a importância da proposta, na medida em que esta representa um subsídio para o planejamento da apropriação territorial e da conformação da paisagem. CONTATO: Sandro Alves Corrêa (sandro_bio@yahoo.com.br) Doutorando Ciência Ambiental - UFG; Sandra de Fátima Oliveira (sanfaoli@iesa.ufg.br) Docente UFG Orientadora; Andréia Aparecida Marin (aamarin@ig.com.br) Bolsista Prodoc CAPES co-orientadora Sandro Alves Corrêa (sandro_bio@yahoo.com.br)

SANIA MARTINS VASCONCELOS

AMIGOS DA ÁGUA Resumo: A intenção do projeto “AMIGOS DA ÁGUA” foi tratar das questões ambientais relacionadas ao meio em que vivemos. Foi realizado com crianças de 8 a 10 anos de idade procurando sensibilizá-los para juntos lutarmos pela defesa dos recursos naturais. São ações deste projeto: • Trabalhar simultaneamente os pais e as crianças com relação à importância das águas da região. • Pesquisar e estudar as nascentes do perímetro urbano do município de Mineiros para que as crianças reconheçam o valor das mesmas para comunidade local. • Organização de aulas de campo para a construção de mapas falantes que revelem a problemática das nascentes visitadas. • A partir da conscientização da realidade observada os alunos perceberam o seu papel perante a comunidade. O alerta foi dado através da construção de poesias-denúncias e placas informativas sobre as nascentes estudadas. • A consciência crítica dos alunos foi percebida quando em visita às autoridades locais, os mesmos demonstraram capacidade para buscar soluções para os problemas apresentados. Um exemplo disto foi a sugestão de placas para cada nascente do perímetro urbano. • A apresentação do projeto na feira de ciência da escola possibilitou que o conhecimento adquirido fosse compartilhado com mais pessoas da comunidade mineirense. • Se a educação estimular o pensamento crítico e a capacidade de enxergar as conseqüências ambientais da ação humana, oferecer opções viáveis e compatíveis com a realidade social, ela terá desenvolvido a capacidade de analisar problemas ecológicos como a importância da água que é fundamental para a sobrevivência de vida no Planeta Terra. Dessa forma, corre-se menos risco de que o ensinamento se perca quando elas ficarem adultas. E se você professor acreditar em seu trabalho, e conseguir conscientizar um aluno ou a família, você pode Ter a certeza, que você faz a diferença. Acreditamos que a Educação Ambiental oferecida as crianças com uma boa dose de otimismo, vamos colher bons frutos no futuro. CONTATO: saniamv2003@yahoo.com.br

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PROJETO REFLORESTAR GOIÁS - O PODER DE UMA ESCOLA Resumo: A cidade de Goiânia vem enfrentando sérios problemas ambientais que afetam direta e indiretamente sua população. As soluções de grande parte desses problemas são, na maioria das vezes, pensadas isoladamente sem a preocupação de se buscar a resolução integrada dos mesmos. As escolas surgem neste cenário como vetores potenciais de divulgação de informações que podem vir a minimizar os impactos ambientais causados pela urbanização. Questões como a elevada produção de resíduos sólidos e as precárias condições da arborização urbana foram encaradas por uma escola pública de maneira criativa e inovadora e, de onde se imaginava que jamais poderiam ser obtidos resultados, eles surgiram. O presente projeto foi desenvolvido na Escola Estadual Senador Moraes Filho, situada no município de Goiânia. Durante o segundo semestre do ano de 2.002, as turmas do período noturno receberam visitas semanais de um agente ambiental voluntário. As visitas aconteciam em pequenos momentos das aulas e tinham dois objetivos: sensibilizar os jovens através de rápidos momentos que promovessem a educação ambiental e trabalhar a interdisciplinariedade das questões ambientais, promovendo a ligação entre os temas abordados e as disciplinas cursadas pelos alunos da escola. Para todas as turmas era VINÍCIU FAGUNDES apresentada semanalmente uma espécie diferente de árvore do cerrado. Os alunos BÁRBARA e GISELE SOUZA tinham a oportunidade de visualizar e apalpar exemplares de folhas, flores e sementes. O processo de sensibilização era coroado com a solicitação de sementes das espécies de árvores apresentadas. Após esta fase inicial o projeto passou para sua segunda parte: arrecadar resíduos recicláveis que foram revendidos para custear as despesas com substrato e recipientes que serviram para a produção das mudas. Esta arrecadação foi feita através da sensibilização dos alunos quanto à grave questão da geração de resíduos sólidos no dia-a-dia, visando despertar nos mesmos a necessidade da minimização do consumismo individual. Com a arrecadação de duas toneladas de resíduos foram produzidas trezentas mudas de árvores que no início da estação das chuvas foram plantadas em uma área da escola que se encontrava depredada. O local ganhou mais vida e foi valorizado por toda a comunidade escolar, sendo protegido e preservado com orgulho pelos estudantes. Todo o processo foi realizado pelos alunos e acompanhado pelo agente ambiental. Os resultados obtidos mostraram que a educação ambiental tem um caráter fundamental na formação do indivíduo enquanto cidadão ambientalmente ativo e esclarecido, uma vez que a mesma promove o repensar do mundo, alavancando a conseqüente mudança de hábitos. CONTATO: viniciu.fagundes@bol.com.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER ACÚSTICA: POLUIÇÃO SONORA Resumo: Este trabalho tem o propósito de mostrar como os estudos sobre o som se desenvolveram na história, relacionar o funcionamento da propagação sonora e as características das ondas mecânicas, os movimentos ondulatórios e as definições de ondas, usar as definições e os conceitos de ondas para concretizar nossas noções de física, utilizando experimentos simples como: a membrana do alto falante de um rádio que começa a vibrar, e estas vibrações são transferidas para as moléculas de ar a sua volta, e estas por sua vez transferem a vibração para as moléculas vizinhas, permitindo assim a propagação de energia mecânica. Normalmente achamos que a percepção que temos do nosso ambiente é perfeita, porém esquecemos que não somos capazes de ouvir sons acima de 20.000 Hz e nem abaixo de 20 Hz, diferentemente de morcegos e cães. Devemos saber que nossos órgãos dos sentidos têm características comuns, possuem receptores que são células nervosas capazes de responder a estímulos específicos, recebendo, transformando e transmitindo-os, para o restante do sistema nervoso. Estudamos aqui as propriedades das ondas e o que é o som. Trabalhamos a ciência da música e suas histórias, tanto a mitológica quanto a não mitológica. Uma espécie de agressão ambiental que acarreta cada vez mais problemas nas grandes cidades é a poluição sonora. Trata-se de um dos mais graves problemas urbanos contemporâneos, representado pelo conjunto de todos os ruídos provenientes de uma ou mais fontes sonoras, manifestadas ao mesmo tempo num ambiente qualquer. Nas grandes cidades, o ruído transmitido pelos automóveis, fábricas e pessoas é cada dia mais intenso. As pesquisas e medidas feitas com seres humanos e animais ainda são poucas. A Poluição Sonora hoje é tratada como uma contaminação atmosférica através da energia mecânica, e seus malefícios têm reflexos em todo o organismo, não sendo apenas no aparelho auditivo. As conseqüências provocadas pelos excessos de poluição sonora para a saúde física e mental do ser humano, são responsáveis por distúrbios circulatórios, gástricos e perda da audição. Algumas pesquisas mostram ainda que o ruído constitui-se em um dos agentes mais nocivos à saúde humana, causando a hipertensão arterial, gastrites, úlceras e impotência sexual. Tratamos sobre a Psicoacústica, sendo nosso maior objetivo o de fornecer uma fonte complementar de estudos para pesquisadores e educadores. Professor orientador:Clóves Gonçalves Rodrigues. CONTATO: pachecofisica@pop.com.br

WESLEY PACHECO CALIXTO

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MINAS GERAIS
AUTOR@S TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER A PERCEPÇÃO AMBIENTAL ESCOLAR: UMA FERRAMENTA IMPRESCINDÍVEL PARA UM PROJETO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL. Resumo: Praticar educação ambiental significa romper com os padrões estáticos disciplinares já estabelecidos nas escolas, é usar da ousadia para transformar uma realidade, mas antes disso é necessário um processo de mudança de mentalidades. Uma ferramenta fundamental para iniciar o processo paulatino de sensibilização necessária para promover comportamentos responsáveis diante do meio ambiente, é o diagnóstico da percepção ambiental dos envolvidos no processo. A partir dele é que as atividades devem ser desenvolvidas, visto que ele mostra o nível de entendimento desta comunidade a respeito do ambiente que os rodeia. Este trabalho teve por objetivo desenvolver um método para diagnosticar a percepção ambiental de uma comunidade escolar e a partir dos resultados planejar atividades que contribuam para a tomada de consciência e mudança de comportamento. O trabalho teve por fundamentação teórica as recomendações oriundas das Conferências Intergovernamentais promovidas pela ONU/UNESCO e outros documentos oficiais, como os Parâmetros Curriculares Nacionais. Para diagnosticar a percepção ambiental, foi aplicado um questionário por método de amostragem nas séries do Ensino Fundamental da Escola Municipal Prof. Domingos Pimentel de Ulhôa, Uberlândia MG. Os resultados nos permitiu constatar a necessidade de se trabalhar melhor conceitos de meio ambiente e de utilizar o lixo como norte para as discussões ambientais, visto que nas respostas do questionário, ele apareceu como maior problema em 51% das respostas. Outro ponto fundamental discutido, foi a necessidade de se desenvolver atividades interdisciplinares, dada a complexidade desta questão. CONTATO: teobaldoneto@yahoo.com.br

ARISTOTELES TEOBALDO NETO, THAÍS PEREIRA, MAURO BEIRIGO DA SILVA, ROBERTA AFONSO VINHAL WAGNER, ERCI JOSÉ DA SILVA e JUAN CARLO DANTAS BARBOSA

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER CONHECER PARA PRESERVAR: EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO PARQUE ESTADUAL DA SERRA DO ROLA MOÇA, MINAS GERAIS (BRASIL) Resumo: As Unidades de Conservação (UC), no Brasil, apresentam-se como uma ferramenta de proteção e gerenciamento dos recursos naturais mediante programas de manejo, uma vez que, apesar de possuir a maior biodiversidade mundial, o país apresenta também graves problemas ambientais. Atualmente, as UC têm recebido uma abordagem que estimula sua integração com a sociedade por meio de metodologias de Educação Ambiental, possibilitando o contato com o conhecimento ecológico/ambiental. Essa participação dos diversos grupos sócio-culturais em áreas naturais conservadas tem sido cada vez mais considerada de grande relevância para a manutenção dos recursos naturais. O Parque Estadual da Serra do Rola Moça (PERMO), uma UC criada em 1994, localiza-se numa porção da Serra do Espinhaço pertencente a quatro municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte. A reserva possui uma área em torno de 4.600ha de vegetação natural que abarca seis mananciais de captação de água utilizados para abastecimento dessa região. A paisagem do parque é composta por remanescentes de mata atlântica, matas de galeria, cerrado e campos ferruginosos. Esses últimos merecem destaque por ser um ecossistema raro fora do Quadrilátero Ferrífero, área de grande importância biológica. Devido à proximidade do centro urbano, a reserva sofre constante ameaça de desmatamentos e queimadas, além da mineração. A diversidade dos ecossistemas e os problemas de conservação que enfrenta fazem do PERMO um valioso instrumento de estudo e aplicação de procedimentos ambientais, reforçando o seu valor ecológico e educacional. Nesse contexto, duas atividades práticas estão sendo implementadas para estimular o contato dos visitantes com uma UC e a sensibilização acerca de questões ambientais. A primeira consiste em jornadas de Educação Ambiental, desenvolvidas mediante a realização de trilhas interpretativas por grupos de jovens e/ou adultos acompanhados de monitores, sendo destacadas as peculiaridades e aspectos relevantes do perfil do parque. No percurso dessas trilhas os participantes se familiarizam com conceitos e questões pertinentes à conservação da natureza que, posteriormente, são abordados em grupos de discussão. Tal atividade reforça, então, o valor das UC como instrumento educativo capaz de atingir diversos grupos sociais, uma vez que, contribui para a formação de agentes multiplicadores responsáveis pela disseminação do conhecimento ecológico. A segunda atividade tem como alvo o público escolar, para o qual foram organizados roteiros com atividades práticas que potencializam a aprendizagem do conteúdo programático de ciências dos ensinos Médio e Fundamental. Os roteiros foram elaborados a partir do levantamento biológico do parque e incluem atividades de observação, sistematização, comparação, percepção diferenciadas para os dois níveis de ensino. Esta proposta apresenta-se como uma oportunidade de se aplicar o conhecimento adquirido dentro da sala de aula para a compreensão da natureza, além de inserir a dimensão ambiental no cotidiano dos alunos. As duas ferramentas implementadas no PERMO reforçam expressivamente a importância de “conhecer para preservar”, demonstrando que quanto maior o conhecimento sobre áreas protegidas, maiores os benefícios rumo à conservação. CONTATO: carolclr@yahoo.com.br

ANA CAROLINA COSTA LARA ROCHA, CLAUDIA MARIA JACOBI e LORENA CÂNDIDO FLEURY

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER "DEFENSORES DA ÁGUA" - OS RECUSROS HIDRÍCOS COMO TEMA TRANSVERSAL PARA O 2° CICLO DE FORMAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL, EM UMA ESCOLA MUNICIPAL DE BETIM-MG. Resumo: O tema água no 2° ciclo de formação do Ensino Fundamental (5ª Série) se referencia por abordagens a respeito das intervenções humanas na circulação e transformação dos materiais no ambiente, bem como estabelecer limites teóricos e práticos para a conservação deste recurso. Procurando atender uma demanda da disciplina Estágio de Licenciatura do Curso de Ciências Biológicas da PUC/ Minas Betim, foi realizado no mês de Abril de 2004, na Escola Municipal Clóvis Salgado, Betim-MG, uma pesquisa qualitativa - estudo de percepção ambiental, utilizando como instrumento de coletada de dados, questionários que buscavam perceber o entendimento dos alunos sobre os recursos naturais (com enfoque na água) e sobre problemas ambientais. Foram entrevistados 68 alunos da 5° Série e, com referencia na entrevista, estabelecemos os pontos críticos, aqueles sub-temas em que os alunos conheciam pouco. Ao todo foram 12 questões, abertas e fechadas. Os resultados obtidos nos indicaram que temas atuais são pouco trabalhados pelos professores nesta escola, sendo que 96% dos alunos nunca ouviram falar em indicadores ambientais de qualidade da água e nem imaginam qual a sua importância, 100% dos alunos não sabem o que é saneamento básico, mas conseguem indicar temas correlacionados, 16 (24%) dos alunos. E 88% não sabem o que é uma Bacia Hidrográfica, sendo que este tema é recorrente em alguns livros didáticos. Ao analisarmos os dados preparamos atividades lúdicas para sensibilização - com música, brincadeiras (“Corrida do Contra o Desperdício”) e palestra para informação, sobre os temas para que pudéssemos estimula-los a pensar criticamente sobre os problemas referentes a temática água e como finalização vimos um vídeo, Chuá. Com a realização deste trabalho pudemos estabelecer linhas de ação para os professores, para que pudessem dar continuidade ao trabalho e, que principalmente buscasse instrumentos para mobilização de futuras ações locais para a conservação dos recursos hídricos. CONTATO: arquidiniz@hotmail.com

ARQUIMEDES DINIZ MARÇAL FERREIRA, FABIANA COSTA BARROS, ANA LÚCIA DE JESUS SANTOS, LEANDRO DE PAULA NASCIMENTO e EUGÊNIO BATISTA LEITE

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AMBIENTAL MENTE URBANA: UMA EXPERIÊNCIA DE EDUCAÇÃO SOCIOAMBIENTAL Resumo: Membros do grupo de EA Ambiental Mente Urbana e estudantes de graduação do curso de Ciências Biológicas do ICB, UFMG. O grupo de EA, Ambiental Mente Urbana (AMU), surgiu como um projeto de educação sócio ambiental em uma escola na periferia de Belo Horizonte. A Escola Estadual Anne Frank, onde são realizadas as atividades, está situada no bairro Confisco que apresenta alto nível de risco social, ou seja, baixa renda, violência, poluição, más condições de saúde pública e moradia, tráfico de drogas e descaso político. Frente a tal situação o grupo tem como objetivo potencializar a sensibilização, conscientização e transformação dos estudantes em relação a problemática ambiental em uma sentido amplo. Dessa forma, procura-se tratar não só de questões estritamente ecológicas, o que resultaria no afastamento da realidade local. Assim, o presente trabalho tem como objetivo a melhoria da condição de vida humana dentro da temática ambiental, partindo dialéticamente do pressuposto de que a natureza é social, uma vez que é uma representação humana. Simultaneamente, a sociedade é um ambiente no qual as pessoas se relacionam entre si, com outras espécies e com o universo abiótico. Foi AUGUSTO ALVES, ELISA utilizada a metodologia de entrevista participativa e simples observação na busca de FARIA, FERNANDO temas geradores como forma de conhecer o nosso público alvo como foi GOULART, JULIANA anteriormente descrito por Paulo Freire. Assim foi levantada a concepção da relação CHEVITARESE, LETÍCIA DE entre o aluno e o meio no qual este está inserido para que as atividades não SOUZA, LÍDIA FRICHE, LÍGIA destoassem do contexto local. A partir desse inventário foram realizadas várias MARIA SABACK, LÍVIA atividades envolvendo desde turmas de quartas séries até turmas de oitava. Algumas CASTRO e RENATO foram realizadas na praça situada em frente a escola onde se situa uma nascente e no passado era um lixão, sendo transformado em praça pela própria comunidade. Tais atividades se centraram em dinâmicas que visavam a sensibilização e a conciêntização de temas socioambientais como poluição do ar, da água, lixo, biodiversidade, reflorestamento, recursos naturais, violência, desigualdade social, neoliberalismo, democracia, autoestima, história pessoal e história da praça. Como exemplo de atividade realizada pelo grupo, foi produzido um cartaz Teia da Vida que aborda a concepção dos sobre os temas geradores. Depois de distribuídas gravuras contendo diversos temas houve uma discussão relacionada às imagens. O debate foi representado na forma do cartaz, produzido pelos próprios alunos. Dessa forma, compreende se o olhar do aluno frente às relações sócioambirentais. Como conclusão das atividades realizadas pelo grupo AMU, percebe se que os alunos possuem duas concepções antagônicas referentes à relação sociedade/natureza. A primeira uma relação de competição, na qual o desenvolvimento da sociedade vai de encontro à preservação do ambiente não humano. Por outro lado nota se a cooperação entre o ser humano e o ambiente associal uma vez que a desigualdade social que condiciona a degradação humana trazem malefícios à toda biodiversidade. CONTATO: gusbio@ibest.com.br

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A CAPACITAÇÃO DE PROFESSORES EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL Resumo: A Educação abordava temas sobre a natureza com um tratamento fragmentado, muito freqüentemente abstrato e desligado da realidade do entorno que se pretendia ensinar. A Educação Ambiental veio favorecer uma participação responsável e eficaz da população na concepção e aplicação das decisões que põe em jogo a qualidade do meio natural ,social e cultural .Desde que a EA começou a ser introduzida mundialmente no ensino , há cerca de 30 anos , tem falhado na preparação de indivíduos capazes de agir nas questões ambientais , pois visa o conservacionismo e pouco engajada nas questões rodutivas. Com esta visão multidisciplinar e com a falta de capacitação dos professores em diversas áreas surgiu a proposta de iniciar um projeto de EA na escola , direcionando à professores da rede municipal e a comunidade com o intuito de informar , formar, criar projetos implementado experiências e propiciando um ensino com a temática ambiental de forma interdisciplinar. Diversos temas são discutidos e um dos primeiros projetos CIBELE CAETANO RESENDE criados pelos professores foi sobre a “Água” direcionando o assunto para as áreas de Educação Física, Português, Geografia , Ciências estendendo para as escolas e obtendo diferentes resultados. Cada educador se tornou um multiplicador, ampliou a produção de subsídios teóricos e metodológicos implementando os temas transversais com resultados positivos e trabalhos que despertaram sensibilizações para preservação por parte dos alunos. Os professores se sentiram motivados para “disseminar” assuntos ligados ao ambiente conscientes de sua prática metodológica. A EA veio contribuir com a formação de cidadãos conscientes , aptos a decidir e atuar na realidade socioambiental de modo comprometido com a vida, o bem-estar de cada um e da sociedade local e global. Através de processos educativos que promovam a melhoria do ambiente e da qualidade de vida individual e comunitária ,criando e incentivando os multiplicadores ambientais, a fortificar o nosso trabalho, se tornando cada dia mais efetivo e eficaz. CONTATO: cibelecr@terra.com.br EDUCAÇÃO AMBIENTAL ATRAVÉS DE VIVÊNCIAS COM SOLOS Resumo: O solo é um componente essencial do ambiente natural e humano que está presente no cotidiano das pessoas, e portanto é familiar e significativo para todos, e assim esse tema pode ser usado como um eficiente instrumento da Educação Ambiental. Entretanto, o solo é freqüentemente desconsiderado e desvalorizado, resultando em uma falta de percepção da sua importância para a manutenção da vida, e da necessidade de sua conservação. A ampliação da percepção do solo é uma necessidade para que dê uma efetiva conscientização ambiental. Assim a Educação Ambiental a partir de uma abordagem pedológica, com observação, coleta e manuseio de solos, oferece instrumentos objetivos para elaborar e re-elaborar valores, condutas e atitudes. Tais aspectos possibilitam, inclusive, que as questões ambientais gerais, globais, ganhem concretude ao se lidar com aspectos locais e familiares. Com o objetivo de re-significar aspectos dos espaços de vivência das pessoas, solos em especial, o Programa de Educação em Solos e Meio Ambiente (Viçosa, MG), desenvolve uma série de vivências com solos tanto no âmbito das comunidades escolarizadas, como com o público em geral. Entre essas atividades destacam-se trilhas e “desvendamento”de paisagens, coleta de materiais de solos, e preparação de material de modelagem e tintas de solos. Além disso montam-se coleções e exposições de materiais tanto coletados como produzidos com solos. Esse trabalho apresenta esse conjunto de atividades. Observamos que estas têm promovido a maior percepção e valorização dos solos pelos envolvidos, conseqüentemente uma compreensão mais integrada do meio ambiente. Com isso, oportuniza-se a conscientização ambiental das pessoas, de forma que elas tenham um conjunto de valores que as instrumentalize para perceber, analisar e avaliar os impactos das ações públicas e privadas sobre o solo e meio ambiente, assim como o impacto de suas próprias ações. CONTATO: cmuggler@ufv.br

CRISTINE CAROLE MUGGLER e FÁBIO DE ARAÚJO PINTO SOBRINHO

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AVALIAÇÃO DO COMPORTAMENTO SOCIOECONÔMICO DAS COMUNIDADES DO ENTORNO RURAL DO PARQUE ESTADUAL DO RIO DOCE/PERD/MG PARA POSSÍVEIS MEDIDAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL Resumo: A área de estudo desta pesquisa, o Parque Estadual do Rio Doce, que será chamado abreviadamente de PERD, localiza-se no Médio Vale do Rio Doce no estado de Minas Gerais a 205 km de Belo Horizonte e 750 km de Uberlândia / MG. Em 14 de julho de 1944, sob a liderança de Dom Helvécio, na época, bispo de Mariana / MG, a área foi decretada como protegida pelo Decreto-Lei 1.119, nascendo daí o Parque Estadual do Rio Doce. Atualmente, o PERD constitui-se na maior “ilha” de Mata Atlântica no estado de Minas Gerais, com 36.113,6 ha, e é delimitada ao sul , a leste e a oeste pelas plantações de Eucalyptus spp. da Companhia Agro-Florestal (CAF) da Belgo-Mineira e da ACESITA Florestal. Na porção norte, o Parque é delimitado pelas áreas urbanas de Ipatinga, Coronel Fabriciano e Timóteo, onde estão instaladas as usinas siderúrgicas ACESITA, CENIBRA e USIMINAS, caracterizando a região como o “Vale do Aço” . A parte administrativa do Parque Estadual do Rio Doce está a cargo do Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais – IEF / MG. E uma moderna infraestrutura foi montada para receber pesquisadores e turistas, tendo sido construídos um Laboratório, um Alojamento, Área de Camping , um Restaurante, e um Campo de CRISTIANO QUIRINO BRITTO Pouso. Segundo o Decreto Estadual nº 25.341/86, o PERD passou a ser considerado uma Unidade de Conservação Ambiental. Dessa forma, confere ao Parque uma área que fora definida pelo poder público visando a proteção e a preservação de ecossistemas no seu estado natural e primitivo, onde os recursos naturais não são passíveis de uso direto , não podendo ser apropriado pelo homem. O trabalho avaliou e discutiu o perfil socioeconômico das comunidades rurais que residem no entorno do PERD compreendendo suas relações sociais e as atividades econômicas desenvolvidas por estas comunidades. Caracterizou a relação Parque-comunidade, suas implicações diretas e indiretas e como conclusão propôs algumas sugestões e recomendações. Foi selecionado um total de nove comunidades rurais que se localizam a norte, a oeste e ao sul do PERD. Essas comunidades ficam próximas da região industrial do Vale do Aço, localizado na Bacia Hidrográfica do Rio Doce e Piracicaba na zona leste mineira. Este trabalho faz parte da pesquisa “Perfil Socioeconômico das Comunidades do Entorno do Parque Estadual do Rio Doce”, realizada pelo PRO-CITTA- Instituto de Estudos Pró-Cidadania, amparado pelo grupo GTZ- Agência Alemã de Cooperação Técnica, IEF, IBAMA e Fundação Biodiversitas na cidade de Bhte. CONTATO: britto@unitmg.com.br

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ATIVIDADES HUMANAS E SEUS IMPACTOS E CONSEQÜÊNCIAS NO MUNICÍPIO DE CALDAS: ELABORAÇÃO PARTICIPATIVA DE LIVRO LOCAL DE APOIO AO PROFESSOR Resumo: O ano de 2002 foi marcado por acontecimentos envolvendo a questão ambiental no município de Caldas (uma Audiência Pública da FEAM/MG para saber a opinião da população sobre o estabelecimento de mais mineradoras no município, e um evento público organizado pela Indústria Nuclear do Brasil anunciando o processamento nuclear de monazita no município) que mobilizaram significativamente muitos setores da sociedade civil caldense, incluindo as escolas municipais e estaduais do município. No caso das escolas, algumas professoras sentiram que havia muito pouca informação a respeito dos impactos ambientais e sociais dos empreendimentos envolvidos no debate (mineradoras e INB), o que prejudicava a capacidade dos/as alunos/as em tomar uma posição crítica própria com relação ao assunto. Foi então que um grupo de professoras passou a se reunir para pensar alternativas para cobrir esta lacuna, e surgiu a proposta de realizar um projeto de elaboração coletiva de um livro de apoio ao professor caldense. A proposta era que as/os próprias/os professoras/es que se interessassem em participar fossem responsáveis pela construção do livro, a partir de suas experiências, saberes e metodologias de sala de aula, tendo por sua vez o coordenador o papel de apoiar na sistematização desses conhecimentos e metodologias, e de alimentar o grupo com textos, seminários e reflexões a respeito da questão ambiental. A iniciativa contou com apoio das Diretorias das escolas do município e das Secretarias Municipal e DANIEL TYGEL e MAIS 22 Estadual de Educação, tendo se desenrolado em encontros mensais no segundo PROFESSORES DE CALDAS semestre de 2003, e teve como principais resultados: a) estabelecimento de uma metodologia participativa de trabalho e avaliação; b) registro do processo em boletins publicados mensalmente e afixados nas escolas; c) elaboração do formato e estrutura do livro; d) elaboração inicial de quatro seções do primeiro capítulo, que trata do lixo, chamadas “De onde vim, para onde vou”?; “Lixora”; “Uma produção nossa”; e “Brincando de detetive”; e) debates e reflexões através de seminários e filmes; f) disponibilização de uma biblioteca ambulante com aproximadamente 60 títulos. Em 2004, o grupo elaborou e submeteu às Secretarias Estadual e Municipal um projeto ampliado, o “Programa de fomento à criação de Redes Municipais de Educação Ambiental na Regional de Poços de Caldas”, para dar continuidade ao trabalho, com os seguintes objetivos: 1. Formar professoras/es do Ensino Fundamental no trabalho interdisciplinar, em sistematização e reflexão sobre seus processos e práticas de ensino, e em utilização efetiva da realidade local onde está inserida a escola como elemento didático; 2. Elaborar um livro didático de apoio ao professor, com o título “Atividades humanas e seus impactos e conseqüências no município de Caldas”, tendo como autores os/as professores/as caldenses participantes; 3. Fomentar o desenvolvimento das escolas rumo ao conceito de Escola Sustentável e Cidadã; 4. Desenvolver, sistematizar e disponibilizar uma metodologia de formação prática de professores em interdisciplinaridade e em contextualização local dos conteúdos programáticos escolares; 5. Formar uma equipe de professores/as-formadores/as que possa garantir a replicabilidade do programa para outras regiões de Minas Gerais CONTATO: dtygel@nowtech.com.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER HORIZONTE 21: A EXPERIÊNCIA DO SENAI/MG NA INCORPORAÇÃO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL Resumo: O projeto Horizonte 21 foi um projeto de cooperação técnica entre o Bundesinstitut für Berufsbildung - BIBB, da República Federal da Alemanha, e o SENAI, para a integração da Educação Ambiental na Educação Profissional nos cursos profissionalizantes do SENAI/DR-MG. Realizado em 2001 e início de 2002, o projeto foi coordenado pela Gerência de Meio Ambiente da FIEMG e visava, dentre outros objetivos, introduzir a componente ambiental de forma transversal, conforme a Lei no 9.795 de Política Nacional de Educação Ambiental; adequação de recursos didáticos do BIBB para a realidade brasileira e contribuir para a mudança comportamental de alunos, alunas e professores visando a formação de uma nova geração de profissionais atentos para aspectos e impactos ambientais de suas atividades, a criatividade, autonomia e iniciativa em relação à questão ambiental e solução de seus problemas. As questões que nortearam o projeto foram: 1. Como inserir a EA despertando o interesse dos alunos? 2. Como contribuir para a adoção de boas práticas ambientais dentro e fora da sala e das empresas? 3. Como despertar o interesse, cooperação e participação dos professores? Como efetivamente “esverdear” os cursos técnicos? Os seminários internacionais ocorreram na fase piloto, em 2001, em regime de imersão total em Minas Gerais e contaram com a participação de 17 unidades do SENAI-MG. Alguns dos resultados foram: Oficina do Futuro, em Uberlândia, realização da Oficina Ambiental no Centro Tecnológico de Fundição, em Itaúna, uso racional de materiais de soldagem implicando na redução em 35% na compra de chapas novas e redução em 60% no desperdício de eletrodos, no curso de Eletrodos Revestidos, revisão do programa do curso de Mecânica do SENAI de Uberaba, com a montagem de um produto útil e que tivesse significado para os alunos de baixo poder aquisitivo: uma patinete e a construção do site www.fiemg.com.br/horizonte21 como forma de divulgação dos materiais pelos próprios professores/alunos participantes do projeto. O sucesso do projeto resultou na realização de um seminário internacional envolvendo os SENAIs dos estados do ES, RS, SC e PR em março de 2002 em Curitiba. CONTATO: deborahm@fiemg.com

DEBORAH E. A. MUNHOZ.

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER PRODUÇÃO MAIS LIMPA: APLICAÇÃO DE ESTRATEGIAS DE EA NA FORMAÇÃO DE FACILITADORES INTERNOS Resumo: A Produção Mais Limpa consiste na aplicação contínua de uma estratégia ambiental, econômica e tecnológica integrada aos processos e produtos a fim de aumentar a eficiência do uso de matérias primas, água e energia. Em 2001, o Núcleo de Produção Mais Limpa de Minas Gerais, inserido na Gerência de Meio Ambiente da FIEMG, iniciou seu primeiro projeto intitulado Projeto Setorial de Couros de Produção Mais Limpa, dentro do convênio CNI-SEBRAE e contou com o apoio do Sindicato das Indústrias de Curtimento de Couros e Peles em MG - SINDIPELES. O projeto visava identificar oportunidades de melhoria de produtividade com redução de custos, da geração de efluentes e resíduos sólidos, consumo de água e energia, aumentar a competitividade no mercado e melhorar a relação com os órgãos ambientais em empresas do setor em Minas Gerais. No processo de gestão convencional perguntase: "o que pode ser feito com os resíduos que são gerados"? Na P+L, a pergunta mobilizadora é: onde os resíduos são gerados? Por quê? Para facilitar o trabalho dos consultores do Núcleo, era necessária a formação de facilitadores internos. Dentro desta mudança de perspectiva necessária ao sucesso do programa, como desenvolver um novo olhar sobre o processo produtivo em pessoas de variados níveis de escolaridade incluindo analfabetos? Para vencer este desafio, elaborou-se um curso de imersão total de 40 horas. Dinâmicas de grupo, jogos interativos, cinema, debates e trabalhos em grupos foram usados para sensibilização ambiental, estímulo à mudança de comportamento e elaboração dos conteúdos técnicos. A educação em valores humanos, centrada na cooperação e solidariedade possibilitou a troca de experiências entre os profissionais independentemente do grau de escolaridade. Balanços qualitativos de massa foram elaborados pelos participantes, desvelando as estruturas complexas e particularidades do curtimento e acabamento do couro. O curso formou 16 facilitadores de doze empresas concentradas no sudoeste do estado. CONTATO: deborahm@fiemg.com.br

DEBORAH E. A. MUNHOZ

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER CENTROS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DE EMPRESAS - RESULTADOS DO ENCONTRO DE TIMÓTEO Resumo: O Grupo de Trabalho de CEAs de Empresa (GT) foi proposto durante a preparação do Encontro Nacional de CEAs em 2003 (Timóteo, Minas Gerais). A proposta foi feita a partir da percepção de que o potencial da EA ainda não é compreendido pela maioria das empresas. Muitas delas mantêm uma visão fragmentada desenvolvendo ações de responsabilidade social desconectadas de práticas e saberes já consolidados dentro da EA inclusive dentro de seus próprios centros de educação ambiental. Ocorre que no Brasil e na América Latina, questões sociais e ambientais estão intimamente entrelaçadas e relacionadas com a não satisfação das necessidades básicas e essenciais de boa parte da população. O grupo concluiu que: As empresas criam um CEA por ação pró-ativa, política ambiental, visão da alta administração, necessidade de ter um espaço adequado para educação ambiental ou exigência do órgão ambiental; Os CEAs têm como finalidade/missão o desenvolvimento de atividades que busquem contribuir para a sensibilização/compreensão das questões ambientais a partir da análise crítica sobre as ações coletivas e individuais do mundo contemporâneo. Esta missão é atingida através de atividades diversas de educação formal, não formal e informal, norteadas por: programa de educação ambiental/projeto pedagógico, política global da empresa, diagnósticos e problemas ambientais da comunidade, dentre outros. As atividades dos CEAs são dirigidas tanto para o público externo quanto para o público interno (funcionários e familiares). Dificuldades apontadas: sustentabilidade financeira; manutenção da estrutura física, expansão das atividades pedagógicas, atender toda a demanda da comunidade, avaliação de resultados, recepção de pessoal despreparado, pré-conceito, atendimento ao público interno, o projeto políticopedagógico imposto pelo órgão ambiental. O projeto pedagógico é visto tanto como facilidade, quanto como dificuldade, pois minimiza perda de energia e dinheiro em ações difusas. Como alternativas às dificuldades foram apontadas: Envolvimento da família dos funcionários como monitores; Implantação de novas unidades, promoção de eventos em finais de semana; estabelecimento e ampliação de parcerias de cunho técnico – financeiro São expectativa dos CEAS: expansão; formação de multiplicadores; socialização do conhecimento, implantação da Agenda 21; prática da Ecologia Integral além de fortalecimento e crescimento. Participaram do GT no período de 10/2003 a 10/2004 os ceas da CENIBRA, BELGO, USIMINAS, CSN, ACESITA, ANGLOGOLD ASHANTI, ARCELOR, BUNGE,CEMIG, CMM, VALE DO RIO DOCE, MBR, AÇOMINAS, ALCOA. A partir de Timóteo ficou instituído o GT permanente coordenado pela FIEMG. CONTATO: deborahm@fiemg.com.br

DEBORAH E. A. MUNHOZ

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER ALFABETIZAÇÃO ECOLÓGICA DE EMPRESAS: DAS PESSOAS ÀS CADEIAS PRODUTIVAS Resumo: A alfabetização ecológica consiste no conhecimento e observação dos princípios ecológicos, no desenvolvimento do pensamento sistêmico e na aplicação de tais princípios no cotidiano. Conhecer e aplicar os princípios consiste em um desafio de indivíduos e organizações. Em minha proposta de trabalho, indivíduos e empresas são levados a conhecer e a refletir sobre o significado e as implicações dos princípios ecológicos tais como redes, interdependência, cooperação, co evolução, ciclos, equilíbrio dinâmico, diversidade, reciclagem, fluxo de energia, sustentabilidade, assim como do papel do empreendoderismo e desenvolvimento pessoal e espiritualidade para a sobrevivência e prosperidade das comunidades humanas e dos negócios. Minha proposta de trabalho parte do pressuposto que toda transformação organizacional inicia-se no ambiente interno de cada pessoa que a compõe. Assim, na dimensão do desenvolvimento humano, busco contribuições complementares à alfabetização ecológica proposta por Fritjof Capra: a prática da ecologia integral (paz consigo, paz com os outros e paz com a natureza), de Pierre Weil, da Universidade da Paz associada à educação em valores humanos das Organizações Brahma Kumaris, particularmente de Ken O´Donnel. Tais contribuições buscam desenvolver talentos e explicitar as conexões ocultas entre o universo interno de cada ser humano, seus pensamentos, sentimentos, emoções e mistérios, com as empresas, com o planeta e com o Cosmos CONTATO: deborahmunhoz@ig.com.br

DEBORAH E. A. MUNHOZ

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER VEREDAS DE TRANSIÇÃO PARA UMA EDUCAÇÃO JURÍDICA AMBIENTAL Resumo: A Constituição Federal, no artigo 225, estabelece que a defesa e a preservação do meio ambiente é um dever do poder público e da coletividade. Pergunta-se: estão sendo disponibilizados os meios jurídicos necessários para assegurar o cumprimento de tais atribuições? Em termos de legislação o Brasil se encontra entre aqueles países que contam com um exemplar corpo normativo em matéria ambiental. Sabe-se ainda que legislação não é suficiente para garantir a implementação do seu conteúdo, principalmente quando se trata de um país onde, infelizmente, prevalece a idéia de que a lei “pegará” ou não. Existe uma certa aceitação geral no âmbito do espaço de discussão das questões ambientais de que a Educação Ambiental (EA) é o meio através do qual a consciência ambiental se formará e que por meio desta consciência garante-se não só a efetividade, mas também a eficácia da legislação ambiental. À primeira vista parece estar embutida nesta perspectiva uma concepção instrumental da EA por um lado e, por outro, a ausência da problematização da educação em geral e da EA em específico. A se confirmar esta hipótese restringe-se assim, a construção da consciência ambiental, a um processo educativo descontextualizado da problemática que envolve a educação nacional na atualidade. E dessa forma, a prática da educação ambiental acaba por encerrar em si mesma a possibilidade de construção de uma consciência ambiental capaz de, cabe insistir, garantir a efetividade e eficácia da legislação e da política nacional de meio ambiente. O objetivo deste trabalho é analisar a possibilidade de envolvimento da dimensão ambiental no sistema de ensino jurídico atual, verificando se o atual sistema de ensino jurídico necessita ser mudado ou reformado. A hipótese de trabalho é que há necessidade de ruptura do atual sistema de ensino jurídico, por meio da incorporação/transformação das bases deste sistema para a constituição de um novo modelo de ensino jurídico. Questionam-se os limites de absorção da proposta de Educação Ambiental (EA) definida pela Política Nacional de Educação Ambiental (LEI Nº 9.795/99) pelo atual sistema de ensino jurídico. Entende-se que a opção pela mera acoplação das questões ambientais na matriz curricular dos cursos de graduação em direito contribui pouco ou nada para a construção de consciências ambientais. Conclusões preliminares apontam a dissociação entre os conhecimentos transmitidos no âmbito do sistema formal de ensino jurídico e as questões multidimensionais e transdisciplinares que envolve o contexto sócio-ambiental; o modelo de ensino-aprendizagem fundando na transmissão de conhecimento conduz à fragmentação do saber; o ensino jurídico, historicamente, tem sido ministrado a partir de uma interpretação lógico-formal; uma possibilidade do sistema de ensino jurídico envolver as questões sócio-ambientais requer a transição de uma lógica formalinstrumental para uma outra, fundamentada por uma racionalidade ambiental; Uma educação jurídica ambiental implica em um concepção de educação voltada para a promoção da autonomia do educando. CONTATO: pequisa@fadivale.edu.br

DENILSON MASCARENHAS GUSMÃO e MARCÍLIA MACHADO SANTOS VIEIRA

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A RECICLAGEM DO PAPEL COMO INSTRUMENTO PARA A PRÁTICA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL Resumo: O mundo tem sofrido um grave desequilíbrio em conseqüência da ação do homem, que está promovendo a destruição harmônica do meio onde vive. Os recursos renováveis estão comprometidos, fato grave no momento em que as populações humanas aumentam a uma velocidade crescente, e em que as necessidades se tornam cada dia mais consideráveis. Diante dessa intensa exploração e subsequente desperdício dos recursos naturais que nos rodeia, há a enorme necessidade de se desenvolver métodos para reduzir o uso inesgotável da matéria-prima escassa necessária à fabricação do papel - madeira. Para isso é importante nos conscientizar e depois sensibilizar os jovens que estão passando pelo processo de aprendizagem e demais integrantes da sociedade para que, desde de cedo, parem, pensem, reflitam e tomem atitudes preservacionistas com o hábito da reciclagem do papel, pois assim, podemos reduzir o desmatamento de florestas e a emissão de poluentes liberados durante o processo de fabricação deste bem que a cada dia é consumida em maior quantidade. O intuito desse trabalho foi colocar em prática o ensino teórico que temos aprendido na Universidade. Realizamos uma ERCI JOSÉ DA SILVA, oficina de reciclagem do Papel para professores de diversas escolas de Uberaba em LUCIANA RIBEIRO CARRIJO, junho de 2004 em um evento denominado Educadores em Diálogo promovido pela HERBERTMAR ROSA e Universidade de Uberaba. Aplicamos também esta prática aos alunos da Escola ARISTÓTELES TEOBALDO Municipal Santa Maria em Uberaba, com o objetivo de sensibilizá-los sobre a NETO importância da reciclagem do papel para a sociedade e principalmente para o meio ambiente, visto que esse material sem estar em contato com a água ou com o ar atmosférico leva muito tempo, até anos, para se degradar. Convidamos os alunos do ensino fundamental ao laboratório da escola, onde utilizamos um liquidificador industrial para bater papéis picados e embebidos em água por um período de aproximadamente 30 minutos. Ao bater o papel, formou-se uma pasta homogênea mole que ficou em um recipiente de plástico. Em seguida, pedimos para cada aluno mergulhar uma pequena peneira retangular fina de arame no recipiente e retirar a “pasta” até cobrir totalmente o fundo da peneira. Imediatamente, cada aluno com o auxílio de um pano retirou o excesso de água até se formar uma pequena folha de papel. Assim, cada educando desenvolveu o aprendizado e usou a criatividade desenhando e escrevendo nomes na folha que secou em cerca de duas horas. Com este trabalho desenvolvemos habilidades docentes, conseguimos reter à atenção dos alunos o que seria mais difícil em uma aula tradicional e ainda despertamos neles a capacidade própria necessária à construção de uma aprendizagem sólida. No evento “Educadores em diálogo” sensibilizamos o corpo docente a desenvolver metodologias diferentes de ensino visando o real aprendizado de cada aluno. CONTATO: erci.silva@edu.uniube.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER EDUCAÇÃO AMBIENTAL VOLTADA PARA A COMUNIDADE DE GAYS, LÉSBICAS, TRANSGÊNEROS E BISSEXUAIS DE BELO HORIZONTE, MINAS GERAIS: CONSERVAÇÃO DO CERRADO COMO BANDEIRA DE LUTA DA PARADA DO ORGULHO Resumo: Há oito anos iniciou-se a organização da maior mobilização de massas do Brasil, as Paradas do Orgulho de gays, lésbicas, transgêneros e bissexuais (GLTB) na capital paulista. Em Belo Horizonte, este evento aglutinou cerca de 30.000 pessoas no dia 11 de julho de 2004. A comunidade GLTB se organiza, principalmente, nos grandes centros urbanos. Avalia-se a comunidade GLTB como um grupo de indivíduos altamente consumistas onde existe o entrave de diagnosticar a conexão destes indivíduos com o ambiente no qual estão inseridos e não existem trabalhos científicos neste sentido, a não ser referentes às DST’s/AIDS. A opressão e guetização desta comunidade geram indivíduos que buscam nos bens materiais a sua realização social e os locais freqüentados pela comunidade refletem apenas a realidade urbana e globalizada, excluindo deste campo social aspectos fundamentais da existência humana como o contato com a natureza e preocupação em relação à crise ambiental isto sem querer generalizar e segundo a visão pessoal e prática do autor. São necessárias mudanças nos desejos e formas de olhar a realidade, nas utopias e necessidades materiais e simbólicas, nos padrões de produção e consumo, lazer e religiosidade. A Educação Ambiental precisa aprofundar os conhecimentos para não ficar nas generalidades. As ações devem levar em conta não apenas as realidades sociais, como também as percepções, as emoções e sentimentos da comunidade envolvida. Para tanto, a adequação da linguagem ao público-alvo com o qual se trabalha é um aspecto fundamental no sentido de possibilitar a transformação da informação em conhecimento e, conseqüentemente, possibilitar a transformação das atitudes. Buscando iniciar o trabalho de conscientização ambiental da comunidade GLTB de Belo Horizonte, o comando de organização da Parada do Orgulho de 2004 incluiu, como bandeira de luta, a consigna "Salve o Cerrado" em todos os materiais de divulgação da Parada, buscando elevar o nível de consciência da comunidade para a conservação do bioma no qual esta inserida. No total foram 3.000 camisetas, 5.000 panfletos e 5.000 folders que continham esta consigna, distribuídos gratuitamente nos guetos e durante a parada. Em 2003 já havia sido trabalhada, durante a Parada, a coleta seletiva e sua importância. As bandeiras ambientais não são a prioridade das paradas do orgulho, mas tem tido seu espaço neste evento de Belo Horizonte, demonstrando a participação da comunidade GLTB na construção de uma nova sociedade sustentável. Enquanto existirem cidadãos cujos direitos fundamentais não sejam respeitados por razões relativas à discriminação por: orientação sexual, raça, etnia, credo religioso ou opinião política, não se poderá afirmar que a sociedade brasileira seja justa, igualitária, democrática e tolerante, princípios básicos do desenvolvimento sustentável. Esta ação representou um primeiro passo para um projeto amplo de educação ambiental para a comunidade GLTB e avalia-se que o espaço das Paradas do Orgulho devam ser ocupados por Educadores Ambientais em todo o território nacional, a fim de se ampliar a efetividade das ações e contribuir para uma consciência ambiental plural e libertária, livre de preconceitos, gerando assim, futuramente, gerações conscientes enraizadas no princípio do respeito a todos os seres vivos. CONTATO: februmafe@hotmail.com

FELIPE BRUNO MARTINS FERNANDES

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER PROPAGANDA, MEIO AMBIENTE E PRESERVAÇÃO: CONCEPÇÕES DOS ALUNOS PARTICIPANTES DE UMA OFICINA AMBIENTAL EM LAGOA SANTA, MG. Resumo: O presente trabalho é o resultado da análise de textos e pesquisas feitas por alunos de sétima e oitava séries do ensino fundamental, participantes de uma oficina de reciclagem que faz parte da grade curricular disciplinar do Leonardo da Vinci – Centro Educacional, Lagoa Santa/MG. Nele visamos mostrar a evolução das concepções dos estudantes sobre um tema — a propaganda —, levando em conta a sua inserção na questão ambiental. Também abordamos como os alunos percebem questões como as relações entre empresa, meio ambiente e sociedade. Foram escolhidos aleatoriamente sites de algumas empresas e ONGs para serem investigados. Os alunos deveriam levantar, pela internet, aspectos como: apresentação da empresa/ONG; relações com o meio ambiente; atividades ligadas ao mesmo; benefícios desses trabalhos para a empresa e para a sociedade; se o modo de exposição da empresa poderia ser considerado propaganda. A análise dos documentos coletados (textos redigidos pelos alunos ao final de discussões e pesquisas) conduziu a categorizações onde as respostas dos alunos foram agrupadas por semelhanças e diferenças de concepções. Os textos apresentados pelos alunos mostraram que estes conseguem perceber a importância da propaganda tanto no mundo capitalista quanto em áreas ligadas à questão ambiental. Em relação às concepções dos alunos sobre as atividades desenvolvidas pelas empresas e relações das mesmas com o meio ambiente, podemos dizer que os alunos consideram que a maioria das empresas reduz o meio ambiente a uma dimensão técnica e o homem, que deveria ser central nas questões ambientais, mostra-se externo, revelando uma dicotomia homem-natureza. Em sua maioria os estudantes conseguiram posicionar-se criticamente em relação às empresas investigadas. Além de considerarem relevantes os projetos ambientais, colocam que, por trás do discurso ecológico, há um benefício para quem o promove, esteja ele ligado à criação de uma imagem melhor diante do público consumidor ou à arrecadação de fundos para seus projetos. Apesar disso, revelam-se preocupantes as concepções ligadas aos benefícios para a sociedade. No discurso dos alunos, a sociedade apresenta-se muitas vezes como agente passivo, que necessita dos projetos e atividades desenvolvidos pelas empresas para que através deles o mundo seja “salvo”. Outro fato que merece atenção é um aparente “sentimento de externalidade” do grupo pesquisado, dado não terem se referido à sociedade como “nós”. Mostraram-se sempre como alguém que “olha para”, e não que está “inserido em” uma sociedade. Tal fato é importante para repensarmos os caminhos da Educação Ambiental e mesmo da educação formal, que deve preocuparse com o desenvolvimento deste sentimento de grupo, fundamental para a organização de uma sociedade ativa na questão ambiental. CONTATO: lynxnanda@bol.com.br

FERNANDA REIS DE PINHO TAVARES e REGINA MENDES

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PERCEPÇÃO E EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM ESCOLA MUNICIPAL DE BETIM Resumo: A escola possui um ambiente ideal para educar e modificar conceitos, buscando mudanças de atitude e contribuindo para melhoria da qualidade de vida. Localizada no bairro Taquaril no município de Betim – MG, a Escola Municipal Lúcia Farage de Freitas Gumiero, até então não havia abordado no seu projeto pedagógico trabalhos específicos em Educação Ambiental. Com a finalidade de sensibilizar, conscientizar, informar e mobilizar os alunos, para a resolução de problemas ambientais locais, realizou-se um trabalho de percepção e educação ambiental no FLÁVIA SOUZA MATIAS, ANA período de fevereiro a novembro de 2003, aplicando uma metodologia objetiva PAULA DA COSTA CHAGAS, baseada no PPP – Planejamento, Processo e Produto, na qual, todas as ações são ELIETE GOMES FERREIRA, avaliadas continuamente. O desenvolvimento do projeto constou de duas fases CÍNTIA RAQUEL PEREIRA, distintas: na primeira foram coletados dados, por meio de um diagnóstico - pesquisa MAÍRA DE LOURENÇO qualidade – questionários, acerca do conhecimento empírico dos alunos, em relação ASSUNÇÃO, ANA CAROLINA ás questões ambientais. Após a análise das respostas foi possível estabelecer VIEIRA DINIZ ROQUE DOS diretrizes para a segunda fase, na qual foi estruturada uma metodologia diferenciada, SANTOS e LUCIANE através de atividades lúdicas como encenação com fantoches, teatros, jogos, ANGELINA DOS SANTOS palestras, oficinas e aulas práticas. Com o objetivo de aguçar o olhar crítico dos FERREIRA envolvidos frente aos problemas ambientais, tais ações foram fundamentadas em temas atuais como: o desperdício de água, reaproveitamento de resíduos e a preservação da mata ciliar. Através de observações comparativas no decorrer do projeto, verificou-se pequenas mudanças atitudinais dos envolvidos no que se refere aos temas trabalhados. Tendo em vista que a construção do conhecimento e mobilização ocorrem de forma gradativa torna-se essencial a continuidade do trabalho. CONTATO: mairabio80@hotmail.com DIREITO EDUCACIONAL: O DIREITO À EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA EDUCAÇÃO BÁSICA COMO UM DIREITO EDUCACIONAL Resumo: A presença da prática de Educação Ambiental (EA) na Educação Básica através de projetos interdisciplinares, transversalidade, grupos de estudo e redes de educação ambiental justifica nossa linha de pesquisa. A Educação Ambiental constitui-se em um modelo de estudo interdisciplinar. Essas características impõem restrições ao reconhecimento e ao exercício da Educação Ambiental como Direito Educacional. Este trabalho tem como objetivo geral analisar as políticas públicas de Educação Ambiental na Educação Básica. Como objetivos específicos primeiramente entender as fontes de legitimidade, do ponto de vista do Direito Educacional. Posteriormente, analisar a possibilidade de exercer o direito público subjetivo à EA na sua modalidade de prática cultural, em círculos de cultura e na escolaridade formal. (METODOLOGIA) O trabalho foi desenvolvido através de pesquisa bibliográfica pela LYS MARIA AMARAL VILAS abordagem etnometodológica. Teve dois momentos. Primeiro, procurou-se fundamentá-la em três fontes bibliográficas: nos dados estatísticos que refletem a BOAS, VICENTINA CORNÉLIO DE CARVALHO e conjuntura sócio-educacional contemporânea, na análise crítica das alterações dos FREDERICO PECORELLI direitos socio-educacionais recém positivados e na doutrina de mestres do Direito, da Educação e do Direito Educacional. No segundo momento, considerou-se o fórum de discussão assíncrona mediado pela Web, analisando-se e-mails com questionamentos acerca de relações jurídico-educacionais sobre o Direito à Educação Ambiental em ambientes formais de escolaridade “(http: sites. uol. com.br/direducacional)”. RESULTADOS). Pelo conteúdo dos e-mails, as consultas sobre a existência ou não de direitos educacionais sobre a EA na Educação Básica assecuratórios, em situações particulares, refletiram a desconsideração e a desorientação sobre a Educação Ambiental como direito da criança e adolescente, em situações de escolaridade formal na educação obrigatória. O fórum de discussão assíncrono foi analisado em dezesseis semanas. (CONCLUSÕES) Os Direitos Educacionais concernentes à EA na Educação Básica, mesmo sendo fundamentais, não são muito divulgados e conhecidos pelo cidadão. CONTATO: gepede@uol.com.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO UMA DAS FORMAS DE ENFRENTAR A VIOLÊNCIA NA ESCOLA: UM RELATO DE CASO DO PROFESSOR COMO CIENTISTA EDUCACIONAL Resumo: O Estudo em andamento procura analisar o caso de introdução de Educação Ambiental na Educação de Jovens e Adultos em escolas públicas como uma das formas de enfrentar a violência, através da problematização: Como a Educação Ambiental na Educação de Jovens e Adultos pode operacionar seus direitos educacionais e pela inclusão mitigar a violência e depredação escolar ? (Objetivos) Tem por objetivo analisar os resultados desta reformulação curricular no perfil do aluno dessa Escola em contexto de violência na construção de um projeto participativo que vise a paz na escola e a defesa do Direito Educacional para todos numa política de inclusão educacional. (Metodologia) Fundamenta-se em um Estudo de Caso. Foram feitas observações diretas, análise documental e participação no cotidiano escolar na forma de engajamento. O trabalho de campo foi realizado de outubro de 2002 a junho de 2003. (Conclusões) Concluímos indicando a relevância da inclusão da Educação Ambiental como componente da formação do perfil do aluno e de superação de violência e inclusão educacional-social, o redimensionamento de modos de gerir o pedagógico da Escola e participação da comunidade escolar através da demanda espontânea trazendo todo uma nova ambiência de paz na escola. O estudo sugere o estabelecimento de um fórum permanente de discussões sobre a Educação Ambiental na Educação de Jovens e Adultos pelos profissionais. Pode-se também surgir formas de engajamento comunitário. Palavras-chave: Paz na Escola, Fundamentos Epistemológicos e Pedagógicos, EA e comunidades, EA e atividades curriculares. Agência financiadora: GEPEDE-UEMG CONTATO: gepede@uol.com.br

FREDERICO PECORELLI

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER EDUCAÇÃO AMBIENTAL - NOVAS E VELHAS CONCEITUAÇÕES Resumo: O presente trabalho procura analisar algumas concepções acerca da questão ambiental, bem como de Educação Ambiental, de professores de Geografia do Ensino Fundamental da rede municipal de Ensino de Uberlândia, participantes do Curso de Extensão de Educação Ambiental, promovido pela Prefeitura de Uberlândia, nos dias 21 de junho e 05 de julho de 2004. Tais concepções foram levantadas por meio de um pequeno questionário distribuído ao iniciar o curso, onde se tentou levantar o perfil do professor e suas idéias a respeito de Educação Ambiental e problemas ambientais. A intenção, nesse trabalho, não é de se efetivar nenhuma análise aprofundada das concepções dos professores como grupo, dado o número reduzido de participantes, já que de cem professores da rede municipal apenas 24 participaram, mas sim fazer algumas reflexões sobre suas concepções de ambiente e educação ambiental oriundas de sua formação profissional e de suas vivências e discutir sobre as possibilidades dos cursos de extensão auxiliarem na desmistificação de alguns conceitos conflitantes com as práticas concernentes à Educação Ambiental. Nos últimos anos tem-se sentido que vários países têm redobrado seus esforços para fomentar a Educação Ambiental devido ao interesse de vários setores da população pelos problemas ambientais, à vontade de resolvê-los e à percepção de seu importante papel de prevenção. A intensidade desses esforços varia de acordo com o país, estado, região. Dentre algumas outras iniciativas, no Brasil, várias prefeituras têm caminhado no sentido de ministrar cursos de extensão ou capacitação para os professores do ensino fundamental e médio, a fim de complementar ou atualizar a sua formação inicial, nos cursos de origem, visando contribuir para a composição de um quadro de professores necessário ao desenvolvimento da Educação Ambiental nas escolas. Contudo, faz-se necessário entender como esses professores se situam dentro da Educação Ambiental, o que entendem por problemas ambientais, a fim de que esses mesmos cursos de capacitação ou extensão possibilitem a construção de uma Educação Ambiental que deixe de ser um aglomerado de atividades desconexas e se efetive como uma filosofia de condução da prática interdisciplinar de educação. CONTATO: gelcampos@ig.ufu.br

GELZE SERRAT DE SOUZA CAMPOS RODRIGUES

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ESTUDO DA PERCEPÇÃO AMBIENTAL DOS VISITANTES DO JARDIM BOTÂNICO DA FUNDAÇÃO ZOOBOTÂNICA DE BELO HORIZONTE: UMA FERRAMENTA PARA A EDUCAÇÃO AMBIENTAL Resumo: O Brasil apresenta uma grande Biodiversidade e, com números tão significativos de espécies animais e vegetais trabalhos de conservação são essenciais para que mais espécies não entrem em extinção, evitando um colapso nos ecossistemas e nos seus processos ecológicos. Os jardins botânicos têm um papel fundamental na conservação, identificação, avaliação e utilização sustentável dos recursos florísticos, atuando de forma importante na educação ambiental dos visitantes, possibilitando conhecimento e interação com exemplares da biologia vegetal. O Jardim Botânico de Belo Horizonte é parte da Fundação ZooBotânica (FZBBH), que é um órgão de administração indireta da Prefeitura. O Jardim Botânico foi aberto a visitação no dia 05 de junho de 2001, e a coleção de plantas para a exibição é destinada a educação, apreciação e ao lazer público, sendo desta maneira exposta em jardins e estufas temáticos. O presente trabalho foi realizado no período de novembro de 2002 a março de 2003, tendo como principal objetivo estudar a percepção dos visitantes do Jardim Botânico da FZB-BH, buscando compreender se a mensagem de educação ambiental intencionada está sendo realmente absorvida pelos visitantes e, também conhecer quais as relações são estabelecidas entre estes e as plantas expostas. Estas e outras respostas obtidas com o trabalho são JANAINA MENDONÇA importantes instrumentos metodológicos para a Educação Ambiental, que já vem PEREIRA, EUGÊNIO sendo realizada, procurando adequá-la para atender as expectativas dos visitantes e BATISTA LEITE, ALBINA DE ainda permitir uma conscientização destes para a conservação dos recursos naturais. CARVALHO NOGUEIRA e Foi realizada uma pesquisa utilizando-se como instrumento de coleta de dados, MIGUEL ÂNGELO ANDRADE questionários e entrevistas. Foram aplicados questionários a 100 visitantes escolhidos aleatoriamente, sendo que destes, 10 visitantes foram observados sistematicamente durante a visitação, respondendo posteriormente a uma entrevista semi-estruturada. Pudemos observar que mesmo com a divulgação realizada pela FZB-BH, devido ao pouco tempo em que o Jardim Botânico está aberto a visitação, muitos visitantes não sabiam de sua existência, sendo que a maioria visita o Jardim Zoológico e assim toma conhecimento da existência do Jardim Botânico. Quase a totalidade dos entrevistados considera que o Jardim Botânico é importante para a comunidade. Os principais motivos que levam as pessoas a visitarem o Jardim Botânico são a beleza e o lazer, mas um número significativo busca o conhecimento científico com a visitação. No que diz respeito à atração que as plantas exercem nas pessoas, a beleza estética e a importância ecológica delas são as mais citadas. Quanto à interação dos visitantes com as plantas e recursos do Jardim Botânico, é muito baixa, sendo o tempo médio de permanência dos mesmos é de aproximadamente 15 minutos, o que é pouco para a contemplação dos muitos recursos apresentados pelo Jardim Botânico. As principais sugestões dos visitantes são relacionadas a maior quantidade de locais sombreados e a placas mais chamativas e informativas. Concluímos que a forma como as plantas são expostas para a comunidade e a infra-estrutura do Jardim Botânico deve ser repensada, visto que ainda é baixo o nível de interação e aprendizado dos visitantes no Jardim Botânico da FZB-BH CONTATO: pereirajmbio@yahoo.com.br

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UMA PROPOSTA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA PERCEPÇÃO DO CONTROLE DE ESQUISTOSSOMOSE A PARTIR DA ESCOLA MUNICIPAL MARIA DA PENHA Resumo: Uma das preocupações de nossa sociedade é o uso inadequado dos recursos hídricos. A carência da água ou sua má qualidade trazem graves problemas de saúde para a humanidade. Cerca de 80% das doenças que afetam os países em desenvolvimento está relacionado ao consumo de água contaminada. A Educação Ambiental é uma área do conhecimento que tem como objetivo a conscientização e mobilização da comunidade para ações concretas que busque a melhoria da qualidade de vida, além de promover mudanças de valores e comportamento KÁTIA SANTOS FERREIRA, buscando a integração do homem com o meio ambiente. Este trabalho foi desenvolvido em Betim-MG ,na Escola Municipal Maria da Penha,no bairro Cruzeiro ARQUIMEDES DINIZ MARÇAL, JULIANA COELHO, do Sul, como um projeto da disciplina de Estágio Supervisionado em Gestão LÍLIAN DE SOUZA, TÂNIA Ambiental do Curso de Ciências Biológicas da PUC.Minas Betim. O referido bairro localiza-se em torno da Represa Várzea das Flores,um dos sistemas de RODRIGUES, EUGENIO BATISTA LEITE e MIGUEL abastecimento da região metropolitana de Belo Horizonte. O objetivo do projeto foi avaliar a percepção dos alunos sobre o tema água e saúde, através de Pesquisa ÂNGELO ANDRADE qualitativa utilizando como instrumento de coleta de dados o questionário. Foram entrevistados alunos do 2ºCiclo (11 a 12 anos) e obtivemos os seguintes resultados:71% moram no bairro , 80% não sabem o destino do esgoto, 84% não sabem se sua casa tem tratamento de esgoto; 86% sabem que a água pode ser vinculadora de doenças, 97% afirmam que a contaminação de esquistossomose é pela água, e 60% não freqüentam o reservatório. O Estudo de percepção ambiental realizado mostra a importância de projetos de educação ambiental na região e, inclusive o quanto os alunos através de suas respostas estão conscientes da interação do meio ambiente com a saúde. CONTATO: Kathia.K@terra.com.br

KÉRCIA MARIA PONTES MAIA

A MOBILIZAÇÃO SOCIAL DO GRUPO JÁ E SUA IMPORTÂNCIA PARA A PRÁTICA DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL. Resumo: Coordenadora do Grupo Já Facilitadora da Rede Mineira de Educação Ambiental Formado por jovens de 14 a 17 anos, o grupo Já passou a existir devido às discussões políticas e ambientais em relação ao nosso meio ambiente. Essas discussões começaram dentro das salas de aula do Colégio Promove Savassi em Belo Horizonte/MG. As indignações passaram a ser piores, quando as turmas visitaram a Mina de Águas Claras da MBR, além do Cea da mesma empresa, onde depararam com grandes impactos ambientais. As discussões foram tão produtivas e que sentimos a necessidade de formar um grupo que pudesse fazer alguma coisa pela melhoria do meio ambiente. A partir daí foi criado o grupo Já – Jovens Ambientalistas e o símbolo utilizado foi a Ararinha-azul. Este grupo, além de realizar várias atividades de mobilização social, estudava em suas reuniões semanais temas ambientais de formam que pudessem sensibilizar as pessoas para as questões ambientais. Uma de suas ações significativas foi a realização de um evento em parceria com a prefeitura de Belo Horizonte, Pampulha total: Uma percepção Ambiental. Nessa atividade mobilizadora, vários jovens de escolas públicas da região da Pampulha participaram. Foi realizada uma percepção ambiental ao longo dos 18 Km da lagoa da Pampulha, região esta que vem sofrendo sérios impactos ambientais. Além desta atividade educacional foi realizada também, para fechamento desta mobilização, a distribuição, acompanhada de uma sensibilização ambiental, de mais de 200 lixeirinhas de garrafas Pet confeccionadas pelos próprios integrantes do grupo Já. CONTATO: kerciap@uai.com.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER TURISMO PEDAGÓGICO COMO INSTRUMENTO DE PERCEPÇÃO AMBIENTAL Resumo: O projeto Brasil 500 anos : Descoberta ou Exploração? Foi desenvolvido no Colégio Magnus – Rede Promove de ensino pelos alunos do 2º ano do Ensino médio no ano de 2000. O objetivo deste trabalho foi a utilização do turismo pedagógico como instrumento de percepção ambiental. Os alunos visitaram a MBR – Mineradoras Brasileiras Reunidas – Mina de Águas Claras e através de pesquisas prévias puderam avaliar a relação Preservação ambiental X Impacto ambientais. Os princípios básicos destes trabalhos foram: 1) formação de grupos de mobilização social 2) estudo mais aprofundado do histórico ambiental 3) Introdução de conceitos ambientais 4) valorização ambiental e desenvolvimento. Esta proposta ressaltou a importância de mantermos o turismo pedagógico nas escolas, cumprindo a Lei de Diretrizes e Bases, e permitindo ao aluno uma visão real dos acontecimentos e teorias relatadas em sala de aula. CONTATO: kerciap@uai.com.br

KÉRCIA MARIA PONTES MAIA

KÉRCIA MARIA PONTES MAIA

PERCEPÇÃO AMBIENTAL ENTRE OS ALUNOS DO ENSINO MÉDIO NA REDE SALESIANA DE ENSINO - COLÉGIO PIO XII - BELO HORIZONTE/MG Resumo: Após as grandes transformações ambientais ocorridas no país depois da realização da Eco 92, percebemos uma carência de conhecimento do aluno em relação aos problemas e falhas no ensino voltadas à realidade ambiental. Existe a necessidade de inserir o conceito ambiental e propor novos projetos de práticas para mudar essa concepção. Nos dias de hoje, verificamos uma procura cada vez maior sobre temas ambientais. Porém, entre os alunos, estes conceitos, considerações e diferenças não estão muito claras. Há algumas décadas começou a utilização das palavras ecologia, meio ambiente, impactos, dentre outras. Mas, com a evolução destes próprios conceitos, não se tem ainda uma clareza destes no meio formal. A falta de compromisso, de capacitação de profissionais, bem como a ineficácia de projetos que não abordam essa temática, compromete a educação ambiental. Nesse trabalho analisamos e avaliamos os conceitos e as percepções referentes ao meio ambiente entre jovens do ensino médio. Identifica -se assim, as falhas no ensino voltado às questões ambientais e relacionamos esses conceitos espontâneos com as idéias de meio ambiente presente na mídia e na cultura escolar. Assim, propomos e desenvolvemos, a partir destes estudos, novos projetos e abordagens na área ambiental. O presente trabalho foi desenvolvido no Colégio Pio XII de Belo Horizonte. Para seu desenvolvimento, foi utilizada a técnica de diagnóstico. Aplicou-se, inicialmente, um questionário. As perguntas avaliavam o grau de percepção ambiental de cada um colocando-o frente aos problemas ambientais do mundo. Foi proposto a partir dos dados coletados, novos projetos e abordagens de ensino na área ambiental. Verificamos a partir daí a urgência de se implantar atividades educativas sensibilizando o aluno para o desenvolvimento de uma consciência ecológica e humanística. Busca-se assim, de uma consolidação de conceitos e interação do homem com o meio que o cerca. CONTATO: kerciap@uai.com.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER UM MODELO DE UTILIZAÇÃO DE UMA ÁREA NATURAL PARA EDUCAÇÃO AMBIENTAL E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL EM CACHOEIRO DO CAMPO Resumo: Hoje, observam-se diferentes concepções de educação ambiental. De todas as concepções, as que se referem às implicações sociais, culturais e sobre o pensamento ambiental são as mais imprecisas, controvertidas e, ao mesmo tempo, as mais cruciais. Veiculando valores e práticas distintas, muitas vezes até contraditórias, a educação ambiental tem servido tanto para formar sujeitos sensíveis às questões ambientais e com capacidade de agir em seus próprios ambientes como sujeitos incapazes de perceber os seus ambientes, compreender porque ele se organiza desta forma e não de outra, tornando-se então apto para definir formas inventivas de respostas ao meio. Nestes casos, o que se oculta é que a problemática ambiental está intimamente ligada a um modelo de desenvolvimento que tem se comportado de maneira predadora do ponto de vista natural e excludente do ponto de vista social. Com base nestes pressupostos, desenvolveu-se um programa de educação ambiental em Cachoeiro do Campo, no Colégio Dom Bosco, que envolveu (1) atividades de observação e estudo das áreas naturais; (2) atividades voltadas para a pesquisa das necessidades e demandas da comunidade e investigação das características sociais e naturais da realidade em questão, e (3) definição e desenvolvimento de atividades produtivas tendo em vista a sustentabilidade e conseqüente melhoria das condições de vida dos habitantes de uma forma geral e dos estudantes, de uma forma particular. A pretensão, portanto, foi, a partir do êxito obtido com as atividades produtivas desenvolvidas, ajudar os alunos a romper com a habitual descrença com relação à capacidade de agir individual e coletivamente sobre os ambientes. O trabalho desenvolvido atendeu escolas da região metropolitana de Belo Horizonte utilizando o modelo da área natural do Colégio para servir como exemplo para novas demandas do desenvolvimento sustentável. CONTATO: kerciap@uai.com.br

KÉRCIA MARIA PONTES MAIA, IARA GAZZINELLI e JAQUELINE CASTRO N. CARVALHO

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ESTUDO DAS CONCEPÇÕES DE ZOOLÓGICO ENTRE MORADORES DA CIDADE DE UBERLÂNDIA, MG Resumo: Os primeiros zoológicos nasceram do hábito de se colecionar animais em cativeiro. Este costume, cultivado na Antiguidade por imperadores chineses, astecas e faraós egípcios, foi mantido até o século XVIII, principalmente entre famílias da nobreza de todo o mundo Com o passar do tempo, os zoológicos evoluíram e podem ser classificados em diversas modalidades, de acordo com sua estruturação e abordagem. Além de centros de visitação de animais e lazer para a população, em geral, se transformou em instituições de grande valor para o desenvolvimento de programas de pesquisa, procriação de espécies ameaçadas de extinção e de educação ambiental. Este trabalho teve por objetivo investigar o conceito de Zoológico por parte de moradores da cidade de Uberlândia (MG), com o intuito de oferecer subsídios para a implementação de um programa de educação ambiental no zoológico do Parque do Sabiá, umas das maiores áreas de lazer da cidade. A pesquisa foi desenvolvida no período de outubro de 1999 a abril de 2002, como parte de um levantamento sócio-ambiental realizado pelo Núcleo de Educação Ambiental do Instituto de Biologia (IB) da Universidade Federal de Uberlândia. A área de estudo compreendeu os bairros Santa Mônica e Tibery, vizinhos do Parque do Sabiá, no qual está situado o zoológico local, além dos bairros Roosevelt, Jardim Brasília e Maravilha, todos localizados no outro extremo da cidade. A partir de uma amostragem ELISABETE CHIRIELEISON, aleatória foram selecionados 10 quarteirões (por sorteio) e 100 habitações LUCIA DE FATIMA sistematicamente por bairro investigado. Uma equipe composta por alunos e ESTEVINHO GUIDO e professores do IB, previamente treinada, realizou visitas domiciliárias aos endereços OSWALDO MARÇAL JÚNIOR selecionados e aplicou um questionário, estruturado após pré-teste, a um dos moradores (maiores de 12 anos) de cada residência habitada. Todas as respostas dos questionários foram categorizadas por uma única investigadora. Foram entrevistados 357 moradores, dos quais 319 (89,4%) conceituaram zoológico como sendo um local no qual vivem bichos/animais. A maioria dos entrevistados (80,4%) já visitou um ou mais zoológicos, sendo que 211 deles (73,5%) estiveram ao menos uma vez no zoológico da cidade. Entre os outros zoológicos visitados destacaram-se os de São Paulo (10,1%), Goiânia (9,4%), Araguari (8,4%) e o de Belo Horizonte (7,0%). Os principais motivos apresentados pelos entrevistados para justificar sua ida ao zoológico foram: ver/conhecer bichos/animais (55,4%) e passeio, diversão e/ou lazer (33,4%). Cerca de 95% dos 287 entrevistados que já estiveram em um zoológico gostaram de realizar a visita, principalmente porque puderam ver/conhecer bichos/animais (51,8%); pela paz, tranqüilidade, beleza e/ou harmonia do local (27,9%) ou pelo contato direto com a natureza/plantas (17,6%). Somente 15 pessoas alegaram não ter gostado de visitar um zoológico, a maioria delas (66,7%) em razão dos bichos/animais estarem presos ou serem maltratados. Os resultados indicam que a população investigada possui uma percepção bastante clara do que seja um zoológico, evidenciam o extraordinário potencial dessa instituição como instrumento de apreensão, de conhecimentos, assim como de lazer e de Educação Ambiental. CONTATO: betecf@bol.com.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER NUCLEO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL FAZENDA DO IPÊ: UMA PROPOSTA EM CONSTRUÇÃO Resumo: Os problemas ambientais acentuam-se, neste início do século, levando as nações do mundo inteiro a estabelecer princípios e diretrizes em relação à sustentabilidade. Neste sentido, o Centro Universitário de Caratinga (UNEC), já esta se preocupando com as questões ambientais a mais de dez anos, seja sendo palco de eventos, reuniões e oferecendo cursos de pós graduação diretamente relacionados com a grande preocupação do momento: a preservação do meio ambiente. O Centro Universitário de Caratinga (UNEC), oferece 16 cursos de Graduação, entre os quais envolvidos nesta forte campanha, Geografia, História, Física, Química, Ciências Biológicas e 25 de Pós Graduação, com relevo, Ciências do Ambiente, Geografia Física, História do Brasil, Educação Ambiental e o Mestrado profissionalizante em Meio Ambiente e Sustentabilidade. A fazenda do ipê possui 20 alqueires de terra (976.000 m2) e está localizada no bioma mata atlântica, no município de Caratinga MG. Na fazenda do ipê encontram-se vários exemplares da fauna e da flora característica da mata atlântica, a exemplo do jacuaçu (Penelope obscura), sabiá laranjeira (Tundis rufiventis), a cobra jararaca (Bothrops sp) o téiu (Tupinambes merianea), o cachorro do mato (Speothops venaticus) e vários outros animais, várias espécies de bromélia, orquídeas e samambaias, ipês (Tabebuia sp.), vinháticos (Plathymenia foliolosa), e quaresmeiras (Tibouchina sp.). A proposta do Centro universitário de Caratinga (UNEC) é transformar a fazenda do ipê em referência em educação ambiental no Leste Mineiro, através da implementação da educação ambiental formal e não-formal, da promoção de pesquisas e eventos sobre os problemas ambientais que sejam multi, inter e transdisciplinares, estímulo às atividades de outros núcleos de educação ambiental, a divulgação, inclusive, em meios de comunicação de conhecimentos e experiências pedagógicas, em educação ambiental, à capacitação de recursos humanos através de cursos que abordarão holísticamente as questões ambientais, que faz perceber e compreender que o “todo”, é integrado por partes, e, ao mesmo tempo, o “todo” está em cada parte, o que significa que, mexendo-se numa parte, afeta-se o “todo”. Diversas metodologias deverão ser utilizadas para se atingirem os objetivos, além de um projeto políticopedagógico detalhando todas as atividades que serão desenvolvidas, bem como a equipe técnica envolvida, estruturas necessárias, sustentabilidade da proposta dentre outros itens. Para construção da infra-estrutura produtiva e administrativa, a UNEC buscará parcerias interinstitucionais com o objetivo de captar e gerenciar recursos financeiros para o melhor desenvolvimento das atividades do projeto em questão. Com a proposta do núcleo de educação ambiental fazenda do ipê, a UNEC visa levar aos indivíduos e aos grupos sociais que visitarem este centro, a tomada de uma consciência crítica da realidade ambiental e de suas relações sociais, econômicas, políticas e culturais e visa, também desenvolver o sentimento de interesse e motivação para práticas concretas de defesa, preservação e melhoria do ambiente imediato e do ambiente global, de modo a se garantir melhor qualidade de vida para as gerações presentes e futuras. CONTATO: pena@funec.br

LUIZ FERNANDO ROCHA PENNA

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MÁRCIA PINHEIRO LUDWIG

A VALORIZAÇÃO DO "LUGAR". Resumo: O trabalho analisa como uma comunidade de pequenos produtores rurais da Zona da Mata Mineira foi capaz de se mobilizar contra a construção de uma usina hidrelétrica e em defesa de um "lugar" socialmente construído. Diferentemente das empresas capitalistas que viam o valor do lugar pelo potencial hidráulico do rio Piranga que corta as comunidades, os moradores mostraram que o valor que lhe é atribuído vai além do que ele representa em termos da reprodução das condições materiais de existência. Os significados atribuídos ao "lugar" são informados pelas relações que nele se estabelecem, a partir das quais se define a identidade habitantehabitante e a identidade habitante-lugar. O "lugar" como espaço vivido, é carregado de valores simbólicos, marcados pelas lembranças e pelo sentimento de estar em casa. Nele, a memória encontra seus pontos de apoio no rio, nas estradas, nas casas, nos pontos de encontro. No processo de construção social do espaço/ lugar, foi constituída uma cultura. O trabalho na terra, as relações de trabalho tipicamente familiares, o saber que informa esse trabalho, ou que define, por exemplo, o desenho da casa, a religiosidade, a sociabilidade e a reciprocidade constituem exemplos de tradições que perpassam as gerações e que continuam a existir mesmo numa época em que se assiste a uma sociedade que, a cada dia, se torna mais tecnificada e homogeneizada e onde impera o individualismo. Para os pequenos produtores, cujo espaço em que se inserem é "lugar”, são aqueles elementos aos quais se atribui valor. Por isso quando dele falam, fazem-no a partir daqueles elementos, mostrando que o que é importante é o espaço da vida cotidiana, o espaço dotado de significados que só por eles são compartilhados e plenamente sentidos. O espaço vivido revestese de significados simbólicos porque ao construírem suas histórias de vida, as diferente gerações construíram também o "lugar". Na paisagem estão impressas histórias individuais e coletivas, e as formas espaciais que nela se apresentam ajudam a manter também a memória daquilo que foi construído e vivido.Revelar um lugar que ainda preserva elementos caros à vida humana ajuda a refletir sobre o próprio modelo de desenvolvimento das sociedades modernas, que " se são capazes de aniquilar os frágeis, nos fragiliza a todos, nos empobrece e nos mutila". CONTATO: marciap@ufv.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER OS IDOSOS: NOVOS EDUCADORES AMBIENTAIS Resumo: O artigo busca fazer uma reflexão sobre os problemas sócio- ambientais cada dia mais evidentes e incentiva a busca de novos caminhos para a formação de uma consciência ambiental e o pleno exercício da cidadania. METODOLOGIA: Foi utilizada a técnica da memória viva, por meio da “História de Vida” de seus habitantes com a qual busca-se “conhecer, recriar, reconstruir e retratar os fatos ocorridos no passado e, com visão crítica e de análise, associar as mudanças ao meio no decorrer dos tempos” (CETESB, 1986). Foi elaborado juntamente com os alunos um roteiro de entrevistas para colher depoimentos de pessoas idosas que vivem em Patos de Minas. RESULTADOS: Por meio de produções de textos, análise e estudo dos gráficos, construção de poemas e contato com utensílios utilizados pelos idosos, os quais não causavam tanta degradação ao meio ambiente, ficou claro para os alunos que a Educação Ambiental não é uma disciplina a ser ensinada e sim um somatório de conteúdos, informações e atitudes que precisam ser vivenciadas, discutidas e relacionadas em conjunto, onde todos têm a contribuir e de uma forma contextualizada. CONCLUSÕES: Pode-se concluir que todos os participantes saíram ganhando com essa atividade, uma vez que educar para o meio ambiente é proporcionar condições para que as pessoas compreendam a construção do espaço geográfico, ampliem sua visão de mundo, conheçam seu papel na sociedade e possam contribuir para a construção de uma sociedade ambientalmente justa. Assim sendo, a Educação Ambiental se apresenta como um processo de aprendizagem contínuo, participativo e interdisciplinar. CONTATO: penhavm@yahoo.com.br

MARIA DA PENHA VIEIRA MARÇAL, ANA PAULA RABELO e VÂNIA RUBIA FARIAS VLACH

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EDUCAÇÃO AMBIENTAL NÃO-FORMAL DE AGENTE JOVEM: ASA Resumo: Palavras Chaves: Meio Ambiente- Agente Social -ConscientizaçãoCidadania Este trabalho teve como pressuposto, formar e sensibilizar jovens para uma percepção do meio ambiente local, regional e global, criando assim uma consciência crítica, diante da realidade que os cercam e os acontecimentos atuais que atingem o meio ambiente planetário, conhecendo assim um caminho para a construção e conquista da cidadania. O curso denominado “Agente Social Ambiental – ASA”- foi ministrado no município de Delta-MG, que conta com aproximadamente 6 mil habitantes, uma cidade pequena emancipada em 1995, sendo antes distrito do município de Uberaba-MG. O curso foi estruturado e divulgado pelo IBEIDS- Instituto Brasileiro de Educação, Integração e Desenvolvimento Social, com recursos do Planfor-MG, com a proposta “A inserção destes agentes no mundo do trabalho de forma digna e voltada para a solidariedade coletiva (ASA), e ocorrem em outros 32 município de Minas Gerais. O critério na escolha dos municípios, para este projeto, foi o fato de se localizarem à margem de rios condenados, como o município deste estudo, que está situado à margem do Rio Grande. Contando com o apoio dos órgãos municipais, que ofereceram a infra-estrutura, para a realização do curso. O curso ASA foi uma proposta nova que teve como princípio: a formação teórica, trabalhando uma série de conceitos básicos, aulas de campo, conhecimento da realidade local por meio da aplicação de uma série de pesquisas e mobilização social. O curso contou com uma carga horária de 140 horas distribuída ao longo de 30 dias, exigindo muito do profissional e do estudante. O público alvo do curso foi de jovens adultos (16 a 25 MARIA DOS ANJOS PEREIRA anos) a procura do primeiro emprego ou desempregado. O aluno deveria estar RODRIGUES, ELIETE cursando ou ter concluído o 2º grau. Desenvolver um trabalho de Educação Ambiental RODRIGUES PEREIRA e não formal, com ações e práticas educativas, voltado para a realidade do aluno, para ROGÉRIO STACCIARINI que ele pudesse reconhecer-se também como parte do meio, lutando para melhoria da qualidade de vida, em crescimento sustentável da cidade, apresentou-se como um grande desafio e mostrou-se um instrumento essencial, no exercício da cidadania, pois, o indivíduo passa a compreender a inter-relação de tudo que o cerca. No decorrer do curso, ficou nítido o crescimento e desempenho dos alunos, como por exemplo, na visita ao Horto Municipal de Uberaba, onde muitos expressaram a vontade de ter um espaço semelhante e contataram a Secretária de Planejamento de Delta que se mostrou disposto a estudar e implantar o projeto em um espaço reservado à construção de uma área verde no município. Ao final do curso, muitos alunos expressaram a vontade em continuar lutando por um meio ambiente melhor e uma qualidade de vida acessível a todos, o que comprovou o alcance dos objetivos e resultados muito positivos, uma vez que pudemos comprovar que a Educação Ambiental vai além da sala de aula e do livro didático, atinge o indivíduo no seu dia-adia, Com a aplicabilidade desta proposta e buscando novos caminhos, na formação e integração do jovem ao meio e na sociedade, esperamos inaugurar um novo tempo, com a valorização do meio ambiente, do homem, numa inter relação para a construção de uma nova sociedade vivendo em comunhão com o meio. Orientador: Prof. Dr. Rogério Stacciarini CONTATO: Maria dos Anjos Pereira Rodrigues Especialista em Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos E-mail: del.anjos@bol.com.br Eliete Rodrigues Pereira Especialista em Orientação Sexual E-mail: elirope@zipmail.com.br

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UM PROJETO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA FORMAÇÃO DE MONITORES E DESENVOLVIMENTO ECOTURÍSTICO DO DISTRITO DE CASA BRANCA (BRUMADINHO) - MG. Resumo: Na sociedade atual o homem não compreende sua relação com o meio ambiente, tendo elevado padrão de consumo com pressão constante nos recursos naturais, com crescente urbanização e, desta forma distanciando e desligando-o do seu contexto natural. Esse panorama diminui cada vez mais sua qualidade de vida. Neste contexto existe uma crescente necessidade de buscar ambientes naturais para lazer e também para aumentar a conservação de recursos naturais, abrindo novos horizontes também para o ecoturismo. Casa Branca é um distrito da cidade de Brumadinho – MG (região metropolitana de BH) delimitado por serras, situado na APA Sul e Parque Estadual da Serra do Rola Moça. Diante do grande potencial natural e pelo fato do distrito de ter sido “descoberto” como um refúgio do cotidiano urbano realizou-se o projeto de desenvolvimento ecoturístico e busca de potencialidades locais. Para a realização deste projeto, que faz parte das ações de formação do Curso de Ciências Biológicas da PUC.Minas Betim (Estágio profissionalizante de Gestão Ambiental) , foram realizadas trilhas locais, reconhecimento da área e da comunidade, CIBELE MARIA FERREIRA, interpretação de pontos das trilhas, identificação de representantes de flora, visitas e DAIANY LATINI BREGUÊZ, reuniões com segmentos da população local, busca de pessoas da comunidade para LUCIANA RAMOS BRAGA, trabalharem como monitores das trilhas e elaboração de um curso de Educação MARIANA GONTIJO, MIGUEL Ambiental para os mesmos. Aliada a este projeto a OSCIP Asturies (Associação para ÂNGELO ANDRADE, o Turismo Ecológico, Sustentável da Encosta da Serra) disponibilizou um espaço SUSANA LEAL SANTANNA e físico para o estabelecimento de um Centro Receptivo de Turistas/Excursionistas EUGÊNIO BATISTA LEITE denominado Canela de Ema. Este centro foi organizado de maneira a receber os visitantes/excursionistas e apresentá-los as possibilidades de lazer do distrito. Ao final do projeto foi elaborado um folder que inclui um mapa com ilustrações e um breve texto informativo sobre o que se encontra ao longo do percurso. Este folder foi patrocinado por comerciantes e estabelecimentos locais. A partir das etapas do desenvolvimento do projeto, entendeu-se a importância de se formar e capacitar monitores para realização de trilhas interpretativas no distrito de Casa Branca, verificando a cada visita a importância de ações para preservar a natureza local, seus atrativos naturais, sua rica biodiversidade e seus aspectos sociais, históricos e culturais. Desta forma a criação do centro receptivo justificou-se pela sua importância pois se tornou uma referência para os excursionistas, uma vez que o mesmo possui estrutura administrativa para recepcioná-los e orientá-los. A realização do projeto foi de grande importância para a formação de monitores capacitados e conscientizados ambientalmente para interagir com o meio e explorar o turismo do distrito de uma forma sustentável, ao mesmo tempo como um espaço adequado para formação dos acadêmicos do Curso de Ciências Biológicas no estágio supervisionado. CONTATO: cibio20@yahoo.com.br

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DESAFIOS DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO VALE DO AÇO DE MINAS GERAIS, BRASIL: ATUAÇÃO DO CENTRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL OIKÓS Resumo: O Vale do Aço Mineiro é uma região que sedia um importante parque industrial da indústria siderúgica (USIMINAS e Acesita) e celulose (CENIBRA). Ao mesmo tempo, abriga a maior área de Mata Atlântica contínua preservada de Minas Gerais, o Parque Estadual do Rio Doce, com quase 36 mil hectares e 40 lagoas, e reconhecido pela Unesco como reserva da Biosfera. Para que a região encontre respostas ao desafio de conciliar esses dois fortes aspectos locais, a educação ambiental para o desenvolvimento sustentável é imprescindível. Dentro desta perspectiva, nasceu em junho de 1993 o Centro de Educação Ambiental da Acesita (CEA Oikós). Embora tenha surgido no contexto das repercussões da Rio`92, sua criação não ocorreu por influência direta da conferência, já que os estudos e projetos para sua implantação aconteceram em meados de 1991 e só não foram efetivados devido à privatização da Acesita no final do mesmo ano. A criação do CEA Oikós foi visto pela comunidade ambientalista e representante de órgãos públicos como um MAURÍCIO FERREIRA e LUIZ importante passo no sentido da preservação e conservação da biodiversidade CLÁUDIO RIBEIRO regional. Situado em reserva particular da Mata Atlântica da Empresa, dentro do RODRIGUES perímetro urbano de Timóteo (MG), com cerca de 900 hectares, o Oikós abriga diversas nascentes e inúmeras espécies animais e vegetais. O nome Oikós é uma homenagem a duas civilizações: a grega, de onde vem a palavra Oikos (casa) e a indígena brasileira. , que pronuncia de maneira mais forte a última sílaba de suas palavras. Inspirada na relação de respeito que os índios estabelecem com a “casa”, o meio ambiente, o Centro desenvolve atividades de conscientização e difusão de conhecimentos, valores e habilidades sobre as questões ambientais, visando a busca de soluções ecologicamente adequadas à realidade local, contribuindo para o crescimento e desenvolvimento sustentável da região. Como resultado de suas atividades na reserva ou extra-muros, através de cursos de práticas sustentáveis, oficinas, palestras, encontros e seminários promovidos para grupos específicos com potencial multiplicador (professores, alunos, comunidade em geral, o CEA Oikós alcançou projeção local, regional e nacional, fato espelhado no recebimento de diversos prêmios pela sua atuação no desenvolvimento de projetos comunitários. CONTATO: faoikos@acesita.com.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA FUNDAÇÃO ZOO-BOTÂNICA DE BELO HORIZONTE Resumo: A educação é um processo de formação, que tem como característica a transformação das informações cotidianas em conhecimentos em vários níveis. A Fundação Zôo-botânica de Belo Horizonte (FZB-BH), criada em 1991, administra os jardins Zoológico e Botânico de Belo Horizonte. Um de seus setores é o Serviço de Educação Ambiental (SEA), cujo objetivo é sensibilizar visitantes para uma convivência mais positiva com animais e plantas. Para cumprir este objetivo, o SEA oferece atividades direcionadas para escolas e o público em geral. No borboletário, os visitantes podem conhecer mais sobre a diversidade destes animais de grande beleza estética, ameaçados de extinção devido à destruição de seu habitat por queimadas e/ ou desmatamentos, ou mesmo devido à caça que alguns colecionadores realizam. Conhecendo o modo de vida desses animais, os visitantes são conscientizados da necessidade de preservar os ambientes naturais para que cada vez mais, eles possam ser vistos de perto em jardins e praças. A estratégia o Bicho da hora consiste em um bate-papo informal entre visitantes e monitores da FZB- BH, que acontece próximo ao recinto de um animal escolhido previamente de acordo com sua popularidade, situação na natureza, facilidade de acesso e visualização e interesse do visitante. A Trilha do Lobo é um passeio com os visitantes numa trilha de 183 metros, dentro de uma área de Cerrado existente na Fundação. A trilha é uma oportunidade de se conhecer mais sobre a flora e a fauna do bioma Cerrado. O Lobo-guará recebe atenção especial durante o trajeto da trilha pelo bioma Cerrado. Nela se busca desmistificar alguns aspectos do modo de vida desse que é o maior canídeo da América do Sul e alertar para o risco de extinção que ele corre. Há também a estratégia a Planta da hora, onde por meio de bate-papos, os visitantes são informados das características e curiosidades das plantas existentes nas coleções da Fundação Zôo-Botânica. Estas coleções estão organizadas de forma a caracterizar os grandes biomas brasileiros, e destacam as estratégias de adaptação, beleza e importância ecológica das espécies botânicas. Na Oficina de Plantar, os visitantes têm ainda a oportunidade de entrar em contato, de forma prática, com os processos de cultivo das plantas. As Pessoas com necessidades especiais (PNE) e 3ª idade, também são atendidas com atividades educativas específicas, que visam contribuir com o processo de socialização de indivíduos portadores de deficiência física, visual e auditiva. O SEA acredita que através da informação e do esclarecimento, relativos aos seres vivos e seus ecossistemas, os indivíduos podem assumir uma nova postura em relação ao meio ambiente. Para isso, deve haver um esforço permanente de apresentação da natureza às pessoas, proporcionando uma admiração que pode levar ao respeito. Por esse processo ser contínuo, a Zôo-botânica não espera que o visitante seja um conhecedor de animais e plantas, mas acredita que as informações e experiências possam desencadear satisfação e uma curiosidade em querer entender mais e sobretudo, preservar o equilíbrio do ambiente natural como componente essencial à qualidade de vida dos cidadãos. CONTATO: micheroliveira@yahoo.com.br

MICHELLE MARIA DINIZ , BENEDITA APARECIDA DA SILVA e VIVIAN TEIXEIRA FRAIHA

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DIAGNÓSTICO SÓCIO- AMBIENTAL E EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO CONDOMÍNIO QUINTA DAS FZENDINHAS EM MATOZINHOS- MG Resumo: A Educação Ambiental contribui para a construção de uma percepção, onde o homem entende ser parte integrante do ambiente onde vive, e que, as intervenções por eles praticadas no meio físico terão implicações na sua condição sócioeconômica, e portanto da sua qualidade de vida. O presente trabalho vem de encontro aos programas prioritários preconizados para a APA (Área de Proteção Ambiental) Carste Lagoa Santa por ocasião da realização do Zoneamento Ambiental da mesma no ano de 1991, sob coordenação do IBAMA/CPRM. Entre estes programas podemos citar o programa de divulgação ambiental, incluindo a divulgação dos atributos ambientais do sistema cárstico e dos ecossistemas florestais, além da promoção de atividades de interesse ambiental, implementação de banco de dados de tecnologias e de idéias, para utilização sustentável dos recursos naturais do ambiente cárstico Esta APA, criada pelo Decreto Federal nº 98.881, de 25 de janeiro de 1990, compreende os municípios mineiros de Matozinhos, Lagoa Santa, Confins, Pedro Leopoldo e Funilândia. Sua relevância ambiental reside sobretudo em suas formações geomorfológicas (relevos cársticos) , compreendendo sítios espeleológicos, arqueológicos e paleontológicos, aqüíferos, além de fauna e fitofisionomias típicas do bioma Cerrado. O Condomínio Quinta das Fazendinhas, um loteamento de recreio situado no município de Matozinhos, devido ao seu alto potencial de poluição do aqüífero cárstico, dos riscos de instalação de processos de erosão e escorregamento, NÁIADE DELAMORIAE ASSIS desmatamento praticados para a instalação de atividades agropecuárias, e ainda pela LEPESQUER, FELIPE disposição inadequada de efluentes, caracteriza-se como um caso de conflito de uso GUSTAVO CONRADO e da área, uma vez que no zoneamento ambiental realizado, este espaço corresponde a BENEDITA APARECIDA DA Zona de Proteção das Paisagens Naturais do Carste (ZPPNC). Em levantamentos de SILVA sítios arqueológicos e paleontológicos realizados na região, foram detectados no Condomínio Quinta das Fazendinhas, sedimentos potenciais sob capas estalagmíticas, consubitânciando a necessidade de conservação e preservação dos recursos desse local. O presente trabalho objetiva determinar o grau das deteriorações físico-conservacionista, econômica e ambiental no Condomínio Quinta das Fazendinhas, que apresenta 232 glebas, variando de 20 a 26000 m2, com 169 proprietários. A metodologia utilizada consiste no manejo integrado de bacias hidrográficas onde diagnósticos participativos físico-conservacionistas, sócioeconômicos e ambiental são implementados e cujos procedimentos incluem entrevistas, questionários, reuniões e dinâmicas de grupo com a comunidade.Tal metodologia tem possibilitado a inserção da prática da educação ambiental no processo de coleta, análise e divulgação de dados, bem como na reelaboração dos diagnósticos. Dessa forma será possível estabelecer um plano de manejo para a área, o qual terá na educação ambiental seu eixo norteador uma vez que a efetividade da apreensão das informações e a prática de ações que propiciem o funcionamento equilibrado dos ecossistemas, a recuperação de áreas degradadas e o uso sustentável dos recursos naturais, só ocorrem com a elevação da auto-estima da comunidade envolvida, de sua conscientização da valoração dos recursos naturais dos quais ela dispõe e do seu comprometimento com a sustentabilidade ambiental, econômica e social. CONTATO: delamoriae@bol.com.br

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A UTILIZAÇÃO DE RECURSOS COMPUTACIONAIS PARA O DESENVOLVIMENTO DE JOGOS EDUCATIVOS AMBIENTAIS. Resumo: Historicamente o jogo está presente como prática habitual de diversos povos. Visualiza-se nele uma atividade lúdica, que, por sua vez, é reconhecidamente motivadora no processo de ensino aprendizagem. Assim, o jogo educacional pode transformar-se em uma alternativa importante, nesse processo. Desse modo, este trabalho visa o desenvolvimento, através de ferramentas computacionais, de quatro jogos que abordam a educação ambiental. Nesse sentido, escolheu-se um tema altamente relevante e atual: o uso racional da água. Inicialmente, analisou-se alguns RICARDO ESTEVES KNEIPP, jogos já utilizados em educação ambiental. A seguir, fez-se um estudo prévio do ANTONIO CARLOS DE ambiente de desenvolvimento onde analisa-se a segurança dos dados, a interface MIRANDA e RODNEY CEZAR amigável de navegação, as ferramentas propícias para o desenvolvimento e o DE ALBUQUERQUE conteúdo a ser utilizado em consonância com o descrito pelo MEC. Os jogos que desenvolvemos apresentam uma interface voltada para a web, onde foi criado um banco de dados em Mysql para armazenar os dados dos jogadores que utilizarão o software educativo, a seguir construiu-se um código em PHP que verifica e dá acesso ao portal Edu-Soft (nome do projeto), apenas aos jogadores previamente cadastrados. Neste portal o jogador terá acesso a quatro jogos: ‘Perguntas e Respostas’, ‘Decifre o Enigma’, ‘Limpe o Rio’ e ‘Quebra Cabeça’. Todos os jogos apresentam recursos multimídia, neles o usuário de uma forma lúdica obtém informações sobre recursos hídricos. CONTATO: kneipp@faminas.edu.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER ESPAÇO ABERTO - DE PORTAS ABERTAS AOS NOVOS TALENTOS Resumo: O Centro de Educação Ambiental Harry Oppenheirmer, desde sua inauguração em outubro de 2000, vem desenvolvendo uma série de trabalhos que buscam não só o desenvolvimento da consciência ambiental. Há iniciativas que ampliam a percepção sobre meio ambiente, extrapolando a natureza. Um destes trabalhos é o Espaço Aberto – De portas Abertas aos Novos Talentos, que completou, em dezembro de 2003 , um ano de lançamento. O projeto foi criado para que pessoas de talento da região possam apresentar seus trabalhos nos setores de teatro, música, dança, reutilização e outros. Todo o último domingo do mês, o talento inscrito e selecionado apresenta seu trabalho para a comunidade nas instalações do CEAHO. A Empresa, além de disponibilizar o espaço, faz todo trabalho de divulgação e fornece transporte, Objetivo do projeto alimentação e material suporte quando necessários. Integrar a comunidade da região e outras com a natureza, facilitando o processo de conscientização e sensibilização, no sentido da redução do consumo e do desperdício, do incentivo à reciclagem e a reutilização dos recursos naturais, bem como da preservação e defesa do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável. Evidenciando ações práticas e corretas de pessoas da comunidade, a percepção do conceito meio ambiente pode ser ampliada, facilitando também o seu entendimento. Objetivos específicos: - Valorizar trabalhos ecologicamente adequados e buscam a sustentabilidade - Integrar a comunidade ao CEAHO - Promover a atividade cultural Descobrir e evidenciar para a comunidade talentos. - Reforçar o compromisso da Empresa com a questão ambiental e questões sociais. Metodologia: A educação relativa à melhoria da qualidade de vida da comunidade. ambiental informal foi utilizada na implementação deste projeto, buscando a participação e mobilização da comunidade da região. Devido à diversidade de público que se pode atingir com o projeto e características dos trabalhos que poderiam ser inscritos, procurou-se seguir uma linha flexível, mas fundamentalmente avaliativa. O projeto foi dividido em 3 etapas: A primeira é de inscrição e avaliação iniciais do talento; a segunda, a apresentação e a receptividade do público; a terceira, acompanhamento final. Algumas diretrizes metodológicas estão presentes no projeto, de modo a estabelecer um balizamento para atuação do coordenador do projeto, a saber: - Questões, temas ambientais, devem ser evidenciados nos trabalhos, assim como o aproveitamento de materiais; - A comercialização deve ser tratada como uma conseqüência e não objetivo da participação; - A visão do programa é obter resultados a curto, médio e longo prazo; - O dia de realização fixo no mês facilita a divulgação e estabelecem Resultados obtidos Os resultados com o projeto - alguns compromisso. evidenciados abaixo - justificam o cumprimento dos objetivos propostos, o que levou a coordenação do CEAHO a definir pela continuação da realização do mesmo em 2004. - Inscrição de 39 trabalhos/talentos até 31/12/2003 - Realização de 10 edições do Espaço Aberto contemplando 17 trabalhos - Recebimento de público específico de 2.434 pessoas - Manifestações positivas do público em relação aos trabalhos (solicitação de cartão ou telefone dos talentos, aplausos e comentários) - 71 % dos talentos registraram formalmente a importância/validade de terem participado do Projeto - 66% dos talentos informaram terem obtido Conclusão Com ganhos financeiros durante e depois da participação no projeto criatividade, simplicidade e vontade a educação ambiental pode ser promovida. Este trabalho é uma amostra disto e seus resultados somados aos de outros projetos realizados no CEAHO, evidenciam que boas práticas ambientais podem garantir melhor qualidade de vida para todos. CONTATO: rgoliveira@anglogoldashanti.com

RIVENE GUADALUPE DE OLIVEIRA

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER A VIVÊNCIA DE CAMPO NO CAMPUS: INTEGRAÇÃO, PERCEPÇÃO E SENSIBILIZAÇÃO Resumo: O trabalho de campo constitui importante técnica de ensino, capaz de proporcionar experiências que permitam aos educandos estabelecerem conexões entre as abordagens teóricas e as manifestações dos fenômenos socioambientais numa perspectiva concreta e prática O campus da UNITRI (Centro Universitário do Triângulo) localizado no município de Uberlândia- MG, conta com o privilégio de possuir em sua área de domínio ecossistemas do Bioma Cerrado em relativo estado de conservação, que constantemente são visitados para o desenvolvimento de atividades dos cursos de Biologia, Geografia e Turismo. Estas atividades são programadas com o intuito de aprimoramento da percepção socioambiental dos alunos, bem dos princípios congruentes com a educação ambiental, ecomunitarismo e interdisciplinaridade . As vivências de campo no campus são momentos de integração dos alunos dos cursos citados, onde os objetos de estudo de cada área do conhecimento são deflagrados, permitindo contribuições acadêmicas e pessoais. As atividades primam também pelo caráter lúdico e pela socialização, portanto o resgate de músicas, contos e expressões corporais são explorados com muita propriedade, a fim de valorizar as culturas tradicionais e o repensar os valores nocivos ao ambiente. CONTATO: geografia@unitmg.com.br

SANDRA MOREIRA ARANTES e ARIANA MARIA SOUZA SIQUEIRA

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CÓRREGO CARNEIRO, UM ESTUDO DE CASO: A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA COMUNIDADE DO CONJUNTO MANUEL MENDES - UBERABAMG Resumo: Educação Ambiental-conscientização- comunidade- córrego carneiro “As cidades são como as pessoas:Pertencem à espécie urbana, mas possuem personalidade própria. A resposta ao desafio urbano deve levar em consideração a singularidade das diversas configurações naturais, culturais sócio políticas, históricas e a tradição de cada cidade.” Ignacy Sachs,1995. O presente trabalho tem como pressuposto analisar a influência da pressão populacional no conjunto Manoel Mendes, localizado na cidade de Uberaba-MG, na região do Triangulo Mineiro, ao qual o crescimento vem degradando áreas adjacentes, impactando os recursos hídricos, especialmente o Córrego Carneiro, sendo mais próximo deste bairro. Devido a esta realidade, se faz necessário um projeto de educação ambiental, sensibilizando a comunidade local da importância de preservação das áreas não edificadas. Para alcançar os objetivos propostos, a pesquisa fundamenta-se na seguinte metodologia: levantamento, leitura e análise de material bibliográfico, visita em loco da área, levantamento de dados junto a órgãos públicos, sistematização dos dados obtidos, redação final e trabalho de conscientização junto à comunidade local. A pressão populacional nesta nova área, iniciou a modificação do espaço, no qual antes havia grandes áreas de pastagens, córrego limpo, mata ciliar e pouca circulação de pessoas na área, a realidade agora é bem diferente, pois a impactação do homem é visível. Como exemplo, temos as obras realizadas, nas vias de acesso em direção ao centro urbano da cidade e mais uma saída à rodovia, esta se caracteriza como BR 262, uma das principais vias de acesso a cidade, embora a obra aparentemente representa uma SILVIA DE ALMEIDA ARAUJO melhoria, na realidade o que encontramos atualmente é um córrego de áreas abandonadas, assoreamento visível do rio, mata ciliar inexistente em vários pontos, entulho as margens, tornando este, foco de criação de vetores e outros. Este trabalho pretende com a ajuda da comunidade, implantar programas de conscientização e outros projetos ligados ao meio ambiente, que poderiam manter a preservação dos mananciais hídricos e córregos, juntamente com o crescimento da comunidade interrelacionada á preservação e desenvolvimento. Segundo o relato de antigo morador da área citada; ressalta: “Naquela época o córrego era limpo; sendo um local de diversão para a garotada”. Percebe-se que na atualidade, não há cuidados e nem interesse da população local, para com o meio ambiente que a cerca. Como foi visto, o Córrego Carneiro, está gradativamente sendo deteriorado, juntamente com sua mata ciliar, precisa de ajuda. Acredito que a comunidade necessita enxergar/sentir, e para sensibilizar–se é necessário, saber a importância do meio ambiente em seu cotidiano. Podemos sugerir a partir deste panorama, algumas medidas a serem consideradas: Sensibilização da comunidade e autoridades competentes; - Educação ambiental a comunidade local; - Parcerias com órgãos públicos e comunidade em geral; Reflorestamento da mata ciliar; - Preservação das áreas não edificadas e outros; Desta forma, a importância deste trabalho remete ao contexto da realidade, no qual está configurado o bairro Manoel Mendes e os impactos da urbanização recente para os recursos naturais do entorno. Enfim, para garantir uma qualidade de vida satisfatória, para a população atual e futura, faz-se necessário uma atuação efetiva com participação da comunidade, de uma educação ambiental ampla em todos os níveis. CONTATO: saa261@hotmail.com

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA CASA DE RÉPTEIS DA FUNDAÇÃO ZOO-BOTÂNICA DE BELO HORIZONTE - ELABORAÇÃO DE CARTILHA EDUCATIVA Resumo: A Educação Ambiental deve ser cada vez mais trabalhada para propiciar uma convivência harmoniosa e respeitosa, além de sensibilizar as pessoas para valorizar a natureza e sua conservação. A Casa de Répteis da Fundação ZooBotânica de Belo Horizonte vem constituindo-se uma excelente ferramenta para esse propósito. Esse projeto tem por objetivo a realização de uma cartilha educativa sobre as serpentes da Casa de Répteis à partir de dúvidas e comentários feitos pelos visitantes, visando esclarecer dúvidas e mitos sobre esses animais. Para tanto foram feitos questionários, onde não apresentavam respostas específicas, apenas eram anotados comentários, perguntas e curiosidades ditas pelos visitantes que foram escolhidos aleatoriamente. Ao analisarmos os dados dos questionários, pode-se perceber que, a maioria dos entrevistados possue uma visão errônea sobre as serpentes onde pareciam se basear apenas em mitos, crendices ditas durante anos. A partir disso, foi elaborado uma cartilha educativa, transmitindo aos visitantes informações corretas, desmistificadoras e interessantes sobre o grupo das serpentes. Com esse meio divulgador, esperamos que os visitantes da Casa de Répteis ampliem sua visão sobre a importância cultural e ecológica, demonstrando que a existência das espécies está baseada em valores como a solidariedade, a partilha e o respeito pela diversidade em todas as suas manifestações. CONTATO: luamatu@uol.com.br

SOLANGE BATISTA DE SOUZA e LUCIANA MARA COSTA MOREIRA

VALÉRIA G. DE FREITAS NEHME, MARIA BEATRIZ J. BERNARDES e MARLENE T. DE MUNO

PROJETO BICA BEM-TE-VI: FESTIVAL DE MÚSICA ECOLÓGICA, UMA OPÇÃO CRIATIVA PARA A PRÁTICA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL Resumo: A Educação Ambiental, atualmente, aparece como um despertar de uma nova consciência solidária a um todo maior. É com a visão do global e com o desejo de colaborar para um mundo melhor, que se pode propor um agir local. A realização do Festival de Música Ecológica Bica bem-te-vi na Escola Agrotécnica Federal de Uberlândia justifica-se pela própria proposta do Curso Técnico Pós-Médio em Meio Ambiente que é formar agentes para solucionar os problemas gerados pelas diferentes interferências humanas no meio natural, que com certeza atuarão como educadores ambientais. O nosso trabalho surgiu de alguns questionamentos: será a Pedagogia de Projetos instrumento eficaz para a formação de técnicos em meio ambiente, que, no futuro, atuarão como agentes de Educação Ambiental Para a realização de nossa pesquisa traçamos o seguinte objetivo: estudar a contribuição da pedagogia de projetos na práxis da Educação Ambiental para a formação de técnicos em meio ambiente da Escola Agrotécnica Federal de Uberlândia. CONTATO: mbeatriz@uber.com,br

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EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA ABORDAGEM DA INCLUSÃO SOCIAL DE DEFICIENTES VISUIAIS NA ESCOLA ESTADUAL SÃO RAFAEL, EM BELO HORIZONTE - MG. Resumo: Diante da complexidade dos problemas sócio-ambientais gerados pela relação exploratória do homem com a natureza, é necessária a construção de uma nova postura a respeito da importância do meio ambiente. A prática da educação ambiental é um instrumento que possibilita o envolvimento das pessoas com as questões ambientais, recriando uma nova consciência e novas condutas diante da relação de dependência dos diversos elementos que formam o meio ambiente, a fim de oferecer uma melhor qualidade de vida para todos os seres. Para isso é preciso estendê-la a todos, sem distinção de cor, sexo, nível econômico e social. Dentro desta proposta, é importante também a inclusão dos deficientes visuais na abordagem do meio ambiente, do qual dependem, exploram e devem saber preservar. Para se tratar de educação ambiental com os deficientes visuais, deve-se explorar os outros VANESSANDRÉIA RAMOS sentidos, não apenas como compensação, mas como uma forma de exteriorização de QUEIROZ, CORNÉLIA grande parte do conteúdo adormecido nos subconsciente. Assim, o deficiente visual MIRANDA, LISIANE GOMES, pode perceber muito mais sutileza nas coisas que toca, sente e ouve do que as THATIANA ZACARIAS pessoas videntes. Dentro deste contexto, foi realizado um projeto de educação FREITAS, VANESSA ISABEL ambiental na Escola Estadual São Rafael, em Belo Horizonte, que é referência na PENHA DE MOURA, educação e orientação de deficientes visuais. As atividades foram executadas com os EUGÊNIO BATISTA LEITE e alunos, professores e funcionários, para que todos ficassem integrados na realização MIGUEL ÂNGELO DE do projeto. O período de desenvolvimento do projeto foi de março a julho de 2004. ANDRADE Foram realizadas atividades de educação ambiental que estimulassem os demais sentidos no intuito de se obter maior participação dos envolvidos. As atividades desenvolvidas tinham como tema à água, o lixo, coleta seletiva, reutilização de materiais, questões atuais relacionadas aos índios, conhecimento de uma horta e a utilização de produtos orgânicos e ainda visita a museu de ciências, mercados, dentre outros. De um modo geral os alunos se apresentaram muito participativos e dispostos às discussões relativas ao tema. Observou-se que os alunos estavam atentos as questões ambientais, mas tinham dificuldades de relacioná-las com o cotidiano. Firmou-se a responsabilidade que cada um tem perante o meio ambiente como cidadãos que são. O resultado do projeto foi muito satisfatório, pois os alunos absorveram as idéias de educação ambiental e começaram com algumas mudanças de seus próprios hábitos. Se identificaram aptos a repassar os conhecimentos que tiveram para outras pessoas dos seus meios de relações CONTATO: andreiabiologia@yahoo.com.br

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EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA SERRA DO BRIGADEIRO, MINAS GERAIS, BRASIL: ANÁLISE DE UMA INTERVENÇÃO SÓCIO AMBIENTAL. Resumo: O território da Serra do Brigadeiro pertence ao complexo da Serra da Mantiqueira, caracterizando-se pela significância ambiental, uma vez que se constitui um divisor de água das bacias do Rio Doce e Paraíba do Sul e abriga o último grande remanescente de Mata Atlântica de toda a Zona da Mata mineira, o Parque Estadual da Serra do Brigadeiro (PESB), com área total de 13.210 ha. O Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (CTA-ZM) é uma organização não-governamental (ONG) que atua em parceria com as organizações dos agricultores (as) e algumas organizações governamentais buscando, junto com estas, colaborar no desenvolvimento e implantação de um modelo agrícola adequado às condições socioculturais, econômicas e ecológicas da região. Em parceria com a Associação Regional dos Trabalhadores Rurais, os Sindicatos dos Trabalhadores Rurais (STR’s), o grupo interdisciplinar de pesquisa ação Ecopedagogia e alguns órgãos governamentais, o CTA trabalha para promover e/ou contribuir com a Educação Ambiental (EA) e formação de crianças, jovens, professores (as) e agricultores (as) familiares de comunidade rurais ali localizadas, considerando a realidade rural, ambiental e histórico-social na qual estão inseridas. A estratégia de intervenção caminha no sentido de promover o desenvolvimento regional e a sustentabilidade dos recursos naturais e culturais. A EA formal e não-formal, incorporando a problemática sócio-ambiental regional, são propostas orientadoras dessa intervenção, uma vez que, VERÔNICA ROCHA BONFIM pressupõe-se que nenhum tipo de desenvolvimento é possível onde não há e MARIA DO CARMO COUTO educação/formação e que este não é verdadeiramente sustentável quando uma TEIXEIRA cultura não se identifica, quando não se formam cidadãos (ãs) capazes de terem consciência do seu papel e quando os currículos escolares estão cada vez mais distantes das famílias e da realidade sócio-ambiental na qual estão inseridos. A proposta contém alguns princípios fundamentais, como: 1) a preocupação com os problemas sócio-ambientais regionais e a articulação destes com as questões globais; 2) o cuidado em elaborar uma proposta que parta das realidades locais, inclusive incorporando, a partir de pesquisas, as percepções e as representações dos diversos sujeitos envolvidos sobre o ambiente vivido; 3)o tratamento da educação de forma participativa e integrada com as diversas instituições e ações de desenvolvimento local/territorial; 4)o compromisso com um processo educativo que visa contribuir com a relação escola-família-criança-meio ambiente; 5)a pesquisa-ação, a pedagogia de projetos e o estudo do meio como metodologias norteadoras do processo de EA formal; 6)a valorização da diversidade cultural e a sua efetiva incorporação no currículo das escolas; 7)a EA como estratégia fundamental para a conservação dos recursos naturais, valorização da cultura e da arte e desenvolvimento sustentável da região. O CTA, desde a sua fundação, tem inserido a EA de forma transversal em suas estratégias de intervenção. Através de programas e ações que buscam a transformação das relações sociais, econômicas, ambientais, culturais, de gênero e geração, a entidade vem tratando a EA em um contexto mais amplo, nos âmbitos formal e não-formal e incorporando outras dimensões que não só a ambiental. CONTATO: cta@ctazm.org.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER AMOSTRAGEM DE PLANTAS EM HORTAS CASEIRAS EM SETE LAGOAS E GRANDE BELO HORIZONTE EM 2004. Resumo: A busca da sustentabilidade das comunidades é uma exigência que se impõe por diversos motivos. Entre eles podemos citar a queda de renda da população, a busca por uma alimentação de melhor qualidade, aumento da área urbana permeável às chuvas e a conservação de espécies úteis. O “cuidar da terra” com finalidade terapêutica pode ser incluído como fator importante, que ameniza a aceleração dos tempos atuais. As alunas e alunos do 7o. Período do curso de Geografia da FEMM entrevistaram moradores e moradoras da região de Sete Lagoas e Grande Belo Horizonte em busca de informações a respeito do uso de plantas cultivadas em quintais na alimentação humana. Um questionário padrão foi preparado, com as seguintes questões: 1) Quem cuida das plantas, 2) Há quanto tempo faz uso dessas plantas, 3) Quais frutas cultiva, 4) Quais plantas folhosas cultiva, 5) Quais raízes cultiva, 6) Quais essências cultiva, 7) Quais grãos cultiva, 8) São complemento à renda familiar, 9) Tipo de adubação (a) química, b) orgânica. Houve predominância da participação de mulheres nos cuidados com as plantas: associadas à reprodução da vida, e cujos valores se associam à passividade, à compaixão, aos ciclos, à regeneração (ROCHA, 2002)1. Quase 80% das plantas provêm de hortas cultivadas há mais de 5 anos. Houve predominância de acerola (fruta associada a um elevado teor de vitamina C e produtividade elevada, fatos veiculados na mídia em geral em anos recentes). Ao todo, foram encontradas 27 espécies de frutos. Há grande preferência para o cultivo de couve e alface. A couve, que compõe a tradicional comida mineira, foi a mais cultivada. Ao todo foram detectadas 16 espécies de folhosas. Ao todo foram encontradas 32 espécies de essências, sendo que 23 delas têm como finalidade, a produção de chás. Predominaram salsinha e cebolinha, plantas utilizadas como condimento de diversos pratos de nossa culinária. A grande maioria dos entrevistados utiliza apenas adubação orgânica e apenas para consumo próprio, não comercializando a produção. A partir desses resultados podemos concluir que o cultivo de plantas em quintais complementa a dieta de muitas famílias, colaborando para a economia doméstica, melhorando a qualidade nutricional da população e cuidando de nossa cultura histórica. 1 ROCHA, P. E. D. Pensamento científico e consciência ecológica: interdisciplinaridade na aproximação entre sociedade e natureza. Rede brasileira de Educação Ambiental (REBEA - internet). 2002. CONTATO: waltermatrangolo@hotmail.com

WALTER JOSÉ RODRIGUES MATRANGOLO E ADRIANE COSTA, AFONSO O. FILHO, ANA C. L. COTA, ANDRÉA A. D. N. DE CASTRO, ARLETE DAS G. DE S. LIMA, CLÁUDIO A. STANISLAU, DANIELLE C. DE FREITAS, DANIELSON DOS S. DIAS, EDNEY W. DA SILVA, EDUARDO G. TEIXEIRA, ELISEU A. ESTEVES, ERILTON A. DE SOUZA, GEANE P. MOTA, GLÓRIA R. DE PAULA, HISSA N. MAKSUD JÚNIOR, IDA L. DUARTE, IRIS D. CORREA, JOSIANE R. DE AMORIM, JUSSARA K. DA SILVA, LUCIANE C. FERRÃO, LUCIANE F. DE FIGUEIREDO, MAISTON L. DA SILVA, MÁRCIA D. DE OLIVEIRA, MARLEDE R. DE OLIVEIRA, NATHÁLIA C. S. DINIZ, REGINA M. M. DE VASCONCELOS, RENATO D. DUMONT, ROBERTA M. DA SILVA, SÉRGIO S. DE SIQUEIRA, SIMONE A. S. LOPES, SOFIA P. KLIPPEL, TATIANA C. DE AGUIAR, VALÉRIA M. DA SILVA, VILMA DE O . SANTOS, WAGNER G. BARBOSA, WAGSON F. PINHEIRO, WANDERSON R. SANTIAGO e SANDRO N. BRASIL BORGES

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AUTOR@S WALTER JOSÉ RODRIGUES MATRANGOLO ,ADRIANE COSTA, AFONSO O. FILHO, ANA C. L. COTA, ANDRÉA A. D. N. DECASTRO, ARLETE DAS G. DE S. LIMA, CLÁUDIO A. STANISLAU, DANIELLE C. DE FREITAS, DANIELSON DOS S. DIAS, EDNEY W. DA SILVA, EDUARDO G. TEIXEIRA, ELISEU A. ESTEVES, ERILTON A. DE SOUZA, GEANE P. MOTA, GLÓRIA R. DE PAULA, HISSA N. MAKSUD JÚNIOR, IDA L. DUARTE, IRIS D. CORREA, JOSIANE R. DE AMORIM, JUSSARA K. DA SILVA, LUCIANE C. FERRÃO, LUCIANE F. DE FIGUEIREDO, MAISTON L. DA SILVA, MÁRCIA D. DE OLIVEIRA, MARLEDE R. DE OLIVEIRA, NATHÁLIA C. S. DINIZ, REGINA M. M. DE VASCONCELOS, RENATO D. DUMONT, ROBERTA M. DA SILVA, SÉRGIO S. DE SIQUEIRA, SIMONE A. S. LOPES, SOFIA P. KLIPPEL, TATIANA C. DE AGUIAR, VALÉRIA M. DA SILVA, VILMA DE O . SANTOS, WAGNER G. BARBOSA, WAGSON F. PINHEIRO, WANDERSON R. SANTIAGO e SANDRO N. BRASIL BORGES

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AMOSTRAGEM DE BRINQUEDOS EM SETE LAGOAS E GRANDE BH EM 2004. Resumo: Amostragem de brinquedos em Sete Lagoas e Grande BH em 2004. Walter José Rodrigues Matrangolo (Coordenador). e Alun@s do 7o. Período de Geografia e Educação Ambiental – Licenciatura. Departamento de Geografia – FAFI (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras). FEMM - Fundação Educacional Monsenhor Messias. Sete Lagoas, MG. Quem não orgulha-se ao ver recompensado o trabalho de construir uma pipa, vendo-a subindo ao céu? E quem já brincou de cama-de-gato, aquele jogo com barbante, em que desenham-se belas formas geométricas entre os dedos, mas que exige a sensibilidade do tato dos participantes? Muitos brinquedos e brincadeiras podem ser considerados indispensáveis ao desenvolvimento motor e emocional do ser humano. A tentativa, erro, acerto. A frustração. Conhecer os diferentes materiais. O controle da força física. A sensibilidade do tato. A criatividade. O valor do imperfeito. O contato com as tradições populares. Certamente inúmeras outras vantagens podem ser aqui colocadas. As alunas e alunos do curso de Geografia da FEMM levantaram informações sobre brinquedos em residências de Sete Lagoas e Região Metropolitana de Belo Horizonte. As entrevistas foram feitas com crianças próximas às residências das alunas e alunos do 7o. Período de Geografia. Um questionário padrão foi preparado, com as seguintes questões relativas aos brinquedos presentes nas residências: 1) País de origem, 2) Tempo de uso, 3) Estado de conservação, 4) Freqüência de uso, 5) Presença de armas, 6) Material de confecção, 7) Energia utilizada, 8) Função pedagógica, 9) Tipos de jogos eletrônicos. 51,3 % dos brinquedos amostrados são nacionais. Predominaram brinquedos chineses entre os estrangeiros. Pode ser o resultado de seus preços baixos. A maioria dos brinquedos tem menos de um ano de uso. A presença de armas nos brinquedos ainda é freqüente, merecendo uma atenção especial dos consumidores. A grande maioria é confeccionada com plástico. Além do plástico poluente, muitos brinquedos ainda são movidos a pilhas e baterias, lançando no ambiente enorme quantidade de metais pesados altamente tóxicos no solo e mananciais de água, já que é incipiente sua disposição adequada e reciclagem. A grande maioria não se utiliza do objeto lúdico para a formação intelectual das crianças. O estímulo a competição, presente nos jogos esportivos também afetam a proposta de construção de uma civilização solidária, baseada na cooperação, para a construção de um mundo mais humanizado e menos competitivo. Conclui-se que os dados colhidos pelos alunos e alunas são de grande relevância e podem contribuir para a crítica ao modelo consumista e à reprodução da obsolescência planejada. CONTATO: waltermatrangolo@hotmail.com

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER PRIMEIRO FESTIVAL DE ARTE DO PEQUI – 2003 Resumo: O Primeiro Festival de Arte do Pequi tem como fundamento teórico conter a dissipação de energia (entropia - 2a. Lei da Termodinâmica) enviada gratuitamente pelo sol, através da conservação e aumento da diversidade do Cerrado, que gerará como benefícios diretos à água limpa, o solo vivo, o fortalecimento e enriquecimento da cultura e da economia das comunidades rurais, o alimento saudável, o turismo ecológico e o investimento maior em pesquisa a respeito dos potenciais naturais do cerrado O protagonista da festa, infelizmente, não vai bem, apesar de seu corte e a venda da madeira em todo território nacional ser proibida por lei (Portaria do IBAMA no. 113 de 29/12/1996). Em MG há o Programa Mineiro de Incentivo ao Cultivo, à Extração, ao Consumo, à Comercialização e à Transformação do Pequi e demais Frutos e Produtos Nativos do Cerrado (Pró-Pequi) criado pela Lei 13.965, de 27 de julho de 2001. O Departamento de Geografia da FEMM promoveu o evento, que teve como um de seus primeiros passos a promoção de um concurso para a escolha da logomarca do Festival. A Escola de Aplicação (Ensino Médio), mantida pela FEMM (Fundação Educacional Monsenhor Messias), elaborou um concurso artístico interno para a escolha da logomarca entre alunos das 8as. séries. Escolhida entre tantas, a peça artística de Mike Silva Almeida (aluno a 8a. série) já está fazendo parte do evento, que pretendo repetir-se anualmente. Foram enviadas carta-convite a todas as escolas públicas e particulares de Sete Lagoas.s As escolas enviaram 56 trabalhos. A premiação em dinheiro (R$ 1.200,00) foi proporcionada pelos seguintes incentivadores do evento: FEMM, CPS - Telecomunicações e Serviços e pelo Dr. Mário Lúcio Balú. Além do prêmio em dinheiro (R$ 250,00 – 3 primeiros colocados, R$ 100,00 – 3 segundos colocados e R$ 50,00 – 3 terceiros colocados), os autores selecionados, cada aluno ou aluna, cada professor ou professora orientadores do trabalho e a escola de origem foram presenteadas com o belíssimo livro "Frutas do Cerrado" (de Dijalma Barbosa da Silva, José Antônio da Silva, Nilton Vilela Junqueira e Leide Rovênia de Andrade. Brasília. Embrapa Informação Tecnológica, 2001. 178 p.), gentilmente doado pela Embrapa Milho e Sorgo. A difícil incumbência de selecionar os trabalhos das escolas ficou com as professoras da FAFI/FEMM Martha Mendes Márquez, Reginade Souza Borato e Wanda Maria Silva Drummond. Foi enviada carta aos artistas da cidade para que enviassem materiais relativos ao tema. Foram recebidos 14 trabalhos entre pinturas e poemas, que foram expostos por dois dias no espaço municipal CAT (Centro de Apoio ao Turista) e por dez dias na entrada do prédio da Reitoria. Consideramos que o evento atingiu êxito pois motivou parte da comunidade, e principalmente jovens, a voltar seus olhares para a natureza, a vida não-urbana, nosso complemento natural mas pouco revelado. CONTATO: waltermatrangolo@hotmail.com

WALTER JOSÉ RODRIGUES MATRANGOLO E WANDERLEY LUIZ SILVEIRAMATRANGOLO,THI AGO LUIZ MAGALHÃES, ANDRÉ SANTOS CUSTÓDIO E RODRIGO DA CUNHA BATISTA, CAROLINA SILVA FERREIRA, RITA DE CÁSSIA S. COSTA e WESTER MONTEIRO

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER DEGRADAÇÃO AMBIENTAL EM DETRIMENTO A EDUCAÇÃO AMBIENTAL Resumo: Um dos maiores problemas enfrentados pelos países subdesenvolvidos é o crescimento populacional desordenado, esse tem como principal conseqüência à demanda de espaço físico, que geralmente não é planejada de forma correta e dá origem a um desequilíbrio ecológico grave Tratar essas questões nas escolas é de grande importância pois assim pode-se agregar, aos futuros determinadores, a consciência ecológica. Para tal finalidade foi criado um projeto de Educação Ambiental destinado aos alunos da quinta e oitava séries do ensino fundamental de escolas públicas. Esse projeto pretende levantar questões como a Degradação Ambiental e dar ênfase às suas conseqüências principalmente o aumento da incidência de endoparasitoses em regiões mal planejadas. Durante a execução desse projeto serão realizadas atividades de Percepção Ambiental e jogos educacionais para promover o conhecimento sobre op assunto, todo o projeto será acompanhado pelo grupo de graduandos do curso de Ciências Biológicas com Ênfase em Meio Ambiente da PUCMinas - Unidade Betim que também realizaram as avaliações de aproveitamento do mesmo. Pretende-se através da Educação Ambiental, capacitar a comunidade escolar (pais, alunos e funcionários) e torná-los agente de transformação na região em que estão inseridos e com isso expandir esses benefícios às outras regiões. CONTATO: lrezende2002@yahoo.com.br

WELLINGTON LUIZ REZENDE GLÓRIA, MICHELLE DINÍZ, DANIELLE BARROS, ELESSANDRA DAMASCENO, LISIANE FONSECA e VIRGINIA VANESSA

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MATO GROSSO
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O SABER NÃO ESCOLARIZADO ROMPE OS MUROS DA ESCOLA Resumo: O presente trabalho visa discutir a pesquisa intitulada, a priori, de “Educação e Meio Ambiente: os pigmentos naturais como possibilidade de pintura de um novo mundo”. A pesquisa encontra- se inserida no Mestrado de Educação, na linha Educação e Meio Ambiente, em fase inicial de investigação. O trabalho objetiva verificar o saber não escolarizado sobre meio ambiente, em uma comunidade tradicional de Mato Grosso e IMARA PIZZATO verificar como este saber local pode contribuir com a Educação Ambiental na escola. Esta QUADROS e GERMANO pesquisa pretende se desenvolver sob a ótica ambiental de modo crítico, na perspectiva GUARIM NETO de encontrar neste trajeto: conhecimento local, maneiras para desencadear novas e inovadoras posturas cotidianas, no que tange a construção e reconstrução de valores na comunidade escolar, quanto à preservação e conservação do meio ambiente local e planetário. PALAVRAS – CHAVE: SABER NÃO ESCOLARIZADO, EDUCAÇÃO E MEIO AMBIENTE. CONTATO: imaraquadros@terra.com.br GÊNERO E EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA PEDAGOGIA/SEDE - IE/UFMT Resumo: Este Estudo de Caso teve como objetivo conhecer a percepção de Gênero e de Ambiente de 10 (dez) discentes/egressos 2003, Curso Pedagogia/Sede, Instituto de Educação (IE), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) que vivenciaram a práxis educativa - Educação Ambiental, nessa formação pessoal/profissional. A pesquisa foi realizada na perspectiva fenomenológica interpretativa de Merleau-Ponty. Caminhamos à luz da Educação Libertadora de Paulo Freire, bem como de muitos autores/as Lucie Sauvé, Leonardo Boff, Guacira Lopes Louro, Luis Augusto Passos, Michèle Sato entre outros/as, para (re) conhecermos a contribuição de Gênero e EA na formação desse/a profissional da educação. Tendo em vista a perspectiva futura desse/a profissional, a desempenhar ações (inter) disciplinares em EA, escolas públicas/particulares. Aplicamos questionário e entrevista junto aos sujeitos, a maioria do sexo feminino. Dados que descrevemos-interpretamos-compreendemos a partir da história de vida de cada sujeito, do seu contexto sócio-cultural e histórico. Fazendo esta trajetória, chegamos a resultados, por enquanto, preliminares. Segundo a categorização de Boff, 3(três) dos sujeitos têm percepções biológicas de gênero; 4 (quatro) cultural e 3(três) dialética. De ambiente, 70% demonstraram dificuldades em dialogar diversidades de percepções de ADY G. F. DE F. BARROS ambiente, permanecendo em uma ou duas das categorias apresentadas por Sauvé, ou e MICHÈLE SATO seja, ambiente como natureza a apreciar, recurso a gerenciar, problema a resolver, lugar a viver, biosfera a dividir, e, projeto comunitário a envolver. Enquanto que, apenas 30% dialogaram sócio-historicamente entre as múltiplas percepções de ambiente. Aproximar do sujeito nos levou a (re) conhecer a sua história de vida, o seu contexto sócio-cultural e histórico (sociedade moderna). Como apreender a sua percepção de gênero (androcêntrica), de ambiente (antropocêntrica). Valores que, sabemos foram condicionados desde a tenra idade, com o apoio da família/escola/igreja/estado, nos moldes da sociedade patriarcal. Neste, a mulher encontra-se moldada naturalmente em parâmetros tradicionais de aceitação passiva. Marcas que impedem homens e mulheres à (re) conhecerem suas percepções sociais, dialogar humanos/humanos e humanos/ambiente, dês /construírem dualismos cartesianos: masculino/feminino, público/privado, razão/emoção... entre outros. Por trás, há uma herança muito forte, “forma-ação cartesiana” de silêncio/negação de EA que, “naturalmente” impede à efetiva práxis educativa de Gênero e EA, formação pessoal/profissional. Desta forma, a indagação que se apresenta, diante desse resultado, é: como abordar a crise humana e ambiental, em sua forma necessariamente complexa e multifacetada? CONTATO: adybarros@nead.ufmt.br

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UTILIZAÇÃO DOS CONHECIMENTOS POPULARES PARA O DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL Resumo: Uma das formas de adquirir conhecimentos é a partir de estudos da realidade cotidiana, através de técnicas de pesquisa qualitativa. Entre as inúmeras finalidades da educação, o aprendizado pode ocorrer através de experiências vividas no cotidiano. O presente trabalho teve como objetivo verificar os saberes populares da comunidade tradicional de Nova Xavantina – MT para que sejam utilizados em futuras ações de Educação Ambiental. O período da pesquisa foi de outubro de 2003 a janeiro de 2004, onde foi aplicado um questionário a 62 pessoas A idade dos informantes variou entre 30 e 81 anos e a maioria viveu a maior parte da vida na zona rural. De acordo com os entrevistados, no período de fundação do município os habitantes plantavam seu próprio ANDRÉ SOUSA SANTOS alimento, utilizando o quintal para a formação de hortas e pequenos pomares. As e PATRICIA MARIA atividades desenvolvidas pelos homens eram a agricultura, pecuária e a criação de MARTINS NÁPOLIS pequenos animais, enquanto as mulheres se dedicavam às atividades do lar e pequenos trabalhos como bordados e artesanatos. As principais formas de lazer eram as festas, os rios, o futebol, além da caça e da pesca. Com relação aos recursos hídricos, constatou-se que eram mais preservados, não ocorrendo grandes desmatamentos em suas margens. O lixo era queimado, enterrado ou jogado em locais fora dos quintais das casas. Percebeu-se com isso, que os moradores tinham muito conhecimento sobre o ambiente que viviam e utilizavam os recursos naturais de forma desordenada. Assim, a realização de trabalhos educativos com a comunidade atual, a partir dos conhecimentos dos povos antigos torna-se um modo eficaz de preservar a cultura e os costumes locais e incentivar a utilização ordenada dos recursos naturais. CONTATO: pnapolis@uol.com.br

ANDRÉA AGUIAR AZEVEDO

A EDUCAÇÃO AMBIENTAL SOB A ÓTICA DE FUTUROS EDUCADORES: A REPRODUÇÂO DO DISCURSO OFICIAL OU UMA MUDANÇA DE PARADIGMA? Resumo: Este trabalho é uma pesquisa exploratória com abordagem predominantemente qualitativa onde dados empíricos foram analisados segundo a literatura pertinente à área de educação ambiental e formação de professores para área. Seu objetivo foi fazer uma avaliação do conteúdo do discurso dos graduandos (2002) acerca de alguns pressupostos de Educação Ambiental e da formação nas questões ambientais em dois cursos de licenciatura – Ciências Biológicas e Pedagogia – situados no campus da Universidade Federal de Mato Grosso no município de Rondonópolis (MT). Para tal foram respondidos 32 questionários com 11 perguntas, fechadas e abertas, distribuídos entre os alunos dois cursos no período de 15 a 18 de dezembro de 2002. Os resultados da pesquisa reforçam o que existe na literatura sobre a formação deficitária ou quase inexistente sobre educação e meio ambiente nos cursos de licenciatura das universidades. Houve um predomínio da abordagem naturalista de meio ambiente indicando grande influencia da mídia nas respostas dos dois cursos, e, ainda, percebeuse um viés do discurso ”oficial” no sentido da incorporação da educação ambiental na futura prática profissional destes docentes. Ainda há uma idéia de que somente informação pode levar à elaboração individual da consciência que conduziria a uma suposta mudança de comportamento em relação ao meio. Além disso, a maioria concorda que a educação ambiental é de natureza multidisciplinar e deve ter um tratamento interdisciplinar. Pouco se fala de transdisciplinaridade. CONTATO: aaabio@terra.com.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER AVALIAÇÃO DE UM PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM UMA EMPRESA DO SETOR SIDERÚRGICO Resumo: Este trabalho exploratório analisa um programa de Educação Ambiental (EA) dentro da empresa através de um estudo de caso realizado em uma companhia siderúrgica de grande escala. Como base para essa análise foram utilizados critérios de avaliação de políticas públicas ambientais, com prioridade para três deles: custos administrativos, aceitabilidade política dos envolvidos e eficácia do programa. Os custos são pequenos diante do que se gasta com controle ambiental, além disso as pessoas envolvidas têm mostrado uma aceitação positiva em relação ao programa em todas as esferas de poder. No entanto, percebe-se que a EA dentro da empresa tem uma abordagem restritiva, voltada prioritariamente à economia e reutilização de recursos naturais e ao conhecimento dos riscos ambientais. Todavia, isto não invalida os resultados da implantação dos programas de EA, que parece ser uma forma importante de incorporação da cultura ambiental pelos colaboradores da empresa estimulando a coparticipação no gerenciamento ambiental e a criticidade dos envolvidos em relação aos riscos ambientais potenciais que a empresa oferece aos seus trabalhadores e à comunidade. Apesar de seus benefícios, e de sua eficácia sob o ponto de vista da economia neoclássica ela não pode ser considerada uma educação emancipatória e sim recondutora de antigas atitudes e comportamentos em relação ao meio, especialmente no âmbito bio-físico, além de estimular um novo “olhar” em relação aos companheiros de trabalho encorajando a melhoria da auto-estima dos envolvidos. Não obstante, ao se realizar o trabalho notou-se a dificuldade metodológica para “dissecar” quais eram os resultados provenientes da educação ambiental dentro do sistema na qual está inserida. Neste sentido, reforça-se a importância de que sejam realizadas mais pesquisas acadêmicas na área de avaliação de programas de educação socioambiental coorporativa, com o objetivo de apontar com mais clareza suas possibilidades e limitações. CONTATO: aaabio@terra.com.br

ANDRÉA AGUIAR AZEVEDO

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CÉLIA MARGARIDA DE CAMPOS LEITE e GERMANO GUARIM NETO

ESTUDANDO OS PEIXES, EXERCITANDO A EDUCAÇÃO AMBIENTAL Resumo: Estudar peixes, descrever seus comportamentos, compreender como esses organismos são importantes na dinâmica da vida de outros seres vivos é uma excelente ferramenta para se fazer educação ambiental. Algumas características importantes do comportamento dos peixes, os diferentes tipos de formato do corpo, da boca, dos barbilhões e os diversos tipos de revestimento do corpo são indicadores do modo de vida destes animais enquanto qualidade e a garantia da manutenção das adaptações aos ambientes naturais que ocupa, melhorando sua taxa de sobrevivência. Em estudos naturalísticos atualmente realizados em diferentes corpos de água no Estado de Mato Grosso é perceptível que o conhecimento produzido pode ser utilizado para ser repassando de uma forma didática e de fácil compreensão no processo educativo, formal e não formal para uma comunidade. Nessa perspectiva, o entendimento da vida dos peixes poderia ser explorado para o aprendizado das pessoas, ensiná-las como esses animais podem ser utilizados como recursos alimentares sem que haja a destruição dos recursos naturais, tão importantes e necessários para a nossa sobrevivência, a partir da sobrevivência de outros seres vivos que também dependem de ambientes saudáveis. Peixes dependem da água, assim como outros animais e o próprio homem, além de outros recursos como o ar e grande quantidade e variedade de alimentos produzidos por recursos naturais renováveis. Essa importância dos peixes na economia, principalmente como excelente fonte de alimento para o homem, pode ser explorada da ótica de que são base em diversas teias e cadeias alimentares de organismos aquáticos e terrestres. Ecologicamente eles podem ser dispersores de sementes e controladores biológicos de insetos, dentre outras funções ecológicas que desempenham. Além de alimento os peixes são utilizados pelo se humano como animais de estimação e de aproximação ao estilo de vida natural, a exemplo de locais que oferecem passeios com mergulhos para a sua apreciação subaquática. Eles mexem com o imaginário das pessoas, que procedem de variadas formas ao tratá-lo, desde padrões depredatórios até padrões anemos de admiração enquanto ser vivo. Os estudos deste da biologia de peixes podem, então, ser aproveitados com boas técnicas educacionais para ensinar o ser humano, via sua sensibilização, de modo a compreender e bem utilizar os recursos naturais sem que haja a sua exaustão. O aprendizado pode ensinar ao homem também manifestar de diferentes formas na boa utilização de recursos naturais a partir de peixes. O conhecimento cientifico, junto com o conhecimento empírico e o respeito pelos recursos naturais, podem direcionar rumos mais adequados para a sociedade, de maneira que possa compreender que os recursos naturais sejam ecologicamente sustentáveis, com práticas economicamente corretas. Não só o conhecimento sobre os peixes, mas também os de outros animais ou mesmo vários deles associados, podem auxiliar na veiculação de processos de educação ambiental corretos para a melhoria da qualidade de vida do homem nos locais que habitam e exploram. > > > > *Bióloga, Mestranda em Educação, linha de pesquisa em Educação e Meio Ambiente. IE/UFMT. Cuiabá - Mato Grosso. > > ** Professor Orientador - IB - Departamento de Botânica e Ecologia. UFMT. Cuiabá-MT CONTATO: sdfjh@kdk.dkdk

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CÉLIA MARGARIDA DE CAMPOS LEITE, MARIA DE FATIMA RAMIRES e ROBSON SILVA SALUSTIANO

I JORNADA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DA ESCOLA ESTADUAL LICEU CUIABANO CONSTRUÇÃO COLETIVA DE EXPERIÊNCIAS PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO ENSINO MÉDIO Resumo: A promoção de eventos em comemoração ao dia Mundial do meio ambiente tem se tornado habitual no nosso calendário escolar e geralmente compreendem: caminhadas ecológicas visita a parques e jardins zoológicos e aquários. Essas atividades nos levaram a refletir a que propósitos atendem estas atividades? Estamos apenas repetindo as mesmas ações, e a cada dia aumentam mais as agressões ao meio onde interagem as diferentes formas de vida. Será que essas práticas pedagógicas estão sendo eficientes para a sensibilização de nossos educando? Foi a partir destas reflexões que nós educadores nos propusemos a discutir e buscar alternativas de práticas de atividades que pudessem ao mesmo tempo incorporar ações e com elas estarmos colaborando com a formação de cidadãos conscientes e responsáveis principalmente com a manutenção do ambiente onde interagem diretamente. Iniciamos esta proposta observando o comportamento diário de nossos alunos em diferentes espaços ocupados por eles e que estivesse havendo interações. A partir destas observações iniciamos a construir coletivamente o que denominamos de “I Jornada de Educação Ambiental em espaços escolarizados”. Após inúmeras reuniões e discussões sobre o assunto Educação Ambiental e suas práticas pedagógicas, elaboramos um cronograma de atividades coletivas para serem executadas diariamente e mensalmente pela comunidade escolar. No primeiro momento do projeto, decidimos realizar uma apresentação à comunidade escolar, isto aconteceu em reunião de pais e mestres para expor as diretrizes do projeto com a comunidade também por meio da imprensa local, a partir desta apresentação decidimos como seriam distribuídas as atividades aos participantes do projeto, ou seja, a comunidade escolar (alunos, professores, pais e funcionários da escola) envolvido com este projeto. Novas adesões foram efetivas a partir da divulgação do projeto, principalmente pelos alunos e pela comunidade do entorno. As atividades propostas no cronograma de atividades foram designadas conforme as necessidades apontadas pelos participantes em reuniões pedagógicas e reuniões que aconteciam entre professores e alunos nos diferentes turnos onde priorizamos atender e conciliar a disponibilidade de cada professor envolvido e também atender aos conteúdos trabalhados no período que pudessem auxiliar na execução das ações do projeto. Os resultados deste projeto foram apresentados na semana de comemoração ao dia Internacional do Meio Ambiente nas mais diversificadas formas de manifestações incluindo: palestras, oficinas, grupos teatrais, mesa redonda composta por autoridades ligadas ao meio ambiente (Ecólogos, promotores, biólogos), elaboração pela de salas temáticas e espaços reservados para manifestações culturais, como : dança, recitais de poesia, artesanatos e como parte das ações previstas, uma gincana de arrecadação de produtos reutilizáveis: garrafas de pets, plásticos de diversos tipos, lata e papéis. Entendemos que a educação ambiental enquanto prática pedagógica deve acontecer a todo o momento, sendo assim, propusemos implementar ações permanentes envolvendo a comunidade escolar e a comunidade do entorno da escola. Essa experiência nós revelou o quanto nós educadores precisamos repensar sobre determinadas ações as quais realizamos e muitas vezes cobramos indevidamente de nossos educandos sem ao menos repensarmos e discutirmos coletivamente até que ponto essas atividades são eficientes para o propósito da educação ambiental. Será que temos consciência sobre o nosso verdadeiro papel de educadores? Estamos sendo coniventes com a omissão de deveres e obrigações de cidadãos, para que ? e para quem ensinamos ? A resposta e difícil para estas questões e não temos a resposta para todas as aflições do mundo, mas temos o dever enquanto educadores de estarmos refletindo e sugerindo algumas soluções. PALAVRAS-CHAVE: Jornada de Educação Ambiental, Escola Pública, Interdisciplinaridade. CONTATO: Conservamane@hotmail.com

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CELSO FERREIRA DA CRUZ VICTORIANO

PROJETO GUATÔ: UMA VIAGEM ENCANTADA NO REINO DOS PANTANAIS Resumo: O Projeto Guatô do Programa Integrarte, Departamento de Letras da UNEMAT Campus Universitário de Cáceres-MT é um trabalho desenvolvido por um grupo de professores e pessoas da comunidade, acadêmicos e funcionários dessa Instituição. O nome do projeto foi dado em homenagem a nação indígena Guatô do tronco Macro-Jê, um dos primeiros habitantes do antigo mar dos Xaraés e exímios canoeiros: pescadores e caçadores que domaram as águas encantadas do Pantanal, deixando-nos também como herança: viola de cocho, canoa, zinga, zagaia, bodoque, chicha de acuri e a arte de viver e respeitar a natureza. O público alvo também é formado pelas crianças da ESCOLA DE APLICAÇÃO E VALORIZAÇÃO HUMANA “LÁZARA FALQUEIRO DE AQUINO”, da UNEMAT e os jovens da comunidade escolar do município de Cáceres. Com o objetivo maior é a valorização do etnoconhecimento dos pantaneiros matogrossenses, como a importância da cultura local e a relação vital existente entre esta e o meio ambiente, sensibilizar os sujeitos comprometidos com o processo de ensinoaprendizagem para uma educação humanizadora, oportunizar e tornar possível o conhecimento crítico da pluralidade sócio-cultural local através da utilização de diferentes linguagens: verbal, plástica e corporal. Onde grupos de pessoas da comunidade repassam os conhecimentos aos alunos, estes aprendizes fazem apresentações em toda solenidade festiva da Universidade, do Município e no Estado. Os grupos de danças são formados por afinidades dos alunos. Ainda é preciso ressaltar que o próprio nome do projeto é um alarde para a reflexão da questão indígena, visto que a nação Guatô é dada quase como extinta, sabendo-se, atualmente, que são menos de 500 índios e pouco dos remanescentes desta nação conhecem e falam no seu cotidiano a língua. Notamos que o conceito de educação ambiental trabalhado pelo Projeto Guatô se constrói entremeio a um espaço para apresentação ou representação de problemas vivenciados em nossa região e que de certo modo afetam todo o sistema étnico-cultural brasileiro. Nesta perspectiva, o encaminhamento pedagógico-artístico do projeto tem como premissa básica integração dos alunos envolvidos e o direito a fruição artística que deve ser respeitado Pois, acreditamos que só arte pode promover o desenvolvimento cultural dos alunos. Por outro lado, a realização de atividades artísticas exige sensibilidade, cultura sócio-histórico-filosófica e trabalho árduo de todos os sujeitos envolvidos que se disponibilizam à orientação dos alunos do projeto. Contudo, se nota a auto-estima melhor dos alunos envolvidos, que a divulgação e a impulsão da cultura mato-grossense possa enriquecer cada vez mais o pensamento e a criatividade desses sujeitos e estes já demonstram suas habilidades artísticas a partir de suas próprias reflexões e conhecimentos formulados durante o processo educacional em Artes. Nesse sentido, o Projeto Guatô também acredita que o processo de ensino-aprendizagem é mais que um trabalho escolar, é poder maravilhar-se, brincar, sonhar com o desconhecido, e antes de tudo um jogo entre o conhecido e o que se está por conhecer e sempre atento para a conservação do ambiente. CONTATO: cvictorian@top.com.br

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POLÍTICAS PÚBLICAS: DIAGNÓSTICO E AVALIAÇÃO DAS AÇÕES IMPLANTADAS EM CÁCERES/MT, NOS ÚLTIMOS OITO ANOS Resumo: O projeto interdisciplinar em pauta é desenvolvido na cidade de Cáceres, Estado de Mato Grosso, situada às margens do rio Paraguai. O principal objetivo é realizar um diagnóstico e avaliar as ações referentes às Políticas Públicas Ambientais implantadas nos últimos oito anos. A pesquisa abordou o conhecimento das leis federais, DARCI O.S. estaduais e municipais no âmbito da pesca, saúde, hidrovia Paraguai-Paraná e do BEZERRA/HUGMAR P. turismo, além de buscar junto aos órgãos governamentais o posicionamento das DA SILVA, ORLEY C. autoridades em relação à participação da coletividade na elaboração dessas políticas, ALMEIDA, GISA LAURA bem como a visão dos executores e usuários. Os procedimentos metodológicos utilizados M. E. DOS REIS, FABÍOLA para a coleta de dados abrangem entrevistas semi-estruturadas, formulários com B. CASTRILLON, JOARI questões abertas e fechadas, observações in loco, registros audiovisuais, com posterior C. ARRUDA, JOSEFA S. análise e interpretação dos resultados obtidos. Constatou-se que o discurso das SANTOS, FERNANDO R. autoridades é sempre baseado nas leis que regem a defesa do ambiente e a DA SILVA, EDIR DE conservação da biodiversidade, entretanto, quando se questiona a comunidade, há uma ABREU e ESVANEI insatisfação geral por não se sentir beneficiada, desde os pescadores profissionais, usuários do Sistema Único de Saúde, ambientalistas e população local. A equipe tem MATUCARI participado de vários eventos ligados ao meio ambiente, levando os resultados alcançados e divulgando folder educativo, elaborado com a finalidade de sensibilizar os gestores e executores a permitirem a prática da cidadania e, especialmente, criar um diálogo com a população, de modo que se sinta segura e firme na participação das decisões coletivas de sua cidade. CONTATO: dosbezerra@bol.com.br

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EDIONE TEIXEIRA DE CARVALHO e MANUEL GONZALES HERRERA

ESTRATÉGIA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL FORMAL PARA A PARTICIPAÇÃO NA SOLUÇÃO DOS PROBLEMAS DO MEIO AMBIENTE NO MUNICÍPIO DE CAMPO VERDE. Resumo: Aspirando delinear uma estratégia educativa ambiental por via formal, para potencializar a participação de professores e alunos na solução dos problemas ambientais do município de Campo Verde-MT, é que se propõe este trabalho, não pretendendo desenvolver uma fórmula definitiva, mas como uma alternativa de participação ativa, sistemática e responsável para uma sustentabilidade ambiental. São tarefas básicas: 1) sistematização da informação ambiental e educativa a partir de fontes bibliográficas; 2) inventariar os problemas ambientais que requerem intervenção educativa; 3) valorização da dimensão ambiental do currículo e do acionar prático dos professores; 4) diagnóstico de necessidades educativas; 5) delineado da estratégia de Educação Ambiental Formal; 6) valorização da estratégia por critérios de especialistas; 7) validação da eficiência formativa da estratégia em um caso de estudo. Durante uma preliminar investigativa junto a diferentes segmentos sociais no município, foram detectados problemas de ordem ambiental e de ordem educativa, e os resultados desta problemática são os seguintes: Problemas de ordem ambiental: 1 -Falta de cultura ambiental; 2 -Falta de saneamento básico; 3 -Contaminação do ar por intenso uso de agrotóxicos; 4 -Degradação das matas ciliares e desgaste dos solos; 5 -Contaminação dos rios. Problemas de ordem educativa ambiental: 1 -Grande parte dos alunos apresentam insuficiências cognitivas para perceber o meio ambiente com enfoque sistêmico e holístico; 2 -As atitudes ambientais dos alunos não se correspondem com a formação cognitiva instrumental desenvolvida nas instituições escolares; 3 -As condições atuais da educação formal não promovem mudanças de comportamento responsáveis frente ao meio ambiente; 4- O estado investigativo da educação ambiental é insuficiente, o qual se manifesta em déficit de informação e saberes procedimentais para garantir uma consciência ambiental que conduza à formação de atitudes ambientais positivas materializadas em comportamentos ambientais responsáveis. A importância da investigação em Educação Ambiental é fundamental no sentido de expandir uma novidade científica, que consiste em proporcionar uma mudança de comportamentos, ora avaliados como tradicionais e insuficientes na promoção da função sócio-ambiental da escola, por comportamentos responsáveis e sensíveis às questões ambientais do município. CONTATO: edionedr@yahoo.com.br

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EDWARD BERTHOLINE DE CASTRO, ISABELA CODOLO DE LUCENA e PAULA FERNANDA ALBONETTE DE NÓBREGA

PROPOSTA DOS ALUNOS DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS DA UFMT PARA SENSIBILIZAÇÃO DE ALUNOS DA REDE PÚBLICA - ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM -TRILHA ZOOBOTÂNICA- DO CAMPUS. Resumo: A educação ambiental, entre outras concepções, consiste em um processo participativo por meio de ações educativas em que o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais. Possibilita a aquisição de conhecimentos que se transformam em atitudes voltadas à manutenção do meio ambiente, à formação da cidadania sócio-ambiental e à adoção de novos comportamentos em relação ao todo. Para incentivar a disseminação de conhecimentos sobre questões ambientais globais e locais, o campus da Universidade Federal de Mato Grosso é um local que serve como instrumento para o desenvolvimento e fortalecimento de atividades que viabilizem ações para a implementação do processo do fazer Educação Ambiental. Com esse procedimento subsidiou, também, os processos de contextualização de conteúdos da área de Ciências da Natureza para a educação básica nas escolas públicas, principalmente do município de Cuiabá-MT. A metodologia aplicada para obtenção de dados foi a de visitas orientadas em trilhas zoobotânicas, que foram identificadas na área do campus. Nelas, foram desenvolvidas atividades múltiplas partindo de explanações sobre assuntos relevantes sobre a flora e a fauna da região, dando ênfase nas características dos organismos de cerrado. As atividades executadas ressaltaram importantes maneiras de se sensibilizar o público participante para a conservação e preservação deste bioma. Outras estratégias foram utilizadas com o intuito de sensibilizar e promover discussões das atividades, como o registro das observações feitas pelos participantes e as impressões neles causadas pela natureza, estampadas nas espécies que lá habitam, durante o trajeto pelas trilhas zoobotânicas. Posteriormente, debates foram realizados sobre os assuntos temáticos observados, a partir da formação de sub-grupos orientados por professores/monitores que discorriam informações sobre cada tema para os participantes. Também foram utilizadas atividades lúdicas e oficinas para promover e incentivar a criatividade dos participantes. Isto serviu como ferramenta auxiliar para os mesmos se inteirarem da prática de como cuidar dos ambientes dos quais também fazem parte. Todas as escolas participantes receberam materiais pedagógicos selecionados e produzidos sobre os temas ambientais, para subsidiar os professores responsáveis das escolas participantes na perspectiva de assegurar a continuidade das atividades que envolvam a educação ambiental em sala de aula. A partir dessa ação acreditamos ser possível fazer com que a Educação Ambiental nas escolas seja um processo contínuo e necessário. Assim, cada vez mais jovens estarão conscientes das razões de sua participação como cidadão responsável e ativo na construção de uma sociedade mais justa e sustentável tendo o dinamismo como fator crucial para o desenvolvimento de consciência ambiental. CONTATO: vava67@hotmail.com

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PROJETO DE EXTENSÃO SOCIALIZAÇÃO DAS BASES SÓCIO-AMBIENTAIS PARA A PARTICIPAÇÃO POPULAR NO PLANEJAMENTO URBANO DA CIDADE DE CÁCERES, MATO GROSSO. Resumo: Este projeto de extensão é realizado na cidade de Cáceres,Estado de Mato Grosso, Brasil, que se situa à margem esquerda do rio Paraguai, área considerada o portal do Pantanal. Uma cidade para desenvolver-se em harmonia com o ambiente que ocupa e as necessidades de sua gente, precisa que todos participem e exijam os seus direitos. Precisa que todos também cumpram os seus deveres. Esta participação deve SOLANGE I. começar no conhecimento da realidade, para tornar as pessoas capazes de fiscalizarem, CASTRILLON, STENIO proporem e agirem na melhoria da qualidade do ambiente, a fim de torná-lo ou mantê-lo EDER VITORAZZI, MARIA Saudável,seguro, equilibrado e sustentável. Este projeto teve duas fases sendo a DOMINGAS DA SILVA, primeira de pesquisa-ação, com a participação interdisciplinar de professores e JUSSARA CEBALHO, acadêmicos dos departamentos de Ciências Biológicas,Historia, Geografia e Pedagogia CLAUDIONOR M. do Campus Universitário de Cáceres-MT, da Universidade do Estado de Mato Grosso. O PEREIRA, JERUSA Projeto de pesquisa teve como objetivo conhecer a realidade da cidade de Cáceres em AMARAL DE MOURA, várias áreas. Sendo elas: Alterações na paisagem no perímetro urbano, Levantamento ESVANEI MATUCARI, dos impactos causados nos córregos e no rio Paraguai, Fragmentos Vegetacionais, FERNANDO RUI SILVA, Arborização Urbana, Quintais um espaço de conservação da biodiversidade, Os animais ERNANDES SOBREIRO do mato, Políticas Publicas ligadas à saúde publica, Efeito do Turismo sobre as pessoas O. JUNIOR, CLAUDIA e a Economia,Políticas relacionadas à questão ambiental, como o Programa Pantanal, REGINA S. PINHO e Patrimônio histórico e cultural: sítio arqueológico da carne seca e finalmente, a DILMA LOURENÇO DA apresentação das experiências de Educação Ambiental nas escolas da cidade. As COSTA pesquisas realizadas resultaram na elaboração da cartilha "Cáceres - uma cidade em busca da sustentabilidade sócio - ambiental". A segunda e atual fase do projeto é de extensão, seguindo a mesma linha de trabalho, com ênfase na sensibilização da sociedade cacerense, com relação aos reais problemas que a cidade possui, sugerindo alternativas com propostas para possíveis soluções e incentivando-a para participação no planejamento urbano da cidade. Atuação vem acontecendo em escolas, eventos organizados pela sociedade civil, centros comunitários e em eventos públicos, expondose os resultados das atividades e trabalhando os tópicos da cartilha. CONTATO: proec@unemat.br

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CONHECENDO UM POUCO DE CENTROS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - UMA ALTERNATIVA PARA A EDUCAÇÃO AMBIENTAL Resumo: Os Centros de Educação Ambiental – (CEA) no Brasil são inúmeros, com uma diversidade imensa de denominações como: Centros de Meio Ambiente, Núcleo de Educação Ambiental, Museus de Meio Ambiente, Centro de Visitantes, Centros de Informações Ambientais entre outros. Traz nesta riqueza de grupos, de espaços toda uma complexibilidade específica da sua constituição, o que enriquece e possibilita vários estudos, propostas e discussão junto a esta temática. Desperta-se no momento o interesse sobre estes Centros de Educação Ambiental, temos como referência nacional a Rede Brasileira de Centros de Educação Ambiental (www.redeceas.esalq.usp.br), que conceitua o Centro de educação Ambiental toda a iniciativa que atenda as seguintes especificações, que são os critérios e essências dos CEA: 1º- Espaço físico, equipamentos e entorno; 2º- Equipe de profissionais para a realização das atividades propostas pelo CEA, de preferência multidisciplinar com atuação interdisciplinar; 3ºProjeto Político Pedagógico (PPP), que contenha: a missão, os objetivos, os princípios estipulados para aquele CEA, à descrição do que se propõe a realizar, atividades, público, metodologia, avaliações das atividades, da equipe e do CEA e outros que se FERNANDA DE ARRUDA fizerem necessário à compreensão do PPP e 4º- Estratégias de sustentabilidade: para MACHADO e MICHÈLE que o CEA sobreviva e garanta a efetividade e continuidade de sua proposta, coisa que SATO os quesitos anteriores não garantem e para a continuidade da existência deste este aspecto é essencial. Nesta diversidade de Centros de Educação Ambiental e mesmo aqueles que apesar de não se considerarem Centros de Educação Ambiental possuem atividades, formação, construção, consistência, atuação e interação que assim o revelam, configuram se aí diferentes objetivos e compreensões sobre o que se entende e como se faz a Educação Ambiental o que disponibiliza várias alternativas, referências práticas de Educação Ambiental, que é multidisciplinar e deve ser aproveitada por aqueles que estão diretamente ligados à especificidade de cada CEA e por aqueles que possuem como profissão proporcionar a educação, pois como na essência do CEA a educação que se acredita necessária neste tempo de constantes transformações é interdisciplinar é atuante neste meio que é construído por nós que por vez somos construídos pelo mesmo, por tanto nesta dinâmica interação devemos conhecer, apropriarmos, refletir e protagonizar os nossos espaços, realidade, tempo e relações para a melhoria da qualidade de vida de todos, o que faz dos CEAs uma alternativa de Educação Ambiental, cabendo ao professor a criatividade, a escolha da metodologia e do espaço mais adequado para a sua prática consciente e coerente junto ao que acredita como educação e ao conteúdo que trabalha. CONTATO: fernandamachado@nead.ufmt.br

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A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO PROJETO DE IMPLANTAÇÃO DO TURISMO NA FAZENDA SANTA FÉ DO MACHADINHO, CÁCERES-MT, BRASIL. Resumo: A pesquisa iniciou com o levantamento sistematizado das condições gerais da área da fazenda pantaneira Santa Fé do Machadinho, dos insumos e fatores que compõem o turismo no espaço rural da fazenda, fez-se à classificação da área de acordo com: a conservação, diversidade, critérios de utilização, sistema de zoneamento e do diagnóstico dos insumos e fatores. Elaborou-se: mapas, propostas de educação ambiental, de avaliação dos impactos da atividade turística, valorização e fomento dos diferenciais culturais, as propostas de atividades turísticas consideraram a intenção de atender a necessidade de: conservar, valorizar e divulgar o patrimônio natural e cultural do pantanal e diversificar renda. Utilizou-se o método científico de abordagem dedutivo onde se partiu das teorias, conceitos e considerações apresentadas para predizer o fenômeno turismo. O método de procedimento foi o estruturalista, considerou as condições gerais da fazenda e os fundamentos teóricos para construir um plano de implantação e gestão do turismo. Foram feitas pesquisas documentais, bibliográficas, de campo e aplicou-se a técnica de análise de conteúdo. A Educação Ambiental foi uma das preocupações na adequação das atividades do complexo da fazenda pantaneira em FERNANDA DE ARRUDA atividades turísticas, onde se pode constatar no decorrer das propostas a preocupação MACHADO e MICHÈLE com o estar, com o interagir na natureza e no contexto pantaneiro, com a sensibilização e SATO o chamado à conscientização para as questões ambientais, contudo no item específico de educação ambiental, que trata a fundamentação teórica e a proposta em si, observase à necessidade de maior aprofundamento, considerando ainda a necessidade de ser construída no coletivo, de forma teórica, outrossim, realizar uma proposta de construção e registro desta, visto que, os pantaneiros que lá se encontram possuem uma forma de viver de baixo impacto negativo ao pantanal e são exemplo de consciência e interação com meio ambiente. O desafio da implantação do turismo está na viabilidade econômica, subsídios governamentais que sejam condizentes a realidade pantaneira, que possui limitações diversas de expansão como distância, recursos financeiros, apoio de órgãos e técnicos na elaboração de projetos que possam proporcionar a sustentabilidade, superar as ações punitivas, colaborando com a construção de propostas que sejam planejadas, preventivas que resgate e incentivem o que conservou o meio ambiente, que muito interessa aos turistas, possibilitando: uma atividade que vem de encontro com seus princípios de baixo consumo, com a sobrevivência deste espaço, com efetivação da Educação Ambiental no turismo local, evitando a apropriação pelo turismo enquanto produto de escala que leva a perda da identidade, da alma do local e do próprio local. CONTATO: fernandamachado@nead.ufmt.br

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RECOMPONDO A PAISAGEM ATRAVÉS DA ARBORIZAÇÃO URBANA EM ÁREAS VERDES, ALIADAS ÀS PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL. Resumo: Uma das formas de contribuirmos com um mundo ecológico e socialmente saudável, é a preservação e manutenção das chamadas “áreas verdes”. Espaços urbanos com predomínio de vegetação arbórea com função ecológica, estética e de lazer. Proporcionam melhorias no ambiente e benefícios aos habitantes. A área de estudo do presente trabalho, está situada no município de Nova Xavantina –MT, região leste do Estado de Mato Grosso. No mês de novembro de 2003, ocorreram atividades de plantio de espécies nativas de cerrado, adequadas a área verde no bairro Jardim Alvorada. O objetivo foi recompor a vegetação dessa área verde e transformar em espaço de lazer, pois além de estimular as crianças e jovens das escolas próximas a envolverem-se mais com a natureza, possibilitar um espaço recreativo e atentar para a importância da mesma, para uma melhor qualidade de vida. A primeira etapa do trabalho foi o: HALINA JANCOSKI, JUAN planejamento, que consistiu em demarcar o local para plantio, e estudos de quais as S ABAD, LEANDRO P espécies apropriadas nesse local. A partir disso foram levantadas espécies disponíveis GODOY, HEDJALI para plantio disponíveis no “viveiro” do Campus Universitário de Nova Xavantina a serem FURQUIM e PATRICIA Mª doadas para a realização dessa atividade. Uma etapa posterior foi atuação dos monitores MARTINS NÁPOLIS do Núcleo de Educação Ambiental (NEA) onde eles atuaram conversando com estudantes das escolas próximas, levando informações sobre a conservação do lugar, limpeza, e sobre a importância das pessoas na manutenção dos ambientes. Essa atividade durou três dias, e contou com a participação de crianças entre 7 a 10 anos e jovens de 13 a 15 anos de idade, totalizando cerca de 120 estudantes que plantaram 250 mudas. Além dos estudantes terem participado ativamente das atividades práticas, como: abertura das covas, plantio das mudas, e marcação das espécies com estacas; tiveram noções de educação ambiental. Os resultados mostram o grande interesse por parte dos estudantes e da comunidade em geral em atividades relacionadas ao meio ambiente demonstrando interesses em trabalhar juntos para uma melhor qualidade de vida. Atualmente as mudas conta com a colaboração dos moradores do bairro, que fazem a manutenção. CONTATO: pnapolis@uol.com.br

A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA VISÃO DAS PROFESSORAS E FUTURAS PROFESSORAS DO CURSO DE PEDAGOGIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO. Resumo: “A gente se acostuma à poluição. A luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. As besteiras das músicas, as bactérias da água potável. A contaminação da água do mar. Á luta. Á lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, e não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta” (...) (Marina Coiasanti) Este trabalho buscou conhecer/entender qual era a visão das professoras e das futuras professoras do curso de Pedagogia da UFMT: Procedimentos Metodológicos: Durante a realização desse projeto, eram solicitados as alunas/os JOSE CARLOS DE MELO através de uma questão o que era educação ambiental para elas. Sempre no inicio das aulas e em alguns casos no término da disciplina que poderia ser de 60 horas ou 120 horas. Resultados Obtidos: os resultados inicialmente aproximaram das representações de EA já existentes e discutidas por autores como SAUVÉ (1999), SATO (2000) entre outros. E foi notada também uma mudança de visão principalmente no caso das professoras atuantes. Considerações Finais O gratificante deste projeto foi perceber não somente uma mudança de visão das professoras e futuros professores, mais e mais relevante foi amordaça de postura em relação o ambiente e a educação ambiental Palavras-Chave: Educação Ambiental, visão, Professoras CONTATO: mrzeca@terra.com.br

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ALFABETIZAÇÃO AMBIENTAL ATRAVÉS DAS AULAS DE CIÊNCIAS NATURIAIS: UM ESTUDO EXPLORATÓRIO COM @S ACADEMIC@S DO CURSO DE PEDAGOGIA DA UFMT. Resumo: Esta pesquisa teve seu período de realização entre os anos de outubro de 2002 a julho de 2004. Foi desenvolvido com @s acadêmic@s do curso de Pedagogia da UFMT turmas da sede(Cuiabá-MT)[Professores atuantes e não professores] Entre os objetivos principais estava levá-los a uma auto reflexão do seu entorno e conseqüentemente da sua atuação pedagógica e ambiental. E com isso apontar novos subsídios para educação ambiental a partir das aulas de ciências naturais, haja vista que 80 %(oitenta) d@s acadêmic@s já atuam no ensino fundamental. Metodologia Foram trabalhados com 06 (seis) turmas contendo entre 30 a 40 acadêmicos(as) por sala, o trabalho de pesquisa sempre eram divididas em seis grupos para que realizassem uma investigação sobre o local e depois uma observação in loco no ambiente pertencente ao seu entorno. Os locais pesquisados foram ambientes urbanos e não urbanos (parque dentro da cidade, parque nacional, e o Pantanal entre outros). Resultados Obtidos: Esses trabalhos de pesquisa ainda eram complementados com as atividades realizadas em sala de aula entre elas seminários/palestras temáticas envolvendo as seguintes eixos temáticos: Educação Ambiental Água, Queimadas, Cerrado, Pantanal, Alimentação Poluição e Plantas JOSE CARLOS DE MELO Medicinais, podemos afirmar que os resultados ultrapassaram nossas expectativas, pois apesar de em alguns casos onde @s acadêmic@s já haviam freqüentado os ambientes por nós estudados, mas com tudo pode-se verificar uma nova forma de olhar esse mesmo local. Olhar este, muito mais crítico para alguns aspectos até então por eles negligenciados. Principalmente a questão ambiental que era o objeto principal deste estudo. A gusia de Conclusão: Segundo CAPRA (2003) “Por estar intelectualmente fundamentada no processo sistêmico, a alfabetização ecológica é muito mais que a educação ambiental” (...) Com este trabalho ficou claro a necessidade de uma alfabetização ecologia e ambiental urgente, principalmente nos curso de formação de professores, que deverão através das aulas de ciências naturais dar o pontapé inicial na tão sonhada e discutida e não posta em prática a interdisciplinaridade, onde através da EA se pode fazer as mais diversas conexões com as de mais áreas do conhecimento. Percebeu-se também um engajamento maior por parte d@s acadêmico@s em relação à educação ambiental. . Palavras Chave – Alfabetização –– Educação Ambiental – Formação de Professores **Pedagogo, Mestre em Educação Ambiental pela UQAM – Université du Québec a Montréal – Docente da disciplina de Ciências Naturais e Metodologia de Ensino na UFMT -Docente da Graduação da UNIRONDON, Docente da Graduação e da Pós Graduação da FAUC CONTATO: mrzeca@terra.com.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA ESCOLA MUNICIPAL SANTA CATARINA PORTO LIMÃO/CÁCERES-MT Resumo: Uma das maneiras de trabalhar a Educação Ambiental na escola é por meio da pesquisa. O objetivo do presente trabalho foi registrar a Percepção Ambiental dos envolvidos, desenvolver uma proposta metodológica de trabalho em Educação Ambiental orientado por eixos temáticos e elaborar e desenvolver uma pesquisa com os alunos referente à Educação Ambiental. Este trabalho está vinculado ao projeto, “Estudo de Quintais da Bacia do Alto Paraguai, comunidade de Porto Limão, Cáceres-MT” do Projeto de Qualificação Interinstitucional (PQI) UNEMAT/UNESP-RC/CAPES. Foi realizado com 26 alunos do ensino básico, fundamental e médio da Escola Municipal Santa Catarina, Porto Limão, Cáceres-MT. Os alunos se envolveram no trabalho por opção livre. Primeiramente foi realizada uma entrevista semi-estruturada com os alunos e após foram efetivados trabalhos orientados por eixos temáticos. Os alunos desenvolveram uma pesquisa com 13 professores da escola. Os resultados apontaram que quanto aos alunos 7,7% não conseguiram opinar. Outros 23,1% confundiram ações de conservação como conceito, 30,8% dos informantes afirmaram que o meio ambiente é definido como tudo que nos rodeia. Outros 3,8% consideram que meio ambiente são os animais e vegetais. Para 34,6% meio ambiente é sinônimo de meio natural. Referente a presença do homem como parte do meio, constatou-se que 88,5% dos entrevistados dizem que são parte, já 3,8% dos entrevistados disseram não fazerem parte do meio ambiente, pois se trata do lugar dos animais. Outros 7,7% se mostraram incertos de sua presença neste. Quando indagados sobre como conservar o meio ambiente. As propostas surgiram na seguinte ordem: a não poluição dos ambientes como escola, quintais, estradas e rio, dizer não as queimadas e aos desmatamentos, conservar os animais da região, conservar o solo. Na segunda fase foram trabalhados os seguintes eixos temáticos: homem como parte do meio, água, mata ciliar, diferenças especiais, pantanal, cadeia alimentar, reciclagem e percepção em relação ao meio percebido e o vislumbrado, com a realização de atividades buscando a compreensão da importância da conservação ambiental. Na pesquisa realizada pelos alunos com os professores referente à percepção ambiental constatou-se que para 53,8% meio ambiente é tudo que está ao nosso redor, enquanto 5,3% relataram que meio ambiente é onde os seres vivos vivem. Do universo de entrevistados 7,6% não compreendem o sentido de meio, outros 7,7% demonstraram antropocentrismo e 15,3% relataram que meio ambiente é o meio natural. Trabalhar a educação Ambiental é importante porque contribui para a percepção do homem como parte do meio, ressalta suas expectativas e suas maiores preocupação em relação a este. CONTATO: liliambio@terra.com.br

LILIAN MACHADO MARQUES e MARIA ANTONIA CARNIELLO

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LILIAN MACHADO MARQUES, ANDRÉIA APARECIDA DA PAZ, ÉRIKA CRISTIANE B. PAGLIUCA, GENISLENE MENDONÇA LIMA e SOLANGE KIMIE IKEDA CASTRILON

IMPORTÂNCIA E CONCEITO PARA MEIO AMBIENTE: ESTES RELATADOS POR ALUNOS DE UM PROJETO SOCIAL: PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO AABB COMUNIDADE EM CÁCERES-MT. Resumo: É de extrema importância debater e refletir acerca das questões Ambientais. Não se referindo ao ambiente natural mais sim o contexto que engloba todos os significados de meio. Todos sabemos que as questões ambientais ainda se encontram dispersas no conhecimento global, pois esta ainda é muitas vezes confundida com ações que valorizam apenas a conservação do natural, excluindo o social. Algumas escolas, cientes disto buscam contribuir com seus alunos na compreensão destas questões, apresentando a ele informações que amplie seus conhecimentos, referente à totalidade ambiental. Por outro lado, muitas escolas deixam de envolver seus alunos com estes temas, não aguçando no aluno o anseio pela valorização de seu próprio lugar. Assim os projetos desenvolvidos nas escolas que visam contribuir com este conhecimento, são de grande importância para que todos tenham a oportunidade de compreender o espaço ao seu redor e para que se tenha uma conservação ambiental, buscando assim sensibilizar os cidadãos quanto à importância da conservação e melhoramento da qualidade de vida. Pensando desta maneira foi desenvolvido um trabalho com os alunos de uma comunidade escolar, cujo objetivo foi entender qual é a conceituação dada para o meio ambiente, qual a importância do mesmo e também, entender se os envolvidos tinham o conceito de conservação e preservação. Este trabalho foi desenvolvido na disciplina de Instrumentação e Prática de Ensino I do curso de Ciências Biológicas da UNEMAT. Para a realização deste foram envolvidos 8 alunos que fazem parte de um projeto social cujo nome é: Programa de Integração AABB Comunidade. Os dados foram coletados por meio de uma entrevista semi-estruturada. Também foram realizadas atividades como: oficinas, aula campo e exposição de trabalhos. Com a entrevista realizada chegou-se aos seguintes resultados; em relação ao conceito e importância atribuída ao ambiente que 16,6 % dos envolvidos consideram o ambiente como tudo que temos ao nosso redor, onde eles se incluem como parte do meio, outros 83,4% consideram como sendo meio ambiente os animais e as florestas. Quanto à importância do ser para o meio 33,3% acreditam que são importantes para o meio porque há toda uma interação entre os fatores bióticos e abióticos, outros 66,7% apresentam uma visão utilitária do ambiente (antropocentrismo). Quando perguntou para os envolvidos se eles eram parte do meio, percebeu-se que 100% deles responderam que sim pois estavam presentes no meio sendo parte dele. Para que pudesse saber se os envolvidos tinham o conceito de conservação e preservação, pode-se notar que 100% dos entrevistados não conheciam a diferença entre esses conceitos. Na realização das oficinas e aulas campos foram discutidos temas diversificados como: cadeia alimentar, ecossistema, biodiversidade, entre outras. Conclui – se que a maioria dos entrevistados considera apenas o natural excluindo o social como meio e que as atividades desenvolvidas levaram estes a atribuir maiores conhecimentos sobre as questões ambientais, contribuiu para o esclarecimento de diferentes conceitos, assim pode-se perceber que trabalhos de educação ambiental são de suma importância para a efetivação de atitudes perante o meio, levando assim estes a valorizar a vida no planeta. CONTATO: liliambio@terra.com.br

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LINA MARCIA DE CARVALHO DA SILVA PINTO

A EDUCAÇÃO AMBIENTAL MEDIATIZANDO O CONSUMO SUSTENTADO Resumo: A EDUCAÇÃO AMBIENTAL MEDIATIZANDO O CONSUMO SUSTENTÁVEL. A cada dia nos deparamos com inúmeros problemas ambientais provocados por nossos hábitos de produção e consumo que comprometem a sustentabilidade do planeta. Vivemos um paradoxo onde o saber científico demonstra a fragilidade do ambiente natural, mas as políticas de desenvolvimento incentivam o aumento do consumo. O Código de Defesa do Consumidor (CDC) é um instrumento legal que tem objetivado disciplinar à relação de consumo, orientando a sociedade para o consumo sustentável de bens e serviços ecologicamente necessário, socialmente desejável e politicamente atingível. O tratamento Constitucional do consumo tem priorizado o contexto econômico, sem ignorar a preocupação com a qualidade de vida do cidadão. No artigo 170, VII, CDC, há referência quanto à redução das desigualdades sociais, e nesse sentido é dever do Poder Público adotar medidas de contenção ou estímulo ao consumo, que não provoque a privação de todos a determinados bens ou serviços, em nome de uma determinada concepção de desenvolvimento. No que diz respeito à facilitação do consumo observa-se a adoção de instrumentos como o financiamento a juros baixos e por preço inferior ao de mercado para aquisição de certos bens. A propaganda governamental visando estimular a compra de determinados bens e a contenção ao consumo de outros, em determinada época, também representa uma preocupação com o consumidor. A publicação do CDC possibilitou que o consumidor-vítima assumisse a posição de consumidor-protagonista, que exige o respeito a seus direitos por parte dos fornecedores e do Poder Público. Objetivando descrever a efetiva aplicação da legislação enquanto instrumento de Educação Ambiental nas Relações de Consumo Sustentável, realizamos uma pesquisa de levantamento, caracterizada pelo questionamento de uma amostra significativa de pessoas, cujo comportamento desejávamos conhecer, para em seguida, mediante análise quantitativa tecermos algumas conclusões. Entendemos que esse tipo de pesquisa apresenta algumas limitações nas informações obtidas, por algumas vezes proporcionar uma visão distorcida da realidade observada, pois nem sempre o que as pessoas fazem ou sentem é o que dizem a esse respeito. A legislação do consumidor definiu no caput do artigo 4º, os objetivos da Política Nacional de Consumo como sendo: atendimento às necessidades dos consumidores; respeito à sua dignidade, saúde e segurança; melhoria da sua qualidade de vida; harmonia das relações de consumo. Observamos na pesquisa que grande parte dos entrevistados conhecem algum de seus direitos e deveres e obtiveram essa informação principalmente, através dos meios de comunicação. Este conhecimento desperta no cidadão uma consciência sobre o seu papel de protagonista na condução do processo econômico. Observamos também que o conhecimento da legislação tem motivado os consumidores e fornecedores, a preferir o consumo de produtos e serviços com rótulo de sustentável. A pesquisa apontou que um das contribuições mais relevante do CDC é exercido pelo Poder Público através do controle de qualidade e segurança dos produtos e serviços oferecidos, e pelo consumidor como agente regulador do mercado de consumo, representado muitas vezes pelas associações de consumidores e fornecedores. Consumo Sustentável. Educação Ambiental. Código de defesa do consumidor. CONTATO: linacsp@terra.com.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER GESTÃO AMBIENTAL DO CÓRREGO FURNINHAS, DISTRITO DE PAREDÃO GRANDE, MUNICÍPIO DE GENERAL CARNEIRO, MT. Resumo: O Município de General Carneiro está localizado na região do Médio Araguaia e possui aproximadamente 4.300 habitantes. Destes, cerca de 1.300 são indígenas, das nações Bororo e Xavante. Dos 3.000 restantes, cerca de 800 vivem no Distrito de Paredão Grande, às margens da BR 070, distante 100 km da sede do município. Paredão Grande é banhado pelo córrego Furninhas, que nasce na área urbana do Distrito e deságua no ribeirão Paredão, que é afluente do rio das Mortes. Até poucos anos atrás, segundo informações de moradores locais, o córrego Furninhas era a única fonte de água da população urbana. No entanto, atualmente esse córrego encontra-se com uma baixa vazão e qualidade de água questionável. Hoje as principais fontes de água da comunidade são os poços artesianos furados pela Prefeitura e por alguns moradores. Diante da situação descrita acima, no final de 2003, a Gerência Executiva do Ibama de Barra do Garças foi convidada a comparecer ao local para proferir uma palestra aberta à comunidade. Nesta oportunidade foi apresentado à equipe do Ibama um levantamento da situação do Córrego Furninhas, desde a sua nascente até o local onde ele deságua no ribeirão Paredão. Esse levantamento foi realizado pelos alunos da Escola Estadual Antônio Nonato da Rocha, sob orientação dos professores da instituição. O trabalho mostrou um quadro preocupante da situação do córrego. Os principais problemas encontrados incluíam: desmatamento, deposição de lixo nas suas margens, queimadas, construção de tanques para criação de peixes sem licenciamento, criação de animais na sua nascente e ao longo de suas margens e erosão em vários trechos ao longo do córrego. Também foi apontado o fato de não se realizar coleta de lixo regular, atividade de responsabilidade da prefeitura. Na oportunidade houve um pedido de apoio ao Ibama para que a população pudesse resolver os problemas diagnosticados. As principais reivindicações foram à recuperação das margens do córrego e a regularização da questão do lixo. A partir daí, o Ibama realizou reuniões com a participação da Fundação Estadual do Meio Ambiente, Prefeitura Municipal, Ministério Público Estadual e da comunidade para discutir quais os procedimentos seriam tomados. Nos meses de maio e Junho de 2004 foi realizado, em conjunto com a FEMA,um diagnóstico da área depreservação permanente do Córrego Furninhas, desde as suas nascentes até o seu encontro com o ribeirão Paredão. Todos os proprietários de lotes e fazendas foram cadastrados e convidados para uma reunião com os órgãos estatais. Nesta reunião foram discutidas as cláusulas do Termo de Ajustamento de Conduta que será celebrado entre os órgãos e os moradores visando ações de recuperação das matas ciliares e implantação da coleta de lixo. Entre essas ações, destacam-se: incentivar a comunidade a recuperar a mata ciliar do córrego Furninhas e dar subsídios técnicos para a recuperação; realizar cursos de capacitação com ênfase na produção de mudas de espécies nativas, destinadas ao reflorestamento e recuperação de áreas degradadas, e na reciclagem de resíduos orgânicos; incentivar atividades alternativas de geração de renda para a comunidade, com princípios da economia popular solidária. PALAVRAS-CHAVE: gestão ambiental, recursos hídricos, resíduos sólidos. CONTATO: Luciene.rodrigues@ibama.gov.br

LUCIENE ALVES RODRIGUES e JOSÉ ROBERTO GONDIM MOREIRA

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER A COMPOSTAGEM NO QUINTAL: UMA ALTERNATIVA PARA O LIXO DOMÉSTICO. Resumo: Dentre muitas formas de reciclarmos tudo o que consumimos, a compostagem no quintal é uma das alternativas para reciclar o que sobra de diversos alimentos que consumimos dentro de nossos domicílios. Além de ser um instrumento ecologicamente educativo, como por exemplo à sensibilização da não queimada urbana que é proibida por Lei, é também uma forma de se reciclar algumas sobras de alimento transformandoas em húmus, adubo altamente rico em nutrientes, para a utilização em jardins e hortas domésticas. Outro benefício que esse processo eco-educativo nos proporciona, é a menor destinação possível de matéria orgânica para o sistema municipal de destinação final de resíduos doméstico, evitando dessa maneira um maior acúmulo de lixo e conseqüentemente o reaproveitamento de nutrientes anteriormente desperdiçados. A técnica de compostagem é simples com um custo muito baixo sendo acessível à maior parte da população, proporcionando a educação ambiental e a sensibilização diante as problemáticas que o consumo progressivo de gera. Palavras-chave: reciclagem; composto; educação-ambiental CONTATO: pbonassa@hotmal.com

LUIZ EDUARDO CRUZ e PAULO HENRIQUE BONASSA

MARIA ESTER G. P. MAEKAWA e SUÍSE MONTEIRO LEON BORDEST

POESIA CRIATIVA DE MANOEL DE BARROS: UMA PONTE PARA A EDUCAÇÃO AMBIENTAL Resumo: Temos presenciado, neste início do séc. XXI, o mundo em conflito, com distanciamento entre os seres humanos, devastação e comprometimento dos bens naturais de nosso planeta. Vivemos em ambiente consumista. Estudamos e trabalhamos sem, ao menos, questionarmos nossas atitudes antropocentristas ou refletirmos sobre questões essenciais para a vida. O racionalismo, as especializações, a corrida desenfreada rumo à tecnologia nos tornam frios, isentos de compreensão, amor, alegria e comunhão. Por vezes, tornamo-nos insensíveis. A Educação Ambiental que propomos percorre o caminho da observação participante, numa perscpectiva fenomenológica que permeia o biorregionalismo e a sociopoética, entendendo a POESIA como instrumento de sensibilização humana. Desenvolvemos pesquisa interdisciplinar, no período de março de 2003 a março de 2004, na Escola Estadual Maria Silvino Peixoto de Moura, município de Barão de Melgaço, em Mato Grosso, com estudantes de 6ª série do Ensino Fundamental, no entorno de uma RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) do Hotel SESC Pantanal, com o estudo da poesia de autor genuinamente brasileiro: poeta MANOEL DE BARROS. Os alunos e alunas tiveram acesso a várias obras do escritor (que viveu sua infância no pantanal), bem como filmes, fitas de áudio, exposições orais e debates. Apesar do grau de dificuldade das inúmeras imagens (figuras de linguagem) e vocabulário peculiar do autor repleto de neologismos, os professores e professoras expressaram sentimento de entusiasmo no decorrer e no término das atividades. O estudo demonstrou alto nível de envolvimento e participação dos sujeitos da pesquisa (alunos/as) que representaram o ambiente e cultura pantaneira, através de desenhos, textos, livro de receitas locais e histórias do siriri e cururu. A POESIA do autor mostrou-se capaz de aproximar distâncias quer geográficas quer emocionais, pois houve vários momentos de identificação por parte dos sujeitos (meio ambiente, brincadeiras, cultura, tradições e termos pantaneiros). A prática pedagógica encaminhada pelas águas, árvores, pássaros, lixos e coisas do chão que permeiam a obra de MANOEL DE BARROS podem possibilitar, ainda, o fomento de políticas públicas que permitam a expressão crítica e criativa de estudantes de todo o território nacional. PALAVRASCHAVE: educação ambiental, poesia, Manoel de Barros. CONTATO: esterufmt@ig.com.br

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MARIA LIETE ALVES SILVA e MICHÈLE SATO

A PERTINÊNCIA DA PALAVRA Resumo: “Quando você chegar em um campo de céu aberto, aí é a minha terra”. Assim, o patrono das comunicações, Marechal Rondon, definia Mimoso, capim nativo que cobre a planície alagada às margens da baía de Chacororé e dá nome ao pequeno povoado situado na zona pantaneira da bacia hidrográfica do rio Cuiabá. A nossa proposta é verificar qual a percepção que o povo de Mimoso tem das matérias publicadas em três jornais de Cuiabá sobre as questões relativas ao meio ambiente pantaneiro. Interessanos, conhecer, também, como se dá a interlocução entre a EA, a mídia e o saber popular na construção das transformações sociais. Levando em consideração as linhas metodológicas adotadas pelo GPEA e a realidade local, escolhemos a pesquisa qualitativo-fenomenológica para trabalhar. A fenomenologia parece-nos ter a abordagem adequada ao trabalho com a EA, pois, sendo ela, o estudo das essências, sem perder de vista a existência, nos possibilitará uma abordagem mais transcendental, na busca de um contato mais ingênuo com o mundo, onde homem e natureza se fundem. Esta perspectiva de compreensão do ser humano e do mundo, a partir da sua facticidade, parece-nos coadunar com o olhar do pantaneiro, que imerso na problemática estudada, sabe que, independente de suas reflexões, de seu pensar, ``as coisas estão sempre ali´´ e que, assim como a vida que é difícil de explicar, mas fácil de perceber, a compreensão das coisas está no sentido primeiro delas, na sua essência. Assim, trabalhamos com a comunicação de uma forma dialógica, interagindo com o processo em todas as suas etapas. Para tanto, retornamos a mensagem à sua origem, gerando novos conteúdos, completando assim o feedback da notícia. Esse processo se dá por meio de observação em discussões provocadas e com entrevistas semi-estruturadas. Como são apropriadas a uma pesquisa qualitativa, a coleta de dados e a análise de material não são momentos estanques, o que confere flexibilidade ao processo. Desta forma, trabalhamos com categorias abertas, e, num primeiro momento, observamos que a grande maioria das matérias publicadas caracteriza-se como notícia, de caráter factual, sem grande profundidade, representando a natureza como um recurso a ser gerenciado; com predominância de temas ligados ao turismo, a pecuária e a pesca. Também verificamos que, em quase sua totalidade, as notícias têm como fonte órgãos governamentais apresentando projetos de desenvolvimento para a região. PALAVRAS-CHAVES: Comunicação; Educação Ambiental; Fenomenologia. CONTATO: liete@cpd.ufmt.br

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EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA MICRO-BACIA DO CÓRREGO ESCONDIDINHO EM RONDONÓPOLIS-MT Resumo: As atividades antrópicas e a falta de planejamento tanto urbano quanto rural têm levado a um profundo comprometimento dos rios e córregos que passam em regiões urbanas e periurbanas, estes são bastante afetados pela pressão das intensas atividades econômicas, que muitas vezes resultam na remoção das matas ciliares, ignorando os aparatos legais que a preservam, agravando, os processos de assoreamento dos rios e nascentes, alguns estão até mesmo fadados ao desaparecimento. O Escondidinho é um desses córregos, com extensão aproximada de 12 quilômetros, localizado na bacia do Rio Vermelho que corta a cidade de Rondonópolis-MT, na década de setenta e oitenta era um local bastante freqüentado pelas suas águas cristalinas e quedas exuberantes, hoje se encontra em péssimo estado de conservação, sua nascente alterada, suas matas ciliares removidas e suas águas contaminadas pela utilização incorreta, este projeto é pioneiro no município, que apesar de possuir várias áreas em situação semelhante, não efetivou nenhuma prática bem sucedida para mudança deste cenário, está é uma ação compartilhada da sociedade civil, através da ARPA (Associação Rondonopolitana de Proteção Ambiental), prefeitura municipal, órgãos de pesquisas e empresas privadas. É REGINA APARECIDA DA importante ressaltar, que essas ações são desenvolvidas com a participação da SILVA, ANDRÉA AGUIAR comunidade local, através das associações de moradores e escolas, que estão sendo AZEVEDO e MICHÈLE sensibilizados a se envolver no processo de recuperação das áreas degradadas, atuando SATO como multiplicadores no cuidado e conservação desta micro-bacia. Inicialmente foi feito um levantamento dos principais impactos ambientais e através de um mapa georeferenciado foram diagnosticadas às unidades de recuperação. Esta recuperação envolve vários atores e frentes de trabalho, os alunos das escolas no entorno, estão sendo envolvidos e capacitados para as coletas de sementes nas áreas remanescentes, manutenção dos viveiros com mudas nativas e recomposição vegetal das nascentes e mata ciliar; a prefeitura e seus órgãos responsáveis estão trabalhando na descontaminação das águas, erradicação das fontes de contaminação, monitoramento da qualidade da água e re-estruturação nos projetos de saneamento ambiental nos bairros cortados pelo córrego. As empresas privadas estão sendo envolvidas em projetos que dêem subsídios a comunidade local de utilizar a mata que está sendo recomposta para futura geração de renda de forma sustentável. A Educação Ambiental é um elemento de fundamental importância nesse processo, entendida como transformadora, busca resgatar o envolvimento e valorização desta comunidade, mudando o cenário atual e devolvendo a esta população economicamente desfavorecida, o lazer, a diversão, a inspiração e a esperança nas águas límpidas do Escondidinho. CONTATO: rsilva@cpd.ufmt.br

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REGISNEI APARECIDO DE OLIVEIRA SILVA e GERMANO GUARIM NETO

BASES PARA EDUCAÇÃO AMBIENTAL: O CONHECIMENTO SOBRE A FLORA LOCAL NA COMUNIDADE DOS RETIREIROS DO ARAGUAIA EM LUCIARA-MT Resumo: As populações consideradas tradicionais possuem características próprias e são detentoras de um profundo conhecimento do ambiente local. Este conhecimento, também denominado tradicional, é construído através das relações diárias entre as pessoas da comunidade num processo de educação informal, passado de geração em geração. Esta pesquisa foi realizada em uma comunidade tradicional denominada “Comunidade dos Retireiros do Araguaia” localizada no município de Luciara, na Região Norte-Araguaia do Estado de Mato Grosso (11º 05’ 25” S e 50º 37’ 49” N) e teve como objetivo realizar um estudo sobre o conhecimento e a utilização dos recursos da flora pelos Retireiros do Araguaia, utilizando este conhecimento como instrumento para o desenvolvimento da Educação Ambiental. A comunidade é composta por aproximadamente 40 famílias que se caracterizam por desenvolverem uma atividade de criação e manejo do gado em pastagens nativas à margem esquerda do Rio Araguaia. Para obtenção dos dados foi realizada entrevista com 05 moradores, chefes de famílias, escolhidos aleatoriamente pelo pesquisador. Como resultado das entrevistas foram citadas 30 espécies da flora local das quais 5 são utilizadas na construção, 16 utilizadas como medicinal, 16 utilizadas como alimento e 3 são utilizadas para outros fins como fabricação de cabo de enxada, foice, machado e para queima em fogão. Para todos os entrevistados, o conhecimento sobre a flora local foi recebido dos pais, avós ou pessoas mais velhas da comunidade, acontecendo por meio de observação das atividades do diaa-dia (pesca, caça, lida com o gado). Observou-se que a população estudada tem um profundo conhecimento sobre a flora local com grande diversidade de uso. Manifesta-se uma enorme preocupação em conservar esse conhecimento, como forma de manter as características culturais da população, garantir a conservação do ambiente e conseqüentemente a sobrevivência da população. Com isso torna-se relevante o registro e divulgação desse conhecimento como instrumento para a discussão de Educação Ambiental em todos os setores da sociedade. Palavras chave: educação ambiental; recursos vegetais; comunidade. CONTATO: regisnei_oliveira@hotmail.com

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA CRENÇA DE UMA REALIDADE SUSTENTAVELMENTE LENDÁRIA Resumo: Com estímulo à memória, este trabalho, realizado na comunidade localizada no entorno da Reserva Particular do Patrimônio Natural-Sesc Pantanal, município de Barão de Melgaço-MT, tem como objetivo registrar lendas e mitos existentes nesta comunidade numa tentativa de estabelecer relações entre o conhecimento popular e a Educação Ambiental. Na perspectiva das dimensões indissociadas do ambiente e da cultura, lendas e mitos transmitidos por gerações, servem também muitas vezes de modelos para comportamentos os quais se delegam o que pode ou não ser feito. Constituídas de símbolos e significados que instruem sobre regras comportamentais não dependem estas, somente da observação, pois mesmo pessoas mortas e fantasmas compõem categorias culturais. Adquirindo diferentes papéis os personagens lendários e míticos servem muitas vezes de protetores, conselheiros que, em geral, se propõem a ensinar as impositivas ou sugestivas regras comportamentais. Podemos obter diferentes versões de mitos e lendas, que expandem na capacidade de interpretação de uma mesma realidade mítica. Agregados ao ambiente, os mesmos, quando narrados ou ouvidos, retomam o contato com a natureza e com a realidade. Esses contos componentes da cultura são determinantes quando do avanço degradante do desenvolvimento econômico onde se observa a deterioração e desfacelamento de peculiaridades culturais de uma sociedade, grupo, ou povo determinado. Esta perda, possibilita que ocorra incapacidade para um grupo se auto gestar no cuidado com o ambiente, podendo resultar por sua vez, em desastres ambientais irreversíveis. Quanto à metodologia, optou-se pelo uso da História Oral com entrevista informal, semi-estruturada e observação participativa. Nos resultados obtidos, verificou-se no imaginário pantaneiro, a presença da lenda do “Minhocão”. Relacionada ao elemento água, a lenda do "Minhocão” é bastante representativa quando do equilíbrio do ambiente, pois existente e influente na vida dos seres humanos, quando acreditada é repleta de sentido que possibilita que o patrimônio social ambiental seja preservado por um tempo longo sem que se necessite de explicações científicas acerca da sua importância para que se garanta continuação da vida. Assim, o estímulo à memória possibilita que se pense tanto na potencialidade do imaginário como da cultura regional, pois nela ancora a tentativa de mudança do atual insustentável desenvolvimento. PALAVRAS-CHAVES: Educação Ambiental, cultura regional e sóciopoética. CONTATO: roberta@cpd.ufmt.br autor

ROBERTA MORAES SIMIONE, DOLORES WATANABE e MICHÈLE SATO

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SAMUEL BORGES DE OLIVEIRA JÚNIOR e MICHÈLE SATO

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA COMUNIDADE PANTANEIRA DE SÃO PEDRO DE JOSELÂNDIA/BARÃO DE MELGAÇO-MT Resumo: A Educação Ambiental apresenta alternativas para se trabalhar as questões ambientais de forma mais eficaz, pois busca um diálogo entre as diversas áreas do conhecimento, enfatizando a diversidade social e biológica. Privilegiando esta diversidade, as populações tradicionais acabam desenvolvendo modos de vida particulares em extrema dependência com os ciclos naturais, apresentando entre outras características, simbologias e mitos vinculados ao ambiente, que muitas vezes explicam o funcionamento de diversos fenômenos naturais, além de colaborar com a conservação do ambiente. Devido à sua localização num ecossistema que apresenta uma diversidade fantástica, tanto biológica como cultural, a comunidade pantaneira de São Pedro de Joselândia, pertencente ao distrito de Joselândia, município de Barão de Melgaço/MT, criou um vínculo muito forte com esta diversidade, sendo percebido em seus hábitos e relações com o ambiente. Optou-se então, como objetivo deste trabalho, conhecer as relações do pantaneiro com a fauna local, com o intuito de valorizar o conhecimento tradicional, para a partir dele buscar novas formas de conservação ambiental. Este trabalho está ancorado nas teorias do biorregionalismo e da etnociência. O biorregionalismo pode ser definido como uma tentativa de resgatar uma conexão intrínseca entre comunidades humanas e a comunidade biótica de uma dada realidade geográfica, e a etnociência, como o campo de cruzamento de saberes, tendo evoluído através de um diálogo frutífero entre as ciências naturais e as ciências humanas e sociais. A partir de entrevistas e de observação direta foi realizado um inventário da fauna local, que teve as aves como seus principais representantes, além das histórias e costumes relacionados aos animais. Os relatos citados pelos moradores separaram os animais identificados em quatro grupos: como alimento (caititu, peixes, perdiz), como remédio (guiso da cascavel, banha de sucuri), como símbolo (“O osso do mutum é venenoso, usado pra matar cachorro”) e como artefato (tripa do quati, que é utilizada pra se fazer `a corda pra viola de cocho). Estes exemplos corroboram para a percepção de como as comunidades tradicionais utilizam e ao mesmo tempo criam simbologias para a fauna local. É essa interação com a fauna, que na maioria das vezes, cria formas de conservação que não funcionam em ambientes sem a presença humana. Por mais que os conhecimentos tradicionais não sejam considerados científicos, eles fazem parte de todo um processo de conhecimento, inclusive fazendo parte da vida de cada um destes moradores. É justamente neste impasse da não aceitação do conhecimento tradicional, é que foi feito esse resgate. Através das propostas de conservação feitas pela Educação Ambiental, buscou-se a construção de alternativas viáveis visando à sensibilização destes moradores em relação á conservação da fauna local. Uma das alternativas desenvolvidas para a conservação das espécies, foi à criação de um jogo da memória, com vinte cartas com pranchas de aves encontradas na região e vinte cartas com a descrição das espécies, cujo objetivo era mostrar para as crianças da escola local a importância de conhecer e conservar as aves e os outros animais no Pantanal. PALAVRAS-CHAVE: educação ambiental; conhecimento tradicional; Pantanal. CONTATO: samuka@cpd.ufmt.br

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FITOPLAMA - PROGRAMA ESTADUAL DE FITOTERÁPICOS, PLANTAS MEDICINAIS E AROMÁTICAS COM FINS TERAPÊUTICOS E ALIMENTARES. MATO GROSSO. Resumo: Este Programa representa o trabalho de uma equipe multiprofissional e intersetorial, com a participação de entidades da sociedade civil organizada e segue a orientações internacionais e nacionais de: Inclusão social e das práticas complementares de cuidados à saúde, o respeito ao conhecimento tradicional proveniente do povo brasileiro e o desenvolvimento sustentável; Integralização entre as diferentes áreas institucionais correlatas e Harmonização com diretrizes emanadas pela OMS, Agenda 21, CNS e CNMA. Objetivo: Estabelecer políticas públicas para melhoria de qualidade de vida no âmbito do Estado de Mato Grosso através da utilização de Fitoterápicos, Plantas Medicinais e Aromáticas com fins Terapêuticos e Alimentares visando a sustentabilidade social, ética, bioética, ambiental, cultural e econômica. Objetivos específicos: Inclusão Social, Pesquisa, Educação, Produção, Comercialização, Assistência à Saúde, Informação e Comunicação, Meio Ambiente buscando estabelecer estratégia para preservação e conservação de biomas representativos da Floresta, Cerrado e Pantanal, com fortalecimento da educação ambiental em todos os níveis de educação. Na estrutura organizacional há o Conselho Estadual de Plantas Medicinais e Aromáticas onde se faz presente o Controle Social, Coordenadoria Executiva, Câmara Deliberativa e Câmara Técnica. As ações resultantes do Programa são todas alinhadas com os objetivos e as diretrizes, sendo materializado e visualizadas noJardim Botânico / Centro de SEC. DE ESTADO DE Biotecnologia do Cerrado . As Diretrizes visam assegurar à exploração organizada, TRABALHO, EMPREGO E racional e sustentável dos recursos da flora medicinal em áreas de capacitação, CIDADANIA, SEC DE preservação, conservação, pesquisa, produção, industrialização, comercialização e ESTADO DE SAÚDE, utilização de fitoterápicos, plantas medicinais e aromáticas e são representadas pelos SEC. DE ESTADO DE Sistemas de: Validação Cientifica; Padronização e Controle; Informatização de Dados; DESENVOLVIMENTO Produção de Fitoterápicos; Produção de Alimentos com Fins Terapêuticos; Educação e RURAL / EMPAER e Cultura destacando a formação e capacitação de pessoas por área de atuação e àqueles FUND. ESTADUAL DO que detém conhecimentos da medicina popular e tradicional, nos vários níveis de MEIO AMBIENTE educação e nos diversos sistemas culturais; Divulgação; Implantação no SUS; Captação de Recursos Financeiros; Áreas Territoriais de Interesse do Programa. O Controle Social ocorre pela transparência e diálogo entre o governo e a sociedade, facilitado pela disponibilização de informações em linguagem compreensível, possibilitando a discussão, formulação, implementação, fiscalização e avaliação das ações. Os Beneficiários são as entidades representativas legalmente constituídas de: Agricultores familiares, proprietário, meeiros, parceiros ou posseiros desde que não haja área de conflito; Populações tradicionais, enquadrando-se nesta condição, comunidades indígenas, ribeirinhos e populações remanescentes de quilombos; Extrativistas, através de projetos que busquem alternativas de produção, que sejam demonstrativos e sustentáveis; Produtores rurais pequenos, médios e grandes de acordo com o módulo da área na região; O SUS através das Secretarias Estadual e Municipal de Saúde juntamente; Instituições de Ensino, extensão e pesquisa públicas e privadas; Entidades representativas das Mulheres; Entidades envolvidas em toda cadeia produtiva, do produtor ao usuário. Proponentes: Associações, Organizações Não-Governamentais, Organizações Sociais Civis de Interesse Público, Organizações Sociais, Sindicatos e suas Federações, bem como cooperativas que congreguem os beneficiários caracterizados no item anterior, que tenham pelo menos um ano de constituição. Destacamos nas Áreas Temáticas dos Projetos Comunitários os Projetos Educacionais entre eles àqueles que contemplem a educação ambiental direcionada aos objetivos do FITOPLAMA. PALAVRAS CHAVES: FITOPLAMA – PLANTAS MEDICINAIS – PLANTAS AROMÁTICAS. CONTATO: neidemendonca@setec.mt.gov.br

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EDUCAÇÃO AMBIENTAL E UMA REFLEXÃO SÓCIO-AMBIENTAL SOBRE A ARBORIZAÇÃO DA AVENIDA TALHAMARES, CÁCERES-MT. Resumo: O processo de educação ambiental continuado pode influenciar diretamente na construção de uma nova mentalidade e fazer com que as pessoas tenham noção da questão sócio-ambiental na qual elas fazem parte. É partindo da concepção de que o ambiente deve ser compreendido em sua totalidade com enfoque humano, democrático e participativo que se propôs à realização desse trabalho. A cidade de Cáceres esta situada a 214 km de Cuiabá, capital do estado de MT, na região Oeste do estado. A cidade está situada na fronteira de dois biomas o cerrado e o pantanal, o que proporciona ao município, alta diversidade de espécies vegetais, flora esta que pode ser utilizada na SILVANO CARMO DE arborização urbana. Este trabalho visou identificar a opinião da comunidade com relação SOUZA, EDIR DE ABREU, à arborização da avenida Talhamares, a principal via de acesso ao centro da cidade, e FELIX ANTENOR LABAIG, estudar em conjunto com a comunidade de maneira participativa e sistemática as LIGIA ADRIANA RUIZ, espécies nativas as quais oferecem melhores características para a arborização da LUIZ CLAUDIO RAIMUNDI avenida. Fora aplicado um questionário semi-estruturado com questões que versavam e SOLANGE IKEDA sobre as questões sociais, ambientais e econômicas relativas a uma arborização ornamento, sombreamento e divulgação da flora local. Foram entrevistados cinqüenta e CASTRILLON dois moradores da avenida, (um de cada residência) desse total somente seis (11.55%) disseram ter participado do processo de elaboração do projeto de arborização da avenida; trinta e seis (69,26%) afirmaram não estar satisfeitos com a atual arborização e, 51 (98,07%) dos entrevistados disseram que se arborizarmos com uma vegetação nativa contribuir-se-ia para divulgação da flora local. Um fato observado e ressaltado por vários moradores é que muitas plantas foram e estão sendo destruídas pelos moradores, o que pode estar relacionado a fitofobia da população em relação a uma planta exótica. 1,2,3,4,5 biólogos graduados; 6 bióloga mestre em ecologia e orientadora. Palavras chave: Educação Ambiental, Comunidade, Arborização. CONTATO: Silvano - Celular: (65) 96183003

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LEVANTAMENTO ECOLÓGICO DE ORQUÍDEAS EPÍFITAS NAS TRILHAS DA ESTAÇÃO ECOLÓGICA SERRA DAS ARARAS - SUBSÍDIOS PARA DA EDUCAÇAO AMBIENTAL Resumo: As unidades de Conservação de proteção integral têm entre seus objetivos básicos a proteção de ecossistemas naturais possibilitando o desenvolvimento de atividades educacionais e a educação Ambiental é um dos caminhos a serem seguidos no sentido de se formar pessoas preocupadas com o as temáticas ambientais, é através do conhecimento dos diversos biomas e de sua riqueza e diversidade que se poderá ampliar as possibilidades de um processo de educação ambiental continuado. A fim de subsidiar atividades em educação ambiental propôs-se conhecer a população de Orchidaceae a pesquisa foi realizada na Estação Ecológica Serra das Araras, no Município de Porto Estrela-MT a aproximadamente 85 Km de Cáceres-MT, localiza-se a 15° 27’ e 15° 48’ Latitude S, e 57° 03’ e 57° 19’ de Longitude W. Esse trabalho teve como SILVANO CARMO DE objetivo identificar as espécies de Orchidaceae a fim de conhece-las para que sejam SOUZA, LUIZ CLÁUDIO comparadas com atividades educacionais futuras, e a fim de subsidiar os trabalhos FONTES RAIMUNDI, interdisciplinares em educação ambiental, identificar os padrões de distribuição das FÉLIX ANTENOR LABAIG orquídeas e conhecer aspectos ecológicos determinantes na ocupação dos forófitos pelas e SOLANGE KIMIE IKEDA orquídeas. As observações e coletas de dados foram realizadas ao longo de três trilhas CASTRILLON da UC, sendo observados os exemplares que se encontravam em até 2,0 (dois) metros às margens das trilhas, o que ao final totalizou um total de 16.000 m². Estas trilhas ecológicas atravessam diferentes fitofisionomias, Cerrado, Mata de Transição, Mata Ciliar e Babaçual sempre intercaladas. Foram identificas doze gêneros, sendo: Cattleya, Cyrtopodium Encyclia, Epidendrum, Tricocentrium, Notylia, Catacetum, Lockartia,Oncidium, Ornithocephalum, Xilobium e Vanilla, encontrada em grande quantidade na espécie Orbignya pharelata (Martius). A presença dessa variedade de gêneros revela uma importante característica da Unidade de Conservação, característica essa que poderá ser utilizada por educador@s ambientais como fonte natural de estudos que venham estimular a percepção ambiental, no sentido de auxiliar propostas de sensibilização ambiental. Palavras-Chave: Educação ambiental, Conservação, Orchidaceae. CONTATO: Silvano Celular: (65) 96183003

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MATO GROSSO DO SUL
AUTOR@S TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER EXPERIENCIA DOS MUNCIPIOS DO CORREDOR DE BIODIVERSIDADE Resumo: Conservar a biodiversidade de nosso planeta é o grande desafio deste novo milênio. A velocidade das alterações dos ecossistemas e da exploração dos recursos naturais é infinitamente maior do que a de implementação de medidas que efetivamente protejam as espécies e suas populações da extinção ou do empobrecimento genético e ecológico. Os países tropicais, notoriamente os maiores detentores da biodiversidade global e enfrentam umas situações críticas já que parte considerável das espécies que os habitam estão atualmente ameaçadas de extinção. O Projeto Corredor de Biodiversidade, tem como objetivo máximo promover a proteção e o manejo das espécies da fauna e flora promovendo a idéia de Corredor nos municípios envolvidos. Este programa é realizado totalmente em parceria com a participação da comunidade local, Universidades,sindicatos,ongs, organizações governamentais e não governamental. A urgente necessidade de implementar ações de conservação para estes municípios que pertencem ao Corredor, aliadas à escassez de informações científicas e as limitações de recursos humanos e financeiros traduzem a importância destas parcerias. Municípios envolvidos e engajados em planejamento de ações de Educação ambiental para a concretização da proposta do Corredor de Biodiversidade. CONTATO: arletesouza@yahoo.com.br DIAGNOSTICO DA SITUAÇÃO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO PANTANAL REALIZADO PELA REDE AGUAPÉ Resumo: A realização do Diagnóstico da Educação Ambiental no Pantanal, teve como área de abrangência dez municípios-pólos dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul visando subsidiar o projeto de Estruturação e Implantação da Rede Pantanal de Educação Ambiental-Rede Aguapé. O Diagnóstico teve como objetivo apresentar o conjunto de informações referentes a situação da Educação Ambiental levantados em dez municípios-pólos: Aquidauana, Coxim, Corumbá, Porto Murtinho, Jardim e Campo Grande (MS) e Poconé, Cáceres e Santo Antônio do Leverger (MT). O instrumento utilizado para o levantado dos dados para o diagnostico foi a aplicação de um questionário. Este permitiu o planejamento necessário para subsidiar as metas de Comunicação, Capacitação e Animação que compõem a estruturação da Rede Aguapé. Além de fornecer informações para alimentar o banco de dados do SIBEA (Sistema Brasileiro de Informação de Educação Ambiental) do Ministério de Meio Ambiente. A implementação da meta obedeceu uma metodologia que valorizou a participação da população envolvida no processo. Do ponto de vista teórico e com a finalidade de proporcionar subsídios ao diagnóstico, foi elaborado uma proposta metodológica durante o Seminário de Diagnóstico de Educação Ambiental, realizado em São Paulo, nos dias 04 e 05 de novembro de 2002, onde participaram as cinco redes (REBEA, REASul, REPEA, Rede Aguapé e Rede Acre) aprovadas pelo Fundo Nacional (Edital 07/2001). Para que tal objetivo se torne factível, foi feita uma articulação com as instituições governamentais e não governamentais antes da realização das viagens para os municípios, visando levantar informações e contactar pessoas que trabalham com Educação Ambiental. O período previsto para o levantamento de dados do diagnostico foi realizado em 04 (quatro) meses. Os resultados obtidos foram os seguintes: identificar as instituições/programas/projetos/especialistas que fazem educação ambiental nas áreas de abrangência do projeto; - fortalecer a Aguapé-Rede Pantanal junto aos parceiros, com o MMA/SIBEA e com as outras redes de Educação Ambiental; visualizar as práticas de educação ambiental; - socializar as informações em educação ambiental; - identificar as demandas de educação ambiental PALAVRAS-CHAVE: Rede; Diagnóstico; Pantanal CONTATO: claubruschi@yahoo.com.br

ARLETE PEREIRA DE SOUZA

CLAUDETE DE FATIMA PADILHA DE SOUZA BRUSCHI

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EDUCAÇÃO AMBIENTAL ATRAVÉS DO RÁDIO EM NOVA XAVANTINA - MT. Resumo: A Educação Ambiental (EA) aborda valores, percepções, conceitos, através da relação do ser humano com a natureza, em busca de atitudes de responsabilidade para com o meio ambiente. A base estrutural da sociedade é o meio ambiente, e os bens da Terra são patrimônios da humanidade, tornando o papel da Educação Ambiental evidentemente necessário. O presente trabalho objetivou verificar a eficácia do rádio como instrumento de EA em Nova Xavantina – MT e, através desse veículo de comunicação, informar os ouvintes sobre os problemas ambientais, promover a reflexão e sensibilizá-los para a tomada de decisões sobre o meio ambiente. Foram realizados 26 programas sobre EA na emissora comunitária Roncador FM, com 30 minutos de duração, por seis meses, de junho a dezembro de 2003. A programação consistiu em abordagens de questões ligadas ao meio ambiente, tratando de temas globais com enfoque local. Após a etapa de realização do programa, foi feita uma ELIZANGELA OLIVEIRA investigação, que consistiu em verificar a opinião das pessoas sobre o programa e sua SOARES e PATRICIA MARIA eficácia. Foram feitas entrevistas a 180 pessoas residentes no perímetro urbano do MARTINS NÁPOLIS município. Dos entrevistados, 144 tinham o hábito de ouvir rádio (AM e FM) e destes, 87 pessoas (60,41%) ouviram o programa. Pôde-se constatar que houve uma aceitação e aprovação do programa, tendo-se o rádio como instrumento eficaz para a prática da EA. Porém, os entrevistados fizeram os seguintes indicativos de mudança: o horário, devendo ser acessível ao maior número de pessoas; a divulgação do programa; maior dinamismo (por exemplo: aprofundamentos em problemas locais, participação popular, entrevistas com profissionais da área) e uma linguagem mais simplificada. Conclui-se que o rádio é viável para ações de EA, uma vez que promove o conhecimento, estimula práticas e posturas conscientes em relação ao meio ambiente e à cidadania, desde que se leve em consideração os anseios comunitários e os problemas da realidade local. PALAVRAS-CHAVE: Educação Ambiental, Radiodifusão, Mato Grosso. CONTATO: pnapolis@uol.com.br

EDUCAÇÃO AMBIENTAL COM OS TEMAS GERADORES LIXO E ÁGUA E A CONFECÇÃO DE PAPEL RECICLÁVEL ARTESANAL Resumo: Muitas vezes as ações enraízam de tal maneira na sociedade que a mudança de hábitos torna-se cada vez mais difícil de ser concretizada, a Educação Ambiental faz-se de fundamental importância, pois a mesma busca um novo ideário comportamental no âmbito individual e coletivo, pois ela permite a solução de diversos problemas em nossa vida e permite, a expansão destas soluções e novas idéias para a comunidade. Por estas considerações, escolhemos o PETI (Programa de VIVIANE SCHENATO Erradicação do Trabalho Infantil) para a realização desse projeto, pois atende alunos MARODIN, INÊS DE SOUZA de várias escolas que residem em bairros distintos da cidade, facilitando a divulgação BARBA e GLÁUCIA dos temas abordados no trabalho. A primeira fase do projeto consistiu em um ALMEIDA DE MORAIS levantamento bibliográfico e estudo mais aprofundado sobre os temas lixo e água. Após essa etapa aplicamos questionários para verificarmos as condições sociais e os conhecimentos de cada aluno sobre o meio ambiente, principalmente sobre, os temas água, lixo e reciclagem. A segunda fase desse projeto consistiu em possibilitar aos alunos a participação no processo de reciclagem. A relevância desse projeto constatase, pois o mesmo levou os alunos a perceberem a importância da preservação do meio ambiente para a melhoria da qualidade de vida deles e das futuras gerações. Palavras-chave: Educação Ambiental, Água, Reciclagem. CONTATO: inesbarba@uol.com.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER EDUCAÇÃO AMBIENTAL E O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Resumo: A origem do conceito de Desenvolvimento Sustentável, é formada por três preceitos bastante claros. O primeiro, diz respeito à mudança da economia que ocorreu a partir da Revolução Industrial, cerca de 250 anos atrás. Após essas mudanças, surgiu o conceito de Ecodesenvolvimento que resgata a busca de tecnologias alternativas numa sintonia com uma qualidade ambiental. O segundo, trata do surgimento de uma consciência em relação à degradação ambiental e em relação ao modelo econômico industrial, que era extremamente predatório. Nesse período, percebe-se um crescimento rápido da população significando uma pressão ao meio ambiente que causou a crise energética e esgotamento dos recursos naturais. Tudo isso resultou na institucionalização formal de políticas ambientais que influenciaram bastante o meio ambiente humano, criando-se os ministérios e organismos responsáveis por esses assuntos. O terceiro preceito, surgiu a partir da 2ª Guerra Mundial este surgem no meio acadêmico, críticas às tecnologias em destruição do meio ambiente e da vida . Torna-se necessário uma reflexão sobre os limites da ciência, que pode ter uma ação devastadora, caso não respeite os limites éticos. Segundo Hans Jonas podemos conceber o desenvolvimento sustentável como uma proposta que tem em seu horizonte uma modernidade ética, e não apenas uma modernidade técnica. Pois o princípio "sustentabilidade" implica incorporar ao horizonte da intervenção transformadora do "mundo da necessidade" o compromisso com a perenização da vida. Assim, deve-se pensar no futuro não somente sob o aspecto econômico, mas levando em consideração a sustentabilidade ecológica, política, social e cultural, tendo a Educação Ambiental como principal fator para a construção do conceito do desenvolvimento sustentável. Palavras-chave: Desenvolvimento Sustentável, Educação Ambiental, Limites Éticos. CONTATO: inesbarba@uol.com.br

INÊS DE SOUZA BARBA

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER VALORAÇÃO DO LIXO: UMA ABORDAGEM ECOLÓGICA, ECONÔMICA E DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL Resumo: A gestão dos resíduos sólidos é um dos maiores desafios na questão ambiental urbana no início deste século. Portanto, é evidente a necessidade de se promover uma gestão adequada dos resíduos, a fim de prevenir e reduzir os impactos ambientais, sociais e os riscos para a saúde humana. Constata-se que a degradação do meio ambiente natural inibe o desenvolvimento econômico a longo prazo, observase uma tendência à implementar medidas que garantam o desenvolvimento de projetos que levem em consideração a preservação do meio ambiente, como por exemplo a implantação de um modelo financeiro para o setor de coleta e disposição final de lixo, que busque a autonomia gerencial e autofinanciamento dos sistemas. Mas, esse serviço de saneamento básico configura-se como um caso clássico de bem público, o qual não é fruto de transações em mercado plenamente definido em termos de preços (ou tarifas) e quantidades. Assim, para ampliar o entendimento a respeito desta problemática, (serviço que os usuários desejariam obter e o nível que eles estariam dispostos a pagar) este trabalho estuda os determinantes da disponibilidade a pagar pelo serviço de coleta e disposição final de lixo além do que já pagam, no Município de Naviraí-MS, com base no método de valoração contingente, fazendo-se uso de mercados hipotéticos aplicando um survey composto das variáveis socioeconômicas e questões ambientais. Ajustou-se um modelo linear aos dados, utilizando-se um programa de análise estatística. Constataram-se os impactos socioambientais no município e analisados as suas causas, verificou-se quais as falhas que houve na gestão dos resíduos sólidos urbanos e nos instrumentos disponíveis no município. Como a disposição a pagar dos usuários do serviço de saneamento básico, coleta e disposição final de lixo, situou-se abaixo do nível de tarifa necessário para manter um serviço público mais abrangente e de melhor qualidade, concluiu-se ser inevitável uma maior participação do poder público através de investimentos na melhoria e ampliação dos sistemas de coleta e disposição final de lixo. Acredita-se que, se as pessoas adotarem conscientemente alguns princípios elementares de EDUCAÇÃO AMBIENTAL, com relação ao ambiente, como cumprirem as normas de seleção dos resíduos destinados ao lixo, poderemos alterar de maneira significativa a atual tendência de comprometimento da qualidade de vida. Mas provavelmente o maior desafio na construção da sustentabilidade estará em conseguir reduzir as desigualdades sociais. Não haverá como chegar a uma sociedade estável de proporcionar justiça, trabalho, mobilidade social, esperança a cada um dos cidadãos sem modificar profundamente o quadro da distribuição da renda no país. Palavras-chave: Educação Ambiental, Resíduos Sólidos, Valoração Econômica. Agradecimentos: Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul – UEMS Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação. CONTATO: inesbarba@uol.com.br

INÊS DE SOUZA BARBA e JOSÉ AROUDO

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TEREZINHA DA SILVA MARTINS

CRIAÇÃO DA CÂMARA TÉCNICA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL Resumo: O projeto se dará em 04 (quatro) anos com objetivo de estimular o envolvimento e a participação da sociedade na conservação e gestão de recursos hídricos nas bacias hidrográficas dos rios Miranda e Apa, visando:· Fortalecer o CIDEMA como organismos de gestão de Bacias Hidrográficas na região;· Criar a Câmara Técnica de EA no âmbito do CIDEMA;· Estimular a implantação de programas e projetos de Educação Ambiental nos municípios que fazem parte das bacias de forma integrada;· Desenvolver de diretrizes e metodologias de EA voltadas para conservação e gestão de bacias hidrográficas;· Formar técnicos dos governos municipais, professores e parceiros do consórcio em educação ambiental visando a formulação de projetos e programas de EA em suas áreas de atuação;· Fomentar a ação integrada de organizações que desenvolvem atividades de EA com foco na água;· Identificar e disseminar de “boas práticas” de EA com foco em recursos hídricos. Parceria do WWF- BRASIL e Rede Aguapé. Técnica do projeto Àurea da Silva Garcia. Parceiros Paulo Robson e Alisson Ishy. Coordenação pelo WWF- Brasil Larissa Costa . CONTATO: cidema@terra.com.br

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PARÁ
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REDE DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO ESTADO DO PARÁ: BASES DE FORMAÇÃO E PANORAMA PRELIMINAR Resumo: A Rede de Educação Ambiental do Estado do Pará está sendo formada a partir da necessidade de conhecer, desenvolver e promover a integração dos Programas e Projetos de Educação Ambiental do Estado. Para tanto inicialmente está sendo feito o cadastro de todos os Programas e Projetos de EA em andamento nos municípios do Estado; este é realizado por meio de um formulário disponível no site: www.sectam.pa.gov.br. Com base nos resultados deste, estão sendo elaboradas ações a serem desenvolvidas em 9 Pólos de Educação Ambiental, distribuídos no Estado por bacia hidrográfica: Pólos da Bacia da Costa Atlântica; Pólos da Bacia do rio Guamá; Pólos da Bacia do rio Gurupí; Pólos da Bacia do rio Tocantins; Pólos da Bacia do rio Xingu; Pólos da Bacia do rio Tapajós; Pólos das Bacias da Calha Norte; Pólos das Bacias do rio Xingu – Baixo Amazonas; e Pólos das Bacias Marajó – Portel. Cada pólo contém um ou mais municípios núcleos, que servirão de base para as reuniões de ALINE MARIA MEIGUINS DE integração a serem realizadas. O resultado inicial do Cadastramento ainda não é LIMA, MARIA LUDETANA representativo do Estado (apenas 20% dos municípios); tendo iniciado em Abril/2004, ARAÚJO, ROSIANE deve sofrer uma maior divulgação para poder ganhar representatividade. A avaliação FERREIRA GONÇALVES, inicial dos formulários, indica que a maior parte das ações dos municípios é oriunda de SANDRA SANTIAGO escolas da rede pública ou privada (44%) e de instituições públicas ou privadas (30%). FREITAS e EUDSON DA Suas atividades mais significativas estão ligadas à sensibilização (92%) e a COSTA ARAÚJO JÚNIOR mobilização (70%), seguida da produção de materiais pedagógicos (43%). O público alvo mais comum são os estudantes do ensino fundamental (67%) e as associações comunitárias em geral (65%); empregando temáticas diversas que variam da relação homem – natureza, a temas específicos como resíduos sólidos, recursos hídricos, preservação da biodiversidade, uso racional dos sistemas naturais (ex: várzea), pesca e saúde. Estes resultados são divulgados por meio do e-mail: redepaea@sectam.pa.gov.br e no site a todas as instituições cadastradas. Um dos fatores limitantes ao amplo funcionamento da mesma, é o fato de apenas 40% dos Programas ou Projetos cadastrados fazerem uso da Internet, sendo necessário ainda o uso de fax ou comunicação via correio. Ao final do ano de 2004 é esperado um panorama mais representativo; e os resultados iniciais da implementação da rede e da reativação dos Pólos, consolidando assim cada vez mais as ações de EA no Estado. PALAVRAS CHAVES: Rede, Educação Ambiental, Pólos. CONTATO: alinelima@hotmail.com

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PRÁTICAS COMUNITÁRIAS: PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA A CAPACITAÇÃO DE ASSOCIAÇÃO DE USUÁRIOS DE RECURSOS HÍDRICOS Resumo: PRÁTICAS COMUNITÁRIAS: PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA A CAPACITAÇÃO DE ASSOCIAÇÃO DE USUÁRIOS DE RECURSOS HÍDRICOS ALINE MARIA MEIGUINS DE LIMA Doutoranda em Recursos Hídricos NAEA-UFPA, NHM – SECTAM (alinelima@hotmail.com) RONALDO JORGE DA SILVA LIMA Coordenador do Núcleo de Hidrometereologia – NHM/SECTAM (nhm@sectam.pa.gov.br) MARIA LUDETANA ARAÚJO Docente e pesquisadora da UFPA, Chefe da Divisão de Estudos e Educação Ambiental – DIAMB/SECTAM (diamb@sectam.pa.gov.br) SANDRA SANTIAGO FREITAS Mestranda em Educação – UFPA; DIAMB/SECTAM (diamb@sectam.pa.gov.br) ROSEANE FERREIRA GONÇALVES Mestre em Antropologia – UFPA; DIAMB/SECTAM (diamb@sectam.pa.gov.br) A questão do uso adequado da água pela sociedade representará no próximo século um dos assuntos permanentes das agendas internacionais. O Brasil por deter 12% das reservas mundiais de água doce superficial, sendo 8% na Região Amazônica, aparece no cenário mundial como território privilegiado. Porém a falta de consciência a respeito desta riqueza, tem levado ao rápido declínio da qualidade hídrica. Neste momento, tornam-se necessários programas e metodologias adequadas que capacitem e auxiliem, a formação de grupos sociais ativos e conscientes de suas demandas. Os Programas de Educação Ambiental, destinados a Capacitação de Usuários de Recursos Hídricos, procuram conciliar duas vertentes: o diagnóstico da bacia hidrográfica e a participação da comunidade (sociedade civil) na gestão dos recursos hídricos através da ação junto os ALINE MARIA MEIGUINS DE principais elementos socioeconômicos atuantes na bacia, estabelecendo base para a LIMA, RONALDO JORGE DA efetivação das ações de recuperação da qualidade ambiental dos sistemas hídricos. A SILVA LIMA, MARIA metodologia adotada neste Programa de Capacitação caracteriza-se por ser LUDETANA ARAÚJO, processual, onde cada etapa ou fase é definida a partir do resultado da anterior, SANDRA SANTIAGO tomando como base a postura participativa, com o envolvimento dos diversos FREITAS e ROSEANE segmentos de usuários como co-autores das diversas metas a serem traçadas. Essa FERREIRA GONÇALVES concepção é associada aos seguintes princípios: implementação da negociação social; conferir ao processo um caráter interinstitucional e participativo; e adotar a perspectiva do desenvolvimento sustentável para definição das ações básicas e prioritárias em cada bacia. Como parte deste processo propõem-se os seguintes passos: 1) Organização (definir as organizações existentes, segundo suas prioridades de interesse na bacia; regular e a manter um local de referência de trabalho); 2) Nivelamento (nivelar o conhecimento básico técnico sobre bacia hidrográfica e sobre a Legislação de Recursos Hídricos; utilizar instrumentos ágeis de comunicação; estimular a discussão dentro dos grupos); 3) Definição de metas (eleger e direcionar metas para cada ação; estimular as discussões de temas importantes sobre gestão dos recursos hídricos; empregar informações diversas da bacia de interesse); 4) Elaborar as linhas de ações comunitárias (instituir as Associações de Usuários; estruturar o regimento interno e a diretoria administrativa; estabelecer critérios de articulação, absorção e envolvimento participativo; definir o que seriam os resultados imediatos e os programas futuros; e atuar junto às prefeituras municipais interessadas, com o objetivo de discutir as prioridades regionais quanto ao saneamento e os recursos hídricos). Desta forma, tem-se ao final do processo a formação de um grupo, a Associação de Usuários, legalmente instituída e capacitada para atuar, julgar e intervir nas demandas e ações prioritárias a serem desenvolvidas em sua bacia hidrográfica de interesse. PALAVRAS CHAVES: Educação Ambiental, Recursos Hídricos, Associações de Usuários. CONTATO: alinelima@hotmail.com

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O LIXO NA LOCALIDADE DE VILA NOVA, EM AUGUSTO CORRÊA, PA Resumo: Observando a comunidade de Vila Nova, em Augusto Corrêa – PA, verificamos que podemos encontrar nas ruas sacos plásticos, vidros, papéis, restos de rede de pescar num amontoado, causando má impressão aos passantes pelo lugarejo. A preocupação inicial se deu, pela falta de conhecimento que os moradores apresentam, uma vez que são eles mesmos jogam o lixo nas ruas, como uma forma de limpar suas casas e quintais, sobre o tempo que esse material leva para decomporse, além das consequências para a saude, que acarreta. Entretanto o problema do acúmulo do lixo, acontece, também, devido não haver um local adequado para destiná-lo. Numa vila pequena como Aturiaí, cabe aos moradores responsabilizar-se totalmente pelo lixo que produz, daí a necessidade de esclarece-los sobre o lixo, ANA CLÁUDIA GONÇALVES tratamento e destino.O município não deve isentar-se da responsabilidade que lhe DE BRITO e MARIA DE LIMA compete e os moradores devem ser esclarecidos sobre o direito que têm de um GOMES ambiente saudável, para provocar a gestão municipal na busca de solução sobre o destino do lixo. Nessa concepção este estudo foi desenvolvido no período de março a junho de 2004, com palestras, seminários e conversas informais. Como resultado temos: muitos moradores ainda permanecem com os mesmos hábitos, embora um número significativo tenha mudado o tratamento dado aos quintais: já não queimam as folhas - são varridas para próximo das árvores; estão enterrando o lixo orgânico. Em contrapartida o gestão municipal, embora reconheça a importância do tratamento lixo, explica que ainda não há possibilidade de fazê-lo por falta de verba. Com isso percebe-se que, pelo menos em Aturiaí, está faltando uma política voltada para o tratamento do lixo. PALAVRAS CHAVES: COMUNIDADE – AMBIENTE –LIXO. CONTATO: anaudi2@hotmail.com

ANA JÚLIA OLIVEIRA CHAVES e MARIA DE LIMA GOMES

A PRESERVAÇÃO DA ILHA DOS PÁSSAROS EM VISEU-PA Resumo: Trabalho realizado em Viseu-PA, mais espeficamente na Ilha dos Pássaros, a 14km da sede, com objetivo de analisar os problemas ambientais existentes na ilha, fazendo interpretação sobre as causas e consequências, com propostas de solução. Foi desenvolvido no período de janeiro a junho de 2004, envolvendo pescadores, tiradores de caranguejo e visitantes que frequentam a referida ilha. Baseado no método da pesquisa-ação, foi usado como estratégia a observação direta e a entrevista. Como resultado, constatou-se que a ilha não é habitada, mas é constantemente frequentada por pescadores, tiradores de caranguejo e passantes, que fazem da ilha um local de parada. Essas pessoas não demonstraram nenhuma preocupação com a preservação deste local, que é espaço de grande variedade de pássaros, daí o nome dado a ilha, principalmente o guará, que alí faz seu ninhal e é objeto de perseguição dos que transitam pelo local. A escola das proximidades não aborda a temática, o que provocou reuniões com os professores para esplanação do resultado da pesquisa, para ser transmitidos à comunidade como início de uma ação de conscientização do problemas. PALAVRAS CHAVES: AMBIENTE – PRESERVAÇÃO – EDUCAÇÃO CONTATO: anulia8@hotmail.com

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER EDUCAÇÃO AMBIENTAL NUMA ABORDAGEM TRANSDISCIPLINAR: UM OLHAR SOBRE A COMUNIDADE DA JARARACA EM BRAGANÇA-PARÁ Resumo: A Educação Ambiental entendida como um processo contínuo onde os indivíduos tomam consciência do seu meio ambiente é um mecanismo que aliado a um conjunto de práticas necessárias podem convergir para a melhoria da qualidade de vida. Pensando nisso, desde maio do ano de 2003, está se desenvolvendo uma pesquisa de campo na comunidade da Jararaca-município de Bragança no Estado do Pará, cuja clientela atendida é de aproximadamente 115 pessoas, participando crianças, jovens e adultos com o objetivo de perceber qual a concepção de meio ambiente que a comunidade apresenta e mediante isso, foi elaborado um curso de atividades em conjunto envolvendo, palestras, oficinas, recreações, recursos áudiovisual, excursões e outros, a fim de ampliar a prática sustentável na comunidade. Durante a pesquisa detectou-se que a realidade social na qual cerca os moradores contribuem para o não conhecimento do seu meio ambiente e por esse motivo verificou-se que estes possuíam e ainda possuem alguns hábitos de higiene inadequados; negligência com os recursos naturais, e outros fatores que contribuem para a degradação gradativa do meio ambiente. PALAVRAS-CHAVE: meio ambiente; educação ambiental; comunidade CONTATO: apmsapeca@bol.com.br

ANA PAULA DE MORES, ERINETE BARRETO, EDILENE FARIAS LOPES e GLEISE DO SOCORRO ROSA SOARES

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER AS CONTRIBUIÇÕES DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA OS PROCESSOS DE GESTÃO DA FLORESTA NACIONAL DO TAPAJÓS: UM ESTUDO DA COMUNIDADE DO MAGUARY Resumo: presente trabalho apresenta algumas ações desenvolvidas pelo IBAMA – através do Projeto de Apoio ao Manejo Florestal Sustentável na Amazônia PROMANEJO e pelo Projeto Saúde e Alegria na Floresta Nacional do Tapajós, enfatizando as realizadas na Comunidade do Maguary, comunidade esta que encontra-se localizada na referida unidade de conservação. No intuito de apresentar as contribuições da Educação Ambiental para o fomento da participação das comunidades tradicionais no processo de gestão da FLONA do Tapajós, analisamos os seus aspectos teóricos, bem como os de desenvolvimento sustentável e gestão ambiental, apresentando em seguida argumentos acerca do sistema nacional das unidades de conservação enfatizando a posteriori a necessidade de inclusão das comunidades tradicionais nos processos decisórios inerentes à gestão desta unidade de conservação, bem como a incorporação das necessidades de sobrevivência destas nas políticas públicas voltadas para a conservação/preservação da natureza. Foi realizada viagem de campo à Floresta Nacional do Tapajós, na comunidade do Maguary, entrevistas junto a coordenadores do PROMANEJO e do Projeto Saúde e Alegria, lideranças comunitárias, moradores da comunidade em estudo e professores da rede municipal de ensino participantes das atividades promovidas pelo subcomponente de educação ambiental do PROMANEJO. Os resultados que podemos estar apontando é a experiência de educação desenvolvida na FLONA pelo Projeto Saúde e Alegria, podemos dizer que a dimensão ambiental é perfeitamente visível na medida em os trabalhos do referido projeto abrem a possibilidade de compreensão das relações do âmbito sócio –ambiental, o que favorece uma relação mais consciente com o meio ambiente e contribui para os processo de gestão participativa na FLONA. Em relação ao PROMANEJO percebe-se uma precariedade nos processos de planejamento da Educação Ambiental promovida por este projeto. Um dos motivos se refere a atuação do IBAMA, que através de processos burocráticos, acaba dificultando a participação. Exemplo disso é a elaboração de propostas sem que os comunitários estejam inseridos e a dificuldade de compatibilizar suas ações com as desenvolvidas por outras entidades na área. Constatou-se que os processos educativos articulados pelas organizações atuantes na área guardam um desejo de construir uma gestão ambiental descentralizada e participativa. No entanto, como os próprios sujeitos articuladores dos processos enfatizaram, esta não é uma tarefa que se consegue em curto prazo. Palavras Chaves: Educação Ambiental, Gestão Ambiental, Participação Comunitária 1 Pedagoga. Auxiliar de Pesquisa do Grupo de Estudos em Educação, Cultura e Meio Ambiente – GEAM/UFPA. Especialista em Educação Ambiental pelo Núcleo de Meio Ambiente – NUMA/UFPA. Mestranda em Agricultura Familiar e Desenvolvimento Sustentável/NEAF/UFPA. CONTATO: Docente e pesquisadora do Centro de Educação da UFPA. Coordenadora do Grupo de Estudos em Educação, Cultura e Meio Ambiente – GEAM/UFPA. (marilena@gpa21.org;) . Especilaista em Educação Ambiental pela Universidade de Strhatyclide – Reino Unido. Mestre em Planejamento do Desenvolvimento/PLADES do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos/NAEA/UFPA. Doutoranda em Desenvolvimento Sustentável no Trópico Úmido-PDTU/NAEA/UFPA. CONTATO: apaulasg@yahoo.com.br

ANA PAULA DOS SANTOS GARCIA e MARILENA LOUREIRO DA SILVA

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EDUCAÇÃO ARTÍSTICA COMO FERRAMENTA P/ EDUCAÇÃO AMBIENTAL Resumo: Com o objetivo de mostrar aos alunos de ensino fundamental a importância e a influência da natureza nas artes através do educar ambiental, no seu contexto regional e brasileiro, está sendo desenvolvido desde 2002 o “Projeto Semeando as Cores”, aos sábados de 8h às 12h, na Escola Municipal de Ensino Fundamental “Monsenhor José Maria Azevedo”, localizado na Ilha de Caratateua (PA), atualmente contando com 20 alunos. Dentre as atividades desenvolvidas no Projeto, os alunos aprendem noções básicas de ecologia e botânica, técnicas de desenho e pintura, história da arte, conhecimentos dos materiais e técnicas de extração de corantes e pigmentos naturais, provenientes da vegetação local. Para que os alunos vivenciassem o “explorar” da natureza, de forma que conseguissem compreender todo o processo, da coleta à utilização dos pigmentos e corantes naturais, os mesmos precisaram entender que não só estavam absorvendo um processo diferenciado de ANDRÉ BRANDÃO PAES DE desenhar e colorir (que não faz parte das aulas diárias de Artes do Monsenhor ANDRADE, LUCINICE Azevedo), mas todo “um saber interdisciplinar”, abrangendo outros assuntos de suma FERREIRA BELÚCIO, importância como o estudo da localização geográfica e problemas urbanos na ilha MARIA LUDETANA ARAÚJO (invasões, queimadas, transporte, entre outros), gramática e interpretação de texto. Os e LUIZA NAKAYAMA alunos do Projeto ficam encantados a cada experimento que realizam, principalmente ao verem cores diferentes. As pesquisas instigam os alunos a produzirem mais,e em vez de extraírem os pigmentos e pintarem somente no dia do encontro, isto tornou-se uma atividade diária. Em vista da grande receptividade, os alunos iniciaram a montagem de um catálogo contendo a maior parte das suas produções que foram expostas na Semana do Meio Ambiente. A horta da escola também está sendo fundamental, pois os alunos aprendem a socializar melhor as idéias e a conviver respeitosamente com os colegas e equipe do Projeto, vizinhos, pais e a escola como um todo. De fato, verificou-se que todos os atores envolvidos têm ajudado bastante no progresso educacional dos alunos participantes, que vêm conquistando os seus espaços, compreendendo e aprendendo mais sobre a educação ambiental e artística com responsabilidade, ética e cidadania. Palavras-chave: Educação Ambiental, Projeto Semeando as Cores, Educação Artística. CONTATO: and_brand@yahoo.com.br

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A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO GRUPO-ESCOLA EDSON LUIS: EM BUSCA DA QUALIDADE DE VIDA. Resumo: Esta experiência vem se desenvolvendo através do Projeto SócioEducacional Integrado/PROSEI que tem como objetivo estratégico desenvolver ações que viabilizem a permanência dos alunos, com sucesso na escola, através da formação continuada de seus professores, técnicos e servidores; da formação profissional e elevação da escolaridade de seus pais e mães e do desenvolvimento da consciência sócio-ambiental de todos os envolvidos nos processos formativos desencadeados pelo projeto. Estamos situadas na linha 4 do projeto intitulado “Construção da agenda 21: integrando Escola e Comunidade para um trabalho conjunto de Educação Ambiental”. Desde maio de 2003 iniciamos com o grupo escola Edson Luis, composto de professores, pais, lideranças da comunidade e pessoal de apoio. As principais temáticas ambientais elegidas pelo grupo são violência, inclusão social e coleta seletiva do lixo. A escola fica localizada em uma área de periferia da cidade, palco de constantes cenas de violência. As atividades de educação ambiental vêm possibilitando ações no sentido de buscar uma nova sustentabilidade para os CINTIA BARBOSA DA SILVA moradores do entorno da escola, assim como aguçar a criticidade e a interpretação da e ELIS REGINA BRITO realidade, dentro do objetivo maior da escola que é: conscientizar o ALMEIDA sujeito/comunidade sobre as relações vivenciadas na sociedade (inclusão x exclusão), levando-os a construção de uma identidade protagonizadora que intervenha na resolução dos seus problemas. Entre as atividades marcantes desse período foi realizado o I Seminário de Inclusão Social, onde foram discutidas as temáticas éticas, sexualidade e gênero com a participação de toda comunidade escolar; outra construção em andamento do grupo é o Projeto Interdisciplinar de educação ambiental sobre coleta seletiva, reformulação curricular e outros sub-temas. Nesse período percebemos um maior envolvimento do grupo em relação as questões ambientais, do tratamento com o outro e das relações subjetivas. Mesmo com a trajetória já vivenciada percebemos ainda que alguns componentes do grupo apresentam dificuldades na busca de autonomia e em alguns momentos até assumem posturas coadjuvantes. Vale informar que o projeto se materializa por meios das parcerias Universidade Federal do Pará, Prefeitura Municipal de Belém, Raytheon Brasil, Associação Paraense de Apoio as Comunidades Carentes-APACC, Federação de Orgãos para Assistência Social e Educacional-FASE, Centro de Estudos e Práticas de Educação Popular-CEPEPO e Universidade Popular-UNIPOP. CONTATO: cintiabs2003@bol.com.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER PROSEI - UM PROGRAMA DE EDUCAÇÃO NA AMAZÔNIA Resumo: Educação Ambiental e qualidade de vida: A Escola Solerno Morreira trabalhando o saneamento ambiental a partir das experiências do "pedaço". Prosei é um programa de educação na Amazônia com financiamento da RAYTHEON Brasil. Mantém parcerias com a UFPA, PMB, APACC, CEPEPO, FASE e UNIPOP. Atende professores, técnicos e servidores de nove escolas municipais, atuando com formações: continuada, profissional, Ed. de jovens e adultos e construção da agen da 21. Tem o objetivo de promover ações educativas que contibuam para a compreensão da necessidade de se cuidar do ambiente local visando a melhoria da qualidade de vida da comunidade escolar em interface com a aprendizagem discente. A metodologia é baseada na abordagem teórico-vivencial, entendendo a E. A como processo dinâmico em permanente construção, partindo-se da eleição de um tema gerador representativo das questões ambientais no âmbito local-global e culminando na elaboração de um plano de ação considerando as experiências cotidianas da comunidade escolar. O Grupo-escola Solerno Moreira elegeu como tema gerador o "Saneamento Ambiental" dividido em cinco eixos: Água, Lixo, Drenagem, Esgoto e Arborização, cujos conteúdos e operacionalização se desenvolveram através de aulas expositivas e dialogadas; produção: de textos, de poesias, de músicas; murais, maquetes, reciclagem de papel e plástico, cartaz-colagem, dramatização, caminhada, passeios, etc. Percepção da necessidade de ações articuladas, sensibilização, reflexão e participação são resultados percebidos nas práticas dos sujeitos envolvidos.. CONTATO: doracilopesl@bol.com.br

DORACI MARINHO SOUZA LOPES

O RIO PIRIÁ, EM VISEU – PARÁ Resumo: O Piriá é o segundo rio mais importante de Viseu. Atravessa o município de sul a norte, desembocando no oceano Atlântico. É um rio de características interessante, uma vez que é formado por vários pequenos rios, paranás e igarapés. Até uma certa altura do percurso é temporário, em outra é permanente e caudaloso. Rico em pescado. Abastece a maioria das cidades ribeirinhas do percurso, além de na área da foz ter vasto campo de manguezal. Este rio tem apresentado problema de desmatamento das margens que tem provocado assoreamento e poluição em suas águas. Este trabalho foi realizado considerando essa problemática, e, foi desenvolvido ELIAS DA SILVA RIBEIRO e em duas etapas: A) a primeira, de reconhecimento do percurso do rio, registrado MARIA DE LIMA GOMES através de fotografias e depoimentos dos moradores ribeirinhos; B) a segunda, na vila de Basília em Viseu-PA, para verificar como a escola está trabalhando o problema do rio, que apresenta degradação, principalmente nessa área, como a eliminação completa da mata ciliar. Nessa etapa, foram realizadas entrevistas com professores e alunos da escola da comunidade e foi constatado que nas atividades desenvolvidas, mesmo quando se trata da geografia, nenhuma abordagem sobre a temática foi realizada. Conclui-se, mesmo com todos os problemas ambientais apresentados, não se está trabalhando os valores ambientais na escola de Basília, Viseu-PA. PALAVRAS-CHAVES: EDUCAÇÃO – AMBIENTE –VALORES. CONTATO: socorrinho8@hotmail.com

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MARIA LAÍDE DA SILVA, MARIA DE LIMA GOMES e TEREZINHA OLIVEIRA MALCHER

A OCUPAÇÃO URBANA AS MARGENS DO RIO CEREJA EM BRAGANÇA - PA: IMPLICAÇÕES AO MEIO AMBIENTE Resumo: Este estudo desenvolveu-se com base no paradigma fenomenológico, no período de março a dezembro de 2003, através de pesquisa bibliográfica, observação, entrevista e aplicação de questionário junto a cinqüenta e quatro moradores residentes, as margens do Rio Cereja em Bragança – Pa. Buscou-se conhecer aspectos relacionados à nascente, percurso, foz e às áreas de maior ocupação urbana as margens deste rio, bem como, as implicações deste processo de expansão desordenada à sociedade e ao meio ambiente. Detectou-se que as áreas de maior ocupação desordenada, concentram-se nos respectivos bairros: Taíra, Cereja, Aldeia I e Aldeia II, cujos moradores originam-se da sede do município, da zona rural, do Estado do Maranhão, da capital do Estado e de Viseu. A ocupação urbana as margens do Rio Cereja, ainda está acontecendo e causando uma série de problemáticas: desmatamento das matas ciliares, assoreamento, exposição do solo à erosão, falta de coleta sistemática de lixo, poluição das águas, enchentes no período chuvoso, condições inadequadas de saúde e higiene e aumento da densidade demográfica. Observou-se que estes moradores, não têm conhecimento quanto ao meio ambiente e conseqüentemente, este rio não têm nenhum significado ou funcionabilidade para eles, o que justifica seu estado atual, sendo utilizado como depósito de lixo pela população. O poder público municipal, não dispõe de políticas públicas, com relação à expansão do município, como também a legislação não é efetiva, quanto à questão ambiental de Bragança. PALAVRAS – CHAVE: Meio ambiente; Recursos Hídricos; Ocupação. CONTATO: Venus.elis@zipmail.com.br

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COLEÇÃO DIDÁTICA “EMILIA SNETHLAGE” DO MUSEU EMILIO GOELDI: UMA CONTRIBUIÇÃO AO ENSINO DE CIÊNCIAS NO ESTADO DO PARÁ Resumo: No Museu Paraense Emilio Goeldi foi montada, há 19 anos, uma coleção didática com amostras das áreas de Zoologia, Botânica, Antropologia e Ciências da Terra, como uma contribuição à melhoria da qualidade do ensino de Ciências no Estado do Pará. A idéia de montar esta coleção surgiu da experiência da autora em lidar com professores e alunos do ensino fundamental e médio das escolas de Belém, ao constatar que tal clientela tinha grande interesse em conhecer animais, plantas, artefatos indígenas e demais itens da coleção científica do Museu, principalmente indagando fatos curiosos relacionados a tais peças. Atualmente esta coleção consta de 1.273 animais, 350 amostras de plantas, 58 de minerais, 73 de rochas, 12 de fósseis e 119 peças indígenas, e tem como principal finalidade propiciar aos estudantes do ensino fundamental e médio um contato mais direto com exemplares da fauna, flora, minerais, rochas, fósseis e peças etnográficas da região, visando despertar-lhes o espírito científico para conhecer, defender e preservar os recursos biológicos, ambientais e culturais da Amazônia. A coleção-didática recebeu o Prêmio de Menção Honrosa, no III Encontro Latino-Americano de Educadores Ambientais, em 1995, no Rio de Janeiro. A utilização da coleção tem ocorrido, principalmente, através das seguintes atividades didáticas: I. Empréstimo de exemplares da coleção, que vem dando oportunidade aos interessados em utilizar recursos didáticos para MARIA FILOMENA FAGURY enriquecimento de aulas, exposições, palestras, feiras–de-ciência, bem como reforça o VIDEIRA SECCO papel educativo do Museu junto à comunidade; II. Orientação à pesquisa escolar, direcionando o estudante para um ponto de partida em um assunto de sala-de-aula (ex. animais peçonhentos). Essa última atividade envolve pesquisa na Biblioteca de Ciências “Clara Galvão”, e uma discussão do assunto com utilização de exemplares da coleção. Alguns assuntos trabalhados com êxito dentro dessas atividades: Insetos nocivos; O mundo dos Artrópodes; Peixes da Amazônia; Os anfíbios e répteis; Curiosidades sobre as aves, e Cobras venenosas. Há também uma ampla programação semestral de cursos e palestras utilizando-se os exemplares da coleção como recurso didático, direcionada aos professores e alunos do ensino fundamental e médio, dando ênfase ao papel da fauna e flora no equilíbrio da natureza e preservação do ambiente. Além das atividades na sede do Museu, há também algumas fora da Instituição, como o Museu Itinerante, no qual foram montados Kits sobre animais e vegetais, utilizando-se exemplares da coleção. Os “Kits Educativos Itinerantes” já percorreram várias escolas do interior do Pará, visando o melhor conhecimento do meio ambiente pelos estudantes e professores de outros municípios amazônicos. A experiência da coleção didática tem sido altamente positiva, e parte do princípio de que o aprendizado é mais eficiente quando o aluno manuseia a amostra, o que lhe permite pensar, questionar e propor soluções em defesa do meio-ambiente. PALAVRAS-CHAVE: Coleção didática, Ensino de Ciências, Educação Ambiental na Amazônia. CONTATO: fsecco@museu-goeldi.br O PROJETO MOLUSCO BIVALVE NA VILA DE NOVA OLINDA - AUGUSTO CORRÊA, PA. Resumo: Respeitar e cuidar da comunidade dos seres vivos, trata-se de um princípio ético que reflete o dever de todas as pessoas preocupadas em garantir a vida, tanto no agora quanto no futuro. Dessa forma este trabalho tem por objetivo expor as conclusões do estudo realizado, no período de janeiro a junho de 2004, que buscou a analisar o Projeto Molusco Bivalves, há quatro anos implantado no município de Augusto Corrêa-PA, na organização social e nas relações de poder que envolve o setor pesqueiro local, assim como os fatores que ameaçam a comunidade de pescadores do município de Augusto Corrêa, mais precisamente, na Vila de Nova Olinda, que fica às margens do Rio Emboraí. Nessa ótica, analisamos a importância, o envolvimento, as relações e o retorno financeiro, do projeto Molusco Bivalves para a comunidade. PALAVRAS CHAVES: COMUNIDADE - AMBIENTE – PROJETOS. CONTATO: genesio-49@hotmail.com

GENESIO OLIVEIRA DE ANDRADE e MARIA DE LIMA GOMES

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER UM OLHAR SOBRE O RIO CEREJA EM BRAGANÇA – PA Resumo: A cidade de Bragança – Pará, como é normal na região Norte do Brasil, é atravessada por um rio – o Cereja, que nos últimos anos tem-se apresentado com problemas de degradação. Durante o ano de 2003 foi desenvolvida uma pesquisa para mapear e ao mesmo tempo esclarecer a comunidade quanto à problemática que o rio vem sofrendo. Durante o mapeamento buscou-se saber qual a importância que a comunidade dava ao rio. Constatou-se que, apesar de atravessar toda a cidade, passando por seis (6) bairros, e ter nas proximidades nove (9) escolas, além do próprio Campus da UFPA-Bragança, o rio não recebia as devidas atenções para que fosse mantida sua preservação. A comunidade atribui o atual estado do Cereja ao órgão gestor municipal, que não desenvolve nenhuma ação de preservação salvo uma limpeza nas margens (capinagem) uma vez ao ano, o que contribui ainda mais para o assoreamento do mesmo. A prefeitura, por sua vez, atribui o problema do rio à comunidade, que não se percebe também responsável por esse recurso natural. As escolas que margeiam o rio, também não tinham atentado para a problemática do rio, rio este que faz pare do cotidiano da grande maioria de seus alunos. Partindo desta situação, foram desenvolvidas exposições sistemáticas de fotos e painéis nas escolas envolvidas no projeto, visando através das imagens sensibilizar e esclarecer alunos e professores quanto o processo de degradação do rio Cereja. Isto está provocando um novo olhar para o rio por parte dos envolvidos, pois feiras, passeios foram e estão sendo programados pelas escolas, para que o rio não fique apenas na passagem de quem passa por ele. Palavras-chaves: Educação – rio – ambiente. CONTATO: paulo@bol.com.br

GEORGENOR PAULO BESSA DA SILVA e MARIA DE LIMA GOMES

EDUCAÇÃO AMBIENTAL E AGRICULTURA FAMILIAR: MUDANÇA CULTURAL NA PERSPECTIVA DA COMUNIDADE DA JARARACA EM BRAGANÇA-PA. Resumo: Sabe-se que a expressão agricultura familiar designa o segmento de agricultores que produzem regularmente para o próprio consumo e comercializam o excedente por meio do trabalho organizado em família, deste modo o presente artigo visa discutir a agricultura familiar na comunidade da Jararaca-localidade rural da cidade de Bragança do Estado do Pará, enfocando as perspectivas dos jovens a respeito da mesma e sua relação com o meio ambiente. Esta pesquisa esta GLEISE DO SOCORRO direcionada a nove famílias, num total de 57 pessoas, tendo como foco de analise ROSA SOARES e MARINÉA principal o Jovem, onde se observou em conversas informais com os mesmos, que DO SOCORRO CARVALHO uma parcela destes não apresentam a mesma ênfase que seus pais demonstram ter a DOS SANTOS respeito da agricultura familiar. Acham a profissão do agricultor sem grande valor, desejando como perspectiva de vida a vinda do campo para a cidade, por acreditarem que a mesma oferece mais alternativas, tais como: o comércio e o acesso à educação formal. Assim, percebe-se que a pratica da agricultura familiar esta sofrendo alterações a partir da aproximação da cidade com o campo, influenciando os jovens nas escolhas profissionais, conseqüentemente o afastando do meio ambiente local. PALAVRAS-CHAVE: agricultura familiar; meio ambiente; jovens. CONTATO: gleisesoares@bol.com.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER REVEGETAÇÃO SOB O ENFOQUE DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL: UMA PRÁTICA IMPORTANTE PARA A RECUPERAÇÃO DE ÁREAS ALTERADAS EM UMA UNIDADE DE CONSERVAÇÃO - PARQUE AMBIENTAL DE BELÉM. Resumo: O Parque Ambiental de Belém localizado na área urbana de Belém, foi criado através do Decreto Estadual nº1.552/93 de 03 de maio de 1993, fazendo parte da Área de Proteção Ambiental dos Mananciais de Abastecimento de Água de Belém – APA Belém, criada pelo Decreto Estadual nº1.551/93 de 03 de maio de 1993. Os mananciais de abastecimento de água da Região Metropolitana de Belém – Lagos Bolonha e Água Preta – encontram-se localizados no referido Parque. A estimativa recente de alteração da cobertura vegetal da área do Parque é de aproximadamente 300ha, cuja recuperação foi iniciada com técnicas de revegetação em 1998. A revegetação é a prática principal para se obter a formação de um novo solo, controlar a erosão, evitar a poluição das águas e, se for escolhida a manutenção da vida selvagem como uso futuro do solo, promover o retorno dessa vida. Baseado neste conceito, é lançado este projeto de cunho experimental, visando avaliar a revegetação com três espécies da área do Parque Ambiental de Belém (uma madeireira, uma frutífera e uma apenas de valor ecológico), com uma técnica para recuperação de áreas alteradas envolvendo a ESCOLA em seus três níveis – Ensino Fundamental, Médio e Superior, representada por (6) seis estudantes. Mesmo sendo um projeto experimental, a sua execução significa revegetação de uma área de aproximadamente 1,5ha e a conseqüente melhoria da paisagem, além de servir como referencial técnico para outros trabalhos dessa natureza. Serve também para demonstrar que, com recursos técnicos é possível viabilizar a convivência harmônica na relação Sociedade Meio Ambiente, entre outras. São esperados como resultados deste projeto, que o desempenho silvicultural das espécies estudadas permitam indicá-las para revegetação de áreas alteradas e/ou degradadas no Estado do Pará e, que essa ação contribua para desmistificar o conhecimento como propriedade de uma minoria e despertar os interesses da juventude pela conservação da biodiversidade. Palavraschave: Revegetação – Educação Ambiental – Unidades de Conservação. CONTATO: anisio182@yahoo.com.br

SEBASTIÃO ANÍSIO DOS SANTOS, LEONILDE DOS SANTOS ROSA, LUIZ AFONSO LOBATO e IVELISE NAZARÉ FRANCO FIOCK DOS SANTOS

JOÃO BARBOSA DA ROCHA, MAURO MÁRCIO TAVARES DA SILVA, ALTEMAR PIMENTA FERNANDES e WALBER LOPES ABREU

MANGUEZAL EM QUATIPURU-PA:CONSERVAÇÃO E IMPACTOS AMIENTAIS Resumo: Como objetivo de mostrar a importância da preservação e conservação do ecossistema manguezal no município de Quatipuru-Pa, localizado no nordeste paraense. Tal trabalho foi idealizado em forma de cartilha com um caráter pedagógico. com propósito de levar informações básicas à comunidade local, principalmente a escolar, visivelmente carente de tais conhecimentos. Nesta cartilha constam informações referentes às particularidades da fauna, flora e atividades sócio-culturais do município, assim como relatos de impactos ambientais por ocasião da coleta e exploração desordenada de caranguejo. a cartilha encerra com sugestões de atitudes e práticas de sustentabilidade e conservação a ser suscitada na comunidade local. CONTATO: barbosabio@bol.com.br

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JONATHAS SILVA GONÇALVES e MARIA DE LIMA GOMES

A REALIDADE DA SERRA DO PIRIÁ, EM VISEU – PARÁ Resumo: Este trabalho foi realizado na vila da Serra do Piriá, localizada no municípo de Viseu-PA, com o objetivo de diagnosticar os fatores que causam desiquilíbrio ambiental nessa realidade. O estudo, envolvendo alunos, professores, agricultores e líderes comunitários, iniciou em março de 2003 e foi concluído em junho de 2004. Numa abordagem qualitativa, usando como estratégias, a observação e a entrevista, que permitiu explorar valores, entendimento, significados e atitudes, para o entendimento das relações dos moradores entre si e com o meio ambiente. O resultado foi a constatação de que: a) a serra do Piriá apresenta problemas de desmatamento, exploração do minério da serra por uma empresa de outro município, tiragem desenfreada do caranguejo, surto de doenças na vila; b) não há política de controle de exploração dos bens que a serra apresenta; c) os trabalhadores que contribuem diretamente para o desiquilíbrio ambiental não tinham idéia dessa influência, atribuindo as consequências à empresa e ao tempo; d) a abordagem da temática ambiental na escola, necessita de dinamismo e contextualização, uma vez que o tema é abordado teoricamente, sem relação com os problemas locais. PALAVRAS CHAVES: EDUCAÇÃO – PRESERVAÇÃO – AMBIENTE. CONTATO: thasjo@hotmail.com

KELLY CRISANE DE OLIVEIRA CASTRO CASTANHO e MARIA DE LIMA GOMES

REPRESENTAÇÃO SOCIAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DAS ESCOLAS DE ENSINO FUNDAMENTAL FIRMO LIMA E PEDRO CARNEIRO NA VILA DE CURUPAITI-MUNICIPIO DE VISEU-PA Resumo: Este trabalho é o resultado da pesquisa realizada nas Escolas Firmo Lima e Pedro Carneiro na Vila de Curupaiti, município de Viseu - PA, a qual teve como objetivo analisar a representação social de Educação Ambiental nas referidas escolas, orientando a comunidade escolar na formação de cidadãos empreendedores, que venham agir de modo responsável e com sensibilidade no uso de bens comuns e naturais, respeitando o ambiente e as pessoas de sua comunidade. O mesmo foi realizado através do método Materialismo Histórico Dialético, tendo como base filosófica a linha marxista, que prima por “buscar explicações coerentes, lógicas e racionais para o fenômeno da natureza, da sociedade e do pensamento.[Tal como]...estuda as leis sociológicas que caracterizam a vida da sociedade, de sua evolução histórica e da prática social dos homens, no desenvolvimento da humanidade”.(TRIVIÑOS, 1987:51p), usando como técnica de coleta de dados a entrevista estruturada, que possibilitou quantificar o número de profissionais que estão trabalhando Educação Ambiental dentro das abordagens: antropocêntrica, ecológica, ou sócio-ambiental; a análise documental feita nos Projetos Políticos Pedagógicos das escolas, para verificar se as escolas possuem propostas direcionadas a Educação Ambiental; a observação aberta que permitiu observar se a prática dos professores e diretores condizem com os dados coletados na entrevista e nos Projetos Políticos Pedagógicos. Foi feito um breve histórico de Educação Ambiental tendo por base as concepções de Educação Ambiental segundo diretrizes estabelecidas nas conferências de Educação Ambiental, no documento do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (IBAMA), a legislação nacional, estadual paraense, enfocando a do município de Viseu. PALAVRAS CHAVES: EDUCAÇÃO AMBIENTAL – REPRESENTAÇÃO – ESCOLA. CONTATO: kcrisane@zipmail.com.br

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FLORESTA DE MANGUE Resumo: Floresta de Mangue é a primeira Cartilha do Grupo Universitário de Educação Ambiental – GUEAM da Universidade Federal do Pará, Bragança, com o apoio do Projeto MADAM (Manejo e Dinâmica em Áreas de Manguezal), que comporá a Coleção Manguezal. Tem como idéia o aproveitamento dos estudos realizados por LEILA DO SOCORRO pesquisadores no Campus de Bragança para informações do ecossistema manguezal. ROTTERDAM OLÊTO, Visa com linguagem simples, porém, baseado no conhecimento sistematizado, a ELISÂNGELA MOREIRA DA educação formal que pode ser trabalhada em todas as séries iniciais e em todas as SILVA e MARIA DE LIMA atividades do conhecimento, pois os textos dão margem para o desenvolvimento de GOMES estudos de Língua Portuguesa, Matemática, Geografia, História e Ciências, contribuindo para a formação de valores e atitudes frente ao meio ambiente. Na educação informal, pode ser usada com esclarecimento sobre as questões ambientais, junto às comunidades, associações e sindicatos. PALAVRAS -CHAVE: Educação Ambiental – Manguezal - Informação. CONTATO: leilarotterdam@bol.com.br

O LIXO, NO PONTO DE VISTA DOS MORADORES DE ATURIAÍ, EM AUGUSTO CORRÊA-PA Resumo: A Vila de Aturiai, está na zona central do município de Augusto Corrêa-PA. Apresenta baixa densidade demográfica, pequeno comercio e ruas sem asfalto (onde se percebe, sacos plásticos jogados e lixo espalhado). Nessa localidade, no período de março a junho de 2004, envolvendo os residentes das três principais ruas da comunidade, foi desenvolvido este estudo que teve como objetivos, tomando por base os princípios da Educação Ambiental definido na Conferência de Tbilisi: a) saber o grau de conscientização dos moradores a respeito do lixo e a relação com o MARIA DE LIMA GOMES e tratamento e o destino dado ao mesmo e as implicações no ambiente, para a partir da LUCINEIDE DA CONCEIÇÃO concepção dos moradores, b) trabalhar com a comunidade a preservação do meio L. SILVA ambiente. A estratégia usada foi entrevistas e observações. Como resultado parcial, foi constatado que: a) a visão dos moradores sobre o lixo é restrita, reduzindo-o apenas ao doméstico, com a definição de que “tudo o que não é mais usado, é lixo”. b) não consideram possibilidade de reciclagem de lixo. c)naturalizaram o lixo espalhado pelas ruas e não se apercebem dessa realidade. d)nas instituições existentes na comunidade não há qualquer tipo de esclarecimento sobre a temática, aos moradores. A segunda parte deste projeto, envolvendo as instituições organizadas presentes na comunidade, será de ações sistemática de esclarecimentos sobre a problemática. PALAVRAS CHAVES: EDUCAÇÃO – AMBIENTE - LIXO . CONTATO: marili@ufpa.br

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A EXPLORAÇÃO DO CARANGUEJO NO CONTEXTO SÓCIO-EDUCACIONAL DE CENTRO ALEGRE NA SERRA DO PIRIÁ, EM VISEU-PA Resumo: Este trabalho foi realizado na Comunidade de Centro Alegre, em Viseu-PA, tendo como objetivo analisar a forma como está sendo feita a exploração do caranguejo nessa localidade. O estudo, desenvolvido no período de julho de 2003 a junho de 2004, envolveu vinte trabalhadores da tiragem de caranguejo, que vivem exclusivamente dessa atividade. Baseado na pesquisa-ação, foi usada a observação e a entrevista semi-estruturada para obter-se as informações necessárias.Constatou-se que os trabalhadores envolvidos são na maioria analfabetos ou semi-analfabetos, que encontram nessa ocupação o único meio de sobrevivência. Estão nessa ocupação MANUEL JURANDIR FARIAS num tempo que varia de cinco a trinta e cinco anos. Obtém, individualmente, um NOGUEIRA e MARIA DE produto médio diário, de uma saca e meia de caranguejo, sendo que em cada saca há LIMA GOMES um cento de caranguejos. São dependentes de um atravessador, para quem vendem o produto, num preço que varia de oito a dez reais, a saca. Costumam, juntamente com toda população da vila, praticar a tiragem do caranguejo no período da reprodução. Percebem a diminuição tanto no tamanho quanto na quandidade de caranguejo. Entretanto, a escola da comunidade não aborda, em suas atividades, nenhuma ação sobre essa realidade. Na realização deste trabalho houve reuniões de esclarecimento junto a associação dos pescadores, aonde estão agregados os tiradores de caranguejo. PALAVRAS CHAVES: CARANGUEJO – PRESERVAÇÃO – AMBIENTE. CONTATO: anelju@hotmail.com

CONCEPÇÕES DE PROFESSORAS EM FORMAÇÃO INICIAL SOBRE O ENSINAR E O APRENDER EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL Resumo: A inserção da questão ambiental na formação de professores é uma proposta que vêm sendo discutida por vários autores como Penteado (1994), Krasilchik (1986), Silva e Pessoa (1999) dentre outros. Krasilchik (1986) nos alerta para a responsabilidade das instituições de formação assumirem a preparação de futuros docentes para desenvolver programas de Educação Ambiental. Nesse sentido, desenvolvemos o presente trabalho a partir da seguinte questão: quais as percepções sobre o ensino-aprendizagem em Educação Ambiental (EA) construídas/reconstruídas por professoras em formação inicial durante uma experiência de prática de ensino? A coleta de dados foi realizada a partir de registros escritos pelas professoras sobre as experiências vivenciadas no projeto e pela gravação em áudio e posterior transcrição MÁRCIA TATIANA VILHENA dos depoimentos das mesmas durante duas reuniões. A análise dos depoimentos foi SEGTOWICH ANDRADE, feita tendo em vista a revisão bibliográfica realizada na qual destacamos dois aspectos do ensino-aprendizagem em EA: i) As definições de EA presentes na literatura da área TAINÁ PONTES BRITO TEIXEIRA e WILTON e ii) A realização de atividades em EA. Assim, abordamos em nossa análise a RABELO PESSOA percepção das professoras sobre o que seja EA e como esta pode ser desenvolvida em aula. Os resultados obtidos apontam que em relação ao processo ensinoaprendizagem em Educação Ambiental, as professoras apresentaram as seguintes concepções: Definição de EA: instrumento de conservação do ambiente físico escolar; mudança de pensamentos e atitudes, visando o desenvolvimento de ações de respeito com o meio ambiente; Realização de Atividades em EA: oposição à mera transmissãorecepção de conteúdos; utilização do ambiente não-escolar; discussão das relações de grupo; compreensão do que seja meio ambiente. Pudemos observar, que as professoras não construíram uma idéia fechada sobre o que seja Educação Ambiental e como esta deve ser desenvolvida. Em suas falas, percebe-se que a EA é vista através de múltiplos olhares, inserindo-se aspectos que vão além do ambiente natural e da abordagem disciplinar. PALAVRAS-CHAVE: formação de professores, EA. CONTATO: marcinhatati@hotmail.com

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER DO LIXO AO LUXO: O APRENDIZADO DA MATEMÁTICA A PARTIR DE MATERIAIS ALTERNATIVOS Resumo: A Escola Municipal Dr. Simpliciano Fernandes de Medeiros Júnior, localizase na travessa Gabriel Hermes, s/n, bairro Aldeia, no município de Bragança - Pará. Possui uma clientela de 473 alunos, sendo nível I, nível II e III, 1ª a 4º série e EJA,distribuídos nos turno da manhã, intermediário, tarde e noite. Possui apenas quatro salas de aula e seu alunado pertence a família de classe média e baixa. A Escola apresenta-se sob uma aparência simples, pequena, as salas não são arejadas, a pintura das salas não harmoniza o ambiente. Isto acaba desestimulando a aprendizagem dos discentes, devido a escola não proporcionar esse lugar agradável, estimulante para a aprendizagem. Visando conhecer a prática docente do processo ensino-aprendizagem da matemática, deu-se início ao projeto observando a metodologia utilizada pelo professor e as dificuldades encontradas no ensino da matemática. Uma vez que os alunos afirmam que "é horrível a matemática". Enquanto os professores, "esses alunos não tem jeito", não aprendem matemática, por isso vão ficar reprovados". Nas observações percebeu-se que os professores não contextualizavam o ensino da matemática, como também não utilizavam recursos didáticos que proporcionassem aos alunos a compreensão do seu pensamento lógicomatemático, alegando não terem condições financeira para a compra de materiais. Diante dessa problemática foi proposto aos docentes daquela instituição a oferta de oficina: Recursos Didáticos para o Ensino da Matemática, a qual tinha a finalidade de confeccionar com materiais alternativos,como garrafas, papelão, etc, para serem utilizados pelos professores e alunos de forma prazerosa, em sala de aula,e para melhor compreensão do assunto estudado; ao mesmo tempo que esse material seria reciclado. Assim, foi possível mostrar aos docente, que apesar de não possuírem condições financeiras para a compra de recursos didáticos industrializados, havia a possibilidade de obtê-los através da construção destes, com material alternativo que além de contribuírem no desenvolvimento do pensamento lógico-matemático dos educandos, estarão desenvolvendo a consciência ambiental de seus alunos em prol da preservação do meio ambiente. Além disso, transformam a sala de aula em uma ambiente agradável, alegre e estimulante à aprendizagem dessa área do conhecimento que á utilizado no dia-a-dia. PALAVRAS CHAVES: METODOLOGIA - ALUNO - PROFESSOR CONTATO: marcilene.ped@bol.com.br

MARCILENE DE SOUSA REIS, MARIA SUELY DO CARMO SANTOS e MARIA DE LIMA GOMES

RECUPERAÇÃO DO RIO CEREJA EM BRAGANÇA - PARA; O ENVOLVIMENTO DAS ESCOLAS QUE O MARGEIAM Resumo: O rio Cereja corta toda a cidade de Bragança perpassando por vários bairros, indo desaguar no rio Caeté, que banha a cidade que por sua vez tendo a foz no oceano atlântico. Nos últimos anos o rio Cereja vem sofrendo um índice alarmante ANDRESSA IGLESIAS, de poluição, provocado pela própria população que habita as margens do rio, FRANCISCA LUCICLEIA transformando esse que já foi um rio de uso doméstico, em um local de deposito de MACIEL, MAELY DE BRITO, lixo. O rio Cereja é um rio de tipo perene e constitui uma bacia hidrográfica endorreica, MARCOS ALEXANDRE isto é não deságua diretamente no oceano. Segundo relato dos antigos moradores, o BORGES MONTEIRO, rio Cereja como é conhecido atualmente, tem infinitas utilidades: as famílias de menos MIRIAN FREITAS e MARIA posse utilizavam suas águas tanto para subsistência (lavagem de roupa e pesca) DE LIMA GOMES quanto para o consumo diário ( água para cozinhar, beber e banhar). Para resgatar a importância do rio Cereja, este trabalho esta sendo realizado nas nove escolas que o margeiam, através de palestras e oficinas sobre higiene corporal, o uso adequado dos resíduos sólidos, preservação do meio ambiente visando a recuperação e preservação do rio. PALAVRAS CHAVES: RIO - POLUIÇÃO – HIGIENE CONTATO: malex_666@hotmail.com

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER EDUCAÇÃO AMBIENTAL E INSTITUIÇÕES PÚBLICAS: PRÁTICAS EDUCATIVAS EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO AMBIENTAL Resumo: As pesquisas no Estado do Pará têm revelado que as ações de Educação Ambiental- EA realizadas em Unidades de Conservação Ambiental- UC por instituições públicas sejam elas de nível federal ou estadual não tem apresentado continuidade, este problema vem sendo discutido e levantado como um dos principais desafios e empecilhos a efetividade das ações de EA particularmente nas áreas de UC. Duas importantes UC no estado foram estudas durante os anos de 2001 a 2004, O Parque Ambiental de Belém e a Floresta Nacional- FLONA do Tapajós, ambas UC que apresentavam importantes experiências na área de EA no estado. O Parque Ambiental de Belém, de responsabilidade do governo o estado, está localizado em área metropolitana e desde sua criação em 1993 tem sido alvo de diversas ações realizadas pelo órgão gestor. As ações realizadas na área de EA têm revelado serias mudanças de estratégias e objetivos em suas atividades, em grande parte devendo-se a dois velhos “conhecidos” das políticas públicas: a descontinuidade administrativa e a falta de recursos financeiros. A pesquisa demonstrou que no ano de 1999 importantes ações na área de EA foram desenvolvidas mais não tiveram continuidade no ano seguinte. A cada ano de eleição as ações de EA têm sofrido mudanças de estratégias, sendo comum o abandono de “velhos” projetos em função de novos. A FLONA do Tapajós, UC de responsabilidade Federal, criada em 1974 abrange três municípios do estado em sua área de 6.000 Km2. Em 2001 esta área foi alvo de uma iniciativa na área de EA sob a coordenação do PROMANEJO/ IBAMA. A iniciativa centralizou atividades no município de Belterra, devendo posteriormente expandir-se para os demais municípios que compõe a área da FLONA, conseguiu reunir para suas ações de EA importantes secretarias do município e entidades sociais da área. A iniciativa na área de EA formal contou com a participação do IBAMA, Secretaria Municipal de Educação de Belterra, Secretaria Municipal de Turismo e Meio Ambiente de Belterra, a Secretaria de Ciência e tecnologia - SECTAM/ PGAI do estado e as Organizações não- governamentais- ONGs locais. A iniciativa previa a formação de professores de ensino fundamental de Belterra em EA, vistos como multiplicadores, a formação se daria através da realização de módulos e de acompanhamento posterior por parte da equipe de formação. Em 2003 as atividades sofreram mudanças nas suas estratégias e na coordenação da área de EA, ate fevereiro de 2004 o PROMANEJO/ IBAMA ainda não havia elaborado um novo projeto na área de EA. Embora as instituições públicas reconheçam a importância da EA para a efetiva conservação das UC no Brasil, a descontinuidade nas ações de EA nas duas UC demonstra que as ações de EA não podem se restringir à gestão da esfera pública. As ações de EA em UC devem ser de responsabilidade de toda a sociedade incluindo universidades, ongs e a própria comunidade local. PALAVRAS-CHAVE: Educação Ambiental Unidades de Conservação Ambiental - Instituições Públicas. CONTATO: marilena@gpa21.org

MARILENA LOUREIRO DA SILVA e MARGARETH MONTEIRO DA GAMA

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA JUVENTUDE : A EXPERIÊNCIA DO GRUPO DE ESTUDO EM EDUCAÇÃO CIENTÍFICA, AMBIENTAL E PRÁTICAS SOCIAISGECAPS- CCSE-UEPA Resumo: Este trabalho tem por objetivo divulgar a experiência pedagógica desenvolvida pelo Grupo de Estudo em Educação Científica, Ambiental e Práticas Sociais - Gecaps, do Centro de Ciências Sociais e Educação- CCSE da Universidade do Estado do Pará- UEPA. O Gecaps tem entre seus objetivos promover ações de Educação Ambiental para juventude (12-18) anos, atuando nas seguintes linhas de pesquisa: Produção, apropriação e difusão do conhecimento científico, Formação continuada e Informática educativa. O Gecaps desenvolve suas atividades a partir de três programas básicos: Programa de aperfeiçoamento Pedagógico em Ensino de Ciências Naturais e Educação Ambiental- PROAPECIN, Programa de Educação em Saúde – PROES, e Programa de Informática Educativa- PRINFE, organizados a partir das seguintes ações : Projetos Integrados de Ensino, Pesquisa e Extensão que se constituem em projetos novos ou em andamento desenvolvidos em grupo. Os Projetos Integrados são ações diversas de ensino, pesquisa e extensão elaborados de acordo com o interesse da equipe atuante no Programa e dos jovens participantes. Realização de Eventos Científicos se constituem em atividades diversas como encontros, seminários, mostras de trabalhos e poesias, colóquios, exposições, congressos, jornadas voltados para temas relacionados as linhas de pesquisa do Grupo; Atividades de Divulgação Científica se constituem ações de socialização do conhecimento científico, produzido pela comunidade científica e pelo Grupo. São diversas as formas utilizadas pelo Grupo como atividades de divulgação: Jornal “ O SOPRO”, o Mural Científico- Olho de Boto, cartilhas, relatos de projetos em eventos científicos, realização de palestras e cursos. Estágio Extra - curricular é uma ação que propicia discentes dos cursos da UEPA e professores da Educação Básica desenvolverem atividades diversas contribuindo para construção de um fazer pedagógico consubstanciado na relação teoria – prática. A proposta do estágio é possibilitar a vivência de um trabalho pedagógico entre a Universidade e escola básica centrado no ensino, pesquisa e extensão, de forma que os participantes possam compartilhar de experiências múltiplas, através da prática coletiva. Cursos de Formação Continuada se constituem de cursos diversos ( Extensão e Pós-Graduação) relacionados a área de atuação do GECAPS. Palavras–Chave: Educação Ambiental Difusão Científica - Práticas Sociais. CONTATO: mariadejesus @yahoo.com.br

MARIA DE JESUS DA CONCEIÇÃO FERREIRA FONSECA

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MARIA DE JESUS DA CONCEIÇÃO FERREIRA FONSECA

EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM ESPAÇOS ESCOLARES: UMA PROPOSTA DE FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES Resumo: O presente trabalho trata de uma experiência de formação continuada de educadores ambientais, particularmente para atuar em âmbito escolar, coordenada pelo Grupo de Estudo em Educação Científica, Ambiental e Práticas Sociais- Gecaps, do Centro de Ciências Sociais e Educação da Universidade do Estado do Pará. O curso, em nível de especialização lato sensu, tem por objetivo promover um processo de formação que incentive o ensino com pesquisa e a valorização do ambiente amazônico como eixo norteador da prática pedagógica escolar. A estrutura curricular do curso está composta por oito disciplinas e a monografia como exigência de atividade de conclusão. Para nortear a elaboração da monografia o curso estabeleceu cinco eixos temáticos que direcionarão a escolha das temáticas pelos alunos: Concepções e Práticas Pedagógicas em Educação Ambiental Escolar, Produção e Avaliação de Material Didático, Gestão Escolar e Educação Ambiental, Educação Ambiental e Informática, Qualidade Ambiental Escolar e Aprendizagem. O curso foi iniciado no primeiro semestre de 2004, com a participação de 40 professores e profissionais de diversas áreas. A realização do curso, pretende, pois, ser uma via de mão dupla, onde a interação deverá ser benéfica para os profissionais em formação, para o Gecaps e a Universidade na medida em que estarão colaborando na implementação de ações e pesquisas voltadas à Educação Ambiental em âmbito escolar. Palavras – Chaves; Educação Ambiental - Fomação Continuada-Escola. CONTATO: mariadejesus@yahoo.com.br

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MARIA DE LIMA GOMES

GRUPO UNIVERSITÁRIO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM BRAGANÇA –GUEAM, BRAGANÇA/PA Resumo: O Grupo Universitário de Educação Ambiental – GUEAM, teve origem no Curso de Pedagogia- UFPA, ofertado no Campus de Bragança - PA, que na estrutura curricular apresenta o núcleo eletivo Educação Ambiental, com objetivo de formar educadores dentro de uma concepção sócio ambiental, capaz de desenvolver ações na educação formal, não formal e informal, partindo do resultado de pesquisas da própria realidade. O GUEAM Foi criado em 1999 e atualmente é composto por 23 membros voluntários. Desde a origem até hoje tem desenvolvido as seguintes ações: 1. Criação do Laboratório Pedagógico, onde são construídos recursos didáticos alternativos para a Educação Infantil e primeiras séries do Ensino Fundamental, pelos alunos do Curso de Pedagogia e realizado cursos para professores dos municípios do nordeste paraense. São realizados uma média de vinte cursos por ano, atendendo uma faixa de seiscentos professores, dos dezoito municípios da zona de abrangência do campus. 2. Construção do perfil da Educação Ambiental desenvolvida nos municípios de Augusto Corrêa e Viseu, no nordeste paraense, constatando que: A maioria dos professores tem dificuldade em abordar a Educação Ambiental, no cotidiano escolar, havendo portanto necessidade de preparar esses professores para desenvolver o processo ensino aprendizagem dentro de uma concepção ambiental. As atividades de Educação Ambiental são desenvolvidas em eventos pontuais. Nas secretarias de educação, não há uma política voltada para a educação ambiental. Em Augusto Corrêa, a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente se recente da parceria da Secretaria de Educação não ações que desenvolve sobre Meio Ambiente. Os sindicatos dos trabalhadores rurais promovem reuniões para tratar da temática ambiental. 3.Está promovendo pesquisas para analisar a concepção de Meio Ambiente nas comunidades, que subsidiará as atividades de esclarecimento posteriores, nos municípios de Bragança, Augusto Corrêa, Aurora do Pará e Viseu -PA. 4.Desenvolve o Projeto Coleção Manguezal, planejado para a construção de seis livros paradidáticos, que aborda numa linguagem popular, os resultados das pesquisas desenvolvidas na zona costeira bragantina, realizadas pelo grupo de pesquisadores de Biologia e de Letras, do Campus. Nesse projeto tem publicado a cartilha “Floresta de Mangue” e proposta para realização de duas cartilhas por ano. Esse projeto é financiado pelo MADAM (Manejo e desenvolvimento dos manguezais), governo alemão. Essas cartilhas são trabalhadas primeiramente com os professores e posteriormente, distribuídas às escolas. 5.Em parceira com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Bragança-PA, trabalha junto a Comunidades Agrícolas. 6.Criou a Oficina para Reciclagemde papel, oferecendo cursos para as comunidades (escolares ou não escolares) como uma alternativa de renda. O GUEAM é uma alternativa para desenvolver a prática das teorias estudadas no Núcleo de Educação Ambiental do Curso de Licenciatura Plena de Pedagogia. PALAVRAS CHAVES: EDUCAÇÃO AMBIENTAL – AMBIENTE – FORMAÇÃO DOCENTE. CONTATO: marili@ufpa.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM COMUNIDADES DE ILHAS, NO ENTORNO DA USINA HIDRELÉTRICA DE TUCURUÍ Resumo: Entre as alternativas indicadas para a solução de problemas ambientais, estão a Educação Ambiental e a Gestão Comunitária. Neste sentido, desenvolveu-se um Projeto de Pesquisa em Educação Ambiental em Comunidades de Ilhas no entorno do reservatório da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, estado do Pará. O objetivo foi descrever características e principais problemas das Comunidades, utilizando-se a Pesquisa Ação como instrumento investigatório, para a possível resolução de problemas locais, subsidiando o desenvolvimento de programas de Educação Ambiental no contexto Amazônico. O maior problema encontrado foi a malária. A relevância da pesquisa foi validar procedimentos de Pesquisa Ação para a modificação de atitudes e comportamentos e a melhoria da qualidade de vida sem danificar o meio ambiente; propor alternativas eficazes de intervenção educativa que permitiu diminuir a incidência de malária; subsidiou o desenvolvimento de procedimentos de Educação Ambiental e Gestão Comunitária apropriados à realidade das comunidades no contexto amazônico. Foi desenvolvida uma Pesquisa de Educação Ambiental com 30 famílias de três comunidades, no período de novembro de 2.000 a maio de 2002. Utilizou-se o método de pesquisa ação, buscando validar o conhecimento e a mudança de valores sobre as questões ambientais, através de recursos pedagógicos como: cursos, palestras, oficinas, reuniões, encontros e um seminário visando sensibilizar e capacitar as comunidades e suas lideranças para a gestão comunitária ambiental. Na primeira fase, foram traçados o perfil socioeconômico e ambiental das comunidades e a definição da malária como o principal problema. A segunda, foi dedicada à intervenção pedagógica através de oficina de sensibilização sobre a malária; cursos; Instalação de Horto Medicinal, e o I Seminário de Educação Ambiental de Comunidades das Ilhas. Na terceira, foram utilizadas: oficina de sensibilização, acerca da ecologia do mosquito @Anopheles@, e suas formas de prevenção e uso de mosquiteiro. Nas atividades pedagógicas foram realizados cursos (Educação Ambiental, Capacitação das Lideranças Comunitárias em Manejo de Plantas Medicinais, Colheitas de Sementes ) e Seminário o Educação Ambiental em Comunidades de Ilhas. RESULTADO A avaliação epidemiológica realizada em um total de 138 indivíduos na faixa etária de 0 a 74 anos, registrou no período de dezembro de 2000 a novembro de 2001, 206 casos de malária (Falciparum e Vivax). Na comunidade onde foi realizada a oficina de sensibilização registrou-se 28 casos. Na comunidade que usou o mosquiteiro foram registrados 74 casos. Já a comunidade que não utilizou nenhuma estratégia registrou-se 104 casos da doença. Os moradores das ilhas cujos costumes e cultura são típicos dos caboclos que vivem em áreas ribeirinhas da região têm renda familiar em torno de um salário mínimo e não dispõem de infraestrutura, saneamento básico, transporte, energia e água potável. Lideranças comunitárias foram engajadas em cursos de reflorestamento de áreas degradadas onde receberam orientações sobre o manejo de floresta nativa visando tanto a sustentabilidade da floresta existente quanto à melhoria da qualidade de vida das populações residentes na área. Foi realizado o I Seminário de Educação Ambiental das Comunidades de Ilhas, com a participação das comunidades e de órgãos convidados para discutir os problemas e a busca de soluções. A pesquisa subsidiou o desenvolvimento de procedimentos de EA e Gestão Comunitária voltada para a realidade daquelas comunidades e permitiu chamar atenção aos problemas de saúde publica, educação e meio ambiente da área. CONTATO: Maria de Nazaré - mnar@conectus.com.br Stephen Francis Ferrari, Prof. Dr. do Curso de Pós-Graduação do Departamento de Psicologia, UFPA, Carlos Hermógenes de Souza Rocha Téc. de Segurança do Trabalho, ELETRONORTE

MARIA DE NAZARÉ ALMEIDA ROCHA, STEPHEN FRANCIS FERRARI e CARLOS HERMÓGENES DE SOUZA ROCHA

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RAÍZES DA AMAZÔNIA: DIVULGANDO A EDUCAÇÃO AMBIENTAL Resumo: O Centro de Referência em Educação Ambiental Escola Bosque Raízes da Amazônia é uma atividade coletiva que integra o Projeto de Plantas Medicinais do Centro de Referência em Educação Ambiental Escola Bosque Professor Eidorfe Moreira, localizado na Ilha de Caratateua, Belém-Pará. O objetivo maior da experiência é divulgar e sensibilizar a educação ambiental nos espaços educativos, congressos, seminários e conferências com temáticas voltadas à educação ambiental, tendo em vista a concepção de educação trabalhada na Escola Bosque prioriza a prática de projetos interdisciplinares que intensifiquem a relação do educando com as diversas áreas do conhecimento a partir de uma postura consciente das relações homem e meio ambiente. Nessa perspectiva, o projeto de Plantas Medicinais vem MARIA DO SOCORRO desenvolvendo experiências com resultados positivos que despertam o interesse PEREIRA LIMA, LIDUINA coletivo de educadores e instituições acerca da metodologia de divulgação da CHAVES CAVALCANTI, MÁRCIA DO SOCORRO DE educação ambiental por meio de produções literárias e dramaturgia que são SOUZA HIGINO, ALDILENE envolvidas em “Raízes da Amazônia” , já tendo ganho de reconhecimento internacional na efetivação que abrange os seguintes objetivos: a) sensibilizar o DA CONCEIÇÃO MAUÉS educando à prática de uso dos elementos naturais do ambiente, sem degradá-lo; b) NEGRÃO, MARIA DAS valorizar e resgatar a cultura lendária amazônica articulada à utilização de elementos GRAÇAS BARROSO como: raízes, folhas, frutos, cascas, ramificações, etc., de plantas nativas da região; c) JERÔNIMO, CELY MARIA sensibilizar o espectador, através da linguagem teatral, a respeitar as leis naturais do FILGUEIRA JARDIM, ambiente, preservando e valorizando potencial florístico em benefício da vida humana; ANTONIA DE ALMEIDA d) divulgar, pela prática da leitura, o conhecimento e a identificação e o cultivo de RAMOS, MARIA IZABEL ALVES DOS REIS e ELIANA espécies herbárias nativas da Amazônia. Com a efetivação desse trabalho, “Raízes da Amazônia” já conseguiu dois grandes resultados, graças a parceria entre a Prefeitura SILVA DE SOUZA de Belém e a Prefeitura de Pontassieve (Itália), que são: a elaboração de um livro paradidático em dois idiomas ( português e italiano ) contendo sete histórias do folclore amazônico envolvendo o uso de plantas medicinais; a produção de um espetáculo teatral que sensibiliza o espectador à prática de valorização e preservação do ambiente natural da floresta, enfocando um personagem materialista, com a consciência voltada apenas à ânsia de Ter e acaba reconhecendo o valor da preservação ambiental, após colocar em risco sua própria vida. As duas produções são denominadas “Raízes da Amazônia”. Palavras Chaves: Conhecimento consciência - valores. CONTATO: Maria do Socorro Pereira Lima - soclima@click21.com.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA ILHA DE ALGODOAL Resumo: O Estado do Pará integrante da Região Norte com seus 143 municípios detêm um dos mais ricos e belos acervos de recursos naturais.Dentre estes temos: praias, rios, igarapés e outros, que durante o veraneio (mês de julho) tornam-se um momento pelo qual os paraenses e turistas, se dirigem até essas localidades para utilizarem estes recursos naturais, nas mais diversas formas como: espaço para lazer, descanso, oportunidade de trabalho para o aumento da renda familiar e outros, causando uma significativa pressão sobre esses recursos. As praias são os recursos naturais desse estado mais utilizado durante o veraneio, como foi o caso de Algodoal, ilha pertencente à área de Proteção Ambiental Algodoal Maiandeua, integrante do Município de Maracanã-Pa, que teve um elevado aumento de visitantes por conta da realização de festivais de musicas nos finais de semana, que poderiam executar práticas ambientalmente inadequadas podendo assim ameaçar a vida deste ecossistema. Dentre essas temos a repetida deposição de grandes quantidades de resíduos sólidos em locais inadequados gerando impactos negativos para a qualidade de vida da população local e usuários da ilha.Neste sentido foram realizadas ações de educação ambiental com o objetivo de oportunizar a sensibilização da população e dos usuários quanto à importância da utilização dos recursos naturais de forma sustentável através do exercício de práticas educativas que fortaleceram o processo de cidadania. Dentre outras atividades realizou-se capacitação de Agentes Ambientais (moradores da ilha), mutirão de limpeza de Algodoal, Oficinas para confecção de lixeiras e artefatos a partir de sucata ambiental, diálogos ambientais com donos de estabelecimentos, ambulantes, barraqueiros e outros. Estas foram desenvolvidas em etapas continuas e conseqüentes buscando o envolvimento do maior numero de pessoas possível, utilizando o enfoque do lazer orientado e o aprender a apreender fazendo no sentido de buscar o exercício da práxis cidadã no cotidiano dos participantes. Vários resultados foram observados dentre eles temos: quanto ao grupo de agentes ambientais houve uma maior integração entre eles e a participação nas atividades corroborou para um maior fortalecimento, a ilha ficou mais limpa e o exercício de atividades ambientalmente saudável serviu como exemplo para a população residente, estimulando a externalização afetiva desses para com a sua ilha. Palavras Chaves: Educação Ambiental - participação e cidadania. CONTATO: sobrasil21@hotmail.com

MARIA DO SOCORRO VICENTE BRASIL, ARGEMIRA DOS SANTOS ARAÚJO, FULVIO COSTA FREITAS, NOEMI VIANNA RODRIGUES, EUDSON DA COSTA JUNIOR e ELOYSA MACIEL

A RECUPERAÇÃO DO RIO GRANDE, EM ATURIAÍ, AUGUSTO CORRÊA – PA Resumo: A resolução dos problemas ambientais, torna-se cada vez mais urgente, principalmente quando consideramos as águas. Esse é o caso do rio Grande que passa por tres comunidades de Augusto Corrêa – PA, que se apresenta nos últmos tempos cada vez mais assoreado e poluído. Para desenvolver a pesquisa, que resultou neste trabalho, foram traçados os seguintes objetivos: mapear o rio, para verificar a nascente, as comunidades que percorre e o tratamento que recebe durante o percurso até a foz; verificar a importância do rio para os moradores das comunidades; esclarecer os moradores ribeirinhos sobre a importância da preservação do rio; envolver a comunidade na recuperação da mata ciliar. O estudo foi MARIA ONEIDE MONTEIRO desenvolvido no período de março de 2003 a abril de 2004, dentro da pesquisa-ação, e MARIA DE LIMA GOMES usando entrevista para saber qual o valor que os moradores dão ao rio. Essa ocasião foi aproveitada para dar esclarecimentos sobre o problema do assoreamento de algumas partes do rio, bem como para fazer registro fotográfico de todo percurso do rio, tanto na época do inverno quanto do verão. À parte mais explorada do rio está na localidade de Aturiai, onde é usado como balneário. Foi realizada, então, uma campanha envolvendo os alunos da vila, para o plantio da palmeira de açaí (nativa da região) nas margens, onde a mata ciliar foi completamente derrubada. Palavras Chaves: Ambiente – Rio – Preservação. CONTATO: rioneide@hotmail.com marili@ufpa.br

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ALINE SAMARA DE ALEXANDRIA PEREIRA, MARIA ISABEL GOMES DA SILVA, MARIA SOLANGE PEREIRA FERNANDES e MARIA DE LIMA GOMES

BRINQUEDOTECA ALTERNATIVA: UMA FORMA DIFERENTE DE APRENDER E ENSINAR, RESPEITANDO O MEIO AMBIENTE FÍSICO E SÓCIO-CULTURAL Resumo: A Educação Ambiental, diante da realidade de degradação do meio ambiente, tanto natural quanto social, apresenta-se como uma alternativa de mudança, não só do comportamento de exploração humano dos recursos naturais, mas também como uma forma de buscar melhores condições de vida para todos os seres viventes no mundo, a começar pelo ser humano. Nessa perspectiva, o Grupo Universitário de Educação Ambiental, do Campus de Bragança, vem promovendo ações educativas tendo como primeira concepção, o ser humano natural e social. A proposta de uma brinquedoteca alternativa é uma dessa ações, a qual busca por meio da transformação do lixo em brinquedos, envolvendo professores e alunos da educação infantil das escolas públicas, alertar para a necessidade de mudança na relação homem- meio ambiente, como também, resgatar o lúdico, a valorização da cultura familiar e comunitária, além de oferecer condições para a interação entre as crianças e as gerações anteriores, oportunizando o desenvolvimento e a aprendizaagem infantil através de jogos, brinquedos e brincadeiras. Palavras Chaves: Reciclagem – Brinquedoteca – Educação Infantil. CONTATO: Aline Samara de Alexandria Pereira, Maria Isabel Gomes da Silva, Maria Solange Pereira Fernandes. (manideuruta@bol.com.br) Discentes do Curso de Pedagogia – UFPA, Bragança Maria de Lima Gomes (marili@ufpa.br) Docente da UFPA-Bragança

MARIA DE LIMA GOMES e MARIA ZENIRA C. DOS SANTOS

O USO E OCUPAÇÃO DESORDENADO DO LAGO CANELAR, NA VILA DE ATURIAÍ, EM AUGUSTO CORRÊA – PA Resumo: A localidade de Aturiaí, em Augusto Corrêa – PA, tem o privilégio de possuir um pequeno lago, com parte da mata ciliar preservada, de águas límpidas, que não passam do meio das pernas, por isso chamado de lago Canelar. Entretanto, embora a localidade tenha uma pequena população, o lago está apresentando nos últimos anos, pela ocupação (demarcação de terras e construção de casas nas margens) e uso indevido (escoamento de matadouros - porcos, gado e frangos), problemas de contaminação e destruição. Diante dessa realidade, foi realizado, no período de janeiro a junho de 2004, um estudo buscando: a) verificar a representação do lago Canelar, para os moradores de Aturiai, b) esclarecer o problema pelo qual o lago está passando e as conseqüências desse fato para o meio ambiente. O projeto está em fase de conclusão. Palavras Chaves: Comunidade - Ambiente –Preservação CONTATO: marili@ufpa.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER OS RECURSOS FLORESTAIS E SUA TRANSFORMAÇÃO EM CULTURA NA CIDADE - RECONSTITUINDO SIGNIFICADOS A PARTIR DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL Resumo: O presente artigo foi organizado a partir de pesquisa realizada sob o enfoque qualitativo, envolvendo levantamento bibliográfico e documental, e pesquisa de campo junto aos artesãos de Abaetetuba e Icoaraci. São apresentadas discussões sobre a percepção que os habitantes de cidades possuem acerca da floresta, seus recursos, e seus habitantes. A pesquisa discute, o que tem acontecido em relação ao imaginário dos sujeitos urbanos em relação à floresta e seus enigmas? Qual a percepção que esses sujeitos tem dos recursos florestais, e como esses recursos chegam à cidade, e se transformam e cultura, adentrando os espaços da vida da cidade, que continua aparentemente a negar-lhes outra origem ou imagem que não aquela baseada no utilitarismo pragmático, ou contrariamente num misticismo absoluto, que considera exótico e com tons de sobrenatural tudo o que se refere à floresta, inclusive suas populações tradicionais. Faz-se ainda uma breve caracterização da situação da política e da gestão ambiental no Estado do Pará, construindo ênfase em torno dos recursos florestais. Vê-se que os problemas ambientais do estado do Pará são gerados sob a lógica do crescimento econômico e do progresso material desconsiderando os custos sociais e ambientais sofridos pelas populações locais, numa nítida separação entre indicativos de conservação e gestão ambiental partilhada. Vê-se ainda que os problemas apresentam-se claramente vinculados a um modelo de desenvolvimento econômico fundamentado na idéia do lucro, e numa visão de natureza como fonte inesgotável de recursos a serem explorados indefinidamente para o atendimento aos interesses do capital. Do ponto de vista empírico são analisadas duas práticas artesanais que estabelecem relações entre a floresta e a cidade, de modo material e simbólico: o artesanato em miriti, o famoso “brinquedo de miriti” de Abaetetuba – cuja base para sua confecção é a matéria prima florestal, e o artesanato em cerâmica de Icoaraci, cuja base material é a argila – um recurso mineral, mas que utiliza o simbolismo da floresta para a composição de peças com motivos florestais. Finalmente discute-se a tentativa de relação entre as necessidades de conservação dos recursos florestais, seu uso sustentável e a geração de novas exigências educativas que contribuam com a construção de sujeitos capazes de superação das distâncias entre a floresta e a cidade, uma educação ambiental para a comunicação intercultural. Os resultados da pesquisa indicam que não é possível falar sobre a instalação de um novo paradigma de desenvolvimento com base no discurso teórico da sustentabilidade sem nos aproximarmos das culturas tradicionais. A tarefa de compor as condições para essa aproximação traz novas exigências para a formação educacional realizada nas cidades, de modo a inserir nessa formação as preocupações relativas a diversidade cultural das populações amazônicas e sua ecologia e sócio diversidade. Indica-se a necessidade de revisão da educação e sua estrutura para adequar-se aos interesses e necessidades das populações locais, sem descuidar das análises relativas à dinâmica global. . Palavras Chaves: Recursos Florestais – Artesanato - Educação Ambiental. CONTATO: Marilena@gpa21.org

MARILENA LOUREIRO DA SILVA

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO CURSO DE PEDAGOGIA DA UFPA: SUPERANDO A LÓGICA DA ARTIFICIALIDADE BUROCRÁTICA EM BUSCA DE UM ENCONTRO COM A PEDAGOGIA DA COMPLEXIDADE Resumo: O Grupo de Estudos em Educação, Cultura e Meio Ambiente-GEAM do Centro de Educação da UFPA, vem realizando esforços desde 1998 para a implementação da Educação Ambiental no currículo do Curso de Pedagogia, na medida em que a Universidade precisa estar atenta a formação de seus profissionais para uma atuação responsável frente às demandas sócio-ambientais da realidade amazônica. O GEAM criou o Núcleo Eletivo de Educação Ambiental formalmente vinculado ao novo currículo pleno do curso de Pedagogia, constituído por 04 (quatro) disciplinas, distribuídas em 350 horas, que buscam contribuir com as discussões teórico-práticas acerca da Educação Ambiental. O Núcleo Eletivo de Educação Ambiental pode ser considerado como um esforço para a ampliação do debate e posterior consolidação da inserção da Educação Ambiental no ensino universitário, sendo composto pelas disciplinas Teorias do Desenvolvimento e Meio Ambiente, Educação e Problemas Regionais, Ecologia e Biodiversidade, Tecnologias em Educação Ambiental no Currículo Escolar e Atividades Programadas e Atividades Independentes. De acordo com pesquisas realizadas pelo GEAM, a reestruturação curricular do curso de Pedagogia apresenta avanços, no que se refere a formação dos Núcleos Eletivos. Porém a constituição do Núcleo Básico e do Núcleo Específico, ambos de caráter obrigatório, indica que o currículo ainda prima por uma formação acadêmica pouco preocupada com a problemática ambiental e suas vinculações com um novo fazer pedagógico, menos pautado nas restritas necessidades exigidas pelo capital financeiro, o que implicaria numa formação destes profissionais menos direcionada para a capacitação com vistas ao atendimento às demanda do mercado econômico, e mais comprometida com a formação de profissionais críticos e propositivos, na medida em que considera-se critico, neste contexto, aquele profissional capaz de dialogar com a complexidade dos problemas amazônicos e sua superação através da lógica da sustentabilidade, o que implicaria a construção de um novo saber, por assim dizer ambiental, conforme Enrique Leff. É preciso pensar que são os profissionais formados pela Pedagogia que atuarão no ensino fundamental e ensino médio, o que pode redundar na manutenção de elos viciosos entre as disciplinas do curso de pedagogia não permeadas pela Educação Ambiental e o cotidiano das escolas que possuem a Educação Ambiental como obrigatoriedade em seus currículos, sob o enfoque da interdisciplinaridade. A experiência do Núcleo Eletivo de Educação Ambiental no curso de Pedagogia da UFPA vem demonstrando em seus resultados iniciais que é no interior de instituições de pesquisa, ensino e extensão que se podem visualizar as mais amplas contribuições a problematizaçao da realidade amazônica, dado ao acesso sistemático ao conhecimento científico e a discussão de sua função social, articulando, desse modo as três grandes áreas acadêmicas: Ensino, Pesquisa e Extensão, tendo como base para seu desenvolvimento, a inserção qualificada de discussões referentes a complexidade ambiental e suas exigências em termos de novas práticas educativas. Palavraschaves: Universidade – Currículo - Educação Ambiental. CONTATO: marilena@gpa21.org

MARILENA LOUREIRO DA SILVA

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EDUCAÇÃO AMBIENTAL E AGRICULTURA FAMILIAR: MUDANÇA CULTURAL NA PERSPECTIVA DA COMUNIDADE DA JARARACA EM BRAGANÇA-PA Resumo: Sabe-se que a expressão agricultura familiar designa o segmento de agricultores que produzem regularmente para o próprio consumo e comercializam o excedente por meio do trabalho organizado em família, deste modo o presente artigo visa discutir a agricultura familiar na comunidade da Jararaca-localidade rural da cidade de Bragança do Estado do Pará, enfocando as perspectivas dos jovens a respeito da mesma e sua relação com o meio ambiente. Esta pesquisa esta GLEISE DO SOCORRO direcionada a nove famílias, num total de 57 pessoas, tendo como foco de analise ROSA SOARES e MARINÉA principal o Jovem, onde se observou em conversas informais com os mesmos, que DO SOCORRO CARVALHO uma parcela destes não apresentam a mesma ênfase que seus pais demonstram ter a DOS SANTOS respeito da agricultura familiar. Acham a profissão do agricultor sem grande valor, desejando como perspectiva de vida a vinda do campo para a cidade, por acreditarem que a mesma oferece mais alternativas, tais como: o comércio e o acesso à educação formal. Assim, percebe-se que a pratica da agricultura familiar esta sofrendo alterações a partir da aproximação da cidade com o campo, influenciando os jovens nas escolhas profissionais, conseqüentemente o afastando do meio ambiente local. Palavras Chaves: Agricultura familiar - Meio Ambiente - Jovens. CONTATO: gleisesoares@bol.com.br

NILENE FERNANDES SOARES

EDUCAÇÃO AMBIENTAL E QUALIDADE DE VIDA Resumo: O trabalho desenvolvido com a comunidade escolar "Celso Malcher" na periferia de Belém, faz parte da linha IV''Construção da Agenda 21'' do Projeto sócio Educacional Integrado que possui entre outros parceiros,a UFPA. O referido trabalho é desenvolvido por projeto com temática principal sobre ''violência'' tendo como eixo central; EA e norteadores; Sustentebilidade, Qualidade de vida e Cidadania.O trabalho com a escola tem contemplado estudos teóricos, dinâmicas de grupos, palestras com especialistas,oficinas sócio-educativas com pais, alunos, professores, funcionários e etc, entre outros momentos de discussão e integração com a comunidade escolar, visando o repensar e o agir rumo a melhoria da qualidade de vida doa atores envolvidos para que isso tenha ressonância na vida com sucesso, inclusive escolar dos alunos da escola Celso Malcher. CONTATO: nileniped@zipmail.com.br

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RAIMUNDA KELLY SILVA GOMES e MARIA DE LIMA GOMES

A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA COMUNIDADE DE ACARAJÓ - BRAGANÇA – PA Resumo: Bragança é uma cidade litorânea que localiza-se no nordeste Paraense, tendo aproximadamente 98 mil habitantes (dados do IBGE), sendo caracterizada como uma das cidades mais antigas do Pará, pois sua fundação ocorreu em 1613, além de ser reconhecida pela sua historicidade e tradição cultural, a marujada. Bragança conta em média com 220 comunidades rurais que sobrevivem basicamente da pesca e da agricultura familiar rudimentar, dentre estas encontra-se a 7 km de Bragança a comunidade de Acarajó, onde a economia da população local esta centrada na pesca, retirada de caranguejo, cultivo de mandioca, feijão caupi, arroz e etc. As trans formações ocorrentes em Acarajó, não são resultados de um processo harmonioso e ordenado, mas de contradição;É baseado em interação direta e observação na comunidade, que o Grupo Universitário de Educação Ambiental (GUEAM), vem desenvolvendo uma pesquisa voltada para uma Educação Ambiental transdisciplinar, dando ênfase no estudo dos mananciais e higienização, onde considera a cultura local, suas implicações e seus aspectos sociais, econômicos, políticos e corporais. E para alcançar nosso objetivo foi feito o perfil dos moradores e a partir desses dados estamos abrindo diálogos entre os moradores e o GUEAM, sobre a importância de uma Educação Ambiental básica, para que juntos possamos com a comunidade preservar suas riquezas naturais como rio, manguezais e florestas tropicais. CONTATO: gatanga@bol.com.br

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ALGUNS ASPECTOS DA ATIVIDADE GARIMPEIRA NO CREPURIZINHO (ITAITUBA, PARÁ): POSSIBILIDADES E LIMITES DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL. Resumo: A Educação Ambiental vem sendo apontada na sociedade global como importante instrumento para ajudar na resolução de problemas socioambientais, a medida que possibilita o desenvolvimento de novos valores que contribuirão para a melhoria da qualidade de vida no sistema Terra. Nesse sentido, o interesse desse estudo destaca a preocupação com o impacto socioambiental, notadamente na extração de ouro, o qual assola várias regiões e lugares da Amazônia brasileira. Desse modo, o presente trabalho busca investigar os impactos gerados por essa atividade no garimpo do Crepurizinho, localizado no município de Itaituba, no Oeste Paraense, bem como analisar as possibilidades e os limites da Educação Ambiental não-formal, buscando dessa forma contribuir na sensibilização e conscientização da comunidade local (estudantes, trabalhadores extrativistas, entre outros grupos sociais), considerando a realidade sociocultural, econômica, política e ecológica na qual está inserida. Nesse município, a atividade garimpeira teve seu início no final da década de 50, trazendo um crescimento rápido para a cidade, porém desordenado. Para LÚCIA HELENA MACHADO investigar a realidade socioambiental no Garimpo do Crepurizinho foram realizadas DA SILVA, ROSÁLIA entrevistas junto aos órgãos governamentais ligados direta e indiretamente às SADECK DOS SANTOS e questões ambientais (particularmente da atividade garimpeira), tais como Ibama, FLÁVIO BEZERRA BARROS DNPM/MMA, Secretarias de Meio Ambiente, Saúde, e Educação; bem como a AMOT (Associação dos Mineradores de Ouro do Tapajós) a fim de obter informações sobre a atividade garimpeira. Também serão feitas visitas ao local para registro fotográfico e realização de entrevistas junto aos garimpeiros. Após ser traçado um diagnóstico dessa atividade extrativista, será elaborada uma proposta de Educação Ambiental que será entregue aos diferentes órgãos a fim de ser colocada em prática. De acordo com as observações preliminares pôde-se considerar que: a) a atividade de extração do ouro é realizada de forma inadequada, o que ocasiona danos aos recursos florestais e hídricos; b) as condições de trabalho são impróprias (falta de segurança e baixos salários) e a atividade não é regularizada; c) condições inadequadas de moradia; d) processos de erosão e contaminação dos igarapés do Crepurizinho. Desse modo, o estudo da questão em tela não se orienta como um estudo pioneiro, mas significa muito para a compreensão da atividade sobre o bioma Amazônia, bem como seus efeitos para o meio ambiente. Palavras Chaves: Atividade Garimpeira - Educação Ambiental - Crepurizinho. CONTATO: kbvmachado@yahoo.com.br

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INTENÇÕES DE SENSIBILIZAÇÃO E PERSPECTIVAS DE INTERVENÇÃO A PARTIR DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL Resumo: Neste artigo iremos discutir as experiências de uma pesquisa-ação desenvolvida numa escola pública localizada no Bairro do Guamá - Belém - PA. Para o ROSE MARY PINHEIRO desenvolvimento desta pesquisa, foi necessária a construção de uma fundamentação teórica que se realizou através do Curso: A Educação Ambiental como precursora de DOS SANTOS, MARIA GILVANA CAVALCANTE E ações educativas ministrado pelo Grupo de Pesquisas e Estudos em Educação SILVA, MILENA FERREIRA Ambiental - GPEEA vinculado ao Núcleo Pedagógico de Apoio ao Desenvolvimento REGO BARROS, OSMARINA Científico - NPADC da Universidade Federal do Pará - UFPA. O objetivo da pesquisa MARIA DOS SANTOS foi traçado após o período de diagnose no bairro, na escola e junto aos alunos, sendo DANTAS, PRISCYLA que a problemática do lixo e noções de cidadania foram temas bases para a CRISTINNY SANTIAGO DA elaboração e efetivação do projeto. A intervenção do projeto se deu através de oficinas LUZ, LUCICLÉIA PEREIRA realizadas com alunos de 5a série, momento em que percebemos que os alunos DA SILVA e ARIADNE passaram a ter uma dimensão mais ampla sobre o que seria Educação Ambiental - EA baseando-se em seus conhecimentos prévios que se restringia apenas a uma visão PERES DO ESPÍRITO SANTO biológica de natureza, desta forma concluímos que alguns discentes a partir das oficinas dialogadas com os mesmos passaram por um processo de sensibilização, portanto alcançamos os objetivos almejados, pois houve por parte de alguns educandos mudança de atitudes perante a relação homem-natureza. Palavras Chaves: Educação – Intervenção - Sensibilização. CONTATO: gilvanacavalcante@yahoo.com.br

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ROSIANE FERREIRA GONÇALVES, MARIA LUDETANA ARAÚJO, SANDRA CRISTINA SANTIAGO, ALINE MEIGUINS DE LIMA e ARGEMIRA DOS SANTOS ARAÚJO

METODOLOGIA PARA ELABORAÇÃO DE PROGRAMAS MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL Resumo: A constatação de problemas sócio-ambientais prejudiciais à qualidade de vida dos seres humanos na terra vem, desde a década de 60, imperando por alternativas que possam minimizá-los. Tais alternativas precisam, diante da complexidade de relações estabelecidas em nossas sociedades, convergir para um corpo sistematizado de ações com vistas a atender a especificidade da realidade envolvida. Os Programas de Educação Ambiental são direcionados a esta finalidade e vem se expandindo em decorrência da necessidade de um processo de re-educação dos serem humanos que possa restabelecer a harmonia dos homens entre si e destes com a natureza. Contudo, tem-se observado que a lentidão dos processos de elaboração dos Programas Municipais de Educação Ambiental somada a dificuldade de envolver atores múltiplos em processos continuados gera resultados infecundos, marcados pelo mero planejamento ou descontinuidade dos mesmos. Diante disso e com base em experiências desenvolvidas pelos técnicos da Divisão de Estudos e Educação Ambiental da SECTAM/PA propõe-se metodologia de construção de Programas Municipais de Educação Ambiental que se adeqüe a realidade do público envolvido, colocando-os como agentes integrados para identificação, reflexão, proposição e resolução de seus próprios problemas sócio-ambientais, combinados os seguintes procedimentos: 1) Reunião in loco com o público envolvido para diagnosticar problemas, potencialidades do Município e definir diretrizes e princípios do Programa; 2) Sistematização dos dados coletados mediante diagnóstico e planejamento participativo e elaboração do documento preliminar do Programa; 3) Segunda reunião in loco para apresentação, discussão e validação do Programa; definição de parceiros e equipe facilitadora; 4) Implementação das ações previstas no Programa de Educação Ambiental. Como estratégia para melhor estimular a implementação do Programa tem-se construído conjuntamente com representantes locais do governo e da sociedade civil organizada Plano de Ação, quando há a indicação de coordenadores do Plano, além das lideranças de referência para próximos fóruns de debate e parcerias. Soma-se ao contexto da elaboração dos Programas que sua demanda deve partir da própria realidade a ser trabalhada, e não de maneira imposta, contribuindo dessa forma para uma legitimação democrática do mesmo e continuidade das ações delineadas. Palavras Chaves: Programas de Educação Ambiental metodologia - participação CONTATO: Rosiane Ferreira Gonçalves (rosianeg@hotmail.com) Docente da SEDUC/PA e técnica da SECTAM/PA Maria Ludetana Araújo (ludetana@bol.com.br) Docente e pesquisadora da UFPA e chefe da DIAMB-SECTAM,/PA Sandra Cristina Santiago (sanddrafreitas@bol.com.br) Docente da SEDUC/PA e técnica da SECTAM/PA Aline Meiguins de Lima (alinelima@hotmail.com) Docente do CESUPA e técnica da SECTAM/PA Argemira dos Santos Araújo (aagemira@bol.com.br) Técnica da SECTAM/PA.

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ORLANDO NOBRE B. DE SOUZA e SANDRA SANTIAGO FREITAS

ENRAIZAMENTO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NAS ESCOLAS: CAPILARIDADES E BLOQUEIOS Resumo: A intensidade de uso e suas inerentes fragilidades, assim como o crescente debate em largos espectros científicos sobre o meio ambiente colocam a necessidade do estabelecimento de novos modos de vida que levem em consideração a proteção ao meio ambiente, contribuindo para reverter, minimizar e superar graves problemas sócio-ambientais que vêm afetando a qualidade de vida no planeta, o que impõe à Escola a exigência de garantir a formação de cidadãos que vivenciem novas condutas e posturas que procurem concretizar de maneira efetiva e concreta, o horizonte de sociedades sustentáveis. A bibliografia científica disponível e a experiência acumulada nos últimos anos, junto a representantes de prefeituras, gestores, professores e comunitários em municípios paraenses, nos leva a afirmar que, se, de um lado, as políticas neoliberais têm dificultado a implementação de ações educativas comprometidas com a formação de um cidadão crítico e envolvido com a melhor qualidade de vida, de outro, o espaço escolar pode proporcionar processos educativos que, mesmo ainda muito longe do ideal, se associem a dinâmicas sociais em outros espaços, e potencializem o envolvimento de sujeitos à construção de relações inovadoras com o meio ambiente. A presença cotidiana de práticas pedagógicas conteudistas, voltadas para a escolarização, onde o tempo e os recursos escassos inibem proposições avançadas e envolventes, insuficientes, portanto, para preparar atuais e futuras gerações no adequado enfrentamento dos problemas sócioambientais. Neste movimento é um alento perceber que iniciativas institucionais e nãoinstitucionais, buscam diagnosticar e fomentar a dimensão ambiental, a partir do entendimento de que a Escola é um espaço privilegiado para implementar processos educativos e tratar do meio ambiente não como efêmeridade, mas exigência urgente e premissa fundamental, sob a responsabilidade de todos. É possível então perceber a ditadura do silêncio ser rompida e serem instaurados territórios onde o diálogo, a crítica, a denúncia, a negociação e a parceria, edificam processos pedagógicos diferenciados, de fôlego e duração, voltados ao meio ambiente saudável. As contribuições para capilarizar políticas e práticas de Educação Ambiental comprometidas com esta lógica, deve ser fruto de um esforço, que mesmo entendendo que a Escola sozinha não é capaz de gerar e proporcionar esta formação, ela pode ter um papel de profunda influência para sensibilizar amplos segmentos em direção a sociedades sustentáveis. Palavras Chaves: Educação Ambiental – Escola – Políticas Públicas. CONTATO: orlandos@ufpa.br

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ORLANDO NOBRE B. DE SOUZA e SANDRA SANTIAGO FREITAS

CONHECENDO A AMAZÔNIA: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS PARA ENVOLVIMENTO AMBIENTAL EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO Resumo: O Estado do Pará abriga em seu território uma expressiva variedade de ecossistemas que compõem a Amazônia brasileira. Tendo em vista sua missão de proteger o meio ambiente e envolver mais pessoas para conservação do patrimônio natural regional, destacam-se as experiências de Educação Ambiental que vem sendo implementadas em Unidades de Conservação: “Parque Ambiental de Belém” e “Parque Ecológico de Gunma”. O Parque Ambiental de Belém, coordenado pela Secretaria Executiva de Ciência Tecnologia e Meio Ambiente (SECTAM), recebe o apoio direto do Batalhão da Polícia Ambiental (BPA) e da Companhia de Saneamento do Pará (COSANPA) na gestão do ambiente e é composto por rica floresta, mananciais (lagos Bolonha e Água Preta) que abastecem Belém e exuberante fauna nativa. O Parque Gunma, no Município de Santa Bárbara, agrega uma experiência de cooperação entre o Brasil e o Japão, com a participação do Governo do Estado do Pará e da Prefeitura de Santa Bárbara, por meio do Projeto “Conservação Florestal e Educação Ambiental na Amazônia Oriental”, patrocinado pela Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) e realizado conjuntamente com a Associação da Província de Gunma, SECTAM, Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA). No Parque Ecológico de Gunma, o projeto em fase de implantação prevê, além de ações de Educação Ambiental, pesquisa sobre o ecossistema florestal e práticas de reflorestamento, envolvendo a comunidade local. No Parque Ambiental de Belém, realizam-se palestras, visitas, trilhas ecológicas, práticas de interpretação ambiental, dinâmicas, vivências para trabalhar os sentidos e oficinas. Atualmente, as duas experiências têm revelado grande potencial para exercitar percepção, conhecimento, compreensão, análise e mudança de comportamentos, possibilitando práticas pedagógicas que estimulem a inserção da educação ambiental no contexto escolar e nas comunidades do entorno dos Parques, contribuindo para a formação de uma cidadania ambiental local e planetária. Palavras Chaves: Educação Ambiental - Unidades de Conservação – Possibilidades Educativas. CONTATO: sanddrafreitas@bol.com.br

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PROJETO DE RECUPERAÇÃO DO RIO APEÚ SOB O ENFOQUE DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL Resumo: Este projeto tem como objetivo geral a recuperação ambiental do rio Apeú e de seus principais tributários, fica localizado no distrito do mesmo nome, no município de Castanhal, no nordeste paraense, à aproximadamente 61 km de Belém. Esse rio é o principal balneário do município de Castanhal que possui uma área de 1.025 km², e uma população residente de 134.496 habitantes (IBGE/2000). Os principais problemas ambientais apresentados pelo rio Apeú são decorrentes da ocupação desordenada, iniciada pela retirada da mata ciliar para a implantação de pastagens como conseqüência o assoreamento em aproximadamente 12 km da sua extensão total de 37 km. Num estágio mais grave de degradação encontra-se a nascente principal em processo de “voçoroca” que seria a feição mais flagrante da erosão antrópica. Essa SEBASTIÃO ANÍSIO DOS iniciativa, também de caráter educacional, visa capacitar aproximadamente 400 SANTOS, EUCLIDES pessoas entre professores, estudantes, agentes de saúde e lideranças comunitárias HOLANDA CAVALCANTE através de cursos de Agentes Ambientais Mirins Voluntários, Noções Básicas de FILHO, ARGEMIRA DOS Silvicultura, Noções Básicas de Manejo de Bacia Hidrográfica e Educação Ambiental SANTOS ARAÚJO, IVETE que contribuirão para a recuperação do rio, através da recomposição da sua principal DOS SANTOS GOMES, nascente, da retirada de 10.000 m³ de material assoreado, limpeza do rio Apeú e de ANDRÉA ROSEANE P. BEMseus principais tributários, plantio de 120.000 mudas em sua bacia, além da criação de BOM e ONEIDE BAIA DE opção de renda para 100 trabalhadores rurais. A Educação Ambiental é um dos CASTRO componentes desse processo de aprendizagem, permeando-o; tem como ponto de partida a relação HOMEM-NATUREZA-SOCIEDADE, e leva em consideração a problemática que envolve a realidade natural e social dessa área específica do município. Este projeto é pioneiro no município e constitui um arranjo de parcerias entre a SECTAM, Grupo de Educação Ambiental – GEA de Apeú, Prefeitura Municipal de Castanhal - PMC, Universidade Federal Rural da Amazônia- UFRA, Museu Paraense Emílio Goeldi – MPEG e Secretaria de Estado de Educação-SEDUC. O projeto além de contribuir para a recuperação do rio Apeú, visa acompanhar o desenvolvimento silvicultural das espécies implantadas, selecioná-las e indicá-las para a revegetação de outras áreas degradadas no Estado do Pará. Palavras Chaves: Revegetação – Educação Ambiental – Comunidades. CONTATO: anisio182@yahoo.com.br

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SHEILA PATRÍCIA DALMÁCIO BARBOSA

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NÃO-FORMAL COMO PROCESSO DE CONSERVAÇÃO DE UM RIO URBANO, NO BAIRRO DO BARREIRO Resumo: Nesta etapa do trabalho na área da Bacia do Una, busca-se contribuir para o estudo de saúde ambiental, com isso, verificar com moradores alterações resultantes do Processo de Macrodrenagem. O Projeto de Macrodrenagem é um projeto com investimentos estadual e municipal e com financiamento nacional (Caixa Econômica Federal, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e do Orçamento da União) e internacional com o apoio do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). O Projeto de Macrodrenagem tem como vertente principal o saneamento básico e uma possível infra-estrutura básica (instalação de sistemas de esgoto, ampliação da rede de abastecimento de água, microdrenagem, melhoria do sistema viário e retificação de igarapés). O Projeto visa assegurar as dimensões sociais, culturais, econômicas e ambientais para as famílias. No contexto sócioambiental, a equipe do Projeto Una através do Programa de Educação Sanitária e Ambiental, relacionou atividades da Coordenação de Assessoria Ambiental do Projeto Una, que pede a participação dos representantes comunitários no Comitê Assessor por meio dos Centros Comunitários de modo que estes tomem conhecimento dos serviços como esgoto, drenagem e microdrenagem. O Programa de Educação Sanitária e Ambiental tem os seguintes objetivos: a) abordagens domiciliares e b) desenvolver ações educativas junto à comunidade atendida pelo Programa de Aterro de Quintais, assim como de outras atividades. Diante de tais necessidades é ação do Programa de Educação Sanitária e Ambiental levar informações acerca da Educação Ambiental, envolvendo a comunidade nas instituições de ensino público e privado, organizações governamentais e não governamentais e outras. Entretanto, na prática, a discussão efetiva de ações práticas de Educação Ambiental, com participação comunitária, escolas, organizações governamentais e não governamentais e outras não leva em consideração que a Educação Ambiental é um processo de construção, tanto o indivíduo quanto a coletividade constróem valores, atitudes e comportamentos voltados para a conservação do meio ambiente. Esta pesquisa pretende contribuir para dar continuidade aos trabalhos do Instituto Evandro Chagas: verificar quais as contribuições e benefícios da Educação Ambiental no processo de Macrodrenagem, no bairro do Barreiro, cujo processo não deixa o Estado de fora, mas visa que os moradores educados para a cidadania acompanhem os trabalhos. A Educação Ambiental envolve cidadania através de representantes comunitários no Comitê Assessor, nas áreas carentes de infra-estrutura num processo de “construção” no sentido de manutenção, apropriação, monitoração das situações vivenciadas pelos moradores derivadas da implantação do Projeto de Macrodrenagem. Neste sentido, contribuir para a construção de indicadores de saúde ambiental importantes medidores para o estabelecimento e avaliação de políticas como estratégias de monitoramento. A educação ambiental provoca a abordagem de saúde ambiental que focaliza variáveis ambientais como parte da multicausalidade em situações de saúde humana. Palavras Chaves: Educação Ambienta – Saber Ambiental - Macrodrenagem. CONTATO: spdalmacio@yahoo.com.br

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SUELI MARIA FACUNDES DE MORAES

PROJETO DIALUGU'S Resumo: Projeto Dialugu's Sueli Maria Facundes de Moraes suelifacundes@yahoo.com.br O Projeto Dialugu's - produção de instrumentos musicais interativos a partir de materiais reciclados - objetos sonoros, foi um projeto-pesquisa na área de Educação Musical voltado para a questão da Ecologia Sonora, propondo a criação da Escultura Objetos Sonoros como Obra Didática-interativa. A obra foi idealizada primeiramente como recurso destinado a atrair a atenção para o excesso de lixo produzido pela sociedade moderna, e depois como catalizadora dos processos naturais de musicalização, dando lugar, assim, a um subprocesso de motivação, estimulador à educação sonoro-ambiental. O projeto foi aprovado pelo I.A.P-Instituto de Artes do Pará, onde recebeu apoio e incentivo através de uma bolsa de manutenção no primeiro semestre de 2004. É desse projeto que nasce a ONG DIALUGU"S MUSICAIS PROFª SUELI FACUNDES - Ação Social pela Ecologia Ambiental Sonora através da Educação Musical como acesso à cidadania plena. CONTATO: suelifacundes@yahoo.com.br

MARIA DE LIMA GOMES e TERESINHA FERRERIA MATOS

MUDANÇA NO TRATAMENTO DO LIXO NA LOCALIDADE DO PATAL EM AUGUSTO CORRÊA – PA Resumo: Maria de Lima Gomes (marili@ufpa.br) Docente da UFPA Teresinha Ferreria Matos (teresital4@hotmail.com) Docente da rede municipal de Augusto Corrêa-PA. Aluna de Pedagogia, UFPA Bragança Patal, em Augusto Corrêa – PA, é uma pequena vila, onde foi desenvolvida, uma campanha sobre o lixo, sob a responsabilidade dos agentes de saúde. Embora os resultados dessa campanha tenham se feito notar pela diminuição do lixo espalhado pela rua, muitos moradores ainda continuam jogando o lixo à toa. A partir dessas observações, está sendo realizado o estudo que deu origem a este trabalho, que tem como objetivo: a) verificar o conceito de lixo que tem a população e b) desencadear ações de esclarecimento envolvendo a as instituições da localidade. Para isso, dentro da concepção da pesquisa-ação, usando entrevistas, questionários e observações, foi realizada a primeira parte do projeto, constatando-se que os moradores do Patal, precisam expandir a compreensão a respeito do lixo e suas conqüencias para o meio ambiente. A segunda parte, ainda por realizar, será em conjunto com os agentes de saúde da localidade. Palavras Chaves: Comunidade Ambiente – Lixo. CONTATO: marili@ufpa.br

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TEREZINHA OLIVEIRA MALCHER

CANTINHO DA RECICLAGEM NA ESCOLA: UMA ESTRATÉGIA PARA A RECUPERAÇAO DO RIO CEREJA - BRAGANÇA – PARÁ Resumo: Os recursos existentes na natureza nas últimas décadas já começaram a sentir o efeito negativo da ação humana. A reutilização dos produtos renováveis contribui no aproveitamento dos recursos naturais que existem no meio ambiente. Portanto reciclar é uma estratégia fundamental no reaproveitamento desses produtos. Fazendo reciclagem de papel estamos contribuindo para que seja utilizado menos recurso natural. O referido trabalho foi desenvolvido em várias etapas, onde primeiramente se elaborou um projeto para que a idéia pudesse se concretizar. Em seguida foram feitas diversas experiências com papeis diversos e de espessuras variadas, também foram construídos diversos objetos com papel reciclado para que se chegasse em um resultado concreto. Partindo destas experiências foi feito o mapeamento em todo o percurso do rio Cereja para identificar quantas escolas existiam em toda a sua extensão, em que se teve como resultado o numero de dez escolas tanto de ensino fundamental como de ensino médio. Com posse de todas essas informações uma equipe foi organizada para que o projeto fosse apresentado em todas as escolas, para que os docentes e discentes fossem esclarecidos sobre a importância de reciclar o papel, contribuindo para que não venha se acumular às margens do rio, causando danos a população e ao meio ambiente. Sua culminância resultou na elaboração de oficinas de reciclagem de papel, ministrada em todos as escolas que margeiam o rio Cereja, com o objetivo de montar uma equipe permanente em cada uma das escolas citadas, alem de apresentação em encontros de educação e exposições dos resultados em outros eventos na área de Educação Ambiental. Palavras Chaves: Escola – Papel – Reciclagem. CONTATO: laidesilvas@bol.com.br

MARIA DE LIMA GOMES e VONNECILVA DA SILVA FURTADO

A PESCA PREDATÓRIA NA COMUNIDADE DE LIMONDEUA, EM VISEU-PA Resumo: Este trabalho foi realizado na localidade de Limondeua, em Viseu-PA, envolvendo dez pescadores artesanais filiados na Colônia de Pescadores, e na escola, no período de janeiro a junho de 2004. O estudo foi baseado na concepção histórica descritiva, sendo desenvolvida através de entrevistas. Os pescadores da localidade, atualmente, estão enfrentando o que eles chamam de invasão dos pescadores de outro município. Entre as técnicas de pesca, informam que está sendo usada o timbó – o uso de uma raiz, que tonteia os peixes, mas que usado sem o devido conhecimento, mata todos os peixes da redondeza. Essa prática, não seleciona os peixes, então há grande desperdício, tanto dos peixes menores, quanto dos que não são usados para consumo. E é isso que os pescadores estão atribuindo aos invasores, isto é, aos pescadores que não são da locais, que tem provocado o desaparecimento dos cardumes. Entretanto a população em si, ainda não está preocupada com esse problema, pois atribuem a carência de peixe que estão passando, ao tempo, como algo natural. A escola por sua vez, durante o período deste estudo, em nenhum momento tratou do tema. Palavras Chaves: Pesca – Preservação – Ambiente. CONTATO: marili@ufpa.br

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A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA COMUNIDADE DE ACARAJÓ-BRAGANÇA-PA Resumo: Bragança é uma cidade litorânea que se localiza no Nordeste do Pará, tendo aproximadamente 98 mil habitantes (dados do IBGE), sendo caracterizada como uma das cidades mais antigas do Pára, pois sua fundação ocorreu em 1613, alem de ser conhecida pela sua historicidade e tradição cultural, a marujada. Bragança conta em média com 220 comunidades rurais que sobrevivem basicamente da pesca e da agricultura familiar rudimentar, dentre estas se encontra a 07 km do município de Bragança a comunidade de Acarajó, onde a economia da população local este centrada na pesca, na retirada de caranguejo, no cultivo de mandioca, feijão caupi, arroz e etc.. Sua organização espacial é do tipo campesinato, definido pelo regime RAIMUNDA KELLY SILVA sesmaria; resumindo-se em dois núcleos: familiar e patriarcal. As transformações GOMES, WAGNETER LIMA ocorrentes em Acarajó, não são resultantes de um processo harmonioso e ordenado, DE AVIZ e MARILA DE LIMA mas de contradições; É baseado em interrogação direta e observação na comunidade, GOMES que o Grupo Universitário de Educação Ambiental (GUEAM), vem desenvolvendo uma pesquisa voltada para uma educação ambiental transdisciplinar, dando ênfase no estudo dos mananciais e higienização, onde considerar a cultura local, suas implicação e seus aspectos sociais, econômicos, políticos e corporais. E para alcançarmos nosso objetivo foi feito o perfil dos moradores a partir desses dados estamos abrindo dialogo entre os moradores e o Grupo Universitário de Educação Ambiental (GUEAM) sobre a importância DE EDUCACAO Ambiental básica, para que juntos possamos com a comunidade preservar suas riquezas naturais como: rios, manguezais e florestas tropicais. Palavras Chaves: Comunidade – Preservação – Educação. CONTATO: gatanga@bol.com.br

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PARAÍBA
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AURORA MARIA FIGUEIRÊDO COÊLHO COSTA

REDE DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DA PARAÍBA: 8 ANOS DE HISTORIA Resumo: A Rede de Educação Ambiental da Paraíba – REA-PB foi criada em 1997, a partir do desejo e esforço de pessoas e instituições que atuam na área ambiental e, particularmente, da educação ambiental, na Paraíba. As experiências de criação e gestão de redes de EA, em vigência àquela época no Brasil, constituíram o modelo a ser seguido, muito embora a falta de experiência doa atores tenha levado à construção de uma estrutura de gestão compartilhada, porém com sutis níveis hierárquicos, fato que ao longo dos anos de existência foi sendo gradualmente modificado e direcionado para um sistema de gestão e tomada de decisão compatível com o atual pensamento daqueles que estudam e refletem redes. Conta com 530 filiados, 30 facilitadores e 19 entidades, entre as fundadoras e facilitadoras. Mantém contato bidirecional com outras redes de EA brasileiras, dentre as quais a REBEA, da qual faz parte como facilitação nacional. Tem sede física em João Pessoa. As instituições parceiras doam materiais e cedem tempo de trabalho de seus técnicos para o funcionamento da Secretaria Executiva da Rede. As áreas de atuação da REAPB são bastante diversificadas e espelham as demanda da sociedade local. Atua com projetos temporários e com programas permanentes, tais como: 1. SIBEA – Sistema Brasileiro de Informação em Gestão Ambiental; 2. Bibliorede Solidária;3. Formação de Multiplicadores em EA; 4. Apoio e realização de eventos, tais como encontros Estaduais e o Chá e EA; 5. Programa Estagiário Voluntário; 6. Educação Ambiental em Ambientes de Trabalho; 7. Comunicação – jornal REAção, site e lista de discussão. Além destes projetos a REA-PB assume, atualmente, o desafio de abandonar qualquer vestígio de gestão vertical de poder. Dedica-se, ainda tanto ao processo de fortalecimento dos elos interioranos, de 7 micro-regiões do Estado. Ainda, como ao projeto de animação e re-estruturação que visa, dentre outros ganhos, o empoderamento e estimulando a conquista da autonomia dos facilitadores, o que culminará com a gestão horizontal, o compartilhamento das atribuições e, sem dúvida, contribuirá com o fortalecimento da REA/PB. CONTATO: Residencial: (83) 2463087, Comercial: (83) 2167331, Celular: (83) 99857493/(83) 99790039 - acosta@prac.ufpb.br

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ANGELA CAROLINA DE MEDEIROS, IAPONIRA SALES DE OLIVEIRA, MONICA MARIA PEREIRA DA SILVA

SENSIBILIZAÇÃO JUNTO A FUNCIONÁRIOS E FUNCIONÁRIAS; ESTRATÉGIA INDISPENSÁVEL AO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DE COLETA SELETIVA EM INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR. Resumo: O sistema de valores alicerçado no capitalismo origina a sociedade do Ter, onde o Ser tem pouca importância e fomenta o consumismo exagerado. Por conseguinte, motiva a geração de resíduos sólidos que em geral têm como destino os lixões, provocando diversos impactos ambientais. Educação Ambiental surge neste cenário, como importante ferramenta para reverte-lo e/ou ameniza-lo. A realização de Educação Ambiental de forma permanente e contínua, mostra-se quando aliada a coleta seletiva como um dos caminhos para consecução dos quatro Rs: reduzir, reutilizar, reciclar e repensar. Logo, o objetivo deste trabalho foi verificar se a sensibilização juntos aos funcionários e funcionárias corresponde a estratégia indispensável ao processo de implantação da coleta seletiva em instituição de Ensino Superior. Este trabalho retrata uma pesquisa participante executada no período de novembro de 2003 a março de 2004 com 79% dos funcionários e funcionárias lotados nos Departamentos de Farmácia e Biologia do Campus I da UEPB, localizado em Campina Grande/PB. O processo de sensibilização ocorreu simultaneamente a coleta de dados durante reuniões e encontros, através de dinâmicas, músicas, desenhos, oficinas e exposição em cartaz. A metodologia permitiu discutir a problemática e as possíveis soluções para o acondicionamento adequado dos resíduos sólidos, além de motivar reflexões a respeito das relações humanas; valorizar o potencial humano e fomentar o processo de sensibilização. Através das estratégias de sensibilização foi possível motivar a integração e a participação dos funcionários e funcionárias. As dinâmicas despertaram o entusiasmo dos mesmos e a oficina permitiu apresentação de soluções para a demanda de papel desperdiçado sem aproveitamento ou destinação viável. Em relação às questões ambientais, o grupo detém percepção inadequada das leis naturais, a exemplo de outros grupos, porém o processo de sensibilização despertou para importância de colaborar na gestão ambiental do Campus, em especial no que se refere aos resíduos sólidos. Compreende-se que a implantação da coleta seletiva em qualquer instituição requer a participação de todos. Portanto, verificou-se que o processo de implantação da coleta não atingirá os fins propostos, sem a participação dos funcionários e funcionárias, uma vez que estes são responsáveis pelo acondicionamento e destino final. CONTATO: anjociebio@bol.com.br

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DANIELLE ARAUJO DE SOUSA, JOSILEIDE MARQUES BENÍCIO FRANCO, MONICA MARIA PEREIRA DA SILVA e ANGELA CAROLINA DE MEDEIROS

CONCEPÇAO DE BIODIVERSIDADE DOS EDUCANDOS E EDUCANDAS DA ESCOLA MUNICIPAL LAFAYETE CAVALCANTE EM CAMPINA GRANDE – PB Resumo: Dentre os vários problemas ambientais que corroboram para a crise ambiental, destaca-se a diminuição da Biodiversidade; conseqüência da percepção ambiental distorcida, da falta de conhecimento, do modelo de desenvolvimento, do paradigma cartesiano e da falta de educação para o meio ambiente. A extinção de seres vivos que compõem esta Biodiversidade provoca desequilíbrio e põe em risco a continuidade da vida na Terra. Por quanto, os objetivos deste trabalho foram: averiguar a visão dos (as) educandos (as) da Escola Municipal Lafayete Cavalcanti referente a Biodiversidade e contribuir para inserção da dimensão ambiental no currículo escolar. Este trabalho representa uma pesquisa participante realizada na Escola Municipal Lafayete Cavalcanti, situada no bairro das Malvinas em Campina Grande/PB, no período de agosto a dezembro de 2003 com 200 estudantes do Ensino Fundamental I, de faixa etária de 8 a 13 anos. Os dados foram coletados simultaneamente ao processo de sensibilização através da análise de frases; dinâmicas, debates, construção de matriz, listagem e textos complementares. Os dados foram analisados de forma quantitativa e qualitativa, utilizando-se da triangulação. De acordo com os dados coletados o tema Biodiversidade é pouco trabalhado na escola objeto deste estudo, o que acontece também em outras instituições. Fato que concorre para o conhecimento incipiente desta temática. Dos animais listados pelo grupo em estudo 63% representaram domésticos, 20% silvestres e 17% nocivos ao ser humano. Dos vegetais 50% foram frutíferos, 19% ornamentais, 19% medicinais, 6% gramíneas, 6% hortaliças.Percebe-se que a maioria listou animais e vegetais que considerara importante para os seres humanos, predominando a visão antropocêntrica. Os seres vivos dos Reinos Monera, Protista e Fungy não foram mencionados. Quanto à importância da Biodiversidade, verificou-se que o grupo apresenta percepção ampliada, pois a relaciona com a manutenção da vida (46%), alimentação (30%) e saúde (24%), mencionando as interdependências existentes entre os constituintes da biosfera. Em relação aos problemas que envolvem a Biodiversidade o grupo apontou: extinção de animais (40%), poluição (35%), queimadas e desmatamentos (20%), desequilíbrios (05%). Problemas enunciados também na literatura. Por conseguinte, a percepção ambiental ao longo deste trabalho foi ampliada e modificada, justificando a relevância da realização de Educação Ambiental na escola. Palavras Chaves: Biodiversidade - Educação Ambiental Percepção Ambiental. CONTATO: daniellearaujodesousa@bol.com.br

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IAPONIRA SALES DE OLIVEIRA/ÂNGELA CAROLINA DE MEDEIROS, PATRICIA CARVALHO DE AQUINO RAMOS, RAFAEL BEZERRA DA SILVA e MONICA MARIA PEREIRA DA SILVA

DISPOSIÇÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS DE SAÚDE EM CURSOS DA ÁREA DE SAÚDE DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR EM CAMPINA GRANDE/PB. Resumo: A moderna tecnologia gera mais conforto e praticidade à vida cotidiana, entretanto provoca maior destruição. Existe preocupação com a produtividade e lucro, descuidar-se, porém, da gestão dos recursos ambientais e dos resíduos gerados; em especial dos resíduos de serviços de saúde. O descuido em relação à gestão dos resíduos sólidos compreende um dos principais problemas que exige soluções imediatas, por desencadear vários impactos ambientais, os quais interferem na ciclagem da matéria, no aproveitamento da energia, na qualidade de vida e na sustentabilidade ambiental. O objetivo deste trabalho foi averiguar a disposição dos resíduos gerados em cursos da área de saúde de uma instituição pública de Ensino Superior, em Campina Grande/PB. Este trabalho retrata uma pesquisa participante realizada no período de março a agosto de 2004 nos cursos de Fisioterapia e Odontologia da Universidade Estadual da Paraíba. Os dados foram coletados através de observação participante, entrevista semi-estruturada. Os resíduos gerados foram caracterizados no decorrer de três semanas consecutivas, em dias alternados. Na primeira semana foram caracterizados os resíduos produzidos na segunda-feira; na segunda semana os resíduos gerados na quarta-feira e na terceira semana, aqueles produzidos na sexta-feira. A cada dia de coleta, os resíduos foram pesados em sua totalidade e depois separados de acordo com sua classificação: papel, plástico, metal, matéria orgânica, saúde e não reciclável e pesados mais uma vez, porém selecionados. No Departamento de Fisioterapia são produzidos diariamente apenas 3,1 kg, dos quais 1kg (32,3%) corresponde à matéria orgânica, 0,8kg (25,8%) a papel, 0,6kg (19,3%) a plástico e 0,7kg (22,6%) de material não reciclável; os resíduos de saúde não foram identificados nesta amostragem devido ao não funcionamento das clínicas no período da pesquisa. Em departamento de Odontologia são gerados 22kg por dia; sendo 2,8kg (12,7%) de matéria orgânica, 4kg (18,2%) de papel, 1,8kg (8,2%) de plástico, 11,7kg (53,2%) de saúde, 1,1kg (5%) de não reciclável e 0,6kg (2,7%) de outros. Observou-se que a maior parte dos resíduos é acondicionada e destinada de maneira incorreta, sendo disposta misturada ao lado da Praça de Alimentação, o que torna a comunidade universitária vulnerável à contaminação e compromete a saúde dos (as) catadores (as) que sobrevivem e vivem no lixão da cidade, uma vez que os resíduos de saúde apresentam o mesmo destino dos domiciliares, contendo materiais perfuro - cortante e resíduos de caráter cirúrgicos, os quais representam alto risco à saúde ambiental e humana. A elaboração e execução de um programa de gestão de resíduos sólidos são de extrema urgência para resolver esta problemática, o qual inclui coleta seletiva, tratamento prévio dos resíduos gerados e Educação Ambiental. Os resultados foram apresentados a administração do Centro e esta mostrou interesse em resolver esta problemática. A comunidade universitária, apesar de conviver com o problema não o percebia. Fato que reforça a importância de inserir a dimensão ambiental no currículo da Educação Superior; um desafio a ser vencido. Palavras Chaves: Resíduo de Saúde - Sensibilização - Educação Ambiental. CONTATO: iapolema@bol.com.br

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PROBLEMÁTICA DOS RECURSOS HÍDRICOS NO MUNICÍPIO DE CARAÚBAS/PB. Resumo: A água é fundamental à vida. É um dos elementos indispensáveis ao funcionamento do grande sistema, Terra. O nosso metabolismo, a nossa sobrevivência, e dos demais seres vivos, dependem da disponibilidade e da qualidade de água. Na natureza há um perfeito equilíbrio no ciclo das águas. Entretanto, o ser humano vem interferindo nesse equilíbrio, pondo em risco a continuidade da vida. A falta de gerenciamento dos recursos hídricos decorre da percepção inadequada que o ser humano detém em relação ao ambiente, do desenvolvimento industrial, crescimento populacional e da falta de Educação Ambiental. Por conseguinte, o objetivo deste trabalho consistiu em analisar a problemática dos recursos hídricos no município de Caraúbas/PB e identificar estratégias para o uso sustentável dos recursos hídricos. METODOLOGIA Este trabalho ressalta uma pesquisa participante iniciada em agosto de 2003, no Município de Caraúbas/PB com educadores, educadoras, educandos, educandas, agentes de saúde e associações comunitárias. O município de Caraúbas está localizado na Micro-região dos Cariris Velhos paraibano, distante a 277 Km da Capital do Estado, com uma área de aproximadamente 492 Km². O município foi emancipado em maio de 1997. A cidade de Caraúbas é cortada de nascente a poente pelo rio Paraíba, e de norte a sul pelo riacho da Roça. Os dados estão sendo coletados a partir de reuniões com a comunidade, debates, seminários e cursos, através de entrevista não estruturada, dentre outros instrumentos. RESULTADOS Os resultados preliminares mostram que o município de Caraúbas, estar inserido no semi-árido paraibano, e os recursos hídricos não são usados de forma racional, principalmente por falta de conhecimento da população, porém há o JOSELMA MARIA FERREIRA desejo predominante em aprender como evitar este desperdício, fato que decorre do DE SOUZA e MÔNICA investimento do poder público municipal em Educação Ambiental, através de cursos, MARIA PEREIRA DA SILVA seminários e na inserção da dimensão ambiental no currículo escolar. Estão sendo discutidos desafios para a convivência com a seca, como: construção de sistemas para captação e armazenamento das águas, tratamento de águas residuárias e sua adequada reutilização na irrigação, técnicas de irrigação que permitam a diminuição do desperdício, agricultura familiar, reflorestamento da mata ciliar do rio Paraíba, arborização urbana e institucionalização de Educação Ambiental no Município. CONSIDERAÇÕES FINAIS Enfim, pensando no futuro das espécies, é que buscamos ir além dos nossos conhecimentos, na transversalidade dos fatores limitantes, contribuir para a educação do uso e reuso racional dos recursos hídricos naquele no município de Caraúbas/PB. Contato: (1) Joselma Maria Ferreira de Souza Bióloga pela Universidade de Arcoverde/PE; Especialista em Formação do Educador/UEPB; Mestranda em Ciências da Educação pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias/Portugal; Professora da Rede Pública Estadual da Paraíba; Secretária da Educação do Município de Caraúbas/PB. (2) Mônica Maria Pereira da Silva Bióloga pela Universidade Estadual da Paraíba; Especialista em Educação Ambiental/UEPB; Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente pelo PRODEMA/UFPB/UEPB; Professora da UEPB/CCBS/DFB-NEEA. (1) Rua Salvino de Oliveira Neto, 65. Santo Antônio. Campina Grande – PB – CEP: 58103-345 – Brasil – Fone: 343-4656 – e-mail: delmynha@ibest.com.br (2) Rua Maria Barbosa de Albuquerque, 690 – Bodocongó II – Campina Grande – PB – CEP: 58.108-320 – Brasil – Fone: (83) 333-1436 Palavras Chaves: Educação Ambiental, Recursos Hídricos, Gestão CONTATO: monicaea@terra.com.br

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IMPLANTAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DE UM PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA A GESTÃO DO USO E DO REUSO RACIONAL DOS RECURSOS HÍDRICOS NO MUNICÍPIO DE CARAÚBAS/PB. Resumo: O presente trabalho tem por objetivo analisar a problemática do aproveitamento e reaproveitamento racional dos recursos hídricos no município de Caraúbas, como forma de evitar o êxodo rural e outros problemas de ordem natural e antrópica. Por conseguinte, abordaremos a localização geográfica do Cariri paraibano em especial, enfatizando a Educação Ambiental da população ali existente. Enfim, pensando no futuro das espécies, é que buscamos ir além dos nossos conhecimentos, na transversalidade dos fatores limitantes, contribuir para a educação do uso e reuso racional dos recursos hídricos naquele município, favorecendo enfim, os interesses socioambientais de toda coletividade caraubense. OBJETIVOS: Implementação de um Programa de Educação Ambiental para a Gestão dos Recursos Hídricos no Município de Caraúbas/PB; sensibilizar, conscientizar e apontar soluções para o uso e o reuso racional comunitário de forma adequada, para assim, mantermos vivas todas as espécies locais. METODOLOGIA Este trabalho já está sendo discutido no município JOSELMA MARIA FERREIRA com as associações comunitárias para abordar os desafios para a convivência com a DE SOUZA, MONICA MARIA seca. E nestas discussões, acreditamos que serão minimizados estes problemas PEREIRA DA SILVA e através da construção de sistemas de captação das águas, tanto de chuvas para ROBERTO LOBO DE SOUZA alimentação diária, quanto das mandalas e águas residuais tratadas através das fossas sépticas existentes, reutilizando-as pelas técnicas de irrigação por gotejamento tanto para a agricultura familiar quanto para a arborização de canteiros públicos. RESULTADOS: Não podemos avaliar resultados preliminares das discussões, porém asseguramos que as variáveis a serem analisadas durante todo o processo de monitoramento atenderão a todos os parâmetros determinantes de utilização diária necessária à população e conseqüentemente a aplicabilidade do tratamento e controle bioquímico obrigatório com o acompanhamento de profissionais da área de formação. CONSIDERAÇÕES FINAIS Por fim, frente às concepções contemporâneas de uma população, onde se busca o resgate dos discursos populares, relativos ao manejo dos recursos hídricos que são esgotáveis, na perspectiva de buscar soluções relativas a seca que assola essa região de tantos problemas fenomenais é que conclamamos o apoio financeiro de outras instancias maiores para implementarmos o presente projeto no município de Caraúbas/PB, assim garantindo a sobrevivência e a sustentabilidade dessas e das futuras gerações que virão. Palavras Chaves: Educação Ambiental Recursos Hídricos - Qualidade de Água. CONTATO: delmynha@ibest.com.br

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JOSILEIDE MARQUES BENÍCIO FRANCO, DANIELLE ARAÚJO DE SOUSA, MONICA MARIA PEREIRA DA SILVA, ANGELA CAROLINA DE MEDEIROS e ANA NÍVEA BATISTA AURINO

PERCEPÇÃO DE EDUCANDOS E EDUCANDAS A CERCA DOS BENEFÍCIOS PROPORCIONADOS PELA IMPLANTAÇÃO DA COLETA SELETIVA NA ESCOLA MUNICIPAL LAFAYETE CAVALCANTE, EM CAMPINA GRANDE –PB Resumo: Atualmente o planeta Terra encontra-se mergulhado em uma crise ambiental decorrente principalmente do comportamento inadequado dos seres humanos sob o meio ambiente. Estes, guiados por um modelo econômico que tem como princípio o consumismo exagerado, proporcionando o descarte de grande quantidade de resíduos sólidos, os quais constituem um dos principais problemas ambientais vigentes. Na tentativa de buscar soluções para a problemática dos resíduos sólidos gerados em escolas, foi implantada a coleta seletiva na Escola Municipal Lafayete Cavalcante, em Campina Grande - PB, a fim de gerenciar, de forma ecologicamente correta, esses resíduos. Logo, o presente trabalho tem como principal objetivo identificar a percepção dos educandos e educandas a cerca das vantagens proporcionadas pela implantação da coleta seletiva. Trata-se de uma pesquisa participante realizada com aproximadamente 200 educandos e educandas do Ensino Fundamental I da referida escola. Os dados foram coletados através de um conjunto de estratégias metodológicas _ textos, frases, desenhos, músicas _ que permite a realização do processo educativo para o meio ambiente de forma dinâmica, criativa, lúdica e participativa. E, analisados de forma quantitativa e qualitativa, utilizando-se da triangulação. Como resultados, constatou-se que 50% dos envolvidos apontaram a reutilização, a reciclagem e os benefícios à saúde e à vida das pessoas como as principais vantagens proporcionadas pela coleta seletiva; 26% destacaram a redução da quantidade de resíduos que chegam ao lixão e diminuição do acúmulo de resíduos nas cidades; e, 24% enfatizaram a importância da coleta seletiva para a limpeza da escola e do entorno e para a proteção do meio ambiente. Diante desses dados, percebeu-se que o público pesquisado era conhecedor dos benefícios proporcionados pela prática da coleta seletiva. Entretanto, notou-se a necessidade de mais trabalhos em torno dessa questão, já que nem todos os envolvidos estavam realizando-a de forma correta. Assim, buscou-se implementá-la através da execução do vídeo ‘Tá Limpo”e da construção do logotipo da coleta seletiva da escola. A constatação desses dados demonstra a importância de um trabalho contínuo e permanente de Educação Ambiental nas escolas buscando amenizar a problemática ambiental e desenvolver o exercício da cidadania. Palavras Chaves: Resíduos Sólidos - Coleta Seletiva - Escola. CONTATO: josileidemarquesbenicio@bol.com.br

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PROJETO INTERDISCIPLINAR: EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA CIDADANIA Resumo: O projeto de educação ambiental desenvolvido no Centro Estadual Experimental de Ensino-Aprendizagem Sesquicentenário (C.E.E.E–A Sesquicentenário) Foi inspirado a partir de observações dos alunos após excursões em áreas com degradação ambiental, realizadas como atividade didática das disciplinas(Geografia, Química,Biologia),que sensibilizados com os problemas identificados como crianças contaminadas, ausência de saneamento básico ,coleta de lixo inadequada , assoreamento e poluição do Rio Jaguaribe, entre outros, cobraram da equipe de professores uma postura com ações mais eficazes. Priorizamos como objetivos motivar mudança de comportamentos, estimular o envolvimento dos discentes para a importância da preservação da natureza em seu cotidiano além de socializar os conhecimentos adquiridos na escola na interação aluno-comunidade. Criando e executando ações pedagógicas na comunidade “ribeirinha” no município de João Pessoa para melhoria da qualidade de vida. Considerando os conhecimentos desenvolvidos na escola Sesquicentenário para elaboração de proposta de intervenção solidária, mapeamos os problemas ambientais mais agravantes e as áreas da cidade, drenadas pelo Rio Jaguaribe sofridas pela degradação ambiental. Manifestamos atitudes de mudança para conservação do ambiente natural com LAUDICÉA CAVALCANTE DA atividades interdisciplinares, procurando sempre observar os PCN´S, visto que os SILVA, MARIA DAS DORES mesmos tratam o meio ambiente como tema transversal. Mediante a problemática LOPES FERNANDES e mapeada, priorizamos setores do Rio Jaguaribe com elevado índice de poluição GIVALDO FREIRE DE ambiental, provocado pela população da área “ribeirinha,” carente de uma infraestrutura básica, e conseqüente ausência de uma política de preservação ambiental OLIVEIRA específica. Tais problemas vêm causando grave ilação ao ambiente urbano. O projeto foi desenvolvido com alunos da 7ª e 8ª séries do Ensino Fundamental ao longo do ano letivo de 2003. Sendo desenvolvido em quatro etapas, com metas pré-estabelecidas uma para cada bimestre. Na primeira etapa aconteceu o estudo de campo para identificar e mapear áreas com problemas mais acentuados agredidas pela poluição, através de excursões e leitura da paisagem; em seguida realizou-se atividades interdisciplinares (Geografia, Química e Biologia) por meio de práticas educativas como palestras e oficinas com dinâmicas de grupo envolvendo os alunos; na terceira etapa realizou-se a construção de material didático-pedagógicos elaborados pelos alunos para trabalhar na comunidade; e a última etapa a ação dos alunos como agentes multiplicadores mobilizando e sensibilizando a comunidade através de campanhas educativas com distribuição de panfletos informativos e oficinas de reciclagem de lixo. Tais atividades desenvolvidas sobre a problemática ambiental não são suficientes para solução dos problemas, porém é necessário uma ação contínua e permanente promovendo assim a conscientização da população envolvida enfatizando o exercício para a cidadania. Palavras Chaves: Preservação Conscientização – Atitudes. CONTATO: geocea@uol.com.br

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LUCIENE GONÇALVES ROSA e MONICA MARIA PEREIRA DA SILVA

SENSIBILIZAÇÃO DOS EDUCADORES E EDUCADORAS DA ESCOLA ESTADUAL NORMAL PE. EMÍDIO VIANA CORREIA Resumo: Os paradigmas sociais e científicos apregoados pela sociedade contemporânea não têm considerado as complexas relações existentes no Ambiente e têm gerado diversos problemas ambientais, que convergem na crise ambiental vigente. Na realidade, essa crise ambiental expressa a necessidade de se implantar novos valores norteadores de uma nova ética, de maneira a emergir uma sociedade ecologicamente sustentável. Essa ética deve estar fundamentada no entendimento das leis naturais, da interdependência e inter-relação dos componentes do Ambiente. Mediante esse panorama, a Educação Ambiental se revela enquanto instrumento viável, pois visa a sensibilização quanto à questão ambiental, contribuindo para o fomento de cidadão mais críticos e ativos. Mas, para sua realização, faz-se crucial que esteja inserida em todos os currículos e modalidades da educação, inclusive nos cursos de formação inicial, seja de nível médio ao superior, como também a formação continuada. Por isso, neste trabalho procuramos dar início ao processo de sensibilização com os educadores e educadoras da Escola Normal Estadual Pe. Emídio Viana Correia. Estes encontros foram efetivados, ao mesmo tempo em que a identificação da percepção ambiental e de Educação Ambiental, como também a percepção ambiental, serviu de referência para delinearmos os demais outros encontros. Desse modo, esse trabalho consistiu em uma pesquisa participativa. Dentre os resultados obtidos, podemos perceber que os educadores e educadoras têm uma visão ampla da crise ambiental. Mas, no que se refere à práxis, a teoria ainda não condiz com a prática, demonstrando que ainda não estão sensibilizados, para se mobilizarem buscando soluções. Percebemos também que muitos educadores/educadoras ainda apresentam muita resistência quanto a metodologias mais dinâmicas e construtivas. Destacamos ainda que alguns/algumas educadores e educadoras sensibilizados/as começaram a estimular aqueles/aquelas que se apresentavam um pouco desestimulados e sem muita confiança na capacidade de mudanças da educação. Logo, os resultados mostram que, apesar das dificuldades na realização desses encontros, as sementes foram lançadas e precisam apenas ser cultivadas, com a seqüência de outros trabalhos que dêem continuidade a esse. Até porque a sensibilização deve ser um processo a ser realizado de forma contínua e permanente, de modo que os/as educadores/as se sintam parte desse processo de mudanças e possam relacionar reflexão-ação, na construção dessa nova ética por uma sociedade mais eqüitativa. CONTATO: lurosa_ea@yahoo.com.br

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MONICA MARIA PEREIRA DA SILVA

INSERÇÃO DA DIMENSÃO AMBIENTAL NA UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA Resumo: A formação dos (as) formadores (as) é um dos desafios para a inserção da dimensão ambiental na Educação Básica, pois não poderá haver mudanças, se estas não ocorrerem primeiro na formação inicial, seja nas universidades, nos cursos técnicos ainda existentes ou na formação continuada. No entanto, os estudos evidenciam que os profissionais da educação, na sua maioria, não recebem formação para trabalhar a dimensão ambiental na escola a formação inicial, quanto continuada. Na formação inicial, o predomínio do ensino tradicional, produz conhecimento fragmentado e descontextualizado. Há reprodução do modelo de desenvolvimento econômico, onde o TER sobrepõe o SER. Acreditamos que Educação Ambiental seja um importante instrumento de mudança por permitir o processo de sensibilização para as questões ambientais e mudanças na postura pedagógica. Sabemos, porém, que ela sozinha não é capaz de resolver todos os problemas da humanidade. Contudo, cumprindo o seu papel de educação provocará reflexão, participação e transformação. Através da inserção da dimensão ambiental na formação inicial e continuada é possível que o Tema meio ambiente seja trabalhado em todas as áreas do conhecimento da Educação Básica. Contribuindo para um novo paradigma, ambiental, baseado na solidariedade, justiça, igualdade social e paz. Logo, o presente trabalho tem por objetivos inserir a dimensão ambiental no Ensino Superior; possibilitar a formação inicial e continuada em Educação Ambiental nas diversas áreas do conhecimento; sensibilizar a comunidade acadêmica para as questões ambientais; refletir o papel da universidade frente as questões ambientais; possibilitar a inserção da dimensão ambiental na Educação Básica e promover a realização de Educação Ambiental na Formação Inicial e Continuada. Este trabalho vem sendo desenvolvido desde 1995 através de cursos de formação de agentes multiplicadores; palestras; seminários; fóruns; exposições fotográficas e de painéis; trilhas ecológicas; implantação da coleta seletiva, compostagem e horta em escola; diagnóstico ambiental; dentre outras estratégias. Como resultados foi criado o curso de Agentes Multiplicadores em Educação Ambiental, o qual já atingiu mais de 1200 educadores (as), 600 graduandos (as) das diversas áreas do conhecimento, cerca de 300 graduados (as) e pós-graduados; criação de grupo de pesquisa em Educação Ambiental; elaboração de instrumentos de pesquisa em Educação Ambiental; criação de disciplinas voltadas para Educação Ambiental nos cursos de Graduação e Pósgraduação; fomento à formação continuada no município de Campina Grande/PB; inserção da dimensão ambiental no Ensino Fundamental I da rede pública municipal; implantação de coleta seletiva, compostagem e horta em escola; delineamento de estratégias para realização de Educação Ambiental de forma contínua e permanente; elaboração de dinâmicas e jogos, as que motivam o desenvolvimento da criatividade, ludicidade e criticidade e participação da Universidade nas decisões voltadas para as questões ambientais: Programa Estadual de Educação Ambiental; projeto para implantação do Aterro Sanitário, Conferência Nacional de Educação Ambiental (1997) e Conferência Nacional de Meio Ambiente (2003), Fórum Estadual de Educação Ambiental; Conselhos Municipais de Meio Ambiente e consultorias aos municípios. Enfim, Educação Ambiental é um importante instrumento de mudanças, porém exige sensibilização, conhecimento, compreensão, envolvimento, responsabilidade e acima de tudo mudanças de atitudes. Palavras Chaves: Formação Inicial – Mudanças Inserção. CONTATO: monicaea@terra.com.br

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PERNAMBUCO
AUTOR@S TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER PROJETO DE SELETIVIDADE DE LIXO NA ESCOLA LIPO NETO, NO MUNICÍPIO DE CAMARAGIBE – PE Resumo: Este trabalho tem como objetivo contribuir no pensar agir dos alunos da Escola Municipal Lipo Neto, localizada no município de Camaragibe, no Estado de Pernambuco, enfocando a seletividade do lixo, bem como respeitar a faixa de gasoduto existente próximo a escola. CONTATO: luchoose@yahoo.com.br

LUCIANA MARIA DE LIMA CANTO

MARIA DE FÁTIMA FARO DO AMARAL LEMOS e CLEIDE AMORIM

AÇÕES PERMANENTES DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO MUNICÍPIO DE OLINDA Resumo: Após a criação da Diretoria de Meio Ambiente na Secretaria de Planejamento de Olinda em 1993, foi possível desenvolver práticas de Educação Ambiental, visando a formação de reeditores e envolvendo diferentes segmentos sociais. A preocupação inicial foi atingir as Escolas Municipais através dos professores, assistentes pedagógicos e técnicos da Secretaria da Educação com o objetivo de formá-los em reeditores de práticas de Educação Ambiental, sensibilizando-os para a construção de novos hábitos e atitudes na questão ambiental, através de encontros anuais. Com a criação do Espaço Bonsucesso na Secretaria, construído para apoio das ações de Educação Ambiental, bem como a implantação de uma Composteira e uma Oficina de Papel Reciclado, em parceria com a Secretaria de Obras, foi realizadas várias capacitações para alunos e outros segmentos sociais. Atualmente este espaço está fechado para reforma e ampliação de suas instalações, sendo aparelhado para transformar-se em Centro de Educação Ambiental de Práticas Sustentáveis. O que não impediu a continuidade dos trabalhos, sendo realizados nas escolas, nas associações comunitárias e na Reserva Ecológica da Mata do Passarinho, em Olinda. A composteira permanece no mesmo local e a Oficina de Papel tornou-se itinerante, além de ter uma base em outro espaço da Prefeitura. Mesmo com a reabertura do Espaço Bonsucesso, a Reserva Ecológica da Mata do Passsarinho funcionará paralelamente como base de capacitações de Educação Ambiental, inclusive para grupos da 3ª Idade, oferecendo a convivência sustentável com este resquício de Mata Atlântica do município. O início de parcerias com faculdades e ONGs possibilitou algumas operações de Educação Ambiental como a ‘Campanha Praia Limpa`, no verão de 2002 e 2003. Em parceria com a Secretaria de Saúde, também são capacitados outros grupos como agentes ambientais, agentes de saúde e comerciantes informais. Anualmente, na semana do Meio Ambiente, são realizadas palestras e oficinas sobre temas ambientais para alunos das escolas públicas e privadas, e ao público em geral. A nossa Agenda 21 está em fase final de elaboração, sendo tema de todos os encontros sobre Meio Ambiente no meio estudantil. Também estamos realizando pela 2ª vez, em setembro de 2004, o Encontro Escolar Municipal sobre Meio Ambiente, levando a representação do nosso município para a reunião nacional do Meio Ambiente em Brasília. Sendo nosso município rico em unidades ambientais, torna-se fundamental o fortalecimento das ações de Educação Ambiental, tendo como princípio um processo de formação dinâmica, permanente e participativa, onde as pessoas envolvidas passem a ser agentes transformadores, participando ativamente do diagnóstico dos problemas quanto da busca de alternativas e da implementação de soluções. Através de uma metodologia construtiva e participativa em quatro fases: Sensibilização, Relação Teoria e Prática, Trabalho em Grupo e Avaliação. Outra fase é o monitoramento permanente através do atendimento a professores e alunos. Na reflexão Teoria e Prática, a educação Ambiental é considerada como um processo de aprendizagem de como gerenciar e melhorar as relações entre a sociedade humana e o ambiente, de modo integrado e sustentável. Palavras chaves: Parceria – Práticas Ambientais – Formação de Reeditores. CONTATO: cleideamorimamorim@bol.com.br

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TECNOLOGIA -MADE IN FORTALEZA-: A RE-UTILIZAÇÃO DE EMBALAGENS PET PARA IRRIGAÇÃO EM HORTA ESCOLAR. EXPERIÊNCIA DO PROGRAMA UNISOL / XINGÓ-2002 EM PETROLÂNDIA / PE. Resumo: A utilização do PET com fins agrícolas foi realizada com objetivo de estudar o desenvolvimento de plantas aquáticas dentro destas embalagens. O objetivo deste trabalho é relatar a experiência desenvolvida durante o Programa Universidade Solidária, módulo Xingo, realizado em Petrolândia/PE durante o mês de outubro de 2002, reutilizando embalagem PET para irrigar uma horta escolar-modelo naquela cidade. Localizada às margens do Lago de Itaparica, no sertão de Pernambuco, Petrolândia tem 16 anos de construção, visto a antiga sede da cidade ter sido desapropriada pela CHESF para a construção e instalação da Usina Hidrelétrica Luiz Gonzaga ( antiga Itaparica). Durante a realização do Programa Unviersidade Solidáriamódulo Xingó, em conversa com a nutricionista da cidade, a mesma nos revelou que estava tentando desenvolver em 15 escolas da rede municipal o projeto horta escolar. Após algumas ponderações marcou-se uma visita a uma escola que pudesse abrigar um projeto de horta orgânica adequada às necessidades da escola e que servisse de modelo para futuras hortas escolares. Foi realizada uma pequena triagem das escolas, escolheu-se por motivos que tornariam o projeto viável a Escola Municipal 4 de Outubro. Depois de escolhida a escola que abrigaria o projeto começou-se os trabalhos para que a horta ficasse pronta durante o UNISOL. Foi realizado enriquecimento do solo com matéria orgânica ( esterco doado pela Escola Agrícola da cidade, perfazendo um total de 8 sacos com 40 kg cada) e levantamento de 4 canteiros de dimensões 3,50 x 1,00 m. Após o término destes trabalhos, foram ROZÉLIA BEZERRA, BRUNO selecionados os alunos que receberiam capacitação sobre como implantar hortas TORÍBIO DE LIMA XAVIER, orgânicas, fazer os canteiros e preparar o solo e a plantar. A dificuldade apresentada AROLDO FERREIRA pela diretora da escola não era a falta de chuva mas o desperdício de água que CAMPOS, OTÁCIA EMÍLIA ocorria na escola: “ já recebemos até carta do Prefeito reclamando do desperdício. SILVA CABRAL e JAILSON Como vai ser agora com uma horta para gastar mais água ainda?”. Foi daí que surgiu LIMA a idéia de implantar a “Tecnologia made in Ceará”, publicada na revista Nova Escola(op.cit). As culturas plantadas foram: coentro, couve, alface, pimentão, cenoura e rabanete, cujas sementes foram doadas pela Secretaria Municipal de Saúde. Foram escolhidos, pela diretora da escola, nove alunos de diferentes séries, os quais receberam capacitação sobre como implantar hortas orgânicas; fazer os canteiros e preparar o solo e aprendendo a plantar. Aprenderam ainda a confeccionar o sistema de irrigação, que foi denominado de PET-irrigação pela equipe UNISOL/XINGÒ. O sistema mostrou-se viável e teve boa aceitação pela diretora da escola a qual percebeu que haveria economia de água e seria possível a manutenção da horta escolar. Como resultado imediato de nosso trabalho, tivemos a visita da técnica da CODEVASF(Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco), Sra. Margarete, para conhecer o projeto de PET-irrigação “ para implantar nas escolas dos pólos de irrigação, para evitar desperdício de água”. Ao chegar na escola a referida pessoa mostrou grande admiração e imediatamente nos perguntou“ posso fotografar? É muito interessante.” Conclusão Trabalhando com engenhosidade as soluções vindas do povo e para o povo tornam-se viáveis e aceitas. Aplicamos um mecanismo que é de fácil confecção e que conservará as verduras da horta sempre irrigadas. Contribuímos com a redução da poluição ambiental através da política pedagógica dos três Rs: Reduzir, Reutilizar e Reciclar. Despertamos, nas crianças e outras pessoas da comunidade um novo R: o Repensar das atitudes, despertando a consciência para o problema do desperdício de água e estimulando na busca de saídas inovadoras para a solução de problemas regionais. CONTATO: rozeliab@hotmail.com

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER PELO CAMINHO DAS ARTES SE FAZ EDUCAÇÃO AMBIENTAL: A CONTRIBUIÇÃO DOS PINTORES NATURALISTAS ALBERT ECHKOUT E MAXIMILIAM WIEDNEWWIED Resumo: A imagem, fixa ou animada, é um auxílio indispensável em qualquer processo de aprendizagem. Este recurso didático representa uma quebra da reificação do texto escrito como forma prioritária de expressão. A busca por recursos e técnicas de ensino em Educação Ambiental tem incentivado @s educador@s na adoção de diferentes recursos didáticos, inclusive visuais. Através dos tempos, muitos pintores naturalistas revelaram, com seu talento, a beleza, os mistérios, os valores, os costumes, a flora e a fauna do Brasil. O objetivo deste trabalho é despertar @ professor@s para o uso da arte produzida pelos pintores naturalistas no estudo do meio ambiente e dos fatores bióticos e abióticos que o compõem bem como suas inter relações. Para a realização da pesquisa foram escolhidas as obras de Albert Eckhout, pintor holandês que integrou a comitiva de Maurício de Nassau, no século XVII, e as obras do Príncipe Maximiliam Wied New-Wied, naturalista alemão que viajou pelo Brasil no século XIX, a pós a vinda de Dom João VI, com toda a corte, para a Colônia. As pinturas poderão ser usadas nas diversas áreas do conhecimento, de modo a permear toda a prática educativa e, ao mesmo tempo, criar uma visão global e abrangente da questão ambiental. As atividades didáticas podem ser realizadas com crianças, jovens e adultos, desde a pré-escola até a graduação, desde que se faça as devidas adaptações. Na área de História, por exemplo, uma das principais parceiras no desenvolvimento dos conteúdos sobre o meio ambiente, as obras serão apresentadas num contexto de estudo da colonização holandesa ou portuguesa e devem ser usadas para suscitar debates através da observação das peculiaridades físicas e ambientais do Brasil, mostrando que o processo de degradação ambiental teve início com a introdução de cultivos em larga escala nas chamadas ”colônias de exploração” e que tal fato esteve na base da Revolução Industrial, entre outros fatores. Na área da Matemática, por constituir um instrumento básico no processo de construção do conhecimento sobre o meio ambiente, também poderemos utilizar as pinturas como instrumento didático. Escolhemos as obras do naturalista alemão, Maximiliam pelo fato deste ter identificado e catalogado um grande número de espécies da fauna brasileira e, atualmente, algumas delas comporem a Lista das Espécies dos animais da Fauna ameaçadas de Extinção. Assim, além de usar a informática como técnica de informação e comunicação em Educação Ambiental, na busca do site do Ministério do Meio ambiente, para localizar a lista, os alu@s poderão efetuar operações matemáticas comparando o tempo de identificação com o tempo de catalogação e o risco de extinção, entre outras atividades. Por último, na área da Língua Portuguesa, @ profess@r deve solicitar que seja produzido um texto coletivo ou individual em torno de cinco eixos básicos: 1) A pintura e sua autoria; 2) Desmembramento (análise mais profunda das partes identificadas e depois junta-se ao todo); 3) Observação da imagem( trata-se de que? tema X motivo; 4) Dissecar a imagem (temática, simbolismo, técnica usada e contexto histórico); 5) Conexão interativa pedagógica ( a interdisiplinaridade com a sala de aula em movimento). A presente pesquisa faz parte do sub-projeto “ As pinturas dos naturalistas e narrativas como recursos didáticos no ensino da Saúde Pública e Saúde Ambiental” do Projeto de Pesquisa “ Charges e Pinturas como recursos didáticos no ensino da História”, coordenado pela professora Élcia Bandeira. Este trabalho não pode contemplar uma problemática tão vasta e ambiciosa como é a Educação ambiental e suas metodologias de ensino porém quer contribuir com alguns elementos e dados para a socialização de uma idéia, a qual poderá ser desdobrada pelas várias disciplinas, integrando o tema meio ambiente e educação ambiental nos currículos e conteúdos programáticos. CONTATO: rozeliab@hotmail.com

ROZÉLIA BEZERRA, ÉLCIA DE TORRES BANDEIRA, JULIANA GOMES DA OLIVEIRAS e ÉLVIS GONZAGA DA PAIXÃO

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ROZÉLIA BEZERRA e KARINA AVELINA DE ANDRADE ARAÚJO

A MÚSICA NA EDUCAÇÃO AMBIENTAL E INSTRUMENTO DE CIDADANIA Resumo: Segundo Med(1982) a música é a arte de combinar os sons combinados entre si. E, por ser uma arte sedutora poderá ser utilizada como um meio de chamar a atenção das crianças para refletirem sobre os problemas ambientais. Em torno do campus da Universidade Federal Rural de Pernambuco(UFRPE) existem diversas comunidades carentes com crianças em situação de risco. Através de um diagnóstico participativo, foi solicitada a realização de um trabalho com música, para que as crianças fossem retiradas da rua no horário oposto à aula. Para atingirmos este objetivo, está sendo desenvolvido um Projeto de Extensão( terceiro ano) com as crianças indicadas pela própria comunidade. A oficina é composta de uma parte teórica sobre o meio ambiente e sua relação com a cidadania. Também é desenvolvida a parte sobre educação musical. O instrumento musical escolhido foi a flauta doce e as músicas têm relação com o meio ambiente. As crianças têm aula de teoria musical e de como ler uma partitura. Também são desenvolvidas oficinas de desenho na qual é realizado um estudo de percepção, em que as crianças, exprimem, através da arte visual a mensagem que a música quis transmitir. Com a atividade, observou-se que as crianças estão mais participativas nas aulas; ficam menos nas ruas e têm mais consciência sobre os temas ligados ao ambiente. O grupo já se apresentou em eventos realizados pela própria comunidade, como festas natalinas, inauguração do Posto de Saúde da Família e na abertura de Simpósios sobre meio ambiente. Existe uma das crianças do grupo(Priscilla, 13 anos) que está matriculada em uma escola profissionalizante de música, a partir da descoberta de sua habilidade para tocar flauta, e atualmente, já toca flauta transversa. Assim pudemos ver que, por meio da música, pode-se ocupar as crianças em uma atividade cultural que revitaliza corpo e mente levando para uma nova visão de mundo e despertar a cidadania, mostrando que o meio que vivemos depende, única e exclusivamente daquelas/as que habitam o planete e que é preciso desenvolver localmente mas com sustentabilidade, para que os efeitos sejam globais. CONTATO: rozeliab@hotmail.com

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UMA REFLEXÃO DAS AÇÕES DO PROGRAMA DE CONTROLE DA DENGUE COM ABORDAGEM NA SAUDE AMBIENTAL Resumo: Introdução: Quando se fala em controle da dengue, a primeira idéia que nos vem é o controle do vetor, o Aedes aegypti, mostrando a intensa ideologia que carrega esta estratégia (Penna, 2003). Durante décadas todo os programas de controle adotados elegeram o vetor como o único elo vulnerável na cadeia de transmissão da doença. Mas temos que lembrar que não é só o mosquito o grande vilão nessa questão. Em 1996, o Ministério da Saúde propõe o Plano Diretor de Erradicação do Aedes aegypti – PEAa (FUNASA, 1996). Após vários anos os resultados obtidos no Brasil, mostraram a pouca eficácia da estratégia de erradicação do vetor em curto prazo e levaram o Ministério da Saúde a reavaliar os avanços e as limitações, com o objetivo de estabelecer um novo programa de controle da dengue, que incorporasse, na prática, elementos como mobilização social e a participação comunitária, indispensáveis para responder de forma adequada a um vetor altamente domiciliado. Em 2002, foi implantado o Plano Nacional de Controle da Dengue - PNCD (FUNASA, 2002), que é aplicado hoje, em todos os municípios brasileiros. Sabemos que cada região e municípios brasileiros apresentam características eco-sócio-sanitárias e epidemiológicas distintas. Esta afirmativa nos despertou para a seguinte questão norteadora: Será que as ações para o controle da dengue preconizado pelo Ministério SOUZA JÚNIOR, J.G.C., da Saúde são totalmente aplicadas, no nível local, dadas a biodiversidade brasileira? A MORAES, R. A. DE; ALMIRO, cidade do Recife possui uma área de 219 Km2, totalmente urbana, com 94 bairros. M. G. 01, PEREIRA, J. A.C., Possui ambiente diversificado: morros, planícies, estuários e praias, vários cursos ROMEIRO, M.O.L. e d’água, canais, mangues e aterramento, tais características deram-lhe o codinome de SANTOS, S. L. Veneza Brasileira, seu ponto mais alto não ultrapassa 100 metros. Objetivo: Promover uma reflexão sobre as ações desenvolvidas pelo programa de controle da dengue da cidade do Recife/PE. Metodos: Realizamos uma pesquisa bibliográfica com o intuito de arrecadarmos subsídios para a reflexão acerca do tema e uma visita técnica ao Centro de Vigilância Ambiental (CVA), para conhecimento dos procedimentos operacionais do Programa Municipal de Controle da Dengue. Resultados:O programa no Recife possui algumas particularidades, listadas a seguir:1.Desenvolve uma estratégia de ação denominada “Recife Saudável”, esta estratégia conta com a distribuição de ovitrampas por diversos pontos estratégicos da cidade (campos de futebol e cemitérios, etc.), onde são monitorados vários bairros da cidade. Esse projeto se dá em parceria com outras instituições governamentais. Tal estratégia fornece uma panorâmica da densidade vetorial, áreas de maior risco para epidemias, além de controle do vetor, pela destruição dos ovos; 2- Adota o controle biológico de vetores com o uso do larvicida biológico (Bti), em substituição ao larvicida temephos; 3 – Criação de um modelo do FAD ( Sistema de Informação para Febre Amarela e Dengue), com a incorporação de variáveis relacionadas às condições sócio-ambientais, adaptadas à realidade local. 4- Almejam o planejamento e a gestão nas suas ações,com enfoque na intersetorialidade e a integração dos três níveis gerenciais (Central, distrital e local). CONTATO: slsantos@cpqam.fiocruz.br

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IMPLEMENTAÇÃO DA 1ª FASE DO PROGRAMA PARÂMETROS EM AÇÃO MEIO AMBIENTE NA ESCOLA, NA GERÊNCIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO RECIFE SULPE Resumo: As questões ambientais nunca tiveram tanta importância para a sociedade como nos dias atuais. A degradação ambiental e o consumismo desenfreado têm levado os governantes a perceberem que esta problemática é de abrangência mundial e emergencial e não apenas local. Esta situação levou diversos segmentos sociais a implementarem políticas públicas voltadas para o meio ambiente; entre eles, podemos destacar o Ministério da Educação que através da lei 9.795/99 instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental criando o Programa PCN em Ação-Meio Ambiente na Escola cujo eixo central consiste em desenvolver quatro competências profissionais básicas: leitura e escrita, trabalho compartilhado, administração da própria formação e SUELI TAVARES DE SOUZA reflexão sobre a prática pedagógica. Todo o programa é formatado em módulos e SILVA, MARIA ALVES DO dividido em três fases. A primeira fase foi desenvolvida no período de outubro/2003 a NASCIMENTO SILVA e novembro/2003, tendo participado 67 professores das diversas áreas do ROSILENE MARIA DO conhecimento. Nesta etapa foram trabalhados os módulos: 1 (Acordos e Vínculos), 3 (Ser humano, Sociedade e Natureza), 4 (Meio Ambiente na Escola) e 5 ( ESPÍRITO SANTO Sustentabilidade), perfazendo uma carga horária de 40 horas. O estudo destes módulos foi realizado em forma de seminários, oficinas e estudo do meio. Nesta Gerência o programa está sendo vivenciado inicialmente em 6 escolas Públicas Estaduais. Foram trabalhados textos nos quais os professores identificaram contextos históricos e diferentes concepções de natureza, foram levantadas suas concepções prévias sobre o que é meio ambiente e os seguintes questionamentos:- o que a questão ambiental tem a ver comigo? - É importante tratar da questão ambiental na escola? Por quê? Como resultados parciais constatou-se que a educação é condição sine Qua non na formação de cidadãos comprometidos com a preservação ambiental, a partir do desenvolvimento de atitudes que melhorem a qualidade de vida do planeta. Palavras Chaves: Educação Ambiental - Meio Ambiente - Cidadania. CONTATO: sutavares@bol.com.br

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PARANÁ
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ANABEL DE LIMA

ANALISANDO A VISÃO DE REDE NO ENSINO DE CIÊNCIAS E MATEMÁTICA Resumo: Uma rede é um sistema fundamentado em relações lineares, democráticas e igualitárias, onde objetivos são partilhados e (re)construídos coletivamente com o intuito de valorizar e proporcionar autonomia aos seus participantes. Quando se fala em rede no ensino formal, logo esta é associada à “rede escolar”, utilizada meramente para definir unidades escolares que estão interligadas apenas por estarem localizadas em determinada área de abrangência, ou fazer parte do poder público municipal, estadual ou ao setor privado, sem estarem necessariamente articuladas na execução de seus trabalhos. Para entender melhor como este conceito é compreendido e operacionalizado dentro do ensino formal, realizou-se à análise de conteúdo e sistematização dos dados obtidos de 11 projetos (todos apresentando em seu título a palavra “rede”), financiados entre o período de 1990 a 1995 através do “Programa de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico - PADCT”, promovido pelo MEC, CAPES, CNPQ e FINEP. Os projetos foram elaborados por universidades e órgãos relacionados à educação e destinados a professores (as) de Ciências Naturais (inclui-se aqui Biologia, Física e Química) e Matemática dos Ensinos Fundamental e Médio, visando apresentar novas estratégias que oportunizassem a obtenção de novos instrumentos teórico-metodológicos para uma melhor atuação em sala de aula. Para tanto foram elaborados materiais instrucionais e didáticos para uso em aulas, formação de grupos de pesquisa e equipes de trabalho (com o intuito de tornarem-se multiplicadores), atendimento e assistência a docentes, realização de encontros, seminários e outras atividades (como palestras) para disseminação de informações e trocas interdisciplinares e interpessoais, além de que os resultados obtidos foram apresentados em eventos científicos e algumas vezes disponibilizados para secretarias de educação. Apesar dos projetos objetivarem a promoção e a instrumentalização de professores para melhoria da qualidade do ensino, a maioria deles não proporcionou que as atividades propostas fossem construídas coletivamente ou ainda espaço e/ou momentos de integração, troca e disseminação de conhecimentos e experiências pedagógicas decorrentes das ações dos projetos propostos. Palavras Chaves: Rede - Ensino Formal - Professores. CONTATO: lima.anabel@ig.com.br

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EDUCAÇÃO AMBIENTAL COM FUNCIONÁRIOS DE ÁREAS NATURAIS PROTEGIDAS: UMA EXPERIÊNCIA NA APA DE GUARAQUEÇABA Resumo: A SPVS é uma organização não governamental, que tem como missão trabalhar pela conservação da natureza através da proteção de áreas nativas, de ações de educação ambiental e do desenvolvimento de modelos para o uso racional dos recursos naturais. Desde 1999 vem desenvolvendo, na Área de Proteção Ambiental de Guaraqueçaba, Projetos de Ação Contra o Aquecimento Global, com 40 anos de duração, que possibilitaram a compra de 19.092 hectares para a formação de três Reservas Naturais e a contratação de 67 funcionários, 100% deles oriundos da região. Estes se dedicavam anteriormente à extração de palmito, caça de animais silvestres, criação de búfalos (funcionários de fazendas) ou eram simplesmente “biscateiros”, sem ocupação fixa. 60% deles nunca haviam trabalhado no mercado formal de emprego, e 44% não tinham completado a 4ª série do ensino fundamental, sendo destes 53% não alfabetizados. Visando prepará-los para exercer funções específicas de proteção e manejo de áreas naturais protegidas, foi implantado, em 2002, um programa de educação ambiental que seguiu a linha de trabalho da instituição que tem como premissa básica o desenvolvimento local em 3 categorias: desenvolvimento do capital humano, composto por atividades voltadas à cultura e à promoção da articulação, da criatividade e capacidade intelectual dos participantes; desenvolvimento do capital social, conjunto de normas e redes que facilitam a ação GLÓRIA LÚCIA SILVA coletiva e coordenada, composto por laços de confiança, confirmação de identidade, ABDUCH SANTOS, LIZ BUCK visão de futuro comum e auto-estima; e o desenvolvimento do capital fixo, que é SILVA, LUCIANE AKEMI DOS composto pelos recursos monetários, recursos naturais e pela inovação tecnológica SANTOS GRASSANI e mobilizados. A metodologia adotada englobou a realização de oficinas mensais em JULIANE CARARO cada Reserva e visitas domiciliares às famílias de todos os funcionários da SPVS. Em cada oficina abordou-se um assunto específico, tendo como eixo temático a conservação da natureza, tratada por meio de temas vinculados às atividades diárias dos participantes, visando concretizar o conhecimento e facilitar a sua aprendizagem. O objetivo era proporcionar aos funcionários o desenvolvimento pessoal, interpessoal e a consolidação de valores, conhecimentos e habilidades capazes de levar a adoção de comportamento voltado à conservação da natureza, tendo por base o resgate de saberes e a consolidação da dignidade humana. As visitas domiciliares, além de propiciar a integração com as famílias dos funcionários, foram fundamentais para a sua valorização pessoal. A avaliação do programa, ao final de 2003, constatou uma ampliação da visão de mundo e das perspectivas de vida dos funcionários, anteriormente restritas quase exclusivamente à manutenção da sua vida cotidiana, passando a incluir desejos de crescimento profissional, capacitação, ensino formal e melhor compreensão e envolvimento com a missão da instituição. Este resultado demonstra que o investimento num programa de educação ambiental que agrega a seus objetivos o desenvolvimento de capital humano e social, transforma o entendimento e a percepção dos envolvidos, alcançando produtos mais amplos que a simples mudança de comportamento na sua relação com a natureza, propiciando a busca de cidadania e o seu crescimento pessoal e profissional. Palavras-chaves: Formação, Cidadania, Conservação. CONTATO: gloriabduch@uol.com.br

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HÉLIO CONTE

MEIO AMBIENTE E CONTROLE BIOLÓGICO PARA PRESERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE Resumo: Docente pesquisador na Universidade Estadual de Maringá/PR Departamento de Biologia Celular e Genética (DBC) E-mail:- licon@wnet.com.br ou hconte@uem.br Os insetos apresentam grande importância na economia humana pois algumas espécies nos proporcionam benefícios, no entanto outras causam inúmeros prejuízos. Fatores de ordem ambiental, econômica e social como, o aumento da consciência da importância da preservação ambiental, o grande número de pessoas que apresentam intoxicações crônicas ou agudas causadas por inseticidas, o aumento da resistência dos insetos aos produtos químicos bem como os elevados custos de produção,têm estimulado o interesse pela utilização do controle biológico dos insetos. Esta estratégia, em parte, visa estabelecer o equilíbrio no meio ambiente e no caso do Brasil, a biodiversidade de ecossistemas ainda pouco explorados, favorece a busca de inimigos naturais capazes de solucionar problemas muitas vezes críticos na agropecuária e saúde pública. Com objetivo de estimular a incorporação de conhecimentos sobre a tecnologia do controle biológico, a Universidade Estadual de Maringá/PR através do Departamento de Biologia Celular e Genética, desde 1998, vem mantendo interações multidisciplinares oferecendo cursos, oficinas, seminários e estágios visando capacitar acadêmicos, professores, técnicos, produtores e demais interessados na área de controle biológico com ênfase na preservação ambiental. A linguagem científica é reforçada através de atitudes, e o ensino e a aprendizagem de habilidades e procedimentos são estimulados através de conteúdos teórico e prático. São realizadas coletas em campo seguindo-se: identificação de novas espécies com potencial para serem utilizadas no controle biológico e a montagem de kits que evidenciam o ciclo e controle biológico de insetos considerados de grande interesse para a saúde pública e agropecuária. O Departamento mantém uma sala de criação de insetos os quais são utilizados na execução das práticas e na elaboração do material informativo. Os kits confeccionados pelos participantes das oficinas e cursos permanecem em escolas, órgãos de saúde e museus para utilização informativa e, na área educacional, a partir de 2003, são ministrados oficinas e cursos nas Reuniões Anuais e Regionais da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) onde os educadores são levados a introduzir o tema Meio Ambiente e Controle Biológico através de abordagem multidisciplinar com base nos objetivos estabelecidos pelo PCN (Plano Curricular Nacional). Ao iniciar as atividades aplicamos uma pré-avaliação para estimar o conhecimento dos participantes sobre controle biológico e ao concluir aplicamos uma pós-avaliação para avaliar os resultados obtidos. Até o momento, os dados confirmam ser necessário a continuidade deste programa pois dos 550 que já participaram, 426 ou 77,45% mencionaram que as atividades que desenvolveram ampliaram consideravelmente a visão sobre a importância de preservar a biodiversidade relacionada com insetos e meio ambiente. Pretendemos introduzir novas variações metodológicas como a produção de textos, livros e softwares relacionados com o tema pois com isso poderemos atingir maior número de pessoas conscientizadas ecologicamente voltadas para a preservação da nossa biodiversidade. Palavras Chaves: Insetos – Biodiversidade – Multidisciplinaridade. CONTATO: licon@wnet.com.br / hconte@uem.br

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KARIN SYLVIA GRAEML e ANGÉLICA GÓIS MORALES

EDUCAÇÃO SÓCIO-AMBIENTAL COMO ESTRATÉGIA PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Resumo: A preocupação com a preservação e conservação ambiental é muito antiga. Autores como Dias, Diegues entre outros, datam o início desta preocupação bem antes de Cristo na Mesopotâmia e Índia. Porém somente a partir do início da década de 70 a temática ambiental se tornou mundial, com a I Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente Humano (Estocolmo – Suécia), prosseguindo com outros eventos locais e globais contribuindo em uma evolução de conceitos e condutas. Hoje a grande parte das nações está consciente dos problemas ambientais e da emergência de que os mesmos necessitam ser resolvidos ou ao menos amenizados. Os problemas ambientais não podem ser tratados isolados da sociedade, considerando que sempre a humanidade se apropriou da natureza de forma irracional como evidencia a trajetória da conservação da natureza. A atual degradação é resultado de um processo desequilibrado entre sociedade X natureza e como diz Leff a crise ambiental é uma crise de civilização. Para se obter um equilíbrio destes dois fatores se faz necessário introduzir uma nova abordagem decorrente da compreensão de que a existência de uma certa qualidade ambiental está diretamente condicionada ao processo de desenvolvimento adotado pelas nações. Este desenvolvimento, hoje conhecido como desenvolvimento sustentável, termo adotado por Strong e desenvolvido por Sachs, visa o desenvolvimento social, econômico e ambiental, suprindo as necessidades atuais sem comprometer as futuras gerações. Para tanto, o sucesso do desenvolvimento sustentável necessita de estratégias eficientes e eficazes como a educação sócio-ambiental, que tem por objetivos a sensibilização, a participação, a competência, a capacidade de avaliação e a informação (saber ambiental), das pessoas envolvidas direta e indiretamente na construção de uma vida sustentável. Neste processo o educador sócio-ambiental torna-se um profissional fundamental, instigando a população a buscar uma reflexão crítica diante dos problemas ambientais e a participar das tomadas de decisão exercendo assim o seu papel de cidadão. Portanto é necessário discutir melhor a formação do educador sócio-ambiental que segundo Gaudiano tem como base 4 eixos considerados importantes, como: os eixos de sustentação, da problematização, da contextualização e da intervenção pedagógica; oferecendo assim a construção de uma nova linguagem e metodologia da educação sócio-ambiental, apoiada em uma interdisciplinaridade, colaborando para o desenvolvimento sustentável. Palavras Chaves: Educação Sócio-ambiental - Desenvolvimento Sustentável. CONTATO: karin.graeml@netpar.com.br

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DIAGNÓSTICO RURAL PARTICIPATIVO (DRP) COMO INSTRUMENTO PARA PLANEJAMENTO DE PROGRAMAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM COMUNIDADES DE ENTORNO DE ÁREAS NATURAIS PROTEGIDAS Resumo: O Diagnóstico Rural Participativo – DRP, é uma metodologia que contribui para o conhecimento e análise da realidade das comunidades rurais, levando-se em consideração as questões ambientais, sociais, econômicas, políticas e culturais de cada localidade. Os diagnósticos participativos, pelo seu poder de mobilização e levantamento participativo das questões que envolvem uma região, podem ser utilizados para propiciar mudanças, pois subsidiam o planejamento e desenvolvimento local, possibilitam a identificação de potencialidades dos moradores e da região e levam à discussão de alternativas de ação mais adequadas a cada realidade. Esta metodologia vem sendo adotada nos projetos desenvolvidos pela SPVS - Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental desde 2001. A SPVS é uma organização não governamental paranaense fundada em 1984 e tem como missão trabalhar pela conservação da natureza através da proteção de áreas nativas, de ações de educação ambiental e do desenvolvimento de modelos para o uso racional dos recursos naturais. Desde 1991 tem concentrado suas atividades na Floresta Atlântica do Paraná e a partir de 1999, começou a desenvolver na Área de Proteção Ambiental de Guaraqueçaba, projetos de Ação Contra o Aquecimento Global, a serem executados ao longo de 40 anos, e que possibilitaram LIZ BUCK SILVA, LUCIANE A. a compra de 19.092 hectares para a formação de três Reservas Naturais. Os projetos estão restaurando áreas degradadas da Floresta Atlântica, protegendo a S. GRASSANI, MARCELO biodiversidade e buscando alternativas de geração de renda para as comunidades MENDES DO AMARAL e que vivem na área de influência. Para viabilizar este trabalho de geração de renda SUELI NAOMI OTA aliado à conservação ambiental, já foram realizados DRPs em cinco comunidades localizadas nos entornos das reservas, e com a sistematização dos dados obtidos, foi possível subsidiar ações e programas de educação ambiental que têm como premissa básica o desenvolvimento local em três categorias: desenvolvimento do capital social: conjunto de normas e redes que facilitam a ação coletiva e coordenada, composto por laços de confiança, confirmação de identidade, visão de futuro comum e auto-estima, tudo consolidado em instituições que os simbolizem e representem; desenvolvimento do capital humano: composto por atividades voltadas à cultura, contém o universo simbólico e emocional, desenvolvido pela articulação e capacitação dos empreendedores, e pela criatividade e capacidade intelectual dos participantes do processo; e o desenvolvimento do capital fixo: que é composto pelos recursos monetários, recursos naturais e pela inovação tecnológica mobilizados. Os resultados obtidos nos programas de educação ambiental desenvolvidos pela SPVS, a partir da utilização da metodologia do DRP, junto à escolas, grupos de mulheres, grupo de jovens e Associações de Moradores / Produtores, totalizando mais de 200 pessoas envolvidas diretamente, vêm demonstrando que a participação interativa, baseada na valorização das potencialidades das comunidades e no resgate de saberes é fundamental para que os programas sejam internalizados pelos participantes. Palavras Chaves: Diagnóstico – Conservação - Comunidades. CONTATO: Liz Buck Silva (liz@spvs.org.br).

CONSTRUÇÃO COLETIVA E PARTICIPAÇÃO NA EDUCAÇÃO AMBIENTAL MARCELO LIMONT e Resumo: Experiência de construção coletiva de Projetos de EA e formatação de rede REINALDO CESAR SANTOS estadual de educadores ambientais em organismo governamental ZUARDI CONTATO: marcelobio@yahoo.com.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER REDE REGIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - LINHA ECOLÓGICA Resumo: A Rede Regional de Educação Ambiental “Linha Ecológica” é resultado da parceria entre Itaipu Binacional, Conselho de Desenvolvimento dos Municípios Lindeiros ao Lago de Itaipu, AMOP (Associação dos Municípios do Oeste do Paraná) e prefeituras municipais. Encontra-se inserido no projeto de Educação Ambiental para Sustentabilidade na Bacia do Paraná III que permeia o Programa Cultivando Água Boa, que objetiva oportunizar a conexão de projetos ambientais e sociais que garantam a Sustentabilidade regional e proporcionem melhorias na qualidade do ambiente e de vida da população. Esta Rede é formada por 90 monitores dos 29 municípios da Bacia do Paraná III que representam Secretarias Municipais de Educação, Agricultura e Meio ambiente sendo: pedagogos, biólogos, matemáticos, agrônomos, engenheiros florestais, advogados, técnicos agrícolas, assistentes sociais, veterinários, químicos e acadêmicos. Os monitores e monitoras participam de cursos de formação, encontros para construção de saberes coletivos ao mesmo tempo que socializam experiências vivenciadas em seus municípios. Os “Editores Ambientais” atuam tanto na educação formal (escolas, instituições formais de ensino), quanto na não formal (com agricultores e sociedade como um todo) e na informal sensibilizando toda a comunidade para a questão ambiental. O trabalho educativo se desenvolve através da capacitação contínua de 90 monitores e monitoras; atuação na Rede Formal de Ensino, capacitando educadores e educadoras com ênfase na reeducação, produção das hortas escolares e consumo de alimentos saudáveis, condimentos e plantas medicinais sem uso de agrotóxicos e produtos químicos, atuando na prevenção; -Integrada às ações de inclusão social, com encontros e oficinas com foco nos temas se interesse dos grupos envolvidos (catadores, catadoras, jovens, artesãos, artesãs), valorizando cada um/a para consigo, para com o/a outro/a e para com a sociedade, abrindo portas para a inclusão social. O trabalho com a Rede Regional resulta em: atores sociais da microbacia informados sobre a realidade local e o desafio das águas para a qualidade do ambiente e qualidade de vida; Rede Regional de Educação Ambiental – Linha Ecológica consolidada com editores e editoras ambientais capacitados/as para monitorar e atuar nas ações de educação ambiental nas microbacias, nas escolas e nos projetos de inclusão social.O comprometimento de todos os atores sociais envolvidos, fica visível nas ações desenvolvidas nas instituições formais e também nas não formais. Alguns dos projetos desenvolvidos e coordenados pelos monitores e monitoras da Linha Ecológica e pela Equipe de Educação Ambiental da Itaipu são: fóruns de Educação Ambiental, oficinas de sensibilização das famílias de agricultores nos projetos de Gestão Ambiental desenvolvidos nas microbacias, participação e envolvimento no trabalho de Agricultura Orgânica e Plantas Medicinais com as escolas, divulgação e apoio nos concursos. A participação nos encontros de formação possibilitou ao grupo uma visão sistêmica da questão sócio-ambiental, tanto em nível local, quanto em nível regional, estadual e nacional, re avaliando determinados conceitos, construindo uma nova visão de rede, ressaltando a importância do trabalho participativo e da construção coletiva. Palavras-chaves: Rede - Educação - Editores. CONTATO: mauribio@yahoo.com.br

MARLENE OSOWSKI CURTIS e MAURI SCHENEIDER

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MARLENE OSOWSKI CURTIS, LEILA ALBERTON, NORMA HOFSTAETTER e VERA VITOR

EDUCAÇÃO AMBIENTAL E CIDADANIA COM CATADORES E CATADORAS Resumo: O lixo e efluentes produzidos no meio urbano e industrial, causam grandes impactos ambientais aos recursos naturais e à sua gestão. Dada a carência da estrutura para a limpeza pública e saneamento nas cidades da Bacia do Paraná III (BPIII), como o tratamento de efluentes e o destino final ecologicamente adequado para os entulhos orgânicos, recicláveis e materiais inorgânicos, aliado a falta de conscientização da população com relação ao lixo produzido e o saneamento urbano, fez-se necessária a implantação de um projeto piloto, que serve como ponto de referência para as administrações municipais. O Programa Cultivando Água Boa, através do Programa de Educação Ambiental para Sustentabilidade, promoveu em conjunto com o Projeto Coleta Solidária que tem como objetivo apoiar a organização das associações de recicladores valorizando os catadores e catadoras, capacitandoos e sensibilizando toda a população para a importância da coleta seletiva nos aspectos sociais e ambientais, melhorando as condições de trabalho e renda dos agentes ambientais, resgatando sua auto- estima e cidadania, que é gerido por um Comitê Gestor, com representantes das prefeituras, das associações de catadores, dos sindicatos, da ITAIPU Binacional, ARAFOZ- Associação dos Recicladores Ambientais de Foz do Iguaçu, ADEAFI- Associação de Defesa e Educação Ambiental de Foz do Iguaçu, Conselho de Desenvolvimento dos Municípios Lindeiros ao Lago de Itaipu e AMOP- Associação dos Municípios do Oeste do Paraná. O uniforme, o carrinho e o sentimento de ser um “Agente Ambiental” diminuem a discriminação fazendo com que as pessoas passassem a vê-los (as) com outros olhos, como cidadãos com direitos e deveres. A partir desta fase, catadores e catadoras passam a se reconhecer como agentes ambientais, sendo valorizados e respeitados como tal. A metodologia consiste: Diagnóstico e levantamento de dados nos municípios (número de catadores – mulheres e homens em relação a ingressos, saúde, moradia e número de filhos); Encontros de Educação Ambiental e Cidadania realizados com temas de interesse do grupo e necessários à atividade dos catadores e catadoras. São abordados temas que enfocam a necessidade real da valorização pessoal de cada um para consigo e para com o outro, a importância social e econômica da coleta seletiva; a importância do catador/a de rua no destino final dos resíduos; classificação e segregação dos materiais, onde e como armazenar, beneficiamento , destinação e custos dos Materiais Recicláveis; Campanha de documentação cidadã que consiste em diagnosticar a documentação dos catadores e catadoras através da confecção e distribuição do passaporte da cidadania (ver exemplar em anexo); Distribuição de carrinhos e kits completos contendo: luvas, bonés, camisetas, calças ou saias e jalecos com a logomarca “Coleta Solidária”. Os Encontros e oficinas de Educação Ambiental oportunizam o resgate da auto estima dos participantes, estimulando a formação de cooperativas, associações e programas de apoio. A experiência realizada, deixa claro que a EA aliada a um projeto de Gestão Ambiental, faz com que os anseios e vontades aconteçam na prática, unindo conceitos, e que as diferenças sociais podem ser resolvidas com educação e ações que corrijam essas distorções, baseada nos princípios da sustentabilidade e solidariedade. Palavras Chaves: Cidadania Inclusão - Social - Agente ambiental. CONTATO: leilafa@itaipu.gov.br

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MARLENE OSOWSKI CURTIS, MAURI SCHENEIDER, SILVANA VITORASSI e LEILA ALBERTON

EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA SUSTENTABILIDADE NA REDE FORMAL DE ENSINO Resumo: O Programa Cultivando Água Boa é gerido pela ITAIPU Binacional e desenvolve em seu interior dezenas de projetos, entre eles o de Educação Ambiental para Sustentabilidade na Rede Formal de Ensino. Por isso o Programa aposta nas Escolas e oferece através deste Programa, desenvolvido na Bacia do Paraná III, apoio a centenas de educadores e educadoras que farão circular novas idéias e novas práticas junto as crianças, escolas, famílias e comunidades. A importância da participação das Escolas no Programa torna-se evidente quando se pensa no número de pessoas que a Rede Formal de Ensino pode envolver para cuidar do meio ambiente. Para que este Programa tomasse dimensões mais concretas foi produzida em parceria com o IAPAR- Instituto Agronômico do Paraná, a Cartilha “Mundo Orgânico”, instrumento didático que possibilita ações interdisciplinares e interinstitucionais. O público principal a que se destina esta cartilha são as Escolas de Ensino Fundamental que participam deste programa em parceria com a Rede Regional de Educadores(as) Ambientais “Linha Ecológica”. A necessidade de trabalhar com as escolas este tema deu-se devido a estudos do Ministério da Saúde que mostram a carência da população brasileira em ferro, cálcio, vitaminas A, B1 e B2, mostrando que ao melhorar a qualidade alimentar melhora-se o rendimento escolar e previnem-se doenças. O Estado do Paraná já foi campeão no uso de agrotóxicos e outras formas de desgaste da terra e das águas e necessita com urgência da construção de uma nova cultura em relação a agricultura, capaz de propiciar melhor qualidade de vida as gerações presentes e futuras. Para dar maior sustentação ao Programa foi capacitado um professor por escola, sendo um total de 377 professores. Estes receberam informações sobre agricultura orgânica, plantas medicinais e a construção de hortas escolares que utilizem este tipo de cultura. Nesta capacitação participaram produtores orgânicos relatando experiências no trabalho com estes produtos. Ao utilizarem esta prática com os alunos, estarão fazendo um convite as famílias de reprisarem o exercício para que a mesma cultura permeie a educação que as crianças recebem em casa e na escola, possibilitando a prática de uma alimentação saudável. Para que a construção da horta aconteça, a escola pode contatar a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente para ter o apoio de um técnico agrícola que trabalha com agricultura orgânica. O espetáculo teatral infantil “A Matita - uma aventura orgânica” é acompanhada pelo ônibus da Linha Ecológica e complementa as estratégias desenvolvidas através da cartilha e outros materiais de apoio, atingindo não só as escolas da Bacia do Paraná III e as famílias agricultoras envolvidas diretamente no assunto, mas também outros públicos de produtores e principalmente consumidores. Mudar hábitos alimentares nas escolas muda a vida da escola, leva ao envolvimento das famílias, das comunidades, de produtores(as) e consumidores(as) orgânicos, incentiva os municípios a estabelecerem novas políticas públicas locais em relação a agricultura orgânica e ajuda a promover o resgate da cultura local das espécies tradicionais de cada região. As crianças aprendem o que ouvem e lêem, mas principalmente pelo que vêem e experimentam. Palavras Chaves: Educação – Agroecologia – Ambiental. CONTATO: marlene@itaipu.gov.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER OFICINAS DO FUTURO – “DESAFIO DAS ÁGUAS” Resumo: O mito da abundância de água no Brasil, é um dos fatores que contribui para a falta de cuidado com a água. No entanto, sabe-se que os recursos naturais estarão cada vez mais escassos. Conservá-lo, é uma tarefa não apenas do poder público, como também da coletividade, que somente sentirá interesse em promover a Sustentabilidade a partir do momento que estiver sensibilizada, informada e envolvida na discussão da realidade em que vive. E neste processo, a Educação Ambiental é a principal ferramenta. O Programa de Educação Ambiental para Sustentabilidade, que permeia os projetos do Programa Cultivando Água Boa, é desenvolvido a partir da Gestão por Bacia Hidrográfica, que respeita o traçado natural do ambiente e não o político determinado pelo ser humano, considerando e envolvendo todos os atores sociais que interferem na qualidade do ambiente e de vida das microbacias. Baseado nos princípios e valores da “Ética do Cuidado”, objetiva estabelecer uma nova consciência socioambiental, para a melhoria da qualidade de vida e do ambiente, num processo educativo e contínuo, envolvendo as comunidades. O projeto piloto está sendo desenvolvido nas microbacias do Lajeado Xaxim e Rio Sabiá, nos municípios de Céu Azul, Matelândia e Medianeira, que contribuem com suas águas para o Reservatório de Itaipu com a participação ativa e comprometida dos cidadãos e cidadãs nas mais diversas esferas de decisão. O público alvo são todas as pessoas das comunidades das microbacias (homens, mulheres, jovens, adultos e crianças), incluindo representantes formais e informais da comunidades, igrejas, associações de moradores, clube de mães, etc. A metodologia de Educação Ambiental nas microbacias tem como referência a “Agenda 21 do Pedaço”, criado pelo Instituto Ecoar, e conta com 05 momentos principais: -Consolidação de um Sub-Comitê de Educação Ambiental, composto por instituições públicas e privadas e sociedade civil organizada; -Diagnóstico participativo da realidade com os atores sociais envolvidos/as no processo e repasse de informações do diagnóstico; -Ação: quem é quem e quais ações serão desenvolvidas, incluindo cronograma; –Monitoramento; -Avaliação e reprogramação. O processo de Educação Ambiental Não Formal nas microbacias do Lajeado Xaxim e Rio Sabiá, envolveu as sete comunidades ribeirinhas, que se reuniram em 11 “Oficinas de Futuro: Desafio das Águas”, onde 406 pessoas (homens, mulheres, jovens e crianças) participaram efetivamente. No final desta etapa, aconteceu o Pacto das Águas, onde as 07 comunidades apresentaram para os atores sociais envolvidos, uma síntese dos resultados das oficinas, mostrando o verdadeiro retrato da comunidade, seus problemas, anseios, compromissos e prioridades, servindo também como subsídio ao Comitê Gestor nos encaminhamentos referentes ao projeto. O Programa de Educação Ambiental para Sustentabilidade, proporciona às comunidades estratégias para identificar e compreender seus problemas e anseios referentes à questão da água, além de formar e informar, exigindo reflexão e elaboração conjunta de ações para melhorar as condições socioambientais. Em todo o processo, as comunidades participaram efetivamente das reuniões, apresentando interesse em discutir seus problemas e anseios e a compreensão da importância de se organizarem em busca de soluções sociais, ambientais e econômicas, através de ações integradas e participativas. Palavras Chaves: Educação Ambiental - Mobilização. CONTATO: vitorass@itaipu.gov.br

MARLENE OSOWSKI CURTIS, SILVANA VITORASSI e NORMA HOFSTAETTER

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GCC - GRUPO COMUNIDADE CRESCER: UMA AÇÃO COMUNITÁRIA PARA A SUSTENTABILIDADE Resumo: A Educação Ambiental é um processo por meio do qual as pessoas e a coletividade constroem valores, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum, essencial à qualidade de vida e sua Sustentabilidade. De forma a reforçar e a expandir as ações educativas, tradicionalmente promovidas pelo Ecomuseu de Itaipu, o Espaço Educativo é exclusivo para o desenvolvimento destas ações ao longo dos seus 16 anos. Assim, promover esta ação, tem sido o objetivo, de forma lúdica e pedagógica, a fim de proporcionar uma perspectiva sustentável para as futuras gerações. Essas iniciativas têm se dado principalmente através da geração de conhecimentos, metodologias e habilidades direcionadas para prevenção e solução de problemas ambientais. Atualmente, a integração entre museu, escola e comunidade é de extrema importância, de forma que professor, aluno e grupos comunitários atuem de maneira integrada e participativa, questionando, construindo e avaliando conjuntamente. Para o Ecomuseu, a função maior da utilização dos bens culturais é a integração e a construção da identidade regional, através da análise das vivências do passado para se entender o momento presente em uma reflexão crítica que será provocadora de ações futuras. Dessa forma, através de um relacionamento duradouro, construído no dia-a-dia do Museu, da Escola e da Comunidade, é que as partes se sentirão comprometidas neste processo. Em funcionamento desde 13 de dezembro de 2002, juntamente com a re inauguração do novo circuito do Ecomuseu, o Espaço trabalha com representação social, por entender que a visão de mundo que cada indivíduo carrega pode interferir na leitura da proposta oferecida pelo ROSANA LEMOS TURMINA e Ecomuseu. A atividade proporciona ainda a formação de uma rede de informações que liga a visão de mundo, o circuito museográfico e as questões ambientais, no VERA VITOR processo coerente de discussão e liberação de criatividade em grupos altamente transformadores do processo social. Neste contexto observou-se pelo espaço museográfico que havia visitas repetitivas de crianças da comunidade do entorno, como lazer pós- aula do ensino formal. Surgiu assim a necessidade de elaboração de um programa específico de cunho educativo que absorvesse esse grupo, e assim foi criado o Grupo Comunidade Crescer. As atividades foram desenvolvidas por profissionais de diferentes áreas do ensino formal, em parceria com universidade, clube de mães, associações diversas, prefeitura, artista plástico, escola, penitenciária, áreas internas da empresa abordando diferentes temas por meio de oficinas de criatividade, lúdica, pedagógica e recreativa. O Grupo Comunidade Crescer está inserido na visão holística de Sustentabilidade e justiça social da Itaipu Binacional que contempla uma premissa do Programa Cultivando Água Boa e Energia Solidária, precisamente dentro do Patrimônio Cultural da Itaipu Binacional. O estímulo à conscientização social e ambiental através da interação com a comunidade é fundamental para a efetiva realização de programas como os que estão sendo realizados na Itaipu, pois os mesmos encontram-se inseridos neste contexto. O movimento comportamental causado pelas oportunidades visuais e estruturais oferecidos pelo circuito, com certeza, é referenciado ao Ecomuseu de Itaipu, que expõe a história regional de forma técnica, pedagógica e lúdica da maior Hidroelétrica do mundo. Esse é um grande ganho institucional. Outro, é o social, pois toda ação demonstrada, oferece oportunidade para uma sensibilização efetiva em uma mudança comportamental na grande teia da vida. Palavras Chaves: Sustentabilidade - Comunidade - Educação. CONTATO: vitor@itaipu.gov.br

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SARA RACHEL ORSI MORETTO

A ENERGIA SOLAR NO PARQUE NACIONAL DO SUPERAGÜI E EDUCAÇÃO AMBIENTAL: UM ESTUDO DE CASO Resumo: Este trabalho investiga o estado geral dos sistemas de painéis fotovoltaicos da comunidade tradicional de Barra do Ararapira, localizada no Parque Nacional do Superagüi, que por sua vez está inserido na APA de Guaraqueçaba (PR), com o intuito de verificar se existe alguma correlação entre o estado de conservação destes sistemas e a não existência de projetos em educação ambiental nesta localidade. Para aprofundar esta investigação, procurou-se averiguar se os moradores da comunidade perceberam mudanças nas suas vidas após a instalação destes sistemas, uma vez que estes são os únicos meios ofertados ao povoado para a obtenção de energia elétrica, e o que eles pensam sobre os sistemas de eletrização convencionais. Avaliou-se também alguns aspectos ambientais da comunidade como o lixo, saneamento básico e abastecimento de água, e outros aspectos como a escolaridade e ocupação destes indivíduos. Além de Barra do Ararapira, existem outras comunidades na APA que são atendidas por estes sistemas de painéis, cujos estados de conservação, para um bom número de comunidades, estavam longe do desejado, segundo informações na época da realização desta pesquisa (Setembro de 2003). Nestas comunidades, também não existem programas de educação ambiental regulares. Escolheu-se Barra do Ararapira, por ser a primeira comunidade a ser atendida pelos sistemas fotovoltaicos de eletrificação. Concluiu-se porem, que o estado de conservação destes sistemas é razoável, de forma que um projeto em educação ambiental voltado para as questões de energia em Parques Nacionais não é prioritário para esta comunidade neste momento. Observou-se entretanto, a necessidade da implantação de projetos em educação ambiental, voltados para o entendimento desta população sobre a importância da criação e existência de Unidades de Conservação para a sociedade como um todo. Palavras Chaves: Comunidade Tradicional - Unidades de Conservação - Projetos de Educação Ambiental. CONTATO: smoretto@cefetpr.br

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AS AÇÕES DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DA ESCOLA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO PARQUE NACIONAL DO IGUAÇU-ESCOLA PARQUE Resumo: O Parque Nacional do Iguaçu faz parte do que sobrou de uma imensa faixa de floresta que originalmente se estendia por Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso, leste do Paraguai e Misiones, na Argentina. Hoje com um território de 185.265,5 hectares é a maior área protegida da Bacia do Prata, localizado no extremo-oeste do Estado do Paraná, limita-se com os municípios de Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Serranópolis do Iguaçu, Matelândia, Medianeira, Céu Azul, Santa Tereza do Oeste, Ramilândia, Vera Cruz do Oeste, Lindoeste, Santa Lúcia, Capitão Leônidas Marques e Capanema. O valor do patrimônio natural protegido e conservado pelo parque é inestimável para a manutenção do ecossistema local e do próprio território que o circunda, residindo neste a importância de conhecê-lo e contribuir para a conservação de sua integridade. A Educação Ambiental é uma estratégia muito utilizada para minimizar os problemas ambientais e contribuir para o manejo e proteção das Unidades de Conservação. Estas, por sua vez, facilitam e enriquecem o desenvolvimento de diversos programas de Educação Ambiental, pois representam muitas vezes a única área natural bem conservada de uma região. Neste contexto, a Escola de Educação Ambiental do Parque Nacional do Iguaçu/Escola Parque foi inaugurada em 26 de janeiro de 2000 pelo IBAMA – Parque Nacional do Iguaçu, com o objetivo de estimular atitudes em favor da conservação do meio ambiente, através de ações especificas com diferentes atores sociais, mudar e reduzir os impactos provocados pelas atividades e costumes do entorno. A Escola VALÉRIA CRIVELARO Parque, nesses quatro anos de atuação, vem desenvolvendo diversas atividades CASALE e MARCO AURÉLIO através de seus programas visando à conservação da biodiversidade do Parque SILVA Nacional do Iguaçu, utilizando a educação ambiental como um instrumento para informar, sensibilizar e fortalecer a relação e o envolvimento da população do entorno nas ações de conservação do Parque. As ações dos Programas da Escola Parque envolvem principalmente a comunidade dos municípios do entorno ao Parque, como estudantes do ensino fundamental e médio, universitários, professores, agricultores, lideres comunitários, associações de mães e ONGs. Os projetos desenvolvidos pelo Programa de Educação Ambiental do Parque Nacional do Iguaçu – Escola Parque atualmente são: Curso/Laboratório de Educação Ambiental no Processo Educativo envolvendo 200 professores da rede pública de ensino dos municípios do entorno, Conhecendo o Parque Nacional do Iguaçu, com atividades especificas para os alunos de ensino fundamental e médio, Visitas Técnicas de Estudos para professores, universitários e líderes comunitários, Oficinas Ecológicas, Ciclo de Palestras nos municípios. A experiência e os resultados desta atuação tem demonstrado que a Educação Ambiental, utilizada como ferramenta de sensibilização e conscientização, é promotora de mudanças significativas de valores e atitudes, e deve ser vista como um processo permanente de aprendizagem, fortalecendo as populações locais para planejarem, gerenciarem e implantarem alternativas de acordo com suas realidades e necessidades. Estimular atitudes em favor da conservação do meio ambiente, visando harmonizar as relações entre a Unidade e as comunidades, buscando a inclusão de diferentes segmentos das comunidades locais na conservação dos recursos vizinhos e no exercício pleno da cidadania. Palavras Chaves: Parque Nacional do Iguaçu - Educação Ambiental - Sensibilização. CONTATO: valeria.Casale@ibama.gov.br

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RIO DE JANEIRO
AUTOR@S TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER A MIGRAÇÃO NORDESTINA E A CONSTRUÇÃO DA COMUNIDADE DO RIO PIRAQUÊ EM PEDRA DE GUARATIBA - RJ E A RELAÇÂO DA QUESTÃO AMBIENTAL COM OS PROBLEMAS AMBIENTAIS DESSA POPULAÇÃO. Resumo: Este trabalho apresenta, de forma peculiar o estudo do processo migratório nordestino, ocorrido a partir da década de 70, na Comunidade do Rio Piraquê em Pedra de Guaratiba, no Estado do Rio de Janeiro, bem como a relação da questão ambiental com os problemas ambientais gerados e ao mesmo tempo vividos por essa População. Para desenvolvermos este trabalho de maneira mais eficaz, realizamos uma pesquisa de campo, através de um questionário com questões socioeconômicas, que foi aplicado à população dessa comunidade ribeirinha, a fim de que pudéssemos contar com as informações inerentes, a gama de dificuldades vivenciadas por esses moradores e suas críticas, aspirações, reivindicações, sugestões, etc. Com base, em nossas observações locais e nos resultados da análise da pesquisa, elaboramos um estudo sócio-ambiental, no qual sugerimos um elenco de medidas, cuja principal delas é a elaboração e a implantação de um Projeto de Educação Ambiental(EA), com a finalidade de acabar ou minimizar os problemas ambientais existentes nessa comunidade. Palavras Chaves: Comunidade – População - EA. CONTATO: Adilson_Mello@yahoo.com.br

ADILSON MELLO DO CARMO

ALEXANDRE DA ROCHA

PRESERVAÇÃO AMBIENTAL: UMA MELHORA NA QUALIDADE DE VIDA DA COMUNIDADE DA MICRO-REGIÃO DE BERTOLÍNIA - PIAUÍ - BRASIL. Resumo: Este relato de experiência descreve a trajetória de um facilitador do Rio Voluntário na micro – região de Bertolínia que fica a 391 Km de Teresina, capital do estado do Piauí. Componentes das equipes dos Portais do Alvorada de nove municípios da micro – região de Bertolínia (Landri Sales, Manoel Emídio, Bertolínia, Elizeu Martins, Coronel José Dias, Colônia do Gurguéia, Porto Alegre do Piauí, Marcos Parente e Sebastião Leal) receberam capacitação em empreendorismo social, através do Projeto CENAFOCO, em função do que, em sintonia com a comunidade, elaboraram um mini projeto com o objetivo de aproveitamento e reciclagem de papéis presentes nos lixos daqueles municípios. Diante do desejo e da iniciativa já existente justificou – se a proposição no sentido de ampliar os conhecimentos, a visão e a capacidade daquele público, para a contenção de projeto mais abrangente que tivesse, inclusive, uma contribuição maior nos aspectos de geração de renda e preservação ambiental. Neste sentido o Rio Voluntário, a Fundação Agente e o Serviço Social do Estado do Piauí, enviaram um facilitador do Rio de Janeiro, durante 21 dias do mês de outubro de 2002, para que capacitasse pessoas para a formulação de pequenos projetos de tratamento e reciclagem de lixo seco, alimentação alternativa, como forma de gerar renda para as famílias mais carentes e de contribuir para a preservação ambiental e uma melhora na qualidade de vida dessas pessoas. O trabalho teve um bom aproveitamento, onde pode –se notar pela conscientização ambiental e pela receptividade da introdução de novos conceitos. Podemos dizer que os moradores daquela região estão capacitados a atuarem na sociedade como agentes transformadores, os quais devem desempenhar um papel importantíssimo na preservação ambiental. Palavras – chaves: Preservação Ambiental - Geração de Renda - Capacitação. CONTATO: Alexandre arabril@uol.com.br arabril@bol.com.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER CONSCIPESCA - PROJETO DE CONSCIENTIZAÇÃO PESQUEIRA Resumo: Conscipesca trata-se de um trabalho de conscientização da pesca que visa atuar junto com a colônia dos pescadores e os alunos das escolas públicas do município de Cabo Frio. O projeto tem como objetivos a conscientização dos pescadores quanto ao período de defeso, a não extração dos bancos de sementes de mexilhões dos costões rochosos, implantação de técnicas de cultivo sem a degradação do meio tendo um melhor aproveitamento da produção e a melhoria da qualidade do pescado. Trabalharemos nas escolas através de palestras com o enfoque na conscientização da conversação das espécies locias e o conhecimento de outras espécies. Palavras Chaves: Conscientização – Pesca - Melhoria. CONTATO: amandita_bastos@hotmail.com A POLÍTICA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO MUNICÍPIO DE MARICÁ: REFLEXÕES SOBRE PRÁTICAS ESCOLARES Resumo: A atual preocupação com a problemática do meio ambiente lança a questão ambiental na esfera política entendida como esfera pública das decisões comuns. Na verdade, os danos ambientais e o descaso com o meio ambiente, ao longo do tempo, demonstram que a questão ambiental não deve ser uma preocupação apenas dos especialistas. Mas um problema que envolve a todos. Neste sentido, as ações políticas em Educação Ambiental devem estar permeando todas as outras ações do Estado. Para que isso ocorra, é de fundamental importância a integração destas ações com os mais diversos fóruns da ação educativa. Considerando a importância de as práticas educativas estarem em consonância com as ações de política de Educação Ambiental, o presente estudo se propõe a analisar as referidas propostas para o Município de Maricá, RJ, e os currículos das escolas públicas do 1° Segmento do ensino fundamental deste Município visando a construção de uma proposta integradora entre as ações de Educação Ambiental e os currículos. Palavras Chaves: Educação Ambiental – Ensino Fundamental - Currículo. CONTATO: jorgelim@marinter.com.br

AMANDA LOUISE BASTOS MELLO, EVANIA DOS SANTOS CASEMIRO, LEANDRA ALBERTO REVELLES e JOSÉ EDUARDO ARRUDA GONÇALVES

ANA LUIZA DIAS BASTOS DE LIMA e ANTONIO CARLOS DE MIRANDA

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER AMBIENTE E EDUCAÇÃO: O DESAFIO NA IMPLEMENTAÇÃO DE PROJETOS E PRÁTICAS PARTICIPATIVAS Resumo: A presente pesquisa busca refletir sobre metodologias e práticas participativas em Educação Ambiental implementadas no município de Paracambi-RJ com vistas à elaboração do conceito de desenvolvimento sustentável elaborado pelos próprios sujeitos da ação: a população daquele município. Tais metodologias e práticas têm sido desenvolvidas numa parceria entre o Instituto de Educação da UFRRJ, as Secretarias de Educação e Esportes e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Paracambi-RJ, tendo como espaço mediador entre as instituições e a comunidade, as escolas municipais, onde se dá o processo de reflexão sobre as práticas dos sujeitos e as medidas a serem apropriadas para uma melhor qualidade de vida da população. Com base em metodologias participativas de construção de práticas reflexivas, busca-se debater coletivamente sobre a questão ambiental que, na atualidade, vem ocupando espaço nas agendas de governantes, intelectuais e da sociedade civil no empenho da resolução da crise sócio-ambiental gerada pelos próprios desmandos em relação à natureza a partir do emprego indiscriminado da técnica em nome do desenvolvimento econômico. Desenvolvimento esse pautado em idéias e valores disseminados a partir de um olhar marcadamente antropocêntrico, sendo a mesma natureza percebida como algo distante de si, onde se minimiza seu valor e a entende-se apenas na lógica mercantilista-exploradora. Diante da eminência de um colapso entre o emprego dos recursos naturais e sua apropriação científico-tecnológico-cultural, a Educação Ambiental aparece como uma possibilidade de romper com o paradigma cartesiano da ciência, aliando os conhecimentos científicos, tecnológicos, artísticos, culturais e espirituais com uma nova consciência de valores e respeito aos seres humanos a aos recursos naturais, na perspectiva de contribuir para a formação de uma nova mentalidade impulsionadora da construção de um paradigma emancipador. BIBLIOGRAFIA BRANDÃO, C.R. Pesquisa Participante. São Paulo: Brasiliense, 1982. Repensando a Pesquisa Participante. São Paulo: Brasiliense, 1984. BRASIL, lei 9795, de1999. GONÇALVES, C.W.P. Os (des)caminhos do Meio Ambiente. 7.ed. São Paulo: Contexto, 2000. QUINTAS, J.S. Mobilização Social, Educação Ambiental e Gestão. In: Cadernos do IV Fórum de Educação Ambiental. Rio de Janeiro:REBEA, 1997. SANTOS, Milton. Por uma outra Globalização: do pensamento único à consciência universal. 2.ed. Rio de Janeiro: Record, 2000. THIOLLENT, Michel. Metodologia da Pesquisa-Ação. 11.ed. São Paulo:Cortez, 2002. CONTATO: lilian@sulrj.com

ANA MARIA DANTAS SOARES

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ANA MARIA DANTAS SOARES, LIA MARIA TEIXEIRA DE OLIVEIRA, ANELIZE DE SOUZA MULLER, BEATRIZ RIBEIRO GUIMARÃES, CAROLINA DE SOUZA GARCIA, CLARICE TAVARES SIQUEIRA, CLAUDINEY JOSÉ ROSE, DEISE KELLER CAVALCANTE, EDILENE SANTOS PORTILHO, ELISA SOARES DE LIMA CAETANO, GUILHERME FARTES NASCIMENTO, JULIANA MARTINS C. QUINTEIRO, LÍLIAN COUTO CORDEIRO, RAFFAELA ARAÚJO D’ ANGELO, RAMON RODRIGUEZ TAULOIS, RENATA ALVES DOS S. AGUILAR, SAMARA PIRES DOS SANTOS, TATIANE DA COSTA BARBÉ e VANESSA PEREIRA DE JESUS

EDUCAÇÃO AMBIENTAL, SUSTENTABILIDADE E FORMAÇÃO PROFISSIONAL: UMA CONSTRUÇÃO POSSÍVEL Resumo: A preocupação com as questões ambientais, a necessidade de aprofundamento teórico, reflexão e produção de conhecimentos sobre essa questão, numa perspectiva de sustentabilidade social, levou à criação do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável – GEPEADS, ligado ao Núcleo de Estudos e Pesquisas em Política Educacional - NEPPE, do Departamento de Teoria e Planejamento de Ensino/Instituto de Educação, da UFRRJ. Congregando docentes, profissionais e estudantes de diferentes cursos de graduação da universidade, o grupo vem se debruçando sobre temáticas relativas à formação profissional, à articulação da temática ambiental no cotidiano da educação básica e à discussão e acompanhamento de programas e projetos que atuam na educação formal e informal, em municípios circunvizinhos à universidade. Este painel pretende apresentar os objetivos e as principais linhas de pesquisa e atuação que vêm sendo desenvolvidas pelo citado grupo, numa perspectiva de buscar a integração e o intercâmbio com outros grupos/instituições que vêm trabalhando essa temática. CONTATO: adantas@ufrrj.br

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ANA MARIA DE PAIVA MACEDO BRANDÃO e TIAGO COSTA DOS SANTOS SILVA

A CLIMATOLOGIA URBANA COMO INSTRUMENTO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL Resumo: A educação ambiental, como proposta educativa para a promoção do desenvolvimento sustentável vem sendo difundida através de novos conhecimentos sobre a natureza e da disseminação de novas abordagens didáticas sobre variados temas ambientais. Nesse contexto o presente trabalho propõe a contribuição da temática do clima urbano na prática de educação ambiental, tema ainda pouco explorado nos círculos de discussão ambiental, embora tão próximo da realidade da maioria da população brasileira, já que cerca de 80% da população atual do Brasil, seja urbana. Suscita, igualmente, uma reflexão crítica, acerca da questão ambiental urbana e o papel do cidadão na melhoria da qualidade ambiental citadina.O clima urbano é produto da interferência do homem no meio ambiente ou, mais especificamente, é o clima da cidade alterado pelas atividades antrópicas, nela desenvolvidas, no seu processo de urbanização. O clima urbano constitui um sistema complexo que abrange os canais de percepção humana que envolve a abordagem temática de fenômenos recorrentes na cidade como a poluição do ar, a ilha de calor e as inundações urbanas. Tais temas oferecem excelente oportunidade interdisciplinar para a prática da educação ambiental por professores das diferentes disciplinas do ensino fundamental e médio, pois nos coloca à disposição inúmeros conteúdos acerca da qualidade ambiental e de vida que a cidade oferece a seus habitantes e a necessidade de proteção do clima como medida de redução dos impactos e riscos ambientais. Assim, a climatologia urbana pela proximidade e fácil perceptividade do seu objeto de estudo, se coloca como tema dotado de grande disponibilidade de recursos didáticos a serem explorados, dentro e fora da sala de aula, como por exemplo a percepção do aluno para diferentes temas da vivência do aluno, entre os quais: efeitos da poluição do ar sobre a saúde; os impactos causados pelos eventos pluviais intensos; e as situações de desconforto térmico na cidade. Para estimular e facilitar a compreensão dessas questões por parte dos alunos, sugere-se um trabalho de campo interdisciplinar em que os professores munidos de uma boa carta da cidade, planilha de tópicos sobre o que observar no ambiente urbano, bússola, equipamentos alternativos de monitoramento climático, como psicrômetro, imagem de satélite, etc farão, com seus alunos, um trabalho investigativo no bairro onde se localiza a escola. Este será completado com a aplicação de um pequeno questionário visando avaliar a percepção dos moradores do bairro em relação aos problemas ambientais que mais lhes afetam. Esta experiência já vem sendo colocada em prática pela autora desde 1995 com alunos de graduação do Departamento de Geografia e seus resultados são considerados satisfatórios no sentido de possibilitar aos alunos do curso de Geografia um novo olhar para a inserção do clima como importante componente da qualidade ambiental urbana. Palavras Chaves: Educação Ambiental - Climatologia Urbana Percepção Ambiental. CONTATO: anabrandao@globo.com

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ANA PAULA RIBEIRO LIMA FERREIRA

ECO AMBIENTAL - DOCUMENTÁRIOS SOBRE MEIO AMBIENTE PARA RÁDIO Resumo: Eco Ambiental é um programa de rádio que visa informar, educar e orientar o público em geral sobre as questões relacionadas ao meio ambiente. O programa foi produzido no formato de um documentário, sem intervalos, por se tratar de um projeto piloto e, ainda, sem patrocinadores. O conteúdo do programa é bem abrangente, desde notícias, curiosidades, entrevistas e debates sobre os diversos temas ligados ao meio ambiente, tais como: recursos hídricos, legislação ambiental, resíduos sólidos, gestão ambiental, entre outros. O nome do primeiro programa é O Lixo nas Cidades e aborda os problemas que os resíduos sólidos acarretam para o meio ambiente e para a sociedade, a origem e as soluções que podem ser tomadas. O programa tem como objetivo educar e informar sobre Meio Ambiente, usando o rádio como mídia, já que ele se caracteriza como um meio quente, de rápida atualização e disseminação, atingindo uma grande massa populacional. Eco Ambiental visa entreter e ao mesmo tempo informar, esclarecer e também estimular novas idéias e interesses. Pode parecer estranho, a princípio, a escolha de fazer um documentário de rádio, mas são poucos os programas, neste tipo de mídia, voltados para o assunto. Além disso, o formato do Eco Ambiental é original, pois é bem abrangente. O programa pode ser usado como instrumento de formação, em escolas, em educação ambiental, de acordo com o projeto de Lei Estadual 3325/99, de autoria dos deputados Carlos Minc e Noel de Carvalho, pois Eco Ambiental está dentro das especificações desta lei. O objetivo do programa é fazer com que a população se informe de uma maneira rápida e de fácil assimilação de uma realidade que cada vez mais faz parte de duas vidas. A educação ambiental feita através do rádio, pode alcançar uma quantidade maior de pessoas, que mesmo não dispondo de um aparelho de tv, meio de comunicação mais habitual, consegue obter mais saber sobre o meio ambiente, por possuir o conteúdo dos seus temas bem apurados e completos. Dividido em 3 blocos, cada um com dez minutos de duração. O horário imaginado para a veiculação do programa é sábados, na parte da manhã, às 11h30, pois este é um dia que se caracteriza por veicular programas especiais, que geralmente não fazem parte da grade de programação dos chamados dias úteis (de segunda a sexta-feira). Foi produzido um CD com 30 minutos de duração que contém o programa piloto de Eco Ambiental. CONTATO: aprlf@yahoo.com.br

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CONFIGURANDO A EA COM ALUNOS DA 6A SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL DO CMRJ Resumo: Constatamos que a maioria dos professores ensina a preservar o ambiente, e a maioria dos alunos entende, porém observamos que estes não praticam o que lhes foi ensinado. Consideramos relevante a relação entre professores e alunos durante as aulas, com a finalidade de configurar a direção para a práxis de preservar a natureza. Com alunos preparados a praticar efetivamente suas habilidades e talentos atuando na preservação do planeta, experimentamos de maneira estimulante e promissora, em ambientes formais e fora deles, conhecer e formatar novas ações nesse sentido. O projeto está sendo desenvolvido num grupo de alunos de uma turma da sexta série do Colégio Militar do Rio de Janeiro e, posteriormente, vamos aplicá-lo ARNALDO RAMOS ROCHA e às demais turmas e séries. Ensaiamos novas propostas que estão surgindo, no CARLA MARINA NETO DAS sentido de conciliar o discurso docente com a prática discente de modo que nossos NEVES LOBO ( PROFª educandos tratem efetivamente, de forma ética, consciente e adequada, a defesa do ORIENTADORA) habitat em que vivem. Tratamos as questões ecológicas, considerando desde o ambiente doméstico àqueles que são freqüentados pela família, percorrendo todo o espaço escolar. Abordamos a utilização apropriada dos recursos disponíveis nos fundamentos e na produção, reservando espaço para discussão intelectual, crítica, da metodologia empregada. Desenvolvemos pesquisas em grupos de alunos, buscando interpretar a vivência diária nos espaços que ocupam, e a compreensão contextual; analisamos os materiais didáticos e espaços não formais utilizados para a prática de aulas e estudo, bem como os ensinamentos que tratamos. Na medida em que as propostas surgem, fazemos intervenções e recomendações ao grupo. Embasam este nosso projeto, estudos e relatos de Reigota (1999), Guimarães (2000) bem como a proposta pedagógica do próprio CMRJ, entre outros. CONTATO: ataf.rocha@infolink.com.br

PSICOLOGIA DENTRO DA EDUCACAO AMBIENTAL Resumo: Este projeto visa trabalhar principalmente o psicológico do aluno, considerando que o mesmo torna-se desiludido quando observa a velocidade acelerada da degradação do Meio Ambiente e o descaso do restante da população. Trata-se de uma nova forma de conscientizar, no qual o aluno passa a ser incentivado não a lutar contra quem degrada, mas sim, contra a degradação em si, porem sem nutrir grandes esperanças no que diz respeito a diminuição da intensidade tal processo, que parte do principio de dar sem receber, tornando um desafio mobilizar pessoas a fazer algo que não traga aparente retorno. Para isso, serão utilizados os seguintes argumentos.. - Muitas pessoas degradam mesmo sabendo que estão ATTILA MOSTERIO BALBINO cometendo um erro,pois acreditam que tais atos são insignificantes perante o ato de e MYLLENA FERREIRA outros milhares de seres humanos, ou seja, justificam seus erros através dos erros LOPES dos outros. - Mostrar que o ser humano vem lutando contra a natureza, enquanto desperdiça sua verdadeira capacidade, que e a de adaptar-se a ela. - Deixar claro a idéia de que o imediatismo e negativo, mostrando que a Terra e um ciclo``infinito`` e que a sua deteriorização contribui não para o fim da vida, mas sim para o fim da humanidade. - Quando se organiza um mutirão para a limpeza de uma praia, por exemplo, devemos nos contentar não só com o fato do local ter ficado livre do lixo, pois isso pode ser momentâneo, mas sim pelo fato de que de algum modo estamos atrasando o processo de degradação do mundo, ou seja, contentar-se com pouco. Finalizando este projeto, temos a conscientização do aluno quanto o seu papel como multiplicador, passando a diante as idéias expostas anteriormente, de forma passiva. CONTATO: attilabalbino.bio@ig.com.br

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EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM COMUNIDADES: UM OLHAR SOBRE METODOLOGIAS E PRÁTICAS BEATRIZ RIBEIRO Resumo: Este trabalho apresenta metodologias que vêm sendo utilizadas para difundir GUIMARÃES, ANELIZE DE a educação ambiental no meio popular, de acordo com os aspectos legais e com as SOUZA MULLER, CLARICE especificidades de cada comunidade. Essa prática educativa não pretende ser a TAVARES SIQUEIRA, ELISA solução dos problemas da coletividade, mas o caminho para ela, na medida em que SOARES DE LIMA promove a capacitação e a autonomia para a resolução dos problemas ambientais, CAETANO, GUILHERME contribuindo para a melhoria da qualidade de vida. Busca tanto a participação social FARTES NASCIMENTO, quanto o uso racional e sustentável dos recursos utilizados pela população. A partir de JULIANA MARTINS DA um referencial teórico no campo da Educação Ambiental e dos estudos que estão COSTA QUINTEIRO, sendo implementados no âmbito do GEPEADS/UFRRJ, será feita uma reflexão crítica RAFFAELA ARAÚJO sobre como os projetos vêm sendo implantados, bem como os resultados obtidos com D ÁNGELO e ANA MARIA o seu desenvolvimento, em programas de extensão universitária e outras experiências DANTAS SOARES realizadas no Estado do Rio de Janeiro CONTATO: bialdp@hotmail.com

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MAPEAMENTO DO PATRIMÔNIO IMATERIAL Resumo: Mapeamento do patrimônio imaterial do Parque Nacional da Tijuca O ponto de partida para a concepção deste trabalho foi minha vivência prática e teórica nas questões referentes ao lazer, educação ambiental e cultura popular. Na realização de um projeto de educação ambiental baseado principalmente em caminhadas ecológicas, passei a questionar-me quanto à eficácia desta prática para mudança de hábitos, atitudes e mentalidades em relação à conservação e respeito ao ambiente. Para Nascimento (2002): “a grave crise ecológica em que o mundo está mergulhado, tem sido identificada como uma crise de valores da sociedade atual, cujas raízes estão associadas à ética antropocêntrica e utilitarista. A revolução industrial e a estruturação do sistema capitalista no século XX intensificaram o processo de alienação do ser humano em relação à natureza.” O Parque Nacional da Tijuca (PNT) é composto pela Floresta da Tijuca, Pedra da Gávea, Pedra Bonita, Paineiras e Corcovado, e foi criado graças a D. Pedro II que em 1860 tomou a iniciativa de desapropriar e reflorestar essa área. O PNT foi tombado pela Unesco, elevando-o ao status de "Reserva da Biosfera". Agora está sendo pleiteado o título de "Patrimônio da Humanidade" junto à ONU. Apesar disto, no Parque verifica-se o processo alienante, não somente no carioca em geral, que o visita apenas nos finais de semana, mas também, nos moradores de seu entorno, que por sua relação cotidiana, são os que maiores probabilidades têm de causar danos ou benefícios. Apesar das tentativas de conscientização organizadas pela direção da unidade e por ONGs que atuam na área, verifica-se que esta influência principalmente nas comunidades do entorno, não chega a gerar uma identificação destas populações com a floresta e os serviços por ela BRUNO LEONARDO GOMES prestados. O que vem sendo percebido como resultante desta relação superficial é o MORAIS condicionamento de atitudes positivas à compensação financeira. Este caso é verificado quando alguém da comunidade é empregado em algum serviço temporário no Parque. Percebe-se como senso comum nesta população, a opinião não declarada de que se dá mais valor à Floresta do que às pessoas. A população do entorno não se vê como parte integrante da totalidade do bioma e, portanto, como beneficiária e promotora de ações de proteção da floresta. Este sentimento de desagregação e alienação não é exclusivo da relação do homem com o meio ambiente, sendo, segundo Debord (1967) um processo característico das sociedades industrializadas, pois, “do automóvel à televisão todos os bens selecionados pelo sistema espetacular são também suas armas para o reforço constante das condições de isolamento das multidões solitárias”. O presente estudo pretende, através da pesquisa de campo, documentar o patrimônio imaterial das comunidades que residem no entorno do PNT, visando resgatar e valorizar este produtor cultural, reconhecendo a importância de sua relação com o meio natural. É dentro desta perspectiva, de compreensão de influências múltiplas entre o meio e o homem e da cultura resultante deste processo, que se pretende re-encantar o produtor cultural genuíno quanto à importância do meio na autenticidade da sua criação. É uma tentativa de costurar através da cultura popular uma relação mais íntima e consciente entre o homem e a floresta. CASCUDO, Luis da Câmara. Coisas que o povo diz . Bloch, 1968. DEBORD, Guy. A Sociedade do Espetáculo. Contraponto. Rio de Janeiro. 1999. NASCIMENTO, Eva. Crise Ecológica Moderna: uma revisão sobre paradigmas e educação ambiental. Disponível em http://www.gededea.hpg.ig.com.br/principal.htm CONTATO: brunocuru@yahoo.com.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER PROJETO JUTURNAÍBA VIVA - CONSCIENTIZAÇÃO DA POPULAÇÃO QUE HABITA AS MARGENS DA REPRESA DE JUTURNAÍBA (RJ) QUANTO A IMPORTÂNCIA DE SUA PRESERVAÇÃO. Resumo: A ação antropogênica é fator determinante no estado de conservação e equilíbrio ambiental. Sistemas lagunares, como por exemplo, a Laguna de Araruama (RJ), a Lagoa Rodrigo de Freitas (RJ) e a Lagoa dos Patos (RS), têm suas proximidades povoadas e sofrem com a ação antrópica. A Represa de Juturnaíba é um exemplo disso, apresentando uma população ribeirinha que se estende por toda sua margem. Uma das maneiras de manter preservado ou evitar a destruição do Meio Ambiente é conscientizar a população. A Represa de Juturnaíba está localizada nos municípios de Araruama e Silva Jardim - RJ. Possui um perímetro de 85 Km e ocupa uma área de 43 Km2. O principal uso da Represa é a captação de água para o abastecimento público de toda a Região dos Lagos (RJ) que é formada por oito municípios. O Projeto tem como objetivo montar um perfil da comunidade que habita as margens da Represa de Juturnaíba e fazer o levantamento dos problemas ambientais locais. A partir dos resultados obtidos fazer um trabalho de conscientização com a população ribeirinha a respeito da importância da preservação ambiental para que se possa ter uma menor degradação de todo o complexo lagunar, compreendido pela Represa e suas áreas adjacente. O projeto será desenvolvido por oito pessoas e terá duração de seis meses. O trabalho será aplicado em uma comunidade com cerca de 400 residências habitadas às margens da Represa, e terá três etapas. Na Etapa I será aplicado um questionário para se fazer um levantamento dos problemas ambientais locais. Na Etapa II será feita a leitura dos questionários. Posteriormente será elaborado um relatório com o perfil da população entrevistada, e a partir dele será elaborado o discurso para a conscientização desta população. Na Etapa III será realizada a conscientização da população através de palestras com a comunidade adulta e trabalhos educativos específicos com as crianças. Por fim será elaborado um Relatório Final que conterá uma avaliação de todo o trabalho desenvolvido. O custo total para a realização do projeto é de R$ 21.096,60. Palavras-chave: conscientização, preservação e Represa de Juturnaíba. CONTATO: robertoncampos@bol.com.br

CAMPOS, R. N. e GONÇALVES, J. E. A.

COLETA E ANÁLISE DO LIXO DE PRAIAS DE TRÊS MUNICÍPIOS DA REGIÃO DOS LAGOS (RJ) COMO FERRAMENTA DE CONSCIENTIZAÇÃO AMBIENTAL. Resumo: Como forma de conscientizar as pessoas sobre os problemas causados pelo lixo, o “Center For Marine Conservation” (USA) promove todos os anos, coleta e análise do lixo jogado nas praias do mundo inteiro, no terceiro sábado de setembro, intitulado “Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias”. No evento, distribui-se questionários com opções de marcação de diferentes tipos de lixo, para que voluntários locais os preencham enquanto coletam o lixo. São distribuídos camisetas, pranchetas, luvas e sacos plásticos para a realização da atividade. Em 2004, participarão como voluntários deste evento na Região dos Lagos (RJ) alunos de CAMPOS, R. N.; MOREIRA, ensino médio e superior e membros de outras instituições. Os voluntários serão F. A. W. e GONÇALVES, J. E. divididos em trios, de forma que dois deles coletem o lixo enquanto que o terceiro A. anote os tipos de lixos coletados. O trabalho será realizado em praias dos municípios de Arraial do Cabo, Cabo Frio e Armação dos Búzios (RJ). Posteriormente, os questionários serão analisados para a montagem de gráficos e tabelas dos tipos de lixos encontrados, objetivando conhecer a composição do lixo em cada praia e determinar a sua origem. Os resultados serão apresentados no Fórum e divulgados para a comunidade da Região dos Lagos, com o intuito de conscientizá-la sobre os problemas que o lixo causa às pessoas e ao meio ambiente. Palavras Chaves: Comunidade - Conscientização - Lixo. CONTATO: CAMPOS, R. N. (robertoncampos@bol.com.br) FERLAGOS Faculdade da Região dos Lagos (FERLAGOS) – Avenida Profa Júlia Kubitscheck, nº 80 – Jardim Flamboyant – Cabo Frio - RJ – Cep.: 28905-000 – Tel.: (22) 2645-6100

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CARLA TAVARES e ISA MARIA FREIRE

ESTUDO DE CASO DE ASSIMILAÇÃO DE UMA INFORMAÇÃO AMBIENTAL: LUGAR DO LIXO É NO LIXO Resumo: O presente trabalho teceu uma rede conceitual, unindo os fios da Ciência da Informação e da Educação Ambiental com o propósito de investigar a assimilação da informação ambiental "lugar do lixo é no lixo" em grupos de crianças entre 9 e 12 anos, da 4ª série do ensino fundamental. Para tanto, utilizando-se de uma tecnologia da Ciência da Informação agregou valor informacional ao desenvolvimento de uma prática da educação ambiental: as oficinas de reciclagem artesanal de papel do Projeto Recicloteca da ONG Ecomarapendi. Aplicando um modelo teórico-operativo da Ciência da Informação, as oficinas foram transformadas em agregados de informação passando a ser denominadas "oficinas experimentais de informação ambiental sobre a problemática dos resíduos sólidos [lixo]". Seguindo este modelo, as oficinas de reciclagem artesanal de papel foram modificadas em seu formato e conteúdo, dandose ênfase à verificação do fenômeno a ser investigado (assimilação da informação em um grupo de usuários) mediante a produção de estoques de informação prévia com linguagens cuidadosamente elaboradas e distintas a serem disseminados nos grupos participantes da pesquisa (professoras e alunos) constando de dois folderes, uma filipeta e um saco de papel; a escolha do vídeo, das escolas e da série; e as alterações nas etapas da oficina. A investigação foi estruturada em quatro fases, constando da apresentação do projeto de pesquisa para a direção da escola e para a professora da turma, entrevistas com as professoras (antes e depois da realização da oficina experimental), entrevista com os alunos (depois da realização da oficina experimental) e realização das oficinas experimentais (um pré-teste e três eventos investigativos) na Ecomarapendi. Para avaliação da assimilação da informação transmitida nas oficinas experimentais [“lugar do lixo é no lixo”], foram analisados depoimentos textuais e gráficos de três grupos de alunos, no total de 70 dentre os 76 que participaram da amostra analisada. Os resultados apontaram que 55% dos alunos trataram do local de disposição do lixo em seus depoimentos, sendo que destes 21% citaram literalmente que “o lugar do lixo é no lixo”. Isto indica que a oficina experimental conseguiu transmitir uma informação que foi assimilada por um número significativo de crianças, revelando a pertinência dessa pesquisa para os estudos sobre a problemática dos resíduos sólidos [lixo] e sua inovação metodológica. Destarte, ao propor e aplicar um modelo de implementação e avaliação de práticas de educação ambiental através de uma abordagem da Ciência da Informação, a pesquisa também realiza sua função social de facilitar a comunicação do conhecimento para aqueles que dele necessitam, na sociedade. Palavras Chaves: Informação Ambiental Educação Ambiental - Lixo. CONTATO: caed@gbl.com.br

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REDE DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO RIO DE JANEIRO – REARJ Resumo: A Rede de Educação Ambiental do Rio de Janeiro (REARJ) surgiu como resultado das articulações de educadores ambientais durante o Fórum Global da Conferência do Rio (1992). Atualmente, está sediada na Universidade do Estado do Rio de Janeiro através do projeto de extensão universitária Implantação do Elo Administrativo e Dinamizador da Rede de Educação Ambiental do Rio de Janeiro. A Rede vem buscando consolidar-se como um espaço democrático e participativo, de CARLOS FREDERICO discussão e de fortalecimento das ações de indivíduos, grupos, instituições e LOUREIRO, DANIELLE organizações voltadas para a sustentabilidade socioambiental. Para que isso ocorra, a GRYSZPAN, DECLEV equipe de facilitadores da REARJ, eleitos na plenária do 7º Encontro de Educação RENIER, JACQUELINE Ambiental do Rio de Janeiro, além de manter em funcionamento uma lista de GUERREIRO, JAIME discussão na Internet-redeeducacaoambiental@grupos.com.br- atualmente com 156 PACHECO, MARCELO integrantes e 3370 mensagens em 3 anos de funcionamento, também organiza e ARANDA, MARILENE CADEI, participa de reuniões e eventos presenciais, tanto no âmbito do Estado do Rio de MAURO GUIMARÃES, Janeiro quanto em outras localidades do país. A estratégia de implantação de elos MÔNICA ARRUDA, regionais e incentivos a fóruns locais, assim como a participação dos facilitadores da PATRÍCIA MOUSINHO, REARJ como membros da facilitação nacional da Rede Brasileira de Educação PEDRO ARANHA e Ambiental (REBEA) também têm contribuído para a criação de novas parcerias e o PHILLIPPE POMIER compartilhamento de informações e experiências, o que fortalece e amplia a REARJ. Com isso, a Rede de Educação Ambiental do Rio de Janeiro busca promover a coresponsabilidade de todos os seus componentes em relação à justiça ambiental, à equidade social e à cidadania ativa. Palavras Chaves: Rede Social – Mobilização – Cidadania Ativa. CONTATO: jguerreiro@alternex.com.br , neadist@alternex.com.br , jacqueline_guerreiro@bol.com.br

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LABORATÓRIO DIDÁTICO - UMA EXPERIÊNCIA COM BONS FRUTOS Resumo: O trabalho apresenta a avaliação do Projeto Laboratório Didático. Os resultados foram obtidos com base nos comentários dos professores que participaram com suas turmas da experiência que o Núcleo de Educação Ambiental do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro desenvolveu entre março de 1997 e setembro de 2000 bem como dos materiais elaborados a partir dos temas apresentados. A conclusão da análise conduz a reedição do projeto em novo espaço . A implantação do Laboratório Didático teve como objetivo o de oferecer um espaço onde o público escolar da rede oficial de ensino, pública e particular, e nossa equipe pudessem refletir sobre questões ambientais quando de sua visita ao Jardim Botânico. Como elemento fundamental uma ambientação atraente era elaborada de modo a instigar a permanência no espaço despertando a curiosidade durante cerca de cinqüenta minutos. Após uma breve apresentação do tema, a turma se organizava em CARMELITA SANTORO grupos para o desenvolvimento de atividades lúdicas relacionadas às questões abordadas e sempre ampliadas para o Arboreto do Jardim Botânico. Foram adotados BOTTINO, ANA LÚCIA ALFAIA-LAGOS, CRISTIANE os temas: Linéia e o Jardim, Naturalista Amador, Animais e Plantas – Parceria na Natureza, Água – Principio da Vida, Amazônia vista do Jardim, Ser mais humano no TAVARES e MÁRCIA planeta Terra, Mata Atlântica – A floresta redescoberta , Em busca das plantas da SALGUEIRO MARIA TEIXEIRA WENZEL Mata Atlântica, Jardim Botânico – Um Jardim de Histórias. E abordados os conceitos: germinação, biodiversidade, cadeia alimentar, cooperação dispersão, polinização, recurso natural e ciclo da água, desmatamento, extinção de espécies, ecossistema urbano, biosfera, reduzir, reaproveitar, reciclar, quinhentos anos de ocupação da Mata Atlântica e aspectos históricos, educativos e científicos do Jardim Botânico. O permanente acompanhamento das informações colhidas nos comentários elaborados pelos professores foi instrumento fundamental para orientar as práticas desenvolvidas, ratificando, adaptando ou redirecionando a prática da equipe. Uma observação a ser destaca é que através das práticas desenvolvidas a assimilação dos conceitos se dava de modo permanente e “viva” pelos participantes do projeto . Acreditamos que a observação dos professores está relacionada ao caráter lúdico e o ambiente natural onde as atividades eram desenvolvidas, sendo sempre carregadas de emoção. Palavras Chaves: Práticas Lúdico-didáticas – Parceria - Público Escolar. CONTATO: carmelita@jbrj.gov.br

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CAROLINE PORTO DE OLIVEIRA, CARLA TAVARES, DANIEL SEIFERLE e EDUARDO BERNHARDT

PROJETO RECICLOTECA - UM CENTRO DE INFORMAÇÕES SOBRE RESÍDUOS SÓLIDOS E MEIO AMBIENTE Resumo: Segundo o IBGE, a quantidade diária de lixo urbano coletado no Brasil é de 228.413 toneladas, o que representa 1,25 kg diários para cada um dos 182.236.000 habitantes. A mesma pesquisa indica que 59% deste volume têm destino inadequado, resultando em problemas sociais, ambientais e econômicos. Apesar de aumentos significativos no índice de reciclagem de alguns materiais, apenas uma pequena parcela destes é transformada pelas indústrias, num processo ainda restrito a poucos estados.Embora o panorama seja preocupante, já se contabilizam experiências bem sucedidas na gestão de resíduos sólidos por todo o país. Há 451 municípios com coleta seletiva, concentrados nas regiões Sul e Sudeste, que juntas, respondem por 91% dos municípios com separação de materiais (ABRELPE, 2003).Pelos avanços concretizados e pelo que ainda há por fazer é fundamental ressaltar a importância da parceria público-privada e a contribuição de ONGs, universidades, associações, fóruns e afins. Um bom exemplo é a participação dos diferentes setores da sociedade na construção da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que ainda tramita em Brasília.Criada em 1992 pela ONG Ecomarapendi, a Recicloteca é um Centro de Informações sobre Resíduos Sólidos e Meio Ambiente que tem o objetivo de difundir informações sobre os problemas ambientais, em especial o lixo, e o que pode ser feito por cada um de nós para reduzir os impactos sócio-ambientais.Em 12 anos de atividade, construiu um amplo acervo com livros, revistas, jornais, informativos, cartilhas, teses, monografias, vídeos, CD-ROMs e artigos técnico-científicos sobre lixo e meio ambiente em geral. Este material está disponível ao público gratuitamente.A Recicloteca recebe visitantes e atende a consultas por carta, fax, telefone e correio eletrônico. Também promove vivências guiadas em sua sede e mantém o Espaço Reciclarte (uma exposição permanente de objetos reaproveitados e reciclados feitos por artesãos brasileiros), oferece oficinas e mantém um sítio virtual que oferece dezenas de páginas com conteúdo de autoria de sua equipe. Os consultores atendem ao público buscando, sempre que possível, disseminar princípios básicos de valorização da vida e respeito ao meio ambiente. A equipe realiza pesquisas sobre o tema, adquirindo novos itens para seu acervo e compilando informações sobre os avanços políticos, tecnológicos, educacionais e sociais que se relacionem ao lixo. Publica um informativo trimestral sobre temas relacionados ao meio ambiente.São atendidas anualmente cerca de 7.000 pessoas através da sede (cartas, telefonemas, visitas e e-mails), 4.000 pessoas em palestras, exposições, etc, e 155.000 visitas à página eletrônica. Muitas vezes o contato com a Recicloteca promove o desdobramento de outras atividades, seja em instituições de ensino, em comunidades, Neste contexto, a Recicloteca atua sob a perspectiva de criar condições para a difusão de programas de gerenciamento de resíduos sólidos e o envolvimento da população no exercício da cidadania frente ao desafio de minimizar os danos causados por todos os nossos restos, quando consideramos que eles somem como num passe de mágica. Palavras Chaves: Informação Ambiental - Resíduos Sólidos - Educação Ambiental. CONTATO: carolpo@br.inter.net

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER EDUCAÇÃO AMBIENTAL A DISTÂNCIA: DESAFIOS E POSSIBILIDADES Resumo: O presente estudo pretende esboçar algumas reflexões sobre a prática da educação ambiental a distância,modalidade que vem crescendo no país, sendo oferecida nas mais variadas instâncias de ensino. de modo particular, este trabalho visa investigar a modalidade de ensino a distância aplicada à Educação Ambiental no que se refere ao potencial deste tipo de metodologia para almejar os objetivos desta prática educativa. A adoção de novas metodologias de ensino, fruto do avanço tecnológico tem revolucionado a pedagogia de uma maneira nunca antes vista. Novas possibilidades têm se delineado graças a diferentes ferramentas audiovisuais, multimídia e midiáticas. Ao mesmo tempo, a necessidade de um contato pessoal e com o campo tem sido tema de discussão de especialistas na área. Por isso, este estudo busca entender até que ponto tais avanços servem a causa da educação ambiental no sentido de capacitar pessoas para atuarem de forma consciente e eficiente na área. CONTATO: vilson.carvalho@ig.com.br

VILSON SÉRGIO DE CARVALHO e CELSO SANCHEZ

HAMILTON GARBOGGINI, CLAUDIA LOPES POCHO, JULIANA LAURITO SUMMA, MARCELO LUIZ BRAGA MAIA e MIGUEL LUIZ CAMPOS FERNANDES

COMBATE AO DESPERDÍCIO COMO INDUTOR DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL Resumo: A Conservação de Energia é a fonte de produção mais barata e limpa que existe, pois não agride o Meio Ambiente e aproveita as instalações já existentes. Combater o desperdício significa utilizar a energia de maneira racional com menos consumo de energéticos, sem abrir mão das vantagens que ela proporciona. A Educação Ambiental se caracteriza por incorporar as dimensões sócio-econômica, política, cultural e histórica da realidade, não podendo se basear em pautas rígidas e de aplicação universal, devendo considerar as condições e estágios de cada país, região e comunidade, sob uma perspectiva histórica. Da união desses dois conceitos, FURNAS desenvolve programas de Educação Ambiental através da formação de multiplicadores, com o objetivo de que façam a união dos aspectos sócio-culturais com a problemática ambiental, no mundo e na sua própria região. Re-construindo assim o próprio caminho do saber, de si-mesmo para o outro. O desafio é, então, o de, nos espaços de aprendizagem criados, construir práticas e exemplos que questionem o modelo de sociedade capitalista e consumista, pontuando algumas contradições inerentes ao sistema, sem que isso se esgote na fase do questionamento. Faz-se necessário o incentivo à pedagogia da intervenção, visando a uma prática atuante e consciente dos problemas que existem. Lembrando que os problemas ambientais são urgentes, pois as conseqüências já podem ser percebidas hoje com as pertubações climáticas e as espécies ameaçadas de extinção. Para discutir, questionar e construir uma prática em educação ambiental, utilizando o combate ao desperdício como tema indutor, foram criados em Furnas Centrais Elétricas os seguintes programas educacionais: A Natureza da Paisagem: Energia – Recurso da Vida (capacitação de professores no programa de educação ambiental com chancela da Unesco), Educação para a conservação (trilha desenvolvida dentro dos parques da cidade de São Paulo) e desenvolvimento de produtos (materiais enviados por crianças e escolas que são viabilizados por Furnas e distribuídos com objetivo de criar um canal de comunicação através de um produto desenvolvido por eles mesmos). Palavras Chaves: Combate ao desperdício – Questionamento - Construção do conhecimento. CONTATO: Hamilton Garboggini - hag@furnas.com.br

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CLÁUDIA RIBEIRO BARBOSA e JOELMA CAVALCANTE DE SOUZA

PROGRAMA DE FORMAÇÃO CONTINUADA: REDE DE AÇÕES Resumo: O Programa de Formação Continuada: Rede de Ações, executado pelo Centro de Educação Ambiental Protetores da Vida desde março de 2003, objetiva contribuir para a atualização em temas ambientais de diferentes profissionais da área de educação da rede municipal de São Gonçalo, Rio de Janeiro. Essa instrumentalização utiliza como facilitador para o debate, a própria dinâmica socioambiental do município supracitado. O programa beneficiou diretamente mais de 100 profissionais entre professores de sala de aula, coordenadores e professores de sala de leitura. A metodologia utilizada baseia-se na proposta de Henry Wallon que reitera que a escola precisa ter uma visão clara de suas dimensões sócio- políticas objetivando desenvolver seu papel de transformação e formação do indivíduo e da sociedade. Nesse sentido, o professor desempenha diferentes papéis que vão desde da re-edição de conhecimentos até a vivificação dos mesmos através de estratégias diferenciadas. Rede de Ações apresenta a seguinte estruturação: oficina de elaboração de projetos pedagógicos, oficina de dinâmica de grupos e jogos teatrais e elaboração de estratégias pedagógicas a partir da utilização de vídeos, filmes, músicas, artes, entre outras. Até o momento, 3.000 estudantes foram beneficiados indiretamente pela Rede de Ações, fato este constatado a partir do I Fórum de Fortalecimento da Rede. O Programa de Formação Continuada é mais do que simplesmente fornecer conteúdo teórico aos profissionais da rede, ele é um estímulo a adoção de uma nova forma de pensar e intervir nas políticas municipais. CONTATO: barbosa-cr@uol.com.br

CLÁUDIA RIBEIRO BARBOSA e JOELMA CAVALCANTE DE SOUZA

MEIO AMBIENTE: DISCUSSÃO & IMAGENS Resumo: A incorporação da questão ambiental no dia a dia das pessoas pode propiciar uma nova percepção nas relações entre o ser humano, a sociedade e a natureza, reforçando a necessidade de ser e agir como cidadão na busca de soluções para problemas locais e nacionais que prejudiquem a qualidade de vida. Criar novos espaços para essa discussão, principalmente na educação, incorporando novas metodologias à prática pedagógica do ensino formal é o desafio dos novos tempos. Com base nesta premissa, o presente projeto propôs uma atualização destinada aos professores da rede de educação do município de São Gonçalo visando debater e construir coletivamente conceitos e práticas educativas destinadas ao debate ambiental em sala de aula. O projeto é composto por duas fases distintas: atualização de professores e desenvolvimento de planos de ação nas unidades escolares . A segunda face é composta pela implementação dos planos de ação com o auxílio de Kits ambientais. O primeiro ano do projeto inclui 8 escolas e 30 professores que foram beneficiados com 8 Kits de temas diferentes, ligados ao meio ambiente, que circularam nas escolas subsidiando o trabalho dos professores. O projeto se encontra na fase de avaliação do seu primeiro ano e em agosto se iniciará nova turma. CONTATO: barbosa-cr@uol.com.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER O RIO PERTO DA MINHA ESCOLA - DA NASCENTE A FOZ Resumo: No Colégio Pedro II - Unidade Tijuca I, a equipe de Ciências realizou no ano de2002 um projeto com as turmas de 3ª série do ensino fundamental, cujo objetivo era a observação do rio Maracanã, que é um rio que passa próximo a escola, desde sua nascente até a sua foz. Na primeira etapa, as turmas foram divididas em grupos com a função de coletar dados sobre os fatores que compunham ou modificavam o rio.Foi coletada água próxima a escola para análise, servindo como um comparativo com a água da nascente e da foz. Na segunda etapa, foi proposto um trabalho de campo aos alunos com início na Floresta da Tijuca com a observação da nascente e o término no Canal do Mangue, sua foz. Como resultado deste trabalho nossos alunos adquiram uma visão crítica à cerca do ambiente observado, realizaram observações e refletiram sobre a pesquisa executada, fizeram experimentações com os dados coletados e conseguiram com um trabalho de equipe elaborar e descrever possíveis soluções para os problemas ambientais da sua região. CONTATO: danigervazoni@terra.com.br

DANIELE GERVAZONI VIANA

DANILO VERGINIO DE CARVALHO NETTO

METODOLOGIA HORTA VIVA PARA EDUCAÇÃO AMBIENTAL Resumo: O Programa "HORTA VIVA PARA EDUCAÇÃO AMBIENTAL" em 2004 completou 22 anos de existência. Durante este tempo, foi construída e desenvolvida na prática uma nova proposta metodológica para Educação Ambiental. Esta proposta vem gerando bastante interesse às pessoas ligadas às questões ambientais, e tem sido apresentada através de diversas palestras, participações em congressos e seminários, e muitos cursos para professores. A fim de atender a crescente demanda por informações sobre este projeto e a educação ambiental em geral, criamos o PROGRAMA HORTA VIVA, que visa disponibilizar às pessoas interessadas nas questões sócio-ambientais, uma série de ações que colaborem para o desenvolvimento da Educação Ambiental, dentro de uma visão integrada de mundo, onde a natureza possa ser compreendida como um todo dinâmico, e o ser humano como parte integrante e agente de transformações do mundo em que vive, na busca por uma sociedade ambientalmente sustentável e socialmente justa. Para facilitar o desenvolvimento deste PROGRAMA, criamos o site www.hortaviva.com.br, que tem suas ações definidas como: - Elaborar e implantar projetos de Educação Ambiental em instituições de ensino, empresas e comunidades; - Elaborar e desenvolver cursos na área de Educação Ambiental; - Disponibilizar a proposta metodológica do projeto Horta Escolar; - Desenvolver ações de Educação Ambiental com o público infantil através da Revista Cururu; - Disponibilizar informações sobre Educação Ambiental através da midiateca; - Divulgar seminários, fóruns, congressos ou ações ambientais; Estimular ações de Educação Ambiental em rede através de projetos on-line; Divulgar atividades e projetos desenvolvidos pelos professores em escolas; - Elaborar e disponibilizar cursos práticos on-line; - Desenvolver e disponibilizar materiais didáticos na área de Educação Ambiental. Entendemos que, vivendo num mundo dinâmico tais ações poderão tomar novos rumos ou serem ampliadas. CONTATO: (21) 25263164

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EDUCAÇÃO AMBIENTAL ATRAVÉS DO TEATRO: GRUPO AMBIENTE EM MOVIMENTO Resumo: A utilização de técnicas como peças teatrais, “contação” de história, jogos e dinâmicas são importantes ferramentas para a Educação Ambiental. De maneira lúdica, promovem a transmissão do conhecimento e são capazes de provocar reflexões. A prática de contar e ouvir histórias, favorece a troca de vivências e saberes e nos oferece a possibilidade de discutir os fatos e as questões que nos são postos, contribuindo para que possamos ler a realidade e reinterpretá-la, agir e criar. O trabalho de conscientização em relação aos problemas ambientais é de suma importância para a mudança de hábitos, costumes e da postura crítica que venham a melhorar a qualidade de vida de nossa sociedade. A utilização da arte como forma de sensibilizar parta as questões ambientais é, particularmente, um instrumento fundamental na busca da formação de uma nova concepção sobre meio ambiente. O Teatro do Oprimido, criado pelo diretor Augusto Boal, por sua vez, apresenta ao espectador situações normalmente vividas em nosso dia-a-dia e permite a ele expor alternativas a tais situações, fazendo com que este vivencie e se envolva com a DECLEV REYNIER DIBproblemática apresentada, levando-o a refletir na busca de possíveis soluções. Neste FERREIRA, CAROLINE contexto, o Grupo Ambiente em Movimento, criado em 2001 através do Programa de PORTO OLIVEIRA, Educação Ambiental, no âmbito do Programa de Despoluição da Baía de Guanabara EDUARDO D ÁVILA (PEA / PDBG), além de outras linguagens de arte-educação, atua com o Teatro BERNHARDT, ANDRÉ DE Fórum, técnica do Teatro do Oprimido. O Teatro do Oprimido, parte da premissa de PAULA FERREIRA, que todos os seres humanos são atores, porque agem, e todos são espectadores, MARCELO SALGADO VIDAL, porque observam. Desta forma, todos somos espect-atores. Com a técnica do TeatroSONIA HERNÁNDEZ Fórum, apresentamos uma peça sobre uma situação de opressão, geralmente MACEDO, MARLENE baseada em fatos reais e no nosso caso, com temática ambiental. O personagem JUVENAL DA CRUZ, oprimido é substituído pelo público, ao final da peça, a fim de encontrar alternativas SIMONE LOPES MENDES e para romper com a opressão em que se encontra. As peças são apresentadas em ROSÂNGELA DA SILVA qualquer ambiente disponível, desde que comporte o cenário e o público, pois a WYTERLIN presença de palco é totalmente dispensável, uma vez que a proximidade dos espectadores favorece a interação e estimula a participação do público. O cenário é montado pelos próprios atores, confeccionado com material reaproveitado, utilizando sucatas e técnicas diversas. A peça termina sem que a situação apresentada seja resolvida, apesar das tentativas dos personagens. Ao final, abre-se um espaço para que os espectadores participem, não com comentários ou sugestões, mas atuando. O espectador assume o papel de um dos personagens oprimidos, escolhe a cena que deseja atuar e, ao ser oprimido, apresenta uma nova reação, e usa de seus argumentos para convencer o opressor de seus direitos e deveres perante a sociedade. Inicia-se assim, uma nova versão da história, em que o novo participante tenta solucionar a situação apresentada a princípio. A partir desta dinâmica, o público tem a possibilidade de interagir e refletir sobre a situação, vislumbrando novas perspectivas de mudanças do quadro apresentado, estimulando a solidificação da cidadania através da participação na resolução de problemas da sociedade em que vive. Palavras Chaves: Teatro-Fórum – Arte - Conscientização. CONTATO: declev@uol.com.br

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GUSTAVO BORGES, CAROLINE PORTO OLIVEIRA, EDUARDO D´ÁVILA BERNHARDT, CARLA TAVARES e DECLEV REYNIER DIB FERREIRA

APLICAÇÃO DE ATIVIDADES LÚDICAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PELO GRUPO APRENDER FAZENDO Resumo: O Grupo Aprender Fazendo foi criado em 1998 por três alunos de Biologia da UFRuralRJ, amigos e interessados na proteção, recuperação e conservação do meio ambiente partindo do pressuposto que a preocupação com as questões ambientais deve ser uma constante no dia-a-dia de todos. Ele tem como objetivo levar a multiplicadores conceitos relacionados à educação ambiental utilizando recursos didático-pedagógicos prazerosos, divertidos e transversais às diferentes disciplinas. Como forma de fugir ao modo tradicional de construção do conhecimento, o grupo optou pelo emprego de jogos eco-pedagógicos, dinâmicas sócio-ambientais e de motivação e canções populares brasileiras, entendendo-as como: - Dinâmica sócioambiental – atividade lúdica aplicada em grupos com a finalidade de gerar reflexão e discussão sobre temas sócio-ambientais como relações interpessoais, sua influência no meio ambiente e em sua qualidade de vida; - Jogos eco-pedagógicos – brincadeiras em grupo de domínio público, que podem ser adaptadas ou desenvolvidas para promover a transmissão de informação e a construção do conhecimento dos participantes com relação a temas ambientais como biodiversidade, lixo, poluição da água, do ar e do solo, combate ao desperdício, áreas protegidas entre outros; - Dinâmica de motivação – atividades movimentadas que visam empolgar os participantes, despertando a atenção e ativando os sentidos, o que promove maior participação e melhor aproveitamento das atividades seguintes e ainda auxilia a retenção do aprendizado; - Canções populares brasileiras – músicas que visam valorizar a cultura local, geralmente com uma abordagem ambiental. Essas atividades lúdicas de EA são realizadas em palestras, oficinas de reaproveitamento e reciclagem artesanal de materiais, cursos de capacitação e apresentam como vantagens: - a participação dos alunos nas atividades é motivada pelos próprios alunos; - os participantes aprendem brincando e formulam os próprios conceitos; - o estímulo do desenvolvimento motor, intelectual, perceptivo e social; - o estímulo do trabalho em equipe, o respeito ao próximo (incluindo suas idéias), a solidariedade e a comunicação. As atividades vêm sendo aplicadas para um público diversificado constando de alunos e professores do ensino fundamental e médio, estudantes universitários, funcionários de empresas diversas e interessados em geral. Até o momento foram ministradas em diferentes locais do país, como no Rio de Janeiro, São Paulo, Amazonas e Piauí tendo alcançado um público total de aproximadamente de 1490 pessoas. Desta forma, o Grupo Aprender Fazendo busca a melhoria da qualidade de vida através do aprimoramento da relação ser humano/natureza e ser humano/ser humano acreditando que a melhor forma de aprender, é fazendo. Palavras Chaves: Dinâmicas – Lúdico - Jogos. CONTATO: gaborges@uol.com.br

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VISITAS ORIENTADAS: UNINDO AS ESCOLAS AO CENTRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL Resumo: O Centro de Educação Ambiental de Niterói (CEAN) resulta do patrocínio do Instituto Unibanco ao Instituto Baía de Guanabara (IBG) e de convênio com a Secretaria de Estado de Agricultura, Abastecimento, Pesca e Desenvolvimento do Interior (SEAAPI), que possibilitou sua localização no Jardim Botânico de Niterói, RJ. O espaço é bem localizado e bem equipado para atividades educacionais voltadas para a proteção do meio ambiente. Uma das preocupações do IBG na área da Educação Ambiental é unir as escolas ao Centro. Esta parceria visa oferecer às escolas um aporte aos seus trabalhos, considerando que nem todos os professores DECLEV REYNIER DIBtêm o conhecimento, espaço, estrutura e tempo necessários para desenvolver um FERREIRA, CARLA ANDREA trabalho consistente de Educação Ambiental. Com o contato CEAN-Escolas ALBINO SILVARES, DÉBORA pretendemos atuar como um centro de referência, apoio e treinamento, para que as FERREIRA DE OLIVEIRA, escolas e os professores utilizem nossa estrutura e o Jardim Botânico como um LUIZA ALVES FRANÇA, espaço de promoção da EA e busca de conhecimento. Há uma biblioteca LEONARDO CAMACHO, especializada na Baía de Guanabara e questões relativas às águas a qual está aberta HEROLD XAVIER, ao público em geral. Além disso, diversas atividades são realizadas no espaço do MARCELLE DOBAL DA CEAN e do Jardim Botânico, como o projeto visitas orientadas, atividade principal SILVEIRA e MICHELLE voltada às escolas. Nesta atividade, as escolas marcam uma data para a visita, JHOLHER escolhem algum tema principal a ser trabalhado, como lixo, água ou Mata Atlântica e levam turmas de alunos para assistir vídeos, conhecer o espaço, realizar visita guiada ao Jardim Botânico e outras atividades em educação ambiental. Cerca de 40 escolas do município e de municípios vizinhos já foram recebidas, com uma média de trinta alunos por visita. Temos percebido uma grande aceitação por parte das escolas, que procuram o IBG a procura de informações sobre o projeto, além de, após a visita, manterem contato em outras atividades. Pretendemos aprofundar este trabalho, ampliando o número de escolas atendidas e estreitando as relações com os professores. Palavras Chaves: Centro de Educação Ambiental - Visitas Guiadas Escolas. CONTATO: Declev Reynier Dib Ferreira (declev@uol.com.br)

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DEISE KELLER CAVALCANTE

FALANDO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL: UMA CONSTRUÇÃO PARTICIPATIVA DA GESTÃO AMBIENTAL EM PARACAMBI/RJ Resumo: O município de Paracambi, situado na Baixada Fluminense, possui uma população de cerca de 42.000 habitantes, segundo o IBGE, vem implementando políticas de melhoria da qualidade de vida de sua população, baseadas no Desenvolvimento Sustentável. Um dos maiores pressupostos para o Desenvolvimento Sustentável é a participação da sociedade na resolução de questões de diversas ordens, entre elas a questão da Educação Ambiental. O presente trabalho pretende relatar a experiência municipal em Educação Ambiental, desenvolvido através do Projeto Falando de Educação Ambiental coordenado pela Diretoria de Gestão Ambiental do município com o apoio da Crown tecidos para Decoração, indústria de tecidos situada no município. O referido projeto tem como objetivo principal a conscientização ambiental vivenciada pelos próprios munícipes. A metodologia utilizada é baseada na Pesquisa-Ação elaborada por Thiollent (2002), onde os próprios sujeitos analisam e refletem sobre suas práticas e dessa forma, agem conscientemente sobre sua localidade, assumindo uma postura crítica diante da realidade, tomando conhecimento de seus direitos e deveres, enfim exercendo conscientemente sua cidadania. São realizadas reuniões, dinâmicas e oficinas nas escolas municipais onde já podemos observar uma expressiva participação de estudante, pais e professores. Ao final são elaboradas cartas que são levadas pela equipe executora às autoridades para um direcionamento das questões debatidas. Cabe ressaltar que as questões debatidas estão baseadas em diagnóstico realizado no ano de 2003 pela Diretoria de Gestão Ambiental numa parceria com o Instituto Superior Tecnológico de Paracambi e com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. O projeto está em andamento e já podemos vislumbrar que para além do ativismo ecológico, a Educação Ambiental vem configurar-se futuramente numa política pública caminhando de braços dados com a educação formal e, também, com as ações das diversas Secretarias Municipais no sentido de tornar às comunidades sujeitos de sua própria história. Bibliografia THIOLLENT, M. Metodologia da PesquisaAção. São Paulo: Cortez, 2002. CONTATO: deisekeller@sulrj.com

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DENISE SPILLER PENA

ATIVIDADES INTEGRADAS DE EA NAS BACIAS HIDROGRÁFICAS DA REGIÃO DOS LAGOS, RIO SÃO JOÃO E ZONA COSTEIRA ADJACENTE, RJ Resumo: Este trabalho tem como objetivo apresentar as atividades de EA desenvolvidas pelo Programa de Educação Ambiental do Consórcio Ambiental Lagos São João (CILSJ), na região dos Lagos, Zona Costeira e Bacia do Rio São João, localizada no estado do Rio de Janeiro. Em março de 2003 o CILSJ iniciou a formulação de seu Programa de EA com o suporte de dois parceiros de trabalho, o WWF (Fundo Mundial para a Natureza) e o CRBio-2 (Conselho Regional de Biologia – RJ/ ES). A primeira ação do Programa de EA foi a realização de um diagnóstico preliminar sobre as equipes e projetos de Educação Ambiental desenvolvidos por organizações governamentais e não-governamentais em sua região de abrangência (Saquarema, Araruama, Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia, Arraial do Cabo, Cabo Frio, Armação dos Búzios, Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, Silva Jardim e Rio Bonito). O CILSJ obteve A partir da realidade levantada, e com a participação destes educadores, delineou seus objetivos e estratégias de atuação: Animação das Redes de Educação Ambiental (REAJO – Rede de EA da Bacia do Rio S. João e Rio das Ostras - e REDE MAR – Rede de EA da Região dos Lagos e Zona Costeira) fortalecendo e articulando as equipes de Educação Ambiental, governamentais e não-governamentais, que trabalham nos municípios; Consolidação da "visão de Bacia Hidrográfica" dentro dos programas de capacitação de multiplicadores; Coordenação da programação do Ecotrailer (Unidade Móvel) nos municípios integrantes do Consórcio; Incentivo aos “Vimas” e “Eco-clubes” nas escolas de ensino fundamental; Promoção de eventos regionais integrados em datas ambientais comemorativas. Elaboração de campanhas educativas e de projetos integrados nas Bacias do Rio São João e Ostras e na Zona Costeira; Desta forma o PEA busca integrar os esforços, as idéias e ações dos grupos e das equipes imprimindo eficácia e visibilidade às transformações ambientais na Bacia, reforçando a participação da sociedade nos Grupos Executivos de Trabalho do Consórcio Ambiental Lagos São João. CONTATO:Denise Spiller Pena

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DENISE SPILLER PENA e CARLA TAVARES

AÇÕES DA REDE DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DA REGIÃO DAS BACIAS DO RIO SÃO JOÃO E RIO DAS OSTRAS - REAJO - COMPLETAM SEU PRIMEIRO ANO Resumo: Este trabalho trata das ações de EA desenvolvidas no período de um ano (entre julho de 2003 a julho de 2004) na região das bacias do Rio São João e Rio das Ostras, localizada no estado do Rio de Janeiro. A formação da Rede partiu de uma sugestão de trabalho integrado feito pelo Consórcio Ambiental Lagos São João aos representantes de entidades governamentais e não governamentais que já desenvolviam trabalhos de Educação Ambiental na região. São quatro municípios que fazem parte dessa rede: Rio Bonito, Silva Jardim, Casimiro de Abreu e Rio das Ostras. Desde seu início, esse trabalho vem recebendo suporte de dois parceiros de trabalho, o WWF (Fundo Mundial para a Natureza) e o CRBio-2 (Conselho Regional de Biologia – RJ/ ES) proporcionando a realização de três encontros onde foram estabelecidos objetivos e diretrizes para serem implementados de forma integrada na região conforme veremos abaixo: Fortalecer e integrar as equipes de EA que atuam na Bacia Hidrográfica do Rio São João e do Rio das Ostras, fomentando a ação e a reflexão conjunta das organizações e a criação de redes locais. Promover a troca de experiências e de informações entre os educadores ambientais. Construir novas metodologias de EA. Definir indicadores para avaliação das atividades, projetos e programas de EA. Produzir material didático para apoio às campanhas de comunicação de massa e projetos de EA. Além disso foram criados por esses educadores dois Grupos de Trabalho que estão em atividade: GT PROJETO INTEGRADO: Este GT trabalha a criação de um projeto de EA para ser implantado em toda a Bacia que envolva a escola e a comunidade de forma contínua na gestão dos recursos naturais. O Projeto intitulado “Comunidades em ação nas microbacias” está em fase final de elaboração do manual do professor e do kit pedagógico e deverá ser implementado de forma experimental em três microbacias no segundo semestre. GT CAMPANHAS: Este GT criou duas peças publicitárias educativas para TV e quatro para rádios locais sobre a caça predatória e sobre a preservação de Áreas de Preservação Permanente (matas ciliares e nascentes). Atualmente, está levantando e catalogando os espaços possíveis nas rádios locais para veiculação das peças de educação ambiental.As atividades são fruto da participação efetiva de seus integrantes no manejo responsável de seus ambientes sob a perspectiva de bacia hidrográfica, cuja análise dos problemas ambientais independe da divisão administrativa/geográfica municipal. Os educadores ambientais que formam esta rede acreditam que a atuação conjunta é a forma mais eficaz para a melhoria da qualidade ambiental da bacia hidrográfica do Rio São João e Rio das Ostras. CONTATO: Denise Spiller Pena - pea@riolagos.com.br / Carla Tavares caed@gbl.com.br

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EDUARDO D'ÁVILA BERNHARDT, CAROLINE PORTO DE OLIVEIRA, CARLA TAVARES, DANIEL SEIFERLE e MARCELA PASSOS

PROJETO RECICLOTECA - UM CENTRO DE INFORMAÇÕES SOBRE RESÍDUOS SÓLIDOS E MEIO AMBIENTE Resumo: O Projeto Recicloteca – Centro de Informações sobre Residuos Sólidos e Meio Ambiente – foi criado pela ONG Ecomarapendi em 1992 e as vivências em grupo fazem parte de seu trabalho de informação e educação ambiental. Essas atividades vêm sendo feitas desde 1997 e são voltadas para qualquer tipo de público, sendo mais freqüentes para as instituições de ensino, associações comunitárias e ONGs. No decorrer do tempo o conteúdo passou a abordar também os aspectos sociais da questão ambiental. Observa-se atualmente uma crescente procura por estas atividades, visto que o número de grupos atendidos anualmente aumentou de 38 para 130 entre os anos de 2000 e 2003. A vivência em grupo precisa ser agendada previamente, possibilitando um planejamento tanto por parte da equipe da Recicloteca – que ajusta o conteúdo à faixa etária, ao número de participantes e ao seu interesse principal – quanto por parte do responsável pelo grupo, que poderá obter informações complementares para trabalhar o tema “resíduos sólidos” antes e após a visita. Esta metodologia permite que a atividade realizada na Recicloteca, mesmo sendo um evento pontual, faça parte dos programas desenvolvidos pelas instituições visitantes. Com duração aproximada de 2 horas, a vivência se inicia numa árvore artificial montada no hall de entrada da casa. Neste momento o visitante é convidado a listar as utilidades das plantas, e na seqüência explica-se como a natureza nos ensinou a diferença entre reaproveitar e reciclar, usando-se como exemplo a relação dos animais com o tapete de folhas secas encontrado nas florestas e a decomposição de folhas e animais mortos, que resulta em nutrientes para o solo. O grupo segue para uma exposição de objetos utilitários e de decoração feitos a partir do reaproveitamento e da reciclagem, onde é possível perceber como desperdiçamos materiais que não deveriam parar em nossas lixeiras e muito menos nas ruas. Neste momento são tratados temas como: origem e destino dos materiais, impactos causados pela extração de matéria-prima e descarte de lixo, bem como mudança de hábitos. Em seguida é exibido um vídeo, escolhido de acordo com a faixa etária, para ilustrar e reforçar os assuntos relacionados ao tema que não foram explorados na primeira parte da vivência. Ao final o grupo pode ‘pôr a mão na massa’ aprendendo a reciclar papéis usados de maneira artesanal. Durante a oficina é reforçada a importância de se considerar a reciclagem como a última opção da filosofia dos três erres (Reduzir, Reutilizar, Reciclar), pois todos vêem que os papéis a serem reciclados foram usados dos dois lados, reduzindo-se o desperdício através do reaproveitamento. Nos diferentes ambientes da casa as pessoas são estimuladas a trocar experiências e ampliar seu conhecimento sobre nossas relações, nossos hábitos e os resíduos que produzimos. Cada visitante leva para casa não só uma pequena folha de papel, mas a certeza de que tem ao seu alcance a possibilidade de fazer a diferença no que se refere à minimização dos problemas gerados pelos resíduos sólidos. Palavras Chaves: Vivências Ambientais - Educação Ambiental - Resíduos Sólidos. CONTATO: carolpo@br.inter.net

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER EDUCAÇÃO AMBIENTAL ATRAVÉS DA INTERNET NO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO PARA JOVENS E ADULTOS Resumo: Vem sendo desenvolvido no Programa de Educação para Jovens e adultos da Escola Municipal Guilherme Bento da Silva (Rio de Janeiro) um projeto para o desenvolvimento da Educação Ambiental através da Internet. Seguindo a metodologia proposta pelo professor José Manuel Moran da USP, com algumas adaptações a realidade dos alunos, juntamente com bibliografias recomendadas pelo MEC, este projeto inicial tem oferecido aos alunos uma ampla visão da questão ambiental, bem como o desenvolvimento de uma visão crítica em busca de soluções para as problemáticas ambientais locais vivenciadas pelos próprios alunos. Resumidamente: No laboratório de informática da escola, inicia-se a pesquisa na Internet começando de forma aberta, oferecendo somente temas ambientais, sem referencia a sites específicos, onde os alunos fazem suas anotações em Word. Num outro momento, reúne-se o conteúdo e fazendo uma síntese das buscas feitas, organizando os resultados e os caminhos que parecem mais promissores. Principalmente aqueles ligados a problemática ambiental local. Após esta fase iniciamos a pesquisa mais específica, com a formação de grupos. O mesmo tema vai sendo pesquisado então em sites específicos, até mesmo em webquests ambientais, para aprofundamento dos dados. Numa outra etapa, com os grupos já formados o professor procura ajudar a contextualizar o universo alcançado pelos alunos, a problematizar, a descobrir novos significados no amplo conjunto das informações trazidas pela Internet. Para concluir cada grupo apresenta seu trabalho na turma e em outras turmas da escola. Pretendese com este projeto despertar consciências, bem como, atitudes construtivas em busca de soluções para as problemáticas ambientais locais. Palavras Chaves: Educação Ambiental – Internet - Informática Educativa. CONTATO: laineamaro@yahoo.com.br

ELAINE AMARO NEVES

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UM MODELO DE EDUCAÇAO AMBIENTAL FORMAL PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL Resumo: A Associação Mico Leão Dourado e a Reserva Ecológica de Guapiaçu desenvolvem em parceria programa de educação ambiental com escolas publicas de seu entorno, como estratégia para conservação da Mata Atlântica nos municípios de Guapimirim e Cachoeiras de Macacu, Rio de Janeiro, área de extrema importância biológica – PROBIO, Projeto de Conservação e Utilização Sustentável da Diversidade Biológica Brasileira. Este modelo de educação ambiental é resultado de um processo de amadurecimento de ações de educação ambiental que se iniciaram em 2000 na Escola Estadual Ernestina Ferreira de Campos, adjacente ‘a Reserva Ecológica de Guapiaçu. A estratégia inicial se baseava na execução direta de atividades de sensibilização com alunos do ensino fundamental. Em decorrência das avaliações sistemáticas ao longo de três anos foram adotados a Agenda 21 e Parâmetros Curriculares Nacionais como documentos referenciais do programa de educação ambiental por serem políticas publicas brasileiras, amplamente difundidas através de capacitação e publicações e de fácil replicação quaisquer sejam os cenários sócioELEONORA CAMARGO DA ambientais. A proposta da Agenda 21 e os Temas Transversais dos Parâmetros MOTTA PACHECO e Curriculares Nacionais se complementam, estes estariam subsidiando a formação de GABRIELA VIANA MOREIRA valores e atitudes que capacitariam indivíduos a construir o Desenvolvimento Sustentável através da Agenda 21 Local ou Agenda 21 da Escola. A atual estratégia do programa de educação ambiental é capacitar Professores para o desenvolvimento e execução de projetos de educação ambiental em suas unidades escolares baseados em um Tema Transversal escolhido. Os projetos são monitorados pela Secretaria Municipal de Educação em conjunto com a coordenação do programa de educação ambiental. Ao final de cada ano letivo os projetos executados nas escolas são avaliados por Professores, Secretaria Municipal de Educação e a coordenação do programa. Hoje o programa de educação ambiental envolve 7 Escolas Publicas, 30 professores e aproximadamente 500 alunos e é executada pela parceria entre ONGs conservacionistas e duas Secretarias Municipais de Educação. Os próximos desafios para a completa execução do modelo de educação ambiental são a elaboração da Agenda 21 da Escola e delegar as Secretarias Municipais de Educação a responsabilidade de executar o programa de educação ambiental. Palavras Chaves: Metodologia – Educação Ambiental Formal - Desenvolvimento Sustentável. CONTATO: Gabriela@micoleao.org.br

A PRÁTICA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA PARA JOVENS DO ENSINO MÉDIO Resumo: A proposta de iniciação científica para alunos do Ensino Médio tem sido uma das preocupações por parte do governo e de diversas universidades e centros de pesquisa. A Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV) da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) desenvolve já há algum tempo o Programa de Vocação Científica (PROVOC), para alunos do Ensino Médio, através da integração dos FATIMA PIVETTA, ISABEL estudantes nas rotinas de trabalho dos pesquisadores em diversos campos do saber. MARTINS, JAIRO DIAS DE Paralelamente, a Fiocruz também tem se comprometido com o desenvolvimento da FREITAS, NEILA região de Manguinhos, onde está situada, seja por participação em fóruns coletivos, GUIMARÃES ALVES, seja por ação direta da instituição, como por exemplo, a implementação da política de MARCELO FIRPO e CARLOS Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável (DLIS) Articulando a Iniciação ROBERTO BARBOSA Cientifica com a questão do DLIS tem-se o projeto Provoc-Dlis. Este se apresenta com a perspectiva de levar os alunos de comunidades de risco a elaborarem um diagnóstico amplo da região onde vivem, visando a criação de ferramental para a ação. Este passa tanto pelo entendimento da organização espacial quanto de um histórico crítico da formação da comunidade e dos riscos ambientais. CONTATO: jairotek@fiocruz.br

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FLÁVIO DO NASCIMENTO MORENO FERNADES

PROJETO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA CRIANÇAS CARENTES DA COMUNIDADE DE VILA CANOAS (FAVELINHA) DE SÃO CONRADO. Resumo: O presente projeto de educação intitulado Projeto de Educação Ambiental para crianças carentes da Comunidade de Vila Canoas (Favelinha) de São Conrado, trata-se de um trabalho de natureza prática e teórica, onde estamos trabalhando com aproximadamente 115 crianças de uma comunidade carente na Estrada da canoa 610, Bairro de São Conrado, na Cidade do Rio de Janeiro, que freqüentam a creche de Vila Canoas. Este trabalho atuará no processo de Educação Ambiental NãoFormal, usando o método da sensibilização direta, para que as crianças possam adquirir e exercer uma consciência com valores éticos e ambientais. Estamos abordando uma comunidade carente que está localizada junto ao Parque Nacional da Floresta da Tijuca, mas que não possui uma convivência harmônica com o seu entorno. A comunidade de Vila Canoas, expandiu através do crescimento urbano acelerado nas últimas décadas da cidade do Rio de Janeiro, em direção a Zona Oeste. Assim os moradores não cultivaram uma relação harmônica com o seu entorno, já que neste espaço eles estavam ligados diretamente com a questão da proximidade do local de trabalho, de modo que os moradores que em sua maioria trabalhavam como mão-de-obra para o crescimento dessa região, em diferentes profissões como: pedreiros, jardineiros, eletricista, caseiros, domesticas, passadeiras, lavadeiras, e outras. Hoje passados 40 anos, o espaço tomou outras dimensões. A população de Vila Canoas triplicou, criando o problema da ocupação irregular e desordenada do espaço, gerando sérios problemas sócio-ambientais. A falta de harmonia com o seu entorno foi repassada através de várias gerações. Com isso este Projeto tem a preocupação e o desafio de criar através das crianças residentes no local, uma harmonia sócio-ambiental com o seu meio, por meio do método de sensibilização direta. Este Projeto torna-se de grande importância no contexto educacional atual. Ele está direcionado para as crianças residentes de Vila Canoas para que no futuro adquiram conceitos e metodologia de uso sustentável de seu meio ambiente, formando Agentes Ambientais locais de grande relação com a sua Comunidade. As atividades estão sendo realizadas em sala de aula e extraclasse, com o objetivo de enfatizar a natureza do entorno de Vila Canoas CONTATO: morenofernandes@yahoo.com.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER PROINECO - PROJETO DE INCENTIVO AO ECOTURISMO NO MUNICÍPIO DE ARRAIAL DO CABO, RJ, UMA PROPOSTA A SER DESENVOLVIDA. Resumo: Atualmente é observado um forte interesse por temas relacionados à preservação do meio ambiente, caracterizando um desejo contemporâneo de “retorno à natureza”. Assim, o ecoturismo é definido como uma prática que tem como objetivo aproximar o homem ao ambiente natural. Entretanto, muitas vezes este é realizado de maneira inadequada, provocando danos ao meio ambiente explorado. O ecoturismo pode ser o caminho do desenvolvimento sustentável e não o da destruição final dos últimos redutos intocados do mundo natural. Consistem em um turismo preservacionista, com organização de atividades que geram recursos e contribuem para a preservação da natureza. Arraial do Cabo, município localizado no litoral do Estado do Rio de Janeiro, possui uma vocação natural para a prática do ecoturismo por apresentar belas praias, campos de dunas, áreas de restinga ainda preservadas, locais para a prática do mergulho e do trecking, além de atrativos histórico-culturais. O projeto “PROINECO” tem como objetivo implantar a prática do ecoturismo como uma ferramenta de conscientização ambiental nas comunidades do município de Arraial do Cabo e, dessa forma, procurar substituir o modelo de exploração turística desenvolvida neste município por um modelo que tenha como prioridade a preservação ambiental. Idealizamos, ainda, implantar este projeto nos demais municípios da Região dos Lagos. Para a realização do “PROINECO”, pretendemos desenvolver um material explicativo, tipo cartilha didática e folders, para ser distribuído em diferentes segmentos da comunidade local, como escolas, associações de moradores, ONGs direcionadas à preservação ambiental, órgãos públicos e privados, entre outros. Além disso, serão ministradas palestras direcionadas aos profissionais da área do turismo onde será enfatizada a temática do desenvolvimento sustentável e da educação ambiental. Palavras Chaves: Ecoturismo – Preservação - Meio Ambiente. CONTATO: Moreira, Francisco. A. W. (fawmoreira@yahoo.com.br)- FERLAGOS – Fundação Educacional da Região dos Lagos Av. Julia Kubitscheck, 80 – Cabo Frio, RJ. CEP: 28905-000 / tel: (22) 2645-6100

FRANCISCO DE ASSIS W. MOREIRA, HOSANA DE SOUZA COELHO, MARYÉLLEN DE CASTRO SOARES, VERÔNICA RODRIGUES DEMBERG, UÂNI CERQUEIRA BILLIO e JOSÉ EDUARDO ARRUDA GONÇALVES

PROJETO AMIGOS DA NATUREZA Resumo: O Projeto “Amigos da Natureza” foi criado em 2002. Trata-se de um projeto de educação não-formal que tem como objetivo: sensibilizar os participantes para a importância dos ecossistemas da foz do Rio São João (distrito de Barra de São João município de Casimiro de Abreu, estado do Rio de Janeiro): o próprio rio, o mangue e a restinga do seu entorno; criando cidadãos co-responsáveis na melhoria da qualidade sócio-ambiental do município. O Projeto tem como público-alvo crianças de 05 a 14 anos e seus pais, que através da participação em atividades de sensibilização e integração com a natureza, observam e aprendem a importância de se conservar e preservar o ambiente em que vivem e que dele fazem parte. O grupo age como GLEICE MAIRA FERNANDES agentes ambientais interagindo com a sociedade, atuando na vigilância desses ALVES ecossistemas. Dentre as ações efetuadas ressalta-se o recolhimento do lixo na beira do rio e na praia, a distribuição de sacolas para armazenamento do mesmo e de prospectos explicativos sobre tempo de decomposição do lixo na água. Como parte das atividades foi montado um pequeno viveiro de mudas, com espécies de restinga e mata atlântica que são distribuídas à comunidade em datas comemorativas. Outro viés do Projeto é a integração da arte com o meio ambiente através do conhecimento da história e da cultura local. Nesta etapa as crianças irão elaborar uma caminhada cultural pela cidade de Barra de São João onde essas questões serão abordadas pelo olhar infantil. Futuras ações: consolidar as ações do grupo através de parcerias com ONG´s locais como o CILSJ, empresas e/ou outras fontes financiadoras. CONTATO: gleice.alaturismo@alternativa.com.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER EDUCAÇÃO AMBIENTAL E O USO DA INTERATIVIDADE NA ESCOLA Resumo: A escola pública é o espaço, ainda não contaminado pela sociedade de consumo capaz de educar ambientalmente, quando os adultos que a ocupam centralizam seus interesses na melhor educação que podem dar às crianças, com os recursos que podem oferecer a elas. O segredo é usar muito bem o que se consegue obter. Tendo como objeto de estudo a vivência do currículo escolar em educação ambiental de duas escolas, pudemos acompanhar, através de pesquisa de base etnográfica, durante dois anos, de 2000 a 2002,o esforço cotidiano desenvolvido para: criar salas interativas reais e estabelecer redes com instituições que propiciassem o enriquecimento do ambiente educacional. As duas escolas enfrentavam problemas arquitetônicos e, pelo menos uma delas, era considerada em situação de risco social.As salas interativas observadas, usavam recursos de uso comum entre crianças (jogos, livros paradidáticos, material para desenho e pintura, brinquedos...), a novidade era a maneira e liberdade no seu uso, facilitador da autodisciplina das crianças e iniciador no espaço virtual que apenas uma das escolas já tinha possibilidade de oferecer. Alunos da 4ª série já eram iniciados no uso do computador, mas todos, nas duas escolas estavam habituados ao uso da sala de aula como um hipertexto, com muitas entradas para diversas leituras. A curiosidade é a origem do hipertexto, porque, quanto mais se sabe sobre um assunto, maior o número de perguntas ele pode despertar: as "janelas" serão abertas sucessivamente, se a abertura para o diálogo para o mundo for estimulada. Por isso, as escolas se caracterizavam também pela exploração dos fatos reais e dos ambientes externos capazes de estimular aprendizados mais amplos:através da reflexão sobre festas de outras culturas (Que significado tem, na sua origem?); sobre dramas gerados pela violência urbana (O que assistiram na televisão? O que viram na sua vizinhança?); do estudo e aprofundamento de nossas raízes culturais (Que plantas próximas de nós são nativas, quais as exóticas, por que estamos tâo habituadas às exóticas?Por que as praias não se mantêm limpas, o que acontece quando tentamos colaborar para a limpeza? Qual o interesse em conhecermos como viviam em outros séculos, o que podemos utilizar ainda hoje para melhorar a qualidade de nossas vidas?O que acontece nos debates universitários, estudam só coisas que criança não pode entender?). O respeito ao saber popular e a busca da compreensão dos avanços científicos e tecnológicos, o acreditar na construção da própria história vem gerando bons frutos, que pudemos constatar com as observações, análises de filmes e através das respostas aos questionários aplicados às professoras e aos seus alunos. Concluímos que essas crianças estavam sendo, de fato, educadas ambientalmente e já estabeleciam uma ativa participação física, mental e social, em seu processo de desenvolvimento, neste complexo mundo contemporâneo. CONTATO: HEDY- Rua José Higino, 53/204, Tijuca, Rio de Janeiro, CEP.:20520200

HEDY SILVA RAMOS DE VASCONCELLOS

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GESTÃO AMBIENTAL PARTICIPATIVA EM RIO DAS OSTRAS: UMA EXPERIÊNCIA EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL Resumo: Nosso objetivo principal trata de mobilizar a sociedade para fomentar atividades que conduzam à prevenção e identificação de problemas ambientais nos espaços pedagógicos através das saídas de campo e incursões nas Unidades Escolares municipais e estaduais. São planejadas e executadas ações e atividades que resultem em troca de idéias e experiências com profissionais de educação, assim como o fortalecimento das parceiras educativas e de visitações aos pontos de interesse e relevância ecológicos de Rio das Ostras, tais como as Unidades de Conservação municipais e a Reserva Biológica União. Os membros das equipes vêm estabelecendo um cronograma de atividades visando atender às demandas de Educação Ambiental da SEMAP de uma forma mais interpretativa e democrática, inserida na rotina de trabalho de todos os setores envolvidos. Apresentamos palestras sobre temas ligados às questões ambientais, levantamento bibliográfico para elaboração de um acervo de obras consultadas pelo DEMAPF, desenvolvimento em conjunto de atividades ligadas ao “Projeto Palmital” na Escola Municipal Maria da Penha, orientação técnica nas visitações realizadas a Reserva Biológica União e à sua Trilha Interpretativa do Pilão por estudantes e professores da rede pública municipal e pesquisadores, planejamento de projeto para gestão participativa e resgate histórico HOSANA GOMES MANIERO, das áreas do entorno da Reserva Biológica União, participação no 1o Seminário de Educação Ambiental de Silva Jardim, promovido pela Prefeitura Municipal de Silva LILIAN MARIA BERTHIER BECKERTe MÁRCIA Jardim e pela Associação Mico-Leão Dourado, como representantes da SEMAP e participantes das oficinas e palestras, participação na Oficina sobre Gestão Ambiental ELIZABETH Participativa, promovida pelo IBAMA/RJ, em Teresópolis-RJ, maio de 2004, como representantes da SEMAP; palestras nas Escolas Municipais sobre palmito e mata atlântica, elaboração de um Programa de Educação Ambiental para o DEMAPF; realização de visitas técnicas às Unidades de Conservação Municipais e Federal, como forma de aprofundar os conhecimentos ambientais dos membros da equipe sobre o município; realização da I Jornada Pedagógica Ambiental. Estas atividades propostas foram capazes de atingir com sucesso o nosso público-alvo, assim como de estreitar os laços com as instituições e setores parceiros da Educação Ambiental em Rio das Ostras e na Macrorregião Ambiental da Bacia do Rio São João. Espera-se que nossas ações culminem num Programa de Educação Ambiental para 2005 e num fórum de discussão proposto pelos participantes da Jornada, como forma de continuar a aproximação dos setores Educação e Meio Ambiente, através da formação continuada e do apoio técnico aos programas, projetos e atividades a serem desenvolvidos pelos educadores em suas unidades de origem. Palavras Chaves: Educação Ambiental - Gestão Participativa - Mata Atlântica. CONTATO: Hosana Gomes Maniero (umabeijoca@ig.com.br) AMBIENTAL ,Lilian Maria Berthier Beckert (semap@pmro.rj.gov.br) Marcia Elizabeth Jardim (semap@pmro.rj.gov.br) As atividades apresentadas vêm sendo planejadas e conduzidas pela equipe da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca -SEMAP, Departamento de Meio Ambiente, Pesca e Fiscalização – DEMAPF.

JORGINALDO WILLIAN DE OLIVEIRA, JACQUELINE GUERREIRO e RITA DE CÁSSIA CORRÊA

PROTAGONISMO JUVENIL E MEIO AMBIENTE: EXPERIÊNCIAS NO RIO DE JANEIRO Resumo: A partir do 1º Seminário "Protagonismo Juvenil e Meio Ambiente", realizado no Rio de Janeiro em 2000, o GEEMA vem desenvolvendo pesquisa sobre os projetos relacionados à esta temática , desenvolvidos na região. Os primeiros resultados desta pesquisa serão apresentados no 2º Seminário a ser realizado em 2005. CONTATO: geema@alternex.com.br- Jorginaldo Willian de Oliveira

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JOSÉ FERNANDO SILVA MELLO

MAPA DE SENSIBILIDADE AMBIENTAL DA MICROBACIA DO RIO SÃO PEDRO Resumo: A microbacia do rio São Pedro faz parte da Bacia do rio Macaé. Esta localizada na Serra do Mar, e possui importantes remanescentes de Mata Atlântica. São Pedro da Serra é um lugarejo de Nova Fribrugo, possui colonização suiça, é importante produtor agrícola mas atualmente tem maior destaque no ecoturismo. As práticas agrícolas tradicionais e o avanço do ecoturismo têm comprometido bastante a qualidade de vida da região, sobretudo pela incorporação de novos valores e pela acelerada degradação ambiental, notadamente dos recursos hídricos. O presente trabalho tem por objetivo a sensibilização da comunidade dos problemas ambientais da microbacia através de um acompanhamento da situação das nascentes e das margens dos córregos da região através da associação de imagens de satélite com trabalhos de campo realizados pelos alunos do Ensino Médio. Mesmo com o apoio do INPE, houve dificuldades de conseguir imagens na escala apropriada, no entanto o trabalho tem o mérito de sair da sala de aula, e vislumbrar novas tecnologias para o estudo do meio ambiente, tais como o uso de GPS e a criação de um banco de dados através de técnicas de geoprocessamento (GIS). O trabalho contou com forte participação da comunidade e encontrou grande repercussão na imprensa local. CONTATO: jfsilvamello@yahoo.com.br

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A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NAS EMPRESAS - A EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO AMBIENTAL Resumo: Fundada em julho de 1995, a Ciclos Consultoria Ambiental é capacitada e especializada no desenvolvimento e implantação de projetos e programas de educação ambiental junto a empresas privadas e públicas, órgãos governamentais, ONGs e instituições de ensino. Pioneira no Brasil no desenvolvimento de programas de educação ambiental em empresas, a Ciclos utiliza metodologia própria permanentemente atualizada com a incorporação de avanços teóricos e metodológicos consagrados pela aplicação prática e adequação à realidade dos diversos públicos-alvo. Os programas de educação ambiental desenvolvidos pela Ciclos visam a melhoria da qualidade ambiental através de ações contínuas de educação e conscientização. Sua metodologia é embasada em dinâmicas de grupos, jogos cooperativos, análise de textos e vídeos e atividades lúdicas que possibilitam a integração, a motivação e a tomada de atitude de forma crítica e participativa. Para tanto, conta com uma experiente equipe de consultores, formada por profissionais que atuam na área de ensino e na execução de projetos de educação ambiental. A Ciclos traz em seu currículo a assessoria a empresas de grande porte para as quais desenvolve programas de educação ambiental que são referências no cenário nacional como a Companhia Vale do Rio Doce e a Companhia Siderúrgica de Tubarão. Os Programas desenvolvidos pelo Ciclos Consultoria Ambiental têm como objetivo atender às diversas demandas no que se refere à educação ambiental. Um Sistema de Gestão Ambiental bem sucedido é aquele que consegue fazer o controle JOSÉ LINDOMAR ALVES DE ambiental das suas atividades, atendendo de forma pro ativa os requisitos legais e LIMA e MAURO normas de certificação ambiental, com uma boa e dinâmica interação entre as partes GUIMARÃES interessadas. Fazer com que os valores ambientais desta gestão sejam incorporados e compartilhados em todos os níveis funcionais da empresa, com atividades que promovam a integração e a institucionalização das relações da empresa com as comunidades internas (empregados, contratados e fornecedores) e externas (comunidades vizinhas e escolas), ajudam a potencializar os benefícios que se quer alcançar com os investimentos em equipamentos e recursos de controle ambiental. A Educação Ambiental tem como finalidade ajudar na compreensão da existência e da importância da interdependência econômica, social, política e ecológica, nas zonas urbanas e rurais, proporcionando às pessoas o meio de adquirir os conhecimentos para a mudança de postura em relação aos valores, às atitudes, ao interesse ativo e às iniciativas necessárias para a proteção e melhoria do meio ambiente. Isso significa trabalhar os vínculos de identidade com o entorno. Assim, a Educação Ambiental, como parte do processo educativo formal e não formal, vem ao encontro de uma demanda da sociedade, expressa nos documentos legais, através da Constituição Brasileira, no capítulo Meio Ambiente, e através de recomendações do Ministério de Estado da Educação e do Desporto e do Conselho Federal de Educação. A realização, através da Educação Ambiental, de atividades voltadas para a qualificação ambiental de empregados, prestadores de serviços e fornecedores, bem como a promoção de encontros com lideranças comunitárias e a realização de cursos e oficinas para professores, auxiliam na compreensão dos princípios desta gestão, gerando um ambiente que colabora na sustentabilidade das relações da empresa com suas partes interessadas. CONTATO: ciclos@ciclosconsultoria.com.br

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EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA A TERCEIRA IDADE Resumo: Na verdade as pessoas idosas dão inúmeras contribuições às famílias, à sociedade e à economia. A visão convencional que perpetua este mito tende a focar a participação na força de trabalho e a redução dessa participação com o aumento da idade. Muitas vezes, assume-se que a redução da participação de pessoas idosas em trabalhos remunerados deve-se ao declínio da capacidade funcional associado com o envelhecimento. De fato, o declínio da capacidade funcional não significa de forma alguma esta incapacidade. Os requisitos físicos para muitos empregos têm sido LILIAM DO ROSÁRIO reduzidos devido aos avanços tecnológicos. O fato de haver poucos idosos em BEZERRA, VERA LÚCIA trabalhos remunerados é mais freqüente devido a desvantagens das pessoas idosas PATRÍCIO, MONICA com respeito à escolaridade e treinamento e, principalmente, devido ao preconceito CRISTINA ARAUJO, existente. O presente trabalho apresenta os resultados de um programa de educação MICHELE DA SILVA SANTOS ambiental para moradores das comunidades de baixa renda da Vila Moretti, Vila e CARMEM DE ALMEIDA Parque da Cidade, Vila São Bento e Vila União da Paz, na cidade do Rio de Janeiro, PINTOS onde ações de educação ambiental tais como, reciclagem, artesanato ecológico, caminhadas, palestras para outros idosos sobre temas ambientais permitiram que essa população pudesse encarar o futuro com esperança, mantendo uma atitude positiva para com a vida. Cada um dos participantes ampliou seus conceitos de educador popular, contribuindo para orientar os moradores e jovens com cuidados sobre lixo, alimentos, saúde, reciclagem, jardinagem e hortas comunitárias, além de organização de passeios ecológicos em parques e unidades de conservação. Palavras-chave: terceira idade; comunidades; idosos. CONTATO: cream@cream.org.br

POR UM CAMPUS VIVO - PROGRAMA VIDA NO CAMPUS UFF Resumo: Entrando em seu sétimo ano de funcionamento, o Programa Vida no Campus se consolida como instrumento de grande valor na pesquisa e intervenção sobre os problemas ambientais presentes no campus da Universidade Federal Fluminense, em Niterói – RJ. Nosso trabalho é desenvolvido no Campus Universitário do Gragoatá, localizado nos bairros de São Domingos e Gragoatá, sendo margeado pela baía da Guanabara e seus intermináveis problemas. A idéia central do Programa é restabelecer o cuidado com este o local, que por ser uma área pública sofre ao longo dos anos o mesmo processo de abandono que ocorre com tudo aquilo que é público. A primeira providência, visando a solução dos inúmeros problemas ambientais LIORNO WERNECK, DALVA existentes, foi a realização de um grande seminário, com a participação da PINHEIRO, ANDREA comunidade, onde foram eleitos os problemas prioritários a serem resolvidos. Paralelamente, foi estabelecido um contato mais estreito com a administração do CHERMAUT, MARCUS campus visando um trabalho conjunto sobre as soluções propostas. As atividades LEOPOLDINO, ELIZABETH ARAÚJO, ELIZABETH SILVA, planejadas e desenvolvidas envolveram á sensibilização ambiental com crianças e KÊNYA MACHADO, PAULO adultos, montagem de acervo fotográfico sobre o ambiente do campus, plantio de HERDY, GABRIEL FOLLY, mudas, reuniões com dirigentes universitários, palestras, oficinas, vídeodebates, REGINA NEVES, DANIELE proteção a plantas e animais, manejo racional do lixo, campanhas de conscientização e exposições de artes plásticas. Todas essas atividades foram agrupadas em projetos AMARAL e LÍVIA GREES que hoje funcionam de maneira autônoma, porém, supervisionados pela coordenação geral do Programa Vida no Campus. Na fase atual a equipe do Programa percebe que muitos dos problemas existentes no Campus advém da área externa, ou seja, dos bairros ao redor. Por isso vem buscando um diálogo e interação com a comunidade. Essa aproximação é feita através de convites a participação em eventos, na coprodução de atividades pelo Programa e a comunidade. Sintetizando, o Projeto pretende: desenvolver ações no âmbito da Psicologia (Sensibilização), da Ecologia e da Comunicação que possibilitem uma melhor integração dos aspectos administrativos, acadêmicos e sociais com o ambiente do campus. CONTATO: linower@uol.com.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER RESERVA BIOLÓGICA DO TINGUÁ E O SEU ENTORNO - UMA POSSIBILIDADE DE EA Resumo: A RESERVA DO TINGUÁ é um fragmento florestal da Mata Atlântica encravada nos municípios da baixada: Magé, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Japeri, Paracambi e na Região Serrana, Petrópolis e Miguel Pereira. A preservação deste fragmento de floresta é fundamental para a qualidade de vida destes municípios e para a produção de água de boa qualidade. Nesta gestão, o incremento do Conselho Consultivo da mesma, tem sido uma busca diária, possibilitando a participação popular e de setores públicos e privados que compõem este conselho.Os resultados já se fazem notar nas parcerias estabelecidas e na mudança de atitudes do órgão, IBAMA, perante a comunidade e no setor de fiscalização, um avanço nas apreensões de equipamentos e extração ilegal de produtos da floresta, isto não seria possível sem o apoio da comunidade e dos parceiros. CONTATO: luihte@bol.com.br

LUÍS HENRIQUE DOS SANTOS TEIXEIRA

LUIZ FRANKLIN DE MATTOS, SERGIO LUIZ MAY e VERA LUCIA PATRÍCIO

EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA JOVENS EM SITUAÇÃO DE RISCO SOCIAL Resumo: Para a implantação de programas de integração urbanística e social em comunidades de baixa renda na cidade do Rio de janeiro, fez-se necessário o desenvolvimento de programas de educação ambiental de alcance social, a fim de preparar a população beneficiada para a apropriação e uso adequado dos equipamentos sanitários e proteção a biodiversidade das Unidades de Conservação. O jovem em situação de risco, que reside em zonas de alta periculosidade e favelas, como segmento específico da sociedade, possui características comportamentais peculiares, podendo ser importante agente de transformação na defesa e proteção dos recursos ambientais. Formação e auto-formação em Educação Ambiental são momentos distintos de um mesmo processo permanente, que inclui o lazer, o pensar, o prazer, a intuição, o corpo, a criatividade, a festa, o diálogo, a poesia, a música, a diversidade biológica e a história local. Inserido no conceito de protagonismo juvenil, prevê a utilização de metodologias adequadas para sua preparação e capacitação visando a sua inserção no mundo do trabalho. Após 6 anos de programas em 40 comunidades de baixa renda, foram envolvidos cerca de 2900 jovens de 15 até 18 anos como Agentes Comunitários de Educação Ambiental, cujos resultados são evidenciados na diminuição do índice de registros de jovens em conflito com a lei nas áreas do programa. Palavras Chaves: Jovens em risco Social – Comunidades Educação Comunitária, Educação Ambiental em Favelas. CONTATO: LUIZ FRANKLIN DE MATTOS franklin@grude.org.br

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HAMILTON GARBOGGINI, CLAUDIA LOPES POCHO, JULIANA LAURITO SUMMA, MARCELO LUIZ BRAGA MAIA e MIGUEL LUIZ CAMPOS FERNANDES

CONSERVAÇÃO DE ENERGIA NOS PARQUES DE SÃO PAULO Resumo: Segundo os PCNs que consideram a importância da temática ambiental, a escola deverá oferecer meios efetivos para cada aluno compreender os fatos naturais e humanos, desenvolver suas potencialidades e adotar posturas e comportamentos sociais que lhe permitam viver numa relação construtiva consigo mesmo e com seu meio, colaborando para que a sociedade seja ambientalmente sustentável e socialmente justa, protegendo e preservando todas as manifestações de vida no planeta e garantindo as condições para que ela prospere em toda a sua força, abundância e diversidade. Acreditando e investindo nesses preceitos, Furnas Centrais Elétricas figura como um mediador entre as escolas e as áreas verdes, relacionando energia elétrica e meio ambiente, com a implantação do Projeto Educação para Conservação. O combate ao desperdício é uma fonte virtual de produção de energia elétrica limpa e barata, pois a energia não desperdiçada pode ser utilizada para outros fins, sem ser jogada fora. Ao evitar a construção de usinas somente para alimentar o desperdício, liberam-se recursos para investimentos em projetos de interesse nacional, contribuindo para uma melhor distribuição de bens e serviços à sociedade, com geração de empregos e melhoria da qualidade de vida da população brasileira, para o consumo responsável de energia elétrica contribuem. Além disso, diminui o impacto nas áreas envolvidas, resgatando o conceito de desenvolvimento sustentável. Os Parques continuam a oferecer a Furnas a oportunidade de tornar pública sua política sócio-ambiental e seus esforços para minimizar os impactos ambientais que a construção de usinas e linhas de transmissão causam ao meio ambiente, bem como desenvolver programas educacionais voltados para a conscientização e o uso racional dos recursos naturais, sem que haja a naturalização do conceito de meio ambiente. O Projeto Educação para Conservação atinge os municípios de influência dos empreendimentos de Furnas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e o Distrito Federal. Alinhando seus objetivos aos objetivos de Furnas e do Procel, busca o uso racional da energia elétrica, no uso final, através da implantação de suas atividades em parques públicos em parceria com seus órgãos gestores, visando informar e sensibilizar a participação, buscando promover atitudes positivas em crianças e jovens em relação ao ambiente em que vivem, incentivando o consumo responsável de energia elétrica através da compreensão das relações sociais materializadas nos produtos apropriados pelos indivíduos, da aprendizagem dos conceitos referentes à energia e das relações entre os ambientes naturais e transformados. A temática central a ser abordada é o combate ao desperdício de energia elétrica através da demonstração da maquete da casa energizada e realização de trilha informativa. O público-alvo são crianças e jovens entre 05 e 17 anos, de escolas públicas e particulares, além do público visitante dos parques. Palavras Chaves: Parque - Política Sócio-ambiental - Aprendizagem de Conceitos. CONTATO: Hamilton Garboggini - hag@furnas.com.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER A LINGUAGEM COMO EIXO NORTEADOR DAS QUESTÕES AMBIENTAIS Resumo: Considerando-se que a linguagem é um dos fenômenos mais relevantes da vida humana, o presente estudo tem a finalidade de apresentá-la como instrumento básico de progresso e cultura, na origem de toda atividade comunicativa do homem. Desse modo, dominar a linguagem e os códigos científicos, e em particular os que envolvem o meio ambiente, representaria se cidadão pleno. Nesse sentido, esta investigação procura identificar de que forma os signos, significantes, conceitos, definições, etc, que abordam a temática ambiental, são comprometidos pelos alunos ao serem estimulados a escrever e a falar sobre o tema em questão. Na linguagem, distinguem-se dois fatores - a língua e a fala. A língua é um fato social, que apresenta um profundo caráter ideológico, sendo importante ressaltar que o seu domínio deve ocorrer de forma significativa na construção do saber ler e escrever. A fala é o fruto da necessidade psicológica de comunicação e expressão, porque é a realização individual da língua. Dominar a linguagem, é saber usá-la de maneira adequada a seus destinatários, ou seja, adaptando-se a diferentes registros e de forma coerente com os seus objetivos e com o assunto tratado. Significaria entender melhor o mundo e a sociedade. Os envolvidos na presente pesquisa são 35 alunos de uma turma de 5ª série, do Ensino Fundamental, na faixa etária de 10 a 14 anos, do Colégio Estadual Oscar Clark, em São Vicente de Paulo, Araruama,RJ. Palavras Chaves: Linguagem, Meio Ambiente, Cidadão. CONTATO: mlebareis@yahoo.com.br

MARCIA DOS REIS e ANTÔNIO CARLOS MIRANDA

ÁGUA E ESCOLA: UM PROGRAMA DE PRESERVAÇÃO DA ÁGUA Resumo: O objetivo desta investigação visa analisar e discutir profundamente formas de utilização racional da água. Desse modo, incluindo ações de preservação da água ao processo de ensino aprendizagem com alunos do ensino fundamental em uma escola estadual do município de Niterói, RJ. Há algumas décadas tornou-se claro que o uso irracional da água coloca em risco a sobrevivência de vida na Terra. estima-se MARCIA OLIVEIRA DA SILVA que do total de água existente, aproximadamente 1%, representa a água doce, e ainda deste total a maior parte está em lençóis subterrâneos, provavelmente mais de 90 %. É importante ressaltar que os rejeitos industriais e o esgoto doméstico atingem também essas reservas, provocando danos muitas vezes irreversíveis a sua utilização. Neste sentido, a educação ambiental torna-se um poderoso instrumento que pode promover mudanças de conduta quanto a utilização dos recursos hídricos. CONTATO: profmarcia@unisol.org.br

MARCO ANTONIO ROCHA SILVA e ANTONIO CARLOS DE MIRANDA

A EDUCAÇÃO AMBIENTAL ATRAVÉS DA MONTAGEM E UTILIZAÇÃO DE PROTÓTIPOS DE BIODIGESTORES Resumo: O objetivo deste trabalho é uma proposta de montagem e utilização de biodigestores de pequeno porte (material de baixo custo), com produção de biogás e biofertilizante, pelos alunos da Escola Técnica João Luiz do Nascimento (FAETEC). Pretende-se com este procedimento, não só minimizar a questão dos agravos ao ambiente, como também possibilitar que os alunos de forma efetiva construam o conhecimento, partindo do real-experimental. Desse modo, levando-os a compreender todo o processo de produção do biogás e, fundamentalmente, ao entendimento do ser humano como agente e paciente de transformações em seu meio ambiente. CONTATO: miranda@if.uff.br

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MARCOS PINHEIRO BARRETO

A PUBLICIDADE "VERDE" E SUAS POSSIBILIDADES EDUCATIVAS Resumo: O trabalho defende a pertinência das chamadas “questões ambientais” num curso de formação de professores, tendo em vista a gravidade e a profundidade da crise civilizatória que vivemos nesta virada de milênio. Partindo do pressuposto de que vivemos, no campo da Educação Ambiental, o embate entre visões sociais de mundo diferentes, que percebem de modo diferenciado a crise aludida, expressando-se em propostas pedagógicas coerentes com essas diferenças, buscou-se desenvolver uma análise sobre anúncios “verdes”, veiculados em uma revista de circulação nacional. Com apoio da Teoria das Representações Sociais, buscou-se compreender o sentido simbólico e material assumido pelo conceito de desenvolvimento sustentável, do ponto de vista do Estado e de uma empresa, de modo a superarmos pedagogicamente os limites de uma proposta de sustentabilidade conservadora. Deste modo, a escolha de peças publicitárias para a análise das representações sociais que colocam em circulação na esfera pública uma determinada concepção de desenvolvimento sustentável, tem nos aproximado inevitavelmente das propostas que tem exercido uma força hegemônica, traduzindo-se em políticas governamentais e não governamentais, que repercutem em muitos projetos de educação ambiental, quer em espaços escolares, quer em cenários sociais mais amplos. O estudo das representações sociais sobre a noção de desenvolvimento sustentável, feito a partir do rico acervo representado pela publicidade “verde”, permite, em qualquer ambiente educativo, o desenvolvimento de atividades de desconstrução e crítica, habilidades necessárias para a emergência e articulação de outras representações sociais, dotadas de um simbolismo e de uma materialidade identificada a um projeto de sustentabilidade emancipatória, capaz de nos oferecer um futuro sem miséria humana e ambiental, o que não parece tangível nos marcos do capitalismo globalizado. Palavras chaves: Educação – Publicidade - Desenvolvimento Sustentável. CONTATO: pinheirobarreto@yahoo.com.br

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MARIA DE FÁTIMA MELLO DA SILVA BRAGA e CARLA MARINA LOBO

A MÚSICA POPULAR BRASILEIRA NA EDUCAÇÃO AMBIENTAL: UMA EXPERIÊNCIA COM ALUNOS DAS QUINTAS SÉRIES DO ENSINO FUNDAMENTAL Resumo: São diversas as faces que caracterizam o momento histórico: o esgotamento rápido dos recursos naturais, o desenvolvimento mediante uso de tecnologias altamente poluentes, a negação em pesquisar tecnologias mais limpas, a crise de valores éticos e morais, tornan-do insustentável o modelo de produção e consumo, o que coloca em risco as formas de vida no planeta, em especial, a humana. O desenvolvimento da Educação Ambiental nas escolas possibilita o reconhecimento da gravidade dos problemas ambientais e a participação de cada um para buscar a superação deles. Todavia, ainda que o aprendizado sempre requeira um esforço, este pode ser vivido com satisfação, caso o aluno se sinta atraído pela ação, percebendo-a como algo prazeroso, alegre e concatenado com a sua realidade, como apon-tado por Paulo Freire, entre outros teóricos que consubstanciaram a possibilidade metodológica da pedagogia do prazer. Assim sendo, no intuito de promover um aprendizado tecni-camente eficaz e socialmente compromissado, este estudo investigou o problema: A música popular brasileira é um instrumento efetivo e eficaz para o trabalho com os alunos das quin-tas séries do ensino fundamental, no âmbito da Educação Ambiental?. No Brasil, um exem-plo clássico de uma música popular transformada em hino da luta pelos direitos civis, é “Para não dizer que não falei de flores”, de autoria de Geraldo Vandré. Desta forma, teve-se aqui como objetivo geral, avaliar o emprego da música popular brasileira como base para o desenvolvimento de estratégias metodológicas com alunos das quintas séries do Ensino Fundamental. Tratou-se, portanto, de pesquisa descritiva, que buscou selecionar dentro do repertório do cancioneiro popular do Brasil, com músicas que abordam temas ecológicos, aspectos que possibilitassem o desenvolvimento de conteúdos relacionados à Educação Ambiental, com base nos Parâmetros Curriculares Nacionais, entre alunos das quintas sé-ries do Ensino Fundamental. A cada encontro, foi apresentada uma música ao grupo de trabalho, constituído por alunos de três turmas de quinta série do Ensino Fundamental de um colégio da rede privada de ensino (Nilópolis, Rio de Janeiro). No primeiro encontro foi aplicado um pré-teste e, no último, um pós-teste, ambos de mesmo teor, para verificar o nível de mudança de cada aluno, em termos conceituais e atitudinais. Para a análise das respostas, foi empregada a técnica de análise de conteúdo. A análise preliminar dos resul-tados revelou progressiva capacidade de apreensão do tema, com evidente superação do foco naturalista de admiração da paisagem natural e preservacionismo. Duas grandes ca-tegorias emergiram da análise de conteúdo das respostas: qualidade de vida e desenvolvimento sustentável. Palavras Chaves: Educação Ambiental - Estratégia Metodológica - música. CONTATO: paulor.braga@ig.com.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER DESAFIOS DA CONSTRUÇÃO DE PROJETOS EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL Resumo: Projetos consistem, geralmente, na apresentação de ações devidamente sistematizadas e especificadas com a pretensão de dar resolução a determinado problema. O trabalho apresenta elementos para uma discussão reflexiva e propositiva considerando diferentes desafios encontrados no processo de construção de projetos de Educação Ambiental percebidos e vivenciados pela equipe de Educação Ambiental do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Desafios comumente impostos por modelos orientadores para apresentação especialmente de projetos de financiamento, contudo também presentes em modelos referenciais de apresentação de propostas de execução. O trabalho vincula ainda a inadequação daqueles modelos aos projetos de Educação Ambiental às dificuldades de verificação de eficiência e eficácia das ações empreendidas. A discussão está baseada na interseção das diretrizes e dos princípios que regem a prática da Educação Ambiental tais como o caráter processual, a abordagem participativa, a avaliação qualitativa, com os elementos de composição de projetos como prazos, indicadores de metas e cronogramas físico-financeiros. Palavras-chaves: Elaboração – Execução - Avaliação de projetos de Educação Ambiental. CONTATO: mgouveia@jbrj.gov.br

MARIA TERESA DE JESUS GOUVEIA e CARMELITA SANTORO BOTTINO

MARILENE DE SÁ CADEI

EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM COMUNIDADES: IMPLICAÇÕES ÉTICAS Resumo: A situação socioambiental atual da população brasileira faz com que cada vez mais programas e projetos de Educação Ambiental sejam desenvolvidos em diferentes comunidades. No entanto, ao analisar-se o modo como essas ações educativas são implantados, fica evidente que muitas dessas ações chegam às comunidades sem que as mesmas tenham tido o direito de posicionar-se sobre a sua participação, seus interesses ou necessidades. Isto além de ser um desrespeito a esses grupos pode tornar o trabalho muito mais difícil ou até inviabilizá-lo, uma vez que possibilita o surgimento de reações de não participação, apatia ou enfrentamento. Apesar de existirem, em estudos de diversos pesquisadores, orientações no sentido de uma mudança na forma de se implantar projetos e desenvolver ações junto às comunidades o que, infelizmente, ainda observa-se é a adoção de uma série de procedimentos, totalmente, antiéticos. A ética, que segundo o Dicionário da Língua Portuguesa, de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, pode se definida como o “estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente a determinada sociedade, seja de modo absoluto”, precisa ser revisitada por muitos educadores e ter seu uso garantido em projetos e atividades de Educação Ambiental. Diante disso, vale ressaltar alguns cuidados básicos que, se adotados pelos educadores ambientais, tornarão as ações educativas mais efetivas e éticas: a) divulgar, junto à comunidade a ser envolvida, os reais objetivos do projeto; b) não abusar da posição e poder que lhe confere a sua função de pesquisador, coordenador ou educador etc.; c) garantir a participação livre e consentida de todos. A comunidade não deve sentir-se coagida a participar; d) respeitar a privacidade, dignidade, liberdade e diferença; e) não impor convicções, regras e opiniões; f) guardar sigilo sobre as informações confidenciais; c) tratar a todos com respeito e atenção; d) proteger os participantes de qualquer tipo de risco (físico, moral, financeiro etc.); e) identificar junto com a comunidade local suas reais necessidades, expectativas, medos e interesses; f) planejar, em conjunto, as ações educativas; g) divulgar os resultados obtidos, principalmente, junto ao grupo envolvido. Espera-se que, sob as lentes da Ética, os projetos de Educação Ambientais sejam planejamentos e desenvolvidos de forma muito mais democrática, e com isso, possibilitem a participação livre, segura, esclarecida, crítica e ativa de todos os envolvidos. Palavras Chaves: Ética – Comunidade - Ações Educativas. CONTATO: mcadei@terra.com.br

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PROJETO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM ESPAÇOS FORMAIS E NÃO-FORMAIS DE ENSINO - SUBPROJETO NATUREZA APAVORANTE Resumo: A Lei Nº 3325, de 17 de dezembro de 1999 - que instituiu a Política Estadual de Educação Ambiental e criou o Programa Estadual de Educação Ambiental - define Educação Ambiental como um conjunto de “processos através dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, atitudes, habilidades, interesse ativo e competência, voltados para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade”. Desse modo, o desenvolvimento do subprojeto Natureza Apavorante, como parte integrante do projeto Educação Ambiental em Espaços Formais e Não-Formais de Ensino, além de estar em consonância com as exigências legais, ao destacar a importância da conservação dos ecossistemas locais através de discussões críticas e do incentivo à participação ativa na busca por soluções dos problemas sócioambientais locais, também contribui para formação de cidadãos mais capacitados e comprometidos com construção de uma sociedade mais justa, democrática e ambientalmente sustentável. São objetivos gerais: a) incentivar a integração Universidade-Escola-Comunidade; b) desenvolver uma compreensão integrada do meio ambiente e suas múltiplas e complexas relações; c) contribuir para a formação de cidadãos mais críticos e comprometidos com as questões sócio-ambientais enfrentadas pela atual sociedade. O projeto está sendo desenvolvido em etapas. Até o MARILENE DE SÁ CADEI, momento foram trabalhados três temas. Na primeira etapa trabalhou-se o tema ALINE F. FERRARI MORCEGO, QUE BICHO É ESSE?, na segunda etapa o tema escolhido foi COBRAS, PEIXOTO, BÁRBARA KELLY JACARÉS E LAGARTOS! e na terceira, SAPOS, RÃS E PERERECAS! Outros temas L. DOS SANTOS, BETINA B. estão ainda em fase de elaboração. Optou-se por desenvolver temas complexos como NALDI, GIALINE PEREIRA, desmistificação de crenças populares, desconstrução de conceitos como animais THIAGO H. P. LIMA, BIANCA “úteis” e “nocivos”, relação homem – meio ambiente, perigo de extinção etc, através N. LEDA e DANIELLE M. de atividades lúdicas e práticas. As atividades e discussões giram em torno do medo DUARTE que esses animais despertam e que é ocasionado pelo desconhecimento a respeito destes grupos, que por serem considerados animais “nocivos” são indiscriminadamente perseguidos, capturados ou mortos. O projeto está sendo desenvolvido nas comunidades de Vila Dois Rios e Vila do Abraão localizadas na Ilha Grande, município de Angra dos Reis, RJ. Enquanto os alunos participam das atividades, os professores participam de um “minicurso” sobre os temas abordados e discutem novas estratégias de ensino. O desenvolvimento dos temas através de jogos, músicas, exposições interativas, experimentos , observações etc tem conseguido atrair a atenção e despertado o interesse de alunos, professores e comunidade. Já participaram das atividades do projeto cerca de 300 crianças e 10 professores do ensino fundamental. Na Ilha Grande (Angra dos Reis), onde o projeto é desenvolvido desde janeiro de 2003, a procura dos alunos e moradores para realizar denúncias e solicitar informações sinaliza um resultado positivo das ações do projeto junto à comunidade. Apesar do pouco tempo de funcionamento o projeto apresenta resultados que sinalizam para o acerto no caminho escolhido. Devido à multiplicidade de questões ambientais locais e a grande demanda de escolas interessadas o projeto, que foi planejado para ter uma duração de dois anos, poderá ter as suas atividades prolongadas. Palavras Chaves: Ensino Formal, Ensino não-formal - Educação Ambiental. CONTATO: linferrari@yahoo.com.br

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MARINA REINA GONÇALVES, SABRINA LINS BONFATTI e PEDRO STROZEMBERG

PROGRAMA GERAÇÃO DE RENDA ALTERNATIVA PARA OS CATADORES DE ITAÓCA Resumo: No “Programa de Geração de Renda Alternativa para os Catadores de Lixo do Aterro Sanitário de Itaóca” São Gonçalo - RJ, parceria entre IBAMA, Cooperativa Estruturar e Prefeitura de São Gonçalo, todas as atividades ocorreram sob uma perspectiva democrática de reconstrução da cidadania e melhoria da qualidade de vida da população residente na área definida. Contando com ações múltiplas, em consonância com as diretrizes e objetivos previstos no projeto, o principal foco estabelecido consistia em atender às demandas sociais dos catadores de resíduos de Itaóca no que diz respeito ao mundo do trabalho e sua organização socioambiental. Buscando alcançar as metas previstas, foram elaboradas atividades prévias de sensibilização e mobilização junto à população local. Constatamos que, com a insalubridade e a total precariedade das condições de trabalho no vazamento, bem como a grande quantidade de crianças de todas as idades no local, oferecer uma colônia de férias, período onde muitas crianças estão no aterro por não terem aula, poderia ser um início positivo do projeto. Esta colônia, além de proporcionar benefícios para as crianças, permitiria a conquista da confiança desta comunidade, a formação de um vínculo afetivo e a divulgação de nosso projeto de construção de uma cooperativa de catadores bem como dos cursos de geração de renda que seriam oferecidos.Enfim, realizamos a colônia de férias com a presença de aproximadamente 100 crianças da comunidade, que, assim como os cursos (Reciclagem de PET, papel e papelão; Culinária; Adereços de carnaval; Bijuterias; Borracharia; Corte e costura) e a Construção de uma cooperativa, resultaram em enorme sucesso. No dia 02 de outubro foi iniciada a turma de Pré-Alfabetização. Além de aprenderem a ler e escrever. Os alunos contaram com a orientação da pedagoga Roberta Renoir Santos Fumero, que fez um trabalho primoroso de recuperação da esperança, do amor próprio e da cidadania de seus alunos. Um cadastro com cerca de 400 catadores. Neste documento, há informações como nome, profissão paralela à catação, idade, endereço e documentação. Este cadastro, já entregue à Prefeitura de São Gonçalo, constitui-se de um valioso recurso para futuras ações do município no Aterro Sanitário de Itaóca. CONTATO: marina@estruturar.com.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER JARDINS BOTÂNICOS E EDUCAÇÃO AMBIENTAL Resumo: Este resumo trata da educação ambiental realizada nos jardins botânicos numa perspectiva conservacionista e tem como objetivo contribuir para a discussão das possibilidades e limites das ações de EA nesses espaços.Jardins botânicos são instituições cada vez mais abertas ao público visando o ensino, a pesquisa e a conservação vegetal. Hoje de acordo com o IUCN - The World Conservation Union existem cerca de 60 mil espécies de plantas ameaçadas de desaparecer ou empobrecer geneticamente, enquanto existem 1500 jardins botânicos no mundo recebendo uma quantidade de 150 milhões de visitantes por ano. Esse potencial de público é visto positivamente a favor de ações de educação ambiental que devem ser empreendidas nesses espaços a fim de que esses visitantes compreendam e assumam os valores da conservação, tornando-se multiplicadores desses esforços. Com o agravamento da crise ambiental a posição estratégica dos Jardins botânicos para a conservação recontextualizou seu papel onde a educação é concebida com vistas à conscientização pública e como um dos elementos principais da missão global dos jardins botânicos, necessária para promover a sustentabilidade ambiental. A condição urbana da maior parte desses jardins aumenta a responsabilidade dessas instituições como local privilegiado para oportunizar a aproximação entre o público e a biodiversidade. No Brasil já existem mais de 30 jardins botânicos, a maior parte em fase de implantação e vinculados à Rede Brasileira de Jardins Botânicos criada para dar suporte e uniformidade a essas instituições brasileiras. As atividades educativas desenvolvidas nesses espaços, em sua grande maioria, ligam-se ao público escolar e acontecem através de trilhas, distribuição de material e atividades de horticultura.Nesse momento de expansão institucional e do fortalecimento da identidade de educadores ambientais em jardins botânicos, influenciado pelo amadurecimento do campo da educação ambiental, devemos ter claro que em jardins botânicos, como em parques e reservas, o enfoque naturalmente conservacionista das atividades não têm obrigatoriamente que corresponder ao conservadorismo social e político que caracteriza a visão biologizante do homem. Se nos atermos à transmissão dos conhecimentos científicos e à conscientização para a conservação da natureza, deixando de abordar os outros aspectos que envolvem a questão ambiental nos afastaremos dos princípios norteadores da educação ambiental e como sugere Reigota (1994) cristalizaremos o ensino da ecologia nesses espaços. Trata-se é certo de reconhecer o papel preferencial aí localizado para possibilitar vivências e diálogos que aproximem sociedade e natureza, visando conscientizar para a necessidade da conservação biológica, mas é fundamental expandir os objetivos conscientizantes da visão comportamental, restrita à mudança de atitudes, e inseri-los na perspectiva de Freire (1983), pela qual conscientizar-se implica o movimento dialético entre o desvelamento crítico da realidade e a ação social transformadora, seguindo o princípio de que os seres humanos se educam reciprocamente e mediados pelo mundo. Palavras-chaves: Jardim Botânico – Conservação - Educação não formal. CONTATO: msaisse@jbrj.gov.br

MARYANE VIEIRA SAISSE

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MAURO GUIMARÃES e MARIA DAS MERCÊS NAVARRO

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO MUSEU DE ASTRONOMIA Resumo: O Museu de Astronomia e Ciências Afins tem interagido com a sociedade em geral e as escolas em particular, elegendo a perspectiva da Educação Ambiental como uma de suas importantes linhas de atuação. Nesse sentido, suas iniciativas visam a promoção do letramento científico intrínseco a um processo educativo potencializador da conscientização ambiental da população. Neste trabalho buscou-se apresentar as diferentes propostas em andamento no MAST, como por exemplo a “Trilha Ambiental” e ações de formação, que possuem em seu escopo a finalidade de explorar o espaço museau de educação não formal em sua relação de complementaridade com a educação formal; assim como, partindo de uma abordagem relacional, consolidar as interfaces entre educação em ciências e a educação ambiental. CONTATO: mauro@mast.br - Mauro Guimarães.

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A ABORDAGEM DA EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL EM JADINS BOTÂNICOS: CONSCIENTIZAÇÃO AMBIENTAL Resumo: Historicamente, o homem se distanciou da natureza e com isso afastou-se de si mesmo, estabeleceu relações de dominação entre seres humanos e para com os demais seres vivos. Nos grandes centros, o ambiente natural foi perdendo terreno para o ambiente construído. Principalmente nas grandes cidades observou-se o aumento da violência, do estresse e a diminuição da qualidade de vida. Sobre esse contexto, o movimento ecológico propõe uma revisão de valores e o resgate de uma ética em favor da vida. A Educação Ambiental (EA) tem sido o caminho para esse questionamento e para a mudança baseada na reflexão e ação. Nesse sentido o objetivo deste estudo é ressaltar o papel dos Jardins Botânicos (JBs) na realização de atividades em EA. Eles são órgãos voltados para a pesquisa botânica, a conservação ex situ e in situ de espécies e ecossistemas ameaçados de extinção ou vulneráveis, e a EA. Faz parte de sua missão a recomendação do II Congresso Internacional de Conservação de Jardins Botânicos (1989), de que adotem uma política de divulgação científica através da EA sobre os importantes aspectos de suas pesquisas em conservação. Os JBs se apresentam como uma alternativa importante para o processo de conscientização ambiental, e têm um potencial singular no processo de educar, principalmente o público que vive em centros urbanos. Eles oferecem a oportunidade de ter contato direto com o patrimônio natural, o que favorece a sensibilização para o espírito conservacionista e para a reflexão sobre o bem-estar social. Além disso, são locais de ampla visitação, atingindo a grupos de diversos MILENA GOULART SOUZA níveis sócio-econômicos e faixas etárias. Este aspecto vai de encontro a necessidade RODRIGUES e RENATA DE de uma proposta educativa que atinja um expressivo número de pessoas, enfatizada SÁ OSBORNE DA COSTA pela Agenda 21 e a Convenção de Diversidade Biológica. Os JBs desenvolvem parcerias com escolas. Com suas atividades educativas não formais, eles auxiliam o ensino formal a promover o aprendizado sobre o tema meio ambiente. O Ministério da Educação, através dos Parâmetros Curriculares Nacionais, estimula que as escolas procurem outras instituições para desenvolver temáticas consideradas de relevância social e nacional, e que possam promover a cidadania dos alunos do ensino fundamental. Dessa forma, os JBs servem às escolas proporcionando mais um laboratório de aprendizagem. Outras instituições como organizações não governamentais, grupos culturais, órgãos governamentais de pesquisa e universidades também se beneficiam de parcerias com Jardins Botânicos. Fruto desse encontro, são desenvolvidos passeios ecológicos, práticas de sensibilização, exposições, atividades de lazer, seminários e pesquisa. A estrutura de funcionamento dos jardins botânicos, com sua área verde, seus centros de pesquisa, educação ambiental e biblioteca é um espaço aberto que permite aos cidadãos usufruírem desse ambiente. A flexibilidade de horários para visitação e a variedade de atividades facilitam que as pessoas avancem em seu próprio processo de auto-educação. Porque os JBs estão espalhados em todo o território nacional e têm toda essa gama de atividades com instituições e o público em geral, eles são considerados preciosos ambientes educativos. CONTATO: Milena Goulart Souza Rodrigues, Mestranda ( milena@jbrj.gov.br )1 Renata de Sá Osborne da Costa, Ph. D., Orientadora (renataosborne@ig.com.br)1 1. Mestrado em Sistemas de Gestão do Departamento de Engenharia de Produção da Universidade Federal Fluminense - UFF

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MUDA O MUNDO RAIMUNDO! UM PROJETO CAPAZ DE PROMOVER MUDANÇAS NA ESCOLA E NA COMUNIDADE Resumo: Os projetos de educação ambiental (EA) geralmente reduzem a proposta pedagógica à mera transmissão de conteúdos sobre meio ambiente e conservação dos recursos naturais, privilegiando a visão fragmentada do mundo. Levando-se em conta a situação das escolas públicas, dos educadores e alunos, a pesquisa partiu dos conceitos de educação e sustentabilidade e verificando como estes se complementam em processos de formação de professores, no caso, o Projeto de Educação Ambiental MÔNICA PENNA SATTAMINI no Ensino Básico do Brasil, Muda o Mundo, Raimundo! (Projeto Raimundo). As DE ARRUDA diversas experiências desenvolvidas nas escolas permitem verificar se os princípios norteadores do Projeto possibilitam desencadear processos de transformação social. Desse modo, demonstra-se que a relação educação–escola–comunidade constitui-se em elemento de um processo educativo ético-político. Isso reforça a necessidade de se levar em conta a proposta pedagógica crítica da realidade e de construção individual e coletiva de conhecimento, na perspectiva do exercício de cidadania para alcançar mudanças sociais. CONTATO: arrudas@openlink.com.br

NANCI NUNES LOPES

MEIO AMBIENTE, MUITO PRAZER Resumo: Este projeto vem sendo desenvolvido, num belo Casarão no Bairro de Santa Teresa na cidade do Rio de Janeiro - CENTRO DE DESENVOLVIMENTO DE EDUCAÇÃO INTEGRADA AMALIA FERNANDES CONDE, ou Casarão dos Prazeres, como é conhecido. Este centro pertence à Secretaria Municipal de Educação e atende alunos crianças da comunidade nas diversas modalidades de atividades. O programa de Educação Ambiental desenvolvido pelas prof. Nanci Lopes e Ana Luiza Portella, consiste em receber as turmas das escolas públicas para uma aula interativa de EA, que começa na estação do bondinho de Santa Teresa. A VIAGEM JÁ É UMA APRECIAÇÃO DOS CONTRASTES DA CIDADE, levando os alunos a perceberem as diferenças entre o centro da cidade e os bairros: seu casario, meios de transporte, qualidade de vida, acupações irregulares.... Ao chegar no Casarão, eles se surpreendem com a beleza da casa e do entorno. Fazemos uma trilha na mata e atividades variadas dentro da casa. No primeiro ano de projeto enfocamos a Mata Atlântica e espiritualidade, neste ano enfocamos os quatro elementos naturais , a degradação ambiental e como podemos contribuir para a mudança destes paradigmas. O trabalho se encerra com a visitação a um ambiente hostil artificialo Cafofo da Poluição_ e a construção de um trabalho plástico _" Um planeta mais sustentável.O professor que acompanha a turma ainda recebe uma apostila com material didático e sugestões de atividades para dar continuidade na sala de aula ao trabalho de EA. CONTATO: nnlopes@ig.com.br

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A EDUCAÇÃO AMBIENTAL E O ENSINO DA MATEMÁTICA: A QUESTÃO AMBIENTAL COMO MOTIVADORA DA APRENDIZAGEM. Resumo: O ensino dos conteúdos matemáticos pode gerar uma certa aversão nos alunos por considerarem que são assuntos abordados apenas para o cumprimento do currículo escolar, pela ênfase dada a utilização de instrumentos ligados à memorização e a repetição de fórmulas (MACHADO, 1994). Inserir questões concretas para apresenta-los pode constituir uma alternativa para reverter essa situação e demonstrar o quanto a matemática está presente no desenvolvimento humano. O projeto apresenta uma metodologia para enfocar os conteúdos matemáticos a partir de questões presentes no cotidiano, utilizando como motivador da aprendizagem a problemática do lixo. A aplicabilidade dessa metodologia visa a melhoria do processo ensino-aprendizagem na educação de jovens e adultos, através da transversalidade com enfoque ambiental. Propondo discussões sobre questões relevantes para a sociedade, solicitando a participação do aluno no processo, NILVA CARDOSO DA SILVA substituindo a passividade educativa pela ação, por meio de atividades significativas NETO e ROSE MARY LATINI que auxiliem seu desenvolvimento consciente, cidadão (BRASIL, 1997). O públicoalvo será duas turmas do 3º ciclo da educação de jovens e adultos na Escola Municipal Santa Luzia, localizada em Duque de Caxias, RJ. Inicialmente, está sendo levantada a percepção dos alunos sobre o lixo, seguida da construção do conhecimento sobre o tema, através de dinâmica de grupo, visita ao Aterro Metropolitano do Gramacho/RJ, exibição de filme, levantamento de dados sobre a sua produção no entorno escolar e associação dos conteúdos programáticos mediante dados coletados. Espera-se com este trabalho observar avanços no processo ensinoaprendizagem e sensibilizar os alunos frente à problemática ambiental abordada. Palavras-chaves: Educação - Matemática e motivação. BIBLIOGRAFIA: BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental, Parâmetros Curriculares Nacionais Matemática, Brasília: MEC/SEF, 1997. MACHADO, Nilson José. Matemática e a realidade: análise dos pressupostos filosóficos que fundamentaram o ensino da matemática. 3ª ed. São Paulo: Cortez, 1994. CONTATO: ramonenilva@ig.com.br

RAFAEL CARNEIRO MONTEIRO e ANTONIO CARLOS DE MIRANDA

EDUCAÇÃO AMBIENTAL ATRAVÉS DE TIRAS ILUSTRADAS Resumo: A proposta deste trabalho é um estudo exploratório focalizando o meio ambiente através de uma tira ilustrada. Inicialmente, fez-se uma análise do lúdico: seu trajeto histórico, sua importância no processo de ensino-aprendizagem, entre outros aspectos. A seguir, discute-se o uso da ‘História em Quadrinhos’(HQ) nesse processo. Finalmente, adequou-se a temática ambiental envolvendo a proposta, em sala de aula, e o seu desenvolvimento pelos alunos. A partir daí, procurou-se identificar, nessas tiras, os personagens envolvidos, a representação da sociedade, os aspectos ideológicos e mitológicos, entre outros. É importante ressaltar, que este trabalho visa também à inclusão social com o saber, através da arte (HQ). CONTATO: rweight@bol.com.br

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SUÉLEN FELIX PEREIRA, NÍBER GONÇALVES DA SILVA, NIZIA VASCONCELOS QUINTANILHA, RAMON CARDOSO NOGUCHI e SÁVIO HENRIQUE CALAZANS

IMPORTÂNCIA ECOLÓGICA DE ESPÉCIES SEM VALOR COMERCIAL CAPTURADAS PELA PESCA ARTESANAL NO MUNICÍPIO DE ARRAIAL DO CABO, RJ Resumo: A costa brasileira é caracterizada por grande riqueza e diversidade de organismos marinhos, conferindo ao país alto potencial na explotação destes recursos. Vários municípios do litoral brasileiro possuem identidade fortemente associada a atividades pesqueiras. Arraial do Cabo, situado na Região dos Lagos, no estado do Rio de Janeiro, possui a pesca como uma das principais atividades econômicas. Nos últimos anos observa-se uma redução considerável dos estoques mais explorados como por exemplo: Carangoides crysos, Carangoides bartholomaei, Seriola rivoliana, Seriola delalande, Euthynnus alleteratus, Auxis sp. No entanto espécies de menor valor comercial continuam sendo capturadas indiscriminadamente e em muitos casos são desprezadas sem retorno ao mar, fazendo com que uma grande biomassa seja perdida por ter sido abandonada na praia. Essas espécies capturadas por acaso são denominadas "by catch". Não existe uma consciência de que estas espécies que aparentemente não possuem valor como: Dactylopterus volitans (Voador ou Coió), Stephanoleps hispidus (Peixe-porco), Cyclichthys spinosus (Baiacu de Espinho) e outros, são fundamentais ao equilíbrio do ecossistema marinho. Na tentativa de reverter este quadro, propõe-se o desenvolvimento de um projeto que, após identificar as principais ocorrências de espécies sem valor comercial desenvolva um trabalho de orientação nas comunidades pesqueiras quanto a importância de sua preservação e sugerir formas de minimizar pescas acidentais das mesmas. Alguns trabalhos de orientação e conscientização ambiental, que já são desenvolvidos na região poderão fornecer apoio operacional para o desenvolvimento deste projeto. Palavras chaves: Explotação – Pesca - By catch. CONTATO: Suélen Felix Pereira - sufelixbio@hotmail.com

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PROJETO DE CONSCIENTIZAÇÃO PELO FIM DA CAÇA SUBMARINA-MERGULHE EM PAZ Resumo: Considerando a época atual, as condições do Mar, e o desenvolvimento intelectual da humanidade, apenas a Caça Sub,desconsiderando se por prazer, necessidade ou qualquer outra motivação, é um ato bárbaro para um humano em pleno século 21. Não faz sentido, presenciando a progressiva degradação dos Oceanos permanecermos ainda a discutir qual Arte de pesca é a mais impactante. Temos que proteger os mares. Essa é a prioridade absoluta. Para isso, seriam necessárias restrições e limitações a todas as formas de exploração dos recursos vivos de nossos Oceanos. A começar pelas formas de agressão de cunho estritamente cultural, como a Caça Sub Desportiva. Os ideais e a atitude dos caçadores subaquáticos amadores são de uma mentalidade que não é mais condizente com a nova ordem moral da humanidade. Nós do Projeto Mergulhe em Paz, temos consciência das dificuldades em nossa busca. Modificar mentes já RAMON CARDOSO formadas, hábitos quase seculares e até mesmo visões de mundo, não é uma tarefa NOGUCHI, NÍLBER das mais fáceis. Nossas ferramentas serão as seguintes: Programa Intensivo de GONÇALVES SILVA e NIZIA Conscientização Contra a Caça Sub (PICCCS): Serão ministradas palestras nos VASCONCELOS colégios, universidades, empresas e escolas de Mergulho,em nossa área de atuação QUINTANILHA (Cabo Frio e Arraial do Cabo R.J) tendo como alvo estudantes, comerciantes e o público em geral. Nossos objetivos alem dos caçadores em potencial, ou já atuantes, é ter e manter a opinião pública a nosso favor.Alem de palestras nossa presença em fórums e listas de discussão na internet, contribuirá para manter o assunto sempre na mira do público e da mídia. Núcleo de Informação e Apoio Científico (NIAC): Será um grupo de pesquisa constante. Coletando informações técnicas ou jurídicas, para que a ação do Mergulhe em Paz seja efetiva, e tenha credibilidade perante o público. Sua outra e talvez mais importante finalidade, será a produção de trabalhos científicos, para que possamos realizar um monitoramento preciso e constante dos danos causados pela Caça Sub na nas áreas de Cabo Frio e Arraial do Cabo, alem de fornecer subsídios tecno-científicos para ações de maior impacto envolvendo apoio jurídico e governamental. PALAVRAS-CHAVE: caça sub; conscientização; Arraial do Cabo. CONTATO: Ramon Cardoso Noguchi - enhordeatlantida@ig.com.br

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RENATA DE FARIA BRASILEIRO, WALESKA LEAL, SULTANE MUSSI e THAIS SALMITO

EDUCAÇÃO PARA GESTÃO PARTICIPATIVA NAS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO DO RIO DEJANEIRO ATRAVÉS DA IMPLEMENTAÇÃO, CAPACITAÇÃO E FORTALECIMENTO DE CONSELHOS GESTORES Resumo: As unidades de conservação cumprem a finalidade de abrigar espaços de biodiversidade e recursos naturais relevantes que só poderão efetivamente constituir patrimônio público se houver a participação da sociedade na sua criação e gestão. O desenvolvimento de ações de Educação Ambiental na gestão de U.C. sempre é lembrado como indispensável, sobretudo, para favorecer a construção de novas relações sociedade x natureza. Contudo, isto não tem se efetivado em vista das ações educativas utilizadas não contemplarem a participação popular enquanto metodologia e objetivos a serem alcançados. A Constituição de 1988 previu instrumentos concretos para o exercício da cidadania através da participação política. Os Conselhos podem ser definidos como um canal de participação formal e cumprem o papel de instrumento mediador nas relações entre Sociedade Civil e Estado. No que tange às Unidades de Conservação, a regulamentação de seus conselhos é recente. Nos últimos três anos, dois importantes instrumentos legais foram instituídos. Trata-se da lei n.º 9985/2000 e do decreto 4.340/2002, que regulamenta a referida lei no que diz respeito à participação social nas Unidades de Conservação, por meio de Conselhos. O presente trabalho de fortalecimento dos conselhos para a efetivação da gestão participativa de U.C. no Rio de Janeiro abordará essas temáticas, incluindo seus conteúdos no processo de capacitação dos atores envolvidos, fortalecendo a gestão participativa como um todo e instrumentalizando os conselhos para a atuação concreta na transformação das realidades locais, ações essas articuladas a outros programas governamentais de desenvolvimento social e sustentabilidade ambiental. Não há dúvidas em se afirmar que as metodologias participativas são as mais propícias para o fomento do conselho como instrumento democrático de gestão. No presente caso, a educação ambiental, no processo de concretização de seus pressupostos (participação, interdisciplinaridade, ambiente como totalidade e complexidade, respeito às características culturais de cada comunidade etc.), é o instrumento privilegiado para unir os preceitos políticos da democracia às finalidades deste tipo de unidade administrativa nacional, que são as U.C., e às temáticas e especificidades sócioambientais de cada localidade. O presente projeto teve início em uma experiência piloto no PARNA Jurubatiba, em parceria com o IBASE, tendo gerado bons resultados, dentre os quais uma publicação. No presente encontra-se em fase de ampliação para todas as U.C. do Estado. Palavras-chaves: Gestão Participativa – Metodologia Unidades de Conservação. CONTATO: Renata de Faria Brasileiro – renata.brasileiro@ibama.gov.br

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TRABALHO APRESENTADO COMO PÔSTER ANÁLISE DAS RELAÇÕES RELAÇÕES ENTRE ESPORTE/LAZER E CIDADANIA AMBIENTAL EM NITERÓI Resumo: Esta pesquisa objetivou analisar as relações entre o esporte/lazer e ambiente em Niterói. A delimitação a este município deve-se ao fato dele ocupar a terceira posição no quadro dos IDH – M dos municípios brasileiros, e por ser considerado um destacado cluster na área do desporto. Efetuou-se uma ‘análise documental’ em um período de 18 meses, a partir de janeiro de 2003, usando-se três jornais - O Fluminense, Jornal do Brasil e O Globo. O corpus de análise incluiu matérias gerais e específicas publicadas sobre esporte/lazer, ecologia, cadernos especiais (de bairro), e fotos. Para a organização dos dados e sua categorização foi criado um banco de dados utilizando-se o programa Access.As quatro principais questões ambientais enfrentadas neste período foram a universalização da rede de tratamento de esgotos, criação de um aterro sanitário; balneabilidade das praias; invasão de áreas de proteção ambiental e obras de recuperação do complexo lagunar (Piratiniga/Itaipú). Mesmo tendo alcançado resultados significativos em comparação com outras cidades, a partir dos dados foi possível observar a precária infra-estrutura em comunidades carentes, a falta de fiscalização em áreas de proteção ambiental, e a lentidão ou ineficiência da administração pública. As implicações desse quadro para o esporte e o lazer em Niterói são que: ainda existem riscos em espaços de lazer devido à presença de valas negras, sujeira e lixo; e certas práticas desportivas ainda são futuras possibilidades. Como exemplo do primeiro caso, uma reportagem mostrava uma criança pulando por sobre uma vala negra na praia após período de chuvas. Como exemplo do segundo caso, mais de uma reportagem comentava que a futura recuperação ambiental das lagoas poderia permitir a prática de pedalinhos e windsurf. E a proposta da cidade de sediar as competições de Vela, na Baía de Guanabara, nos Jogos Panamericanos foi recusada devido ao estado das águas.Também foram observadas iniciativas dos cidadãos em prol da conservação do meio ambiente. No Projeto - Caminhadas Ecológicas, os praticantes deviam trazer seu lixo de volta, falar baixo e absterem-se de coletar lembranças - pedras, flores, frutos e mudas. A Secretaria Regional das Praias Oceânicas, a Companhia de Limpeza de Niterói e a Associação de Moradores promoveram um mutirão de limpeza da Lagoa de Piratininga. E foi realizada a 7a Regata Ecologica da Escola Naval, uma gincana para recolhimento de lixo na Baía de Guanabara e promoção do respeito ecológico e amor ao mar. Participaram marinheiros e alunos universitários, que retiraram do mar duas toneladas de objetos. Uma estudante de Biologia comentou que o aspecto importante do evento não era a retirada de lixo que era pequena em relação ao volume de lixo existente, mas sim a conscientização da população. Esses dados, ainda em fase de análise, apontam para à dependência que as pessoas têm de um meio ambiente saudável para a prática de atividades físicas; e a utilização dessas atividades para demonstrar cuidados para com a preservação ambiental, buscando assim atingir uma nova consciência coletiva. Palavras-chaves: Análise Documental – Preservação - Atividades Físicas Participação - Conscientização. CONTATO: renataosborne@ig.com.br

RENATA DE SÁ OSBORNE DA COSTA e ALFREDO FARIA JUNIOR

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EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM ESCOLAS LOCALIZADAS NO ENTORNO DO PARQUE ESTADUAL DO DESENGANO Resumo: Criado em 13 de abril de 1970 pelo decreto lei nº 250, o Parque Estadual do Desengano esta localizado nos municípios de Santa Maria Madalena, Campos dos Goytacazes e São Fidélis, estando sua área delimitada pelo decreto estadual nº 7.121 de 28 de Dezembro de 1983. O parque abriga um dos maiores índices de biodiversidade em Mata Atlântica no estado com 283 espécies vegetais catalogadas, das quais 22 endêmicas. A diversidade da fauna também é grande: 410 espécies de aves já foram encontradas. O parque ainda abriga cachoeiras e represas. Com base neste cenário este projeto visa identificar e analisar a percepção ambiental da RICARDO PACHECO TERRA comunidade sobre a fauna e a flora do parque em estudos conduzidos nas escolas e WANDERSON PRIMO DE próximas, acreditando que as crianças sejam indicadores dessa comunidade em SOUSA relação ao ambiente. Será realizado um diagnostico preliminar, feito por meio de questionários, permitindo traçar a melhor estratégia para o desenvolvimento do projeto. Palestras serão proferidas abordando temas como desenvolvimento sustentável, turismo desordenado e seus impactos ambientais, importância da biodiversidade e caracterização da fauna e flora regional. Serão realizadas trilhas interpretativas que permitirão que os alunos conheçam na prática os processos que ocorrem na natureza. Essas atividades são ideais para internalizar as informações adquiridas durante as palestras, para estimular a cidadania, gerando mudança de atitude de cada aluno em relação ao meio em que vive. Palavras-chaves: Trilhas interpretativas - Unidade de Conservação - Diagnostico Ambiental. CONTATO: rterra@cefetcampos.br

AVALIAÇÃO DA PERCEPÇÃO AMBIENTAL DOS PROFESSORES DAS ESCOLAS DO MUNICÍPIO DE CARAPEBUS - RJ. Resumo: Um programa de Educação Ambiental deve conter em sua essência “o querer realizar”. Esse sentimento que é fator determinante para o sucesso de qualquer projeto, deve partir da própria comunidade. Na maioria das vezes não falta motivação e sim um direcionamento, uma organização mínima, que possa nortear as ações. O presente trabalho, desenvolvido no município de Carapebus – RJ, que abriga cerca de 36% da área total do Parque Nacional da Restinga do Jurubatiba, teve como objetivo a realização de um levantamento da percepção ambiental dos professores que atuam nas escolas do município de Carapebus –RJ, através de questionários, identificando o RICARDO PACHECO TERRA grau de conhecimento desses professores a respeito do ambiente que os cercam, o e WANDERSON PRIMO DE envolvimento de cada escola com as questões ambientais e a motivação para SOUSA implementar ações voltadas para a educação ambiental. Os dados obtidos servirão de base para elaboração de um modelo de Educação Ambiental participativo, contemplando as características e necessidades locais, de forma a aproximar informações e conhecimento científico da realidade da comunidade e vise versa. A escola como espaço de informação e formação, se destaca como ponto estratégico para introdução e ampliação da percepção ambiental da comunidade local, possibilitando a atuação de diferentes grupos sociais no processo de melhoria da qualidade ambiental local. Palavras-chaves: Percepção Ambiental - Escola - Unidade de Conservação. CONTATO: rterra@cefetcampos.br

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RITA DE CÁSSIA A. GONÇALVES CUNHA e MAYLTA BRANDÃO DOS ANJOS

VISITAS PEDAGÓGICAS SOB O ENFOQUE DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL Resumo: A trajetória percorrida como docente nos leva à reflexão de que só as teorias desenvolvidas em sala de aula, não são mais capazes de sensibilizar os alunos para a importância do tema, Educação Ambiental, que deve transcender os limites de uma visão teórica para uma visão mais interativa nas questões que envolvam o ambiente. Este trabalho se propõe a analisar as visitas pedagógicas, em áreas de preservação, através de uma pesquisa participante com alunos do Ensino Fundamental, na Restinga da Marambaia, situada na Barra de Guaratiba, no Rio de Janeiro , que representa um dos últimos refúgios para a fauna e flora de restinga do Estado, onde se encontra uma enorme diversidade de cobertura vegetal, que vai desde a vegetação de mata Atlântica à vegetação típica de solos arenosos, cujas águas tranquilas oferecem condições favoráveis à manutenção dos manguezais. Palavras-chaves: Educação Ambiental – Interdisciplinaridade - Restinga da Marambaia CONTATO: ritagcunha@aol.com

RITA NEILE RODRIGUES MADUREIRA e ANTONIO CARLOS DE MIRANDA

JARDIM BOTÂNICO: UMA ALTERNATIVA PARA A EDUCAÇÃO AMBIENTAL Resumo: Os jardins ao longo da história, foram quase que privilégios dos reis e da nobreza, utilizados exclusivamente pelo seu componente estético. Na Idade Média, os jardins dos mosteiros passaram também a ser uma fonte de fornecimento de ervar, para a cura de doenças, representavam a vocação da caridade cristã, que os membros das diversas ordens religiosas abraçaram através do exercício da medicina. No início do século XVIII, adotou-se um modelo de jardim que seria a busca pela imitação da paisagem, com uma forte influência do Romantismo. Várias praças européias foram criadas sob essa égide. No entanto, somente a partir do final do século XIX e início do do século XX, os jardins botânicos foram criados na Europa, com um papel que se assemelha aos dias atuais. Este trabalho tem como objetivo central analisar historicamente a trajetória do que hoje denominamos Jardim Botânico, além disso, as alternativas de explorá-lo como núcleo de Educação Ambiental. Palavras-chaves: Jardim Botânico – História - Educação Ambiental. CONTATO: neile@uol.com.br

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SAMARA PIRES DOS SANTOS, RENATA ALVES DOS SANTOS AGUILAR e LILIAN COTO CORDEIRO

FORMAÇÃO PROFISSIONAL E AMBIENTE; REFLEXÃO SOBRE A CONFIGURAÇÃO DE PERFIS FORMATIVOS DE DIFERENTES CURSOS DA UFRRJ Resumo: A UFRRJ, vem há mais de 90 anos, formando profissionais em diferentes áreas do conhecimento, embora em sua trajetória a ênfase na formação esteja relacionada a formação de profissionais das ciências agrárias. Embora a prática da maioria desses profissionais está diretamente ligada ao meio ambiente, muitas questões vem sendo levantadas por discentes e docentes no que se refere a essa relação entre profissionais e ambiente. A insurgência de movimentos estudantis ligados a questão ambiental, no interior da universidade, na primeira metade dos anos 80, nos levou a questionar se o processo formativo curricular-disciplinar vem ao encontro da busca de soluções da crise sócio-ambiental, vivida na atualidade. Com este trabalho buscamos analisar e refletir a formação de cinco diferentes cursos de graduação da UFRRJ e sua rela’~ao com a questão ambiental e que tipo de relação e essa, ou seja, onde se situa a questão ambiental no interior do currículo desses cursos e se há co relação entre a formação para atuação ambientalmente ética ou se ela permanece distanciada. A reflexão parte das discussões e debates do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável e se apóia nas referências sobre currículo, formação profissional, meio ambiente e Educação Ambiental, além das análises dos programas analíticos das disciplinas que compõem os currículos. CONTATO: samarapiresdossantos@bol.com.br

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SELMA GUIMARÃES DE MORAES

IMPLANTAÇÃO DE HORTAS MEDICINAIS COMUNITÁRIAS Resumo: Selma Guimarães de Moraes Especialista em Plantas Medicinais A implantação das hortas medicinais comunitárias é um projeto da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro feita de modo a satisfazer as necessidades de algumas comunidades e também a produção de matéria-prima para as farmácias de fitoterapia da Secretaria, que se localizam em alguns hospitais da rede municipal. Na implantação das hortas são analisadas primordialmente as espécies utilizadas pelas comunidades, bem como as formas de uso, as indicações e até os efeitos colaterais se houverem. Ocorre assim o verdadeiro resgate do conhecimento popular através da observação de sintomas e medidas preventivas utilizadas para combater e/ou evitar alguns malefícios à saúde; pois o conhecimento empírico vem sendo transmitido de geração em geração. Desde setembro de 2002 o projeto vem sendo implantado. No momento trabalhamos com quatro comunidades distintas no tocante a localização e ao estado físico, mental e psicológico onde as similaridades se encontram com um excelente entendimento do que é bom para todos, como: respeito ao próximo e ao meio ambiente. São elas: a Unidade Integrada de Saúde Manoel Arthur Villaboim – UISMAV e a Escola Municipal Pedro Bruno em Paquetá, o Centro Municipal de Saúde Ernani Agrícola – CMSEA em Santa Teresa, o Centro de Atendimento Psicossocial Rubens Corrêa – CAPSRC em Irajá e no Instituto Municipal de Geriatria e Gerontologia Miguel Pedro – IMGGMP em Vila Isabel. Através das orientações recebidas em atividades de conscientização, cada comunidade se encarrega de realizar a seleção e o recolhimento do que pode ser reutilizado, tais como: garrafas PET, para substituir os tijolos na construção dos canteiros e como recipiente para plantas de pequeno porte; caixas tipo TetraPak/TetraBrik, para substituir os sacos plásticos de mudas; tubos de PVC, para servir como moirão em cercas; caix